Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09519


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Full Text
ARIO mvni. HOMERO 3.
Ptr tres ezesadiMtados5|00o
Por tres Mezes* vencidos 6J00O
..*,':_-n."__
S60HDA FEIBA 17 DE lRty DE 1162.
' ^ "
Pr sobo idimUdo 19$00O
Pwte fraico par subscriptor
es ezes vencidos ej K^ I...V *ui"muw yi>
DIARIO DE PERIYAMDH;
NCAB.REGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
la i ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Geari o Sr.
. Jos de Oltveira ; Merenhi, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazooas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SDL
Alagas, o Sr. Claudino Filco Dias ; Bahli.
o Sr. Jos Martin Aires; Rio de Janeiro, o Sr-
Joio Pereira Martina.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os dias as 9K horae do dU.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
sextas-feira*.
S. Anto, Becerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazareth. Ltmoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Exu nasquartaa-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Forrooao, Uoa, Barreiros
Agua Preta, Pimentelras Natal quintaa feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
8 Quarto crescente as 2 horis e 40 minitos da
manha.
15 La cheia as 2horas e 35 mioatoa da tarde.
22 Quarto mingaaote as 7 horas 8 minatoi da
manha.
29 La nova as 5 hora* e 4 minutos da manhia;
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhia.
Segundo as 5 horai e 42 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES C08TEIR0S.
Pa:a o sol at Alagse 5 e 20; para o norte
t a Granja 14 e 29 de cada mas.
FfltTIDA DOS OBNIBCS.
Par o Recite: do Apipucot as 6 li2, 7, 7 1|2. 8
e 8 l|2_da m.; de O/inda 8 da m. e 6 da t.: de
Jaboatao s 6 1i2 da m.; do Caxang e Varzea
is 7 da m.: de Btmfica s 8 da m.
, PS \k\ 'm PkT!S *&*<* 3 1|2. 4. 4 li4,
4 ll2. 5.5114,6 1|2 e 6 da t.; para O/inda as 7
da m. e 8 lj2 da t.; p,ra Jaboatao a 4 da t.: para
o Caxang e Varzea s 4 1(2 da t.; para Bemficu
as 4 da t.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e qnintas.
Relago: torgas e sabbadoss 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Prjmaeir* Jo civel: tercas e sextas ao meio
Segunda rara do civel: qnartas e sabbados l
hora da tarde.
PIRTE OFFICIAL.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. S.Patricio ap. da Irlanda
18 TerC.. S Gabriel erchojo ; SN.reax, are
19 Quarta. S. Jos esposo de No... SeSo".'
20 Quinta. S. Martinho Dumieose are
?ela\.0 PIec'0, 22 Sebb.do. S Emlgidio b. ir.; S. Beoveouto.
23 Domingo. S. Flix e seos .ompsobeiros mm.
ASSIGNA-SE
no Recite, em a livraria da prega da Indepen-
dencia m. 6 e 8 dos proprietarioa Manoel Figuei-
roa de Faria & Filho.

\
GOVERNO DI PROVINCIA.
Expediente do dia 13 de marco
de 186*
Offlcio ao Exm. bispo diocesano: De volver) do
o offlcio do vigario da freguezia de Goianna, que
V. S. me apreientou cora o seu, datado de hon-
tem, cabe-me dizer a V. Exc. que, em virtude
de igual commuoicsgo feita por aquella vigario,
requistei iuformacoes da cmara municipal da-
quella cidade, afim de poder providenciar sobre
a construego do esmiterio,- que elle se refere.
Reitero a V. Exc. os protestos de minha eslima
e considerado.
Dito ao commandanle das armas. Sirva-se
V. Exc. de mandar avisar a tres offictaes superio-
res do exercito, para que comparegam neate pa-
lacio s 11 horas do dia 17 do correte, e agam
parte da junta que, nos termos do acto deata
presidencia de 19 de novembro de 1858, tm de
juigar em ultima instancia o cabo do corpo de
polica Antonio Annes da Costs. Officiou se ao
juiz de direito da 2* jara designaudo-o para ser-
vir de relator da predita junta.
Dito ao chefe de polica. Nao podendo, por
deficiencia de torga, ser por ora attendida a re-1
quisigao do aubdelegado da freguezia de Bezer-
ros, constante do offlcio por copia junto ao de
Y. S. n. 359; de 10 do correte, cumpre que o
mesmo subdelegado requisito do destacamento
da villa do Bonito algumas pracas para aa dili-
gencias policiaes mais necessarias e importantes.
Dito ao mesmo. Opportuoamente aera atten-
dida a requjsigao da forca feita pelo delegado de
polica do termo de Serinhaem, no offlcio por
copia junto ao de V. S. o. 348 de 8 do torrente
Dlo ao mesmo.Com a incluaia copia da le
provincial n. 399 de 4 de abril de 1857, Dea satis-
feito oque V. S. requisilou em seu offlcio n. 356
de 10 do correle, deixando de ser remeltida
urna colleccao daa ieis daquelle anno por nao ha-
ver disponivel na secretaria do governo.
Dito thesouraria de fazeoda.Remeti inclu-
so por copia o aviso circular da reparticao da
guerra de 28 de fevereiro ultimo, para que V.
S., ficando ioteirado de que devem ser receba-
dos nos hospitaes e enfermariaa militares os cor-
netas, clarins e tambores que nao tiverem meios
para tratar-ss quando doeotes, reverteodo os
respectivos vencimentos em livor dos cofres da-
quella reparticao, informe sobre o melbor modo
de effectuar-se s indemnisacao das despezas que
se fuerera com o tratamento daquellas pragas.
Deu-se scieocia do predito aviso ao comman-
danle das armas.
Dito ao mesmo.Respondendo ao offlcio de 10
do correnle, sob n. 190, em que V. S. sollicita a
remesta da priraeira via do conhecimento em
frm*- doa 23 alquelres de farioba veodida por
Quirloo Joaquim Madeira para o consumo do
presidio de Fernando, teodo a dizer que todos os
documentos comprobatorios' doeea vood o qoc
existlam na secretaria da presidencia j foram
remettidos para essa thesouraria em offlcio de 8
deste mez.
Dito ao mesmo. Em vista da corita junta em
duplcala, estando ella nos termos legaes, man-
de V. S. pagar somente a quantia de 5589400 rs ,
em que importam os medicamentos vendidos por
Luiz Leopoldo dos Guimares Peixoto ao conse-
lho administrativo do arseoal de guerra com des-
tino ao hospital militar, pois que, segundo in-
forma o presidente do predito conseibo em offl-
cio de hootem sob o. 21, nao foram entregues
pelo vendedor as 24 libras d. os de linho con-
templados na meama conta na importancia de
211000.
Dito ao mesmo. A' vista do pedido iocluso,
mande V. S. adianlar ao aimoxarife do hospital
militar, nao haveodo incoveoiente, a quanlia de
1:2009000 para occorrer ao pagamento das des-
pezas daquelle estabelecimenlo na segunda quio-
zena do presente mez.Communicou-se ao cora-
mandante das arras?.
Dito ao mesmo. = Recommendo a V. S. que,
estando nos termos legaes os inclusos documen-
tos, mande pagar ao lente Luiz Jeronymo Ig-
nacio dos Santos, conforme sollicitou o com-
mandanle superior da comarca do Rio-Formoso
em offlcio de 7 do corrente, a importancia nao
s dos vencimentos dos guardas naciooaes des-
talados naquella cidade durante o mez de feve-
reiio ultimo, mas tambem dss despezas feita*
desde agosto do anoo prximo paseado at o ci-
tado mez de fevereiro com o fornecimento de
azeite para o quarlel do meamo destacamento.
Communicou-se ao referido commandante su-
perior.
Dito ao mesmo.Tendo o Exm. Sr. presiden-
te do Rio Grande do Norte solicitado a remeasa
para alli com brevidade deSOcarteiraa homeopa
ticas, 50 colches, igual numero de traveaseiros,
200 leoQes de algodoziobo e 5 pegas de beets
para o tratamento daa pessoas accommeltidas do
cholera-morbus naquella proviocia, iocumbi de
compra de taes objectos o agente Jos Joaquim
de Lima Jnior que parlicipou-me em offlcio de
10 do corrente acharem-se elles promptos para
seguir no vapor Jaguaribe. Recommendo, poie,
V. S. que com urgencia mande entregar ao re-
ferido agente, sob miohe respoosabilidade, nos
termos do 10 artigo 1* do decreto de 7 de meio
de 1842, nao s a quantia de 1:1929400 constante
daa cootas juntas, para pagamento dos mencio-
nados objectos, mas tambem a de 20J0OO para
as despezss de condcelo.Communicou-se ao
predito agente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Autoriso V. S. nos termos de sua ioformscao
de hootem, sob n. 157, a mandar restituir a Ma-
noel Barbosa da Silva a importancia dos juros
que pegou, a contar de 13 de aetembro do anoo
prximo pasudo em diente, proveniente de urna
letra de 3:3379500 que devia essa thesouraria,
visto ter-se oaquelle dia mandado aobr'eatar na
execoglo que se movia contra o mesmo Barbosa
para cobrante de tal letra em consequencia de
ser elle credor de msior quantia.
Dito ao inspector do arsenal de marluha.A'
V. S. fago apreaentar o menor Antonio Pereira
dos Saotoa para que o mande alistar na compe-
nhia de apreodizea marnheiroa urna vesqueseja
considerado apto pera isio.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao capito do porto.Fago apresentsr
V. S. o recruta de marinha Manoel Freucieco Pi
de Mello pera que lhe d o conveniente destino
depois de ser inspeccionado.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito cmara municipal do Recife.Informe
a camera municipal do Recife acerca da odem-
lsago que pede no incluso reqnerimeoto o Dr.
"ilippe Lopes etto pela desapropriagao do tor-
no de que poaaeiro em frente do caes do Ra-
meas, remetlendo-me a raesma cmara copias de
todl? correspondencia havida sobra semelhante
negocio.
ao juiz municipal da ptimeira vara.Da-
claro J Vmc. em addltamento ao meu offlcio de
10 do crrente que deizou de seguir para o pre-
sidio de. Fernando, como participou o adminis-
trador cesa de detengao o reo Nicolao Cyrino
de Aodraide por ter sido poeto como sentenciado
ZJlliter i oMsposico do brigedeiro commandante
dae ermee.Gammuoicou-ee ao commandante do
presidi de Fernendo.
Dito ao dtactor daa obraa militares.Recom-
mendo Vmc. que em vista do incluso offlcio
do brigadeiro commandante das armas que me
ser devolvido examine com urgencia o encana-
ment da agua potavel para o hospital militar,
trazendo ao meu conhecimento o resultado do
ex a me.
Dito eo gerente da companhia Pernambncana.
Em os lugsres de estado de que dispone esta
presidencia mande Vmc. dar passsgem para o
porto do Acarac, provincia do Cear, ao 1 te-
nenie da armada Manoel Munix de Araojo Castro,
cojas comedorias aero pagas por elle.
Portara.O presidente da provincia tomando
em consideradlo o que expoz o inspector da the-
souraria provincial em sua informado de hontem
sob n. 156, resolve abril um crdito supplemen-
tar na importancia de 1159980 para as despezaa
no corrente mez com o expediente da reparticao
das obras Remetleu-se por copia ao inspector
da thesouraria provincial, e communicou-se ao
director daa obras publicas.
Dita.O presidente da provincia, attendendo ao
que requereram Martina & Irmos, consigoatarioa
do hiate oacionel Sania Rila, de que meatre
Joaquim Antonio de Figueiredo, resolve conce-
der-Ibes liceoca para mandar o referido hiate ao
presidio de Fernando, ficando porm obrigado a
fezer transportar para o meamo presidio neasa oc-
casiao, se for preciso, mediante pagamento, os
empregadoe, pragas 'eotenciadoe e gneros do
estado, bem como a nao consentir que alli se
transporte no dito hiate sem permlsso do gover-
no gneros e quaesquer ootros objectos perten-
ceDles a particulares, e nao podendo effectuar o
desembarque do carregameoto que levar o navio,
sem que por parte do commandante do presidio
ae proceda a exame para veriflear-se ae ha agur-
dente ou outra qualquer bebida espirituoss.
Expediente do secretario do
governo.
Offlcio ao commandante das armas. O Exm.
Sr. presidente da provincia manda commuoicar a
V. Exc. que por despacho deata data autorisou o
director do arsenal de guerra a satisfazer os doua
pedidos do 2 betelhio de infentsria, que vieram
annexos ao offlcio de V. Exc. n. 518 de 12 do cor-
rente.
Dito ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia concedendo por portara de 11 do cor-
rete ao alteres do 9* balalho de infantara Ma-
noel Erasmo de Carvalho Moura, tres mezes de
licenga com vencimentos para tratar de aua sau-
de, me determina que sssim o communique a V.
Exc. para sea intelligencia.
Despachos do dia 13 de marco.
Requerimtntos.
Angelo Custodio do Monte.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Dr. Francisco Marciano de Araujo Lima. Ei-
pedio-se oidem para ser o supplicaote pago da
gralifleago a que tem direito.
Luiz Ellas da Silva e Albuquerque.loforme o
s,. Dr. juii de direito da comarca de Pao-d'-
Alho.
Manoel Barbosa da Silva.Dirija-a* thesou-
raria provincial.
Manoel Aotooio de Jess.Como requer, pa-
gando oi supplicaote o respectivo laademio, fican-
do archivado na thesouraria de fazeoda o titulo
original de aforameoto.
pola do que tinham declarado os Srs. Avila o vis-
conde de Si.
Contra toda a espectativa, pois, foi o ministerio
no dia 19 ao pago de Caxiae pedir a aua exooe-
ragao, como offlcialmente o declarou em ambas
as casas do parlamento o Sr. marquez de Loul,
accrescentendo que el-rei o havia encarregado
(a elle marquez, de accordo com o visconde de
S),de orgaoisar a nova admioiatraco.
A crise ministerial durou at odia 21 em que
o novo gabioeteToi apreseotar-ae ao chefe do es-
tado. No dia 22 compereceram as cortes. O
ministerio assim formado :
Presidencia e estraogeiros.Msrquez de Loul ;
Reino.Anselmo Jos Braaocamp ;
Marinha.Jos da Silva Mendea Leal Jnior;
Guerra.Visconde de S da Bandeira;
Obras publicas.Thisgo Horta ;
Fazenda.Joaquim Thomaz Lobo de Avila ;
Justiga.Gaspar Pereira da Silva ;
Ficarem, pois, tres dos ministros anteriores
neata recomposicao, sahindo aquellos que tiaham
lomado mais calor na discusso dtfendo solida-
riamente o gabioete.
O Sr. Avila tinha declarado que, nesta ques-
to, o ministerio nao devia ceder cmara dos
pares anda que a votac&o lhe foase adversa. O
Sr. Avila sahio do ministerio, e caram aquellos
dos seus collegas que eram de opinio que o mi-
nisterio devia exooerar-ae.
As crises ministeriaee eo tao fartes de enredos
e mexericos, to cheiaa de pequeos mysterios,
de intrigas e boatos, que se acha nuiles vezes,
perplexo o chronista imparcial, para narrar sem
acrimonia os fados que oceupavam extraordina-
riamente a atteoc&o publica, mas o que falta para
explica-loa o fio de revelaedes que deveriam ser
muito importantes para a historia contempo-
rnea.
Disse-ae aqui e as provincias que tudo isto
fra o resultado de um ardil de alguns dos miois-
de dous foram vasar na praia, e ambos inglezes:
s barca Fyaie e o brigue Kingtton. Destes sal-
veram-se os tripulantes. No Tejo entrou tam-
bem hontem arribada,, com agua aberta e vare
no caeco, a barca iogleza Sultn, que de Nevr-
Csstle ia para o Rio de Janeiro, j com 49 dias
de viagem alm de outros navios que se dirigim
para vanos portosoo do Brssil.
Pelo ultimo vapor chegado de Angola saberse
que naquella cidade a febre a marella se tinha
declarado em grande forc, tendo sido victime da
epidemia o bispo da dioeese D. Mso.el de Santa
Rita Jarros, que no dia 3 de Janeiro deu a alma
ao Creador, quatro mezes depois da sua chegada
aquellas regios.
Apeeardos triumphos que as nossss armas
obtioham contra os indgenas revolttdosem Cas-
saoge, temia-se que o Nano vieise novameBte
assolar o littoral, damnificando, como j o anno
passado o flzera, aa fazendas e propriedades daa
povoagoes martimas, que marcham n'um carai-
nho prospero. Pera mais promptamete ogover-
osdor da provincia poder dispr de soccorros e
ter meios de acudir aos pontos sonde o bsrbero se
aprsente, o ministro da rnariuha deu ordem an-
te hootem para ae apromptar a crvete Stepha-
nia, que deve dentro em poucos dies, psrtir pa-
ra aquellas psragens, com tropas a mnnicoes.
D'eotro em poucos dias deve ser posta no
eitaleiro do arsenal da marinha a quilba de um
novo vaso de guerra da lotago de 600 toneladas.
Este veso aera do aystema mixto.
Espera-se brevemente em Lisboa o novo
ministro hespanhol marquez de la Rivera, que
deaempenhava o mesmo cargo na corle de Ber-
lina.
A companhia Unido mercantil est lutando
com grandes difficuldades, apezar de todoa os
soccorros que o goveroo e as cmaras legislativas
lhe teem prestado. Nao feltam agoureiros, que
affirmem que a companhia tora este anoo mes-
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel-general do cumulando das
armas de Pernambuco na cidade
do Becife em 15 de marco de
186*.
ORDEM DO DIA N. 49.
O general commandanle das armas, em cum- -
primento do regulameolo de 31 de margo de 1852 *Clet mu,l gr"e e d,sl,QCl
e do que foi determinado pelo quartel general do
exercito em offlcio de 13 de fevereiro de 1858,'
Ait$ n"Ve de8*zerem io* ouUos maa quem o | mo que liquidar. Nio sei st que pooto possam
ir estes agouros, o fecto que um dos credores
da companhia embarque-lhe um doa vapores,
impossibilitando-a desta forma, de poder este
mez enviar vapor pare a frica.
Rema grande anciedade aqui e noPorto pela
chegada do bario de Horeira, no eotanto por no-
ticias que Dom considerar authenticas, aquelle
funecionario nao estar em Lisboa antes do dia
15 demarco, pola que elle, promettendo aahir do
Rio n'um dos psquetes de fevereiro, nao sa obrl-
gou a faze-la no primeiro vapor.
A polmica principalmente noa jornaes do Por-
to, contina mais acerada do que nunca sobre
este assumpto, e o Sr. bero se tem secusadores
viruleotus, nao deixa por iaso de cootar quem o
defeoda se nSo bem, com tudo com a meama te-
nacidade que os seus antagonistas empregam pa-
ra o deaconceituer.
Neste negocio a opinio aensat* nao ebsolve o
uos noyos ministros, o Sr. Hendes Leal um ta- Sr. baro, mas nao julga igualmente que o diabo
lento vigoroso, bomem de parlamento, escriptor seje to feio*, como o piotam.
distincto e carcter honrado. Redigia eflect Apezar des proximidades do carnaval, os
mente a parte poltica do Jornal 4 commercio espectculos publica teem estado pouco coocor-
de LisDoa quando ol chamado ao poder. A aua ridos e.era aivida alguma por cauea do agreste
nomeagao pode coosiderar-ae urna homenagem do lempo.
imprensa peridica, de que este cavalleiro tem i Os bailes de mascaras, as delicias de multa
aido um dos ornamentos. A opposicio hoslilisa o ; gente noa ltimos anuos passaram de moda, e nao
desapiedadamente. sao quasi frequentados, e ae nos ltimos tree diae
Joaquim Thomaz Lobo de Avila um enge- nao houver maia animaco, pde-ae dizer que a
nheiro muito hbil, urna vocaco poltica decid-1 njisa capital escusa de fazer penitencia na qua-
da, orador feito, e tem aido escriptor publico resma pelaa faltas do entrudo, pois conservou
muitas vezes. Conhece muito as questdes de fa-' sempre a aua gravidade como nunca,
zonda e versado nos assumptos econmicos. \i& tom h*.i Braaocamp um carcter muito leal, e goza de | ui^a^l^^^^^^^
diz, nao o prova, e por outra parl fleam da p
os precedentes da lealdade que caracterisa aquel-
los dos ministros que os seus adversario polti-
cos aecusam de ter atraicoado oa seus collegas.
Isto finalmente pouco interessa aos seus lei-
tores.
A aitaacio, dizem os orgios ministeriaei que
ficou a mesma ; realmente as deca rages dos
noyos ministros no primeiro dia da aua apresen-
ta;o s esmaras, promettem o mesmo systema
de tolerancia, pagamentos em dia, salisfsgo pon-
tual do todoa os eocargos legaes, peosamento
progresista, e adopgo daa mais importantes me-
didas propostas pelos seus antecessores.
Ficaria mais frace a igreja ministerial com a
sabida dos Srs. Avila e Carlos Beoto, cujos dotes
oratorios e graode pratica dos negocios Ihes do
um lugar muito diatincto perante a opinio pu-
blica? O futuro ae encarregar de o mostrar.
Gaepar Pereira juiz da relacao commercial,
como juriscon-
A maiorla de cmara popular ficou muiio aba-
declara que aa commissoes'deVxames "p'ra'cos Lai- T ^1 di" c-om_ comprtelo do
da. arme, de srtilh.it.. cavilara e iolatari K^JE?^ que D" h-"e p"' com ellas
mm nn rnfroni. *. .. j.__^______j___.... louse es ueiore
que no correte mez se devem proceder nesta
guarnilo, serlo compostas pela maneira se-
guate :
Armes de artlharia.
Os Srs.:
Coronel Jos Mara Idelfonso Jacomo da Veiga
Pesada.
Coronel graduado Hygioo Jos Coeiho.
Mejor Carlos Filippe da SilvaMuotz de Abreu.
Arma de cavallara.
Os Srs.:
Tenente coronel Sebastiio Lopes Guimares.
Major Sebastiio Aotooio do Reg Berros.
Capillo Manoel Porfirio de Castro Araujo.
Arma de intentara.
Os Srs. :
Corooel Luiz Jos Ferreira.
Tenente coronel Jas da Silva Guimares,
Tenente corooel Jos Auto da Silva Guimares.
Os Srs. offlciaes mais graduados oas respectivas
commissde* sao commisaiooados pelo general
commaodanle das armas para presidir os respec-
tivos eximes.
Os Srs. commaodantea de corpos e compa-
nbias soladas remettam quaoto antea ao quartel
general aa relagoes nominaos dos Srs. officiaea,
inferiores a cadetes, que se proaozerem a e-
xa me.
O mesmo general commandante das armas faz
publico para conhecimento da guarnigo e devi-
do effeito que approvou o engajameoto que no
da 13 do corrente contrahlo o aeguodo sargento
da aeguoda companhia do dcimo batalbo de in-
fantera Joa Francisco da Costa para servir por
mais seis annos no mesmo batalbo, nos termos
do decreto e regulamenlo do prtmeiro de maio de
1858. conforme participou o respectivo aenhor te-
nente coronel commandante em offlcio n. 261 de
hontem datado.
Asaigoado. Solidpnio Jote Antonio Pereira
de Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capito
ajudante de ordena encarregado do detalhe.
deferencias aconselhadas pelas praxes
representativas, entretanto essas reluctancias vio-
se dissipendo de dia para dia.
O ministerio deu j a entender que est dis-
posto a resolver definitivamente a queato das
irmlas de caridade. Emquanlo olo a resolve,
c vem entrando em cada paquete os que o dse-
jam. Anda hoje no vapor Navarre chegaram 4
irmlas e um padre lazzarista. Se o ministerio
depois da promessa nao resolve a questo fica
sem apoio na cmara dos pares. Se a quizer re-
solver precipitadamente arrisca-se a mais cora-
pligoes.
Ouvi que vai promulgar-se urna leiexcluindo-
as de ensino publico. Parece que o novo gabi-
nete se prope igualmente a resoluclo da ques-
to dos viohos do Douro no sentido da liberdade
commercial, o apreaeotara anda n'esla aessao le-
gislativa um projecto de reforma da instrueco
primara e seguodsris.
Diz-se que as cortes serlo prorogadas al 20
de maio, e que haver outra formada na cmara
dos pares. Aquella camera est bipartida, e as-
sim a negaco de todo o seguimeoto eos aa-
sumptos polticos. A opinio publica iosta pe-
la reforma radical d'aquelle ramo do poder legls-
em se obter um bilhele para assuas reuoies.
A paixo favorita do publico agora oa exerci-
cios equestres, mas anda assim nos ltimos
quinze diss esse mesmo furor tem diminuido.
Os thestros tambem nada nos teem dado que
preste, e em Maras nao anda este anno canta-
do a opera Beatriz de Portugal do maeatro a
Noronha, apezar da vontade da empreza do
theatro de S. Carlos e dos primeiros cantores,
mas se a msica nao est na corda de voz destes
ltimos, j iofelieldade.
A ULTIMA HORA,
Madrid 28 s 2 horas 30 minutos da tarde.
Nao se coorma a noticia que ltimamente se
propalou de estar doente o rei da Italia Vctor
Emmaouel.
Os insurgentes gregos teem j sido batidos tres
vezes, oo entando igaora-se se a insurreigao est
combatida.
Garibaldi pede para este aono de 1862 o mi-
Iho de espingardas, que solieltou da Italia am
1860.
FUNDOS ESTRANGEIROS.
Bol.lim telegraphico.
Bolsa de Madrid28 de fevereiro, 370 consoli-
dados, 49, 60370, defferido 43. 2043,10.
Bolsa de Paria28 de fevereiro, 370 francez
70, 404 1|2 dito 100, 25
Bolsa de Londres28 de fevereiro, consolida-
dos de 93 3[8 93 li2Baods porluguezes de
1857, 59, 60-a 46 1|4.
Bolsa de Lisboa28 de fevereiro, inscripedes
de assentamento 370 (juro pago at ao Sm do se-
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
LISBOA,
28 de fevereiro de 18C2.
Como lhe diese na minha ultima, discutia-ae
acaloradamente na cmara alta o parecer da
maiora da commlaeio da cmara doa pares sobre
o procedimeoto do governo durante as oceurren-
ciaa tumultuarias dos diss 25 e 26 de dezembro
ultimo. Como lhe disse, a maiorla da eommisslo
terminara o aeu parecer concluindo por am voto
de censura ao goveroo.
O contra-parecer manifeetava conQaoga no ga-
binete. No dia 15, depois de um vehemente dis-
curso do par do reino Jos Mara Eugenio do Al-
meide votou-se o parecer, ficando regeitada a
censura por 36 votos contrs 34. preciso ad-
vertir que tres dos mioislros que sao pares, oa
Sra. msrquez de Loul, visconde de S da Ban-
deira e Antonio Jos de Avile votaram. Se ae
descoolaseem estes 3 votos a favor (Icaria o pare-
cer, ialo a censura approvada por um voto.
Pode-se diaer que o governo levou um cheque
naquella cmara? Talvez ; entretanto ninguem
esperara que o ministerio cahisse, mormeoto de-
Ioscripges de coupuns370 (juro dit) de 46
3|4 47 li4.
Pars 28-
O imperador da Russia reconheceu o reino da
Italia.
A questo romana complica-ae. No senado
francez a discasso da reepoeta ao discurso da
corda, na parte relativa poltica seguida pela
Franca noa assumptos romanos, contioa muito
vehemente e espera-se novo discurso do principe
Napoleio.
L.
lativo, mas o certo tslvez, que o governo, com gundo semestre de 1861) 46 3|4 471[4.
os elementos que possue, nao tem torga bastante '
para levar a cabo urna reforma desta ordem.
Nos ltimos quioze dias teem reinado grandes
temporaes, e os destrozos, principalmente no mar,
nao sao de pequea monta. Em trra, as perdas
tem-se limitado, felizmente, a algum muro velho
cabido, 00 casa, que pela sua vetustez, espera va
por esta lei sem apellacao para ser demolida, in-
dependente de esforco humano.
No domingo 17 pele manha formou-se sobre
o Tejo urna temerosisiima trovoada, que despe-
dlo alguDS raios.cahiodo am oa barca portugueza
ivetrede a carregar para o Brasil, mas com tal
efieito, que o navio comecou a fazer agua por to-
dos os lados, sendo necease rio encelba-lo oa praia
altas tena ido para o fundo. Outros raioa cahi-
ram naa proximidades da ribeira 'Alcantara mas
nlo cauearam damnos de vulto.
A barra do Tejo nio tem ltimamente sido por-
to favoravel para muitoa navegantes. Na quarta
tetra 19 batea as podras so sul da torre do Bo-
gio o brigue bespaohol Achille* em viegem de
Santander para Barcellooa. O navio perdeu-se
totalmente : a tripulscio composta de 7 pessoas
foi salva a custo no salva vidas do arseoal da
marinha commandada pelo iotrepido patrio Joa-
quim Lopes, am vlente que tem salvado daa
garras da morte algumas dezeoas de nufragos.
No sabbado seguinta peles 5 horas da menhie
um-hiale portugus O Almirante do Porto, que
vioha^a Nanles para Lisboa foi eocalhar por
debat, da torre de S. Julio, o a companhia do
hiato deven a sua salvadlo anda a Joaquim Lo-
pes.
El-rei o Sr. Luiz I sebeado deste novo caso de
phlantropis e dedicarlo do vlente martimo, foi
procura-lo, e dettoa-lhe ao peito a medalha ds
torre eapada para assim galardoar to benemrito
e orela o le cidadlo.
la Sioes tambem tem havido naufragios de
navios pertencentes a casa commercial de Lisboa
Bieatre Felclo di C*. que ali estavam a cerregar
de cortiga. No dia 16 naufregou alli a barca in-
glesa Rinda, salvndose toda a tripulaco, me-
nos um marinheiro que morrea afogsdo e outro
que quebrou as pernal. No dia 18 nem menos
Porto,
26 de fevereiro de 1862.
A proposte de lei apreeeotada poto governo na
camere doe depuladoa em aeaaio de 5 do corren-
te, tornando extensivas as disposigoes da lei da
desamortieago de 4 de abril do anoo passado a
todaa aa cases de misericordies, hospitaes, ca-
meras muoicipaes, juntes de parochia, irman-
dades, contrarias, recolhimeotos e quaesquer
potros estabelecimeotoc pios ou de beneficencia
causou graves appreheosdea nos nimos das pes-
soas mais intimamente ligadaa a astas corpora-
coee religiosas.
Em Braga, e Guimares tocaram os sinos daa
respectivas misericordias e irmandades a chamar
oa irmos. Em juntaa geraee reeolverem repre-
sentar a cortea contra a dita proposts de lei.
Em ambas aquellas cidades se andam assigoando
represeotagoes oeste sentido.
Do relatorio referido ao anoo de 1861, apo-
sentado pela direccio da companhia Utilidad.
Publica em assembla geral dos accionistas do
dia 19 do corrente v-se que a dita companhia
se coosliluio oom o capital effecvo de 1132 con-
los de re, devendo ser o fundo social de 1500
contos.Tnas que nio foi preheochido pela deli-
beraco tomeda ojareuoiao dos acclooislss de 18
de margo do aono paseado, que ordenou que a
emissio das acedes fosse uniesmoole de 4,800,
conetitolodo por este forma um fundo de 1,900
contos, qua anda foi limitado pelo empate de
272 acedes, na importancia^ 68 conloa, reser-
vadas para os accionistas da companhia Viaclo
rorlueoae que manifestaram o desojo de rece-
bor emaccoes da nova Utilidade Publica a im-
portancia do capital que possuism na companhia
Viagio, se acaso o governo levasse a effeito a aua
liquidaco.
A Utilidade Publica foi organisada em margo
do anno pretrito para fazer ao governo o em-
presumo de 1,500 cootos, divididos em cinco
prestagdes, para aerem empregadoa em obras de
estradas. As entradas dos accionistas foram tam-
bem divididas em outras cinco preetegdes iguaes,
importando cada urna destas em 226:4009000 rs.;
e como este somma estava quem de cada pres-
tagao pedida pelo goveroo, sendo a prlmeira de
312:0509000 ra., resolveu a direcelo receber por
adiaotamento das futuras prestagdes, e ao juro
de 5 por canto, ae qusnlies que sobravam da li-
qutdago das segoes d'aquell
antiga companhia Utilidade Publica, qu coocor-
reraro para a nova empreza. O mesmo systema
foi igualmente aeguido as seguintes entradas,
mas com o juro maia mdico, conforme as cir-
cumstsDcies o permiuism, e procedeado-se des-
de s quarta preatsgo ao levaotameoto de alguos
fundos por meio de obrigagdes a praso. Desta
forma logrou a direegao satisfazer as primeiraa
quatro prestagdes de 1,200 contos do empresti-
mo, com a mais religiosa pontualidade.
A ultima prestacta, porm, de 300 contos de
ris, paga ao goveroo nos principios de dezem-
bro ultimo, teodo aquelle declaredo que nlo pro-
cedera liquidagao da companhia Viagio Por-
tuense pelos fundos da Utilidade Publica, julgou
a direegao a proposito vender as 272 aegoes de
que accima fallamos, dando a preferencia na ac-
quisigao des mesmas aos accionistas d'aquella
outra empreza, estebelecendo o premio de 5S000
por cada ama, sem dividendo, o que correspon-
da ao prego de IO9OOO a U&OOO ra. com o divi-
deodo por que ento eram reputadas na praga.
Este expediente proporciooou direegao nlo a
o levaotameoto do respectivo capital, mas um
lucro de 1:3609000 rs.
No entanlo este recurso sinda nio era sufi-
ciente para libertar a companhia dos seus encar-
gos, por isso que urna parte dos fundos que per-
tenciam a eata quinta e ultima prestago haviam
sido aotecipados para pegamento das anteriores.
A direcelo recorreu por lsso a outras operages
de crdito, at onde o julgou compativel com oe
interesses da empreza ; mediante as quaes e o
valioso auxilio que lhe prestaram o banco com-
mercial e o mercantil porluenses a habilitaran!,
dentro de um curto praso, a completar o paga-
mento da quiote preatago, achando-ae por isso
oa actualidade, aatisfeilo o eocargo social da
companhia Utilidade Publica pare com o gover-
ooo referido empreslimo dos 1,500 cootos.
A direegao declara no aeu relatorio que o go-
veroo tem tambem pela aua parte aatiafeito com-
pletamente e condiedes do contrato a que se
obrigou para com a companhia.
Nao esquece igualmente a direcglo a crcums-
tenc que se deu por occasio de pedir aos ac-
cionistas a ultima proetago, da procura de bas-
tante numerarlo aa praga, o que induziu os es-
tabelecimeuios moueiarioa uu roi oio.rom
o juro a 7 por cento. Este fado, como era natu-
ral, nao a toroou mais difflcil o levaotameoto
de fundos qua a compenbia necessitava, mas e-
toouou um pouco oa lucros que a direcglo espe-
rava tirar de suas operages de crdito.- Aioda
assim a direcgSo leodo religiosamente cumprido
seus compromissos e pago aoa accionistas o sea
dividendo logo que vencido foi, aprsenla na
conta de genbos e perdas, com referencia a 31
de dezembro (pondo de parle a verba do terco,
para gerencia, pago pelo governo), um lucro ou
ealdo positivo de 5:236J795 rs., que depois (de
satisfeilaa a porceotagem da direcglo e oulraa
despezas deadmioistrago, deixou o lucro liqui-
do de 3:7468819 rs., primeira veroa que vai
constituir o fundo de admioiatraco e reaerva da
compsnbia Utilidade Publica.
A receita subi nos nove mezes de sua exis-
tencia a 20:4919233 rs., e os juros que recebeu
de 2,900 cootos de ioscripgoes dados pelo go-
veroo por caugio do empreslimo, preez 49:500$
rs.; maa j no aono correte esses juros impor-
lerem em ris 9u:0O09O0O rs., e nao aera pare
estraohar que a renda do imposto de viago noa
treadialrictoa do Porto, Braga e Vienna suba a
mais de 60:000^000 rs., de modo que sendo
amortisago de 45:0009000 rs., o juro cerca de
95:O00jOO rs., e o tergo por cento de gastos de
gerencia 4:8009000 rs. seja o total 144 8OO9OOO.
As operages da caixe por entrada e sabida su-
birem a.568.555j!624 rs.
Foi reotapida por adiaotamento s prestacoes a
quantia da 271:6579050 rs.
As transaeges com os bancos mootsrsm a
2.298:2969184 rs. Descoolaram-se letlrss 00 vs.
lor de 81:6519923 rs. O juro do primeiro tri-
mestre importou emt,5:8929597 rs. O do segun-
do semestre em 27:0229650 rs.
A somma de oorigagea a praso passadas pela
direcgo foi de 283:3169271 rs.
A alfandega do Pono nao pablicou, como o
tinha feito em relago aos annos anteriores, os
mappas estilsticos do reodimeoto da mesma al
faodega, relativos so anno econmico de 1860
1861. Sobreeatou-ae na publlcaco dieole da
preepectiva da urna meta-rota que irremedia-
velmente resultarla ao eetedo, ae oa reodimentos
da fazeoda oaciooal foesem decalcados por al-
gumas modaa que do cofre da alfandega aahia-
eem para pagemento da impressio dos referidos
mepas.
Parece iocrivel, ma. ama verdade, que o
Sr. Avila, ento ministro da fazenda nao auto-
risasse como nio antorisou, o pagamento da des-
peza feila com a impressio dos mappaa do anno
ecooomico de 18591860. Nao aabemos se o
custo da impressio importou em muito ou em
pouco, o que fra de duvida que os ditoa
mappas, alm da muita mo de obra typogra-
phia, ao a publlcaco maia completa que 00
seu genero, conheceoaos no psix e muito supe-
rior que do aono econmico fiado fes a alfan-
dega grande de Lisboa.
Convencidos, pois, de que a alfandega do Por-
to nao far a coatumsda publicago dos mappaa
esiatieticos com referencia ao dito auno ecooo-
migo, pelas razes que dissemos, e caneados de
eaperer, taremos um resumo de quatro peque-
os mappas sobre o reodimeoto comparativo da
dita casa Asesl que a imprensa peridica, pa-
blicou 00 passado mez de Janeiro.
O rendimento do anno econmico de 1860
1861 excedeu em 476:7599339 rs. o do aono eco-
nmico de 18391860, augmento na verdade
muito importante e que em parte dividida ao
golpe que a activa fiscaliaaglo as provlucies do
MInbo, Traz-oa-Montes e Beira deacerregon so-
bre oa contrabandistas do essucar e da aguer-
dente, por quaoto comparando o rendimento
destes duaa especialidades v-ee que o direito do
essucar em 18591860 fui de 267:709*580 rs., e
o de 1860-1861 de 385:322(735 ra haveodo
por tanto ama diffxreoca para mais neste ultimo
anno de 117:6139155 ra.
O reodimeoto fiscal da agurdente no anno
ecooomico de 18591860 foi de 86:644*385 rs..
e 00 snoo de 18601861 de 163:32)9710. resul-
tando por consequencia um augmento no ultimo
anno de 176:6769825 rs.
Ah temos, pois s oestes dous gneros, o aug-
mento da receita no eegundo dos mencionados
annoi em 294:2899980 rs.
Coobece-ae todo o slcance destas cifrss, pon-
raii 2 a .'rdente '"Ira, que se impor-
iou, e destinada ao adubo de viohos, e que sendo
riOrX0rtLa4aO0Bnde,teEIner0 D0 ,no da ,861 infe-
denl,,.1?80 em 55! P'PM' raCeta ld -
l!e"edau comtudo e dequelle anno na cifra
asas.:*- H"enlo, deaiDda *?
O districto do Porto manda exposigo univer-
sal de Loodres urna copiosa colleego de pro-
ductos agrcolas, organissda pelo diatincto agro-
nomo o Sr. Jos Marta Borges ds Costa.
Um dos colaboradores de um peridico desta
ciaade, que leve occasiio de examinar a dita col-
leego, publicou o segointe :
1 i,Tod,1a ramos da tadnrtria agrcola do da-
melo all se acham represeotados, faltando ape-
aquelles subscriptores da X l.p,.Mi., !-. exposigso, taes como plantes vives, fructos vor-
aes, etc. que nao poderiam cooservar-ae at a
poca da exposigio. Os productos acham-se clas-
sificados por cooselhos e cada um delles aprsen-
la os artigos de produegio mais notavets do sea
territorio.
a A collecglo de cereaes complete, a de le-
E? ?umaiosa e 'ariadisslme, e a prodcelo
florestal acha-ae ptimamente represeotada.
fl?H Posigio de aedaed j urna idea favora-
vel d" iodusina sericula do dialricto. Alguna
viohos verdes eazeilea tem ptima apparencia e
sao bem abncadoa. Productos dos animaes. pro-
ductos fluviaea, cerve. e diversos productos mi-
m.^nio aPPliceglo agrcola, completara esta
magnifica collecgio. As murcelles, os fructos
em doce, as agurdenles e alguna apurados ins-
trumentos de jardinagem. distinguem o conseibo
ao rorto. um dos mais bem represeotados. Pacos
de ferreira nao cede o passo a nenhum outro
conselho, nao s pela abundancia como pela qua-
lidade dos productos, sendo para notar que a va-
riada exposigo deste conselho foi toda organisa-
da cuate do aeu iolelligenle admtniatrador o
i>r. Martinho da Rocha Guimares Cemoes, que
fez grendes despezss pera poder representar con-
venientemente o conselho que tao dignamente
administra.
A pharmacia portuense val tambem ser digna-
mente representada na exposigo universal polos
productos colleccioosdos pelo hbil pharmaceu-
tieo o Sr Miguel Joa de Sooza Ferreira. Na ul-
tima expoeigao industrial do Porto figuraran elles
com mua distinego.
Na fabricaglo de chocolatea medicioaea, com-
pete o Sr. Ferreira com os mais acreditados phar-
maceuticos da eapecialidade no eslrangeiro. Vai
mandar exposigo viole e urna qualidades do
chocolate de oleo de ligado de becelbo, de heli-
cina, de osmazooa, de sag, de salepo, de tapioca,
de carbonato de ferro, de idorelo de ferro, de lac-
tato de ferro, de guaran, de magnesia, de musgo
amargo e sem amargo, de musgo branco, de bo-
nilha amargo, de bauoilha branco, de arrowroot
amargo, desaude e de familia.
Conlm mais esta colleego do Sr. Ferreira di-
versos gneros da pastilbaa, e outroa muilos pro-
ductos pharmaceutuos. Das pastilhas mencio-
naremos ae de citralo de magnesia pelo processo
a1 *,rfRol4- S alcalinas digestivas de Darcet. as
de saofooioa, e as peitoraes Daisamicas.
itat !!!* d VxSl,e1?.c" rlig0' ^ae Sr- SeD"-
iiao Ribeiro de S publicou 00 Commercio do Por-
to, sobre a exposigo industrial nesta cidade, vio
ser continuados pelo mesmo senbor no citado
Jornal, para depois de concluidos serem impressos
em livro. r
Esta resoluglo do Sr. Ribeiro de S devida ao
acolhimento com que o seu trabalbo foi feralmen-
te recebido, e com especialidada pela claese in-
dustrial, o ao generoso e palrioco offerecimenlo
da sociedade Madrepora do Rio de Janeiro, de
auxiliar a reimpresio doa arligoa em livro, a
quat acera sendo nao s a revista da exposicio in-
dustrial do Porto em 1861, mas tambem a histo-
ria de industria portugueza. Affiaoga-nos que
assim ser os arligosj publicadoa, e noa quaes a
competencia do autor para estes trebalhoe est
de sobejo provada. E se tora mister buscar mais
orovas, que nao ao precisas, ahi eslava a Revista
Universal Lisbonense, de que o Sr. Ribeiro de S
toi propnetario e principal redactor, para atteeter
o seo profundo e vasto conhecimento em assump-
tos ndastrlaes.
Homem essencielmenle trabelhsdor, e da cora-
gao volado a tudo que pode concortor para o dea-
eorolvlmento dos melborametme fcociaes, o Sr;
Hipeiro de S na imprensa am denodado cem-
peao da cruzadecivilisedora em que o nosso so-
culo est empenhado.
O banco Uoio est definitivamente constituido.
A concurrencia assemb s geral do dia 15 do
corrente, em que tioha de proceder-se a eleigao
da direegao foi muito coocorrida. Lembre-nos
de algumas eleigescommerciaes terem sido mii-
to disputadas, mas nenhuma tanto como eata. As
duaa parcialidades em que estavam divididos os
accionistas empregaram todoa osesforgos para fa-
zer vmgar os seas respectivos candidatos. Al-
guos acciooistaade outraa localidades vieram do
proposito cidade para assistirem a este aclo.qua
deu em resultado ficarem eleitoa para directores
os Srs. Joa da Silva Machado com 292 votos, Jos
de Almeida Campos com 286 e F. M. Vander Nio-
port com 257. Na urna entraram 466 Halas.
.0 tribunal da relago do Porto lavrou por una-
nimidade de votos, despacho de pronuncia e de
suspenso de exercicio, no proceaeo que por in-
juria ao Sr. Marleoa Ferro, foi instaurado contra
o juiz de direito o Sr. Joaquim Joa da Motta.
A querella fundada o'um offlcio que o dito ma-
gistrado, quando juiz de direito de Argaoil, diri-
gi ao Sr. Marleos Ferro, ao lempo ministro de
juslige, a quem imputave protecgo aos celebres
Brandos da Beira, e que elle juiz depois poz em
liberdade.
E' ama queato a que dea lugar as excentrici-
dades dealea noaaos lempos, noa quaes a poltica
se toroou o nico meio de se chegar a todoa os
fina....
O monumento que os artistas porluenses pre-
tndelo levantar no largo da Batalha i memoria
do rei D. Pedro V, lio aeu deavelledo amigo
protector, parece estar em boaa condigea de em
breve ae leogerem os seus fuodementos. A com-
misso directore tem sodado com muito acert
nee suas deliberages, robusteceodo assim aa es-
peraogea dos artistas que, conhecedores dos pou-
cos meios que psra obra lio dispendiosa a classa
pode dispr, para obra to dispendiosa avallam aa
difficuldadea que ao mister vencer para tornar
exequtvel o seu penaamento.
O modello do monumento toi j approvado pal.
Exm a. cmara, e acha-se agora aborto o concurso
para s sus coostrueco.
No dia 14 do conenta liveram lugar na igreie
de Mathoziohos es exequiaa soleatoea por alma
do graode orador, profundo estadista a benem-
rito cidado Menoel da Silva Pasaos. Foram &
expenses do seu couterraneo Joo Joa da Silva
Reis, ha pouco chesado da capital do Brasil
Tambem no dia 20 ae effecluaram na igr.j'a de
Saoio Antonio doa Congregados as exequias com
que os proprietarios fabricantes do Porto suffra-
garam a alma do Sr.Manoel da Silva Pasaos, pela
protecgo que o Qaado estadista preeiou iodue-
7a>TP em f'8r pautsa protectores do
Forem julgados no dia 14 do correte no M;
buoal do eguodo districtocriminal os ros/Ma-
ooet Caetaoo e Antonio da Almeida, cenatas
pelo minutario publico de tentativa de roano, no
m

l





z
corrido tempestuoso. Venda-
mais intermedivlos por alguna
lempo, tem cabido por todo o
nno penado, em cm do Sr. Antonio de Sonta
Lobo, vulgarmente conhecido pelo apellido de
Lobo dii Reboleire. O jory deu provado por malo-
na ao primeiro doa reos o criase de teotatiTa de
roobo inalado, pelo que fol condemnado i um
"o de priiio e nao caitas do proceiio, ao
uado por nio provade este crime, A audlen-
priocipiou s 10 horas da maohSa e aoabou
11 da noite.
Este jalgamento altrahio molla gente ao tribu-
ll, que esteva sempre cheie, portee todos deeo-
am saber os pormenores deata audaciosa lea
Uva de roubo, que se dea dorante a pequea
lerrupjSoqueoanno pistado teta a nessa eer-
ipoDdencia para o Diario, e por itso resum-
imos o felo da tentativa cofa elle se panoa.
No domingo 2 de mato ultimo, llnha Ido O Sr.
lodo acomoanhada da sua cflada, como anda hoje
?el iros domingos e dias santificados, ouvir missa
a capaila da alfandega, que Oca a pouca distancia
de sua casa. Tres Individuos, que provavelmen-
te tlnhan estado ospreita da sahida do Sr. Lo-
50'rBodo que Cr,aa<> estaca para a romera
do Seahor da Pedra, e bem certoade que o Lobo
ii*iIlTa com a fam,lla nenl l'nha oulroi r.mi-
iiarw, introdutlram-ae-lbe em casa abrindo a
tancella com orna gazua.
A's 10 boraa a creada recolbeu-se casa, abri
a cancella, que aeboa techada como a tinha dei-
xado, sabio a escada e no corredor foi sorpren-
dida por tres homeoa de grandes barbas, que pro-
curaran) pdr-lhe urna mordaca e amarrar-lbe as
mioa atraz das costas. A criada resisti, hitan-
do coa oa trea deiconhecidos. O Sr. Lobo que
tinha por costume depois da missa dar um pas-
elo, neste dia voltou logo casa. Ao subir os
primeiros degros que Acaro fra da cancella,
ouno grande barulho l emcima, eperguntou o
que era squillo. Os ladrdes suppondo que ha-
viam sido descobertos correram pela escada abai-
xo, e como a cancella abrase para tora e o Sr.
Lobo esli vesse junto, canto com o seu pesado
eorpo pelos poucos degros at o patamar da por-
ta da ra.
? s'\Lo* perdeu os sentidos, e os tres iodi-
viduo. fugtr.m.
Apparece gente, corre-se pelas ras gritando
agarra que ladrio e no roeo de grande
confusio prenderam-se os doas individuos que
agora respondern) o jury.
A criada nio os reconbeceu, porque as barbas
que elles levavam eram posticas edeixaram-nas
ticar as escadas. Negaram tanto as perguolss
para a lostauragio do processo, como aoiury, o
terera sido elles que commetteram a tentativa de
roubo de que eram aecusados.
O Sr. Lobo possue urna fortuna immensa. E'
um, ou talvez o maior capitalista do Porto. E'
um hornera excntrico. Nao gasta cinco ris fra
Jas despezas diarias de casa, que sao reduzidas o
mala que podem ser I O vestuario de que usa
denota urna srdida avareza I.... Os calculadores
das fortunas slhetas nio lhesabem orgar a fortu-
na, as suas transacges sao sempre a dinheiro de
contado, o qual tem nos bancos. Em algumas
occasioes tem tido de 300 400 cootos de ris
empregados em viohos I
Tem-se dado nestes ltimos lempos alguna ca-
sos de apoplexias nesta cidade. O Sr. Antonio
Jos vieira Machado, antigo commerciaote de
retroz, falleceu ama hora depois de teraido ful-
minado por esta terrivel molestia.
Falleceu no dia 9, com 62 annos de idade, o
Sr.Dr.Luiz Antonio Pereira da Silva, dislincto
lente da escola medico-cirurgtc desta cidade,
r.enor do lyceu porluense, commissario dus es-
tudos no districto do Porto, e cooselheiro ha mui-
tos annos da junta geral do mesmo districto; Era
fiomem de profundo saber, e bemquislo de todos.
m noite em que ae Ihe fizeram na igreja dos
SMC s 'ponsos de sepultura, foi roubado
ao aitar de S. Bento um cruciflxo de marflm de
erioVladrilem q"e *'* bje ,eDha 8,d deSC0"
wJ'" S1 *1lJeea Da sua 1uinta de Banhos
Seceos, proximidades de Coimbra. o par do reino
br Thomaz de Aquino de Carvalho, lente depri-
dad acaldade de malhematica da universi-
O invern tem
vaes successivos,
diaa de soffrlvel
norte do reino.
.ou.0."" on,".cheis no ri0 Dour. e inao das
ifm! J0a aque ellas costumam chegar.
-TJutJa de menor duragio que as do Om do
mez paisfldOa
t.,. '"" d0S BaDhos e Miragaia, o caos da Ri-
V. a r a mar6Pm opposta, o caes de Villa No-
na ; ." 8PP"eram innuodados na manhaa
S!.? 1ta",e,ra da sen" nuda, mas s 2 horas
r a es,avan i* liwee- das aguas A cr-
reme ao no r.hegnu a volocidade ue nove milhes
por hora.
No sabbado encheu novameote o rio e chegou
a estar ao nivel dos dous caes cima ditos, en-
trando alguma agua na ra dos Banhos. A cor-
ren? "' naate dia quatro milhas por hora.
Nao houve estragos nem prejuizos que mere-
gam menciooar-se. Os navios linham com ante-
cedencia tomado ancoradouro as quebradas do
rio, e os moradores dos logares sujeitos a taes io-
suios haviam-se acautelado aos primeiros indi-
cios da cheia.
Em Coimbra houve tambem segunda ionuo-
agao no bairro baixo. O Moodego sahindo do
seu leito deslruio o resto do paredo de defeza
Chente1 QUe escaPou da P'inei" en-
A cheia foi maior que a antecedente, mas nao
f--.90 gisndM PreJ'osaos moradores das ras
ionuodadas, poriuedurou apenas de um dia pa-
ra o outro.
O brigue portuguez Schiller, do commerciante
inglez oo Porto o Sr. Joio Andressen, encontrn
na noite de 8 de Janeiro prximo a nauragar or
'irlSL-8 graDdt lemPra|. escuna americana
... ^ "Ceb*,Dd0 bordo a tripolacao,
que conduzioa New-York. O capitn da escuna
wiiiiam Murfi fez publico pela imprensa ingie-
za este acto humanitario prestado pela tripola-
gao do navio portuguez, que igualmente acosaado
pelo temporal leve de esperar treze horas para
%i? os lriPolai>es do navio americano.
Veri:ou-se a agressio premeditada contra as
Mata do Bra;al de que fallamos na carta ante-
l1-.*" 3 i corren,e. diI o Viriato, uos pou-
S0,d,l,1,ad."-doa for.m laucar ofogo
s matas prximas s minas. Foram presentidos
e os operarios acudiram anda a tempo para obs-
taren) a estas scenas de vandalismo.
Parece que alada se trocaram alguna tiros, mas
felizmente sem resallado.
De Viseo sanio no dia 14 urna forca de 60 baio-
neiascommandadas por um capito, que perooi-
tou em Vouzella, e foi oceupar com outros des-
tacamentos todas as cercanas das minas.
r.n.n.einC.0mt.inod0' 1 esto loffrendo aquelles
a at'J? .,, T- escu,ad. 8 os incitadores de
f f nio illudissem eenganassem os povos.
A responsabilidade moral dettes desgracadissi-
mos acontecimentoa toda das pessoas Ilustra-
das dos conaelboa limitrophes das minas que
em vez de convencerem os povos do erro era que
eetao, Ihes fazem maia crer, que o fumo das mi-
nas prejudica as videiras e Ibes faz desenvolver
o oidloma.
Este prejuizo um manejo vil e insidioso dos
abastados, que snppem, que a existencia das
minas Ihes fez altear os precos dos jornalelros.
Km Peona-Verde, conselho de Aguiar da Beira
houve urna grande desordem na ultima feira que
all leve lugar. Fol assassinado em homem co-
nhecido pelo nome de Ferreiro do Coruche, e fo-
ndas gravemente multas outras pessoas. Achara-
se preso na cadeia de Aguiar os priocipaes mo-
tores desta grave desordem, que ignoremos a
causa que Ihe dera origem.
Subi no dia 9 pela primeira vez scens no
ineatro de S. Joio, e tem coatinuado al hoie a
opera floerro do Diabo, do compositor allemo
Meyerbeer. E' opera de graode espectculo ace-
nlco e a mais apparatosa que se tem represen
do no palco porluense, e por isso demanda va
maiores sacrificios pecuniarios do que os que u-
empresarios est&o aqai aeosturaados a fazer,
alera d isso tem exigencias scenicas e
musicaes de.diffldiiano vencimento no nosso
t lW mh* t* T*f'l"'le que se diga que o
.. t*" l,*,JBB,,,eMHo da companhta lfrica,
i estas difBculdades por forma
fo i-nlaaente bam acolhida, e tem
tro oachentes successivas. Con-
regularmente, e o acenario ser digno de se
O asaampto da opera orna das multa novellaa
e tradiecoea populares que cere, de Robe "
\ Ta 5* ror"aDd,f; Ppelid.do o diaM&,
Xou do diabo sao multo triviaes o. Europa Em
Pflf legal raro o vendedor de folhetoa d onto
da urochtnha, como vulgarmente ae diz nue
alo poama no w taboleiro ambulante a historia
3B
.Att,
azz
ta-
de
os
deste homem extraordinario chamado Roberto
Diabo.
A' parte o merecimento da msica, qae jal-
gada peloa eotendadorea urna obra prima no sea
genero, a opera Roberto do Diabo rocommen-
a-se pelo maravilboso do enredo e seu deseo-
volvimento, e offerece em singular contraste da
religUo celestial, e dos espirito iofernaes. Por
este lado o 3 e 5 acioa preadeea ceaitaotemen-
te a ittenclo da eipectador, par o que muito
ioflue a decorado da aoeal. A villa do cltastro
do coBvenlu Be f anta Rosilla, ift que se paisa
b 3 acto, e a do tettibuld di Mthedral de Paler-
tno, 41 qa se liara iS'. lie acabl per sa
Sr | parta hiten da alesnU clthedral, sao
magallcas. A ilieslo I eampleta quabdo sur-
deffl Os fogos fatuos di galeras ao claustro, e se
extinguen sobre es tmulos. Tocadas por estes
fogos, l figuras de pedra movm-ae pouco a
pooco, e flcam em p. Depois animam-ae e
executam as orden! que Ihe dao. No fira da
opera abre-se a trra que aobmerge o principal
enredador de todo o trama myiterioio do drama
a que o espectador tem aasistido.
Passemos agora ao theatro portuguez d
declamado. Ha na actualidade duas compa-
nhiaa no Porto. A propriamente dita porluense,
e oulra vinda de Lisboa.
A companhia portuense, iostallada no theatro
de S. Joio, tem posto em scena lindos dramas
tanto di escola antiga como da moderna, mas
nao tem conseguido a concorrencia do publi-
co. Em algumaa representarles apenas se con-
tara duas ou tres duzias de espectaderes na pla-
tea, e meia duzia de camarotea oceupados. Nio
Ihe tem faltado, verdade, os applauaos desses
poucos frequenladores, mas do que vale isso se
o producto das recitas nem ao menos chega para
occorrer s despezas do theatro?JA situado,
pois, da companhia portuense e trstisaima, e
confirma o que por mais de ama vez temoa dito
completa decadencia do theatro portuguez
nesta cidade I
O actor lisbonense Simdes, chegado ha pouco
lempo a esta cidade, viudo do Rio de Janeiro,
para oade fra na companhia do dislincto trgi-
co brasileiro Joio Caetaoo, unio-ae a companhia
portuense e tom dado algumaa representarles no
ineatro de S. Joio. Levou sena o lindo drama
o Prestigiador, do qual fez o papel de protago-
nista. O publico fictoriou-o com erthusiasticos
applausos, ioterrompeodo por vezes o curso da
repreaentaco. O Prestigiador urna composi-
cao dramtica de bastante merecimento lutera-
no, tem scenas de muito effeito e o seu eotrecho
pretende, at ao flm, a silencio do espectador.
Em um dos dias da semana passada fez o actor
Simoe8 o sea beneficio com a represeolacio das
chistosas comedias Os tres inimigos d'alma,
Iztdorovaqueiro escancio Osebastianista. Em
todas desempenhou o principal papel. O espect-
culo agradou muito e o beneficiado foi geralmen-
te applaudido e vicloriado, recebendo urna linda
corda de flores arliflciaes.
A companhia de adores lisboense tem dado
representages no theatro Baquet. E' seu em-
presario o actor Macedo. Faz parte delta o Sr.
Mendos Leal (Antonio), irmio do distinelo escrip-
tor e dramaturgo Jos da Silva Mendes Leal J-
nior, actual ministro da marioha. O Sr. Mendes
Leal [Antonio] autor dos lindos dramas Abel e
Caim, Amor e dr e de outras composices dra-
mticas. Fez a sua estreia com o drama A Con-
dena deSenneeey, e a comedia original, de sua
compoaico A corda sensivel, que foi muita ap-
plaudida. A concorrencia aos seus espectculos
tem sido dimioutissims.
Esta companhia tem alguos artistas de bastan-
te merecimento. O Sr. Aotonio Mendes Leal
mosira muito genio e voca$io para a arte dra-
mtica, e tem sido sempre muito palmea-
do. Tenciona levsr scena o drama histrico
de grande espectculo a Revoluco de 1840, cujo
o autor nio conbecemos, mas oavimos dizer que
urna obra dramtica digna do alto feito que
commemora.
Foi hontem a ultima representarlo do actor
bimoes. em beneliclo de duas actrizes, com o
bello drama Aristoeraei% e dinheiro, do actor e
autor lisbonense Cesar de Laeerda, que tambem
eacreveu a Probidade, Mysterios Sociaes, O dou
7/fcn 1 c*"",m. iceplicismo e trenca, e Ot
filnos do trabalho, produeces drama'iicas de
incooteatavel merecimento litterario. O drama
-4rttocracio e dinheiro no aeu genero, um dos
melhores que tem subido acea no thealro do
Porto. Abunda em salyra Ana e espirituosa, e
de todo elle resumbra muita moral.
Cooata que a distiocta actriz Emilia dea Nevea
e Souza, qae tantas corOas de gloria tem co-
mido no palco portuguez, e aue iodabinTel-
meoto a calaba ua sceaa, a primeira notabildade
dramtica de Portugal, chegar em breve tempo,
da capital, a esta cidade. onde dar algumaa
representages no theatro Baquet, conjuntamen-
te com a companhia lisbonense all iostallada,
pondo em scena alguna dramas ainda nao vistos
aqui. Desejsmos que tal noticia seja verdadeirs,
porque teremos mais urna occasiio de admirar
este grande genio de arte. Emilia das Neves
am desses talentos dramticos que nio appare-
cem seoio a longoa intervsllos de tempo. A
graode trgica Ristori, quando aqui estere pela
segunda vez, encoolrou-se cora Emilia das Ne-
ves. Aquella reprsenla va do theatro de S. Joio,
e esta no theatro Baquet. Eslatam entio em
scena no Ibeatro porluguez algomas pecas do
reportorio daquella inaigoe trgica europea, a
Joanna a douda. A companhia Ristori aonuocia
aquella drama depola da companhia Emilia daa
Neves o ler annunciado, de forma qae a grande
tragiea italiana representou n'ama noute o papel
de Joanna e a grande actriz portugueza a mesma
parte na noute aeguinte. Alguem acoeselha
Kmilia das Neves a addiar o espectculo, temen-
do que a confrontacio Ihe fosse assaz desfavora-
vel. Emilia nao quiz. Com o aeu graode cora-
?ao de artista resigna-se son que Ihe podia
irazer um desar. Emilia effectivamente repre-
senta o papel de Joanna, occopando a Ristori om
camarote, e o resultado foi urna completa ovaco
para a distincta actriz portugueza. A fotigne
trgica italiana addicionoo mais urna corda de
louros s muitas que Emilia daa Neves tinha ai-
canr;ado na sua brilhante e gloriosa carreira de
artista. Etta qoiz retribuir aquella, a sua fineza
e no ultimo espectculo que deu a companhia
italiana no theatro de S Joio eis Emilia das Ne-
ves saltando da platea superior ao palco a corar
por suas proprias mios a que ss plateas das na-
coes cultas do velho mundo tem acclamado como
ramha da scena europea I O enthusiasmo tocou
o delirio. Os administradores das duas eximias
ctrizea congralulam-se por verem assim dou
grandes genios da arte; em quera muitossuppu-
onam mesqumhas rivalidades, abracarem-se e
entenderemse mutuamente I......
Um jornal desta cidade deu ba dias a noticia
de que os distioctos actores do theatro de S
Joio, Abel e Hiliodoro Iratavam de arranjar es-
critura para o thealro nacional da corle desse
imperio. Nio sabemos com certeza se tal noti-
cia verdeira, porm podemos afrmar que nao
de todo destituida de fundamento. O actor
Abel um cmico de muilo talento e o actor
Hiliodoro um gala de merecimento pouco vulgar
e de muitas esperanzas. Se tal noticia se reali-
sar, tica o theatro de declamado no Porto sem
dous dos seus melhores e priocipaes artistas.
Nos theatros Baquet e Circo tem havido aos
domingos, desde Janeiro, bailes de masca-
ras. Bastante concurrencia, mas poncaa manca-
ras, e essas sem chiste. No domingo magro
paasearam de tarde pelas ras alguos mascardoa
cousa muito ordinaria. Nos prximos tres dias
do carnaval haver baile de maiceras nos trea-
tros de S. Joio, Baquet, e Circo, e em algumaa
sociedades de receio. O entrudo deste anno
paaaa, provavelmente, como pasaou o do aono
pesado, sem apparecer cousa notarel nesta
ordem de divertimento.
HESPANHA.
A Garefa de Madrid, publica diversos docu-
mentos offlciaes relativos i expedicio bespanhela
no Mxico. r
O general Prlm, conde de Reus, diz que a con-
anga qae loapiravam as tropas e o convenclmen-
to com que eram absorvidos os boatos propala-
dos contra oa hespanhes pelas autoridades me-
xicanas, fariam renaacer a conflanca, de que al-
guna voltassem a seus lares, nao duvidando o
dito general que paasado algem lempo, deixaria
a povoacao de manifestar hoatilidade passiva.
O capitio general da ilba de Cuba, Sr. Serrano,
d conia com a data de 2i de Janeiro, ao gover-
no de S. M., do estado doa negocios e operacee
em Vera-Cruz. *
No dia 1* chegra alli o paquete iogle de Tam-
pico com laO hespanhes expulsos daquella pra-
ca por aeu goveroador no termo da 14 horas e
Acarara preparando a sua viagem rosii 50.
Botende o Sr. Serrano, qae otcupac,ao de Te-
DIAMO DE PEaNlMBCO. SEGVftlU IMtUl? DB M1RCO DE 1864
jerla e Medelhn pelas tropas expedicionarias I
importante, nio ao por que dUtribue a* fareai
era pontos mais saldareis que Vera-Croa, se nio
Ja. !? p,.r. qae' ",Terndo a zona de decopi-
,''..S -8 Bl"<1 d comeativeis na praca
e a acquisicao de gado.
riQnO?.?^d0CKment0, aPrentadoa as carne-
rea ioglezas sobre os negocio da Mxico ach*-se
t\n i/tarfV T defvl-York chl-
gaMfc j larde II sed iestioo.
a d'"da.da HePha .Frao5e. que se ha depa-
mamenle em Paria, flcoa limitada terca parte
depois das negociares e depois de encarregar-sb
o governo bespanhol de reaponder aos seus sub-
ditos peas presas feitas em 18W pelo governo
imperio i.
O pagamento ser feito em titolo de divida.
r.u !,!!'?0: de Madrid p origem da
S.v,CVI d5rro,a doa hPaDhe. em fren-
te de Vera-Cruz, deate modo :
Poucos dias depois de desembarcaren! as tropa
hespanholas naquella prega, um jornal mexicano
que se imprime em Puebla, annanciou que orna
divuio do exercito de Urag, acampado em Ja-
lapa, marchara para o inimigo. ao qual encon-
trn em Poente-Nacional a 23 de dezembre, e
que depois de um encarnigado combate, os me-
xicanos linham derrotado os hespanhes matan-
do o general Gasset que oa eommandava.
Este arligumho accrescenta o referido jornal,
servia para fazer o lelegramma de Nova-York,
que os propnoi que o traosmitliam deve saber
que era falso.
A'a 8 da manhSa do dia 10 chegou a Granada,
procedente de Tetuan, o primeira batalhe do
regiment de infantaria da America.
A sahida do vapor-correlo Almogvar achava-
ae no porto da Havaoa a nao de guerra Georges,
Vu nd.!ia sob rl8<>roso incgnito o principe
Alfredo, fllho segando da rainha Victoria. "
Eslava prximo a partir para Vera-Cruz o bri-
gadeiro da marinha, Sr. Sivila. para render no
eommando da esquadra hespanhola, o Sr. Ru-
baieava, durante a enfermidade deste ultimo. Na
guarnido da fortaleza de S. Juan de Ulloa alter-
nara a guaroicio de quinze em quinze dias
tropas destas nagoes alliada.
Era Venezuela alea va de novo a guerra civil.
As noticias de Vera-Cruz que se receberam ai-
caneando ala 11 de Janeiro, dlzem : que o povo
mexicano comegava a comprehender que toda a
resistencia Ihe ser impossivel, e que ihe era
mal conveniente entrar em aecrdo com os al-
nados.
Depoia de copiar a Patrie de Pars a declara-
gao do Monxteur de que cada om dos tres gene-
raes alliadoa conserva no Mxico i completa li-
berdade de suas manobras e a integridade do
eommando das tropas que foram confiadas s
suas ordens pelos respectivos goveroos, aceres-
cenia que desde a abertura da campanha tem
re nado perfeita conformidade e mui sympathicas
relagoes entre os tres commaodantes era chefe.
nalii e,mDMadr!d I"6 > a deliberagio do
general D. Francisco Serrano, que aolicita-a por
motivos gravesi de sande ser removido da capita-
na general da i I ha de Cuba, seria substituido pelo
genera D. Domingos Dulce, e que para o posto
que este deixaria vago no commendo do princi-
pado da Cataluoha seria nomeado o general D.
remando Coltoner.
Descobrio-se em guilas (Hespanhs) urna gran-
rami..riHade,mrd.a fsl9a- aPresando-se um.
remessa de mal de tres mil duros, que eram en-
viado para Murcea.
.!.T?,,or Sr-ReTadeDei el preparando
orna edigio completa da. obra, do Sr. Martnez
de la Ros, que estehavia corrigido por seu pro-
pno punbo. r
Por um decreto real determinou-se que ao 11-
lastre finado Martnez de la Ros. est.di.ta
heapanhol se concedessem as ultimas honras de-
vidas aos cspuaes generaos.
O presidente do conselho fez tambera saber
TXLlAS M- elrei,da Hesp.nha, de actr-
do com os de3ejos manifestados por sua augusta
eapo.ia retaba D. la.be! U. resolver a,si?iir
SU udol.eDt"ramento do c.d.ver de D.
Francisco Marlint de la Rosa.
Assim se tributan) ., devidas mostras de van.
rac,ao e respeilo. por amelle, que deputado s
cortes hespanholas desde 1813. ihrono. > uacSo
viztnba e suas instituiges liber.e. -deviam im-
morredouro aervigoa, a tribuna parlamentar lar-
lLl',3 Bl0""' e letras Pai0s brilhantes
e de eterno ensino.
O cadver do ilustre poeta e estadista foi ex-
posio na cmara ardente em Madrid
Um piquete de alabarderos faziaa guarda do
cadver, visto que o Ilustre finado era cavallel-
ro do losao, e oulra piquete de guarda civil ve-
terana coadjuvava o primeira.
Desda a seta hora da manha a artilharia
tro.v. em Madrid de meia em meia hora : no
da do enterro dobraram os sinos das parochiat
da capital.
Assistiram ao acto fnebre que comegou as ol-
io hura, e termlnou aa onze, el-rei de Hespaoha.
o infante D. Sebastiao. o corpo diplomtico, os
ministros d. cora, as primeiras autoridades ci-
vis e militares, a quaotas pessoas distioctas ha-
via em Madrid, para assim pagarem o ultimo tri-
buto ao nobre e honrado patricio, ao fecundo
poeta e dislincto orador, que tanta e to gratas
record.goe. suas deixou oa trra.
0 enterramento do cadver do presidente qae
foi do congresso dos depotsdos em Hespanha,
loi feito com a honra devida aos enterras dos
principes;
Determinou o mesmo congreiso que no satu-
ra e rito se observasse o seguiote programma :
1 .A forga do exercito que deve preceder a
comitiva.
2o. Todos os convidado e os aenhore senado-
res e deputados.
3*. A commissio do congresso.
4.0 fretro levando os cordes os qualro de-
putados, que foram presidentes do congresso, o
rodeado pela guarda doa al.bardelros e portei-
ros dosdous corpos coleglslativoi.
5o. Os maceiros.
6. O primeira vice-presidente e os secretarios
do congresso.
7. Os individuos do conselho de estado, e dos
trlbunaes superiores.
nmri.!a^mge,slade .el'rel com og mioislros e
oIHciaes do parlament, etc.
A* Um cocne . A carrusgem [do presidente do coosolho.
A carrusgem que pertenceu ao Ilustre fi-
41.
nado.
12.
13"
Seis carruagens de gala do coogresso.
As carroagens dos convidados.
mia b uraS doJcon6res'Jhespanhol, ono-
iSr ,M"l,nez de URo" ha aer iocripto
JJff laplda' ^ae' se collocar na sala das
Veas a propoaito acresceotar o aeguinte :
Pelo tallecimento do dislincto Iliterato hespa-
nhol, flcam vagos estes cargos que elle ac-
tualmente exerci. : a pre.idenci. do congresso ;
a vice-preaidencia do conselho de eitado: a
presidencia do atheneu seientiflco e litterario de
Madrid a do conaelho de instruego publica ; a
d.recgao da academia o. liogu. um lugar era
.nU".hd.\" acadeffli" a Hngua.de S. Fer-
. ?;i I1-"' 6 "I1*?1" ".es. e polticas;
n ? m P,6 de C."f lleiro "o Talo de Oaro.
O Sr. Martnez de la Rosa era gr-cruz das or-
oDV,de?rl0,S V1 HeapecTha ; de Cbrlato,
de Portugal ; da Leglio de Honra de Frang.
du ?" ?dor W' ; d0 Cru"ir. d Bra"
sil, do Leao da Blgica de Po IX, de S. Ja-
nuarlo, de aples ; dos Santos Mauricio e La-
zare, da S.rdenha ; e do Nisham, na Turqua.
Dizem as folhas hesp.nh.l.s referlndo-se a
um lelegramma de Sevilha, que felizmente nio
era certa a noticia dada pelo Diario de Barcelo-
na a reapeito da enfermidade de sua alteza a
.I.1.!'!''0 contrario goaava de perfeita
saude e no dia 9 assislira ao exerciclo das tropas
oa primeira deatas cidsdes.
O governo hespanhol conformando-se com
a opmio da junta organiaadora, a frente da qual
e.l ao. mageatade o re, que a expolelo ipa-
no-americana qae deve celebrar-ae em Madrid
tenha effeito oo anno de 1864.
- O Sr. L.feente, ministro do Mxico em Pa-
r, interrompeo as auaa relige offlolae com
Mr. Thoovenele ; mas, por inslanci.a que fez
concedeu-aalhe permssio de flcar em Franca
como simples particular.
- A repentina alteragio que soffreu a thmo.
phera era Madrid dera motivo a bulante morte
repentinas.
- Na Gotera de Madrid do dia 9 remnc-
rionlda a le que flxa em 100.000 horneo a forga
permanente do exercito no anno correte.
Snmpler eind. nio ae moveu de Gibraltar,
nao obst.nte ler-se dito que aa autoridades lo-
i?Va maDdaram sahlr ; alguna de aeus mari-
bheiroi i.llaram em Ierra e nio obedeceram a
ordem do sea commandinte para de noro em-
barcaren).
Conalava ler ahido de BMim marquez
de la Rivera, reprM.otlliA da Heipada nquel-
la corte e que le ath norteado miniatro extraor-
dinario mesma corle.
O Constitucional, jornal d Madrid comecou
publicar em folletibs, Itraluegao da Abobada.
lenda portuguez., de notad primeiro prosador o
Sr. Alexandre Herealenev.-
O traductor o Se.Moro.
Em conseHro do miniatrosno dia 13 de*i-
dio-se fossem nomeados D. Francisco Xavier Is-
turiz para vice-preaidente do conselho de esta-
do e D. Antonio Gonzlez para substitu-lo no
posto de ministro plenipotenciario de Hespanha
na corte de Londres.
Escreve o Contemporneo que O Sr. Mayan
oceupar a presidencia do conselho de estado e
o Sr. Mootomar a do congresso ; de outro modo
o Sr. Istariz obter aquello cargo deixando a em-
baixada de Londres, para o Sr.D. Anlosio Gon-
zlez. Hontem (10) ultima hora assegurava-
se que o Sr. Mon responder que viria presidir o
congresso, eooservaodo porm a sua ambaixada,
alia, nao acceitava.
Di,a Correspondencia da Hespanha, orgo
semi-ofHcial: o governo de Hespanha, Fran-
g e Inglaterra, estio de perfeito accordo no. aa-
sumptos do Mxico, segundo o tratado de Lon-
dres. Nenhuma das potencias alliadas apresen-
tara nem recommendar candidato algum aoa
mexicanos. Se por parte de alguma das poten-
cia, alliadas Hespanha se faltaaae a esta parle
essehcialissima do tratado, a Hespaoha, eremos
sabe-Io positivamenle, considerar-se-hia desli-
gada de qualquer compromlsso, e obrarla con-
forme ao que requerem ao ioteresse nacional e e
honra do paiz.
A mesma Correspondencia dodia 9 diz:-Hon-
tem tlcou completamente discutido e approvado
por ambas as parte.contraame o contratado con-
sular que vae eonaummar-aeenlreaHeapanha e
a I-ranga.
_ L"
LONDRES
28 de fevereiro de 1808.
Felizmente recebemoa pela mala de Brdeos,
chegada aquella porto no dia 19 do correute, boas
noticias acerca do estado sanitario do Brasil, don-
de inflro que a molestia que em Goianna ae a pre-
sentara com o carcter do cholera desappareceu
Deus louvado por semelhante esmla, at pela
razio de que se nio fallar aqui mais urna vez de
peste oo Brasil.
As noticias que desta vez posso communicar
para ah acerca do estado dos fuodos das noasas
estradas de fe/ro, exeepgao doa qae pertencem
companhia de Pernambuco, sao muito satisfac-
torias. Depois da ultima assembla geral das
companhias da Baha e de Sio Paulo, em que
respectivamente foram figurados os negocios des
sas emprezas em bom andamento, eatabeWceu-se
no mercado monetario desta cidade urna lio
grande confianga nessas companhias, que aa ac-
goes da Baha eatio com urna SB de premio e
as de S. Paulo cora e meia S igualmente de
premio.
Tambem tem concorrido para este resultado a
abundancia de dinheiro que tem aqui havido,
achando-se o descont a 2 "/, e 8 1/2 /,. Seja
porem qualquer que haja sido a causa, o estado
presnle d.quelle. nossos fundos nio pode ser
mais lisongeiro, e Deus queira mante-lo nesse
pe para crdito nosso.
Lamento nio poder dizer outro tanto respeito
daa aegoes do Recife, que se conservan com o
descont de SS 3 a & 3 X- E de presumir
que conttnuem nesse desfavorarel estado, atleo-
dendo a que nio existe garanta do governo im-
perial para o excesso do capital fixado primitiva-
mente para execugao das obras, com o qual lera
aioda de entrar a companhia.
O governo francez retirou do Stock-Exchaoge
a sua proposta para o emprestimo de 4 milhes
esterlinos, sem que por emquaoto se saiba or
que dera aquello pasao. A renda franceza 3 /,
tica a 69 fr. e 70 fr. Os consolidados insleze.
3 7. 92 3/4. Oa 5 /. Drasileiros a 102 1/2 ; e
^/K', 9i 1/2 e a2- 0a 3 V. Portugueze.
a 47 oa i / Be.pouhos a 53; o o. 5 /, Sar-
dos DO.
Os nossos generas flcam celados neste mercado
pelos seguiotes pregos : algodiode P.rnambuco e
do Maranhao a 13 d. X.e o da Baha a 12 d.K Ca-
cao do Brasil 55 s. 60 a: per cwl. Caf 1* qusli-
dade 65 s. 76 s. per cwt; dita 54 a. 6 d. 64 a
e ordinario 48 a. 53 s. 6 d. Pao Brasil 80 s. por
ro-toff b'noo de Pern.mbuco e da
Parahiba25.6d.308.6d;emascav.dodel7s.
o a. 24 s. 6 d. E couros salgados de 5 M d. a 7 d
aeccoa de 8 d. a 8 d. X } aeccoa algadoi de
oa. a 7 d.
Na ultima quiozena ebegaram do Braail a va-
rios portos da Inglaterra osseguintes navios. De
Pernambuco a Annie Scot (8) a Briatol : do Rio
Grande Czar (8) a Dublin ; do Rio Grande Au-
na (18) a Falmouth ; de Pernambuco Emma
(18) a Greenoclc ; e de Pernambuco Oden (19) a
Liverpool. '
Seguir.m no mesmo periodo deste reino para
diversos portos do Braail os seguiotes : de Liver-
pool aBelem (Ia.) para o Para ; de Cardiff Au-
rora (8) para a Babi* ; de Liverpool Harvev
Cien (II) para a Parahiba ; de Liverpool Floa-
tiDg Cloud (12) para Pernambuco ; de CardifJ
Mana Nicolao (10) para Peroambuco ; de Ll-
verpoo Colla (15) para Pern.mbuco ; e de Li-
verpool Cr.n.too (19) par. o M.raohio
App.receu, com effeito publico no Stock-
Lxchange a empreza Rutsel-Vianna de Lima
para a limpeza e esgolo da cidade do Rio de
Janeiro. Consta-me que lodaa as aegoea for.m
ja .ubscnptfl, e por cooseguinle pode conside-
r.r-se a empreza como viogada ; entretanto estes
tundoa nao tem sido por emquaoto colados o
que s atlribuo arraojos de organisagao desaa
companhia. Deu permita que daqui por dien-
te nada venba estorrar a execugao de urna to
til emprera para o melhorameoto da cidade do
Rio Janeiro. Consla-me que o contratador da
obra Mr. Brassey, capitalista de primeira or-
dem e engenheiro distinctissimo. O simples no-
me deste coolratador bastsria para acreditar a
empreza neste mercado.
Sua Magesiade a rainhs acha-se aioda em Oa-
borne ; mas dever d'ali seguir no dia 7 do pr-
ximo mez para Windsor, onde todava ficar pou-
cos da indo depois para a Etcossia. A orin-
ceza da Prussla chegou a Osborne.
Seguio daqui para o Recife pelo ultimo paque-
nr I'" """J1 consg| de Io8'e"a nome.do
para Fernambaco.
As noticias do Mxico por via de New-York,
alcangam at 26 de Janeiro ultimo, mencionando
um primeiro encontr que liveram aa tropa hes-
pannoiaa com as mexicanas junto de Vera-Cruz;
Nao relatara porm, oa pormenores desse succea-
so, dizendo apeoas que em resaltado os hetpa-
nhoea haviam sido repellidos com grande peda
pelas torgas nacionaea republicanas.
Na mioha ultima carta refer que oa alliados
se acharara em 9 de Janeiro de posse de Vera-
HrnUlae,dlS- 0K* Ullda' haTend0 con-
tingente heapanhol que primeiro deaembarcou oo
Mxico, da forga de oilo mil borneo. Deade prin-
cipio o gabinete de Madrid ambicionara tomar a
dianteira aos aeus alliado* naquella expedico.'
desejoso de colher para aa armas hespanholas osl
primeiros fructoa da gloria, para assim aqui-
nhoar-se com a melhor parte do prestigio qu
desia empreza esperam tirar oa alliados : e par
conseguir um semelhante flm, o governo beipa
nhol couiava com o seu cootigenie de 8,000 ho
mena de trra, auperior aquello com que tem d<
contribuir a Franca e a lnglalerr. M.s nem sem
pre conseguimos f.cilmeoie o queinlenl.moa ;
neste case- o commaodanle ea chefe da forca
beapanholae. general Prim,oroe de Caatillegoi,
leve de pretencear a retirada das auaa tropa,
dianle das torgas republicana. Na falla etsnplet.
de detalhes, nada posso dizer qaaoto s cauali
que produzrara este resultado desastroso parla
aa armas caalelhan.s ; soojecturo entreunto qule
o general hespanhol, levado por instancias do aelu
governo para dar o primeiro golpe oo inimigo e
pela neceasid.de de dessffrootar Vera-Cruz do
rigoroso cerco que por trra Ihe ealavam tazando
as forgas de Jurez, tomou o expediente de pejrTai
sp, sem o apoio de aeus alliados, attacar o si-
tiantes, deixsndo de reparar na ouaadia da em-
pren i vista daa forga superiores do inimigo. [O
connicto leve lugar principalmente junto da pob-
l de Vera-Crut, qae o general Prtm pretenda
trampor, naa donde fol repellido, segundo aa no-
ticias a que roe reflro, com graode peda.
T7T
aBS
-=S=
Depola deate infeliz auccesao o exercito hespa-
nhol regressra a Vera-Cruz, onde provavelmen-
te ae estar de novo preparando para renovar o
ataque contra a lnba inimiga.
Parece qae o contingente francez e inglez nio
contribuio com fraegao alguma para aquella sor-
tida ; tanto maia que aa forcaa de Ierra com que
a Franca e a Inglaterra ae obrigaram a concorrer
para aquella Xpedigio, Dio desembarcaran: lodaa
por em qaanto ao Mxico. Aa que) M acbam j
ali, tem permanecido aqasrieiada ae Vera-Cruz
e em Slo Joo d'tild, onde todava tem aoffri-
do consldaravaleenta pala ioefficiencia do aquar-
telamento e palo rigor do clima. Per estes mo-
tivos, de upper que o alliados basquea quan-
to antea aeeelafar e sua acete ; aeado cerle que
urna vez fra do sitio de Vera-Cruz, podero en-
contrar para ae tropee aaelboree com modo. Aa
forca republicanas, porm, augmentam cada vez
maia em redor daquella eidade, e agora eothu-
aia.mad.s por etse primeiro Iriumpbo basc.ro
impedir com a maior energa o paseo aos ivazo-
res. Nio julgo entretanto que possam ellas man-
ler por muito tempo o ailio de Vera-Cruz, pois
que apeoas os alliados tiverem combinado o sea
SuMnifJ .Te* *"" Podero as mal
lattS-f "P" *,{ reaistir disciplin.
e tctica doa bttalhoea europeos. Demai
mesmo quaoto ao numero, a Heap.oh. poder
dobr.re at triplicar o aeu contingente, tendo
como aabido perto de qa.renta mil horneo em
Havana, e todos constando de gente jS aclimata-
da com temperatura anloga do Mxico. Assim
pola, apezar desta primeira vantagem obtida pela,
trop. mexicanas e de outras que provavelmente
aind. alc.ng.rao pela circunstancia de comba-
terem dentro do proprio paiz, me parece que em
reaultadoa victoria ficar da parla doa alliados,
que dispem de recurso cem vezes superiores
aos daquella repblica jalao dilacerada.
Os goveroos do Per e de Washiogtoo man-
daram ltimamente misses especiae. ao Mxico;
coD.taodo respeito da miaao peruana que o ge-
neral Castilla offerecera a Jurez urna allianga
offenstva e defenaiva contra a iotervengo euro-
pea. Maa de que valeria semelhante auxilio na
distancia em que ae acha o Per, tanto mais que
este mal pode cuidar de si ?l
A imprensa europea contina a oceupar-se do
olTerecimento feito pelo imperador Napoleio ao
aa Austria, de collocar o archiduque Maximiliano
no throno do Mxico, em troca da provincia de
Veneza, que aeria cedida pelo imperador Fran-
ctaco Jos Italia.
Os jornaes offlciaea de Vienna, porm, repel-
iera a Idea de semelhante troca por ignominiosa :
l .nf e. "ere que por emquaoto nao ha pro-
ba idade de aer aceito o plano do imperador Na-
-. luleria a dupla v.nt.gem de-resolver a
questao italiana em relago a Veneza e de firmar
no Mxico um governo duravel sob a forma de
urna monarchia.
Entretanto essa idea qajf attribuid. ao impe-
rador dos Francezes, nao^ar talvez prel.idica-
da era relagSo ao Mxico, mesmo quando o impe-
rador da Austria veoba a rejeitar aquella offerta
de que ae falla ; porquaoto, baveodo os alliados
entendido ser essencial aos ioteresses europeus
mudar para monsrehia a actual forma de governo
no Mxico, elles procuraro sem dunda em ou-
lra parle o pretndeme que haviam descoberto ni
pesaos de sua alteza real o archiduque Maximi-
liano.
E* verdade que a larefaser difficil, te atten-
derroos a que afora os principes da Hespanha e
da Franga excluidos alias bem como os da lo-
glalerra pelo recente tratado de intervengio no
Mxico, de se apresentarem como candidatos ao
throno daquelle paiz, h. muito poucos quem
possa ser offerecido aquelle projeclado poato ; de-
roais que as potencias alliadas levaro em vista
couar esse throno am prncipe que como o ar-
chiduque Maximiliano se torna mui recommen-
davel por aua instruego, experiencia e espirito
d scretamente liberal, e nestas circumatanciaa
alm da qualidade que possue saa alteza de ser
catnolico romano e to necessaria para um prin-
cipe que teria de govern.r um povo de religio
anloga, nao ba talvez um segundo na Europa
Parece-me todava que pela rejeigao do principe
austraco nao vira a ser prejudicada a Idea mo-
narchica hispano-anglo-franceza em favor do M-
xico, pois que melhor ou peior essas potencias
tratarao de stabelecer a nova forma de governo
que projectam, como mais vantajosa seus iote-
resses futuros.
i.Iilainnl0 Dgl" j fo1 OTerno britanni-
co inlerpell.do acerca do alcance que pretenda
aar a coovengaode Londres de 30 de outubro ul-
timo, pola Uual foi resolva. intervengio euro-
pea no Mxico, e como era alias natural disseram
os ministros da coroa com referencia seme-
Ihsnte aasumplo que a Ioglaterra apeoaa se pro-
puaha a ser iodemaisada pelo Mxico dos pre-
tuizos soffndos, sendo que pela referida conren-
gao as potencias alliadas se obrigsro mutua-
menle a nao inlerrirem na forma por que se ha-
de governar aquella repblica I
Mas.ninguem ignora que ogabinelede S. James
maquina para a queda do governo republica-
no niquelle paiz, ealando de accordo para esse
Qm com muitos exilados mexicanos de impor-
portancia que se acham na Europa e que deso-
jara o estabelecimeoto de um principe naquella
deigragado paiz ; e a Hespaoha e a Franga de-
sejam outro tanto, altribuindo-se at esta ul-
ima potencia, como dea dito, o plano de en-
mronisar no Mxico o principe austraco. S-
menle buscara os alliados aalrar a appareociaa.
azendo por artificios de modo que os proprios
mexicanos pegam para ai am rei, nodo por este
modo a flcar salva a reputago de haver a In-
glaterra, a Franga e a Hespanha, intervindo no
rgimen interno daquella repblica. Este expe-
diente tere provavelmente lugar mediante o si-
mulacro d um suffr.gto universal, para que ae
acredite assim na livre vontade do povo mexi-
cano. r
.a9i1alr,Eer' PrD1.1u ej'a o plano da allianga
anglo-franco-hespanhola, parece-me que por
agora ludo se acha do seu verdadeo principio ;
e nao creio que venbam o alliados a conseguir
riza ZfS!m,.16 8&0 l6mpre *** em-
preza lao difficil como eta que importa quasi a
conquista de um poro. V H
uH5cT'li\Vll" d.e'wSo ma"har sobre o
Se Im .- P,hl d,,ua.,U "Mbliee, e s depois
ri.r.L ""ha.rem*,,'ue a E"P oers
claras o projecto dufargado em emi parece ha-
KIdr?d6D gabinele, de LMrea, Paria e
Jurez nao cessa de proclamar a guerra aanta
oTZT r."-"ore. : maa aem "e reUa-
do, pelo abatimeoto em que jaz repblica de-
MrJL^l0VaD0' *** dilacer.g.o.
M.ramon se^cha com os hespanhes. e prompto
Por uma parte telegraphica de Madrid recebeu-
ae hontem aqu a noticia de haverem o generaea
alindo, proclamado ao Mexicanos no dia 14 de
Janeiro prximo paseado, declaraodo-lhes ser o
am da expedigao na forme do tratado, e promet-
tendo-lhe. toda segur.og,, ama vez que nao fo.
sera hostiss tropas de Su.. Mago.t.des alliada..
O Sr. Xavier Isturiz, embaix.dor hespanhol
nesta cdrle, ecba de aer nemeado pela sua sobe-
rana presidente do conselho de estado hespanhol.
lugar de surama importancia, e que acaba de va-
gar pelo faliecimeoio do Sr. Martioez de la Rosa
que era tambem presidente da cmara dos depu-
tados.
O Sr. Isturiz acaba de ser substituido no posto
mJnu era LoDdreapor D. Antonio Gonzales.
queja havia sido represeotaote da Hespanha nes
la corte hi quatro ou cinco annos. OSr. Gonzales
6 um magistrado respeitavel e de muito saber
As noticias da Italia pouco ou nada adiaotam
ultiin.mente. O partido exaltado, de que chefe
Oanbaldi, mantera-se por emquanto na pruden-
cia, obedecendu aegundo ae afflrma aoa dictames
daquelle general, que hoje eata deliberado nao
comprometter o morimeoto italiano por um arro-
jo aeu que aej. extemporneo. Garibaldi coolinua
a residir em Caprera, onde vive ioteiramente en-
tregue aos cuidadoa da vid. agrcola.
O governo de Turim, porm, Dio cessa em aua-
menlaraeua rm.meoto., aendo isio a primeira
p.rtedo plaoopara o ragale de Veneza. Ou.n-
to Roma, aa arm.a ii.h.nas nada podero em-
ali boje neohuma esperanga ha de que eeaae aa-
quell. cidade a eccup.cao fr.ncexa.
Ihado ullimameoteque Mr. Thouveoel offerecera
?'.*-,VBe da Fr,DCa. araaiir-lha o pa-
trimonio de S.Pedro, uma Vea que 8. Saolidade
e preauaae a faier cooceasOea liber.e nesie ler-
mono; beta como f.ser racoobeoer pela Sarde-
oh a suzennta do pontfice, aediante.ua Iribu-
to aobre aa provincia que anda ha pouco ftsiam
parle doa estados pon tifilo, de vendo tala cata.
promleao aer igualmente garantido pelaa poten-
cias cslhdftcas, qae por aua parle contribuiran!
com uma somma annaal para o thesoord papal.
Esta noticia nio teto todava earaeler algum of-
ficial, a pode muito bem ser orna deasaa muilaa
invengoea com que ha marro lempo aeprocura re-
solver a questao romana.
Falla-se em que ter lagar em malo prximo,
na cidade eterna, um concilio geral para a cano-
nisagio de alguos santos, que foram martyriaa-
dos no J.pao. Elle o pretexto para aquella reu-
niao, na se preaume que o vard.deiro flm aera
discutir nene concilio a legitimidade do poder
temporal pontificio.
O goverao francez acaba de declarar pelo Jfo-
ni(or,jorn.loffli.l, que nao permlttir aoa bia-
po franceses a sahida de suas respectivas dioce-
ses para irem Roma, onde n'aquelle congresso
viriam a augmentar cada vez maia as difficulda-
des queja cercam a solugio da questao romana.
O imperador Napoleio sabe d'aotemo que a opi-
nio do concillo nao poderi deixar de apoiar o
poder temporal de Po IX ; e por conseguinte
quer opplr-se a qae alli apparegam oa bisos
fraocezea.
As ultimas datas doa Estados-Unidos, por via'
de Nova-York, sio de 8 do crrante. Depois da
batalba no Kentecky, de que dei noticia na mi-
nha ultima carta, e em que oa federaes conaegui-
ram uma brilhante victoria, a cavallaria federal
ae oceupava de perseguir os coofederadoa em to-
das asdirecgdes. O general Beauregard hara si-
do nomeado psra commandar o exercito confe-
derado no Kenlucky; mas na data cima men-
cionada achava-se aioda em Naahville.
No da 6 do corrente uma divisio de canho-
neiras federaes, 10b o eommando do commodo-
re Foote, atacou o forte Heniy, no rio Tennesae,
obngando-e a entregar-se sem condiges. O for-
e coallnba vinte pegas de artilharia, e offereceu
uma decidida resistencia. O general Tilgham, dos
coofederadoa, e sessenia soldados, formava a
guarnigo do forte Henry, que tere de render-so
discrigio do commodore Foote.
A guerra civil na Uoiio continuara aem inter-
rupgo, parecendo que ambos os partidos se
acham determinados a sustentaren] a lula aleo
exterminio de um dellea. O governo federal le-
vantou impostos na somma de mais cento e cin-
coeula milbes de dollars.
Hamburgo.
20 de fevereiro de 1862.
O rateresse poltico daa ultimas semanas se
concentrou na qaeslio allemaa.
Na nossa ultima carta informamos acerca das
negociages, ocasionadas por essa questao des-
de o mez de outubro do aono lindo.
Juntamente com uma declarago do governo de
Loburgo-Gotha ; lembrano a urgente precisio
d urna reforma da consiiluigao federal, e recom-
mendando para esse Qm uma organisagao federal
da Ailemanha extra-austraca com teda mooar-
enica e parlamento nacional, a roda das negocia-
ges entre gabinete e gabinete, tioba sido aberta
por am despacho, acompanhando umi memoria
detalhada, do ministro da Saxooia, o bario de
Beust.
A Austria j tinha respondido essa nota em
cinco de novembro tambem muito circunstan-
ciadamente, e era 20 de dezerabro o ministro dos
negocios eslrangeiros, o conde de Bernatorff, deu
a sua resposta, apresenlando o programma prus-
siano da reforma federal.
Acerca d'essas notas, dos nos referimos ao que
a seu tempo sobre ellas escrevemos, limitando-
nos d'obiervar ainda, que o programma expoalo
pelo conde de Bernstorff, que recommenda como
meio para organisagao federal da Aliemanba ex-
tra-austriaca, a llvre unio enire os difiranles
estados e a Prussis, se apoia especialmente sobre
o artigo XI do acta federal, um artigo que reser-
va aos membros da confederagio, expressamen-
te, o direito de alliangas de toda a aorte.
Depois de baverem a Austria e a Saxooia dado
os seus pareceres provisorios.em principios de Ja-
neiro, acaba de ter lugar em 2 do corrente um
Pisso collectivo dos goveroos d'Austria, B.viera,
Wurtemberg, Hanover, Hesse-Darmsladl, Saxo-
nia e Nassau, contra o despacho do conde de
Bernstorff, sendo a entrega d'uma nota idntica
dos ditos goveroos, com exeepgao da Saxooia,
cuja nota difirante na sua redaegio, concor-
dante em todo o seu cootedo. -
N'essas ootas se protesta formalmente contra
os planos da Prussia, declarando os meamos con-
trarios ao direito federal e tendentes annullar
a confederagio Germnica.
Au mesoio lempo a Frussla 6 convidada para
entrar em negociages com os ditos estado acor-
ra d ama reforma federal sob baaed'um program-
ma, seguodo o qual a Aliemanba austraca tam-
bem deve ser inclinada oa reforma, sustentndo-
se o dualismo : a Prussia e a Austria, se dar
confederagio um poder executira mais activo,
juntamente com uma assembla de delegados das
differentes dietas allemes, con certas compe-
lencia legislatorias e administrativas, mas nio
polticas.
A sensago, que esse passo da Austria e dos
ditos estados medianos produzo, nio se pedo
descrever. O que porem antea de tudo se consta-
tou, foi a preeminencia do programma prussiaao
na opiniao publica. S algum orgos da Ailema-
nha do sul ousaram defender o passo do dia 2 de
fevereiro ; a immensa maioria da imprensa al-
lemia porem se levaotou uoanimimeole contra o
protesto, e as pretences das notas do dito dia. E
mais ainda, se houv.sse cousa propria para dar
um novo impulso ao movimeolo nacional do povo
allemo, o foram essas notas. Esse moviraenlo
tem por ellas feito nos ltimos das progressos,
que nio em muias semanas e quaoto ao effeito
sobre a opiniao publica, o procedimentodos ditos
estados foi debaixo de todas as circumstaocias-um,
grave erro poltico.
Os orgos ministeriaes dos mesmos estados j se
esforgio visivelmente de acalmar a irritada opiniao
publica, negabdo s nota de 2 de fevereiro to-
da a iotengio de offender a Prussia e a nagio, e
a qualquer paralello com os passos da cooveocao
de Bregenz do atino de 1850. Era indubitavel,
e o publico nao se deixa disputar essa conviegao
que se tenciona va uma inlimidagio da Prussia
e do partido nacional como naquella poca, em
qae o Sr. de M.nleuffel com effeito foi com mo-
vido de ir a Olmutx, e consentir finalmente no
inalleravel restabelecimeoto da antiga constitui-
go federal. Como dissemos, o mesmo D o se ob-
serva nos passos de hoje da Austria e dos seus
collegas, e quem conheee a maaeira pela qual o
povo allemo considera os dias de Olmutz, bem
comprehender toda a indigosgio provocada pe-
las notas de 2 de fevereiro.
Entretanto Prussia respondeu em 14 do cr-
rante as notas doa aeui adversarios, por meio de
uma oota igualmente idntica, dirigida s corles
de Vienna, Munich. Sluttgart, Haoover, Darnes-
tadt e Wiesbad, e d'uma nota particular d'outra
redaegio, Saxooia. Em ambas as notas ae re-
pelle em primeiro logar o protesto feito.
a Como o governo....se diz na nota idntica
pen.a dever protestar formalmente contra a in-
terpretagio da Prussia, tanto no pooto de vista
dos interesse geraes da Ailemanha, que oo poo-
to de vista do direito positivo, f.zeodo allusao
s coosequeoci.s penosas de tentativas feitas em
uma apoca anterior pela Pruaat. para realisar
uma reforma, o goverao pruasiaoo nio quer dis-
simular que seguodo pensa nao existe nenhum
pretexto undado, nem qualquer juslificacao nsra
semelhante protesto". v v
t Esse passo, tanto mais espantoso, por ser da-
do de aecrdo e simultneamente, por notas Idn-
ticas de differentes goveroos d. coolederacao.
corresponde tio pouco com o carcter de urna
troca de oploies sobre a reforma federal, provo-
cada de differentes lados como urgente necessi-
dade, que o governo prussiano nio se sent In-
duzdo s entrar em uma discussio sobre as vistas
contrarias exposta na nota do enriado de.
E a oota pressiana conclue:
O goverao prussiano deveria recoohecer um
perigo muito maior na realia.gio dos projeclos
de reforma, indicados no flm da nota, do que em
reformas iguaes a que a Prussia especicou no
despacho de 20 de dezembro do aono lindo. Es-
es projecto tem por flm eatabelecer para toda
Confederaco ama consiiluigao com um poJ*r
execulivo activo, uma legislagio euma reprear/n-
tagao commum, o que poderta fcilmente terider
a ama conaolid.gio poltica mais estendidf da
que loe territorios exira-allemes, como f a
deduz do de.pacho do gabinete autlriacaf d 5
da novembro do aono paseado.
. Entretanto o governo prussiano esl* |0
longe de re.ponder por um protesto ufca Im-
ples exposigio desasa vistas aeerca das' bases do
uma reforma. Elle pensa dever re.e,rvar. peio
tnT/rea".m P,0a0 dflnt'a 'J '55-
to at receber e communicagio do uma propon
l^rT c,aramente formula*, cjae o habi 8
Al agora parece jo gorerno prusiiaoo
ice ao go<
que


DIARIO DE PERNAMBCO SEGUNDA FURA 17 DE MARQO DE 186*.
gee -
odicacet geraes actuaei, i Parece que eata crise lr motivada por deaa>
xecolavel, e sendo etsas cordo oo cooaelho administrativo, daodo em re-
os que eram de
umjura
seria ai _
tndicages eo cotnp ;eta oppoiicao com o ponto
de vista que el le meamo adoplou, elle deve coo-
iderar di >. como impossivel de encertar
sobre beses semalhanlea negocltges relativas
urna reforma.
. Anda ant que as notas de 2 de (evereiro
foram entregues esa Berlim, ellas j liobam rece-
bido, d'um outro lado, urna resposta, que mere-
cen o mais vivo applauso do povo allemo. Foi
isso ama nota do gabinete de Bade, 28 de Janei-
ro, que s oltimameole chegoa ao conbecimeoto
do publico, a qual em coosequeocia das propos-
tas de reforma do ministro da Saioaia de novem-
bro do anoo passado, sujeita as meamas a urna
critica rigorosa, e Ihes oppem sem reserva, e
com urna agudeza e preciso at agora nao co-
nhecidaa ua diplomacia, o prograrama circums-
lanciadamente desenvolvido do partido nacional
da Allemanha. J em outra occaaio notamos
aos nossos leitores o procedimento resoluto do
presente ministerio de Bade, debaixo do baro de
Roggtnbach, o que de novo se manifest na nota
de 28 de Janeiro. O Sr. de Roggeobach coostata
sem qualquer subterfugio, a oatureza completa-
mente iosustentavel da presente constituicao fe-
deral, e exige a subordinacao dos goveroos de-
baixo dos preceitos do. bem nacional, como um
dever a que nao podem escusar-se, sem chamar
os maiores perigos sobre a Allemanha e sobre si
meamos. Elle tan bem declara caducas as con-
siderages pira com o d\ceito federal que se op-
pem reforma recommendada, porque desde o
principio a confederado s tinha aido um provi-
sorio, edepois do seu reatabelecimento em 1850
que nao Uvera lugar na via legal, esse mesmo
provisorio nao existia indubitavelmenle bom
direito. Que oem na uae.au, nem os governos
eram para sempre ligados por esse proviaorio.
Nao se ouve anda filiar de respostas dos oulros
goveroos essa nota badeose; porui, sej o
despacho Beroslorff de 20 de dezembro, baseado
sobre o direito federal positivo Ibes deu molivp
para um protesto, nao de prever o passo que
Ihes restar acerca do baro de Roggeobach. O
que em todo o caso cerlo, que seja qual for a
resposta da Austria e collegas, o Sr. de Roggeo-
bach nao o homem que se deixa desviar da sua
poltica.
la mueca sobre a cmara dos depulados da
Fruisia, como sabemos reunida desde 14 de Ja-
neiro, o passo collectivo da Austria e dos seui
collegas, nao deixou de exercer a sua influencia
e os seus partidos liberaes nao perdem a occaaio
de redobrar os seus estorbos para levar o governo
a nm procedimento to decidido, como sem re-
serva, em frente dos seus adversarios. A pri-
meira occasio offereceu a discussao aobre a ques-
to da llesse-Eleilor'al, que teve lugar uos dias
14 e 15 na cmara dos depulados. Requeren-se
impetuosamente dogoverob, que abrase roo de
toda e qualquer consideracao, edo mesmo modo
em 1850 os adversarios da Prussia Ihe declara-
ran! a guerra na liessia, que ella agora do seu la-
do levanlasso o combate contra a Austria e col-
legas.
Sobretudo foram os Srs. Tivesleo, de Carlo-
wlts, Schulize-Deltiach e Frese, que izeram essa
reclamado debaixo do vivo applauso da casa, e
nao menos eoergicamaote se pronuocioo a reso-
luto da casa esse respeiio, tomada com 241
contra 58 votos, declarando urgente que o gober-
n empregasse todos os meios para o resta beleci-
menlo do direito cooslilueiooal na Hesse-Eteito-
ral, sobretudo a imme lista chamada da repre-
teotaco hessiana em'couformidade da constitui-
cao de 18JI, asaim como dos addilameolos e da
ei elettoral dos anoos de 18(8 e 1819. Esses
atreos para com o goveroo ao menos nao foram
sem todo o resultado. O conde Ae Bernslorff
declarou que a Prussia considerara a questo
acerca da le aluiloral da llessea de 181'J aioda
como ama questo aberia, ao resto, porm, elle
lilemuuhou o seu accordo com os desejos da
cmara, e declarou, que o governo insistira em
que a suppresso das disposicoes eveniualmeote
contrarias ao direito federal da constituicao de
1831, nao deveria ter lugar pela dala, mas sim
por livre accordo entre o governo hessiano e a
cmara do paiz.
E' verdade que na pralica pouco|ie realisar por
simples declarages, Qoalmenle s o emprego da
forga poder levar o goveroo do liessia condes-
cender.
Al agora ha muito pouca esperaoga por ou-
tra via.
Urna nova prova pira isso fornece o faci, que
em 14 do crreme, o meanio dia em que a cma-
ra dos depulados na l'russia coroegava a discus-
sao da queslao hessiana em llanao (na liessia) a
forga armada eolrou as casas das pessoas que
recu9aram o pagamento dos impostos, e arrom-
bou violontameule caixas e cofres para se apode-
rar dos imposto recusados.
J em breve lalvez se discutir na cmara dos
depulados prussana urna oulra questao, exces-
sivamenlesensivel para a Austria, a questo re-
lativa ao recoobecimeolo da Italia. O Sr. de
Carlowiu, com mais de 151 collegas de to-
das as fraeces liberaes j apreseolou urna rao-
cao exigiodo esse recoDhecimenlo, e segundo se
diz, ha disposiges favoraveis no mioisierio para
esse passo, j ha muiio recommendado Prussia
pelo seu proprio uuetesse e s adiado at agora
por considerarlo para com a Austria. Final-
mente tambem se lem de esperar uroa discussao
sobre a questo da reforma federal, e neisa occa-
sio o passo collectivo de 2 de fevereiro soll'rer
urna nova, e em lodo o caso bem se ver cri-
tica.
Na sua sesso de 17 do correte a cmara dos
depulados prussiana procedeu a nova eleic.no da
sua secretaria, e esta vez por lodo o lempo da
sesso.
A eleico recahio sobre as mesmas pessoas. os
depulados: Grabaw como presidente, Bebrend
como primeiro vice-presidente, e de Bockum
como segundo.
Temo* aioda de commuoicar qut o archiduque
Fernando Maximiliano da Austria se decidi- ti -
na luiente acceitar a candidatura para o ihono
mexicano do futuro. f.
A imprensa oQiciosa da Austria combata ao
principio do modo o mais enrgico a simples poi-
sibilidade o'isso.
Depois, porm, que o imperador Nspoleo fez
dar em Yienna a declirago irsnquilMaadora, que
nao hivia nenhuma conuexo entre a acceilago
dessa candidatura e a questo veuesiana, e que
tbrono do Mxico se acliava aberlo uo grao-du-
que austraco, sem que. se requeresse renuncia
da Austria sobre a V'euesia, as ideas em Vienna
se mudaram, e o mundo preaenceia o raro es-
pectculo, de ver um lilho da vclha e legitima
Austria como candidato de um toruno pela mer-
c de Napoleu.
A impresso, que isso produz na Allemanha,
em lodo o caso uo favorisar as preleoces allo-
maos da poltica de Vienna.
aullado aabirem do gabinete
opiniao que o mioisierio ae nao dimitiste, e fl-
cando com aa auaa pastas oa que linham votado
pela retirada ; d'aqui, nm scisma na maioria que
tioba apolado a iiluaco ; oovos attntos no gre-
mio do partido histrico ; imprevistas difficulda-
des na administrarlo do paiz que aioda deata vez
nao foi parar s mos da oppoiigo colligada
por muitos e diversos motivos que e muito diffl-
cil avatiar esta distancia.
A Imprensa, segundo vemos pelo rspido exame
vas oo Kentucky que se scham de todo inlerrom-
pidaa as commanicigea em o,uitoa pontos. Nao
ha noticia do general Thomaz e do seu corpo de
exercito, e perece lavoiavel que o mo lempo
contribuase para que elle nio tiraase da sua bri-
lbante victoria da Mellapruny oa resultados que
espertva.
O genaral Burnsid que desembarcara na Caro-
lina do Sul, teve de lutar com graodea difficulda-
des, por causa dos densos nevoairos, e s depois
de muitos trabalhos.cooseguio fazer passsr a barra
de Pemlico Sound dezesele dos seus navios.
As barras que communicam com Albernarle-
que apsoaa podemos fazer dos joroaea recebidos, .Sound, em volts da ilna Boaoske eslo, segundo
levanto* urna grande celeuma nao contra oa de-1 parece, de todo obstruidas,
miisionarios, mss contra os mniatros que Cea-\ No parlamento britanoico foi o governo ioter-
ram. pellado acerca do que lem occorrido nos estados
O novo gabinete foi recebido com friezs nss americanos do norte, e lord John Russell em res-
duas camaraa, e de algumas palavras que se tro- posta declarou novameote que era injuitificaval
caram mais ou menos desagradaveis reaultou a destrulco do porto de Chsrlealowo, accreaceo-
que doas dias depois pedia a sua demissao o ao- lando que o governo francs penaa da mesma ma
ligo ministro das obras publicas, Bcando encar-
roado interinamente dessa pasta o presidente do
conseibo de mioistrot.
Corra em Liaboa como certo que o Sr Mo-
raea Carvalho receberia a uomeago de ministro
plenipotenciario de Portugal na corte desle im-
perio ; que o Sr. Avila seria oomeado comrois-
sario regio de Portugal na exposigio de Loodret ;
que o Sr. Carlos Benlo, eotraris para o tribunal
de contas, e,que o Sr. Tbiago Horla seria des-
pachado administrador da Casa de Braganga.
Esta ultima noticia foi desmentida. Pallava-se
em|madaogas no pestoal admioistralivo, em tor-
nada de pares, onde os votos que nao perleocem
opposico dirigida oaquella casa pelo conde de
Thomar, se diz que nao apoiam o novo minis-
terio.
Affirmava-se que as cortes seriam prorogadas
at 20 de maio. O governo deu a entender que
resolvera de prompto a antiga questo das ir-
mas de caridade, promulgando urna lei que. as
excluisse do entino ; propuoha-se resolver.a quea-
to dos vinhos do Oouro, no sentido da libcdade
commercial ; appresenlar urna reforma de ios-
truego primaria e secundaria, e promover a dis-
cussao do ornamento, antes de linda a questao.
Em Angola linba-se desenvolvido a febre ama-
relia, qual suecumbirs o bispo daquella diocse.
Teiniam-se novas correrias do gento, e prepa-
ra va-se para sabir do Tejo a crvela Slepnania
com retornos para aquella provincia.
Os commerciaotes do Porto principalmente,
ligando o mfior interesse quosto do baro de
Moreira, esperavam com anciedade a chegada do
paquete.
A ministerio italiano tambem est em crise;
annuncia-se grande agilaco em Turim, e pro-
pagacao de pasquios, pediodo a queda do minis-
terio.
As maoifeslagcres favor da uuidade italiana
coolinuam em mu'Ms cidades. Pretendem os
Italianos protestar .. jira a declaracao do cardeal
Aoiooelli, que dizia quo todos os italianos eram
favor do poder temporal do Papa, e que con-
tra elle s bavia o governo de Turim.
Taes msntfeslaces eram a ordem do dia, e o
effeito de resolu;es tomadas pelos supremos
oeira, embora o governo americano leoha asso-
gundo que as suas intensos nao sao destruir o
porto permanentemente.
Esta declaracao do mioislro dos negociot es-
traogeiroa parece .ler tranquillisado o corpo com-
mercial e oa armadores, que veem oa desolaco
de gabioete de Washington o principio destruido
do elemento commercial.
A Ioglalerra vai, pois,|dirigir-se de novo ao go-
veroo americano, e as suas instancias hio de lal-
vez concorrer conjunclamenle com as de Franga
para a aolucao da conteoda entre o norte e o
sul.
Navios entrados no porto de Lisboa, vindos de
diferentes portos do Brasil.
15 de fevereiro.Vapor paquete francez Gutenne,
do Rio de Janeiro, Baha e Pernamboco.
19 dito.Barca portugueza Gratido, de Per-
oambaco, em 45 dias.
24 dito.Barca portugueza Flor do Vez, do Par,
em 47 dias.
25 dito.Brigue porluguez Tamega, do Para, em
40 dias.
Sahidos.
26 de fevereiro.Brigue porluguez Conde, para a
Bahia.
PEBNAMBUC.
REVISTA DIARIA.
O tempo vai realisaudo as oossss previses re-
lativas ao oeohum proveito, resultante das trans-
ferencias das sahnlas dos vapores da Companhia
Periinmbucana. Sim, a ligio dos factos, ahi o
demonstra sem contradigan possivel ; porque
chegaodo esta cidade o vapor inglez no dia 2,
uo da antecdeme j nana partido o costeiro
para o norte; o qut ainda repeli se no dia 14,
quando o francez aqu aportou no seguiote.
Dos factos, pois, decorre que em nada foi be-
neficiada a communirago do norte, onde apeoas
vo chegsr as noticias da Europa com a iolerpo-
laca o ou delooga anterior, em desproveito pal -
pavel das retages commerciaes, sendo isto oco-
Luis Jos da Coda Amorim.
Ifaootl do Nasclmento da Costa Hooteiro.
tlaooel da Silva Santos.
Maooel Joo de Amorim.
Supplenles.
Joo da Silva Regadas.
Gustavo Tiatet.
Hanoel Goocalves da Silva Jnior.
Jos Antonio de Carvalho.
Commisso Qsctl.
Baro de Moribeca.
Beoto Jote Peruaodes Barros.
Domingos Altooso Nery Ferreira.
Sis o septuagasimo-quarlo e qeiffllo
BoJetim o/Jiciof.
Dos lugares, em que reina o cholera-mor-
bua, nao Cbegaram presidencia da provincia
communicaces offlciaes, que meregsm ser ttaos-
mitlidas ao prelo.
A's 6 horas da tarde de 15 de margo de
186S.
Dr. Aquino Foncec.
c Dos poolos, em que anda se nao exttoguio a
epidemia, dos dialriclos mdicos desta cidade, de
suas immadiages e suburbios, o Exm. Sr. presi-
denta da provincia nao receben commumeago,
qae merecam ter transcriptas.
a As 6 horas da Urde de 16 de margo de 1862.
c Dr. Aquino Fomeca.
Passaxeiro do vapor trances Navarre, vin-
do de Brdeos e portos intermedios :Robedo
Chodat.
Sogueas para o sul:Ernesto Augusto Mavig-
nler, JooGoital Kuaas, Frederico Pelis, o An-
tonio Jote Rodrigues Gutmares.
Passageiros do vapor nacional Per inunga,
sahido para Macei e portos intermedios :Au-
topio de Araujo Medeirot, Antonio Leite da Sil-
va Pinto, Boaventura Joa de Castio Azevedo.
Passageira do hiaie nacional Santa Rita,
sabido para a Bahia :Loiza Hara de Frange.
Matauoluo publico.
Hataram-se para o consummo desta i
dia 14 de margo, 59 rezes.
No dia 15, 89 ditas.
0RTALI0A0E 00 01* 15 DE MARgO !
Hermenegildo, Pernambuco, 5 mezea, Si oto An-
tonio : coovul9es.
Januario Dias Correia, Pernambuco, -JJ anuos,
casado, S. Jos ; febre amarella.
Josquina Mara da Cunceica, Pernambuco. 25
anoos, soltoira, Santo Antonio ; sypli
Maris, Pernambuco, 4 aunos, S. Jns
JoSo, Pernambuco, 8 dias, S. Joa ; esp
Marcelina Ferreira da Costa, Pem'am
anuos, solleira. Boa-vista ; phthis
monar.
Januario, frica, 80 annos, viuvo, Boa-vista by-
d ropitia.
Ceeilia Mara da Cooceigo, 47 annos
solleira, Santo Antonio ; cholera.
Maooel de Jesut Mara, Pernambuoo, LO bodos,
casado, S. Jos ; tubrculos pulmonares.
Osvaldo da Carvalho Moura, Peroampuco. 22
annos, solleira, Boa-vista : febre amarella.
Appellante, o juizo; appellado, Andr Aveilno
ds Cuita Nones.
Encerrou-se a aesso as 2 horas da tarde.
chefes da agitago. porm a municipalidade de rollario do capricho da Companhia Brasilea.
MiIa nAinfai<4-\ An muilu nanahnm noli aihIi ...._.. < _^^ .
IARIO OE PERNAMBUCO-
Temos vista cartas e jornaes da Europa, de
q ue foi portador o vapor francez Navarre, que
a\cangara : deHsmburgo 20, Londres 22, Paris
e Bruxellas 24, Uespanha 25, Porto 26 e Lisboa
28 do passado.
As noticias que nos Iraz este paquete sao de
pequeoo alcance, mas o nosso dever apresen-
lar aos leitores os fados pnneipaes occorridos
depois das ultimas ominas.
Em Portugal tinha sido regaitado por 36 votos
contra 34 o parecer da maioria da commisso es-
pecial da cmara alta, que dra um vol de ceo-
sura ao mioisierio pelo seu procedimento em
preseoga dos tumultos que linham tido lugar em
Lisboa, oos dias 25 e 26 de dezembro. Como
sabido o governo linha tido grande apoio da c-
mara dos depulados oesla queslao. Dous dos
ministros, Avila e visconde de S, linham decla-
rado na cmara dos pares antes da volago que o
ministerio, fosse qual fosseo. resultado delia nao
cedia, por iiso que linha recebido um voto de
conanga da cmara popular, e nao perder a da
coroa. A votafco foi no da 15 de fevereiro.
Contra toda a expectativa o presidente do conse-
ibo declarou no da 19 em ambas as cmaras que
o mioisierio linha pedido e obtiJo a sua exooe-
raco, ficaodo elle marquez de Loul, de acord
com o seu collega visconde de S da Bsndeira,. Depois do desembarque dos
Milo, corporago de muito prestigio pela quali-
dade e caibagoria dos seus membros e pela im-
portancia da populngo que apreseota, oppoz-se
a que oa capital da Lombsrdia se seguisse o
exemplo dst demais cidades italianas, e aconse-
lbou a seus administradores que, em vez das pro-
cisses e gritos pelas ras, consignassem os seus
seoiiuieuios em urna opposigo ao rei, que com
oumerosas assigoaluras dsse a maior medida
da educaco couslilucional dos Milanezes. Na
mesma oceasio em que a aristocrtica corpora-
go da mais opulenta cidade da Italia se expres-
sava assim, o barao Ricasoli dirigi aos prefeitos
urna circular conceoida em termos deuticos, re-
provaodo as demoosirsgoes ruidosas, como con-
trarias ltberdade e diguidade do goveroo que
se esinerava em cumpnr os votos da nagao rela-
tivamente Roma, em respeilo qual o trium-
pho que devia buscar-se era todo moral, e coo-
vniha por isso tranquilizar os calholicos e coo-
vencc-los do respeito que os Italianos linham pe-
lo Papa.
A commisso nacional de Roma publicou urna
proclamago ao povo romano em que se le este
periodo nolavel; recommeudando-lhe que pro-
ve, pelo seu comportamento, Europa que no
i dia em que o Papa nao poder continuar a con-
lar com o apoio do exercilo francez, ser pro-
a legido pela venerago que os Romanos ho de
< conservar sempre pelo seu chefe, assim como
< pelos ministros da igreja.
Esta proclamago c um documento reverente
para com a corle de Roma, c para com o Santo
Padre quem todos repulain como chefe da
igreja.
As pegaa diplomticas que o governo francez
apresentou ao corpo legislativo demonstram evi-
dentemente a poltica que o governo poolilicio
se prope continuar a seguir. Das respostas da-
das pelo cardeal Aoiooelli, se ve que o puntillee
se nega a fazer a menor concesso ou a admittir
proposta alguma. Castas de Roma asseguram
mesmo que sua aantidade est resolvido a aban-
donar aquella cidade, se a Franca entender de-
ver alterar as actuaes coudiges de oceupago,
aioda que as palavras do pontiGce, oo ultimo
consiitorio, sejara uoia prova da conanga que
Ibe merece a poltica ranceza.
Parece que o sacro collegio espera breve gra-
ves aconiecimentos pois seguodo se diz re-
solveu com o Santo Padre, que para prever
qualquer acontecimenlo fossem destruidos os do-
cumentos mais secretos dos archivos pontificios,
e que os papis que se quizessem conservar fos-
sem enceixotados e expedidos para Civia-Ve-
chia, donde seriam conduzidos em navius aus-
tracos para Trieste, e d'alli pelo camioho de
ierro para Vieona.
Coosla que a Kussia vai brevemente reconhe-
cer o reino da Italia, teodo-se j lavrado o com-
petente decreto. A llussta nao far esperar mul-
to o seu recoohecimeuto, pois na cmara dos re-
presentantes foi j spresentada urna proposta
oeste sentido, e que segundo ae julga ha de ser
bem recebida. Diz-se que o governo nao pora
obstculo algum i realisago dos votos ma-
nifestados pelos representantes da nago.
A queslao allema continua a attrahir a alten-
yo publica. O gabinete austraco vai, seguodo
se afrma, apreseutar urna proposta para a re-
forma da confederago. Parece que o governo
de Vienna conla para estas proposias com o ac-
cordo das pequeas nacionalidades allemas ; ou-
lros dizem que os estados secundarios se nao
querem comprometier nm garantir as proposlas
austracas sem a cooperago da Russia.
Ette negocio lem chegado tal ponto que al-
gumas folhas acuoselham a Russia a repellir
mesmo pela torga a Austria do seio da confede-
rago.
QNa cmara dos depulados prussiana apresen-
tam-se tres propostas relalivas esta questo uos
querem urna confederago restricta de que a
Prussia tenha a direcgo, com urna reprsenla
gao nacional dos estados confederados ; oulros
querem tambem a supremaca prussiana, mas re-
claman! urna unilicago mais completa, com urna
constituirlo elaborada por urna verdadeira repre-
sentado popular.
A lerceira proposta tambem concebida no
sentido da supremaca prussiana, mas difiere no
faciendo ni Os circuios mais versados na polti-
ca prevm daqui um conflicto.
Nesta cmara discute-se a proposla relativa
llesse Electoral. Alguns membros sut'eotaram a
proposla do partido progressista, pediodo ao go-
verno que em caso de uecessidadeintervenha mi-
litarmente naquelle paiz. O ministro conde de
Bernslorfl declarou que o governo nao poda con-
sentir que Ihe fosse tragada a marcha que deve
seguir em questo de tanta importancia, e com
quanlo se nao houvtsse pronunciado contra a in-
tervengo, aftegursva que o goveroo prussia no
uio eslava disposlo a permilli-la de raaoeira al-
guma.
Qtiasi toda a imprensa iogleza se oceupa em
examinar os documentos que foram publicados
acerca da queslao do Mxico, que boje tanto al-
trahe a alieogo publica.
A Patrie desmeote a noticia que correu de te-
rem aido os Uespaohoes derroladoi em Vera-Cruz.
Iliados nenhuma
dade no
tilica.
tspasrao.
iamo.
tuco, 25
ca pul-
crioula,
encarregado de organisar a nova adminislrago. 'operago se fez que oo fosse de accordo com-
No dia 21 eslava formado o ministerio do se- mum. O mesmo jornal records as prosperidades
guite modo : Loul, presdeme e eslrangeiros: do Mxico oo lempo da orainago beipaohola,
Lobo de Avila, fazeoda;visconde de S, guer- e sustenta a oecessidade de que se conclua quao-
ra ;Gaspar Pereira da Silva, jusliga ;Meudes lo antes o eslsdo ds anarebia que domina no
Leal Jnior, marioha ;Anselmo Jos Bran- Mxico.
camp, reino;Tliiago Horla, obras publicas. Cessou completamente a desuoio no interior
Foi portento urna recompotico. tendo-ae reii- enlre os Mexicanos, e que todos os partidos se
rado, os anterios minislrores na fazeoda, Antonio uoiram para resistir invaso estraogeira.
Jos de Avils ;ds marioha, Carlos Benlo da Nos Estados Uoidos eslo momeotsoeameote
Silva, e jusliga, Alberto Antonio de Mocaos C"' suspensos os movimentos militares,em conseqoeo
valbo.
em sustentar aa partidas do Rio a 4 e a 20 de ca-
da mez, ao passo que se fossem estas a 7 e a 23,
coincidiriam as llegadas este porto com aquel-
las dos vapores transatlnticos, de modo que se-
riam os vapores., brasileiros portadores para o
norte das noticias vindss da Europa.
E' triste e lamentavel que, por mais que se
teohara.demooslrado os transtornos, que sofTrem
as provincias do norte com lo mesquinha in-
sistencia, anda se faga forga em sustenta-la
todo transe I
Em face disto, o que (em a esperar as provin-
cias do norte no senlido de serem salisfeitas as
necessidades, de que tem ellas carencia ?
CaOe ao caso, por certo, o rifo de que est ao p do fogo, mtlhor se aquece. Si o ino-
nareba brasileiro eslivesse no centro do impe-
rio, de modo que os~raios das suss providencias
fossem esparcidos como os do sol, sem duvtda
a luz tocara em partes iguaes a lodos os lados,
e nao absorviria o sul a mor parte do calor go-
vernamental.
Acha-se parle da populago desta cidade
preoecupada pela descoberta uniforme de tres
fragmentos carbonisados sob a parte, em que re-
puusaajarra d'agua polaveL Esta preoecupago
resulta, seguodo oo-lo informara, de haver sido
este phenomeno preconisado do pulpito por am
tacerdote, que indicando tal adiada, recom-
rcendra, que, depois de lavados os referidos
fragmentos, fossem poslos na jarra, com o que
licariam livres do accommelumento da epide-
mia aquelles que uto tizeaiem.
Das minuciosas informages que rolhumos, re-
sulla que este f acto apenas a ioveogo de alguem
que, desejoso de obter boa casa para morada, as-
sim f-lo correr, accrescentando que as pessoas
quo nao eocontrarem o carvo, devem mudar de
residencia, aflm de se livrarem do mal reinante.
Km nenhuma parte essa idea servio de assumpio
predica religiosa, como se lem pretendido pro-
palar.
Aflm de satisfazera curiosidade dos nossos
leitores, sempre que o vapor da Europa fuodear
antes de meio dia, prepararemos e destribuire
mos tres horas depois um supplemento com as
noticias mais importantes ; repeliodo-as, entre-
tanto, no Diario do dia seguinte, para aquelles
de nossos assigoantes do iotenor desta e das de-
mais proviocias do sul e norte do imperio. O
supplemento ser preparado em nossa olTicioa, e
abrsnger todas ss noticiaa al a hora da partida
do vapor do Liaboa.
Taodo sido exonerado do lugar de 1." sup-
plento da subdelegscia de Pimenteiras o Sr. l-
enle Manoel Carneiro Machado Freir, foi para
o mesmo oomeado o Sr. alteres Clemente l'ran-
cilio lavares.
Sabbado ultimo comegarara os trabalhos
lectivos da Faculdade de Direito desta cidade.
O dia aoniversario de S. M. a Imperalriz,
foi solemoisado com as silvas do esiylo pelas
fortalezas e pelo Itamarac, sendo a alvorada
locada pelat dilferemes msicas dos corpos da
guaroigo, bem como o recolher, por ordem do
Exm. comraandanie das armati
As meamas msicas, tanto pela manhaa como
noite, percorreram as ras .desta cidade ao lo-
que de vanas pe;as.
Arite-hontem, 15, teve lugar peranle o jui-
zo da subdelegada de Sanio Antonio a ioquirigo
de duas testemuohas no proceaso que ahi corre
por crine de morle perpetrado ha poucos dias
nesta capital por Amonio Jos Alpieri, oa pessoa
de Luiz de Souza e Silva.
Assisliram esse acto oo s o Sr. Dr. pro-
motor publico, como tambera o advogado do reo,
o Sr. Dr. Joo Francisco Teixeira.
Foram as tesiemuchas os Srs. Antonio Pinto
de Btrros e o escrivo do vigario geral, ambos
os quaes preslaram depoimeolos que interessam
sobremodo insiruego desse procesao.
Em audiencias aeguinles, ouvir-se-ho outras
testemuohas, e proceder-se-ha ao interrogatorio
do aecusado, para o qual e seu advogado pro-
metiera guardar a defeza.
No da 6 do correte foi recolbida ao hos
pital porluguez nesta cidade a crioula Josepha
Maria do Espirito Sanio, com idade de 23 asoot,
solleira, por ter sido gravemente atacada do cho-
lera. To acertados foram ea medicamentos que
se Ihe ministraran!, que teve alta no dia 15, sa-
liodo peritamente convallescida. Esta mulber
foi tratada com taolo esmero pelo respectivo fa-
cultativo, o Sr. Dr. Pitaoga, e com taolo zelo
pelos demais empregtdos do hospital, que pe
em relevo as vaotagens que os doentes dseme-
Ihante molestia encontrara naquelle eslabeleci-
mento, hoja um dos mais regulares desta pro-
vincia.
Mencionamos este facto, para ditsipara m
idea que exisla na populago, de que nos hospi-
taes. poucos s3o os que aproveitam os saos be-
neficios. Se mais doecles, ao menos os das im-
mediages, para l livessem ido, oo teriamos
que lamentar- tanu victimas, por causa do p-
nico de que se pojssue.
No dia 15 diroirrente, como havia-se an-
nuncisdo, teve lugar a rcuoio doa accionistas
do Noto Banco de Pernambuco em assembla ge-
ral, oa qual procedeu-se leitura dos relatnos
da direcgo e commisso Qtcal, que foram ap-
provadospor onsnlmidad, e s eleigo da mesa
da assembla da direcgo, supplenles, e com-
misso fiscal como segu:
Assembla geral.
Presidente, Visconde de Camaragibe.
Secretario. Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Dito, Dr. Jos Mamede Alve Ferreira.
Direcgo.
Maooel Gongalves da Silva.
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Luiz Aolooio Vieira.tj
Jos Pereira Vianna.
CHRONICAJUDICIARIJI.
Tribunal da Relacao.
SESSAO EM 15 DE MaK(,: DE1$62.
Presidencia interina do Exm. Sr. desembargador
Caelano Santiago.
A's 10 horas da manhaa, presentes os
recorrido,
Sao-
Perelli,
seohores
deaembargadores Caelano Santiago, Sil eir, Giti-
fallan-
do o Sr. desembarg'dor Guerra, procurador da
coros, abrio-se a sesso.
Passados os feitos, e entregues os di tribuidos
derara-se os seguioies
JULGAMENTOS.
Ilecursos crimes.
Recorrenle, Joaquim Alves Nunes
o juizo.
Relator o Sr. desembargador Loureogo
tiago.
Sorteados os Srs. deaembargadores
Silvers e Gitiraoa.
Deu-se provimento em parte.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Antonio Fran-
cisco de Souza Magalhaes.
Relator o Sr. desembargador Loureogo Sao
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadorek
Motta e Gilirana.
Deu-se provimento.
Recorrenle, bacharel Joaquim Ayresjde Almei-
da Freitas ; recorrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretli,
Loureogo Santiago e Gilirana.
Addiado.
Habeos corpus.
Concedeu-se a soltura pedida en)
habeas-corpus ao reo Caelauo Mendi
lil-.Sli.XAC.AO UE DIA.
Assignou-se dia para julgament
guales
Appellacbes civeis.
Appellame, Benlo Jos Lamenha
Peretli,
ordem de
s Delgado.
b das se-
Lins ; sp-
re-
de
iocI lgns-
:iano Men-
Amor i-
pellados, os herdeiros de D. Mana Anglica de
Carneiro de Sampsio.
Appellaule, Antonio Rodrigues da ''rota ; ap-
pellado, o menor Antonio.
IHLIGKSCIA ClUSIE.
Com vista ao Sr. desembargador pjromotor da
justiga as seguintes
Appellaces crimes.
Appellanle, Manoel Praciano deSapipaio; ap-
pellado, Jos Alves da Silva.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jo Januario
Bezerra.
Appellaule, o juizo ; appellado, Agoslioho de
Soma Pereira.
Appellanle, o juizo ; appellado. Jop Fagundes
de Araujo.
Appellanle, o juizo o Jos Moreirr da Silva i
appellados, Francisco Lstaves Paos Barretto e
outro. '. |
DISTIUBUigES.
Ao Sr. desembargador Sllveira :
Revistas crimes.
Recurrente, Ellas Ayres do Nascim oto
corrido, Joo Rtbeiro dos Santos Cama go.
Recurso crime.
Recorrenle, o juizo; recorrido, Chetaoo
Clliveira Mello.
Aggravo de petico.
Aggravante, Rila Jerooyma de Meddonga Pe-
reira ; aggravado, o juizo.
Appellaces crimes
Appellanle, o juizo ; appellado, Ma
co da Silva.
Appellaule, o juizo ; appellado, Feli
des dos Sanios.
Ao Sr. desembargador Gilirana
Revista civel:
Recorrenle, Jos Fernn es de Oliveira e Sil-
va ; recorrida, Feliciana Joaquina do
vino.
Recursos crimes.
Recorrenle, o juizo ; recurrido, Domingos Jo-
s Pereira.
Appellacao crime.
Appellanle, o juizo ; tppeltado, Jok Bernar-
dioo Rtbeiro.
Appellanle, o juizo : appellado, Jos Pereira
da Silva.
Ao Sr. desembargador Loureogo Saoli'go :
Recursos crimes,
Rer-orreote, o juizo ; recorrido, Antonio da Cu-
aba Xavier de Andrade.
Appellacao crime.
Appellanle, 0 juizo; appellado, Maooel do
Nascimeoto Bico Doce.
Appellanle. o juizo ; appellado, Jos do Val-
le Pedrosa.
Ao Sr. desembargador Motta :
Recursos crimes,
|Recorrenle, o juizo ; recorrido, Antonio
d'Alcovia.
Recurso commercial.
Recorreote, o juizo ; recorrido, J< s Antonio
Soares de Azevedo.
Aqgravo de petico.
Aggravante. D. Joaona Mana das Dores ; ag-
gravado, o juizo.
Appellacao crime.
Appellanle, o juizo ; appellado, Fi aocisro Vi-
auna do Praoo.
Appellame, o juizo ; appellado, Manoel Vi-
cente Ferreira.
Ao Sr. desembargador Perelti :
Recursos crimes.
Recorreote, o juizo; recorrido, Mai oel Ferreira
das Dores.
Recorreote, o juizo; recorrido, Ju: tino Pereira
e Araujo.
Aggravo de petico.
Aggravante, Mathias Lopes da Costs Mala ; ag-
gravado, o juizo.
Appellacao crime.
Senhores accionistas do Novo Banco de Per-
nambuco.O anoo que acaba de expirar a 28
de fevereiro allimo priocipiou deafavoratvlmente.
A txpanso do crdito dos annos anteriores,
promovendo transaecea imprudentes,e a coo-
sequeocia destas,a limitagao de conanga, de
negocios e de recebimentos,produzio s crise
poi qoe passamos, cujos maiores effeitos manl-
festsram-se no aooo passado. Por forga destas
circunstancias algnms commerciaotes nao pode-
ram com os maiorea sacrificios manter o primei-
ro elemento da vida commercialo crditoe
foram obrigadosa suspender pagamentos, achan-
do-se parte delles eomprometlidos com o nosio
baoco, o que fez elevar a coota das letras protes-
tadas 8omma que ora aprsente.
Tem sstim o baoco este capital improductivo
al que priocipiem os pagamentos, que, em vir-
tude das moratorias oblidas pelos devedores, de-
vero elles realisar ; pois que, a direcgo coo-
ta que em quinto to principal nao ha ver prejui-
zo de maior.
Em observancia do decreto o. 2664 de 10 de
outubro de 1860 e aviso do ministerio da fazenda
de 31 de Janeiro de 1861 teve principio a 9 de
maio do auno passado o resgale ou subsliluigo
das notas -do banco de dez e viola mil ris com o
descomo progressivo de 10 por cento memal; e
no da 8 de fevereiro do correnU Dndou esse res-
gale presentando a respectiva coota do descont
1:7749000, que foram recolhidos thesouraria
de fazenda cornudamente 3,2004000 de 32 notas
de 20JOOO e 256 de 108000, que por oo terem
sido apreaeotadas em lempo HcaranT sem valor,
profazando ambas as som mas 4:9748000.
Procedeu-se queima das notas desse valor,
retiradas da circulago, com assisiencia do fiscal
do banco.
Tambem em virtude da lei n. 1083 de 22 de
agosto de 1860 e aviso do ministerio da fazeoda
de 31 de maio de 1861 comecou a 22 de agosto
do anno passado a reduegode 3 por cento da
emisso do nosso banco marcada na tabella an-
nexa ao decreto n. 2685 de 10 da novembro de
1860, devendo operar-se semelhanle reduego at
22 de agosto do corrente anno.
A emisto do nosso banco continua a circular
com a melhor aceitago possivel oesla provincia
e oas limitrophes.
A primeira parle de sua garanta hoje consta de
573.0009000 de apolices da divida publica de ju-
ros do 6 por ceuto, de 8009000 de dilas de ju-
ros de 5 por cento, de 800 aeges da estrada de
ferro Pedro II com 104:0009000 realisados, e 709
aeges d estrada de ferro da Babia com tis
99:1769796 ris realisados, somando 776.9769796,
quaniia um pouco superior melado da emisso
que a exigida.
As coodiges em que se tr echando o nosso
banco com a execugo da lei de 22 de agosto de
1860 mostrareo a conveniencia de reduzir ou nao
oecessaria a aomma dos ttulos existentes.
Actualmente o pequeo augmento que ha e o
desmerecimento dos ttulos, mais por falta de
capitaes do que por sua natureza, nao acoose-
lam a reduego.
A segunda parta da garanta de ttulos da car-
leira do baoco tem estado sempre abundante-
mente representada; assim como o numerarlo
elTecilvo para o troco das notas.
As operagoes desle anno nao foram inferiores
s do anuo anterior.
A caixa leve 11,300:181*206 de entrada eris
10.834:2739861 de sahi 1a.
Descontaram-se 6,035 letras na importancia de
13,148 8549551, e vencer cu- se na de............
10,235:4849775.
As cuntas correntes com juros tiveram ris I
626 9279795 por entrada, e 181:7168121 por sa-
luda.
As letras por dinheirn recebido a juros subirm
sorama de 321:3139136, da qual foi retirada a
de 265:153*898.
Prnieiiaram-se 5i letras na importancia de
139:2698840. Alguma* receberam-se integral-
mente no valor de 52:1229361 ; assim como parle
deoutrai desle anno e dos anteriores no valor de
3:5609389.
No correr desle anno houveram 26 transferen-
cias de 660 aeges, e.coota agora o nosso estabe-
leclmenlo 135 proprialarios.
As colaris ofliciaes dos pregos correles da
Praga roenciooaram vendat de aeges do nosso
banco com premio al de 10 por cento.
O servigo do baoco nao tem soffrido quebra,
conlinuou a ser feilo puntualmente. Como nos
annos anteriores, os empregados tiveram a gra-
lificago de 3:2009 P,ra todos.
O suarda-livros leve o augmento de 3009 no
ordeuado em slleogao dolrsbalho que deseinpe-
uha ; e o Ihesoureiro 1208 aunuaes para quebras.
No primeiro semestre da anno distnbuio-se o
dividendo de 128 Pr acgo, e no actual as coutas
esto fechadas com a mesma rnparligo, repre-
sentando o interesse de 12 por /
As contas dos gastos da montar o estabeleci-
nieulo sob os tiiulosde Fornecimenlo e pre-
mios de ttulos de garants, teem sido amortisa-
das com 18.0459337 ne.'te anno fis pequeos
saldos estaoles deverd ser exmelos uos se-
guioies semestres.
Sao estes os factos do anoo decorrido, que a
direcgo linha de levir vossa preieoga.
O anno comegado, leodo appareucias de mais
benigno, pois que os negocios vo assumiodo um
mais sao e legitimo carcter, e se reslabelece a
conanga, promelte.se nao raelhores inleresses,
mais segoranga, que a primeira condigo das
Iransacgea commerciaes.
Que o nosso eslabelecimeolo prospere e cada
dia firme mais o bom nome quegosa j sao os
votos da direcgo.
Recite, 10 de margo de 1862.
Jos Joo de Amorim,
Presidente.
Manoel Googalves da Silva.
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
LutzAutouio Vieira.
Manoel da Silva Santos.
Jos Pereira Vianna.
Manoel Googalves da Silva Jnior.
Luir. Jos da Costa Amorim.
Joi Pires Ferreira.
lermioou os sena esludos prtparatoiios am Olin-
da, e d'abi a tre annoa j elle te oppunha s
cadeiras de latim e de rhetorica do Seminario
episcopal, as quaea obive por coocurso em 23
de mato de 1828. Matnculou-se oo Curto Jur-
dico neise mesmo anno, furmou-ae em 183S,
aeguio com a mais alta nota de probidade diver-
sos cargos de magistratura dos dois anoos se-
guintes; foi nomeado Secretario do governo de
Pernambuco em 1837, juiz doa feitos da Fazenda
nesta mesma provincia em 1842, Presidente da
provincia do Maraoho neste mesmo anno, Che-
fe de Polica de Pernambuco em 1849, Desem-
bargador da Relacao de Pernambuco em 1850,
Chele de Polica da corle em 1854, e foi eleito
Deputado Assembla geral legislativa pela ana
provincia as duas primeiraa legislaturas, como o
tem sido d'ahi em todas as seguintos, eom raras
ioterrupges.
Quer considerado como homem deleltras, qaar
como jurista, quer como administrado, qaer como
homem poltico,quer Uoalmeoie como magistrado^
o Sr. Dezemoargador F. de Mello um dos mait
probos e mais inielligenles caracterea da nossa
pocha : alo qualidadea estas que os mui poucos
desafectos polticos que elle lem Ihe negram
nunca. Mas o qne sobre ludo pz a descuberlo
aquella nobre alma am toda a sua nudez, fram
os seus actos de aboegago e de piedade, eer-
cidoa nos difflceii lempos em que esta bella
provincia vio rasgado seu seio por urna guerra
civil desastrosa, em que as ruios paixes
lutsvam brago a braco, e no meio das quaes
apparecia o Sr. Figutira de Mello, ento Chele
de Polica de Pernambuco, como um aojo da
coosolago e de concordia, a applacar a sede da
vinganga dos vencedores e a proteger a mesqai-
nha sorie dos veocidos, sem todava declioar da
eoergia com que Ihe era mitter acudir A aegu-
ranga publica, e manutengo da ordem e da
liberdade. Era bello ver o homem, a quem o
despeito aecusava de cruel, salvar aqui um infe-
liz aecusado de rebelde, talvez injustamente, mas
a quem a sanha do partido em campo quisra
perder; all mandndo indicar por seus amigos e
confidentes s familias compromeltidas o meio
de subtrsirem seus pas ou pareles acgo do
poder que oa persegua ; acola interpondo o sen
valimeolo perante o Presidente da provincia,
para que os incommodos eos ebefes dos rebeldes
e de seus mais pronunciados adhereotes, j pre-
zos, 'foeiem minorados; e por toda a parte, em
fim, soccorrendo a deagraga opprimida, por mi
roeios engenhosos, qee s muito depois fram
sabidos.
E comtudo, pastada a pocha dos importantes
ser vicos prestados a Pernambuco pelo Sr. Dezem-
bargador Figoeira de Mello, quando a paz domaa-
tica j havia de novo estendido o manto de con-
forto por toda a provincia, e se nao precisava por
taolo j do auxilio, nem da inteligencia, nem da
actividade do Chefe de Polica, o premio dos seus
actos de jusliga, de sua lideltdade e de seu im-
mens) sacrificio pela ordem publica, foi a inveja,
foi a indifferenga, foi sobretudo... a ingra
tido Ligo excelleote e de aproveitar, para oa
que virem depois de nos servir a patria por amor
da patria I
Nao importa. O homem de bem, o homem si-
sudo, o que como philosopho encara as coilas do
Estado, e ifre o valor de seus membros por con-
traste dilTerente do da goveroago, considerar
sempre o Sr. Dezembargador Figueira de Mello
como um dos homens polticos a quem a propn-
ela e o Brasil mais devem, e como urna das staio-
rea illustrages administrativas e ju dictaras qne o
Estado coma. Do disto particular lestemuoho
Pernambuco, o Rio de Janeiro, o Maraoho, e a
vasta provincia do Cear, a patria dos seus amores
que elle visitara por duas ou tres vezes depois de
estar entre nos, e d'onde Irouxera importantes
memorias e iuspirages escripias, que, quando nao
tivramos outras, seriam por si sos capazes de re-
velar a candura e a amavel tingelez d'aquella al-
ma, muilo mais repassada d'atfecio pelas coisas
simples dos campos, do que pelas tumultuosas
disputages daa cidades e das corles.
E as elevadas relages d'araizade que 0 Sr. De-
zembargador Figueira de Mello ealabelecra na
Europa, quando ltimamente all fura para re-
focillar o espirito lo naturalmente abattido, vie-
ra m corroborar a opiniao em que tem a S. Exc.
quanios o coohecem de perlo, e se dizem seus
amigos : 0 homem de mais amono e nobre
(rato, e o espirito de urna ordom inuispulavel-
mente superior.
Duis desses mais sioceros amigos abi deixtm
estas vozes escripias, como uroa memoria auave
de lempos quo passaram, e como um asienta-
meuto de divida nacional, que a historia coutem-
porauea registrar com orgulho

PubliCo\es a pedido.
Jos
PARECER DA COMMISSO DE CONTAS.
A commisso fiscal do novo banco de Pernam-
buco, em vista do balango e exposigo que Ihe
foram apresentados pela respectiva direcgo re-
lativas i operagoes do mesmo eslabelecimeolo
oo aono decorrido do 1" de margo ao ultimo de
fevereiro prox-rao lindo; de parecer que sej
pprovado o i do-se-lbe o desvello e acert com que proseguio
oa gerencia dos negocios a aeu cargo.
Recife, II de margo de 1862.
Beoto Jote Feroandes Barros.
Domiosgos Altooso Nery Ferreira.
Demonstrando da conla de lucrse per da'.
deb to.
Deapesas geraes.................. 10:6479216
Juros............................. 16.5989819
Commisso do fiscal.............. 15009000
Fundo de reserva................. 8.5949139
Commisso do presidente e geren-
tes.......,..;................. 8.8089323
l'j-emios de ttulos de garanta.... 5:8339191
Dividendo 8'.........."........... 120:000000
Rs. 171:9819688
CBElT..
Descoolos .......................
Juros da garanta de emisso....
Premios de saques remessss...
146:2469858
23:798*731
1:9369099
Rs. 171:9819688
O guarda-livroB,
Pinto.
Francisco Joaquim Pereira
Communicados.
"-------------
T* ta do mo lempo. Tem sido to copiosas ai ebu-1 Jos Pires Ferreira,
ar' .t'
Appellanle, o juizo ; appellado,
oeiro da Cuaba e oulros.
Hanoel Cir-
0 Sr. Dezembaigador Jerooymo Marliniano Fi-
gueira de Mello deixou as nosaas plagas, e parti
para o Rio de Janeiro para all estabelecr defi-
nitivamente a sua residencia, em 7 do crranle
margo, a bordo do paquete Princesa de Joinvil-
le. Quando um bomem nolavel te aporta de os,
cercado dos respeitos e da sympaihia da popula-
go ea da provincia, bom que ao menos um
echo deaaudade atraveiie as agoas que o sepa-
rara da trra oode viven por 34 annos, e l Ihe
v sosr agradavel e nsuipeita, no meio dos serios
trabalho sa que vai dar-se, e das hooraa ditlioc-
Us que o eiperaaa oa capital do Brasil.
Natural da provincia do Cear, e nascido em 19
d'abril de 1810, veto para Pernambuco em 1825,
NENIA.
Dedicada ao uieu auiij^o o Sr. Ig-
nacio Usteves Pessoa da Silva,
por oee: >i;io do passaueuto do
nosso amigo e distincto pharma-
eeutieo o Sr. Manoel Antonio Tor-
res
Eis o rosto material d'urn ser humano, obede-
cendo a lei geral da resliluigo dos elementos
emprstalos que o orgauisa.
Eis a materia, oode domioou sublime forga
incomprehensivel, que barmonisa maravilhosa-
menle na animalia funeges diversas, diversa-
mente modificadas em crises differentes ao sen
accrescirao.
A torra, a Ierra torna o barro virgem que o
hornera primeiro engeudrou, ao barro vira I
Lis o nosso amigo oo termo fatal do seu des-
tino oeste vale de provaugai.
Sua alma reclusa no material envoltorio che-
gou a meta da sua peregrinago neste mundo ;
deixou os elementos visiveis da manifestado da
sua existencia, e subi ao reino dos espiritos.
Posto que nc mogo nos. anoos decorndos,
mas inda joven no vigor, que ostenta, quando
leotava linitivor as fidigas bavidas no labor de
um viver honroso, se Ihe estorva a carreira:
frustrada fica a inlengo fundada.
Nos bomens foi tos, em que a forga vital se
tem sempre mostrado eoergia contra as causas
csmicas provocadoras da desharmonia orgni-
ca; muitaa veres se embate em pequeo estor-
vo; e de modo a para sempre perder a faculdade
reactiva.
Tal acontecen ao nosso amigo : ebeio de vida,
como inda hoolem o vimos, forte e robusto, co-
mo joven no verdor de sua existencia ; ei-lo p-
lido, de frieza marmrea, inerte como a materia
bruta. E' que a amptela da sua existencia,
envolta no illusurio veo, j escoava os ltimos
granitos.
A' 4 do correte, por fatal padecimeoto adqui-
rido por eutoiicaco dos paes, e fatalmente ac-
commellido, recebeu o primeiro embate terrivel
do seu anniquiflameolo.
Manqueja a medicina, e a forga orgnica suc-
cumbe a torga mrbida : o mal toma incremento
rpido e enrgicamente : o jogo das funeges Se
perturba ; e aumente o iolelleclo se conserva fir-
me no seu funeciooar, afim de que a alma, rece-
bendo os prepares santos de nossa santa rcligio,
se apreste a fruir os gosos de outra vida.
Esposo desvelado e cariohoso, cidado prea-
taute e saturado de philanlropia, amigo sincero
e dedicado, protector de viuvts e orphos, inlel-
ligente e probo pharmaceulico; a descripgio
minuciosa dos actos de sua vida um exemplar
de honeslidade, de philantropia, de caridade;
um compendio de virtudee.
Sua consciencia tranquilla, encarava o termo
de sua vida com resigoago evanglica: e t o
compungimenlo da saudade de deixar sua cara
esposa e seus amigos Ihe fazia filtrar peloa aogos
dos olhos ss cryslalisadaa goltas, que.elle com
vivas expresses de sua alma nao podit en-
cobar.
A nossa dr grande; perdemos um amigo
ioapreciavel ; mas o deteesero nao deve fazer
submergir nossos espirUon. ^
0 chnsto v no paswmenUMhefemiobo certo
do premio da virtude e doaj o vicio.
O nosao nunca asss chora go o Sr. Ma-
ooel Aolooio Torrea pente o tbt do Senhor
acha-se recebendo as gragts de nosso Dos Om-
nipotente.
Nao suppliquemos por elle, nao, meos aroifos.
a sua alma pura e venturosa nao necessita de
supplicat: oremos ao Senhor do meamo modo,
que No, a quem o Dos Padre recooheceu m-
rito para salvar do deluvio, orou depois qoe sa-
bio da tret.
Louvemos ao Senhor por sua magnitud* ; e
sobre a louaa do amigo vertamos aa lagrimas,
significativa expressoda saudade.
Per omnu dolor cordem meum constntsget.
Da. Carneiro Montkihu.



"?T
COMMEBCIO.
Praca do Recife 15 de
marceo de 1862.
\s ^uatro lioras da Urde.
Cotones da junta de corretorcs.
Cambio.
Sobre Londres-90 djv. 25 5(8 d. por 15.
Subre Pars90 div. 370 rs. por franco.
Frates.
Asiucar da Parahiba para Liverpool 35' e 5
O|0 por toollada,
Algodo da Parahiba para Liverpool5i9 d. e
5 Ou? por libra.
Acces.
Noto Banco de Peruambuco 5 0(0 de pre
mi.
Descont de letras.
10, el20[0aoaooo.
i. da Cruz Hacedopreaideote.
Jobn alissecretario.
Caf----------e- -
MARIO pg fl^AMBDCQ. = SEGADA IEIRA J7 DE IIA^Q Dfc ,8$3.
Alfandeaja,
tendlmeotodo dia 1 a 14. .
dem do dia 15 .
232:3104639
11:957302
244:267*941
Hovlmealo da alfaudexa.
Valume tntrados eomfazenda...
cora genero.
Volamei lohidoi

com lazenda...
com genero...
80
24
123
354
104
.=- 477
Dese.rragam boje 17 de marco.
Barca americaoaImperador farioba de trigo.
Patacho ioglezHarrietbacalhio.
Patacho ioglezLavioiaidem.
Hiate americano Julio Annabreu.
Importa 9&0.
Palhabole nacional Santo Amaro, iodo da Ba-
bia, consignado a Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, maoifestou o seguiote:
1 pipa lirio florentino cm p ; a Meuron & G.
50 saceos farioha de mandioca ; a Pernandea &
lrmo. *
50 quarlinhas e 12 copos de barro ; a Francis-
co Goncalves da Silva Laoosa.
2,655 alqueirea de farioha de mandioca, 2,250
qaarlinbas, 1 caixo imagen, 575 cisionas e 2
Tolumes charutos; a ordem.
Vapor fraueez Navarre, procedente dos portos
da Europa, a agencia, maoifestou o segoinle :
1 caixa livroa ; a Anlooio de Macedo.
1 dita sanguisugas ; a Sodr & C.
1 dita lavas; a Lecomle.
1 dita cartas e amostras, 1 caia com roupas;
a "Dammayer & Garneiro.
2 ditas objpcios para chapeleiro, 1 caixa ch-
feos ; a Chrialiaoi & lrmo.
5 ditas eofeitea de cabera, vestidos o chales ; a
Monteiro & Lopes.
6 ditas tecido de algodo e de Ia ; a Wild &
Curt.
1 dita livroa; a P. l'erreira Filbo.
1 dita calcado ; a L. Delouche.
2 ditas tecidos; a Linden Wild & C.
1 1 dita Iivros; aThomaz Jos da Silva Gusmo.
1 dita chocolate ; a Joo da Silva Faria.
45 ditas queijos ; a Kalkmano Irmao.
15 ditas ditos ; a Krsbb Thom & C.
30 ditas ditos, 1 caixa mobitia ; a Tasso rmeos.
45 ditas ditos ; a Brender a Brandis.
6 ditas sanguesugas ; a Uenrique & Azevedo.
1 dita chales; a Schafheitlim & C.
1 dita objectos de ferro e ac, 8 caixas amei-
xas, 1 dita ignora-se, 1 dita cutiiana ; a Franciaco
ubarry.
1 dita tecido de lia e seda, 1 dita galo para
chapeos ; a Ferteira & Araujo.
1 caixa joias; a J. Blum Lechmam & C
1 dita tecido de algodo, 1 dita chales e colle-
linhos; a Schafheitlim & C.
1 dita manteletes e tafet ; a D. P. Wild & C.
1 dita vidros para relogios ; a F. Germn.
1 dita Iivros ; a A'meida Gomes Alves & C.
1 dita sedas; a E. A. Burle & C.
1 dita masicas; a A. L. Delouche.
1 dita tecidos ; a J. Keller 4 C.
1 dita roupa ; a H. Ada tu Ain.
1 dita pelles de coelho ; a Maia Irmaos.
1 caixa xarope de groselle, 1 dita marmelada,
1 dita camomilla, 2 barricas mustarda ; a B. F.
delSouza.
1 caixa objectos de escriplorio ; a Tisset freres.
1 pacote sioetes ; a A. de Oliveira.
1 dito tecido do seda ; a Ch Leclere.
1 dito lavas ; a Sove Filbos & C.
1 dito amostras; a F. Dragn.
1 dito diversos objectos ; aFerreira & Araujo.
1 dito mercurio doce; a Cunha lrmo & C.
1 caixa banha de porco ; a Uaooel Jos da Fon-
seca Alves.
1 dita mustarda ; a Coors & Barbosa.
Expurtavao
Do dia 14 de margo.
Patacho ioglez Meschief, para o Canal, carre-
garam :
Krabb Thom & C., 1,500 saceos com 7.500 ar-
robas de asiucar.
Brigue ioglez Carolina, para Gibraltar, carre
garam :
Saunders Brolhen & C., 1,600 saceos com 8,000
arrobas de assucar.
Brigue fraocez August, para Marseille, carre-
garam :
P. Dragn, 1,600 saceos com 8,000 arrobes de
aaaucar.
Brigue sueco Anna, para Stockholm, carre-
garsm :
N. 0. Bieber & C, 1,500 couros salgados com
28,790 libras.
Patacho porlugusz Fasto, para o Rio da Prala,
carregaram :
Amorim Irmaos, 300 barricas com 2,030 arro-
bas e 28 libras de assucar.
Becebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambueo.
Hendimentododia 1 a 14. 24:485*281
dem do dia 15.......3:674J826
Cha.......
Vendeu-se de 7|50O 71800 rs
por arroba, havendo falta do
de boa qualidade.
Vendeu-se a 2|500 rs. a libra,
,,',* d0 auperior byssoo.
Carvao da pedra Vebdeu-ae a 14&000 ra. a to-
la.da.
Cerveja---------Vendeu-se de 4#200 a 6$000 ra.
_ duzia de garrafal.
Farinha dalrigo-A de Philadelpbia relalhou-se
de 179 a 213 ra.. de New York
de 17$ a 20S rs., a hespaoliola
de 17j a lof t$ franceza a 20$
ra., e de Trieste a 28$ rs., li-
cando em ser 26,000 barricas,
aeodo 10,500 da primoira, 800
da segunda, 600 da terceira,
S.500 da quarta, e 4,600 da
quinta.
folua del landres- Vendeu-se do 202 a 22$ rs. a
caifa.
Genebra---------Vendeu-se a 380 ra. a botija, e
de 5 a 5*500 a frasqueira.
Louga-----------A iogleza ordinaria vendeu-se
de 285 por ceoto de promio
sobre a factura.
Maoleiga A franceza vendeu-ae a 580 rs.
a libra, o a iogleza a 800 rs.,
fleandoem ser 1,200 barra.
Oleo de hnhaca- Veudeu-se a 2$000 rs. por ga-
lo.
Passas^---------Venderam-se a 1% rs a" caixa.
Queijos----------Venderam-se de 2S600 a 3$200
rs. os flainengos.
Toucinho--------- Vendeu-se 9 7$500 a libra do
de Lisboa.
Vinagre O de Portugal vendeu-se de
110*000 a 1258 rs. a pipa.
Vinho O de Lisboa regulou de 250$00
a 200$ rs. a pipa, e de oulros
paizes de 230$ a 240$ rs.
Velas------------As de compnsico venderam-se
a 700 rs. a libra.
Descont------O rebate de lettras regulou de
10 a 18 por ceoto ao anno, des-
contando a caixa cerca de ire-
senlos contos a dez por ceoto.
Frctes-----------Para Liverpool pela Parahiba a
35 pelo lastro, e 5|8 por libra
de algodo; e para o Mediter-
rneo a 50 sem primagem.
AH'ANDEGA DE PERAMBUCO.
Paula dos prego dos gneros sujeitos a direito
de exportando. Semana de 17 a 29 do mez de
marco de 1862.
Mercadorias. Unidades. Valores.
cento
caada




arroba

>
>
>
caada
>
arroba
>
>

lib'a
um
arroba
>

>
libra

cento
libra

>
um

libra
>
>
um
1$000
$320
5320
$300
S400
$500
2J870
11S500
1S0O0
2$8~
25100
3$100
49500
2$000
15600
1$280
$500
4S00O
88000
88000
55000
300
360
160
320
4S000
18600
260
400
2j500
48000
200
230
120
300
118000
19000
500
28:1603110
Consulado provincial.
Ileudimento do dia 1
dem do dia 15. .
a I i.
37.235J366
2:726$320
39:861*886
l'RA$A DO RECIFE
13 DE MARCO DE 186%.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Os saques da semana variaram
de prego, sarcando-se a 25 1 |2,
25 5|8. e 253,4 d. por 1$000 rs.
sobre Inglaterra, 367 a 370.rs
por f., sobre Paris, 695 rs. por
M. B., e de 106 a 108 por cen-
to de premio sobre Lisboa,
montando a f 180,000 os sa-
ques da semana.
Algodo Vendeu-se o escolhido desta
provincia a 11$000 rs., e o re-
gular a 109800 rs.; o da Para-
hiba posto a bordo a 12$000
rs., e nao eonsla se vende-se
do de tfacei.
Assucar O braoco veedeu-se de 3$000a
3$800 rs., o so menos a 2$700
rs., mascavado purgado de
21300 a 2$450, e o bruto de
l$900a2$000rs.
Agurdenle Vendeu-se do 52$ a 55300 rs.
a pipa.
Couros------------Os seceos salgados venderam-
se a 200 rs. a libra.
Arroz pilado-- Venderam-se cerca de400saccas
viudos do Maranhao na Gra-
ciosa a 38600 rs. por arroba, e
o da Iodia a 2$600 ris.
Azeile doce- o de Lisboa vendeu-se a 38400
n iut ? Pr 8lo.
Bacalho--------Em atacado obteve de 14$0OO a
14J2O0 rs. por barrica, e a re-
talho da 148 a 15J500 rs., fl-
cando em ser 9.000 quintaes.
Batatas Venderam-ie a 1*200 rs. por
arroba. r
Bolaxinha Veodea-se a 49OOO a barriqul-
nha.
Carne secca- A do Bio Grande reudeu-ae de
4| a 4$600 rs. por arroba, fi.
cando em ser 16,000 arrobas.
m Nao ba do Bio da Prata.
Abanos
Agurdente de cana. .
dem restilada ou do reino. .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito do
agurdente......
Algodo em carogo ....
dem em rama ou em la. .
Arroz com casca.....
dem descascado oa pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeile de amendoim ou mon-
dobim........
dem de coco......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propiia para
embarque. ......
dem Una........
Caf bom.....; ;
dem escolha ou restolho .
dem terrado......
Caibros ;.......
Cal..........
dem branca......
Carne secca charque. .
Carvao vegetal......
Cera de carnauba em bruto. .
dem idem em Telas. : .
Charutos. ......
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes......
dem de cabra cortidos .
dem de onca......
Doces seceos ......
dem em geleia ou massa ". .
dem em calda. .
Espanadorcs grandes. .
dem pequeos .....
Esteiras para forro ou estiva de
navio ...... j cento
hstoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. Iqueire
dem de araruta.....arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom. ..."
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho. '.
Gomma........
Ipecacuanha (raz) ..'.'.
Lenha em achas ....
Toros........
Lenhas e esteios. ... i
Meloumelaco......cauaua
"lhou .......arroba.
I a ? .*.....1uintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar..... >
dem rebolo ...
Piassava. ...'...'. molhos
Ponas ou chifres de vaccas e
novilhos ,.....
Pranches de ama'relo 'de*
dous custados......
dem louro. .
Sabo. .
Salsaparrilha". '. "
Sebo em rama. ..'."*"
Sola ou vaqueta ..'*"'
Taboas de amarello ". '.
dem diversas .
Tapioca ....
Travs. ..."
hEZ -.-
Airandega de Peruambuco 15 de marco de 1862.
Approvo.-(Assignado.)Barros.
u pnmeiro conferente, Domingos da Silva Gui-
69 toneladas, capllio Manoel.d Silva Santos,
equipagem 8, carga farinha do tnndioca e cha-
rutos ; a Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
Terra-Nova--34 dias, palacho ioglez Lavinia, de
124 toneladas, capillo Janea Marcer. equipa-,
gem 7, carga 1,750 barricas 220 meiai ditas com
bacalhio; a Johoston Pater & C.
R^eAanQer0.~1? 1""' b,rca Prlgueza Silen-
cio, de 398 tonejadas, capito Francisco Mar-
tina de LarvalhO. em lastro ; a M,noel Ferreira
da Suva Tarrozo. '
Bordeaux e portos intermedios 17 dias vapor
fraocei.Navarre, d 1,271 toneladas, cmmao-
danle Flix Vedol, equipagem 118, carga diiTe-
rentes mercadorias.
navios sahidos no mesmo dio.
Gibraltar Barca portugueza Usperanca, capito
Ignacio Ventura Fernandes, carga assucar.
Macei e portos intermedios Vapor braaileiro
Persinuiuja, cdmmaodante Houra.
Rio de Janeiro pela Babia Vapor francez JVa-
yarre, commandante Flix Vedel.
Rio d Janeiro Patacho brasilelrq Espartarle,
capito Francisco Jos Prate, carga assucar.
MaraeilleEscuna hanoveriaoa Enaeina, Capito
Jacob Heyenga, carga assucar.
Babia Ilute brasileiro Sania Rita, capito Ju-
veocio Luiz da Rocha, carga farioha de trigo.
Observaco.
Suspeoderam do iamaro para Parahiba a ga-
lera iogleza Mimosa, capito Frevanion Hugo, em
lastro que trouxe do Rio de Janeiro.
Ass, brigue brasileiro Belisariq, capito Ma-
noel Candido Ferreira, em lastro que trouxe de
Macei.
Passou para o sul urna barca americaoa.
Navios entrados no dia 16.
Bueqps-Ayrcs 34 dias, sumaca hespaahola Va-
ria Llovers, de 105 toneladas, capito Gerar-
do Maristany, equipagem 9, carga 2.600 quin-
taos hespanhes de carne ; Amorim lrmo.
Pondicbery e Bourbon102 dias do primeiro por-
to* 44 do segundo, barca fraoceza Daguerrt, de
383 toneladas, capito Bourget. equipagem 21,
carga arroz, e 438 passageiros Chioezes : & N.
O. Bieber & C., veio refrescar e segu para
Guadeloupe.
Nao houveram sabidas.
500 reii.
3000.(.,
de talo
o.
ta o>
Horas.
s
c
Q O O
s 1 s.
Almoiphera.
I
i I
Cisterna hydro-
metrica.
-i
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1 Francez.
Inglez
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el
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P o
rr"
o
o
>
en
amA.nnh0eceeua.8UaCerM' "nlofr"do SE e assim
OSCILAQlO DA BAR.
Preamar as 4 h 30' da tarda, altura 7 2 p.
marco de 1862.
do arsenal de marinba 15 d'e
ROIIANO ST8PPLB,
1* lente.
fditaes.
209000
18600
28500


>
arroba

cento

um
caada
uiZ em d0 Ula' Sr->'nPectorse Taz pu-
*& q.U.V, Prf ?Vrea dl". contados da data
deste ser levada hasta publica porta desta
2 h8hr;.-eP01' d6 me0 d."- 5 "rica, com
rnMcK """". 'alor da libra. 500 rs.
total 1.090$. aaquaes foram abandonadas aos di-
500 reitos pelo negociante Isidoro Halliday. Alfide-
4S000 R. 14 de marCo de 1862.-0 eacriptuario Joo
2S0O0 Duarte Carneiro Monteiro. '
Pele thesouraria provincial se faz publico
que no da 27 do correte vai novamente a praca
para ser arrematado a quem mais der a renda das
casas abalxo mencionadas, pertencentes ao pa-
trimonio dos orphaos.
Ra do Sebo,
(.asa terrea n. 12. arrendada por....
,. Ra do Rosario.
78500JCa8a lerrea n-14, arrendada por....
Ra da Lipa,
n. 41. arrendada por....
Ra da Cacimba.
Casa terrea o. 65, arrendada por....
Kua dos Burgos.
Casa lerrea n. 68, arrendada por
Casa terrea n. 69, arrendada por
Ra da Senzaia Velha"
Sobrado de dona andares n. 79 ar-
rendado por...................m'
Sobrado de dous andares n. 80 ar-
28500
580O0
218000
138000 'r. .
5SO0O CflSa terrei
1$800
268000
2$000
119000
58000
200
18600
59000
800
4
160$000
2018000
I8t$000
3O0$00O
2059000
125$000
cento
urna
>
libra
arroba
>
u mi
duzias

arroba
urna
caada
200
120
3$000
169O00
8S000
10O
25$000
2$600
1049500
709000
39200
89OOO
$280
65O$O00
650$000
O segundo conferente, Joo
Soaza.
Conforme. O 3.
C. Monteiro.
Augusto Lios de
escripturario, Joo Duarte
de
Hamburgo, O de fevereiro
186.
Bollelim commercial.
as transaccoes durante os ltimos dias oo ti-
voram grande importancia, e limitaram-sea-exe-
M'"' ordens recebidas para o consumo.
Cal.Em consequencia das grandes ionunda-
joes em toda a Allemaoha, a extraeco para oio-
tenor foi quasi nulla, porque apezar da momeo-
linea barateza dos precos, as communicagoes
difficilimas tem desviado a atteneao deste merca-
do. Entretanto digno de notar a procara qu-e
se mostra para paizes oovos, como para a Italia
e para os Estados-Unidos, para onde se compra-
ran: partidas consideraveis, o que nao deixou de
produzir um favoravel effeito, e d boas esperan-
cas para o futuro. O despacho do Rio de Jaoei-
ro de 25 de Janeiro, e e noticia, que o leilo da
primavera na llollanda nao ser maior de 420
mil saceos, oo exerceram influencia sensivel so-
bro o mercado.
As ultimas vendas de caf do Brasil s foram
de 8.0C0 saceos.
Colamos: caf regular ordinario do Rio de Ja-
neiro 5 7/8, 61/8 schilliogs.
Assucar.Sem transaccoes uotaveis; s tive-
ram lugar pequeois vendas para o consumo. Os
precos nao soffreram mudanza.
Tabaco.Todas as qualidades americanas se
acbam procuradas e em boa posigo. O negocio
comeca a toroar-se mui activo. S exialem em
ser 1,500 balas de tabaco do Brasil.
Cacao.Sem novidade alguma.
Algodo.Aprsenla urna escolha excessiva-
meote limitada. Nao houveram transaccoes de
importancia alguma. Os precos moslram tenden-
cia de subida.
Couros.Sem movimenlo algum ; o mercado
contina muilo traoquiilo______
rendado por
Ra da Guia.
Cisa terrea n. 83,arrendada por....
Casa terrean.84, arrendada por....
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 96, arrendada por....
Ra da Madre de Des.
Casa terrea n. 35, arrendada por___
Estrada de Parnamerim".
sitio n. 1, arrendado por............
dem n. 2, arrendado por.......'.'.'.'.'.*
,.,. Fornoda Cal."
sitio n. o, arrendado por.....
Secretaria da IbeaourariapVov'icial
",b0"-lad."5o de 1862. O secretario,
A. r. d Annunciaco.
AlmJr* de A!encar Ape, official da or-
cTJ* eJUesPecial d commercio desla
cidade, por S. M. imperial e constitucional,
Faco saber
162$000
168$000
1579000
1:6219000
5008000
120$000
35l$000
de Per-
de.........
quem mais der,
deste juizo, os objectos so-
por
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 15.
Babia-13 dias, hiate braaileiro Sanio 4madf
aos que o presente edital virem e
delle nolicia tiverem, que no dia
se ha de arrematar por venda
em prar.a publica
gniotes :
BavM'fBlS 6 o' 4?"tence9. "aliada
?!!?;. iSe"lnS 1*..168; > "lo usado, ofl ;
3 ditos pequeoos de sola ao Maculi a 5$ 15$
WfSsiWVB a 12.24$; ldit7dev:
SffilSffi 5 7<"t0S mo!ado8a 8. 56$ ; 1 meio
de sola 20$ ; meio couro de porco 5$: 8 ditos de
ntu.'a "xads85 8di' Pa vivos 8J: 3
PS- ae camurca3#; 4 couroi e meio para ca-
nhoesa IOS 45g; 7 pares de cauhoes para pa-
S?.Vi*^' l*!)?i 'becail le lioho a 49.
36J ; 24 ditas sortidaa a 2$, 48 ; 38 de couro do
w5F# V?'.38!;1 t0 dU" d .uro d, terr. ,
ir ;^:. h ?,d!;couro delure a 15500.99;
10 redeas de sola do Aracaty a 240 ra MlMl
OO rs. 18 ditos de sola a 500, 9$ ; 1 dito de
?l Ht,"CMjr. -r'-J P"M d loro, ingleses
f m X-'h500-- '* J lorLDbo Para 'hSo 160;
46 pares de silhas de la a 800 rs Ififl ts dital
iwM? iSf' WW;uS71'mZ
zu, o cintos para pagem a 500 r- ifi
n*^. \fJ' 516. Tar" ,de fllas 200 rs.,
K U8, PeC" d l do Igodo a 1$500.
Sr P Cl .da t|?,achi 160 rs., 11$680 :
PnrKVon^^A'an1^0' 24; undaToo
Porto a 320 rs. 58440 2 macas de lustro a 3$,
68, 3 caldea rancezea a$. 15$ ; 8 ditos a 3$,
J$, 17 mantas de panno lino 5l|; 1 manta de
maracaj4$; 25 coebins de iinho a 2$ 50$; 8
i^l' ii^"** **> '"' 4*; 5 'Ih" mestas a
500 rs., 28500; 6 varas e meia de lona a 640 rs..
4$I60; 52 covados de baite a 500 rs. 16$ ; 122
covados e meio de flaoelli a 240 rs., 29$280' 47
covados e meio de velbulina de corea a 50o'ri.
23$750: 2 varas de estopa a 200 rs., 400 rs.; 28
covados de pauoo Qoo a 2f, 56$ isg |DMf de
11 Sl PretH 6W rs 101#,2: 42 ditas de cores
' ^IL- 3M!; l9 arroba8 de fl0 d "'"o
a 48, 40$; 23 libras de uos do cores a 1* 238' 87
dit.sa500reis,43$500;8chico de balei'a a
1$000. 8$0GD; 3 ditos pequeoos 600 rea, 1U0-
8 ditos de martello a 2$000.16$000; 5 ponas de
chicote a 320reis 18600; 17redeaspara selim a
3??^ew'ai|440 '' 8 P>wda larga a 2/000,
eloOOO ; 6 duzias de picadeirae de tal a1$000,
^
7J?u^ '' l PleJ"^i' oca'a 20 rl8' fSOO ; 23
dttaa do Porto a500 reis. 111500; lTOferoa.a de
PiSfo a 1#0,10OJO00 ; nTelia. deWra .
0:2 pares de estribos de concha a
. 10 ditos demelal,20$000 7 ditos
, ^'h7*00 >;8 drtaa d!8' i.
M$OO0 6 ditoa de easqufnho a 5$000! 30$00fJ;
10 ditos deu^o a 2$000, 2O$000 ; T^aiTV.
vnSm W : 8? C.ne?as da, 8elim a O reis,
l-7$400;56ssesal()0reis,5$00; 138 hocaes
n^yn4^8 ,2PI!,. 13800 ; 10 refea desar?
w res, t$99b0 ; 1 par de copos para gamo. I
\ escovinhaa e cooeias a 200 reis, tHOO : 7 gro-
zas de flvellas dobradas a 100000. 70$000 ; 3 e
meia ditas cobertas a 8$000. 28$000; Vma.sos
\lvm lfi,.',l'??' 50l? ; ro"9 d a
c&iL J 'i du,/ Por"> 100 re. 1^700 ;
264 de Uvellai surtidas a 1$000. 264$00; "ppal
re hos para barretinas, 10$000; 181 ludes, surli-
dr a 1$000. ISIJOOO ;1 groza de vell. por 500
Q^i8om!lheJr^s d! ta" 8raDde 20 rt"8.
owo ; a almofadas de maca a 320 reia. 28880
15 de estribos caixa de pao a 2$000. 30$000; 1000
uSS? P"5000 ;48armaCe. de pagem a 1$,
4B$00 ; 102 armaces de pagem a 1$500, 153$ ;
f ferro. 640 reis, 58760 ; 7 saceos de tapete a
i$, 14$; 1 Iravesseiro grande por 400 rei.; 1 colxio
grande por 3$000 ; 1 dito baixo por 2$0OO 2 dilos
baixo a 1$, 3$ ; 3 dilos grandes a 5$7l58 ; 8 Ira-
'fe,od.e 'o ,?00 i8-4 dilos de velbuli-
na a 1$ 28 ; 2 ditoa de seda a 1$. 2$ ; 20 ferros
P"ao?^ a4. m 8 couros lecibra a 320
rs., 49&O0; d Iravesseiros de marroquim a 1$ 3
lo VeH,oll0 de llnh0 de col"o. 330 rs.",
98920 65 ditas de algodo a 240 rs., 15$600 ; 13
fISnl8 P.,D0? -de co'xo com 507 varas a 300 rs.,
l$100 ; 4 colxoe. vasios a 1$, 4$; 6 diloa gran-
des a 1$500, 9$ ; 2 ditos ditos a 1$500, 3$ 1 di-
to sacco por l$OO; 2 asseotos de aelin 2$ 2
colleiras para cacborro, 80o rs. ; capim lea 1
1 prnsa para lixar capas, 200$ ; 1 carleira e
cadeira por 10$ ; 1 relogio de parede 108 ; meia
libra de cera 320 ri; ama porco de ferramenta
de aso por 15$ ; 1 machina de ilhoses 48 ; 1 bur-
A6?0^,1,9 Parea de crralas de espo-
l. JS,- 900; U correisde picadeira a 100
? ^L?11' d5 alK0da m 2* rriiM de
foceira a 160 rs., 3$840 ; 1 meio de sola da trra
por 2$ ; 26 bacalhos de couro cru a 160 4$160
8 cadeiras usada, de amarello a 2$, 209 ; 1 guar-
?nr0aK d64 aB,are,l. 25 5 marqueza deama-
a i5*^ mesa redoodal5S; 1 commoda usa-
da 15 ; 2 banqainbas de abrir 208 ; um eapelho
grande 158 ; 1 relogio americano 10$ ; 1 cande-
labro de yidro 10$ l mesa elstica para jantar
aeamarello 158 ; 4 cadeiras americanas usadas
ojUOv rf.
Os quaes sao pertencentes a Diogo, Filhos &C.
e yao praca por execugo que Ihes movem Mo-
reira & Duarte.
E nao haveodo lanjador que cubra o preco da
avaliagao, a arremataco ser feila pelo valor da
adjudicacao com o abalimento da lei.
O presente ser publicado pela imprensa e affl-
xado nos lugares do costume.
Recife 15 de marco de 1961.Eu, Manoel Ma-
na Rodrigues do Nascimeoto, escrivo o subs-
crevi,
n n. t .- .Tr9lao de Alencar Araripe.
O r. Tnstao de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Roaa e juiz de dia-elto especial
do commercio desla citiade do Recife, capital
da provincia de Pernambueo e seu termo por
Sua Magestade imperial e constitucional o Sr
D. Pedro II, quem Dos guarde ele.
Faco saber aos que o preseole edital virem e
delle noticia tiverem que no dia 31 de marco se
ha de arrematar por venda quem maia der em
praca publica deste juizo na sala dos auditorios
um eicravo de nome Antonio, crioulo, cora 34
annos, pouco mais ou menos, avaliado por 450$
o qual fora penhorado Jos Aotooio Pinto por
execupo quo Ihe move Antonio Joaquim de Vas-
co n cellos. H
E nao havendo lancador que cubra o preco da
avaliacao, a arremataco ser feila pelo valor da
adjudcalo com abatimeolo da lei.
E para chegar ao conhecimealo de todos mao-
dei passar editaes que sero publicados pela im-
precisa e aUj.xados nos lugares do costume.
Recife 12 de marco de 1862. Eu Manoel Maria
Rodrigues do Noscimento, escrivo o subscrevi.
r\ n t Tris,o de Alencrr Arape.
u ur. inatao de Alencar Araripe, oQicial da im-
perial ordem da Rosa, e juiz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife, ca-
pital da provincia de Pernambueo e seu termo
por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II. quem
Deus guarde, etc. 4
Paco saber ao. que o presente edital virem e
ra !nD, 'Cla ,,verem. 1ue "o dia 17 de mar5o do
correle anno, se ha de arrematar por venda
quem mais dflr.em praca publica deste juizo, na
sala dos auditorios, os bent seguinles :
O dominio directo de um terreno na ra das
Uuzes. freguezia de Santo Antonio, n. 1, aforado
lSoS. de S' FraDcisco^ vallado por.
Dito dito de um terreno no mesmo lugar, afo-
00000?e8ma rdem terceir8 n- 3- "ado por
Um dito de um terreoo na ra das Cruzes. fre-
guezia de Santo Anlooio, n.25, aforado ordem
terceira de 3. Francisco, avaliado por OOSOOO.
p^Ja1 1 mesmo lugar' n-7- aforad0 Jo
re,rnande Bastos, avaliado por 150$000.
hOrn^idi0HD0rme8al0 \?*"> dS 13> *frad<>
por oJoOO* aD Ca^alh0 Raposo' aTaliad0
Um dito no mesmo lugar, n. 15. aforado aos
por 0S00 D CS"'"h0 Rap0S' aTaUad0
Tnlrtf 1nonmesn!.0 IuKr. do n. 9. aforado
Jos da Costa Dourado, avaliado por 250$000.
us quaes foram penhorados ao coronel Bento
ItS?1 'i03' por execugo que lhe move
ManoeJ Ribeiro Bastos.
E nao havendo laogador que cubra o preco ava-
tiacao a arrematago ser feita valor da adjudica-
gao com o abalimento da lei.
E para que chegae ao conhecimento de todos,
roandei paisar editaea que sero publicados pela
impreosa e aluzados nos lugares do coslume.
uado e passado nests cidade do Recife de Per-
nambueo, aos 19 de fevereiro de 1862, 40 da in-
dependencia e do imperio do Brasil.
tu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento,
escrivo o subscrevi.
n n t Trislao de Alencar Araripe.
a' 1Io de Aleocr Araripe, official da or-
dem da Rosa e juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife e capital desta
provincia de Pernambueo e seu termo, por S.
Sart^le! ^ D" Pdt0 "' quem D"'
Faso saber aos que o preseote edital virem e
delle noticia iverem que no dia 17 de marco do
crreme anno. se ba de arrematar por venda
quem mais der em praSa publica de.te jaizo n.
sala dos auditorios, urna casa de sobrado de dous
andarea na na da Imperatriz n. 16. teodo no
pnmeiro andar tres jaoellas com varaoda de fer-
ro, duas salas e quatro qaartos. no segundo an-
tii.?S **qua,ro 1ar,s e urna cozinha en
cima fazendo um lerceiro andar, quintal mura-
Fr.nrt8J,a,a0 P",16^00- 1^ pertencente
Franciaco Antonio Pereira da Silva e vai
por execuclo que lhe move Antonio
Pereira Lima.
.in!? haTendo ancador que cubra o preco da
avaiiaclo a arremataco aer feita pelo valor da
adjudicacao com o abatimeolo da lei.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
mandei passar editaes que sero publicados pela
rooreosi e afflxado nos lugares do costume.
Trili *noeL Uaria Rodr'8ues do Nascimento,
escrivo o subscrevi.
Becife, 20 de fevereiro de 1862.
Tristo de Alencar Araripe.
EJilS! d A|encar Araripe, official da im-
penal ordem da Rosa, e jukde Hireito espe-
Pm0n,n,erCI dos'achfcdedo Recife de
c^onTe"0' Pr S- *aI 8 Conalilu
H-?l8fb,er.ao q** PrM8n,e edital virem e
delle noticia tiverem. que no dia 17 de marco se
ha de arrematar oor venda nuom m.. hJ__
da a largura desde o maro da travessa que val
margem do Capibaribe ao lado opposto perten-
do finado Maciel, avallado
por.
ceote ao
46.0005000:
tima asa terrea, n. 76, contigua ao mesmo
sobrado, por 4:000$000.
Um sobrado, de dous andares na ra do Livra-
mento n. 9, teodo o primeiro andar daas salas e
ama alcova, a o segundo duas sala, e urna al-
?aWwo.W,BMO S0'a0, "vallad por..........
Os quaes sao pertencentes a Antonio da Silva
Gusmo, e vo praja por execuclo da caixa fi-
lial do banco do Brasil nesta cidade.
E oo havendo lancador que cubra o preco da
avaliaglo, a arrematado ser feita pelo valor da
adjucaco com o abatimeolo da lei.
O preseote ser publicado pela impr.nsa e afil-
iado nos lagares do costume,
Recife. 19 de fevereiro de 1862.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento,
escrivo o subscrevi. '
Tristo de Alencar Araripe.
Sahe
Aracaty
__foaJmuita, breTfdadj para 0 Aracaty o
t. "ti n?,h.!Cd0e fel8">bot Dou. Irmioa por
XaV. carreaMolo;p>ra^ me
irata-ae com o mestre no trapiche do algodo
Moreira *'uZ ** "."^ de *"" d^
Horeira & Irmao, ao lado de Corao Santo.
lpeciar^s.
Tribunal do commercio.
P.imh',l:ii% d0 ,ribunal d0 wmmercio de
Pernambueo se declara, que a aociedade, que
existi 00 eitabelecimeolo de calcado na ra da
Imperatns n. 16, aob a firma de Viuva Dias Pe-
reira C, foi dissolvida em 4 de fevereiro ulti-
mo, em virtude da venda feita a Andr Jos Dias
Pereira por Jos lluoiz de Almeida, d parte nue
linha no sobredito estabelecimenlo.
Secretaria, 10 de margo de 1862.
Julio Guinmes, official-maior.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio
f.;,?nr,DambuC0 8e declara- 1ue oest d' fora
inscripto no competente livro, expedindo-se a
respectiva carta de registro, o hiate Jaguaribe,
SJ! lonf adas armado por seu proprietario
a.'saf'Malve,ra' brasiieir'domiciiiado
Secretaria, 12 de margo de 1862.
Julio Guimares. official-maior.
NOVO BiNCO
PEH\%MlHCO.
O novo banco pagao 8- dividendo de
12$ por accao.
Bahia.
O hule Santa Rita segu em pouco. di. re-
cebe .Iguma carga a frete I ir.ta-.e com os con-
signatarios Marque., Barros & C., largo do Cor-
po Santo n. 6. "
___Avssos martimos.
Rio Grande i, Sul pelo
Rio de Janeiro.
A barca nacional Carioca recebe carga para
uZ!L~ P,orto,:.,ra,la-M com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
HKD1DIS
Janeiro.
O brigue Joven Candido segu com brevida-
de por ter meio carregamento tratado : para o
resto trata-se com os consiRoatarios Marques,
narros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
COMPANHA BRASILEIRA
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arlhur, tem parte de sea carre-
gamento prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C., no sea escriplorio ra
da Craz n. 1.
Para a Baha
de, tem pane de seu carregamenlo prompto : pa-
ra o resto que Ibe falta, trata-se com oa seus
consignalanoa Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo
S C, no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
- O brigue francez Augusto de pr-
meira classe, pretendendo aabir breve
para Marselle, recebe passageiros para
os cjuaes tem excellentes commodos:a
tratar na ra do Trapiche n. 9.
COMPANHA PERNAMBICAIU
DE
Na vegaco costeira ar vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macau do Assu', Aracaty e Cear
0 vapor lguarass. commandante Vianoa,
sahir para os portos do oorle de sua escala at
o Cear no da 29 do corrente mez s 5 horas
da larde.
Recebe carga at o da 28 ao meio dia. Encom-
mendas, passageirosediuheiro a frete al odia
n sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do
altos n. 1.
DE
E esperado dos portos do sul at o dia
corrente um dos vapores da companbia,
COMPANHA PERNA1BUCAHA
M
Navega^o costeira a vapor.
O vapor Persinunga>, commandante Moura,
sahir para o sul tocando as escalas no dia 21
do corrente as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 23 ao meio dia. Encom-
mendas passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sabida a. 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos o. 1.
Para o Assu'
segu em poucos dias o brigue nacional Trova-
dor, ainda recebe alguma carga e passageiros,
para os quaes tem exclleriUs commodos: quem
pretender, dirija-se a Manoel Joaquim Ramos e
buva & Genros, ra do Vigario, armazem n. l.
28 do
depois da demora do coslume seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e eogaia-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual deva-
no dia de sua chegada. en-
s e dinheiro a frete at o dia da sahi-
agencia ra da Cruz o. 1. escrip-
Azovedo i C.
r ser embarcada
coaim
da as 2 horas
torio de Antonio'Lniz de Oliveira*
COMPANHA BRSILEIRA
DE
mmt u l\ mm.
Dos porto do norte esperado al o dia 17
do correte o vapor nacional Apa, commandan-
te o pnmeiro teoenle Alcanforado, o qual depoia
da demora do costume seguir para os portos do
SQla
Desde i recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada.dinhei-
ro a rrete e eoeommondas al o dia da sabida s
Z horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
Maranhao e Para
Brevemente sahir para os iodictdos portos o
veleiro brigue escuoa Graciosa, capito Joo
Josc de Souza, por ter parte do seu carreaa-
mento contratado : para o resto trata se com Al-
meida, Gomes, Alve. & C, ra da Cruz n. 27
>.
L*iioes.
Na 17 ao meio dia haver leilo oa ra de
llorlas. na porta da casa n. 22, do espolio da fi-
nada Rosa Maria do Espirito Santo.
LEILO
Para
Taberna da ra das Cinco
Ponas n. 144.
TERCA-FEIRA18DO CRREME
O agente Pinto far leilo a requerimenlo do
testameoteiroe inventarame do finado AoIodo
Jos Pereira Ermita e por despacho do Illm. Sr.
juiz municipal da segunda vara, da armaco e
eneros existentes na taberna da ra das Cinco
l ontas n. 14*. em um s lote, s 10 horas do dia
cima mencionado.
Na mesma occasiSo se arrematar urna carrora
e um boi pertencente ao mesmo finado.
LEILO
prafa
Goocalves
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
mu.ta brevidade. tem parte de seu carregamento
a bordo ; para o resto que lhe falta, trata-ae
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
Cmz'n Ted0&C'' D seu escr'Plorio. fl8
Bio de Janeiro
Almirante pretende seguir com muita brevida-
de, tem a bordo parte de seu carregamento : para
ri.S.i.J?Ue Ihe, f ", tt.tlt-M com os aeu con-
signatarios Antonio Luiz de .Oliveira Azevedo &
C, no seu escriplorio ra da Cruz u, 1.
Para Lisboa e Porto.
Pretende
cima
seguir para os dous portos .
com muita brevidade o veleiro e bem eonhecid
brigue nacional Eugenia, capito Manoel Eze-
quiel Migue... de primeira cl.ase e primeir? m\V-
atar por venda quem maia der, em cna' Pre*ao e forrado de cobre, tem parlad
Kw"WuDprotDplo: P"' "S
Antn o Luiz dAnn Cm f8 eus onsign.tarios
.uionio luiz de Oliveira Aievedo & C
escriptorio. ra da Cruz n. |. '
pra^a publica deste juizo, na sala dos auditorios
os bens seguate.:
Urna casa de sobrado e soto, n. 74
rualmperial, cora 200 palmos de fraot
sito na
>b fundo
e M de largura, teodo quintal murado com a lac-
f l'll* 020 d.0.80Draao encontrar ao sitio qiTe
foi do oado Maciel, contando dentro do dito
quintal estribarla grande, cocheira. um armazem
de deposito, porto de ferro que bota para a tra-
vessa que vai ter margem do rio Capibaribe,
teodo mais 140 palmos de fundo no terreoo em
que esl compreheodido o algrele que est fr.
do numero cima, cujo terreno comprehende to-
no seu
Para o Rio Grande
do Sul
egua com toda a brevidade por ter quasi lodo o
eu^carregamento prompto, a barca Mathildec,
aiaoa pode receber. alguma. barrica, a frete : a
tratar no eacriptorio de Manoel Alvea Guerra, ou
com o capillo Pinto.
TERgA-FEIRA 18 DO CORRENTE.
O agente Pestaa legalroente autorisado por
urna pessoa que se retiro para fora dsta pro-
vincia far leilo de toda a sua mobilia tanto de
casa de moradia como de escriptorio, constando
a mesma de cadeiras de diversas qualidades, jo-
tas, coosolos, commodas, mesas, guarda louca
guarda vestidos, mobilia preta imitando Jacaran-
da, cama*, earleiras, cofres etc.. e niuitos outros
objectos que fastidioso seria enumera-lo. e que
ludo ser vendido sem reserva : ierca-feira 18 do
corrente pela. 10 horas da manha na ra do Vi-
gario armazem n. 18. Na-mesma occa.io vende-
r 4 carros novos para boi e um cavallo ruco
multo gordo o manso proprio para carro por i
ter servido para esse fim. assim como para sella
portar bons andares e tom todos os arreios.
LEILO'
SEM RESERVA DE PREGO
Terca-eira 18 do corrente as 10 horas.
O agente Guimares por autorisaco do Illm.
,,Lr r.JulzdeorPh,8os requerimenlo do Exm.
tutor dos menores filhos do fallecido Dr. Manoel
Moreir. Guerra, far leilo no dia e hora cima
em seu armazem na ra do Imperador n. 87 do
lodos os bens.movis e simoventes que pertn-
ciam ao dito fallecido, como seia urna mobilia do
seregeira guarda vestido, guarda louca, cam. a
franceza, toilet de Jacaranda, masa ela.tie, ia!
v.ionos. cadeiras avuisas, cryat.es. jarrw Ji vi-
dro e porcelana e outras mullas p.a. de oslo
bem as.ira muilasobras de ourocomo .ea 1
cleles, alfinetes, argollas, trancelins ele etr
/!.he.rHd7"exce>lenle"cravassendo urnane-
S m. S..M aDnocom a'8n>a babilid.de
e urna negra da 20 annos que faz todo aervico
!.".":termiD,r ,eilao com ""
LEILO
A8 1 do corrente.
Jos Aotooio Moreir. Dias & c. f.ro leilo
por intervencao do agente Oliveira, de um sor-
timento geral de ferrageos finas e grossas, cuti-
leria, armamento e ludo mais pertencente ao ne-
gocio de miudezas:
Ter^a-feira 18
do corrente, s 10 horas da manhia, em seu ar-
mazem, aito na raa da Cruz do Recife.
Avisos diversos.
Precisa-se de um. mulher de m.ior idade
Sua ..iba cosinh.r para ser ama o temar eonla
8 csjsjjsde um homem solteiro eqne di coau-
cimento: na ra do Torres n. 12.
N
faV Al
r<^l
,


1
DURW DE PEBflAMBUCO. SEGNPA MIBi 17 DE MARCO DE 1.61
I
LOTERIi
Sabbacjo 22 do crrante anda rao jm-
preteriTelmeare ag roda8 da primeira
parte da primeira lotera ,a beneficio da
matris de Taauaritinga, no consistorio
da igreja ^.N. j}. dq gotario de Santo
Antonio. 0$ bilhefs e meioi bilhetei
acharase a venda na tbesouraria das lo-
teras ra do Crespn. 15 e as casas
commissionadas. Os premios serao pa-
gos depois da diitribuicao das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
**a* *
Domingos Jos Rodrigues, bicbarel m
8 formado em scieocias phiaieaa malhe- |
mallcas, engenheiro civirt militar, of- W
(erece aeus aervfc.os sos Srs. proprieta-
I rios, afim de lhe prestar planos para %
r todo e qualquer genero de aditicios, se- "
9- Rundo os gostos msis moderos e sdop- 9
m lados ao clima do pais. Tambera se en- Scarrega de qualquer dos dlfferentes Ira- ?
balhos que fazem parte de sua profissao, W
para o que pode ser procurado em sua B
ja, residencia na ras do. Imperador n. 44,
* primeiro andar, das 4 as 6 horas da 5
<9 tarde. 3
Attenco.
Koga-Se apa senhores abaixo declarados o fa-
vor diriglrem-se a ra da Cadeia do Ucife o.
55 a negocio que os meamos aeuboras nao igno-
rara,pois se ocontrario Gzerem declarar-se-ba por
extenso qual o negocio.
Mejor Antonio dos Santoa de Souza I.eo, resi-
dente em Jaboato.
Eduard Krouortby, residente na villa da Escada,
Jos A.veliuo da Silva Jaques, 1.* teoente da ar-
mada.
Jos Colombino da Silva.
Jos Aotonio de Oliveira Jnior.
Joa Joaquina de Oliveira Jnnior.
Joaquim Hile Maris.
Joaquim de Oliveira Maia Jnior.
i' .uim Domioguea Vieira Aragao.
Joaquim de Andrade Lima.
Napoleo Olimpio Prallis.
Antonio do Reg Pacheco Jnior.
Antonio Brasilioo de Oliveira.
Antonio Julio de Miranda Oliveira.
Manoel de Almeida Albuquerque.
Augusto Carlos de Souza Magalhes.
Francisco Aotooio Coelho Jnior.
Laurntupo Correia de Barros Araojo.
Feliz de Araujo Albuquerque.
Manoel Jernimo de Albuquerque.
Faulo Aulran.
Coilegio de Bemlica.
Nesle eslabelecimento precisa-se de urna ama
governaote.
Preeisa-se de urna ama : na ra da Cruz no
Recite u. 21, primeiro andar do sotrado amarel-
lo de 4 andares.
Precisa-se de urna ama para casa de pouea
familia : na roa do Amorim n. 31.
Um moco allemo qe falla iuglez, portu-
gus e fraocez, enteode perfeitimente de escrip-
turacao e contabilidade, se offarece a qualquer
casa desls praga, anda que o ordenado seja pe-
queo : quem precisar do seu [resumo anun-
cie sob letra X.
Preciso ao geral.
Um moco desoja comprar urna taberna no cen-
tro desta cidade, em bom lugar: quem pretender
vender dirija-se com carta fechada ra do Im-
perador n. 83, taberna d,a esquita, com as ini-
cuas L. I. C. P.
Precisa-se de um caizeiro que cumpra com
os aeus deveres e que de couhecimeolo de sua
conducta : em Fra de Portas o. 92, taberna.
Na casa que se vende peixe de curral em
Pora de Portas, tem todos osdias sgulhas pretas
de tarde, asquaes se guardar a quem dexar o
dinheiro.
Precisa-se de orna ama que saiba cozinhar
e fazer lodo o servico de casa : na ra da Con-
cordia n. 38.
Offerece-se para caizeiro de loja um rapaz
que tem alguma pralica, e d coobecimenlo a
sua conducta : na ra Oireila, padaria n. 81.
A luga-se o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
Na ra do Trapiche Novo o. 42, compram-
se moedasde ouro.
Precisase
alugar ni sitio perto desta praca que tenha boa
casa, bastantes arvoredos de fruclo e boa baixa de
capim ; a tratar na ra dos Martyrios n. 4, pri-
meiro andar.
Ama de leite.
Na roa do Hospicio n. 15, precisa-se de urna
ama de leite, que lonba-o em abundancia e que
nao tenha filho.
Fururam do lugar denominado Mara Sim-
plicia, no dia 6 do correte, dou cavados de um
combqy que vioha para esta cidide, sendo um
casta o ho, gordo, frente abarla, pee e mos caiga-
dos, iguaes bebe em branco, urna cicatriz de deo-
tada na nao direila icima do joelbo, e outro
peflrez, castrado, com mal de beatas n'a anca l-
querda, e mais abaixo um O e logo maia um sig-
nal assim 3 e um aignal branco na venta eaquer-
ds, ambos tem marca de ferro : quem dalles der
noticia, dinja-se a Olinda ao Rvm. Sr^Manool
Joa da Triodade, que sendo verificada aera re-
compensado com 20g porcada cavallo.
Terga-feira 18 do correte, floda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz nrtioicipal da 1.a vara, aero
arrematados por venda dous relogios de ouro pa-
tente suisso, de sabonete, avallados um por 259,
e outro por 30$, por execucao de Joao Aotonio
Pioheiro contra Albert Schoff ) a ultima prega.
S
$ Os Srs. lvo Martins de Aimei- @
O da e Anastacio Pires de Almeida, %
tenham a bondade de dirigir-se
9 a ra do Crespo n. 17, a neg- (Jg
m em. s
m-mm es
Na ra da Palma n. 5, lava-se e engom-
ma-se com perfeigo por prego commodo ; na
mesma cas* se rosinhs com perfeigo e asseio.
K1SSEL FILHO, relojoeiro, coocerta
, relogios inglezes, suissos e chronometros
__,o qual *ITiaiiga por um anno, e por mais
barato do que em uutra qualquer parte : na ra
Direila n. 19.
Prestem attenco
Jayme cabelleireiro, pede as pessoas que lhe
alugaram cabelleiras e barbas pelo carnaval (e
que ainda nao as entregarais) de o fazer no pra-
7.o de 4 dias a contar da dala desle, pois se as-
sim nao a flzerem serao seus nomes publicadas
por este jornal.

A VIRGE1 DA TAPERA
beiissimo romance pelo Dr.
J. C. Lobato.
Chegaram alguna exemplare?,
e esto venda por 29 na loja
da ra Nova n. 11.
Ensino primario.
Na roa das Larangeiras casa n. 28, V
acha-se aberta urna nova aula particular ^
de enslno primario: os pretendeoies diri- *m
jo-se ao lugar indicado das 7 horas da '
rcanha, as 8 da noite. ;3

Prcisa-ae de um caixeiro de 18 annos, com
pralica de taberna, dando Dador a ana conducta :
na ra da Roda n. 54.
nmmtmm mmhm qmnmm
Saques sobre Portugal.
O abaixo aasignado agente do banco g
Mercantil Portueose nesia cidade, saca i
efectivamente por lodoa os paquetes so-
bre o mesmo banco para o Porto e Lis-
boa, por qualquer somma avista e a pra-
zo, podendo logo oa saques a prazo se-
rem descontados no mesmo banco, na ra-
to de 4 por cenlo ao anno aos portado-
res que assim lhe coovier : naa ruaa do
Crespo n. 8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Gaatro.
Coz'mheiro.
Um rapaz perito cozioheiro e copeiro, offere-
ce-aa para alguma casa, preferindo-se estran-
geira ; na ra do Cabugi n. 3, segundo andar,
Thomaz Dockay, Richard Niblelt, Georgo
l'arcew, subditos inglezes, retiram-se para fora
do Imperio.
Precisa-se alug r urna ama para ajudar ou-
tra na cozioha, e que engomme. para urna pes-
aos : na ra da Imperatrlz n. 70.
Precisa-ae de um amassador que saiba per-
feitamenle o servigo de padaria : na padaria de
Santo Amaro atrs da fuodigao do Sr. Starr.
Jezuioo Ferreira da Silva com laborna na
ra Direita n. 25, faz ver ao publico que por ha-
ver oulra pessoa de igual oome, de boje em diao -
le aeassignar por Jezuioo Miguel Ferreira da
Silva.
Ensino particular.
Urna pessoa habilitada eque tem pra-
lica de ensino prope-se a tomar lices
em casas particulares de fraocez, in-
glez, grammstica e analyse da liogua
portugueza, arilhmetica e primeiras let-
tras : a fallar na ra do Cabug o. 3, se-
gundo andar.
Sinceros agradecimenlos.
Iolamtnacao do estomago.
Padecendo ha mullos annos de inflammagao no
estomago de que nunca consegu urna cura com-
pleta, Analmente a obtive com a appllcaco das
chapia medicinaesdo Sr. Ricardo Kirk com
escriptorio na rila do Parto n. 119, no pequeo
espado do 34 dias, do que dou-lhe os meusaio-
ceros agradecimenlos. Ra da Imperatnz n. 121,
Rio de Janeiro.
A. da S. Fiis Drando.
Um homem com bastante pralica de admi-
niatraco de engenho e mesmo de sitio offerece-
se para tal fim : a pessoa que precisar dirija -se
a praga da Independencia loja de chapeos ns. 32
e 34, quo achara com quem tratar.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Pilar n. 143, a qual tem vista para o mar e
muito fresca :a tratar oa mesma casa taberna por
baixo.
Ama secca
Servindo, paga-se bem : na ra das Gruzea nu-
mero 8.
Attenco.
0 abaixo aasignado, vendo o anouncio que o
Sr. Thom Joaquim da Veiga fez puDlicar por
este Diario em 11,12 e 13 do correte, empraza
o mesmo seohor a declarar quaolo antes por es-
te mesmo Diario quaes os requerimenloa e mais
papis assigoados por elle em qualidnde de seu
procurador. Recife 13 de marso de 1862.
Manoel Duarle Vieira*
Est para aiugar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
rial : a tratar na ra da Aurora o. 36.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, com sabida para a ra dos Tanoeiros: a tra-
tar no paleo de S. Pedro n. 6.
Olinda.
Aluga-se um sobrado do um andar na ra de
S. Pedro Msrlyr em Oliuda : oa ra do Livra-
rrento nhrartn n. 8.
s
Juau Juse >u oava, Hita Mana dos Santos
Silva, seus fllhos, fllhas e georos, agrade-
cen) as pessoas que acompaoharam at o
ultimo jazigo os restos moraos de seu pre-
sido filho irmao e cunhado, Francisco de
Paula Alves da Silva; e de novo rogam as
mesmas pessoas, e aos amigos do mesmo
fallecido, o favor de assistiren missa do
stimo dia, na seguoda-feira 17 do corren-
te s 6 horas da maoha, na matriz da Boa-
Vista.
pn
tot ?
Precisa-ie alugar um moleque: na ra da
Imperatrlz n. 75.
O bacharel J. A. de Souza Beltrao de Arau-
jo Pereira em conssquencia do fallecimeoto do
seu correspondente o Sr. Jos Joaquim Jorge
commelte o encargo do recebimento dos alu-
gueis de su as casas do Recife e dos foros dos seus
terrenos da Torre ao Sr. Pedro Rodrigues de
Souza, com quem os seus ioquilinos e foreiros
se podero hsrer.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vigo de casa : na ra da Cadeia Velha n. 52, ter-
ceiro andar.
Offereee-se um homem sem familia para
fora desta praga para tratar de doentes por ter
tido pralica, ou mesmo psra ensioar primeiras
letras : quem de seu prestimo se quizer utilisar,! de 3,4, 5, ti e 7 do correle, declara a esse se-
uinla-feira 20 do correte pelas 9 horas
do dia penle o Sr. juiz de paz do segundo dis-
tricto da Boa-Vista a ultima praga da armago
e mais pe-tences do deposito da ra da Santi
Cruz n. 62, pertencente ao Sr. Manoel LeSo de
Castro, por execugo de Carvalho & Meodes.
Arrenla-ae o engenho S. Gaspar silo na
fregueiia d^ Serinh&em, beira rio, com ptimas
e immensas trras de vargens lavradias roui pr-
ximas da moenda, pingue cercado e excellentea
matas e mangues : a tratar na ra do Hospicio
n. 17.
Attenco.

O abaixo assignsdo respondendo ao aununcio
que seu ex-socio Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza fez publicar no Diario de Peroambuco
dirija-sea ra das Cinco Pootas n. 93.
Urna preta velha por nome Antonia, que ha
PoQm veio de Serinhiem pela primeira vez, per-
deu^s em urna destas ras, conduzindo um ba-
nbor e aosdevedores ;da ex-irma Rodrigues &
Ribeiro, que & seotenga referida pende de deci-
so do tribunal superior e tendo sido appellada
nao prodoz por ora effeito algum. Isto nao obs-
laio com pouca roupa e miudezas: roga-se a j lante o respndeme nao recebar dos devedores
quem souber delta de a levar ou dar noticia na da ex firma referida qusnlia alguma por parte
roa do Cabug, loja n. 18, que ser gratificado, da mesma firma em liquidagao, e antes acoose-
. Ausentou-se da casa do abaixo assigoado, lha aos Srs. devedores que recolham a deposito
no domingo 2 do crreme, a escrava Florinda, de | as importancias de seus dbitos vencidos por
nscao Angola, de 38 annos de idade, cor preta,; couta da mencionada firma em liquidado com
figura baixa, grossa, tem em um lado do rosto | iotimagaoa ambos os ex-socios e liquidantes, fa-
Primeiro audar para alugar.
Aluga-te o primeiro andar do sobrado da pra-
ga da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
O. 46.
Precisa-se follar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendes Guimaraes, que mo
rou na ra da Conceicao da Boa-Vista :
nesta typographia.
4geucia de pqss^porte.
Claodno do Reg Lima tira passaporte para
dentro efora do imperio com presteza, e por pre-
go commodo : na ra da Praia, primeiro andar
numero 47.
Aluga se o segundo e terceiro an-
dar da casa n. 38 da ra da Cruz do
Recife : a tratar no escriptorio do
meiro andar na mesma casa.
Aluga-sfj o armazem do sobrado da ra do
Brum n. 34, o qual muito grande e proprio para
qualquer eslabelecimento por ter embarque para
a mar pequea, e caes j feito, pegado ao do Sr.
Bowman : quem pretender, entenda-ae com Jos
Amanes Guimaraes, na ra da Cruz, armazem
o. 46.
Precisa-se de urna ama forra ou
captiva que cosinbe e engomme: na ra
da Cruz n. 45, armazem.
Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem afranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribara etc. : os preten-
dentes queiram dirigir-se a terceira ca-
sa passando a ponte pequea da Passa.
gem da Magdalena.
Lisboa e Porto.
Carvalho. Nogueira A C. sa-
cam sobre Lisboa e Porto : na
ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Quem precisar efrecltvsmenle dos servigo
de um moleque durante algumas horas do dia,
procure na ra da Cadeia sobrado a 24, loja.
Aluga-se a casa terrea da triveasa do chafa-
riz em Fra de Portas: a tratar na ra do Pilar
taberna n. 143.
Ama.
Precisa-se de urna escrava que seja perfeila
cozioheira, e para mais servigos de casa, adver-
tindo-se que seja fiel; para a ra do Queimado
n. 46, loja de Goea & Basto.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra de
Apollo n. 47, excellente ra para qualquer nego-
cio : quem o pretender entenda-se com Jos Ao-
lunes Guimaraes, na ra da Cruz, armazem nu-
mero 46.
Madamoiselle Cari de la Charie, discipula
premiada do conservatorio de msica de Paris,
continua a ensinar piano e canto, conforme o gos-
to moderno : pode ser procurada em sua casa,
ra Nova n. 23, 2o andar, por cima da loja de
chapeos de sol.
Aluga-se um sobrado na ra dos Martyrios
com expelientes commodo para pequea familia,
concertado e pintado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimha ; os pretndanles dirijam-se
ao Sr.Leopoldo Ferreira Martins Ribeiro, ruada
Imperatriz n. 40.
Aluga-se os primeiro e segundo andares da
casa n 27 na ruado Amorim : a tratar na mes-
ma ra n. 46.
D-re 700$ a premio sob hypotheca : na
loja de cera da praca da Boa-rista, se dir
quem d.
Pede se ao Illm. Sr. G. G. A. M. I
de mandar a ra da Cadeia do Recife, |
escriptorio n. 47.
Na travessa da ra das Cruzes n '
2, pjimeiro andar, tinge se para todas j
as cores com presteza e commodo preco. \
Urna casa eslraogeira de pouca familia pre- j
cisa de um cosinneiro ou cosinheira forra ou es-
cravo, comanlo que seja perito no seu officio : a
tratar na ra do Trapiche o. 36.
LiC/es de ingle/.
Dao-se de noite no hotel fraocez ; a tratar na
ruada Cruz n. 1.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13: a fallar na loja do mesmo.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar: na ra dolmpendor, n. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
9 Aluga-se um quarto andar com exrel- aj)
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Sotos & C. acam e tomam
aques sobre a praga de Lisboa.
Dizimo do capim de planta do
municipio do Recife.
O ex-arrematante Francisco Lins Caldas avisa
aos senhores plantadores, que podem dirigir-se
a pagar o que derem dentro de 15 dias, na loja
dos Srs. Martins & Burle, ra do Cabug o. 16,
alias o arrematante usar do seu direito. Recife
14 de margo de 1862.
15#000.
Aluga-se um sitio pequeo com casa de viven-
da e cacimba de agua de beber, tendo a casa 3
qusrtos, 1 solio, 2 salas, cozinha fora e copiar
por 159 meosaes, em Santo Amaro, sitio em que
malaram o frade.
6J000.
Aluga-se em Santo Amaro, caminbo do Cam-
po Grande, ama casa comeado I sala, 2 qaartos,
1 pequeo quintal, e com agua de beber, por 69
Precisa-se
de urna mulber de conlianca, para
casa de urna pequea familia estrangei-
ra, oceupando apenas do servido inter-
no, e que d conhecimento de sua boa
conducta e moralidade: na ra das
Cruzes n. 44, segundo andar, das 6 as
9 da manhaa-
Deseja-se fallar com o Sr. ajudante do ar-
senal de mirinha, a negocio de muito seu iote-
resse : na ra das Calgadas n. 9.
Aluga-se ou vende-se um mulato perfeito
boleeiro e estribeiro : na ra da Imperatriz n.
45, primeiro andar.
Precisa-ae de urna criada forra ou escrava
para o servigo de urna casa: na ra do Cabug
o 18, sobrado com entrada pelo pateo da matriz.
Um caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com habilitares pa-
ra vender fazendas por esta cidade e fora delta,
como para cobrar dividas no malo, dando fiador
Q abaixo assigoado avisa ao respeilavel B-
blico que oo da 11 do correte mez deixou de
aer caizeiro dos Sr. Bastos & Begq, se echa
arrumado na ra do Queimado n 46. loja dpi
Sri. Gqm 4 Bastos. Recite 13 de margo de 18M.
Bernardo Jos Leite Bastos.
i recisa-aa de urna ama para comprar e tozi-
nhar : a tratar na ra do Aragao n. 1, primeiro
Declaramos que o chamado feito ao Sr. te-
oente Jos Caetano da Silva no Diario de hootem,
nao se emende com o mesmo senhor por ter ba-
ndo equivoco.
Offerece-se rapaz de idade de 16 annos pa-
ra qualquer caixeiraria de seceos, ou para cobran-
ge, d fiador a sua conduela : na ra dos Coelhos
nmeros 13.
Club commercial.
A reuniSo familiar do orrenle mez ter lugar
oa noite do dia 22.
Irmandade das almas da ma-
triz do Corpo Santo.
A mesa regadora da mesma irmandade aviss a
todos os seus irmos reunirem-se em mesa ge-
ral no conaistorlo da irmandade das almas, no
da 18 do correte, para tratar de negocios ur-
gentes.O escrivao,
Jos Monteiro de Siqueira.
Jos Xavier Coelho testamenteiro n- ^
0 Anlonio Jos Pereira Ermida, convida os #
aj) credores do mesmo finado-a apresentarem m
ajj no prazo de8 dias seas cootas afim de se- aja
Srem descriptos no respectivo ioventario. Z
#P*Bfs?*f
i recisa-ae de urna ama forra para o servigo
u*""! Mga^aruadas Aguas-Verdes n. 66. loja.
US uevoios ua MaiSauusBiuja aa Cticei-
gSo, que feslejaram ltimamente esta Se-
nhora na igreja de N. S. do Tergo, convi-
da m a todos os amigos do finado Manoel
Antonio Torres para assisiirem a urna mis-
sa que no dia 18 do correte pelas 6 horas
da rnanhaa, mandam celebrar pela alma
d aquelle mui presado finado.
Antonio da Fonseca e Silva, Foriuguez, vae
a Europa.
Compras.
Compra-se
urna rede para peixe que tenha de 20 a 30 bra-
gas : na ra Nova n. 16.
Compram-se vdros vsaios de lodos os l-
mannos : ns ra larga do Rosario n. 34.
Compram-se na ruado Hospicio n. 17 as
seguinles obras : Precia d'Economie sociale par
Foder Pradier; Elemens de Oroil Caoonique et
de Theologte par Gousset.
Viudas.
Para a quaresma.
A 15#000
Paletots de panno fino forrado de seda : oa ra
do Queimado n. 47.
A 1#500 o covado i
Grosdonaple preto bom : na ra do Queimado
A 14#000
Visitas de seda pretas : na ra do Queimado
n. 47. !
Vende-se um escravo, pardo, mogo e de
bonita figura, e hbil para todo o servigo : quem
p pretender rtiriji-se a ra do Imperador n. 48,
terceiro andar.
Em quanto tempo.
Veple-se urna excellenle mulalinha de 18 an-
D0$f 1:,9*' ual cravo crioulo de idade 20
antf p 4:200$. um dito dito de 35 annos por
800$,tfat nooilo moleque de 18 annos por 1:200$,
1 eicravo pega de 24 annos por 1:150$ : na tra-
vessa do Carmo o. 1, segundo andar.
Pee hincha
Pechincha admiravel na
leja do Pavo a 10$
Vende se peqas de bramante de linho
puro bastante encorpado proprio para
Iencoes, toalhas, seroulas, camisas, pa3
1 rtotsetc etc tendo cada peca 27 va-
raspelo baratissimo preco de 10$ a pe-
ga, e tambem se vende meia pega po-
5$ ou se retalha a 400 rs. a vara : na
ra da Imperatriz n. 60, loja e arma-
zem do Pavao, de Gama & Silva.
Pechincha
na
a 3$ a peca com 30 varas
Tramoias para babados de diversas obras :
ra do Queimado n. 47.
N. RUI DE HURTAS Di. 'i
Joo Ferreira dos Santos,
avisa a todos os seus freguezes que de outr'ora
negociaram com elle, que se acha estabelecido
na rus deHortas o. 4, parede-meia da casa aon-
de foi caixeiro, que est vendeodo mais barato
do que em oulra qualquer parte, como seja :
manleiga ingleza lina a 800 e Ig a libra, dita
franceza a 680, lata s com 4 libras de manteiga
proprias para mimo ou condugao para fora por
21880, toacinho de Lisboa a 300 rs. a libra, e
89500 a arroba, presunto para panella a 400 rs.
a libra, banha de porro a 440 a libra, macairao
talharim e aletria a 280 a libra, sag a 320, ce-
vadinha a 240, toucioho do Haranho a 160, al-
pisla a 160, farioba do reino a 100 e 120 a libra,
gomma a 100 rs. a libra, e 2*560 a arroba, vi-
nhos engarrafados superiores a 1&200 a a 1$ a
garrafa, vinho de Lisboa e Figueira em pipa a
400. 480. 560 e 600 rs. a garrafa, caada a 3200,
3$50O. 4# e 4J500, superior vioho verde a 480 a
garrafa, vinho bordeaux a 800 rs. a garrafa, licor
Qoo a 1$ a garrata, velas de espermacetd a 700
rs a libra, ditas le carnauba decomposigSo a 360
e 440 a libra, massos de palitos pira dentes en-
tenados a 240 o masso de 20 massinhos, assim
como lem muilos geoeros que se loma massaute
menciooa-los, vista dos compradores ae ven-
dero pelo menos que poder.
Vende-se a casa n. 24 da ra dos Pocos, de
pedra e cal, com 19 palmos de frente e 44 de fon-
do, vende-se pelo baratissimo prego de 250# : a
tratar oa ra estrella do Rosario o. 4
urna cicatriz, faltam lhe na frente algaos dentes
tem os olhos grandes, foi vestida de braoco e
panno preto, muio ladina, suppe-te andar,
ora na capital no meio de quitaodeiras, ora em
Fora dePortas, ora na Caponga, Abogados, pateo
da ribeira, e Tergo : rogase, porUnlo. as auto-
ridades policiaca ou a qualquer pessoa que delta
flMbr a apprebenda, e leve-a em Olioda em casa
da abaixo aseispada, ou no coilegio dos orphaos
em Oli
zeodo o abaixo assigoado iguat protesto ontrs
aquellas qusolias que forem pagas ao ex-socio
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza, com recibo
desfe nicamente, visto como um tal paganiento
nao deaonera ao deve4or caso em que considera
aquelles que j tem feito alguos pagamentos e
sirva isto de sobre-por aviso aos credores da ex-
fi.-ma carregando o ex-socio Rodrigues com as
cooiequeocias que d'abi resultare. Recita 7
generosamente recompon- de margo de 1862.
de Paz e Paira. 1 Luiz Aotonio de Soasa* Rlbe
idneo a sua cooducta ; poder dirigir-se q ra
de Santo Amaro o. 26, al 9 horas da maoha, e
daa 2 1 y s horas da tarde.
C. R. Finkr, subdito prnssiano va i para
o aul.
fnrtaraiii
umeavallo russo rodado, com selim in-
glez. estribos de metal branco, bride de
parafusos e com os seguintes signaes :
unta pequea pinta branca na testa e
outra tomando ambos os beicos, orelhas
grandes, com urna pequea coceira na
pa' esquerda e anca direita : quem o
pegar dirija-se a ra da Praia n. Id,
que sera* generosamente recompensado.
Alvaro k Magalhes.'
Etlabelecidos com loja de fazendas oa
ra da Cadeia n. 53, e achando-se de
posse de um novo eslabelecimento na
rus do Crespo n. 20 B, participara a to-
dos os seus amigos e ao publico em ge-
ral que dispoe de um grande e variado
sortimeoto de fazenda que tem resolvi-
do vender diohetro por pregos bataa-
tissimos. Roga-se aquelles que Uve-
tem de comprar qualquer artigo de fa-
zendi de se lrigirem as nossss lojas
V cima indicadas que serio ptimamente
A servidas.
Vende-se um earro do 4 rodas novo, rece-
bido ltimamente de Franca, todo forrado da se-
da, com oa competentes arreioa pratiados, obra
de muito bom gosto, sendo este calecbe o mais
bonito que boje existe nesta cidade ; a tratar na
ra do Trapiche a. 14, primeiro andar.
s
8
S
Agua arnbreada
par* banhos do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber nova,
remeasa da proveitosa e mui procurada agua
arnbreada, cujos boos effeitos de refrescar a cu-
tis, tirar o ardor que daixa anavaUa quando ae
faz a barba e acabar o mo hlito proveniente
do transpirar sao J bem cooheaidos, assim eo-
mo as seohoras por nao andarem ao sol fas
conservar perfeltameote o brilho do rosto. A to-
dos quaolos tem usado d'sgua arnbreada nao aao
estraohos esses effeitos e elles serio ainda mais
coobecidos por aquelles que munidos de 1 se
dirigirem a loja d'ageia branca roa do Queima-
do n. 16, onde nicamente ae vende.
Fazendas pretas
U na loja do pavao, ra
dalmperatrizn.60,
de Gama Silva,
Vende-se baratissimo por ser tempo de qoa-
resma as fazendas seguintes :
Ricos manteletes de velludo preto rica-
mente enfeitados com franjea largaa os
mais modernos que lem viudo a 30&000
Modernissimos enfeites pretos a turca e
Garibaldi 6jooo
Olios mais simples a 2$000
Dilos de vidnlbo muito modernos a 800
Chales pretos de merino bordadoa com
vidrilbo a 12JO00
Ditos de fil prelo muilo fino a 3S000
Grosdenaples pr*tos fazendt muito en-
corpada a 1500, 1600.1JJ800, 2$ e 2*500
sarja preta hespanhola, covado a 2JO0O
uelas de seda prelas para senhora a lj)000
unas de la e de laia para pedresa 1600
Luvasde relroz bordadas com vidrilho e
sem vidrilho a 500 rs. e 640
pilas pretas lisas de seda muito fina a 640
K?1 prelas muit0 finas a 56i m
800 e 19000
De ludo dao-se amostras com penhor : na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Gama 4
Pannos pretose casemiras
Na loja do Pavao.
c^knde'se panD0 Pre' muit0 b fazenda a
13600, 19800 e2# o covado, e dito que val 8J> a
49500 o covado, casemiras pretas eofestadas a
39, 39200 e 39500 o corle, ditas de urna s lar-
gura de todos os pregse qualidades, selim pre-
to da China para caiga paletots e colletes com 6
palmos de largura a 3J o covado : na ra da Im-
peratriz n. 60, loja e armazem de Gama & Silva.
Sedas de quadrinhos a 720 rs.
Na loja do PavSo na ra da Im-
peratriz n. 60.
Vende-se muito delicadas sedas de quadrinhos
a i20 rs. o covado : na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gama Silva.
Chales.
Grande pechincha na loja do Pavao.
Vende-se os mais ricos chales com ponta re-
donda e bolotas, tendo as barras de velludo ou n-
setinadas, imitando as capinhas mais modernas,
pelo baratissimo prego de 49500 cada um e dilos
de quatro pontas a 4&500, ditoa a Garibaldina
sendo muito graodes a 5) : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do PavSode Gama Silva.
Brilhantiuas americanas.
Vende-so brilhantinas americana com lindis-
simas cores sendo fazenda inteiramente nova e
moderna de 4 l(t palmos de largura a 400 rs. o
covado: na ra da Imperatriz n. 60, loja e ar-
mazem de Gama & Silva.
Espartilhos a 3,500.
Vende-se espartilhos inglezes que s5o os me-
lhores pelo diminuto prego de 3500 cada um :
na ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem do
Favao, de Gama & Silva.
Para meninos a 4#500 rs
Vende-se veslidinhos de seda para meninas e
ditos de fusto qara menines muilo bem enfei-
tados pelo baratissimo prego de 49500 cada um :
na ra da Imperairiz n. 60, loja e armazem do
Pavo.
Madapolo a Z$.
Vende-se pega de madapolo eofestado com
14 jardas a 38 a pega : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo,
Gorguro de linho a 280 rs.
\ Vende-se gorguro de linho de quadrinhos e
mesclados propnos para senhoras e roupas de
meninos e meuioas a 280 rs. o covado : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do Pavo, de Gama &
Silva.X
Bareges a 6$ o corte.
Vend-se cortes de bareges com 22 covados
para vestidos, dilos com as saias ja feitas a 6J o
corte: na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Grande pechincha em cortes
de vestidos na loja do Pavao.
Vende-se finissimos cortes de cambraia bran-
ca bordados coral babados grandes e de duas
saias pelo baratissimo prego de 49. ditos de cam-
braia de seda com babados bordados a 49500, di
loa de phaotasia fazenda que sem pre se vendeu
por 129 pelo baratissimo prego de 69 cada um :
na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
Pavao, de Gama & Silva.
Cambraias de carocinhos
S no Pavo.
Vende-se finissimos corles de cambraia branca
com carocinhos brancos e de cores lendo cada
paga 8 1|2 varas a 49 a pega : na ra di Impe- :
ratriz n. 60, loja e armazem do Pavo. de Gama
& Silva.
Lambraias adamascadas.
Vende-se csmbrsias adamascadas fazenda mo-
dernissimaa para vestidos a 49 a pega : na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Silva.
Vestidos a 3#000 e 2#500
Vende-se cortes de vestfdos braocos com bar-
rae e babados a 39 e 29500 : na ra da Imperatriz
n. 60, loja e armazem do Pavo, de- Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2#500.
Vende-se saias bordadas muito bonitas a 25500
cada urna : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
Pavo, de Gama & Silva.
( Bales do Pavo,
Vende-se bales de bramante francez com ar-
cos sendo os que tem melhor armago pelo di-
minuto prego de 39 e 39500 : na ra da Impera-
triz o. 60, loja e armazem do Pavao, de Gama
& Silva.
Saias com arcos de linho.
Vende-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho que fazem as vezes de balo a 3*200 e a 49
cada urna, esta fazenda s ha ua loja do Pavo :
ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de ebegar a loja
do Pavao.
Esta fazenda inteiramente nova de quadrinhos
imitando as sedas, fazenda muito eocorpada e
de corea delicadas proprla para vestidos de se-
nhora e roapas para meninos o meninas pelo di-
minuto prego de 240 rs. o covado na loja do
Pavao m da Imperatriz n. 60, de Gama 4 Silva.
Terrenos perto da [iraca.
No sitio do Cordeiro em Sanl'Anna vende-se a
relalho o resto dos terreos para liquidar. Alu-
ga-se a casa grande do meamo sitio e vende-se
um grande portode ferro que Sea encostado a
; mesma : dirijam-se a L. A. Dubourcq no escrip-
torio da roa da Crux o. 40, e pare medigoes ao.
engenheiroSette..
Loja do beija- flor da ra do
Queimado n. 63
'fMdem-se bonecae de chouro a 400. 500 un
800 rs.. pulseiraf pretas a 800 rs., bandejaa'fln.;
M' e 49, tesoerss finas a 800 rs. a dazia, gratn-
oa de segurar enfeites o par a 800 rs., caixiohaa
de obreiss de cola a 160 e 100 rs., pentea virados
Imitando tartaruga a 19 e 1)1*00. ditoa aem ser
virados a 720^ 800 e 900 rs.. boToes de metal p.-
STn-un.!..400 rVdil0 de O groza, al-
nneies pretos a 640.
Loja do be-ja-flor da ra do
Queimado n. 63.
B.ta.d.eiD"M k^"e tr,Das. N" de velludo
preto para a quaresma, maia modernas que ba no
mercado, e mais barato que em oulra qualquer
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Zg*gH? lir" bordadas de diversas larguras
a 700, 800,11 e 1J200 a tira.
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se facas finas, cabo de balango de 2
botona a 6*800 dita, para doce a 5|800. ditas de
um botSo a 6$200, dita,para doce a5200 dita,
preta. cr.v.daa a 3J600. ditaa branca, a 3940o!
ditas roligas a 39 a duzia. '
Loja do beija-flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se fitas de seda propria para de-
hL .^Hde/eiUl0J,re,' d,u branc 0 'inba. fitas
Qnd! 5 d.edos de ,"rRur8 com Pint de mo-
to a 320, dita, ropas a 640, 800 e 1J.
Loja do beija -flor da ra do
Queimado n. 63.
Vendem-se grvalas pretas de selim a 1. ditaa
estrenas a 19 dilas a 800 ra., peonas de ac de
langa, 500, a 720, ditas de mozioha a 800 re.
Loja do beija-fior da ra do
Queimado n. 63.
. weDdce?euPapel em caix'nbas de diversas cores
a 19 e 640, branco pautado a 800 rs., anvelopes
de cores a 800 rs braocos a 1, reama de papel
de quadnnhoa a 4700, aioto encarnado a 440,
dita azul a 320.
Vende-se um escravo crioulo de bonita fl-
nameroD3rUa d Quea",d' ,0ja d* fe"ae08
Ricos manteletes
de seda pretos en-
feitados..
Na ra do Queimado n. 18 A, esquina que vai
para a ra eslreits do Roaario, tem para vender
nco,..m."te' de grosdeoaple prelo enfeitados
ae viarilhos, pelo diminuto prego de 20f, ditos
muilo boos a 259, ditos superiores a 309000 : no
mesmo estabelecimeoto tem maitas oatrsa fa-
zendas proprias para a quaresma, bem como se-
jam enfeites prelos, grosdenaples de todas as
qualidades, tudo o mais barato possivel.
?, Vendem-so dous terreos, seodo um em es-
quina com 200 palmos de frenle e 150 de fundo,
no lugar do Campo Verde, freguezia da Boa-Vis-
ta, a frente para a ra da Traigo e a outra para
a ra do Desengao, com a metade dos fundos
murados, tem 4 quartos querendem 24gO0O por
mez, nao precisa de atierros, proprio lambem.
vendem-se os 50 palmos e outro terreno na ra
Imperial com 219 palmos de frenle e fundo ao rio
Capibaribe, nos fundos se acham as paredes de
urna porta d'agua para viveiro, foreiro a roari-
ohs : quera o pretender, dirija-se a ra do Sebo
o. a.
Rap fresco.
Rap Paulo Cordeiro a 1J600 a libra, dilo mcu-
roo a 19010, dito Lisboa a 29700, dito gasse gros-
so e mo gresso a I96OO. dilo gasse fino a 19280:
na loja do rival sem igual, ra larga do Rosario
numero 36.
Caixinhas e cabazes para
presentes de meuinas.
Muito lindo sortimeoto de caixinhas e cabazes
para as meninas trazerem no brago pelos dimi-
nutos pregos de 320 a 2*500 cfda urna : na loja
da victoria na ra do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura dou-
rada e preta.
Lindos quadros de moldura dourada e preta
com estampas a 49500 cada um: na loja da vic-
toria na ra do Queimado n. 75, junto a leja de
cera.
cy Vende-seo armazem de longa silo na ra
do llangel n. 6, o qual por acbar-se em boalo-
calidade serve para um outro qualquer eslabe-
lecimento e vende-se porque o dono quer reti-
rar-se para fora da provincia : a tratar no mes-
mo armazem.
Mimo.
No trapiche doCuoha tem 116 saceos com bom
milho para vender: a iralar no mesmo trapiche,
ou oa ra da Cruz o. 47 com o Sr. Antonio Jos
Paulo de Carvalho.
Cambraias.
Vendem-se cambraias de cores de bonitos
elegantes desenhos a 280 e 320 ra. o covado : na
ra da Imperatriz, loja o. 20.
Oliados.
Vendem-se oliados pintados de lindas vistas e
paisagens, larguras de 6, 7, 8 e 9 palmos, pro-
prioa para mesas de jantar a 25 o covado: na
ra da Imperatriz, loja n. 20.
veode-se urna mulalinha muilo bonita, de
8 a 9 annos de idade, muito sadia, vende-se por
preciso : para ver, na taberna da ra do Impe-
rador n. 83. Igualmente oa mesma taberna se
vende urna porgo de barrs arquiados de ferro e
caiados para receber qualquer liquido.
640.
Chapeos de sol de panno a 640 : na ra do
Queimado n. 44.
Relogios
Vende-se em casa de Johnston Paler fc C ,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimenio de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; lambem
ama variolada do bonitos trancellins para os
mesmos.
Vende-se urna mulata escrava de 20 aonos,
boa cozioheira, engommadeira e perfeila costu-
rera, com um filho de 6 annos : oa ra do Quei-
mado n. 44.
Aencao!!!
Vende-se o compeodio de Hermenutica jur-
dica e de theorica e pralica do processo civil do
conselheiraDr. francisco de Paula Baptista, reu-
nido em um s livro a procurar no escriptorio do
mesmo Dr. Paula Baptista na ra das Trincbeiraa
n. 19, das 9 horas do dia al3 da tarde. Os com-
pendios que se venderem em outros lugares s o
extraviados ao seu autor e nem tem a Herme-
nutica.
Ricso
corles de seda pretos com
babados.
Na ra do Queimado n. 18 A, esquina que vai
para a ra estreila do Rosario, tem para veoder
ricos cortes de seda preta lavrada com babados,
e se veodem por baratissimo prego.
vlVende-se a casa da ra doa Agouginhos o*
25 : a tratar na na larga do Rosario n. 23.
Ll'l I
rm-



6
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA PE1RA 17 DE MABQO DE 1802
NO
ARMAZEM PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
largo a Penha
Vende-se neste armazem de moihados os melhores g-
neros que vem a este mercado e por menos 5 a 10 por cento do que em outra qaalquer parte,
arantiodo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a todos os Srs. da praca, de engenho e lamedores o
faror de mandsrem suas encommendas ao armazem Progresso, aflm de verem a dTerenga de
prego e qualidade que faz, se fossem comprados em outra qaalquer parte.
NaUMa\tolg& nglQlA denrimeira qualidade a 800 e 19000a libra,e em barril se (ara
abatimento.
M.a\\\telga ir aneexa a mai8 n0Ta, 640 r,M a ilbrt e ,m bttIt 6oo re.
fl nySSOU 0 mais iuperior que ha no mercado a JJ80O e 29500, a libra,
Cll llUXllH imitando a perola, pela sua superloridsde a 39000. e 2*600 a libra.
V IVA prCVO aDiC0 para oa doentes que se tratam com a homeopathia a 29500 a libra.
QUfci^OS dO TfcYttO hegedos neete altmo vapor a 39000, ditos chegados no ultimo
navio a 29500
QUC\\ OS VondrBOS 0 que ha de bom neste genero a 19000, a libra e em porcao se
faz abatimento:
Q UCJO pratO 0 maig 8aperior que tem vindo a este mercado a 19500 a libra.
Pr eximio ing\ex para fiambro mut0 novo a 500 rs. a mr, a em por-
cao se far abatimento.
CjOSlQlOtaS lHgltZaS pr0pras para fiambre a 800 rs. a libra e em porcao a 700 rs.
PteZUUtO dO TClllO da ,uperor qualidade a 480 rs. a libra eioteiro, a 440 ra.
SftlWHO o melhor Delisco jue pode haver por estar prorapto a toda a hora a 1# a libra, e
em porgao a 900 rs.
XOUelllhO dO rOlUO ma[l0 novo a280rs. a libra, e em barril de 3 arrobas a 7*000.
iJhOUrkaS e palOS de \0mb0S a m a Iibtat em porcao se faz abaliT
ment.
LiataS COIH CVlOUTl^aS j prompias para se comer viadas a primeira vez a este
mercado a 29000 cada urna.
Hanua de poreo retinada em IaU com 10 abras. Por 49500 cada uma.
ttanba de pOTCO muit0 flQa alva 480 rs> a itDra e em barril a 400 rs.
nftaTmelada mpeTiai 0 afamado Abren e de outros mallos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, e em porgao se faz abatimento.
Latas com frutas de doce em calda como geiao pera, damascos -*-
ceg, alpexe, e gioga, a 800 rs. cada lata.
MaTmeVada de aYperae em M de 2 m>ra pot 1*200 cada uma.
Latas com ameudoas couCeitadas contendo msis confeitos e assucar
candi, muito proprio para mimo, a -2$OQ0 cada uma.
UOCe da C^SCa da gOiaba mut,0 fln0 a 800 rs. e era porgao se faz abatimento.
DOCe StCCO C em Calda e differentes qualidades, om latas de 4 (a) o 5 por
29500 cada uma.
CaTtoei COm bollo ItaUCCX pr0prioS para mimo a 560 rs.
Passae em caximn de 8 libras muUo no8 por 2S50o 0 a reiaih0,
480 rs. a libra.
t IgOfl ^a CmmadTe muil0 no0i. em cixs de 8 libras por 9500. ditas com 4
por 1J00, ditas com 2 muito bem eiileiladas por UOOrs. cada urna e a relalho a 320 rs.
libra.
Et\ill\as ttaueeias e portuguoxas em ,alai da j llbnt pot 64o rs.
ditas em meias latas a 500 rs.
nlla$ade tomate em iaias de l libra por 800 rs.
A.meudoas de casca molo muil0 noT, 3W a m*.
NOXeS a 120 rs. a libra, o 3*000 a arroba.
iVmeixas Iraucexas em iala com 3 libras por 23S0Ot dius com 1112 por 19500.
iVmeiXaS pOTtUgUCZiaS a 32O rs. a libra e em caixa se fsr abatimento.
GuOCOlate UeSpUUOla 15500, dito francez a 1J200 dito porlagaez a 800 rs. a libra,
aQaoca-se a boa qualidade.
llOiaXlUUa de soda em latas com differenles qulidades, a lg440 rs.
3lVAC/*H para SCpa ietria, macarroetalharim.a400rs. a libra e em caixa por 8^000 rs.
alltOS de UCUteS ixadoj, molhos com 20macinhos por 200 e280 rs. muito finos.
^eTejaS em {jascos com l e 1(2 libra por 800 rs.
aiJOlO francez para limparfacaaa 200 rs. cada um, em porgao se faz abatimento
ttOlaXlUUa lUglCita a mais nova do mercado a 230 rs. a libra em barrica a 4* ts-
VOmma para engommar, muito alva a 100 rs. a libra e em sscca se faz abatimento.
ClXe de posta em latas das melhores qualidades de peixe que hi em Portugal a 1*600 rs.
KiSpCTmUSCtC auperior de cinco e seis velas por libra a 760 rs. e em caixs, a 740 rs.
NatUlUUaS de Naoles em latas muito novas a 400 rs.
AAplSia muito novo a 160 rs. a libra e em arroba a 4*500 rs.
AXClte UOCe renngdo de differenles marcas e o mais superior que lia a 800 rs. a garrafa
e em caixa a 9ft.
lttllOS eUgaTralaUOS d0 duque do Porto e de oulr. muitas marcas acreditadas
neste mercado a 1*200 rs. a garrafa eem caixa al2$O00 rs.
W IUllO Cm pipa porl0i Figueira e Lisboa a 560 agarrafa e em caada 3*500, 4* o 4*500.
^ClVe^a das mais acreditadas marcas a 5* rs. a duzia, e em garrafa a 500 rs.
Uampa^fte das marcas mais superiores que ha no mercado a 15* e _!2*000 rs. o gigo
LogUaC lOgleZ a OJOOO rs. a caixa e 1200 rs. a gajrafa.
QCUebTa de DollaUda Terdadeiraem frasqueira a 6*000 rs. e o frasco a 560 rs.
foaebra de latan ja a 7|000 a daia *m frascos64o rs.
GeUCbra lUgleXa a 108000 rs. a dzia a retalho a 1000 a garrafa.
PalitOS dO g*Z a 2*500 rs. a groza.
Por hojedei im ao mou repretorio at a rhegada do primeiro vapor vindo da Europa, pelo
qual espero novo sortimenio e nao serei preguigoto em o publicar ao respeitavel publico.
Ra da Senzalla Nova n. 42
Vend-se en casa de S. P. Jonhston & C,
sellins e silhes inglezos, candieiros e castigaos
bronzeados, lonas inglesas, fio de vela, chicotes
para cirros e montaa, arreios para carros de
um a dous mallos, e relogtos de onro patente
inglet.
Libras sterliaas.
Vandem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira 4 Filho, praga do Corpo Santo n. 1.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2* cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Sementes de hortalices.
Veode-se na ra da Cruz do Recife, deposito
de pao e bolacha o. 32, sementes da hortalices de
todas as qualidades, ebegadas no ultimo paquete
da Europa.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Piver,
Coudray e Sociel Hygienique, etc., etc. ; por
uso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo aorlimenlo,
teudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Capachos.
Vendem-se capamos redondos ejeompridos e
de diversos lmannos, e os melhores que tem
vindo a este mercado, palo baralissimo prego de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar
quezas para 1*400 cada um : na rus do Queima-
do, oa bem conhecida loja de mludezas da boa
(ama 0.35.
Potassa da Russia.
Vende-se em casa de N. O Bieber
C, succeisore, ra da Gruzn. 4-
oireantiques de co-g
res bonitas a 2 000
e 2,500 o covad f
Crespo n. 17, Guimares
Ra do
9 Villar.
&
sem segundo.
tSttSr "# A S3SS
Tend^m-ae capas de borracha, perneirea de bor
racha, jsapatos de borracha, melas de lia pretas
ede core, camisas de laa, ditaa de flanella : na
loja de Nabueo & C, na ra Nova d. .
Caixinhaspara confeitos e
presentes.
Muijo lindo sortimenio de caixiohas muito lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
vana* se mimosear ums menina, pelos baratia-
simosloregos de 320 at2*500 cada uma : na lo-
ja da Victoria na ra do Queimado n. 75. junto a
loja de cera.
Quadros de moldura don-
rada e preta.
Grddesda PeD" d6 "5 d t0d" quali"
500
Taixas
para engenho.
Grande reduego nos pre90S
para acabar.
Braga, Son C. tem para vender na ra da
Moeda taixas oe ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche o. 4i, armazem
de fazendas.
Souhall Mellors & C, tando recebido or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gius visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, porlaoto, s pessoas que quizeram
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
portunidade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
ra do Trapiche n.S8.
Vendem-se caixes va-
zios a 1$: nesta typographia.
N. O.Bieber & G.sacceasores.rua daCraz
n. 4, tem paravenderrelogiosparaalgibeira de
ouro e prata. y,
fLoja das 6 poi-f
g tas em frente do Li-
vra ment.
Roupa feita muito barata. ^
Paletots de paono Ono sobrecasacos,
ditos da casemira de cor de fustao, dilos A
de brim de cores e brancos, dilos de
ganga, caigas de casemira pretas e de V
qp cores, de brim branco ede coras, de gao- $
gx a, camisas com peito de linho muilo a
finas, ditas de algodo, chapeos de sol ]|
9 de alpaca a 4$ cada um. Zg
(era de carnauba de pri-
meira qualidade.
Veode-se em porgao e a retalho de uma sacca
para cima, e por commodo prego : na ra da Ma-
dre da Dos confronte abotica n. 30.
120
ISO
60
240
500
200
120
400
400
320
80
Nvelos de linha que pelo tamanho a todos
admirara a
Caixas de agulbas (rancezas a
Caixaa com alfinetea muito finos a
Caixas com spparelho para entreter me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhos porluguezes a 120 e
Groza de botes pequeos para calca a
lesouras para uohas muilo finas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para voltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulhas francesas a
Caivetes de aparar pennas de 1 folha a
Pegas de tranga de la com 10 varas a
Ditas de tranga de la de todas as cores a
Ka res de sapaios de iranga de la a
Garlas de alflnetes francezes a
Pares de lu.as fio da Escocia muito finas a
mas ditas brancas grossas a
bscovas para limpar denles muilo finas a
Masaos com superiores grampos a
Lartoes com colxetes de algum defeilo a
Dilos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muito superiores a
ecuadores para vestidos de seuhora com 4
varas a
Caias com colxetes francezes a
Cartas de alfioetes de ferro a
Charuleiras muito linas a
Tmteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a
Area prela e azul muito fina a libra a
renho nova remessa de labyrintho ^
.1 P?rodo Pre?o.8sim como lenho trancas de
seaa dilTerentes cores para vender por lodo di-
nheiro que olferecerem.
200
800
1(280
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
19000
160
120
120
para ven-
Lindos quadros de moldura dourada e prela,
com estampas, pelo barato prego de 55 que so a
mol ura val o dinheiro : na loja da Victoria n
ra lo Queimado n. 75, junto a loja do cera.
Caivetes fios pa-
ra pennas.
n.ClDVit8 Bnos p8ra "P"ar Penna, de duasfo-
Inas, a 200 ris cada um : na loja da Victoria oa
a do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
No vos e lindos
80 eufeites par* vestidos pretos
e de cores, e roupinnas de
enancas.
En apropriado tempo receben a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimento de enfei-
tes 1 le seda para vestidos pretos e de cors, e rou-
pinl as de changas, sendo trancas e bordados de
nov >s e lindos desenhos, e difficeis tecidos. com
os cuaea pode-se com Rosto e moderoissimo en-
eiti r qualquer vestido ou ronpinho de changa.
Ao jasso que ditos enfeiles a todos geralmeole
agrdam, a commodidade dos pregos anima ao
comprador, e esta verdadeser verificada por to-
dos que sa dihgirem dita toja d'aguia branca,
ra do Queimado d. 16, cujos pregos eslo mar-
cados as amostras, as quaes se daro com pe-
nhqres.
Luvas de pellica
Brajncas e de corea para homem e senhora, che-
Radas ltimamente por 2J500 rs. o par : na luja
do viado oa ra Novaba. 8.
expsito de can-
dieiros de gaz.
Na ra Nova ns. 20 e 24.
O proprietario deste novo esUbelacimento to-
ma a honra de participar ao publico que tem de
novameote chegado a este eatabelecimento om
riquissimo sortimento de candieiros de todas ai
qualidades que se podem desejar, aasim como
grande deposito de gaz hidrogenio de 1.*, 2.*
3.* qualidade, pelos pregos mais razoavei que
se podem encontrar neste mercado, assim como
tambem ae vendem meias latas e latas de um ga-
lio, e em garrafas a retalho, assim como tam-
bem variavel aortimento de canquilhiria de bom
gosto, que muito agradar ao publico que visitar
este estabelecimenio.
exposico de cuti-
laria.
Na ra Nova n. 20, loja de Carneiro
Vianna.
O proprietario deste estabelecimenlo avisa ao
publico em geral, que tem recebido um riquissi-
mo sortimento de ferragens e entilara, daa se-
Ruinles qualidades : facas de marfim da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditas de todas as
mais qualidades, ps de ferro pstente calcadas
de ago, enxadas de ago, camas de ferro, bombas
de japy, metaes finitsimos para servfgo de mesa,
eoulras muitas rutilaras que por gosto se po-
dem comprar : na ra Nova n. 20.
Muita attenco.
Na loja de Silva Cardozo, ra do Im-
perador n. 40, vende-se roupas feitas
de todas s qualidades pelos piceos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os freguezes com-
prar porque pechincha.
Algodao da Bahia.
Proprio para roupa de escravos e saceos de as-
sucar : vende-se oa rus da Cruz n. 1, escriptorio
de Antonio Liz de Oliveira Azevedo & C.
Milho de superior quali-
dade.
Saccas grandes por prego commodo; vende-se
na ra da Madre de Deus, o. 6.
NOS ARMfiZE S
PROGRESSISTA E PROGRESSIVO
Na rua das Cruzes de Santo Antonio, 36.
E NO
109 a
Pentesbaratos
Vendem-se pentes de tartaruga do melhor gos-
to que ha no mercado a 109,15 e 159 cada um :
Cruzes n...
lival sem igual.
Bom sortimento.
Pentes de masa finos liaos a 500 rs ditos dou*
rados a 1&280, carreteis de retroz muito bom a
320, escovss para cabello muito boas a 800 e 19,
cartas de elllnetes de lalao 80,100, 120 e 140, j na oja de Nabueo & G., narua Nova d.2.
escovas para unhas a 320 o 500 rs., linha de car-1 Vende-se o engenho Atalaia, atente e cor-
todecor e branca a 30 rs., uovellos do gaz a | rente simado oa fregoezia de Ipojuca, movido
30 rs., fitas de velludo de cor e preta de 120 a por agua com pr0porce8 para safrejar de 3 a 5
1S : na rua larga do Rosario, loja de Pedro Ti-, mi, pae8. a fsj|arcora jS Pereira de Araujo
oco n. 36. ( no eoganho Viaqueiro da Escsda, ou no Recife
Gneros baratos. co" F""0 M"""'> c,rne"" "* *"
Vende-se maDteiga francezs a 640 rs. a libra,
cha a 254OO. loucinho a 320 rs., arroz a 100 e
120 rs lioguiga a 560 rs., passas a 500 rs., ba-
nhade poico a 440 rs., velas de spermacete a
760 rs., de carnauba a 400 rs., batatas a 60 e
120 rs., paingo a 160 rs ervilhas a 120 rs., gar-
raes com 5 garrafas de vinagre a 1J200 cada
um, agurdenle de caona j engarrafada a 200
rs. a garrafa, esprilo da vinbo a 1$409 a caoada
e 240 rs. agarrafa, azeile le carrapato a 400 rs.
a garrafa, dito de coco a 480 rs., milho a 320 rs.
a cuia, arroz de casca a 200 rs. em saceos mais
barato : na travessa do pateo do Paraizo 11. 16,
freolo pintada de amarella com oilao para a rua
da Florentina.
Saceos grandes
iei| o. 17.
Rival
sem igual.
Com bom sortimento.
Enfeiles pretos com franja a 55ltO, Ovalas de
ago muilo bonitas a 19500, agulhas fraocezas cur-
ias e comprldas a 60 it., carretela de linha de
200 jardas a 60 rs., ditas de Alexandera a 80 ra.,
dfls de 100 jardas de corea e braoca a 30 rs.,"'
carines de clcheles com duas carreas a 60 rs.,'
ditos de uma a 40 e 60 ra. : na rua larga do Ro-
sario o. 36, loja do Pedro Tinoco.
Milho e arroz de
casca.
Vendem-se saccas com milho e arroz muito ba-
rato, em porgao e a retalho : na travessa do pa-
teo do Paraiio o. 16, com oilao para a rua da
Florentina.
Liquidado
A loja de marmore.
JBourous decisemira para senhora a ti
Manteletes de grosdenaple a IOS
Leques de sndalo a 59
Bournusde casemira para meninos
8 de todas as idades a 59
8** Grande sortimento de cascarrilhas,
traogas e litas de todas as cores para en-
g. feites de vestidos por pregos mais bara-
ja tos do quo em outra qualquer parte
A boa fama
vende livelas para cilos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo bsratissimo prego de 29500
cada uma, carteiraa com agulbas as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
prego de 500 rs. cada carteira, pennas de ago ca-
ligraphia verdadeiras a 29 cada caixinha com 12
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 19200
cada groza, ditas muito boas anda nao conheci-
da* a 500 rs. a groza : na rua do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezasda boa fama nu-
mero 35.
KttgMttfe mm enea* aftaeses
Ioteresse publico.
Offerecido pela loja de
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar tcoocurrencia publica o que ha de
2 mais novo em fazendas, tanto para se-
i nhoras como para bomens e meninos,
seudo que para esle fira espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Frsoga e
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresenfsr o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effeemar por pregos m-
dicos a para cujo Um convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desla emer-
gencia.
JX ME 31 j t j 3Ij ~ 3W dt ^dQWSfli
Manteiga Ogleza o r.ue se pJe chamatlor de 800 a 900 rs. a libra.
leill iranceza primeira da safra nova 700 rs. e em barril a 600 rs
yueiJOS lameDgOS chegados no ultimo vapor a 2800,
QuejOS lQdriaOS a 800 rs. a libra,
Cha hyssOQ muito superior a 2800 e 39000 a libra.
GoKpnqUe ^ ^ melhr eS,e gen9r Vnd Prmer8 V6Z a n0SS mercad a *"* ,lb"' e ^* P"a 19800.
p D1C0 'na.snovo do mercado a 200 rs. a libra.
PJZ!1!!t0fiPOrtU^UeZeS vincos do Porto de cas. particular 500 rs. a libra einteiro a 460 rs.
Vinho 5aS Buil novas a 600 rs- a 11>ra eem barris de arroba. 15.
139000* Ua5?f000 aDZiad Prt' ***** ne". Carcav.llos. velho, secco Fei.ori. a ch.misao de I9200e 1300 a garrafa,,
IDho BordeaUX de superior qualidade diversas marcas de 800 e 19 a garrafa ede 8500 a 109000 a duzia,
VinO mUSCatel a 19000 a garrafa e 10*000 a duzia.
Vinho para p a>tO do Porto, Figueira, Lisboa de 500 600 rs. garrafa de 49000 a 4800 a caad..
Marmelada a 750 rs. a libra.
Latas COm peixe aavcl, pescada, guraz, pargo e outros de 1300 a 29000.
Latas COm erVllhaS portuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachillhas desod. de todas as qualidades a 1440 rs.
lgS de COmmadre em caixinhas de 8 libras a 2200 a caixinha e 320 rs. a libra.
reras seccas a 29000 a caixinha e500 r?, a libra.
AmeiXdS fraQCezaS em latas de 5 libras por 49000 e 1000, a libra.
PaSSaS a 29200. caixinha, e 440 rs. a libra
LonnthiaS para pum era frascos de 1 I|l a 2 libras a 1500 e 19800 o frasco, e a 800 rs. a libro
LaiXlbas Proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de 29000 59000 rs. ataxinha.
LOIlSerVas ioglezaS eportnguez.s 600 e 800 ris o frascoa 9 caix..
Macarro e talharim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 69000 'caixa.
IrOmma a 100 rs. librea a 29560 a arroba e sendo em sacca a 29400.
Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porgao lera abatimento.
Champauhe d melhores marcas, da 159^209000 reis o gigo.
tiOCOlate Pu8uez francez, e inglez, a 900 n. a libra e hespanhol niuiwsuper'or a 19200.
CervejdS das melhores marcas 560 rs. a garrafa, a 59500, a duzia.
IfOgnac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 duzia.
Genebra de Hollauda 600 rs. o frascoa 69500 a frasqueir..
Vinagre de Lisboa puro 240 rs. garrafa, e 19800 a caada,
Dito em garrafeS de garrafas, por 19200.
Espermacete superior 74rs- *,ibr 72o r8 m caix.
ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranhao, a 120 rs a libra e de 3000 a 3200 a arroba.
Lentll tas 'rancezas o melhor de todos os legumes a 400 rs. a libra,em porgan lera abatimento.
Caf do Rio de superior qualidade a 89500 a arroba e a 280 rs. a libra.
Latas com sardinha de Nantes a 400 e 600 rs. a uta.
Massa de tomate emlaiasde uma libra a 900 rs.
AlpiSta a 160 rs. a libra e paincp a 240, e 59'a arrob. do alpisla e a 6t400 a do painco.
Potes grandes COm f5al refinado a 640 lamberyemos em pacotas, uno propnos>ra meza a 240 e200rs. a libra.' #
Cna hysSon o melbor que vem do Rio em latas de 1 librar 19800, e em porcao lera grande abatimento;
Doce da casca da guiaba de 19000 a 1200.
Azeite doce purificado, a 800, a garrafa e 99000, a duzia.
' ni08. ^Xa?OS P8ra dent8S- mais b601 feilos que lum vindo ao mercado, a 200 ra. o maco cora 20 massinhos.
Bolachinha illgleza muito nova a 400 rs. a libra e 59000 ajbarrica.
T0UCnh0 de Lisboa a 320 reis a libra e 109000 a arroba e o da safra vdba a 240 rs. a libra e a 695.00 a arrob.
Velas de Carnauba ecomposicao a 400 rs. a labra e a 139500 a arroba.
Araruta a melhor que se pode desojar a 320 rs. a libra.
oevada ebegada ltimamente a 160 a libra e a 49 a arroba.
Frutas em latas da (odas as qualidades que ha em Portugal, como peras, pecegos, damasco, ginga e oulras a 700 rs, a
v

#1
1.
j a, zrr
^7~*L


i
Attencflo
Guimsries & Lu, donoa da loja de miudezas
da raa do Queimado o. 35, boa fama, participsm
ao publico que o sea estabelecimenlo te acha
completamente prvido das melhores mercadorias
tendentes ao mesmo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gosto, sendo quaai todos rece-
idos de suss proprias eocommendaa : e estando
elles nteiramente resolvidoi a nao renderem
naao, anangam Tender mais barato do que outro
qaalquer ; e juntamente pedem ios seus deredo-
reai que Ibes mandem ou venham pagar 01 seus
dbitos, sob pena deserem juslicado*.
Cbegaram de Lisboa no brigue tEugenist,
dous bonitos burros e ama borra, os quaes se
vendem por barato prego : para vlr, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, noes-
crtptono de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Panno de algodao da
Babia.
Vende-sa no escrlptorio de Antonio Luiz ds
Oliveira Azevedo 4 C, ra da Crux n. 1.
DUR10 D fERNAlrtCO SHI&&A FEIRA i* 0 1IA\$0 DE IMS
S
vidro lapi-
de lati mui
o Queimado,
\GENC1A
DA
Funtlico Low-Moor,
Ba da Senzalla Nova n. 48.
Neste eslibelesimenlo continua a haver uro
completo sortimento de raoendis e meias moen-
das pata engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e co'ado de todos os lmannos
para dito,
Venle-se um terreno na ra do Hospitio
quasi defronte do quartel, prtprio para edificar-
se urna casa, teodo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicoree : a tratar oa ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
para aojos.
Vendem-se na ra da Senzsla Nova n. 30, cai-
xiohas com doce por preco commodo, recommen-
daveis para os aojos de procisslo.
atraa*.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Groadenaple preto bom a lgGOO o covsdo, di-
to superior a 19800. dito a 2, dito largo a &20U,
dito muito superior a 29600, 2^800 e 3;, chama-
lote preto de superior qualidade a 30, sarja preta
lares a 29, dita bespanhola muito superior a
23800. dita lavrada superior a 20200, aetim pre-
to a 2$ e 30, dito maco superior a 4$, velludo
preto oom, pannos prelos de 1600, 2j, 39, 4S,
55, 69, 89 e 109 o covado, casemiras pretas a
1S60O, 29, 29500 e 31 e muito lina a 40 o cor-
vado, los pretos de 6$, 7$ e 89 cada um, mantas
pretas de fil de lioho a 79, 89. 99, 109 e 129
cada urna, lindos manteletes de seda pretoa bor-
dados com muito gosto e difTerentes lmannos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas enfeitadaa com muito gosto e oulras muitas
fazendas pretas proprias para a quaresma que
daixam de meocionar-se ludo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Vendem-se burros gordos' e mansos : no
engenho Jurissacs, do Cabo : a tratar all com o
Sr; Domingos Francisco de Soaza Leo.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P.
Jonhston & C ra da Senzalla Nova 1
n. 42. il
mmmmmmmmmmmm
[Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande a variado sortimento de
roupas tei tas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por procos amito modi-
ficados como 4 de aeu costume.assim como
sejam sobracasacos de auperiorea pannos
e casseos feitos pelos ltimos figurinos a
269,*89, 309 a359, paletots dos meamos
pannos preto a 16|, 18 J, 200 e a 249,
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos pidres a 140,160, 180,200 e 240,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 90, 109,129 e a 149, ditos prelos pe-
ln diminuto preco de 89, tO0, e 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacadoa a 120,
ditos de merino de cordao a 120, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 150,
ditos de alpaca preta a 79, 80, 90 e a 100,
ditos aseos pretos a 40, ditos de palba de
seda fazeoda muito auperior a 40500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 4950O, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 80, 90 e a 10, ditaa
pardas a 30 e a 40, ditas de brim de cores
fiaasa2|500, 30, 30500 e a 4J, ditas de
brim braocos finas a 40500, 5f, 50500 a a
60, ditas de brim loni a 59 e a 6f, colletes
de gorguro preto e de cores a 5g e a 61,
ditos de casemira de cor e pretos a 45500
e a 50, ditos de fusto branco e de brim
a 30 e a 30500, ditos de brim lona a 41,
ditos de merino para luto a 40 o a 40500,
calcas de merino para luto a 4J500 ea5f,
capas de borracha a 90. Para meninos
de todos os lmannos: calcas de casemira
prefa e de cor a 5 J, 60 e a 70, ditas ditas
de brim a 2J, 30 e a 30500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6f e a 7, ditos
decor a 60 o a 7f, ditos de alpaca a|30,
sobrecasacos de panno preto a 120 o a
14, ditos de alpaca preta a 50, bonets
para menioo de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meioa ricos vestidos de cambraia feitos
Eara meninaa de 5 a 8 annoa com cinco
abados lisos a 80 e a 12 J, ditos de gorgo-
reo de cor e de lia a 50 e a 60, ditos de
brim a 30, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados,e muitas outraa
fazendas e roupasfeitaa que deixam de
ser mencionadas pela sua grande qaanli-
dade; assim como reeobe-setoda e qaal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para eate Ora
temos um completo sortimento defazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiate dirigida por um hbil meatre que
pela suapromptid e perfeigio nadadel-J
xa a desojar.
Liquidadlo.
Braga, Silva & C, em liquidaco, convidam
aos seus devodores a viren saldar seas dbitos
dentro de 30 das, e participara que medidas ter-
minantes sarao empregadss coulrs os que nao
comparecerem.
Urna barcada.
Vende-se ama barcaca do porte de 35 calas,
encaihada no eatalairo do mestre earpinleiro Ja-
cintho Eleabao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
as, aonde pede ser vista'e examinada pelos pre-
tende o tes ; vende-se a prazo os a dlnheiro ; a
tratar com Maooel Alves Guerra, na roa do Tra-
piche n. 14.
Palmatorias de vidro e dela-
to para velfa
Vendem-se bonitas palmatorias
dado para vellas a tfsVM), e dita
novas e limpas a 40 rs. t na rea
loja da Aguia branca n. 16.
Peitos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de ruello lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. esda um, fazen-
da mu boa e encorpada : na ra do Queimado,
loja d'agaia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bo
dadas em ambos os lados,
A loja d'aguia-braoca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadas em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 10BOO
cada tira, outras de bordadoe muito largos a
20000, o melbor que possivel em tal genero,
Sl*! e pe,a 'r8UM I l""> Pode '
divididas ao meio, pelo que se tornara baratas!-
?.' do Queimado, loja d'aguia branca
O* lo.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-braoca vendem-ae gollinnhas
e manguitos de punhos bordados em una cam-
braia transpsrente por 20500 tudo, o que na ver-
dade baratissimo : na roa do Queimado, loja
d'aguia-branca n. 16.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e sotao, mei-
agua, no becco das Miudinhas n. 8, avallada em
2.0000, a qual rende 1 li2 por ceoto ao mez ; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessoa
autorisada pelo proprietario para eTectuar a ven-
da da mesma casa.
Entremetas
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu coslume est ven-
dendo baratamente a 10200 a peca de 3 varas,
lendo quantidade bastante de cada padrao, para
veatidoa ; e quem tiver dtobeiro approveitar a
occasiao, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Aguihas imperiaes.
Tcm o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistss ssmpre
vender o bom, maodou vir, e acabam de chegar
aqui (pela primeira vez) aa auperiorea aguihas
imperiaes, com o fondo dourado e mui bem fal-
tas, sendo para alfaiataa e costureirns, e custs
cada papel 160 rs. A agulba assim boa anima
e adunia a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as oulras ; quem aa com-
prar-ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
Para a quaresma !
Na ra do Queimado!
2 n. 10. j
** LOJA DE 4 PORTAS
gas. DE
Ferro < Maia.
\ Vendem-se as seguintes fazendas :
" Manteletes pretos bordados muito ricos.
Csssas pretss bordadas idem.
Ditas ditas lisas.
Sedas [.retas lavradas a 10, 10280, 20
e 2J500.
Grosdenaple preto covado 10, 10800, 20
e 20500.
Sarja preta lavrada covado 1$600 e 20.
Dita dita lisa covado a 10500 e 10800.
Casemira preta muito fina corte 50, 60,
70, 80 e 90.
Panno preto a 30, 40, S0, 60, 75, 80, 90
e 100000.
Riquissimos cortea da seda preta borda-
dos a velludo a 600, 700, 800 e 900.
Riquissimos cortes de grosdeoaple preto
para vestido com babsdiohos e duas
I aaiaa a 45$, 509, 609 e 705.
s
s
%
3SBB5S
G0]gafcBMtfc
i

kRUADO QUEIMADO N!46
P/|r/hBMDEMTIMEIlT
^DASEROUPKSF
Sortimento completo de sobreeasacos de psono a 259, 280, 300 e 350, casacos muito bem
faltas a 25f, 28f, 30g e 85|, paletots acaaacados de panoo preto de 16 at 250, ditos de casemira
de cor a 150,181 eSOg, paletots aaccoa de panno e casemira de 80 at 140, ditos saceos de alpaca
m erin e la de 40 at 60, sobre de alpaca o merino de 70 at 100, calcas pretas de caaemira da
80 at 14J, ditoa de cor de 70 at lOf, roupas para menino de todos oa tamanhoa, grande sorti-
mento de roupas de brlns como sejam caifas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos ds
setim, casemira e velludo de 40 a 91, ditoa para casamento a 50 e 60, paletots brancos de bra-
mante a 40 e 5f, calcas brancas muito finas a 5J, e um grande sortimento de fazendas flnss e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino e seohora, aerovas de
linho e algodao, chapeoa de sol de sede, luvas de aeda de Joavin para homem e seohora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos encommendaa de grandes obraa, que para
leso est sendo administrada por em hbil mestre de semelhsnte arte e um pessoal de maia de
cincoeota obrairos escoltados, portanto azocalamos qualquer obra com promptidie e mais barato
do que em outra qualquer casa. ^^^^^
Magallies < Hien-
des.
Na loja e armazem da
arara
vendem-se pecas de madspolo enfestado a 30'
cortea de cbitaa finas com 13 covados a 20500, di-
tos de riscados chioezes a 20500, cortea de pope-
lina de cores para vestidos a 20600, cortea de gor
gurio para vestidos com 18 covados a 60500, di-
toa de lia de 22 covados a 100, pecas de cam-
braia branca a 160O e 2$, ditas finas com 5 pal-
mos de largo a 2$500, 30 e 30500, ditas par* cor-
tinado a 3S. gollinhas com boiaozinho a 640 rs.,
ditas de traspasso a 10, manguitos e gollinhas a
2S500, grosdenaple preto a 10600, 10800, 20 e
2J200 o covado, eofeites pretos o de cores para
cabeca a 20500, If e 40 ; isto na arara, que
vende barato, na ra ds Emperatriz, loja e arma-
zem da arara n, 56, de Hsgalbes & alendes.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratisslmos, como sejam: esireitiohas
pretas e de lindas cores s 10, ditss com pontss
largas a 10500, ditas pretas bordadas a 10600. di-
taa pretaa para duas voltas a 2g ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Espirito de \inho de 38
graos,
a 18600 rs. a cansda e 210 a garrafa,manteiga io-
gleza flor a 800 e 10 a libra, toucinho de Lisboa
a320a libra, canoa engarrafada a 200 rs., vinho
em pipa a 400,500 e 600 rs. a garrafa, em cana-
da a 30, 30800, 40800 : na ra das Grates 84,
esquina da travessa do Ouvidor.
Facam fogo no viado.
Seda lavrada a melbor que ee pode encontrar
de bom e delicados gostos, que a vista do preco
nao ha quem deixe de fazer um rico vestido pre-
to para quaresma, pois, aproveitem a ocessio,
pois quem nao flzer agora, nio faz tio cedo ;
esta loja fica bem conhecida, por ficar bem con-
iroote a eamboa do Garmo, e ter o viado pin*
tado.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mai bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes aio agora mui necessartos para os meni-
nos que vao para a escola e quem os quizer com-
prar maia baratos dirigir-se & ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber sua
encommenda das verdadeiras pennas de ac
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fatricaatea Perry & C, e apessr da
falta que havia dessas boas peonas, com tudo
vendem-se pelo antigo preco de2/000 a estilaba
d? urna grota, quantidade esss que ss falsifica-
das nio trajera. Para livrsr de engaos, as ca-
zinhas vio marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'sguis branca ra do Queimado n. 16.
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da bares portuguesa cEspe-
tanca, sal de Llsbos limpo e redondo ; e tratar
aa ra alo Trapiche a. 17.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas!
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambera douradas que
parecen) de ouro de lei, o que s com szperien-
cia ae conhecer nio o serem, estando no mesmo
csso ss esmaltadas, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 25500 rs. cada urna, ni ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Gestinbas ou cabases para as
meninas de escola.
0 tempo proprio das meninss irem pera a
escola, e por isso bom que vio compostas com
ma das novas e bonitas cestinhss que se ven-
dem ca rea do Qneimado loja d'ageia branca
n. 16.
4 victoria
Na ra do Queimado n. 75 jun-
to a loja de cera.
VENDE MUITO BARATO.
Clcheles franceses boos em car lio a 40 rs.
o cartio. ^
Alfioeter franceze"s certera chata a 120 rs.
a carta.
Papis com ceoto e tantos alfineiee 40 rs.
o papel.
Linhas victoria em carritel com |200 jardas
a 60 rs.
Ditas de 200 jardas de Alezanler a 900 re. a
dnzia.
Ditss de 100 jardas brancas e de cores a 30
rs. o carritel.
Ditas de Pedro V em carlao brancas e cores a
40 rs. o cordao.
Ditaa de miada de peso verdadeiras a 240 rs.
a miads.
Ditas de dita cabera branca e emearnada a
120 rs.
Grampos muito boas a 40 e 50 rs. o maco.
Bufiadores braocos de algodao e lioho a 60 e
80 rs.
Carteiriohas com sortimento de aguihas a
300 rs.
Phosphoros do gaz muito booa a 220 rs. a dnzia.
Ditoa em caiza de folba a 100 rs. que s a
calza val o dinheiro.
Ditos de seguranza porque evita incendio a
160 rs. a caiza.
Ditos de cera calzas graodea a 400 rs. a caiza.
Franjaa de borlla para cortinado a 4S200 a
pees-
Ditas sein ser de borlla a 258OO a pega.
Djtas estreita brancaa e de corea a 120 rs. a
vara.
Penlta de baleia para alisar a 240, 280, 320 e
400 rs.
Camisas de aieia finas a 700 rs.
Capellas e ramoa para noivaa a 4|500.
Enfeites de florea muito lindos a 4/.
Canivetea finos de duaa folhaa para pena a
200 rs.
Ditos de urna folha a 120 rs.
Aguihas frsncezaa o mslhor possivel a 240 rs.
s caiza.
Eofeites modernos para seohora a 59 o 6f.
Meiea para homem a 140, 160, 200, 240 e 280
rs. o par.
1 Ditaa para senhora a 240,280,320 e 400 rs. o
par.
Ditas para menina e menioo a 160, 200 e 240
rs. o par.
Fitas de linho s 40, 50 e 60 rs. a pees.
Linhas crozel nvelos grandes a 320 rs. o no-
velo.
E oulras muilss miudezas que se vende muito
barato.
a a
? Na ra da Imperatriz n. 56, loja e armazem da
arara, recebeu-se um novo e completo sortimen-
to de fazendas novas, s ser: popelina do quadri-
nhos para vestidos de senhorss e roupa de meni-
nos a 240 o covado, cassas suissas de quadrinhoa
a imitaco de sediobas de quadros para vestidos
desenhoras e roupa de meninos a 280 o covado,
gorguro de linho para vestidos de senhorss e
roupa de meninos a 280 o covado* fusto para o
mesmo flm a 3*0 o covado, barege de cores a
360 o covado para vestidos, liazinhas para vesti-
dos a 280 e 400 rs. o covado, chitas a 160 e 200
rs. o covado,ditas francezss a 240 e 280 o covado.
Panno preto.
Panno preto para calcas e paletots a 18800 e
30 o covado, cortes de calcas de casemira preta e
39, ditss enfestadas!s[3S5O0e49, saias balio sem
arcos a 29500, ditas de madapolio a 39: s na
arara, rea da Imperatriz n. 56.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber um novo
e bello sortimento de cascarrilhas de seda de
muitas e differentea cores, e vende-se I 19500
a 9y500 rit a po^a, na tu* du QueluloJo luja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas desedja 1.000
o par.
vlnde-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para aenhoraa, e padres 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada ae conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4|.
Duzis de meiascrass para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditaa brancas
muito finas a 2J500 a duzia, lencos de
cassa com barra de corea a 120 ra. cada
um, ditos brsncosa 160 rs., baldes de
20 e 30 arcos a 3|, liszioha para ves-
tidos a 240 o covado, chelea de merino
estampadoa finos a 59 e 69. tarlatana
branca e de cores muito fina com vsrs
e meis de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. avara, pe-
ca de cambraia liaa fina a 39, cassas
de corea para vestidos a 200 ra. o co-
vado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
covado,calcinbas para menina deeacola
a ff o par, gravatinbaa de tranca a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um dutia 29, pecas de cambraia de sal-
pico miitofina a 39500, pecas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francesas a
220 e 240 rs. o covsdo, s loja est
aberta dasG horas da manha as 9 da
noite.
CARTOES
DB
VISITA
1@TO (alOT
Cartoes de visita de novo gosto
Cartdes de visita de novo gosto
Cariosa de visita de novo goato.
Urna duzia porl 6$ 000.
Urna duzia por 16J000
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 16JO0O.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ruado Imperador.
Roa do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazeos do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
os rns do Trapiche Novo (oo Recite) n. 8. se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente chegado a 149 a Uta de cinco
galldes, assim como se vendem lataa de cinco
garrafas e em garrafas.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender en porco e a retalho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C no sen es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vende-se um csrro (chamado da alfandegs)
para condcelo de gneros dentro da cidade, por
prego commodo, a tratar na ra Nova. n. 33.
Oh que pechinchalt!
Vendem-se palitos lixados e foliados finos pa-
ra dentes, 2 maaaoa com 40 masstnhos por 400
rs. : na ra da Imperatriz, loja ds arara n. 56.
Vende-se ou trocs-se por bois duss vaccas
boas : no sitio do Sr. Wsnderlev, na Capunga
Velha porto do Lassere.
AUenco.
Um facto com pouco dinheiro, na ra
do Queimado n. 43,
Esquina do becco da GongregacSo.
Chapeos de seda pretos para homem, i Pinesu,
ultimo gosto de Europa, pelo baratissimo pro-
co de 99.
Oleas de casimira preta a 7. 7500, 89 e 109.
Ditaa escuras, de cor, a 59500, 69, 69500 e
Paletots de casimira de edr, escoros, a 109.
Caigas de brim pardo de ltnho a 29, 29500, 39 e
Ditss de ganga escura a a 29 e 29400.
1 Ditas de fusto a 2ff, 29500 e 39.
Assim como outras qualiaades, paletots de pan-
no, alpaca, e ontras multas roupas feitas qae
vista se vendero por precos que admirara.
Oh! que pechincha!
I
I
americanas.
Em casa de N. O. Bieber C-, successores,
ra da Cruz n. 4, vendem-ae :
Machinas para regsr hortas e capim.
Ditas para descarocar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com pertences a 109 e 209.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatrio da Suecia.
Verniz de alcalro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Par.
Vinho Xerez de 1836 em caias de 1 duzia.
Cogoac em csizss de 1 duzia.
Aradoe e grades.
Brilhantes.
Carrosas pequeas.
Escencia de ail.
Para eugommado.
Vendem-ae frasquinbos com escencia de ail
ceass eicelleote para engommado porque ma
gota delta baalante para dar cor em uae bacia
d gomma tendo de maia a maia a praciosidade de
nio manchar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail. Gests cada frasquinbo
500 rs.: oa ra do Queimado loja da agola bran-
ca o. 16.
Vende-se maearrio. aletrla e talharim a
340 rs., arroz a 100 e 120 ra., caf muido puro
a 360 ra., erva mate a 240 ra., sabio branco a 200
ra., alpists a 160 ra.. assucar branco a 100 e 120
rs. proprio para doce, gomma a 100 rs. a libra e
29660 a arroba: esli torrando, Santas k C. toa
do Cordoais o. 1.
Rival
sem segando.
Na ra do Queimado o. 55, defronte do sobrado
novo, esti disposto a vender tudo por prego que
admira, assim como sajs :
Frascos de agua de lavando muito gran-
des a
Sabonetes o melhorque pode haver a
Ditos grandes multo finos s
Frascos com rheiros muito finos a
Ditoa ditos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com bsnhs multo superior a
Ditos dita de urco fioissima a
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a
Ditos para Itmpar s cabega e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiro a
Ditos com banha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de maca-l oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tam um reato de lavando embreada a
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fine a
Dita de cartio Pedro V, com 200 jardas a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreleis de linha com 100 jardas a
Duzia de meias cruss muito eocorpadasa
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancis para senhora, mui-
to finas a
Vara da bien da largura de 3 dedos a
Dita de frsnja para toslbss a
Groza de botSes de louga braocos a
Duzia de phosphoros do gaz a
Dita de ditoa de vela muito surerlores a
Pecas de fita para coa de todas ss lar-
guras a 320.
Veode-se nm terreno em Santo Amaro,
auto ao hospital ioglez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado: a tratar na roa do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son &C.
43 Ba do Queimado 43
Esquina do becco da Congregacio.
Cortes de lanzinba para vestido, com 13 e meio
covados, a 39.
Mantas de blond pretas bordadas de velado.
Creadenaplss pretos, e meias pretas p *
nbora.
Chitas, cambraias, e outraa muilss fazendas, qae
cao possivel tudo aqui ae mencionar.
Garteiras com aguihas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiraa com aguihas de mal boa qualidade, e ei-
cellenle aortimento, e asesta vendendo a 500 rs.
cada urna ; easim como receben igualmente no-
vo aortimento das aguihas imperiaes, fondo dou-
rado, que continuam a ser Tendidas a 160 ria o
papel, isso ns ra do Queimado loja d'aguia
branca o. 16.
Argolas de ac para chaves
vendam-se i 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na roa
do Queimado loja d'agoia branca o. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na roa do Queimado loja d'ageia branca
n. 16, onde se achara completo aortimento.
PEIXE
Duarte Gompanhla
recebersm pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peize o mais bem arranjado que ae po-
de deaejar em lataa lacradsa hermticamente pe-
los precos de 19200 a SJ a lata :
Chouricaa finas promptss.
Pescada assada e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Csvalla em azeite.
Guras assado.
Nulas de tigelads.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Linguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijo verde a 800
rs.: nos srmszeos Progressivo e Progressista no
largo do Carmo o. 9 e ra das Gruzes n. 98.
Collectjoes de estampas.
Acabada chegar a loja da aguia branca urna
pequea quantidade ele collecges de flnss o
grandes estampas a fumo, representando elles os
martyrioa do Senhor em 14 quadros, oa quaas
sao bem acertados para qaalquer igreja ou mes-
nio casa de quem tenha gosto de as possuir;
ebegou igualmente outra pequea porglo das
procuradas estampas a morte do jaste e a morte
0 P,c*,ao"': acham-ae a venda somente na ra
do Queimado loja da agaia branca n. 16.
Talhares para crianzas.
A loja da agnia branca acaba de reeeber a toa
encommenda doa preciosos talhares para criancas
o oa est vendendo a 320. 400 e 500 ra, confor-
me a euperiorMade dalles: na ra do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
uvas pretas de torzal
para meninas a 500 rs. o
par.
Vendem-se lavas pretesde torcal em bom es-
tado para meninas de diversos tamanhos a 500
rs. o par: na ra do Queimado loja da agaia
branca n. 16.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de lavander inglesa
pelo baratissimo preco de500 e 640 rs. cada fras-
co, pomsda maitisaimo fina em pios grandes a
500e a 19, vende-se por to bsrato preco pela
grande qusntidsde que ha: na rus do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazeoda muito auperior
pelo baratiasimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal preco pela razio de es-
tarem muito pouca cousa encaldidoa, tambem se
veodem pegas de rendas Haas perfeilamente boas
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 19, ditas
com salpicos muito booitss e diversas larguras
19200, 19600 e 29 a pega, ditas de seda a 29 ca-
da urna peca : oa ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezaa da boa fama o. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazeoda
em perfeitiaaimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a^a resma.
Vende-se ne ra do Queimado toja de miade-
zas da boa fama n. 35.
Meias pretas de seda:
Vende-se meisa de seds pretas para senhora
fazeoda muito superior pelo baratissimo preco
de 19o par : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n.35.
Aos fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velaa, eatabelecido no largo da As-
sembla n. 9, mudou-ae para a ra da Hadre do
Dos n. 28, qeaai defroote da igreja, onde conti-
na a haver um completo aortimento daquelle
gneros, que se vendempor precos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'agoia branca receben orna crescida
quantidade de sabonetes finos psra barbas, os
quaes convm a todoa compra-los mesmo psra
mos, avista do diminuto preco de 39 porqeanto
se est vendendo a dnzia. Para satisfszer-se aos
bons freguezes se veoder tambem em menores
porgues, porm quem maia comprar maia lucrar,
porque aaaim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'agoia branca n. 16.
oraes.
Em massinhos a 500 rs. cada um.
Em ilos a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-ae nnttn hnn. oor.oa, em massinhos,
fios e voltas de 3 fios, pelos baratiaaimos precos
cima: na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
800
320
160
500
I9OOO
I9OOO
240
600
240
320
500
720
900
900
400
500
100
500
800
500
20
0
90
90
29400
45500
3J000
126
80
120
240
240
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber um
bello e eacolhido aortimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se pode dar em taes
objectos, e as est vendendo a 19500 cada urna,
tanto para senboras como para meninaa, e pela
novidade do goato e apuro da moda nio tardarlo
em se acabaras que ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Calcado de Melis.
Botinas de Melis 129000
Ditas de cordavio forma melis a 10J000
Ditas de lustre (francesa) a 69OOO
Ditas ioglezas de 99, 109,119 o 129000
Sapatos de tapete forrados las, proprlos
da eslaglo a 19500.
Ns loja de Burle Jnior & Hartios, ra do Ca-
bugi n. 16.
Vende-se um bonito cavallo castanho, pro-
prio para sella, sellado e enfreisdo : a tratar na
cocheira de Tbomas Jos dos Reis, no Mando
Noo.
Escrayos fgidos.
No dia 11 do correte aesentou-se de casa
de seu senhor o escravo* Antonio, de naci An-
gola, velho, meio corcovado e ps incbados, le-
vou palelot de urna fazeoda mesclada clara ecaU
Ja branca : quem o aprehender leve-o a ra das
ruies n. 41, loja.
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Ra do Queimado n. 19.
LeDeoes de bramante de linho a 39.
Cobertaa de chita finaa a 25.
Ditaa a prego de I98OO.
Cambraias pretaa mallo finas.
Colchas de fustio muito lindas a 69.
Eateiraa da India de 4, 5 e 6 palmos de largo
proprias para forro de ca ma e salas.
Lengoes de panno de lioho fino a 29-
Algodao moostro a prego de 600 ra. a vara.
Toalhaa de linho para mesa a 49.
Ditas de fusto psra mos, cada ama 500 rs.
Baldes para meninas.
Gaiolas.
Lindas gaiolas de rame, proprias psra passs-
rlnhos de eatimaeao ; vende-so na ra do Quei-
mado n. 63.
Mobilia.
n.
Na ra da Gamboa do Carmo loja
12, vende-se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti -
ga, phanthatia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-te toda a qualidade de obra
de encommenda com a maor brevida-
de e o maior apuro da arte.
Fugio
do poder do abaizo assigoado o escravo africano
Maooel, que foi propriadade dos berdeiros do
Francisco Augusto da Costa Calmarles, a nm dos
quaes se comproa. Ausentoa-se sem motivos o
sem ser castigado. E' robusto, maior de 40 an-
uos, snda ganhando, tem olhos graodea o aver-
melhados, e costums embrisgar-se. E' multo co-
nhecido em Santo Amaro, aonde et presume-se
que esteja acollado, e desde jl se protesta contra
quem o oceultoo. Levou vestido calca de brim de
cor, camisa de chita e bonet de lia : quem o
trouzer ra da Cruz o. 33, armazem, ser ge-
nerosamente recompensado.
Domingos Rodrigues de Andrade.
Ausentou-se da casa do abaizo assignsdo
no ssbbsdo 8 do correte, o sen escravo de nomo
Fernando, cor cabra fula, altura regalar e corpo
reforcado, sendo o dito escravo canoeiro da fa-
brica do Montelro, consta que as vezes anda no
Campo Verde onde tem eonhecimentos, tendo
por costme tocar rebeca e viole : roge-se por-
tanto as autoridades policiaes e espilles de cam-
po a sua aprehencao, levaodo-o a ra do Apollo
n. 6, deposito da fabrica do Montelro.
Jos Guilherme Guimaries.
Fugio no dia 10 do correte de bordo do
patacho Gapnam, o escravo ctioulo marinhei-
ro de nome Antonio, Idadel9 aonos pouco maia
ou menos, altara regalar, rosto comprido e com
slguos signses de bezigss, leven calca e camisa
szul : quem o pegar leve-o ac escrlptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C. rna da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho qae ser
generosamente recompensado.
Fugio do engeoho Santos Mandes, na co-
marca de Nszaretb, de Laorentioo Gomes da Cu-
nta Pereira Beltrio, em 18 de fevereiro do eooo
de 1861, um escravo de nome Antonio, de idade
de 30 aonos, pouco mais ou menos, pouceberbs,
cor nio muito preta, corpo e altura regulares,
rosto comprido, ps nm pouco spslhelados
grossos, tem falla de unhas em alguna dedos por
causa de bichos que teve, olhos pequeos e re-
galados, csrreiro, e entende 60 officlo de ca-
noeiro, um pouco regrista, da Angola, porm
muito Isdino; foi escravo do (loado Antonio da
Craz, qne morou em Maria Fariehs, assiss orno
tem estado em diversas praiaa, poriaso talves to-
me esses lugares. Boga-se Is aotorldadee poli-
ciaes e espilles de esrapo a epprebeoslo do eaea-
mo, e leva-lo ao referido ensene, on 00 ReeHe
na prara do Coremerclo aos w. *,sT"*>o
de Olivelrt 4 Filho, que recebarlo fOO de fra-
tifleagio.

mmmmm


***
DIARIO DE PERNAMBCO. SEGUNDA FBffiA 17 DI MARCO DE 186,

Litteratura.
As tres irmies.
SEGCHDA PARTE.
IV
(ContinnaQo. )
Si fosse rico... parece-me que o3o, mioha
me... A riqueza boa; nio e di bem
com o pobrei... quero dizer, que 01 ricos nio
e eoteodem bem com os pobrei. Acho eu que
a geote rica lem l um modo de peosar, que os
arreda do modo de pensar da pobreza. A mi
nio reparava que o Sr. Duarte, quaodo ci Tioha,
parece que nio entenda agente? Sentara-te
um instaste, e fallava em cousas que eu tambem
nio oteadla. Bu, ai Tetes, disia isto ao pie,
Deua reja a sua almae elle dava-me razio, e
expltcava li pelo seu modo de fallar a causa
Eorque ot ricos andsm em desarenen com os po-
ros. Lembra-me dizer-me o pae que o muito
diobeiro poda dar a um gallego alma de prnci-
pe, a miaerta podia dar a um principe alma de
gallego. n
As almas sio todas urnas, filba I O galle-
go tambem christio I atalbou a Sra; Hariao-
oa. mirando-a solemnemente por cima dos o -
culos.
Pois, sim ; mas quera dizer nisto pae
que a gente oio vem (eita das mioa de Deus, e
que o diobeiro que nos faz depois.
Credo I teu pae oio podia dizer essa here-
aia Iacudiu a mi com sincero temor de Deas.
Pois quem que faz a geote aeoio Deus ?! O
dinheiro que o peccado, Jeronyma. Se oio
fosse o diobeiro, lalvez que Eulalia fosse bem
feliz. Duarte seria trabalhador, e honrado como
o oosso Fooceca.
Puia sim ; mas, se o oosso Fooceca fosse
rico como o Sr. Duarte, tslvez oio fosse honrado
oem trabalbador, e a nossa Hara estiresse aqui
sem nada como eali Eulalia.
A Sra. Hariaooa oio respoodeu de prompto.
S paaaados instantes de medilacio, disse :
Esla rapariga parece que apreodeu a fallar
com o pae I Oode raes tu buscar eases dizeres,
que parecem oiesmo de homem, equemedei-
xam as vezes ficar entallada ? Eu j sei qne tu
staes a 1er aoa bocadoa ni loja, e que o Fooceca
te deizou ficar liros... Olha, filha, deiza-te
disso ; quaodo ti*eres (oiga, cuida mas em re-
sr as tuas coalas, e pedir alma de teu pae que
nos de saude e graca para servir a Deus.
E que oos deize ci chegar o caf e o assu-
car tambematalbou, aorriodo, Jerooyma.
Saude e graca para-servir a Deua de presumir
que os preces de Marianos alcaocusem basti-
les mas a carregacio do caf e assucar essa que
n3o velo.
A gazeta de Lisbos de 15 de setembro.de 1814
trouxe ao Porto a noticia de que um navio por-
tuguez, carregado de assucar e caf, tioha sido
mettido a pique por um dos brigues fraocezes
que infestavam seoslas martimas. O capilio
cooseguiu satvar-se com parte da tripoiago, e
ora baldeado a um navio hespsohol, com pro-
cedencia de Montevideo, e chegara a Lisboa no
da 13. Accresceotava a gazeta que a carrega-
cho vioha coasignada a Marianos da Silva mora-
flora os ra dos Ioglezes, oo Porto.
Quem primeiro soube a ooticia foi o advoga-
do. Correu pressurosamente a prevenir Jerony-
ma para que sua mi a oio aoubease. A varo-
nil m guando leu a gazeta. ^
Nao ba duvidadisse ellaestamos mais
pobres do que eramos.... pouco mais pobres ...
O palor se este golpe oos rouba a mi.... Hei
de peosar oo modo de a engaar. Escreva o meu
cunhado urna carta com lettra fingida em que o
commerciante do Brasil diga a mioba mi que
reserva a remesas para malhor occaaiio, e d as
razes que achar acertadas.
Combinaran: oslo. Escreveu a csrta Jos da
Fooseca. Jeronyma, com rosto inalterado, moj-
trou-a me, que flcou louvando milito pru-
dencia do aeu correspondente.
Comecara m a desanimar os estorbos de J erony-
ma, com quaoto se nio poupasse ao trabalho.
Tremj, pensando que seriam infructuosas as suas
lides, e coodemaadas i desfortuna todas as es-
peculacjes.
A loj eatava minguada de genoros, a fre-
guezia la-se mudando pira oode a abundancia
convidara a escolha. Credores nao os liaba a
pobre casa, mas o oeobum concurso amesrjava ji
as oecessidades diarias. Jos da Fonseca esta va
no segredo da desanimado de Jerooyms, con-
vidou-a a repartir com elle quiohio do sea tra-
balho e da sua virtud?, bemaoalmeote dava o
advogado metade dos seus gaohos a Jerooyms, e
esta juntando quaotii do cuchado os peque-
olssimos interesses da loja, dava aos sabbados
cootas a sua mi.
A crdula aenhora fallava todos os dias na sua
carregacio, e sonhava muilas noites que a ra
perder-se.
Jeronyma dizis-lhe sempre t
Se se perder, Deus nos recompeossr por ou-
tro lado. A nossa mi tao soffredora e resig-
nada com a vootade do Seohor, que, ae a carga se
perder, ha de dizer-nos a todas que peccado
cborar por cousas que oada valem para a virtu-
de oem para a salraco.
Dizeo bem, Jeruoyma; mas a fallar a ver-
dade, se isso acontece, teremos de ir pedir um
boceado de pi ao oosso Fooseca.
E elle ticar tao contente de oos ter, que
ate os havemos de achar agradavel a nossa po-
breza.
Pois, sim, sim, filha ; mas melhor deixar
a raaus que pedir a boos.
9 que a religiio oio pode destruir a philoso-
phia dos aoexios. All se v que a Sra. Mananna
estar com o parecer de multa gente, que acha a
pobreza encantadora oos romances : mas gosta
de ae edificar oos evanglicos quadros, leodo o
romance com os ps ao fogio, e as costas bem en-
terradas oo fofo respaldo de urna poltrona. O
que faz isto alo a oatureza, sao os aoezios, que
preoecupans muito mais o mea espiritooio ou-
so dizer o espirito do leitorque as pacieotissi-
cnas prlses de Silvio Pellico, e o heroico des-
preodlmeato de Scrates, e a desprezadora mofa
las riquezaa por Diogeoes.
Que bellos livros, que divinos romaoces o meu
leitor tero lido, em paoegyrico da pobreza I As
oovellas de Emilio Souveatre, que deviam iocu-
tir oa gente a mana da pobreza, se oio fossem
os anexins que a Sra. Hariaooa herdara de aeus
avs, e nos legramos aos nossos netos I......
Que romancea aquelles to balsmicos, tio gisa-
dos pela providencia dos iofelizes, para quem oio
rico I Como a geote se aeote bem oa pobreza
doa persoosgeos do moralissimo romsocisla, e
como a geote ae seote mal entre aquelles miilio-
narios de Balsac, dolos do secuto, em putrefac-
to d'alma e corpo I
E, todava, mui mal piolada oos apparece a
pobreza oo muodo material I A ioquietacio, oa
tediot e as quedas sbitas dos ricos, aioda is
vezes vestem de gala, aos oossos olhos, o socego,
a alegra, e a seguraoca da pobreza ; mas a visio
da relmpago; as gata* eram emprestadas e ca hi-
ram ; o que flcou foi a pobreza nua e deforme, a
querida de Jess, a querida doadiscipulos de Je*
sus, s querida de quaoloa aobem ao Calvario a
vest-la das flores da paciencia, a deacem com
ella ao meio das turbas, apreaaotaodo-a como
tropheu de trabalho boorado, de independencia
sem orgulho, de missao cumprida de cada
homem.
Desculpe-me o leitor a divagacio. Em aom-
ma, quera eu dizer que a Sra. Hariaooa oio de-
ejava ser pobre, oem aceitar o bem-fazer de aeu
georo, porcauaa do aoezim, que diz: < aotes
deizar a mua que pedir a boas.
Decorridos seis mezes soube a viuva que o na-
vio ae tioba perdido. Dissera-lh'o, ao aabir da
missa, urna pobre a quem ella nio dera a esmo-
la nsquelle dia. Coitadioha Idizia a pobre.
Deus sabe como ella vire, desda que se loe foi
ao fuodo do mar toda a aua riqueza I Hariaooa
chamou a mendiga a ezplicar-lha o que dissera.
Jarooyma oio podia soster a revelscio. O que
fez fot voltar com aua mi i egreja, e pedir-lhe
que ajoelhasse a pedir a Deus que a Osease dig-
na da riqueza do cu, daodo-lhe animo para sup-
portar a pobreza de alguna dias.
Seotlu-se consolada a virtuosa senhora ; te-
na pejo de carpir-se em presenta de suas fl-
Ibas alegres, de sen geuro, cada dia maia des-
tellado.
Eolio soube ella o estado do seu negocio, as
dadivas do marido de Hara, e aaocculUa angus-
tias da Jerooyma. Julgoa ae da mi de Deus eo-
tre almas tio devotadaa. Abeocoou a desgraca
que a fez domiaar mais no corscio de seas fllhos
sentiu, alm dos prazeres da reaigua^io, aquella'
oca alegre, que infuode oa alma a gloria de ter
humilhado a pobreza, esse formidavel ioimigo
que trazem terror taolos potentados I
Via Marianos o vatio ds sus loja, mandou-a
fechar. Deixou a casa, onde vivara desde meni-
na, a alogou ama cazloha de pouco porta, conti-
gua i de aeu georo. Tudo iato foi feito com um
sorriso de comprazlmaoto. Eulalia dizia a sus
mi que aioda tioha o eordio a a cruz para urna
oeceaaldade. A boa senhora dizia que aeria des-
graca certa oa familia a venda daquella crui I Ji
at ae julgava lio feliz, que receiava desgrac.ae a
pobre mia I
Chagadaa as cousas a este extremo, entroa no-
vameote Pedro com as immortaea esperanzas
do seu coracio. O capitulo seguale elle que o
dicta.
V
Oulro pae.
c Quaodo se dea oa preea a ooticia da perda
do navio, em que vioha o futuro di pobre fami-
lia, fui ter com Jos da Fooaeca, a encarecida-
mente Ihe pedi que offereceeee i Marianoa o di-
obeiro que ella jalgasse oecesssrio para restau-
rar o negocio. O doutor respondeu-me que Ma-
mona igoorava o desaatre, Jeronyma oio acei-
tara o emprestimo, oem a mi, sem annueocia
da filha, o aceitarla.
Aa suas repetidas pretendes i micha cu-
chada, accreaceotou Fooseca, tornara extrema-
mente melindrosa a poaico della. Eu nio louvo
0 altivo geoio de Jerooyma ; porm, ae bem pen-
s nos setos de bumildade em que a leoho visto, .
costa-me a crer que saja altivez o aeu modo de
ver o casamento. Soja o que fr, natural que
Jerooyma ae julgue mais feliz na pobreza que oa
abundancia preparada pelos favores do homem,
cuja mi de marido ella oio aceitn. O aeu em-
prestimo, Sr. Pedro, poderia tomar a cor com-
merclal que o Sr. me quer dar: Jerooyma, po-
rm, nao o tomarla sob essa cor, e entrara em
lula dolorosa comsigo mesma, vendo o bem estar
da mi o da irma sacrificado aos caprichos do
cor.-co d'ella.
Nao me desaoimaram as razes de Jos da
Fooseca. Eacsrreguei terceira pessoa, um aatigo
socio de Joaquim Luiz.de fallar com a viuva, e
offerecer-lhe dioheiro. O eaviado eacootrou Je-
rooyma oa loja, e disse-ihe o fim para que dese-
java enteoder-ae com a mi.
c Jerooyma agradeceu-lhe a geoeroaidade:
mas pediu-lhe que poupasse a me ooticia, que
alia aioda igoorava. Voltou li o meu amigo of-
fereceodo o mesmo auxilio filha, e independen-
te de ouvir a vootade de sua mi. Absteve-ae Je-
rooyma do emprestimo, dizeodo que oio delibe-
rava em cousas de taota respoosibilidade, nem ji
podia entrar com satisfac3o em oegocio algum.
O aotigo socio de Joaquim Lniz, sem mioha
ordem, adiaatou-ae a esclarecer Jerooyma, cui-
dando que aisira a mova a aer miaba mulher.
Disse lbe que era eu a pessoa, que dava o di-
ohei'O, e dara lulo para melhorar a sorte d'ama
familia, que me era tio eatimada, como a mioha
propria. Repreheoleu braodameate Jerooyma
por ter repellido a fortuoa, e o coracio d'um mo-
co digno della. Rematou dizeodo que os mo
della eslava aioda ser mioha, ser ditosa, e fazera
felictdade da sus familia.
Jeronyma respoodeu que a desventura oo
Ihe modificara o genio ; que a felicidade da sua
familia nio poda ser o sacrificio della ; que a sua
mesma digaidade Ihe iropunha conservar se, co-
mo pobre, oos seotimeotos em que eu a achara,
quaodo ella era meaos pobre, e o mundo a jul-
gava rica.
a Passaram alguos mezes, e fechou-se a loja
de Hariaooa. Hudou a familia para urna pequea
casa, e Uve a certeza de que a aua mesquinha
subsistencia Ihe era ministrada pelo hoorado ju-
risconsulto, qae cerceira ia auas limitadas des-
pezas o sustento da sogra e daa cuohadas.
Ao mesmo tempo, pude saber que Jeronyma
ae applicava afanosamente a cultivar prendas de
coatura, como marcar e bordar, cousaa, que oio
aprender preceito, por que deade menina as
suas applicacea teodiam todas a auxiliar o pae
oo expediente do commerclo. Ioquirindo eu de
Fooaeca os intentos de Jerooyms, por me elle di-
zer que a aua caobada era iocaosavel naquelle
aovo geoero de trabalho, aoube que o seu plano
era habilitarse para meslra do meninas.
a Eotristecea-me esta ooticia. Cuidei ver os-
lo baixeza de seotimeotos, iacapacidade para
sentir que a oobreza da mulher depeode muito
do lugar em quo a aociedade a v. Queatioaei
com o advogado, que me eaoobrecia chamndo-
me amigo. Expuz-lhe o juizo injusto quo eu es*
lava lorraanao Ue Jomnyina ; alta, pnrm, pensa-
ra tio ao tovez dos meus falsos priocipios, que
mecooveoceu da requintada oobreza de aua cu-
abada.
Se voc eoteode muito do coracio humano,
esclareca-me. Que forte amor era aquelle meu,
que aa alimentara e ioflammava com oa desdeos
e meos prego de Jerooyma I ? Deveras a amava
eu, e respeitava tanto como amava. A miaba fa-
milia, que, o'outro tempo, achava digna e racio-
nal a mioha affeicio, veodu que os anuos m'a oio
desvaneciam, conspirara cootra mim, taxaodo-me
de pobre de bros, incapaz de responder com o
dasprezo s repetidas offensas de urna mulher,
que me oo valia. Mioha me era a mais irrita-
da cootra a fraquezi do meu pobre coracio. Pa-
rece que as mulheres sio aa mais implacaveia
ioimigas das mulheres, e destas, aa mata mote-
jadas, sio aa que se siogularisam por qualquer
motivo, o qual oem sempre so faz misler que so-
ja indecoroso. A ioimizade oem mesmo poupa
mulheres, que dio o Inslito exemplo de abne-
garem esposos ricos, para ficarem solteiras po-
bres.
Desculpo mioha mi. Tioha-mo ella em con
la de grandes merecimeolos. Julgava impossivel
o regeitarem-me ricas he*deiras, e muito meos
a obscura e pobre filha de um logisla. Logiata
era tambem mea pae; todava, cuidava mioha
mi que alguos ceotos de mil cruzados interpu-
oham entre negociante e negociante urna rala de
jerarchia
< Meu pae mandara-me fazer a viagem a o Rio
de Janeiro, esperando curar-me pela ausencia e
distraccio. Voltei mais eofermo de saudades, e
esperanzoso aa orphaodade de Jeronyma. Fui
ioda_ repellido; e desde essa derrota, mais do
coracio que do amor proprio, meu pae coocei-
tuou-me ae tolo, e mioha me de homem sem
oobreza de seotimentos.
Era eata a minha posicio na familia, quaodo
Jerooyma ae preparara para abrir aula de meni-
nas.
c Um dia me disse urna mioha lia que se fal-
lava no casamento de Jerooyma com um pianis-
ta italiano. Ora, imagioe que puobalada eoffreu o
meu amor-proprio I E que risos ultrajantes mi-
ohasirmaas trocaram cum a me, e as illusoes
iogenerosas qne se faziam em caaa, com palavraa
e gealos, sendo, urnas vezes, mioha irma, qu
trauteava caocooetas, emquaoto a outra simulara
dedilhar o teclado d'um piano I
< Procurei azo da fallar com Fonsecs, e soube
que, por cooselho d'ella, Marlaaoa estara apreo
dando piano, para, paseados aooos, ir dar lices
i casas particularea, ae o eoaioo de primeiraa let-
tras e costura viesse a ser-lhe penoso, por des-
dizer do sea geoio e actividade a que estsva af-
feita.
Eolio cooheceu Fooaeca a sincera paixioqua
eu tioha por Jerooyma: creio que me viu cho-
rar de alegra, com a certeza de que nao tioha um
rival I Uat rival, digo eu I Se ella me oio ama-
va, com que direito me julgava eu em compe-
tencia I
c Sei qae Jos da Fooaeca, com movido tai-
vez apiedado do que elle mesmo chamara frique-
za, fallou de ouvo i cuohada na crueldade da aua
repulsa. Acalorado pela natural boodade que o
enterneca em defeza do todos os iofelizes, cho-
rou Fooseca, expondo aa proras coostaotes de
dedicacio, que eu tioha dado aquella familia, por
amor d'uma mulher, que sa desquitava da obr-
gaco, repelliodo-me.
< Hariaooa ourira eoternecida a mioha histo-
ria de seis eooos, e Jerooyma tudo ouvia em si-
lencio, teta lerantar oa olhos do bastidor.
a Nao tem urna pslavra, que me diga, de-
pois de tudo isto, Jerooyma? perguotou Foose-
ca, em cooclusio do meu elogio.
Teoho urna palavra, que lbe diga : casa*
reirespoodeu ella, e cootiouou a bordar.
< Fooseca felicitou Haranoa, abracou a cuoha-
da, e chamou-me i aua casa. No dia seguate, fai
com elle i casa de Jerooyma, e aeotei-me ao la-
do do bastidor, em que alia serenamente cooti-
ouava a bordar, depois dos cumprimeotos.
< Estou veodo lado, e ji li vio quareota e sais
sanos. Eulalia costurara ao p de sos mi. Ma-
riscos, em ama eadeirioha baixa, com os bracos
cruzados sobre o regago, recordava-se de seu ma-
rido, e conlava a chorar aa alegras do seu amor
de solteira, e ss da santa amizade de casada. Je-
rooyms, i espacos, suspenda o braco, e sorrla
ingenua mente issaudadea de aoa mi. Por eotre
os, aodava um menino de quatro aooos, fliho
de Mara, que fszia rir muito a ar, quaodo moa-
1 lava sobra o nariz os ocalos della, ou rufava tam-
bor ruidosamente no teclado do cravo. Nio sel o
que bavla naquelle ar, mea amigo. Pareco-me
que all, malhor que entra a mioha familia res-
pirara eu ss suavidadaa da vida iolima. Com
dnas horas de convivencia, coohecia todos aquel-
les coraedes. Seotia precisio de chamar mi a
Harianoa, e de acariciar Eulalia e Hara com o
Electo doce de irmio. Emquaoto i Jerooyms,
essa incutia-me respeito e oio sel que embara-
501 de gestos e de expresses. Fallava-lhe a m-
do; e, cada reaposta sus, fleava-me o coracio
cismando ae alguma de mlohaa palavraa a im-
presaionaria desagradavelmenle. Recordaces de
amor aublimado ',e santo oio teoho outraa. Nio
teoho outraa duaa horaa aemelhaotea oa miaba
existeocia de setenta annos l
Na manhaa do dia aeguiote, fallei a sos com
meu pae, contei-lhe o que ae havia passado, e
a resolucio de Jerooyma. Nolei o spssmo com
que meo pae me ouviu, a Aquel de pedra, estu-
pido de dr, ao ouvir-lhe osla aeoteoca :
aNeg o mea consenlimento para tal ainei-
ra.
' a E proseguiu : Resolvea-se Analmente a prln-
cezs a cassr comtlgo. Vou maodar esntar um
Te-Deum, e tocaros sioos. Desee do throoo a
excelsa raioha a receber as humilbaces do sea
despressdo e despresivel vassslo. Foi preciso
que apparecesse um piaoiata italiano para lbe ac-
cordar o appetite do matrimonio. Fez a menina
a compareci eotre o piaoista e meu fliho, e
achou que meu filho valia um pouco mais qne o
piaoista. Muito bem. Se a ti te serve, nio me
serve a mim. Se nio tena digaidade, teoho-a
eu. Se achas pouca a tua miseria, continua a
ser miseravel li por tua coala e risco. De mim
oio esperes seoio a maldicao. Dioheiro nao o
dou para sustentar vilipeodios. Teoho dito.
a Mea pae deixou-me coberto de lagrimas, e
foi cootar a mioha mi o auccedido. Ouvi gar-
galhadas de miohas irmias, e imprecares de
mioha mi. Sabi de cass, e fai desafogar a dr
mortal aos bracos de Jos da Fooseca.
cReaoime-se e siga-medisse-me elle.
< Segui-o oa perplexidade do oosto destino.
Uaravilhei-me quaodo o vi eocamiohar-ae mi-
nha ra, e eotrar em mioha casa.
< A oossa eotrala no escriptorio foi de assom-
bro para meu pae. Ergueu-ae, apoiou aa maos
aobre a escrivaoiaha, e disse seccameote :
Que ?
Uos momelos da altencao que Ihe peco
disse FoosecaEa son cunhado de Jerooyma
Sei;atalhou mea paee d'abi ?
o doutor com pacifico sorrisomss coovioba-me
oio precipitar a causa, que me traz aqui.
aNio poaso perder tempo. Se do meu con-
aeotimeoto que se trata para meu filho cassr com
sua cuohada, neg tal consenlimento. Case-se,
quaodo queira. A lei dispensa a vootade dos
paes. Arraojem-se li. Dote oio dou.
A lei dispensa a vonlade dos paesreplicou
Foosecamas a vonlade doa paes respeitavel,
e eu, como homem de lei, teoho acooselhado
mallos lilhos, oa posicio do sen, a que respei-
tem a vonlade de seua paes, sendo ella fundada
em rases respeitaveis. Essas rases de recusa
que eu venho perguotar ao aenhor quaea ellas
ajaos.
Eu podia responder-lbadisse meu pae
que nio dou salislacea ; mas estou de mar pa-
ra aturar impertinencias. Heu filho teve consen-
limento para casar com a filha de Joaquim Luiz
ha sele acnos. Joaquim Luiz era um homem
honrado, com cuja alliaoca eu me oio eovergo-
ohava. A menina regeilou meu filho, como ae
eaperaase que algum dos infantes viesse casar
com ella. Um aooo depoia, o parvo de meu fi-
lho pedu-a de aovo, e foi aioda regeitado. Ti-
re d e vergooha da tolice desse bssbsque ; raan-
dei-o viajar. Voltou peior do que fura, e soffreu
aovas e bem merecidas desfeitss. ltimamente,
com grande espanto meu, constou-me que elle
aodava a choramiogaratraz de aua alteza a sere-
cissima senhora dona Jerooyma, e voltava de
novo i carga, vendo que ella prefera um troca-
tintas italisoo. Teobo dado as michas rases :
nio comilo em tal casamento. O Sr. doutor
escuss de perder o seu tempo, se tem que fazei;
ea ci de mim teoho {multa cousa seria em que
me oceupar oa miaba vida, e nio aado por ca-
ss8 alheias a perguaiar aoa chefes de familia a
raso das suaa determinacoes:
Apeaar da desabrida recepto que o seohor
me diredarga Foosecaoio me arrepeodi
aioaa ae ler viuuu aqu. C bom aempre rir a
calumnia em primeira mi. O Sr. Houteiro ca-
lamoiou miaba cuohada, e nico oa diffama-
r'o. Admiro'com tristesa o calumniador porque
relho e porque tem filhas.
Vem iosultar-me a mioha casa? 1oradou
meu pae.
Nio tita insulta-lo, seohor, vim a dizer
Ihe que as razes, dadas para a negscao do con-
senlimento, oio sio respeitaveis. Se o fossem,
o primeiro respaitador deltas, e cooselheiro de
seu filho, seria ea. Nio o sio, e, portaoto, o
casameoto de seu filho com Jerooyms ha-de rea
lisar-se.
Como quizerem; mas violem oo o espe-
rem de mim, em quaoto eu fr vivo; e, depois
de morto, veremos.
Depois de morto,disse o advogadoha-da
o Sr. Mooteiro ser um eztremoso pae, como to-
dos os paes que morrem.
E voltaodo-se para mim, proseguiu:
Quer, pois, o Sr. Pedro Mooteiro casar com
Jerooyma, pobrissima, sem o dote deunaca-
delra, aem mais patrimonio que a sua victude?
Quero, porque sei que o trabalho me dar o
que meu pae me negarespond eu.
Has-de faz-las boas com o teu trabalho
acudiu meu pae em clera.Ulha quem 1 tu'
que nuoca aoubeste o que oegocio, que ostra-
gavas as mais simples trelas de escripia com-
mercial, que eu te iacumbi 1...Ests bem avia-
do I Casa, que d'aqui a dous mezea has-de eo-
trar por aqui dentro a pedir ama tigela de caldo.
E o Sr. Mooteiro negar-lhe-ia?perguotou
Jos da Fooseca.
A elle talvez Ih'a disse; mas a elle s ;
mulheres de portas a dentro nio quero msis ne-
ohums.
Fooseca sorriu, e sahimos, depois que elle
me aceooa com a cabeca para o segair.
Parece-me duro de coracio 1foram as ni-
cas palavraa que ouvi ao advogado.
Cbegamos ra das Floras, e entramos b'u-
ma casa commercial. Foosecs chamou o nego-
ciante ao escriptorio, e levou-me consigo.
Este seohor como sabe, filho de Joaquim
Mooteiro. Quer casar com mioba cuohada, filba
de Joaquim Luiz.
A virtude am pessoa I atalbou o negocao-
te-Tomira eu quo ella quizesse algum dos meus
filhos, e viesse para mioha caaa. Dou-lheos
parabeos, Sr. Mooteiro I Sea pao deve estar con-
teotissimo.
aPelo contraro, disse Fooaeca naga-lhe
ci loseotimeoto, e ji se v, os menores recursos.
2 redro est pobre, e quer estabelecer-se.
Venho eu solliciiar do meu amigo alguos cootos
d 1 res para comecarom vida os ooivos.
cO Sr. Dr. Jos da Foosecadisse o nego-
ciaotetem a mioba cass, e o vallmeoto dos
neos amigos a suaa ordeos. Diga o que quer,
e quando o quer.
Eu direi, e marcarei o dia.
t Sahimos.
Atienda ao qae vou reflectir-lhedisse Jo-
s da Foosecao Sr. pode dizer a Jerooyma que
s u pae Ihe nega dote, e alimentos ; mas oio Ihe
d ga que oegou consenlimento para aaaar com
e la. A noticia da aua pobreza recommeoda-
Co para que ella o estime muito ; a outra juro-
lbe eu que aeria um formal quebrantamento da
palavra dada.
VI
Calvario! obscuros.
a Com quaoto a paixio me oio deixasse sentir
os dissabores deste mau comego em comparacio
da maita felicidade, que eu aotevia, coofesso-he
que eolrel abatido e tristooho em essa de Jero-
oyma. J l encontrei o doutor: j l sabiam qua
en ia casar sera recursos psteroos, mas que me
sobravam mekoa de emprestimo para estabelecer
algum negocio.
Devisel grande contntamelo em Jerooyma :
tioham mais meiguice aquelles bellos olhos, e
mais sflectuosa auavidade aa expresses. Coo-
versou comgosozinhs, emquanto a mae se aotre-
tinha com aa outraa Albas e com o georo. Aoi-
mou-me a deixar fallar o coracio, e oio asi qae
esiraoha lioguagam eu Ihe dizia que Jerooyma, a
iotervallos. Acara como suspensa ouviodo o in-
timo e novo, e eatraoho fallar do seu coracio.
A nossa vida vae aer laborioaa, dizia-
lhe eu.
E sem a condicao do trabalho parsce-ma
Sao oio pode baver perfeita felicidade, rerpondia
eronyma.
De sbito me fez olla asta pergunta :
Seu pae e aua mae sio cootentes da vos-
as noiio ?
Ficou-me largo eapaco i mentira entallada
na garganta. Trema do terror que incutem aa
coasas divinas : oio poda meoltir-lbe ; lembrou-
me, porm, a observaco do cunhado, ebalbuciei
extemporaoeamoote.
Sio conteotea da nossa ooiio.
a Jerooyma demooatron simulada iodiflereoca
pela deloogada respoata, e declinou a conversa-
Cao para oulro aasumpto. Fallou-me daa virtu-
des de Fooseca, o do dessstrado fim de Duarte
Pereira.
c Eoeimiobei novameote o dialogo para as de-
licias do nosso futuro. Jerooyma ouvia-me j
nio elevada oa eslraohezs d phraae, mas em
abstrshimeoto para oio sei que devanear de ma-
goada expressio no semblante della. Ioterroguel-
a com amorosa vehemencia, inroquei a alma de
seu pae para me dizer ella o qae a entristeca.
Respondeu-me :
Eu lh'o direi; oio me amija agora.
Revelel eatas miudezas, que eram indo e o
mais vslioso da micha vida, a los da Fonseca.
Scismon ello, o alaoceou-meo cpncio dlzecdo-
me qae Jerooyma dovia suspeites da formalr ne-
gacao de meu pae. 1
E que monta isso ? perguntei-lhe eu. Se
me ella ama, que Ihe importa meo pae.
O Sr. ignora oa melindres da virtude, res-
poodeu o doutor, Jerooyma er que o mata sa-
grado dever oeate muodo a aabmiasio de filha.
Est Daquella alma juvenil a aabedoria, a ra-
zio, a prudencia, e a edade de Joaquim Luiz. O
coracao de Jerooyma oo se alumia aeoio da luz
da razio e da cooscieocia, luz que esclarece o nio
incendia. Se Jerooyma suspeitar qae Pedro dea-
obedecesse a seus paes, por amos della, nio o
desestima, mas deixa de amar, e sua esposa nio
o ser jamis. J agora esperemos! o que resul-
ta doa seus devnelos. Ella lbe dir o que .
No eotsoto, o Sr. tem de esperar os Iviote e cioeo
aoaosds lei, para evitar pleitos, a que Jerooyma
oio podia ser eslrsoha ; e a ssbe-los ella, per-
dido eslava tudo lado do mesmo modo.
Conliaaei a vivar na companhjia de mena
paes. Nio me tratavam bem oem pal. Nolei,
porm, grande reviraraento oa conQamca que meu
pae depositava em mim. N'outro tempo era-me
franqueado o dioheiro ; passavam por miobas
mios as quaotiaa, qae eatravsm em caixa ; era
eu o recebedor daa letras mais avulladaa ; todo
o commerclo com os portos estraogeiros mefra
iocumbido. Depoia do ultimo iocidente, retirou-
me mau pae a cooanga, vedaodo-mO entrada oo
eacrlptorio, e affastaodo-me de si isperameote
quaodo me en humildemeote offerec.aa auxila-
lo oos trsbalhos de cootabilidade e a tientos.
E' qae meu pae julgara-me capa; de um rou-
bo. Sem o amparo de Jerooyma, se o a imagem
della, que me eatava sempre dsodo lenlos, ter-
rae-hia suicidado, depois daquella a fronte.
Soffria, oa espersoca de resgstsr, um dia, o
perdido cooceito, provaado a meu pi e que o ho-
mem trabalhador nao podia ter-se des honrado por
um-roubo.
Compreheodeu meu pae que eu estar es-
perando a edade para me omaocipar de aeu coo-
seotimeoto. Isto azedoa-lhe mais a ira, a ponto
de me dizer um dia : Essa geote, qae ha de
aer a tua familia, nio capaz de sustentar oos
tres mezes, que te fallam para os tote o cinco
aooos ?
Dosu-me osle nltrage feito vir uosa familia
de Jerooyma ; nio pude reprimir as lagrimas,
osm estas expresses reflectidas : --Na familia,
pobre, que meu paedeapreza, ha li urna mulher
que hade ler por mim coracao de mii 1 ; o aeri ella
a nica, a verdadeira me de entra ibas, que eu
conheci nesta vida:
Lanjou-se meu pao a mim, eespaocou-me,
levaodo-me a poola-ps para fra do escriptorio,
podo me chsmra. Cuidei ver Jeiooyma oeste
lance, a dizer-me : eu tera soffrido mais qae
tu com mais resigoacio o docilidad
a Nesse mesmo dia, recebeu me
la, que eu vi chegar, as mioa de
que linha visto em essa da Jeron
lbe mostr o conteudo da csrta, q
annos depois, eotre os papis de
dro
Era de Jerooyma ; aqu a tt
o tirando-a da carteira. Vim a
pae urna car-
me servente,
ma. Deade ji
encootroi 10
u pse.
m ; disse Pe-
uoido de do-
cumentos, para que voc oio cu de que eu dei
em romaocista oral depois dos set ma aooos.
Lt a csrta que resava asiim :
Sr. Joaquim dooteiro,
< Tomei a liberdade de me dirigir a Vmc. (*)
por raoio daala carta, da reaposta da qual depen-
de a mais importante deliberacio da vida huma-
na. Aooui. vootade de mioha f. milia, aceitan-
do para marido o Sr. Pedro Mooteiro. Depois, oo
pouco tempo que fallei com ellel racooheci-lha
bosa qualidades, e entend que o casarme j oio
era um sacrificio mioha familia. Tive aepoia
motivos para suspeilir qua Vmc. oio contente
com esle casameoto : poderai ter me engaado;
mas forcoso que eu me deseogioe, e o desen-
gao s Vmc. m'o pJe dsr. Iscuso dizer-lbe
que eu sou incapaz de casar com 11 S. Pedro Hoo-
teiro, oio sendo easa a vootade di aeu pae. Creio
que todos os paea sao como era o meu ; e, assim
como eu seria iocapaz de desobe, ecer-lhe, pea-
so que todos os Alhos devem ser egaaes oa obe-
diencia. Vmc. lera a boodade de esponder oque
fr servido.
Deus gusrde mullos aooos a Vmc. Porto SO
de abril da 1861.
Criada humilde.
/eronyma Lux a da Silva.v
Nio pude saber que responde 1 meu pae ; po-
rm, fcil presumi-lo do seguimeoto dss cou-
sas. Jote da Fooaeca, a cuja cas 1 eu ia todos os
dias, disse-me 00 seguiote ao des la carta, que as
suspeitas delle se tioham verificado, e moslrou-
me va bilhete de Jerooyma, com poucas pala-
vraa ; se bem me record, eram estas:
Peco-lhe que aconselhe o Sr. Pedro da Cu-
nta a ser bom filho, para que a mulher, que Deus
Ihe der, possa vir a ser urna feliz esposa. Eu de
certo oio o serel nunca, e elle vira a coobecer que
melhor perder urna affeicio delnoivo, oode ba
tantas, que perder a amizade de pao, que s
urna.
Lembra-me qae me laocei de joelhos aos ps
de Jos da Fooseca, supplicando-lhe que me II-
vrasse da morte. Era um aojo de boodade aquel-
le homem, e tsmbem era profundo coohecedordo
coracio humano. Tioha elle j como impossivel
de 110ver o aoimojde Jerooyma, e mesmo nao coo-
tara com o auxilio da mi, cujos priocipios so-
bre a obediencia devida aos paes, pi podiam ser
seoio os de sua filha.
Caidou em me salvar Jos da Fonseca, ferin-
do-me o amor proprio 00 mais sensivel.
Sr. Pedro, disse-me elle, coor enes mo-
nos do urna verdade, que eu tenho de ha mullo
escondido do justo reseotimeoto do seu coracio.
Jerooyma nio o amou nunca, oem o ama agora.
Poderia vira ama-lo ; mas o nosso caso esti no
prosete e 00 passado. Se o amaste, era sua es-
posa (>a seis annos, e era-o agora o sempre, a
despeito da vootade de seu pae. Rigor tal de sen -
timeotos, oo proprio de urna mulher de viote a
dovii aooos, se ella seote algum afiecto, oio direi
j paixo I All o que ha urna prudencia gla-
cial, urna madureza extempornea de juizo, que,
a meu ver, aigaidea, simples e meramente, abso-
luta ausencia de amor.
Quererla o mou amigo ligar a sua vida a urna
mulher que aotepe as razea do muodo s pro-
peoses da sua alma 1 ? Cr o Sr. aua seria fe-
liz urna alliaoca em que da aua parte est o ar-
dor deaeotimeolos seis annos acrisolados na an-
cla e na saudade, e da parte d'ella um coracio
sem actividade, um espirito iofiexivel, quo est
sempre pautando pela norma doa delrerea o que
lbe vem ou devia vir espontaneo do amor ? Je-
rooyma nao Ihe tervie, Sr. Pedro. I Miaba cu-
ohada tem deleito ; um coracio aleijado, ou de-
generado pela influencia doa costuoaea varoois
em qne se fes, o rpidamente coosummiu a aua
mocidade. Algamaa vezes sua familia tera ra-
zio, censuraodo-lhe a aua fraqueza. Fraco o
homem que se julgs inferior ao imperio das pai-
xea. Nio ha paixio alguma que possa maia que
o homem. Nos que somos os traeos ; e muitas
vezes chegamoa a ungir que o aomos, para que
o mundo incarega a omntpetepcla da nossa pai-
xio. Sr. Pedro, ha em toda a parta urna mulher
que coa ame, e nos indemoiso dss iagratides
daa oulras. E' ordiosrio peosar o homem, que-
brantado de um amor sem esperaoce, quo o crea-
dor fez urna s mulher para o molde dos seas
desejos; o qae aa outraa todas sio apenas esbo-
(os do lypo de urna so. Crea o meu amigo que
aa virtudeade Jerooyma aio um deacoocerlo da
oalareza femioil, o qae eu sei de multas mulhe-
res, possuidoraa de melhores coodicoes para a
r^ioThea^aTroa nos ourtdos conmootusos
este tratameoto. Sra assim no primeiro qaartel
deate teculo, que os mais abastados cpmmerciso-
tea se eoteodlsm a ae reapeilavam. Jerooyms,
vessda ao astylo epistolar de seu pae, julgaria ot-
tensiva por irnica a senhora ao negociaote. O.
mais corto qae ella nem pensoa nlsso.
felicidade de am marido. Em summa, chega-
moa ao ponto do ea, por mioha vez, lho pedir
que tenha digoidade, queesquegs Jeronyma, qae
rolle I estima o conAinca de seus paes, o, final-
mente, qae seja homem.
Nio dei pelo artificio d'este arrasoado. Acre-
ditei siocersmeote que Jerooyma me oio amava
ouoca.
Aqu atalbei eu o mou velho oarrador :
E eu pens que outra creoca aeria irracio-
nal. Para mim teobo qae Jerooima nio amou
nuoca V. Exc.
Amou viote e quatro horaa, e eu lh'o prova-
rel depois ; amou, quaodo me viu depeodeote do
trabalho de ambos; Qcou amaodo-me, depois que
me regeilou por amor aos deverea.
E proseguiu :
a Dei f da sbita mudaoca de meu pae, ope-
rada pela carta de Jerooyma. Fallava-me com
brandara ; chamava-me a coadjuva-lo; reatituiu-
me a cooflaoca : o, decorridos diss, disso-me qae
fosse dsrom pssseio at Lisbos, e que me dei-
xasse por l estsr alguos mezes. Abracel a pro-
posta ; mas cahl de cama na vspero da partida,
e eotre-lembro-me que estire a cahir i sepul-
tura.
Nio ouvi fallar de Jerooyma por espaco de
dous mezes. Dei os meus primeros passeios,
aioda deaejoso de encontrar Jos da Fooceca. Vi
am da Eulalia porta de urna egreja, com o so-
brioho pela mo. Veatiam ambos de luto rigo-
roso. Que idea eu Uve I Como o coracio do
homem attrevido em auas appreheoses vai-
dosaa I Cuidei qae Jerooyma leria morrldo I
Approximei-me de Eulalia ; e ella, veodo-me,
rompeu em praoto daafeilo. Isto mais confirmou
o meu pnico.Que mioha senhora? quem
morreu ?exclamou Eulalia desafogou-se dos
solucos, e balbuciou ;Horreu mioha ssota me.
A dr foi meoor para mim ; mas aaltaram-
me as lagrimas dos olhos. Saota de veras era
aquella senhora I V-la eotre suas filhas, com
um ar de austeridade e teroura, ao mesmo tempo
ora sorriodo ia meoioices do oeto, ora relem-
braodo as mximas do marido ; simples e ioge-
oua como a virtude ; Ilhaoa e coracio do roato
como se estiresse de coolinuo coofesssodo-se s
Deus de aeces, palavraa, e peoaameotos !.. oh I
como en record aioda os meoores tragos d'a-
quella veneraoda mi I..
Estere-se o meu amigo em dorido silencio
por algum tempo ; depois proseguiu commo-
vido :
Pedi a Eulalia que me cootasse miudameote
a morte de aua mi.
Pouco posso dizer-lhe, respoodeu ella, que-
reodo em vio austsr o choro. Hinha Irma Je-
rooima adoeceu...
Quaodo adoeceu ?ioterrompi.
a Depois que recebeu a carta de aeu pae.
Sabe o quo meu pae Ihe dira ?
c Pens que reprovava o casameoto.
Mas sua irmi adoqceu n'essa occasio,
logo depois que recebeu a carta de meu pae ?
Logo depoia ; e dizia-me is vezes quo
lerarii a Deus muitas aeces de gracas, se Ihe
maodaase a morte.
a Fallavs-lhe em mim sus irmi ?
_ Nuoca fallou... s urna vez, quaodo lbe
disse a maoa Maria qae o Sr. Pedro eslava a
morrer.
* E que Ihe disse ?
Que as mais felizes uoies se faziam oo
cu... Depoia, coolicaou Eulalia, mioba mae,
veodo assim Jerooyma, comecou a adoeotar-se,
e a dizer que oio la looge. Foi coofessar-se e
commungar por seu p, e duraote quioze das foi
sempre a S. Nicolao rosar sobre a sepultara de
meu pae. Um dia voltou do camioho, o'uroa ea-
deirioha para cass, com um ataque apopltico.
Apeoas oos cooheceu para nosabencoar, e expi-
rou nos bracos de meu cunhado pedindo-lhe que
foase o pae de os todos. Dous dias depois, mu-
damos para caaa da mana Hara, o l catamos.
Cada vez que ae falla em oossa me, ou eocoo-
tramos um farrapioho que fosse d'ella, abra-
gamo-nos todas a chorar. Agora eatava eu aqui
a espera de um padre que vem dizer urna mista
por alma de nossa me. La dentro na egreja
esli minhas irmias, e meu cunhado, vem alm
com o padre.
Jos da Fooceca deo-me um abraco, e pou-
cas, mss affectuosas expresses me disse.
a Eotrei oo templo, e aasiati com fervor missa
por alma da virtuosa Mariaooa.
Fiada a missa, eacoodl-meoo escuro ds nsre
para ver Jerooyma. Era formosa aioda como a
coroa de florea ressequidas. Os olhos marejsdos
de lagrimas relusiam-lbe i luz dos cirioa doa al-
tares. Peodia-lhe das mos sobre-postas oa cin-
tura o rosario que ea coohecia do actate de
costurs da sua mi.
< Passou e oio me viu. Eulalia disse-lbc ao
ouvido que eu eslava all; e Jarooyma olhou para
aa sepulturas, e aahiu da igreja sem relaocear a
vista a algum dos lados.
Foi a derradeira vez que a vi I... A derra-
deira vezl...
Era urna vibrarlo de gemidos estas ultimas pa-
tarras do aociio.
VII
Adeus ?
A mula geote ha-de parecer absurda falsida-
de urna triste verdade que eu lbe vou contar.
' E essa muita geote aera a de melhor coracao,
e mais firmes crelas oos boos resultados da vir-
tule.
Para me oio eoredar em devaoeioa philosophi-
cos, vou j direito ao assumpto, como aprendiz
de aoatomia, que, para perder o asco ao cadver,
pe as mos oas chagaa tbidas, fechando os
olhos.
A probidade de Jos da Fooseca dra-lhe em
resultado a pobreza. A par e passo que a probi-
dade erescia oas acclamacoes da fama, ia-lhe 1
clientela fugiodo.
Agora vejamos qaanto era natural islo, que or
Ca pelo absurdo.
Um clieote abastado, procarava o jurisconsulto
e propuoha-lhe os seus direitos propriedade de
outrem, que a possuia tambem com os seus di-
reitos.
O jurisconsulto cotejsva as razes de ambos, e
dizia ao seu clieote que era iojusto de sua parle
o letigio. Replicara o cliente que as suas razes
oio eram, bem o sabia elle conauleote, ioteira-
meote iofalliveia ; porm, confiado 00 talento do
seu insigne patrooo, eaperava vencer a causa, e
promellia ser oa paga liberalissimo. Jos da
Fooseca redarga que nao aceitsva procurado
para patrocioar um roubo O consulente sahia e
nio voltava mais, nem acooselhava seus amigos
a voltarem ao escriptorio de Jos da Fooseca.
Oulro clieote, am bastado, por exemplo, que
encerrara oos esreoresum criado que Ihe roub-
ra cinco pilos, offerecia ao advogado ciocoeota
moedas para Ihe aggravsr a culps de modo que o
criminoso fosse degradado por dez aooos. Dizis
o jurisconsulto : a O crimiooso est ha seis me-
zes oa eochovia. A fome o o fro o a nudez de
aeia mezes, afora a privado do ar e da luz, pare-
ce-me sobeja eipiacio. Ea oio teiia alma de
ioarraocar ease desgranado a ama eochovia para o
atirar frica > O clieote replicava que oio vi-
oha pedir aermea de bnmaoidade, e retirava-ae,
divulgando que o advogado Fooseca era capa de
ladres.
Urna dama de Ilustre nascimento procurara o
famigerado letrado para o eocarregarde levar pe-
los Cabellos a cadeia o ao tribunal urna sua cria-
da que eslava viveodo aeoborialmooto a expensas
de aeu marido. O advogado, com quinta deli-
cadeza e urbaoidado sabia, lembrava ciosa se-
nhora que o oomo do sea illustre marido aeris
eoxovalhado com o da aua criada nos tribuoaes.
Acreseeotava que bem podia aer que a tua cria-
da, mulber. Iraca o severa, se deixasse arrastrar
do pradomioio,e mesmo da violencia. Termina-
ra pediodo cobre dama que reapeitasse seu mi-
rtilo, e evitasse eoofrootos de coracio com a cria-
da. A dama dizia que nio viera a pedir cooaa-
Ihos, o sahia psra divulgar que a moral do advo-
gado iodultava a libertioagem dos msridos.
Apparecia depoia a criada pediodo ao advogado
que a defeodeaae da accoaaefio de sua ama. Al-
legara em aeu favor aa razes, que Jos da Foo-
aeca adevinhra, a oalraa mnito aggravantes ps-
ra a qobre dama. O advogado aconselhava-a a
que foase ajoelhar-se aos ps da aoa ama, o, de-
poia de perdoada, abaodonaaae a Ierra, e fosse ser
honesta e laboriosa c'outra parte. A criada sa-
hia dizeodo que o famoso advogado s defeodia
criminosos ricos.
Ora pouqulastmos eram os clieotes que levavam
comsigo ao escriptorio do Jos da Fooaeca a re-
commendacio da juslica. Esses poucos eram oa
pobres, porque os ricos rsrss vezes sio iocommo-
dados com pleitos injustos. Desses, uos piga-
vam, veocida a causa ; outroa perdiam-oa, e
queixavam-ae do patrooo para lbe oio pagaren);
outroa gaohavam, o ci pagavam.
Conforme oa crditos do hooradas aa foram
acrisolaodo, iam oa interesses depsrocoodo. Co-
ohecia elle a causa da sos ruina. Algamas reos
?-f,h?.0-ni0 ?f ,en,C*o Iba assslteou a virtude,
ia d0;lhe aloro d0 fllB0- urgencia
mulliplieadaa ds sua casa.
Li! prPUo ooavaooda-se logo qae o de-
..?. e?l,dor "e ao corpd de um rico
. ."l?te* ?"ecWo d0 alelo do advogado
para cohoneatar urna usurpseo oa arbitrarie-
. iiff16 {h.eV M d r"io apparenle absardo.
da"Fore'.' irSU T8rdade" Pobreza'do Jos
Eslava em auge a sua mi poslcio. quando a
sogra e auss cuchada, empobrecern,. ello as
tomo, a sea eocargo. As oscaasaa ."onomiaa d
Mana, sempri1 Mporaneosa de comprar a q"oU
l para o Am da vida, deu-a. do me.lheiro par*
o graoda augmento daadespezss, o pouco lempo
supiTiram a miogua do trabalho do aau marido.
Esteloao quena que suas cuchadas o aogra des-
coofiassem da lata em qae elle aodava a
com iaveociveia difficuldades.
pello
Soube o doutor qae morrra am meslro de
lioguas latina egrega (ssbia-se grego e lalim na-
quelle lempo), e que os alumnos das casaa part-
calares estavam sem meslre. Foi offerecer-so
para lecciooar ooite. Os paea acceitaram-o co-
mo mealre de lalim, de grego e de virtude. Pa-
gavam-lhe geoerosameote as lices, e sjudaram-
00 a superar oa obstculos. De sua familia adop-
tiva, a Hara tioha o segredo.
A este tempo, liuha morrido a me, o suso
nh^L^'l'' p0r merUos a'"> Jallo. II-
nnam vivido aob o amparo de religiosa.s coose-
e calorao. proleMar'com do,e ae "gaalas
Com o fallecimeoto da sogra, miooraram 'em
pouco aa deapezss, maa cootiouaram os trabahos
da advocacia o das lices.
Eotao foi que Jerooima, depois de muito oslar
aouba a passada e prosete pobreza de sen cu-
chado.
Chorou sozioha com Eulalia, e ditse-lhe :
E' oosso dever alliviarmos oosso cuohado
de tamaoho peso. Peosemos oo modo de ser-
ros dignasdo sacrificio que elle tem feito por
oos : sacrifiquemo-oos.
Que hei-de eu fazer ?disse Eulalia.
Hei-de peosar, miohs irma ; hei-de con-
sultar as almas de nossos paes. Amaoha t'o
direi.
No dia seguiote, Jerooima sahlu soziuhs, e
procurou um hornera de annos adiaotados, rico
e celebrado oo Porto por sua bizarra de cimo
e condicao fidalga.
Entrou Jerooima 00 esplendorosa gabioele do
udalgo, e disse-Ihe com voz tremida :
~T Ea on i"a da viuva de Duarte Pereira
rorjaz. V. S. aabe o desgracado fim que elle te-
ve oas caderas do Brasil, e a pobreza em que fl-
cou a viuva. A melhor parte doa beoa que fo-
ram de meu cunhado, V. S. quem a possue.
Nio ha duvida ; atalhou o fidalgo mas
comprei-oa por aeu justo valor, e estiva em risco
de perder trila mil cruzados por causa da tra-
ficancia que Duarte fez, quando fugiu para o
Brasil.
Nao coolradigo
dade.
V. S. Sei que diz a ver-
Eolio que quer a senhora ?
Venho expr V. S. o desamparo em qne
minha irma icana, se nos nao valsase a ambas
um cunhado que tenho...
Bem aei; o hoorado Dr. Jos da Foosecs,
mestre de lalim dos meus netos.
Has a situacio de meu cuchado muito
infeliz. Trabalha ooile o dia psra nos alimen-
tar ; e ns, pobres mulheres, nao podemos au-
xia-lo em nada. Venho pedir pars mioha ir-
ma a caridade de quem pode exercila-la sem
cueto, e ji tem o cosame de ser compassivo...
Diga o que qoer, menina, atalhou o fidal-
go. veodo que a voz se embargava na garganta
tolucante de Jerooyma.
. V.S. pode consentir que mioha irma re-
sida e se alimeote de urna das quietas que foram
sea marido.
de
Cooieguio o que deseja, micha seobora, e
mais do que me pede. Sua irmia oio ha de ir
eacarrar-ae D'uma casa de aldeia. Pode a se-
ohora D. Eulalia escolhar urna das casas, que eu
teobo oa cidade, e julgar seus os reodimeotos
da quinta de Grlj, e passar oa quinta o tempo
que lbe approuver.
Jerooyma oio caidou humilbar-ae fszeodo
mencao de ajoelbar. Accudiu o velho a reter-
Ihe a accao, o cootiouou :
Peose que o reodimeoto ds quinta chegar'
para ambas. A menina pode acompaohar sua
jrma.
Beijo as maos de V. S., mss eu teoho ou-
lro destino. E' para mioha Irmia que pejo, por-
que doeote, porque sahia quebrantada de tor-
cas daquella miseravel oppuleocia em que V. S.
a viu.
Coitadioha I disse commovido o fidalgo.
Quantas vezes eu Ihe propbetisei que a pobreza
eslava escondida nos damascos daa suas cadei-
raa I ... V, v ; aiga-lhe que a melhor casa que
posso oflerecer Ihe oo Porio esta em que vi-
vo ; mas, ae aotes quer a solidio. amaoha acha-
ra mobilada a miaba casi da Cha, donde vou
mandar sabir o meu mordomo.
Sahiu Jerooyma contente da sus resolucio, e
cootou sua familia o successo. Jos da Foose-
ca teve um instante de pezar ; depois alegrou-
se oa rnelhoria de Eulalia, no eootenlameoto da
Jerooyma.
E tu vaescomigo ? disse-lhe Eulalia.
Nao, mioha querida irmia. Eu oio ped
cada para mim.
Poia deixas-me, Jerooyms ? Fosto pedir
psra a tua pobre Eulalia, a aolido, oode do
ha de acabar a saudade ?
Has de viver, mioha Irmas. Diz-me Deua
que oos vamos apartar cada ama por aeu cami-
oho; iremos perigrioeodo, at dos encontrr-
onos de modo que nunca mais oos separe-
mos... Isto o que me disse a alma de oossa
me. Sabes quaoto eu amo o trabalho. S pode-
rei aer feliz, cousideraodo-me til, e recompen-
sada de mioba utilidade. O ocio em que vivo
ia-me aooiquilaodo pouco o pouco. As amar-
guras respeilam o espirito oceupado em qual-
quer trabalho. Parece-meque a ociosidsde at
o$ ricos deve ser um flsgello em muilas horas.
Isto oio viver, para mim, que leoho saude,
torcas, e inclinacao para trabalhar. Se eu con-
seguir gaohar o meu sustento com oa meus es-
torbos, hei-de ter vaidade do mim mesma. Tu
que do podes oada. Eulalia. E's mullo mais des-
graciada que eu : a-Io-hias mesmo, se hoje ti-
vestes toda a riqueza, que Duarte desbaratou.
Terias momelos, e mesmo diaa de tanto aborre-
cimeoto, que iovejarias a alegra das las crea-
das Eotrelem-te, aoja 00 que fr, no maia de-
licado ou no mais humilde lavor. Olha que at
o fazer meias eotretam. Toma urna larefa para
cada dia, de modo que o fim do trabalho come-
ce as tuas horss de descaoco. Leva muitas ve-
zes para li o oosao aobrioho, e da-lbe lices do
primeiraa latirs. Trata da ronpa da ooaso bom
cuohado, para aliviares as canceiras da Maria.
lato aio oceupaces com que pode a tua fraque-
za. Ocioaa oio estejaa se oio o tempo da folga.
para seniires o prazer da inaccao.
Ia Jerooyma proaeguiodo, quando Eulalia a la-
terrompea deste modo :
E tu para oode vaos ?
Amaoha i'o direi, ou quando o souber
Vou sabir outra vez. Agora comeco a tratar do
mim.
Tioha ouvido Jeronyma casualmente urna se-
nhora da visiahaoca conversando com ostra da
casa fronteira. Urna dellaa dizia qae Uvera carta
de suas primaa 00 Doaro, com grande empenho
de procurar urna mealra para as meninas, qae
soubesse ler e escrever, alm daa prendas asuaes
em aeohoraa bem oducadaa. Accresceotava a vi-
sioha qne apeoas deacobrira ama, qae pedia cin-
eoeota moedaa ; o que auas primaa tioham offe-
recido quarents ; mu a mealra resoltara o sala-
rio.
A caaa desta senhora qne foi Jerooyma. Ao-
nuociou-ae como visinha acunhada do Dr. Foo-
aeca. Dase modestamente as suas prendas, o
pediu o lagar de meatra, quo oo offerecia no
Douro. Nio vaccillou um ioataoto a contenta
seobora ; receiou, porom, que Jeronyma, edu-
cada com limpeza e independencia, oio ao sujei-
laaae is o briganes o impertioeoclaa da aoalra,
Pdo V. S. ficar pela mioha pontualiadde o
aujeicio, disse Jerooyma.
(Cotmar-ss-/io.)
PCRN.TTP. DE H F. DI FABIA FILHO. 1889,

v:
xJi


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