Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09523


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Full Text
'"
A1M0 UXVIU. ROMERO H7,
^
f
Por tres aezesadianfados 58000
Ptr tres mezes vencidos 6$000
DIARIO
----------------------------------
SEXTA FEIRA 21 DE IARC0 DE IS62.
Por nao adiantado 19|00O
Porte fraaco tara subscriptor
PEMAMBUCO.
MCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marque* da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lentos Braga; Cear o Sr.
. os da Oliveira ; Maraobio, o Sr. Joaquina
Marque Rodrigue; Para, Justino J. Hamos ;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL
Alaaas, o Sr. Claudino Fslco Diaj ; Bahi,
Rio de Janeiro, o Sr-
o Sr. Jos Martina Airea
Joo Partir Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todoa oa diaa aa 9)4 horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba naa aegundas
e sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garannuns naa tercss-feirai.
Pod'Alho, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viata,
Ouncurye Ei as qua. tas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoao, Una.Barreiros
sff Preta* Pimentelraa Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DB MARQO.
8 Quarto crescente aa 2 horas e 40 minutos da
manha.
15 La chela as 2 hora* 35 mina toa da tarde.
XI Quarto mi iante as 1 horas a 8 mi utos da
manha.
29 La ora aa5 horas e 4 minutos da manha;
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 80 minutos da manha.
Segundo aa 8 horas e 54 minutos da tarde.
FARTIDA DOS VAPORES COSTEIR08.
Para o sul at Alaaoaa 5 e SO; para o norte
at a Granja 4 14 e 29 de cada mez.
'AMIDA DOS MNIBUS.
a leS h. V ?,P*P* 6 *12. 7. 7 li. 8
e 8 1|2 da m; de Olinda s 8 da m. e 6 da t.; de
Jaboatao s 6 1|2 da m.; do Caxangi e Varita
s 7 da m.; de Bemfica s 8 da m.
i ?% Ve 5 i p,ra ^PC0S < 3 i2. 4. 4 1|4.
4 1|2, 5, 5 1|4,,5 1,2 e 6 da t.; para Olinda as 7
da ro. e 8 lt2 da t.; p,ra Jaboatao s 4 da t.; para
4tr e eo l 4 i{2 da Uj para Ben/co
PARTE OFFICIAL
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : aegundas e quintas.
Relaco: tergas aabbadoa s 10 horas.
Fazanda : quintas s 10 horaa.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orpbos: tercas e sextaa a 10 horaa.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do cirel: quartas e sabbados 1
hora da tarde.
Dito ao mesmo.Recommoodo V.
visfa do attestado junto em duplcala q
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 18 de marco
de lHa
OUlelo ao director da faculdade de direito.
Recebi o offlcio de V. Exc. desta data e lenho a
declarar-lhe em resposta que approvo a tabella
que me eonou, regulando aa horas do exercicio
das aulaa dessa faculdade, e com a alleraco, em
que conveio a congregarlo, de fuoccionar o len-
te da segunda cadeira do primeiro anno das 8 s
9 horas e o da primeira das 9 s 10.
Dito ao Exm. presidente da provincia das Ala-
goaa.Para que ae possa resofver acerca do que
que sohcitou o agente da companhia Babiaoa em
otncio de 27 de Janeiro ultimo, convem que elle
ministre os esclarecimentos exigidos pela conta-
dura de fazenda no parecer por copia iocluso. e
neste sentido aolicito de V. Exc. a expedico das
convenientes ordens.
Dito ao commandante das armas.Em soluco
ao offlcio que V. Exc. me dirigi em 15 do cor-
renta e aob n. 557. tenho a dizer-lhe que aos ci-
rurgioes do corpo de saude do exercilo, empe-
gados em differentes pontos da provincia no ira-
iament das pessoas indigentes, accommeltidas
da epidemia reinante ae deve abonar somente
pela respectiva folha os seus vencimentos milita-
res, correndo por conla do ministerio do imperio
a graliflcagao que esta presidencia houver de ar-
Diirar-lne pelos seus semcos; desle modo
que serao pagoa opportunamente oa que an-
da se acham empregadoa em semelhante com-
missao.
Dito ao mesmo.A' vista do que V. Exc. ex-
poz em seu offlcio n. 574 com referencia a infor-
mado do delegado do cirurgio mor do exercilo,
datado de 15 desle mez, o autoriao a mandar for-
necer a colonia de Pimeoteiras pela pharmacia
mimar os medicamentoa indicados em a nota in-
clusa por copia, alm dos de que trata o meu of-
flcio de 10 do crrente.Communicon-se ao di-
rector da colonia militar de Pimenteiras
Ditoi ao provedor da Santa Caaa da Misericor-
7,Aeirado d0 que V' s" "P5e em eu ofB-
cio de 10 do conenle, tenho a dizer que fac ad-
mittir no hoapital da caridade logo que houver
vaga o pardo de nome Jos Mendes, a que ae re-
ere o meu offlcio do primeiro do corrente.Com-
municou-ae ao chefe de polica.
naDv 2 insP6Cl0r d thesouraria de fazenda.
ve v. s. as suas ordens para que seja pago em
os den jos lempos a prestado de 159000 raensaes
que o aegundo lenle do quarto batalho de ar-
timaa ap Jos Antonino Ribeiro de Freitas
pretende, como declara no incluso requerimeoto
consignar de seu sold a Joaquim Rodrigues Ta-
vares de Mello.Communicou-se ao couimao-
daote daa armas.
S. que em
que me foi
remellido pelo brigadeiro commandante das ar-
mas, com offlcio de hontem sob o. 571, mande
pagar ao aoldado do dcimo batalho de infante-
ra Leoncio Baptista Barreto, a quaolia de 8*000
ris, a que tem direito por haver capturado o de-
sertor do mesmo batalho Lucindo de Assis Bar-
bosa.Communicou se ao commandante das ar-
mas.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que o se-
gundo lente do quarto batalho de artilharia
ap Jos Anlonio Ribeiro de Freitas, vai para
corte pralicar na escola do tiro como declara-me
o brigadeiro commandante das armad em offlcio
de 15 do correle.
Dito ao mesmo.Communico V. S. que em
14 do correte o paisano Pedro Gomas de Abreu,
deixou de occupar o lugar de servente do hospi-
* mTH**!' no l,usl o '8 substituido por Jo-
s Clarindo, como me participou o brigadeiro
commandante das armas em offlcio de 17 desle
mez.
Dito ao inspector da thesourari provincial.
Informe V. S. com urgencia, acerca da ioclusa
conla, enviando-me urna copia doa contratos ce-
lebrados em o anoo passado, para publicaco do
expediente da aecretaria do governo e outros
servicos de impresso.
Dito ao commandante da estacio naval.Em
resposta ao offlcio que V. S. dirigio-me sob n. 28
e data de 14 do corrente, tenho a duer-lbe que
foram nomeados e poslos disposijo desse con-
selho, am de servirera de vogaes no conselho
para julgamenlo do commissano Silvestre Igna-
cio do Bom-Successo os capitea do quarto bata-
lho de artilharia Tiburcio Hylario da Silva la-
vares e Luiz Franciaco Teixeira ; podendo um
delles ser dispensado, visto que, reunido-se j
o cooselboo primeiro leoente da armada Esoes-
to IgoacioCardim, deve fuoccionar nelle sem in-
conveniencia do aervico como declarou-me o ca-
pito do porto no offlcio por copia incluso.Com-
municou-se no mesmo sentido ao commandante
das armas.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Remello V. S. o incluso conselho de juramen-
to do Cabo, Antonio Annea da Coala, aQm de
ser cumprida a aeoteoca nelle proferida em
ultima instancia, inslaurando-se novo processo
| contra o referido cabo na forma da mesma sen-
' tenga.
Dito ao inspector da saude publica.Em viats
do que pondera o Dr. chefe de polica no offlcio
junto em original, que me ser devolvido indique
Vmc. as proviociaa que julgar conveniente a se-
melhante respeito.
Dito ao juiz de direito do Brejo.Devolvo-lhe
copia os offlclos do Dr. chele de polica n. 115
de 23 de Janeiro ultimo desle anno, e do delega-
do do termo de S. Bento de 30 de dezembro ul-
timo, acerca doa quaea ioformou essa juizo em
data de 14 de fevereiro prximo Ando, com ree-
rencia a priso e soltura do criminoso Jos Ven-
ceslao Alves Gameleira pelo juiz de paz Francia-
co Cordeiro Lima Falco, bem como a resposta
por este dada em 12 do mez passado, afim de
que solicitando da respectiva auloridade policial
as necessarias ioformacoes, responsabilise aquel-
la juiz de paz no caso de verificar que Game-
leira era com effeito indiciado em crime inafian-
cml.
Dito ao juiz de paz do primeiro dislreto da
freguezia de Agua-Preti.Respondo ao seu offl-
cio de 12 de fevereiro ultimo, dizendo-lhe que
nao estando concluida a qualificaclo desle aono,
como declara Vmc. no citado offlcio, deve servir
a do anno paasado na eleic,o de juiz de paz e ve-
readores a que abi ae est procedendo como de-
terminan) os avisos do imperio n. 117 de 30 de
abril de 1849, 7 de agosto de 1860 e 15 de Janei-
ro de 1861 S 2o.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
ymc. entregar ao commandante do nono bata-
lho de infamarla, como aolicitou o brigadeiro
commandante das armaa em offlcio de 17 deate
mez, 50 espiogardas raiadas com bsionetas, no-
necas coilas e correles. 50 accessorios ou eato-
jos e duas al^apremaa ou monta-molas, que vie-
ram da corte o vapor Oyapoc*. com destino ao
mesmo batalho como consta do conhecimento
Junto.Communicou-se ao commandante datar-
mas.
Portarla.Os Senhores agentea da companhia
kraatlaira de paquetea a vapor mandem dar trans-
porte para a corle por conla do ministerio ds
guerra no vapor Api. aos recrutas Silvioo Mar-
O0Z de Souia e Jos Pereira ds Silva, alm do
que se menciooou na portarla de 17 do corrente.
Commuoicou-se so commandante das armas.
Dita.O presidente da provincia tendo em
vista o que requeren o 2 confereote da alfandega
desta capital, Joaquim Ignacio de Carvalho Man-
dones, e bem assim as informaedea ministradas
a esse respeito pelas repartidas competentes re-
solve conceder-Ihe 2 mezes de licenga com ven-
cimentos para ir a corte propor-ae ao lugar de
ajudante do stereometra da mesma alfandega.
Expediente do secretario do
governo,
Offlcio ao commandante das armas.O Exm.
v Pfs,aen,e da provincia manda communicar
1 Exc- que por despacho desta data auloriaou
o director do arsenal de guerra a mandar con-
certar os objectos pertenceutes a companhia de
vallara e a que alinde o offlcio de V. Exc. 'de
17 do correte sob n. 575.
Dita a thesoursris de fazenda.De ordem de
i'v a SJ- DresideQte da provincia transmiti
, ss 4 inclusas ordens do Ihesouro nacional
ns. 46 a 50 menos 49.
Dito ao bacharel Bartholomeo Torquato de Sou-
za e Silva.S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia manda declarar-lhe em resposta aoaeu offlcio
de 2i de fevereiro prximo fiodo, que fica intei-
rado de haver V. S. naquella data aasumido aa
funcQoea do cargo de promotor publico da co-
marca de Flores, para a qual fflr nomeado por
portarla de 18 de Janeiro ultimo.Commuoicou-
se a tbesouraria de fazenda.
Despactaos do dia 18 de mar^o.
ftcquerimtntos.
Absixos asslgnados moradores na ra do Quei-
mado desia cdade.Informe o Sr. director das
obras publicas.
Antonio Marlins.Prove o que allega.
Capilo Basilio de Amorim Bizerra.Passe por-
tarla coocedendo tres mezes de liceo;a.
Frsnklin Alves de Souza Pslva.Informe o Sr.
Dr. juiz municipal do termo de Nazarelh.
Jos Paulo do Reg Barreto.A thesouraria
provincial deu-se o esclarecimeoto preciso acerca
do que requer o supplicante.
Jos Rodrigues Paes.Deu-se a providencia
que no caso caba.
Ricardo Pereira da Costa.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazeoda.
Thomaz da Cunha Lima Caotuaria.Informe o
Sr. Dr. director geral da inslrucgo publica.
COMMAND DAS ARMAS.
Quartel-ffeneral do commando das
armas de Pernambuco na cldade
do Hecife SO em de marco de
I DAS DA SEMANA.
|17 Segunda. S.Patricio ap. da Irlanda.
18 Ter?a. S Gabriel archanjo ; S. Narciso are.
(19 Quarta. S. Jos esposo de Nossa Senhora.
20 Quinta. S. Martinho Dumiensearc.
21 Sexta. O precioso saogue de Jess Chrifto.
22 Sabbado. S. Emigidio b. m.; S. Beovenuto.
23 Domingo. S. Flix e seus compaoheiros mm.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a livrsria da praca da Indepen-
dencia ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figuei-
roa deFaria & Filho.
18G5.
ORDEM DO DIA N. 50.
E de esperar que se coisigsm os resultados
por estes meios, e s elles podem decidir o que
necessario fazer, e qual o momento opporiuno,
porque s elle, e soba sua responsabilidade como
executorda vootade nacional, pelo coohecimenlo
que deve ler, e que s a elle cumpre ter, pode
julgar do verdadeiro estado daa cousas, e da op-
porlunida le e da medida da aeco.
c Nem a sua digoidade nem os interesses ds
naco comportariam nunca que se deixasse ar-
restar.
Na qaesto romana trata-se principalmente
um grande triumpbo moral, no qual esto lnte-
ressadas as consciencias doa calholicoa sinceros
de todas as narres civisadas, e da naco italiana
em particular.
J se vem os fructos da moderado dos ita-
lianos, e a sabedoria que tem mostrado nesta
obra, e o governo de el-rei tem occasio de se
ltsongear pelo xito alcangado. A livre igreja e
o estado livre inaugurararn urna nova ordem de
cousas de que os Italianos podem tornar-se ini-
ciadores combinando-so com juizo e moderarlo a
respeito do programma de civilisago entre a Ita-
lia e o pontificado programa que oa Romanos ma-
nifestaran) oestes ltimos dias com a sua antiga
concisio e sabedoria. Masemquaoto o governo
de el-rei emprega toda a sua diligencia na ques-
lao de Roma, de que os partidos e as fraccoes
abusam para nos differentes, carece de toda a sua
autoridade moral e de toda a confianca dos povos.
Tem a consciencia de nao haver desmerecido,
e em face da gravidade dos acontecimentos, en- '
tende que a aua obra nao deve ser perturbada
nem pelos enthusiasmos inconsiderados, nem por!
meio de manifestacoes estrideotes de que os ca-'
tholicos possam tirar urna razo para estar em '
desconfiaosa contra os verdadelros sentimentos !
dos Italianos, ioterpretando-os mal, ou duvi-'
dando da autoridade do podergoveroamental, que i
urna garanta dessjada de todo o mundo e ne-
cessaria a todos.
Dignai-vos, seohor prefeito, esclarecer a opi-
mao publica da provincia que administraes, de
maneira que ah se nao pense em desviar ot em
sahir das regras de moderarlo, e usar de toda a
vossa auloridade para impedir que se fagam ou
que ae renovem essas manifestacoes que o go-
verno coosidera como inconvenientes para urna
nago grande e forte, e constituida de maneira,
que possa, por intermedio dos seus representan-
tes, manifestar aa suas aspiraces e as suas too-
tades.
(Assgnado)Ricatoli.
mo propnos para salisfszer os desejos da naco.
causas fundamentaos pelas quaes o tribunal me
condemnou A minha pena, em coosequencia
da minha delicada saude, para mim pena de
morle ; mas meus caros irmos. se eu nao ti-
vesse urna s, mas sim mil vidas, eu as sacrifica-
ra todas com traoquillidade christa sobre os al-
tares da santa causa do nosso Divino Redemptor
Jess, s pengosque me cercam, ou que ainda
me podem cercar, sao pequea cousa para mim.
que aspiro nicamente ao perdo do nosso pai
celeste, seguiodo o camioho que me tracou o seu
dedo poderoso por meio do seu Divino Filho Je-
ss. O pengo da minha vida o bem da minha
alma, e ae, para manifestar aos desgarrados o ca-
minho da vida eterna, devo soffrer o castigo dos
riomeos, nao fago caso desse castigo, porque a re-
compensa offerecida pelo nosso amado Pai a
nica verdadeira e certa. (Jen. V 2 )
Vosso humilde irmo no Senhor
Manuel Matamoros.
(/orna! do Commercio, de Lisboa.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
L-se no Journal dtt Debatt:
Temos por diversas vetea fallado da perse-
O general commandante das armas iulga con-; gul5ao rel'g'" que ae faz em Despacha contra
veniente fuer puoiico a sua ordem do oa n. z <" r"1.'!"00 "">"' le beapaoboea que professam
due a circular do ministerio da fazenda n. 17 d eVglao. Prol***nte. Um delles. convencido de
Tendo de tomar assento na cmara temporaria,
o Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino Nunes Gon-
Qalves, pedio e obleve sua demisso de presiden-
te desta provincia, em cooaequencia do que, e do
desejo de repousar alguos dias das fadigas da ad-
ministrado, passou hontem as redeas do governo
ao Exm. Sr. Dr. Joaquim Pires Machado Portella,
segundo vice-presidente, cujo nome e anteceden-
tes, garantem a boa marcha dos negocios pbli-
cos, visto que quando se acha S. Exc. revestido
das funecoes de qualquer cargo, esforga-se sem-
pre por mostrar que sabe comprehender a con-
fianza nelle depositada, sendo sempre tambem
urna realidade a cquidade e a justiga que delle
esperam seus governados. Na aaudamos, pois,
S. Exc, e desejamos-lhe prospera e feliz presi-
dencia.
A administrado do Exm. Sr. Nunes Gongalves,
que vem de lindar, foi urna das mais calmas e
ft"* que lem01 ,i',0 Podenao s- Exc, aju-
dado pelas boas dsposigdes do ornamento vigen-
te, slliviar os cofres provinciaes de urna parte dos
veixamesem que o collocaram providencias me-
nos pensadas.
Apezar de haver lutado com a terrivel epidemia
que ainda nos assols, S. Exc. nao esmoreceu, e
ao contrario, com suas acertadas medidas, pode
conseguir a dimiouico do mal, fazendo-o com-
bater por toda a parte, afim de mais depressa ex-
pelli-lo de nosso centro.
Aguardando a chegada do prximo vapor para
o sul, S. Exc. ficar alguna oas entro dOb. re-
pousaodo das lides por que acaba de passar.
25 de fevereiro de 1861, explicando 'obse'rvaco L!,r.de,friorad2 "2a l"d"cco da Biblia em lin-
1* do paragrapho Io do art.58 do regulamento de !.- ?",_?r' Manuel Matamoros, foi coodera-
26 de dezembro de 1860, declarou suieilos ao sel-1 Da? Dfna de e4e aDDOS de Sls' Nao esta a
lo os requerimentos em que se pede peamento TlclllD .d< Principios de intolerancia ios-
do moota-pio. meio sold e outros idnticos que I C'Tl%J? Sod-IB, he,P."hto1- .,
podem por si s dar principio e constituir um pro- ; D \,- g ". lo,orraSoes torneadas pelo Clamor
cesso administrativo de oatureza graciosa ou con- ruolxo0' a,Dda eslao Psas em Malaga olio pes-
teciosa, em cujo caso nao esto os em que se !188rPor 2?" de re,,8o. e'e em Sevilhs, tres
pede certido. i fm fauada, sem contar as prisoes que tem tido
Faz publico outrosim. que hoje segu para a f" ei B,rcel""- '
corle no vapor Apa o Sr.V lente do 4 b.U- -SSiffl&f1
Ihao de artilharia ap Jos Antonio Ribeiro de "^a/ape8"f'ded"'
PEKNAMBUCQ.
Freitas, com o Um de praticar na escola do tiro.
Assgnado. Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capilao
ajudante de ordens encarregadodo detalhe.
EXTERIOR.
ITALIA.
Cordova e Jan. Entre os
contam-se muitas mulheres e
esete aDoos. De Malaga, Gra-
nada e Sevilha, mais de cincoeota chefes de fa-
milia tem sido obrigados a emigrar pan fugiraos
rigores da le, deixsndo suas mulheres e filhos oa
, mais completa destituido.
| < As autoridades hespaoholas sentem todo o
| odioso desta peraeguicao ; deata maneira tratara
de engaar a opioio publics, apresentando as
pessoas presas oucoodemnadas como culpadas de
conspirado, e cobrindo de pretextos polticos
! estas absurdas violencias, que sao um ultrage
1 razo,assim como humanidade Mas nao apoiam
esta allegado em prova alguma. A verdade
I moros nao outra cousa mais do que um crele ;
p hiuus au c uuu j Luusa mois ao que um crele
t urna circular do ministro respectivo ds san- a nica faeco que serve, com perigo das gales'
. N foTrDp dP""i de Bolonha : a evanglica ; o nico chefe de partido que con -
n. tr.F. K.Bolooha 16 de junho de sent em seguir cusa da sua liberdade e da sua
Io#0. ci,). /. l.ail, (M,.;.,,. 17..K. -___^.j^r________ ..
, vida, Jess Christo. Estes verdadeiros senti- '
n-in ,ornaes IDnuciam s fuga do principe Na- : mentos consignou elle em urna carta dirigida em l
... !!"J)"t5,-d0_ *a,,e1!? .de .Ha. ond8 e 3 de de"mbro ullimo commisso de alliatca |
evanglica de Pars. Julgamos que nao deixar
de lar interesse um extracto dessa carta, para que
oa leilores possam, por si mesmo, julgar, que
a paixo criminosa qne vo cooduzir a um presi-
dio o infeliz Matamoros.
Priso da audiencia. Granada, 30 de dezem- i
bro de 1861. I
Muito amados e hooradoa irmos em nosso!
Divino Redemptor Jess Christo :
Depols de 15 m,ezes de vexscjio, e de ums I
espionagem continua e deshumana, acaba de me
ser notificada a aentenca do tribunal inferior.
Esta senlenca consiste oa peno de sele annos de
gales, e na de tncapacidode perpetua com o pa-
gamento da cusas. O meu companheiro de pri-
ao, o Sr. Alhama, foi tambem condemmdo a 7
aonos de gales, e oulro companheiro a 4 annos
da mesma pena. Os dermis, contra os quaes o
procurador geral pedio a peoa de 4 e 7 annos de
gales, fonm absolvidos, e sollos sem cusas. Di-
versos fugitivos foram igualmente condemnados
por cootumatea a 4 annoa de gales; mas alguna
delles, achaodo-se nos Estados-Uoidos, e tendo
pela maior parte bavido engao nos seus nomes,
a senlenca nao llies poder ser applicada.
O crime pelo qual me coodemnam a sete an-
nos de gales o de tentativa para abolir ou mu-
dar no Hetpanha a religiao catholica, apottotica
romana, crime previsto palo art. 128 do cdigo
penal. A esta pena accrescentou-se a de incapa-
cxdade perpetua e o pagamento das cusas.
Caros e honrados irmos, esta noticia ha de
entristecer tslvez os vossos cora;ea compadeci-
dos, e certamente nao esperaveia urna semelhan-
te senleogs no seculo em que vivemos; mas se
considerardea que sou hespaohol, e julgado em
Hespanha, a vossa aorpreza deve deaapparecer.
Sim, meus caros, disse-vos ha lempos, que as
influencias inquiaitoriaea dominara as regiea
mais elevadaa do eatado, e esperar outra cousa
doa nossos ioimigos neste infeliz paiz, seria es-
perar muito.
Aa leis que dictaram um espirito anti-ehris-
tao, esse espirito inquisitorial, lo fatal ao mundo
christo, regem ainda na minha patria, para sua
desgraga, e para a perda de urna lofluidade de
almas. Mas se esta deigraca, que peaa sobre a
minha patria, me affecta e me entristece profun-
damente, meus caroa amigos, nao acootece assim
com a senlenca que me ferio ; nao, os nossos ioi-
migos duvdam talvex, maa eu vo-lo fsgo saber
para que todo o moodo fique ao facto dlato; est
sentenca causa-rae urna inefravel alegra, porque
para mim um dos fados mais gloriosos da po-
bre historia da minha vida, e essa alegris essa
gloriosa satisfago ha de augmentar a medida
que augmentar a parte que deve caber-me de
aflliccao de Christo. (S. Ped IV, 12, 13.)
c A minha pereeveranc.a oa lei protestante, o
meu zslo em propaga-la oa priso, a manifesta-
co dessa mesma f permute o tribuosl de Bar-
celona* os meua humildes esforcos pela mslor
propagaco da f christo em Hespanha, sao as
acnava preso, e dizem que elle teota penetrar se-
cretamente nos Estados pontificios, para ali pro-
vocar desordena. '
Previno disto a V. S. illustrissima, afim de
que, seoundo as ordens que recebi da autoridade
superior, procure alternamente na sua jurisdic-
co, prender aquelle individuo se ousar penetrar
ali, conservaudo-o aob guarda segara at nova
ordem.
O commissario extraordinario:
Em seguida publicamos a circular que o baro
Kicasoli dirigiu aos prefeitos, e a que nos referi-
mos n urna das ultimas revistas. Esta circular
datada de 4 de fevereiro :
O governo do re prosegue no umprimento
dos desejos que a nago maoifestou por meio dos
seus representantes legtimos ; emprega todo o
seu cuidado e toda a sua actividade em fazer com
que as provincias do reino gozem do beneficio
das iustiluijoes livres, e em completar a uoidade
e a independencia da Italia. Todava, encontr
duis especies de obstculos na sua carreira, mas
oaturaese inevitaveis, que consistem no interes-
se e as paixes que lem encontrado a aua satis-
faca o aob a admioistraco de governos que ca-
imana em face do direito e da vontade da naco
oa outros, que se derivam de partidos que, pro-
essando aspirares semelhaotes s do governo,
queriam substituir-se a elle na aeco que s per-
tence a esse governo comegar e moderar, para
que seja reapeitada e efflcaz. Para veocer os obs-
tculos da primeira especie, preciso ao gover-
no, tanto urna auloridade material, como urna
grande autoridade moral; porque oa ioimigos da
liberdade e da Italia teem um concurso certo, ac-
tivo e ofatigavel no principio religioso de que
abusam, poderoso por tradicea seculares e por
crengas uoiversaes. Mas como esto em con-
iradiccao maoifesta com o direito e a vootade da
naco, tem sido redozidos impotencia pela for-
ca da opioio publica na Italia, e cahem por ai
diante da ameaca da lei.
Todava, oecessaria vigilancia e preeaugo
contra esses ioimigos, porque, em nome dos prin-
cipios religiosos, s induzemem erroasconscien-
C"h* ?"oranlM B crdulas, e s os impeliera
rebeliio, e para que a reprsalo seja prompta
e rigorosa no caso de irem mais alm.
Comludo, importante vigiar igualmente
aquellesque, quer aeja de boa-f,quer aeja com
pos secretos, fazem da quealo romana um ios-
trumeolo de agitacio popular, trstam de excitar
desconfiancas e auspeitas para com o governo,
embara$am e impedem o andamento da obra pre-
leodendo auxilia-la.
* N'ou o n'oulro caso, grave o prejuizo que
pode soffrer a causa oaciooal. O governo de el-
rei declarou solemnemente por qae senda e por
que meioaeoteode dever ir at Roma ; essa sen-
da e esses meios foram-lhe indicados polo parla-
mento nacional, e sao os ooieoa indicados pala
lgica dos (actos e pela oatureza das comas co-
i
REVISTA DIARIA-
Falleceu hontem por accommellmenlo do
cholera o Sr. Fraocisco Joaquim de Oliveira Ba-
duem.
O flnsdo a quem dedicavamos amizade, era 2*
escriturario da thesouraria provincial, de Cujos
vencimentos tirava parcamente a subsistencia para
si, sua mulher e tres llhinhos, que ahi fleam na
viuvez e na orphandade maia peourlosa poaslvel;
porque este sempre o futuro do empreasdo pu-
blico. r
Honrado pai de familia e amigo preslijnoso,
passou sua vida as pro'acea mais penosas, como
fiel sectario da qualidades lo eminentes, que ja-
mis serao olvidadas pelos seus amigos; que do
Eterno supplicam descanso para sua alma.
Sr- Dr. A. Marques Rodrigues acaba de
dar estampa na provincia do Maraoho um
livro imporiaotissimo para a leitura publica das
escolas primarias.
O Livro do Povo, como elle denominado, por
si mesmo recommeoda-se ao apreco quer do ho-
rnera de leltras, quer do ignorante ; porque nelle
mana a lico naturalmente, baseada na vida de
Chriato, e em productos pralicoa da experiencia
mais illustrada.
Muito podersmos dizer acerca do seu mrito,
mas contentamo-nos em traoscrever da Coalli-
cao o artigo seguinte. no qual os nossos leitores
acharo o deseovolvimeoto simples e conscien-
cioso do que seja o Livro do Povo, cuja leitura re-
commendamos, sen lo para desojar que fosse
adoptado para uso daa escolas primarias.
O Sr. Jos Mara Correa de Friss acaba de dar
estampa um substancial volume, intitulado: O
it>ro do Povo.
O Sr. Dr. Aotonio Marques Rodrigues o au-
tor de to precioso volume ; autor modesto, le-
vando mais em mira o ioteresae da nossa moci-
dade do que a gloria do aeu nome. Mas, esta lhe
pertence, juslica feita ao bom direito que ad-
quiri.
A publicaco do Livro do Povo um facto
que nao pode passar desapercebido. Foi olmelhor
presente que o Sr. Dr. Marques Rodrigues poda
(azer aos alumnos das nossas escolss publicas e
em geral aoa meninos da nossa provincia.
< Offereceu-lhea um ihesouro sem ex gir re-
compensa, calando at mesmo o seu nome, para
furia-lo aoa encomios.
c O Licro do Povo compe-se da vida de Nos-
so Senhor Jesu9 Christo, escripia por J. J. Ro-
quelia e inspirada pelo padre Royaumont; de al-
guna extratos do Simo de Naotua de Jussieu ;
do bom homem Ricardo de B. Pranklin : ida mo-
ral pratica, do Vlgaiio, do Professor primario, do
Brasil, de mximas e seotencas, doa deveres dos
meninos escriptos pelo Dr. Marquea Rodrigues e
da hygiene em forma de rifaos rlmadoa pelo Sr.
Luiz Felippe Leite.
< Cada pagioa do Licro do Povo um raanan-
cial de religiao, moraiidade, respeito, utilidades
e Jucralivo ensino.
c Livros como esse sao os que devem' eneber
as mos, os olhos e o espirito da oosaa mocidade.
O Livro do Poco nao lem o menor veneno, a maia
ligeira auperfluidade ; as suas 200 paginas sao em
todas aa lionas substanciaea e muito.
c Pode lelo a infancia, a juventude, a virili-
dade e a propria velbice.
Todoa encootraro alii um conselho a tomar,
um precedo aprender, um exemplo paral imitar.
a A boa essencia do Livro do Povo est uoida
a pureza da lioguagem, a maia correcta; dicQo.
Desse livro os Irabalhos do Dr. Marques Ro-
drigues sao multo recommendaveis.
a O Ptaarto e o Professor primario sao typos
dignos da maior imitaco entre nos. Se, como os
do Livro do Povo, fossem os nossos vigarios e
professores, muito feliz seria a noasi commuoho.
c A Moral pratica o resultado cloquate do
quanlo se gaoha com o eatudo e com tasa qual-
dade do espirito que nos tas separar o joip do tri-
go. E um louvavel trabalho de pacieneiaL recor-
dares luteranas a do mala ao criterio. |
a A noticia aobre o Brasil, com ser resumida,
nada perde de aua importancia. Colhe-ae nella
ludo o que a ta reapeito noa pode ser til, quer
em atteoco geographia. oosaa organiaaco po
lilica, ou i no tocante agricultura, productos
das diversas proviociaa, ealalistiea, etc.
A* mximas e os devtrss do* meninoi sao pa-
ginas interessantes.
< O Sr. Dr. Marque Rodriguts deu-nos o born
e o barato. Cada exemplar do seu livro costa a
mdica quaotia de 320 rs. E' um volume para
todos; o pobre nao o ilota daa leltras.
'< Promoveodo urna subscrtpQo eatre 35assig-
nantes, ple o Sr. Dr. Marquea Rodriguea offe-
recer gratuitos 1,800 exemplares aos alumnos das
oossas escolas publicas. Ainda bem que isso nada
custou ao ihesouro provincial. z>
Por sentenca do Sr. Dr. Manoel Gentil da
Costa Alvea. aubdelegado do 2o districto da fre-
guezia da Boa-Vista foi condemnado Damio
Goncalves Pacheco dous mezes de priso e mol-
la correspondente metade do lempo por haver
commettido o crime previsto no art. 297 do cod.
criminal.
A direceo novsmente eleita do Novo Banco
de Pernambuco, fez d'entre ai a seguinte elelco :
_ Para presidente.
Manoel Connives da Silva.
. Para secretario.
Jos Pereirs Visnna.
Para directores gerentes.
Luiz Anlonio Vieira.
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Abaixo publicamos um attestado, passado
por pessoas de considerarlo, moradoras no quar-
teiro do Chora-Menino, que attestam a conduc-
ta e moraiidade do iospector d'ali o Sr. Vicente
Ferreira da Silva, de quem nos oceupamos em
urna de nossas Revistas passadas :
Nos abaixo assigoados, moradores na Passa-
gera da Magdalena, altestamoa que o Sr. Vicente
Ferreira da Silva, actual inspector do Chora-Me-
nino, nao scomo particular um homem mori-
gerado e de conduela exemplar, mas ainda como
agente policial, ae tem portado com todo o zelo,
actividade e circumspecQo desejaveis em taes
agentes ; sendo que nao nos consta, que o aupra-
dito seohor tenha desacatado, nem promovido
desordens com individuo ou familia alguma, an-
tea sua actividade e prupdeocia que a paz e a
ordem neste lugar devem a sua estabelidade.
Passagem da Magdalena 17 de margo de 1862.
Antonio Jos de Castro, Jos Joaquim de Oli-
veira, William H. Davis, Aureliano Augusto de
Oliveira, Francisco Xavier de Oliveira, Claudiano
Oliveira, Julio Barbosa de Vasconcellos, coose-
lheiro Dr. Pedro Autran da Matta Albuquerque,
Antonio Jos Mauricio, Joaquim Jos da Fonse-
ca, Jos dos Santos Nunes de Oliveira, Caetano
da Silva Azevedo, Antonio da Silva Azevedo, Joo
Roberto Augusto da Silva, Aotonio Pinto Osorio,
Fr. Antooio de Santa Anglica Pimentel, Jos
Feliciano Portella, Manoel Aotonio da Silva Rios,
Manoel Antonio da Silva Rios Juoior, Joaquim
Beroardinode Castro Rios, Jos Pedro daa Neves,
Manoel Joaquim de Faria, Francisco da Silva Pa-
ria, Aotonio Joaquim de Faria Jnior, Francisco
Jos da Coata Araujo, Jos Antonio de Carvalho,
Antonio Buarque de Gusmo, Jos Antonio Lopes
Guimares, Francisco de Paul Diaa Fcruandea,
Manoel Jos: da Fonseca Hariz, Antonio Joaquim
de Faria.
Em seguida damos a carta do
0 Dr1 Ti-ri-lol ao ainet'ro da sf.
Com allenco li a vossa,
Do dia dozo datada ;
Que fatal a badalada
Noia sendo esta vez?
Cuidado, nao gracejis.
O sino grande pesado ;
A vista do succedldo.
Vos podieis ter sahido
Voaudo,. que horrivel qusdro I
A' esparralhcr-yos no adro.
A trislonha narrarlo,
Que fizesteis do passado,
Deixou-me asss contristado:
Pesaroso o raeu Vicente,
Conta o faci a toda geole.
Masamigulnho rollando,
A historia do grande sino,
Vos livesseis pouco tioo ;
Mostra d'arte pouca traca,
Quem com ella se embaraza.
Eu vos desculpo porm,
Que tambem pela velbice,
Talvez na mesma cahisse :
Estamos j muito gastos,
Fazemoa c'um p doua rastos.
Vamos agora ao que ha,
De novidades caseiraa
Hoje iro estas primeiras :
luchado estou como um pafo,
E preciso um desabafo.
Sabel que dona Delflns,
Depois dos seus bons sessenta,
Quer fazer-se ciumenta,
Com o seu Ti-ri-lo-l,
Remando contra a mir.
Tem-rae trazido estes dias,
Da sala para-a cozioha,
J chamei comadre Aooioha,
Que conceito lhe merece :
Vamos ver o que acootece.
Amigo eu considero
A minha DelGna louca,
Eofiou-se n'uma louca,
E n'um chales embudada,
Diz que i um mez est peijada.
J vedes que a gravidez
- Que tem esta creatura,
Nao mais que urna loucura :
Aps a prei'hez oszelos,
Fsz-me cahir os cabellos.
Veremos como ella psssa,
Eu vou leva-la com geito,
as mulheres tal deleito
E' difflcil de curar,
Muito menos de acabar.
Tudo no mundo precario
Meu charo amigo aineiro.
Ora noa falta o dioheiro,
Ora nos vem taea cuidados.
Que noa poe atormentados.
Variada foi a vossa,
E mui rica de noticias,
Verdeiras, ficticias.
Nao entro nesle segredo,
Porque temo o leu enredo.
Daquellas que vos mandar.
Nao confela mui seguro,
Porque me vendo em apuro,
Vo de cores misturadas.
As noticias apanhadas.
O carnaval por aqui
Paasou muito relaxado,
Pode dizer-ae acabado,
O furor, a influencia.
Que lhe dava a excellencie.
Os bandos, que traoaitaram
Pelas ruaa, mascaradoa,
Foram mui desengrasados :
Nao havia novidade.
Que excitaaae c'roaidade.
Houveram tres esvalhadas
Amigo do eoraco.
Na ra da Conceico,
Do balrro da Boa-Viala,
Correu um gallo sem crista.
Na ra do Imperador,
Esteve a cousa bonita,
Duas langas muita Ota,
Forquilhas grandes e leves,
Porque l... morreu o Neves.
Na ra da carne scea.
Que tambem se diz da praia
A festa foi d'outra laia :
Nao aodou a cousa atoa,
A corrida esleve boa.
Houveram bons cavalleiros.
Corredores elegantes,
O chefe teve ajudaoles,
O esquadro seu clarim,
Com o seu bobo no Cid.
Tambem vinha o estandarte,
No meio do esquadro,
Um prvido barraco
Onde houve o julgamenlo,
E refeico a contento.
As panellinhas quebradas,
No flm daa bellas corridas,
Foram asss applaudidas :
At de dentro saltaram,
Passarinhos que voaram.
D'algumas sabiram pombos,
D'outros p de serraria,
T um gato, quem dira I...
Urna dellas feita em caco,
Saltou de dentro um macaco I
J vedes, meu caro amigo,
Que aempre nos divertimos,
Kis a couaa como vimos :
Relirei-me bem contente,
E comigo muita gente.
Entraremos n'oulro lom,
Que o desolest batido.
Prepare bem seu ouvido :
Ao deminao volto mais,
Vou aol menorem ais.
Em ais e ternos suspiros ;
Eu devo agora tratar ;
Do que ouvi relatar,
Sobre o solitario imperio :
Por outra : do cemilerio.
Nao posso capaeltar-me,
Que a dama do municipio,
Achsndo to bom principio,
Nao queira continuar,
Nem ao meos conserrar. r
Dizem que o cemilerio
Dessa cidade linda,
Nem continua nem Anda :
E isto nao o mais,
Dizem que vai para traz.
Que as poucas obras que tem,
Se acham em abandono,
E qual um jardim aem dono,
Quem o quer vai estragando,
E pela estrada se andando.
Asylo religioso,
Ha cinco aonos fundado,
Sem ainda eslar murado :
Revela incuria bastante,
Senao um crime flagrante:
Asylo religioso,
Das cinzas de nossos pas.
Murado inda nao estis I....
Culpavel iodiffeoca,
Que se oppde a nossa cren;a I
Ea ah, caro aineiro,
O que se diz sobre o caso,
Elle fundo e nao raso :
Merece toda atten;o,
Daquella corpora;o.
Balcm-me agora a porta,
Sou forjado a fazer ponto,
D'outra vez um bello coolo,
Eu vos hei de relatar,
Que vos ha de admirar.
Dai lembraocas ao Montefro,
Que deseja coohecer-me;
Eu fa(o por pareeer-me,
Com quem nao aou no estylo,
Para guardar e sigillo.
Do Apody escrevem-no em data do i# do
corrente:
a O invern vai rigorosissimo tirM et orbi: os
ros ha mais de um mez se eooservam quasi
si sempre cheios e os esminhos intransitsveis.
O Sr. juiz de direito de Pao d'Alho Dr. Del-
fino nao tem podido sahir daqui por eaae motivo,
tomar o vapor em Maco, e j mandou pedir
ao presidente prorogaco do-prazo qne teve para
se apresentar na nova comarca, emqaanto des-
spparecem esses obstculos, que se antepde a
sua viagem.
< Pobres juizes de direito, que alm de to
mal pagos, andam por esse mundo sojeitos mil
contratempos e encommodoall
a A'cerca da epidemia em Pombal (da Para-
hiba) vou traoscrever-lhe o trecho de urna carta
recebida ha 15 dias de certo amigo dalli.
Nesta casa eslo atacadoa do cholera minha
mulher, 2 filhos e 3 escravos, todoa vo melho-
rando; na villa e suaaimmediaces existem per-
to de noventa pessoas affecladaa, por alli agora
s 5 caaos de morte se deram.
Esta comarca est em paz, e s em Mossor
a intriga sobe de ponto; os precessos e prisdes
se succedem, e se o Exm. Sr. LeSo Velloso nao
tomar alguma providencia ha de haver sem du-
vida urna exploao porvantura de consequencias
bem tristes, e a melhor seria a de mandar resi-
dir l o Dr. juiz de direito Goozsga, que prudeo-
le e prestigioso como applacaria sem duvida
comsui presenca as cousas naquella localidade,
e, apreciando-a deaapaixonadamenle, informara
sobre elles a presidencia, e lhe indicara o que
mais conviesse a melhora-laa; e emquanto taea
providencias nao viessem cessariam oa excessos
que alii ae est pratieando. A cada canto sur-
gen! actos su8peitosos e viogativos.
O delegado prendeu a pouco um tujeito por
crime de reduzir escravido pesaos livre, e sa-
lando do termo, deixando na vara o supplente, )
foi o homem dormir em casa I I Se a pnsao in-
justa outros sao os maios de a desfazer, e nao
eale que aciotoao e deamoralisador; e a auto-
ridade que assim procede para fazer a outra per-
der em orca moral, tambem ae desmoralisa I !
c Neste Apody se deu ha pouco um facto es-
caodaloaissimo, foram poatoa no olho-da ra oor*
meio de recurso 6 criminoaoa de roore pelo no-
vo juiz muoicipal supplente Fernanda Pimena
que os havia outr ora pronunciados!! Nao s
pode apphcar aocaaoa regra do tapientis *u
mutare cotmln, porque o tal juiz nao sabio e
ae assim procedeu para serctr ao$ amigos oa
q i orlo era n> lsdro de gado I / T
A Ib ou 17 annoa foi o inspector prender um
caboclo, a tropa pretexto de resistencia assaa-
ainou-o ; instaurou-se o processo, que durou
annos no cartorio, o juiz" de direito na ultima
correicio, desentarrou-o e mandoir-o acabar, fo-
ram oa reos pronuncladoa e agora contra aa pro-
vas, foram, como j diaae, para as anas casas
sendo reformada a pronuncia. E viva o leite
a coalhada, que o invern vai excellentissimo 11


-V
H#*
-'?' i" y m i -
N*> momento urna petaos fiada de Seri-
o. informa que do Caleo (j desta provincia)
ett o cholera-morbu!.
< Dos ooi aecuda.
Do 1 de abril prximo em dltate, resot-
veu a superintendencia da via frrea fechar a es-
tagao da Pontezian, oo parando maia ahi o
Irens.
O* bilhete, para a visgam de inaugurarlo
da terceira seccio-da via-ferre, cttarao apena*
o prego de umi viagem siogela ; eoutieuaad
do dia 25 por diente entrega*, ae transito pu-
blico nui etta secgao.
Por noliciat da Pirarnos, comtt que lio
fallecido*: o vigirio do Pilar, de inteaamogo da
uretra; o dito de Traipt. de m ehira ; a o
coadjuctor, que ltimamente lira Horneado vl-
gario interino por S. Exc. Rrma., de cholera-
morbut.
Eia o septuagesimo-nono
a Boletim oficial.
Em um officio ae 18 do corrente, dirigido
de S. Loaren; da Mstta ao Eim. presidente da
provincia, diste o Dr. Pedro Autunlo Ceaar, que
all ae acha em commisso, que deade o dia de
aen ultimo officio, em qne havia communicado
sua chegada, at auuella data,, linham doedflo
do cholera-morbus Tinte e quairo pessoss, das
quaea haviam fallecido seis, em cujo numero en-
travam duaa que nao tioham aido medicadas por
ji estarern a expirar quando recorraram aos toc-
corrns da arte, e disse mais que a epidemia na-
queila freguezia oao lhe pareca ser muito inten-
sa, porquanto no da 11 do correte haviam sido
accommetiidaa dez pessota, no dia 15 nove, no
dia 16 tres, no dia 17 oito e no dia aegutole qua-
iro ; de son que, reunidas estaa s que haviam
aido mencionadas anteriormente, o numero ae
elevara a eincoenta e tres.
A's 6 horas ds tarde de 20 de marco de
1865.
Dr. A quino Fonceca.
Repartido da polica.(Extracto daa par-
tes de 18 e 19 de marco.)
Foram recolhidos casa de detengo no dia 17
do mesmo:
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica,
Jos Aoionto Pedro, crioolo, de SO aonoa de ida-
de, sem officio, como auspeito de ser escravo.
A* ordem do Dr. delegado da capital, os pardos
Joaquim de Sani'Anna Sibir, de 20 anuos, sa-
pateiro; e Florencio de Barros lf onteiro, de 75
annus, pescador, ambos por serem iodiciados em
crime de furto de cavallos.
A' ordem do subdelegado do Recite, Hanoel
Jos de Barres Viegss, braneo, de 38 anoos, que
vive de negocio, por embriaguez.
A' ordem do de Santo Antonio, o crioulo Lu-
ciano, de 80 annos, ganhador escravo de Joo
Pedreira Siqueira, a requisigo de seu seohor.
A* ordem do de S. Jos, Francisco Hachado,
pardo, de 18 annos, sem officio, para recrata,
ficaodo a disposicio Illm. Sr. Dr. chefe de poli-
eia ; o crioulo Mno*l, de 41 annos, ferreiro, es-
cravo do major Gusmao, por insultos A palrulha ;
Jos Aotonlo Vieira, braneo, de 26 annos, pa-
deiro, para averiguarles sobre crlme de roubo ;
Firmino Herculaoo da Silva, pardo de 26 annoa,
ganhador; por disturbios ; e a africano Jos, do
39 annos, tambe ai ganhador, escravo de Joaquim
Baptista. por iofracco de posturas.
A' ordem do da Capooga, Marcolioo Evange-
lista da Paixo, pardo, de 30 annos, oleiro, para
avertguages sobra o crime de furto de ca-
vallos.
18
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica,
Joao Nepomuceno Caroeiro da Cunta, pardo, de
23 anoos, Umbelino Possidonio de Barros, bran-
eo, de 20 annos, ambos sem officio, para recru-
tas, e Hanoel Carlos Pimental, braneo, de 42
annos, agricultor, criminoso de morte no termo
do Cabo.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Joaquim, prato, de82auoos, canoeiro, escravo de
Manoel Ribeiro d'Almeida a requisito de aeu
senhor para ser castigad*.
O chefe da V scelo,
J. G de esquita.
Movimnto da enfermara da casa de deten-
cao do dia 20 de marco de 1862.
Tiveram baixa para a enfermara
liento Jos da Costa, gaslrlte.
Aotonio Jos Mara, glndulas-
Florencio de Barms Mooteiro.indigeslao.
Joao Bernardo Teixeira, anemia.
Tive alta para a enfermarla :
Luiz Francisco de Araujo.
Passageiros do vspor brailetro Apa, sabido
pars os porios do sul:
Jos Francisco de Oliveira, Joaquim Ignacio
de Carvalho Mendooca, Pedro Lopes Rodrigues
e sua senhora, Clicerio da Costa Lobo, !* len-
te Jos Antonio Ribeiro de Freitas, Domingos
Pedro do F.ipmio Smio, sua mulber, sua lia e
urna sobrinha, Carlos Eduardo Duprat, Dr. Fran-
Ootro da Jos* Moni *> timeida, satiafazen-
do o parecer fiscal.Volt a Sr. desembargador
Bacal.
Outro de Jos Joaquim Lopes de Almelda o
Franciaco Botelho de Aadrade, pedindo o regia-
tro do diatracto de sua socedade.Como reque
rom e publique-ee.
Nada mala houve.
SESSO JDIGIARIA^I 20 BE MARCO
PMMDEWctl do *ka. t4.'bMMiii6AD0a\
aouzk.
Stmhrt*. tulit tfitrV. ,
A' tseia hora, Bkm. Sr. presidente larto a
sassao, Miando prstateles oa lenlrea deaomear-
gadtM ViharM, Silva GotoMeeo e Cost Motta,
deputadot Reg, Leos, Bastos eSilveira.
Lid*, fol approvada a acta da sesso ante-
rior.
JULGAMKNTOS.
Appellante, Jos Pareira de Lyra ; appelladoj
Antooio Francisco Martios de Miranda.
Designado o dia de hoja
sorteados os Srs. diputados Lemos e Silveiri.
Belator o Sr. desembargador Villares.
Fol confirmada a senteoga appellada.
Appellante, Antooio Joaquim Salgado ; ap-
pellado, Perciano da Silva Leilao.
Designado odia de boje.
Sorteados os Srs. deputados Reg e Lemos.
Relator o Sr. desembargador Silva Goimares.
Foi confirmada, a sentenga appellada.
Foi aaaigoado o accorde proferido na sessao
antecedente, entre partea :
Appellante, Vicente Ferreira Gaedss Goodim ;
appellalo, Antonio Rufioo Mooteiro.
PASSAOENS.
Appellantea, Jos Dia* da Silva e aua mulher;
appellado, Joaquim da Silva Mouro.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Costa Molla.
Appellante, Antooio Rodrigues deSouza; ap-
pellado, Luiz Antonio de Souza Ribeiro.
Do Sr. desembargador Silva Guimaries ao Sr.
desembargador Villares.
IHSTR1BUIQOES.
Appellante*, Mesbau & Narria: appellados,
Seve, Filho&r. C.
Ao Sr. desembargador Villares.
AGORAVOS.
Aggravante, Lou rengo Luiz das Neves; appel-
lado, Manoel Antonio de Azevedo.
O Sr. presidente coocedeu provimento.
Aggravantes, os fallidos Aotonio Jos de Si-
queira e Francisco de Paula Pereira ; aggrava-
dos, os administradores da matsa fallida dos ag-
gravantes.
O Exm. Sr. presidente mandou untar os papis
sos autos da falleocia.
Nada maia havendo s tratar, o Sr. presidente
enceirou a sesso.
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA UU 21 DE M4RCO D 1862.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
ca-
-- <---... *** M-jwa*-*v un^un, irla,
ciseo c Salvador Cardim e 1 filho menor, 1
dte ll argento Fraociseo de Paula F. Trame,
Joao Leite de Oliveira, Joaqaim de Azevedo Vil-
larouca, Jos Antonio Seraro de Asis Carva-
lho, Filippe Jos G-ncalves, Manuel Vaz da Cos-
ta, Benedicto de Souza Reg, Ahslides Justo Ma-
rier e 2 criados, Igoacia Mna da Silva, Apoi-
bal Possidonio deAlmeida Fortuna, Antooio Lo-
pes Ferraz. Cslhaeri Ellizart de S. Roiolpho
Finlce, F. W. Quisto. B. Paul Eugene. Rita Ma-
ra da Conceicao, Jame Kirk, 20 recrutas de man-
cha, 2 craJas e 21 esclavos a entrenar.
Passageiro do cter braaileiro Emma, vndo
do Peoedo : fre Jvs de S. Jerooyme.
Passageiros da barca brasileira Traviata,
vindo do Rio de Janeiro : Manoel da Costa Ne-
ves, e 1 escravo a entregar.
Passageira da barea franceza Azud, rinda
do Havre: Clara Laport e 1 nina menor
Passageiros do brigae brasileiro Trovador,
sahido para o Ass : Domingos Ferreira Grilo,
e Levin-io da Cuuha Mello.
Matadouho publico.
Maiaram-se para o cooaummo deita cidade no
dia 19 de marco, 87 rezes.
No da 20-45 dem.
MORTALIDADR 00 DA 20 DE MARCO !
Aona Joaquina Torres, Pern.mbuco, 48 annos,
aolteira, Boa-Vista, apoplexia fulminante.
Sebestiio Izidoro, Portugal. 30 annos, aolteiro
Hecife, hydrophobia.
Manoel Lourenco da Silva. Pernambuco, 80 an-
nos, viuvo, Boa-Vista, coogeslo cerebral.
Francisco Joaquim'de Oliveira Baduem, Per-
nambuco, 42 annos, casado, Santo Antonio,
cholera.
Joaqaim, Pernambuco,
perniciosa.
Rosa Maria do Espirito-Santo, Pernambuco, 24
annos, viuva, S. Jos, tubrculos pulmo-
nares.
Urna mulher que apparecea ns praia de Fra de
Portas, Recife, afogada.
Antonio Lopes Machado, Pernambuco, 21 annos,
solt'iro, Boa-Vista, cholera.
I.uiza Maria dos Prazeres, Pernambuco, 96 an-
nos, virjva. Poso da Paoella, velhice.
Manoel, Pernambuco, 2 annos, Santo Antonio,
entetite.
Ar",u,,Lesemoot, Belga, 33 annoa, aolteiro,
Boa Vista, febre perniciosa'
Luiz. Peroambuco, 6 horas, Sao-Jos, clampsia.
Caetano, Peroambuco, 37 anoos, aolteira, Affo-
gados. cholera (escrava).
Miguel, Pernambuco, 6 metes. S. Jos, convul-
soes. '
Brnarda Francisca de Senna, frica, 58 annos
follelra, Boa-Vista, cholera.
CHRONICAJUDICIARIA.
Tribual do comraercio.
SKSSO ADMINISTRATIVA EM SO DE MARCO
DE 1862.
FMSlDKHCtA DO K. SR. DKSEHBARGADOR
V. A. DI SOUZA.
A'a 10 horas da manhaa. reunidos os Sea. de-
putados Reg. Lemos, Basto* e Silveir, o Sr.
presidente declarou a berta a sesso, sendo lid as
,e approvadas es actas dasduSs Ultimas.
.. DESPACHOS.
m '.menlos de Jlo Luiz Ferreira Ri-
InTe ? ? J-S* W46"'00. P'flo o registro
mCg.edofl;r5ic.,.e """-V.... ao Srfdai-
Ootro de Jlo Lacio Moatelro da Franca oa-
dlodo o regitfo d* um. e,cr,p,arVdVah0yCp,(;lhpe'8
que aprsente.Como reqner. '
Ootro de Maia & Espirito Santo, pedindo o
rogtatrd do aeu contrato de socedade, vi*i0 te-
rem aatisfeito e despacho de 15 do corrente Re.
giatre-se.
Outro de Vicente Jos de Brllo e Marcelino Jo-
s de Brtto, pedindo o registro do contrato de
diseolaeio da socedade que lioham.Regstre-
le publique se.
SESSAO EXTRAORDINARIA A03 17
DE FEVEHEIRO DE 1862.
Presidencia do Sr. Cetario de Mello.
Presentes os Srs. Henriques da Silva, Maia,
Reg e Mello, abre-se a seaso, e lida e ap-
provada a acta da antecedente.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE :
Um officio do Exm. presidente da provincia,
remettendo por copia, e recommeodando que a
cmara providencie, como couvier, o officio que
ao Dr. chefe de polica dirigi o Dr. Pedro Aoto-
nio Ceiar,-mlico encarregado das viaitas domi-
ciliarias do 1* districto da freguezia de S. Joa,
no qual reclama providencias, e lembra medidas
que devem ser tomadas para azer desapparecer
o estado deiosalubridade do Matadouro publico,
e sao as sguintes : que necessario rebocar-ee
com cimento as paredes, onde ae peoduram aa
carnes at a altura de dez palmoa. isto em cada
quarto de malanga que o cano de eagoto do aao-
gue das rezes mortas, no lugar que vai ter na
mar, precisa de aer reparado para evitar que a
arela, quelrazida com asenchenles, o nao obs-
trua,conviQdo que (eoha elle o declive necessa-
rio para com falalidade dar a competente eva-
cuado.Posto em discussao, o Sr. Mello, de-
clarou que a obra precisa na extremidade do cano
j se achava feita, pnrquunto logo que fes sentir
a cmara a necessidade que hevia de aer repara-
do o mesmo cano, expedio se a ordem para laso.
Resolveu-se officiar a S. Exc. oeste sentido, de-
clarando-se-lhe que, quanto ao rebuque das pa-
redes com cimento, nao obstante reconhecer que
rebocadas ellas, nao evitara que o sangffe das
carnea Qcasse pegada, precisando sempre serem
limpas, todava mandara fazer essa obra, a qual
aeria excutada com mais vagar, por que o cofre
muoiclpal por ora nao poda comportar muitas
despezas.
Outro do mesmo, traosmittindo copia, nao os
do officio que lhe dirigi o director das obras pu-
blicas, como de outro a que elle ae refere do en-
genheiro Peixoto, recommenda S. Ex. que a c-
mara providencie acerca" do mu estado do cal-
camento do becco da Penha, e canoa ramaes
elle correspondentes, os quaes por ae acbarem
obstruidos nao dao exgotoas aguas pluviaes.
Que se respondssse a S. Exc. que a cmara vai
dar as providencias, quanto a limpeza do cano, e
da ra, no que nao tem deixado de cuidar, cuja
limpeza ae torna mais difBiil pelo estado de rui-
naiem que se acha o calgameoto, ou pela falta
total desie que est a cargo do noveroo, conforme
a le provincial n. 488 de 16 de maio de 1860.
Outro do mesmo, remeneado por copia o offi-
cio do Dr. Pedro Antooio Ceztr, dirigido ao Dr.
chefe de polica, representando olo s coolra o
costume que teem as fressureiras de laocsrem
pela campia, que vai ter a Cabanga, ossos tira-
dos das cabeess de boi, os quaea Inda de pouco
tempo, com aa chavas que tem havido, exhalam
de si mo cheiro que concorre bastante para o
deseovolvimento da ipidemia, como a exiatercia
do viveiro do Munlz, que aervindo de despejo pu-
blico, exhala lio mo cheiro que eocommoda a
vizinhanga.Posto em discussio, resolveu-se,
quaoio a primeira parte, officiar ao Bacal para
providenciar fazeodo deaapparacer o inconveni-
ente apuntado, e quanto a segunda, que se dia-
aesseaS.Exc. quealgans termos de infraeco
as posturas tioha feuo lavrar o flseal contra o
propnetario desse viveiro, e nada se tem podido
conseguir.
Outro do juiz de paz, segundo votado, do Io
6 annos S los fehr fre8u?lla a PS. communicando ter
o anuos, a. jse, lebre entrado ero excrcicio.Inteirada.
Outro do juiz de paz do Io aono do 4 districto
da freguezia dos ATogjdos, communicando que
tendo servido o seu anno, nao tinha quem servase
o segundo, por que o desle baiia tallecido, o do
3 acb*va-se gravemente doenle, e o do 4 nao
prestara juramento, estando em duvida poder ou
nao continuar em exercicio, solicitara esclareci-
mento. Mandou-se responder que, achando-se
o primeiro supplente juramentado, e boje em
quario lugar pelo fallecimeolo do aegundo votado,
a elle competa entrar em exercicio, maa que
nesta data ae achira o terceiro votado para iu-
ramentar-ae.
Outro do eogenheiro cordeador, communican-
do que r obra da praia da ra do Brura, da qual
fora arrematante -Francisco BoiMho d'Andrade,
eslava no caso de aer recabida.Espediram-se
oeste sentido as convenientes ordens, communi-
cando-se tarobem ao procurador.
Outro do mesmo, informando a peticao, na qual
Jos Augusto da Araujo, arrematante do atierro
da estrada do Matadouro publico, pede para que
lhe aeja paga a primeira prestacio, visto ter j
fetto mais de metade do mesmo atierro, declara
que indo examinar o trabalho achou oao haver
exagerarlo no que allega o arrematante.Man-
dou-se pagar.
Outro do mesmo, declrsndo que a nica pro-
videncia que poda iodicar a cmara, para poder
dar ella a estrada do Matadouro a largura mar-
cada na planta do edificio no lugar onde encon-
tr a da via frrea era deifazer-ae os chamados
guarda gado, mandados cooslruir pela eoropa-
nhia da roesma via-ferrea na distancia de vinte e
olio palmos um do outro, e faze los de novo as
extremidades da dita estrada.Approteitaodo a
occasiio anda declara o engenheiro que visto nao
ser murada a estrada do Matadouro, do lado do
naicente, pareca eooventente fazer-lhe um talu-
de barro que leona em ctma seis palmoa de lar-
gura, e na base doze, que deviam aer todos plan-
tados de gramma para poder sustentar a areia, de
que feilo o atierro.Quanto a primeira parte
que se offlclasse ao Exm presidente da provincia'
remettendo-se-lhe o trecho do officio do enge-
oheiro e quanto a segunda, que o mesmo eoge-
nheiro orcasse a obra a fazer.
Outro do procurador informando a peticlo, na
qual Francisco Antonio Pereira de Brillo, tutor
dos orpboa fllhosd* Joao Athanazio Das, exiga
o cumprimenlo daa ordena qne i elle procurador
L'!? &H" p,r' lr",r di io|lninisacio V;...
2:000*000, que pede o peticionario por oox pal-
mos e mel de terreno que perderam os seuttn-
tellados na reedificarlo da osa que poisuem na
ra do Pilar, declara o procurador que a reedlfl-
cagao leve logar, porque pela velloria que i fez
na dita caaa, os periloa que a ella aaaistiram re-
conheceram que o oilao nao era auscepiivel de
concert, e conclue, depon de allegar muitaa ra-
?oes,J^VB um to0*ltil Ia* > peticionario Do
tem diratto a tio Tramite ind*mn*otlo, ditetedo
que prete-lhe a.o poder chel.r Fum acord
an,! S Pel,c1,trlo--O*etecoosuiltt
aoVORadd. remeltenie-se-lbe todo! os papei
que ktttam dest Otetro do flseal 04 fca-Vitte, cemmunicaodo
em rtspoata a portarla de 3 do correte, que es-
lava a terminar o eervico da limpeta de ama por-
fo do immunllcia na praia rrbnti'r ru daa
Barreiras, e que tendo examinado o cano da ole-
ra de Marcelino Jos Lopes, nao o achou em es-
tado de precisar de Servirlo algum.Inteirada.
Outro do mesmo, communicando tambera em
respoata a outra portarla de 3 do corrente, que
lhe foi dirigida, que quanto a primeira parte de
que ella trata, ua despejos com effeito si fszem,
como declara o Dr. Moscoso, nos fundos dos so-
brados dos herdeiros de Maooel Flix de Castro,
mas quando este aervico feto guardam-se Sem-
pre as cauleltas necessarias para a boa regulari-
dade e asseio, eom ludo nao duvida que ainca
assim encommode aos habitantes das casas Visl-
nhas todava podem aer elle* reaoridos para
qualquer ootro que a cmara determinar, e quan-
to a aegunda parte, o proprletario do armazem
apootado pelo Dr. Moscoso ae obrigou fazer a
obra de que precisasse o mesmo armazem.In-
teirada.
Outro do mesmo, respondeado a outra portarla
de igual data daa duaa primeira*, declara que ae
nao tem,descuidado em fazer com que os despe-
jos sejam depositados tmenle nos lugares desig-
nados pela cmara para semelhante fim.In-
teirada.
Outro do fiscal de S, Jos, communicando que
grade de ferro, que serve de tampa a urna das
boceas do cano de esgoto em frente da igreja
Penha tem cahido por diversas vezes dentro
A nossa exposicao.
Se tudo esperarmos do guveroo, condemaamos
tnotiMiUliiiiie, pateoteamos a noiaa indolen-
cia e i tnjostica daa cootinuadaa aecusaces que
le oavorn contra esse governo. Que o goveroo
auxilie o melboraroeolos e ionovaede* de utili-
dad publica indispensavel, mas querer que
elle tudo faca e o faca sem aufflcieotea meios
Mucura, absurdo Irijuarlej.
Muitaa censuras Coolra i gefratoo i* fizeram
fter occasiao de maidar promover nesta 0 outra*
provincias urna expsito dte productos aggrico-
Bm e industriaes, i porteCI de sul parte nao
correal com o despenda .prttMo. j porque
rde accordou. e limitou em*o di exposico.
9 que nem caba I ter timada peto Dovo da
Cidade; j porque com o fim de aolemoiaar o
da S de deiembro todo atropaloo-, sem delxar
espigo a promover o principal flm daa exposi-
goej, isto a apprendizage o a emalaelo, nao
dando mesmo o tempo preciao a concorrerem
mullos productos que seria de grande utilidade
apparecerem.
Seja pois assim ou nao obre de hoje em diante
o governo como quizer, obremos dos como p-
dennos e resultar d'ahi talvez a harmona naa
dellgencias e um resultado proveitoso para
lodos. r
Quera nos tolhe de fazermos o que o governo
nao pode, e talvez Dio possa faaer? Ninguem,
se nao for a nossa negligencia e indolencia. A
creagio desle meio de utilidade incalculavel
para toda as classes da socedade: artistas aggri-
cultores, negociantes etc. etc., todos estes appro-
veitam, todoa d'alli lirsm interesaos, logo lodos
elles devem coocorrer para termoa urna exposi-
c&o peridica aem neceasidade de esigirmo* ludo
do goveroo e sem grande encargo de cada Indi-
viduo:
Calculando o numero de artistas de todos os
gneros desta capital nao exageramos compula-lo
em 5,000 individuos: os aggricultorea em 3,000:
ogocianles e demais cidados que se prestem a
coucorrer, teremos conta redonda 9,000 ora aeu-
diodo os artistas cada um com dez mil ria re-
citar de aeu numero a quantidade de 50.000:
os aggricultores cada um a 20f daraoOOj):
da Penha tem cahido por diversas vezes"dentro os 88cullores cada um a au darao60}: os
do referido cano, bem como que o calcamento do Fe80.clanl *">' ctdados prestantes a 20
paleo da Ribeira acba-se baatante arruinado. ffioTiSfBle S0:000! completar tudo a aomma d
Mandou-se declarar que tudo eslava providen- I_vw 1ue naA* PQde ,er uxiliada por aub-
ciado, entretanto que quanto antes mandasse elle
proceder a limpeza do cano de esgoto, afim de
prestar com mais facilidade a eracuaco das aguas
pluviaes.
Outro do fiscal dos Afogados, ioformaado favo-
ravelmente o requerimmlo, no qual Maooel Igna-
cio d'Avilla pede liceoga para coocluir a obra do
telheiro que eai fazendo no Remedio.Man-
dou-se ouvir ao eogenheiro cordeador.
O Sr. Henriques da Silva apreaentou urna pos-
tara, prohibindo que se eslabelecam acouguea em
loias de sobrados, e em casaa terreas com soto;
foi approvada e mandou-se officiar ao Exm. Sr.
presideote da provincia, pedindo a aua approva-
gao provisoria.
O Sr. Mello propoz, e foi approvado, para sup-
plente do fiscal de Jaboato, Joaquim Ireoo daa
Cbagas Bezerra.
A' requerimeolo do Sr. Henriques da Silva,
determinou-se ao fiscal da freguezia de S. Jos,
que fizesse com que Narcizio Jos da Costa Pe-
reira e Miguel Jos Barboza Guimaraes arreassem
os sobrados arruinados da ra de Hortaa, doa
quaes um propietario, e outro procurador.
Presiou juramento por procurago o juiz de
paz do segundo anno do segundo districto da fre-
guezia de Munbecs.
Despacharam-se as pelices de Amaro Ber-
nardino de Sena, Benedilo Jos Duarte Cedrim.
Candido Jos dos Passos, Carlos Luiz Cambroone,
Monsenhor Francisco Huoiz Tarares, Frederico
Chaves, Francisco Botelho d'Andrade, Ignacio
Luiz de Britu Taborda, Joao Evangelista Pereira
Lima, Jos Aotonio de Souza Queiroz. D. Jose-
phina Benviada da Cunha, Joo de Brito Correa
Jos Augusto de Araujo. Jos Fraociseo Pinto,
Jos Martios Ferreira, Manoel de almeida Lima,
Manoel Maria da Silva, Manoel Peres Csmpello'
ue Almeida, silvestre ds Costa Machado, e le-
vautou-ae a sesso.
Eu Fraociseo Canuto da Boa-Viagem official
maior a oartrevi no impedimento do aecretario
Declaro em lempo que a postura apreieotado
pelo Sr. Henriques da Silv, foi por indicago
que na sesso ultima presentou o Sr. Maia. Boa-
Viagem o declarei.Barros Reg, presidele.
Cesarlo de Mello.Henriques da Silva.Barata
de Almeida.Reg.Mello.Leal Seve.
Communicados.
O Banco do Brasil esuas caixas filiaes em vir-
(ude dos seus estatutos, sao obrigados a publicar
no principio de cada aemaoa a taxa de seus des-
cernios. Nao quero entrar nos fundamentos dests
disposigio, nem preciso demoostra-los, basta-rae
siber que ella existe e deve ser.religiosamente
cumprida.
Existindo, pois, esta disposico nos estatutos,
poderflo os directores ou gerentes da Caixa filial
do mesmo banco nesta provincia altera-la, e par-
ticularmente, e sem previo' aviso, augmentar a
seu belprazer a taxa doa descontos, como esl
praltcando, levando a una 40 e a outros 12 por
cento por letras de prazo de quatro mezes, e es-
colneodo entre os portadores das letras, os que
T?id Mle auRm8D,. ou dellc dispen-
sado 7 I Parece-me que ninguem podeii sustentar
com boas razoes semelhante procedimento. Di-
zeru que este augmento lmente para os por-
tadores de letras que flzerem deseonlos para pa-
gamento de oulras que devem mesma caixs, e
que este o unicc meio de lhes por embaracos,
ou dificultar o descont ; donde se segu que
quem dever o importe de qualquer letra caixi,
nao pode descontar outrasseoo a maior premio,
em bora o seu crdito oo ae ache esgotado, e possa
anda gozar delle por sommas muito superiores.
E nao aa poder com isto commetter abusos gra-
vea por parte da direcgo, compelilo vontade
ou arbitrio desta.conhecer os portadores que des-
contam letras para tramaccOes commerciaea, ou
para pagamentos da outraa que devam ciixs
quando mesmo o descont te faga das antes do
vencimento de.tas? I
E' o que nao admitte duvida.
Nao digo que oa actuaea directores sao capazes
que aioda pd
veogo do governo, por loteras, por q'uotas da
assembla provincial, etc.
Para termos pois um palacio decryslal, e mag-
nifico, superabundante a quanlia calculada ;
mas quando assim nosejs bastante, pode e deve
a assembla provincial autoriaar um empreatimo,
garantido nao a no rendimento da mesma ex-
oosigo, como nos aluguels do edificio as inter-
calaces para bailes, jamares e demaia festejos,
pblicos ou particulares. Dir-sa-ha talvez, que
um pobre official de alate, carapioa, pedreire,
etc., nao poder concorrer com a quaotia de dez
mil ria; respoode-se que pode, sauo de urna
vez, a dez lostes por mez, no fim de dez metes
e sem violencia tem completado a aua joia e tem
adquirido o direito de dizer, aquello palacio
tambem meu; alm da satisfago de concorrer
para o reoome de sua patria e aeu engraodeci-
mento. Compreenda-se bem os beneficios re-
sultantes e todos coovirio da utilidade de
setnelhsnle medida.
Como porm se possa oppdr a esta idea a dii-
culdade da execugo, em quanto melhormeole
oo occorrer outra, diremos o que imaginamos a
respeito. Felizmente j exisUm nesta cidade
associaces de alguos officios, a estas perleoce a
gloria da iniciativa, e muito seria para desejar,
que as demais induslriaes tambem ae assoctas-
sem. Commisses oomeadss por cada urna, se-
riara encarregadas do arrolamento e cobranga
das joias, isto na cidade do Recife e Olioda, e
era quanto s comarcas de fra ser este encargo
solicitado aoa delegados e subdelegados. Resta
saber se aggrada a lembranga que tivemoa, ae
ella aggradar devoremos solicitar o maior nume-
mero de iateressados, desigoar dia e hora e lu-
gar para darmoa priocipio a nossas deligenclas
nomeando urna commiaio oesse acto que orga-
niza a regra a seguir e eoto tratar-se do que
mais coovier.
*
Correspondencias.
Sentares rtdactores. Um communicado ap-
pareceu n'um jornal desta cidade de 18 do mez
prximo findo, queixando-se amsrgameote acer-
ca da distribuido que fez o Exm. Sr. presideote
da provincia dasquotas dosempregadosdo consu-
lado provincial, e fez tal coofuso que, quem nao
esliver a par da regulsridade que houve nessa dis-
tribmgo dir, eom elTeito, que ha injustiga, e
iojosliga manifeata ; e para disfirgaras censuras
que Tez, apresenta-me como victima, para des-
t'arte melhormeole morder, depois de assoprar
como assoprou ; e comquaoto no flm da acintosa
queixa pedisse misericordia, afim de que refor-
mases a tabella da distribuigo, quaai que tam-
bem pede minha demisso.
Vendo o communicante mallogrado oseo ma-
ligno iolenlo, era oecesssrio repetir a dose em
outra eitiradissima coofuso, urna vez que um
communicado tambem appareceu no Diario de
Pernambuco n. 46 de 25 do referido mez, des-
truindo as arguigdes feilas ao Exm. admioialrador
da provincia, argumeotago que desenvolveu o que
bavia de hooesio e justo a respeito da distribuigo.
Sobreest rasposta apparece de novo a eslira-
dissima confuso no jornal de que tralamoi em
comego o. 57 de 10 do corrente, com descarga
dobrads, cerleira no assoprar, porm j fraca as
mordeduras dadas na presidencia, para engaosa-
mente suavisa-Ias, torna a pedir misericordia.
Eoto a descarga cerrada coube-me aioda por aor-
Je. Pois bem, agenla-la-hei at quaodo poder.
Pedindo venia ao communicante, sou o primeiro
a coofesssrque nao lhe respoodo acerca da quea-
to de direito, por que a tal ponto naochega mi-
nha miope iolelligencia, e nessecaso concdame
to somente responder lhe no que me diz respeito,
urna vez que to (deshumanamente) de mm se oc-
cupou, lhe escapaodo todava do bico de sua peo-
na o que na veidade devia dize lo em seus dous
communicados.
Figura-me Vmc. com vencimentos superiores
aos dos segundosescriptuurios, ordenado *m mais
da metade ao do administrador da repartigo, e
de commetter semelnanle. abuso,, porque jugo a111me,,ade d dm0*'ldor da repartigo, e
a todos de boa f, e sempre os tive na maior ron- doUS le-r?.08 808 do* chefe* de Se- Para ver a
siderago. oque nicamente Tusien.? 6 aua"a '"i^o do quedi.se. dir-lhe^hei que recorra
J.
siderago, o que nicamente sustento, qu*
le oao distingue peasoas, e que esta, deve ser ob
servada, e que por conseguinle mandando os es-
tatutos que a taxa doa descontos seja previamente
publicada, nao cabe a directora da caixa publi-
car urna cc-usa e pralicar outra ; 0 que simples-
mente pode fazer, negarse ao descont se o
julgar prejudicial a mesma eaixa.
Teuho assim expendido os meas aentimentos a
este respeito.
o :r o a Ji!?nio Luiz ** Santos.
Recife 8 de margo 1862.
O publico vio qoeoSr. lenle Joaquim Rodri-
gues de Souza eocarregou-se de vir honlem pela
imprensa coofeaaar que eu nao hatia indicado o
-promptoalUoio, quando diz -leerlo que o Sr.
.? nono reeeilo por o primeio dot
mtuifilhotqut adoectn m remedio que neto era
promptoalitvxo etc.; e confesso, que se oo fora
o amor da verdade e a scieocia que professo e
me desvanego por exereo-la com a maior digni-
dade, eu nada mais responda a vista de to
solemne coofisso auignada pelo proprio Sr. te-
neote Souza, porque nao digno de resposta
quem publicamente falla a verdade, mas como o
Sr. lenle diz em sua correspondencia, que o
seu fllho nao ae reatabelecera com o mea trata-
meoto. e quto mal em vex oedimtnoirouffmen-
tou-ie e motor etcala, sou forgado a declarar que
anda faltn a verdade, porque deve-ae lembrar
que dous das depois do seu chamado, quando
passaya pela hospital militar, perguntei-lhe por
seu filho. por quem alias tomei todo o ioleresse,
e S. S. retpoodeu-meque hav|a-aa restabelecido
com os remedios por mim indicados; os quaes
submettendo a aprecisgo dos homeos da scieocis.
constaran) de colmenlo braneo de aydenhameoro
ludano de Rousseau para tomar internamente ;
e externamente, no cajo que apparecesse ree-
frismente daa,extremidades, da cataplasmas de
mostarda e fnegoes ote tlolura de nos vmica
com aromooico lquido, e Dioguem dir que se-
melhante tratameoio em um caso de dierrhea
aimplea auomenoai* o mal em vex d diminuir
Quanto a paiacoada de ser eu d# meos impor-
tancia, a aeeilagao em minha elinlca, cbeme
declinar do juizo do Sr. ente Souza por ser
incompetente e profano.
Recife 10de margo de 1862.
~~r~
folha do pagamento na theaouraria provincial
ihi achara que. como es terceiros escripturarios
iguaes vencimentos recebi: por cooseguinle
abusiva a impugnarlo que faz Vmc., toda balda
de fundamento e de raio.
Dissa mais Vmc, que as miohas obrgagdes ao
inferiores a d'outros porteiros, cujas incumbencias
sao commissas. Abrir e fechar as portas da repar-
tigo, langar por mioula o destino de todos os re-
querimeotosque transitara pelo conaulado, por o
sello das armas imperiaea em officios, guardar o
livro de ponto da entrada e sahidas e comprar os
objectos necesaarios para o expediente : incum-
bencias maiscustosas de eoumerar, que de curo-
prir, com os d'outros porteiros. Agora o publico
aprecie o que o se segu. Alm daa miohas obri-
gagoes aecusadas pelo communicante, screace que
todos os mezes fago tre poutos dos empregado*.
dous sao remettidos thesouraria, eata um delle*
remette preiideocia, e o terceiro Oca no archivo
do coosulado : existem em mea poder mais da
dous lirros, nelles toda a escripturago por mim
feita ; um em que se langa o comparecimeoto, oa
nao comparecimeoto dos empregados, e outro do
expediente, cootendo todos os officios entrados e
sabidos; e oo s se acha em dia toda aquella es-
cripturago, como a que deixou atrazada o meu
antecessor, que foi desde margo de 1858 al 7 de
fevereiro de 1861, de maneira que, lomaodo'eu
posse do lugar em 8 do referido mez de fevereiro
em menos de dous mezes pus todo esse trabalho
em dia. Appello para o actual e digoo adminis-
trador interino, cujo trabalho lhe foi por mim
apresentado.
Demonstrado Oca aa irooieaa comparages feilaa
a meu respeito, s com o flm de molestar-me,
tinto assim, que o communicante lhe fes coota
comparar os ordenados dos guardas, que justa-
mente igualado aos dos chefe* de aecgoes; e nesta
conforraldade receberam seus vencimeolos sem
dimiouico alguma, porque l Ihecoovioha fazer
de mim seu alvo; por tanto repetir! que sao abu-
sivas as illasoes que faz o communicante, baldas
de fundamento e de razio.
Lamento, porm, a provocarlo que me faz o Sr.
communicante ; sem duvida talvez por lhe doer aa
canallas, sein se lembrar que toda esaa provoca-
gao atrozmente injuata e dealeal. Reapoodi maia
do que pretenda, obngaudo-me a lano o Sr.
cummuaicante. Direi anda algumas palabras.
Agora que o Exm. Sr. presidente poz em exe-
cugo o art. 31 da|lel o. 510 do orcamenlo ri-
gente, nada mais fez do que eumprir a autorissgo
qua lhe foi outorgada pela assembla provincial,
brada e grita eootra a presidencia, e sobro miro
disse o que se podia dizer de inexacto, com ma-
ligoidade tal, que atiente como est dos negocies
do coosulado oega que nao foi essa a Intenco da
assembla, quando eata para reparar oa prejuios
com a remogo que Uve da thesouraria para o
consulado, fol que formalou o citado artigo, oras
vez, que timbea, segundo as 1*1* existentes afu-
tra maneira nao podia compensar M annos de
aervgoa, mitos t meai paiz.com mioguados ven
cimeotos, sempre envolvido esa campeonas e com-
bates : por eoneqdeoeia foi lstigl que me fez a
assembla. I igSalmentt o Eira. Sr. presidente.
Sr. commloiai'nte, por ata oltini vez s tos
digo que, quera procura a arma do anonvmo pa-
ra fazer acres censuras propriis lmente da co-
vardia, desconhece inteiramente a regra do ca-
valheirismo e se eolloca na posfgo da vilania ;
fazendo-vos ver mais que pela ponta do manto do
vosso envoltorio sois canhecido pelo abaixo aa-
slgoado, pela razo tambam de lhe oo ser ex-
tranha a vossa fraocezia.
Teoham paciencia, Srs. redactores, e publi-
quem estaa llnhaa. do que muito obrigado lhe
ser o seu conatsnte leitor
Francisco Antonio da Silva Cavalcanti.
Sri. redactoresNao ha posicSo mais difflcil
em sua misso, maisebeia de espinos e de do-
res do que a daquelle que tem por flm adminis-
trar jualiea aoa seus eoneldados, especialmente
qaando os seus actos sao desvirtuados, e comen-
tados por homens ebetos de preveoges eivados
de mos principios e tem priocipio algum de
moral,e aem nogo alguma do bom.
Essa misso, aioda ss torna mais agr, quando
certos papeluchos rebaxando a alts importancia
da imprensa, e langaado-a no lodagal da calum-
nia, tomara-ae echos de certos intrigantes e ga-
nhadoraaque tanto abuodam pelas comarcase
termos do interior da nossa proviocia.
Por mais que me esforc em nao responder as
diatribes, que langa o estelionatario Jos Antooio
da Silva e Mello, sobre as autoridades desta co-
marca, nao me conlenho quando leio o srsnzel
do Lolaia.
Muito barulho tem feto Mello para ter impor-
tancia nesta trra, e querer aer hoje martyc da
liberdade quem nunca passou de um miseravel
farropilha, o mais que alcaogou foi ser escreveo-
te de secretaria, e isto segundo me dizem depes-
slroa conducta, erabora j teoba elle publicado
alleslados de ptima e regular consueta.
Quem ti ver acompanhado a leitura daa corres-
pondencias que por algum tempo aahiram im-
pressas com o pseudnimo de cavalleiro desbar-
bas brancas, depois com S. M. e Analmente com
a de Lolaia, ter visto o que se tem dito das au-
toridades desta comarca, para as quaes tem sido
mister muita paciencia e resignago. para verem
s sua reputago. nome e honra barateadaa ; por
quera nunca leve neo reputago, nem nome e
nem honra; e aqu applicavei aquello rifo do
povochama aoles que le chamem.
Muito lera se esforgado Jos Aotonio da Silva
e Mello por fazer crer ao publico que elle nao
criminoso ; que elle nao commetteu o crime pre-
visto no art. 264 do Cod. Crim. 1*; para isto
tem elle envidado todos os meios immoraes que
lhe suggere a educago immoral que recebeu,
vomitando tota a aoa bilis sobre a* autoridades
desta comarca ; por que o delegado recebeu ejo-
tra elle urna denuncia por crime de eateliooato.
Quem oo esver a psr das circumstancias do
processo, como eitiro todos aquelles que dell
nao tem conhecimento ; por cerlo assim iul-
gar. '
Que Mello commetteu o crime porque hoje echa-
se pronunciado, prova-se oioacom o depoimeo-
to das lestemuohas e tarobem por cartas por elle
escriptas, que se scham juntas aos autos, e per-
guoto-lhe eu agora, um alvogado que trata com
o sen coosutuinte receber delle cem mil ris
para asaistir a sua formacao de culpa e deten le-
lo no jury; e esse advogado abusando de aua
misso assiste ao inquerimento daa tealemunhas
nao defende-o no jury; ter diroitj a paga pro-
metida ? e tendo elle direito a essa paga poder
mandar buscar um cavallo de seu coostiluinte, e
vende-lo para se pagar?
No meu fraco entender parece-me que nao ;
por que ninguem pode se cagar por suas maus
emoora oao pense assim Moli: porm eu julgo
que quem langa mo do alheio e vende-o para
se pagar, commette um crime; e este nao pode
deiiar de ser o que I nossa legislsgao previo no
8 I do art. S84 do Cod. Crim. ; e se nao fosse
assim mal dos devedores.
Bis o ficto pelo que tanto barulho tem feito
Mello, iocommodando o presidente da provincia
cora represeoUges, e segundo diz o proprio Mal-
lo, fazendo com qua elle ordeoasse em officio
reservado ao delegado que lhe remeltesse o pro-
cesso, e remeltendo-o depois em outro reservado
aojuiz de direito, nao sei como nao diz que o
presidente ordenou a dasproouneia ; pena.
Cuta-me a crer que isto ae dtse, e acho que
uma calumnia que Mello langa a administrago
da provincia, por que a ser verdada lase ia a in-
dependencia do podar jodiciario, por que o poder
administrativo do paiz avocava a ai processo
pendentes contra o disposlo no 12 do art. 179
da Const. Pulil., e aniquilava a acgo da justiga,
podendo por esta forma destruir procesaos e lan-
gar a culpa sobre os juizes processaotes.
Se o poder judiciario entren* comparado com
o executivo, sem acgo; a passar tal preceden-
te o que ser??
Se a primeira autoridade da provincia, como diz
Mello, esleve com o processo, examioou-o, por
que oo demittio o delegado que arraojou o pro-
cesso (expresso do Mello) antes elle contina a
exercero lugar e gosar da cooflanga delta ; tem
duvida por que o facto nao to innocente como
diz Mello.
Hoje que Mello acha-ae pronunciado, ei-lo a
gritar que perseguigao, por que elle no Limoei-
ro era o uoico que punha cobro aos desmandos
das autoridades.
Desgranado do termo, desgranada da comarca,
desgranada da provincia quaodo entes como Mel-
lo e outros, fossem as que obstassem os desman-
dos das autoridades.*
Qaaes sao os desmandos das autoridades ?
Terem processado a Mello por ter elle laucado
mo do cavallo de lavares vendido aem consen-
tmenlo deate, como ae v das cartas de Mello,
junio aos autos, e naa quaea confessa que eslava
arrependido do que flzera, e oas quaes maadava
que um alguem, creado pela aua imaginago,
dise 609 miieravel mulher de Tavares ; e di-
gam-me qual a razo por que sendo Mello credor
de Tavares, manda dar a aua mulber 60, e con-
fessa-se arrependido ; por que j ah elle tioha
viato o alcance desse facto e o crime que com-
metiera, que nao devia flcar impune, quando
elle era praticado com um mizeravel, e este dava
uma queixa em juizo.
Mas Mello que um rapaz de recursos, j disse
em uma correspondencia que a mulher de Tara-
res apparecera-lbeem caaa pedlndo-lhe uma aa-
molla, e elle mandara a ase alguem que lhe des-
se 60#. "i
Muio caritativo o tal Jos Antonio da Silva e
Mello que d a uma pobre 60#??l I
Eis os desmandos das autoridades do Limoeiro.
At o papelucho Liberal, aoalhemaliaou aa au-
toridade do Limoeiro, o governo da provioeii
que as conserva, e acabou com um pedago a D.
Quixote :S o bacamarte que pode dar cibo
deste estado de cousasmisericordia.
Desgragado do paiz e desgraciaos os homens
honestos quaodo subirem laes bomans ao poder,
com to boaa idaa ; por que teremos uma re-
geoarago de bacamartet, e um baptismo de
saogue.
Baata que tambem quero ser lido.
Limoeiro, 6 de margo de 1862.
A alma de Luix XIV.
que 11 o mesmo aonuncio, assentando por coose-
guinte, que tinha sido erro ou falta do redactor
do nuncio. E nao havendo motivo para qua
S. S,, e nem outro qualquer seohor de eogenho
vixinho atiriboisse a M uma semelhante imputa-
gao, aoceguei um pouco, at que leudo hootem o
fiAri ote T flo corrente, deparei com grande pas-
mo o aonuncio de S. S. esse respeito; e res-
poodndo-lhe eom a franqueza e lealdade que me
sao provrbWes, que nao tive intenco ds ferlr a
S. S. e aem a pssoa alguma, e mesmo que nao
detetsaM tal redaego, lhe digo, que se S. S:
(em seno commum, deve saber que se eu o qui-
zaste ferir, nao o faria por allusdes, e sim de
frente e declaradamente como sue ser meu costu-
me-, que S. S. eonhece, e sempre com a verdade,
assim como eonhece o publico sensato, para
quem appello, e que sempre quererei para nosso
juiz ; porque to bem sei que no paiz ha lela para
punir soldados, estpidos, debochados, ladroes,
orgulhosos, insolentes, poderosos a vapor, beba-
dos, malcreados. Calumniadores, etc.
Engenho Santos Meodes. 17 de marco d 1862.
Laurenino Gomes da Cunha Pertira Beilr&o.
Mulher se os horas de um longo silencio
Um praoto saudoso rolar-me na fronte
E' teu este pranto
Aceita-o de uma alma que auseote de II,
Suspira to tingue de amor ternemente
No doce quebranto.
S* am sonho risonho le fr embalar
Na mete ctlmosa das noutea delus,
No leito furmoso
Aceita este sonho, que puro innocente
Primeiro em minh'alma saudoaa flucta
De um beijo extremoso.
Se um leve suspiro teu rosto fagaeiro
Rogar vagaroso de um hslilo quente
Disaer-te um adeusl
E' meu o suspiro que exalo saudoso
D'um peito amoroso constante innoceote
De um beijo dos teus.
L quando a vo'.upia quebraren) teus leios
Enrolla em suspiros pairar fascinante
Lembranga de amar
E' minha lembranga parta de minha alma
Que sciama em amores de amor delirante
No magoanciar.
Se t reclinada no leito de amores
Volvendo teus olhoa por entre a janella
A la de praia
Mirares um rosto tristonho saudoso.
Suu eu junio a la coolemplo-ie bella
leu pranto desata.
Se o doce murmurio dos ares oa calma
Tremer no teu negro lustroso cabello
Diseodo saudade
Sou eu que te mandn sou eu que te adoro
Que gemo saudoso que morro que anbalo
Por li oh I deidade I
Se t no silencio da noite acismaodo
Psrtido de magoa gemente de dr
Um ai eseutires
Sou eu que suspiro pensando em meu leito
as horas saudosas, saudosas de amor
De tristes peosires.
LS quaodo a volupia quebrar em teus seios
Rogar em teos labios ligeiro tremente
Um mgico beijo
Sou eu que te envi recebe o manejo
Recolhe em teus aeios o nuncio tremente
De ardente desejo.
Mulher se as horas de um largo silencio
Um pranto ia adoso rolar-te na fronte
Eu quero este praoto
Concede-me oh I anjo que ausente de li
Anceia em suspiros de amores Ungente
No doce quebranto.
Ao Sr. Luiz de Albuquerque
Maranhao.
Teodo eu mandado redigir por pesso de minha
maior ooouanga o aonuncio inserto oeste Diario,
em data de 13 de fevereiro prximo passado, acer-
ca de meu eacravo Firmioo, fgido a 9 de Janei-
ro, posiuido da maia pura boa t e ioteogo, acer-
ca de Sr. Luiz Maranhao, de quem haviarecebido
uma obaequiosa carta a ease respailo em respot-
ta outra, que lho dirig, min como acerca dos
outros seohores de sogenhos visinhos, bem longe
eslava do pensar qu meu aonuncio labiria tsl
qual o II, o qua muito me vexou, recaiaado que
alguem mal intencionado me quisease atlribuir,
o qu me atiri S. S., com a podar informar
de aea amigo lavrador Antonio Bernirdo 4
Moura, com quem converse! dous din depois,
Governador da capitana de Pernambuco.
Eu El-Rei vos envi muito saudar. Veodo que
oesse estado cootinuam as doengas, nao s com
grande mortandade dos seus moradorea, mas tam-
bera doi forasteiros que a elle vo em razo do
commercio ; e desejaodo que se evilssse to
grande damoo a meus vaasallos, mandel tomsr
exacliisimas ioformacoes aasim dos avisoa como
das pessoas que vieron desse estado ; e orde-
nando que todss fossem vistas, e examinadas pe-
los mdicos de mloha Cmara, pareceu a todos
conformemente que as doeugas que se padeettm
osse Estado tiveram ciuss as aguas que se re-
presaran) com a nova ponte que se fez nesse
Rio ; porque havendo de ser obrada com arcos
para a vasa o, e corrente das aguas, se flzera um
paredo com uns canos, pelos quaes nao podia
sshir, nem correr de sorte que oo ficassem re-
presadas, e formasiem um grande lago de dilata-
da circomfereocia, o qul pela qualidade do cli-
ma, e pela corrupgo dai arvores, nao s infec-
cionara as agoss, mas juntamente os ares, exha-
lando nocivos vapores ; sendo esta a causa total
de tantos males, como se tem padecido. Sou ser-
vido ordenar-vos, que tanto que esta minha car-
ta receberdes, fagaes que no paredo que serve
de ponte se abram uns boqueires to largos que
possam por elles sshir livremente todas as aguas
que ao preseote esto represadas, e que sempre
possam correr livres as do Rio, como corriam
aotes quando havia a ponte de madeira ; e para
serventa da gente se podero por por cima daa
aberturaa madeiras, para que possa pastar de
uma para outra parte ; e pireceodo que neita
forma nao tero bastante correntezs as aguas,
mandareis derrubar lodo o paredo, e fazer-se
ponte de madeira, como d'antes havia. E por-
que se eotende que em tanta distancia de ierra
como as aguas tem alagado ser necessario fa-
zerem-se algumas vallas, pelas quaes escorreodo
as aguas, possa a trra flcar enrula e sem humi-
dade, de que nasgam vapores, se maodarao fazer
as dilas va las aonde forem necessarias ; e se en-
tende que ser conveniente, antes que as valae
se abram, esperar-se que aa aguas vivas entre
a mar a coorir a ierra al aquella parte onde
cosluma entrar, porque assim com sgus salgada
flear mais purificada. E haveodo nesse ligo lo-
do de to m qualidade, como se dir que ou -
vindo os mdicos, e ss pessoas que vos parece-
rem de melhor, se assenlar com os officiaes da
esmsra juntamente a precaugo que deve havar,
assim para que o mo cheiro dos lodos, e os
ruios vapores que delles nasceram em o princi-
pio oo faro damoo aos moradores desse esta-
do, como tambem aos trabalhadores das vallas,
considerando-se o modo com que se poder dar
melhor providencia em lodo que fr necessario
psra seguranga da siude. E porque se admittio
tambem que seria conveniente, que por espago
de cinco, ou seis anoos se oo abrissem aa co-
ras em que se eoterraram os mortoS deste mal,
teodo uma s igreja desta povoagSo e pequea,
ordenareis que de nenhuma maneira se abra den-
tro do dito tempo sepultura alguma, e que para
os que novamente morrerem se destine lugar sa-
grado fra da igreja, poodo-se sigoaes sobre ai
sepulturas para que por erro se oo sbram, ad-
verliodo-ae que aejam profundas para que astim
flquem maia cobertos os ditos corpos, e os aras
mais livres dos teas vapores. (*) F. de vos fio
que vos empregareis neste particular Com tanto
cuidado e zelo, queteoha eu multo que agrade-
cer-ros, e Ique se evilem aa doengas de que re-
sultara to irreparareis prejuizos a todas essat
conquistas, e conseqoeutemeote a este reino.
E de que assim o tendes exeeutado me taris avi-
so pela primeira embarcago que sabir desse
porto. Escripia tm Lisboa aos 27 denovembro
de 1685. Rei.
COMMKKCIO.
Praca do itecife 19 de
mar^o de 1862.
fVs \uAtro Uoras da tarde.
f.olacoes da junta de corretera.
Acces.
Noro Banco de Peroambuco 5 0[0 de pre-
mio.
Dia 20___
Nao no u vera m cotages.
J. (la Cruz Macedopresidente.
John atissecretario.
NOYlfBiNCO
DI
ri:it\t vimto
O novo banco paga o 8' dividend de
12j)f por accSo.
i iii fc.
() a aoesit attaaes catacumbas equlralr
tanto on alo ?
y


X
DIA'JUO DEiPEBNAMBCO* SEXTA F&lfiA 21 DE MAR^O DE 186*.
Alfandesa,
llendimentodo dala 9.
dem do da 90 .
292:408*461
11.93|675
304.3381336
Muvlmeuto a Kauadeajat.
VaUmes airados com fazendas..
> ion ganaros..
Valamea aahidoa aom (azandaa.. 78
eom gneros.. 230
_=- 308
Desear raga m hoje 21 do margo.
Barca nacional TraviatTaos gneros.
Hrigue ingles Rusalie bacalbo.
Brigue porluguezRelmpago ranos gneros.
Polaca hespanholaMara Lloberasecarne.
Culer nacionalEmmavarios gneros.
Recebedoria de rendan Internas
sjreraes de Prnambuco.
Rendimento do dU 1 a 19. 34:2869760
dem do dia 20.......1:105,710
vincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e as clau-
sulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a mesan arre-
matado comparecam na aala das sessdes ds refe-
rida junta, do dia cima mencionado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aduar o presente e
publicar pelo|Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de margo de 1862.
O secretario,
A. F. da Anouociacao.
8 ferros a 640 reis, 5(760 ; 7 saceos de tapete a
29,149; 1 Iravesseiro grande por 400 reis; 1 colx
grande por 39000 ; 1 oito betxo por 29C00 2 ditos
baixo a 19, 39 ; 3 ditos grandes a 59.15f ; 8 tra-
veaaeiros de la a a 500 ra., 49 ; 2 ditos de velbuti-
na a 19, 2| ; 2 ditos de seda a 19, 29 ', 20 ferros
para selin a 40 rs., 800 ; 8 couros de cabra a 320
ra., 29560; 3 travesseiros de marroquim a 19, 39;
31 Taras de panno de linho de colxo, a 330 rs.,
9(920 ; 65 ditas de algodo a 240 rs., 159600 ; 13
pegas de panno de colxao com 507 varas 300 rs.,
1529(00; 4 colxes Tastos a 19,49: 6 ditos gran-
des a 19500, 99
35:3925470
Conamlado
Rendimento do dta 1 a
ldam do dia 20. .
provincial.
19.
50 7961337
3:0389333
53:834670
Clausulaa etpaciaes para a arrematacio.
1.aO arrematante dar principio A obra logo to sacco por 19*00; 2 assontos de selin, 29 ; 2
que for para esse fim aTisado pela directora das colleiras para cachorro, 80o rs. ; capim luca 19^
obras publicas e a concluir no praso de aeis me- i1 prensa para tizar capas, 2009 ; 1 carleira e 1
zes contados da data do aviso. cadeira por 109 ; 1 relogio de parede 10$ ; meia
2.aO arrematante 6 obrigado a seguir exala- libra de cera, 320 ra ; urna porgo de ferrameota
mate na execogo da obra, a planta e orgamento de uso por 159 i 1 machina de ilhoses 4f; 1 bur-
approrados, assimeomo a cumprir restrictameo- ra de (erro por 609 9 pares de crrelas de capo-
te aa inalrucgoea do engenheiro incumbido da ras a 100 rs., 900; 11 correiaa de picadeira a 100
ospncgo da obra. rs., 1 JlO ; uro porgo de laa de canna 50$ ; lia
3.*O arrematante Oca sugeito a obaervar em i de boi 29 ; dita de algodSo 500 ; 24 crrelas de
toda sua pleoitude as obrigages que lhe sSo im- i foceira a 160 rs., 3*840 ; 1 meio de sola da trra
Pela subdelegada da freguezia de Santo An-
tonio se faz publico que se acha recolhido casa
de deUnco ordem da mesma aubdelegacia o
prelo Joe, que diz ser pertenceota tripolagao
do paifaabote Espadarte, e ser escra*o, por ser
encontrado depon do loque de recolher. Recite,
20 de margo de 1862.
O subdelegado
Maooel Antonio de Jess Jnior.
Pelo consalado de Portugal em Pernambu-
co se fax publico, que tendo fallecido ioleatado o
,-... B..subdito portuguez Jos Joaquim Ribeiro de Oli-
2 ditoa ditoa a 19500, 39 ; 1 di-lveira, em 13 do corrente, se procede a arreua-
dagio e liquidadlo
sahir para o sul leJWtUiTrlis escalas no dia 24
do corrate ss 5 bates da tarde.
Recebe carga at o dia 22 ao meio dia*. Encom-
mendas, passsgeiros e diaheiro afrete at o dia
da sabida
Mattos n.
horas: escriptorio ho Forte do
Movimento do pono.
Navios entrados no dia 20.
Penedo2 dias, cter brastleiro Emma, de 54 to-
neladas, caima o Adelino Elpidio do Pioho,
equipagam 6, carga arroz, milho e outros g-
neros ; a Jos Goncalres Torres.
Rio de Janeiro13 dias, barca brasileira Travia-
ta, de 530 toneladas, capilo Antooio Fraocis-
co de Silva, equipagem 15, carga milbo, caf
e outros gneros ; a Domingos Ferreira Maia.
Sergipe6 dias, hiale brasileiro Garibaldi, de
109 toneladas, capillo Custodio Jos Visona,
equipa^em 8, carga assucar; a Tasso & lr-
mao.
Liverpool30 dias, galera iogleza llermione, de
333 toneladas, capilo John Towill, equipa-
gem 15, carga faxeodas e outros gneros; a
Jolioaloo Palor & G.
Valparaizo7 metes e meio, tendo sabido de
New-Bedford, a 55 rnezes, barca americana
Alio, de 236 toneladas, capilo T. 11; Loure.oce
equipagem 29, carga 500 barns azeite de pei-
xe ; ao capilo. Veio refrescar e srguio para
New-Bedford.
Mossamedes70 dias, tendo sabido de New-Bed-
ford. a 33 mezes, barca americana Mellonty,
de 186 toneladas, capito C. A. M lber equi-
pagem 24, carga 170 barns com azeite de pei-
xe; ao capilo. Veio refrescar e segoio para
New-Bedford.
Santa Citharina20 da, ten lo sahido de New
Bedford a 41 mives, galera americana Lancas
ter, de 333 toneladas, c.ipito T. N. Russell,
equipagem 23, carg 1800 barris eom azeite de
peixe; ao capilo. Veio refrescar eseguiopara
New-Bedford.
Rio de Janeiro 25 dias barca francesa Sanio
Espirito, de 403 toneladas, capilo Guellet,
equipagem 14, em lastro : Tissel l-'rere & C.
Havre59 dias das barca franreza Azud, de 223
toneladas, capilo Le Roy, equipagem 12, car-
ga, fazendas e outros gneros ; Tissel Frere
&C.
Savias tahidos no mesmo dxa.
llio (rande do Norta-*Barca iogleza Margarel,
capilo (juing, em Uslro.
Ass Brigue rasileiro Trovador, capilo Ma-
ooel Corroa dot Santos, em lastro.
HiolGrahde do NorteHiale americano J. Dar-
ling H. W. Penny, em lastro.
Fortos do SulVapor rasileiro Apa, commao-
dante Joa'juim de Paula Guedes Alcoforado.
llio da Prala Pafcho porluguez Farlo, capilo
Jos Aexudre Lopes Ros. ** r.
postas no capitulo 3 da le proTincial n. 286.
4."O pagamento srr feito por prestvgbes
meosaes conforme o namero de bragas promptas,
oo sendo, porm, um numero Inferiora sexta
parle da obra total.
5 aO arrematante nao lera direito a reclama-
gao alguma tendente a indemnisaco, qualquer
que seja a nalureza das allegages em que se fun-
dar para tal fim.
Conforme.
A. F. da Aonunciago.
o> r
(3
a.
I
Joras.
1
e
Almosphera.
S i O zz Cn W 5d <
*> V ** en C/ en ttireccao. y. o
I oo 00 MI $ 00 1 ^ | t'arhenheil. 1 H n 3 a
"en * o C- Centgrado. c > Y"
i C-i 05 -i 1 lygrometro.
O o o O | Cisterna hydr ** mtrica. 0-
-4 -4 'o O "o W -4 O' ^> 00 "o -1 CX _oo o en O Francez. > a o m w H 31 O
"<=> Inglez
A noite clara com alguns aguaceiros, vento
ESE regular e assim amaoheueu.
OSCIt.ACAO II* MAR8.
Preamar as 8h. 6' da manha, altura 6,6 p.
Baixv-mar as t b. 18' da tardo, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de mariona 20
margo de 1862,
de
ROMANO STEPPLR,
1* lente.
Editaes.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria pro-
vincial, em curuprimcnio da ordem do Exra. Sr.
presidente da provincia de 14 do correle, man-
da fazer publico qe no dia 10 de abril prximo
futuro, peraulea junta da faienda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos
ilnr n obra do sierro a fazer-se as ras do Sebo
0 i'rcmpe, avallada em 5:972?>000 ris.
A arremalaco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 313 de 15 de maio de 1851, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
laco compareca.-n na sala das sessdes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo Meio dia e
competentemente habilitados.
C pan constar se mandou aliar o presente e
publicar polo Diario.
Secretaria da lliesourarii provincial de l'er-
uambuco 18 de margo de 1862.
O secretario,
A. P. da Annunciago.
Clausulas especiaes, para a arrematago.
I"O arrematante dar priocipio as obras
quiaxe das depois dn lhe ser entregue o respec-
tivo termo do contrae!", e conclu las-ha no
prazo de tres mezes: seguindo se na falta de
qualquer destas corjdigoes o que acerca deltas
dison o capitulo 3" da lei provincial o. 286.
2*O arrematante obrigado a seguir recta-
mente na execugo da obra a platila e orgamento
approvado, assim como a cumprir instrictamenle
as inslrucges do engenheiro incumbido da ius-
peceo da obra.
3oO arrematante Uca sugeito a observar em
toda sua pleoitude a obrigages que lhe sao im-
postes oo capitulo 3o da lei provincial n. 286
4O pagamento ser feito em tres prestages
iguaes correspondeudo cada urna a terga parle da
obra tolal e quaodo essa terga parle csiiver aca-
bada.
5"-M) arrematante nao ter direito a reclama-
do alguma, tendente a indemnissgo, qualquer
que seja a nalureza das allegages em que se
fundar para tal fim.
Conforme, o secretario,
A. F. da Annunciago,
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
viacial, em cumprimenlo ds ordem do Exo. Sr.
presidente da provincia de 14 do corrente, man-
da fszer publico que oo dia 18 de jucho prximo
futuro, peraolea juntada faxeodada mesma the-
souraria, se hade arrematar, a qaem por menos
Ozer obra do calgsmeolo a fazer-ae as ras do
Sebo e Trempe, avallada a braga qaadrada de
empedrameoto pelo systema Mac-Adam em 309
e de calcameoto de pedras singulares em ris
169000.
A arrematago ser feita na forma da le pro-
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recifa, tendo rece-
birlo do Instituto Histrico Brasileiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que'concorrm para area-
lisaco dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secrelaria da mesma cmara as
quanlias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil reis, era mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se preslaro de boa voniade a rea lis-
gao desle grandiozo fim.
Pago dacaraara municipal do Recife, em ses-
so de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, ollicial maior servindo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Magestade o Imperador a
sua iramidiata piotecgo, resol ven que se levan-
asse nesta corte urna eslatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigisse um tmulo digno
de seus p reciosos despojos; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marino re pela grali-
dao brasileira, eque devem iransmillir a posteri-
dade as tradigdes glonozas que se Ii;am a um
dos grandes vultos nacionaes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assignados, membros da conimis-
so a que o Instituto Histrico incumbi to
nobre misso, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripgoes populares entre os
seus municipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas d- povo.
A coramissao desejando que todos os Bra-
sileros posam concorrer para lo patritico
monumento, quaes quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quanlias
entre mil e dez mil reis.
Deven lo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anoiversario na-
talicio de Jos Bonifacio de Andiada e Silva ; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignem de
coadjaval-a em to louvaxel erapenho, activando
e apressando a subscripco, enjo resultado sei
publicado as follias diarias d'esta capital.
Ueus Guarde Vv S. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs preslente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recite da provincia de l'eriiambMco. Enzebio
de Queiroz Coulinho Mallozo Cmara Joaquim
Nwrberio de Souza Silva,Joo Manoel l'ereir*
da Silva.Baro de Man Juf Ribeiro de
Souza Fonle.Henrique de Beaurrepain Rohan
outor Claudio Luiz da Costa Thomaz Go-
mes dos SantosF. S. Dias da Molla.
O Dr. Tristo de .Menear Araripe, official da or-'
dem da Hoza e juiz especial do commercio desla:
cidade, por S. M. imperial e constitucional,|
etc.
Pago saber aos que o presente editel virem 5
delle noticia liverem, que no oa 28 de margo
se ha de arrematar por venia quem mais der,
em praca publica deste juiz, as 2 horas da tarde
oa luja de selleiro da ra Nova n. 5, os objectoa
seguioles :
Urna armsgo e seus prtente., avalisda poi
500;; l sellius a 12$, 1689; 1 dito usado, 8 i
3 ditos pequeoos de sulla oo Macuii a 59, 1 le;
2 silhes de cu murga a 12;, -215 : 1 diio de va-
randa 120500 ; 7 ditos motados a 89. 569 ; 1 meto
de sola 209 : meio couro de porco 5 ', 8 ditos de
caroeiro lixados89; 8 ditos para vitos 8f: 3
pellos de camurga 39 ; 4 couros e meio para ca-
nfines a IOS. 455; 7 pares de cauhes para pa-
gero a I95OO, 109500 ; 9 cabegadas de lioho a 49,
365 i 2* dita9 surtidas a 29, 48 ; 38 de couro do
Aracaiy a 19, 389 ; 10 ditas de couro da trra a
500, 59 ; 6 ditas de couro de lustre a 1$500, 99;
10 redeas de sulla do Aracaty a 240 rs., 25400 ;
3 dilas de titas a 500 rs. Ig50; 1 rabiebo inglez
590 rs. ; 18 ditos de sola a 500, 99 ; 1 dito de
sola do Aracaly 160; 3 pares de loros ioxlezes
35 ; 16 ditos sorlidus I69; 22 ditos de sola do
Aracaly a 500 rs., 115 ; 1 lornho para silhi) 160 ;
46 pares de silha* de las a 800 rs., 365 i 38 ditas
de ali-ndo a 200, 760O; 14 dita a 160 rs..
22(I; 10 cintos para pagem a 500 rs., 59 ; 16
ditos estreitos a 160 rs., 29560 ; 40 pecas de filas
a 29500, 1005; 516 varas de fitas'a 200 rs.,
1039200; 148 pegas de filas de algudo a 19500,
222); 73 cilos do borracha a 160 rs., 11968 ;
16 fundas sorlidas a 19500, 249; 17 fundas 00
Porto a 320 rs., 55410 ; 2 macas de lustro a 39,
6$; 3 caldes franceses a 59, 159 ; 8 ditos a 39,
219; 17 mantas de paooo lino 51 j ; 1 manta de
maracaj 49; 25 cochina de linho a 29, 509; 8
sapalos da ierra a 500 rs., 49; 5 silhas raeslrasa
500 rs., 25500; 6 varas e meia de lona a 610 rs.,
49160; 52 covados de baste a 500 rs., 269 ; 122
covados e meio de flaoelli a 240 rs., 299280; 47
covados e meio de velbutina de coras a 500 rs..
239750 ; 2 varas de estopa a20 rs., 400 rs.; 28
covados de panno fino a 2g, 569 ; 158 libras de
linha preta a 640 rs., 1019120 ; 42 ditas de cores
a 800 rs., 339600 ; 10 arrobas de fio de rolcho
a 45. 409 ; 23 libras de os de cores a 1& 235 87
ditas a 500 reis, 439500 ; 8 chicotes de baleia a
19000, 89000;3 ditos pequeos a 500 reis, 19500;
8 ditos de marlello a 29000,169000 ; 5 pomas de
chicote a 320reis, 1 $600; 17 releas para selim a
320 reis, 59440 : 8 picadeiras largas a 2/000,
16$00 : 6 duzias de picadeiras de nielal a I9OOO,
72S000 : 9 picadeiras ocas a 200 reis. I98OO ; 23
ditas do Porto a 500 reis, II950O; 100 grosas de
prego? a I9OOO, 1005000 ; 17 fivellas de pagem a
500 reis, 89500 ; 2 pares de estribos de concha a
3900O, 09000 ; 10 ditos de metal, 209000 7 ditos
de lalo a 1$000, 79000 ; 8 ditas de mollas a 8g,
549000 ; 6 ditos de cesquioho a 59000, 309000 ;
10 ditos de sgo a 29000, 2O9OOO ; 14 parea de es-
poras a UOO, I490OO; 4 duzias de casquiBho a
59000 ; 2O9OOO; 2 duzias e 6 esporas da sgo a
59000, 129500; 87 cibegas de selim a 200 reis,
179400; 56 sses a 100 reis, 59600 ; 138 bocaes
de bayonetas a 100 reis, 139800 ; 10 refes de sar-
gento a 320 res, 39200:'29 grvalas de lustre a
240 reis, 69960 ; 1 par tf copos para gamo. 19 ;
12 escoviobas c coneaa a 200 reis, 29400 ; 7 gro-
zas de fivellas dobradas. a 100000. 709000 ; 3 e
meia ditas cobertas a 89OOO, 289000; 5 massos
de fivellas a 19000, 55000 ; 4 grozas de fivellas a
19500,6$ ; 17 ditas do Porto a 100 reis, 19700 ;
264 de fivellas surt las a 1*000. 2649000; appa-
relhos para barretinas, 10*000 ; 181 ludes, surti-
das a I9OOO. 1815000 ; 1 groza de livella por 500
reis ; 18 miiheros de laxa grande a 200 reis,
39600 ; 9 almofadas de maca a 320 reis, 25880 ;
15 de estribos caixade pao a 2*000, 309000; 1000
suvellas por 5*000 ;48armigoes de pagem a 19,
489000 ; 102 ausgues de pagem a 1*500, 153|;
por 29 ; 26 bacalhos de couro cri a 160, 4*160 ;
8 cadeiraa usadas de amarello a 2*, 20* ; 1 guar-
da roupa de amarello, 25*; 1 marquexa de ama-
rello 15* ; 1 mesa redonda 15$; 1 commoda osa-
da 159 ; 2 baoquiobas de abrir 20$ ; um espelbo
grande 15$ ; 1 relogio americano 10* ; 1 cande-
libro de viuro 10* ; 1 mesa elstica para jaotar
de amarello 15$ ; 4 cadeiras americanas usadas
8*000 rs.
Os quaes sao perteucentes a Diogo, l'ilhos & C.
e vo praca por execugo que Ibesmovem Mo-
reira & Duarte.
Coo hareodoilaogador que cebra o prego da
aTaliago, a arrematago ser feita pelo valor da
.adjudicado com o abalimeoto da lei.
O presente ser publicado pela imprensa e afli-
xado nos lugtres do coslume.
Recife 15 de margo de 1961.Eu, Manoel Ma-
ris Rodrigues do Nascimeoto, escrivo o suba-
crevi.
Tristo de Alencar Araripe.
Pela thesouraria provincial ae fax pablico,
que 00 dia 27 do correle Tai novamente a praga
para ser arrematado a quem mais der a reoda das
casas abaixo mencionadas, perleoceoles ao pa-
trimonio dosorpbos.
Ra do Sebo o. 12, easa terrea 160*000 por aooo
Ra do Rosario o. 14, idem 2015000 por auno.
Ra da Lapa n. 41. idem 181*000 por aooo.
Ra da Cacimba o. 65, idem 300*000 por armo.
Kua dos Burgos n. 68 Idem 205*000 por aooo.
dem idem o. 69, 1259000 por snoo.
Ra da Seozala Velha sobrado de dous andares 11.
79, 6509000 por aooo.
dem idem sobrado de dous aodarees o. 80,
6509000 por anuo.
Ra da lima n. 83,162*000 casa terrea por aono
dem idem n. 84, 168*000 idem idem por anuo.
Ra do Pilar o. 96,157*000 idem pur aono.
Ra da Midre de Deus o. 35, 1:621*000 idem
por auno.
Estrada de Paroamehm sitio n. 1, 50O$O0O por
anoo.
dem, idem o. 2,120*000 por aooo,
Forno da Cal sitio o. 5, 352*000 por anno
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 15 de margo de 1862. O secretario,
A. V. d'Annunciagao.
O lllm. ~?r. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exra. S .
presideole, manda faxer publico, que no 27 des-
te mez, perante a juntada fazeoda.se ha arrema-
tar a quem mais der, o rendimento do imposto
de 10 [0 sobre os terrenos oceupsdos com o
planto do capim no municipio do Recita, ser-
vindo de base a esta arrematago o offerecimetilo
feilo por Ionocencio Mooleiro de Paula Borges,
da quaolia de 2:1009 por auno.
A arrematago ser feita por lempo de 33 me-
zes a cootar do Io de dezembro de 1861 a 30 de
junho de 1864.
As pessoas que quizerem arrematar o dito im-
posto, comparegira na sala das sesses da refe-
rida junta no da suprameocionado, pelo meio
dia e competentemente habilitadas.
4.E para cooslar se mandou aunar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da (hesouraria provincial de Per-
oambuco, 14 de margo de 1862.O secretario,
Aotouio Ferreira da Anouociago.
O Dr. Tristo de Aleocar Araripe, juiz de direito
especial do commercio desta cidade do Recife
e seu termo capital da provincia de Peroain-
buco, por S. M. 1. e C. o Sr. Pedro 11, que
Ueus guarde, etc
Fago saber pelo presente, que pelo merelissimo
tribunal do commercio foi ordeoada a abertura
da fallencia do commerciaue matriculado Jos
Alves Fernaudes, o se acha ella aberla tela sen-
lenga do theor seguinle :
Tendo em cou.-iderego o estado de insolveo-
i-encia do cooinierciaiile Jos Alves remande.-.,
cousisule dos presentes autos, e cumpriudo o
despacho superior a lis. 34, hei 1 or aberla a lal-
leocia do dito commerciaue a datar do dia 22
de fevereiro prximo passado ; e mando que se
ponhan sellos em todos os seus bens, livros e
papis para seguuem-se as demais diligeucias
legaes.
Nomeio curadores fisuaes da massa fallida a
Prenle Viaooa & C. e depositarios pro-isorios a
Mooleiro Lopes & C, deveodo squelies prestar o
juramento do estylo e estes assigoar termo de
deposito.
Faga-so. publica a falleocia por editaes, e se-
jam os credores coovocados para o dia 21 do cor-
rente mez, s 12 horas da manha oa sala das
audiencias.
Recife 15 de margo de 1862.Tristo de Alen-
car Araripe.
E por forga da mesma seotenca sao convocados
todos os credores do referido cmmerciaote para
comparecerem no dia e hora lodicados, afim de
iratar-se da ooineago de depositario ou deposi-
tarios.
E para que a lodos cliegue a noticia, mande<
passar editaes que sero affixados o publicado.
Dado e passaio ocsta cidade do Recife, aos 19
de margo de 1862.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivo o subscrevi.
_______ Tristo de Alencar Araripe.
de aeu espolio por este con-
sulado, deveodo por tanto seus credores habilita-
rem-se perante o mesmo dentro do lempo que
Ibe marca a lei.
Pelo mesmo consulado se proceder no dia
quarla-feira 26 do corrente pelas 10 horas da
manha us ra Direita o. 55 1 arrematago da
loja e mais objectos perteoconUs-ao espolio do
dito Jos Joaquim Rifceirode Olivetra.
Igualmente seaoouocia, que tendo fllecido
00 dia 16 do corrente Francisco Alves Pinto, de-
vem seui credores habilitarem-se da mesma
forma ; e ser arrematado sea espolio contando
da uns baus, e alguns trastes de pouco Talor no
oa 27 do corteule. ra do Eocaotamepto n. 13,
primeiro andar por cima da taberna pelas 11 ho-
ras ds manbaa.
Coosulado da Portugal em Pernambuc, 20 de
margo de 1862.
J. Henrique* Ferreira.
THE4TRO
Santa Isabel,
Sabbado 22 de marco de 1862.
Penltima representarlo da compaohia drama-
tica, e juntamente da compaohia arcrobala.
Grande e variado divertimento.
Logo que a orcheatra tiver execulado urna de
suas ouTerluras. dar priocipio ao espectculo
que ser dividido pela maneira aeguinte :
Primeiro quadro.
Repre,enlar-se-ha a linda comedia em um aclo:
A DAM4 DOS CRAVOS BRAMOS.
Pehsonagens. Actores.
Aoaatacio....... Mendes.
Emilia sua mulher..... U. A. Chaves.
B'lthazar seu lio...... Tbomaz.
Camilla mulher de Ballhazar. D. Jesuioa.
Domingos galego..... Lisboa.
Josepha, criada...... I). Carmella.
A acgo passa-se em Lisboa na actualidade.
Segundo quadro
OS DOUS TRAPEZ103.
Execulados pelos dous jovena Alberl e llyppo-
lito, oude _(> rer a grande agilidade e forga
muscular que sao dolados ditos jreos.
Terceiro quadro.
AS PYRAM1DES DO EGYPTO.
Pelo joven Albert, terminando pelo equilibrio
mais difficultoso que lem sido execulado em to-
do mundo e nico por elle oo Brasil.
Quarto equinto quadros.
WLI1AIIUIO IMK\0.
Sexto quadro.
A POLKA IMPERIAL.
Dansado por mademoiselle Garolioe e o joven
Alberl.
Setiui quadro.
Representaco da divertida Jcomedia em um
acto,
Minha Sogra,
Pela companhia dramtica.
Oitavo e ultimo qunlro.
OS JOCOS OLYMPICOS DOS ANTIGOS
ROMANOS.
Executados por Honorio Freir. Ferreira, An-
tonio, joven Alberl, e mademoiselle Caroline.
Principiar s 8 horas.
NMH1A PENUIBICA1U
DS
Navegado cosleira a vapor
Parahiba. Rio Grande do Norte, Macau
do Assu', Aracaty Gear e Acaracu'
O Tapor Iguarass, commandaole Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Acarac no dia 29 do corrente mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga al o da 28 ao meio dia. Encom-
mondas, passageirose diuheiro a frele at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
rom multa bravidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenia, capito Maooel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregameoto prompto : para o resto que
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz deOliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Baha.
O hiale Santa Rita, sogue em poucosdias, re-
cebe alguma carga a frele : trata se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Cor-
po Santo n. 6
Para a Babia
A vploira e bem condecida escuna nacional
c Carlota pretende seguir com muita breTida-
de, lam parle de seu carregameoto prompto : pa-
ra o resto que Ibe taita, trala-sa cora os saas
consignatarios Antonio Luiz de Olivelra Azevedo
& C Joo seu escriptorio ra da Cruz o. 1.
LOIIItIA
Amanhaa 22do^orrente andarao im-
preterivelmente as rodas da primeira
parte da primeira lotera a beneficio da
matriz de Taquaritinga, no consistorio
da igreja deN. S. do Rosario de Santo
Antonio. Os bilhetes e me.ios bilhetes
acham-se a venda na thesouraria das lo-
teras ra do Crespo n. 15 e as casas
commissionadas. Os premios serSo pa-
gos depois da distribuido das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
zmmmm anme mmmu
I Saques sobre Portugal.
SO abaixo assigoado agente do Banco
Mercantil Portaense nesta cidade, saca
effeclivamente por todos os paquetea so-
bre o mesmo Baoco para o Porto e Lis-
Sboa, por qualquer somma arista e a pra-
zo, podendo logo os saques a prazo serem
5 descontados no mesmo Banco, oa razio
de i por esoto ao aooo aos portadores
que assim lhe convier : uas ras do Crea-
po n. bou do Imperador o. 51.
Joaquim di Silva Castro.
Aluga-se o primeiro andar da ra larga do
Rosario n. 31, commodospsra pequea familia :
a tratar com o capilo Teixeira, no quartel de
policia.
Aluga-se a casa terrea
da roa da Duio u 41: a tra-
tar na ra da Cadeia do Reci-
fe u. 62, primeiro audar.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o brigue
escupa Joven Arlhur, lem parte de seu carre-
gamleolo prompto : para o resto que lhe falta,
(rali -se com os seus consignatarios Aotooio Luiz
de ( liveira Azevedo & C, no seu escriptorio ra
da Cruz o. 1.
tailoes.
LEILlO
21 do corrente.
I A. Burle & C. faro leilo por intervenco
agente OliTcira, do mais completo sorlimento
fazendas de seda, l, linho e de algodao
ma|is proprias do mercado e da presente esla
e
(MPAMMDa >i\ frrea
DA
Recife ao Sao Francisco.
LIMITADA,
Abertura da 3.a seceo al Gamcleira.
Do dia 25 do correte em diante ser fran-
queada ao publico a 3 secgo al Gameleira, e
nesse dia se emitlir bilhetes em todas as eata-
ces para ir a Gameleira c vollar pelo prego de
ma viagem siogela, para ouira qualquer esta-
co os presos de bilhetes sero como ordinaria-
mente.
O treni partir das Coco Puntas s 7 horas e
meia.
Subsecuentemente ser annuociada a tabella
de presos de bilhetes e todas as maia iuforma-
des.
AssigoadoE. H. Bramah,
Superintendente.
ESTRADA"DE FERRO
DO
Recife a Sao Francisco.
is quaes muilo espera .igrsdro a seus fregu
zei a quem especialmente conridam para o mes-
mo, que lera lugar
Sexta -feira 12
do corrente, s 10 horas da manha, em seu ar-
mazem silo na ra da Cruz do Recife.
LEILAO'
(LIMITADA )
Do dia 25 do corrente em diante ser entregue
ao transito publico a 3.a secgo da strada de
Cerro al Gameleira. Qs treos psrliro daa Cln-
l-%eo l'oota as horas do coslume.
AssigoadoEU. Bramah,
Superiotendenle.
\ vTTjiOS Sr&TXU5\Q
Declarac-
V
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MDM1TIKS & IHIPdDi.
1.' esperado dos portos do sul at o dia 28 do
cortete um dos vapores da compaohia, o qual
depois da demora do coslume seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passsgeiros e engaja-se
a carga que o vapor poder coodu7ir qual devo-
r ser embarcada no dia de sua chegada, en-
commendas e dinheiro a frele at o dia da sabi-
da as 2 horas ; agencia ra da Cruz ni, escrip-
orio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
SEXTA FEIHA 21 DO
Costa Carvalho far leilo em
na ra do ln.pi-r.id >r n. 6 junto
CORRENTE.
seu escriptorio
ao Bazar Per-
rlambucaoo, de 4 'anas terreas ds. 23, 25, 27 e
S9 silas na ra da Esperanza na Soledade em se-
f uimento ao Caminho Novo, tendo cada urna 2
.nas, qu'nlal murado, cacimba, em solo proprio,
i s quaes sero entregues pelo maior prego en-
lootrado.
30
A
Por esla subdelegada se faz publico que se
acha depositado um cavallo rugo grande, tomado
hoje oo acto de ser preso Jos Joaquim Rodri-
gues por suspeita de que furtado, visto que dito
Rodrigues iodigiladu como trslicaute neste ne-
gocio : pelo que quem se julgar com direito ao"
dito cavallo comparega, que pruvaodo lhe ser
entregue.
Subdelegada dos Afogados 20 de margo de
1862 Moraes.
Tendo esta subdelegada denuncia de Anto-
nio Flix da Silva de se achar nesle districto com
um cavallo pequeo e prelu, o qual se fazia sus-
peilo, o preodera e maodou depositar o dito
cavallo : quem se julgar com direito ao mesmo
aoimal, provaudo legalmeole Ibe ser entregue.
Subdelegara dos Afogados 20 de margo de
1862.O subleh'galo, Moraes.
Coiiscllio administrativo.
0 conselho administrativo, para toruecimenlo
do arseoal de guerra, tem de compraros objectos
seguiotes:
Para o corpo da guaroigo da Tarahiba do
Norte.
3 cordoes para coroetas.
2 caldeiras de. ferro para DO pregas.
2 castigaes de lalo.
1 colher de ierro.
1 copo de viiro.
10 eocbadas de ferro.
8 paz de ferro.
1 temo de pesos de chumbo de 3 otigas al 1/2
arroba.
1 pralo delouga.
1 lalba para agua.
Quem quier vender laes objeclos aprsenle as
propostas em carta fchala, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 21 do
corrente mez.
Sala das sesses do cooselho administrativo
pa/a fornecimento do araenal de guerra. 14 de
marco de 1862.
lenlo ios Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
Consulado de Franca.
Em conformidade com o art. .7.-da-.confenco
consular, concluida em 10 de dezembro m 1860,
eotre o Brasil e a Fraoga, o cnsul da mesma
faz pablico que o subdito francez Louia Hoberl
Baudichou, alloceu hootem.
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, lem parte de seu carregameoto
a bordo ; para o resto que lhe Calla, trata-ae
com os seus consignatarios Antonio Lsiz de Oli-
veira Azevedo & C, oo seu escriptorio, rus da
Cruz o.' 1.
dio de Janeiro
I* O bem coohecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com rouila brevida-
de, tem a bordo parte de seu carregsmeoto ; para
o resto que lhe falla, trata-se com os seus con-
signatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo &
C, no seu escriptorio ra da Cruzo. 1.
Para o Bio Grande
do Sul
segu com toda a brevidade por ler quasi lodo o
seu carregamenlo prompto, a barca llalhilde,
aiada pode receber alguroaa barricas a frele : a
cratar no escriptorio de Manoel Alvea Guerra, ou
m o capito Piolo.
Para o Porto
A barca portuguera Sileocio, capilo Fran-
cisco Marlius de Carvalho, pretende sabir com lo
da a brevidade ; quero oa mesma quiser carrejar
ou ir de paaaaRem, dirija-seao consignatario Ma-
noel Ferreira da Silra 'Carroso, na ra de Apollo
numero 28.
A 22 do corrente,
Malheus, Austin & C. faro leilo por ioter-
venco do agente Oliveira. de cerca 800 barricas
de faricha de trigo,sob diifereutes marcas, ave-
riadas a lurdo di barca americana Imperador,
capito Pouwer, na sua recento viagem proce-
dente de Philadelphia para este porto:
Sabbado 22
do corrente, s 10 horas da manha em ponto
(visto que o agente tem de seguir para nutro lei-
lo de fazandaa dos Srs. E. A, Burle o C.) em seu
armaz?m, ra da Sngala V.'lna.
LEIIJO
Para os Sr. armadores e ptop telarios
de carros lunebres, de espeguillias
por todo e qualquer preoo.
SEXTA FEIRA 21 DD CRREME AS 11 HORAS
O agente Cuimares vender em seu armazem
ni ra do Impera lor n. 37, por con ta e risco de
quem perleucer urna grando porgo de espegui-
Ihasque muilo convir pelo seu prego.
LEILAO
DE
S'jxta-feia 21 do corrente.
O ageole Pinto far leilo por despacho do
lllm. Sr. Dr. juiz da orphot de um eacravo
cnoulocom 18 anoos de tdade e urna mulata de
50 anuos, bens pertence.ntes ao inventario de
M Avkaos snersos-.
Grande laboratorio de la-
vgem.
Os donns dos nmeros abaixo mencionados
podem mandar buscar as roupas que esln prom-
tss : 87.158. 271,228. 210, 265. 331. 243. 163.
246, 125, 294, 293, 186, 214, 157, 218, 245, 216,
175,176,90, 180,219.
Ama de leile.
Coinpaahia da \ia frrea
DO
Recife a Sao Francisco
(LIMITADA.)
Do dia 31 do crreme cm oante sei fechada
a estacao da Pooteziuhs. e a cootar desse dia os
irens nao pararo mais u'aquelle ponto para lo-
mar ou deixar passageiros.
AstignadoE. 11. Bramah,
Superintendente.
t
do Brasil e Portugal.
Ra Montholon Paris.
propricta'ia deste estabelecimetto recei-
da encarecidamente aos Illms. Srs. viajaoUs
porluguezes e brasileiros, que tenham de vir no
correle anno a esta grande e bella cidade de
Pars, de honraren seu bello estabelecimento pa-
ra o que nao se tem poupsdo em aformozea-lo
com ricos movis em todas as salas e quartos,
como lamben) toda a casa se acha forrada de la-
pele, cortinados novos em todas as jnnellos e ca-
mas ; finalmente em tudo foi obrigada a fazer
orna reforma geral, alim dos Srs. hospedes lerem
(odas as commodidades como se faz preciso, e
nao como se achavam mal servidos no lempo de
sua antecessora rndame Schorou.
i>o estabelecimeoto tem o oumero de criados
e criadas necessarios para do prompto os hospe-
des serem servidos oo que possam precisar,-
igualmente tem bons cosinheiros sendo a comida
a porlugueza e franceza a vootade dos mesmo
seuhores; haveudo tambem no mesmo eslabele-
cimento quem falle o portuguez, como tambem
interpretes para mostrar os monumentos desta
capital e fora della aos Sis. viajantes. O esta-
: belecimcnlo tem para mais de cincoeota quartos
; como tambem differenles salas para familias es-
> taren vootade e com independencia ; sendo
ludo por precos razoaveis como observaro oa
mesmos Srs. viajantes.
A proprielaria,
Madame Julia.
GRANDE
HOTEL CEYTR4L
COtf ANHU PERIUMBUA!U
D(
Navegacao costeira a vapor
0 vapor PersiBQDga, commaodante Moura
Precisa-so de urna mulher tero filbo para ama-
mentar urna enanca de dous mezes, paga-se bem;
a tratar na praca do Cerpo Saoto n. 19.
Resumo
de geographia do commercio,
pelo Dr. Manoel de Fignei-
ra Paria.
- No dia 20 do corrente ser encerrada
a subscripcao para o presente li?ro. As
pessoas que assignaram, queiram man-
dar buscar as tres primeiras formas, na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Z Jos Joaquim Texeira, Portugus, vai para
o Kto de Janeiro.
LISBOA.
"le estabelecimeoto, coosideraTelmeule aug-
mentado, e completameula mobilhado do outo.
rivalisa rom osirimeiros botis da Euiopa, pelo
seu conforto e excedente servigo.
Tem magoiQca vista s< bre o Tejo, e commodos
especiaes so alcance de todas as bolsas.
Os empregados do hotel tallam as lioguas por-
lugueza, traoceza, iugleza e allema.
O hulel lem tambem caf e restauranl ala car-
ie, banbos, aalo do leilura com os joroaes quo-
lidionos do paiz, e mullos dos eslraogeiros.
Tem embarcaQes especiaes para passeios so-
bre o Tejo, e carros para Cintra, Mafra, ate.
Como os seohores passageiros vindos directa-
mente do Brasil, leem de fazer quareoleoa oo La-
zareto, podem dalli, quereodo, preveoir-se, dan-
do suas ordens (pelo correio diario do Lazareto
para Lisboa) ao proprietario do hotel. Os seoho-
res viajantes encootraro no hotel todos os ea-
clarecimeolos de que precisarem e empregados
para o se vico de sua bigsgem.
A. Butt,
Proprietario.
Machioas americanas.
Eni casa de N. O. Bieber & C., successor3,
ra da Cruz n. 4, vendem-ae :
Macbmaa para regar hortas e capim.
Ditas para descarocar milho.
Dilas para cortar capim.
Selios com pertences a 10$ e 209.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatro da Suecia.
Verniz de alcatro para aos.
Salsa parrilha de primeira qualidade do Tari.
Vinho Xeres de 1836 emcaixas de 1 duzia.
Cognac em caixas del duzia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrosas paqueaas. ,
T anaai


DIARIO DE PERNAMBUCO. a SEXTA Ffi&A 21 DE MARCO DE 1862.
STSTfi MA MEDICO HODELLOWAT
PlLLAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervs medicinaos nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Bei
ui'gno maistenra infancia, e a eompleicio mas-
delicada, igualmente prompto e seguro par;
desaneigar o mal na compleiQo mais robustae
enteiramenle innocente em suas operagoese ef
eitos; pois busca e remove as doenjas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam s portas da
inorte, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de baver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afililas nao devem entregar-tea des-
esperado; fac,am um competente ensaio daa
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, o
prestes recuperaro o beneficio da sande.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das segu o les enfermidades:
Dizimo do capim de planta do
municipio do Recife.
O ei-arrematanle Fraodaco Lint Caldas aviaa
aos aeahores plaotadoret, que podem dirigtr-ae
a pagar o que devem dentro de 15 das, na loja
dos Srs. Martina cY Burle, ra do Cabug o. 16,
alii o arrematante usar do aeu direilo. Recife
14 de margo de 1861.
Preciaa-aede um foroeiroe um amaasador:
na padaria da ra da Matrix da Boa-Vista n. 26.
Furlaram do lugar denominado Mara Sim-
plicia, no dia 6 do correte, doaa caralioa de um
comboy que vinha para eata cidade, sendo um
caalaobo, gordo, frente abarla, ps e moa caiga-
dos, iguaeabebe em braoco, urna cicatriz de den-
tada na nao direita cima do joelho, e oulro
pedrs, castrado, com mal de beatas na soca ea-
querda, e mais abaixo um O e logo mais um aig-
nal aislm 3 e um signel branco na venta eaquer-
da, ambos tem marca de ferro : quem dalles der
noticia, dirija-se a Olinda so Rvm. Sr. Hanoel
Jos da Triodade, que sendo verificada ser re-
compensado com 20$ porcada estallo.
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga;
nos rins.
Dureza no ventre.
Eufermidade no ventre.
Ditas no Cgado.
Ditas venreas.
Enchaqueta. .
Uerysipela.
J/ebro biliosa.
Febrelo da especie.
Gotia.
Uemorrhoidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestdes.
Infla mmacoes.
Irregularidades de
mensiruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abstracto do ventre.
Pliiysica ou consump-
c,o pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumalismo.
Symplomas secundarios.
Tumores.'
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Febro intermitente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do bul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs., cada
urna dellas contem urna instrucc,o em porlu-
gaez para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas.
0 deposito gtaal em casa do Sr. Soura
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
sa mbuco.
Joao Hibeiro Lopes, sukdito portuguez, re-
tira-as para Europa.
Flix Sauvage.'cidadfPo francez, relira-se
para Europa.
Julio Augusto da Cuoha Guimaries pede
aos amigse collegas do fallecido Sr. Tbo-
rne Rodrigues Peixoto, para assislirem
missa que em suffragio de sua alma io ha
de celebrar no aabbado 22 do correnle s 7
hnrs d.i rrunbja na matriz da Boa-Vista.
Por doliberaco dolllm. Sr. Dr. juiz de di-
ruito especial do commercio, sao convocados lo-
dos os eredores dos fallidos Machado & Souza.
para no dia 22 do corrento, a 12 horas da ma-
uba, comparocorem na sala das audiencias, atim
de se traiarem dasdiligeucias consignadas no ar-
tigo 842 do cdigo.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY
Milhares de individuos de todas as naces
podem testemunhar as virtudes desteremedic
ncomparavaleprovaremcaso necessario,que,
pelo uso que delle fizeram tem seu carpo i
membrosinteiramentesosdepoisdehafer em-
pregado intilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascurasma-
ravilhosas pelaleilura dos peridicos, quelh'ai
relatam todos os dias ha muitos annos; a i
maior parte dellas sao to sor prndenles qui
admiram os mdicos mais celebres. Quantai
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedo?
permanecido longo lempo nos hospitaes,o tai
deviam soffrer a amputaco I Dellas ha imu-
casquehavendodoixadoesses, asylos depide-
tmenlos, para se nao submeterem a essaope- S me de S Pereira no seu escriptorio, ra
rajao dolorosa foram curadas compleUmente, 25 da Cruz n- 53, desde s 6 at s 10 horas
mediante o uso desse precioso remedio.
5Ra estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continaa a col- #
9 locar dentes artificiaos tanto por mel de
molas como pela presso do ar, nao re- 9
cebe paga alguma sem que as obras nao 0
fiquem a vontade de seus donoa, tem pos s)
outras preparare a as mais acreditadas a)
0 para conservaco da bocea.
9 <
Precisa-se de urna mulher de maior idade
que saiba cosinbar para ser ama e tomar conta
de casa de um homem silteiro e que d conbe-
cimento: na ra do Torres o. 12.
Na ra Nova n. 33 precisa-se de urna ama
que saiba cozinbar, prelerindo-se escrava.
Aluga-ae ou vende-se o sobrado da ladeira
da S em Olinda : quem pretender, dirija-se a
ra dos Guararapes n. 46.
Recebe-ae ropa para mandar lavar e en-
gommarcom mua brevidade e por mdico pre-
go : na ra do Livrameolo n. 17, e encarrega-se
de mandar buscar e entregar.
c*" Annuncio.
Ao Sr. Dr. procurador fiscal da Ibesouraria
provincial foi ordenado que procedesse contra os
devedores de rendas dos predios pertencentes ao
patrimonio dos orphaos dos annos de 1859 a 60
e de 1860 a 61 ; podeodc acontecer porem que
muitas dessas rendas que devera m ser cobradas
pela extincta adminislraco.eslejam pagas, con-
vida-se pelo presenta aos inquilinos que foram
dos referidos predios a eomparecerem no escrip-
torio do mesmo Sr. Dr. procurador fiscal, ra do
Imperador n. 41, das 9 horas da manba s 3 da
tarde com os documentos de quitago, que tive-
rem, dentro do prazo de 10 dias, a cootar de bo-
je, para verificaren) ou pedirem a aua illimina-
gao da relago, atim de que nao se proceda con-
tra elles : assim como convida-se aos que quize-
rem pagar os seus dbitos para lirarem as com-
petentes guias d.entro dos mesmos 10 dias, visto
que lindos elles se proceder executivamente.
Recife 18 de margo de 11862. O solicitador da
fazenda provincial, Joao Firmiano Correia de
Araujo.
Na rua de S. Francisco n. 8, precisa-se de
urna ama que saiba bem engommar e cosiahar,
asaim tambera pretisa-se de um criado para com-
pras etc., c casa de homem solteiro com pouca
familia.
Precisa-se de um amasssdor: na rua da
Senzala Velba n. 84.
Desencaminbaram-se do poder do abaixo
assignado as seguintea ledras : urna sacada po
Vaz & Leal em dala de 13 de agosto de 1861,
aceita por Luiz Melaneo Franca e endossada por
Joaquim Francisco Fraocs, a vencer-seem 13 de
abril prximo faturo, da quantia de70J : e ou-
tra sacada por Parele Vianoa & C. em 28 de fe-
vereiro de 1862, aceita por viuva Neves S Car-
dozo a vencer-se em 28 de maio do correnle au-
no da quantia de 7110480 rs., pelo que se previ-
ne aos Srs. aceitantes e sacadores que nao as
paguem se nao ao abaixo assigoado que protesta
provar o seu direito. Recife 17 de margo de
1862 Por Joaquim Jos SilveiraAntonio Joa-
quim de Vasconcellos.
Prscisa-ae de urna ama forra ou captiva,
paga-se bem : na rua do Hospicio o; 62.
Ama de leite,
de leite:
Precisa-sede urna ama
Hospicio n. 48.
na rua do
mmmm
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, conteado o kalendario, poca geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticii planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de clironologia, a ris .160
Dita com almanak, conteado o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris........ JIOOO
AGITADOR DYM1IC0
DO DOTOR
MMII i. L OTffl.
Para a preparaco dos medica-
mentos homeopatliieos.
Os medicamentos preparados por esta macblna
sao os uqcos, com que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosa. F. como seja o
CHOLERA MORBUS ama d'squellas que nao
admitiera deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopalhia os ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carteiras e meias carteiras
especiaos contra o cholera, acompaobadas das
competentes instrucgdes, pelos pregos conbeci-
dos, na pharmacia especial homeopalhica, rua
de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N; B. Os homeos de bom senso reconhecem
cortamente que sendo o Dr. Sabino a fonte pura,
d'onde emanou a bomeopalhia em Pernambuco
e em lodo o norte, elle o nico immediala-
mente inlereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte to somonte nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
ao applicacao da scieocia no curativo das mo-
aatias, quer em relago preparago dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immedistas,
nos lempos ordinarios, dous em pregados [um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos vsntajosos), os quaes sao ajudidos por mais
tres ou cinco pessoas, quando o servigo o exige,
ns destillaco do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecago dos glbu-
los, na distribuigao das dilulgoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopalhia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por abi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
io al, com machinas e com a obteoso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tenia vi-
gilancia e trabalho na preparago dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta com o bem,
queja tem feilo, dando i homeopalhia a popa-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeico dando aos seus remedios
a maior iofallibilidade possivel em seus efieilos.
O Dr. Sabino nao aspira somonte os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a sua propaganda em Per-
nambnco\foi to brilhanle que nao tem na Eu-
ropa nenhuma analogia (JORNAL DE MEDICI-
NA H0ME0PATHICA DE PARS, tomo 4.*, pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102}; mas a sus
ambigo muito mais elevada ; ella ae dirige a
legar as gerages futuras um nome eatimavel
pela gravidade e importancia dos seus servigos,
pela sioceridade de suas convicgdes, e pela fir-
meza do seu carcter. E' por isso, e para iaso
que elle trabalha ; e trabalba muito...
Precisa-se de um amaasador para padaria,
que seja perito, d-se bom ordenado : na rua do
Rango! n. 69, deposito, se dir com quem deve
tratar.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
que cozione e engomme: na na da Crea n. 45.
Oflciaes de alfaiates.
Precisa-se de officiaes de
alfaiates, para obras miudas
e graudas : na fabrica de rou-
pa feitas de Bastos A Reg
junto a Conceicao dos Milita-
| res n. 47.
Aluga-se urna loja com armacao,
balanca, pesos etc., etc., propria para
taberna, em boa rua do bain o do Re-
cife, assim como tambem um andar e
sotao muito fresco e por preep commo*
do: a tratar na rua da Cadeia n. 33,
com Jos Ribeiro Lopes.
Criado.
Precisa-se de um criado forro para casa de um
homem solteiro : a tratar na rua da Cruz, arma
zem n. 26.
Ama.
i
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento decararam estes resultados benel<
cosdiante do lord corregedor e outros magia-
trados.afimde aaais autenticarem sua afirmaiiv
JNinguem desesperara do estado desaude si
livesse bastante confianga para encinar este re-
medio conatantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
enjo resultado seria provar i ncontestavelmenie.
Que tudoenra.
O ungento he util, mais partlcn-
> nos seguintes casos.
Inflammago da|bxigi
da matriz
Lepra.
Males das pernas,
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras de reptil.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabeja;
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
-Erupjes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
-Frieiras.
Gengivas escaldadas.
inchaces.
nflammagao- do figado.
Queimadelas,
Sarna.
Supura^Ses ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes;
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se] este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, a na loja
de todos os boticarios droguista e ontras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocenba conten
urna instruccao em portuguez para explicar o
modo de lazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua de Cruz n. 22, a
Pernambuco.
Para casa de pouca familia ptecisa-se aluxar
urna preta que saiba engommar e cosioharo dia-
rio, agradando paga-se bem : na rua da Cruz
numero 49.
Jos Joaquim Teixeira, portugus, val par
o Rio de Janeiro.

di manha menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de corado e de peito.
3.* Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feilo na or-
dem de suas entradas, comeoando-se po-
rm por aquellos que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero ompregados em suas consul-
ta;es e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos ser oambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, ea necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
dalles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer opetacao que
julgar conveniente para o rektabeleci-
mento dos mesmos, para cujo film se acha
prvido de urna completa collec^o de
instrumentos iodispenaavel ao medico
operador.
Yi'si^riiaii" jnw^a MaaMSMSaMMaMasl
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHIGO
DO BOUTOK
n SABINO O.L.PINHO.
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os tilas aleladeade as 10 horas
t meio dia, acerca das seguiulea molestias :
molestiat da mulheret, molestiat das enan-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
Usttas syphiliticas, todas as especies de febres,
febret intermitientes e tuas contequenciai,
ruAiuucu isracui. aoMouTBica..
verdadeiros medicamentos homeopalhieos pre-
arados som todas as ctela necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
m glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicam.nte rendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora dellasiofalsas.
Todas as carteiras ao acompaahadaa de ib
impresso com um emblema em relevo, tendo so
reopr aa seguintea palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Bate emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos que s. p-
e, As carteiras qae niolevaremesseimpreaae
""? careado, asaboratenham natampa o no-
^ me de Dr. Sabino slo falsos
Precisa-se de ama ama para todo o servico de
urna casa de urna so pessoa : na rua daa Laran-
geiras n. 14, segundo andar.
15^000.
Aluga-se um sitio pequeo com casa de viven-
da e cacimba de agua de beber, tendo a casa 3
quarlos, 1 sotao, 2 salas, cornil.a fora e copiar
por 159 menaaes, em Santo Amaro, sitio em qae
mataram o frade.
6#000.
Aluga-se em Santo Amaro, caminbo do Cam-
po Grande, urna casa contando 1 sala, 2 q.artos,
1 pequeo quintal, e com agua de beber, por 6$.
Vendem-se casaes de ro-
las de Hamburgo pardas e
brancas a 1$ o casal; no bec-
co do Pocinho n. 16.
Alaga-se um segundo andar do sobrsdo do
becco Largo n. 1, concertado e pintado de novo.
por prego commodo : a tratar ao p, onde est a
chave para se ver.
O Sr. Dr. Guilherme Cordeiro Coelho Cin-
tra leona a boodade de declarar sua residencia
para ser procurado a negocio de reu inleresse.
:
i
Gabinete medico cirurgjco.j|
Rua das Flores n. 57. #
Serodadascons<as modicas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevao Cavalcanti de Albu- 9
querque da 6 as tO horas da manha, ac-
cudindo aos chamados com a maior bre- 0
vidade possivel. 0
I*0 Partos. ^
2.* Molestias do pella. f
3.* dem do olhoa. as
4.* dem dos orgaos etiilaes.
Praticar toda e qualquer operacao em
aeu gabinete ou em casa dos doentes con-
forme lhes fdr mais conveniente.

Pede-se ao Illm. Sr. G. G. A. M.
de mandar a rua da Gadeia do Recife,
escriptorio u. 47.
Na travessa da rua das Cruzes n
2, pjimeiro andar, tinge se para todas
as cores com presteza e commodo precc-.
Urna caaa eslrangeira de pouca familia pre-
cisa de um cosinheiro ou coainheira forra ou es-
cravo, comanlo que seja perito no aeu officio: a
tratar na rua do Trapiche n. 36.
Licoes de inglez.
Dao-ae de noite no hotel francez ; a tratar na
rea da Cruz n. 1.
Aluga-ae oa primeiro e segundo andares ds
casa n. 27 na-rua do Amorim : a tratar na mes-
ma rua n. 46.
Aviso.
0 sgeule Costa Carvslho, tendo acc aobadom o
seu armazem sito na rua do Imperador n. 35,
avisa a seus amigse freguezes, que se tem mu-
dado para a meama ran. 6, junto ao Bazar Per-
nambucano, onde sempre o acharao prompto
pare camprir os ministerios de sua profiasao,
assim como roga todas as pessoas que tiverem
trastes em seu antigo armazem, de nesl.s tres
dias virem buscar, do contrario aerao vendidos
pelo maior prego encontrado.
Aluga-se ama caaa terrea na travessa dos
Quarleis, outr'ora raa do Senhor Bom Jess dss
Crioulai; trata-ae na rua Direita n. 8.
lima pessoa habilitada offerece-se para enainar
e recebar alumnos, nio s de grammatica porta-
gveze e primeirss letras, como (ranees, inglez,
geograpbia historia : a tratar na raa do Crespo
n. 2, primeiro andar.
Aliento
Joo Antonio Coelho, saogrador e dentista, avi-
sa a todos os seus fraguezes e ao respettavel pu-
blico, que se mudou da rua estreita do Rosario
para a do Imperador o. 69, sonde pode ser pro-
curado para sangrar, tirar dentes, ou limpar e
calcar os mesmos, para applicar ventosase bi-
chea, tudo com perfeico e delicadeza, e tambem
se alugam e vendem-se excedentes bichas de
Hamburgo, as melbores que ha no mercado.
Feitor para engenho.
Na rua da Guia n. 5, primeiro andar, precisa-
se de um homom que enlenda de agricultura, e
que seja de bous costumes para feitor. paga-se
bom ordenado.
As casas de familia.
Vendem-ae superiores massas em caixas, seo-
do macarro e talbarim, pelo diminuto preco de
29 a caixa ; a ellas, que esto se acabando : no
armazem do Annes defroote da altandega.
Alugi-se o primeiro fandar da rua larga do
Rosario n. 31, sendo a entrada pelo corredor n.
29, com bous commodos para pequea familia:
a tratar no segundo andar do mesmo, ouno quar-
tel de polica com o capilo Teixeira.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua da Lapa o. 13: a fallar na loja do mesmo.
Precisa-se de urna ama para cosiohar e com-
prar: na rua do Imperador, n. 37, aegaodo an-
dar, entrada direita.
s
Aluga-se um quarto andar com excel-
lentes commodos : na rua da Croz o. 53.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Sintos & G. acam e tomam
aques sobre a prac.a de Lisboa.
Aluga-se a casa terrea em Santo Amaro, de-
froote do hospital inglez, com bastantes commo-
dos e com m pequeo sitio bem plantado : quem
a pretender dirija-se a rua do Colovello o. S.
Aluga-se urna parda escrava para comprar
e coziohar, sendo em casa lerrea : a pessoa que
precisar dirija-se a rua do Queimado, loja o. 33
que achara com quem tratar.
Precisa-se arrendar nm sitio que tenha pro-
porcoes para plaotar-se capim e ler-se algumas
vaccas, preferiado-se para as bandas dos Alega-
dos ou outro lugar que nao dista muito dosta ci-
dade : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Preciaa-ae de urna negra para o servido in-
terno e externo de urna casa de pequea familia,
psga-se bem : a tratar no caes de Apollo no se-
gundo andar do sobrado n. 17.
Antonio Jos Marques Perreira Pombal faz
scieote ao corpo do commercio que tem justo e
cootratado com o Sr. Joaquim Pereira Ramos a
taberna da rua de Horlaa n. 18 : se alguem se
achar com direito a mesma, aprsente seus do-
cumentos no prazo de 4 dias.
Ama
Offerece-se para ama de casa de homem sol-
teiro ou de pouca familia, que sabe lavar, engom-
mar e cozinhar : quem pretender, dirija-se
camboa do Carmo o. 26, junto ao sobrado novo
A VIRGEM DA TAPERA
belissimo romance pelo Dr,
J. G. Lobato.
Cbegaram aiguos exemplares,
e estao venda por 2$ na loja
da raa Nova n. 11.

i reciaa-se alugar urna escrava para o aer-
vjco de casa: na rua da Cadeia Velha n. 52, ler-
ceiro andar.
Offerece-se um homem sem familia para
fora desta praga para tratar de doentea por ter
tido pratica, ou mesmo para eusinar primeiraa
letras : quem de seu prestimo se quizer utilisar,
dirija-se a rua das Cinco Ponas n. 93.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao br. Felippe de Santiago.
Est para aiogar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da rua Impe
rial : a tratar na rua da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na rua da Cruz o.
29, com sabida para a rua dos Tanoeiros: a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
!
0 bacharel Witruvio po-
de aer procurado na rua
Nova n. 23, aobrado da es
quina que volta para a
camboa d Carmo.
^*
I
eesjota**
i
Pedido.
i
------------

liogu-se aoSr. Carlos Justioiano Rodriguea de
mandar deaempenhar seu documento no valor de
820 recebido em obras de alfaiale, em outubro
de 1859, na rua Nova n. 67.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro sndar do aobrado da pra-
ga da Boa-Vista : a tratar na rua da Imperatriz
D. 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendes Guimaraes, que mo>
rou na rua da Conceicao da Boa-Vista :
nesta typographia.
fladamoiselle Cari de la Charie, diicipula
premiada do conservatorio de muaica de Paris,
continua a ensinsr plano e canto, conforme o ges-
to mod.rno : pode aer procurada em sua casa,
roa Nova n. 23, 2o andar, por cima da loja de
chapeos de sol.

APPROVACAO E AlTOBISACiO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CNf AS 59ds6&&8
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Klrk
Para serem applicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo
.... ,Com e?tai taAPAS-ELRCTBo-iUGKBTiaK-EHWASTiCAs obtem-se urna cura radial o in-
fallivel em todos os casos de inammaso ( canswp ou falla de respirado ), sejam internas ou
exlernas,como do figado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, pello, palpitado de coracao, ear-
giata, olhos, erysipela, rheumalismo, paralysia e todas as affecees nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrof ulas etc., seja qual 6r o seu
tamanho e profundeza por meio da suppura$o sero radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receitadas por habis e dis ti netos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazera merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de exisiencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para homem, senhora ou crianoa, decla-
rando a em que parle do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferenea e sendo inchajoes, feridas ou ulceras, o molde do seu
famanho em um pedaco de papel e a declaracao onde existem, afim de que as chapas sejo da
toimaj da parteiaffectada e para scrembem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os acces-
orios para a c ollocac,ao dellas.
Cnsa: seas pessoae que o dignarem honrar com a sua confianza, em seu esariptorio, que
tacharau aberloe todos os dias, sem excopc,o, das 9 horas da manha is 1 da tarde.
||9 Rua do Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
m s sam:
i m mmmmm
Para as encommendas ou informajoes dirijam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro
rua do Qbeimado n. 15.
=
Especial hOiueoiiafliieo
Rua das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, Iiavendo
ah sempre grande soriimenio dos verdadeiros medicamentos homeopalhieos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Cattllan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopalhia.
O proprietario deste consultorio nio pretende, lodavia, que sejam os seus medicamentos
tnfalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem lao pouco superiores aos que por
ah se preconisam, porque certo que o que nos fazemos, outro o pode egualmente fazer to bom
senao melbor. Mas afianca qua nelle nao ha traficancia, e que o servico da preparacao corre
pelo mesmo proprietario, que nao lendo grandes commercio de carteiras, acha-se suficiente para
salisfazer s necesidades daquella preparago.
Reste consultorio scham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presta-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distincc.o alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser til humanidade soflredora.
Consultorio medico-cirurgico
3--K\3\H\ GLORIA CASA DO VlNiDlO-D
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudenca para a sua nova residencio, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejaque tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os da
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precausao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos lodos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar quera ter maior certeza acompanhar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em oa-
pel marcado co*m o seu nome. F
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de lindura de acnito e belladona, ro-
malos estes de summs importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em linduras custarSo a 19 o vidro.
O propnelano deste estabelecimento annuncia a seus elientes e amigos que tem commodos
lufflcieptes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alauma
operacao, amaneando_ que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellos que i tem tido escravos na casa do annunciante.
n. ^.""!5*0 magDctd.a 'a8a' a c1ommo gens para o prompto restabelecimento dos doenles. -
a h tHfTlS ,luo..tlui"rein fal'" com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 horas
a .1 e?, dl.ante efora d8ta horas acharao em casa pessoa com quem se podaro an-
udar na rua da Gloria o. 3 cass do Fundo. Dr. Lobo Moscozo.
I FERREIRA MUELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n, 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrolypo, por melaiootypo, ao-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
pulcetras, slfineles ou cassoletas. Na mesma
casa eziate um completo e abandaote aorlimanto
do artefactos francezea e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha tambem para este mes-
mo nm cassoletaa e delicados alfioetes de ouro
de lei; retratos em phologrsphia dss principaes
persoaageos da Europa ; stereoscopos e vistas
itereoscopicas, aaaim como vidros para ambrolyp
e chimlcas photographicaa.
Aa KISSEL F1L1IO, relojoeiro, concerla
Jbis; re|og's ngleies, suissos e chronomelroi
IS l o qua.l ffiauga por um anno, e por maia
barato do que em outra qualquer parte : na rua
Direita n. 19.
Aa pessoas que tiverem cootas com o finado
Thomax Duon Lowdeo, ex-gerente dos emprei-
teiros da ponte de ferro queiram presentar ditas
conlas no escriptorio dos Srs. Horace Green &
(.., rua da Aurora n. 8.
eMrMHNg
Dentista de Paris.
15Rua Nova15.
Frederico Gaulier, cirurgio dentista
fas todas as oparaces desua arte a a co-
lees dentes artificiaos., ludo com sdeln
rioridade e perfeico que as pessoas-,en
tendidalhe reconhecem.
Tem agua a pos dentifieioe, ele.
----a^m^MnjMM|
I
j
O Dr. Carolino Fran-
0 cisco de Lima Santos,
a madou-se da rua das I
Cruzes para a do Im- i
% perador, sobrado o.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-
% de continna no eierci-
0 ci de aua profiasao de
m medico.
8
O Sr. Jos Colombino de Araujo Lima
chamado i f(indicao da Aurora para negocio de
seu interaue, por estes 8 dias.
Precisa-se de 3:00O|O00 a iuros eom o pre-
so de 9 mesea, dando-ae hypotheea em tres es-
cravos mocos e pecas ; quem quiser aceitar este
contrato dirija-se i rua do Hospicio n. 40, qae
se dir quem pretende, ou annuncia.
Joaquim da Goata Mala pede aos seos ere-
dores para aaccar suss letras em coofbrmidade
de sua concordata de 12 de marco, para que de-
pois de aceitas e garantidas, serem entregues aas
mesmos eredores eom es des per cento ti di -
nheiro, s flm de receber seos Ululo.




DIARIO DB PB&NAMBUG. SEXTA TOBA SI DE MAB90 DE 1861
---------
Attenco.
Antonio Ferreri de Almeida deixou de ser
caixeiro do abaixo assignado desde 15 do corra-
le.Aatoaio da Sil* Pontea Gutmares.
_ O Srs. Adolpho de Vascoucellos Plmniel
e Silra aires ten cartai viudas de Macei, na
travesa da Madre da Dos n. 12, armazen.
Precisa-sede urna albor elpax que saiba
beffl cozinhar para ser ama de ama casa de fami-
lia, alo para andar na ra, e que d conbeci-
meoto desaa conducta : a tratar na rua do Rao*
gel d. 7, segundo andar.
Confraria de Nossa Senhora
do Livramento.
De ordem da mesa regadora convido a todos os
irruios para no domingo 23 do correte, as 9 ho-
ras da manba, reunlrem-se em mesa geral no
consistorio desta confraria, am de tratar de ne-
gocios tendentes mesma.
Consistorio da confraria de Nossa Senhora do
Livramenlo 17 de marco de 1862.
Bernardo Falcao de Soasa.
Aluga-se a loja do sobrado n. 1 da rua do
Arag&o : na roa Augusta n. 94.
Offerece-aejum carapina para trabalhar em
ongeuao, de que tem uso e d coohecimeoto de
pessoaa a quem tem trabalhado : a fallar na rua
da Cacimba, sobrado n. 3.
Preciaa-se de im caixeiro que leuha algu
ma pratica de taberna, o qae seja de idade de 12
a 16 annos: na rua do Mondego n. 97.
Furtaram ura earoeiro grande branco com
malina pretas, da porta de Manoel Pereira Le-
naos, em Santo Amaro: quem delle der noticia,
ou do ladrao, na mesma casa, ser gratificado.
Precisa-se de um caixeiro para taberna que
tenha algama pratica: na rua do Imperador, ta-
berna n. 83.
Na rua do Hospicio n. 24, primeiro andar,
precisa-se de urna ama de leite ; quem liver e
quizer alagar, dirija-se a dita casa que achara
com quem tratar.
John Ward, aua mulher e tres Qlhos, reti-
ram-se para Inglaterra.
Fugio no da 16 do correle, da casa de seu
seohor, o eacravo de nome Laurenlino, crioulo,
de idade de 24 annos, poaco mais ou menos, com
os signaes segulutes: alto, cheio do corpo, pica-
do de bexigas, sem barba, rosto redondo, tem
falta de deoles na frente, falla gago, tem no lu-
gar das canallas das pernas um poaco groisas,
levou camisa de riscado de algodo americano,
caira do mesmo algodo azal, j foi visto com
roupa branca nosta cidade, procurando quem lhe
desse ama carta em nome do seohor para poder
sabir para fora da (iraca a titulo de procurar se-
ohor, filbo de Nazarelli, sea officio psdeiro :
roga-se, portaoto, a todas as autoridades poli-
ciaes que o preodam e o maodem levar pada-
ria do paleo da Sania Cruz o. 6, ou capiles de
campo, ou qualquer petsoa qae o levando ao dito
seu seohor ser bem recompensado.
Allencao!
4 eogom-
por prego
Na travessa da camboa do Garmo n.
ma-se para as pessoas que quizerem,
commodo : quem quizer dirija-se mesma casa,
que achara com quem tratar.
Causa admiracao.
Existen} dous caixdes da casas amurados com
porta, na rua Augusta da freguezia de S. Jos.
Cinco vezes tem sido arrombados oe muros e rou-
bados os materiaes que eiistem dentro para a
continuagao da obra. Coco vezes tem o proprie-
tario mandado tapar, agora j se deu principio
a um novo arrombamento. Parece-nos que as
oulras freguezias desta cidade nao se tem dado
semelhsnte facto. *"
geaemaKsteeie attMeataesM^
Josa Xavier Coelho, lestamenteiro e q-
vantariante dos neos deixados pelo finado
Aolooio Jos Pereira Ermida, convida os
credores do mesmo finado a presenta-
ren) no prazo de 8 dias seas cootas am
do serem descriplas no respectivo inven-
tario.
CALCADO
Preservativo universal,
43Rua Direita45
Olhem!...
Urna das intelllgenciaa melhor esclarecidas na
scienca de Hipcrates, depois da longos annos
de exarcicio de curar malar cooventeu-se afi-
na!, que o anico preservativo iofallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que foase, era
conservar a cabera fresca, veotre desembarazado,
e PES QUENTBS. Ora, viajando por abi urna
pidamia.que mata gente como qualquer outra,
occaaiao de pormoa em pratica estes principios,
asando pouco do chapeo a sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
aal de glaober, o maia acrrimo ioimigo da epi-
demia, segundo a opiniio e a pratica de um dos
ornamentos da nossa magistratura; e laucando
ao cisco lodo o calcado velho, dirigiodo-se todos
ao armazem da rua Direita o. 45, onde o reapec-
tlvo proprielario a todos recebera com cortezia,
aturar as massadas, aquecer os ps com ex-
celleole calcado, segundo o goslo, e estado fi-
naneeiro de cada um, a vejam :
Horneas.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
fraocezea, inglezes e brasileiros a 13,
129,119,101, 9*500, 89 e............... 59500
SAPATOES a 79500, 6S500, 59500, 5,
49500 al................................ 29000
Meninos.
SAPATOES a 58500, 59, 49, 3*500 a......19600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes frsncezes, ingle-
zes, allemaes e americanos federaos
69,59500, 59,48500,38500 a........... 29500
Meninas.
BOTINAS a 49500 e...................... 4*000
Um completo sortimeolo de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lastre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranga francezes a 19300, portnguezes 29, spa-
los de borrsxa para homem senhora e meninos,
multo couro de lustre, de porco,cordavao,marro-
quim, bezerro fraocez, sola de lustre, coarinbos,
vsquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
neohuma parta.
S no novo armazem em
progresso, de Jos de Jess
Moreira A C, rua estreita
do Rosario, esquina da rua
das Larangeiras n. 18.
Neste estabelecimenlo vendem-se gneros dos
Escravos venda.
Vende-se oro preto bom carreiro, proprio para
eogeoho, a ama escrava que tem afgumaa habi-
lidades, por pregos baratissimos: a tratar com
o Sr. Jos Pedro do Reg, na roa das Cruzas ou
na rua do Creapo n. 17. MBilassBV
Bolacha do gaz.
Na rua da Sensata Velhs a. 84 a 298OO por
arroba.
Pechincha

Na loja de 4 portas n. 8, rua
do Crespo.
Madapolo com pequeo toque de
a varia a 3#500 e 4# a peca.
Dito muito finos a 5$ a pera.
AlgodSozinbo liso encorpado a 2#800
e3|a peca.
Chitas largas com pequeo toque de
mofo a 220 rs, o covado, sendo de cores
fixas, dao-se amostras.
Agua ambreada
para banhos do rosto e do
corpo. '
A loja d'aguia branca acaba do recabar novs
romease da proveitoaa e mui procurada agua
ambreada, cujos boos effeitos de refresesr a cu-
tis, tirar o ardor qU8 deixa a navalha quando se
fas a barba e acabar o mi hlito proveniente
dolranspiraraiojbem conhecidos, assim co-
mo oas sen hora a por nao andarem ao sol fax
conservar perfeltameote o brilho do rosto. A to-
dos quaotos tem usado d'agaa ambreada nao sao
estraohos esses effeitos e elles serio linda mais
conhecidos por aquelles que munidos de 19 se
dirigirem a loja d'aguia branca roa do Queima-
do n. lo, onde nicamente se vende.
Fazeadas pretas
lo na loja do pavao, rua
dalmperatrizn.60.
de Gama & Silva,
Vende-se baritissimo por ser tempo de
resma as fazendas seguintes :
Ricos manteletes de velludo preto rica-
mente enfeitados com franjas largas os
mais modernos que tem vindo a
Moderniasimos enfeites pretos a turca e
Garibaldi
Ditos mais simples a
Ditos de vidnlbo muito modernos a
1$280 O COVadO" Chales pretos de merino bordados com
Grosdenaplemuito preto, fazenda muiio boa: nui'i' ,. >.
na rua do Ouemado n. 47. | PlVode Pre' muito fino a
Ai M ___ jrosdenaples pratos fazenda muito eo-
1 5 O par. j corpada a 19500, I96OO, I98OO, 2$ a
Meias pretas de seda para senhora ; na rua do I SarJa Prela hespanhola, covado a
Pechincha
qua-
309000
6S0O0
29OOO
800
129000
3JO00
Queimado n. 47.
Sementes
de Hamburgo.
1 Meias de seda pretas para senhora a
Ditas de la o de laia para padres a
Luvasde retroz bordadas com vidrilho e
sem vidrilho a 500 rs.
linas pretas lisas de seda muito Qoa a
I Alpacas pretas muito finas a 560, 640,
800 e
Da ludo do-se amostras com penhor :. .
da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Gama &
ftilv.
25500
29000
19000
19600
640
640
19000
na rua
Silva.
iras
Ama de leite.
Preciss-sa de urna de leite: na rua larga do
Hosario n. 21 loja de calcado.
Do primeiro andar da casa n. 44 da rua
Nova ful lancado a rua por urna crianza, urna pe-
quena correte de prata com diversas chaves :
roga-se a quem as liver achado o favor de as res-
tituir anda que se pague o valor da correle.
Precisa-se de um cosinheiro, para casa es-
traogeira : oa rua do Trapiche o. 8,
a^ll^rv)^ ^^vW'aa^sV^BT kjWPasT IWkW s^W arfW 1a^arw eia^Pw f^*SSSj 9^
O Sr. Antonio Alves Guimaraes ex- tt
sB caixeiro do Sr. Joao Jos de Figueiredo 8
ai tenha a boodade de dirigir-se a rua do n Crespo n. 17, a negocio. n
tf ttSM&eiesBfSats -ac fiseatsManE
f* asnsfw jtqtw wwm svfiw asTnr sfitit wmim wm^^ww***
Attenco
Os abaixo assigoados credores do fioado padre
Jos Leite Pilla Orligueira previoem a quem
convier que os herdeiros do mesmo finado oo po-
dem vender os predios por elle deixados, urna
vez que ditos predios estao sugeitos ao pagamen-
to das dividas contrahidas pelo dito finado, divi-
das estas a respeito das quaes j pend6 leligios.
Recife 20 de marco de 1862.
Campos & Pereira.
Domingos Joaquim Pereira.
Joao dos Santos e Silva.
Antonio Jos Alves da Fonseca.
Manoel Jos Corris.
Jos Barbosa de Mello.
Fortunato Cardoso de Gouveia.
Guedea & Gongalves. %
Antonio Barbosa de Barros.
Jos Monlelro de Siqueirs.
Precisa-se de um trabalhador de padaria
que seja perito em seu officio : a tratar na pa-
daria do pateo da Santa Cruz n. 6.
Sibbado 22 do correte depois da audien-
cia do juiz municipal da segunda vara civel tem
de ir a praga os terreos foreiros em que asseo-
tam as casas ns. 2,6, 8,12,16,20, 21, 24 e 26,
sitos na rua das Cruzes da freguezia do Saolo
Antonio, cooforme o escripto e edital que se acha
na mo do porleiro do juizo, penhorados ao co-
ronel Bento Jos Lemeoha Lina, por execugao
da Manoel Ribeiro Bastos.
melhores que vem s este mercado, e por menos
do que em outra qualquer parte, por parte dal-
les vrem por coota do proprielario : maoteiga
ingleza flor a 960 e 800 rs., dita franceza a 720,
em barril taremos abatimento, cha hysson ds 1.
sorte a 29800 a Jibra, qoeijos do ultimo vapor
por 29880, milho a 49 a sacca, e 280 a cuia, mui-
to oovo, arroz a 120 e 100 rs. a libra, aseite doce
a 800 rs. a garrafa, carrapalo a 440, garrafao com
vinagre saperior a 19200. farinha do reino a 120
a libra, as&eodoas mullo novas a 320, oozes mui-
to novas a 160, massa de tomate a 800 rs., em
latas de 1 libra el 1|2, mermelada imperial do
melhor fabricante a 900 rs. a libra, passas a 560,
maasas a 310, esperncete a 760, caf muito bom
a 260, loucloho a 280, vioho da Figueira a 560 e
400 rs. a garrafa, dito bordeaax a 800 rs. a gar-
rafa, chocolate francs a 900 rs. a libra, mcoa de
palitos de denles a 160 o maco ; alem disto tem
ludo mais que se procura tendente a molhados,
por menos que em outra parte.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova ofiicina.
Tres portas.
31RuaDirei
Keste rico e bem montado e
conlraroosfreguezeao mais
bado e barato 00 seu genero.
URNAS de todas asqualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUS de todos os lmannos.
SEM 1CUP1AS dem dem.
BALDES idem dem.
BACAS idem tdem.
BAHUS idem idem.
I'OLH A em caixas de todas ss grossuras.
PRATOS imitando em perfei;ao a boa porcel-
ana.
CUALE1RAS de todaa as qualdades. .
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e (landres para qial-
quer sorlimento.
VIDROS em caixas e a retalho de lodos os ta-
mandaodo-se manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommeodas de qualquer nata-
reza, cooserlos, que ludo ser deaempenhado
conteni.
10.

31.
elecimeolo en-
jito, bemaca-
De hortalica e flores. ,n
jindas pelo ultimo vapor inglez : na rua da Ca- FannOS DretOS e CaSC
dla do Recife loja de Vidal 4 Bastos. JT vw"" v #waa*#
HOVaS IZenflaS pretaS pa-, Vende-se panno preto muito boa faienda
Mm iiiiarccina no Inin ra I*600'1*800 e29 covado, e dito que al 89
a quareSilia na lOja a 49500 o covado, casemiras pretas eofeitadas a
Arara na rua da Tm oftrfltr7 ^ 3*200 e 3*5*, cortedil8i de umajs m-
Vn ,, i 8ura de lodos 0 Pre5 qualidades. sekim pre-
n. 5o de Masalnaes & Men- lo dCnina p*" c18 paietois ecoiietis com 6
I palmos de largura a 3| o covado : oa rufa da Im-
Vende-se grosdenaple prelo encorpado a ISGOO,
19S00, 29, 292OO o covado, alpacas pretas a 500
600 e 720 rs. o covado, sarja preta de la para
cairas e paletots a 560 e 610 ra o covado, vel-
ludo preto a 24500 o covado, enfeites pretos e de
cores a 29500, 39, 5JJ500 e 6g.
Panno preto.
Panno preto para caigas e paletots a 19700,
19800, 29 e 29500 o covado, cortea de casemira
prela entestada a 39, 39500 e 49 para caigas, cor-
les de chitas finas com 13 corados a 2$500. ditos
de riscado chinez a 8300, ditos de popelina a
29600, chitas a 160 e 200 rs. o covado, ditas fran-
cezas a 240 e 280 rs. o covado, cortes de fualao
para caigas a lgl:20, ditos de brim a 19280 e
19600, cobertores de algodo a 19.
Algodo e mada-
polo.
S Majjalhes & Mendos. I
Vende-se pegas de algodo trangado america-
no com pequeo toque de cupim com 20 jardas a
pega a 39500 e 49, pega de madapolo eofeslado
sem defeito a 39, urna duzia de meias cruaa pa-
ra homem por 19200 um par 120 rs., ditaa uoaa
2$400. urna duzia de lengos brancos com barra
por I92OO um leogo 120 rs., pares de meias para
senhora a 240 e 320 rs. mailo linas, urna duzia
de aberturas ou peitos para camisas 24O0 urna
abertura 200 ra., maolinhas de crox para se-
nhoras andar por casa 200 rs. cada urna, pegas
de chitas de cores escuras com pequeo toque
de mofo porm logo que se lave fleaperfeita com
38 covados por 69 covado 160 rs., laziobas para
vestidos asSO e-OO rs. o covado, sintos doura-
dos a 29.
Lazinhas suissas para ves-
tidos
Liazinhas suissisjpara vestidos de senhora e
roupa para meninos muito finas fazenda que se
pode lavar a 560 ra. o covado, cassas suissas de
petslriz n. 60, loja e armazem de Gama1' & Silva.
Sedas de quadriohos a 720 rs.
Na loja do Pavao na rua da Im-
peratriz n. 60.
Vende-se muito delicadas sedas de qjadriohos
a 720 rs. o covado: na rua da Impera :riz loja e
armazem de Gama & Silva.
Chales.
Grande pechincha na loja del Pavao.
Vende-se os mais ricos chelea com pona re-
donda e botlas, teodo as barras de velludo ou as-
setinadas, imitando as capiohas mais I modernas,
pelo baratissimo prego de 49500 cada um ditos
de quatro pontas a 4(500, ditos a Garibaldina
sendo muito grandes a 5) : na rua da Imperatriz
n. 60, loja do Pavao de Gama & Silv
i Brilhantiuas americanas.
Vende-se brilhantinas americana [com lindis-
simas cores sendo fazenda inleiramnote nova e
moderna de 4 l|t palmos de largura a 400 rs. o
covado : na rua da Imperatriz n. 60, loja e ar-
mazem de Gama & Silva.
Espartilhosa3,500.
Vende-se espartilbos ioglezes que sao os me-
lhores pelo diminuto prego de 3(500 cada um :
oa rua da Imperatriz n. O, loja e armazem do
Pavoc de Gama & Silva.
Har mentos a 4#|500rs
Vende-se veatidinhos de seda para meninas e
ditos de fualao qara meninos maitn bem enfei-
tados pelo baratissimo prego de 49500 cada um :
na rua da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavao.
Madapolo a l\$.
Vende-se pega de madapolo entestado com
14 jardas a 39 a pega : na rua d 1 Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavao,
Gorguro de linho (a 280 rs.
Veode-se gorguro de lioho d 3 quadriohos e
mesclados proprios para senhoras e roupaa de
meninos e meninas a 280rs. o covado : na rua
Vende-so o melhor salmn lProul) e junta-
mente o afamado peixe eoguia o melhor que
tem vindo a este mercado pelo fabricante Tilo-
ma i Koigbt em latas de 1,2 e 3 libres : em casa
de James Crabtrce &C, rua da Cruz n. 42.
is distinclas pernamliu-
quadriohos para vestidos a 280 rs. o covado, fus- *'Imperatriz n.60, loja do Pav^o, de Gama &
tao de quadiluhos muito linos para vestidos de J Silva.
senhora a 280 e 320 rs. o covado, popelina de BaregeS a DA O COrle.
cores a 240 rs. o covado para vestidos, gorguro Vende.se cof?M de ba Lm 22 covado9
de Itabo para vestidos e roupa p.r. memnos a fl ?eslid com Ju^f, feUCOa 6j 0
280 rs. o covado, chitas novas a
para roupas de senhoras com listriohas muito Q
oas a 280 rs. o covado tem 4 palmos de largura,
isto s oa arara na rua da Imperatriz loja e ar-
mazem n. 56.
Pechincha
na
i loja do Pavao.
Grande pechincha em corles
de vestidos na loja do Pavao.
Veode-se finissimos cortes de cambraia bran-
ca bordados com 2 babados grandes e de duss
saias pelo baratissimo prego de 49. ditos de cam-
braia de seda com babados bordados a.49500, di-
tos de phaotasia fazeodaque sempre se veodeu
' por 129 pelo baratissimo prego de 69 cada um :
1 na rua da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
. Pavo, de Gama & Silva.
Loja do beija-flor da rua do
Queimado n. 63
Vendem-se nonecas de cbonro a 400, 500,640.
800 rs.. pulseiras pretas a 860 rs., bandeja* Bom
a 39 e 49, lesoaras finas a 800 ra. a dazia, ara sa-
pos de segurar enfeites o par a 800 rs., caixiobu
de obraiaa de cola a 160 e 100 rs., pentes virados
Imitando tartaruga a 19 e 19*00, ditos sem aar
virados a 720, 800 e 900 ra., boldea de metal pa-
ra caiga a 400 rs.. ditos de ago a 240 a groza, al-
finetea pretos a 640.
Loja do bcja-ilor da rua do
Queimado n. 63.
Vendem-se franjas e trangas, Dtaa de velludo
preto para a quaresana, maia modernas que ha oo
mercado, etaais barato que em outra qualquer
parte.
Loja do beija-llor da rua do
Queimado n. 63.
^od5m."s.e HrM riadaa d diversas larguras
a 700, 800, 1J e 1J200 a tira. *
Loja do beija-ilor da rua do
Queimado n. 63.
Vendem-se facas finas, cabo de balango de 2
botoes a 698OO, ditas para doce a 58800. ditaa de
um botio a 6J200, ditas para doce a 59200, dilaa
pretas cravadaa a 3|600, ditaa brancas a 39400,
ditas roligas a 39 a duzia.
Loja do beija-flor da rua do
Queimado n. 63.
Vendem-se fitas de seda propria para de-
bram de vestido preto, dita branca de linba, fitas
de seda de 5 dedos de largura com pinta de mo-
to a 320, ditas limpas a 640, 800 e lg.
Loja do beija-flor da rua do
Queimado n. 63.
Vendem-se grvalas pretas de setim a 1#, ditas
estrellas a 19, ditas a 800 rs., peonas de ago de
langa, 500, a 720, ditas de maozinha a 800 ra.
Loja do beija-flor da rua do
Queimado n. 63.
Vende se papel em caixinbas de diversas cores
a 19 e 640, branco pautado a 800 rs., anvelopes
de cores a 800 rs brancos a 19, resma de papel
de quadriohos a 49700, sioto encarnado a 440,
dita azul a 320.
Ricos manteletes
de seda pretos en-
feitados*
Na rua do Queimado n. 18 A, esquina que vai
para a rua eslreits do Rosario, tem para vender
ricos manteletes de grosdenaple prelo enfeitados
de vidrilhos, pelo dimioulo prego de 209, ditos
multo bons a 259, ditos superiores a 309000: no
mesmo estabelecimenlo tem mailas oatrss fa-
zendas proprias para a queresas, bem como se-
ja m enfeites pretos, grosdenaples de todas as
qualdades, tudo o mais barato possivel.
Rap fresco.
Rap Paulo Cordeiro a 11600 a libra, dito mea-
ron a 19040, dito Liaboa a29700, dito gasse gros-
so e mcio gresso a I96OO, dito gasse fino a 19280:
oa loja do rival sem igual, rua larga do Hosario
numero 36.
Caixinhas e cabazes para
prsenles de meuioas.
Muito lindo sorlimento de caixinhas e cabazes
psra as meninaa trazerem no brego pelos dimi-
nutos pregos de 320 a 29500 cada urna : na loja
da victoria na rua do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura dou-
radae preta.
Lindos quadros de moldura dourada e preta
com estampas a 49500 cada uro: na loja da vic-
toria na rua do Queimado n. 75, junto a leja de
cera.
Veode-se um bonito cavallo caslanho, pro-
prio para sella, sellado e enfreiado : a tratar na
cocheira de Tbomaz Jos dos Reis, no Mundo
Novo;
Vende se um carro de 4 rodas novo, rece-
ido ltimamente de Franga, todo forrado de se-
de, com os competentes arreios pratiados, obra
de muito bom gosto, sendo este caleche o mais
bonito que boje existe nesta cidade ; a tratar na
rua do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Cambraias.
Vendem-se cambraias de cores de bonitos
elegsntes desenhos a 280 e 320 rs o covado : na
rua da Imperatriz, loja n. 20.
Oliados.
Vendem-se oliados pintados de lidas vistas e
paissgens, lsrguras de 6, 7, 8 e 9 palmos, pro-
prios para mesas de jantar a '2 o covado: na
rua da Imperatriz, loja n. 20.
rs.
rs.
rs.
m carntel com |20 jardas
rs. a
A victoria
Na rua do Queimado n. 75 jun-
to a loja de cera.
VENDE MUITO BARATO.
o MrUo!1" k^** bon' **** *t>
a a'flS!"58 ,r,Bee,M cabe" *** *0
Papis com cenlo lanos elilueles a 40
Linhas victoria
a60rs.
Ditas de 200 jardas de Alexaoder a 900
duzia
Ditas de 100 jardas brancas e de coras a 30
rs. o carntel.
Ditas d Pedro V em carlo brauuas e cores a
40 rs. o cordio.
Ditas de miada ds peso verdadeiras a 240 rs.
a miada.
Ditas de dita cabega branca e emearnada a
120 rs.
Grampos mallo boas a 40 e 50 rs. o maco.
Ecuadores brancos de algodo e lioho a 60
Carleirinhas com sorlimento de agulhsa a
KHJ rs.
Phospboroa do gsz mullo bons a 220 ra. a duzia.
Ditos em caixa de tolha a 100 ra. que s a
caixa val o dinheiro.
ja'10" d0 "8U"HS porque evila incendio a
160 rs. a caixa.
Ditos de cera caixss grandea a 400 rs. a caixa.
Franjas de borlote para cortinado a 49200 a
pega.
Ditas sem ser de borlote a 29800 a pega.
Ditas estreita brancas e de cores a 120 rs. a
rara.
ion6"1'8 de D3,ei* pm alisar 20> 280' a0 e
Camisas de meia finas a 700 rs.
Capellas a ramos psra noivaa a 49500.
Enfeites de flores muito lindos a 4/.
Caivetes finos de duas folhas para pena a
Ditos de urna folha a 120 rs.
Agulhas francezas o melhor possivel a 240 rs.
a caixa.
Eofeites modernos para senhora a 59 a b.
Meiaa para homem a 140, 160, 200, 240 e 280
rs. o par.
Ditas para senhora a 240,280,320 e 400 rs. o
par.
Ditas psra menina e menino a 160. 200 s 240
rs. o par.
Fitas de linho a 4, 50 e 60 rs. a pega.
Linhaa croxel nvelos grandes a 320 rs. o no-
velo.
E outras nimias miudezas que se vende muito
barato.
Escencia de ail.
Para eugommado.
Vendem-se frasquinbos com escencia de ail
cousa excelleote para engommado porque urna
gota della bastante para dar cor em urna bacia
da gomma tendodemsisa mais a praciosidade de
nao manchar a roupa como mailas vezes acon-
tece com o p de ail. Casta cada frasquinbo
500 rs. : na rua do Queimado loja da agaia bran-
ca n. 16.
para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos pretos bordados a vel-
ludo, prego 809 psra acabar: na rua do Queima-
do n. 11.
GUINDE F4BRIG4
DE
TANIANCOS
DA
Rua Direita esquina da tra-
vessa de S. Pedro u. 16.
Convida o proprielario deste eatabeloelmeolo a
coocurreocia do publico em geral, pois est pr-
vido de um rico sorlimeoto de tamancos feiloa a
moda do Porto, assim como de todas aa qualda-
des dos outros que se vende tanto a retalho co-
mo em pequeas e grandes porgdes muito bara-
lissimos, o estabelecimenlo tem sempre um ef-
fectivo de 1,000 a 2,000 pares promptos para
qualquer eocommenda por grande que sejs, nao
ha demora, c s emcaixolar, a bumldade nos
ps concorre muito para iogresso de qualquer
molestia principalmente a que infelizmente est
reinando.
Nao ha quem yenda pelos
Compras.
Deseja-se comprar um par de yeoezianas :
quem a tiver annuncie por este Diario para ser
procurado, ou dirija-se ao segundo andar da rua
larga do Rosario n. 31.
Compram-se mondas de ouro de 16 e 209:
na rua da Gadeia n. 83, loja.
Coinpra-se urna esc-ava
de meia idade, que saiba cozi-
nhar o diario de urna casa:
Nova
na rua wova n. 47, junto a
tonceico dos Militares.
Selim para carneiro.
Compra-se um selim psra carneiro : na rua do
Haogel o. 69.
Compram-se 100 bsrris de mel: no trapi-
che do Ramos n. 10.
Vendas.
Prestem attenco ao leo de
ouro.
Na bem conhecida loja do leo, de Jos Gon-
calves da Silva Raposo, rua do Cabug n. 2 C, re-
cebeu-se ltimamente oa melhores enfeites de
retroz com franja e belotas ao lado, os quaea est
veodendo por prego mdico.
Tesouras proprias s para
abrir casas de camisas
O leo de ouro, rus do Cabug n. 2 C, vende
Ihesouras proprias s para abrir casas de camisas,
de qualquer lamanho, as quaes est vendendo
muito barato qua admira..
Vende-se por qualquer negocio urna quarla
parte do sitio e casa de vivenda no lugar do Pe-
res, freguezia dos Afogados, sendo a easa edOca-
da a 4 para 5 annos, de padra e cal, muilas ar-
vores fructferas novas, cacimba principiada de
agua doce, estribara, etc., lendo a casa 4 quar-
tos, 2 salas, cozinba fora, porto ; a tratar na
rua do Queimado o. 47.
O abaixo assigoado, arrematante das dividas
activas da masas fallida de Jos Ribeiro Ponte?,
previne aoa seus devedores que nao psguem a
pessos alguma se oo ao mesmo, ou a pessoa por
elle competentemente autorisada. Recife 19 de
margo de 1862.
Bernardo de Barros Brrelo.
Taberna.
Veode-se urna taberna propria para um prin-
cipiante por ser bom lugar, oa esquina do Porte
do Mallos, faz frente para a rua da Lapa e para
largo em frente ao chafariz, flea no correr do
desembsrque n. 12.
35-Rua Direila-35
Vende-sa um rico sanctoario da Jacaranda
obra do Porto, por prego commodo. *
Farinha de supe-
rua do Qoeimado n. 39, loja de portas, r0r qUaldde,
vendem-se cortes de vestidos de seda pretos e ds a bordo do hiate Santo Amaro : a tratar tom
cores, pelo diminuto prego de 209 cada corte ; a Fraga & Cabral, oa a bordo,
ellas, antes que se aeabem. I niyAiA A* T iahrifl
Vsudt-M bonita figura, e hbil para todo o servigo t quem I Vende-se lsaedo de Lisboa cbegsdo no brigue
o pretender dirija-ie ras do Imperador, d. 48, portngusx Relsmpago; na ras do Vigarlo n.
tiritiro andar. '19, primslro sdsr.
d3|a peca com 30 varas
Tramoias para babados de diversas obras
rua do Queimado n 47.
N. 4 14 DE HORTAS N. 4
Joao Ferreira dos Santos, Cambraias de carocinnos
avisa a lodos os seus freguezes aue de outr'ora S no Pavao.
negociaram com elle, que se acha eslabelecido j Vende-sa finissimos corles d cambraia branca
oa rua deHortss o. 4, parede-meia da casa aoo-com carocnhos brancos e de cores lendo cada
de foi caixeiro, que est vendendo mais barato p0Cg g 1.2 varas a 49 a pega : na ruada Impe-
do que em outra qualquer parle, como seja : j rairil n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama
manleiga inRluza tiua a 800 e lg a libra, dita ^ gilva.
francesa a 660, lata s com 4 libras de manteiga
proprias para mimo ou condugao para fora por
29*80, toacinho de Lisbos a 300 rs. a libra, e
89500 a arroba, presunto para panella a 400 rs.
a libra, banha de porco a 440 a libra, macarro
talharim e aletria a 280 a libra, sag a 320, ce-
vadtnha a 240, toucioho do Maraobo a 160, al-
piala a 160, farinha do reino a 100 e 120 a libra,
gomma a 100 rs. a libra, e 29560 a arroba, vi-
nhos engarrafados superiores a 19200 a 9 19 a
garrafa, vioho de Lisboa e Figueira em pipa a
400, 480. 560 e 600 r. a garrafa, caada a 39200,
38500. 49 e 4(500, superior vioho verde a 480 a
garrafa, vioho bordeaux a 800 rs. a garrafa, licor
tino a 19 a garrata, velas de espermacete a 700
rs. a libra, ditas le carnauba decomposigao a 360
e 440 a libra, massos de palitos pira denles en-
feitados a 240 o masso de 20 massiohos, assim
como tem muitos gneros que se torna massante
menciona-los, vista dos compradores se veo-
dero pelo menos que poder.
lival sem igual.
Bom sortimento.
Pentes de massa finos liaos a 500 rs ditos don-
rados a 19280, carreteis de retroz muito bom a
320, escovas para cabello muito boas a 800 e 19,
cartas de alfinetes de lati a 80,100, 120 e 140,
escovas para unhas a 320 e 500 rs., linha de car-
lo de cor e branca a 30 rs., uovellos do gaz a
30 rs., fitas de velludo de cor o preta de 120 a
tg : oa rus larga do Rosario, loja de Pedro Ti-
noco n. 36.
presos,
Viado,
n 8.
s na loja do
na rua Nova,
Lata vendendo luvas de lorcal
o melhor que se pode encontrar
.............*
Luvas tambem de retroz sem serem bor-
dadas a...........
Ditas ditas de dito para meninas a .
Ditas ditas tre seda para ditas a .
Ditas ditas de dita para senhora a .
Ditaa ditas de dita bordadas para senho-
com vidrilho
em bordados
. 800
640
500
500
19000
610.
O que pe-
chincha.
lAlvaro k Magalhes.1
t
Eslabelecidos com loja de fazendas na
rua da Gadeia n. 53, e schando-se de
posse de um novo estabelecimenlo na
rua do Crespo n. 20 B, participan) a lo-
dos os seus amigos e ao publico em ge-
ral que dispe de um grande e variado
sortimento de fatenda que tem resolvi-
do vender dinheiro por pregos bara-
lissimos. Roga-se aquelles que Uve-
rem de comprar qualquer artigo da fa-
zenda de se dirigirem aa nossas lojaa
cima indicadas que sero ptimamente
servides.
s
Oh! que pechincha
Vende-se palitos lindos e foliados finos para
dantas 2 masaos com 40 massinbos por 400 rs. na
rna da Imperatriz loja da Arara o. 56.
para anjos.
Vendem-se na raa 4a Sensala NoVa o. 30, cai-
xinhas com doce por prega commodo, recommen-
davels para os aojos dt proeisslo.
Cambraias adamascadas.
Vende-se cambraias adamascadas fazenda mo-
dernissimsa para vestidos a 49 a pega : na loja
do Pavo roa da Imperatriz n. 60, de Gama &
Silva.
Vestidos a 3#000 e 2^500
Vende-se cortes do vestidos brancos com bar-
ras o babades a 39 e 2$500: na raa da Imperatriz
n. 60, loja e armazom do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2$500.
Veode-se ssias bordadas muito bonitas a 2gG00
cada urna : na rua da Imperatriz n. GO, loja do
Pavo, de Gama ti Silva.
Balos do Pavo.
Veode-se baldes da bramante francez com ar-
cos sendo os que tem melhor armsgo pelo di-
minuto prego de 39 e 39500: na rua da Impera-
triz n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama
& Silva.
Saias com arcos de linho.
Vende-se as acreditadas saiaa com arcos de li-
oho que faxem as vezes de bslo a 89200 o a 49
cada urna, esta fazenda s ha na loja do Pavo :
rua da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de cliegar a loja
do Pavao.
Esta fazenda inteiramente nova de qaadrinhos
imitando as sedas, fazenda muito eocorpada e
de cores delicadas propria para vestidos de se-
nhora e roupas para menioos e meninas pelo di-
mioulo preco de 240 rs. o covado : na loja do
Pavo raa da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Chapeos de sol do panno a G40 : na rua do
Queimado n. 44.
Relogios
Vende-se em casa de Johnston Palor A C,
rua do Vigsrio n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patenla inglez, de um dos mais
afamsios fabricantes de Liverpool; tambem
urna varieiade de bonitos trancollins para os
mesrnos.
Vende-se urna mulata escrava de 20 annos,
boa cozinheira, engommadeira a pereila costu-
reira, com um filho de 6 annos: na raa do Quei-
mado n.44.
Ricos
cortes de seda pretos com
babados.
Na rua do Queimado n. 18 A, esquina que vai
I para a rua estreita do Rosario, tem para vender
ricos cortes de seda preta lavrada com babados,
e se veodem por baraliszimo prego.
19600
19600
Vende-se fitas para cavalheiro da Rosa,
ditas para commendador da Rosa, ditas
verde a amarella para independencia, lu-
vas de camurga branca e amarella, dilss
de algodo branca para guarda nacional a
200 rs. c par: oa loja de Nabuco & C. na
rua Nova n. 2.
Attenco.
il
loja do sertanejo,
rua do Queimado n. 45
ha para vender o aeguiote, por metade do cuate :
ricos cortes de vestidos pretos bordados a vellu- _
do, pelo bsralissimo prego de 8*9,709, QOfOOO armazem na trasaaaa da
Veode-se um excellente piano de Jacaranda,
com muito boas vozes, e urna cama franceza tam-
bem de Jacaranda, ambos com muito pouco uso :
a tratar na rua da Matriz da Boa-vista n. 33, se-
gundo andar.
Milhe novo.
O sacco 4J000.
Tem Fernaodea Irruios, ltimamente chegado
do Rio de Janeiro polo bjgpe Veloz,
sen
40*000,
[no trapicho Bario do Linimento.
da Daos n. 13, a
Ditas ditas de seda de todas as cores a
Trancas e franjan pretas.
Mui delicadas trangas de seda preta com vidri-
lho sendo de todas as larguras, de 320 a 500 a
vara ; franjas de seda com vidrilho e sem ella
de 320 a 500 ; bicos pretos de todas as larguras,
tanto com vidrilho como sem elle, por baratis-
simo prego, e outros muilos objectos para qua-
resma, que a vista dos compradores nao se en-
geita dinheiro.
Facam fogo no viado.
Seda lavrada a melhor que se pode encontrar
de bom e delicados gostos, que a vista do prego
nao ha quem deiie de fazer um rico vestido pre-
to para quaresma, pois, aproveitem a occaaiao.
pois quem nao Ozer agora, nio faz to cedo ;
esta loja ca bem conhecida, por ficar bem cou-
jronle a eamboa do Garmo, e ter o viado pin-
tado.
Para a quaresma.
A 15#000
Paletots de panno fino forrado de seda: ua rua
do Queimado n. 47.
A 1$500 o covado
Grosdenaple preto bom : na rua do Queimado
A 14#000
Visitas de seda prelaa : na rua do Queimado
Pechincha
Pechincha admiravel na
loja do Pavo alOj
Vende-se petjas de bramante de lindo
puro bastante encorpado proprio para
lencoes, toalhas, seroulas, camisas, pata
1 rtotsetc etc., tendo cada peca 27 va-
raspxo baratissimo preco de t0# a pe*
a, e tambem e wmde meia peca po-
M ou se letalha a 400 rs. a vara: na
rua da Inantrii n. 60, ta e arma*
tem do Favao^e T
sil I
II
a r\^\


6
-*-jj><
11 i.
DIARIO DE PERNAMBUCO =- SEXTA FE1RA 21 DE MARQO DE 188
NO
ARMAZEM PROGRESSO
' j pcomptas para se comer vindas a primeira vez a esle
como sejo peca, damascos pe-
assucar
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penha
Veade-se neste armazem de moihados os melhores ge-
necoi que ven a este mercado e por menos 5 a 10 por cento do que em oulra qualquer parte,
Raraotiodo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a lodos os Srs. da praca, de engenho e lavradores o
favor de maodarem suas eocommendas ao armazem Progresso, alim de verera a differenca de
preco e qualidade que faz, se fossem comprados em outra qualquer parle.
niamteiga lgiea de primeira qualidade a 800 e 1*000 a libra, e em barril se far
abatimento.
aiAntoiga ir*tteeza a mais noTtt, 640 rf f a libra e tm barri 600 rf#
*= liySSOll 0 mais jupeor que ha no mercado a 2}800 e 2*500, a libra.
Villa llUXim imitando a perola, pela sua superioridsde a 3*000, e 2*600 a libra.
\J lili pTQlO uqco para os doentes que se tratam com a homeopalhia a 2)500 a libra.
\|U navio a 2&500
^jusiya Voaatiaos 0 que ha de bom nesle genero a li(000i a Ubra e ,m p0r5ao Ie
faz abatimento.
^|aClJO |ira\0 0 mais supeti0r que tem f-w0 esie mercado a l*i00 a libra.
FrezwUo ing\ez pata lvainbte muil0 novo a 500 rs. a ubr., e em por-
cao se far abatimento.
iuaStfcletaS lBg\traS pr0prag para fiambre a 800 rs. a libra e em porcio a 700 rs.
r TftZUTltO A TCIUO de Iap,rjor qualidade a 480 rs. a libra einteiro, a 440 ri.
^**"*" o melhor oeliscoqua pode haver por estar promplo a toda a hora a 19 a libra, e
em porcao a 900 rs.
X. ttiaii> AO TQinO muil0 novo a280r>. a libra, e cm barril de 3 arrobas a 7*000.
ClioavHas e paios de lombos a m r,. libra> em porcao se Iaz .b.u-
ment.
luatas eom c\\ouricas
mercado a 28000 cada urna.
Bauua Ae porco refinada em Wa com ,0 libr por 4*500 cada uma.
anna ae porco muit0 na alva a 480 rs a hbra e em barr1 >T 400 r8-
Illarnielaaa imperial d a{araa(l0 Abrea 0 deoulros muilos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, c ero porgao se faz abatimenlo.
lalas eom frutas de' doce em cuida
cet;o, alpexe, e gioga, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em lala9 de, libra por 1|900 cada uma.
Latas com amendoas coneltadas C0Illend0 mji, C0Deil03
candi, muito proprio para mimo, a 2)000 cada uma.
DOCe Aa C*SCa na gOiana muil0 uo a qo rs. e um purcao se faz abatimento.
ilOCe S< CCO e eSa Calda d0 diferenles qualidado, m 1* d 4 @ e 5 t por
2Q300 cada uma.
Cartoe combotto francez iroprios para mimo, 560
Vasa* em ca*i*na de $ Huras muil0 nov por2p)0 e, relalh0 a
480 rs. a libra.
K IgOS ft& C4inm9.nre rauil0 11Q(,0i, em caiian de 8 libras por 2*50. ditas com 4
por 1J500, ditas com 2 muito bero eufeiladas por 900 rs. cada urna e a relalho a 320 rs.
libra.
*YviUiaa Craneezaa e portngntzas em lala, de, llbra,p0r6o .
ditas em metas latas a 500 rs.
wiaca&s tomate- em ialas d91 Ubra por8oo rs.
mendo&s de casca mole muit0 uova3 a 32 rs., lil)ta.
MOXeS a 12o w. a libra, e 3000 a arroba.
Ameixas tranchas e m iala8 com 3 ijbraspor t^on, diu com i ip por 19500.
JlfttlX^S portngneXaS a 320 rs. a ibra e em caia so fsr ahatimento.
vinOCOlate UeSpnnola 1j500> dil0 francei a j j2oo dito porUguez a 800 rs. a libra,
aQauci-se a boa qualidade.
UOlaXinna de SOda em latas com differentes qulidades, a 1J440 rs.
llaC/ S ptri% fef ptl letriai macarr50 e taiharim. a 400 rs. a libra e em caiza por 8S000 rs.
W lltOS ne nenteS ijxad0Si molhos- com SO macinhos por 200 e 280 rs. muito Onos.
Or^jaft eni frasc(,s com l e 1|2 libra por 800 rs.
* j"*0 frauci, para intijiar faeaa a 200 rs. cada un, em porcao se faz abatimento
nOlftXinu& incida a mais n0Ta d0 mercado a 320 rs. a libra em barrica a 45O0
M*3ukUlU p8l.a engommar, muito alva a 100 rs. a libra e cm sacca se faz abalimeuto.
IrClXe da posla em ialas das meibores qUaiidades de peixe que ha em Portugal a 1J600 rs.
iSpermaSeie guperior de ciDcoeseis velas por libra a 760 rs. eem caixa.a 740 rs.
A&minnaS d0 NaDteS em latas muito novas a 400 rs.
ivipisia rauil0 novo a jgo rs- a ibra e em arroba a 4^500 rSi
"eiTO HOCe rouado de differentes marcas e o mais superior que ha a 800 rs. garrafa
e em caixa a 9ft.
w i anos engarratanos d0 duque d0 Porlo e de 011,r rauilas marcas acfediiadas
neste mercado a 1*200 rs. a garrafa eem caixa a 12*000 rs.
. UO CM pijia Porto,FigueiraeLisboan560 garrafaeem caada3*500, 4*e4*500.
^^* *ja dS mais acreditadas marcas a 5* rs. a duzia, e em garrafa a 500 rs.
wtn&E&ptagsLe das marcas mais superiores que ha no mercado a 15* e 22J00O rs. o gigo
Cognac ingle!. a lOOOO rs. a caixa e 1200 rs. a gaarafa.
Uenebra de Wollanda verdadeiraem fraiqueira a C*000 rs. e o frasco 560 rs.
(torneara de taranta a 7m n. a duIia t ,m fraeos a 640 n.
tiencbfa ingleza a 108000 rs a duzia e a retalb0 a 1SJ00 a garra,.
balites d# g*z a ^m rs., gr0H>
ai refinado em potes grandes a 500 rs. cada un, em porcao se far abatimento.
V*aiC lavado o que se pode des*jar oeste genero a 320 rs. a libra e em arroba a 9J500, dito mais
baixo a 280 rs. a libra e 8$000 arroba.
^eVamnna de FraDca a mais nova do morcado a 280 rs. a libra, em porcao se faz abati-
mento.
6g\l muit novo e ajvo a 320 rs. a libra.
^arinha
1lia do Maranho alva o cheiroza a 160 rs. a libra c em arroba t 480,
iervilnas secag muil0 D0va8 a 160 M< a libr8t
V*>\nfi
^ ww Je carnauba refinadas a 400 rs. ajibr e em arroba a 12*000.
AZeiie doce de Lisboa a720 rs. a garrafa, afianca-se a boa qualidade.
W inagre de ysboa a j4or8. agarrafa, e em caada a 1*800.
\ nnO eberez a 1*600 a garrafa e.em caixs se fazabalimeDlo.
Hito
ca
Ruada SeozallaNova n. -42
Vehdt-sa em usa d S. P. Jonhston & C,
sellios o shoas inglezos, caadieiros e casiijaes
bronwados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carro e montara, arreios para carros de
un a dous cavalls, e refogtos de onro patente
ingles.
Libras sterliaas.
Vandem-se no escriptorio da Manoel Ignacio
de Ohveira 4 Filho, praja do Corpo Santo n. 19.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2* cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'agoia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes qua
se acabera.
Alojad'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por oslar conslaotemeaie a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa aempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Piver,
Coudray e Sociel Hygienique, etc., etc.; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo lortimenlo,
teudo de mais a mais a elegancia dos fraseos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Capachos.
Veodem-se capachos redondos ejeorapridus e
de diversos tamanhos, e os melhores que tero
viudo a estn mercado, pelo baralissimo preco de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambero ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof mar
quezaa para 1*100 cada um : aa rui do Queima-
do, na bem coohecida loja de miudezas da boa
(ama n. 35.
Pota da Russia.
Vende-seemcasa deN. O Bieber 4
C, succeisore, ra da Cruzn. 4-
=

do reino das marcas SSS e galega a 140 rs. a libra.
Taixas
{Moireantiques de co-
i res bonitas a 2 OOOS
> e 2,500 o covado
Vilar.d0 Cre'P0 17, Guim"es & 9
500
120
ItO
60
240
500
20(1
120
400
400
320
80
para engenho.
Graude reduco nos presos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas ae turro cuarto do mui acreditado
fabricante Edwio Maw, a 100 rs. por libra, as
roesmas que se vendiara a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche o. 4, armazem
de fazendas.
Souhall Mellors & C, ttndo recebirto or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gius v|sto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; couvida, porlaolo, s pessoas quo-qui/.ereoi
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
portunidade sem perda de lempo, para vir com-
pra-Ios por commodo orejo no seu escriptorio
ra do Trapiche o.48.
Veiidem-se caixoes va-
ziosal^: nesta typographia.
N. O.Biebar & C.successorea.raa da Craz
n. 4, tem paravenderrelogiosparaalgibeira de
ouro e prata.
Gneros baratos.
Veode-se maDleigA ranr.pza a 640 rs. a libra,
cr. a 2J400, loucinho a 320 rs., arroz a 100 e
120 rs,, linguica a 560 rs., passas a 500 rs., ba-
nha de porco a 440 rs., velas de spermacete a
760 rs de carnauba a 400 rs., batatas a 60 e
120 rs., painco a 160 rs emlhas a 120 r*.agar-
rafos com 5 garrafas de vinfrgre a 1J200 ;.caiia
um, agurdenle de canna j engarrafada a, 200
rs. a garrafa, espritu de vinho a IjOO a caada
e 240 rs. a garrafa, azeitertpcarrapato a 400 rs.
a garrafa, dito de coco a 480 rs., milho a 'd'0 rs.
a cuia, arroz de casca a 200 rs. era saceos mais
barato : na travessa do paleo do Piraizo o. 16,
frente pintada de amaretla com oilao para a ra
da Florentina.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Veode-se em porcao e a retalho de urna sacca
para cima, e por commodo preco : na ra da Ma-
dre dt Dos confronte abolir n. 30.
Liquidado |
A lojademarmore.
1! jurnus de cisemira para senhora a 100 'k
Manteletes de grosdeuaple a 10J t
8Lequesde sndalo a 5 J
liournusde casemira para meninos
de todas as idades a 5) 8
(rande sorlimento de cascirrilhas, *J
i traocas e litas do todas as cores para en- S|
? foites de vestidos por presos mais bara- S
Sp tos do quo em outra qualquer parte m
se i secundo
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
ae Jos de Azevodo Maia e Silva, est vendendo
todas as miudezas por precos j sabidos e to-
nhectrtos :
Grotas depennas de ac do todas as quali-
dades a n
Novelle linha que pelo lamanho a lodos
admirara a
Cajxas de agulhas (rancezas a
Caixas com slfinetes muito fios a
Gaixas com apparelho para eotreler me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Groza de botoes pequeos para calca a
lesouras para unhas muito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para voltarete mullo fi-
nos a
Agulheiros com agulhas francezas a
Caivetes de aparar pennas de I folha a
Fecas de traoca de la com 10 varas a
Ditas de tranca de la de todas as cores a
Har-s de sapaios de tranca de la a
darles de alfioetes francezes a
l'ares de luas fio da Escocia muito finas a
Ditas ditas brancas grossas a "
Escotas para liaipar denles muitu finas a
Massoscom superiores grampos a
Gartes cora colxetes dealgum defeito a
Ditos de ditos superiores a 40 e
edaes de fundo de ac muito superiores
Ecuadores para vestidos de seuhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes s
Cartas de alioetes de ferro a
Charuleiras muito finas a
Tioleirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a 120
Areia prela e azul muito fina a libra a 120
Tenho nova remessa de labyrtotho para ven-
der por todo preco, assim como tsubo trancas de
seda differentes cores para veuder por todo di-
nheiro que olferecerem.
Caivetes faos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar peos, de duas fo-
Ihas, a 200 ris cada um : na loja da Victoria o
ra do Queimaion. 75, junto a loja de cera.
Cahinlias para conleitos e
presentes.
Muito lindo sortimenio- das para se botar coofeitos ou mesmo com ellas
valias se mimosear uma menina, pelos baralis-
simos precos de 320 ate2*500 cada uma : na lo-
ja da Vicioria na ra do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Cuadros de moldara don-
rada e prela.
Lindos quadros de moldura dourada e preta.
com estampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dinheiro: na loja da Vicioria n
ra do Queimado o. 75, junto a loja do cera.
Panno de algodo da
Baha.
Veode-se no escriptorio de Antonio Lulz da
Oliveira Azevedo & C, ra da Cruz n. 1.
Novos e lindos
So (iiifeites par* vestidos prelos
Batatas a 1^000 rs ca-
da arroba: no armazem da
ra do Amorim, n. 47.
Roupa feta muito
m barata.
$$ Sobrecasacoa de panno preto muito fl- A
Mk no, paletoUde dito, paletots de caseroi- a
Z ra de cor, ditos prelos, ditos de fualao, :
'9 ditos de ganga de cores, ditos de bris 9
^ de cores e brancos, calcas de casemira b
gijj prela e de corea, ditas de brim branto e 2
' de cores, dilas de gangas, colletes de *
W velludo preto e de cores, ditos de gor- ^
A guro, ditos de fusio,ditos de brim bran- g|
> co, camisas de liobo, ditas de algodo g
9 brancas e de cores, seroulas de linho, W
ditas de algodo, chapeos de sol de seda
ti ioglezes os melhores em tamaobo e qaa- a
' lidade, lado se vende por barato prego a "
@@ dinheiro avista, na loja das 6 portas ra Efe
dft do Queimado emfreote do l.ivramenlo, &
4fc est aberta al as 9 horas da ooite.
200
800
15280
100
320
100
200
40
20
60
100
e de cores, e roupiuhasde
eriaueas.
Em apropriado lempo recebeu s loja d'aguia
branca um bello e completo sorlimento de enfei-
tes de seda para vestidos prelos e de cors, e rou-
pinhas de criaocas, sendo trangas e bordados de
novos e lindos desenhos, e difceis tecidos, coro
os quaes pode-se coro posto e modernissimo cn-
feitar qualquer vestido ou roupinho de crianca.
Ao passo que ditos enfeiles a lodos Reralmenle
sradaro, a commodidade dos preQos anima ao
comprador, e, osta verdadeser verificada por lo-
dos que so dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16, cojos precos eslo msr-
IfiO caoos as amostras, as quaes se daro com pe-
uhores.
Luvas de pellica
Brancas e de cores para homem e senhora, che-
gadas ltimamente por 2S5U0 rs. o par : na loja
do viado na ra Nova n. 8.
80
40
80
14900
Na loja de ferragens n. 44, na
ra da Cadeia,
vende-se uma batanea com pouco uso, coolendo
braco do muito antigo, e acreditado autor Ro-
meo,correles de ferro e conchas de madetra
chapiadas, mallo propria para armazem ou enge-
nho para peso de assucar. colla da Babia de pri-
meira qualidade, graxa ingleza do verdadeiro au-
tor Day & Martin, e uma travo de mscaraoduba
de 75 palmos de comprido e 10 pollegadas em
quadro, e canoas de amarello de diversos com-
primeolos, a voolade dos pretendootes.
Oh que pechincha.
Na ra do Queimado o. 39 loja de 4 portas,
vende-se corles da vestidos de seda pretos e de
cores pelo diminuto preco de 20| cada corte, a
elles soles que se acabem.
Muita attenco.
a
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n. 40, vende se roupas feitas
de todas as qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os fregueses com-
prar porque e pechincha .
Algodo da Baha.
Proprio para roupa de escravos e saceos do as-
sucar : vende-se na rus da Cruz n. 1, escriptorio
de Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
1
H
HOS ARM
PROGRESSISTA E PROGRESSIVO
Na ra das Cruzes de Santo Antonio, 36.
E NO
vende fvelas para ciatos o mais bem dourado que
6 possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baratissimo preco de 23500
cada uma, carteiras com agulhas as mais bem
sortidas queso pode desejar, e em qua6lo a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carteira, pennas de ac ca-
ligraphia verdadeiras a 2$ cada caixinlia com 12
Manteiga Ogleza oque se poje chamar flor de 800 a' 1)00 rs. a libra.
Lfleill rauceza a primeira da safra nova 700 rsi e em barril a 600 rs.'
UlieiJOS JamengOS chegados no ultimo vapor a 2|800.
QueijOS ludririOS a 800 y. a libra,
Cha hySSOU muito superior a 2800 e 39000 a libra.
CM Preto o que ha de melhor neste genero vindo a primeira vez ao ..osso mercado a 29200 hbra, e tambem temos para 19800.
UraO 06 BlCO 0 maisnovo do mercado a 200 rs. a libra.
Presuntos portuguezes vindos do Porto de cas, particular a 500 rs. a libra einteiro a 460 rs.
raiOS e COUriciS muilo novas a 600 rs. a libra eem barris de arroba a 15.
ml39000^T000a)duriad<,POr,O, Porto fiQ0* necl,r'Gareav8,los' ve|tl0' ecco Feitoria e chamisso de 19200o 1300 a garrala,
1JO DOrdeaUX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa ede 8500 a 10000 a doria,
Vinb.0 HlUSCatel a 19000 a gar-afa e 10*000 a duzia.
Vinho para p a*tO do Porto, Figueira, a Lisboa da 500 a 600 rs. a garrafa a de 45000 a 4800 a caada.
Marmelada 750 rs. a Hbra.
Latas COm peixe savcl, pescada, guraz.^pargo c oulros de 1300 a 2#000.
Latas COin erVllhaS pofluguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachillhas desoa de todas as qualidades a 1440 rs.
Figos de COmmadre emcaixinhasde 8 1ibras a 2*200 acaixinha e320 rs. a libia.
Peras seccas a 29000 a caixinha e50O rs, a libra.
AmexaS franCeZiS em latas de 6 libras por 49000 e 1*000, a libra.
Passas a 29200 a caixinha, e 440 rs. a libra
LOnntaS para pulim em frascos de 1 1|2 a 2 libras a 4*500 a 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
LaiXnhas proprias para mimos, cora passas, figos, araeitas, peras, arnendoas, e noze?, da 29000 a 59000 is. acaxinha.
Conservas iuglezas apormguezss a 600 e 800 ris o frascoa 9 a caixa.
Macarro e talliarim, muito novo, para sopa a 320 a libr'a e 6*000 a 'caixa.
ixinha coro 12 p ,-.,-,, -. _
duzias, ditas de lauca verdadeiras n. 134 a 1)200; ,J ''Ullia a 100 rs. a libraa a 29560 a arroba e sendo em sacca a 29400,
cada groza, ditas muilo boas ainda nao conheci- A mAnrl-,. n das a500 rs. a groza : na ra do Queimado, na'. rt"101ilas de casca molle a 400 res a libra e nozes a 200 rs. eem porcao lera abalimeuto.
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu- OhaiOauhe dai melhores marcas, de 15?a 20OO reis o gigo.
/GrU oJ. aO t
tiOCOiate portuguez. francez, e ioglez, a 900 n. a libra e hespanhol muitosuper'ur a 19200.
CerVejdS das melhores marcas a560 rs. a garrafa, a 5500, a duzia.
^OgUac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Geuebra de Hollanda 600 rs. o frascoa 69500 a frasqueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 19800 a caada.
Dito em garrafeS de 5 garrafas, por 19200.
Kgpermacete superior a 74rs- |iDr* 72 rsem caixa-
Arroz da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e da 3*000 a 3200 a arroba.
Lentlihas 'rancezas o melhor de todos os legumes a 400 rs. a libra,em porcao lera abatimento.
Caf do RO de superior qualidade a 89500 a arroba e a 280 rs. a libra .
Latas com sardinha de Naotes a 400 e 600 rs. a lata.
Massa de tomate em latas de uma libra a 900 rs.
AlpiSta a 160 rs. a libra e painco a 240, e 5*'a arroba do aloisia ea 6400 a do painro.
Potes grandes COm f5ai retinado a 640 tambem temos em pacotas, aiuito propttos^para meza a 2*0 e200rs. a libia.
Cha hySSOU o melhorque v'em do Rio em latas de 1 libra a 1*800, e om porcau lera grande abalimentoc
Doce da casca da guiaba de iooo a 1200.
AZbite doce purificado, a 800, a garraf, e 9JI000, a duzia.'
FailtOS UXadOS para denles, os mais bem fuiios que tem vindo ao merca lo, a 200 rs. o maso com 20 massinhos.
S5S?banca^6.n'rUa d Queimado loja Bolachinha ingleza muito nova a 400 rs. a liSra e59O00 aibarrica.
ToUCUhO de Lisboa a 320 reis a libra e 109000 a arroba e o desafia velha a 24o rs. a libra e a 69&a00 a aireb.
Velas de Carnauba eeoraposicao a 400 rs. alibra e a lx5O0 a arroba.
Araruta a malhor que se pode desejar a 320 rs. a libia.
| Interesse publico. |
Oferecido pela loja des
marmore. 2
w A loja de marmore tendo de apresen- *
IE lar concurrencia publica o que ha de S|
55 msisnovpem fazendas, tonto para se- *J
S| nhoras como para bomens e meninos, h;
n sendo que para este fin espera de seus 2
B correspondentes de Inglaterra, Franca e |
jfe Allemanha as reoiessas do seus pedidos, S
jfi tem resolvido, .-nles de acresentar o no- S
sg vo sorlimento, liquidar as t'azeudas eiis-
S tonies, o que effectuar por precos mo- 9E
S dicos e para cojo fien convida o resreila-
S vel publico a aprovaitar-se desla emer- S
|t gencia.
Novo sortimeuto de cascarri-
lhas de seda
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sorlimento de cascarrilhas de seda de
muitas e differentes cores, e veude-se 1J500
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
bresco e roiis superior que h no mercado propio para mista a 640 rs. a garrafa e em ca-i'qualidade, para senborss, padres 1*000 o I C^,rrt \
nada 4*800. [par, por estarem principiando a mofar, e estandoevaa chegada ltimamente a 160 a libra e a 4* a arroba
Por hojedelfim aoroeu reptetorio atea chegadado primeiro ^rtorvindo da Europa, pelo'ellascalQadss nada seconhec na ra doQoei-jp i i xa ....
qual espero novo sorlimento enio serei pregui^oso em o publicar a wspeitafel ptrbllco. Imado loja d'aguta branca n. 16. |ri uta ciu laidb aa todas as qualidades que ha em Portugal, como peras, pecegos, damasco, ginga o outras i ioa rs, a lata,
rrr


-__________________
Attenco
Guiearles 4 Lu, dono* da lo]a da miudexis
da raa do Queimado o. 35, boa fama, participio)
ao publico que o seo estabelecimento ae acha
completamente prvido daa melhorea mercadoriaa
teodeotea ao meamo estabelecimento, e muitos
oulroa objectoa de goato, sendo quasi todos rece-
b'doade auasproprlas eocommendas ; e estando
elles inleiramente resolvidos a do venderem
Dado, aflamara vender mais barato do quo outro
qualquer ; e juntamente pedem aoa aeua devedo-
rea que Ibes mandem ou venham pagar oa aeua
dbitos, aoo pena deaerem juiticados.
-- Chegaram de Liaboa no brigue Eugenia,
dona bonitos burros e ama burrs, os qoaes se
yeodem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Aasembla n. 4, e para tratar, noes-
criptono de Antonio Luix de Ollveira Azevedo.
DUIO BE PERMAIIBCO SH* fMB A *t WlttQP Bit li*
mu i '' in.'"" .' ^J -.....-
"------------------------------------------------- __________________________________._____. .__________ _________________ ________________________-------------------________.
DA
Fundicao Low-Moor,
Hua da Senzalla Nova* n. 49.
Neste estabelesimenlo continua a haver aro
completo sortimento de moendas meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taxas
de ferro batido e coado de todos os tamaitos
para dito,
Vende-ae um terreno na roa do Hospicio
quasi defronte do quartel, prsprio para ediflear-
ae urna caaa, tendo 40 palmos de frente e 148 de
fundo, com alicerce : a tratar na raa do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-te: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quanlidade de flvellss
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
vo* e bonitos moldea, e lambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com oiperien-
cia ae conhecer nao o serete, estando no mesmo
caao as esmaltadis, e aasiro mesmo vendem-ae
pelo barato preco de 2g500 rs. cada nma, na ra
do Qneimado loja d'aguia branea n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas com
nma das novas e bonitas cestinhas qoe se ven-
den) ca ra do Qneimado loja d'aguia branca
n. 16.
Faritiha de
mandioca.
A bordo do hiate Santo Amaro, tundeado
confronte ao trapiche do algodao, vende-se fa-
rinha de superior qualidade a prego commodo : a
tratar com Fernaodesdt Irmo, em aeu armazem
travesea da Hsdrede Dos o. 13 ou a bordo com
Jos Feliciano Machado.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
engenho Jurissacs, do Cabo : a tratar alli com o
Sr. Domingos Francisco de Souza Leo.
Palmatorias de vidro e de l-
tfto para aellas.
Vendem-se booitaa palaoateriaa de vtdro lpi-
da** para vellaa a 19*00, e dilaa de lati bul
novas e limpia a 400 rs. ; na ra do Qneimado,
loja da Aguia branca n. 16.
Peilos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-ae bonitos peitos de fusto lavndo e
trancado para camlaas a 900 rs. cada um, faien-
da mui boa e encorpada : oa ra do Queimado,
loja d'aguia-branca o. 16.
Novo sortimento de tiras bo
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-branca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadaa em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 19200
cada lira, e outras de bordados muito largos a
20000, o melhor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas se meio, pelo que se tornara barattsst-
maa : na roa do Qneimado, loja d'aguia brauca
o. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-ae gollionhaa
e manguitos de puohos bordados em fina cam-
braia transparente por 29500 ludo, o que na ver-
dade baratiaaimo : na raa do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
predio venda
Vende-se a casa d<> doua andares e sotflo, mei-
sgua, no becco das Hiudiohas n. 8, avallada em
2.000$, a qual rende 1 li3 por cento ao met; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha peaaoa
autorisads pelo propietario para elfectuar a ven-
da damesma casa.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordadoa em fina cambraia
tranaparente, e como de aeu costume est ven-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 varas,
CAftTOES
DE
VISITA
IsRUA DO QUEIMADO N?A6
P/lr7hhGRANDE20HTIMETo
^DASEROPKS
Soriimento completo de sobresaseos de panno a 259, 289, 309 e 359, easacos multo bem
faitaa a 25|, 28' 30$ e 35|, paletota acaaacados de panno pretode 16 at 259, ditos de casemira
de cor a 139, ''i e 20f. patatota aaccoa de panno e casemira de 89 at 149, ditos saccoa da alpaca
m eiin e li de 49 at 69, aobre de alpaca e merino de 79 at 109, calcas pretae de eaaemira de
89 at 14f, ditos de coro*79 et lOf, roupas para menino de todoa os tamaohoa, grande sorti-
mento de roupas de brins como sejam talcas, paletota e coilates, sortimento de colletas pretos da
setim, casemira a velludo de 49 a 9$, ditoa para casamento a 59 e 69, paletota brancos de bra-
mante a 49 e 5f, calcas brancaa muito floaa a 6f, e um grande sortimento de fazendaa fina a e mo-
dernas, completo sortimento de caaemiraa iogletas para hornera, menino e aeohora, aeroatas de
.,.linho e algodao, chapeoa de sol de seda, lavas de seda de Jouio para homem e aeohora. Te-
lendo quanlidade bastante de cada padro, para mos urna grande (aorica de alfaiale onde recebemoa encommeodaa de grandes obraa, que para
veatidoa ; e quem tiver dtoheiro approveitar a
occaaiio, e manda-loa comprar na ra do Quel-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vislsa sampre
vender o bom, mandn vir, e acabam de ebegar
aqu (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fai-
taa, aendo para alfaiatea e coslureir.ia, e custs
cada papel 160 rs. A agulha aasim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
ruis baratas do qaa as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem dellaa.
Arados americanos e
para lavar roupa : em casa
jon listn
42.
& C
ra
da
machinas
deS. P.
Senzalla Nova
n
i Para a quaresma i
i\a ra do Queimado
I n. 10.
LOJA DE 4 PORTAS
5 i* ti
Ferro < Maia.*
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelbante arte
cincoenta obrairos eecolhdos, portento eieculamos qualquer obra com
do que em outra Qualquer caaa.
e um pessoal de mais da
promplido e mais barato
ffMftaftraatK ttStti EtSMftfliSgltM i rj|
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
bastos & reg
Vendem-se as seguiotes fazendas :
Manteletes pretos bordados muito ricos.
Csssas pretas bordadas idem.
Ditas ditas lisas.
Sedas pretas larradas a 19. 19980, 29
e 2J500.
Grosdenaple preto covado 19, 19800, 29
e 29500.
Sarja preta lavrada covado 1J600 e 29.
Dita dita lisa covado a 19500 e 19800.
Casemira preta muito fina corte 59, 69,
79, 89 e 99.
Panno preto a 39, 49. 59,69, 79, 89, 99
e 109000.
Biquissimos cortes de seda preta borda-
dos a velludo a 609, 709, 8O9 e 909.
Riquiasimos cortea de grosdenaple preto
para veatid cm babadinhos e duas
aaias a 45$. 509, 60 e 70J.
Novo paquete das novidades
23- Ra Direita-23
Neste novo estabelecimento acbari o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por preco mais barato do que em outra qualquer parte :
Maoteiga inglesa especialmente eacolhida a 800 e 960 ra. a libra.
Dita franrea a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegados no ultimo vapor a 29800 e 3g.
Cha hyson e preto a 29 e 29880 a libra.
Vinho engarrafado doa melhorea autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhorea autores a 900 rs. a libra.
Ameixaa portuguesas a 480 rs. a libra.
Psssaa muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachiohss de dilTerentes qualidades a 1$400.
Conservas inglesas ss melhores do mercado a 800 rs. o fraseo.
Massas, talbarim, macarrao e aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra de hollanda superior e 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arrox a 100 e 120 rs. a libra.
Atpisla a 160 rs. a libra.
Toucinbo de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciadosachari o publico un grande soriimento de um tudo tendeo-
te a molhados mais barato do que em outra qnalqutr parte.
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande variado aortimento de
roupas (eitas, calcados a fazendas e todoa
estea aavendem por precos muito modi-
ficados como de seu eoatume,assim como
sejam aobracasacoa de auperiorea pannos
e easacos feitos pelos ltimos Qgurinos a
269,389, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16f, 18J. 209 e a 249,
S ditos de Casemira de edr meaclado e de
novoa padres a 149.169. 189,209 e 249,
ditoa aaccos das mesmaa caaemiraa de co-
res a 99, 109,129 e a 149. ditospretos pe-
lo dlmiouto preco de 89.109, e 12$, ditoa
de sarja de aeda a sobrecasacadoa a 129,
S ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chines de apurado goslo a 159,
ditos de alpaca preta i 79, 89, 99 e a 10.
ditoa aiccos pretos a 49, ditoa de paiba de
aeda fazenda muito auperior a 49500, di-
n tos de brim pardo e de fustao a 39500, 49
I e a 49500, ditos de fustao branco a 49,
grande quanlidade de calcas de eaaemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, dilaa de brlm de cores
tinas a J500, 39, 39500 e a 4|, ditas de
brim braucos unas a 49500, 5f, 59500 a
69, ditas de brim Ion* a 59 e a 6f, eolletea
de gorgurao preto e de eores a 5J e a 6 J,
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
e a 59, ditos do feilo branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 41,
ditos de merino para luto a 49 o a 49500,
caigas de merino para 1 uto a 4J500 e a 5f,
capas de borracha a 99* Para meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
Srefa a da cor a 5f, 69 a a 7$, dilaa dilaa
e brim a 2|, 39 e a 39500, paletota sac-
eos de casemira preta a 6| e a 7, ditoa
de cor a 69 e a 7f, ditos de alpaca a|3f,
sobrecasasos de panno preto a Ufe a
14, ditoa do alpaca preta a 59. bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todoa oatamanhoa,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 125, ditoa de gorgu-
rao de cor e de lia a 59 e a 69, dltea de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptiaados,e muitaa outraa
fazendaa e roupaa teitaa que deixam de
ser mencionadas pela aua grande quanli-
dade ; assim como reeeba-ae toda qual-
quer ancommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos nm completo sortimento de fazen-
das do gosto e urna grande officina deal-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela euapromptid e pereicao nadadel-
xaa deaeiar.
mmmmmmmmmmn
ARMAZEM
Colleccoes de estampas.
Acaba de chegar a loja da aguia branca urna
pequea quanlidade de colleccoea de finas e
grandes estampas a fumo, representando ellea os
martirios do Senhor em 14 quadros, oa qoaea
sao bem acertadoa para qualquer igreja ou mea-
mo caaa de quem tenha goato de aa posauir ;
chegou igualmente outra pequea porgo das
procuradas estampss a morte do justo e a morle
do peccador: acham-se a venda soinente ns ra
do Queimado loja da aguia branca o. 16.
Talhares para enancas.
A loja da aguia braoca acaba de receber a aua
encommeoda dos preciosos talhares para enancas
e oa est vendendo a 320. 400 e 500 ra. confor -
me asuperioridadedelles: na ra do Queimado
loja da aguia braoca n. 16.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo aortimento de grava-
taa de aeda pretaa e de eores, que ae vendem por
precos baratissimos, como sejam: esireiliohas
pretaa e de lindas cores e 19. ditas com pootaa
largas a 19500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretaa para duas voltaa a 2J ; na meneiooada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Vende se um escravo, pardo, mogo e de
bonita figura, e hbil para todo o servieo: quem
o pretender rtirija-se a ra do Imperador n. 48,
terceiro andar.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-ae mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, "oa
quaes alo agora mui necesssnoa para oa meni-
nos que vio para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos dirigir-se roa do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pencas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sus
encommenda daa verdadeiraa pennas de ac
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fatrlcaBtea Perry 4 C, e apesar da
falta qoe havia desaaa boas pennas, com lodo
vendem-se pelo anllgo preco de2/000 a caiiiuha
de urna groza, quanlidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para livrar de engaos, as ca-
lindas vio marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca rus do Queimado n. 16.
RO UPA FSIFPA
Liquidaco.
Braga, Silva & C, em liquidaco; convidara
aos seus devedores a virem saldar seus dbitos
dentro de 30 diaa, e participara qoe medidas ter-
minantes sero em prega daa contra os que nao
comparecerem.
Urna barcaca.
Vende-se ama barcaca do porte de 35 caiaa,
encalbada no eataleiro do mestre carpinteiro Ja-
einlho Elesbio, ao p da fortaleza daa Cinco Poo-
taa, aonde pode ser visla e examinada pelos pre-
tndante* ; vende-se a przo ou a dtoheiro ; a
tratar coa Uanol Aires Guerra, na roa do Tra-
piche 14;
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Queimado40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa faite de
todas as qualidades e tambem ae manda executar por medida i vontade doa fregue-
ses para o que tem um dos melhores professorts.
Casacas oe panno preto a 40S,
355 e 309OOO
Sobrecaaacoade dito dito a 359 e 30(000
Paletots de panno preto e de co-
rea a 359. 309, 259.109,189 e 209000
Ditos de casemira de cores a 229,
15f. 129.79 o 99000
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francesas a 109000
Ditos de merino setim pretos e
de eorss a 9$ e 89000
Ditos de alpaca de eores a 59 a 89500
Ditos de alpaca preta a99,79.59 a 38500
Ditos de brim de cores s 51,
49500,4 e r 395OO
Ditos de bramante de linho b an-
eo a 6, M e 49OOO
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e 85OOO
Calcas de casemira preta ede co-
res a 129. 109, 95, 79 69OOO
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 59. 65O0 e 4>500
Ditas de brim branco ede corea a
5. 49500 e tf 500
Calesa da ganga de eores a SfOOO
Collete de velludo preto e de co-
res liaose bordadoa a 129,9 e 89000
Ditoa de eaaemira preta e d. co-
res lisoa a bordados a 69,
5500,59 3|500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 59000
Ditoa de gorgurao de seda pretos
e de cores a 79, 6, 49 o
Ditos de brim e fusto branco a
31500. 29500 e
Siroolaa de brim de linho a 2 e
Ditas de algodao a I96OO e
Camisas de peito de fusto branco
ede cores a 29400 e
Ditas de paito de linho a 5, 49 e
Ditaa de madapoln brancaa e de
cores a 3. 2500, 29 o .
Chapeoa pretoa demasaa francesa
forma da ultima moda a 10J,
8|500e
Ditos de feltro a 69. 5, 4 e
Ditoa de aol de seda ingieras o
franceteaa 14f, 12, llf e
Colariobos de linno muito Anea
novos feilios da ultima moda a
Ditos de algodao
Re'.ORos de ooro ptente e hori-
zontal a 10$. 90. 80| e 70J000
Ditos de prala galvanisados pa-
tente e horizontaea a 40 e SOfOOO
Obraa de oaro, aderecos e meios
aderecos, pulceiras, rosetas o
sneis a
Toalhaa de linho duxia 10$, 6 e 9f000
Ditas grandes para mesa una 3 e 4900q5
59OOO
39000
292OO
19280
29200
3000
1S600
79000
29OOO
79000
9800
9500
Cartdes de visita de novo gosto
Carios de visita de novo gosto
Csrtdes de visita de novo gosto.
Umaduzia por 16#000.
Urna duzia por 16J0OO
Urna duzia por lAlOOO
Urna duzia por t6$000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador,
Vende-ae um mulato moco de boa Ogura
muito habilidoso : na Boa-viata, raa da Santa
Cruz n. 28, daa 4 horas em diante.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos srmazeos do caes do Rsmos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo (no Recife) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeire qualida-
de e recentemenle chegado a 149 a lata de cinco
galles, aasim como se vendem lataa de cinco
garrafaa e em garrafas.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porcao e a retalho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C no aeu es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por pre(o que
admira, asslm como seja :
Frascos de agua de lavando muito grao-
des a 800
Sabonetes o melhor que pode haver a 320
Ditos grandea multo fios a 160
Frascos com rheiros muito finos a 500
Ditos ditos muito bonitos a 15000
Garrafaa de agua celeste o melhor a I9OOO
Frascos com banha muito superior a 240
Ditos dita de urco flnissima a 600
Fraacos de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos fito dito a 320
Ditos dito nito a 500
Ditos para limpar a cabeca e tirar caspas a 720
Ditos Oito philocome do verdadeiro 1 900
Ditos com baoha transparente a 900
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos graodes a 500
Fraacos de maca; oleo a 100
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dita grandes a 800
Tem um reato de lavande ambreada a 500
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a 20
Dita do citlao Pedro V, com 200 jardas a 60
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carreteis de linha com 100 jardas a 80
Duzia de metas cruas muito encorpadasa 29400
Dita de ditas muito superiores a 48500
Dita de ditas brancas para aeohora, mui-
to linas a 3J0OO
Vara da bico da largura de 3 dedos a 120
Dita de frsnja para toalhaa a 80
Groza de botdes de louca brancos a 120
Duzia de phospboros do gaz a 240
Dita de ditos de vela muito superiores a 240
Pegas de fita para eos de todas as lar-
guras a 320.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui bda qualidade, e ei-
cellente aortimento, e aaeat vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que cootiouam a ser vendidas a 160 ria o
papel, isso na roa do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na ra
do Queimado loja d'aguia braoca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo aortimeoto.
PEIXE
Duarte Companhla
recebersm pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peixe o mais bem arranjado qoe ae po-
de desejar em lata lacradas hermticamente pe-
los precos de 15200 a 3$ a lata :
Chouricaa finas promplas.
Peacada assada e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Cavalla em azeite.
Guras assado.
Nulas de ligelada.
Savel assado.
Sarda em azeile.
Congro.
Lmguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 ra. cada um e lataa com feijo verde a 800
ra.: nos rmaseos Progressivo e Progresaiata no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36.
/uvas pretas de torzal
para meninas a 50O rs. o
par.
Vendem-se loras pretas de lorcal em bom es-
tado para meninas de diversos tamaobos a 500
ra. o par: na ra do Queimado loja da aguia
braqea n. 16.
Agua de lavander e pomada.
Vende-ae auperior agua de lavander ingleza
pelo baratiaaimo preco de 500 e 640 rs. cada fras-
eo, pomada maitiasimo fioa em poa grandes a
500e a 19, vende-ae por 18o barato preco pela
grande quanlidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitoa bicos de lioho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito auoerior
pelo baratlssimo preco de 240, S20, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal preco pela razio de es-
tarem muito pouca cousa eocaldidoe, tambem se
veodem pe^ss de reodas lisas perfeitamenie boas
com 10 varas cada peca a 720, 800 e 19. ditas
eom salpicos muito booitaa e diversas larguraaa
19200, I96OO e 2 a pega, ditaa de seda a S ca-
da urna peca : oa ra do Queimado na bem co-
nbecida loja de miudezas da boa fama n. 85.
LinhdS de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratiaaimo prego
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-ae na ra do Queimedo toja de miade-
zas da boa fama n. 35.
Meias pretas de seda:
Vende-ae meiaa de seda pretas para aenhora
fazenda muito auperior pelo baratissimo preco
de 19 o par: na ra do Queimado na bem co-
nheeida loja da boa fama D.35.
Aos fabricantes de velas.
O anllgo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da Aa-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defroote da igreja, onde conti-
na a haver um completo aortimento daquelle
gneros, que se vendempor precos razoaveia.
Sal de Lisboa.
Rspe-
a tratar
Vende-ae a bordo da barca portugueza
tanga, aal de Liaboa limpo e redondo ;
oa ra do Trapichen. 17.
Vende-se nm terreno em Santo Amaro,
noto ao hoapital iogle, com 700 palmoa de fren-
e, esa muito toom eatado ; a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Rraga Son & C.
Vende-ae maearro, aletria e talbarim a
240 rs., arroz a 100 e 120 ra., caf muido puro
a 360 rs., erva mate a 240 ra., sabao branco a 200
rs., alpista a 160 ra., aaauear branco a 100 e 120
rs. proprio para doce, gomma a 100 rs. a libra e
29560 a arroba: est torrando, Santos & C roa
do Cordonh n. 1.
m NOVA CALIFORNIA
Feijo.
Venda-se feijio mulatinho em aaccoa, multo
ovo, o por pre^o barato: na ra Direlta n. 8.
Veode-ee e caaa sita na raa Imperial n.
194, defroote da Cabanga.
Na ra da Imperatriz numero -48, junto a pactara trances
Vende-se sedas escocezas de bonitos goslos a 109, cambraia lisa a peca a 1JSO0, 2|r3<
39500 e 49, cortes de cambraia brancas com barra de cor a 29800 e 3|, ditoa brancos bordados
39500 e 48500, duzia de meiaa pare aenhora a 29500, ditaa fldaa a 39500 49. ditaa cruas pa
hornera a 99, finas a 2*500' chales de tarlstana a 640 rs., ditos de algolo alcotaados a 1$. gulll
nhas muito finas bordadas a 610 e 800 rs., maogoitos moderaos manga balo a 800 e 19, mangui-
tos, gollinhas e camisa da crep preto bordado a croch a 2j, ditos de vidrilhes a 29500, ricos e-
feites pera aeohora a 5| e 59500, cintos dourados de bonitos gostos a 2(, 29500 e 39. chapeoa ea-
feitados para baptiaado a 39 e 49, ditos da sol para senhora a 49 e 59, ditos de sol tara homem a
69, leocosde casas grandea duzia a 29400, ditoa de cambraia bordados a 206,240 100 ra., grok-
denaplea preto Qoo a 19800 e29 o covado, ricos manteletes pretos de grosdenaple a 20j, 229 e 259,
paono preto fioo a 3f e 39500 o covado, 616 liso branco muito fino a 640 a vara, dito bordado
a 19200 e outras multas fazendas por precoa commodos, assim como um grande soilimenlo
roupaa-feltas por presos que admira : na foja de Paredes Porto.
de
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quanlidade de sabonetes finos para barbaa, os
quaes convm a todoa compra-los mesmo para
moe, avista do diminuto prego de 39 porqoanto
ae est vendendo a duzia. Para saliafazer-ae aoa
booa_ fregueies se vender tambem em menores
porcoes, porm quem mais comprar mala lucrar,
porque aasim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
Coraes.
Em massiohos a 500 r?. cada um.
Em (los a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-s? muito bona coraes, em massiohos,
fios e voltas de 3 fios, pelos baratiastmos precos
cima : na ra do Queimado loja d'aguia branca
o. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A toja d'aguia branca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de maia perfeito ae pode dar em taes
objectos, e as est vendendo a 19500 cada urna,
tanto para senhoraa como para meninas e pela
novidade do goslo e apuro da moda o3o tardaro
em se acabaras que ba na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Rival
sem igual.
Com bom sortimento.
Eofeites pretos com fraoja a 59500, fivelsa de
ac muito bonitas a 19500, agulhas francezas cur-
tas e comprldas a 60 n., carreteis de linha de
200 jardas a 60 ra., ditas de Alezanders a 80 rs.,
ditas de 100 jardas de cores e braoca a 30 rs.,
carlea de clcheles com duas carreas a 60 rs.,
ditos de urna a 40 e 60 rs. : na ra larga do Ro-
sario o. 36, loja do Pedro Tino g.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Caasas francezas de bonitos gostos a
320 rs. o covado, luvaa de irocal pretas
e d* seda a 500 rs. o par, chitas france-
zas largas escuras a 240 ra. o covado,
ditas Ooaa a 260 e 280 ra., fil de linho
liao a 640 rs. a vara, tarlatana fina de
todas as cores a 800 rs. a vara, lencos
brancos com barra de cor a 15100 a du-
zia e 120 rs. cid a um, meias para ho-
mem a lgzOO a duzia e 120 ra. o par,
chitaa para coberta de bonitos dese-
nbos a 220 rs. o covado, pecas de bre-
lanba de rolo a 29, ditas de cambraia lisa
com 6 1|2 varas a 39. musaelina encar-
nada a 240 ra. o covado, calciohaa para
meninas de eacola a 19 o par, peitos
para camisa brancos e de corea a 200
rs., pecas de cambraia branca de salpi-
co a 39500, algodao entestado o melhor
a 700 ra. a vara, dito branco para toa-
lhaa alfa vara, enfeites dos mais mo-
dernos a garibaidl a 69. a loja est ab?r-
ta al as 9 horas da noile.
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una do Queimado n. 19.
Lencoes de bramante de linho a 39*
Cobrtaa de chita tinas a 29.
Ditaa a preco de I98OO.
Cambraiaa pretas muito finas.
Colchas de fusto muito liodas a 69.
Esteiraa da India de 4, 5 e 6 palmoa de largo
propriaa pera forro de cama e salas.
I.encoea de panno de linho fino a 29
Algodao raoostro a preco de 600 rs. a vara.
Toalhaa de lioho para mesa a 49.
Ditas de fusto para moe, cada ama 500 rs.
Bales para meninas.
Gaiolas.
Lindas gaiolaa de rame, proprlas para passa-
rinhos de eetimaco ; vende-as na rus do Quei-
medo n. 53.
Vacca leiteira.
Vende-se urna excellenfe vacca
com cria que d diariamente de 16 a 20
garrafas d Icite cHegada bontem de
Lisboa no brigue portuguez Relmpa-
go a qual dever desembarcar boje: a
tratar com F. S. RabeUo & Filho: lar-
go da Assemble* n. 12, escriptorio.
Escravos fgidos.
Nobilia.
n.
Na ra da Camboa do Carmo loja
12, vende se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti
ga, phantbaiia etc. por preco mai
commodo do que em outr qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maiorapuro da arte.
Pugio de bordo do patacho nacional Espa-
darte o escravo de nome Francisco, africano, de
46 annos de idade, estatura regular, cor preta e
nariz chato. Como deaconbece a trra, cre-se
nao lera sahido da cidade ou seos arrabaldes :
rogs-se, pois, a quem delle soober, quelra apre-
senta-lo ou dar noticiaa : na ra da Cruz n. 3,
escriptorio de Amoros Irmos, qoe ser recom-
pensado. _. ,
__Ausentoo-se da caaa do abaixo asslgnado
00 sstrbado 8do crreme, o seu escravo de nome
Fernando, cor cabra fula, altura regular e corpo
reforcado, seodoo dito escravo canoeiro da fa-
brica do Monteiro. consta que as veres anda no
Campo Verde onde tem conhecimentos, tendo
por costume tocar rebeca e viola : roga-se por-
taoto as autoridades policiaes e capitea de cam-
po a aua aprehencn, levando-o a roa do Apollo
n. 6, deposito da fabrica do Monteiro.
Jos Guilherme Guiarles.
Fugio no dia 10 do correte e bordo do
patacho Capuam, o escravo crioulo mariohei-
ro de nome Antonio, idadeJO aouoe penco anal
ou menos, altura regular, rosto eemprtdo a
alguos signses de bexigaa, levou eal^-f u"f
azol : quem o pegar eve-o aeJK***"0 2
Antonio Luiz de Oliveira Area* c rt
Cru o. 1, ou a bordo *oJTpe.t8xno que ser
generosamente reeei
do.


S*


w
DttRlO DE PEBNAMBUCO, *? SEXTA. FBUA 91 DE MAR^O DE 1862.
Litterafura.
Maia, eegsldo das melanclicas seohoris. Jero-| razio propria para ssmear graos respigados na
As tr#* iraiias.
TER^gBA PABl
Va vida eomf na norte.
(C0OClM0. 1 ^
Alberto balbocioa pnlavas logo corladas^
AJeuj, aleus, meu priabo, ou raeu Mi-
nho, l corno queira. Nos, ei velbos, goslamos de
chamar primos aoi parentea que ji no* sao ao-
brinboa-buoetot, pelos sena justos eabaes. Sao
ridlcularias que ho de passar com a illustrecao
da humaoidade.
Havia delicada irona as ultimas palavras do
velho, as quaes elle modlflcou com o sorrlso, eo
amigo aperto de mo, que trocou com Alberto.
Retirou-se o fidalgo, ditas multas amabilidades
todas as damas, e phrases nao eofeitadas de
gralidio ao doutor.
Em seguida, apreseotou Alberto o adresse a
sua roulher. Laurentina, lodos m.r.vilh.ram-.e
do tamanho e quilate dos brilbsotes. A pedido de
seu esposo, adoroou ella a Crole com o diadema
e as orelbas com as arrecsdas, e enfiou o collar
sciotiltante. Era mais mulher de seduzir os oihos
assim aderessada ; mas meaos sajo de eafeitigar
as almas candidas.
Magnifica era a dadiva : valia bem a quinta, s
melhor quinta do fidalgo, regeitada.
Oas decorridos, Alberto com toda a sua fami-
lia partiram para o Douro. a cumprir a promes-
sa de se deterem tres meses em Lobrigos. E' a
gente obrigada a descrer da felicidade absoluta
neste mundo ; mas ser judicioso affirmar que a
plenisaima felicidade permanecen tres mezes pa-
ra aquellas ditosas familias.
Aadava Jerooyma por vinhedos e pomares
mostrando a suas irmias e cunbado os socleos
e pedrs onde se assentava a chorar de saudades
d'elle e d'ellas.
Moetrava-lhea os cedernos do seu negocio em
doze anuos, explicando com perdoavel vaidade as
felizes expeculages, que suggerira ao feilor, seu
agente. Contemplavam juntos a laraugeira que
ella plantara, e a vigosa pereira, que alporcira.
Conbecia sioda as flores, que chamava suas, e os
canteiros do jardim que ella reedificara por suas
mos. Depois, detinha-se ero mioudeocias, mos-
trando a escripia ja amarillecida de suas disci-
pulas, e lendo no Feliz independente os ca-
pitulos, que faziam chorar D. Mafalda, e sorrir s
furtadelas o padre-meslre.
E o padre-mestre 1 Terdade, o padre-meslre?
Como elle conseguir espancar a gota, e re-
mojar, quando os seus convenlu.es, fiis ao ha-
bito e s seodalias at ultima hora, andavam
por all dispersos, avelheotados, a dizerem mis-
aas a tostio, to alquebrados de animo, como se
ji as dissessem por suas proprias almas I
O padre-capello permaneca sempre jovialis-
aimo, fazendo dos seus sesseota e nove motivo de
irriso velhice dos outros, e demonstrando
mesa que, no ultimo quarlel da vida, a Provi-
dencia faz o favor de dar tres estmagos s coos-
cieoci.s limpas.
Dizia elle facetamente a Alberto, quando poda
prescindir da liogua na deglutigo :
Sr. liberal I faz favor de me dizer o que a
liberdade?
A liberdaie um direito que cada honiem
exerce de ser egual a outro hornero perante urna
le illustrada.
Logo, acudiu o capellio, o Sr. Alberto
egnal a lodo o homem.
Cortamente.
E como a lei nao prohibe que o homem da
cavalh.riga venha aentar-se a esta mesa,eco-
mer destes pastis, o Sr. Alberto nao leva a msl
que o homem exerga um direito, ums liberdade
que a lei nao impede.
Esss agora nao me parece ana, padre-
mestre 1 disseram, a um lempo, quatro fidalgos
commeosaes.
O sophisma obvio, disse Alberto.
Eolio diga distingo minorem, que a re-
gN da boa dialctica.
Pois distingo minorem. A lei legisla para os
casos expresaos, nao estabelece regras de con-
sentimento para o que nao diz. Eu sou egual ao
homem Ja cavalhanga, peranie a lei, se pralicar
um crime. Diz o cdigo da liberdade : A lei
urna s para todos os bomens: a bomem que ma-
tar outro seja castigado. >
Isso estila? atalhou o padre-mestre.
Est, aem duvida.
Pois, quando ae tratar da applicagio da lei,
fallaremos, amigo e Sr. Alberto da Fonseca.
Com estas e outras semelhanies pralicas entre-
tinha o padre-mestra) as horas do seu laborioso
chylo, se o antagonista Ihe nio era roubado, a
empuches da esposa, que mui sinceramente cha
mava patarata rabugeuto ao Iheologo.
Fiados os tres mezes, cresceram de tal arte os
empenhos, que Jos da Fonseca, contente do
bem-estar dos seus, coosentiu em ficar mais um
mez. Os negocios de sua lavoura ji o chamavim
ao Porto, e Jerooyma prlocipiav* a desejar o si
leocio do seu quarlo. Lobrigos estava sendo o
ponto convergente da fidalgui. do Douro. Quando
nao erara bailes, eram jamares, ou permutacao
de visitas, que cootrariavam a habitual placidez
daa tres irmias, e o espirito estudioso e pensador
do jurisconsulto.
N'esse ultimo mez chegou ao Douro urna Ilus-
tre leuhora, ulna de um ministro, assassinado no
tim de 1837, em Lisboa. Jos da Fonseca, sabe-
dor da infausta nova, lauda negra das desaven-
gas que elle fatalmente previra, cborou a morte
de seu amigo do exilio, e cahiu em desnatural
tristeza, que mais prestes resolreu a familia a
recolber-se ao Porto.
Cincoeota e seis aonos lioha oesta pocha Jos
da Fonseca. Sesseota e seis Ihe attribuiriarn os
que o nao coohecessem de longos aonos. Encane-
cer no exilio, e mais rpidamente anda no pri-
meiro anno do cerco do Porto. Na felicidade re-
Dovaram-se-lhe successivas primaveras para a
alma ; o corpo, porm, exhausto da seiva, que
se diluir em lagrimss, desmedrava e languescia
de mez a mez com lastimavelceleridade, as rtiee
fitava elle os aguados oihos em sua malher e cho-
rava, Accadia ella abeber-lheas lagrimas.e'o ma-
rido comprimindo-a ao seio, dizia-lhe :
hto nao vae looge.
A' torga de caricias, recobrava-ae de alentado-
ras esperances ; mas l vinhsm padecimento9
occottoa puogir-lhe no coragio como desperta-
dores para a morte.
Aoonselhado pela medicina, foi Jos da Fon-
seca na primavera de 1838 para os seus bens da
yma presenta o breve flm de aeu cunhado ,
mas a nenhuma de suas irmias revelava o presa-
gio. Maria, a intervalos longos, peosava na io-
el deagraga ; mas acabava com o seu
a impossibilidada de tamanba dor, sen-
to piadoso pan quem bom.
entado sombra de suas arvorea passava
grande* boraa o enfermo, ora lando, ora pensan-
do no que Ha. As leitaras dilectas eram os li-
vroa que sobre a campanba da liberdade escre-
viaas oa ioglezes. Em muitas paginas, memo-
randas de dias negros de esperance, chorava elle;
asm outras de propicio xito ao exercilo pareca
felegrar-ae das commocea de eolio. Quando o
pranto Ihe dorlvava em fio naa faces amarellas,
era ao 1er aa paginas relativaa i morte do Sr. D.
Pedro de Alcntara. Era enlio o estreilar-se-
Ihe em lio dorida saudade o coragio, que aba-
fa ria, ae nio desafogasse em exoansdes da amor
ao finado hroe, s quaes a familia aecudia com
as consolares das lagrimas.
Voltou Fouseca no outono ao Porto, e com
elle a molestia augmentada. Ji a medicina, ges-
ticulando em ar mysterioso, o coodemnava i mor-
te.- Coohecia-a elle mesmo : via-lbe o som-
breado das azaa lorvaa a assombrar-lhe a vista ;
diziam-lh'e as lagrimas de Jeronyma e Eulalia,
amaotissimas quanto podiam s-lo, e por isso
mesmo inaptas para disfarcea.
E Maria ? oh I esss, alanceada a cada instante
no coraco, chegou a meditar no suicidio, ex-
tinelo o esposo I Assim que nem para todas as
angustias a regio prompta ancbora.
Chegou o dia derradeiro.
Jos da Fonseca nio ficara na cama algum dis,
durante nove mezes de progressra doeoga. N'a-
quelle, porm, qoe devia ser o ultimo, madru-
gn em lavantar-ae, o disse a Maria que lho ml-
niatrasse papel para eacrever a Alberto.
Vos convidar meu filho e ora a .virem pas-
sar alguns mezes comnosco na Mala. Pego-lhes
que tragara o folgasao padre-mestre, e o pae e a
boa MaKada. Por amor de vos, pobres senhoras,
que nao tendea disfrcelo alguma, que o fago, bar noa bracos"
Pessareis mais divertido o lempo, e eu talvez me A mortalha
diviria com aa doulrinaa polticas do capellio,
que niosio peiores que as de muitos estadistas,
oossos governadores.
Pois sim, meu filho, escreve. Nao te es-
queja recommeodar que venha o padre-mestre.
Escreveu Fonseca urna carta recheada de jo-
vialidades, no tocante a sua sau le, dizia :
Peoso que estou melhor, As dores e ancias
'< do peito diminuirn) de honiem para boje con-
c aiderayelmente, e neste instante parece-me
que iria a trincheiraa ae os sinos me chamas-
< sem i aalvacio da patria e dos patriotss. Se
Deus me amparar mais dous anuos eolre os
carinos da minlia familia, com alguma sau-
lOIHIIlU
QRIGINIL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
A CARAPUCA DE MEU TO
RECORDACES DeTm HOMEM YELHO.
POR
YOUMALE.
(Continuando do Diario n. 59.)
xvn
Tinham decorrido quasl dous anuos depois des-
sa primeira entrevista, da quat o raeu coracio
conservara eternamente a mais grata e saudosa
lerabranca.
Meu lio obrigira-me a fazer urna pequea via-
gem capital do imperio, por causa de negocios
de seu particular interesse.
Tendo preeochido os meus deveres, emb.r-
quei-me no brigue de guerra Relmpago, que
vioha em commissao para eata provincia ; coo-
duziodo alm de dona ou trea paaeageiros de esta-
do, toda a ala direita de um batalbio de cacado-
rea de lioha.
Impellido por ventos bonanzosos, o Relmpa-
go abria galhardamenle um longo aulco sobre o
esverdeado ocano.
A viagem correr aem incidentea notaveia at
chegarmos iessaearuncbosa cidade, essa velha
decrepita rainha dealhronada, i que chamam S.
Salvador de Todoa oa Sanios.
Ahi lomamos, como paaasgeiro do governo, ao
Sr. Manoel Francisco, toitdieant compadre do
nosso coohecido Afortunado ; cuja presenca nea-
tas parageos, i principio, nio pouco me dea que
pensar. *
O velho aertanejo recooheceu-me immediata-
flsMle e moalrou-se muito saliafeito por encoo-
trar-me entre os seus com panbeiros de viagem
declarando-aie logo oa motivos, pelos quaes eu
via lio distante dos seus patrios sertea e aujeilo
aos vaaveos de um elemento, que por certo nio
Iba ioapirava li grande ^mpatbia.
Pela miaba parte, aberf nio ligaste grande
de, teociono escrever sem odio nem parciali-
dad*, um livro intitulado osHomens do meu
lempo.Mas, se nio tiver tempo para isso, c
ficar quem o faca, aem se oceupar de mim,
porque s fui visto ao relmpago da artilheria,
e a luz do relmpago fugaz. Anda bem que
Deus Nosso Senbor me nao deixou creatar -
quella luz homicida as flores dos anuos juven-
uis que vi^aram nesta airas, que foi boa para
os bonse para os mus. Dirs tu, meu filho.
que me estou elogiando contra o meu costu-
me ? Nao ; coofessar-me diaote de Deus,
< como ousaria caofessar-me diante dos homens.
Abraca a rainha ora, e toda essa santa gen-
te, e
Chegado a este ponto da carta, Jos da Fon-
seca sentiu urna ancia, deixou cahir a peona, le-
vo u a mo ao peito, e balbaciou o nomede Ma-
ra, mas tio aurdo, que nio poderia aer auvido.
Depois, reclinou para o espaldar da cadeira a
cabaca, e expediu a alma ao aeu creador.
Instantes depois, velo Maria buscar a carta
para manda-la ao correio. Susteve-se no limiar
da porta, e vendo-o com a cabeca recostada ao
braco direito, disse entre si :
Como se ergueu mais cedo, est a dor-
mitar.
E foi p ante p com o intento de tomar s car-
ta sem sccorda-lo. Viu a carta aberta, e suspen-
sa na conjuoccao .
Nio a concluiupeosou ella.
Fez reparo oa aurda respiracao do dormeote ;
abaixou o ouvido, e nem se quer o bafej do ba-
lito Ihe ouviu. Tomou-lhede golpe as raaos, e
sentiu-as qussi fras. Sacodiu-as vertiginosa-
mente, aollou um grito estridente, e cahiu de
peito sobre o cadver do marido, perdidos os
sentidos.
Acudiram Jeronyma e Eulalia ao braqo. De-
rara de rosto n'aquelle grupo, que simulava dous
Cadveres. Jerooyma ajoelhou para Isvantar
sua irmia. Eulalia verificou a morte do cu-
nhado.
Nao suspendamos aqui a descripcio.; Alise
passou urna agooia, que aa reticencias podiam
exprimir ; mas quem ha visto d'aqaellas flagel-
la;5es com que a obra divina, a creaco to
bella no dizer dos philosopbos optimistas, ae eno-
dea e afeia tantas vezes I
Ali nao ha duas irmias a consolar urna viuva.
Aquelle morto amavam-no todas cora o triplica-
do amor de filhas, de irmias, e de aojos : Rom-
piara os tres seios os mesraosgemidos ; vibra-
vara todas a um tempo da mesma espedacadora
convulso. A alma a quem pedissem consolado,
nenhuma ali I Inspira jo do ceu, que de li cba-
masse o orvalho da ( sobre a flamma de deses-
pero que abraseava a todas, nao lhes oavira os
gritos. Todas de joelhos em redor do cadver.
IBeijavam-lhe aa mos glaciaes. O praoto era
de fogo; mas o sague coalhara. Os peitos
quebravam-se em arquejos; maa no pulso do
morto nem sombra de pulsarlo. Eiovocavam-
oo I Urna dizia meu esposo I > as outras meu
irmo I Todas julgsvam impossivel a morte I
Nao est morto I climavam ellas. quan-
do os minutos pasaaram, e oa labios nio se abri-
ram, eas mos empedraran), ji Maria exclama-
va ; < Fazei um milagre, meu Deus I o
E Deus, do seu tbrooo de misericordia, devia
ver com piedade aquellas tres mulheres, ajoe-
Ihadas i sua imagem, e rojaodo a face no
chio I
VIII
Ultima palavrat de Pedro.
Vae em seu termo esta aingella narrativa das
obscuras virtudes de urna familia: Nunca o pal-
so de meu eogenho (oi por ai tio dbil] no exal-
camento do que ji era de sua natureza sublime.
Pouco deve arle este romance. Derivou de
fonte lmpida, como de corceo que ola lioha
em saadosaa memoriss, que Ibe forsm a si exera-
plo, e o devem aer a muitos. Se nio' esta a
aeara ferliliasima das virtudes ahi escripias, a boa
trra aa entranhari, e a tempo ae abnri eom el-
las.
Correr pouco espritu aes os tero pos: nio ha
muito quem ae peje do bezarro de ouro i vista
daataboas do Sloay. Nao impeca, isso, porm,
aoaque sentem sua alma aquecida aos ardores da
Qarca : digam-sa em desassombro os bens que
asseguram e os males que impedem o ser cada
um feliz em sua pobreza, e acredor de venturaa
era dobro, na abundancia. Aos iofelizes corre
maior obrigago de averiguaren! oa camiohoa por
onde leriam alcancado a quietaclo, que ji tarda-
mente buscara. llea, que deixaram a melhor
estrada i sua mi direita, vos saberio dlzer por
quantos abysmos se despeohs, agora, e logo, e
sempre, quem, ceg de sos phantasia, tomoa i
esquerda, fugindo aa cruzea, que do outro lado
Ihe aeaustaram o animo, afrouxado pela molll-
dao do vicio.
Agora, nos rematar o livro aquelle homem
aobre cuja fronte veneravel alvejaram setenta in-
vernos.
Maiia, a viuva de Jos da Fonseca, devia
ter morrido n'aquella hora, ae Deua a quizesse
dispensar de dez mezes de paroxismos. Sei quan-
to de a aaudade, que deixa viver a sua victima
quareota e cinco annos ; qual seri o doer da sau-
dade que mata em dez mezes! Jeronyma e Eu-
lalia esperavam que sua irmia ae restaurasse:
enganou-as o ar contemplativo da viuva, que ra-
raa horas manifestou os impetos e estorcimeotos
da saudade vulgar, os quaes anal gastara a sen-
sibilidade, e deixam fazer-se senaibilidade nova
sob a influencia de novas esperanzas, que urna
egosta convenci do genero humano denomina :
resignacao.
a Oh I lio barata a reaigoac.io I a gante es-
quece com tanta facilidade 1...
a Alberto e Laurentina viera m do Douro assis-
tir aos ltimos mezes de Mara. Quizeram leva-
la s diverses da provincia, o ella, abracndo-
se com Jeronyma, exclama va : Deixae-me aca-
da aaota a quem devemoa ludo,
o ultimo bem-fszer que eu estou
esperando da mioha Jeronyma.
A morte de Maria quaai foi iostantanea e ines-
perada como a de aeu esposo. Ouviu-a Deus em
suas supplicas. Ao inclinar a cabeca, encootrou
o seio de Jerooyma.
Depois, Acarara as duas irmias dous aonos a
contemplarem-se mudamente na sua aoledade.
Instava Alberto em leva-las para ai. Seria ag-
gravar-lhea a tristeza. Como esperavam que o
Seohor as charaasse, ealavam-se ums a outra
consolando para que a ultima se houvesse com
firmeza christaa, e muila f oa curia demora do
adeus.
Eulalia lioha apenas quarenta e cinco aonos,
em 1840. A todos aa irmias, como j disse, pre-
levava Eulalia em formosura ; mas', aos trila e
cinco annos, a mais decomposta era ella em fei-
goes. O seu atormentado viver, dos quatorze
aos dezesete annos, empegoohou-lhe o sangue,
que transluz as roaas do rosto e n0 suave lustre
dos oihos- Bem cedo priocpiou e eorugar-se-
Ine a pella que nunca aahiu mais transparente e
asselinada na lela. O costume dos desenfeites,
do desatavo, e negligencia de aeua dons, lava-
ram-a a lao descuidada indifferenca de ai, que
nem ao espelho pedia recordscoss da passada
belleza. Estas demasas trouxeram as da ioleira
aboegacao do mundo e exteriores de devogo,
que nao eram desmentidos pelo ascetismo iote-
rior' A idea de nio poder salvar-se a alma do
marido, que a si se dra a morte, preoecupou-a
de tamaohos terrores, que nio seria deestranhar
se a demencia a tomasse n'uma de suas mysterio-
sas e horrendas visoes. Aplacado o desvario do
espirito pelas reflexdes sisudaa do cunhado, vol-
tou-ae Eulalia toda a saffragsr a alma do infeliz
consorte com missas, segundo suas limitadas pos-
sea, e producto das roupas que ia vendendo, e
dadivas de sua irmia Jeronyma, quando esta j
era mest'a em Lobrigos,
importancia sua pessoa, confesso todava que
eslimei bastante encontra-le nessss alturas; II-
nha ao menos quem me fallasse daquelles, de
quem me.separira cora a mais viva saudade.
Infeliz velho I Mal sabiaa tu que a Justina do
cu, que as vezes tarda, mis, que jamis pode
falhar, estava eminente sobre a la cabeci I Mal
sabiaa lu que nio mais deviaa pisar aa quemes
plagas dos leus amados sertoes, esses lugar es qse-
rdos onde a carana sulla seus maviosos cantos I
O nosso brigue, cortando garbosamente* as
aguas, espanejava-aa altivo, qual airoso cysne,
laocando em volta de si nuveos de espuma alva-
ceots.
Ali, como em toda a parte; eolio, como alada
hoje; dormindo ou acordado, eu via sempre a
sua imagem querida, como urna visio area e
vaporosa que voltea no eapaco, perpassar lenta e
sau losa pela minba imagioacio abrasada.
Ah I Laura I Laura I esquecer-te, excede is
minhss torgas ; deixar de amar-te impossi-
vel I I I...
Sim ; triste as vezes, saadoso sempre, eu ia
senlar-me frequenlemente i popa da embarcacio
que me cooduzia ; e ahi, debrucado sobre o abys-
mo, com as pernas pendentes e os bracos entre-
lazados nos cabos ; deixaodo-me embalar doce-
mente pelo suspiroso arfar do brigue,conterapla-
va silencioso e exlactico : ora a merencoria la,
que se espelhava traoquiltamente naa aguas do
mar ; ora a larga e brilbante ealeira de espuma
phosphorea, que psrtiodo do lugar onde eu me
achara, corra i meas pi e alongava-se em ca-
prichosas e tortuosas voltas. qual enorme ser-
peni* da fogo, a perder-ae n'um horizonte alias-
lado.
E entao, como anda boje ; e sempre.... a tua
imagem seductora ae apreaentava i meus oihos
coberta de brancas rou pageos.
Ah 1 a aenaibilidade o dom maia fuoesto,
que ao homem concedeu a Providencia] divina :
aquelre que'ama, fatal e necessariamente
um ente infeliz I..................
a Gastou o tempo estes excessos ; mas nio
Pddemaisreslaurar-lhe o espirito, nem restituir-
Ihe ao corpo o natural vigor de seus amos.
a Jerooyma, a olha-la, e a compara-la com o
que ella lioha aido, eoternecia-ae al romper em
choro.Lembras-te de quanto eras booits, quan-
do casaste, Eulalia?pergunlava-lhe a irmia.
J naorespondis ella, chamando intensamen-
te memoria aa passadas imagena, e prosegua:
do meu Duarte que rae record, como se o
esvesse vendo, e de todas as pequeas cousas,
que rodeavam aa minhss esperanzas de noiva, e
de todas as palavras, que o pae me disse...todasl
Curapriria eu rigorosamente a vontade de nosso
bom pae, cumpriria, Jeronyma? Estar elle con-
tente de mim, como de ti, e da nassa Maria ?
Parece que estou a fugir de Lie cootar os l-
timos momentos de Eulalia; a, todava, devia
ser-me suave o dizer-lhe, como ae diz do tres-
puse de ara justo: descancou no Senhor. Ca-
hiu lentamente, comecou a cahir desde os quio-
ze annos, leve urna s primavera ; pobre flor,
que deslino o leu, se nao existase Deus ecu !
Ssinhs, entre os phaolasmae risonhos das
tres pessoas queridas, J ronyraa pedia a auas ir-
mias, em preces, em sonhos, que a chimassem
para si. E espertava em jbilos de aa ter visto,
e cootavs suas visoes (Deus sabe o que era I) a
Laureotioa e Alberto.
Bom sobrinbo, filho digno d'aquelle tio no-
bre pae I Mudou aaa resideocis para o Porto, cui-
dando que aa gracia iofaotis de seus dous fflhi-
nhos allumiariam as horas escuras de Jerooyma,
escuras com respeito ao mundo, digo ; que, na
alma allumiada do cu, ha luz perenne, ha en-
lvos de saudades de l, que nio tem nada com-
mura com o eoojo da vida, lenta peconha das
existencias desgranadas e rebeldes santificado
do soffrimeoto pela f.
Como nio havia de apagar-se aquella lam-
pada, se o oleo, que taoto radera em resplando-
res de virtude, Ihe (ora laucado por Deus, para
durar o tempo oecessario i vida de um aojo?
Quiz Jeronyma, em os ltimos mezes da sua
vida, visitar o seu quarto, as suas lsranjas e flo-
res do Douro. Foi despedir-se das duas educan-
das, j mes de muitos filhos, e esposas virtuo-
sas. Eacootrou anda vivo e forte o morgado,
que a nio pode ver aem derramar muitaa lagri-
mas, como final tributo da paixio de tantos ao-
nos, fundida em amisadede irmio. Ji nio viva
o padre-mestre, nem o feitor, nem oa velbos
creados da casa. Do velho capellio exista an-
da para ella a recommendacio do seu ultimo
abraco, confiado ao fidalgo. Triste expeelaculo
o da entrega do deposito de um morto, pelo aa-
cilo, a Jeronyma, m ae aodava detpedindo da
vida I
Tinha o sobrioho grandes cautelas asa des-
via-la dos locaea que Ihe suggerissem memorias
do cunhado das-irmias. Que montavaiuo?
Ls ia ella procura-lea, e todaa Ihe lembravaaa, e
oa dltoa que li ae diseeram. Ji nio chorava :
tinha o cora;ao esgolado do ssogue que filtra em
lagrimas.
Do Douro foi i Maia com aeua aobrinhoa.
Lonhecia aa arvores plantadas por Fonseca. Es-
tavam eolio floridas e receodentes, como se a
natureza festejasae com auaa galas a breve re-
derapQio de um aojo, que saudava as obraa de
outro, aocioso de aeu irmio, na bemaventuran-
ca.
Ealea lancea debilitaram-lhe muito os ale-
los, engaados pela ficticia coragem, que di a
pbtysica pulmonar.
a Destt enfermidade tinham Ido cunhado e ir-
mias, e os paes.
Toroou para o Porlo, e acaso, visitando o
lugares de sua iofancia, aa eacadinhas do caeada
Ribeira em que fazia vellejar o bote da cortica,
vio com eacriptos a caaa onde, oaacera.
Quizeram oa sobrinhos divert-la do propo-
sito de li entrar : contraria-la era affligi-la por
que obedeca sotTrendo.
Eotrou oa loja, e eocostou-se ao balcio on-
de passira noitea ioteiraa, escrevendo, para seo
pae descansar.
Subiu ao primeiro andar, onde estava o quar-
to de seus paes.
Era aqui I dizia ella apootando o local do
leilo.
< Foi ao quarlo de auaa irmiaa e seu :
All estava tua mia e Eulells, Alberto. A
minha cama era acoli, e eu tinha urna canna
com que as acordava para aa fazer madrugar e
rezar.
Passou so segundo andar, oode tinha aido
a salvia do trabalho. Estava alli urna velha ca-
deira. Jeronyma sentou se e disse :
O lugar de minha mi era aqui mesmo :
miuhaa irraSaa alli; eu ao lado de minba mi ;
e o pae i passearalm.... Eeu.... viva 1 Todos
morios!.... *
Conceotrou-se a poolo de nio reapooder ao
chamameoto dos sobrinhos. Levan tara m-na pe-
los bracoa psra aflastarem-na dalli. Ao ergue-
rem-na.o corpo tomou pendor para o pavimento
e a cabeca jogava entre os peitos de Laurentina
e Alberto.
Os labios de Laurentina, ao imprimirem nos
de Jerooyma um beijo, expreaao de aua ancia,
receberam o extremo hlito, o transito da alma,
que voava para paes e irmiaa.
Mandara Jerooyma construir o modesto ja-
zigo que ihe mostrei no cemiterio do Prado. Qs
ossos de Jos da Fonseca e de Maria foram ex-
humados para all era 1841 ; l estavam ji tam-
bera os restos dV Eulalia, e li deve estar o pu-
nhado de ctozasoe Jeronyma, que morrea em
1844.
Eu tinha ji encanecido nesta poca. Tivia
looge do Porto, meditando no acaso que me pri-
vara do amor da familia. Jeronyma teria fei'o
de mira, se eu fosse um miu homem, o que fez
de quaolas pessoas Ihe senliram a celestial in-
fluencia.
Eu era bom, porque pode adevinhar as vir-
tudes de Jerooyma. Meus paes nio medeixaram
ser leliz : Dous lhes perdoe, que tambera o nao
foram.
Bom filho nio poda s lo eu. Fugi dellel,
fugi ae mim proprio, quando perdi a esperance.
A mioha familia era esta, devia ser esta, cuja
historia Ihe coolei. A ella devo a quieta;io d e
quarenta annos, nio ditosa, maa ioofieosiva. Je-
ronyma vejo-a sempre, como a ultima vez que
a vi, na igreja de S. Nicolio. Ella quiz cali r
paasando ante meus oihos, sem levsotar oa seus
daa campea. Ia premeditando os nobres sa-
crificio donde lirou a abundancia e honra dos
seus.
Por ultimo, nao sei que mais Ihe diga. Coi
tei-lhe o segredo daquella sepultura sem oome :
o que voc desejava. Sabe-o ; mas, se o con-
tar, tema-se de cahir no desagrado dos seus lei-
tores.
a A virtude montona ; a arle quer-se em
terrenos maia accidentados para eofeixar de todos
os seus florea vistosos.
O romance deve ser um recreio, e oio um
panegyrico de herosmos, que uos lomam como
posaiveis, outros como iocompativels com o seu
modo da ser as funcedes da ida. Como ensi-
nameuto que ninguem o toma. Ha muito quera
diga com desdem : c virtudes de romances I col-
lages espiritases da novellss I que serve iito em
materia de morigeraco ? a
Pode servir o que nao aervem os linos mys-
s-
amigo Fer-
Eu vinha alojado
principis ofilciaes do eatado-maior.
..................i.,.......
............J.........
XIX
Oa praca d'araasi com os
Os outros, jovens tresloucados e varios, cuja
vida ioconsequente volvia-se constantemente en-
tre os campos de carnagem e os ruidosos praze-
res da mesa, do jogo e do amor, oecupevam toda
a cmara de r, que o commandanle do brigue
lhes tioha cedido por falta de commodoi.
Esses meus companheiros de viagem, nao esta-
vam um momento parados ; jogos, folias e ditos
chistosos eocbiam constantemente o aeu .aloja-
ment, de modo a me afugentarem sempre d'all.
Nao auccedera aasim com o compsdre Man-
Xico, que logo se familiarisra com esses seoho-
res; vireodo unidos peta maia perteila entente
cordiale, como ae fosaam velhoa amigos, apezar
de I les o debiesrem sem commiseracio.
Infelizmente, esses esturdios descobrlram um
deposito de vinhos finos, pertencenle ao com-
mandanle do brigue, e principiaran) a fazer-lbe
corajosamente aa honraa de Bacho. O bom do
sertanejo, muito amante da pings, nio Ibes quiz
ficsr atraz e al procurou excede-loa.
Era para ver o desperdicio a selvagerla com
2ue elles assaltavam o festejado deposito ; fazeo-
o-se notar, eotre todos os bebedores, o nosso
sertanejo e um tal alferet, chamado Liborio ;
bomem j dos aeus cincoeota anuos, de barbas a
grandes bigodes grisalbos.
A frasqueira achava-se situada em urna espe-
cie de escotilhs, unto ao lema, a conttnha perto
de trezentaa garrafas de champagne, chambertin,
porlo e bourgogne.
Tirava cada um a toa garrafa, quebrava-lhe o
gargalo n'alguma daa portiobolaa de popa, e em-
bocando-a mesmo sssim com os vidros quebra-
dos, esvaziava-a quasi que de urna asseptsda.
Creio que esperdicaram deata forma, obra de
umaa duzantaa garrafas.
Una mentas, era pouco mais de 10 horas,
um joven teoeola qua sa mostriva maia aizudo
que oa outros, veio procurar-me sobre a tolda do
brigue.
O seu amigo est muito doeote ; disse-ma
elle seoiando-ae junto i mim.
Qual amigo ?
O aertanejo.
Ah 1 respoodi-lbe com um meio sorriio. O
qua tem elle?
Heos. Os santos escrevem para peccadores, r
triogindo as virtudes aoa raaodamentos de Jess.
do leitor qu
de Jess tem
Para os contrctos, apontam o cu ; e para
relapsos o inferno.
'< E' preciso incutir no animo
observancia dos mandameolos
seu premio nesta vida.
Este apostolado s poder ser intil, quando
nao houverem desgracadoe, una feitos por suas
mios, outros lanzados torrente do que elles
puerilmente chamam o seu deslino.
Nao ha deslios : ha dous caminhos Oea-
minhu de Duarte Pereira e o caminho de Jos da
Fonseca.
Gamillo Castello-Branco.
(C'omtnerciv do Porlo.)
Variedades.
Carta follietiai.
Meu amigo.E* tio vagaroso o nosso mojvi-
meoto bibliographico, que a apparicio de um ea-
crlptor ou a noticia de um livro novo deve ser
saudade cora jubilo ; e o meu amigo, qua rida
sempre respingando novidades pela seara das le-
tras, com o amor e extremos de cultor desvelado
ha de por certo recebar com agrado os aponta-
mentos, que Ihe remello, a respeito de umes-
criptor e de um livro, cuja existencia provavel-
mente ignora.
Acredita-segeralmente, que os nosso rmeos,
residentes no Brasil, nao conhecem letras....
senao as de cambio e outros livros... que niojse-
jam o de escripturscao mercantil. Nio assim.
As letras porluguezas tem li quem as cultive
com assiduidade, proveito e gloria para ai e para
este paiz, a nio me parece tio opulento o inten-
ta rio dos nossos baveres Iliterarios, que poisi-
mos, sem prejuizo, sooegar a descripcio escriptos
de algum valor, publicados alem do Atlntico.
tn-
se
Acaba de beber ha poaco urna garrafa
leira de tinta de escrever.
Como I ... Oar-se-ha acaso que elle
quizesse envenenar ? I .... perguntei admirado.
Nio ; foi apenas um dtsses engaos fataes,
que tanlaa desgracae produzem.
Explique-me isso, por favor.
O senhor sabe da folia que ia li por bai-
xo, causada pela frasqueira do commandanle ?
Sei.
Poia o seu amigo era um dos que, com mais
ardor, ae davam ao trabalho de esvasia-la. Moje
quiz elevar-ae eotre os outros a Uagoa, de um s
jacto, todo o conteudo de urna garrafa chei i de
tiocla, que infelizmente ae acbava junto i fras-
queira. Atordoado pelos vspores do vioho, que
havia bebido, creio que nio pode coohecer i tem-
po ease funestissimo engao.
Mas... isso urna falalidade lerrivel I
Assim ; e receio bem tristes consequen-
cias.
O eommaqdinte sabe alguma cousa ?
Sim.
O com mandante do brigue ?
Ji deu pelo saque da fraaqueira e eali mul-
to zangado comnosco. O nosso coronel declarpu-
nos qua, aasim que desembarcassemos, haramos
de guardar a prisio por trila dia
E o Sr. Manoel Francisco ?
Esse, diz o commaodante, que, se morrer,
hs do ser mullo bem feito ; a culpa tari sido
nicamente sus:
Entao, o seu estsdo muito perigoso ?
Nao sei ; vi v-lo. O nosso doulor dis que
se conservar alguma porfi de liquida no esto-
mago pode morrer: falla de vitriolo, sulpl ato
ro, etc.
Desci immedialameole i cmara da r a la-
var o doeote, i quem achel acompaobado pelo
de fercirurgiio do batalhao.
O seu estado era pestimo, nauseabundo a, per-
doe-me o leitor, algum taoto ridiculo. Estsva lio
desfigurado a tio feio cora aa oodoas de tinta, das
quaea anda se Ihe viam os vestigios estampidos
em o seu rosto avermelhado e trigueiro, que pro-
vocarla o riaoi qualquer, se o seu estado oio fos-
se lio grave e se oio o reprimiese um voluntario
terror ao obiervar-Ihe baba eoegrecida a siq-
aieste numero entrara
Mado Caslico.
femando Cetico nasceu em Brsgs, a formoaa
capital da muito formoaa e pittorease provincia
do Mtnho, aos J5 de setembro de 1835.
Nio proponho eserever-lhe a biogrsphia. Itwtn
eu sou Plutharco, nem elle, por emquanto, gosa
as honras de vario illustre. Direl tmen-
te, que, destinado por aeu pae ao estado ec-
clesiastico, chegou a receber ordena de primeira
tonsura e eateve em veaperas de tomar aa de
subdiacono.
O futuro levita, porm, ao puso que aentia
abrimenloa de bocea olhaodo para os canonistas,
que oio tirava da estante, comprazia-se ni lei-
tura de poesas e romances, que devorava, una
apa outros, com verdsdeira soffriguidio. Em
quanto o lente explicava oa cadeira pootoa gra-
ves de theologia, entretinha-se o discpulo, no
banco, a rabiacar versos a architectar artgos
para o Murmurio, jornal Iliterario, que ou, elle
e o Sr. Almeida Braga redigiamoa oessa po-
cha.
O pensar, os hsbitos, as tendencias do joven
estudante estavam em plena rebelao com a
vootade paterna. O pae, desgostoso, fez varias
teotalivaa para chamar o filho ao camioho do sa-
cerdocio, e maia de urna vez obteve delle pro-
messa formal de quebrar a lyra inoffeosiva e con-
sagrar as potencias da alma ao estado profuodo
da acieocia do cu. Era o promiito tibi paltr
de Ovidio.
As cousas nao podiam continuar aasim. ludo
annunciava um rompimento prximo e ruidoso.
Verificou-se efectivamente em oovembro de
1856. Ou ser padre ou ir para o Bratil,$ o
dilema fatal, o terrivel ultimtum da familia, que
via escaodalisads o procedmenlo do travesso or-
dinaudo e Ihe preparava, na melhor boa f do
mundo, o futuro de Jocelin.
A queatio, posta nestea termos, era simples e
fcil de resolver. Fernando Castigo nao hesitou,
como Hamelet, diaote do lo be or not to be do
famoso mooologo. Bateu oa froote, com rea de
Chenier, cujas derradeiras palavras frequeoles
vezes repela, galhofando, entre os amigos, e
disse com lom resoluto : Vou para o Brasil.
E foi. r
A poesa nio o matou, como Chatterton, sal-
vou-o. Chegando ao Brasil em Janeiro de 1857,
obteve no meado desse anno urna collocacao no
escriptorio do Jornal do Commercio. O lugar
era pequeoo em importancia e retribuigio, mas
a fortuna, que aorria benvola ao meu amigo, er-
gueu-o, deotro em poucos mezes, i sltura de re-
coohecer por superior somente o redactor prin-
cipal 1 Este facto significativo, sobretudo tra-
tando do Jornal do Commercio, do Rio, o qual
l considerado como sexto ministro do im-
perio.
Ha mezes sshia Fernando Castigo da redaegio
do Commercio para delegado da companbla Fi-
deldade, que a primeira companhiade segu-
ros do Brasil.
Os breves ocios da sus laboriosa vida lem-os
empregadoera trabalhos Iliterarios, para os quaes
o stlrahia e e altrahe essa forga oceulta, masir-
resistivel, a que se chama vocagio.
Das suas produegoes de maior folego, que sao
historia de hontem. o agriio e a cicuta, e
dezeseis horas em trra e vinte e dous dias no
mar, apenas conhego e incompletamente, a ul-
tima, que viu a luz da publicidade, era o anno
da 1860, no mata importante jornal Iliterario flu-
minense. Revista Popular, foi transcripta em
seis ou oito peridicos do imperio e traduzida na
Reforma Popular de Montevideo. Tirada em
separado, formara essa produegio um volume
de mais de duzentaa paginas
Paaso a oceupar-me della. Com o titulo De-
zeseis horas em Ierra e vinte e doua dias no
mar. escreveu Fernando Castigo a historia da
sua viagem de Lisboa ao Rio de Janeiro.
No seu livro notam-ae bastantes incorreegoea,
desigualdades salientes da estylo e algumaa gra-
cas de mo gosto. Ha aii muitos periodoa a moa-
dar. Mas ao mesmo tempo, um deates livros,
que nio deixsm duvida aobre o talento do autor
e que promeltem, n'uma poca prxima, um es-
criptor distincto. Nao pouco, creio eu. Pri-
micias lio auspiciosas merecem a indulgencia da
critica, direi mais : o seu louvor.
Eu pens assim. Verdada que em critica
perteogo escola de Saiot-Beuve e Lamartine.
Estou sempre disposto e admirar, convicto de
que a admiragio a mais sublime faculdade do
homem. Exiasio-me na coolemplsgao do bello,
francamente, aem receio de deaataro n artsti-
co da grvala. Uou tanto aprego e estimagio
pedra preciosa encootrada oo seio de lixo como
aquella que reluz no peito do parven ou ao pes-
cogo da liJalga rica. Quando aprecio um livro,
nio, oio indago previameote ae o norae do au-
tor obscuro ou coohecido. O que me parece
bom ponbo-o em relevo ; o que julgo mo dei-
xo-o oo lymbo do eaquecimento, porque sei que
l morre sera necessidade das sevicias da cri
tica.
C estou eu com a mana das devsgagdea. E'
velna em mim esta mania. Prometi agora ae-
guir caminho direito e nio me embetesgar pelos
atalhos.
Como dizia, nao nm livro perfeilo o de Fer-
nando Castigo, mas tem paginas escripias cora
seotimonto e elegancia, ss quaes o autor nteres -
lou cora alguna episodios picarescos e baslaotes
pilherias de sabor verdaderamente porluguez,
capazes de despenaren) a hilaridade a um ooze-
neiro, que acreatura mais sisuds que eu co-
nhego oeste planeta sublunar. Nola-se, alem
disso, na maior parte do livro, urna caodura ad-
miravel, urna eapootaneidade rara, urna veia
fluenle. Aquelles periodos parece que cahiram
assim nos bicos da peona no papel, ao primeiro
movimeoto da mo, porque nio denunciara o
menor esforgo, ao contrario de muitos que por
ahi vemos transudando o ssogue e a agua que
manava da testa do autor ao escreve-los. De lu-
do isto, que aprecio muito, avenluro-mea tirar
um horscopo feliz e esperangoso para o joven
ascriptor, de quem rae preso de ser patricio.
. Para que o meu amigo possa por si formar jai-
ro do livro de Fernando Castigo, vou trasladar
aqui alguns periodos, Lea-os e diga-me depois
se ment.
Sio extrabidos do capitulo IX.
A'a dez horaa da manbia do dia 24 de dezem-
bro de 1856 tundeara perto da ilha de S. Yicente
o vapor iuglez Avon, que transportara ao novo
mundo o mea amigo de iofancia.
c Trate e pobre ilha, difelle. Que impressao
lgubre psra quem te v de frente. Que maldi-
go da Deas ou bengio de demonio te eslerilisou
zoaaa.rdJ ^o catellsmo te atirou aos
V, o% on3!O,,0"te Mf"' e '. o rara-
intnliTJ,a"T01*"10. que devem acalmar a
que d tir 't" ,01 Oode |correm aa fonte.
* .?/J,A,e.?iVlA ch,KP' n" eryst.lis.gdeo
e desenlia a trra da cor de
da tua pedra azul,
fogo. aera ter a folh. i
ohe seu queimar e aeus ralos *" 'que lbe apa*
c Nem do teu chio rebenta a flor de todo o an-
no nem a gramma raslera do monte nem nm
boato enfezado. era a para.it. de todapS"
r..?i6/ermelho d0.leu cam'ono eaealda com*
inil. de UB1 ogue,ra : "ue Deu. te deu
rfEiV v SU: a lua 8eole Bortid io-
UhaL "ma,r|,,e rape^fcio, pobre
e cSoen8t1a":8e '^^ Per,0d0' de P0,e0 lotereMe
Fes-so Doote. Muitos foram a trra, porm
eu fiqueis bordo. E, comtudo. essa Bosta era
a no-te de 24 de dezembro I A noute m.is san-
ts do anno naa aldeiaa da minha trra I >
Que aaudade amarga e sem allivio
m.^1!*? h0J"' .fsll"an> Penas du.s, e o
filho de Maria chorarla a primeira lagrima sobra
as p.lbaa do presepe. A'quell. hora ja na caso
de meus-paes devia estar sstendida a lalos so*
pre o mesa, a familia reanida, e o lugar doa fi-
Iboa morios coberto com vu preto, e o dos au-
sentes com talher cruzado no prato, como quem
espera por quem ficou de vir i testa. Que noito
de poesa anglica, a noite de Natal na minha
Ierra I
a Hora de bengo, hora em que todos os filos
que longo da patria buscara fortuna e vetura'
IuLFZS. e 'D1felicidade. eem um. lagrima'
de amor, como ba samo aaoto para as dores do
exilio. E qual a mae, que nao tem pr.nto para
m.odar etermdade, ou ao desterro feito
preces ou em saudade, por aeu filho ?
Ditosos sio os quepodem chorar,
anda o coragao ae Ihe oio martnorisou
tas sangrentas da humanidad?.
em
porque
oas lu-
i-
guinea sahir-lhe dos esntos da bocea arroxeada.
Caus.va medo ; fazia horror.
Peiorou pelo decurso do da e morreu no meio
deanci.a terriveis, como vaticinara o doutor
aial tendo lempo de entregar-me ums pequen,
carteira de marroqaim vermelho ; cortaodo-lhe o
ultimo suspiro, o derradeiro stertor da agooia, o
oome da pessoa quem eu a deveria entregar.
Pela tardinha o seu corpo, envolvido e cosido
em um sacco novo, foi arrojado s ondas, depois
decumprido o ritual do coatume ; levando por
contrapeso nos ps orna bala de 38, slidamente
amarrada.
Este successo cootristou-nos bastante e deixou-
nos i todos immersos na mais profunda sp.thia.
Eu ficira no convz, depois de concluida lio
triste ceremonia, a passeiav. absorto em melan-
clicos e vagos devaneioa.
A noite cahira rpidamentee, trale e sombra,
pareca acomp.nh.r-noa no no.so pezar ; a.
aguas, agitando-s convulsivamente pelo sdpro
do vento, dir-se-nia que, com os seas surdos ru-
gidos, taurmuravam anieacas inslitas aobre a
aepultnra que nellasse acabara de abrir.
Deaejoso de coohecer o cooleudo da carteira,
que me fdra entregue em um momento lio so-
lemne, debrucei-me sobre a braaala de urna es-
cotilbs a ali, i lusda lsnterna, pus-me a inven-
tariar silenciosameate o meu pequeo deposito.
Havia nella urnas poucaa de carlea, algumas
cont.a e raaconhos ; tudo de lettra Ilegitima e
peasima.
Vejamos, disse eu com os meus botes ; tal-
vez descubra alguma couaa relativamente i pes-
soa, i quem devo entrega-la.
E tirando urna carta, ao acaso, priocipie :
c Estimado amor. Muoto grande foi o parser
c que Uva quando oa meus Oihos puzeram sober
< aaauas letras s qual vioha acabarme dea fian-
c gar o aeo firme amor para coamigo. Ah...
' quanto sou filiz ce for verdadetro o aeu amor
para semper sendo eu um. iafilix como nio te-
re ogo.to e o parser de amarine, um am.vel
coragio qua veo Callear um peito tio constan-
le ala o mea amor oio voluvel aoa lieoa-
geiro basta que eu eocootraca oo aeu um amor
c como o meo parece que teria por Ventaros.,
c multo lempo aa ji vU usas demora lio grande
~~
Pobre do que deixou slr.z de si familia e o-
rentes.e vae em trra estraoba curtir saudades do
que perdeu. uw
mia.N1m os elnosllbe abrem os bragos, nem as
maes Ihe chamara filhos: nem um sorriso esporj-
voredo mais negra, o canto daa aves mais tris-
te, o murmurar da fonte mais queixoso. O co-
ragao .pert.-seconfr.ngido n'umss noites de io-
somnia, quando. iofancia, esse passado de Boros
vera sornndo tristemente sentar-se cabeceir
do nosso Ictto Eolio aira : os labios murmu-
JZ s"Pl,1'ceI.um Prece. ou rugem medonhoa
um. blasphemia.
Ai opile de Nat.l da minha trra I Compre,
hende-te, quem le perdeu ; nao te aprecia, quem
6 gOSA I
A esta hora, no oratorio da nossa veranda
l estao accesas quatro velas de cera branes, ar-
deodo em louvor de urna rale virgem. E' essa a
mais potica e mais veoeranda das crengas, su-
perstigao, se quizerem, do povo do Minho, qoe
resa a Nos.a Seohora pela felicidade da Mae de
Cnrlsto.
Logo, ao bater da meia noite, tocar missa
do g.llo. e d'ahi a poacas horas rai.r fresca, ale-
gre e festiva madrugads, e os visiohos daro as
bo.s fe.tas.... e os paes abrsgario os filhos que
leem ao p, e abengoaro aquelles qse s Deus
sabe por que trras peregrinado I
Seotei-me fatigado e limpei a face hmida
de lagrimas, que e corsgo mandava como um
brinde ao lugar ondo apenas poda
ment. Anda aabia chorar I
ir opeosa-
Responda-me com sinceridade, amigo Julio
Cesar Machado. Tem lido muitaa paginas de tio
siogella e locante poesa, como essa qoe deixo
Iraoscripta ? Que perfume de melancholia nao
recendem squellaa palavras, que o mogo viajante
escreveu com os olbos cravados no horisoote
como se l eoxergira a trra do seu berco ? Qua"
eotraobavel saudade lbe Bao pungira o* coragao
veodo-se, pela primeira vez, tio looge da patria
oa noite do Natal, n'uma nolle de santas recor-
dares para nos, os Qlbos do Miobo, que conser-
vamos anda puras, a muitos respeitos, as tradi-
goes patriarebaea ?
Ouga-o maia urna vez, o aeri a ultima cita:io
para o nio importunar com urna carta demasia-
damente looga :
Assim ru, nio to cedo, qoe nao esllvessem
ja na minha trra os gallos, anda es mais ciu-
mentos e brigadores, com a cabega adormecida
debaixo da aza, as moscas zuoindo pelos frizos
dos lelos, e as badaladas suaves e tristes das
Ave-Mana esmorecidas pelas abas dos outeiros a
pelas quebradas dos villes. Mas fui : no pas-
.eio que dei do tombadilbo ao camarote, aquella
hora aole'mne, em que s Deus sabe se da oo
noite, ia-me lerabrando de cousas bem siogellas
a infants.
Via com os pinos da ssadade recolherem-se
os pastores csotarolando alegres canges, ungidas
da poesia santa esponiauea, que a arle doa livros
oao ensiaa, nem o viver das cidades inspira ;
mais adiante alastrar-se o campo com o fumo qu
sahia das cisiohas de colmo, obde crepitsva oa
lareira o toro de carvalho trazido na veapera da
deveza ; alli perto da egreja, sentado na peanha
do cruzeiro.esperava o Sr. reitor pelos reguezes
que, pasaaodo na eocruailhada. recebiam a ben-
go, e iam na paz da familia achar a compensa-
gio do auor do trabalho ; acoli canta vam e as-
soviavam os melros escondidos as l.raojeir.s
saud.ndo, oio o dis que ugia, maa a madruga-
da que havia de voltar ; e depoia d'i.lo deacii a
ooite a escurecer o verde d.s selvas e o matiz
das flores, e a fazer callar no arvoredo as despe-
didas dos psssaros; a principia vara eolio fo-
guera os cootos de fadas, a as historietas acon-
tecidas na guerra contra o francez, e os conse-
Ihos saos dos velbos o o dormir socegado das
rlaseos.
Boas lempos esses....-
[Continuarte ha].
< para ser respondida psncei ser por molestia oio
lioha quem medege noticia aua eslava coberta
de aaudade lio bem pencei estar eaquecida oa
desprezsda tudo fazia tre enmenci.a gonia,
< maa oo filia momento em que recetia a sua lo-
tra outro contenlamenlo tive por ser alenbrada,
quem tanto amo I Aqui remello Ihe o que pe-
< dea e tambem mande o aeu para ser deposiia-
do oo meo pobre Coragio j dias tenbo escrito
maa oio tenho podido dar Ihe por aver tantos
c lagatos a Deus aseite aaadades de quem est-
a vas espera ser sempre estimada por Vos, nio
seodo penozo manda dizer gi esta seohora que
a passa com Vos quem ella he...
Nio pude dsixar de soltar urna estridente ri-
zada.
Bom I disse eo i meia voz ; parece que o
nosso homem era tio querido daa bellas, como o
seohor major Moralea I Quem, diabo, Ihe escre-
veria semelhaote carta ? I Vejamos outra :cooli-
nuei, deadobrando segunda.
Sor.Li a sua carta fleande aiente noque ma
f diz. Senhor eu nio Ihe leoho eaeriplo para Iba
< reapoalar aa cartas oio por temer que Vmca.
< seje capas de asmosira a peasoa alguma por que
eatou munto looge de fazer as ua pessoua o
cooseipto que se pode fazer de Manoel C.......
pois conhego que as ua Iducago esti mun-
to aa ima do dito Co....... |
Nio pode continuar ; toda a mioha trislaza ao
desvanecer to 1er lio eaquipaiicas cartas, tal
farnel de sandices, guardadas pelo velho serta-
nejo.
Ah l'ah I ah I leoho muito que me rlreom
Jorge, quando o encontrar I... e elle qae taoto
gostadeatas petiiqueirat!... Vamos lendo- esta
parece-me lettra de homem.. vejamos primeiro
assigoatura... Diabo I urna carta do aeohor
comaaoodador Feliciaaimo I que asoeira. dir
ella ao sau compadre JTan Xico 1
E propunh.-me ler tambem essa carta: quan-
do ful sbitamente inlerrompido.
CQ*tiaum-H-ta.)
-* 1
1
-

PlsW.TTP, M H F. DE PAMA HLHO. 18?,


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