Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09516


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Full Text
---------------

Ano xxxvm. IKRO 0.
I
Pr Ires mezes adiintados 5|00o
Pr tres mezes vencidos 6)000
otil/r
FBBA 13 BE 1ABC0 DE 1112.
Ftr mi a dilatad i9$00O
Prte fraiea para t snbserittor
RNCARREGAHOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrinq de Li-
lia ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva -
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr'
. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaqun)
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARRKGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Alagos, o Sr. Claudino Fsico Das; Baha,
o Sr. Joa Martina Aires; Rio de Janeiro, o Sr*
Joo Pereira Martina.
PAR IDAS DOS CORREIOS.
Ollnda todos os das as 9) horas dodia.
Iguarass, Goiacma, Parahyba as segundas
e sextas-feirai.
S. Anto, Bererro, Bonito, Garuar, Altinho
e Garanhuna as ter;as-feirai.
Pi d'Alho, Nazaretb. Limoeiro, Breio, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viste,
Ouricurye Ex as qua.tas-feiras.
-Cabo, Serinhem, Rio Formoao. Uoa.Barreiros
AguaPreta, Pmentelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem'as 10 horas da manhaa
^
EPHEMERIDES DOMEZ DB MARCO.
8 Quarto crescenle as 2 hons e 40 mnalos ds
manhaa.
15 La cheia as 2 horas e 35 minutos da tarde.
22 Quarto mingeante as 7 horas 8 minutos da
manhia.
29 La ora aa5 horas e 4 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primelro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horss e 6 niatos da Urde.
norte
PARTIDA DOS VAPORES COSTE1ROS.
Para o sul al Alsgoas 5 e 10} para o
at a Granja 14 e 29 de cada mes.
_ "MIDA DOS MNIBUS. \
|" 5 ReclIeJ Apipucot s 6 li2, 7, 7 til, 8
e 8 1|2 da m; de O/inda s 8 da m. e 6 da til de
Jaboatao s 6 1|2 da m.; do Caxang e Varxta
s 7 da m.; de Bemfica s 8 da m.
. .DS WS.j Pi.'!2 PP*eot s 3 4 1|S, 5.0 i!4, 5 1,2 e 6 da t.; para Oiinda la 7
da m. e 8 \\ da t.; pira Jaboatao s 4 da t.; para
o Caxang e Yarzea s 4 1|2 da t.; para Bem/iea
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : aegundas e quintas.
Relago: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horss.
Juizo do commercio : segundss ao mel dia.
Dito de orphlos: tercss e sextss s 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas sextss ao meio
dia.
Segunda Tara do ct1 : quartai e sabbados 1
horsda tarde.
PARTE OFFICUL.
Ministerio do imperio.
3.a secQo. Ministerio dos negocios do mpe-
"ovRio de Jaoeiro, em 1. de marco de 1862.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. H. o Impe-
rador o offlcio de 26 de dezembro ultimo, em que
V. Exc. submetle deciso do governo imperial
varias duvidas que occorreram no processo da
apuraco de votos para membros da assembla
legislativa dessa provincia peloprimeiro e segun-
do districto.
Do offlcio supracitado consla, pelo que dis ras-
peiloao 1 dislriclo, que cmara municipal da
capital desss provincia, resolver :
1." Nao accumular aos mesmos individuos os
votos dados com troca, auppresso ou augmento
de sobrenome ou appellido, tomando-se em se-
parado, em conformidade de varias decises do
governo.
i 2. Nao incluir na apuraco. mas lomar em se-
parado, os votos constantes da copia da acta do
collego de Il, por nao estar conferida e concer-
tada pelo aecretario da cmara municipal ou
pe o labellio de notas na falla daqaelle, segundo
1846rmm* rt* 79 d' le' de 19 de ag0sl d
Quanto ao 2.' diatricto, que a cmara munici-
pal da cidade de Taubal resolver :
1. Accumalar ao vigario Jacintho Goncalves
de Aodrade 30 votos que os collegios de S. Luiz
e Jacareby tinham tomado em separado.
2. Tomar em separado os votos que nos colle-
gios de Jacarehy, Pindamonhangaba, Binanal e
unatub haviam ido dados a Maooel Eufrasio de
ioiedo e Dr. Antonio Caetaoo de Oliveira Carva-
Iho, que eoto exerciam os cargos de juizes mu-
nicipaes, tendo aJis esses votos sido contempla-
dos na apuraco peloa respectivos collegios.
Eass presencia, reprovaodo o arbitrio da c-
mara de Tauat, julgou todavia mais prudente
nao mandar proceder contra ella e aguardar a de-
ciso do governo imperial.
O mesmo augusto seohor, tendo ouvido o pare-
cer do conselho de estado sobre a consulta da aec
gao dos negocios do imperio do mesmo conselho,
com o qual houve por bem cooformar-se, manda
declarar que mereceu a approvac&o do governo
imperial o procedimento de V. Exc. em relaco
cmara municipal de Taubal ; porquanto, aindi
que nao aeja regular a deliberaco por ella toma-
da em ambas aquellas hypotheees, pde-se sem
inconveniente, sguardar a esse respeito a resolu-
Sao da assembla provincial, qual competa a
decisao final dessas questes, quaodo proceder
varillcago dos poderes de seus membros.
Pelo que respeita cmara municipal da capi-
tal, a primeira das deliberares cima exposlas
conforme a lei e decises do goveruo, segundo ss
quaes nao competa cmara acumular os no-
mes de votos trocados, ms tmente autoridade
a quera perteoce julgar definitivamente da valida-
de da eleicao.
A segunda, porm, das mencionadas delibera-
cues nao est no mesmo caso, porquanto sem des-
attender aos motivos pelos quaes duvidou aquel-
la cmara apurar oa votos constantes di acta de
tlu, por falta da conferencia e concert, nao pode
o governo imperial deixar de reconhecer que pro-
cedeu menos curialmente a mesma cmara lo-
mando o arbitrio de exclui-los di apurado ; poia
3ue eumpria-lhe antes promover o supprtmento
aquellas faltas, de sua nalurezs sanaveis, requi-
siiaudo urna authentica revestida das solemnida-
des legaes, anda que para esse lira devesse de-
morar a apuraco pelo tempo que fosse indispen-
aavel.
Nem a isso poda obstar a disposico legal que
marca o tempo deotro do qual deve ser feita a
apuraco, porquanto se deve entender que a 0-
xacao desse prazo tem antes por fim vedsr que
se faca a apuraco sem que baja decorrido o tem-
po preciso para o recebimeolo de todas as actas,
do que prohibir a prorogaclo do mesmo prazo,
qusndo dentro dalle nao se puder obter a reunio
daa mesmss actas.
Tal a doutrina expressa do aviso de 9 de fe-
Terelro de 1848, confirmada aioda ha pouco pela
cmara dos deputados quaodo approvou, sem im-
pugnado, a eleico da provincia de Goyaz, cuja
apuraco fra adiada por aquelle motivo, em vir-
tude de deliberaco da respectiva presidencia.
Desde, porm, que assim nao havia procedido
acamara apuradora, cumpria-lbe ter feilo una
nova apuraco para incluir os votos do collego
do ll, logo que Iba foi presente urna authentica
revestida das solemnidades legaes, visto como nao
se podia considerar completamente terminada a
apuraco com excluso dos votoi de um collegio,
a respeito de cuja eleico nenhuma outra duvida
houve alm da falta de urna formalidade que nao
era inaupprlvel, e que, sendo estabelecida pela
le para maior garanta da legitimidide das elei-
Ces, nao deve ter por effeito prejudicar aquella,
contra cuja regularidade nada se allegou.
Nem a aate procedimento se oppem osavisos
desle ministerio de 26 de evereiro e 31 de de-
zembro do anoo prximo passado, os quaes ver-
sando sobre hypotheses differeoles, nenhuma ep-
plcaco podem ter ao caao de que se trata.
Tendo, poia, a cmara muoicipal da capital des-
sa provincia consultado V. Exc. sobre o proce-
dimento que deve ter relativamente proposta de
um de aeua membros, que requereu se procedes-
se a nova apuraco, apresaotaedo para esse Um
urna acta devidamente conferida e concertada,
cumpre que V. Exc. lhe responda fazendo-lbe sen -
tir que a resoluco por ella adoptada, na hypo-
tnese de que se trata, embora se possa fundar na
disposico litteral da lei, nao se conforma com o
espirito e razo da mesma lei, a qual, tendo secn-
pre multo em vistas rodear de to las as garantas
o direito poltico do voto dos cidados, nao pode
permittir que ae nulliflque a eleico regularmen-
te feita em um collegisr s por falta de formali-
dades na extraccio das copias da acta respectiva ;
cumprindo-lhe, portaoto, proceder a nova apura-
Cao, visto nao se achar anda reunida a assem-
bla legislativa provincial, qual eompele decidir
definitivamente as questes relativas eleico de
mbs membros.
Este procedimento, alm de serinteiramente
razoavel e conforme com a lei, torna-se anda
mais justificado atleodendo-se aos graves incon-
venientes que resullsriam, se subsistindo a apu-
raco incompletamente feita pela cmara, titea-
sen! de iodevldamente tomar asientos como mem-
bros da assembla provincial pessoas que nao fo-
ram eleitas e euja lnlervenco as deliberares da
mesma assembla, durante as sesses preparato-
rias, poderla dar lugar a que ella se constituase
illegilia-amente, e portanlosem a forca autori-
dad* precisa para desempenhsr as importante
V addicional. --
De guarda V. ExtiJote lldefonto de Son-
ta /tamos. Sr. presidenta da provincia de S.
Paulo.
i
OOYBRNO DA PROViUCIA.
Expediente do dia lOde W&*tQO
Exc. datado de 5 de evereiro nL ?V,
raipoodancia offlclal deai proTtacE M
Dito ao commaodante das armas. Transmiti
a V. Exc. para aeu coohecimento, copia do aviso
expedido pelo ministerio ds justiga em 3 de eve-
reiro prximo fiodo, con referencia ao tratamen-
to doa clarins, eornotaa e tambores dos corpos da
guarda nacional quaodo doeotes.Igual aoa com-
raandantes superiores dos municipios do Recife,
Oiinda e Iguarass e ao inspector da thesourarla
do fazenda.
Dito ao mesmo.A' vista do que V. Exc. ex-
poz em aeu offlcio datado de 8 do correte, o au-
toriso a mandar fornecer botica da colonia de
Pimenleiraa pela pharmacia militar, os medica-
meotoa e mais objn tos mencionados emanla
por copla junta.Ceumunicou-se ao director da-
quella colonia.
Dito ao mesmo.Queira V. Exc.^mandar pos-
tar junto ao caes 22 de Novembro amanhia as 4
horaa e meia da tarde, urna guarda com bandeira
e msica, aflm de (azer as honras do estylo ao
Exm. bispo da diocose do Maranho, que tem de
seguir amanha no vapor Oyapock, providencian-
do V. Exc. ao mesmo tempo para que a fortaleza
do Brum salve na occasio em que o mesmo va-
por demandar a barra.
Dito ao chefe de polica.Tenho presente o of-
ficio de 8 do correte, sob n. 851, em que V. S.
traz ao meu coohecimento a deliberaco que to-
mn o subdelegado do districto do Recife Anto-
nio Gomes de Miranda Leal, de autorisar os phar-
maceuticos dp mesmo dislricto a fornecerem os
medicameotos precisos ao curativo dos indigen-
tes, que all forem alTeclados da epidemia reinan-
te, responsabilissndo-se pelas respectivas despe-
zas urna vez que sejam os remedios exigidos por si,
pelos inspectores de quarteiro e mdicos com-
misaionados pelo governo naquella freguezia.
Apreciando devidamente esse acto generoso, re-
commendo a V. S. que se sirva de manifestar ao
predilo subdelegado o reconbecimeoto em que
est esta presidencia poreasa prova de philaotro-
pa e sentimento8 de humsnidadedignos de lou-
vor que ora lhe tributo.
Dito ao mesmo.Em additameoto ao mea offl-
cio de 4 do corrente, remello a V. S. 50 listas
impressas, em que devero ser inscriptos os no-
mes dos assigoantas que V. S. grangear para a
publicacao da obra intitulada Recordares da
exposico nacional por Fleens Irmaos e Linde.
Dito ao inspector da thesourarla de fazenda.
Mande V. S. adianlar S mezes de sold ao 2 ci-
rurgiao do corpo de saude do exercito Dr. Cicero
Alvares dos Santos, como pede no incluso reque-
rlmenlo, visto ter sido ltimamente promovido a
esto posto, segundo declara o brigadeiro com-
mandante das armas am offlcio de 8 do correle,
sob n. 474. Communicou-se ao commandant*
das srmas.
Dito ao mesmo. Mande V. S/pagar aoDr.'
relix Moreno Brando a quantia de 1249 porque !
loi alugado um cavallo que o cooduzio na com-1
missao medica de que esteve Incumbido na co-
marca deGoianna, durante a epidemia do chole-
ra-morbus, como se v5 do recibo junto por dupli-
Dito ao mesmo: Recommendo a V. S. que
considerando sem effeito o meu offlcio de 7 do
corrente somente na parle relativa ao pagamento
que se mandou fazer da quanlla de 26J600, pro-
veniente da despeza com a remocho de um lam-
peo da travessa da rus do Imperador para a ra
do mesmo nome, remetta-me a conta relativa a
essa despeza para ser salisfeita pela Ihesouraria
provincial.
Dito ao commandante superior da guarda'na- '
conal de Garanhuna.Em vista do que mere
presentou o Dr. chefe de polica em offlcio o.
dl7 de 8 do correle, sirva-se V. S. de expedir
suss ordeospsraque diariamente por escala, nos
termos do artigo 86 da lei n. 602 de 19 de se-
tembro de 1850, se preste a forca que requistar
o delegado de policia do termo de S. Bento para
guardar a casa que all serve de priso. Com- I
muoicou-se ao chefe de policia.
Dito ao Inspector do arsenal de marinha.Pa- |
ra que se possa resolver acerca do que requi- i
sita V. s. em seu offlcio n. 77 de 30 de Janeiro
ultimo, faz se necessario que me aprsente um
orcameoio da despeza a fazer-se com os appare-
inos quev. S. julga conveniente estabelecer oes-
ae arsenal em substuico das respectifis latri-
Dito ao mesmo. Teodo o Exm. Sr. ministro
da marinha declarado em aviso de 27 de everei-
ro ultimo, que considera a demisso pedida por
Antonio Jos de Sooza, do lugar de ajodante do
porteiro desse arsenal; assim o communlco V.
S. para seu coohecimento e, aOm de que propo-
nba quem deva exercer o referido lugar.Com- i
municou-se ao inspector da Ihesouraria de fa-
zenda. j
Dito ao eapito do porto.Com este efflcio se- I
ra apreaeotado V. S. o recruta de marinha Jo-'
s Joaquim de Sanl'Anna, para que lho d o con-
veniente destino depois de inspeccionado.Com-
muoicou-se ao chefe de polieia.
Dito ao provedor da Santa Cass da Misericor-
dia.Respoodendo o offlcio de 18 de novembro
do anoo prximo passado, em que V. S, procura
saber por onde devem correr as despezas a fszer-
ae com a soltura de alguos presos, que nao obs-
tante haverem cumprido ai sentencas a que fo-
ram coodemoadus, acbam-ae anda reclusos na
casa de deieugao, aegundo declara o respectivo
administrador tenho adizer que neste caso cum
pria a Santa Casa de Misericordia, quando lhe
for f ossivel o dever que lhe impe o artigo 82
do seu compromisso, pois que pela lei do orna-
mento vigente acham-se limitadas ao austento e
curativo somente as despezas que pelos cofres
proviociaes devem ser feitas com os presos po-
ores deala provincia.
Dito cmara muoicipal do Rio Formoso.
Remetta-me cmara municipal da cidade do
Rio Formoso a representado de H. A. Milet- que
deixou de acompanhar a sua informago datada
de 26 de fevereiro ultimo.
Dito E. H. Braman.Remetto ao Sr. E. II.
Rramab, superintendente da estrada de ferro, a
coota das seis espadas com centures que lhe fo-
Tam fornecidas deconformidadocom o aeu offlcio
de 9 de dezembro ultimo, afim de que mande in-
demnisar o almoxarifado do arsensl de guerra
da quantia de 609480 em que Importam aqutlles
objectos.Communicou-sa ao director do arsenal
de guerra.
Dito ao Dr. Alcebiades Jos de Azevedp Po-
dra.Em vista do que pondera o Dr. chefe de
policia em offlcio de 8 do correle sbb i. 350,
recommendo Vmc. que pernoite no disti icio de
que est encarregado de prestar aeua cuidados
mdicos, visto que a esss hora quando mais se
do caaos da epidemia reinante.Coman oicou
se ao chefe de policia.
Dito ao juiz municipal do termo de Serii ihaem.
Remello Vmc. 50 folhetos, cOntendo i istruc-
Coes necessarias ao curativo do cholera-morbus
psrs que tenha o destino mencioosdo em seu of-
flcio de 24 de fevereiro ultimo.
Dito aojuiz muoicipal de Limoeiro.Derolvo
la Vmc, a copla do adital que veio junto a seu or-
ificio da 15 do mez panado, e ah publicado para
o provimaoto dos offlcios vagos por fallecimento
do servenlaario Joo Paula de Palva e Pioho
aflm da que seja reformado, coosiguando-ae nell
a data da lei que creou ditos oCficios, qaaea sao
ellas, o motivo da vaga, o nome do aarventuario
que o exercia e o mais qua (oi recommendado
por circular do ministerio da jdili^a de 25 de
outubro ultimo, transmetlida por copia a esse
juizo em 28 de novembro do anno passado.
Dito ao Dr. JosJosquim Firmioo.Recom-
mendo a Vmc. que, procedendo s informales,
que julgar necessarias,responda aos qu.silos cons-
tantes da oola inclusa, relativos a epidemia no
lugar Aniqgi deasa comarca.
Dito a Joaquim Pereira Bastos,-prlmeiro es-
criturario da Ihesouraria de fazenda.Haja-Vmc.
de enriar-me urna copia do offlcio que a com-
miaso nomeada para tomar cootas ao almoxa-
flfe do presidio de Fumando e de que fez parte
Vme. dirigio-me em 31 de dezembro ultimo,par-
ticipndole o resoltado dos seus trabalhos.vislo
como original foi remettido a secretaria de
estado dos oegocios da guerra.
Dito ao conselho administrativo do araeoal de
guerra.Recommendo ao conselho administra-
tivo para forneclmenlo do arsenal de guerra que
sempre que houver de remelter gneros psra o
almoxarifado do presidio de Fernando, declare
os precos porque foram elle* comprados aflm de
baver regularidade na respectiva escripturaco,
como tambem poder fazer-se carga ao agente da
enfermarla daquelle presidio, dos objectos a elle
foroecidos, e recoohecer-se o costo dos productos
manufacturados asa- diversas offlcinss all esla-
belecidas.
Dito so conselho abmoistrativo.Autoriso o
conselho admioiatralivo a comprar oa conformi-
dada do seu regalamanfo, psra a pharmacia do
hospital militar, oa medicamentos e mais objectos
menciouados no incluso pedido.Communicou-
se ao commandante das armas e a Ihesouraria
de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Contra-
Vmc._sem demora com o dono ou consignata-
rio do hiate Sergypano a condcelo dos offlciaes,
pracas e sentenciadoa destinados ao presidio de
Fernando, bem como dos objectos que esliverom
promptos para ter igual destino.
Dito ao coYnmandante do presidio de Fernan-
do.Aceite Vmc. a proposla apresentada pelo
capillo almoxarfe desse presidio, de que lhe re-
mello copla, urna vez que elle annua as altera-
coes indicadas pelo lospector da Ihesouraria de
fazenda oa informaco constante da copia junta
devendo lavrar-se termo de ludo com as conve-
nientes declaracoes em preseoca de testemuohas.
Fica assim respondido o seu offlcio de 10 de Ja-
neiro ultimo.
Dilos aos agentes da comoanhia brasileira de
paquetes a vapor.Pdem Vmcs. fazer sahir pa-
ra o norte o vapor Oyapock, amanha a hora in-
dicada em aeu offlcio de boje.
Portara.O presidente da provincia resolre
nomear o Dr. JooSilvelra de Souza para fazer
parla da commisao de que (rata o artigo 77 do
regulamenlo das aulas preparatorias das facul-
dades de direito, e que tem de servir no concur-
so, a que se vai proceder para o provimento da
cadeira da lingua ingleza que se acha vaga.
Communicou-se o director da faculdade:
Dita.Os seobores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vspor facam transportar por
conta do ministerio da guerra, no vapor Oyapock,
oito caixes com srtigos de armamento e equi-
pameoto que o director do arsensl do guerra tem
de remelter, aendo sete para o Maranho e um
para a provincia do Para ; ficando sem effaito a
purtaria que se expedio em 4 do crranle para a
conduco de seto caixes destinados asegunda
dessas provincias.Communicou-se ao inspector
do arsenal de marinha e director-do arsenal de
guerra.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que ioformou o juiz municipal da aegunda va-
ra com referencia ao requerimento do taballio
da nolaa desta capital Francisco de Salios da
Costa Monteiro, reaolve prorogir por seis mezes
* liceoca de igual lempo que lhe foi concedida
por portara de 23 de setembro do anno prximo
passado.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Militio e 39 companhairoamm
11 Terca. Ss. Candido e Heraclio mm
12 Quarta. S.Gregorio p.doutor da esreis
13 Quinta S. Eufr.zi. v. o. ; 8. Rodrigo .
A ofl1',0 /?d0 d* P-ixio de Jess Chrlsto.
15 Sabbado. S. Henrique re; S. Loogufoho.
16 Domiogo. S. Cyrlaco m.; S. Abrabo eremita.
ASSIGNA^E
no Recife, em a livraria da pra;a da Indepen-
dencia ns. 6 e 8, dos proprielarios Maooel Figuei-
roa de Faria 4 Filho.
Expediente do secretario do
n_ soverno.
uiiicio ao commandante das armas.De ordem
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia commu-
nico V. S. que neata data auloriaou-ae ao di-
rector do arsenal de goerrs a satisfazer o pedido
do commandaole da fortaleza do Brum, a que
allude o offlcio de V. Exc. de 8 do corrente. aob
numero 473.
Dito ao inspector da thesoursria de fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. prassidente da pro-
vincia, transmiti V. S. o incluso offlcio da di-
rectora geral daa rendas publicas, datado de 26
de fevereiro ultimo.
Dito ao inspector do arsensl de* marinha.O
Exm. Sr. presidente ds provincia manda com
municar V. S. que o Exm. Sr. ministro da ma-
rinha declarou-lhe em aviso de 27 de fevereiro
ultimo, que por n3o ha ver consignacao nao se
pode attender ao requerimeoto de Maooel Car-
neiro de Souza Lacerda pediodo que seja man-
dado Europa seu filho Maooel Cirneiro Cavel-
canti de Albuquerque Lacerda, artfice avulso,
am de completar os estudos de eogenhtiro ma-
chinisls.
Dito ao procurador Bscal da Ihesouraria de fa-
zenda. S. Exc. o Sr. presidente da provioeia,
manda declarar em reapoata ao seu offlcio de 6
do corrente, que fica entendido de haver V. S
entrado no exereicio do sea emprego naquella
Dito so juiz municipal da segunda vara. S.
Kxc. o Sr. presidente da provincia manda decla-
rar a V. S. que nesla data endereisa ao Exm.
fcr. ministro de eslrangeiros, oa forma do aviso
circular de 20 de junho de 1860, pira ter o con-
veniente deatioo, a precatoria que a requerimen-
to de Joaquim Aoselmo de Santa Aoos, tesla-
mentero dos bens deixados pelo finado Francis-
co Jos Yieira Machado, ae passou por esse jui-
zo para ser citado em Portugal Francisco Vieira
i ires, como V. S. solicitoa em offlcio de 8 do
torrente.
-
Despachos dodia 10 demarco.
Rtquerimtnto.
Abaixo assignados.-Informe a cmara muni-
cipal desta cidade. -
Antooio Ramelro Bezerra de GouTeia.Nio
ha vaga.
Braz Marcelino do Sacramento. Opporiun-
menle ser alUadido.
Francisco Alfonso do Reg Melle. Indere-
Ttdo.
Francisco Alfonso do Reg Mello.Remettido
ao sr. Di*, chefe de polica.
Dr. Flix Moreno Brando.. Diriia-se ihe-
souraria de fazenda.
Fraocisco de Sales da Costa Monteiro.Passe
portara prorogaodo a liceoga do supplicaot. nar
mataseis mezes. v
Jos Fernandos da Sil* Teixeira e Mello.De-
ferido de conformidade com o parecer da conta
doria de fazenda, escripia no verso.
Jos de Barros Cerris Selte. Passe portara
oncedendo tres mezes de Ucenca com ven el
mentos.
Maooel Estanislao da Costa.Passe.
Alteros Passe portarla coecedendo tros mezes de licenca
com reociments.
Paulino Antonio da Tiindad.Ioforme o Sr
inspector da Iheaouraria provincial.
VieenieThomaz Pires de Figueitedo Cinargo
Nao ha que deferir administrativamente ista
da Informaco.
COMBANDO DAS ARIAS.
Quartel-ceoeral do commando das
armas de Pernatnbaco oa cidade
do Becife em lt de marco de
186. v \
ORDEM DO DIA N. 46.
O general commandaole das armaa faz publico
para conbecimento ds guarnigo e devido effeito,
o aviso expedido peio ministerio da estico oa
data de 3 de fevereiro ultimo abatxo traoscriplo,
que por copia lhe foi remettido pela presidencis
com offlcio de 10 do correte.
Faz publico oulro aim para coohecimento dos
ioteresiados que segundo constou de offlcio de
S. Exc. o Sr. ajudaole general do exercito firma-
do a 21 do dito mez de fevereiro, devem existir
ns Ihesouraria de fazenda deata provincia, para
onde foram remettidas, ss patentes dos Srs. offi-
ciaes que abaixo ae transcreve.
Finalmente, que approvou o eogajamento, que
hoolem contrahio o soldado da 4* companhia do
2a batalhio de infantera Hanoel Gaudeocio para
servir maia 6 annos nos termos do decreto e re-
gulamenlo do 1* de maio de 1858, conforme par-
ticipou o respectivo Sr. coronal commandante em
offlcio sob o n. 163.
AVISO.
Juslica.Atlso da 3 de fevereiro de UML.
Declara que os clarins, cornetas e tambore da
guarda nacional, quaodo doeotes podem ser ra-
tados nos bospitaes militares.
Ministerio dos negocios ds justic^s. Rio de js-
neiro, em 3 de fevereiro de 1862.
Illm. e Exm. Sr.Respoodendo ao offlcio de
V. Exc. datado de 23 de julbo de 1860, acompa-
nhsndo o do brigadeiro commandante superioi da
guarda nacional da capital dessa provincia, rela-
tivamente aos clarins, cornetas e tambores los
corpos da meama guarda que se acharem doi n-
les, tenho a declarar-lhe para seu coohecimento,
que os referidos clarins, cornetes e tambores,
quaodo doeotes, podem ser tratados nos bospi-
taes militares, reverteodo em favor doa cofres da
repartido de guerra oa Tencimentos que elles
perceberem por este ministerio.
Deus guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
Negreiro Sayo Lobato. Sr. presidente da pio-
vinciado Par.
Relaco dos offlciaes do exercito existentes ns
provioeia de Pernambuco, cajas patentes lo
nesla data remettidas a Ihesouraria de fazenda
da meama provioeia.
4 batalho de artilharia a p.
2 tenente Gabriel de Araujo e Silva.
Honorio Domingues de Menezes
Doria,
2a batalho de iufautari*.
Capito Fraocisco de Almeida Furtado.
Tenente Luiz JosFerreira Jnior.
Maooel Joa de Souza Jnior.
Alferes Thomaz Jos Labre.
{ 9* batalho de iofantaria.
Tenente Aotouio Raymundo Lias Caldas.
Alferes Jorga Caetaoo de Souza Cousseiro.
> Thomaz Pompeo Theodoro da Silva.
> Joo de Sou Feilota.
10* batalho de iofantaria.
Alferes Sebasllo Pereira Porto.
Deocleciano Augusto Coelho dos Ssnlos.
Fraocisco Ignacio Maooel de Lima.
Constantino Leandro dos Santos.
Sabino Jos Ferreira da Silva.
Corpo de guarnicao da mesma provincia.
Tenente Jos do Reg Barros.
Alferes Alvaro Coorado Ferreira de Aguiar.
2a directora geral da secretaria da guerra,
de fevereiro de 1862. Francisco Egidio More ra
de S. Pedro, major chefe da Ia aeceo.
A8sigoado. Sodonio Jos Antonip Pereira
do Lago.
Couorme.Candido Leal Ferreira, capito
ajudaate de ordeas encarregado do detalhe.
27
INTERIOR.
BIO DE .IWKIIIlt
Exposico nacional.
( ConftntMco. 1
XIII
Os srsenaea de marinha, como expositores, lis
tinguirem-ae entre todos. Os modelos enviados
pelo de Pernambuco, oa diveraos caboa e cordaa
fabricados a bordo de um dos navios do estado,
afim de se experimentar o valor das fibras do tu -
cum e da piassaba para a eordoaria, foram muito
apreciados. A respeito desles ltimos objectos
esperamos que a commisao nos poder dar al-
guia ioformacoea sobre as experiencias feitas e
os resultados colbidos.
Na verdade este um assumplo de summa im-
portancia. Nesla exposico espeaL^lorm, per-
tence a palma indubiUvelmenl-sp arsenal de
marinha da corle, e as machinas ou modelos de
machioas que sabiram das offlciois dirigidas pe-
los Srs. Mallos e Bracoonot, oa modelosde navios
devidos ao Sr. Level causaram a todos os amigos
do paiz, em razo do aeu valor e do progresao que
comprpvam, urna satisfcelo que deve ser para
aquellos eogeoheirs a mais preciosa recompensa.
Esta satisfaco foi.com effeito, plena e completa,
e os Brasileiros podem legtimamente ufanar-se
vista de construccoes a que urna critica impar-
cial nao podia fazer a maia leve censura.
As machinas apresentadaa pelos Srs. Msttos e
Bracoonot foram : 1*. urna daforcade40eirallos
e systema oacillaote para um vapor de rodas; 2",
urna de 24 cavallos, daa que os Ioglezes chamar
grashoppers, e cujo fim mover os iostrumeotos
a achinas que trabalham naa offlcioas do arse-
; 3, o modelo de urna de 200 cavallos desti-
nada corveta a hlice que est no estaleiro. No
julio de todos podem estas machinas, pela aua
boa constrscco, qualidade doa materlaes e per-
feicio do irabalho e ezactido, rivalissr com os
producto* anlogos das offlcinss do mais hbil
constructor inglez.
O arsenal de marinha est, portanto, apto para
satisfazer as suas proprias necessldades desla na-
tureza. E com effeito, as machinas que o publico
vio nao eram objecto de fantasa, feitas de pro-
posito e com o fim de servirem para ama exposi-
co aolemne. Tinham um destino serio ; a ma-
china de 40 cavallos tem, as mesnaas offlcinss,
Ires irmas j promptas, lio bellas e to parfeitas
como ella, e que eaperam nicamente ordena pa-
ra enirar em aervi^o *, o quinto graikopper, de-
ve ella incontinente substituir a machina que ac-
tualmente pde em morimeolo todos os instru-
mentos mechaoicoe das offltinas, e que nao tem
forca sufflcieote, pois quem visitar ealas offlcioas
poder convencer-se de que nos pequea a t-
rete.
Esta visita nos a filemos, e com prazer dizemos
que Acarnos realmente maravilhadoa. Ali tudo
acliridade, trabalho, ordem, inteligencia. Sent
se que urna direceio seria, severa e bem ordena-
da preside a todo este movlmento. Diato do
ciara prova os resultados que sao fcilmente apre-
ciareis, pois coosistem todos em melhorsmeotos
materlaes, eonslrucc6es, etc., que esli i vista e
sio palpareis.
E" portanto impossivel tachar de parcial quem
duser alto a boa som que ti offlcioas do arsenal
de marinha dirigidas pelos Srs. Maltoa e Bracoo-
not sao ums creaco seria, de grande valor e que
faz a malor honra aoa aeua directores: Alm daa
machioas de que acabamos de fallar, trabalham
as offlcioas actualmente em mais de duas de 200
cavallos, j adiantadas s duas corvetas a halice
em coostruccao, urna aqui e outra em Pernam-
buco.
Fizeram tambem varias caldeiras novas e con-
certos radicaea em quasi todas as dos vapores da
armada, obras importantes para varios eslabele-
cimeotos do governo e particulares, e urna infi-
didade de obras para os navios degoerra.
Os priocipaes resultados da actual direcgo des-
tas offlcioas sao : o estabelecimento das novas of-
ficnas de caldereiros de ferro e de ferreiros, com
guindaste, volante, dous martinetes a vapor e va-
rias machinas e utensilios qtre foi possivel armar
as offlcioas de lorneiros, a excavac,o de um
grande fosso na offlcioa de fuodico afim de se
poder moldar qualquer peca, a construeco de
um torno pequeo que funde mais econmica-
mente do que os grandes, o ferro preciso paran
uso diario, oulro para o bronze em lugar dos an-
tigos, a subslituico de urna enorme machina de
12 cavallos^ e caldeira que mova o ventillador
por outra oe 3 a 4 cavallos, e finalmente a me-
Ihor dislribuicao do espseo dlspooivel em um
edicio acauhado e mal disposto para urna offl-
cioa de fundico ; a orgaoisac,o de um deposito
de modelos, de um ayslema de escripturaco
compativel com o numero e qualidade dos escre-
venles, e que foroece o maior numero de dados
eetatisticos do custo e qualidade daa obras, po-
deodo talvez estar mais adiantada se a sua utili-
dade fosse bem pesada.
Esla preocenpaejio s respeito do casto dss obrss
o panegyrico dos constructores. Ioevitavel-
mente esse custo maior do que o das machinas
fornecidas pela ioduslris particular. Este mesmo
facto reproduz-se em lodos os paizes ; maa asse-
guram-nos que a diHerenga nao excessiva, e
que est em via de diminuico, sem que ss obras
se resiotam disso.
E' tambem necessario attender que o prejo de
um objeeto nada tem de absoluto, e que a marinha
de guerra, quanto i perfeico de suss machioas,
tem exigencias muito legitimas que a marinha
mercante pode nao ter, e que se tradazem em
augmento de despeza. Esla mesma perfeico com
que as offlcioas do estsdo soobrigadas a traba-
lhar fas dellaa verdadeiras escolas prollssienaes
onde se formam bons operarios que a industria
particular aproveila mais larde, e a este respeito,
sobretudo no Brasil, onde nao ha outras escolas
de aprendisagem, pde-se dizer que o augmento
no custo grandemente compensado pelo servico
prestado.
Por outro lado necessario reconhecer que as
offlcioas do araeoal sao obrigadas a pagar muito
cara a mo de obra, nao em relaco a Europa,
mas em relaco s outras industrias do paiz, co-
mo carpiotetros, calafatea, etc., etc., o que de-
vido aoa operarios eslrangeiros contratados e dos
quaes nio possivel prescindir, porque nao te-
mos pessoal nsciooal em numero sufflciente. Tal-
vez dar atliogir a este fim baatasse organiaar
um pouco melhor a aprendisagem ; os aprendi-
zes aproveltariam maia com o eatudo da geome-
tra do que com o da msica, podeodo-se dedi-
car algum tempo ao dvaenbo, se se nao julgasae
aioda mais til d-lo todo s offlcinss. Chegar-
se-hia assim a formar um pessoal que nos habi-
litara a recorrer ao estraogeiro smenle por ex
cepsao, e a obtermos o mesmo servico de indivi-
duos maisdanossa confianga, e por menor custo.
Finalmente, se nos permittem exprimir todo o
nosso pensamento, algumaa reformas na adminis-
Iracao, meos formalidades e menor numero de
/iscaes, evitariam muita perda de tempo e dimi-
nniriam os gastos goraes.
Quante ao mais, s podemos ver as offlcioas
de construeco do araeoal de marioha camiohar
a passos largos oa via do progresso que to bem
comecaram. Tornsr-se-hia isto muitissimo mais
fcil concedendo-lhes msis esparo ; a pouca lar-
gueza do queoecupam, a construeco ioconve-
nleole dos edificios, tem obstado aoseu deaeovol-
vimento e influe perniciosamente sobre o custo
das obras e rapidez de execoco, por nao dar lu-
gar introducto de certos meioa, taes como
guindastes, voleles, irilbos e outros maehinis
mos empregados em todos os estabelecimentos
desta ordem orgaoissdos com o fim de produzi-
rem o mais possivel pelo menor custo e no menor
espaco de tempo.
O navio deve ser para o Braail urna das pri-
meiras, urna das maia importantes forcis. A elle
pode-se dizer que deve o Brasil a sua exialencia,
e dever-lhe-ba a sos grandeza, a aua forca. A
extenso das suss costas, a immensidade dos seus
ros, os mais considera vela e maia bellos do mun-
do, do, ntrenos, o primeiro lugar navegaco,
e a construeco naval deve vir a ser o ramo ca-
pital da nossa industria. Por urna coincidencia
providencial a natureza dolou o nosso paiz de
madeiras de construeco iguaes, aeno superiores
s da Europa e dos Estadoa-Uoidpi. O que nos
[alta, pois? Nao porcerto habis constructores.
Basta o exame dos modelos expostos para con
vencer a todos, que temoa engenheiroa capazea
de darem aos oossos navios aalinhas maia acien-
tiicas e elegantes, e ainda a este respeito sobre-
sahio o arsenal de marioha. O Sr. Level tem j
presidido construeco de grande numero de va-
sos do estado, e os resultados que team dado
estes navios ao por de mais conhecidos de todos
para que alguem ae lembre de contestar o que
temos dito. Ao constructor sao necessarias, alm
de acioncia profunda, qualidades que podemos
chamar artislicss : um ceno gosto, um certo tac-
to, difflceis de bem definir. Esta sciencia e estas
qualidadea todos ss reconhecem bo constructor
da marioha imperial.
O servico das construccoes osvaea, debaixo da
sua hbil direcgo, nao tem desenvolvido meos
aclividade, nao tem lido menos spsrfeicoameolos
do que o das machinas; e ao mesmo tempo tem
tido mullos melboramentos ; a simples anume-
raco que segu bstante para diato convencer
a lodos.
De 1851 para c construirm -se no srsenal os
seguintes navios : vapor a hlice Ypiranga, bri
gue escuna Tonelero, curteta a hlice Nilherohy,
e um vaporzloho para o aervico do arsenal.
Preparam-ae as m-deiras para urna crvela a
halice que deve ir para o estaleiro logo que a Ni-
therohy cala ao mar.,
Cobrio-se s carreira de late com um excellenle
edificio de ferro munido de um guindaste volante
para auapender e mover oa madeiroa, e fez-se a
eiladi carreira de cantara. Estabeleceu-se os
Una daa Cobras, junto aoa depsitos de madeiras
do Sr. Lenormand do Havre, urna aerraria movi-
da a vapor, com serraa para contornos, etc. ;
para receber esla serrara fez-se um excellenle
edificio de ferro com dous pavimentos, sendo o
superior destinado psra urna sala de risco.
GJ'?'"'0"86 d j C2-" mexes, eencelou-sea sxcavaco deoa-
troVato a este.
Consiruio-se urna morlona para navios peque-
nos que nao excedam de 300 toneladas, e espe-
cialmente para nella ae liapar a galeota im-
perial.
Depois dos modelos do Sr. Level, seria iojusti-
Ca deixar de mencionar oa da Pona de Areia e os
dos Srs. Miera Irmo A Maylor. Todos coohe-
cem o Diligente, construido nos estalairos desloa
ltimos, e em breve esperamos que ser conbe-
C* ?anla M^ria, dos estaleiroa da Pona de
Areia, fabricado ioteiramente de peroba, e que
segundo oos dizem, o maior vapor que se lem
construido no paiz.-
Passaremos agora fundico e aos diversos ar-
telaclos de metal.
A pega de fuodico maia notavel na exflbsico
6 nquestionavelmeote ocyliodro para machina a
vapor de forja da 50 eavalios, systema oacillaote
exposto pela companhia de Poota de Arete, en-
genheiroa Mansell e Rlnck. E' a pega maia pesa-
da e mais complicada que vimoa; asseguram-oos
tambem que a primeira feita no Rio com estas
proporcoes. A baste do embolo deste cyiiodro 4
urna pe;a de forja pereUa, e a difficuldade de exe-
cuta-la a torna aioda mais interesssnlT
A mesma fabrica pertencem aioda um grande
numero de objectos muito simples, mesmo vul-
gares, tachos para assucar de todas as dimenses
al doze palmos e msis de dimetro, chapas de
logao. gralhas e paoellas que merecem attenco,
ae, como oos afflrmam, o estabelecimento que os
expoe tem chegado, oa fabricaco deates srtigos,
lu!" cn- aotsgem, tanto em preco como em
qualidade, com a industria eatraogera. Temos
anda as camas de ferro, os lampeea a gaz;
oestes um serve ao mesmo tempo de chafariz mu-
nido da sua competente lorneira, que, por um me-
chsnismo engehoso, se fecha logo que a mo a
abandona ; precauco muito til contra a incuria
dos nossos prelos.
O Sr. Adam Urbach expoz urna escada de cara-
col com degros enhilados de elegaote desenho,
e que sahio bem da fuodico, e da mesma forma
varias amostras de fundico ornamental, que, as-
sim como a escada, eslo muito bem execradas
e recommendam o fabricante attenco publica,
u desenho da escada faz honra ao moldador Mot-
teiro.
As amostras da fundico do Sr. Miguel Couto
dos Sanios sao numerosas, e ha entre ellas alga-
mas muito bellas e mesmo notaveis. As pecas
mais ordinarias e menos difflceis de fazer ao me-
nos perfeitaa na execugao, o que nao delxa da
admirar: quem pode o mais deve poder o meoot.
O sino dos Srs. Goncalves Coelho & Filho
urna bella peca e de muito bom som.
A fuodico de typos sem devida ama indus-
tria curiosa, mas pouco importaste olbsda pelo
lado da produeco, pois que crea somante o*
utensilios de impresso, e estos sao de looga du-
rajo. No Brasil, pouca importancia da pro-
duccao accreace, para diminuir aioda o interessa
desta, que as materias que entram na composieio
da liga sao importadas. Raduz-se, portaoto, aqu,
a fuodico excluaivamenle ; nem a fabricaco a
buril, nem a gravura, nem a preparaco do mol-
de ou matriz sao da sua aleada ; nao portanto
possivel coosidera-la como industria seria. Dito
isto, nao estamos inhibidos de reconhecer o mo-
recimeoto dos lypos expostos pelos Srs. Boo-
cliaud, e Depage ; a prova tirada doa typos deste
ultimo de grande nitidez e os caracteres sao ao
mesmo tempo elegantes e regulares.
A cutilaria, as ferragense a quinquilharia, aro-
pamente representadas, leem urna apparencia in-
?eiramente satisfactoria. A julgarmos pela vista
e pelo tacto, os oossos fabricantes leem chegado,
quanto a estes artigos. a um grao de perfeico
pelo qual encomios Ihes sao devidos. Mas a im-
possibihdade em que estamos de nos proounciar-
moai sobre aa importantes questes de preco e
qualidade, inhibe-nos de oomearpessoa alguma.
>, aeria iojuato nao mencionar a compa-
u, a g"' cu'0> cand**",oa. lustres e appare-
Ihoa de lluminaco se recommendam por urna
bella execucao, a que em alguos artigoa ae uoa
verdadeira elegancia. E' necessario assignalar
muito especialmeole a grade de brooze dourado,
esposta por esta companhia. E' ums obra de ser-
ralheiro artstica e de multa elegaocia. Aqui na
entra a queslo de preco. E' um objecto de phan-
lasia cuja acquisico s pode ser feita por me
homem de gosio, e a phanlasid desconhece ur-
gras.
Nao deixareraos a.cutelaria sem fallar dos ins-
trumentos e apparelhos cirurgicos. Um fabri-
cante bem conhecido, o Sr. Denille, reuni urna
elegante collecco de iostrumeotos que em tudo
sao perfeitos. se tormos jnlgar peia sua sppsren-
ca. Outro fabricante muito menos conhecido, o
Sr. Rinck, expoe um apparelho para a ankyloso*
Talaa do joelho. palo modelo de um dos boos ci-
rurgioes especialistas. A execucao parecen-oot
muito notsvel, e toroa recommendavel o artista.
Os folies sao instrumentos muito uteis, nao s-
mente para aa nossaa forjas, rasa tambem para a
destruico de um doa flagellos mais terriveis da
nossa agriculturaas formigas. As amostraa ex-
postas, e sobre tudo o folie circular de embolo,
ao muito bem feitas. Receiamos com tudo qua
o couro preparado em nossas fabricas nao preen-
cha lodaa as condigoes precisas para este em-
prego especial, pelo menos sem urna preparaco
particular. Os dos Srs. Oliveira & C. sao muito
booitos, e como mo de obra pareceram-nos su-
periores.
Osiostrumentos de preciso esto era numero
bem limitado. O Sr. Jos Maria dos Reis expoz
urna bussola muito elegaote, e que, como mo
de obra, certameote um dos objectos mais bel-
los que vimos na eacola central. Rosta saber se
o iaalromento exacto, e isto s a observaco o
poder demonstrar, assim como o merecimento
das diversas disposiQoes adoptadas pelo fabrican-
te. Para nao termos de voltar aos artigoa aahi-
dos das offlcioas do Sr. Jos Maria dos Reis, fal-
laremoa aqu dos seus oculos, biooculos, etc.
Muiio se tem apreciado a luneta que Sua Mages-
tade o Imperador se digoou aceitar. Em geral
todoa oa outros objectos do mesmo genero con-
ttdos na mesma redoma sao ootaveis pela ele-
gancia, bom gosto, delicadeza e bem acabado da
execucao.
O Sr. Pedro Simes Cravo, apresentou iostru-
meotos especialmente applicaveis s machinas a
vapor, um manmetro Oe Bourdon, e um indica-
dor de M. Naught. O merecimento deatea ob-
jectos consiste inleiramente na perfeita jasteza
das molas de presso, e a este respeito a vista
nos pode ensinar.
Nao podemos, to pouco, formar opioio a res-
peito da machina de calcular do Sr. Constantino.
O Sr. Antonio Maria da Maacareohas expoz
duas machioaa electrieaa, urna aa motor elec-
tro-magntico, sendo a eleclricidade que a pe
em movimento prodazida por ama pilba. Igno-
ramos quaes aejam as condicoes especiaos que
podem recommendar estas machioaa attenco
publica.
Reata-noa fallar da machina taehygraphica da
inveoco do Sr. padre Fraocisco Joo de Azevt-
do, e sob ausa vistaa conatruida em Pernambuco.
E' um pequeo piaao com 16 teclas, olio da
cada lado, correspondentes a outras tantas letras
do alpbabelo. Logo que se comprime urna des-
tas teclas que representara pequen sa ala vaneas
ergue-ae na extremidade delta urna hastea del-
gada que tam na ponta superior ama letra escul-
pida em metal em alto relevo, a qual vai encai-
xar-se em outra letra igual esculpida em baixo
relevo em urna chapa metallica flxa por cia daa
haateaa. Urna tira de papel da largara da tree
dedos e de comprmanlo indefinido, pausando por
um movimento continuo entre a aapa a as fcas-
leae das letras, por ellas comprimida a rcete
a impreaao das ultimas. As letras que coasposQ
urna syliaba aahan impressas oo papel em ama
meama liaba herisonul, ara jantes, ora separa-
das urna das outras. Qaaado aa trate de decifrar
-i



DIARIO DE PERNAMBUCO
nao ha outr iriiitho mais do ojale o da jacte r
i diBereoies ivllabii piro formar ai pala iras.
Cono, para facilidade na prstfca, ai teetae alo
apean 16, seguodo dlssemos, e com cada urna
dallai s te obiem urna letra, esta balacea au-
tor urna combioagio deun letraa duaa a dual,
por meio da qual consegue bio s representar as
que faltam, como tambem oa signaei orlhogra-
phicoa, abreviaturas, elo.
Com eites elementos consegulr-se-lu, iQkau
o inventor, formar todas as ivllabii, de sotte qaa
seja qual for o numero de letra de que consten,
serapre ser possivel formar ledas alia*, de una
vez, com urna s postilo instantnea, do oiessse
modo que no piano se produz asa aeaotde, parli-
culiridade esta que ministra o ateie de efcreur
todas as palavrae em lempo igual iquelle een
queseo pronunciadas.
A invengo a nosso ver extremamente enge-
nhosa, roas, como fcilmente ae comprehende,
s a pratica que poder determinar a sai efi-
cacia para o flm a que o autor quiz atliogir, Uto
, maior rapidez do que aquella que se tero coa-
seguido ilcaagar pelos systemas conhecidos de
tachygrapha qae os nossos pralicos empregam no
apanbamento dos debates dos corpos legislativos,
dos Iflbuaaesjudiciirios, etc. Infelizmente, po-
rfim, nena o proprio autor de to engenhoso in-
vento possue ama*, segundo elle mesmo con-
fessa, a indispeosavel destreza para faze-lo fuoc-
clooar da modo que nao reste duvida a reapeito
da ana superioridade em relago aos meios co-
nhecidos para fizar no papel as palavras de um
orador medida que forem sendo pronunciadas ;
e asslm podemos dizer que nos falta ainda o es-
sencial para em tal aisumpto pronuneiarmos um
juizo definitivo.
Em todo o caso, nloguem daizari de louvar e
de ter na maior consideracSo o eatudo, paciencia
e mesmo trabslho manual que o Sr. padre Aze-
vedo leve de empregar para levar ao cabo a sus
inveaco, que, como elle mesmo declaroa, sus-
ceptlvel de mullo aperfeicoamento, e teremos
viva satisfaco te anda chegarmos a ver nos re-
cintos dos nossos corpos deliberativos ou mesmo
junto das cadeiras dos oradores sagrados, a ma-
china tichygraphioi de S. R?m.\ funccionando
de modo que nao ae perca urna t pilsvra dos
Ciceros e Bowuets brasileiroi.
Concluiremos dizendo que a machina do Sr.
Azevedo foi julgada, e com razio digna de ser
apreientada na txposigao de Londrei.
(Jornaldo Commercio do Bio.J
=35=
na
Verearam ae d
mengio, sefldo
cndefMc(U do
4.,*aco4i|cr
OnJoiy
PERNAMBUCO.
n m 'REVISTA DIARIA.
Da offlcma lypographica dos Srs. Laemerts, no
Rio de Janeiro, acaba de aahir luz publica um
primoroaieaimo Escripto, que tem por Ululo-
Tributo 5 memoria ao Sr. D. Pedro V. o muito
amado.
Esta admiravel concepgo obra dos dous ir-
maos CastilhosAntonio, e Jos.irmSos, nao
menoa no sangue, que no genio; nao menos
no amor patrio, que no fraterno amor ; nao me-
nos nis extremadla prendas, que no infaliga-
vel apostolado das letras, a cuja linhagem per-
lance a familia Castilho.
Precede, na ordem da urdidura, urna poesa
mimosissima do Sr. Cisl.lho Antonio, d'oode,
em cada verso, como no coileclivo da endecha,
se exhala, de euvolta com os prodigios da metri-
ficado, dulcissima suavidde, singelezs, eleva-
fiao, espontsneidade, compostura, nao s pelo
que reapeita forma, sempre ntida, e uniforme
na variedade doa conceitos, e das bellezas ; co-
mo em relscao idea, sempre opulenta, des-
prendida, levantada, ascendente e mltipla e
vicejante naa mais lucidas transfigurarles 1 B se
foramos competentes, para de seguro emitlirmos
um juizo deQoiiiro sobre esta ultima composicao
do Ilustre vate,% nio hesitaramos em dizer qae,
quando outros ttulos Iba nao sobrassem so seu
bem conquistado reuome, esta linda nenia, de
que ora fallamos oesta rpida revista, seria bas-
tite pars orecommendar as posterss geracoes,
como oprimeiro poeta portuguezdeste seculo
cor de que alies ji Ihe cingio a fronte ou tro
nao menos,poeta, o immorUl Almeida Garrelt.
Os quadrua historeos do reinado do Sr- D. Pe-
dro V, tragados pelo Sr. Castilho Jos, sao roa-
gestosos. Domioa oeste trabalho til pureza de
lioguagem, tal elegancia de ealylo, tal riqueza
de expressoes, tal segurangade apreciacao, tal
fecuodidade de peusamentos, e imsgeos, qae,
nao raro, na sua leitura, oleitor forcado a fazer
alto, para meditar, e admirar o que perpsssa !
De tudo qaanto se tem escripto sobre o tinado
re, nada vimos anda nem tao completo, nem
tao bem acabado I A tal re, tributo tal I
Do Bom-Jardim, temos noticias com data
de 10 do correte :
Nessa freguezta aiods vai farendo a epidemia
algumas victioiaa, mas em pequea escala. No
da 9 fallecer oa povosgo urna pessoa, e ha
tres das anteriores duas outras, no logar do
Xoi, bem como igual numero em Patos, onde
ainda nao extBguio-ae de todo o mal.
Segundo as parlicipages, a mortalidade exce-
de ao numero de duzentos, do que ha urna lista
nominal em poder do delegado ; e assim, com
incluso do Limoeiro e de Taquaretinga, de qae
e compe a comarca, excedem as victimas a 250
em seu todo.
Por cartas imperiaes de 15 da outubro do
aono fiado e da"22 de Janeiro prximo passado,
foi permittido ao Sr. I)r. Joaquim Barboza Lima,
director do collegio do Bom Cooselho nesta ci-
dade o uso do titulo, para este seu ealabeleci-
menlo de educacao, da .Imperial Instituto do
Bom Conselho ; bem como licenga para alear
aa armas imperiaes na frente do edificio do
mesmo estabelecimento.
Somos informados de que o digno direetor,
aquilatando a honra que acaba dereceber da mu-
nificencia imperial, pretende no dia 25 do cor-
rele fazer o acta da inaugurare dessa dupla
graga, a qual marca por certo a distiucco, que
ao moQjrcha mereceu o Coilegio do Bom Con
aelho.
A eacolha do da para eaia aolemnidade na
verdade nolavel: a allianca da liberdade eooa-
litucienal com a indiligencia em urna fasta, que
de ambas comparte.
Ao Sr. Dr. Barboza aa nossas felicitacoes, pela
honrosa disliucgo, que ahi deixamoa consignada
4 noticia publica.
No dia ti do corrente realisou-se a reuniio
convocada pelo Sr. cnsul inglez, sendo nella ap-
provada pelos leus compatriotaa aqui residentes,
a idea de ama mensagem de pezsmes S. Al a
raioha Victoria pelo paasameato de seu augusto
espoio, o principe Alberto.
A referida mensagem, cuja redacto foi logo
approvada, deve aer enviada a seu destiao pelo
prximo vapor.
Foi comeado pelo Exaa. Sr. brigadeiro
commandaole das armas, o Sr. capitio Candido
Leal Ferreira para secretario da iospecgo do ar-
seoal de guerra deita provincia, de que foi S.
Exc, incumbido.
A cougregacao da Ffculdad* de Dirello lem-
brou, pira examinadores de iqgleao concurso 4
Cideira viga de eurio de preparatorios aanexa
mesase, os Srs. Frederico Lapes tiuimsriei, Ora.
Buarqae e Ribeiro Jnior, Francisco Gomes de
Oliveira, Dr. Wruvlo e Felippe Carloi Smoes
dos Santos ; viiio que oao aceitaram a do mea-
Cao oa Srs. que anteriormente haviam sido es-
cocidos, e que noticiamos nesta Revista.
Islo posto, serio os dous examinadores aquel-
es que aceitarera aescelha oa ordem des convi-
tes, que lera segundo a classiueacio dos nomes
cima expendidos.
A noticia que hontem demos em nessa Re-
vista acerca de entrega de jornaes bordo do
vapor Oyapock, foi nos dsda per pessoa mal in-
formada, como teremos oecasiao de relatar tai-
vez em um de neises nmeros (tacos
Respondeu hootesa ao tribunal do jury o
reo Joaa.uim Gomes Coelbo, natural da cidade de
Olioda, branco, colleiro, pintor e foguetetro,
morador na freguezia dos Afogadoa ha daz para
doze aonos. No correr do processo que, eodo
principiado pelo subdelegado d Santo Antonio,
lora concluido p*lo subdelegado de segundo
dislricle doa Afogadoa, o Or. promotor puSlico
re?U?r! .* lwe*"ni *o reo, como ocurso no
1'... ,'-4 V- decod.ertsD.aeedo iadeferi-ia
ea peticae palo j tura mata tarde feformade peloDr. iuu municipal
da pnmeira v*r. a proMMioelaOoaJ, IndUia.
9 00 artigo da le editado.
Imputa-sa aoaceoaadoba.ai-j i.tit.lado al-
liaente cobrador o tmpoato sobra agaardeot* e
este carcter haver reoeando a da ao uber-
taviro.ae qualdeixra o sesfaetiva recibe, abai-
xe do qoil ae l o nomo do arremtenle daise
imposto.
KesBoodeodo ao interrogatorio, oreo naga ab-
saluluseole o aeta, aiUlbotaide a iostaoracte do
|sraceaM<
Lyra, qne, hsvendo em certo lempo- "tertado
Contra a aua propra existencis, sproveitou-se
dessa occaaiao para haver-lhe esta odiosa perae-
preieSo.
A' meio do interrogatorio, o Sr. advogado Dr.
Jorge Doroellas Ribeiro Pesaos requereu que
foaae corrigida a redacto do -auto, am de flear
bem claro,- que das losmunhas smente urna
qae dtabave(bJVaga4o ,0 ra> a quantia de
POOOo
es tai iooldoate digno de
a polo om|o da juatica a
no reo ifiodo atUlBi
!
, abaolfido er 7 vot, ap-
pellaodo o Dr-, oooior anetUio dessa aecisao
para o superior tribunal da relscao,
Eia o eepluagaelmc primeiro
Bolelim oficial.
< Em um ollieio de hontem, dirigido da dsle-
gacia do 3a distncto do termo do Recife io Exv.
presidente ds provincia, diz o tenente-coronel
Laiz Francisco de Barros Reg qae o enolera-
morbus, manifestsndo-se all, j liaba (eito tris
victimas, e qae esas sffeccao, apresentando se be-
nigna nos primetros diss de sua iovssao, de serte
que os accommettidos, medisnte os soccorros sp-
plicados, se restabelecism promptamente, nestes
ltimos dias tinha lomado propor(5es assustado-
ras, nao podeodo salvar-se todos os atacados.
< Diz mais que tinha distribuido, 4 sna cusa,
medicamentos por intermedio dos'inspectores,
cujua qaarleirea baviam aido iovadidoa pela epi-
demia, e que essa providencia maia de orna vez
Ihe tinha offerecido oecasiao de ae applaudir de
have-la empregado ; tendo sido mui efncizmente
coadjuvado pelo subdelegado do Io districto que
de sua parte e sua cusa havia distribuido re-
medios e outros soccorros de que necessitsvam os
desvalidos accommettidos, procedendo do mesmo
modo alguns dlstinctos pro prieta ros desss fre-
guezia que se haviam prestado dignamente a soe-
correr com remedios as pessoas que babitiot em
seus eogenhos.
Diz emfim que tioha feito preparar urna par-
te do cemiterio, que se est edificando, para que
nella sejam sepultados aquelles que suecumbi-
rem ; accresceotando que a populaga; eslava an-
mala e se prestara desassombradsmente e com
abnegaQo ao tratamento dos accommettidos.
< Em um ofScio de 10 do correte, dirigido a
S. Exc, diz o Dr. Ignacio Nery da Fonseca, fa-
cultativo do 7* districto medico desta cidade,
que, sendo chamado 4s 2 horas e meia da tarde
desse dia para ver um individuo, de nome Ha-
noel, residente na ra de Santa Tberezs, escravo
de D. Thereza de Jess Ferreira, que represen-
lava mais de 60 aonos de idsde e se achava ac-
commetlido pelo cholera-raorbus, promptamente
o tinha medicado ; mas que, bavendo-se o mal
apresenlado com-muita energa, tinha suecumbi-
do o doente em 3 horas, s passsodo meia pora
daetoatemunhas, Joaquim deiloao Chrsostomo fernsndes Vianns.
'"'" *-'~ Antonio da Cunta Soares GuimarSes.
M.M
FlUBA 1S DE 14RC0 D 1862
rr*-
*-f
-
838 do cdigo
crimioil pague o ap-
E preataram juramento doa Santos
gelhoi.
Foi o reo interrogado e fez-se a leitura do pro-"
cesso. r
O Sr. promotor pedio a coodemoacio do
reo no grao mximo do art. 201 do cdigo cri-
a dijlisa pe*K> A
as 'a*jo*
lo prPp4
s ustas.
Aranali 1 de outubro de 1861.
Vicente Ferreira Gomes.
A noilo clara e com alguns ndtoeifros,'v'ento'rTt i n .1111. $abbado
que gradualmente foi abonanzando e rondando 1 Almoco.
para o terral. IO mesmo qoo no domingo.
OMiucto ba aun*. | j.dun
"-
O melhodo Castilho.
_tei
sitan do f* ente inno, di rat Imperii
.TeTcom urb pfanat na pe-
aoa de Maooel de Paiva o (ermente descripto
no corpo de delicio?
2oO reo eommetteu o delicio com a circuns-
tancia aggravaote da noite Y
3 Existem circumsUncias itleouanle i. favor
do reo ?
c lecolhldo o jery deentenea com oa queaitos
e processo 4 sala aacreta das conferencias ao
meio da, d'alli voltou a maia hora respondendo
aos quesitos pela maneira caguinte :
Ao 1* qoesitoN4o, por 10 rotos.
Deixou de reiponder aos outros quesitos por
Qcarem prejudicadoi.
Lida aa resposta pelo presidente do jury de
seuten;a, o Sr. Juiz de direilo publcou sua aeo-
tenga absolvendo o reo, e condemnando a mu-
nieipslidsde as castas.
Levantou a sesso adiando-a para o dia se-
guinte pelas 10 horas da manh&a.
a dirl-
ipta, a
de glo-
elicisno
frecemos
lio pro-
r Rvm.
em tratamento.
c Em um tCficio de 9 do correte, dirigido da
delegada de polica do termo de Nazaretha S.
Exc, diz o capito Francisco Antonio de S4 Br-
relo que, se a epidemia nao eslava exlincta ni-
quella comarca, visto que ainda fazia victima no
1 o 2o districto de Tracuohem e no 3o de S Vi-
cente, ia em sensivel declinaco, eque uaqpella
cidada se conservava com o mesmo carcter que
nos outros pontos, s haveodo sido accommeui-
das durante a ultima semana oito pessoas, mor-
rendo igual numero, inclusive tresdefra.
k'* 6 horas da Urde de 12 de marco de
1862. '
a Dr. A quino Fonceca.
Repart5o da. polica.(Extracto da par-
le do da, 12 de ruargo.)
Foram recolhidos casa de delengao no dial!
de margo.
A' ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, An-
tonio Carneiro Leo, pardo, de idade 31 annoa,
para recruta e Feliciano Jos da Silva on Hono-
rato Jos Ferreira, pardo de 45 aonos de idsde,
agricultor, por sar criminoso no termo do Li-
moeiro.
A' ordem do subdelegado do Recife, Jos Joa-
quim da Silva, branco, martimo, de 37 annos,
por brigs.
A' ordem do de Santo Antonio. Joo Jos Fer-
reira, branco, de 20 aonos, vive de negocio, Joo
Antonio Pascoal, africano, de 64 annos, caooeiro,
Evaristo Salgado, tambem africano, de 80 aonos,
mscale e Manoel Teixeira de Mello, pardo, de 32
annos, vive de negocio, os tresprimeiros por bri-
ga, e o ultimo por desordem e ferimeoto.
A' ordem do de S. Jos, Francolino dos Santos
Araujo, brinco, te 18 anuos erreiro, or in-
sultos. T
O chefe da 2a seceo,
J. G. de Me$quiti.
Ilo'imenlo da enfermara da caa de de-
tenrao do dia 11 de margo de 1862.
Tiveram baixa para a enfermara :
Joo da Costa Alencar Brasil; bronchite.
Pohcarpo Pereira da LuzSilveira ; cephalalgia.
Jos Joaqun deSaoi'Aooa; cholerina.
Eloy, (escravo de Pedro de Oliveira Coelho : )
dem. '
Movimedto da enfermara da casa de deten-
rao do dia 12 de margo.
Tiveram baixa para a enfermara :
Manoel Fabricio do Nascimenlo; sarnas.
Manoel Pedro Pereira ; contasoes.
Uerculsno (escravo de Nereu de S e Albuqoer-
que ;) ferimeoto.
Miguel (escravo de Dalra ;) contasoes.
Tiveram alta da enfermara :
Jos Joaquim de Saul'Aona.
Francisco Gomes da Silva.
Tarquioio Alvee Camello.
Jos Francisco de Mello.
O hiatenacional5erotpano,sahido pira i I ha
de Fernando, levou a seu borde os segulntes
paisageiros Joaquim Rodrigues Maia, D. Jo-
anna Paula do Sacramento Madeira e 1 fllho me-
uor, Joaquina Mara de Saot'Anna e 2 filhoa me-
nores, Franciico Xavier de Paiva, 21 presos de
jusiica, Candida Mara da Conceicao, Dr. Cecilio
Alvaros dos Santos, Frsnciscs de Paula da Reser-
reigo e Joanna Francisca da Cruz.
OBTAL1DADE 00 OU 12 DB MARQO :
Bomlira, frica, 34 annos, sotletro, escravo, Boa-
Vista; iebre tnica.
Mereociina Mtria da Conceicao, Pernambuco, 88
annos,casada, Recife ; cholera.
Sebailiao Guilberme, frica, 45 aonos, oasado,
Santo Antonio; hydropaaii.
Virginia Amelia da Coaceigao, Pernambuco, 7
ruezes, S. Joa; eoovulsea.
Maooel, Pernambuco, 1 aono, eacravjo, Recife;
gstate.
Joaquina Mara do Espirito Santo, Pernambuco,
98 snnos, prcla, viuva, Santo Antonio ; cho-
lera.
Florentino, Pernambuco, 5 mezes, S. Jios ; tosse
convulsa.
Melchiadei Francisco da Costa, Pernsmbuco,
3a annes, casado, S. Jos; epilepsia.
Manoel, Pernambuco, 7 mezes, Boa-Vfsla ; es-
pasmo.
2* SESSAjO.
Dialdemaroo.
rUESIDENCA DO SR. DR'. bEBNARDO machapo da
COSTA DORIA, JTJir DE DIREITO DA PRIJIEtRA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr Francisco Leopol-
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Bsteves Clemente.
Advogado, o Sr. Dr. Jorge Doroellas Ribeiro
Pessoa.
A's 10 horas da maoha, depois do toque ds
campanhs e verificagio das cdulas, foi feita
chamada dos jurados e acharam-se presentes
48 senhores:
Foraa multados em 209000 cada um dos Srs
multados nos dias anteriores e que nao compa-
recer m hoje.
Entra em julgsmento o reo Joaquim Gomes
Coelho acensado por crime de estellioaate?
O jury de sentenga foi composto dos seguiotet
senhores:
Francisco Smoes da Silva.
Herminio Egidio de Figueiredo.
Florencio Domiogues da Silva.
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Andrade.
Jos Antonio Vieira de Souzs.
Dr. Jos Flix de Brito Macado.
Antonio Pires Ferreira.
Francisco Antonio Pereira de Brito.
Joo de Siqueira Campello.
Jos Antonio Pereira da Silva.
Dr. Miguel Bernardo Vieira de Amoro).
Dr. Virgilio de Gusmo Coelho.
E preataram o juramento dos Santos Evan-
gelios.
Foi o reo interrogado e fez-se a leitura do pro-
cesso.
O Sr. promotor pedio a coodemnago do reo
oo grao medio do artigo 26i 4 do cdigo cri-
minal.
O Sr. advogado dedutindo a defeza pedio a ab-
solvi;o do reo.
Findos os debates e preenchidas todas aa so-
lemnidades da le, o Sr. jaiz de direito propoz ao
jery os quesitos seguales:
IaO reo Joaquim Gomes Coelho dorsole os
mezes de julho e agosto do anuo panado, iocul-
caodo-se ora collector, ora cobrador do imposto
sobre a agurdente, reeebeu de Joo Jacintho
Morefra a quantia de 2)000, serviodo-se desse
artificio fraudulento para obler parte da fortuna
alheia?
2oExislsm circunstancias attenuaoles a fa-
vor do reo?
Recolhido o jury de sentenga com os quesitos
e processo sala secreta das conferencias, 4
meia hora da tarde, dalli voltou 4 1 hora, res-
pondendo aos quesitos pela maneira leguiole -.
Ao 1* queaitoNao, por 7 votos.
Deixou de responder ao dutro por lkar preju-
dicado. )
Lldas as respostas pelo presidente'do jury de
sentenga, o Sr. juiz de direito publicou aua seo-
tenga absolvendo o reo e condemnando a mu-
nicipalidade as custas do processo.
O Sr. promotor pedindo a palsvra disse que
appellava da deciso do jury para o superior tri-
banal ds relagao, e o Sr. juiz de direilo mandou
tomar por termo a eppeltagiio.
Levantou s sesslo, adiando-a para o dia se-
guir?, pelas 10 horas da maoha.
O lllm. Sr. capitn Josa fcreksn T
io-nos a honrosa, caria tPMXI Ira
al maii um flora o q do Exm. Sr. conselbeiro mt. Anin
Castilho. Em oome
a dlstinctos exaspina
acial, e em partlnlir an 11
Sr. padre Joaquim Rafael, a amabilidade com
que dignam-se tratar o nonos diclpuloi.semere
qae se offerece occasiio de aerem ali exami-
nados.
Escola central do melhodo Castilho, 12 de
margo de 1862.
Francisco de Freitas Gamboa.
Illm. Sr.Tendo aido o meu fllho Maooel Pe-
reiri Teixeira lecoionido por V. S oa prmeirai
lelris e qastro operages fundamentsea de
arlthmetioa pelo melhodo Cistilbo, e haveodo
elle prestado exame oo Gymnasio Pernambuco
oode foi plenamente approvado ; julgo de meu
rigoroso dever, commnoicindo-lhe a ntiifigo
que tive pelo resultado do referido exame; tes-
temunhir-lhe o quanlo me acbo grato 4s atten-
goes e desvelos com que V. S. se dignou empe-
nhar-se no eosioo do dito meu filho, o que soe
prslicsr psra com todos os alumnos de aua aula,
como estou informado.
Receba pois V. S. os meus sinceros agradeci-
mentos, permittiodo assigair-me com a maior
coosideragio e particular estima.
S. C 11 de margo de 1862.
Obrigadissimo, amigo e venerador criado.
Josi Pereira Teixeira.
Preamar as 1 h. 30' da tarda, altura 5.8 p.
Baixa-mar as 7 b. 18' da maaha, altura 1,4
Observatorio do aneail de marinha 12 de
margo de 1862.
ROMANO STXPrLX,
1'twj.te.
*!
Ilhi de orna
Ser*PHrf# CMH10
Silva, ttti jrer
Liverpool pela Tarar
capitio Rodrigo Jaoquim
sacar.
ParaPalhabote nacional Santa Cruz, capito
Jos Victoriano da Nevos, carga assucar e ou-
tros gneros.
Nio honveram entradas.
O mesmo qae na sexia-feira.
OIKTAS FARA 'dOKNTES.
S.* 1.
,t ,, Almogo.
Umcaldo At giliaha pan 3 caldos no dia.
Viofid
poriegueta (terca
Csrneiro, carga as-
o ak %
N.e 2.
Almogo.
ngas oa sps
de caldo de ga-
COMMERCIO.
Pracado Recife 12 de
margo de 1862.
\s qualro \ioras da larde.
r.olaces da junta de correto res.
nouveram coiag6ei.
J. da Cruz Mcedo presidente.
John Calasecretario.
Nao
CHRONICAJUDICIARU.
JURY DO RECIPE.
1* SESSAO.
Dia 11 de marco.
PRESIDENCIA DO SR. DR. BERNARDO MACHADO>DA
COSTA DORIA, JUIZ DE DIREITO DA PRlMEIRA
VARA CRIMINAL.
Protnoor publica, o Sr. Dr. Franeico Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Bscrivoo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esleves Clemente.
Advogado, o Sr. Or. Joaquim Jos de Mi-
randa.
As 10 horss da manhaa, depois do toque de
campaiaha e veriflcagao das cedulss, foi feita
a chamada dos jurados, e acharam-Se prsen-
les 40 senhores.
Foram multados erm 20J000cada um dos Srs.
multados nos dias antecedentes e que nao com-
parecern] hoje.
Havendo numero legal o Sr. Dr. juiz de direito
deciarou aberta a sessio.
Boira em julgamento o to Jos Justino do
Neaemento, aecusado por crime de oiTeosas phy-
aicee fettas na pessoa de Manoel de Paiva.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
EM 11 DB MARCO DB 1862.
O banco descoota na presente semana a 10*/
so anno at aprazo de 4 mezes, e a 12 7, al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em coalas correnles
simples e com joros pelo premio e prazo que se
convencional1.
Altaadega,
endlmenlodo da 1 a 11. *160 46&&906
dem do da 12 ....... 29.327*1
189~797028
Movlmento da alfandejKa.
Velames entrados com fazendaa. 20
> i sota gneros.. 292
Velamos tbidos com fazendee..
< > com gneros..
== 312
188
259
-^ 447
Communicados.
Por oecasiao do paasameolo do lllm. Sr. Her-
menegildo Antonio Pinto, gerente da enmpanhia
brasileira de paquetes a vapor, no da 19 do pas-
salo, foi eleito no dia 28, pela assembta geral
dos accionistas da mesma compaohia para esae
importante cargo o Illm. Sr. Francisco da Rocha
Miranda, que interinamente ficou servludo esse
lugar.
Esta nomeagio revella que bem avivada anda
a compaohia nos meios de promover seus justos
e legtimos ioteresses ; por qusnto da boa esco-
Iha desse empregado depende eseeocialmeote a
prosperidsde da empreza.
Oremos que o Sr. Hermenegildo, a quem nes-
ta oecasiao rendemos um tributo sincero, de nos-
sas vivas saudades, (oi mui bem substituido pelo
Sr. Rocha, que oo desempenhode seus deveres,
saber conciliar os interessea da compaohia com
os dojiublico servico : a looga pratica qae tem,
sua eircuoiipecgo, o telo pelos ioteresses da
compsohia, aio ttulos sufficieotes para scredi-
tarmos que o Illm. Sr. Francisco da Rocha Mi-
randa fara uma bella gerencia, a qual, a elle e a
companhia sinceramente desajamos.
W
12 de margo de 1862.
PublicaQoes a pedido.
Para os late da academia de direito
de Pernambuco apreciarem mrito
do Sr. acadmico Arislides de Paila
Dias Nartios
BRAZAO
Do estudale Aritidei de Paula Dias Msrlios,
que deve servir muito 4 sua carta de bscharel,
quando a Olivar da faculdade de direito do
Recife de Pernambuco.
Julgo proceden le a queiza de folha....dada
por Maooel Jos Pereira Pacheco contra Arisli-
des da Paula Das atartios pero crime de injurias
verbaas oao s porque as lestemunhasque decor-
reu do olh* a folha sao contestes esa asaoverar
que o dito Ariatidea declara ter sido procurado
para aer asstssiosdo a mandado do queixoao, e
como as mencionadas palavras conatiluem verta-
deirai Injurias na phrase da lei.porque prejudicam
a reputagio do meamo queiteso a* opiaiSo pu -
bliea.
Portanto condemno o reo 4 quatro mezes de
prisSo e multa correspondente 4 melada do lem-
po, como incurao no artigo duzentos e Urjnta a
dous grao medio do cdigo criminal per concot-
rer a cirenmstancia aggravanle do % 9 do art. 14
do mesmo cdigo, bem assim as custas. Araos,
ty seis demarco de loo!, Antonio Mirle de
Lastro.
Vistos estes autos, depeimeoles das testema-
nhas ailegagoes etc. julgo improcedente a appel-
lagao, porquaote eal4 provaoo pelo depoimeato
das tejtemunhas que o reo ippellaate, impolou o
Deacarregam hoje 13 de margo.
Barca americanaImperador.
Brigue inglezUn lino.
Brigue inglezMeline.
Patacho inglezOriental.
Hiate americanoJulio Aona.
Brigue nacionalGraciosa.
Barca inglezaTrinculo.
Importa^ao.
Hiate nacional Santa Luiia. viudo do Aii,
consignado a Manoel Lope Machado, maoifeatou
o aeguinie i
110 alqueires de sal ; a ordem.
Patacho inglez Vndine, viudo de Terra-Nova,
consignado a Ssuoders Brothers & C, manifes-
t u o seguinte:
2,282 barricas e 175 meas bacalho aos mea-
mos.
Patacho ingles Oriental, i'iao de Terra Nova,
coosigoido a Johnston Paler & C, manifeatou o
seguinte:
1,624barricas bacalho ; aos mesmos.
Brigue inglez Melina, vinda de Terra-Nova,
coosignsdo a Johnston Pater & C, maoifestou o
seguale:
2,091 barricas e 250 meiis bacalho ; aos mes-
mos.
Expor(avo
Do dia 11 de margo.
Escuna ingleza Mttchitf, para o Csnal, carro-
garam :
Krabbe Tom & C, 800 saceos com 4.000 arro-
bas da assucar
Patacho ioglez Quem of sk, para Gibraltar,
carregaram :
Baatos & Lomos, 1,473 ssccos com 8,715 arro-
bas de assacar.
Bsrca ingleza Trinculo, para Liverpool, car-
regaram :
Patoo Nash 4 C 1,700 saceos com 8,000 arro-
bss de assucar.
Brigue fraacez August, para Marseille, carre-
garam :
P. DragOD, 500 saceos com 2,500 arrobas de
assucar.
Brigue sueco Anna, pars Stockholm, carre-
garam :
N.O. Bieber iC, 300 couros verdes com 13,735
libras.
Brigue portugus Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Amorim rmeos, 200 saceos eom 1,000 arrobas
da assucsj.
Patacho portuguez Farto, para o Rio daPrala,
carregarsm :
Amorim Irmios, 400 barricas com 3,124 arro-
bas e 28 librai de assucar.
O jury do sentenga fi composlo dos Srs,, se- espancamenlo, que diz ter so Brido a"o'appellado^
/ essa prova coiroborau* com a coaflasao feita
Francisco Antonio Pereira de IJrito.
Dr. Miguel Bernardo Vieira de Amorim.
Jos Heenqoes Machado.
Maooel Anlooio da Sltv Moreira.
MmooI Ephigenio da Silva.
Caetano Pereira de Brito.
FraBciice Rodrigues da Craz.
/eaqoim A Ivs Moreirs.
Antonio Jos Pestaa.
Antonio f pelo advogadp do appeUaote em suas alegagoea,
fl 22 v. quando diz que o appellaoie oojoctarao-
do, altnbnio ter sido o appellado quem mandan
esbordoa-lo, e attendeodo que o ficto imoutado
comiste o crime de injuria,attodeado a que nao
est prorada acircumstaneii aa fraude manciowrdi
na lenlenji appellada.'.reorme-aneaia narte para
0 um de impor a peni de doui mezes de srieao e
de multa correspondente 4 metido do lemoo.gro
toeflo do O. 7 g 3 combinado com a dlinaai-
Becebedurla de rendas Internis
ajeraes de Peruambueo.
Rendlmentododia 1 a 11. 19:0641016
dem de di. 12......1:3604622
20T424638
Mitaes.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, tendo rece-
nido do Instituto Histrico Brasileiro o offieio
fjue abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorram para rea-
lisago dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quaniiss de que quizerera dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais do dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestarlo de boa vontado a realisi-
gao deste grandiozo fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
so de 28 de outubro de 1861.Luiz fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, ofScial maior serviodo
do secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua'Magesladeo Imperador a
sua immidiata proteceo, resolveu que se levan-
asse nesta corla uma estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva a se erigissa um tmulo digno
de seas p reciosos despojos ; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grali-
dao brasileira, oque devsm transmitor a posieri-
dad as tradigoes gloriosas que se ligam a um
dos grandes \ultos nacionaes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assigoados, membros da commis-
sio a que o Instituto Histrico incumbi tao
nobre misso, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipios do imperio, para
que promovam subsoripees populares entre os
seus munieipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas de povo.
A commissao desojando que todos os Bra-
sileros poisam concorrer para tao patritico
monumento, quaes quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo o o mximo.das quantias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo a n ni versar io na-
talicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva; a
commissao espera que Yv. Ss. se dignem de
coadj aval-a em lio louvaxel empenho, activando
e apressando a subscripto, cujo resultado tei
publicado as folbas diarias d esta capital.
Oeus Guarde Vv. Ss. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. pres lente
e Yeriadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambuco. Euzebio
de Queiroz Coutinho Mattozo CmaraJoaquim
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Bario de MauJos Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique de Beaurrepain Rohan
outor Claudio Luiz da CostaThoraaz Go-
mes dos SantosF. S. Dias da Molla.
. O inspector da slfsndega em obaerva<;9o a
ordem do thesoaro sob o. 71 de 30 de dezembro
marca o praso de 6 mezes contados desla dala
aos proprietarios ou administradores de trapiches
e armazeos alfandegados para se babilitarem e
accom modanm seus cstabelecimeotos a legislarlo
em vigor.
Alfandega de Pernambuco, 24 de Janeiro de
de 1862.
Beno Josi Fernanda Barros.
Copia.Circular n. 71.Ministerio dos nego-
cios da fazenda.Rio de Janeiro 30 de dezembro
de 1861.Jos Hara da Silva Paranhos, presi-
dente do tribunal do thesouro nacional, a vala
do art. 283 do regulamento n. 2,647 de 19 de
setembro de 1860, o qusl determina qae aos tra-
piches e deposito! alfandegados exclusivamente
destinados psra mercadorias estrangeiras que nao
tenham pago direitos de consumo, sao spplica-
veis todas as disposiedes do mesmo regulamento
cooceroanles ao regimem dos entrepostos parti-
culares e mercadoriai nelle depositadas, e bem
assim que quaesquer outros trapiches, armazeos,
ou depsitos ou alfandegados esto-sujeiloi as
disposiedes dos arts. 219, 223, 225, 228, 230 4
232,234, 236 4 243, 246, 247 e 249 4 280: decla-
ra aos senhores inspectores das thesourarias de
fazenda, que lhes campre providenciar, am de
que os da respectivas alfaodegas marquem um
pcaso raeoivel aos proprietarios oa ad ministra-
dores dos estabelecimeotos dessa natureza para
se babilitarem e accommodareso seus trapiebes
ou armazeos a legislado em vigor, sob peoa de
ser-lhes cassado a autorissQao para receberem os
sobredilos gneros em deposito, observaodo-se
tambem por parle das alfaodegas, deade j, lado
quinto em rela;ao sos referidos esiabelecimen-
tos se acha proscripto oo citado regulamento, e
poder ser executado independen te meo te de pra-
se.Josi Maria da Silva Paranhos.
O Illm. Sr. inspector da thesouriria.pro-
vincial, em cumprimento da resolucio da junta
da fazenda, manda fazer publico, que le contrita
por tempo de Ires mezes, a contar do 1* de abril
prximo viodouro, o foroecimeoto de ilimeoti-
;ao e dietas dos presos pobres da casa de deten-
;io, a saber :
ALUMEKTAC.A0.
Domingo.
Almoco.
1 pi de tres ongis.
Jantar.
Um quarlo de galioha cosida*
Ouaa oocjs de arroz psra eaoja.
Lenbs, sal e vinagre.
N. .
O mesmo que oa dieta o. 2.
Jantar.
O mesmo da dieta p. 2.
E maia :
Um quarlo de galinlia assada.
Um pfio de tres onca.
Leona e sal.
N 4.
Almoco.
Duas oitsvaa de cha da indis,
Um pao de tres oocas. ,
Duas oo;ss de assacar. .
Lenha.
Jantar.
Uma libra de carne verde.
Um dcimo de farinba,
Lena e sal.
N.9 5.
Almoco.
O mesmo da dieta n. 4. m
Jantar.
Uma libra de caroe assads.
Quatro ooca de arroz.
Um pao de trea oncas.
Lenha eaal,
As pessoas que quizerera contratar dilo for-
oecimeoto, apresentem as suas propostas em
cartas fachadas.no dia 20 do correte, na mes-
ma tbesouraria, pelo mfio dia, onde eucontra-
rao as eondices com que deve ser elTectaada a
arrematado,
afflxar o prsenle
de Per-
Conaalado provincial.
Randimentodo dia 1 a 11. 28:427597
dem do dia 12......: 2:056*119
t
30.4831716
Movimenlo do porto.
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Francs.
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1 bnga de caf.
t ditas de assucar.
Jantar.
1 libra de carne verde.
1 onca de toucinho.
1 dcimo de farinba.
Leoha e sal.
Segunda-feira
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
O mesmo que no domingo.
Ttrca-ftira.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jiotar.
O mesmo qae oo domingo.
Quarta-feira.
Ai mo;o.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de carne secca.
Uma ongs de toucinho.
Meio dcimo de feijlo.
Um dcimo de farioha.
Lenha e sal.
Oainta-/ieira.
Almogo.
O meamo que no domingo.
Jantar.
O meamo que no domingo.
Sitttaftira.
Al mojo.
O mesmo que no domingo.
Jantar.
Meia libra de bacalho.
Meio dcimo de feijio.
Um dcimo da farinhi.
Dum oltavas de aaeile.
Uma oki de vinagre.
Leona Jsai; l--
\
E para constar se mandou
e pnblicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial
nambuco,7 de margo de 1862
O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Pela ihesouraria provincial se faz publico,
que a arrematarlo ds renda das casas do patri-
menio dos orphos, foi transferida para o dia 13
do corrente.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de margo de 1862.
O secretario
i. F. d'Annunciago.
Em praga publica do juizo dos feites ds fa-
zenda desta proviocia se ha de arrematar a quem
maia der os baos seguales :
12 cadeiras de Jacaranda com aiseoto depilhi-
nbs avahadas por 9t>g.
1 sof de Jacaranda avaliido por 25#.
2 cadeirai de balango de Jacaranda avahadas
por 30.
12 cadeiras americanas avaliadis por 60$.
Uma commoda de amarello por 208.
Uma mesa redonda de amarello por 15$.
2 espelhoscom molduras doursdss por 20$.
2 bancas de amarello por 209.
5 linternas por 259.
1 candelabro pan 3 tuzes com o p de bronze
por 309
1 piano de Jacaranda por 200$.
4 soleiras de pedrs para porlas por 209.
4 pedras para viveiro por 209.
20 alqueires de cal por 89
2 canoas grandes de conduzir fijlos em bom
estsdo por 200$.
Uma caooa pequea de carrera em mfio estado
por 309.
Uma canoa para cooducgo de familias em bom
estado por 1-209-
Uma canoa de um s pao por 8O9.
Um sitio na travessa dos Remedios n. 15 com
uma pequea casa de pedra e cal, duas em ca-
xio, quartoi fora, quintal murado, cacimba, aento
e tanloa pea de coqueiros, diversos arroredos de
fructas ; tendo 1,500 palmos de freo te e 300 de
fundo, com mais duas olarias de pedra eeal com
2 foroos, 3 quartos, uma cozinha fora com duaa
salas, 2 quartos e oulro fora, estribara e viveiro
principiado, por 10:0009.
Um terreno no largo dos Remedios com 85 pal-
mos de frente, e fundo al a camboa avahado por
2009.
Oulro terreno na Torre, tendo 100 palmos de
frente e 800 de fundos por 600|.
Cujos bens foram peohoradoa por execugao da
fazenda provincial contra Jos Marcelino Airea
da Fonseca.
O eogenbo denominado Peres, com casa de vi-
renda, caldeiras de purgsr, seozala, duas peque-
as casas de guardar bagago com 3 cuas para la-
cadores por 16:0009.
Cujo engenho foi penhorado por execugao da
mesma fazenda contra Manoel Josquim do Reg
e Albuquerque, como Mador do referido Jos Mar-
celino Alves da Fonseca.
O escravo Jos, Congo, com 58 annos de Jad,
sadio, do servigo do campo por 3009.
O escravo Marcelino, Angola, com 38 annos de
idade, ladio, do servigo do campo por 6OO9.
O escravo Francisco, Mozambique, com 39 sa-
nos, tendo ss pernas irchiadas, do servigo do
campo por 5009.
A escrava Maria, Aogico, com 38 annos de ida-
de, ladi, do servigo do campo por 6009.
Cujos escravos foram peohorados por execu-
gao da fazenda provincial contra Francisco Los
Caldas.
Os pretendeotes podero comparecer na sala
das audiencia! no dia 13 do corrente as 10 horas
do dia.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico para coohecimento
doi intdreisadoa o art. 48 da lei proviocial n.
510 de 18 de junho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia liza
dos escravos comprados em quilqver lempo an-
terior a data da presente lei independente de re-
validagao e mulla, uma voz qae os devedores
actuaos dealeimpoato, o fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, es que nao o zerem flcirao
sujeitos a revalidado e mulla em dobro. sendo
um tergo para o denunciante. A ihesouraria ia-
r annuociai por edital nos primeiros 10 das da
cida mez a prsenle disposigao.
E para conatar le man Jou afflxar o presente o
publicar pelo Diarto.
Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de julho de 1861.
O lecretario,
A. P. da Aisumpgic.
O Illm. Sr. ioapector da ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem o Exm. Sr.
presideole da proviocia de 15 do correlo, man-
da fazer publico, que 00 da 13 da margo prxi-
mo viodouro, peraota a junta di fajeada da mei-
ma ihesouraria, se ha de arrematar a quem mais
der, o imposto de 10 por cont, sobro a renda dos
terrenos oceupados pelo planto do capia 00 mu-
nicipio do Recife, avallado em 3:000#000 por
000.
A arremilagao ser feita,pur tempo da 33 me-
zes, 4 contir do 1* de outubro de 1061 a 30 de
junho de 1864
As pessoas que se propozerem a esta Affflm-
ligo, comparegim na lata das seas>a &FWU'
clonada junta, 00 lupridite di
competentemente habililadu^ai
E para constar so j... o orea*ote o
publicar pelo Dior*.
Secretaria da
imbuu, zS de ^
'er-
111 C
l\/r-|
l
-si a prazo marcado pin o
de eilabelicimeotos do
e o ultimo de margo viodouro, o
nao patarata dentro do prizo mir-
sujeitos a respectiva multa.
manrckpal do Recife, da fevare-
r, ioiqafm TafitM Ro-


DIARIO DE PERNAMBCO ^ QUINTA FURA 13 DE MARQO DE 1861.
Declaraos.
A thesouraria provincial Un de comprar
01 objectoa seguinles, para a enfermara da caaa
de deteoco:
80 camiaea de linho, pra 0I doeotei do com-
primeoto de o 1/2 palmos.
40 lencei de linho de 6 palmos de largura e
10 de comprmeme *
40 ditos de algodo, idem idem.
uVdoC"r*<,er" de 0bre COin 10 plegadas em
Qoem quizer vender laea ob]ectos aprsenle as
seas propostas em cartas (echadas, oa mesma
tnesouraria, no dia 13 do correte, pelo meio da.
becretana da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 10 de marco de 1862.O secretario,
A. r. da Annunciaco.
Conselho de compras navaes.
Nao tendo-se effectuado boje o contrato de
fornecimenlo de carne de vacca salgada, no tri-
mestre prximo de abril a junbo, dos navios da
armada e estabelecimenlo! de marioha, manda o
conselho aos que quizerem faze-lo sob as coodi-
Coea do estillo, a apresentarem suis proposlai
am cartas fechadas no dia 15 do correte mez at
as 11 horas da manha.
Sala do conselho de compras navaes em 5 de
marco de 1862.O secretario.
Alezandre Rodrigues dos Aojos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimenlo
do arseoal de guerra lem de comprar os objectos
seguiotes :
Para o hospital militar.
2 oocas de assucar de leite.
4 libras de assucar candi.
12 algalias inglezas sortijas.
2 libras de amendoas doces.
2 libras de barbante torcido.
12 borrachas pequeas.
8 libras de cevada.
4 oocas de caxomilha.
1 Cherooviz-formulario da ultima edico.
' grozas de caixas pata pilmas,
2 capsulas de porcelania sortidas.
1 libra de folhas de estramonio.
8 libras de folhas d seme.
2 libras de lios de edr para amarrar garrafas.
4 libras de noz de galhas.
2 libras de herva cid reir.
16 libras de man coinmum.
6 garrafas com mel de abelhas de 2 libras cada
urna.
1 onca de aaolonioa.
10 libras de oleo de amendoas doces.
10 cadernos de papel de cores surtido.
2 resmas de papel azul para embrulho.
2 resmas de papel de Holanda pautado marca
grande.
1 onca de seoteio espigado.
21 vidros grandes de salsa parrilha de Bristol.
1 thosoura para cortar papel.
2 esoadas de vinho branco.
200 saoguesugat (baroburRuezas).
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
suas proposlss era carta fechada na secretaria do
conselho administrativo, no dia 21 do correte
s 10 horas da manha
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para forneciraento do arsenal de guerra, 12 de
marro de 1862.
Benlo Jos Lamenha tus,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimeoto
do arseoal de guerra, lem de comprar os objectos
seguinles :
Para o provimento dos armazens do arseoal
de guerra.
rame de lato o. 10, 2 arrobas.
Folhas de Fraudes marca l\. 4 caixas.
Folhas de dito marca IX\, 4 ditas.
Folhas de dito marca IC, 2 ditas.
Sola branca carrotiada, 40 raeios.
Para a provincia do Rio Grande do Norte.
Carrosa americana com seus perteoces para ubi
ou Jous aoimaes, 1.
Barricas de cernelo romano, 8.
Pora o hospital militar.
Cbioella, 50 pares.
Para a fortaleza de Tamaodarc.
Mastro para bindeira, 1.
Para a cavallaria de 1' linha.
Aparelhos de limpeza, 27.
Para a companhia de apreodizes menores do ar-
senal de guerra.
Cafeteira de n. 5, 1.
Chocolateira grande, 1.
Para o 10 batalho deinfantaria de liuha.
Vasos de limpeza, 13.
Quem quizer vender taes objeclos aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 21 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 12 de
mar^o de 1862.
Btnto Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao arl.
22 do regulamento de 14 da dezerobro de 1852,
faz publico que foram aceitas ai propostas dos Srs.
abaixo declarados.
Para o presidio de Fernando de Noronha.
Guimares & Oliveira.
12 livrosde papel meia hollaoda pautado, sen-
do : 1 de 100 folhas 5000 rs. cada un, 4 dilas
de 150 folhas 7;&000, e 4 ditos de 200 folhas
'.1*000 rs.
Para o fardameolo dos corpos das guarnieres
d'esla provincia, da Parahyba.do Rio Urande do
Norte e do Cear.
Manoel Antonio Camargo.
322 botes grandes de metal amarello com
letra C, e 18i ditos pequeos do mesmo metal e
com a mesma letra C, lodos 120 ris cada um.
Joo do Coulo Alves da Silva.
300 vassouras de junco com cabo 440.
Jos Rodrigues da Silva Rocha.
300 vassouras de palha de carnauba com cabo
160.
Joo de Oliveira Leite Souza.
30 meios de sola de lustre meio lUpooo.
U conselho avisa aos meamos seohoresque de-
vem recolher os objectos comprados na secreta-
ria do cooselho as 10 horas da manha do dia 14
do correle.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 12 de
marco de 1862.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegacia do Recife se faz publico
que tora appreheodido em poder de um menor
que andava vendendo, 1 cordo de ouro com urna
moeda tambera de ouro, 1 Gga de dito, 1 dita e 1
buso encastoado em ouro : quem se julgar com
direito aos ditos objeclos, comprela nesta sub-
delegacia, que provaodo, Ihe sero eotregues.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria de tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que a sociedade que
cesta praca existi sob a razo de Miranda & Mel-
lo, foi dissolvida pelo papel accordado por elles
em 27 de fevereiro do presente, passsndo o eata-
belecimenlo soci-1 com todos os encargos a per-
teocer ao socio Miranda, que embolsar ao oalro
dos seos feudos e lucros, na importancia de
9:548*102.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 7 de marco de 1862.
Julio Guimares, oOicisl-maior.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que nesta data foi lan-
zado no competente registro o dislralo social da i
Irma Silva & Santos, celebrado por eicriplo par-1
ticular por elles assigoido em 1." do corrente,
estabelecendo-se que a liquidscflo do activo e
passivo da extincu sociedade (icaria a cargo do
ocioJoaquim Francisco da Silva Jnior, que
usar da dita firma com o addilivo em liqaidaco
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 7 de marco de 1862.
Julio Guiojiraes,
Ofilcial-miior.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para fornecimenlo
do araenal de guerra tem de comprar os objectos
seguinles :
Para o hospital militar.
50 barretes de la.
50 pares de meias de la grossas.
2 jarras grandes de barro.
6 paoellas de ferro com lampa, sendo 2 de 10
gales, 8 de 8 e ama de 6, forradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo urna menor de 8 gales e
oulra de 6, forradas de porcellana.
400 lences de brim de 2 palmos e 10 palmos
de comprimento.
20 camisolas de brim com 6 palmos de com-
primento e 8 ditos de largura.
200 fronhas de brim com 4 palmos de compri-
mento.
100 guardanapos de brim com meia vara de
comprimento.
Para o presid* de Fernando de Noronha.
4 caixas cora sedas.
250 meios de sola.
100,000 lachas para salios de gaspiar.
5 torquezes.
100 vaquetas.
20 pares de formas forradas de ac.
1 arroba de fio de sapateiro.
500 couros de cabra.
10,000 brochas.
Para provimento do armazem deste almoxarifado.
20 duzias da taboas de louro de astoalho de 12
a 16 pollegadas de largura e 26 a 27 palmos de
comprimeolo.
10 duziaa de lapis.
10 grosas de penoa de ac.
5 lences de chapss de ferro (bom) e qu lenha
de 24 a 30 libras cada um.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horaa da manha do dia 19 do
correle mez.
Sala das sessoes do cooeelho administrativo
para fornecimenlo do arseoal de guerra, 7 de
marco de 1862.
Sent Jos Lamenha Lins,
Corooel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Corouel vogal secretario inlerino.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Saneado 15 de marco de 1862.
Terceira representarlo da companhia dramtica,
e juntamente da companhia arcrobal.
Grande e variado livertimento.
Logo que a orchestra liver executado urna de
suas ouverturas. dar principio ao espectculo
que ser dividido pela maoeira seguinle :
Primeiro quadro.
Represeutar-seba a lida comedia em um acto:
A DAMA DOS CHAVOS BRAMOS.
rsasoHMHfs. Aero es.
Auastacto....... Meodes.
Emilia sua mulher..... U. A. Chaves.
Ballhazar seu lio...... Thomaz. \ *
Lamilla mulher de Ballhazar. D. Jesuioa.
Domingos galego..... Lisboa.
Josepha. criada...... D. Carmella.
A aeco passa-se em Lisboa na aclualidade.
Segundo quadro,
OS DOUS TRAPE/IOS.
Lxeculados pelos dous joveus Alberl eHyppo-
lito, onde se ver a grande agilidade e torga
muscular de que sao dotados ditos jovens.
Terceiro quadro.
AS PYKAMIDES DO EGYPTO.
Pelo joven Alberl, terminando pelo equilibrio
ruis dificultoso que tem sido exerutado em to-
do mundo e nico por elle no Brasil.
Quarto e quinto quadros.
AFILII.ill.V DO BAfiiO.
Sexto quadro.
Aracaty
Sahe com muila brevidada par o Aracaty o
bem conhecidoe veleiro hiate Douslrmos por
ter j parte de seu carregamento; para o resto
trata-se com o mestre no trapiche do algodo,
ou no armazem de cabos de Caetano C da Costa
Moreira & Irrao, ao lado do Corpo Santo.
Para o Rio Grande
do Sul
egue com toda a brevidade por ter quasi lodo o
seu carregamento promplo, a barca Malhilde,
aiada pode receber algumaa barricas a frele : a
tratar no escriptorio de Manoel Alves Guerra, ou
com o capilo Pinto.
Baha.
O hiate Sania Rila, sogue em poucos das, re-
cebe alguma carga a frele : trata se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Cor-
po Sanio o. 6.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muila brevidade o brigue
escuna Joven Arthur, tem parte de sen carre-
gamento promplo : para o resto que Ihe falta,
trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, no sen escriptorio tua
da Cruz n. 1.
f ara Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
com muila brevidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenias, capito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parle de
seu carregamento promplo : para o resto que
Ihe falta, irala-ae com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Para a Baha
A veleira e bem coohecida escuna
Carlota i> pretende seguir com muila
nacional
brevida-
de, lem parte de seu carregamento promplo : pa-
ra o resto que Ihe falta, trata-se com os seus
consignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
S C, no seu escriptorio ra da Cruz o. 1.
t ..,*'', \,
COMPANHIA BRSILEIRA
DE
rMfjuif ES A Wfi>8.
Dos portoa do norte espralo at o dia 17
do corrente o vapor nacional Apa, commandan-
te o primeiro lenle Alcanforado, o qualdepois
da demora do cosiume seguir para os portos do
sul.
Desde j recebem-se passagoiros, e eogaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada.dinhei-
ro a frele e eotomm<>udas al o dia da sabida s
2 horas da larde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C
ra o Rio de Janeiro tocando na Babia; para paa-
sagens ele. trata-se na agencia ra do Trapiche
n. 0.
Leiloes.
CoDtinuacao do leilao
DE
MOVIS
Sexta-feira 14 do corrate.
O agente Cosa Carvalho nao podendo acabar
com os movis exisleotes em seu armazem silo
na rea do Imperador n. 35, levar de novo a lei-
lao no da cima designado aasim como diversos
livros de msica modernos e de rojio e tambera
previne pela segunda vez aos senhores que tive-
rera objectos era seu armazem de os vir retirar
at o da do leilao do coolrario serio vendidos
pelo maior preco offerecido e nenhuma reclama-
co ser attendida.
LEILAO
DE
Toucinho e milho.
O agente Pestaa vender em leilao por conla
e risco de quem perteocer 50 barris com excel-
lenle toucinho muito novo o 100 saceos com mi-
lho desembarcados ltimamente : hoje 13 do cr-
rente pelas 10 horas da manha no armazem do
Sr. Annes defronte da alfaodega.
LEILAO
DE
^^
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
frAflOTISS & WDl.
I.' esperado dos portos do sul at o dis 28 do
correle um dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do cosiume seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e eogaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual deve-
r ser embarcada no dia de sua chegada, eo-
coramendas e dinheiro a frele at o dia da sabi-
da as 2 horas : agenci ra da Cruz n. 1, escrip-
torio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
A rOI.KA IMPERIAL.
Dansado por mademoiselle Caroline
Alberl,
e o joven
Stimo quadro.
Represeularo
aclo.
da divertida comedia em um
Salsa parrilha
Sexta-feira 14 do corrente.
O ageote Pestaa vender em leilao publico
por conla e risco de quem perteocer iO rolos com
salsa parrilha muito nova desembarcada esta se-
mana, em lotes a vontade dos compradores: sex-
ta-feira 14 do correle pelss 11 horas da manha
no armizeni do Sr. Aolunes Guimares, no For-
te do Mallo.
DE
Duas tabernas.
SEXTA-FEIRA 14 DO CORKENTE.
O agente Pinto far leilao i requerimento do
leslameoteirn e inventarenle do lina Jo Antonio
Jos Pereira Ermida e por despacho do Ulm. Sr.
juiz municipal da seguods vara, s 11 horas em
ponto, da taberna da ra Imperial n. 144, e
1 Iiom da tarde, da taberna da roa das Cinco
Ponas n. 144.
LKILAB
l'K
Minha Sogra,
Pela companhia dramtica.
Oitavo c ultimo quadro.
OS JOOS OLYMPICOS DOS AMIGOS
ROMANOS.
Kxecutados por Honorio Freir, Ferreira, An-
tonio, joven Alberl, o mademoiselle Caroline.
Principiar s 8 horas.
Corridas ejogo dos anneis
sobre mallos demadeira.
Caes Viutc e Dous de No-
vembro n. 12.
Previne-se ao publico que este brinquedo s
ter lugar daqui por dianle nos domingos, tercas,
quintas e sabbados, de 4 'J horas da larde.
Desejando muitas familias o collegiaes ircm
ver esle diverlimeolo, o proprietario resolveu re-
servar os oulros diaa para easas classes ; poden -
do, caso hja prevengo, estar aberto durante o
dis inleiro.
Os btlheles de entrada acham-se venda na
ra do Trapiche n. 2, holcl do Pierre Puech.
Atsos martimos.
Rio de Janeiro
O bem conhojido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com muila brevida-
de, lem a bordo parte de seu carregamento ; para
o resto que Ihe falla, trat.i-se com os seus con-
signatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo &
C, no seu escriptorio ra da Cruz o. 1.
Rio Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro.
A barca nacional Carioca recebo carga para
ambos os portos : trata-se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo uu-
mero 6.
Janeiro.
O brigue Joven Candido segu com brevida-
de por tor meio carregamento tratado : para o
resto trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo ji. 6.
Companhia Pernambucana
Para satisfazer os ioleresses commerciaesenlre
esta e a provincia de Alagos lero-se resolvido
dar tres, em lugar de duas viagens mensaes, na
linha do sul pelo que de ora em diaote, sahiro
os vapores desla companhia a 5,15 e 25 de cada
mez tocando n3s viagens de 5 e 25 as diversas
escalas, e na de 15 seguindo em direilura.
Macei em direilura.
Sabir no dia 15 do corrente o vapor Persi-
nunga, coromandrnie Moura. Recebe carga at
a vespera ds sahida, cncommendas, dioheiro e
passagens at 15 ao meio dia : largo da Asiem-
bla n. 1.
25 saceos de feijo
mulatinho
O ageote Pestaa vender por conla e risco de
quom pertencer de 25 saceos de feijo mulatinho
chegado ltimamente, o qual ser vendido em
lotes a vontade : quiola-feira 13 do correle u
10 horas da manha na porta do armazem do Sr.
Annes, defroote da alfandega.
V, LEILAO'
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Pinto far leilao de urna parle do
sobrado de um aodar sito no pateo do Terco (em
solo proprio) s 10 horas do dia cima mencio-
nado, em seu escriptorio ra da Cadeia n. 9, on-
de se dar qual]uer intormaco a respeito da
mesma casa.
LEILAO
Quarla-feira 12 do corrente.
O agente Costa Carvalho fara' leilao
uo dia cima de todos os moveis que se
acharem presente em seu armazem co-
mo sej a m : cadeiras, sof.t, marquezas,
guarda roupas, carteiras e urna burra
e oulros muitosobjectos queestaro p-
senles no acto do leilao sem >-escrva de
prec/) algum para liquidarlo, pois pre-
tende acabar com o armazem e os se-
nhores que tivercm objectos no mesmo
tenha a bondade de os vir retirar nes
tes dias do contrario setao vendidos so
correr do martello, as 10 horas em pon-
to do dia cima designado.
LEILAO'
GHiom
do Brasil e Portugal.
30 Ra Mootholon Paris.
A proprielaria deste estabelecimenlo recom-
da encarecidamente aos Illms. Srs. viajaotesi
portaguezes e brasileiros, que tenbam de vir no
corrente anno a esta grande e bella cidade de
Paris, de honraren) sen bello eatabelecimento pa-
ra o que nao se tem poupado em aformozea-lo
com ricos moveis em todas as salas e qeartos,
como tambera toda a casa se acha forrada de ta-
pete, cortinados novos em todas as jaoellas eca-
mas ; finalmente em ludo foi obrigada a faser
urna reforma geral, alim dos Srs. hospedes lerem
lodas as commodidades como se faz preciso, e
oio como se achavam mal servidos no lempo de
sua antecessora madame Schorou.
O. estabelecimenlo lem o numero de criados
e criadas necessarios para de prompto os hospe-
des serem servidos no que possara precisar ;
igualmente lam boos cosinheiros sendo a comida
a porlngueza e franceza a vontade dos mesmos
senhores ; hivendo tambera no mesmo estabele-
cimenlo quem falle o portuguez, como tambera
Interpretes para mostrar os monumentos desta
capital e fora della aos Srs. viajaotes. O esta-
belecimento tem para mais de cincoenta quartos
como tambera differentes salas para familias es-
tarem vontade e com independencia ; sendo
lado por precos razoaveis como observaro oa
mesmos Srs. viajantes.
A proprietaria,
Madame Julia.
Aluga-se urna casa terrea na Iravessa dos
Quarleia (outr'ora ra do Senhor Bom Jess das
Crioulas) : trata-se na ra Dimita n. 8.
A. K. Jones e B. B. Bolf, subditos ingle-
res, retiram-ae para Inglaterra.
Perdeu-sa um w.\) bilhete da 1.* parle da
1.a loteria concedida a beneficio da matriz Taqua-
ritinga da n. 581, o qual pertence a Jos Fran-
cisco, morador uo lugar do camioho da Cruz de
Almas, indo para Beberibe, assim como urna me-
dalha do metal : roga-se ao Sr.. thesoureiro da
loteria que nao pague dito bilhete seno ao an-
nuncianie.
KfiM9MSMSI6-MfiMSaiS eMNBMSK
SI** iBVfV w^iWWmWtfm ** WffBt
j Saques sobre Portugal, m
O abaixo assigoado ageote do banco O
Mercantil Porluense nesla cidade, saca 9
elfectivamente por todos os paqieles so- A
bre o mesmo banco para o Porto e Lis- V
bos, por qualquer somma avista e a pra- 1
zo, podendo logo os saques a prazo se- 1
I rem descontados no mesmo banco, oa ra- 1
* zo de 4 por ceotoao anno aos portado- *
rea que assim Ihe coovier : as ras do mk
Crespo n. 8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Caalro.
Ww^aT iw -jw Mkvajr VTITV ITjinR VTT^ cmV HBWtt*|
Sala.
Aluga se a parte da frente do segun-
do andar da casa n. 26 da rir da Ca-
deia do Recife, propria para Iioinem
solteiro : a tratar na loja da mesma casa.
O abaixo assigoado correspondente dos cur-
raos de matar peixe, desde a ilba de llamarac
al a barra de Goiaona, participa que, emquanlo
os ventos durarem para o norte lem peixe todos
os dias s horas da mar ; assim como se demo-
rar urna hora com elle em casa a espera daquel-
las pessoas que o queiram procurar, e passado
este lempo seta vendido aquellas pessoas que o
queiram comprar para o distribuir por esta cida-
de, visto ser um genero que nao pode soffrer de-
mora : a tratar em Fora de Portas n. 31. Do-
mingos da Bosa.
Precisa-se de urna senhora de idade, que
d liador sua conduela, para (azer companhia a
urna sonhora viuva, e com pouca familia, sem se
incumbir de cargo algum oneroso, dando-se-lhe
bom tratamenlo e boas accoramodaedes : quem
se julgar neste caso, procure ra Direila u. 82,
que se dir quem precisa.
Edward Evans, subdito inglez, retira-se pa-
ra a l'.uroiia.
Precisa-se de urna ama foria ota escrava,
que saib engommar, timbera para ensalmar al-
guma roupa da menina : dirija-as a ra Augusta
n. 81, ou anouncie por este Diario
Joo Castro Guimares, Brasileiro, segu
para Europa. f
O Sr. Barrrsb Elias Calheiros da Bosa, tem
urna carta e documento ; na prac,a do Corpo San-
to n. 25.
Ama.
Ufe
C0IPAM BUCAIU
DE
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Uio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do norte de sua escala al
a Granja no dia 14 de maceo as 5 horas da larde.
Recebe carga al o dia 13 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e dinheiro a frele al o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mallos n. I.
- O brigue francez Augusto de pri-
meira classe, pretendendo sabir breve
para Marse.ille, recebe passageiros para
os quaes tem excellentes commodos: a
tratar na ra do Trapiche n. 9.
Para
Rio de Janeiro,
a barca oaciooal Amelia pretende seguir com
muila brevidade, tem parle de seu carregamento
a bordo ; para o resto que lbe falta, trata-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio. ra da
Cruz d. 1.
(dDUPAillJl
DAS
Messagenes imperiales.
Al o dia 16 do correte espera-ie da Europa
o vapor francez Navarrt, eommandante Vedel,
o qual depois da demora do cosiume seguir pa-
QUINTA-FEIHA 13 DO CORRENTE.
O agente Piolo far leilao por conla de um es-
Irangeiro que retira-se para a Europa, de um
piano novo do" melhor fabricante, urna mobilia
de faia, urna rica secretaria, mesas, marquezas,
cadeiras e oulros objectos existentes no armazem
da ra da Cadeia n. 14, onde se eilectuar o
leilao.
Principiar s 10 horas.
Aysos diversos.
Resumo
de geographia do eoiniiiercio,
pelo Dr. Manoel de Figuei-
ra Faria.
Acaham le sabir impressas as duas
primeiras formas deste compendio, que
tero entregues aos Srs. assignantes, na
liviaiia ns. C e 8 da pra<;a da Indepen-
dencia. Os senhores que ainda nao as-
signaram queiram alii dirigir-se para
esseim.
Aluga-se os primeiro e segundo andares da
casa n 27 na ra do Amorim a tratar na mes-
ma ra n. 46.
D-re 700J a premio sob hypolheca : na
loja de cera da prara da Boa-vista, se dir
quera d.
Francisco A. da Silva, subdito Portuguez,
vai ao norte, cobraocas.
Quem precisar de um caizeiro que lenha
pralica de fazendas ou oulro qualquer negocio,
dirija-se a ra eitreita do Bosario loja de miu-
dezss n. 18.
Erasmo los de Mello, Portogiez, vae
Europa.
Na ra da Imperslriz n.20, primeiro andar,
aluga-se um crioulo chegado ha pouco da crte,
frerito copeiro e excedente alfaiate, homem j de
Jade madura, e por coosequeocta bastante ha-
bilitado para o servico de qualquer casa de fami-
lia ou rapaz solteiro.
No becco das Crioulas n. 5 eiisle urna mu-
lher con leite que se propoe a criar
Precisa-se de urna escrava une seja perfeila
cozinheira, e para ruis servicos de casa, adver-
lindp-se que seja fiel ; para a ra do Queimado
.i. 46, loja de Goes & basto.
Acha-se exposla as noiles a milagrosa Se-
nhora das Kronteiras em sua igreja da Estancia
para os devotos que queiram a ella recorameo-
dar-se, am de serem iseroptos da peste reinan-
te ; desceu de seu altar para o cordo da igreja, e
assim de mais perlo poder ouvir nossas preces
Os fiis devotos da Capunga, Manguinho. Passa-
gem e Camioho Novo, corram all a depositaren)
em seus ps o sculo d'smor a lo prodigiosa
Senhora, Me benigna de Misericordia.
Prccija-se de urna ama para o servico de
urna casa estrangeira de pouca familia ; fallar
na ra Velha n. 71.
Sexta-feira, 14 do correle, linda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz dos orpho, ser arrematado
por venda um sitio dn Ierras foreiras, com casa
de pedra e cal, em mo estado, ocimba de pe-
dra e ral, bastantes arvoredos de fructo, baixa
para capim e Ierra para planlaco, avahado por
I.GOOJ, por despacho do juiz pa'ra pagamento do
credor hypolhecario e commeodador Joo Pinto
de Lemos cootra os herdeiros de Joo Baplisla
de Souza Lemos.
GratificacOe
Escfavo fiujido.
Anda fngido ha 6 dias o mualo Marcelino, es-
crivo do A. Q. dos Santos, lem de 20 a 22 anoos
de idade, cor clara e cabellos corridos, rosta re-
dondo, pouca ou quasi nenhuma barba, corpo
reforcado, e ps grandes; lem sido visto em dif-
ferentes ras desla cidade : quem o oegsr o levar
ra do Imperador o. 75, escriplorre, ou mes-
ma rea n. 41, junio a loja de louca vidrada, ser
recompensado.
- Precisa-se de 6009 a premio de 1 al 1 1|2
por cento, com hypolheca em urna casa nesta
praca que rende 159 Por mez : quem quizer au-
uuncie para ser procurado.
Os Srs. Ivo Marlios de Alraeida, Anaslacio
Pires de Almeida, lenham a bondade de dirigir-
se a ra do Crespo u. 17, a negocio
Grande hotel central.
Lisboa.
Este estabelecimenlo, consideravelmeoU aug-
mentado, e completamente mobilbado do novo,
rivaliaa com os primeiroi hoteis da Enropa, pelo
seu conforte e excellente servico.
Tem magnifica vista sobre o Tejo, e commodos
especiaes ao alcance de todaa as bolsas.
Oa empregados do hotel fallara as linguas por-
tugueza, franceza, tngleza e allema.
O hotel tem tambem caf e restauranl a la car-
ie, banhos, salo de leitura com oa joroaea quo-
tidianos do paiz, e muitos dos eitraogeiros.
Tero embarcarles especiaaa para passeios so-
bre o Tejo, ecarros para Cintra, Mafra, etc.
Como oa aenbores passageiros vindos directa-
mente do Brasil, teem de fazer quareotena no La-
zareto, podem dslli, quereodo, prevenir-se, dan-
do suaa ordeos (pelo correio diario do Lazareto
para Lisboa) ao proprietario do hotel. Os aenbo-
res viajantes encontrarlo no hotel todos os ea-
clarecimentos de que precisarem e empregados
para o sevico de sua bigagem.
Attenco
O abaixo assigoado aotigo profesior particular
da lingaa ingleza julga conveniente fazer-te
lembrar aos seus numerosos amigos e coobeci-
dos, e para que em coosequencia de terem per
aqui apparecido alguna novos concurrentes nease
ensino, nojulguem que elle deixa decootinaer
a exercer a sea profisso. Elle ainda continua
a leccionar particularmente dita lingua pelo ava-
lenta de Olendorff, o qual ioconteslavelmenle
o melhor que tem at hoje sahido do prlo ; tan-
to assim, que o nico actualmente adoptado
nos principies collegios da Europa pira o eosinn
de diversas linguas eslrangeiras, pois est conbe-
cido que os quatro di lloren tes exercicioa que o
discpulo c obrigado a fazer ao mesmo lempo,
isto ler, traduzir, escrever e fallar, coocorrm
muilo sem duvida, para facilitar o seu aperfei-
coamenlo. O mesmo professor loma aliberdade
de fazer tambem lembrar, que foi elle o primei-
ro que lecciooou nesta provincia pelo referido
methodo a lingua ingleza, assim como aida mo-
ra na mesma ra da Gloria n. 83.
Geo Q. Marlher.
O abaixo assigoado lem eslabelecido netU
corte urna casa de coosignaco do escravos ladi-
nos, remessados das provincias do norte e sul do
imperio, para aeram vendidos aqui conveniente-
mente, e segundo as ordeos de seus donos. so
as condices geralmenle sabidas. Comprometie-
se tralar bem dos mesmos escravos, e ompregar
o possivel para que aejam em breve vendidos
com vanlagem ; por isso que o mesmo abaixo as-
signado se acha relaciooado com as prineipaes
casas de commisso nesla corle, e munido de
boos agentes, j lendo recebido eocommendasde
muilos fazendeiros abastados quo precisam de
bracof. Aos referidos escravos deverio acompa-
nhir as precitas procuracoes bastantes e cartas
de ordeos com direceo ra do Pasmado, en
Bolafogo, casa n. 26. Rio de Janeiro 3 de feve-
reiro de 1862.
Joaquim Pereira Xavier de oliveira.
SOCIEDADE
TOO (FCENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
I.in Pernambuco.
Oe contormidade com o artigo 32 sao convida-
dos os aenbores socios para a sesso de aasem-
bla geral no da 16 do correte s 10 horas da
manha.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dm
Artistas Selluiros cm Pernambuco 12 do marco
de 1862. ^
Joo Jos Leite Guimares.
1. secretario.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Pot ordem do Ulm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao pela terceira vez convidados oa
senhores accionistas a raunirem-se em sesso
extraordinaria de assembla geral para o dispni-
to no 6 do arl 34 com binad o com o art. 61 don
estatutos ; domiogo 16 do correte, as 10 horas
da manha, ni sala das sessoes do mesmo Ga-
binete.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura em
Pernambuco 12 de marco de 1862.
M. Soares Piohairo.
1." SBcretario,
Arrematado.
Sexta-feira 15 do correte liada a audiencia do
juizo municipal da primeira vara, lera lugar a
arrematado dos beus penhorados a II. (iehle por
execu crivo Saraiva, Jos Jacomo Tasso.
Vende-se urna taberna sita na estrada de
Santo Amaro indo para Olinda, com poucos fun-
dos a vontade do comprador, propria para uio
principiante, quem esta pretender dirija-ie a
mesma.
O Sr. Francisco de Paula Santos,
tem urna carta na ra da Cadeia dn Kc-
ctfe n. 41 primeiro andar, cuja nao tem
sido entregue por se ignorar sua mo-
rada .
Aluga-se o armazem do sobrado da ra de
Apollo n. 47, excellente ra para qaalquer nego-
cio : quem o prelender entenda-se com Jos An-
lunes Guimares, na ra da Cruz, armazem nu-
mero 46.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra do
Brura n. 34, o qual muilo grande e proprio para
qualquer estabelecimenlo por ler embarque para
a mar pequeoa, e caes j feito, pagado ao do Sr.
Bowmao : quem pretender, entenda-se com Jos
Aolunes Guimares, na ra da Cruz, armazem
n. 46.
Novo Banco de
Pernambuco.
O presidente da assembla geral dos accionis-
tas do Novo Banco de Pernambuco convoca a
mesma assembla para as 11 horas do dia 15 do
correle, na casa do Banco para dar-ae cumpri-
mento ao artigo 13 dos estatuios.
Alfredo H. Jones, subdito inglez, relira-ae
para Europa.
No da sabbado 15 do corrente, depois da
lUdiencia do juizo municipal da 2.a vara tem de
ser arrematado em basta publica um cavallo cas-
laoho, velho, castrado, com urna estrella ni tes-
la e com o ferro V na perna direita,%aomo bem
do evento.
Voou do sobrado da roa dos Quarteis n.
20 ama marreca mansa de ps e bice encarnados:
quem a tiver pegado, querendo restituir, poder
leva-la mesma casa, que ser recompensado.
Vende-se o melhor salmo (Pronl) inglez
que t^m viodo ao mercado pelo fabricante Tilo-
mas Knight em latas del, 2 e 3 libras : em casa
de James Crablree & C, rus da Cruz n. 42.
Autonio Maria da Silva Guedes, declara que
de hoje em dianle assigoar se ha Antonio Arthur
da Silva Guedes; e o mesmo faz publico que re-
lira-so para o Rio de' Janeiro.
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado da ra do Queimado n. 41, lugar
muito propriDepara os senhores advo-
cados e tem sala para o largo do Colle-
gio, e frente para a referida ra : queni
o pretender dirija-se a mesma casa.
Veode-se um excellente piano de meza
proprio para aprender-se pelo baratissimo preco
de 609000 rs. oa ra Augusta n. 00.
Quera precisar efectivamente dos servico*
de um moleque durante algumas horas do dia,
procure na ra da Cadeia sobrado n 24, loja.
Quem precisar de urna senhora de boos
cuslume* e caprichosa no seus Irabalhos para ser
ama dirija-se a ra da Gloria n. 65.
Vende-se um carro (chamado da alfaodega)
para condueco de gneros dentro da cidade, por
prego commodo, a tratar na ra Nova. o. 33.
-- D se dinheiro juros, de pequeas quan-
lias at 5008 rs. sobre penhorea de ouro e prala ;
oa ra da Roda n. 26, casa terrea.
&U&
Precisa-se de urna ama que tenha bom leite, a
tratar oa ra da Guia n. 38 segundar andar.
Pela velociiiade do raio.
Joaquim Bonifacio Moreira de Faria, patticipa
ao respeitavel publico, que tira dentea e raizes
pela velocidade do raio, e nao pelo syslema
lacaiosendo gratuitamente para ai pessoas que
oio tiverem poaaea para pagar ; por isso taz o
presente para scienlificar as peasoas que do eau
prestimn se queira utilisar, de procuradlo na
ra da Cruz o. 58.
Ama.
Precisa-se de urna ama que preete-e a com-
prar e cozinhar para casa de familia : a atar
no primeiro aodar do sobrado n. 1 da ra ao
Arago.
-- Veodem-ae 115 : M *u* 4
Couceicao da Boa-viata, caa n. I*,


DJABJ0 DE f^RIilIBCO. F5 QUIJTA FEJBA M PE MAB^O DK l62.
Attencao.
, M. do A. Cij d*o quereudo continuar com o
seu eslabelecimenlo de {aseadas e roupa folla,
Mi disposto a vender toda ai fasendaa prazo,
que faz convidariocomprador,com firmas acon-
tento de seus credorea, o de accordo com os mea-
mos e com a aenhora propnetm; a loja tena
commodoa para urna oficina qualquer : 01 pre-
tenderes dirijam 4 moama loja n. 18.
Attestados de curativo da
molestia da bexiga.
A Sr. Eufrasia, de 72 annos de idtde, soffren-
So ha muilos annos da molestia da bexiga, sondo
lia pobre procurei 4manidas pilulas paulis-
inas, e maodei applicar, segundos guia do l-
yrinho, a em menos de dous mezes sarou, dal-
lando muitas pedras e materias, e hoje goza de
aude perfeila.
E' um dever sagrado nao occultar este telen-
do, a bem daquellea que soffrem to acerbas do-
res, e que multas vezes sao victimas de tao gra-
vea incommodoa. .
(Extrado do jornal deS. Paulo, Correto Pau-
listano. 6 de abril del859.)-Regmaldo Antonio
da Cunha. ...
Illms. Srs.Estas pilulas sao infalliveis contra
retenco das ominas. Na malor torga do ata-
que devem seguir a guia do livrinho, no que diz
molestias graves, e podem contar certo que
ho de salvar-se.
. Para as molestias chronicas bastara qualro ma-
gos de pilulas (cada mago composto de duas
aixas ns. 1 e2), tomando regularmente com uro
diade falha, e aa molhoras conhecerao de da em
dia ; notando-se que refazer as torgas depois de
certa idade impossivel. .
E o que aconteceu ao Sr. Joao Vicente de Bn-
to looze annos de soffrimentos) no seu attestado
j foi publicado.
Tenho feito innmeros curativos desta moles-
tia, e preciso ter perseveranca.
AGENCIA PRINCIPAL
Ra do Parto n. 19, Rio de Janeiro.
DEPOSITO EM PE11NAMBUC0
Na pharmacia de Jos Alexandre Ribeiro
ra do Queimado n. 15.
OfTerece-se um criado para casa de hornero
solteiro, o qual faz todo servigo : na ra das Cru-
zas n. 8, loja. .
No dia 12 do corrente porta do Sr. juiz
de paz do primeiro districto da Boa-Vista ir a
* iraga por venda depois da audiencia um caval-
ocastanho bom de carro, por execugo de Ma-
noel de Reg Pimentel contra Antonio Ignacio
BrandSo.
No dia 12 as 11 horas se ha de arrematar a
loja de miudezas da ra Direita o. 13.
Primeiro aadar para alugar.
Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da pre-
ga da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
n. 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Mendes Guimaraes, que mo-
'ou na ra da Conceicao Boa-Vista :
ncsta typographia.
4PPRO\Jt(l]tO E \UTORIS\Q\0
DA
kummk Olff f OM HI IEBOGOIA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS MC0ICMAE8
ELECTRO-MAGNTICAS EP1SPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Cora estas Chapas-elbctbo-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos ele inflamraagao ( cansado ou falta d respirado ), sejam internas ou
exlernas,como do figado, bofes, estomago, bago, rins, tero, peito, palpitago de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrof ulas etc., seja qual fr o seu
tama ribo a profundeza por meio da suppurago serao radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receitadas por habis e disiinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por ascripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para homem, senhora ou enanco, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, deolarando a cicuinferencia e sendo inchagoes, feridasou ulceras, o molde do sen
famanho em um pedaco'de papel e a deca racao onde existem, afim de que as chapas sejao da
tojmaj da parteiaffectada e para scrembem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e lambem de todos os acces-
orios para a c ollocacio dellas.
Cnsa: seas pessoae que o dignarem honrar com a sua confianca, em seu esariptorio, que
tacharu abertoe todos os dias, sem excepgo, das 9 horas da manha s 2 da larde.
||9 Ruado Parto ||!(
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
m w& sesmas
EIW >ftWAttJUSO
Para as encommendas ou informales dirijam-se a pharmacia de JosAlexandre Bibeiro
ra do Qbeimado n. 15.
Para as provincias | de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinba de porta, contendo olkalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correos, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .160
Dita com almanak, contendo o Calendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almana-k
ceyil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris......... 1#000
Consultorio
falliveis em seus effeitos, tanto em tintara,como
sm globaloa. pelos precos nada commodoa poa-
rtvaia.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
mcamentfl vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem tora della sie falsas.
Todas as carteiras ao acompanhadas de im
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
reopr as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinno, medico braaileiro. Bste emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras qae nao levaram esse impresa o
assim marcado, emboratenham natampa o no-
m do Dr. Sabino sin falsos
Alvaro k Nagalhes.1
Eslabelecidos com loja de fazendas na jj
| ra da Cadeia n. 53, e acbando-se de fjp
k posse de um novo estabelecimento na *&
ra do Crespo n. 20 B, participara a to- _**
' dos os seus amigos e ao publico em ge- fsP
J ral que dispoe de um grande e variado fJ
aortimento de fazenda que tem resolvi- &&
do vender dinheiro por precos bara- W
i tissimos. Roga-se aquelles que tive- p
i rem de comprar qualquer artigo de fa- j|
. zendi de se dirigirem as nossas lojas 5
t cima indicadas que serao ptimamente 9
} servidas. Si
Precisa-se de um meslre de primeiras le-
tras para dar licoes em urna casa particular:
quem quizer apparega na travessa das Cruzes n.
4, loja de calcado.
Attencao
l'endo-se desoncaminhado de bordo do vapor
Iguarass, chegado^io portu desta cidado no
dia 8 do corrente, um bsh de flandres grande e
de cor azul, pertencenle ao bacharel Joo Fran-
cisco da Silva Braga, que presume ter sido con-
duzido por algum dos seobores passsgeiros, por
um equivoco, na occasiao de separarem suas ba-
gagens : roga-se a quem o tiver, que anuuncie
por este jornal afim de ser procurado. O bib
contm roupas de seda pertenceoles a senhora,
alguns labyrlolhos e roupa prela de homem.
s
#
3~
<*
^> "
*B
3-Raa estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozono continua a col-
locar dentes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presslo do ar, nao re-
9 cebe paga alguma sem que as obras nao
(9 fiquem a vontade de seus donos, tem pos
J outras freparagoes as mais acreditadas (
B para conservago da bocea; sj
ttsjssa $$ SSSi
T Ks pr"'a da ^oa"vis,a n- 30, prepara-se co-
mida para tora, por presos muito commodos.
Francisca Rosa de Jess, subdita psrtugue-
a, retira-se para Europa.
No dia 13 do correte, perante o Sr. juiz de
paz do 2. districto da freguezia da Boa-vista o
Sr. lente Tnom Carlos Peretti, vai prac'a a
armacSo e mais perlences do deposito da ra da
Santa Cruz d. 62, por execucao de Carvalho &
Mendes contra Manoel Leo de Castro.
Arthur Shert, subdito britnico, retira-se
para fora da provincia.
O abaixo assigoado, proprietario do enge-
nho Santos Mendes, na comarca de Nazareth,
previne ao publico em geral, que tendo compra-
do o anno passado uns garrotes a um aenhor mo-
rador em Agua-branca da mesma comarca, cuio
nome se nao recorda, e tendo assignalo, em vir-
tude desta compra, urna letra da qaantia de
D4U&, a vencer-se no ultimo de Janeiro prximo
passado, succede que al o presente nao Ihe lo-
aba sido apresentada dita letra para ser paga e
porque talvez o secador deata letra tenha feito
:om ella alguma transaccao, e alguem talvez
queira com ella especular, apresentsodo-a quan-
do bem lhe convier, com o fim de exigir juros
o abaixo assigoado desde j protesta pelo presen-
te nao pagar um real de juros, visto como o di-
nheiro se acba prompto desde o vencimento da
Jelra, e se j nao foi paga por lhe nao ter sido
apresentada, por isso nioguem se poder chamar
ao engao.
Laurentioo Gomes da Cunha Beltrao.
i-luga-se a casa n. II na Passagem da Mag-
.ia,,..'lllU8.,,d,,, Pnle Pequea egrande,
? mS?' *"la,tl08. coz'ih fra, quintal mn-
tiragoeiro n. ou no sitio doCajueird'o. 1.
Os abaixo assigoados tendo dissolridoami-
gavelmente a sowedadeque tinh.m em negoc o
de fazendas nesta prac.a sobre a firma social de
Castro Meara & Gon5,lves, desde o da 3t Se
dezembro prximo passado. Otando a cargo do
todo Moira a liaaidacjlo do passivo e parte do
activo c pare conhecimenlo dos interessados fa-
2em presente annancio. Recife 7 de marco de
1881. Jos Joaqcim de Cistro Moura.Josa
Uireaco Gonjalres.
medicocirurgico
9-W3\HA. GLOKIiV CASA HO 13WllLO3
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanca pal
fazer urna reforma come
a a sua nova residencia, o proprietario desle estabelecl-
mepto acaba de fazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum oulro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaugo de inscrever o seu nome em todos os rtulos, deveodo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresentidos sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior cerleza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porreo de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopothas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur jem tubos qur em linduras cuslarao a 1J o vidro.
0 proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
lufficieutes para receber alguns escraros de um e outro sexo doenles ou que precisem de alguma
operacao, affiancando que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que tem tldo escravos oa casa do annunciante.
A situaco magnificada casa, a commodidadedos banhos salgados sao oulras tantas vanla-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallat com o annunciante devem procura-lo de manbaa at 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
ender na ra da Gloria n. 3 casal do Fundo. Dr. Lobo Motcozo.
0 bacharel Witruvio po-
de ser procurado na sua
Nova n. 23, sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carato.
I
INTERNATO
DE
Eslabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes|g|
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
ESHMsr]) mmm m um.
Este estabelecimento de educagao e instrueco principiou a faccionar
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos.
Os commodos, o asseio. aaboas condiQdes hygienicas dos edificios destinados ^^
s funeces do estabelecimento, a ordem e regularidade do servico no intrnalo, a (Hgj
dedicaco e zelo que eilpregarao o director e os professores a bem do aprovcila-
mento o progresso dos alumnos, sao circumslancias que devem animar e garantir aos
paes de familias que desoja m dar a seus filhos urna educagao regular.
Cadeiras de ensino.
Primeiras lettrasdividida em duas classes.ltendo cada urna o seu profossor
porluguez, lalim, francez, ioglez, arithmetica, gebra e geometra, geographia e
historia, philosophia, rhelorica, desenlio, msica, dansa e gymnastica,
no dia
I
Nos estautos do intrnalo que esto a disposiQo de quem os quizer
aacham consignadas as condicgdes de entrada.
Espeeial UOmeopatltico
1 11. UMMI.
Ra das Cruzes n. 30.
Nesle consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, liavendo
ahi sempre grande sortimento dos verdadeiros medicamentos horueopathicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Caiellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprietario deste consultorio nao pretende, lodavia, que sejam os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem tfo pouco superiores aos que por
ahi se preconisam, porque certo que o que nos fazemos, ouiro o pode egualmente fazer to bom
senao melhor. Mas afianga que nelle nao ha traficancia, e que o servico da preparado corre
pelo mesmo proprieUrio, que nao tendo grandes commercio de carteiras, acha-se.sufficienle para
satisfazer s necessidades daquella preparajo.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforjos e
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distineco alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser til humanidade soffredora.
SOCIEDADE
Unio Beneflcente
MatVtima.
Por ordem do Sr. presidente scienliQco aos se-
ohores socios que ao dia 16-do corrente, pelas 10
horas da manbaa, haver eleigSo para novo coo-
selbo, do que para esse fim peder se aos socios
que hajim de se por quites, conforme manda o
artigo 9 2 dos oovos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle Ma-
rtima 8 de mar;o de 1862.
Balthasar Jos dos Reis.
1. secr uta rio
Jos Gon;alves Villaverde rt nde o seu es-
tabelecimento de fazendas sito na ra do Quei-
mado n. 7, ao Sr. Augusto Frederico dos Santos
vZZ. ci'i0, JMta contratada a casa sita no
rv.il. Panella. pertencenle ao Sr. Jos Ricardo
n?. i qfem se Jul,r c<>m direito a ello, an-
5?^! lr d0 pt" ae 3 ai". ou dirija-se a
loja da ra Nova n. 47.
fl..CTa,*aeJ0,u e contratada por venda, a
SS?m T,helodo,ra. crioula. perlencnte ao Sr.
?f'9- 8* Gon5'e Bastos: quera se julgar
com direito a mesma escrava por qualquer titulo
que seja, aonuncie por este Diario ao prazo do
tres das, oa dirija-se ra Nova n.37, primedro
andar. r
Algasia Frederico dos Santos Porto lesa
contratado tom o Sr. Jos Goncalves "Vilaverde a
compra da armaco e fazendas exis'.entea em seu
estabelecimento sito na ra do Qtitimado n 7,
ILif.iKl?'? lLTre9 1Ww.*t reKponsaJi-
flt no debito do Sr. yuTerd#.
Attencao.

O abaixo assigoado faz ver ao respeitavel pu-
buco que nao passou procuracao alguma ao Sr.
Manoel Ouarte Vieira em que lbe desse poderes
para o mesmo Sr. Vieira assigoar qualquer re-
querimento ou ontros papis em meu nome co-
mo meu procurador : porlaoto esto de nenhum
effeito qualquer requerimento ou outros papis
que em meu nome o Sr. Vieira tenha assigoado:
e declara que seus verdadeiros procuradores sao:
1." Carlos Frederico da Silva Piolo, 2." Joaquim
Filippe da Veiga.
Tbom Joaquim da Veiga.
Aluga-se um sobrado na ra dos Martyrios
com escolenles commodos para pequea familia,
concertado e piolado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimba ; os preteodantes dirijam-se
i o Sr. Leopoldo Ferreira Hartins Ribeiro, ra da
Imperatriz n. 40.
O abaixo assigoado declara qae, bavendo
ojutra pessoa de igual nome ao seu, e lambem
fWtngaez, de hora em diante aeassigna por An-
ttoio Jos da Costa Barreiros.
Antonio Jos da Costa.
Ausentou-se da casa do padre Freir, mo-
rador na travessa da matriz de Sanio Antonio, so-
brado o. 14, no domingo 9 do corrente, o sea es-
cravo Flix, crioulo, bastante ladino, alto, seccor
com cabellos crescidos na poota do queixo, levou
calca preta e camisa de algodozinho : roga-se
as autoridades .policiaes e capities de campo a
tsia apprehenso, levando casa cima menclo-
aada, que se gratificar.
Espllca-ae o primeiro auno oulhematico, e
Inclusive tbeoria geral de eqaacoes, das 8 horas
i 5 da Urda : naaa da Gloria n. 39.
NA NOVA CALIFORNIA
DE
Na ra da Imperatriz numero 48, junto a padaria irauceza.
Vende-se sedas escocezas de bonitos goslos a 10$, cambraia lisa a peca a 18800, 2g5O0,
3^500 e 48. cortes de cambraia brancas com barra de cor a 2^800 e 38, ditos brancos bordados a
39500 e 4^500, duzia de meias pare senhora a 2$500, ditas fi las a 39500 e 49, ditas cruas para
homem a 2l, tinas a 2j500' chales de larlatana a 650 rs., ditos de algo to alcoxoados a i$, gulli-
nhas muito finas bordadas a 640 e 800 rs., manguitos modernos manga balao a 800 e 1$, mangui-
tos, gollinbas e camisa de crep preto bordado a croch a 2$, ditos de vidrilhos a 29500, ricos en-
feites para senhora a 58 e 59500, cintos dourados de bonitos gostos a 28, 29500 e 39, chapeos en-
feitados para baptisado a 39 e 49, ditos da sol para senhora a 49 e 59, ditos de sol para homem a
69, lencos de cassa grandes duzia a 29400, ditos de cambraia bordados a 200, 210 e 300 rs., gros-
denaples preto fino a 19800 e 29 o covado, ricos manteletes pretos de grosdenaple a 209, 229 o 259,
paono preto Qoo a 38 e 39500 o covado, fil liso brsnco muito fino a 640 a vara, dito bordado
a I92OO e outras muitas fazendas por precos commodos, assim como um grande sortimento de
roupas feitas por precos que admira : na loja de Paredes Porto.
AGITADOR DYXASICO
DO DOUTOH
Para a prepuraco dos medica-
meatos homeopathicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admiltem delongas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopathia os vantajosos re-
sultados que ella assegurs.
Acham se a venda carleiraa e meias carteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes instruccoes, pelos precos ennheci-
dos, na pharmacia especial homeopalhica, ra
de Santo Amaro (Hundo Novo) o. 6.
N R. Os homeos de bom senso reconhecem
cortamente que sendo o Dr. Sabino a fonte pura,
d'onde eraanou a homeopalhia em Pernambuco
e em todo o norte, elle o nico immediata-
mente interessado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguate to somonte nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rej-
cao applicacao da sciencia no curativo das mo-
lestias, quer em relaco preparacao dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e oulro francez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sao ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quando o servico o exige,
na eslillaco do espirito de vinho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecaco dos glbu-
los, na distribuicao das diluicoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem erara precisas tantas despezas com o pes-
soal.com machinas e com a obtonso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparacao dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta com o bem,
que j tem feilo, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeicao dando" aos seus remedios
a maior iotallibilidado possivel em seus effeitos
O Dr. Sabino nao aspira somonte os gozos ms-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrsogeiros que a sua propaganda em Per-
nambuco\foi to brilhante que nao Um no Eu-
ropa imnhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.a, pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambicao muito mais elevada : ella se dirige a
legar as geracoes futuras um nome estimavel
pea grtvidade e importancia dos seus servigos,
pela sioceridade de suas couviecues, e pela fir-
meza do seu carcter. E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalba muito...
. Est para aingar-se o segundo andar do
sobrado o. 193 e casa Ierres n. 191 da ra Impe
rial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, com sahlda para a ra dos Tanoeiros: a tra-
tar no paleo de S. Pedro n. 6.
&90OC&C&O gp00VA|lftfca
tfcvnamlmcauft.
No dia 23 do corrente, s 10 horas da manha,
aevera ter lugar a eleicao do novo cooselho que
tem de servir 00 correle aano, sob as disposi-
coes dos estatutos approvados pelo governo da
provincia.
Convido, portanto. aos Srs. socios effectivos,
de ordem do conselho director, a entrarem no
gozo de saus direitos sociaes, afim de tomarem
parte oesla eleicao.
Assim como convido aquelles 'qae anda nao
tiverem recebido o exemplar dos novos estatutos
s solicitarem desta secretaria que llies serao en-
tregues.
Secretaria da Assoeiaco Typographica Per-
nambucana 10 de margo de 1862.
Juveocio Cesar,
1* secretario.
P. Adour Jnior subdito francez vae a
(ranja.
*** S$98 >
# Jos Goncalves Ferreira Costa anda tem fjp
# algumas casas feitas de novo para alugar # a prego de IO9, com nanga, junio a ponte m
O da fundicao. Z
ee*sa
Na ra de Aguas Verdes n. 4. precisa-se de
urna ama forra ou captiva para o servico de urna
so pessos.
MM
Precisa-se de urna ama : na ra Direita n. 68
1 andar.
Attencao.
*
Precisa-se alugar urna escrava que enlenda
com perfeicao de fazer po-de-ls, boliohos, bo-
los e massasde diversas quildades : quem a ti-
ver c quizer alugar, annuncie por esta folha para
se procurar, que agradando nao se olhar a prego
Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem arranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribara etc. : os preten-
derles queiram dirigir-se a terceira ca-
sa passando a ponte pequea da Passa-
gem da Magdalena.
Um moco allemao, chegado ha
poucos das, deseja arrumar-se em urna
casa estrangeira ou nacional. O mes*
mo falla e escreve fora do allemao o
inglez e francez e encarrega-se da es-
cripturacao por partidas dobradat : a
tratar na ra da Cruz n. 5.
Agencia de passaporte.
ClaBdioo do Rege Lima tira passaporte para
dentt'o e fora do imperio com prstese, e por. pre-
go acomodo : na raa da Praia, primeiro andar
oupero 47.
Ama.
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Direita45
Ojhem !...
Urna das intelligencias melhor esclarecidas ni
sciencia de Hipcrates, depois de longos annos
de exercicio de curar e matar convenceu-se a fi
( nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fos3e, era
conservar cabeca fresca, ventre desembaracado,
e I'ES QUENTESl Ora, viajando por^hi'uma
epidemia,que mata gente como qualquer dutra,
occasiao de pormos em pralica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; lomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gliuber, o mais acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opinio e a pralica de um dos
ornamentos do nossa magistratura; e langando
ao cisco todo o calgsdo velho, dirigindo-se todos
ao armazem da ra Direita n. 45, onde o respec-
tivo proprietario a todos recebera com cortezis,
aturar as raassadas, e aquecer os ps com ex-
celleote calgado, segundo o gosto, e estado fi-
nanceiro de cada um, e vejam :
Honiens.
BORZEGUINS dos raelhores fabricantes,
francezes, inglezes e brasileiros a 13J,
12. 11, 10J, 9500, 8 e............... 550
SAPA TOES a 750O, 6S500, 5500, 5,
4500al................................ 200
Meninos.
SAPATOES a 5JJ500, 5, 4, 3500a...... 1600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingle-
zes, sllemes e americanos federaes
6,550O, 5, 48500, 3$500 a........... 250
Meninas.
BOTINAS a 4500 e...................... 1^000
Um completo sortimento de sapaios para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete s 800 rs., de lustre (os. 32 6 33) a 800 rs.,
de trangs frsucezes a 1300, portuguezes 2, sapa-
tos de borraxa para homem senbora e meninos,
muito couro de lustre, de porco.cordavo.marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, couriohos,
vaquetas, sola etc., que tudo vende-se como em
nenhuma parta.
Consultas medicas.
8 Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos- je
me de S Pereira no seu escriplorio, ra X
sa Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas j
II da manha menos aos domingos sobre: S
5i i.' Molestias de olhos.
2.* Molestias de coragao e de peito.
3.* Molestias do3 orgaos da gerogo e
do anus.
O exame dos doenles ser feito na or-
den de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos serao empregados em suas cnsul-
taques e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento qae deve destrul-la ou,
curar.
Varios medicamentos ser oambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Frailear ahi mesmo, ou em casa dos
doenles toda e qualquer operacao que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecgo de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
r -l|'l*k -a-, CaKSS-
K WcWsT CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHIC0
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Conaaltas todos os dias atis desde aa 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molutiat da mulhtrtt, moles ti a t dat crian-
K, molestias da ptlli, molt$tU$ doiolhot,mo-
iatsyphiliticat,todai at ttptcitt dt ftbrtt,
ftbrtt intermitientes s snai constqutnciat,
PHABJUCIA 1SPBC1AL HOmSOPATHICA.
Verdadairea medicamentos homeopathieos pre-
parados som todas as cetela necessarias, In-
Precisa-se de urna ama para o servigo interno
e externo de ums casa de homem solleiro, quo
saiba desempenhar com pesfeigo o sea lugar: a
tratar na ra do Hangel n. 48. taberna,
'SsaHBBBaBBDBBflBVnBBBBBBaainBaBBsaBBBBBBBBanB*''
D. Pulchena Hara du CariLO Ferreira Jor-
ge, Luiz Beltro Jorge, Manoel Antonio
Jorge, Casemiro Lucioo Jorge, Manoel Rosa
Ferreira Jorge e D. Francisca de Assis Jor-
ge, mi, irmos e irmas do finado Jos Joa-
quim Jorge, vem por meio desle annuncio
testemunhar sen eterno recoohecimento a
tolos os amigos do dilo finado que lhe lize-
ram o caridoro obsequio de assiitir as exe-
quias celebradas na igreja do Espirito Santo
no dia 7 do corrate e acompanharam ao
cemiterio publico seus restos morlaes, e no-
tamente lhes rogam o obsequio de assisli-
rern a missa do stimo dia quo se tem de
celebrar pelo seu eterno repouso, no dia 13
do corrente pplas 6 1|2 horas da manha
na itrrej do Espirito Santo.
Precisa-se uo um lueumu pata concito Oe
taberna, que lenha alguma pralica ou sem ella :
na Iravessa da Madre de Dos, armazem do Sr.
Jos Vicente de Lima, se dir.
Alugt-se o terceiro an-
dar do sobrado do largo do
Corpo Sanio esquina da ra
do Trapiche n 48.
Prccisa-se alujar uma canoa que
possa conduzir 500 feixes de capim c
tambem se troca per uma mais peque-
a : para nformaroes no porto do ca-
pim com o canoeiro Joao Francisco
Barbosa.
" Precisa-se no Caxang de urna
ama de idade, que d garantia a sua
conducta, para casa de Jiomem solteiro :
a tratar no aterro da Boa-Vista n. 55,
primeiro andar, das 9 as H horas da
manbaa.
Lisboa e Porto.
Carvalho, Nogueira A C. sa-
cam sobre Lisboa e Porto : na
ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Os socios da firma so-
cial de Antunes Guimaraes C, participam ao corpo com-
mercial que sua casa conti-
nua sob a gerencia immedia-
ta do socio Manoel Jos Antu-
nes Guimaraes, icando sem
effeito o annuncio publicado
no Diario de Pernambuco
de 6,7 e 8 do corrente. Recite
10 de margo de 1862. Ma-
noel Jos Antunes Guimaraes.
Jos Rodrigues Pinto Coiin-
bra.
Ensino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA.
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana tercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, segundo andar.
ffnrtaram
umea vallo russo rodado, com selim in
glez, estribos de metal branco, bride de
paraf usos e com os seguintes signaes :
uma pequea pinta branca na testa e
outra tomando ambos os beicos, orelhas
grandes, com uma pequea coceira ua
pa' esquerda e anca direita : quem o
pegar dirjase a ra da Praia n. 16,
que sera' generosamente recompensado.
MI #
SNo caes 22 de Novembro, lo- f|
jan. 3, precisase de uma ama
que saiba lavar, engommar e g
0 que entenda alguma cousa de g
A cosinha.
I
I
Precisa se de uma ama forra ou
captiva que coeinhe eengomme: na ra
da Crui n. 43 armarem.
MM-


-L.
WWQ D* PIU|NA|WIJCQ. QWITA FUBA 13 DE MARCO DE 1861,
~~ ft^e*e aq Ulm. Sr. G. G. A.. M.
ecriptoriQ d. .7.
Na trarewa da ra da Cruzes n.
?, paimeiro andar, tingeie para todas
aicor com presteza e cQmmodo pre^o.
'oniSSJ Aifr? tJ! #c!Sl??t?J
lita o seu eecriptorio de adfccicii na vil- m
la do Gibo, onde pode ser prosurado pa- #
_ ra lodos os negocios tendeles a sui pro- #
fissao Iodos oa das uleis das 9 a meia
A horas da maolia s 3 da Urde. 2

Urna casa estraogeira de pouca familia pre-
cisa de ira eosinheiro ou eosinhelra forra pu es-
craf o, comanlo que seja perito no seu ofcio : a
tratar na ruadjo Trapiche n. 36.
aet mwicb'iFaFijfjo.J
Ra das Flores n. 37. J'
Sero dadasconsaltaa medlcas-cirurgi- 0
cas pelo Dr. Estefo Gafafcanti de Albu- %
quarque da 6 as 10 horas da manhia, ac-
cudiodo soi chamados com a maior are- %
vidade possif el. m
"" i- Partos. m
S.* Molestias de pello. sm,
3.* Ideado olhos. Z
0 4. Idemdosorgosgenitaes.
q Praticaritoda eqaalquer operaeto em Z
q seu gabinete ou em casa dos doantes con- 5
forme Ihesfor maii conveniente.
s
Licoes de mglez.
Dao-se de noite no hotel francs ; a tratas na
roa da Cruz o. 1.
82XM3M3S6SI6 QIS2l62MM6&sV

cmvm- I Agua ambreada
iraiar na i
Comprarse por prego ceoamodo un sellim |
ingles) coa algum oso : quem tifer quier vea-
der diriji-se loja da Boa F, na ra do Quei-
raado n. 21, que se tratar-o ajuste.
Comprimas 4 caixoea que airfam parado-
psito de bolacha ; na ra do Raagel a. 69, de-
posito : na maima cisi precisa-se de pu menino
portugus de itiade de 10 112 anoos
i ti'i ii
Vendaj.
T~
.'in
'I'. ..'1' l .!'! I
Milho de superior quali-
dade.
Saccas grandes por preco commodo; vende-se
na ra da Madre do Deas,, q. 6.
Calcado de Melis.
Botinas de Melis 12*000
Ditas de cordavio forma i melis a 1OJ00O
Ditas de lustre (rancea) a 6*000
Ditas inglezas de 99, 10*. 11* e 12*000
Sapatos de tapete forrados le, proprlos
da estaglo a 1*500
Na loja de Burle Jnior & Marlins, ra do Ca-
bug n. 16.
38
Atten J. Huoder, alfaiste, roa Nora n. 67, 9
avisa ao publico em geral que qnizer ser tt
ainla assignante deste ferdadeiro pro-
grassif o tenda dos artistas alfaiates per- gj
nambucanos, acompanhido pela machina 1
de costura invencao norte-americana, o
U sendo para servir a urna numerosa fre- 1
i guezia com maior brevidade do que em
9 qualquer outra parte.
mmmm mmm mmmrna
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago.
Os officiaes de aliaia te.
Precisa-sede ofliciaes de obra miuda
c grauda : na ra Nova loja de Bastos
& Reg.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa o. 13: a Tallar na loja do mesmo.
Lifoesde arithmetica, algebra
e geometra
O professorde mathemalic, no Gymnasio Pro-
vincial, ensina particularmente aos estudantesdo
curso commercial arilhmelica e algebra al as
equacoes do l.gro, as quiotas-feiras de ma-
nha, e geometra para os exames em oorembro,
em todos os das a tarde : os seohores que qui-
zerem aprender qualquer destas faculdades diri-
jam-se casa de sua residencis, na ra Direita
n. 74, para se matricularen : as licoes tero
principio logo que houver numero sufliciente de
alumnos.
.1- FERHEIKA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cahug n, 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melaiqotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, esaeciaes par*
pulcetras, alOnetes ou cassolelas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimento
de artefactos franceses e americanos para a col-
locaco dos retratos. Ha tambem para aste mes-
mo flm cassolelas e delicados alQoetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
pefsonagens da Europa ; stereoscopos e vistas
slereoscopicas, assim como vidros para ambrotyp
e cbimicas photographicas.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Espirito de \inho de
graos,
a 160 rs. a ramda e 250 a garrafa, mante ga in-
gleza flor a 800 e I* a libra, louciobo de Lisboa
a 320 a libra, caona engarrafada a 200 ra., vinho
cana-
D.U,
em pipa a 400.500 e 600 rs. a garrafa, em
da a 3, 3*800, 49800 : oa ra des Cruzes
esquina da travessa do Ouvidor.
N.r.,d?iCtan. U^.-.e oda a ft''' iXg'*
ih.h Aa *.;. o.in.^io ..mnk. m.i. ?."Ja Preta hespanbola, covado a
para banhos do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca,aciba.de receber nova
remesas da proveitosa e mal proearada agua
embreada, cajos bons effeitos do refrescar a cu-
ta, tirar o ardor que deixa a navalna quando se
faz a barba e acabar o mo balito proveniente
do transpirar sao j bem coohecidos, assim co-
bo as senhoraa por nao andares) ao sol fas
conservar pereltamenteo brilho do rosto. Alo-
dos quanlos tem usado d'agaa embreada oio sao
eatranhos esses effeitos e elles serio ainda mala
coDbecidos por aquelles que munidos de ly se
a g**f ,0a d'8oia brauca ra do Qoelma-
affn. 16, onde nicamente se vende.
Fazeadas prelas
S na loja do pavao, ra
dalmperatriz n,60,
de Gama Silva,
Veode-se bsratissimo por aer lempo de qua-
resma as fazeodas aeguintes :
Ricos manteletes de follado preto rica-
mente enfeitados com franjas largas os
mais modernos que tem fiado a 30#000
Modemissimos enfaites pretos a turca e
Garibaldi egOOO
Ditos mais simples a 2y000
Ditos de fidnlbo muilo moderos a 800
, Chales pretos de merino bordados com
vidrilbo a 1*8000
I Ditos de 016 preto muito fino a
I Grosdeoaples pretos fazendi muito

en-
qualidade de obra pertencenie a palhinha, mais
barato do que em outra parte, tambem se Vende
junco e palba prompta.
Vende-se ama escrava de 30 anuo?, muito
em conta, boa para todo o servico : a tratar na
ra do Codorniz n. 12.
Milho novo a 4$50 a scela
Em cuia a 320 rs., arroz de casca a 3$, em cuu
a 200
raizo o
Melas de seda pretaa para senhora a
Ditas de la a de laia para padres s
Luvas de retroz bordadas com fidrilho e
sem fidrilho a 500 rs. a
Ditas prelas lisas de seda muito fina a
i Alpacas pretas muito finas a 560, 640.
800 e
De lulo do-se amostras com penhor :
rs. : no armazem da estrella, largo duPe- 5?,lmperatru D,60> loJa e *">azem de Gama &
o. 14. i Silw.
Nao ha quem venda pelos Pannos pretose casemiras
presos,
Viado,
n 8.
s na loja
na ra
Na loja do Pavao.
i) Vende-se panno preto muito boa fazenda
[ 19600,19800 e 29 o cofado, e dito que val
Est venciendo luvas
o melhor que se pode
.............
Luvas tambem de retroz sem serem bor-
dadas a...........
Ditas ditas de dito para meninas a .
Ditas ditas de seda para ditas a .
Ditas ditas de dita para senhora a ,
Ditas ditas de dita bordadas para senho-
ra a............
Ditas ditas de seda de todas as cores a
Na ra do Vigario a. $.
Vende-se urna boa escrava moito moca de bons
costumes que se podo ler entre familias, faz lo-
do serfico de urna casa menos csrregar agua e
comprar na ra por ser recolhida, muflo proprfs
Macliinas americanas.
.!rt.C^.,d-N;- Bieber 4 C, successoras,
ra da Crus o, 4, f endem-se :
Ditas para descarpear milho.
Ditas para portar caplm.
Sellos com perlences a Oa e 20.
Obras de metal principe praleadas.
Alcatrao da Suecia
fff.drrti!c,Jri0 'wr "rifi
Salsa parrilha do primeira qualidade do Tara.
Cognac em caixasdel duzia.
Arados e grades.
Brilhaotes:
Carrosas pequeas.
Piano.
Vende-so por prego commodo um excedente
piano honsontal, muito proprio para quem quer
appreheoder : na ra da Cadejo n. 45/
Novse lindos
enfeites para vestidos pretos
e de cores, e roupinhas de
crianjpas.
Em apropriado lempo recebeu a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimento de enfei-
tes de seda para vestidos pretos e de corss, e rou-
pinhas de criao5as, sendo trances e bordados de
novos e lindos desenhos, e difficeis tecidos, com
os quaes pode-se com gosto e moderoissimo en-
18600 fetar qo.lquer vestido ou ronpinho de criaoca.
1 Ao passo que ditos enfeites a todos geralmente
agradam, a commodidade dos pre?os snims ao
comprador, e esta verdade ser verificada por Io-
dos que se dingirem dita loja 'aguia braoca,
ra do Queimado o. 16. cujos pregos estao mar-
cados as amostras, as quaes se daro com pe-
nbores. r
Vendase um piano iogleidemeea, de boas
vozes, em muito bom estado : no andar do meio
do sobrado de tres andares em frente ao chafariz
por cima da botica, ahi achara com quem tratar!
3g000
255OO
29000
laOOO
640
640
19000
na ra
INO\ a 4j500 o covado, "casemiras pretas ofestadas i
7 39, 39200 e 395OO o corte, ditas de urna s lar-
; gara de todos os pregse qualidades, selim pre-
I to da China para calcas paletots e rolletes com 6
palmos de largura a 3$ o covado : ua ra da Im-
peralriz n. 60, loja e armazem de Gama & Silva.
Sedas de quadriohos a 720 rs.
Na loja do Pavao na ra da Iin-
peratriz n. 60.
Vende-se minio delicadas sedas de qn^rjrinhos
a 720 rs. o covado: na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gima & Silva.
Trancas e franjan pretas.! Grande pechincha na ojadoPavo.
Mu delicadas trancas de seda preta comfidri- Vende-se os mais ricos chales com ponta re-
lho sendo de todas as larguras, de 30 a 500 a d09da e otas, tendo as barras de velludo ou as-
selinadas, imitando as espinhas mais modernas,
pelo baralissimo preco de 49500 cada um e dilos
de qualro ponas a -igUO, ditos a Garibaldina
sendo muito grandes a 5 : na ra da Imperanu
n. 60, loja do Pavao de Gama & Silva.
Brilhantiuas americanas.
Vende-se brilhanlinas americana com lindis-
de lorgal com vidHlho
encontrar em bordados
800
640
500
500!
19000
9600
19600
vara : franjas de seda com vidrilho e sem elle
de 320 a 500 ; bicos pretos de todas as larguras,
tanto com vidrilho como sem elle, por baratis-
simo prego, e outros muilos objetlos para qua-
resma, que a vista dos compradores nao se en-
geita dinbeiro.
Facam fogo no viado.
Seda lavrada a melhor que se pode eocoolrar
de bom e delicados gostos', que a vista do prego
uo ha quem deixe de fazer um rico vestido pre-
to para quaresma, pois, eproveitera a occasiao,
pois quem nao tizer agora, nao faz tao cedo ;
esta loja fira bem conhecida, por ficar bem con-
fronte a eambos' do Carmo, e ter o viado pin-
tado.
Para a quaresma.
A 15^000.
Paletots de panno fino forrado de sada : oa ra
do Qaeimado n. 47.
A 1$500 o covado.
Groadenapie preto bom ; na ra do Qaeimado
numero 47.
A14#000.
Vesilas de seda da moda
mado n. 47.
oa ra do Uuei-
Vendase am bonito cav alio castanho, pro-
prtP,,rV^?,M,l,do,w,reldo: Irstsrna
cocbelra de Thomaz Jos dos Reis, no Mando
Moro:
loteresse publico.
[Oferecido pela loja de
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar concurrencia publica o que ha de
mais nofo em' fazaodas, tanto para se-
nhoraa como pera homeos e meninos,
sendo que para este flm espera de seas
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem reaolvido, antes de apresenlar o no-
vo sorlimepto, liquidar as fazendas axis-
lentes, o que effeclaara por precos m-
dicos e para cujo flm convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
Caixinoaspara conidios e
presentes.
Muito lindo sortimento de csixinhas muito lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
vsxias se mimosear urna menina, pelos baratis-
simosprecus de 320 al 29500 cada urna : na ta-
jada Victoria na ra do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura don-
rada e preta.
Lidos quadros de moldura dourada e preta,
com estampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dioheiro : na loja da Victoria n
ra do Queimado o. 75, junto a loja do cera.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar peos,.do duas fo-
Ihas, a 20Q ris cada um : na loja da Victoria ua
ra do Queimado u. 75, junto a loja de cera.
|Moirantiques de co-
res bonitas a 2 000
e 2,500 o covado
Crespo n. 17, Guimarcs 4

'e'
Rus do
Villar.
Vende-se o sobrado da ra do Hospicio n.
8* ou faz-se qualquer negocio com urna maior
parle do mesmo : a tratar na ra Nova n. 36.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Nesle novo eslabelecimento achara o publico um erando sortimeuto tendent* mniharin*
simas cores sendo fazenda id ramele nova e ludo por preCo m.i barato do que em outra qualquer parte :
moderna de 4 \[l palmos de largura a 400 rs. o Manleig iogleza especialmente escolhida a 800 e360 ri a li
covado : oa ra da Imperatriz n. 60, loja e ar- Dita fraoceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Frederico Gautier, cirurgio dentista
faz to las as operabas desua arle a e co-
leta denles artiuiaes, ludo com -sdelti
rioridade e per[ic,o que as pessoas-,ec
tendidas lite reconuecem.
Tem agua e pos dentificios, etc.
8
8
g
*% wVw efWf IWfW wWrVWaf fW iW WLtV OTaK Ib
Ter$a-feire, depois da audiencia do juiz mu-
nicipal da 1.a vara, ser arrematado pelo preco
da adjudigo o engeoho Aguas-Bellas, por ex-
oucao de Jo' Faustino de Lemos contra Jos Ro-
drigues de Oliveira Lima.
O administrador da massa fallida do falle-
cido Francisco Antonio Mello Reg convida aoa
seohores credores de Ihe apreseotar seus ttulos
alim de se cumprir o disposlo oo artigo 838 do
cdigo commercial, isto oo prazo de 8 dias, em
casa de Alves & C, ra da Cruz n. 54.
Precisa-se de um pequeo para taberna : na
rus da Liugoeta u. 8.
-3
@ Aluga-se um quarto andar com excel- s)
lentes commodos: na ra da Cruz n. 53.
**&&$-&&
Precisa-se de urna ama pata osinhar e com-
prar: na ra do Imperador, n. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
Sociedade bancada.
Amoro), Fragoso,Santos & G. acam o loman.
aques sobre a prara de Lisboa.
SO dentista Numa Pompilio.g
I
Para a quaresma S
ra do,Queimado#
n 10
^ ai* a \j ^
@ LOJA DE 4 PORTAS
|Ferro ( Maia.
E Vendem-se as seguintes fazendss :
V Manteletes pretos bordados muilo ricos. W
fj| Cisaas tirelas bordadas idem. B
a Ui'as ditas lisas.
W Sedes pretas lavradas a lj>, 1280. 2a 9
g e 2J500. m
' Grosdenaple preto covado 1, 1^800. 2 \\
W e 2J500.
^ Sarja preta lavrada covado 1JC00 e 2f. g
aj Dita Tila lisa covado a 1&500 e 1j>800. S
W Casemira preta muito fina corte 5, 6*. w
7. 8# e 9. A
W P8Dlin'fIne0 3- 48' 5S' 6t- 7' 8' 9* B
e iujuU.
Riquissimos corles de seds preta borda- W
^ dos a velludo a 609. 70#, 80 e 909. t
gg Riquissimos corles de grosdeosple preto g
para vestido com babadinhos e duas 5
5P saias a 45J. 50, 60 e 70S. l^
mazem do Gama & Silva.
Espartilhos a 3,500.
Vende-se espartilhos ingieres que sao os me-
lhores pelo diminuto prego de 3(500 cada um :
oa ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavao, de Gama & Silva.
Para meninos a 4#500 rs
Vende-se vestidinhos de seda para meninas e
dilos de fusto qara meninos muilo bem enfei-
tados pelo baratissimo preco de 4&50O cada um :
oa ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavao.
Madapolo a 3$.
Vende-ae pega de madapolo enfestado com
14 jardas a 39 a peca : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavao,
Gorguro de linho a 280 rs.
Vende-se gorguro de linho de quadrinbos e
mesclados proprios para seohoras e roupas de
meoioos e meninas a 280'rs. o covado: oa ra
da Imperatriz o. 60, loja do Pavao, de Gama &
Silva.
Bareges a 6$ o corte.
Veode-se corles de bateges com 22 covados
para vestidos, ditos com as saias ja feitas a 68 o
corte ; oa ra d Imperatriz n. 60, loja do Pavao.
Grande pechincha em cortes
de vestidos na loja do Pavao.
Veode-se flnissimos cortes de cambraia bran-
ca bordados com 2 btbidos grandes e de duas
saias pelo bsratissimo pra^o de 4#, ditos de cam-
braia de seda com habidos bordados a 49500, di-
i tos de phaolasia fazenda que sempre se veodeu
. por 129 pelo baralissimo pre.50 le 69 cada um :
I na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
I Pavao, de Gama & Silva.
Cambraias de carocinhos
Miiiia attencao. VeDde.S6anSii".^decambraUbranc.
Na loja de Silva Cardozo, ra do m- com C8roc,nnos braocos e de cores tendo cada
perador n. 40, *. xoupa, feiu, SaVK'.{S!fc,K.'".lE
de todas as qualidades pelos precos & s,lva<
libra.
gueijos flamengos chegados no ultimo vapor a 21800 e 31
Cha hyson e preto a 28 e 2880 a libra.
Vinho engarrafado dos melhores autores a 19 e 1*200 a garrafa.
viono de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhores autores a S00 rs. a libra.
Ameixas portuguezas a 480 rs. a libra.
Passas muilo novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachinhssde differentes qualidades a 1J400
Conservas inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, Wharim, macarro e alctria a 440 rs. a libra
Cerveja Genebra dlhollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de caroauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 369rs. a libra.
Alm dos gneros aoouociadosachara o publico um grande sortimento de um ludo tenden-
te a molnados mais barato do que em outra qualquer parte.
Magalhes < Afeu-
des.
a ra da ImfWlrh n. 56, loja e armazem da
arara, recebeuso um novo e completo sorlimon-
10 ae faiendas novas, a ser: popelina de quadn-
nftos para vestidos de seohoras e roupa de meni-
nos a 240 o covado, cassas suissas de quadriohos
a imiiacao de sedinbas de quadros para veslldus
!.JpD!or" o roupa de menioos a 280 o covado,
?,,f 5 e linh0 51ra 'cstidos de seohoras e
.Pmn ,BeDono, a a8 COfad. u*ta P o
.TonBtV3, OCOTado. baree do cores a
do? a'^^iK" Veslid0, Iaazinh Pa festi-
Panno preto.
Paoop preto para calcas e paletots a la00 a
3 o covado cortes de caigas de casemira pTeu a
3, dilas enfesladas a 3J500e 4J, saias balao sem
arcos a 2*500, dilas de madapolo a S na
rara, ra da Imperatriz o. 56. '
Na loja e &twm da
arara
vendem-se pegas de madapolo enfestado a 3'
cortea de chitas finas com 13 covados a 2*500 di-
os de riscados chinezes a 2*500, cortes de pope-
lina de cores para veslidos a 2*600, cortes do 20r-
gurao para vestidos com 18 covados a 6*500, di-
to, de laa de 22 covados a 10*. pegas de am-
m'i A i0" U 5 pal -
?M6 V/ \?&l- ** e ZW^ Uado a 3S. gollmhas com botaozinho a 640 rs
SS!ride lr"P"S0, a manguitos e gollioh. a
11^' grosdenaple preto a 1J|600, 1*809, 2* o
SfifUO o covado, enfeites pretos de cores para
cabeca a 2*500. 3$ e 4* : isto s na arara" Pq"
vende barato, na ra da Iropcratri/. loja e arma-
zem da arara n, 56, de Magalhes & lleudes.
Ra Nova n, 18 ,
Fazendas para a quaresma.
Para acabar.
Ricos corles de veslidos bordados a velludo
pretos, quo foram veodidos a 150*, e que se vou-
dem por 100*.
Ricos manteletes prelos os mais bem acabados
que tem vmdo ao mercado, para seulmra de qual-
quer corpo ou sitara a 20, 30, 35 40*.
Mantas de lil de linho linas a 1*.
Veos ou los prelosa 10*.
Luvas eneitadas finas a 2*.
IJUas com vidrilhos e com palmas a I* e 1*280.
Um sortimento de franjas pretas com vidrilhos
e sem vidrilhos a 400 e 500 rs.
Uuj grande sortimento de chapeos para seulm-
ra, de diflerenlos qualidades, pelo mais baixo
prego que se pode encontrar
Rival
igual.
mais baratos possi veis que se pode ima-
ginar, pois pode vir os reguezes com-
prar porque pechincha.
Algodo da Bahia.
Proprio para roupa de es.cravos e saceos de as-
sucar : vende-se na ra da Cruz n. 1, eserrotorio
do Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
Gaiolas.
Liodas gaiolas de rame, proprlas para passa-
riohos de estimago ; veode-sa na ra do Quei-
mado o. 53.
JVende-se em Olinda, no lugar Mara Sim-
plicia, um terreno proprio ao correr da estrada,
muito proprio para qualquer eslabelecimento de
rancho ou taberna, tem ama parle muilo fresca
e balxa que d capim todo anno : trata-se no si-
lio defroote da igteja do Lupe.
Cambraias adamascadas,
Vende-se cambraias adamascadas fazenda mo-
dernissimas para vestidos a 4* a peca:, na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Gama A
Silva.
Ra estrella do Rosario n. 22
primeiro andar.
Bola denles artiQciaea por molas e li- gg
gsduras e pela presso do ar. Systems
americano sem arrancar as raizes, e faz 1
todas as operages da sua arte, com 1
promptldio e limpeza. m
mmommam m mmmmmi
a T ,\ ""regaceo da^aculdade de direrto
dests cidade, celebrada no i. do correle mez
de margo, foi approrada, na forma dos actuaes
"u?l%^.*Urc.!,ra ed'5So d" Inetitulgoes de
Diraito-Civil Brasilairo, mais correcta e mais aug-
mentada que aa precedentes ; a acha-ae renda,
por maior commodidade par com os alumnos da
mesma Faculdade, na casa da residencia do sen
antor, M ni da Saudade a. 9, dude o meio dia
ai4ii3 bons da tarde.
Nobilia.
Na ra da Camboa do Carmo loja n.
12, vende se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti
ga, phantbasia etc. por preco mais
commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obna.
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Vende-se
presuntos nglezes e sal em potes : em
casa de Gustav Bousset & C. ra da
Cruz n. 5, ebegado ltimamente pelo
navio Trinculo.
Superior cal de Lisboa.
Ten para vender em porcio e a rolalho Anto-
nio Laiz de Oliveira Azevedo & C., no san m-
criptorio ra di Cruz o. 1.
Vestidos a 3^000 e 2#500
Vende-se corles de veslfdos braocos- com bar-
ras e babadas a 3* e 2*500: oa ra da Imoeralriz
n. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2#500.
Veode-se saias bordadas muilo bonitas 8 2J500
cada urna : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
Pavo, de Gama & Silva.
Baies do Pavo
Vende-se baldes de bramante francez com ar-
cos seodo os que tem melhor armaco p*# di-
minuto prego de 39 e 39500 : na rus <1 ra-
triz n. 60, loja e armazem do PavuT" Jama
& Silva.
Saias com arcos de linho.
Veode-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho que fazem as vezes de balo a 3*200 e a 4*
cada urna, esta fazenda s ha na loja do Pavo:
ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a 240 rs.
A. ultima hora acaba de chegar a loja
do Pavao.
Esta fazenda inleiramente nova de quadrinbos
imitando es sedas, fazenda muito eocorpada e
de cores delicadas proprla para vestidos de se-
nhora e roupas para menioos o meninas pelo di-
miouto prego de 240 rs. o rovado : na loja do
Pavo rea da Imperatriz n. 60, de Gama t Silva.
Veode-se um balca todo de amarello, mui-
to proprio para loja de fazendas : na ra Nova
o. 23, loja.
Loja da boa f. na ra da Im-
peratriz n. 74.
Vendem-se ricos enlejes, os mais modernos
que ha, pretoa e de cores a 6*500, rap grosio,
meio grosso, princesa do Rio, gasse uno e meu-
roo, e um completo sortimento de miadezas, a
dinbeiro, por minos do qm em outra qualquer
pirte,
Relogios
Vande-se em casa de Johnston Paler & C ,
ra do Vigsrio n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variolada de bonitos trancellins para es
mesaos.
Vende-se 1|3 parle da casa de Ups andares
da rus do Vigario n 19, avallada em 5:000* :
a tratar com os administradores da massa fallida
de Jos Luiz Pereira Jnior, na ra da Cadeia do
ttecife n. 4.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63
Vendem-se colheres de mttai do principe para
sopa a 5, e para cha a 2J500, e concha para as-
sucar a 640 rs.
Loja de miudezas do beija Mor da ra
do Queimado n. 6o.
Vende-se tranga branca de linho a 80,120, 210
e 800 rs. a pega, galo branco a 1J800 pecas de
20 faras.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63.
Vendem-se cairas de agulhas francezas a 120
rs., em carteirinhas a 320.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se tesouras finas para costureiras a
1$ e 1*500, ditas para uohas a 640, 800 e 1*.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63.
Vendem-se toucadores de Jacaranda a 2*000,
fgOO, 3 e 49, dilos brancos a 2g. caixtohas de
espelbos para nafalha a 29 e 2*500.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63.
Vendem-se ricos sintos de senhora dourados a
29. 2*500 e 3*. enfeites a 5g500 e 6g, dilos de fi-
drilho a 1*800.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se (iras bordadas para vestido, e saias
braocis a 800,1*, 1*200 e lg400 a tira.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63.
IOTA
exposico de can-
dieirosdegaz.
Na ra Nova ns. 20 e 24.
O proprietario deste oovo estabelecimeoto to-
ma a hoora de participar ao publico que tem de
oovameole chegado a este estabelecimeoto um
riquissimo sortimeoto de candieiros de todas as
qualidades que se podem desejar, assim como
grande deposito de gaz hidrogenio de 1,", 2.a e
3.a qualidade, pelos pregos mais razoaveis que
se podem eocoolrar oeste mercado, assim. como
tambem se veodem meias latas e latas de um ga-
lo, e em gairafas a retalho, assim como tam-
bem variavel sorlimeolo de ranquilbiria de bom
gosto, que muito agradar ao publico que visitar
este eslabelecimento.
IOTA
exposico de cuti-
laria.
Na ra Nova n. 20, loja de Carnciro
Vianna.
O proprietario deste eslabelecimento avisa ao
publico em geral, que tem recebido um riqufssi-
mo sprttaDento de ferrageos e cutilaria, das se-
guintes qualidades : facas de marflm da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditas de todas as
mais qualidades, ps de ferro patele calgadas
de ago, enxadas de ago, catms de ferro, bombas
de japy,.motaes finsimos para servico de mera,
e oulras muitas culilarias que por gosto se po-
dem comprar : na ra Nova n. 20.
i Vende-se um carro de 4 rodas oovo, rece-
bido ullimameole de Franga, todo forrado de se-
da, com os competentes arrelos pratiados, obra
de muito bom gosto, sendo este ralecbe o mais
bonito que boje existe nesta cidade ; a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
3(J Larga do Rosario 36
Pedro Tinoco, conserva sompre oeste eslabeleci-
mento bom sortimento de miudezas c rap e est
disposto a vender barato, como seja ; "
llapc Paulo Cordeiro, libra a 1*680
Gatse grosso, libra a 1J6 Dito meio grosso, libra a IgtMO
Dito uno. libra a 1*280
Rap de Lisboa, libra a 2*700
Dito Meuron, libra a IjOiU
Franjas pretas com vidrilho a 460, OO,
600 e 70(1
Traogss prelas com dito a 400
Bicos pretos a 240, 320, 400 e 500
Galo preto com vidrilho a 38(1
Eofeites pretos modernos a 6*000
Saboneles de bolla a 640
Escovaspara unhssa 320 e 500
Meias cruas para homem a 2*400 e 3*000
Apparelhos para bonecas de 2i0 a 21000
E outros mais objectos como sejam : boles,
luvas, pentes, toucas de laa, lilas de seda e de
velludo e sarja, aloeles pretos para pello, Iran-
gasda caracol e oulras mais miudezas que nao
posaivel mencionar a miudo.
Grvalas ca moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda prelas e de cores, que se vendem por
pregos baratissimos, como sejam: estreilinbas
pretas e de lindas cores a 1*, ditas com ponas
largas a 1*500, ditas pretas bordadas a 1*600. di-
las pretas para duas voltas a 2J ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Vendem-se escovas para denles de diversas
qualidades a 160, 210, 320, 400 e 500 rs.. pentes
de alisar de bfalo braoco a 400, 500, 640, 800 e
1*. dilos de hurracba a 610 e 800 rs., dilos para i .
bicho de bfalo branco s 200 e 320, ditos de bur- e 'odos. os nianhoa e por barato prego : na ra
racha a 500 ra.. ditos de msrlm a 320, 400 e 500 c;dJ,and0 Recite, loja de ferrageos n. 56 A, de
rs., dilos de baleia a 200, 240 v 280, ditos de lar-1v,d'1 & Blos-
taruga virados a 8* e 9g.
Bombas de Japy.
Vendem-se as bem acreditNas bombas de Japy
Attencao
a
Vende-se feijao preto, saccas graudes, a 10*,
dito niulalinho, sacras com 24 cuias a 12* : bu
armazem de Luiz Antonio Annes Jacomo n. 7
confronte a alfandega.
Vende-se um palanquim da Bahia, chama-
do de rebuco, em bom estado : na ra do Impe-
rador n. 15, das 0 boras do dia as 3 da larde.
CARTOES
DE
VISITA
DE
!OT dDlf
Carices de visita de novo gosto
Carles de visita de novo gosto
Cartesde visila de novo gosto.
Urna duzia porl#0.
Urna duzia por llijjOO
Urna duzia porlogOOO
Urna duzia por I6j000. .
Retratista americauo.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
ltua do Imperador
Ra do Imperador
ltua do Imperador
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sua
encommenda das verdadeiras pennas de ago
inglezas caligraphicas, dos bem conhecidos o
acreditados fabricantes Perry & C., e apesar da
falta que havia dessas boas pennas, com ludo
vendem-se pelo enligo prego de2/00O a caixiuha
dd urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao Irazem. Para livrar de eogaoos, as ca-
lichas vo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado o. 16.
Rape
Na loja de violsa da praga da Iodepeodeocia
o. 5, vende-se rape muilo fresco das seguiotes
qualidades : Lisboa, Paulo Cordeiro, Prioceta do
Rio, (Rocha) gasse fino, meio grosso, groaso e
meuroa, garntese ao comprador a boa quali-
dade.
Vende-se urna mulata escrava de SO aonos'
boa eosinhelra, engommadeira e perfelta eoslu-
reirs, com um fllho de Ginooi: na ra do Quei-
mado n. K\.
Vande-se muito boa pedra de cantarla or
pre(o commodo: a tratar ha tai di Rod 1.1.
Cama
Veode-se urna cama de Jacaranda, a qual de
armaco e sem ter uso : a Iraiar na ra do Cal-
deireiro n. 90.
Vende se a taberna da ra de Hortas o. 18
afreguezada e tem boas commodos para fimilia :
a tratar na meama.
Vende-ae bm excedente cabriole! : a tra-
tar na rna de Arago n. 37.
Attencao

vendem-se capas de borracha, perneiraa de bor
racha, sapatos de borracha, selas da lia prataa
e de corea, camiasa de lia, ditas de flanella : na
loli di Nibui & C, fli rui Nov o. 1
Vende-se farioha do reino a 100 rs. a libra e
sendo de urna arroba para cima se far abaliraen-
to, macarro, aletria e talharim a 320 rs. a li-
bra, arsiru como mais geoeros tudo em conta : oa
rea da Imperatriz n. 88 defroote da matriz.
Vende-se
oo primeiro armazem n 63 confronte para o arco
da Cooceigio, milho, farelo e cebla e mais g-
neros por prego commodo ultimameote chegado.
Saceos grandes
de bos farinha e prego commodo, s oa rea Di-
reita n. 17.
Vende-ae urna canea muo bem construi-
da, csrrega um milhelro da lijlo, e navega com
um palmo de agua: a tratar na ro nov da San-
ia Rila n. 65.
T
a r\
__




DIARIO DE PEKNAMBUCO ** QUINTA F11BA 13 DE 11ABQO DB 1861
ARMAZEM
ROUPAFSITA
Sementes de hortalices.
Vende-ae na ra da Crac do Rfcife, depoaito
de po e bolacha o. 3-2, torneles da hortalices de
todaa aa qualidadei, chegadat oo ultimo paqaete
da Europa.
Ricas
molduras para quadro
Vendem-ae ricas moldaras para quadro, lano
douradas como pretasfingindo Jacaranda: na ra
da Cidea do Recite o. 7, loja de mludezas de
Ouedes 4 Goncalres.
500
JfK ^antiC I Superines loeias de lia.
UvlJ a. 7 tfl II ajill Lia i R Vendem-se superiores meias de la, lano cu
40Ra do Queimado40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabeleciraento ha sempre um sortimento completo da roapa faita de
lodas as qualidadea e lambem se manda executar por medida vontade dos fregue-
zea para o que tem um doa melborea professores.
Casacas ue panno preto a 40f,
35| e 30|000
Sobrecasacos de dito dito a 359 309000
Palelots de panno preto e de co-
res a 35}, 809, 259.109,189 e 209000
Ditos decasemira de cores a 229,
15f.129.79e 99000
Dito de alpaca prela golls de
velludo francezas a 109000
Ditos de meriu setim pretos e
de coras a 95 e 8|000
Ditos de alpaca do cores a 59 e 39500
Ditoa de alpaca preta a 99,79,5 e 8S500
Ditos de brim de cores a 5f,
49500,49 e r 39500
Ditos de bramante delinho b an-
co a 69, 5$ e 49000
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e 89000
Cairas de casemira preta ede co-
res a 1X9. 109, 98, 79 6>000
Ditas de princeza e merino de
cordao preto a 59, 69500 e 49500
Ditas de brim branco ede cores a
59, 49500 e 2J500
Calcsdeganga da cores s 3)000
Gollete de velludo preto e de co-
res Usse bordados a 129,99 e 89000
Oiloa de casemira preta e d* co-
res lisos e bordados a 69,
59500,59 3J500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e selim branco a 6 a 59000
Ditos de gorgurao de teda pretos
e de cores a 79, 69, 49 59000
Ditos de brim e futa o branco a i
38500, 29500 e 39000
Saroulaa de brim de lioho a 29 e 29200
Ditas de algodao a 19600 e 19280
Camisas de peito defustao branco
ede corea a 29*00 29200
Ditas de peito delinho a 59, 49 e 3000
Dltaa da madapollo brancas e de
cores a 89. 29500, 29 18600
Chapaos pretos de massa franceza
forma da ultima moda a 10|,
88500 e 79000
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e 2j>000
Ditos de aol de seda ingleses
francezes a 148.129. 118 79000
Colarinhoa de liobo muito flnoa
novoi feilios da ultima moda a 9800
Dos de algodao 9500
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1008, 909. 808 e 708000
Ditos de prala galvanisados pa-
tente e horizontaes a 409 30J000
Obras de ouro, adrenos e meios
aderecos, pulceiras, rzalas e
aneis a t
Toalhas de linho duzia 108, 69 e 95000
Ditas grandes para mesa urna 39 e 49O0q{
NO
ARMAZEN. PRORESSO
Francisco Fernandes Duarte
largo da Penlia
Vcnde-se oeste armazem de mohados os melhores g-
neros que vera a este mercado e por menos 5 a 10 por cento do que em nutra qualquer parle
Raranliodo-se a boa qualidade, por isso rogi-se a todos os Srs. da praca, de engenho e lavradores
favor de mandaren) suas encommendas ao armazem Progresso, aflm de verem a differeoca do
preco e qualidade que faz, se fossem comprados em outra qualquer parle.
nk\am\eig&. ltlgleXa oe ft-mt\n qualidade a 800 e 1*000 a libra, e em barril se far
abatimento.
NUntalga t rtmceut a
mais nova a 640 rs., a libra e am barril, 600 rs.
Glia Y&ysson 0 mais 9uperior que ha
Cha \\uxim
CU pteto un
no mercado a 2{S0O e 29500, a libra.
imilanio a porola, pela sua superioridade a] 39000, e 29600 a libra.
lico para os doeotos que se tratara com a homcopalhia a 29500 a libra.
V a^ljOS OO l*Ochegedot nei,e tilimo TaPora 39000, ditos chegados no ultimo
navio a 29500
*luticos lonariBos 0 quo ha deom neslegenero, 1#000( a libra e em ao >e
faz abatimento.
V**'^ prdAO 0 maig suprior qae lom Q(j0 a esle merca(j0 a i^oo a iDra#
Pruto ingle* pata ambtc muil0 n00.500 rs
rao se far abatimento.
Cosleletas aglezas
Prezunto da reino
Salame
a libra, e em por-
proprias para fiambre a 800 rs. a libra e em porcao a 700 rs.
de superior qualidade.a 480 rs. a libra elnteiro, a 440 rs.
o melhor pelisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 19 a libra, e
em porcao a 900 rs.
Toueinn* do reino mail0 novo a280r, a ,ibra> (em bmilde 3arrobas,
Cnonricas e paios de lombos a
monto.
Latas roa
mercado a 29O0O cada urna.
BanYia de porco refinada em Ial. com 10 Ubra, por 4#5O0 cada uma
Banlia de poreo mu^0 fiQa aWa B 480 rs a hbra g em bmU a m rs
oaa .." do afamado Abreu e de oulros moilos fabricantes de Lisboa
rs. a libra, e em porcao se faz abatimento.
79OOO.
60 rs. a libra, era porcao se faz abal-
_____ v*j promptas para se comer viudas a primeira vez a esle
como sejSo pera, damascos pe-
Latas com (rulas de doce em cuida
ceg, alpexe, e gioga, a 800 rs. cada lata.
Marmelada de alperxe em Utal de 2 Iibra pot,J200 cada unja>
gatas com amendoas concitadas contendo m,is confcil03
candi, mullo propno para mimo, a 29000 cada unto.
Uoee da cisca da goiaba muil0 fi0
Doce se eco e em calda de
29500 cada uma.
a 800 rs. e em porcao se faz abatimento.
differentes qualidades, em latas de 4 e 5 ti por
Cario* com bollo francei P .
A .V,V., pr0prl08 par, mimo 5gQ r_
vassas em caxinba de 8 libras
uno,. Yk ltur*!> muito novas por SjJOO e 4 relalho a
4ou rs. a Hora.
Figos da cammadre
muito novoi. em caitas de 8 libras por 29500. ditas com 4
* por 1 JOO, ditas com 2 muito bem eneitadas por JOO rs. cada uma e a rela'll
llura.
era latas de 1 libra, por 640 rs.
o a 320 rs.
TE.rvilnas francezas e portnguezas
ditas em meias latas a 500 rs.
Macada tomate em lal de, libra por800 rs
\mendoas de case* mol .,
" muito novas a 320 rs. a libra.
IXOieS a 120 a ,bra> e 3^000 a arroba.
\meixas Lrancezas em ,a, com 3 libras por ^^ dila> com t
Aamtixas portngntzas -m lihr. v
_. 9 Ja a libra e em catxa se fsr abalimeo
Chocolate bespnhol 1J500| dHo fraDtez a
____L___^flangi-se a boa qualidade.
nIT. I6011 ;8e.uma mobilia de Jacaranda, com-
posta de sof, 4cadeiras de braco, 12 cadeiras,
S?.fS I80" lampo de ""ore, 1 mesa d
tratar na ra da Jmperatriz n. U
Vende-se
pr 19500.
lo.
uma casa nova na ra do Pro-
gresso (camioho novo da Soladade
commodos para uma familia.
640.
Chapeos de sol
Queimado n. 44.
de panno a 640 : ni ra do
n. 15, com
Vendem-se 415 meios de sola : na ra dt
Coneeicio do biirro da Boa-vista, casa d. 12.
Vende-se um cavallo ruco novo de 5 a 6
aonos, com andares, baizo, bonito e manto a
trttar na ra da Imperalriz n. 12,
A4J800 rs. a duzia.
Meits ernas Joglezas muito boas para
elkao-0 o. 47.
Vendem-se superiores meias de lia, lano cur-
tas como compridas ; na ra da Cadeia do ne-
cife, loja n. 7, deGuedes& Gocalvei.
Ricos eneites.
Vendem-ie ricos e superiores etafeiles os mais
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tsimo preco de 6 e 69500 : na loja da boa fi,
na roa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias francesas de lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; m
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Gambraia Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego de 4 e 58 a peca com 8 1|2
varas, dita tapada muito superior", pega de 10
varas a 6| : na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoalliada de
linno.
Vende-se superior bramante de paro linho com
duas varas de largura a 29400 a vara, assim como
atoalhado adamascado lambem de puro linho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Meias para sennara.
Vendem-se superiores meias para seohora pe-
lo baratissimo pre<;o de 39840 a du?da; na loja
da boe f, na ra do Queimado n. 2t.
Cortes de cales.
Vendem-se cortes de caiga de meia casemira
de cores escuras a 28 cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Ra da Seozalla Nova n. 42
Vender em casa de S. P. Jonhston & C,
sellios e silhoes inglezos, caodieiros e castigaos
bronzeados, lonas ioglezas, lio de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavados, e relogios de onro patente
inglez.
Libras sterliuas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira 4 Filho, prags do Corpo Santo n. 19.
Lencos brancos muito
finos.
Vendem-se lengos brancos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a dnita, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na ra do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezaa, antes que
se acabem.
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos deAzevodo Haia e Silva, esli vendendo
lodas as miudezas por pregs j sabidos e co-
nhecidos :
Grotas de peonas de agode todas as quali-
dades
Nvelos de lioha que pelo tamanho a todos
admirara a
Caixas de agulhas francezas a
Gaias com alneles muito finos a
Cairas com apparelho para entreler me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhot portugueses a 120 e
Groza de boles pequeos para caiga a
Tesouras para uohaa muito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Bacalaos francezes para vollarete muito fi-
nos a
Agulheiros com sgulhss francezas
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pegas de traoga de la com 10 varas a
Ditas de traoga de la de todas as cores a
Pares de sapatos de traoga de la a
Carlas de alfioeies franceses a
Pares de luv3s fio da Escocia muito finas a
Oitaa ditaa brancas grossaa a
Escovaa para limpar denles muito finas a
Masaos com superiores grampos a
Cartes com colxeles de algum defeito a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muito superiores a
Eofiadores para vestidoa de senhora com 4
varas a
Cairas com colxeles francezes a
Cartas de alQneles de ferro a
Charuloiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito fina a libra
Tenho nova remessa de labyrinlh.
der por todo prego, assim como tenho
seda differentes corea para vender por lodo di-
nheiro que offerecerem.
120
120
60
240
500
200
ISO
400
400
320
80
80
200
800
18280
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
19000
160
120
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais goeto em galan-
teras de Tiro e porcelana como sejam jarros,
frasquinhos e garraflohas, manteigueiras assu-
careiros, jarrinhos para boquete da eravo ou-
tras muitas cousia : na loja da victoria aa ra
do Qusiraado n. 75, junto a lofa da cara.
iudezas baratas
Na loja da victoria na ra do
Queimado juuto a loja de
cera.
Clcheles francezes em carteo a 40 rs.
Alnetet francezes cabega chata a 120 rs. a caria.
Papel com cento a taolos alfloetes a 40 rs. o
Papt.
Liohai victoria em carritel com 200 jardas a 60
1 carritel.
de 200 jardas de Alexaoder a 900 rs. a do-
ra.
Ditas
ziaJ
Ditas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs. o
ca] rite
Ditas de Pedro V brancas a de corea a 40 rs. o
carto.
Grampos a 40 rs. o mago.
Eonadores braocos a 60 e 80 rs.
Careirinhas com agulhas francezas a 320 rs.
Trafagas brancas de linho a 100 rs. a pega.
Agjilhas de eofiar vestido a 40 rs. esda ama.
outras muitas miu-ezas que se affiaoga ven-
barato para quem comprar victoria sempre
tar : na loja da victoria na ra do Queimado
'5, junto a loja de cera.
Esceocia k ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escancia da ail
sansa excellente para engommado porque ama
Sota delta bastante para dar cor am ama bata
a gomma tendode mala a mais a preciosidsde da
nio manchar a roapa como mailaa vezas acon-
tece com o p da ail. Cesta cada frasquinho
500 rs.: na roa do Queimado loja da agaia bran-
ca n. 16.
Vende-se macarro. alelrla a talharim a
240 rs., arroz a 100 a 120 rs., caf maido paro
a 360 rs., erva mate a 240 rs., sabio branco a 200
rs., alpisla a 160 rs., estucar branco a 100 e 120
rs. proprio para doce, gomma a 100 ra. a libra a
29560 a arroba: est torrando, Santos A C. raa
do Cordoniz n. 1.
Panno de algodao da .
Baha.
Vende-se no escriptorio de Antonio Luiz da
Oliveira Azevedo A C, raa da Cruz n. 1.
*

Aloja d'aguia
ranea um deposito de
perfumaras finas.
DA -. I
Fundicao Low-Noor,
Una Ja Sanutlla Viivn n 12 '
Boa da Sen/.alla Nova n. 49-
Neste eslibelesimeoto continua a haver um
completo sortimento de moendas a meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado de lodos os tamanhos
para dito,
Soaball Mello & C., tendo recebido or-
Etla loja por estar constantemente a receber dem para vender o sea crescido deposito derslo-
perfumarias finas de suas propriss encommendas, gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
Na praga da Independencia ns. 14 e 16, tem
para vender-se. muito baratas, gollas de bloode
preto. eofeiUdas do Uta de veludo e bico a 4
rs.. camisiohaa e manguitos a 3$000 rs.. mante-
letes pretos de bloode a 129000 rs., chapeos de
palha para senhora a 359000 rs.
Veadem-se caixoes va-
ziosal$: uesla typographia.
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
arateza por que ae vendem convida a anima ao
asa avadar.
N.O.Biebar & G.saccessores.rna daCras
4, tem paracendor relogios paralgibeira da
ouro a prata.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e|compridos e
de diversos tamanhos, e os melhores que tem
** a este mercado, pelo baratissimo prego de
600. 700 e 800 rs. cada um, e tambera ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar
quezas para 19400 cada um : na rui do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
prtunidade sem perda da lempo, para vir com-
pra-loa por commodo prego no san escriptorio
ra do Trapiche o.28.
a 120 bem ae pode dizer que etl cooatiluida um depo-'cio ; convida, porlaoto, aspessoas que qaizeram
o P* ven- sito de ditas, lendo-aa sempre dos melhores e possair um bom relogio de oaro oa prata do ee-
o trancas de majs acreditados fabricantes, como Lubio. Piver, lebra fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
por lodo di- -
Attenco.
para aquaresma.
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos procos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Hoeda taixas de ferro tuado do mui acreditado
fabricante F.dwio llaw, a 100 rs. por libra, aa
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a raa do Trapiche o. 44, armazem
* Am r.-.^nH ..
________________laman.Ja._____________________'da fazendas.
ARMAZEM PROGRESSIVO
E
36, ra da
Mffl
Cruzes de Santo Antonio, 36.
|Loja das 6 por-
tas em frente do t-
vramento.
I Roupa feita muito barata.
*r Paletots de panno fino sobrecasacos,
ft ditos de casemira de cor de fuslo, ditos
g. de brim de cores se brancos, ditos de
J ganga,caigas decasemira prelas e de
9 cores, de brim branco edecores, degan-
gs, camisas com peito de linho muito
finas, ditas de algodao, chapeos de sol
P de alpaca a 49 cada um.
!gTilS? g?L*_gfr Sn.9 .H* e aradores, uma vantagem em seus gneros, de 5 a 10 por cento de menos dos precos,
garTntiZ q q M,aWM,mfn,' ""endendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos o
Mailteiga ingleza especi.lmanteescillhidaa 850 e 15000, a libra e em barril a 800.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porcao e a retalho de uma sacca
para cima, e por commodo preco : na ra da ala-
dre dt Dos confronte abotica o. 30.
Canos de chumbo.
Vendem-se canos de chumbo de todas asgros
suras; na loja de ferrasen?, ra da Cadeia do Re-
cite n. 56 A, de v; si & Bastos.
Milho e arroz de
casca.
Vendem-se saccas coa milho e arroz muito ba-
rato, em porcao e a relalho : na travessa do pa-
teo do Paraizo o. 16, com oilo para a ra da
Florentina.
Cera de carnauba e farelo de
Lisboa,
por muito menos que em qualquer parte, ecal de
Lisboa em pedra por 5:0OOS a barrica para aca-
bar : vende-se na ra da lladra de Dos o. 10.
arw*w* wv*avWvawrai
dem franceza
a primeira da safra no^a 700 rs. e em barril a 600 ra.
I a libra,
neste denero vindo & primeira vez ao nosso
a fiambre a 700 rs. a libra.
mercado a 29100 a libra, e lambem temos para 19800.
900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as da duas libras, e em porcao lera abatimento.
guraz, sirda; congro, linguado, ostra, elula de tjelada, chouric,as
LiquidacaO
A loja de marmore.
na ra doQu
A 640 rs.
Fil de linho liso ; na
mero 47.
a vara.
ra
Bourous de casemira paja senhora a 109
Manteletes de grosdenaple a IOS
Loques de sndalo a 59
Bournutde caiemira para meninos
de lodas as idades a 59
Graode sortimento de cascarrilhas,
trancas e fitas de todas as cores para en-
feites de vestidos por precos mais bara-
tos do quo em outra qualquer parle
A boa fama
vende fivelas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos goslos que tem viudo
a este mercado, pelo baratissimo preco de 29500
cada uma, carteiras com agulhas as mais bem
sortidas que se pode desojar, e em quanlo a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carteira, peonas de ac ca-
ligrapbia verdadeiras a 29 cada caixinha com 12
duzias, ditas de lanca verdadeiraa n. 134 a 19200
cada roza, ditas muito boas aioda nao conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Aliento
36Ra Nova36
QuejjOS flamengOS vindos no ultimo vapor a 39000. e em porcao lera abalimenlo.
r'i08 1UQdrQ0S os melhores d0 FW* a "0 a bra, e sendo inleiro a 950 rs. a libra.
LianySSOn muito superior a 2|800| e 39000
Cb preto o que ha de melhor
Presunto inglez para fiambre
Presuntos portugueses vindos 4o Porto de cas. particular. 500 rs. a libra inleiro a 460 rs.
vnhO e r'5aS n,U, novas 600 a ,lbra "barris de arroba a 15.
139o3u9000?d5riadOPOr,' Pfrt0 fio- necUr' Carcavallos, velho, secco Faitoria a chamisso de 19200 e 1300 a garrafa, a
Vinno Bordeaux de superior qual dada diversas marcas de 800 a 19 a garrafa a de 8500 a 101000 a duzia,
VinO muSCatel a I9000agarrafke 109OC0 a duzia.
Vinho para p astO do Porto, Figjieira, e Lisboa da 500 a 600 rs. a garrafa a de 49000 a 480O a cauada;
Marmelada de lodos os concerveirosIdeLisbo. a
LalaS COm peixe savel, pescada,Ipargo. roballo, cavada, guraz, sarda; coog
finas o mais bempreparado que tem vihdo ao nosso morcado, de 19300 a 39 a lata.
Latas COm ervilhas porluguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachinhaS de soda de todas as qualidades a 1440 rs.
PIgOS de COmmadre em caixinhajs de 8 libras as mais bim enfulladas qua lera vindo ao morcado a 2*800 a caixinha e 400 rs. a libra.
Peras muito novas a boas em caixinha da 4 libras a 39000 a caixinha e 19000 a libra.
AmeixaS francezas em latas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
PaSSaS em caixinhasda 8 libras, a 29^00 a caixinha, e 500 rs, a libr e a 99 a caixa de arroba.
LOrinthiaS para pulim em frascos de 1 1i2 2 libras a 19500 a 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
CaiXlIlbas Parias para mimos, com assas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, da 39000 a 59000 rs. a caxinha.
Conservas inglezas a poringoez. a 600 e 800 ris o frascoa 9 a caixa.
Macarro e talharim, muilo novo, par sopa a 320 a libra e 69000 a 'caixa.
liOmma muito alva como se pode desojar a 100 rs^ a libra,
Amendoas de casca molle a 4 00" ris la libra e nozes a 200 rs. eem porcao tara abalrmaulo.
Ghampanhe dis melhores marcas, del 159^a 209000 reis o gigo.
LOCOlate portuguez. francez, e inglez, a 900 rs. a libra'
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrala, a 59500, a duzia.
lOgnac muito superior a 19000 a garlrafa e a 109000 a duzia.
GpUebra de Hollauda a 600 rd. o frascoa 69500 a frasqueira.
V|rgre de Lisboa puro a 240 rk. a garrafa, a 19800 a caada.
*^lv 1 garrafeS de $ garrafas,lpor 19200.
Espermacete superior 76<> > 7*o caixa..
ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e da 3|000 a 3200 a arroba.
Lenlllbas francezas o melhor de lodos os Iegumes a 500 rs. a libra,em porcao ter abatimanlo.
Latas COm fejO Verde muito bem,preparado a 890 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 440 e 600 rs. a lata.
MaSSa de tomate em latas de urna libra a 900
Alpista a 160 rs. a libra

'
rs.
e painco a 240, e 59'a arroba do alpisla a a 6f400 a do painco.
em pacoias, muito propriospara meza a 240 e 200 rs. a libra.'
Acaba de chegar um completo surtimoolo de
> oceulos e lonetas de aro de ac, tartaruga, bfa-
lo, e burracha, para todas as vistas ; assim como
' um completo surtimeolo de oceulos proprios para
1 molestia de olhot, aflan(a-se vender mais em
coota do qae en outra qualquer parte ; assim
como grando surtimeolo de vidro. p.ra oceulo?.
^~
Potes grandes com sal refinado 64oumnam tamos
BaIrttis em gigosda uma arroba a 19500, o 80 rs. a libra.
Doce da casca da goiaba de 19000 a 1200.
Azete doce purific.do, a 800, a garrafa e 99000, a duzia.
r aillOS llxadOS para denles, os mais bem ftilos que tem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco -*om 20 massinhos.
Bolachnha ingleza muito nova a 400 rs. alibra e 59000 a Jbarrica.
Toucinho de Lisboa a 320 res a libra e 109000 a arroba.
Velas de Carnauba ecomposicao a 400 rs. alibra e a 119500 a arroba;
Araruta a nalhor que se pode dasejar a 320 rs. a libra.
sevada chegada ltimamente a 160 a libra e a 49 a arroba.
Ceblas muito nova a .600 rs. o cauto e a 400 rs. as pequeas para conserii,


Mario de pernambco owim peira ir gc Mingo ws ttn
-
=
,
Guimarsea Lu, donos da loja do miudezas
da ruado Queimado d. 35, boa fama, parlicipim
o publico que o sea estabelecimento ae acha
completamente prvido daa melhores mercadorias
tendentes ao meamo estabelecimento, e mullos
outros objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
bidos de suas proprlas eocommendas ; e estando
ellos inteiraroente resollidos i nao venderem
flado, aflangam vender mais barato do qao outro
qiialquer ; e juntamente pedem aos seus desdo-
res que lhes mandem ou Teoham pagar os seus
dbitos, sod pena de seren junifidot.
Meias de la
para meninos ; na ra da Cadeia do Recite nu-
mero 15.
Chegsram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os qqaes se
rendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, noes-
criptorto de Antonio Lulz de Oliveira Azevedo.
A 320 rs. ocovado, grande
pechineha.
Vendeni-se superiores eambraias francesas de
muito bonitos padroes a 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que sempre vendeo-se por 800
e 19 a vara, venham por ellas, antea que se aca-
bem; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa (.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar & loja da boa na ra do
Queimado n. 22, meias pretas de seda muito au-
periores, proprias para os senhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; ven-
dam-se pelo barato prego de 60 o par, na ^en-
donada luja da boa f, a ra do Queimado Hu-
mero 2S.
para lijos.
Vendem-se na ra da Senzala Nova n. 30, cai-
xinbascom doce por pregp commodo, recommen-
daveis para os anjos de procissao.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdensple prelo bom a 1J600 o covado, di-
to auperior a 18800, dito a 29, dito largo a 29200,
dito muito superior a 29600. 29800 e 39, chama-
lote pretode superior qualidade a 39, sarja preta
larga a 29, dita heapanhola muito superior a
-2^800, dita lavrada auperior a 29200, setim pre-
to a 2$ e 39, dito maco auperior a 49, velludo
preto Dom, pimos pretos de I96OO, 29, 39, 4g,
'$, 69, 89 e 10jj o covado, casemiras pretaa a
I96OO, 29, 29500 e 3 e muito lina a 49 o cova-
vado, los pretos de 6$, "8 e 89 ca-la um, mantas
pretas.de fil de linho a ~9, 89. 99, 109 e IS9
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e differentes lmannos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas enfeitadaa rom n.uilo gosto e outras rumias
ftzendas prelas propriaa para a quaresma que
daiiam de meocionar-se ludo siais barato do que
era outra qualquer parle : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Uo-
reira Lopes.
Vendem-se burros gordos' e mansos : no
cngenho Jurissacs, do Cabo : a tratar alli com o
Sr. Domiagos Francisco de Souza Leo.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
Jonhston A G ra da Senzalla Nova
n. 42.
Aviso.
Vende-se um ptimo eavallo para cabriole!,
por 9er muilo manso e bom trotador, bem como
tamben] serve para sella: s tratar na rua da Cruz
do Recite n. 6.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
bastos & reg
Na rua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Palmatorias de vidro te de la-
ti para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
dado para ella* a 19*00, e ditas de lalacmui
novas e limpaa a 400 rs. : na tai do Queimado,
loja da Aguia branca n. 16.
Peitos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mu boa e encorpada : na rua do Queimado,
loja d'sguia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bo
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-braoca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadas em i nabos oa la-
dos, e contina a vender baratamente a 19200
cada tira, e outras de bordados muito largos a
29000, o melbor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas ao meio, pelo que se tornam baralissi-
mas : na rua do Queimado, loja d'aguja brauca
0.I6.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollioohas
e manguitos da puahoa bordados em Ona cam-
braia transparente por 29500 tudo, o que na ver-
dado baratissimo : na roa do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
GELO
n.
No deposito do gelo rua do Apollo
31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 3$500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo-
predio venda
h RUA 3)0 QUEIMADO M!A6
PAr7hfcGRANDEMTIMEHT0
^DASEROUPKSf
Sortimento completo de sobrecasacos de panno a 259, 289, 309 e 359, casacos muito bem
(altas a 25|, 28f, 30J 35|, paletots acasacados de panno prelo de 16 at 159, ditos.de casemira
de cor a 159,181 e 20|. paletots saceos do panno e casemira de 89 al 149, ditos saceos do alpaca
merino o la da 49 at69, sobre de alpaca e merino da 79 a' 109, caigas pretas de casemira de
89 al 14g, ditos de cor do 79 al 10$, roupaa para menino de todoa os lmannos, grande sorti-
mento do roupaa de brins como sejam caigas, paletots e colletes, sortimento da colletas pretos da
selim, casemir a velludo de 49 a 9J, ditos para casamento a 59 e 69, paletots braocos de bra-
Vende-se a casa de dous andares e sollo, asi- j mante a 49 a 5f, caigas brancas muilo finas a 5|, e um grande sortimento de fazendas fina s e mu-
agua, no becco das Miudinhas n. 8, avallada em | dernas, completo soriimento de casemiraa inglesas para homem, menino senhora, seroalss de
2:0009, a qual rende 1 1(2 por cento ao mes ; na linho ealgodao, chapeos da aol de aeda, luvas da seda de Jouvin para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos eocommendas de grandes obras, que par

Um grande a variado soriimento do
roupas (ellas, calcados o (azendaa e todoa
estes sa vendem por procos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
o casacos (eitos pelos ltimos figurinoa a
269,289, 300 a 359, paletots dos mesmos
pannos prelo a 16J, 18J, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos pidres s 149.169, 189.209 e 249,
ditos saceos das mesm as casemiras da co-
res a 99.109,129 a a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 89,109, e 12), ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino ehinei de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a lOfi,
ditos saceos pratos a 49, ditos de palha da
seda (azenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
: e a 495OO, ditos de (usto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 a a 49, ditas de brlm de corea
Unas a 2)500, 39, 39500 e a 4|, ditas da
brim braocos finas a 49500,5), 59500 a
69, ditas da brim loni a 59 o a 6), colletes
de gorguro preto e de coros a 5) e a 61,
ditos de casemira do cor o preloa a 4)500
a a 59, ditos de (usto branco e da brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4),
ditos de merino para luto a 4} a a 49500,
calcas da meriu para luto a 4)500 ea5),
capas de borracha a 99. Para meninos
de tolos os lmannos : caigas de casemira
preta eda cor a 5), 69 a a 79, ditasditaa
da brlm a 2), 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6) e a 7, ditos
de*or a 69 e a 7), ditos de alpaca a|39,
sobrecasacos da panno preto a 129 a a
14, ditoa da alpaca preta a 59, boneta
para meoioo de todas as qualidades, ca-
misas para meninos da todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia (eitos
Cara meniuaa de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8|e a 12), ditos de gorgu-
rao da cor a Je la a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos da cambraia ricamente
bordados para baptisados,e ruuitas outras
(aseadas e roupas (sitas que deixam de
ser mencionadas.pela sua grandeqaali-
dada ; issim como reeebe-ae toda equal-
quor ucommeuda de roupaa para sa
mandar manufacturar a que para aste fin
tamos um completo sortimento de (azen-
das de gosto e.uma grande oficina da al-
(aie(e dirigida por um hbil maatra qua
pela, suapromptid e parielgo nadadei-
xaa doseiar.
** Vsfw r^s^P t4rnr IHaV w^rWWsvW WW Liquidacao.
Braga, Silva & C em liquidacao, convidan)
aos seus devedores a virem saldar seus dbitos
dentro de 30 das, e participam que medidas ter-
minantes sero empreadas contra os que nao
compareceris.
Urna bar caca.
Vende-se ams barcada do porte da 35 calas,
eocstnada no estaleiro do mostr carpinteiro Ja-
elotho Eleabo, ao p da (orUlesa das Cinco Pon-
tss, sonde pode ser visla e examinada pelos pre-
tndante* ; vende-se a prazo oa a dioheiro : a
tratar om aianoal Airas liuarra, aa roa do Tra-
pisbe n. J4,.
rus do Trapiche o. 14, primeiro andar, ha penoa
aulorisada pelo proprietario para efiectuar a ran-
da damesma casa.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 13200 a pega do 3 varas,
tendo quantidade bastante de cada padro, para
vestidos ; e qnem tiver dtnheiro approveitar a
occasio, e manda-loi comprar na rua do Quoi-
made, loja d'aguia branes n. 16.
Agulhas itnperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas ssmpra
vender o bom, mandouvir, e acabam de chegar
aqui (pela primeira vez} aa superiores agulbaa
imperiaes, com o (undo dourado e mai bem (si-
tas, sendo psra alfaiaiss e coatureiras, e custa
cada papel 160 rs. A agnlha assim boa anima
a adianta a quem coae com ella, e em regra sao
mais baratss do qua as outras ; quem as com-
prar na rua do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem deltas.
REMEDIO INCOMPaRAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos da todas as nacfies
podem testemunhai as virtudes desteremedio
ineomparaveleprovaremcaso necessario.que,
pelo uso que delle Gzerara tem seu cornos
membrosinteirameutesosdepoisdehavar em-
pregadoinmilinente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas palaleilura dos peridicos, quelh'ai
relatam todos os das ha muitos annos; 1
maior parte dallas sao lo sor prendantes qu<
admirara os mdicos mais celebres. Quantat
pessoas recobraram com este soberano remedie
o uso de seus bracos a per as, depois dedui
permanecido longo tempo nos hospilaes.o tai
deviam soflrer a ampuiacao I Dallas ba mu
casquehaveadodeixadoasses, asylos depada-
limentos, parase nao submaterea sessaopa-
ra^ao dolo rosa f ora acuradas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gumas das t a es pessoa na enfusao de seu reco
nhecimentodeelararam estes resultados benefi-
cosdiante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimle maisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem dasespararia do estado desaude si
tivesse bastante confianza para encinar esta re-
medio constantementeseguindo slgum tempo c
tratamento que necesslasss a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo eura.
O ungento he ntll, mala particu-
larmente nos segulntes casos.
isso est sendo administrada por am hbil mestre de samelhante arte e um peaaoal da mala de
cincoenta obreiros escolhidos, portaoto eieculamos qualquer obra com promptid&o e mais barato
do que em outra qualquer casa._____________
Rua da Seuzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'sguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fuellas
douradas e esmalladaa para cilos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
perecem de ouro de lei, oque s com axperieo-
ria se conhecer nao o serem, estando no meamo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2$500 rs. esds urna, na rua
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneare s.
Cortaduras
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da c
em garal.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
dea.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do ligado.
lulammaco dalbaxig
da matriz
Lepra.
Males das pernas,
dos peitos. .
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, esa qoalquei
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacei.
Veas torcidas ou no-
das as pamas.
Cestiuhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprlo das meninas irem>para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
urna daa novas e bonitas cestiuhas que se ven-
dem ca rua do Queimado loja d'aguia branca
"' SYSTEMA MEDICO HODELIOWAY
PILULASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao eontm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Bei
nigno mais tenra infancia, e a coropleico mas-
delicada, igualmente prompto e seguro par;
desaneigar o mal na compleicao mais robustae
entecamente innocente em suas operacoese ef-
feitos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
qu sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguirn)
recobrar a saude e lonjas, depois de hsver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais siluetas nao devem enlregsr-sea des-
esperarlo; faeam um competente ensaio das
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, o
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguales enfermidades;
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrboidas,
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmacSes.
Irregularidades de
menstruacio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
Abstrucco do ventre.
Phlysica ou consump-
co pulmonar.
Retencio de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosos cai-
vetes fios para abrir latas de ardioha, doce,
bolachiohas etc., etc. Agora pela fests cmese
muilo dessss cousas e por isso neceaaario ter
um desses caivetes cujo importe 19, comprn-
do-se na rua do Queimado loja da aguia branca
o. 16, nica parte onde os ba.
Vende-se um terreno na roa do Hospicio,
quasi defroole do quartel, preprio pira edificar-
se urna casa, tendo- 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Novo sortimento de cascairi
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de caicarrilhas da aeda de
multas e differentes cores, e vende-se i 1J500
e 99500 ris a peca, na rua do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda a 1.000
o par.
Vende se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para aenhoras, e padres 1&000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada se conhece, na rua do Quei-
mado loia d'aguia branca n. 16.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31 RuaDireita31.
Neate rico a bem montado estabelecimento an-
cn trsro oa (regueras o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades. *
SANTUARIOS qua rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIROSde todoa os lamauhos.
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES dem idem.
BACAS idem ideas.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixss de todas as grosautas.
PRATOS imitando em perfeicao a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas aa qualidades.
PANELLAS idem ideas.
COCOS, GANDIEIROS e flandre para qual-
quer aorlimento.
VIDROS em caix.es a retalho de todoa os ta-
mandando-ae maohos, botar dentro da cidade,
em toda a parle.
Recebem-se eocommendas de qualquer nata-
na, concertos, que tudo aera desempenhado a
contento.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Noa rmaseos do caes do Ramos os. 18 o 36 e
na rua do Trapiche Novo (no Recite) n. 8, ae
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeote chegado a 148 a lata de cinco
galles, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Vende-se qualro casas terreas na rua da
Esperance do Caminho Novo, os. 63, 65, 67, 69,
quiotaes grandes, cacimba boa e tauquea para
tomar banhos: a tratar com o dono, na mesma
rua n. 67.
Attenco.
Um facto com pouco dinbeiro, na rua
do Queimado n. 43,
Esquina do becco da Ccmgregacao.
Chapeos de seda pretos para homem, Pineau,
ultimo Rosto de Europa, pelo baratissimo pre-
co de 99.
Cilgss de casimira preta a 7, 7J5O0, 89 e IO9.
Ditaa escuras, de cor, a 59500, 69, 69500 e
79500.
Paletots de cssimira de cor, escuros, a 109.
Calcas de brim pardo de Itnho a 29, 89500, 39 e
48000.
Ditas de ganga escura a a 29 e 29400.
Ditaa de fusto a 2$, 29500 e 39.
Assim como outras qualiaadea, paletots de pan-
no, alpaca, e outras muitas roupas f-itas que
visla se vendeio por precos que adminm.
Collecces de estampas.
Acaba de chegar a loja da aguia branca urna
pequea quantidade de. colleccoea de finas e
grandes estampas afume, rearesaatando elles oa
martyrios do Senhor em 14 quadroa, os qnaaa
sao besa acertados para qualquer igreja oa mea-
mo casa de quem tenha gosto de as possuir ;
heajoa igualmente outra pequea porcia das
procuradas eslampas a morte do jwto o a mora
do peccador : acham-se a venda somente na rua
do Queimado loja da aguia branca a. 16.
Talhares para crianzas.
A loja da aguia branca acaba da receber a sua
eocommeoda dos preciosos talhares para enancas
e os est vendendo a 320, 400 e 500 rs. confor-
me a superioriaade delles: aa rua do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
Oh! que pechiocha!
Oh que pechineha!!!
Vendem-se palitos Usados e foliadoa nosjpa-
ra denles, 2 massos com 40 masslnhos por 400
rt. : na rua da Imperatriz, loja ds arara n. 56.
uvas prelas de torcal
para meninas a 500 rs. o
par.
Vendem-se luvas pretssde torcal em bom es-
tado psra meninas de diversos tamanhos a 500
rs. o par: na rus do Queimado loja da aguia
branca n.16.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Ba F na rua do Queimado n. 21
sempre se encontraro as verdsdeiraa luvas de
Jouvin tsnto para homem como para senhora,
sdvertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas cOres, na mencionada loja da Boa F6 na
rua do Queimado n. 22.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agaa de-lavander iogleza
pelo baratissimo preco de 500 e 640 rs. cada fras-
eo, pomada muitissimo fina em paos grandes a
500 e a 19, vende-se por tao barato prego pala
grande quantidade que ha : na rua do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
qustro dedos de largura (azenda muito superior
pelo baratissimo preco de 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal preco pela razio de es-
tarem muilo pouca cousa encaldidos, tambem se
vendem pecas de rendas lisas perfeitamente boas
com 10 varas cada peca a 720, 800 e 19, ditas
com salpicos muito booitss e diversas larguras a
19800, 19600 e 29 a peca, ditas deseds a 58 ca-
da urna peca : na rua do Queimado na bem co-
ntienda loja de miudezas da boa fama o. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazeoda
em perfeilissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na rua do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-se na rua do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Vende-se' este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregades de ana venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conten
urna instruocao em portugus, para explicar o
modo de fazar uso daste ungento.
O deposito geral 4 em casa do Sr. Sonm,
pliarmaceutico, na rua de Cruz. n. 22, o
Pernambuco.
Novos boneis de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia braoca vende-se mur bonitas
boneis de velludo, e marroquim dourado, os
quae-s sao agora mol necessarios para os meni-
nos que vio psrs a escols e quem os qulzer com-
prar mala baratos dirigir-se rua do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
Potassa da Rossia.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, successores, rua da Cruz n. 4-
Sal de Lisbea.
Vndese a bordo da barca portqguea cEspe-
tanca, ssl de Lisboa limpo e redondo ; a tratar
na rua do Trapiche n. 17,
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
HerysipeU.
Febre biliosa.
Febre intermitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas o> sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs., cada
urna dellas conten urna insiruccio em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito giaal em casa do Sr. Soum
pliarmaceutico, na rua da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Loja das 6 por-
las em frente do
*Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4#.
Duzs de melasereas para homem a
19200 e o par a tfO rs., ditas brancas
muito finas a 2J500 a duzia, lencos de
cassa com barra de cores a 120 rs. cada
um, ditos brancosa 160 rs., baldes de
20 e 30 arcos a 'S$, laatioha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, tarlatana
branca e de cores muito fina com vara
a meia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. a vara, pe-
gas de cambraia lisa fioe a 39, caasae
de cores psrs vestidos a 200 rs. o co-
vado, muasulins encarnada a 320 ra. o
covado, calcinhaa para menina de escols
a. 1J O par, gravalinhas de tranca a 160
rs., pelos para camisa a 200 rs. cada
um dusia 29, pegas de cambraia desal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
lanha de rolo a 29, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
aberra das6 horas da manhiaaa 9 da
noite.
Lindeza.
Vende-se fasenda denominada
para veatidos a 16Q rs. a covado :
arte, rua da Imperatriz n. 0.
iodtza, ptima
na loja da Da-
i
Riscado monstro.
Vende-se riscado moustro, fszende muito eco-
nmica para o us domestico por ter grande lar-
gara a o seu prego t de 200 rs. o corado]: oa
rua da Imperatriz, loja n. 20, do Duarte.
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 85, que j se veoderam a I69, e para
acabar : na rua da Imperatriz, loja n. 20, do
Duarte.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeo* enfeitados multo recam-
^aasaaaisia psraaa-aseainaa quaaataa p'H'nrl"
festa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
prega de 29cada a : aa ni da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima aeharto
continuadamente oa senhores consumidores am
Kode e variado sortimento de fazeadM, tado
atissimo.

narar fiara n arre estse saos 1
Rival
sem segundo.
Na rua do Queimado o. 55, defronte do sobrsdo
novo, est disposto a vender tudo por prego que
admira, assim como saja:
Frascos de agua de lavando muilo gran-
des a 800
Sabonetes o melhorque poda haver a 320
Ditos grandes muito finos a 160
Frascos com rheiros multa finos a 500
Ditos ditos muilo bonilos a" 19000
Garrafas de agua celeste o melbor a I9OOO
Frascos com baoha muito superior a 240
Ditos dita de urco fiuiasima a 600
Frascos de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos dito dito a 320
Ditoa dito sito a 500
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a 720
Ditos dito philocome do verdadeirp a 900
Ditos com baoha transparente a 000
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos graodea a 500
Frascos de macag oleo a 100
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dita grandes a 800
Tem um resto de lsvande embreada a 5C0
Linha braoca do gaza 10 rs., a tres por
dous, a fina a 20
Dita de cailio Pedro V, com 200 jardas a 60
Dita dito dito com 50 jadas a 20
Carretela da linha com 100 jardas a 30
Duzia de meias cruas muito eoxorpadas s 29400
Dita de ditis muito superiores a 4f500
Dita da ditas brancas para senhora, mui-
to Unas a 3|000
Vara da bien da largura de 3 dedos a 120
Dita de franja pan toaIhia a 80
Groza da botos da louca branecs a 120
Duzia de phosphros do gat a 240
Hita de ditos de seis muilo superiores a 240
Pegas da fita para cus de todas sa lar-
guras. 320
Yenda de estabeleci-
mento.
M. A. Caja vende seu estabeledimeato da rua
Nova 18, a prato faveraveis, psrs pagamento
de aeus oredores, aendo dita veada de accordo
com oa meamos : a tratar oa meama loja a. 18.
Vende-se am terreno em Sent Amaro,
noto so hospital iogtez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bem estado: a tratar aa rua do
Trapiche n. 44, armazesa de Braga Sen A C
Vade-ae um oe*MM Uaiaa da aaaia pura
raga : no sitie fronteiro a igreja doa Afilelos.
43 Rua do Queimado 43
Esquina do becco da Congregagao.
Corles de sedinba para vestido, com 13 e meio I
covado?, a 39.
Mantas de blond pretas bordadas de veludo.
Grosdenaplss pretos, e meiss prelas para se-
nhora.
Chitas, eambraias, e oulraa muitas (azendaa, qae
nlo possivel tudo aqui aa mencionar.
Grande pechineha
Superiores paletos de psno preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baratissimo prego de
208000 ris ns rus do Queimado n. 22 na bem
conheciJa luja da Boa F.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de retroz para grvalas a
500 ris na rua do Queimado n. 22 na loja da
Boa F.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhaa de mui boa qualidade, e es-
colente soriimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como receben igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que coutiDuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na rua do Queimado loja d'aguia
braoca n. 16.
Argolas de ac pura chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, oa raa
do Queimado loja d'aguia branca o. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na rua do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde ae achara completo soriimento.
PEIXE
Duarte Companhla
receberam pelo ultimo vapor as seguinles quali-
dades de peite o mais bem arranjado que se po-
de desejar em latas lacradas hermticamente pe-
los precos da 19200 a 3g a lata :
Chourigas finas promptas.
Pescada assada e cozida.
Pargo assado.
Bobolos dito.
Cavalla em azeile.
Guras assado.
Nulas de ligelads.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Liogaados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam picotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijio verde a 800
rs.: nos srmazens Progressivo e Progressisla no
largo do Carmo a. 9 e rua das Cruzes n. 36.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
de I90 par : na rua do Queimado na bem co-
ohecida loja da boa fama n.35.
4os fabricantes de velas.
0 antigo deposito de cera de carnauba e aebo
em po e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a rua da aladre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelle
gneros, que se vendempor pregos raxoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quantidade de sabonetes finos para barbas, oa
quaea convm a todos compra-los mesmo para
moi, avista do diminuto prego de 39 porqaanto
se est vendendo a duzia. Para satisfazer-se aos
bous fregueies se vender tambem am menores
porcoea, porm quem mais comprar mais lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tomar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na rua do Queimado
loja a'aguia branca n. 16.
Coraes.
Em massinhos a 500 rs. cada um.
Em fios a 640 ra. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-se muito bons coraes, em massinhos,
fios e voltss de 3 fios, pelos baratissimos pregos
cima: na rua to Queirra lo loja d'aguia branca
o. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia braoca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se pode dar em taes
objectos, e as est vendendo a 19500 cada ama,
tanto psra senhoras como pars menina, e pela
novidade do gosto e apuro da moda nao tardaro
em se acabar as que ba ns loja d'sguia branca,
roa do Queimado o. 16.
EscraYOS fgidos.
BOTA
Pechineha
Pechineha admiravel na
lt ja do Pavo a 10$.
Vende-se peqas de bramante de linho
[mro bastante encorpado-proprio para
encoes, toalhas, seroulas, camisas, pa-
letots etc ele tendo cada peca 27 va-
ras pelo baratissimo preco de iOjl a pe-
ca, e tambem se tende meia peca por
o) ou se etalha a 400 rs. a vara : na
rua da Imperatriz n. 60, loja do Pavo,
de Gama & Silva.

. armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una 4o Qneimad* n. 19.
Lencoea de bramante de linho a 89.
Cobertaa de chita finas a ?9.
Hitas a prego de 19800.
Cambraias pretas muito finas.
Colchas de fostlo muito lindas a 69.
EsUiraa da India da 4, 5 a 6 palmos da largo
proprias para forra da cama a salas. '
Lenooes do panno de linho lao a 29-
Algodio monstro a avagada MfjP*- "
Toalhta de linho para asea a 4|P
Ditas de ostao para mi, cada ata 600 rt.
Baldes 9 ara meninas.
Auseotou-se da casa do abaixo assignado
no ssbbado 8 do correte, o seu escravo de nome
Fernando, cor cabra fula, altura regular e corpo
reforgado, seodo o oito escravo canoeiro da fa-
brica do Mooteiro, consta que as vezes anda no
Campo Verde onde lem conhecimaotos, tendo
por costume tocar rabeca e viola : roga-se por-
taoto aa autoridadea policiaea e espilaea de cam-
po a sua apreheogo, levaodo-o a rua do Apollo
o. 6, deposito da fabrica do Mooteiro.
Jos Guilherme Guimares.
Fugio no dia SO do correte de bordo do
patacho cCapuam, o escravo crioulo mariohei-
ro de noma Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprldo e com
alguos sigoses de beiigas, levou caiga e camisa
axul : quem o pegar leve-o ao escriplorio de
Antonio Luiz de Oiiveira Azevado & C. roa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio do poder do abaixo aasigioado aa dia
9 do correle, o preto crieulo de nome Antonio,
escravo do Sr. Anaatacio Aleaodrino de Salea
Dolra, qua me bavia entregue para procurar
quem o cemprasse : cujo escravo tem os signaes
seguinles : bsstante velho, de cor fula, alto, gros-
socom falta de deoles, beigos foveiroa, ambas as
pernas cleatrixadas de sarnas a bastante ladino :
roga-se as autoridades policiaea desta provincia
que o fagam capturar e o remelter psra essa ci-
dade a disposigio do Illas. Sr. Dr. chafe de poli-
ca de quem ser solicitada a sua entrega.
Claudino do Reg Lima.
Desappareceu no dia 4 de corrate mu,
urna escravs, greta, crioula de nome Bdavirge,
coro os seguinles sigoses: altura regalar, corpo
aaeco, cor falla, deotes limados, cabellas apara-
dos, levando vestido de chita usado, e panno
preto com orello : rega-a* esa aprender
queira levara praga da Boa-Vista, botica de No-
ves A Cros, que s*r recompensado.
Fugio de eagenhe Sanios llsndes, aa co-
marca de Nazareth, de 4,auroMno Gomes da Cu-
aba V*reir Belirn, em IB de favereipo do anuo
de 1861, am escravo d naaae Antonio, de idade
4* 30 anuos, poueo mata ou manos, pouca barba,
car oio muito preta, carpo e altura regalaras,
rotto eossprlde, ps aa pouca apalhetadoa e
gressoe, tem falta de unhaaem alguna dedos por
causa de bichos qae leve, olhos pequeaaa a re-
galados, carraire, e alende de oficio de ca-
ooetro, om- pone regrista, 4a Angola, perm
muflo ladino; foi escravo do finado Antonio da
Crus, que morou am Hara Fariaha, assim como
tem estado em diversas praias, por isso taires la-
tee eises lugares. Roga-se s autoridades poli-
ciaea e capllaes de campo a spprehenslo do ates-
lo, e leva-lo ao referido engnbo. ou no Reclfe
oa praga do Cmmerclo aos rs. saaaoel.Ignacio
de Oliveira 4 Filho, que recebarad *W9 de gra-
tificarlo.
1 IV
Al


DWWODE PEaNAMBUCO. -J QVmi #WR 18 Di MkQQ DE 1864,

Litteratura.
Iba
ii tres iraas.
( ConiinO.Co. )
devo Iatalhou
o coofuao lili-
Nada
gante.
Em quinto reputara o Sr. o valor do* beos
qae quera re vindicar ?
Os beni tiohim l doi lotos a toa avalia-
C,io. Sommvara aeit mil cruzadas.
O Sr. dva-o* por ene vulor ? .
ifi, Sr.-doutor. At ja os (Oka coutreta-
do por ene prego, a por na lar dito V. S, qae
u nao poda perder t demaada.
O Sr. nao poda realmente perder a deman-
da : quema perdeu fui au ; o condemnido a pi-
ajar-loe o valor dos seas beos, so a eu. Espere,
Sihiu, do escriptorla Fonseca, e tot ao seuquir-
teaode tioha em saceos o dioheiro designado para
a compra ds quinta. Cootou-o para deixar o pe-
quepo eioeaso que tioha em moeds. Mara,
ouvindo o lioir da prata, correu alegre a pergun-
tir-lhe seta pagara quiota.
Vou pagar a hoora ; disse o marido a
quinta com a deshonra nao era quinta, era um
iaierno para nos, liara. Quando o nosio filao
tivec uso de razo, e ambic5es de beos, tu Ibe
dirs que seu pae podia deixar-lbe quintas sem
prebidade, mas sotes quiz deixar-lbe exemploa
de presida de sem quintas.
Fieeu estupefacta, mas sem magas, Maris. A-
uellas duas almas estavam como allumiadas
pelo mesmo raio de graga, ou, para assim dizer,
auspeosas da mo do mesmo aojo.
O jurisconsulto coolou seis mil cruzsdos ao
seu cliente, o qual, com o rosto desfigurado pelo
espanto, se eslava belisc.odo para bem se con-
vencer de que nao sonhava.
0 valor dos seus beos, segundo o seohor
mediase, sao seis mil cruzadosrematou o ad-
vogado, indicando-lhe os castellos das moedas
Levante isso que seu, excepto os meus sala-
rios, cuja coot Ihe ron dar.
O cliente tanto ria como chorava. A virtuda
do doutor pareca-ibe bella ; mas o dioheiro dis-
putaba a bslleza virtude.
lato ounca ae vlu, senhor doutor I da-
se elle para dizer aiguma cousa Ao meos fi-
que V. S. com metade.
Aqu tem o prego do meu tribalhoatalhou
Fenseca.
O cliste reparou oa sorama, e vio urna pe-
Ora essa I exclamou elleEu d.va-lhe
es so essa bsgatella I ... V. S. hade ficar com
vinte ou quareota moedas.
Os meas salarios sao trila e seis mil ris.
replicou o advogado. Peeo-lhe que se nao de-
more, porque teoho muitas oceupaedes.
O cuente, forjado psls solemoidsde d'aquelle
pedida, deixoa na baoca de seu advogado tri-
la a seis mil ris, e sania a contar o suc-
cesao.
Maitos collegas de Jos da Fonseca, oaviodo
sem admirsco a historia, disiam :
Nao fez nada de mais : cumpriu o seu de-
ver. Se perdeu a causa por descuido ou igno-
rancia, era ero conscieucia obrigado a iodsmoi-
ear o cliente dos datnos do seu descuido ou
ignorancia.
Estes eram os que tiuham quintas;
F. ara ao theatro italiano com as suss fami-
lias ;
E aosjaolares campestres :
ostentavam os ornamentos das suas casas ;
E trslavam de mano a mano com os grandes ;
E eobravam judicialmente os salarios dos plei-
tos que perdan ;
marcadejaram com ss partes os vencimentoi
les pleitos ;
E diziam que Jos da Fonseca era avaro ou
rogador;
E ficaram depois dizendo :
Que era descuidado ou ignorante.
los da Fonseca sabia o juizo qae os seas col-
legas formavam do seu procedimsnto, e dizia i
esposa:
A nossa quiota, Mara, vae produziodo frac-
tos bem amargos I
E sorria-seaos gestos da criaocioha, que a es-
posa Ihe passava aos bracos.
SECH NU PARTE.
I
Despenhadeiro..
Senhor de seas grandes ha veres, Duarte Perei-
ra deliberou residir no Porto e paasar someote
oa aldeia a eslagio em que os honeos da sua es-
tofa se retiram aos seus solares. Eulalia goatou
da resolugao, posto que seu pae a qualifica.se de
mu agouro.
Tomou Duarte um palacete no Porto, ador-
Dou-o primorosamente, vesliu de novo os seus
servos com a libr dos Forjazes, e fez pintar o
tirazio genealgico na carruagem, melhor entre
todas as dos seus prenles.
Feito isto, que Duarte calculou os rendimen-
teo dos seus bens, e acboa que poda, quando
raailo, apurar quatro mil cruzados escassos em
anata feriis de cereaes. Disse-lhe o sea, mor-
domo que a despeza. segundo o programan rece-
tode, exceda o rendimento. Duarte foi supe-
rio* ao computo, e manteve, na sua inlegri-
dade, as ordena dadas e as regalas projtc-
adas.
FOLHrriM
O PAIZ DO MEDO O
POR
A. DE GONDRECORT.
(Costumes dos nmades.)
SEGUNDA PARTE.
III
( Continuigio.)
El-Mansoar, dirigindo a carada com todo o en-
thusiasmo, deaviava-ae sempre para o lado es-
querdo conduzindo a marcha dos seas eav.llei-
ros en urna directo opposta aquella qae ha-
viam tomado ao partir.
Ghrellab favo recia-o aessa sua evolugo, quan-
do um dos chefes observou :
Se deixarmos estes lugares, nao acharemos
mais lebres.
Estes valentes passaros, responden Man-
sour, j deram proras de si na caga contra a le-
bre ; seria bom experimentar a suacoragem con-
tra as abetardas, que sao terriveis inimigos. (1)
Que dizes, Sahraoai?
A abetarda, respondea o velho biaz, defen-
de-se quando atacada : o sea alto vOo arrasta
ap. si, e muitas vezes perde os falcos mais bem
ensinados: porm eu respondo pelos meus.
Apenas linham aido pronunciadas eatas pala-
vraa um dos cacadorea mostrou um bando de
abetardas, que voaram tranquilamente prximas
a ama pequea moita da drioe (grama de haate
com pr ida.)
Avante, Kaddour e Mohammed, avante 1
axclamou Ghrellab. Tirae os capszes aos vossos
Jalcoes, e soltae-os caga. Comecae, meus fi-
lho*, cornete por esta empieza.
Kaddour elevou o punho dlreitoi cima da ca-
bete, e mostrou s caca ao seu falcio agilando-o e
excitando com patarras de elogio : quando esla-
va cerlo de que elle a tioha j percebido dei-
xoa-o tomar o roo.
As abetardas reaniram-ae o'uaa grupo compac-
to, apenas viram o ioimigo approximar-se, para
resistir-lhe em maasa como bois a tacados por um
loba: arripiaram-se-lhes as pennas do pescoco
as azas ealremeceram,- a ellas tomaram a atlilud
do galo que as prunas para brigar.
O falcio srremessou-ie diversas rezas sobra o
bando sem esmorecer: executou assim muitas
voltas e rodeios com um roo rpido e gracioso,
ora pairando oos ares com audacia a abandono
amparantes, ora prestando o roo ao approxi-
mar-se da presa coa a elasticldade ds urna bsla
que resaltaaasa no slo. A' cada um desasa ac-'
commetiimeotoa as abetardas se agacharan, de-
poia aprumavam-aa imeacadoras.
H ViOe o Diario n. M.-------------
(1) A abetarda do Sahara, denominada houiara
o, llogua rabe 4 a abetarda de popa, da qual
aa Buffon, perteocente a especie das ares peros
altas: c; seu lamanho commumddo dous pTe
telo 4 trea pi: as peanas das costas sao de um
amarello arruirado raiadas de preio, e aa da bar-
rica ao brancas: a carne de um sabor exqui-
uer, porm, que, aiguma hora, Ihe ds-
t a'uma subvencao dedespeus que
mente devian damnificar o capital, oc-
correu-lhe ama idea, cuja atullicia eorre pare-
lhas com as ids de amitos economistas: resol-
reujogeejf Sata mxima troaxera ella ji de Co-
imbra :
O bboIo dioheiro altrahe o pouco, i manei-
ra do oceaaoo que bebe es humildes regatos; o
poueo dinheiro, em mo de Jogador, soroe-se-lbe
por entre os dedos, como os humildes regatos
em ierra sequiosa.
Tioha ao meaos lingaagem puchada a mxima I
o que nao acontece s mximas de inultos eco-
nomistas.
A conclusao de Duarte obvia : gaohar com
o sea muito o pouco dinheiro dos outros. Lgi-
ca impecarel, consequencia rigorosa dos princi-
pios, que fartis rzes parecen tombar das coase-
queoeias.
Ora, como elle estara, dias depois da mortede
seu pae, mal prorldo de dinheiro para asseotar o
polo de attrsccio deaote das mlgalhas pecaois-
rias dos p.rceiro, ej tivesse consumido o promp-
to dinheiro, que liquidara de dividas ao defunlo,
enteodeu qae Ihe era mister vender urna de suas
quintas em Santa Mara da Feira para asieotsr
a base das suas openges. Tudo isto racio-
nal, i
Liquidoa da quiota alguna mil cruzados, des-
quitou -se do restante das dividas, e deu execogo
ao girado plaoo.
Naquelle lempo, estaocearam no Porto alguna
ioglezes da companhia de Wellingtoo, pertencen-
tes guarda real do rei daGra-Brelanha. Ersm
todos pfflciaee de superior pateo, filos de gran-
des casas, lord alguna delles, todos jogadorea de
temeroso vulto, e coragem de qaem tem quarenta
mil, cincoenla mil, cem mil caroeiros oa sua
Ierra.
As mais dislioctas familias do Porto abriram os
seus salos aos guardas renes, e cads fsmilia es-
tabeleceu urna baoca portagueza para Ihss mioo-
rar os tedios de ums cooversaso por aceoos.
Dizia um destes officiaes que jogavs a medo por
que tioha apenas trezentas mil libras esterlinas
dereoda; masque o sea corooel poda jogar
com desafogo, porque tioha de sus casa um mi-
Ihao de libras de reudimeoto, e outro milho da
casa de sua molher, ludo em carneiros. Com
estes humiUu regalos qae o occeaao de Duar-
te Pereira tioha ae as haver. Quatro mil cruza-
dos de renda nao podtam deixar de absorrer os
caroeiros do coronel e os caroeiros da esposa do
corooel.
Este iofeliz (o coronel o infeliz) quando sahia
de sua casa para a de D. Antonio de Amorim,
na praca qae hoje dizem de D. Pedro, levara de
poz si um soldado com um sacco oblongo de
couro.
Este sacco ia ebeio de guineos, e oa guioos
despejara-os o coronel na profunda barretins, e
d ahi os lirava aox. puohados, e lngara sobre o
panno verde da baoca.
Duarte Pereira, quaodo isto ria, reformou s
mxima coimbraD, e disse de si para o aeu di-
nheiro :
< Os humildes regatos podem beber o occeaoo
O pouco dioheiro em mo de um hbil jogador,
como o pequeo lman que pucha a si grandes
pesos de ferro. Coxesra a mxima oa oalureza
dos metaer.
Jogou Duarte, e gaobou oa primeira noite o
cooledo da barrslina do corooel. Gostou elle
tanto de gaohar o diobeiro, como de loveotar a
reforma da mxima. Comparou oganho de urna
noite com as perdas de anno e meio, e viu que
estara desforrado com vantagem.
Agora posso jogar com desabafo I O peior
accresceotou ellese nao continua a vigorar a
mxima reformada ; porque occeaoo agora
soa euI
Nesla perplexidsde, foi noite seguinle pro-
curar o sali dos Fonsecas, aonde iam os guar-
das reaes. L estara o coronel, esperando o ban-
queiro qae era Duarte, e diante do coronel o
"cco de couro. lamido de libras, e o profundo
chapeo j de copa abaixo para receber o despejo.
Nesta noile vigorou a mxima sem reforma,
ou nao vigorou mxima nenhuma. O ocano de
Inglaterra recolheu ao seu bojo o braco de mar
que tioha ido refrigerar, rite e quatro horss, as
ardencias imaginativas do nosso La-Rochefou-
culd de tavolagem.
A's noites seguiutes, Duarte deixou o senhorio
da banca, e passou condico secundaria e rui-
nosa de ponto. As perdas succederaro-se de mais
mais ; e urna noite notou-se a falla do assiduo
cavalleiro; E' Hue tioha Ido Rechoaza vender
segunda quinta, a mais productora do todas, e
desejada de muilos compradores.
Nao nosjdeteremos em demonstrar a verdade
daquellas patarras do Erangelbo, to de molde e
eito applicadas vanados iocidentea da vida
humeas : o abysmo chama o abysmo Duar-
te resvalava vertiginosamente, sem aecordo de si,
por todos os despeobadeiros que param em indi-
gencia, e no absoluto impossirel da rehabili-
tado.
Eulalia adeviohara os transes daquella alma,
que se contrahia em suas efflicces, como se
houresse vilipendio de mostrar-se qual ara. O
negociante estara sempre dizendo Mariaona
que esperasse, cedo ou larde, sea mesa a filha
quem deria o pao, e o genro quem deria ca-
ridade.
Jos da Fonseca alguna vec ousou sen- Foi Mara so palacete de Duarte Parein Fr
t.r-se as estofada, cadelras de Duarte PereH ftM. Eocootroulo no piteo, ex.mrb.Ddo" liml
Forjaz para Iba pedir, aas nema de aua molhet e Mu des carelios. Chamou-.
"JWi hoava, nae se redozisse ao extremo de 1
eatiri seua pobres soiros auaihn uiiuaem Veoho
_. ________ a ^H
t*Jt noatf, 'naie redazisse"ao"ilremo de W\:
pearirl seus pobres sogros que Ihe sustenleasem
a aapaaa. .
Daarte auvia eom menos preso e offenia do ico
orgulho riDexea deetas, dictadas, segundo elle,
pela meaqalorJaria d'um homem, que nao p*o-
aa"aenao em segurar o pao do dia seguinle.
Eulalia acudia pela viitude de seu cunhado, e
exemplicavj a felicidade de sua irmii.
Infastiado de ouvt-la, disse-lhe a re
Uuiric '.
Que me andas la aqu fallar oa felicidade
de tua irmaar Quem coobece tua irmalf
Conhe?o-i eu, Duarte, e tsmbem tu a co-
oheces. Dutidas que ella seja feliz por isso mes-
mo que nioguem a conhece ?
Feliz, pois nao I Recebe-te com o abano, da
cozioha na mi, quando a visitas ; e rem toa
case com um vestido de guingau e urna manllha
deduraote.
E que tem Isso, Duarte? redarga Eula-
lia em toro de maila breadura, recelosa de rao*
lesta-lo Acredita que feliz mioha irmia ; e
eu creio de rras que ella o porque tambera
eu era capaz de o ser com um vestido de guin-
gau e urna maotilha de durante.
Iostinctos baixos, o que teoho 4 concluir
de ti e delta.
Eulalia nio replicn : aahiu com diafarce, e
fea confidencia das lagrimas ao recinto do aeu
qaarto.
D'outra vec, perguntava-lhe Duarte o que fazia
o seu cuohaio doutor ao dioheiro que apurara
na rabulice.
Meu cunhado responden Eulalia ganha
pouco, Duarte. A' gente pobre nio leva diohei-
ro, e s vezes at Ihes d dioheiro para coslea-
rem as despezas das demandas. Se as perdem
Injustamente, perde o trabalho e o emprestimo ;
se as gaoham, dio Ihe o que quereos pelo aeu
trabalho.
Eolio tolo o leu doutor I
Nao tolo, bom, meu Duarte. Se soubes-
Je> as virtudes daquelle homem, screditavas oa
felicidade de mioha irmia, e deaejavas poler-ser
o que meu cuobado, para eu ser lio feliz como
ella.
i-* de parte, e disse-
Forle leima I acudiu Duarte exasperado
Que sao virtudes I ? Aa virtudes de leu cunhado I
*'r'ude ,ec ali a mulher na cozioha como urna
rodilha? E' virtude faz la crear o filho? E' vir-
tude nao Ihe dar ama criada nem urna ama de
leite ? E' virtude traz4-la veatida como tu trazea
" l.a1aa.cri!"1as? E' virtude repailir-se em gene-
rosidades com os de fra, e deixar sus mulher
rodeada de privarles? Respoude isto I
u s respondo que mioha ir maa feliz
disse tmidamente EulaliaSe ella nio acceitas-
ae a vida, que tem de appareotes fallas, olhs tu
que minha irmia nao poderia praticar certssli-
beralidades que eu, apeaar de rica, nunca prati-
quei.
Liberalidades, quaes? Deu algum subsidio
para a guerra ? dotou algum convenio de freirs?
lundou algum laus perenne, ou hospitsl?
Nao, isso nio poderia ella fszer.
Etio que fez?
Eulalia ia respooder, mas hesilou.
Duarte iosistiu com azeda pertinacia :
Vamos, responde, que fez ella?
Eu le digo, Duarte. Vs esle cordo com
esta cruz ?
E lirou do bolso o objecto que moslrava, con-
tinuando :
Lembraa-(e
cordo?
que reodeste ha mezes este
Lembrodisse elle com enado--Como tor-
nou isso loa mao ?
Comprou-o mioha irmaa adeleira 4quem
tu o veodeale, e deu-o 4 mioha mae para que
ella m o restituase. Nao te zanguea, meu amigo,
wsto nao hs cousa qae te deva magoar.
,/T "s ". dispenso oa "favores de tua irmia.
Ja te compre dobradas joias das que tiohaa, e
darla muito dioheiro por acbar ease cordio, que
pouco vale. Quaoto dea tua irmia por elle ?
Nao sei, Duarte
tu isso ?
e por que me porguotas
Agora l, Mobammed, exclamou Ghrellab
ao seu biaz, manda auxilio i nosso filho.
T.E..UI2 "edida Pfudente, disse Sahrsoui ao
ouvido de Si-llaoaour; pois de outro modo pro-
iongar-se-hia este espectculo humillante.
O passaro de Mohammed, que de impaciencia
ae debata as mos do escudeiro, ergueu o vdo
com yioleocis, e foi direito ao encontr do grupo
das abetardas : estas espantadas por se vereru as-
sim de improviso eotre dous ataques, diapersa-
ram-se em todaa as direccoes.
O piimeiro alco que tioha por si a dianteira e
o vento, cahiu como o raio aobre urna abetarda ao
seu alcaoce, e logo ao primeiro golpe quebrou-
Ibe urna aza : a abetarda gyrou duas ou tres ve-
zes sobre si mesma e cahiu ; mas antes de che-
gar aochio o falciosusteve-a pelo pescoco. Am-
bos elles vieram de um rolo cahir na arela, con-
servando o falcio toda i vantagem, lato a par-
te superior. (2)
Kaddour, que se havia precipitado em soccor-
ro do seu passaro, apoderou-se da abetarda oo
meto de enthusiaslicos applausos de todos os ce-
gadores, inclusive o velho Sahraoul, decidida-
mente reaoluto a animar a mocidade.
Reatava o falcao de Uohammed, quem aa abe-
tardas dispersas arrastavam aps si a perder de
vista. Mobammed, aficto aopeosameoto de ficar
sem o sea combateate predilecto, lirgou-se a to-
do o galope gritaodo : Ouib I Ouib 1 Haoo I Haou I
Mas o passaro eocaroicado e ambicioso oada
ouvia, 4 nada attendia. Todos os cegadores, 4 um
sigoal de Si-Maosour e de Ghrellab, precipita-
ram-se os direcgo seguids pelo falcao. Aa abe-
tsrdas levavam a dianteira em grande espaco ao
seu perseguidor : o seu vo so la cada vez mais
accelerando ; e por cumulo de desgraga oa biazes
perceberam bem looge um ponto negro descendo
das nuvens. Este ponto negro era urna aguia, ob-
jecto de pavor para os falcase, os quaes encon-
trando-se com o rei dos ares perdem o tino, e fo-
gem sem que seja posslvel conseguir-ae que at-
leudam ao sigdal da chamada.
Mohammed gema e chorava como um menino,
sem afrouxar o galope precipitado de sea estal-
lo. Ghrellab 4 frente de lodos os cavalleiros se-
gua de peno 4 sea biaz. As abetardas estavam
aalvaa, gracas 4 intervengio da aguia, que tiohi
desviado o seu temivel inimigo.
O falcio retrocedeu precipitadamente o aeu
oo, e veio mo encontr dos cavalleiros. Mobam-
med gesticulava e bradava com mais torga an-
da : e a aguia, qae vinha direito aobre a presa
auspendeu-se um pouco como para obaervara si-
tuagio ; e approtimaado-se ao alcance de um hV
ro descrereu com um o magestoio um circulo
lmmeoso por cima da cabega da Mohammed, ue
Ihe moalrava o punho cerrado dirigindo injurias
sobre injurias.
hrellab armou a espingarda, parou o es vallo,
aiuatoa a aguia, e fes fogo : o nobre animal ca-
Juu mmovel na ates sem soltar um s guincho
'Abalado caaelleiro, qae passava com jattica
pelo mais hbil alirador do sul, amagara a cabe-
ga da ave de rapie, qae Mohammed acabou por
deapedagar com os denles e as unhu, e com a
braveza de um animal feroz.
Os cagadores acabaran da percorrer quatro le-
Para lh'o pagar;
Pagar-lhe a boa aeco com urna desfeita.
mea amigo? I Nio fagas isso I
Nio desfeita, dioheiro. Ahi est disse
elle, atirando tom um ponhado de guioos sobre
uma baoca Manda ou vae pagar-lh'o imme-
aiatameote, senao eu me encarrego de o fazer.
Eulalia supplicou-lbe qae nio fosse desgostar
sem precelo sua pobre irmia. Elle, porm, ceg
de sua soberba, embrulhou dez guiooi, e man-
dou-os ao advogado. com estas i iples pala-
vras, escripias 4 Ispis na pagina l .ada de uma
carteirs :
Por pagamento de um cordio, que lem mi-
nha mulher, reegalado por aua Irmia.
Jos da Fonseca recebeu o dinheiro e o bilhete
da mi de um criado agaloado. Lea e disse-
lhe :
Pode ir, qae Oca entregue.
Depois chamou Maila e Qisse-lhe :
Teu cunhado maodou esle bilhete e este
dioheiro por um lacalo. Pa tu a tua maotilha,
e procura teu cuohado. Eotrega-lhe o diohei-
ro, e di-lhe a verdade.
[i) Quaudo o falcao ao cahir oca par baixo da
abetards, esta laoga-lhs uma porgao de um liqui-
do corrosivo aobre os oaos, qae o fas cenar im-
mediaiameale, ou sali maocba-lhe aa peanas e
gruda-aa por tai forma qae, se nao alo logo la-
vadas, fica elle absolotamente ioulilisado. E' es-
la a ultima defexa da abetarda.
guis. Mohammed eontiouava a chamar o seu fal-
cio. Maosour e Ghrellab fizeram alto n'um co-
moro de atea roteadoa de seus cavalleiros.
O' meus filhos, disse Maosour, vamos anda
ama vez mudar de caga. Vede aquellas immen-
sos rebaohos que so looge pastam a alfa e a dri-
ne. Os pastores ji oos perceberam; e como el-
les pertncem 4 familia dos impos, aos filhos de
Mimoum, que se relacionan! com os ehristaos di-
rectamente, ou por iotermedio de seus interpre-
tes habitantes do Tell, imparos pelo corago, fra-
queza e impiedade, eu me declaro o instrumento
do deus viogador, e a vos entrego aa riquezas
d aquelies malditos. A's armas I A's armas, lhos
do cberifl Arremessae os rosaos cavallos, to-
mae-lhes o que poderdes levar, arrssae o paiz, e
malae aquelies que voa resistirem.
Um clamor immeoso respondea essa excita-
do ; e lodos oa cavalleiros, at entio preocupa-
dos dos aneares da caga, precipitaram-se 4 rat-
z\a com essa furia, com essisde de pilhagem e
carneficina, que fazem do rabe, linda o mais
aocegado, um demonio encarolgado.
Oa pastores de Oulad-Mimoum observavam ha
longo lempo com certa desconanca essa tropa
de cavalleiros que as vicissitudes ds cacada pare-
can ter couduzido par aquelle lado. A vista
penetrante dos Arabos nao lardou muito a des-
cobrir aa coruscantes faiteas que brilhavam os
armas dos cagadores, e para logo deram o aig-
nil de alarma.
Os Djouadas I Os Djouadea I exclamsram
ana para os outros como que buscando descobrir
mutuamente a opiniio de cada um respeito das
otenges dos cavalleiros de Sidi-Mansour.
Has quando viram-os approximir.se i toda a
brida, com as armas em aegio de elirar, ji' nio
liveram mais duvidas ; para alies eram aquellos
inimigos exploradores, oa soldados debaodados,
decididos 4 pilhagem e morticinio. *
Eolio os infelizesjpela maior parte deaarmadoi,
tralaram de reunir os seus aoimaes, e lang-los
para diante. Houveram-se nessa aegio precipi-
tada com tal zelo. ioslincto, vigor e celeridsde,
qual o que edmiramos ni iofatigsvel dedicacSo
dos caes de nossos pastores europeas. Mis ers
tarde I
Os habitantes dos douars (3) mais prximos,
sendo advertidos por apressados corredores, lao-
caram mao das armas, montaran. 4 cavailo, e
vieram denodadamente, posto que em pequeo
numero, ao encontr do inimigo. O choque foi
terrivel, mas curto e decisivo. Ghrellab foi o
primeiro a atacar, gritando:
Entregae-vos, filhos do peceado 1 Nio me
conheceia ? Eu ou Ghrellab, e as balas se acb-
fam na mioha fronte.
Aquelies que ouviram essa insolente bravata
pozeran-se em faga immediatamente ; porque
Ghrellab era coohecido desde es frontinas do
Tell al oa limites de Sondan por um remivel
guerrelro sera pavor e sem piedade. Dizia-se
que era elle um cavalleiro fgido do inferno, ia-
vencivel, invulueravel efllhb de satsnaz.
Quaoto a Maosour deaprexava oppor-se 4 urna
resistencia lio traca. Seguido de alguna cin-
coenla cavalleiros (es os rebanaos volterem 4 tro-
ta largo, impeludos pelos gritos e exctagea.odo
por meio de am rodeio concntrico esbarrar os
mehara, camelos, bois, e mtlhirea de carneiros e
cabrn que corriam em disordam para oa douan.
Os cavalleiros que o seguirn, nobres coma eram.
para um vestido
rastituir-lha o aeu dinheiro.Meu
mariio deceno o aeceitaris, se o tivesse desem-
. I5.'iV p0rqa' 00 pobr o1 caso qae
a mulher a quera compramos o cordio. flcou de
ir buscar o dioheiro, e oaoca foi. Chegimec a
;'% "' ni quU celta-loB Aqi
Un oSr. Duarte a razio porque esle dioheiro
nao nosso.
Pois n'esse caso guarde-o
disso com altivez Duarte.
Deas sibei que o4o regeito o favor por vi
dadetoroou Maria- mas em todas as miohas
aegoes preciso que domine a vootade de meu
marido, eeu nio posso acceitar sem sus licenciJ
favores de mea proprlo pae. ^
i*7jT0qa?( ?!zer- Sg TeP" cima, d
l o dioheiro a Eulalia.
Maria foi encontrar a irmia debulhada em la-
grimas. Coosolou-a, moslraodo-se Ilesa da sup-
posta offeosa ; reaoimou-i para esperar, depois
de todas as desgrsgw, dias de sereoa paz oo seio
da pobreza. Era esta ama profeca que 4 pro-
pria Eulalia pareca muilo longe de realisar-se.
as horas de graode affiicg&o vem de seu o
desafogo da pena que o proposito e o estudoti-
vera em segredo. Eulsllaexpaodiu-se oos bra-
goa de Maria, e fallou mim :
Soffro o que ninguem sabe, Maria I Nao me
queixo ao pie, porque, liods aoles de me per-
guntar se soffro, diz-me que tenha pacieocia.
Aconaelhou-ne, piotou-ne os ioforteoios. que
eu poda experineotar. Resist a ludo com o
meu pobre coragio que taoto me menta I Que
hei-de eu agora dizer-lhe?Queremedeio eu con
os queixumes, Maria ? I. Irla angustiar nossa boa
nae e abreviar os dias de ambos.... Duarte era
carohoso para min ose poacis horas que esta-
ra conigo ha seis nezes ; mai, deede que veio
pira o Porto, o seu vivar en cisa. un conti-
nuo desespero. Tudo o inpacieota. Nao ne quer
ouvir; fogede ne r; acba em ludo contra-
riedades ; aborreee-lbe quanlo eu fago pira o
diitnir d aquella oipecle de loacura. E' o jogo,
Mana, o maldito jogo, que me roubou o cora-
cao de Dusrle. e aos ha de deixir pobres. Tu ve-
rs que eu teoho ainda de Ir pedir segunda vez a
nossos pobres paes om quirto pin dormir e um
vestido para me cobrir. Nao fazes idea das es-
crituras de veoda de beos, qae eu leobo assig-
oado. Os que temos reodem meos de um ter-
go das nossas despesas. Tem-me cootado o mor-
domo o estsdo da nossa casa. Arada hoo-tem
Huirle me fez assigor una paga dos rendi-
neotos de tres aooos. E nio ha una s ooite
en que elle veoha snisfeito pin cna. Perde
senpre, e passa o resto da ooute a dar aia, oa
toroa a siir, sen nesno me dizer que soTre.
Nao o aceuso quando volts, porque serie deshu-
naoidade queixarrne de elle aer iofeliz. Quero
coosola-lo, e elle at com as coosolages se ago-
na I Aqui teos a mioha vida, Maria. Compara
as oossassituages. Tu tio socegada, to ama-
da, e lio feliz com teu marido e teu uihiabo. Eu
sempre em sobresaltos, repellida, sosiohs, sem
uma alma que me ouga aa aecusages ao meu
trisleldestino I
E, fallando assim, liogou-se a chorar aos bra-
cos da irmia, que ihe nao responda, abafada
pefa compaixio.
N'esie enlace mudo ai enconlrou Duarte, que
viera de maosinho sobre tapetes para escutar a
converssgio.
As duis seohoras desdorara o angustioso abra-
co, ouvindo abrir a porta. Duirte contemploe-
as por oslantes, e disie com ar festivo, mas
irnico :
Quem foi que pregou o sermao de lsgrl-
mis ? I Ambee e chorar I..;.. A seohora D. Ma-
na, chorando em sua casa, faria melhor. Mioha
mulher, esaa, como minha, tem obrigagao de
me dizer por que chora.
Eulalia nio respoodeu, e Duarte proseeuiu
com oexoravel frieza:
Por que choras, Eulalia ? Queres outra car-
ruagem ? Queres maior palacio ? Queres um
damasco mais liado as tuas poltronas ? Queres
mais creados pin teservirem ? responde.
Eulalia fitou osolhos na irmia, que tremii de
susto, e ergueu os hombros, sorriodo amarga-
mente.
Isso nao
Que queres tu ?
Quera morrer, Duarte reapondeu ella,
levando 4 fronte aa mios. e pondeodo a face para
o seio. r
O marido fraoziu a feata, olhou d'sllo o es-
pectculo aborrec Jo ds dr, e passou 4 sala in-
mediata, cerrando os puohos no phreoesi da aua
aogustia.
Esta a vida dos perdidos, que lomam para si
o maior quiahio do fel, que fazem tragar. Ir-
nta-os o aspecto do soffrimeoto, e em si pro-
prios recurvam ia garras do abutra da maldade
que nutriram em si. Se os consolaos com do-
ces admoestagoes de psciencie, caidario que
zombaes da aua affligio ; se oa rearimioaea com
querellas e reprehenses, aahirio cootra va em
injuriosas invectivas ; se o saugue do coragio
golpeado vos vem em lagrimas aos olhos, desar-
mareis a ira, que rompe em pslalvras ultrajan-
tes, mas incutireis o exispero, ja furia aurds,
resposta. Responde, Eulalia I
(3) Donar 4 a campo octupado por qualquer
Kacgio de tribu. r r i i-
desenvolveram nessa manobra tanta pericia e aa-
lucia, que n'um instante a massa compacta de se
te 4 oito mil caberas de gado, fatigada de bater e
es:oucear no mesmo lugsr, aturdida com os ti-
ros, imprecaces e gritos, e eovolrida em grin-
dei nuvens de areia, precipitou-se: para o lado
do sul, nica direcjo que Ibe deixaram livrecom
a impetuosidade di onda tangida por medonho
funcao. f
Os Mimoun deixaram morios no campo alguna
vinte companheiroa; e posto que astea tivessem
suecumbido valorosamete, todava, os seus ir-
maos roubados e arruinados vertum por elles
menos lagrimas do que pelos seus rebanos, que
espessa navem de p assignalav ainda bem loo-
ge como ama oodoa eacura oo horisonle.
Na pungente dr qae lhes devorara a alma, nio
deram por um cavalleiro negro, montado n'um
magnifico cavailo da mesna cor, p qual vindo
sem duvida das altas plinuras, corria 4 bon ga-
lope com o corpo cabido pira diante, as esporas
tintas de sangue, o olhir flannejinle, a bocea
entr aberta cono para aspirar o ar qae diva de
eocootro em saa fronte de bano.
O cavalleiro cora ao alcaoce da gente de Si-
Mansour e Ghrellab ; pasi4ra como om raio por
trente dos Mimoum, de sorte que ia,looge qnaodo
esteso perceberam ; d'ahi a pouco era Uta ponto
negro que se deseohava na ania, e tio depreasa
fugia que pareca saltar por cia dia dunas, co-
no o fragnento de algum naufragio, qae as on-
das irritadas snspendem, precipitara e occultin.
e elle torna de novo a apparecer n dando iqui e
acola sen nunca subnergir-se.
Quando o negro chegou reeliguarda da tropa,
eocootrou Gbrellab que, costunadio a achar-se
nos postos perigosos, ali eslava pida fazer frente
aos. Minoun no caso de que estes tenlissen al-
gn ataque offensvo.
Eolio, Debbih, gritou o nobre
mero pnzer ou por necessidade que
assin o neu melhor cavailo ?
Debbah nio respondeu ; estendeu apenas a nio
na direegao que os Djouades havam lomado no
comeco da cagada, e cootinuando [a galopar foi
collocar-ae ao lado da Ghrellab.
Ahi o negro fes alto, o respirou largamente,
emquanlo o cavailo cobalto de espuma agitara os
ventos frnenles.
O que acontecen ? perguntou1 Gbrellsb in-
quieto com o terror que via espalhido na fronte
luzidis do cavalleiro. '
Os christios I Os apabis I Os
Ibaal respondea Delsah. ,
E voltou a cabega para traz do lado esquerdo
como para ver se aquelies que annuoeiara ap-
pareciam ji daquelle lado.
Ests aoohando I exclamou
aorriso nos labios.
V, senhor; disse o cavallei
o sen krsick, e mostrando um lo
Ihe corria do peito direito.
E' ama fsrida grave replicn Ghrellab.
Lomo podeste correr ferido deste modo ?
O negro abanou a cabega, levaotou s mo para
o co, e respondeu :
O corpo do tneratio (4) upare ; o ferro
di langa, o chambo da eipmgardi, e o gumo do
que deiza aa alma sedimentos de p,ooha, mis
funesta ao amor, qee a vbora do odio.
Ai I linda e doce Eulalia, la nada l j no co-
rago de teu marido I Na vida d'elle ael eu que
eras- nicamente ama teatemuoba de suas cala-
midades, silenciosa sim, mas eofadonha e op-
pressora.
Ha destinos infelizes qae mais se exacerbam,
quando, ao atinrem-se ao s*u termo fatal, eo-
cootram obstculos, que apenas podem retardar-
Ibes ama hora a extrema queda.
II
J,: caidaodoque remediava o soffrimeoto
fiImrt.fr!C0SreX?r,ni ; V '. qae nio
aa vidas, viado o mal em ngmaoto antea
SOS?1? ^ deTO* c*" m* "va que ai en
Irombelas da desgraga Ihe levavam. 4
As ctm trombeta$ da desgraca I Hia a* *h..
oova a idea. Nio O auriai-limus. r
oovid.de Pois qa.ol..Pva, .0"r,0er
er occorndo 4quell. idea, veodo o fojo, ce "
drvV nlJtaV*\ co> 1 noticia de um
fnff/n"5.' d""? ,N> observan quena um
infernal pnzer em divulgar um. cat.sl?oph" eS
pubheid.d. eahoor. de un horneo?
Iteocao de todo, p.r.,eremum.
atir.r 4 ,
em ch.m.r
chefe, foi por
espareaste
cas verme-
Jhrellab com o
isaspendendo
le sangue que
----, --.-w^wW IBUI0UIBTI u vuuiimouiv i ii._ j. ^ ---- ".ftia vare
de Eulalia, foi contar o pae o. sacce.sos do .a- m"lhh?' d,e?p"h, teriorcpitulo. Ouvia-. Joaquim Luiz. com as Probr, P"Pe'ado ? Nio se Ibes augura entio
que a desgraga Um cem Irombet.s ?
A fbula coocedeu-as fama ; e eu aue i,
tos mimos devo 4.n. ingr.to ou se eibuho"
da sua prerogativa. Mas quer-ne narecr n
aseen trombetas da boa lar
maos cruzadas sobre o peito, e a alma alanceada
de penas, ciijo puogimeoto s podem os que fo-
rera pses dize-lo a si por iatuspecglo ; mas oio
a estraohos por palavrar.
Do qae me contaste, Mariadisse o ne-
gociante, com app.reote socegu, ouvida a narra-
tiva eoocluo que e nosta Eulalia tem no pre-
sente a desgraga, e no futuro a indigencia. Para
a desgraga actual podiam dir-se remedios, mas
violentos, como o divorcio, tirsr-se a admiois-
iragao dos beos a seu marido, ou receber eu en
ninba companhia .a. nulher. Des.pprovoqu.l-
quer dos tres expedieoles. O cabar-.e o .or
de Duarte a saa nulher oio motivo para divor-
cio. Os sagrados vnculos do matrimonio sao
vnculos suaves, mas lambem sao como los de
correte que preodem a mulher ao ascrificio :
solirar seu mando mais que um dever, uma
sintiQcigo. Regeito o ruim pensimeoto de ti-
rir a Duarte o goveroo do que seu. Eulalia
foi pobre, e nio tem filhos que legitimen) a pro-
va de inc.pacldade de seu marido, que ella ter
de arrastar aos tribuoses. O pessimo resultado
da dissipagio 6 a penuria : quando minha filha
chegar a essa extremidade, c est sen pae.
i 5 P"* mim J< nio- A aociedade ignora
a desordem e desgraga, que vae n.quells es*.
ion. eu de ir dizer ao mundo porque tireia es-
pos, a seu marido. Erguerta o vu, e faria pa-
lete o escaodalo, a deshoora do hornero, e tal-
ez a fraquezs de Eulalia.
A fraqueza I atalhou Mari..De que servi-
ra ser ell. forle, meu pae.
T .BeJD1 d"*es. filha : de que servira ? mas a
.ociedad, se Ihe disserem que tal rxrulher fugiu
a seu marido, porque elle desbarat.va o casal no
jogo, dir que essa mulher amava someote o ca-
sal de seu marido, e era portsoto indigna de que
seu marido cooservasse o casal em prosperidade
para Ihe agradar. Se eu dsse tsl passo, o mes-
mo seria abrir o recioto senpre sagrado da fml-
?w nr-: fS4e "'Pendi deste homem 1
nao me neis um pao, que elle amanhis nao po-
n? Pa8"'-'0' E a aociedade diria : pae e
urna deram-se is mios pira acabar de perder
Uuarle, cuja deahoorada pobreza os escassa-
mente suspeitatamos. Pae e filha foram crlmi-
dosos, seoo iof.mes. Mara, diz a tua ir-
maa que, chegada a occasio de dar outra vez a
seu marido a cruz de ouro, que traz ao peito,
pira elle a veoder, que veoha para a ca donde
sahiu, perdido parte do seu dote, que era a cruz,
e aproveitads a outra, a melhor parte do seu do-
te, qae en a virtude.
Dito isto, Joaquim Luiz desceu loja, oode
JeroDyns o estiva revesando. Seotou-se no
n.is sombro do recinto, e debalde teolou aus-
lor as lagrimas. Jerooyma ajuelhou diante delle,
aliastou-lhe as mos dos olbos, e disle-lhe :
Meo pee, tanto faz trabalhar pira tres como
para cioco. A nossa Eulalia rollar sem sauda-
des da opulencia perdida ; vira como foi, e acha-
ra o que deixou. Alegre-se, mea pae I Olbe
que fui feliz no meu oegocio. As duas pipis de
azeile antes de entrarem no armazem derim-me
dez moedas de ginho. Logo recebo quareota
moedis. Se o pie deixar, emprego miior quio-
tia, se a partida do caf se veoder toda. Quer
Deus que eu j possa dar de prsenle 4 oossa
bulsiia duas cadeiras como aqueil.s muito ricas,
em que falla Maris, que ella tem 14.
Jerooyna nunca linha ido ao palacio de
Duarte Pereira. Razio de muitas oceupaces
que qee ella dava. Certa vaidade mas nao feia
vaidade de sua mediana, era a verdadein razio.
Ounra o negociante um longo plano de com-
nercio explicado, deduzido e elogiado por Jero-
oyma. Ouvir., dissemos ; mas a verdade que
o attnbulado velho nao oavir. senao o gemer
interno do seu coragio. Festejou sobre-posse as
alegras da filha, e despediu-a bnndamente, pe-
drado-lhe que affastsse Maria de fallar 4 mae
as desventuras de Eulalia.
O negociante comegou de recooseolr.r-se Da-
quelle scism.r em que os sentidos exteriores ps-
recem, a reveztt, parados, suspensos n'um sp.s-
mo cad.veroso. Se o chamavam ou agitavam,
denotara o sahlr de um lethargo, e trema como
de medo anta a reatidadeda vida. Isto era no-
tivo a choraren nie filha ; e elle ealao fugia,
por nao poder consola-las, oen coosolir-se.
E a religio ? A religiSo, perguotan as bois
almas, e arad, as almas de duridosa a boodade,
quejulgam efficississima a religiio priocipai-
mente as dores alhelis. A religiio. respondo,
ata muito, era tude na n.nsidlo, oo asperlo no-
derado, oa nudez dossoffrineolos do velho. Ti-
oha incossanlenonte o espirito en favor de o-
ragoes divina Provideocia, oio pedir norte
(4) Segundo o cdigo da escraifidio airo os
muialnenos o atkatib am eicravo 4 quem sea
senhor prometteu a liberd.de mediante um rs-
gale, mas qae nio e.ti .inda liberto. Em ou-
tro. termos am eacr.vo que aia tem saldado
anda o prego de sua taia ou xagio da sem
ma aceita para o tan resfale.
sabr podem quaodo muito arranha-lo. A mi-
oha ferida nao profunda ; as cr-ne, abao-
dooa este rebaoho e foge. pois que ainda tira-
po. A desgraga se aproxina ; a norte ven airar
de ti.
Esle rebaoho perleace-me ; cooquistei o
com a ajud de Deus e de Si-Mansour.
Ain<,a que esle rebaoho contivesse um m-
lhao de mehara, oio Valeria um anno da Tua vi-
da ; e a vida inteira que vis perder. O piedo-
so Mansour ter tambem a mesma sorte ae es-
perar...
Ficarei, alalhou arrebatadamente Ghrellab.
Depots acresceotou com um tom severo :
Mandei-te cono explorador e espa ; dize-
ne, pois, o que visle, o que flzeste, e guarda os
leus conselbos para as mulheres e honoos
fracos.
Nio poderei ao cerlo dizer-te o que fiz.
respondeu Debbah humildemente ; porque o
lempo correa muito rpido. Quinto ao que vi
vas ver tambem com oa teus proprios olhos!
OIba ; repara para aquellas columnas do p que
se eocaminbam para os como gigantes.
Pe. gloria do Prophela I exclamou Ghrel-
lab: verdade o que dizes I Espera-me aqui,
eu volto ji. O dia de hoje. nekatib, foi aben-
goado : excellente caga I excelteote presa I ez-
celleote conbate I
E excellente morte I murmurou o negro
vendo seu sinhor afuslar-se alegre e trium-
phaute. Sim, excellente morteporque bem o
conhego : nio foge, deixa-se antea matar.
Esse cavalleiro negro, esse novo personagem
que aprsenlamos, occup.rium lugar importan-
te nesta narragio, e pois vale a pena que o con-
sideremos um instante. Alm disto a saa phy-
tiooomia offerece no sea todo material e moral
un iypa original, que merece aer notado neite
esbogo de coslumes copiado da nitureza.
Comecenoa pelo nome.
En rabe a palavra Debbah antes umi qui-
licicao do que um nome proprio. Debbah qur
dizer em geralsanguinaria por instiocto, ai.is-
aino e homicids. Traduziriamos mui bem esta
palavra se uz.ssemosde ama expreasio degyria
coajo a de que usoa o autor de am famoso ro-
mance. Debbah era um churinada, e o qae a
penna nal pode tracar, a sua physiononia o di-
zia abertan.nte. Era um animal feroz com fi-
gura de homem ; mae essa figura inspirara re-
pugnancia ou terror, conforme a coragem de
quem o contemplara.
De am lalhe esbelto e vigor muscular sem
eguil, de uma audacia insolent no perigo a in-
comparavel destreza em todoa pe exercicioa do
corpo, Debbad ae julgiria rei dos homeos a da
creigio, se Ghrellab, Minsour e o cherif Bon-
Abd.llah nio eativessem cima delle na aua pro-
pria eslima, nio s pela amplidio de intelligen-
ca que elles possuiam. como pela piedade que
mostraram ter. Aoa olhot e penaamento do fe-
roz e supersticioso fantico, oa tres chefes de que
fallamos, nie tlnham de humano sanio s forma ;
perteactam 4 regiio celestial, e s viviam oa Ier-
ra pan servirem de modelos e tutores aos Olhos
d'Islam.
Ghrellab especialmente exercia prodigiosa in-
fluencia aobre Dtbbah. O luxo, iatrepidez, em-
prea guerreiraa, aspereas entromeiada do in-
dolencia, todo isto 4a parte deesa grio-seohor
da planicie, e msis aiod. o seo de.prezo da
Borlesingularmente alliado 4 voluptuosos e io-
s.ci.veis ardores, tasclnavam o espirito ignoran-
te, mas enthosissta do negro, que admirara sea
senhor, e servia-lbe de joelbos.
cou um caixero, ou fizesse-a
as miohas I Isto foi bom para
e parecer qe
ma sio muitisaimn
mais tardas oo soar, ou laog.m de .1 uos so?,
que larde feren os ouvldos das nultides atur-
didas e cono ebrias do eslroodear de oulraa eam
*r0.,D.rfe,S,Hd' ?' aT- PeD,eI Di,l. am
atadura do fio quebrado, quaodo tiveren pen-
sado. K
A fallar a verdide, oio houve desvio, e quera
eu dizer qae sos ouvidoi do connerciiote chegi-
varo todas as ms noticias cooceroeotes a Duirte
e Eulalia. Un visinho vinha dizer-ihe que o seu
anigo fulano fon teitenuohi da ultima veoda
da penltima quiota. Ouiro visioho, beozeodo-
ae, cootava ler ouvido dizer a um fldalgo' seu fre-
gus, que Daarte perder na vespori cem du-
zentis moedis, e apollara os cavalloi da cirrua-
gem. e o gr.lbao do relogio. Outro visioho, cem
graode exordio de lanurias, cootava que un seu
c.ixeiro fallando con o escudeiro de Duarte sou-
ber. oue as joi.s da seohors j4 oio exi.ti.n. Uma
visrana que tioha ana creada coohecida de ou-
ra de Eulalia, dizia esposa do oegociaoie que
oha a certeza do que Duarte espaocara aua mu-
Ihe^por a ter encontrado a chorar. Ora estes
visinhos, reunidos entre si, alteroav.m-ee nesta
piedosa compungi das maguas de Joaquim
E' bem feito I Por casar a filha com om
daigote, andava mpaodo como se trouxesse
re oa barrigadizia um.
Outro :
Caaasse-a
trabalhar como
exemplo. E' o que (alteva, and'a'r aiueia'mSir
na de carruagem, e nao ver na ra as niobas
mfiV,g,\ ,M "m. om 4 me,lrB. e "om
nais ace.dasque ella I
O terceiro visioho :
Regalou-ne I O Joaqun Luiz ten 14 uns
palavnados e unas ideas dos livros, que haviam
de rematar en asoeira I uavs.m
A risioha, como leohora, lnilava-se a dizer :
leono peca do honen que un uatei.
mas a Mariana, que toda se lamba, quando fal-
avanos velludos e plumas da Giba, fui bom que
levasse os realas da vaidade para tnz.
..J^I ,qU8 i?dos exPress'm senlinea-
tos honestos. O pnneiro censurava o sihir ca-
da quil disuadase. O segundo uso da car-
ruagem em quem aodara p com suasfilbas, e
poda cootiou.r a fazer uso das suas peroas. O
terceiro Inpulava o desvario do visinho ao uso
ios iirros, sapiencia de ideas e palavriados
que redundan, en asnein. A visinha articular;
contra a vaidade da nulher, e indullava o pateta
do honen. A sdciedade ten senpre razio, por-
que nao fulmina a censura sem ter inventado o
vicio. A sem razio do invento essa que esla-
va as maos de Deus desterra-la do mundo mas
eus quer que o mundo seja assim, e mister
que seja para podermos crer e esperar um. outro
Tudo escetava em ailencio Joaquim Luiz. Nem
a sua mulher communicava nem Merianna a
elle, o que si biam e ouvian. Andavan-se re-
ciprocanente menlindo. Elle, dizia-lhe queEu-
taPa octava mais resignada. Elle, que Da.rte
resolver abjurar o jogo.
Qaatro nezes se eoc.dearan, dia a dia.de
angustia par. ambos. Um dia. porem, Jos da
roncees procuro seu sogro, e disse-lhe
Acho de necessidade e al de religiio que o
5 n "' 1 r-e!10'- t M,t d< Du'. privan-
do-o pa administragio do casal.
Nao fgo tal, reapoodeu o commerciaote.
u !",,d0 ?i0 i0,,8u ne,,e Pol- Re1c-
Uu por algum lempo e cootiouou :
Parece-me qae humaoidade
cunhada de casa de seu marido.
Com que razio ?
Com a razio de estar em prlociplo de ama
elbica, e de .ITastar os m.iore. desgostos que
ihe apress.m a morte. 4
an7 O m,aha fil?a MlS "'m?-exclamou o ne-
!n o!6' er8ueDd0-se de RlP*. con as lagrimas
sabir minha
h,r- *n "W c.omo "'idoDaia, e como po-
bre n aquello simulacro de riqueza. Eulalia de-
aeja nofrer e oao toma un renedio. O nedi-
moiq nv^l"10"^ ,erou-Jh' u criado de seu
motu proprio. Dq.rle nao tem deaote dos olhos
* ..mh'0." te"'ei? dos eus ici0. ejni
ve o semblante cadavrico da mulher.
[Continuar -se- ha.)
Debbah linha o rosto aemelhaote i
quadndo em cima como na basee preto des-
a cor de azeviche que faz a belleza do negro.
as sohrancelhas espessai juot.vam-se quaai em
liaha recta no ponto onde comega o nariz. As
venias eram largas achala*. O. olhos orbicu-
sres flc.v.m-lhe 4 flor do rosto. Pelos mscu-
los rijos e vigorosos conhecia-se que era homem
de grande forga pbysica.
O olhar arruivaacado de semelhsnte persona-
'7 nada' D0 bnco mate de auas seleroticas
rodeadas de pendas palpebns. oode o preto era
sioslro e o vermelho sanguinolento. Os deotes
eran largos .abados e da alvura da porcelana.
for um desvio da natureza, e cono se ella qu-
zesse por em duvida a sua obra, dous denles ca-
ninosum da eida lado da bocca-noslrav.n-
se sobre o labio inferior como aslpresas igucadas
de um javah. r v
Debbah era o chaouch em chefe d.s ordena
publicas e vootades secretas de Sidi-Ghrell.b.
As suas fonles e faces cicalrizad.s, os denlas
poote-.gudo. deque f.llamos-bem d.v.na co-
*3n 'a origeni- Nm,d0 mai longe de
Tell e at nesmo dos psizes de r.gas mescl.d.s.
datr.mC!D T,l!1h" d S,h" "**lio- 0n'
. q Ml n,eoin> Pra o mercado de
e.cravosdoo.slsdeR'.t eotre oa Touareghs.
Ah fra vendido por um prego mallo baixo. por-
que tioha viodo de Zendj, paiz prximo do Ni-
ger.epovoado de negros antropophagos, segun-
do afflrnan os viandantes, nercadorss e chefes
das caravanas.
S am homem do
Ghrellab poderia arrise
g3o da semelhanle esc:
de que arrepender-se
educ.gio desse escr.vi
prompts a tudo em
mesmo i um signal
bem, como p.r. o mal, pana <
su.lid.de, para o mal -far
QlCiO. W
Debbih, sendo instruido ao Islamismo, nio
compreheodeu mus do qMa doatriois ferozes
do prophela, e nio danto trabalho de soodir
a sua moral. Em pouco lampo achou-se pos-
lU4li.^l,,r,Knai.0 *^"*K> aatlafaslB a
Mansour e a Ghrellab, porque favorec, os pro-
jectos de ambos. Ghrellab lez delle o iostra-
mento do seu despotismo e violenctss. empre-
gando-o nos saque., raptos, e aventuras de teda
a sorte, 4 qae devia a sus opulencia. Terrivel
ma e deaaacroaa auloridade eatre os Nmadas,
no meio dos qaass elle mesmo- levara ama vida
errante.
Quando Ghrellab mppoz o ara asenvo nm ho-
mem completo, segundo as mximas que Ihe co-
nhecemos, dau-lhe o nico ooma que Ihe podia
convir: chamou-o Debbah, e o nome foi muifas
vezes juiticido em toda a ana terrivel signifl-
cigio.
Veremos no decurso ds presente historie se o
discpulo ultrapassououinitou apenas o meslre
se o bandido viudo da Europa conseguiu conple-
tanente perverter o selvigem airancade daa fio-
reatas africanas ; em summa ae no fundo do co-
ragio do negro reatara aiguma cousa qae se to-
ril em vao buicido na alma do brincoo ger-
men da vergooha e do arrependmanto.
ler sveotureiro de
faz.ndo a acqui.i-
Eolret.oto oio t.re
e.mer.odo-se na
delle um servidor
r i ama palavra,
amo, taoto para o
o bem por mera ca-
instincto e iocli-
[Conlinu*r-M-ha.)
PIRN.TYP. DI M. F. DI FARIA FILHO 18W,


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