Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09517


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Full Text
I 1
mo mvm. idmebq i,
Pr tres mezes adiaotados 5(000
Par tres eies vencidos 6J000

DIARIO
SEXTA mu 14 DE MARCO DE U62.
Jwinoo idiantado 49|00O
Ptrte fraieo pan o subscriptor
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Li-
ma ; Nalal, o Sr. Antonio Marques da Silva
Aracity, o Sr A. de Lemos Braga; Cear o Sr!
. Jos de Oilveira; Haranhlo, o Sr. Joaquim
Marquea Rodrigos; Para, Justino J. Ramos:
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SDL
Atoadas, o Sr. Claudino Paleio Dias: Bahia.
o Sr. Jos Mirtina Alvos; Rio de Janeiro, o Sr-
Joio Pereira Martini.
EPHEMERIDE8 DOMEZ DE MARCO.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os dias ai 9# horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas 8 Quarto crescente ss -2 horji e 40 mioatos da
sextsa-feiras. manbia.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho 5 Lu* cheia as 2 horas e SS mina tos da tarde.
Garanhuns as tercas-feirai. jM Qnarto mingaante as 7 horas 8 niatos da
Pi d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-I maohaa.
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,I29 Lea nova as5 horas e 4 minutos da machia.
Ouricury e Ex as qnartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoao, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiraa.
(Todos os correioa partem aa 10 horaa da manha
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da maohaa.
Segando as 2 horas e 54 minutos da tarde.
FARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o sol at Alagois 5 e *; para o norte
at a Granja 14 e S9 de cada mee.
_ PARTIDA DOS MNIBUS1.
Ir5 S. lV d*Py>u>as6lli2, 7. 7 1,1, 8
e,V'M* ?fJ*Unda 8 8da da ; d
Jahoatao s 6 1|2 da m.; do Catanga e Vanea
J d m7 de Btmfica s 8 da mT
oara o pipucot s 3 11. 4, 4 1|4,
para
para Bemfica
_ "MIDA DOS MNIBUS.
11|2 da m; de Olinda s 8 da k. e 6 da t.; d
ioatao s 6 1|2 da m.; do Caxang e Forre
7 da m.: de Btmfic* s 8 da mT
Do Recife : p,ri 0 pipucot sl3 1|1. 4. 4 l|
4 tl2, 5, 5 114 5 112 e 6 da t.; par Olinda Is
da t. e 8 1(2 da t.; p,ra Jaboato is 4 da t.; pai
o Casanga e Porrea s 4 1.2 da t.;
ad 4 da t.
PARTE 0FFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de marco
de 186*
OITicio ao Exm. bispo diocesano. Sirva-se V.
Exc. Rvms. de ioformar acerca do que pede no
incluso requerimeoto o lente de eloqueocia sa-
grada no seminario episcopal de Olinda. Fr. Joa-
quim do Espirito Sanio.
Dito ao Exm. presidente da provincia do Ces-
n.Pelo offleio que V. Exc. se servio dirigir-me
era data de 2 do passado, esob n. 6, fique! in-
aa ,er ,id0 pre8 e acoir-'e D cadeia da
cidade do Crato, o criminoso de morte do tsrmo
do Ouricury Jos Loureoyo de Araujo.Commu-
nicou-se ao Dr. chafa de policia.
Dito ao commaodaote das armas. Respondo
ao seu offleio n. 495 de 10 do torrente, declarao-
ao-lhe que os sentenciados a que V. Exc. ilude,
seguiram pira o presidio de Fernando no briaue
Dito ao mesmo.As pragas do exercilo Manoel
bornes Elias, Apolinario Ltborio da Costa, Caeta-
no Pereira daSilv,, Euphrasio Alves da Rocbi,
nubio Jos dos Santos, Francisco Moreira Lima,
"alaquias Ferreira de Aguiar, Feliciano Francisco
i "'ei" e J< Pedro da Silva, que oram ex-
cluidas dos corpos a que perteociam e vieram
para esta proviocia afim de cumprirem seulenca
no presidio de Fernando, sirva-se V. Exc de fa-
zer constar que devem requerer thesouraria de
lazends desta proviocia um papel sellado, como
m!V Fxm- -Sr' ministro d* 8ye" em
aviso de 27 de fevereiro ultimo, a liquidago e pa-
gamento do que se Ihes est a dever de vencimen-
ios, e cujos ttulos sao remanidos nesta data
mesma thesouraria.Offlciou-se oeste sentido ao
inspector da thesouraria de fazenda com os ttu-
los de que se trata.
Dito ao mesmoRemetto a V. Exc. o proces-
so do cooselho de guerra do soldado do 10 ba-
lalhao de infamara Manoel Francisco dos Santos,
!.ike 86r cun,Prfa seotenga proferida pelo
ceaao soP"o militar de justiga em dito pro-
ia.DUj,0.-m88moTr"8miUo V. Exc. afim de
,."Uno coDvDienle, a cerlido de asseota-
?2 D.2 T tDe.nfe d0 4* > d artilbaria
IsSl rlm'S? 5mU, de SeP"d Ewerard. -
hauhkn ***n??e. certldio do soldado do 9
Jnior nfaolaria Manoel Perein do Couto
Dito ao mesmoQuelra V. Exc. mandar pro-
ceder as averiguacoes oecessarias afim de saber-
se se desertor de alguns dos corpos da guarni-
?ao desta provincia Manoel da Costa Soares, que
se acba recoihido a cadeia di capital de Goyaz
como declara o Eim. presidente daquella provin-
cia no incluso ollicto, que me ser devolvido.
Dito aocbefe de polica.- Respondo ao offleio
deV. S n. 1.166 de 20 Je novembro do nao pas-
sado para que faga constar ao delegado de policia
do termo do Rio Formoso. dizeodo que o con-
cert de que precisa a casa que all terve de ca-
tado *6r CUS" d0 resPecli' Proprie-
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
"'? "9ta dos documentos que devolvo, e a que se
ftj* !"* ,ln2in,,ao da 3 de dezembro de
1860. sob n. 1,267. relativo ao aluguel de duas
casas, que pertencendo a Francisco de Souza
Ouerra, foram oceupadas porofflciaes do 8o baia-
Ihao de ofantaria quando destacados em Villa-
Bella, mande V. S. processar, logo que requerer
a paite iolereasada, por perleocer a exercicio j
encerrado, a divida proveniente desee alugael a
contar someote do Io de dezembro de 1859, at
o ultimo de fevereiro do j citado aono de 1860
atlrn de ser paga de conformidade com o aviso do
ministerio da guerra datado do 1 de dezembro do
predito anoo de 1859, apenas houver crdito,
sendo o aluguel de urna dessss casas na razo d
19 meosaes, e o da outra ns de 5#, como se v
nos referidos documentos.
Dito ao mesmo.Continu V. S. a mandar pa-
gar a vista de procuraco passada ao Dr. Joaquim
Pires Carneiro Mooteiro, e de conformidade com
o aviso da repartido da guerra de 27 de feverei-
ro ultimo, constante da copia inclua, a consie-
nacao meosal de 60S000. que o coronel Victorino
Jos Larnelro Mooieiro fez nesti provincia para
subsistencia de um Albo. P
i.D^-V.B,e8n,0;~Ao cirurB' Francisco Mar-
ciano de Araujo Lima, mande V. S. pagar aeta-
SSallAsfi! d'ar0Sl C0Dl"de "O
ultimo al 5 do corrente mez.como remuneraco
a1 s,easfse",?u Pastados na commissao medica
esdas do cholera-morbus na comarca do Li-
moeiro.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
lendo nesta data approvado a deliberacio. que
segundo consta de offleio do chefe de policia sob
n. m e data de hontem, tomn o delegado de
mandar alugar urna casa no districto da Palmei-
"^V"*.0 de n,90a Para oella serem re-
colhidos durante a formacSo da culpa, os crimi-
nososall capturados, assim o commuoico V S
pira seu eoohecimento, e aQm de qu minie'
pagar ao negociaote Manoel Ribeiro de Carva-
lho, conforme solicitou o mesmo chefe, a quao-
tla de 124, proveniente do aluguel da predita
casa, correspondente ao semestre vencido no ul-
timo de Janeiro oeste anoo.Communicou-se so
chefe de policia.
Dito ao mtimo.Miude V. S. pagar aos em-
preiteiros da illumisuato a gas nesta cidade a
quantia de 171j)900 s>., em que importa o gaz
consumido com a casida detencao no mez de Ja-
neiro ultimo, como SS) v da inclusa conla que
se acha exacta, segaaaft consta de offleio do che-
fe de polica datado de hontem, sob n. 358.
Communicou-se ao skefe de policia.
Dito ao meimo. --lateirado do contedo de
sui informico de kt&m, sob o. 151. didi acer-
ca do requerimeoto que Innocencio Monleiro
de Pauta BorgeiofiorsjM a quantia de2:!00tf pelo
rendimeoto do imposto de 10 por /0aobre oa ter-
lenos oceupados coa o planto de caplm de plan-
ta, teobo a dizer qne pode V. S. aceitar esse
oHereclmeoto, para utvir de base nova arre-
matacao, se nao pparecerem licitantes que
est aonuociada de 3.0009.
Dito ao commandinte tuperior da guarda na-
cional da comarca da Garanhuns.Em resposta
ao sau offleio d. 6 de 13 do mez passado, teoho
dizer que pode V. S. mandar presta, se anda
for nscessiria, a forea da guarda nacional tob seu
commando superior, rsquisitada para escollsr
presos al esta capital pelo delegado desse termo
em offleio por copia juoto ao de V. S. cima ci-
tado ; porque em taes casos nao se faz necessarlo
autotisacao previa da presidencia, e sim quando
a Torca for requiitada para vir mesma capital
buscar presos, doveodo ser assim entendido o meu
offleio de 13 do crrante, e nao de 13 de dezem-
bro ultimo a que V. S. Ilude.
Dito ao iospector do arsenal de marinha.Man-
de V. S. postar juoto ao caes 22 de oovembro
amanilla is 6 horas do dia uas lancha equipada,
aQm de transportar viole e dous senteociados
para bordo do biate Sergipano. OfQciou-se ao
chefe de policia para fszer embarcar os referidos
sentenciados.
Dito ao mesmo.Informe V. S. acarea do que
expoe o subdelegado da fraguezia do Recfa no
offleio incluso que me ser devolvido com refe-
rencia i admlssao do soldado Antonio Jorga da
Silva na enfermarla estabelecida nene arsenal
para trata ment dos cholericos.
Dilo ao juiz de direito do Limoeiro.Inteiraio
pelo seu o offleio n. 25 de 3 do correte do qua
Vmc, me comaouoica com referencia a epidemia
reioante nessa comarca, sinceramente o louvo
pelos servicos ah prestados em fivor dos des-
validos, e chamo a ana atleocao para a povoagio
de Verteotes em Ttquaritinga onde o mal con-
tinua, como se v.do seu citado offleio.
Dito cmara municipal do Brejo. Respon-
dendo ao que me consulta cmara municipal
da villa do Brejo em offleio do primeiro de feve-
reiro ultimo, teoho a dizer que nao ha iocompiti-
bilidade eotre os cargos de vereadores e da juiz
de paz, mas sim, entre esle e o de escrivo de
collectoria, como declara o aviso n. 320 de 7 de
agosto de 1860 parigrapho segundo; pelo que
oao pode o capilo Jos da Silva Amaral, eleito
segundo juiz de paz do primeiro districto desse
municipio, exercer as funecoes deste lugar cu-
mulativamente com as de escrivo da collectoria,
sendo considerado ter renunciado este ultimo
emprego, por ter aceitado e exercido posterior-
mente o de juiz da piz como preceituam o aviso
de 18 de margo de 1854 e oulras decisdes do go-
verno.Officiou-se neste sentido ao referido juiz
de paz e communicoa-se thesouraria de fa-
zenda.
)ito a cmara municipal do Cabo.Ioteirado
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel-Keneral do commando das
armas de Pernambnco na cidade
Becife em 13 de marco de
do
186*.
ORDEM DO^)IA N. 47.
O general commandante das armas julga con-
veniente fazer publico que a transmissao de suas
ordena sos differentes corpos de linhs existentes
nesta capital nos casos extraordinarios e fra das
oras estabelecidaa para a distribuido da ordem
doi dis, se flzesse com a necessaiia presteza, re-
solveu, que em vez de se expedirem ordeoaogis
aos diversos corpos, ou a algum dellescom o flm
de chamar ao quartel general os respectivos
Srs. ajudantes, majorea, ou commaodanles, fosse
aisa commuoicaglo falta por meio de toques de
corneta geraes ou parciaes, segundo a natureza
da ordem e do corpo que a tvesse da execotar,
e assim determinou em lembranga no delalhe do
servico do dia 46 de fevereiro ultimo :
l. Que sendo o toque geral para lodos os cor-
pos o sigoal partido do quartel general ser re-
producido no quartel do dcimo balalbio de in-
fatuara, e em seguida nos nono e quarlo bsta-
Ibao de arlilharia a p, da guarda da casa de de-
tencao para o quartel do segundo bstalhao'de in-
famara ; do quartel daJcompanhia de cavallaria
para o de artfices.
2." Que sendo o toque parcial, dado o sigoal
0uSna|d df .i?S?C RLI! dgH C,"ra prlF,U?0 d0 corpo ou corP8' ,0?ue d0 q-ortel
"SfLif? Vlia.d0 .r.b0_.m ** fr'ewiro iworal se reproduzir na mesma ordem cima
ultimo, tenho a dizer-lbe que opportunamenta
levarei ao eoohecimento da assembla legislativa
provincial, aQm de ser por ella tomado em con-
sideraco o que expoe a mesma cmara no citado
offleio, bem como queapprovo a deliberago que
tomou em relaco a coostruegio do cemiterio do
seu muoicipio.
Dito cmara municipal da Escada.Remello
cmara municipal da Escada a inclusa petigo
do tenentecoronel Marianno Xavier Caroeirj da
Cuoha, que me aeri devolvida, afim de que in-
forme se existe a cerlidio de que se trata na re-
ferida peligo a se veriflear-ae algumas das con-
dcoes de artigo 8 da lei provincial, n. 509 de 29
de miio do anoo prximo passado.
Dito acamara municipal de Goianna.Respoo-
dendo o offleio que me dirigi a cmara munici-
pal de Goiaona em 9 de dezembro do anno pr-
ximo passado sob n. 14, tenho a dizer que por
defflcieocia na quota respective, nao podem
por ora ser feito os reparos de que precisa a
ponte d'aquella cidade, cumpriodo por isso que
a mesma cmara leve ao eoohecimento da sssem-
bla legislativa provincial, s necessidade de taes
reparos, afim de que ella delibere a esse raspeito
O que entender oais conveniente.
Dilo ao superintendente da estrada de ferro.
Quena o Sr. superintendente da estrada de ferro,
iDiormar-me se j foi remet do a commissao en-
carregada de liquidago da garanta. dos juros ss
contas relativas ao mez de Janeiro ultimo ; ser-
viodo-se de deelarar-me o motivo porque no ca-
so negativo nao leve logar essa remessa, que de-
ve ser faita mensalmente em cumplimento das
ordene do governo imperial, para cujs observan-
cia chamo a alleogao do senhor superintendente
que, espero procurar evitar que se repila o tacto
de que se traa.Offlciou-se no mesmo sentido
ao engenheiro fiscal daquella estrada.
Dito ao delegado de Olinda.Sciente pelo seu
offleio de hontem datado do occorrido neste ter-
mo, tenho a dizer-lhe que ae o mal tomar o ca-
rcter epidmico me commuoique immediata-
aente para providenciar como convier.
Dito ao director do arsenal.de guerra.De con-
formidade com o disposto no aviso da repartico
da guerra, datado de 26 de fevereiro nllimo, for-
nega Vmc. ao corpo da guaroigao da provincia
da Parabiba os artigos de armamento, equipa-
mento, e mais objectos mencionados em a nota
constante da copia inclusa.
Dito ao mesmo. Mande Vmc. receber com
urgencia bordo do vapor Oyapock, seis caixoes
viodos da corte com desuno esse arsenal, Pi-
cando certo de que o inspector do arsenal de ma-
rinha tem ordem para Ihe prestar a lancha ne-
cesiarii para condogo dos ditos caixoes.Offl-
ciou-se ao inspector do arsenal de marinha para
prestir a lancha, e ordenou-se aos agentes da
companhia braaileira s entrega dos mesmos cai-
xoes.
Dito ao director das obras publicas. Mande
Vmc. orear a despeza que se tem de fazer com
os repsros deque preclssm os edincios de que
se compde o lizsrelo do Pina.
Dito ao diiector da companhia de Beberibe.
Pede Vme., como aolicitou em seu offleio de 6 do
corrente, transferir para o passadigoem eonslru-
gao na ponte que liga os bairro de Santo Antonio
ao do Recife urna dis linhas de cannos que por
ella passam para abastecer d'agua potavel a fre-
guezia de S. Fr. Pedro Gongalves. Communi-
cou-se ao bario do Livramento.
Dito ao commandante do presidio de Fernan-
do.Remella Vmc. para esta capital, na primei-
ra opportunidade, de urna at quatro barricas de
sement do melhor algodao branco produzido
nasse presidio, afim de serem enviados socieda-
de Auxiliadora da Industria Nacional, lando Vmc.
em vista que nio convm ser desea rogado o al-
SL .-!1" n.'Ud0 no m"mo estado em que
or colhido, uto dentro dos seus casuloi na-
luraes.
Porlaria.O presidente da provincia, attenden-
do ao que lhe requereu Candida Mara da Con-
SKi\.r.",0f" cooceder-lbe liceoga pan ir ao
presidio de Fernando no hiate nacional Sergipa-
no, levando comsigo seu neto Jos Candido Ri-
beiro, e os gneros constantes da relecao iunta
signada pelo secretario do governo ; nio po-
deodo, porm, effecinar o desembarque dos ditos
gneros, sem que por parle do commandante se
proceda a exame para verificar ae ha agurdente
ou ontra qualquer bebida espirituoss, e sendo
alm disto obrigado iapresentir ao pradito com-
mandante a factura de taes gneros altestada
quanlo ao prego pelo presidente dos corretores
genos.
Dita.Os senhores agentes da compsnhis bra-
silea de paquetes vapor maodem dar trans-
porte para o Maranho, no vapor Oyapock, ao
anspecada Sabino da Costa e soldado Beroardo-j
Ferreira, que vieram daquella proviocia escol-
tando dons presos de jusliga Communicou-se
commandante das armas.
estabelecida para o corpo oa corpos, que delle
devem ter sciencia.
O mesmo general faz igualmente publico, que
a presidencia conceden por portara da 11 do
corrente trea mezea de licenga com vencimenlos
nos termos do art". 106 do regola ment de 27 de
outdbro de 1860, ao Sr. alferes do nono bstalho
de infantaria Manoel Erasmo de Carvalho Mou-
ra, para tratar da sua sa le.
Finalmente, que no dia 7 deste mez seguio no
vapor Princeta de Joinville com destino pro-
vincia da Bahia o Sr. capello alferes da reparti-
gaolecclesiastici do exercito padre Joao Cvrillo
da Lima, que foi mandado servir naquella auar-
nigo.
Aksignado. Solidonio Jos Antonio Psretro
de Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capitao
ajudante de ordena encarregado do detalhe.
I
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relagao: tergas e sabbados s 10 horas.
Fazenda: quintaa s 10 horsa.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphios: tergas e sextas is 10 horas.
Pr'd?aer* m" d CY8l: Ur5M ,exl" mei0
Segunda vara do cival: qaartaa a aabbadoa 1
horada tarde.
I DIAS DA SEMANA.
jj SFW"cHS :3tt-
\\ lh-a? W,0.d p,ix-ao de J" Chrlsto.
!fi !,. ?eDf,a-M rei5 S- Longuinho.
16 Domingo. S. Cyrlaco m.; S. Abrabio eremfta.
. ASSIGNA-SE
no Recife, em a livraria da praoa da Indepeo-
mt*i?NS!*" 1,"oel Fi8uei"
lmenlo dado
dlmioue.
o trabalho posaivel, tambem
Encarado pelo lado do ioleresse geral,
nle apreciado. A agricultura
INTERIOR.
RIO DE JANEIBO
Exposico nacional.
(Continua;do.)
Despachos do dia 11 de marco.
Rcqutrimentos.
Carlos Loiz Cimbronne.Volte ao Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
Francisco de Souza Goerra.Dirija-so s the-
souraras de fazenda e provincial, as quses se
expedio ordem pera o pagamento do aoppli-
Innocencio Monleiro de Paula Borges.Acha-
ae etn praCa imposto de que se trata, e por isso
pode o supplicante concorrer ella. P
Jos Francisco da Costa. informe o Sr. di-
rector do arsenal de guerra.
Manoel Monleiro da Cruz. Informe o Sr. Dr.
chele da polica.
.u^J* Jerrflr? d" Co,t-0 npplcanle ser
iteodido depos do novo contrato.
XIV
J ti vemos occasiao de fallar do pezamnani-
memeole sentido vala da parte agrcola da ex-
potigao. Nos ltimos dias a abertura das salas
que cootinham os productos viodos das provin-
cias do norte atteauou um pouco este seolmeoto,
dando produego agrcola a importancia que
devia ler na exposigo brasileira. Mas a decepgo
coolinuou no que diz respeito aos gneros ali-
menticios. A diminuigao na quantidada, a ele-
vagao no prego deases gneros, um pheoomeoo
que data j de alguns aonos, e de demasiada im-
portancia para que se houvesse podido deixsr de
procurar-lhe a causa appareceodo mutas opi-
nioes a tal respeito. Melbor que ninguem Um es-
tudado esta questao o Sr Sebastiao Ferreira Soa-
res, a quem devemos urna obra sobre a produe-
go agrcola no Brasil, a primeira e nica que
trata desta materia, e na qual se encoolram os
alicerces, os primeiros materiaes necessario3 pan
crear a economa rural do Brasil. Julgamos que
o melhor que podemos fazer reproduzir aqui a
opioio do autor desta obra notar el e que infeliz-
mente tem aido pouco notada. Nao esta a ni-
ca vez que teremos de cita-la.
Teodo o caf comegado a experimentar maior
procura no nosso mercado do aono de 1852 em
diante. o seu prego, seguiodo a lei da demanda, se
ele vou sobre os pregos a o te ri ores, e isto despertou
a ivldez do lucro ; e mesmo porque, segundo as
rearas econmicas, a demanda encoraja e anima
a droduegao, viito que nao se prodnz pelo triba-
Ibdaquilio de que se nao carece. Para se ffter
fic procura do caf, todos ou a maior parte
dos; lavradores trttaram da sua cultura em esca-
la iuperior, afim de que a offerta satisBzesse s
necessidides da procura.
Em geral os principies productores de caf,
vis ndo lucros cerlos e immediaiosna venda des'
te i;eoero, comegsram desde logo por applicar
todis as suas torgas na cultura exclusivs dos ca-
fezt iros, e al abandonaran] a dos gneros ali-
me llares, milho farinha e feijio, com que ses-
teo avam seus fmulos I Fizeram esle falso ra-
ciocinio :com os lacros realtsados oas vendas
do caf compraremos o sustento para oosaas fa-
milias e trabalbadores, e anda assim o gioho
ser maior porque a firinha, milho e feijio pou-
co custim e nio vale a pena dtstrahir os bracos
do servigo importante para emprega-loscom me-
nor vaolagem.
A' primeira vista parece ser este raciocinio
bem feito, e econmicamente coocebido; mas,
sujeitando-o aoalyse, ae reconhece a sua falsi-
dada e a mais completa aberragao das regras eco-
nmicas, porquanto elle se refere ao presente e
nio calcula com a desvmtagens futuras.
t Para que este raciociolo toase bem feito, fra
preciso eiudispensavel que os gneros que sedei-
xavim de produzir fossem importados por mdi-
co brego do estraogeiro, e que a aua maior pro-
cura nio altensse sensivelmente os cusios ante-
riores ; mas isto se nio di, porque a farinha, mi-
lho j feijio que consumamos eram prodnzidos no
paii ; a desies mesmos geueros importava-se o
ese edeote do consumo ; logo deixaodn os prin-
cipase cultivadores de caf de prouzi-los, aug-
meatava-se a maaaa dos consumidores ao mesmo
pasjo que se diminua a dos productores : alm
de que, lornavam-se consumidores do mesmo
mercado para o qual at entio maodavam o exce-
der te de suas sobras annuaes.
f,?. re,,u,,ad0 de lau errneo raciocinio devia
inf( llivelmeote trazer a alta do prego dos gene-
ros alimenticios, e portento tato succedeu.
f io nos possivel reproduzir aqui os alera-
mos que servem de ponto de partida a esta opi-
nlap; mas quem tiver lido ou quizer lr o livro
do Sr. Soares, confeuar que, a nio se Ihes con-
testar a sxacttdio, nio ha outra conclusao aue
lirir. H
E* singulsr que nao fossem os fazendeiros os
primeiros a descobnr que segulam mo camioho
e que se embrenhariam oas Mies coosequencias
resultantes do aeu systema. Mas a vardade que
por infelicidade da agricultura brasileira, bem'
poneos fazendeiros ou estancieros emprehendem
a fundo as suas operagdes esludaode-ae luz fe-
cunda que a cootabilidade langa sobre os nego-
cies commerciaes. O abandono da cultura ali-
mentar nio somenle fsz encarecer estes gneros
mas sobrecarrega ainda as despezs gerses da fa-
zenda eom enormes pregos de transporte, que
era outro lempo se nao se pagavam, e que fatem
subir na mesma proporgo o custo dos outros
Demiis, a difflculdade do abastecimeoto, e mei-
mo a careslia teraam menos exigente quinto
quiildade do alimento dos trabalbadores, e tam-
bem mais parco ni quantidade, e hivendo urna
relagio oecessaria entre quidade e quantidade
isto
- chegou
ao mesmo tempo que a industria i seguinte con-
a Cada regiio, cada paiz, cada povo recebe dos
seus vizinbos o excesso dos productos desles em
troca do excesso dos seus. Todas estas regles
qae tem necessidades reciprocas situadas ao al-
caace urna das oulras, reunidas pelos ros e pe-
los mires, formam um todo completo. Cada urna
tem a sua especialidade, a 6 smente cingindo-se
a ella que pode deseovolver-se completamente e
que os povos alcaogaro cada producto pelo me-
nor custo. >
Partiodo deste principio, mutas pessoas pen-
sara que no Brasil, seodo a trra barata, a popu-
lagao rara, o trabalho inhbil, pouco rendoso,
Ciro, bem que nio parega. faltando estradas,
mercados e relagoes commerciaes, devemos en-
tregar-nos com especiilidade a cultura dos vege-
taes arbreos, caf, algodao. etc., a da caona de
assucir, que precisamente a que este clima fa-
vorece, e renunciar cultura dos cereaes, das
raizes, das plantas alimentares, em urna palavra,
ao que justs e especialmente coevem aos paizes
dotados de um clima meooa quente e collocados
em oppostas condigoes economices, iotervindo
depos a troca para nivelar as condigoes.
Aos que aconselbassem agricultura que re-
nunciaste aos productos admiraveia que cultiva, e
cuja creacio quaai exclusivamente devida
forga espontanea da natureza para toroar-se pro-
ductora e exportadora exclusiva de substancias
ulnas das torgas arlifkiaes dos estrumes e do
trabalho levados ao seu auge, oenhuma outra
resposta pode dar-ae. A agricultura brasileira
deve continuar a ser o que ao menos em grande
psrte, e seria absurdo exigir delta o que fazem a
Europa e os Estados-Unidos; nao porm me-
nos verdade que o paiz deve fornecer a alimen-
ticio do paiz, e que eiperar da Europa ou dos
Estados-Unidos a subsistencia um erro que io
p6de ter conaequencias deplorareis.
O ministerio da agricultura e a til corporagao
a que os agricultores brsslleiros devem ser reco-
nocidos pelo zelo que desenvolveA Sociedade
Auxiliadora da Industria Nacionalj o compre-
heoderam. Compulsando os documentos qua
emaoim, quer de urna quer de outra tonte, f-
cilmente se coohecem os eaforgos que fazem para
ioduzir os nossos fazendeiros produzir gne-
ros alimenticios, e mesmo a augmentar o nume-
ro das plantas cultivadas desta categora. Espe-
remos que taes esforgos serio coroados de bom
xito, e que o Brasil lambem realizar este pro-
blema, da alimentaco barata, o primeiro para os
povos civilisados ; accrescaolemos e da alimen-
tavam variada, porque dous nicos cereaes, o
arroz e o milho, alguos graos leguminosos, abun-
dantes em variedades, mas raroa em especies, o
feijio, algumas raizas tuberculosas, balitas, ioba-
mes,mandioca, jacatnp, que em um volume enor-
me contera apenaa urna quantidade diminuta de
substancia alibile, aio pouca cousa no inventario
agrcola de urna nagio.
Digoaam ainda que ao lado desle dficit nos
gneros anneoticios a exposigo aonunciou-nos
um progresao que, se se realizar, nao conlribuiri
pouco para diminuir, ao menos para os habitan-
tes do Rio de Janeiro, o prego da carne verde, e
melhorar a sua qualidade. Este progresao tem
por nico penhor um modesto feixe de tono vio-
do da imperial fazenda de Santa-Cruz, mis j dis-
sernos o que ao nosso ver representa esse feixe
de berva secca.
Asseguram-nos que de algum lempo para c
tem-se emprehandido naquelle estabelecimento
trabilbos de irrigago importantes para a planta-
gao de vastos pastas permanentes hervas gram-
neas.
O calor e a humanldade sio, na verdade, ss
circunstancias que dio lugar vegetigao de hervas
abuodastes e muito atbeles, extremamente svo-
raveisao trato e ceva do gado. A empreza ten-
tidi pelo Sr. superintendente da fazenda de San-
la-Cruz um melhoramento feito com muita in-
teligencia, e que nio duvidimos ser bem suc-
cedido ; faz parte, com effeito, do nico syitema
agnculi possivel no Brasil, e que sobretudo coa-
la, como j dissemos, com as torgas espontaneas
da natureza.
Este eatabelecimento de patios, se Mr imitado
[e tem dnvida o ser), poder ter s mala benfi-
ca influencia sobre o commercio da carne verdee
a industria dos couros. Dar lugar ao eatabeleci-
melo de um mercado de abasteciarento de
carne, crear urna industria intermediara que
comprar o gado magro para o revender de-
pos de gordo. Por todss estas razes a tenta-
tiva que noticiamos deve ter animada,e sobretu-
do apootada, para que sejam estudadas aa auas
condigoes e os seus resultsdos.
Todos os esforgos do trabalho agrcola conver-
gen: para a produego de tres plantas principies,
que sao o caf, a caona e o algodao. Referiodo-oos
aos algarismos do Sr. Soares, e tomando como
pooto de comparagio o voor exportado, pode-
mos fazer urna idea bastante approximidada im-
portancia relativa destas tres plantas.
Tomsndo-se o termo medio aonual de um pe-
rodo de seis anno?, 1852 a 1858, v-se que o va-
lor exportado e :
P '....................... 43,909 000000
De canna (assecar e agurdente) 20,794:060J000
De algodao...................... 5.656:0009000
Ksles algarismos demonttram que aeria ainda
necessario reduzir a duas as plantas sobre que se
exerce s agricultura brasileira, e tem um valor
industrial ou eommercal, representam o caf por
si so um algarismo que excede o dobro do da can-
oa. Partindo desta o decrescimento rpido ; o
ilgodio figura na nosss exportaeao apenas por
pouco maia de um quarlo do valor da caoa, o fu-
mo que vera depos (2.197:000) nao chega me-
lado do algodao ; a mesma religio existe entre os
productos desta planta e a gomma elstica, dimi-
nue de qaasi s metade entre estes mesmos pro-
ductos e a herva mate, e ainda menor se tomar-
moa o caco para segundo ponto de compsracio.
Balsa, reuoiado os valores da cana, do algodio
do fumo, da gomma elstica, de herva mate e do
cacao, ve ae que todos os productos destas seis
cuitaras nao chegam sommados importancia do
caf, porque reunidos representara apenas na ex-
portigio nacional, termo medio 33,168 3701. P-
de-se portsnto dizer, sem receio de errsr, que por
sis a cultura do caf abtorve cerca da medido
dis forgis e do cipital empregadoa na lavonra.
com,e ,ft0 Bras'l o grande productor do
caf. S elle produz cerca de metade do consu-
mido portodo o mundo, e no algarismo tolal de
265 milboes de kilogrammasem que se calcula a
produego do globo entra elle com 130 milhes.
Para aioda melbor aprecitro phenomeoo aioga-
lar que este algarismo traduz necessario lem-
brarmo-noa que em 1820 a exportaeao foi apenas
de?I,225 sacca,> e le de 1850 a 1857 pssiou de
1.329.700 saccas a 2,065.700, qua si o duplo. E'
natural que insistamos nestas circumttancias, pols
nao smeate o tocto mais aotavelda agricultu-
ra brasileira, mas em todas os paizes do mundo a
exteoslo lio coosldersvel e lio rpida e fra da
proporgio de urna cuitara nica |attrahiria a at-
teoao, e no Brasil, a concenlragio e attracgo
teotvel de todaa as torgas productoras agrcolas
para um nico genero, que quasi ameaga votar
ao absodono todos os outros, parece-nos um tocto
muito Injportsnlo a prpprlo para faier nascer
preoecupages serlas. Qual ter aido a cansa des-
. te crescimenlo inaudito ?...
, E' singular que este augmento de produegio
nao tenha coincidido com urna diminuigao nos
oalros paizes onde se cultiva o caf, porque ae
exceptuarmoa Cuba. Porlo Rico, e alguns outros,
a exportagio tem licado estacionaria, ou mesmo
augmentado, como acontece em Costa Rica.
Alm dtto, pode-se perguntsr se para o paiz tem
havido urna vaolagem real, porque possivel que
a especulagio tiveste sido bos para alguns parti-
culares, e a Un al venhs a saldar-se, passidos al-
gum snnos, com prejuizos para o paiz, em tr-
ras cansadas, em capiaes encorporados no solo e
irrealisaveis, etc., ele.
E' pena que se|nio posss entrar mais a fundo
no estudo das condigoes desta cultura, eacm-
panhando-a de priocipio a lira, verificar as suas
oparages e fizer urna idea justa dos resultados.
Seria curioso conhecer o custo da produegio do
caf, qual o capital empregado, e qual o que se
apura oa liquidago da empreza, etc., ate. Seria
sooretudo curioso poder estabelecer ama com-
parado eotre esta cultura e as oulras, a da can-
na, por exemulo, e descobrir se a preferencia
dada ao caf est justificada, e sobretudo se ou
nao vantajosa para o paiz. Nio sera a primeira
vez que urna geragio se enriquecesse custa das
que se lhe seguiram e que se lenha dito : c De-
pos de nos o diluvio, o Neste caso nio vem o
diluvio, mas vem crises, e muitas vezes difflcil
curar ama industria do msl de urna prosperidade
to cticia.
/ Jornal do Commercio do Ro. )
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Damos hoje publicidsde o discurto que o Sr.
Mathias de Azevedo Villarouco recitou, por oc-
casiao das exequias celebradas na igreja do col-
Jegio oa do Espirito-Santo pelo pastamento
oesperado de S M. F. o Sr. D. Pedro V.
Na ordem da recitagio foi este discurao o se-
gundo, teodo s sua materia e o sea pensamento
impressionado de modo ventajoso ao nume-
roso auditorio, que eotao se achara naquelle
templo. *
Este discurso, como verao os nossos leitores
pela respectiva letura, nao podia deixar de ter
provocado aquella aeosagao.
t Histrico e biograpoico, era por cerlo um com-
pleto paoegyrico do fioado re, cujas virtudes,
cujos actos de magoanimidsde nelle se viam es-
tampados pela rememoragio de urnas e de outros
em urna eipoaigo repassada de aentimeoto e pa-
triotismo.
R" elle urna pega componente do histrico que
se baja de fazer acerca dessa funegio religiosa ;
porque em verdade retrata o sentir dos Portu-
guezes com relagio ao monarcha, que j nao
exista, que se resuma em ama saudade viva e
dedicada.
Melhor nao podia com effeito o Sr.- Villarouco
cooceber o seu paoegyrico, do que o fez com a
descrpgao histrica e biograpbica da vida do il-
lustre finado ; visto que o seu maior elogio, to-
do quaoto de bem se possa delle dizer, acha-se
nos actos dessa vida, breve de eapago, mas ton-
ga de fruclos. As obras consumera o hornera ;
ditas estas, est elle aquilatado sem hyperboles
nem expressdes estudadas.
Foi designado o Sr. Luiz Antonio do Ama-
ral e Silva, chefe de secgo da thesouraria de
fazenda, para coadjuvar ao Exm. brigadeiro com-
mandante das armas na inspeegao do arsenal de
guerra desta provincia.
i T No dia 3 d0 Passado, pelas 5 1/2 horas da
tarde, chegaram ao Ouricury os complicados no
ississioalo do capillo Alvea Branco ; os quaes
daqui baviam partido par serem novamente mi-
gados pelo respectivo jury.
O capitao Barros mandou no dia 14 de fe-
vereiro ultimo, segundo anniversario da morte
daquelle seu irmo o'armas, retar urna missa
com memento solemne pela alma delle.
As honras militares foram feitas pelos desta-
mentos do corpo de guaroigao e segundo de fu-
zileiros, ao mando do capitio Wanderley.
I Foi oomeado o Sr. Dr. Joio Silveira de
Souza para fazer parte da coramisiao julgadora
da proveadot candidatos ao provimeolo da ca-
deira de iDglez do curso do preparatorios da Fa-
culdade de Direito.
Pela inspectora da alfandega foi marcada,
. em cumprimeoto da ordem do ihesouro de 30 de
; dezembro do son (Indo, o prazo de seis mezes,
para dentro delle os proprietarios ou admioiatra-
! dorea de armazens alfaodegados e de trapiches
. se habilitarem e pdrem os mesmos de accordo
com a legislagio vigente.
O referido prazo comecou a correr de 24 de Ja-
neiro ultimo.
De urna caria do Limoeiro extrahimos os
seguales trechas noticiosos:
O cirurgiio Araujo Lima relirou-se por estar
a epidemia extincta ; porm depos de sua sabi-
da tem havido bastantes caos do cholera.
No dia 8 deram-se cioco mortea desse mal,
sendo 4 meninos e um adalto.
O cirurgiio Brrelo Nobre seguio para Ta-
quiretinga, eescreve em data de 6, dando o mal
naquelle lugar extiacto.
a Diquelies, a qoem o mal tem eticado, pon-
eos sio os que cootam victoria.
A silubridade anda contina mal, as chu-
vas, e depois nm sol ardente, por dous e mais
das, alerram i muitos, e vivem nuitos em so-
bresalto.
a A feira do gado na quarta-feira foi pessimt,
esle foi vendido por cabegs a 439000, por ap-
parecer apenas ama boiada.
Os gneros alimenticios vio ns mesma pro-
porgio de alga.
Al esta data ainda nio chegado o rorreio,
e porlauto aioda nio laos os seus Diario.
O fdro est mono, nao ha quem queira en-
trar em quesio; mas abuodam os pretendentes
ao lagir de escrivio de orphios deste termo.
Apenas, o Sr. administrador do correio des-
ta cidade, lea quaoto dissemos acerca do tocto
que nos iotormaram se dra bordo do vapor
Oyapock, procurou indagar do respectivo agente
do mar, o Sr. Jos de Vasconcellos, que respon-
deu com o offleio seguinte:
a Illm. Sr.Informando i V S. como desejo,
sobre om tocto que diz a Revista Diaria de hoje
haver se passado a bordo do vapor Oyapock, en-
tre um carteiro da reparlicio e nio sei qua pea-
toa, pois nao vem meociooada na referida Re-
vina, tenho a dizer que nada aei de aemelhanle
icootecimeoto, embora all ae diga que o em-
pregado compsteote, que sou eu, restituisse os
joroaes que baviam tido tomados.
Eu de ninguem recebt e nem a pessoa algu-
mt restitu joroaes, assim como nio me acom-
panbou carteiro algum a bordo do meamo va-
por, porquanto nio costume acompaobar-ma.
a Occupado com o servigo qae eiti a meu car-
go, e no meio do movimeoto o coofuso que rei-
na sempre a bordo dos vapores quando elles che-
*". ae houve alli o faci, que dea a Revilla,
afflrmo i?, S. que o nio preaenciei nem Uve
dalla eoohecimento, ignorando, por cootequen-
cta, com quem fra pauado.
< B' quaoto teobo a informar a lemelhaote
respeito.
182?e8 gU*rde V" S* Reclfe 12 de m8rs dt
c Illm. Sr. Domingos dos Pistos Miranda, mu
digoo administrador do correio. Jos de Vat-
concellot. >
n.Z,f edem"n08 'fnJOMmos, quem compete,
promover a remogio de um mendigo qua habi-
tualmente jiz sob o arco da Conceigao, em tal
estido de magreen e nudez, que punge n'alma do
mais empederoido eoracio.
Consta-nos que ichim-se a bragos com di-
versas molestias ascompanhias dramtica e acro-
btica.sendo esta a mais infeliz, porquanto'li
conla duas pessoas atacadas dos matos reinan-
tes, com slguma gravidade. motivos porque foi
o espectculo transferido para sabbado.
Molestias em Ira la ment na enfermara da
casa de detengio no dia 13.
E?b;e-:............. 5
Lholenoa......... $
Cholera-morbos.... 3
Broncbtes.......... 5
Anemia............ 4
Sifoas.............. 4
Colile.............. 1
Contales.....,.... 3
Syphilis............ 2
Parotidite.......... 1
Gasttite............ 1
lo terminen te ...... 1
Encephalite........ 2
Tumores............ 1
Ferimentos......... 2
Aborto............. l
Asthma ...;........ f
Rheumatsmo...... 1
Diarrha............ 1
D Totil.......... 45
tiespondeu hootem ao tribunal do jury o
reo Jos da Costa Vianna, soldado do dcimo ba-
taihao de cagadores. natural da villa de Bragan-
ga na provincia de S. Paulo, aecuaado por crime
de tentativa de morte oa peasoa de Mara Anto-
nia di Conceigao. e proto em flagrante pelo ma-
jor Bernardo Luiz Ferreira Cessr Loureiro.
Gorrera o processo sote a subdelegada da fre-
guezia da1 Boa-Viste, sendo sustentada a pronun-
cia pelo Dr. Hermogeoes de Vasconcellos, juiz
municipal da primeira vara, aos 6 de fevereiro
prximo passado.
O Dr. promotor publico articulara no libello o
tacto da aecusagao aggravado pelas circunstan-
cias de ser o delnqueme impellido por motivo,
e de haver de sua parte superiordade em sexo o
torgas e armas respeito da offendida, em vista
do que requerera a coodemnagao do reo 00 grao
mximo do art. 193 combinado com o art. 3i do
cdigo criminal.
Produzida a defeza pelo advogado do reo, o Sr;
or. Francisco Antonio Cesario de Azevedo, foi 1-
Uoai publicada pelo juiz de direito a sentenga,
Dla qusl, julgando ao reo incurso no grao me-
dio do art. 201 do cdigo criminal, o condemnou
a lofrrer a pena de aeis mezes e meio de prisao
simples e multa correspondente metade do
tempo.
Eia o sepluagasimo-segundo
Bolelim oficial.
a Em um offleio de 8 do correte, dirigido da
villa do Limoeiro ao Exm. preaideote da provin-
cia, diz o juiz de direito Jos Quiotino de Castro
Leaoque o cholera-morbus tinha deaipparecido
de Vertentes da freguezia de Taquarilinga, ha-
vendo fallecido alli cincoenta e urna pestoas:
mis qne no lugtr denominado Tape da povoa-
gao da Malhadioha, sgundo iotormsgo do ca-
pello padre Freir do Carmo, haviam sido ec-
commetiidas duss pessoas, das quaes urna tinha
fallecido. Diz mait que naquella villa ia appa-
receodo um ou outro caso, e que de Bom Jar-
dim nao tioha receido-commuoicagio alguma ;
mas que por ioformagdos de pessois fidedignas
sabia qae a epidemia eslava alli extincta.
Propagmdo-se o cholera-morbus em S. Lou-
rengo, S. Exc. resolveu qae pira essa freguezia
seguisse um facultativo, e que fosse remettida
urna ambulancia, afim de que tivessem prompto
soccorro as pessoas desvalidas.
.**'' 6 horas da Urde de 13 de margo de
1862.
Dr. Aquino Fonceca.
REPARTiglo da polica.[Extracto da par-
te do dia, 13 da margo.)
Foram recolhidos casa de detengio no dia 12
de margo.
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de policia, Ma-
noel. croulo, de 19 aonos, agricultor, escravo
da Joaquim de Souza Leio, por andar fgido.
a n .rde.m d0 ,UDdel*gado do Recito, Antonio
di Costa Neves, braoco de 32 annos, erabarcadl-
go, a requisigio do cnsul portugus.
A' ordem do de Santo Antonio, Ignacio Ferrei-
ra Muoiz, pardo, de 70 annos, vive de negocio,
para averiguagoes em crime de estelionato;
Joanna Mara Thomazia, branca, de 20 annos, cos-
turelra ; a Filippe de Santiago de Carvalho, criou-
lo, de 30 annos, pedreiro, ambos por desor-
dera.
A' orden do dos Atogsdos, Antonio Gomes dos
Saotos, pardo, de 37 annos, agricultor, para ra-
er uta.
A' ordem do da Varzea, o portugus Joio Gon-
galves Gaspar, de 19 aonos, gaohador, por crime
de offensaa physicss.
A* ordem do da Huribeca, Herculano, croulo,
de 30 aonos, carreifo, eacravo de Nerea de Si
Albuquerque, a requisigio deste.
O chefe da 1* secgao,
J. G di Metquita.
Passageiros sabidos para o Asan, no brigue
brasileiro Seit Irmoi.
A seohora do capno e seis filhos menores
Manoel Aires Lessa sua irm&a e orna sobrloha!
Joaquim Martina Fernandos e Jos Gongalves A-
8".
Passageiro unido para S. Thomaz na barca
Amazon.
Richard Egeft
Matadouro publico.
Mattram-se para o coniammo desta cidade 00
da 12 de margo, 80 retes.
No dia 13 do mesmo 39.
SORTALIDAOB BO DIA 13 DI MARgO :
Ross Msrla do Espirito Saoto, Peroambuco, 50
annos, solleira. Recito ; apoplexia.
Joaquim Loureiro dos Saotos, Portugal. 14 an-
nos, Boa-Vists; febre amsrella.
Domingos, frica 40 annos, solteiro, escravo
Recito ; tetaoo. 4s> '
Mara. Peroambuco, 4 mezes, Santo Antonio *
convulses. '
Rtimulto, Peroambuco,22mezes, S. Jos' be-
xigis.
Severioa, Pernambuco, 18 mezes, Santo Anto-
nio ; convulses.
Maooel Felippe dos SsBtos, Pernambuco. 18
aonos. solteiro, soldado, Boa-Vista ; tubrculos
pulmonares. ""
Jos Francisco Braz, Pernambuco, 32 annos.
solteiro. soldado, Boa-Vista; lu^resloTpSaS
Boa-Vuu"! gfiif8 W1''30 "00'' W,WW'
Sabino Pereira da Castro, 42 anoo*, casado,
pardo, oleiro.
Seohoriohs Mara da Cooceigio, Penumbaco,
27 asnos, parda, casada, Reelfe ; eMera.
Joaquim Jos Ribeiro, Portugal, 28 annos, sol-
teiro, S. Jos ; tobronlos pnlmosaros.

1 RA I Til
, ,JL., r-


-' ?-
Adm ferMtt Can serie, lonos, breoee,
Afogadoa; choler.
Amelia, Peroambuco, 5 mezea, S. Jos ; col-
lyte.
CHRQNICAJUDICURIA.
Tribnnal do comiwptio.
SESSO ADMINISTRATIVA | ti PE MARGO
r-RBSIDENCIi DO KU. SR. 0>BBB:BA*ADO!<
. A. DE SOJJl^
A't 10 horas da manhia. reata df* t>% %m *
pulidos Reg, Lemos, Bastee, e ^ffeir, ola,
presidente declsrou abarla a sesea*, sendo Va
e approvida a acta Qa ultima.
exprdswte.
Foram presentes aa couafiea efflciaes dos pre-
sos correntes da prafis, 3a ultima semans.Ar-
chive-se.
DESECHOS.
Um reqaerl mete de Jos MunU de Altnelda,
pedinde aer protido t/o cargo de agente da tei-
loes desta presa. Vista ao Sr. deaembargador
fiscal.
VOfltro de Joaqoiaa Franciaeo dos Santos Mala,
pedindo o registro alo sea cntralo de sociedade
com Francisco Landelino da Silva, falo ter aa-
tisfeiio o despacho de 6 do crtenle; Regis-
tre-ae.
Outro de Maia & Espirito Santo, padiodo o
registro do sea contrato da sociedade. Vista
ao Sr. deaembargador fiscal.
Com oformacio do Sr. deaembargador fiscal,
oa seguintes requerimeotos :
Outro de Maooel Joaqun Ramos e Sil-a &
Georoi, padiodo o regialro do aeu contrato aocial,
Registre se.
Outro de Daniel Guimaraei & Gompanhia, pe-
dindo tambem o registro do sea contrato soeial.
O mesmo despacho.
Outro de Joa Gome de Albergarla & Com-
pararas, pedindo o registro do seu contrato aocial,
Igual despacho.
Outro do Antonio Jos Silva do Brasil e Joao
Mirtins da Barroa, igual pedido. Satisfacam o
parecer fiscal.
Oulro de Jos Kuzebio Alves da Silva, apre-
stando a aua fianza do lugar de agente de lei-
les.Paaae-ao tilalo.
Outro de D. Anca Mara Pinheiro da Franca,
pedindo o registro de ama escriplura de hypo-
Ibeca que ajuma Regiire-se.
Oulro de Joaquim da Cuoha Freir, pedindo o
registro, do conlrato social que a presenta m.
naja vista ao seohor desembargador fiscal.
Nada maia houve.
SESSAO JUDICIAr"A~EM 10 DE MARCO
DE 1862
PRESIDENCIA. DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
&OUZA.
_ Sicretario, Julio Guimares.
A meia hora, o Exm. Sr. presidente abri a
sessao, estando presentes os seohores desembar-
gados Villares e Silva Guimares, e deputados
Reg, Leaos, e Bastos.
Lida, foi approvada- a acta da sessao ante-
rior.
1ULGAHEKTOS.
Appellanles. o Dr. Juvencio Alves Ribeiro e
outro ; appellado, Antonio Gomes da Cunha e
Silva.
Solfeados os Srs. deputados Reg e Bastos.
Relator o Sr. desembargador Villares.
Nao se tomou coohecimento por ser (ora de
lampo.
Amellantes, os curadores fiscaes da falleoeia
dei Joaquim Luis dos Saotos Vitlaverde ; appel-
lado, Narciso Jos da Cotia Pereira.
Designado o dia de boje
Sorteadoa oa Srs. deputados Lemos e Reg.
nelalor o Sr. desembargador Villares.
Fot confirmada a senienca appellada.
Appellante. Vicente Ferreira Guedea Gondim ;
appellaJo, Antonio Rufino Monteiro.
AsaigBado o dia de boje.
Sorteadoa os Srs. deputados Reg e Lemos.
Relator o Sr. desembargador Villares.
Foi reformada a aeutenra appellada.
Appellante, Bento Joa da Costa ; appellados.
os administradores da massa fallida de Andrade
o Leal.
Designado o dia de hoje.
Sorteados os Srs. deputados Rogo e Lemos.
Relator o Sr. desembargador Silva Guimares.
ro confirmada a seotenca appellada.
PAS8AGBNS.
Appallanto, Antonio Joaquim Salgada ; ap-
pellado, Perciano da Silva Leilao.
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
desembargador Villana.
Appellante. Jos Pereira de Lyra ; appellado,
Antonio Franciaeo Martina de Miraoda.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
DISTRIBUICBS.
Appellaoie, Antonio Rodrigues de Lima ;
pallado, Luis Antonio de Souza Ribeiro.
Ao Sr. deaembargador Silva Guimares.
DILIGENCIA.
Appellante, Joaquim Fernandos do Reg
pellado, Joa Joaquim Alvea.
Mandou-se ouvir a parte sobre a desistencia.
Nada maia bavendo a tratar, o Sr. presidente
encerrou a sesao.
ap-
ap-
Funeral de D. Pedro V.
Discurso proferido pelo subdito Portugus Ma-
TVLS Al9red0 Villsrduco, aoa 17 da Janeiro
de 186S, ua igreia do Divino Espirito Santo da
cidade do Recita de Peroambueo, por occa-
aiao das exequias que os Portuguezes fizeraai
celebrar n aquella igreja, por alma de S. M.
Fideliaaima o Seohor D. Podro V de immorlal
memoria.
i Au&,'' p,m me luff<)cam 1 A trittata me-
laocbolica, que diviso em vossos semblaotea
denotara a saudade, de que todos nos nos soba-
mos possuidos ; a hoja reunidos oeste recinto
sagrado, para dirigir-moa nossaa humildea sup-
plicas ao Ser dos Seres, imploraodo sua mise-
ricordia divina, para que d o deecaneo eterno
alma do re, que elle houve por bem chamar a
sua santa gloria.
O aampre infausto dia II de novembro de 1861
aera de alema recordacao para o infeliz e deadi-
toso rorlugal ; etsa dia aaargurado para a na-
ao portugueza, em que perdeu o melhor dos
aoberauos, o seu verdadeiro amigo, o seuirmao
o seu verdadeiro pai; o seu sobre lodos muito
amado re ; o Sr. D. Pedro V de sempre o nunca
aisu chorada memoria ? I
Nem oa das que bao decorrido, nem o loogo
paco de duaa mil leguas, podam offuscar os
negros caracteres, com qua nos foi anouociada
neata provincia a fatal nolicia da auzeneia eterna
de nono adorado a iafeliz soberano I
inesperada nova da prematura morle do Sr.
D. Pedro V nos veio lancar no abismo da coos-
ternaceo a profunda saudade. Sorpreheodidos
com to infausto acoolecimento, lameotamoa a
dtavenlura do oosso querido e adorado monar-
cha, por que o Sr. D. Pedro V era para nos um
penhor de paz e pruspendade do paii: sentimos
como eis subditos a deslila de la bondoso ni:
a aua morle para nos, foi urna parda irreparavel,
por quanto na sus pessoa, eocootrava -se um com-
plexo de vlrludpa a perfilo ? I I
As auas virtudes eram to salientes, que a
mS.rt recooheci "!. eminentes
2m ?.h:-* *?'"* '* oostitucional,
admirado sempre. nao s pelos seua fiis subdi-
tos, como pelosgovernos eatraogairos, oque faz
maior a nossa gloria, por lermos possuido um
monarcha modelo no seculo actual tambem
deve aer maior o ooaso pessr, e seotimenio pela
sua morle III r
OSr. D Pedro V de saudosissiroi memoria
distingua se pelo sent moral de reclido pela'
severa obediencia aoa preceilos da juatiga a da
moral, pelaa suas virtudes faiigiosaa a ai vi, per
aquello complexo de alias qualidades, que se
cifram na palavraHonra e probidad?.
Sea probidade a viciada dos pobres ; a ae
esta a probilade dos ricos, ali n'aquella alma,
e funda ludo quanto potas abrillantar oaa mais
atastadas regidea sociaes I I I
.mne.(!.^6cel,B!'"'no, W o'y. pela lado do
SmH^l'1!' e? inBu*m encoadremos mais
.ni "J|Uffl,>100 .U9 coracio da rei aag-
PoSSia eVt*,W.ir?naMU* *<>*>* continuos.
deu de quanto prea.va o, seu. ,ubaWoi" 1
oecaaiao do perige. era o primero qua orria a
partilharosoffrimento doa seus ; aororoMi.r
oeaaaf cri* eodamicii. qua mlmmmt2io
no sea curto reinado, foi tal, qua iaaaa aati
rlwa4o da Memoria dos Porlugaszas TI "
a un naava i
Ouant nao lot soMme, essa abnega^So do
re), que hoja deploramos o seu psssameolo ;
oessa quadra doloross que assoloa a capital do
reino, quaodo foi accommellida pelo terrivelfla-
gello do cholera-morbos, e depoia pela horrivel
apidemia da febre amarella ; quaodo aa ruaa de
Lisbos se acharan desertas, pala emigrado cooa-
Uota do pobre povo, e de altaa personagens,
que fugindo aoa horrores da epidemia procra-
lo, M*a Nsapilej ojiaKanto e o
ma e suidos*, ajaaal firme ok |Po
bawa-. )| mahj a*4Mou oa sana na
mti
'el Mfl MHka aquella* fue
I I
') 4 aotlioaQo e amor
...4va elle oaW primero ma
gislrado I
Nossa cruenta nao, de error, a desplaci ; o
joven mooarcha, o rei mancebo, engrandeceu-
ae, etavou-ae no anime doa seus subditos ; tea
procedimeolo heroico e humanitario, nunca mais
aera olvidado da memoria das gerac,oea presente
e vjndoura 11
Na marcha devaatadOra, da em ioimigo lio
teros, que pao poupava idade, aexo, oem posi-
edes, que ludo ceifava, que nao hsviam victi-
mas que o saciaste, que ara geral o terror, de
que todos ae aehavam impresstonados ; o Sr. D.
Pedro V nunca trepidou 1
Nos legares ai* arriscados da epidemia, ana
sua reaidencia ; qaem quizease fallar ao rei, pro-
curasse-o nos hospilaes, por que l o encontra-
ran! i cabeceira do muribuede, ao era s a ea-
mola do oro, era lamben a esmala de auxi-
lio, do cooselho, da sDimaco, da benevolencia,
do perdao, e da ioalruccao ? I
E' oeste ponto, pela commemeracio d'actos
tao sublimes, praticadoa pelo illustra finado, mui-
to difficeis de serem igualados, e queja mais se
nos risesrao da memoria, tao elevado, quanto
diatincto proceder da um rei, tao adoravel, quan-
to magnnimo ; que noa punge a mais acerba
dOr, pela prematura morle, e que a gratido de
urna geracio ioteira, uuoca mais ritcar de aua
memoria lio nobrea fallos ? I
E seu nome vivir para sempre gravado nos
corages de todoa oa Portuguezes que amam a
patria e a liberdade ? I
Sao lanos oa fados, e actos de csridade evan-
glica, praticados pelo Sr. D. Pedro V, que a
enumera-loa, seria um nunca acatar ; depoia a
taadade que nos opprime, por este infausto a-
contecimento, noa obriga a paaaar por alto, mui-
toa delles, que sao j tao coohecidos. e que sua
recordacao naa>augmenlsris mais a dr, de que
estamos possuidos, no eulsnto que o aeu silen-
cio nos anima a proseguir na nairacao de aua
desventurada aorta, prenhe de crueis tribulagoea,
por que paasou (u dasditoso, qusoto infeliz mo-
narcha, em aua curta perigrlnacao, uette vale de
lagrimas I Mundo de mizeriaa e deceocoea ? I
Anda nao era maior, o Sr. D. Pedro V, quao-
do te ve a deadita de perder aua eztremoaa e ca-
riaba mi, a Sen hora D. Mara II de aaudoaiasi-
ma memoria, fallecida a 15 de novembro de
1853 : golpe asss cruel, para um Qlho extremo-
so, como ers o Sr. D. Pedro, primogeoito her-
deiro da coros, liuha de assumir as redeas do
governo, porm como fosse de menor idade,
leve S. M. el-rei, o Sr. D. Fernando, augusto
pai do Sr. D. Pedro V de tomar conta do gover-
no, na qualidade de regente.
Neste interim foi o joveo rei, fazer urna via-
gem pelos paizea da Europa, nesta viagem, o
deaventurado principe, deu provas das qualida-
des e virtudes que o oroavam, sendo scatado e
reverenciado, pela aua Illuatracao, intelligeocia
e deseeroimento, virtudes de que era dotado,
em grao elevado, nao obstante sus juventude,
que causou grande admirago, e captou a ami-
sade dos soberanos de todos os paizes, por onde
vlajou ; oa quaes por seu passamento, deram
nao equivocas provas de profundo pesar a sen-
timeotj, pelo infausto acootesimeoto, que velo
enlutar a nacao ; e os psames foram genes das
cortes estraogeiras a familia real portuguesa I 1 1
epois de sete mezes de viagem, recolheu-se
o Sr. D. Pedro V so reino; deixando aps de
si, lembrancasimmorredouras ? I
A sua chegada, foi de geral cooteotamento
para os Portuguezes, que solemnisaram estron-
dosamente o seu regresso ; pouco lempo depois
a lo de setembro de 1855. qusodo completava
la aonos de idade ; assumio o governo, rslifi-
cando perante o parlamento o devido jura-
mento.
Desta pocha data o reinado do Sr. D. Pedro
V, oqual anda que curto, foi de engrandeci-
meoto, honra e prospendade para o paiz, que
entrando na marcha do progresso, sereoaodo-ae
qaasi por encent os nimos, ludo agourava um
futuro brilhantef 1
O arado arroteou terrenos esquecidos por ge-
ra;es successivas, aa florestas deram aos ma-
res oavea ricas de productos oaciouaes, sbriram-
se as eolraohas da Ierra, para recompensar a
industria do bomam, com motaea, qua lev0ram
o movimeolo populacao, a actividade e a ri-
queza a velhos burgos, esquecidos pelas encos-
lasdas mooiaohss, ou por entre os oiives das
plaoiceis. Em breve o silvo da locomotiva, o
mostrador da ideia levada pela eletricidade, o
calor da imprensa applicada aoa centros da po-
pulago, a iostruccao, a caridade do espirito
semeada a maos largas, por todas as classes ;
deapertaram a nacao I 11
O magnnimo rei, era o primero motor que
animava a industria e aa artea, galardoaodo aquel-
es que ae loroavavam dignos de sua real muni-
ficencia por sea perfeicao ; foi assim que desper-
lou nocorasao as emoses de geral sympathia de
lodos os seus subditos, que nunca maia ae esque-
cerao. desses spertos de mao dado a operarios
laboriosos, que encootravam no joven rei o seu
melhor amigo e protector : sendo este o verda-
deiro incentivo de estimulo e animacio ? I
Assim iam eorrendo os lempos, al que um
da chegou, em que o mancebo rei, cedendo ao
impulso da seu corado, fazendo urna eaoplha dig-
na de si a da nacao, aolicitou para consorte urna
anglica princeza, a Sra. D. Estephania, perten-
cente nobilissima familia de ohenzolern, rea-
Usando se o consorcio 19 de maia de 1858 : as
virtudes de quo era dotada esta lustre princeza
estao bem patentea na mete dos Portuguezes
que viam oo real par a felicidade da uac&oT e qu
pareciam ter aido talhado pela Divioa l'roviden-
cta um para o outro ; lomndose esta nclita
princesa objeclo de geraes sympatbias, n&o s
por sua candura, innocencia, caridade, amabilida-
de, como por suas excelsss virtudes.
Amada extremosamente por seu real esposo, a
Sra. D. Estephania, viveu durante aua curta co-
nabitacao oeste mundo, to uuidos que consti-
tuan) urna s vootade, urna s aspireco. Bem
pouco lempo gozaram dessa deliciosa unio o fa-
tal dia 17 de julho de 1859 velo arrebata-la" desto
mundo, de engaos e llluses ? I
O psssameuto dease aojo, a quera o Sr. D Pe-
dro V devra os das mais jubilosos de sua vida
fe o mais lerrivel e cruento golpe, que, entr
tantos, o traspafsou ; desde esse fatal momento
nunca mais houve em sea coracio dilacerado por
tao acerbos e cruentos golpes, um momelo de
saiistaccao, o sornso baoio-se-lhe dos labios otra
.KV dftf "ds "eoracao, tr.qsluzia
atrava de seu rosto, sempre inste e melanclico
pranteaodo oa flor doa annoa a perda de urna m
Sma'd' I6 iWOei, 8terDa dB Umtt e,P"
H> dores tao intensas, ha seulimentos t5o pro-
fundos, avista de urna perd irreparavel, que s
podara achar linilivo os religiao santa, que mau-
da crer a esperar I 1 I
Fui a no seio dessa mimosa filha do co, que o
rei philosopho e creula encontrn, oessa hora de
eacrucianleaoUrimeoto, conforto a aeu coracao di-
lacerado III
A dr e angustia do Sr. D. Pedro V nesle amar-
gurado golpe, fot extraordinaria, pela carta que
de seu proprio punho escreveu ao mordomo-mr
duque da Tercelra, hoje tambem finado, se prova
o quanto soffris, pelaa memoraveis palavras :
E' raro ter cdoheeido a maioria das deagrs-
Caana idade aberta aa ambiges e aa llluses, de
que aquellas costumam proceder. Noa quatro
annoa do mea reinado, eu e os meus ppvof te-
mos sido companheiro d infortunio Diz-me a
cooactencia que nunca os ebaodooei. Nao me
aDaodooam elles hoje, que procurHTnm conforto,
e quast o nao encomio seno na religiao, que
manda erar e esperar as lagrimas que sa con-
fndeos com aa minhaa.a
E* a verdadeira exprsalo partida do coracio.
que eataa aeoti.ias palavras, revelam umaresigue
Cao de celestial melancola I
Que profunda convicc*e n&o denunciara de urna
melhor e eterna vida f I
Impressionado por tsmanha deadita, e qaasi
que, criminsndo-se a si, por urna to imaginaria,
quanto pruotasuea colpa, de ter eoncorrido para
o prematuro passamento de ana Idolatrada con-
sorte I
DIARIO DE mNAMBUC. SETA'tUIBA H DE .ABCO DE Ui
O Sr. D. Pedro V. vacillou ? I
Porm, impedido pelo dever de rei, foi conti-
nuando na geslao dos negocios pblicos, a ah,
anda que, aempre triste e melincollco, foi en-
contrando algum unitivo ia suaa magoaa, empre-
gando aeu precioso lempo no bem-eatar de seu
povo, que o magnnimo re, considerara sua ni-
ca a verdadeira familia ? '
v 21&'*'*
u^ff?*^ COm riW ""* *)gabinete.^
w
tofco imppIsoJrHV a*gr
pendade, aninVcmo exrii
..**m<> ep?*
--------------------iodo aa fbliasorem-
BArproas 4* mor a loaloada aa 4titvHteeesi-
Taoirs, tornndo-e Trdadeiramenle um re libe-
ral, aem que j maia vielaaaa a juramento sagrado,
qua prestou quaado tomou eonta daa radeaa do
governo.
Bliimamenle, como era seu eoetume, foi abrir
a exposicao iaduatrial da heroica a invicta cidade
do Porto, all aaudade coas ealhusiaamo, reeebeu
pela ultima vezas pravssaa mais vehementes, da
quanioos Portugueses o idolalravam, e affeigao
solemne que conssgram i dynastia do heroico a
immorlal duque da Braganga, de semen ssado-
stasima memoria.
Voltaodo o Sf. D. Pedro V capital, quiz pela
segunda vez visitar o Alem-Tejo, e querende dar
dietraces a seus augustos irmaoa, levou em aua
eompaflhia oa 8rs. infantes D. Fernando e D. Ao-
gualo, anicoa que ae acharara na capital, eataado
fra do ieioo oa Srs. iofantea D. Luia e D. Jlo,
em consequencia deterem ido acompaohar a aua
augusta irmaa a Sra. infanta D. Antonia, i sua
nova reaideneia.
A separago desta augusta princeza, como an-
teriormente a da infanta a Sra. u. Mara Aana,
linham cauadu um profundo sentimente, e com-
pleta triatura nos pagos reaas.
Esta ezcuraio ao Alem-Tejo, foi fatal aos reaes
viajantes, assim como liona aido a primeira
Veudaa Noraa ; oa dous sereniaaimoa iofantea D.
Fernando e D. Augusto regressaram Lisboa,
doua das antes de que seu real irmao ; atacados
de urna eofermidade horrivel, que alguem attri-
buio pouca precaugo e abuao inconsiderado
em altengo ao qua cootideravam conslltuiges
robustas ; no entaoto que eass lerrivel molestia
deu em resultado os horrendos aconlecimentos
que hoje os Portuguezes choram a a nacao do-
plora com lagrimas de saogue I
O Sr. D. Pedro V chegou tambem atacado desss
tremenda enfermidade, da qualpassados-alguna
das, experimenlou visiveis melilotas, porm com
a morle da seu augusto irmo, o serenitsimo in-
fante o Sr. D. Fernando, falleaido no da 6 de
novembro pelaa 5 horas da madrugada, com aate
deploravel acontecimenlo, aggravou-se espanto-
samente a enfermidade de el-rei, j eolio gan-
greoada pelo iofluxo moral. Deade esse dia que
a nacao tremeu pela preciosa vida do rei, e o ra-
stillado veio demonstrar, que oa receios e appre-
nensoes do povo, que elle tanto amava. eran
mais que verdadeiras, eram s pura realidade I I I
A medicina toroou-ae improficua, aa preces do
povo e as oragoes dos levitas do Seohor, ioelfi-
cazea, e oa decretos imprescutaveis da Divioa
Providencia cumpridos 1 I l
Alta sun judicia ei.
S. M. el-rei o Sr. D. Pedro V, sentindo appro-
ximsr-se o termo fatal de sua preciosa exiatencia,
quiz cumprir os deveres de filbo, porm, para
oio affligir o angustiado pai, aimaladamente da-
se que o chamastem, que desejava ve-lo : el-rei
o Sr. D. Fernando, que tambem era o sea arden-
te desejo ver seu sobre todos smado filho, corren
presuroso aecamarm do real enfermo ; ao trans-
por a ombreira da entrada, o Sr. D. Fernando dis-
farro u as emoges que o opprimiam, dando mos-
tra de aereoidade ; porm, s Deus aabe como,
nao eataria esse coracio opprimido, vendo o fi-
lho amado prestes a exhalar o ultimo suspiro : o
Sr. 0. Pedro V altelo com a vista para a porta
do camarim apeoaa v eotrar aeu augusto pai,
chama-o, e pede-lhe a beocao, dizeodo-lbe que
era a da despedida ; S. M. o Sr. D. Fernando res-
poodeu-lhe que nao a Ibe dara aquella bengao,
como todas, pois queteria aioda deviver mullos
aoooa ; o Sr. D. Pedro V dissuade-o dessa via
esperaoga, porque li oo co tioha as saaa aflei-
ges maia charas de sua mie.e sua querida esposa,
a quem ae ia reunir.
A eata observacio o afilelo pai lhe faz ver que
elle tambem tem direito a este amor ; o Sr. D.
Pedro V, como filho extremoso se ladea noa bra-
cos de seu augusto pai, elha pede peodao, cum-
priodo os deveres de verdadeiro retig .o.
Scena asss tocante, porm, queais commo-
Ces fazem estacar a penoa e parar o coracio I
Por iaso a diremos que o rei magoanino cum-
prio os ullimos deveres de extremoso filho, le-
vando deste mundo para melhor vida, a bencio e
o conforto de nosss santa religiio.
S. M. el-rei o Sr. D. Pedro V fiodou sua exis-
tencia oeste muodo oo infausto dia 11 de novem-
bro de 1861, pelas sete horas e um quarto da tar-
de, fslleceu da mesma horrivel molestia que aeu
augusto irmio, o serenitsimo Sr. infanta D. Fer-
nando.
Cootavs de idade 24 annos, 1 mez e 26 das,
morreu como verdadeiro christio.
Foi elle proprio, quem pedio os Sscrameolos
ds igreje, sua f era viva e verdadeira, os seus
actos de caridade oio podiam ser maiores 111
As virtudes de que era dotado, sio bem diffi-
ceis de serem encontradas? I
Oh Como austera, seohores, a mi do Fado 1
Aps um mal mil males se offerecem I A* ums
perda, perdaa sera fim se succedem I oh morle I
Porque assim sffliges um povo extremoso? Por-
que nao deixaa que oa homeos consumidos pelos
aonos, csism por si mesmos ao p?
Mas, seohores, para que desfszer-me em iou-
teis pesares ? Para que increpar a quera a porta
nos franquea para a vida que oio tem Ora ?
Etta a marcha iovahavel deste mundo I A
inconstancia o seu quadro maia fiel, e a morle
o ultimo periodo de oossas desventura, quaodo
o nosso tmulo, grave como a meditado do sa-
bio, lem por adornoHonra e vrtude.
E' a memoria daa virtudes, diz um distiocto
esenptor portugus, ama como fragrancia das
almas :
Pie estsr looge a planta, o perfume que dei-
xa, lhe evocar o nome, e lhe reasargir a ima-
gem. Asaim tambem : ha vidas to puras e lio
ulais, que, apagaodo-se. deixam no passado um
iraco tao profundo, e tao luminoso, que bas-
tante para faze-las continuar no futuro : a vida
de S. M. el-rei o Sr. D. Pedro V, foi urna destaa
vidas, formadas para exemplo de lodos; foi um
desses mimos, que o Eterno enva, como pormi-
lagre, ao mundo, afim de patenlear o seu poder
nQqito, e que o proprio co, invejando a dita da
ierra, no gozo o'um djs, oa arrebata, e some da
vista dos borneas I
Por mais que ae esforc a grandeza em captar
o reapeito e a veoeracio dos posos, sem aa qua-
lidades que conquistara os corages; ella encon-
trar sempre um vergonhoso tropego oesse rpo-
raeoto inevitevel. era que a morle, igualando os
bomena a lodos, submelle aa suas aeces a urna
censura imparcial queso respeita a virlede.
E assim que a posteridade, asseolada sobre o
tmulo dos reis, tem separado as ciozaa de Ca-
ligula das de Tilo, as de Nerva do feroz Domi-
ciannp. as de Galb do bom Antooioo. as do sa-
Die Vareo Aurelio do eslupido Olho.
d um principe, que formava sua gloria, e era loda
a aua esperanca ; mas excede hoto a ooasa es-
peciado superior a loda lioguagem o pranto
?-. f "A"?0 Pu. que, sem exigera-
cao se pode duer. que se coubesse na orCa dot
hornera aquecer levantar e dar vida aos morios,
o rol de Portugal, o Sr. D. Pedro V reviveria pe-
laa aaudadea do seu povo.
A na?io portugueza acha-se cloalmeate de-
ba.xo de um cruel fado, que a persegue e opprt-
me; parece que lado ae conspira contra ella I
soffrePr7P"a "tUre" emi,,lee* Unto
O povo j nio lem lagrimas par, Terler, ape-
nas lem o coraco para seotir I p
Os pacos re.es, sio invadidos pela cruel par-
ca; em menos de dous mezea, ,hre-aa o aepul
ebro para receber o aareoiaaimo infanta o Sr .
Fernando, anda oio eslava fechsda esss campa
j aa abra urna oiilra para receber os retios or-
la ea do nunca asss chorado monarcha o Sr. D
Pedro V de boa memoria. qo,nd0 a paci geme
anda esto vivas; brese anta tercere campa
IV'i3C"n i C-rpfu '""'lo do aereoiaamo
, ,n,uUP* Jo"* fa,llecio a 27 de dezenjbro,
pelas oilo horas a meia da noite ; tres preciosas
vida de improviso arrancadas a nossas vistas I
I onde ir parar o carro da destruido, e do
larrlvel exterminio ? I .
Su Deus daa Misericordias Divinas se amrete
real faailia portugueza I E aalve o novo rei, e
'V M*f id& C0"8eiD e Ignacio para tanto
Boguemos ao Seohor Todo Poderoso a grsca
eteroa para aa almas do Sr. D. Pedro V e doa
oreoiisimos iofaoiaa # Va. D, Joao a D. Fer-
ando, e elles l a maneip daausioa, interce-
sm pente o Ompipolaofai pata (nfajli e deadi-
mi nacao portugueza, ua ailatacfa pelas suaa
ardas; se ach mer|uliai M mata acerba e
fungente dr!
Bespeilo e venafagao eajetta aja, aoagnanl-
p re o Sr. D. Pedro V #f el arfa saudade, e de
nunes asss chorada memoria.
Perpotoaa aaodadea 4s aeaerias doa ioveoa
infantes os Srs. D. loao e D. Fernando.
Um vol de agradeeimento a todas as autori-
dades que dos coadjuvaram oestaa sinceras de-
monstragea de aentimenlo e profundo pezar.
Becoohecimeoto e profunda gratido a todoa
of noasos irmios bratileiros, que tomaram parta
em nosss dr, pela Irreparavel perda que acabar
moa de aoffrer. Na lhe agradecemoa do fundo do
cprego.
Portuguezes, vertei lagrimas sobre o tmulo do
oosso adorado p desventurado rei, o Sr. D. Pe-
dro V da immorlal memoria.
Dase.
Recite 17 de Janeiro de 1662.
Malhias de Axtttio Villarouco.
7S
m
Correspondencias.
Srt. redactores.Inimigo daa falsiiades, nio
podemos deixar pastar desspsrcebida a tncho
de sua Revitta Diaria, qna trata do Sr. major
Livrameoto, porquaoto inexacto quaodo diz :
Io, que elle aasistira i batalha de Caseros em 3
de fevereiro de 1833 ; e 2. que goza da eslima
do exercilo. Os testemuohos do Sr. viseooda de
Camuo e de oulros maitosSrs. offlcies, que ea-
tiversm nesta batalhs, provena) ser fsisa a pri-
meira parte ; e a repulaa que encentra esse Sr.
major em todos os corpos em que serve, de-
monttra aer tambem falsa a segunda. Talvez
que anda um dia publiquemos alguna documen-
tos relativos aos servigos do Sr. msjor delegado
de Buique. (*)
O inimigo da impo$turas.
Srs. Redactores da Hevisla. (*) Se por falsas
oformacoea d'algum gratuito ioimigo ou interes-
sado, fomos eu e o digno Sr. juiz municipal desta
comarca censurados lo,injustamente em aua Re-
vista Diaria de 26 de fevereiro prximo paasado,
justo parece queem sua mesma Revista me per-
muta a reimpressso dsquells censura, assim co-
mo urna rasposta breve, mas termnente e satis-
factoria ao publico.
A. censura i que me retiro foi a seguiote :
a Informam-nos que pende ante o Dr. juiz de
direito de Santo Antao urna appellacio da in-
* justa sentenca do Dr. juiz municipal da mea-
mi comarca n'um pequeo litigio entra o Dr.
Pedro Bezerra Pereira d'Araujo Beltro, e o
a Bevrn. Fr. Herculaoo do Coracio de Jess Bri-
lo, carmelita, ex-capellio daquelle, originada
do levantamento por este (noo i verdade, foi
enmes de injurias escripias e verbaes J do de-
posito publico do importe de seus vencimeotos
ali poslos por pequeo desaccordo entre am-
bos oo seto do encerraroenlo de cootaa. Ui-
zem-ooa d'ali que revolla a maneira inslita
a por que se tem instaurado a proseguido oesse
procetso, verdadeiro trama de mesquinhas in-
< trigas, sem outro fim qna deprimir o carcter
a bem coohecido e por de mais aquilatado dessa
< Bevso. seaher ; e assim manchar urna cao-
ducta cooservids illesa por lano lampo, a
com tanto trabalbo, especialmente dursote a
a epidemia do cholera oessa mesms cidsde em
a 1856. Promeitera-nos, quaodo fr dada a de-
ciato pele iotegerrimo Dr. juiz de direito, a
publicago de todoa oa documentos e do hiato-
'( rico do processo, afim de que o publico coohe-
c ouono injustiga se pratica em nossas co-
t marcas do interior, e que, ae nio encontran-
do um verdadeiro e recto amigo da justiga e
c equidade, flea sem remedio manchada a repu-
a taco daquelle que pahe as tras do poten-
tado. ( potentado sem poder? I Dio vero-
smil ; mas deixemos ludo isto, e vamos i res-
posta ).
Resposta.
Beformo a senlencs appellada para o fim de
c coodemoar, como conden.no o appellante Fr.
a Herculaoo do Coracio de Jeaus Brito, a pena
de um mez de priso, e multa correspondente
i melado do lempo, peoa esta do grio mioi-
mo (1) do arl. 237 do cdigo criminal combi-
< nado cora o art. 238 do mesmo cdigo.
( D'aqui a seotenca estende-se demasiadamen-
te oa aprecigao dasrazdes, e assim termina.)
a O eserfvao passe mandado'de prisio cootra o
appellante, a quem coodemao as cnstas. Ci-
< dsd da Victoria 8 de marco de 1862. Jos
a Felippe de Souxa Leo:
Procurando resguardar minha pequea repu-
lacao, Srs. Redactores, eu oio tive em vista via-
gar-me do Sr. Fr. Herculaoo com ums prisao in-
famante. Um pouco mais elevadaa sio, Deus lou-
louvado, as minha.- ideas, que alias se procura
amesquiohar ; e era minha tencio coramutar-
lhe a peoa legal por urna peoa pecuolaria de um
cont de res, que o Sr. Dr. juiz municipal oa
distribuira em esmolaa peloa pobres, e em qusl-
quer outrs obra pa : e tanto mais julgava liqui-
do esse direito e at de pardoar, que, aendo juiz
de direito o Sr. Dr. Pirettl aqu, tive o prazer de
exercer este em favor de Manoel Thomsz de Sou-
zs Leio. oodemnado a dous aonos de prisio.
Astim, em relami ao Sr. Fr. Herculaoo, em lo-
gar d'ama vinganca. um pouco estril, serism as
miohas passsdas mais feriis ara resultados, ji
en beneficio aos pobres, e ji em castigo i pai-
xio avareota, que elle aacrificou os dictames
de urna sia consciencis, e todas as coosiderages
de amizade e gratido ; maa parece-me que ae
me coolesta este direito agora em nosso foro ;
e por tanto, peco aos Srs. advogadoa do Becife,
se qulzerem, para darem o seu parecer a res-
pailo, para o caao de ser acceita a commutago
legal de prisio pela pecuniaria.
Eogeoho Bento- Velho 12 de marco de 1862.
Pedro Bezerra Pereira d'Araujo Beltro.
Pblicigges a pedido.
Ilelem do Parta, 8t de fevereiro
de 1868.
Aqu fuodeou a canhooeira Belmonte, no dia
18 deste, s 3 e meis horas da tarde, pela pri-
meira ves vi a cidade de Belem, que realmente
bella, a deve ser umi das mais commerciaea do
imperio.
Aioda oio vitiiei seus srrabsldes e estabeleei-
reeotoa, apenas teoho estado oo araenal de mari-
uha, que, comquaolo ealeja um pouco arredado
da cidade, comludo asa bem collocado, e vira a
aer um dos melhores, logo que o governo o olhe
co silencio e colloque em sua intpecgo um of-
ficial hbil, honrado e intallgenle, reapeitador
daa leise reglamentos, um desses horneo abo-
nados por seus actos e precedentes de sus vida
publica, afim de nao ler lugar a enorme deape-
za, aemelbiote a que se ha feilo com a colonia
de Obidos, oude me consta nada existir; no en-
lamo que os dioheiros tambem nao exiaiem.
Aqu achamoa fuodeada a canhooeira Ibicuy
ji ten Jo forrado de cobre o fundo e feilo alguna
ligeiros reparos em esmarotes e psioes. Iufor-
mam-me que o concert da Ibicuy multo cuida-
do mereceu ao Sr. Brusque, presidente da pro-
vincia, j iodo |ao arseoal da marinba por bixo
de cbuvs, iodo collocar-se juotu esoboneira
( ) A coofiaoca que depositamos n'um amigo
pouco refiectido, levou-nos a fazer publicar, sem
previa leitara, o artigo de que trata o Sr.tntmi-
go das imposturas, que canamente oio tena vin-
d0 1<"' cotft0 mUr' da redaeeie, que nio
partilha, nem nunca partilhou a oplniao desse
amigo, quanto ao Sr. majar Livramento.
A redaceo.
(1) O Sr. juiz de direito, para reformar a aen-
teoga de doua mew, do grao medio, para um
mes. oo grao mnimo, recooheceu ama cireume-
tancia atenuante, a qual alis eu conisti com aa
provas dos meamos autos : entretanto loe agr-
dejo a justiga que rae fez.
{*) Nada respondemos so Sr. Or. Pedro Bel-
tio, por quanto demoa apenas o reeuaoo daa ia-
formagoea, que noa ministraran da Santo Antio,
reservando o direito da resposta ao ooaso infor-
mante.
A Redacgi.
oio s pin com sua preienga
trabalbos, mas tambem recommendando a fises-
lisagao ba compra dos maleriaea para tal concer-
io : S. Exc. parece que alguaza raiio Mnha para
assim proceder, nio se tranquillisou emquaolo
nio vio prompta a canhooeira.
Est aununciado para o dia 23 deste um gran-
de baile maaqu, onde tenciono esteoder ss gsm-
biaa.
Nio ae) quaade seguiremos para o Joterina da
provincii,! prava,,| qua ,| n| fa|ta tae a
escrever-MK.
Adeui, ale
-.V
ir#
dar impulso oproxim,,
vamova
iviii! a" i
aays>'-ai
ZX9?
.*; Ny
Urna lagrima de saudade sobre tmu-
lo de acadmico Salustiano da Silva
Cajueiro de Campts.
A vida um aonbo que a*eavae na mortal..
(Castillo.)
A morle, ease myatero de trevas, qua nio tem
podido atogir a penelracio da philosophia, mas
que a religiio noa mostra como o camioho traga-
do pela Providencia para aa regios do infinito,
um acoolecimento bem triste, por qaa vem sem-
pre despedagar corages.
No apio daa agitages da humanidade, do bu-
ucio daa cortea, onde a lisonja e a Inicio, de
maos dadas, armo s almaa sinceras e desinie-
reaaadaa o laca das decepcoes, e aa forgam por
um aeolameer-ae tambem no charco immundo
das miserias humanas, shi ella como urna trai-
cao maia I
No leito do moribundo, queae debala a sos com
os rigores da pobreza e da fume, e onde cada ge-
mido faz rebentar na alma de quem quer que o
v urna lagrima dedo, porque o egoiamo o maia
iofreoe oio pode flear por nimio lempo em p
diaole do espectculo da miseria, ella talvez aeja
para uos como o aojo da esperaoga, um enviado
do co, o termo deaejado de tantas fadigaa in-
fructferas e para oulros como o demonio da cruel -
dada I
No aeio dss fsmilias, porm, onde a aereniiade
que raaaumbra dos corseos e ae vem estampar
no exterior daa facea, o aignal maia evidente da
paz interior, i onde o ruido doa prazerea mun-
danos nao pode penetrar, par que se penetraste,
seria urna profanago, a morte parece quaai urna
impiadade 1 E quer noa palacios dos ricos eio
meia dss testas ruidosas, quer na dura enxerga,
onde se eslorce convulsivamente a pobreza, quer,
fioalmaale, oo saoctuario lotimo da vida domes-
tica, a cruel eotra e ri I Em toda a parte ha para
ejla um pouso I Por tods parte os seus vestigios
sao como o sigoal ds desolagio e da dr I..
Perguotai ao peregrino, que segu a estrada da
vida, por que camioha com tanto afta e ao mes-
mo lempo com tanta resigoagao ? E elle vos res-
ponder, apontindo-vos ao borisoote.E' por
que all, na extrema do horiaonts, ha para mira
urna luz, a e ti luz a esperaoga, a a esperaoga
leo doce, aioda quaodo biilha frouxamenle, por
que anima, por que prenle o presente ao futuro,
por qua torna meos amargas as contrariedades
daquelle.
Depois.... v le-heisseguir com msis rapidez
anda. Sa pira um momento someole psra dar
tregoaaaoa ps rasgaiot e aaogueotos.... () Mal
sahe o desgraesdo que, aolea de abracar esss luz
querida de suas aspiragoes. elle lem de vergar
primero ao peso do destino, bater contra as la-
gaaa de yin sepulcro e sumir se psra aempre na
escuridio delle; que enlra elle e esta luz ba urna
como fita, que marca o limita da todas aa vida-
des humanas, a a qual a pode transpor o espi-
rito que ae vai purificar e refundir de lodo na
ettencia divina, que a luz das luzes, a conso-
lacio das coosolacoes 1
E quando se pensa que o peregrino da f eda
eaperaoca s caminbra pala f e pela eiperauea;
quando ae pensa que ia locubrajoes du espirito
se lhe ia de vez em quaodo ajuolar o peso dos
sacrificios proprios para torna-laa mais amargas
aindi; quaodo se pensa, emfioe, que depoia de
ludo isto, j proales a galgar-ae o capitolio, es-
barra-se com a larpeis.nua, descarnada, horrivel,
ha urna lula interior forte, cujo resultado seris
infaliivelmenle funesto para a intelligeocia, ae a
religiio com os mil meios de que ditpoe nio vies-
se erguer o espirito de tanto deaantmo.
Tal foi o deatino do illustra acadmico Salus-
tiano da Silva Cajueiro de Campos. Anda no
verdor dos annos, com o coracio cheio de lodaa
as crengss desss idade sonbadort, mal previa
que eativesse tiu prximo o aeu ultimo dia. E
por isso tsmbem alirava-se soffrego sobre o ca-
mioho da vida em busca de eoeootrar onde quer
que fosse a realidade de seus soohos de mancebo,
muito ambort cada pedra fosse para elle um tro-
pego e cada tropego lhe valesse urna lagrima de
desespero I
Que lhe importarla isso, quando animado pelo
exemplo do Calvario e pelaa creugis vivaa da re-
ligiao innocaladas no seu espirito pelos cuidados
do urasmai extremosa, afigurava-se ver bem per
lo de ai o flm de lodos os seus trabslbos, a au-
reola de todoa os seus soohos ? E ludo islo o que
foi seno urna lusao ? I..
Lbaoo, affavel para com lodoa aquellos com
quem reparta a sua amizade, dotado de um espi-
rito iokelligente, avigorado pelo jogo dos debates
acadamicoa e pelaa vigiliaa, que se entrega va
cora os grandes mestres ds vida, a que, i nao aer
um efieito da propria natareza, Iba davam ease
ar de gravidade, que preludiava no estudsnte a
sizudez do magistrado futuro, a patria nao che-
gou a ver oa louroa que j principiava a colher
com satisftgo dos mestres e os applausos dos
seas collegas, para quem, uos e oulros, o sea
mrito nao era urna couaa eatranha.
Talvez, porm, nao lhe doeaae tanto u'alraa a
perda de lio nobrea aspirares; talvez, no mo-
mento supremo, um grito agudo, maa coofuao,
imperceptivel, mascuja dr oinguem comprenso-
de, por que aasim devem ser lodos os gritos da
oatureaa nos grandes transes da vida, lhe uzea-
se esquecer todo esse atavio de roupaa com que
se veste a rsidsde humana para dar lugar
um penssmento e dizer com tods a resigoagao de
urna alma evanglica minha mii, faca-ae a
vonlade de Deoa e eolio talvez iba bailaste oas
palpebras, ji roxeadas pelo contacto da morle,
urna lagrima de aaudade....
Ao meaos, oa hora derradeira, deixou pender
a cabega abatida sobre o seio materno; sobre
esse seio, onde s religiao dss lagrima talvez pu
rilique o espirito ao abandonar o corpo, onde o
morrer talvez aeja urna doce iransicio para a vida
de alm-tumulo.
Valentiano Reg.
(*) A. Herculaoo Eurico.
Soneto.
1 Ilustre Ablio, a fama a mais segura
Ha tres meies, que a divulgar-te principia
No meio de amparar a desveotura
No excesso de extinguir a tyraooia.
Se arruinar-dos, ha taoto nos procura
O ooatre da ambicio cruel e impla,
Diverea mostrar esta figura
Do leu aabio goveroo a ecooomia.
Teu proceder affavel justifica
Os pena qu'ha de narrar nossa memoria,
Que a tua protecgo Qel indica.
J, vencedor te conta a nossa historia,
Pois este ansaio lea j progooalica
De famosos triumphos s victoria.
Ser p'ra maior gr|o de tua gloria,
O tea nome gravado eternamente
Nos douradoa altares da memoria.
O qua cima vai esrripto,
Se prosa ou veno, oio aei;
Palo qw est pareceodo,
Sio parolas do camponez.
Em honra do Clero brasileiro.
Atteadite et videte.
Aviso do 1. afa agosto de 1831.
A Kegeocta. em ooraa do imparador, alten
dendo ao que lhe repreeeotou o padre Jos Ro-
drxgntt MalKeiro Trmneoso, que *s acha preso
no cadea desta cidade, a pronunciado na de-
vana A que te mando protder sobre os desas-
trosos acouteciaeelae que liveram lagar oeste
corle oaa nuiles dos diss 13, 14 e 1S de marco
passado, ha por bem que Vmc. faca
o supplitante para alguna fortaleza,
e que, tendo em vista a brevidade do aeu pro-
cesso, nio lhe sajam tolbldos os meios de de-
feza.
. D/ gurde Vmc. Paco, *m o 1. de agoato
dfl ?83l-sBflgo Aoionio Feij.Sr. desembar-
gador corregedor do crime da corle e casa etc.
COMUfBRCIO.
PrtfQdo Recfel3 de
marco de 1862.
\s t\mitro horas da Urde.
Cotaee da junta de eorretores.
Cambio
Sobre Londres-90 div. 25 5i8 d. por lj>.
Descont de letras a 4 meza*.
10 UiO ao anno.
dem a 7 mezea.
14 0|0 ao anno.
J. da Cruz Maeedopresidente.
John Gatlssecretario.
sxlfandega.
Mndlmento do da 1 a 12. .
dem do dia iS.
189:797*028
19.2291613
e>BBBSJBaWSaa*MaBBBBBl
209 026*641
28
Movlmenio da alfandega.
Volamaa ontradoa aom f azendaa..
> aom generoa..
Valames sabidos tasa fazendas..
c com generoa..
-= 237
Deaearragam hoje 14 da marco.
Barca americanaImperador farioba de trigo.
Hiate americanoJulio Annadem.
Barca inglezaTrinculocarvio.
Patacho ioglezOrientalbacalho.
Brigua ioglezMelioedem.
Brigue inglesUndlnedem
Patacho ioglezHarietdem.
Becebedorla das rendas Internas
geraes de Pernaanbaeo.
Rendimentododta 1 a 12. 20:424*838
dem da dia 13......1:855*766
22:280f404
Consulado provincial.
Randimento do da 1 a 12
dem de da 13.
30:483*895
4:821*556
35:305*452
Movioieuto do porlo.
Navio entrado no dia 13.
Terra-Nova34 dias, patacho ioglez Harriet, de
157 toneladas, capito Wiiliam Manon, equipa-
gem 7, carga 2,445 barricas com bacalhio ; a
James Crablree & C.
Savias sahides no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca brasileira Amelia, capito
Antooio da Silva reas, carga assucar e oulros
gneros.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro Relmpa-
go, capito Antonio Trivasso ds Rosa, carga
atsucar e 1 escravo a entregar.
S. Thomaz Barca Amazon, capito John Her-
mn, era lastro.
Ass. Brigue brasileiro Seis Irmos, capillo
Belmiro Biplista de Souzs, em lastro.
ce
Ti
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Horas.
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Atmosphera.
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A noite clara e com alguos nevoeiros, vento NE
que grsdualmente foi abonanzando e rondando
para o terral.
OSCILAC.J.0 DA HAR.
Preamar as 1 h. 30' da tarda, altura 5 8 p.
Bau-mar as 7 b. 18' da manhia, altura 1,4 p.
Observstorio do araenal de marinha 13 de
marco de 1862.
ROSUNO STEPPLB,
1' lente.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
A cmara municipal do Recite, tendo rece-
ido do Instituto Histrico Brasileiro o offieio
que abaixo vai transcripto, convida a todoa os
seus manicipes, para que concorrm para area-
lisi^o desaa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quantias de que quizerem diapor, nio podendo
ser menos de rail reis, nem mais de dez mibaeis.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos os
Pernabucanoa, a cmara munipal do Recite es-
pera que se presjaro da boa vontade a rea lisa-
cao deste grandiozo fim.
Pagoda cmara municipal do Becife, em ses-
sao de 28 de oulubrode 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg,. presidente.-Francisco
Canuto da Boavitgem, ffietal maior servindo
da secretario.
Illms. Srs.O Instilulo Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Matjesude o Imperador a
sua imraidiaia protec?o, resolveu que se levan*
asse nesta corle urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigase um tmulo digno
de seus preciosos despojoa ; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grafi-
do brasileira, eque devam transmiuir a posteri-
dade as iradisoes gloriozaa qua se ligara a um
dos grandes \ uitos njcionaea, e um dos primeiros
coilaberadores da nossa independencia.
_ Oa abaixo assignados, membros da commis-
ao a que o Instituto Histrico incumbi lio
nobre missao, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as-ajamara municipios do imperio, para
que promovam subseripedes populares entre os
seus municipes, visto come o monumento deva
ser feilo a expensas de povo.
A eommissao desojando que lodos os Bra-
sileros po-sam concorrer para (o patritico
monumento, quies quer que sajam aa suas for-
tunas fixou e minilo e o mximo das quantias
en|re mil e dez mil reis.
Deven lo a estatua ser inaugurada no da 1?
de Junho de 1863, centesimo anniversara -
ulicio da Josa Bonifacio de Andrada e Silva ; a
eommissao espera que Yv. Ss, sa dignem d
coadjaval-a em lio louvaxel empenbo, aetiVi
e apresaando a suburipcao, cuja resultado aai
pulitie4o bu folnae diarias d'esta eapital.
Deas Guarde Vv. Ss. Rio de Janeiro


DIARIO DE PERNAMBCOi i* SEXTA FE1RA 14 DE MARGO DE 186).
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. presidente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernamboco. Euzebio
de Queiroz Coutinbo Mattozo CmaraJoaquitn
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Bario de MauJos Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique da Beaarrepain Rohan
Doutor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SantosF. S. Das da Molla.
O inspector da sUandP?a en observadlo a
ordem do theaoaro sob a. 71 de 30 de dezembro
marca o praso de 6 mezei cootados deata data
aos proprietirios ou admioistradores de trapiches
e armazeos alfandegados para se habilitaren) e
accommodarem seua esiabelecimeatos a legislaco
em vigor.
Alfandega de Peroambuco, Si de Janeiro de
de 1862.
Benlo Jos Fernandes Barros.
Copia.Circular n. 71Ministerio dos nego-
cios da fazenda.Rio de Janeiro 30 de dezembro
de 1861.Joa Mara da Silva Paranhos, presi-
dente do tribunal do thesouro nacional, a vista
do art. 283 do regulamento o. 2,647 de 19 de
setembro de 1860. o qusl determina que aos tra-
piches e depsitos alfandegados exclusivamente
destinados para mercsdorias estrangeiras que nao
leoham pago direitos de consumo, sao applica-
veis todas as disposices do mesmo regulamento
concernentea ao regimem dos eotrepostos parti-
culares e marcadorias nelles depositadas, e bem
assim que quaesquer outros trapichea, armazens,
ou depsitos ou alfandegados esto sujeitos as
disposices dos arts. 219, 223, 225, 228, 230
232,234, 236 2i3. 246, 247 e 249 280: decla-
ra aos senbores inspectores das thesourarias de
fazenda, que lhes campre providenciar, aOm de
que os das respectivas alfaodegas marquem am
praso rasoavel aos propietarios ou administra-
dores dus estabelecimeotos dessa natureza para
se habilitarem e accommodarem seus trapiches
ou armazens a legislado em vigor, sob pena de
ser-lhes cassado a autorisacao para receberem os
sobreditos eneros em deposito, observando-se
tambeni por parle das alfandegas, desde j, tudo
quaoto em relacao aos referidos esiabelecimea-
tos se acha preacnpto no citado regulamento, e
poder ser executado iodepeodentemeole de pra-
ao.Josi Maria da Silva Paranhos.
lllm. Sr. inapector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que ae contrita
por lempo de tres mczes, a contar do 1 de abril
prximo viodouro, o foroecimeoto de alimenta-
cao e dietas dos presos pobres da casa de deten-
o, a saber :
ALLlSENrAfAO.
Domingo.
Almoco.
1 po( de tres ouc*.
1 onc"a de caf.
2 ditas de assucar.
Jautar.
i libra de carne verde.
1 onca de toucinbo.
1 dcimo de farinha.
Leu ha e sal.
Seguuda-fetra.
AI o 050.
O mesmo que uo domingo.
Janlar.
O mesmo que no domiogo.
TtTfm-feira.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
O mesmo que 00 domingo.
Quarla-feira.
Aimoco.
O mesmo que no domiogo.
Janlar.
Meia libra de carne secca.
Urna onga de toucioho.
Heio dcimo de feijo.
Um dcimo de farioha.
Lenha e sal.
Quinta-feira.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jautar.
O mesmo que no domiogo.
Sexla-feira.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Janlar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de (eijo.
Um dcimo de farinha.
lijas oilavas de azeite.
UmaonQa de vioagre.
Lenba e sal.
Sabbado.
Almoco.
O mesmo que no domiogo.
Jantar.
O mesmo que na sexla-feira.
DIETAS PARA DOBHTBS
N. 1.
Almoco.
Um caldo de galinha para 3 caldos no da.
Lenba e sal.
N. 2.
Almoco.
Um pao de 3 oncas na sopa de caldo de ga-
linha.
I.eolia e sal.
Janlar.
Um quarlo de galiana cosida.
Duas oncas de arroz para cauja.
Lenha, s'al e vinagre.
N. 3.
O mesmo que na dieta n. 2.
Jantar.
O mesmo da dieta o. 2.
L mais :
Um quarto de galinha assada.
Um pao de tres oncas.
Lenha e sal.
N. 4.
Almoco.
Duas oilavas de cb da india.
Um pao-de tres oncas.
Duas ongas de assucar.
Lenba.
Janlar.
Urna libra de carne verde.
Um dcimo de farinha,
Lenha e sal.
N. 5.
Almoco.
O mesmo da dila n. 4.
Jautar.
Urna libra do carne assada.
Uuatro ooces de arroz.
Um pi de trea oncas.
Lenha e sal,
. As pessoas que quizerem contratar dito for-
necimenlo, apresenlem as suas propostas em
cartas fachadas 00 dia 20 do corrento, na mes-
ma thesouraria, pelo meio dia, onde encontra-
rlo as coodices com que deve ser eectuada a
arrematado,
E para constar se' mandn afiliar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco,7 de marco de 1862
O secretario
Antonio Ferreira d' Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para coohecimenlo
dos intdreasados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de juoho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a dala da presente lei independente de re-
validaco e mulla, urna voz que os devedorea
actuaesdeste imposto, o facam dentro do eierci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o zerem ficaro
sujeitos a revalidaco e mulla em dobro. sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria ta-
ra anounciar por edital nos primeiros 10 diaa de
cada mez a presente disposico.
E para constar se maoJou affixar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
Bambuco, 8 de julbo de 1861.
O secretario,
A. F. da Asiumpcc.
Correio.
Pela adminilracao do correio desla cidade se
taz publico que hoje (14) pelas 3 horas da Urde
em ponto fechir-se-ho as malas que deve con-
duzir o vapor costeiro Jaguaribe com destino
s provincias da Parabiba, Rio Grande do Norte,
Cear e portos intermedios.
Novo Banco de
Pemambuco.
O presidente da assembla geral dos accionis-
tas do Novo flanco de Peroambuco convoca a
mesma assembla para aa 11 horas do dia 15 do
correte, na casa do Banco para dar-ae cumpri-
mento ao artigo 13 dos estatuios.
Consellio de compras navaes.
Nao teodo-ae effectuado hoje o contrato de
foroecimeoto de carne de vacca salgada, do tri-
mestre prximo de abril a juoho, dos navios da
armada e estabelecimeotos de marinha, manda o
cooselho aos que quizerem faze-lo aob as coodi-
ces do estillo, a apresentarem suas propostas
am cartas fechadas no dia 15 do correte mez at
as 11 horas da manhaa.
Sala do cooselho de compras navaes em 5 de
marco de 1862.O secretario.
Alexandre Rodrigeseos Aojos.
Censelho administrativo.
0 cooselho admioistrativo para forneeimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para o hospital militar.
2 coras de assucar de leite.
4 libras de assucar candi.
12 algalias inglezas sortidas.
2 libras de tmeodoas doces.
2 libras de barbante torcido.
12 borrachas pequeas.
8 libras de cevada.
4 oncas de caxomilha.
1 Chernoviz-formulario da ultima edicao.
2 grozas de caixas para pillas,
2 capsulas de porcelaoia sortidas.
1 libra de folhas de estramonio.
8 libras de folhas de seme.
2 libras de Gos de edr para amarrar garrafas.
4 libras de noz de galhas.
2 libras de herva cidreira.
16 libras de man commum.
6 garrafas com mel de abelbas de 2 libras cada
urna.
1 onca de santonina.
10 libras de oleo de amendoas doces.
10 cedernos de papel decores surtido.
2 resmas de papel azul para embrulbo.
2 resmas de papel de Holanda pautado marca
grande.
1 onca de senteio espigado.
24 vid ros grandes de salsa parrilha de Bristol.
1 thesoura para corlar papel.
2 caadas de vioho branco.
200 sanguesugai (hambursuezas).
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
cooselho administrativo, no dia 21 do corrale
s 10 horas da maoha
Sala das sesses do cooselho administrativo,
para forneeimento do arsenal de guerra, 12 de
margo de 1862.
Bento Jos Lamcnha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
A DAMA DOS CHAVOS BRAMOS.
Personagens. Actoses.
Anaatacio....... Mendes.
Emilia aua mulher..... D. A. Chavas.
Balthazar seu to. .... Thomaz. J
Camilla mulher de Balthazar. D. Jesuina.
Domingos galego..... Lisboa.
Josepha. criada...... D. Carmella.
A accao passa-se em Lisboa na actualidade.
Segundo quadro,
OS DOUS TRAPEZIOS.
Execntadoe pelos dona joven Albert e Hyppo-
lilo, onde se 'era a grande agtlldade e forra
muscular d que sao dotados ditos joveos.
Terceiro quadro.
AS PYRAMIDES DO EGYPTO.
Pelo joven Albert, terminando pelo equilibrio
mais difficultoso que tem sido executado em to-
do mundo e nico por elle no Braail.
Quarto e quinto quadros.
4FILH4M DO BARIO.
Sexto quadro.
Aracaty
Sabe com muila brevidade para o Aracaty o
bem coohecidoe veleirohiale Dous Irmosu por
ter j parte de seu carregameoto; psra o reato
trata-se com o roestre no trapiche do algodo,
ou oo armazom de cabos de Caetaoo C. da Coala
Horeira & lrmo, ao lado do Corpo Santo.
Para o Rio Grande
doSul
segu com toda a brevidade por ter quasi todo o
seu carregamento prompto, a barca Malhilde,
aiada pode receber algumas barricas a frete : a
tratar no escriptorio de Manoel Aires Guerra, oo
com o capilao Pinto.
Babia.
O biate Santa Hita, segu em poucos das, re-
cebe alguma carga a frete : trata-se com os con-
signatarios Margue, Barros & C, largo do Cor-
po Sanio o. 6.
A POLKA IMPERIAL.
Daosado por mademoiselle Carolioe
Albert.
e o joven
Stimo quadro.
Representarlo
aclo,
da divertida comedia em um
Cooselho administrativo
Minha Sogra,
Pela compaohia dramtica.
Oitavo e ultimo quadro.
OS JOGOS OLYMPICOS DOS ANTIGOS
ROMANOS.
Executadoa por Honorio Freir, Ferreira, An-
tonio, joven Albert, e mademoiselle Caroline.
Principiar s 8 horas.
O cooselho administrativo, para fon comento
do arsenal de guerra, tem de comprar op objectos
seguiotes :
Para o provimento dos armazens do irseoal
de guerra.
rame de lato n. 10, 2 arrobas.
Folhas de Frandesmarca IX, 4 caixsf
Folhas de dito marca 1XX, 4 ditas.
Folhas de dito marca 1C, 2 ditas.
Sola branca carrotiada, 50 meioa.
Para a provincia do Rio Grande do Norte.
Corroca americana com seus pertences para um
ou dous aoimaes, 1.
Barricas de cemento romano, 8.
Psra o hospital militar.
Cbioella, 50 pares.
Para a fortaleza de Tamaodar.
Maslro para baodeira, 1.
Para a cavellaria de Ia linha.
Aparelhos de limpeza, 27.
Para a companhia de aprendizes menores do ar-
senal de guerra.
Cafeteira de n. 5, 1. |
Chocolaleira grande, 1.
Para o 10" batalho de iofantaria de linha.
Vasos de limpeza, 13.
Quem quizer vender taes objectos apreaenle
aa suas propostas em carta fechada na secretaria
do cooselho, s 10 horas da manhaa do dia 21 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho admioistrativo
para forneeimento do arsenal de guerra, 12 de
marro de 1862.
Btnto Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Cooselho administrativo.
0 cooselho admioistrativo para forneeimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguinles :
Para o hospital militar.
50 brreles de la.
50 pares de meias de la grossas.
2 jarras grandes de barro.
6 panellas de ferro com tampa, sendo 2 de 10
gales, 3 de 8 e urna de 6, forradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo urna menor de 8 gales e
outra de 6. forradas de porcellana.
400 lences de brim de 2 palmos e 10 palmos
de comprimenlo.
20 camisolas de brim com 6 palmos de com-
primenlo e 8 ditos de largura.
200 fronhas de brim com 4 palmos de compri-
menlo.
100 guardanapos de brim com meia vara de
comprimenlo.
Para o presidio de Fernando do Noronha.
4 caixas com sedas.
250 meios de sola.
100,000 tachas para salios de gaspiar.
5 lorquezes.
100 vaquetas.
20 pares de formas forradas de eco.
1 arroba de fio de sapaleiro.
500 couros de cabra.
10,000 brochas.
Para provimento doarmazem deste alm xarifado.
20 duzias da laboas de louro de assoaho de 12
a 16 pollegadas de largura e 26 a 27 (almos de
comprimenlo.
10 duzias de lapis.
10 grosas de penoa de ac.
5 lences de chapas de ferro (bom) e flue lenha
de 21 a 30 libras cada um.
Quem quizer vender taes objectos ap esente as
suaa propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do i lia 19 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para foroecimenlo do arsenal de guerra, 7 de
marco de 1862.
lenlo Jos Lamenha Lins, ;
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereiral Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
ejogodosanneis
sobre cavados de madeira.
Caes Viate e Dous de No-
vembro u. 12.
Previoe-se ao publico que este brinquedo s
ter lugar daqui por diante nos domiogos, lergas,
quintas e sabbados, de 4 9 horas da tarde.
Desejando moitas familias c collegiaes irem
ver este divertimento, o proprietario resolveu re-
servar os outros das para easas classes ; poden-
do, caso hja prevoslo, estar aberto durante o
dia ioteiro.
Os bilhetes de entrada achsm-se venda na
ru do Trapiche o. 2, hotel do Pierre Puech.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muila brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, tem parte de seu carre-
gamento prompto: para o resio que lhe falta,
trata-se com os seus conaignalarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, no seu escriptorio ra
da Cruz o. 1.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
eom muita brevidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenia, capito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Cruz o. 1.
Para a Babia
A veleira e bem coohecida escuna nacional
c Carila pretende seguir com muila ore vida
de, tem parle de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto que lhe falta, trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C, no seu escriptorio ra da Cruz o. 1.
LEILA
DE
Salsa parrilha
Sexta-feira 1A do corrente.
O ageote Peataoa vender em leilao publico
por conta e risco de quem pertencer 40 rolos com
salsa parrilha aiuito oova desembarcada esta se-
mana, em lotes a vootade dos compradores : sex-
ta-feira 14 do correte pelss 11 horas da manhaa
oo armazem do Aones defroute da alfandega.
Avisos diversos.
LOTlItli
Sabbado 22 do corrente andaro im-
preterivelmcnte as rodas da primeira
parte da primeira lotera a beneficio da
matriz de Tat|uartinga, no consistorio
da igreja dcN. S. do Rosario de Santo
Antonio. Os bilhetes e meios bilhctei
acham-se a venda na thesouraria das lo-
teras ra do Crespn. 15 e as casas
commissionadas. Os premios sero pa-
gos depois da distribuidlo das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
" Olnda.
Aluga-se am sobrado de um andar na roa da
S. Pedro Martyr em Olinda: na ra do Lirra-
meoto sobrado o. 8.
tic
arr.
tarde.
togos Jos Rodrigues, bacharel
o em scieocias phisicas e malhe-
, engenheiro civil e militar, of-
aeus servicos aos Srs. proprieta-
Qm de lhes prestar planos para
qualquer genero de edificios, ae-
os gostos mais modernos e adop-
ao clima do paiz. Tambem se eo-
'ga de qualquer dos differeotes tra-
>s que fazeuj parte de sua proQsso,
o que pode sor procurado em aua
enca na ra do Imperador n. 44,
eiro andar, das 4 as 6 horas da
Jo
SUFFRAGIO
Convidtm-se aos amigos do (loado Ma-
noel Antonio Torres, para no domingo 16
do corrente, as 7 horas da maoha, na igre-
ja de N. S. da Conceicao doa Militares, aa-
sislirem a urna missa que em auffragio da
alma do fallecido, manda celebrar um an-
nimo seu amigo.
Anua Margarida de Jess Torres sum-
mamente traspassada de dr pela morte de
seu presado marido Manoel Antonio Torres
agradece a lodos os amigos do tinado sea
marido, seu eterno recoohecimento, a lo-
dos aquelles que lhe flzeram a honra de
assistir as exequias na igreja de N. S. do
Terco no dia 11 e acompaoharam sati cor-
po ao cemilerio publico, novamente lhes
roga o obsequio de assistirem a urna mis-
sa de stimo dia que se tem de celebrar
na segunda-feira 17 do corrente pelas 6
1|2 horas da manhaa na igreja de N. S. do
TerQO.
Veode-se ou troca-e por bois duas vaccas
boas : no sitio do Sr. Wanderley, na Capunga
Velha porto do Lassere.
Attenco!!!
Avisos martimos.
COMPANHIA BRSILEIfU
DE
P()dlf ES Wttl,
Dos portos do norte esperado at o dia 17
do corrente o vapor nacional Apa, com mandan-
te o primeiro teoente Alcanforado, o qual depois
da demora do costume seguir para os portos do
sul.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada.dinhe-
ro a freto e eotommendas al o dia da sabida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
(MPAM1A PE BAMBUC ANA
Navegado costeira a vapoi
Parahba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do norte de sua escala al
a Granja no dia 14 de marco as 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 13 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete al o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Uattos n. 1.
O brigue francez Augusto de pri-
meira ctasse, pretendendo sahir breve,
para Marseille, recebe passageiros para
os quaes tem excellentes commodos: a
tratar na ra do Trapiche n. 9.
Maranho e Para
Brevemente sahir para os indicados portos o
veleiro brigue escuna Graciosa, capilo Joo
Jos de Souza, por ter parte do seu carrega-
mento contratado : para o resto,trata-se com Al-
meida, Gomes, Alvcs & C, ra da Cruz n. 27.
2|^
abaixo sssigoado|correspoodeole doscur-
matar peixe, desde a Una de ltaraarac
arra de Uoiaona, participa que, emquanto
tos durarem para o norte tem peixe todos
s s horas da mar ; assim como se demo-
ma hora com elle em casa a espera daqutl-
las pessoas que o queiram procurar, e passado
eslejtempo ser vendido aquellas pessoas que o
queiram comprar para o distribuir por esta cida-
de, wisto ser um genero que nao pode soITrer de-
mora : a tratar em Fora de Portas n. 31. Do-
mingos da Rosa.
Precisa-se de urna senhora de idade, que
d fiador sua conduela, para fazer companhia a
urna senhora viu*a, e com pouca familia, sem se
incumbir de cargo algum oneroso, daodo-se-lhe
bori Iratameoto e boas accommodaedes : quem
se julgar nesle caso, procure ra Direita n. 82,
qut se dir quem precisa.
Edward Evans, subdito inglez, relica-se pa-
ra i Europa.
(cwpmiiii\
DAS
Messagenes imperiales.
At o dia 16 do corrente espera-se da Europa
vapor francez Naoarre, commandanle Vedel,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra o Rio de Jaoeiro tocando na Dahia ; para pas-
sagens etc. trata-se na agencia ra do Trapiche
n. 9.
Companhia Peraambucana
Para satisfazer os interesses commerciaes entre
esta e a provincia de Alsgoas tem-se resolvido
dar tres, em lugar de duas viagens mensaes, na
linha do sul pelo que de ora em diante, sahiro
os vapores desla companhia a 5,15 e 25 de cada
mez locando as viagens de 5 e 25 as diversas
escalas, e na de 15 seguindo em direitura.
Macei em direitura.
Sahir no dia 15 do correle o vapor Persi-
niinga, commandente Moura. Recebe carga at
a vespera da sahida, encommeodat, dinheiro e
passageos at 15 ao meio dia : largo da Assem-
bla n. 1.
THEATRO
DE
Para
Deciaraces.
Pela subdelegara do Recife se faz publico
que (ora apprehendido em poder de um menor
que andava vendando, 1 cordo de ouro com urna
moeda tambem de ouro, 1 Oga de dito, 1 dita e 1
buso encaatoado em ouro : quem ae julgar com
direito aos ditos objectos, comprela neata sub-
delegada, que provando, lhe serio entregues.
Sania Isabel.
i
Saldado 15 de marco del862.
Terceira representacao da companhia dramatice,
e juntamente da compaohia arcrobala.
Crande e variado divertimento*
Logo que a orcheatra tiver executado urna de
suas ouverturas. dar principio ao espectculo
que ser dividido pela maoeira seguinte :
Primeiro quadro.
Represntar-sa-ba a linda comedia em am acto:
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muila brevidade, tem parte de aeu carregameoto
a bordo ; para o reato que lhe falta, trata-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Moums JL Wtt.
E' esperado dos portos do sul at o dia 28 do
correle um dos vapores da compaohia, o qual
depois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Desde ii recebem-se passageiros e engaja-se
a carga fe o vapor poder cooduzir a qual devo-
ra ser embarcada no dia de sua chegada, en-
commondas e dinheiro a frete at o dia da sabi-
da as 2 horas ; agencia ra da Cruz n. 1, escrip-
torio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo Si C.
Rio Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro.
A barca nacional Carioca recebe carga para
ambos os portos: trata-se com os consignatarios
Marques, barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero C.
1MHE
Janeiro.
O brigue Joven Candido segu com brevida-
de por ter meio carregameoto tratado : para o
resto trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Sanio n. 6.
______Leudes.______
LILAO
Hoje 14 do corrente.
O agente Costa Carvallio ara' leilao
hoje em seu armazem rfa ra do Impe*
rador n. oo,de diversas obras de ouro
ao correr do martello, as 10 horas em
ponto do referido dia.
Continuacao do leilao
DE
MOVIS.
Sexla-feira 14 do corrente.
O agente Costa Carvalho oo podendo acabar
com os movis exisleotes em seu armazem sito
na raa do Imperador n. 35, levar de novo a lei-
lao do dia cima designado assim como diversos
livros de msica modernos e de go3to o tambem
previne pela segunda vzaos seohores que tite-
rera objectos em seu armazem de os vir retirar
at o dia do leilao do contrario sero vendidos
pelo maior prego olTerecido e nenhuma roclama-
cao ser allendida.
Ensino particular.
Urna pessoa habilitada eque tem pra-
P tica de ensino prope-se a tomar licoes
em casas particulares de francez, in-
glez, grammalica e analyse da lingua
portogueza, arithmelica e primeiras lei-
tras : a fallar na ra do Cabug n. 3, se-
gundo andar.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava,
qu> saiba eogommar, tambem para ensaboar al- |
guia rou?a da meoina : dirija-se a ra Augusta
n. 81, ou annuocie por este Diario.
f Precisa-se de urna ama para o servico de
orna casa eslrangeira de pouca familia ; fallar I
na ra Velha n. 71.
Sexta-feira, 14 do correle, linda a audien-'
cia do Sr. Dr. juiz dos orphos, ser arrematado
por venda um sitio dn ierras foreiras, com casa
de'pedra e cal, em rao estado, cacimba de pe-
dra e cal, bastantes arvoredos de fruclo, baixa
para capim e trra para plaolaco, avaliado por
I.GOOJ, por despacho do juiz para pagamento do
credor hypothecario e commendador Joo Pinto
de Lemos contra os herdeiros de Joo ltaptista
de Souza Lemos.
Precisa-se de 600# a premio de 1 al 1 1(2
por cenlo, com hypolheca em urna casa nesla
praca que rende 15$ por mez : quem quizer an-
nuocie para ser procurado.
Jos Euzebio Alves da Silva tranzido de
pungente dor pela prematura morte de seu pre-
gado irmo Francisco de Paula Alves da Silva
(que Deo baja era sua santa gloria) na idade de
23 112 annos, roga a seus prenles e amigos o
caridoso obsequio de assislir a missa do stimo
dia. que mandar celebrar pola sima do mesmo
Pinado, no dia segunda-feira prxima 17 do cr-
renle mez, na ordem terceira do S. Francisco, s
7 horas, por cuja arelo meritoria se antecipa pe-
nhorara sua gratid a todos aquelles que benig-
namente acquiescerem a este convite.
Ama secca
Se-mndo, paga-sc bem : na ra das Cruzcs nu-
mero 8.
Attenco.

O abaixo asgigoado, vendo o aoouocio que o
Sr. Trime Joaquim da Veiga fez publicar por
este Diario em 11,12 e 13 do corrente, empraza
o mesmo senhor a declarar quanlo anles por es-
te mesmo Diario quaes os requerimenlos e mais
papis assigoados por elle em qualidade de seu
procurador. Recife 13 de marc.o de 1862.
Manoel Duarle Vieira-
Quem precisar de urna ama para cozinhar'
dirija-se a ra da Assumpco o. 1.
Vende-sc o compendio de Hermenutica jur-
dica e de Iheorica e pralica do processo civil do
cooselheiro Dr. Praocisco de Paula Baplista, reu-
nido em um s livro a procurar no escriptorio do
mesmo Dr. Paula Baptiita na ra das Trincheiras
n. 19, das 9 horas do dia at 3 da tarde. Os com-
pendios que se venderem em outros lugares sao
extraviados ao seu autor e ,nem tem a Herme-
nutica.
Quinla-feira 20 do corrente pelas 9 horas
do dia peranteo Sr. juiz de paz do segundo dis-
tricto da Boa-Vista a ultima praga da arraaco
e mais pertences do deposito da ra da Santa
Cruzo. 62, pertencente ao Sr. Manoel LeSo de
Castro, por execucao de Carvalho & Mendes.
Arrenla-ie o eogeoho S. Gaspar sito na
fregueiia de Serinhem, beira rio, com ptimas
e immeosas trras de vargens lavradias rom pr-
ximas da moenda, pingue cercado e excellentes
matas e mangues : a tratar na ra do Hospicio
n. 17.
Um hornero, com bastante pralica de admi-
oisiraco de eogenho e mesmo de sitio offereve-
se para tal fim : a pessoa que precisar dirija-se
a praga da Independencia luja de chapeos ns. 32
e 34, que achara com quem tratar.
No dia 11 do corrente ausenlou-se de casa
de seu senhor o escravofAotooio, de naeo An-
gola, volho. meio corcovado e ps ochados, le-
vou palelot de urna fazenda mesclada clara e cai-
ga branca : quem o aprehender leve-o a ra das
Cruces o. 41, luja.
Attenco-
Coostando ao abaixo assigoado que se tem pro-
palado entre algumas pessoas, que elle abusara
da vigilancia do chele do irem da estrada de
ferro, em comprando um bilhete que lhe desse
passagem para os Afosados e delle se servisse
para ir villa do Cabo, e como isso nao passa
de urna calumnia, que s tem por fim nodor a
sua coohecida reputarlo, portanto pede encare-
cidamente nao 3 ao Sr. chefe do trem, como aos
mais empregsdos da mesma estrada, se digoem
responder por meio desta folha, s o abaixo as-
sigoado foi autor de semelhante traticancia :"sal-
vando desla sorle a sua reputarlo aos olhos do
respeilavel publ'co.
Angelo Francisco da Costa.
Hoje na audiencia-do Dr. juiz de orphos
se ha de arrematar por venda a quem mais der
o eicravo Sabino, cenoeiro, com o abatimeolo
da quinta parte de seu valor, visto nao- ter lido
quem nelle lancasse sem este abatimeolo, na au-
diencia prxima passada.
Fugio
SMD
Joae Juse 'ia Silva, Klla Mana os Saotos
Silva, seus lhos, fllhas e genros, agrade-
cen] as pessoas que acompanharam al o
ultimo jazigo os restos moraos de seu pre-
sado filho irmo e cunhado, Francisco de
Paula Alves da Silva ; e de novo rogam as
mesmas pessoas, e aos amigos do mesmo
fallecido, o favor de assistirem missa do
stimo dia, na segunda-feira 17 do corren-
te s 6 horas da manhaa, na matriz da Boa-
Vista. "
smmammmammmmmamimmmmmma
do poder do abaixo assigoado o cscravo africano
Manoel, que foi propiiedade dos herdeiros de
Francisco Augusto da Costa Guimares, a um dos
quaus se comprou. Ausentoa-se sem motivos e
sem ser casligado. E' robusto, maior de 40 an-
nos, soda gauhando, tem olhos grandes e aver-
melhados, e costuma embrisgar-se. E' muilo co-
ohecido em Santo Amaro, aonde at presume-se
que esteja acoitado.e desde j se protesta conlra
quem o oceultou. Levou vestido caifa de brim de
cor, camisa de chita e bonet de la : quem o
trouxer ra da Cruz o. 33, armazem, ser ge-
nerosamente recompensado.
Domiogos Rodrigues de Andrade.
Aluga-se a casa terrea da travessa do chafa-
riz em Fura do Portas: a tratar na ra do Pilar
laberna n. 143.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Pilar n. 143, a qual tem vista para o mar o
muilo fresca : a tratar na mesma casa taberna por
baixo.
Mademolsollo Cari de la Charie", discipula
premiada do conservatorio do msica de Paris,
coolinus a cnsinar piano e canto, conforme o gos-
to moderno : pode ser procurada em sua casa,
roa Nova n. 23, 2" andar, por cima da loja de
chapos de sol.
Quem precisar deum moleque para o ser-
vico de casa ede ra, queira procurar na ra da
Soledadecasa terrea o. 46, quesaber o seu pre-
qo, podeodo afHanc,ar-se a sua cooducla.
Aluga-se urna casa na Passagem da Magda-
lona, junto a ponte graodo, com 2 salas, 6 quar-
tos, solo, cozioha fra, um ptimo copiar, quin-
tal murado e baobo no fundo : as pessoas quo
preteDderem dirijaro-se ra Direita n. 3.
No armazem da porta larga na rus da Flo-
rentina n. 11, existen) alguos quartinhos para se
alugar: quem quizer pode dirijir-se ao armazem
da ra do Apollo n 9.
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar da casa n. 58 da ra da Cruz do
Recife : a tratar no escriptorio do
meiro andar na mesma casa.
pri-
Rio de Janeiro
O bem coohecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com muila brevida-
de, tem a bordo parte de seu carregamento ; para
o resto que lhe falta, trata-se com os seus con-
signatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo &
c, no seo escriptorio ra da Cruz o. 1.
DE
Duas tabernas.
SEXTA-FEIRA 14 DO CORRENTE.
O agente Piolo far leilao a requerimeoto do
lestameoleiro e inventarenle do finado Antonio
Jos Pereira Ermida e por despach do lllm. Sr.
juiz municipal da segunda vara, s 11 horas em
ponto, da taberna da ra Imperial n. 144, e
1 hora da tarde, da laberna da ra das Cinco
Ponas n. 144.
LEILAO'
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Pinto far loilio de ama oarte do
sobrado de um andar silo no pateo do Terco (em
solo proprio) s 10 horas do dia cima mencio-
nado, em seu escriptorio ra da Cadeia o. 9, on-
de se dar qualqaer informaco a respeito da
I mesma casa.
Attenco.
*
O abaixo assignado respondendo ao auouncio
que seu ex-socio Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza fez publicar (oo Diario de Peroambuco
de 3,4, 5, 6 e 7 do corrente, declara a esse se-
nhor e aos devedores ,da ex-firma Rodrigues &
Ribeiro, que a sentencia referida pende de deci-
so do tribunal superior e teodo sido appellada
nao produz por ora effeito algum. lsto nao obs-
tante o respondenle nao recebar dos devedores
da ex-firma referida -quaotia alguma por parte
da mesma firma em liquidaco, e antes acoose-
Iha aos Srs). devedores que recolham a deposito
as importancias de seus dbitos vencidos por
couta da meocionada firma em liquidaco e com
iolimago a ambos os ex-socios e liquidantes, fa-
zeodo o abaixo assigoado igual protesto contra
aquellas quaolias que forem pagas ao ex-socio
Manoel Joaquim Rodrigues de Soaza, com recibo
deste nicamente, visto como um tal pagamento
oo desooera ao devedor caso em que considera
aquelles que j tem feito alguos pagamentos e
sirva isto de sobre-por aviso aos credores da ex-
firma carregando o ewpcio Rodrigues com as
cooiequenciaa que d'ahT resultaren). Recife 7
de marco de 1862.
Luis Antonio de Souza Ribeiro.
Grande hotel central.
Lisboa.
Este eslabelecimeoto, coDsideravelmente aug-
mentado, e completamente mobilbado do novo,
rivalisa com os primeiros hoteis a Europa, pelo
seu conforto e excelleute servico.
Tem magnifica vista sobre o Tejo, e commodos
especiaes ao alcance de todas as bolsas.
Os empregados do hotel fallamas lioguas por-
tugueza, franceza, ingleza e alleme.
O hotel tem tambem caf e restauran! a la car-
te, banbos, salo de leilura com os jornaes quo-
tidianos do paiz, emuitos doa eslraogeiros.
Tero embarcares especiaes para passeios so-
bre o Tejo, e carros para Ciotra, Mafra, etc.
Como os seohores passageiros viudos directa-
mente do Brasil, teem de fazer quarentena do La-
zareto, podern dslli, querendo, prevenir-se, dan-
do suas ordeos (pelo correio diario do Lazareto
para Lisboa) ao proprietario do hotel. Os seoho-
res viajantes encootrario no hotel todos os es-
clarecimentos de que precisarem e empregados
para o scvqo de sua bigagem.
Injeecao Brow
Remedio infallivel contra as gnor-
rhe^ antigs e recentes. nico depo-
rto na botica franceza ra da Cruz n.
22. Preco3$-
T


-.




\
Attestados de curativo da
molestia da bexiga.
A Sr. Eufrasia, de 73 ddoi de idade, offren-
fo ha slMaono. da molestia da besig, sendo
Ha pobre procorei 4ai;otd8i pUulas p.ola-
ianas, mandei appllcar, segundo a guia do li-
Itioho, e em menos de deas mezei sarou, dei-
taodo murtas podras e materias, e boje gota de
sude perfeila.
E' nm derer sagrado oo occullar este beuefl-
cio, a bem daquelles que soffrero to acerbas do-,
tes, e que manas vezea sao victimas de to gra-
ves iacommodos.
(Ettrado do jornal de S. Paulo, cCorreio Pau-
listsDo. 6 de abril de 1859.)Reginsldo Antonio
da Cunhs.
Illms. Srs.Estas pllulas sao iufalliveis contra
a retenco das ourioas. Na maior torca do ete-
que deiem seguir a guis do livrinho, oo que diz
molestias graves, e podem cootar certo que
bao de aalvar-se.
Para as molestias chroDicas bsstam quslro mi-
Cos de pilulas (cada mogo composto de dua
eaixas os. 1 e 2), tomando regularmente eom um
dia de falba, e as mclhors coohecero de dia em
dia ; nolando-se que refezer as forjas depois de
certa idade iropossivel.
o que acooteceu ao Sr. Joo Vicente de Bri-
lo (ooze anooe de soffrimentos) no seu atteslado
j foi publicado.
Teoho feito iooumeros curativos desta moles-
tia, e preciso ter perseveran^*.
AGENCIA. PRINCIPAL
Ra do Parto n. 19, Rio de Janeiro.
DEPOSITO EM PERNAMBUCO
Na pharmacia de Jos' lexandre Ribeiro
ra do Queimado n. 15.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
i.s da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
i). 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendos Guimaraes, que mo-
rou na ra da Conceieao da Boa-Vista :
jiesta typograpbia.
ouBio ws rBRN4ittuop. vtm mu
I! m
HiH\l
10 E AlTOR!SA(ftO
DA
SAIvaro k Magalhes.1
Establecidos com loja de fazeodas na
ra da Cadeia n. 53, e achaodo-se de
posse de um novo eslabelecimcnlo na
ra do Crespo n. 2U B, participara a to-
dos os seos amigos e ao publico em ge-
ral que dispon de um grande e variado
sorliroeoto de fazeoda que teo resolvi-
do vender diubeiro por presos bara-
tissimos. Roga-so aquelles que live-
rem de comprar qualquer artigo de fi-
zeods de se dtrigirem as nossas tojas
cima iudicadas que sero ptimamente
servidas.

Precisa-se de um mestre de primeiras le-
tras para dar lindes em urna casa particular:
qu8m quizer appare^a na travessa das Cruzes n.
4, loja de calcado.
MABIIDA OMBtM BB IBfiOGliA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS MEfilCWAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Hirk
Paraserem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Cora estas CHAPAS-ELBCTBo-aUGicBncAS-EPisPASTiCAS obtem-8e urna cura radical e in-
lailivel era todos os casos de nilamraaco ( cansado ou falta de respiraro ), sejam internas ou
exiernas.como do 6gado, bofes, estomago, baco, rins, tero, peito, palpitaco de coracao, gar-
gBU, olboa, erysipela, rheuraatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as di Eferentes especies de tumores, como lobinhos escrof ulas etc., seja qual fr o seu
tamanho e profuodeza por meio da suppuraco sero radicalmente extirpados.
O uso deltas aconselfaado e receitadas por habis e dislinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianea do publico
que ja tera a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por tscripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necesarias explicaces, se as chapas sao para hornera, senhora ou manca, decla-
rando a era que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
docorpo, deolarando a cicumferencia e sendo inchacoes, feridasou ulceras, o molde do seo
amanho em um pedaco de papel e a declarado onde existem, afim de que as chapas seio da
juma] da parteiaffectada e para scrembem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces etambem de todos os acces-
orios para a c ollocacao deltas.
Cnsa: seas pessoae que o dignarem honrar com a sua confianea, em seu esariptorio, que
tacharau abertoe todos os dias, sera excepcao, das 9 horas da manha s 2 da tarde.
119 Rija do Parto ||!l
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
EEtftt*
Para asncomroendasou informales dirriam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiroi
ra do Qbeimado n. 15.
fUMBABSO
Ailenco
Tendo-se deseocaminhado de bordo do vapor
algusrass, chegado ao porto desta cidade no
dia 8 do correle, um bsh de (landres grande e
de cor azul, perteocente ao bacharel Joo Fran-
cisco d.i Silva Braga, que presume ter sido con-
duzido por algum dos senhores passageiros, por
um equivoco, na orcasio do separaren) suas ba-
gageas: roga-se a quem o tirer. que anuuncie
por este jornal alim de ser procurado. O bah
contera roupis de seda pertencentes a senhora,
alguna labyrint'nos e roupa preta de bomem.
&999&9Q9999Q9W99.999
tSp ^wi mi mu i miiMiwi
9
3Ra estreita do Rosario3
2 francisco Pinto Ozorio continua a col- 9
locar denles arlifciaes tanto por meio de H
molas como pela presso do ar, nao re- 9
9 cebe paga alguma sem que as obras nao 9
9 iquem a vontade de seus donos, tem pos #
oulras preparares as mais acreditadas 9
9 para conservaco da bocea. m
9999999 9999 9999999999
Na praca da Boa-visla n. 30, prepara-se co-
mida para tora, por pregos muito commodos.
Fraocisca llosa de Jess, subdita perlugue-
za, relira-se para Europa.
Arthur Sherl, subdito britnico, retira-se
para lora da provincia.
O abaixo assigoado, proprielario do enge-
nho Santos Mendes, na comarca de Nazareth,
previne ao publico em geral, que tendo compra-
do o anno passado mis garrotes a um seohor mo-
rador em Agua-branca da mesma comarca, cujo
nome se rto recorda, e tendo assignao, em vjr-
i ide desta compra, urna letra da quanlia de
540>, a vencerse no ultimo de Janeiro prximo
passado, succede que ate o presente nao Ihe tp-
nba sido apreseotada dita lelra para ser paga, e
porque lalve/. o secador desta lelra tenha felto
com ella alguma transaego, e alguem lalvez
queira com ella especular, apresentiodo-a quan-
do bem Ihe convier, com o Bm de exigir juros,
o bailo assigoado oesde j protesta pelo presen-
te nao pagar um real de juros, visto como o di-
jiheiro se echa promplo desde o veocimentn 0a !
lelra, e se j nao fot paga por Ihe nao ter sido
apreseotada, por isso ningucm se poder chamar
ao engao.
Laurenlino Gomes da Cuoha Bellro.
Os abaixo assignados teodo dissolvido ami-
gavelmento a sociednde que tinham em negocio
le [azendas nesta praga sobre a tirma social de
lastro Moura ^ lloncalves, desde o dia 31 de
't'Vinbro prximo passado, cando a cargo do
socio Moura a liquidaran do passivo e parte do
ivo e para conhecimeuto doa Dieressados fa-
7ern o presente annuucio. Rncife 7 de marco de
IHb'L Jos Joaqun) de Caslro Moura.Jos
l.ourenco Goncalves.
is ~" H?rS^,2'Iineiro uros' de Pequeas quan-
uas ate oOOJ rs. sobre penhores de ouro e prsta
na ra da Koda n. 26, casa Ierres.
Pela velocidade do raio.
Joequim Bonifacio Moreira de Faria, participa
ao respeitavel publico, que tira denles
INTERTO
DE
tg
^Eslabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes^
*m
w

mais prximos da cidade do Recife
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
ftisiRQ mum m urna.
. ?ste esUbelecimeuto de educacao e instruci;io principiou a fonecionar ao dia
io de Janeiro, e continua a receber alumnos. *>l
Os commodos, o asseio- as boas condicoes hygienicas dos ediOcios desti .ados (S&
, s luncjoes do estabelecimento. a ordem e regularidade do servico no intrnalo, a glSS
^g dedicacao e zelo que empregaro o director e os prolessores a bem do aproveit-
..?.-- n.arito a ammmmmmmm .lnn .!.._____ .X. -:______ -
mm m
Para as provincias de Peruambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, e'pocas gerae, nacionaes, dial
de galla, tabella de salvas, noticiis planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiepcias, e resumo de chronologia, a res .
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dot correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almana-k
ce?il, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
160
trial, desta provipcia, a res.
1^000
Consultorio medicocirurgico
S-B13A.B\ GLOHI\ CVSV BO YUNB\0~3
Consulta por ambos os syslemas,
Em consequencia da mudanga para a sua nova residencia, o proprielario desle ealabeleci
ment acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
n.h dM.ej q"e.lem de que os remedi08 do seu estabelecimento oo se confundan) com os de
. .-^m "ulr..,"sl0 grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprielario tem tomado
a precauco de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsilica-
dos todos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar coro-
.i m. m"r C" comPanh"a uma conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome. '
miidiiM0Min!ilm.nmm^iie Ie,ceberde FFaD5 g"n S!h c. t ?!.,^mm,,mDOrUnc'e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente. u^uju ar.
Os medicamentos avulsos aur em tubos qur em linduras custarSo a 1 o vidro.
.nfflrioni. P. k i e8labeec'neoto aonuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
E222n#C2S?*2! "lgU?S e.sc"ro* de ura e oulro doeDl o qe precsem de algum.
22!2ff afflacandoque serao tratados com todo o disvelo e promplido, como aabem' todo
aquelles que i tem tldo escravos na casa do annunciante
mm n.8^U^m^agnI!Ctd.a "8a' a commodidadados banhos salgados sao oulras tantas vanta-
gens para o prompto restbeleomento dos doeoles
e de iadVS?S4.qnJHi!|,.e?"llfr f*V ""nclantedevem procura-lode manhaa al 11 horas
NA NOVA CALIFORNIA
Na ra da Imperatriz numero 48, junio a padaria Iraoceza.
*.nn Ve.ndese4sed8sescocezasde bonitos goslos a 10, carobraia lisa a peca a lfl800, 2j5(K),
oJS S^?rlr' deJC8mbla brancas com barra de cor a '2800 e :ij, ditos brancos bordados a
3500 e 00, duza de meiaa pare senhora a 2500. ditas ti las a 3500 e 48, ditas cruas para
hornera a SJ unas a 2ao00* chales de tarlatana a 640 rs., ditos de algodo alcuxoados a 1g eolli-
nhas muito (mas bordadas a 610 e 800 rs.. manguitos modernos manga balao a 800 e 1, mangui-
tos gollinhas e camisa de crep preto bordado a croch a 2, ditos de vidrilhos a 211300. ricos en-
fe es para senhora a 5J *5500, cintos dourados di bonitos gostos a SJ, 2500 e 33, chapeos en-
fetados para baptisado a 3 e 4. ditos de sol para senhora a 4 e 5, ditos de sol para hornera a
0, lerdos de cassa grandes duza a 2&400, ditos de carobraia bordados a 200, 240 e 300 r. eros-
deuaples preto lino al #800 e 2a o covado, ricos manteletes pretos de grosdenaple a 20. 22 e 25
?a2ir.P 6 3S ef3*500 covad. ,il0 liso nco muito fino a 640 a vsra, dito bordado
a qW(i oulras muitai (azendas por precos commodo, assim como um grande sorlimenlo de
roupas leites por precos que admira : na loja de Paredes Porlo.
AGITADO DTNA1IC0
w
2&P-9:
!<
DO DOUTOIl
umm 1.1.
Para a preparaco dos medica-
mentos liomeopa tilicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com que se podem contar nn cu-
rativo das molestias oerigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS ums d'aquellas que nao
adroiliem delongas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros ouaesquer. se ::,VV"""" !7 ""'"* ""'."" ^""'euce-se au
quizerem tirar da horneopathia os vanlajosos re- "' q"?rtaU?,,C0 Preratio infallivel de qual
quer epidemia, por mis mortfera que fosse. er
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Di-reita45
Oihem !...
Urna das intelligencias melhor esclarecidas ni
sciencia de Hipcrates, depois do longos annos
de exercicio de curar e matar conveneeu-se ati
]& ment e progresso dos alumnos, sao circunstancias que devem animar e garantir aoa
^5 paes d9 fara'liasque desejam dar a seus filhos urna edueaco regular.
IlD Cadeiras de ensino. ^1}
S Primeiras leltrssdividida em duas classes.ltendo cada urna o seu nrorossor r^
**) h?i "IJe7n.Vallm'l^8nC^r. io.R,ez' rilJimHica, gebra o geometra, Keographia e ^
W
&&
nisloria, philosophia, rhetorica, desenho, musica, daosa o gymnastic.i,
Nos estsutos do intrnalo que esto a disposigao do quom os quizer 1er, se
aacbam consignadas as condieces de entrada.
rfSS'
l^I
Espeeial hOmeopathico
Ra das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprielario qualquer hora. Iiavendo
ah sempre grande soriunento dos verdadeirosmdicamenKs horneopatbieos, preparados era Pa-
ns (as tinturas) por Catellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de bomeopalbia.
O proprielario deste consultorio nao pretende, todavia, que sejam os seus medicamentos
mfalltveis. porque nada ha mfalltvel em fados humanos; nem tio nouco superiores aos que por
hi se precon.sam porque certo que o que nos fazemos, oulro o Jode egualmente fazer lo bom
senao melhor. Mas afianca que nelle nao ha traficancia, e que o servico da preparaco corre
pe o mesroo proprielario, que nao tendo grandes comroercio de carteiras, artia-se sulhcienle para
saiisiazer as necessidades daquella preparadlo.
Neste consultorio acham-se venda elementos da homeopaihia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprielario, cora seus esforcos e
medicamentos, a todas as pessoas necesitadas, sera distinejo alguma, que o procuren), pois
que o sen raaior prazer ser til humanidade soffredora.
sultados que ella assegura.
Acham se a venda carleiras e meins carteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes instruccoe*. pelos precos condeci-
dos, na pharmacia especial, homeopathica, ra
de Sauo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N B. Os homens de bom senso reconhecero
certamente que sendo o Dr. Sabino a fonle para,
d'onde emanou a horneopathia em Pernambuco
e em todo o norte, elle o nico immediata-
menleiotereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte lo someote nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicacao da sciencia no curativo das mo-
lestias, quer em relago preparaco dos me-
dicamentos.
? [l i 'antemente debaixo de suas vistas immediatas,
-J?^ Pos ,emPs ordinarios, dous empregados furo
'PW^' 7^'''y^r'r W^? brasileir0 e oulro francez quem paga nrdena-
'i^k^-*Av-V:^iW^^9^&^ I dos vanlajosos), os quaes sao ajudados por roais
tres ou cinro pessoas, quando o servido o exige,
na destillarao do espirito de vinho e d'sgua, no
manejo das machinas, na desecacao dos glbu-
los, os distribuicao das dilulces etc., etc.
E* evidente que para o Dr. Sabino exercer a
horneopathia, como geralmente a exercero, e
preparar medicamentos como por ah preparara,
nem eram precisas tantas depeias cora o pes-
soal, com machinas e com a obtensio das subs-
tancias as mais puras possiveis, e era tanta vi-
gilancia e trabalho na preparaco dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta coro o bem,
queja lem feito, dando horneopathia s oopu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior gro de perfeicao dando aos seus remedios
a maior inrallibilidade possivel em seus effeitos
O Dr. Ssbinn nao aspira someote os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estranfjeiros que a sua propaganda em Per-
nambHco\fo\ to brilhanle que nao lem na Eu-
ropa ticnhuma analoga (JORNAL DE MKDIC1-
Jos Goncalves Villaverde vende o seu es-
tabelecimento de fazendas silo na ra do Quei-
mado n. 7, ao Sr. Augusto Frederico dos Santos
Ac.a"se ita e contratada por venda, a
escrava Tneodnra. crioula, perteocente ao Sr.
Joao liaptista Goncalves Bastos : quera se julgar
com direito a mesma escrava por qualquer titulo
ao respeuave publico, que lira denls'e raiz'es i ?ue s^a' anDUOC'e por este Diario no prazo fle
pela velocidade do raio, e nao pelo systema ,re? d," ou lacaio-sendo gratuitamente para as pessoas que | aoda'-
" Pgar; por isso faz o n Aluga-se urna casa terrea na travessa dos
saue do sau uaneis (outr ora ra do Senhor Bom.Jess das
bnoules) : Irata-se na ra Direita n. 8T
."" *: Jonea e 11. R. R0if, subditos ingle-
zes, retiram-se para Inglaterra.
...Z ?J,l B"rn,b6 Elias Calheros da Rosa, tem
m caria e documento ; na pra?, do Corpo San-
lacaio
oo tiverem posses para
prsenle para scientificar as pessoas que do i
prestimo se queira ulilisar, de procura-lo na
rua da Cruz n. 58.
f*mmmm -mmm emntM
baques sobre Portugal. 8
O abaixo assignado atote do banco j
Mercantil l'orlueose tiesta cidade, saca
pfjsctivaroeute por todos os paqaetes ao- .
bre o luesmo banco pdra o Porto e Lis- H
hjs, por qualquer somma avista e a pra- 9E
zo, podendo logo os saquea a prazo se- I
rem descontados no mesroo bauco, na ra-
zao de 4 por cento ao anno aos portado-
rei. qo ,Him i,,e C00Tpr
Crespo n. 8 ou do Imperador o. 51.
IM1,M Joaquim da Silva Castro.
Sala.
Aluga se a parte da frente do legun-
do andar da casa n. 26 da rui da Ca-
dea do Recife, propria para hc^iem
jolteiro : a tratar na teja da metma cata.
to ii. 25.
Ama.
l'reciaa-ae de urna escrava que seis oeiteila
coznhe.ra. e para mais servaos de cas. ,dlJr!
sws.f,1 as "*'"-
Precisa-ae de ama ama que tenha bom le le. a
tratar na rua da Guia n. 38 segundar andar.
Aloga-se o armazem do sobrado da rua de
Apollo o. 47, excedente rua par* qualqutr nego-
cio : quem o pretender Btenda-se eom Jos An-
tunes Guirosries, na rua da Cruz, araan nu-
mero 46.
Aluga-se um sobrado na rua dos Martyrios
com excellentes commodos para pequen familia,
concertado e pintado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimba ; os pretndanles dirijam-se
ao Sr. Leopoldo Ferreira Harlias Ribeiro, rua da
Imperatriz u. 40.
Ausentou-se ra casa do padre Freir, mo-
rador na travessa da matriz de Sanio Antonio, so-
brado n. 14, no domingo 9 do crrente, o seu ea-
cravo Flix, crioulo, bastante ladino, alto.secco,
com cabellos crescidos na poota do queixo, levou
calja preta n camisa de algodozinho : roga-se
as autoridades policiaes e capites de campo a
sua appreheoso, levando casa cima mencio-
nada, que se gratificar.
Explica-seo primeiro anno nuthemstico, e
inclusive theoria geni de eqaacoes, das 3 horas
s 5 da larde : na rua da Gloria o. 39.
Aluga-sc os primeiro e segundo aodares da
asa ii 27 na ruado Amortm : a tratar oa uies-
ma rua n. 46.
D-re 70OJ a premio sob hypolhera na
loja de cera da pran da Boa-vista, se dir
quem d.
Francisco A. da Silva, subdito Portoguez,
vai ao norte, a cobrances.
- Qqem precisar de' um eaixeiro que tenha
pralica de fazeodas nu oulro qualquer negocio,
dirija-se a rua estreita do Rosario loja de miu-
dezas n. 18.
Erasmo Ioe" de Mello, Portugaez, vae a
Europa.
Na roa da Imperatriz n. 20, primeiro andar,
aluga-se um crioulo chegado ha pouco da corte,
perito eepetro e encllente alfejate, bomem ja de
idade madura, e por consequencia bastante ha-
bilitado para e servieo de qualquer casa de fami-
lia ou rapaz solteiro.
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.*, pa-
gina 691 ; e CONPERENCUS SOBRE A HOMEO-
PATHlA, por Gronter, pagina 102); mas a sua
ambico 6 muito mais elevada : ella se dirige a
legar as geracoes futuras um nome estimavel
pela grevidade e importancia dos seus aervicoa,
pela sinceridade de suas conviccoes, e pela fir-
meza de seu carcter. E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muilo...
Est para aiagar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa Ierre n. 191 da rua lu pe
rial : a tratar na rua da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na rua da Cruz n.
29, com aahlda para a rua dos Tanoeiros: a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
AUencao.
Precisa-se alugar urna escrava que enlenda
com perfeicao de fazer po-do-ls, bolinhos, bo-
los e massasde diversas quslidedes : quem a li-
vere quizer alugar, anouncie por esla folha para
e procurar, que agradando nao se olhar a preco
- Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem arranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribara etc. : os preten-
denles queiram dirigir se a terceira ca-
sa passando a ponte pequea da Passa-
gem da Magdalena.
Um moro allemao, clicgado lia
poneos das, desoja ai ruinar se em urna
casacstrangeira ou nacioual. O mes-
mo falla e escreve lora do allemao o
inglcz e Irancez e eucarrga-se da es-
cripturaqao por partidas dobrada : a
tratar na rua da Cruz n. 5.\
Agencia de passaWrte.
Claudioo do Reg Lima lira paisaporle pan
dentro e [ora do imperio com presteza, e por pro-
co commodo : na raa da Praia, primeiro andar
numero 47. A .
- Precisa se de urna ama forra ou
captiva que coiinhe eengomme: na rua
da Cruz n. 45, armazem.

-----,-. -----. .ra
rons.ervar a cabeca fresca, ventre desembarcado,
e PES CUENTES. Ora, viajando por ahi'uma
epidemia.que mte genle como qualquer ouUa,
occasio de pormos em pralica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gUuber, o mais acrrimo inimigo da epi-
demii, segundo a opiniao e a pratica de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e lanp.ando
ao cisco todo o esledo volho, dirigindo-se'todos
ao armazem da rua Direita n.45, onde o respec-
tivo proprielario a lodos receber com cortezia,
aturar as massadas, aquecer os p* com ex-
cellente calcado, segundo o gosto, e estado II-
oanceiro de cada um. e vejam :
Homens.
nORZEGUINS dos melhores fabricantes,
franceses, ingWcs e braslleiros a 139
.JaJft 10S' 9J,50-8jp............. 55oo
!APATOfcS a 7J500. 6g500. 50000, 5,
49500 at..... .......................... 20OU
Meninos.
SAP.VTOES a 5S500, 5, 4, 3*500 a...... 1600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, iogle-
zes, allemes e americanos federaes
6tf, 59500, 5. 4S500. 3S500a........... 1*500
Meninas.
BOTINAS a 4j}500 e...................... 49000
Um completo sorlimeoto de sapetos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranca francezes a 1*300, portuguezes 2*. spa-
los de bnrraxa para hornera senhora e meninos,
muito couro de lustre, de porco.cordavao.marro-
quirn, bezerro francez, sola de lustre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma parte.
Consultas medicas. I
Sero dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
|2 me de S Pereira no seu escriptorio, rua 9
i Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas |
12 da manha menos aos domingos sobre: o
^ 1.* Molestias de olhos. au
2.* Molestias de coracao e de peito.
g 3.* Molestias dos orgos da geraco e
Se do anus.
O nx.ime dos doentes ser feilo na or-
^ dom de suss entradas, comec.ando-se po-
8rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos.acusticos e op-
3 ticos sero empregados em suas consul-
^ lages e proceder com todo rigor e pru-
i dencia para obter certeza, ou ao menos
S probabilidade sobre a sede, nalureza e
4 causa da molestia, e dahi deduzir o plano
| de tratamento que deve destrui-la ou;
O curar.
m Varios medicamentos ser oambem i
* empregados gratuitamente, pela cer- J
teza qne tem de sua verdadeiraqualidade, !
Spromptido em seus effeitos, ea necessi-
dadedoseuempregourgculaquese usar 1
fc delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos 1
B doeoles toda e qualquer operacao que
Jp julgar conveniente para o restabeleci- <
e> menlo dos mesmos, para cujo Um se acha I
5 prvido de urai completa collecco de i
Sinslrumculos indispenssvel ao medico 1
operador.
IVVI VaVnnVaTSV VBVVonW-
CONSULTORIO ESPECIAL HOHE0PATH1G0
DO DOUTOR
m SABINO O.L.PINHO.
Ruarte Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos 01 dias atis desde aa 10 horas
ate meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molutxat da mulhtru, molutia d$ orian-
tat, molutxas da ptlU, moltstiat dot olhot,mo-
H*M$ s\jphilicot,toda$ 9$ espeds 4* ftbru,
r6rs inUrmilents a ivas consecuencia*,
rHARHACU KSPBCUL H00PATH1CA .
Verdadeir4l
parados som
S JAkeim *! tfeitpa.taBio eB tintara,orno
mjrfob.^.. pelo, preco. m.i. eornTodU^!
M. B. O. medicamento, do Dr. Sibn s
Biwmentevendido.e ... phVrmatu. inSl,
que o forem I6r. della iofaliSJ. ; ,0d'
!!? Mwr^,rM ompanhada. da mm
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na rua
Nova n. -23, sobrado dae.
quin que vplta para a
camboad Carmo.
999999999999999999999S
Lisboa e Porto.
Carvalho. Nogueira A C. sa-
cara sobre Lisboa e Porto : na
rua do Vigario n. 9, primeiro
andar.

I
O Dr. Carolino Fran-
cisco de Lima Sanios,
mudou-so da rua das
Cruzes para a do Im-
perador, sobrado o.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-
de continua no exerci-
cio de sus prossiio de
medico.

Eosino de partidas
dobradas.
E AR1THMETICA
Ui rgido por
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana tercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Rua Nova n. 15, segundo andar.
liiriaraiii
iimca vallo russo rodado, com selim o-
glez. estribos de metal branco, bride de
parausos e com os scftuint.es signaes :
tHna pequea pinta branca na testa e
outra lomando ambos os beicos, orelhas
{jrandes, com urna pequea coceira na
pa' esquerda e anca direita : quem o
pegar dirija-se a rua da Praia n. 10,
que sera' generosamente recompensado.
Q No caes 22 de Novembro, lo- 3
ja n. precisase de urna ama &
^ que saiba lavar, engommar e &g
0 que entenda alguma cousa de
cosinha. Ik,
I medicamentos hoaaopatbicos pre-
toda. i ttela necetsaria., in-
O abaixo assignado tem estabelecido nesta
corte urna casa de consignaco de escravos ladi-
I nos, rempssados das proviocias do norte e sul do
imperio, para seren vendidos equi conveniente-
mente, e eegundo as ordens de seus dooot, sob
as condicoes geralmente sabidas. Comprometie-
se tratar bem dos mesmos escravos, a ompregar
o possivel para que sejam em breve vendidos
com vantagem ; por isso que o mesmo abaixo as-
signado se acha relacionado com as priocipaes
cases de comraisso nesla corle, e munido de
btfo. agentes, j tendo recebido encommendas do
muitos fszendeiros abastados quo precisam de
bracos. Aos referidos escravos devero acompa-
nhir as precisas procurares bastantes e carias
de ordens cot direceo rua do Pasmado, em
Holafogo, cesa o. 26. Rio de Janeiro 3 de feve-
reiro de 1862.
Joaquim Pereira Xavier de uliveira.
SOCIEDADE
UNIIO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
I.ni Pernambuco.
De conforraidade com o artigo 32 sao convida-
dos os senhores socios para a sesso de sssem-
blca geral no da 16 do correte s 10 horas da
manha.
Secretaria da sociedade Uniiio Beneficcntc dos
Artistas Sellciros era Pernambuco 12 de marro
de 1862.
Joo Jos Leite Guimaraes.
1." secretario.
Arremata cao.
Sexla-feira 15 do correte Gnda a audiencia do
j'uizo municipal da primeira vara, lera lugar a
arrematado dos bens penhorados a II. Gehle por
exeeuco que Iheeocsmmha pelo cartoho do es-
crivo Saraiva, Jos Jscomo Tasso.
O Sr. Francisco de Paula Santos,
tem urna carta na rua da Cadeia do Re-
cife n. 41 primeiro,andar, cuja nao tem
sido entregue por se ignorar sua mo-
rada.
Aotonio Mara da Silva Guedes, declara que
de hoje era diante assigoar se-ha Antonio Arthur
da Silva Guedes; e o mesmo faz publico que re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga se o primeiro andar do so-
brado da rua do Queimado n. 41, lugar
muito propri ^para os senhores advo-
gados e tem sala para o largo do Colle-
gio, e frente para a referida rua: quem
o pretender dirija-se a mesma casa.
S 0"em precisar effeclivamente dos servico.
de uro rooleque durante algumas horas do dia,
procure na rua da Cadeia sobrado n 24, loja.
Quem precisar de urna senhora de bons
cosiumes e caprichosa no seu. trabalho. para ser
ama dirija-se a rua da Gloria n. 65.
Aluga-se o armazem do sobrado da rua do
Bruro n. 34, o qual muito grande e proprio para
qualquer estabelecimento por ter embarque para
a rear pequea, e caes j feito, pegado ao do Sr.
Bowman : quem pretender, entenda-se com Jos
Antunes Guimaraes, na rua da Cruz, armazem
n. 46. *
Alfredo R. Jones, subdito inglez, retira-se
para Kuropa.
No da sabbado 15 do correle, depois da
audiencia do juizo municipal da 2.a vara tem de
ser arrematado em hasta publica um cavallo cas-
uario, velho, castrado, com urna estrella ue la-
la e com o ferro V na perna direita, como bem
do evento.
tt Voou do sobrado da* rua dos Qoartsis n.
20 ama marreca mansa de ps e bica encarnados :
quem a tiver pegado, ajuarando restituir, peejr
leva-la 4 mesma casa, que sera recompensado.
Os Srs. Ivo Martina de Almeida, Anastacio
Pires de Almeida, teehara e boodade de dtrlir-
.e a rua do Crespo o. 17, a negeelo.
-I



l>
M&tMtUJGO. SXTA niRA 14 DE MARQO DE 1861

Pedese ao Ilim. Sr. G. A. H.
de mandar a. ra da Cadeia do Recite,
escriptorio t>. -47.
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, paimeiro andar, tinge-te para todas
as core com presteza e commodo pfcco-
m asa eitrangeira de pouca familia pre-
cita d um eosintieiro ou costnhelra forra ou e-
cravo, comanlo que aeja perito no aeu officio : a
tratar na ra do Trapiche n. 36.
*
Gabinete medico cirurgco.f
Ra das Flores n. 37. m
9 Seraodadaiconsi.ua medlcas-cirurgi-
ca pelo Dr. Eitevo Garalcaoti de Alba-
qaerqpe da 6 a* 10 hora da manbSa, ac-
cudiodo apa chamado com a maior bre-
vidade possivel.
Parto. a
2. Molestiade pell. a*
S.* dem do olboi.
4.a dem do orgaos genitaes.
Praticarloda e qualquer operagao em
eu gabinete om em casa do doente con-
forme Ibes f6r mai conveniente.
i
S
!
f
,ices de inglez.
D8o-e de noite no hotel francez ; a tratar na
raada Cruz ni.
Jj aw?ai*aiew^Jw^sv ircc^ra^nnPJ^PI/,
Attenco. 1
J. liunder, alfaiste, ra Nova n. 67, S
avisa ao publico em geral que qnizer ser S
aiula assignaqte deste verdadeiro pro-
grasiivo temta dos artista alfaiales per- j
nambucano, acompanhsdo pela macbioa ]
de costura invengao norte-americana,
sendo para servir a ama numerosa fre-
guezia com mainr brevidade do que em
qualqoer outra parte.
mmHuam mmm mmmml
Nesta typographia precisa se fal-
lar ao >r. Felippe de Santiago.
Aluga-se o segundo sndar do sobrado da
ra da Lapa o. 13: s fallar na toja do mesmo.
Ligues de arithmetica, algebra
e geometra
Oprofessorde mthematica, no Gymuasio Pro-
vincial, ensna particularmente ao estodantesdo
curso commorci.il arithmelica e algebra al a
quagdes do l.gro, as quiolas-feiras de roa-
nha, e geometra para os exames em ooverobro,
em lodos os das a tarde : os senhores que qui-
zerem aprender qualquer deslas faculdades diri-
ja no-se casa do sua residencia, na ra Direita
n. 74, para se matricularem : as licoes tero
principio logo que houver numero suQiciente de
alumnos.
Cprapra-ae por prego commodo nm s*llim
ingle om algum uao : quero tiver e qolier ven-
der dirtja-ae i loja da Boa F, na ra do Quei-
mado a. M, que e IraUr o ajuste
Comoram-ie caixe que irvm par de-
potito de bolacha ; na ra do Rangel n. OJ de-
paito : na neini cis preciaa-*e de um mnino
portugus de idade de 10 a 12 annot. I
Compram-se na ra do Hospicio o. 17
leguiole dbrai : Prdcis d'Economle eociale par
Fdddr Pradier ; Elemeos de Oroil Caoonique et
de fhaMogle par Gonaet.
Yendas.
Nao ha quem venda pelos
presos,
Viado,
n. 8.
s na loja do
na ra Nova,
Est vendando luvas de torcal com vidrilho
o melbor que se pode encontrar em bordados
............. 800
Luvas timbera de retroz aem serem bor-
dadas a...........! 640
Ditas dita de dito para meninas a 500
Ditas ditas de seda para ditas a .1 500
Dilaa ditas de dita para senhora a 1&000
Ditas ditas de dita bordadas para senho-
ra a............12600
Dita ditas de seda de todas as cores a 19600
Trancas e franja pretas.
Mui delicada trancas de seda preta com vidri-
lho sendo de lodas a larguras, de 310 a 500 a
vara : franja de seda com vidrilho e sem elle
de 320 a 500 ; bicos pretos de todas as largura*,
tanto cora vidrilho como sem elle, por baralis-
simo preco, e oulros muitos objectos para qua- -' Groidenaples prtos fazends muito
reama, que a vista dos compradores nao se en- j corpada a 19500, 1J600,I98OO, 2g
geita dioheiro. Sarja preta hespanhola, covado a
Facamfogo no viado. [S;,r:;Sp;sSir
Seda lavrada a melhor que se pode encontrar Lnvas de retroz bordadas com vidrilho e
de bom e delicados gostos, que a vista do preco sem vidrilho a 500 rs. e
nao lia quem deixe de fazer um rico vestido pre- Ditas pretas lisas de seda muilo fina a
to para quaresraa, pois, aproveitem a occasio, Alpacas pretas muito lioas a 560, 640,
pois quem nao fizer agora, uao faz lio cedo ; i 00 e
esta loja Pica bem conhecida, por ficar bem con- _,_* ludo dao-se_ amostras com penhor :
fronte a eamboa do Carmo, e-ler o viado pin-
lado.
Vende-se um excellente cabriolel : a tra-
tar na ra do Aragao o. 37.
Vende-se urna escrava de 30 annos, muito
em coota, boa para todo o servido : a tratar na
rus do Codorniz n. 12.
Agua ambreada
para banhos do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber nov
remeasa da proveitosa e mui procarada agua
ambreada, cajos booa effeitos de refrecr a cu-
li, tirar o ardor que deixa a navalha quando e
fas a barba acabar o mo balito proveniente
do transpirar alo j bem coohecidos, assim co-
mo as senhora por nao andarem ao sol faz
conservar perfeltamentoo brilho do rosto. A lo-
dos quantos tem usado d'agaa ambreada pao sao
eatranhoa esses effxiios e ellas serio slnda mas
coohecidos por aquelles que munidos de 19 se
dirigirem a loja (Tagala branca ra do Queima-
do n. 16, oode nicamente se vende.
Fazeadas pretas
lo na loja do pavo, ra
da Imperatriz n.60,
de Gama Silva,
Vende-ie barttissimo por aer tempo de qua-
resma as fazeodas seguintes :
Ritos manteletes de velludo prato rica-
mente enfeitados com franjas largas os
mais modernos que lem viodo'a
Modernissimos enfeites pretos a turca e
'Garibaldi
Ditos mais simples a
Ditos de vidrilho muito modernos a
Chales pretos de merino bordados com
vidrilho a
Ditos de fil preto muito fino a
en-
e
309000
6$000
2J0D0
800
12*000
3S000
2J500
29000
I9OOO
1600
640
640
19000
na ra
&
da Imperatrizn.60, loja e armazem de Gama
Silva.
Pannos pretose casemiras
Na Toja do Pavao.
Vende-se panno preto muito boa fazenda
19600, 19800 e 29 o covado, e dito que val 89
Ntt ra do Vigario qh. 8.
Vende-se urna boa escrava muito moca de boof
cosame qae se poda ter entre familias, faz le-
do servico de ama casa mano csrregar agua e
comprar na ra por ler recolhida, matto propria
para urna respeilavel familia poso-la querbra-
ailelra ou estrangeira.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & CL euecesora,
ra da Cru n. 4, vebdem-se :
Machinas para regar borlas e capim.
Ditas para decarocar milbo. T ,
Ditas para corlar capim.
Selios com pertences a 109 e !09i
Obras de metal prncipe prateadaf.
Alcalrao da Suecia.
Veriz de alcalrao para uarios.
Salsa parrilha de priroeira qualidkde do Par.
Viobo Xerez de 1886 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixaa de 1 duzia.
Arados e grades.
B ruantes.
Carrocas pequeas.
Novos e lindos
enfeites par* vestidos pretos
ede cores, e roupinhasde
enancas.
Em apropriado tempo receben a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimenio de enfei-
tes de seda para vestidos pretos e de cores, e ron-
pinhas de cnangas, sendo trancas e bordados de
novos e lindos desenho, e diCBceis tecidos. com
os quaes pode-se com oslo e modernsimo en-
fetar qnalqaer vestido ou roupinho de criaoca.
Ao passo que ditos enfeites a lodo geralmeole
agradara, a commodidade dos precos aoima ao
comprador, e esta verdade ser verificada por lo-
dos que sa dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16, cujos presos estao mar-
cados as amostras, as quaes se da o com pe-
nhores.
-i
fenld am bonilo eavallo oasUnho, pro-
prio p m. liado eufretado : a tratar na
eodfffa tfeThoma Jos dos Res, no Mando
NOTf.
S
Cama
Vende-se urna cama de Jacaranda] a qual de
a tratar na
ra do Cal-
a
a
Vende-se urna taberna sita na estrada de \ 450O o covado,"caaemiras tretas entestadas a
Santo Amaro indo para Olinda, com poucos fun- 39, 3920O e 39500 o corte, ditas de urna s lar-
dos a vootade do comprador, propria psra um gura de lodos os precos e qualidades, setim pre-
principiante, quem esta pretender dirija-se a 10 da China para calcas palelots e rolletes com 6
mesma. palmos de largura a 3$ o covado : na ra da lm-
Vendem-se dous terrenos, sendo um em es- peratriz n. 60, loja e armazem de Gama & Silva,
quina com 200 palmo, de frente e 150 difundo, g^g d(J quadriohos ft 7^ FS.
.1- FERRE1RA MUELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
palcelras, alQneles ou cassoletas. Na mesma
casa existe um completo e abuodante tortimento
de artefactos francezes e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha lambem para asta mes-
mo Ora cassoletas e delicados aloetea de ouro
de le; retratos em photogrspliia das principaea
persooagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros para ambrotyp
e chimicas pbotographicas.
no lugar do Campo Verde, reguezia da
ta, a frente para a ra da Traicao e a outra para
a ra do Desengao, com a metade dos fundos
murados, tem 4 quartos que rendem 24g000 por
mez, nao precisa de atierros, proprio tamben),
vendem-se os 50 palmos e outro terreno na ra
Imperial com 219 palmos de frente e fundo ao rio
Capibaribe, nos fuodo se cham as paredes de
urna porta d'agua para viveiro, foreiro a mari-
nhs : quem o pretender, dirija-se a ra do Sebo
o. 8.
Luvas de pellica
Brancas e de cores para homem e senhora, che-
gadas ltimamente por 2$500 rs. o par : na loja
do viado na ra Nova n. 8.
se 1111
QMflKfieg
Dentista de Pars. |
15Ra Nova15.
Frederico Gautier, cirurgiao dentista m
faz todas as operagoes desua arle a e ci- S
leca dcnUs artiGciaes, ludo com -sdeln a
rioridade perfai?o que as pessoas-.er.
tendidas lite reconhecern.
Tem agua c pos dentifcios, etc.
Com bom sorti menlo.
Enfeites preto com fraoja a 59500, fivelsa de
* ac muito bonitas a 19500, agulhas francezas cur-
| tas e comprldas a 60 rs., carreteis de lioh de
200 jardas a 60 rs., ditas de Alexanders a 80 rs ,
ditas de 100 jarda de cores e branca a 30 rs.,
carios de clcheles cora duas carreiras a 60 rs.,
ditos de urna a 40 e 60 rs. : na ra larga do Ro-
sario o. 36, loja do Pedro Tinoco.
Na loja do Pavao na ra da I ro-
pera triz n. 60.
Vcnde-se muito delicadas sedas de quadriohos
a 720 rs. o covado: na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gama & Silva.
Chales.
Grande pechincha na loja-do Pavao.
Vende-se os mais rico chales com ponta re-
donda e botlas, tendo as barras de velludo ou as-
selinadas, imitando as capinhas mais modernas,
pelo baralissimo preco de 49500 cada um e.ditos
de quatro ponas a 4g5t)0, dito a Garibaldina
sendo muilo graodes a5): na ra da Imperatriz
n. 60, loja do Pavao de Gama & Silva.
Brilhantiuas americanas.
Vende-se brilhanlioas americana com lindis-
siraas cores sendo fazenda inicuamente nova e
moderna de 4 l|t palmos de largura a 400 rs. o
covado : na ra da Imperatriz n. 60, loja e ar-
mazem do Gama & Silva.
Espartilhos a 3,500.
Vende-se espartilhos ioglezes que sao os me-
lliores pelo diminuto preco de 3$500 cada um :
na ra da Imperatriz n. 60, loja u armazem do
Pavao, de Gama & Silva.
Para meninos a 4$500 rs
Vende-.o vestidinhos de seda para meninas e
armacao e sem ter uso
deireiro n. 90
Vende-e urna canoa muiu> bro constrai-
da.carrega um milheiro de lijlo, e navega com
um palmo de agua: a tratar na ra nova de San-
ta Rita n. 65.
Para a quar^sma.
A 15^000.1
Palelots de panno 6no forrado de sada : oa ra
do Queimado n. 47.
A 1^500 ocovtdo.
do Qaeimado
^^aw mroaar vaaarwaa
Inleresse publico.
[Offerecido pela loja de
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar coocurrencia poblica o qae ha de
mais novo em fazeodas, lano para se-
nhora como para homens e meninos,
sendo que para este flm espera de aeaa
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remessas de seus pedidos,
lem resolvido, antes dn presentar o no-
vo sortimenlo, liqaidar as fazeodas exis-
tentes, o que effeetnari por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeila-
vel publico a aproveitar-se desla emer-
gencia.
iawancMmm-ca mw
Caixinhas para coofeitos e
presentes.
Muilo lindo sortimento de caixinhas muilo lin-
das para se botar coofeilos ou mesmo com ellas
vazias se mimosear ums menina, pelos barats-
imos precus de 320 at 29500 cala urna : na lo-
ja da Victoria na ra do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura don-
rada e preta.
Lidos quadros de moldura dourada e preta,
com estampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dinhelro : oa loja da Victoria n
ra do Queimado o. 75, junto a loja do cera.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar peona, de duas fo-
Ihas, a 200 ris cada um : na loja da Victoria na
ra do Queimado n. 75, junio a loja de cera.
Grosdenaple preto bom ; n
numero 47.
A14#000.
Vestas de seda da muda
mado n. 47.
ra
na
ra do Quei-
Moireantiques de coj
res bonitas a 2.000<
e 2.500 o coyado j
Crespo n. 17, Guimares & J
'
Ra do
Villar.
Vende-se o sobrado da ra do Hospicio n
84 oa faz-se qualquer negocio com urna maior
parle do mesmo : a tratar na ra Nova n. 36.
Novo paquete das novidades
23-
ditos de fuslao qara menines muito bem enfei- Cerveja <*.. melhores marcas a5(0 agarrafa.
Ra Direita-23
Neste noy eslabelecimenli achara o publico um grande sortimenlo tendeute a molbado
I ludo por preco mais barato do qu em outra qualquer parle :
] Manleigs iogleza especialmente e colhida a 800 e 960 r. a libra.
I Dita franceta a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
) Queijos flamengos chegados no ultimo vapor a 29800e 3g.
! Che hysoo e preto a 29 e 29880 a libra.
! Vinho engarrafado doa melhores i uloroa a 19 e 1J200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pisto a 500 e 560 a garrafa.
! Marmelada imperial dos melhore autores a S00 rs. a libra.
Ameixa portugueza a 480 rs. a ibra.
Paasss muito novas a 500 rs a Mira.
Latas com bolachinbssde differenles qualidades a 1gwi.
Conservas inglezas as melhores di mercado a 800 rs. o Irasco.
Massas, Ulharim, micarro e al tria a 440 r. a libra.
Magalhes < Men-
des.
Na ra da ImperaIriz n. 56, loja e armasen da
arara, recebeu-ae om novo e completo sortimen-
to de fazendas nova, a ser: popelina d quadri-
nnos para vestidos de senhoras e roup de meni-
nos a 240 o covado, cassas suissaa de quadriohoa
a miiaco de sedinbas de quadros para vestidos
de senhoras e roupa de meninos a 280 o covado,
gorgurao de linno para vestidos de senhoras e
roupa de menino a 280 o covadoTfustao para o
mesmo flm 3z0 o covado, barege de core a
w!. ad0,Era veslid0. laazinhas para vesti-
dos a 280 e 400 rs. o covado, chitas a 160 e 200
rs. o covado.ditas francezas a 240 e 280 o covado.
Panno preto.
Panno preto para caigas e palelots a 1800 e
3? o covado, cortes de calcas de casemira preta a
39, ditas entestadas a 3J500e49, 8aias balan sem
arcos a 29500, dilas de madapolo a 39 : s na
arara, ra da Imperatriz n. 56.
Na loja e armazem da
arara
vendem-se pegas de madspolo entestado a 39'
cortea de chitas linas com 13 co vados a 29MX) di-
tos de riscados chinezes a 29500, cortes oe pope-
lina de cores para vestidos a 296OO. corlo de gor-
gurao para vestidos com 18 covados a 69500 di-
tos de la de22covados a 109, pecas de cam-
braia branca a 1|600 e 2J, ditas fina com 5 pal-
mos de largo a 2g50O, 39 e 39500, ditas para cor-
tinado a 3|, golliuhas com boiozioho a 640 r.
ditas de traspasso a 19, manguitos e golliohai
2g500, grosdenaple preto a 1J600, I98OO, 29 e
2*200 o covado, enfeites pretos de cores psra
cabeca 9 2850Q, 3$ e 49 : isto s oa arara, que
vende barato, na ra da Imperatriz, loja e arma-
zem da arara n, 56, de Magalbes & Hundes.
Ra Nova n, i 8
Fazendas para a quaresma.
Para acabar.
Ricos corles de vestidos bordados a velludo,
preos, que foram vendidos a 1509, e que se ven-
dem por 100*.
Ricos manteletes prelos os mais bem acabados
que tem viodo ao mercado, par senhora de qual-
jjuer corpo ou altura a 20, 30, 35 e 4t9.
Mantas de tilo de linho linas a 159.
Veos ou los prelos a 109.
Luvas enfeitadas tinas a 29.
Ditas com vidrilhos e com palmase l9e 19280.
Um sortimento de franjas prelss com vidrilhos
e sem vidrilhos a 400 e 500 rs.
Hu grande sortimenlo de chapeos para senho-
ra, de differenles qualidades, pelo mais baixo
prego que se pode encontrar
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimenlo de grva-
la de seda pretas e de cores, que se veodem por
pregos baratissimos, como sejam : eslreilinbas
preta3 e de lindas cores a 19, dilas com pona
largas a 19500, dilas pretas bordadas a I9MXI. di-
las prelas para duas voltas a 2$ ; na mencionada
loja da boa f, oa ra do Queimado u. 22.
CARTOES
DE
lival sem igual.
Bom sortimento.
Pentes
rados a I.
320, escovas para cabello muito boas a 800 e 19,
carta de altinelps de lilao a 80, 100, 120 e 140,
escovas para unhas a 320 c 500 rs., linha du car-
lo de cor e branca a 30 rs., novellos do gz a
30 rs., lilas de velludo de cor e preta de 120 a
1f : na ra larga do Rosario, loja de Pedro Ti-
noco o. 36
Rap fresco.
Precisa-."' de urna ama paracosinhar e com-
prar: na ra do Imperador, o. 37, seguodo an-
dar, entrada direita.
& &
*. Aluga-se um quartu andar com excel- 0
0 lentes commodos : na ra da Cruz n. 53. (J
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Sntos & C. acam e tomara
aques sobre a praca de Lisboa.
Na congregago da Faculdsde de direito
desla cidade, celebrada no 1.* do correnle mez
de margo, foi approvada, na forma dos actuaes
eslatuto, a terceira edigo das inslituiges de
ireilo Civil Rrasileiro, mais correcta e mais aug-
mentada que as precedentes; e acha-se venda,
por maior commodidade para com os alumnos da
mesma Faculdade, na casa da residencia do aeu
autor, na ra da Saudade n. 9, desde o meio dia
al as 3 horas da tarde.
Sinceros agradecimentos.
Indammacao do estomago.
Padeceodo ha muos annos de infUmmagao no! undo '"* cora i ia palm8 de Bl,"ra' ^ule ,er"
estomago de qua nunca consegu urna eura com- |,?. f.'/iftE^'i-f* !g" o de "" de ,aB"ha : a
piola, finalmente a obtive com a applicago das
chapas raedicioaesdo Sr. Ricardo Kirk com 1
escriptorio na ra do Parlo n. 119, no pequeo
espago de 34 dias, do que dou-lhe os meus sin-
ceros agradecimentos. Ra da Imperatriz n. 121,
Kio de Janeiro.
A. da S. Res Brando.
Cozinheiro.
Um rapaz perito cozinheiro e copeiro, offere-
ce-aa psra alguma cata, preferiodo-se estran-
geira ; na ra do Cabug o. 3. segundo andar,
Thomaz Dorkay, Richard Niblett, George
Parcew, subditos inglezes, retiram-se para fora
do Imperio.
Precisa-se alngar urna ama para ajudar ou-
tra na cozinha, e que engorame, para urna pes-
aos : na ra da Imperatriz n. 70.
Dizimo do capim de planta d
municipio do Recife.
O ex-arrematante Francisco Lins Caldas avisa
aos senhores plantadores, que podem dirigir-ae
a pagar o que devem dentro de 15 dia, na loja
do Srs. Martins & Burle, ra do Cabug o. 16,
alia o arrematante usar do eu direito. Recife
14 de margo de 1862.
Na travessa do becco das Crioulas n. 5 exis-
te urna roulher com leite que se prope a criar.
Miguel Esleves Alves, desejaodo saldar suas
contas, roga aos seus devedores o najara de o
procurar no boceo do azeile de Peixe n. 8, ou
enlender-se com algum de seus socios : o mes-
mo precisa contratar 6 boleeiros psra o seu es-
tabelecimento.
Precisa-se de um amessador que saib per-
feilamente o servico de parlarla : na padaria de
Santo Amaro aira/da fundigao do Sr. Starr.
Jezuioo Ferreira da Silva com taberna na
ra Direita n. 25, faz ver ao publico que por ha-
ver outra pessoa de igual nome, de hojeem dien-
te asiignar por Jezuioo Higuel Ferreira da
Siira.
lados pelo baralissimo prego de 49500 cada um
na ra da Imperatriz n. 60, loja e armazem do
Pavao.
Madapolo a 3$.
"Vende-se pega de madapolo entestado cora
ti jardas a 39 a pega : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo,
tes do massa fios lisos a 500 rs ditos dou- inr,iir/in rlp linhn ;> ">,S(i rct
a 19280. carreteis de retroz muito boma F ? V ? J
Vende-se gorgurao de linho de quadrinhos e
mesclados proprios para senhoras e roupas de
meninos e meninas a 280 rs. o covado: na ra
da Imperatriz n. 60, loja do Pavo, de Gams &
Silva.
Bareges a 6$ o corte.
Vende-se cortes de bareges com 22 covados
para vestidos, ditos com as salas ja feilas a 68 o
i corle : na ra da I mperalriz n. 60, loja do Pavo.
Rap Paulo Cordeiro a 18600 a libra, diio meu- Grande pccbilicha em COrteS
ron a 19040. dilo Lisboai a 29700. dito gasse gro- de vestd0S na loja do Pavao.
soe meto sressoa I96OO, dito gasse liuo a 19280: __., ,. ._", .
na loja do rival sera igual, ra larga do Rosario MT"2 hnw.moi cortes de cambr.ia bran-
numero 36 bordados com 2 bibidos grandes e de duas
I saias pelo baralissimo prego de 49. ditos de cam-
! braia de seda com habidos bordados a 49500, di-
1 (oa de phantasia fazenda que sempre se vendeu
' por 129 pelo baralissimo prego de 69 cada om :
i na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
Pavo, de Gama & Silva.
Cambraias de carocinhos
S no Pavao.
Vende-se inissimos cortes de carabraia branca
com carocinhos brancos e de cores tendo cada
pega 8 \yl varas a 49 a pega : na ra d Impe-
ratriz n. 60, loja e armazem do Pavao, de Gama
& Silva.
Cambraias adamascadas.
Vende-se csmbrsias adamascadas fazenda mo-
dernitsiraa para vestidos a 49 a pega: na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama &
Vestidos a 3#000 e 2#500
36.
Attenco.
H. A. Caj vende os nnjectos seguintes : 1 es-
crava de meia idade, robusta, sem vicio, de bo-
nita Ogura, de vergonha, i encolaraeulos do ama-
relio proprios para fabrlc*. 1 grande canoa ou
alvironga com 55 palmos de comprimeoto, e 2
pranchojs da mesma madeira que pertencia aos
mesmos enclame ritos, 4,600 varas de otirello de
beira de panno e casemira proprio para factura
de sapatos de tranca, 1 tina de amarello cora o
Genebra dAhollaoda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libia.
Dilasde eapermacetea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rsJa garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Liaboa a 360 rs. a fibra.
Alm dos gneros aonuniadosachara o publico um grande sortimenlo de um ludo tenden-
te a molhados mais barato do queem outra qualquer parle.
rodas novo, rere-
odo forrado de se-
Iralar na ra Nova o. 18
Pentesbaratos
Relogio
Vende-se era casa de Jolmston Paler & C .
ra do Vigario n. 3, um b Ha sorlimenlo de
relogios de ouro, patente ingleje, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna varieiade da bonitos trancellins para os
mesmos.
Vende se um carro de 4
bido ltimamente de Frange,
da, com os competentes arreios praliades, obra
de muito bom goslo, sendo este caleche o mal
bonito que hoje existe nesta Cidade ; a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primei|ro andar.
Loja de miudezas do bpija ilor da ra
do Queimado n. 65
Vendem-se colheres de mftal do principe para
sopa a 59. e para cha a 285(10, e concha para as-
sucar a 640 r..
Loja de miudezas do beija Ilor da ra
do Queimado n. 60.
Vende-se tranga branca de linho a 80,120, 210
e 800 rs. a pega, galo branco a 1800 pecas de
20 varas.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se caixas de agulhis francezas a 120
rs., em carteiriobas a 320.
Loja de miudezas do beija Ilor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se tesouras finas para rostureiras a
DE
MTO i
Carines do visita de novo gosto
Cartes do visita de novo goslo
Carloesde visita de novo goslo.
Urna duzia porlGjOOU.
Urna duzia por IfiJOOO
Urna duna por 168000
Urna duzia por 16$00U.
Retratista americano.
Retratista- americaoo
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
Compras.
Comprim-se ridro vaio de todoi ot t-
njannos : oa ru larga do Rolarlo o. 84.
Veodcro-se pentes de tartaruga do melhor gos-
to qua ha no mercado a 10?, 129 e 159 cada um :
na loja de Nabuco & C, na ra Nova n.t.
Terrenos perto da praca
No sitio do Cordeiro em Saol'Anna vende-se a
retalho o resto dos terrenos para liquidar. Alu-
ga-se a casa grande do mesmo litio e vende-se
um grande portan de ferro que tica encostado a
mesma : dirijam-se a L. A. Dubourcq no escrip-
torio da ra da Cruz n. 40, e para mediges ao
engenheiro Selle.
Vende-se o engenho Atilaia, moenle e cor-
rente situado na freguezia de Ipnjacs, movido
por agua, com proporcoes para safrejar de 3 a 5
mil pes: a fallar core Jos Pereira de Aranjo
no engvnho Visqueiro da Escsds, ou 00 Recife
com Firmino Martioianno Carnelro oa ra da
Cruze n...
Attenco.
Vende se a taberna da ra do Ilortas n. 18,
ffluito afreguezada para a Ierra com muitos boos
commodo para familia : a tratar oa mesma.
JGeneros baratos.
Vende-se msnteiga franceza a 640 rs. a libra,
cha a 2$400. toi.inho 320 rs., arroz a 100 e
120 rs linguiga a 560 rs passas a 500 rs., ba-
nha de porco a 440 rs., velas de spermacete a
760 rs., de carnauba a 400 rs., batatas a 60 e
120 rs., paingo 160 rs ervilha a 110 rs., gar
raides com 5 garrafa de vinagre a 19/200 cada
um, agurdente de canna j engarrafada a 200
rs. a garrafa, esprito de vinho 4 I94OO a caada
e 240 rs. a garrafa, azeite de carra pato a 400 n.
a garrafa, dito de coco a 480 rs.; milho a 310 r.
a cuta, arroz de casca a 200 rs. em saceos mais
barato : na travessa do paleo do Paraso 0. 16,
frente pintada de amarella con oltao para a ra
da Florentina.
Vende-se cortes de vesifdo brancos com bar- ? 'f00' ?ila? para "i1*1" ..W0-
ra e ba ha dos a 39 e 29500: na ra da Imperatriz LoJa de miudezas do beija flor da ra
n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2#500.
Vende-se saias bordadas muito bonitas a 25500
cada urna : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
Pavo, de Gama & Silva.
Balees do Pavo
Vende-se baldes de bramante francez coro ar-
cos sendo os que tem melhor armacao pelo di-
minuto prego de 39 e 39500: na roa da Impera-
triz n. 60, loja e armazem do Pavao, da Gama
& Silva.
Saias com arcos de linho.
Vende-se as acreditadas saias com arcos deli-
oho que fazem as vezes de balao a 39200 e a 49
cada urna, esta fazenda s ha na lnja do Pavo:
ra ds Imperatriz n. 60, loja e armazem de Ga-
ma Si Silva.
Indianas a 240 rs.
A ultima hora acaba de chegar a loja!
do Pavao^""
Esta fazenda inleirameote nova de qaadrinhos
imitando as sedas, fazenda muito encorpada e
de core delicadas propria para vestidos de se-
nhora e roupas para meninos o meninas pelo di-
minuto prego de 240 r. o covado '. na loja do
Pavo ra da Imperatriz o. 60, de Gama & Silva.
Vende-ie um baleas todo de amarello, mui-
to proprio para loja de fazendas : na rna Nova
o. 23,loja.
Loja da boa f, na ra da Im-
peratriz n. 74.
Veodem-se ricos enfeites. o mais moderno
que ha, pretos e de corea a 69500, rap groio,
malo grotso. princeza do Rio, gasse fino e meu-
ron, e un completo lorlimento de mladezaa, a
dioheiro, por menos do que em outra qualquer
.adafl
do Queimado n. 65.
Vendem-se toucadores de Jacaranda a 2*000,
SgOO, 3 e 49, ditos brancos a 2f. caixinhas de
espelbos para navalha a 29 e 2J5U0.
Loja de miudezas do beija ilor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se ricos siotos de senhora douradosa
29, 29500 39, enfeites a 5S500 e 6fi, ditos de vi-
drilho a 19800.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65. '
Veodem-se liras bordadas para vestido, e saias
brsncs a 800.19. 19200 e 18400 a tira.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se escovas para dente de diversas 1
qualidades a 160, 240, 320, 400 e 500 ra.. pente I
de alisar de bfalo branco a 400, 500, 640, 800 e
19, ditos de hurracha a 610 e 800 rs., ditos para ,
bicho de bfalo branco 1 200 e 320, ditos de bur-
racha a 500 rs., ditos de marfim a 320, 400 e 500 i
exposico de can-
dieirosdegaz.
Na ra Noca ns. 20 a 24.
O proprietario deste novo cstabelecimenlo lo-
ma a honrj de participar ao publico que lem de
novameote chegado a ebte eslabeleciraenlo um
riquissiroo ortimeoto de candieiros de todas as
qualidades que se podem desojar, asim como
grande deposito de gz hidrog^nio de 1.a, 2.a e
3.a qualidade, pelos pregos mais razoavejs que!
se podem encontrar neste mercado, assim como i
lambem se vendem meias latas e latas de um ga-1
lo, e em garrafas a retalho, assim como tam-
bem variavel sortimento de canquilhrria de bom
goslo, que muito agradar ao publico que visitar
este estabelecimento.
IOTA
exposico de enti-
lara.
Na ra Nova n. 20, loja de Carneiro
Vianna.
O proprielario deste estabelecimento avisa ao
publico em geral. que tem recebidn um riqulssi-
mo sortimenlo de ferragens e cutilaria, das se-
guintes qualidades i facas de marfim da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, dilas de todas as
mais qualidades, ps de ferro patente raleadas
de ago, enxadas de ago, csms de ferro, bombas
de jpy, metaes finissimos para servigo de mesa,
e oulras muitas cutilarias que por goslo se po-
dem comprar : na ra Nova n. 20.
Attenco
vendem-se capas de borracha, perneiras de bnr:
racha, sapatos de borracha, meia dn la pretas
ede cores, camisas de laa, ditas de flanella : na
loja de No buco C., na ra Nova n. 2.
Muita attenco.
NaJJa d*enS,Va ^rdOZ' ^^ dfl?'
taruga virados a 89 e 9 J. jperador n. 40, vndese roupas fettas
de todas as qualidades pelos precos
mais baratos possiveis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os reguezes com-
prar porque pechincha.
Algodao da Baha.
Proprio pira roupa de escravoa e saceos de as-
socar : vende-se oa rna da Grux n. 1, escriptorio
de Antonio Laiz de Oliveira Azevedo & C.
Milho de superior quali-
dade.
Saceaa grandes por prego commodo; vende-te
na ra da Madre de Dos, n. 0.
Pota da Riissia.
Vende-se em casa de N. O Bieber
C, successores, ra da Cruz n. 4-
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da barca portugueza
tanga, sal de Lisboa limpo e redondo ;
os ra do Trapichen. 17.
Kape-
a tratar
Rape
Na loja de violas da praga da Independencia
n. 5, vende-se rap multo fresco das seguintes
qualidades : Lisboa, Paulo Cordeiro, Princeza do
Rio, (Rocha) gasse fioo, meio grosso, groaso e
meoroo, garante-se ao comprador a boa quali-
dade.
Vende-se urna muala escrava de 20 annos,
boa cozioheira, eogommadeira perfrita cpitu-
reira, com um filno de 6annoi: na raa do Quei-
mado n. 4(.
Vende-ie muito boa podra de captarla por
proco commodo: a tratar oa rna da Roda n. 1.
| Para a quaresma S
iLNa ra do Queimadof
' n 10
j 11. IV. ^
I LOJA DE 4 PORTAS
Ferro < Maia.l
' Vendem-se as seguintes fazendas
P Manteletes pretos bordados muito ricos. jl
Casias pretas bordadas idera. &
. Ditas ditas lisas.
f Sedas pretas lavrtdas a 19, 12&0, 29 W
g e 2J500. &
[ Grosdenaple preto covado 19, I98OO, 2 X
9 e 29500. (g$
I Ssrji preta lavrada covado 1J600 o 29. ggl
SDita dita lisa covado a 19500 e 19800.
Casemira preta muilo lina corte 52, 9 79. 89 e 99. m
a Panno preto a 39, 49, 59, 69, 79, 89, 99 S
I e 10000.
P Riquissimos corles de seda preta horda- $P
I dos a velludo a 609. 709. 809 e 909- A
k Ii jotsimos corles de grosdenaple preto g.
para vestido com babadinhos e duas *>'
i saias a 453. 50. 6O9 o 70J.
Cacado de Melles.
Botinas de Melis 129000
Ditas de cordavab forma melis a 105001
Ditas de lustre (francesa) a 69OOO
Dilas Dglezas de 99, 109, 119 e 129000
Sapatos de tapete forrados laa, proprios
da eslagSo a 19500
Ns loja de Burje Jnior & Martins, ra do Ca-
bug n 16.
Espirito de vinho de 38
grao?,
a 1#600 rs. a caada e 2(0s garrafa,maoleiga in-
gleza flor a 800 e 19 a libra, toucioho de Lisboa
a 320 a libra, canna engarrafada a 200 ra., vinbo
em pipa a 400, 500 e 600 rs. a garrafa, em cana-
da a 89. 39800. 49800 : na ra das Crnzes n. 24,
esquina da travessa do Ouvidor.
O pal din lia barateiro.
N ma do Imperador n. 24 erapalha-se toda a
qualidade de obra perlencente a palbioba, mais
barato do que em outra parte, tambera ao vende
junco e palha prompta.
Milho novo a 4#500 a sacca
Emfoia e.3*) r., arroz de ea 39. era cuia
a 200 rs. : no armazem da estrella, largo do Pa-
raso d. 14.
? l

___.



DIARIO DE PERNAMBUCO a*. SEXTA MIBA 14 DE MABgO DE 186
ARMAZEM
1E3
ROUP A FEITA
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Queimado-40
Defronte do becco da Cougregaco letreiro verde.
Neste estabc-lecirueuto ha sempre um sortimento completo de roupa (tila de
todas as qualid*dea e tambem te manda executar por medida i vontade doa trege-
les para o que tem um dos melhores professoras.
Casacas ue paooo preto a 408
35$ e 30*000
Sobrecasacos de dito dito a 359 e 309000
Paletots de panno preto e de co-
res a 359. 309, 259.109.189 e 209000
Ditos de casemira de cores a 22?,
155,129.79 e 99000
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo fraacezas a 10J000
Ditos de merino setim pretos e
de cores a 9J 89000
Ditos de alpaca do cores a 59 e 88500
Ditos de alpaca preta a 99,79.59 e 8J500
Ditos de brim de coroa a 5f,
49500,49 e t 39500
Ditoa de bramanto delinbo b an-
co a 69. 55 e 49000
Ditos de merino de cordao preto
a 159 e 89000
Calcas de casemira preta e de co-
res a 1X9, 109, 95, 79 e 69OOO
Ditas de prioceza e merino de
cordao preto a 59, 69500 e 49500
Ditas de brim braceo e de cores a
59. 49500 e 255OO
Calcas de ganga de cores a 3)000
Coilute de reliado preto e de co-
ros liiose bordados a 129,99 e 89000
Ditos de casemira preta e d co-
res lisos e bordados a 69,
59500,59 35500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 59000
Ditos de gorgurao de seda pretos
e de cores a 79, 69, 49
Ditos de brim e fusilo branco 1
35500, 29500e
Stroulas de brim de lioho a 29 e
Ditas de algodo a I96OO e
Camisas de peito defuslo branco
edecoreaa 29400 e
Ditas de peito delinbo a 59, 49 e 3*000
Ditas de madapolo brancas e de
cores a 39. 29500, 29
Chapeos pretos de massa (ranceza
forma da ultima moda a 10),
BJSOOe
Ditos de feltro a 69. 59. 49 e
Ditos de aol de seda iogtezes e
francezesal45,129, US
Colarinhos de liobo muito finos
novoi foitios da ultima moda a
Divos de algodo
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1005, 909. 805 e 705000
Ditos de prata galvaoiaados p-
tente e horizontaes a 409 30JQ00
Obras e ouro, aderecos e meios
adereces, pulceiras, rzalas e
aoeis a 9
Toalhas de linho duzia IOS, 69 e 98000
Ditas grandes para mesa una 39 e 4c00q!
sr
59000
39000
29200
19280
29200
1S6O0
7-9000
29OOO
79000
9800
9500
m,
NO
ARMAZEM PROGRESSO
JEMES
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penlia
Vende-se oeste armazem de moliados os melhores g-
neros que vera a esle mercado c por menos 5 a 10 por cento do que em nutra qualquer parte,
Raranlindo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a todos oa Srs. da praga, de eogeoho e lavradores o
favor de mandarem suas encommendas ao armazem Progresso, aQm de verem a dilerenga de
prego e qualidade que faz, se fossem comprados em outra qualquer parle.
ftla*\Clg& lHgleA de priQ,cira qualidade a 800 e I9OOO a libra, e em barril se far
abalimenlo.
vfiAittaiga fr*iie5z.a a mais noya, 640 ri#t a ibra 0 #m Darrili 600
* liySSOIl 0 mais guperior que ha no mercado a 2J80O e 29500, a libra,
iUlV HllXlIll mitn j0 a perola, pela sua superioridide a 39000, e 29600 a libra.
*-> 11 \ pteVO unco par3 os joeuies que se tralam com a homeopalhia a 29500 a libra.
VRQljQS dO YQM&O ehegcdoi ncsle ultimo vapora 39000, ditos chegados no ultimo
navio a 29500
Qutaijos Vonarviios 0 que ha d9 om nesle gencro a |Oo0i a ilbra e em porgao ,e
faz abatimonto.
VU|V pva\0 0 mjjg superior que tem viodo a este mercado a 1900 a libra.
Prexunto ingUi, pata luvmbte muil0 n00 B 500 rs. a ,lbr8, e
gao so far abalimenlo.
Costeletas inglesas
Prezunto do reino
Salame
em por-
proprias para fiambre a 800 rs. a libra e em porgao a 700 rs.
de superior qualidade a 480 rs. a libra e Inteiro, a 440 rs.
1 j. promplas para se comer viudas a primeira vez a este
o melhor oelisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a |f a libra, e
em porgao a 900 rs.
XOUeillllO dO TeiHO muUo novo a:80rs. a libra, e em barril de 3 arrobas a 7#000.
Cnonrcas e paios de tombos, 6i0 rs a libra em porcaose fazaball.
ment.
Latas com cii.oimc.as
morcado a 29OOO cada urna.
Banna de porco retinada em ,ala com 10 librai por ^ cada uma.
uanna de poveo rauil0 fina aWa 480 rs a libra e em bmil a 400 rs
Hiarmelada imperial d0 afama(i0 Abretl e de oulros muitos fabricantes de Lisboa
a 800 rs. a libra, c em porgao se faz abalimenlo.
Latas com frutas de doce em calda
ceg, alpeze, o ginga, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em lat de s m,,. por 19200 cada uma.
Latas com amendoas conetadas conlendo msi,confeilos e asSucar
candi, muilo proprio para mimo, a 29OOO cada uma.
MOee da C%SCa da gOiana muit0 flno a goo rs. e em porgao se faz abatimento^
Doce se eco e em calda de
2950O cada uma.
l-como sejao pera, damascos pe-
differenles qualidade*, em latas de 4 (ale 5 por
Cartoes com bollo francez
f l "J fci 1 IV"
!!
muilo novas por 2S500 e a relalho a
proprios para mimo a 560 rs.
Paisas em caxinua de H libras
480 rs. a libra.
r igoa da ctmmadre muUo noTOI( em Clixas de 8 libr8g por u^ dilag com 4
por 15500, ditas com 2 muito bem enfeitadas por 900 rs. cada uma o a relalho a 320 as.
libra. <
Ftrvillias francezas e portugutzas em Ul de ,. libra, por 640 r..
ditas em meias latas a 500 rs.
Macfcde tomate em UU8 de r ,ibta por800 rs>
iVmendoas de casca mol maUo nom, 320 r9 a libra
I\OZeS a |20 rs. a libra, e 39000 a arroba.
A.M*MX.a.s iraneexas em iatal com 3 ubr por ^QOt dilaa com j 1[2 por hboo.
AmtX*S pOrtUglieZaS 320 a libra e em caita se fari abalimenlo.
CllOCOlate hCSpnhOlj j j500i dl0 francez a 1{i200 dit0 port,8>ez a 800 rs. a libre,
______ afianga-se a boa qualidade.
Sementes de hortalic.es.
Vende-se
depa*gfc>
todas' ai qu
da Europa.
a da Cruz do fiecife, deposito
32. sementes de hortalices de
idea, ebegadas no ultimo paqaete
icas
molduras para quadro.
Vendem-se ricas moldarse para quadro, tanto
douradas como pretasfingindoJacaranda: na ra
da Gadea do Reclfe o. 7, loja de miodezas de
Guedea & Goncalres.
Superiores meias de laa.
Vendem-se auperiores meias de la, laotoxur-
taa como compridas ; oa ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. 7, de Guedes & Googalvei.
Ricos eneite.
Vendem-ae ricoa a superiores eofaitea oa mala
modernoa que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tusimo prego de 6 e 69500 : na loja da boa f,
na raa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-ae cambraias francezas da lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; m
ra do Qeeimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraia Usa.
Veode-se cambraia lisa transparente muilo fi-
na, pelo barato prego de 4 e 55 a pega com 8 112
varas, dita lapada muilo superior, pega de 10
raras a 65 : na ra do Qaeimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoalnado de
Huno.
Veode-se superior bramante de paro linho com
duas varas de largura a 29400 a vara, assim como
atoalhado adamascado laotbem de puro lioho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Meias para snl\*ra.
Vendem-se superiores meiaspsra senhora pe-
lo baratissimo preco de 39840 a duzia; na loja
da boa f, na ra d'o Queimado n. 22.
Cortes de calca.
Vendem-se cortes de caiga de mela casemira
da cores escaras a 25 cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado o. 22.
Ra da Seozalla Nova o. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhsion & C,
sellins e silhes inglezos, candieiros c casiigaes
bronzeados, lonas inglezas, fo de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogios de.ouro palete
inglez.
Libras sterlioas.
Vendem-se no escriplorio da Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, praga do Gorpo Santo n. 19.
Lencos braceos muito
fimos,
Vendem-se lengos brancos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na ra do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fioa.
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja 'aguia branr-i o. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
fLoja das 6 por-f
tas em freote do L|-
v rameo to. f
Roupa fcita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasseos,
ditos de casemira de cor defuslo,ditos
de brim de cores e brancos, ditos de
ganga, caigas de casemira pretas e de
cores, de brim branco edecores, degan-
ga, camisas com peilo de linho muito
finas, ditas de algodo, chapeos de sol
de alpaca a 49 cada um.
quali-
a todos
me-
a a
a
uito D-
eo-
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
sem segundo.
HiF""1-'''-51''"' a saa
nhecidosT Pr prec' i "Md08
Crozas de peonas de acode todas ai
dadeaa '
Nvelos de lioha que pelo tamanbo
admirara a *
Caixas de sgulhaa francezas a
Caitas com alfinetes muito finos a
unxae com apparelho para eotreler
Ditas ditos grandes a
Baralhos porluguezes a 120 e
Groza de bolea pequeoos para calu
leaouraa para unhas muito tinas a
Ditas para costura muito superiore
Barjlbos francezea para vollarete t
nos a
gulheiros com agulhss francesas i
mivetes de aparar pennas de 1 folha a
Pegas de tranga de la com 10 varis a
Dilaa de tranga de la de todas as fores a
Pares de sapatos de Iranga de la a
Cartas de alfinetes francezea a
Pares de luv9S fio da Escocia muil
Ollas ditas brancas grossaa a
Eacovaa para liapar denles muilo
Masaos com superiores grampos a
tarioes cora colxetes dealgum deleito a
unos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muito aui eriores a
toadores para vestidos de senhora com
varas a
airas com colxetes francezes a
.artas de alfinetes de ferro a
Charuleiraa muilo linas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior
Ama preta e azul muilo fina a liara a
renho nova remessa de labyri ilho para ven-
.J.Pir .preco' Msim como l< nh0 trancas de
seda dtfferenles cores para vend, r por todo di
nheiro que ofierecerem.
Attencao.
para a quaresma.
Na praga da Independencia ni. 14 e 16 tem
S?fei!Ifr-?!.,n,n,0bar,la8- '"de blonde
prelo, eofeitadas de fila develado e bico a 4
rs., camisinhas e manguitos a Sflboo rs.. mante-
letes pretos de blonde a 12900oTrs., chapeo* de
palha para senhora a 359000 rs. I
Veodem-se caxes va-
ziosal^: oesta tyJographia.
linas a
finas a
320
80
80
200
800
15280
100
320
100
200
40
2
60
100
80
40
80
19000
160
120
120
Galanteras de gosto
E' o que pode haver da mais gosto em galan-
teras da vidro e porcelana como aejam jarros,
frasqainhos e garrafinhaa, maoteigueiras assu-
careiros, jarrnhos para boqueta de craro os-
tras maitas cousss : na loja da victoria na ra
do Ouaimado n. 75, junto a loja da cara.
Miudezas baratas
Na loja da victoria na ma do
Queimado juuto a loja de
cera.
Colchatea francezea em cartao a 40 rs.
Alfinetes francezes cabeca chata a 120 rs. a carta.
Papel com cento a tantos alfinetes a 40 ra. o I
papel.
Linhaa victoria em earrilel com 200 jardas a 60
rs. o carritel.
Ditas de 200 jardas de Alexander a 900 ra. a dn-
Dca'rr1te?8rd" b"nC" e de cores a n'
Dc" tao.6dr0 V br"CM de corea a 40 n
Grampos a 40 rs. o mago.
Eofiadorea brancos a 60 e 80 rs.
Carteiriohas com agnlbas francezas a 320 rs
Trangas brancas de linbo a 100 ra. a peca
Agulhaa de enfiar vestido a 40 rs. cada uma.
Eoutras muilas miu-ezaa que ae afflanga ven-
der barato para quem comprar victoria sempre
contar: na loja da victoria na ra do Qaeimado
n. 75, junto a loja de cera.
Alojad'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem ae pode dizer que est conatituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre doa melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Piver,
Loudray e Sociel Ilygienique, etc., etc. ; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a L0a ? Que,maao. loa d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
baraleza por que ae vendem convida a anima ao
oomprador.
N. O.Bieber & C.ssccesaores.rna daCrax
n. 4, tem para vender relogios para algibeira da
ouro e prata.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos efeompridos e
de diversos tamaohos, e os melhores que tem
600 1n?mS!?!*l P,l b'r>,i"i<> P'e?ode
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar
quezaa par. 19400 cada um : do Queima-
do na bem conhecida loja de miudezas da boa
isoia d. 3o.
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos oreos
para acabar.
Braga, Son & C tem para vender na roa da
Moed* taixas de ferro tuado do mui acreditado
fabricante Edwio Maw, a 100 rs: por libra, aa
mesmaa que ae veodiam a 120 ra. : quem preci-
sar dirija-ae a raa do Trapiche d. 44, armazem
da fazendas.
Escencia de ail.
Para engommado.
Veudem-se frasquinhos com escencia da ail
eousa excellente para engommado porque ama
gota delta baatante para dar cor em una bada
de gomma tendode mais a maia a pracioaidade da
oio manchar a roupa como maitaa vezea acon-
tece com o p de ail. Casta cada fraaquinbo
500 rs.: na ra do Qaeimado loja da agaia bran-
ca n. 16.
Vende-se macarrao. aletria e talharim a
240 rs., arroz a 100 e 120 rs., caf muido puro
a 360 ra.. erva mate a 240 rs., sabio branco a 200
rs., alpiata a 160 rs., assucar branco a 100 e 120
rs. proprio para doce, gomma a 100 rs. a libra e
29560 arroba : eat torrando, Santos & C. ra
do Cordoniz n. 1.
Panno de algodo da
Babia.
Vende-se no escriplorio de Antonio l.uii da
Oliveira Azevedo & C, raa da Cruz n. 1.
GENCI.V
DA
Fundido Low-Noor,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Reste estibelesimento continua a haver um
completo sortimento de moendas a meias moca-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batid e coado de todos os lmannos
para dito,
Soahall Mellors & C, lando receido or-
dena para vender o seu crescido deposito da relo-
gios vjsto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portanto, spessoas que quizerem
possuir um bom relogiode oaroiou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveilar-aa da op-
portunidade sem perda de lempo, para vir com-
pra-loa por commodo prego no seu escriplorio
ra do Trapiche n. 18.
NOS ARMAZENS
PROGRESSISTA E PROGRESSIVO
Na rfia das Cruzes de Santo Antonio, 36.
Manteiga iogieza o
dem fraoceza prme
Qoeijos flameogos
Cera de carnauba de pri-
meira qoalidade.
Vende-se em porco e a retalho de uma sacca
para cima, e por commodo preco : oa ra da Ma-
dre da Dos confronte abolica n. 30.
~ Vende-se em Olinda, no lugar Mara Sim-
plicia, um terreno proprio ao correr da estrada,
muito proprio para qualquer eslabelecimenlo de
rancho 011 taberna, tem ama parle muilo fresca
e baixa que d capim todo aono : trata-se no si-
tio defronte da igreja do Lupe.
Milho e arroz de
casca.
Vendem-se saccas com milho e arroz muilo ba-
rato, em porcao e a retalho : na travessa do pa-
leo do Paraizo o. 16, com oilao para a ra da
Florentina.
Cera de carnauba e farelo de
Lisboa,
por muilo menos que e'm qualquer parle, ecal de
Lisboa em pedra por 5:00OS a barrica para aca-
bar : vende-se na ra da Madre de Dos o. 10.
Liquidado
A loja de marmore.
Boornus de casemira para senhora a 109 j
Manteletes de grosdenaple a 10$ 1
Lequesde sndalo a 59
Bournusde casemira para meninos
de todas as idades a 59
Grande sortimento de cascarrilhas,
S trancas e fitas de todas as cores para en-
feites de vestidos por presos mais bara-
tos do quo em oatra qualquer parte.
A boa fama
a 29100 libra, e lambeta temos para 19800.
duzia.
caada;
que se ple chamar tlor de 800 a 000 rs. a libra,
ra da safra nova 700 rs, e em barril a 600 ra.
a 2*800.
QeijOS lQdrioOS 9 8000 a libra,
Cn OyssOfl muito suprior a 2800 e 39000 a libra.
Cha preto o que ha de njelhor neste genero vindo a primeira vez ao nosso marcado
Grao de bicopara fiambre 700 rs> ,ibra#
P?n^It0lPOrtUgUe2eS 'iodo8doP^o^^Panicular.500rs.alibra.inteiro a 460 rs.
raiOS e COOOriCIS mil0 novas a 600 rs. libra em barris de arroba a 15.
l3mrum^22dPOT^ Porlo6no-nectar.Garcav.lloS. velho, secco Faitori. ch.misao de 19200 e 1300 a garrafa,.
lOho BordeaoX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa a da 8500 a 10*000 a
VlOQO mSCatel 19000 a garrafa e 10*000 a duzia.
Vioho para p asto do Porto, Figueira, Lisboa da 500 a 600 rs. a garrafa a de 49000 a 4800 .
Marmelada a 750 rs. a nbra.
Latas com peixe de 19:100 a 29000.
Latas C01O ervilhas ponuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachiohas de soda de todas as qualidades a 1440 rs.
FlgOS de COmmadre em caixinhas de 8 libras a 2200 a caixinha e320rs. a libra.
Peras ceceas a 29000 a caixinha e500 rs, a libra.
Ameixas fraocezas em latas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
PaSSaS a 29200 a caixinha, e 440 rs. a libra
LOriOthiaS para pulim em frascos da 1 1|2 a 2 libras a l|500 a 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
CaiXlbas proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, da 29000 a 59000 rs. a caxinba.
CODSerVaS OglezaS aporwguezas a 600 e 800 ris o frascoa 0 a caixa.
Macarrao e talharim, moito novo, para sopa a 320 a libra e 69000 a 'caixa.
vrOmma a lOO rs. a libraa a 29560 a arroba e sendo em sarca a 29400.
Ameodoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. cam porgo ter abatiruanlo.
Champaohe das melhores marcas, de 159^8 209000 reisogigo.
tiQOCOlate portuguez. francez, e inglez, a 000 rs. a libra e hespanhol muito super'or a 19200.
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa, 59500, a duzia.
COgDac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Geebra de Hollaoda a 600 rs. o frasco 69500 a frasqueira.
VOagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, a 19800 aunada,
DltO em garrafes de 5 garrafas, por 19200.
Espermacete Superior 7*0 rs. a libra 720 rs. em caixa.
Arroz da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e da 3*000 a 3200 a arroba.
Leo ti Ibas francezas o melhor de todos os legumes a 400 rs. a libra,em porcao lera abatimanlo.
vende flvelas para cintos o mais bem dourado que Cafe do RO de superior qualidade a 8*500 a arroba e a 280 rs. a libra .
possivel e dos maia lindosgostos que tem vindo f a*Q_ ,' ".
a este mercado, pelo baratissimo preco de 29500 *-"*iaS COm SardlODa de NaotS a 440 e 600 rs. a lata.
PUfflaiffl^
sendo de urna arroba para cima se far abalimen-
lo, macarrSo, aletria e talharim a 320 rs a li-
bra aisim como mais generoa-tudoemconU: na
raa da lmperatnz n. 88 defronte da matriz
640.
Chapeos de sol de panno a 640 : na ra do
Queimado n. 44.
Saceos grandes
Meias croas ioglezas muilo boas para meoino;
sJkaaa do Queimado n. 47.
A 640 rs. a vara.
cada uma, carteiras com agulhaa as mais bem
sortidaa que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
prego de 500 rs. cada carleira, pennas de ac ca-
ligraphia verdadeiras a 29 cada caixinha com 12
duzias, ditas de tanca verdadeiras n. 134 a 19200
cada groza, ditas muito boas aioda nao conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Alenlo
36Ra Nova36
A4o(iU rs. a duzia. Ac,ba de hegar umcomplet0 gurlia,00,0 de
occuls e lonetas de aro de ac, tartaruga, bfa-
lo, e burracba, para todas as vistas ; assim como
ura completo surlimento de occalos proprios para
molestia de olhos, aQanca-se vender mais em
coola do que em outra qualquer parte ; assim
como graodo surlimento de vidroa para oceulos.
Massa de tomate em latas de uma libra a 900 rs.
AlpiSta a Otors. a libra e painjo a 240, e 5*> arroba do al pista e a 6*400 a do paio$o.
Potes graodes COm Sal refioado a 640 tambem tamos em pacotas, ailo proprios'para meza a 240 e200 rs. a libra.'
boa DysSOfl o melhor que vem do Rio em latas de 1 libra a 19300, e em porgao ter grande abaliinentoc,
Doce da casca da goiaba de iJOoo a 1200.
Azeite doce purificado, a 800, a garraft e 99000, a duzia.
FalltOS llXadOS para denles, os mais bem faitos que tem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco com 20 maasinhos.
BolaCiflha iogieza moito nova a 400 rs. a libra e 59000 a Jbarrica.
TOCohO de Lisboa a 320 res a libra e 109000 a arroba e o da afra velha a 240 rs. a libra e a 695a00 a arrob.
Velas de carnauba ecomposicao a 400 rs. a libra e a 129500 a arroba;
Ararota a melhor que se pode desejar a 320 rs. a libra.
Sevada chegada ltimamente a 160 a libra e a 49 a arroba:
Frutas era latas da todas as qualidadea que ha em Portugal, como peras, pecegos, damasco, gtnga e oolras a 700 rs, a Uta,
-
* *



/
i
01AI0 OB eUUiAIIBtlGO SUfA FEIRA U DE MRQQ DS 1163
Attencao
Guimsries A Lu, done* da loja de miudeai
da ipa do Queimado n. 85, boa fama, participial
ao publico que o sea estabelecimento se acha
completamente prvido daa melhores marcadorias
tendentes ao meamo estabelecimeoto, e muilos
outroa objectoa de gosto, sendo quaai todos rece-
tados de suas proprlas encommendas ; e estando
elles inleiramenle resolvidoa a nao vendorem
fiado, afiaocam vender mais barato do qne outro
qaalquer ; e juntamente pedem aoa aeua devedo-
rea que lhea maodem ou venham pagar os seus
debiloa, sob pena de aerem justigados.
Veude-se
presuntos inglezes e sal em potes : em
casa de Gustav Bousset & G. ra da
Cruz n. 5, cbegado ltimamente pelo
navio Trinculo.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous booitoa burros e ama burra, os quaea se
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, no es-
criptono de Antonio Luis de Oliveira Azevedo.
A 820 rs, ocovado, grande
pechincha.
Vendem-se superiores cambraias francezaa de
milito bonitos padrdes a 320 rs o covsdo, fa-
zeoda muito fina que aempre vendeu-se por 800
e 1# a vara, venham por ellas, antes que ae aca-
bem; na ra do Queimado n. 22, na bem coohe-
cida loja da boa (.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretaa de aeda muito su-
periores, proprisa para oa senhores aaoerdotea
por aerem bem compridaae muito elaatica ; ven-
dem-se pelo barato preco de 69 o par, na men-
cionada toja da boa f, na ra do Qaeimado nu-
mero 22.
para a nj os.
Vendem-se na ra da Senzala Nova o. 30, cai-
xiohas com doce por prego.commodo, recommen-
daveis para os aojos de procissao.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdenaple preto bom a 1J600 o covsdo, di-
to superior a 1*800, dito a 29. dito largo a 2JJ200,
dito muito auperior a 2*600. 2*800 e 3*, chama-
lote preto de superior qualidade a 3*, sarja preta
larga a 2*, dita hespanhola muito superior a
2:800. dita lavrada auperior a 2*200, selim pre-
to a 2f e 3*. dito maco auperior a 4*. velludo
preto Dom, pannos prelos de 1*600, 2*. 3*. 45,
58. 6|, 8* e 10* o covado, casemiraa pretaa s
19600, 2*. 2*500 e 3a-e muito lina a 4* o tova-
vado, los pretos de 6g, 7J e 8* cada un, mantas
pretaa de fil de linbo a 7*, 8*. 9*, 10* e 12*
cada urna, lindoa manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e differentes tamaohoa a
nltima moda, zuavos pretos bordados, capaa pre-
tas eofeitadae com muito gosto e outraa muitas
fazendas prelas propriaa pira a quaresma que
ddixam de meocionar-se tudo maia barato do que
em outra qualquer parte : na loja do aobrado de
4 anduerTrua do Crespo n.13; te Jos Mo-
rena/topes.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
engeoho Jurissaca, do Cabo : a tratar alli com o
Sr; Domiogoa Franciaco de Soaza Leio.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
Jonhston
n. 42.
W 4H5 iW MQ tfftr' MS dH' MB MS M fiM K
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande a variado sortimento da
roupas eitas, calcados o fazendas e todos
estes aa vendem por pregos muito modi-
ficados como 4 de seu costu me.assiru como
sejam sobracaaacoa de superiores pannos
a casaco Jeitos pelos ltimos figurinos a
16*. 28*. J3* e a35*, paletots dos meamos
pannoa preto a 16$, 185, 20* e a 24*,
ditos de casemira de cor mesclado a de
no vos psdrdes a 14*. 16*. 18*, 20* e 24*.
ditoa saceos das mesmas caaemiraa do co-
res a 9*, 10*. 12* a a 14*, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8*, 10*, e lSf, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12j),
ditos de merino de cordao a 12#, ditos
de merino cbioez de apurado goato a 15*,
S ditoa de alpaca preta a 7*. 8*. 9* e a 10*,
ditoa aaccos pratoa a 4*. ditoa de palba da
aeda (azenda muito auperior a 4*500, di-
tos da oriin pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto braneo a 4*,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7*, 8*, 9* e a 10, ditas
pardas a 3* a a 4*, ditss debrlm decores
finas a 2j5()0, 3*. 3*500 a a 4f. ditas da
brim brancos finas a 4*500, 5f, 5*500 9 a
6*, ditas de brim lona a 5* a a 6f, colletas
de gorguro preto e de coras a 5
ditos de casemira de cor a pretos
o a 5*, ditos de fusto branco e do brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 41,
ditos de merino para luto a 4* a a 4*500',
calcas de merino para i uto a t $,500 e a 5|,
capaa de borracha a 9*. Para meninoa
de todos os tamaohoa : caigas de casemira
m preta e le cor a 5f, 6* e a 7*, ditssdtas
9 da brim a 2j, 3* e a 3*500, paletots sac-
I eos de casemira preta a 6f e a 7, ditoa
* deor a 6* a a 7|, ditoa de alpaca a|3*,
aobrecasacos de panno preto a 12* a a
149, ditos de alpaca preta a 5*, bonets
para menino de todas asqualidades.es-
misas para meninoa da todos os tamanhos,
meioa ricos vestidos de cambraia Jeitos
para meninaa de 5 a 8 annoa com cinco
babjds lisos a8*e a 12|, ditos de gorgu-
ro de cor e delaa a 5* e a 6*. dito* da
brim a3*, ditos de cambraiaricamenta
bordados para baptsados.e muitas outras
fazendas e roupas Jaitas que deizam de
er mencionadas paja sua grande qaanti-
dda; issira como rece be-se toda a qaal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos un complato sortimento de f azen- !
das de gosto e urna grande oficina da al-
faiala dirigida porum hbil mestra que
pela sus proraptid e parfeigao nadadei-
xaa desejar.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vldro api-
dado para vellas a 1*200, a ditas de lati mui
novas e limpaa a 400 ra. : na ra do Queimado,
loja da Aguia branca n. 16.
Peilos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada uro.
Vendem-ae bonitos peitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 rs, cada um, fazen-
da mu boa e'encerpada : na rus do Queimado,
loja d'aguta-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras b&
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguis-brsnca recebeu um novo e lin-
do aorlitnento de tiras bordadaa em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 1*300
cada lira, a outraa de bordadoa multo largos s
2*000, o melbor qne posslvel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididaa ae meio, pelo que ae tornam baratissi-
mis : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
B.16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da guia-branca vendem-se gollionbas
e manguitos de puohoa bordados em lina cam-
braia transparente por 2*500 tudo, o que na ver-
dade baratissimo : na roa do Queimado, loja
d'aguia-braoca o. 16.
GELO
___
hRA DO QUEIMADO UM a
f
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de boje em diante
arroba a 3$500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 re'is : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo*
go que teja diariamente, at que se
acabe o gelo.
predio venda
Vende-ae a casa de dous'andares e sotSo. mei-
agua, no becco das Uiudinhas o. 8, avahada em
2:000*, a qual rende 1 1[2 por cento ao mez; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pesaba
autorisada pelo proprietario para effectuar a vena-
da da mesma caaa.
Entremetas
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorti-
mento deentremeios bordadoa em fina cambraia
transparente, e como de aeu coatume est ven-
dendo baratamente a 1*200 a peca de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrao, para
vestidos ; e quem liver dtoheiro approveiler
occasio, e manda-Ios comprar na ra
ruado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
^ASEROUPKSFfl
Sortimento completo da sobracasacos de panno a 25*, 28*, 30*e 35*. cascos muito bam
Jaitas a 25g, 28j, 30$ e 351, paletots acaaacadoa de panno preto de 16 al 25*, dtos de casemira
de cor a 15*, 181 e BOJ, paletots saceos de panno e casemira de 8* at 14*. dito i saceos de alpaca
m erin a la da 4* at 6*, aobre de alpaca a merino da 7* at 10*, caigas pretal de casemira de
8* al 14J, ditos da cor do 7* at lOf, roupaa para menino de todos os tama ritos, grande aorti-
mento de roupaa de brins como sejam caigas, paletots e colletss, sortimento decolletes pretos da
setim, casemir a velludo de 4* a 9|, ditos para casamento a 5* a 6*, paletota brancos de bra-
mante a 4* e 5f, calcas brancas mallo finas a 6|, e um grande aortimento de fasndas fina a e mo-
dernas, completo sortimento de cssemiraa ioglezas para homem, menino e eemora, aeroulas de
linho e algodao, chapeos de sold seda, luvas de seda de Jouvio para horneo e aenhora. Te-
mos ums grande fabrica de alfaiata onde recebemos sncommendaa de grande obras, que para
isso est sendo adminialrada por um hbil mestre de samelhante arte e um [essoal da mais de
clncoenla obrairoa eacolnidos, perianto execulamosqualquer obra com promptdao e maia barato
do que em outra aualquer cass.
m
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
& C ra da Senzalla Nova
re
i
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistss sam
vender o bom, msandou vir, acabam de chegar
aqui (pela primeara vez) as superiores agult as
imperiaes, com o> fundo dourado e mui bem 1I-
laa.ysrenD para alfaialaa e costureiras, e cuita
cada papel 160 rs. A agulha assim boa a Din a
a adianla a quem coae com ella, e em regra ai
mais baratas do que as outraa; quem aa coi i
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca
16, diri aempre bem deltas.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares da individuos da todas as niqSti
poden testemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovaremeaso necessario, que,
pelo uso que dalle fizerara tem seu corpo
membrosi nteira mente saos depo i de haver em-
pregado intilmente outrosiratamenlos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras
ravilhosas palaleilura dos peridicos, que
relatam todos os das ha muitos anuos;
maior parte deltas sao tao sor prendentes
admiram os mdicos mais celebras. Quantas
pessoas recobraram com esta soberano remedie
o uso da seus bracos a pernas, depois dedui
permanecido longo tempo nos hospitaes.o ka
deviam soffrer a amputagao I Daifas ha isou
cas queliavendodeixado esses, asylos depade-
timentos, parase nao submateresa aessaope-
ragao dolo rosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. I Al-
gumas dastaes pessoana enfusao de seu reco
nhecimento declararan estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim Je aaais autenticaren sua a firmaliv
Ninguea desesperara do estado desaujde s<
tivessebastante confianza para eneinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo c
traumenlo que necesstassa a natureza do mal
cujo resultado seria provar i ncontesta velments.
Que ludo cura.
O ungento he til, mala particu-
larmente nos seguiutes casos.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quaotidade de fivellas
do Queji-[ douradas e psmalladaa para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com axperien-
cia ae conhecer nao o aerem, estando no meamo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2f500 rs. esda urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
ma-
h'w
a
qui
i

Gestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprlo daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas com
ama daa novas e bonitas cestinbas que se ven-
dem es raa do Queimado loja d'aguia branca
\ SYSTE HA MEDICO HODELLOWAT
PILULASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio nem alguna outra substancia delecleris. Bei
nigno mais tenra infancia, e a compltelo mas-
delicada, igualmente prorapto e seguro par;
desaneigar o mal na compltelo mais robustas
enteiramenie innocente em suas opersc,5ese ef-
feilos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com esta
remedio, muitas que j estavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguirn
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do inuitimente todos os ouiros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperarlo; fagam um competente ensato das
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, o
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermiJades *.
Vende-se o melhor slmo (Proot) Inglez
que tem vindo so mercado pelo fabrcame Tbo-
mas Knight em latas del, -2e 3 libras : em caaa
de James Grabtree & C, rada Cruz n. 42.
Vende-se um excellerte piano de meza
proprio para aprenderse peo baratissimo prego
de 609000 rs. na ra August n. 90.
Vende-ae um terreno a ra do Hospicio
quasi defronte do quartel, reprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palma de frenta e 146 de
fundo, com alicoree : a tratr oa ra do Trapi-
che o. 14, primeiro andar.
Novo sortimentode cascarri-
lhas de eda.
A loja d'aguia branca ac a de receber um novo
e bello aortimento de casarrilhas do seda de
muitas e differentes corea e vende-se i 19500
e 5*500 ris a pec,a, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16..
Meias pretas deseda al 000
o p?r.
Vende-ae meiaa pretasle seda, e de mui boa
qualidade, para aenbora, e padroa 19000 o
par, por eatarem principiado a mofar, e eatando
ellas calcadas nada se cnhece, na rus do Quei-
mado loja d'aguia bran n. 16. ____
aBgggaECETjQae
f nniieiro e vidraceiro.
Grande e nova ofBcina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Naate rico e bea montado eatabelecimento en-
eonlraraooa fregueses o maia perfeilo, bem aca-
bado barato no seu genero.
URNAS de todae as dualidades,
SANTUARIOS que rtvalisam com o jacarande-
BA.NHEIROS de todos oa tamanhoa.
SEMICUPIAS dem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idea.
FOLHA en oaixas de todas as grossuras.
PRATOS initando en perfeicio a boa portal*
lana.
CHALEIRAS da todas as cualidades.
PANBLLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qaal-
quer aortimento.
VIDROS em calzas e a retalho de lodos os ts-
aandando-ae maohoa, botar dentro da cidade,
am toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer nata-
raza, concerlos, que tudo ser desempanbado a
contento.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Noa armazena do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, ae
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeote cbegado a 149 a lata de cinco
galloes, assim como se vendam lataa de cinco
garrafas e em garrafas.
Vende-se quatro casas terreas na ra da
Esperance do Camioho Novo, ns. 63, 65, 67, 69,
quiotaes grandea, cacimba boa e lauques para
tomar banhos: a tratar com o dono, na mesma
ra n. 67.
Attencao.
Um facto com pouco dinheiro, na ra
do Queimado n. 43,
Esquina do becco da Congregacao.
Chapeos de seda pretos para homem, Pioeau,
ultimo gosto de Europa, pelo baratissimo pre-
co de 9. v
Cuicas de casimira preta a 7, 7g500, 8# e 10.
Ditaa escuras, de edr, a 5#500, 69, 6#500
/yut/.
Paletots de casimira de edr, escuro?, a 100.
Caigas de brim pardo de Itnho a 25, 29500, 39 e
DiUsde ganga escura a a 29 e 29400.
Ditas de fusto a 2J, 29500 e 3J.'
Assim como outras qualidades, paletots de pan-
no, alpaca, e outraa muilaa roupas feilas que
vista se vendero por precos que admiram. .
Oh! que pechincha!
43 Ra do Queimado 43
Esquina do becco da Congregarlo.
Liquidaco.
Braga, Silva & C, em liquidacie, convidara
aoa seus devedores a viren saldar seus dbitos
dentro de 30 dias, e participam que medidaa ter-
minantes sarao empregadas contra os que nao
comparecerem.
Uma barcaca.
Vende-se ma barcaga de porte de 35 cairas,
encalnada no eataleiro do mestre carpioteiro Ja-
eintbo Eleabao, ao p da fortaleza das Cinco Poo-
tss, aoode poda ser vista e examinada petos pre-
Alporcas
Caimbra s
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabera.
das costas.
dos menbros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anu
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbaces.
nfianmaeio do ligado.
Inflannaco da[ axiga
da rnatrir
Lepra.
Males das pernas
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de eptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queinadelas.
Sarna.
Supurarles putriidas.
Tinha, en qualquer
parte que seja
Tremor de ervos.
Ulceras na boeca
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
1
Vende-se} este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista a outras pes-
soas encarregadss da sua venda am toda s
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetioha contera
urna insiruccao em ponuguez para explicar o
modo de laxar uso dasle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areiss ( mal de) .
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exter
Qo.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfarmidade no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Goita.
Hemorrhoidas. .
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammac5es.
Irregularidades de
menslruaQao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na culis,
Abstruccio do venlre.
Phlysica ou consump-
(o pulmonar.
Retenro de ourina.
Rheumalismo.
Sympiomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
pharmaceutico,
rernambuco.
na ra do Cruz n. 22, en
Novos bonets de velludo, >
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se nui bonitos
bonels de Talludo, e narroquim dourado, os
quaea sio agora mui necesaarios para os meni-
nos que fio para a acola e quem os quizer com-
prar mata baratos 6 dirigir-ae i rus do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras peanas ingle-
zas ealigraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber a sua
encommenda das verdadeiras peonas de a;o
ioglezas ealigraphicas, dos bem conbecidos e
acreditados fatricsatea Perry i C, e apesar da
falta que hara dessaa boas penosa, com ludo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a coizinha
de urna groza, qjaplidade easa que as falsifica-
Febre intermitente.
^Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boceiinhas a 800 rs., cada
urna deltas conten urna instruccao em portu-
gus para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas.
O deposito gtaal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Lindeza,
lindeza, ptima
na leja da Du-
teudenles ; vende-se a prazo ou a dinheiro'; adaa nao trazem- Para lvrar de engaos, as ca-
tratar con Maooal Alves Guerra, na ra do Tra- xlpbas vio marcadas com o rotulo que diz. Loja
pisbe n. 14. I d'aguia brinca ra do Qaeimado n. 16.
Vende-se azenda denominada
para vealidoa a 160 ra. o covado :
arte, ra da Inperatriz n. 20.
Riscado monstro,
Vende-se riacado mouatro, fazenda muito eco-
nmica para o uso domestico pac ter grande lar-
gura a osen prego ser de SGO rs. o cotudo;: oa
ra da Imveratriz, loja o. 20, do Duarte.
Chapeos de castor.
Vendem-ae chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 89, que j aa vendern a I69, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. 10, dp
Duarte.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recoro-
mendsveis para as meninas que esto passsodo a
esta nos amenos arrabaldea desla heroica cidade,
a prego de S8 cada um : na ra da Imperatri,
loja D.20, do Duarte. Na dita toja cima acharad
continuadamente os senhores consumidores un
{rande e variado sortimento de fazendas, tudo
aralissimo.
a das 6 por-
s em frente do
Lvramento.
Chapos de sol de alpaca a 4.
Duzv de meias trusa para hornera a
19300o o par a ISO rs., ditas brancas
muiu finas a 2S500 1 duzia, lengoa de
cas/a com barra de corea a 110 ra. cada
so, ditoa brancos a 160 rs., baldes de
10e 80 arcos a 3|, laazinha para ves-
filosa 240 o covado, chales d merino
estampados finos a 53 = 6J, tarlataoa
brinca e de cores muito fina com vara
e ocia de largura a 480 rs. o covado,
filo de linho lisos 640 rs. a vara, pe-
cas de cambraia lisa tina a 3), casias
decores para veatidos a 200 ra. o co-
vado, mussulina encamada a 310 rs. 0
covado, calcio has para menina de escola
algo psr, ravatinbts de trsnga a 160
r#., petos rara camisa a 200 ra. cada
um dusia S>, pegas de cambraia de sal-
pico muiu fina f 395OO, pega 1 de bre-
tanha de/olo a ly, chitas francezaa a
210 e l-;0 rs. o covado, a loja ests
aberta das6 horas da tuanhaa as 9 da
noite.
'i rif
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado o. 55, defronte do sobrado
novo, eat disposto a veoder tudo por preco que
admira, assim como seja :
Fraacoa de agua de lavaode muito gran-
des a
Saboeetes o melhor que pode haver a
Ditos grsudes mullo fleos a
Frascos cora cheiros muito finos a
Ditoa ditos muito bonitos a
Garrafal de agua celeste o melher a
Praacoi cem banha mulle superior a
Ditos Jila de urgo fioiisima a
Frascos de oleo babosa com ebeiro a
Diioa dito diio a
Ditoa dito nito a
Ditoa para limpar a cabeca e tirar caspas s
Ditos dito philorome do verdsdeiro s
Ditos cem banha traoapareote a
Ditos com superior sgus de colonia a
Dita, frascos grandes a
Frascos de macaca oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Diioa de dita grandes a
Tem um resto de lavaode arobreada a
Linhi branca (fo gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a'
Dita de carta. Pedro V, com 200jardas a
Dita dito dita com 50 jardas a
Carreleis delinha com 100 jardas a
Duzia de meiascruas muito encorpadasa
Dita de ditaa muito superiores a
Dita dadifas brancas para aenhora, mul-
to flnai a
Vara da bien da largura de 3 dedos a
Dita dafrsoja pan loalhaa a
Groza de botdes de louga braoces a
Duzia se phosphoros do gas a
uita de ditos de vela mullo superiores a
Pegas de fita para c6s de todas as lar-
garas a
Venda de estabeleci-
mento
U. A, Caja vende seu eslabeledimento da ru
Nova n. 18, pnzoi (vurivgis, para pigaaeolq
de seus credorea, aendo dils venda de acord
com os meamos : a tratar na p.ama loja p. 18.
_ Vende-a um terreno em Santo Amro,
unto 10 hosBlal ingles, pom 700 palmos da fran-
e, em muito bom estado a tratar na ra do
Tripicue o. 44, rmazem da Braga Son & C.
800
320
160
500
11000
19000
240
600
240
310
500
720
.900
900
400
500
100
500
800
500
20
co
20
80
29400
4J500
81000
110
80
120
240
240
320
Cortes de lanzinha para vestido, com 13 e meio
covados, a 39.
Mantas de blond pretas bordadas de veludo.
Grcsdeoaplcs pretos, e meias pretas para ae-
nhora.
Chitas, cambraias. e outras muitas fszendas, qne
nao posslvel tudo aqui aa mencionar.
Grande pechincha
Superiorea paletos de psno preto mui(o fino,
obra muito bem feita pelo baratissimo preco de
20$000 ris na ra do Queimado n. 18 na bem
conhecida loja da Boa F.
Mantas de retroz.
Vendem-ae mantas de retroz para grvalas a
500 ria na ra do Queimado n. 21 na loja da
Boa F.
Carleiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
leiras com agulhas de mui bda qualidade, e es-
colenle sortimento, e ssest vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das sgulhaa imperiaes, fundo dou-
rado, que continuara a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendamse 200, 240, 320, 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca o. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
PEIXE
Duarte Companhia
receberam pelo ultimo vapor as seguinles quali-
dades de peixe o mais bem arraojado que ae po-
de desejar em latas lacradaa hermticamente pe-
los precos da 19200 a Sg a lata :
Chouricas floaa promptas.
Pescada asssda e cozida.
Pargo aaaado.
Roblos dito.
Cavalia em azeite.
Guras sssado.
Nulssde tigelada.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Ltoguados fritos.
Ostros.
Atura marinado.
Tambem receberam pacotes de aal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijao verde a 800
rs.: nos srmazeos Progreasivo e Progressista no
largo do Carmo n. 9 e roa das Cruzes n. 86.
Collecijoes de estampas.
Acaba de ebegar a loja da aguia branca urna
pequea quantidade de collecg&ee de finas e
grandes eelaapas a (uno, representando ellas os
martyiios de Stnhor em 14 quasroi, os quaea
alo bem acertados para qualquar igreja ou mes-
ne asa de quem leoka gosto da aa possuir;
chegou igualmente outra pequea porgao das
procuradas estampas s morte do justo e a mora
do peccador : achan-se a venda aomente na roa
do Qaeimado loja da aguia branca n. (8.
Talhares para crianzas.
A loja da agnia branca acaba da receber a ana
encommenda dos preciosos talhares para enancas
a oa est vendendo a 320, 400 e 500 rs. confor-
me a superioridsde dalles : ua rus do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
Oh qne pechincha!!!
Vendem-se pililos Usados e foliados os|pa-
ra denles, 2 maasoa com 40 massinhos por 400
rs. : na ra da Imperatriz, loja ds arara n. 56.
uvas pretas de torcal
para meninas a 500 rs. o
par.
Vendem-se lavas pretas de torcal am bom es-
tado para meninas de diversos tamanhoa a 500
ra. o par: na ra do Queimado loja da aguia
branca n. 16.
LuvsdeJouvin.
Na loja da Boa F na raa do Queimado n. 21
aempre se encontrarlo aa verdadeiraa luvas de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquellos ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
raa do Queimado n. 22.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se*superior agua de lavander ingleza
pelo baratissimo preco de 500 e 640 rs. cada fras-
co, pomada muilissimo fina em pos grandes a
500e a 19, vende-se por lio barato preco pela
grande quantidade que ha : ns ra do Queimado
na loja de miadezas da boa fama o. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito superior
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal prego pela razio de ea-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem se
vendem pegas de reodas lisas perfeitamente boaa
com 10 varas cada peca a 720, 800 e 19. ditas
com salpicos muito bonitas e diversas larguras a
19300, 19600 e 29 a pega, ditas de seda a 39 ca-
da urna pega : os ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : oa ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a^a resma.
Veode-ae na ra do Queimado toia de minuc-
ias da boa fama n. 35
Meias pretas de seda-
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
de 19 o par : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n. 35.
Aos fabricantes de velas.
O enligo deposito de cera de carnauba e aebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quaai defroote da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelle
gneros, que se vendempor pregos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quantidade de sabonetes finos para barbas, oa
quaea convm a todos compra-Ios mesmo psra
moi, aviata do diminuto prego de 39 porqaanto
ae est veodendo a duzis. Para salisfazer-se aoa
booa freguezes se vender tambem m menorea
porgues, porm quem maia comprar maia lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
Coraes.
Em massinhos a 500 rt. cada um.
Em fios a 640 ra. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-se muito bons corss, em massinhos,
fios e voltas de 3 fios, pelos baratissimos pregos
cima: na ra do Queiocado loja d'aguia branca
n. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e eacolhido aortimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeilo se pode dar em taes
objectos, e aa eat veodendo a 19500 cada urna,
tanto para aenhoras como para meninaa, e pela
novidade do goato e apuro da moda oio tardaro
em ae aeabaras que ha ns loja d'aguia branca,
ra do Qaeimado n. 16.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgao e a retalho Anto-
nio Loiz de Oliveira Azevedo Si C>, oo seu es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vende-se um carro (chamado da alfandegs)
para conduego de gneros dentro da cidade, por
prego commodo, a tratar na ra Nova. n. 33.
Escravos fgidos.
r^ss'
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una do Queimado n. 10.
Lencoes de bramante de linbo a 39.
Coberlas de cbita finas a 29.
Ditas a prego de 19800.
Cambraias pieles muito finse.
Colchas de fusto muito lindas a 69.
Esleirs ds Iodia de 4, 5 e 6 palmos da Urgo
proprias para forro de sama e salas,
Lengoea de panno de linho fino a 29-
Algodao monstro a prego de 600 re. a vara.
Toalhaa de linbo para mesa a 4j.
Ditas de fusto para mos, cada urna 500 rs.
Baldes para meninas-
Gaiolas.
Liodss gaiolai de rame, propriaa psra passa-
rinhoi da aitimago ; vende-sa na ra do Quei-
mado n, 53.
Hobilia.
n.
Na ra da Camboa do Carmo loja
12, vende se toda a qualidade de raobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti -
aja, phanthasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, fax-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevi
de e o maior apuro da arte.
Aosentou-se ds casa do abaixo assignsdo
00 ssbbsdo 8 do correte, o seu escravo de nome
Fernando, edr cabra fula, altura regular e carpo
reforgado, seodo o dito escravo canoeiro da fa-
brica do Monteiro, consta que as vezes anda no
Campo Verde onde tem coohecimeotos, tendo
por coatume tocar rabeca e viola : roga-se por-
iaolo aa autoridades policises e capitaes de cam-
po a aua apreheogo, levaodo-o a ra do Apollo
o. 6, deposito da fabrica do Monteiro.
Jos Guilherme Guimaraes.
Fugio no dia SO do corrente de bordo do
patacho cCapuam, o escravo crioulo marinhei-
ro de nome Aotonio, idade 19 annos pouco maia
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguos sigoses de bezigas, levou caiga e camiaa
azul : quem o pegar leve-o ao escriptorio de
Antonio Luiz de Oveirs Arevsdo C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Pugio do engeoho Sanios Mendes, ns co-
marca de Nazareth, de Laureotino Gomes ds Cu-
oha Pereira Beltrao, em 18 de fevereiro do auno
de 1861, um escravo de nome Antonio, de idade
de 30 annos, pouco maia oa menos, poucs barba,
edr nao muito preta, corpo e altura regulares,
rosto comprido, ps um pouco apalhelados e
grossos, tem falta de unhas eso alguos dedos por
causa de bichos que teve, olhos pequeos e re-
galados, csrreiro, e entende do officio de ca-
noeiro, um pouco regrista, da Aogela, porm
multo ladino; foi escravo do finado Antonio da
Crm.que morou em Maria Farinha, assim como
tem estado em diversas praiaa, por isso tal vez to-
me enes lugares. Roga-se s autoridades poli-
cises e capitaes de campo a apprehensiodo mes-
mo, e leva-lo ao referido engeoho. ou 00 Recife
oa praga do Commercio aos Srs. Maooel Ignacio
de Oliveira A Pilbo, que receberao 2009 de gra-
tificado.
Gratiflcaco.
Escravo fgido
Anda frgido ba 6 dias e mulato Marcelino, ea-
cr.ro do A. Q. doa Santos, tero de 20 a 22 anaos
de idade, cor elars e esbeltos corridos, roela re-
dondo, pouca ou quasi nenhuraa barba, corpo
reforgado, e pea grandes; tem sido visto esa dif-
ruas deata cidade : quem o pegar elevar
__rador o. 75, eicriptorio, eu i enea-
. 41. junto 1 loja de loaga viirada, aera
seeompeaasdo.
1
1 all
LftTlI l-Al\ mm


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OUR10 DE PERNAMBCO SEXTA. fBlRA 14 DE MlftQO DE 1S62.
Litleratura.
Esboc bugrapnict 4c J Baptista
Moreir, baro de Moreira, consol
geral de Portugal, no Rio de Janeiro.
[ CoDlinusQo. )
E porque vem aqui a pello rememorar ama
iceoa tocante dense! dias sfflictivot, diremos que
correodo rpidos os acontecimeotoa, tere Morei-
ra de traosporiar-ae Da madrugada do dia 13 de
abril bordo da fragata ingleza Vollage. Apenas
avistou o varao forte, o soberano poderoso, o
bravo dos bravos, preeipitava-se beijar-lhe a
augusta mo, quando o here cordialmeote Ihe
apertou a delle. Seguiu-se um dialogo altamente
honroso para ambos; e depois de recebidos Ta-
os encargos, de que lioreira lealmente se
desempenhou, conclua D. Pedro ditendo : a Es-
te praoto nao me envergonba. Choro ao arran-
car-me ao psii que tanto amei, aos lhos que
idolatro. D V. a meus (linos este ultimo abraco
de despedida. (13)
Na mesma occasio se trsnsportou Moreira
bordo da crvela francesa La Seine, e ahi beijou
a mi de S. M. a rainha, solicitandosuas ultimas
ordens.
Observando entao quaotos indispensaveis ar-
ranjos de viagem fallavam real seohora, vol-
touimmediatamenle i trra, dando providencias,
sem as quaes a augusta soberana muilo houvera
soffrido, atienta a extraordinaria durado da sua
viagem. Nao obstante as delicadas circumslau-
cias desses das e a estreiteza do tempo, preatou
egualmeole quaDtos serviros lhe foram poasiveis
S. A. a Sr." infanta D. Auna, ao nobre marquez
de Loul, bem como ao illustre conde de Sabo-
gal, que acompaobaram S. 11. F.
Voltaodo, porm carreira poltica do bario
de Moreira recordaremos, que achando-se elle
acreditado como representante do legitimo gover-
ao de Portugal, junto ao goveroo de S. M. Im-
perial em miooridade (declarando as suas crden-
ciaes merecer elle o bom cooceito e bvor de que
gozavs) (14). alcaocou com o prestigio do seu no-
me e doa seus actos, bem como das dislinctas e
extensas relacdes que no paiz cultivav, o poder
coadjuvar poderosamente para serem respeilados
o protegidos os interesses e as vidas de milbares
de Portuguezes em eras (ao calamitosas.
A ausencia de Suas magestades e de todss as
altas persooageos que a corte do Rio de Janeiro
podan) propria e legtimamente superintender
nos negocios queinteressavam a causa da rainha,
augmenlava as obrigacoes de leal dedicado de
encarregado de negocios, cnsul geral. Moreira
oube nivelar-se com o muito que delle exigiam
as circunstancias, mostrando-se iofatigavel, e
ultrapassando a expectativa dos que mais f depo-
sitavam em seus relevaules servidos.
Eanumera-los seria exceder muito os limi-
tes que nos tragamos. Alguos, porm, apuntare-
mos.
Foi oesse lempo que elle ajustou com L. C.
Domiogues Ferreira e socios, a compra da escuna
Liberal a prazos, fazeodo com que a navegasseni
para Ilha Terceira, onde, realisadas aa suas re-
commeudaces, se veriQcou definitivamente a
compra desse navio que tanto aproveilou ao le-
gitimo goveroo, e em cujo cummaodo tanto se
Uistinguiu o bravo general Soares Franco.
Ealrra no porto do Rio de Janeiro por escala
o brigue portuguez D. Estevao de Atahyde, vindo
de Mozambique para Lisboa. Delle conseguiu
apossar-se o eocarregado de negocios, e sem
perda de um minuto, observando o exeellente es-
lado em que o navio se achava e sua ptima
coostrucco, tritou de o armar em guerra, lau-
cando para isso mo frrente de recursos seus e
de seus amigos, obtendo que dentro de pouco
tempo se pozesse disposico do goveroo da rai-
nha essa exeellente embarcarlo, qual deu o
nome de Conde de Villa Flor", conferindo o seu
ominando ao benemrito primeiro lente Fer-
nando Jos de Saota Rita, e nomeaodo para se-
gundo a Francisco A. Goocalves Gardoso, os
quaes, sob a direccao do mesmo funecionario,
promptiQcaram o navio de tudo quanto oecessl-
tava e foi possivel obier fdra do arsenal impe-
rial. (15) v
Conseguiu egualmente compra* um grande na-
vio, (abrigado,'de novo, que denoroioou Regencia
da Terceira, fazendo-o preparar como transporte
cora as.commodidades oecessarias.
F.mo cummelteu elle a to valiosa, como dif-
ficil empreza dt remesas daquetles dous navios,
coodazlndo mais de trezentos benemritos emi-
grados que nesta corte existiam. Conferiu o com-
mando do navio aJoo Teixeira Bsrbosa Leile, a
quem deu as oecessarias instrueces. (16) Fez
embarcar alguos ceolos de espingardas e algumas
dezenas de barris de plvora. Expediu instrueces
ao commandante do brigue Conde de Villa-
Flor. (17) Deu ocommando da expedicao em pri-
(13) Eis-aqui a carta em que Moreira commu-
nicou S. M. o duque de Bragaoca a maneira
como preenchra as suas ordens:
Senhor. Esta carta, que em cumprimento do
meu dever tenho a honra de dirigir V. Mi. vae
levar benigna alinelo de V. H. os puros volos
que formo pela sua feliz viagem, e de S. M. a im-
peralriz ; e ao coracao paternal a participado de
terem sido por mim desempeoradas as despedi-
das que V. M. me eucarregra de fazer a seus ca-
ros e inoocentes fllhos, S. M. o Imperador e S3.
AA. imperiaes.
Desta scens eloquente por si mesma nao ousa-
ria referir mais nada, que as proprias expresses
ternss, e ioteressautisaimas daquelle augusto e
virtuoso grupo.Di saudade ao papae\...
No coracao de V. M. sobejam seotimentos de
paternal amor I V. M. sabe perfeltameote avaliar
quanla pledade e ternura envolrem taes expres-
ses!
As obrigagoe, em que V. M., j como rei de
Portugal, j como Imperador do Brasil me coos-
titulu, exigem da minha gratidi sacriQcio eter-
no. Poasa eu seropre prestar V. M. quaotos
servicos a gratido me ordena, e a minha obe-
diencia deseja I
A preciosa vida de V. M. conserve Deus por
dilatados anuos. De V. M., o mais humilde reve-
rente subdito.Joao Baptista Uoreira. Rio de
Janeiro, 86 de abril de 1831.
(14) Na credencial de Joao Bsplista Moreira, co-
mo eocarregado de negocioa junto ao goveroo de
S. M. o Imperador do Brasil, expedida da ilha
Terceira em 21 de agosto de 1831 :
Rogo por tanto i V. Exc. que queira prestar
inteiro crditos tudo quanto em oome da regen-
cia lhe representar o sea eocarregado de negocios,
e espero que lhe continu a merecer neste em-
prego o bom cooceito e favor de que tem gozado
DeM?,2-le,Jo8 Anl<"o Ferreira Braklamy.
(15) Eis como a regencia da Terceira respon-
deu a primeira commuoicacio asbre este as-
umpto :
. p.fllcjo do governo em Aogra, 25 de feve-
reiro de lo31.-I.evei presenca da regencia o
officio de Vmc. n. 14, fleando a mesma regencia
inteirada do seu cootedo, e na esperanza de ver
chegar a este porto o brigue D. Eslevio de Ata-
hyde, cuja recuperado se dever ao zelo e bem
entendida diligencia de Vmc. eque muilo a tem-
po ebegar as actuaos circumstaocias.Conde
de Ficaibo.
(16) Eis-aqui o derradeiro officio de instrueces
esenpto a este offlcial :
Illm. Sr.Participo V. S. que amtnhia 11
do correte de*e dar vela na barca J?eoenca de
Portugal do seu commando, qual o brigue D
Estevao de Athayde dar comboy at cidade de
Angra, capital das ilhasdos Acores, porto do seu
desuno. No caso, porm, de V. S. achar neces-
aa rio, por occurreocla de circumstaocias impre-
vistas, e obrigado de for?a maior, a aeparar-ae
do dito brigue, seguir viagem directa, ou para a
dita ilha, ou para qualquer outra que esleja de-
baixo do dominio da senbora D. Maria II, sendo
Impraticavel a derrota para a cidade de Angra.
Deus guarde V. S.Consulado geral de Por-
tugal no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 1831,
Joo Baptista Moreira, coosul geral.Illm. Sr.
Joo Teixeira Barbosa Leite.
(17) Seguem-se as ultimas instrueces recom-
mendadas ao commandante deste navio :
Illm. Sr.Amsoha 11 do correle, dever Y.
S. suspender deste porto e dar vela oo brigue
D. Etuvo de Athayde boje Conde de Villa Flor,
do seu commsodo, em direitura cidade de An-
gra, capital da
barca de transporte
metro ao denodado conde da Fonte-Nova (Bento
Franca,) e em segundo ao distinelo visebnde de
Setuoal (J. Schwalbach). (18) Vivem os dignos
chefes de divisio, conselheiro Saota Rila e capi-
to de mar eguerra Goncatves Cardoso, teetemu-
ohas oceulares das inauditas diligencias empre-
gadas pelo teloso funecionario portugus Jlo
Baptista Moreira.
Os sacrificios ento feitos, receberam a mais
suave das compensares. Diffkil fora decrever
o enlhusiasmo dos cidadios-soldados quaodo na
ilha Terceira poderam apenar nos seus bracos es-
te cootingeute, ento valioso pelo numero e muito
mais pelos nomes dos novos cam'pees da liber-
dade, e pelas fagueiras esperecis que no peilo de
lodos aasim resurgan).
A regencia, em nome de S. M. F., reconheceu
e declarou que este servico de Joo Baplisla Mo-
reira era o mais relevante de quaotos al esse dia
baviam se prestado.
Estes quatro navios, mandados pelo eocarre-
gado de negocios oo Rio de Janeiro, constituirn:
o primitivo nucleu da marinha constitucional por-
tugoezs. Foi com estes elementos de condcelo
e com este reforjo de exercito, que o iovencivel
duque da Terceira se spressou logo s emprehen-
der a gloriosa expedicao que restsurou as oulrss
ilbas do arcbipelsgo e as reduziu obediencia do
legitimo goveroo.
Assim como a religio teve a sua poca [dos
martyres, foi este na religio poltica da liberda-
de portogueza o periodo dos grandes trabalhos e
dss patriticas dedicaces.
Nao basta va, oesses dias de provaces, para si*
cancar o titulo de patriota, o vozear das pracas, o
alardear falsidades, o calumniar mritos e ser-
vicos.
E nesses dias taes, em que a bitola dos serv-
eos se media por aperlado padro, to relevantes
foram os prestados raloba e carta por Joo
Baptista Moreira, que os martyres da liberdade o
apregoaram unnimes benemrito dapatria, pois
que em sua qualidade de empregado diplomti-
co e consular s tres nomes se elevavam cima
do seu, os dos que depois foram duqae de Pal-
mella, viscoode da Carreira e conde de Lavradio.
Niaguem ignora quo escassos eram a esse tem-
po os recursos da causa sania, em cujas flleiras
Moreira militava.
Os coostitocionses pisavam apenas tsnto solo
nacional, quanto com seos coros podiam co
brir.
No reino, o terror por um lado e os premios
deslealdade pelo outro, estendiam ama rede de
interesses contrarios aos da rainha fidelissima.
Quasi nao havia exercito. A embaixada de Lon-
dres a a agencia financeira naquella capital, mal
podiam fazer frente .aos mais urgentes e inaddia-
veia encargos.
J al em muitos coraces audazes o desaoimo
comecava de lavrar, pois agglomeraco de tan-
tos elementos materiaes, s se antepuuha a con-
fianza n'ums sagrada creuca, sem descoobecer-se
quanlas vezes a sorle ha sido adversa s causas
da justica.
Moreira porm, do numero dos que oo des-
creer, nem recuam. Embora exiguos sejam os
meios, pe disposico da patria os seus teres, o
seu crdito, as suas diligencias de lodos os dias e
de todas as horas.
Era mister auxiliar as torgas consltucionaes
com mais recursos, e assim conseguiu a remessa
de dous navios, dndose a singular cirenrastan-
cia de que oa prestarlo de suas contas peraole a
quarla repartido do thesouro publico se reco-
obeceu com admirago haver sido a despeza in-
comparaveimenta-menor do que as tellas em ca-
sos semelbioles nos portosda Europa, quando S.
M. I. lo
dos prep
rei:
coala da regencia, como por occasio
da expedidlo para a reitaoraco do
todas
a honra
tugal e
Franca Pinto de Oliveira, embarcado no brigue
do seu commando, o commandante desta expe-
dido.
Por tanto, tudo quanto nio disser respeito
navegaco e manobra, taoto da embarcacao como
da barca Regencia de Portugal, est a elle encar-
regado, de quem V. S. receber e executar
quaesquer ordens ou instrueces tendentes ao
melhor desempenho deste servico. Supposto que
V. S. dever dar rigorosa conserva ao transporte
Regencia de Portugal, a cojo commandante or-
deoei que executasse as suas nrdeos, com tudo se
por forga maior de mar, ou tempo, ou outra qual-
quer oceurrencia imprevista se separarem, nesse
caso V. S. obrar como julgar mais til ao servi-
co da regeocia em nome da rainha.
Segundo as ultimas noticias recebidas, nio te-
mos que leceiar nos Acores oenhumas embarca-
res do usurpador da corda de Portugal; comtudo
recommeodo muito V. S. toda a vigiaocia oes-
tes mares, deven jo tomar todas e quaesquer me-
didas de cautela para rechazar com denodo o ioi-
migo. fazeodo triomphar o oovo pavilhao da rai-
oha fldalissima, distinclivo da carta constitucio-
nal e da liberdade norlugueza.
Deus guarde V. S.Consalado goral de Por-
tugal no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 1831.
Joo Baptista Moreira, cnsul geral.Illm. Sr.
Fernando Jos de Saota Rita, 1 lente com-
mandante do brigue de guerra de S. M. F.. Con-
de de Villa-Flor. m^ '
(18) Eis-aqui a ordem ao brigadeiro Bento da
Franca commaudaote geral da expedirlo:
Illm. e Exm. Sr.Havendo V. Exc, a bem do
eerviQode S. M. F.a Sra. D. Maria II, mut brio-
samente aceitado o commando e goveroo da ex-
pedicao que deve transportar para a Europa os
emigrados portuguezes, que deste porto vo par-
tir a bordo do brigue do guerra portuguez D. Et-
levo de Athayde (hoje Conde de Villa Flor,) e
na barca Regencia de Portugal, tenho a honra
de participar V. Exc. que as duas referidas em-
barcaeftes sa sebsm promptas a fazer viagem, e
que hoje devem flear a bordo tolas as pessoas de
que a mesma expedicao se compe, em conformi-
dade das ordens que para isso tenho. dado ; e as-
sim exige o servico da rainha fidelissima, que
V. Exc. lome efectivamente o mesmo comman-
do, e de iotelligencia com o commandante do
brigue, o 1 fe o en te Fernando Jos de Santa Ri-
ta, empreguem aa convenientes disposces para
a prompta sabida daquellas duas embarcares.
Podendo acontecer que durante a sua viagem
hajam de ser eocontrados alguns vasos martimos
de guerra de S. M. o rei dos Fraocezes, e que em
consequencia da desintelligencia que existe entre
o mesmo soberano e o governo de facto estabe-
lecldo em Portugal, lhe sejam pedidas algumas
explicacoes respeito do destino da expedicao do
seu commando, V. Exc. vista dos passsportes
da secretaria de estado dos negocios eslraogeiros
deste imperio, de que vae munido, e da nota do
eocarregado de negocios de Franja junto a esta
corte, Mr. Eduardo de Pontois, receba nesta lega-
jao. de que remello cpis sulhentica.se servir
fazer coohecer ao offlcial ou officiaes que essas
explicaces exiglrem, que os. navios desta ex-
pedigo pertencem e sao propriedad da rai-
nha fidelissima, e que vio para a Ilha Terceira
servigo da regeocia ali eatabelecida em nome da-
quella soberana, levando a seu bordo emigrados
portuguezes constantes da relago inclusa nos
respactivos psssaportes, os quses sahm deste
imperio sonde vieram procurar um refugio, para
se ir empregar oo servico de sua legitima sobe-
rana.
Sendo impossivel pela esesssez de tempo for-
mar com a devida exactidao urna lista de todos
os officiaes, voluntarios e pracas de pret. que ds-
qui sahem oo brigue e oa barca para a Ilha Ter-
ceira, V. Exe. logo que ali chegue se servir de
apreseotar regencia urna relaco circumslancia-
da de todos os individuos de que se compe a ex-
pe-iicao, segundo as suas graduaces e empregos,
e com as mais declarsces que se repulam oeces-
sarias.
Ainda que 0 brigue D. Estevao d'Athayde deva
dar comboy a outra embarcacao duraote toda a
viagem at ao porto do sea destino, tica comtudo
iotelligencia de V. Exe., oa presenta de occa-
sies nao previstas, mudar de rumo e separar-se
da dita embarcacao, caso que V. Exc. enteoda
que isso assim convenha mais ao servico da rai-
nha fidelissima.
A bordo da referida barca foram entregues 300
espingardas com o competente corrame, e urna
porco de cartuxos embalados, para que V. Fxc.
(ac deltas o conveniente uso, armando toda a
gente desta expedicao, e fazeodo eotregar as ar-
mas no arsenal da Ilha Terceira, quando liver a
fortuna de desembarcar ali i salvamento.
A reconhecida iotelligencia militar de V. Exc,
sua prudencia, zelo de servico, o firmeza de ca-
rcter me dispensara de fazer quaesquer recom-
meodacoes respeito da boa ordem e disciplina
queso deve maoter a bordo, taoto de ama como
e em seu posto a executar
o seu governo, tendo-lhe cabido
Incumbido pela regeocia de Por-
minios de cumprimenter S. M. o
Imperador eu meootidade, por occasio de sua
oxsltacio ao hrooo do Brasil. (19)
Eocargo erual lhe foi comraettido pelo Sr du-
que de Briganes, quando no baluarte da liberda-
de S. M. assumiu a regeocia era oome da rai-
nha, sua augista filhs; participarlo que foi eu-
thuslastieameite recetada pelo governo do impe-
rio e por toda a populaco portugueza e brasl-
leira as lerrasda Santa Cruz. (20)
Importa aqu: lembrar que lendo-se dado por
esses lempos alguns excessos, explicaveis pelo
estado de exitaco doa espiritos, deseovolveu o
coosul Moreia a mais prudente energa para
que os subdito) portoguezes nao fossem envolvi-
dos em taes siccessos. a regeocia Ib'o appro-
vou, dando-lhi por essa occasio as mais oobres
e circomspectasinstmcces. (21)
Tendosua mazeslade imperial o duque regen-
te restaurado os Porto a ordem da Torre e Espada
do Yalor Lealdide e Mrito, com o fim de pre-
miar os gloriosas feitos d'armas dos briosos de-
fensores do thnno de sua augusta (Ilha e os ser-
vicos extraorditarios dos que mostrassem a maior
dedicaco civtct, cooferio logo a Moreira, em 4
de abril de 1833, o gru de cavalteiro da referi-
da ordem.
E porque umi tal dlslinccao, liberalisada a la-
manha distancia, ainda menos honrosa do que
as nobres expresos do respectivo decreto, res-
peilosamente olranscrevemos aqui para que fi-
que aioda em lab alto documento consagrada,
por taes labios amo os de D. Pedro IV, a justi-
ca que revoltos lempos lhe nio arrebataram,
visto achar-se jconsigoada nos indelevais fastos
da historia.
Eia o theor m referido decreto :< O duque
de Bragaoca, regenta em nome da rainha, fazeu-
do se digno desua contemplacio Joo Baptista
Moreira, coosul (eral e eocarregado de negocios
de Portugal na orle de Brasil, por sua fidelida-
de ebom servico e pelo zelo com que coocorreu
para susteotar a usa da aua legitima soberana,
adiaotaodo seus abedaes, com grave compro-
metimiento do aei crdito, para armar urna em-
barcacao de gera, e comprar outrs, expedia-
do-as arabas com jm reforcq de emigrados por-
tuguezes para e s rvico da regeocia que oa liba
Terceira suslentouos direitos da rcioha Qdellts-
sima, sua augusta iilha ; e querendo por estes
respeitos hoora-loe coodecora-lo: ha por bem,
em nomeda mesmi augusta seohora, (azer-lhe
merc de o oomearcaoaJJctro da antiga e mui-
to nobre ordem da Torre e Eipada do Valor,
Lealdade e Merilc, permiltindo-lhe que posss
livremente usar daespectiva insignia. E para
sua salva-guarda se lhe passou esta. Paso, etc.,
etc.Candido Jote tatner.
Deu Moreirs, duraile toda a heroica luta, exac
lo cumprimento dt mas ordeos do legitimo go-
veroo, e contrario! sempre em tudo quanto pode
as prelencees do overeo intruso e de seus sec-
tarios. Como, pom, aodassem agitados os aoi
mos, agitacao mu mural em lempos anormaes,
quaes osiramediats abdicagio do excelso fun-
dador do imperio, omou corpo oo Brasil o boa-
to de oovas complsaces polticas, provenientes
do regresso do Sr.). Pedro I, a quem piotaram
como disposto a reasumir o goveroo do paiz ; e
comquaoto nio hovesse bom fundamento para
taes ideas, deram-s peripecias polticas, em vir-
tude das quaes tev.de ser ioterrompido o exer-
cicio de Joao Baptata Moreira na direccao dos
negocios diplomalios e consolares de Portugal.
Os feitos nunca feisa do Sr. D. Pedro dispu-
nham dos nimos ei toda a parte para o suppo-
rem capaz de levar a cabo as mais agigantadas
emprezas. Houve qiem abusasse de tal dispo-
sico, a ponto de far crer ao goveroo de Cas-
lella que o hroe se ia tazar coroar imperador de
todas as flespaohas ;ao do Brasil que se meditava
urna restauraco I (hegaram estes receios a for-
mularse n'uma meoagem, de ordem da regen-
cia spresentada pelo iinistro, Sr. baro de Cay-
r, ao corpo legtslativ em 7 de junho 1833, (22)
confirmada em parte no relatorio do seguioie mi-
nistro dos negocios eslraogeiros, Sr. Aurelisoo
de Soaia Oliveira Coulinho, aos 19 de abril de
1834. {23)
Formalmente se qaeixou pois o goveroo brasi-
lero destes suppostos projectos (apezar de nio
ter delles certexa) (24), declarando ter em seu
poder provas de ser q coosul geral Moreira um
dos principaes instrumentos da ousada empreza
(5). E como o grande homem nflo quizesse que
suapellas pairaasem se quer sobre suas sempre
nobres ideas, consenta generosamente em que,
para peohor de sua lealdade, fosse sacrificado
temporaria mente o seu leal amigo. Ordenou poia
que Moreira fosse demittido, especQcaodo-se oo
decreto o motivo de tal procedimeoto (16).
Importa todava coofessar que Moreirs proce-
deu sempre, comd lhe cumpria, com taoto zelo
dos interesses do seu paiz, como respeito do im-
perio em que fuocciooava. e bem assim que o
governo imperial lhe dispensou largas provas de
benevolencia. Nesta grave circumstancii, po-
rm, considerou como seu penoso, masiodefec-
tivel dever, dirigir ao governo imperial em res-
petoso, mas euergico protesto, em prol da dig-
nidade da naci portugueza e dos interesses de
seus subditos (27). *
=2
mas oesse lempo noselhes deu toda a conside-
raco ; pois que ninguem devia presumir, que
depois de ter o senhor duque de Bragauca abdi-
cado voluntariamente a cora deste imperio em
seu augusto filho o Sr. D. Pedro II. e depois de
terem todas as potencias da Europa e da Ame-
rica felicitado ao joven monarcha brasileiro pela
sua exallaco ao throoo, enviando seus agentes
diplomticos junto da regencia, em nome do mes-
rao augusto senhor; ninguem devia presumir,
digo, que houvesse pessoas, que tralassem de
por em pratica urna empresa laoto mais louca, e
temeraria, quanto ella oo pode encontrar apoio
algum da parte das referidas potencias da Euro-
pa e da America, que conbecem bem os seus
Interesses para protegerem to insensato pro-
jecto.
Infelizmente, porm, os succesios que tem ti-
do lugar no Brasil, com as sedices, que tem ar-
rebeutado em vanas provincias, ousando mesmo
insurgir nesta corte um partido que, com toda a
audacia, e sem disfarce prega a restauraco, por
meio de peridicos, queadvogam despejadamen-
te essa doutrioa, e se esforcam com o maior a-
Qnco em desacreditar a regeocia, em oome do
imperador, e o roioisterro, attribuiodo-lhes, para
melhor deslumhrar o povo brasileiro, o sioistro
designio de querer mudar a forma mooarchico-
constiluciooal oeste imperio; ludo isto, combi-
nado com as partecipaces recebidas dos nossos
mioistros diplomticos, faz acreditar que se tra-
ta effectivameole da restauraco.
(i3) Ainda em seu relatorio ao corpo legislati-
vo, a 19 de abril de i1834, o ministro, depois,
viscoode de Sepetiba, usava, entre oulrasphra-
ses. das seguiotes:
Coocluirei finalmente, augustos e digoissimos
senhores representantes da oacio, cerlisaodo-
vos que a regeocia, em oome do imperador, de-
sempenhaodo o rigoroso dever, que lhe iocumbe
o posto honroso, a que a elevastes, de sustentar
tnabalavel o throno do Sr. D. Pedro II, e as con-
aequencias, que do sempre memoravel dia 7 de
abril de 1831 devem derivar para a coosolidacio
liberdade, independencia e prosperidade do
Tcndo tido iosiouagio para Ir a|Portagl. de-
pote de restaurada a capital do reino, afim de
receber galardo de seus servaos, os priocipaes
subditos portugueses residentes na corte do Rio
de Jaoairo lhe dirigirsm, no acto da partida, um
muito honroso voto de agradecimenlo, testema-
nnsndo o zelo do distincto empregado no cum-
primento de seus deveres.
E* to enrgica a lioguagem desse memoravel
documento ; represeotavam os nomes que o flr-
mram elevado gru de respetabilidad?, que isso
basta para manifestar ji coota em que era lido
pela familia portugueza (28).
Chegaodo a Portugal, em 16 de 'maio de 1831,
foi acolhido com as maiores provas de alta be-
oevoleocia, taoto por a aua augusta soberana, co-
mo por S. M. I. o Sr. duoue regente, sendo esta
a occasio de declarar que do magnnimo Im-
perador e rei recebeu o teloso funecionario, alm
de perennes lesiemunhos de considerado, outro
mais alto premio.
Em quadro ricamente eacsixilhado conserva
elle, com como preciosa reliquia, asearlas com
que S. M. o honrara, escriptssda Ilha de S. Mi-
guel, e das cidades do Porto e Lisboa, em todas
as quaes o tracta por omioo.e com as mais deli-
cadas e cordiaes expresses. Ha entre essss car-
as algumas que revelara o concentrado amor que
tlnba ao Brasil, e as suas inextioguiveis sauda-
des deste solo lio seu.
Nao admira pois qae o generoso principe, ao
receber oieu amigo, j no real paco das Neces-
stdades, o abracasse, em presanca de varios, sol-
tando estas memoraveis palavras : Voufoi ia-
crificado poltica ; mat eu ainda estou vivo .
Desditoso here 1 Looga nao devia arrastar-se
essa alardeada duraco 1
Egual acolhimento lhe foi feito naquells mes-
ma occasio por todos quintos tendo recobrado
os foros de cidado, tanto deviam ao benemrito
compatriota, cuja corporaco grandemente coo-
correra para a victoria da liberdade.
Apenas S. M. a rainha assumiu as rdeas do
governo, resolveu premiar a todos os agentes
diplomticos que tiohsra sido fiis sua justs
causa, cooferindo a gra-crut das ordeos de
Chrislo e da Cooceico aos ministros plenipoten-
ciarios, e commeodas das mesmas ordens aos eo-
carregadosdeoegocios.E* por'esse motivo que
a Joo Bspista Moreira foi conferida a commen-
da da ordem de Christo, por decreto de 15 de
dezembro de 1834 ; distineco essa digna das
maiores invejas, petos prestantes serricos que
records.
Logo depois ds sua chegada a Portugal dera
S. M. o duque regente ordem ao sea ministro
A-gostnho Jos Freir para despachar Moreira,
zido no cargo de cnsul geral de Portugal no
Brasil. 7
Preparando-aa logo para regresase America,
dispoz as cousas para renovar os servicos que
constantemente almejsva, por todas as formas,
Erestar. A direccao da associaco mercantil lis-
onense lhe diriga agradecimeotoa e rogos, bem
como expresses de louvor recoohesimeoto do
quanto a patria lbe devia (30). Igual passo foi
logoem seguida dado pela associaco commercial
do Porto (31).
Por esse mesmo lempo era nomeado para esta
corte enviado extraordinario e ministro pleoipo-
teociirio o cooselheiro Joaquim Antonio de
Magalhet. Ambos estes altos funecionarios
aportaram juntos ao Rio de Janeiro, no mesmo
navio.
Encheu de satisfaco a subditos Portuguezes
e Brasileiros a reintegrarlo do cnsul geral. Afim
de patentearem estes seus sentimentos, resolve-
ram os Portuguezes, em urna reuniio patritica,
dirigir um voto de agradecimenlo S. M. F.,
depositando aos ps do throno, com os seus les-
iemunhos de fidelidade, a expresso de sea ju-
bilo pelo seto prsticado para o leal funecionario
que por telo e decidido patriotismo havia
captivado a estima de todos os seus compa-
triotas (32).
[Continuar-se-ha.)
(30) Illm. Sr.Foi prosete na direccao da As-
sociaco Mercantil Lisbonense o officio que V. S.
lhe dirigi em data de 16 do correte participan-
do-lhe a sua reintegrarlo no lugar de coosul ge-
ral de Portugal ao Rio de Janeiro, offerecend o
seu preslimo particular para quaesquer reclama-
ces geraes oa peculiares que esla praca tenha a
fazer do governo daquelle imperio, incluiodo urna
memoria do que julga se deve reclamar em favor
de todos os subditos portuguezes que soffreram
pela guerra da independencia, e finalmente pro-
pondo que a direccao, levando ao coohecimento
de todos os seus socios, e ioteresssdos, o con-
tando do officio de V. S., hajam ellas de lbe
conferir a numeacio de seu procurador geral.
A direccao, a quem foi sobremanera lisongei-
ro o officio de V. S., me eocsrrega de commuoi-
car-lhe que muita satisfaco teve em ver digna-
mente recoohecidos, e aproveitados pelo goveroo
em tal oomeaco os servicos que V. S. tem pres-
tado, e continuar a prestar ao commercio portu-
guez, agradece, como lhe curopre, os seus offe-
reciraeotos e boos desejos, particularmente quan-
to aos mteressados as reclamares ; e a res-
peito da oomeaco que V. S. deseja elle* lhe fa-
cam de seu procurador geral, a associaco de bom
loc.ndo-o em qualquer"d.Dorv8Vfegac"eVqul gf'? daria -" s .am* "torisacio, se isso fos-
(19) Eis-aqui a feliiacio dirigida S. M. o
Imperador do Brasil :
Seohor.A regeocia de Portugal, Algarves,
e seus dominios, em nona da rainha a Sr.4 D.
Maria II, me tem encarregdo de f citar a au-
gusta pessoade V. M. I. \ela su .xailaco ao
throno imperial do Brasil: eu m o honrosa
me impe o dever egualmente grat de assegu-
rsr V. M. I., que a mesma taada muito de-
seja cultivar e consolidar sa eslrvjtag relages de
amizade e alliaoca, quo feiizmenb subsistem en-
tre as duas naces. A regeocia, et nome da rai-
nha, confia, que ellas sero conslaaes e iodisso-
luveis, como os doces vnculos de isreotesco e
sympalhia, que ligara os dous ionoceues mooar-
chaa; e que a sabedoria e patriotismo do Ilus-
trado governo de V. M. I. ho de cooMbuir effl-
cazmente para conservara boa harmonice os in-
teresses recprocos dos dous estados. A Divina
Providencia collocou a V. M. I. testa do impe-
rio o primeiro, e mais poderoso da America, ao
qual bastara a tranqaillidade e a paz pira o fazer
florescente e feliz; e taes sao os votos jue s mes-
ma regencia dirige ao Omnipotente, aira deque
o reinado de V. M. I. saja glorioso e diuturno
Por minha parte, Senhor, orno escolhido para
eumprir to distiocla missio, eu me esforcarei em
corresponder a esta honra particular por urna
conducta conforme as puras ioteoces do meu go-
verno, e digna ds benevolencia de V. M. 1., que
muito desejo merecer. Rio oa Janeiro, 16 de
dezembro de 1831.O encarregaio de negocios e
cnsul geral de S. M. F. Joo Baptista Mo-
rara. r
(20) Foi a seguinte a allocuco entao dirigida
a. M. o segundo Imperador do Brtsil:
Senhor.A honra ^ue me caba, entregando
as caitas que V. M. I. dirige o augusto chefe da
casa de Bragaoca, orno regente de fortugal, Al-
E'aTS? eus,doaiD08' em non,e dsraiohaa
ar. u. Mana II, muito avulta com a expressa or-
dem que tenho recetado de assegurar ao alustra-
do governo de V. M. I., que nenhum objecto io-
teressa mais ao paternal coracao do regente, do
que a feliz conservado das relaces polticas de
amizade e alliaoca, quaes actualmente subsistem
entre as duas naces que o cu deitioou para se-
rem mais estreitameote alliadas e amigas. A oo-
bre causa, qual o augusto pae de V. M. I. se
tem votado com admirarel herosmo, afim de rei-
indicar com um throno desiealmecte usurpado
os antigos foros da illustre patria qae o viu as-
oer dever interessar particularmente os mo-
usrenas unidos pelos mais fortes vnculos de pa-
rentesco, emquaoto atlrahe a sympalhia de todos
os povoscivilisados. A liberdade portugueza, se-
gundo a carta constitucional, nao poda padecer
sem que a tranquillidade do Brasil fosse ameaca-
da. Se a humanidade e a juslica reclamaran) a
independencia do imperio, ae a poltica cedeu
razao ; a Divina Providencia nio tem ceaaado de
confirmar a sua obra, derramando bengos sobre
os direitos da innocencia. Os votos do regeote
pela gloria de V. M I., e pela prosperidade da
.oacao brasileira sao lao puros, como suas gene-
rosas intencSes. Quaoto a mim, ioexplicavel a
satisfaco que tenho, de repreaentar interesses
tao preciosos, fuodsdos sobre bases as mais so-
lidas; e muito feliz aerei. se cootioaaodo a
recer as boodades de V. M. I
por esforeqs nao
dous governos,
ilha doa Acores dando romhnv embarcacao ; e tico certo de que V. Exc.
seu zelo, lealdade e n.triotUn7"!inJiSL3BlK! ,Deu> uard,e V E"" o geral de Portu-
quer operado militar que as aci.aes rtre liL00 ,R,10 deP Jne'ro- em W e setembro de
tancia. se posss fazer com feliz resull7doTuc!h *W.--In>. e Exm. Sr. br.gsdelro Bento da Fran-
psriicipar-lhe que o Illm. e Exm. Beato I \^ Pio1, de, ^^N"- Mo ******* **orra,
i cnsul (orsi.
da
imperio Brasileiro, "oo se tem descuidado u
momelo de empregar todos os meios ao sen al-
cance para malograr os tramas, que ioimigos da
lelicidade e grandeza da nossa patria tem urdido,
para verse anniquillam to sagrados objectos. O
governo imperial, pela mensagem de 1 de junho
de 1833, depositou leal, e francamente no seio
da repreaentacao nacional os bem fundados moti-
vos, que tinha para crer, que se tramara restau-
rar no throno brasileiro o principe que outr'orao
oceupra, etc.
U governo imperial est seguro de que para
repellir o dominio estrangeiro a naci se levan-
tar em masas, nao obstante algumas divises in-
testinas qae a tem agitado; mas cumpre que o
goveroo esteja competentemente habilitado para
a poder dirigir no caso de urna iovasu ; e para,
oo remanso da paz, porm forte, e segura, faz-
la prosperar e representar entre as naces do
mundo o lugar que lhe destinado.
(24) Nena poda ter, pois nunca jamis existi-
rn! planos taes ; e prova de que o governo tal
certeza nio liona, a circular de 8 de jnnho de
1833 s presideociaa de proviocias: Manda
prevenir a V. Exc. deslas a noticias, que pare-
cer ter algum fundamento, etc.
(23) Parece ter sido este o motivo. Costuma-
vaS. M. o Sr. D. Pedro I empregar o interme-
dio do commeodador Moreira para a sua frequeo-
te correspondencia de amizade com varias perso-
nageos deata corte. Moreira, j desde muilo vic
tima do per amicot oppreitut, recebia com nti-
midadeam dos taes amigos, que costumava ver
os sobrescriptos dss correspondencias de, e para,
o immortal libertsdor. Tanto bastou para esse
leal amigo ir dar um penhor do seu patriotismo,
denunciando o amigo como mediaoeiro da ima-
ginaria restauraco.
(26) Como o governo de S. M. o Imperador o
Sr. D. Pedro II assevera ter em seu poder provas
de que Vm. tem influido em um projeclo, que
S. M. o I. o duque de Bragaoca, regente em Do-
me da ratona, altamente reprova ; houve o mes-
mo augusto seohor por bem demittir a Vm. tao-
to do lugar de cnsul geral, como'do de eocarre-
gado de negocios de Portugal, que Vm. exercis
nessa corle, e ordena que Vm. entregue logo os
archivos da legado, e do consulado geral a Joa-
quim Barroso Pareira, que S. M. I. servido no-
mear para succeder a Vmc.
Deus guarde a Vmc. Paco das oecessidades,
em 7 de setembro de 1833.Candido Jte Xa-
otar.Sr. Joo Baptista Moreira-
(27) E' o dito protesto do seguinte theor s
O abaxo assignado, cnsul geral, encarregado
de negocios interino, por S. M. fidelissima a Sra.
l). Maria II, juoto ao goveroo de S. M. o Impe-
rador do Brasil, tem a hoora de aecusar a nota
ik x o Sr" Bemo di Sil?s Lisb0. do coose-
lho de S. M. imperial, ministro e secretario de
estado dos negocios eslraogeiros, na qual lhe
participa, que a regencia, em nome do Impera-
dor o Sr. D. Pedro II, por mui ponderosos moti-
vos ordenou, que cessasse a correspondencia di-
plomtica com o abaixo assignado ; assim como,
qae fosse cassado o Exequtur, que o goveroo
imperial tinha concedido aua patente de conaal
geral.
Esta ordem ioesperada nio podia deixardesur-
preoder o abaixo assignado, o qual, em obser-
vancia das determinares do seu governo, tem
empregado todos os desvelos para manter a boa
harmona, e perfeita inlelligeocia entre o gover-
no imperial e o de S. M. fidelissima, sem com-
prometler os deveres do honroso cargo, que ihe
eslava confiado : e posto que esteja bem looge de
suspeitar, que o governo de S. M. imperial to-
masso esta dehberago inopinada, como fcil meio
de desligar-se de obrigages contrabidas para
com a naci portugueza, e legitimo goveroo de
S. M. fidelissima a Sra. D. Maris II; com tudo
do sea dever prevenir de futuro qualquer ioduc-
Cao desfavoravsl causa da raioha, quaodo pio-
ceda da geoeralidade dos motivos, em que se
bsaeia a supracitada nota, euspendendo relaces
conservadas por longo tempo, e em pocas me-
lindrosa, que nao deixaram de apreseotsr gra-
ves difflculdades ; pelo que o abaixo assignado
protesta em oome da sua augusta soberana, coo-
trai una acto nao provocado, e inslito na marcha
ordinaria de reciprocas relaces de governo a go-
verno ; e bem assim protesta petos damoos, que
possam resultar aos direitos mageataticos da mes-
ma excelsa seohora, e a seus interesses na justa
causa, em que se acha empenhada.
O abaixo assignado talvez parece meos atien-
to s circumstaocias peculiares do imperio, dei-
xando de recommendar, oesta delicada crise, os
subditos de S. M. fidelissima proteccio dos mi-
nistros eslraogeiros, residentes nesta capital: e
mais especialmente dos ministros de S. M. Bri-
taunica, como alliado mais amigo da corda por-
tugus, e de B. M. o rei dos Francezes, a cujo
brigo poderosissimo a real pessoa da Sra. D
Mana II est confiada : porm espera, que S. M.
imperial o Sr. duque de Bragada, regente, em
nome da rainha, firme em seus generosos e mag-
nnimos principios, approvar um testemuoho de
Rrl'tu'*r 'espeito, e contemplaco, tributado ao
Sr. D. Pedro II, augusto irmo de S. M. fidelis-
sima, bem como ao governo illuatrado de ama
oacao grande e deseen don le la heroica nsco
portuguezs. Porliso, sem duvidar do bom aco-
lhimento, que os subditos de S. M. fidelissima
encootrariam nos Ilustres representantes de to-
das as nacescivlisadas, nicamente recommen-
da os mesmos subditos portuguezes especial
proteccio do goveroo brisileiro, que o abaixo
assigoado, por experiencia propria, sempre re-
coobeceu como setoso respeitador do solemne
tratado de 29 de agosto de 1825.
na Europa lasa eslsbelecer-sa, do que elle res-
penosamente solicitou dispensa,' por isso que seus
hbitos e bgaces ihe faziama desejar, sendo
possivel, continuar a servir o seu paiz, em Por-
tugal oa oo Brasil.
Foram-lhe consegaiotenenle concedidos dous
lugares, de confnnea ; um (de verificador na al-
faodega graode de Lisbos/por decreto de 28 de
agosto de 1834, e outro de vogal do commisso
da qualificaco da divida publica, por decreto de
3 de oulubro (lando-se aaingularidade de seres-
te o primeiro decreto de rperc a particular, que
a rainha assignou); cargos que exerceu com inex-
cedivel zelo. (
Alm desles emanados do governo, outros lhe
foram commettidos por corporales e particula-
res, reveladores do elevado, cooceito que geral-
mente mereca, e da felicidade com que muitas
vezes eram os seus esforcosfeoroados de feliz re-
sultado. Entre esses lemhraremoj os confiados
pela associaco commercial cao Porto (29).
Considerou, porm, o govelrno portuguez, alias
solicitado por muitas corporales e pessoss res-
peitaveis, que todas as indicaras do servico pu-
blico aconselhavam, que J. B. Moreira regres-
sasse para .a gerencia do cargo em que "tahvo ff
distinguir, e por isso passados poucosmezes, e
por decreto de 6 de julho de 1835 foi recondu-
no Ro de Janeiro, 11 de
de agradeci-
ente as puras ioteoces do goveroo imperial, so-
brevenham algumas violencias commettidas pe-
las autoridades subalternas do imperio ; o abai-
xo assigoado protesta oulrosim por todos os dam-
oos, e prejuizos causados s pessoas dos subdi-
tos portuguezes, as suas propriedades, e com-
mercio neste paiz, se desgracia menta occorre-
rem, como coDaequeocias.provaveis de um rora-
pimeoto imprevisto ; afina de que S. M. fidelissi-
ma, e a nacao portugueza possam reclamar, em
todo o lempo, plena e total reparacio.
O abaixo assigoado, rogando a S. Exc. o Sr.
ministro dos negocios estrangeiros, se digne
aceitar os protestos mencionados, aproveita esta
occasio de assegurar a S. Exc. a coostancia dos
seus respeitos. particular consideraco.J.
Baptista Moreira.
I.egaco portugueza
junho de 1833.
(28) Eis aqui o sobredito voto
ment :
Illm. Sr. Os Portuguezes abaixo assignados,
fiis subditos de S. M. F. a Sra. D. Msria II,
rogam a V. S. de aceitar a expresso dos seoti-
mentos que os animam no momento em que V.
S. se retira do Brasil, haveodo cessado de exer-
cer as funeces de coosul geral e encarregado de
negocios de Portugal, as quaes desempenhou com
probidade, e hoora.
Os abaixo assignados, nio pretenden entrepr
o seu cooceito, e opintio particular sobre moti-
vos, alus oceultos, que delerminam a conduela
poltica dos governos, mas teodo sido testemu-
nhas presenciaos dos grandes desvelos, e cons-
tante assiduidade com que V. S. cumpriu os de-
veres do seu cargo, a prol do commercio, das
propriedades, e pessoas dos Portuguezes resideo
les nesle paiz, promovendo os interesses pbli-
cos da nacao, e os particulares dos individuos,
com distincto zelo e firmeza de carcter, sempre'
cauteloso por cultivar a boa harmona com o go-
verno Imperial, sem comprometler a dignidade
do governo deS. M. Fidelissima, deliberaran: of-
fertar a V. S. este voto de puro recoohecimento
aos seus boos officios, e servicos feitos causa
da liberdade,em circumstaocias muito arrisesdas
e melindrosas, e dos lempos mais difficeis. Fi-
nalmente os abaixo assigaados oo podem deixar
de manifestar um decidido iateresse e vehemen-
tes desejos de que V. S. v encontrar, oa patria
que nos viu nascer, aquella abrigo e proteccio
que os governos justos oo sabem recusar.
Rio de JaWiro, 14 de Janeiro de 1834. Con-
de de Linhdres, par do reino de Portugal.
O desembai/gador Veosncio Bernadioo de "fJcht.
Diooysio Ignacio de Lemos Pin-
to da Fooseca.
O Dr. Antpnio Jos Coslho Louzada.
O Dr. JosjB Ferreira Pestaa.
Jos Macnado de Abreu, oppositor da faculdade
de leis. na aniversidade de Goimbra.
O bachirel Joo Pereira Baptista Vieira Soares
roe-
poder cootribuir
equvocos, a maoter eotre os
. a mais perfeita iotelligencia e
2"22P r?cPr"-TRio <>e Jo*ro. 16 de maio
de )832 Joao Baptista Moreira >
(21) Eotre os respectivos despacios da regen-
cia, figura o de t de dezembro de 831, no qual,
aps phrazes de approvaQio e oulrai se i o se-
guinte :
C...E recommenda muito a Vmc. qusnio cesse
de trabalhar oeste importante objecto, srolegen-
do por lodos os meios os subditos portuguezes,
mesmo sem se embaracar coma communhio po-
ltica a que cada um possa pertencer. .
.J*?' Efto da mensagem de 7 de jubo de
lo\M, apresentado por ordem da regeocia s c-
maras :
O goveroo imperial julga desua rigorosa ebri-
gacao levar ao vosso coohecimeoto as parlic'vpa-
Coes, quo tem recetado dos seus ministros diplo-
mticos na Europa, das quaes se deduz, que se
projecta a restaurado de sua magestade o seohor
duque de Brsgaoca no throno deste imperio.
Na vossa sessao passsds, augustos e digoissi-
mos senhores representantes da nacao, o meu
predecessor, o senador Francisco Carnelro de
Campos, vos apreseotou os officios de alguns dos
referidos agentes diplomticos, e delles se de-
prebeodia quaes oram os planos, que desde en- .
tao se inca ram par. se cmioh.r \ restsur.cio; Porm na raso, "el iuppoiSo* de ,ae, nio obi-
*



>

I
Alberto Antonio de Moraes Csrvalho.
Vicente Pereira de Vasconcelos.
Jos Eluardo de Araajo.
Joo Joaquim Pestaa.
A. G. Neves Mello.
Jos Manoel Monteiro.
Antonio Soares Cardoso Guedes.
Aolooio Ferreira de Azevedo.
Francisco Antonio Barroso.
O coroel Joo Bonifacio Alves da Silva.
Ildefonso Leopoldo Bayard.
Francisco Freir de Carvalho.
Antonio Esteres Chaves, membro da commisso
mixtp.
O negcjciauta Antonio Jos Pedrosa.
Jos d Miranda, vice-coosul.
O negociante Joao Ventura Rodrigues.
Joo Jos da Rocha.
Jos Vieira Pimenta Jnior.
Antonio Jos Aires Soulo.
. E,mVs i"6 recoohecidos pelo vice-oonsul Jos
de Miranda.
(29) Para nio avolamar, aqui daremos apenas
um ex ampio oo seguiote honroso officio :
lila Sr.A mesa da direccao da associaco
commercial do Porto, iocumbiado-me de fazer
chegai aos ps do throno a supplica que fax o
comnmcio do Porto cere* de providencias que
o dea asiado augmento de cobre falto demanda
com rgeocia, eu nio podia escolher para esta
missao ama pessoa mais apta, do que V. S em
quem, alm da qualidade de nosso patricio* de
conamerciante que aioda ha poneos annos foi
desta praca, e de verdadeiro patriota, accresce a
posse que j tena de advgar os inte esses desta
JW0"0 "V" co *"*o "lo, como bom re-
nlrtZ'J, "i0 8e- d,gDon eocarregar-se do re-
querimeoto sobre isencao de direitos em navios
*i. 2?i6.S ,ua PrlQje'f 'isgem, que o goveroo
decidi favoraTelmente. Bu espero pois ter esta
nova occasio de apreseotar aos meus collegas
msis um servico de V. S a esta cidade.
Deus guarde a V. S. mullos annos. Porlo 14
de marco de 1835.III. Sr. commendador Joo
Bsplista Moreira.O secretario da associaco
commercial, Joo Ferreira dos Santos Silva-
se de suas atiribuices ; descansa porem no zelo
de V. S. 'para fazer tudo quaoto for a bem deslas
partes como at aqui tem praticado, ao que sem
duvida V. S se dedicar como ageote commer-
cial portuguez. A direccao comtudo se presta de
boa vootade a communicar a todos os seus socios
interessados a ollera, e desejos de V. S., e mes-
mo buscar os meios de fazer chegar ao coohe-
cimeoto das pessoas oo perteoceotes socieda-
de que teoham interesse em taes reclamares,
afim de poderem aproveilar a ulil cooperacao de
V. S. em negocio de tanta monta.
Dos guarde a V. S. muitos ooos, Lisboa 31
de julho de 1835.Illm. Sr. Joo Baptista Mo-
reira.Antonio Pedro de Salles, secrelsrio.
(31) Illm. Sr.A mesa da direccao da aasocia-
cio commercial do Porto, ouvio ler em sessio de
hoje o officio que V. S. lhe dirigi com data de
14 do passado, e nio podia deixar de ser mui
seosivel s obsequiosas expresses com que V. S.
se dignou trata-la.
A mesa em primeiro lugar congratula V. S.
pela sua reintegrado no emprego de coosul ge-
ral de Portugal no Rio de Janeiro, que V. S.
havia por tantos annos desempeuhado com pa-
[triotismp.#-j#i'6 inimTtaveis,ea complei!b\*pr*ti-
molo do commercio desta praca ; reintegr'?80
em que este corpo ioteressa taoto quinto o" A'*
soogeiro pira a cidaJe do Porlo ver que o gover-
no faz justiga ao mrito de seus filhos, em cojo
numero V. S. se conta com mui natural
ufaaia.
Era segundo lugar a mesa agradece V. S. a
benigna ollera que lhe Jaz dos seas servicos na
corle do Rio de Janeiro, especialmente para
quaesquer reclamares que esta praca tenba a
dirigir ao goveroo do imperio do Brasil, e para
se aproveilar della quem nisso interessar, resol-
veu que em assembla geral da associaco, que
vae ter lugar no dia 3 do corrente, fossem apo-
sentadas as observaces de V. S. a respeito das
reclamacoes que coovm fazer-se em virtude do
art. 8 do tratado de 29 de agosto de 1825 pelos
prejuizos causados pela guerra da independen-
cia ; e a minuta dos poderes de que V. S. dera
ser munido para beneficio daquelles que lh'os
queiram conferir.
O projeclo de tratado de commercio com o
Brasil, que V. S. teve a bondade de offerecer a
esta mesa por mo de seu secretario, vae ser
posto sobre a mesa para que oa membros da
associaco o vejam e lembrem aquillo que por
acaso possa ter escapado penetraco e contie-
ndo patriotismo de V. S.
Finalmente a mesa fazeodo rotos pela boa
viagem de V. S., e por tudo quanto possa con-
correr para o seu bem-estar, deseja ter cedo a
noticia de que V. S. se recolheu a salvamento.
Deas guarde V. S. muitos anoos. Porto, e
sala da direccao da associaco commercial do
Porto, 1 de agosto de 1835.
Illm. Sr. Joo Baptista Moreira, coosul geral
de Portugal nomeado para o Rio de Janeiro.
Arnaldo Vanzeller, preaidenle.
Francisco Joaquim Maia, vice-presidente.
Joo Ferreira dos Santos Silva Jnior, secretario.
Jos Jones, segundo secretario.
Jos lleonques Soares.
Joaauim da Cu'oha Lima de Olireira Leal.
Joaquim Augusto Kopke.
Aolooio Ribeiro de Faria.
Manoel Ciamouse.
Antonio Manoel da Costa Gaerreiro.
Antonio de Mallos Pinto.
Flix F. de Torres Moreno.
Eduardo A. Cox.
Bernab Mendes de Carralhc.
Jos de Souza Nevea.
Pedro Teixeira de Mello.
Boaventura da Costa Conrado.
George Red.
Jos Alves de Souza.
F. J. Smith.
(32) Eis o agradecimenlo S. M. raioha, pela
volta ao Rio de Janeiro do cnsul geral Joo
Baptista Moreira :
SenhoralOs negociantes portuguezes desta
praca e mais subditos de V. M. Fidelissima, abai-
xo assignados, vo por este modo depdr aos ps
do throno de V. Magestade os seas rotos since-
ros de gratido pela merc coocedida ao com-
mendador Joo Baptista Moreira, na reintegraco
do seu emprego de coosul geral de Portugal
oesta corle, j applaudida pelos priocipaes com-
merciantes da praca de Lisboa, e Porto, na qual
merc os abaixo assignados tambem recoohecem,
a par de um acto de justica. um beneficio im-
portme ao commercio portuguez, pelos conheci-
mentos prsticos em materias commereiaes, que
todos reconhecem neste funecionario publico,
pelo seu decidido patriotismo e geral estima que
desde muitos annos tem sabido merecer das pri-
metras autoridades, e pessoaa conspicuas deste
imperio; qualidades estas que oo podiam deixar
de ser aproveitadas, apenas cessassem, como e-
lizmeote cessaram, ss circumstaocias extraordi-
narias que fizeram interromper as relaces poli-
ticas e commereiaes com o goveroo desle impe-
rio. Digue-se pois V. Magestade acolher benig-
namente as expresses sinceres de reconhe'ci-
meoto e gratido que por este motivo os abaixo
assignados teem a honra de levar com o maior
acatamento e submisso augusta presenca do
V. Magestade.
Rio de Janeiro, 20 de novembro de 1835.
Joo Ventura Rodrigues.
O coronel Joo Boootacio Aires dt Silra.
Dr. Antonio Jos Colho Louzada.
Jos Manoel Monteiro, bacharel.
Aotooio Ferreira de Noronha Feilal.
Joao Joa da Rocha.
Serafim Jos Pereira.
Jos da Silva Maia Ferreira.
Jos Vieira Pimenta Jnior.
Luis Vicente d'Affoaseca D. M.
Fraocisco Aotooio Barroso, bacharel.
Aolooio Joa Pedrosa.
Adelioo Huet Forte Gato D. M.
Francisco Jos de Megalhies.
Aotooio Manoel Alves Reg.
Francisco Pereira Colho Lima.
Joaquim Jos de Spots.
Joaquim Lopes Nieolo, e msis 292 asigna-
turas, recoohecdas todas pelo chancellar do
consulado Beroardo, Ribeiro de Carvalho.
PiRN.TYP. DE M, F, DI FARIA* FILHO IMS,
4T
I A%
I I
r"a*a)l% afl I L-


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