Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09526


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Full Text
I
AMO Ultflll. MOMEBO 70,
Jtr frtfeiesadiaBtadtsSfOOo
ftr tres neies veacidos 6 JO 00
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PERIV4MBTO0.
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Aleandrlno de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva
Araeaty, o Sr. A. de Lems Braga; Ceari o Sr'
. Jos de Ollvelra; Maranhio, o Sr. Joaqum
Marque Rodrigues; Psri, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCAO DO SDL
Alarias, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia,
o Sr. Jos Martin Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Joao Pereira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias aa 9}{ horaa dodia.
Iguarass, Goianna, i Parahyba naa segundas
a sextas-feiras.
S. AntSo, Beterros, Bonito, Garuar, Altinho
e Garaohuoa as tercas-feiras.
Pod'Alho, Naiareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, logazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasquarUs-toirss.
Cabo, Seriohaem, Rio Formoao. Una.Barreiros
Agua Preta, Pimeotelraa e Natal quintas feiras.
[(rudo* os correiosparten as 10borasdamanba
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
8 Quarto crescente aa 2 horas e 40 niatos da
manba.
15 La eheia as 2 horas e 35 mina tos da Urde.
ti Quarto mi abante as 7 horas e 8 minutos da
manhia.
29 La nova aa 5 boras e 4 niatos da manhia.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 54 niatos da manhaa.
Segando aoa 30 niatos da Urde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sol at Alagoas i 5 e SO; para o norte
t a Granja 14 e 29 de cada tMx.
_. '*RT1DA DOS OSqUBCS.
f Be*,reJ d<> pipueok 6li2, 7, 7 1|2, 8
e 81,2 da es.; de Olinda is 8da m. eVda t.: de
Jaboatao a 6 1)2 da m.; do Caxang e Varita
is 7 da m.; de Bem fie* s 8 da m.
Do Recito : par. o Apipucoe s 3 1|2. 4. 4 1|4,
4 lr2. 5 1|4, 5 1,2 e 6da t.; para Olinda Is 7
da m. e S 1,2 d. t.; p,ra Jaboatao a 4 da t.ipara
o Caxangie Vanea s 4 1|2 da t.; para Bemfica
Al 4 O la
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribanal do commercio : aegundas e quintas.
Relami: tercas o sabbadoss 10 horas.
Fazenda : quintas a 10 horas.
Julio do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphlos: tergas e sexUs s 10 horas.
Primehra vara do civel: tercie a sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel: qaartaa e sashados 1
bora da Urde.
PtRTE OFFICIAL
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia SI de marco
de 186S
Officio ao Exm. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Commuoico ?. Exc. que em
officio de 20 do correte participou-me o agente
desta provincia ter feito embarcar na banana
Gratid&o, os objectos de qu trata o officio desta
presidencia, firmado em 19 do crrante.
Dito, ao commandante das armaa. Para ae
resolver acerca da pretendi do segundo ttente
do quarto batalho de artilharia a p, Gabriel
Aranjo e Silva, sobre que V. Exc. ioformou em
data de 15 do correte, faz-se necessarioqne es-
se official satisfaga o que exige o inspector da
tbesoararia de fazenda no officio constante da
inelasa copia.
Dito ao nesno.Queirs V. Exc. mandar ins-
peccionar e assentar-lhe prega, se for considera-
do apto para isso. o paisano Diogenes Francisco
Pessoa, que se offerece voluntariamente para ser-
vir no exercito.
Dito ao chele de po'icia. Em resposta so offi-
cio de V. S., numero 393, de 17 do correte, le-
cho a dizer-lhe < a casa da ra da Camboa do" Carmo, a que se re-
fere o officio do subdelegado desta fregueeia jun-
to ao de V. S. cima citado, por ter a commi-
sao de soccorros mdicos migado desnecesssria
essa providencia.
Dil aMsmo.Ao officio de V. S., numero
413, d bootm datado, respondo dizeodo-lhe
que por deficiencia de torga oio pode por ora aer
atteodida a requisico do aubdelegado de polica
?,'.5oloni* rolilar de Pimenteiras, de que trata
V..S. no citado officio.
Dito theaouraria da fazenda.Recommendo
V. S. que de conformidade com o que solicitou o
conmandante superior da comarca do Rio For-
mo,i em officio de 3 do correte, nsnde pagr
a Jos Gomea Leal a importancia dos vencimen-
toa relativos ao mez de fevereiro ultimo, dos
guardas naciooaes destacados no districto Duss
Barras, municipio de Serinhiem, urna vez que
eateja nos termos Iegaes o pret junto" em dupl-
cala.Communicou-se ao commandante superior
rospectivo.
pito ao mesmo Estando nos termos Iegaes o
pret junto em duplcala mande V. S. pagar ao
negociante Francisco de Paula Miodelo, confor-
me solicitou o commandante superior de Naza-
reth, em officio de 11 do correte, son numero
130, a quantiade 203*280 rs. em que importara
os vencimentos dos guardas nacionaes destaca-
dos naquella cidade durante o mez de fevereiro
animo.Communicou-se ao respectivo comman-
dante superior.
Dito ao inspector da Ihesourari proviocial.
fendo em vista em ana Jajtornagio de 19 do cor-
rente, aob numero 170, acabo de approvar o con-
trato junto por copia, celebrado pelo juiz de di-
reito da comarca d Boa-Vista com Jos Alves
de bouza, para a factura dos concertos de que
precisa o egude da villa do Ouricurv. O que
commuoico V. S. para seu conhecimento, e
afim de que mande entregar ao mesmo juiz de
direito de conformidade com o predito contrato
a quantia de 2.677*000, em que foram opadas
taes despezas.Communicou-se aoiuiz de direi-
to da Boa-Vist.
Dito ao mesmoTransmiti V. S., era ad-
dtamanto ao meu officio de 3 de jsneiro ultimo,
e para o fim conveniente, o incluso requer mea-
to documentado, en que Francisco Martins dos
Anjos Paula prova que lhe nao foi entregue e
sim ao ex-ajodaote de engenheiros da repartirlo
daa obras publicas, Jos Msria de Carvalho, a
quantia de 879*000 por que foram empreitados
os reparo das pootezinhas de Santo Amaro, Ta-
aruna e Arrombados, os quaes deixaram de ser
eieculados em detrimento dos,cofres pblicos,
ficando V. S. na inteligencia de que nesta dala
remetto copia de tudo ao juiz de direito da se-
H" ". P"* que faga eftocliva a responsabi-
lidade legal por esse Tacto contra quera for de
direito. Remelteu-se por copia ao juiz de di-
rreito da aegunda vara para proceder como fo
oe direito.
Dito ao provedor da casa de misericordia.A
vista do que ioformou o inspector do arsenal de
narinba con referencia ao aeu officio datado de
10 do correte, conven que V. Exc. nande apre-
sentar-lhe o menor exposto Felippe, afim de ave-
rigear-se se est as condiges de ser admiltido
em alguma dascompanUias do mesmo arsenal.
Uiloao commandante do corpo de polica Fi-
caudo inteirado pelo aeu officio n. 118 de 20 do
correte de que contrahio novo engajamento o
cabo de esquadra da secgio volante do corpo aob
seu commandoTraBCisco de Paula Regi, recom-
mendo a V. S. que sempre que istose der com-
muoique directamente ao Dr. chefe de polica.
Dito ao coronel Bento Jos Lamenha Lins.
Tendo nomeadoa V. S., o coronel Francisco Joa-
quim Pereira Lobo e major Sebastiao Antonio
do Hego Barros, i para de conformidade com o
disposto no aviso da repartigio da guerra do V
do correte, constante da copia junta, examina-
ren! os volumes viodos da corte na barca Tro-
vxata, aasistiodo a cootagem dos que pertencem
a esta provincia, asiim o communico a V. S. para
seu conhecimento e afim da qoe o faga constar
ao coronel e major cima mencionados.Com-
municou-se ao director do arsenal de guerra.
Dito ao commandante superior do Recito.
Expega V. S. aa auas .ordena para que um dos
corpos da guarda nacional sob seu commando su -
perior preste urna guarda de honra para acom-
panhar a imagem do-Sr. Bom Jesas dos Aflictos
que tem de sabir da igreja de S. Joi em procis-
saoo no dia 23 do corrente s3 horas da tarde.
Dito ao commandante auperior de Santo Aoto
Ao officio n. 68 de 27 de fevereiro prximo
fiodo, em que V. S. communica ter passado ao
coronel Francisco Antonio Barrse Silva o com-
mando superior da guarda nacional deasa co-
ra rca, por ae achar no exerciclo da delegada de
polica, e por isso impedido nos termos do artigo
15 da lei o. 602 de 19 de aetembro de 1850, o
chefe di> estado raaior, tenho a dizer-lbe qoe
devia V. S. ter paasado a este o commando su-
perior para que elle alii se declaraste impedido
a o transmitiese ao seu substituto legal, de con-
formidade com o dispoato nos artigos 3 e 7 do
decreto o. 1354 de 6 de abril de 1854.
Dito ao director das obras publicas.Concedo a
autorisacio que Vmc. pedio em aeu officio de
hontem, aob o. 49, para mandar lavrar o termo
de recebimento da obra do empedraneoto no lu-
gar deoominado Soccorro, que segundo consta
do citado officio acha-se coocluida de conformi-
dade com o respectivo orgamento, ficando na in-
teliigeucia de que nesta data ordeno a thesoura-
rU proviocial que pague ao arremataote daquella
obra, em vista do competente certificado a im-
portancia da preatacao a que tem direito.Con-
municou-ae a tbesoararia provincial.
oiclpal do Recito.Concedo a autorisaco qu
Vmcs. soucitaram em aeu officio n. 32 de 17 do
arrente, para mandar toser de barro, em vez de
-arela, o talude do lado do norte da estrada do
matadouro publico desta capiUI, deapendendo
qaan ia de l:584f,14, por quanto foi contratado
P atalude de aris. "tf
Dito a caara municipal de Ipojuca.Nao
seodo urgente a materia do projecto de postura!
a que aliude o officio que. Vmcs. dirigirn) a esta
presidencia em 5 do c'oMtte, e estando prxima
a reunio da asaembla provincial, a qual val aer
submettido o referido projecto, nao pode ser
provitoriamenie approvado.
Dito ao inspector da saude publica.Mande
Vmc. preparar com urgencia duas pequenaa am-
bulancias que possam ser cotiduzidas em dous
cavados, seodo urna para a villa de Flores e a
outra para a de Iogaceira.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
V. S. entregar ao commaodante da companhia
de cavallaria viote e dous aelins e dezeseis appa-
relbos de limpeza qae vieram da corte com des-
uno a nesma companhia, devendo primeiro fa-
zer-se dos aelins o concert daque trata o bri-
gadero commandante das armas no officio por
copia incluso.communicou-se ao commandante
das armas.
Dito ao mesm.Transnitto por copia Vnc.
para aeu conhecimento o aviso da repartigio da
guerra do primeiro do correte, determinando
que de ora em diaote nem um volume remettido
para asta provincia seja aberto aem que urna
commissio composta de tres membroa examine,
em primeiro lugar se os volumes tem sigoaes de
terem sido aberlos, procedodo-se depois a coo-
tagem e exame do estsdo dos objectos que cooti-
verem do que se lavrar termo.
Dito ao director das obras militares. Mande
V. S. pregar como requisitou o brigadeiro com-
mandante das armas em officio de 20 do correo-
te, urna porta que d commuoicagio da asa dos
inferiores par,a a secretaria do commando da com-
panhia de cavallaria no respectivo quartel. Com-
municou-ae ao commandante desarmas.
Dito ao commisssro vaccinador.Transmiti
Vmc. duas caixinhas com pus vaccinieo vindo
de Pars,e tenbo a recommendar-lhe que remella
com urgencia aigumaa toninas ou tubos ao viga-
rio da freguezia do Rio Formoso onde reina a va-
rila.Communicou-se ao vicario do Rio For-
moso.
Dito aojuiz.de paz presidente da junta de qua-
liticacao da freguezia de Pao d'Alba.Em vista
dos motivos aposentados por Vmc. em seu offi-
cio de 18 do crrente, pelos quaes nao pddefucc-
clonar a junta dequalilicagao dessa freguezia nes
cinco dias marcados par tomar conhecimento
das queixas e reclamares que ae tenham dado
nos trabalhos de sua primeira reunio, recom-i
mendo-lhe que, guardadas as formalidades e o
prazo da lei. convoque a referida junta para reu-1
oir-se ao dia 28 de abril prximo vindouro, que l
para esse fim fica designado.
DU' eren' da ompanhia Pernanbuca-'
na Pode Vmc. fazer seguir para os portos dos
seu deslinos os vapor** Persinunga e touaras-
, nos dias e horas indicados em o seu officio de
hoje.
J'Vpedient; do secretario do
__ ruerno.
Oflicio ao inspect da theaouraria de fazenda.
Deordem de S. i :. o Sr. vie#presidente da
pro-iacia, tranmitw4i V. S. a incluaa orden do
thesoaro nacional, datada a 8 do crreme e sob
n. 48.
Dito ao commandante da eitagao naval. O
Exm. Sr. vice-preidente da provincia manda
acensar recebido o officio n. 29 desta data em
que V. S. lhe commuoicou ter chegado hontem
ao porto desta cidade o vapor de guerra Paraen-
M que val aos Estados Ooidos da America tocan-
do no Para.
Despachos do dia SI de marco.
Requerimento.
Antonio do Reg Pacheco Jnior. Pode
o supplicante ouvir as ligdes do curso commer-
cial.
Antonio Jaciotho Borges.Informe o Sr. ins-
pector da theaouraria proviocial
Henrique Jos Vieira da Silva.Volte ao Sr.
inspector da theaouraria de fazenda para expor o
mais que lhe occorrer.
Irmandade do Senbor Bom Jess dos Afflictos
erecta na igreja de S. Jos do Riba-mar desta
cidade.Dirija-ae ao Sr. commandandante su-
perior da guarda nacional do muoicipio do Re-
cito.
Jos Africano livre,Nao tem lugar.
Jos Jeronymo Bustorff.Pode o supplicante
ouvir ds ligoes do curso commercial.
4.a aecgo.Secretaria dogoverno de Peroam-
buco 24 de margo de 1862.Pela secretaria do
governo se* fsz publico para coohecimento das
pessoas a quem possa interessar o aviso circular
da reparlicao de agricultura commercio e obras
publicas abano transcripto.
Mn!Ul"T|a difectoria._Rio de Janeiro.-
Minisierio do negocios da agricultura commercio
e obraa publicas em 5 de margo da 1862IIIm.
la'Dw S^rP^enendo o art. 197 do regula-
mento de 21 de dezembro de 1844, qae de uns
para outros lugares em que houver correios re-
gularmente estabelecidos, se neo possam mandar
cartas por conductores oa expresaos sem que
deltas liona sido previamente pago o derido por-
e por meio de sello, e art. 209 do mesmo regu-
lameoto que nos officios que os presidentes diri-
girem es secretarias de estado acompanhando
requenmentos de partes informados, ae escreve-
ra interesse particulare nao sero expedidos
nos correios respectivos sem que as partes in-
teressadas ou seus procuradores tenham pago o
porte competeote por meio de sellos ; e convln-
do Hscalisar, quanto aeja possivel, esta parte da
recen publica : ordenar V. Exc, que todos os
olicios as circumstanciaa cima sejam enviados
ao correto, oode as partea ioteressadas irao pa-
gar o respectivo porte, sendo-lhes nessa occaiiao
postos os competentes sello, sem os quaes j
devidmeule inutilisados, nao poderio aeguir na
forma do art. 193 do referido regulameote.
Deus guarde a V. Exc.-Manoel Felizardo de
bouia e Mello.Sr. presidente da provincia de
rernambuco.Cumpra-ae.Palacio do governo
ae rernambuco 24 de margo de 1862.Portilla.
Joao Rodrigues Chaves.
| WA8 DA SUMARA.
24 Segunda. laatilaicioooSS. Sacramento.
55 Tergs. ^ AsNsweUeto de Noa. Senhora.
26 Quarts. S. Ludgero b. ; S. Braulio ha
27 Quinta Ss. nieto e Lydi. su, lher.*'
2 Sexta. A sacratissina corda deesa, de 1 r
29 Sabbado. S. Bertboldoc ; S.P.stoVm! C'
30 Domingo. 4." da qoaresma. S. Joao Climaeo.
A9SIGNA-SE
no Recito, em a Hvraria da prja da Indepen-
dencia ds. 6 e 8, dos proprielarios Maooel Piguei
roa de Faria 4 Filho. *
ULTERIOR.
RIO DE JANEIRO
Exposico nacional.
(CoQlinuaco.)
XVI
De ludo quinto sppareceu oa expostoo o que
mais deu na vista foi a nossa riqueza natural
Beta que necessariamente incompleta, esta exhi-
bigao foi das maia ricas ; as salas dedicadas ao
Amazonas e lo Para, a Minas Geraes, Espirito
biolo, Sergipe eAlagoss.apreseutavan), quer na
sua forma primitiva, quer transformadas por
alguma industria, urna profusio de productos es-
pootaoeoa do acloque desafia qualquer classifica-
gao e destripgio.
Coofessamoa que por impossivel lenoa de descra-
ver nesmo smente amostras de madelraa; o su
crescido numero, a sua variedadaextraordinaria
vedam urna apreciagio qualquer a quem nio 11-
ver feito da sua origen, do sea enprego, da
maior ou menor facilidade que offerecem nossas
matas para serem regularmente cultivadas, etc.,
um estado psofundo e especial, para o que girta-
mente a vida de um homem nao seria bastante.
Na falta de am catalogo anotada daa pegaaex-
poatas e do aeu valor, na falta de documento
que noa eaclarecestem, o que poderiamos fazer ?
Repetir aqu oque todos aabem, fallar das es-
pecies diariamente empregadas, como o Jacaran-
da, o cedro, a peroba, o geoipapo, o agouta-ca-
vallos, o garspiapunba, o garuh, oaips, o ga-
rassahy, aa canellas, o garapa, o mngalo, o sapu-
cahy, o googalo-alves, ele sobre as quaea o publi-
co est perfeitameDte informado. Parece-nos mais
simples e mais justo contvssar a nosaa ignoran-
cia, e lembrarmos nicamente o graode presu-
mo de que seria para o paiz urna monographia
botnica e industria), industrial aobretudo, das
especies que mais vantajosamente se podem a-
proveitar. De todos os oossos producios pare-
ce-nos que sero as madeiras um dos que mais
atrahirSo a attengo e o eatado na exposigo de
Londres.
Acoostrucgo naval ea marcenara da Europa,
aio tributarias dos paizes eatrangeiros, mas ne-
cesario tambem reconhecer que, as colonias
inglezase francezas da America e da frica, na
India e na China, temos concurrentes po-
derosos. Porm, a despeilo de tudo, a oecessi-
dade de madeiras exticas cresce a olhos vistos
entre aa populagdes europeas ; a Inglaterra j*
baixoa consideravelmente os direito* de impor-
lago que pesavam sobre estes productos ; na
Franga tem bavido no mesmo sentido reclama-
g5es unnimes e enrgicas, que aca-
baram por ser atteodidaa. Esperamos que de
tudo isto resultar um impulso dado a cultura
das nossas matas.
Mas nos mesmos temos alguma couaa que fa-
zer ; dous lacios que ramos citar bastario para
prova-lo. O aogico, tao conhecido entre nos,
appareceu em Londres pela primeira vezom
1834 ; da Baha ia a madeira fornecida pelo ay-
lanthus glandulota, que, como aabido, apr-
senla sobre um fundo avermelhado veas de um
vermelho escuro que prodaz o mais bello eftoito,
dura e lustra-ae per lei la ni en te. Desde que
appareceu no mercado europea, foi comparada
e mesmo preferida s mais bellas madeiras ex-
ticas ; mas em consequencia da aua rariedade os
marceneiroa europeus renunciaram do sea em-
prego.
Outra especieo googalo-alves, entre nos j
de emprego commum, procurado com grande
dispendio pelos proprios loglezes na Bacia do
E9sequibo e do Oreooc*, e a exportago que della
fazemos insignificante. Nao dar isto que pen-
Mr #
m genero de productos naturaes, daquelles
que o solo nos prodigalisa sem que nos temble-
mos de utilisa-los, estamoa certos causar tam-
bem sensagao na Inglaterra. Sao as libras ve-
gelaes leciveis que as provincias do norte nos
mandaram com profusio. A possibilidade de em-
pregar aa fibraa de vegelaes novos para o fabrico
de tecldos tem sido multo estudada pelos logle-
zes, e muitas amostras ioteressantes apparece-
ram na exposigo de 1851 tiradas com multo dis-
pendio da China, da India daa ilhas Philippioas.
Poderam.lodosconvencer-se.dixla o relator do
jury encarregado do sea exame, que se es oa-
goes do occidente tem de pedir 4 sciencia novos
recurao em materias tectveis, pode esta esco-
lhef, d'entre um grande numero de pUotaa fila-
mentosas, aa que devem ser objecto das empre-
sas do commercio.
Este fundo de riquezs ser ainda augmentado
pelas contribaiges do Brasil, e o tucam, o gra-
vt-ass, o guarapim, etc., o3o passario por
certo desapercebidos. A piagaba, materia muito
mais grosseire, tirada em abundancia da bscia
do rio negro, j nos a mandamos Inglaterars,
nao se podeodo duvidar de que o gravat-ass
com especialidade esleja destinado brevemente
a tomar o mesmo camioho:
Anda um terceiro grupo de productos natu-
raes merece meosio especial : o doa produc-
tos medicinsea ; folhiaraizea ou aemantes, gom-
mas, resinas, azeites e oleoa, estes productos
apresentam-se debaixo de todas as formas. Ape-
zar dos progresos da medicina tenderem a rea-
iriDgir cada vez mais a pharmacopa, e da lhe-
rapeutica com sempre crescenlo severidade ter
j proscripto milhares de drogas antigamente
precon toadas at ao absurdo, pode ainda a arte
de curar pedir mais de um remedio precioso ao
novo continente, que j lbe deupara citarmos
apenas am nomea quina. A materia nedica
brasileiraestlonge de ter Intereaae nicamente
para os brisileiros e a cultura de certas plantas
medicinaos poda fazer apparecer commercio se-
rio. Mas para isso necesssrio que a sciencia
dirija a industria, e aos oossos mdicos conpete
seguir aa ptsadaados Gones Velloso, Guimaraea
Peixoto e outros, dando a conhecer Europa as
riquezas curativas dos vegetaes brasileiros...
Eis-nos chegados ao termo de urna longa re-
vista, e esta a occasiio de formular ama con-
clusao geral a reipetto daioduatria e da agricul-
tura braaileiras. Mas tirar urna concluao jul-
gar, e para julgar faltam os dados. Para moti-
var um julio qualquer seriam neceasarios alga-
rumos que nao possuimos, tendo-nos proposto
com estes artigos provocar antes a sua apresen-
tagao. *
Nunca de maia o repetiremos: atolla de cal-
culos exactos de dados expressos por algarismot
nao permute que se formule urna decisao defini-
tiva ubre a produego nacional. Nio basta ex-
primir um juizo individual ; neceasario tornar
evidente para todos a verdadedease juizo ne-
cesario para assim dizer, tornar vlsiveis e pal-
pa Veis os mil e um toctos qae juntos constituem
a situagao econmica dos diversos factores da
produegio. No seu estado actual urna analyse
deta oatureza nio possivel, quando muito po-
der-se-hia esbogar o programma das questes
pnncipaes sobre que ha de verssr.
Devemos portento limitar-nos a resumir a im-
pressio pessoal que sentimos ante o ioteressante
espectculo da primeira exposigo nacional, esta
impressao maolfestamo-la.
O Brasil nao deve ainda, por. muito tenpo
pensar em ontra cousa qae oio seja aproveitar
aa suas nquezaa agrcolas e mineralogicas.iato
o producto do aeu aolo. Falta-lhe muita cous
pa aer urna nagio industrial e manufacturara.
Nao tem ama popuiagao densa e cerrada, nio
tene dever queixar-se disso ? a miseria que
fado terrivel de contossar, mas qae torga re-
conhecer a nao se querer negar a lu do sol, oas
condiges da aociedade moderna, a pode arma-
da do borrivel aguilhio da tome, impellir prole-
tarios que pulam a oftoreeerem a quem mais der
os seus bragos para a industria. Nao tem essa
barateza incrivel dos salarios que permittem
avrar por baixo prego aa materias primas; nio
tem mesmo a abundancia de gneros alimenti-
cios, esse regulador do salarios, e cujas me-
nores fluctuare causam a alta oa a baixs
dos jornaes, e o augmento ou dimiouigao n
consumo. Nao tem o combustivel, essa primei-
ra necessidade da industria, que por toda a par-
te onde eeenprefa o machinismo, ainda mais
que qualquer outra cousa, ioflue peto seu prego
sobre o valor do producto. Nio tem meios d
communicagio rpida e facit que permittam o
o esparzimento daa materiaa manufacturadas e
que ao mesmo lempo nivelem as condig5es do
irabalho. Nio tem, finalmente, o mercado sem
o qual a produegio 6 nada, aem o qual toda a
aetividade torgosamente improficua.
Ms| tem a trro e o espago ; e q trra frtil a
virgem. a trra barata. Eatatoes, clima, calor,
luz, bumidaa, toitos as torgas naturaes Icoospi-
ram em seu favor; e para fazer destes agentes
outros tantos escravos solicito em produzir para
elle, o Brasilero nao lem que desenvolver a de-
cima parle ograto dos climas temperados. Ao paaso que
em oulras partea necessarie torear a natureza,
aqui entregase ella; aqu nunca pW.'ett sem-
>(1 Affmpre activa ; aqui nio ha ia-
Qe Drendam n hnmnm em gug
vernos geladg (fue prendara o homem
O que desojamos, sobretudo, que a sititaco
econmica do paxx productor, tal qual Er. teja
nelarecida t potta em evidencia. Faga-se islo ;
e mesmo quando tenhamos de reconhecer que
nos engaamos de principio a fim, ainda assim
nos felicitaremos, se-o nosso erro Irouxer em
resoltado fazer apparecer^a verdade aos olhos de
todos.
Ainda urna palavra. A exposigo abetta a -2
de dezembro de 186-1
deve assigoalir urna data
ais oroh .-"i ,JTnmmm\M"a '.'"' na W94orU d0 P"- E'um grande feito. cuja im-
no lia na^. v. ld8 Sb pe" ^ m0rte ; Porlaocia irapossivel d.scunhecer. Improvi.a-
rfa'ontrf ",/,?.!! cAm?i\.^!e.d.end I a'_.P?. "?l* diz".. en poucos dias. por urna
a trra contri as
campos defendendo I da, por assim dizer, en
tentativas do trabalhador. O : maravilh de aetividade
msls bello clima do mando prodigalisa todos os
dons gratuita, toda as torgas espontaneas e to-
dos os recursos naturaes
que s agricultura tem
precuameote porjnisso ulilisar. Ao campo pois
e s mina, e deixeeaos a officina.
Comtudo, com urna proporigio to absoluta
como esta, queremos apenas exprimir urna rela-
gio e nio dizer que tudo quanto nao trabalho
agrcola ou de minerago deva aer condemnado
sem piedade. E' iajpossivel que um povo se
encerr to rigorosamente nos limites de urna
especialidadj, e oecessario que elle mesmo
exerga certas industrias. Pensamos, portanto,
que a industria poderi ser applicada com vants-
gem no Brasil, sendo o sobre materias primas
mdigenas e abundante, quando nio exigir capi-
taes e um pessoal consideraveis, quando j> tra-
balho nio eativer subdividido de mais, quando
nao empregar machinas senio de pequea torga
e pouca despeza, quando, finalmente, tiver por
Qm produzir materias de primeira necessidade e
de grande coosomo. Pensamos que a exposigo
nacional comprovou estes fados, mascomprovou
tambem que, por limitada qae aeja a industria
no Brasil, oio detoa de resenttr-se das circuns-
tancias que j otlmos.
Provou, sobretudo, que, limitada como a
Industria no Braa lula com difficuldades desco-
nheeidas, que um inqueiito, provavelmente, da-
a em resultado dscobrir. O fabricantes bra-
sileiros queixam-s, mas suas queixas sio vegas,
sao unnimes emjtzer que aoffrem, mas nio sa-
bem ou oio querem dizer de que. A nica cousa
que ae pode obter ctellea que receiam o com-
mercio estrangeiroi e que nio esli sufficiente-
meole protegidos pelas tarifas da alfandega. Te-
mo-nos esforjado Para demonstrar que essa quei-
xa via._ Sem desconhecer quanto a theoria do
commercio livre tem de verdadeiro e de progres-
sivo, pode se acreditar que ao oaicer da indus-
tria entre um povo a prolecgao necessaria. A
historia ao menos ensioa que enlre todos, o po-
vos a prolecgao c^ .o com a sua egide protectora
a industria nascer. > e facilitou desde o comego
o seu aesenvolviracoto. Nio recusamos pois
admitlir em principio u necessidade de direilos
protectores.
Mas parece-nos incontestavel que as tarifas da
alfaodega brasileira teem, por assim dizer, tj-
cado a meta ; que oio smente sio protectoras,
mas em alguns casos mesmo prohibitivas, e que
por coosequencia nao dahi que vem o mal, nem
dahl que pds vir o remedio, e calamos conven-
cidos de qu so o aosaos fabricantes submettes-
sem as suas operages a ums analyse severa e
conscienciosa, em breve se capactariam disto,
descobrindo o obstculo onde elle realmente
existe. Talvez seja dado commissio assignaia-
lo, sobretudo se os fabricantes respooderem de
boa f s perguotas que esta Ihes dirige, porque
os jurys, aocaranio a missio plo seu Isdo mais
elevado, nada poupam para chegarem ao conhe-
cimento da verdade, e nio ser culpa dellos se
nem todas as questes suscitadas pela expoagao
nacional fdrem resolvidas, pelo menos tao bem
como o pdem ser no estado actual de cousas.
e zelo, a primeira pro-
duego brasileira excedeu muito ao que ae devia
razoavelmeote eaperar de urna tentativa para a
qoal o paiz nao eslava preparado, e que tinha
contra si a novidade, as distancias e a taita de
tempo.
O paiz tomou-a logo debaixo de sua prolec-
gao ; mais de 40,000 visitadores no curto eapago
de seis semanas o provarara sobejamente. O re-
latorio da commissio geral aioda augmentar
nao o duvidamos, o seu valor e a sua significa-
cao ; hoje pde-se diz-r que a iostituigio foi ac-
ceita e entrou nos nossoa costumes : fagamos
votos para que dentro em dous ou tres annos
ama nova tosa, e ainda maii esplendida que a
primeira, lhe firme para sempre a existencia e o
volver peridico.
( Jornal do Commercio, do Rio.)
REVISTI DIARIA.
Recebemos a infausta noticia como, j disse-
mos, da morte do Sr. r. Joao de Souza Res, rea-
lissda por accoramettimento do cholera na villa
de Campina-Urande, quando o finado vioha do
Ico a tomar conta do juizado de direito da comar-
ca de Goianna, para onde fra ltimamente re-
movido.
O Sr. Dr. Joao de Souza Reis era natural desta
provincia, a que prestou bonsservigos na judica-
tura ; e quando os vinha continuar naquella co-
marca importante ; e quando assim acabava de
receber do governo imperial urna prova de reco-
nhecimento daquelles bonsservigos; e quando fi-
nalmente se aproximava ao seio de sua familia,
em meio camioho arraoca-o a morta patria, aos
prenles, e mais que ludo urna senhora e va-
rios Blhiohos. que ah ficam na viuvez e na or-
phandade, sem lagrimas bastantes para choraren)
ao pai e ao esposo dedicado, como nos o conbe-
ciaraos.
Se am tal dr nao ha allivio bastante para ex-
lingui-la, sirva-lhe ao menos de altenuagao a
considersgao publica de que gozava o finado por
seu carcter, honradez e inleireza de proceder.
Foi mandado por a concurso o lugar de 2o
escrpturario da theaouraria provincial, vago pelo
fallecimento do Sr. Francisco Joaqoim d'Oliveira
Baduem.
Remellera-nos o seguate :
Sr. redactor da Revista Diaria.Hontem 21
do corrente foi victima do cholera Jos decanta
Aons Gama, pardo, sapateiro e nimiamente po-
bre, accommettido as 10 horas da manhia deu al
ma Deus as 7 horas da noite, admira, que no
centro da cidade onda os soccorros deveriam ser
encontrados de prorapto fallecesse um pobre pai
de familia, faltaodo-lhe lulo quanto a caridade o
exiga.
.FD10S tnam lhiuha desse infeliz, e quando sabamos encon-
rjSBBassxSTSSt- ZS^J^'JLJZ'^rls'
ou nao
em quei-
xas sao tambem vagas. Accusa a cessagio do
trafico, a falta de bragos; e a eslalistic, com
algansmos, prova que ella engaoa-se. Brada
que fenece e morre, e a estatistica, com alga-
nsmos, demoostra que a produegio carece pro-
gressivamente, e que o prego mesno dos pro-
ductos agrcolas segu una marcha ascendente.
E, entretanto, quer se coofesse vencido
pela evidencia, o fazendeiro persiste
zar-se ; um brsdo unisono repercute de norte a
aul. A agricultura morre l a agricultura norreul
Donde vem isto?.. Qual hoje a posigio da
agricultura brasileira?.. Ninguem o pode dizer.
tas, mesmo reconheceodo que a estatistica
nao se engaa, isto que os algarismoa sio
exactos, pensamos Hambem que o fazendeiro diz
a verdade. Infelizmente s o eftoito seosivel,
ficando oceutta a causa. Mas ainda nio tudo :
o enfermo toge toda inveiligagio, e at, como
se receiasse descubrir a origem do aeu mal, nem
ao menos quer langar sobre ss suas operages o
olhir investigador de ama coolabilldade escru-
pulosa.
t' com ludo, uecessario que a agricnltura bra-
sileira se convenga de que os algarunoi gover-
nam o mundo ; e que o mundo agrcola deve
tomar ao serio esta divisa, e que d'ura avante,
antes de langar-se em grandes reformes, deve
basear suas convieges em algariiroos que tra-
gara comsigo o meios de verificagio Quando se
compreheoder que saber calcular o supsr sum-
mum da experiencia agrcola? Quando se desen-
gaarlo de que o derradeiro esforgo da agricul-
tura erigida em industria um algarismo ?
Se este algarismo fosse conhecido, quem sabe
se debaixo das dobras do manto da prosperidade
oio se encontrara o caocro roedor da bypotheca,
essa flagello da agricultura de todos os paizes
a falta de relagio entre a extensio das trras, o
numero de bragos e o capital ; a illusao sobre o
valor do trabalho escravo, e a illusao ainda
raaior sonsa o produca liquido do solo, que nin-
guem parece ainda ter pensado em determi-
nar ?... De um calculo que Cuernos, ha tempo,
com o prop neta rio de urna estancia do sul, que
possuia 10.C00 cabecjs de gado, resulta que o
produelo liquido nao passa de 7 (, ; um amigo
oosso, que fez sobre urna fazenda de aasucar um
calculo do mesmo genero, acbou por approxima-
gio um producto liquido de 6 (, ; um fazendeiro
de caf, dos mais importantes da provincia, ha
4ouco aujlipu a oosaa vista em menos de 7 i.,
o producto da sua lavoura. *
Poderio coutestar estes algarismoa ; elles t
fariam prova, se os produzisseroos em seguida a
urna conta completa, analysada, das operages
efectuadas nos tres differentes estabelecimentos,
que o foroeceram ; mas tslvez tlvessen ellas
nsis valor, se a discrigio nos permittisse no-
mear os proprielarios, cujo reodimento expri-
mem. Em iodo ocaso, hio d canceder-nos que
estes algarismo nos aotorliam a repetir o que
ha muito dizemos, que um ioquerito sobre a pro-
duegio oacioual necessario, nada havendo
mais imperioso do que urna iovestigagio desta
oatureza. Trata-ae do futuro do paii.
A nossa conviego a este respeito to for-
mal, que oio cnsanos de repeti-la hl seis na-
zes, nada tendo aegligeociado para chamar o
publico i nossa opioiio. A serie de artigos que
hoje terminamos nao leveoulro fim. Estimara-
mos t-lo conseguido.
Se
se os
que ooa-mi possivel, sio errneos ; se opi
que acabamos de formula/, inquinada de erro 4
ua us assigoalem o rf0, ou no8 demonstra a
tita, e apresar-novhemos a reconbeceriMft
corrigir acuelle,
se dignando prestar alteogio a" que lhe relata-
mos, fez a caridade de passar urna receita, que de
prompto foi aviada na botica do Sr. Jos da Cruz
Santos.
Ao chegarmos era casa do infeliz, que era na
Ilha doa Ratos, hoje denominada llha do Seve,
ah echamos o Sr. Dr. Seve, que caridosa e hu-
nananenle j o tinha receitodo. porm extincto
o remedio que levamos e aquelle receitado pelo
Dr. Seve, vimo-ooaobr.gados a cruzarmos os bra-
gos porque faltavam na caaa desse pobre tudo
quaolo fosse preciso para lhe ser applicado.
Procurava-se um portador, um pedago de
bata, emfim ara panno com qae agazalbassemos
o pobre e nada havia, nessa occasiio ; pergunta-
mos aoSr. Dr. Seve, s sendo elle o digoo facul-
tativo daquelle lugar, se lhe oio tinha sido mi-
nistrado urna pequea ambulancia para soccorrer
aquelles raiseraveis, que por ventura fossem ae-
commettidos, respondeu-nos que nio.
s E* por tanto para lastimar que em um paiz
caiholico, onde nio falta grandeza, onde ae em-
pregam inmensos espitaos em parvoices, se veja
expirar am pobre homem deixaodo na orpjjsnda-
de quatro filhinhos e urna sobrinba tambem or-
phia de pal e mil 111
< Quando lastirnavamos a sorte daquelle infe-
liz, tomos convidados pelo Sr. Dr. Seve para ver-
mos urna outra pessoa tambem a expirar da osa-
me molestia, e faltaodo-lhe todo o recurso, como
de tocto, dirigimo-nos para urna casinha de palha
e ahi o que presenciamos? Urna pobre mulher,
que tendo sido accommettida, a receitada pelo Sr.
Dr. Seve aioda lhe oio tioba aido mioistrado o.
remedio porque desgraciadamente um boticario da
praga da Boa-Vina (talvez algum do que foi
prompto em offerecer ao governo remedio grati
para oa pobre) nio quera apromptar a receita
aem que lhe deasem 1911 I na verdade at on-
de pode chegar a deshananidade de um .. que
zombando da colera divina, pouco se lhe importa
que se perca urna vida por causa de tres patacas
e dous viotens I
Exgotados os poucos recursos que podemos
obter, concrdanos em nandar chaar o iospec-
tor de quarteirio daquelle lugar, afim de ver se
seriam esses dous miseraveis conduzidos para o
hospital da caridade. As cinco horas da tarde
chegando o Sr. Barros iospector daquelle lugar
promptameola se prestou (honra lhe aeja feita) re-
tirou-se a ver urna padila para os conduzir e fi-
camos com o Sr. Dr. Seve, seas irmios e um Sr.
Wanderley, a quem oio tiohamos a honra de co-
nhecer, todos contristidos de sernos testemunhas
daquelle quadro, era tal a miseria di casa, Sr.
redactor, que nem.ura pouco d'agua para beber-
s tinha, era preciso andar urna filbinha do infe-
liz pedindo as caslnbas de palha um pouco de
agua.
< O infeliz latava com as ancias da norte, dei-
tado no chao, sen ter una canias para nadar a
que tinha, que se sebava trapia e toda moldada
de suor. Pedia-se un panno para cobri-lo, aj fi-
Ihinhaa davan auas proprias camisas; era urna
miseria que fazia horror 111 Digan o Sr. Dr. Se-
ve e irnios que presentes se achavan.
A connissao beneficenle, daquelle lugar era
para nos desconbecids.
As 6 boras e meia da Urde toi o infeliz coo-
duzldo para o hospital, e antea de li ebegar tinha
expirado 11 admira, repito, Unta lastima no can-
tro da cidade I depoia de condusido o primeiro
foi conduzlda a segunda, que poucos minutos de-
luinbs de
mas, condnzindo tambem miseria extrema cinco-
itiniohos do infeliz e ums da entra Infeliz.
A' vista do que expomo, rogamos i Vmc
que se digne levar ao coohecimento do resMita-
ve I publico esse tocto, afn de ene elle dando o
dando raerecimento aoSr. Dr. Sare, possa-dar
tambem am br.de- de indigoagio contra quem da-
vendo franca e prompamente torneeer os elomen-
los ou os recursos que forem preciaos nio per-
manega na inercia, sem se lhe importar qoe a
pobreza soja victima de saa miseria.
Rogamos tambem Vmc. que pee ao Exm.
Sr. prndente sus vistas benignas en favor dos
outros miseraveis que por alii moram. qa se fo-
rem accommetlidos necessariamente suecumbi-
rao, porque se encontr um boticario desainado
que prefere o mais ridiculo diobeiro duques
salvagao da vida de um seatemelhante, leca dos
soceorros que por all Man.
< Digne-se Vne. dos fazer essa obsequio que
ser urna caridade que resulta em proveito.da-
quellea desvalidos, e se por ventura duvidar do
que aeabamos de expr poder*, le informar do Sr
Seve e de seus irmio, que elles presencia-
ran] indo, ficando o Dr. comosco em casa do in-
feliz at que a padila coaduzisse aquelles into-
lize, com essa caridade que Vmc. fizer muito
obngara ao seu constante leitor
., O indignado.
or Kecife 22 de margo de 1662.
Sahe boje deste porto afim do estacionar
as aguas dos Estados-Unidos da Anerica do
Norte e s ordens do nosso ninislrn alii residen-
te, tocando por escala no Maraohio e Para, a
corveta vapor Paraente, que tripolada por urna
pteisde de jovens e esperangosos officiaes, entre
os quaes ressumbra o seu distinelo commandante
o Sr. capitio-tenente Delfino Carlos de Carvalho.
ouicial que um graode oumero de coramisses
propnameote do mar, desempeohadas sempra
com zelo, inteligencia a aetividade, principal-
mente quanio o trafico de escravos maia acceso
esteve 00 Rio de Janeiro, rene tambem agora as
preciissqualidades para poder corresponder a
conhanga que-aoube inpiisr, afim de aer incum-
bido de urna missio tao delicada as criticas con-
juncturas por que esli pssaaodo os Americanos
do Norte nessa guerra desastrosa psra ambos os
parifcfo cootendores.
Ma se por um lado lbe sobremanera honro-
sa a escolha feita de sua pessoa para tal commis-
sao,*por outro lsdo espioboaa por msis de um
motivo Ihe ella, seodo o menor delles o ter de
faier essa grande travesis que tem de enpre-
hender por mares que lhe sao descoohecidos,
que eslao aricados de cachoupos e outros perigos
oceultos, cono sao esses do nar das Anlilha.
quer por dentro do arcbipelsgo e pelo famoto ca-
nal de Bahsma, quer principalmente por fra, ou*
de na altura daa Bermudas raro o navegador
que nio paga o tributo de experimentar pelo me-
os um desses furiosos tufes, que se denomi-
nara harmatan, os quaes acossam um navio du-
rante dous e mais dias, pondo-o em risco inmi-
nente do sossobrar.
Em lodo o caso, porm, nutrimos a mais bem
fundada esperanga de que o dutiocto comman-
dante do Paraense saber desembaragar-se desses
cootraUmpos, e guiar com todo o criterio o seu
navio dVmalhor forma que a aciencia e a longa
pratica qae'possue lho acoaselnarem, coostituio-
do-se assim em verdadeiro contraste com tantos
outros quem os dias sempre correm icios e mo-
ntonos nos portos.
E se, como diz un Ilustrado escriptor, em vez
ue permittir que se convertsm os portos do Brasil
era nova Capua. liver o governo a firme resolucio
de determinar (como j o lem feito) viagens re-
gulares differentes partes do mundo, chegare-
mos em breve futuro por esse meio, e por outros
que sbenos fazer valer, conseguir essa repu-
lagao, que o celebre Maury jalga na America de-
ver ser exclusiva dos Eslados-Uoidos, sendo, co-
mo licito emprehender-se esta cruzada rege-
neradora dentro dos limites das consignaces vo-
ladas.
Felizmente para honra e gloria do Brasil oio 6
oecessario hoje em dia argumeotar para conven-
cer que a marioha se forma 00 alto-mar, a nao
enervada nos portos, e crueis cruzeiros; que
pratica das tongas viagens a sua melhor mes-
Ira, enio a theoria s e exclusivamente; que a
sciencia ere sabios, mas nio gera a vocagio, a
coragem, o denodo, as grandes qualidades. todas .,
do official da arnada.
Continua, portanto, o digoo actual ministro no .
proposito em que esti, que assim dar marinha
imperial do Brasil aquelle grao de grandeza, dis- .
ciplioa e preponderancia que com justo motivo
ella deve ter oas duas Anericas.
. T Hootan, aooiversario do juramento cons-
tituigao do imperio, estiveram embandeirados e .
deram assalvas doestyllo, astortslezase vasos de
guerra. Tambem igaram seas respectivos estan-
dartes os cnsules das diversaa oacoes, entre nos
existentes. As msicas dos batilhes de lioha a
da guarda nacional, percorreram, tanto pela ma-
nhia como i ooute, aa ras da cidade.
A' tarde houve cortejo, e noute espectculo
no Santa Isabel, sendo ambos mallo concorri-
dos.
De Cimbres temos as seguintes noticias em
data de 10 do corrento mez :
Os toctos mais notaveis deste termo se resu-
men nos seguintes. As chuvas com antecipagio
aqu comegaram a cahir logo no principio de ja- .
neuo, e d'ahi para c hio continuado com pe--
quenos otersticios, o que tem enchido de gosto-
e contoolameoto a noasa popolagio criadora, 9
principalmente a agrcola, que estimulada con a
graade colheita de algodio do anuo passado, 9
ainda mais com o alto prego, que este genero-
tem oblido nos mercados da Europa, se dedica,
con afn cultura do algodoairo.e espera en seusc
soobos, qoe este torno se vindicar da sua deca-
deocia actual para a sua grandeza paseada : Deo*
lhe satisfaga oa votos.
a O juiz municipal e de orphaos uttimamenie.
nomeado para este lermo, o Dr. Avalar, caego*
a villa de Pesqueira em o dia 2 de Janeiro pr-
ximo paasado, e pela ausencia do juiz da aUreato
da comarca e do aeu primeiro substituto, assu-
mio as funcgdes deste cargo. Por ora os saus ac-
tos anda nao sao en copia tal, que naa autori-
em a formar um juizo aeguro do sea carcter
como auloridada: no entonto as coadieoss do
termo sao quaai normaea, e aeobun obstculo
serio offerecem ao Sr. Dr. Avelar ao dosampenb
d sua nissao official.
A ndole do povo pacifica a dcil obe-
diencia e disciplina da auloridada, qae marcha.
a" rUTOau2Uelatr.O^fe!i,0 Llamti PU. ta"be" Po. delwVdo um.
jos toUos1ivl^.io^^Pl0duI,*0 TP-re qU,lrP ."nos- ,e l>nu>. n <>"
fu.if.a-'.' M? "'neos ; se a opiutao Estamos or tanto convencidos
por tanto convencidos que, se o
preslinoso Sr, Dr. Seve Uvesse en seu poder to-
dos os recursos que a nedtoiaa oestes caaos acon-
selha, talvez que o mal aa aio toraaaaa norial,
porm uenor o tattt dtlUs to da** vicU-
pela senda da lei, e se nio deixo precipitar 00%
declivio das parcialidade e paixes polticas : a
at nola-se presentemente na massa da popula-
cho un atrefecineoto do ardor poltico, excitado
por occasiio daa vicissitudes do daella eleilorsl.
a Os mesmos chefes dos partidos manifeaUm
leadeucias para a toleraoeia, e apegas nos, seus
gabinetes forman e reformara., co/acebem des-
.zean os planoa de conbate, r,ue, devem empre-
gar oa campanha de 18*4, o.tte multa gente au-
oosaneota espera, como r-oca de deaaffronU do*
aggravoa .ue tea recebidu de amigos e adtersa-
Quanto a nos, que d'entre todos que nos
acharaos em posigio oio difflcil, tranquillo guar-
damos essa borraaca, resoluto sofrer o que por
sorte nos couber.
Aqui ehefoa o vigario 00 dia 22 do mes pas-
sado de Tolla. Anta dad, ondo it achara sa-

111 ci^wri V


. y. ____ ;'J .' _._.__ i.-_... ; ,: -. : '
%

DUIIO DE PEENAMBUCO; ^U^y|ZA IBA 26 DE M4RQO DE I8i.
'p'*.ii

da pTerideocte. Oa habitant_____
garam com o malogro do sea inten
tir esta freguezia
nelle urna garanta 1
esta filia, em su '
Peaoaeira.
* felizmente este terTno'atlf IrtfiVtrvTe" tf'o
Cutre do joUdejpaz mais votado da fragaezia
de M*$e, remeneado o livro da qu.lirlcecao.
ft incremento Ao archivo.
afpd^WeaOO"
[o ao
ie-
e|ao.
Feirse m
beita o-
a arrie e lo-
.-JOsfcs.
ja Wta da un pro-
s aooo creice'O nu-
ceite da epidemia,
orle da provincia, e
na lem solfriio at alt
O genere alimenti.
auJaociaa, e atora 6 ..
no passado foi muilo m
dos oa mets eslo a p.secei
Cada v%i sent ni ni
easor. perisae quldeenoo -
ateto 4e meninos sea eosine .primario, e lamn-
tame* ver em Peseaerra un professor que por
,Telu *e eluojooe dkm ter una veoda de molba-
dos qua ai aagoeia publicamente ; e nesta
circttmslncia sakiliciMp ao Exm. Sr. presi-
dente e director gafa I jfostruccao publica, hija
compadecet-se deque lies ofelzes meuinos, re-
me vendo o professor de Pesqueira para alli, oa
Craodo oulra cadeira.
Eis o octogsimo-terceiro
lolttim offciaU
Em am oCQcio de 16 do correte, dirigido
-da villa do I.imoeiro a presdesela da provincia,
diese o iiz de direito. Castro. Leio, que falia
chegar s taos de S Exc. o bolelim da morta-
iidade da'ultima semana elevaado-se a sete p?s-
aos. qoa liaba m tallecido nessa illa, e aeres-
enlou que por fora se ia dando um ou outro ca-
so. Orase mals que o cirutgiio Ametioo \L se
acheva-em -ajaltiadinha desde o dia 12 do corren-
te, sesera fregaezta, e que segunda ambulancia ti-
ntos sido remettids sua rcquisicio, terminando
jeem dizer qtre at o referido dia 12 jeSiaviam
Berrido 7 peeoas.
aEm um Ocio de*l do correte, dirigido da
cidade de tJatereth aS.Uic, disse o Ur. Sym-
phronio Cesar Coutinho, que, considerando que,
fcavia cinco das, nao tinha apparecido nessa ci-
dede e em toas immediagoes nenhum caso fatal
to cholera-morbus, jalgava opportuea a occssio
^jara dar per terminada a commissao de que se
chava eotirrega'do pela presidencia da provio-
ia, e acrevcentou qe a epidemia, etincta nos
tstrictns de S. Vicente, Larangeirte e Alagoa-
Secca-e oa referida e:dade, ainda persista em
alguns eogenhos da freguezia de Trscunhaero, ca-
mfahtodo todava nesses lugares para sua ex-
tloccao.
Disse mais que, nao obstante a difuculdade,
que havia, em colher urna estatistica fiel da mor-
talldade nessa coreares durante a actual epide-
mia, eoyiava uav que, se contioha algum erro,
era insignificante, e por essa estilstica se fique
no districtode S. Vicente falleceram 461 pessoas,
no de LaraogeiraS'519, no de Alagca-Secca 120,
na cidsde e suas immed;cOes 77, nos eogenhos
diversos lugares 360 ; o uue elev-a a morlalida-
de 1340 pessoas.
cr Otase nnis.qce, desejando dr urna exacta
rinformaeo acerca do estado da epidemia em al-
.guos pontos da freguezia da Iraounhom, havia
percorrido na vespera, em compaohia do delega-
do desse termo, urna extenso de nove leguas
'daquella freguezia, at seus limites com a co-
marca de Iguaras>, e que poda afQrmsr a S.
'Hxc. que nessas lecalidales o mal ia em decli-
narlo ; e conclaio dizendo que assegurava que
os habitantes dessa comarca serao eternamente
agradecidos ao Esm. Sr. Dr. Antonio Marceltioo
Nunes Gongalves pelo zelo e patritica dedteagao
com qrr os soccorrera durante a calamitosa cri-
se porque passram.
Ei um offlcio de hontem, dirigido a S. Exc,
disseo r. Nery da Fooseca que leudo sido cha-
mado pira tratar a preta Thereza, de 45 anuos
d idade, escrava de Heleodoro Fernades da
Cruz, que desde a manha sofffia do cliolera-
morbus, a isto-se (ioha prestado immedijtamen-
te, mas que nao havia conseguido salva-la ds
moite; accresceatando que essa preta senlia-se
incommodada desde a vespera ; mas que, attri-
buindo i?to a grande lida que tinha tido com Os
tres.cholericos que o mesmo Cruz haia perdido
oos dous ltimos ias na ra Nova, nada iinha
querido fazer al o dia siguite, am de ver co-
mo se acharia.
A' 6 horas da tarde de 21 demarco de
1862. "
a Dr. Aquino Fenceca.
Ao archivo.
Ira do juii de pac do tereeiro anoo do quarto
dislricto da freguezia dos Afogadoa, edmmunican-
do ter recebidoo oficio, em que.a cmara o eou-
vidaya na^HMf>MMMo4^M*ava se, na
leodo sida) feaitlcdo3 Hk as (ajncces
do lagar-pera que QfawBa^Wlto que poda se
Ihe eocUfecesse, Q*oifHRUasse'-*o adve-
gado,
Outro do adaiMstraw de.milerlo, reaet-
teodo a iota dM-oessonepaJHsdas nttxuUe -
tabeteciareato em o mnW fovereiro ulthBo, fal-
lecidas de chofe*r, e q%fi,ftjrlb femeCidas pela
polica, m de que a camera erovidenciasee para
que serecbesse a importincia das sepulturas.
Que se remettesse ao procurador.
Outro do Oscal do eclfe, commuoicando qae
por ir.commodo de sua sroe, passira ao da 38
de'fevereiro ultime, a exercicio do lugar ao res-
pectivo supplente,Inteirada.
Outro do Qscal de S. Jes, informando a peti-
?ao, na qual Fraocelino Americo de Albuquerque
e Mello, requereu ao Eim. presideate da provio-
cia, para construir um cio de esgoto em aua co-
chelra n. {42 da rus das Cinco-Ponas para des-
aguar oo da travews de Peixto. declara que }
dita wgderia.-Intel- dou-ihe corntuqoicr, loavando-Uie o seu proca- adiado a igroja que ae couserv.v. chai al ao
nutra n mo.m. i.*~* '21 41a de PeM0" P" ** confeasar acaldada aa i5S?/WUum4 "a** f** """"^ Dio8 de Barros e ^UJ<> -p"r
S L1dBp,,c,?0r> >*tw preatsdo como iocanSavel nao poda
K 4i. -rnnl Ilaooel Joaquiat do v,ncex i taotas conflsses, nao obstante oa tra-
**!,nTXi ''I"1 **i0 <** n 5Wo povoado. e a c rcumvizinh.ac. per-
ooacedesse dous talbos des qae estao separados corra o dito religioso di- ? P
pata oa creadores, daolata qu eues talhos eilao "
-bersos pontos, como bem
Tlmbsba, N. S. de 0\ Lapa, Escarvada, Agres-
te, Alagoa do Horro,MrJob, Csssm Brava, oas
distancias de dan, qaatto e-oais togua,, e alguns
desses lugares Oa conmoa da Nazarath ; e nestai
digressoea nao deiiava eslamceMa a mais pe-
quena casa de capto, coojkjoaantd aos doenles,
dandu-lhes remedias, evccadlado aos indigentes
comesmolas. Gracas iadmiortracao do Exm. Sr.
presidente da provincia aa sratiluda de seu elo.
A' mjuniiiWiJ? Quelram, Srs. redactores, dar pablicidade a
fJ\ia?ii^? *oT.-9aiB,.-ortiou-M ro eitsrmaltracaTtaj Ilotas do que moito aarada-
Bscal da_Boa-Visla, que eatendeode se de novo cera o constaute leitor
ior
ti
nao
'U a
do tiuple do
acha i
'Posto em
Basse co _
gasse ao dito
corooel.
ienaatfhtaa-
doaanesaooe
i atoo, eos
las ror saats
j arr( inlaBm
7 meces.
qo o f||Bj
ios e os e
cora o Bxm: visconde de Suassuna, ablivesse del
le amigavehnente o coasentlmento de qua, as
aguas sahides db cano da Soledade, se eapalhas-
aem pele -togar de aeu sitio, qoe fica maia vfai-
oho so dito Cano, e se acha tapado.
A reqaerlmento do Sr, Rego.Tesolveti-so coa-
fecetonarum artigo de postusa addicional. alte-
rando e final do art. 18 do ttt. 4o das postursa da
30 de iwnho de 1849, aebre p asseb e regularida-
de dos matidouros e enages onde flix,e o
vendedor da carne fr*odada das de prisao e na
ir,^ u--------------.7----------------.'. T"^'"*" i j- "'i va i.iuc naaaaua o aias ae prisao e na
teodo ouvid respelto o engeoheiro cordlador, | reincidencia 16, diga-se :-e o vendedor da car-
e este Ihe tendrt riiln ma 0ii,m nMnnAna?.^j aa nA r..jj. trw j.___t._ .. -
Hontem leve lugar
ceira seceso da va frrea
a inauguracio da ter-
Os trens partiram-do
-estacao das Cinco Ponas s horas anounciadas, ,
^ercorrerara toda exten3o da estrada at o logar
denominado Conloadas, na terceira seceso. Deste
ponto era dianle deixaram de continuar seu tra-
jelo por terem as grandes chuvas torrenciaes da
vspera, cliuvas pouco vistas oaquellas paragens,
romp lo urna porco do aterro da ArlpiL. Em
onsequencia do to imprevista oceurrencia foi
adiada a abertura daqueila seceo por alguns
dia*.
Informam-nos que, durantedous dia, os se-
ahores eogeoheiro fiscal e engeoheiro em chefe
da companhia haviam percorrido toda seccao e
ieilo todis as experiencias necessarias, e" que
dtstas reconheceram a solidez da obras para ter
lagar a abertura ao transito publico.
Na verdade as chuvas que ltimamente teern
cabido no interior, sao pouco comrauns, e sobre
'tudo ss Oa noile de 24, vespera da ioauguracao,
nao podan deixar de prejudicat as obras da ter-
ceira aecco da via frrea, que acabam
con Huidas.
Coosta-nos que dentro de tres dia*. comear
a effctur-8e o transito al Gamalelra.
-- Passageiros do hiate brasilero Dota Ir-
naos, sahido para o Aracaly : Domingos Go-
mes da Silva, e Antonio Pereira Gulart.
Passagpiros do vapor brasilero Persiniwtja,
atollo para Maceie porlos intermedios :Cap-
la) Francisco Jos Damaseeoo Rosado, alferes-
ajadauts Jos Igoacio Ribeiro Roma e 10 pracas,
francisco do Reg Pontes. vjgario Antonio Alves
ae Souza, Antonio Jacintho de Sampaio, bacha-
rel Balbino Cesar de Mello, Albino da Silva Leal
Manoel Jos Uoreira, aargeoto Josquim Jos de
Lima e sua mulher. Joo da Iva Reg e Mello.
_ Movimeoto da enfermara da casa de deteo-
cao do da 24 de marco de 1862.
Tiveram alta da enfermara:
Thomaz Olegario de Couto.
Eustaquio Pereira da Silva,
llanoel Perraira do Nascimento:
Jos A Ivs dos Santos.
Antonio Jo Garcez.
Wanoel Antonio Espiodola.
Teve baxa para a enfermara :
Delna [escrava de Francisco Antonio Correa Car-
doso; cootuses.
UATADOUaO PUBLICO.
.Mo^lm"8e p" n. COQ8Un>mo deata oidade no
ia 2i de margo, 94 rezes.
No dia 24. 95 ditas.
aOBTAI.IDA.DB DO DU 83 DB BARCO !
Emilio, Peroaaabuco, 10 oras, S. Jos ea-
paamo.
Eogracia. frica, 70 annos, solleira. escrava
Boa-Visl; perilonite. '
Gamillo Jos Tinoco, Portugal, 17 aonos, ol-
teiro, Santo Antonio % febra perniciosa.
Hermioo Jos Ramos. 22 aonos, solteiro, pa--
do, cart-ioteiro, Boa-Vista ; cholera.
Dia 24
vo"*d!;riXe.^D'a,buCO l aDno' *' ,os' ecr-
JoL^ie/:'"* 45 'M0'' ,0.UeM- *". S-
g.a^rtonio?cinoi0..nBO, MlW^ ""
JoafotarVerissImo Bandeira. Pernambaco 19
anuas, solteiro, Santo Aatoaio ; encephaiUe.
CMARA IIMICIPU DO RECIFB.
SESSAO EXTKAOBDINARIA A03 14 '
DE FEVERE1R0 DE 1862.
Presencia do Sr. Barro Mito,
fu'n 0,u"- IIeD1H#- Silva, M.j,,
Begd e Mello, abre-se a sesea* o lida e ap-
provada a acta da antecedente.
Le-se o eguinte
_ m EXPEDIENTE;
ca-m0nl^0-d<,.Ex,,,* P"Wnt ds proviocia,
Sortipl S* u'PWoorteai ao director da
2Sg0* obr* ublicas, afim do We, en-
iados anS.*1" .,*1*i0 Ua '"sVMiavdof Afo-
lados, mande quioto ao liaar.aarar m
terreoo apropri.do M^ S^iSXri?
que se tem de estabelecer pTovUrlamantTnn l '
gar dos Remedios, par. I. Ssa UrSa
oscad.veres da. pessou, qae uKitS2""
flMtia ralnanta nimia U i,,..___. "P1
e este Ihe ten do dito que iguaes coocessoes se
tem feito a utros, pelo que parecia-lhe nao ba-
ver incooveaiente em se Ihe permittir, urna vez
que cotloque elle o competente ralo, como deter-
miaa o artige nico da postura addicional de 16
de rosreo de 1S68 Que se loformaese ao Bxm.
presidente da provincia nesle sentido.
Oatre ds-meamo, iuformaodo a petigao, oa qual
los Francisco Plato pede para construir aguas-
furtadasem soa cafa da ra de Assumpco, de-
clara nao haver inconveniente em se Ihe conce-
der Perruitlio-se.
v Outro do fiscai-supplente de'freguezia do Re-
Tife, cemmaoicando achar-seem exercicio da fls-
caUsa^ao desde o da 1* de corrate. Que se
communicasse a cooladoria.
Outro do contador, coosultendo que ordenado
deve perceber o uscal-suppleote de Jaboalao, que
se acha oro exercicio do cargo no impedimento
do proprietarw.Que se respoodesse que o sup-
plente so tem direito a porcentagem das multas
que impozer e arrecadar.
Estere em pra$a, e foi arrematado por Antonio
da Silva Gesrao Jnior, ootn o abatimento de li'
por cento, a obra do muro do cemiterio publico
da freguezia do Poqo, orgada em 2:800#. -
Antes de er eatregue ao arremataodo obra,
de que se trata cima, o Sr. Mello requereu, e foi
approvado, que alm das condados mencionadas
oo ornamento, so impozesse ao arrematante as de
pagar elle, urna multa de 200, oo caso de nao
concluir a oora no prazo marcado, e de rebeber
ne fraudada 10$ de multa e 8 dias de prisao que
se duplicar na reincidencia.
Despacharam-ae as petiges de Antonio Jos
da Trindade, Antonio Affonso de Albuquerque,
Benedicto Jos Duarte Cedrim, fraocisco Pereira
Lima, monsenhor francisco Muoiz Tarares, Dr.
Ignacio Firmo Xavier, Joao Severino do Reg
.6..v.<, ^...u .".ror, juao aevenno ao neg v-i s uo margo oo anoo passado a capella
Barros, Joaquim Jos de Sotfza Joio Jaciotho de Qla do seu eugenho. a qual elle exerceu al de
Medeiros Rezeode. Jm Fnn-lon Pnin ino zembro oreximn r>a*tarfn ian<<'-------.______
Medeiros Rezende, dos Frao^jeo Pinto, Jo&o
Baptista Boa-Vista, r. Joaquim de Aquioo Foo-
ec, Lpqrenca Joaquina de SanfAona, Miooel
FraociscdSaraiva, Mouteiro A Souza (2), Manoel
Francisco da Silva, e levanfd^li a sessSo.
Eu Francisco Canuto da Boa^iagem. ofliciel
li^Barros Reg, preslowte.aariques
da Silva.Reg.Mello.LeaT Seve.
SESSO
EXTAORDINARIA AOS 12 DE
MARCO DE 1862.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Henriques da Silva, Reg,
Seve e Mello, abrio-se aTsessao, e foi lida e ap- ,
provada a acia da antecedente. libilidade do queixoso afflrmaoJo falsamente que
Em seguida o Sr. presidente declarou que coa- '" "Itava as missas, de sccordo com o queixoso
vocava sesso para hoje em coosequeocia Je ter 2"e o queixoso exigir quatro mil res de alugue
a cmara de nomear urna commlsso, que a re- de cavallos, qoe ajustara ser pago meosalmente
presente na edrte do (lio de Janeiro por occasio chamou ao queixoso de homem de m f e ma-
da inaugurarlo da estatua do fundador do impe- eh'avelismos, de alogador de cavallos, de cobra-
no S. M. o Sr. D. Pedro I, de griosa memoria, do,rd almogoa, de praticar redicularias, doloso,
e propoz para dita commissao osExms. Srs. coa- r*,to de conflanga, e de consciencia, expressoes
selhetros marquez de Olioda, visconde de Albu- a *--*......- ---^.-
-------- |w. uiullu -y, o uo icvcuri
ultima prestaco seis raezes depois de conclui-
da e aceita pela cmara Despacharom-se as petijes de Antonio Fran-
cisco Martins. Andr de Abreu Porto, Caetaoo
Ouintino Galhardo, bacharel Erpesto de Aquioo
tonceca, bacharel Francisco de Araujo Barros,
bacharel Hermogeaes Scrates Tavares de Vas-
concellos. Jo5o das Nev?, Jos Candido de Car-
valho, Jaciotho Leodoro do Sacramento Ramos,
Manoel Mara da Silva, Manoel Joaquim do Regd
e Albuquerque, Mara Francisca do Rorario, Ray-
roundo Carlos Leite&Jrmo, e levantou-se a
sesso.
Eu Francisco Canuto da Boa-Viagero, ofBcial-
maor a escrevi no impedimento do secretario.
Declaro em tempo que, preteodendo o teoente-
coronel Manoel Joaquim do Reg e Albuquerque
matar para o consumo publico diversas rezes de
seu eugenho, requereu, na qualidade de creador,
que a cmara Ihe concedesse por um mez dous
lalhos dos que se acham separados para os crea-
douro-s; concedeu-se, ordeoaado-se ao procura-
dor que fornecesse ditos talhos.*-Boa-Viagem o
declareHenriques di Silva, pro-presidente.
Barata de AlmeiJa.Rego.-Maia.Mello.Lea!
Seve
querqoe e deputado Sergio Teixeira de Macedo,
os qoies foram unanememeote approvadoa, deli-
berando-se por fina que a cada um se officiasse,
bem como ao Exm. ministro do imperio.
Despachiram-se as petices de Jos Jaciotho
, Ribeiro, Jos Hygino de Miranda, e lersotou-ae a
1sessao.
Eu Fraocisco Qaoato da Boa-Viagem, oQlcial
fnaior a escrevi, no impedimento do secretario.
H"f!o e Albuqaorquer, pro-presidente.Cesario
de Mello.Ueuriques da Silva.Reg.Mello.
Reg Maia.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 10 DE
MARCO DE 1862.
Presidencia do Sr. Htnriques da Silva.
m \,restn_les os s"- Maia, Reg, Seve, Barata e
-Mello, abre-se a sesso, e foi lida e approvada a
acta da antecedente.
Fui lido o seguale
EXPEDIENTE.
Um ofScvo do Exm. presidente da provincia,
dizeodo ter resolvfflo que flcasse sem effeto a or-
dem, pela qual mandou estabelecer um cemite-
rio provisorio no lugar dos Remedios, recnmmen-
ua a cmara que em additamento ao ofcio do
I do correte expedisse ordem para que o ad-
ministrador do cemiterio publico desla cidado
nelle receoesse, e mandasse enterrar, os cadve-
res das peasots que allecessem do cholera-mor-
bos naquelle lugar, e dos da Passagero, Estrada
Nova e Torre.Maudou-se oeste saudo officiar
ao administrador do cemiterio, a quem se remet-
teu copia do officio de S. Exc.
Outro do mesmo, communicaodo estar ioleira-
do das coneideraces, que fez acamara muaici-
pal em ufflcio de 24 de fevereiro ultimo, sob o.
22, acerca do inleresse om que tem activado o
servigo da limpeza desta cidade, e dos embaragos
que enconlra em execular com promptido e re-
gulandade esse servijo; declara que considerou
sempre devidameote a aclitidade e zelo, com que
de ser I mesma cmara cumpre os seus deveres e es-
forcis que ha feito para.minorar nesla quadra os
aorimentos de seus rounicipea, tomando as pro-
videncias seu alcaoce para esse flm.Iotei-
rada.
Outro do mesmo, dizendo que, ouvido o admi-
nistrador do cemiterio publico, informe a cmara
sobre o que expe o subdelegado do dislricto da
Magdalena, oo oicioiocluso dirigido ao Dr. che-
fe ae polica.Ofnciou-ee oeste sentido ao ad-
mioistrador do cemiterio, remettcndo-se-lhe co-
pia do ofcio do respectivo subdelegado.
Oulro do mesmo, concedendo a autorisacao
que pedio cmara para crear mais um guarda
municipal, am de coadjuvar aos ires exisieotes,
que se acbam ao servido da freguezia da Boa-
Visla.Ioteirada, e que se communicasse ao fis-
cal para propor quem preencba dito lugar.
Outro do mesmo, remetteudo por copia, afim
de que a cmara tome oa devida coosidersco, o
trecho de um ofcio que dirigi o subdelegado da
freguezia da Boa-Viata ao Dr. ebefe de polica,
relativamente ao que occorreu no dia 4 do cor-
reaje acerca da appreaeoso de urna porcao de
carne verde em estado de pulrefatc&o, que esla-
va venda no acougue daqueila freguezia.Que
ae mandasse ouvir ao fiscal, o qual respondesse
com urgencia.
ma.peticao de Francolino Americo de Albu-
querque Mello, com despacho da presidencia para
a cmara attend4-lo como dr justo, na qual po-
licio pede Francelioo lieeag ao Exm. presiden-
te da provincia para fazer um cano de esgoto em
aua coeheira da ra das Cinco Ponas o. 142 para
o do calcamento da traves3a do FeixotQ.
Posto em discusso, fesolveu-ae ordenar ao
nscal qae consentisse na factura do cano, urna
vez que o peticionario collocasse ama grade de
ferro as embocaduras para evitar que se amoo-
loassem lixos, e repozesse o calcaaaeoto no esta-
do em que se achasae.
Oulro do procurador, commonieaedo ter con-
tratado amigavelmeote com Fraocleeo Antonio
Pereira de Brito, tutor dosorphaos fllhos de Joio
Alhanazio Dias, a desapropriacao do oitio, e de
42 palmos de terreno que perderam os meamos
orpbos com a reedifleacao da casa da roa do
Pitar, pela qnanlia de 1:6000, prazo de 7 mze.
Ioteirada, maodaado>se ordem ao procurador
para mandar passar a escriptura.
Oatro do mesmo, commuoicando qoe na fre-
guezia do P050, onde rftide o fiscal e subde-
legado da mesma fregaea, sempra eocontram
dilculiades quando teem de fazerem eoler-
rar os cadveres das pessoas fallecidas dochole-
ra-morbusna dita freguezia, pola que, quer pes-
soas KvTe, quer escravsa, para ae prestarem a
esse servieo necessario serem obligadas pela
polica, o qae multas vezes aearreta, lulas deaa-
gradaveis. e quando ae leva a effeito o qua se de-
seca, ncam essas pessoas sem nenhumarecompeu-
ermimrrab'8'nh0' ,"endo-lhe qno nao era.
permittido ao fiscal, nem ao subdelegado forea-
naanfe2.er.h?,lgUa,a pu es,e mel0 lembrouse
(*m pela*onduc5io de cada cadaver.sendo obri-
gados os condoctores a enterra-los : e como a c-
mara manda que os fiacaes faem os entrrame^
tos de anim.es, que se encoalram mortos, e IjZ,
ga-lbes as despazas que fsiem, parece-lae que
Communicados. *
Cruangy 8 de fevereiro de 1862.
hsia extinto o mal do chulera-morbus ueste
ostricto, apezar de aioda sedarem alguos casos
destacados em alguns lugarejos do dislricto, o
que muito tem admirado durar essa epidemia
dous mezes do primeiro caso que aquise deu.
teroeu este dislricto quasi e numero de 400 pes-
soas, eotre prvulos e adultos ; todava a perda
101 pequea em relacio a forga.com que o mal
aqu entrou devendo-se nao serem as victimis de
muito maior oumero, aos cuidados, zelo e activi-
aide do Illm. Exm. sr. presidente a provincia o
conselhelro Dr. Antonio Marcelino Nunes Goo-
caives que sem perda de tempo raaodou para es-
te destnclo ossoccorros deque mais elle precisa
va mandando logo o Sr. delegado do termo o ma
JorAlexandre de Barros Albuquerque o qu*l foi
solicito em dar suas ordeos afim de ver se corta-
va a torga do mal, cuja viada principiou |a aoi-
mar; a viuda do religioso missiooario fre Eav-
dio. typo davlrtuda; e depois a viuda do Sr.
ir. t/elix Moreno Brandio, este cirurgiao do
exercito no deaempenho da misso qae Jlhe foi
eocarregada, portou-se como vrdadeiro medico,
acodiodo a todos que o procaravam s*m haver
distingao do rico para o pobre, aceitando todas
as consultas, e respondendo com a prudeocia. e
ar alegra que admirara.
Percorriam esses tres seohores muiios e diver-
sos pootos fora, e deotro do dislricto. por mui-
tas e diversas vezes, ejnostas digressoes presta-
vam-se os soccorros, espiriluaes, mlicos e cor-
peraes ; para se acodirem aos indigentes cora ea-
mollns.
O Sr. mejor delegado seguio para Goiaaoa oa-
de a oecessidade de sua presenga o chamava por
ler-se alideseovoUido o mal e precisavam pro-
videocias; Ccaado oeste dislricto o missiooario,
e e Or. Braodao, continuando aquelle nos offl-
cos de candade e applicando remedios por elle
mesmo preparados a quem Ihe vioha pedir, e
este no desempeoho da commissao de qae eslava
eocarregado al que no dia 5 do corrate parti-
rn) aarbos para Golanoa, o medico para ir para
o ponto oode exiga mais a sua estada para os
soccorros mdicos; e o missiooario de regresso
aoseueoovento, porseachar muilo abatido pe-
los encommodos de sale adquiridos as fortes
viagens a qualquer hora em soccorro da hurcani-
dade, e multes vezes eocommodado, que succe-
deu ss vezes voltar- das viagens e cahir na cama
coa ataques febris, porem ainda assim mesmo
dizia que eslava prompto, nuoca se vio tanta de-
dicagao.
Esle dislricto agradece a lodos estes seohores
taotos e relevantes servigos prestados, e muilo
especialmente ao Illm. e Exm. Sr. presidente da
proviocia que aos enviou lodos os soccorros de
qae podamos precisar, e damos gracas ao Ente
supremo por termos na administraco da provin-
cia em urna poca tal am presidente lio enrgi-
co. LouyoresBsejaro dadoa a admiojslrajao de
&. me. (Jueiram Srs. redactores dar publicida-
de ai estas mal tragadas liohas. do que muilo
agradecer o sea constante leitor
Domxngoi Camilla tiende, da Cunha Azevedo.
No dia,5 do fevereiro regressou desle lugar
para a cidade do Recife o religioao missiooario
padre mestre Pr-i Egydio, deixaodo todoa dette
lugar cheios de Saudades; um grande numero de
doi reloante *ti^iwZSfifi!?F em ms,oria "**& TSXi com
*M-Nora e Passf>m.-lated. ;Io,r**- enterrameotea de eorpos h/m.aos. UbS SsiJS
~?VL ? abjel^adjoj suppleale da frg-eiit "lSfilrSL0 *l9TB0 dib P^denclou.
iiberav^o toaairja pola procurador, o aiiim man-
u. que podesso
recompeasar a V Rvma. o. seus lio bons dese-
Jm.i.V-u*0* sa"fic,. fluido a bumanidade
mais delleaprecisavsm; porm o Sol Supremo
^1.? e'U PVs,r e"Prcebido aaoflicios de
candade, preeoeber esta aossa f.lf^bundando
fha,nl.'P"' C* Va -i,,a* Vf. coneedendo-
lhe prolongad, da, ,Hnu da males ; fic.ndo
V. Bvma. certo des noasos recoohocimeulo, e o
muito profundo respailo que devemos a pesaos
O baaemerito religioso preteu aceitar a alio-'
M.%tttAV?toi*io.i e ^Pedindo-se cor-
diaimenle de todos parti. T.aaj>
O povo m pareca quer-la acompanhar e-o
segairam al que o perderam de vi.t., t
Este religioso entrou oeste Croaogy s 3 oras
da tarde do pnmeuoa.a do anoo prsenle, como
cuidado do o.,e Bxm. Sp. preeideoe da pro-
vincia o conaelbclro Dr. Anianio Harcelino Nanea
Goocalaaj quam muilo se deve. sNio se pode
ipiessar no meio do lorror causado por arda
epidemia como o cholera, o pr.zer que dbusou a
chagada inesperada daquelle rallgioao, os povos
.racobraum os nimos e paraai.ro qaerorem lutar
dnUoolQ fI|VMO..aa>Jaraataa^o,Odlgssal
um^Joogiqa. e vilenla alaajt^ecalodlBa
fcaotes dando.loas remedios preparad oa pX
mesmo religioso qae muilo opsa^eitou, ji paV
podar do remedio, ji pela f qae muilo ral, ae
Recife, 7 de feveieico de 1862.
Um ftatante de Cruangy;
1
PublicaQes a pedido.
Attencao.
Qui postest oapere, eapiat.
Illm. Sr. Dr. juic manicipal.O bacharel Pe-
dro Bezerra de Araujo Beltrio morador no aeu
engenho Beato Velho desta freguezia de Santa
Antao vem na forma da le queixar-se do reve-
rendo fre Herculano do Coragao de Jess Brito
coadjutor desta mesma freguezia e morador no
P'leo di matriz pelo fado que passa a expr.
Haveodo o queixoso contratado com o queixado
{] em das de margo do aooo passado a capella-
----------------O- V, M juui Olio 1
zembro prximo passado, e leudo* o queixoso re-
cebido autorisago do gueirodo para fazer um
abate ao seu honorario, pelas muitas e repelidas
taitas que commetteu contra o ajustado, como
provam as cartas do mesmo queixado sob os n-
meros lote tendo o queixoso feito um mdico
abale de cem mil reis, o guerado Ihe devolveu
o resto do dinheiro n8o dando pelo abate por elle
qnexxao autorisado como ainda se v pela sua
carta n. 2 e S*em mais ofTensa do queixoso que
esperava elle mandasse buscar o dioheiro todo
oem motivo algum [bj plausivel Ihe dirlgiu a carta'
sob n. 3 em que depois de revoltiotes calumnias,
coro que procurou aTectar o meliodre, e suscep
estas, de que continua a usar verbalmente na
'greja, e as casas desta cidade, mostrando as
copia, das ditas cartas, dirigidas offensivameate
ao queixoso, como provaro as lestemuohasabai.
xo, ora, como este procedimento tao revollanie
prejudique notavelmeole a reputagio do queixoso
e seja enmiooso avista do artigo 236 2o e 4o do
cdigo criminal, e para que o queixado (c) seja
punido com aa penas do artigo 237 e combinado
com o artigo 238, e no gru mximo por occor-
VaTio88 c'rc.um'{ancas aggravanles do artigo
10 9 4 e 8 do mesmo cdigo, o queixoso que
nao abe usar de violencias, e que espera' o seu
desaggravo oa lei, vem dar a presente queixa
jarando ser verdade qaanto allega, e avalla o
damuo causado em qualro cootos de reisosquses
do bom grado perdera para nao ser como foi in-
juriado altala a sua opposigo social.Nesles
termos o queisoso pede V. S. que destribuida,
autoada e jurada esta se passe mandado para ser
enlimada ao accus.ado afim de vir defender-se no
da que lbe for designado sob pena de revelia
sendo tambera notificadas as testemunhas, com"
pena de desobeliencia.E receber merc.Pe-
dro Bizerra Pereira de Araujo Bellrao.Como
testemunhasGenuino de Oliveira Cavalcanti,
morador em Beato VelboGoncjlo Gomes de
Souza, morador em Bento VeHiFlix Caval-
canti de Albuquerque Mello, morador 00 sitio
SobradinhoTenente Joao Jos de Moura, mo-
rador na ra do Geoipapo desta cidadeTenente
Miguel dos Anjos Alves dos Prazeres, morador
nesta cidade etc.
da multa recen: meada veis os autores dos prove-
los, e os que se animaram po-loa em execugo ;
cada vez aio e serio mais merecedores da esti-
ma e reconhecimento dos presentes e viodouros
habitaotes desta bella capital.
Ellas elevara a cidade do Recife a altura da
commodid.de, de asseio e de conforto, coTT!i-
zem os Iogleze, das cidades otis.adiaaladas do
mundo..-
A "Paafla, oa heos resultados que devem
trazerae pala, 4 ledos em leral, estas e oatras
empadWs em xplerago, aaa trabalho, oa aioda
em Pyy10' v*oy-da iaaoeirs saais palpitante
a neaasaidaae, qua as povos novo tem do con-
curso.dftm ratagoea-aanigavats, do ommercio, da
industr..*aebre tado do motor universal, o ca-
pital que os povos anligos fazem afluir para oa
lugares onde sao aeelhido cora a franqueza, sin-
cera amizade e Ihaoeza, que quasi se acham ex-
lindas nesta trra de Santa Cruz.
A falla de eapitaes, particularmente na pro-
vincia de Pernambuco, a falta de espirito de aa-
sociagao do pequeo capital diaaemiaado nella,
e a causa principal da nio realisago de muitas
empresas de utilidade publica, eomo ser-nos-hia
lacil mostrar varios exemplos.
A propria primeira companhia de utilidade pu-
Diica, a companhia de Beberibe, que ha 20 an-
uos, pouco mala oa meos, foi installada, nao se
realn.na boje, valo a faltaNde espirito de asio-
ciacao, e a sede de juros usurario, dos actuaes ca-
pitalistas Peroambuc.pos, que quereriam recebar
dividendos e flear eom os eapitaes em seu poder.
A empreza ingleza do gaz.de illuminagio, que
ha perto de ires aonos faz gozsr esla capital das
vantageos, asseio e eeooomia desta importante
descoberta moderna, vnunca vitia a realissr-se,
se fosse preciso esperar por eapitaes do paiz.
O mesmo acontecera com a empreza Cambrn-
ne, se o seu autor nao acbasse eapitaes fora de
Pernambuco, para leva-leaw ponto em que bo-
je se acha, embora todava, tenba muita cauali-
sacao assenlaa, antes de ficar concluida.
Se Pernambuco nao tem apreciado, quaolo o
deveria ter feito at hoje, as vantageos da cana-
lisagao 'agua poUvel e de gaz de illumioagao,
mandando eocaoar pelo meuos para aa casas prio
cipaes, isto devido a estas emprezas que, em
seua principios nao procuraram oa consumidores,
lembraodo-lhes as vantageos e economas de laes
eocaoameotos,; em qualquer oulra parte os con-
sumidores sao os primeiros a procura-las ; em
Pernambuco pelo contrarilos- consumidores es-
perara que os procurem.
Se quando a compaebia de Beberibe inslallou-
se e formulou seus estatutos, nio deixaase no
tinleiro um artigo esseocial, que todas as com-
panbias tem o cuidado de nao esquecera forma-
cao do fundo de reservaella teria podido, sem
prejuizo, na occasiio do pagamento dos dividen-
dos semestraes, com elle formar seu fundo de re-
serva, e augmentar o numero de seus chafarizes
lauto no interior da cidade, como nos seus arra-
baldes.
Se desde 1850 tivesse cuidado de encaar agua
para as casas principaes da cidade e arrabaldes.
am lugar de dar os accionistas dividendos de 10
a 12 por cento ao anuo, sobre o valor nominal
de cada aegio de 50000. poderla ler dado de
entao para c 15 por cento e guardado 5 a 10 por
ceoto em reserva, como se v do calculo seguio-
te : Se como se diz ha 8,000 casas na cidade e
arrabaldes destas haveodo
lOoO que recebessem 15 baldes
d'agua por dia, pagando ISfMO
Jr 8DD. 8er'm............... 72:000{000
1000 que recebessem 6 baldes
d'agua por dia, pagando 28#800
P2r ">.................... 28.8005000
6UUU comprando nos xafarizes 1
balde por dia pagando por aono
70........................... 43:2008000
fliMni iiivr^ piv
ESCUTA.
Mulher, se oas horas de um longo silencio,
Um pr-nto saudoso rlar-me na fronte,
E'- teu este pranto ;
Aceila-n de urna alma, que ausente de ti,
suspira lo laogue de amor termnente
No doce quebrauto.
Si um sonho risonho le fdr embalar
Na mente calmosa das ooites de la,
No le i lo for m oso;
Aceita este sonho, que puro innoeente
Primeiro em minh'alma saudosa flucta
De um beijo extremoso.
Si um leve suipiro, tea rosto fagueiro,
Rogar vagaroso^de um hlito queme
Disser-te um adeus 1
E meu o suspiro, que exhalo saudoso
D um peito amoroso constante innoceate
De um beijo dos teus.
L quando a volupia quebrar em teus seios
Envolla em suspiros pairar fascinante
Lembranga deamar....
E' miaha lembranga, parti de minha alma
Que scisma em amores, de amor delirante
No mago aociar.
Si, tu reclioada ao leito de amores,
Volveodo leas olhos por entre a jaaella
A loa de prata ;
Mirares um rosto tristooho saudoso,
Sou eu junto a la contemplo-te oh I bella I
Teu praoto desata 1 ...
8i o doce murmurio dos ares oa calma
Tremer no leu negro lustroso cabello
Dizeodo saudade ;
Sou eu, que te mando, sou eu que te adoro,
Que gemo saudoso, que morro, que anhelo
Por ti oh I deidade 1
Si tu no silencio da noile aclamando
Partido de magoa, gemeote da dor,
Um ai escalares
Sou eu, que suspiro pensando em meu leito
Naa horas saudosas, saudosas de amor
De tristes pensares.
L quando a volupia quebrar em teus seios
Rogar em teus labios ligeiro tremente
Um mgico beijo;
Sou eu.que te envi, recebe-o, meu anjo,
Recolhe em teus seios o nuncio tremente
De ardente desejo.
Rs......... 144:000$O00
abaleodo-se para despezas de em-
pregados etc. etc. 10 por cento. 14:4000O0
K"0 acomp,,nS"aoi:e^^en,rese.o mu.! .. pr "J mm ^^
too Rvd. Diogo de Barros Araujo, e o subdelega- ullier 81 ota horas de um triste silencio,
do primeiro supplente em exercicio Domingos Um Pranto saudoso rolar-te na fronte,
Umillo Mendes da Cunha Azevedo, e na occa- n Eu quero este pranto I
siao da despedida foi dirigido pelo dito subdele- ^oncede-me oh I aojo que ausente de ti
gado t seguiole allocugo : Auceio em suspiros da smores langueote
Illm. e Rvm. Sr.A-rinda de V Rvmasmoi No doce quebranto 1....
santa, a estada dn um mo-, a.. 1______;____
Mclhoramentos de atilidade publica.
do cholera morbus. jimak serio riscados de nos- ,. -------
sas memorias; nao tiremos com que pode.semos ca.na"*"foo da agua potavel, do gaz de illu-
recomoensar a V Bvma m,....-..i___*..- mwacao. das anuai m^i nnn/,..ii,n. j.
minafao, dos aguas servxdas e apparelhos
impeao pilo syslema Cambronne.
Bitas tres grandes emprezas tornara sem duv-
(a) Quem diz queixoso queixado
E imprimir o impresso,
Dir excessivo exces/ro,
E tambera ooro dourado :
Dir militar soldado,
Eavernisados veroizes:
Dir radicaes razes,
E tambera perdida perda .
Dir c...de m...
J"r os us narigaes narizet.
II
Diz aleivea aleivosos
Quem diz imprimir o impresso.
Como dizem tu pido, eu pesso.
Os vadlos ociosos
Por grsefijos graciosos,
Porem escrerer qmixado
Em decreto decretado
Contra os typos caracteres!...
Isto aera femess. mulheres,
S um bruto lapidado.
(Exlrabido do Sett de Abril.)
(b) Esla qaeita da propria redeco e assig-
natara do Illm. Sr. bacharel Pedro Bezerra Pe-
reira de Araujo Beltrio, .utigo profe.sor de latim
90 collegio das artes desla prorincia...elc. ate.
(c) Esta queixa coDtem apenas eia vezei pt-
larn quenado !^, v
. Restam.... 129:600*000
que sao 25,92 por cento de 500:0008000 ou 10 000
aeces de 50fO00 cada urna.
Se a empreza de gaz- de illumioagao, em lu-
gar de esperar pelos consumidores, tivesse desde
principio da abertura da sua illuminagio em 1859
convidado os propietarios das casas a encaar
gaz para ellas, a maior parte das casas desta bel-
la cidade teriam hoje apparelhos de gaz pagos
pelos propietarios, e os aquilinos satisfeitos
desla commodidade, pagariam alguma cousa mais
pelo aluguel, e seriara exactos em pagar mensal-
mente o consumo do gaz.aoa empreiteiros. At
fevereiro prximo passado o numero dos consu-
midores particulares do gaz era limitado s casas
e estabelecimeotos de commercio. mui poucas
eraro as casas particulares Iluminadas a ga7.
O actual representante dos gerentes reconhe-
cendo a conveoiencia de melhorar os resultados
desta grande empreza de gaz de illuminagio, en-
tendeu-secomnosco, para por oosso iotermedio,
qae Ihe ofTerecemos cora a melhor vontade, e que
elle aceitou da mesma maneira, conseguir aug-
mentar o mais possivel o numero dos consumi-
dores do gaz encanado.
Comegamoa nos primeiros dias de fevereiro a
visitar os nossos amigos e conhecidos e oulros,
afim de resolv-los a mandar encaar gaz d'illu-
minagio para as respectivas casas. Nestas visitas
tivemos occasiio de ouvir unsonos todos queixa-
rem-se dos pregos elevados da caoalisagao e ap-
parelhos, e do monopolio que a empreza exercia
sobre os consumidores,- pouca disposigio tioham
elles, pois estavam decididos a nio entrar em
nossa lista de novos consumidores, se nao obti-
vessemos da empreza do gaz um forte abati-
mento sobre os pregos da canaliaagao e dos ap-
parelhos de illumioagao. Tintamos j alistado
bom numero de novos consumidores, sob essas
condigoes, quando levamos o que acabamos de
expender ao conhecimenlo do actual represen-
tante da gerencia. Apessr de estar ha pouco
lempo nesta capital, nao poude deixar de dar o
devido aprego e considerago s reclamagea que
nse outros tiohamos levado varias vezes ao seu
conhecimento, e tomou a delberagao de dar suas
ordens para que a contar do dia 10 de margo cor-
rente em diante fosse feito um abatimento de 40
por cento sobe os pregos anteriores, dos candiei-
ros, cacalisago, etc., etc. ; com esta differenga
de pregos que ainda nio satisfaz a lodos os novo,
alistados, mas com a qual grande numero de
proprietarios tem-se conformado, j mandamos
assentar apparelhos as respectivas casas.
Se, como o esperamos, os consumidores e do-
nos dos predios conliouarem a acceitar os nossos
convites, chegaremos a tor grsnde numero de
casas illumioadas a gaz, que nio o seriam, se
nao nos dssemos ao trabalho de os procurar, e
eonveuca-los das vantageos e sobreludo da eco-
noma do uso da illuminagio do gaz encanado.
A experiencia de perto de tres anoos de uso
da illuminagio a gaz tem mostrado que este sys-
lema de illujnioagio nio offerece o perigo que
muitas pessoas suppuoham, nem precisa grande
seiencia para abrir e fechar aalorneiras, e tralar
do asseio dos apparelhos ; em nenhum caso,
mesmo no de fuga de gaz, 00 interior das ossas
deste paiz, por dentro daa quaea o ar exterior
sempre penetra e sabe, levando comsigo o gaz
derramado, por acaso ou descuido, o que nio
acontece oas casas da Europa, que, por causa do
fri, tem suas portas e janellas que fechara her-
mticamente, e nio deixam eolrar oem sahir o
ar, ae d o perigo que muitoa ternera ; portanto,
tornamos a repeli-lo, nio sa passar muito lem-
po, sem que segeneralisa nesta capital a illumi-
nagio a gaz as casas particulares.
Alm de ser o systema de illuminagio mais
brilhaute, mais aiaeiado, da uso e tratndolo
mais fcil, tem a vanUgam de se tornar muilo
mais baralo do que o gaz'liqnido (sem prejudi-
car-lhe os olhos como a luz deste ), do que o
azeile, vellas mesmo de carnauba, e at mala ba-
rato do que o mais in&mo caodieiro de cozinha.
ApesBi da opposigio e das demoras qae tem
soffrido no seu andamento a empreza Cambron-
ne ; em vista daa distancias indicadas pelas pos-
tura, dalllma. cmara municipal e 4n difficul-
dadea que eocontram oa particulares em achar
parladores a prego conveniente para tazaros des-
pejos nocturnos, de esperar do bom senso e do
limo acerlado dos habitantes delta papulosa es-
pitare particularmente dos proprietaries, que el*
les bio de apressar-ae em adoptar, o rasad a r
collocar oaa respectivas casas os.oocaaaraentos e
despejo pelo sysleoa Csmbroooa, que, alm de
ser o mais asseiado, e o mais proprio a evitar aa
PnXmiM' JtorM-e lambern o maia econmico.
UOeoj osdoBos e habitante* doa principaes pre-
aios o axemplo, que logo sari este seguido pelo
re*\o da populacao.
Em ger.l moitram-se os propaelarlos ioimigos
uoaioquiliooa e vice-varaa ; os- primeiraa eaien-
dem que oa ioquiliooa devora fazer malhoriman-
tos as casa., e que apenas feitaa,. estes podem
augmeotar-lhea os alaguis.
ProprleUrioi 1, qu aio a,uarm abiolula-
meote faier os concertos os mais iodispensa-
veia ; desjsjjam assg^os ioquilioos, qae as
abandonaavn*io que aVrram oulras melhorea.
Os propriatarioa tera nesles ltimos seis anuos
elevado quanlo tem querido os pregos d'aluguel
de suas casas, em fazer aellas o menor melho-
ramento oa inquilinos tem sido forgados a cod-
"ZFV^? **" exi8en- Ete tempo snor-
ai na de passar, as casia novameoteedificadas
ou concertadas de novo, cujos donos, amigos de
seas propriarlotereises, flzerem collocar do in-
lenor das aaasmas csnalisagio d'agua, de gaz e
f*JOVl**r'"> Preerlda8 a todas as oatras :
a os tnquiime* nao duvidario de,'eom um po-
qoeno augmento d'alugoel auoual, iodemnisar os
respectivos proprietarios. ,
Healise-se breve a sociedade de edrflcagSo por
nos projectada, e logo ver-se-bio toda, aa casas
que em tere occasiio de construir, as ras d
cidade, onde pasaarem oa respectivos eoeaoa-
menloa, uppridas d'agua, gaz a despejo.
Quando estas commodidades tiverem-se gene-
rSlissdo, como esperamos, podaremos dizer
que cidsde do Recife s Ihe falta estar calga-
da, para achar-se no iodo na altara de conforto
das cidades mais civtisadas do mundo ; e esle3
me I hora man tos bio de trazar oatros, que muitc-
folgariamos, se os visemos realisados oeste
prximos eito annos.
Recife 15 de margo de marga de 1862.
F. U. uprat.
Eleigao dos devotos que ho
de festejar no anuo de 1861
a 1862, a Imrnaculad'a Con-
ceicao de Mara, erecta na
igeja deSanta Rita deas-
sia.
Juiz por eleigao,
O Illm. Sr. Manoel da Silva Ribeiro.
Juiza por eleigao.
A Eima. Sra. D. Delna Machado Dantas Vieira.
- Juizes por devogio.
Os Illms. Srs. :
Miguel Bernado Quinteiro.
Manoel Antonio de Jess.
Manoel Jos Dantas.
Adriano Augusto de Almeida.
Jos Pereira de Azevedo.
Juizaa por devogio.
As Exmas. Sra?. :
D. Auna Margarida de Jess Torres.
D. Clara Joaquina de Oliveira Moura.
D. Rosa Mara Paes Barreta.
D. Mara Joaquina Vanos.
D. Izabel Raymunda dos Santos Pinheiro.
Juiz prolecldr.
O Illm. Sr. Frederico Chavea Jnior.
Juiza protectora.
A Exma. Sr. D. Gertrades Cavalcante de Albu-
querque Norberto.
Escrivo por eleigao.
O Illm. Sr. Frederico Joaquim Lobato.
Escnvaa por eleigao.
A Exma. Sra. D. Mara Elisia Paes Brrelo.
n i o ,.Ecr'o por devogio.
u tlm. Sr. Manoel Jos de Mallos,
Escrivia por devogao.
A Exma Sra. D. Rosa Candida de Castro Fonteca.
Procurador geral.
O Illm. Sr. Joaquim da Fooceca e Silva.
Thesoureiro.
O Ilim. Sr. Miguel Jos da Silva Jnior.
Procuradores.
Oa Illms Srs. :
Jos de Azevedo Campos.
Antonio Jos Gaspar.
Antonio Dias da Silva Cardial.
Mordomos.
Os Illms. Srs. :
Revd. Loureogo de Albuquerque Loyolla.
Genuino Jos da Rosa.
Lourengo Ribeiro da Cunha Oliveira.
Raymundo Pereira de Siqueira.
Dr. JosJoez Edras de Souza.
Salustiauo Cyriaco de Souza.
Antonio Maia de Brito.
Luiz Antonio Belloocio.
Angelo Custodio Rodrigues Franga.
Jos Beraardioo Alves.
Francisco Jos Caroeiro.
Loureogo Alves Salazar Jnior.
Mordomas.
As Exmas, Sra. :
D. Rita Lucia da Fooceca Ramos.
D. DooatillaFlorinda de Castro Fonceca.
D. Aona Amelia de Castro Fooceca,
D. Josepha Augusta de Castro Fonceca.
fi. Mara Albaca de Jess Malta.
D. Mara Joaquoa da Rosa.
D. Mara Valleria Maciel da Silva.
D. Maranna Augusta Loyolla.
D. Libaoia Leopoldina da Rosa Viraes. ,
D. Joaquina Francisca da Conceigao.
Francisca Tranquilina da Conceigao Botelho.
---------------------- -,-... u VJUUH.1,1
0. Mana Arlinda da Fonceca Castro.
Consistorio da veneravel contrara de Santa Rita
de Cassia 23 de Fevereiro de 1862.
^ijiariojnUrino^r^ Antonio de Santa Rita.
Prac do ilecife 24 de
marco de 1862.
Vs quatro oras da larde.
r.otaces da junta de corretwes.
Nao houveram cotagdes;
J. da Cruz Macedopresidente.
John Gatissecretario.
KOVOllNC
I DE
PEKXA.UBICO
O novo banco paga o 8* dividendo de
12$ por accao.
Airundega,
aeodimento do di. 1 a 22. .
dem do dia 24.....
- 338 674J621
. 31.699*468
370.374*059
477
Movlmeato da alfaudeasa.
Volamos entrados eom laienda... 170
> aom ganaros.. 307
Volames sabidos son taxeodas..
> com geoero...
-=r 385
Dascarragam boje 26 da margo.
Barca inglez.Hermione(azenlas.
Barca fraucezaAzuidem.
Hrigue inglezRo..liebacalho.
Brigue portugaezRelmpago varios gneros.
Polaca bespaobolaMara Lloberaacarne.
Barca inglezaOlindafazendas.
Iniporta^ao.
Galera franceza Grande Conde, viada de Bor-
deaux, consignada a Tisset frere, maoifesteu o
seguate:
iOObarris a SOO neios roanteiga, 2 bsrris vi-
uno, 50 fardoa papel de embrulbo, 13 ditos ve-
les, 1 cana mercearia, 800 saceos semeis, 1,032
peoras de geaso ; aos consignatarios.
100 calas vinno. 1 dita porcellaoa, 10 ditas
calg.do, 24 ditas e 4 fardes ehapos e obiectos
para ditos, 2 csixss tecido de laa ; a B. A. Bar-
16 tsst Ce t^JL;
30 caix.s mostarda, 20 ditas cooserta*, 10 di-
tas papel, 2 ditas calcado, 4 dilaa ebapeae; F.
Souv.ge 4 C.
232 caiaa e 14 barra vinhos, 3 caix.s mostar-
da ; a Joao da Silva Fari*.
100 ca xas vi oh o, 9 ditas objectos de ch.pel-
leiro, e para chapees, 2 ditas mercearia, 1 dita
peales, 5 ditas pellas, 1 dila pastas, 1 dita papel,
1 dita perfumara ; a Mello Lobo & C.
2 oaixaa perfumara, 1 dila papel e peotw; a
Daoker & B.rrozo.
11 caixas calgado; a J. P. Arantes.
1-dita objectos de cfaaseMro ; a J. b. Vieira
& c
Brigaa natcieaml Prrnnru^ vido de Rio Grande
do Sal, consignad a Amorim Irmaes, manffes-
toa o aeguinle:
13,140 arrobas de carne ae cBaroae, 48 ditas
de ssbo em rama, 400 dilaa da graza-em betitrt,
1.500 raateaa da aebolas, 10 btfs pelxawial-
maura; sosaaaagoaUrloav'
Patacho
guia :
Do dia 24 da i
inglez Harriet,
para CadU, carro-


w
I -I .11 III I i.^^^__------------:
N. O. Bieber & C.t 500 saccoa com 1,500 ro-
bas de assucar.
Barca inglesa Fa-na*, P*** lirwpol, car-
regaram :
SauQdera Brolbera & C, 600 saceos com 3,000
arrobas de assocar.
Barca franceza S. Eipr, para Maraeille, car-
regaram : ,
Tistet freres, 2,200 saceos com 11,000 arrobas
de assucar.
Patacho hollandez JtKannes, para o Rio da Pra-
a, carregaram: -
Amona. Irmaea. 400 barrica* caa 2,746 areo-
bas e 5 huras de asMcar.
Brigue portugaez Florinda, para Lisboa carre-
gva .-
Dr, Daoiel da Silva Ribeiro, 6 barricas com 18
arrobas de tenientes d algodio.
Barca porlugueza Siltncio, para o Porlo, carre-
garam :
Manoel Ferreira da Silva Tarroio, 500 saceos
com 2,500 arroba de assucar.
Brigue nacional Eugenia, para Lisboa, carre-
garam :
Urbano Jos de Soma, 200 saceos coa 1,000
arrobas de assocar.
Hiato oaniooal Artista, para os portos do Rio
da Peala, carregaram:
Amorim Irmos, 70 pipas com 12,830 medidas
de cachaba.
Hecebedoria de rendas Internas
sferaes ale remamboco
Reodatentododia 1 a 22. 39:3908191
Ida da di 24......2:743*041
42:1339232
Ceaaalado provincial.
Rendimentodo dial a22. .. 56:815*000
Idam do di a 24......: 6:505*008

Mo
63 3208008
vimento do porlo.
Navios entrados no dia 34.
Maoei 2 dias, barca ngleza Futelier, de 404
toneladas, capilio George, equipagem 16, carga
assucar : a H. Gybson, eio receber ordeos.
Marseille30 dias, patacho italiano Marcellin,
da 201 toneladas, capitao G. Cerard, equi-
pagem 11, carga diversas merca doria 3 ; a
Dragio & C.
Sahidos no mesvxo dia.
Maaeio a partos intermediosvapor brasiltiro
Ptr$inuna, commandanle Honra. .
Obeservae*.
Suspendan dolamarao para Liverpool a barca
ingleza Norial, capitao David Crner, com a
mesma carga que trouxe.de Macei.
Navios enttados no dia 25.
Liverpool54 das.brigue inglez Glaucut, de 226
toneladas, capitao F. Shave, equipagem 12,
Saunders Brothers
para constar se maadou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbeseuraria provincial de Per-
nambaco 18 de margo da 1862.
O aecretario,
A. F. da Annunciacao.
Clausulas especiaos, para a arrematacao.
1~0 arrematante dar principio aa obras
quiote dias depois de lhe ser eotregoe o respec-
tiva termo de contracto, o conclu las-ha no
piase da tras mases; aeguindo-se na (alta de
qualquer destas condicoes o que acerca dellas
dispe o capitulo 3 da lei provincial n. 286.
i*O arrematante obrlgado a seguir recta-
mente .na eiecuQo da obra a planta e ornamento
approvado, assim como a comprir instrictamente
as iostrucQes do engenheiro incumbida da ius-
peefio da obra.
3oO arrematante fica sugeito s observar em
toda sua plenituda aa obrigacoes que lhe sao im-
postas no capitulo 3* da lei provincial n. 286. ,
4*O pagamento aera; feito em tres prestares
iguaes correspondendo cada ama a terca parte da
obra total e quando eisa terca parle estiver aca-
bada.
5oO arrematante nao ter direito a reclama-
gao algosa, tendente a iodemnisaclo, qualquer
qae seja a naluraza das allegacoea em que se
fundar para tal Qm.
Conforme, o secretario,
A. F. da Aonunciago.
O Illm. Sr. inspector da tneaouraria-pro-
vincial, em cumprimeoto da ordea do Eso. Sr.
presidente da paovincia de 14 do correte, man-
da fazer publico que no dia 18 de junho protimo
futuro, perante a junta da fazanda da mesma the-
sourara, aa ha de arremata, qawm por meos
tizer a obra do calcameote a fater-se as roas do
.sebo e Trempe, avallada a braga quadrada de
empedrameoto pelo systema Mac-Adam em 309
e de calamento de podras irregulares em ris
tssjMtti
A arrematago ser feita na forma da lei pro-
vincial o. 343 de 15 de maio de 1854, e as clau-
sulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qae se propozerem a mesma arre-
matago comparecen na sata das eesses da refe-
rida junta, no dia cima mencionado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maadou affixar o presente e
publicar peloj Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, 18 de marco de 1862.
O secretario,
A. F. da Aoounciagao.
Clausulas especiaes para a arrematigo.
1.aO arrematante dar principio obra logo
que for para esse lira avisado pela directora das
obras publicas e a concluir no praso de seis me-
zes contados da data do aviso.
2.aO arrematante obrigado a seguir exata-
menle na execugo da obra, a planta e ornamento
approvados, assim como a cumprir restrictamen-
te as instrueges do engenheiro incumbido da
inspeccao da obra.
3.aO arrematante fica sugeito a observar em
DIAJOO Dt.PnftMKCO*-***TJ IBA 20 DMARfl) DE 1W.
aajaajaaajajt>
1.
ir
an
. *..
Deven do a estatua ser inaugurada no dia 13
de Jucho de 1863, cantesimo anniversario u-
ulkiode los Bonifacio de A adrada e Suva ; a
corrnissao pera que Vv. 'S. s digaem de
coadjnval-a od to louvaxei' oftpeho, aetftandb
e apressando a subscripoio, eujo resultado ser
publicado as folhas diarias d'esla capital.
Deus Guarde Vv. Si. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srj. pres lente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambuco. Eniebio
de Queiroz Goutinho Mattozo CmaraJoaquim
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Perefra
da Silva.-Barao de Man Jo Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique de Beaurrepain Roban
Douior Claudio Luiz da CosaThomaz Go-
do* SaniosF. S. Dias da Motla.________
eclara^e*.

Desi
a ca _
r ser embarcad
commuadaaedi
en-
aaeahi
carga carvo de pedra; a
Fiume-90 dias, brigue sueco Tritn, de 283 lo- ^if.AP!^.d*i" ^^M_que lhejSo im-
neladas, capitao C. Syostron, equipagem
10,
a N.
Syostron,
carga 2334 barricas com farinha de trigo ;
O. Bieber & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Aracaty hiate brasileiro ous Irmos, capitao
Joaquim Jos da Silveira, carga fazendas e ou-
tros gneros.
Paracorveta a vapor nacional Parenst, com
mandante o capito-tenente Delphino Carlos
deCarvalho.
O te ce er 0, 1 1 Horas.
<* f w i i s Atmo'phera. 0 CJ9
V Gfl * ir. y ce Direcco: H O en P3
V 05 O D c a C5 O a 99 P In temida de. 2^
s 00 s 00 10 | Farhenheit. 1 H Pl O K n rt 39 O s B
O O Centgrado. s
-J C0 09 ^4 5J Bygrometro. n -r.
0 O* 0 O Cisterna hydr mtrica. > B B 99 P
9 i 00 w 0 . 8 "8 .3 O P 8 Francez.
"0 Inglez
A noite clara com alguos aguaceiros, vento
ESE regular e assim amanheceu.
OSCIUCXO BA MARfi.
Preamar as 11 h. 6' da manha, altura 660
Baixi-mar as 4 b. 30* da tarda, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha
marco de 1862.
ROMANO STEPPLE,
1* lente.
24 de
Editaes.
O lllm; Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do correte, manda
fazer publico que o concurso psra o lugar de se-
gundo escripturario da mesma thesouraria ter
lugir 00 dia 28 de abril prximo vindouro, de-
vendo os pretendentes ser examinados na grsm-
rnalicade lingua bational, escripturagio por par-
tidas dobradas, arttbmetica e suas applicages
com especialidade a redocgo de moeda, pesos
medidas, ao calculo de descont o jaros simples
e compostos, sendo preferidos os que tiverem
boa leltra e aouberem lioguas eatrangeiras.
Os pretendeaus deverao a presentar seus re-
querimentos nesta thesouraria, com certidao em
que provem que lio maiores de 2f) annos.
E para constar se raandou affixar o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria
presente e
de Per-
provincial
nambuco 24 de margo de 1862.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos intdressados o art. 48 da lei proviocial n.
510 de 18 de juoho do eorreote anno.
Art. 48. E' permittido psgar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior adata da presente lei independente de re-
validago e multa, urna voz que os devedores
actuaos deste imposto, o fagam dentro do exerci-
cio da 1861 a 1862, os que nao o fizerem Dcaro
sujeitos a revalidagio e malla em dobro. sendo
um largo para o denunciante. A thesouraria f-
r anounciar por edital nos primeiros 10dias de
cada mez a prsenle disposigio.
E para constar se aaoJou afflxar o prosete e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
nembuco, 8 de julho da 1861.
O secretario,
A. F. da Asswmpie.
Por ordea do Illm. Sr. inspector sa faz pu-
blico que no da 26 do corrente ser lavada
porta desta repartigao ea hasta publica depois
do maio dia, 400 caixinhas de papelio com bis-
coute, pesando 144 libras, no valor de 23, 10
duziae da pareada luvas de pellica cortas a 8>,
valor 80|, que am virtude do art. 556 do regn-
lameota vigeote, foram apprehendidae na confe-
rencia da sabida, pela 1. conferenle Barros Ca-
valcanti, cujos gneros* ao arrematados de con-
forraidaaVe com o nico do art. 756 do dito re-
glame to.
Alfaodega de Pernambuco 22 de marco de 1862
01.* eacriplorario,
Firaino Jos daOliveira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vinatM, aa casaprinaato da ordea da Bxa. Sr.
presidente da provincia de 14 do corrente, man-
da facer pablico q 00 dia 10 da abril prximo
futuro, perante a junta da lateada da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quena por menos
flzer a obra do aterro a.tazer-ae aas ras do Sebo
e Trampa, avallada a 5:972*000 ris.
A arremataeio ser feita na forma da lei pro-
wiacial n. 34 da 15 da naaio de 1854, a eob aa
laoaulaa aspaciaas abaixo copiadas.
Aa paasoas qaa sa propoaaaa a atea arama-
jagaa comparegaa na sala da saaaaada referida
tunu, no dia cima aaarcoaado, palo meto dia e
competentemente aateUtedoe.
postas no capitulo. 3 da lei provincial n. 286.
4.aO pagamente ser feito por preslagdes
menaaes conforme o numero de brecas promplas,
nio sendo, porm, um numero Inferior a sexta
parte da obra total.
5.aO arrematante nio ter direito a reclama-
cao alguma tendente a indemnisaco, qualquer
que seja a natureza das allegages em que se fun-
dar para tal im.
Conforme.
A. F. da Annunciago.
Pelo juizo dos feitos da fazenda se hio de
arrematar em praga publica, a quem mais der, os
bens seguintes :
A olaria na ra de S. Miguel n. 6, bem cons-
truida, com todos os seus preparos, tudo em bom
estado, e com o competente forno, em trras fo-
reiras, avahada em 2:500*000.
A qual foi penhorads por execugo da fazenda
provincial contra Jos Buarque de Uacedo por
Manoel de Souza Jardim.
Uo*. sobrado de um andar e solio na ra das
Larangeiras n. 21, com 2 salas, 3 quarios peque-
os, cozinha no solio, tendo 85 palmos de fren-
te 0 60 1(2 ditos de fundo, tendo no pavimento
terreo 2 salas, 2 qaartos, e quintal que serve de
cozloha por 3:0003000.
O qual toi adjudicado a fazenda proviocial por
execugo que moveu contra Claudio Dubeux, co-
mo fiador de Francisco Cavalcanti da Albuquer-
que.
OescravoJos, Congo, de 58 annos de idade,
aadio, do servigo de campo, avallado em 300*.
O escravo Marcelino, Angola, com 38 annos de
idade, do sen90 de campo, sadio, avaliado era,
6O>000.
O escravo Francisco, Hogambique, com 39 an-
nos de idade, do servigo de campo, tendo as per-
nas arquiadae, avaliado em 500*.
A eacrava Mara, Aogico, com 38 anuos de ida-
de, ssdia, do servigo de campo, avaliada por 600*
Os quaes foram penhorados por exBcugio da
fazeoda provincial contra Francisco Lins Caldas.
0$ pretendentes poderio comparecer na aala
das audieociaa pelas 10 horas do dia 27 do cor-
rele. Recife 22 de margo de 1862.O solicita-
dor da fazenda provincial,
Joao Firmioo Correia de Araujo.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que no dia 27 do corrente vai novamente a praca
para ser arrematado a quem mais der a renda das
casas abaixo mencionadas, pertencentea ao pa-
trimonio dosorphios.
Ra do Sebo o. 12, casa terrea 160*000 por anno
Ra do Rosario n. 14, idem 201$000 por auno.
Ra da Lapa n. 41, idem 182*000 por anno.
Ra da Cacimba n. 65, idem 300*000 por anno.
Ra dos Burgos n. 68 Idem 205*000 por anno.
dem dem n. 69, 125*000'por anno.
Ra da Senzala Velha sobrado de dous andares o.
79, 650*000 por anuo,
dem idem sobrado de dous andarees n. 80.
650*000 por anno.
Ra da Uuia n. 83.162*000 casa terrea por anno
dem idem n. 84, 168*000 idem idem por anno.
Ra do Pilar n. 96,157*000 idem por anno.
Ra da Madre de Deus o. 35, i:621*C30 idem
por anno.
Estrada de Parnamerim sitio n. 1, 5008000 por
anno.
dem, idem n. 2,120*000 por auno,
Foroo da Cal sitio n. 5, 352*000 por anno.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 15 de margo de 1862. O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, tendo rece-
bido do Instituto Histrico Brasileiro o offieio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorrm para area-
lisacao dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quantias de que quizerem dispor, 'nao podende
ser menos de mil res, nem mais de dez mil res.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestaran de boa vontide a re alisa-
cao deste Rrandidzofim.
Paco dacamara municipal do Recife, ea ees.
sao de 28 de outubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagen, official maior servindo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Magealade o Imperador a
sua immidiata protecgo, resolveu qae se levan
asse nata corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigase um tmulo digno
de seus preciosos despojos; sao paginas da his-
toria ascriptas em bronsa e mannere pela graii-
do brasileira, e que devsm transmitir a posteri-
dade as tradigoes gloriosas que se ligam a um
dos grandes vultos ntcionaos, e um dos primeiros
oollaboradores da nossa independencia.
_ Os abaixo assignados, membros da commis-
so a que o Instituto Histrico ineumbio to
nobre missio, accordaram recorra ao auxilio
de todas as amara municipaes do imperio, para
que promoyam robwripces populares entre os
seus munieipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas i povo.
A commlssao desojando que todoaos Bra-
sileiroe poisam coacorrer para, tao pritritlsBrt
monumento, quaes quer que sejaaassuan for-
tunan fixou o minia o mxime das qaaitias
entre mil e des mil res.
Conselho 4e compras navaes.
Promove-se em sessio de 26 do carente mez,
sob aa condiges do estvlo, a compra dos segua-
les objeetos do material da armada.
Para os navios e arsenal.
20 feizes de arcos de ferro, 4 compagos, 400
col he res de ferro, 10 arrobas de estopa de algo-
dio. 6 encbes de csrapina, 4 eagoadros de ferro,
10 tooelladas de ferro eral, 6 faros de plaina,
20 arrobas de feltro. 40 pies de gomma elstica,
60 pios de lacre eocsrosdo, 20 martellos de re-
los, 20 grozss de penna d'ago, 30 resmas de pa-
pel almago, 20 arrobas de pregos de 4 pollega-
das, 2 arrobas de pregos reparos de cobre, 100
pies de ferro, 10 serrotes, 2 serrote de fitas. 40
libras de taixas de cobre, e 16 varrumas finas
sortidas.
E coovida o conselho aos pretendentes a apre-
sentarem soas propostas naquelle da at as 11
horas da manbia.
Sala do conselho de compras navaes em 19 de
marco de 1862.O secretario.,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Consulado de Portugal.
O cnsul de Portugal faz publico que o leilio
do espolio do finado subdito portuguez Joaquim
Jos Ribeiro de Oliveira, fica transferido para o
dia que ser previamente annunciado. O mes-
mo se a enuncia quanto ao espolio do subdito
portuguez Francisco Alves Pinto.
O Illm. Sr. regedor do*Gymna!o manda
avisar aos paee, tutores ou correspondente* dos
alumnos internos, meio pencionistas e externos
do mesmo Gymoasio, que no dia 24 do correte
printipia o recebimeoto daa mensalidades cor-
respondentes ao2 qusrtel, que se linda em ju-
oho do corrente anno.
Secretaria do Gymoasio 22 de margo da 1862.
O secretario,
Antonio d'Assumpgio Cabra!.
Por esta subdelegada se faz publico qae se
acha depositado um cavallo rugo grande, tomado
hoje no acto de ser preso Jus Joaquim Rodri-
gara por suspeita de que urtado, visto que dito
Rodrigues iodigitado como traficante neale ne-
gocio : pelo que quem se julgar com direito ao
dito cavallo comparega, que provando Ibe ser
eotregoe.
Sabdelegacia dos Afogados 20 de mergo de
1862Moraes.
Tendo esta subdelegada denuncia de Anto-
nio Flix da Silva dse achar neste districto com
um cavallo pequeo e preto, o qual se fazia sus-
peito, o preodera 0- maoduu' depositar o dte
cavallo : quem ae julgar com direito ao mesmo
animal, provando legalmeote lhe ser entregue.
Subdelegacia dos Afogados 20 de margo de
1862.O subdelega'do, Moraes.
A thesouraria provincial em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
de 19 do corrente, tem de foroecer para o colla-
gio das orpbias desta cidade, as fazendas abaixo
declaradas :
1,000 covados de cassa, toda ella do mesmo
padrio.
1,000 ditos de chita idem idem.
200 varas de madapolao para forro.
As pessoas que quizerem vaoder taes fazendas,
apresenlem suas propostas na mesma thesoura-
ria, no dia 27 deste mez pelo meio dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de iuar;o do 1802.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Aonunciagio.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fszenda desta provincia se faz publico
que no da 26 do crvente mez terio de ser arre-
matados a quem mais dr o casco e mais per-
tences da escuna de guerra Lyndoia, avahados
oa quanlia de 12736*100 (doze cootos setecentos
trila e seis mil e cen ) : as pessoas a quem
cosvier a dita-arrematago bajam paia de com-
parecer na referida thesouraria pelas duss horas
da tarde do dito dia. ,
Secretarla da thesouraria de fazeoda de Per-
nambuco em 21 de margo de 1862.Serviodo de
oflkial-maior, Manoel Jos Pinto.
Por ata subdelegacia foi preso o crioulo
Lucas Antonio, com um cavallo castanho, por ser
suspeito em conivencias do furtos dos mesmos
animaes, assim como tora echado am oolro ca-
vallo tambera castanho que se suppe i furtado,
mu o conductor receiava da seguir com elle, e
doixra sobre a estrada do Alerrinbo do Giqui,
acham-se legalmeote depositados ; quem se jul-
gar com direito aos mesmos, provando, serio en-
tregues.
Subdelegacia dos Afogados 22 de margo de
1862.O subdelegado, Moraes.
tiSSarttt.TSatiftS^TE
Para Lisboa.
At o dia 2 de abril pretende seguir para Lie-
ooa o veleiro a bem coohectde brigue nacional
cEugeoia, do pnnaira marcha e primeira cias-
te, s recebe alguma carga miada e passagelros
para os quaes lea etcellentes feomroodos : tra-
ta-so com oa aeas consignatarios Antonio Luiz
de Ohvetra Azevedo & C, ne seu estriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Porto.
A barca portogoeza Silencio, capilio Fran-
cisco ahrtios de Carvalho, pretende sabir com to-
ja a brevidada ; quem oa mesma quitar carregar
ou ir de paaagem dirija.se ao consignatario Ma-
noel Ferreira da Silva Tarroso, aa ra de Apello
Damero 28.
COIPMHU PERNAUBUCANa
DI
Navega^ cosleira a vapoi
Parabiba. Rio Grande do Norte, Macau
do Asu', Aracaty ,Cear e Acaracu'
O vapor lguarass. commandanle Viaona,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Acarac no dia 29 do corrente mez is 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o da 28 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
com maitt brsvidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenia, capitao Manoel Eza-
quiel Miguis, de primeira clsssa e primeira mar-
cha, pregado aforrado de cobre, tem parte de
seu carregameoto prompto : para o resto que
lhe falta, trata-se com oseus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo di C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Par a labia
A veleira e bem canheciua escuna naccea!
c Carlota a pretende seguir com muita brsvidf-
te, tem parte da seu carregamento prompto : pa-
ra o resto wie lhe falta, trata-te com os seos
consignatario Aatooio Laiz de Oliveira Azevedo
& C no seu eawiatorio ruada Crux n. 1.

a sobfaaWda aV. tvr.'a*mo.
do corrente, aeW hor*s em ponto/
L$l08S.
imikQ
DI
Rio de Janeiro
Pretende seguir com muita brevidade o velei-
ro brigue nacional Veloz, tem parte de seu
carregamento prompto para o reato que lhe falta
trata-ae com oa seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C-, no seu escriptorio ra
da Cruz a. 1.
Miudezas
QuraU-feira 27 (Jo corrente.
Vaz A Leal fario leilio por intervengo do
agente Pestans, de um variado e completo sorti-
manto de miudezas e perfumarles proprias do
macado, pelo que convidara todos os seu*
freguezes e amigos,. a compareceris no*seu ar-
mazem, da ra da Cadeia do Recife o. 19, quin-
la-feira 27 do correte, is 10 horas da manha.
LEILAO
DE
Farinha de tri-
go e papel ava-
llados.
Hoje 26 do corrente.
Saunders Brothers & C. fario leilio por ioter-
vengio do agente Oliveira, de 185 barricas de-
farinha de trigo e de 251 resmaa de papel que
foram averiadas a bordo da escuna americana
< J. Darling, capitao Penny, na sua recente via-
gem procedente de New York para este porlo,
onde aportou em 23 do mez prximo findo ; e
assim mais da 81 barricas de farinha de trigo e
de 239 resmas de papel, igualmente averiadas a
I bordo do navio Margaret da referids proce-
dencia e chegado a este porto em 24 do mesmo
mez:
Quarta-feira 26
do correte, is 10 horat da machia impreteri-
velmente (visto tero agente de seguir para outro
leilio) em seu armazem de deposito o. 49, no
caes d'Apollo.
LEILO
LEILAO
FrlQ'h.da trigo.
^. -_^ (AyAMABA.)
QUINTA-F*A, 87 DO CORRENTE.
Heary Postar & C. fao leilio por iarierveoc*
do agente Piolo, em freseoca do cnsul aotetiaa-
i.Vnaa'l* rtfe ^m P*eBCCT d car-
ca de l.Of barrica V farinha de trido a variada
lao Harding, na sua recentar vieaaa.de #I
mV \" U h0r" am rt>Dl0 d0 cionado em sea armazem, caes do Ramos.
LEILAO
Um terreno
Quinta.feira 27 dt> corrente
B;*eBl! Euzebio offereceem lerli o] um" terre-
no de marinha na roa do Mospitfo Maa em fraato
aoquartel.ja atterrado e com alieerea V<*+n*
.p:imode ff.e Dle e 146 fa*^S. TOS
regu pelo maior prego que se achar : na aT
Ir. S^docorrente no largo do Corno lanto-
A 26 do corrente*
F. Sourage l C. faro leilaor por hrtervencio.
do agente Oliveira. de grande e variado aoti-
mento de fazendas as mais proprias do mercado.
2aM U' "9.h0 como de 'diov e bem
coohecidas deseas freguezes caja ooorjtrrraoeia
apreciarao, e oa mesua occasiao offerecerao a
venda porgoes de fitas, franjas de seda o da bao-
galas da moda, para fechar contas:
Quarta~f.}ira26
do corrente, is 10 horas da manha, em aeu ar-
maxem, na ra da Cruz do Recife
LEILAO
BE
aysos manlii^os.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
At o dia 28 do corrente, esperado dos
portos do norte o vapor Oyapock, commandan-
te o primeiro lente Antonio Marcelino Pontes
Ribeiro, o qual depois da demora do cosame
seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros, a engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual da-
veri aer embarcada no dia de sua cbegada.dinhei-
ro a frete e encommendaa at o dia da sabida ae
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, ea-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C.
' Para o Rio Grande
do Sul
tegua com toda a brevidade por ter qaasi todo o
seu carregamento prompto, a barca Mathilde,
aiada pode receber algamas barricas a frete : a
cratar no escriptorio de Manoel Alvee Guerra, oa
m o capilio Piolo.
Para
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, tem parte de seu carregamento
a bordo ; para o rato que lhe falta, trata-ae
com os seus consignatarios Antonio Lait de Oli-
vara Azevttdn & C, no seu eacrptorio, ra da
Cruz n. 1.
COHPARHIA BRASILEIRA
___ DK
frAOTBTBS & IJiJPfflllL
E' esperado dos portos do sul at o dia 28 4o
correte um doa vaporea da compaohia, o qual
depois t\ demora do costume seguir para oa
afortos do norte.
Baha.
O hiate Santa fia, segu em poucos dias, re-
cebe alguma carga a frete : trata se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Cor-
po Santo o. 6.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arthar, tem parte de seu carre-
gamento prompto : para o resto que lhe falte,
trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
/
Para Lisboa
Se acha proposto o bem conhecido brigue po
tuguez Relmpago Tem a maior prte d
carga engajada e para o restante e passageiros Ja
quem offeroce boas sccommodar^des e trata-se
com o consignatario Thomaz de Aqnioo Fonseea
oa ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
(io de Janeiri
0 bem conhecido e veleiro brigue jiacvonal
Almirante pretende seguir com maita brevida-
de, tem a bordo parte de seu carregamento ; /para
Sebolas. lioguicas
e toucinho.
Quarta-feira 2(5 do corrente-.
O agente Pestaa vender por conta e "risco de
quem pertencer 50 calxa coro soblas, 40Jarris
com Hntnieaa e 24 berris-com toucinho, tuf pa-
(VARIADO)
A 29 do corrente.
P. N. C. Schmeidt, capitio do brigue hambur-
gaez Georg Heinrieh (coosisnatarios N. O.
Bieber &C. saccessores), far leilio precedida
a competente autorisago do Illm. Sr. inspector
da alfaodega, em preaenca de um empregado
desta repartido para o effeito nomeado e do Sr.
vice-eonsul de Hamburgo, por conta e risco de
quem pertencer e por intervengo do agente Oli-
veira, de cerca 350 saceos, com arroz avariado,
sendo parle do carregamento de dito brigue, des
carregado oeste porto, onde arribou com agua
aberta na actual viagem que fazia prooedente de
Calcula com destino a Uamburao :
Sabbado 29
do correte, s 10 horas da manha em ponto
(tendo o ageste de seguir logo aps a outro lei-
lio) no armazem alfaodegado do bario do Livra-
raenlo, no caes d'Apollo.
LEILAO
DE
m rico carro.
Quarta-fewa 26 do corrente.
O agente Eazebio far leilio de am excellente
calecbe envldracado, obra de apurado gosto e o
mais bonito que etiste nesta cidade por ter viu-
do de eocommeoda de Franca, as peasoas que
se quizerem manir de um bom carro aproveitem
a opportuoidade, porque raras vezes apparece a
venda um objecto de lio particular gosto, que s
o resto que lhe falta, trata-se com os seos con- com a vista satisfari a superloridade da obra pri-
ignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & I mozosa : seri eil'ectuado na coebeira do Sr. Tho-
C, no sen escriptorio" ra da Cruz n. 1. | i maz Jos dos Reis ra de Santo Amaro n. 4 jun-
ra fechar cootas e por teso pelo maior 'preco of-
ferecido : quarta-feira 2fi- do corrente pelas IO"
horas da manha
te da alfandega.
no armazem do Annes defron-
Avisos crersos.
MT1RI1
Acham-se a venda-os bilhetes e meius
bilhetesda sexta parfe da primeira lo-
teria a beneficio do Gymnasio Pernam-
bucano (o* concessao.)
O thesoureiro,
Antonio Jote Rodrigues de Souza
3geHM6aw3w 9*m9Kma*smm
m Saques sobre Portugal. ||
O abaixo asaignado agenta do Banco
I Mercantil Portneoae Desta cidade, taca
effectivamenle por todos os paquetes so-
bre o mesmo Banco para o Porto e Lis-
8 boa, por qualquer semita visa e a pra-
8zo, podendo logo oeaaoees a praio seren
descontados no mesmo Banco, na razio
8 de 4 por canto ao aooo ao portadores
que assim lheconvier : nts ras do Cres-
tf po n.8oo do Imperador o. 5f.
Joaquim di SiW* Castro.
w itcfl aai'fl atfia ana^ ^~ai &m^ ^...^^ ^^..^ya
" Pela subdelegacia da fregueaia de Santo An-
tonio se faz publico qu-e se acha racolbido casa
de detbQio ordem da mesma aubdelegaciao
preto Jos, que diz ser pertenceBte iripolaQio
do palhabote Espadarte^ e ser escravo, por sar
encontrado depois do toque de recolher. Recife
-20 de margo de 1862.
O subdelegado
Manoel Antonio de Xesus Jnior.
E^TH 1Ja DE FErtltO OO K3 II I ^. FHAA'CISCO.
Abertura da ^a. seci^o.
ireo de 1 al tro aviso a partida dos trens c os precos. das passagens sero regulados pera
tabella seguiste.
ESTVOES
Cinco Ponas..........
Afogados.............,
Boa-Vngem..........,
Prazera...............
Ilha.....................-
Villa do Cabo............
Ipojnca................
Olinda.................
Timb Ateo.............
Etcada...................
Frezeiras...............
Aiipib..................
Ribeirie.................
Camellera...............
TR
PARA O INTERIOR
BSTA*5dES.
Gamelfeira...............
Ribeirio ...j.............
Aripib................
Frezeiras..............
Escada................
Timb Am..............
Olinda.................
Ipojuca................
Villa do Cabo............
liba. .*..
Presaras.................
Boa-Viagem...........
Afogados.............,
Lineo Pontea.........,
Dias de
MANHA
Horas
6
6
6
6
6
7
7
7
7
7
Mo.
12
25
40
55
8
20
So
47
55
TARDE
1
1
1
2
2
a
3
3
s
3
4
4
Min.
40
35
45
15
27
40
55
10
23
44
51
9
10
Iluminados c
saatos
dias
MANHA
Horas
6
6
6
6
6
7
Min.
13
31
41
52
TARDE
Horas
2
3
3
3
4
4
4
4
5
5
5
5
6

50
10
30
50
15
27
40
55
10
23
44
51
2
10
I'RECOS DE BILHETES
Viagem de ida
CLASSES
i
400 rs.
1&200 %
18400
29700
3t00
38900
450O
5|t00.
5*800
69000
69500
7$000
79500
300 rs
900
19100
28200
28700 a
39000
38200 >
39400 >
3800
49OOO
4S00 a
49800
5*000
3.a
200 rs.
500 o
609
19100
19480 a
19600
15900
90BM
29500
28800
3$000
39200
39500
Viagem de Ida e volt
CLASSES
' l. 2.
600 rs. 500.
1*800 18400
2*000 B 1*600
48000 38200
5*000 4*000
5*800 4*500
78000. 4*800
797C3i 59IOO
99OOO 597OO
99500 > 69OOO
109500 69300
11*000 > 78200
119500 7J500 i>
3.a
300 m
800 j>
900
1*700
29100
29400
28900 -
3*300
39800 o.
49200
49500
49800
5*200 m-
PRESOS DE BILHETES
Viagem de ida
Viagem de ida e volla,
700 rs
19700
294OO a
38300
39900
48500
592OO >
69OOO
69300
68800
1700a a
79300
75O0
CLASSSS
500 rs.
i$20O
10800
292OO
296OO
38000
39600
48000
49200
48500
4J700
4sO00
58000
300 rs.
700
19000
19400
18*00
19900
aioo
28OO
2*600
3*000
H00
3!
1*000 rs.
29500
30600
5*000
5*800 >
68700
7*000 >
99000
.8*fU0
lite10
a

CLASSES.
700 rs
1*800
2*700 a
3*300 .
3*900
4*500
5*400
6*000.
01200
1800
7*ooa
7*200
79500
laa am qae devem partir a eheajar oa trena, mas a companhia nio garante que am todos oa caaos possa lee
comtudo, os trens ao partirio daa estacos antes do lampo especificado.
Aa horas marcadas sao arrue
lagar esta pontualidade-, a nem aer raspaaaave'l pelea demoras ;
Os meninos menos da oilo anoaa pagarn motado.
Os bilhetea da ida volla servem para *4, hrts, ou quaudo foram vendido* ae dia da sabbado ou veapera de Oa unto, para 48 hom; ax-
ceplo os de primeira claue pira Gamelleira que servirao sampra para 48 horas.
Roga-s encarecidamente aoa Srs. paaaagairoa que traga sempro o dioaairo corraaoondeola ao pre?o da viaaam oua Liverem da fazer. para
aa nio verem por falta de troco oas eata^das na cooiiogeocia de nio segulrem, sendo como cario que jnais faclV Ibes e o trazerem o diuheiro de
seus bilhetes justo, do qae aa esti^oes tara iudeOwdameulo o troap para dar a todoa.
BaGAGBH E PASSAGEIROS-.-^ar permittido a oada pasa afeito levar consigo (\ irre de trata) quata podar aer condutid por aaiso do seu.
aatra qualquer aar coodutida. bb caer de hagagem, pagando a. razio de 100 rs. por arroba, por i agua.
Aa begageaa a cavaalot que Uaarem da seguir nos tren*, devwio achar-te oas estacea ao manos 10 minutos antas da hora marcada,
aa portas das estacos seria fechadas S minutos ante dj hora marcada na Ubslla, depois da que nao ae vender mai bilhetes.
' AssignsdoE. H. BRAMAH
Suparlntendaate.
assanlo'
j


:--




MAMO DE PEHNAMMJCO. w QUATA FURA
SISTEMA MEDICO MOftELLeWA
PILLAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, comoslo inteira-
mente de hervas medinaet, ni* eontm mercu-
rio mob alguma outra substancia deleeieria. Bei
Digno mais tenra infancia, e a compleicao mas-
dalicada, igualmente prompio e seguro par;
desaneigaro mal na complei$ao mais robusta*
entecamente innocente em suas operagese ef-
Ivitos; pois batea e remo ve as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenaces
que sejam.
Entre mimares itrjiMnis curadas com este
remedro, mu i las qH eslavam as portas da
morte, preservando 4ri uso oaseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do intilmente lodos os outros remedios.
As mais asustas nao devem entregar-se a des-
esperado; feeam um competente ensaio das
effieazes effeitos desu aaaombrosa medicina,'o
prestes recuperarlo o beneficio da sude.
Nao se perca lempo em tomar este remedia
Aara qualquer das seguintes enfermidades:
Febreto da especie.
Goua.
Hemorrhoidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmaces.
Irregularidades de
' menslruagao.
Lombrigas de toda es-
Mal de podra.
Mancbas na cutis,
Abstrucgo do ventre.
Phtysica ou consump-
cao pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
denles epilpticos.
Alfanas.
A raplas.
A retas ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extena-
Sao.
Debilidade ou falta de
torea* para qualquer
cousa.
Desinieria.
Dor de gargante.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventra.
JEnfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febre intermitente.
Vendem-se estes pilulas no estebelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, enaloja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs., cada
urna deltas contem urna instruido em portu-
gus para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito giaal em casa do Sr. Soura
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
. Ama de leite.
Pr*cita-so de urna mulber aem Clho para ama-
mentar urna cria$a de doua mezes, paga-se bem;
a tratar na praca do Cerpo Santo n. 19.
Aluga-ae o primeiro andar da roa larga do
Roiario n. 31, commodos para pequea familia :
tratar com o capilao Teixeira, no qnartel de
polica.
Precisa-se de urna ama forra ou
captiva que cosinhe e engomme para
urna pequea familia : na ra da Cruz
n. 45, armazem.
Quem tiver para alugar urna es*
crava que leja fiel que cosinhe e en-
gomme para urna pequea familia, di-
rija-se a ra da Cruz n. 45, armazem.
Jos Joaquim Texeira, Portuguei, vai para
0 Rio de Jaualro.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nagei
poden testemunhar as virtudes desteremedic
incomparavaleprovaremcaso necessario,que,
pelo uso que delle fizeram lem seucorpoa
membrosi nl6ramentesaos depoisde haver em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascurasma-
ravilbosas pelaleitura dos peridicos, quelh'ai
relatam todos os das ba muitos annos; e a
maior parte dolas sao to sor prndenles qui
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedut
permanecido longo tempo nos hospitaesjo tai
deviam soffrer a amputar o I Dallas ha nu-
cas que i vendo de ixado asses, asylos depade-
timenios, parase nao submeteren aessaope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
rabiante o uso desse precioso remedio. Al-
ajumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declara ram estes resultados benfi-
cos diante do iord corregedor o outros magis-
trados.afimde aaaisautenticarem sua afirmativ
Ninguem desesperara do estado desande si
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provarincontestevelmente.
Que tudo cura.
O ungento be mil, mais partlcn-
te nos seguintes casos.
Inflammac.ao da|bexigs
Gasa para alugar em
Olieda.
Tropaasa-se o arrendameoto da casa de um
racar no priocipio da ra de 8. Beato em Olin-
da, com bom commodos pata urna familia, e per
prego maito commodo : a tratar com Manoel Al-
vea Guerra, na ra do Trapiche n. 14.
O Sr. Manoel Lopes Rodrigues Guimares
queira procurar ama carta que Ihe veio dirigida
do Rio de Janeiro, ro eserip:orio de Manoel Al-
vea Guerra, na do Trapiche n. 14.
:
txl --------------------------------
a vJtA
s/> NiBSBr Eo9 SsBsslr
r;
as ^ (ozobIo) ?
LU O O Q
J -i
X
mas
Para as provincias de PernamlWo, Parahiba, Rio
Folhinha de
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indut-
tnal, desta provincia, a reis.......
160
I4OOO
5Roa estrella do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a eol-
locar dentea artificiaes tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
ceba paga alguma sem que as obras nao
flquem a vontade de aeus donos, tem pos
outras preparares as mais acreditadas
para conservado da bocea;
Companliia da estrada de ferro
DO
Red fe. a Sao Francisco
(LIMITADA.)
Do da 31 do correte em diante ser fachada
a estacao da Poutezioh*. e a contar desse dia oa
trena nao pararomaia n'aquelle ponto para lo-
mar ou deizar passageiros.
AsiignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Urna pessoa habilitada offerece-se para ensinar
e raceber alumnos; nao s de grammalica portu-
gueza e primeiraa letras, como francs, inglez,
geographii e historia : a tratar na rea do Crespo
n. 23, primeiro andar.
Ama
Precisa-se de urna ama, preferindo-se escrava,
que aaiba cozinhar e eogommar com perfeigao,
afianga-se o bom tratamento : quem pretender,
dirija-se a segunda casa pintada de novo, con-
fronte capella de S. Jos do Uanguioho.
. Para Europa
Offerece-se urna francesa para acompanhar al-
guma familia Europa, mediaole razoaveis con-
dicea : para informagoes, podemdirigir-se ra
de Santo Amaro n. 6, casa do Sr. Dr. Sabino.
Pedro Antonio Roberto, subdito fraocez, re-
lira-se para Europa a tratar da sua saude.
No dia 86 do correte, depois de Anda a au-
diencia do juiz de paz do 1. dialricto da fregue-
zia da Boa-vista tem de ir praca por venda por
execugao de Miguel Teixeira da Costa contra
Francisco Luiz da Silva os baa aeguinlea : 1
sof deamarello com assento de palhioha, 2 con-
solos da mesma madeirs, e 6 cadeiras dem, prin-
cipiando a audiencia as 9 horas da manhia.
Aluga-se o sitio da capella doa Afflictos
com duaa casas de vivenda, e grande quantidade
de arvoredoa ; na botica do Barlbolomeu, rea
larga do Roaario n. 34.
OfJofoco-e para aiseo de taberna uuj ra-
paz que tem pralica, e d conhecimenlo de sua
conducta : na ra Direita n. 84.
Aluga-se urna aala com alcova em nm pri-
meiro andar na ra da Gadeia do Recife n. 13,
proprio para escriptorio : a tratar na mesma caaa
Precisa-se de um caixeiro para taberna que
tenbs pralica da mesma e que d conhecimenlo
de sua conducta : a tratar na ra de Ageas-ver-
des n. 48, taberna.
Ha 3 diaa qne um preto gahador delxou
na taberna da ra daa Cinco Pontas n. 66, urna
barrica de bacalho dizendo haver sido compra-
da por um fregez do absixo asaigoado e como
at esta data ninguem a Unha procurado, avi-
sa-se pelo presente annuncio a quem for dono
do referido bacalho a fazer aua reclamado.
Joo Jos de Carvalho Jnior.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama que tenha bom leite :
a tratar na ra da Guia n 38 aegundo andar.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
'dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pnlmoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, eos qualqoei
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
de ligado.
das artieulagoes.
Veias torcidas ou no-
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
"Cortadoras
Dores de caboca.
-das costas.
'os membros.
-*Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas Ja anus.
firupcets escorbticas.
Fstulas,no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor jtfis extremida-
des.
Frieiras.
<5engivs escaldadas.
Inchaces.
aflammacao do figadq. das as per
Yendo-so osla ungento no estabelecimento
geral do Londres n. 244, Strand, e na loia
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas do sua venda em toda s
America do sul, Havana a Hespanba.
Vende-se a 800 as., cada boeetinba eoniia
urna instruccao em portugus! paja explicar o
modo do fazer oso dsjte ungueal.
O deposito geral em easa do Sr. Soum,
pharmaeeutico, na ra do Urna n. 13, ara
Fernambueo.
Aluga-se o tereeiro au-dar 4o aobrado da
ra da Cadeia do Recife n. 51 ; a tratar na loja
do meamo.
Preciaa-ae de urna ama que aaiba cozinhar
bem, forra ou captw : na ra do Seve, obrado
de esquina por detraz do novo GymtfSSo.
Precisa-se
De um eoaiobeiro e urna coaioheira livre ou
escravos, tambsm precisa-ee alugar um escrave
idoso para servicos de casa e ras : do deposito
do laboratorio de lavaitm 80 peleo do Carao
julio casa de btobot.
Aviso.
Os administradores da massa fallida
deSiqueira & Pereira, pagam o 1- di-
videndo narazao de 14 por cento na ra
do Crespo loja n, 13.
MM
Escriptorio.
Alnga-se o primeiro andar da casa da ra da
Cada do Recife o. 60, com urna grande aala e
duas alcovas, muito propria para qualquer escrip-
torio ou morada de pequea familia ; e tambam
aluga-se o armazem e o primeiro andar com
grandea commodos da casa da ra da Cruz no Re-
cife n. 14: a tralar com Thomaz Teixeira Bastos.
Precisa-se de orna ama para casa de bo-
rnean solteiro. forra ou captiva, a qual deve co-
sinhar ; na Ribeira, casa n. 17, a fallar com An-
tonio Bemaroino de Amorim.
Precisa-se de urna pessoa forra ou captiva
para andar diatribuindo pao das 6 horas da ma-
ntisa s 7 ; na ra do Rangel n. 75. Na mesma
casa precisa-se de am Portuguez para caixeiro.
-- Em consequeocia da recommendacio que
me fez o Hlm. 3r. Dr. chefe de polica, de ter
aberta a minha botica sita na ra Direita n.
at meia noite, para.p servico da populacio, de-
claro que nao s estar aberta at esss hora co-
mo at o amanhecer. iato em qnanto bouver ne-
cessidadeJos da Rocha Paranhos.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
.DO DO UTO
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
fiovo) n. 6.
Consultas todos os dias nteis desde aa 10 horas
at meio dia, acerca das aeguintea molestias
molestias da mulhtnt, mokttias das erian-
eas, moUttiat da pslls, moUstias dos olhos, o-
Ustias syphiliticas, todas as especies de febres,
febresintermitunteeeeuas consequencias,
FHARMACIA KSPBCUL HOMROFATHICA .
Verdadeiroa medicamentos homeopathicos pre-
farados som todaa aa cetela necesaarias, in-
allireisem seus effeitos, tanto em tintura, como
am glbulos, pelos pregos mais commodos poe-
sivele. '
M. B. Os medicamentos do Dr.Sa.bino sao
anicamente rendido* ero aea pharmacia : lodos
1"o orem fra dellaa o felaes.
Todasaacarteiras lo acompanhadas de um
impreaao com um emblema em relevo, tendo ao
reopr as seguintes palavraa: Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema poeto
igualmente na lista doa medicamentos que ae po-
do, As carteiras que nao levairem ess* impreaso
assim marcado, emboratenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sio f alaos
Norat Irmos, pe-
dom aos ssus dovedores que se no-prazo de oito
. dias nio (irerem ssldado suas podas, serio
perseguidos por meios jediciaea.
AGITADOR DYfUAlIlCO
DO DOUTOR
SMUKD I. 'ffinUII.
Para a preparado dos medica-
mentos homeopalhicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os aicos, com que se podem contar no cu-
rativo daa molestias perigeaas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nio
admitlem delongaa e experiencias, cumpre pre-
ferir asses medicamentos a outros quaesquer, se
qaizeram tirar da homeopatbia oa ventajosos re-
sultados que ella aaeegura.
Acham-se a venda carleiraa a meias carteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes inalruccoes, pelos pregos condeci-
dos, na pharmacia especial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N B. Oa homeoe de bom aenso reconhecem
cortamente que aendo o Dr. Sabino a fonle pura,
d'onde emanou a bomeopathia em Peraambuco
e em todo o norte, elle o nico immediata-
menteintereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguate tio aomente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rea-
cao applicagio da aciencia no curativo das mo-
lestias, quer em relagio preparacio dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarioa, doua empregadoa [um
brasileiro e outro francs quem paga ordena-
dos vantajosos), oa quaes aio ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quando o aervico o exige,
oa destillaco do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na deaecaejio dos glbu-
los, na distribuigao daa diluicoea etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopatbia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparam,
nem eram precisas tantas desposas com o pes-
aoal, com machinas e com a obtensio das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparagao doa medica-
mentos ; mss elle nio se contenta com o bem,
que j tem feito, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeigao dando aos seus remedios
a maior infallibilidade possivel em seus effeitos
0 Dr. Sabino nao aspira aomeole os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estraogeiros que a sua propaganda em Per-
nambuco\foi to brilhante que nao tem na Eu-
ropa nenhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.\ pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); maa a aua
ambicio muito maia elevada ; lia se dirige a
legar aa gerages futuras um nome estimavel
pela gravidade e importancia dos seus servigos,
pela sinceridade de auas convlcges, e pela fir-
meza do sea carcter.E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalba muito... ; .-"
15,0000.
Aluga-ae um sitio pequeo com casa de viven-
da e cacimba de agua de beber, tendo a casa 3
qusrtos, 1 solio, 2 salas, cozinha fora e copiar
por 159 mensaes, em Santo Amaro, ailio em qae
mataram o frade.
6J000.
Aluga-se em Santo Amaro, caminho'do Cam-
po Grande, urna caaa contendo 1 sala, 2 qeartoa,
1 pequeo quintal, e com agua de beber, por 69
Vendem- se casaes de ro-
las de Hamburgo pardas e
brancas a i$ o casal: no bec-
co do Pocinho n. 16.
Officiaes de alfaiates.
Precisa-se de officiaes del
alfaiates, para obras miudas
e graudas : na fabrica de rou-
pa feitas de Bastos A Reg
junto a Conceico dos Milita-
res n. 47.
4ltenco
Joio Aotonio Coelho, sangrador e dentista, avi-
sa a todoa oa seus fraguezes e ao respeltavel pu-
blico, qae se mudou da ra eslreita do Rosario
para a do Imperador n. 69, aonde pode ser pro-
curado para aangrar, tirar denles, ou limpar e
calgar os mesmos, psra applicar ventosas e bi-
chas, tudo com perfeigao e delicadeza, e tambem
se alugam e vendem-se excedentes bichas de
Hamburgo, as melhores que ba no mercado.
Precisa-se de urna ama. para cosinhsr e com-
prar: na ra do Imperador, n. 37, aegundo an-
dar, entrada direita.
APPROYACiO E AUTOWSACIO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
SaCdaesKAce
Aluga-se am quarlo andar com excel-
entes commodoa : na ra da Cruz n. 53.
Gabinete medico cirurgico..
Ra das Flores n. 57. J
Serio dadasconseltaa medlcaa-cirurgi-l
0 ca pelo Dr. Estevio Cavalcanti de Alba- j
querqueda 0 as 10 horas da manhia, ac- I
cudiodo sos chamados com a maior'bre- (
am vidade possivel. j
% l-o Partoa. <
0 2. Molestias de pella. j
8.* dem do olhos. |
Q 4.* dem dos orgios genitaea. a,
SPraticartoda equalquer operario em (
aeu gabinete ou em casa dos doentes con- {
0 forme Ibesfdr maii conveniente.
<
Na travessa da ra das Cruzes n
2, p.iimeiro andar, tinge-se para todas
as cores com presteza-e commodo preco.
Urna casa eatrangeira de pouca familia pre-
cisa de um eosinneiro ou cosinhelra forra ou es-
cravo, comanlo que seja perita no seu offlcio : a
tratar na ra do Trapiche n. 36.
Lices de inglez.
DSo-ae de noite no hotel francos : a tratar na
ra da Cruz n. 1.
Aluga-se os primeiro e segundo andares da
casa n. 27 na ra do Amorim : a tratar na mes-
ma ra n. 46.
O Vendem-se botinas de pellica Q
% branca para senhora e ditas de $
*j$ setim para dita proprias para @
f$ casamentes: na loja de Burle ^
@ Jnior & Martins, ra do Cabu- $
# g n. 16. &
Primeiro andar para alugar.
Aluga-ae o primeiro andar do aobrado da pra-
5a da Roa-Vista : a tratar na ra da Impera triz
n. 46.
Para proc issoes
No 2o andar por C, na estabelecimento dos
,o A" Bur,e rna d" Crui do Recife
n. 48, vestem-se por mdicos pregos Oguras para
procissao; teodo-se recebido para tal fim, pelo
nlllmo paquete francez, ricos saiotes de setim
bordados a ouro.
Attenco
o
O absixo assignsdo anligo professor particular
da liogua ingleza julga conveniente fazer-ie
lembrar aos seus numerosos amigos e conheci-
dos, e para qae em coneequencia de terem por
aqui apparecido alguna novos concurrentes nesse
ensino, niojulguem que elle deixa de continuar
a exercer a sua proOssio. Elle ainda continua
a leccionar particularmente dita lingua pelo sys-
tema de Olendorff, o qual incootestavelmente
o melhorque tem at hoje sabido do prlo ; tan-
to asaim, que o nico actualmente adoptado
nos principaes collegiosda Europa para o ensino
de diversas Raguas estrangeiras, pois est conhe-
cido que oa quatro differentea ezercicioa que o
discpulo obrigado a fazer ao mesmo tempo,
iato ler, tradusir, escrever e fallar, concorrm
muito sem.duvida, para facilitar o seu aperfei-
goamento. O mesmo professor toma a liberdade
de fazer tambem lembrar, que foi elle o primei-
ro que lecciooou nesla provincia pelo referido
melhodo a lingua ingleza, assim como ainda mo-
ra na mesma ra da Gloria n. 83. '
Geo Q. Marther.
Machinas americanas.
Em caaa de N. O. Dieber & C, auccessores,
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortaa e capim.
Ditas para descarogar milho.
Ditas psra cortar capim.
Salina com perteoces a 10$ e 20S.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatrio da Suecia.
Veroiz de alcataao psra navios.
Salsa parrilha de primeira qualidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhsntes.
Carrogas pequeas.
tojeceo Brow
Remedio in fall ve 1 contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo
- m^US*Stow'nn o Riorounft raa da "=* Bo-Vsta :|ito na botTca franoeza ra da Cruz n
.? (Je JaOtirO n>a tnAOvanka Dnuw> XM.
a ai'
Precisa-se de urna ama para servir a me-
ninos e lavar roupa doa meamos ; na ra estrei-
ta do Rosario n. 2 A.
Tem ebegado urna rica peca de msica pa-
ra piano, muito sentimental, intitulada a dor
extrema da naeio portegueza, offerecida sua
magestade fldelissima D. Louiz. 1. jei de Portu-
gal : vende-ae na caaa de A. Delooch, reloeiro,
ra Nova d. 22.
Precisa-se de urna ama para o servigo de
casa, contendo duas pessoas aomente ; a tratar
detraz da matriz de Santo Antonio, aobrado o.
28, primeiro andar.
John B. Pruesdell, ChristopBer Huesdell e
sua mulher, cidadios americanos, retiram-se pa-
ra os Estadoa-Unidos.
Antoaio Jos Loureiro retira-ae para o Rio
de Janeiro. *
0 Sr. Antonio de Souza Almeida tem urna
carta vioda de Lisboa, no largo do Corpo Santo
numero 6, armazem.
Precias-sede um pequeo chegadobapou-
co do Porto: na ra da Lingoeta n. 5.
Prectaa-ae de urna mulher de meia idade
que airva para lomar conla e coser a roupa la-
vada de casa de pouca familia: oa ra da Im-
peratrlz n. 47, primeiro andar.
Preciaa-ae de urna ama para casa de pouca
familia, a qual cosinhe e compre : na travessa do
Carmo n. 1, primeiro andar.
Aluga-ae a loja do aobrado n. 33, aito na
rna da Praia de Santa Rita : a tratar na ra da
Cadeia n. 62, aegundo andar.
Um aacerdole qae necessila retirsr-se para
fora da cidade, offerece-se para alguma capella-
na em eogenbo,e prope-ae a ensinar lingua na-
cional, latim e francez: pode aer procurado na
rea do Hospicio n. 96. daa 8 at aa 11 horaa da
manhia, e das 2 as 5 horaa da larde.
. Precita-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendef OuimarSet, que mo
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Santos & C. acam e tomam
aquea aobre a praga de Liaboa.
JosS Xavier Coelho, testamntelo e in-
vcnlariaDte dos bens deixadoa pelo finado
Antonio Joa Pereira Ermida, convida oa
credores do mesmo finado a apresents-
rem no prazo de 8 .diaa auas contas afim
de serem descriptas no respectivo inven-
tario.
Preclsa-ae de um negro captivo, na ra lar-
ga do Rosario n. 25, -para condugo de jaotar;
quem o tiver dirija-se a mesma casa para tratar.
Estando-se em negocio com oa terrenos fo-
reiros em que sssentam es casas terreas ns. 7, 9
e 13, sitos na ra de S. Francisco desta cidade,
por isso se pede a qualquer pessoa que tenba do-
minio sobre os mesmos, o ter a bondade de de
clarar poreate jornal, ou participar na loja da ra
do Queimado de Goea & Baitos n. 46, isto por
estes seis dias.
Na ra do Crespo, esquina n. 8, existem
cartas para oa Srs. Joaquim Manoel Pereira, Ma-
noel Quintas de Azevedo e Msnoel Gongalres dos
Santos Pereirs.
s
A VIRGEI DA TAPERA
belissimo romance pelo Dr.
J. C. Lobato.
Chegaram alguna exemplares,
e estao venda por 20 na loja
da rea Nova n. 11.
Precisa-ae alugar urna escura para o ser-
vigo de casa: na ra da Cadeia Velha n. 52, ter-
eeiro andar.
Offerece-se um homem sem familia para
fora deata praga para tratar de doentes por ter
lido pralica, ou meamo para ensinar primeiras
letras : quem de seu prestimo se quizer utilisar,
dirija-se a ra daa Cinco Pontaa n. 93.
Nesta typograpbia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago. "
Est para alagar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
rial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
0 bacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova o. 23,sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carmo.
W
:
5
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
Oe Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
fallil^m,^?HAPA^^CTE0*'IAGKETICAS-EPISPAST1CAS obtm-u urna cura radical e in-
Umanhoe profundeza por meio da suppuraco serio radicalmente extirnadoT! qn"',0r "Q
-J- de!las aconsehad atadas por habis o disunclos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, o as innmeras curas obttdas o fazem merecer e conservar a confiaoca do publico
qae j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado
ae tazer as necessanas exphescoes, se as chapas sao para homem, senhora
rando a em que parle do rorpo existe, se na eabeca, pescoco, braeo coxa, -
po, deolarando a cicumfereneia e sendo ncha$5es, feridas ou ulceras,
ou crianca, decla-
perna, p, ou tronco
o molde do seu
amanho em um pedaco de papel ea declaracao onde existem, afim de que as chapas sejo da
taima] da parteiaffectada e para scrembem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicacoos e tambem de todos os acces-
para a c olloca$5o dolas.
para
Cnsa:
seas pessoae que o digoarem honrar com a sua confiaaca, em seu esariptorio, que
tacharau abertoe todos os das, som excepeo, das 9 horas da manha s da Urde.
119 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
s m mmmmm
Para as encommendas ou informacoes drijam-se a pharmacia de JosAlexsndre Biboiro*
ra do Qbetmado n. 15.
Especial
ID 11:
hOmeopatMeo
ahi
ris
Ra das Cruzes n. 30.
Nesta consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, havendo
sempre grande sorlimento dos verdadeiros medicamentos homeopathicos, preparados em Pa-
(as tinturas) por Catellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de bomeopathia.
O proprietario deste consultorio nio pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
tnfalhveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem to pouco superiores aos que por
ah se preconisam, porque certo que o que nos fazemos, outro o pode egualmente fazer to bom
seno melhor. Mas afianca que nelle nao ha traficancis, e que o servico da preparado corre
pelo mesmo proprietario, que nao tendo grandes comraercio de carteiras, acha-se sumeiente para
satisfszer s necessidades daquella preparagao.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopathia, acommodados inteligencia
de qualquer pessoa ; assim como presta-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos o
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distinecao alguma, que o procuren)
que o seu maior prazer ser til humanidade sofifredora.
pois
Consultorio medico cirurgico
3-ltXA U\ GLORIA. CASA DO FLNO VO -
Consulta por ambos os systemas,
Emconsequencia da mudanga para a aua nova residencia, o proprietario deate estabeleci-
mento acaba de fazer ama reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os do
nennum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e goxam ; o proprietario tem tomado
a precaucio de inscrerero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellos que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo a em oa-
pel marcado com o seu nome. v
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porgio de tincturs de acnito e belladona re-
medoa estes de summa importancia e cujas propriedades sao tao conhecidaa que oa meamos Srs
medicoa allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em linduras custarao a ff o vidro.
O proprietario deste estabelecimento anuencia a seus clientes e amigos que tem commodoa
sufficieutes para receber alguna escraros de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operagio, afflangando que serio tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
iquelles que j tem tido escraros na casa do anounciante.
A aituago magniflca.da casa, a commodidadados banhos salgados sao outraa tantaa vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manba at 11 horas
e de tarde das 5 eso diante, e fora destas horas acharo em caaa pessoa com quem se podero en-
nH"P nal vi* a rla> 1 _! aa. aai 'J__^._J_H______I ~ aa. _
nder na ra da Gloria o. 3 casa do Fundo.
Dr. Lobo Motcoxo.
J. FERREIRA MLLELA |f
peste typographia.
I, Preco 5$-
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Boa do Cafoug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainolypo, so-
bre panno encerado, aobre talco, especiaes para
pulceiras, alQnetes ou caaaoletaa. Na mesma
caaa eziate um completo e abundante aortimento
de artefactos francezea e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para sale mes-
mo nm cassoletaa e delicados alfloetes de ouro
de lei; retratos em pbotographia das principaes
personagens da Europa ; atereoscopos e vislaa
stereoscopicas, assim como vidros para ambrotyp
e chimicas pbotographicaa.
* Dentista de Pars. ""
15Ra Nova15.
Froderico Gutier, ctrurgio dentista
fas todas as operages desua arte a.e co-
loca dentas arficiaes, ludo com .adela
rioridade o perfeigao que as pessoas-,en
tendidas lhe reconhecem.
Tato agua o pos dentifieios, efe.
I O Dr. Carolino Fran-
) cisco de Lima Santos, #
I mudou-se da ra das 0
| Cruzes para a do Im-
perador, sobrado n. %
\ 17, em-frente da igre- SJ
\ ja de S. Francisco, on- fj
\ de continua no exerci- S9
\ ci de sus proftssao de %
I medico. sj
,* mm
O Sr. Joa Columbino de Araujo Lima 6
chamado fendico da Aurora para negocio do
aeu ioteresse, por estes 8 dias.
Na rea daa Crutea o. 36 precisa-ae fallir,
para negocio de aeu interesse, com o Sr. I. P. V.
da S. S.
Aluga-se ama casa terrea na travesa dos
Qoarteis, outt'ora roa de Sao Bom Jess das
Crioulaa : trata-se oa roa Direita n. 8.
Precisa-ae de una mulher capas que aaiba
bem cozinhar para ser ama de urna casa de fami-
lia, nio para andar na ra, e que de conneci-
meoto de aua condacta : a tratar na roa do Ran-
gel n. 7, atgundo andar.
Cavallo fgido.
Desapparaceu da ra Nova, no dia 91 do cor-
rete, um cavallo alaaio capado, con cangalha e
1 canoa, 1 pequeo bab com 1 vestido e varias
miudezaa, tambem levava urna gatola con 1 ca-
nario do imperio : qnen delle der noticia na ra
do Rangel n. 69, sera recompensado.


DIARIO DB PEWU1UC0. Q.IU&TA t*%k 36 DE MARCO DE 1861.
*
Ama.
Precisa-se de urna ama .que niba cozinhar
bem : Da roa Nota, n. 47.
Offerece-ae rapaz para caixeiro da co-
braoga oa de armazem, o qual tem pratica, a
bastante actjvo : a peisoa que ae qaizer eervir do
aeu presumo, dirija-se raa aoTa de Santa Rita
o. 4, oo anouncie par esta folha.
Farlaram am csvallo rugo, carnudo, capa-
do, com piotaa amarellas, cabino, cisco pratoi,
om una baiza naa coitellas, ripado, com a caa-
da curta, mancha vermelba no quelxo, com ama
piaadura na costella miodinha qae ouoca nasceo
caballo, cujo cavallo ferrado nos quartoa e no
qieizo : quem o achar entregue na prensa de
Manoel Ignacio de Oliveira Lodo, que aari grati-
ficado, ou em Pedra Tapada, no lugar Capaila de
S. Vicente a Jos BeUrmlno de Asa umpgio, aeu
legitimo dono.
Compras.
Ama.
Precisa-se de urna ama de meia idade para co-
zinhar : na raa Imperial o. 315 taberna.
Fugio do abaizo ataignado doua osera*os.
um no dia 10 4a fevereiro prozimo passado, e ou-
tro ao dia 17 4a fevereiro prozimo passado de
62, ambos irmlos : o 1.a Luiz, cabra, de idade 27
annos, boa altura, lem barba, olhos abo toad os e
grandes, ua pouco amarello, que estafa em re-
medio, a tem o dedo da mo direita junto ao po-
legal aleijado por ter mettido em ama roda de
mandioca ; o 2. chama-se Jos, crioulo, ida-
da 22 annos, sem barba, teata grmde, boa altura,
am pouco secco, muito prosista, a quando est
em p direilo mostra ter aa barrigas das pernas
cabidas para tras, tem marcas de relho as ra-
degas de ama fgida que fez para Cruangi, e des-
eonfia-se qae elle fosse para Goianna com des-
tino de assenlar praca, e por iiso pego a qual-
Juer capillo de campo que o prender, de o con-
asir a aeu senbor na engeoho Sorra Grande, dia-
trida do AlagOa Grande, termo da cidade de A-
reia, que paga-sa 100 por cada um.
Antonio Galdino Alvares Na bu co.
A reaoiao de credores da masaa fallida de
Machado & Sonta, foi transferida para quarta-fei-
ra, 16 do cortante, ao meio dia, na sala das au-
diencias, afim desetratat das diligencias cou-
das no artigo 842 do cdigo.
Jos Joao Gongalves, subdito portuguez,
relira-se para lora da provincia.
- PreciBa-ae de urna preta que saiba vender
boliohos, e servir am casa o trafico domestico :
qnesa quizer alagar, dirija-se a raa das Cruzes,
obrada n. 2, primeiro andar, que achar com
qaem tratar.
Compra-se urna escrava
de meia idade, que saiba cozi-
nhar o diario de urna casa:
na ra Nova n. 47, junto a
Coriceico dos Militares.
Compra-se em segunda mi a obra intitu-
lada o Conde de Monte Chriato. Corina oa a lla-
lla : na raa da Cadeia do Recite, loja o. 51.
Compra-se urna escrava de 25 annoa de ida-
de, que sarna cozinhar eogommar na raa do
Apollo n. 39,1 andar.
Compram-ae moedis de ouro na botica
da raa do Cabug o. 11.
Escravos venda.
Vende-se am preta bom carreiro, proprio pira
engeaho, e ama eacrava que tem alga mu habi-
lidades, paa procos baraUaaisaoe: a tsatar com
o Sr. Jos Pedro da Reg, aa ra da Gratas oa
o a ra do Crespo a. 17. ^ _*
Bolacha do gaz.
Na rae da Seosala Velhs n. 84 a 28800 por
arroba.
Vendas.
dJP O -Dr. Joaquim de Aquino
9 Fonseca esta' residindo por al-
t|| guns dias na ra da Aurora n.
& 74, e pode ser ah consultado
das as 9 horas da manhaa, e.
dj| em -casos urgentes, das 3 as 5 da
jft tarde.
Pela ultima vez roga-se ao Sr. ca-
pito Ma noel de Souza Leao Jnior se.-
nhor do engenho Gurjau', de vir a ra
da Aurora n. 86, primeiro andar, tra-
tar de negocio de seu nteresse, itto no
prazo de 3 dias a contar desta data.
Recife 26 de marco de 1862.
twaroaars^aw mmow1 a*l -av p. .aaj mmm
Consultos medicas.
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereita no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 58, desde 4s 6 at s 10 horas
da maoha menos aoa demingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraoao e de peito.
3.* Molestias dos orgaos da geraco a
do anos.
O eiame dos doentes ser feito na ot-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm per quolU que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos ch i micos, acsticos e p-
ticos eecao empreados em suas consul-
tacoes proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probitrilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dafei deduzir o plano
de trata mente que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos ser aoambem
empreados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu etnprego urgente que se usar
delles.
Praticar ah mesmo, ou em casa dos
doeotes toda e qualquer operario que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos meamos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa colleccio de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
Manteletes de superior
grosdenaple.
Na raa do Queimado a. 18 A, esquina qae val
para a ra eatreita do Rosario, loja de Carvalho
& Bastos, tem para veoder ricos manteletes de
grosdenaple prelos, sendo pelo diminuto prego
de 20f, ditos melbores a 239, ditos superiores
30J. No mesmo estabelecimento tem grosdena-
ple preto de variadas qualidades, aendo a 1$500,
dito a 1^700, dito a 2*400. dito superior a 2*800,
enfeitea pretos de retroz, lavas de torcal, chales
pretos muito fiaos bordados a vidrilho, e outros
muitos objectos proprios psra a quaresma, tudo
por precos muito commodos.
Superiores corles
de seda pretos pa-
ra vestido com babdos
Na ra do Queimado o. 18 A, esquina que vai
para a ra eitreita do Rosario, loja de Carvalho
& Bastos, tem para vender corlas de seda pretos
psrs vestido, com babados, notando-se qu tem
26 112 co vados de aeda, parte lisa muito lustrosa
e encorpada, e parte lavrada que para os ba-
bdos.
Panno de algodo da Baha.
Vende se no escriptorio de Antonio Lniz de
Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. 1.
.do Brasil e Portugal.
30 &ua Montholon Pars.
A proerietaria desle estabelecimento recorri-
da encarecidamente aos Illms. Srs. viajantes
portagueaes e brasileirog, que tenham de vir no
correte asno a esta grande e bella cidade de
Pars, de beararem seu bello estabelecimento pa-
ra o que nao se tem poupado em aformozea-lo
com ricos movis em todas as salas e quartos,
como Umbem toda a casa se acba forrada de ta-
pete, cortinados novos em todas as jauellas e ca-
mas ; finalmente em tudo foi obrigada a fazer
urna returma seral, alien dos Srs. hospedes lerem
todas as commodidades como se faz precise, e
nao como se acbavam mal servidos no lempo de
aua antecessora mdame Seorn.
O estabelecimento tem o numero de criados
e criadas neceassries para de prompto os hospe-
des serm servidos no que possara precisar ;
igualmente tem boas eosinbeiros sendo a comida
a portagueza e franceza a vontade dos mesmos
enflores ; havendo tambera no mesmo estabele-
cimento quem falle o portuguez, como lambem
interpretes para mostrar os monumentos desla
capital e fora deUa aos Srs. viajantes. O esta-
belecimento tem para mas de incenla quartos
como lambem difieren!?* salaa para familias es-
tarem vootade e com independencia ; sendo
tudo por pregos rszosveis como obeervaro-os
mesmos Srs. viajantes.
A p.voprietaria,
Hadare Julia. .
GRANDE
hotel centul.
LISBOA.
Este estabelecimento, consideravelmente aug-
mentado, e completamente mobilhado do novo,
rivalisa com os primeiro hoteia da Europa, pelo
seu cooforto e ezcellente servlco.
Tem magoiflea vista sobre o Tejo, e commodos
especia es ao alcance de todas as bolsas.
Os empregsdos do hotel fallam as lioguas por-
tagueza, franceza, ingleza e allemaa.
O hotel tem lambem caf e restauran! a la car-
te, banhos, sali de leitura com os joroaes quo-
tidianoa do paiz, e raultos doa eslrsngeiros.
Tem embarcacoea. eapeciaes para passeios so-
bre o Tejo, e carrosas Cintra, Mafra, etc.
Como os senhorea passageiros viodos directa-
mente do Brasil, teem de fazer quareotena no La-
zareto, podem dalla, querendo, prevenir-se, dan-
do suas ordens (pelo crrelo diario do Lazareto
para Lsbos) ao proprietario do hotel. Os senho-
res viejsotes encontrarlo no hotel todos os es-
claretimentos de que precisaren e empregados
pan o feri;o de sua bagsgem.
* Buig, ,
Proprletarip.
Pechiocha
Na loja de 4 portas n. 8, ra
do Crespo.
Madapolo com pequeo toque de
a varia a 3J500 e 4jjl a peca.
Dito muito finos a5|a peca.
Algodozinho lito encorpado a 2|800
e Z$ a peca.
Chitas largas com pequeo .toque de
mofo a 220 rs, o covado, sendo *le cores
fxas, dao-se amDttras.
Sementes
de Hamburgo.
De hortalica e flores.
Vindas pelo ultimo vapor inglez: na ra da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Novas fazendas pretas pa-
ra a quaresma na loja da
Arara na ra da Imperatriz
n. 56 de Magalhaes & Mon-
des.
Vende-se grosdenaple preto encorpado a S600,
19800, 23, 29200 o covado, alpacas prtas a 500
600 e 7S0 rs. o covado, sarja preta de la para
calcas e paletots a 560 e 640 rs. o covado, vel-
ludo preto a 2J500 o covado, enfeites pretos e de
cores a 2j)500, 3, 5g500 e 6g.
Agua ambreada
para banhos do rosto e do
crpo.
A laja d aguia branca acaba de receber nova
remostai da pro*itosa a mui procirada agua
ambreada, cajos baos eCTeitosde refrescar a su-
tls, tirar o ardor qut delza a navalha quando se
fas a barba o acabar o mo hlito proveniente
do transpirar sao j tem conhecidos, sssim co-
mo as senhoras por nao andarem ao sol faz
conservar perfeltamaoteo brilho do rosto. A to-
dos qusotos tem usado d'igaa ambreada nao aao
estrechos esses effritos e ellas serio aioda mais
coDbecidos por aqaallea que munidos de 19 se
dirigirem a loja d'aguia branca roa do Queima-
do n. 1, onde nicamente st vende.
Fazendas pretas
16 na loja do pavo, ra
da Imperatriz n. 60,
de Gama Silva,
Vende-se bsrttiisimo por ttr lempo de qua-
resma as fazendas segointes :
Ricos manteletes de vellido preto rica-
mente enfeitsdos com franjas largas os
mais modernos que tem viudo a
Modernissimoa enfeites pretos a torca e
Gsribaldi r
Ditos mais simples a
Ditos de vidrilho muito modernos a
Chales pretos de merina bordados com
vidrilho a
Ditos de fil preto muito fino a
Grosdensples pretos azends muito en-
corpada a 19500, 19600,19800, 2g e
Sarja preta hesptnbola, covado a
Meias de seda pretas para senhor'a a
Ditas de l e de laia para padres a
Lavas de retroz bordadas com vidrilho e
sem vidrilho a 500 rs. a
Ditas pretas lisas de seda muito Boa a
Alpacas pretas muito finas a 560, 640.
8 M I9OOO
Oa lado dso-se amostras com penhor : na raa
da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Gama &
Silva.
309000
6f000
29OOO
800
129000
3$000
2g500
29000
I9OOO
19600
640
640
Batatas.
Panno preto*
Pannos pretose casemiras
Loja do beija-lor da ra do
Queimado n. 63
Vendara-se boneeas de chour a 400, 500, 640,
800 rs., palseiras pretas a 800 rt., bandejas finas
a 99 e 49, tesoaras fioas a 800 ra. a dazia, gram-
pos de segurar enfeites o par a 800 rs., caiziohas
de obreiss de cola a 160 e 100 rs., penies virados
imitsnda tartaruga a 19 e 19100. ditoa aem ser
virados a 710, 800 e 900 rs., botoes de metal pa-
ra calca s 400 rs.. ditos de ac a 240 a groza, al-
finetea pretos a 640.
Loja do be'ja-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se frsnjss e trancas, fitaa de velludo
preto para a quaresma, mais modernas que ha no
mercado, e mais barato que em outra qualquer
parte.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendtn-se liras bordadas de diversas largurss
a 700, 800, 1J e 1J200 a tira.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se facas finas, cabo de balando de 2
botea a 6j800, ditaa para doce a 5S800. ditas de
um botio a 6J200, ditas para doce a 59200, ditas
pretas cravadaa a 31600, ditas brancas a 39400,
ditas roligaa a 39 a duzia.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se fitas de seda propria para de-
bram de vestido preto, dita branca de linha, fitaa
de aeda de 5 dedos de largura com pinta de mo-
to a 320t ditaa limpaa a 640, 800 e i$.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se grvalas pretas de setim a 19, ditas
estritaa a 19, ditaa a 800 rs., pennas de ac de
langa, 500, a 720, ditaa de maozioha a 800 rs.
Loja do beija-fior da ra do
Queimado n. 63.
Vende-se papelm caizlnhas de diversas cores
a 19 e 640, branco pautado a 800 rs., anvelopes
de cores a 800 rs brancoa a 19, reama de papel
de quadrinhos a 49700, ainlo encarnado a 440,
jarda* brancas e de cores a 39
ca e cores a
dita
*zul a 320.
As mais novas do mercado i 1| o gigo com
urna arroba e 8 libras : oo largo do Garmo c. 9
e ra dasCruzes o. 36.
CALCADO
Preservativo universal,
45Ra Direita45
Oihem !...
Urna das intelligencits melhor esclarecidas ns
selencia de Hipcrates, depois de longos annos
de ezercicio de curar e matar coovenceu-se afi-
nal, que o nico preservativo infalvel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fosa, era
cons.ervar a cabera fresca, ventre desembarcado,
e PS QUEMES. Ora, viajando por ahi urna
epidemia,que mata gente como qualquer outra,
occasio de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de glauber, o mais scerrimo inimigo da epi-
demia, seguodo a opinro e a pratica de nm doa
ornamentos da nossa magistratura; e lanzando
ao cisco-ledo o esledo velno, dirigiodo-se todos
ao armazem da ra Direita n.45, ondeoreapec-
tivo proprietario a todos recebar com corlezia.
aturar aa maasadaa, eaquecer os pee com ez-
cellente calcado, seguodo o gosto, e -estado fi-
oanceiro ae caaa um, e vejam .
Homens.
BORZEGUXNS dos meihores fabricantes,
francezes, inglezes e brasileos a lgfi,
129,11. lOf, .99500, 8e............... 5*500
SAPATOES a 79500, 6S500, 59500, 59,
49500 at................................ 2*000
Meninos.
SAPATOES a 5S500, 59. 49, 39590a...... 19600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingle-
zes, allemes e americanos federaes
69,59500, 59, 4S500, 3J500 a.........~ 29500
Meninas.
BOTINAS a 49500 e...................... 49OOO
Um completo sortimentlale sapatos para ae-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranca francezes a 19300, portaguezea 29, sapa-
tos de borraxa para homem senhora e meninos,
maito couro de lustre, de poro,cordavao,marro-
quim, bezerro fraocez, sola de lustre, counfcos,
vaquetas; sola etc., que tudo vende-se como ea
nenhuma parte.

e vidraceiro.
e flandrea para qaal-
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrarlo oa freguezes o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRuSde todos oa tmannos.
SEMICUP1AS idemidom.
BALDES idem idem.
BACAS idem Idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caizaa de todas ae grossuras.
PRATOS imitando em parfei;ao a boa p.orcel-
lana.
CHALEIRAS de todas aa qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS
quer sorlimento.
VIDROS em caizas e a retalUo de todoa os ta-
mandaodo-ae manhoa, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualqaer nata-
reza, coocertos, que tudo ser desempenhado a
contento.
Cheguem a pechiocha, que se
eslo acabando
A 1J280 ocovado.
Grosdenaple prelo muito bom, na ra do Quei-
mado n. 47.
A 15J000 rs.
Palitots de panno fino forrado de seda, aa ra
do Queimado n. 47.
A 12f00t>rs.
Manteletes de seda preta ; j estao acabando na
ra do Queimado n.47.
S na taberna do Pimenta.
Gento de ceblas a SCO rs.
Sag a 200 rs.
Queljos novos do vapor a 29800.
Viobo de Lisboa a garrafa 500 rs.
Dito Pigueira a 600 rs., e todo mais em pro-
porcao.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber om
bello e escollado sorlimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de msis perfeito se pode dsr em taes
objectos, a as est Tendeado a 19500 cada urna,
tanto para senhoras como para meninaa, e pela
nbvidade do golto e 'Puro da moda na,? tardarao
em se acabar is que ha P*. loja d'aguia btca,
ros'49 Qaeimsdo a. 16. *
Na loj do PavSo.
Vende-se panno preto maito boa fazenda a
1*000, 19809 e 29 o covado, e dito que val 89 a
495OO o covado, casemiras pretaa entestadas a
39, 35200 -e 39500 o curte, ditas de urna 6 lar-
Panno preto para calcas e paletots a I97OO, fn" d*o oa pregos e qualidades. setim pre-
1J800, 29 e 29300 o covado. cortes de caaemir i., *2? P"a **8i Psletot e colletaa cora 8
preta entestada a 39. 39500 e 49para calcas, cor-! **, 'g?r.a 3| covado : ''.?-
tes de chitas finas com 13 covados a jJoOi). ditos ; Pelr" ffl- loja a armazem de Gama &ailva.
de riscado chinez a 29500, ditos de popelina a SedftS de QUadrihos a 720 TS.
29600, chitas a 160 e 200 rs.o covado, ditas fran- i N. ,_ j_\^Sn
cezaa a 240 e 280 rs. o covado, cortea e fustao 1 Oja do PavSo na ra da lm-
para calcase If 120, ditos da brim a 19280 e peratriz n. 60.
19600. cobertores de algodo a 19. | Veade-se mtfito delicadas sedas de quadrinhos
720 rs. o covado: na raa da Imperatriz loja e
armazem de Gama (Silva.
Chales.
Grande pechincha na loja do Pavao.
Vende-se os mais rices chales cem poota re-
donda e balotas, tendo ss barras de velludo ou as-
setinadas, imitando as capinhas mais modernas,
pelo baratissimo preco de 49500 cada um e ditos
de quatre pontas a 48500, ditoa a Garibaldma
sendo muito grandes a 51: na roa da Imperatriz
n. 60, leja do Pavo de Gama & Silva.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilhantinas americana com lindis-
simas cores sendo fazenda inteiramente nova e
moderna de 4 1|2 palmoa de largura a 400 rs. o
covade: na raa da Imperatriz n. 60, loja a ar-
mazem de Gama & Silva.
Espariilhos a 3,500.
Vende-so espartilbos ingleses que sao os me-
lbores pelo diminuto preco de 39500 caita um :
na ra da lmveratriz n. 60, l"j armazem do
Pave, de Gama 4 Sil**.
Para meninos a 4$50Ors.
_ Vende-se vestidinhos de seda para meninaa e
ditpa de fosto qara meninos muito bem enfei-
tados pelo baratissimo preco de 49500-oada um :
na-fua da Imperatriz d. 60, loja e armazem de
Paralo.
Madapolo a 3$.
-Vende-ae pece de madapolo enfeatado com
14 jardaa a S a pe?a : na roa da Imperatriz n.
60, toja e armazem do Pari,
'r.
Rap fresco.
Rap Paulo Cordeiro a lg600 a libra, dito mea-
ron ii 19010, dito Lisboa a 29700, dito gasse gros-
so e meio gresso a 19600, dito gasse flno a 19280:
na lija do rival sem igual, ra larga do Rosario
numero 36.
Algodo e mada-i-
polo.
S Magalhaes & Mendrs.
Vende-se pecas de algodo trancado america-
no com pequeo toque de cupim com 20 jardas a
pega a 39500 e 49, peca de madapolo enfeatado
sem defeito s 39, urna duzia de meias cruas pa-
ra homem por 10206 um par 120 rs., ditas flus
2j460. urna duzia de lencos brancos com barra
por 19200 um lenco 120 rs., parea de meias para
senhora a 240 e 320 rs. maito finas, urna duzia
de aberturas ou pellos para camisas 2(400 urna
abertura 200 rs., mantinhas de croz para se-
nhoras andar por casa 200 rs. cala urna, pecas
de chitas de cores escuras com pequeo toque
de mofo porm logo que se lave ficaperfeita com
38 covados porfif covado 160 rs., laazinhas.para
vestidos a 280 e400 rs. o covado, sintoa doura-
dos a 29.
Lazinhas suissas para ves-
tidos
Lazinhas suiscisjpara vestidos de senhora e
roupa para meninos muito fioas fazenda que se
pede lavar a 560 rs. o.covado, cassas suissas de
quadrinhos para vestidos a 280 rs. o covado, fos-
to de quadrinhos muito finos .para vestidos de
senhora a 280 e 320 rs. o covado, popelina de
cores a 240 rs. o covado pata vestidos, gorguro
de liobo para vsiidose roupa 411ra menioos a
280 ri. o covado, chitas novas aquille proprias
para roupaa de senhoras com listriohss muite fi-
nas a 280 rs. o covado tem 4 palmos de largura,
isto s na arara oa ra da Imperatriz loja e ar-
mazem n.56.
Farelo.
Vendem-se saceos grandes com fsrelo de Lis-
boa a 595OO, assim como se alaga urna escrava
que cozinhe e lave: na taberna grande da Solo-
" 35-Raa Direia-oa
ixinhas e cabazes para
presentes de meuinas.
dito liado sorlimento de caixinbas e cabazes
as meninas trazerem no braco pelos dimi-
na loja
junto a
A victoria
Na ra do Queimado n. 75 jun-
to a loja de cera.
VENDE MUITO BARATO.
Clcheles francezes bons em cartio a 40 rs.
6 cariio.
Alflnetes francezes cabeca chata a 120 rs.
a carta.
Papis com ceoto e tantos alflnetes a 40 rs.
o pspel.
a "rs? TCl0r* e" ^el COm "N "d"
Ditas deSOO jarda* da JLlezanier a 900 rs. a
duzia
Ditas de 100
rs. o carritel.
Ditas de Pedro V em cariao I
40 rs. o cordo.
Ditss de miadsaala peso verdadeiras a 240 rs.
a miada.
Ditas de dita cabeca branca e emearnada a
120 rs.
Grsmpos maito boss a 40 e 50 rs. o maco.
EoDadores brancos de algodo e liobo a 60 s
80 rs.
Carteirinhas com sorlimento d agulhss a
JUU rs. ^
Phosphoros do gaz muito bons a 220 rs. a dazis.
Ditos em caixa de folha a 100 rs. que s a
caixa val o dinheiro.
Ditos de seguran$a porque evita incendio a
160 rs. a caixa.
Ditos de cera caixss grandes a 400 rs. a csixa.
Franjaa de borlla para cortinado a 49200 a
peca.
Ditas sem ser de borlote a 29800 a pap
Ditas estreita brancas e de cores a 120 rs. a
vara.
Peotes de baleia para alissr a 240, 280, 320 e
400 rs.
Camiszs de meia finas a 700 rs.
Capellas e ramos para noivsa a 49590.
Enfeites de flores muito liados a */.
Caivetes finos de duaa folhsa para pena a
200 rs.
Ditos de urna folha a 120 rs.
Agulhas francezas o melhor possivel a 140 rs
a caixa.
Enfeites modernos para senhora a 59 a 60.
Meias para homem a 140,160,900, 240 e 280
rs. o par.
Ditas para senhora a 240,280,320 e 400 rs. o
par.
Ditas para menina e menino a 160, 200 e HO
rs. o par.
Fitas de linho a 40, 50 e 60 rs. a peca.
Liohas croxel nvelos grandes a 320 rs. o no-
velo.
E outras muilas miudezas que se vende muito
barato.
M
par
nuls precos de 320 a 29500 cada urna
victoria na na do Queimado
de cera.
o.
Farinha de supe-
riorqualidtde,
a bordo do hiato Santo Amaro: a tratar
Fraga & Cabral, ou a bordo.
com
\ \ KUA DE HORTAS X. 4
Joo Ferreira dos Santos,
avisa a todos os seus fregueses aue de outr'ora
negociaran) com elle, que e acha estabeiecido
na ra deHortas o. 4, parede-meia da casa aon-
de foi caixeiro, qae est vendendo mais barato
do que em outra qualquer parte, como seja:
merrfeiga ingleza Uua a 800 -e lg a libra, dita
franceza a 680, lata a com 4 libraa de manteiga
proprias para mimo ou conducao para fora por
2)880, toacinbo de Lisboa a 300 rs. a libra, e
89500 a arroba, presunto para panella a 400 rs.
a libra, baoha de porco a 440 a libra, macarreo
talbarim e alelria a 280 a libra, sag a 320, ce-
vadinha a 240, toucioho do Maranbo a 160, al-
oisia a 160, farinba do reino a 100 e 120 a libra
gomma a 100 rs. a libra, e 29560 a arroba, v-
noos engarrafados superiores a 15200 a s 19 a
garrafa, vinho de Lisboa e Figueira em pina a
400, 480. 560 e 600 rt. a garrafa caada a 3200,
35500. 49 e 4(500, superior vinho verde a 480 a
garrafa, vinho bordeaux a 800 rs. a garrafa, licor
fino a 19 a garrafa, velas de espermacete a 700
rs. a libra, ditas le carnauba de compoaicao a 360
e 440 a libra, massos de palitos para denles en-
faitadoa a 240 o masso de 20 massinhos, assim
como tem muitos gneros que se torna massante
menciona-los, & vista dos. compradores se ven-
derao pelo menos qne poder.
! & *?**
SAIvaro & Magalhaes.!
Estabelecidos com loja de fazendas na W
$g ra da Cadeia n. 53, e achando-se da A
aa posse de om novo estabelecimento na = ra do Crespo n. 20 B, parlicipam a to- 2
W doa oa aeua amigos e ao publico em ge- 8
ral que dispoe de um grande e variado Sb
aorliaoento de fazenda que tem resolvi- 1
do veoder dinheiro por precos bsra- W
V tisaimos. Roga-ae aquellos que Uve- 0
m rem de comprar qualquer artigo de fa- a
7 ""di de se dirigirem as noaaas lojaa 2
>V cima indicadas que serao ptimamente
servidas.
M -5
Oh! que pechincha
Vende-se palitos Usados a foliados unos para
dente* 2 massos com 40 massinhos por 400 rs. na
rna da Imperatriz loja da Arara n. 56.
para anjos.
Vendem-se na raa da Senzala Nova a. 30, cai-
ziohas com doee por prego com modo, recpmmen-
daveis para 0i aajos de procisslo.
Gorguro de linho a 280 rs.
Vende-se gorgurao de liobo de quadrinhos e
mesclados proprioa para senhoras e roupaa de
meninos e meninas a 280 ra. o covado : na ra
da Imperatriz o. 60, loja do Pavo, de Gama &
Bareges a 6$ o corte.
Vende-se cortea de bsreges com 22 covados
para vestidos, ditos com as saias ja feitaa a 6f o
corte; na ra da Imperatriz i. 60, loja do Pavao.
J/dfSta^oSs "ncommro0do?e '""""j***** pechincha em cortes
de vestidos na loja do Pavo.
Vende-se flnissimos cortes de cambraia bran-
ca bordados com 2 babados grandes e de duas
saias pelo baratissimo preco de 49, ditos de cam-
braia de seda com babados bordadoa a 49500, di-
tos de phaotasis fazenda que sempre se vendeu
por 129 pelo bsralissimo preco de 69 esda am .-
na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
Pavo, de Gama & Silva.
Cambraias de carocinos
fi do Pavo.
Vende-se flnissimos cortes de cambraia branca
com caroeinhos brancos e de cores tendo cada
, peca 8 1|2 varas a 49 a pega : na ra da Impe-
;};,: i ratriz n. 60. loja a wmazem do Pavo, de Gama
Silva.
cambraias adamascadas.
Vende-se cambrsias adamascadas fazenda mo-
dorniasimaa pira vestidos a 49 a peca : na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
siiva-
Vestidos a 3#000 e 2#500
Vende-se cortes de vestidos brancos com bar-
ras e babados a 39 e 29500: na ra da Imperatriz
n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saiag bordadas a 2#500.
Vende-se saias bordadas multo bonitas a2g500
cada urna : na ra da Imperatriz o. 60, loja do
Pavo, de Gama Si Silva.
Bales do Pavo.
Vende-se bales de bramante francez com ar-
cos sendo os que tem melhor armacio pelo di-
minuto preco de 39 e 39500: na ra da Impera-
triz d. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama I
& Silva.
IQJIi
Cuadros de moldura dou-
radae preta.
Lindos quadros de moldura dourada e prela
estampas a 49500 cada um : na loja da vic-
a na ra do Queimado n. 75, junto a leja de
Vende-se um carro de 4 rodas novo, rece-
ido ltimamente de Franca, ledo forrado de se-
da com os competentes arreios pratiados, obra
de muito bom gosto, sendo este caleche o mais
bohrio que hoje existe nesta cidade ; a tratar na
roa do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Cambraias.
Vendem-se esmbraias de cores de bonitos
elegantes deaenhos a 280 e 320 rs. o covado : na
m i da Imperatriz, loja o. 20.
Oliados.
Vendem-ae oliados pintados de lindas vistas e
pa sagena, larguras de 6, 7, 8 e 9 palmos, pro-
pr oa para mesas de jantar a 2J o covado : na
ra da Imperatriz, loja n. 20.
lival
sem igual.
Bom sor ti ment.
entes de masaa finos lisos a 500 rs., di los dou-
oa a 19260, carreteis de retroz muito bom a
820, escovas para cabello muito boas a 800 e 19,
cartas dealfinetea de lato a 80,100, 120 e 110,
escpvas para unhas a 320 e 500 rs., linha de car-
to de cor e branca a 30 rs., novellos do gaz a
30 rs., fitas de velludo de cor e preta de 120
S
na ra larga do Rosario, loja de Pedro Ti-
noco n. 36.
Saias com arcos de linho.
Vende-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho qae fazem as vezes de balo a 39200 e a 49
cada urna, esta fazenda s ha na loja do Pari :
ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de chegar a loja
. do Pavo.
Eata fazenda inteiramente nova de qaadrinhos
imitando aa sedas, fazenda muito encorpada e
de cores delicsdss propria para vestidos de se-
nhora e roupaa para meninos e meninas pelo di-
minuto preco de 240 rs. o covado '. na loja do
Pavo ra da Imperatriz a. 60, de Gama & Silva.
Vende-se por preso commodo a proprieda-
de do aterro da Boa-vala, ra da Imperatriz n
29, com grande aobrado no centro, de superior
edifleaco, e grande terreno para o caes de Capi-
baribe para edificar : a tratar no largo do Corpo
Santo n. 3, no Recife.
Vende-se na ra da Imperatriz
n. 63 o verdadeiro gaz kerosine para
candieiros a 600 rs. jcada garrafa.
640.
Chapeos de sol de panno a 640 : na ra do
Quemado n. 44.
Relogos.
Yende-se em casa de Johnstoo Pater & C,
roa do Vigirio n. 3, um bello sorlimento de
relegios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afmalos fabricantes de Liverpool; tambero
urna variolada da bonitos trancellins para es
mesmos.
Malas para viagem
Vendem-se malas psra viagem, de quslidade
mediana, e tambem da melhor qualidade que se
fazem na Europa : na ra da Cadeia n. 36, arma-
zem de Augusto C. de Abreu.
Papel de peso a^ja resma.
Vende-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Charutos da Havana.
Vendem-se charutos da Havana de
superior qualidade em casa de N. O.
Bieber & C. succesiores, ra da Cruz
n. 4.
Obras de meta, prateado.
Bm casa de N. O. Bieber & C. succes-
sores, vendem-se apparelhos completos
para almoco, porta licores, garlos, fa-
cas colberes para che sopa, galhetei-
ro$,| copos e outros muitos objectos des-
te bem conbecido metal, pela sua boa
qualida le e duraco : na ra da Cruz
n. 4.
O ether sulfrico
em garrafas : vende se na ra da Cruz
h. 4a casa de N. O. Bieber & C. succei'
sores.
O' que pe-
chincha.
Escancia de ail.
Para engommado.
Vendem-se fcasquinbos com eacencia de ail
cousa excedente para engommado porque urna
gota deUa bastante para dar cor em urna bacia
de gomma tendo de mais a maia a piecloaidade de
nao manchar a roupa como maltas vezes acon-
tece com o p de ail. Casta cada'frasquinbo
500 rs. : na ra do Queimado loja da agaia bran-
ca n. 16.
para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos pretos bordados a vel-
ludo, preco 80$ para acabar: na ra do Queima-
do n. 11.
Nao ha quem venda pelos
presos,
Viado,
n 8.
s na loja do
na ra Nova,
Est vendendojuvss
o melhor que s pode
de torcal
encontrar
..........
Luvas tambem de retroz sem serem bor-
dadas a.........
Ditas ditaa de dito para meninas a' ".
Ditas ditas de seda para ditas a .
Ditas ditas de dita para senhors a
Ditas ditas de dita bordadas para senho-
ra a .....;......
Ditaa ditaa de seda de todaa as cores a j
com vidrilho
em bordados
800
640
500
500
1J000
1600
IS16OO
Na raa do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vendem-se cortes de vestidos da seda pretoa e de
cores, pelo diminuto prego de 208 cada corte ; a
elle, antes que.se acabem.
Mili novo.
O sacco 4^000.
Tem Fernandes Irmios, ltimamente ebegado
do Rio de Janeiro pelo brlgue Veloz, em aeu
armazem "na trsvessa da Madre de DeOS O. 13, e
09trapiche Bario do Llvramenlo.
Trancas e franjas pretas.
Mui delicadas trangss de seda preta com vidri-
lho sendo de todas aa larguras, de 310 a 500 a
** franjas de seda com vidrilho e sem elle
de 320 a 500 ; bicos pretos de todas as larguras,
tanto com vidrilho como sem elle, por baratis-
simo preco, e outros muitos objettos para qua-
reama, que a vista dos compradores nao ae en-
geita dinheiro.
Facam fogo no viado.
Seda lavrada a melhor que se pode encontrar
de bom e delicados gostos, que a viata do preco
nao ha quem deize de fazer um rico vestido pre-
lo para quareama. pois, aproveitem a occasio,
pois quem nao zer agora, nao faz tso cedo
esta loja fica bem conhecida, por flear bem con-
jronte a eamboa do Garmo, e ter o viado pin-
tado.
Escravo venda;
Na ra das Cruzes n. 28, segundo andar, ven-
de-se um preto proprio para todo o servico, por
prego commodo.
Yende-se urna escrava crioula com am filho
mulalinho de 2 mezes, a qual tem muito bom
leile e ahondante: na raa Bella n. 32
Vende-se urna escrava de bonita figura e
moca, que engomma e cose perfeitamente : a .
quem quizer comprar se dir o motivo da venda-
na ra da Cadeia Velba n. 35.
Para acabar.
Vende-se urna porcio de espiguilha branca e
amarella, faz-ae lodo negocio que para fechar
urna factura : na roa do Queimado n. 47.
Farelo de Lisboa, saceos gran-
des, a 5$. de milho a 4.
No armazem da estrella, largo do Paraizo ni-
mero 14.
Ricos trastes.
Urna pessoa que se retira para a Europa vende
alguna movis com pouco uso, de mogno de pri-
meira qualidade e goato moderno, os quaes sao :
1 guarda roupa com eapelho, 1 dito sem espelho,
urna commoda, urna secretarla e un apparador,
tudo com lampo de pedra marmore, duas mesas
elsticas psra sala de jantar, u,na secreta, camas
de ferro com colxo elstico e s?m elles, tres ri-
cos relogios para cima de mesa lgumas machi-
nas modernas para lavar roupa de diversos lma-
nnos, etc.; assim como um ezcellente piano de
Jacaranda inteiramente novo : para ver e ajutar
na roa do Imperador n. 55, fabrica de pianos.
Pechincha
Pechincha admiravel na
loja do Pavo a 10$
Vende-se pecas de bramante de linho
I)uro bastante encorpado proprio para
encoes, toalhas, seroulas, camisas, paa
lj rtotsetc, etc tendo cada peca 2T va-
raspelo baratissimo preco de lftjf a pe-
ca, e tambem se vende meia peca po-
5$ ou se retalha a 400 rs. a vara: na
ra da Imperatriz n. 60, loja e arma-
zem do Pavao, de (iaassa SilvaT.


5

DIARIO DE PEMUMBUCG fjfJH
-t----------r-
*'"i NM9 NO
ARMOT PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
largo da Penlia
o que ha de bom oesle genero a 1*000, a libra e em porco se
em lataa de 1 libra, por 640 rs.
Veade-se neste armazem de mohados os melhores ge-
aeroi que em a este mercado e por meos 5 a 10 por cenlo do que em outra qaalquer parte,
farantindo-ee a boa qualidade, por isso rog -se a todos os Srs. da praca, de engenho e limadores o
favor de maudarem suas encommendas ao armazem Progresso, aflm de verem a differeoja de
prego e qualidade que fas, se fossem comprados em outra qualquer parte.
Hl&ftteigft Vgiea de vm(l\xl qualidade a 800 e 1*000 libra, e em barril se far
batimento.
Rlajataiga tranceza, mais n0Ta, 640 rl# a llbrt e im bartil> 600 ri>
**> yS^tt o mais superior que ha no mercado a 2*800 e 2*500. a libra.
IjUU IVUXIIH mianjo a perol, pela sua auperioridade a 3*000, e 2*600 a libra:
""'* pTC0 unfgo para og d0entes que se tratara com a homeopathia a 25500 a libra.
V UQljOfl dO TfelMO (hegedoi neste ultimo vapor a 2#800, ditos chegados no ultimo
navio a2500
Qatrijas Yondraos
faz abatimento.
^|U1^0 pra\0 0 mal| gapetj0r que tem vin(lo a e8le m6rcado a 1*?00 a libra.
Preiunto Ugtaz para Hambre muit0 n0T0 a 500 ,lbH, e em por-
jio se far abatimento.
iftSteletaS agleZaS ptopri para fiambre a 800 rs. a libra e em porgao a 700 rs.
trteZUniO iO TtlttO d, luptrior qalidade a 480 rs. a libra elnteiro, a 440 rs.
hJalalllrj 0 meinor petiico que pode haver por estar prompto a toda a hora a f| a libra, e
em porQo a 900 rs.
A OIL&11& tl Cnourieas e palos de tombos, 640 ,ibt8i em vorqio se n ab.u.
ment.
ViaVaS fOm enOim^aS jS pr0mptas para se comer viudas a primeira vez a este
mercado a 2&O0O cada urna.
B&alia de porco refinada effl 1.1. com 10 1. por 4*500 cada...
nanlia tle poreo njUil0 fiQa alTa 480 rs> a libra 6 em bittil a 400 rs-
Marmelaaa imperial d0 afamado Abren e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, e em porejio se faz abatimento.
Latas eom frutas de doce m calda eOB1Oi#j1Operiid,1Blll00.p^
ceg, alpexe, e giogs, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em lata8 de, 1bra por 1|aoo cada uma.
Latas com amendoas confeitadas conkeQdo mji8 confeil03 assacar
candi, muilo proprio para mimo, a 2*000 cada urna.
Hoce da e*sca da goiaba muUo flQ0. rs. e em pores MAs .batimento.
IJOCe SCCCO e eMCalda de differentes qailidades, em latas de 4 e 5<3 por
2*500 cada urna.
Cartoo* com bollo f rancez propri08 para mimo. 560 ri.
P&asat* em caxintat d^ S Ubras m,Uo n0T por s$50o e retaiho .
480 rs. a libra.
l igo &a c mm%dre muit0 noTOif em caixas de 8 Ubra9 por j9500> di com 4
por 13500, ditas com 2 milito bem enfeitadas por 900rs. cada urna e a retalho a 320 rs.
libra.
Lrvilbaa franeezas e portnguezas
ditas em meias latas a 500 rs.
Maeade tomate em latas de l libra por800 rs.
Ameado*s de casca mole mnit0 ^a, 320 ri., libra.
KOZeS a im r8. a iibrai e ajooo a arroba.
i\.i&ix.as iraneexas, m latsg com 3 librS por 2s800i ditas com t Jl2 por l500
A.mtlXaS pOrtllgUtZaS 32o ri. a libra e em cala se far abatimento.
UOCOiate ueSpHI10la i j500> dl0 francez a ^qq aOanci-se a boa qualidade.
UOiaXlIklia de 90da em ialag com diHerentes qulidades, a 1^440 rs.
iSIatJ i S para SOpa ietri8i macarro e talharim. a 400 rs. a libra e em caiza por 8SO00.
i. alltOS de deiltCS iiiad0Ji moihos com 20 madnhoa por 200 e 230 rs. muito Anos.
erejaS em fra8C0S com l e 1|2 libra por 800 rs.
A lJulO francezpara iimpar facas s 200 rs. cada um, em porgao se faz abatimento
BOlaXinna lUglCZa a mai8 n07a d0 mercad0 a320 rs. a libra e em barrica a 43500
U s i.a.^ de posta em iala8 da8 meihores qualidades de peiie que hiem Portugal a 1J600rs.
EiSpermsele iBperior de cinco e seis velas por libra a 760 rs. e em caira, a 740 rs.
^ardinUaS de Nantes em latas muito novas a 400 rs.
IVlplSia mujl0 n0T0 a i6Q ri> a iibra e em Brroba a 4^500 rs
JV.eie Ol Ce refinado de differentes marcas e o mais superior que ha a 800 rs. a garrafa
e em caiza a 9
if ihhqs engarrafados d0 duque d0 porlo e de outrii mUita8 marcig acreditadas
neste mercado a 19200 rs. a garrafa e em caixa a 12)000 rs.
W VnnOem pipa Porto, Figaeira e Lisboa a 560 agarrafa eem caada SJ500, 4e4j>500.
^e*Veja d88 maj3 acreditadas marcas a 59 rs. a duzia, 'e em garrafa a 500 rs.
UdnpagnC da8 marcai mais superiores qae ha no mercado a 159 e 22#000 rs. o gigo
Cognac inglez a mm a caiX8 e 1200 a gaira{,
UiCnebra de IXOllanda verdaieiraem frasqueira a 6000 rs. e o frasco a 560 rs.
ixdnebra de laran ja a 7|ooo rs. a duzia m frascos a 640 rs.
UCnebra ingleza iojooo rs. a duzia e 'a retalho a 1000 a garrafa.'
Palltts 4o gaz. ^ ..
w,* refioado em potes grandes a 500 rs. cada um, em porco se far abatimento.
V^aie Uvado o que se pode desojar neste genero a 320 r. a libra e em arroba a 9000, dito mais
bsixo a 280 rs. a libra e 8J00O arroba.
?*evadinna de praDca a mais nova do mercado a 280 rs. a libra, em por?5o te faz abati-
mento.
afigtt mmn0 novo e alvo a 320 rs. a libra.
r arinna ^ rejno d88 marea8 S9S e galega a 140 rs. a libra.
lta do HaranhSo alva e cneiroza a 160 rs. a libra e em arroba a 49800.
tVerVllbaS Mca8inull0 B0TM a 160 rs. a libra.
* "** de carnauba refinadas a 400 ra. a libra e em arroba a 12O0O.
iVZeiie doca de uboa a 72o rs. a garrafa, aflanca-se a boa qualidade.
V inagre ot LUb-t, ^n a garrafai e e m^ a ijgoo.
** *Cherez a 1|W0 a garrafa e em caixs se faz abatimento.
Dito
lua da Senwila Nova n..42i
Vend-se em casa da S. P. Jonhston &(
sellms e sUhoas iaglecov andiatcoe e caslifuis
bronzeados, lonas ingieras, fio de vela, chicote*
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogios de onro natnto
inglex. r
Libras sterlinas.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
m.^11"1!6"""? ** cada nma : > ra do Ousi-
?L,0, d a?"U brVl" A obrs, o.V
se aeSem.P regue". es que
Atojad'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta Ioja por estar conataotemiate a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
Dem se pode dzer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre doa melhores e
mais acreditados fabricantes, como Labio Piver
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
laso, quem quizer prover-se do bom, 6 dirigir-ae
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimeato,
teudo de mais a mais a elegancia dos frasco e a
barateza por que se vendeos convida a anima ao
oomprador.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos ejeompridos e
de diversos tamanhos, e os melhores que tem
vindoa este mercado, palo baratiasimo preco de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios pare sof e mar
quezaa para 19400 cada um : na roa do Queima-
do, na bem coohecida loja de miudezas da boa
fama n. 35.

&
Polassa da Bussia.
Veueievft emeau deN. O Bicber
C, 8uceeM JMoireantiques de co-
i res bonitas a 2(000#
e 2,500 o covad
Crespo n. 17, Guiraarcs 4
%
Rus do
Villar.
Taixas
para engenho.
Grande reduc^o nos procos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche n. 4*, armazem
da fazendas.
Souhall Mellors & C, lando receido or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gios v[sto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portaoto, speuoaa que quizeram
possuir um bom retbgio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-ae da op-
portunidade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preco no seu escriptorio
ra do Trapiche n.M.
Vendem-se caixes va-
zios a 1$: nesta typographia.
N. O.Bebar & C.suceessores.rna.daCrux
n. 4, tem para vender relogioa para algibeira da
ouro a prata.
Gneros baratos.
Vende-se manteiga franceza a 640 rs. a libra,
cha a 25400, toucinho a 320 rs., arroz a 100 e
120 rSl. linguica a 560 rs., passas a 500 rs., ba-
nha de porco 440 rs., velas de apermacete a
760 rs., de carnauoa 00 rs.. batatas a 60 e
120 rs., painso a 160 rs erM,8| a ijrj rg gar.
rafoes com 5 garrafas de vinagre a igaoo cada
um, agurdente de canoa j engarrafada a 200
rs. a garrafa, esprito de vioho a 1$40C a eanada
e 240 rs. a garrafa, azeitedecarrapato a 400 rs.
a garrafa, dito de coco a 480 rs., milho a 320 ri.
a cuia, arroz de casca a 200 ra. em saceos mais
barato: na traressa do pateo do Paraizo n. 16,
frente piolada de amarelta com oitlo para a ra
da Florentina.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porco e a retalho de urna aacca
para cima, e por commodo preco: na ra da Ma-
dre d Dos confronte abotica n. 30.
MI asi sala
JJOTA1U
sem segundo
nhecidoaT Pr Pre50i i "b,do9 e co"
Grdd*sfa?Pe*b*" d* "S de lodas "' q"11"
Nvelos de liaba que pelo tamanho a todos
admirara a
Caixas de agulhas franeezas a
Cauaa com alflnatea maito finos a
"oa Sppwe* P"*- "tro1" e-
Oitas ditos grandes a
Baralhoi portuguezes a 120 e
Groza de botes pequeos para calca a
1 esouraa para uohas muito finas a
Ditas1 para1 costura muito superiores a
n* rnceze P,ra voltarete muito 0-
Agalheiroa com agulhas franeezas a
Muivetes de aparar peonas de 1 folha a
Fecas de tran5a de la com 10 varas a
P.!Lf lrM5' d* lia de todM 'es a
rares de sapatos de tranca de la a
tartas de alfinetea francezes a
nu22% lU^" fl0 da Eseocia mBlt0 fin
itas ditas brancas groases a
Escovaa para liapar deotes muito finas a
Massoscom superiores grampos a
Lartes com colzetea de algom defeito a
uitoa de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de a^o muito superiores a
nonadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Cartas de alfinetea de ferro a
Charuteiras muito finas a
Tioteiras de vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta euperio? a
Ar uret e BIul muUo fina libra a
Tenho nova remessa de labjrrintho para ven-
der por todo prego, assim como tenho trancas de
seda differentes corea para vender por todo di-
nhetro que offerecerem.
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
lf.280
100
3*0
100
200
40
20
60
100
80
40
80
I9OOO
160
120
120
MENOS DEZ POR SENT
NOS ARMAZENS
1P1IS
Liquidacad
Muita attenco.
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n. 49, vende se roupaa feitas
de todas as qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os reguezes com-
prar porque pechincha.
Algodao da tahia.
Proprio pira roupa de escravos e saccoa de as-
sucar : vende-se na ra da Cruz n. 1, escriptorio
de Antonio Luiz de Oliveira Axevedo & C.
em latas de urna libra por 10800 em porc,o
Roupa feita muito
barata.
Sobrecasacos de panno proto muito fi-
i no, paletotsde dito, paletots de casemi-
ra de cOr, ditos pretos, ditos de fustgo,
ditos de ganga de cores, ditos de brim
de coro, o bronco, ..ir, e caSemira
preta e de cores, ditas de brim orautu 0
de cores, ditas de gaogaa, colletes de
vellado preto e de cores, ditos de' gor-
guro, ditos de fustao.ditos de brim bran-
co, camisas de linho, ditas de algodo
braocos e de cores, seroulas de linha,
ditas de algodao, chapeos de sol de seda
oglezes os melhores em tamanho e qua-
lidade, tdo se vende por burato preco a
dinheiroista. na loja das 6 portas ra
do Queimado emfreote do Livramento
est aberta at as 9 horas da noite.
baaoco e mais superior que ha no mercado propio para missa a 840 rs. a garrafa e em ca-
canada 4f80O.
Por aoje dei fias ao mea repretorio ate caegada do primeiro vapor vindo da Europa, pelo
|ul eapero Ooro sortiaento e nio lerei pregui^oao asa o publicar 10 respeitarel publico.
A loja d marmore.
Bourous de casemira para senhora a 10$ tt
Manteletes de grosdenaple a 10$ 1
Lequea de aandalo a 59 S
Bourous de caiemira para meninos
de todas aa idades a 59
Grande sortimento de cascarrilbaa,
trancas e fitas de todaa as cores para en-
gw feites de vestidos por precos mala bara-
lf toa do que em outra qualquer parte.
A boa tama
vende fi velas para cintos o maia bem dourado que
possivel e dos mais lindoa goatos que tem vindo
a este mercado, pelo baratissimo prego de 2|500
cada urna, carteiraa com agulhas aa maia bem
sortidaa queae pode desejar/e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carleira, pennas de ac ca-
iigraphia verdadeiras a 2a cada cajxioha com 12
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 1&200
cada groza, ditas muito boa'a aioda nao conbeci-
das a 500 ra. a groza : na raa do Queimado, oa
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Ioleresse publico.
[Offerecido pela loja del
marmore.
A loja de marmore teado de apresen-
tar concurrencia publica o que ha de
maia novo em fazendas, tanto para ae-
nhorae como para homena e meninos,
sendo que para este fim espera de sena
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha aa remeaaaa de aeus pedidos,
tem resolvido, antes de apresenlar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuar por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-ae deata emer-
gencia.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber ua novo
e bello sortimento de caacarrilhaa da seda da
multas e differentes core, e vende-se i gfiOO
a 295OO ria a peca, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui bda
qualidade, para aenhoras, e padres i I9OOO o
par, por eatarem principiando a mofar, e eatando
ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d*ef ua branca a. 16.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar penna, de duas fa-
inas, a 200 ria cada um : na loja da Victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Caixinhas para confeitos e
presentes.
Muito lindo sortimento de caixinhas muito lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
vaziaa sehnimosear urna menina, peloa baratia-
stmos precos de 320 ate 29500 ca a urna : na lo-
ja da Victoria na ra do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Cuadros de moldura deli-
rada e preta.
Lidos quadros de moldura dourada e preta,
com estampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dinheiro : na loja da Victoria n
ra do Queimado n. 75, junto a loja do cera.
Panno de algodao da
Baha.
Vende-ae no escriptorio de Antonio Luiz ds
Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 1.
Novos e lindos
enfeites para vestidos pretos
e de cores, e roupinhas de
crian cas.
Em apropriado tempo receba* a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimento de enfei-
tes de seda para vestidos pretos e de corea, e rou-
pinhas de enancas, sendo trancas e bordados de
novos e lindos desenbos, e difficeis tecidos, com
oa quaea pode-se com gosto e moderolasimo en-
feitar qualquer vestido ou roupinho de crianza.
Ao paaao que ditos enfeites a todos geralmente
agradara, a commodidade doa precos anima ao
comprador, e esta verdadeser verificada por to-
doa que se dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16, cujos preeoa estao mar-
cados as amostras, as quaea se darlo com pe-
onles.
Luvas de pellica .
Brancas e de cores para homem e senhora; che-
gadas ltimamente por 22500 rs. o par : na loja
do ludo na ra Nova o. 8.
Taberna.
Vende-se urna taberna propria para usa prin-
cipiante por aer bom lagar, na esquina do Forte
do Mattoa, faz frente para a ra da Lapa e para
o largo em frente ao chafan, tica no correr do
desembarque n, 12.
DE
BtARTE 9 Largo do Carino 9
J*L*** d*s Cruzes de Santo Aotonio 36.
sos fregaos Vpor 0,^^^'TT de n0,hados P",iciPaos seus aume-
os memores gneros, pois qae naraSi,, !TM d' Eur0pa' recebam ^ sua propria encommenda
p.ra o, ecolherem, .' ^T^Z^l^lT^^ *" ^^ ^^ EV,
rog.-se a lodos os Srs. da praca/l eTgenho e lav.S, l?" 7 ""i V*** P"*' Pr '
aos nossos armazens, afirn de verem Si T ? f,vor de mand"eni suas encommendas
fara^abatmen!o P"me,ra qU,Udde a 80 *? O em M M
ChhiSnn **^^ 8 maS"a 70 "a Hbr'e en M a -
Che hnxim ma,S SUperirquaha n mercad0a mo moa lib^,
Chi n qUe h*d9 melhr De5,e8 Ci tli,b,l,,-,'*i,,,,h,,i;l-, -ercado, 2,200 a libra.
oua nysson onie,horqu9vemdoRi
se far abaiimento.
Q UCIJ navle ^o Ica"OamChegad0S *"* U,lim "** a 2U e dos N ultimo
VSSffJS*"" ^h"de meftor neste a 8o -a >*
Paos ephnnl* a n0S8 mercad a tmm ",ibrae i"*- 000-
vez ao nosso rne?cado aVlr0nip,SS ** Cmer a t0da hor8 vindas a P'imei
do?fritos rl m.ded7rS0'!?.rnhM'M,ve,'M,d0 P"^- Pescada, malla, Hngui-
Toucinho do e ,ulas de ,igelada' !* 00 a moa la'a'
temos para ^TA^IW.'^St ^ 9|5 "^ **"
ana e pOl CO em latas com 10 libras por 45MOO e 480 a libra.
Marmelada mnerial i
meia e 2 libras a 750 rs S consemiros dfl Lisba' em ,atas bra e
Latas com frutas em calda .
Marmelada Alperce em uu. de 2 iibm por 1,000 cad...
lioce da casca da soiabn s7(llr5 a^ v .
rv bu,Ui a 700 rs. e em podri se far abatimento.
- f SeCCOS de diflerentes qualidades em bcetas muito bem arranjadas a 3*000.
Cartoes com bollo franceaproprioSparam,mo a soor,
Passas em caxinhas de 8 libras a23>200e440rs. a libra.
,gSa a*oo ?ntn. a*?ibuUo nvS em Clxinha de 8 libr"6 muit0 *"*enfei,adas e
J^rvilhas franeezas e portuguesas. eoo rs lata.
MaSSi detOmuteemlawsdel l,brr.a800rs.
Amendoas da casca mole Builo n0VaS a 4oo rs. a libra.
i-Tiozes mul0 novas, 200 ts a |ibra
AmeiXaS francez >Sem latas com 5 libras por 4*000 e a 1*000 a libra.
COlate IleSpanilOl a 19200. (rnOOB a i#ooocpuiugueza 800 rs. a libra.
ISOl XI n lia d SOda em latas com differenles qualidades a 1400 a lata.
91 asgas pa ra SOpa macarro e talharim a 240 rs, a libra e a caixa por 53000.
Reira muito nova a 320 a libra eG000 a caixa.
ailtOS HXadOS paradentes em molho3 com 20 macinhos a 200 rs.
^erejaS em irascos de libra e meia a 700 rs.
JOlO X* raOCeZ para limpar facas a 180 rs. e sm porejio se far abatimento.
AspejriDacete SUperorsemava,iaa740eemcaiXaa 720 rs. a libra.
^ardinhas de Nantes muito n0Va.a4oo e eoo rs.
AlpiSti muito n^a a 160 rs, a libra e 4500 arroba.
A^^'tt doce refinado de diverjas marcas a 80U rs. a garrafa e 9&000 a duzia.
OUiaCUllllia ingleza a mais nova do mercado a 300 rs. alibra e 4*200 a barrica.
vaOina muito alva a -100 rs. a libra e 2400 arroba.
T IIIIOS engarrafados duque do Porto, g enuino. Porto fino, madeira secca, Carcavellos, nc-
tar, feitoria, velho secco, Muscatel a 1*200 a garrafa e 129000 a duzia.
Dlt08 em pipa Porlo. figueira e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa ede 4*000 a 4*500 a ca-
ada.
>3erVe J88 das mais acreditadas marcas a 500 rs. a garrafa e 5&000 a duzia.
Val a m pail lie i3 raarcas mas acreditadas que h no mercado a 19400 e 2H)00 o gi-
go-
UOgliaC inglez a 109000 a caixa e 19000 a garrafa.
tainebra^ds Hol latida verdadeira a 69500 a frasqueira e 600 rs. o frasco.
Dita de aran} \ a 69500 a duzia e 600 rs, o frasco.
Dita ingleza a 99 a duzia e 800 rs. a garrafa.
P llt .Sdo gaz a 29500 a groza e 240 rs. a duzia de caixas.
^3 1 rennauO em pacotes de mais de urna libra a 240 rs. a em porco lera abaiimento.
..ate UO lil 0 melhor que ha no mercado a 280 rs. a libra e 8*500 a arroba.
Sevadnha de Franca amis nova do mercado a 210 rs. a libra.
^agU muito novo a 320 a libra.
Farillha do Marailhao mnito alva e nova a 160 rs. a libra e 49800 a ar-
roba.
Velas de carnauba e de composico a4oors. alibra a a 129
a arroba.
Vinagre purO de LSboa ,240 rs. agarrafa e a 1800 a caada.
GraO de blCO muito novo a 200 rs. a libra.
PeraS SeCC Sem Caixinhas de oto libras a 295OO a 640 rs. a libra.
lvlarraSC|UinO verdadeiro de zara, de mone, caf, menta, genepro, mandol'amara,
curacu, rosa sublime e outras qualidades de 19500 a 29 a garrafa.
Batutas em gigos de urna arroba por 29500 e 80 rs. a libra.
UominllOS os mais novos do mercado a 800 rs. a libra
ErVa dOCe rauito nova a 400 rs. a libra.
Canella superior a 19 a libra.
v/barUtOS verdadeiros superiores a 2* a eaixinha de 50.'
SallUOn em latas com duas libras o mais bem arranjado que tem vindo ao raer
cado a 19400. .
Manteiga eill latas com 4 libras a melhor do mercado lacrado mlicamente a
39200 cada urna.
V inagre 6m garrfes com 5 garrafas de superior qualidade a 19200.
Arar Uta verdadeira muito aova a 320 alibra.
Alm destas gneros encontrar o respeitavel publico em nossos armazens um completo
OTtiae&Vo do tudo ledenle a molbados.
"N



mamo ntmmMmmmt&ma nm^mj^^**
GuimaxieS dt Luz, donas da loja de miudeiis
da Aa do Queimado n. 85, boa Tama, participim
ao pabHco qte, o seo estanelecimento se acha
completamente prvido das melhores mercadoriae
tendentes ao mesmo estabelecimento, e muitos
oulros objectos se gosto, sendo quasi todos reca-
maos de suasproprias encommendas ; e estando
elles inteiramente resoWidoa a Dio vender
nado, afiancam Tender mais barato do qae outro
qtalquer ; e juntamente peden aos aeus devedo-
res qualhes mandem ou venham pagar os aeus
dbitos, sob pena deserem jpslicadoi.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenii,
done bonitos burros e ama burra, o* quaes ae
vender por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla n. 4, e para tratar, noes-
cnptono de Antonio Luit de Oliveira Azevedo.
DA
Ftfndico Uw-Moor,
dar. Senzalla Nova n. 4.
Neete esUbelesimento continua a haver ara
complelo soitimento de moendas a raeias moen-
das pata engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado de todos os tamanhos
para dito, .
Vende-se un> terreno na ra do Hospicio
quasi defronte do quartel, prtpro para edificar-
se urna caaa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, coas alicoree : tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-te: ta-
chas dq ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna, pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecer de ouro de lei, oque s coro experien-
cia se conbecer nao o aerem, estando no mesmo
caso as esmaltadas, e assira mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2J500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O teropo proprio das meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
ama das tfovas e bonitas cestinhas que se ven-
dem ca raa do Qaeimado loja d'aguia branca
n. 16.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jurissacs, do Cabo: a tratar alli com o
Sr; Domingos Prancisco de Souza Leo.
Arados americanos e machinas
para laTar roupa : em casa de S. P.
Johnston & C ra da Senzalla Nova
u. 42.
* flfcAcaba de
chegar
ao novo arm&zem
DE
BUSTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
m grande e variado sortimento da
roupas feitas, calcados fazendaa e todoa
estes seveodem por precos mnito modi-
ficados como 4 de aeu coslume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
a casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26$,289, 309 e a 359, paletots dos meamos
pannos preto a 16g, 18f, 205 e a 24?*,
8 ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 149. 16*. 189.209 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 93, 109,129 a a 149, ditos pretos pe-
lo dmioulo preco de89, 109, e 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 12Jf,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
jg itos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a IO9,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
il seda azenda muito superior a 45500, di-
{* tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto'branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 a a49, -litas de brlm decores
finas a 25500, 39, 39500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 a a
69, ditas de brim loni a 59 e a 6$, cohetes
de gorguro preto ede corea a 5$e a 6f,
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
e a 59, ditos de fusilo branco e da brim
a 39 e a 3)500, ditos de brim lona a 41
ditos de merino para luto a 49 e a 49500'
caigas de merino para l uto a 41500 e a 5'
capaa de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos : -calcas de casemira
preta ede cor a 5J. 69 e a 79. ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7g, ditos de alpaca a|89,
sobrecasacos de panno preto a 12; a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 anuos com cinco
baados Usos a 89 e a 12|,ditosde gorau-
rao de cor a de laa a 5* e a 6, ditoa de
brim a39, ditos de cambraiarieamente
bordadoa para baptisados.e muitas.outras
fazendas e roupaa feitas que deixam de
ser mencionada! pela sua grandequanti-
dade; aasim comorecebe-ae toda eqaal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
tamos am completo sortimento def azen-
das de gosto e urna grande offleina d al-
faiate dirigida por am hbil mestre que
pela sua promptid e perfeico nad adei-
xa a desojar.
*m mmm -m mmmmmu
Liquidaco.
Braga, Silva & C, em liq'uidaco, convidara
aos seus devedores a virem saldar seus dbitos
dentro de 30 dias, e participam que medidas ter-
minantes serio empregadas contra os que nao
eomparecerem.
Urna barcada.
Vende-se ama barcaca do porte de 35 caitas,
encalhada no estaleiro do mestre carpinteiro Ja-
ciotho Elesbo, ao pfi da fortaleza das Cinco Pon-
tas, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
tenden tes ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alve Guerri, na raa do Tra-
piche n. 14.
Palmatorias jfay$ro. t xie la-
to para velias.
Vendem-*se bonitas palmatoriae de vidro lapi-
dado para vellas a 19200, e ditas de lataomul
novas e hfflpas a 400 rs. : na ra do Queimado,
loja da Agola branca n. 16.
Pellos de. fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, azen-
da mu boa e encorpada : na ra do Queimado,
loja d aguia-branca o. 16.
Novo sortimento de tiras b6
dadas em ambos es lados.
A loja d'aguia-branca recebeu am novo e lio-
do sortimento de tiras bordadas em ambos es la-
dos, e contina a vender baratamente a 19200
cada tira, e outras de bordados muito largos a
29OOO, o melbor que posslvel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas ae meio, pelo que se tornara baratsi-
mas : na roa do Queimado, loia d'aguia branca
o. 10.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gellinnhas
e manguitos de puohos bordados em fina cam-
braia transparente por 29500 tudo, o que na ver-
dade baratissimo : na raa do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e solio, mei-
gua, no becco das Miudiohas n. 8, avallada em
2.OOO9, a qual rende 1 lr2 por cento ao mez; na
ra do Trapiche o. 14, primeiro andar, ha pessoa
autorisada pelo proprietario para effectuar a ven-
da damesma casa.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorli-
meoto de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 15200 a pega de 3 viras,
tendo quantidade bastante de cada podrao, para
vestidos ; e quem liver dinheiro approveitar a
occasio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
v RA 10 aUEIMBO M.46
faites a 25f. 28JL Ufa 351. Poetla acasacadosrde pannoprttode 16 at 159 ditos d
de cor a 159,18J e 20$, paletots aaccoa de panno e casemira de 89 at 14a ditos arco.
ie^,?6.?-UA T al6' ,obre de ''P" e merino^ie 79 at 10. calc.T'pretaa de
89 a 14|. ditos de cor de 79 at IOS, roupaa para menino de todos os tamanhos a
ment de roupas de brins como sejam calesa, paletots e cohetes, sortimento de che
I Para a quaresma 8
#Na ra do Queimado!
i n- 10- S
S LOJA DE 4 PORTAS
DE
'orhmenlo complejo de sobrecasacos de panno a 85*. 289, 309 e 35. casacos mullo bem
..ditos de casemira
149, ditos saceos de alpaca
casemira de
grande sorti-
setim. casemira velludo de 49 a ^^W'weliM"$a'977tota buncoVoe^r-'
mante a 49 a 5/, calcas brancas muito finas a 6f. e um grande aortimento de fazenda.fln. a e mo-
dernas, completo sortimento de caaemiraa ioglezas para homem. menino e senhora.aero.urde
linfa) e algodao. chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvin para hornera eita. i.
mos urna grande fabrica de alfaiale onde recebemos eocommendas de grandes obras
isso est sendo administrada por um hbil mestre de aemelhanle arte
cincuenta obreiros escolhidos, porlantoexeculamosqualquer obra com
de queem outra aualquer casa.
que para
e um pessoal de mais ds
promptidae e mais barato
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
'w-v ^ \m Nesle novo estabelecimento achara o publico um grande
rfirFraO C%J \1ni.C) ^'oo Por preco mais barato do que em outra qn.lquer part :
w lflfUa.1 Manteiga iogfeza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a librs.
)ita franceza a melhordo mercado a 720 rs. a libra.
sortimento tendente a molbados
Na ra da C^mboa do Carmo loja n.
12, vende se toda a qualidade de mob.
ha tanto ao gosto moderno como anti-
ga, phanthasia etc. por prego mais
conimodo do que em outra quaJkruer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
<*> oanaanM eom naioi brerida-
de e o matar apuro da arte.
Vendem-se as seguinles fazendas :
Manteletes pretos bordados muito ricos. W
Casias preas bordadas dem. f
Ditas ditas lisas.
Sedas pretas lavradas a 19, 1280, 29 W
e 25500. m
Grosdenaple preto covad 1, I98OO, 29 1
e 29500. #
Sarja preta lavrada covado 1(600 eS9.dK
Dila dita lisa covado a 19500 e I98OO.
Casemira prela muito fina corte 5, 69. ?
79,89 e 99. m
PDIivp^0 a 3*-4-5*-6*-7*-8-9 m
e IO9OOO.
Biquissimos corles de seda preta borda- 1P
dos a velludo a 609, 709, 8O9 e 909. O
Riquissimos corles de grosdeoaple prelo Z
para vestido com bsbadinhos e duas *'
saias a 45J, 509, 609 e 70J.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
. A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandoa vir, e acabam de chegar
aqu (pela primeira vez] as superiores agulhas
imperiaes, com o fando dourado e mti bem fsi-
tas, sendo para alfaiates e costureiras, e custa
cada pspel 160 rs. A agulha assim boa anima
e adlanta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar os ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
CollecQes de estampas.
Acaba de chegar a loja da aguia branca urna
pequea quanlidade de coheches de finas e
grandes eslampas afumo, representando elles os
martyrios do Senhor.em 14 quadros. os quaes
sao bem acertados para qualquer igreja ou mes-
mo casa de quem lenha goslo de as possuir
chegou igualmente ouffa pequea porco das
procuradas estampas a morle do justo e a morle
do peccador : acham-se a venda jmente na ra
do Queimado loja da aguia branca n. 16.
Talhares para crianzas.
A loja da aguia branca acaba de receber a sua
encommenda dos preciosos talhares para enancas
e os est readendo a 320, 400 e 500 rs. coofor
me a superioridade dalles: na ra do Queimado
loja da aguia branca o. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado d. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratisslmos, como sejam : estreitinhas
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontas
largas a 19500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretas para duas vollas a 2J ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Vende-se urna mulata escrava de 20 annos,
boa cozinheira, engommadeira e perfeila costu-
reirs, com um filho de 6 annos: na raa.do Quei-
mado n. 44.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes sao agora mui nacessanos para os meni-
nos que vo para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos dirigir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras penuas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sua
encommenda das verdadeiras peonas de ac
ioglezas caligrsphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falla que havia dessas boas penoas, cosa ludo
veodem-se pelo antigo preco de2/000 a caixiuha
de urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para livrsr de engaos, as ca-
xinhas vio marcadas com o rotulo que dir. Loja
d'aguia branca raa do Queimado n. 16.
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da barca portugueza cGspe-
tanga, sal de Lisboa limpo e redondo ; a tratar
na ra do Trapiche n. 17.
Vende-se am terreno em Santo Amaro,
ante ao hospital ioglez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado; a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son &C-
Vende-se macarro, aletria e talharim a
240 rs., arroz a 100 e 120 rs., caf muido puro
a 360 rs., erva mate a 240 rs., sabao branco a 200
rs., alpista a 160 rs., assucar braceo a 100 e 120
rs. proprio psra doce, gomma a 100 rs. a libra e
29560 1 arroba : est torrando, Santos & C. raa
do Cordoniz n. 1.
a _
Queijos flamengos ebegados no ultimo vapor a 29800 e 3g
Cha hyson e preto a 29 e 29880 a libra.
Vioho eogarrafado dos melhores autores a 19 e 19200 a gairafa *
Vinho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Mermelada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra
Ameixas portoguezas a 480 rs. a libra.
Passas muito novss a 500 rs. a libra.
Latas com bolachinhssde differentes qualidades a 1S400
Conservas inglezas as melhores do mercado.a 800 rs. o fraseo.
Massas, talharim, macarro e aletria a 440 rs. a libra.
I Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra de hollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espero: acete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
1tmmdn?2.BAn.eL8aKnun.ciaJdosachar Pub"coum 8nde sortimento de um (udo tenden-
te a moinados mais barato do que em oulra qualquernarle.
ARMAZEM
ROPAF
Joaquim F. dos Santos.
40-Bm d OotMo-40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre am sortimento completo de roupa feita de
todas as qualidades e tambem se manda executar por medida i vontade dos freaue-
zes para o qae tem um dos melhores professorss. e
KS
Casacas ue panno preto a 40g,
35$ e
Sobrecasacos de dito dito a 359 e
Paletots de panno preto e de co-
res a 359, 309, 259.109,189 e
Ditos de casemira de cores a 22f,
151,123,79 e
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo francezas a
Ditos de merino setim pretos e
de cores a 95 a
Ditos de alpaca de cores a 59 e
Ditoa de alpaca preta a 99,79,59 e
Ditos de brim de cores a 51.
49500,49 a r
Ditos de bramante delinho b an-
co a 69, 5f e
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e
Calcas de casemira preta e de co-
res a 129, 109, 95, 79 o
Ditas de princesa e merino da
cordo preto a 59, 65O0 e
Ditas de brim branco ede cores a
59.49500 e
Calcas de ganga de cores a
Cohete de vellido preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 a
Ditos de casemira preta e d co-
res lieos e bordados a 69.
59500,59 *'
n
309000
309000
209000
99000
109000
89000
89500
3J500
39500
49000
89000
69000
49500
2|500
39OOO
89000
3J500
Ditos de se'.im preto
Ditos de sedt e setim branco a 6 e
Ditos de gorguro de seda pretos
e de coresa 79, 69, 49 a
Ditos de brim e fusto branco
3|500, 295O0 e
Saroulaa de bria de lioho a 29 e
Ditas de algodao a 1S6O0 e
Camisas de peito def usto branco
e de cores a 2(400 a
Ditas de paito delhho a 59, 49 e 3*000
Ditas de uadapolo brancas e de
cores 39, 29500, 29 e
Chapaos pretos de maesa francesa
fo"* < ultima moda a 109,
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e
Ditos de sol de seda ioglezas a
francezal4S,129, U5 a
Colsnnhos ce linbo muito finos
novos feties da ultima moda a
Dos de algodao
Relogios de ouro patente e hori-
natal a 100$, 909. 80| o 70|000
Ditos de rala galvanissdos ps-.
tente e horiiontaes a 409 a SOfOOO
Obras de oaro, aderecos e meios
adereopa, pulceiras, rozetas e
a neis a
Toaihas de Lnho duzia tOJ, 69 a 9|000
"_gMn elPJra ,DMa urna 3 e 49000i
59OOO
59000
59OOO
39(700
29200
19280
292OO
1J600
79000
29OOO
79OOO
9800
9500
'iairsA
DE
Yonde-se feijq mulatinho em saceos, muito
ova, a por preco barito : na ra Direita n 8.
. Vande-s a casa sita na ra Imperial
194, defronte de Cabanga. wnai.
VISITA
DE
6) (DOT D
Cartoea de visita de noto gosto
Carloes de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16#000.
Dma duzia por 16S0O0
Bma duzia por 6S(W)
Urna duzia por 16J000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Raa do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Vende-se meia duzia de cadeiras e um par
ae censlos : na ra larga do Rosario n. 30.
Aos Srs. consum
dores de gaz.
Nos armazeos do caes do Ramos ns. 18 e 36
na ra do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, s<
vende gaz liquido americano primeira quali'da-
de e recentemenle chegado a 149 Isla de cinco
galloes, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Superior cal de Lisboa.
Tem pera vender em porjo e a retalho Anto-
nio Luiz de Oliveira ^zevedo & C., no sea es-
critorio ra da Cruz n. 1.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por preco aue
admira, assim como stja :
frascos de agua de lavando muito aran-
dea a
Sabonetea o melbor que pode haver a
Ditos grandes muito finos a
Frascos com cheiros muilo finos a
Ditoa ditoa muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melbor a
Frascos com baoha muilo superior a
Ditos dita de urco finissima a
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a
Ditos para llmpar a cabera e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiro a
Ditos com baoha transparente a
Ditoa com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de maca; oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto de lavande embreada a
Liona branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a
Dita de carto Pedro V, com 200 jardas a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreleia de linha com 100 jardas a
Duzia de metas cruas muito encorpadasa
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para senhora, mui-
to finas a *
Vara de bfco da largura de 3 dedos a
Dita de franja para toaihas a
Groza de botdes de Iouqs brancos a
Duzia de phospboros do gaa
Dita de ditos de vela muito superiores a
Pecas de fita para cs de todas as lar-
guras a
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teira com agulhaa de mui boa qualidade, e ex-
cellente sortimento, e as ecl vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que contiouam s ser vendidas a 160 ris o
Eapel, laso na ra do Queimado loia d'acua
ranea n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
o:16, onde se achara completo sortimento.
Rival
sem igual.
Com bom sortimento.
Enfeites pretos com franja a 5950O, tirelas de
ac muito bonitas a 19500, agulhas francezas cur-
tas e compridas a 60 rs., carreteia de linha de
200 jardas a 60 rs., ditas de Alexaoders a 80 rs.,
ditas de 100 jardas de cores e branca a 30 rs.,
cartoes de clcheles com duas carreiras a 60 rs.,
ditos de urna a 40 e 60 rs. : na ra larga do Ro-
sario n. 36, loja do Pedro Tino 3.
800
320
160
500
18000
1$000
240
600
240
320
500
720
900
9C0
400
500
100
500
800
500
20
60
20
30
29400
4$500
35OOO
120
80
120
240
240
320
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una lio Queimado n. 19.
Lencoes de bramante de Iinho a 39.
Coberlaa de chita finas a 29.
Ditas a preco de I98OO.
Cambraias pretas muito finas.
Colchas de fusto muito lindas a 69.
Esleirs da India de 4, 5 e 6 palmos de largo
proprias para forro de cama e salas.
Lencoes de panno de linho fino a 29.
Algodao monslro a preco de 600 rs. a vara.
Toaihas de linbo para mesa a 49.
Ditas de fusto para matos, cada ama 500 rs.
Baldes para meninas.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Cassas francezas de bonitos gostos a
320 rs. o covado, luvas de trocal pretas
e do aeda a 500 rs. o par, chiras france-
sas largas escuras a 240 rs. o covado,
dises finas a 260 e 280 rs., fil de linho
liso a 640 rs. a vara, tarlatsna fina de
todas as cores a 800 rs. a vara, lencos
brancos com bsrra de cor a 19400 a du-
sia e 120 rs. cada am, meias para ho-
mem a IftOO a dazia e 120 rs. o par,
chitas para coberta de bonitos dese-
nlies a 220 rs. o covado, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, ditas de cambraia liss
com 6 lj* varas a 39, musselina encar-
nada a 240 rs. o covado, calcinhas para
meninas de escola a 19 o par, peitos
para camisa brancos e de cores a 900
r*;.pecasde cambraia branca de salpi-
co s 39500; algodao entestado o melbor
a 700 rs. a vara, dito branco para toa-
Ibas alga vara, enfeites dos mais me-
demos a garibaldi a 69. i loja esta aber- '
ta al as 9 horas da nolte.
Zuvaft-prtas de torcai
pa||*ai4iwbs a .500 rs! o
idefcWk
VendaBPMawrpreaade torcai em bom es-
tado para meninas de diversos tamanhos a 500
ra. o par: na rile d Queimado loia da aEuia
branea n. 16.
Agua de lavander e jornada.
'i -Vende-se superior agaa de lavander ioglezi
palo baratissimo preco de 500 e 640 ta. cada iras-
aa, pomida muilissimo fioa em paos grandes a
.500e a 19, vende-se por lie barato prego pe'c
grande quantidade que ha : na ruar do Queima-.e
na loja de miudezwrfa boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se, bonitos bicos de linho de dous *
quatro dedos de largura fazenda muilo superar
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal preco pela razio de es-
terero muito penca cousa eaaaldidos, tambem se
vendem pecas'de rendas lisas perfectamente fcoac
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 19, dita*
J?1 salpico muito bonitas e diversas larguras 1
19200, 19600 e 29 a peca, ditas de seda a 2#ct-
da uma peca :'ns ra do Queimado na beja-'co-
nnecida loja de miudezas da boa fama n. 35.
Linhas ae cores em nveles.
Vende-se linhas de cores em novelas fazeno
em perfeitissimo estsdo pelo baratissimo pre:c
de 19 a libra : na ra do Queimado loia de mi-
dezas da boa fama n. 35.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senharc
larenda muito superior pelo baratissimo. pre;c
ae 19 o par : na ra do Queimado aa bem c-
Dhecida I o] a da boa fama d. 35.
Aos fabricantes de velas.
0 antigo deposito de era de carnauba e seie
em pao e em velas, estabelecido 00 largo da As-
sembla n. 9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi derronte da igreja, onde conii-
va a haver um completo sortimento daque'.l
geoeros, que se vendempor pregos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quantidade de sabonetea finos psra barba, oe
quaes conm a lodos compra-Ios mesmo pan
maos, avista do diminuto*preco de 3# porquanto
se est vendendo a duzia. Para satisfazer-se acc
boas fregueses se vender tambem em menores
porcoes, porm quem mais comprar mais lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queima a
loja d'aguia branca n. 16.
oraes.
"Em massinhoa a 500 rs. cada
Em fios a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 flos a 29500 cada urna.
Vendem-se muito boos corss, em massinhos
fios e voltas de 3vflo, pelos baratissimos precoo
cima : na ra do Queinado loja d'aguia bracee
n. 16.
Vende-se por qualquer negocio urna {aarta
parte do sitio e casa de vivenda no lugar do Pe-
res, freguezia dos Afogados, sendo a basa edifics-
da a 4 para 5 annos, de pedra e cal, muitas ar-
vores frucliferas novas, cacimba principiada de
agua doce, ealribaria, etc., tendo a casa 4 qua^-
tos, 2 salas, cozinba fora, portao : a tratar 'l
ra do Queimado n. 47.
um.
scravos higiooh
Fugio da Estrada Nova, onde pernoitava,
indo para o engenho Tres Alagoas, no Cralo do
Bom Jardim, o mulato escravo dos signaes so-
guiotes : cabello carapioho, altura regular, cheio
do corpo, pernas grossas, cara larga, olhos papu-
dos, denles limados, falla rouca e groisa, poucc
barba, espinhas no rosto, cicatrizes as nadeg^r,
idad6 20 para 22 annos : quem o apprehender,
ser generosamente recompensado, levando all
ao Sr. Joaquim Tjavassos Sarinho, ou nesta pra-
c,a a Andrade & Reg, ra do Crespo o. 8.
Ausentou-se desde o dia segunda-feira 1"
do correle o preto de naci, Luiz, de idade 4
annos, pouco mais, baixo, um tanto descansado
no andar, veio acerca de 10 annos do Maranfcla
para Pernambuco ; quem o pegar queira levt-Ie
em Santo Amaro (cidade Nove), ou na praca da
Corpo Santo a qualquer hora.
Manoel Custodio Peixolo Soaref.
r-gio de bordo do patacho nacional Espa-
darte o escravo de nome Francisco, africano, de
46 annos de idade, estatura regular, cor preia e
nariz chato. Como descoohece a Ierra, cre-se
nao ter sabido da cidade ou seus arrabaldes -
roga-se, pois, a quem delle souber, queira apre-
seota-lo ou dar noticias: na ra da Cruz c. 3L
escriptotio de Amorim Irmos, que ser recom-
pensado.
Ausentou-se da casa do abaizo assignaio
no ssbbado 8 do correnle, o seu escravo de nonse
Fernando, cor cabra fala, altura regular e corpo
reforcado, sendo o dito escravo canoeiro da fa-
brica do Monteiro, consta que as vezes anda eo
Campo Verde onde tem conhecimentos, tende
por costume tocar rabeca e viola : roga-se por-
tento as autoridades policiaes e capiles de cam-
po a sua apreheoc,o,levando-o a ra do Apolle
n. 6, deposito da fabrica do Monteiro.
Jos Guilberme Guimares.
Fugio no dia 20 do corrate de bordo t>
patacho Capuam, o escravo crioulo marinhei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco mait
ou menos, altura regular, rosto comprido e ecm
alguos signaes de bexigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo V C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que se:--'
generosamente recompensado.
Fugio no dia 16do correnle, da casa de sec
senhor, o escravo de nome Laurentino, crioulo,
de idade de 24 ancos, pouco mais ou menos, coa*
os signaes seguintes : alto, cheio do corpo, pica-
do de bexigas, sem barba, rosto redondo, teaj
falta de denles na frente, falla gago, tem no la-
gar das canellas das pernas um pouco grossas,
levou camisa de riscado de algodao americano'
calca o mesmo algodao azul, j foi visto com*
roupa branca nesta cidade, procurando quem lhe
dsse orne carta em nome do senhor para pod<
sahir para fora da pracs a titulo de procurar se-
nhor, filho de Nazareth, seu oficio padairo -
roga-se, portanto, a todsa as autoridades pe. -
claes que o prendara e o mandem levar pada-
ria do pateo da Santa Crua n. 6, ou capiles de
campo, ou qualquer pessoa qae o levando ao dito
seu senhor ser bem recompensado.
Fugio do eogenho Cordeiro um escravo de
nome Luiz, crioulo, idade 36 annos, pouco maic
ou menos, altura regular, rosto comprido, boicot
grossos, espadado, e com am sigoal de corte a
pescoco, anda de roupa branca, foi visto no Re-
cite, tras urna bicuda, e consta que passa a noite
pela estrada nova, dorme no partido do ouro -
quem o apprehender e lavar ao dito eogenho,
ser generosamente recorsrpeasae.
1O0S00O
D-se a gratificado de 1009 a quem pegar o
escravo Manoel conhecido por Manoel Francisco
cujo escravo do abaixo assignado. tem oa sig-
naes seguintes: cOrmolato, estatura regular,ca-
bellos carapiohos, os dous dentes de cima da
frente grandes, rosto comprido, qaando aada
muito espigado, muito desembarazado no fallar.
bem feito de ps e maos, diz que cose soffrivei
dealfaiaie, este eicrsvo foi do finado teaeote-
coronel Bernardo Antonio de Miranda senhor da
engenho do Brura.oo Caxangf aonde foi nasci-
do e criado e 6 muito conhecido naquelle iugac,
tendo sido vendido pelo Sr. Dr, Graciano de Pau-
la Baptista no dia 22 de fevereiro prximo pas-
eado e fugio no dia 26 do mesmo mez, este es-
cravo j esteve fgido quando eta do Sr. Baptis-
ta, para as bandas da cfdade de Olinds ou Behe
ribo e vinba vender carrlo nesta cidade taato
que foi pegado na ra da Guia com urna "carga
de carvo, multo de suppor qae lenha mudad-
0 nome e que selnlUule r
autoridadea policiaes eca_
prehensao do dito escravo,
fica com a quanlia cima a q> ^L
der noticia cerla aonde est aasim HE? >*
se protesta contra quem quer que o
Udo.
AUrioe a Silvs LeaL
II /i
1





DIARIO DE PE1NAMBDCO. QttklTsV fUAA tt DI MARCO DE llfll.
LiUertura.
-SCEH48 BE PROVINCIA.
Urna Iragtdia deeconhecida.
IX
(Conlinuagio.)
A'a costumidas horas esperei ver patear Agos*
tiuho de Bega, regressaudo das Paredes, mas
debalde esperei. Fui bater-lhe porta. Failou-
me un mogo de ltroufa, que me disse que havia
(rea das nao sahira seu amo de casa. Pergun-
tei-lhe se estar doeate e te se poda fallar com
elle. Respoodeu-me primeira perguota, que
rvo sabia ao cario dassade de seu amo, isegun-
. da que Ihe iris pergeniar a res posta.
Aguardei o criado e depois, convidado por elle
sub as escadiohas de pedra, que iam dar ao quar-
to de Agostioho.
Era. que estado o (ai sorprender 1 Estava sen-
tado junto da meta, com a cabega mergulhada
entre os puohos, n'uma attitude de profunda me-
oitago. A jaoella, quasi toda fechada, pouca
lu deixava penetrar oo aposento, e nao fot sem
custo que en lhe divisei no rosto maceradissimo
claros signaes de pungente amargura. A maior
parte ds lut que baria no quarto, provioha da
alampada, que braxuteava diaote da redoma do
Coragao de Mara. A maior parte do ar, que aelle
penetrara, entrara pelas (endas da mella e da
porta que raro se abra.
Aproilmei-me, trmulo, de Agostioho e ioter-
rogei-o.
Estou resolv Jo a morrer. Responder-me
elle com urna enlooago decisiva e lancioante.
Resolrido a morrer ? Gomo se explica isso?
Qual o motivo.....
Estou resolrido a morrer, porque tenho na
tco a prova de que Iphigeoia se corresponde com
seu primo Fernando. Leia esse bilhete.Peguei
no bilhete, que eslava em cima da meta : nao me
iembro seolo que havia estas phrases no que li :
(.Nao me arga dai filiar to familiarmente
com Agostinho, poraae sabes que nao me cou-
vem romper lio de fRpe com quem patrocina-
do por meus paes, e porque, de resto, nao quero
dar de repente o desengao a quem tenho a cer-
teza de que me ama sincerimente, mas que cu
nao amo 0.
Que podera eu fazer em tao melindrosa situa-
rlo ? Que coosoUces dar aquella alma desen-
gaada ? Que alelos produzir naquelle descon-
wlado e attribulado crtelo ? Que balsamo en-
tornar em to viva e dolorosa chaga ?
Palavrat de banal conforto pronuncia-las ten-
tei en, e nao tei te os labios, que para tal hypo-
crista se recusara m, algumas chegaram a balbu-
cear, mas o eerto que a magestade daquella
dr me impuoha silencio. Agostioho, com a ca-
beca entre os pulsos, corlava-me o coragio e nao
me delxara fallar.
Estou resolvido a nao sabir mais deste quar-
to, seoio enrollo n'uma mortalha. Aqu nasci,
aqu morrerei. J nao tenho nada com a vida.
Mas nao saba que as vezes se esconde a
ventura debati de falsas appareacias ?
Eu j nio tenho nada com a vida,
Mas calculou acaso as coosequenciss de to
i&prudeoteresolucao ? Sabe a respoosablidade,
que ella tom ?
Tudo calculei j : tenho calculado ludo :
eslou determinado a morrer.
O dialogo cootinuou desta forma. Sahi lim-
pando os olhos hmidos.
X
Cheio de hesitarlo, fui sem detenga dar parte
do que vira e ouvirs do egresso de Bustello, que
lomando a mioha narraco como exagerada, e
desmentindo a experiencia doaaeus setenta anuos
pareca nao se poder capacitar de paix to vio-
lenta excitada por urna mulher.
O frade o verificar pessoalmeote a minba re-
lagio e, depois d'uma visita, que durou mais
d'uma hora, v'ollou a casa triste e pensativo. Dia-
s j-roe que o estado de Agostinho era perigoso.
quequalquer teotatira para o consolar presente-
mente seria intil, mas que assim mesmp nao se
devia desesperar de lhe dar um allirio meaos re-
pentino.
E quanto a mira cootinuou fr. Joo
aquillo doenga. E'preciso chamar o medico.
Efectivamente, o medico foi chamado pouco
depois, estudou a doenga e nao sei eu qual foi o
resultado desse estudo, nem o que elle disse ao
frade, mas o que sei que este, chegando de casa
do seu visinho, fillou-me com a maior grvida -
de a seu respeito, dizendo-tne :
~" ^doenga quati toda no moral, j concor-
do. Mas muito me admiro de que aquella desa-
tinado Agostioho nunca me desta parle da origem
da sua molestia. O hornera nnnea .me failou de
D. Iphigenia, e agora mesmo, se eu lbe fallo nella,
mostra atsim cara de de me lograr, fazeado-me
erar que essa tola lhe iodifferente. Nao lhe
nei, comtudo, de querer mal por isio. Verei ae
lhe posso curar a chaga. Parece-me que hei-de
achar o remedio.
Parece-lhe, fr. Joio ? diga-me c o que ten-
ciooa fazer ? O caso difcil. Nao sei como se
r.3 de aviar. Diga .
Vou cidade dizer Iphigenia, que o Agos-
tinho est a morrer por causa delta, mas que nao
morrer, ae a vir junto de si, pedindo lbe per-
dao e promeltendo-lhe idelidade...
O' fr. Joio I eisi nao esperava eu I Pois per-
suade-se que D. Ipbigenia cahir na indiscrico
de acceder ao seu pedido ?
Se ella me nao oavir, dirai ludo J0S0 Pe-
r a mi. Ins'.arei com ellea para que acu-
dan a Agostioho.
Oh homem, pois tanto D. Iphigencia to-
mo aua mi e pae nao se recusarlo a dar tal
pasto ?
Sa-loicomoBtaalstro deDeut.,.
meu fre a lie ? Cuida- que
a tetaaBaU comedia?
be IpbgeaalTrio veto seno
lo m 1 amigo, poder consentir
FOLHETIM
0 PAIZ DO MEDO (*)
POR
A. DE GONDRECOURT.
que se lhe esconde ludosccudiu o fra-
de com ar de triumphante salisfago.
Ainda que se lhe esconda tudo : oso v o
fre Joio que este recurso s accode ao presente e
e nao to futuro ? Se Iphigeoia oio gosta delle,
mais cedo ou mais tarde nao o mostrar ? De-
pois, como se ha de obtttr ao mal feito 1 Nio
diste o medico que apezar da a maior forca da
doeoca ser moral o phytlco eslava moletladit-
simo r
Pareee-me, pelo que vejo, que a sua aml-
sade para com Agostioho....
A minba amisade, atalhei eu ao frade,
grande, mas nio cega.
Pois o que eu lhe digo, que vou i cidade
tratar de por em pratica o meu projecto.
XI
O estado de Agostioho de Baga era lastimoso.
Que exlraordioaria natureza I que mistura de
sensibilidade, de exaltag&o, de religiostdade a de
molestia I- Que alliaoga de concentrado recolbi-
mento e de opulenta imaginario O mancebo
paisara alternadamente mais profunda melanco-
la aos actos da devocao mais fervorosa. Ora, a
sua molestia chronica dot intestinos, exacerbada
pela sossobro moral, arrojar a-o em dolorosa le-
thargia ; outras vezes, giiado por ama imagina-
gao doente, fallara com amarga e desconcertada
eloqueocia sobre aa dearenturas da sua vida, oa
conferenciara com os circumstanlea tobre a gra-
vidade daquella doenga.
Foi na iotermlttencia de urna das suts cri-
ses melanclicas, que eu julguoi opporlnoo dl-
zer-lhe :
Meu bom amigo, fre Joio anda planisando
urna medida de que eu nio lhe dara parte, se tio
somente a tiresse por inefQcaz, e nao por fuoesta,
como creio que lhe pode aer, occasiooando-lhe
um grande abalo. Quer trazer-lhe i cabeceira da
cama D. Iphigeoia....
Que a iraga, que a tragabradou o doeote
com energa febrildesde que estou doente anda
nao reeebi um bilhete della. Quero a ver. Quero
tambem salsfazer um desejo, que me rala : quero
dizer-lbe, com expressas bern ao vivo, que foi
ella que me matou.
Mas ella, se vier, para lhe pedir perdi e
para lbe jurar um amor sincero. Gomo ter co-
ragio pira a argir ?
Coraco nao o lera D. Iphigeoia. Mais bran-
do o coricio do frade, que m'a foi buscar. Co-
rago nao tem ella, que lieou iosenstvel s mi-
has lagrimas e aos meus extremos ; eogaoou-
me I malou-me I
Mas arrepeodeu-se.
Arrapen Jeu-se de me malar ?
Nao : arrepeodeu-se de o mortificar somon-
te, porque o meu amigo nao est morto.
Nao tarda muito que o nao eateja. Venha
pois D. Iphigeoia. Quero-a ver. Quero fallar-lhe
antes de expirar. Quero ter a consolacao de a ver
chorar por mim.
Accommetteu-o neste lance um impulso de de-
vola efervescencia eergen as mos, com os olhos
titos n'um cruciRxo da parede.
Sahi. Fui encontrar frei Joo muito satisfelte
com o resultado da sua empreza, qut atabava de
levar a cabo.
D. Iphigenia fez-sa de mil cores ; crou,
empallideceu, mostrou-se soberba a desdeohosa,
mostrou-se caodongueira e humilde, riu de des-
prezo, chorou de raiva, mas eu remediei lulo,
fallando aya paes. Pedi, instei, exhortei, advert,
trovejei, z tantos esforcot, que no cabo conse-
gu tudo
Com que entio, disse eu como que meio
dorido e meio duridoso, D. Iphegoia vem apre-
seotar-se, tem cara para a presentarse diante do
leilo de Agostinho de liega I
Amaoha de maoha. A cousa ha de Bear
oceulta al rebeotar a bomba.
Oh frei Joio 1 diga-me c : nao era melhor
deixar morrer em paz o desventurado mancebo,
sem lhe avivar as agonas eom a recordsgo de
urna falicidade imposiivel, que lhe auscitar a
presenga da mulher que amou ?
Eu nao o entenao assim : o que lhe digo a
que o paaso est dado e que D. Iphigenia, ama-
oha de maoha, ha de apparecer diante do leito
de Agostioho.
Pois bem: assim seja : mas, maior incon-
veniencia nao creio ou que se imagioasse. E' urna
Inconveniencia, que pode ser funestissima.
XII
No da seguiote de manba o irmo do Sr.
Eleuterio coniegou a duvidar da efficacia, qaa
teria o recurso, de que lngara mo para desva-
necer doenga de Agostinho. To perigoso era
o seu estado, lio claros os indicios de um pro-
gresivo, mas rpido defmhar-se, que j aquella
tonto do egresso lhe pareca que atrazar a pdr bar-
reiras doenga lora toles milagro do que outra
cousa.
Emqaaoto o frade se abandonara s suas* du-
ndas, vagueava-eu aozinho nos arredares do si-
tio, atraveasando largas e pittorescas veigas, on-
de ss vides se balougavam peodaradas nos olmos,
e solitarias tapadas, onde um eaxame de passa-
(Cosiuiiies dos nmades.)
SEGUNDA. PARTE.
V
( Conliouagio,}
Assim fallando Ghrellab esporeou o seu caval-
lo, a arremessando-se com impeto ao encontr
de um dos cegadores d'Africa, que se havia adan-
tado de seus carneradas, abalroou-o com to vio-
lento golpe que fe-lo rolar na areia com a aua
cavalgadura.
Os Djouadei,estimulados por semelbante rasgo
de audacia, proromperam em brados, e avanca-
ram contra os oosaos cavtlleiros.
Terrirel foi a refrega. Os Francezes formaram-
te n'uma especie de quadrado para fazer fice de
diversos lados : todava por mais brilhante que
fosse a defeza, o ataque ttuha sido to imprevis-
to, a os assaltantes eram tio numerosos, que o
combate nio poda durar muito tempo duridoso.
J cinco dos nossos cagadores jaziam morios
por trra, verdade que por dez dos rabes, en-
tre estes Haddour e Mohammed. Ghrellab bus-
cava fazer prisiooeiros ; mas os cagadores nao
eram gente a render-se.
O da desapparecia rpidamente; os combaten-
tes de parte parte ettavam exbaoatot de cancasso;
quando um acontacimeato imprevisto Ibes reani-
moa as torga* abatidas.
O rebanbo coodozido por Mansour foi dividido
apezar doe asforgos de seus defensores, pelos
spahisda-nossa vangarda ; os quaes, langando ali
a desordam, abandonaram a partida, e aalisfeitos
conduziam a sua preza para onde te achava a co-
lumna franceza.
Urna grande porgio de bois e camellos, tangi-
dos pelos notsos caralleiros iodigeoat, passuu
palo terreno em que os notsos cagadores d'fri-
ca caro veodiam as suaa vidas; a na impetuoti-
dade da carreira eses animaes separaran) oacom-
bateles.
Ot Djouadea percebendo 00 meio dtqoelle tu-
multo mullos homeos vermelhot, compreheode-
ram qaa, a nio aproveitarem-se da occasio para
dar costas ao inimigo, seriam bem depressa cer-
cados por torgas superiores ; e surdos desta vez
as ordens. gritos a iojarias de Grellab, deram da
redea aos cavados n'om movimeoto de retirada
sem corresponder aos tiros com que os spahis os
mfmosearam na sua passagem.
Ghrellab decMia-se j tarde e com a raiva no
eoracao a deixar o campo do combate : mas fa-
lo de modo que ae nio tomaate a aua retirada
por ama fuga, pois retrocedeu vagarosamente,
panado de vez em quaodo. a volltndo-se para
atoar avfertylgua imprudente que de perto o
De todoi ot jeqa ttra elle o nico que Qcoa
16; eima aa aacamnhava por entre as moitaa
d'alfa, julgaodo-se muito feliz por nao ter sido
ferido nessa escaramuga, onde a sua coragem foi
admirada por seus mais valeotet adversarios.
A noute vem muito prxima, dizia elle ; e
por Ajax I tsses francezes insolentes nio se ho
de gabar de me ter feito fugir como um Nu-
mida.
Um tiro que partir de urna moila responden
essa observago digna do hroe grego, quem
Ghrellab, amante como era da antiguidade, evo-
cara na sua colera.
Oh I exclamou elle descobriodo doas ca-
vtlleiros vestidos de uniformes capricho, que
oio eram semelhantes aos dos tpahis, nem aos
dos cagadores d'Africt. O meu cavallo parece
estar ferido. Apezar do desejo que tenho de en-
sinar essa gente a fazer pontaria certa, forga
ceder-lhet o terreno. Avante, sidi-Mouraweh (*),
accrescentou dirgiodo-se ao cavajlo, mostra que
sabes nio correr, mas voar nestaa areias.
Mouraweh incitado por duas esproadas que dei-
xavam nos seus flancos dous pontos vermelhos,
exhalou offegante suspiro, den um aalto para a
frente, e parti como urna setta.
Os caralleiros de que fallamos sahiram da mol-
la e pozeram-se ao eocalgo do fugitivo. Mou-
raweh porem veneeu em pouco tempo enorme
distaocia, e seu senhor sorria-te dot vios es-
forcos que faziam os seus perseguidores para al-
canga-lo.
Estes homens do Tell, pensava elle, cau-
sara riso com os seus cavallos pesados, e de ra-
ga impura.... Arante, Stdi-Mooraweh I Cbre-
os de poeira e de confusio; lembra-te que anda
no anno passado, em um oa como este, percor-
reste sete leguas n'uma hora 1 (2) Eolio, o que
isto ? Alrottxat I ... Abaixas a cabega I ...
Cambaleas I ...
Ghrellab fez tioir as* suas esporas, que se en-
terraran! formidavelmente nos flancos da tau ca-
vallo. Mouraweh soltou um gemido doloroao,
fez um esforgo supremo e cabio sobre at mos :
o pobre animal qulz ver s*e poderia correr; mts
trabido em tua coragem apeoaa pode fazer urna
curva com o pescogo, e rolou nt areia, para nao
levantar-te mais.
Perdoa-me, pobre amigo, murmuroa Ghrel-
lab, ficando com as peroat pretas por baixo do
seu cavallo que espirava : eslavas mortalmente
ferido quando ultragei a tua glorit.
E esse homem, inimigo dos homens, quasi que
verteo Isgrimas pelo innocente cmplice de seus
latrocinios, palo intrpido companheiro da tuaa
loucaa temeridades.
Os doas cavtlleiros, que perseguais Ghrellab,
sem esperanga de o alean,ar, adiantavam-te ao
lado um do oatro com o pesado galopar, porem
seguro, das suas cavalgaduras.
Passaram sem me ver, pensou Ghrellab
com sigo. Ot Francezes s tem olhos pro-for-
mula ; e gragas ao diabo a ooute rae dando i tu-
do a sua negra cor.
VI
Se os caralleiros qaa corriam apos Ghrellab,
(1J Nome de um dot cavallot do propbetaHou-
ravrebvento Impetuoso.
(21 O cavallo vencedor na corrida de Alger em
1852 franqueou um espago de 17,000 melret em
26 mioutot: a maior parte dot oulrot alistados
chegaram ao terreap em 35 mioutot. (Relilorio
oficial).
rinhot gorgeiara tuavemeote. Julho pattavaaeloi
campos, campos da felicidada a da amor.
de florea ada aowtjjo, onda dateit todtt
nhias a beogio do Dot.
Sentado no cuma da urna colina
creopa da arvorede, donde aa avista
frondoso, oade ettio ttsontadae as m
familia Lopes a da Agostinho da Beca .
a antig, taat aempra renasceate a eampre r
tica oppotlgio da natureta a do homem; do edu
azul, floras vermtlhas a roas, silvedos e aveni-
das cobertas de rosas.'e do leito, onde Agostioho
curta immerecidas dorea. Oh imagioago do ho-
mem, como sao multiplicadas as toas perpectivas I
Se propendes para o aformozeameolo da vida, te
combioat risoobat corea, como at do prisma,
se debuxas os matises opulentos, de que podes
dispor, s o nosio encanto, tado se nos eooverte
em instrumentos de prazeres. Pelo contrario, te
cahiste na Itdeira do iofortanio, at a religiio
fatal, a arla ama calamidade, a aabedoria te de-
prava, o homem, rodeado de nevoat, pottuido
de terrorat pnicos, aoffre e auceumbe I
Quando roltei a cata a aocontrar-me com frei
Joo, para etperarmot todot a familia de Joio
Peree, ji ella tinhachegado a estar almogaodo
na cata dot meut hotpadet. Eu entend qua me
era melhor espera-la na catado Agotlioho a pa-
ra l me dirig,
XIII
Est Agottinho de Beci deitado 00 seu leito e
eu junto da cebeceira. Ello est mais melanc-
lico do qua nunca. Uit-me com voz concentrada,
que folga com a rinda de D. Iphigenia porque
ebegoa odia de lhe fazer arguigoes, que nao po-
dero ser tazadas da ioditeretts pela solemoida-
de oo instante Accretcenta qie lera muito que
lbe dizer; que a sua derradeirt consolagio es-
ta conferencia ; que j auspira pelo momento ds
apparigd querida.
' D. Iphigeoia, cercada de aeu pae e tut mi, de
Fr. Joio, Eleuterio a a Sra. Aotoaioba, tobo as
escadas de pedra, que conduzem ao quarto de
Agottinho, com ar sobarbo e deciiivo, com um
gesto desembarazado, denotando bem claramente
que nao vaa ahi por toa lirra vontade, que execu-
ta ordens repugnantes, mas que est resolvida a
soffrer todo com coragem.
Quando a comitiva antrou no quarto, Agottinho
deu logo com os olhos ao rosto de D. Iphigenia e
voltaodo-os para mim com dolorida expretso,
aperlou-me a mi direita com.energa. Depois
seoti-o desfallecer e flear proslrado eom os olhos
meios fechados.
Feitos ot cumprimentot de toda a multidio,
ehegou a vez de D. Iphigenia, que com glacial
nperturbabilidade cumprimentou o enfermo. O
aspecto, na apparenca iodifferente, com que a
lha de Joio Peres foi recebida, fez indar roda
a cabega do imprudente Fr. Joio, qte entrou l
comsigu a imaginar como seria possivel e expli-
ca vel este cato. O homem refleetiu, e tomou as
suas providencias. Em quanto o grupo dos ve-
Ibos conferenciara, pegou ns mi geiada de D.-
Iphigenia e, approximaodo-se da cana dase elle
em voz balxt:
Paceca meu Agostinho, que a visita d'esta
menina lhe deve -ser bem agradavel, porque em-
fim todos sabemos os que aqu estamos, o que ha
entre ella e o doeole. Bem v tambem que ain-
da ha muito amor no coragio da menina; nio po-
de resistir teotagio de c vir visita-!o...
Em quanto o frade dizia estas e outra serie de
iocooveoiencias, que D. Iphigenia outa com nao
desmentido sangoe-frio. Agostioho dra-me ou-
tro aparto de mo e cubrir a cabega com o len-
gol. Quaodo o palavriado termioou, Agostinho
permaneceu mudo a impertarbavd, como D.
Iphigenia. S depois de alguna minutos balbu-
ciou com voz fraca e apenas audivel:
Nada tenho que dizer.
Quando fr. Joio lhe sacou estas palavras, des-
fecbou outra nova eoQada de inconveniencias,
que d'esta vez foram recebidas com verdsdeira
iosensibilidade. Agostioho nid se diinou a pro-
ferir urna s patarra.
Chegou entio a mioha vez.
Agostioho, nio tioha nada que dizer Sra.
D. Iphigenia ? perguotei eu com canonoia eu-
toosgo ao enfermo, qaa conservara 1 cabe:a
coberta com o leogol.
Creio que elle nio nos onvia". Pelo menos nio
nio deu mostras de not ouvia.
Eoto chegou o momento solemne. O qua as
palavrae, as arguigoes, mesmo as lagrimas, oio
conseguira m, cooseguia-o o silencio, a mseoti-
bihdsde, s eloqueocia mudez de Agostinhi.
D. Iphigenia desatoa a chorar. Todos os as-
sittentes delatamos tambem a chorar, e a casa
resoou como suspiros a solagos. Acabara aquel-
la indefferenga esta iada dos primeroa mmen-
los : os meamos olhos, que ha pouco luziam
como o esplendor do orgulho, eram agora os
prmeiros a verter lagrimas copiosas: Ipaigenia
mostrava-se mulher.
S Agostinho permaneca com oa olhos seceos
e com que sobranceiro dor, que o todeava. Mas
eu suspeitei que o enfermo sofrriahor rival men-
te ; as pulsaget do seu pulso eram irreguiaris-
limis ; a febre crescia. Preparava-me para con-
vidar a sahir toda aquella gente quaodo um es-
vahimento, que deu na Alba de Joo Peres, me
poupou a esse trabalbo. Pastease a outra sal.
A ultima eoirevitta dos antigM namorados ti-
nha-te passado diaote de mim.
XIV
Agora, quem quizar saber o desfechoda tragedia
desconhecida, de que au me i historiador n*es-
tas desvalilas linhat, v ao poato dot morios
da aldeia de Gallegos a pega a Deut que lha re-
achavsm-ae uniformitados capr'cho, a razio es-
lava em ter alies obtido titulo de estrargeivos o
favor de acompaohar a columra que partir de
Djelfa.
Ambot restiam urna etpeeie de tnica azul
muito curta, aem alamares e galoes que deiig-
ntase o potio; levavam mtn um tabre de ca-
vallara ligeira, e urna espingarda de caga de
dous canos.
Aconteceu o que tioha previsto Ghrellab : os
dous cavalleiros carregaram para a esquerda, e
passaram galope tem ver Mouraweh, que oc-
cultara o eorpo de seu senhor, a que nem dava
sigoal de vida.
Como poderei eu deseevancilhar-me d'a-
qni ? murmuran Ghrellab praearando retirar as
peroat de debaixo do car alio. Hura I ... li vol-
tam ellet : encolhamo-not.
Com effeilo oa caralleiros tinbam voltado ; e
Ghrellab ealremeceu dot pe i cabega oaviodo
um dalles dizer com acanta gastio sem pronun-
ciado :
Juro, Sr. bario, qut o vi ctbir por aqu.
Saoliasima Triada Je I Eu estiva bem certo de
nio errar o alvo: nio e de balda qua na nossa
familia todoa nt tomot ladres da caca de paet
filhos: a quem acera em dez naieeja da doze
nio vae errar assim alirando n'u eavalleiro com
todo o seu vagar.
Eoganou-te deste vez, me vtpaz; talve
tiresse tomado alguma oscillaeao por urna queda.
Estea malditos Aribes sio mullo ttulos : mu tas
vezes fingemcahir na areia pan melhor oceulta-
rem-se por detraz de algum cnoro.
Poia eu affirmo i V. Exe. fue este ficou bem
convidado,
Alm disto pouco not impor'i que hija um
de miis ou de menos, urna vez qte nao aquelle
que procuramot: nio vale a pana demorar-
mo-oos nestea titiot.
E' verdade que se nos perdassemes, a causa
oio seria l muilo divertida.
Retiremo not: estamos issim expostos a ter
fuziladot por algum traidor eoboscado.
J que nio ha oatro gato, vamos: todava
muito triste nio ir a gente levantar a caga que
derribou. Ah t Santittima Trltdtde I O que
aquillo que vejo ali?.... Um civallo cahido...
Onde ?
AU... d'aquelie lado: 'ou verja o que .
Tenba V- Exc. a boodade de segurar no mea ca-
vallo ; a p verei melhor.
Nada, nao comilo : tudo te deve receiar
desses selvageos. Fique i cavilio, aditntemo-nos
ambos, e nao nns separemos.
Os dout caralleiros arangarrm.
O que dizit eu, Sr. bario? perguotou um
dalles. Ets-aqut o nosso bregeiro com o nariz ao
vento.
Decididamente, meitre Poapidou, nio pos-
so deixar de reconhecer-lhe lista habilidade em
faztrpontsrit com a espingarda, como tioha Gui-
Iherme Tell em atoar com o ireo.
Quareria antet nio o ter morto; porque
obriga-lo biamos a fallar; o talvez qaa ella nos
dsse bem uteia etclarecimentos. Em tumma
veremot.
Joio Pompidou, i quem o teitor ter reconhe-
oido logo i tuas primeiru ejpreiset, desceu do
cavallo, e dirigiu-se para juuto de Moartweh, tfim
de reconhecer se o cavalleio cahido aliara mor-
to, ou se tomento ut ferido.
!rt,_J.J"*,r onda orme o aeu ultimo tomad
----------~*o Beca.
-olagio, porque a cimpa rass,
">, nem um aypratte ou ama
^-nntla o tillo. Ttlvez qua
io a famillt Lopea a a ve-
1, ae tindi vtve ; Agottinho
a tioht poucas tympathiaa oa ti-
ara melanclico. Tanto io foge oa l-
tala da melancola, como oa cidade da pobreza.
Eu tympathiaei com aquello pobre Agostioho
de Baga, porque realmente foi nm iofeliz. Trahi-
do pelo-primeira namoro, cahiu naa garras dos
mlssionarios, que mataram amelado da alma
Trahtdopelosegundo.gteve a iofelicidade de sue-
ca mbir.
E alada o foi perseguir na sepultura urna des-
graga posthuma. Cuspiram-lhe nai ciozat etcar-
rot de lodo. D. Iphigeoia aogiooa-o, matou-o
o est candi.
O primo Fernando oblare 1 nevada mo, por-
que tuipiriva, a eogeodrou doua filhoi n'aqaalla
grsnde me, exemplo de mi, que provavelmen-
te o aera tambem de eapott, e que ji o foi da
namorada.
Deut 001 tcada I
Eu comecei aa cSeenae de provincia por etta
tragedia detconbecida, em primeira lugar, por-
que te quiz, 6 meu cara Agostinho, dar urna pro-
va de eatima a da aaudade, relatando oa desva-
rios da la extraordinaria natureza e aa demasas
de amor de que faate victima.
Tu nio cooheciaa ti billn-letras, nem contie-
nas a poeaia, mu eraa um poeta e um sublime
poeta. O tea coracio linha vattiaaimas eosan-
cbaa para tudo o foaae poetite amor, e a tua al-
ma era um sanctuario de nobras affeiges. Foi
a toa vida um exemplo a a tu a morte urna lic-
gao a um, sacrificio.
Adorador da belleza moral, foste depz ella no
culto da mulher, nat extravagancias |da devogo,
oos recolhimeotot da tua tolitaria vida. Ahi a
procuraste como outroa a procaram oa arte, oa
sciencia, na gloria. Foste nm grande, J>em que
obscuro homem, a por isso eu te quiz dar este
testemunho solemne de taudade, sympathia e
admiragio.
A tengio subalterna, que me eaporeia, por
em lettra redooda os nomes dos meas illustres
imigos Fr, Joio Eleuterio' Lopea e da Sra. Aoto-
ninha, para ver aa lhe posso darc por longe
umt recompensa dos belloa dias, que tenho
pastado e etpero patsar, se Deus quizer, em sua
casa.
Ai 1 quando pagarei eu o saborosiasimo viobo
verde da sua adega e os famosos salpicos da
sua despensa ? leosei, de sahpaio.
{Commercio do Porto.)
Estados crticos por Leonel de Sampaio.
Antonio Augusto Soares de Pastos.
Elle dorme agora debaixo da trra o somno
dot> Mista : tarde para os panegricos da ado-
leci e para os ladridos da inveja ; nns e outros
se perderiam nos ares a n**cbegariam pene-
trar debaixo daquella lagea, que cobre os otsos
do poets no cemiterio da Lapa. A iodivtdualida-
de, que poderiamos ter na mira, desvaneeeu-se :
nio ha vaidade que excitemos, ou amor-proprio
que possamos ferir. Aqui a recudi, alm de de-
ver, necessidade : a parcialidade se convele-
ra em irracionalidade mooatruota.
Soaret de Pastos, pouco tempo antet de bai-
lar sepultura, viva cercado de urna aurola de
gloria, que a raroa poetas concedida nesta ttrra
ominosa para as letras. Rodeava-o um prestigio,
de que nunca ae logrou outro eteriptor ; o seu
nome, onde quer que era pronunciado, recebia
as demoostrages do maior acatamenlo, e nesse
momento se dava um fado, que devemos consi-
derar phenomenal nesta trra, e vem a ssr que
em applaudi-lo coocordavam unnimemente a-
quelies raetmos, que se fracciooam em multipli-
cados corrilhos, quando se trata de avaliar es-
criptores de maior vulto, e cojo merecimento
mais evidentemente incontestavel.
Serla isto aaaim, porque oa conhecimentos ar-
tsticos a litterarios estejam tio volgarisados oa
oossa trra, porqae as intelligencias se cultivam
com tanto esmero, porque as ideas relativas i ar-
te a i poesa se desenvolvam com reflexio lio
commummeote, que as bellezas de um grande
artista se popularisem apenaa manifestadas 1 Ou
seria o engenho de Soares de Passot de tio ma-
rarilhoso alcance e de urna natureza lio extraor-
dinaria, que o pozesse sobranceiro le, que
nunca nenbum de seas predacessores ae esqui-
vou jmiis, e que obedecer 09 deitinos de
seas illustres contemporneos, romancistas, poe-
tas, phylosophos, dramaturgos, historiadores, jor-
nalstaa ?
Eu, parece-me que o geral asseotimento da
opaio am dar a Soarea de Psssos as felieitagea
de sea bello eagenho provean em nio pequea
parte do modo como geralmeote se fallara da vi-
da e do carcter do illustre poeta. Vida perfecta-
mente monstica em isolago e virtudes, em rer
colhimento e exemplo. Carcter digno, carado
generoto e nobre, riquissimo de sympathias e de
feigdes, com que se ganha a benevolencia pu-
blica.
De mioUa parteeoofesso que, sendo seu con-
temporneo e vivendo de muitos anoos oa mes-
ma cidade em que elle viveu e morreu, como
nunca ae me proporcionou occasio de lhe ser
apreteotado em saa casa, nem acertei nunca de
o encontrar em lugar ou passeio publico, d'oode
elle refugia, deiiei-o morrer sem o levar conbe-
Desconfa, meu rapaz, disse-lhe o bario do
Amstadi, uui rabe meto morto aiada nm ho-
mem perteito.
Deixe estar, V. Exc, eu bem os conhego...
Abaixe-se, Pompidou, abaxe-se, ioterrom-
peu o bario. Ah L aasasiioo I
Dous tiros haviam partido quasi ao mesmo lam-
po, dirigidosum contra Pompidou, o outro con-
tra o bario. Essa dupla detooago choou no si-
lencio da noute, a aa immenstdade da solidao
com nm ruido prolongado aue se u*u em gran-
de distancia.
Ghrellab tlnha recodhecido Poaapidou pelo sea
acceoto gasean, e Pompidou dera a cuohecer o
bario Arnold.
Encontr singular I murmurara o bandido.
Leve-me Satanaz ae pensava oeste momento na
Suissa I Deixa-los vir....
E quando os cavalleiros o doscobriram, e delle
se approiimavam, continnou:
O* l I Dar-te-ha por acaso que esta mioha
existencia romntica toque j ao sea flm ? O cor-
vo que esvoegara ao lado aquerdo de Walter te-
ria viado de raras cantar-rae o requiticat in pa-
ce ? Nada I Ainda temos aqui duai cargas de pl-
vora a bala que vio esclarecer a qaeatio.
Ghrellab aacou do estojo de aarroquim, que
trazla stmpre preaoao seu cinto, duat excellentea
putolas de fabrico toglez, armou-at em ailencio
por baixo do seu buraout, e segurou urna em ca-
da mi.
O esseocial agora faaer boa pontaria, peo-
sou ; e nio eatou oa na atola do tiro do hones-
to Palerman em Heidelberg I Por Hercules I Es-
timara antes que estes vagabundos me deixasstm
em paz.
Eotretanto nao linha elle muito tempo de dar-ae
i estes a outrot arrazoados, porqae Pompidou
approximava-se. Achegando-se o mais que lhe
era possivel ao sea cavallo, com a cabega cabida
na areia, os olhos abarlos, e inamovel a pbyiio-
nomia, o renegado observara os menores gestos
do Gascio, e contava os seus pasaos : e a prove-
tindo-te de um momento em qua astt te rolla-
ra para o bario, ergueu detlramente o brago di-
reilo, apoiando-ae um pouco sobre o cotovello
esquerdo.
Foi nesta occasiio que Arnold precipitan-
do-se em soccorro do seu companheiro, excla-
mara:
Abaixe-se, Pompidou, abaixe-te I
Pompidou, astuto como urna raposa, deVTam
pulo para o lado, a te nivelou com o chio: po-
rem a bala linha tido dirigida por nm olho tio
exerettado, a arma fra manejada por ama mi
lio firma, qua atliogiu o aeu flm quasi no vdo. O
Gatco \ulgou larrecebido umt pancada no hom-
bro.
Eslou ferido I exclamou alie.
Ghrellab pouco mais ou menos sdJguro do ter
ioctdo no nu alvo, voltou-ie immediatamente
para o bario, e foi quando ouviu-sa o estampido
do segundo tiro.
Entio ? perguotou Pompidou.
Urna queda petada responden & esta pergunta :
cavallo e eavalleiro rolaram por trra. Pompidou
correu ao barioexclamando :
Saotasima Trindadt I que tutto horrivel me
causou Y. Exc. I
Est ferido de vert, mea, tUlgo? pejgitr,..
cido aeqaer de vitta, tasando apeon ama idea de
euat fefcoaa pato retrato, qa tppareceu na Re-
neta Contempornea.
ei ,u o retrato aat exacto ; ha quem
me afflrma qua eal, e ha quem me aasarara que
uao ; o eerto qaa tempre harer na gravara
alguna loo ge s do semblante do poeta, e au creio
descubrir nessa fronte ampliiiims, na exprettio
d aaaas olhos, oo torneio de todo ate rosto
estampa nio s do ultimo theor da vida do po-
_a e de tao carcter, maa tambem de sua alma e
assim foste o semblante do autor das poesas que
Igra e do homem quem ae attribuira umt vida
tio perfeita, virtuosa a pia. Outra nio devia ter
a face do homem que te votara orpbandade da
alma, viuvex perpetua do coragio, um lento
auicidio moral, i mait abnegada a mais aablime
das iiolaget. Nio quera outras feigdes no il-
lustre poeta qaa disse um adeus eterno a satis-
figei illusoriat do mundo, cooservaodo a placi-
dez da honra dos tumultoi do seculo, perman-
cendo virtuoso no meio da corrupgo I
Acontecimeotot providendaes. Eu, como ji
diste, nao cheguei a ter coohecimento com Soa-
res de Pasaos, e agora, reflectiodo no caao, aem
deixar de o aentir verdaderamente, cado, toda-
va, que por certo lado foi conveniente que elle
tiresse effeito. Contemplo o poeta n'um vago
nevoento, n'um meio crepsculo, e a mioha ima-
ginagio trabalha, ajudada por esta nebulosidade,
por esse vago horisonte, por essas longos msl-
distindos, em qaa me tpptrece a imagem do
poeta. Talvez que, se eu o coohecesse, muilaa
illuset, que hoje affago e acartono com a creo-
ga de que o nao aao, se desvanecessem, como
acontece eom tado o que real, com tudo o que
nio ideal, com tudo o que tem orna existencia
ditlincla fra do espirito.
Pode ser, mas actualmente ainda nio tive o
desengao. Vejo em Soarea de Pasaos ama rea-
lisago cabal das miohaa coojecturas, a vctima
de priocipios fatalmente lgicos, a persooiBcago
completa e acabada do poeta romaotico, ins-
cripto na etcola.artistica, de cujas ideas se em-
beber Soares de Patsot. Vou tomar as cousis
de mais longe, a esforgar-me-hei por ser com-
preheodido.
Supponhamos um homem, am poeta illustre,
um genio, urna vocago extraordinaria, que, de-
pois de muitos anoos gastos em inquirir os the-
souros da edueago moderna,depois de largos es-
tudos, porlada leituras, commercio aturado com
grandes celebridades, viageos loogioquas, expe-
riencia do que ha bom e mu. as civilisages
modernas, chegou a perauadir-se de que a scien-
cia urna mentira, oscabedaes da edueago urna
inalilidade, a arte am capricho apaixooado, mu-
tarel, individual, a religiio urna impostura, a phi-
losophia um charlatanismo e ama especulagio.
A sua cabega, verdaderamente doente, est
esetndecida por febre permanente. A aua razio,
destituida de principios, vaa em rpida decaden-
cia de dia para dia, eabdicou o seu senhorio as
mios do acaso. Iadisciplinadts paixdea o go-
vernam a aeu alvedrio.
A coosciencia nio ae anniqnilla, porque eolio
appareceria a morte,mas reina em toda ella a con-
fusio, a perplexidade, a desordem. A imagioa-
go resplandece com urna grande luz, mas essa
luz pode ser bem semelhaote da torcida, i qual
o azeite falta sbitamente, e que, antes de expi-
rar, langa um grande clario.
As sensagesea actividadeda vida real devorara
a existencia desse homem desgragado ; elle vive
a sent, mas as suas faculdadesdeperecem, a aua
inteligencia ae annuvis, oseu futuro medonbo.
Nao vos parece que urna morte dentro de pou-
co tempo aera a coosequeocia fatal de urna ca-
taatrophe to deploravel ? Nao vos parece que esse
desgragado nio poder sobreviver morte da
melsde de sua alma, decadencia do seu espiri-
to, i extinego dos sens grandes instinctos ? As-
sim seria, na verdade, se no meio de todss essas
oevoas, se no meio de todaa esaas borrascas nao
resplaodecesse ama luz, que luz de vida, luz de
salvagio, luz de esperanga. Urna vezes o co-
ragio, que, com o auxilio da organitagio activa e
vividoura, se apega a algum objeeto, qje elle
exempta do aoalrtema universal fulminado pela
intelligencia Outras vezes, o mundo exterior,
que.com o soccorro de urna teotibilidade exage-
rada ou de ama alma aunada para aa grandes
melodas da arle, contrabalanza os effeitos das
theorias ruios, que a razio indignamente aceitn
e protesta victoriosa menta contra o auicidio
moral.
Climas-bellos lesereve lord Byroo no Orien-
te, (2j jamis cabega de homem oe imaginou
aiiira em aeus pequeninos projectos de pensa-
meoto : jamis assim se esereveram as Utopias
feitaa para ensinar ao homem o que elle poderia
ou dereria aer... Oh I a chara natureza aempre
a raeima benigna mi I deixae-me saciar aos
peites, eu sea nanea saciado Olho I Naquelle
wnate he mighl be or he ought e naquelle her-
never-wean'ed child deacubro lord By-ron inteiro
e completo.
Lord Bavron perdeu-se pela cabega a salrou-
se pelo coragio. Os seus erros, diz sir Walter
Scott (3|, nio vinham de coragio depravado, por
que a natureza nao commettra a anomala de
unir tao extraordinarios talentos um seoso mo-
ral imperfeito, nem to pouco vinham de senti-
mentos morios para a aJmiragio da virvude De
onde viabam entio os erros dessa celebridade
o ai versal ? Vinham da fabega, vinham das con-
vieges, vinham das ideas, que sao o pi do es-
pirito e consiiluejn a nossa vida verdadeira. e
nao fosse aquello coragio riquissimo, onde as
- Creio que tenho um hombro quebrado : e
V. Exc. ?
Oh I quanto mim, nao foi cousa de cui-
dado. Sustive o cavallo tempo ; o pobre animal
rocebeu a bala na cabega, ecahiu. Pulei pela ga-
rupa, e aqui estou to e salvo. Has nio demos
tempo ao rabe de secuodar os seos tiros.
D-me urna pialla; eu vou esmtgar-lhe a
cabega com a mi esquerda.
A' um homem cabido? Nio: isto nio ge-
neroso. Deraais este eavalleiro fez muilo bem o
seu dever, e devemos poapa-lo. Talvez que aeja
um chefe, e tratando-o bem conseguiremos sabes
delle algumas noticias.
E' verdade.
O bario Arnold chegou-so & Ghrellab, e io-
mou-lhe em puro rabe :
Rende-te.
Podra naol se me acho preso e desar-
mado I
Atira as pistolas na areia.
Ei-lat.
E a tua espingarda ?
Ef'. junto de ti: separei-me della na queda.
De onde bouveste esla arma? perguotou o
bario admirado de ver ama excedente o rica ca-
rabina de guerra da fabrico inglez em lugar da
comprida espingarda.de qaa usam os chefes Ara-
bes.
Os judaus de Tnger m'a vedecam muito
caro. Dou-t'a de boa vontade, porque-s. o vence-
dor: tira-me porm debaixo do mea cavallo; de-
vo ter ji urna das peroaa esmagada.
Nio se preste V. Exc. a fizes o que elle pe-
de, ohservou Pompidou : teoha cuidado i
Eotretanto oio devo deixa-lo ficar naquelle
estado.
Neste caso amarre-lhe aa mios. Ah I pati-
to Nio poder eu ajadar & V. Exc... o hombro
pesa-me quindenios kilos.
Jaras, disae o bario de Ghrellab, que nio
procurars ferir-me, nem escapulir em quanto te
eu desembaragar as peroas?
Nio sabes tu que os Uusulmanos tio des-
ligados pelo prophels dos juramentos quo fazem
aos ebristios ? Para que me pedes urna causa ri-
dicula ? *
Entio, attattino I exclamou Pompidou.
Fica ahi onde ests, que ests muilo bem.
Se tena medo de mim, amirra-me os bra-
gos, mis lirra-me as paross.
Muito custara Arnold usar para com o seu
prisionelra da precaugoes que atteslavam pelo
manos muita timidez e prudencia. Todava re-
tolvera-se a seguir os conselhoi de Pompidou,
quando felizmente descobriu alguna spahis que
voltavam de perseguir eafugenlar o rebanho. Ou-
via -se os pasaos precipitados dos seus cavallos,
oHinir das esporas, e ma das melaocaUca can-
goet, de que usam os cavalleiros indgenas em
vtigem, tobretudo noute quindoentnm em al-
guma expedigio feliz.
Bil Yi\ l'arbi 1 gtitou o bario para ot
spahis, tazando com ambas as mios ama especie
de bozna, e arrastrando a voz em cada syllaba
com tua tntooago particular aos Arabet de to-
dot oa faizes, que Ihes permute fizer-se oavir a
mearlo conversar em distancias prodigiosas.-
' Vude mim I flz um captivo I
10j cavalleiros deitaiam seas cavallos i galopo,
e chegaram pelo camlnho mala curto tamteem-
bara;arem com as carfts o espinhos, segando o
maravilhas da EtsroJ Ballets atinifeitidi do
Cosmos, na mulher, nos aentimaotot grandet da
alma, na arta, nos lancea Ibalraat da vida faziam
ama impreaaio tio desatada, qua t um talento
da mesma laia podarla afferi-la, 0 oio fosse etta
prodigslidsde de dons espiritosas, de qua Daos o
enriquecen, lord Byron nio chegtris os teus
irinta e aete anuos, ou teria desfechado orna pia-
lla no ouvido.oa teria morrtdo do dflr, de dee-
alento e melancola.
Esse homem. que foi urna dat mais extraordi-
nanaa naturezas poticas dos lempos modernos,
nio succumbiu s convicgdea sceptica, desanima-
doras, de que fazia ostentago. porqae no meio
das trevat de que volaniaramente ta rodeara ti-
oha cootervado acceza a tocha do eathasiasmo
tioha reagaardado dos encontrados tufoet de su
tempestuosa vida a luz do santo a paro amor da
natureza.
Das tres partes eo-exittentet e conttilullva do
homem, intelligencia, senlimento e materia, aup-
prlmiu urna, deiQgurou outra e apenas conservou
urna dellaa; porm, mutilando aaaim a natureza
humana,fazeodo-se preceptor de urna phllosophia,
que apenas toleravel entre os eetrondos da mu-
tica e do lyrismo de seus poamas, lord Byron
nio estancos a vida as suas footes, porque dei-
xou alma os seus mait bellote generotoi ins-
tinctos, o eothosiasmo da ottareza, O amor da
belleza, a f naa alegras da paixio, a esperanga
as maravilhas do santimento.
Alm disto, nio eram taes as disposices inna-
tas da conitiluigo do poeta, qaa lhe fadlifattem
rpida decllnagio no glorioso carao que eaceMra.
Toda a aua totimidade era am valcio da eham-
nis vivas. O seu genio era o fogo, o aeu cora-
gio padeca de febre continuada, a sua imagina-
gao arda em perpetuo incendia, a aua propria
organisago, favorecida peloa habitat a pela exia-
ttncia cosmepolitica do nobre lord, mostrara ma
aclirdade perigosa e fatal.
Nio era para elle a reaignaglo, a paz, a quieta-
gao, a tranqutllidade de-tas simas recolhidas e
fleugmaticas, que passam pela vida, per assim di-
zer, soohaodo e devaneando, e que, qaando feri-
dss pelas decepges da vida, quando penetradas
pelo gurae lancinante da experiencia, oa se con-
centrara em silencio inalteravel, oa, se se qaei-
xam, fazem-00 balbuciando e rotnando eat voz
baixa, dentro do santuario da conaciencia.
Appareceu depois do incompararel autor da
vPeregrioagio de Child-Haroldo r o poeta das
Meditages. Lamartine um progresto sobro
lord Byron. .
Temos aqui a analysar o novo espectculo, que
not oflereee a existencia e a ndole de nm poeta,
cuja celebridade hoje maior e maia popular do
que a do cantor inglez, j porque a Imgua em
que esereve goza de urna vulgsridade que oio tem
a liogua ingiera, j porqae o papel representado
no campo da poltica lhe abriu a porta paramis
larga nomeada.
A supposigo qua fazemos agora em parte
anloga que fizamos primeirameole e em parte
diatincla. O deaeovolvimento progressivo da in-
telligencia tem algum parentesco, mas ss evola-
ges operam-se em difireme sentido, a aegio da
experiencia nio preduz os meamos resultados,
circamstaoclas descoohecidas appareeam, novas
molas entrara a trabslhar.
O poeta estudou largos anoos, familiarisou-te
com as riquezas Iliterarias da aua e dat alheias
nagoes-, opolantou-se de ampios cabedaes de aa-
bedoria o de littertura. Assim preparado com as
armas de urna edueago esmerada, antrou no
mundo, quando raiou o di? assignarouo para sao,
com o coragio cheio de vida, crenc* a eaperan-
ga, palpitante de jubiloso sobresalto, acreditando
ua felicidade, no amor, em Deus, na amencia, na
arte, no futuro desconheerdo, na humanidade,
oas aipiragoes-da alma humana ; em lodo o que
o acaleniira aos primeroa diaa de [sua adoles-
cencia.
Maa viveu, eooheceu a vida. Aqai temes ago-
ra o progresso da idea potica. A aua razio,
amostrada peta ligues da vid*, castigad pelas
severas admoestegoes da experienoia racitlou al-
guns momentos quaodo o tufio da realidade a foi
visitar no alto de seus principios e conviegoes.
Hasgou-se a venda, desfez-se o engao, desvane-
ceu-se a illuso e nm arrepio mortal, corre todas
as bras inlimas e recnditas do coragio do poeta.
A imaginagio fica horrivelmente ooosleroada e
compraz-se de deeabafar as meie-pbantssticas
creaget a inquieiago, que della se apodera ; o
impulso trgico, a acgo funesta da existencia
desencantada manifesta ae em resultados pavoro-
sos, em phsntatmw medoohos, em desvarioster-
riveis.
Todo o interior do homem ae acha kanitoroado,
e esse abalo, que elle-sentiu,faz poca na sua car-
reira, nunca mais se peder esquecer I'
Todava, a edueago da intelligeucia foi severs
e methodica do raais, para que 01 priocipios,qua
faziam o aeu apoio, podessem tilubiar primeira
aggrestao da vida.
Neo ha esperanga de encontrar o bem; oa torra,
mas- a felicidade nio 6 intrnsecamente-impeesi-
val ; a razio eocontra multas vezeaa-duvida ao
cabo de auas iovesligages, mas a verdade esitte ;
a religiio oio pode aquietar inteiramente aa te-
merarias ambiges do espirito, mas ella oio d
nmaimpostura, e pelo contrario, a nica auto-
ra de salvagio para o homem oas tempestades da
vida- ;.a philosophia demasiadaoaenie atrevida
nas-auas concluses, eredula 'nosseus-priocpios,
ridicula nos seus dogmas, mas poda-coa verter-se
o'um instrumento til, quando a reflexio -sabor-
diaada ao enstno e direegio da aotoridade.
(Continuar-se-nw.)
costume, ao lugar, em que os esperava o bario.
Ghrellab laogou ara olhar inquieto sobra o no-
vo grupo ; maa tranquillisou-se qutsi logo, ob-
servando o respeito e deferencia coaa qaa os
spahis (que eram tres) aproximaram-ao de Ar-
nold.
Eis-aqui um primeiro perigo conjurado,
pensou elle. Como acabar esta siotmlar aven-
tura ?
Ghrellab conheci os costumas dos rabes era
geral, e da gente do Tell em parttcalar. Sibia
que o inimigo derribado seos ps deve ser logo
degolado ; a temia qpe os reeemvines tem con-
sultar o bario, ae dtsem ao divertiroento do
cortar-lhe a cabega.
Stm querer descobrir a causa do ascendente
que Arnold exercia sobre aquella gente, eam-
preheodeu logo qua smante liaba de resignar-
se um captireiro, que nao apresentava conse-
quencias assustadoras, o egualmente comprehen-
deu que para modificar o mais possivel os rigo-
res da sna situagio, cunanria-ihe occultarrcuida-
dotamente sua origem europea; e a. sua no-
maada ; a por conseguate haver-ae com toda a
prudencia com pessoas, cuja finura, astadas o
espirito de obtervagio elle con hacia de ha
muilo.
Ajudae-me a amarrar este honom, disse o
bario ass spahis, conduzamo-Ia ao acampa-
mento.
Apenas foi dada esta orJem, apearam-se os
cavalleiros, e apoderaram-se do prisioneiro.
Ghrellab prestou-se de boa vootade ao que dalle
quizeram fazer os rabes, eom teaeio de maioret
tormentos : ettendeu os punhoaque forana, liga-
dos, nio se queixoo da forga com que Ibo aper-
tar&m os rjs, e julgou-se feka veodo-ao eom as
parnas livres, que suppunka. elle as linha, fractu-
radaa.
O prophela escreou, disse sootenciosa-
menle procurando toca a piedade dos Ues spahis,
que os mos tratos que tnflingirdes i vossos ir-
maos serao am peccado atroz. O dia em que for
viada a hora os mios irmios tornar-ee ho qu-
dot, como os criminosos (3).
O leu prophela tio digno de riso como tu
t, responde o Gasean Pompidou. Advirto-te
que le diriges i spahis que beoem vnho em ple-
no rAamadqn ; assim deixi esta linauagem ri-
dicula e intil.
Os cavalleiros indigeaas, em vez de protetta-
rem contra etta respoata, pozeram-te a rir ale-
gremente, a deram um n de mais na corda que
ligara os pnaos do prisioneiro.
Agora partamos, disse Arnold em alleoajo ;
estamos longe do acampamento, e tenho atesta
em l chegar.
Um dos spahis cedeu o seu ctTallo ao bario :
Pompidou montou da novo queixaodo-se amar-
gamente das dores que senta 00 hombro : Ghrel-
lab toi amarrado pelos puchos 6 sella do segun-
do tpahi; ae passo que o'tarceiro lomou a fren-
te para descobrir o carinho. O que ficra des-
montado segua o prisiontiro para ealimula-lo 00
caso de quo eUe tlvesse a phantasia de diminuir
ou apretur o passo de mais.
[Continuar se-ha).
. (a) O dia da hora sigolca no Tcoran o dia do
julio final.
PIRW.TTP. PK M t. DE FARIA t FILBQ. t862,
-------. --------- jgy-


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