Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09520


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Full Text
III


AI10 IIXV1I1. I OMERO i.
P#r tres mezes adiantados 5(000
Ptr tres meies vencidos 6J000
------- *l U
TEfiCA FEIRA 18 M MARCO DE IS62.
'
Ptr ant diutade !9|00O
Parte fraiet tara a subscriptor
E.NCARREGADtK DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Paratiyoa, o Sr. Antonio Alexaodrioo de Li-
ma ; Na'al. o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Arcaiy, o Sr. A. de Lemos Braga; Gear o Sr.
. Jos de Oliveira ; Maraohio, o Sr. Joaquim
Marques Rouriguet; Psr, Justino J. Hamos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Alagas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha,
o Sr. Jos Partios Aires; Rio de Jaoeiro, o Sr-
Joo Pareira Msrtios.
DIARIO DE PERIVMBCEo:
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias as 9)4 horas do dia.
Iguarass, Goiaooa, e Parahyba as segundas
e sexlas-feirai.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as tercas-feirai.
Pao d'Aiho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella. Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasqua.tas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Forraoao, Uoa,Barreiros
Agua Preta, Pimentelras Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARQO.
8 Quarto crescente ta 2 horis e 40 mimaos da
manhia.
15 La cheia as 2horas e 35 minatos da tarde.
22 Quarto mi -jacte as 7 horas o 8 minutos da
manhia.
29 La ora as 5 horas e 4 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o tul at Alagon i 5 e 80} para o norte
at a Granja 14 e 59 de cada mez.
n *ARTI* DOS MNIBUS.
I Yo a?IcHV aAPi 4 6 1|2. 7, 7 l|, 8
e 8 1|2 da m.; de Olinda s 8 da d. e 6 da t.; de
Jaboatao s 6 1,2 da m.; do Caxng e Vanea
s 7 da m.; de Bemfica s 8 da mi
i DS m,. f";oApipucot s 3 1,2. 4, 4 M4,
4 ll2. 5. 5 1,4, 5 1,2 e 6 da t.; para Olinda s 7
da ro. e 8 \\2 da t.; p,ra Jaboatao s 4 da t.; para
o Caxang e Varzea s 4 1,2 da t.( para Bemfica
AS 4 Q
AUDIENCIAS DOS TRIBLNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio: segundas e qnintas.
Relago: tercas e sabbadoss 10 horas.
Pazenda : quintas s 10 horas.
Jutzo do eommercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do civel: Urcas sextaa ao meio
DIAS DA SEMANA.
\l tT?** r-ltlrlci0 p- da ,r,.
,18 terca. S Gabriel archaojo ; S. Narcian im
20 Quinta. S. Martinho Dumieose are
lA 22?\. Prec'0, "D*e de JessChristo.
22 Sabbado. S Emigidio b. m.; S. Beovenoto.
i Dommgo. S. Pelix eseuscompanheiros mm.
ASSIGNA-SE
Segunda rara do eirel: quartaa e labhadn. 4 SJ^0'1''*611!. *. li?raria .dfl P'aca < Indepen-
hora d. t.rd q"n" e "bDad0 idencla ns. 6 e 8, dos proprietarios Maooel Fbub.
PARTE OFFICIU.
60VEBN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 14 de marco
de 186
OIBcioao Exm. presidente do Maralo.Para
que possi V. Exc, em cumprimeoto das ordena
iraperiaes a semelbsote respeito, regular as sai-
das dos vapores da companhia Maraobense, com-
a SS* V" Exc" 1uo fic,m designadas os dias
14 e 29 de cada mez para sabirem deste porto os
paquetes da companhia Pemambucsna.
Dito ao commaudaate das armas. Pode V.
Exc. comear o teaeote coronel Sebastian Lopes
Guimares, e o major Sebaslio Antonio do Reg
Barros para membros da commisso que lera de
proceder exames da arma de cavallaria.Fica
assim respondido o ofBcio n. 523 de 13 do cor-
rele. Commuoicou-se ao commandante supe-
rior do Recie quaoto ao lenle coronel Lopes
Guimares e ao conselho administrativo do arse-
nal de guerra, quaoto ao major Sebislio Anto-
nio do Reg Barros.
Dito ao chefe de polica.Estando completo o
numero de doeutes, que podem ser recebidos no
hospital da coridaje, conforme communicou-me
o provedor da santa casa de misericordia em of-
flcio de hontem datado, nao pode ter lugar por
ora o recebimeoto no raesmo hospital, do preto
Jos Semio, como solicitou V. S. no seu offlcio
de 8 do correte, sob o. 349.
Dito ao mesmo. Approvo a delberago que
lomou o delegado do termo do Ouricury de alu-
gsr a Francisco Carueiro de Andrade iNogueira
pelo prejo de 3S000 mensaes, urna casa para
servir de quartel a torga do 2. batalho de in-
famara de primeira iiulia que para ali conduiio
os iodiciados oa morte do capito Domingos Al-
ves Branco Munli Birrelo : o que declaro a V.
S. em resposta ao seu oCficio o. 371 de 12 do
crrante.Gommunicou-se a thesouraria defa-
zenda.
Dito ao inspector da thesourria de fazenda.
Sirra-se V. S. de eaviar-me com brevidade urna
relago nominal dos facultativos commlssionados
pelo goveroo durante a poefia em que reinou a
4olcemla d0 ;chole-morbus nesta provincia em
185b, com indicado das gratiicages que Ihe fo-
ram marcadas, especificando aquelles que as
dispensaram e por que motivos, sendo pos-
sivel. r
Dito ao mesmo DvoIvo a V. S. o offlcio do
bngadeiro.cominaodaotedas arraisa que allude a
sua ioformago datada de 29 de Janeiro ultimo
para que maod9f>agar ao alteres quarlel mes-
tre do corpo de guarnigo Bernardioo Caodido
de Araujo a quanlia de 28J0O9. que despendeu
na sua viagem de ida e volia da villa de Tacara-
t a do Ouricury em commisso do servico.
Quaoto porm a restituigo que V. S. solicita da
quaatia de H4666, que se abonou ao mesmo
quartel meslre, de graliflcaco de exercicio cor-
respondente aos35dus qu elle gastou em sua
visgem, nao pode ter lugar, visto que a sua com-
misso leve por flm levar Uioheiros pars paga-
mentos de pragis do predito corpo, e nao coosta
das informages da contadura que outro offlcial
percebesse aquella gratilicago|duraote aauzencia
do quartel meslre. Cominuuicou-se ao com-
mandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.__
Remetta-me Vmc. com a raaior urgencia um ba-
lango da receita e despeza da proviocio nosdous
meze de jaoeiro e fevereiro do aegundo semes-
tre do correte exercicio, e bera assim urna de-
monstrago do andamento que lem tido o paga-
mento da di.'iJa activa passiva dos dous refe-
ridos mezes e da importancia a que urna e outra
Acarara reduzidas.
Dito ao mesmo.Mande V. S. por em arrema-
tago ocalgameolo das ras do Sebo e Trempe,
at encontrar o da ra do Moodego, nos termos
do artigo 14, combinado com o 2 do artigo 41
da lei do orgameoto vigeule, tervindo de base a
essa arrematago os dous otgaaientos que nesta
dala approvei e remeti por copias cobertas com
a do offlcio do director das obras publicas data-
do de hontem sob n. 46, a bem assim a planta
em original a que elle se refere. Commuoicou-
se ao director das obras publicas.
Dte aopresideole da sania casa da mizericor-
dis.Nao leodo acompaobado ao offlcio que V.
S. me dirigi em data de 15 de Janeiro, um
quaJro demoostrativo dos diferentes estabeleci-
mentos de caridade cargo da sania casa como
se faz necessario para ser levado ao conhecimen-
lo da assemula legislativa provincial, sirvs-se
V. S. de remetler-me esse trabalho com a mxima
brevidade possivel.
Dito ao comraanJaole superior da comarca da
Boa-Vista.Ao offlcio de V. S. datado de 17 de Ja-
neiro ultimo,respondo dizeodo-lhe que o prazo le-
gal, dentro do qual devem os offlciaes da guarda
nacional nomeados solicitar suas patentes, devem
ser contadosda;data em que receberem as respec-
tivas commuoicages ; pelo que nao ha oeces-
sidade da prorogago que pede V. S. no citado
offlcio em favor dus offlciaes nomeados para a
companhia avutsa de reserva n. 4 desse muni-
cipio.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.
Faga apresentar a V. S. para ser alistado na com-
panhia de aprendizes marinheiros, se for con-
siderado apto para isso, o meoor Tilo Pesqui-
liano |Rogaberto da Silva. Commuoicou-se ao
chefe de polica.
Dito cmara municipal do Recite. Declaro
cmara municipal do Recife, que em resposta
aoseu offlcio de 10 do crreme, sob o. 27 que
approvo arromatago da obra do muro do ee-
milerio da freguezia do Pogo da Panella pela
quantia menciouada no citado offlcio.
Dito ao juiz de direifo da Tacarat.Nao ten-
do o furriel do corpo de guarnigo Custodio de
tal commellido o crime a que Vmc. allude em
offlcio de 25 de fevereirn ultimo, em acto do
servigo militar, tora de duvida que o mes-
mo crime, por sua natureza civil, e deve o seu
autor ser processado na forma commum.
Dito ao engeoueiro fiscal.O Exm. Sr. minis-
tro da agricultura eommercio e obras publicas de -
clarou-me em a>iso de 26 de fevereiro ultimo
junto por copia que nao estando o governo de-
liberado por ora a conceder garantas a novas
estradas, ou a coatiouagao das actuaos, nao pede
por isto autorisar despesas com os esludos or-
denados pela directora em Londres para o pro-
loogamento da via frrea desia proviocia al o
rio de S. Prancisco ; podeodo entretanto a com-
panhia fater qualquer trabalho dessa natureza,
certa de que as sommas dispendidis em laea
exames nao serlo contempladas no capital ga-
rantido com o mioimo do juro, estipulado 00
contracto.Sirva se pois Vmc. de dar'fisto sci-
eucia ao superintendente da fia frrea.
PUV Sr> p,dro Antonio Cezar.Pelo seu of-
flcio de 13 do correle Oquei inteirado do que
Vme. me participa relativamente a epidemia rei-
nante nesss freguezia e nesta data mando apromp-
lar para ihe aerea remettidos os medicamentos
iodicades na relago que veio aonexa ao citado
offlcio, bem como urna pega de baia.Offlcion-
se ao inspector de saude para mandar apromptar
os medicamentos. r r
Dito ao director do arsenal de guerra.Faca
Vose. entregar o 2 batalho deinfantaria como
soliciiou o brigadeiro commandante das armas
em offlcio de 12 do crreme, os arligos de arma-
mento e maisobjeclos que segundo coosta do in-
cluso coohecimento, vieram da curte, no vapor
Oyapock com destino ao mesmo batalho.Com-
muoicou-se ao commandante das armas.
Dito ao presidente da cmara municipal do Bo-
ailo.Respondo a consulta que faz Vmc. emseu
offlcio de 14 do correnle declarando que leud-
se averbado de suspeito ni questo civil, que mo-
ve Maooel Thomaz Villa-Nova o primeiro sup-
pleote do juiz municipal do termo, e dado parte
de doente o quarto supplenle, deve Vmc. como
presileole da cmara muoicipal, e urna vez que
nao ha mais ontro suppelnte, como declara-me
no citado offlcio, eolrar no exercicio dsquelle
cargo e tomar coohecimento da questo. facili-
tando as parte* todos os recursos da lei, e que
por ellas forem interposto, para os tribunaes su-
periores, como preceitua o aviso n. 70 de 7 de
fevereiro de 1856.
Dito ao delegado do termo do Cabo.Pico in-
teirado do coateudo do seu offlcio de 10 do cor-
rente com referencia ao estado sanitario desse
termo.
Dito ao gerente da companhia Pernambucaua.
Pode Vmc. fazer seguir para Macelo o vapor
Persmunga no dia e hora indicado emlseu offlcio
de 13 do correte.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do a que 00 municipio de Ipojuca creado pela
lei provincial n. 499 de 29 de maio de 1861 qua-
liflcaram-se 174 jurados, conforme ioformou o
respectivo juiz de direito em data de 12 do cor-
rete, resolve coosidera-lo em circunstancias de
ter foro civil para o flm de reuoir-sealli um con-
selho de jurados nos termos do art. 223 do regu-
lamento o. 120 de 31 de Janeiro de 1842 e art. 2o
do decreto n.276 de 24 de margo de 1843.Re-
metteu-se por copia aos juizes do direito e muni-
cipal do Cabo, e communicou-se 1 cmara muoi-
cipal de Ipojuca.
Dita.O presidente da proviocia, atlendendo
ao que requereu o primeiro lente da armada
Manoel Marlios de Araujo Castro e teodo em vis-
ta a intormago da thesouraria, datada de 13 do
correte sob n. 201, resolve conceder-lhe 30 dias
de liceoga com vencimentos di lei para tratar de
sua saude.
proprietarios Manoel Figuei-
roa de Faria & Filho.
Expediente do secretario do go-
veroo.
OQlcio ao juiz de direito de Tacarat.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia fleando inteirado de
haver V. S. em 31 de Janeiro prximo fiado as-
sumido o exercicio do seu cargo sssim o manda
dedarar-lhe em resposta ao ssu offlcio daquella
data.
Dito ao Dr. Manoel Nicolao Rigueira Pinto
de Souza.S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda acusar recebido o offlcio de 7 do correte
era que V. s. communica que na qualidade de
presidente da cmara municipal de Serinhem,
assumio oaquella dala o exercicio do cargo de juiz
muoicipal do respectivo termo, visto estarem im-
pedidos o juiz effectivo e seus sapplentes.
Despachos do dia 14 de mareo.
Requerimentos.
Alexandre Hartins Correia BarrosNao tem lu-
gar em vista da ioformago.
Joo da Silva Reg Mello.Registre-se.
Joaquim Rodrigues Maia de liveira.Nao tem
lugar.
Jos Francisco do Carmo.Remettido ao Sr.
capito do porto para conceder a licenga pedida
de conformidade com a sua ioformago de 13 do
correte.
Thereza Joaquioa de Jesu. Volte ao Sr. Dr.
director geral da ioslrucgo publica.
Ulysses Cockies Cavalcaoli de Mello.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
EXTERIOR.
ao corpo
FRANCA.
Documentos aprsenla dos pelo governo
legislativo francez.
Psris, 11 de Janeiro de 1862.
Seobor marquez:Se julguei dever esperar as
vossas priraeiras informages para vos dirigiras-
trueges destinadas a completar as que vos forana
dadaa rerbalmeote antes de parlirdes, certo ter
chegado o momeuto de indicar-vos no todo as
ideas do governo do imperador sobre a stuago
respectiva da santa s, e da Italia. Os inleresses
da Frang esto muito profundamente affectados
pelo antagonismo de duas causas, que as suas
tradigdes polticas e religiosas recommeodam
igualmente s suas sympatbias, para que ella
possa aceitar indefinidamente a respon9sbilidaJe
deumsau quo to prejudicial a uma como a
outra, e renunciar esperanga.de abrir caminho
para um accordo.
O goveroo do imperador nao tem a! exprimir
de novo os seas seolimeatoi pelos fictos coa-
summados na Italia durante o anno de 1860, e
que deviam inspirar ao santo padre uma viva e
legitimador. A marcha natural das cousas hu-
maoas no entretanto, leva-nos cedo ou tarde dos
semimentos razo, e sob este ultimo aspecto,
qe a poltica se acha por Qra forgada a consi-
dera-las.
A questo pois boje. Sr. marquez, saber se
o governo pontittcio eotende continuar as suas
relagoes como novo rgimen eslabelecido na pe-
niosula, a inflexibilidade, que o primeiro dos
seus deveres como o mais iocoolestavel dos seus
direitos us pontos de dogma, ou se, qualquer
que sej a sua opioio sobre a traniformagolop-
rada na It.lta, se decide a aceitar as necessidJ-
des que se derivara d'esle importante success
Recoohecendoo reino do Iialia, o goveroo do
imperador procedeu, na conviego de que a h-
pothese de uma re3taurago do pastado ja nao
realitavel; e, sem fallar oas poteocias, que
deixaram em lempo de ligar santa s o lym-
bolo da sua f, as successiva resolugoes de Pajr-
lugal. da Blgica o do Brasil, team seguramerjio
a mesma ignificago.
Entre as monarchias catholicas, ha s tres, que
se teem abatido de realar as suas relagoas ofll-
ciaes com a c6rte de Turo. Sao a Austria] a
Hespanha e a Baviera, as quaas nao ser arris-
cado suppor, que.se teem seguido eita lioha fde
conducta, por cama da sua posigo especial
com relago aos soberanos desthronados de a-
ples, de Parma, da Toacana e de Modeoa.
Por outro lado neohum gabinete pense em rea-
gir pela forga contra 1 ordem de cousas inaugu-
rada na Pennsula. Expresssmente declarada; ou
tcitamente admittido, o principio da nao ioier-
vengo tornou-se a salva-guardada paz europea,
e a corte de Roma nao espera por certo de um
soccorro estrangeiro os meios de reconquistir as
provincias, que perdeu. Vou siada mais loo 19
recuso-me a crr que ella ja mais coosoalisse eu
provocar por si propria, n'um interesie cujo 1 uc-
cesso sena pelo menos duvidoso, uma das < on-
flsgrages mais temiveis, que a historia rets
ira na.
As ligos da experiencia, juntas s coosid
ges mais proprias para tocar a santa s
Ihe recommeodam por coosequencia a
gao, sem renuneia dos seus direitos, a
ges de (acto, que resliluiriam o socego ao
do mondo catbolico, Iriam coherentes cook
tradiges do papado, que por tanto lempo ccL...
a Italia com a sua egida, e Ihe llgariam os d ali-
os de ama nago que ha passado por crois
ra-
nao
resif na-
trao lie-
seio
as
brio
ages. e depola de timos seculos est entregue
a si mesma ?
Nao teobo as pretenges, Sr. marquez, de dis-
cutir aqu um meio de aolugo. Basta-me dizer
que o goveroo do imperador tem conservado a
eate respeito uma completa liberdade de opioio
e de aego, e que ludo quaoto agora preteodemos
saber, se devemos alimentar ou abandonar a
esperaoga de ver a santa s prestir-se, atlen-
dendo aos fados coosummsdos, ao estudo de uma
combina-gao, que assegurasse ao soberano pont-
fice as coodiges'permanentes de dignidade, de
seguranga, e de independencia, necessarias ao
exercicio do seu poder.
A'imitti Jas estas ideas, nos empregaremos os
noiaos esforgos mais sinceros e enrgicos a fazer
aceitar em Turiu o plano de conciliario, cujas
bases tivessemos acordado com o governo de sua
saotidade.
a Italia e o papado deixariam eoto de se acbar
em campos inimigos ; retomariam ento bem de-
pressa ama e outra as mas relagoes oaturaes, e
gragas a obrigages de honra contrahidas pela pa-
lavra da Franga, Roma acharia um appoio ne-
cessario do mesmo lado, em que hoje o perigo
parece ameaga-la.
Este resultado, Sr. marquez, excitara, estamos
d1 isso convencidos, um vivo sentimento de sa-
tisfago e reconhecimeoto em todo o mundo ca-
tholco, e eu cumpro um dever, convidando-vos
a oo despreiardes ocessio de vos possuirdes do
conteudo d'esta ola, as vossas entrevistas com
o cardeal Aotonelii, e co.mo santo padre mesmo.
Thouvcnel.
li, e como san
Resposta do cardeal Antonell.
Roma, 18 de Janeiro.
Sr. ministro.Recebi a nota que V. Exc. me
fez a honra de dirigir, com dala de 11 do cor-
rente.
Logo 00 dia seguinte tive occaiio de fallar
a respeito do que ella diz, ao cardeal secretario
de estado.
V. Exc. sabe que, bom certo das palavras por
mira recolhidas da propria bocea do imperador,
logo desde a primeira entrevista com o santo pa-
dre, e eu me dedicara a fazer-me junto a elle o
uel e respeiloso interprete dos seotimentoi de
mo interesse. de que eu tinha de apresentar-
Ihe a expreiso.
Sem deixar illusesno animo desuasanlidade
a respeito de uma restaurago do passado, sem
eiquecer exigencias de un prsenle, to intima-
mente ligado aos nossos proprios interesses, eu
nao despresava occasio alguma de preparar a
santa s, em termos geraes, a uma traosaego,
que correspondesse ao nosso desejo mais sincero,
o de reconciliar Roma|com a Italia. Eu achara
alem disio, no acolbimeoto todo benvolo, de
que era objecto, o direito de appellar para a
conuanga de S. S., e de provocar da sua parte a
expressao de esperaogas ou de votos roaliaa-
go dos quaes o governo do imperador ler-se-hia
considerado feliz em poder contribuir.
V. Exc. sabe tambera, pelos aeus precedentes
relatnos, que, escutaodo-me com a mais affec-
tuosa condescendencia, o santo padre, tinha
coostaniemente coocluido por estas palavras, que
mal disfargavam a sua recusa aguardemos os
aconlecimentose que, mais explcito as suas
palavras, o cardeal secretario de estado se tinha
proouociado contra a transaego, que implique
de facto o abandono de uma porgo qualquer dos
territorios perdidos. .
Fiijuei pois mais desgostoio do que surpre-
hendido, quaodo, todas as considerares que
presentei, em conformidade com as vistas de
V. Exc., o cardeal secretario de estado nao jul-
gou poder responder seoao pela negativa mais
absoluta.
< Toda a transaego, me disse o cardeal,
impossivel entre a santa s e os que a despoja-
ran). O soberaoo pontfice nao pode mais que o
sacro collegio ceder a meoor parte do territorio
da igreja.
Fiz observar a sua eminencia, que eu punha
completamente de parle a questo de direilo ;
queeu. recordaodo-me das suas palavras, ditas
por msisde uma vez, uo esperava ve-lo transi-
gir com principios, os quaes me declarara oo
poder tomar como ponto de partida. sse-lhe
que o meu nico flm era traze-lo ao terreno
pratico dos tactos, offerecer ao goveroo pontifi-
cio a occasio desahir, reservando todos os seus
direitos, de uma siluago to desastrosa para os
seus interesses como ameagalora para a paz do
muodochrislo.
Este flm, que eu deixara entrever, ao santo
padre ea sua emioeocia, era o que tinha em
vista o imperador ; era uesse sentido que tinham
sido concebidas as minhas primeiras instrueges,
era tambera com o mesmo espirito que o gover-
no imperial acabava de m'as reoovar. Nao ti-
nbi recebido a ordem, acreiceolara eu, de as
commuaicar textualmente ao cardeaLja>cretario
de estado ; eram todava muito coirWrmes aos
senlimantos de que tantas vezes mellzera orgo,
para que me nao julgasse implcitamente autori-
sado a po-las debsixo da sua vista. Li effeciiva-
raeole ao cardeal a nota de V. Exc.
Encontr nesta nota, me disse sua emioeocia,
expressao doafectuoso interesse, que nao tea-
des cessado de nos testemunhar. Nao todava
exacto que haja desaccordo entre o soberaoo
pontfice e a Italia. Se o santo padre est em
rupturs de relagoes com o gabioete de Turo, com
a Italia tem-n'asexcellenies. Elle mesmo iti-
ltano, e o primeiro dos italianos ; como tal sof-
fre-com os seus soffrimeutos; assiste com dr s
crueis provas, que aflligem a igreja italiana.
Emquaolo a pactuar com os espoiiadores, isso
que nunca faremos. Nao posso deixar de o
repetir, toda a transaego sobre esse terreno
impossivel; quaesqu<*r que sejam as reservas com
que se acompaohe, quaesquar osrodeios de pa-
lavras cora que se cerque, um momento em que
a acceitassemos, pareca que a consagravamos.
O soberano pontfice, antes di sua exaliago,
como os cudeaes na occaiio da sua nomeago,
obrigam-ae por jurameolo a nao ceder nada do
territorio da igreja.
O santo padre oo far pois coocesio alguma
desti natureza ; um conclave nao leria o direito
de o fazer ; um novo pontfice lambem o oo po-
derla fazer ; os seus succesiores no correr dos
seculos nao ettaro mais livres para o fazer.
O tom com que fallara o cardeal Antonelii an-
nunciava uma resolugo tanlo mais ioabalavel
quanlo ella ia buscar a sua razao de ser a um
ordem de ideas, que escapa a discuisao. Lirai-
lei-me a fazer ooservar-lhe que o carcter da
sua declarago me impunha o dever de Ihe per-
guoiar se eu poda coaiiderala, e tranimitti-li
ao governo do imperador como a resposta dini-
ttra da santa s.
Depois de refleclir um momelo, sua emioeo-
cia disse que primeiro miara com o samo pa-
dre, posto1 que oa sua opioio, tal procedimeoto
era auperfluo. Era o profuado sentimento de
deveres e obrigages sagradas, que tinha dicta-
do a sua santidade as declarages solemnemente
felas oas suas iocyclicas e allocuges. O cir-
deal pois julgava poder prever umi resposta, que
se compromeltia a dar logo 00 dia seguinte, ou
por ascripto, ou por intermedio de um dos seui
prelados;
Recebi effeclivamexite. esta manhia, do car-
deal secretario de estado o biihete, cuja traduc-
eminencia me disse nada ter que diminuir ou
accrescentar s suas declarages desespera.
Em reaumo, seobor ministro, V. Exc. estabe-
ecer esta questo: Devemos os alimeo-
ar a esoeranga de ver a santa s erestar-se, at-
lendendo aos fados cooiummados. aestudaruma
combnagao, que-assegurasie ao soberano pont-
fice condlgoes permanantes ee dignidade, de se-
guranga, e deodependencia necessarias ao exer-
cicio de seu poder ?
E' com vivo pesar, que me vijo obrigado a
reiponder negativamente, mas julgaria faltar ao
meu dever se vos deixasse uma eSperaoga, que
eu mesmo oao tenho. \
La Valette.
Copia| da carta referida do cirdeal Antonelii.
Seobor marquer. Salisfazendo a promesaa
que flz hontem a V. Exc. na visita com que me
honrou no Vaticano, tenho de declarar-lhe que
nada ajumo nem retiro resposta, que julguei
dever dar commuoicago, que V. Exc. me fez
nos termos mais cortezes.
Approveito esta occasio, etc.
Antonelii.
MXICO.
O presidente do Mxico, Jurez, publcou a se-
guate proclamado, em consequeocia dos hespa-
nhoes haverem oceupado Vera Craz.
Mexicanos! Comegam infelizmente a reali-
sar-se as previsoes de uma guerra na Europa
contra os. Porgas hespaoholas invadinm o nosso
territorio ; a oossa dignidade nacional est in-
sultada, e a ooisa independencia talvez que em
perigo. Nestas diflces circurastaocias, o gover-
oo dests repblica julga cumprir um dos seus
pnocipaes deveres, lembrando-vos qual ser a
idea esieocial que ha de ter por base da sua coa-
ducta no estado adoal dos negocios,
do interesse da' todos, e se todos se uoissem,
como boos lilhos do Mxico, para contribuir com
a sua intelligeocia, com a sua fortuna e com o
seu sangue para a salvago da repblica, todos
tem igual direito a tomar coat ao procedimeoto
e aos actos do goveroo.
A 14 deste mez recebau o goveroador de
Vera-Cruz, do commandante das torgas oavaea
hegpaoholas a iatimago para evacuar aquella
cidade e a fortaleza de llos, que o dito comman-
dante declara querer guardara Ululo de garanta,
at que o goveroo da rainha de Hespanha esteja
certo de que a oagiohespanhola ha de ser de fu-
turo tratada com a coosiderago devida, e de que
as convenges entre os dous goveroos sero reli-
giosamente observadas.
< O offlcial hespanhol declara tambem que a
oceupago da cidade e do forte servir de garan-
ta para as reclamages quo a Fraoga e a Gra-
Bretanhi possam ter que fazer contra o governo
mexicano.
< As razas que se sllegam para esta aggresso
admittidas sem ferr a dignidade da nagao ou
compromeller a sua independencia.
Mexicanos I Se se desattendem to leaes io-
tenges, se ha o proposito de humilhar o Mxico
de desmembrar o seu territorio, de intervir na
sua poltica interna e no seu governo, ou talvez
de destruir a sua oacioaalidade, appello para o
vosso patriotismo, e coovido-vos a pflr de parte
os odios e aa ioimizades suscitadas pela diversi-
dade de opinies, a sacrificar a vossa proprieda-
de o o vosso sangue, e a juntar-vos ao governo
para defeza da causa mais sagrada, a defeza do
nosso paiz.
loformagea exageradas e sinistras, dimana-
das dos immigos do Mxico, tem-nos apresenlado
ao mundo civilisado, como um povo brbaro e de-
gradante.
Defendemo-nos desses ultrajes na guerra a
que somos provocados, observando estriclameote
as leis e os usos estabelecidos em honra da hu-
maoidade. Vivam em paz, sob a protecgo das
nossas leis. os nossos inimigos que oo teem de-
feza. Eotao podemos repellir as calumnias do
nosso inimigos, e provaremos que somos digoos
da liberdade e da independencia que nos fui le-
gada por nossos pais.
Mxico, 18 de dezembro de 1861.
Benito Jurez
[Jornal do Commercio de Lisboa)
DIARIO DE PERNAMBUCO-
sti- gao V. Exc. encontrar junta a esta nota. Depois
pro-'de ter lomado as ordens do santo padre, sua
sao inexactas ; a saber: insultos para com S. M.
C. por parle do goveroo da repblica, e a cega
obsiiajigo do goveroo do Mxico em deatteoder
* juskas reclamages da Hespanba.
O cuidado que o goveroo mexicano lem em
ser consecuente comsigo mesmo oo flSrmitte,
em alleogo imparcai justiga. aceitar estas im-
putages.
Des le o tratado de 1836, o governo hespa-
nhol tem sido constantemente considerado como
ums potencia amiga, ligada ao Mxico por lagos
especiaos, e a expulso do embaixador hespaohol
oo poderia ser invocado como uma objecgo fon-
dada cootra esta verdade. As circumslaacus par-
ticulares deste negocio, sao bem conhecidas, as-
sim como as explicages do goveroo em dar as
miis rasoaveis e convenientes explicages, pelo
que toca a este incidente, que pode reduzir-se a
muito poucas palavras; a oecessidade deeftastar
do territorio nacional um funeciooario estrangei-
ro que lioha viudo favorecer abertameote osprio-
cipaes fautores de uma rebellio contra as auto-
ridades legitimas da repblica. O goveroo usou
eoto de um direito que possoem e exercem to-
das as nages, e que a propria Iiespmha tem pra-
ticado em maitas occasies, mas declarando ao
mesmo lempo que esta declarago nao affectava
de mmera alguma as boas relaces que exisliam
eoto e que o governo desejava"conservar com a
osgo hespanhola.
Tambem se nao poderiam allegar as violen-
cias commettidas contra subditos bespaohoes para
negar a stuago de maoter a melhor harmona
cora esse genero, atteodendo a qae essas violen-
cias forara nao s a consequennia inevitavel da
revolugo civil que a oago emprehendeu e pro-
segue com o fia de cortar abusos que foram a
causa perpetua das soas desgragas, mas lambem
consecuencias que os estraogeiros, assim como
os naciooaes teem soffrido sem distiocgo de na-
ciooalidade. E se a maior parte dessas infelici-
dades tem recahido obre subditos hespaohoes,
oao resultar isto do facto de ser o numero da-
queilos residentes maior do que o dos residentes
de qualquer outra nago? Nao poder isto ser
tambem o resultado de terem os hespaohoes,
man do que qualquer otPtro estrangeiro, tomado
pirte, e tomaram aiuda, oas oossas dissenges,
as quaes muitos delles teem mostrado um ca-
rcter feroz esanguinario?
Seja como for, as differentes administrages
Hontem s 6 e meia horas da tarde fuodeou em
nosso porto o vapor loglez Tyne, viado do Rio
e Baha, trazendo jornaes com datas: do pri-
meiro at 11 e da segunda at 15 do correte.
Ua leitura delles collemos as noticias abaixo.
o de Janeiro. Foram demiltidos :
Dr. Frmioo Jos Doria, de inspector de sade
Trata-se do porto do Rio Grande do Norte, seu pedido
- 1 sendo nomeado para substilui-lo o Dr. Luiz Car-
loa Los Waoderley ;
Luiz Rodrigues da Silva, de alferes do 3o re-
gtmeoto de cavallaria ligeira, seu pedido.
Foram nomeados:
Caetaoo do Rosario Maciel, Joo Theodoro
Pereira Footes, Joo Rodrigues Pereira da Cruz,
Joo Rodrigues Villares, Joo Heoriques da Cou-
ceigo, Fraocisco Raymuado de Araojo Paren-
tea, Francisco Leo Cono Jnior, Joaquim de
Souza e Almeida e Joo Jos Pereira das Neves,
quartos escriptararios do thesouro nacional;
Gabriel da Silva Olivoira e Jos Gabriel Furta-
do da Silva, fiis da alfaodega de Santos ;
Capites Luiz de Beaurepaire Rohan e Antonio
dos Santos Lara, ^availeiros da ordem de S.
Bento de Aviz;
Desembargador Francisco de Assis Pereira Ro-
cha, presidente do Imperial Iostituto do Rio
Orandense de agricultura;
Fallecern!
Em
deixar completamente iivre, e submetiido no se-
nado o projecto, pronunciou-se uma poderosa
rraegao pela excluso de Buenos-Ayres da liber-
dade dessaescolha. Designe o governador o lu-
gar que Ihe aprouver, mas fra do territorio da
provincia.
Os que nao queriam em Buenos-Ayjes a capi-
tal da repblica nao deixavam de invocar uma
razo generosa. A provincia era j to grande
tao rica, tacpoderosa, que devia largara alguma
de suas irmaas menos favorecidas as vaotagens de
ter a capital no sea seio.
Mas de envolta com esta razo, sllegavam-se
outras mais positivas e por ventura mais verosi-
meis, avultando a do receio de ver tederalisar par-
te do territorio com prejuizo da iotegridade e
poder da proviada como Estado.
Nestas quegtoee nem todas as razoes se fazem
valer, ha sempre algumasqueo puder manda ca-
lar, e entre essas talvez se podesse descobrir o
desejo de reservar a Buenos-Ayres, que por si s
pode pesar quaii tanto como todas as outras pro-
vincias, a liberdade de repetir b procedimeoto
que teve para com a presidencia Derqui, liberda-
de que, assentada no seu territorio a capital fe-
deral, ficaria muito coarctada.
Os que oo queriam que autoriiago confe-
rida ao governador para desigoar lugar da reu-
niaoao congresso se pozesse uma reslricgo que
nenhuma das outras proviocias flzera, poodera-
ram que nao se tratava de crear cipital para
repblica, cuidado queso incumba ao congresso
mas nicamente de reunir este provisoriamente'
sem conflicto algum com as autoridades provin-
ciaes, e que no caso da assembla nacional desig-
nar para capital algum ponto da proviocia pode-
rla a respectiva legislatura, nos termos da cons-
llluigao, consentir ou oo na federalisagao dessa
parte do territerio. O ministerio pela sua parte
declarou categricamente, em oome do governa-
dor, ^ue se antes nao tinha idea Qxa relativa-
mente ao ponto em que devia reunir-se o con-
gresso, opinava agora que depois da discusso
ha vid a era inats/>enat>ef convoca-lo para Bue-
nos-Ayres, aflm de apagar oas proviocias o mo
eileito que o espirito de taes debates podesse tar
produzdo.
O resultado foi approvar o senado por doze ro-
tos contra seis a autorisago plena e ampia con-
ferida, ao general Mitre, teodo sido os priacipaes
campeos nesta batalha parlameotar, em que
alias se respeitou de parte a parte a liberdade do
peosameoto. o Dr. D. Valeotio Alsioa e D. Jos
Marmol pela eicluso de Bueoos-Ayres, e ot
Drs. D. Rufloo de Elizalde e D. Guillermo Raw-
soo pela faculdade ampia de escolha.
O projecto passou cmara dos deputados, on-
de, achando-se mais divididas as opinies, se an-
tena ainda mais calorosa discusso, mas com
igual resultado.
As noticias do Eitado-Orieolal sao de pouco io-
teresse.
Paria, o cooselheiro Jos Francisco de Teodo cessado com o reslabelecimeoto da paz
Paula Civalcaote de Albuquerque, na idade de ? Repblica Argentina a necessidadi de vigiar a
o anoos, ex-minislro do Brasil oos Estados- outeira, e desvaoecido al certo ponto o receio
UQ'aoa; de uma invasSo dos emigrados, foram licenciadas
No Rio de Janeiro, o coronel de engenheiros, ,rop* reuaidas nos deparlamentos da campa-
Loorado Jacob de Niemeyer. nha, voltaodo assim industria os bncos dalla
Foram transferidos : distrshidos.
Julio Constancio Viileneuve, de addido de 1 Tinha-se apresenlado caraira dos deputadoa
classe legagao brasileira em Londres, para a m projeclo de lei para eslabelecimento de um
de Pars, e desti para aquella a Eduardo Cal-
lado ;
banco hypothecario. Alera
projecto, j apresenlado no
deste, penda outro
anno anterior, para
Constantino Jos da Costa, de capito quartel adopgodo systema mtrico decimal, e pareca o
mestre do 11 batalho do infamara, para capito Koveroo preoecupar-se sobretodo da realisacode
da 4a companhia do 4 batalho da mesma arma. uma reforma militar.
Alera disto damos por extenso mais ose-1 A'poucas leguas dacapital.no departamento
guite, que se l no Jornal do Commercio. de Minas, descobrio-se uma mina de prata, que
6 de margo.Por occasio da volla do ge- Pfomette ser abundante, tendo as amostras j
neral Mitre a Buenos-Ayres dirigio-lbe o corpo caminadas dado 21 1,2 oogas de prata e 40 OO
coniular all residente a allocugo seguinte : dd chumbo no quiotal de mineral.
Exm. Sr. governador.Assumiodo V. Exc, co,ne'la de tr,go foi boa, produziodo.......
ao regressar de sua gloriosa campaoha, o gover- 1.500,000 hectolitros.
00 da proviocia proporciooou ao corpo coosular Do Paraguay apaas se refere que a semeotei-
residente em Buenos-Ayres boa opporlunidade r* da algodao deeretada pelo goveroo fra em-
preheodidacora eothusiaamo.
As colheitas de tabaco e milho flguravani-sa
extremamente abundantes.
I De ordem do dia n. 306, publicada no dia 6 do
a pela reparligo do ajudante general
para apreseotar-se a V. Exc. com o objecto de
offerecer-lbe a homenagem de seu mais profun-
do respeilo e de suas feiicitaces por to grato
acootecimenlo.
t O corpo coosular, que com o vivo intereise
tem presenciado os ltimos successos do paiz, faz C0QSla o seguate :
os mais sioceros votos para que V. Exc.em sua Nomeages.Dos Srs. :
patritica obra da reorgaoisago da repblica,1 Dr. em medicina Antonio Luiz de Almeida, para
seja completamente protegido pela Divina Provi- 2, cirurgio do corpo de sade do exercito. De-
deocia, para a felicitada do povo argeotioo e cret0 maior deseovolvimeolo de suas relagoes pacificas Segundos cirurgies do mesmo corpo, Dr. Jay-
com todas as nages. i me Alvares Guimares, para servir na provincia
O governador respondeu nestei termoa ao deMalo-Grosso.
rdc:. e.. 4 I D'-Amonio Augusto Malbeiros, para servir na
Sr. e Srs. Agradego cordealmente a V.S.' provincia do Rio Grande do Sul.
as expreisoes que servio-se dirigir-me em oome j Dr. Joo Severiano da Fonseca para servir aa
do corpo consular, nao s pela distinego das pes- guarnigo da corte. P
soas que o compoera. como pelo que tem ellas de 1 B*, branlo Bruno da Cmara, para servir oa
honroso para o povo argentino ; e aceito-as como J provincia de Pernambuco
"?:_".?!?.tfl8t8munh0 deS9e e?Prit0 de sympathia Cipello-alferes da reparligo ecclesiaslica do
hoje a causa 4 cuja exercito, padre Francisco Mara Pereira da Cu-
nha, para exercer as funeces do seu ministerio
na fortaleza da Lage. Eo 14 da fevereiro prxi-
mo passado.
universal
frente se collocou providencialmente Buenos-Ay-
res, representando os principios de elvilisigo,
da liberdade e do progresso.
< Esse espirito sympalhico, com que dos acom-
panham, paz, em nosso triumpho, ss grandes e
poderosas nages, que nos precedem no caminho
da civilisago o nos subministrara altos exemplos,
-. Mr.aT.ufP.aMn.1 aominutragoes assim como por espirito de fraternidade. todas as
^nue^ demais nages com quera cultivamos relagoes
S!7.1. ".Jl..lega5ao,.hMpaahola' ebe- amigareis, e com as quaes nos acharaos ligados
j ^~~n
"rnr
ram favoravelmeute aquellas que Ihe pareceram
apoiar-se em algum priocipio de justiga.
< Muito lempo antes do recooheetmeoto da
nossa independencia, o congresso mexicano na-
cionalisou a divida contrahida pelo goveroo hes-
paohol, ainda que uma grande parte dessa divida
tenha sido empregada em combater essa inde-
pendencia, e nao deixamos igualmente de aceitar
uma grande parte as obrigages europeas da mo-
narcha hespanhola.
< Subsequentemente, deu-se o carcter de con-
vengao ao regulamento das reclamages hespa-
oholas ; mas, maia tarde tornou-se manifest que
alguns subditos hespaohoes, iatereasados nessas
reclamages, abusando das boas iotenges do go-
veroo da repblica, tinham apresenlado um gran-
de numero de crditos que evidentemente nao
oilereciam ai coodiges exigidas para serem com-
preheudidas na convengo. .0 goveroo mexicano
empregou todos os esforgos pira conler estas pre-
tenges dentro dos limites equitativos.
o Quanto ao resto, o governo fez e est ainda
disposto a satiifazer a todas as reclamages legi-
timas, laoto quaoto o psrmittirem os recursos oa-
ciooaes, facto bem coohecido da potencia que
agora aos iovadio.
Todas as oiges, e mais esseocalmeate a
Hespanha, lem passado por pocas de penuria e
de oecessidade, e quasi todas tem credores que
esperaram melhor es lempos para garantir os seus
inleresses. Eso ao Mxico que se pedem sacrifi-
cios superiores s suas torgas.
c Se a oago hespanhola occullar outros desig-
nios debaixo da queslo fioauceira, e sob pretex-
tos nao fundados de insulto, essas iotenges bao
bem depressa ser coohecidss. Mas o goveroo que
deve preparar o paiz para todoa oa aconteclmeo-
tos, proclama, como base da sai poltica : c que
< oo declara a guerra, mas que ha de repellir a
torga com a forga em quanto os aeus meios lh'o
< permitlirem ; que esli dispoito a satlsfazer as
c reclamages apresenladas cootra elle, uma vez
que sejam fundadas em equiJade e em justiga.
< mas sem aceitar coodiges que oo possam ser
T
quaes oos acbamos lig
porcommuoidade de interesses e de ideas, uma
nova forga que contribuir efScazmeote para o
nosso progresso moral e material, vivificando os
elemeutos que a paz, sombra de inslituiges li-
vres, tem de desenvolver em nosso psiz ; porque
os paizes estraogeiros e os que em o nosso os re-
preseatam, contribuem nao s para o seu eogran-
decimenlo pela emigrago, pelaiatrodago deca-
pitaos, pelo commercio e pela industria, como
pelo contingente de ideas que oos mioistram, e
tambem aaxiliaodo-ooa em nossa tarefa civilisa-
dora; para que fuademos leis que nos protejam e
aos que de outros paizes do mundo veoham viver
sob o seu amparo, e gozem, a par dos nossos, dos
dons generosos que a mo da Providencia tem
derramado 00 nosso solo, nao s para nos, como
para os que vivam comnosco.a
9
Enriando hontem do Rio da Prata, trouxe-nos
o paquete ioglez Mersey, dalas de Buenos-Ayres
at 28 do passado e de Montevideo, al 2 do corv
renta. f
Submettidaa as ultimas proviocias, S. Juarf,
Cilamarca e Rioja, ordem de cousas proclama-
da e susteotada por Buenos-Ayres, poda dizer-
se que reioava a paz na repblica argentina/ O
mesmo Urquiza licenciara as tropas, que com te-
mor de uma iovaso reunir, e os batalhes da
guarda nacional porteoha recolhia-ie a seus
lares.
Eusarilhadas as armas todos tinham Utos oa
olhos na obra da recooslrucco constitucional.
Urnas aps outras haviam as provincias delegado
no general Milre os poderes para isso necessanos :
faltan a de Boenos-Ayres, que, mais escrapuro-
sa, vacillava anda n'um pooto, receloso que dahi
Ibe viessa damoo.
Convoque o general Mitre novo congresso, man-
de proceder eleigo dos tinadores e deputados
que devem compo-lo, e ex rga eotretaoto os po-
deres nacionaes que nao podem Bear fnteiramen-
te suspensos, al abi tolos estavam de accordo.
Mas a desigoago do lugarjem que ha de reunir-
se esse coogresso que nem lodos Ihe queriam
Capito do corpo de eslado-maior de segunda
classe Luiz .Fraocisco Heoriques, para comman-
dante interino da fortaleza da Lage. Em 14 da
fevereiro prximo passado.
Segundo teoente do l, batalho de artilharia
a p Joaquim Jos dos Reis Lima, para secreta-
rio do mesmo bataiho.
Alferes do eslado-maior de segunda ciaisoHen-
nque Everaldioo de Bilteacoart Tourioho, para
ajudaote de ordena da presideoda da provincia
do Cear, sendo dispensado desse emprego, que
interinamente exerce, o Sr. capito do corpo de
guarnigo da mesma provioda Joaquim da Rocha
Moreira.
Julio Cesar Leal, amanuense do laboratorio py-
rotechoico do Campioho, para escrivio das offl-
cioat do mesmo laboratorio. Em 16 de fevereiro
prximo passado.
Luiz Alves da Silva, para amanuense do labo-
ratorio pyrotechoico do Campioho. Aviso de 80
de fevereiro prximo passado.
h E..PKra ""^'-"ire, e oo para secretario
do 4 batalho de artilharia a p, a oorreacao do
Sr. 2 lente desse batalho Fraocisco Pedro
Borges, publicada oa ordem do dia a. 505;
E para ajudaote de ordeos da presideoda da
provincia de Pernambuco. e uo da Babia, como
por engao se publicou oa ordem 00 dia n 304,
a nomeago do Sr. lente do eslado-maior de
1* classe Jos Fraocisco Coelbo.
Exooerages.Dos Srs.:
M ijor do corpo do eslado-maior de 2* ciaste
Aotooio Tello Barreto, do commaudo ioterioo da
fortaleza da Lage. Em 14 de fevereiro prximo
passsdo.
D. Frederico Bugeoio de Locio Seibiitz, do la-
gar de ajlcrivo dasofflclnas do laboratorio pyro-
techoico do Campioho. Era 17 de fevereiro pr-
ximo pastado.
- 11 -
Para preeochimento de vagas, foram nomeados
vice-presidentes dat proviocias :
n Ht hM*' 3' de9einDg ques de Araoio Goes;
De Minas, 3\ coronel Joaquim Cimillo Teixei-
ra da Molla ; 4, bario de Prados; 5o, corouel
Theodoro Carlos da Silva ;
Da Parabiba, 2o, Dr. Dlogo Velbo Cavalcaoli de
Albuquerque; 3, Dr. Maooel Correia Lima ; *,
Dr. Amonio Carlos de Almeida Albuquerque ;
De Goyaz, 4, Dr. Joa Rodrigue* Jardim 5o,


0L&UO DE PERNAMBUCO. TEfigi FElfiA 18 DE MARCO DE 1862
Dr. Tbeedoro Rodrigue*, de liwiei; \ |or
Joo Nunei da Slra ;
De Santa Calhirine, 2\ Josqoim Xavier Nevea;
4o, Francisco Jote de Oliveira ;
Do Espirito-Santo, 1, Dionisio Alraro Reten-
de ; 2o, Dr. Joaquim Antonio de Oliveira Seabra ;
4, Dr. Jos Cimillo Ferreira Rebello ;
De Sergipe. Io, Dr. Francisco Liberato de Mal-
los ; 4, Dr. Googalo Vieira de Carvalho e Mello.
Baha.Continuara a fuDccionar assembia
provincial.
Nc dia 8 reonio-se a coogregagio da facul-
dade de medicina, para a leitura do progrmente
de ensino, e apreaentago de ponto* para tbetes
dos doutorandos ; sendo nomeados para a com-
misso revisora osSrs. Drs. Airares 4a Silva, Cu-
aba e Cuaba Valle.
Nada mala de importante encontrarnos nos
joroiei.
cholera.
espasmo.
Ora, as nona* previtoei lem-te infeliz-i Balbina, Perosm'ouco, 6 dias, S.Jos
mente realisado; porquaulo casas dessa ra, bem Jos Joaquim da Coala, Pernambuco' 60 annoi
ctmo daquella da niio, acham-se com doenles; catado, S.. Jos ; aneurisma. '
e domingo ultimo um morador recente deala der-
radeira (oi ceifado pela febre amarella, indo l
para o cemiterio.
Parece que pelos moradores das duss indicadas
ras te deve fazer alguma cousa no sentid* da
reclamacao ; e isto que anda esperamos da au-
toridad* competente.
Reto eticas-netas seguales liabas, qua pu-
blicamos como raeio de ae verificar seoalieso
NOriCIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Jonteoido, 2 de margo de 1862.
Ctmbio.Inglaterra, 4 1|4 a 4 1[2 d.; Franca,
82 lf2 a 83 frs.; Genova, 82 1(2 frs; Rio de Ja-
neiro, sem transacgei; Buenos-Ayres ao par.
Divida publica.Consolidada. 16 rls. as caute-
las do banco Mau. Ezigivel, 32 rls. dem. No-
vos ttulos, 43 0|0 do valor.
Descontos.O banco commercial empresta a
12 e recebe a 8 0(0 ao anno. O banco Mau em-
presta a 15 e recebe a 10 0|0 ao anno. Na praga
regulam de 1 1|4 a 11|2 0|o ao mez.
Fretes.Inglaterra, 45 a 50 sh. couros salga-
dos, 80 sb. ditos seceos, e 40 sb. fardos com 5 0|0
de capa ; Havre, 40 a 45 frs. couros salgados, 80
frs. ditos seceos, e 50 frs. os fardos com 10 Ojo de
capa ; Estados-Unidos, 1|2 cent, couros seceos,
1|4 cent, ditos salgados, e 7 pas, os fardos com
5 0(0 de capa nominal: Brasil, carne secca 4 1(2
rls. para o Rio de Janeiro, 5 1|2 para a Bahia, e
6 1(2 para Pernambuco, a pipas 3 1(2 pats. com
5 0|0 de capa.
Buenos-Ayres, 28 de fevereiro de 1862.
Cambio.Inglaterra, 6616 a 65)6 por onca ;
Frange, 84 a 83 por ooga ; Genova, 83 1[2 por
onca; Rio de Janeiro, 30$100; Montevideo, ao
par. Dogas 409.
Descontos.O banco recebe em metallico a 6
e empresta a 9 0[o, e em moeda correte recebe
a 5 e empresta a 7 0|0 ao anno. Na praga regu-
lara em metallico de 1 1)4 a l\> 0[0, e em moeda
correte de 1 a 1|2 0|0 ao mez.
Fretes.Inglaterra, 40 sh. couros salgados, 90
sh. ditos seceos, e 40 sh. os fardos com 5 0)0 de
capa ; Havre, couros salgados 30 frs., ditos sec-
eos 12 frs., e fardos 70 frs
Rio de Jfltieiro 10 de maro de 1862.
Cambios.Sobre Loudres, 25. 25 1L8, 25 1(4 d.
por lg 90 d. v.
Sobre Paris, 373, 376, 377 e 378 rs.
por fr.
Sobre Hamburgo, 710 rs. por m. b.
Metaes.Oogas da patria, 305:100 rs.
Soberanos. 10 a 100200.
Acedes.Do Banco Rural e Hypothecario, 309
de premio.
Bolelim de 1 a 10 :
Cambio.Sommam os saques effectuados para
o paquete inglez Tyne: Sobre Londres 36 380 000
a 25, 25 1(4, 25 3|8. e 25 1|2 d. Sobre F ranga
foram diminuas as transaeges aos extremos de
375 a 378 rs assim como sobre Hamburgo a 710
rs. Sobre Lisboa e Porto reguiou s tabella se-
guinte :
H60[0............ avista.
115 Oo............ 30dias.
114 010............ a 60 ;
1130K)............ 490
Apolices.Negociaram-se as geraes de 6 Oin a
94. 94 1|2 e 95 0|0.
Descontos.O banco do Brasil elevou hoje a
taxa do descont a 10 0|0. Na praga regularam
tem difficuldade a esse algarismo at haver noti-
cia dessa resolugo.
Metaes. Negociaram-se as oocas da patria a
30J400, 30J300 e 308200.
Negociaram-se anle-hontem 1,000 soberanos
de 10 a 109200.
Effectuaram-se pequeas transaeges de ouro
am moeda nacional a 4 1|2 e 5 0[rj de premio.
Exportaram-se em moeda :
Ouro. Prala.
Para Lisboa na barca
porlugueza Ferreira
Borges..............
dem, na dila dita F-
lix..................
dem, no paquete in-
glez Tyne...........
Para o Porto, na barca
porlugueza Tamega.
Para Southampton, no
paquete inglez Tyne
dem, no dito dito
Ewbarn.............
ParaParanagu, no bri-
gue hespanhol Beli-
torio...............
Total....
Sahiram, para Pernambuco : 6, a barca
Traviata ; e 9, a barca chilena Clara Rosala.
Cbegou, procedente de Pernambuco : 6, o
palbabote Tino, com 16 dias de viagem.
Achava-se carga para Pernimbuco : o
brigue Marta Isabel.
Baha, 1 j de margo de 1862.
Cambios. Sobre Londres 26 li4, e 26 3i8 d.
por 19000.
Sobre Paris 365ra. or.
Hamburgo 675 m. b.
Lisboa 108 a 110 0|0 de premio.
Moedas.Doblos hespanhoes, 31S500 a 32&000.
da patria, 319000 a 319500.
Pecas de 69400 velhas
a de 49OOO
Pataces bresileiros, 29100.
hespanhoea, 29100.
mexicanos, 1JJ900 a 29000.
Fretes. Goltemburgo 70 sch. por too.
Canal e porto inglez 60 sch. por ton.
a Continente 65 scb. por too.
Liverpool 40 sch. por too.
Londres 50 sch. Dor ton.
3:5603000 2309000
37&SO0O 949OOO
1:9369000 4009000
1:2259000 2350000
91:4329000
10:3899830
21:0009000 139:9185830 7469000
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
No dia 15 do correte, pelas 9 1/2 horas da ma-
nha, praticou o Sr. Dr. Cosme de S Pereira a
operaco da tracheotomia em urna filha do Sr.
Francisco Antonio Correa Csrdoso ; a qual j se
achava em uro estado agonisante. consequeocia
da aogina diphtherica.
Foram assistentes os Srs. Drs. Tarares, Madu-
ro e Pereira de Bnto; e a operaco durou urna
hora, sem occorrer o menor incidenle.
A operada comegou a reviver depois do acto fl-
nalisado; e pelo contentameoto immenso, de
que se acbavam possuidos, seus pais, seus pa-
reles presentes e mesmo a propria doente nao
poderam resiitir as lagrimas espontaneas, que
lhes rebentavam dot olhos.
A tracheotomia urna das mais perigosas ope-
races da medicina, consistindo em dar urna pas-
tagem artificial ao ar, atravez da garganta, por
meio de urna abertura para a introdueco de urna
cnula curva.
Estamos informados de que a companhia
da illumioagao a gaz reduzio os pregue doi appa-
relhos e do encanamenio respectivos, sendo essa
redacelo notavelmenle considerivel por descer de
40 a 50 por "/ do custo anterior.
Esta medida sem duvida um resultado das
consideracoes, que fizemos a respailo; e a doci-
lidade que ella revela aos diclames da razao
por certo digna de elogio. '
ror torga da referida redueco, um p de cano
de chumbo, que d'antes cusan 19, descera
600 e a 500 rs. : e o mait ter em igual
porcao.
Cootti-noi que, em virlude da redueco de
precot oa canalisaco e nos apparelhos do gaz,
algumas igrejas j esto em negociado para se-
rem servidas de luz por meio delle, havendo j
para isto oblido concessao do Exm. prelado.
Cordera 3 de S. Francisco j dea principio
a o&ra da illumioagao do seu templo, com excep-
gao somonte do corpo delle.
vJi". Co*'i? nm"do promotor publico da Boa
n i' Df' J-1 Frscio Lopes Lima.
-0,"0'' m",c,P, de. Ipoi-ca foi cooaidera-
i.rZ ZLVst! ?? ci?a' Pr minia-
travo de 14 do correte.
Nao ha muito qua por seu intermedio, es-
crevem-nos alguem, reclamando da autoridad
municipal ai providencias oecessarias para avilar
a eatagoacao dat agoat na ra Fornaoaa ; por que
temamos por hi a risita da febra amarella e do
a
pro-
------
Deltas indicado effeciivameote di-se, para que
ento teja coarctado
a Sr. redactor da Resista Diaria.A le 4 igual
para lodos, e por isto me admira que t al boti-
cas da freguezia de Santo Antonio estejatn iber-
ias al raeia noite, eem cada noile urna atjpela
manha, quando nat outras freguezlas nao ha
isto.
c Ser por que s na freguezia de Ssnlo Anto-
nio reina a epidemia, ou ser por que ai outras
boticat sao de bonitos pharmaceulicoa ?
Outra cousa me faz tambem admirar, Que
as oulrat igrejas eslarem prohibidas de dobrar, e
s o Carmo poder faze-lo.
Ser por ser o sino da dita igreja de melhor
som? Julgo que todos estamos na meima le.
O asatynante de 14 annos. *
" Por acto da presidencia, de 14 do cortante,
foi mandado por em praca publica o calcacnento
das ras do Sebo e Trempe at encontrar a do
Mondego, nos termos do art. 14 combinado com
o 2 do art. 41 da lei do orcamento vigente,
servindo de base os orcamentos e a planta appro-
vadas nesta dala
. Por dito, de Igual data, foi considerado em
circunstancias de ter foro civil, o municipio de
Ipojuca, creado pela lei provincial de 29 da mato
de 1861 n. 499, visto acharem-ie nelle qualiQca-
dos 174 jurados.
Acha-se no exercicio de juiz municipal do
termo de Seriohem, o Dr. Manoel Nicolao Ri-
gueira Pinto de Souza, como presidente da c-
mara municipal, por acharem-se impedido! o
respectivo juiz e sena auppleoles.
Eii o tepluagesimo-sexlo
Bolelim oficial.
< Em um offlcio de 12 do crreme, dirigido da
villa do Limoeiro ao Exm. presidente da provin-
cia, diz o Dr. Jos Quiolino de Castro Lelo que
com dats de 10 deste mez Ihe havia commiinica-
do o revereodo cspellao deMalhadinha quenetse
lugar se tinha desenvolvido o cholera mlorbus,
comecaodo 00 dia 6 do mesmo mez, e que austro
j haviam sido as victimas, pelo que elle tinha
feito seguir para esse poni urna pequea ambu-
lancia e algumas baetas ; e disse mais que tinha
nomeado urna commisso composta do respectivo
capello, padre Francisco Freir do Carmo, Joo
de Andrade Lima e Rogaciano Barbosa Camello,
a quem havia mandado entregar a ambulancia e
baetas, e recommendado que, quando por all
passasse de volla Amerioo Fabiao Freitaa Barr-
lo Nobre, o Bzesse por sua ordem demorar-se
com a ambulancia com que andava, e baetas que
tinha para soccorrer os desvalidos que viessem a
ser accommeitidos.
Em um offlcio da mesma data, dirigido de
Goianna a S. Exc diz o Dr. Jos Joaquim Fir-
mino que, nao obstante se darem anda alguns
casos de cholera em um ou outro ponto da co-
marca, coosiderava exiincto all o cholefa-mor-
bus, e que conttouava urgauisan lo seu offlcio
cerca do apparecimento do cholera-morbus em
Cruangy, que remetiera logo que esieja promplo.
Em outro otflcio, datado de 10 horas da noi-
te de 12 do correte, e dirigido da mesma cida-
de a S. Exc, diz o mesmo Dr. Firmino que aca-
bava de chegar do Recife um mealre de barcaca
accomraeltidodo cholera-morbus, no periodo l-
gido, de sorte qoe, accrescenta elle, esta cidade
j exporta esse genero, e que as noticias ebega-
das nesss noite de algaos pontos nao sao mui
boas ; pois que no eogenho Mundo-Novo, dis-
Jsncia de 5 leguas, haviam morrido, segundo io-
formacoes, 12 escravos e 14 pessoas livres, tendo
all entrado o cholera na ultima semana, no Ca-
ne, povoado 2 leguas de distancia, haviam fal-
lecido no dia 9 Ires pessoas, no eogenho Po-
Amarello, mesma distancia linha auceumbido.
no dia antecedente, urna prelsfe que em Pedra
de Fogo tinha morrido no dia 10 urna pessoa, e
em Canabrava, districto do Cruangy ainda conli-
nuava o mal, havendo mais alguns casos em di-
versos lugares.
Em um offlcio datado de 11 horai da noile
do mesmo dia, e dirigido da mesma cidade a S.
Exc, diz o respectivo delegado de polica, major
Barros, que Ihe havia chegado a noticia ter o ioi-
migo assallado os lugares Dous-Rios e Feira-
Velba, na distancia de 2 leguas ao norte desta ci-
dade, limites dessa comarca com o termo da
Alhandra da provincia da Parahyba, e que tim-
bera Ihe havia chegado a noticia de ter o inimigo
invadido o engenho Canabrava, na distancia de
meia legua ao sul de Cruangy, pettencente quasi
todo ao termo de Nazarelh. Dir mais que cartas
particulares recebidas nesse dia, procedentes de
Campia-Grande, da Parahyba, davam a morta-
Itdsde nesse lugar em mais de trezeotas pessoas,
colheudo-se das mesmas cartas que o Dr. Joo
de Souia Reis, juiz de direito da cqmarca de
Goianna, jae achava fora dopergo.
Em um offlcio de 15 do corrente, dirigido da
freguezia do Poco da Paoella a S. Exe., diz o ci-
rurgio Francisco Jos da Silva, que o mal tinha
declinado alli, a ponto de serem mui poucas as
pessoas accommetlidat, e mesmo assim benigna-
mente, e remelle a nota das pessoas fallecidas de
cholera-morbus do dia7 a 15 deste mez, que sao:
Boavenlura, prelo, escravo, de idade de 45 an-
nos, perteocente a Manoel Gamillo Peres, morto
no dia 7, e Joanna Mara da Cooceico, pardi
solleira, de 31 annos de idade, residente mar-
gen) do rio Capibaribe, lavadeira, morta no dia 8
*o0A'* 6 hor" dl 'larde de 17 demarco de
Dr. A quino Fonctca.
Pelo Sr. major Alexandre de Barros e Al-
buquerque, delegado de Goianna, foi preso o cri
ramoso Jos Marques Coutinho, que no dia 4 do
corrente havia ferido gravemente a Joo Fran-
cisco dos Santos.
Pelo subdelegado do districto de Caracuipe
termo d Agoa -Preta, foi preso o criminoso de ten-
tativa de morta Manoel dos Santos Paraui que
no lugar denomioado Estrada do Norte, termo do
Bonito, dera um tiro de emboscada em um indi-
viduo de nome Jos Fructuoio.
Pelo Sr. alferes Antonio Vilella de Caslro
Tavares, director e subdelogado da colonia de Pi-
menteiras, foi preso o criminoso de morle Jos
Duarte, que a principio tentou reiistir, armando
um clavioole contra a escolla que Ihe cercava a
casa conseguindo evadirse nessa occasiao um
lllhode nome Miguel dos Aojos, tambera crimi-
noso de morle.
O brigue brasileiro Veloz, viodo do Rio de
Janeiro, trouxe a seu bordo os seguintes passa-
geiros:
Bernardino da Silva Thom. D. Mara de Oli-
veira Fernandes euma preta iivre de nome Mo-
mea, e 2 escravos a entregar.
O vapor ioglez Tyne, vindo dos portos do
sul trouxe a seu bordo os seguiotes passageiros
Antonio Barbos, de Oliveira, Liberato Pereira
da Costa, Thom de Souza Barbosa, Dr. Francisco
de P. Pessoa, sua seohora e urna criada, Dr. Tho-
m de Souza Barbosa, Arnaldo Meyer, Eduardo
Wiison Jnior e Jos Romagueiro.
Movimenio da enfermara da cssadede-
tenqo do dia 15 de margo de 1862.
Tireram balxa para a enfermara :
Manoel Ferreira do Nascimenlo ; aslhama.
Antonio Jo Alpieri ; splmile.
Lui FrsBciseo de Araujo ; eplepecia.
Dia 16.
Tiveram baixa pars a enfermara :
Antonio Jos Carees; febre.
os Francisco Caipira ; febre.
edro (escravo de Joo Carlos ; clica.
Tiveram alia da enfermarla :
Policarpo Pereira da Lu Silveirs.
J >aquim Luiz dos Santos.
Di 17.
Tiveram baixa para a enfermara :
Eustaquio Pereira da Silva ; intermitente.
Henriqups Dillis ; febre.
Alexmdre Jos Barbosa ; cholera.
Manoel Antonio Pereira da Silva ; bronchite.
Thomaz Olegario do Coulo; gaslrite.
Lui (escravo de Jos Xavier Carnelro Campello;
j?aslnle. v '
Tireram alta da enfermarla :
Antonio Joi Ferreira, com 6 dias de dieta n. 4,
oa clula.
Jos Antonio Correa de Mello, idem.
Manoel Jos da Luz, idem.
Joa Thom de Soma, idem.
Eloy (escravo de Pedro de Oliveira Coelho.)
Jacioiho (eteravo de Francisco Mafra.)
OKAI.IDADI DO DIA 16 DE MARJO :

Eugenio, Pernambuco, 17 mezes, Boa-viiti; coo-
vulsoes.
Leobioo, Pernambuco, 4 annos, Boi-visla ; ta-
bre amarella.
Francisco Alve Pinto, Portugal, 45 annos, iol-
teiro, negocio, Reeifa t hemorrhaaia
Marcionllli de Barros Waodarley, Vn.mtlco,
ollrin, 16 10001. Santo AnloolS fimop.'
",/"Sc,c,.iBoDM,S*oPelM dos Santos.
Pernambuco, 181 anooi, solleira, Santo Anto^
nio ; tubrculos pulmonares.
Sefi,i!?0LuiI *." Cr1,h*' pOf'o|l, 40 annoi,
nuvo, Boa-vista ; febre cerebral
Heliana Mara da Conceico. 60
Viuva, S. Jos;cholera.
Da 17.
annos, perd.
Felicia Mara dos Prazeres, frica, 46 annos, viu-
va, ioflammago.
Manoel, Pernambuco, 4 metes, Santo Antonio ;
toase convulsa.
Ignacio, 60 anno, tolteiro ; interior
Aotonlo Jos Pereira Jnior, Pernambuco. 27
annoi, tolteiro. Boa-vista ; cholera.
Manoel Jos Machado Guimaraes, Portugal, 46
annoi, aoltetro, Santo Antonio : phihvsica
pulmonar.
Antonio, Pernambuco, 80 annos, solteiro, escra-
vo, Boa-rista ; anemia.
Florinda, Peraambuco, 20 annos, tolteira, escra-
va, Boa-viata ; cholera.
Thom Rodrigaea Peixoto, Rio de Janeiro, 24
annos. soltairo, Boa-vista ; Ivpho.
Joo, 14 annos, escravo; cholera.
Eliaa Freir de Souza, Pernambuco, 30 annos,
aoldado do 2o batalho de iofantaria, Boa-vii-
ta ; cholera.
Paulino Jos Baptists, Pernambuco, 40 annos,
casado, Recife; cholera.
Carolina, Pernambuco, 2a annoi, aollein. eicra-
va, Boa-rista : ttano.
igmodo o deputado Lemos Ipsra servir de se-
cretario.
EXPKDIENTB.
Foram presentes as cotacdei offlciaes dos pro-
cos correles da prag, da' ultima semana.Ar-
chlve-te.
DESPACHOS.
Um requerimento de Lntgardei Aureliano de
Pigueiredo, de 22 erraos da idade, ealabelecido
na provincia da Parahyba, pedindo ser admittido
matricula oa quatidada da commerciaole a re-
tilho.Seja ouvid oSr. duembargador Gscal.
Outro de Hermioo EgyJio da Figueiredo, de
85 annos de idade, estabaiacido Dista eidade, pe-
dindo tambem ser admiitido a matricula, na qaa-
lldade de commerciaole da fazendas a retalho.
Haja viata ao senhor desembargador fiscal.
Ontro do corretor Antonio Botelho Pinto de
Mesquita Jnior, pedindo licenca para fazer urna
viagem ao centro da provincia, alien de reatabe-
lecer sua saude, e apresenlando para seu prepos-
lo a Aureliano Augusto de Oliveira.Seja ouvi-
do o Sr. desembargador fiscal.
Outro de Antooio Lopet Rodrigue!, pediodo o
regittro de urna procurado que aprsenla.Re-
gistre-se.
Outro de Jos Fortunato doa Santos Porto a
Augusto Frederico dos Santos Forto, pedindo o
registro da duoluc.o de sua tocielade.Regis-
tre-te.
Outro de Barrot & Silra, tatisfazendo o despa-
cho do tribunal de 13 do corrente, relativo ao
teu contrato tocial, e j informado pelo Sr. des-
embargador fiscal.Registre- se
Outro de Jos Muoiz de Almeida, informado
pelo Sr. desembargador fiscal. Satisfaga o pa-
recer fiscal.
Outro de Maia & Espirito Santo, pedindo o
registro do seu contrato de aociedade, igualmen-
te vitto pelo Sr. desembargador fiscal. O mes-
mo despacho:
Nada maia havendo a tratar, o Sr. presidente
enceirou 1 sesso.
CHRONICAJUDICIARIA.
Tribunal do commercio.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 17 DE MARgO ;
DE 1862.
PRESIDENCIA DO BXH.SR. DESEMBARGADOR
( V. A. DE SOUZA.
A a 10 horas da manha, reuuidos os Srs. de-
putados Lemoa e Bastos, o Sr. presidente de-
clarou aberta a sesso para mero expediente, de-
Nomero dos cadveres de pessoas livres e escravas sepultadas no cemite-
rio publico da cidade do Recife, de diversas molestias inclusive os do
cholera, desde o 1. de Janeiro de 1856 15 de marco de 1862.
SESSAO JUDICIARIA EM 17 DE MARQO
DE 1862.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimare$.
A' meia hora depois do meio-dia, estsndo pre-
sentes os Srs. desembargador Villares, e deputa-
dos Lemos e Bastos, e tendo faltado os Srs. des-
embargador Silva Guimaraes, Reg e Silveira,
nao pode haver sesso.
E para coostsr o Exm. Sr. presidente mandou
lavrar a presente declarado.
pelo advogado do appellanle em suas allegaces,
122 v. quando diz que o appellinte conjecturan-
do, altrebnio ter sido o appellado quem mandou
esbordba-Io, e a tienden io que o fado imputado
contiste o crime de injuria, alteniendo a que nao
est provada a circumstancia da fraude menciona-
da na senienga appellada, reforma-a nesta parte
para o fira de a por a pena dedous mezes de peisao
e de mulla correspondente meta de do lempo, grao
medio do art. 273 3 combinado con a diipasi-
codo art. 238 do cdigo criminal pague o ap-
pellanle is cusas.
Aracati 1 de ontubro de 1861.
Vicente Ferreira Gomes.
Senhor.Para V. M. I. te aggrara de petiQo
Mathias Lopet da Costa Maia, do despacho de fl.
217, pelo qual o Dr. juiz doa orphos do termo
desta cidade coocedeu aoi directores do hospital
portuguez vista tuipeotiva, e admittio nos pro-
prlos autos os segundos embargos de fl. 220. op-
postos por elles na presente execocao que o t-
gravante proraove contra a sua devedora D. Mara
de Jess Cordeiro ; e sendo-the este recurso a-
2-Jf? .I.3,ao "'15 d0 D' 1W de ,5
de marco de 1812, passa a demonsUar que se Ihe
tez manifest aggraro, pelas consideracoes se-
guintes :
Tendo os aggrirados j opposto os embargos
de terceiros seohores e possnidores que se leem
a fl. 91, foram elles jnlgados aQnal improceden-
Nota cobservaco.
de um cata de tracheotomia pela primeiro vezpra-
ticada nttta cidade do Recife, no dia 21 demarco
do corrente anno de 1843, pelo Sr. Joaquim
de Aquino Fonceca, Dr. em medicina pea fa-
. culdade de Paris, lida na sociedade de medi-
cia de Pernambuco na sesso de 24 de abril
em presenta do individuo operado.
At hoje urna operaco que data de tanto lem-
po, nao linha tido praticada em Pernambuco, nao
obtlanle haver ella sido altamente reclamada em
algumas urgentes circumstancias. A tracheoto-
mia, este ultimo recurso, de que ainda pode o
medico lanzar mi, em casos de soflocagao immi-
neole, ainda nlo havia sido tentada, entretanto
pareeia que tantos successos, obtidos na Europa
oestes ltimos annos, em muitos casos de affec-
coes do tubo respiratorio, dereriam animar os
nossos collegas, que sem duvida ter-se-ho echa-
do era aperlados instantes, em que ella serla bem
neceasaria.
Com effeilo, hoje tem ella ado taolaa vezet re-
petida, e com to brilhaotet resultados, que ad-
miraco e espauto causa, que nos lempos passa-
dos bouvesse mdicos, que, como Cotliut Aure-
lianus, a considerastem inteiramenle chimenea,
e mesmo criminosa; que se levanlassem tantos
protestos contra esta operaco, e que houvessem
tantos recelos de a praliesr.
A tracheotomia, indicada, ha bastantes secu-
los, por Asclpiade, foi apenas tentada em casos
de aeccoes agudsa do larynx, provenientes de
corpos estranhos iolroduxidos no tubo respirar-
les em grao de appellacao oterposto pelo aggra- o, e como meio de extrahi los. e para remediar
vanle, pelos dous venerandos accordo* coofor- alguns accidentes inmediatos, determinados por
MEZES
Jnneiro......
Fevereiro....
Mire.i........
Abril.........
Maio........
Juuho........
Julho........
Agosto.......
Setembro___
Outubro......
Novembro....
Dezembro....
Pevereiro....
Marco;.......
Abril.........
Somma....
ANNOS
1856
1857 1858
166
172
153
168
218
191
174
159
148
185
148
176
1.014
2,085
239
5.399
193
187
195
186
174
219
188
188
163
182
179
155
2209
180
191
237
267
228
2t0
197
180
168
168
171
180
2.377
1859
1860
1861 1869
172
128
174
206
258
224
204
182
159
197
193
187
2.284
187
180
02
173
412
347
355
244
216
193
188
216
2.913
190
199
182
186
202
ISi
152
165
128
184
178
176
2,126
203
173
120
30
56
582
OBSI HVV-
CO'ES
Cholera
Administrscao do Cemiterio Publico 15 de margo de 1862.
O administrador,
Manoel Luiz Vxraes.
Oommunicdos.
.u ^,. uau juae ua uosia HiDeiro. que
io coadjutor fleava regendo a freguezia: ento
) >r. foi ao Recife convidar o Rvd. Sr. Igna-
Antonio do Reg, o qual depois de alguos es-
Tendo de embarcar para a corle a lomar asseo-
lo na cmara dos deputadosem 1852, e tendo por
essa occasiao deixado o hoje fallecido padre An-
tonio Pereira de Azevedo a adminislraoio dos
Sacramentos e sacrista, linha eu necessufide de
outro sacerdote, que preeochesse esses lugalre e
ajudasse ao Sr. Joo Jos da Cosa Ribeir
com"
este
co Ad.uuiu uu negu, o quai uepois ae alguns es
crupulos, dissipados pelo Sr. padre Ribeiro, acei-
tou e yeio para esta freguezia preencher oa luga-
res, deixados pelo padre Azevedo. e Iendo o padre
Ribeiro aceito o lugar de censor no Gymnasio de
a nomeaco de coadjutor ao Rvd. Sr. padre'Ig-
nacio, que desempeuhou muito bem esses tres
lugares, que agora leve de deixar depois de quasi
dez annos de servico.
Como alguem deseja saber o porque sahio do
Hecife o Sr. padre Igaacio, creio correr-me o de-
ver de fazer esta declaraco pela parte que nisso
tire e poupar ao Sr. padre Ignacio este tra-
balho.
O vigario, Venancio Henriques de Rezende.
No dia 15 oDr. Estevo Cavalcanli, praticou
ajudadopor mim, a extirpado de um lumor si-
nuoso no peno de nma negra, em minha Casa de
saude.
O conhecimenlo de anatoma, que elle manfes-
tou, e a perfeicao com que praticou a dila opera-
cao, convenceu-me de que o Dr. Estevo apro-
veilou bem o lempo que esteve em Paris, estu-
dando operaco : e o publico deve consiJera-lo
como um dos mdicos mais diitioclos neste ramo.
Desculpe o Dr. Estevo esta minha declaraco
dictada pelo desejo que tenho de ver distio-
guir-se smenle aquellos que tem merecmenlo
real.
Nao illuso, senhores, qusndo digo que, en-
tre todos os offlciaes queja estiveram nesie lugar,
sraente o Sr. alferes Courchatuz que soube
comprehender, e ao mesmo lempo domar os co-
rseos dos sertanejos. Todos quasi em geral o
amam, lodos o estimara, lodos o respeitam, e mui-
tos, quero dizer, os amigos do albeio e as senti-
oellas perdidas atraz do p de pao, o receiam.
Se tanto dizemos do nosso amigo, de esperar
que a sua esposa Ih'o assimelhe ; e com effeito, a
Exma. Srs. D. Maria, dito de passagem, cunhada
do Sr. coronel Manoel Pereira da Silva, deve ser
collocada entre as esposas mais digoas, entre aa
mais perfeitas do seu sexo, visto que rene em
si todas estas quslidades que se exijo d'uma ze-
losa dona de casa, d'uma amavel esposa e d'uma
mi csrinhosa 1 os pobres encootram nella o soc-
corro que dissipa as suas necessidades, e os ailic-
tos o recurso que suspende aa suas lagrimas I a
benco do co cahir sobre ella I
Pindando, reslam-nos os desejos, que a Divina
Providencia queira conserva-Ios por muito lempo
entre nos, aiim de apreciarmos completamente
estas quslidades to bellas, e cuja reuoio to ra-
ramente se encontra ; assim como, que o Sr. al-
feres Courchatuz e a Exma. Sra. D. Maria, quei-
ram por sua bondale perdoar-oos, ae a nossa
fraca intelligencia nao achou seno palavras in-
suficientes para exprimir os nossos senlimentos
docoraco.
O apreciador do mrito.
Publica^oes a pedido.
A operada vai sem oovidade.
Recife 17 de margo 1862.
J. S. Ramos.
correspondencias.
oc^S\redaCt0r",- Hl tempos 1ue "o oceupo,
com algumas mal eompostas lionas, um curto es-
paco das columnas do vso cooceituado Diario.
ri/C.m!s .Da l" haTd0 al Penle, m.te-
..?, ?. k ^V".' P0r rae,hor dizer. diKa oe
servir de base algura commuoicado. Hoje, po-
rm, esta acea j mudou de face, com a chaca Ja
do mu digno, e por todos que o conhecem, esli-
Joaquim de Oliveira Courchatuz, que, segundo
.'nS00' !/ 6fa P"ra a"' "''o. aOii de cora-
mandar o destacamento policial, que S. Exc. oSr.
presidente da provincia dignou-se determinar
para este luga.;, em substituido do destacamento
da guarda nacional, que actualmente ae acha em
aervico. e por cuja escolha. to acertada como
desejada.nao poderemos deixar de render a S. Exc.
os nossos mais eternos agradecimentos
E lunegavel senh-jres; o Sr. alferes Courcha-
tuz se acha inleiramente digno, Dao s6 da sua
V*\u!Z n^Vk V' 0UU" uperiores,
que talvez nao Ihe foram concedidas, por nao ter
padriohosl mas que importa isso ? ainda que elle
occopasse qualquer oulro lugar maia Inferior aa
sua. bella, qu.lid.d.s Ih'o fariam rpidamente
ser o smigo dos seus amigos, em cojo numero en-
traara, como agora, ricos e pobres, grandes e
pequeos.
Aflm de sustentar o que eu acabo de referir-
ros nao posso deixar de traCar-voa um pequeo
quadro de quanto este amigo estimado nesta
Villa Bella : apenas souberam do seu despacho
para esle lugar, mmediatamente houveram mo-
vimentos enrgicos no apromptameolo d'uma ca-
sa que lbe serviise commodatnente para a sua
residencia. O nosso digno delegado, Sricommao-
dante superior, coronel Manoel Pereira da Silva,
desempenhou esle servico satiaf.cloriamente ; ha-
viam outros que mandaram immediamente en-
gordar galliohas e capes, para o passadio do noa-
so amigo, e mais outros ainda. preparavam certas
prendas, que s o serto pode oHerecer, a onire
es quaes o bom queijo de manlelga oceupa o pri-
meiro lugar, para quando o amigo chegasse, etc.
etc. Cla.reou finalmente o dia da sua chegada, e
innumeraveis rugeles preenchiam e estremeciam
os ares com os seus eslrondos ; mocos e velhos,
grsndei e pequenoi, todos corriam para taudar
este amigo to especial, lo desejado ; t se ou-
via conlar que: Courchaluij cnegou I a e pela
alegria que brilhava em todua os rostos, podia-ae
jtilgar que, oeste dia te celebrara ama dat me-
Ibores fetas nacime*.
Resposta ao Sr. lanipco da aldeia do
Liberal.
< O punhal da calumnia nao
menos cotarde que o punhal
do assassioo. >
Lendo nos o seu escripto infame recheado das
,mais negras calumnias, aliradas corardemeote a
honra do Illm. Sr. coronel Burlamaqui, como
commandante do presidio de Fernando de Noro-
nha, militar este que faz muila honra ao nosso
exereito,. pela aua bravura por demais experi-
mentada, jpela honra com que tam desempe-
nhado diversas coromisses. Pois bem, Sr. lam-
pedo da aldeia, os amigos e prenles do Illm. Sr.
coronel Burlamaqui aceitara a luva alirada to
covardemente pelo Sr., que nao pode deixar de
ser algum miseravel comprado com o ouro dos
tratantes, que nao poderam roubar os sentencia-
dos oa primoira audiencia.
Veremos na presenca do juiz competente, se o
Sr. lampeo da aldeia prova as calumnias, que
leve audacia de irrogar um militar coberto de
servaos.
Recife 17 de margo de 1862.
A. S. M.
Para os lentes da academia de direilo
de Pernambuco apreciarem o mrito
do Sr. acadmico Arislides de Paula
Dias Mai'tins
BRAZAO
Do estudante Arislides de Paula Dias Martins.
que deve servir rauilo sua carta de bacharel,
quando a obllver da faculdade de direito do
Recife de Pernambuco.
Julgo procedente a queixa de folha....dada
por Manoel Jos Pereira Pacheco contra Arisli-
des de Paula Dias Martins pelo crime de injurias
verbaes nao s porque as lestemunhas que decor-
reu de folha a folha sao contestes em asseversr
que o dito Aristides declara ter sido procurado
para ser assvssioado a mandado do queixoso, e
como as mencionadas palavras conslituem verde
deiras Injurias na phrase da le,porque prejudicam
a reputajo do mesmo queixoso na opioio pu-
blica. r
Portanlo condemno o reo quatro mezea de
priso e multa correspondente metade do lem-
po, como incurso no ar igo duzenios e trinta e
dous grao medio do cdigo criminal por concor-
rer a circumstancia aggravanie do % 9 do art.
16 do mesmo cdigo, bem assim as cusas. Ara-
caiy seis de marco de 1861, Antonio Maria de
Castro.
Visios estes autos, depoimenlos das teslemu-
nhas, allegaces ele. julgo improcedente a appel-
lacao, porquanto est provado pelo depoi ment
das testemunbas que o reo'appellanle, imputou o
espancamento, que diz ter soffridoio appellado, e
essa prova corroborada com a confissao feila
mes este calendissimo tribunsl a fl. 168 e fl. 187
v., os quaes julgaram igualmente oullo o Ululo,
fraudulenta enulla a posse em que elles se fuu-
davam,
Osaggrayados conformaram-se com esse jul-
gado, por isso mesmo que delle nao interpoze-
ram o recurso ordinario de revista, como prova o
documento juolo. Sendo porm o seu principal,
seno noico intento embarazara execugo e can-
car a paciencia do aggravaote por todos os ardis
que a cbicana pode sugerir, vieram agora de no-
vo reproduzir a mesma materia doa embargos
de fl. 9J nos de fl. 220, a que dera 21 o especioso
titulo de embargos dereUituico.
Entretanto, nem obeneciode restituico com-
pete sos aggravados. porque nao ha lei expressa
que Ih'o conceda, nem pode ter cabimento contra
a cousa soberanamente julgada, visto sar um re-
medio extraordinario que s pode ser admittido
na falta dos raeios ordinarios de recurso, e nunca
cora prelerigao delles. Assim o ensinam todos
01 .icios que tratara da materia.Coosolidaco
das leis, art. 13.
Disse-se que no principio deala minuta que os
embargos de fl. 220 sao segundos embargos da
mesma nstureza dos de fl. 91 ; j porque na rea-
lidade a materia de uns e de oulros idntica
com maiorou menor desenvolvimeoto ; j por-
que nao senio os aggravados os ejecutados, mas
urna terceira pessoa, nao podern os embargos de
fl. 220 deixar de ser reputados de terceiros como
os de fl. 91, nao obstaotante o titulo que lhes de-
rsm de reslituicio.
Esta suscinta exposi(o um ligeiro eXame dos
autos, sao sera duvida suQkieotes para convencer
de que o digno juiz quo fez manifest aggravo
ao aggravaote, concedeudo aos aggravados vista
suspeusiva da presente execuco em que elle j
nao sao ffarles, e admiltindo nos proprios autos
os segundos embargos de 11.220, infriugeuies do
julgado, sob pretexto de um beneQcio que lhes nao
compete, e muito menos contra o que foi sobera-
mente julgado por eile superior tribunal, cujas
venerandas decisea s podem ser revistss e re-
formadas por outro tribunal de igual cathegoria
nos casos e pelos meios eslabelecidos na lei. As-
sim pois
Pede a V. M. I. que seja servido de prover ao
aggravo do aggravaote, ordenando que o digno
juiz quo reforme o despacho de que ae aggravs,
e mande deseotranhar dos autos as pegas de fl.
217 a fl. 224, para qae quando muito corram em
auto apartado.E R. M.
illm. e Exm. Sr. cooselheiro presidente. Diz
Mathias Lopes da Cosa Maia, que se Ihe faz ne-
cessario que V. Exc. se sirva mandar que o es-
crivo Peres, vista dos autos flndosd'appella-
go do supplicante, com os directores do hospital
portuguez, Ihe passe por cerlido o theor que
Ihe fr apontado. Portanlo pede a V. Exc. assim
Ihe deflra. E. R. M.Passe. Recife 14 de marco
de 1862. A. E. Ledo P.
Jos Peres Campello d'Almeida, escrivo d'appel-
lacea nesta cidade do Recife de Pernambuco
por Sua Magestade Imperial e Constitucional o
Sr. D. Pedro II a quem Deus guarde, etc.
Certifico que, visla dos autos mencionados
em a petco retro, me foram apootados, e pedi-
dos por cerlido oa dous accordos proferidos
pelo superior tribunal da relaco de que os seus
tbeures sao os seguiotes :Accordo em relajo,
etc. Que reformam a senlenca de folhas cento
e oiteola e nove, verso, para julgar procedente a
penhora a folhas cento e seis, feita em parle do
sitio Cajueiro a requerimento do appellanle, e
improcedentes os embargos de terceiro senhor e
possuidor, oppostos folhas cento e quatorze, pe-
los directores do hospital portuguez, vistos os au-
tos, dos quaes se evidencia que os terceiros em-
bargantes, comprando em trila e um de outu-
bro de mil e oito ceios e cincoenta e sete o
mencionado sitio Cajueiro ( escriptura a'folhas
ceolo e quioze) como membros da junta admi-
nistrativa daquello hospital, represeotavam urna
enlidade que nao existia ; porque, primeiro, os
estatutos que crearam easa administrarlo, e Ihe
aasiguaram allribuices, foram approvados mui-
to posteriormente compra (folhas cento e se-
tenta e nove ) em quatro de abril de mil oito
centos e cincoenta e nove, e al haviam sido
adoptadas por deliberaco da assembla geral do
mesmo hospital, no primeiro de julho de mil oito
ceotos o ciocoenta e oito, nao podeodo, por-
tanlo, produzir effeito retroactivo, e dar' validade
a um acto, praticado por quem n9o eslava auto-
risado a contratar: segundo essa compra de pro-
priedade immovel nao teria validade, ainda quan-
do estivesse installado o hospital, e vigorando os
seus estatutos, competentemente approvados, por
Ihe faltar a dispensa das leis d'amortisaQo, isto
, liceoga do poder competente para a acquisico
de bens deraiz.
E', pois lgico que, sendo Ilegtimos os com-
pradores, a compra e o titulo, em que aquellas se
fuodam, sao oullos, e nulla tambem a posse
que elles invocam consolid. das leis civ., ar-
tigo oito centos e dezoito, e nota ; Digesto Por-
tuguez tomo primeiro, paragrapho quiohentos
e setenta e um ; Coelho da Rocha, paragrapho
setenta e tres e setenta e cinco ; asseoto de de-
zeseis de fevereiro de mil e oitoceetos e oitenta
e seis ; e alvari de nove de novembro de mil e
setecentos e cincoenta e quatro. Accresce que a
compra em queslo, feita pela administraco do
hospital portuguez viuva D Maria de Jess
Cordeiro, sntei meimo de ser intimada a todos
os interessados a sentenga ( constante da cerli-
do a folhas cento e trila o cinco J que julgou a
partilha amigavel, revela precipitado, que al-
guma cousa significa, e constitue os appellados
possuidore de mi f, a quem o direilo nao favo-
rece.
Portanlo, reformando, como reformam a sen-
tenga appellada, condemnem-se os appellados
nascustas. Recife, dezeoove de fevereiro de rail
e oilocentos e sessenla e um. Leo, presiden-
te.Silva Gomes.Silveira.Gilirana.Loureo-
go.Santiago. Molla. Accordo em relago,
etc. Que desprezara os embargos de folhas du-
zenUa e quatorze, que nao abalaram os funda-
mentos do accordo de folhas duzeotos e oito
verso, nao podendo aproveitar aos embargantes
a resolugo numero mil e noventa e tres de cin-
co desetembro de mil e oiiocentos e sessenla,
requerido depois do anno e dia da compra do
predio em queslo, e cujo effeito nn lem re-
iroactividade, nem pode ir ao ponto de validar
um acto, no seu priocipio nullo, e que vo ferir
direitos de terceiro, sustentado, porlanto, o ci-
tado accordo a ditas folhas duzeotas e oito, ver-
so. Mandam que faga elle Iivre transit pela
chancellarla. conJemnam os embargantes as
cusas. Recife, dez de agosto de mil e oiiocentos
e sessenla um.Leo, presidente. Silva Go-
mes.Silveira, recebia e julgava provsdos os
embargos Gitirana. Lourengo. Santiago.
Motia.
Nada mala se conlloha em ditos accordos,
que eu,.escrivo no principio deste declarado, e
abaixo asiigoido, fielmente Qz exlrahir por cer-
lido doa aropnoa autoa a que me reporto, e vai
est, aem cousa que duvida faga, conferida e con-
certada ni frm do eitylo, por mim subscripta e
assigoada nesta cidade do Recife de Pernambuco
aos quatorze dias do mea de margo do anno do
nascimenlo de Nosso Senhor Jess Chrlsto de
1862. Subjtcrevi e ataignei, em f de verdade.
Joe Peres Campello d'Almeida.
J
IB A
alguns dos ferimenlos do orgo da voz, E' p
ciso que atraveasemos os seculos e cheguemos
poca em que vivia Desault, para vermos a ope-
rago indicada na phthysica laryngea ; mas an-
da nesse lempo, nem eile a praticava, e nem ella
o havia sido em (al affecgo.
Depois de Desault, quasi lodos os mdicos, que
se occupavam.querdo edema da glotlis, quer das
phlegmasias chronicaa do larynx, a aconselhavam
como meio a tentar em extrema necessidade ;
mas esla operago praticada sem melhodo nao
leve bom xito, e s mui perto de nos que
consta que a tracheotomia ra execu [tada com
perfeigo, e as vias naturaes substituidas pela
introducgo de cnulas xas.
Foi Goodve o primeiro qua citou no London
medical and phys. journal, july 1826 urna obser-
vago capital de iolroducgo u'ums cnula fixa
na Irachea para remediar urna obliierago do la-
rynx. Esta observago lem por objeclo um ho-
rnera que trouxe, durante 10 annos, urna cnula
na trachea ; mas infelizmente havendo Goodve
citado o nome do individuo operado, esqueceu-
se de fazer conhecido o do cirurgio que praticou
operago. E' porem de suppor que esse cirur-
gio recommendavel e esquecido, livesse prali-
cado a tracheotomia antes de Lauwrence, e Ch.
Bell, que em 1815 recorreram a esla operago
serviodo-so do mesmo processo, para remediar
a asphyxia determinada por a phlhysica laryn-
gea. Depois fji tentada na laryngitis edematosa,
e ltimamente no croup etc.
A tracheotomia urna operago grave e deli-
cada ; mas nao suppomos que sejara sua delica-
deza e gravidade que fazem com que os doentes
preram a morle, e de ordinario os cercara, lem
sem o medo que ou elles, ou as pessoas, que
de que seabra o canal aerio ; porque crem que
a raorie immineute oinfallivel E' talvez esle o
motivo que tem concorrido pira que esta opera-
go nao leoha sin la sido posto em pralica aqui, e
nos meamos havemos encontrado invensivel re-
sistencia em sua applicago, era alguns osos que
bavemos lido, e d'entre elles citaremos o de um
hornera, natural e morador em Sanio Aolo, que
nos tendo consultado por urna phthysica laryn-
gea, antes quiz ser victima da morle cerla, que
Ihe baviamos predito, e que se realisou dnas se-
manas depois de voltar sua casa, do que sujetar-
se operago que Ihe tiohamoa proposlo, como
nica laboa desalvago, depois de havermos ten-
tado em vo os meios indicados em taes casos.
Aiods hoje estaramos sem poder mostrar a ne-
cessidade e utilidade dessa operago, ae o nosso
amigo o Sr. Lourengo de isa e a^buquerque, pro-
prietario do engenho Guararapes, despindo-se dos
terrores geralmente espalhados, e enlendendo
melhor os inleresses da humanidade, nao nos li-
veise dado a permisso de tentar todos os meios,
inclusivamente a iracheotonia, para Ihe salvar
um seu escravo. de grande valor, e porqoem elle
se sujeitava a quaesquer despezas, a ludo, umt
vez que a vida do escravo fosse conservada.
E' esle o caso que vamos expor com rapidez, e
que, por sua novidade e ulerease, ollerecemos ao
ao exame da sociedade de medicina de Pernam-
buco.
No dia 2 de margo do correte anno tomos con-
sultados pelo Sr. Lourengo de S e Albuquerque,
para que receitassemos alguma cousa para urna
inflamraago de garganta de um preto seu, que
dous diasantes principiara a soffrer. As infor-
magea, que ento podemos obter, foram todas
para nos fazer crer, que havia urna simples pha-
ryngitis, precursora de alguma bronchiles, por
quanto apenas se nos dizia que havia alguma
constncgo na garganta ; aconselhamos garga-
rejos emollieotes, tisanas adogsdas com xarope
peitoral inglez, repouso do corpo e da falla, e a
conservago do enfermo em lugar tecco e agasa-
Ihado.
No da 5 foraos novamente consultados, e disse-
nos enlo o Sr. Lourengo de S, que o doente
nao havia experimentado melhora alguma, e que
pelo contrario eslava peior, tendo rouquido e
dr oa garganta e alguma difficuldade em respi-
rar, allribuindo elle ludo a um pouco de carne
secca do Rio Grande do Sul, que o doente comer
antes que l chegasse os remedios que haviamos
recolta do.
Mandamos ento que larga sangra fosse prati-
cada no brago e dous vezigatorios applicados no
pescogo, um de cada lado, e alguns gargarejos
adstriogeotes.
Tudo isto foi executado, e no dia 10, algumas
sanguesugas foram spplicadas sobre o pescogo ;
mas o malcrescia progressivamente, os symplo-
mas moslraram-se cada vez mais intensos, espe-
cialmente a falla de respiragdo, que augmeotava.
Em consequencia da triste noticia que recebia-
mos, e vendo que o mal era mais serio do que
suppozemos era principio, exigimos absoluta-
mente no dia 12 que o doente viesse para o Re-
cife ; porquanto o carcter da molestia era assus-
tador.
No dia 14 o doeole foi-nos apreseotado, e eiso
que notamos :a respirago ae executava com
grande difficuldade e era elsrepitosa ; a falla rou-
ca e custoss ; urna tosse impertinente, e com
pouca expectoraco alormentava o doente, e a
inspirago que linha lugar depois das expirages
tornadas da tosse era ainda mais estrepitosa : a
expirago delerminava um murmurio semelhanle
ao da fervurade algum liquido. Degluligo dif-
cil, determinando tosse : a respirago nao se
effectuava em todo o pulrao ; de sorte que a
percusso delerminava um som c'aro, entretanto
que pela auscultago percebia-se, cora cusi e ao
looge, um murmurio respiratorio, e era pertur-
bado pelo sopro branchico. A voz retumbava nos
braochicot, de aorte que a broochopbonis era
bem distincta. O pulso, pequeo, rpido, dava
oilenta e lanas pulsages por minuto. A explo-
rago da garganta, praticada com o dedo, f.ija
sentir inlumeceocia na entrada do larynx. A' vis-
la, pois.de tpdos estes symptomas, comegaraos
a aasuslar-nos, porque o perigo pareca immmen-
te, e sobreludo, porque estando nos persuadidos
que havia urna laryngitis edematosa, aoteviamos
mo Orn. Mostramos ao Sr. Lourengo de S o
perigo, lembramosa operago, no caso de que a
affecgo nao cedease ao tratameoto que iamot em-
pregar; e este homem generoso nos disse que
em nos depositava toda gua coollanga, e que tudo
leoiassemos para salvar-lhe o escravo, e por
conservar a vida do doenle, fosse qual fosse o
meio.
Novo vesicatorio-foi applicado sobre o pesco-
go, outro mais largo sobre o peito, nos lados do
petcogo, mandamos fizer frirces com pomada
napolitana, a que litemos encorporar os extrac-
tos de belladona e de opio. Receitamot tisanas
adogadas com cbarope pectoral ioglez, e alguns
revulsivos internos. Alguma melhora appareceu
logo no dia seguiole ; a respirago acbou-te mais
Iivre, e a tase lornou-se meos intensa, e
acompanbada de mais abundante expectoraco
de catarrho amarello, inteiramenle semelhania
ao das bronchiles. Tudo Uto nos tazia esperar
mais avoravel successo do que o tiohamoa ante-
visto ; maa o doeole, cansado pela falta de res-
pirago, que era grande, ainda que menos do
que dous das antes, imeginou queaaouoar-
dente era aalutar meio de cura, e ilUdiodo a
noua coouanga, pode evadir-te de casa e exe-
cutar seu ingente projeeto. O mal augmentou
logo com tal furor, que nos fes perder todas aa
esperangai, porquanto todoi o symptomat ersu
atterradorei. A'risla deste traostorno, reiohe-


DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FURA 18 DE MARQO OE 1861.
nos applicar-lhe oulro caustico o eoitaa, ou-
tro ciada matar no pello, a ariumot logo ao *e-
nhor, pedlodo-lhe positiva permissao de operar
Iracheotomia, se o mal nao cede** ; o que nos
foi permitlido como d'aotea.
Neohum dos meioj empregadoa prodazio ef-
feito, o mal moatrara-ae cada Tez maia grave e
atterrador, a taapiraco era peooaa em extremo,
e acoapaohara-se de am oerto sbillo, e a expi-
rarlo produza am eatrepito, aemelbaale ao bar-
rar doa animae*. O doeote nao podia oem dor-
pouirel. Na quarla noite, depoia da execuco do
fmilf alc,ool%co' Pengo loruou-*e atada maia
\? ii.en* "or ia. no da aeguiote apeoaa aa ouriam algumaa
patarras, e cada ama deataa aahia depoia de ter
o aoeole tomado ama laborioaiaaima taapiraco ;
deglutirlo era impossirel pela toase que de-
terminara a pasaagsm doa alimentos, ou a doa
lquidos, a pela sufocacSo momeotaaea. A face
do doeote estava deacaraada a coberta do auor;
os olhoa brilhaalea, oa msculos do peacogo
contratados e teaoa ; o pulso irregular, pequeo
a lalo ; a respirado nao era aeasivel uns clu-
las pulmonares. O doenle achara-ae no maia al-
to grao de iaquietaco, aem poder jazer a coo-
servar-sa por alguna instantes em lugar algum,
anda qaando sustentado.
Gom o perigo diaote dos olhos, de um lado
com os recursos que oflerecia a traeheolomia, de
oatro com a permissao de lado ampregar para
airar o doeote, meamo alravez de quaesquer
difficuldades, resolvemos tentar sorte ; mas
deremos confessar, que de- noasa imagina-
cao nao sabia a idea do perigo em que nos lau-
cramos, tomando aobre nos a responsabilidade
de urna operaco, que por sua novidade dereria
procurar-nos grandes criticas, se nao fosaemoa
feltzes, e anda mais compromettera a indicacao
futura da Iracheotomia em Pernambuco.
Bem firmes em nossa reaoluco, pedimos ao
uoaso amigo e collega o Sr. Francisco Jos da
Silva que nos quizesse ajudar ; por quanto podia
mui bem apparecer alguma hemorrhagia ines-
perada, a multas rezes ineritarel, pela disposi-
co dos numerosos rasos alteriaes e renenosos,
que percorrem o pescogo na parte corresponden-
te tracbea, ou qualquer oulro accidente ; e a
2 horas e 1|2 da tarde do da 21 de margo nos
reunimos em nossa casa e nos preparamos para
operar o doenle, cuja anxiedade nos fazia temer
a suffocaco, o mesmo que se maniteslasse o
emphyaema rincular, que lornasse a operaco
infructfera. A difflculdade de respirar eslava em
alto ponto, a lo grande era, que custoa-nos
cooter o doente na puaico conveniente ope-
rago.
O doenle (o deitado sobre urna cama de ren-
to, tendo sob a regio dorsal um traresseiro
chato, e repouaara o peacogo sobre oatro tra-
resseiro redondo, de sorte que a cabega ficara
convenientemente Inclinada para traz, e o pesco-
go offerecia-se com mais acilidade ao manejo do
instrumento, lendo oa aeua msculos bastante
estendidoa. Collocado asaim o doente, a diapos-
tos sobre urna cadeira os instrumentos de que
poderiamos ter necessidade durante o curso da
operago, e nos mesmos tendo-nos collocado
direita do deente a o Sr. Silra esquerda, ar-
mados com um bistori curto, cortante de ambos
os lados, e um pouco oral, a fizando com os de-
dos da mo esquerda o laryox e a trathea, Hie-
ro o a d alto a baixo urna inciso na pello de cinco
linhaa de comprimento, e na parle corresponden-
te linha mediana, que separa os dous msculos
eaternos-hyoideos. Feita a diviso e limpa com
urna espooja a inciso de algum saugue que
baria, dividimos os lecidos subjacentes at des-
cubrir a trachea. Mui poucosangue correu nesle
segundo tempo da operaco, de sorte que os re-
celos de alguma hemorrhagia,so desvanecoram, e
eulao, graduando a lamina do bistori, para que
nao fossemos ferir a parte posterior da trachea
quaodo ella penetrasse, mergulhamos com cui-
dado a lamina do bistori entro o segundo e o
terceiro annel da trachea ; e depois da diviso
destes dous aoneis atada fizemoa a inciso do
quarto. Iberio por este ponto o canal respira-
torio reunimos logo os labios da erida para que
o saDgue nao se insiouasae por ella, e introdu-
zindo as duas ponas do dilatador, e separando-
as collocamos urna cnula curra deprata. Logo
que a inspirago se fez pelo orificio da cnula,
appareceu um accesso de tosse, sem durida cau-
sado pela presenga de algum sangue que hara
penetrado, como pela seosago que determinara
a passagem do ar pelo orificio da cnula ; mas
cuidamos logo em assentar o doente e curra-lo
um pouco para dianle, afim de que o saogue e
algumas mucosidades que ezistiam nos bran-
chicos, e que depois de alguna dias nao linham
podido sahir, fossem expellidas.
Depois de algumas expiragdes toreadas pela
tosse, as mucosidades de saogue foram laogadas
fore, e o doeote seotio grande alivio, ficou sem
anxiedade, de sorle que tendo ficado sobre a
mesma cama em que havia sido operado, logo
adormecen e conaerrou-se durante tres horas em
somno nao interrumpido ; e eremos que teria
dormido mais tempo anda, se nao fosse desper-
tado para mudar de cama. A noite poasou tran-
quilamente, e durmi quasi toda ella, e no dia
seguate j offerecia outro aspecto, respirara
bem e sem tosse. Hara abundante expectorarlo
de caiharrho amarello e espesso, que em taes ca-
sos costuma harer; a degluligo era fcil.
A explorago da respiragao mostrara que o ar
penetrara j rremeole o pulmo, que as cellu-
las diste podiam funecionar, e o ralo mucoso se
fazia coobecer sem duvida determinado pela
{iresenga das mucosidades nos branchios. A fal-
a ficou logo depois da operaco iuleiramente
embarazada e retirando a cnula e tapando o ori-
ficio ou inciso que haramos praticado, vamos
que a respiragao nao era possirel pelo laryoo.
Isto nos convenceu de que sem a operaco a
auffocacao teria sido iofallirel, e que o doente
teria suecumbido ao mal.
Os custicos foram conservados ainda por alguna
dias; mas vendo que incommmaramem extremo
o doente, nos resolvemos a fecha-Ios. Mandamos
contiouar com as lysanaaadocsda com ocharope
pectoral inglez com, as rieges feitas cora a po-
mada napolitana, a que foram incorporados os
extractos de belladona e de opio. Revulvivos
internos foram ministrados e o doeote foi posto
em dieta regulare moderada. Dias depois, cons-
tando-nos que o doente Uvera algumas aTecgea
sypbililicas, receitamos-lhe pilulss compostas de
dento-clorurelo de mercurio, seguudo a formula
de Dupuytren e a essencia de salsa parrilba,
Com este ultimo tralameoto o doeote obteve
grandes melhoras, e estas tem ido em augmen-
to, de sorte que o eofermo tapando o orificio da
cnula, j pode dizer algumas palavrss, o que
nos faz esperar inteiro reslabelecimento.
O caso, cuja historia acabamos de referir,
digno de serias reQexes, mostra evidentemente
a ulilidade da Iracheotomia em os casos de suflo-
cago extrema resultante de allecges agudas do
larynx, especialmente na laryogitis edematosa ;
e dere animar o pratico que se acbar em urgen-
tes e idnticas circunstancias : entretanto somos
de parecer, que, na applicago, dere harer gran-
de e cooscienciosa reflexo da parte do medico,
que s convira que seja pralicada, quando outro
qualquer meta curatiro tirer sido infructfero, e
que a sulocaco seja inminente. justamente
nesle caso, que o pratico se dere lembrar do que
disse o prolessor Gruveillier em seu discurso
sobre 01 deveres do medico, e que citamos
aqu -.--N'oublions jamis que nolre mistin es
une mistin de paix, d'humanili, de conserva-
ron: que deoant cetle haute mistin dipa-
raissent toules dislinclions de peuples, de condi-
tion sociale, de parti, d'opinions; que le mde-
cin apparhent l'humaniU loute emiire, el non
a une f'aclion ; que, se le fer arme sa main,
c'est pour rparer el jamis detruire.
Recita, 24 de abril de 1813.
P. S.Tendo, quando estavamos ainda em Pa-
rs, um osso podido penetrar at a entrada do
esophago, e, com os esforgos da tosse, rindo
collocar-se na parte posterior das fossas nasaes e
sobre o reo palatino: por espago de rite a cin-
co dias solTremos dores crueis, ficando em quasi
completa impossibiltdade de executar a degluli-
go : o distinelo cirurgio e professor o Sr. Vel-
peau que nos assialio, apesar de toda a habilida-
de e pericia que se lbe reconhece, nunca pode
conrencer-se, que o osso atada permanecesse em
alguma parle, como lbe asserermos, pelo gosto
que sentamos, deade que ease corpo astranho
toara penetrado at o pharyox; e, no flm de
Tinte a eiaco diaa de martyrio, tere luga urna
conferencia de dlatinctoa professores, mas todos
repelliram a idea de que o osso anda exiatissa
em algum ponto do apparelho da dealalico, e,
cousa rara, o celebre Dr. Louis foi de parecer que
nos orinamos de urna brauchitis intensa, e que,
senda o noaso peito mal conformado, recelara
que suecumbissemos a urna affecco tuberculosa
o palmeo. Cinco diaa depois, por forte accesio
da toase, o osso pode sahir da prisio em que se
chara ; mu pala* conatricede* produzidaa pelo
pharyox, appareceram, i entrada da gloflis, al-
guna ferimeoloa daa partea riainhaa: traadlas
depois asaallou-noa urna laryogitis edema-
tosa. A'a duas hora* da manbla reuoiram-ae os
professores Andral, Sansn, Louis, a Garrella, a
execulou-ae a operaco, que foi pralicada palo
professor Sansn; mas nos nao nos acharamos
lo auffocadoa como o doente operado a apresen-
lado por nos, e nem a falla era to embarazada
e difflcil; e, pela applicago da rite a cinco
saogue -sugas, oo se poderla caber ae o mal nio
cederla no flm de quatro hora*.
Ora, ae os aabios prolesaores, que noa aaaisti-
ram, nao quizeram esparar, parece que nao de-
remos ser censurados por precipitadas, por ha-
Termos operado o preto Raymundo, depois que
todos os recaraos foram esgotadoa, a quando a
auffocacao nao dar maia, lugar a esperar. Do-
mis, logo que o doente chegou do eogaoho Gua-
rarapea, pedimos ao oosso collega o Sr. Francis-
co Jos da Silra que o examinaaae, e este prati-
co, como nos, reconheceu a molestia ; mas, teo-
do coocebido esparangas, quando o mal parecen
ceder, poucos momentos antes da operagn, rio
mui bem que a menor demora aeria infalirel-
menle fatal ao doente.
Isto, junto ao que acabamos de referir a res-
peito do que comnoaco succedeu, faz desvanecer
qualquer auspeita de que nem hara urna laryo-
gistis adematoaa, a nem to pouco perigo immi-
nente.
O caso que ofierecemoa i sociedad de medici-
na o dj iracheotomia, atada oo praticado em
Pernambuco, e, por iaso, qualquer que fosse o
mal, que a ella nos conduzio, s cumpre aeus
membroa examinar ae a tracheotomia foi prali-
cada, o que nao poda aer negado vista do
operado que apreaeotamos ao exame da mesma
sociedade.
Recite, 18 de malo de 1843.
COMMBRCIO.
Praca do Recite 17 de
"margo de 1862.
\s quatro horas da tarde.
Cotacdes da junta de corretores.
Nao houveram colacoes.
J. da Cruz Macadopresidente.
John Gatissecretario.
NOVO BANGO
DE
PERNAMBUCO
O novo banco paga o 8* dividendo de
12$ por accao.
aVlfandesja.
aendlmentodo da 1 a 15. .
[dam do dli 17.....j
. 244267*941
. 19.760*047
264.017|988
183
Movlmeulo da alfandejca
Volante* entrado* com fazeodaa..
om ganaroa..
Valames sahidos com fazendas.. 161
> com genero*.. 22
Desearregam hoje 18 da margo.
Barca americanaImperador o resto.
Patacho inglezHarrielbacalho.
Patacho inglezLariniadem.
Becebedoria de rendas Internas
pjeraes de Pernambuco.
Rendlmentodo dia 1 a 13. 28 160J110
[dam do dia 17......3
Consulado provincial
Rendimento do da 1 a 15. 39:9618886
589972
31:750082
(dam de dia 17.
2;776#157
7384043
Movimento do poitto.
Navio entrado no dia 17.
Rio de Janeiro22 dias. brigue nacional Veloz,
da 201 toneladas, capilo Aurelianul Baibosa
de Moraes Cabral, equipagem 10, carga faijo,
milho e outros gneros; a Antonio Luiz de
Uliveira Azevedo & C.
Navio entrado no dia 18.
Porto* do sul6 dias, vapor inglez Tyne, com-
mandante Jellicoe.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio Grande do SulBrigae nacional Mcdos, ca-
pilo Manoel Francisco Nogueira, :arga es-
tucar.
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Francez.
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S "8 3 *3 g
Inglez
A noite aguaceiroa, vento fresco do
amaoheceu.
OSClLAgXO DA *URft.
Treamar as 4 h. 30' da tarda, altura '
Baixs-mar as 10 b. 1'8 da manha, ait
Obserratorio do araenal de mar!
margo de 1862.
ROHAHO STKPPLB,
1* tenante.
Editaes.
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SE e assim
.2 p.
ira 0.8 p.
ha 17 da
. Por ordem do Illm. Sr.inspectoi se faz pu-
blico, que oo prazo de tres dias. contaros da data
deste, ser tarada hasta publica borla desta
Si^f88' evoi* de mei0 dia 5 rriciacom
.'! .0X01 de "ogas, ralor da litras 500 rs.
lotal 1:090. aa quaes foram abandnalas aos di-
railos pelo negociante Isidoro Ualllda'. Alfaode-
ga, 14 de margo de 1862.O eacriptuiario, Joo
Duarle Larneiro Hooleiro.
Pela tbesouraria proriocial se lsi pablico
que no da 27 do correte rai norametate a praca
para ser arrematado a quera mais derla reoda das
casas abaixo mencionadas, perlencentes ao pa-
trimonio dos orphos.
Ra do Sebo o. 12, casa terrea 1609000 por aooo
llua do Rosario n. 14, idern SOlfOOO por auno.
Ra da Lapa n. 41, dem 1819000 poi anoo.
Ra da Cacimba o. 65, dem 300JWOO por aooo.
, Ra doa Burgos o. 68 dem 205000 >or aono.
dem idem n. 69,1859000 por bddo.
7SQ R^SSStl" Ve,h" 80b"a0 d6 dHl "d" "
i 79, 6509000 por anno.
IdM!m MbMdo dB d<> andafee* n. 80,
00O9OOO por aooo.
Ra da Guia o. 83 1629000 caa terrea por aooo
dem dem o. 81,, 168#000 idem dem por anno.
Ru. do Pilar n 96,1579000 idem Jr anno.
Ra da Madre de Daus n. 35, 1:61190O0 idem
por aono.
Estrada de Pernamerim sitio n. 1,
anno.
. dem, idem o. 2,1809000 por aono,
1 Foroo da Gal sitio n. 5,35*9000 por
Sewetarta da theaourarlaiproTinclal de Per-l Oa abaixo auignados, membros da commis-
__ n tll_ a. i-....... A. .L...____i.___ nobre IlliSSaO. *rrj\TA*r*m ramnu *a iii:n
- Aonanciac..
, O Illm. Sr. inspector da theaourarla pro-
vincial, em campamento da 8*dem do Exra. S .
presidente, manda fazer public, que no 27 dea-
te mez, parante a junta da fazeuda, se ha arrema-
tar a quem maia der, o rendimento do imposto
de 10 0(0 sobra o* terreno* oceupadoa com o
planto do capim no municipio do Recita, *er-
riiido de baae a esta arrematago o offerecimeoto
feito por Innoeeocio Uooteiro da Paula Borgea,
da quaotia de :1009 por aono.
A arrematago ser feita por tempo de 33 me-
tes a contar do Io de dezembro de 1861 a 30 de
junbo de 1864.
As pssoas que quizeram arrematar o dito im- j rnkft j_ tmaim "------1 *~ "*" "'
posto, comparegim na sala das sessdes da refa- de n? de 1868 centesimo annirersano na-
rida junta no dia aapramanciooado, pelo malo t*>>cio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva; a
dia e competentemente habilitadas. mmmissan nanan .,* v u. az.____j.
ar ..... I. 7-------------j ~ "" uue rv. os. se aiKnam ae
,KblfcVr%Ceta,Siartamand"'ffiW "*<< coadjnT.l-a em to iouv.xel empenho, activando
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco, 14 de margo de 1862.O aecretario,
Antonio Parreira da Aonuociago.
Alfaodega de Pernambaco, 24 de Janeiro de
de 1862.
Benlo Jos Fernandes Barros.
' O Illm. Sr. ioapector da thesouraria pro-
. v xiiui. 01. luapmtur un weiuuraria pro- ". fiuviuuia ae rernainoco. r,iizeuio
rincial, era cumprimento da reolucio da junta de Queiroz Coutinho Mattozo CmaraJoaquim
ua tazenda. manda Imar nnhlirn una a pnnlr.m mi i ___ i r. __ '
500f000por
anno,
da fazenda, manda fazer publico, que ae contrata
por lempo de tres mezea, a contar do 1* de abril
prximo riodoaro, o fornecimento de alimenta-
cao e dieta* dos presos pobres da casa de deten-
gao, a saber :
ALLWENTACO.
Domingo.
Almogo.
1 pao de tres ongis.
1 onga de caf.
i ditas de aasacar.
Jantar.
1 libra de carne rarde.
t onga de loucinho.
1 dcimo de farinba.
Lenha e sal.
Segunda-ftira.
Almogo.
O meimo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Terca-feira.
Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
(?i*arta-/era.
Aimogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Hela libra de carne secca.
Urna onga de toucinho.
Meta dcimo de feijo.
Um dcimo de farioha.
Lenha e sal.
Quinta-ftira.
Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Sexta-ftira.
Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Hela libra de bacalho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farioha.
Oaas oilaras de azeite.
Urna onga da vinagre.
Lenha e sal.
Sabbado.
Almogo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que na sexta-feira.
DIETAS PARA D0ENTES.
N. 1. -
Almogo.
Um caldo de galinha para 3 caldos no dia.
Lenha e sal.
N. 2.
Almogo.
Um pao de 3 ongas na topa de caldo de ga-
linha.
Leoha e sal.
Jantar.
Um quarto de galinha cosida.
Ouaa oogas de arroz para caoja.
Lenha, sal e vinagre.
N. 3.
O mesmo que na dieta n. 2.
Jantar.
O mesmo da dieta n. 2.
E mais :
Um quarto de galinha assads.
Um pao de tres ongas.
Lenha e sal.
N.* 4.
Almogo.
Duas oitavas de cha da india.
Um pao de tres oogas.
Duas oogas de assacar.
Leoha.
Jantar.
Urna libra de carne verde.
Um dcimo de farinba,
Lenha e sal.
N.# 5.
Almogo.
O mesmo da dieta n. 4.
Jantar.
Urna libra de carne assada.
Quatro ongaa de arroz.
Um p9o de tres onga*.
Lenha e sal.
As pessoas que qnizerem
necimento, apresenlem as
cartas fachadas no dia 20 do correntej na mes-
ma thesouraria, pelo meio dia, onde encontr-
rao as condiges com que dere aer efTectaada a
arrematago,
E para constar se mandou aduar o presante
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco, 7 de margo de 1862.
O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da theaonraria pro-
riocial manda fazer publico para conhecimento
dos mtdreasados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correte aooo.
Art. 48. E' permittido pagar-ae a meia siza
dos escraros comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independente de re-
ralidago e multa, urna voz que os devedoroa
actuaes deste imposto, o fagam deotrodo exerci-
cio de 1861 a 1862, os que oo o zerem flearo
sujeitos a reralidago e multa em dobro. sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria fa-
r annunciar por edital nos primeiros 10 dias de
cada mez a presente disposigo.
E para constar ae maodou afflxar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria prorincial de Per-
nambuco, 8 de julbo de 1861.
O secretario,
A. F. da Assumpgo.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
A cmara municipal do Recifa, lendo rece-
lado do Instituto Histrico Brasileiro o oficio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorrim para area-
lisago dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quanlias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos 05
Pernabucanos, a cmara munipal do Recite es-
pera que se prestaro de boa vontade a realisa-
gao deste grandiozo fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, official maior servindo
de secretario.
Iilms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presto Sua Magestade o Imperador a
sua immidiata ptotecgo, resolveu que se levan-
asse nesta corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigase nm tumnlo digno
de seus preciosos despojos ; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grali-
dao brasileira, eque devana transmiltir a posteri-
dad* as tradieoes gloriosas que se ligam a um
dos grandes >ultos nacionaes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
contratar dito for-
suas propostas em
nobre mtssSo, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara munieiaaes do imperio, para
que promoyam subseripedes populares entre o
seus munieipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas da povo.
A commlasao desejando que todos os Bra-
sileiros possam concorrer para lio patritico
monumento, quaes quer que sejam as suas for-
tunas nxou o mnimo e o mximo das quanlias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
coramissao espera qne Vv. Ss. se dignen, de
e apressando a subscripcao, cuio resultado ser
publicado as folhas diarias d'esta capital.
Deus Guarde Vv. Ss. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. presidente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambuco. Euzebio
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Bario de MauJos Ribeiro de
Souza Fonte.Hanrique de Beaurrepain Rohan
Doutor Claudio Luiz da CostoThomaz Go-
mes dos SaniosF. S. Dias da Motla.
Deciaracoes.
Correiogeral.
Relago das cartas seguras vindas do sol pelo
vapor inglez Tyne, para os aenhorea abaixo
declarados :
Antonio Luiz do* Santos.
A. Leonardo de Henezes.
Carloa Ernesto Maaquita Falco.
Julio Auguato da Cunha.
Joaquim A. Ferreira Jacobina.
J. Rodrigues Chava*.
J. Gilseno Heaquita.
Joo Jos Ferreira da Agaiar. (21
Jos Antonio Barbosa.
J. Francisco Bibeiro de Souza.
Satyro de Olveira Dias.
Victorioo Jos Ferreira.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. corooel director do ar-
aenal de guerra, ae faz publico, que oos termos
do aviso do ministerio da guerra de 7 de margo
de 1860, se tem de mandar manufacturar o ae-
guiote :
78 aobrecasacas de panno azul.
78 caigas de dito panno.
78 frdelas do brim.
281 calgaa de brim.
234 camisas de algodo-zioho.
234 paroa de polainas de paooo preto.
509 saceos de baelilba para carluxos.
Quem quizer arrematar o fabrico de ditos artl-
goa no prazo da 20 dias, comparega na aala da
directora do mesmo arseoal pela* ooze horas da
maoba do dia 21 do correte mez, com sua pro-
posta em que declare o menor preco e qual seu
iador. *
Arsenal de guerra da Pernambuco 17 de mar-
go de 1862.O amanuense,
Joo Ricardo da Silra.
Tribunal do commereio.
Pela secretaria do tribunal do commereio de
Pernambuco ae faz pablico que nesta data Oca
registrado o contrato de socidade feito por Sa-
baatio Jos da Silra, Antonio Leite de Uagalhes
Bastos, estabelecidos nesta cidade sob a firma de
Silva Baatos 4 C, com o capital de 46:6229196
fornecidos 43:244*392 pelo socio Sebaitiio e.....
3:387380} pelo aocio Bastos ; derendo a mesma
sociedade durar por tempo de 3 annos contados
de 2 de Janeiro de 1861.
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco 10 de margo de 1862. O oflicial-
maior,
Julio Gaimares.
Tribunal do commereio.
Pela mesma secretaria ae faz publico que fica
registrado o contrato de sociedade feito no pri-
meiro do correte por Manoel Joaquim Ramos e
Sil#a, Domingos Alves Malbeua e Antooio Lopes
Rodrigues, estabelecidos nesta cidade sob a firma
de Manoel Joaquim Ramos e Silva & Uenros,
deveodo esta sociedade durar por tempo do tres
annos contados daquella data, com o capital de
cem contos de ti, fornecendo o socio Ramos e
Silva oltenta contos, e o socio Alves Matheus,
vinte contos.
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco, 14 de marco de 1862. O ofBcial-
malor.
Julio Guimarae*.
Tribunal do commereio.
Pela meama secretaria ae faz publico que neata
data fica registrado o contrato de sociedade feito
em 28 da fevereiro ultimo, por Manoel Gentil
da Costa Aires, Daniel Ceaar Ramos e Joo Jos
da Silva Guimares, estabelecidos neata cidade
sob a firma de DanierGuimares & C.com o ca-
pital de 20:000$000 fornecido* peta socio com-
mandatario Alves, derendo a mesma sociedade
durar por tempo da 3 anoos contados do primei-
ro de margo do corrente.
Secretaria do tribunal do commereio da Per-,
nambuco, 14 de margo de 1861. O offlcial-
maior.
Julio Gaimares.
Trabunal do commereio.
Pela mesma secretaria se faz publico que nesta
dala fica registrado o contrato de' aociedade, que
em 14 de fevereiro deste anno, Qzeram Joaquim
Francisco doa Saotoa Maia e Fraocisco Laodelioo
da Silva, ealabelecidos nesta cidade sob a firma
de Maya & Landelino, com o capital de..........
19:015S72x, taraceado o socio Maia 17:777*983 e
o socio Landelino 1:241*744, e derendo a mesma
sociedade durar por tempo de 6 annos contados
do primeiro de Janeiro do corrente.
Secretaria do tribuoal do commereio de Per-
nambuco, 16 de margo de 1862. O official
matar.
Julio Gaimares.
Tribunal do commereio.
Por esta secretaria se faa pnblico que o Sr. Jos
Euzebio Alves da Silva prestou juramento e foi ios-
cripta nesta data no lirro da respectira matricu-
la, na qaalidade de agente de leiles desta praca.
Secretaria do tribuoal do commereio de Per-
nambuco, 17 da margo de 1862, O oflicial-
maior.
Julio Guimares.
Conselho administrativo.
0 conseibo administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os cujelos
seguintes:
Para o corpo da guaroigo da Parabiba do
Norte.
3 corddes para cornetas.
2 caldeiraa de ferro para 50 pra jas.
2 castigaes de lato.
1 colher de Ierro.
1 copo de ridro.
10 enchadas de ferro.
8 paz de ferro.
1 terno de pesos de chumbo de 3 ongas al 1/2
arroba.
1 pralo de louga.
1 talha para agua.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
proposlas em carta fechada, na secretaria do
cooselho, 4s 10 horas da manha do dia 21 do
corrente mez.
Sala das sesses do cooselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
margo de 1862.
Benlo iosi Lamenha Lint,
Corooel presideote.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
* Pela adminiatracao do correio dula cidad*
se faz publico, que em virtude da convengo pla-
tal celebrada pelo* goverooa braaileiro a fraocez,
sero expedidas malas para Europa pelo vapor
inglez Tyne. As cartas sero recebida* at daa*
hora* otea da que for marcada para a sahida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antes.
Administrarlo do correio de Parnambuco 14 do
margo de 186.O administrador,
Domingos dos Passoa Mirand*.
Conselho administrativo.
O cooselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
eguinte ;
1 Para o hospital militar.
2 ongaa de aaaucar de leite.
4 libras de aaaucar candi.
[2 algalia* ingleza* sartida*.
2 libraa de tmendoaa doces.
2 libras de barbante torcido.
2 borrachas pequeoas.
8 libras de corada.
4 oogas de caxomilha.
1 Chernoviz-formulario da ultima edigo.
2 grozas de caix*s para plala*,
2 capsulas de porcelaoia surtidas.
1 libra da folbaa de eitramonio.
8 libra* de folhsa da aerne.
2 libraa de fio* de cor para amarrar garrafa*.
4 libra* de noz de galhaa.
2 libra* de berra cidreira.
16 libras-de man commum.
6 garrafas com mel de abelhas de 2 libras cada
urna.
1 onga de aaolonina.
10 libras de ole" de amendoas doce*. *
10 cadernos de papel de cores surtido.
2 resmas de papel azul para embrulbo. *
2 reamas de papel de Holanda paulado marca
grande.
1 onga de aenteio espigado.
24 ridros grandes de salsa parrilba de Bristol.
1 theaoura para cortar papel.
I 2 caoada* de vinho branco.
200 sanguesugaa (bamburRuezas).
Quem quizer rendar taes objectos aprsenle aa
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho administraliro, no dia 21 do correte
as 10 horas da manha
Sala daa aeases do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 da
margo de 1862.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administraliro, para fornecimento
do arseoal de guerra, tem de comprar o* objecto*
legaiote*:
Para o prorimeoto dos armazens do arsenal
de guerra.
rame de lato n. 10, 2 arrobas.
Folhas de Frandes marca IX, 4 caixss.
Folhas de dito marca IXX, 4 ditas.
Folhaa de dito marca IC, 2 ditas.
Sola branca carrotiada, 40 meio*.
Para a provincia do Rio Grande do Norte.
Carroga americana com aeus pertences para um
oa doaa aoimaes, 1.
Barricas de cemento romano, 8.
Para o hospital militar.
Chinella, 50 pares.
Para a fortaleza de Tamandar.
Haatro para bandeira, 1.
Para a carallaria de 1* linha.
Aparelhos de limpeza, 27.
Para a companhia de aprendizes menores do ar-
aenal de guerra.
Cafeteira de n. 5,1.
Choclateira grande,!.
Para o 10* balalbo de iofantarla de linha.
Vasos de limpeza, 13.
Quem quizer render taes objecto* apreaente
aa suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 21 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 de
margo de 1862.
Btnto Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada de polica da Gapunga foi
apprebendldo um carallo russo, 2 sellins em mo
estado e algumas peas de couro no lugar do Ca-
minho Noro, e debaixo do altar da igreja que eat
construiodo na Capunga o tenente-coronel Fran-
cisco Carneiro Machado Ros, 1 sellim quasi no-
vo, urna pequea Irouxa com roupas, 1 freio e 1
par de botas russianas : quem se julgsr com di-
reita aos dito* objecto* comparega, que provando
Ibes sero entregues.
Subdelegada da Capunga 14 de margo de 1862.
O aubdelegado,
Manoel Gentil da Costa Alves.
__Avisos martimos.
Rio Grande do Sol pelo
Rio de Janeiro.
A barca nacional Cariocas recebe carga para
ambos os portas: trala-ae com os consignatario*
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
m m
Janeiro.
O brigue Joven Candido segu com brerida-
de por ter meio carregamento tratado : para o
resto trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
COMPANHAeBRASILEIRA
E' esperado dos portas do sul al o dial 28 do
corrente um dos rapores da companhia, o qual
depois da demora do cosame seguir para os
portas do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder cooduzir a qual devo-
ra aer embarcada no dia de sua chegada, en-
commendas e dinheiro a frete al o dia da sahi-
da as 2 horas ; agencia ra da Cruz n. 1, eacrip-
torio de Antonio Lniz de Olveira Azavedo Si C.
Maranho e Para
Brevemente sahir para os indicados portas o
veleiro brigue escuna Graciosa, capilo Joio
Jos de Souza, por ter parta do seu carrega-
mento contratado : para o resto trata-se com Al-
meida, Gomes, Aires & C, ra'da Cruz n. 27.
i*ara
Ro de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita breridade, tem parte da seu carregamento
a bordo ; para o resto que lbe falta, trata-ae
com os aaus consignatarios Antooio Laiz de Ol-
veira Azorado & C, 00 seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Porto.
A barca portugueza Silencio, capillo Fran-
cisco Martina de Carralho, pretende sahir com to-
da a breridade ; quem oa meama qalser carregar
ou ir de passagem, dirija-seao conaignalario Ma-
noel Ferreira da SUra Tarroao, na ra de Apollo
numero 28.
Para Lisboa e Porto.
Prateode egair para os doaa porto* cima
com maita breridade o veleiro a bem eonhecido
,!;?,on,l E8nia, eapito Manoel Eze-
quterMiguis, de primeira claaaa a primeira mar-
cha, pregado o forrado de cobre, tem parte de
?u ,c"r,8,BBnl0 prompto : para o reato qaa
lbe taita, trata-ae com oa aeua consignatarios
Antonio Luiz deOliveira Azevedo & C. no sai
escriptorio, ra da Craz n. 1.
Aracaty
Sahe com maita breridade para o Aracaty o
bem eonhecido e raleiro hiato Doua Irmosu por
ter ji parte de seu carregamento; para o reato
trata-se com o mestre no trapiche do algodo,
ou no arm*z*m de cabos de Caetano C. da Costa
Moreira & Ir mo, ao lado do Corpo Santo.
Baha.
O hiato Santa Rita, segu em poicos dias, re-
cebe alguma carga a frete : trata-se com os con-
signatarios Marque*, Barro 4 C, largo do Cor-
po Santo n. 6.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita breridade o brigue
escuna Joven Arthar, tem parte de sea carre-
gamento prompto : para o reato que lbe falta,
trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Olireira Azevedo & C, no sen escriptorio roa
da Craz n. 1.
Para a Baha
A veleira e bem coohecida escuna nacional
Carlota pretende seguir com muita brevida-
de, tem parte de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto que lhe falla, trata-se com os asas
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azavedo
l C, no seu escriptorio raa da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNA1BUCA1U
DB
Navegado cosleira a vapor
Parabiba, Bio Grande do Norte,
Macan, do Assu', Aracaty e Cear
O vapor lguarass, commandante Vianna.
sahir para os portas do norte de sua escala at
o Cear no dia 29 do corrente mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 28 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
COMPANHIA PKRNAIBICAIU
NavegaQo costeira a vapor.
O vapor Persioaoga, commandante Moura,
sahir para o sul tocando as escalas no dia 24
do correte as 5 horas da larde.
Recebe carga at o da 23 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para o Assu9
segu em poneos dias o brigae nacional Trova-
dor, ainda recebe alguma carga e paaiageirof,
para os quaes lem excellentes commodos : quem
pretender, dirija-se a Manoel Joaquim Ramos a
Silva & Genros, ra do Vigario, armazem n. 10.
Leiles.
LEILAO
Rio de Janeiro
O bem eonhecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com maita brerida-
de, tem a bordo parte de aeu carregamento ; para
o resto que lhe falta, trata-se com os aeus con-
signatarios Antonio Lniz de Olireira Azarado &
C, no sea escriptorio roa da Cruz n. 1.
Para]o Rio Grande
do Sul
aegna com toda a breridade por ter quasi todo o
seu carregamento prompto, a barca Mathilde,
alada pode recebar algumaa barricas a trate : a
crator no escriptorio de Manoel Aires Guerra, 01
tora o capilo Pinto.
S-ixta-feira 21 do corrente.
O agente Pinto far leilo por despacho do
Illm. Sr. Dr. fjaiz da orphaoa de um eacraro
crioulo com 18 annos de idade e urna mulata de
50 annos, bens perlencentes ao inventario do
Mara Severioa das Virgens.
LEILAO* .
DE
Livros de direito e litteratura.
(Para os Srs. advogados e aca-
dmicos).
QUINTA-FEIRA 20 DO CORRENTE.
O agente Pinto far leilo por coota de qaem
perteucer e sem reserva de preco de importan-
tes obras de direito e litteratura como sejam a le-
gialacjio brasileira, ordenarles do reino, Merlio,
Lobo e muitas outras obras que estaro arista
dos pretendentes, s 10 horaa do dia cima men-
cionado no sobrado da ra do Imperador n. 34,
onde se effecluar o leilo.
LEILAO
DE
Feijo branco e
toucinho.
Quarta-feira 19 do corrente.
O agente Peatana por conta arisco de quem
pertencer vender em leilo 50 saceos com feijo
branco muito noro a 20 barris com toucinho:
quarta-feira 19 do correte pelas 10 horas da
maoba, no armazem do Aanes defronte da al-
fa ndega.
Alinelo Srs, marcineiros.
____ DE
[Jacaranda
Quarta-feira 19 do corrente
O agente Pestaa vendar am leilo lor conta
e risco de quem pertencer cerca de 9 t uzias da
Jacaranda, desembarcado ltimamente, o qaal
ser vendido em lotea de amadazia : quarta-fei-
ra 19 do correte pelas 10 horaa da n anhaa no
armazem de Anlunea Guimares & C, no Forte
do Malta*.
LEILAO
DE
SO saceos com milk
Terca-feira 18 do corrente.
O agente Pestaa vender pyr coatoj ruco 4o

-


.

" ,-.-. i -. -
waWo de pirhamco. mc toba is de marco de ia.

Juem perleocer 56 ssccos com ailho mullo do?o
esembsrad semana passada, em lote von-
Urda : tere* folra 18 do correte pelas 10 horas
da manha bo armazem do Aunes defronto da al-
fandega.
wmA
DE
Joias e
prata,
Hoje 18 do corrente.
O agente Pestaa Tender em leilao por conta
de quem perleocer 1 bracelete de brilhaoles e 1
collar de ditos, obra de apurado gosto, 1 faquei-
ro dobrado de prata milito bem acabado por ser
feito por um dos melhores mestres, 1 terno de
salvas de prata na mesma cooformidade e Si-e-
logios patente de ouro : terga-feira pelas 11 ho-
ras da manbaa na roa do Vinario o. 18, armazem.
10TIR1A
Sabbado 22 do corrento andarSo m-
preterivelmente as rodas da primeira
parte da primeira lotera a beneficio da
matriz de Tacjuari tinga, no consistorio
da igreja deN. S. do Rosario de Santo
Antonio. Os bilhetes e meios bilhetci
achamse a venda na thesouraria das lo-
teras ra do Crespn. 15 e as casas
edmmissionadas. Os premios serao pa-
gos depois da distribuirlo das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
LEILO
DA
Taberna da .ra das Cinco
Pontas n. 144.
TERQ A-FEIRA18 DO CORREN TE
O agente Pinto far leilao a requerimento do
testamenteiro e inveolariante do tinado Antonio
Jos Pereira Ermita e por despacho do Illm. Sr.
juiz municipal da segunda vara, da armaco e
gneros existentes na taberna da ra das Cinco
Ponas d. 144, em um s lote, s 10 horas do dia
cima mencionado.
Na mesma occasiao se arrematar urna carroca
e um boi pertencenle ao mesmo finado.
LILAO
TERgA-FEIRA 18 DO CORRENTE.
O agente Pestaa legalmeote autorisado por
urna pessoa que se retirot para lora dsta pro-
vincia far leilao de toda a sua mobilia tanto de
casa de moradia como de escriptorio, constando
a mesma decadeiras de diversas qualidades, so-
las, consoles, commodas, mesas, guarda louga,
guarda vestidos, mobilia preta imitando Jacaran-
da, camas, carleiraa, cofres etc., e muitos outros
objectos que fastidioso seria enumera-loa e que
tudo ser vendido sem reserva : ierca-feira 18 do
corrente pelas 10 horas da manbaa na ra do Vi-
gario armazem n. 18. Na mesma occasiao vende-
rn carros novos para boi e um cavallo ruco
muilo gordo e maDso proprio para carro por j
ter servido para esse im, assim como para sella
porler boos andares e tem todos os arreios.
LEILAO'
SEM RESERVA DE PBECO.
(Fua
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folbinba de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
oevil, judciario, administrativo, agrcola, commercal, e indus-
trial, desta provincia, a ris.
MM
160
1#000
5
i
t
8
O Dr. Carolino Fran-
cisco de Lima Santos,
mdou-se da ra das
Crines para a do Im-
perador, sobrado n.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-
de continua no exerci-
cio de sua profiss3o de
medico.
8
O agente Guimares por autorisago do Illm.
Sr. Dr.juiz de orphosa requerimento do Exm.
tutor dos menores filbos do fallecido Dr. Manoel
rain Guerra, far leilao no dia e hora cima
em seu armazem na ra do Imperador n. 37, de
lodos os bens movis e simoventes que per ten-
ciamaodito fallecido, comoseja urna mobilia de
seregeire, guarda vestido, guarda louga, cama a
franceza, toilet de Jacaranda, mesa elstica, la-
vatorios, cadeiras avulsas, crystaes, jarros de vi-
dro e porcelana e outras multas pecas de gosto
bem assim muitas obras de ouro como seja bra-
celetes, alfloetes, argollas, trancelins etc., etc.
TAMBEM
vender duas excellentes escravas sendo urna ne-
grioha de 7 para 8 annoscom alguma habilidade
e urna negra de 20 annos que faz todo servico
domestico, terminar o leilao com muitas obras
de dirsito.
LEILAO
A8 1 do corrente.
Jos Antonio Moreira Dias & C. farao lellio
por inlerveogo do agente Oliveira, de um sor-
tmenlo geral de ferragens finas e grossas, culi-
loria, armamento e tudo mais pertencente ao ne-
gocio de miudezas:
Terca-feira 18
do corrente, s 10 horas da maoha, em seu ar-
mazem, sito na raa da Cruz do Recife.
Avisos diversos.
Precisa-se de urna mulher de maior idade
que saiba cosinhar para ser ama e tomar conla
de casa de um bomem solteiro e que d conhe-
cimento: na ra do Torres o. 12.
Na ra Nova n. 33 precisa-se de urna ama
que saiba cozinhar, preferindo-se escrava.

_
s
i
Attenco.
Roga-se aos senbores abaixo declarados o fa-
vor diriglrem-se a ra da Cldeia do Rscife n.
55 a negocio que os meamos seohorss nao igno-
ran),pois se ocontrario fuerera declarar-se-ka por
extenso qual o negocio.
Major Antonio dos Santos de Souza Leo, resi-
dente em Jaboato.
Eduard Krnaorthy, residente oa villa da Escada,
Jos Avelino da Silva Jaques, t.* teaenle da ar-
mada.
Josa Colombino da Silva.
Jos Antonio de Oliveira Jnior.
Jos Joaquim de Oliveira Jaoior.
Joaquim Hfleli Maris.
Joaquim de Oliveira Maia Jnior.
Joaquim Domingues Vieira Arago.
Joaquim de Andrade Lima.
Napoleao Olimpio Prattis.
Antonio do Reg Pacheco Jnior.
Antonio Brasilino de Oliveira.
Antonio Julio de Miranda Oliveira.
Manoel de Almeida Albaquerque.
Augusto Carlos de Souza Magalhes.
Francisco Aotonio Coelho Jaoior.
Laurenlino Crrela de Barros Araujo.
Falix de Araujo Albuquerque.
Manoel Jernimo de Albuquerque.
Paulo Autran.
Collegio de Bem fica.
Neste eslabelecimento precisa-se de urna ama
governante.
Precisa-se de urna ama : na ra da Gramo
Recife u. 21, primeiro andar do sotrado amerel-
lo de 4 andares.
Precisa-se de urna ama para casa de poma
familia : na ra do Amorim n. 31.
Preciso ao geral.
Um mogo desoja comprar urna taberna no cen-
tro desta cidade, em bom lugar: quem pretender
tender dirija-se com carta fechada rual do Im-
perador n. 83, taberna da esquina, com as mi-
ase L. I. C. P.
Precisa se de um caixeiro que cumpra com
os leus deveres e que d conhecimenlp de sua
conduela : em Fra de Porta n. 92, liberas.
Na casa que se vende poixe de currsl em
Fra de Portas, tem todos os dias agulhas pretas
de larde, as quaes se guardar a quera deixar o
dinheiro.
Preciss-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servido de casa : na ra da Con-
cordia n. 38.
Olferece-se para caixeiro de loja um rapaz
que tem alguma pratica, e d conbecimento a
sua conducta : na ra Direila, padaria n. 81.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
Na ra do Trapiche Novo n. 42, compram-
se moedasde ouro.
Precisase
alugar mu sitio perlo desta pnc.a que tenha boa
casa, bastantes arvorolos de fructo e boa baixa de
capim ; a tratar na ra dos Martyrios n. 4, pri-
meiro andar.
|j| Os Srs. Ivo Martins de Almei- ^
W da e Anastacio Pires de Almeida,
$fe tenham a bondade de dirigir-se
J a ruado Crespo n. 17, a neg-
la co.
INTERNATO
DE
|Estabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACIIAREL EM MATHEMATICAS
ehm6)6) mmmk m umQ>.
Este estabelecimenlo de educacao e iostruego principiou a funecionar no dia
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos.
Os commodos, o asseio. aa boas condiges hygieoicas dos edificios destinados (Sf^
s tunecoes do eslabelecimento, a ordem e regularidade do servico no intrnalo, a (3
dedicaco e zelo que empregaro o director e os professores a bem do aprovciti-
^^ ment e progresso dos alumnos, sao circumstancias que devem animar e garantir aos
- paes de familias que desejam dar a seus filbos urna educacao regular.
Cadeiras de cnsino.
Primeiras letlrssdividida em duas classes.ltendo cada urna o seu profossor__
oortuguez, lalim, francez, inglez, arilhmetica, gebra e geometra, geographia e
aistoria, philosophia, rhetorica, desenlio, msica, dansa e gymnastica,
Nos estautos do intrnalo que esto a disposigao de quem os quizer
aacbam consignadas a condiccoes de entrada.

3-Raa estreita de Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- _
i locar denles arliGciaes tanto por meio de #
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga-algumasemque a obras nao
flquem a vontade de seus donos, tem p H
outras preparares as maia acreditadas 0
eTJ para conservacao da bocea; m
SS3JJ) St
Precisa-se alugar urna ama preferindo-se
escrava para todo servico do urna casa de familia :
quera quizer dirija-se a ra do Brum n. 54.
*vj WWW j>*w% wWrm Wf WfWw*WW^W *W^m *
1 Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coradlo e de peito.
3. Molestias dos orgaoa da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suss entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acuticos e p-
ticos serao empregados em Mas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturexa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sor oambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
Spromptiao em seus effeitos, e a neceasi-
dade do enera prego urgent que se usar
U616S*
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operacao que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos meamos, para cujo fin se acha
prvido de umi completa colleccao de
instrumentos iodispemavel ao medico
operador.
KISSEL FILIIO, relojoeiro, coocert
relogios inglezes, suissos e chronometros
o qual affiauga por um anno, e por maia
barato do que em outra qualquer parte : na ra
Direila d. 19.
Calcado de Melis.
Bolinas de Melis 12$000
Ditas de cordavao forma melis a 10J000
Ollas de lustre (franceza) a 69'JOO
Ditas inglezas de 90, 10-3, II9 e 12$0(MJ
Sapatos de tapete forrados las, proprlos
da estacao a 15500
Na loja de Burle Jnior & Marlios, ra do Ca-
bug n. 16.
Prestem attenco
Jayme cabelleireiro, pede as pessoas que lhe
alugaram cabelletras e barbas pelo carnaval (e
que ainda nao as entregaran)) de o fazer no pra-
zo de 4 dias a cootar da data deste, pois se as-
sim nao a fizerem serao seus nomes publicadss
por este jornal.

S 2
A YIRGE1 DA TAPERA
* belissimo romance pelo Dr.
J. C. Lobato.
9 Chegaram alguns exemplares, SJ)
# e esto venda por ?# na loja #
daraaNovan.il. SJ
2
Precisa-se alugar um molequo: na ra da
Imperatriz n.75.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de casa : na ra da Cadeia Velha n. 52, tor-
ce iro andar.
Offereco-se um homem sem familia para
fura desta praca para tratar de doentes por ter
tido pratica, ou mesmo psra ensinar primeiras
letras : quem de seu prestimo se quizer ulilisar,
dirija-se a ra da Cinco Pontas n. 93.
Urna preta velha por nome Antonia, que ha
pouco veio de Serinbem pela primeira vez, per-
deu-ae em urna destas ras, conduzindo um ba-
laio com pouca roupa e miudezas: roga-ae a
quem souber della de a levar ou dar noticia na
ra do Cabug, loja n 18, que ser gratificado.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rus da.Lapa n. 13: a fallar ns loja do mesmo.
Preeisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar: na ra dolmperidor, o. 37, segundo an-
dar, entrada direila.
AGITADOR IIYlUHICI)
00 DOUTOfc
un iL ra.
Para a preparara dos medica-
mentos homeopalbicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MOBBUS tima d'aquellas que nao
admitiera deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopathia os ventajosos re-
sultados que ella aasegurs.
Acham-se a venda carteiras e meias carteiras
especaes contra o cholera, acompanhada das
competentes instruccoes, pelos precos conheci-
dos, na pharmacia especial homeopathica, ra
de Sanio Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N B. Os homens de bom seoso reconhecem
cortamente que aendo o Dr. Sabino a foote pura,
d onde eraanou a homeopathia em Pernambuco
em todo o norte, elle o nico immediala-
menteintereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte to somente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicagao da ciencia no curativo das mo-
lestias, quer em relaco preparado dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistaa immedialas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos ventajosos), os quaes sao ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quando o servico o exipe,
na destillaro do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecacao dos globu-
los.na distribuicao das dilulc,oes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
soa 1, com machinas e com a obtenso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparec.no dos medica-
mentos ; ma. elle nao se contenta com o bem,
queja tem feito, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeicao daoao aos seus remedios
a maior iofallibilidade possivel em seus effeitos.
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
nos estraogeiros que a tua propaganda em Per-
nambuco'/oi Cao brilhante que nao tem na Eu-
i ropa nen.iuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.*, pa-
\ gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambieo muito mais elevada ella se dirige a
legar as geracoes futuras um nome estimavel
pela gravidade e importancia dos seus servidos,
pela sioceridade de suas convicedes, e pela fir-
meza do seu carcter.E' por isso, e para isso
que elle trabalba ; e traba Iba muito...
*
do Brasil e Portugal,
30 Ra MontholoQ Paris.
A proprielaria deste estabelecimenlo recom-
da encarecidamente aos Illms. Srs. visjaotas
portuguezes e brasileiros, que tenham de vir no
corrente anno a esta grande e bella cidade de
Paris, de honraren) seu bello estabelecimenlo pa-
ra o que nao se tem poupado .em aformozea-lo
com ricos movis em todas as salas e quartos,
como tambera toda a casa se acha forrada de ta-
pete, cortinados novos em todas as janellas e ca-
mas ; finalmente em ludo'foi obligada a fazer
urna reforma geral, afim dos Srs. hospedes terem
todas as commodidades co'mo se faz preciso, e
nao como se achavam mal servidos no lempo de
sua antecessora madame Schorou.
O eslabelecimento tem o numero de criados
e criadas necessarios para de prompto os hospe-
des serem servidos no que possam precisar;
igualmente tem bons cosinheiros sendo a comida
a portugueza e franceza a vontade dos mesmos
senhores; havendo tambem do mesmo eslabele-
cimento quem falle o porluguez, como tambem
interpretes para mostrar os monumentos desla
capital e fora della aos Srs. viajantes. O esta-
belecimenlo tem para mais de ciocoenta quartos
como tambem differentes salas pira familias es-
terera vontade e com independencia ; sendo
tudo por precos razoaveis como observario os
mesmos Srs. viajantes.
A proprielaria,
Madame Julia.
Attenco
Attenco
Aluga-se um quarto andar com excel-
lentes commodos : na ra da Cruz o. 53.
Sociedade bancada.
Amorim, Fragoso,Santos & C. acara e toiaam
aques sobre a praga dt Lisboa.
Os herdeiros da fallecida D. Anna Joaquina do
Nascimento, senhores do sitio Estiva de cima, no
lugar dalbura, fatem scieote a toda e qualquer
pessoa que arrematar o eogeobo e trras denomi-
nado Aguas-Bellas, que os mesmos herdeiros sao
senhores de urna parte de trras oode se acha
edificado o dito engenho, e por isso protestara
em todo equslquer lempo ir haver do poder de
quera o tiver, e para quo nao se chame a igno-
rancia para o futuro, por isso fazem publico os
he/deiros.
Precisa-se de 4009 premio cora seguran-
ga em urna ptima escrava muito boa cozinheira
de todo o servico de ama casa. Meando a es-
crava em poder da pessoa que der o dinheiro, que
por espico de 4 meses: quem pretender an-
nuncie.
O Sr. Jos Columbino de Araujo Lima
chamado & fendigio da Aurora para negocio de
sen iniersiie, por estes 8 disi.
Joao Antonio Coelho, sangrador e dentista, avi-
sa a todos os seas fraguezes e ao respeltavel pu-
blico, que se mudou da ra eatreita do Rosario
para a do Imperador o. 69, aonle pode ser pro-
curado para sangrar, tirar denles, ou limpar e
calgar os mesmos, para applicar ventosas e bi-
chas, tudo com perfeigo e delicadeza, e tambem
je alugam e vendem-se excellentes bichas de
Hamburgo, as melhores que ha no mercado.
Aluga-se urna escrava, cozinha, engoraras
e cose, para o servigo interno de casa de familia :
a tratar no principio da estrada de Joo Fernan-
des Vieira n. 36.
~ Domingos Fernandes Grillo segu psra o
Assu no brigue Trovador.
Frederico Chaves aluga sua casa de sobrado
sito no Poco da Panella, com os commodos se-
guintes : 4 salas, 7 quartos, despensa, coziuha,
casa para criados, coebeira e estribarla para ca-
vallos, jardim aos lados, terraco e cacimba : quem
a pretender pode dirigir-se a ra da Impentriz
numero 19.
Feitor para engenho.
Na ra da Guia n. 5, primeiro andar, precisa-
se de um horaom que enlenda de agricultura, e
que seja de bons costumes para feitor, paga-se
bom ordeoado.
Offerece-se para caixeiro de qualquer esla-
belecimento um rapaz com idade de 16 annos:
quem quizer utilisar-se de seu pequeo prestimo,
dirija-se ao pateo do Terco o. 40, que achara com
quem tratar, das 8 horas da manha s 3 da
larde.
Attenco.
O abaixo assigoado faz scienle ao respeitavol
publico e a quem interessar posse, que quem se
achar credor do seu fallecido sogro Manoel Joa-
quim Ferreira por conta de livro ou letra, ou
outro qualquer documento, baja da o apresentar
no prazo de 3 dias para ser immediatameote pa-
gas, assim como tambem pede a todas es pessoas
que estavam deveodo ao mesmo fallecido seu
sogro, linio por letras j ha muito vencidas como
por escriptos e cartas pedindo certas quantias
aasira como tambem de seus trabalbos, o favor
delho man lar salisfazer as ditas quantias, certos
de que o nao fazendo ter de usar de meios para
esse fim. Recife 17 de marco do 1862.
Jos BernardiooAlves.
8 Jos Gongalves Villaverde vende o seu es-
labelecimento de fazendas sito na ra do Quei-
mado n. 7 ao Sr. Augusto Frederico dos Santos
Porto.
O abaixo assigoado comprou a taberna da
ra de Horlas n. 106 so Sr. Jos Gougalves de
Souza, com o consentimento de seus credores
pelo praco e quaotia de 599J992, como cansta d
balanco dado no dia 9 de marco do correte, e
assigoado pelo dito Souza: o mesmo abaixo as-
signado declara que s serao obrigados os credo-
res pelo que ficar livre e desembarazado dos di-
reitos e aluguel da casa, dando 3003 em dinheiro
e o restante a prazo de 3 mezes, e fora dos cre-
dores que combinaran na dita venda : se alguem
se julgar com direilo do credor appareca na ra
do Livramento o. 39, deposito, no prazo de tres
dias. Recife 18 de margo de 1862.
, Pedro Alexandrino do Amparo.
As casas de familia.
Veodem-se superiores massas em caixas,son-
do mscarro o talbarim, pelo diminuto prego de
29 a caixa ; a ellas, que eslo se acabando : no
armazem do Annes defroote da alfandega.
O Sr. Antonio Martins de Carvalho queira
annuociarsua morada, ou dirija-se a esta typo-
graphia, que se lhe deseja fallar.
Antonio Jos de Farias Lioo tem justo e
contratado com seu caixeiro Jos Rodrigues Ca-
nhoto em lhe vender a sua taberna sita na ra
dasCruzesn. 25 ; quem se julgar credor, queira
apresentar suas contas para serem cumpridas e
pagas neslcs 4 dias.
Precisa-se de ama ama que tenha bom leile,
forra ou escrava, advertiodo-ae que tenha bem
comportamento : a tratar na ra da Guia n. 38,
sogundo andar.
O abaixo assigoado pelo presente declara
que tendo passado um documento de (a quem
eale me apresentar) entregar quetro mil pontas e
vinle cinco mil unhas de boi ao capito Manoel
Joaquim Perreira Esleves em 8 de oalabro do an-
no passado, e como j esteja o dito senhor rece-
bido das mencionadas pontas e unbas, como
consta de urna resalva que lbe passou, em razio
de ter desapparecido de seu poder esse documen-
to, por isso fax ver qae fica sem effeito algum di-
to documento em poder de quem apparecer. Re-
cife 17 de margo de 1862. Manoel Cypriano
Perreira Rabello.
Manoel Jos de Aguiar vae a Portugal tra-
tar de sua aaudo, e vende a sua taberna sita na
ra do Vigario n. 13, a tratar na mesma.
Aluga-se um moleque para todo servigo :
na ra Direita o. 88, terceiro andar.
Na tarde do dia 17 ao saltar de um wagons
da estrada de Trro at o pateo do Tergo, per-
deu-se um lenco com um pouco de dinheiro :
quem o achou querendo restituir pode entrenar
oa ra Direila n. 12, hotel,que ser recompen-
sado.
Fica exposto a venda bilhetes para os m-
nibus Apa e Beija-flor, no Dairro do Santo Ao-
tonio loja de fazendas da ra do Crespo n. 8 dos
Srs. Andrsde& Reg, e na ra larga do Rosario
fabrica de charutos do Sr. Joaquim Bernardo dos
Reis.
Desemcaminharam-se do poder do abaixo
assigoado as seguinles lettras: urna sacada por
Vaz & Leal em datado 13 de agosto de 1861,
aceita por Luiz Melaoeo Franca e endossada por
Joaquim Francisco Franca, a vencer-se em 13 de
abril pjoximo futuro, da quantia de 700 ; e ou-
tra sacada por Prente Vianna A C. em 28 de fe-
vereiro de 1862, aceita por viuva Neves i Ca-
dozo a vencer-se em 28 de maio do corrente an-
no da quantia de 7119480 rs., pelo que se previ-
ne aos Srs. aceitantes e sacadores que nao as
peguem se nao ao abaixo assigoado que protesta
provar o seu direilo. Recife 17 de margo de
1862.Por Joaquim Jos SilveiraAntonio Joa-
quim de Vasconcellos.
FERREIRA MUELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, 1. andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainotypo so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
pulcelras, alfinetes ou cassolelas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimento
de artefactos francezes e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha tambem para asta mes-
mo fim cassoletas e delicados alfinetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidroa para ambrolyp
chimicas photographicas.
S
I
i
ewisesaeg
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.

i
Frederico Gautier, cirurgio dentista
faz todas as operages desua arte a e co-
loca denlas artificiaos,, tudo com -sdeln
rioridade e perfeigao que as pessoas-,en
tendidas lhe recoDbecem.
Tem agua e pos denuncios, etc.
i
O bacharel Witruvio pe-
de ser procurado na ra
Nova n. 23,sobrado dees
quina que volta para a
camboad Carmo.
0
Pedido.
Gabinete porluguez de
Leitura.
f-tr ordem do IlltD' Sr presidente do conselho
deliberativo sao convidados os senhores coose-
theiros a reunirem-se em sessao exlraordidaria
quinta-feira 10 do corrente, s 6 horas da tarde,
na sala das sessoes do Gabinete.
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leitura
em Pernambuco 16 de margo de 186S.
A. J. Moreira Ponles.
3.* secretario.
Aluga-se o primeiro andar da ra larga do
Rosario n. 31, sendo a entrada pelo corredor n.
29, com bons commodos para pequea familia :
a tratar no segundo andar do mesmo, ou no quar-
le de polieia com o capito Teixeira.
Offerece-se para caixeiro de qualquer esla-
belecimento um pequeo de idade de 13 a 14
annos, dos ltimos chegados do Porto : quem
precisar dirija-se a ra Direila n. 30, deposito.
No mesmo eatabalecimeoto tambem se compra
constantemente diarios e joroaes para embrnlho
a 130 rs. a libra.
A pessoa encarregada pelo Sr. Dr. Joao An-
tonio de Souza Beltro de Araujo Pereira para
receber os aluguels de suas casas e foros de seus
terrenos, mora na ra Augusta n. 94, com quem
os inquiliooi e foreiros se devero haver.
O abaixo assigoado participa ao commercio
e a quem mais interessar posse, que Jos Do-
mingues Pereira deixou de ser sea caixeiro desde o
dil 17 do corrente.
tL Joio Jscintbo de M, Rexende,
Roga-se aoSr. Carlos Justioiano Rodrigues de
mandar desempenharseu documento no valor de
82# recebido em obras de alfaiate, em oulubro
de 1859, na ra Nova n. 67.
Fariolia de
mandioca.
A bordo do hiale Santo Amaro, fundeado
confronto ao trapiche do algodo, vende-se fa-
rinha de superior qaalidade a prego commodo : a
tratar com Fernandes 61 Irmo, em seu armazem
Iravessa da Madre de Dos n. 13 ou a bordo com
Jos Feliciano Machado.
No dia 7 do corrente fugio de um sitio de
Parnameirim, do abaixo assignado, um escravo
de nome Lourengo, que representa ter 35 annos,
prelo crioulo do setto, alto, magro, com pouca
barba debaixo do queixo, andar ligeiro, muito
regrisla e velhaco, e as vezes tem a mania de se
inculcar por forro, levou vestido camisa de chi-
ta, caiga e caseco de forro de farda, com chapu
de couro velho Da cabega, levou outro de feltro
pardo, e tambem um prelo, e mais diversas pe-
gas de roupa alguma lavada, ilho de Paje, e
consta ter sido all escravo de Agostinho Pereira
da Paz, foi acerca de dous annos comprado ao Sr.
Fraocisco Cavalcante de Albuquerque, morador
na Torre, consta ter andado nesles dias pelo
Arraial e Caa-Forte; quem o aprehender e
levar ao dito silio, ou ao armazem da ra do
Amorim n. 41, ser bem gratificado, igualmeote
se roga s autoridades policiaes a sua cap-
tura. r
Recife, 12 de margo de 1862.
Francisco Cundes de Aratijo.
Irmandade do Senhor Bom
Jesus-dos Allitos.
A mesa regedora da Irmaudado do Senhor Bom
Jess dos Affliclos erecta na igreja de S. Jos,
sob a direcgo dos pescadores, faz scienta ao
respeitavol publico, que a procissao do seu.pa-
droeiro passa pelas ras seguinles, as quaes
espera encontrar na larde do dia 23 do corrente
todo o aceio e limpeza: ao sahir da igreja segu
em frente ao pateo da Ribeira, ra do Raogel,
ra do Queimado, prega da Independencia, ra
do Cabug, ra Noa, Camba do Carmo, pateo
do mesmo, ruade Hortas, ra dosMarlyrios.tra-
vessa do Marisco, pateo do Tergo, Ra Direila,
pateo do Livramento, ra da Penha, ra d'Asump-
go ra dasCalgadas, ruados Pescadores, ra de
Sania Rita, ra do Fagundes, a voltar para a de
Santa Cecilia, e desla para a de S. Jos reco-
lher.Joaquim Domingues Soares, escrivo.
Ohlquepechincha
Vnde-se palitos lixados e foliados finos para
denles 3 massos cora 40 massiohos por 400 rs. na
rna da Imperatriz loja da Arara n. 56.
CALCADO
Preservativo universal,
43Ra Direita45
Oihem!...
Urna das intelligencias melhcr esclarecidas na
scieucia de Hipcrates, depois do longos annos
de exercicio de curar e malar cooveneeu-se afi-
nal, que o nico preservativo iofallivel de qual-
quer epidemia, por mais morera que foss, era
conservar a cabega fresca, ventre desembaracado,
e PS QUENTES. Ora, viajando por ah um
epidemia.que mata gente como qualquer outra,
occasiao de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de glanber, o mais acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opinio e a pratica de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e laogando
ao cisco todo o calcido velho, dirigiodo-se lodos
ao armazem. da ra Direita n. 45, onde o respec-
tivo proprielario a todos receber com cortezia,
aturar as massadas, e aquecer os ps com ex-
celleote calcado, segundo o gosto, e estado fl-
nanceiro de cada um, e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
francezes, inglezes o brasileiros a 13*.
12, 11, 10J, 9#500, 8e.........-....* 53500
SAPATOES a 7500, 65500, 5500, 5,
4500at.....................T!V..._ 3000
Meninos.
SAPATOES a 5S500, 5, 4, 3*530 a...... 1&600
Sennoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingle-
ses, allemes e americanos federaos
6#, 5*500, 5*. 48500, 3J500 a........... 2*500
Meninas.
BOTINAS a 4*500 e...................... 43000
Um completo sortimento de sapatos para se-
nhora d,ncouro de ,Ulre ""o"0 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 8C0 rs.,
de tranga francezes a 1*300. portnguezes 2, sapa-
tos de borraxa para homem senhora e meninos,
mullo couro de lustre, de porco.cordavlo.marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, coarinbos,
vaquetas, sola etc., que todo vende-se como em
nsnhuma parto.
CONSULTORIO ESPECIAL BOIEOPATHICO
00 DOCTOR
m SABINO O.L. PINHO.
Ruade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguinles molestias :
moltstiat da mulhert, molestias das erian-
cas, molestias da ptllt, moltstxas dos olhos, mo-
Uttxat lyphiliticat,todas as especies de ftbres '
febresintermitientes esuas consecuencias *
rilARMACIA ESPECIAL HMBOTATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalbicos pre-
arados som todas as caatela necossarias, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintura,como
am glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
liveis. r
N. B. Os medicameotoa do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos era saa pharmacia: todos
que o forem tora della sao falsas.
Todas as carteiras lo acompanhadas de m
lmpresso com um emblema em relevo, tendo ao
reopr as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras qae nao levarem esse impreaso
assim marcado,emboratenbam natampa oso-
mi do Dr. Sabino aio falsos ^-i
*
(jrabinete medico cirurgico.#
Ra das Flores n. 37.
9 Serao dadascons-ltas medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevo Gavalcanti de Albu-
querqueda 6 aslO horas da manha, ac- S
cudindo aos chamados com a maior bre-
m vidade possivel. Z
O 1- Partos.
9 2.* Molestias de pello.
3.* dem do olhos.
fj) 4.* Idemdosorgos genitaes.
9 Praticar toda e qualquer operacao em 2
O seu gabinete ou em casa dos doentes con- m
9 forme Ihes for mais conveniente.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares do individuos de todas as nagoei
podem testemunhar as virtudes .desieremedio
incomparavoleprovaremcaso necessario,que,
pelo uso que delle fizeram tem seucorpos
membrosi nteiramentesosdepoisde haver em-
pregadointilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascurasma-
ravilhosas palaleilura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; a
maior parte deltas sao tao sor prndenles qu
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes.o tst
deviara soffrer a ampuiago I Dallas ha imu-
casquedavendodcixado esses, asylos depade-
timentos, parase nao submeteren aessaope-
rago dolorosa f o rara curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu roco-
ohecimento declararan estes resultados benefi-
cosdiante do lord corregedor e outros magis-
trados.afimde ais autenticaren! sua a firmsiiv
Minguen desesperara do estado desaude ss
tivesse bastante confianga para encinar este ra-
medio constantemenleseguindo algum tempo o
tratamento que necesstasso a natureza do mal,
cujo resultado seria provar i ncontestavelmenle.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
s nos seguintes casos.
Inflammago da|bxiga
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anearos.
Cortaduras
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
era geral.
Dilas de anus.
Erupges escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
I n chaces.
nflammacao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos paitos.
do olhos.
Mordeduras da reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, en qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se] este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conten
um instruego em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral i em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.

SliUl recisa-se de urna mordoma, de um co- ay
0 sinheiro e de criados copeiros: na ra da *J
S Aurora n. 50. aa

Em abono da verdade, e
em tributo de gralidao.
Inflamraaqao do ligado.
Atteslo e declaro publicamente em abono da
verdade e em tributo da gratido como o Sr. Ri-
cardo Kirk com escriptorio na ra do Parto n.
119 me curou de urna inflammago de figado que
padeca ha mais de 6 metes, no pequeo apago
de 22 das, sem me causar o menor iocomraodo,
com a applicagao de suas chapas medicinaos.
Pelo que lhe passo o presente aitsetado, rui do
Carioea n. 1M, Rio de Janeiro.
Jos de Barros*

_______


"'- V-4J1WY-..- ''--
DIARIO DE PERNAMBCO. TER^A FIIBA 18 DE MARCO DE 1861
Ama de leite.
Na na do Ho#plek> a. 15, preelea-se de ama
ama de leite, que lanha-o em abundancia e que
nao teohlfllho. ?
Furtaram do ogsr deoomioado Hara Sim-
plicia, no dia 6 do corrente, dous cavallos de um
comboy que riaha pata eata cidade, aeodo am
caatanho, gordo, frente aberta, ps e maos calga-
doa, iguaes bebe em braaco, urna cicatriz de den-
tada na mao dlreita cima do joelho, e oatro
pedrs, castrado, om mal de bestas na anca es-
querda, e mais abano um O e logo tnais um sig-
nal assim 3 a um aignal branco na venta esquer-
da, ambos tem marca de ferro : quem dalles der
noticia, dirlja-se a Olinda ao Ivm. Sr. Manoel
Jos da Trwdade, que sendo verificada aera re-
compensado com 205 Por cada cavallo.
Terca-feira 18 do corrente, floda a audien-
cia do Sr. Dr. jaiz municipal da !. vara, serio
arrematados por venda doua relogios de ouro pa-
tente luisso, de aabonete, avadados um por 13},
e outro por 305, Pr execegao de Joao Antonio
Finheiro contra Albe rt ScboS; a ultima prega
O abaixo assigoado avisa ao respeitavet pu-
blico que no dia II do corrente mez deixou de
aer caixeiro dos Sn. Bastos & Reg, e se acha
arrumado na ra do Queimado n. 46, loja dos
Srs. oes & Bastos. Hecife 13 de marco de 1862.
Bernardo Jos Leite Baaloa.
AM.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar : a tratar na ra do Arago n. 1, primeiro
andar.
Offerece-se um rapaz de idade de 16 annos
para qualquer caixeiraria de seceos, ou para co-
branza, d fiador a sua conducta: na ra dos Coe-
lbos numero 13.
Club commercial.
A reuniio familiar do correte mex lera lugar
na noile do dia 22.
Irmandade das almas da ma-
triz do Gorpo Santo
A mesa regedora da mesma irmandade avisa a
todos os seus irmos reunirem-se em mesa ge-
ral no consistorio da irmandade das almas, no
dia 18 do corrente, para tratar de negocios ur-
gentes.O escrivao,
Jos Monteiro de Siqueira.
Jos Xavier Coelho tesiamenleiro o in-
ventarente dos bens deixados pelo finado
Antonio Jos Pereira Ermida, convida os
credores do mesmo finado a apreseotarem
no prezodeS dias su as coolas afim de ae-
rem descriplos no respectivo inventario.
Precisa-se de urna ama forra para o serviro
urna casa : na ra das Aguas-Verdes n.66, loja.
- Antonio da Fonseca e Silva, Portugeez, vae
a Europa.
.Aluga-se ou vende-so um mulato perfeito
boleeiro e estribeiro : na ra da Imperatrizn.
45, primeiro andar.
Precisa-se de urna criada forra ou escrava
para o serviro de urna casa : na rea do Cabag
n. 18, sobrado rom entrada pelo pateo da matriz.
Um caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com habilitares pa-
ra vender fazendaa por esta cidade e fura della,
como para cobrar dividas no mato, dando fiador
idneo a sua conducta; poder dirigir-ae a ra
de Santo Amaro n. 26, at 9 horas da manba, e
da* 2 1|2 s4 horas da tarde.
G. fi. Fmkr, subdito prassiano vai
o sul.
para
Inrtaram
umeavallo russo rodado, com selim in-
glez, estribos de metal branco, bride de
parafusos e com os seguintes signaes :
urna pequea pinta branca na testa e
outra tomando ambos os beicos, orelhas
grandes, com urna pequea coceira na
pa' esquerda e anca direita : quem o
' pegar dirija-se a ra da Praia n. ll>,
que sera'generosamente recompensado.
Precisa-se
de urna mulbcr de conianca, para
casa de urna pequea familia estrangei-
ra, oceupando apenas do servido inter-
no, e que d conhecimenlo de sua boa
conducta e moralidade: na ra das
Cruzes n. 4i, segundo andar, das 6 as
9 da manhaa.
15#000,
Aluga-se um sitio pequeo com casa de viven-
da e cacimba de agua de beber, tendo a casa 3
qusrtos, 1 solo, 2 salas, coziolia (ora e copiar
por 159 mensses, em Santo Amaro, sitio em qee
mataram o frade.
6#000.
Aluga-se em Sa'nto Amaro, caminho do Cam-
po Grande, urna casa contendo 1 sala, 2 quartos,
1 pequeo quintal, c com agua de beber, por 65
Dizimo do capim de planta do
municipio do Recife.
0 ex-arrematante Francisco Lins Caldas avisa
aos senhores plantadores, que podem dirigir-se
a pagar o que des em dentro de 15 dias, na loja
de Burle, ra do Cabug n. 16,
dos Srs. Martios
alias o arrematante usar
14 de margo de 1862.
de
ra do Cabug n.
do seu direito. Hecife
Ensino particular.
Uma pessoa habilitada eque tem pra-
f fe em casas particulares de trance?, "io-
| glez, grammatica e analyse da liogua
w porlugueza, arilhmelica e primeiras let-
dj| tras : a fallar na ra do Cabug n. 3, se-
t, gundo andar.
Est para aiugar-se o segundo andar do
aobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
rial : a tratar na ra-da Aurora n. 36.
Aluga se um armazem na ra da Cruz n.
29, com sabida para a ra dos Tanoeiros : a tra-
tar no pateo de S. Pedro o. 6.
Quinta-feira 20 do corrente pelas 9 horas
do dia persnleo Sr. juizdepaz do segundo dis-
tado da Boa-Vista a ultima praca da armago
e mais pertencea do deposito da ra da Santa
Cruz n. 62, perteocente ao Sr. Manoel Le&o de
Castro, por execucao de Carvalho & Mondes.
Arrenia-ae o eogeoho S. Gaspar sito na
freguezia de Serinbem, beira rio, com ptimas
e immeosss Ierras de vargens lavradias mui pr-
ximas da moenda, pingue cercado e expelientes
matas e mangues : a tratar na ra do Hospicio
n. 17.
Attenco.
O abaixo assignado respondeodo ao annuncio
que seu ex-socio Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza tez publicar no Diario de Pcroambuco
de 3,4, 5, 6 e 7 do corrente, declara a esse se-
nhor e aos devedores da ex-firma Rodrigues &
Hibeiro, que a seolenca referida pende de deci-
so do tribunal superior e tendo sido appellada
nao produz por ora e(Yeito algum. Isto nao obs-
tante o respoodente nao receber doa devedores
da ex-firma referida quanlia. alguma por parte
da mesma firma em liqaidacao, e antes aconse-
lha aos Srs. devedores que recolham a deposito
as importancias de seus dbitos vencidos por
conla da mencionada firma em liquidaco e com
inlimago a ambos os ex-socios e liquidantes, ta-
zando o abaixo assigoado igual protesto contra
aquellas quaolias que forem pagas ao ex-socio
Manoel Joaquim Rodrigues de Soeza, com recibo
deste nicamente, visto como um tal pagamento
nao desoneri ao deveor caso em que considera
aquellas que j tem feito alguna pagamentos e
aura Lato de aobre-por aviso aos cradorea da ex-
firma carrejando o ex-socio Rodrigues com as
eonsequenciss que d'abi resultaren). Recife 7
de marco de 1811.
Luis Antonio de Soasa Rlbelro.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
ca da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
1. 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendes Gumaraes, que mo
rou na ra da Gonce icao da Boa-Vista :
nesta typographia.
Agencia de passaporte.
Claudioo do Reg Lima lira passaporte psra
dentro efora do imperio com preateza, e por pre-
go commodo : na raa da Praia, primeiro andar
numero 47.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar da casa n. 38 da ra da Cruz do
Recife : a tratar no escriptorio do pri-
meiro andar na mesma casa.
Aluga-se o armazem o aobrado da ra do
Brum n. 34, o qual maito grande e proprio para
qualqor estabeleeimento por ter embarque para
a mar pequea, e caes j feito, pagado ao do Sr.
Bowman : quem pretender, entenda-ae com Jos
Aoiunes Guimar&es, na ra da Cruz, armazem
d. 46.
Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem arranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribara etc. : OS preten-
derites queiram dirigir-se a tercena ca-
sa passando a ponte pequea da Passa-
gem da Magdalena.
Ama,
Precisa-se de uma escrava que seja perfeita
cozinheira, e para mais servigos de casa, adver-
tindo-se que seja fiel; para a raa do Queimado
a. 46, loja de Goes & Basto.
Aluga-sa o armazem do sobrado da ra de
Apollo n. 47, excedente ra para qaalquer nego-
cio : quem o pretender entenda-se com Jos Ao-
tunes Guimsres, na raa da Cruz, armazem nu-
mero 46.
Madamolselle Cari de la Charie, discipula
premiada do conservatorio de msica de Pars,
cootinua a ensinar piano e canto, conforme o gos-
to moderno : pode ser procurada em sua casa,
roa Nova n. 23, 2 andar, por cima da loja de
chapeos de sol.
Aluga-se um sobrado na ra dos Martyrios
com excellentescommodospara pequea familia,
concertado e pintado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimha ; os pretndanles dirijam-se
ao Sr. Leopoldo Ferreira Martina Ribeiro, ra da
Imperatrizn. 40.
Aluga-so os primeiro e segundo andares da
casa n. 27na ruado Amorim : a tratar na mes-
ma ra n. 46.
Pedese ao Illm. Sr. G. G. A. M.
de mandar a ra da Cadeia do Recife,
escriptorio n. 47.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, paimeiro andar, tinge se para todas
as cores com presteza c commodo preco.
Uma casa estrangeira'de pouca familia pre-
cisa de um cosinheiro ou cosinheira forra ou ea-
cravo, comtanto que seja perito no seu officio : a
tratar na ra do Trapiche n. 36.
Lices de inglez.
Dao-se de noite no hotel francs ; a tratar na
raa da Cruz 1.
TROCA-SE
Uma imagem de Santa Thereza, recentemente
cheRada da Babia, sendo a escultura de um dos
melhores artistas ; tem dous palmos de altura,
incluiodo a piaa ; quf m quizer ver dirija-ae a
ra das Trincheiras n. 29, queaehar com quem
tratar.
Precisa-se
de uma boa ama de leite, para
amamentar umacrianca; na
ra do Crespo n. 13.
Precisa-se de alugar um moleqne que te-
uha de l a 16 annos: a tratar na ra de Hurtas
n. 41.
Ama.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva,
quo cozinhe e engomme: na raa da Cruz o. 45.
Officiaes de alfaiates.
Precisa-se de officiaes de
alfaiates, para obras miudas
e graudas : na fabrica de rou-
pa feitas de Bastos A Reg
junto a Conceico dos Milita-
res n. 47.
Jos Vellozo Soares, proprictario da casa
o. 26 do pateo do Livramento, pretende vende-la
e j eit justo c contratado a faze-lo, mas, qu-
rendo desvanecer qualquer peosameolo que por
ventera possa por em duvida a legitimidade de
seus ttulos, convida e pede a quem quer qae se
achar habilitado a contestara mesma legitircCa-
de de que se aprsenlo por este Diario nemes
3 dias- Recife 17 de marco de 1862.
Aluga se um t loja com armacao,
batanea, pesos etc., etc., propri> para
taberna, em boa ra do baifo do Re-
cie, assim como tambem um andar c
sotao muito fresco e por preco commo-
do : a tratar na ra da Cadeia n. 33,
com Jos Ribeiro Lopes.
T. W. Guisl vae para a Bahia.
Antonio Joaquim Dias Medronho vae a Eu-
ropa.
Precisa-se de um bom forneiro que tenha
boa conducta : a tratar na ra da Florentina nu-
mero 2.
Est justa e contratada por compra a roe-
tade da casada ra Direita dos Afosados n. 21,
pertenceote a D. Rita Ribeiro da Silva Moraes
viuva de Joao Jos do Amaral, quem se achar
com direito a mesma annuncie no prazo de 3
dias.
Na ra da Cadeia do Recife n. 12, acha-se
um bab que sem duvida deixaram ahi flear por
engao : quem se julgar seu dono dirija-se ao
lugar cima indicado que dando os signaes ver-
dicos ser-ihe-ha entregue.
Taberna.
Vende-ie ama taberna propra para nm prin-
cipiante por ser bom lugar, na esquina do Forte
do Mallos, faz frente para a ra da Lapa o para
o largo em frente ao chafariz, tica no correr do
desembarque n. 12.
Vande-se uma escrava parda, de bonita fi-
gura, cosinba o diario, engomma e lava bem de
sabio : quem a pretender, dirija-se a ra do Im-
perador n. 69, loja, ou ao paleo do Carmo n. 22.
Vendem-se dous bancos e muita tarramen-
ta de carapiua, vende-se tudo em coula : no lar-
go da ribeira de S. Jos n. 1, eaqaina de Santa
Rila.
Peehineha
A1$280 o covado*
Grosdenaple muito preto, fazenda muiio boa:
na ra do Queimado n. 47.
A l^opar.
Meiaa pretas de seda para senhora; aa ra do
Queimado n. 47.
Aviso.
Na ra do Drum-n. 55, armazem de.fronle do
chafariz. vendem-se ps de coqueiros para plan-
tar ; quem pretender dirija-se.
Vende-se uma porco de anzoes feltos na
trra, de diversos lmannos; na ra do Queima-
do, loja de ferragena n. 33.
Sementes
de Hamburgo.
De hortalie i e flores.
Agua arnbreada
para banhos do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia brinca acaba de receber nova
remeasa da proveoaa e mui procurada agua
embreada, cojos bons effeitos de refrescar a cu-
lis, tirar o ardor que deixa a na vaina quando ae
faz a Daroa e acabar o mo balito proveniente
do transpirar sSoj bem conhecidos, assim co-
mo das senhoras por nao anda rem ao sol faz
conservar pereltamenteo brilho do rosto. A lo-
dos quaotos tem usado d'sgaa embreada nao sao
estranhos esses eTeitos e ellas sero sinda mais
conhecidos por aquelles que munidos de la ae
dirigrem a loja d'guia branca ra do Queima-
do n. lo, onde nicamente se vende.
Fazendas pretas
U na loja do pavao, roa
da Imperatrizn. 60,
de Gama Veode-se barstissimo por aer lempo de qua-
resma as fazendas seguintes :
Ricos manteletes de velludo preto rica-
mente entenados com franjas largas os
mais modernos que tem vindo a 30*000
Modernsimos enfeitea pretos a turca e
Ganbaldi 6fi000
Ditos mais simples a 2000
Ditos de vidrllbo muito modernos a i 800
Lhales pretos de merino bordados
vidrilbo a
Ditos de fil preto muito fino a
j Grosdenaples prtos fazenda muito
j eorpada a 1500, 1S600, l80O, 2fi
Sarja preta hespanbola, covado a
, Meias de seda pretas para senhora a
Viudas pelo ultimo vapor inglez : na ra da Ca- P'1" d? ,a de Pa padrea a
deia do Recife loja de Vidal 4 Bastos. ; L*r" fdr?[oz b,?{ad" com vMrilho
Novas fazendas pretas pa- d"^'^" de "*mui{0 ana a ] {g
* Alpacas pretas muito finas a 560. 640
ra a quaresma na loja da i S._e... *ooo
com
en-,
e
128000
3SO0O
28500
29000
19000
19600
Arara nn ni ,\ fmnaMtiaL H* ludod?-e amostras com penhor
Arara na ra aa lm peratriZ da Imperatriz n. 60, loja e armazem de
n. 56 de Magalhes & Men- Sw-
des. Pannos pretos e case
: na ra
Gama &
iras
Vende-se grosdenaple preto encorpado a l$600, Na toja do Pavao.
19&00, 29, 2^200 o covado, alpacas pretas a 500 Vende-se panno preto muito boa fizenda a
600 e 720 rs. o ovado, sarja preta de la para 1*600,19800 e 29 o covado, e dito que val 89 a
caigas e psletots a 560 o 640 ra o covado, vel- 49500 o covado, casemiras pretaa enlistadas a
ludo preto a 2J500 o covado, enfeiles pretos e de 39, 3(200 e 39500 o corte, ditas de uma so lar-
cores a 295OO, 39, 58500 e 65. gura de todos os precos e qualidades, abtim pre-
" DnnnA nnfA 10 da China para caigas paletots ecollefes com 6
te fai lO IireO. Plmosdelarguraa38ocovado:narUadaIm-
a. uuuu a^j. \j ivv/. per8triz n 60f loja e ,rmem de Gam; & 8||M<
Panno preto parajcalgas e paletots al! 19700, Sftda5 dp niiarivinhnc n T *)0 va
19800, 29 e 29500 o covado, corles de casemlra ., 4Ud preta enfestada a 39, 39500 e 49 para calcas, cor-
tes de chitas finas com 13 covados a 28500, ditos
de riscado chinez a ?)500, ditos de popelina a
29600, chitas a 160 e 200 rs. o covado, ditas fran-
cezss a 240 e 280 rs. o covado, cortes de fusto
para caigas a 8120, ditos de brim a 19280 e
I96OO, cobertores de algodo a 19.
Algodo e mada-
polo,
S Majjalliacs & Mendos.
Vende-se pegas de algodo trancado america-
no com pequeo toque de cupim com 20 jardas a
pega a 39500 e 49, pega de madapolo entestado
sem defeito a 39, uraaduzia de meias cruas pa-
ra homem por 19200 um par 120 rs., ditas finas
28400, uma duzia de lengos brancos com barra
por I92OO um leogo 120 rs., pares de meias para
senhora a 240 e 320 rs. maito linas, uma duzia
de aberturas ou peitos para camisas 28(00 uma
abertura 200 rs., maotinhas de crox para se-
nboras andar por casa 200 rs. cada uma, pegas
de chitas de cores escuras com pequeo toque
de mofo porm logo que se lave flea perfeita cum
38 covados por 69 covado 160 rs., laziobas para
vestidos a 280 e -iUO rs. o covado, siolos doura-
dos a 29.
Lazinhas suissas para ves-
tidos
Lazinhas suissisjpara vestidos de senhora e
roupa para meninos muito linas fazenda que se
pode litar a 560 rs. o covalo, cassas suissas de
quadriohos para vestidos a 280 rs. o covado, fus-
to de quadrinhos muito finos para vestidos de
senhora a 280 e 320 rs. o covado, popelina de
cores a 240 rs. o covado para vestidos, gorguro
de linho para vestidos e roupa pira meninos a
280 rs. o covado, chitas novas aquille proprias
para roupaa de senhoras com listnohas muilo fi-
nas a 280 rs. o covado tem 4 palmos de largura,
isto s na arara na ra da Imperatriz loja e ar-
mazem n.56.
Vende-se a metade de uma casa
em Fora de Portas, na ra do Arraial n.
2: a tratar na mesma ra n. 24.
Na loja do Pavao na ra da Im-
peratriz n. 60.
Vende-se muito delicadas sedas de quadriohos
a 720 rs. o covado: na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gima & Silva.
Chales.
Grande peehineha na loja dol Pavao.
Vende-se os mais ricos chales com poota re-
donda e bololas, tendo aa barras de velludo ou aa-
setinadas, imitando as capinhas mais modernas,
pelo baralissimo prego de 49500 cada um e ditos
de qustro ponas a 48500, ditos a Garibaldina
sendo muito grandes a 5> : na ra dalmperatriz
n. 60, loja do Pavo de Gama & Silva!
Brilhaniinas americanas.
Vende-se brilhaniinas americana com lindis-
simas cores sendo fazenda inteiramenle nova e
moderna de 4 1)1 palmos de largura 1 400 rs. o
covado : na ra da Imperatriz n. 60, loja e ar-
mazem de Gama & Silva.
Espartilhosa3,5)0.
Vende-se espartilhos ioglezes que sao os me-
lhores pelo diminuto prego de 3j}500 [cada um :
na ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
l'avo, de Gama & Silva.
Para meninos a 4#500 rs
Vende-so vestidinhos de seda paral meninas e
ditos/ de fustao qara meninos muito bam enfei-
tadoi pelo baralissimo prego de 4950D cada um :
na roa da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavo.
Madapolo a 3$l
Vende-se pega de madapolo entestado com
14 jardas a 39 a pega : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo,
na
a 3^ a peca com 30 varas
Tramoias para babados de diversas obras
rus do Quoimado o. 47.
\. i RUI DE HURTAS N. 4
Joao Ferreira dos Santos,
avisa a todos os seus freguezes que de outr'ora
negociaram com elle, que se acha estabelecido
na ra de Hortas n. 4, parede-meia da casa son-
de foi caixeiro, que est vendendo mais barato
do que em outra qualquer parle, como seja :
manteiga ingleza tina a 800 e lg a libra, dita
francesa a 680, lata s com 4 libras de manteiga
proprias para mimo ou condugo para fura por
29880, toacinho de Lisboa a 300 rs. a libra, e
89500 a arroba, presunto para paoella a 400 rs.
a libra, banha de porro a 440 a libra, macarro
talbarim e alelria a 280 a libra, sag a 320, ce-
vadmha a 240, toucinbo do Maranbo a 160. al-
pisla a 160, farinha do reino a 100 e 120 a libra,
gomma a 100 rs. a libra, e 29560 a arroba, vi-
nbos engarrafados superiores a 19200 a a 19 a
garrafa, vinho de Lisboa e Figueira em pipa a
400. 480. 560 e 600 rs. a garrafa, caada a 39200,
38500. 49 e 48500, superior vinho verde a 480 a
garrafa, vinho bordeaux a 800 rs. a garrafa, licor
fino a 19 a garris, velas de espermacete a 700
rs. a libra, ditas le carnauba decomposiglo a 360
e 440 a libra, massos de palitos pira denles en-
tenados a 240 o masso de*20 massinhos, assim
como tem muitos gneros que se torna massaute
menciona-los, vista dos compradores se ven-
dero pelo manos que poder.
Vende-se a casa n. 24 da ra dos Pocos, de
pedra e cal, com 19 palmos d6 frente e 44 de fun-
do, vende-se pelo baratissimo prego de 2509 *
tratar na ra estreila do Rosario o. 4.
Gorguro de linho a 280 rs.
Vende-se gorguro de linho de quadrinhos e
mesclados proprios para senhoras a roupas de
meninos e meninas a 280 rs. o covado: na ra
da Imperatriz n.60, loja do Pavo, de Gama &
Silva.
Baregesa6# o corte.
Vende-se cortes de bareges com 22 covados
para vestidos, ditos com as saias ja feitas a 68 o
corte ; na ra da Imperatriz n. 60,1 >ja do Pavo.
Grande peehineha em cortes
de vestidos na loja do Pavao.
Vende-se Qnissimos cortes de c. mbraia bran-
| ca bordados com 2 babados grandi-s e de duas
saias pelo baratissimo prego de 49. ditos de cam-
< braia de seda com babados bordadrs a 49500, di
I toa de phantssia fazenda que semp e se vendeu
> por 129 pelo baratissimo prego de >9 cada um
na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
Pavo, de Gama & Silva.
Compras.
Compra-se
urna rede para peixe que lenha de 20 a 30 bra-
gas : na roa Nova n. 16.
Deaeja-se comprar um par de venezianas :
quem a tiver annuncie por este Diario para ser
procurado, ou dirija-se ao segundo andar da ra
larga do Rosario o. 31.
Compram-se moedss de ouro de 16 e 209:
na ra da Cadeia n. 83, loja.
Compra-se uma escrava
de meia idade, que saiba cozi-
uar o diario de uma casa:
na ra Nova n. 47, junto a
Conceico dos Militares.
Alvaro & Magalhes.!

Ettabelecidos com loja de fazendaa na
roa da Cadeia n. 53, e echando-se de
posse de um novo estabeleeimento na
ra do Crespo n. 20 B, participara a to-
dos os seus amigos e ao publico em ge-
ral que dispe de um grande e variado
sorlimenlo de fazenda que tem resolli-
do vender dinheiro por precos bara-
tsimos. Roga-ae aquelles que tive-
rem de comprar qualquer artigo de fa-
zenda de ae dingirem as nossaa lojas
cima indicadas que sero ptimamente
servidas.
Cambraias de carocinhos
S no Pavao.
Vende-se finissimos corles do cabbraia branca
com carocinhos brancos e de core i tendo cada
pega 8 1|- varas a 49 a pega : na ua da Impe-
ratriz n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama
& Silva.
Loja do beija-llor da ra do
Queimado n. 63
oJeDdem"8e D0DeM d chouro 400, 500, (MO,
800 rs.. pulseiras pretaa a 800 ra., bandejas Onas
29 e 49, lesoeraa finas a 800 rs. a dszia, gram-
pos de segurar enfeites o par a 800 ra., caixiohaa
de obreiaa de cola a 160 e 100 rs., pentea virados
Imitando tartaruga a 19 e 19200, diloa aem ser
virados a 720, 800* 900 rs., botdes de metal pa-
ra caiga a 400 ra.. ditos de ago a 240 a roza, al-
finetes pretos a 640.
Loja do be'ja-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se franjas e trancas, fitss de velludo
preto para a quaresma, mais modernaa que ha no
mercado, e mais barato que em outra qualquer
parte.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
. JrS.0do1S"8.Vir?ibl)rdadas d- diversas larguras
a 700, 800,1S e 1J200 a tira.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se facas finas, cabo de balango de 2
botoes a 68800. ditaa para doce a 5J800. ditas de
um boto a 6|200, ditas para doce a 59200, ditas
pretas cravadas a 3|600, ditaa brancas a 39400,
ditaa rouges a 39 a duzia.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se fitas de seda propria para de-
brum de vestido preto, dita branca de linha, litas
de seda de 5 dedos de largura com pinta de mo-
lo a 320, ditaa limpas a 640, 800 e 1.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se grvalas pretas de setim a 19, ditaa
estrellas a 19, ditas a 800 rs., pennas de ago de
langa, 500, a 720, ditas de mozioha a 800 ra.
Loja do beija-ior da ra do
Queimado n. 63.
Vende se papel em caixinhas de diversas cores
a 19 e 640, branco pautado a 800 rs., anvelopes
de cores a 800 rs brancos a 19, resma de papel
de quadrinhos a 49700, ainto encarnado a 440.
dita azul a 320.
Vende-se um escravo crioulo do bonita fi-
gura ; na ra do Queimado, loja de ferragens
numero 13.
Ricos manteletes
de seda pretos en-
feitados.
Na ra do Queimado o. 18 A, esquina que vai
para a ra estreita do Rosario, tem para vender
ncoa manteletes de grosdenaple preto eofeitados
de yidrilhos, pelo diminuto prego de 209, ditos
muito bons a 259, ditos superiores a 309000 : no
mesmo estabeleeimento tem muitas oitras fa-
zendas proprias para a quaresma, bem como se-
jam enfeites pretos, grosdenaples de todaa as
qualidades, tudo o mais barato possivel.
Rap fresco.
Rap Paulo Cordeiro a 1(600 a libra, dito mea-
ron a I904O, dito Lisboa a 29700, dito gasse gros-
so e mtio gresso a I96OO, dito gasse Ono a I928O:
na loja do rival sem igual, ra larga do Rosario
numero 36.
Caixinhas e cabazes para
presentes de meuiuas.
Muito lindo sortimento de caixinhas e cabazes
para as meninas trazerem no brago peloa dimi-
nutos pregos de 320 a 29500 cada uma : na loja
da victoria na ra do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura dou-
rada e preta.
Lindos quadros de moldura dourada e prela
com estampas a 49500 cada uro: na loja da vic-
toria na ra do Queimado n. 75, junto a loja de
cera.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes linos para aparar peona, de duasfo-
Ihas, a 200 ris cada um : na loja da Victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
OH Vende se um bonito cavallo castanho, pro-
prio para sella, sellado e eofreiado : a tratar na
cocheira de Thomaz Jos dos Res, no Mundo
Novo.
tSf Vende-seo armazem de louga sito na ra
do Raogel n. 6, o qual por acbar-ae em boa lo-
calidade serve para um oulro qualquer estabe-
leeimento e vendo-se porque o dono quer reti-
rar-se para fora da profincia : a tratar no mes-
mo armazem.
* Milho.
No trapiche doCunha tem 116 saceos com bom
milho para vender: a tratar no mesmo trapiche,
nu na ra da Cruz o. 47 com o Sr. Antonio Jos
Paulo de Garvalho.
A victoria
Na ra do Queimado n.75 jun
to a loja de cera.
VENDE MUITO BARATO.
em carlo a 40
rs.
cabeca chata a 120 ra.
a 40 rs.
com |200 jardas
900 rs. a
jardea brancaa e de corea a 30
corea a
240 rs.
Clcheles francezes bons
O carlo.
Alflneies francezes
a carta.
Ppela com cento e lanos alflnele
0 papel.
Lio has victoria em carritel
a 60 ra.
duzia" de 20 'intU dC A,e"niler
Ditas de 100
rs. o carritel.
Ditaa de Pedro V em carlo brancas e
40 rs. o cordio.
Ditaa de miada de peso verdadeiras a
a miada.
pitaa de dita cabega branca e emearnada a
120 rs.
Grampos muito boas a 40 e 50 rs. o mago.
bufiadores brancos de algodo e liobo a 60 a
bu rs.
30o"tOrDha8 Cm "orlimenl de nUiae a
Phosphoros do gaz multo bons a 220 rs. a dnzia.
uitoa em caixa de folha a 100 rs. que s a
caixa val o dinheiro.
Ditos de seguranga porque evita incendio a
160 rs. a caixa.
Ditos de cera caixss grandes a 400 rs. a caixa.
peca borloU P" cortinado a 49200 a
Ditas sem ser de borlla a 298OO a pega.
Uitas estreita brancaa e de corea a 120
vara.
rs. a
, JsUtl de baleia para alisar
400 rs.
a 240, 280, 320 e
Camisas de meia finas a 700 rs.
-Capellas e ramos para noivas a 49500.
Enfeitea de flores muilo lindos a 4/.
Caivetes finos de duas folhas para pena a
200 rs.
Ditos de uma folha a 120 rs.
Agulhas fraocezas o melhor possivel a 240 rs.
a caixa.
Enfeites modernos para senhora a 59 e 61.'
Meias para homem a 140,160, 200, 240 e 280
rs. o par.
Ditas para senhora a 240,280,320 e 400 rs. o
par.
Ditas psra menina e menino a 160, 200 e 240
rs. o par.
Fitas de Iiuho a 40, 50 e 60 rs. a pega.
unhaa croxel nvelos grandes a 320 rs. o no-
velo.
E oulras muilas miudezas que se vende muito
barato.
fiscencia de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escencia de ail
cousa excellente para engommado porque uma
gota della baatante para dar edr em uma bacia
da gomma tendo de mais a mais a preciosidade de
nao manchar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail. Casta cada fraaquiobo
500 rs. : na ra do Queimado loja da agaia bran-
ca n. 16.
para a quaresma.
Ricos corles de vestidos pretos bordados a vel-
ludo, prego 809 para acabar: na ra do Queima-
do n. U. m
6R4NDE F4BRIC4
DE
TABANCOS
DA
Ra Direita esquiua da tra-
vessa de S. Pedro n. 16.
Convida o proprielario deste estabelocimento a
concurrencia do publico em geral, pois est pr-
vido de um rico sortimento de lamancos feitos a
moda do Porto, assim como de todas as qualida-
des dos outros que se vende tanto a relalho co-
mo em pequeas e grandes porgoes muilo bara-
tsimos, o estabeleeimento tem sempre um ef-
fectivo de 1,000 a 2.000 pares promptoa para
qualquer encommenda por grande que seja, nao
ha demora, s emcaixotar, a humidade nos
ps concorre muito para ingresso de qualquer
molestia principalmente a que infelizmente est
reinando.
Nao ha quem venda pelos
Cambraias adama
scadas.
Cambraias.
3
Vendas.
Vende-se um carro de 4 rodaa novo, rece-
nido ltimamente de Franga, todo forrado de se-
da, com os competentes arrelos pratiados, obra
de maito bom gosto, sendo este caieche o mais
bonito que aje existe oeste cidade : a tratar na
ra do Trapiche n, 14, primeiro a ndar.
Iojeccao Brow
Remedio infallivel contra as
rheas antigs e recentes. nico
ito na botica francesa ra da
*2. Preco Z&\ J
gnor-
depo*
Cruz n.
Vende-se cambraias adamascado fazenda mo-
dernissimas para vestidos a 49 a pega : na loja
do Pavo roa da Imperatriz n. 00, de Gama &
Silva.
Vestidos a 3#000 e 2500
Vende-se cortes de vestidos bra icos com bar-
ras e babados a 39 e 29500: na rui da Imperatriz
o. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2$500.
Veode-se ssias bordadas muito aonilas a 2$500
cada uma : na ra da Imperatriz i. 60, loja do
Pavao, de Gama Si Silva.
BalesdoPavio.
Vende-se baldes de bramante Iranccz com ar-
cos seodo os que tem melhor arn ago pelo di-
minuto prego de 39 e 39500: na ra da Impera-
triz n. 60, loja e armazem do Pi v3o, de Gama
& Silva.
Saias com arcos de linho.
Vende-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho que fazem as vezes de balo i 39200 e a 49
cada uma, esta fazenda s ha na oja do Pavao:
ra da Imperatriz n. 60, loja e arnazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de c negar a loja
do Pavao.
Esta fazenda inteiramenle nova de qaadrinhoa
imitando as sedas, fazenda muilo encorpada e
de corea delicadas propria para vestidos de se-
nhora e roapas para meninoa e meninas pelo di-
minuto prego de 240 rs. o covado'. na loja do
Pavo rea da Imperatriz n. 60, di Gama & Silva.
Terrenos perlo da praca,
No sitio do Cordeiro em Sant'Anna vende-se a
relalho o reato dos terrenos para iquidar. Alu-
ga-se a casa grande do mesmo si io e vende-se
am grande portode ferro que flea encostado a
mesma : dirijam-se a L. A. Dubourcq no escrip-
torio da ra da Crus n. 40, e pa a medicos ao
eoganheiro Sette.
Vendem-se cambraias de coros de bonitos
elegantes desenhos a 280 e 320 rs. o covado : na
ra da Imperatriz, loja n. 20.
Oliados.
Vendem-se oliados pintados do lindas vistas e
paisagens, larguras de 6, 7, 8 e 9 palmos, pro-
prios para mesas de jantar a 2g o covado : na
ra da Imperatriz, loja n. 20.
Vende-se uma mulatinha muilo bonita, de
8 a 9 annos de idade, muilo aadia, vende-se por
preciso : para ver, na taberna da rus do Impe-
rador b. 83. Igualmente na mesma taberna ae
vende uma porgode barris arquiados de ferro e
caiados para receber qualquer liquido.
640.
Chapeos de sol de panno a 640 : na ra do
Queimado n. 41.
Relogios
Vende-se em casa de Johnslon Paler & C.,
ra do Viga rio n. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uma variolado de bonitos trancellins para os
mesmos.
Vende-se uma mulata escrava de 10 annos,
boa cozinheira, engonmadeira e perfeita costu-
reira, com um filbo de 6 annos: na raa do Quei-
mado n. 44.
precos,
Yiado,
n 8.
s na loja do
na ra Nova,
HKsti'i vendendo luvas de lorgal
o melhor que se pode encontrar
AUenco!!!
4
Vende-se o compendio de Hermenutica jur-
dica e de theorica e pratica do processo civil do
coaselheiro Dr. Francisco de Paula Baptists, reu-
nido em um s livro a procurar no escriptorio do
mesmo Dr. Paula Baptisla na ra das Trincheiras
n.19, das 9 horas do dia at 3 da tarde. Oa com-
pendios que se venderem em outros lugares sao
extraviados ao seu autor e .nem tem a Herme-
nutica.
Ricos
cortes de seda pretos com
babados.
Na raa do Queimado n. 18 A, esquina que val
para a ra estreila do Hosario, tem para vender
ricos corles de seda preta lavrada com babados,
se veudera per baralissimo prego.
Veode-se a casa da rus doa Agougiohos o.
25 : a tratar na raa larga do Rosarlo n. S3.
com vidrilho
em bordados
. 800
Luvas tambera de retroz sem serena bor-
i dadas a........... 640
Ditas ditas do dito para menioasa 500
Ditas ditas de seda para ditas a 500
Ditas ditas de dita para senhora a 12000
Ditaa ditas de dita bordadas para senho-
ra a ............ 19600
Ditas ditas de seda de todas as cores a I96OO
Trancas e franjan pretas.
Mui delicadas trangas de seda preta com vidri-
lho sendo de todas as larguras, de 320 a 500 a
vara ; franjas de seda com vidrilho e sem elle
de 320 a 500 ; bicos pretos de todas as larguras,
tanto com vidrilho como sem elle, por baratis-
simo prego, e oulros muitos objetlos para qua-
resma, que a vista doa compradores nao se en-
geita dinheiro.
Vende-se um terreno na ra Imperial que
Qca no eito da casa n. 259, tem 18 palmos de
frente e 145 de fundo, foreiro, est atterrado e
promplo : a tratar com Luiz Manoel Rodrigues
Valenga junto a fabrica do gaz, sobrado n. 1.
Para a quaresma.
A 15#000
Palelots de panno fino forrado de seda : na ra
do Queimado n. 47.
A 1#500 o covado
Grosdenaple preto bom : na ra do Queimado
A 14#000
Visitas de seda pretas : na ra do Queimado
n. 47.
Vende-se um escravo, pardo, mogo e de
bonita figura, e hbil para lodo o servigo: quem
0 pretender rtiriji-se a ra do Imperador n. 48,
terceiro andar.
Peehineha
Peehineha admiravel na
loja do Pavo a 10$
Vende-se pecas de bramante de linho
Euro bastante encorpado proprio para
ncoes, toalhas, seroulas, camisas, pas
1 rtotsetc., etc., tendo cada peca 87 Ta-
raspelo baratissimo preco de 10^ a pe*
ca, e tambem se vende meia peca po-
5$ ou se retalha a 400 rs. a vara : na
ra da Imperatrir n. >0, loja e arma-
zem do Patao, de Gama & Silva.
fc II
A%
1


DIARIO 01 PEHIUMBCO TEigA FE1HA 18 DE MABCO DB 18M
NO
ARMAZEM PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penha
Vende-se neste armazem de moihados os melhores ge-
eros que vem a este mercado e por menos 5 a 10 por canto do que em outra qaalquer parte,
garanlindo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a todos osSrs. dapraca, de engenho elavradoreso
favor de mandarem suas eocommendas ao armazem Progresso, afim de vorem a differenca de
pre^o e qualidade quo faz, se fossem comprados em outra qoalquer parte.
n&amteiga ingle! de primeir, quadade a 800 e tflOOO libra, e em barril te (ara
abatimento.
Vanle g a iraacexa a mais n0Ta, 640 w>i a llbra e #m bartilt 600 r,
** uySSOH 0 mais 8Uperjor que ha no mercado a *}80O a 2#500, a libra.
laUa UUXlIft mitand0 a parola, pela sua superioridade a 3*000, e 2*600 a libra.
vJ Ul prCVO unjC0 para 08 doentes que se tratam com a homeopathia a 23500 a libra.
^|Uai|08 do reimO hegedos oeste altuno Tapor a 3*000, ditos chegados no ultimo
navio a 2*500
Qucijos VoadrVaos
faz abatimento.
"UClJO praiO 0 mai8 supetior que lem TQdo a este mercado a 1*100 a libra.
Premuno iugiex \>ara fiambre mull0 novo a 500 .. llbt., e om
Cao 3o far abalimeoto.
iuOSleietaS inglesas pr0pras para nambre a 800 rs. a libra e em porcao a 700 r
PrezuMo da remo
Salame
o que ha de bom neste genero a 1J000, a llbra e em porcao te
de saptrior qualidade a 480 rs. a libra elnteiro, a 440 rs.
13 a libra.
' j promptas para se comer viadas a primeira vez a este
o melhor oetisco que pode haver por estar prompto a toda a hora
em porrao a 900 rs.
X OUelURQ AO TeiQO mail0 novo a 280 rs. a libra, e em barril de 3 arrobas a 7*000,
Cnoaricas e paios de lombos a m r, a llbWi em porQao se f abtii
meoto.
Latas cora cAiouri^as
mercado a 2#O0O cada urna.
Banua de orco refinada em lala com 101brai por 45oo cada uma.
Uanna de noreo mUo flna alva 1480 rs a libra e em bariil a 400 rs-
Iliarmeada imperial d0 afJmaa0 Abreu e de oulros maitos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, c ero porgao se faz abatimento.
Lalas com tratas de doce em calda
ceg, alpexe, e gioga, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em lalas de 2 Ubra por 1|M0 cada uma.
Latas com amendoas coneitadas conlendo msU con(eitos e assucar
candi, muilo proprio para mimo, a 2*000 cada urna.
Doee da casca da goiana
Doce se eco e em calda de
como sejao pera, damascos pe-
5-500 cada uma.
muito tino a 800 rs. o em por;ao se faz abatimento.
differentea qualidades, em latas da 4 (3) o 5 por
Cattoct com bollo .f rancez proprios para mimo a 560 ;,
Passas em caxinn* de 8 libras muil0 nov por 2g500 0 a relalh0 a
480 rs. a libra.
I> IgOS aa C^mmaare muit0 noroii em caxa, de 8 libras por *50O. ditas com 4
por 1J500, ditas com 2 muilo bem eufeitadas por 000 rs. cada uma o a rotalho a 320 rs.
libra.
em latas de 1 libra, por 640 rs.
Eirvilnas francezas e poruiguezas
ditas em meias latas a 500 rs.
Macada tomate em ,flt de, Ubra por m Mi
il.mendoas de casca mole
WOXeS a 12o rs. a libra, o 3*000 a arroba.
Ameixas lrancezas em lalas cotn 3 libras por 2j)S0Ot djl C0ID x ll2 por
JVmeixtts portngutzas a 320 .
muto novas a 320 rs. a libra.
19500.
a mais nova do mercado a 230 rs. a libra a em barrica a 49 '
pera engommar, muito alva a 100 rs. a libra e em sacca se faz abatimento.
a libra c em caia se far abatimento.
Chocolate nespnbola 1S500i dil0 lrancez a, J200 dil0 porl,guez a 800 rs. a libra,
v aflaoQa-se a boa qualidade.
UOlaXinna de soda em lalas com d,rjerenleg qUn fliaC, i 8 para S^pa ielriai macarr5o c talharim. a 400 rs. a libra o em caixa por 8$000 rs.
IrailtOS ae aenteS ixados, molhos com 20 macinhos por 200 o 280 rs. muilo Unos.
serejas em {rascos com \ e jl2 ibra por soo rs.
J010 francezpara liraparfaeasa 200 rs. cada um, em porgao se fax abatimento
Bolaxinha ingleza
Gamma
m. viav do posta cm alas das melhores qualidrdes de peixe que ha em Portugal a 1*600 rs.
KiSpermaSete auperi0r d^inco e seis ve las por libra a 760 rs. e em caixa, a 740 rs.
9&rainnas de NaDles cra latS maito noT,j3 a 400 rs
ipiSia luuito novo a 160 rs. a libra e em a:rroba a 4*500 rs.
IVzeite docereflDad0
e em caixa a 9ft.
VinYkos engarrafados
neste mercado a 1^200
W innO em pipa Porlo> Figueira e Litb(ia a 560 agarrafa e em caada 3J>500, 49 e 49500.
^erVC^a das mas acreditadas marcas a 5& rs. a duzia, a em garrafa a 500 rs.
uliaBSpagt&O das marcas mais superiores qao lia uo mercado a 159 e 22J00O rs. o gigo
Cognac inglez, 10J00O rg. a cai e t200 rs., gajraf,.
Genebra de Uollanda ?erdadeira em ra8quera a CJOo0 r,. e o frascoseo r..
Gaaebra de taran ja a lm> rs.. Iluiia. ara frascos. 640 rs.
Uenebra ingleza a tosooo r3 a d-ria e a relalh0 a nm garraf>#
de difforentes maceas o o mais superior que lia a 800 rs. a garrafa
do duque, do Porto e de outns muitas marcas acreditadas
rs. a garrafa e em caixa a 12{000 rs.
Ra da Senzalla Nova n. 42
Venda-se em casa de S. P. Jonhston & C,
sellios e silhoes inglezos, caodietros e caslieaes
bronxeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carro e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogtos de onro patente
inglez.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio da Hanoel Ignacio
de OUreira & Filho, prac. s do Corpo Santo n. 19.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
A loja d'aguia
branca um deposito de
peefumarias finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Sociel Hygisnique, etc., etc. ; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. lo, que
achara sempre um lindo e completo sortimento,
teudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos ejeompridos e
de diversos tamaohos, e os melhores que tem
Tiii'lo a este mercado, palo baralissimo pre;o de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muilo grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 194O0 cada um : na rui do Queima-
do, na bem coohecida loja de mludezas da boa
fama n. 35.
Polassa da Russia.
Vende-se em caa de N. O Bieber
C, lucceisore, ra da Cruz n.i 4-
&
%
ntiques de co-g
res bonitas a 2008
e 2,500 o covado,'
Crespo o. 17, Guimares &
Rus do
Villar.
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Draga, Son & C. lem para vender na ruada
Moeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Uaw, a 1(10 rs. por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche o. 4, armazem
de fazendas.
Souhall Mellors & C, tsndo recebido or-
dem para vender o seucrescido deposito derslo-
gios v|sto o fabricante ler-se retirado do nego-
cio ; convida, perianto, s pessoas quo quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveilar-se da op-
portunidade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
roa do Trapiche n.28.
Vendem-se caixes va-
zios a 1$: nesta typographia.
N. O.Biebar & C.snccessores.rna daCraz
n. 4, tem paraveoder relogios paraalgibeiri de
onro e prata.
Loja das 6 por-j
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno Qno sobrecasacos, '
ditos da casemira de cor de fuslao, ditos
de brim de cores e braocos, ditos del ',
ganga,caifas de casemira pretas e de'.t-
cores, de brim branco e de cores, de gan- ^
ga, camisas com pcito de linho muito t
finas, dilas de algodo, chapeos de sol "
de alpaca a 49 cada um. %
PaliUs da gax. ^ r,, gr0H>
Por hoje dei lim ao mou repretorio al a rl legada do primeiro vapor vindo da Europa, pelo
qual espero novo sortimento e nao serei preguicot em o publicar ao respeitavel publico.
lival sem igual.
Bom sortimento.
Pentes. de massa finos liaos a 500 rs., ditos dou-
lados a 19280, carreleis de retroz muito bom a
320, escovas para cabello muito boas a 800 e 19,
rartas de aloetes de letao a 80,100, 120 e 140,
escovas para unhas a 320 e 50 rs., liona de car-
Pentesbaratos
Vendem-se pentes de tartaruga do melhor gos>
to qua ha no mercado a 109,12# e '^9 cada um :
joa loja de Nabuco & C, na ra Nova n. 2.
1F T V?nde-9e eDenb? A'sl}a. .moente e COZ-
SO rs., litas de velludo de cor e preJ da fif Arrenle81luado DS fre8u?" de Ipojoca. mofido
"JJ.1".. do Rosario, loja de ^to Ti-l^^^^^^^V^V^^
11 10 eDganbo Visqueiro da Escada, ou no Recife
*n -. ^. ^ ~ l\nnl/vn om Firmino Marlioianno Carneiro na ra des
Gneros baratos.
Sera de carnauba de pri-
meira qualidade.
eode-se em porco e a retalho de uma sacca
para cima, e por commodo preco : na ra da Ma-
dre de Dos confronte abotica n. 30.
^" w^^W a*^1^ ^""a^V W^"V WW V*Dv WSrVafarlIkTD* aroi"
{ Liquidacao |
I A loja de marmore.
1 Bonrnus de casemira para senhora a 109 ]
Manteletes de grosdenaple a 10J
Lequesde sndalo a 59
Bournusde casemira para meninos
de todas as idades a 59
Grande sortimento de cascirriihas,
trancas e litas de todas as cores para en-
, faites de vestidos por precos mais bara-
m los do quo em outra qualquer parte
BewcwQie-^a-{iie9i3sieeMdiSi
Aboafama
me-
l fi-
sem segundo.
Na ra do Queimado o. 55 loja de miudezai
de Jos de Azevodo Maia e Silva, esl vendendo
todas as miudezas por pre$os j sabidos e co-
nliecidos :
Crozas depeonas de ajo de todas as quali-
dades a
Nvelos de linha que pelo tamanho a todos
admiram a
Caixas de agulhas francezas a
Canas com alflnetes muito finos a
Caixas com apparelho para eotreler
nios a
Dilas ditos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Groza de botes pequeos para calca 1
Tesouras para unhas maito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para voltarete mui
nos a
Agulheiros com agulhas francezas a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha
v,Q"J?e ,rana de laa com 10 Ta
Uitas de tranga de la de todas as cords
rares desapatos de tranca de la a
tartas de alnetes francezes a
Pares de luvss fio da Escocia muito nss a
unas ditas brancas grossas a
Escovas para limpar denles muito finas a
Massoscom superiores grampos a
Cartoes com colxetes dealgum defeito
unos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de sqo muito superiores a
Eotiadores para vestidos de senhora cm 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Cartas de aloetes de ferro a
Cbaruleiras muilo finas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remessa de labyrinthoj para ven-
a p2-rir pre?0* assim como tenh9 trancas de
seda differenles cores para vender rior todo di-
nheiro que oil'erecerem.
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
Attenco
0
vendem-se capas de borracha, perneiras de bor
racha, sapatos de borracha, meias de lia pretas
ede coras, camisas de la, ditaa de fianella : na
loja de Nabuco & C, na ra Nora n. f.
Gaixinhas para confeilos e
presentes.
Huito lindo sortimento de caixinhas muito lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
vazias se mimosear uma menina, pelos barats-
imos presos de 320 at29500 cada uma : na lo-
ja da Vicioria na roa do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura dou-
rada e prela.
Lidos quadros de moldura dourada e preta
com ealampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dioheiro: na loja da Victoria n
ra do Queimado n. 75, junto a loja do cera.
Panno de algodo da
Babia.
Vende-se no escriptorio de Antonio Luii de
Oliveirs Azevedo & C, raa da Cruz o. 1.
Novos e lindos
S enfeites para vestidos pretos
e de cores, e roupinhas de
enancas.
Em apropriado tempo recebeu a loja d'aguia
1001 branca um bello e completo sortimento de enfei-
tes de seda para vestidos pretos e decoras, e rou-
pinhas de crianzas, sendo trancas e bordados de
novos e lindos desenhos, e difficeis tecidos, com
os quaes pode-se com gosto e modernissimo en-
feitar qualquer vestido ou roupinho de criaoca.
Ao passo que ditos enfeites a todos geralmenle
agradara, a coramodidade dos precos anima ao
comprador, e esta verdadeser verificada por to-
dos que sa dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16, cujos precos estao mar-
cados as amostras, as quaes se daro com pe-
nhores.
Luvas de pellica
Brancas e de cores para homem e senhora, che-
gadas ltimamente por SfSOO rs. o par : na loja
do viado na ra Nova n.8.
200
800
15280
100
320
200
40
20
60
100
80
40
80
IJjOOO
160
120
120
exposi$o de can-
dieiros de gaz.
Na ra Nova ns. 20 e 24.
O propietario deste novo estabelacimenlo to-
ma a honra de participar ao pablico que tem de
oovamente ebegado a este estabelecimento um
riquissimo sortimento da candieiros de todaa ai
qualidades que te podem dasejar, assim como
grande deposito de gaz hidrogenio de 1.a 2.* a
3.a qualidade, pelos precos mais razoavsis que
se podem encontrar neste mercado, assim como
tambem se vendem meias lataa e latas de um ga-
lio, e eos garrafas a retalho, assim como tam-
bara variavel aortimento de canquilhiria de bom
goato, que muito agradar ao pablico que visitar
este estabelecimento.
exposi^o de cuti-
laria.
Na ra Nova n. 20, loja de Carnero
Vianna.
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
publico em geral, que tem recebido am riquissi-
mo sortimento de ferragens e catilaria, das se-
guales qualidades : facas de marfim da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditaa de todas as
mais qualidades, ps de ferro patente calcadas
de ac, eoxadas de seo, camas de ferro, bombas
de japy, metaes finfssimos para serrico de mesa,
e outras muitas cutilarias que por gosto ae po-
dem comprar: na ra Nova n. 20.
Muita altenco.
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n. 40, vende-se roupas feitas
de todas s qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os reguezes com-
prar porque pechincha.
Algodo da Bahia.
. Proprio para roupa de escravos e saceos de as-
sucar : vende-se na rus da Cruz n. 1, escriptorio
de Antonio Laiz de Oliveira Azevedo & C.
Milho de superior quali-
dade.
Saccas grandes por preco commodo; vende-se
na ra da Madre de Deus, n. 6.
NOS ARMAZENS
PROGRESSISTA E PROGRESSIVO
Na ra das Cruzes de Santo Antonio, 36
' a
E NO
Manteiga ingleza
- o que se pode chamar flor de 800 a 900 rs. a libra.
aem irauceza a primeira da safra nova 700 rs. e em barril a 600 rs.
JJUeiJOS IlameilgOS chegados no ultimo vapor a 2800.
Queijos lundririos a soo
Cha hysson
mercado a 29200 i libra, e tambem temos para IJ600.
Vende-se manteiga franceza a 640 rs. a liara,
cha a 25400, loucinho a 320 rs., arroz a 100 e
120 rs linguica a 560 rs., passas a 500 rs., ba- '
nha de porco a 440 rs., velas de spermaeeta a
760 rs., de carnauba a 400 rs., batatas a 60 e
120 rs., painco a 160 rs ervilhas a ISO rs., gar-
raloes coro 5 garrafas de vinagre a 1JJ200 cada
um, agurdenle de canoa j engarrafada a 200
"8frafa, esprilo de vioho a 1400 a caada
e 240 rs. agarrafa, azeiledecarrapalo a 400 rs.
a garrafa, dito de coco a 480 rs., milbo a 320 rs.
a cuia, arroz de casca a 800 rs. em saceos mais
barato: na travessa do pateo do Paraizo n. 16, f
frente pintada de amarella com oitao para a ra
da Florentina.
paraanjos.
Vendenr-se na ra da Senzala Nova n. 30, cai-
xinhas com doce por preco commetfo, recommen-
daveis para os aojos de procisso.
Rival
sem igual.
Com bom sortimento.
Enfeites pretos coro franja a 5*500, ivelas de
ac muito bonitas a 19500, agulhas francezas cur-
tas e comprldas a 60 rs., carreleis de linha de
'.100 jardas a 60 rs., ditas de Alezanders a 80 rs.,
i lilas de 100 jardas d cores e braoca a 30 rs.,
cartes de clcheles com duas carreas a 60 rs.,
Jilos de uma a 40 e 60 rs. : na ra larga do Ro-
\ sario 0.136, loja do Pedro Tino
.3.
vende fivelss para cintos o mais bem dourado que
posaivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a osle mercado, pelo baralissimo preco de 23.500
cada uma, carleiras com agulbas as mais bem
sortidas que se pode desojar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carteira, pennasde ac ca-
ligrEiphia verdadeiras a 20 cada caixinha com 12
duztas, dilas de langa verdadeiras n. 134 a 15200
cada groza, ditas muito boas ainda nao conheci-
das ja 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
rMB2& aeeie cueste ssestesie.
kteresse publico.
UTerecido pela loja dea
marmore. m
A loja de marmore lendo de apresen- I
tar i concurrencia publica o que ha de |
mais novo em fazendas, tanto para se- ?
nhoras como para homens e meninos, ]
sendo que para este flm espera de seus S
correspondentes de Inglaterra, Franca e |
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresentar o no-
vo sortimento, liquidar as fazeudas exis-
tentes, o que effectuar por presos m-
dicos e para cujo lim convida o respeita-
. vel publico a aprovaitar-se desta emer-
H gencia.
N')VO sortimento de|cascarri-
lhas de seda
i loja d'aguia branca acaba de receber um novo
ello sortimento de cascarrilhaa da seda de
muitas e differenles cores, e vende-se 1&500
e 1&50 ris a peca, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para senhoras, e padres 1*000 o
ps ', por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
mi do loja d'aguia branca n. 16.
rs. a libra,
muito superior a 2#800 e 35000 a libra.
Cha preto o qae ha de melhor neste genero vmdo a primeira vez ao nosso
Urao de DlCO 0 maisnovo do mercado a 200 rs. a libra.
P?o ni0rShPrtUgUeZeS VDdS d Prl0de Par,CuUr 50 rs' a ,ibra ^i" *60 ra.
Vinh Cn0ur,9as muilo novas a 600 rs. a libra eem barris de arroba a 15.
13?007u$000 ?dda P0M0' P0r fiQ- ".CtwwH". velho, secco Feitori. ch.misao de l200e 1300 a garrafa,
lllho BordeauX de superior qualidade diversas marcas de 800 e 19 a garrafa e de 8#500 a 101000 a duzia.
VinhO muSCatel a WOOO a garrafa e 10*000 a duzia.
mho para p astO do Porto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa e do 45000 a 4800 a caada.
Marmelada a 750 rs. a libra.
Latas COm peixe savcl, pescada, guraz, pargo e oulros de 1300 a 2#000.
Latas COin ervilhas portuguezas e francezas a 600 rs. e" 720 a libra.
Utas COm bolachillhas desoJadetodf as qualidades a l440rs.
FlgOS de COmmadre em caixinhas de 8 libras a 2200 a caixinha e 320 rs. a libra.
Peras seccas a 25000 a caixinha e500 rs, a libra.
Ameixas fraucezas em latas de 5 libras por 45000 e 1000, a libra.
PaSSaS a 25200 a caixinha, e 440 rs. a libra
CorinthiaS para pudim em frascos de 1 1 [i a 2 libras a 1500 e 15800 o frasco, e a 800 rs. a libra.
LaiXlnhas propias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, o nozes, de 25000 a 55000 rs. a caxinha.
Conservas iglezas eporwguezas a 600 e 800 ris o frascoa 9# a caixa.
Macarrao e talharim, muilo novo, para sopa a 320 a libra e 69000 a 'caixa.
(JOmma a 10O rs. a libraa a 25560 a arroba e sendo em sacra a 25400,
Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porjo ter abatimento.
Cnampauhe dis melhores marcas, de 15#a 2000O res o gigo.
Cnocolate portuguez, francez, e inglez, a 900 rs. a libra e hespanhol muito super'or a 15200.
Cervejas das melhores marcas a seo rs. a garrafa, o 5soo, a duzia.
LOgnac muito superior a 15000 a garrafa e a 105000 a duzia.
Genebra de Hollauda 600 rs. o frasco 65500 a frasqueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 15800 a caada,
Dito em garrafes de 5 garrafas, por 15200.
Espermacete Superior 7*0 a libra 720 rs. em caixa.
Arroz da India a 100 rs. e do Maranhao, a 120 ra. a libra e de 3000 a 3200 a arroba.
Lentllhas francezas o melhor de todos os legumes a 400 rs. a libra,em porgo ter abatimento.
Caf do Rio de superior qualidade a 85500 a arroba e a 280 rs. a libra.
Latas com sardinha de Nantes a 400 a 600 rs. a lata.
Massa de tomate em latas de uma libra a 900 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e paine,o a 240, e 5f> arroba do alpista e a 6*400 a do paiu^o.
Potes grandes COm 8al refinado 640 tambem temos em pacotas, muilo propriosjpara meza a 240 e 200 rs. a libra.'
Lna nysson o melhor que vem do Rio em lalas de 1 libra a 1#800, eem porcao ter grande abalimemog
Doce da casca da goiaba de 1*000 a 1200.
Azete doce purificado, a 800, a garrafa e 95000, a duzia.
Palitos lixados para dentes. os mais bem feitos que tem vindo ao mercado, a 200 r. o maco eom 20 massinhos.
BOlacninha ingleza muito nova a 400 re. a libra e 55000 ajbarrica.
T0UCnh0 de Lisboa a 320 res a libra e 105000 a arroba e o da safra velha a 240 rs. a libra e a 65a00 a arrob.
Velas de Carnauba ecoraposicao a 400 rs. a libra e a 125500 a arroba.
Araruta a melhor que se pode desojar a 320 rs. a libra.
bevada chegada ltimamente a 160 a libra e a 4| a arroba;
Frutas em latas da todaa as qualidades qae ha em Portugal, como peras, pecegos, damasco, ginga e ouiras a 700 rs, a lata,
f


Guimarea & Luz, donoi di lo]a de miudezaa
da ruado Qoeimado d. 35, boa fama, participim
ao publico que o seu estabelecimento ae acha
completamente prvido das melhores mercadorias
tendentes ao meamo estabelecimento, e muitos
outrot objectos de gosto, sendo quasi lodos rece-
bidos de suas proprias encommendas : e estando
h a 1Dteifamente resolvidos a nio Tenderen)
nado, afiangam tender mais barato do quo outro
qualquer; e juntamente pedem aos seus devedo-
res que lbea maodem ou Teoham pagar os seus
uebiios, son pena deserem jusligados.
~~ Chegaram de Lisboa no brigue tEugenia,
cioua boniloa burros e ama burra, oa quaes se
vendern por barato prego : para Tr, na cocheira
do largo da Assembla n. 4, e para tratar, noes-
criptorlo de Antonio Luiz de Oliveira Azevcdo.
iYGENCl\
DA
Fundido Low-Moor,
Boa da Sen /.al la Nova n. 4*
Neste estibeles^to continua a haver um
completo sortimento de moendas meias raoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado de todos os lmannos
para dito,
Veode-se um terreno na ra do Hospicio
quasi defronte do quartel, preprio para edificar-
se urna casa, teodo 40 palmos de frente e 146 de
tundo, com alicoree : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vndese: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de Dvellss
douradaa e esmaltadas para cintos, todas de no-
vo* e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de le, oque s com experien-
cia se conhecer nao o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadas, e assiro mesmo vendem-se
pelo barato prego de 28500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Gestionas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
urna das novas e bonitas cestinhas que se ven-
den) ca ra do Qneimado loja d'aguia branca
n. 16.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber A C, successores,
ra da Crut n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descoronar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com pertences a 10o e 20$.
Obras de metal principe prateadaa.
Alcatrio da Suecia.
Verniz de alcatro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualldade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em cabas de 1 duzis.
Cogoac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrosas pequeas.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
jonhston z G ra da Senzalla Nova
n. 42.
MSNs^NQIH'iMdH Mtt9l99KGItMl
I
DIARIO DE PKRNAMBUCO TERCA FUMA 18 DE MARCO DE IMS
Palmatoria de vidro e de la
to fiar vHas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi
dado para vellas a 1#200, editas delalaaanii
novas e limpas a 400 ra. : na ra do Queimadc
loja da Aguia branca n. 16.
Peitos de fusto lavrado parft
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-ae bonitos peitos de fusto lavrado
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazenl-
da mu boa e encorpada : na ra do Queimadc
loja d'aguia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bo
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-branca recebeu um novo e lio
do sortimento de liras bordadas em ambos oa la
dos, e contina a vender baratamente a 12C 9
cada lira, e outraa de bordadoa muito largos a
2*000, o melbor que poasirel em tal geoen,
e todas ellas, pela largura que teem, podem a< r
divididas ao meio, pelo que se tornam baratiisi-
m": ra do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-ae gollionhi s
e manguitos de puohos bordadoa em fina cam-
braia transparente por 29500 todo, o que na vei-
dade baraliasimo : na ra do Queimado, lo a
d'aguia-braoca o. 16.
predio venda
Vende-ae a casa de dous andares e soiSo, mai-
agua, no becco das Miudinhas o. 8, avallada em
2.0003, a qual rende 1 1(2 por cenlo ao mez; i a
rus do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessi a
autorisada pelo proprietario para effectuar a vei -
da da mesma casa.
Entremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello orti-
meoto de entremeios bordadoa em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est veo-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 varas,
tendo quantidade bastante de cada psdrao, para j
veatidoa ; e quem tiver dtnbeiro approveitar a
occasiao, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca teodo em vistas sernpi e
vender o bom, mandou yir, e acabam de cheg r
aqu (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem f
tas, sendo para alfaiates e costureims, e cus a
cada papel 160 rs. A agulha assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras ; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem deltas.

k,RUADO QUEIMADO N?46
P/H>hlGRANDE20KTIMERTolfti^
Sortimento completo de sobrecaaacos de panno a 255, 289, 309e 359, easacos muito bem
failas a 25J, 28g, 30$ e 35$, paletota acaaacados de panno pretode 16 at X59, ditos de eaaemira
de cor a 159,181 e 201, palelots saceos de panno e casemira de 89 at 149, ditos saceos de alpaca
m eiin o la da 49 at 69, sobre de alpaca e merino de 79 at 10$, caigas pretas de casemira de
89 at 148, ditoa de cora*79 at 10j, roupaa para menino de todos os tamanhoa, grande sorti-
mento de roupas de brins como sejam caigas, paletota e colletas, sortimento de colletes pretos da
aetim, casemira velludo de 49 a 9f, ditos para casamento a 59 e 69, paletota brancos de bra-
mante a 49e 5/, caigas braocaa muito finas a 61, e um grande sortimento de fazeodasfinas e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino a aeohora, seroulas de
linho e algodo, chapeoa de sol de seda, luvaa de aeda de Jouvio para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos encommendaa de grandes obras, que para
isso est sendo administrada por um hbil meatre de aemelhante arte e um pessoal de mais da
etncoenta obrairos eacolhidos, portaoto ejecutamos qualquer obra com promplido e mais barato
do q-ieem outra Qualquer casa.
1 Para a quaresma 3
Na ra do Queimado!
I n. 10. I
S LOJA DE 4 PORTAS
DE
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n? 47.
Dm grande variado sortimento de
roupas eitas, calcados fazendas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como 4 de seu costume,assim como
sejam aobrecaaacoa de auperiores pannos
cascos eitos pelos ltimos figurioos a
268,189, 309 8 8 359, paletota dos mesmos
m pannos preto a 16J, 18f. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 149.169. 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,129 a 149, ditos pretos pe-
*lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasaeadoa a 129,
* ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
S ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a IO5,
ditos saceos pratos a 49, ditoa de palba de
I aeda fazenda muito auperior a 49500, di-
*> tos de brim pardo e de fusto a 895CX), 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
* pardas a 39 e a49, ditas debrlm decores
finas a 23500, 39, 39500 e a 4|. ditas de
brim brancos finas a 49500,55, 59500 a
3j 69, ditas de brim loni a59 e a 6g, colletes
a de gorguro preto e de cores a 5jJ e a 61,
I ditos de casemira de cor a pretos a 41500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e 38500, ditoa de*brim lona a 41,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
ealcaa de merino para l uto a 4$500 e a 5f,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaohos: calcas de casemira
I prefa e da cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemna preta a 6| e a 7, ditoa
de tur a 69 a a 7|, ditos de alpaca a|39,
aobrecasacoa de panno preto a 129 a a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todosjos tmannos,
meos ricos vestidos de cambraiafeitoa
para m>inioas de 5 a 8 annoa com cinco
bailados lisos a 89 a a 12|, ditos de gorgn-
Sro da cor e de la a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos da catnbraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupaa feilas que deixam de
ser menciona Jai pela aua grande quanti-
Sdade; assim como reaebe-aetoda equal-
quer encommenda de roupas para ae
mandar manufacturar e que para este fim
tamos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina d.e al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela suapromptid e perfeigao nadadel-
xa a deaejar.
;AMB*aafi6'i6-at3 9KMSM&3K9MM
"Bwvfw a^ssrVVWWinBrw flrf wwm answ www vww wwrw
gFerro < Maia.
\ Vendem-se as seguintes fazendas :
CP Manteletes pretos bordados muito ricos. 9
jgi Casias pretas bordadas idem. Si
a Dilaa ditas lisas.
W Sedas pretas lavradas a 19. 19280, 29 9
m 2S500. m
^ Grosdeoaple prelo covado 19, 19800, 29 J*
W e f)500. #
B Sarja preta lavrada covado IgGOO e 29. B
o. Dita dita lisa covado a 19500 e 18800.
5*f Casemira preta muito fina corte 58, 69, v
m "5. 89 e 99. k
gfi Panno prelo a 39, 49. 59,69. 79. 89, 99 A
S e 109000.
Riquis9imos corles de seda prela borda* S
^ dos a velludo a 608, 709, 809 e 909. A
Riquissimos cortea de grosdenaple prelo 2
para vealido com babadiohos e duas
I saias a-45J. 509. 609 e 70J.
Na loja e armazem da
arara
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
I tudo por i-rero mais barato do que em outra qualquer parte :
I Manleigs ingleza especislmenle escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dila Trncela a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
< Oueijos flamengos chegados no ultimo vapor a 29800 e 3g.
I Cha hyaoo e preto a 29 e 2988O a libra.
Vinho engarrafado doa melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vioho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra.
Ameixas portuguezaa a 480 rs. a libra.
Passas muito novas a 500 ra. a libra.
Latas com bolachinhasde differentes qualidades a 1(400.
Conservas inglezas as melhores do mercado a 800 ra. o frasco.
Massss, talharim, macarro e aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 agarrafa.
Geoebra de bollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Dilasde espermacetea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciados achara o publico um grande sortimento de um tudo tande-
le a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
ARMAZEM
ROUPA FSITA
i
i
Liquidaco
Braga, Silva & "c em liquidaco, convidara
aoa aeua devedores a virem saldar seus dbitos
deotro de 30 das, e parlicipam que medidas ter-
minantes sero empregadas coulra os que nao
comparecerem.
Urna barcada*
Vende-se ama barcada do porte de 35 caixas,
eocalhada no astaleiro do meatre carpinteiro Ja-
ciotho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, sonde pode ser vista e examinada peloa pre-
teudentes ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
vandem-se pegas de madapolo enfestado a 39'
cortes de chitas finas com 13 covados a 29300, di-
tos de riscados chinezes a 29500, cortea de pope-
lina de cores para vestidos a 296O, cortea de gor
guro para vestidos com 18 covados a 69509, di-
tos de la de 22 covados a 109, pegas de cam-
braia branca a 1S600 e 2g, ditas finas com 5 pal-
mos de largo a 2g500, 39 e 39500, ditas para cor-
tinado a 38, gollinhas com boiozioho a 640 rs.,
ditas de traspasso a 19, manguitos e gollinhas a
2g500, grosdenaple preto a 18600, I98OO, 29 e
2g-200 o covado, eofeitea pretos e de cores para
cabeca a 28500, 3J e 49 ; isto s na arara, que
vende barato, na ra da Imperatriz, loja e arma-
zem da arara n 56, de llagalbes & Mendes.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de aeda pretas e de cores, que se vendem por
precos baralissimos, como sejam : esireitiohas
pretas e de lindas cores a 18, ditas com pontea
largas a 19500, ditas pretaabordadas a 18600. di-
tas pretas para duas voltas a Sf ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Fagam fogo no viado.
Seda lavrada a melbor que se pode encontrar
de bom e delicados goslos, que a vista do prego
nao ha quem deixe de fazer um rico vestido pre-
to para quaresma, pois, aproveitem a occasiao,
pois quem nao fizer agora, nio faz lo cedo ;
esta loja fica bem coohecida, por Ocar bem eoa-
ronle a earoboa do Carmo, e ter o viado pin-
tado.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes ao agora mui oaces'arios para os meni-
nos que vo para a escola e quem os quizer com-
prar mala baratos dirigir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca o. 16.
As verdadeiras peunas iogle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca araba de receber aus
encommenda daa verdadeiras pennas de ago
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que havia dessas boas peonas, com tudo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a caixinba
de urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para livrsr de engaos, as ca-
lichas vo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da bares portuguesa cEspe-
langa, sal de Laboa limpo e redondo ; a tratar
oa ra do Trapichen. 17.
Veode-se um terreno em Santo Amaro,
unto ao hospital ingles, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado: a tratar oa ra do
Trapiche o. 44, armazem de Braga Son &C.
Vende-se macarro, aletria e talharim a
240 rs., arroz a 100 e 120 rs., caf muido puro
a 360 rs., erva mate a 240 ra., sabao branco a 200
ra., alpista a 160 rs., assucar branco a 100 e 120
rs. proprio para doce, gomma a 100 rs. a libra e
29560 a arroba : est torrando, Santos 4 C, rus
do Cordoniz o. 1.
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Queimado-40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa falta de
tolas as qualidades e tambem ae manda executar por medida vontada dos trege-
les para o que tem um dos melhores professorts.
SB
Casacas ue panno preto a A0$,
35Je
Sobrecaaacos de dito dilo a 359 e
Paletots de panno preto e de co-
res a 359. 309, 259,109.189 e
Ditos de casemira de cores a 229,
155,129,79 e
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo fraacezaa a
Ditoa de merino setim pretos e
de coro a 9f a
Ditos de alpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a 98,79, 59 e
Ditos de brim de cores a 5$,
49500,49 e r
Ditos de bramante delinho b an-
co a 69, 5$ o *
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e
Caigas de casemira preta de co-
rea a 129. 109, 95, 79 a
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e
Ditaa de brim branco ede cores a
59. 49500 e
Galgas de ganga de cores a
Collete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e
Ditos de casemira preta e d* co-
res lisos e bordados a 69,
59500,59
Ditos de selim preto 59000
309000 pitos de seda e setim branco a 6 e 59000
3O9OOO Ditoa de gorguro de seda pretos
e de cores a 79, 69, 49 59000
208000 Ditos de brim e fusto branco a
3|500, 29500 e 39000
99000 Siroulas da brim de linho a 29 e 29200
Ditas de algodo a 19600 e 19280
109000 Camisas de peito de fusto branco
ede cores a 29400 e 29200
89000 Ditas de peito delinho a 59, 49 e 3000
39500 Ditaa dt madapolo brancaa e de
3S500 cores a 89. 2S500, 29 e 1J600
Chapsos'pretos de maesa francesa
39500 forma da ultima moda a 109,
8S500 a 79OOO
49000 Ditos de feltro a 69. 59, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda ioglezas a
89OOO franceses a 14$, 129, 11J a 78000
Colarinhos de linho muito finos
69000 novos feitioa da ultima moda a 9800
Ditos de algodo 9500
49500 Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1008, 909. 80f a 701000
2J500 Ditos de prata galvaniaados pi-
39OOO tente e horizontaes a 409 30(000
Obras de ouro, aderegoa e meio
89000 aderegos, pulceiraa, rosetas e
sneis a 9
Toalhas de linho duzia 10$, 69 a 9J000
3J500 Ditas grandes para mesa urna 39 e 4900o!
CARTEES
DE A
VISITA
DE
Cartoes de viaila de novo goato
Carios de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16#000.
Urna duzia por 165,000
Urna duzia por 16S000
Urna duzia por 16O00.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratiata americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Roa do Imperador.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazeos do caes do Ramos ns. 18 a 36 e
na ra do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemete chegado a 149 a lata de cinco
galldes, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgo e a relalho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C-, no sea es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vende-ae um carro (chamado da alfaodega)
para conduego de gneros dentro da cidade, por
prego commodo, a tratar na ra Nova. n. 33.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposio a vender tudo por prego que
admira, assim como seja :
Frascos de agua de lavando muito gran-
des a 800
Sabonetes o melhor que pode haver a 320
Ditos graodea multo finos a 160
Frascos com rheiros muito fios a 500
Ditos ditos muito bonitos a 18000
Garrafas de agua celeste o melhor a 19000
Frascos com bsnha muito auperior a 240
Ditos dita de urgo finissima a 600
Frascos de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos dilo dito a 320
Ditos dito nito a 500
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a 720
Ditos ito philocome do verdadeiro a 900
Ditos com banha transparente a 900
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos grandes a 500
Frascos de macag oleo a 100
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dita grandes a 800
Tem um resto de lavando embreada a 500
1 Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a 20
Dita de cartaoPedroV.com 200 jardas a 60
Dita dilo dito com 50 jardaa a 20
Carreteis de linha com 100 jardas a 30
Duzia de meias cruas muito encorpadasa 29400
Dita de ditas muito superiores a 4500
Dita de ditas brancas para senhora, mui-
to finas a 3J000
Vara de bico da largura de 3 dedos a 120
Dita de franja para loalbas a 80
Groza de botdes de louga brancos a 120
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Dita de ditoa de vela muito superiores a 240
Pegas de fita para cs de todas as lar-
guras a 320.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui bda qualidade, e ex-
cellente sortimento, e aa est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam a ser vendidas a 160 ria o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-ae 200, 240, 320, 400 e 500 ris, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'ageia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
PEIXE
Duarte Companhia
receberam pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peixe o mais bem arranjado que se po-
de desojar em latas lacradas hermticamente pe-
los pregos de 19200 a 3$ a lata :
Chourigaa finas promptas.
Pescada aasada e cozida.
Pargo aasado.
Roblos dito.
Gavalla em azeite.
Guras assado. f
Nulas de ligelads.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Ltnguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijo verde a 800
rs.: nos armazeos Progressivo e Progressisla no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36.
Collec^oes de estampas.
Acaba de begar a leja a aguia branca urna
pequea quantidade de collecgoes de finas e
grandes estampas a fumo, repreaenlando ellea os
marlyrios do Senhor em 14 quadroa, oa quaes
sao bem acertados para qnalquer igreja ou mes-
mo casa de quem lenha gosto de as possuir;
ehegou igualmente outra pequea porgo daa
procuradas eslampas a morte do justo e a morle
do peccador : acham-se a venda someote na ra
do Queimado loja da aguia branca o. 16.
Talhares para enancas.
A loja da aguia branca acaba de receber a aua
encommenda dos preciosos talhares paracriangaa
e oa est vendendo a 320, 400 e 500 rs. confor
me a superioridade delles: aa ra do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
uvas pretas de torzal
para meninas a 500
rs. o
par.
NA MU CALIFORNIA
DE
Na ra da Imperatriz numero 48, junto a padaria Irauceza.
Vende se sedas escocezas de bonitos gostos a 109, cambraia lisa a pega a 1(800, 2J500,
39500 a 49. cortea de cambraia brancas com barra de cor a 29800 e3$, ditoa brancos bordados a
39500 e 48500, duzia de meiaa pare senhora a 29500. ditaa Adas a 39500 e 49, ditas cruae para
homaro a 29, finas a 2*500' chales de tarlatana a 640 rs., ditos de algoio alcoxoadoa a 1$, golli
ahaa muito finas bordadas a 640 e 800 rs., manguitos modernos manga balo a 800 e 19. mangui-
tos, gollinhas e camisa d* crep preto bordado a croch a 2|, ditoa de vidrilhos a 29500, ricos en-
feites para aeohora a 5| e 59500, cintos dourados da boaitos goatos a 2, 29500 e 39, chapeos en-
tallados para baptisado a 39 e 49, ditos de api para senhora a 49 e 59, ditos de sol para homem a
69, leogosde cassa graodea duzia a 29400, ditos de cambraia bordados a 200,240 e 300 rs., gros-
denaples preto tino a I98OO e 29 o covado, ricos manteletes pretos de grosdeoaple a 209, 229 e 259,
paono preto fioo a 3$ e 39500 o covado, fil liso brsaco multo fino a 640 a vara, dito bordado
a 19200 o outras muitas fazeodas por precos commodo!, assim como um grande sortimento de
roupas faltas por pregos que admira : na foja de Paredes Porto.
Vendem-se luvas pretas de lorgal em bom es-
tado para meninas de diversos tamaohos a 500
rs. o par: na ra do Queimado loja da aguia
branca n. 16.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de lavander ingleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 rs. cada fras-
co, pomada muitissimo fina em pios grandes a
500e a 19, vende-se por lio barato prego pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezaa da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Veode-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito auperior
pelo baraliasimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal prego pela razio de es-
tarem muilo pouca cousa encaldidoa, tambem se
vendem pegas de rendas lisaa perfeilamenle boas
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 19, ditas
com salpicos muito bonitas e diversas larguras a
19200, I96OO e 29 a pega, ditas de seda a 29 ca-
da urna pega: na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezaa da boa fama n. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a $ a resma.
Veode-se na ra do Queimado toja de miade-
zas da boa fama n. 35.
Meias pretas de seda.
Vende-se meiaa de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
de I90 par : na ra do Queimado na bem co-
ohecida loja da boa fama n.35.
Aos fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla o.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos o. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelle
gneros, que se vendempor pregos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Saboneta finos. ^ .--'
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quantidade de sabonetes finos para barbaa, oa
quaes convm a todos compra-Ios mesmo para
mos, avista do diminuto prego de 39 porqaanlo
se est vendendo a duzia. Para satisfazer-se aoa
bona freguezes se vender tambem em menores
porcoes, porm quem maia comprar maia lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
oraes.
Em massinhos a 500 rs. cada um.
Em fios a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-se muito bona coraes, em massinhos,
fios e voltas de 3 fios, pelos baratisaimos pregos
cima: na ra do Quefir ado loja d'aguia branca
n. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pnlseirasde mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se podo dar em taes
objectos, e as est vendendo a 19500 cada urna,
tanto para seohoras como para meninaa, e pela
oovidade do goslo e apuro da moda nao tardaro
em se acabaras que ha na loja d'sguia branca,
ra do Queimado o. 16.
I Loja das 6 por-f
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4j.
Duzia de meiascruss para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito linas a 28500 a duzia, leugoa de
cassa com barra de cores a 120 ra. cada
um, ditos brancos a 160 rs., bales da
20 e 30 arcos a 3f, lazioha para vea-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, tarlatana
branca e de cores muito fina com vara
emeia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. a vara, pe-
gas de eambraia lias fina a 39, cassas
decores para veatidoa a 200 ra. o co-
vado, mussulina encarnada a 320 ra. o
covado, calcinhas para menina de escola
algo par, gravatinhas de trangaa 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um duzia 29, pegaa de cambraia de sal-
pico muito lina-a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
abertadas6 horas da manba aa 9 da
noite.
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una do Queimado n. 19.
Lengoea de bramante delinho a 39.
Cobertaa de chita finas a 29.
Ditas a prego de 19800.
( Cambraiaa pretas muito finas.
Colchas de fusto muito lindas a 69.
Esteiraa da India da 4, 5 e 6 palmos de largo
proprias para forro de cama e salas.
Leogoes de panno de linho fino a 29.
Algodo moostro a prego de 600 rs. a vara.
Toalhas de linho para mesa a 49.
Ditas de fusto para moa, cada urna 500 rs.
Bales para meninas.
_EEEEKKtEBBttB5BE"
Vendem-se burros gordos e mansoa
engenho Jurissaca, do Cabo: a tratar all
Sr. Domiogoa Francisco de Souza Leo.
no
com o
Escrayos fgidos.
Gaiolas.
Lindas gaiolaa de rame, proprias para passs-
riohos de estimago ; veoae-s* oa ra do Quei-
mado n. 53.
Mobilia.
n.
Na ra da Gamboa do Carmo loja
12, vende se toda a qualidade de molai.
lia tanto ao gosto moderno como anti -
ga, phantbasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Ausentou-ae da casa do abaizo assigoado
no asbbado 8 do correle, o seu escravo de nomo
Fernando, cor cabra fula, altura regular e corpo
reforjado, sendo o dito escravo canoeiro da fa-
brica do Mooteiro. consta que as vezea aoda no
Campo Verde onde tem coohecimeotos, tendo
por costume tocar rabeca e viola : roga-se por-
tento ss autoridades policiaes e capilaea de cam-
po a aua aprehengn, levando-o a ra do Apollo
o. 6, deposito da fabrica do Mooteiro.
Jos Guilherme Guimaries.
Fugio no dia 20 do correte de bordo do
patacho Capuam, o escravo crioulo mariohei-
ro de nomo Antonio, idade 19 anaoa pouco tois
ou menos, altara regalar, roato comprido o com
alguos signaes de bexigae, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ao escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo i C. roa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dilo patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio do engenho Santos Mandes, na co-
marca de Nazarelb, de Lsureolioo Comea da Cu-
nta Pereira Bellro, em 18 de fevereiro 4o aooo
de 1801, um escravo de nome Antonio, de idade
de 30 aonos, pouco maia ou menos, pouca barba
cor nao muito preta, corpo o altura regulares'
rosto comprido. pea um pouco apalhetaao
grossos, tem falta de unhas em alguna dedos por
causa de bichos que teve, olhos pequeos e re-
galados, carreiro, e eolende do offlcio de ca-
jfeelre, um pouco regrisla, da Angola, porm
uito ladino; fot escravo do finado Antonio da
Croa, que m/xou em Mara Fariaha, assim como
tem atado em diversas praias, por isso lalves to-
me esses tugare*. Irep-M s autoridades rroii-
ciaes e capites de m ijfjprehensio do mes-
mo, e leva-lo ao re SMiho, ou 00 Recife
na praga do CoaSM Manoel Ignacio
de Oliveira & FiM Sero 200 de gra-
liflcagio.



-
" I




DIARIO DE PERNAMBGO

Litteratara.
di* dem

As tres irmaas.
SEGUNDA PARTE.
VII
Adawa.
(Conlinnago. )
Mais jubilosa voltou para casa ; mas seolia-se
traquear ao a*isinhar-se a occatiio de diter 4
seu cunhido o deatino que ia ter. Como Eulalia
devia do dia seguate recolher-ae i casa da ra
Cba, Mara aadava chorando, e Jos da Fonse-
ca, ssioho ero seu escriptorio, queixsva-se do
infortunio que o torga va anouir a separagao.
Jeronyma via as lagrimas da irma, e adevinha-
va os seotimeotos do cuchado. Por isso desfal-
leca Da previdencia da redobrada magas, que ia
dar s ambos.
Vencen a necessidade.
Era a hora da ceia.
Jos da Fooseca, tomando as maos o po
que Eulalia liona ao lado do seu prsto, disae-
lho :
Miaba irmis, sentiu alguma Tez oeste pao o
amargor da dependencia ?
Nao, mano Jos I PorqOe me faz semelhan-
te pergonta ?
Nao se julgou sempre a mesa de seu pae,
estando ahi sentada "? Viu no meu rosto um sig-
nal, que lhe flzesse lembrar que era apenas ir-
maa de minba mulher, e om encargo para o po-
bre chefe de familia ?
Nunca, meu Deus, nunca 1 Por alma de
mloha mae lhe juro que nunca pensei na depen-
dencia. Pensei, sim, no seu amor, na sua de-
dicago, e tambem na sua caridade com lo pou-
cos miios ; mas nunca me lembrou que meu Ir
mi seria mais feliz aem o encargo de alimentar
e vestir as pobres irmaas de sua mulher.
Pois bem, tornou Jos da Foosecs, se este
o ultimo pao, que come em minha casa, leve
Selle ama saudade, porque a convivencia com
iofelizes tambem deve deixar saudades, quando
elles nao tem culpas de que se accusem.
E, voltaodo-se para Jeronyma, cootinuou :
Fica-nos a saudosa alma de Eulalia na al-
ma da oossa Jeronyma. Veremos ambas n'ums.
Fallaremos muito na ausente ; e a que dea si-
tiera dar-nos a felicidade que a oulra nos leva....
Porque chora, Jeronyma ? I Se tem sau iades de
Eulalia, para que a furtou de si e a nos ? Que
tem minha irma ?
Jeronyma levantou-ae da mess, e abngou-se
em Maris a solugar. Ergueram-se todos e ro-
dearam-os. Era a primeira vez que a viam assim
tranzida de dr.
Tudo se remdela, Jeronyma I disse Foo-
secs, sua irma nao vse, nao preciss ir, csr
comnosco.
E* que ella tambero vae !.... exclamou Eu-
lalia.
Vae I disse Maria com espanto, vae comti-
go, Eulalia?
A interrogada respondeu com um gesto nega-
tivo.
-Para onde vae ? I instou o cunbado.
Nao sel.... sei que ella tratava hoja dsso,
disse Eulalia.
Para oade vae, minba irmaa ? insisliu o
advogado.
slna^senrr, "Genova, Placeada, Gaela, Ferra-
- Vou eosinar meninas, disse j com firmeza ttS^ui^fLl^l BV*'u\ '"I"-
rooyma.-Vou onde oreciso aue eu va. nW .' F""l R,.,eni' Re8'- Trenlo, P.via. Si-
Jerooyma.Vou onde preciso que eu va, meu
bom irmo. Todos aqu sabem a constancia das
miohas resoluges. Seria esetuodotimbaraga-
rem-me. Podem-me ajgir; e arrancar o cora-
cao em lagrimas ;-m~s n&o modam o meu in-
iGlo. \ ou m busca da felicidade. Minha mae
disse-me que eu a encontrarla..... disse-m'o do
cu. Na trra me tio^a dito mu pae ha oito
annos: ilii felicidade estar sempre ns al-
tura do teu presumo. Quando olhares em redor
de ti, e pergunlares a ti mesma : de que sirvo
eu ? ento sers desgragada, se as alternativas
imprevistas da vida nao tiverem apagado a luz
da digoidade em tua coosciencia. Isto me dis-
se meu pae ; forgoso que eu me deixe guiar
pela sombra delle, at o encontrar alm deste
mundo. Minha ir;ua, minha boa Maris, eu co
comtigo, porque a teu lado vers sempre a ima-
gen) da irma agradecida, a pedir-te que le tam-
bres das esmolss, que nos (ueste a nos e a oossa
mae. De cada vez que me vires, abraga teu ma-
rido, para que elle se revej em ti, e tu lhe a-
gradegas a parle que le deu da sua vitlude. Nao
vos perco, estaris sempre contigo ; mas chra-
me o corago porque est anda longe o cu, on-
de iremos encontrar lodos osnossos. O'minha
santa mae, abeogoae-nos oeste ultimo ajunta-
mento mesa onde o pao era lo smargurado
para quera oo-lo dava, e 13o doce para nos, po-
brezinhas, que o recebiamos I
Fonseca aperlou sua cunhada ao stio, com os
olhos filos no retablo de Jess frooteiro mesa.
Vde-nos, Senbor I murmurou elle.Era-
mos dignos uados outros. Repsrtistes por to-
dos egual quioho de venturas. Os desgrana-
dos vos louvam, j que os felizes vos desconhe-
ceo 1......
(Continuarse-ha.)
Variedades.
Havendo alguna joroaes belgas atlribuido a Mr.
Vtclor Hugo os versos dirigidos ao rei dos bel-
gas para lhe pedir perdo pera os nove coodem-
nados de Charleroi, Mr. Victor Hago escreveu a
ale respeito a seguinte caris :
Hauleville-house, 21 de Janeiro de 1862.
Seuhorea Vivo no meio da agitago, e ha
doos metes particularmente, o (rabalhoum tra-
balho ustanleabsorve-me o tempo de maoeira
que nip aei nada do que se passa no mundo.
Hoje um amigo trouze-me muitos jornaes
em que se conloen excelleutes versos pedindo o
perdao de nove pessoas coodemoadas morte.
Pela parte de baxo desses versos li o meu no-
me.
Aquellos versos nao sao meus.
Quem quer que seja o author delles agrJe-
go-lhe.
Quando se trata de salvar vidas, acho sem-
pre bom o uso que se faz do meu nome, e mes-
mo que se abase.
Accrescentarei, que, por uma semelhsnte
causa, me parece quasi impossivel que baja abu-
so. Estou certo de que assim o flm justificar os
meios.
Permilla-me portaoto o author restituir-lhe
a honra desses versos, que, torno a repetir, me
parecem muito bons.
E ao primeiro agradecfmenlo que lhe dirijo
accrescentarei oulro ; e o de me ter fetto conhe-
cer fsse sombro negocio de Charleroi.
Considero os seus versos como um appllo
que me dirige ; uma maoeira de me convidar
a levantar a minha voz, irazendo me memoria
os esforgos que flz n'outras circumstanciaa ana-
logas, e agradego-lhe esta generosa lembrsoca.
Respondo ao seu appllo ; ligo-roe a elle pa-
ra poupar Blgica essa queda de nove cabecas
sobre o cadafalso ; elle recorreu ao rei, eu recor-
ro oagio.
Debati do ponto de visla do progresso, o
negocio de Haioaut para a Blgica ama dessas
occasies em que os povos sabem engrandecer-se
ou tornar-se pequeos.
Suppco naco belga que seja grande. De-
pende evidentemente delta que essa vergophosa
guilhotioa nio funecione na praga publica. Ne-
nhum aoverno resiste a esta santa pressoda opi-
nio publica impellida pela dr. Nao querer o
esdaf'' deve ser a primeira vootade de um
povo. .. voz do povo a voz de Deus I
Depende de .. /elgaa, fazer dizer : o que Deus
quer, quer o povo.
- Atravessamos oeste momento a hora sombra
do dcimo nono scalo. Hs dez annos ha um
raio appareoie de elvilisago; Veoeza encadeia-
da, a Hungra garrotada, a Polonia torturada ;
por toda a parle a pena de morte. As mooar-
chias teem Haynau, as repblicas Tallaferro. A
pena de morle elevou-se a digoidade de ullima
ratio. As ragas, as cores, os partidos empre-
gam-u'a e servem-aa deiia como ama replics.
Os branco utiiissm-se della contra os pretos;
ipretos, represalia lgubre, nio deizam de a
ssr contra os braocos.
Lg0f ero, ,he,P"hol fuzila os republicanos
!.JPTerno iul,ano '" os realistas. Roma
executa.um ionocente. O author do assassioio
deouncia-se e reclama em vio ; tacto. O Irt-
Dunai nao se oceupa mais do negocio. A Euro-
pa eccredtta na pena de acorte, e obslina-se nel-
}a; a Aaierica balte-ae por causa della e por el-
ii; *?* S. ,mig0 t "avidio. a som-
S. 5S tnid.,.eCU"M 8Uer" r,U-
Nuaca hoave oa America e na Europa um
llisoao; todas as quealoes as
dem excepto a de matar; e na pana de
anorte que os dona mundos eslo de accordo. A
pena de morte reina ; uma especie de direilo di-
vino do machado provena para os calholieos do
Evaogelho, e para os protestantes puritanos ds
biblia. Para construir por meio do pensameolo,
como fiel de unio, uro arco de Iriumpho ideal
entre os dous mundos, sobre essearco de Irium-
pho seria neceasario collocar hoja o cadafalso.
< Daodo-se esta situscao a occasiao admira -
vel para a Blgica.
a Um povo que osa da liberdade deve ter tam
bem voolade. Tribuna livre, imprensa livre, eis
o orgsoismo completo ds opniio. Eipresse-se
pois a opiniao publics ; eis aqui um momento
decisivo. as circumstanciaa em que nos adia-
mos, repelliado a peoa de morle, a Blgica po-
de, se quizar, collocar-se bruscamente, aisda
qae povo pequeo, frente da civilisscio.
Insisto que a occasiao admiravel. Porque
evidente que, se nio boaver cadafalso para os
criminosos de Haioaut, nao o bsver de futuro
para pessoa alguma, eque a guilhotina nio po-
dar loroar a germinar na trra livre da Blgica.
As vossas pragas publicas nio ficaro mais sujei-
tas a essa apparigio sioislrs. Pets irresislivtl lo
gica das cousas, a peoa de morle, virtualmente
abolida hoje entre vos, se-lo-ha legalmente ama-
nhia.
Seria bom que o pequeo povo dsse a ligio
aos grandes, e so por este fado fosse maior do
que elles; seria bom, qae, em preseoga do aug-
mento abomioavel das trevas, em face da barba-
ria reconduceote, a Blgica, tomando a posigao
de grande potencia na cifilisacao, dsse de re-
pente ao genero humano o brilhsnlismo da ver-
dadeira luz, proclamando, as coodiges em qae
melhor bruna a graodesa do principe, nao a pro
psito d'uma diasidencia revolucionaria ou reli-
giosa, nao a proposito d'um ioimigo poltico, mas
a proposito de nove miseraveis indignos de qual-
quer outra piedade que nao seja a piedade pby-
losophica, a inviolabilidade da vida humana, ba-
oiodo dettoilivamenle essa monstruosa pena de
morte, que tem por gloria haver deixado na ier-
ra dous crucixos, o de Jess Chrislo no velho
mundo, e o de Jobo Brown no novo.
a Pense nislo a generosa Blgica; a ella que
o cadafalso de Charleroi prejudicatia. Quando a
philoaophia e a hiatoria collocam na balaoga s
civil9agBo, as cabegas decepadas pesam contra.
Escrevendo isto, cumpro um dever. Auxi-
liae-me, senhores, e prestae-me a vossa publi-
cidade para este grande e supremo ioteresse.
a Pego-vos que vos digneis receber a seguran-
ga da minha mais distinda coosidersgao.
Victor Hugo.
Em seguida publicamos o estado das torgas mi-
litares que hoje conla a Italia, e a ailuago que
oceupam oaqutslle reioo, devendo advertir-se
que os batalhoes italianos so cooslam de 4 com-
panhias.
A destribuigao da forgs como segu :
6 regimeoios de graaadeiros, em Floieoga,
aples, Nardi e Reti.
62 regimeutos de iofanlaris, em Turin, Milo,
Napolea, Pjlermo, Bolonha, Capua, Parma, Mis'
TER^A FBIRA 18 DS Mk&QO DE 1161.
*
racusa, Aquila, Campubasao Taramo, Chieili, S.
Germano, Sora, Alexandria, Foggia, Bari, Gir-
genti, Ancona, Ctemona, Mirndola, Modena,
Lalerno e Poleusa.
3 batalhoes de voluntarios da guarda nacional,
em Vaalo, Ascoli e Pesaro.
3 regimentos de iofantaria de marinha em a-
ples e Genova.
36 batalhoes de berssglieri (cagadoresl em Tag-
glacozzo, Cuneo, Lauro, Ascoli, Palermo, Fer-
mini, Potenge, Milao, Lunato. Castiglioni, Ave-
lioo, Como, ola Bazilicata, Arienzo, Porlielis,
Modena, Guaslalla, Boionbo, Rimioi, Cesena,
Urbioo, Macrala, Raveoa, Orrieto, Terni Lior-
na, Fondi, aples, Candela e Capua.
102 eaquadres de cavallaria em Voghora, Par-
ma, Milio, Turin. Salazzi, Brescia, Terni, Fio-
renga, Ferrara, Bolonha, Capua, Cazerta, Fog-
gia. Modena, e Vigevano.
14 legies de carabineros reaes, (gendarme
ria) e^n TuriD, Genova, Cagliari, Milio, Bolo-
nha, Florenga. aples, Cbieli, Bari, Saleroo,
Lilaozaro, Palermo e Aocona.
9 regimentos de srtilharia, em Turin, Capua,
Placencia, Venara, Pava, Pisa e aples.
3 regimentos de eogenheiros, em Csale e
Placencia.
3 regimentos de Irem, em Turin, Sioigaglia. e
Portici.
Desta distribuigao reiulla, que o exercilo da
Italia devidido na Sardenba Lombardia, antigoa
ducados de Parma, Modena e Toscana, estados
pontificios, Napolea e Sicilia, 320 batalhoes, 102
esquadres, 14 legioes de carabioeiros reaes, 9
regimentos de arlilbaria, 3 de eogenheiros e 3
de equipamentos, cujo total subir proximameo.
le a 200,(00 homeos com 12,000 a 15,000 ca-
vallos.
Um correspondente do Comi dos Estados-
Unxdoe escreveu a seguinte caria a respeito da
expedigio franceza no Mxico, dando alguna de-
lalhes acerca das operagoes preliminares aquelle
exercilo:
c 9 de Janeiro da 1862.
o Chegamos aqui ante honlem, de cooaerva
com o navio hespaohol que cooduzia o geoeral
Pnm. O grosso da esquadra iogleza chegou quasi
ao mesmo tempo. O effectivo da expedigo cora-
bioada est poiscomplelameote reunido.
A nosaa forga naval composta da maoeira
seguinte :
O Ifossena, almirante, de 90 pecas e 913
hpmens. "
Ardenle, de 56 pegas e 530 homens.
a Foudre, de 56 pegas e 530 homeos.
Guerrtere, de 34 pegas e 400 homens.
Asirte, de 28 pegas e 380 homens.
aYontezumo, de 16 pegas e 270 homens.
Berthollet, de 10 pegas e 165 homens.
Lavoxsxer, de 6 pegas e 125 homens.
< Chaptal, de 2 pegas e 125 homeos.
Marceau, de 2 pegas e 75 homeos.
Grenade, de 4 pegas e 86 bomeos.
a Aube, de 4 pegas o 200 homeos.
Meuse, de 4 pega e 150 homens.
Sevre, de 2 pegas e 215 homens.
Mais tres cauhoneiras ou avisos a vapor da
estago local, formam um total de quasi 6 000
cavados de vapor, 330 pegaa de arlilheria e 5,*600
martoheiros.
As nossas (ropas de desembarque compem
um effectivo de nos 3,000 homens, cujas dsposi-
goas foram ordenadas da maneira seguinte pelo
almirante commaodante em chefe:
Haver um corpo de fuzileiroa maritimos
um corpo de srtilheris de obuzes de montanha'
servidos por marlobeiros das equipagens da es-
quadra, e alm disso soldados de iofantaria de
marinha e os 500 zuavos qae desembarcaran) em
Mostaganen. Os zuavos formsram um corpo de
reserva, e nio deixaram o contra almirante. >
(Depois segue-se o nome dos oHkiaes que ho
de commandar os corpos quando entrareis em
operagoes, e a correspondencia diz mais: ,
a Pelo que loca a Harans, soubemos qu a
expedigio bespaohola se linha adiaolado e oceu-
pado Vera-Cruz nos primeiros dias do mez de
dezembro, sem disparar um tiro. Esta noticia
sorpreeadeu-nos, e creio mesmo qae foi mal
recebida a bordo do navio almirante. Alm deste
outro assumpto de sorpresa nos esperava quando
chegamos aqui; era ver a baodeira hespaohola
fluctuar s oa cidade e castello de Ulloa, sloda
que a oceupacao fosse operada em nome das tres
potencias alliadas. Explicsges satisfactorias pas-
saram a esponja sobre es:es dous factoa. que
ameagsvam produzir alguma Mesa oss relagoea,
no entreaoioTioje sao as miis cordeaes e com-
pletas. As baodeiras francez, iogleza e hespa-
ohola fluctuara fraternslmente em trra ; a ban-
deira hespaolola oceupa a esquerda, dando o
centro 4 de Franga e a direita de Inglaterra.
c Afftal os hespanhes nio fizer m mais do que
oceupar a cidade e estabelecer poslos avangados ;
absiiveram-se de qualquer operagio activa al
chegada dos coutiogeoies fraocez e inglez. Eata
oacgo deixou aos mexicanos o tempo necesssrio
para organiaarem um systema de guerrilhas que
iocommodam as senlinellas avangajdas: diz-se
que duas ou tres forsm mortss ou prisioneiraa.
Estes corpos de partidarios embaraga tambem os
paizaoos de trazer cidade os provimentos pre-
cisos. O leile, os legumes e outros objeelo, es-
caceiam ou apparecem por elevado cuito. As tro-
pas nio soffrem, por isso que leer a aniimentoe
da esqasdra ; mas a populagio local q ue Dio tem
o mesmo recurso, est reduzida a um reg
que se pode chamar de meta fome. Isto p
nio evita que ella ande contente, e que con
s festas e aos theatros. n
c Prepara-ae uma expedigo para abrir $ cal
paoha, e reatabelecar ss communicacoes na ai
oecessaria pars a seguraaga e para conseguir
abaslecimeoto da cidade.
Quaoto a mais serias operagoes, nada sa-
bemos a respeito das inteoges dos nossos cheles.
Falls-se de um ultimtum qae devia ser man-
dado para o Mxico, deveodo esperar-se a res-
posta primeiro que se emprehendesse cousa al
guma para o interior. Um discurso proferido
pelo presideole Juare no dis 15 de dezembro.
quando se encerrou o coogresso, fu pensar que
elle mesmo espera um procedimeoto deata oa-
tuieza.
[Jornal do Commereio, de |Llsbos.)
RELIQUIA DO GRANDE EXERCITO.
Falleceu ltimamente em Issoudum (Algeria),
Thereza Jourdao com 94 annos.
Era a mala enliga caotineira do exercilo fran-
cez.
Tioha nascido em Beaaogon em 1768, e casoa
em 1783 com Joo Patru, que depois foi sargen-
to de 69 de linha.
Acompanhou seu marido as campanhas de
Italia de 1796 a 1797, fez parte da expedigio do
Egypto, assistia batalha das Pyramides e de
Ilelupolis e ao funeral do geoeral Kleber.
Voliaodo Franga. esteve em Auslerlitz, Ioa,
Eylau. Friedlaud, o foi s margeos do Elba, Vis-
lula e Nieman.
Seguiu depois o exercilo francez que invadiu
Hespanha e Portugal, o, vollando Allemanhs,
assiatiu s batalhas de Essliog e de Wagram.
Em 1812aeguiu o grande exercilo Russia, e
esteve no campo de batalha de Moscow, onde seu
msrido foi morlo tomando um reducto.
A morte do marido nio a decidi a abaodooar
o exercilo, e com elle eoirou em Moscow, e, vol-
lando Franga com as reliquias do grande
exercilo, aioda tornou parle na campaoba de
1813.
Foi leslemunba das victorias de Lutzeo e Ban-
tzen. da derrota de Leipzick, e achou-se no Wa-
(erloo em 1815.
Eotrou em 1823 em Hespanha com o exercilo
commaodado pelo duque de Aogouleme, e, re-
gressando Franga com o seu regiment, que era
eolo o 4o de linha, o seguiu em 1830 guerra
de Argel.
Voltaodo Franga em 1831, acompanhou no
vameute em 1859 o deposito do 4 de linha, man
dado para frica.
Era o dolo dos soldados.
Era susleotada pelo rancho do regiment e ti-
oha uma peosao que lhe davam os ofllciaes
Sobreviveu a toda a sua posleridade.
._ O batalhan t\n "
homens.
O sargento ajudante proounciou um discurso
sobre a campa da heroica caotineira.
edade e polas esns, qae, brllhan-
Ihe circundavam uma bella calva
moga vnlia moda d'aejaolU
iota que era, lornava so nota-
da aala-balao. Pela ordem doa
__ um havia tomado, perteocia so
_ isentar-se defronte ds menina, a cojo la-
Jo fleava o marido.
O velho, ao entrar para a carruagem, offereceu
ao mogo eaposo o seu lugar, como mais adequa-
do pars causar esposs o so seu bilio meosio-
commodo, mas o marido, ou por ceremonia ou
por oulro qualquer molivo, nio aceitou e inatou
com o velho para que oceupasse o seu lugar. Re-
sigoou-se este eaninhou-se o melhor que pele
ao canto da carruagem. de modo a deixsr o maior
espago possivel s saias da menioi. Assim vie-
ram al s Caldas, sonde o velho, que tioha sen-
tido dunas de brecas pela posigo incommoda em
que viera, instou novsmeote com o marido para
que trocassem os lugares, porque, alm de maior
commodidade para a esposa, elle tambem teria
mais liberdade e poderia desempertigar as per-
nea. Nio foi atteodido e leve de continuar a sof-
frer aquella nova especie de marlyrio, infligido
pela saia-bal&o. Sobreveio a noite, e, como j
era a segunda, lodos psgaram forte tributo Mor-
pbeu.
O velho trazia para resguardar-se do fri ama
capa curta, em que embrulhavs o tronco o o pes-
clo, e a dama, alm do amplissimo vestido, li-
nha para eovolver-se um grande chsile-msnta.
Durante a noite, e por effeito dos diversos mov-
meatos, cahira a capa ao velho que sentiu pelo
arrefecimento das espsduss a falla que ella lhe
razia, e, como natural, aem que de todo acor-
dasae, foi com s mi apalpando para a puxar a
si. A capa, porm, ao cahtr, envolvera-se com o
mmenso volume dos vestidos da meoioa, o o ve-
lho, ao puxar por ella, trouxe de envolta o ba-
lio de sua vizinhi. Esta acorde e grita ; o mari-
do, estremunhado, pergunta-lhe o que tem ; ella
responde que aquello senhor lhe lngara i mi
s saias. O velho, de seu natural tmido, a sem
poder atinar com o que se passra, atrapalha se
e balbucs algumas palavras, que o marido, anda
mal acordado, oio enieode, e, no meio desls sce-
na cmica, o rendeiro, perdido de riso, foi um
aajo que socegou os nimos irritados.
Nioguem mais dormiu. A menina julgava ter
tilinte de si um D. Juao, o marido afflgurava-se-
ine o velho algam satyro dislargado e o pobre
velho encarava o mogo como um segundo Othel-
lo; parecia-lbe vrj luzir o puobal que o havia
de fenr, e, por mais que se encolhesse, sempre
. lhe pareca que toma va demaaiado lugar; ima-
ginava sentir de vezem quaado os ps do mari-
do, que lhe pareciam de chumbo, e que elle peo-
sava que o procuravam de proposito para o esrui-
gar, e nesta tortura de espirito veio at ao Sar-
dao. Ahi sahiu da carruagem, apezar do fri qae
Sobreviveu a toda a sua posleridade. *" e dingiu-oe ao conductor, dizendo-lhe que
Todo o batalhio do deposito composto de 600 Jugando a sua vida em perigo deotro da carrua-
>mens, assisliu so sea enterro. 8em> inoris passsr para fra. O conductor, ho-
O sanronin >inH>nia nrnni.n/>.. .._ Mm mera prudente, procurou socega-lo e fez-lhe ver
UNANIMIDADE DE PENSAMENTO.
Ha na Borgooha, perto de Beauoe, conla um
joroal francez, uma pequea commuoa, cujo pa-
rodio adorado polos seus parocbtanos.
Estes quizeram no dia primeiro do anno brin-
dar o cura, olTerecendo-llie entre todos uma va-
zilha de viuho.
Um deu a pega e cada um dos outros foi des-
pejar nella uma garrafa do melhor viobo da sua
colheila, porque quasi todos os habitantes da
communa sao lavradores viohsteiros.
O bom do cura aceilou o presente e oaprovei-
lou para convidar do dia de Reis 20 ou 30 dos
seus parochianoa a jaotar.
Tratava-se de provaro famoso vinhoe nenhum
dos convidados faltou.
Quando lodos se achsvsm mess, a velba
criada do cura desceu adega.
Cloc minutos depois ouviu-se um grito e logo
em seguida appareceu a criada, paluda e espan-
tada, com uma gtrrafa de agua oa mi.
Que acontecen? Para que essa garrafa?
S'. cura, o viuho da pipa I
Adariragao geral I
O cura ficou maravilhado, porque era o mila-
gro das bodaa de Caan, pelo inverso.
Os convidados olbaram uns para os outros e
desataram a rir.
Cada um dos parochianos leve a mesma i<*-a,
e nenhum delles pensou que os oulros a \ de-
riam ler egualmente.
NECROLOGIO.
A Hespanha perdeu no dia 7 do correle um
dos seus mais Ilustres e mais respeilaveis cida-
daos na pessoa de D. Francisco Martioez de la Ro-
za, presidento do coogresso.
Grande estadista, eminente poeta, profuudo
pensador, orador eloquente e escriptor famoso,
Martnez de la Roza era ama das grandes illus-
Iragdes contemporneas.
Foi um dos fundadores do systema liberal em
Hespanha, e uma das glorias daquelle paiz.
Tioha nascido em Graoada em 1789, e muito
joveo obteve a cadeira de phylosophia na univer-
sidade daquella cidade.
Poroccasiio da guerra da ladepeadencia es-
creveu um poema pieo em honra da immortal
Zaragoza.
Em 1810 fez uma viagem Inglaterra e regres-
suu a sua patria no anno seguinte, dirigindo-se s
Cdiz.
Durante o sitio desls praga deu so thealro a
tragedia A Viuva Padilha e a comedia Oque
pode o emprego.
Foi eleiio pela cidade de Granada para seu re-
presentante as cortes de 1812 a 1814.
Quando Fernando VII derribou a coostluigio,
Martnez de la Roza, depois de sete mezes de ri-
gorosa prisao, foi desterrado para um presidio de
frica, d'oode a revolugio de Riego o irouxe, em
1820, Madrid e s cortes.
Fernn Jo VII offereceu-lbe em 1822 a presi-
dencia de mioislros, que pouco depois leve de
abaodooar.
Em 1823 foi oovamenle desterrado por Fernan-
do VII e Uxou a sua resideocia em Paria, onde
permaneceu oilo annos, e all fez representar o
seu drama a Aben Humeya, escriplo em fran-
cez.
Por morte de Fernando VII voltou a Hespanha,
a foi presidente do conselho de ministros desde
maio de 1834 a junho de 1835, eslabelecendo eo-
tao o estatuto real. ^
Comegou eotio a mostrar-se doutrinario e par-
tidario da poltica moderada.
De 1839 a 1840 oceupou o posto de embsixador
hespaohol em Pars, e com este mesmo csracter
permaneceu em Roma desde 1842 a 1843.
Eotrou depois no ministerio Narvaez, e tornou
a oceupar o posto de embaixador^em Roma desde
1847 a 1851, e nesta qualidade acompanhou Pi
IX Gaets, na revolugio de 1848.
Fot aioda ministro em 1858.
Foi por vezes presidente do congresso e nesle
posto morreo.
Como Iliterato deixou produegoes em todos os
gneros.
Para olhealro escreveu : Edipo, Morayoa e a
Conjuragio de Veoeza e ouiras obras que hon-
rsm a acea heapanhola.
Como romancista escreveu: < Hernn Prez del
Pugar e Isabel de Solis.
Como poeta a sus Arle potica o as saas
c Poesas lyricss sio modelos.
Como historiador illuslrou o seu nome com ss
obras < Espirito do soculo o (historia da revolu-
gio franceza] o o a Bosquejo histrico de Hespa-
nha no lempo doa Bourbons.
Illustroa tambem a imprensa peridica com n-
tatela eacriptos.
Os jornses hespanhes de lodosos malizea po-
lticos deram, ante o tmulo de Martnez de la
Roza, o teslemuoho da respeitosa veneracio fle-
vi que vioculam na vida o sea nome s glorias do
sea paiz.
Os grandes genios alo cidadaos do muado, e,
por isso, entendemos merecido e devido o feudo
de loaver que aqui pagamos ao hornero que to-
dos oa paizea viam e conlavam no numero das
grandea illastrsgoes da poca.
O QUE FAZEM AS 8AIAS-BALES.
Termioava o anuo de 18** e por ama daa mala
frias noites de dezembro parta a mala-posta do
Carregado para o Porto. Eram passageiros no in-
terior um par de casados, marido e mulher, aio-
da mogos, um rendeiro alemtejaoo e um
o risco a que se expuoha no exterior da mala-
posls, to mal resguardado contra um fri lo
intenso, e n'uma edade e posigo que demanda-
vam todo o cooforto. O velho, porm, qae lirila-
va aioda mais de susto que de fro, iuiistiu e su-
biu para o p do conductor.
Assrm veio at Oliveira ; porm, quando all
ebegou, eslava enregelado, seotia uma forte
pomada n'um dos lados, que o nao deixsva fallar
e foi preciso desee-lo em bragos e leva lo para
o p do fogo. aim de o reanimar. Tinha a vista
espantada e Qxa, como se tivesse diante de si al-
gam objecto hoirlvel, e, quando comegou a ani-
mar-se, as primeiras palavras que profera eram
incoherentes, mas percebia-se que a idea do ba-
ti e do puohal lhe traostoroavam o espirito.
Depois cshiu em si e declarou qae nao voltava
para a mala-posta, que se entregara sob a pro-
teegao da dona da estalagem. d'oode s sahiria
depois que aquella tivesse chegado ao Porto.
Demorou-se, pois, al ao dia seguinle para se
convalescer, e. quando ebegou ao Porto, n'uma
carruagem que de proposito o fdra buscar, jurou
que ounca mais oessa pouca vida que lhe restava
tornara a associar-se de qualquer modo ou ma-
ueira a damas que usassem de ssia-balo I
Aioda ahi exlslem todos os personsgeos desta
scena comics, que podem alteslar a aus veraci-
dade, prOvando desle modo oa iotonveoientea da
saia-balao.
TESTAMENTO CELEBRE.
Usa r*oprefJo de Berln, desejando immor-
talisar a sua memoria, imaginou inscrever no sea
testamento uma clausula celebre.
Segundo a vontade do testador, ama grande
parte da sua fortuna, que muito consideravel,
dever ser posls a juros, sem que possa nunca
distahir-se o capital.
O reodimento ser dado como subTeogo a dous
estudaotes, um da faculdade de direilo e outro
da faculdade de theologia, que leoham boa pre-
aenga e de moralidade irreprebensivel. Irope-
Ihes as segulotes coodiges :
Em todas ss solemnidades acadmicas trajsro
um yealido eapecial, cuja despeza ser por cools
dos juros veocidos e a vencer. Este vestido cons-
tar de calges, meias, ligas com flvellas, uma
curia colla de armas, e um barrete com uma peo-
na de abeslrus. O estofo da cotia do armas ser
dos mais Cnos, vermelho para o jurista e negro
para o Iheologo.
Os testameotelros sao eocarregados de velar
pelo fiel cumprimenlodestas prescripges.
INDUSTRIA PERIGOSA.
Publicou-se em Inglaterra o relatorio das cs-
tastrophes que teem havido as minas de carvo
daquelle paiz desde que vigora o systema da ins-
peegio das minas.
Da estatislica queacompaoha o reralorio v-se
2! ,dne? ", 185 a 1860 8e extrahiram das minas
005,134:940 tonelladas de carvao. Nos meamos
dez annos, dos operarios empregados os extrae-
gao do carvio pereceram 8,466, victimas de di-
versas catastrophes.
COLLECgO CURIOSA.
Ignacio Francisco Castelli, o decano dos litio-
ratos de Vieona, ltimamente fallecido, deiiou
uma variada collecgao decaixas de rsp, em nu-
mero de mais de 1,500.
A maior parte sio verdadeiros objedos d'arle
com que diversos artistas teslemunharam a Cas-
telli s sus estima e sfhigao. E' por isso que oss
caixasso acharo os retratos dos priocipaes pinto-
res, escultores, etc., da capital austraca.
A collecgao comprehende caixas de todos os
metaes e materias.
A mais curiosa de todas a de Moliere, que
foi por acaso s mios de Castelli.
A ultima da collecgao foi offarecida so poela,
no 81. snniveraario do seu oaacimeoto, por
Meyerbesr. E' de prata da Russia o representa a
lampada, symbolo da vids, como se v nos t-
mulos dos aotigos egypcios. Est ornsda com a
photographia de Meyerbeer e o retrato de Con-
fucius.
Castelli o autor do libreto allemao doa Ha*
guenottes, opera de Meyerbeer.
PAIZ RICO.
A subscripto aberla em Manseoo-House para
a creagio d'um monumento memoria do prin-
cipe Alberto, esposo da rainba Victoria, chega-
va j a perto de 28,000 lib. si. (setenta cootos
de res).
UM PASSARO DENUNCIANTE.
Um msico da orcbeslra do thealro de Nova-
ioik tioha uma magnifica flauta de bano com
chaves de prsts, da qual raraa vezea se ser-
via, porque em uma das notas agudaa era dea-
sfloada.
O artiala tioha por companheiro de caaa om
alaiate dolheatro.com o qual vivia na msls in-
tima amizade.
Uma noule, durante a ausencia do muaico, a
flauta deaappareceu. Suapeitou-ae da criada, sus-
peitou-se dos que frequentavsm a casa, mas, afi-
nal de coatas oio se descobriu o ladrio.
Passou um auno, o altaiate deixou o sea ami-
go para ir residir n'outra cidade, s pouca distan-
cia de Nova-York, porm os dous amigos visits-
vam-ae de lempos em lempos e viam-se sempre
no Iheatro.
-i-
mt
--
v ffr

ave, depois da lhe ouvir as alas arias favoritas,.
porm notoo que o artista emplumado daiwvjsw2-I2! e b,lx* An,,ri noundaeio
escapar do vez m quando uma nota falsa e que am^!T^mJiam^0l5S! ,,,8,res-
eaa ola era aompre a meajma. Fez reparo r,i,,a J2BimP",^L de M-000 flor" eni *'<>' doa
e obaarvou que a nota falsa do piteo era precisa- J-lw--,a- aoffreram com a innundagio.a
Mata uro certo *W ero que peccita a lauta qae
iba fera roubada.,
Commonicou ala obaervago ao sea aoffgo,
que se perturbou, balbuciou e acabou por con-
fessar qosj indapnento fatal tioha servido para
a edircagaodo passaro cantor.
Queo nde sondar os designios da Provi-
dencia YI
DESCOBERTA.
Escrevem de Serilha Correspondencia de Es-
pana que agora objecto de todaa as conversa-
goes a descobeita casual feita naquella cidade de
um repartimeoto subterrneo, que ae julga per-
nf-!. anlig* i1u>Sao. e nelle quatro mumias
perfeitamenle conservsdas.
uescobriu-se deste modo;
uJn0b.,ih,/am u" Pareiros na perfuracao de
hSJK ,umlo"o e acharam a certaTpro-
!.? rh\m n".'e,c,,> compoM. de .ate degrus.
Isto chamou-lhes a altengo, e o dono do terreno
erdeooa-lhes que conliouasaem a excav.glo. As-
sim o fizeram. e bem depressa eocontraram uma
porta chapeada de ferro. Aborta forga de gol-
pes, liversm de relirer-se os trabajadores para
evitar a aapbixia que lhea leria produzido o aaz
mephytico qae aahira.
Passadas algumas horas pdde-se entrar naqual-
le lbrego redlo, e pode vr-se que era um es-
pago de pouco mais ou menos de oilo veras de
comprido por; cinco de largo, abobadado, e sem
mais luz do que a de umaclarabola.que secoohece
bouve s um Udo. Seis robustos pilares dos 4 can-
tos e oo ceoth> serviam de base abobada, e em
cada um delles se via uma grossa argola com uma
cadea ; duas dealas presas a um gancho na pa-
rede: as outfas quatro teem no final as quatro
mumias, lreJ J
de en
egra.
humidade. Esl perfoilsmeVlecnservado obra-
je de uma dallas, pela circumstaocia de ser de
seda.
las, tres" dellss estendidas sobre uma especie Nas "'"mas audiencias do jury daa Bocas do
oxergoeb, dos quses s resta a palha muito Hhone. compareceram dous mariobeiros inalezea
i, e alguns pedagoa de panno, destruido pela SuP>fos dada. fEst perfeitameole conservado a tr. *.,..- .
No cenlrd da abobada est suspeoso um lam-
peao, cujoalvidros eslo defamados e a lata muito
oxidada. AUm disto havia ali douscsotsros, cin-
co pralos, faualro colheres deeslaoho e uma cai-
xa de rapjpiutada de corea.
Uma das; mumias tem ciuzadas ss roaos eenlre
ellas um tossno de coalas grossas, deixaodo-se
comprehefader que o beijava no acto de expirar ;
as oulras festao em diversas posigoes. mas todas
vestidas alo uso do seculo passado ou principios
desie conservado muito bem o calgado das tres
que o ledro, pois a outra vestida de frade, que
a do rosa-rio, est completamente descaiga.
CONTRATO DE CASAMENTO.
O govjeroo ioglez apresenlou ao parlamento o
contrald matrimonial da prioceza Alice com o
princip Frederico Guilherme Luiz Carlos de
O cas-amento ser celebrado em Ioglalerra. na
conforidade dasleis inglezas. e segundo os ri-
tos e ceremonias ds egreja aoglicana.
As dispezssdoeslabelecimeoto commum sero
sustentadaa pelo apanagio do principe Frederico
Guilheme Luiz Carloa de H.sse, que montam a
nonos por anno (14.400S000).
oha Victoria dar prioceza sus filha um
40,000
Ara
contri!
ment
dote di 30 000 libras esterlinss. cujo rendimento
uir tambem para os gastos do estabeieci-
commum doa futuroa esposos.
A lo alidada desle dote ser convertida em fun-
lezes e os juros serio pagos todos
dos iiiKiezes e os juros serao pagos todos os seis
mezes, e delles gozar, em caso de morte de um
dos esposos, o que sobreviver durante a sua vida.
Por borle dos esposos, os Albos, se os houver,
P""lhro egualmeote du dote, mas s depois
dos lolsonos, salvo se sotes disso cssarem. Se
houvei s um fllho, gosar a totalidade do dol
com ai mesmas coodiges.
No taso de nao haver fllhos eque o prioipe
morra primeiro, a prioceza lera direilo a retomar
o capial do seu dote ; e se esta morrer primiiro
aem d lixar fllhos, o capital lera o destino que el-
la desigoar em testamento, e, na falta deste, ir
ao seu prenle mais prximo.
A rdiuha Victoria dar, alm disto, uma peosao
annual e vitalicia de 3:000 libras esterlinas
prioceza, desde a dala do sea casamento, oaaa
em trmestres.
No caso ds morle do principe, o gro-duque de
Hessel assegra prioceza, durante a sua viuvez,
at sua morte ou segundo casamento, uma peo-
sao annual de 20.000 florios [40,000 fraocoa), se o
prlocilpa fallecer durante vida do gro-duque
seu pae e de seu irmo mais velho, e de 40,000
mort de seu irmSo o priocipe Carlos seja s
cessor immediato do throoo do grao-ducado.
N'um e o'oulro caso s priocezs gosar, alm
disto e dos rendimentos do seu dote, de uma re-
sideocia em Darmsladt conforme sua cathe-
goriai.
Se a prnceza vier a ser gra-duqueza de Hes-
se, lera a dotago correspondente, e ae neaia
qualidade viuvar, lera direilo s arrbas que per-
tencam sgra-duquezas viuvasda cass dos gra-
duqdes de Hesse.
0_grao-ducado de Hesse tem uma populago
de 760,694 almas. As suas pnneipaes cidades sao
Darmatadt (capital) Giesseu e Mayence. Esta ul-
tima a patria de utlemberg, inventor da im-
prensa.
Darmsladt, sobre o rio Darm, tero 30,000 ha-
bitantes e conla edificios notaveis.
NAO MORREU NOVO.
No dia 5 fallecen em Vieons o decano dos lit-
teratos daquella capital, Ignacio Francisco Cas-
telli, nascido a 6 de maio de 1771. Contava, por-
tento, 91 anpos.
Escreveu o lbrelo uA Familia Suissa, que foi
posto em msica por Scblssser e representado em
1826 com palavras francezas. Traduziu a opera
Joo de Pars e escreveu muitss pegas pars o
thealro.
Elle mesmo escreveu o aeu epitahio, cuja 1ra-
duego ;
c Aqui jaz um homem que foi fielmente dedi-
cado arle e hoora. Nao foi grande cousa du-
rante a sua vida e agora nao absolutamente
nada.
Foi apaixonado collecciooador de curiosidades
e deixou uma collecgao de 1,800 caixas de rsp.
REQUISICAO SINGULAR.
aiA a!.".^! de lD*,' recebeu ltimamente
Tda MaSS w'"is'- E' o Pedido que faz o
,\nL !*""' R"ama II, para a admioistra-
fe,.rSdPerLoDCd,r?..d0 ~ *" ">8i<" ^~
OMornxng Chronicle diz que se deu ordem pa-
seiomaremaa medidas necessarias, sflm de
dlJaVc pedia d0 sober" 1 Ma-
SUIC1DIO EXTRAORDINARIO. %'
A Gatelta de Colonia conta^um facto de soiti-
dio que se realisou por um modo extraordinario:
A zo de Janeiro ultimo um sargento de doTar-
tllharis suiciJou-se com um tiro de paga.
Eocheu de plvora a sua bolsa de tabaco e met-
leu-a n uma pega de calibre 6, com uma bala.
Larregada a pega, segundo asregrasda Ibeoria.
poz um pedago de isca acess, sobre o ouvido da
pega, e collocando-se depois diaote da bocea, es-
perou a saogue fri o Uro. O tiro partiu e o aar-
geoto cahiu morto.
r, ^fiwn.a." de !mor' e s|8um" "ividas, lararam
o infeliz sargeoto, segundo diz o citado jornal
aquello acto de desesperado. uojornai.
ESPIRITO NACIONAL DE INGLATERRA.
L-ae no Massager de Provenca
n? Ve.?16r Uma ?0Ta pro?a 0 eP'" nacio-
2l- g' 6r"' e da o"'de com que o sea
goveroo protege os seus subditos, por mais hu-
ni. T ?T 8" CODdiio. en quatauer
pooto do globo em que se achem, ei-la :
as ultimas audiencias do jury das Bocas do
Adefezafoi confiada ex-officio, aMr.Martial
Bouteille. e o tlenlo do joveo advogado foi re-
compeos.do com um veredidum absolotorio.
O cnsul ioglez resideole em Msrselbs, foi lo-
aLL \l d"i*lu-,e "" o deeoaor a agra-
'* e offerecer-lhe a relribaigao do servigo.
? Ul "llr0B-,e. condozindo oa doos Ioglezes
e os mandou para Ioglalerra.
advna.VJ" S K^0tt Ah "?' c," "W* o
ma3r. '""" Cl". q-ecootioh. cinco
^>m .. f0]umes. ncameote eocaderoados,
c?"glo arm" raDh' ViclorU guite ios:
voaado8emr?u08leZ Mr-M vogado em Aix, em teslemuoho do reeonfceri-
ZT HrU,f 0, e Zel com e dSsintertmd.:
mente defendeu os subditos Ioglezes
ioglezC TlUme9 C0Dlin co,|ee?ao das leis
nri (-n r,..wwv.r -.7tTx w,uuu """ se "u souo' corre> P a casa efoi arreme-
mH- O0.francos), se fallecer depois que por gar-se violeutamente contra a porta do qoarto em
morte de seu irmSo o nrinrmn r.arl. .q. .... ... _.._. j____^. K<" "x h^tiu em
RESURREigO.
L-se do joroal deNantea. Etperanca do Povo :
No bairro do Faubourg S. Martin, dea muito
que tallar um aconlecimento extrsordinsrio, que
mais uma prova cootra os enlerramentos preci-
pitados. r
O cadver de um mancebo acabeva de aer de-
positado n uma das capellas iateraea da egreja da
S. Lourengo, e esperava-sea chegada dos padrea,
que deviam resar-lhe o responso, quando o ci-
xao ae sgitou ao ponto de fazer cabir urna das ve-
Iss das tocheiras.
Os sssisteotes deram-se pressa a abrir o caixio
e levarap o reauscitado para s sacrista, onde lhe'
prodigalisaram os soccorros necessarics.
Voltava a si de uma lelhargia de perto de teu-
seots horas.
O medico que foi cbsmado tomou lagar na car-
ruagem com o doeole, que recooduziu ao sea do-
micilio, e pode bem julgar-so da commogio que
caaaou a sua mulher e aos seus dous fllhos.
UM CAO INAPRECIAVEL.
Un aconlecimento extraordinario, mas verda-
dero, diz 0 /owrna/ g Avranches, se passou no
da 8 do correte fevereiro, n'uma commuoa dos
suburbios de Coutances.
Um joveo criado de lavoura, mais feliz que os
outros pretendeotea, caaoa com a lllha de seu amo
e naquelle da tioha lugar o festn das bodas, que
devia prolongar-se pela noite adiaole.
Era j ooite e notou-se que o ci da casa, que
eslava preso com um cadesdo, oirava de um mo-
do extraordinario.
Odooo da casa mandn soltar o cao, e, apenas
este se viu sollo, correa psrs a casa efoi arreme-
rSir.Q linlnrl.HArl. ...^i__. i a.
que os noivos deviam dormir.
Como a orla nao cedeu ao primeiro arremelti-
meolo, o co repeliu a investida e conseguiu que-
brar uma laboa, por dbde eotrou.
Toda a gente que assistia ao fealim acudiu e
segua com aociosa curiosidade osoovimeotosdo
cao.
Viu-seque elle se prscipitou furiosamente de-
baixo do loito nupcial e ouviu-se logo depois um
grito de dr. .
Ealraram lo los no quarlo e acharara um l.o-
mem armado com duas pistolas carregadas, que
acabava de ser esmagado pelo ci.
Reconheceu-se ser am dos prelendenles des-
presados e suppe-se qae meditara urna cruel
vinganga contra oa ooivos.
Ajustiga foi im mediatamente informada do acon-
lecimento.
UTlimamente, o msico a
INNUNDACES.
Uma correspondencia de S. Francisco da Cali-
fornia, dirigida em 17 de Janeiro ao Correio dos
Estados- Unidos, diz :
c Ha ciocoeota horas chove sem interrapgSo.
A tempestade contina.
Honlem aa aguas recomegaram a crescer, o
ioevitsvel uma terceira e completa ionnodagio da
cidade do Sacramento.
A superficie da trra submergida o de ama ei-
tenso de 20 milhas, com 250 de Isrgura.
As aguas cobrem mais de tres roilbes da gei-
ras, pela maior parte lerreoo cultivado. Calcu-
la-se em 4,500cabegas o gado que se tem afoga-
do desde o comego do invern.
As continuadas tempestades teem devastado aa
regiea mioeirss, que devom soffrer grandes
iransformages, eespera-se coosideravel augmen-
to na produeco do ouro na prxima estago.
Uma correspondencia de Peslb (Hungra) de 6
de fevereiro diz :
As sguas do Daoubio chegaram a ama altu-
ra sem exemplo. Os diques rom pera m-se ero
muitos aillos e a agua ioouoda aa cercaoiaa de
Eraek-Ujvsr e Salantba, na margem eaquerda. A
ilha de Csabo-Coz, aa ilbaa e immediagdoa de
Preaburgo, Monaony, Cyor e Ovar eslo ioouo-
dsdas.
Os viajantes foram sorprendidos pela agua do
camioho. Muilaa aldeias desappareceram debai-
da agua, entre oulras Doborgaz, Couksrd e Gutor.
Diz-se que o numero dos afogados excede j a
mullas centenas, perdendo-se todo o gado e se-
menteras dos campos. A agua cresce de mome-
lo e nioguem pode dizer onde ebegar.
Os ponles dos pioneiros, auxiliados de asuiloe
vaporea, (asea todos oa aeu eeforgoe para salvar
ee Ojesgfagaaoaoa p
SERA' PRESAGIO ?
Mees, a cidade santa dos Mahometanos, foi ao
da 10 de dezembro ultimo destruids por orna hor-
rivel tempestade.
Houve uma terrivel ionandagio. Dazoito cre-
les que se refugiaram na mosquita de Mafoma en-
contraran) ali a morte.
As aguas destrairam ama grande parle da bi-
bllolheca sagrada e levaran) muitos objedos de
ouro e pedras preciosas.
S os estragos que soffreu a mesquita sio ova-
liados em 2,500,000 piastras.
Na cidade desabarjm mais de 300 casas, sendo
multas as victimas.
As aguas s baixaram ao lerceiro dia, deixando
oa cidade a imagem da destruico.
Ser presagio da ruina total do imperio da
meia la ?
A FAMILIA DE PI IX.
A familia do actual Supremo Pontfice olerece
nolavel exemplo de loogevidade.
O conde Herclea Maatai, at de SuaSaotida-
de, morreu de 96 annoa.
O conde Jerooymo, fllho daquelle e pae de Pi
IX, morreo com 84 annos e sua esposa com 82.
O Santo Padre lem dous irmos e uma irmis
mais velhos : o conde Gabriel Mastai, que tem
82 annoa, o cont Caetano, que tem 78, e a con-
dessa Isabel, que tam 75.
Por isto se v que a familia Maslai tem o nico
remedio coohecido para viver muilo a re-
Ihice.
PERDEU GANHANDO.
Em Inglaterra d muito qae fallar um pleito
notavel que ltimamente ae decidi nos tribunaea
ioglezes.
Mr. Wiodham, que oa sus maioridade entrou
oa posse de uma coosideravel forlooa, levava
uma vida to deaordenada, ae seu lio o general
Wiodham (um dos geoersesds guerra da Crimea)
sea mais prximo berdeiro, levou ac-t tribunaea
uma reclamago para que sea sobrinno fosse de-
clarado incapaz de administrar os seus eeot.
Tres mezes durou o pleito, que fof por flm jal-
;ado a favor do joven Wiodham, depois deste
aliar 4 horas successivas no tribunal.
As despezas do pleito subiram a quatro milhes
de fraocos. de modo qae o joven Wiodham Ras-
loa no pleito toda a sua farro o a ou poseo
meos.
Ganhou a demanda, mas pardeo a-forluns.
Se a jusiica aeeim to caro em Inglaterra, a
poneos pode a prove lar.
(Conwitercie do Porto)
it*eW.TYP. DE M F. DE FARlAAFILHO. 1813.


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