Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09518


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Full Text




1110 XXXVIII. ROMERO B2.
Por Ipes mezes adiaotados 5J00O
Por tres meces vencidos 6JOO0

SABBADO 15 DEMABC DE 1S62.
Por addo adan lado 19|00O
Porte fraieo para t subscriptor
DIARIO DE PERMMBUGO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alezaodrioo de Li-
ma; Natal, o Sr. Antonio Marque* da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemot Braga; Ceari o Sr.
. Jos de Oliveira ; Maraoho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Hamos ;
Amazonai, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SDL
Alagas, o Sr. Claudino Fslco Dial; Bahii,
Rio de Jaoeiro, o Sr-
o Sr. Jos Martina Aire*
Joo Paraira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todoa oa diaa as 9> Jiorai dodia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
e aextaa-feiras.
S. Aniao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Caranhuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazarelb. Limoeiro, Breio, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as qua. tas-feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimentelras e Natal quintas feiras.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
8 Quarto crescente as 2 horn e 40 mnalos da
manba.
15 La cheia aa 2 horas e 35 niatos da larde.
11 Quarto mingaante as 7 horas e 8 minutos da
manhaa.
19 Loa ora as 5 horas e 4 minutos da manhaa;
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
(Todos os correios partem as 10 horaa da manhaa Segundo as 3 horas e 42 minutos da Urde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTBIROS.
Para o sal at Alagoas 5 e 10; para o norte
at a Granja 6 14 e 19 de cada mez.
,P.AM,DA DOS MNIBUS.
Para o Reclfe: do Apipucos s 6 li2, 7, 7 lil, 8
e 8 1|2 da m.; de Olinda s 8 da m. e 6 da t.; de
Jaboatao s6 1|2 da m.; do Catanga e Varzea
s 7 da m.; de Bemfiea s 8 da m.
Do Reci : para o Apipucos s 3 lil. 4, 4 1|4,
6 da t.; para Olinda as 7
r ra Jaboatao s 4 da t.: para
o Caxange Varzea s 4 Ii2 da t.; para Bemfiea
aa 4 da t.
uu non. yaia o A
41(2. 5, 51i4,5 1|2e
da m. e 8 1[2 da t.; pir
P*RTE OFFICIAL
G0VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 18 de marco
de 186*
Officio ao Exm. presidente da provincia do
Cear.Com o officio de V. Exc. de 24 de feve-
reiro ultimo, recebi duas collecgoes das leis pro-
mulgada pela assembla legislativa dessa pro-
vincia ern aesso do auno passado.
Dito ao coronel commaodaote dasarmaa.De-
volveodo o incluso ofllcio do commandante do
corpo de guarnido a que allude o de V. Exc. sob
o. 412 e data de 26 de fevereiro ultimo teoho a
declarar-lhe em resposta, que approvo a delibe-
rado que V. Exc. tomou de renovar as ordens
expedidas em 23 de dezembro do anno passado
para a marcha das pravas do mesmo corpo
que se mandaram destacar nss villas Bella e
Flores.
Dito ao mesmo.Passo as maos de V. Exc.
por copia para ter execugo na parte que lbe lo-
ca o aviso da reparligo da guerra de 26 de feve-
reiro ultimo, exigiodo que o commandaote da
companhia de cavallaria, nao s informe qual a
razo porque recouheceu o ex 2* sargento da mes-
ma companhia Antonio Agostioho da Silva Piolo,
com direito a uniforma rico pertenceote ao qua-
trienoio de 1853 a 1856, mas tambem ajunte a
aua informado, copia da guia expedida pelo 1"
regiment de cavallaria em 1857.
Dito ao mesmo.Exigiodo o Exm. Sr. minis-
tro da guerra em aviso de 26 de fevereiro ultimo
que seja traosmitlida ao Exm. presidente da Ba-
ha, se ainda o nao tiver sido a guia que acom-
panhou o aviso do 1* daquelle mez relativamen-
te ao teoente Nelsoo Jaosen Muller que esteve
addido ao 2o balalbo de intentara e foi trans-
ferido para o 8a da mesma arma ; assim o com-
munico a V. Exc. para ter execugo.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia a V.
Exc. para seu conhecimento o aviso de 24 de fe-
vereiro ullimo em que o Exm. Sr. ministro da
guerra, declarando os motivos porque nao con-
vm ser (enumerados os botoes do fardameoto
dos corpos do exercilo determina que o'ora em
dianle s se comprem botoes lisos, que sero de
metal broozeado para os corpos de caladores e
amarello para os de infamarla cavallaria e artilhe-
na ; devendo os deata ultima arma trazerem lo
somente a respectiva bomba.Remetteu-se co-
pia daquelle aviso ao director do raeoal de guer-
ra, para ter execugo na parte que lhe toca.
Dito ao inspector da thesouraria de fazeoda.
Communico a V. S. que em aviso de 27 de feve-
reiro ultimo, declarou-me o Exm. Sr. ministro da
agricultura, commercio e obras publicas nao s
haver sido approvada a deliberado que tomei de
mandar pagar ao eugeobeiro civil Joaquim Pires
Garoeiro Monteiro, ajudaote do encarregado de
uscslisar a obra da poote de ferro entre os bar-
ros da Boa-Vista e Santo Antonio, a graliflcagao
do mei de Janeiro do anno correte, mas tambem
ter-se solicitado do ministerio da fazenda, pro-
videncias jiara. ser esls presidencia habilitada cora
os meios prccisds> pata satlsfazer^ao.dito eoge-
nho a gratificado que lhe foi arbitrada. "
Dito ao mesmo.Recommendo a V. S. que em
vista da conla junta em duplcala, mande pagar
sos emprezarios da illuminagao agaz nesta capi-
tal a quanlia de 69500 proveniente de coocertos
feitos oa illumioago do quartsl de cavallaria de 1*
liaba.
Dito ao inspector di thesouraria provincial.
Transmiti a V. S. para serem convenientemen-
te destribuidos cem exemplares do regulamento
que exped as collectorias de reodas proviociaes
em 15 de setembro do anno psssado.
Dito ao mesmo.Em vista da inclusa conla
mande V. S. pagar aos emprezarios di illumina-
gao a gaz nesta capital a quaulia de 26|000 des-
pendida com a remogo de ura lampeo da ira-
ve s 3 a da ra do Imperador para a ra do mesmo
nome.
Dito ao mesmo Autoriso a V.S em vista de
sua informarlo de hontem sob n. 154 a mandar
entregar ao regedor do gymoasio provincial con-
forme solicitou o director geral da iostrucQo pu-
blica em offlcios os. 55 e 61 de 22 de fevereiro
ultimo e 11 do correlo, a quanlia de 6DO5OO em
que importara as meosalidades dos alumnos gra-
tuitos do mesmo gymansio 00 trimestre que ter-
mina no im deste rnezcomo se v da inclusa re-
lago.Comrnuocou-se ao director geral de ios-
truego publica.
Dito ao mesmo.Em addilamenlo ao meu of-
ficio de 7 do correnle teoho a dizer que mande
V. S. pagar ao tenenle coronel Joo Vieira de
Mello e Silva e nao ao sargento Querino Rodri-
gues da Silva como se declsron no citado officio,
a quanlia de 52J950 em que importara os veoci-
mentos de urna escolta de guardas nacionaes,
que conduzio presos de justiga da cidade de Ca-
ruar para esta capital.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.De-
clarando-me o Exm Sr. miuislro da marinha em
aviso de 21 de fevereiro ultimo que por ora nao
se pode altender ao pedido que V. S. fez para ser
augmentado o encmamento do gsz nesse arse-
nal, collocandu-se 6 ou 7 bcos na casa da ios-
pecgo ; assim o communico a V. S. para seu
conhecimento.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia.A providencia solicitada em seu officio de
10 do correte, aQm de serem conduzidos do res-
pectivo hospital para o cemiterio publico desta
cidade sam intervengo da polica os cadveres
cholerlcos nao pode ser ordenada por ser con-
traria expresas disposigo do art. 72 do regu-
lamento do mesmo cemiterio de 2 de iuoho de
1854.
Dito so mesmo.Ioteirado do que V. S. me
participou em seu officio de 10 do correte teoho
a dizer-lhe que agradeci o louvavel desinlesie
com que os Drs. Igoacio Firmo Xavier, Pedro
Dornellas Pessoa e o cirurgio Jos Francisco
Pioto Guimares peslam-se ao servico do hospi-
tal dos cholerlcos.
Dito ao juiz municipal da primeirs vara.Re-
mello a Vmc. copia do decreto de 19 de feverei-
ro prximo Dndo, pelo que S. M. o imperador
bouve por bem reduzir a 8 annos a pena de 18
annos e 8 mezes de gales, e multa correspon-
dente a metade do lempo a que o reo Joo Igoa-
cio Coelbo foi condemnado por sentenga do jury
desta cidade, aQm de ser a commulago julgada
conforme 1 culpa nos termos do 2 do art. 7 do
decreto de 1458 de 14 de oulubro de 1854 com-
binado com o arl. 5 do de n. 2666 de 23 de margo
de 1860.
Dito ao presidente da cmara municipal de
Iguarass.Em resposta a seu officio de 8 do
correte declaro-le que aceito e agradeco o ge-
neroso offerecimeoto que Vmc. faz para prestar
seus ser vicos gratuitos em favor das pessoas in-
digentes dassa villa que forera accommettidas da
epidemia reinante.
Dito aos membros da commisso beoeficeote
da fraguezia dos Afogados.Respondo o officio
qua Vmcs. me dirigiram em 9 do corrate de-
slarando-lhes que Qcam Vmcs. aulorisados para
de accordo com os mdicos eacarregados desse
oistriclo prepsrarem urna casa com 4 ou 6 camas,
em que devem ser tratados os viandantes e des-
validos, que ahi forem accammeltidos da epide-
mia reinante, e que nao possam ser conduzidos
psra o hospital dos Coelhos, o que se deve obser-
Tar, sempre qua for possivel apresentando Vmcs.
- a coala para ser piga.
Dito ao juiz de paz da freguezia do Limoeiro.
Respondendo o seu officio de 20 de fevereiro
ullimo teoho a dizer-lhe que as razes bello ex-
pendidas nao jusliflcam a transferencis dos traba-
Ihos da qualicagao dessa freguezia em caja po-
ca quasi cerlo que a epidemia reinante nessa
villa esteja completameute exlncta, mas dedu-
ziodo-se do citado officio que Vmc. nao fuera
em lempo a convocarlo de que trata o art. 4 da
lei_ de 19 de agosto de 1846 para ter lagar a reu-
oio da referida junta no dia marcado em mea
officio de 30 de jaoeiro deste anno fica nova-
mente desigoado o dia 27 de abril vindouro, pa-
ra se proceder predita qualicagao.
Dito ao director do arsenal de guerra.Fica
Vmc. aulorisado a despender com a condueco
dos objectos destinados s fortalezas e fortes da
provincia as quanlias que forem juntamente ra-
zoaveis e de absoluta necessidade, devendo Vmc.
ter em vista a maior economa da fazenda* na-
cional.Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Approvo o contrato que Vmc.
de conformidade com o meu ofllcio de 10 do cor-
rete, celebrou hontem com o meatre do hiato
Sergipano Heorique Jos Vieira da Silva para
couducgo dos officlaes pravas e sentenciados des-
tinados ao presidio de Fernando.
Dito ao mesmo. la re Vmc. ao meslre do
hiate Sergipano que ve levar a seu bordo para
o presidio de Feroanuo o segundo cirurgio Dr.
Cicero Alvares dos Santos que val all servir.
Commenicou-se ao commandante das armas.
Dito ao curador dos Arcanos.Communico a
Vmc. que falleceu do cholera no dia 9 do cor-
rete, como me participou o inspector do arsenal
de Marioba em officio datado de 10, o africano
ltvre Domiogos 2."
Portara.O presidente da proviocia avista da
proposta do Dr. chefe de polica n. 343 de 8 do
crrante com a qual se conforma, resolve exone-
rar a M a noel Carneiro Machado Freir do cargo
de primeiro suppleote do subdelegado de polica
da colonia militar de Pimentelras, quinto distric-
to da freguezia do Bonito para o qual nomea o
alteres ajudaote da mesma Clemente Francolino
Tavares.Communicou-se ao Dr. chefe de po-
lica.
Dita. O presidente da provincia, tendo em
vista o que expoz o iel do thesoureiro do con-
sulado provincial, Jos de Barros Corris Sette, e
bem assim as informsces daa reparlicoes com-
petentes resolve, de cooformidade com o art. 1*
da le n. 513 de 18 de junho do anno prximo
passado, prorogar por tres mezes com vencimen-
tos a liceocs, que lhe foi concedida por portara
de 21 de novembro daquelle anuo para tratar de
sua saude.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar urna passagem de prfla no vapor
Jaguanbe para o Cear em logar destinado para
passageiro da estado a Antonio Raimundo de
Oliveira.
Dita: O
bucana
para que d'ora em diante s se comprem botoes
tizos que sero de metal broozeado para os cor-
pos de cegadores, e amarello para os de infanta-
ra, cavallaria o artilharia, devendo o desta ulti-
ma arma trazerem lo somente a respectiva
bomba.
Deus guarde V. Exc. Mrquez de Casias,
Sr. presidente da provincia de Pernambuco, 11
de margo de 1862.
Assigoado. Solidonio Joti Antonio Pereira
de Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capitio
ajudaote de ordens encarregado do detalhe.
*
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: tercas a sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horss.
Juzo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphos: torgas e sextas is 10 horas.
Primeira rara do civel: torgas a sextas ao mel
da.
Segunda vara do clvel: quartase sabbados l
hora da tarde.
I DAS DA SEMANA.
IV T^Ddo S^Mil-f e,?9mpanheirosmm.
11 Terga. Ss. Candido e Heraclio mm.
12 Quarla. S.Gregorio p.doulor da egrejs.
13 Quinta. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
1- 5e*' myst6,0 d* paixo de Jess Christo.
la Sabbado. S. Heorique rei; S. LoDguinho
16 Domingo. S. Cyrlaco m.; S. Abrahio eremita.
ASSIGNA-SE
no Recite, em a livraria da praga da Indepen-
dencia os. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Figuei-
roa deFaria & Filho.
INTERIOR.
RIODEJANEIHO
Exposico nacional.
( Conlinuaco.)
XV
Sr. gerente da companhia Pernsm-
mande dar transporte para o Rio-Grande
do Norte no vapor Jaguaribe, em lugar deslina-
do pssaageiros de estado, a Joo Jos de Le-
ntos Magalhes, guarda-iiior 'alfandega daquella
provincia, e sua mulher. ~~~~
Expediente do secretario do
governo.
Officio do director geral ds secretaria de esta-
do dos negocios da agricultura, commercio e
obras publicas. O Exm. Sr. presidente d pro-
viocia manda aecusar recebido o officio de V.
Exc, datado de 25 de fevereiro ultimo, e bem
assim os dousvolumes de que elle treta conten-
Jo exemplares do Auxiliador da Industria Na~
cional publicados no anno prximo passado.
Dito thesouraria de tazeoda. S. Exc. o Sr.
presidente da proviocia, tendo concedido por
despacho desta data o prazo de mais douz mezes
contados de boje ao bacharel Heorique Pereira
de Luceoa para apresentar o titulo de juiz muni-
cipal e de orphos do termo de Goiaona ; assim
o manda communicar a V. S. para seu conheci-
mento.
Despaebos do dia 1* de marco.
Rtoutrimentoi.
Antonio Ramos. J foi paga a subvengo
concedida por lei.
Dr. Cicero Alvares dos Santos. Revalidado o
sello, volle.
Francisco de Paula Tiburcio. Informe o Sr.
commandante do presidio de Fernando.
Fielden Brothers. Dirijsm-se thesouraria
da fazenda.
Fielden Frothers. Informe o Sr. inspector da
thesouraria da fazeoda.
Heorique Jos Vieira da Silva. Informa o Sr.
director do arsenal de guerra.
Dr. Heorique Ferreira de Lucena. Como re-
quer.
Irmandade do Saotissimo Sacramento da fre-
guezia de Santo Antonio. Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Padre Jos Porfirio Gomes ( duas petigdes ).
Informe o Sr.inspector da thesouraria de fazeoda.
Jos Ferreira. Informe o Sr. director do ar-
senal de guerra.
Major Joo B^roardino de Vasconcellos. In-
forme o Sr. iospector da thesouraria de fazenda.
Rita Maria de Oliveira Cruz. Informe a c-
mara municipal do Recite.
Ricardo Ferreira da Costa.Ioforme o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Sebastiao Jos Lemenha Lins. Informe o Sr.
capilo do porto.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel-seneral do commando das
arma* de Pernambuco na cidade
do Becife em 14 de marco de
186*.
ORDEM DO DIA N. 48.
O general commandaote das armas faz publico,
para conhecimento dos corpos do exercito em
guaroigo nesta provincis e devido effello, o avi-
so circular do mioisterio da guerra de 24 de fe-
vereiro ultimo, que por copii lhe foi transmittido
pela presidencia com officio datado de 11 do cor-
rete.
Faz publico, outro sim, que segundo consloa
de officio da presidencia de igual dala, a direc-
tora do arsenal de guerra est autorissda a des-
pender com a cooducgo de objectos necessarios
s fortalezas e fortes da proviocia, as quantias
que forera rtsoaveis e de absoluta neesssidade.
O mesmo general determina, que a distribu-
gao do carminativo as pragas de prel; que tem
sido de caxaga pura, seja de ora em diante de a-
guardente de ciuna anisada, como foi proposto
pelo Sr. delegado cirurgio mor do exercito, sen-
do que para essa distribuirlo se augmente o va-
lor da etape com dez ris, conforme se fez publi-
co em ordem do dia 10 deste mez sob o o. 45.
Aviso.
Circular.3* directora geral.3a secgo.
Rio de Jaoeiro, ministerio dos negocios da guer-
ra, em 24 de fevereiro de 1862.
Illm. Exm. Sr.Cooviodo que os botoes do
fardameoto dos corpos do exercito deixera de ser
numerados, nao s para melhor uoiformidade co-
mo pela difficuldade que ha de encoutrar-se no
mercado bolel com cameros, que ficam sempre
pelo triplo do prego dos lizos.
De ordem de S. M. o Imperador assim o de-
clro V. Exc, aQm de que d at precisas ordens
das, o melhoramento que dahi resultarla na qua-
lidade faria com que fosse o nosso Tumo mais
procurado, augmentando a exportago. O que
torna esta opinio maisplausivel fazer-se o nos-
so commercio de fumo principalmente com os
ooisos vnonos das repblicas sul-americaoas.
Para o velho continente a exportago do fumo
deve, com effeito, em virtude de circumstancias
especiaes, limitar-se a um tanto mais ou menos
Dio. Por um lado, quanto qualidade, seja qual
fr a especie ou variedade que se cultiva, o cli-
ma exerce urna influencia preponderante. O per-
fume e o aroma despenden tanto do solo, que
cora o mesmo clima nao se obtem em toda a par-
la estas qualidades no mesmo grao. Assim, em
Cuba conhece-se precisamente o lugar onde se
encontrara as qualidades superiores. Acontece
com o perfume do tumo o mesmo que com o aro-
ma dos viohos; nenhum artificio pode ser subs-
tituido acg&o da nalureza. V-se que por este
lsdo a lula difcil.
A respeito da quaotidade as circumstancias
Reagiro de alguma sorte, contra a crescente s5 ,Oda Pe,iores' A culturado fumo apresenta-
extenso da cultSr. o caf, Tacontecm"a?o! JfgfegR1* fo-s,e onopolio que
que actualmente se esi&o dando entre 03 Ameri- 2 *'! TSL* a,,D8.oes opeas, e que
canos do norte ? por si s d-lhe importancia. Por exemplo, o
Os Iuglezes, sentindo a neesssidade de emao- c?D"mo otail -da Fringa poderla ser colhido
cipar-se do monopolio do algodio que tem os seoe ? 2" "Perflcie '8nal 0 "" dio, d? erri-
primos Yankees, instigara lodos S p.iTes SS ^2*&Ja**J* "fo- f9
este arbusto cresce a dVm.ia eitenso sua cul- ISTS^JSSSt "W* M. f 'l""-" 2
tura. Por toda a parte os seus esforgos sao ajuda- 'TJST'S^ t?,d.0, PlaQl.aS0M *
dos pelos goveroos. e no Brasil a teudenci. para BEJlJt22 se dm,ciI"iam n8S le d
seguir este caminho tanto maior quanto mais "."%,?"" """ Coaf'm e? a cull-"ra- e a T'
aquella cultura convm ao seu solo, ao seu clima Portaao anD"al ?ue. f I"? 5o de metade
e s coodigoes econmicas em que est collflcada ao(COD"'ra10 diminuira rpidamente, como sac-
. sua agricultura. Alm de que, esta nada mai, Cedeu Df- Be>" e ua Su.M?' onde fumo D~
faria do que continuar a desenvolver as suas tra- mODOPol, o goveroo. Assim. pois. o desenvol-
dicgdes, pois que, apezar de datar a primeira im- I'meD, JSfaS iem -i S., cullura nos pV,ie*
portagode algodo do Brasil em Inglaterra ape- S? ars *,d,2 v"-
as de 1781, indgena esta planta, e j o aleo- 8 Cuba' Ytenezuela. depende das medidas Os-
do era tecido pelos oaturaes do paiz antes da cafV que suje!l fumo na n,a,or parle do*
sua descoberta. Diz o Sr. Soares estados europeus. Ora, como o fumo, longo de.
< Anteriormente ao anno de 1800 era o algodo fer obje de Pr,mei" necessidade, pelo coa-
do Pernambuco o mais estimado as fabricas de V'rJ0in,le"lq'ie P0*6 PfeJud!<:r sade quao-
loglaterra. nao s pela sua qualidade, finura e 2?. i" V' B.laJ de c,hir i"11""018 de"
fortaleza de seus flos, como principalmente pelo ?'".T >POt<. leodem as medidas fiscaes, a
lustre e brilho que possuia ; estes predicados lhe 55? eslnsuJeil. nU a augmentar do que dimi-
davam muito merecimento e ara valor superior a ,nuir* Param estas em,geral "8'uiente no pon-
todos os algodoes importados ; e comuaoto tos- """ssario Pa nao desseorogoar o comprador
sem taes qualidades dignas do maior apreco % rer'Bem "sm o consumo a um limite dado
concorreram indirectamente para o descrdito 1SS0 mes1P iraegao, que faltara de todo
deste nosso producto : porque a avidez do rsnho "e opolio cessasse. difflcilmente pode eres-
fez com que s se atteodasse quaotidade na pro- cer..*Iem de ce^la, Propofoes em quinto elle sub-
duego, desprezando-se a principal coodicao da """' a PrlaDt0 necessario, para que o nosso
qualidade, e o resultado Goal foi cahir era des- conim"C10 com a Europa augoientasse. que o
crdito este importante producto de nossa lavou- meC4?u se deslocasse. e em consequencia da au-
ra, perdendo no seu valor e deixando de ser pro- D8rlor"3,,|ie na qualidade dos oossos productos,
curado de preferencia nos mercados de seu coo- -e,Pre"s'e ?""os centros para vir flxar-se
sumo. ntrenos. Ja dissemos quaesas raides oaturaes
A maior parte dos productores e exportado- qae lorara lifficil esta transformago dos nos-
res, observando a aceitago que linha na Europa V" Proiluos. alias necessaria para alcangar este
o algodo de Pernambuco, comegaram por mis- ,," ,
turaras suss diversas qualidades com o superior, "* utna ubslaDci descoberla 00 Brasil, cujo
assim falsiQcsndo a especie mais estimada; e 8n,Pfe80 lera crescldo muito desde que Ls Con -
mesmo al de envoits com as varias qualidades.' dam,ne '?elou a sua existencia real academia
misturavam algodo damnificado, pensando que ,de,"0(?^ Pans- .
com as grandes remessas recolheriam lucros fa- ,- Ja la T." "* annos a gomnJa elstica era en-
bulososmas-aorellectiam que, assim proce- a? MCJld^sdl como objecto de necessidade pro-
deudo, iam descooceituar um producto tao bem S"r,p *,L.para V?*' v,9la.nas colleccoe 8 di*
reputado ; e o que sobretodo admira, que os os ,ablos- HoJe. e sobreludo depois que o
meamos a queu mais cumpria sustentar o credi- "cano Goodyear recoobeceu que combinan-
to do algodo fossem os que procediera de forma "".com V5 de onxofre, Iransforma-se agoraras
a desacreditar a sua especie e por consequencia 8las,tlCa, em uma ,ubUncla,. 'g<*. sus-
estersmodecommeroiol..... ceptivel de ser lavrada, polida. esculpida, etc.,
E' verdade que nessa poca ainda o algodo se-,ia tao dJ 'duer 1ue nao se faz e 1ue
Seahland oo linha adquirido a superioridade "f0 se P88 e ?om ests substancia como enu-
que deve s bellas experiencias dos Srs. Klndsey mer" suas infinitas applicagoes.
Barden e Hugh Wilson. Ser necessario portan-1 Esla maleria, recentemente coohecida. oceupa
lo daqui em diante prestar muito cuidado es- ?, industria am lugar importante, e lembrando-
colha da sement e preparagao do solo, e des- dos da sua origam, parece qua deviamos ser, se-
carogamento e limpa ; em uma palavrs, neces- nao o nico, ao menos o principal productor. lo-
sarlo attender qualidade, sobretudo quereodo felizmente, porm. falta multo para que assim
sustentar a concurreocia, porque lodo o mundo seja, e triste queteohamos de recoohecer que
tem os olhos filos nesta cultura, e mais de um oceupamos um lugar mediocre entre os lavrado-
paz se prepara para entrar na luta. res deste magnifico dom da natureza. Pode a
Os losaos algodoes actuaes, coohecidos dos lo- estalisca assignalar um progresso e mostrar que
glezes pelo oome de Kxdney cotton, eslo com ef- o termo medio da prodcelo aooual de 1852 a
felto longe de ser clasificados em primeiro lugar, 1858 excede 108 7 o/O de 1816 a 1852. mas pa-
apezar de serem dos de seda comprida. O de
Pernambuco, limpo, regular, elstico de boa
cor. Serve para o fabrico de bons cadilhos; mas
sendo o fio grosso e duro nao se pode tirar de
uma libra de algodo grande numero de varas.
rece-nos que exportar somente 138,000 arrobas
de gomraa elstica por anno pouca cousa quan-
do se v, por exemplo, os Estados-Unidos iotro-
duzirera s na Fraoga 260,000 por aaoo. O gran-
de ioleresse que apresenta este producto espon-
0 da Baha irregular na seda, assim como na taneo do solodecidio-nosa apresentar ao publico
cor e na limpeza, mas convm para fiar tramas a seguiote nota, tirada do relatorio apreseotado
loas, por ser a sua se la comprida e relalivamen- ao presidente da provincia do Amazonas pelo Sr.
le macia. .0 do Maraohao lanoso, trigueiro, J. M. da Silva Coutioho (outubro de 1861). Della
tem a sla, dura e forte. Podem-se fcilmente v-se que este producto corre perigoserlo,
recoohecer estas diversas qualidades nos elgodSes] c A lei de 18 de setembro de 1850 prohibi
que estiveram na exposigao. O algodo ameri- expressameote a devastaglo das matas devolutas
cauoSea-Mand, cuja grande finura, Torga, com- que, em prejuizo da laviira e salubridade, em
primelo e cor brilbanle da seda de ha muilo o prejuizo de todos, ia progredindo demasisdamen-
collocaram em primeiro lugar, deve a superioda-1 te. A lei nao tratou do modo oem do lempo :
de a serem as suis fibras tubos em espiral que se prohibi o resultado. Derribar uma arvore o
adaptara siogularmenta fiago. ligando-se fa- I mesmo que tirar-lhe a casca, cortar-lhe as raizes.
cilmenteporse enroscare uma na oulra com comprimir-lhe fortemente o tronco ou perfura-
uma forgs elstica natural emquanlo se forma o lo. A questo somente de tempo.
fio. A importagao da semeote permittir a ac-1 c Se, em geral, a devastagao das matas pre-
climatsgo e naciooalisago deste algodo entre judicial, mais anda o de certas plantas, que
at>**. pelo valor das raizes, cascas e resinas coostituem
as copahibeiras, dos lugares mais favoraveis e 1 i
onde o trabalho vantajoso. E' preciso depois
ir bascar essas drogas ao alto Hiapur e s ca-
beceiras de oulros rios ainda hoje desconhe-
cidos.
c A graode questo do Amazonas porlanlo
regularlsar o trabalho da extraego das drogas,
ou melhor fixar a populacapara que a la-
voura dos gneros alimenticios se desenvolva,
para que o progresso daa duas provincias seja
real.
O cacao appareceu na exposigao debaixo de to-
das as formas. Admira tambem que esta semeote
exquisita, digna, segundo os botannicos, de ser-
vir de alimento aos denses (Theobrema caeo),
nao seja objecto de uma produego mais consi-
dera vel; entretanto sua cultura nao nem diTi-
cil nem custoss. Bem entendido, deveria ella
melhorar a qualidade dos favos que desde j po-
dem ser misturados com os de Caracas, que oa
ordem de merecimento seguem-se, como sabi-
do, immediatamente ao Soconuzgo ou cacao
real, quasi desconbecido na Europa pela sua ra-
ridade.
Comtudo, nioguem se illuda a este respeito,
porque com effeito ha trras de cacao assim como
ha Ierras de vinhas, e para o aroma e o sabor ta-
zara o solo e o cliras mais do que a iodustria do
hornera. Ha porem dous melhoramentos muilo
facis, que j se devem realisar, e que nao coo-
tibruiriam pouco para elevar o valor deste pro-
ducto nos mercados europeus. O primeiro con-
sistira em nao colher a frua seno quando per-
feilamento madura, isto quando os favos apre-
seotam ama. polpa de um pardo claro, sempre
indicio de sabor doce e aromtico. A sement
que dIo est perfeitamenle madura e cuja polpa
arroxada e esverdeada tem pelo contrario um
gosto acre e herbsceo.
O segundo melhoramento consistira em renun-
ciar ao trafico culpavel de que se queixam os
compradores europeus. Arguem o nosso cacao
de ter muilas vezes um gosto de bolor que a tor-
refaegio s imperfeitamente faz desapparecer, e
que devido isto a ser elle, quando transportado
por agua da plantsgo para o porto de embarque,
multo molhado afim de pesar msis. Dahi resul-
ta tambem que a proporgao de sement avaha-
da sempre pelo menos de 10 0/0. Ser lo dif-
ficil compreheoder que adulterar o genero ao
mesmo tempo o meio mais immoral o mais ab-
surdo de realisar um lucro, e que recorrer a laes
expedientes matar a galnha que pe os oros
de ouro I
A estas se reduzem as plantas cultivadas que
representara um valor de exportago um tanto
crescido. Nao ser lastimavel que nao possamos
incluir nesta lista to curta, ao menos mais uma
planta o cha ? Mas, infelizmente, longe de as-
pirar tal a importsocia, nao consegue o cha na-
cional mesmo fazer desapparecer das nossas me-
sas o da India. Que lhe falta eolio para isio ?
Bem pouca cousa se dermos crdito A uma cor-
porago ( diremos scientiflea ? ) que faz muUa
bulha no mundoa Imperial Socedade de Accii-
matago de Frauga, que tem estabelecimeotos
filiaes, correspondentes, e socios por todo o uni-
verso.Bem pouca cousa ; o aroma nicamente.
Se 6 assim, demos perfume so nosso en, arome-
tisemo-lo como nos acooselham. A opno/4
Socedade de Acclimatago j foi publicada oeste
jornal; mas uma indicago til oo perde por ser
feita duas vezes, e por acertado temos reprodu-
zi-la.
A commisso incumbid a pela imperial soce-
dade Zoolgica de Acclimatago de Pars de exa-
minar uma amostra do cha fabricado pelo Sr. A.
Maulaz em Nova-Friburgo tirou todas as duvidas
a respeito da perfeita ideotidade entre o nosso
cha e o da China quanto cultura e fabrico, de-
clarando que as qualidades geraes do cha brasi-
lero, sao boas, faltando-lhe nicamente uma,
maior grao do perfume,que os Chins do so
seu cha artificialmente. Uma vez que o produc-
tor brasileiro livor aromatisado o seu cha com as
flores do jasminura sambte e olea fragrans, jas-
min do Cabo e flor do imperador Pedro I, syoo-
nymia dada pelo major Tauoay, estar habilita-
do a mandar ao mercado um genero em ludo
igual ao do imperio celeste.
(Jornal do Commercio do Rio.^
PtLRNAMBUCO.
Seria temeridade affirma-lo ; poim certamen-
te vale a pena tentar-se. Mas nao devemos por
Isso desprezar as nossas especies, e seria bom at-
tender seriamente ao seu melhoramento. Porque
oo taremos como Kindsey Burdeo, o creador do
actual Sea-sland1 Comegou elle primeramen-
te em 1805 pela colheita de am pequeo fardo,
proveniente de semeote escolhida, porque o seu
segredo consista em empregar a sement cober-
ta de colo e rajeitar- a outra, o que era precisa-
mente o inverso de que enlao se fazia. Expe-
riencias destas, facis, pouco dispendiosas, nao
lenlaro o zelo do noss > instituto agrcola ?...
Comtudo necessario nao perder de vista que de
ha muilo tem as necessidades da ioduatria pro-
curado os meios de propagar a cullura do Sea-
Islaod alm da localidade que goza do monopolio,
e sem que destes eosaios se colhessem resultados
seno muito mediocres ..
Trari a extenso dada agora cultura do al-
godo am augmento ao valor total da nossa ex-
portago ? Esperemos qae sim, e esta esperaoga
bem natural, vista a marcha ascendente que
nao cessa aquella de seguir. Mas nao hatera
mesmo oeste caso dimiouigo em algum dos ra-
mos da nossa produego agrcola ; em oulras pa-
lavras, oo diminuir a quaotidade da produego
das oulras culturas, esobre qual dolas recahr
a diminuigao r Ser sobre o caf, o assucar o
fumo i O futuro dir; mas ao presente competa
indicar precisamente, se esta reduego ioevi-
tavel, e qual a especialidade de cultura que deve
ser sacrificada ;iofelizmeote a economa rural
oo Brasil, que tem apenase isto mesmo s de-
pois do livro do Sr. Soaresum easaio de cons-
tituido, nao pode responder, por forma alguma;
a queates desta ordem. Nao ser isto mais uma
prova da necessidade imperiosa desse esludo ?...
Quasi todas as proviocias do imperio cultivam
o fumo, que tambem plaota iodigena ; mas tres
provincias nicamente o cultivam em grsnde es-
cala : Babia, Mioas-Geraes e S. Paulo. O fumo
brasileiro bom, e dizem que em nada cede s
melhores qualidadea da Virginia e da Marylan-
dia. Comtudo, e apezar de estar em progresso
constante a aua produego, a exportago que del-
le fazemos relativamente pouco consideravel,
pois monta apaas a 2,187:000. Pensa-se geral -
mele que se se empregasse mais cuidado 00
cultivo da planta e oa preparagao das tolhas colhi-
a riqueza por em quanto nica de algumas
provincias do imperio.
Esta e a provincia do Para eslo nesle caso.
J v por aqu V. Exc. que de urgeote ne-
cessidade regularisar a extraego das drogas do
piiz. Os processos verdaderamente selvagens
que ainda se empregam sesbam em pouco tempo
com ss plantas, que desapparecero de todo, visto
como oo se trata de substitu las.
as ilhas e igaps do Baixo Amazonas (Para)
j se vai sentindo a falta de seringaes, e a ra-
zo de ter affluido tanta gente para o Madeira.
As arvores estragadas, enflaquecidas, oo podem
dsr leite bastante para saciar a avidez dos fabri-
cantes.
Nesta provincia ha de acontecer o mesmo se
o goveroo nao tomar providencias.
a A salsa, a estopa e o oleo de copahiba eslo
no mesmo caso.
At hoje no Amazonas os seringaes teem pro-
duzido o mesmo effeito ou peior ainda que as mi-
nas de ouro em paizes incultos. F.' uma horda
oomsda que poasa ora aqoi, ora acola, tirando
das seringueiras a mxima quaotidade de leite
que possivel, matando as psalas e deixaodo
aps si a devastagao. Logo que o seriogal oo
deixi lucros fabulosos, que oo foroece em um
da o producto cujo valor equivale ao que pode
gaobar um trabalhador em seis das, levaota-se o
acampameoto, e novo seriogal infestado, muti-
lado e destruido.
A avidez dos fabricantes dava lugar a cooli-
nuas desorden*, que ainda hoje se repetem. A
posse dos seringaes, que constituida por alguna
camlnhos de p-posto, alcuohados pomposamen-
te com o nome de ettradat de seringa, sempre
duvidosa, sempre contestada ; a imprevidencia e
falta de cultivo doa trabalhadores; a ausencia
di auloridade, d'onde resultava a impunidade dos
criraea que por l se pralicavam ; o deboche e o
luxo, consequencas de grande lucro, ludo con-
correu para qae a industria da extraego de ae-
riogs tenba produzido mullos males a par de al-
guna bens.
c E nioguem se illuda com o progresso espan-
toso que apreseota o Para. Esse progresso fic-
ticio, oem tem bases ; acaba cedo se o goveroo
oo tomar providencias.
Na Ora de 60 annos os serlogaes eslo mor-
ios, a salsa dere ter desappirecido, assim coma
j houve alguem que opioasse por uma imposigo
sobre os volumes de exportago ; mas o accordo
anda est longe de to differentes pensares;
No eoianto, se os dous primeiros modos indi-
cados nao dao o resultado, que se deseja pelo
mo estado das relagoes commerciaes dests pra-
ga, e pelas grandes perdas que ha soffrido o oosso
commercio ; cerlo que o terceiro aioda mais
gravoso se apreseota por seus effeitos, que todos
tem de reflectir directamente sobre a agricultura.
Este ramo da industria humana entre nos acha-
se j sobremodo gravado de oous, o que ba sido
por vezes recoohecido pela propria associagao
quando ha representado acerca dos numerosos
irapostos que pesam sobre a exportago, alm dos
gastos de embarque, despezas do porto ele.(etc.
Ora, nioguem dir que a imposigo proposta le-
ona de sar.ir do negociante, que ficar seu car-
go ; pois cerlo que se esta fosse a ioteogo,
qualquer dos dous primeiros meios teria sido
adoptado; e assim estarla cortada toda a questo.
Sem embargo, pois, da importancia da idea,
nao obstaote da sus realisago terem de decorrer
fructos de vantagem, importa que se oo sacrifi-
quen! interesses mais palpitantes.
No dia 13 eocerrou-se a sesso judiciaria
do jury deste lermo.
Foi rezada 00 dia 11, 00 Poco da Paneila. a
missa meosal que em suffragio da alma do Sr.
D. Pedro V, mandara celebrar os Srs. Eslimas.
Eis o septuagesimo-terceiro
Boletim oficial.
Dos lugares desta proviocia, em que aioda rei-
na o cholera-morbus, dos distrclos mdicos, em
que se acba dividida esta cidade, de suas imme-
diages e suburbios nao chegaram presidencia
da proviocia commuoicages officiaes relativa-
mente epidemia.
A' 6 horas di larde de 14 de margo de
1862.
Dr. Aquino Fonceca.
SA* DA B VNUElllA E NAP1ER ; SuppStO que
os leitores j lenham .noticia de terem sido no
da 30 do mez passado laogados a agua os dous
DOJoa (navios de guerra portaguezes, corveta
S da Baodeira e escuna Napieru, vamos traa
screver do Diario de Lisboa o artigo que publi-
ca a|semelbaote respeilo (pelos muitos e cario-
sos esclarecimeotos que enntm.
Eis o que se l 00 Diario ;
Foi hoje dia dejubilo nacional. Dous vasos
de guerra portuguezes deram solemne entrada
as aguas do famoso rio qua admirou a expedico
do Gama.
Os vivas que hoje eccoaram estridentes no
arsenal de marinha atgoiucavam como aquella
acto accendja_jio peito de Untos portuguezes a
a_ chamaia do msis puro patriotismo. Portugal
nao ,quer marinha para osteotar faganhas oo mar,
mas estremece pelo seu augmento, para que ella
possa ir, as longiquas regies onde tambem tr-
mula m as quinas, prestar os importantes serviros
qae todas ss circumstancias reclamara e lodaa
as oecessidades iodicam, como obra das maii m>-
meotosas em que o paiz pode por o seu ea-
penbo.
< Foram a corveta S da Baodaira e a escu-
na Napieru os dous vasos que se deilaram ao
mar, oa preseoga de sua magestade el-rei D. Luiz,
de eu augusto pae el-rei D. Fernando, e de um
numeroso concurso de espectadores, em n^f
fifigcipalraente figur>vam o corpo dic'miiteo.
o ministerio, muitos membros dos dous corpas
collegisladores, a cmara municipal de Lisboa,
empregados superiores do estado, muitas senho-
ras da primeira oobreza, e umamultido de pes-
soas de todas as classes e jerarchias, que ench
todo aquelle vasto recioto, pois a nioguem a dig-
na inspecgodo arsenal vedara a entrada.
Julgamos que sero bem recebidos alguna
pormenores, que em seguida tragamos, acerca da
coostruego idos dous navios, e das ceremonias
que se effectuiram com relago sua sabida dos
estalsiros onde foram construidos.
Corveta a vapor S da Bandeira.
54'
10"
.61
,015
6m,M
7m,49
200
970 40i94
3
REVISTA DIARIA.
Pelo tribunal do commercio foi mandado
passar titulo de agente de leilo ao Sr." Jos En-
sebio Alves da Silva.
Para represeotarem a cmara municipal
desta cidade no acto da inaugurado da estatua
equestre de S. M. o Sr. D. Pedro I, foram pela
mesma propostos e approvados os Exms. Srs.
conselheiros roarquez de Olinda, visconde de Al-
buquerquee Sergio de Mscedo.
Ioformsm-nos que na ra Bella existe um
grarffle buraco, o que compre mandar-se aterrar,
afim de evitar-se algum desastre da parte dos
carros, que ali passam.
Ainda oo da 12iamos tendo occasio de con-
signar am sioistro desses, por quanto cabio oo
referido buraco um carro, que couduzia uma fa-
milia, a pooto de virar, se oo fosse a lempo soc-
corrido por algumas pessoas.
E' uma etparrela que ali existe, e qae por tan-
to deve ser removida por meio de um aterro.
Da ra do Padre Florlaoo temos queixas
acerca do estado immoado em que se ella acha,
pelas aguas que para as mesmss deitam varios
moradores.
Alem das muriiocas, ha o ftido da lama po-
dre, que deltas se forma, sendo por isso necessa-
ria uma visita do respectivo fiscal por aquelle
pooto.
.Chamamos a atteogo da polica para uma
tasca da ra nova de Saota Hila cojos fondos dei-
tam para a ra do Nogueira, visto que ahi ha sem-
pre batuques al alta uoile com .iocommodo dos
vjziohos.
Alm desta inconveniencia, podem resultar ou-
tros males, que cumpre prevenir por meio da
extiocgo do tal adjunto, tanto mais quanto pare-
ce que ali oo ha iospector de quarteiro.
Foi transferido, para quando se aoaaociar,
o espectculo aoouociado para hoje, no Santa
Isabel, por cootinuarem gravemente enfermos
tres artistas da companhia acrobtica e dous da
dramtica.
Ioformam-oos que j se nao removea da
poote o mendigo, de que tratamos em oossa Re-
vista de hootem, por se recusar o hospital Pe-
dro //receb-lo. A'quem compele, pois, pe-
dimos livre aquella misero humano de morrer
mingua sob as vistssde uma immensa populago,
que todos os momentos passa pelo lugar em
que se acba.
A idea da erecgo de um edificio de
Bolsa ao oosso commercio, idea que se
querido tirar do mundo das possibilidades
ra aquelle da execugo, ha por vezea occupa__
alteogio da associagao commercial dest.a praga,
sem que todava se teoha al o preseote chegado
a solugaodo problema.
Todos cooveem oa coostruego, abrsgam a
idea ; mas discutem quanto ao modo da acquisi-
go do capital oecessario para leva-la effeito.
Neaie embate de opioioes, lembra esta uma co-
tilsgio, iquelle am emprestimo por aeges, e at
ado
Comprimeoto de roda a roda..........
Boca oa maior largura................
Ponlal, da face superior .da quilha
face ioferior do coovs...............
Pon tal, da face ioferior [da quilha
borda................................
Porga da machina, cavallos............
Tonelladas.. .............. .........
Numero de caldeiras..................
Monta 12 pegas de calibre 32 e 2 de 68.
Esta corveta foi mandada construir esa virtu-
de da portara do mioisterio da marinha com da-
ta de 19 de dezembro de 1859, que ordeno va a
coostruego de uma corveta a vapor de systema
mixto, conforme o plano da corveta ineleza Ar-
cher.
A quilha foi posta oo estaleiro oo da 13 de fe-
vereiro do anoo seguate, e a cavilba mestra ba-
teu-se dous dlss depois ; sendo n'esta occasio
que sua magestade el-rei o seohor D. Pedro V,
de nuoca esquecida memoria, lhe pz o neme de
S da Baodeira.
c O casco feito com madeiras de carvalho,
paroba, arcoe leca.
Tem proa a figura, em meio vallo, do be-
nemrito general de quem possue o nclito acma
Escuna Napier.
Comprimeoto........ 24m,27
Boca................. 6m,07
Poolal............... 3m,19
Tooellladas.......... 150
Monla 4 pegas raiadas de pequeo calibre e 1
rodizio.
O casco feito de leca, carvalho e algum
pinho maoso. *
Foi mandada construir ao arsenal da mari-
oba em consequencia da parlara do respectivo
mioisterio, datada de 19 de outubro de 1860,
pelo risco feito pelo director das construeges na-
vaes, o Sr. conde de Linhares.
a Em um de novembro de 1860, assentou-s
00 estaleiro a quilha. roda de proa e cadaste,
no dia 12 do mesmo mez balea a eavllha o ae-
tual mooarcba dos portuguezes, el-rei D. Luiz I,
que enlao aioda era infante ; dignando-se o au-
gusto principe pr-lhe o oome de Napier ; peto
que. tem a escuna proa uma espada ornad de
cora de carvalho e louro, e de um lado e ome
de Napier, e de outro a data da balalha Mrfal
de 5 de julho de 1833
E' preciso coofessar, em honra do estabele-
cimeoto onde se fizeram eates navios, qae elle
foram terminados com a maior celeridade, pois
corveta foi construida em viote e tres mezes e a
escuoaem qualroze, applicando-se n'estas duas
construeges lodos os esforgos para que ella*
reuoissem elegancia e perfeito aeabameato e
seguranga e em que bem se pode dizer nada dei-
xam a desejar.
No dia 29 do correnle procedeu-se cere-
monia da beogo dos dous navios ; acto solemne
e religioso praticado pelo Rvd. prior da freguezia
de S. Julio, que com mais alguna ecelesiaslicos
e a irmandade de S. Roque do arsenal de ma-
rioba eotoarara os cnticos e psalmos do cos-
lume.
Fiodo este acto lralou-se de desmaacaar tt
praocbadas que davam serventa aos navios; ti-
rou-se ama graode parte das escoras e alluiram-
se os picadeiros a flm de aquelles estarem aroasp-
tos a serem langados ao mar no dia seguale.
Hoje logo de manhaa embaodeiraram-se es-
tes navios em arce, areiou-se o recinto do arse-
nal, e lado ficou prompto ao meio dia para re-
ceber Suas Magostadas, que havism deliberado
"I L Jll 1T lil ArVAl
*.



'l i I 1,1
honrar eiti scleaaidide cono a aua asalto Msl
preaenga.
Coo effeilo a urna e meia hora da tari* he-
gou Sua Mageatade el-rei D. Lu, com o uoifor- nsmumaues ai ei, o ar. juiz de aireno propoz
me de almirante, acorapanhado de saas cernira-1 ao jarj de seoleoca os quesitos seguintes :
tas e ajudantes decampo ; e i* dusse um quatto 1'O reo Jos da Costa Vianna, aoldado do
TeioSua Mageatade el-rei D. Fernando Umbem 1 balalhio de infantaria da eiarcito. nn da 25
DIAWO DE PERtUMBUCO. SABLUiX) ,S DE MaHiJO DE 1862
. y
O Sr. drogado daduzindo a defeza pedio a
absolvlcio do reo.
Fndoe oa debatel e preenchldas todas as so-
lemnidades da lei, o Sr. jais de direito propoz
"** **. asKHB)*aiyo *>-* --
acompaohado de sena camiriata.
c A's duaa e meia hora, occaaiio propria do
preamar, recebendo o inspectotalo arsenal ae or-
dena de Suaa Mageatadea. aa traisalUio ao direc-
tor das construogdes navaes, o Sr. son le de Li-
nhares, que poslado na proa de crrela com oa
offlciaes eogenheiros constructores meslre da
rltieira, deu o aigaal do cosUme para esta ser
laucada ao mar, o que (ei rpidamente emulado,
correado o nario u csrreira to suave que a
espectadores, em numero superior a 12,000 pee-
soaa, romperam em enthgsiasticos rlrss, locando
o liymno de el-rei D. Luiz a msica do corpo de
marinheiros ds armada, que (szia a guarda de
honre, e salvando com viute e un tiros os Darlos
de guerra surtos no Tejo.
Em seguida, e guardando as mesmas forma-
lidades, deilou-se so mar a escuna Napier, que
como a crvela caba com a maior felkidade, no
mel dos mais phreoeticos vvse dados pelos es-
pectadores, nao havendo o menor embaraco na
csrreira.
Os natos calando na agua mostraran) pelas li-
onas de agua em que ficaram a sua elegancia. A
crrela ficou em 10 ps e 4 pollegadas de r, e 8
ps e 11 pollegadas por avante ; e a escuna em
7 ps e 5 pollegadas de r, e 5 ps e 5 pollegadas
por renle-
Fioda a ceremonia foi serrido um delicsdo
refresco a Suaa Mageatadea.
e El-rei o Seobor D. Luiz com aua natural be-
nevolencia moalrou quanto se achara satiefeito
do modo por que lude ae paseara.
Muitoa representantes da imprensa aaeisli-
rsss a eate acto, para que tinham aido expressa-
menle convidados.
A compsnhia dos guardas marinhas com-
mandada pelo Sr. Celealino Sosrea, egualmente
se schsra formada assisliodo i ceremonia.
As bandas militsres de cegadores n. 5 e in-
fantaria n. 2 tambera cencorreram para abrilhan-
lar esta aolemnidade, lecando variadas pegas de
msica.
E assim lermioou este acto de taoto regosijo
para a nagio portugueza, fazendo todos rotos pa-
ra que das lio festivos se repitsm f.equenle-
meote. >
Rbpartico da folicia.(Extracto da par-
le do dia, 14 de marco.)
Foram recolhides i casa de deteogao no da 13
de margo.
A' ordem do delegado do 3* dislricto, Floriaoo
Jos ds Luz, psrdo, 62 annos, agricultor, por se
achar processado pelo crime previsto no srt. 205
do cod. crini.
A' ordem do subdelegado do Recife, Galdino
Rodrigues do Nsscimento, pardo, 24 annos, por
insultos ; e Mathildes, parda, 28 annos, coziohe-
ra, escrava do Dr. Buarque ; a requiaigao do res-
pectivo senhor.
A' ordem do de Santo Antonio, Gaspar, pardo,
de 20 annos, canoeiro, escraro de Jos Leopoldo
da Silva, por andar fgido.
A' ordem do da Boa-vista. Pedro Pereira da
Silva, pardo, 45 annos, e Herculmo Themoteo
da Fonseca, pardo, 29 annoa, ourives ; ambos por
briga.
A' ordem do de S. Jos, Paulo, Africano livre,
30 annos, por infracto de posturas e insultos.
O chefe da 1* seeeao,
J. G de Meiquita.
Movimento da enfermara da csaa de de-
tencao do dia 13 de marco de 1862.
Tireram baixa para e enfermara :
Manoel Soares ; febre.
Flix (escraro del). Itarcolina Leite); contuses.
Tiveram alta da enfermara :
Joioda Costa Alencsr Brasil.
Jos (eacravo de Jos Caetano.)
Movimento da enfermara da casa de deten-
cao do dia 14 de marco de 1862.
Tiveram alta da eolermaria:
Maooel RiachoMoror.
Antonio Pereira de Limar.
Manoel Florentino dos Sant
Joio Bernardo Teixeira.
Passageiros do hiate* brasileiro Jagit&ribe
sabilo paraMnssor pelo Rio-Grande do or
Ass :
Tenenle-coronel Antonio Francisco de 01 veira
e um escravo, Bento Antonio de Oliveira, capitao
Felippe Bezerra Caralcanti de Alboquerque e um
escravo, Berasrdino Maia da Silva, Liberal Mo-
reira Vidal, Francisco da Rocha Passoa Lios, sua
familia, dous eacravos e um criado, Genoveva
Roza doParaizoeum fllho menor.
Passageiros do vapor nacional Jagnaribe
sahido para os porlos do norte :
Manoel da Costa Ribeiro, Ur.-Fedre de Albu-
nuerq? Autrsn, M-,uuei ferreira Guedea Ado-
lorado, Antonio Perreira da Silva, Joo Manoel
de Carvalho e urna criada, Piulo Autran, um es-
cravo de Jo3o da Cuoha Magalhes, Candido Pe-
reira Mooteiro, Antonio Raymuodo de Oliveira
Joao Jos de Lemos Magalhaea eaua aenhora, um
escravo do Dr. Gervasio Goncales da Silva, Vi-
cente Giffon, Francisco Furiato, Primo Pacheco
Borgea, Io lente Manoel Martin de Araujo
Castro, Luiz Antonio Nogueira de Moraea. Jos
Antonio da Costa e Silva, Eduardo Corrda dos
Ssntos, Dr. Christovo doa Santos Cavalcanti e
um criado, Lutgardes Aureliano Poggea de F-
gueiredo e sua aenhora, Jos Nunes de Paula e
um criado, Fabricio Comes Pedroso, seu fllho
menor e um criado, Graciliano de Paula Baplista
sua aenhora e duaa eacravas, Antonio Jos Duar-
te Coimbra, Joa Bernardo Correa de Barros, Ma-
noel Jos Ferreirs.
MORTALIDAD! DO DIA 14 DE MARQO !
Archanja, Pernambuco, 5 mezes, Recite : con-
vulcoes.
Elisier, Pernsmbuco, 3 annos, Bos-vlsts; vermes.
Jos, Pernambuco. 6 mezea, Recife ; cholera.
Manoel, Pernambuco, 18 mezes, Boa-vista: con-
valides.
Mara. Pernambuco, 6 mezes, S. Jos: oerilo-
nite. r
Maria Senhorinha Brrelo, 34 annos, branea viu-
va, S. Joa ; cholera. '
Joaquina Maria da CoDcecio, 40 annos. parda
aolteira, Recife ; cholera. '
Joao Jos Eugenio, Pernambuco, 22 annos par-
do, solteiro, soldado do 2 balalhio, Boa-viste-
cholera.
10* balalhio de infantaria do exercito, no dia 25
de dezembro provimo paasido, na ra do Socego
desta cidade fea na peasos de Antonia Maria da
Gonceiceo os rrlaaeatos coaataalos do corpo de
delicio T
2O reo tetoa alar meoeionada Antonia
Maria de Conoeiclo, tnanifostaudo a aua otan-
ca o por acto exteriores o ptioeipto de extcireao.
que nao tero effeito por ircomstenciai lade-
pendeate la aua vastada?
3oO reo ooaadaetleu o dolido com a ttaums-
tancia aggravante de ter aido impelldo por mo-
tivo frivolo T
4O reo commetteu o delicio com cir-
cumatancia aggravante de aer superior em sexo,
torgas e armas, de modo que a offendida nao
podi* defender-se com probsbilidade de repellir
a offeosa?
3 Exiatem circumslancias alteoaanles favor
do reo ?
Recolhido o jury de sentenca com os quesitos
e processo i sala secreta das conferencias, i
ama hora da tarde, dalli roltou 11/2 hora, res-
pondendo aoa quesitos pela maneira seguate :
Ao 1 quesltoSim, por unanimidade.
Ao 2*Nao, por uoanimidado.
Ao 3Nao, por unanimidade.
Ao 4'Nao, por 10 rotos.
Ao 5*Nao, por aoaoimidade.
Lidas as respostas pelo preaideole do jury de
sentenca, o Sr. juiz de direito publicou aua sen-
tenga condemnando o reo a pena de seis mezes
e mel de prisio, os mulla correspondente
metade do tempo e naa cusas do processo.
Achando-ae ndos os quioze diaa marcadoa
por lei para funccionor o jury, o nao havendo
processos preparados, o Sr. juiz de direito eocer-
rou a primeira sessao do crrenle auno.
I1 SESSO ANNUAL.
PRESIDENCIA DO SR. DR. BERNARDO HACHADO DA
COSTA DORIA, Jl 1Z DE DIREITO DA PRIMEIRA
TARA CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo do jury e execugoes crimi-
naes, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
teva Clemente.
Dorante a primeira reunio peridica do jury
deste termo, foram submellidos i julgameoto 13
processos, comprehendendo outros tantos reos,
a saber:
2 por crime de morte.
2 por crime de estelliooalo.
1 por crime de roubo.
2 por tentativa de morte.
1 por ferimeoto grave.
5 por o densas physicas
Foram absolvaos os seguiotes reos:
Adolpho Luiz de Souza, (segundo julgsmeolo).
Fraociaco Ignacio da Silva.
Joo Francisco da Cunha Wanderley.
Vicente Mallok.
Joaquim da Costa.
Maooel dos Anjos Porciuncula.
Jos Justino do Nascimenlo.
Miguel Loi>es de Uoraes Passoa.
Joaquim Gomes Coelho.
Foram condemnadoa osseguintes:
Joaquim Jos de Sant'Anoa, 14 annos de
priso.
Joao Gomes, i igual pena.
Elias Joaquim dos Santos, 6 e meio mezes e
multa.
Jos da Costa Viaona, igual pena.
Advogaram peranteo tribunal, oa Srs.:
Dr. Joaquim Jote de Miranda.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Francisco Joa Martina Penna.
Dr. Francisco Antooio Cosario de Azevedo.
Dr. Jorge Doroellas Ribeiro Pessoa.
Dr. Francisco Aminlhaa de Carvalho Moura.
Dr. Miguel Bernardo Vieira de Amorim.
Dr. Jos Fiel de Jess Leite.
Dr. Manoel Galdino da Cruz.
Manoel Jacome da Silva Pessoa.
e Foram interpostas 3 appellagoes, urna por
\ parte do reo Joao Gomes e 2 por parte do minis-
terio publico das seotencas que absolvern:
jjoaquim Gomes Coelho e Maooel dos Adjos
Purciunculs.
10 tribunal encerrra-se no dia 13 do crrante.
art. 9 das posturas de 10 de norembro de 1155,
que prohibe a creacao do taea animaea dentro t
cidade, e se officiaase ao Exm. presidente da pro-
vincia pedindo a aua approvacio provisoria.
Outro do mesmo, dizeodo nao convir por for-
ma alguma que ae deixe ampia liberdade para os
deapejoa em qualquer ponto da cidade porque
com tal aystema nao pode haver fiscaliaacJo e
toda a despeza com a limpeza ser em pura per-
da, reoeaM) en da que quanto anteo sedeetftiem
os pontos em qao eiaas despejos ttasam oot fei*
i3* f#11,iDl1' P**eano cs,soalnfraoC*o.
Maodoa-sa orden aoa Bicaes para permnUre
quo o despejos faM nos ligito* de ha mal
to designados pira esitlm. ^
Olla pettcao de Fracelino AmotlAo de Albdt
qvJtque Mello, ctm despacito da presidencia paft
9 cmara informar, na qual o meamo Fraocelioo
pedo para fazer um cano de eigoto, que de sua
cocheira a. 141 na ra das Cioco-Pontas, aecom-
munique com o do calcamento da travesea do
Peixoto.Mandou-se quo o fiscal informassa ou-
viodo o eDgenbeiro cordeador.
Outra do subdelegsde dos Afogados Antonio
Gonealveade Moraes, communicando aeharse no
exercicio da subdelegacia da mesma freguezis.
Inteirada.
Outro do mesmo, remetiendo a quanlia de 49,
importancia que pagoa Miguel Gon;alree da Luz,
por ler infringido aa disposicoes do arl. 16, til. 9
das poalurss de 30 de juoho de 1849.Que se
remettesse ao procurador, e ae accusasse o racebi-
menlo.
Outro do juis de paz do A" anno do 1* districto
da fregoezia dos Afogados, commuoicsndoque
por impedimento do 2* e 3 juizes de paz eolrara
em exercieio do juizado.Inteirada.
Outro do juiz de paz do 2* asno, do 2 districto
da freguezta da Boa-Vista commuoicandu echar-
se em exercicio.Inteirada.
Outro do juiz de paz do '"auno do 1 districto da
freguezia do Recife, cemmunicando que nao po-
dando continuar no exercicio do juizado, passara
a jurisdicao ao mais votado Jos Pedro daa Neves,
o qual se recusara entrar em exercicio, o que
scieotiGcava a cmara para providenciar.
Que ae oQciasse ao dito juiz de paz Jos Pedro
daa Neves, para entrar em exercicio como su-
plente que e doa demais, e que de novo se cha-
masse ao 2 rotado para prestar juramento.
Oulro do procurador, consultando se deva in-
cluir na folba dos serventes, empregados na lim-
peza das ras os vencimenlos que tivessem os
guardas proviaorios, ltimamente creados.Man-
dou-se declarar que nao hara inconveniente em
se incluir.
Outro do fiscal do Recife, informando a pelic.o
na qual Franciaco Antonio Pereira de Brilo, tu-
tor dos menores, Qlhos de Joao Athaoazio Dias,
pede para murar o terreno que fica nos fundos
da caaa que eal coacertaodo, na ra do Pilar,
perteocenie aos meamos menores, declara estar
o peticionario no caso de ser differido, visto co-
mo a essa preteoc&o nao se oppdem aa posturas.
Concedeu-se.
Outro do fiscal de Santo Antonio, communican*
do tor feito lavrar termo de infracco as posturaa
municipaes contra D. Maria Joaquina do Patroci-
nio Dulra, por haver excedido da licenca que ob-
leve para fechar a frente do becco da rua-da Praia
Inteirada.
Oulro do mesmo.dizeodo que, deconformidade
com aa ordena recebidis da cmara tem procura-
do aatisfazer ludo quanlo Ihe ha aido exigido pe-
la polica por intermedio do reapectvo aublele-
gado, entretanto que pelo raesmo lhe foi recla-
mado mandaase proceder a limpeza dos quintaos
de algumaa cazas que pelo medico do districto fo-
ram considersdas immandaa, e as quaea re-
siden) pessoas nimiamente pobres, accresceota o
fiscal que com quanlo as posturaa addiciooaea de
20 de novembro de 1855, na ultima parte do art.
6o determioem a limpeza de caaaa que estejo
naa condicea da quellaa nao linha todavaauto-
risago para iaso pelo que pedia providencia.
Posto em discusso, mandou-se autoriaar ao fia-
caique procedesse a limpeza daa casas, conforme
exige o subdelegado,depois que examinasse se as
pessoas nellas residentes, acham-ae cas condi-
Qoesdas supracitadaa posturas.
Oulro do fiscal de S. Jos commuoicando ter o
Dr. chefe de polica, e iospector da saude publi-
ca exigido a caiaco do agougue da ribeira da
'?"* egueiia bem como o concert daa casi-
obaa da mesma ribeira. Que se eommunicaa-
se ja ter o procurador ordem para esse fim.
Oulro do mesmo informando a peligao, na qual
Jos Francisco Pinto pede para coocerlar a Ira*
=332
CHRONICA JUDICIARIA.
JURY DO RECIFE.
1* SESSO.
Dia 13 de marco.
PRESIDENCIA DO SR. DR. BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA, JUIZ DE DIREITO DA PRIMEIRA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dxno de'Gusmuo Lobo.
Sscrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Bsteves Clemente.
Advogado, o Sr. Dr. Francisco Antonio Cezario
de Azevedo.
As 10 horas da manhaa, depois do toque do
campaiQha e venficagao das cdulas, f0 feila
a chimada dos jurados. acharam-se presen-
tes 47 seohores. v
Foram multados em maia 20JOO0 cada um dos
Srs. multados nos diaa antecedentes e que nao
comparecern) luje. '
Havendo numero legal o Sr. Dr. juiz de direito
declarou aberla a aeasio.
Entra em jalgamenlo o reo Jos da Coala Vi-
aona, accassdo por crime de tentativa de morte
perpetrado oa pessoa de Anlonia Maria da Con-
ceicao.
O jury de senteoca foi composto dos Srs. se-
guiotes :
Caetano Pereira de Bcito.
Jos Henriques Machado.
Fraociaco da Cosa Ribeiro.
Severiano Bandeira de Mallo.
Manbel Luiz Goncalvea.
Jos Amonio Pereira da Silva.
P.r;ri, i*1!? de Bril M,"*0-
rirnaioo Jote de Oliveira.
Antonio Pires Ferreira.
Florencio Domingaes da Silva
Jos Antonio Vleir. de So.i,
Joao de Siqueira Campello.
5 preat.r.m juramento a. Sinl0| E
V CMARA MKICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 3
DE FEVERE1RO DE 1862.
Predencio( do Sr. Barros liego.
Presentes os Sra. Cezsrio de Mello, Henriquea
da Silva, Maia, Seve, Reg, e Mello, abre-ae a
sessao, e lida e approvada a acta da antece-
dente.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE :
Um officio do Exm. presidente da provincia re-
metiendo copia de outro que em 24 do corrente,
he dirigi o Dr. Prxedes Gomes de Souza Pi-
lauga, medico eocarregado do 9o dislricto da fre-
guezia da Boa-Vala, recommenda a cmara que
tomando em consideragao a materia do mesmo
oiiicio, mande remover ou cobrir de areia, os en-
lulhos existentes ao lado direito da ponte que d
entrada para a Capunge.
Acabada a leilura deste officio, o Sr. presiden-
te declarou, que j havia ordenado ao fiscal res-
pectivo para mandar, quanlo aoles, fazer a remo-
gao exigida pelo referido Dr. Pitanga.
Outro do mesmo, chamando de novo a alten-
St C"?"*A 'bt0 offlcio em original, que
remellen do Dr. Pedro d'Athayde Lobo Mostoso,
po qual pede providencias a reap'eito doa despe-
jos de mmundicias que a toda a hora do da e da
ooite se esli fazendo debaixo daa jaoellas da ca-
sa em que habita oa ra da Gloria, accresseotan-
do que,, desde que principiou a limpeza e arla-
melo da praia da ponte velha, ah foi prohibido
a eonliouagao doa despejos, mas em lugar de se
orJenar que ae ilzessem elles em um ponto mais
retirado de habitaces, maodou o fiscal que se
obngasae a lodoa os conductores de vasos de ma-
leriai fecaea oa langaaaem ao p do muro do
quintal da caaa em que mora o mesmo Dr. Moa-
coso, de forma que a quinze dias all ae respira
um ar corrompido e ptrido: conclue dizeodo que
exista tambera ao p de aua caaa um (elheiro que
se conserva de ha muito aem portas e nelle se
pratica toda a casta de obcenidades e indecencias
Mandou-se informar ao fiscal.
Outro do mesmo, dizeodo que com a copia io-
clusa do officio, que lhe dirigi o director daa
obraa publicas, responda deala cmara de 12 de
dezembro ultimo, relativamente aoa reparoa de
que neceaailam as duaa rampas do caes do Ra-
mos, e da ra da Aurora.Inteirada.
Outro do mesmo, remetiendo, afim de que a
^!n"pr0,'1eDC.U"e' cop" de dou rechoi do
tSTial" 'he d,rigl, Dr Pedr le Alhayde
Lobo Moscoso, que reclama urna medida a fazer
deaapparecer urna porgo de immuodicia que
existe no becco das Barreiras, na Boa-Vista, bem
como, quo aoja hmpo um cano que passa pela
olaria de Marcelino Jos Lopes, no Cotovello
dizeodo o mesmo Dr. que os moradores da' vJsi-
nhanga do dito becco das Barredas se queixam
do osuporlavelrao-cheiroqueexala d> immun-
dicia all exialentea.-Ordenou-se ao fiscal que
mandassa proceder a limpeza conforme exige o
mesmo Dr. no citado officio. e que ae communi-
casse ao Exm. presidente da provincia haver o
fiscal antes desta reclamjcao feito a limpeza e
remocao dos entulhos de sua freguezia nao po-
dando fazer tudo ao raeamo tempo porque a c-
mara municipal nao comporta grandes despezas.
Outro do mesmo, remetiendo, para que a c-
mara tome oa devida considerarlo, oa parte que
lhe loca copia doa offlcioa dirigidos ao Dr. chefe
de polica pelo Dr. Jos Sergio Ferreira medico
encarregado do 2diatrcto da freguezia da Boa-
vtala, relativamente ao mi estado doa quiolaes
daa casas particulares do mesmo districto.
Poatoem diacuaaao, o Sr. presidente declarou
j haver dado aa providencias, recommendando
ao Bacal reapectvo para mandar que se proceda a
limpeza dos ditos qoinlaes.
Oulro do meamo, remetiendo tambera copia de
um officio que lhe foi dirigido pelo vigarlo dos
Afogadoa, representando haver no povoado da
mesma freguezia urna manada de porcoi que re
_ juramento dos
gelnos. ------- -- iisiunn aoii Hiiaaoi as porcoi que re-
Fol o reo interrogado e tez-se a leitur. so^ lt,wr ao P- modo s eioitsrem potrefscges recommenda S.
Exc. que tomando a cmara em consderacao
cesso.
O Sr. promotor pedio
reo no gro maximo'dosrL 193 do'SSdf' ..1* Pro'idence como jolgar conveniente".
I rnmMi..^ .m ...:. Posto em discusiao, resol ve u-se que confecclo
minal, combinado com
cdigo.
o artigo 3 doJ sailin "o em discusso. resolveu-se que
i mesmo MiM um ,rUg0 ^ p08lgrai) tneulo
extensiva
ra a ponte Velha, quando por] ali passarsm, e
obaetveraa que este lugar estar cooveoionte-
mente limpo, o que quanto aos outros havin alin-
da aas Barreiras algum lixo que se estara reopo-
vendo, nio eataodo anda acabado por quaos
serventes, eram distrabidos para ioterramentos
de cavallos o bois morios que appareceramoo
rio Magdalena,e ponte de Uchda.e que quanto ao
cano de esgolo da rus do Cotovollo, de estar
obstruido de lixo, es grandes ehuvas aoslrafam
contrario, pois que Mi aonhua em barago
evacuaram por elle aa afaas, eolreUato que fa-
seodo o referido Dr. lo roa o laatas representa-
Soes, conservara ama eaterqueira de escremento
_ld cavallo, quer frescr). B era putreac-
ao no adro em fente de su 1 Isa, pelo que o
cal em visita no fila 8 Bzera tTm6 por seme-
lbante iufraccao.
CootlDUSDdo a dlscussio, s cmara entendndo
que o escremeoto de cavallo nio se devia con-
siderar inmundicia, e que era conservado pelo
Dr. Moscoao para aer applicado em plantages,
oio podeodo por sso ter lugar a iofracgo, de-
libero u que se officissse somente ao Exm; presi-
dente da provincia dizeodo que as roas da que
trata o Dr. Moscoso em seu citado officio, algu-
maa se acham limpas, e outras procedeodo-se a
limpeza, e quo o servgo nio feito com a pres-
teza que ae exige, por que os fraces recursos de
que dispde o cofre municipal nio comportara
graodes despezss. O Sr. Mello em seguida de-
clarou que votava contra, e que deate moda qual-
quer pessoa poda ter lixo, o estreo em seu
quintal, concluindo, requereu se maudasse de-
clarar lamben oa acta o $>em voto,
Oulro de mesmo, respondendo aos que' a c-
mara lhe dirigi em 2 e 17 de Janeiro ultimo,
declara que aendo avultado, como demonslrou
o director das obras publicas, na informtgio, o
calculo, constantes das copiss quo reme lia, o
orgamento doa aterros de alagados exigientes
oesta capital, e auas proximidades, nao era pos-
sivel que pezasse sobra oa cofres pblicos seme-
lhante deapeaa.Inteirada.
Outro do meamo, traoamitlndo por /copia o
acto de 8 de correte, pelo qual resolvis appro-
var proviaoriameote o artigo de poalur7 a que
se referia o officio da cmara sob n. 9 de 3 do
orreole.Que se publicasse, e se rembltessem
copias aos fiscaes daa fregueziaa de fral recom-
mendando-se-lhes o cumplimento d mesma
postura.
Oulro do mesmo, chamando a alinelo da c-
mara para aa ioformages que lhe foram envia-
das plo Dr. chefe de polica em offieii de 30 de
Janeiro ultimo, e 5 do correte. |de nifferentes
mdicos, eocarregados das vizitas domiciliarias
neati freguezia do Santo Antonio, e na da Boa-
Viata, recommenda-lhe promplas providencias
para que se complete da melhor forma possivel
a limpeza das ras, pragas e caes. Qu se res-
poodesse a S. Exc. que a cmara nao tem des-
caogado em activar aos seus ageotes para em-
pregarem todos os meios, afim de qup o sorvlgo
da limpeza das ras, e outros lugares da cidade
se faga com a maior presteza oio denxando que
ae aecuroulem immundicias, e outros objectos de
iafecgao, e para sso ji os autorisou a augmentar
o numero de serventes, bem como ao fiscal de
Santo Antooio para mandar procedof a limpeza
em algumas casas, cujo3 ioquilinos, i por falta de
meios nio podera faze-la, como iodicou no offi-
cio dirigido ao dito fiscal o subdelegado respec-
tivo.
Outro do juiz de pardo Io anno, do 3o dislric-
to da freguezia do Boa-Vista, dizeido que ha-
veudoo segundo votado dado parte de doente,
lhe passra o exercicio do juizado, Imsa que elle
vacilando se poda exercer, consultara a c-
mara.Mandou-ae responder que telo aviso o.
273 de 15 de dezembro de 1810 ao terceiro vo-
lido pertence o exercicio.
Outro do cirurgiao municipal Francisco Jos
da Silva respondendo so que lhe foj dirigido em
28 de Janeiro ultimo sobre a represleniagao feita
pelo Dr. Pedro Antonio Cezar, de ser necessa-
rio no raitadouro publico um facultativo que
inspeccione a matauga do gado, declara aer de
parecer que nio hsrendo eplzostu alguma no
ado, desnecessaria seria a nomeaga) de um me-
ico pira esse fim, por qua a m palidade da
carne devida a estagio presente, o a preseoga
de um facultativo a nao tornara melhor.
Em vista deste parecer, delioerou-se.officiar ao
Exm. preaidente da provincia com acopia deate
officio e com a de outro do Dr. Joaquim de Aqui-
no Fonceca dirigido a cmara, quando em 1860
lhe consultou ae a m qualidade di carne era a

-y n
Accresce, alm do que temos dito, que o ri-
beiro corla pelo vero, e 'por conseguinte um
foco de infecgo, o quo tudo contrario a salu-
bridade.
Em vista pois do que ae lem mencionado deve
cessar ji e ji o laboratorio, e removido para lu-
gar conveniente ; este o parecer do abaixo as-
signado.
Recife 3 de fevereiro de 1862.Simplicio Jos
de Mello.
Tendel feito parte di coaaissio encarragada
de examinar I la va gees de ropa de Aguiar Ra-
mos 4 0..e ssodo da aeams opiaiao do meo 11-
lustre collega | reapeile da romoeio da dila la-
vagem, sou de parecer que bastar cessar o des-
pejo das Igual de lavsgem sobre o rio, o qu
ser fcil, dirigi Jo-as para outro lado Sobre o
declive da montaeha freoteira em um fouco, e em
distancia de 30 a 40 palmos do rio, para conse-
guirse o fim desejado.O vereador. Reg.
Sendo nomeado pela cmara municipal para
fazer parte da commissio que tem de examinar
ae as eguss procedentes ds lsrageo da roupa do
laboratorio de Aguiar Ramoa & C. podem produ-
zir algum mal a aeus risiohos, sou de psrecer
que nenhum mal far, tornando-se correle este
regalo, o que apenas poder inulilissr algum uso
que dessss sguas fuerera, porque a maior parte
dos sitios viainhos tem cacimba com boa agua.
Todava para arredar qualquer escrpulo, aera
conveniente que os dooos da fabrica de lavagem
fagam laogar eaaas aguas em um terreno perten-
cente aos mesaos proprietarios da fabrica em
dlrecgio I mootanha que lhe fica fronteira, e
de fundo arenoso. Recife, 10 de fevereiro de
1862.Franciaco Jes da Silva.
Iilms. seohores presideote e mais membros da
cmara munieipal do Recife. Participamos a
Vv. Ss. que est prorapts a obra que julgamos
eonveneniente mandar fazer para evitar que as
aguas de lavagem da roupa do noaso laboratorio
fossem rertidss no riacho do Arraial. Hoje essas
aguas sao laucadas em urna ralla que cerca, e di-
vide ama extenga baixa de capim, e s depois de
percorre-la, e passar por dous largos filtros de
carvio o arla, que entram para o riacho lio
pura como nao e agua do mesmo riacho nos si-
tios dos oossos visinhos. Quslquer queixa que
oa moradores do Arraial apresentarem agora a
Vr. Ss. deve ser tomada por crassa ignorancia,
ou por deaejo de embsragar, como infelizmente
aempre acontece entre nos a marcha de urna
empreza ora, que tanto aervigo jilem prestado
a esta populagao, removen lo das casaa de fami-
lias, e dos graodes hospitaea os depsitos de
roupaa sujas, que sao urna poderosa causa de
ioaalubridade. Devemos aasegurar Vv. Ss. que
oosso ioteresse pelo bem publico levs-nos a
desinfectar aa roupas dos hospitaes, antea de
serem laradaa, o que deve diminuir o receio dos
moradores do Arraial, que lio escrupulosos se
mostrara nesta parle, mais que tratam de outras
com tanlo dealeixo.
Deus gaarde i Vv. Ss. icife, 10 de fevereiro
de 1862. Illms. seohore presidente, e mala
membros da cmara municipal do Recife.Aguiar
Ramos &C
Despacharara-se as petges de Anselmo Fer-
reira de Brito, Francisco Aotonio Pereira de
Brito, (2) bacbarel Hermogeoes Scrates Tavares
de Vasconcellos, Henriques Gibsoo Joaquina Ro-
drigues Duarte e levantou-se a sessao. Eu Fran-
cisco Canuto da Boaviagem, Official maior e es-
crevi no impedimento do secretario Cezario de
Mello. Pro presidente, Henriques da Silva Re-
g, Mello, Reg Maia.
a cmara, antes de receber o citado officio.'dado
autorissgao a um de seus membros para maodar
cercar, e preparar urna parto do dito terreno,
quanto fosse precisa para o entrramelo daa
pessoas que fsllecessem do chrolera-morbus na
dita freguezis, e que em sessao de hoje resolveu
morar o mesmo terreno, para o que acabara de
expedir ordem ao seu engenheiro para fazer o
orgamento.
Oulro do mesmo, remetiendo copia do officio
S-^.0^^- rb*ia .d.8 polcia d'"8'o Dr. Padre
d Alhahyde Lobo Moscoao, relativamente ao ea-
tadode insalubridade daa raaa da Gloria, Colo-
velto e praiaa da ponte Velha e beco daa Bar-
reiras, recommenda, i cmara que tome na de-
vida considerago.-Posto em discusso, o Sr.
Mello, pedindo a palavre, fez ver que a repre-
- seoiagao do Dr. Moscoso era ioexaoia, por que
elle venador logo que appareceo a primeira re-
-.- ...-V...VW ..-. r-o !> luuinur a ira- me cousuiiou se a ma qualidade di carne era a
cira de aua casa da ra d'Aasumpgio, declara causa do desenvolvlmeoto da escarlatina e aogios
.ue os coocertos pretendidos pelo pe cioosrio se ulcerosa que na quela poca acommelteu esta
reduzero ao lapamento de urna enda-na frente da rui.t*
Ma trapeira.Concedeu-se._____-
Outro do fiscal i Bl-Vftts, respondendo so-
bre a censura que lhe fez o subdelegado da mes-
ma freguezia, prova com docume.otos o contrario
do que affirmou o dito subdelegado.Posto em
discusso, a cimara deliberou que se remettesse
por copia aoExm. presideote da provincia.
Ordenou-se aoa fiscaes que elevassem a oito
servente! empregadoa oa limpeza das ras de ca-
da freguezia ficaodo sem efieilo a portara que oa
maodou reduzira quatro. Autorisou-se ao Sr.
rereador Cosario de Mello que no terreoo deslina-
doa para o cemiterio do Pogo da Pnella, man-
dasse cercar a porcio que fosse necessaria para o
enterramento das pessoas quo fallecessem do cho-
iera-morbus oa mesma freguezia. Commuoi-
cou-se ao procurador e contador esta resolucao.
O Sr. Mello, membro dacommissao que foi no-
meads em 20 de Janeiro ultimo para examinar a
fabrica de lavagem de roupa, existente em um
riacho no Arraial, a presen tou o seu parecer no sen-
tido de ser removids a dita fabrica por estar con-
vencido de que permanecendo ella no lagar, em
que se| acha, prejudicial aos habitantes que
usara d agua do meamo riacho taoto mais oa po-
ca actual que o governo, e a cmara leem loma-
do todas as medidas a evitar que epidemia do
cholera-morbus invada eatacidide.
O Sr. Reg, devergindo da opiniao do Sr. Mello
apresentou em aeparado o seu parecer, enten-
dndo que bastar cessar o despejo das aguas de
lavagem sobre o rio, o qual ser fcil, dirigindo-
as para o oulro lado sobre o declive ds moota-
nha fronteira, (azendo-a,e um fougo em distancia
de 30 a 40 palmos para conseguir-se o fim dese-
jado.Posto em disenssio resolveu-se addiar at
que o medico muaieipal desse lambem o seu pa-
recer, por quanto elle linha feito parte da com-
raiasao.
.1MSa,charni"se Pel'OM de AolooioCaroei-
La.!"' ?e"!dc J" Drte Cedrim, Chris-
tovo Star & C. bacharel Ernesto de Aquioo
Fonceca, Dr. Ignacio Firmo Xavier, Jlo Evange-
liata Pereira Lima, Jpio doa Ros. Jos Augusto
de Araujo Jos Pedro das Novea, Luiza Mara de
uarroa e levantou-se a sessao.
Eu Franciaco Canuto da Boa Viagem. officiai-
maior, a escrevi no impedimento do secretario.
Barros Reg presidente Reg e Albuquerque,
Cesarlo de Mello.-Henriques da Silra.-Barats
de Almeida. Reg Maia.Mello.Leal Seve.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 10 DE
FEVEREIRO DE 1862.
Presxdencia do Sr. Barros Rejo.
Presenlea os Srs. Reg Albuquerque Cezario
de Mello. Henriques da Silva. BaraU de Almei-
ill??: efe* """- e "'. bro-sea sessao,
R nVppr-"d' scla d aotecedeole.
ful lido o seguidle
_ m EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presdente da provincia,
communicando ter por acto de 6 do correle, re-
solvido addiar para o 1 de abril deste anno .
reuo.ao da asserabla legislativa provincial.-Io-
leirada.
Outro do mesmo, remetiendo, para a cmara
attender. e providenciar tomo coovier, copia do
oficio quei dirigi ao Dr. chsfe de polica o sub-
delegado da freguezia do Pogo a cerca da limpea
o destinado para o cemiterio d'aquell
cidade.
-Outro-do procurador, remetiendo 'o balancete
da receila e despeza municipal oo mez do Janei-
ro ultimo. A' commissio de polica (Reg e Al-
buquerque e Henriques da Silva). |
Outro do contador, dizeodo que da quola desti-
nada pelo 5 da lei municipal vigente o. 516, j
se havia dispendido 1.9243520, que com a quan-
lia de 1:4009 dispendida com o areamento das
praias, cuja coota j foi apresentada, eleva a des-
peza a 3:324$520, que reunida a de 3:000, em
que podero montar diversaa obras mandadas fa-
zer ltimamente, reala a quantia de 5:6758480,
que s poder chegar ao fim do exercicio, se nao
for elevado a mais de claco o numero dos serven-
tes da limpeza daa ras em cada freguezia.Que
se officiasse ao Exm. presidente da provincia, re-
metieBdo-se-lhe copia deste officioj
Foi approvada umaindicagao que apresentou o
Sr. Cejado de Mello, no sentido dele maodar or-
gar a construegio de um muro, anda que eslreito
e baixo, para cercar a parte do t jrreno destinado
para o cemiterio do Pogo da Panella, quanta fosse
necessaria para o enterramento das pessoas que
all fallecessem do cholera-morbos, entendndo o
mesmo vereador que cercando-se com muro, nio
s era mais econmico pela duracio, como al
evitara a entrada de animaos.Mandou-se orear
com urgencia.
Foi igualmente approvada outra indicaco apre-
sentada pelo Sr. Maia, no sentido de serem re-
movidos os agougues das diversaa ruis em que se
acham para os pateos e pragas, dndose todava
um prazo razoavel para a mudanga delles. Foi
nomeada urna commssao composti dos Srs. Ba-
rata, Henriques da Silva e o medico municipal
para reconsiderarem a materia da ndicagao ci-
ma e darem o seu parecer.
Foi approvado um parecer da commisso, dan-
do por conferidas, e oo caso de s< r appiovadas,
ss con tas da receita e despeza muiicipal oo se-
mestre do 1' dejulho 31 de dezembro ultimo.
A presentando o medico Franciaco! Jos da Silva
o seu parocer sobre a fabrica de lavlagem de rou-
pa, sita no riacho do Arraial, de epioilo que as
aguas nenhum mal caussrao aos 1 ibitintes do
lugr, urna vez que o riacho se to -no corrente,
todava para que se nao deem escrpulos seria
conveniente que os dooos da dita fabrica facam
laogar aa aguas que della dimanara em um terreno
junto a montanha que lhe fica fronteira, e de
fundo arenoso.
Nesta occasiio foi lido um officio dos proprie-
tarios da dita fabrica Aguiar Ramos & C, decla-
rando achar-se prompla a obra mandada fazer
para evitar que aguas fossem vertidas no ria-
cho, as quaea sao angadas em urna valla que
cerca e divide urna extensa baixa de capim, e s
depois de percorre-ls e passar por dous largos fil-
tros de carvio e ara, entram para o riacho.
Entram os tres pareceres era discusso, bem
como este officio, e depois de largas discusses,
em que tomaram psrte diversos Sr. vereadores,
sio approvados os pareceres apresenladoa em ae-
parado sobre esla.queatio pelo Sr. Kego e cirur-
giao Francisco Jos da Silva, ficaodo prejudicado
o do Sr. Mello. f
Foi nomeada urna commissio para examinar se
a obra feita pelos proprietarios da fabrica, eslava
de cooforraidade e ae prestara ao fim que ae de-
seja, UcanJo a mesma commissio cpmposta dos
Srs. Mello, Reg e cirurgiio Silva.
O Sr. Mello requereu para que se aogassem na
-- .v,u ucm.ujuo para o cemiterio d aquella *"' requereu para que ae ancassem na
freguezia. Que so respondesse a S. Exc. j tor C,a ospsreceres e officios cima cl idos, e sendo
acamara, antea de n>rehar n ;i.j__m.; j.j. aoororadn n mu romimlmiiiili. .k.;. i.._
m. ha*. 5. fii^rsi saasrTj-, arsaa-rs.*
approvado o seu requerimenlo, vio abaixo tran-
sen pos.
A commissio especial nomeada p ira examinar
se o laboratorio de lavagem de Aguar Ramos &
t., estabelecldo junto a um rlbairt no lugar do
Arraial, despeja oo mencionado ribeiro as aguas
empregadasem dito laboratorio, tem a declarar a
eata cmara que o ribeiro o recp aculo de to-
das ss aguas sujas, resultantes de oupas, quer
de familias e quer de hospitaes e casas de la-
zaros.
B' de notar que este ribeiro se prestvs a mul-
los usos dos moradores daquelle lugar, o que ho-
je nio acontece.
Ora, se em ua tempo regular pa eco que esta
cmara nio deveria consentir que un tal estabe-
lecimento estivesse all collocado, quanto mais oa
quadra prosete do cholera-morbos, que se nio
consenle por momelos o menor 11 to em qual-
quer parto. M
Communicados.
A biograpliia do Sr. turnio de Noreira,
consol geral de Portugal no Rio de
Janeiro.
Quer o deslioo que, por ama casualidade fa-
tal, os horneas que mais beneficios teem pres-
tado a socioJade, e mais servigos sua patria,
aejam os mesmos a quem a calumnia e a mgra-
lidio de seua concidadaos ae compraz em amar-
gurar os das e tornar rais imporlavel e pesada
a sua laboriosa existencia.
Looga e brilhaole a lista dos nomes bene-
mritos daquellea que por seusservigos e desin-
teresses, virtudes e booradez, talentos e aptt-
dio, lera figurado desde o comego deste seculo
os opulenta galera dos horneas illuslres de Por-
tugal I
Todos elles msisou menos leem tido que lutar
contra a iojualiga dessas adversarios gratuitos,
recrutados por va de regra entre as mediocrida-
des enfatuadas, e" osmaevoTds por coodigio e
por ndole que secostumam levantar sempre co-
mo sombras importunas diaole do caminhar des-
assombrado dos homens superiores.
Entre porm, todos aquellos que oestes lti-
mos lempos teem servido de alvo aos brutaes ca-
prichos da ignorancia, e parva simplicidade
das turbas desatinadas, ningnem tem sido mais
atroz, raaij calumniosa, maia infame e vilmente
perseguido que o Sr. bario de Moreira, cnsul
geral de Portugal no Rio de Janeiro.
Oa homens sao suscepliveis, taoto consideran-
do-os collectiva como individualmente, a deixa-
reni-se arraslar pelas ruins paixes o pelos odios
indiscretos, anda por mais tortea que aejam os
consolaos do bom senso e os dictantes da razio.
Foi urna vertigem deate genero que toraou os
adversarios do Sr. bario de Moreira I
Nio Ibes servio de obstculo todas as cooti-
derages que se lhea offereceram por mais sen-
satas e convenientes que fossem I Sem se lem-
brarem que se achavam debaixo da sombra ge-
nerosa de um paiz estraogeiro, oode qualquer
maoifeatagio Ilegal e provocadora deveril ser
considerada como um desacato nagio hospita-
lera, em cujo seio baviam encontrado o mais
deainteressado abrigo ; sem se lembrarem final-
mente dos grandes e meritorios aerrlgos que era
sua longa carreira de serridor do estado o Sr.
bario de Moreira tem constantemente prestado
sua patria, o grupo de seus detractores fortifica-
do com os recrutas mercenarios da plebe, e as-
sumindo a attitude degradante e ridicula de ven-
gadores de victimas de iroiginarias e fabulosas
tnjusticas, cobriram de baldes o vituperios ao
homem a quem o governo de sua propria nagio
havia enveatido com todos os foros de autorida-
de legal I
Nio ha exemplo de urna guerra tio baixa e
ariltante contra um homem mais ionoceole e
digno I A calumoia desceu at i perrersidade, o
odio at ao crime, o a ignorancia at ao idiotis-
mo brutal, para eonodoar, denegrir, e arraslar
pela arena enlameada de seus pugilatos ao ho-
mem a quem aioda hoolem endeosavam, e coja
reputagio nio conseguiram conspurcar, nao obs-
tante todas as suas perversas e abominaveis ma-
chinagoes.
As vociferares da maledicencia podiam no
enlanto calar nos esplritos desprevenidos.
A biographia do Sr. bario de Moreira veio le-
vantar o vio de todas si duridas.
Esse magnifico esbogo, que acabamos de per-
correr com toda a aridez da curiosidade e o
aprego que ligamos queslie, devida peona
amestrada e j por tantos ttulos gloriosamente
recoohecida de um dos mais distincloa cultores
das letras portuguezas, cujo talento e vasta il-
luatragio estamos coslumados a admirar com o
respeilo que nos merecern as grandes autoiida-
dea iotellectuaes do aeculo, e cujo nome um
brasao Iliterario, o Sr. conselheiro Jos Feli-
ciano de Castilho Brrelo e Norooba.
Eis aqui as nobres o eloquentea patarras cora
que o iilustrc biographo fecha o prembulo do
aeu livro.
< Antevejo que alguma almioha lilputiana,
mediado por si os outros. se revolver para ima-
ginar, neatas liabas e em meus procedimeolos,
reprovado impulso, mercadejar de calculo, de
bajulagio, ou aioda recoobecimeoto por valiosas
raercs. Perdoe-se a miaba dignidade (offendida
scom a possibilidade de tal suspeila) em decla-
rar que aasaz teoho dado altas provas de desio-
leresse e abnegagio em muito mais elevada es
phera ; que oio a mira que o bario de Morei-
ra pdle, pode, e nem poder prestar aervgos,
que ouoca della recebl, nem desejo, nem pre-
ciso um nico ; que no da em que beoeficioa
taes se dssera, converter-so-hlam (para um ca-
rcter, rispido como o meu i forga de iodepen-
deocia) em impedimento absolutq do erguer em
seu favor minha voz, eolio suspeiti.
* Pego, pois, neslas psginas, um tributo ao
mrito. Considero-ma interprete de Portugal,
amrmando ao seu reino servidor que gratidao
da historia collocar aeu nome entre oa illuslres
por zelo, Adeudado, firmeza e cvica devogio.
Segue-se i esto admiravel prembulo o mag-
nifico trabalho biographico I que S. Eic, modes-
tameole alcunhou de esbogo. Poocos horneas
terio urna vida publica tio chela de servigos re-
letaotef, de fados gloriosos, de elerados exem-
Pos, de xelo, aptidio e fidelidade aos ioteresses
oo sea palz, como o bario de Moreira oa aua
looga e tadigosa carreira de aervidordo estado I
sentimos nio poder reproduzir aqui aleuma
deaaaa paginas cuja leilura nio j dado i
pessoa alguma de boa f. duvidar dos ttulos qua
racommendam o Sr. cnsul geral de Portugal
reconbeclda aolcilude do seu governo, e a ex-
poaloea considerado e respeilo de seas conci-
dadaos, que sabem acatar os homens modados
de todas aa virtudes cvicas, que tanta hoora e
gloria lngara com sea reflexo nos brilhanles
fados da histeria nacional 1
O oosso Ora oscreveado estas linhas, simples-
mente cengrstularmo-nos que tem considerado
com louvsvel imparcialidade e deaapaixooado
criterio a tumultuaria queatio do Sr. bario de
Moreira, no consulado geral de Portugal no Rio
de Janeiro.
Vm amigo da justica.
Publica^oes a pedidoT
Para os lentes da academia de direito
de Pernambnco apreciaren! o mrito
do Sr. acadmico Arislides de Panla
Dias Martins.
BRAZO
Do esludanle Arislides de Paula Dias MaUlos,
que deve servir muito sua carta de bacharel,
quaodo a obliver da faculdade de direito do
Recife de Pernambuco.
Julgo procedente a queixa de folha....dada
por Maooel Jo Pereira Pacheco coolra Arisli-
des de Paula Dias Msrlios pelo crime de injurias
verbaes nao s porque as lestemuohas que decor-
reu de folha a folba aio contestes em assererar
qae o dito Arislides declira ter aido procurado
para ser aaaiaainado a mandado do queixoso, e
como as mencionadas palavras constiluem verda-
deras Injurias na phrase da lei,porque prejudicam
a reputagio do mesmo queixoso na opoiio pu-
blica.
Portelo coodemoo o reo quatro mezes de
prisio e multa correspondente melado do lem-
po, como incurso no ar ig> duzentos e irinta e
dous grio medio do cdigo criminal por concor-
rer a circunstancia aggravante do 9 do art.
16 do mesmo cdigo, bem assim as cusas. Ara-
caty seis de margo de 1861, Antonio Maria de
Castro.
Vistos estes aulos, de poi mantos das tes tem ti-
rinas, allegac/Ses etc. julgo improcedente a appel-
lacao, porquanto est provado pelo depoimento
das testemunhas que o reo appellanle, impuiou o
espancamento, que diz ter soffridoao sppellado, e
essa prova corroborada com a confisso feita
pelo advogado do appellanto em suas allegaces,
11 22 v. quando diz que o appellanle conjecturan-
do, atlrebuio ter sido o appellado quem mandn
esbordoa-lo, e atienden do que o facto imputado
consiste o crime de injuria, alten iendo a que nao
est provada a circunstancia da fraude menciona-
da na sentenca appellada, reforma-a nesta parte
para o fim de impor a pena de dous mezes de peisao
o de mulla corretn Jenle metadedo tempo, grao
medio do art. 273 | 3 combinado con a dispasi-
giodo art. 238 do cdigo criminal pague o ap-
pellanle as cusas.
Aracati 1 de outubro de 1861.
Vicente Ferreira Gomes.
COMMKRGIOT ""
Praca do ftecife 14 de
margo de 1862.
\s quatro Uoras da tarde.
Cotaes da junta de corretores.
Cambio.
Sobre Londres-90 d[v. 25 5|8 d. por 1#.
Descont de letras.
10. e 12 0[0 ao anno.
Couros seceos salgados205 rs. por librs.
J. da Cruz MaceJopresidente.
John Gallssecretario.
Alfauletca,
Rendlmento do da 1 a 13. .
dem de dia U. ,
209.026J6
, 23.283a998
S3-2.310Jj639
Movimouto da alfandeajra,
relames entrados com fazeodas..
ion geaeros..
_j i~rrr
_^__^_^_^___
Vela-)es sahidos com fazendas.. 119
> com gneros.. 16
-*=" 135
Descarragam hoje 15 de mugo.
Barca americanaImperador farioba de trigo.
Hiate americanoJulio Aaaamercadorias.
Importayfio
Patacho ioglez Hanriet, viudo de Terra-Nova,
coosigoado a James Crabtree & C manifestou o
seguate :
2,465 barricas de bacalhio ; aos mesmos.
Exporta^ao
Do dia 13 de margo;
Patacho ioglez Oriental, para Gibraltar, carre-
garam :
Johoston Paler & C, 1.S0O saceos com 6,000
arrobas de assucar.
Brlgue inglez Molina, para Greensck, carrega-
ram :
Krabb Thom & C, 1,300 saceos com 6,500 ar-
robas de assucar.
Barca ingleza Flying, para Liverpool, carre-
gsram :
Sauoders Brothers & C 897 qainlaes de po-
brasil.
Brigue inglez Carolina, para Gibraltar, carro-
garara :
Saunders Brolhers & C, 850 saceos com 4,250
arrobas de assucar.
Barca ingleza Trinculo, para Liverpool, carre-
garam :
Patn Nash &C 1,140 ssccos com 5,700 arro-
bss de assucar.
Patacho ioglez Queen of the Vik, para Gibral-
tar, carregaram :
- Bastos & Lemos, 1,000 saceos com 5,000 arro-
bas de assucar.
Brigue sueco Anna, para Stockholm, carre-
garsm :
.N-0. Beber & C, 2.5S8 couros salgados com
73,524 libras.
Escuna haooverlana Engelina, para Marseille,
carregaram:
Tisset freres, 300 saceos com 1,500 arrobas de
assucar.
Patacho porlugusz Fasto, para o Rio da Prats.
carregaram :
u Am?nIB lmi0< 40 barricas com 3,083 arro-
bas e 10 libras de assucar.
Brigue porluguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Amorim Irmaos,550 saceos com 2.750 arrobas
de assucar.
Barca nacional Carioca, para o Rio da Praia,
carregaram:
Johoslon Paler & C, 300 barricas com 2.S79
arrobas e 31 libras de assucar.
Dia 14.
Brigue ioglez Melina, para Greeoock, carrega-
ram :
Krabb Thom & C, 1,400 saceos com 7,000 ar-
robas de assucar.
Patacho ioglez Queen of lhe Vtk, para Gibral-
tar, carregaram:
Baalos & Lemos, 167 ssccos com 835 arrobas
de assucar.
Patacho porluguez Fasto, para o Rio da Prals,
carregaram :
Amorim Irmaos, 550 barricas com 3,879 arro-
bas e23 libras de assucar.
Brigue oaciooal Eugenia, para o Porto, carre-
garam :
Anlonio L. de Oliveira Azevedo. 12 saceos com
52 arrobas e 19 libras de algodio.
Joto Baplista de Oliveira, 60 saceos e 4 barri-
cas com 181 arrobas e t libras de gorama.
Barca nacional Carioca, para o Rio da Praia
carregaram: '
Marques Barros & C, 2,000 cocos.
Sumaea bespanhola Ardilla, para Barcelona
carregaram: w,
. Afsn?"a H'J & C., 169 saceos com M9 arroba
de algodio.

"*t:
'
'--
-m-


-jp-r-:---------
_
DIARIO DE PEBNAMBCOj SABBADO it> DE MAB^O DE 186.

cnrtH de pesi*ssww.
R.ndt.Sff-Sl. 1 2||8(M04
dem do dia 14......
24:485|28
Consulado provincial.
R^imealo do dU l 13. .' 35:3^52
Idtm do ata 14....... .wuym
87*3#366
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 14. .
Maeei 2 dias, brigae brasileiro Behsarxo, de
23i tooeledis, capilio Manoel Candido Ferre-
ra, equipsgem 11, om laatro ; Marques Bar-
Rio de Janeiro-18 dia, galera iogleza ">*.
de 645 toneladas, capitao Frevanion Hugo,
equipagem 18, em lastro; a James Crablree
Savias talados no meimo d\a.
Mossor pelo Rio Grande do Norte e Assu-lliaie
brasileiro Jaguaribe. capitao Bero.rdtno Jos
Baodeira, carga difiranles gneros.
Granja e portos intermedios- VP br.eileiro
Jaguaribe, commandanle Manoel Joaquim Lo-
bato.
m O M a. sr a 1 1 Horoi.
V w w w I 1 S. s Amo*/> fiera. i n H O O PS 50
V <# w 3 O o irecfo:
w s e o 2 s i Intensidade.
-4 00 s % i 3 | 'arftenAei. tn 0 K O K pi H -o fe P5
* I3 le s o os 00 CenliQrado. i f c
03 o o -J O 00 O' w o "8 te M lygromttro.
O O 00 o 00 i 00 1 8 Cisterna hydr mtrica. 0-
Francez. > s o M Pl H 33 O
o O ingles
A noile cbuvosa, rento variavel de inteosidade
e direcco, Qrmaodo-sc no terral e assim ama-
ohecou.
0SCH.4C.X0 DA HARfi.
Preamar as 3h. 44' da tarda, altura 6,8 p.
Baixs-mar as 9 b. 32' da manha, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinba 14 de
marro de 1862.
R0HAKO STEPPLB,
1* lente.
Editaes,
Por ordem do Illm. blico, que no prazo de tres das, coatados da data
deste, ser levada hasta publica porta desta
alfaodega, depoia de meio dia, 5 barricas com
2,180 libras de missangas, valor da libras 500 rs.
total 1:0909, aa quaes foram abandonadas aos di-
reitos pelo negociante Isidoro Hallidsy. Alfande-
gi, 14 de margo de 1862.0 escripturario, Joo
Duarle Carneiro Mooleiro.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente, manda fazer publico, que uo 27 des-
te mez, peraote a junta da fazenda, se ha arrema-
lar a quem mais der, o rcndimento do imposto
de 10 0|0 sobre os terreos occupados com o
planto do capim no municipio do Recif*. ser-
vindo de base a esta arrematado o oTerecimeolo
feito por Ionocencio Monteiro de Paula Borges,
da quantia de 2:1000 por auno.
A arrematarlo ser feita por lempo de 33 me-,
zes a cootar do Io do dezembro de 1861 a 30 de i
junho de 1864.
As pessoas que quizerom arrematar o dito im-
posto, comparec.iro na sala das sesses da refe-
rida junta no dia supramenciooado, pelo meio
dia e competentemente habilitada.
E para constar se maodou aQixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 14 de margo de 1862.O secretario,
Aotouio Ferreira da Anounciago.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
A cmara municipal do Recife, tendo rece-
bido do Instituto Histrico Brasileiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorram para area-
lisago dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quantias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil reis, nem mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestaro de boa vonlade a realisa-
cao deste graniiiozo lim.
Pagoda cmara municipal do Recife, em ses-
sode28 de outubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, ofcial maior serviodo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Magestade o Imperador a
sua immidiata proteccao, resolveu que se levan-
asse nesta corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigisse um tmulo digno
de scus preciosos despojos; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grali-
dao brasileira, eque devem transmillir a posleri-
dade as tradijoes gloriozas que se ligam a um
dos grandes \ ullos nacionaes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assignades, membros da commis-
sao a que o Instituto Histrico incumbi to
nobre misso, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripcoes populares entre os
seus municipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas di povo.
A commlsso desejando que lodos os Bra-
sileos po.'sam concorrer para to patritico
monumento, quies quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quantias
entre mil e dez rail reis.
Deven lo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anniversario na-
talicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva ; a
commisso espera que Yv. Ss. se dignem de
coadjnval-a em to louvaxel empenho, activando
e apressanJo a subscripto, cujo resultado seta
publicado as folbas diarias d'csia capital.
Deus Guarde Vv. Ss. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. presidente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambaco. Euzebio
de Queiroz Coulinho Mattozo CmaraJoaquim
iNerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Bario de Mau Jos Ribeiro de
Souza Fonte.Uenrique de Beaurrepaiu Rohan
Doutor Claudio Luiz da Costa Thomaz Go-
mas doe SaniosF. S. Dias da Molla.
O inspector da alfandega em observacio a
ordem do thesouro sob n. 71 de 30 de dezembro
marca o praso de 6 mezes contados desta data
aos proprietariog ou administradores de trapiches
e armazeos alfandegadoa para se habilitaren) e
ecommodarcm seui csiabelecimeotoa a legislarlo
em vigor.
Alfandega da Pernanbaco, 24 de Janeiro de
de 1862.
Btno Jos Fernanda Barros.
Copia.Circular n. 71.'Ministerio do nego-
cios da fazenda.Rio de Janeiro 90 de dezembro
de 1861.Jos Miria da Silva Paranbos, presi-
dente do tribunal do thesouro nacional, a vista
do art. 283 do regulameoto o. 2,617 de 19 de
aelembro de 1860, o qual determina que aos tra-
piches e depsitos slfandegados exclusivamente
destinado! para mercadotias estraogeiras que nao
tenham pago direitos de consuno, sao applica-
veis todas aa disposir6es do mesmo regulameoto
concernentea ao regimem dos entrepoatos parti-
culares e marcadorias oelles depositadas, e bem
aisim que qaaesquer outros trapiches, armazeos,
ou depsitos ou alfandegadoa eslo sujeitos ss
disposices dos arts. 219, 223, 225, 228, 230
232,234, 236 243, 246, 247 e 249 280: decla-
ra aos saobores inspectores das thesourarias de
fazenda, que lhes campre providenciar, aflm de
que os das respectivas alfaodegas marquen) um
praso rasoavel aos propietarios oa administra-
dores dos eslabelecimentos dessa natureza para
se habilitarem e accommodarem seus trapichea
ou armazeos a legislarlo em vigor, sob pena de
aer-lhes cassado a autorisaco para recebaren! os
sobredilos geoeros em deposito, observaodo-se
tambera por parte das alfaodegas, desde j, tudo
quanto em relago aos referidos eslabelecimen-
tos se acha proscripto oo citado regulameoto, e
poder ser executado iodepeodentemeote de pra-
se.Jos Alaria da Silva Prannos.
O Illm. Sr. ioipector da thesouraria pro-
viocial, em cutnprimeoto da resolucio da junta
da fazenda, manda fazer publico, que se contrita
por-tempo de tres mezes, a coatar do 1 de abril
prximo viodouro, o fornecimeoto de alimenta-
gao e dietas dos presos pobres da casa de deten-
o, a saber :
ALLIHENTAQAO.
Domingo.
Almoco.
1 pao de tres ooc.as.
1 onca de caf.
2 ditas de assacar.
Jaular.
t libra de carne verde.
I onca de toucioho.
1 dcimo de farioha. '
Leaha e sal.
Segunda-feira.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo que no domingo.
Terca-feira.
AlmoQO.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo que no domingo.
Quarla-feira.
" Vi mogo.
O mesmo que ood iogo.
Janlar.
Meia libra de carne aecca.
Urna ooga de toucioho.
Meio dcimo de feijo.
Um dcimo de farinha.
Lenhae sal.
Quinia-feira.
Al mogo.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo que no domingo.
Sexlafeira.
Almoco.
O mesmo que uo domingo.
Janlar.
Meta libra de bacalho. ,
Meio dcimo de (eijo.
Um dcimo de farinha.
Duasoitavas de azeite.
Umaooga de vinagre.
Lenha e sal.
Sabbado.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo qua na sxta-feira.
DILt \.i PAHA UUtMLo.
N. 1.
Almoco.
Um caldo de galioha para 3 caldos no dia.
Lenha e sal.
N. 2.
Almogo.
Um pao de 3 oncas oa sopa de caldo do ga-
linha.
Lenha e sal.
Janlar.
Um quarto de galio lia cosida.
Duas oocas de arroz para cauja.
Lenha, sal e vinagre.
N. 3.
O mesmo que na dieta o. 2.
Janlar.
O mesmo da dieta n. 2.
L mais :
Um quarto de galinha assada.
Um pao de tres oogas.
Lenha e sal.
N.o 4.
Almoco.
Duas oilivas de cha da india.
Um pao de tres oogas.
Duas oogas de assacar.
Leoba.
Janlar.
Urna libra de caroe verde.
Um dcimo de farioha,
Lenha e ssl.
N. 5.
Almogo.
O mesmo da dieta n. 4.
Jaular.
Urna libra de carne assada.
Qualro oogaa de arroz.
Um pao de tres ongaa.
Lenha e sal,
As pessoas que quizerem contratar dito for-
oecimento, apresentem as suas propostas em
cartas tchalas oo dia 20 do correte, na mes-
ma thesouraria, pelo meio dia, onde eucoolra-
ro as condigoas com que deve ser efTectuada a
arrematago,
E para cooslar se manJou affixar o preseote
e publicar pelo Diario.
S-'cretaria da thesouraria provincial do Per-
oambuco,7 de marco de 1862
O secretario
Antonio Ferreira a"Annunciaao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para coohecimento
dos iotdressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correle anno.
Art. 48. E' permitidlo pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a dala da presente lei independente de re-
validago e multa, urna voz que os devedore
actuaes deste imposto, o fagam dentro do exerci-
ci de 1861 a 1862, os que nao o Qzerem flearo
sujeitos a revalidago e mulla em dobro. sendo
um lergo para o denunciante. A thesouraria fa-
r anounciar por edital nos primeiros 10 dias de
cada mez a presente disposigo.
E para constar se maoJou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O secretario,
A. F. da Asiumpgc.
Declarares.
Pela subdelegada do Recife se faz publico
que fora appreheodido em poder de um menor
que Sodava veDdendo, 1 cordo de ourocom urna
moeda lambem de ouro, 1 liga de dito, 1 dita e 1
buso eocastoado em ouro : quem se jul^ar com
direito aos ditos objectot, comprela oesla suD-
delegacia, que provaodo, Ihe serio entregues.
Consellio administrativo.
0 cooselbo administrativo, para ornecimeulo
do arseoal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiotes:
Para o corpo da guaroigio da Parahiba do
Norte.
3 cordes para cornetas.
2 caldeiras de ferro para 50 pragas.
2 castigaos de lalao.
1 colher de ferro.
1 copo de vidro.
10 enchadas de ferro.
8 paz de ferro.
1 temo de pesos de chumbo de 3 oogas al 1/2
arroba.
1 prato de louga.
1 lalba para agua.
Quem quizar vender taes objectos aprsente aa
propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, is 10 horas da machia do dia 21 do
crranla mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimeoto do arsenal da guerra, 14 de
margo de 1862.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela admioistrago do correio desta cidade
86 '* Publico, que em virtude da convngalo pas-
tal celebrada pelos governos brasileiro e fraocez,
aerao expedidas malas para Europa pelo vapor
inglez Tyoe. As cartas serio recebidas at daas
horas antea da que for marcada para a aahida do
vapor, e os jornaes at_4 horas antes.
Admioistrago do correio de Paroambuco 14 da
margo de 1862.O administrador,
Domingos doa Passoa Miranda.
Novo Banco de
Prnambwo.
O presidente da assembla geral dos accionis-
tas do Novo Banco de Peroambuco coavoca a
mesma assembla para as 11 horas do dia 15 do
correte, na casa do Banco para dar-se cumpri-
mento ao artigo 13 dos estatutos.
Conselho de compras navaes.
Nao tendo-se effectuado boje o contrato de
fornecimeoto de caroe de vacca salgada, no tri-
mestre prximo de abril a junho, dos navios da
armada e eslabelecimentos de marinhs, manda o
cooselbo aos que quizerem faze-lo sob as coodi-
ges do estillo, a apresentarem suas prvpostai
am cartas fechadas no dia 15 do correala mez at
as 11 horas da manha.
Sala do cooselbo de compras navaes em 5 de
marco de 1862.O secretario.
Alexandre Rodrigeseos Anjoa.
Conselho administrativo.
0 cooselbo administrativo para fornecimeoto
do arseual de guerra tem da comprar os objectos
seguiotes :
Para o hospital militar.
2 oogas de assucar de leile.
4 libras de assucar candi.
12 algalias ioglezas sorlidas.
2 libras de amendoas doces.
2 libras de barbante torcido.
12 borrachas pequeas.
8 libras de cevada.
4 ongas de caxomilha.
1 Chernoviz-formulario da ultima edigo.
2 grozas do caixds para pilulas,
2 capsulas de porcelania sorlidas.
1 libra de folbas de estramonio.
8 libras de folbas de seme.
2 libras de (ios de cor para amarrar garrafas.
4 libras de noz de galhas.
2 libras de herva cidreirs.
16 libras de man commum.
6 garrafas com mel de abelhas de 2 libras cada
urna.
1 ooga de santonins.
10 libras de oleo de amendoas doces.
10 cadernos de papel de cores surtido.
2 resmas de papel azul para embrulbo.
resmas de papel de Holanda paulado marca
grande.
1 onr.a de seoleio espigado.
24 vidros grandes de salsa parrilha de Bristol.
1 thusoura para cortar papel.
2 caosdas de vinho braoco.
200 saoguesugat (hamburguezas).
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho administrativo, oo dia 21 do correte
s 10 horas da manha
Sala das sesses do cooselbo administrativo,
para foroeciroento do arseoal de guerra, 12 de
margo de 1862.
fenlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimeoto
do arseoal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiotes :
Para o provimento dos armazens do arseoal
de guerra.
rame de lalo n. 10. 2 arrobas.
Folhas de Fraudes marca IX, 4 caixas.
Folhas de dito marca IXX, 4 ditas.
Folhas de dito marca IC, 2 ditas.
Sola branca carroliada, 40 meios.
Para a prosiocia do Rio Grande do Norte.
Carroga americana com seus perteoces para um
ou dous aoimaes, 1.
Barricas de cemento romano, 8.
Pira o hospital militar.
Chinella, 50 pares.
Para a fortaleza de Tamaodar.
Maslro para bandeira, 1.
Para a cavallaria de Ia linha.
Aparelhos de limpeza, 27.
Para a compaobia de aprendizes menores do ar-
senal de guerra.
Ctfeteira de n. 5, 1.
Chocolateira grande, 1.
Para o 10 batalho deiofintaria de linha.
Vasos de limpeza, 13.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, is 10 horas da manha do dia 21 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho admioistralivo
para fornecimeoto do arseoal de guerra, 12 de
margo de 1862.
fenlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimenlo
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguiotes :
Para o hospital militar.
50 barretes de lia.
50 pares de meias de lia grossas.
2 jarras grandes de barro.
6 paoellas de ferro com lampa, sendo 2 de 10
gales, 3 de 8 e urna de 6, foiradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo urna menor de 8 gales e
oulra de 6, forradas de porcellana.
400 leoges de brim de 2 paooos e 10 palmos
de comprimenlo.
20 camisolas de brim com 6 palmos de com-
primento e 8 ditos de largura.
200 fronhas de brim com 4 palmos de compri-
menlo.
100 guardaoapos do brim com meia vara de
comprimenlo.
Para o presidio de Fernando do Noronba.
4 caixas com sedas.
250 meios de sola.
100,000 lachas para saltos de gaspiar.
5 lorquezes.
100 vaquetas.
20 pares de formas forradas de ago.
1 arroba de fio de sapateiro.
500 couros de cabra.
10,000 brochas.
Para provimento doarmazem deste alraoxarifado.
20 duzias da taboas de louro de assoalho de 12
a 16 pollegadas de largura o 26 a 27 palmos de
comprimenlo.
10 duzias de lapis.
10 grosas de penoa de ago.
5 lengos de chapas de ferro (bom) e que leoba
de 24 a 30 libras cada um.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho admioistralivo
para foroecimeolo do arsenal de guerra, 7 de
margo de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada de polica da Gapuoga foi
appreheodido um cavallo russo, 2 sellios em mo
estado e algumas peas de couro no lugar do Ca-
mioho Novo, e debaixo do altar da igreja que est
construiado na Capuoga o teoente-coronel Fran-
ciico Carneiro Machado Ros, 1 scllim quaai no-
vo, urna pequea trouxa com roupas, 1 freio e 1
par de botas russiaoas : quem se jolgar com di-
reito aos ditos objectos comparega, que provaodo
lhes serao entregues.
Subdelegacia da C>puoga 14 de margo de 1862.
O subdelegado.
Manoel Gentil da Costa Aires.
0RREI0
Pela admioistraco do correio desta cidade ae
faz panuco que boje (15) pelas 2 12 horas da
Urda em ponto aera fechada a mal i que de?e
cooduzir o vapor costeiro Pertinunga com doa-
tioo provincia de Macei, para onla segu em
Atestare.
Aracaty
THETRi
DE
Santa Isabel.
Por continuaren! os graves encommodos de di-
versos artistas das compaohias acrobtica a dra-
mtica, Oca transiendo o espectculo! para qaao-
doae aoouociar.
Aysos
martimo
s.
pelo
Rio Grande do Sul
Rio de Janeiro.
A barca nacional Cariocas recebe carga para
ambos os portos: trata-se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
11
Janeiro.
O brigue Joven Candido segu com brevida-
de por ter meio carregamento iratat o : para o
resto trata-se com os consignatarios
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 1.
Marques,
COMPANHA BRASILEIRA
DE
NwmroiaS & wmi.
K' esperado dos portos do sul at o dia] 28 do
correle um dos vapores da compaohia, o qual
depois da demora do coslume segui para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros
Sahe com muita brevidada para o Aracaty o
bem conhecldo e veleiro biate Dous rmeos por
ter j parte de seu carregamento; pira o resto
trata-se com o mostr no trapiche do algodio,
ou no armazam de cabos de Caetaoo C. da Costa
Moreira & lrmao, ao lado do Corpo Santo.
Para o Rio Grande
do Sul
segas com toda a breridade por ter quasi lodo o
seu carregamento prompto, a barca Matbilde,
aiada pode receber algumaa barricas a frele : a
tratar no escriplorio de Manoel Aires Guerra, ou
com o capilio Pinto.
Baha.
O hiate Santa Rila, segu em poucoa dias, re-
cebe alguma carga a frele : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Cor-
po Saoto n. 6.
Rio de Janeiro
preleode seguir com muila brevidade o brigue
escuna ((Joven Arlhura, tem parte de sea carre-
gamento prompto : para o resto que Ihe falta,
trala-se com oa seus coosigoatarios Aotooio Luiz
da Oliveira Azevedo & C, oo seu escriplorio ra
da Cruz a. 1.
Para a Baha
A veleira e bem conhecida oscuna naciooal
Carlota preleode seguir com muita brevida-
de, tem parte de seu carregameolo prompto : pa-
ra o resto que lbe falta, trata-se com os seus
coosigoatarios Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo
& C, oo seu escriplorio ra da Cruz o. 1.
Em abono da verdade, e
em tributo de gratido.
Inflammacjlo do ligado.
Atiesto a declaro publicamente em abono da
verdad* o em tributo da gratido como o Sr. Ri-
cardo Kirk com escriplorio na ra do Parto o.
119 me curou de urna oflammago de Agido que
padeca ha mais de 8 mazas, no pequeo apago
de 22 dias, sem me causar o menor iocommodo,
com a applicagio de suas cbapaa medicinaea.
Pelo que lbe passo o preseote atlestado, ra do
Carioca n. 168, Rio da Janeiro.
------------------ Jos de Barros.
xewoiaeae nhms mmmm
Saques sobre Portugal.
O abaixo asaigoado agente do baocp
Mercaotil Porlueose oesla cidade, saca
effectivamente por todoa os paquetea so-
bre o mesmo banco para o Porto a Lis-
boa, por qualquer somma avista e a pra-
zo, podendo logo os saques a prazo se-
rem descontados oo mesmo banco, na ra-
zio de 4 por ceoto ao anno aos portado-
rea que assim Ihe coarier : oaa ruaa do
Crespo n. 8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
!
Ldioes.
a carga que o vapor poder cooduzir a
r ser embarcada oo dia de sua chi gada, eo-
commeodas e dioheiro a frete at o
da as 2 horas .* ageocia ra da Cruz o
lorio de Aotonio Luiz de Oliveira Az|evedo & C.
5S
, Mi i
eugaja-se
qual deve-
a da sahi-
1, escrip
LEILAO
UA
Cinco
Taberna da ra das
Ponas n. 144.
TERCA.-FEIRA 18 DO CORRENTE
O sgeote Piolo far leilao a requerimenlo do
lestameoleiro e invenlariante do tinado Antonio
Jos Pereira Ermita e por despacho do Illm. Sr.
juiz municipal da segunda vara, da armago e
gneros existentes Da taberna da ra das Cinco
Ponas o. 144, em um s lote, s tO horas do dia
cima meociooado.
LEILAO
DE
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LKITLMA
Por ordem do Illm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao pela terceira vez convidados os
aeohores accionistas a rauoirem-se em sesso
extraordinaria de assembla geral para o dispos-
lo no 6 do art. 34 combioado com o art. 61 dos
estatutos ; domingo 16 do corrate, as 10 horas
da maoha, oa sala das sesses do mesmo Ga-
bioete.
Secretaria do Gabioote Portuguez de Leitura em
Peroambuco 12 de margo de 1862.
M. Soares Piohsiro.
1. secretario,
Ensillo primario.
Na roa das Larangeiras casa n. 28,
acha-se aberta urna nova aula particular
de eosioo primario: os pretende otes diri-
jao-se ao lagar indicado das 7 horas da
manha, as 8 da ooile.
e engaja-se
a qual da-
COMPANHA BRSILEIRA
DE
PAPgrgS VMPfjfi.
Dos portoa do norte esperado at o dia 17
do correte o vapor nacional Apa, ce mmaodan-
te o primeiro leoente Alcanforado, o qual depois
da demora docostume seguir para is portos do
sul.
Desde j recebem-se passageiros,
a carga que o vapor poder cooduzir,
ver ser embarcada oo dia de sua chegada.d irthei-
ro a frete e eocomroendas al o dia da sahida s
2 horas da tarde : ageocia ra da Cruz o. 1, es-
criplorio de Aotonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
O brigue francez Augui to de pr-
meira ciaste, pretendendo sa hir breve
para Ittarseille, recebe passageiros para
os cjiafsitera excellentes coa i modos : a
tratar na ra do Trapiche n. 9.
Maranho e Para
Brevemente sahir para os indicados porlos o
veleiro brigue escuna aGraciosao, capitao Joo
Jos de Souza, por ter parte do leu carrega-
mento contratado : para o resto trala-se com Al-
meida, Gomes, Atve & C, ra'da Cruz o. 27.
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 16 do correte espera-si da Europa
vapor francez Navarre, commaoi ote Vedel,
o qual depois da demora do costuroi seguir pa-
ra o Rio de Jaoeiro tocaodo ds Bahii ; para pas-
aageos etc. trata-se oa agencia ra do Trapiche
0.9.
Companlia Pernaoi mcana
Para satisfaaer os ioteresses commerciaesentre
esta e a provincia de Alagoas tem-ie resolvido
dar tres, em lagar de duas viagens mensaes, na
linha do sul pelo que de ora em diajnle, sahirao
oa vapores desta compaohia 5,15 i 25 de cada
mez tocando as viagens de 5 e 25 as diversas
escalas, e na de 15 seguindo emdireitura.
Macei em direilura.
Sahir no dia 15 do correte o vapor Persi-
nuoga, commaudinte Moura. Recebe carga at
a vespera da sahida, encommenda
psssagens at 15 ao meio dia : larg
l.lca n. 1.
ara
dioheiro e
da Assem-
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia preleode seguir com
muila brevidade, tem parle de seu carregamento
a bordo ; para o resto que lbe (alta, trata-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, oo seu escriplorio, ruada
Cruz n. 1.
TERCA-FEIRA. 18 DO CORRENTE.
O agente Pestaa legalmeole aulorisado por
urna pessoa que se retiros para fura dsla pro-
viocia far leilo de toda a sua mobilia laoto de
casa de moradia como de escriplorio, constando
a mesma decadeins de diversas qualidades, so-
tas, coosolos, commodas, mesas, guarda louga,
guarda vestidos, mobilia preta imitando Jacaran-
da, camas, carteirae, cofres etc.. e muitos outros
objectos que fastidioso seria enumera-loa e que Js da Triadade, que sendo verificada
tudo ser veodido sem reserva : ierca-feira 18 do compeosado com 20g por cada cavallo.
Precisa-se de um caixeiro de 18 anoos, com
pratica de taberoa. daodo fiador a sua conducta :
oa ra da Roda o. 54.
Ama
Precisa-sede urna ama forra someote paraco-
tobar para pouca familia : na ra do Crespo uu-
mero 10.
Ama de leite.
Na ra do Hospicio o. 15, precisa-se de urna
ama de leite, que leoha-o em abundancia e que
oao teoha filho.
I'urtaram do logar deooraioado Mara Sim-
plicia, no da 6 do correte, dous cavallos de um
comboy que vioha para esta cidade, sendo um
castaoho, gordo, freole aberta, ps e mos calca-
dos, iguaes bebe em braoco, urna cicatriz de den-
tada oa mo direita cima do joelho, e oulro
pedrez, castrado, com mal de bestas oa anca es-
querda. e mais abaixo um O e logo mais um sig-
oal assim 3 e um sigoal braoco na veota esquer-
da, ambos tem marca de ferro : quem dalles der
Jticia, dirija-se a Olioda ao Rvra. Sr. Manoel
ser ra-
correDte pelas 10 horas da maoha oa ra do Vi
gario armazem o. 18 Na mesma occasio vende-
r 4 carros oovos para boi e um cavallo ru;o
muito gordo n manso proprio para carro por j
ter servido para esse Gm, assim como para sella
por ter boos aodares e tem todos os arreios.
LEILAO'
SEM RESERVA DE PREi;0.
Terca-eira 18 do corrente as 10 horas.
O agente Guimaraes por autohsaco do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos a requerimeoto do Exm.
tutor dos menores tilhos do fallecido Dr. Maooel
Moreira Guerra, fr leilo do dia e hora cima
em seu armazem Da ra do Imperador n. 37, de
todos os beos movis e simoventes que perteo-
ciam ao dito fallecido, comoseja urna mobilia de
seregeira, guarda vestido, guarda louga, cama a
franceza, toilet de Jacaranda, mesa elstica, la-
vatorios, cadeiras avulsas, crysiaes, jarros do vi-
dro o porcelana e nutras muitas pagas de gosto,
bem assim muitas obras de ouro como seja bra-
celetes, altioetes, argollas, trancelios etc., ele.
TAMDEM
vender duas excellentes escravas sendo urna no-
grinba de 7 para 8 sonoscom alguma habilidado
e urna oegra de 20 aooos que faz todo semgo
domestico, terminar o leilo com muitas obras
de dimito.
Aysos diversos.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os donos dos nmeros abaixo mencionados
podem mandar buscar as roupas que esto prom.
les : 23. 126. 130. 158. 271. 181, 290, 311, 335,
313. 294, 277, 172. 234, 342, 122. 344, 327, 168,
204, 228, 131, 128, 310, 302, 141. 274, 288. 125,
211,256,270,220, 88, 318, 156, 259,261,61,
e 211.
Sabbado 22 do corrente andarao im-
preterivelmente as rodas da primeira
parte da primeira lotera a beneficio da
matriz de Taquaritinga, no consistorio
da igreja dcN. S do Rosario de Santo
Antonio. Os bilhetes e humos bilhetet
acham su a venda na thesouraria das lo-
teras ra do Crespo u. 15 e as casas
commissionadas. Os premios serao pa-
gos depois da distribuicao das listas.
O thesourero,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Rio de Jaoeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com muila brevida-
de, tem a bordo parle de seu carregamento ; para
o resto que Ihe falta, Irata-se com os seus coo-
sigoatarios Aotooio Luiz de Oliveira Azeredo &
C, oo seu escriplorio ra da Cruzo. 1.
f ara Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
com muita breridade o veleiro e bem conhecido
brigue naciooal Eugenia, capitao Manoel Lze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
che, pregado e forrado de cobre, tem parle de
seu carregamento prompto : para o resto que
lbe falta, trala-se com os seas consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
cienptorio, ra da Crt n, 1.
Domingos Jos Rodrigues, bacharel
formado em sciencias phisicas e mathe-
maticas, eogeoheiro civil e militar, of-
ferece seus servigos aos Srs. propieta-
rios, efim de lhes prestar planos para
todo e qualquer genero de edicios, le-
guodo os gostos mais moderos e adop-
tados ao clima do paiz. Tambem se eu-
carrega de qualquer dos diligentes Ira-
bal hos que fazem parle de sua proflsso,
para o que pode ser procurado em sua
resideocia oa ruado Imperador o. 44,
primeiro andar, das 4 as 6 horas da
larde.
I
para
Precisa-se
de urna mulhcr de conianca,
casa de urna pequea familia estrangei-
ra, oceupando apenas do servieo inter-
no, e que d conhecimenlo de sua boa
conducta e moralidade: na ra das
Cruzes n. 4 i, segundo andar, das 6 as
0 da manha.
Deseja-se fallar com o Sr. ajudaote do ar-
seoal de marioha, a negocio de muito sau iote-
resse : oa ra das Calcadas o. 9.
Aluga-se ou vende-ie um mulato porfeilo
boleeiro e estribeiro : na ra da Imperatritn.
45, primeiro andar.
Preciso ao geral.
Um mojo deseja comprar urna taberna no cen-
tro desta cidado, em bom logar: quera pretender
vender dirija-se fom earta fechada ra do Im-
perador n. 83, taberoa da eiquioa, com as ui-
ciaes L. I. C. P.
Precisa se de um caixeiro que cumpra com
os aeus deveres e que d couhecimeolo de sua
couducta : em Fora de Portas o. 92, taberna.
Na casa que. se vende petxe de curral em
Fra de Portes, lera todos os dias agulhas pretas
de tarde, asquees se guardar a quem deixer o
dioheiro.
Atteiico.
Roga-se aos senhores abaixo declarados o fa-
vor dirigirem-se a ra da Cideia do Rvcife a.
55 a negocio que os mesmos seuhoras oo igno-
rara,pois se ocootrario titerera declarar-se-ba por
exteoso qual o negocio.
Mejor Aotooio dos Santos de Souza Leo, resi-
dente em Jaboato.
Eduard K-ouorthy, residente na villa da Escada,
Jos Avelioo da Silva Jaquea, !. teneole da ar-
mada.
Jos Caetaoo da Silva, teoente do 2.* batalho
de fuzileiros.
Jos Colombino da Silva.
Jos Aotonio de Oliveira Jnior.
Jos Joaquim de Oliveira Jaoior.
Joaquim Mileii Maris.
Joaquim de Oliveira Maia Jnior.
Joaquim Domiogues Vieira Aragu.
Joaquim de Aodrade Lime.
Nepoleo Olimpio Pratiis.
Aolonio do llego Pacheco Jnior.
Aotooio BrasiliDo de Oliveira.
Aotonio Julio de Miranda Oliveira.
Maooel de Almeida Albuquerque.
Augusto Cerlos de Souze Magelhes.
Francisco Aotooio Coelho Jaoior.
Laureolioo Correia de Barros Araujo.
Flix do Araujo Albuquerque.
Maooel Jernimo de Albuquerque.
Paulo Autran.
Marcelino Francisco Alves da Silva.
Collegio de Henifica.
Ncste eslabelecimento precisa-se de urna ama
governaole.
Precisa se de urna ama : oa ra da Cre oo
Recife n. 21, primeiro andar do sotrado amerel-
lo de i aodares.
Preciss-se de urna ama para casa de pouea
familia : Da ra do Amorim o. 31.
Um moco allemo que falla iug^z, portu-
guez e fraocez, eutende perfeilimenle de escrip-
turacao e contabilidade, so offerece a qualquer
casa desta pre^a, anda que o ordenado seja pe-
queo : quem precisar do seu preslimo annuu-
cie sob letra X.
Precisa-se de urna ama que saiba coziohar
e fazer todo o servico de casa : oa ra da Con-
cordia o. 38.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Imperial
o. 162, com boas accommodsires para graode
familia : a tratar na ra Direita, padaria n. 84.
Offerece-se para caixeiro de loja um rapaz
que tem alguma pralica, e d conhecimenlo a
sua conducta : na ra u.reita, padaria n. 84.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
Na ra do Trapiche Novo o. 42, compram-
se moedas de ouro.
Perdeu-se no dia 12 do correte mez um
Itvrioho de oolicias coolendo alguns carios da
visita e um recibo de ronpa do grande laborato-
rio roga-se a pessoa que o tiver achado de en-
trega-lo oa redaco deste Diario.
Ter<;a-feira 18 do corrente, Anda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal da 1.* rara, sero
arrematados por venda dous relogios de ouro pa-
tente suisso. de sabonete, avallados um por i5$,
e oulro por 30$. por eiecuco de Joo Antonio
Pioheiro coolra Albert Schoff; a ultima praca.
Na 17 ao meio dia harer leilio na ra da
liortas, oa porta da casa o. 22, do espolio da fi-
nada Rosa Mara do Espinto Saoto.
lojecc&o Brow
Remedio inf .*l?vel contra a gnor-
rheas antigs e cente*. nico depo
rto na botica franceza ra da Cru,z n.
*2. Preoo 3$- -
~1 Mil it'iIi Ar\i
i. in-iit.i


' : -'
"
......
Olinda.
Alogl-M m i^rtdo de um abdar tai ral !
S. Pedro Martyr em Olinda: na rna do Liyra-
meato sobrado n. 8.
SFfRAGIO.
Convidam-se aos amigos do oado Ma-
uael Antooio Torres, para no domingo 16
? corrente,aa7 horas da manhaa, naigre-
l8 de S. da Cooceigo dos Militares, as-
sstirem a urna missa que em suffrsgto da
alma do fallecido, manda celebrar um ano-
nymo seu amigo.
Aona Hargarida de Jess Torres sum-
mamenle traspassada de dr pela morle de
aeu presado marido Manoel Antonio Torrea
agradece a todos os amigos do finado aeu
marido, seu eterno reconhecimento, a lo-
dos aquelles que Ihe fizeram a honra de
asistir as exequias na igreja de N. S. do
Terco nodia 11 e acompaohiram aau cor-
po ao cemiterio publico, novamente lhe
roga o obsequio de asaistirem ama mis-
sa de stimo da que se tem de celebrar
na segunda-feira 17 do correte pelas 6
1|2 horas da manhaa na igreja de N. S. do
Terco.
-- Da se diuheiro juros, aTpequeuasqua-
tias at 500S rs. sobre penhores de ouro c prela
na ra da Roda n. 26, casa terrea.
Attenco.
*
O abaixo asiigoado reapondeodo ao annuncio
que seu ex-socio Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza fez publicar !uo Diario de Peroambuco
de 3,4, 5, 6 e 7 do correte, declara a esse se-
nhor e aos devedores .da ex-firma Rodrigues di
llibeiro, que & sentenca referida pende de deci-
sao do tribunal superior e lendo sido appellada
nao produs por ora effeito algum. lsto nao obs-
tante o respoodente nao recebar dos devedores
da ex-firma referida -qmntia alguma por parte
da mesma firma em liqaidagao, e antes aconse-
lha aos Srs. devedores que recolham a deposito
as importancias de seus dbitos vencidos por
cotila da mencionada firma em liquidadlo e com
iotimago a ambos os ex-socios e liquidantes, fa-
zendo o abaixo assignado igual protesto contra
aquellaa quaulias que forem pagas ao ex-socio
Blanoel Joaquim Rodrigues de Soaza, com recibo
deste nicamente, visto como umtal pagamento
nao desonera ao devedor caso em que considera
aquelles que j tem feilo alguns pagamentos e
sirva isto de sobre-por aviso aos credores da ex-
lirma carregando o ex-socio Rodrigues com as
DIARIO DE PERHAMBUCO. *- SABBADO 15 DB MABCO DB 1862.
-------------------------------------
comequeociaa que
de margo de 1862.
Luis Antonio de
d'ahi resultaren. Recife
Souza Rlbeiro.
Joao Jos da Silva, Rila Mana dos Santos
Silva, seus filhos, filhas e genros, agrado-
cem as pessoas que acompanharam al o
ultimo jazigo os restos morlaes de seu pre-
sado filbo irmo e cunhado, Francisco de
Paula Alves da Silva ; e de novo rogam as
mesmas pessoas, e aos amigos do mesmo
fallecido, o favor de assistir6m missa do
stimo dia, na segunda-feira 17 do corre-
le s 6 horas da maoha, na matriz da Boa-
Vista.
Quinta-feira 20 do correle pelas 9 horas
do dia peranle.o Sr. juizde paz do segundo dis-
trictoda Boa-Vista a ultima praga da armaco
o mais pertences do deposito da ra da Sants
Cruzn. 62, pertencente so Sr. Manoel Leao de
Castro, por execuco de arvalho Mendes.
Arrcnla-te o CDgeoho S. Gaspar sito na
fregueiia de Seriahem, beira rio, com ptimas
e immeosss Ierras de vargens lavradias mni pr-
ximas da moenda, pioguc cercado e excellentes
matas e mangues : a tratar na ra do Hospicio
d. 17. r
_ Um homcm com baslaulo pralica de admi-
nislracio do eugeuho e mesmo de sitio offerece-
se para tal fim : a pessoa que precisar dirija -se
a praga ds Independencia loja do chapeos ns. 32
o 34, quo achara com quero tratar.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Tilar n. 143, a qual tem vista para o mar e
muito fresca : a tratar na mesma casa taberna por
baixo.
Ama&ecca
Servindo, piga-se bem : na ra das Cruzes nu-
mero 8.
Attenco.
o
O abaixo assignado, vendo o anouncio que o
Sr. Thom Joaquim da Veiga fez publicar por
esto Diario em 11,12 e 13 do correle, emprszi
o mesmo senhor a declarar quaoto antes por es-
le mesmo Diario quaes os requerimentos e raai
papis assignados por elle em qualidade de seu
procurador. Recife 13 de margo de 1862.
Manoel Duarle Vieira-
Quera precisar de urna ama para cozinhar
dirija-se a ra da Assumpgo n. 1.
Jos Euzebio Alves da Silva tranzido de
pungente dnr pela prematura morte de seu pre-
zado Irmo Francisco de Paul Alves da Silva
(que Dos haja era sua santa gloria) na idade de
23 1)2 anoos, roga a seus prenles e amigos o
carldoso obsequio de assistir a missa do stimo
dia. que mandar celebrar pela alma do mesmo
finado, no dia segunda-feira prxima 17 do cor-
rele mez, na ordem lerceira de S. Francisco, s
7 horas, por caja accao meritoria se antecipa pe-
nhorara sua gralidao a todos aquelles que benig-
namente aequiescorem a este convite.
Precisa-se de urna ama para o servico de
uina casa estrangeira de pouca familia : fallar
na ra Velha n. 71.
4PPMMC\0 E MORISCO
DA
MABEDOA ODKfiOMBf MMUM
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS MEB1C1IAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affecladas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elbctbo-magneticas-episp asticas obtem-se iima cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inflammaco ( cansado ou falta de respiraco ), sejara internas ou
externas.como do 6gado, bofes, estomago, baco, rins, tero, paito, palpilagao de coraco, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumaiismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrof ulas etc., seja qual fr o seu
tamanho e profundeza por meio da snppura$o serio radicalmente extirpados.
O uso dellas acon'selhado e receitadas por habis e disiinclos facultativos, sna efficaia n-
conlestavel, e as innmeras curas oblidas o arena merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depoisde 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por ser i po, lendo todo o cuidado
de farer as necessarias expliceces, se as chapas sao para homem, senhora ou crianco, decla-
rando a em que parle do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, deolarando a cicumferencia e sendo inchacoes, eridasou ulceras, o molde do seo
tamanho em um pedaco de papel a a deca racao onde exislem, afim de que as chapas sejo da
lojmaj da parteiaffeciada e para scrembem applicadas no seu lugar,
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serlo acompanhadas das competentes explicacoes e tambera de lodos os acces-
orios para a c ollocacio dellas.
Cnsa: seas pessoae que o dignarem honrar com a sua conBanca, am seu esariptorio, que
tacharau abertoe lodos os dias, sem excepcao, das 9 horas da manhaa s da tarde.
119 Ra do Parto ||l
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
RRAtiOSO
Para as encommendas ou informacoes dirijam-se a
ra doQbeimadon. 15.
pharroacia de JosAlexandre Bibeiro
intermito
cls
p|Estabelecido no lugar da Capunga, um das arrabal(Jes|||f
mais prximos da cidade do Recife
MATHEMATICAS
wm.
a funeciooar no dia
DIRECTORO BACHAREL EM
6IBS&RD0 nmu
Este estabelecimeuto de educa^ao e instrucc.5o principiou
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos
Os com modos, o asseio. asboas coodicoes hygienicas dos ediDcios destinlos
as funecoea do eslabelecimenlo, a ordem e legulariiade do servico oo inter-' a
dedicarlo e zelo quo empregarao o director e os professores a bem do aprovoita-
menlo o progresso dos alumnos, sao circumslancias que devem animar e garantir aoi
paos de familias que desejam dar a seus lhos urna educaco regular.
Cadeiras de ensino.
Primeirasleltrasdividida em duas classes.llendo cada urna o seu profossor
portuguez, ltiro, traocez, inglez, arilhmctica, gebra e gaometria, geographia e
historia, philosophia, rlietorica, desenlio, msica, daosa e gymnastica,
Nos cstautos do intrnalo quo eslo a disposicio de quom o quizer 1er,
ascban coosiguadas as condiccoes do entrada.
manas paba m.
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
l- oihinha de porta, contendo o kalendario, pocas gerae, nacionaes, dial
de galla, tabella de alva, notich planetarias, eclipse!, partidas
de correiot, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
tta com almanak, contendo o kalendario, dpocas, noticias planetarias,
partidas dos crrelos, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
ceril, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
tnal, desta- provipcia, a res......... 1^000
160
Consultorio medicocirurgic(
;WRV3\DiV GLOR1V CA.SA. DO F\]^iVO -3
Consulta por ambos os systemas,
k S.e^ qe lem de V* 0> remedlos do seu eslabelecimenlo nao se confundam com os de
? m?!?. ""'"J'810 8"nde credilo de que sempre gozaram e gozara ;o proprietario tem tomado
a precau^ao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos. iods aquelles que forera aposentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta ssiguada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome. f
m.rfi..Uiro S}m '' acabade Mcaber de Frangagrande porco de tincturs de acnito e belladona,ro-
m!2 i'.f!u! e,8U.mma importncia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos Srs.
mdicos aliopathas empregam-as constantemente. "^
Os medicamentos avulsos aur em tubos qur em linduras cuslarao a 11 o vidro.
,.O Proprie lario de ste eslabelecimenlo annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
n-l .m" reSeber algu?* escros d um e oulro sexo doenles ou que precisem de algum.
!S! IafflaDaDd? 5ue erao '"'dos com lodo o disvelo e promplido. como sabem todos
aquellos que i lem tido escravoa na casa do aoounciante.
A situacao magniQca da casa, a commodidado dos banhos salgados sao oulras tantas vanU-
geos para o prompto restabelecimento dos doenles.
, *o ..^P58802S JS-." I ?, te* eJora de8ta" horM acl>o em casa pessoa com quera te podero en-
anoer na ra da Gloria n. 3 casa do Fundo. Dr. Lobo Motcozo.
W. B. Oa medicamentos d Dr s.m
ateamente rendidos en nh.V- xln# ,l0
q o forem fot. d.'l.'.iif.u.?'"'*1-; {oiot
m/as^ift ^*W e
J-.lm.nle na .isirao/ra^dfcVme^ 7uV,PeB
5 do Dr. Sabino ao fVuo. natamP o-
.M^l.rr?A'';i0'-
N4 ^OVA CALIFORNIA
Na ra da Imperatriz numero 48, junto a padaya Iranceza.
^ Vende-se sedas escocezas de bonitos goslos a 10#, cambraia lisa a 'a a 1J800, 15O0,
o en e ccrlea de cambraia brancas com barra de cor a 29800 e3J, ditos "orancos bordados a
3*500 e 4S500, duzia de roeias pare senhora a 2*500, ditas ti las a 3500 4, ditas cruas para
homam a S, linas a 2500' chales de tarlatana a6i0 rs., ditos de algolo alcoxoados a 1, golli
nhas muito finas bordadas a 640 e 800 rs., manguitos modernos manga balo a 800 e 1, mangui-
tos, gollinhas e camis de crep preto bordado a croch a 2J, ditos de vidrilhos a 2*500, ricos en-
eites para senhora a 5J e5500, cintos dourados da bonitos gostos a 2$, 2*500 e 3*. chapeos en-
tenados para baplisado a 3 e 4, ditos de sol para senhora a 49 e 5, ditos de sol para homem a
0, leacosde cassa grandes duzia a 2*400, ditos de cambraia bordados a 200, 2iO e 300 rs., gros-
denaples preto fioo a 19800 e 2* o covado, ricos manteletes pretos de grosdenaple a 209, 22* e 259
Pa4DD^nAPrel Q ?S e 3?>500 C0Tad0' fll liso DraCO muilo Ono a 640 a vara, dito bordado
a 19200 e oulras muilas fazendas por precos commodos, assim como um grande sorlimento de
roupas feitas por precos que admira : na loja de Faredes Porto.
se
Ensino particular.
Urna pessoa habilitada eque tem pra-
8P tica de eosino prope-se a tomar lices
A em casas particulares de fraocez, io-
glez, grammslica e analyse da liogua
portugueza, arithrnetica e primeiras let-
9 Iras: a fallar na ra do Cabug n. 3, se-
fli gundo andar.
Sinceros agradecimentos.
iDlammac^to do estomapo.
Padecendo.ha mullos adnoi deiofl.mm,Qao no
estomago de qu. nunca conaegui urna cura com-
pleta, Analmente a obtive com a applicsco das
chapas medicinaesdo Sr. Ricardo Kirk com
escriplorio oa ra do Parto n. 119, no pequeo
espaco de 34 dias, do que dou-lhe os meus sin-
ceros agradecimenlos. Ra da Imperalru n. 121
liio de Janeiro. '
A. da S. Reis Brando.
Coziiiheiro.
Um rapaz porito cozioheiro e copeiro, offere-
ce-s. para alguma casa, preferiodo-se estran-
geira ; na ra do Cabug n. 3, segundo andar,
i..Thom" Oockay, Richard Niblell, Goorge
do mer'io Qle"s. retiram-se para ora
lra"Ti.Pfrne^*h'.,e 8lug" atna ama lra aJud" O""
i." n. V. a,.eiqu- en"'e. Pa urna pea-
aoa na ra da Imperalrlz n. 70.
-- Precisa-se de um amas,ador que saiba per-
icamente o servigo de padati. : n. K de
Santo Amaro atra*. da fundicao do Sr 8tarr
Jezuioo Ferreira da Silva com taberna na
ra Direlts n. 25, fax ver ao publico que dm ha"
vtr aira peatoa de igual nome, de bojeen dan-
tiiNnilfoir por J.zuino Miguel Ferrtira da
Wlt*
Ispecial bOnieoiiathico
Ra das Crazes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respecvo proprietario qualquer hora, liavendo
ah sempre grande sorlnnenio dos verdadeiros medicamenics homeopathicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Calellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
. ... ProPretario deste consultorio nio pretende, todava*, que sejam os seus medicamentos
in aiveis, porque nada ha infallivel em factos humanos; era lo pouco superiores aos que por aBlWci0 e muito mais el
anise preconisarn, porque e certo que o que nos fazemos, outro o p5de egualmente fazer lo bom legar as gerages futuras um norae estiroivel
senao melhor. Mas afianca que nelle nao ha traGcancia, e que o servico da preparacao corre! De,a gravidade e importancia dos seus servigos,
pelo mesmo proprietario, que nao lendo grandes commercio de carteiras, arha-se sufficienie para
sausfazer as necessidades daquella preparago.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopathia, acommodados intelligencia
dequalquer pessoa ; assim como presta-se gramitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
awdicamentes, a lodas as pessoas necesitadas, sem distineco alguma, que o procurara, pois
que o seu maior prazer ser til humanidade soflredora.
AGITADOR DYUflICO
DO DOUTOB
SJUBIBlD I. IL
- Para a preparacao dos medica-
mentos homeopalhicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, rom que se podem contar no cu-
rativo das molestias oerigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admitiera deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
qaizerem lirar da homeopalhia os vanlajosos re-
sultados que ella assegure.
Achara se a venda carleiras e meis rarleirs
especiaes cootra o cholera, acompanhadas das
competentes instruecet, pelos pregos conheci-
dos, na pharmacia especial homenpathica, ra
de Sanio Amaro (Vtundo Novo) n 6.
N. B. Os homens de bom senso reconhecem
crtamente que sendo o Dr. Sabino a fonte pura,
d'ondeemanou a homeopathia em Pernambuco
e era todo o norte, elle o nico inmediata-
mente iotereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte to somonte nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicago da sciencia no curativo das mo-
lestias, quer em relago preparagao dos me-
dicamentos.
Na nharmacia do Or. Snbino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (ura
brasileiro e outro fraocez quem paga ordena-
dos vanlajosos), os quaes sao ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quaodo o servigo o exige,
oa destillago do espirito de vinho e d'agua, no
manejo das roachioas, oa desecago dos glbu-
los, na distribuigao das dilulgoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmente a exercern, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas desperas com o pes-
soal, cora machinas e com a obleusao das subs-
tancias as mais puras possireis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparago dos medica-
mentos ; mis elle nao se contenta com o bem,
queja tem feilo,dando homeopathia a popu-
laridade de que goza : elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeico dando aos seus remedios
a maior infallibilidade possivel em seus effeitos
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a sua propaganda em Per-
nambnco\foi to brilitante que nao lem na Eu-
ropa Henhuma analogia (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOI'ATHICA DE PARS, tomo 4.#, pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOMIE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambigao muito mais elevada : ella s dirige a
Aluga-se urna casa tsrrea na travessa dos
Ouarleis (outr'ora ra do Senhor Bom Jess das
Lnoulas) : trata-se na ra Direila n. 8.
A. R. Jones e R. R. Rolf, subditos ingle-
ses, reliram-se para Inglaterra.
Ama. }
Precisa-se de urna escrava que seja parfeita
cozinheira, e para mais servigos de casa, adver-
tindo-se que seja Del; para a roa do Queimado
n. 46, loja de Goes & Basto.
MM
Precisa-se de urna ama quo tenha bom leite, a
tratar na ra da Guia n. 38 segundar andar.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra do
Apollo n. 47, excedente ra para qaalquer nego-
cio : quem o pretender entenda-se com Jos An-
lunes Uuimsres, na ra da Cruz, armazem nu-
mero 46.
Madamolselle Cari de la Charie, discipula
premiada do conservatorio de msica de Paris,
coolinus a ensinar piano e canto, conforme o gos-
lo moderno : pode ser procurada em aua casa.
roa Nova o. 23, 2 andar, por cima da loja d
chapeos de sol. '
Quem precisar deum molequo para o ser-
vico de casa ede ra, queira procurar oa ra dx
Soledade casa terrea n. 46. quesaber o seu pre-
go, podendo affiaogar-se a sua conducta.
Aluga-se urna cosa na Pasiagem da Magda-
lena, Juolo ponte raed., com 2 aalaa, 6 qnar-
tos, solio, coziohi fura, em ptimo copiar, quin-
tal murado e biobo oo fundo : ae pessoas aiie
prateed.ram dirjaos-se I ra DireiU n, 8.
Aluga-se um sobrado na ra dos Marlyrios
com excellentes commodos para pequea familia,
concertado e piolado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimba ; os prelendantea dirijam-se
ao Sr. Leopoldo Ferreira Marlios Ribeiro, ra da
Imperatriz n. 40-
Aluga-se os priraeiro e segundo andares da
casa n. 27 na ra do Amorim : a tratar na mes-
ma ra n. 46.
D-re 7009 a premio sob bypotheca : na
loja de cera da praga da Boa-visla, se dir
quem d.
Erasmo los de Mello, Portuguez, vae a
Europa.
Francisco A. da Silva, subdito Portuguez,
vai ao norte, cobrangas.
pela sinceridade de suas convlcgoes, e pela Br-
meza do seu carcter. E'por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muito. .
Est para augar-so o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa Ierre n. 191 da ra Iropc
rial : a tratar na ra da Aurora o. 36.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, com aahfda para a ra dos Tanoeiros : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
!4lvaro & Magalhes.S
gj Ealahelecidos com loja de fazendas na *
P ra da Cideia n. 53, e achando-se de jB
a posse de um novo eslabelecimenlo na &
f ra do Crespo n. 20 B, participam a to-
dos os aeus amigos e ao publico em go- 9
^ ral que dispe de um grande e variado C
gg. sorlimento de fazeoda que tem resolv- *&
r do vender dinbeiro por pregos bara- VP
$9 lissimos. Roga-se aquelles que Uve- 9
fe rem de comprar qualquer artigo de f- dft
* zeodi de se dlrigirem aa noss.s tojas 2
W cima indicadas que sero ptimamente W
0 servidas. m
OftM **
Alaga-sea casa terrea da travesea do chafa-
rla em Fra de Portas: a tratar na rus do Pilar
uberoa n. 143.
Attenco.
Precisa-se lugar urna escrava que enlenda
com perfeico de fazer po-de-ls, bolinhos, bo-
los e raassasde diversas qmlidades : quem a ti-
vere quizer alagar, annuncie por esta folha para
se procurar, que agradando nao se olhar a prego
Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem afranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribarla etc. : os pretn-
danles queiram dirigirse a terecira ca-
sa passando a.ponte pequea da Passa-
gem da Magdalena.
Primeiro andar para alugar
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
jga da Boa-Vista : a tratar oa ra da Imperatriz
o. 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
| Ferreira Mendes Guimarae, que mo:
rou na ra da Conceicao da Boa-Vista
nesta typograpbia.
Ageacia de passaporte.
Claudioo do Reg Lima tira passaporte para
dentro efora do imperio com presten, e por pre-
go commodo : na raa da Praia, primeiro andar
numero 47.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar da casa n. 38 da ra da Cruz do
Recife : a tratar no escriptmo do pri
i meii-o andar na mesma caa.
CALCADO
Preservativo universal,
43Ra Direita45
Oihem!..
Urna das inlelligencias melhcr esclarecidas ni
sciencia de Hipcrates, depois do lingos annos
de exercicio de corar e malar conveneeu-se afl-
oal, qae o nico preservativo inallivcl de qual-
quer epidemia, por miis mortfera que fosse, era
conservar a cabeca fresca, venlre desembarcado
e PES OUENTES. Ora, viajando por ahi'uma
epidemia.que mata gente como qualquer outra,
occasio de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; lomando de 15 era 15 dias um laxante de
sal de gNuber, o mais acrrimo ioimigo da epi-
demia, segundo a opiniao e a pralica de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e langando
ao cisco lodo o calgido velho, dirigindo-se lodos
ao armazem. da ra Direita n. 45, onde o respec-
tivo proprietario a lodos receber toro corteria,
aturar as massadas, e aquecer os pes com ex-
cellenle calgado, segundo o goslo, o estado li-
nanceiro de cada um, o vejara :
Homens.
RORZEGUINS dos melhores fabricantes,
raucezes, ioglezes e brasileiros a 138.
, 12. 11, 10$. 9500, 8 e............... 551500
SAPATOKS a 7500, 68500, 5500, ,
45U0 al................................ 200U
Meninos.
SAPATES a 5g500, 5, 4. 35Wa...... 1600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, iogle-
zes, allemSos e americanos federaes
6,550O, 5. 4J500, 3J500 a........... 2500
Meninas.
BOTINAS a 4500 e...................... 4^000
Um completo soitimeoto de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de t-
pele a 800 rs., de luslre (os. 32 e 33J a 800 rs.,
de iranga francezes a 13O0, porluguezes 2, spa-
los de borraxa para homem senhora e meninos,
muito couro de lustre, de porco.cordavo.marro-
quim, bezerro trance?, sola de luslre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma part.
%
%
Lisboa e f orto.
Carvalho. Nogueira C sa-
andar *""* 9' P^^
& ##(i
#,.ODr'CarolDFran-
cisco de Lima Santo,
adou-a. da JPft
llVm'r S0brado
8 7. em frente da iBre-
ideS.Franci,cogon-
S medico.113 PrBsa d

Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
a Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coragao e de peito.
8.# Molestias dos orgos da gerago e
do anus.
O exaroe dos doenles ser feilo na or-
dem de suss entradas, comegando-se po-
rrn por aquelles que soffrerem doa
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empregados em suas cnsul-
tagnes e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou*
curar.
Varios medicamentos ser oambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promplido em aeus effeilos, ea necessi-
dado do seu em prego urgent que se usar
delles.
Frailear ahi mesmo, ou em casa dos
doenles toda o qualquer operago que
julgar conveniente para o restabeleci-
menlo dos raesmos, para cujo lira se scha
prvido de ums completa collecgo de
iostrumeolos indispeusavel ao medico
J| operador.
siivBVEiivvnv mm*
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO nOUTOR
o SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todos os dias uteisdesd as 10 horas
at meio dia, acerca das aeauiates molestias :
molttl\at da mulhtres, molestias 4 criem-
Ci, molettiat da ptlli, molestias dos olhos, mo-
tta$ syphilieat, todas as especies ds fskret,
r*or$$ \nterm\ttenlts a $$ eMN{sin'si,
FHAKHACIa ISriCUL HOIIOFATHICA .
Verdadeiros medicamentos bomaopathicos pre-
arados som todas ss saatsli oaseisarias, In-
Ensino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas veres por semana tergas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, segundo andar.
Inrtaraiu
um cu vallo russo rodado, com selim in-
glez. estribos de metal branco, bride de
parausose com os seguintes signaes :
urna pequea pinta branca na testa c
outra tomando ambos os beicos, orellias
grandes, com urna pequea coceira na
pa' esquerda e anca direita : quem o
pegar dirjanse a ra da Praia n. lo,
que sera' generosamente recompensado.
O abaixo assigoado tem eslabelecido nesta
corle urna casa de consignago de esclavos ladi-
nos, remesados das provincias do norte e sul do
imperio, para seram vendidos aqui conveniente-
mente, e segundo as ordeos de seus donos, sob
as condicoes gcralmenie sabidas. Comprometie-
se tratar bem dos mesraos escravos, e ompregar
o possivel para que sejam em breve vendidos
com vantagem ; por isso que o mesmo abaixo as-
signado se acba relaciooado com aa prineipaes
casas de comraisso nesta corle, e munido de
bons agentes, ji lendo recebido encommendas de
muitos fjzendeiros abastados quo precisam de
bragot. Aos referides escravos devero acompa-
nhsr as precisas procuragea bastantes e cartas
de ordeos com direceo ra do Pasmado, em
Botafogo, casa n. 26. Rio de Janeiro 3 de feve-
reiro de 1862.
Joaquim Pereira Xavier deOliveira.
O Sr. Francisco de Paula Santos,
tera urna carta na ra da Cadeia do Re-
cife n. 41 primeiro andar, cuja nao tem
sido entregue por se ignorar sua mo-
tada.
Autonio Maria da Silva Guertes, declara que
de beta emdianteassigoar se-ha Antonio Arlhur
da Silva Guedes; e o mesmo fez publico que re-
Ura-se para o Rio de Janeiro.
Calcado de Melis.
Botinas do Melis 129000
Ditas do cordavo forma melis a 101000
Ditas de luslre (franceza) a 6JO0O
Ditas Dglezas de 93, 10, 11 e 12SOO0
Sapatos de tapete forrados la, proprlos
da estagao a 1500
Na loja de Burle Jnior & Marlios, ra do Ca-
bug n. 16.
Quem precisar effecti va mente dos servigos
de um moleque durante algumas horas do dia,
procure na ra da Cadeia sobrado n 24, loja.
Quem precisar de urna senhora' de bons
custume e capricho?a no seus trabalhos para ser
ama dirija-se a ra da Gloria n. 65.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra do
Brum n. 34, o qual muilo grande e proprio para
qualquer eslabelecimenlo por ler embarque para
a mar pequea, e caes j feito, pagado ao do Sr.
Bowman : quem pretender, entenda-se com Jos
Antunes Guimares, na ra da Cruz, armazem
n. 46.
Alfredo R. Joner, subdito Inglez, retira-se
para Kuropa.
No da sabbado 15 do corrente, depois da
audiencia do juizo municipal da 2." vara lem de
ser arrematado em hasta publica um cavado cas-
lanho, Velho, castrado, com urna estrella na tes-
ta e com o ferro Vna perna direita, como bem
do evento.
Voou do sobrado da rus dos Quarteis n.
20 ama marreca mansa de ps e bico encarnados:
quem a tiver prgado, querendo rostiluir, poder
leva-la mesma casa, que ser recompensado.
Os Srs. Ivo Marlfns de Almeida, Anastacio
Pires de Almeida, tenharn a boodade de dirigir-
se a ra do Crespo o. 17, a negocio.
3-Raa estreita da Rosaria-3
Francisco Pinto Ozorio continua a eel-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pala presso do ar, nao re-
Scebe paga algusaa sem que aa obras nio
fiquem a vontado de aeus donos, tem pos
oulras preperteaes as mais acreditadas
Spara conservaco da bocea;
9f 9
Precisa se de urna ama forra ou
captiva quecosinhe eengomme: na ra
da Cru n. 45, armaxem.
4


-------------------------------------------WUftIV
11 ->>,f ---:. .. ,:J .AJ- '
DIARIO DE PERNAMBUCO. SlBBiDO 15 DE MARCO DE 1861

Pede-se o Ulm. Sr. 6. G. A. M.
de mandar a ra da Cadeia do Recite,
eteriptorio d. A7.
Na travesa da ra da Crute* n.
2, paimeiro andar, tinges para toda
a cores com presteza e commodo preqo.
Urna casa siraogeira de ponca familia pre-
cita de um eosinheiro ou cosinheira forra ou es-
ersvo, comanlo que teja perita no seu offlcio :
tratar na ra do Trapiche n. 38.
abiaete medico cirurgico.J
Ra das Flores n. 37. m
l
Sal
Seriodadisconailtas medleas-cirurgi-
I ca pelo Dr. Eetevao Cavalcanti de Albu-
Sqtorque da 6 aalO horas da manhta.ac-
oudindo soi chamados eom t maior bre-
ca; Tidade possivel.
Xl' Partos.
1.* Molestias de pella.
8.* dem do olhos.
4.* dem dos orgaos Kenitaes.
Praticartoda equatquer operacao em 2
seu gabinete ou em casa doa doaates ton- X
m forme lhes fr mais conveniente.

Lices de mglez.
Dlo-se de noite no hotel frente ; a tratar DI
rea da Crus o. 1.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago.
Aluga-ae o segundo sndar do sobrado da
ra da Lapa o. 13: a fallar na loja do meamo.
Lices de arithmetica, algebra
e geometra
O professor de matbemalica, no Gymnasio Pro-
vincial, oosina particularmente aot eiludanleado
cuno comreercial arithmetica e algebra al as
equacoes do l.gro, na quiolas-feiraa de roa-
nha, e geometra para os exames em novembro,
em lodos os diaa a tarde : os seohores que qui-
zerem aprender qualquer destas aculdadea diri-
jam-se casa da sua residencia, na ra Direila
n. 74, para se matricularen] : aa lices lero
principio logo qe houver numero sufliciente de
alumnos.
IFERREIR4 VILLELA
RETRATISTA
DA.
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainotypo, ao-
bre panno encerado, sobre talco, especiaea para
pulcelras, slQnetea ou caasoletas. Na mesma
casa existe uro completo e abundante sortimento
de artefactos fraocezea e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha tambem para aale mea-
mo fina caatolelas e delicados aloetes de ouro
de lei; retratos em photographia das prioeipaes
persooageos da Europa ; stereoscopos e vistas
slereoscopicaa, assim como vidros para ambroiyp
e chimicas photographicas.
&9KCMi63KaettsaK SRsieaMg
I Denlista de Pars.
Nao ha quem venda pelos
precos, s na loja. do
Viado, na ra Nova,
8.
n.
de torgal
encoolrar
com vidrllho
em bordados
800
640
900
500
1*000
iWO
1*600
Ett vendendo luvas
o melhor que se pode

Lavas timbera de retros sen serete bor-
dadas a...........
Ditas ditas de dito para menioaa a
Ditas dltaa de seda para ditas a
Ditaa ditas de dita para senhora a .
D1IM ditas de dita bordadas para senho-
ra a ............
Ditaa ditas de aeda do lodaa as corea a .
Trancas e franjan pretas.
Mu delicadas tranca de Seda preta cora vidri-
Iho sendo de todas aa largaras, de 310 a 500 a
vara ; franja de aeda com vidrilho e sem elle
de 320 a 500 ; bicos pretos de todaa as larguras,
tanto com vidrilho como sem elle, por baralis-
aimo preco, e oulros muitos objetloe para qua-
resma, que a vista dos compradores nao se en-
geita dioheiro.
Vendem-sc dous terreno, sendo um em es-
quina com 200 palmos de frente e 150 de fundo,
no lugar do Campo Verde, freguezia da Boa-Vis-
ta, a frente para a ra da Traico e a outra para
a ra do Desengao, com a tuctade do fundos
morado, tem 4 quatlos que rendem 24g0O0 por
mes, nao precisa de atierro, proprlo tambem,
veodem-se os 50 palmos e oulro terreno na ra
Imperial com 219 palmoa de frente e fundo ao rio
Capibarlbe, nos fundos se chara as paredea de
urna porta d'agua para viveiro, foreiro a marl-
nhs : quem o pretender, dirija-se a ra do Sebo
n. 8.
Rap fresco.
Rap Paulo Cordeiro a 1J600 a libra, dito mee-
ron a 1*0(0, dito LUboa a 2*700, dito gaaae groa-
so e meio gresao a 1*600, dito gasse Ono a 1*280:
na loja do rival sem igual, rea larga do Rosario
numero 36.
AUenco.
Agua ambreada
para banhos do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia brinca seiba de reetber doti
rea.isa da proveitoaa a mui procarada agua
ambreada, cujos bons effello da retresear a Su-
lla, tirar o ardor que deixa a navalha quando se
fax a barba e acabar o mo hlito proveniente
do transpirar sao j bem coohecidoa, aaaim co-
bo as senhoraa por nao aodarem ao aol fas
conservar perfeltameote o brilho do rosto. A to-
dos quaotoa tem usado d'agaa ambreada nao alo
estrinos esses effeiios e ellas serio linda mais
conhecidoa por aquellea que munidoa de 1* se
dirigirem a loja d'eguia branca ra do Qaeima-
4o n. 16, onde nicamente se vende.
Fazedas pretas
16 na loja do pavao, ra
da Imperatriz n. 60,
de Gama Silva,
Vende-se bsratissimo por ser lempo de qua-
reama as fazeo Ricos manteletes de velludo preto rica-
mente enfeitados com franjas largas os
mais modernos que tem viudo a
Modernsimos enfeiles pretos a turca e
Uaribaldi
Ditos mais simples a
Ditos de vidrilho muito modernos a
Chales pretos de merino bordado com
vidrilho a
Ditos de DI preto muito uno a
roideoaples pretos fazends muito en-
corpada a 1*500, 1*600,1*800, 2J e
Sarja preta hespsohola, covado a
Metas de seda preta para senhora a
Ditas de la de laia para padres a
Luvaade retrox bordadas com vidrilho e
sem vidrilho a 500 rs.
Dilas pretas lisas de seda muito Boa a
Alpacas pretas muito unas a 560, 640,
800 e
De ludo dao-se amostras com peohor :
Na ra do Vigario o. 8.
Vende-se urna boa escrava muito moca de bons
costemos que se poda ter entre familias, fst to-
da- eervico de urna saaa menos earregar agua a
comprar na ra por aer recolhida, multo prepria
para urna raspeltavel familia possui la querbra-
aitelrs ou eStrangsir. *
Machinas americanas.
C.t lucccsioris,
.1
15Rui Nova15.
Fredarico Gaulier, cirurgio dentista
fas todas as operacois desua arle a e co-
lee* dentis anifi iae.% tudo com -sdeln
rioridade e perTeicao que as pessoas-,cr.
tendidas Ihe reconbecem.
Tem agua e pos dentificios, etc.
SassSiaaasBsakw ~mm **' ateSMaifit
Precisa-se de urna ama para coiinbir e com-
prar: na ra do lmpersdor, n. 37, segundo an-
dar, entrada direila.
6$ Aluga-se um quarlo andar rom excel- f)
O* lentes commodo : na ra da Cruz n. 53. aj
<**
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,S>otos & G. acam e tomsin
aques sobres praca de Lisboa.
Na congregaco da Faculdide de direito
desla cidade, celebrada no I." do correte mez
de marco, foi approvada, na forma dos actuars
estatuto, a terceira edico dis iostituteoes de
Direito Civil Brasileiro, mais correcta e mais aug-
mentada que as precedentes; e acha-se venda,
por maior commudidade para cora os alumnos da
mesma Faculdade. na esa da residtncia do aeu
autor, na ra da Saudade n. 9, desde o meio da
al aa 3 horas da larde.
Dizimo do capim de planta do
- muuicipio do Recifc.
O ex-arremataole Francisco Lins Caldas avisa
aos senbores plantadores, que podem dirigir-se
a pagar o que devem dentro de 15 dias, na lnja
dos Sr. Martins & Burle, ra do Cabug n. 16,
alias o arrematante usar do seu direito. Recife
14 de marco de 1862.
15#000.
Aluga-se um sitio pequeo com casa de viven
da e cacimba de agua de beber, leodo
quarlos, 1 solao, 2 sala, cozuha (ora
30*000
6fOOO
2*000
800
12*000
3J000
MMM
2*000
1*000
1*600
640
640
1*000
na ra
da Imperatriz n. 60, loja e armazem de Gama &
Silva.
Pannos pretose casemiras
M. A. Caj vende os oojectos aeguintes : 1 es- N i pflvan
crava de meia idade, robusta, sem vicio, de bo- m nA IOJd .ao ra.*d nitagura.devergooha.2encolmei.losdeama- .Jfnnd,e." pa"5 pre,0H mu,l,,,boa f"e"d"
relio proprios pira fabrica, 1 grande canoa ou >**. 1#800 e 2* o covado, e dito que val 8 a
alvarenga com 55 palmos de comprimento. e Sj^lecovado. easemiraa pretas enfestadaa a
pranchoia da mesma madeira que pertencia S^ISlfSltS Crle' dlt?^d5 UDQV6
mesmos encolamentr 4.600 vara de ourello de | ?.ora. HJ?0?.?! P'fCos e qualidades. aetim
beira de paono e
de sapatoa de tranr
fundo largo com 3 1,-
ve para deposito de agua de caa de familia : a bedaS de NalojadoPavao na ra da Im-
peratriz n. 60.
Vende-se muito delicadas sedisdequidriohos
a 720 r.. o covado: na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gima Silva.
Chales.
Grande pechincha na loja do Pavo.
Vende-se os mais ricos chales com pouta re-
donda e boloUs, teodo aa barras de velludo ou as-
aelinadas, imitando aa cpinhia mais modernas,
pelo baratissimo preco de 4*500 cada um e dilos
de qualro ponas a 4(500, ditos a Oaribsldina
sendo muito grandes a : na ra da Iraperalriz
n. 60, loja do l'avode Gima & Silva.
Brilhaniiuas americanas.
Vendc-se brilhantinas americana com lindis-
simas cores sendo fazeods inleiramenln nova e
moderna de 4 lit palmos de largura a 400 rs. o
covado : na ra da Imperatriz n. 60, luja e ar-
mazem de Gama & Silva.
lar-
pre-
cas ira proprlo para factura jl0 .da Lh.ina1 Dara Cslc" P!1"1] rolletes com 6
inCa, 1 tina de amarello com o g" de '"K"? 3I covado : na ra da Im-
3 1|2 palmoa de allura, que aer- J f*"*"* D- 60- loJa e "em de Gima &aila.
4 victoria
Em cisa de N. O. Bieber &
rus da Crus n. 4, veodem-se :
Machinas para regir hotlaa e capim.
Ditas paradesearocar milho.
Ditas para corlar capim.
Selioa com pertences a 10* e 20*.
Obraa de metal principe prateadas.
Alcslrao da Snecia.
Vernis de alcairio para navios.
Salsa parrllha de primeira quilidade do Para.
Vinho Xerex de 1836 em caixas de i doxla.
Cognac em caixas de 1 duiia.
Arados e grades.
Brilhanles.
Carrosas pequeas.
No vos e lindos
enfeiteapart vestidos pretos
e de cores, e roupinhas de
enancas.
Em apropriado lempo receben a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimento de enfei-
les de seda para vestidos pretos e de coris, o rou-
pinhas de crianzas, aendo trancas e bordados de
novoa e lindoa desenos, e difBceis tecidos, com
os qnaes pode-se com gosto e modernissimo en-
feilar qualquer vestido ou ronpinho de enanca.
Ao passo quevdilos enfeites a lodoa geralmente
agradam, a commodidade doa precoa anima ao
comprador, e esta verdadeser verlQesda por to-
dos que s. dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Quelmado n. 16, cujos preco esli mar-
cados oas amostras, as quaes se daro com pe-
nbores.
Luvas de pellica
Brancas e de corea para homem e senhora, che-
g.d.s ltimamente por 2S500 rs. o par : na loja
do viado na ra Nova n. 8.
Vende-se urna canoa muio bem conalroi-
di, cirrega um milheiro de lijlo, e navega com
um palmo de agua: a tratar na ra nova de San-
ta Kita n. 65.
Na ra do Queimado n. 75 juu
to a loja de cera.
VENDE MUITO BARATO.
Clcheles franceses bons era cartao a 40
o cartao.
Alfioetes franceze3 cabeca chata a 120
a carta.
Papis com cento e tantos alOnetes a 40 rs.
o papel.
em carriiel com 1200 jardss
Para a quaresma.
A 15^000.
Palelots de panno fino forrado de sada : na ra
do Queimado n. 47.
A 1$500 o covado.
Grosdenaple preto bom ; na ra do Queimado
nurocro 47.
A14#000.
Vesitas de seda da moda : na ra do Quei-
mado n. 47.
Vende-se asa bonito cavallo castanho, pro-
prlo para aolla, aellado e enfreisdo : a tratar na
cocheira de Thomas Jos dos RsiS, DO liando
Novo:
Interesse publico.
OTerecido pela loja del
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar & concurrencia publica o que ha de
mais novo em fazendas, tanto para ae-
nhora como para horneo e asninos,
sendo que para este flm espera de aeas
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Alleminha as remesias de aeua pedidoa,
tem resolvido, sotes de spresentar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que elTectuar por precos m-
dicos e pirs oujo fim convida o reipeita-
vel publico aproreitar-se desla emer-
gencia.
mmtmwimm laiawaiiinl
Caixinhaspara confeitos e
presentes.
Muito lindo sortimento de caixinhas muito lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
razias se mimosear um menina, peloa baralis-
aimos preco de 320 at42*500 cada urna : na lo-
Ia da Victoria oa ra do Queimado o. 75, junto a
oja de cera.
Quadros de moldura don-
rada e prela.
Lindos quadros de moldura dourada e prela,
com cilampas, pelo barato preco de 5* que s a
moldura val o dinhelro: oa loja da Victoria n
ra do Queimado n. 75, junio a loja de cera.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar peona, de duasfo-
Ihas, a 200 res cada um : na loja da Victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
gMoirantiques de co-
$ res bonitas a 2
e 28500 o covado
Crespo n. 17, Guimares
Ba do
Villar.
&
Vende-se o sobrado da ra do Hospicio n
8i ou faz-se qualquer negocio com urna maior
parle do mesmo : a tratar na ra Nova n. 36.
Magalhes < Men
des.
Na rtlS da ImprSiris O.M, loja e armazem da
arara, recebeu-se nm novo e completo sortimen-
to de fazendas novas, a ser: popelina de quadri-
ohos para vestidos de senhoris e roupa de mani-
os a 240 o covado, eaasas saisSaa de qusdriohos
a imitaceo de sediohas de qoadros para veatidos
de seohoras e roupa de meninos S 880 o covado,
gorgurao de linho para vestido desenhorne
roupa de meninoa a 280 o covado, fustao para o
meamo flm a 310 o covado, barege de cores a
a ado.f,ara '"doa, lazinhas para vesti-
doa a 280 e 400 ra. o covado, chitas a 160 e 200
rs. o covado.ditaa francezaa a 240 e 280 o covado.
Panno preto.
Panno preto para calces e palelots a U800 e
o* o covado, cortea de calcas de casemlra preta a
*, ditas enfesladaa a 31500 e 4*, salas balo sem
arcos a 2*500, ditas de madapolo a 3*: s na
srsrs, ra da Imperatriz n. 56.
Na loja e armazem da
arara
vendem-se pecas de madspolo entestado a 3*'
cortes de chitas iioas com 13 corados a 2*300, di-
tos de riscados chinezes a 2*500, corles de pope-
lina de cores para vestidos a 2*600, corlea de gor-
gurao para vestidos com 18 corados a 6*500, di-
tos de laa de 22 covado a 10*, pecas de cem-
braia branca a 1*600 e 2, ditas (iota com 5 pal-
moa de largo a 2S50O, 3* e 3*500. ditaa para cor-
tinado a 3S, golliohas com boiozioho a 640 ra.,
2aLde lrs*P"" 1*. manguitos e golliohas a
28500, grosdenaple preto a 1*600, 1*800, 2* e
2J20 o covado, enfeiles pretos de corea para
cabeca a 2*500, 3$ e 4* ; isto s na arara, que
vende barato, na ra da Imperatriz, loja e arma-
zem da arara n, 50, de Megalhes & Mondes.
Ra Nova n, 18
Fazendas para a quaresma.
Para acabar. "
Bico corles de veslidos bordados a velludo,
pretos, que foram vendidos a 150*, e que se ven-
dem por 100*.
Bico manteletes prelos os mala bem acabados
que tem viudo ao mercado, para senhora de qual-
quer corpo ou altura a 20, 30, 35 e 40*.
Manas de fil de linho linas a 15*.
Veos ou los pretos a 10*.
Luvas enfeiladas Unas a 2*.
ilas com vidrilhos e com palmas a 1* e 1*280.
Um aorlimeoto de franjas pretas com vidrilhos
e sem vidrilhos a 400 e 500 rs.
Uui graode soilimeolo de chapeos para seoho-
de dtfferenlcs qualidades, pelo mais baixo
ra
rs.
rs.
Lionas victoria
a 60 rs.
Ditas de 200 jardas de Alexsoler a 900 rs. a
duzia. .
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30
rs. o carriiel.
Ditaa de Pedro V em cartao brincas e cores a
40 r. o corda o.
Ditai de miada de peso verdadeiras a 210 rs.
a miada.
Ditas de dita cabeca branca e emearnada a
120 rs.
i.rmpos muito boas a 40 e 50 rs. o maco.
tnfiadores hrancoi de algodo e linho a 60 e
80 rs.
CarleiriDha com aorlimeoto de agutina a
300 rs.
Phosphoros do gaz multo bons a 220 ra. a duzia.
Ditos em caixa de folha a 100 ra. que s a
caixa val o dinhelro.
Ditos de seguraoca porque evita incendio a
160 rs. a caixa.
Ditos de cera caixas grandes a 400 rs. a caixa.
Franjas de borlla para cortinado a 4*200 a
peca.
Ditas sem ser de borlla a 2*800 a peca.
Ditas estrena brancas e de cores a 120 rs. a
vara.
Pentes de baleia para alisar a 210, 280, 320 e
400 r.
Camisas de meia Onas a 700 rs.
Capellas e ramos para noivas a 4*500.
Kofettes de flores muito lindos a \.
Caivetes Gnos de duas folhas para pena a
200 rs.
Espartilhos a 3,500.
Vende-se espartilhoi inglezes que sao os me-
Ihores pelo diminuto preco de 3;500 cada um :
na ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem do
Pavo, de Gama & Silva.
Para meninos a 4$5<)0 rs
Vende-se veslidinhos de aeda para meoinaa e
ditos de fosto qira menines multo bem enfei-
tados pelo baratissimo preco de 4*500 cadi um :
na ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem do
Patio.
Madapolo a 3$.
Vende-se peca de madapolo enfestado com
14 jardas a 30 a pera : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo,
Gorgurao de linho a 280 rs.
Vende-se gorgurao de linho de quadriohos e
mesclados proprios para senhoraa e roupas de
meninos e meninas a 280 rs. o covado : na ra
da Imperatriz n. 60, loja do PavJ, de Gama &
Silva.
Bareges a 6$ o corte.
Vende-se corles de bareges com 22 covados
para vestido, dilos com as aaias ja feilis a 68 o
corte .* na ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo.
Novo paquete das novidades
23- Ra Direita-23
Neste novo eslabelecimento achara o njiblico um grande sortimento tendente a molhadoa
ludo por preco miis barato do que em outra qualquer parle :
Manteig ingleza especialmente escolhida a 800 e 960 r. a libra.
Dita francea a melhor do-mercado a 720 rs. a libra.
Uueijos flamengos chegado no ultimo vapor a 2*800 e 3g.
Cha hysoo e preto a 2* e 2*880 a libr.
Vtoho engarrafado do melhores autore* a 1* e 1*200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios pira puto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhore autores a 200 rs. a libra.
Aromas portuguezas a 480 r. a libra.
Psssas muito novas a 500 rs. a libra.
Ltas rom bolachinhts de di (Te rente qualidades a Igloo.
Comervas inglezas as melhore do mercado a 800 r o irasco.
M*sas, talharim, micarro e a!eir 4W ra. a libra.
Cerveja daa ueiliun-s marcas a 560 agarrafa.
Geoebra dehjollaoda superior a 500 rs. a botija.
Velas de caipauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacetea 760 rs. a libra.
Vinagro puro de Lisboa a 320rs. s garrafa.
Arroz a 100 e 120 r. a libra.
Alpista a 160 r. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alcm dos gneros annunciados achara o publico um grande soilimento de um lodo tenden-
te a molhsdos mais barato do que em outra qualquer parte.
Dilos de urna folhi a 120 r.
Agulhasfraoc-zasomelhor possivel a 240 rs. Qraurje pecbincha COI COrteS
de vestidos na loja do Pavao.
Vende-se Dnissimos cortes de cambraia bran-
ca bordados com 2 bebidos grandes e de duas
saias pelo baratissimo preco de 4*. ditos de cam-
braia de seda coro bebidos bordados a 4*500, di
toa de phantasia (azendaque sempre se vendeu
por 12* pelo baratissimo preco de 6* cada oro :
n ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
Pavo, de Gama & Silva.
a caixa.
Eofeiles modernos para senhora a 5* e 6f.
Meias para homem a 140, 160, 200, 210 e 280
rs. o par.*
Ditas para senhoraa 240,280,320 e 400 rs. o
par.
Ditas pira menina e menino a 160, 200 e 240
rs. o par.
Fitas de linho a 40, 50 e 60 rs. a peca.
Liohas croxel nvelos grandes a 320 rs. o no-
velo,
a casa 31 Eoulras muilas miudezas qne se veode muito
e copiar barato.
Caixinhas c cabazes para
por 15* mensae, em Saoto Amaro, sitio em que
mataram o fride.
6#000
Aluga-se em Santo Amaro, ciminho do Caro- prCSCnleS de llieLiiliaS.
po Grande, urna casa contendo 1 sala, 2 qrlo, Mujl |iu4o sorijjent0 de caixinhas e cabazes
1 pequeo quintil, e com agua de beber, por 0*. p,fa meniots trazerero no braco pelos dimi-
nutos precos de 320 a 2*500 cada urna ; na loja
Desappareceu na noilc de 11 do correte a
escrava Malhilde |com os sigoaes seguiutes:
prela, baila, ficoas lina, olhar carregado, falla
breve e acceotuad, como a da peasoas do malo,
a nao encara a pessoa com quem falla, levou .
veiliio branco de cassa j usado ; quem a cap- !
turar pode leva-la ra da Unio o. 40, ou
villa de Iguirass ao colletor geral. Adverte-se
que esta escrava foi vista no dia 12 na estrada ^
de Olinda. SB
O abaixo assigna lo qela segunda vez exige
qaeos Sr. Guimares & Villar declarero por es- j
le Jornal qual o negocio de interesse iine o cha-
ma sua caa, vislo que o abaixo assignade com
esleseu silencio acha-se justificado pra com o
respeilavel publico, e os me3mos senhores tidos
por calumniadores.
Ivo Martins de Almeida.
Precisa-se de urna criad forra ou escrava
para o servico de urna casa : na ra do C'b.g
o. 18, sobrado com entrada pelo paleo da matriz.
Um caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com habilitacoes pa-
ra vender fazenda por esta cidade e fora della,
como para cobrar dividas no malo, daodo fiador
idneo a sua conducta; podei dirigir-ae a rus
de Santo Amaro o. 26, al 9 horas da manha, e
das2l|2s4 horas da tarde.
C. R. Fiokr, subdito prusano-vai para
o sul.
da victoria na ru do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Compras.
ComptJtn-se vidros vssios de todos os l-
mannos : oa roa larga do Bosario n. 34.
Comprara se na ra do Hospicio n. 17 aa
aeguiolea obras : Precis d'Economie sooiile par
Fodr Pradier ; Elemeoa de Oroit Ginonique et
de Theologie par Gouaaet.
Vendas.
Quadros de moldura dou-
rada o preta.
Lindos quadios de mnldur dourada e preta
com estampas a 4*500 cada uro: na loja da vic-
toria na ra do Queimado o. 75, juoto a leja de
cera.
ssy Vende-seo armazem de louca silo na ra
do Bangel n. 6, o qual por acbar-ae em boa lo-
calidade aerve para um oulro qualquer eslabe-
lecimento e vendc-se porque o dono quer reti-
rar-se para fora da provincia : a tratar no mes-
mo armazem.
Milho.
No trapiche do Cuoha tem HG saceos com bom
milho para vender: a tratar no nvsmo trapiche,
ou na rui da Cruz o. 47 com o Sr. Antonio Jos
Paulo de Carvalho.
Cambraias.
Vendem-se cambraias de cores
elegantes desenhos a 280 e 320 rs
ra da Imperatriz, loja n. 20.
(Miados.
JgVundem-se olisdos pintado de lindas vistas e
paisagena, largura de 6, 7, 8 e 9 palmo, pro-
prios para mesas de jaotar a 2$ o covado: na
ra da Imperatriz, loja o. 90.
Vende-se urna mulalinha muito bonita, de
8 a 9 aonos deiisde, muito aadia, vend.-ae por
precisan : para ver, na taberna da rea do Impe-
rador n. 83. Igutlraeole na mesma taberna te
vende una porciode barris arquiados de ferro e
catados para receber quslquer liquido.
640.
de panno a 640 : na ra do
Cambraias de carocinhos
S no Pavao.
Vndese inissimo cortes de cambraia branca
com carocinhos brancos e de cores tendo cada
Pca 8 1|2 varas a 4* a peca : na ra da
ralriz n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama
& Silva.
I cambraias adamascadas.
I Vende-se cmbrala adamascadas fazenda mo-
derniaaimaa para veslidos a 4* a peca: na loja
do Pavo ra da ImperattU n. 60, de Gama &
Silva.
Vislidos a 3^000 e 2500
Vende-se corles de vestido brancos com bar-
ra e babados a 3* -2*500: na ra da Imperatriz
o. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2#500.
Vende-se siias bordadas mullo bonitas a2|5O0
cada urna : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
Pavao, de Gama & Silva.
Bales do Pavo
Vende-se baldes da bramante francez com ar-
cos sendo os que tem raclhor armacao pelo di-
mioulo preco de 3* e 3*500: na ra da Impera-
triz n. 60, loja e armazem do Pavao, de Gama
& Silva.
Relogios
Vande-se em casa de Jolinston Pater d- G ,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna varielade de .bonitos trancellins-para.es
mesmos.
Vende se um carro de 4 rodas novo, rere-
bido ltimamente de Franca, ledo forrado de se-
da, com os competentes arrelos praliados, obra
de muito boro gosto, sendo este calecbe o mits
bonito que boje existe nesta cidade ; a tratar na
ra do Trapiche n 14, primeiro aodar.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63
Vendem-se colheres de oh tal do principe para
sopa a 5*. e para cha a 2|500, e concha para as-
sucar a 640 rs.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vende-se tranc* branca de linho a 80,120, 210
e 800 rs. a peca, galo branco a 1800 p.-cas de
,20 varas.
1pe" i Loia de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. oo.
Vendem-se caixas de agullus francezas a 120
rs., em carteiriohas a 320.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se lesouras iioas para costureiras a
1$ e 1*500. ditas para oohas a 610, 800 e 1*.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63.
Vendem-se loucadorea de Jacaranda a 2(000.
?}00, 3 e 4*, dilos brancos a 2f. caixinh.a de
espelhos para navalha a 2* e 2*500.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Quem?do n. 63.
Vendem-8e ricos intos de senhora dourados a
2* 2*500 a 3*, enfeites a 5f500 e 6J, dilos de vi-
drilho a 1*800.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Quemcdo n. 65.
Vendem-se tiras bordadas para vestido, e saias
Wk
exposi?o de can-
dieirosdegaz
Na ra Nova ns. 20 e 24.
O proprietario deste novo eslabelecimento to-
ma a honra de parlicipar ao publico que tero de
novamente chegado a este eslabelecimento uro
riquissimo sortimento de candieiros de todas as
qualidades que se podem desrjar, assim romo
grande deposito de gaz hidrogenio de 1.a, 2.a .
3.a qualidade, pelos precos mai razoivpis que
se podem encontrar oeste morcado, assim como
lambem se vendem meias latas e latas de uro ga-
lo, e em garrafas a relalho, assim como lam-
bem vnmvi'l sortimento do ranquiltmia de bom
gosto, que muito agradar ao publico que visitar
este eslabelecimento.
exposico de culi-
laria.
Na ra Nova n. 20, loja de (Zarneiro
Vianna. \
O proprietario deste eslabeleclmelo avisa ao
publico em grral. que tem recebido um riquissi-
roo sortimento de ferragens e cutilaria, das se-
guintes qualidades i facas de marRm da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, dilas de todas as
mai qualidade, ps de ferro patente calcadas
de ac, enxadas de ai;o. esm de japy, metaes linisimo para servico de mera,
e oulrss muilas culilariaa qne por gosto se po-
dem comprar : na ra Nova n. 20.
preco que se pode encontrar
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queim.do o. 22,
ae encontrar um completo aorlimeuto de grava-
las de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratissimo, como aeiam : eaireitinnas
preta e de lindas corea a 1*, ditaa com pona
largas a 1*500, ditas pretas bordadaa a 1*600. di-
taa pretas para duas volias a 2J ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
CARTOES
DE
VISITA
DE
iOT QMTt
Cartoes de visita de novo gosto
Carines de visita de novo goslo
Cartoes de visita de novo gosto.
Urna duzia porlG^OOO.
Urna duzia por 168000
urna ouiia por 16J00O
Urna duzia por 165000.
Retratista americano.
Retratista americano
Ketratisla americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
Polassa da Russia.
Vndese em casa de N. O Bieber &
C, successores, ra da Cruz n. 4*
Sal de Lisboa.
Vende-se a bordo da bares porlugueza Epe-
tanr.a..), sal de Lisboa limpo e redoodo ; a tratar
oa ra do Trapicheo. 17.
1 Para a quaresma
Na ra do Queimadoj
'-, 11. 1 u
S LOJA DE 4 PORTAS
tFerro < MaiaJ
Vendem-se as seguintes fazendas :
Manteletes pretos bordado mullo ricos. 1
Cssias relas bordadas idem. (
Dilas dilas lisas. .
Seda rela lavradas a 19, 1*280, 2* <
e 25500. i
Grosdenai.le prelo covado 1*, 1*800, 2*
e 2*500. <
Sarja prets lavrada covado 1J600 e 2*.
Dita dita lisa covado a 1*500 e 1*800.
Osemira preta muito lina corle 5*, 6*,
"*, 8* e 9*.
Panno preto a 3*. 4*. 8*. 6*. 7, 8*. 9*
e 10*000.
Riqnissimos corles de seda prela borda-
doa a velludo a 60*. 70*. 80* e 90*.
K luiasimos corlea de Rro.denaple preto
para vetlido com babadinhos e duas
I saias a 45j. 50}, 60* e 70$.
de bonitos
o covado : na
brancas a 800.1*, 1*200 e IgtOO a lira.
Saias com arcos de linho. tt^^i^t "a ~
Veniem-se escovas para dente de diversas
nualidades a 160. 210, 320, 400 e 500 rs., pentes
de alisar de bfalo branco a 400, 50O, 610. 800 e
1*, ditos de hurracba a 610 e 800 rs., dilos para
bicho de bfalo branco a 200 e 320, ditos de bor-
racha a 500 rs., dilos de marlim a 320, 400 e 500
rs., dilos de btela a 200, 210 e 280, ditos de tar-
taruga virados a 8* e 9J.
Vende-se urna muala escrava de 10 aonos,
Vende-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho que fazem as vezes de balo a 3*200 e a 4*
cada urna, esta fazenda s ha na loja do Pavao:
ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de chegar a loja
do Pavo.
Esta fazenda inleirameote nova de qaadrinhos
imitando as sedas, fazenda muito encorpada e bes osiohelra, engoromadeira
reir, com um lilho de 0 mno*
toado o. 41.
A640rs. avara.
FIM de linho liso i na tus do Queimado nu-
mero 4T.
Chapeos de sol
Queimado o. 44.
de core delicadas proprla para vestidos de se-
nhora e roupas para meninos o meninas pelo di-
minuto preco de 240 rs. o covado : na loja do
Pavo rus da Imperatriz o. 60, de Gama & Silva.
Terrenos perto da praca.
e perfeila eolu-
: na rea do Quei-
No sitio do Cordeiro em Sant'Anna vende-se a
. retalho o reato dos terrenos para liquidar. Ala
r ga-se a casa grande do mesmo sitio e vende-se
l AMQxn m. 1...:. '' ubs grande porlio de ferro que oca encostado a
A 48800 r S. a dUZa. mMDa, dlrljsm-se a L. A. Dubourcq no escrlp-
Helas cruas inglesas multo boss pera omito; lorio da ros Ja Crus n. 40, e para medicos to
Atlenyao!!!
u roa do Queimado a. 47.
eogs obsiro Selle.
Veode se o compendio de Hermenutica jur-
dica e de tbeorica e pratica do proceaso civil do
conelheiro Dr. Francisco de Paola Bsptiata, reu-
nido em um a livro a procurar oo eteriptorio do
aesmo Dr. Paula BaplUla na ra das Trtucbetras
n. 19, das 0 hora* do da al i da Urde. Oo cora -
pMdlot que so vooderem om cultos lugares alo
extraviados so seu autor o .nem tem a Harma-
SUtlM.
Espirito de \inho de 38
grao?,
a 1)600 rs. cansda e 2101 garrafa,manteca in-
gleza flor a 800 e 1* a libra, toucinho de Lisboa
a 320 a libra, canna engarrafada a 200 ra vinho
em pipa a 400. 500 e 600 rs. a garrafa, em caa-
da a 3*. 3*800, 4*800 : na ra das Cruzes o. 24,
esquina da travessa do Ouvidor.
* O palkinha barateiro.
Na ra do Imperador o. 24 empalha se loda a
qualidade de obra perlencenle a palhinhs, uiaia
barato do que em outra parte, lambem se vende
junco e palha protrpte.
Milho novo a 4#500 a sacoa
Em cuia a 320 ra., arroz de casca a 3*. em cota
200 rs. : no armazem da estrella, largo do Pa-
ralzo o. 14.
Facam fogo no \iado.
Seda lavrada a melhor que se pode etcenirar
de bom e delicados gostos, que e vista do preco
nio ha quem delxe de fazer um rice vestido pre-
to para quaresma, pola, aproveitern ejsotsslio.
pois quem nio fiser agora, oto fas too otNa
i MU loja fita bem cooheeida, por ""'W.*5"
SaMoa grandes por proco commodo; tMte-Mlltmti a eambos do Cirmo, e to onaoopm-
1 na rus dalstedre do Dos, a. *% l do.
Atten vendem-se cipas de borracha, perneiraa debor
racha, sapalo de borracha, meia de laa pretas
e do cores, camisas de laa, ditas de flanella : oa
toja de Nabuco & C, na ra Nova n. 2.
Muita alten cao.
Na loja de Silva Gardozo, ra do Im-
perador n. 40, vende se roupas feitas
de todas as qualidades pelos piceos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os freguezes com-
prar porque e pechincha.
Algodo da Babia.
Proprlo pira roupa de escravos e saceos de as-
suca r : veade-se oa rus da Crus n. 1, eseriptorio
de Antonio Luis de Oliveira Azevedo A O.
Mijho de superior quali-
dade.

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-41
\/r-i


TT
DIARIO
NO

BUCO SABBADO 15 DE UABCO DE 186
ARMAZEM PROGRESSO
JUtMU
Francisco Feraandes Duarte
Largo 4a Penha
Vende-se neste armazem de molhados os melhores g-
neros que tem a este mercado e por menos 5 a 10 por cento do que em outra qoolquer parte,
arantindo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a todos os Srs. da preca, de engenho e leadores o
favor de mandarem suas encommendas ao armazem Progresso, aflm de verem a diHereosa de
preco e qualidade que faz, se fossem comprados em outra qualquer parle.
M.amtega ngleXa de primeira qualidade a 800 e 1*000 a libra, e em barril ae far
abatimento.
M.\Utaga ttaUCtXa a mai, D0Ta 640 ra., a libra e sm barril, 600 rs.
foe\ ViySSOU 0 mais ,uperi0r que ba no mercado a S80O e 2*500, a libra.
C\u\ YuiXVltt imitando a perol, pela sua superioridide a 39000, e 2J600 a libra.
GYVV ptCtO uniC0 para os doentes que se tralam com a bomeopathia a 2*500 a libra.
QUIJOS do TeVmO ,hegedos neate ltimo Tapor a 3*000, ditos chegados no ultimo
navio a 2*500
QUQlJtS lOUdriaOS 0 que ha de bom neste genero a 1*000, a libra e em porcio ae
faz abatimento:
Q\Ve JO pratO 0 mais superior que tem vindo a este mercado a 1**00 a libra.
PreXUlllO \llg\eZ pata liambtC mujlo novo a 500 rs. a libra, e em por-
cao se far abatimento.
COSteiVelaS Hg\*X.a9 proprias para fiambre a 800 rs. a libra e em porcao a 700 rs.
PrCX\mO dlO TtlUO de aaptri0r qualidade a 480 rs. a libra einteiro, a 440 ra.
Sa\aiHQ 0 melhor oetiaco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra, e
em porcao a 900 rs.
10UelllhO dO reino mail0 novo a 28O rs. a libra, e em barril de 3 arrobas a 73000.
CYiOTiricaS e paiOS de YombOS a Mo rs. a libra, em porcao se faz abati-
mento. ,
LialaS COm c\\OUr?aS ja pr0mplas para se comer viudas a primeira tez a este
mercado a 2#O0O cada urna.
BanUa de porCO refinada em iai, com 10 libras, por 4*500 cada urna.
Ban\\a de pOrCO mu oa iva a 480 rs. a libra e em barril a 400 ra.
MLarmelada imperial d0 a(amado Abreu a deoulros muilos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, e em porgo se faz abatimento.
lalas com frutas de doce em calda como sej0 pera, damascos pe-
cego, alpexe, e gioga, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em iata, de 2 ubra por 1*200 cada uma.
"LalaS COm ameildOaS COnfetadaS COntendo miis coneitos e assucar
candi, multo proprio para mimo, a 2*000 cada uma.
DOte da CISCA da gOalia muit0 QQ0 a SOO rs. e em purclo sefazabalimento.
lOCe SCCCO C em Calda e differontei qualidades, em latas da 4@ e 5% por
2*500 cada urna.
Carioca com bollo francez propros pa[a m-in0 a sw.
Patssas em caxinua de $ libras mu,0 n0vss por 25500 e a retaibo a
480 rs. a libra.
gOS 4a COmmadre muii0 novos, em calas de 8 libras por 5*500. ditas com 4
por IgOO, ditas com 2 ruuito bem enfeitadas por 'JOOrs. cada uma o arelalho a *) rs.
libra.
Crvillvas franccxas e portagutxas em latas d01 iibra,Por64o ra.
ditas em meias latas a 500 rs.
Ma$a& tomate m u^9 rti ihr norsoors.
\meiidoas de cascrx mole muUo llova3 a 32o rs. a ubra.
I\01CS a 120 rs. a libra, o 3*000 a arroba.
iVmeixas francexas em ialas com iibras por 2*soo, ditas com 1112 pot 19500.
AmtixaS portUgUtZaS a 320 n. a libra e em caita se fsr abatimento.
CllOCOlate liespilll0la t^J0> dito francez a 1$200 dito porteguez a 800 ra. a libra,
aanca-se a boa qualidade.
llOiaXinna ae S0(ja em iai8S com dlerenles qulidades, a lg440 rs.
Bf\*Jf 8 para SC pa letria, macarro c talharim. a 400 rs. a libra e em caixa por SgOO rs.
I. alltOS de acules irados, molhos com 20maciohos por 200 e280 rs. muito Unos.
Merejas om frascos com i e 1[2 libra por 800 rs.
alJOlO ftancezpara limpar facas s 200 rs. cada um, em porcao se fax abatimento
l&OlaXinna ingiera a ma, n0Ta d0 mercado a 230 rs. a libra a em barrica a 4* w
Omma para engommar, muito aira a 100 rs. a libra e em sacca se faz abatimento.
eVXe de p0Sia em latas das melhores qualidades de peixe que h> em Portugal a 1*600 rs.
KiSpeTmaSele auperior de cinco e seis velas por libra a 760 rs. eem caixa, a 740 rs.
SurdlUUaS de NaDles em latas muito novas a 400 rs.
IVipiSta muio novo a 160 rs. a libra e em arroba a 4*500 rs.
YZClVe uOCe teflnado de diHerenles marcas e o maissaporior que ha a 800 rs. a garrafa
e em caixa a 9ft.
w innOS engarraianOS neste mercado a 1*200 rs. a garrafa eem caixa al2$O00 rs.
VnilO eSSl pipa Porlo, Figuera o Lisboa a 560 agarrafa eem caada 3*500, 4e4*500.
^CrVeja 6S ma;S acreditadas marcas a 5* rs. a duzia, e em garrafa a 500 rs.
- naSaipagfee das marcas mais superiores que ha no mercado a 15* e 2-2J00O rs. o glgo
Cognac ingleX a lotOOO a caixa o 1200 rs. a gamfe.
GtCnebra de Wollanda Terdadeiraem frasqueira a 6*000 rs. e o frasco a 560 ra.
Ginebra de latan ja a imi rs. a duzia am frascos a 640 rs.
Genebra ingleza a mm) a d.Iia e a retaiho a ...^ i 8.......
PftlittS dO gSX a 2300 rs. a groza.
l'or hoje dei (im ao meu repretorio al a chegada do primeiro vapor vindo da Europa, pelo
...-. ospero novo sorlimento e nao serei preguicoso em o publicar ao respeitavel publico.________
Ra da SiSHaNova n. 42
Venda-se em casa de S. P. Jonhston & C,
sellins e silbos ingltzos, caodieiros e castijaee
bromeados, lonas ioglezas, fio do vela, chicotes
para carros e montara, arrotos para carros de
um a dous cavaltos, e relogios de onro patente
ingles.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio da Manoel Ignacio
de Olireira & Filho, praga do Gorpo Santo n. 19.
Lientos bramcos muito
unos.
Vendem-se Uncos braocos mallo finos, pelo
diminuto preco de 2*400 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa t, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2* cada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Sementes de hortalices,
Vende-ae na ra da Cruz do Recife, deposito
de pao e bolacha n. 32, sementes de hortalices de
todas as qualidades, ebegadaa no ultimo paquete
da Europa.
500
240
500
200
120
400
400
Aloja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta Toja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Sociel Ilygienique, etc., etc.; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo aortimenlo,
teudo de mais a mais a elegancia dos irascos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e|compridos e
de diversos tamaohos, e os melhores que tem
lindo a este mercado, pelo baralissimo prego de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambero ba capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quesas para 1*400 cada um : na rin do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
lama n. 35.
OTAS -
se in segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Haia e Silva, est vendendo
todaa as miudezas por presos j aabidos e eo-
nhecidos :
Crozas de peonas de a;ode todas ai quali-
dades a
Nvelos de lioha que pelo Umanho a todoa
admiram a
Caixaa de agulhas francezas a
Cajias com alfinetes maito finos a
Caizas com spparelho pera entreter me-
ninos a
Ditas ditos grandea a
Baralhos porluguezes a 120 e
Croza de botoes poqueoos para calca a
Tesouras para unhas muito finas a
Ditas para costura maito superiores a
Baralhos francezes para voltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulhas francezaa a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pecas de tranca de la com 10 varas a
Ditas de tranca de la de todas as cores a
Parea de sapatos de tranca de la a 1
Cartas de alfinetes francezes a
Pares de luvss fio da Escocia muito linas a
Ditas ditas brancas grossas a
Escovas para limpar denles muito finas a
Masaos com superiores grampos a
Cartes com colzeles de algum deleito a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de a$o muito superiores a
Bufiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colzeles francezes a
Carlas de alfinetes de ferro a
Charutoiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tintas
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito lina a libre a
Tenho nova remessa de labyrintho para ven-
a P"lodo Pre. im como tenbo tran?as de
seda dilferenles cores para vender por lodo di-
uneiro que ollorecerem.
ARMAZEM
ROUP A FSITA
Joaquim F. dos Santos.
40Sua do QiMmoV-40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento hi sempre um sorlimento completo de roupa falta de
todas as qualidades e tambem se manda ezecutar por medida vontado dos Trege-
los para o que tem um dos mtlbores professorea.
Casacas oe panno preto a 405,
30*000
30*000
Attencao.
para a quaresma.
Na praga da Independencia ns. 14 e 16, tem
para vender-se, muilo baratas, gollas de blonde
preto, enfeitadas do fita de veludo e bico a 4*
rs., camisiohas e manguitos a 3$000 rs., mante-
letes pretos de blonde a 12*000 rs., chapeos de
palha para senhora a 35*000 rs.
Z Vende-se uma escrava de 30 annos, muilo
em corita, boa para todo o servico : a tratar na
ra do Codorniz n. 12.
351 e
Sobrecasacosde dito dito a 35* e
Paletols de panno preto e de co-
res a 35*. 30, 25, 10*. 18* e 20*000
Ditoa de casemira de corea a 22*,
15|, 12*. 7* e
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francesas a
Ditos de merino setim pretos e
de cores a 9| o
Ditos de alpaca de cores a 5* e
Ditos de alpaca preta a9*, 7*, 5* e
Ditos de brim de coros a 5,
4*500,4* e t
Ditos da bramante delinho b an-
co a 6*, 5$ e
Ditos de merino de cordo preto
a 15*e
Caigas de casemira preta ede co-
res a 11*. 10*. 9S, 7* e
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 5*, 6*500 e
Ditas de brim branco ede coras a
5*. 4*500 e
Calcas de ganga de cores a
ColUte de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 12*,9* e
Ditos da casemira p'*ta e d* co-
res lisos e bo dos a 6*,
5*500,5*
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 5*000
Ditos de gorguro de soda pretos
e de cores a 7*. 6*. 4* 5*000
Ditos de brim e fusto branco a
3J500, 2*500 o 3*000
Stroulas de brim de linho a 2* o 2*200
Ditas de algodo a 1*600 e 1*280
Camisas de peito defustio branco
ede corea a 2*400 a 2*200
Ditas de peito de linho a 5*. 4* e 3O00
Ditaa de madapolo brancaa e de
cores a 8*. 2*500, 2* e 1$W)0
Chapeoapretoa de masa francoza
forma da ultima moda a 10a,
8$5O0a 7*000
Ditos de feltro a 6*. 5*. 4* e 2*000
Ditos de sol de seda inglezes e
francezes a 14J, 12*. ligo "9000
Colarinhos de linho muito finos
novosfeitios da ultima moda a 9800
Di,os de algodo *500
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 100$, 90*. 80| o 70JOOO
Ditos de prsta galvanisados pa-
tente e horizontaea a 40* e 30|000
Obras de oaro, aderemos e maioa
aderemos, pulceiras, rosetas e
sneis a y
Toalhas de linho duzia IOS, 6* e 9S00O
3f500 Ditas grandes para mesa uma 3* e 4*00q?
9*000
10*000
8J0OO
3*500
3|500
3*500
4*000
8*000
6*000
4*500
2(500
38000
89000
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos procos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas de ferro cuado do mu acreditado
fabricante Edwin Msw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se veodiam a 120 rs. : quem preci-
sar*dirija-se a ra do Trapiche o. 44, armazem
de azendas.
Sotthall Mellors & C, tsndo recebido or-
dem para vender o seucrescido deposito derslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; coovida, portento, spessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
ra do Trapiche n.28.
Vende-se um balca lodo de amarello, mui-
lo (..oprio para loia de azendas : na ra Nova
o. 23, loja.
Vendem-se caixioes va-
zios a 1$: nesta typographia
N. O.Biebar & C.snccessores.rua daCraz
n. 4, tem para vender rologios para algibeira de
ouro e prata.
lival sem igual.
Bom sorlimento.
Penles de massa Irnos lisos a 500 rs ditos dou
rados a 1*280, carreteis de relroz muito bom a
Pentesbaratos
Vendem-se peales de tartaruga do melhor gos-
320, escovas para cabello muito boas a 800 e 1*,J to que ha nc mercado a 10*. 12* e 15* cada um :
cartas de allinetes de lalo a 80,100, 120 e 140, | na loja de Nabuco & C, na rea Nova n. 2.
escovas para unhas a -320 o 500 rs., linha de car- f Vende-se o engenho Alalaia, moente e cor-
t jo do cor e branca a 30 rs., novellos do gaz al rente situado na freguezia de Ipojuca, movido
30 rs., fitas de velludo de cor e preta de 120 a or agua, coro proporces para sa troja r do 3a5
13 : na rus larga do Rosario, loja de Pedro Ti- mil paes: a fallar com Jos Pereira de Araujo
nuco n. 36. no engaito Visqueiro da Escsda, ou no Recife
^ tw, ~ -.~.~. Uanf An com Firmino Martinianno Cirneiro na ra das
Gneros baratos. *- ...
;Loja 4as 6 por-|
' tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata. <
Paletols de panno fino sobrecasacos, *
| ditos do casemira de cor de fusto, ditos ^
i de brim de cores e braocos, ditos de .
ganga, caigas de casemira prelas e de '
| cores, de brim branco ede coros, degsn- (
(ga, camisas com peilo de linho muito i
finas, ditas de algodo, chapeos de sol _
I de alpaca a 4* cada um.
NOS ARMAZEKS
PROGRESSISTA E PROGRESSIVO
Na ra das Cruzes de Santo Antonio, 36.
E O
i libra.
primeira vez ao nosso mercado
a 2*200 libra, e lamben temos para 1*800.
Vende-so manleiga franceza a 640 rs. a libra,
cha a 28400. toucinho a 320 rs., arroz a 100 el
120 rs lingui;a a 560 rs., passas a 500 rs., ba-1
nha de porco a 440 rs., velas de spermaceto a
760 rs., de carnauba a 400 rs.. batatas a 60 e
120 rs., paingo a 160 rs ervilhas a 110 rs., gar-
rames com 5 garrafas de vinagre a 1$200 cada
um, agurdente de canna j engarrafada a 200
rs. a garrafa, esprilo de vinho a 1*400 a caada
e 240 rs. agarrafa, zeile de carra pato a 400 rs.
a garrafa, dilo de coco a 480 rs., milho a 320 rs.
a cuia, arroz de casca a "00 rs. em saceos mais
barato : na travessa do pateo do Paraizo n. 16,
frente piolada de amarella com oito para a ra
da Florentina.
Saceos grandes
de boa farioha e preco commodo, s na ra Ui-
reij n. 17.
Rival
sem igual.
Com bom sortiment.
Eofeiles pretos com franja a 5*500, tirelas de
a ce muilo bonitas a 1*500, agulhas francesas cur-
ta e comprldas a 60 :s., carreteis de lioha de
309 jardas a 60 rs.. ditas do Alexaoders a 80 rs.,
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porcao e a retalho do uma sacca
psra cima, e por commodo pre;o: na ra da Ma-
dre do Dos confenle abotica o. 30.
Milho e arroz de
casca.
Vendem-se saccas com milho o arroz muito ba-
rato, em porcao e a retalho : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, com oilo para a ra da
Florentina.
MtttStCMB ^tt&tif 94Kr3M*ttn
" ejvsBj^ votos vnrw eme eniej VW ffIBW WBfW*
I Liquidacao
A loja de marmore.
Bournus de cisemira para senhora a 10*
Manteletes de grosdenaple a 10$
Leques de sndalo a 5*
Bournus de casemira para meninos
de todas as idades a 59
Grande sorlimento de cascarrilhas,
K trancas e Otas de todas as cores para en-
feites de vestidos por pronos mais bara-
m tos do quo em outra qualqaer parte
aeie^sie-Msais-MeaMaeaK^it
4 boa tama
vende fi velas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baralissimo prego de 29300
cada uma, carteiras com agulhas as mais bem
sortidas que se pode desojar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, polo barato
prego de 500 rs. cada caileira, pennasds a(0 ca-
iigraphia verdadeiras a 2* cada caizinha rom 12
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 1*200
cada groza, ditas muilo boas anda nao conbeci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bom conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
36
Miento
Raa Nova36
Acaba de chegar um completo surtimoolo de
oceulos e looetas de aro de ooi, tartaruga, bufa
lo, o burracha, para todas as vistas ; assim como
'ditas de 100 jardas decores e branca a 30 rs.j^um completo surlimento de oceulos proprios para
eatles de clcheles com fluas carreas a 60 rs.,1 molestia de olhos, auanc.a-se vender mais em
ditos de ama a 40 e 60 rs. : na rui larga do Ro-lcoola do q'ie em outra qualquer parle ; assim
tsario o. 36, loja do Pedro Tinoco. Jcomo groado sarlimeoto de vidros psra oceulos.
Manteiga ingleza o que se pode chamar flor de 800 a 900 rs. a libra.
Ulem iranceza a primeira da ssfra nova 700 rs. e em barril a 600 rs.
QueiJOS flamengOS chegados no ultimo vapor a 2*800,
QuejOS lundrinOS a 800 rs. a libra,
Chd nyssoil muito superior a 2*800 e 3*000
Lila preto o que ha de melhor neste genero vindo
Grao de bicO o maisnovo do mercado a 200 rs. a libra.
Presuntos portuguezes vindos do Porto de cas particular a 500 rs. a libra o inteiro a 460 rs.
PaiOS e Chouricas muilo novas a 600 rs. a libra eem barris de arrobas 15.
fl^angarraaJo Duq do Porto, Porto fino, nctar,Garcavellos, velao, secco Feitori i chamisso de l*200e 11300 a garrafa, t
13*000 14*000 a duzia.
Vinho Bordeaux de superior qualidade diversas marcas de 800 e 1* a garrafa ede 8*500 a 10*000 a duzia,
VinhO mUSCatel a 1*000 a garrafa e 10*000 a duzia.
Vinho para p afetO do Porto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa de 4*000 a 4*800 a caada.
Marmelada a 750 rs. a libra.
Latas COm peixe savel, pescada, guraz, pargo c oulros de 1*300 a 2*000.
LaldS COm erVllhas portuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachillhaS de soda de todas as qualidades a 1*440 rs.
FigOS de COmmadre em caixinhas de 8 libras a 2*200 acaixinlia e320 rs. a libra.
Peras secCas a 2*000 a caixinha e500 rs, a libra.
AmeixaS francezas em latas de 8 libras por 4*000 e 1*000, a libra.
Passas a 2*200 a caixinha, e 410 rs. a libra
GonnthiaS para pulira em frascos do 1 112 a 2 libras a 1*500 o 1*800 o frasco, e a 800 rs. a libra
tmlXlIlhas Pifias para miraos, cora passas, figos, araeixas, peras, amendoas, e nozes, de 2*000 a 5*000 rs, a caxinha.
Conservas OglezaS eportngnezas a 600 e 800 ris o frascoa 9* a caixa.
Macarro e talharim, muilo novo, para sopa a 320 a libra g 6*000 a 'caixa.
Omma a lOO rs. a libraa a 2*560 a arroba c sendo em sacca a 2*400.
Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porcao lera abalimont.
Champanhe dis melhores marcas, de 155a 20*000 res o gigo.
Chocolate portuguez. francez, einglez, a 900 r*. a libra e bcspanhol inuitosuper'or a 1*200. ^
Cervejas das melhores marcas a560 rs. a garrafa, 5500, a duzia.
Cognac muito superior a 1*000 a garrafa e a 10*000 a duzia.
Genebra de Hollauda 600 rs. o frascos 6*500 a frasqueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 1*800 a caada,
Dito m garrafftS de o garrafas, por 1*200. ,
Espermacete superior 74rs-a ,ibr* 720 rs*,nB "'**
ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e do 3*000 a 3200 a arroba.
Leotilhas francezas o melhor de todos os legumes a 400 rs. a libra,em porc,o lera abatimento.
Caf do RO de suporior qualidade a 8*500 a arroba e a 280 rs. a libra.
Latas com sardinha de Nantes a 400 e eoo rs. a lata.
Massa de tomate em latas de uma libra a 900 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e pain$o a 240, e 5*> arroba do alpiste e a 64.400 a do painco.
Potes grandes COm pal refinado 640 tambem tomos em pacotas, muito propriosjpara meza a 240 e200 rs. a libro.-
Cha hySSOn o melhor que vemdo Rio ora latas de l libra a 1*800, eem porreo lera grande abalimenioc
Doce da casca da guiaba de 13000 a 1200.
Azeite doce puriGcado, a 800, a garrgf, e 9*000, a duzia.
KalllOS XadOS para denles, os mais bem fritos que tem vindo ao mrcalo, a 200 rs. o majo com 20 massinoos.
Bolachinha ingleza muito nova a 400 rs. a libra e 5*000 ajbarcica.
TOUCiuhO de Lisboa a 320 res a libra e 109000 a arroba e o da safra volita a 240 rs. a libra e a 6*5a00 a ariob.
Velas de carnauba ecomposicao a 400 rs. alibra e a 12*500 a arroba.
Araruta a melhor que se pode desojar a 320 rs. a libra.
oevada chegada ltimamente a 160 a libra e a 4* a arroba;
Frutas em latas da todas as qualidades que ha em Portugal, coso peras, pecigos, damasco, giuga e ootras a 700 ts, a laia,



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DIARIO DE MIRNAMBO SaBBaDO &MHk
D.
1I&2

Attenco
Guimsraes & Luz, dono da loja de miudezas
da laado Queimado n. 35, boa fama, participio)
ao publico que o sen eatabelecimento se acha
completamente prvido daa meihorea mercadorias
tendentes ao meamo estabelecimento, e muilos
oulroa objectos de goato, sendo quail todos rece-
bidoa de suas proprias eocommeadas ; e estando
ellos integramente resolvidos a Dio Tenderen)
fiado, aaogam vender mais barato do que outro
qualquer ; e juntamente pedern aoi aeua devedo-
res qu lhea manden) ou venham pagar os seus
dbitos, sod pena deaerem justigado*.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e urna burra, os quaes se
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla n. 4, e para tratar, noes-
criptono de Antonio Luiz de Ollveira Azevedo.
Panno de algodo da
Vende-se do escrlptorio de Antonio Luiz da
Oliveira Azevedo & C, roa da Cruz n. 1.
DA
Fundido Low-Moor,
Ba da Sen zalla Nova n. 48
Keste estibelesimeoto continua a haver uro
completo sortimento de moandas a meias moen-
das para engenlio, machinas de vapor e taixas
do ferro batida e coado de todos os lmannos
para dito,
A t te ii gao.
Vende-se a taberna da ra de Hortss n. 18,
muito afreguezsda para a trra com muilos bous
commodos para familia : a tratar na mesma.
para anjos.
Vendem-se na ra da Senzala Nova n. 30, cai-
xiohascom doce por prego commodo, recommen-
daveis para os aojos de procisso.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdensple prelo bom a 1(600 o covado, di-
to superior a 1J8U0. dito a 2&, dito largo a 2*200,
dito muito superior a2*600. J800 e 33, chama-
lote prcto de superior qualidade a 3*, sarja preta
larga a 2$, dila besuanhola muito superior a
_i800. dila lavrada superior a 2$2l)0, setim pre-
lo 2$ e 3*, dito maco superior a 4ft, velludo
prelo Doro, pannos prelos de 1*600, 2*, 3*. 4f,
5J, 6*, 8* e 10* o covado, casemiras pretas a
I36OO, 2*, 2*500 e 31 e muito Una a 4* o covs-
vado, los pretos de 6$, 7 e 8* cada um, .manas
pretas de D16 de linho a 7*. 8*. 9*. 10* e 12*
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e differentes lmannos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas eofeitadaa com muito gosto e outras muitas
fazeodas pretas proprias para a quaresma que
daixam de meocionar-se ludo mais barato do que
t ra outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
engenho Jurissacs, do Cabo : a tratar all com o
Sr. Domiogos Francisco de Soiiza Leo.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
Jonhston & G ra da Senzalla Nova
n. 42.
w^ar^^^^at^sj*, j^*^ j--ia-ii*-aiV"
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chegar __
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova, junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Palmatorias de Vidro e de ia-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
dado para vellas a 1*200, e ditas de lati mui
novas e limpaa a 400 ra. : na ra do Queimado,
loja da Aguia branca n. 16.
PeiLos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos' peitos de fuslo lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mui boa e encorpada : na ra do Queimado,
loja d'aguia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bo
dadas em ambos os lados.
A loja 'aguia-branca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordada" em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 1*200
cada tira, e outras de bordadoa muito largos a
2*000, o melhor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas ao meio, pelo que se tornara baratiisi-
mt! D ru" do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollinnhas
e manguitos de punbos bordados em fina cam-
braia transparente por 2*500 tudo, o que na ver-
dade baratissimo : na ra do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.

GELO
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de boje em diante
arroba a 3#500, e meia arroba 2$000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo-
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e sollo, mel-
sgua, no becco das Hiudinhas n. 8, avallada em
2.000*, a qual rende 1 1)2 por cento ao mez ; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessoa
aatorisada pelo proprietario para effectuar a ven-
da da mesma casa.
ntremelos
bordados ;m cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorli-
meoto de ntremelos bordados em lina csmbraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 1*200 a pega de 3 varas,
tendo quanlidade bastante de cada padro, para
vestidos ; e quem tiver dtnbeiro approveitar a
occasio, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
sRUADO QUEIMADO N!46
Pflt7hhGRANDEMTIMEKT
^DASEROPKSP
Acaba de

Dm grande e variado aortimento de
roupas Teitas, calcados e fazendaa e todoa
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu eostume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannoa
o casacos feitoa peloa ltimos figurioos a
169, *9. SOft a a 35, paletots dos mesmos
m pannoa preto a 16f, 18f, SO e a 14,
{ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padroes a 14, 16, 18, 20 e 24,
ditos saceos das mesnias caaemiras de co-
res a 9, 03,12 e a 14, ditoa pretos pe-
I lo diminuto prego de 8, 10, e 12jj, ditos
I de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
S ditoa de merino de cordo a 12j, ditos
de merino chines de apurado gosto a 15,
S ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pratos a 4, ditoa de palba de
I seda fazenda muilo auperior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 38500, 4
e a4500, ditos de fuslo branco a 4,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
fluasaigooo, 3, 3500 e a 4|, ditas de
brim brancos finas a 4500, 5f, 5500 a a
6, ditas de brim loni a 5 e a 6{, colletes
8 de gorguro preto o de corea a J e a 6|,
ditos de casemira de cor e pretoa a 41500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a3500,ditoa de brim lona a 4J,
S ditos de merino para luto a 4 o a 49500,
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5f,
capas de borracha a ,9. Para meninos
de todos os lamanhos : caigas de casemira
prefaedt u5{, C e a 7, ditas ditas
de brim a 2j, ., e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6f e a 7, ditoa
de cor a 6 e a 7f, ditos de alpaca a|3,
sobrecasacos de panao. preto a 12 a a
14, ditoa de alpaca preta a 5, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
jabados lisos a 8 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6f, ditos de
brim a 3, ditos de cambrairieamente
bordados para baptsados.e muitas outras
fazendas e roupas taitas que deizam de
ser mencionadas pela aua grandeqaanti-
dade ; s ssim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das do gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil meatre que
pela suapromptid e perfeigo nsdadel-
iaa deaejar.
*immmm m mmmmm*
Liquidaco.
Braga, Silva & C, em liquidago, convidam
M seus devedores a virem saldar seus dbitos
ditro de 30 dias, e participan) que medidas ter-
nnaates sarao empregalas contra os que nao
cnparecerem.
Urna barcada.
'ende-se ama bsrcaea do porte de 35 caixaa,
eiathada no estaleiro do mestre crpinteiro Ja-
elho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
te, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
ttdentee ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
latir cees Manee) Al ves Guerra, na ra de Tra-
ithe n, 14,
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandou vir, e acabam de chegar
squi (pela primeira vez] as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fal-
tas, sendo para alfaiates e coslureiras, e custa
cada papel 160 rs. A agulha assim boa anima
e adlaota a quem cose com ella, e em regra sao
mais barataa do que as outraa; quem aa com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
REMEDIO INCOMP&RAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nac6ti
poder testeraunhai as virtudes desteremedio
incomparaveleprovaremcaso necessaro,que,
pelo uso que dalle Gzeram tem seu corpos
merabrosintei rameo, te saos depois de harar em-
preado intilmente outrostratamentos. Cadi
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas pala I eitura dos peridicos^ quelh'ai
relatam iodos os dias ha muitos annos; o s
maior parto dallas sao tao sor prndenles qui
admiram os mdicos mais celebres. Quantai
pessoas recobraram cora este soberano remedie
o uso de seus bracos e pernas, depoia dedui
permanecido longo tempo nos hospitaes.o tei
deviam soSrer a amputago 1 Dallas ha imu
cas que'iavendo deixado esses, asylos depade-
timenlos, parase nao submeterem a essaopa-
ra$ao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seureco
nhecimentodeclararam estes resultados benefi-
eos diante do lord corregedor e outros magis-
trados,afimda mais autenticaren) sua a firmaliy
Ninguem desesperara do estado desaude st
vesse bastante confianza para encinar este re-
medio constan lera en le segu indo algum tempo c
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provarinconteatavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais partleu
lamiente nos seguintes casos.
Sortimento completo de sobrecasacos de pinno a 25, 28, 30 e 35, casacos multo bem
fai tas a 25f, 28$, 30f e 35f, paletots acaaacadoa de panno prelo de 16 at 25, ditos de caaemira
de cor a 1, 181 e 80J, palatota aaccoa de panno e caaemira de 8 al 14, ditoa saceos de alpaca
m erino e la de 4 at 6, sobre de alpaca o merino de 7 al 10, calcas pretas de caaemira da
8 at 141, ditoa de cor de 7 at lOf, roupas para menino de todoa os lamanhos, grande aorti-
mento de roupaa de brina como sejam caigas, paletots e colletas, sortimento de colletas pretoa ds
aelim, casemira velludo de 4 a 9|, ditoa para caaamento a 5 e 6, paletota brancoa de bra-
mante a 4 e 5/, calgaa brancas muito finaa a 6f, e um grande aortimento de fazendaa fina a e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezaa para homem, menino e aenhora, aeroulaa de
linho e algodo, chapeos de aoldeaeda, luvaa de seda de JoVin para homem e aenhor*. Te-
moa urna grande tabrtca de alfaiate onde recebemos encommendaa de grandea obras, que para
isso est sendo administrada por um hbil meatre de aemelhanle arle e um pessoa 1 de mais dt
etneoenta obreiros escolhidos, portanlo execulamos qualquer obra com promptido e mais barato
do que em outra qualquer casa.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quanlidade de fivellss
douradas e esmaltadaa para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conhecer nao oserem, estando no mesmo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 2J500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca o. 16.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tre portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado eatabelecimento en*
contrario oa fregueses o mais perfei to, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas aa qualidades.
SANTUARIOS que livaliaam com o jacareada.
BANHE1ROS de todos os tamanhoa.
SEMICUPlAs dem dem.
BALDES dem idea.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em csixas de todaa aa groaauras.
PRATOS imitando em perfeic&o a boa poreel-
lana.
CHALEIRA.S de todaa aa qualidades.
PANBLLA8 idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandrea para qual-
quer aortimento.
VIDROS em calzas e a retalho de todos os la-
mandando-ae manhos, botar dentro da cidsda,
em toda a parta.
Recebem-se encommendaa de qualquer natu-
reza, concertoa, que tudo ser desempeohado a
contento.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Noa armazena docea do Ramoa na. 18 e 36 e
na roa do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, ae
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente chegado a 14 a lata de cinco
galles, assim como ae vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgo e a retalho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azeveto & C., no aeu ea-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vende-se um carro (chamado da alfandegs)
para condueco de gneros dentro da cidade, por
prego commodo, a tratar na ra Nova. n. 33.
CoIlec?6es de estampas.
Acaba de chegar a roja da aguia branca urna
pequea quanlidade de collecgdea de finas e
grandes eslampas a fumo, representando elle* oa
martyrioa do Senhor em 14 quadros, os quaes
sao bem acertadoa para qualquer igreja ou mes-
mo cssa de quem teora gosto de as poaauir ;
chegou iguslmente outra pequea porgo das
procuradla estampas a morle do juslo e a morte
do peccador -. acham-ae a venda somente na roa
do Queimado loja da aguia branea n. 16.
Talhares para criancas.
A loja da aguia branca acaba de receber a sua
eocommeoda dos preciosos talhares para criancas
e os est vendendo a 320, 400 e 500 ra. confor-
me a auperioridade dellea: na ra do Queimado
loja da aguia branca o. 16.
uvas pretas de torcal
para meninas a 500
rs. o
par.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O tempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
ama das novas e bonitas cestinhas que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
* SYSTEIA MEDICO HODELLOWAY
Pl LULAS HOLLWOYA.
Este ineslimavel especifico, composto in teca-
mente de hervas medicinaes, nao conlm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Bei
nigno mais tenra infancia, e a compleigao mas-
delicada, igualmente prompto e seguro par;
desaneigar o mal na compleigao mais robustas
enteiramente innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
qu sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguirn)
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-sea des-
esperago; facam um competente ensaio das
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, o
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades;
Vende-se o melhor sslmo (Pront) inglez
que tem vindo ao mercado pelo fabrcame Tho
mas Koighl em latas del, 2 e 3 libras : em casa
de James Crablree & C, rus da Cruz n. 42.
Vende-se um excellente piano de meza
prnprio para aprender-so pelo baratissimo prego
de 60000 rs. na ra Augusta n. 90.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio
quasi defronte do quarlel, praprio para ediQcar-
ae urna casa, teodo 40 palmoa de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello aortimento de cascarrilhaa de aeda de
muitas e differentes eflres. e vende-se 1500
e 55500 ris a pega, na roa do Queimado loja
d'aguia branca n. 16;
Meias pretas de seda 1.000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para senboras, e padres 1000 o
par, por estarem priocipisodo a mofar, e estando
ellas colgadas nada se conhece, oa ra do Quei-
mado luja oVguia branca n. 16.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores..
Cortaduras
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
I n chaces.
nflammacao do Rgado.
Inflatnmagao dalbexig
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em- qualquei
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veas torcidas oa no-
das as pamas.
Vende-se' este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, tStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conten
urna instruegao em portuguez para explicar o
modo de fazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, en
rernambuco.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonels de velludo, e marroquim dourado, oa
quaes sao agora mui necesarios para os meni-
nos que vo para a escola e quem os quuer com-
prar mala baratos dirigir-sa ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber aua
encommenda daa verdadeiras peonas de ac
ioglezaa caligraphicas, dos bem conhecidoa e
acreditados fatricaatea Perry & C, e apesar da
fslta que havia flessas boas peonas, eoaa tudo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a caiifuba
dd urna groza, quanlidade essa que aa falalBca-
daa nao irazem. Para Hvrsr de engaos, as ca-
xlnhss vo mareadas com o rotulo que diz. Loja
'aguia branea ra do Queimado n. 16.
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
A reas ( mal de)
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
do.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no ligado.
Dilas venreas.
Enchaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Goda.
Hemorrhoidas,
Hyiropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflamraac5es.
Irregularidades de
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis,
Abstrucgo do ventre.
Phtysica ou consump-
gao pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheuraatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Leja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4j.
Duzia de meias crasa para homem a
15200 e o par a ISO ra., dilas brancaa
muito linas a 2J500 a duzia, lencos de
cassa com barra de cores a 110 ra. cada
um, ditoa brancos a 160 re., baldea de
SO e 30 arcos a 8f, lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, larlatana
branca e de corea muilo fina com vara
e meia de largura a 480 rs. o covado,
fil de lioho lisos 640 rs. a vara, pe-
es de cambraia liss tina a 39, casias
de corea para vestidos a 200 ra. o co-
vado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
covado,calcinbas para menina deeacola
a 1f o par, gravatinhaa de tranca a 160
ra., petos para camisa a 200 ra. cada
um duzia 29, pegas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
lanba de rolo a 2, chitaa francesas a
220 e S40 rs. o covado,
aberta dasG horas da manh
noite.
loja est
aaaa 9 da
meio
se-
cEBE
Febre intermitente.
r.Vendem-se estas pirulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sue venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetirmas a 800 rs., cada
urna dallas conlem urna insirucqao em portu-
guez para explicar o modo de se usir dealas p-
talas.
0 deposito g?aal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
namboco.
Esceneia de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com eseencia de ail
cousa excellente para engommado porque urna
Sota delta baatante para dar cor em uva hacia
gomraa tendo de mais a mais a preclosidade de
nao manchar a roupa como minias vezea acon-
tece cora o p de ail. Custa cada frasquinho
500 rs. : na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16. ,
Vende-se maearro. aletrla e talharim a
240 ra., arroz a 100 e 120 rs., caf muido puro
a 360 rs., erva mate a 240 rs., asMo branco a 200
ra., alplsta a 160 rs., aasnear branco a 100 e 120
ra. proprio para doce, gomma a 100 ra. a libra e
20560 i arroba : est torrando, Sanios & C. ra
do Cordoniz n. 1.
Vende-se farinha do reino a 100 ra. a libra e
sendo de urna arroba para cima ae far batimen-
to, raacarrao, aletria e talharim a 320 rs. a li-
bra, assim como mais gneros tudo esa coota: na
rus da Imperalriz a. 88 defronle da nutriz.
Riva
sem segu
ido.
ro a
:aspssa
Na ra do Queimado 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por prego que
admira, assim como sja:
Frascos de agua de lavanda muilo gran-
dea a
Sabonelea o melhor que pode hater a
Ditos graodes muito finos a
Frascos Com rheiros muito finos
Ditos ditos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com baoha muito superior
Ditos dita de urgo fioissima a
Frascos de oleu babosa com che
Ditos dito dito a
Ditos dito nito s
Ditos para lmpar a esbega e tirar
Ditos dito philocome do verdadero
Ditos com baoha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de macaca oleo a
Ditos de opiata pequeos s 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto e lavande am
Linhs branea do gaz a 10 rs.,
dous, e fina a
Dita de caito Pedro V, Com
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreteis de linha com 100 jardas a
Duzia de meias croas muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para enflora, mui-
to finas a j
Vara da blenda largura de 3 dedos a
Dita de ftsnja para loalhaa a:
Groza de botos de louga brvnccs a
Duzia de phosphoros do gza
Dita dedhosde vela muito su.-eriores a
Pegas de fita para coa de todas as lar-
guras a
Venda de eslUbeleci-
reada a
1 Ires por
I jardas a
ment).
800
320
160
500
19000
19000
240
600
210
320
500
720
900
900
400
500
100
500
800
500
20
60
20
30
29400
4J500
3J00O
120
80
120
240
240
320.
Oh que pechincha!
Vendem-se palitos lixados e foliadoa linos pa-
ra dentes, 2 massos com 40 massiohos por 400
rs. : na ra da Imperalriz, loja ds arara n. 56.
Vende-ae ou troca-se por bois duas vaccaa
boas : no sitio do Sr. Wanderley, na Capunga
Velha porto 'do Lassere.
Atteocao.
Um fado com pouco dinheiro, na ra
do Queimado n. 43,
Esquina do becco da Congregaqao.
Chapeos de seda pretos para homem, Pioeau,
ultimo costo de Europa, pelo baratissimo pre-
go de 9.
Caigas de casimira preta a 7, 7(500, 80 e 10$.
Ditas escuras, de cor, a 5$500, Ca, 6&500 e
7*500. ..
Paletots de casimira de cor, escuros, a 10$.
Calgaa de brim pardo de Itnho a 2$, 2$500, 3$ e
41000.
Ditas de'ganga escura a a 2$ e 2*400.
Ditas de fusto a 2$, 2$500 e 3.
Assim como outras qualioadea, paletots de pan-
no, alpaca, e outraa muitaa roupaa feitaa que
vista se venderlo por presos que admiran.
Oh! que pechincha!
45 Ra do Queimado 43
Esquina do becco da Congregago.
Cortes de laozioha para vestido, com 13 e
covado, a 3$.
Mantas de blond pretaa bordadas de veludo.
Grosdeoaplsa pretoa, e meias pretas para
nhora.
Chitas, cambraias, e outraa muitas fazeodas, que
oio possivel tudo aqui aa meociooar.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui boa qualidade, e ex-
cellente sortimento, e asesta vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como receben igualmente no-
vo aortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na rus
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo aortimento.
PEIXE
Duarte Companhla
receberam pelo ultimo vapor ss seguintes quali-
dades de peixe o mais bem arranjado que ae po-
dedesejar em latas lacradas hermticamente pe-
los pregos da 1*200 a 3g a lata :
Cbourigaa finas promptas.-
Pescada asssda e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Cavalla em azeite.
Guras assado.
Nulas de tigeladt.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Ltuguados fritos.
Ostros. ,
Atum marinado.
Tambem receberam pacoles de sal refinado a
240 rs. cada um e lats com feijo verde a 800
ra.: nos srmazeos Progressivo e Progressista no
largo do Caraoo n. 9 e ra das Cruzes o. 36.
Vendem-se (uvas pretas de torcal em bom es-
tado para meninas de diversos tamaohos a 500
rs. o par: na ra do Queimado loja da aguia
branca o. 16.
Agua de lavander e pomada.
Vende-ae superior agua de lavander inglesa
pelo baratiaaimo prego de 500 e 640 rs. cada fras-
co, pomada muitissimo fina em paos grandes a
500 e a 19, vende-ae por to barato prego pela
grande quanlidade qoe ha: na ra do Queimado
na loja de miudezaa da boa fama o. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedoa de largura fazenda muito auperior
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal prego pela razio de es-
tarem muito pouca couaa encaldidos, tambem se
vendem pagas de rendes lisas perfeitamente boaa
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 1, ditas
eom^alpicoa muito bonilaa e diversas larguras a
19200, l600 e 29 a pega, ditas de aeda a 2 ca-
da urna pega : na roa do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezaa da boa fama n. 35.
LinhdS de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitisaimo eatado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-ae na ra do Queimado toja de miude-
as da bos fama n. 35.
Meias pretas de seda.
Vende-ae meias de seda pretas para senbora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
de 19 o par: na ra do Queimado na bem co-
nhecidalojada boa fama n.35.
Aos fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e aebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo aortimento daquelle
gneros, que se vendempor pregos razoareis.
Barato assim barato de mais
Sakonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quanlidade de saboneles finos para barbas, oa
quaes corjvm a lodos compra-Ios mesmo psra
mos, avista do diminuto prego de 3# porquanto
ae est vendendo a duzia. Para aatiafszer-ae aos
bons fregueses se vender tambem em menores
porgos, porm quem maia comprar maia lucrar,
porque assim barato nao aera fcil tomar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
oraes.
Em massinhos a 500 n. cada um.
Em fios a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a -25500 cada urna.
Vendem-ae muito bona coraes, em massinhos,
fios e voltaa de 3 fios, peloa baratissimos pregos
cima: na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
singas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeilo se pode dar em taes
objectos, e aa est vendendo a 1 j500 cada urna,
tanto para aenboraa como para meninas, e pela
novidade do gosto e apuro da moda nao tardaro
em ae acibaras que ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Escra\os fgidos.
No dia 11 do correle assentou-se ds casa
de seu senhor o escravo Antonio, de nago An-
gola, velho, meio corcovado e ps fichado?, le-
vou paletotde urna fazenda mesclada clara e cai-
ga branca : quem o aprehender leve-o a ra das
Cruzes o. 41, loja.
Fugio
M. A. Caja vende aeu esbeledimento da ra
Nova 0. 18, a putos (avoraveis, para pagamento
de aeua credore, sendo dita venda de accordo
cem es mesmos : a tratar oa mearas loja o. 18.
Vende-ae um terree* em Santo Amaro,
auto ao hospital ingles, com! 700 palmos da fren -
e, em muito bom estado, la tratar na ra do
Trapiche n. 44, rmateas de Braga Son &C.
de fazendas
DE
Santos Coelho
Una do Que\mal n. 19.
Lengoes de bramante de linho a 3}.
Gobertsa de chita Qnas a 2;.
.flitaa a prego de 1*800.
Tambraias pretsa mnito Bnss.
Colchas de fusto muito lindas a 6.
Esteiraa da India de 4, 5 e 6 palmos de largo
proprias para forro de cama e salas.
Lengoes de panno de linho Uno a 2J.
Algodo moostro a prego de 600 ra. a vara.
Toalhaa de linho para mesa a 4J.
Ditas de fusto para mos, cada urna 500 rs.
Baldes para meninas.
Gaiolas.
Lindas gaiolas de rame, proprias psra passa-
rinhos de eslimago ; vende-se na ra do Quei-
mado n. 53.
Mobilia.
Na ra da Camboa do Ca roo loja .
12, tende-ie toda a qualidade de aobi-
la tantp ao gosto moderno como anta
ga, phantbasia etc. por preco mais
commodo do que era outra qualquer
parte, faa-ie toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
do poder do abaizo assignado o escravo africano
Manoel, que foi propriedade dea herdeiros de
Francisco Augusto da Costa Guisjafres, a um dos
quaes se eornprou. Ausenlou-se sem motivos e
sem ser castigado. E' robusto, maior de 40 an-
nos, anda ganhando, tem olbos grandea e aver-
melhados, e costums embriagar-se. F.' muilo co-
nhecido em Santo Amaro, aonde at presume-se
que esteja acoilado, e desde j se protesta contra
quem o oceultou. l.evou vestido caiga de brim do
edr, camisa de chita e booet de la : quem o
trouxer ra da Cruz n. 33, armazem, aera ge-
nerosamente recompensado.
Domingos Rodrigues de Andrade.
Ausentou-se da caaa do abaizo assignado
no asbbado 8 do crreme, o seu escravo de nomo
Fernando, edr cabra fula, altura regular e corpo
i reforgado, seodo o dito escravo canoeiro da fa-
I brica do onteiro, consta que as vezes anda no
Campo Verde onde tem conhecimentos, tendo
por costume tocar rabeca e viola : roga-se por-
tanlo as autoridades policiaes e capitea decam-
po a sua aprehengn.levando-o a ra do Apollo
n. 6, deposito da fabrica do Monteiro.
Jos Guilherme Guimares.
Fugio no dia 10 do correle de bordo do
patacho cCapuama, o escravo crioulo marinhei-
ro de nomo Antonio, idade 19 annos pouco maia
ou menos, altura regular, rosto comprldo e com
slguns signaes de beiigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac eaeriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C. rna da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que aera
generosamente recompensado.
Fugio do engenho Santos Msndes, na co-
marca de Nazarelh, de Lsorentioo Gomes da Cn-
nha Pereira Beliro, em 18 de fevereiro do anno
de 1861, um escravo de nome Antonio, de idade
de 30 annos, pouco mais ou menos, pouca barba,
cor nao mnito preta, corpo e altura regulares,
rollo comprido, ps um pouco apatheladoa e
grossos, tem falla de unhas em alguna dedos por
causa de bichos que leve, olhos pequeos e re-
galados, csrreiro, e entende do offlcio de ca-
noeiro, um pouco regrlsta, da Angola, porm
muilo ladino; foi escravo do finado Antonio da
Cruz, qoe morou em Maris Farieha, assim como
tem estado em diversas praias, por isso lalvez to-
me esses lojrares. Bogase s aotoridadea poli-
ciaca e capitea de campo a apprehensiodo mes-
mo e leva-lo ao referido engenho. ou no Recife
na praga do Comanercio aoa Srs. Manoel Ignacio
de Oliveira 4 Filtao, que recebero 200S de gra-
tificago.
Gratifica cao.
Escravo fgido
Anda fngido ha 6 dias o muale Marcelina, es-
cravo do A. Q. doa Santoa, leca deM a sH asaos
de idade, eof clara e cabellos corridos, roes* re-
dondo, pouca oa quasi neohaaaa batea, corpo
reforgado, pea grandes; Um al vtsso eaa dif-
ferentes rusa desta cidade : ouena c pegar elevar
ra do Imperador 7*. cacriaaerso, o mes-
ma rea n. 41, junto a loja de louoa vidrads, tari
recompensado.
1 sYIl I TU



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DIARIO DE PERNAMBUCO. SABIA DO 15 DE MARGO DE I86,
LitteraUra.
RELIGIiO.
A Messiada .
CANTO I.
Alma immortal I caota o Deus que faz hornera,
iara redeociar 01 fllhoa de Adao Canta o Mes
siat. que para iniciar de no?menle a especie hu
mana no culto do mor divino, bebeugole gole
lodot os soffrimentos e horrores da morle 1 Em
balde aatanaz ae levanta, contra, o Fltho do Eter-
no ; a eterna vontade se cumpre; a grande obra
da redempcao consummada I
Oh arcano sublime da misericordia divina 1
Ouaar celebrar-te a poesia ? Na (uliginosa dis-
tancia em que a prendes, (reme de terror e de
eaperaoca I Santiflca-a, Espirito creador; volve-
lhe teu rlhar chamejante, que aonda as prolun-
dezas da difindade ; e, aem embargo de fueD/
Toltorio terrestre, faze do homem um templo dig-
no de ti. E quando a poesa, que e tambera nltta
do cu, achar-se guarnecida de tua torca, aior-
moeoada cora tua belleza, oh I nene momento ra-
za que ella ae transfunda sobre mim- sobre mira,
misero poela|delcoracao purol Eminhjioi.poto
que trmula voz de um mortal, cantar o homem
Deus; eolrarei na arena com pasaos mal seSuro*'
maa austenladoa pela doce esperan$a de altngir
o auspirado fim. ...*.
MorUes, nobililados pelo spro de mageslade
que paasou por sobre a humana especie, la quan-
do seu Creador ae immolou para salva-la ; almas
piedosas. que comprehendeia a persomcaQao do
principio do amor, e da caridade, esculae-me; e
celebre o Filho do Eterno a pureza de vossa
Que vertigem funesta acaba de ferir Jeruaalem ?
A cidade aanta, a enliga nutriz dos Palriarchas,
a aotiga cidade das glorias sobrehumanas, vae
rremessar para looge de si a cora de eleicao ;
o, dentro em breve, nao sera mais que um al-
tar iaaangueutado, onde maos assasaioas eiecuta-
rao s escriflcio de ama victima innocente I
Nao looge doa muros de Jerusalem, Jess se
separa de urna roultido do povo, que prealaodo-
lhe embora todas aa honras, provaque o nao aabe
comprehender. Esses homeos, cegos pelo pecca-
do, juocaram o camioho de ramos e palmas, e
aecolheramoChrislocomacclamaQeatnumpnaes.
Velou-se o cu de nuvens; e das entrsnhas des-
eas nuvens, urna voz mysleriosa disse ***** '
Olha ; eis-ahi aquelle quem tenho glorifica-
do, e quem de novo glorificare!. (Evang. de b.
Joio, cap. 12, v. 28.) .
Eo povo da Juda nada viu ; nada enlendeu l
Nao reconheceu no Messias a mais alta emanado
da diviadade ; julgou reoder-lhe todis as "vi-
das- homenagens, proclamando-o seu rei I Mis
elle, triste e pensativo, dirige os passos para as
mootanhas que seestendem a sta de Jerusalem.
Ali rectifica ao Eterno Pae a promesas de consum-
msr a obra expiatoria da redempcao.
Mais de urna vez j essas montanhas o lioham
aceolhido em seus visos elevados. Em seus re-
cseos vinha elle pastar das e noutes inleiras,
em piedosas medita(es, repouaando assim das
immeasas agooias, que o frgil involucro mortal
jz experimentar alma, que captiva, aioda mes-
mo que easa alma seja um Deus.
O crepsculo envolve as collinas circumvisi-
nhas : Jess encamioha-ae para o monte das ol -
veiras ; Joio Evangelista o segu; mas pira jun-
to dos tmulos. Ali o piadoso discpulo vae con-
sagrar a noute oracao ; prohibe-lhe aeu meslre
que o acompanhe mais longe.
Solitario, e revolveodo o abysmo da eteroidade
com toda a forca do peosamenlo divino, o Mea-
sias vae para a exlremidade do monte. Aureola
celeste, reflexo do sacrificio que deve consummar,
cinje-lhe a fronte. Altas palmeiras lhe fran-
queiam aabmissas a sombra de seus ramos; um
vento myiterioso, precursor da approximacao do
EUroo, lhe eocrespa os esbeltos.
Gabriel, o anjo trra enviado para servir ao
Filho de Deus, durante seu exilio, conserva-se
em p entre dous magestosos cedros. Souhaya a
ineffavel felicidade, que ia lomar so a pariilha
dos homeos, quando viu o Filho do Homem eo-
caminbar-ae lentamente para elle. O seraphim sa-
be que o momento terrlvel e solemne do re-gate
nao eslava longe : este peosamento inuuuda-lhe
o espirito de urna aalisfacc,o Iravada de tris-
tezs.
Meu Divino Seohor 1 diz elle em voz bai-
' xa leu corpo exhausto oooecessita de repou-
so t V : para cobrir tua immorlal cabida, o ce-
dro te esteode sua ramagem verdejante ; para
accolher leus lassos membros, o balsamo curva
usa aasetinadas bastes. Ao aop do monte, na
fondas dos rochedos, onde dormem os morios,
cresce urna mimosa e profunda relva : Queros tu
que teu servo te prepare um leilo ? Filho do
Eterno i A fadiga, a ddr eslao impressas em tuas
divinas faces. Ob I quanto soffres na Ierra por
amor doa Olhos de Adao 1 a
O Messias responde com um olbsr, que encerrt
todss as beogos do cu, e penosamente sobe o
extremo pendor do rochedo, o mais prximo das
nuvens, o mala prximo de Deusl Proslra-se,
ora, falla seu Pae. Ao som da voz de Jess, a
trra estremece de esperance. Ji nao a voz po-
derosa, e terrivel do analhema, que lhe desee das
regides celestes; o doce acento do Salvador,
que pede perdi para ella ; que lhe reatitue urna
partcula do fulgor com que brilhava, antes de
ser manchada pelo peccado do primeiro homem.
O peosamento do Messias sonda as profuodezas
do infinito ; e estas palavraa por Qm rompem dos
labios morlaea de um Deus:
a Avislnhsm-se, meu Pae, os das de urna
eterna e santa allianca :oadiaa da consumma-
cio de ama grande obra, empraaada desden tos-
anle em que, de sccordo com teu Filho, once-
beste a creecio; em que, no silencio da eterui-
dade, nossos olhos devassando os lempos e o fu-
turo, viam homeos que aioda eram, horaena dea -
tioados i immortalidade, mas tornados presa do
peccado, e da morte !... Eu via suas desgraess,
aeus soffrimentos ; e tu. meu Pae, viaa minhss
lagrimas 1 E promtnetteste iocaroar, segunda
vez do homem decebido, a iroagem de tua divin-
dade I Tu o sabes, 6 meu Pae 1 os cus o sabem
tambem : quantas vezes, desde aquelle instante,
tenho suspirados pelo meu abatimenlo 1 Julgo-
me feliz hoja, depoia de trinta e trea aoooa que
aou homem I Myiiadae de justos estao em toroo
a mim ; maa ao geoero humano que importa
salvar. Espero teus decretos. Escrevsm-me em-
bora na lista dos mortos; redaza m-me i cintas;
tudo supportarei com reapeito, casa submissio.
Neohum ente creado poderi compreheoder, nt-m
tua clemencia, nem tua colera : a Deua pode
conciliar Deus 1 Apresss-te, 6 juiz do univer-
so I ainda podem recooduzir-roe em Irium-
pho. Offereco-me aegunda vez I Minha froote
abatida ae levanta para a la ; minha mo toca
as nuvens ; eu o juro por mim mesmo, que Deus
son como tu : quero resgatar oa peccados do
mundo I >
A voz do Eteroo responde ; ella nao iotelli-
givel senio para o Messias :
c Esteodo minhs cabera sobre o universo, meu
braco sobre o infinito. Tenho jurado, meu Filho,
eu que sou o Eterno, que os peccados do mundo
sero remidos 1
Diz, e esla-se.
Um doce eslremecimeoto agita a nalureza ;
xtasi ssneto traapasss todos os habitadores do
cu ; a tempestado ronca no aeio doa infernos.
Jess se conserva em p em prsenos do Eter-
no, que j nao para elle ae nao um juiz terri-
vel ; comecam aa agooiaa da redempcao ; por
quanto, o preaentimento, em tocaodo lo de por-
to a realidtde, com ella ae confunde.
Lhlopstolk.
(Trsd. de P. de C.)
As tres irmas.
(Cootionacio. )
V buscar minha tiln Ibradou o nego-
cianteV buscar a minha desgranada Olba !
Nao pode continuar. Diasereis que o corarlo
lhe aubira com oa brados, e lhe abafra na gar-
ganta aa vosea. Depois, cahin prostrsdo na ca-
deira, d'onde o Uvaram em bracos para a cama.
O advogado foi d'aliao palacete de sua cuoha-
da. Procurou Duarte Pereira, e foi recebido com
geato enfadado.
A minha missio gravedisse Fonseca.
Ouvirei. Presumo o que aeja. J medis-
seram que o Sr. doutor fallir em me tirar o go-
veroo da mioha casa.
Fallei.
E' a isso que vem ?
Nio. seohor.
Quers explicar-se.
Veoho dzer a V. S. que sua mulher est
thysica.
Vejo que sabe mais do que vae em mioha
casa do que eu !
Eu nao sei o que vae em saa casa ; sei por
ioformaco do medico Salamanca que sus senho-
ra est thysica.
O medico Salamanca nip vem a minha casa.
Um criado de V. S. condoeu-se de sua ama,
e cbamou o medico.
Pola bem : Oco informado. Darei as provi-
dencias para que continuem os medicamenloa.
Sua seohora regeita os medicamentos, e
cuida em deixar-se morrer.
Se ella fizer tal loacura, nao recahir sobre
mim a responssbilidade.
Nem Ib'a eu imputo, Sr. Duarte. Agora, a
mioha miaso, alngela e breve, para nao perder-
moa lempo. Coovem que a Sra. D. Eulalia v
psssar algum lempo a casa de aeus paes.
Isso importa a mioha licenca.
E' o que eu veoho sol licita r.
Neg-a, porque nao julgo necessaria a mu-
dana. Os ares da ra dos Ioglezei nao sao mais
sadios que os desta casa.
Con veoho ; mas nao se trata dos climas, Sr.
Duarte. Sem embargo da sus negativa, a Sra.
D. Eulalia ha-de ir, quereodo ella ir, para caaa
de aeus paes. Se me impozer a violeocia da for-
mal negacio, d'aqui lhe digo que o vou encona -
modar judicialmente.
E minha mulher quer ir'?iise Duarte,
depois de alguns passeios meditativos na sala.
E' o fecho da mioha missio. Queira man-
da-la chamar.
Eotrou Eulalia.
Jos da Foosecs nao a vira de alguns rnezes an-
tes, Empsllideceu ao cumprimenti-la. Raros
vestigios vira da formosura dos quioze annos. E
tinha apenaa dezoito I
Seas paesdisse Fonsecadesejam-na em
sua companbia algum lempo. Quer ir, mana ?
Vou.
K, se a minha vontade quizer que nao vas?
disse Dusrte.
Nio rei.
Mas sua vontade ir?replicou o advo-
gado.
Eu j nio tenho vontades; apenas sinto o
desejo de morrer entre a mioha familia.
E' um desejo sagrado. O Sr. Dusrte con-
lesla-o ?
Nao, seohor, respeito-o, posto que nio
creio minha mulher no estado em que a julgam.
Coosinto que v estar com sua familia, e, quan-
do ae reslabeleca, soltar a sua casa.
FOI.HETIM
O PAIZ DO MEDO O
POR
A. DE GONDRECOURT.
(Costurnes dos nmades.)
SEGUNDA PARTE.
IV
( Continascio.}
Como diasemosDebbah era um escravo me-
kalib. Um dia em que Gbrellab o quiz recom-
pensar por haver desempeohido urna expedicio
importante, fallou-lhe uestes termos:
Ha doze annos que me serves com reapeito,
zelo, deatioefo e valeotia. Quando te compreino
mercado de R'at estsvss n e morrendo i fome ;
nioguem te qaeria com medo da tua origem, e
recelando que em ti ae deapertaasem um dia os
ferozes e carnvoros appetiles de leus paes. Eu,
porrn, affronte esse prejuizo, chamei-te para
junto de mioha peaaoa; cresceste minhs som-
bra, e como umerente fiel tens lido psra co-
ntigo a piedade que um filho tem para com sen
pse: emfim s s terrivel contra os meus inimi-
gos. Tea pae e tua mi veoderam-te trafican-
tes judeus, tajvez que por urna ceata de lama-
ras....
Nio, ioterrompeu Debbah, meus paes nio
me veoderam, roubaram-me cavalleiros estra-
nhoi. Minha mi me quera muito, aealeota-
va-me em aeos joelhos .. O que lera sido della,
ae nio morreu de deaeapero I Oh I Eu nunca o bei
de eaquecer I...
Entretanto, replicn Ghrellab, cerlo que
elles nio vieram em teu soccorro, e que eu s te-
nho sido a toa familia.
Debbah tambem nio pode eaquecer que
filho de Sidi-Ghrellab, que fez delle. um homem,
e deSi-Manaour, que delle fez um rauaulmano
E' lempo de recompensar os teas servigos,
cootiouoa Gbrellab. Quero que sejas livre me-
diante um rescate. De hoje avante s um me-
ialft.
Debbah aoltou um grito rouco e selvagem, po-
derosa exprsalo da felicidade que o traosports-
va. A liberdade.em que nanea ousra pausar,
brilhava com deauaado reflexo aoa seas olhos des-
lumhrados.
Que somma Oxaa 16, seohor ? perguotoo el-
le com a voz tremola de commoc,io
Vales muito dioheiro, mea filbo : mes bem
conheces a mioha geoeroaidade.
Sim ; tenho-a mnitaa vezes admirado.
Pota bem o mekatib ser definitivamente li-
vre, quando me hoaver desembarazado do mea
maior ioimigo.
Os olhos de Debbah se iojectaram de ssague, o
Se tiver casa onde voltardisse Jos da
Fonseca.
Que quer isso dlzer ? I acadlu Duarte.
Que o credor do reatante dos seus bens fez ho-
je despachar o requerimeoto para executa-lo.
Assevera-m'o ?disse com airebalamanto o
infeliz.
Com a minha honra.
E corso pojso eu suslar a execaco?
Sualando o executate. .
Duarte aahiu de impeto.
Vamos, minhs irmfta'disse o advogado.
Tem urna cadeirinha para transportar-se. Que
lagrimas sio essaa?
Adivinbo que nio torno a ver meu marido.
Mas vae ver seu pae. Seu marido eslava
morto para ai; e seu pae brevemente o estar
para a aua familia. Vamos ver se lhe dsmos al-
guma luz de alegra antes da eterna luz dos jus-
tos.
Ergueu-se grande grita de choro, quando Eu-
lalia aasomou so patamar da primelra escada em
que a mi e irmia a estavsm espersndo.
Sabia a doente nos bracos dellas ao segundo
andar, onde eslava o pae de cama. Esperava-a
o velho, sentado oo leilo. Viu-lhe o vulto, cer-
rn as pslpebras psra sproximsr os rstos de luz,
e reconheceu-s. Eslendeu-lhe a mi, tirou-a
para o aeio, abracou-a em coovulses, e disse :
Vens morta. Iremoa juntos.
Eulalia abafava de aolucoa.
Fez-se um silencio sepulcral na respiragao de
todos.
N'aquelle conlemplarem-se, pse e filhs, dia-
sereis que se estafara um a oulro fallando no
royalerioso modo como a morte desalava aa al-
mas das grsmalheiras do soffiimeoto.
Vae repousar, filhadiaae o negbcianle.
Recolhe-te a loa anliga cama. Nio adeaampa-
reis;continuou voltado para a esposa de Jero-
nymasalvae easa vida que principia se puder-
des. Eu ci estou no meu occidente, esperando
a minha mortalba de trevas. Meu Foosecs, mea
bora filho, cuide em dar mdicos a aua irmia.
Vieram os mdicos. Ioquiriram miadameote
os anteriorea padecimentoa da enferma, e exami-
naran) os symptomas. Concertaram-aen'um pa-
recer que promedia a restaurado da aaude, se
aa causaa moraes, que a levaran ao p da sepul-
tura, cesssssem. Houve grande jubilo em todos,
logo transformado em lastimas e prantos.
Virara os mdicos o negociante, e disieram ao
advogado que Eulalia, por muito cedo que mor-
rease, veria primeiro morrer aeu pae. Joa da
Foosecs disse a sua sogra que a doenga do mari-
do requera muitos cuidado; dis^e-lh'o, cho-
rando, sem reflectir no alcance de tal aviso: d'a-
hi, um andado carpir, cuja causa o velho adivi-
nhou, porque tinha ouvido o parecer dos mdi-
cos acerca de Eulalia.
Sorriu-ae o jualo, echamou a ai todos os seus.
Fallemos em quanto tempodase elle
com retardadas vozes, mas serenasSe Dsus
cosso Seohor me chamara cootas,,sabe! que eu
oio devo nsda, e Jeronyma sabe o que devem
ooasa casa. A ti, Jeronyma, eocarrego eu de
continuar a obra de teu pae e a tua. Trabalhaa-
te para mim a para tolos oa teus : prosegue ns
tua virtuosa tarefa, que eu vou pedir a Deus que
te ajude a vence-la. Se, morle de tua mi,
tireres que repartir, reparte por tuas irmiaa, e
as duas que olhem sempre por aquella desgraga-
dinhs, que felizmente me nio escuta. Fonseca,
en sei que deixo em si um filho de minha santa
mulher. A sua viriude como os poucos peixes
e pies do divino mestre : chega a todos...Nio
choris, que eu nio vejo sinda a morle. Disse-
vos islo agora, e com tempo, por causa de aer
lio locera para mim como para vosa vids. Fal-
laremos ainda muito, e depois, na eteroidade, li
iris ler commigo, hoje um, manhia outro, por
Qm todos. Se Eulalia poder levaotar-se, haves
de Irazer-m'a, que quero vdr bem os estragos,
que a desgrana fez n'aquelle rosto angelici. Que-
ro dizer-lhe que ae julgue assim maia formosa,
mais nsmorada dos aojos...Falta o legado uoico
que ainda posso fazer. Meu filho, meu querido
Foosecs, doixo lhe os meus livros. Esli porl
amootoados n'um desvio das lojss. O seohor
oio precisa de saber como se fortalece a alma ;
mas l ver de seu vagar como en aprend a pen-
sar... pensar que se aprendo mala n'um bom co-
racio que noa melhorea livros. Nio cuidei roait
nos livros, quaodo folhsei o corago ignorsnle e
ingenuo desta minha companheira de viole e dous
annos: Marianna, que tres anjos tu creaste para
me fazerem a morte suave, como o fim d'um dia
de canceirasao operario cuidadoso do seu deverl
Prebenchesle a tua augusta missio,. mioha espo-
ss...Podes descancar d'aqui a poucona meu lado,
que jao.aU a caridade lera de lemiar por ti aoa
maldizentea o perdone ao mortos do Evanglho.
Callou se de prostrado e j afilicto o velho. Eu-
lalia, veio ao p do leilo ; mas ignorara o estado
de seu pae. Por preceito dos mdicos Ih'o li-
oham oceultado. Suspeitou-o o enfermo, e oio
proferlu palavra que a compungisae. A familia
cobrou esperanzas da mudenca de linguagem,
cuidando que o espirito se lhe ia deaaonuviando
das sombras da morte.
Progredia no entanlo, a doerjQa. A medicina
j aprazava o termo. O enfermo pediu oa sacra-
mentos, e recommeodou que se abslivessem de
apparato, no mioisterio delle, para nao aterrar
Eulalia, que, por ardil dos mdicos, estava pro-
hibida de erguer-se
Morrem os justos como cae a flor seces da gri-
ualda da virgem aobre o aupedaneo. E' um bre-
ve e aurdo rumor No alar-ae a alma a Deus
que o cu se abre em cantares ; e os virtuosos,
que a aeguem com santa inveja, esses ousariam
dizer como foi aquelle trespasse. Do santo dos
santos dizia o Evangelista : inclnou a fronte,
e expirou. Os que se finan na graga do Calva-
rio, os que tomaram da cruz redemptora, e ss-
gairsm Jess, al ouvrem voz do cea, quo os
mandou parar, esses, ao expedlrem o ultimo to-
mo do ar doa vivos, inclioam a fronte ao aeio da
eaposa amada, e expiram.
Assim morrera Joaquina Lalit
III
Ultima prancha.
Conseguiu Daarle, mediante o patrocinio de
raros amigos leaes desgrs;a, suspender a co-
mecada execucio, com promesas* de embobar o
credor em prazo fizo.
Os hsveres de Duarte, como se disse, valeriam
o dcimo da naranja paterna. Tres annos in-
completos bastsram ao desbarate de propriedades
superiores ao valor de cento e cincoeola mil cru-
zados, o fuaes, ha ciocoenta annos, constitaism
o que hoje se diz em mu portugaez: urna grao-
de fortunafortuna que nunca liveram oa que
muito ae dio a esmirilhar Imperfejqoss da lin-
fua, porque roubam o tempo a qecupaeoee maia
ucrativas e uleis |humanidade.
Conseguida a auspeosio, fez Duarte saber aoa
seas numerosos smigos que resolver retirar-ae
para a saa casa campestre, e vender s mobilia a
utensilios da casa alugada no Porto. Este pro-
ceder foi muito louvado, como proposito de rege-
nrelo pela economia, e reforma de costuroes.
Al o proprio credor tirou di ida para a aldeia
coojecluraa favoraveia ao aeu embolso.
Despejado o palacete, foi Duarte psra a sua
quinta de Grj.
Algumas vezes veio ao Porto visitar Eulalia,
protestan lo mudar de vida, e cuidar na conser-
vadlo de urna parle da cass, cojo producto che-
garia para o tracto com muits decencia fra daa
grandes e ruioosas povoaedea.
Para lio aaudaveia e louvaveik intentos, diss*
elle que precisava de ampia procurado de sua
mulher. Eulalia, sem ouvir um instante a sus
razio, assignou qaantos escriptos o marido lhe
offereceu. Dizia-lhe depois Jos ds Foosecs a
ella que assignssse ludo, j por que nio era eum
plice em qualquer contrato ignominioso, ji por-
que de lodos os modos estava perdida a casa.
Algum estratagema eogeuhoso andava ideando
o degenerado neto doa coodea da Feira 1 Andava
forca, quo
Eula
eoracio o pensara. J vigorosa da
dio a desgrana e a experiencia, dizia "Eulalia
que a poslcao brilhante de sea marido era razio
de maia para ella se julgar dobradameote feliz
na aua pobreza.
Pedro, eom Eulalia por mediaoelra, aondou de
novo o animo do Jeronyma. Agora era j a mi,
e irmaas, e eunhsdo a conspirsrem em favor do
maocebo rico e estimado por suas virtudes e
constaocia. Jerooyma. assediada por todos, en-
contrsda em quaotaa razdes fundava a indispo -
sicio psrs o casamento, aalvou-ae, quando jogou
as armas fortissimss da fraqueza : venceu cho
rando. Ao verom-lhe as lagrimas, deixsram-a
Pedro, porm, espersva ainda.
riedee ao myslerioio da filha. Mal soube ella
a intelligencla dos dous namoradoa, corlou
."." *' liB "?"*lheJellae, e visitas ao jarisconsalto. Es-
iv-ej." p"t0* e ioteuces. Assamiu a
ti... prudencia, e moatrou que se apare-
lbaa para a lacla.
d.m?,,e' C0-,ci0 de 1ue Uim materna da
nimi". qua a iodepeodeocia, den os
dalmenu P"a P"',eo,i' casamento jodi-
i. Apenas o negociante ar-jou o ioten-
ao
mi-
.._> em
homem suspeito-
! P7,,0| a iracoMTto."escVe^u
Ko.mVuc^,,rex,,?eoC?i.,ed'udraDUnC'Dd0-
Nio vi esq;uecer-DOs Duarte Pereirs Forjsz. -* Mt9 ,""l0r ,0 rei
grande do remo, e procero na corte do rsi
g'Sabida em Portugal a fortuna do aventareiro. I JJ22 T.\ !j^H*HKf
maquinaram-lhe qsinimigos a perda, ajudada al Frizou-lhe
urdir por diatioctoa personagens do Porto, que
haviam hypothecado a sua honra em abono da
riat n IM,flor rei. i religiio, e patria,
rjai Davao oome. os signses, ., oceupacoes. r'-
* sidencia do supposlo criminoso ; e por outro la^
cerlamente ; mas de engeohoso s lioha a aim-
plicidade. Tratou acauleladamente da venda doa
bens, j bypothecsdos. A bos f do comprsdor
absteve-se de indagar de anteriorea contrato*.
Lavraram-ae as escripturs em lAvelro, que era
d'ahi perto o comprador. Receben Duarte alguos
mil cruzsdos, e ibandooou a cass de seu pse
onde j nio lioba ama taboa. Foi dar a Lisboa,
e d'ahi embarcou para o Rio de Janeiro, onde
entio estava a corte.
Eulalia aoubera do deaapparecimenlo do aeu
marido, quaodo Jos da Fonseca deu nolicia do
pleito em que aodavam os dous preteodentes aos
bens duas vezes vendidos. Eolio comprehen-
deu a infeliz senhora a baixeza a que o viaio ar-
rastara Uuarte, reconheceu a desvalia em que a
elle tinha nas tracas da sua mi vida ; padeceu as
dores do ultimo desengaoo; quiz, porm, a Pro-
videncia, ou a nalureza aempre rasoavel, que
essaa dores nem fossem grandes nem duradou-
raa.
Nio se illudiram os mdicos. As melhorss,
depois dealgumas pssssgelras recahidas, vieram
continuadas e esperanzosa? de completa coova-
lescenca. O salvarem a Qlha e a irmia, foi para
Marianos e Jerooima dvenio de angustia, mas
nio de saudade do esposa e pae. Mara vinha a
miudo, cora o seu filho de um anno, a ver ae
a criancinha, aquelle polio da vida a abrir, con-
seguira espairecer a av daa saudades de outra
existencia quebrada, como arvore bemdita, que
primeiro fructeou ni sua razio, e completou o
aeu destino.
Jerooyma cumpria os maodameutos de seu
pae ; era o amparo de todos. Nioguem curava
saber doa negocioa da casa : ella a puoha e dia-
punha, recordando se sempre, nos casos emba-
razosos, dos expedientes que Joaquim Luiz u-
sava.
Seis mezes linhem decorrido depois da ida de
Duarte para o Brasil, quaodo voltou de l a-
quelle mancebo de pertinaz eoracio, que amara,
e tres vezes pedir Jeronyma para esposs.
A ida d'elle ao Rio fdra um pretexto para es-
quec-la : baldados recursos do juizo, quando
est no coragao a emenda, Foi, demorou-se,
sperou ss casuaes impressdea que sbitamente
desfigurara as visos da alma : tudo ioulil, que
a ausencia refioava o amor ao fogo di saudade.
Voltou, quando do Porto lhe disseram que
morrera Joaquim Luiz, e morrra pobre. Ajui-
zou elle vulgarmeote de Jeronyma, cuidando qu*
a orphandado lhe abrandaria a ndole, acoose-
Ihando-a a segurar pelo cassmeoto a subsisten-
cia de aua mi, e o aeu futuro.
' Andava Pedro em arranjos de viagem, quaodo
encoolrou no Rio de Jaoeiro o marido de Eula-
lia. Da modo o vira que nio ousra aproximar-
se d'elle. Passesva entre os principaes magnatos
da corte, e osteDtava ares de grande valimeoto.
Averiguoa quem fosse aquelle cavalheiro, re-
celando ter-ae engaado. Disseram-lheque era
um porluguez de alto nascmento, era quem o
Sr. D. Joio VI revalidara a nobreza deseusavs,
iolitulando-o graode do reino. Claro pois,
que a ultima prancha levara Huirle a porto de
humaoissima hospilatidade. Se as auras da ven-
tura conlinuarem a bafeja-lo assim, nio ser
de todo immoral dizer que a viriude nem sem-
pre imn para atlrahir oa prazares, as honras,
e a reverencia publica. Veremos ae de accei-
tar a mazima.
Veio Pedro para o Porto cora esta novas, e
foi em pessua coola-las a Eulalia. A esposa a-
bandonada folgou com ellas, com quanto reoun-
ciasse ao que poderia tocar-lhe da felicidade de
seu marido; Mais que elle feliz en ella, em seq
(*) Vide o Diario n. 60.
rosto decooposto tornou-se medonho, e os den-
les raogeram como oa de um tigre eafaimado.
Onde ae occaita o teu ioimigo? perguntou
elle.
Anda o procuro.
O aeu nome ?
Nio sei.
E' elle um homem?
Talvez.
Esta ultims resposls, indicio msnifeslo da per-
versidade de Ghrellab, foi profuodamente calcu-
lada pelo eapirilo grosseiro do mekatib, que fi-
cou pensativo.
Nio reflictas, tornou Ghrellab ; sabes que
at hoje o quemis me tem agradado a moda e
cega obediencia com que executaa as minha* or-
den*, com que aatisfazes os meus desejo. O pro-
pbets disse: O homem do bem nanea viaja
sem ter preso sua sombra um ioimigo mortal
de quem oio desconfi. Quando eu ordenar, t
me obedecer: 6 tudo quanto exijo. Entretanto
podes regosijar-teo futuro te pertence.
Ghrellab, quando se schava em face da igno-
rancia, invenlavacom a maior facilidade possivel
oo seu proprio inieresse mximas e seniengas,
que proounciiva com toda a circumspecqao, co-
mo se fossem citaces tiradas dos livros santos.
A3im, pois, Debbah nio achou o que objectar
magestosa autoridade do seu seohor,enviado de
Deus: aceilou a perspectiva que a prudente e
providente malicia desse seohor offerecia sua
curia imagioaco, e redobroa de zelo dabi em
diaote para melhor linda merecer o favor do po-
deroso Ghrellab.
O que tica dito explica a razio da anciedfde do
cavalleiro negro, quaodo via Ghrellab firmemen-
te decidido a combater oa christios, que se ap-
proximavam rpidamente e em grande numero,
precedidoa do terror que inspiravam as anas ar-
mas.
Todava Debbah era mallo bravo, o muito oo-
ava de ai para perder totalmente a esperaoca.
Ajuslou o sea haick, examlooa bem aa piallas,
carregou a espiogarda, e alisando com a mi as
crinas do seu cavallo, esperoo tranquillo e cora-
joso a volta do aeu seohor.
Quaodo Gbrellab chegou juoto de Sidi-Mao-
aour, que marchava ns vanguarda, disse-lbe:
Debbah j voltou, e voltou ferido: os Frsn-
cezes o seguem.
De que lado ebegam elles? perguntou viva-
mente Mansour.
Olha, respoodeu Gbrellab, mostrando urna
nuvera de p que o vento impellia oa direccio de
Laghouat.
Nao ha dunda; sio cavalleiros francezes,
date Mamoar, depoia de ter abracado o terreno
com um a olbar entendido. Porm marchara
que v entretendo o ioimigo com alguos liroteios,
defeodendo vigorosamente a retaguarda do re-
banho, que conduzimos, e vem t ajudar-me a
por salvo a ooasa presa.
Agradeco-le, retorquu Ghrellab : ha muito
que buaco occasiio da eovisr as miobas sauda-
des sos caigas vermelbas com tiros de mioha es-
pingarda ; e agora que se aprsenla occasiio nio
a desprezo. Cedo todo aste despojo, que conquis-
tamos, por urna s bora do prazer, de que vou
gozar.
Imprudente As ocessies que busess, bem
depressa aerio frequentes. O dia de boje mu:
v* esse corvo que esvoaga tua esquerda'!
Ora, obrigado I-eolio tomaa-me por algum
marabulo? respoodeu Ghrellab em allemao, e
rindo-se. Trata l de fugir; quanto mim, goa-
lo do cheiro da plvora.
Eolio envia-me Debbah para subsliluir-te
junto mioha pessos, gritou Mansour seu ami-
go que havia j dado de rdea.
Com muito goslo, respoodeu Ghrellab com
altivez.
E deaappareceu chamando com a voz e com o
geato os seus melhores cavalleiros.
Aos primeiros symptomas da agitacio promo-
vida ao redor do oasis de Laghouat, o goveroa-
dor geral (conde Randoo) fez o general Yutuf se-
guir de Boghar, posto situado nas noasaa posses-
sdes do Tell, coofisodo-lhe o commsBdo de urna
columna ligeira para o fim de construir ero Djelfa,
bem no eoracio da poderoaa tribu dos Oulsd-Nayl
prestes a esespar-nos, ama caaa de ordem, desti-
nada a fortalecer a autoridade um pouco tibia do
chefe deaae paiz, que j havia cedido oossa in-
fluencie.
O genersl Yasuf, depois de ter nicamente com
a aua apparicio feito recuar para o ul os parti-
distas do cherif Ben-Abdallah, e tranquilliaado as
populacdes, que se nos conservaran! fiis, entrou
em Lsgbouat, e ali orgsoisou rspidameote aob o
com mando de um official de spahis urna forca
publica capaz de por si manter a ordem na cida-
de ; e voltou depois Djelfa para acabar ahi os
trabalhoa comecados.
O cherif tinha deaapparecido para melhor es-
tuda r e ac rapa nhar aa nossas manobras. Con-
tando, e com razio, sobre o terrivel effeito dos
seas liroteios offensivos, muito hsbil em promo
ver intriga* que lhe asaegurassem precosss de-
feceos, apreseolou-se de sbito, como dlssemos,
oo circulo de Laghouat com torcas consideraseis,
e foi devastsr ao norte desse ossls aa ricas tribus
acampadas em Djebel-Amour.
O goverosdor geral, sendo promptsmeole ins-
truido dessa iovaaio, que levara os habitaotes de
precedidos de um goum rabe oa de spahis, por- Laghouat urna rebellMo declsrads, e ameacava
que observo duas nuvens de p,urna muito al-' nio s a ooasa autoridade moral como tambem
ta, desigual, levantada por cavallo* galope, e as nossas colooiss do Tell, reforcoo ss tropa* de
separadoa uu dos outro*; a outra mais espessa, Djelfa ordenando-Ibes que peraeguiem o cherif
malsbaixa, produzida por cavalloa pssso e rea-
nidos em pelote*. Estes ltimos nao nos alcao-
carlo, grata a escuridio da noule, que se appro-
xlma : teremos apenas de sustentar um combate
ioaignificaote com a vanguarda. Rene aos ses-
aeota cavalleiros, ordena ao kaid Btl-Ksssem
lodo o transe: e, pira acabar da urna vez com
esse perigoso agitador, prescreveu um movimeoto
concntrico duas fortes columoae, que partiram
urna de Boucada (provincia de Conatantina), a
outra de Mascara (provincia de Oran), movimeoto {da eom a verdade, o
que combinado com manobra do general Yusuf bula.
honra d'elle.
Receben D. Joio VI das mos de um sea mi-
DI,tro.a.Posicio ds fama ignominiosa que Du-
arte deixra na patria. D. Joio era homem ho-
neato, de severos principios, embora de natural
i par51 rasllo**r iofraecdas do dever, oa
melhor diriamos, embora coostrangido fra-
queza pela especiaea circunstancias do seu re-
volto reinado. Oque o rei aobreludo acata va
em ai e noa outros era a religiio, que o fazia
bom, poato que o vulgo, e talvez a historia, lhe
chamem inepto.
A denuncia, afirmada por caracterea respeita-
veis a ulicos da affeigao (do mooarcha, mrmen-
te ao conde da Barca, narrava, como aggravante
episodio de maiorescrime*, o abandono da espo-
ss, depois da jibertinagem que levara o pae se-
pultura. Havia, talvez, encareeimeoto oa aecu-
aacio; porm, as baaea, a easencia do libello,
eram verdadeiras, e digna de castigo.
D. Joio VI exautorou Duarte das honrss con-
cedidas, e f-lo intimar para no praso de viole e
qualro horas sshir da capital, e no praao dequin-
ze diss desalojar das ponesses portuguesas, sob
pena de ser preso e processado por Isdroeiras fei-
tas em Portugal.
A iotimaco sorpreodeu-o' em angustias de
quem tinhs na veapera despejsdo sobre o fslsl
pao verde os ultimo punhadoa de ouro do seu
patrimonio, ou da sua fraudulencia.
Palleceu-lbe a coragem para entrar em dialo-
go com a deigrata, e peniou em anniqullar-se.
Um homem, teoente de infantaria, que devia a
Duarte a sua patente intempestiva, aoube da dea
grata do sea protector, procurou-o nessa hora
de horrivei soffiimeoto, e deu lhe recursos para
se transportar para Pernambuco, oo navio que
levaotava ferro n'aquelle mesmo dia. Em Per-
nambuco, Duarte mudou de nome, de trajos e
de figura. Assoldsdou-se como escreveole de
um cartorio de advogado. T comeu opio do tra-
balho menos amargo que repreheoses mere-
cida pela incorreccio da sua orlhographis. Co-
mo certo que a riqueza e a occiosidade dio una
ares e geilos particulares, que deoomioamos boas
maoeiras, Duarte cooservou sempre altitudes cor
tezias, e posturas galhardas, que s pestoas ims-
ginalivaa se impunham mysteriosas. Dizia al-
guem que Lvooardo Sarmentnome adoptivo
naturalmente davia de aer algum lidalgo que to-
mara armas contra a patria, maneira de outroa
muitos traidores alistados no exorcito de apo-
leio Duarte oio confirmava nem combata es-
tes juizos. Tem que o dsr-lhes asseotimento
lhe fosse caro ; e o nio Ih'o dar o reduzisse s
plebeas condi;oea de amaoueoae de advogado.
O jurisconsulto, em cojo escriptorio trabalhava
o here, confirmava a aupposicio da fidalguia
delle, tirando a confirmacio da ignorancia da or-
thographia, e d'outras igoorancias, n'aquella po-
ca, peculiarea a grande parle dos manceboa no-
bres. D'onde se ha-de infetir que a ignorancia
pode inculcar grandea mritos escoodidos, e re-
commendar pessoss que achariam, talvez, na sua
sciencia um perigoso ioimigo.
Passava aa noitea em casa do jurisconsulto um
negociante, que tinha filhas, e filhaa que sen-
tiam particular predilecto por entea myaterio-
sos* A mais romaocaca de lodaa vestir de for-
ra osas illuses o descoobecido, e tenda a ama-
lo. O pae, porem, que s via oo homem o aup-
poato traidor patria, coosiderava-o menos do
que se elle fosse um bom portuguez, sem nome
de ava infamados em saa peasoa, nem mais es-
perancas de riqueza que o proveito do trabalho
de cada dia.
Cooheceo Duarte o aoimo da peroambucaoa, *
meditou um desvario, que nio era novo, nem
reprovado em todos os cdigos e lellgides, que
regem a humanidade. Teodo-se elle desfigura-
do em Leonardo Sarment, e estando a milhare*
de leguas da patria, cuidou que nio era obriga-
torio considerar-se casado com Eulalia, nem pre-
judicava os ioteresses desta, casando com outra,
guardadas as conveniencia do incgnito.
Convicto da moral Ida de do p rojee lo, foi ao en
coBlro do eoracio da dama, e achou que forle
yropalhia onde laucar o arpea da sua eatolida
cupidez. E', pois, bem cerlo que Deusinsande-
ce aquellos que se vio perdico. Aqu aiterei
o texto por deferencia diviodade. Diz o texto :
aquellos que Deus quer perder. Creio que Deus
nao quer perder alguem. E' blasphemia imputar
Providencia caprichos que impecem ao livre
arbitrio. Se nio qaal deve aer a respoosabi-
lidade do criminoso? A meu ver, nenhuma. O
Creador entio que se glorie na sua obra, e var-
rarn-se da trra os cdigos pooaes, qu* expr-
mem barbara violeocia aos designios de Deus ou
s impulsos do temperamento.
O lemperamentn do negociante pernambucano
que era nada atado para transigir com as a*pi-
policia a capturar o homem.
tudo ao aabor doa aeus dasejos.
Usarle, um raez depois, era prezo, interrogad
e remetlido para a capital, onde a identidade da
pessoa foi de muitos recoohecida.
Pesava j sobre elle o crime de rebeliiaos or-
dena regias, aggravado pelas tenan va de segun-
do matrimonio, falsificicio de nomemais d
que era neeeasaho para perpetuas gales, se Ib.
quizessem deixsr a cabe;a entre oa hombroso
que nio era certo, nem provavel.
Achou-seDusrte sosiobo em extrema miseria.
Viu ante ai o negro horisoote de irremediaveis
desvenlurss. Nio vii um claro no cu d'onde
lhe brilhasse urna esperance. O desamparo e a
fome, escoltado de mil ullragea, eelavam-lhe d-
zendo que lhe era melhor lecbar-ae n'uma se-
pultura, que ouvir em cada escurecer dos seu
diaa o estridor dos ferros que o separavam para
sempre da commuoho dos homens. Cerrou ain.
da oa ouvidos ao desamparo e fome. Escreveo-
supplieante a muitos poderosos, que um anuo-
aniea ae honravam de ibe aportar a mi. Nin-
guem lhe reapondeu, ou a resposla era o des-
preso de urna eamola, que nem se qaer levava
ao preso a uocio da caridade.
Um dia, quando o chaveiro abra a porta ds
cubculo de Duarte, aenliu no olficlo um cheiro
acre de sangue. Chamou, e o preso nio res-
poodia. A Hez os olhos i escuridade do quarto,
e lateou o chao onde pousava extreme a eoxer-
ga. O pavimento estava molhado: era sangae
que coava alrayez da palha da eoxerga.
Duarte Pereira eslava morto, com urna veia
rompida em cada braco.
Os amigos fugitivos do desgracado, quaodo,
em jantir de regosijo pelas victonaa alcancadas
aobre aa armaa francezas, aouberam do triste fim
de Duarte, disseram :
Pobre rapaz I
Como, porm, neata occasiio se propozessa
um brinde a Beresford, lodos acudiram expansi-
vos ao brinde, e ninguem mais falln de Duarte;
IV
Proroce*.
Nio prosperava, roas tambem nio ruioguava
o negocio de Marianna, depois da morte de seu
A solicitude de Jeronyma, e o governo
ana mi, competan! em canceira
devia envolver o cherif, ou pela menos abafar a
rebelliio.
Alembrenca do longo assedioj de Zaalcba esla-
va aioda muito viva. Convioha atacar de rijo, e
sobretudo com praateza, a nio daerer-se despre-
zar as ssbias ligoes da experiencia. Era lempo
de mostrar nossos destros infmigos, que tim-
bera os nossos soldados havianf aprendido asup-
portar as fadigas, os suffrimenio e privacoes que
at entio haviam sido para elles os mais seguros
auxiliares.
No intuito de completar essas disposices coo-
ceutron-se em Boucada, Bohar e naa frooteiraa
de Mascara tres corpos de reserva, fim de que
naquellaa trea provinciaada urna da columna
expedicionarias podesse achar um apoio certo,
conforme aa eventualidades da campanha.
O general Pelissier, hoje mtrechal e duque de
Malakoff, e naquelle tempo (1851) general de di-
viaio e commandaote da provincia d'Oran, par-
lindo de Maacara leve ordem para reunir sob seu
commsodo aa tropaa sabidas de Djelfa, e tomar
ai a direccio superior daa operaces.
Esse plano estava seodo axaculado, quaodo Si -
Mansour, Ghrellab e seus nobres partidarios fo-
ram cacar com falcoea naa immediac.dee de La-
ghouat, oo poco de Si-Makhe ouf, adianlaodo-ae
oioco leguss ao groaso das torga do cherif, que
eom este achavam-ae acampadas no bosque de
tsmarineiroa d'EI-Reg,
O negro Debbah. enviado para explorar o terre-
no na direccio de Djelfa, enconlrra-ae com aa
tropaa do general Yusuf, e lio de perto os obser-
vara que foi logo peraeguldo e ferido; e ae tam-
bem fra lio grande a saa perturbado, e pressa
que tinha de ver o aeu lenhor Ghrellab fra de
perigo era porque com um rpido olbar de ho-
mem acoslumado i easas emprezas, se convencer
da loacura e inutilidade da resistencia (I).
Assim, pois, leodo Debbah examinado aa suaa
armas, e aperlado o cinto que segurava o seu
haick, flxoa as vistas na nuveni pulverulenta atra-
vz di qual galopavam os < hriai&os, e os seos
alliados. Na disposicio de espirito em que se
achavs, com a altitude que tomara, e oo meio da
payaagem em que procuramos deacreve-lo eaae
bello cavalleiro, moolado n'um cavallo negro
como elle, offerecia pintura poticas inspi-
racoas.
O seu semblante, sombrio habilualmenle ha-
via aerenado como por milagro, tornando-ae trale
e pensslivo. Todo o seu *er pareca entregue,
oio ao temor, mas i ama calma reaignacio. Con-
duzia a espiogarda atravesiada sobre os joelhos,
e neohum movimeoto fazia para apresaar o passo
do aeu cavallo, de cojoa flancos corra o auor do
enrolla com o aaogue.
Achava-se vestido de ama gon\doura, ou camiss
(1) Todaa aa vezes que se nosofferecer oesjMiao
de relatar fados histricos, citar nomes, datas, e
patentaar os resaltados obildos quer por meio daa
armas, qaer por mel da poltica, seremos de ama
eziciidao eacrupuloaa: porque
o romance bialorico nio maraca
entendemos que
ser lido com in-
ieresse senSo qusndo oelle a fbula vem orna
- nio a verdade com a fa-
comprida de lia sem mangas e decotada como aa
de que ussm aa mulberes europeas. Sobre a ca-
miss tinha um haik oa djerbi enrolado desde a
cabeg at oa joelboa, o qual formava em torno
do aeu corpo urna especie de tnica branca, de
que sahia os bratos ioteirameote n, um pouco
compridoa e aeccos, como no lypo dos negros,
porm nervosos e parecendo obedecer molas
de ac.
O dia aproximava-se do seu termo, o sol escon-
d i-se pordetrazdosfroodososcabecosde Djebel-
Amour, e aa aras smarolleciam aoa reflexos obli-
quos dos seus raioa. As moatsnhas em distancia,
que serviaro de moldara esse vssto painel, co-
briam -se de aombras ao oriente, ao norte de roaea
cor, e todas pareciam ao trouxo clario do creps-
culo augmentar de frmaa, e erguer-ae sobre suas
bases formidaveis para assislir lula dos homeos,
pygmeus que avaisilsram o universo.
Ghrellab seguido de mais de cincoeota cava-
lheiros ehegou osuda do rebanho, que ia ga-
nhando terreno. Nio encontrando Debbah entre
os homens encarregados de taoger o gado, pro-
curou-o na planicie, o o vio oa posicio que
descrevemos, caminbando o seu cavallo pacifi-
camente paaao, na linha aeguida pelo rebanho,
mas delle j aro ponen distante.
O' l, Sidi I exclamou una dos cavalleiros
ali chegam os Roumis.... j esto perto, 4 toa
direite. '
Ghrellab olhou na direccio indicada, a deaco-
brio alguna spahia de burnoua vermelhos, os
quaes corriam todo O galope, ou para cortar o
camiaho ao rebaoho, oa para cabir no mala
grosso delle e dispersa-lo t immedialameoie de-
poia percebeu outroa spahia avanzando do lado
esquerdo, e executando a mesma manobra.
Nesse interim Debbah levou mi 4 espiogarda,
firmou-se nos estribos, ajuatou a arma e fez figo
para a parte de Iraz.
Quaodo o mekatib se di ao trabalho de
atirar, disse Ghrellab, pode affirmar que ha am
homem de menos entes os vivos, {de vos para
a direila, e vos para a esquerda j eombalel um
pouco diataole smente para auxiliar a marcha
do rebanho; vos outros ficae em mioha compa-
nbia : aqui que ha de aer toda a feata.
Debbah vollava meio galopo carregando de
novo a eapingarda.
Eolio? perguntou Ghrellab.
Derribei um.
Um apahi ?
Nio; um cavalleiro azol. (i)
E elles vem tambem abi ?
-v Ali esli oceultos pelas donas i mas nio
aio numerosos. Pareeem chefes encarregados
de coromandar oa rabes e spahis.
Quero eu mesmo ver.
Podas ver; porm, Sidl, ainda lempo;
oio fiques aqui, volta para a frente do rebanho,
e ae preciao tr abaodooa a preaa, e salva-te. Os
enrulaos nio sio numerosos- por em quanto ;
mas elles ebegam de lodos os lado, tanto p
como cavallo........
Basta, atslbou Gbrellab com autoridade;;
recebe miabas ordena, e guarda teas cooselbos
marido,
econmico de
e booa resultado.
Aventurara-se Jeronyma a mandar vir do Bra-
sil urna carregacio de caf e assucar, como seu
pse costumava fazer proaperameote antes da in-
vasao franceza e da guerra europea, que tornara
arriscada esla navegado mercantil.
Oppuoha-se Msriana com saa natural timidez.
Aoimava-ae Jeronyma com o exemplo de nego-
ciantes abastados, e o seu atrevido iostinelo com-
mercial. Jos da Fonceca, conaultado pela so-
gra, achou mui apropositada a tentativa visto que
uo mercado escassesvam aquelles gneros, e al-
guna negociantes maia ousados lioham prospera-
do asombra do medo doa outros.
Esta razio era a forlissima razio de Jerooyma :
< Seja moa oussdospara aahirmos desta tarefa do
pao de cada dia. Os perigos nao ha o de estar
reservados s para nos. O pae est no cu, e
elle guiar a nosse fortuna a porto de salva-
mento. >
Ajuntou Jeronyma quanto dinheiro pode apu-
rar, aa ecooomiaa de sua mi, e os seus ganhos
do negocio do szele. Trocou o dlobeiro por le-
tras, e eoviou-aa para o Braail, encommeodan-
do a remeasa csaa relacionada com aeu pae.
Oque seria de nos, se perdesse o navio,
filha ? Tu bem aabea que o aeguro nio paga o
que levam os piratas francezesdizia a Sra. Ma-
rianna.
Se se perdesse o navio, Ccavamoi nos mi-
nha me.
Pobrea como Job.
E que tem isso ? Job torooa a ser ri-
co... A oossa Eulalia perdeu o valor de uns pou-
cos de navios, e oio se lastima. Em quanto eu
tiver aauJe, mioha mSe, nao tema que Ibe falle
o que tem hoje.
Maa que eaeiperava, ajudaodo-noa Deus,
dixar-vos alguma couslnba.
Deixa-nos a sua paciencia e o habito de vl-
ver com pouco...
Os malditos francezes Idizia a Sra. Marianos
em doloroso recolbimeoto.
Deixe li os francezes, minha me. Nao se
remedis nada a imaginar o que levaram os fran-
cezes. Muito devemos nos a Deus. Temos aqui
a oossa Eulalia, bonita como era, e que s i saa
parte resa por todos nos. Temos o nosso dou-
tor, qua um oosso irmo, e ha de continua-lo a
ser emquanto for pobre como nos...
E, se fosse rico, nio era ?! dizia Ma-
rianna.
[Continuar-se-ha.)
(S) Cegadores d'Africa de firda azul.
para melhor occasiio. O meu amigo Msnsoar
chsma-te para junto delle, onde s necessario:
vae.
Ha aeis anno, Sidi, esta a primeira vas
que corres ao combate sem mim. Nio permita
o propbeta que por isso te scconteca alguma
desgrana |
E Debbab appoiando a saa espiogarda no hom-
bro direito afaslou-se rpidamente.
Ghrellab avanza i frente de uns trila caval-
leiros quo se dispersaram, com esse perfeito en-
tendmento que os Arsbes tem do combate por
liroteios. Chegaodo ao ponto em que Debbah
bavia derribado ara catador d'Africa, perceberam
alguns doze desses cavalleiros azues que, leva-
dos pelo seu ardor e coragem, se schavam muito
aaitados do corpo principal, e espersram am
auxilio para continuar na saa correra aven-
turo* a.
Ghrellab de um rpido olhar apercebeu-se da
criiies posicio do ioimigo, e dando o slgoal de
ataque, laocou-se so encontr delle com taotd
Impelo como se perseguiste um bando de aba-
tardas.
Os jo veos escadeiros MohaMmed e Kaddoar
teodo-se desembarcado de^eus falcse, esla
vam ao lado de aeu seohor aoclosos por moa
trsr-lbe que possuiam tanta coragem noa com
bates, como na oeeaailo de aoltar aeua pasear
victoriosos em busca da presa.
O rebanho conduzido por Mansour fugia oo
urna rapidez que doplicava vista da immine
cia do perigo: ao passo que nos dous Qaocos
tiros trocados entre os spahis e Djoaadea pe
diam-se n*s amplidoes vaporoaaa da plaoi
coberta na diitancia de urna legua de ama n
vem de p espeasa e compacta. Osamelos,
bois, aa cabres e os carosiros mugiam, bala
com voz pungida, e esse tumulto juniavam
os gritos sgudos dos combatentea, a aa detonar
das armaa de fogo.
Oa noaaoa cavalleiros de farda azul, sorp
hendidos por aquelle Baovimeolo offeosivo
parta) de Ghrellab a dos seas, quaodo eaperav
apenas ums traca defeza, fheram face aoinim
com a firmeza a disciplina de velhss tropas,
poia, aaseguraodo-se do numero dos aaaallant
pozeram aa espiogardas i liracolo, levaram
doa eabree, morimeoto este que asauata
Aribea aioda os mais resolutos, porque hab
dos s armaa de fogo, elles nio se sabem h
nos combates ferro fri.
Qhre|lab percebeu logo a hoiilac&o dos s
e exclamou
Por Sidi-Bou-Bekker, o kallfa mailo a
do propbeta e protector deate paiz I O qu
caiaea? Oa sabres dos christios aio amaldfoa-
dos, e oio tem pools nem gama. O' Djouis I
vede como eu iffronto estes adorador* do
madeiro. (3)
(Continuar
(3J Expreaaio da despreso com que os Atbes
desigoam oa christios, adoradorea da cruz.
1

"
\
X

PIRN.TTP. DEU P. DE FARIA t FILHO
.8.
i
*
,___.


-
DIARIO DE PERNAMBUCO
( SUPPLEJMEIVTO )
te^wj
trasidas pelo vapor francez Navarre chegado 15 de marco de 1862.
LONDRES
S de fevereiru de 1862.
Felizmente recebemos pela mala de Brdeos,
chegada quelle porto oo dial!) do correte, boas
noticias acerca do estado sanitario do Brasil, don-
de iofiro que a molestia qao em Goianna se pre-
sentara cora o carcter do cholera desappareceu.
Deus louvado por semelhaate esmla, at pela
raxao d que se nao fallir aqu mals urna vez de
peste oo Brasil.
As noticias que desta vez posso commooicar
para ahi acerca do estado dos fundos das nossas
estradas de (erro, exeepcao dos que perteocem
companhia de Pernambuco, Sao muito satisfac-
torias. Depois da ultima assembla geral das
compsnhias da Baha e de Sao Paulo, em que
respectivamente forom figurados os negocios des
sss emprezss e% bom andamento, estabeleceu-se
oo mercado mooelario desta cidade urna to
grande confianja oessss compaohiss, que as ac-
edes da Baha esto com ama : de premio e
as de S. Paulo com e meia premio.
Tambem tem ooncorrido para este resultado a
abundancia de dinheiro que 4em aqui havido,
achaodo-se o descont a 2 '/ 1/2 %. Sejo
porem qualquer que baja sido a esoss, o estado
presante daquelles nossos fondos nao pode ser
mais lisongeiro, e Deus qaeira m ante-lo nesse
p para crdito nosso.
Lamento nao poder dizer outro tanto a respeito
das accoes do Recite, que se conservara com o
descont de < 3 a < 3 ', E de presumir
qae continuem nesse desfavoravel estado, atten-
dendo a que nao eiiste garanta do goveroo im-
perial para o excesso do capital filado primitiva-
mente para execucao das obras, com o qaal ter
anda de entrar a companhia.
O governo (raocez retiro* do Stock-Exchange
a sua proposta para o emprestimo de 4 milhoes
esterllnos, sem qae por emquaoto ae ssibi por
que dera aquelle passo. A renda fraoceza 3 %
fica a 69 fr. e 70 fr. Os coosolidados inglezei
3 V. 92 3/4. Os 5 % Brasileiros a 102 1/2; e
os 4 1/2 /. a 91 1/2 e 92. Os 3 /. Portnguezes
a 47 ; os 3 7 Uespaohes a 53 ; e os 5 / Sar-
dos a 68. .
Os nossos gneros ticarn celados nest6 mercado
pelos seguintes creeos : algodao de Psrnambuco e
do Maranhaoa 13 d. ,'.,eoda Baha s 12 d. Ca-
cao do Brasil 55 s. 66 s: per cwl. Caf i" quali-
dade 65 s. 76 s. per cwt; 2" dita 54 s. 6 d. 64 s
e ordinario 48 s. .53 s. 6 d. Pao Brasil 80 s. por
tonelada. Assacar branco de Pernambuco e da
Parabiba 25 s. 6 d. 30 s. 6d ; e masca vado de 17 s.
6 d. 24 s. 6 d. E couros salgados de 5 ;id. a 7 d.
seceos de 8 d. a 8 d. .'., ; e seceos salgados de
5d. 7 d.
Na nltima quiozena chegaram do Brasil a ga-
rios portos da Inglaterra os seguintes navios. De
Pernambuco Anoie Scott (8) a Bristol ; do Rio
Grande Czar (8) a Dublin ; do Rio Grande An-
na> (18) a Falmouth ; de Pernambuco Eraras
(18) a Greenock ; ede Pernambuco denv (19) a
Liverpool.
Seguiram no mesmo periodo desta reino para
diversos portos do Brasil osseguiotes : de Liver-
pool Belem [t*J para o Para ; de Cardlff Au-
rora (8) para a Babia ; de Liverpool Harvey
Cien (11) para a Parahiba ; de Liverpool Floa-
UnR Cload n (12) pira Pernambuco ; de Cardiff
Mana Nicolao (10) para Pernambuco ; de Li-
verpool Colla (15) para Pernambuco ; ede Li-
verpool Cranstoo (19) para o Maraobo.
Appsreceu, com effeito publico no Stock-
Eichsoge a empreza Russel-Visnna de Lima
para a limpeza e esgoto da cidade do Rio de
Janeiro. Consta-me que todas as accoes foram
J subscriptas, e por conseguinte pode conside-
rar-se a empreza como vingsdal; entretanto esses
landos nao tem aido por emqaaoto colados, o
que s attribao arranjos de organisaco dessa
companhia. Deus permita que daqui por dian-
te nada venha estorvar a execucao de ama to
til empreza para o melhorameoto da cidade do
Rio Janeiro. Consta-me que o contratador da
obra Mr. Brassey, capitalista de primeira or-
dem e engenheiro distinctissimo. O simples no-
me desle contratador bastara para acreditar a
empreza neste mercado.
Sua Magestade a rainhs acha-se anda em Os-
borne; mas dever d'ali seguir no dia 7 do pr-
ximo mez para Windsor, onde todava ficar pou-
cos di*, iodo depois para a Escossia. A prin-
ceza da Prussia chegou a Osboroe.
Seguio daqui para o Recife pelo ultimo paque-
te o Sr. Huut, coosal de Ioglaterra uomeado
para Pernambuco.
As noticias do Mxico por va de New-York
alcaojam al 26 de Janeiro ultimo, mencionando
um primeiro encontr que tiveram as tropas hes-
paoholas com as mexicanas janto de Vera-Cruz.
Nao relatara porm, os pormenores desse sucees-
so, dizeodo apenas que em resultado os hepa-
nhoes haviam sido repellidos com grande perda
pelas torcas nacionaes republicanas.
Na tnioha ultima carta refer qae os alliados
se jehavam em !J de Janeiro de posse de Vera-
cBe d s- Joao de Ulla. haveDdo sido ocon-
tilftnte hespanhl que primeiro desembarcou no
Mxico, da (orea de oito mil homens. Desde prin-
cipio o gabinete de Madrid ambicioora tomar a
dianleira aos seus alliados naquella expedijo,
desejoso de colher para as armas bespaoholas os
primeiros tractos da gloria, para assim aqui-
nhoar-se com a melhor parte do prestigio que
desta empreza esperara tirar os alliados ; e para
conseguirn) semelhante fim, o goveroo heipa-
nhol contava com o seu cootigeote de 8,000 ho-
mens de trra, superior quelle com que tem de
contribuir a Franca e a lnglaterro. Mas nem sem-
pre conseguimos fcilmente o que intentamos ; e
neste caso o commaodante em chefe das torgas
hespanholas, general Prim.o beroe de Castillegos,
teve de presencear a retirada das suss tropas
diante das forjas republicanas. Na falta completa
de detalhes, nada posso dizer qnanto s causa*]
que produziram este resaltado desastroso palal
as armas castelhanas ; coojecturo entretanto que
o general hespanhl, levado por instancias do seu
governo para dar o primeiro golpe no inimigo e
pela oecessidade de desaffroolir Vera-Cruz do
rigoroso cerco que por trra lhe estavam fazeodo
as forcas de Jurez, tomou o expediente de por si
s, sem o apoio de seus alliados, altacar os si-
tiantes, deixando de reparar na oussdia da em-
preza vista das forjas superiores doioimigo. 0
conflicto teve lugar principalmente junto da pon-
te de Vera-Cruz, que o general Pnm pretenda
transpor, mas donde foi repellido, seguodo as no-
ticias a que me retiro, com grande perda.
Depois deste infeliz successo o exercito hespa-
nhl regressra a Vera-Cruz, onde provavelmen-
te se estar de novo preparando para renovar o
ataque contra a linha inimiga.
Parece que o contingente francez e ioglez nao
contribuio com fraecio algama para aquella sor-
lida ; tanto mais que as torcas de trra com que
a Franja e a Inglaterra se obrigaram a concorrer
para aquella expedijo, nao desembarcaran) todas
por em quanto no Mxico. As que se achara j
ali, tem permanecido aquarteladas em Vera-Cruz
e em Sao Joo d'Ulla, onde todava tem soffri-
do coosideravelmente pela insuficiencia do aquar-
telamento e pelo rigor do clima. Por estes mo-
tivos, de suppor que os alliados busquen) quin-
to antes accelersr a si--- acjo ; sendo certo qae
urna vez tora do sitio i Vera-Cruz, podero en-
contrar para as tropas melbores commodos. As
forjas republicanas, porm, augmentara cada vez
mais em redor daquella cidade, e agora enthu-
siasmadas por esse primeiro triumpho buscarlo
impedir com a maior energa o passo aos ivazo-
res. Nao julgo entretanto que possam ellas man-
ter por muito tempo o sitio de Vera-Cruz, pois
que apenas os alliados tiverem combinado o seu
plano de attaque, difficilmeote podero as mal
disciplinadas tropas de Jurez resistir disciplina
e tctica dos batalhes europeuj. Demais
mesmo quanto ao numero, a Uespaoha poder'
dobrsr e al triplicar o seu contingente, tendo
como sabido perto de quarenta mil homens em
Havana, e todos constando de geote j aclimata-
da com temperatura anloga do Mxico. Assim
pois, apezar desta primeira vantagem oblida pelas
tropas mexicanas e de ontras que provavelmeote
anda alcanjarao pela circunstancia de comba-
terem dentro do proprio paiz, me parece que em
resultado a victoria ticar da parte dos alliados,
qae dispem de recursos cem vszes superiores
aos daquella repblica j to dilacerada.
Os governos do Peni e de Waahiogtoo man-
dara m ltimamente missdes especiaea ao Mxico;
constando respeito da missio peruana que o ge-
neral Castilla otferecera a Jurez urna alliaoja
ofTenslva e defensiva contra a iotervenjo euro-
pea. Has de qae valeria semelhante aaxilio na
distancia em que se acha o Per, tanto mais que
este mal pode cuidar de si V!
A imprensa europea contina a oceupar-se do
ofTerecimenlo feito pelo imperador Napoleo ao
da Austria, de collocar o archiduque Maximiliano
no throno do Mxico, em troca da provincia de
Veneza, que seria cedida pelo impe.-ador Fran-
cisco Jos Italia.
Os joroaes officiaes de Vienna, porm, repel-
iera a idea de semelhante troca por ignomioiosa
d onde se infere que por emquanto nao ha pro-
balidade de ser aceito o plano do imperador Na-
poleo, que teria a dupla vantagem de resolver a
questo italiana em relajao a Veneza e de firmar
oo Mxico um governo duravel sob a formo de
urna monarchia.
Entretanto essa idea que attribuida ao impe-
rador dos Francezes, nao ficar talvez prejudica-
da em relajao oo Mxico, mesmo quaDdo o impe-
rador di Austria venha a rejeitar aquella oflerta
de que se falla ; porquaoto, ha vendo os alliados
eotendido ser esseociil aos interesses europeus
mudar para monirchia a actual forma de governo
f
No parlamento ioglez j foi o governo britanni-
co ioterpellado acerca do alcance que pretende
dar convenjode Londres de 30 de outubro ul-
timo, pela qual foi resolvida a interveojao euro-
pea no Mxico, e como era alias natural disseram
os ministros da coroa com referencia seme-
lhante assumpto que a Ioglaterra apenas se pro-
puoha a ser iodemnisada pelo Mxico dos pre-
iuizos soffridos, seodo que pela referida convea-
jo as potencias alliadas se obrigaro mutua-
mente a nao intervirera na forma por que se ha-
de goveroar aquella repblica !
Mas, ninguem ignora que o gabinete de S. James
maquina para a queda do goveroo republica-
no oaquelle paiz, eataodo de aecrdo para esse
tim com muilos exilados mexicanos de iuipur-
portoocio que se acham na Europa e que dese-
jam o eslsbelecimeoto do um principe oaquelle
desgrajado paiz ; e a Uespaoha e a Franja de-
sejam outro tanto, attribuindo-se at esta ul-
tima potencia, como fica dito, o plano de en-
thronisar no Mxico o principe austraco, g-
mente buscam os alliados salvar as appareociai,
fazeodo por artificios de modo que os propri
mexicaoos pejam para si um rei, vindo por es'
modo a ficar salva a repulacao de haver a lri
glaterra, a Franja e a llespanba, intervindo no
rgimen interno daquella repblica. Este expe-
diente ter provavelmeote lugsr mediaote o si-
mulacro d'um suffr'agio universal, para que se
acredite assim na livre vontade do povo mexi-
cano.
Qualquer, porm, que seja o plano da alliaoja
anglo-franco-hespanhola, parece-me que por
agora tado se acha no seu verdadeiro principio ;
e nao creio qde venham os alliados a consegalr
leus fins sem qae hajam de passar por grandes
difficuldades que sao sempre inherentes em-
preza to difficll como esta que importa quasi a
conquista de am povo.
As tropas, alliadas devero marchar sobre o
Mxico, capital daquella repblica, e s depois
de all se acbarera, que a Europa sabara s
claras o projecto disfarjado em que parece ha-
verem entrado os gabinetes de Londres, Paris e
Madrid. _
Jurez olb cessa de proclamar a guerra santa
cootra os iovasores ; mas sem grande resalla-
do, pelo abatimento em que jaz a repblica de-
pois de tantos anoos de continua dilacerajo.
Miramon se acha com os hespanhoes, e prompto
para iotervir contra a sua patria em favor das
ideas dos alliados.
Por urna parte telegraphica de Madrid recben-
se hontem aqui a noticia de haverem os generaos
alliados proclamado aos Mexicanos no dia 14 de
Janeiro prximo passado, declaraodo-lhes ser o
dm da expedijo na forma do tratado, e promel-
tendo-lhes toda a seguranjs, urna vez que nao fos-
sem hosliss tropas de Suaa Magostodes alliadas.
O Sr. Xavier Isturiz, embaixador hespanhl
nesls corte, acaba de ser nomeadopels sua sobe-
rana presidente do conselho de estado hespanhl,
lugar de samma importancia, e que acaba de va-
gar pelo fallecimento do Sr. Martnez de la Rosa,
que era tambem presidente da cmara dos depu-
lados.
O Sr. Isturiz acaba de ser substituido no posto
de ministro em Londres por D. Antonio Goozales,
queja hsvia sido representante da Hespanha nes
ta corte ha quatroou cinco annos. OSr. Goozales
um magistrado respeilovel e de muito saber.
As noticias da Italia pouco ou nada adiantarn
ltimamente. O partido exaltado, de que c chefe
Garibaldi, mantem-se por emquanto na pruden-
cia, obedecendo segundo se afflrma aos dictames
daquelle general, que boje esta deliberado nao
comprometter o movimento italiano por um arro-
jo seu que seja extemporneo. Garibaldi continua
a residir em Caprera, onde vive inteiramente en-
tregue aos cuidados da vida agricola.
O governo de Turim, porm, nao cessa em oug-
mentar seus armamentos, sendo isto a primeira
parte do plano para o resgale de Veneza. Quan-.
lo Roma, as armas italianas nada podero em-
quanto all permanecer um soldado francez ; e
at boje nenbuma esperanja ha de que cesse na-
quella cidade a oceupajo frnceza.
O Espirito Publico, jornal francez, tem espa-
Ihado ultimameoteque Mr. Thouvenel offerecera
ao Papa, em nome da Fraoja, garantir-lhe o pa-
trimonio de S. Pedro, urna vez que S. Santidade
i IX; (
e por conseguinle
apparejam os bispos
poder temporal de Pi
quer oppr-se a que all
francezes.
As ultimas datas dos Eslados-Uoldos, por va
de Nova-York, sao de 8 do correte. Depois da
balalha oo Kenlacky, de quo dei noticia Da mi-
nha ultima carta, e em que os federaos consegai-
ram urna brilhaote victoria, a cavallaria federal
se oceupava de perseguir os confederados em to-
das as direcjes. O general Beauregard havia si-
do oomeado para commandar o exercito confe-
derado no Keolucky; mas na dala cima men-
cionada achava-se anda coi Nshville.
No dia 6 do corrente uuia diviso de canljo-
neiras federaes, sob o commaodo do commodo-
re Foote, atacou o forte Heury, no rio Teouessee,
obrigaodo-se a eotregar-se sem condijes. O for-
e coolinha vinte pejas de arlilharia, e olTereceu
urna decidida resistencia. O general Tilgham, dos
confederados, e sesseota soldados, formava a
guarnijo do forte Heory, que teve de render-se
discrijo do commodoro Foote.
A guerra civil na lnio continuava sem inter-
rupjo, parecendo que ambos os partidos se
acham determinados a susteolarem a luta at o
exterminio de um dellcs. O governo federal le-
vantou impostos na somma de mais cento e cin-
coeuta milhoes de dollars.
de
S ^iSa^BLnSUUti!
pessoa de sua alteza real
liano.
o archiduque Maximi-
E verdade que a tarefa ser difficil. se atteo-
dermos a que afora os principes da Hespanha e
da Franjo, excluidos alias bem como os do ln-
gloterra pelo recente trotado de interveojao no
Mxico, de se apresentarem como candidatos ao
throoo daquelle paiz, ha muito poucos quem
possa ser offerecido aquelle projectado potlo ; de-
mais que os potencias alliados levarlo am vista
coofiar esse throno um principe que como o ar-
chiduque Maximiliano se torna mui%ecommeo-
davel por sua iostruejo, experiencia e espirito
discretamente liberal, e nestss circurnslancies,
alm da qualidade, que possue saa alteza de ser
ritorio; bem como fozer reconhecer pela Sarde-
Dha a suzerania do pontfice, mediante um tribu-
to sobre as provincias que anda ha pouco faziora
parte dos estados pontificios, de vendo este cora-
promisso ser igualmente garantido pelas poten-
cias catholicas, que por sua parle contribuiran)
com ama somma annual para'o thesouro papal.
Esta noticia nao tem todava carcter algum of-
ficiol, e pode muito bem ser urna dessas muitas
iovenjes com que ha muito lempo seprocura re-
solver a questo romana.
Falla-se em que ter lugar em maio prximo,
na cidade eterno, am concilio geral para s cano-
nisajo de alguna santos, que foram morlyrisa-
dos no Jspo. Este o pretexto para aquella reu-
uio, mas se presume qua o verdadeiro fim. ser
catholico romano e too necessaria para um prin- discutir nesse concilio a legitimidade do poJer
Hamburgo, SO de feverelro
186&.
BolUlim commercial.
As transaejes durante os ltimos das nao ti-
veram grande importancia, e limilaram-se a exe-
oalar asrdeos recebidas para o consumo.
Caf.Km coosequencia das grandes nnunda-
joes em toda a Allemaoha, a extraejo para o in-
terior foi quasi nulla, porque apezar da momen-
tinea barateza dos prejos, as communicajes
difficimas tem desviado a atteojo deste merca-
do. Entretanto c digno de notar a procura que
se mostr para paizes oovos, como para a Italia
e para os Estados-Uaidos, pora onde se compra-
ran) partidos considerareis, o que nao deixou de
produzir um favoraveleffeito. e d boas esperan-
jos para o futuro. O despacho do Rio de Janei-
ro de 25 de jaoeiro, e e noticia, que o leilo da
primavera na llollanda nao ser maior de 420
mil saceos, nao exerceram influencia sensivel so-
bre o mercado.
As ultimas vendas de caf do Brasil s foram
de 8,000 aaccoa.
Cotamos: caf'regular ordinario do Rio de Ja-
neiro 5 7/8, 61/8 schilliogs.
Assucar.Sem transaejes uotaveis ; s live-
ram lugar pequeas vendas para o consumo. Os
prejos nao soflreram mudanja.
Tabaco.Todas as qualidades americanas se
achara procuradas e em boa posijo. O negocio
corneja a toroar-se mu activo. S existem em
ser 1,500 balas de tabaco do Brasil.
Cacao.Sem novidade lguma.
Algodo.Aprsenla urna escolha excessiva-
mente limitada. Nao houveram transaejes de
importaocia algama. Os prejos mostram tenden-
cia de subida.
Couros.Sem movimento algum ; o mercado
contina muito tranquillo.
cipe que teria de governar uro povo de religio
anloga, nao ha talvez um seguodo na Europa.
Parece-me todava que pela rejeijo do principe
austraco nao vira a ser prejudicada a Idea mo-
narchica hispodo-ooglo-franceza em favor do Me-
temporal pontificio.
O governo froncez acaba de declarar pelo Jfo-
nxtor, jornal offlctal, que no permi'tir aos bis-
pos frooceses a sabido de auas respectivas dioce-
nU nrnil.. "beleCer "D0" Pf" ?8 gOTerno ' olujo da questo romana
?essePsli S1 Cm m',S to,-M S 8eMDle- I OJ widor Napoleo sabe d'anEo qu Topli
resses luiuros. Dlao do conci0 no poder- dexar ^ j^fi
Temos vista cartas e jomaos da Europa, de
que foi portador o vapor froocez Navarre, que
alcaajam : de Hamburgo 20, Londres 22, Paris
e Bruxellas 24, Hespanha 25, Porto 26 e Lisboa
28 do passado.
As noticias/que nos traz este paquete sao de
pequeo alcance, mas o oosso dever c apreson-
tar aos leitores os factos principaes occofridos
depois das ultimas noticias.
Em Portugal linha sido regeilado por 36 votos
contra 34 o parecer da maioria dacoramissao es-
pecioldo comora alta, que dra um vol de cen-
sura ao ministerio pelo seu procedimenio em
presenja dos tumultos que tinham tido lugar em
Lisboa, nos dias 25 e 26 de dezembro. Como
sabido o governo tinho tido grande apoio da c-
mara dos deputados nesla questo. Dous dos
mioistros, Avila e visconde de S, tinham decla-
rado na cmara dos pares antes da votajo que o
ministerio, fosse qual fosse o resultado della n3o
cedia, por isso que linha recebido um voto de
confianja da cmara popular, e nao perder a da
coroa. A votajao foi no dia 15 de fevereiro.
Contra loda a expectativa o presidente do conse-
lho declama ho dia 19 em arabas as cmaras que
o ministerio tinha pedido e oblido a sua exooe-
rajo, ficando ello marquez de Loul, de acord
com o seu collega visconde de S da Baodeira,
encarregado de organisar a nova administraju!
No dia 21 eslavo formado o ministerio do se-
guate modo : Loul, presidente e cstrangeiros:
Lobo de Avila, fazenda;visconde de S, guer-
ra Gaspar Pereira (Ja Silva, justica ;Meodes
Leal Jnior, marinha ;Anselmo Jos Bran-
camp, reino;Thiago Horta, obras publicas.__
Foi portante urna recomposijo, lendo-se reti-
rado, os onlerios mioislrores na fazenda, Antonio
Jos de Avilo ;do marinha, Carlos Beolo da
Silva, e justica, Alberto Antonio do Moraes Car-
volho.
Parece que esta crise fon motivada por desa-
cord no conselho administrativo, dando em re-
sultado aahirem do gabinete os que eram de
opioio que o ministerio se nao dimitase, e fi-
cando com ascuas pastas os que linbam votado
pela retirada ; d'aqui, umscisma na maioria que
tinha apolado a ailuojo ; novos attritosno gre-
mio do partido histrico ; imprevistas difficulda/
des no administrajao do paiz que anda desta vez
nao foi parar smaos da opposijo colligaoa

,**
\ ~ 2\ir
/

:JLft


I :
i-
%

por militte diversos motivos que muito diffi-
cil ataviar esta distancia.
A, lmprensa, segunda vemos pelo rpido exame
que apaas podamos fazer dos joroaes recebidos,
levanto urna grande clenme oo contra os de-
miisionarios, mas contra os ministros que fica-
ram.
O doto gabinete foi recebido com frieza as
ditas cmaras, e da slgumas palavras que se tro-
caran mais ou masuts desagradaveis resultou
que doas dias daJfcdia a suademisso oan-
tigo ministro das < publicas, flcando encar-
regado interinamen^Weisa pasta o presidente do
coDselho de ministros.
Corra em Lisboa como certo qee o Sr Mo-
racs Cervalho recebara a nomeagao de ministro
plenipotenciario de Portugal na corte desle im-
perio ; que o Sr. Avila seria nomeado commis-
aario regio de Portugal na exposig&o de Londres ;
3ue o Sr. Carlos Beoto, entrara para o tribunal
e contas, e qua o Sr. Tbiago Horla sera des-
pachado administrador da Gasa de Braga05a.
Esta ultima noticia (oi desmentida. Fallava-se
em madaocaa no pessoal administrativo, em Cor-
nada da patea, onde os votos que nao perteocem
a opposicao dirigida naquella casa pelo conde de
Thomar, se diz que nao apoiam o novo minis-
terio.
Affirma\A-se que aa cortes seriam prorogadas
at 20 de maio. O governo deu a entender que
resolvera de prompto a antiga questio das ir-
maas do earidade, promulgando urna lei que as
excluase do ensino ; ptopuuba-se resolver a ques-
too dos vinhoa do Douro, no sentido da liberdade | par""com
commercial; appreseolar ama reforma de ios-1 pa(jre 4
trcelo primara e secundaria, e promover a dia-'
eussao do orcamento, antes de Anda a questoJ
Em Angola tinha-se desenvolvido a febre ama-1 K
relia, qual suecumbira o bispo daquella diocse.
Temiam-ae novas correraa do gentio, e prepa-
rava-ae para asbir do Tejo a corveta Slephania
com reforgos para aquella provincia.
Os commerciantes do Porto principalmente,
ligando o maior interesse questo do bario de
Moreira, esparavam com anciedade a chgada do
paquete.
A ministerio italiano tambem est em criae;
aonuocia-se grande agitac&o em Tarn;, e pro-
pagsgio de pasquios, pediodo a queda do minis-
terio.
Aa manifestares i favor da anidada italiana
continuara em muitas cidades. Preleodem os
Italianos protestar contra a declaracao do carde 1
Aatooelli, que dia que todos oa italianoa eram
favor do poder temporal do Papa, e que con-
tra elle a ha va o governo de Turim.
Taea manifeatagoea eram a ordem do dia, e o
Jeito de reoluces 'tomadas peloa supremos
ebefes da agilago, porm a asuoicipalidsde de
Milao, corporago de multo prestigio pela quali-
dade a eatbegoria doa saos membros e pela im-
portancia da populaco que aprsenla, oppoz-se
a. que na capital da Lombardia se seguase o
exemplo dsa demais cidadfes italianas; e aconse-
lhou aseus administradores que, em veidaspro-
cisses e gritos pelas ras, consignassem os seu
sentimenlos em urna opposicao ao re, que com
numerosas asslgoaturas dsse a maior medida
da educaco constitucional dos Uilanezes. Na
mesma occasiao em que a aristocrtica cdtpor-
co da mais opulenta cidade da Italia se expres-
sava assim, o baro Ricasoli dirigi aos preeitos
urna circular concebida em termos idnticos, re-
probando as demonstrarles ruidosas, como con-
trarias liberdade e digoidade do governo que
se esmera va em cumprir os votos da naci rela-
tivamente Roma, em respeito i qual o Irium-
pho que devia buscar-se era todo moral, e con-
vinba por isso tranquilizar os catbolicos e con-
vencemos do respeito que os Italianos lioham pe-
lo Papa.
A cmmisso nacional de Koma publicou urna
proclamado ao povo romano em que se 16 este
periodo nolavel; recommendando-lbe que pro-
ve, pelo sen comportameoto, i Europa que no
dia em que o Papa nao poder continuar a con-
tar com o apoio do exercito francez, ser pro-
tegido pela venerago que os Roana nos ho de
conservar sempre pelo seu chefe, aasim como
pelos ministros da igreja. a
sla proclamado um docameoto reverente
a corte de Koma, e para com o Sanio
quem lodos reputara como chefa da
reja.
f As pena diplomticas que o goveroo francez
apreseotou ao corpo legislativu demonstrara evi-
dentemente a poltica que o governo pontificio
se prope continuar a seguir. Das respostas te-
das pelo cardes! Antonelli, se ve que o pontfice
se nega a fazer a menor concesso ou a admiltir
proposta alguma. Castas de Roma a segurara
mesmo que sua santidade est resolvido a aban-
donar aquella cidade, se a Franca entender de-
ver alterar as actuaos coudicea de occopa;ao,
aiada que as palavras do pontfice, ne ultimo
consistorio, aejam urna prova da confianza que
lbe merece a poltica franceza.
Parece que o sacro collegio espert breve gra-
ves acontecimentos pois segundo se diz re-
solveu com o Santo Padre, que para prever
qualquer acoolecimenlo fossem destruidos os do-
cumentos mais aecretos dos archivos pontificios,
e que os papis que se quizessem conservar fos-
sem enea i lutados e expedidos para Civita-Ve-
cbia, donde seriam cooduzidos em navios aus-
tracos para Trieste, e d'alli pelo caminho de
trro para Viente.
Consta que a Russia va i brevemente tecoibe-
cer o reino da Italia, tendo-se j labrado o com-
petente decreto. A Russia nao (ara esperar mul-
llo seu reconhecimeol, puis na cmara dos re-
presentantes foi j spcesenUda urna proposta
neste sotido, e que segundo se jdlgs ha de ser
bem recebida. Diz-se que p governo nao porl
obstculo Igum i reahsaco dos votos ma-
nifestados pelos represeotaoles da nacao.
A questo allema continua a atlrahir a alten-
vio publica. O gabinete austrisco ai, segundo
e afirma, apreseotar urna proposta para a re-
forma da confeaeragao. Parece que o governo
de Vienna conla para estas uro'poslss com o ac-
cordodas pequeas nacionalidades allemas ; ou-
tros dizem que os estados secundarios se nao
querem comprometier em garantir as propostas
austracas ser a cooperario da Rwissia.
Este negocio tem chegadu*a tal ponto que al-
Kimas foi has aconselbam a Russia a repellir
Bsmo pela Corea a Austria do seio da confede-
rado.
Na cmara dos deputados prussiana apresen-
lam-se tres propostas relativas! esta questo uos
Juerem ama confederaco restricta de que a
russia leona a direccao, com urna representa-
cao nacional dos estados confederados ; outros
querem tambem a supremaca prussiana, mas re-
i clamam urna uniticaco mais completa, com urna
I consliluico elaborad* por urna verdadeira repre-
i seotaco popular.
A terceira proposta tambem concebida no
sentido da supremaca "prussiana, mas difiere no
i faciendum. Os crculos mais versados na polti-
ca prevm daqai um conflicto.
Nesta cmara discule-se a proposla relativa
Hesse Electoral. Alguns membros susteotaram a
proposla do partido progressista, pedindo ao go-
verno que era caso de oeceesidadeinlervenba mi-
litarmente naquetle paiz. O ministro conde de
BernslorfT declarou que o governo nao poda con-
sentir que llie fosse tragada a marcha que deve
seguir em questo de taola importancia, e com
quaujo se nao houvesse pronunciado contra a io-
tervengao, assdgurava que o governo prussiano
nao eslava disposto a\ permitti-la de raaneira al-
guma. \
igleza se oceupa em
que foram publicados
ico, que hoje tanto at-
jtQuasi toda a impr
examinar os docume
acerca da questio do
Irahe a alteogio publie
A Patrie desmonte ficticia que correu de te-
res) sidoVHespanhoes derrotados em Vera-Cruz.
Uepoii do desembarque dos alliados nenhuma
opersgao se fez que nao fosee de accordo com-
mum. O mesmo jornal records as prosperidades
v
3~"F-tI^""fi
Pern.Typ. de M. F. de tarta & Filho
do Mxico no lempo da domioagao hespanhola,
e saeteo** a nepesudada de que se cooclua quan-
Id^tesrooBtalo drarcbia que domina no
Mxico.
Ossou completamente a desuoio no interior
entre os Mexicanos, e que todoa os partidos ae
uniram para resistir iovaso estrangeira.
Nos Estados-Unidos asto momentneamente
suspensos os movimentos militares,era consquen-
ca do mo tempo. Tem aido to copiosas aa chu-
vas 00 Kentucky que se achara de lodo inlerrom-
pidas as commanicagdes em mnitos pontos. Nao
ha noticia do general Tboruat e do seu corpo de
exercito, e parece favoravel que o mo lempo
contribuase para qde elle nao tirasse da sua bri-
lhanle victoria da Mellapruny os resultados que
esperara.
O general Burasid que desembarcara na Caro-
lina do Sul, teve de lular com grandes ditikulda-
des, por causa dos deosos nevoairos, e so depois
.de inuios Irabalhos.conseguio fazer passara barra
de l'emlico Sound 4 dezesete dos seua navios.
Aa barras que commuoicam com Albernarle-
Sound, em votU da ilba Boaoske eslao, segundo
parece, de lodo obstruidas.
No parlamento britannico foi o governo ioter-
pellado acerca do que lesa occorrido 00a estados
americanos do norte, e lord Jobn Russell em res-
posta declarou novamente que era injuatibcaval
a deslrutco do porto de Cksrlealowa, accrescen-
lando qua o governo francez pena* da mesma ma-
neira, embora o goveroo americano ten ha asse-
gurido que as suas inleogoes nao sao deatreir u
porto permaoenlamenle.
Esta declaracao do ministro dos negocios es-
traogeiroa parece ter tranquillisado o corpo com-
mercial e os armadores, que veem oa desolaco
de gabioete de Washington o principio destruido
do elemento commercial.
A Inglaterra vai, pois,|dirigir-se de novo ao go-
verno americano, e as seas instancias ho de tai-
vez coucorrer conjunctamenle coui as de Franca
para a aolugo da contunda entre o norte a o
sul.
Navios entrados no porto de Lisboa, vindotde
differentet portas do Brasil. '
i de fevereira.Vapor paquete fraucez Guieune,
do Rio de Janeiro, Baha f ernambuco.
19 dito.Barca portugueza Gratido, de Per-
oambaco, em 45 dios.
24 dito.Rarca portuguesa Flor do Vez, do Para,
em 47 dias.
23 dito.Brigue portuguez Tainef, do Para, em
40 dias.
Sahidos. t
6 de fevtrairo.Bngua portaguez Conde, para a
*
-
S
\


*
^
-


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