Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09515


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Full Text
uto XXXtflII. 101ERO s.
Pw tres ezesadiaiitados 5f 000
*rr tres veces vencidos 6$000
DIARIO DE
OARTA FE1BA 12 DE MARCO DE 1S62.
Ptr anuo adiantado 49|00O
Porte fraico para subscriptor
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracity, o Sr. A. de Leraoe Braga; Ceari o Sr.
. Jos de Oliveira; Maranhao, o Sr. Joaquim
Marques Rqdrigues; Para, Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
AlagAaa, o Sr. Claudino Falco Diaa; Baha
o Sr. Jos Martin Aires ; Rio de Janeiro, o Sr-
JoSo Pereira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias as 9X boraa do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundss
e sextas-feiras.
S. Antao, Sezerros, Bonito, Caruar, Allinho
e Caranhuns as tergas-feirai.
Pao d'Albo, Nazarelb. Limoeiro, Brejo, Pei-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasquai tas-feiras.
Cabo, Seriohem, Rio Formato. Una, Barreiros
Agua PreU, Pimenteiras e Natal quintas felras.
(Todos os crrelos partem as 10 horas da manha
EPHBMER1DES DO MEZ DE MARCO.
8 Quarto crescente as 2 horas e 40 minutos da
manha.
15 La cheia i 2 horas 35 minutos ds tarde.
XI Quarto antiguante ai 7 horas a 8 minatoa da
maohaa.
89 La ora as5 horas e 4 minotos da manha.
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIRO
Para o sui sl Alacia 5 e JO; pa
at a Granja 14 e 19 de cada mez.
PARTIDA DOS OMHIBS.
Par o Reclfe: do Apipucos s 6 li2, I, 7 liS, 8
e81|2daro ;, de Olinda e 8 da m. elida t.: de
Jaboatao s 6 112 da m.; do Caxang
as 7 da m.; de Btm/ica, s 8 da m.
Do Recite para o pipueos s 3 l|i. 4, 4 1|4,
4 1|2. 5. 5 1|4.A 1,2 e 6 da t.; para O
da na. e 8 1 [2 da t.; pera Jaboatao s 4 .., >,...
o Caxang e Varzea s 4 1.2 da t.; pi ra Bemfica
as 4 da t.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da marinha.
AVISO DE 18 DE FEVEREIRO DE 1862.
Manda observar inttrucgcs para o servico dot
pharnet e pharoleles do imperio.
2a ecgio.Rio" de Janeiro. Ministerio doa
Def oc08 DM'ona, em 18 de ferereiro de 1862.
S. M. o Imperador ha por bem que se execu-
tem as ncluiaa instrucges e tabella regulando
o aernco doa phares e pharoletes do imperio,
sssim como o numero e retribuido do respecti-
vo pessoal : o que commooico a V. S. para sua
inteligencia e cumprimeuto oa parte que ibe
toca.
Deus guarde a V. S.-Joeqoim Jos Ignacio.
ar. contador da marinha.
tufruccn para o servico dot pharoes e pharo-
letes do imperio, mandados observar por aoiso
desta data.
Arl. 1. Os serrino dos phares e phsroleles
ser desempeohado por primeiros, segundos e
lerceros pharoleiros, que percebero o estipen-
dio Qxado na tabella annexa.
1. Os primeiros e seguodos pharoleiros. ser-
rino noa pbaroe*. e os terceiros nos pharoletes,
segundo a distribuido feita oa mesma tabella.
Arl. 2. Sao obrigacoes do primeiro pharo-
1. Fazer acender o pharol ao por do sol, e
paga-lo ao oascer, tendo o maior cuidado em
que a luz ssja conserrada com a mesma intensi-
ot Dr,!no durante toda a noute.
*' Cuidar oa limpeza e conserrago do ap-
parelbo de luz e torre e seus dependencias,
requisitando da respectira capitana do porto o
que para esae fim fr necessario.
3." Conservar sob sua guarda e responsabili-
dade todo o material do pharol, de que prestar
anoualmente coala, na corte contadoria da
marinha, e as prorincias s thesourarias de
temada.
4." Nao consentir as rizlohangas do pharol
errores crescidas, ou outros obstculos de igual
wrtia, que lhe inlerceptem a luz.
5. Requisiiar opportunamente ao capito do
porto o material neceasarlo ao consumo do pha-
rot em Iras mezes. apresentindo oessa occasiao
urna nota do existente.
6." Zelar pala cooserracao das boiss e bausas
que estirerem risU do pbarol, fazendo-as sus-
pender, e eximinar as respectivas amarrages,
tempre que o estado do mar o permiltir.
Arl. 3.a Os dsrares proscriptos no precedente
artigo ao 1 pharoleiro sero desempanhados nos
pharoletea pelo pharoleiro mais enligo.
Art. 4. Sao oDrigagea dos seguidos etarceiros
pharoleiros :
Coadjurar o primeiro, e desempoohar quanlo
por elle seja determinado no interesse do serri-
go, subslituiodo-o pela ordem de anliguidade as
suas faltas e impedimentos.
Art. 5.* O pharoleiros sero nomeados, na
corle pelo ministro da marinha, e naa prorincias
pelos respecliros ptesidentes, sobre proposta do
capito do porto, e conserrados em quanto bem
serrirem.
Arl. 6.* Sero responsaveis pala damoificago
dos objectos a seu eargo, a obligadosTindemni-
ssr os prejuizos provenientes de seu deleito ou
impericia.
Art. 7. O pharoleire que, estando de serrico,
deixar apagar-ae o pbarol, ser pela primeira rez
multado na importancia de um mez do respectivo
salario, e oa reincidencia despedido.
Art. 8.* O pessoal dos phsres ser matricula-
do as capitanas dos portos, e como tal nenio
do recrutameolo forgado e serrigo da guarda
nacional.
Arl. 9.* Far-ae-ha aso nos phares de azeite
doce ou de nabo, e noa do rio Amazonas do de
andiroba, em quanto ootra couaa nao r deter-
minado.
Arl. 10. A limpeza dos phares e pharoletes
deve estar concluida todos os dias s 11 horas da
manha, Gcando proraptos do necessario para o
servico da noute. As ridracas sero lavada com
agua queote, cinza peneirada, aal ou ssbo, e oa
globos, ou lobo de vidro, limpos com toalha e
p de tijolo.
Art. 11. A escriplurago da receila e despeza
do material a cargo dos pharoleiro ser (eita nss
capitanas dos portos de que dependerem.
Arl' **" No' Phares, cuja directo fr confiada
a officiaes da armada, far-se-hao por intermedio
destes todos os podidos e reclamares que tire-
rem de ser dirigidos s capitanas.
Art. 13. Todo o material necessario ser supri-
do pelos almoxarifados e arsenaes de marinha
onde os hoiuer. e, na falta de laes estabeleci-
meotos comprsdo pelos cspites dos portos
me liante as formalidades da lei.
Rio de Janeiro, em 18 de fevereiro de 1862.
Joaquim Jos Ignacio.
TABELLA li van.Io o numero e estipendio dos individuos
________pharoes e pharoletes do imperio
empreados nos
PROVINCIAS
DENOMINAQES
PHAROES
Rio de Janeiro.... <
S.Paulo...........'
S. Pedro do Sul. J
Santa Calbarina...
Bahis.............!
I
Sergipe...........
Pernambuco.....
Aiagaa..........
Cear.............
Maranhao......
Para..............<
PHAROLETES
Cabo Fri.........
llha Rssa........
Ilha da Muela....
Da Barra.........
Naufragados......
Abrolhoa.........
Barra............
Morro S. Paulo...
Di Barra.........
Macei............
llscolomi.........
Sanl'Aona........
Salinas...........
PESSOAL
PHAROLEIROS

a,
o
a
c
I

Itapoi........................
S o (Christoro Pereira....
JJCapo da Marca.......
-"tjBojur................
z-g lEslreito................
Atalaia da bsrra deCotin-
guiba.....................
Mucuripe....................
S. Marcos..;......................
Alcntara.........................
Bsrra..............................
S Paranoqura.........'.'.'.'.
< % Mirianna..................
2- JGoiabal....................
a g Walahy.....................
Grititlcaco mensa! oara rala um.
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OBSERVACES.
i". Os officiaes da armada que forem incumbidos da drecgo de phares percebero por seme-
ntante encargo os respectivos veocimentos militares, ou as gratificarles arbitradas nos avisos de
nomeagao.
2". Um dos remadores da lancha .de soccorro
all existente.
3a. Nos estipendios fizados na presente tabella
tualmente percebem alguns pharoleiros e outros.
4*. Os actuaes empregados do pharol da barra do Rio Grande do Sul continuarlo a perceber os
veocimentos que at agora lhe foram abonados. O do pharol dos brolhos lero, alem das gra-
tificares marcadas njsta tabella, as que forem arbitradas pelo goreroo, attento a distancia em
que se ach o mesmo pharol, e a oatureza do serrico que prestam.
Rio de Janeiro, em 18 de ferereiro de 1862.Joaquim Jos Ignscio.
de Cabo Fri servir tambem de guarda do caes
rao incluidas as raides ou comedorias que ac-
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de marco
de 186*
Officio ao Dr. Flix Moreno Brando. Sciente
pelo seu officio de 5 deste mez de ter-se Vmc.
recolhido a esta capital, dando por Anda a sui
commisso na comarca de Goianna, onde achra-
te extncta a epidemia do cholera-morbus, aguar-
do que com a posslrel breridade emita o seu
juizo acerca das cauaas que determinaran! o dsa-
enrolrimento desse flagello em Cruangy, como
lhe foi exigido por officio de 22 de ferereiro ulti-
mo. Pede a justica que por eata occaaio eu agra-
dis a Vmc. o zelo, actiridade e lourarel desio-
tsresse com que em qusdra to arriscada prestoo
aos habitantes daquella comarca releraotts ser-
virlos, a que o governo d o maia sabido spreco.
Dito ao Exto. presideote da Parahiba.Solici-
to de V. Exc. a expedi;o de sua* ordeoa para que
se reiliie como peda o procurador fiscal da lhe*
soursria da reodas dests proriocia no officio jun-
to por copia, a remeses gara aqui da qaantia de
385800, proveniente de doaa precatorias cumpri-
das cootrs Miguel Bteres Aires, e que se acha
em deposito no cofre da thesoursris provin-
cial deaaa capital, aeguodo consta do officio do
reapecliro procurador fiscal tambera junto por
copla.
Dito ao commaodanle das irmn.Sirva-se V.
Exe. de informar acerca do que requesita o direc-
to da colonia militar de Pimenteiras no incluso
oflWo, vt ma ser derelvido, toado V. Exc. em
ruta o que recommeodei em um officio datado de
28 da fevereiro ultimo.
Dito ao sesmo.Queira V. Exc. expedir ordem
"* .V,rti-nra do 4 batalho de ailas-
na a pa ir usar ao arsinal de guerra a abertura
de vario caixes contendo objectos rindos da
corte no brigoe Almirante, com destino so mes-
mo batalho.Commuoicou-se ao director do ar-
senal de guerra.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. Exc. para
terem o conreniente destino, as guias dos sen-
tenciados militares mencionsdos na relaco junta.
Rela;o dos aeoteociados militares a que se re-
fere o officio do Exm. Sr. presidente da provin-
cia dests data.
Jos Pedro da Silra.
Jos Domingos.
Mariano Gloria.
Fraocisco Moreira Lima.
Malaquiaa Ferreira de Aguiar.
Feliciano Fraocisco de Olireira.
Manoel Gomes Elias.
Caetano Pereira da Silva.
Apolnario Liborio da Costa.
Antonio Rodrigues.
Antonio Jos Pereira.
Julio Augusto da Silra.
ZeferiooTheodoro.
Eufrasio Aires da Rocha.
Serafim Antonio Rodrigues.
Euzebio Jos dos Sanios.
Gandido Joaquim.
Dito ao chafe de polica.Remeti a V. S. por
copia o officio que em 7 do correte me dirigi o
inspector do arsenal da marinha aflm de que ae
airra recommendar as aatoridadoa policiaet desta
cidade, que nao embaracen o agente do arsenal
de marinha a comprar no mercadoV farioha ne-
cesaria para o fornecimento dos navios da arma-
di a reparlicea de marinha.
Dito ao inspector da thesooraria defazenda. I
Treoizitlo a V. S. os inclusos documentos que
me foram remanidos pelo commandaote superior *
interino desta capital com officio de houlern, sob
n. 10, afim de que mande pagar os vencimenlos
relativo ao mez de ferereiro ultimo, aos ofli-
ciaes, cornetas, clsrins e tambores empregados
nos corpos da guarda uaciooal daate municipio.
Communicou-se ao commandante superior do
Recife.
Dito ao mesmo;Transmiti a V. S. para o fim
conveniente, o iocluso ariso de lettrs oa impor-
tancia de 1:000, ssccada pela thesouraria de ren-
das da proriocia do Rio Grande do Norte, sobre
e9sa e a favor da Jos Joaquim de Lima Jnior,
ou a sua ordena.Communicou-se so Exm. pre-
sidente daquella proriocia.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S. para sea co-
nhecimeolo e deridos effeitos, que o eogenheiro
W. Mailineau parlicipou-me em officio de hon-
tem, que tendo oa empreiteiros da poote de ferro
entre o Iheatro de Saota Isabel e a ra da Auro-
ra, execulido durante o mez de ferereiro ultimo,
serriQo correspondente ao valor de 3:200, pas-
sou-lhes neste sentido o competente certificado
mensal.Communicou-se ao director da repart-
gao das obras publica?.
Dito ao mesmo Aoouindo so que me repre-
seotou o brigadeiro commandante das armas em
officio do 1" do correnle, sob o. 431, com refe-
rencia ao parecer do delegado do cirurgio-mr
do ejercito, e tendo em vista a informarlo de
V. S. de 5 deste mez, sob n. 175, tenho resolrido
que, emqusoto durar a epidemia reinante, seja o
quaatitativo da elape as pragas dos differentes
corpos do exercito existentes nesta capital aug-
mentado com dez res para urna rs;o de agur-
dente, que ser distribuida pela maohi refe-
ridas pravas, conforme propre aquella delegado.
O que declaro a V. S. psra seu cooheclmeoto e
direccio.Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Ioteirado do cooteudo de sus
iofornugo de boje, sob n. 184, tenho resolrido
que nessa thesouraria stja abarlo sob miaba res-
ponsabilidade, nos termos do art. 6 do decreto n.
2,884 do 1 de ferereiro ultimo, um ooro crdito
na importancia de 10:000 para occorrer-se as
despezas com o tratamento das pessoas desralidas
atacadas do cbolera-morbus nests provincia, fi-
cando V. S. deata maneira autorisado a mandar
pagar ao Dr. Alcebiades Jos de Azeredo Pedra a
quaotia de 1:0605 a que, segundo indica a conta-
doria dessa thesouraria, tem elle direito como
remunerado de seus serrinos prestados na com-
misso medica de que foi incumbido na comarca
de Goianua, a contar de 2 de jaoeiro prximo fin-
do at 23 do j citado mez de ferereiro e na ra-
z3o de 20$ diarios, como se re dos papis que de-
rolro.
Dito ao mesmo.-Autoriso V. S. nos termos
de sua ioformscjio de hontem sob n. 180, dsda
com referencia da contadoria deaaa theaouraria,
acerca dos pipis que derolro, a mandar pagar
pessoa, que para isso se mostrar autorisad, a
quanlia de 103500 rs. em que, segando o co-
nhecimento annexo aos mencionados papis, im-
portan! 23 alqueirea de ftrloha de mandioca
(medida velba) veodida por Querioo Joaquim
Madeira razo de 4500 rs. o alqueire para
consumo do presidio de Fernando.
Diio ao inspector da thesouraria provincial.
Attendendo ao que expoz o chefe de polica em
officio de 20 de ferereiro ultimo e 6 do corrents,
sob n. 256 e 330, recommeodo V. S. que mio-
de foroecer pelo menor preco que poder encon-
trar, os objectos conslantes da relacao junta por
copia, os quses se fazem precisos para a enfer-
mara da cass de delengoCommunicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao commandante da ostagao naval.Ex-
peca V. S. as suaa ordens psra que o brigue Ma-
ranhao siga para o presidio de Fernando ama-
nha, depois de estarem embarcados os emen-
dados militarea a de Justina que para all lem de
tranaportar.
Dito ao juiz de direito de Nazareth.Remet-
to-lhe copia do officio que em 22 do mez passs-
do dirigio-me o juiz municipal desse termo, afim
do que Vmc, lomando coohecimeoto dos fado
comidos no mesmo officio e ros documentos por
certdo em original a que allude aquelle juiz
com referencia ao inventario feito por fallec -
melo de Manoel Gomes Moreira, faga effecliva
a responsabilidade legal contra quem de direito
fr.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.
Convm que Vmc, apreciando a rela;o que Iho
remelti com officio de 3 deste mez, me envi as
guias dos sentenciados que considerar no caso
de serem enriados para o presidio de Fernando,
atm dos que esto contemplados nss 22 guias i
que allude o seu officio de 13 de ferereiro ulti-
mo, informando Vmc. ao meamo lempo acerca
do que eipoe no officio por copia incluso o ad-
minitndor da casa de deteo;o.
Dito ao juiz muoicipal de Iguarass.Iotei-
rado pelo seu officio de 5 do correte, de que
Vmc. me commuoicou com referencia epide-
mia reinante, tenho a dizer-lhe que existindo em
poder do delegado de polica desse termo urna
ambulancia dos remedios appropriados ao trata-
ment do mal, cumpre que Vmc. se entenda
com aquella autoridade para com o prompto
aoccorro dos desvalidos que frem affectados.
communicjodo-me immediatamente se o mesmo
mal tomar maior desenrolrimento para expedir
novas providencias.
Dito ao curador dos Africanos.A/vista do
que informou Vmc. em data de 6 do correte
com referencia ao requtrimento da Africana II-
rre Maria, aguardo o resultado das areriguac/ies
que Vmc. ra proceder .acerca dos serricos que
a mesma Africana diz ter prealado.
Dito ao gerente da Companhia Peruambucana.
Recommeodo a Vmc. a expedico de suis or-
dens, para que pelo primeiro rapor deasa com-
panhia que aeguir para aa Alagas, seja enriada
ao inspector da Ihesonraria provincial daquella a
qnantia de 85 que para esse fim lhe ser en-
tregue por parle do inspector da thesouraria de
rendas desta prorincia.
Dito ao commaodanle do preaidio de Fernan-
doFaga Vmc. regressar esta capital na pri-
meira opportuoidade como requisitou o juiz mu-
nicipal da primeira rara em officio de 7 do tor-
rente o sentenciado de justi;a Antonio Mooteiro
da Silra, que existe oesse presidio.Communi-
cou-se ao juiz municipal da primeira rara.
Dito eo conselho de compras.Autoriso ocon-
saib de compras nsraes a promover a compra
dos objectos mencionsdos em seu officio de 6 do
crrante, rislo que sao necessarios ao almoxari-
fdo do arseoal de marieha, como declarou o
mesmo conselho no citado officio.
Dito ao meamo.Pode o conselho de compras,
nsraes aceitar a proposta de Manoel do Nasci-
menlo de Araujo. que allude o aeu officio de 6
do correnle, e eflecluar a compra das quatr-
cenlas folhas de cobre que elle ofiereceu pelo
prego de 900 rs. cada libra, visto que sao oeces-
sarioaao arseoal de marinha.Commuoicou sea
thesoursria de fazeoda.
Portarla.O Sr. gerente da Companhia Per-
nambucana mande dar transporte at o Acarac
em lugar deatioado para passageiros do governo
ao bacharel Pedro de Albaquerque Aulrao, juiz
muoicipal no termo do Ip, na prorincia do
Cear.
Sr. presidente da proriocia maodacommunicar
V. Ezc. que por despacho desta dala intorisou o
director do arsenal de guerra a recebar o porto
de madeirs que tem de recolher alli j comman-
dante do 9" batalho de iofantaria, flcaodo assim
satisfeito o pedido a que allude o o Bcio de V.
Exc de 7 do correnle.
a o norte
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas a quintas.
Relago: tercas o aabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horss.
Juizo do commercio : segundss ao meio dia.
Dito de orphoa : tercas e sextaa s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas a sextas ao meio
dia.
Segunda vara do cival: quartas a sabbado 1
hora da tarde.
| DIAS DA SEMANA.
.10 Segunda S. Mililo e 39 compsoheirosmm.
'11 Terca. Ss. Candido e Heraclio mm.
12 Quarta. S. Gregorio p. doutor da egrejs.
13 Quinta. S. Eufrazia v. m. ; S. Rodrigo m.
14 Sexta. O roysterio da psixo de Jess Chrsto.
15 Sabbado. S. Heorique re; S. Longuioho.
|16 Domiogo. S. Cyrlaco m.; S. Abraho eremita.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a livraria da praca da Indepen-
dencia ns. 6e 8, dos propietarios Manoel Fieuei-
Iroa de Furia & Filho.
irco.
Despachos do dia 8 de
i Requerimentos.
Adriaoa Lins da Cunha Paira.Informe o Sr.
Dr. director geni da insirucqo publica.
Generoso Antonio de Vasconcellos.Ioforme
o Sr. proredor da Saota Casa de Miseiicorda des-
ts cidade.
Jos Paulo do Reg Brrelo.Ii forme o Sr.
inspector ds thesouraria proriocial.
Jos Norberto Cassdo Lima.Ioforme o Sr.
juiz municipal do termo de Barreiroi.
Dr. Julio Barbosa de Vasconcelloi.Paase-se
portarla, coocedendo prorogago da licenca que
goza o supplicante por maisquinze das.
Jos Francisco do Carmo.Inform ) o Sr. cspi-
to do porto.
Jos Antonio da Silra e MelloInforme com
urgencia o Sr. Dr. juiz de direito dt comarca do
Limoeiro.
Luiz Fraocisco Henriques.lofonae o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha.
Maria, africana.Prore a supplica ale o que al-
lega.
lenle Miguel Francisco Vieira. Selle e
rolle.
Manoel Braz Odorico Pestaa. Sello o docu-
mento que junta.
Sabino Cmdido do Nascimeolo.-f-No tem lu-
gar o que requer.
COM MAX DO DAS ARMAS.
Quartel-seneral do com nando das
na cidade
marco de
armas de Pernambuco
do Becife em lO de
186*.
ORDEM DO DIA N. 4.
O general commandante das armas para coohe
cimento da guarnico e derido effeilo publica o
officio abaixo transcripto que na data de 8 do
correte lhe foi inderegado pela preaidencia.
Officio.
1.a seccao.Palacio do governo
em 8 de margo de 1862. Illm.
nuindo ao que V. Exc. represent
do 1 do correte sob n. 31, do
conveniente ordens, para.que, e
a epidemia reinante, aeja o quaoltlallro da etapa
as pragis do exercito existentes nerta capital,
augmentado com dez ris para urna rago de
agurdenle, quesera distribuida peta manha as
referidas pragas, cooforme propd
cirurgio-mr do exercito no pa
citado officio e que derolro com
elle ae refere, cooforme solicita
Deus fcuarde V. Exc. Ao ooie Marcelino
Nunes Googalve.Sr. brigadeiro commandante
das armas.
Assigoado.r- Solidonio Jos Antonio Pereira
do Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capite
aju Jante de ordens encarregado lo detalho.
ORDEM ADDICIONAL A
. O general commsodaote das armas teodo pela
ordem do dia do exercito sob o
beocia de inspeccionar o araena
provncii nomeia o Sr. capito do lO'batalho de
infaulria Candido Leal Ferreira
e Pernambuco
xm. Sr. An-
em seu officio
nesta dala as
quanto durar
o delegado do
recer annexo ao
a copis, a que
Exc.
DE N.45.
n. 305 a incum-
de guerra dests
secretario da iuspecgo, cootiomndo nao oDslao
le no exercicio do emprego de
dens encarregado do delalhe,
mesmo seohor capito desemd
aquellas funcges cam o zelo e interesse com que
se tem dedicado ao servico.
Assignado. Solidonio Jos
de Lago.
Conforme. Francisco Can ello
Laeerda, major secretario do
armas.
INTERIOR.
para o lugar de
ijudanle de or-
arlo de que o
echar estas, e
Antonio Pereira
Pessoa de
commando das
Expediente do secretarlo
Toverno.
do
RIO DE .I.WEIIIO
Exposico naci nal.
C'oniinuaco.
XI
A pequea induilri, a doi artefactos ma-
nuaes, taires mais interessanti i do que a gran-
de. Com efieito, a mo de obra o que mais
arulta naquella e as machinas pituco oa nada sao
empregadas. Muito estimaramos ter podido
apresentar ao publico a sua aitusgo e expor de-
talhadamente o estsdo geral dos seus negocios ;
mas tiramos de renunciar a ste trabaiho, em
consequencia do grande numero de industrias
diversas que devena abragar, e Ido grande nume-
ro de pessoas a quem seria necessario recorrer
afim de slcaogar aa oecessarias informages. f.i-
mitar-nos-hemos, portanto, a (aliar de tres fa-
bricares, que oscolhemos principalmente por
causa da sua importancia, da especie de necessi-
dades que satisfazem, e, ao menos quaoto a duas
deltas, dos miteriaes que empregam. Sao a cha-
pallara, sellarla e sspataria.
Todos os visitadores da escola central poderlo
reriflcar que a chapellaria entre as pequeas
industriss, um dos rsmos que fazem mais pro-
gressos. Os seus productos lm chegsdo a um
grao de perfeigo que permute a lula com os es-
trangeiros relativamente qualidade. Os chapeo
de seda expostos pela cass Chsrtel & C, e os de
feltro sabidos dss offlcinas doa Srs. Roberto Au-
gusto Ribeiro. sao verdadeiramente digaos de
ser notados. Um paralello entre os fabricsntes
de chapeos de seda e oa fabricantea de chapeos
de feltro ssria imposiivel. O merecimento ds
mo de obra faria collocar os ltimos em primei-
ro lugar, porque o fabrico de chapeo de seda
muito simple, e reduz-se s collar um pedago da
pellucia por cima de urna armaco de feltro mui-
to grosseiro ; o fabrico do chapeo de feltro, pelo
contrario, ao mesmo lempo dos mais difficeis a
complicadoa, a ponto tal que os bons operarios
sao contadoa. Mas a imporlaocia commercial dos
chapeos de seda maior, porque sao estes mais
procurados, msis commodos e sqaslles cujo coa-
sumo leode s augmentar.
A' primeira vista ninguem faria idea da im-
portancia da fabricago de chapeos no Rio. Al-
guns ligaramos que procuramos a que apresen-
limos ao publico, someole como urna approxi-
mago daro algumaida. O numero de opera-
rios empregados nesta industris orga por 250,
dos quaes 50 para a seda e 200 para o feltro. Cal-
cula-se que estes opersrios entregara diaria-
mente ao commercio 100 chapeos de seds e 600
de feltro, que vem a aer 36.500 por aooo doa pil-
meiroa a 219,000 dos segundos, o que monta a
mais de mil cootos de ris por aooo, pelo prego
do cuito, asiim postos em obra e em circulago
por eata fabricago, bem eoiendido sem contaros
lucros do fabiiciQle. Estes algaliamos aoani-
madores. Com effeilo, seguodo os ltimos docu-
mentos estatislicos publicados pela alfaodega, o
numero de chapeos de feliro oa de seda impor-
tados em 1854 e 1855 no Brasil sobe apena a
| carca de 153,000. Os fabricados exceder, por-
Officio ao commandante das Irma.O Exm.' tanto os importados. Deremo felicitar-nos
disto tanto mais que no cusi dos chapeos fabri-
cados no Rio a mo de obra, ou, por oulra, o
operario que percebe o miior quioho que de
cerca de 38 |0 para o operario da seda e 50 (
psrs o defeltros, o que, em resumo, nao paga-
mos em condigdes iguaes os chapeos de proce-
dencia indgena maia caros que os estrangeiros
importados. E' rerdade que estes ltimos pagam
na alfandega direilos de entrada que montam a
cerca de 35 10.
Seria possirel reduzir aioda a importago dos
estrangeiros?... Ser fcil responder depois de
ler os seguiotes dados. A materia prima posta
em obra pelos operarios bratileiros de proce-
dencia estrangeira. A pellucia de seda rem de
Frange, de Allemanha e de Italia. A pello de le-
bre rem da Russia, pastando, porm, pelo Ha-
vre. E' impossirel pensar em deixar de importar
a pellucia, e, iofelizmente, nao parece possirel,
tajobem, achar no Brasil a materia prima dos
chapeos de feltro. As pelles dos aoimaes dos
paires fros derem aa qualidades que lhes do
ralor justamente ao clima desees paizes, e nos
possuimos nicamente o coelho, o rato e a lootra,
cujss pelles podem ser empregadas. E' rerdide
que oulr'ora este ultimo aoimal era aprovelado
pelos operarios brasileiros. Era no lempo em que
anda se usava os chapeos de lootra, mas mesmo
nesse lempo era de Montevideo ^ue noavioham
as pelles. A lootra fornece apenas um feliro or-
dinario, o os productos fabricados com este feltro
eslo hoje quaai abandonados. As pelles dss
duas outras especies exigem, para com ellas se
fazer feltro, urna operago especial, para a qual
os operarios sao mui raros, e sobretudo no Rio
de Janeiro: e quando mesmo se podesse superar
com vaotagem a difficuldade desta operago, a
reunir operarios aptos para esse trabaiho, resta-
ra anda a questo da tinturara. No dizer dos
fabricantes nao existe no Rio tinlureiro capaz de
foroecer-lhe productos que possam lutar com al-
guma vanlagem com os estrangeiros. Por este
lado, portanto, nada se pode fazer.
O fabricante, como aempre, s r urna solu-
gao a elevago da tarifa, o augmento dos di-
reitos sobre os chapeos importados. Estes direi-
los, repetimo-lo, sao de cerca de 35 V Nao
nos parece, portanto, possivel augmenta los ;
mas os direilos sobre a materia prima, pellucias
ou pelles de lebre, sao tambem cerca de 35 *i0,
e pde-se perguntar se nao convir dimioui-los.
Desde que a materia prima paga direilos iguaes
aos que pagam o producto manufacturado nao
ha mais protecgo psra o fabricante nacional.
Tentamos em vo fazer para a sellara o mes-
mo calculo que Qzemos para a chipellaria, e es-
ta belecer para a primeira destas duas industrias
urna avaliago aproximada da importancia do seu
fabrico. Ha, com effeito no Rio muitissimas cssas
pequeas que empregam poucos operarios, e tam-
bem muitaa casas de retalho que vendem ao mes-
mo lempo sellara brasileirs e estrangeira : o co-
Iherdados nao fcil ; renunciamos, portsnlo, a
esta avaliago. O maia que podemos dizer que o
numero de operario empregados neate fabrico
coosiderarel. Ha os fabricantes de argdes, os
selleiros propriamente ditos, os bordsdores, etc.,
e pde-i assegurar que trabaiho nao lhes ralla ;
antes, pelo contrario, sao raros os bons opera-
rios.
Os selleiros achira mesmo no Rio todas as
materias primas que necessitam, com excepgo
da pelle de porco, que aio absolutamente obri-
gados a importar. porco um aoimal que Mi-
nas, por eieniplo. produz em grande numero. Se
as pelles nao podem ser ulilisadis, de quem a
culpa ? .. Do criador ou do curtidor ?... E' o que
nao sabemos bem. Mas algumas partes do sellim
sao fabricadas no Brasil melhor ou mais conve-
nientemente para o nosso uso do que o sao oa
Europa. O arcao feito aqui preferirel. E'com
effeito o arcao que d a forma ao sellira, e deve
adaplar-se rigorosamente cooforma^o do ca-
rado. Eata conformaco raria em todas as ragas
de carallos. Os inglezes e fraocezea fazem arges
excedentes para os seus carados, mas defeiluo-
sos para os nossos.
(ragas a estas circunstancias, e gragas tam-
bem aos direilos da alfandega, pode o aelleiro
brasileiro competir com a fabricago estrangeira
tanto em prego como em qualidade. Um sellim
ordinario de origem estrangeira Sua por cerca de
23OO0 ; a este prego necessario accrescenlar
os direilos da alfandega ( 4800 ), que com os 5
por eento adidciooaes montam a 5600. Ora,
pelo prego de 2S600 cerlamenle que possirel,
no Rio de Janeiro produzir sellios fabricados com
pelles do paizexcepto bem entendido a pelle de
porcoque deixem ao fabricante um lucro suffl-
cente. Podemos citar urna destas casas, no Rio
a casa Iielis & C., por exemplo, cujos productos
estirenm na exposigo, que rende pelo prego
dos da Europa sellios fabricados squi, e que ge-
raluiente sao preferidos pelo comprador.
Infelizmente a concurrencia, o amor do lucro,
tem attrahido a maior parle dos fabricantes para
mo caminbo. Seguem o syslema empregado na
Europa no fabrico de sellios de carregago, e sem
baixar o prego porque vendem, esforgam-se por
diminuir o cusi, sacrificando a mo de obra.
Por exemplo, mais facii e maia expedito fazer
duas estofas ruins do que urna so boa. O opera-
rio que adopta o primeiro destes systemas recebe
menos por cada pega, porm faz maior numero
diariamente ; o fabricante, vendendo mesmo msis
barato, ganha mais, porque a mo de obra Iba
custa muito menos. Os nossos selleiros, por tan-
to, nao podem resistir tenlago.
E' este um facto que devenios reconhecer, e ao
mesmo lempo deplorar, porque assim chegam os
fabricantes a tornar preferiveis os productos es-
trangeiros. O sellim assim feito deieriora-se r-
pidamente ; exige concertos frequentes ; o sellim
fr,ancez ou ioglez nao lem estes incoorenientes, o
que faz com que o consumidor seja lerado em
pouco lempo a dar-lbe a preferencia, e a recusar
o sellim nacional. Esta maneira de proceder
anda meaos juslificarel, por nao poder a sellara
estraogeira rivalisar em prego com a feita aqui.
Os selleiros devem acautelar-se ; assim compro-
metiera os seus inleresses, ehadeacootecer-lhes
o que succedeu aos selleiros franceses quando,
para lutar, com os producios inglezes, e produzir
mais barato, sscrificaro a mo de obra ; a sella-
ra franceza am breve se depreciou e a inglesa
loroou-se esda vez mais procurada. E' ests urna
ligio que deve aproveitar.
Merecem os nosiossellinsainda oulra eensurs,
a sua forma defeituoss ; maa a culpa j nao
dos selleiros, mas do publico a quem lem de sa-
llsfazer. Os nossos patricios persuadem-se que
n'um sellim grande esto msis s commodo e me-
nos expostos a perigos do que n'um sellim pe-
queo ; erro, um sellim reguisr, nem grande
nem curto, preferirel por todas ss raxes, alem
de nao ler o inconveniente de ferir o animal, e
paralyssr-lhes oa morimeotos, por assim dizer,
cobrindo-o do pescoco cauda. Os nossos sellios
sao verdadeiramente monstruosos, e parecen
mais proprios para elephaoles do qua para os
nossos cavsllos pequeos a beslss.
Esta censura.deve dirigir-ae com eapecialidads
aos sellios da nossa carallaria. Os qua appare-
ceram na exposico eram do modelo adoptada.
Nada ha que menos se presle ao que deve ser
um aellim pesados, eompridos, iuflexiveis, ou-
caxolando o aoimtl das cruzes at 4.anca, o ea-
magam, paralytam a fereo ; pode-ib affirmar
que no nosso primeiro regiment ha mais caral-
los estragados pelo sellim do que palo serrigo.
Esses sellios tem todos o mesmo defeito quanto
ao feitio cuslam muito pouco dioheiro. mas sao
muito mal e muito grosseirameole feilos, a eco-
noma mal entendida ; am aellim que custasse
o dobro faria tres rezes mais serrigo, cansina
menos o homem e nao magoaria o carado.
A este respeito, o modelo de sellim militar ex-
posto por W Cope & C incompararelmeote su-
perior, mas aioda est longe de serbom ; anda
pesado, massigo e grande de mais.
Com prazer encoolramoa oa expoaigo o modelo
de cangalhas usado no exercito francez para o
transporte s costas de bostas. Estimaramos que
os nossos fabricantes o examinassem com siten-
gao. Da forma e do peso dss cangalhas dependa
absolutamente, barendo igaaldade no mais o peso
que o animal pode traosporlar, e urna boa re-
forma nos arreios defeituosos usados entra na
iraria infallirelmente em resultado, ama econo-
ma oo prego dos transportes. Cada animal sup-
portara maior peso ; menor numero 'entre elle
fleana ferido, e menos se perderiam-
A industria da fabricago de carros nao est
longe da de arreios. A primeira toroou-se nota-
reina exposigo nicamente pela sua ausencia,
toi pena ; por sua natureza este genero de fa-
bncicao recela pouco a coocurrencia ; emprega
principalmente a msdeira eo couro, e lado que
produzido por ests materias ioteresssote ;
est, finalmente, bastsnle adiantada oolre nos
para que nos posssmos litoogear disso. Admira
que nenhum segeiro julgasse dever apresentar ao
publico um carro sahido das suas officioas.
As informales que temos a respeito da fabri-
cago de calgado sao anda menos completas. As
que nos forneceram oa fabricantes a quem noa
dirigimos esto com effeito loogede iosiruir-nos,
o3o lmenla do estado da sua industria, mas an-
da das razes que impedem a lata com os estran-
geiros.
Nosequeixam da materia prima citam al
costumes dos quaes alguns artigos devem mesmo
ser preferidos sos srligos de origem estrsogiirs.
Nao se queixam da mo de obra ; reconhecem
que nao ha falta de boas operarios, a que destes
muitos sao perfeitos. E com ludo cits-se este
facto :Ha oito annos existiam no Rio qustro fa-
bricas de calgado para homem que empregavam
350 operarios, eujos productos veodiam-se pelo
mesmo prego que o calgado das melhores fabri-
cas da Europa. Hoje estas mesmas fabricas lem
reduzido cooaideravelmente a sua produego, a
importan) annualmente a enorme somma da
800:000000. Qual a causa disto ?.. A res-
posta sempre a mesma. O grande coosumo de
calgado aportado s devido so syslema admi-
nistrativo se a tarifa nao farorecaase a importa-
gao, poderia harer oo paiz stabelecimenlos re-
gulares que offerecessem vanlagens.
Nada sabemos do custo dos producios, que de-
composlo como coorera e esludado em cada ama
daa suaa fraeges, certamente dara a solugo do
rerdadoiro enigma que ae propoe. Porque pre-
ciso notar que esta diminuigo na fabricago na-
cional coincida precisamente com o augmento dos
tjeitosda alfaodega. Os 5 por cento addiciooaas
daHaaa de menos oe 8 innos. O jury da expoji-
co prararelmeole satisfar ao publico a este res-
peito. A commisso com effeito muilo sabiamen-
te ocluio nos estatutos um artigo que lhe d o
direito de pedir o prego dos objectos expostos, e
os expositores, que conhecem os estatutos, tcita-
mente se obngaro a conformar-se com elles.
A nosso rer, os pormeoores que preceden), e
que ros foram ministrados por pessoas compe-
tentes, pioram quo ioteressantes para os pro-
ductores seriam lodagages serias sobre a pro-
duego. IoJicar-lbes aa rerdadeiras cireumstao-
cias que se oppem ao desenrolrimento da sua
Industria, e prorar-lhes que o remedio oo est,
como elles imagioam, na elerago da tarifa, ira-
ria iDerilavetmeote em resultado a descoberta da
cbaga. Seria islu rerdade especialmente em re-
lago sapataria, industria de primeira necessi-
dade, e que por todas as razes seria bom neio-
nalisar. Ha tres annos um Brasileiro risitou as
officioas de um fabricante fraucez cujos produc-
ios sao bem couhecidosMelis. Importo oo
Brasil, disse-lhe este, 100,000 pares de calgado
por mez. Quaodo mesmo nao fosse seolo a
melada, necessario coofessar que de mais.
X"
Pouca attengao altrahio a parto da exposigo
que foi dedicada s machioas. Raros visitadores
se eocontraram na grande sala do pavimento ter-
reo e ni galera aooexa que lhe foram especial-
mente destinadas. E' rerdade que relativamente
muilo limitada a parle do publico a quem poda
mteressar urna exhibigao desta natureza; mas,
oa falta de oulro interesse mais serio, a curiosi-
dade deria bastar para atlrahir ao redor das ma-
chioas maior numero de pessoas. Alm da im-
posibilidad e de engao, mereca esia parte da
exposigo algum exame, tanto pela rariedade daa
machioas, como pela perfeigo do trabilho. A
opinio gera| farorarel a este grupo. Est quasi
unnimemente recoohecido que o Rio de Janeiro
possue hoje todo os elementos necesssrios para
construcgso de machioas iguaes em qualidade
s da Europa e da America do Norte; mas resta
saber, e isto da maior imporlaocia em todos os
sentidos, o prego por que estss machioas podem
ser feilss pelos nossos fabricantes. E' opinio de
grande numero de pessoas competentes, de quem
somos apenas o echo, que a lula com a industria
estrangeira, relativamente ao preco, impossi-
vel em um paiz oode os salarios sao to altos, a
nao aer no terreno uoico e exclusivo do fabri-
co das machinas empregadas pela agricultura a
pelas industrias que tem relsco immediata com
ella.
Esta concluso, que temos por verdadeira, nao
nos parece laalimavel; muitissimas razes, s
quaes a expoaigo aioda velo dar ama confirma-
gao eslrondosa.coocorrem para estabelecer o fac-
i que por muito tempo anda oo podemos tora
preteogo de aer um povo industrial a manufac-
turero, e que devemos primeiramenle tratar de
concentrar toda a nossa forga e energa nos ra-
mos to numerosos variados da produego agr-
cola e extractiva. Admtltiodo, pois, a verdade do
que acabamos de dizer, devemos felicitar nos por
ver que os fabricantes esto precisamente em po-
aigo de fornecerem aoa agricultores as respecti-
vas machioas, to numerosas e variadas, cojo
emprego deve, aqui como oa Europa, elevar
mais alta escala do progresso a produego agr-
cola.
Debaixo deate ponto de viata, sejs-oos permit-
tido dizer que nos fallam eogenheiro que tppli-
quem, aperfeigoem, e, quando seja necessario.
loreotem. A oossa agricultura toda especial -
suss operacoes sao todas espectaes, de modo qu
oo podemos lsogar mo do material agrcola
tal qual de que se serr a Europa ou a Ameri-
ca do Norte.
Ha aqu ama ora mina, e muito fecunda psra
ser larrada pelos nossos jorcos engenheiros a
quem, gragas a Deus, nao falla nem a eciencia,
oem a iotellgeocia, era a ronlade. Sempra de-
baixo do mesmo ponto de rista, para lamentar
que com raras excepges nao se rejam na exp-
sito seno cpiaa de machinas ioteiramenta eu-
ropeas. Ha aiodo outro motivo legitimo para noa
admirarmos ; nao rimos seno maehiaaa a vapor,
e nada que Oxease lembrar motores hydraulicos,
forga to aimplea a tao econmica, e cujo empre-
go dereria geaeralisar-se no nosso paiz, oode a
cada paseo podemos appllca-la.
Aproreltarcmoi a occasiao para lembrar aoa


DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA IklRA 12 DE MARCO D 1*6*
.____
perir delles, nao que lhe ioraeqd.cn nicamente
renjoduccoea de macbioai eatrangeiraa quaodo
preciear dellai, mas, e obra tufo, que lhe cona-
t ruara machinas engenhosas e econmicas para o
preparo do caf, uimr atgodft*; a lavoura do
proprio tolo ; para o aproveitameolo dai matas,
dea minas, e daa cocheirai, sobre tudo machinas
limpies, que aem perigo, poitaro ser confiadas,
daa rcSos dos pretot, e que aviara facis > oh-
certar.
Passemoi agora ao exsm* das diferentes aa-
chinaaque ae achara na exaacatio
A admloiatracio di casa *?oefc (en|enh*ir*
Hallier) mandou a exposicAa, div*jra*s abjeotaa.
entre osquaes altrahe alteado Ma patosa**
cuchar moeda de modett muito eunhecido, tilas
que est muito bem acabada e que sabemos func-
clona peireiUmeDle. Urna balaoca do mesmo en-
geoheiro tambera o bello trabalho.
. A machina de recortar e fazer os denles em fo-
M n "*"" 0br' dM S"' ** MigOOt
(de Lampos), parece commoda.
As bombas sao numerosas : temos primera-
mente da fabrica de gz (eogeoheiro Ginty) urna
bomba centrifuga, cujos detalbea ae descobrem
perfeitamente pelas pecas de roadeira que a acom-
paobam. Esta qualldade de machinas presta mui-
to bona lervi^os elevando a agua i alturaa pouco
coosideraveia (cerca de 25 palmes); sao bombas
de eagoto. Nao comprebaademos os motivos que
levaram os constructores a preferir o modelo
Gwioe aodeAppold, sendo certo que as peonas
curras dio um resultado muito melhor do que
as peonas direitas.
Temos tamben, de mesma fabrica e do mesmo
eogenheiro, orna bomba de incendios, talvez um
poueo pesada, que se torna notavel pelo luxo da
madeira e polido das pecas. Paz-nos lembrar,
mas felizmente ainda estamos looge disso, aa
bombas de mogno e de prata massica de que, se-
gundo ae diz, tanto se ufanam os bombeiros de
Nova-York.
Os Srs. Leooir A Ramos, fabricantes conhecidos
pelas suas obras de caldeiraria o pelos aervicoa
que prestaram quaodo ae fez a caoalisacSo para
a disiribuicao d'agua, expozeram tambem variaa
bombas de mi, bem fetas e do bom modelo,
ama bomba de incendio destinada i alfandega
de Albuquerqutt, pequea, mas leve, de bailan-
te forca e solida, e que seria certamente urna boa
acquisicSo para os fazeodeiros.
Finalmente, a fabrica da Pona d'Ara, eoge-
nheiros Msusell e Rinck, mandou tambem urna
bomba de accio duplice, movida a vapor, e tal
que pode ser vantajosamente empregada em todos
os estabeleeimeotos onde sao precisas grandes
porces d'agua.
Do canal do Mangue, eogenheiro Ginty, temos
um rudelo bem feito e muito fiel da engenhosa
machina de escavicio que lentoa servicos tem
prestado na construcco do canal com os guin-
dastes, rodase trilhos para as manobras e movi-
mento em Os Srs. Hargreaves $ C. expozeram um guin-
cho (winch) simples e slidamente feito; com-
ludo pareceu-nos que um esleio em forma de U
nSo era o mais conveniente, e que fcilmente se
poderia ter evitado esta disposigao.
Sr. Dreox mandou urna machini de fazer
<|U% pela addtcao de canos engeohosamente com-
binados conseguir irrigar a estrada da Tijuce,
quer em toda a sua largura, quer em parte a-
*** aeguudo fr preciso Este apparelho foi
muito bem concebido, e devemos felicitar o Sr.
fcinry pelo aeu pensamento.
{Jornal do Commercio, do Rio.)
-ui
ftirarr. miiu.
C.M.qM;.,SRr. USllS8.ltoC^
U, pstaer laaia* da. aat*, *sta cidaale, re-
tveiajai ao gown impeital e lagar da aaetico-
mor, queseacha vago.
Muito desecamos que o Sr. Kaooel Ealaaiale
seja feliz em sua preteocio, nao i porque, como
cidadao honesto e probo se terna digno de eier-
cer om tal cargo, como porque, com a realiiaei*
deata aomeacio. o gorerno imperial pratlcar
um acto de verdadeira juatca, racompeueando
os relevantes serncos prestados por eise aenhor
provincia que o vio nascer, j como juiz da
pas do segundo districto do Recife, i como elei-
lor de parochia. '
E oio querendo encarregar-nos da aquillatar
as virtudes civicas do Sr. Maooel Estanislao,
comludo nos permittir, que cumpriudo missio
de eacriptor publico, nao esquejamos os servicos
que tem prestado como lente da anliga guarda
nacional, primeiro pratico na mais da vate an-
uos, e thesonreiro da respectiva associaco ; seo-
do que pela maoeira louvavel porque se ha coo-
duzido, mereceudo govemo imperial a nomeacao
de r teoeote honorfico da armada.
Acerca do inapector do Chora-Menino temos
algumaaqueixas, que o dio como o perturbador
da ordem e o promotor de diacordiis entre os
moradores dalli, a ponto de maltratar at a fa-
milias.
. *'.preciso que seja lato averiguado pela auto-
ridade competente, porqaanto intoleravel que
a deaordem e os abusos partam de auem os dere
eoarctar.
Lembram-nos para que seja pedido a c-
mara municipal qua, emquanto oio manda ella
aterrar o charco existente na ra Real, prximo
ao sitio do finado cirurgiio Teixeira, e cojo ter-
reno Ihe perteoce, ordeoe que nelle seja laucado
carracas de entulho. Com esta medida, pequea
ser a despeza, ao passo que se conseguir o tn
desejado.
Remettem-nos o seguate, que merece a
alleneao da polica, em vista da materia:
Srs. redsctor da Revista Diaria. Tendo
visto sempre a maoeira preslimosa porque Vaic.
se emprega por meiodesua mui apreciada Re-
vista em denunciar os fados e chamara alinelo
da nosia polica sobre o que se pratica, 6 que vi-
mos pedir por meio delta providencias sobre os
escndalos de urna mulher deshonesta, que aem
bro, oio se peja de no meio de familias commet-
ter actos lodeceotes e reprovados, vista de to-
dos, como presentemente succede na ra da Moe-
da com urna tal liare......
Fazemos juslfca ao mui
Fazemos justlca ao mui digno subdelegado
uar. iirenx maodou urna machini de faier JJ**"*1*' ^ue Xuao is, deve ignorar, porm
lijlos e um modelo. O modelo bom, e se nos "ensuramos Jue morando junto a esta reproba um
nao engaamos, o de Terrasson; a machina lip,_ or de I"1,**, ainda nao a lenha feito
parece bem executada. Mas offerecer ella aos
fabricantes vantagens bem reaest Inventaram-se
e foram muito eloR-das varias machinas para
moldar lijlos, mas bem poucas d'entre ellas
ofrerecem vaolagem ou economia sobre o traba-
lho mi, alm deque o mais imprtanle neala
tria nao o moldar, mas oseccar e coser.
As machinas que podem ioteressar mais eap'e- .*?r re,lac,or. *6s tendea familia, e talvez que
agrcolas existem em *6J p> alleD|lei minha represaotscao, para
___l. qae anossa no icia. ((lana pm & -JT+t'T. .
clalmente as industrias
cniroenie as inausirias agrcolas exiitem em *"' ? a"e,,ae, minna represaotacao, para
numero muito limitado e pouco variado, mas ha 3"! a B" polica, vigilante como syndique o
algumas dignas de oota. Assim, entre as ma- "cl e providencie como Mr de justice.
chinas de torrar farinha davpmna i>h>m .i. Desle vosso constante leitnr. <>tc
chinas de torrar farinha davemos chamar a at
teoQSo dos senhores fazendeiros para a machina
eiposta pala fabrica da Poota d'Arfia, eogenhei-
ros Mansell e Riok. Esta machina, apesar de
muito simples, fot especialmente feita para urna
industria dopaiz; tom sido experimentada,
conhecida, e todos os fazeudeiros que se arrisca-
ran] a empresa-la teem colhido veotagens muito
superiores s que dio as machinas que s o
aferr s antigs usancas pode conservar. A
machina da Pona o'Ara em um quarto de hora
com um s homem, prepara um sacco de dous
alqueirea de farinha, perfeita em qualidade e
cor
Entre os engenhos par canna pode notar-se
um moioho da mesma fabrica, muito simples,
mas do pequeo volume e preco pouco eleva-
do. Pode applicar-se-lhe qualquer motor.
Ha tambem, do Sr. Jos Maria da ConceieSo
Jnior, um modelo de machina a vapor, applica-
da a um moioho de canoa com a sua caldefra,
modelo que trabalha perfeitamente ; mas s ar-
masao da machina e do moioho, iuteiramente de
ferro fundido, oio nos parece baatante econmica
para poder ser imitada no Brasil.
Os Srs. Leooir & Ramos expoem um alambique
simples e completo, o nico de grandes dimen-
ses que vimos, e que se recommeoda por urna
grande perfeicio no trabalho de martello. Pare-
ce-nos comtodo que podia oceupar menos es-
paco.
Seguem-se as machioas de vapor.
Deviamoa citar em primeiro lugar (o seo a seu
dono) as bellas machinas sahidas das oEDcinas do
arsenal de marinha, engenhelroa Mallos e Bracoo-
not; reservamo-oos porm para tratarconjuncta-
mente de todos os objeclos aposentados por esta
repartieio.
Em aeguida a Pona d' Ara aprsente urna
machina aolida e de boas proporedes, de forca de
quatro cavslloa, em cuja coaatruccio se alteodeu
sobretudo economia da combustlvel- Ests ma-
china est aqui applicada ao movimeoto de um
moinho de assucar, mas est munida de um vo-
lante de ferro fuodido que permilte dar-lhe ootro
qualquer destino.
Das ofDcinas de Miers, Irmios e Maylor ba
urna pequea machina oscillante da forca de
quatro cavallos. Esta machina, muito simples,
aem duvida de pouco preco; a reputacio da casa
que a expoz garante de aote-mo a sua boa exe-
eucao.
Procuramos intilmente om modelo ou um de-
senlio de caldera. Entretanto ahi que existe a
forca, ah que se deve realizar a maior parte da
economa de um machinismo, e da construcco
da caldeira depende, quasi inleiramente, a des-
peza diaria necessaria para a empresa das machi-
nas a vapor. No Brasil sobretudo, onde o cora-
bustivei raro e caro, questio importante ; e
muito estimaramos ter podido assigoalsr alguos
esforcos dos cosaos engenheiros nesle sentido.
Ser neceisario fallar de alguns modelos e de-
senhos de machinas que estavam as salas do
sobrado ?
Quaoto a desenhos estamos muito pobres : o
deseoho do Sr. Medronho, de urna locomotiva
est bem execatsdo, porm nada aprsenla d
original. Ha tambem do Sr. Pedro Simes Cra-
to um deaenho que representa, com bastante fl-
dehdade, os diversos spparelhos usados na fabri-
cacao do aaiucar pelo vapor substituido ao fogo.
Um Sr. Pascal Roussoulire enfeitou as paredes
da grande galera lateral com urna eojleccfto tm-
mensa de desenhos com cores excesivamente
liyaa, que representaos um sem numero de appa-
relnos, principalmente de distillaclo. E" difflcil
passar por estas pinturas sem nos lembrarraos
das estampas do tratado da arte do Distillador
por Dupisis... Francamente diremos que prefe-
riramos ver as paredes nuss; e eetimea conven-
cidas qua todos sentem nao terem encontrado
em logar destas pinturas, alguma eollercio d
desenhos representando as machinas e utensilios
de agricultura importados por varias casas do Rio
Janeiro.
Estea desenhos oo planos que os regulamentos
da exposicao nio podiam proacrever, teriara ao
menos lido a vantegem de mostrar aos visitantes
o que se faz em outros paizes e o que pode aqu
fizer-se. A exposicio, que nos mostra fielmente
o que somos, podia assim ensihar-nos o que po-
damos ser.
Quaoto aoa modeles, se exceptuamos tres ou
t.*?' PMC0'eem de ioteressantes: a locomo-
'" .?* Slaphenson. obra do Sr Peter-
ttin."/f,e"toda denota um bom ope-
X*taalIl0dl,?, de a<:hinas a vapor do Sr.
IHSS? P-MM^ <*-
A estrada de arjo da Tija*., eogenheiro Gin-
ty, expoz ib modal* original deweaoo eom a
poruaaceatro. A -otrad. par. 1^5?!.
dov. cootar car. ... atoas, fcil, asrim ama a
arramaoao antro. Estimsreroos v-la em breve
axecuiado em ponto graode, circulando no aoaso
*_:^^e*,M d"oiatraeio ipaz lamben, nio om
"lo, porm um verdadeiro carra de Irrigacao,
conter-se nos limites da moralidade.
Pedimos, portaoto, a polica providencias
porque temos Qlhas e nSo supportamos que n
centro de urna cidade appareca utna semelhaote
mulher, privando as familiaa at de chegarem
veranda, por causa dos costumes corruptos e de-
vassos de que se acha resistida.
a Desle vosso constante leitor, etc.
Opaide familia. >
Recebemos a
CARTA DO SINEIRO BA S AO SEU AMICO DR
Tl-RI L-I.
Amiguinho esta Ihe faco,
Coxo ainda esem poder
Minha peroioha oncolber,
Nem assim bem estira-la'
Por quanl'eatit'a corla-la*.
Ser sineiro muito bom,
Tem vida alegre e folgada,
Mas que por cassuada,
Lomo quem nao quer a graca,
Qaasi morro I... Que desgrana I...
Tudo por causa de que?
Do gancho do graode aino,
Que me pdz logo aem tino
Quaodo deu-me gae irilbas,
I)obrando as mil maravilhas.
Oh I que dor que eolio senti I...
Veto logo a cadeirioha,
De assento de pallioha,
Do Colho traste enligo,
Que tem frente de postigo.
Aquella meama que jz,
Feixadiuha na enlraoa.
Quasi junto da escada,
L na ra de S Benlo
N'uma caixa de eapavento.
N'ella entrando me aentei;
E senti logo picadas,
Mordedellas, ferroadas,
Da ralos, pulgas, baratas,
E de bichos a'oulras castas.
Comecei a recher-me,
A cossar-me, a me virar,
T qu'afinal ouvi dar
Um estslo acompanhado,
De fi.... amolecado.
Era o tampo que voava :
Maa eu sempre aa cadeira,
Medi rolaaa'a ladefra
Da S, como se meltido,
Fosse em pipa, e saccodido I
Em cima de queda couce ;
Assim se diz vulgarmente ;
Fiquei logo mais doente,
Pois que fu na testa um coco,
Que cantava-ci3 c0-r6-c.
Que cadeira caffada !....
Antea me tivessem posto,
N urna marquesa de encost.
Qae l sem muito dinheiro
Cedera Dom Gageiro.
Eatosim, deseia bem,
Porque nella me deilava,
E com forca me agarrara,
Nos seus bracos torneados,
Bem feitoa enveroizados.
Mas emQm o fado meu,
Nao permittio qu'assim foise,
E no caso bem fallou-se ;
Sendo certo que deilado,
Passei diss aterrado.
Eis ahi charo doutor,
A razio que se ha dado,
Pela qual communicado
Mi Ihe (eoho ltimamente,
Os peccados desta gente.
De mais a maia tenho andado
Com Bibites sempre s rollas :
Siiilo dores pelas costas,
Palo venlre roncara,
O aur em calmara.
J por vezea tenho estado
Quasi lgido perfeilo;
E eolio com dor no peito,
De Crungy agoal certo
D'estar a morte bem perto.
Olhe que se desta escapo,
Mnito tere! que contar,
Porque mesmo nem canlir,
Posso mais ouvlr de medo,
Nem dormir a noite cedo.
Os pastis, ss feijoadas,
As comidas gnrdurosss,
Com quanto sejam gostosas,
Pegiram da minha mesa,
beta ter por lsso tristeza.
. As mangas e melanciaa,
Abacachis e mel**,
Sao s para os comiloea ;
A jaca roolle, qaar dora,
Causa a mora prematura.
Sa por um lado se deve
Evitar comidas laes
*6loi lTeilu fataes,
Por ootro cresce o dinheiro.
Segundo diz o Monliro.
i
Tenbo em casa por cautela
Frasquinhos s de tinturs,
Porque segundo a pintura'.
Que fez o frade da Penba,
Nada ha que mais conveoha.
Do elixir porror
Do xarop* de malicia,
'4 nao tu q^aai 4 i-'inii
Dtseaj sflr tuTruma jeta.
O cuprum, ipecacuanha.
Que taz langar a peconha
Da moieslia sendo dada,
Em prtuciui'amiudada.
Delxe l fallar quem falla
Em so,, pimenta e limao'.
Quem ser eise christio,
Que supporte um mdtho til.
Atacado j do mal ? I
Quand fallo neatas coasas
Sioto logo urna fflieeio '
Que me toma o coracio ;
E tambem principiar
A barriga a me roncar.
Muiia gente (em morrido
Pelo Poco, Estrada Nora,
E por isso em ver de cva,
J vallados tem-ae abeito.
Como me duea aer certo.
Sendo exacto, todava,
Harer quem anda diga.
Que taes dores de barriga,
E' o frecha do sertio.
Que se cura com llmio.
E\ meu charo, a tal Bibites
luda a causa de oio ter
Lhe eacripto p'ra dizer,
O que ra por esta trra,
S de paz, e nao de guerra.
E tanto iato rerdade,
Qu a polica j se fea
Por espaco de um soez,
Sem haver um s soldado.
Estando o quartel fechado.
Nada de mais occorreu ;
Apenas fot arrombada,
A esdeia 18o fallada,
Pelos presos que fugindo
Foram todos reboliodo.
O que nio me causa espanto
Por aer muito natural,
Quererero todoa do mal
Fugir com celeridade,
E gozar de llberdade.
A dama do municipio.
Nao tem gozado aaude :
Pelo que o alade.
Trago mudo a seu respeilo,
Guardado cora maito gelto.
J mudou de secretario ;
Prompto alivio quer lomar,
Ka* assim alo melhorar,
Ai, que temo-la travada,
Temos grande Irovoada.
Preciso ser enlrsr
Logo em novo trata ment,
Sendo chamado o Sarment,
Para algum membro cortar
Caso queira gsogreoar.
Li com bastante ruidsdo,
E muilissims alinelo,
O que da restauracio
Conla e diz na sua csria,
Da bellezas mais que farta.
Por ella loga se vi
O fundo do seu autor
Que alem de ser doot'or,
lem de mais a qualidaie.
De guardar fldelidade.
Temos Iras gatos pingados,
Km pregados as estrada \
De lama bem acabada ;
Sao bezerros mamadoras,.
Ou dos cobres pescadores.
Causa d ver a maneira
Porque se faz o servico ;
E' trabalho da novico,
Ou ento ds espertalhss,
Que tem falsos medalhes.
Temos quadrilha formada
Na ponte da Tacaruoa ;
Lanceiros... nem aequer urna,
S francesas dancam bem.
Nos bolcinhos de quem te'm.
Ninguem mis pode squl ter
Um cavallinho guardado
J se tem sorripiado
At das estribarlas,
as passadas noiles friss.
Tambem grassa aqui agora
Acapacao dos cavallos,
Todos querem engorda-loa ;
E por lsso um slazio,
Quasi vai-se da lezo.
Quanla favs esperdigada I !
Se Xavior-Boaapart*
Sea brazao oem estandarte,
For aqui spparecesse...
Taires que muito colhesse.
Todas, elle aproveitava,
Ja de eeo, enaopadiohas,
Je gomnio, enfeitadinbas.
bate mesmo de maesa
Arrumadas n'uma laca.'
Teremos aqui misaoes
Pregadas por padre santo ;
Pelo menos nio ha canto
Que se nao diga bem delta
O que bem merece elle.
Tem virtudes eminentes,
Viv* s p'ra caridade.
Pelo que nests cidade,
E' querido e venerado)
tomo dom do co mandado,
Nunca mais lerei o goslo
De ver aqui agua pura :
E' ama verdade dura,
Mas que emfim eonfessar
8a deve para graissr.
Dous contos de res de mulla I
Vale muito mais paga-Ios
Do qu* meter se a guta-os.
Aquello qu* tem certeza.
Que nao chegam p'ra mpreza.
No entretanto este povo
Vai meteodo misturada'
Dentro em si agua salgada.
Que entra no Varadouro
Como gado em maudoqro.
Urna peste em Macaco,
Oue durou bem nove sonoa
Houve por falla do c,D00S .'
Tambem l s se belia
Agua que nada corra,
Quem noa podar valer ?
O overno ? a ouvlr ?
Pois v l esta turada
Seobor govemo pos soccorra
DS noa agua que bem corre.
Pul cous que nunca v|
Tnbatao boto era ierra
E de mais a mais com serra
Qae por onde pissa corla
Az e rei, raate e ota. '
Uaam todos de inrencio
Naata poca terriTel
E fazem todo o possivel
Para comer os eobriohos
Dos simples innocentjnhoi.
Fomigaea* d* Prannos I
fi um bonito aleapae
Armad* pVelgum api*
Rapaziada I... s*aildfl...
NA miles o partido...
Na villa de Iguarass
Fe*teJou-se o livrameato
Com graodezae luzimeolo;
Maa a guarda nacional
Nio deu de ai bom aigoal.
Breve tamos assusda
Com certeza no Recife,
Poia daqui Jai um,fiafite
QueleronDr. Htieira,
A fallada ratoeif*,..
Paa Tinto mil nobac.
Pega homenBQMiam
Tendo sempre svilto- lay,
Os seus alaos, Uaat daa*}s
Dem limadas, miileodilita*.
Espalhe par toda a parla,
Mesmo d eata noticia
A quem fr l da polica :
Porque gracas deata ordem,
Resultar vem em desordem.
Ora anal i chegado
O tempq s de resar,
E de chelo estar o msr,
Da jengadinhas pescando,
Urnas Iodo outras roltaodo.
Temos peixe com fsrlura
Agora aqui na cidade.
Al temos, raridad*,
Quatro charos sempre expolias.
Para a classe dos devotos.
Vendem.se os taes peixinhos
N'uma casa de sobrado.
Que aem est rebocado;
L aa ra de S. Beoto,
Do lado do mar e rento.
Duzeotos res esda um.
Guata sem grande eabeca.
A qual botada em coodessa,
Que oio seja um caasu,
Fres como um aru.
Por causa d'uma daa cujaa,
Quasi sem a vida tica
O nosso bardo da Bica II
Felizmente jas de p
Que tal a eabeca ?!
Hontem tiremos thealro:
Vi sinh Ndzi cantar,
Ai nao pude aguentar
O ardor das pimentinhas
Alm de outras modinhsi.
Aqui ficam oesta casa
Sua ta D. Rita,
O meu aopptenle garrila.
Oa quaea Ihe mandam dizer.
Que jury aqui vai rer.
Se por l vir um pre
Qu'aqui era bolieiro,
Maode-o para carroceiro;
Mas, nio v ser engaado,
Veja que nio barbado.
Temos crze c na prica I
Duas quebras bem culposas
Ss deram desventajosas.
Para o dono d >s fazendts
Que eogolio dzes tremendas...
l v por tanto o amigo
Que o estado financeiro
Nao vai l mui lisongeiro ;
Nem tambem o monetario ..,.
Sem mala outro commeotarlo...
Hontem a tardo encontrei,
L p'ra bandas d'aguaa bellas
Duaa yayas, qua oio velbss:
Sabe de quem fallo sgora P
Dixer rou aem maia demora.
Urna se bem me record,
Era Joaquioa tarracha
Que comeado urna bolacha,
Dizia com voz profunda
I.h'a ter dado bocea funda.
Outra era Josninha
Qae ae chama ohaarle:
Que, seguudo diz no dota
l.evou cama de arma;io,
Com cupido de calcio.
Agora dizer lhe quero
Que nio ha mais bom soccesso,
Hoje pelo ioverso:
Chamar ouco aguas-bellas,
Onde has caravellu.
E sabe o que me pediram
Qae Ib* maodasse dizer
Qu* viess*- as logo rer ;
Palo que j digo e r.
E receber merc.
Informara-nos que iodo a bordo do Tenor,
que aole-hootem aqu chegou do Rio, urna pes-
soa considerada ; e ahi se lhe entregando alguos
jornaea abertus para o gerente da compsnhia, lhe
toram estas arrebatadas com impertinencia e gros-
aeria por um carteiro do correio, que fura rece-
i *?*'* eom emPfegado competente ; o qual
e-Ios logo entregar a easa pestoa assim offep-
dida.
Este arrojo dere ser reprehendido e mesmo pu-
oido, para que nao d oovos fruclos de qu* po-
dem resultar coosequencias pouco satisfactorias.
Respondeu hontem ao tribunal do jury o
pardo Jos Justino do Nascimento, ex soldado do
corpo de polica, tendo por advogado o Sr. Dr.
Joaquina Jos de Miranda.
. FA imputado ao reo um ferimento commetti-
do 7 de Janeiro na pesaos de Maooel da Paiao,
cujo damoo foi avaliado em 10&000, deveado rea-
lissr-se o curativo em 5 dias.
Erabora se Iralasse de urna leve escoriago, pa-
ra cuja puoicio bastara a corresgio policial, de-
plora-se todava qae a oosss leglsls;ao obrigue
as autoridades i iostaurarem em laes casos pro-
ceisos, que quasi (oesmao ridiculo.
O adrogado do reo, experimentado em bons
extorco* na tribuna judiciaris, cooseguio a ab-
solviso do ecusado que foi unnimemente de-
cretada.
Seria bem para desejar que, nos diss dos jul-
gameotos d esta ordem se fiesse submetter ao
jury dous processos, afim de evitar que ahi fi-
quem reos esperarem deciso de suas cau-
sas, quando na sessio peiiodica ha lempo de o-
Hontem, s 5 horas e meia da tarde, em-
barco na rampa do Gaea 82 de novembro S.
bxc Rrma o Sr. bispo do Marsohao, D. Fr, Luiz
saraira, que entre na estere viole e quatro ho-
ras aaaiatindo oo conrelo doa missionsrios Ca-
pucnlnbos.
A'a cinco horas ds tsrde de snle-hootem S.
Si ., T,,u,r. Ollnda, o conrelo dos Be
nedtctinos, dos quaes era abbade na curte do im-
perio, quaodo foi escolhido blspo por S. M. o
imperador ; sendo all recebido e hospedado
som aa honras deridaa ao alto cargo que ral oc-
cupsr.
Na ralle d'arlll. s 10 horas da roanhia de fcon-
diocessno e presdeote da provincia, o diversos
lugares e edificios importantes da capital.
..i!!?, a* o od8 e nume'oso acompaohamenlo
jOue leve 8. Etc., notavam-a* o Exro. Sr. presl-
aeM* da provincia, provisor do blspado, Rvms.
mlssionanos Capuchiohos Fr. Seraphim de Cs-
lania, prefeilo do hospicio e Fr. Ggydio de Ga-
reno. e creatido numero de ecclesiasticos e pes-
soas gradas "
A praca de Pedro 11 e o caes 22 de novembro,
aeaaram-s* apiahadoa da populacio vida de
reroquartj prelado que, em menos de seis me
*^!P.?* '"JS?*1!' ,,,'*,, e 1ue 6 P'eeBtado
orna um modelo de erudiefio.
nf.S!^0"*'1' de h0Bra d0 *e8ndo batalhio de
1-it l-art#* {fl oflloenciaa do estylo, nao
tarta! l,,MI P0f ,er"B 8eis nor" *
Dejejamos S. Exe. Rvma. prospera e falla
L que como em ,u bbadla, oble-
Grasdor PUC0 ,opplic" de 8uM 0Te'n"
i7.C,i" de !fr Boin,, interinamente para
miSSM *- vntico.aT, o Sr. Joio PrsDcUc*
raraaiaas, qa* sarria de ajudante, e cuja nomea-
l.l w,jo r. eapilo do porto, pois qua aa
S L l' M equid"de e U,U? 1M ai
. .<,uer por tea* a'0 mricos,
!!T eu'w,f tirocinio, qutr Ocalmente
KVISl,B,!,M c,T,lhai' wmpf arel
psra com todo* que o communkam.
Na Urde da anti-hontem falleceu o Sr. Ha-
noel Antonio Torrea, pharmaceutico estabaleclda
hA.x d0 ,#ww itimado a consi.
dejado por aquellas que o coaaciam 4* looga
o H teje, aJWgidajaaExm. pre-
cia, aommaatca a Dr. laaacio
ea aju drttficta} medie* aha
a a* thoii*.mareas, hatlem
rala d Mm Therea, es-
no Aires, ae aavi. (all*oido
Hoje a terceira representado das eom-
paohias acrobtica e dramtica, oo Santa Isabel,
com o programma que ral tianscriplo n'outra
parte deste Diario. Jolgamos qae desta vez qu*
o publico coohece sufflcientemeote of trabalho*
dos Srs. Freir pal e Ulhos, nao fallar a coadju-
va-los e impeli-los os senda do progreuo.
Eis o septuagsimo
*o*?^ #(<**
En
Bidente
Firmo
ido a
pela m
era va d_,
hoje pela* IreA bora*. a> osaeugata, tejaste sido
vista e receitada antas pelo Dr. Ignacio Nery da
Fonceca ; e acreacenla qae esse caso se deu n
mesma casa, em qae j havia sido acommettldo
* tinha morrido o portuguez Maooel Joaquim
Ferreira.
A's g horas da tarde de 11 demarco de
fc-. Dr. Aquino Fonceca.
-Di-. ARTS*?D* poucu.-(Extracto da par-
tea dos das 9, 10 e 11 da marco.)
Foram recolbidos caaa de detencio no da S
de marco.
A' ordem do Dr. delegado da capital, os pardos
^ilvsoo Ferreira, de 20 aooos de idade : Jos de
Santa Rosa doi Prareres, de 19 aonos, ambos
pombeiros; e Luiz de Franja Jacome, de 16 an-
noe peleador, todos para recrutas.
A ordem do de S. Jos, Maooel Goo$alves de
Queiroz Albuquerque, braaco, de 19 anuos de ida-
de, caxeiro, por disturbios e insultos.
* ordem do da Gipaogs, o portuguez Csrlos
Jos Teixeira. de 28 annoa de idade, sem oficio,
sem declaracio do motivo.
A' ordem do dos Afogsdos, Antooio Jos do
t,srmo, pardo, de 40 snnos de idade, alfaiate, por
connivencia em crime de furto de cavallos e para
areriguaedes policlaes.
Dia 9.
A ordem do Sr. Dr. chefe de polica, Jos
Joaquim de Saot'Anoa, pardo, de 20 annos, ser-
vente, psra recruta.
A' ordem do Dr. delegado da capital. Elpidio
Acciol da Silveira Barros, branco, de 20 aonos,
agricultor, por perturbar ordem ao tbeatro de
Saota Issjael.
A' ordem do subdelegado do Recife, o portu-
guez Antonio Joaquim da Silva, de 24 aooos,
martimo ; e Mercez Araujo Alves da Encarna*
cao, parda de 25 annos, eosturelrs por insultos.
A ordem dodeS. Jos, Josquim Fraocisco de
Lima, pardo, de 30 aooos de idade, embarcadico,
por embriaguez.
i- A' ordaa> da Capunga, Joaona Maria Bap-
lista da Pas, parda de 22 annos de idade, eogom-
madeira ; a india Josepha Maria da Couceicao,
de 28 anuos, costureira ; e Joaquim Jos da Cos-
ta, cnoulo, de 28 aooos, artista, sem declaracio
do motivo.
Da 10.
A ordem do aubdelegado de Saoto Antonio, Jo-
sepha Maria do Sacramento, crioula, de25 anoos,
laradeira, para correego.
A' ordem do de S. Jos, a parda Felicidade
Pires da Luz, de 29 annos; e a crioula Maria da
Assumpjao dos Prazeres, de 30 aonos, ambas qui-
Undeiras, por briga e iosultos; a iodia Leonor
Mana da Conceiso, de 23 annos, laradeira, por
briga ; o pardo Joaquim Ignacio do Mello, de 20
aonos, laooelro; o erloulo Feliciano Antonio
da Silva, de 34 annos, pedreiro. ambos por infrac-
to de posturas,
A' ordem do da Capunga, Tito ou Flix Valols
da Silva, branco, de 18 snnoa de idade, sapalei-
'a 'cJi PB^',,9 Aon Francisca do Nascimento,
de 20 anoos, e Msria Joaquioa do Nascimento, de
II annos, coslureiras, toaas para averlguaces
sobre crime de furto do cavallos.
O chefe da segunda secgao.
J. G. de esquite,
Passageiroa aahidos no hiate brasileiro A -
racaty, para oAracaty e portoa intermedios:
Themestocles Joaquim da Silra e Hermenegil-
do Airea Torres,
Passageiroa sahidos no rapor brasileiro O-
yapock, para os portos do norte :
Franciaco Jos Porfirio, Joaquim Ferreira
Lime, Joaquim Ignacio d Miraoda, Alexandre
Jos da Silra Marques, Umbelina Anglica dos
Prazeres, Rosa Barbosa da Stlva, Jos Arlhur
Pinto de Abreu, Franciaco Jos Guimaraes, Jos
de Aze.eo Maia, Bettsario Peasoa Caet, Raphael
A. Galvio e um criado, Joa Ebalo, aspeogada:
Ssbino da Costa, soldado Bernardo Ferreira.
Matadouro publico.
Mataram-se para o consummo desla cidade no
da 11 de margo, 62 rezes.
-~ aK>RTAMOA.DE DO DIA 11 Dt MARQO :
Maneel Antonio Torres, Babia, 63 aooos, casado,
S. Jos, febre perniciosa.
Antonio, Peroambuco, 88 aooos, solteiro, escra-
vo, Boa-Vista, inflsmmacio da bexiga.
Thereza, frica, 44 annos, solteira, escrara, S.
Jos, cbolera-morbus.
Salustianoa, Peroambnco, 32 sunos, soltein, es-
erare, Boa-Vlst>, cancro do recto.
Auna Maria Romana, Peraambaco, 88 annos, riu-
va, S. Jos, coogesto cerebral.
Aooa Joaquioa da.Conceicio, Paroambuco, 3o
aooos, solteira, Saoto Antonio, etlica.
Victorioo Moreira Ribeiro, Portugal, 14 annos,
solteiro, Santo Antonio, febre amarella.
Paula, 60 annos, S. Jos. ( sem mais declara-
S*o.)
Maooel, Pernambuco, dous das, Boa-Vista, es-
pssmo.
Mara, Pernambuco, 13 mezes, Recife, coorul-
soes,
Aogelica Maria de Jess, Pernambuco, 100 annos.
solteira, Boa-Vista, relhice.
Fraocisco de Paula Atvea da Silva, Pernamboco,
solteiro, Recife, cholers-morbus.
Mqoel Antooio do Espirito Santo, soldado do
quarto batalhio, Boa-Vista, cholera-morbus.
Gamillo, 3 annos, pardo, Recife, cholera-mor-
bus. i
Mara Joaquina doa Prazeres, Pernambuco. 75
annos, casada, Recife, anazarca.
Correspondencias.J>
' >ir-:"jL9r :!?? ffcjfe^
Senhores redactores.Nuoca emendo as erra-
tas que sanera nos meas escriptos tmpressos, por
que, j por minha lettra desgranada, j por cul-
pa tambem, no meu pensar, de 3eus composito-
res, seria isto um nunca acabar; mas nao posso
deixar passar, entre os innmeros erros de im-
presso que se deram na ultima publicacio que
8z por sea Diario (sabbsdo), a do titulo do mes-
mo escrlpto. pois foi publicado CONT CELEBRE
em vez de CAUSA CELEBRE.
Alfonso de Albuquerque Mello
corpo ; receba, pois, o Sr. coronel e aeua dignos
officiaes os protestos do meu eterno reeonheci
ment. Sirva esta minha declaracio de estimulo
e emulacla a aquellas que deseonhecendo a po-
sicao e digoidade da um capellio o tralam eom
iodifferenca e pouco aprejo.
Nu naemeair* da partida ni me dado fazer
mais, altelo aos meus grandea affazerea oeate
mmenlo i partelo, peco desculpa aos amigos
qu* demi de aeasoalmente despedir-me, por
esa* mudo assim me despeco.
^I?fl,i7.de*,r?0 de 1862.-O padre, Joio
CyriHo de Lima. *
AlkWucfj uteitada"ao p da sepultara
do 1- sargento do 10 batalho d'in-
faataria, amanuense do quartel ge-
neral do commando das armas des-
ta provincia Agostinho Nones da Sil-
veira. (*)
Porque morreu? E' um mys-
lerio sombrio e profundo que
flcou entre o homem e Deus
na vida e foi consumar-se no
leilo da agoaia, no myaterio
inda maia escuro do ser do
nao ser.
A. de Azavedo.
Meus senhores IEocarregado pelo ooseo ba-
te do reparlicao de representar a nossa corporacio
nesla solemoidade fnebre, (altara a um derer,
por ceno, se nio vos dissesse algums cousa ; ae
nao vos fallasse do viro de hontem e do cadver
de hoje.
E convicto de que ao p de sepulehro, sob o
imperio da morte desspparecem oa risprejuizos
que predominaos oaa sociedades doa rlros, que
eu, da vos em mrito e posicSo o ultimo ouso le-
vantara voz para fallsr-vos.
O grito de dor da amisade partida sobre esta
sepultura soa muito alto oos espacos do mea co-
racio 1 Ea voz dodever arrastou-me alaqai.
Ser oeoesssrio que eu ros digs o nomo d'a-
quelle que inda ha doucos dias militara com-
aosco s sombra do pavilhao nacional, e hoja em
um ctdaver macilento e fri repousa no ultimo
leito ? Nio por certo.
A pallidez de vossa fronte, a aombriedade do
roaso olhar tranaluz o aeoiimenlo doloroso que
vos pesa oo coracio, diz-me aufRoieotemente que
o eooheces, e o conbeceis muito bem.
Vedes-lo? cahido, para oio mais erguer-se so-
bre o primeiro marco do caminho, exhaualo da
caocera da jorcada I
Vedes-lo ? aquella fronte agora desbotsda e
ouca, inda hontem sonhara talvez aa glnrias de
um porvir deslumbrante ; ideialisara engrinaldar-
8e com os Isureis do triumpho I
Fatalidade I
E, senhores, de tanta lida, de tanto espaco, de
tanta dedicagao, de tanta mocdade esperdicada
as proracoea da campanha ; o que lhe resta no
aeu dia derradeiro ? O sudario da morte desten-
dido sobre a face pallida ; a caridade orando-lhe
cabeccira do atOaude, alguns canipanheiros ro-
deiando-lhe o cadver e poueoa. bem poucus
amigos a morraurarem-lhe o ultimo adeua ; a
pagarem-lhe o feudo maia verdadeiro, maia no-
bre, do vivo ao morloas lagrimas da eterna au-
sencia.
Pelt ultima vez, meus senhores : ao cadver
que tendea diante de ros urna lagrima ainda, e
alma que ora dorme tranquilla no seio.immeoso
de Deus urna oracio ainda I
27 de fevereiro 1862.
^^ Victoriano Palhares.
COMMKRCIO. ""
Caixa Filial do Banco.
EM 11 DE MARgO DE 1862.
A caixa descoala letraa al 4 mezes, a 10 /.
e recebe dinheiro ao premio de 8 /,.
Praca do Recife 11 de
, margo de 1862.
Vs iiuatro horas da tarde.
Cotacfles da jaota de corretores.
Freles.
Assucar da Parahiba para o Canal-40| e 5 por
cento. r
Dito daqui para o Clyde 40i sem primagem
por tooellada.
Cambio-
Sobre Londres-90 djv. 251|S d. por 15.
Assucar bruto da Parahiba--2100 por arroba.
J. da Cruz Macadopresidente.
John Gatissecretario.
AI la 11 de Ka,
lendlmento do da 1 a 10. .
dem do dia ti.....
131:998*350
28.471J547
1604693906
Movlmeolo das alfandega,
Volumes entrados com fazandas.. 5
> om ganaros.. 6
Veame* sahidos com fazendas..
e com gneros..
== 11
89
174
213
isnna.
Desearregam hoje 12 de marco.
Patacho inglezOrientalbaealho.
Brigue inglezMelindem.
Hiate americanoDarliogmercaduras.
Hiate americanoJulio Annafarinha.
Barca americanaImperaderfarinha e papel.
Barca ingleza Trinculocarvao.
Brigue inglezndinibaealho.
Importa^ao
Brigue eacuna Graciosa, rindo do Maraohio,
consignado a Almeida Gomes, Alves & C, mani-
featou o seguiote:
150 paneiroa com tapioca, 300 saceos com fari-
nha de mandioca, 100 diloa miibo, 389 ditos ar-
roz ; a Almeida Gomes, Alves $ C.
SUS aseos com arioha ; a Joaquim Vielra de
Barros.
381 ditos dits ; a Arsenio Augusto Ferreira.
30 ditos milho ; B Jos Josquim Dias Fer-
nandez.
60 paneiros com tapioca ; a Palmeira & Del-
trio.
12 barra com manlega, 1 calza macella ; a
Francisco Alvea de Pinto..
100 paneiros com tapioca ; a Jos Marcelino
da Rosa.
196 saceos com farinha ; a Maooel Aires
Guerra.
1 caixa mercadoria. ; a N. O. Bieber & C, auc-
cessores.
40 dito* com carrapalo ; a Jos Augusto de
Araujo & G.
2 caizaa com rap ; a Meuron k C.
1 eaix fazendas ; a Joio Luiz Viaui
Exporte 0
Do dia 10 da marco.
Patacho inglez Mtsckief, par* o Canal, earre-
garam :
KrabbeTbom & C, 1,500 saceos com 7.500 ar-
robas de assucar.
Barca ingleza Flying Fish, para o Canal, car-
regaram
Saundera Brothers & C, 58 caixas 6 barricas e
31 saceos com 3,101 arrobas de assucar.
Brigue Bglez Carolin, para Gibralur, earre-
garam :
Sauoders Brothers & C, 18 caixas com 156 ar-
robaa e 16 libras de assucar.
Escuna hanoveriaoa Angelina, para Marseille,
carregaram :
Tisset freres, 1,700 saceos com 8,000 arrobas
de assucar.
Patacho portuguez Faslo, para a Rio da Prata,
carregaram :
Amorim Irmios, 400 barricas con 3,144 arro-
bas da assucar.
Brigue portuguez, Floritutft, para Lisboa, ut-
regaram :
Ao % batalho da iiifenUrialw!^^
acompaoharem at a ultima pousada o cadver do
nosso companhar de Uabalhe* : eolio o Ooaso
disiiuclo ehaf* o lllm. Sr. majer Francisca Came-
i* Peasoa de Lacerda dignsaino secretario quell* commando, iacambio-m* da paaada la-
sa*de rapraaanu- lo*. Attend*ado-se *o erto
espaco de tempe que bour* da ordem eieea-
eae da minha aammissio, qu* nio eteedea I 30
miau los ; parsca-me qua dero aer Jesculp*da *e
par raotura ai* atUmjl aatUfatariameela alvo
que me iodicaram.
T*V".V"....... ublica^oes a pedido.
UMA SIMPLES PROVA DE GRA-
TIDAO.
4o meu snt distinelo amigo, o lllm. Sr. Anto-
nio Luix Ferreira de Mtnexes Vatconcellos de
Drummond, pelo seu engetshoeissimo acrstico
ao meu nome, publicado nesle Diario de 1 do
corrente me.
SONETO.
De poeta o carcter tao sublime,
Oae cultiro, nio sel, se com proreilo,
Estro tal nio me deu, nem tao perfeito,
Como esse, que por oomes laes se exprime.
Teodenciss naturaea ninguem reprime :
P'ra poeta a oatura me leas feito;
Mas, com quaoto o ni* saja contrafeito,
Inda iquelles rae'curvo, como o rime.
S moreodo-me o estro alta boodada,
Eu canto, muito emporaam toseo rerao
S a Deus, ao amor e amizada.
O leu genio, porm, lio diverso,
Que, se fOras poeta, na verdade,
Tu poderes cantar todo o universo I
Americo Fernandes Trigo de Lourtiro.

da lioaa.
1 iiedo eon,t . ulu*Ov.*da aeata faaftoci para a g*ar-
aigloda lata, faltara a 4* derere* sagra.
aa*. aa daiaaaaa da agsadaear *ataaMam*at* a*
Sr. commaodanie Luis Jas Fairaira majar
Joio Fraacisoo do Livramaoto, a a toda ofBelali-
dada a maia atas** da batalhio, a* maaairas at*
t*aoi** Usaaagaiaa aaaj qa*aapraaadlgaa-
ram tratar-me drenle o lempo que serv ao dito

.N


"------------
_.
II..... I
DIARIO DE fERNAMBCO QUARTA FE1RA 12 OE MARCO DE 1861.

Amorim Irmos, 810 meo coa 4,050 arrobae
detscucar.
Brigue portuguez Etperanoa, para GibraUr,
carnearan):
Krabbe Thom & C, 500 aaecoa coa 1,500 arro-
ba de a sanear.
Internas
taino.
Raadinaoto do dia 1 a 10. 17:507*09
Idea do dia 11......1:5561921
19:064f016
Cfcnsalado
Randimeoto do da 1 a
Idou do dia 11. .
provincial.
10. 26.3401782
. : 2:086*815
28:427*597
Movimento do porto.
Navios entrado no dia 11.
Terra Nova29 dia, patacho ioglez Undine, de
153 toneladas, capitao James Hefferman, equi-
pagem 8, carga 2281 barricas com bacalbo; a
Scundera Brothers & C.
Ierra Nova29 das, pttscho inglez Oriental, de
132 toneladas, capito Jobo P. Sampsoo, equi-
pagem 8. carga 1674 barricas coa bacalho; a
Joboiton Pater & C.
Terra Nova32 das, brigne ioglez Melina, de
150 toneladas, capitao Willian Slabb equipa-
gea 9, carga 1091 barricas e 250 aeias com
bacalbo; a Joboston Pter & C.
New-Yoik6i dias, galera americana Op^tlia,
de 597 toneladas capitao Johnson, eqaipagem
18, carga fsrinha ; ao meamo capitao. Meio re-
frescar e spguio para Montevideo.
Karanhao19 diaa, brigue escuna brasileiro Gra-
ciosa, de 219 toneladas, capitao Joo Jos de
Soma, carga arroz, farioha de mandioca e ou-
troa gneros; a Almeida, Gomes Al vea & Cum-
panhia.
Savia tahido no mesmo dia.
Aracaly e porto intermediosHiate brasileiro
Aracaly, capitao Joo Henriqoe de Aimeida,
difiranles generoa.
MarseilleBarca [raoceza Uanoel, capitao Luiz
Kodaoet.
Portos do norteVapor brasileiro Oyapock, com-
mandante primeiro leoeule Antonio Marcelino
de Pontea Ribeiro.
Observago.
Suspeodeu do lamarao a barca americana Hay
Slale, capitao Thomaz C. Sparion, com a mes-
ma carga que trouxe de Boston.
m o C6 er 1 1 Hora,
c 3 B C n c B c S" a. 3" o p z B a-c Atnwpherc. O 60
W w P5 a. o (Jl VI o te o 0. a eo 1 1 ireceo. < te j o v> < ? > c en
w 5? c 1 Intentidade.
3 00 g g M * | Farhenheil. -i n s o K n -i 9 O s 5
.s 3 M ce o -i" IO O) eo Centgrado. ? o c
-4 as oe> ygrometro. 2 > en
O O OS S "8 o 00 o - M 8 3! 4 3 j '8 1 Cisterna hydr mtrica. 0-
J-l Ve Francez. cd > -o K e
o o 1-^ Inglez
A noile clara e com alguos oevoeiros. vento NK
que gradualmente foi abonanzando e rondando
para o terral.
OSCILAClO DA MARK.
Preamar as 0 h. 42' da tarda, altura 5,4 p.
Baixi-mar as 6 b. 6' da manba, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinba 11 de
marco de 1862.
ROCANO STEPPI.K,
1* lenle.
ditaes.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumpriinento da resoluco da junta
da fazenda, manda (azor publico, que ae contrata
por lempo de tres mozes, a contar do 1 de abril
prximo viodouro, o [oroecimeoto de alimenla-
co e dietas dos presos pobres da casa de deten-
cao, a saber :
ALLIHENTACAO.
Domingo.
Almoco.
1 pao de tres oo^as.
1 ooca de cal.
2 ditas de assucar.
Janlar.
1 libra de carne v?rde.
1 nn(a de toucinho.
1 dacimo de farioha.
Leona e sal.
Segunda-feira.
Almoco.
0 mesmo que do domingo.
Janlar.
O mesmo que do domiogo.
Tersa-feira.
Almoco.
U mesmo que no domingo.
Janlar.
U mesmo que no domingo.
(Juarta-feira.
Almoco.
O mesmo que no domiogo.
Jaotar.
Meia libra de carne seces.
Urna onca de loucioho.
Meto dcimo de feijo.
Um dcimo de farioha.
Lenha e sal.
Quinta-[tira.
A lateo.
U meamo qao no domiogo.
Janlar.
U mesmo que uo domiogo.
exla-fctra.
Alaoeo.
O mesmo que uo domiogo.
Janlar.
Mela libra de bacalho.
Meio dcimo de feijo.
Un dcimo de tannhi.
Daas oilavas de aceite.
Urna ooca de vinagre.
Leuha e sal.
Sabliado.
Almoco.
O mesmo que no domingo.
Jaotar.
O oestno que na sexta-feira.
PltlAS l>AHA OOtMl..
N. 1.
Almoco.
m caldo de gilioha para 3 caldos no da.
Lenlia e sal.
N. 2.
Almoco.
Um pao de 3 oncas na sopa de caldo de ga
lioha.
Lecha e sal.
Janlar.
Um quarlo de galiolia cosida.
Ouas oo(is de arroz pira caoja.
Lenha, sal e vinagre.
. N.# 3.
O mesmo que na dieta o. 2.
Jaotar.
O mesmo da dieta n. 2.
E mus :
Um quarlo de galioha assada.
Um pao de tres oncas.
Lenha e sal.
N. 4.
Almoco.
Dua oilsva da cha da india.
Um pi de tres oncas.
Ouas oncas de assecar.
Lenha.
Janlar.
Urna libra de caroe verde.
Ua dcimo de farioha,
Lenha e sal.
N.' 5.
Almoco.
0 meamo da dieta n. 4.
Jaotar.
Urna libra de carne aaaada.
Qmatro oncaa de arroz.
Ua pi de ires oncee.
Lonbo e cal.
As pesaoaa que qaizareo contratar dito for-
oecimento, apreaentem a suas propostas em
cartas (tchadaa.no dia 20 do correte, na aca-
ma tbeaouraria, pelo meio dia, oode encontra-
rlo as eoadicoec coa que deve ser effeetcada a
arrematacao,
E para constar ce mandou afflxar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da tbeaouraria provincial de Per-
oambuco,7 de marco de 1862.
O aeeretario
Antonio Ferreira d' Annunciaco.
Pela theaouraria provincial ae (at pcDlico,
que a arrematacao da renda das casas do patri-
monio dea orpbaos, foi transferida para o dia 13
do correte.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de marco de 1862.
0 secretario
A. F. d'Annunciaco.
Em praca publica do juizo dos feitos da fa-
zenda desta provincia se ha de arrematar a qnem
mais der os baps seguiotes:
12 cadeiras de Jacaranda com aasento de palhi-
oha avahadas por 96$.
1 sof de Jacaranda avallado por 15$.
1 cadeiras de balando de Jacaranda avahadas
por 30.
12 cadeiras americanas avalladas por 60$.
Urna commoda de amarello pnr 20j>.
Urna mesa redonda de amarello por 158*
2 espelhos com molduras douradas por 20f.
1 bsncaa de amarello por 20jf.
5 lanternaa por 259.
1 candelabro para 3 lozes com o p de bronze
por 309.
1 piaoo de Jacaranda por 200$.
4 soleiras de pedra para portas por 20$.
4 pedras para viveiro por 209.
20 alqueirea de cal por 83
2 canoas grandes de conduzir lijlos em bom
estado por 200$.
Urna canoa pequea decarreira em mo estado
por 309.
Urna canoa para condcelo de familias em bom
estado por 109.
Umi canoa de um s pao por 809.
Um sitio na travessa dos Remedios n. 15 com
urna pequea casa de pedra o cal, duas em cai-
xo, qtiarloa fura, quintal murado, cacimba, cento
e lanos pea de coqueiros, diversos arvoredoa de
(rucias ; leodo 1,500 palmos de freole e 300 de
fundo, com mais duaa olariaa de pedra e esl com
2 (oros 3 quarlis, urna cozinha fora com duas
aalas, 2 quartos e outro fora, estribara e viveiro
principiado, por 10:0009-
Um terreno no largo dos Remedios com 85 pal-
mos de frente, e fundo al a camboa avallado por
2009.
Outro lerreno na Torre, tendo 100 palmos de
frente e 800 de fundos por 6009.
Cujos bens foram penhorados por execuco da
fizenda provincial contra Jos Marcelino Al ves
da Ponseca.
O engenho denomioado Peres, com casa da vi-
venda, caldeiras de purgar, seozaia, duas peque-
as casas de guardar bagaco com 3 casas para la-
vradorea por 16:0009.
Cujo engenho foi penhorado por execuco da
mesma fazenda contra Manoel Josquim d Reg
e Albuquerque, como tiador do referido Jos Mar-
celino Alves da Ponseca.
O escravo Jos, Congo, com 58 nnos de idade,
sadio, do serviQo do campo por 3009.
O escravo Marcelino, Angola, com 38 aonos de
idade, sadio, do semeo do campo por 6OO9.
O escravo Francisco, Mocambique, com 39 an-
nos, tendo s oeroas archiadat, dn servido do
campo por 5009.
A escrava Mara, Augico, com 38 annos de ida-
de, sadis, do aervico do campo por 6UO9.
Cujos escravos foram penhorados por execu-
co da fazenda provincial contra Francisco Lios
Caldas.
Os preleodentes podero comparecer na sala
das audiencias no dia 13 do correte as 10 horas
do dia.
O lllm. Sr. inspector da thesonraria pro-
viocial maoda fazer publico para conher.imento
dos inldressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correnle anno.
Art. 48. L' perrailtido pagar-so a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a dala da presente li independcnie de re-
validado e mulla, una voz que os devedures
acluaes deste imposto, o facam deotro do ejerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o zerem flearo
sujeilos a revalidacao e multa em dobro. sendo
um ien;u para o denunciante. A theaouraria fi-
r auouociar por edilal nos primeiros lOdias de
cada mez a presente disposico.
E para constar se maolou aQlxar o presente e
publicar pelo Diario
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O secretario,
A. P. da Assumpcc.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cuinphmento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 15 do correle, mao-
da fazer publico, que 00 dia 13 de margo prxi-
mo viodouro, peraole a junta da fazenda da mes-
ma ihasouraria, se ha de arrematara quem mais
der, o imposto de 10porcenlo,sobre a rentados
terrenos oceupados pelo planto do capim no mu-
nicipio do Recite, avallado em 3.0009000 por
anno.
A arromstaco ser feita por lempo de 33 me-
zes, cooiar do Io de outubro de 1861 a 30 de
junho de 1861
As pessoss que se propozerem a esta arrema-
tacao, comparec^m ni 31I1 das sesses da men-
cionada jauta, no supradilo dia, pelo meio dia, e
compeleotemeute habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
ublicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, 28 de fevereiro de 1862 O secretario,
A. F. 'Aununciacio.
Pela contadona da cmara municipal do
llecife se faz publico que a prazo marcado para o
pagamento do imposto de eslabelecimentos do
1" do corrente ao ultimo da marco viodouro, e
aquelles que nao pagarem dentro do prazo mar-
cado, fleam sujeilos a respectiva multa.
Cootadoria municipal do Recite, 19 de feverei-
ro de 1862. O contador, Joaquim lavares Ro-
dovsllio.
CoBselha administrativo.
0 cooselho administrativo para fornecimanto
do araenal de guerra tea do comprar o objoctos
aeguintea :
Para o hospital militar.
50 barretea do lia.
50 pares de meiaa de la groisas.
2 jarrea grandes de barro.
6 panellas de ferro com lampa, sendo 2 de 10
galoee, 3 de 8 e ama de 6, forradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo urna menor de 8 galoe o
outra de 6, forradaa de porcellana.
400 lencoea de brim de 2 palmos o 10 palmoa
de comprimenlo.
20 camisolas de brim com 6 palmos de com-
primenlo e 8 ditos de largura.
200 fronhaa de brim com 4 palmos de compri-
menlo.
100 gcardaoapos de brim com meia vara de
comprimenlo.
Para o presidio de Fernando de Noronba.
4 caixaa com sedas.
250 meios de sola.
100,000 tachas para aaltos de gaspiar.
5 torquezes.
100 vaquetea.
20 parea de formaa forradas de ac.
1 arroba de Do da sapateiro.
500 coaros de cabra.
10,000 brochas.
Para provimento doarmazem deste almoxarifado.
20 duziaa da taboas de louro de assoalho de 12
a 16 pollegadaa de largura e 26 a 27 palmos de
comprimenlo.
10 duziaa de lapis.
10 grosas de penua de seo.
5 lenges de chapas de ferro (bom) e que lenha
de 24 a 30 libras cada um.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
auaa propostas em carta fechada na secretaiia do
conaelho, s 10 horaa da manbia do dia 19 do
correle mez.
Sala das sessdes do cooselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 7 de
marco de 1862.
Denlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
mendas, passageiros e diubeiro a trele at o dio
da cabida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mallos o. 1.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Quarta-fcira 12 de marco de 1862.
Terceira reprosentacao da compaohia dramtica,
e juntamente da compaohia arcrobata.
Grande e variado divertimento.
Logo que a orchestra tiver execulido urna de
suas ouverturas. dar principio ao espectculo
que ser dividido pela maueira seguinle :
* Primeiro quadro.
A representarlo do primeiro acto da seropre
applaudida comedia em dous actos, intitulada
Rio de Janeiro
O bem coohecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende aeguir com meita brevida-
de, tem a bordo parte de seu carregamento ; para
o reato que Ihe falla, trata-se com os aeua con-
signa (arios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo &
C, oo se escriptorio ra da Cruz o. 1.
Rio Grande do Sai pelo
dio de Janeiro.
A barca nacional Carioca recebe carga para
ambos oa porto: lrala-se coa os consignatario
Marques, Barroa & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
Janeiro.
O brigoe Joven Candido segu com brevida-
de por ter meio carregamento tratado : para o
resto trala-ae eom os consignatarios Marques,
Barros dt C, largo do Corpo Santo n. 6.
Companhia Pernambncana
Para satisfazer os interesses commerciaesentre
esta e a provincia de Alagoas tera-se resolvido
dar tres, em lugar de duas viagens nnensaes, na
linba do sul pelo que de ora em diente, sahiro
oa vaporea destn compaohia a 5,15 e 25 de cada
mez locando naa viagens de 5 e 25 as diversas
escalas, e na de 15 seguindo em direilora.
Macei em tiireitura.
Sahir no dia 15 do corrente o vapor Persi-
nunga, commandtnte Moura. Recebe carga al
a veapera dt sahida, eocommeods, dinheiro e
nassagena al 15 ao meio dia : laro da Assem-
bla n. 1.
LEILO
A 12 do corrente.
N. O. Biaber & C. saccessores, fario leilao por
ioterveocio do agente Oliveira, de um variado
e ezplendido aortimento do ferragena grossas e
floas, principalmente, e de reatantes de miade-
zas, que serio vendidas por todo prego para con-
cluir corita:
Quarta-feira 12
do correte, s 10 horas da mauhia, em aeu ar-
maaem ra da Cruz.
LEILAO
K
Milho e massa.
Quarta-feiral2docorreiite.
O agente Pestaa vender por conta e risco de
quem pertencer de 100 saceos com milho de 24
cuias, desembarcado a semana passada e 291 cai-
xaa com maesas, sendo vendido tudo em lotes a
vontade : quarta-feira 12 do correte, pelas 10
horas da manhaa noarmazem do Sr. Avilla no
Forte do Mattoa defronte do trapiche da altan-
dega.
LEILAO
4FUJI4IIA DO BARIO.
Personagens. Actores.
Bario....... . Thomaz.
JosMaria ... . Leite.
Joio Antonio . . Liaboa.
Domingos, criado . . Santa Roca.
D. Hara...... . L. A. Chaves.
Josnna, criada .... . D. Jesuina.
Segundo quadro
O segundo acto da comed.
Tercero quadro.
OS DOUS TRAPEZ10S.
Executados pelos dous joveos Albert e Hyppo-
lito, onde se ver a grande agilidade e torca
muscular de que sao dotados ditos joveus.
Quarlo quadro.
AS PYRAM1DES DO EGYPTO.
Pelo joven Albert, terminando pelo equilibrio
mais difhxultosn que lem sido execulado em to-
do mundo e nico por elle no Brasil.
Quinto quadro.
Representaco da diverlida comedia em um
acto,
Minha Sogra,
Pela compaohia dramtica.
Sexto quadro.
A POLKA IMPERIAL.
Daosado por mademoiselle Caruline e o joven
Albert.
Stimo e ultimo quadro.
OS JOCOS OLYMPICOS DOS AMIGOS
ROMANOS.
Execulados por Honorio Freir, Ferreira, An-
tonio, joven Albert, e mademoiselle Caroline.
Principiara s 8 horas.
Para
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muila brevidade, lem parte de aeu carregamento
a bordo ; para o resto que Ihe falta, trala-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, oo seu escriptorio, ra da
Cruz ti, 1.
lurtaram
um cavallo ruuo rodado, com selim in*
glez, estribos de metal braneo, bride de
paraf usos e com os seguintes signaes :
urna pequea pinta branca na testa e
outra tomando ambos os beicos, orelhas
grandes, com-urna pequea coceira na
pa' esquerda e anca direita : quem o
pegar dirija-se a ra da Praia n. 16,
que sera'generosamente recompensado.
mmmmmm $$
| No caes 22 de Novembro, lo- 9
0 jan. 3, precisa-se de urna ama
0 que sai ha lavar, engommar e
^ que entenda alguma cousa de
A cosinha.
s
(CffllPiHIIIA -
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 16 do corrente espers-se da Europa
o vapor francez Navarre, commandinte Vedel,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro locando na Bahia : para pas-
ag.ns etc. trala-se na agencia ra do Trapiche
n. 9_ _^ ^^_^_^_______
iludes.
LEILO
Qnarla-feira 12 do correute.
O proprielario da taberna da praca da Boa-
Vista n. 14, tari leilao da mesms por inlerven-
cin do agente Evaristo Mendes da Cuoha Azeve-
do, oo dia quarla feira s II horas do dia. Es-
pera a concurrencia dos preleodentes.
LKILB
DK
risos martimos.
Baha,
Oeciaracoes.
Faculdade de direito
De ordem do Exm. Sr. director ae faz publico
que, em coogregacio de hoje, foram deferidas as
peticops dos f.ldanles Jos Joaquim de S e Be-
nevides. do 4* anno. e Joo Pedreira de Cerquei-
ra, do 2, marcaodo-se-lhes o dia 13 do corren-
te para lirarem ponto, e indeterida para o mesmo
Oro a do estudante Lenidas Pereira Boarque, do
Io anno, por ter este deixado de juitiflcir at o
dia 8 do correle o motivo, pelo qual dcixou de
fazer acto depois de tirado o poni, segundo dis-
poe o artigo 5 i do regulamenlo complementar.
Secretaria da faculdade, II de marco de 1862
O secretario,
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
A thesouraria provincial tem de comprar
os objectos seguiotes, para a enfermara da casa
de detencio:
80 camiaas de linho, para os doeotes do com-
primenlo de 6 1/2 palmos.
40 lenges de linho de 6 palmos de largura e
10 de comprimenlo.
40 ditos de algodau, idem idean.
tO escarradeiras de cobre com 10 pollegadas em
quadro.
Quem quizer vender loes objectos aprsenle as
suas propostas em cartas (echadas, oa mesma
ihesouraria, no dia 13 do correte, pelo meio dia.
Secretaria da tbeaouraria proviucial de Per-
uambuco, 10 de marco de 1862.O secretario,
A. F. da Annunciaco.
Conselho de compras navaes.
Nao lendo-se eftectuado boje o contrato de
tornecimenlo de carne de vacca salgada, no tri-
mestre prximo de abril a junho, dos navios da
armada e eslabelecimeotos de maiinlu, manda o
conselho sos que quizerem faze-lo sob as sondi-
Ces do estillo, a apreseularem suas propoatai
em cartas fechadas no dia 15 do correte mez at
aa 11 horas da ruaobas.
Sala do conselho de compras oavaes em 5 de
marco de 1861-0 secretado.
Alejandre Rodriguesd os Aojos.
O hiate Santa Rila, segu em poucosdias, re-
cebe alguma carga a frele trata se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Cor-
po Santo n. 6.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muila brevidade o brigue
escuna Joven Arthur,-iem parte de sea carre-
gamento prompto : para o resto que Ihe falta,
trala-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C., no seu escriptorio roa
da Cruz o. 1.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
eom muita brevidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenia, capitao Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, lem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
Ihe falta, trala-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Arevedo & C, no aeu
escriptorio, ra da Cruz o. 1.
Para a Bahia
naciooal
brevida-
A veleira e bem ennhecida escuna
c Carlota pretende aeguir com muita
de, tem parte de seu carregaroeolo prompto : pa-
ra o reato que Ihe (alta, trala-se com os seus
consigoalarioa Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo
iS(C,no aeu escriptorio ruada Cruz o. 1.
COMPAPU BUCARA
DI
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracoty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
0 vapor tjaguaribe, commaodaote Lobato,
sabr para oa portos do notto de aua ccala al
a Gtaoja no dia 14 de varen as 5 horaa da tarde.
Recebe carga at o da 13 ao meio dia. Eoeom-
25 saceos de feijo
mulalioho
0 agente Pestaa vender por conta e risco da
quom pertencer de 25 saceos de feijo mulatioho
chegado ltimamente, o qual aera veodido em
lotes a vontade: quiola-feira 13 do correte as
10 horas da manhaa na porta do armazem do Sr.
Aones, defroote da alfandega.
LEILAO'
Sexta-feira 14 do corrente.
0 agente Pinto far loilo de urna parte do
sobrado de ua andar silo no pateo do Terco (em
solo proprio) s 10 horas do dia cima mencio-
nado, em seu escriptorio ra da Cadeia o. 9, on-
de se dar qualjuer informaco a respeito da
mesma rasa.
LEILAO
Quarta-feira 12 do corrate.
O agente Costa Carvalho ara' leilSo
uo dia acuna de todos os movis que te
acharetn presente em seu armazem co-
mo srjam : cadeiras, soft, marquezas,
guarda roupas, carteiras e urna burra
e outros muitosobjectos queestaro p-
senles no acto do leilao sem reserva de
pr;i;o algum para liquidaco, pois pre-
tende acabar com o armazem e os se-
tibores que tiverem objectos no mesmo
tenlia a bondade de os vir retirar nes-
tes dias do contrario sero vendidos ao
correr do martello, as 10 horas em pon-
to do dia cima designado.
LEILAO
DE
Fariiiha de mandioca.
Quarta-feira 12 do corrente.
0 agente Pestaa vender por conta e risco de
quem pertencer 50 barra com toucinho desem-
barcado ltimamente : quarta-feira 12 do cor-
rele pelas 12 horas da manhaa no armazem do
Antunes Guimarea & C n. 15.
___________i_____________________________
Avisos diversos.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os dimos dos nmeros abaixo mencionados
podem mandar buscar as roupas que estn prom-
tas : 23, 60.126. 130. 158. 271. 251, 237, 311,
335, 242. 333. 30*. 176. 228, 131, 128, 340, 302,
274,343, 240,247,181 e 316.
Resumo
de geographia do coniinercio,
pelo Dr. Manoel de Figuei-
ra Faria.
Acabam le sabir impressas as duas
primeiras formas deste compendio, que
sero entregues aos Srs. assignantes, na
liviana ns. 0 e 8 da praqa da Indepen-
dencia. Os senliores que anda nao as-
signaram queiram abi dirigir-se para
esseim.
$ Saques sobre Portugal ||
O abaixo assigoado ageole do banco S
1 Mercantil Portuense nesia cidade, saca :
elTectivamenle por todos os paqaetes so-
bre o mesmo banco para o Porto e Lis-
boa, por qualquer somma avista e a pra-
zo, podendo logo os saques a prazo se-
ren descontados no mesmo baoco, na ra-
zo de 4 por cont ao anno aos portado-
res que assim Ihe convier : as ras do
Crespo ii. 8 ou do Imperador o. 51.
Joaquim da Silva Castro.
W W|JV W" mfWtm Pmf VIW WTw *1eiw WrrTw n^> WWW dV%
Amag
Precisase de urna ama de meia iJ.nlo para
cozinhar o diario de umu casa ; ua rus imperial
n. 215. ,
Aluga-se os primeiro e segundo andares da
casa n 27 na ruado \moran : a tratar na mes-
ma ra n. 46.
D-re 700} a premio sob hypolbeca : na
loja de cera da praca da Boa-vista, so dir
quem d.
Praociscn A. da Silva, sublito Porluguez,
vai ao norte, cobrancas.
0 abaixo assgnados tendo disaolvido ami-
gavelmeote a sociedadeque linliam em negocio
de fazendas nesta Draga sobre a firma social de
Castro Moura & Ujocalves, desde o dia 31 de
dezembro prximo passado, Ucando a cargo do
socio Moura a liquidarlo do passivo e parle do
activo e para conhecimento dos interessados fa-
/rn o presente aonuucio. Recife 7 de marco de
1862. Jos Joaquim de Castro Moura.Jos
Loureneo Goocalves.
Quem precisar de um csixeiro que lenha
pralica de fazendas nu outro qualquer negocio,
dirija-se a ra estreits do Rosario loja da miu-
dezas n. 18.
Erasmo los de Helio, Potluguez, vae a
Europa.
Aluga-se um sitio na Soledade
muito bem arranjado, com ptima ca-
sa, coxeira, estribara etc. : os preten-
dentes queiram dirigir-se a terceira ca-
sa passando a ponte pequea da Pasta-
gem da Magdalena.
Um moco allemao, chegado La
poucos dtas, deseja arrumar-se em urna
casa estrangeira ou nacional. O mes-
mo falla e escreve lora do allemao o
inglez e trancez e encarrega-se da es-
cripturacao por partidas dobradas : a
tratar na ra da Cruz n. 5.
- Precisa se de urna ama forra ou
captiva que cosinhe ecngoinmc: na ra
da Cruz n. 43, armazem.
Agencia de passaporie.
Claudioo do Kego Lima tira paasaporte pars
dentro e fora do imperio com presteza, e por pre-
go commodo : na raa da Praia, primeiro andar
numero 47.
Precisa-se de um mostr
tras para dar ligues em urna
quem quizer apparega na travessa
4, loja de calgado.
de primeiras le-
casa particular:
das Cruzes o.
Attenco
l'endo-se desoocaminhado de bordo do vapor
Iguarass, chegado ao porto desla cidade no
dia 8 do correnle, um bsh de flandres grande e
de cor azul, perlencente ao bacharel Joo Fran-
cisco da Silva braga, que presume ter sido cou-
duzido por algum dos senhores passageiros, por
um equivoco, oa occasio de separarem suas ba-
gagens : roga-se a quem o liver, que anuuncie
por este jornal atim do ser procurado. O bab
cootm roupas de seda perlencenlos a senhora,
alguos labyriolhos eroupa preta de homem.
Auseotou-se da casado padre Freir, mo-
rador oa travessa da matriz de Sauto Antonio, so-
brado n. 14, no domingo 9 do correnle, o seu es-
cravo Flix, criuulo, batante ladino, alto, secco,
com cabellos crescidos na pona do queixo, levou
caiga preta e camisa de algodozinbo : roga-se
as autoridades policiaca e capilaes de campo a
sua spprehenso, levando casa cima mencio-
nada, que se gratificar.
Explica-se n primeiro anno malhemalico, e
inclusive theoria geral de equages, daa 3 horaa
s' 5 da larde : na ra da Gloria o. 39.
Ka praca da Boa-visla n. 30, prepara-se co-
mida para tora, por pregos muito commodos.
Francisca Rosa de Jess, subdita prlugue-
za, retira-so para Luropa.
Pergunta-se
a admiuislraeo di orJem terceira do Carino qual
foi o motivo que liveram de fuser osermo sexta-
feira e nao fszerem a santa via-sacra. Isto dese-
ja saberUm devoto.
No dia 13 do correnle, peranle n Sr. juiz do
paz do 2. districlo da froguezia da Boa-vista, o
Sr. lente Thom Carlos l'eretti, vai praca a
armarn e oais oerlences do deposito da ra da
Santa Cruz n. 62, por exocugao de Carvalho &
Mendes contra Manoel l.eo de Csstro.
Arthur Shcrl, subdito
para fora da provincia.
britnico, relira-so
Sala.
HOJE
O agente Pinto far leilao por conta e riaco de
quem pertencer e sem reserva de prego de urna
grande porgo de saceos com farioha de mandio-
ca, a qual ser vendida em lotea de 5 e 10 sac-
eos, vontade dos compradores, s |U horas de
boje no trapiche do Cuoha.
LEILAO'
QUINTA-FEIRA. 13 DO CORRENTE.
O agente Piolo far leilao per conta de um ea-
trangeiro que relira-se para a Europa, de um
piano novo do roelnor fabricante, ma mobilia
de faia, urna rica secretaria, mesas, marquezas,
cadeiras e outros objectos existentes no armazem
da ra da Cadeia n. 14, onde ae effectuat o
leilio.
Principiar s 10 horas.
Augusto Frederico dos Santos Porto lem
contratado com o Sr. Jos Uongalves Vilaverde a
compra da armago e fazeodas existentes em sen
eslabeleciraenlo sito ua ra do Oueimado n 7,
sendo dita compra livre de qualquer responsabi-
lidade oo debito do Sr. Vilaverde.
O abaixo assigoado, proprielario do euge-
nlio Santos Mendes, na comarca de Nazarelh,
previne ao publico em geral, que tendo compra-
do o anno passado uns garrotes a umsenhcr mo-
rador em Agua-branca da mesma comarca, cujo
uome se nao recorda, e tendo assiguato, em vir-
lude desta compra, urna letra da qaantia de
540J*. a veocer-se no ultimo de Janeiro prximo
passado, succede que al o prsenle nao Ihe le-
nha sido presentada dita letra para ser paga, e
porque lilvez o secador desta letra lenha fetto
com ella alguma transaego, e alguem talvez
queira com ella especular, apresentando-a quan-
do bem Ihe convier, com o m de exigir jurot,
o abaixo assigoado desde j protesta pelo presen-
te nao pagar um real de juros, visto como o di-
nheiro se scha prompto desde o vencimento da
letra, e se j nao foi paga por Ihe nao ter sido
apreientads, por isjo ninguem se poder chamar
ao engao.
Laurcolino Gomes da Cuoha Bellro.
Granle hotel central,
Lisboa.
Este eslabeleciraenlo, coosideravelmenle aug-
mentado, e completamente mobilbado do novo,
rivalisa com os trmetros holeis aa Europa, pelo
seu conforte e excellente servigo.
Tem magnifica vista sobre o Tejo, e commodos
especiaes ao alcance de todas as bolsas.
Oa empregados do hotel fallara as lioguas por-
tugueza, trncela, ingleza e allema.
O hotel tem tamben caf e restaurant a la car-
Icumbir de cargo algum oneroso, dando-se-lha le, banhos, salao de leilura com os joroaes quo-
m tratamento e boas accommodages : quem i lidanos do pai, e muitos dos estraogeiros.
julgar neste caso, procure ra Direita o. 82,
e se dir quem precisa.
Kdward Evans, subdito inglez, retira-se pa-
a Europa.
Pugio do engenho Santos Mandes, na co-
arca de Nazarelh, de Laurenlino Gomes da Cu-
ha Pereira Beltro, em 18 de fevereiro do aonn
e 1861, um escravo de nome Aotonio, de idade
e :W aonos, pouco mais ou menos, pouca barba,
cor nao muito preta, corpo e altura regulares,
rosto comprido, ps um pouco apalheladoa e
grossos, lem falla de unhas em alguna dedos por
causa de bichos que leve, olhos pequeos e re-
galados, carreiro, e eotende do offico de ca-
noeiro, um pouco regrista, da Angola, porm
muito ladino; Coi escravo do finado Aotonio da
Cruz, qne morou em Hara Fariaha, assim como
tem estado em diversas praias, porisso lalvez to-
me esses lugares. Roga-se s autoridades poli-
ciaea e capltea de campo a appreheoso do mes-
o, e leva-lo ao referido engenho, ou oo Recite
a praca do Commercio aos Srs. Manoel Ignacio
e Oliveira & Filho, que recebero 2009 de gra-
nfescio.
1 Veode-se quatro casas terreas na ra da
Esperanza do Caminho Novo, os. 63, 65, 67, 69,
quintaes grandes, cacimba boa e tanque* para
lomar banhos: a tratar com o dono, na mesma
ra n. 67.
Precisa-se de urna ama lona oc eacrava,
aue ssiba engommar, tambera para ensaboar al- Remedio inflliw contra as gn
I urna roaoa dd meoioa : dinja-s* a ra Augusta 1 rheaj antigs e recentes. nico depo*
i. 81, ou annuncie por este Diario Uo na botica francesa ra da Crtf Di
-* Castro Guimaraes, BrattUito, segu j
Aluga-se a parte da frente do segun-
do andar da casa n. 2( da rui da Ca-
deia do Recife, propria para homem
solteiro : a tratar na loja da mesma casa.
j O abaixo assigoado correspondente dos cur-
raos de matar peiie, desde a ilha de llamarac
at a barra de Uoianna, participa que, emquanlo
os ventos durarem para o norte tem peixe lodos
os dias s horas da mar ; assim como se demo-
rara urna hora com elle em casa a espera daqutl-
las pessoas que o queiram procurar, e passado
este lempo ser vendido aquellas pessoas que o
ijueirarn comprar para o distribuir por esta cida-
de! visto ser um genero que nao pode sotfrer de-
mora : a tratar em Fora de Portas o. 31. Do-
mingos da Rosa.
Preciss-se de urna seobora de idade, que
fiador aua conducta, para fazer compaohia a
a senhora viuva, e cora pouca familia, sem se
Tem embarcarles especiaes para passeos so-
bre o Tejo, e carros para Cintra, Mafra, ele.
Como os seohores passageiros vindos directa-
mente do Brasil, leem de fazer quarenlena no La-
zareto, podem dilli, quereodo, prevenir-se, dan-
do suas ordens (pelo correio diario do Lazareto
para Lisboa) ao proprielario do hotel. Os seuho-
res viajantes encontrarlo oo hotel todos os es-
clarecimeolos de que precisarem e empregados
para o sevigo de sua bigagem.
Irmaudade das almas da ma-
triz do Corpo Sauto.
A mesa regadora da iimandade das almas do
Recife convida a todos seus irmos parase reuni-
ris hoje aa 4 horas da (arde em mesa geral, atim
de tralarem de negocios urgentes.0 escrivo,
Jos Monteiro Siqueira.
Aluga-se a casa n. 11 na Passagem da Mig-
dalena, entre as deas pontea pequea e grande,
com 2 aalas, 4 quartos, cozinha lora, quintal mu-
rado : dirijsm-se ao paleo do Ctrmo, loja de lar-
tirugueiro n. 12, ou no sitio doCajueiro n. 1-
lojeccao Brow
\
para Europa.
122. Precoo*'
'BlaVkBBaHMHHSjjBPJj|ajjjjfj^BjjBjjoj^cjsj^^^^H
***





MAMO DE PERMAJIBCOJ fe QUARTA FEIBA i DE MARGO Dfc 1862.
1
Attenco.
M. do A. Caj Dio querendo continuar com o
seu estsbeletimento de fazendas e roupa felta,
sarta diaposto a rendar todas as (aseadas i piazo,
que faz cooTidar ad comprador, com firmas coo-
pto de seus credorea, e de aecordo com os mes-
i e com a aenhora proprietiria ; a loja tem
commodos para ama officioa qualquer : os pre-
tndanles dirijam mesma loja n. 18.
Attestados de curativo da
molestia da bexiga.
A Sr. Eufrasia, de 72 annos de idade, soffren-
do ha muitos annos da molestia da beiiga, sendo
ella pobre procurel 4 maos das pilulas pakis-
tanas, e mandei applicar, segando a guia do 11-
vrioho, esa menos de dons meses saroo, dei-
tando muitas pedras e materias, e boje goza de
saude perfeita.
E' um dever sagrado nao occultar este beuefi-
cio, a bem daquelles que soffrem to acerbas do
es, e que multas vezes sao victimas de tao gra-
ves incom modos.
(Extrado do jornal de S. Paulo, Correio Pau-
listano. 6 de abril de 1859.1Regtoaldo Antonio
da Cunha.
Illms.Srs.Estas pilulas 9ao infalliveis contra
a retenco das outinaa. Na malor torca do ata-
que devem seguir a guia do livrioho, no que diz
molestias graves, e podem cootar certo que
nao de salvar-se.
Para as molestias chronicas bastam qustro ma-
gos de pilulas (cada maco composto de duas
caixas ns. 1 e 2), tomando regularmente com um
dia de falha, e as melhoras conhecerao de dia em
dia ; nolando-se que refazer as forcas depois de
certa idade impossivel.
E o que aconteceu ao Sr. Joo Vicente de Bri-
to (oozo annos de aoilrimentos) no seu atteatado
j foi publicado.
Tenbo feito innmeros curativos desta moles-
tia, e preciso ter perseveranga.
AGENCIA PRINGIPAL
Ba do Parto n. 19, Rio de Janeiro.
DEPOSITO EM PERNAMBUCO
Na pharmacia de Jos Alexandre Ribeiro
ra do Queimado n. 15.
O'orece-se um criado para casa de bomem
bulleiro, o qual faz lodo ser vico : na ra das Cru-
zas n. 8, loja.
No dia 12 do correnle porta do Sr. juiz
de paz do primeiro districlo da Boa-Vista ir a
fraga por venda depois da audiencia um caval-
o eastanho bom de carro, poc execuco de Ha-
noel de llego Pimentel contra Antonio Ignacio
firando.
No dia 12 as 11 horas se ha de arrematar a
loja de miudezas da ra Direita o. 13.
I. G. Koaas, suisso, retira-se para o Rio de
Janeiro.
Inglez e francez.
Um meslre que tem conseguido a ensinar a
inultos jovens d'um e outro sexo a traduzir, fal-
lar e escrever grammalicalmente francez e inglez
tlispoo-se a continuar a dar ligues uestes idiomas
a quem quizer se aproveitar de seu prestimo :
para informacoes, falla-se na botica do Sr. Luiz
Pedro das Neves, ou na ra do Vigario o. 25, 2
andar, onde mora o mesmo.
O Sr. irmao terceiro Franciscano, que na
occasiao de acompanhar a procissao de cinza,
guardou o chapeo de sol na.casa do irmao sa-
cbristo, e que de volta procurou e nao o achou
por terem levado, pode vir procura-lo, pagando
a despeza do annuncio, pois este inda leve cons-
ciencia ; anda falta o do Sr. reverendo pregador
quetiraram de dentro de um dos gavetesda sa-
christia.
O Sr. Jos Candido da Silva Franga tem
urna carta no escriptorio de Tassolrmos, ra do
Amorim n. 23.
Precisa-se de um cozinheiro que seja perito
para o hotel em Apipucos : quem quizer dirja-
se ao mesmo.
AJkM
Precisa-se de urna ama de meia idade para
coziuhar o diario de urna casa : na ra Imperial
n. 215.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
ga da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
n. 46.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio
Ferreira Alendes Guimaraes, que mo-
rou na ra da Conceicao da Boa-Vista :
nesta typographia.
Alvaro & NagalhesJ
Eitabelecidos ccm loja de fazendas na
ra da Gadeia n. 53, e achando-se de
k posse de um novo estabelecimento na
ra do Crespo n. 20 B, participara a to-
' dos os seus amigos e ao publico em ge-
J ral que dispoe de um grande e variado
sorticnenlo de fazeoda que tem resolv-
do vender dinbeiro por pregos bara-
f tissimos. Roga-se aquellos que tive-
t rem de comprar qualquer artigo de fa-
zenda de se dirigirem as nossas lojas
' cima indicadas que sero ptimamente
I servidas.
Attenco
o
O abaixo assigoado antigo profesior particular
da liugan ingleza julga conveniente fazer-ie
lembrar aos seus numerosos amigos e coobeci-
dos, e para que em cooaequencia de terem por
aqui apparecido alguna novos concurrentes nesse
ensno, nojulguem que elle deixa da continuar
a exercer a saa proflssao. Elle anda continua
a leccionar particularmente dita lingua pelo sys-
lema do Oleadorff, o qual incontestavelmeote
o melhor que tem at hoje sahido do prlo ; tan-
to assim, que o nico actualmente adoptado
nos principada collegios da Europa pira o ensioo
de diversas linguas estrangeiras, pois est coohe-
cido que os quatro differentes exercicios que o
discpulo obrigado a fazer ao mesmo lempo,
islo 1er, traduzir, escrever e fallar, coocorrem
muito sem duvida, para facilitar o seu aperfei-
goamento. O mesmo professor toma a liberdade
de fazer tambem lembrar, que foi elle o primei-
ro que leccionou neata provincia pelo referido
melbodo a hngua ingleza, assim como ainda mo-
ra na mesma ra da Gloria n. 83.
Geo Q. Marther.
MtMttHMiMMi
E AT0RIS\C10
DA
MABEIOA OiroBDU M IEDD6DIA
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUlLICA
CHAPAS MEftICMAES
ELECTRO-MAGNETtCAS EPISPASTlCAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-electo-magneticas-epispasticas obtem-se urna cara radical e n-
fallivel em todos os casos de inflamraagao ( canxaco ou falta de respirando ), sajar internas ou
externas,como do Ggado, bofes, estomago, bago, rins, tero, pello, palpitadlo de corago, gar-
giata, olhos, erysipela, rheumatisrao, paralysia e todas as afiecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrof ulas etc., seja qual fr o seo
tamanho e profundeza por meio da suppuragao serio radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
coniestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confiarla do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de'fazer as necessarias explicares, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na caneca, pescoco, brago coxa, perna, pe, ou tronco
do corpo, deolarando a cicumferencia e sendo inchages, feridas ou ulceras, o molde do ten
famanho em um pedaco'de papel e a declaracao onde exislem, aSm de que as chapas sejo da
tojma da parieiaffectada e para scrembem applicadas no sea lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes explicagoes e tambem de todos os acces-
orios para a c ollocagao dellas.
Casa: seas pessoae que o dignarera honrar com a sua confiaBca, em seu esariplorio, que
tacharu abertoe todos os dias, sem excepsio, das 9 horas da manhia s 2 da tarde.
119 Ruado Parto ||!l
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba,
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dia
de galla, tabella de airas, noticia* planetarias, eclipses, partida*
de Correio, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos crrelos, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus
160
trial, desta provincia,
a ris.
i aooo
Consultorio medico-cirurgieo i
S-TOADA. GLOKIiV CASA. DO Y13NII1LO-3
Consulla por ambos os systemas,
falliveis m seu effeitoa tanto am ti...
;tot.fc. Pelo prW'mi.6^^^
V. i: Osmedicimentoa do Or. Sabino rin
nicamente vendidos em saa pharma.l iX
que o fofem fori deila 88ofal*T,MU' a'
Impresso com uta emblema em relev tendo r,
0Cr "?!" peame : Dr. w2 n
Pinho, medico brasilfere. Este emMenk Lt
Igealmnte n. ti.t. doamedicme^sq ."-
ueim ailrcado.emboratenham natamm n n
* e Or. Sabino sio falsos "',mP "">
Em conseqoencia da mudanga para a sua nova residencia, o proprietario desle estabeleci-
mento acaba de fazer ama reforma compleU em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
aennum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaugao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellos,que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignda pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
_....-..P!lfr* 2im : aba de receber de Franga grande porgao de tincturs de acnito e belladona, re-
ma de summa importancia e cujas propriedades saoto conhecidas que os meamos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente. --------",
Os medicamentos avulsos aur em tubos qur em tincturas custarao a 19 o vidro.
u proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
aumcieutes para receber alguna escravos de um e outro sexo doenles ou que precisem de alguma
!25?.' affl"Cndoque serao tratados com todo o disvelo e promptidao, como sabem todoj
quellea que i tem tldo escravoa na casa do annunciante.
A aituago magnifica da casa, a commodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanla-
gens para o prompto restabelecimento dos doenles.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manba at 11 horai
i oe tarda das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
onder na ra da Gloria n. 3 casa do Funda*. Dr. Lobo hiouozo.

Para as encommendas ou informacoes dirijam-se a
ra do Qbeimado n. 15.
pharmacia de JosAlexandre Bibeiro
INTERNATO
Estabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes^
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
Este estabelecimento de educagao e instrucgo principiou a funccionar no dia
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos.
Os commodos, o asseio. as boas condigdes hygienicae dos edificios destinados
s funcges do estabelecimento, a ordena e regularidade do servigo no internato, a
dedicagao e zelo que empregario o director e os professores a bem do aproveiU-
mento e progresso dos alumnos, sao circumstancias que devem animar e garantir aos
paes de familias que desejam dar a seus filbos urna edncago regular.
Cadeiras de ensino.
Primeiras letlrasdividida em duas classes.ltendo cada urna o seu professor
portuguez, latim, francez, inglez, arilhmetica, gebra e geometra, geographia e
historia, philosophia, rhetorica, desenlio, msica, dansa e gymnaslica,
Nos estautos do internato que eslo a disposigo de quem o quizer 1er, se
aacham consignadas as condicges de entrada.
Especial hOmeopatMco
Ra das Cruzes n. 30. -
Nesta consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, liavendo
ah sempre grande sorti ment dos verdadeiros medicamentos homeopathicos, preparados em Pa-
rs (as tintures) por Gatellan e Weber, o mais acredilados pharmaceulicos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprietario deste consultorio nao pretende, todava, que sejatn os- seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem tao pouco superiores aos que por
shi se preconisam, porque certo que o que nos fazemos, outro o pode egualmente fazer tao bom
seno melhor. Mas afianca que nelle nao ha traflcancia, e que o servigo da preparago corre
pelo mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, aeha-se suficiente para
salisfazer s necessidades daquella preparago.
Reste consultorio acbam-se venda elementos da homeopalhia, acommodados ntelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presta-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esfor$os e
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distinego alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser til hnmanidade offredora.
M NOVA CALIFORNIA
Na ra da Imperatriz numero 48, junto a padaria iranceza.
Vende-se sedas escocezas de bonitos gostos a 10>, cambraia lisa a pega a 1J800, 2|5O0,
3^500 e 49. cortes de cambraia brancas com barra de cor a 2^800 e 38, ditos brancos bordados a
33500 e 4g50O, duzis de meias pare senhora a 25500. ditas fidas a 38500 e 4#, ditas cruas para
homem a 2#, finas a ts500' chales de tarlatana a 640 rs., ditos de algodo alcoxoados a 1$, golli-
nhas muito linas bordadas a 640 e 800 rs., manguitos modernos manga balo a 800 e 1&, mangui-
tos, gollinhas ecamis de crep prelo bordado a croch a 2$, ditos de vidrilhos a 28500, ricos en-
feites para senhora a 5J 5500, cilos dourados de bonitos gostos a 2g, 28500 e 3#, chapeos en-
feitados para baptisado a 38 e 4$, ditos de sol para senhora a 40 e 58, ditos de sol para homem a
68, lengoade cassa grandes duza a 2t400, ditos de cambraia bordados a 200, 240 e 300 rs., gros-
denaples prelo fino a 18800 e 28 o covado, ricos manteletes pretos de grosdenaple a 208,228 e 258,
panno preto fino a 3g e 38500 o covado, fil liso braoco muito fino
a 18200 e outras muitas fazendas por pregos commodos, assim como
ronpas feitas por pregos que admira : na foja de Paredes Porto.
a 640 a vara, dito bordado
um grande aorlimento de
2
3-Rna estrena do Rosario-3
i,"5?8,CO Pi?'? 0l0rie ontinua a eol-
loear dentea artificiaos tanto por meio de
molas como pela pressao o ar, nao ra-
il cebe paga alguma sem que aa obras nao
fiquem a vontade de aeua donos, tem pos
outras preaeracoe a asmis acreditadas
para eonservaco da bocea;
l
Permutarse
me exceaete eeaa terrea na rae Augusta, por
eWiiamdoPirn,68.
SOCIEDADE
Unio Beneicenle
Mari tima.
Por ordem do Sr. presidente identifico aos se-
nbores socios que ao dia 16 do correte, pelas 10
horas da maobia, haver eleigSo para novo con-
seibo, do que para ease fim pede-se aos socios
que liajim de se por quites, conforme manda o
artigo 9 5 2 dos novos estatutos.
Secretaria da sociedade Uniao Beneficenle Ma-
rtima 8 de margo de 1861.
Balthasar Jos dos Beis.
1. secretario
Jos Gongalves Villaverde vende o seu es-
tabelecimento de fazendas aito na ra do Quei-
jnedo n. 7, ao Sr. Augusto Frederico dos Santos
i, ~" Ac*"se J,,la e contratada a casa sita no
rocada Panella, pertencenu ao Sr. Jos Ricsrdo
uoeino ; quem se julgar com direito a ella, ao-
nancie dentro do prazo de 3 dias, ou dirija-se a
loja da ra Nova n. 47.
" Aoha-se juata e contratada por venda, a
eacrava Tbeodora, crioula, pertencante ao Sr.
Joao Baplista Gongalves Bastos : qaem se juagar
com direito a mesms escrava por qualquer titula
que seja, aonuneie por este Diario no praso da
trea dias, oa dirija-se ra Nora a. 87, primeiro
andar.
O annuncio porqne foi chamado o Sr. Jos
Haria Nunaa praga da Independencia, cafa d,
2i, foi to lmente para dar alguna eaelareci-
meotoa esa ama eecripturagio qaa estiva a seu
SR JWljPtoapiaaMntl iidaei como e lho
aatla ailgUo,
AGITADOR DYMICO
DO D0UT0R
. H.
Para a preparago dos medica-
mentos liomcopalliicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admiltem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopathia os ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carteiras e meiis carteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes instrucgdei, pelos pregos conheci-
dos, na pharmacia especial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Mundo Novo) o. 6.
N B. Os homens de bom senso recoohecem
certamente que sendo o Dr. Sabino a foote pura,
d'ondeemanou a homeopathia em Pernambuco
e em todo o norte, elle o nico immediala-
menteintereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte tao somonte nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
o applicacao da scieocia no curativo das mo-
sstias, quer em relagao preparago dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sao ajudidos por mais
tres ou cinco pessoas, quando o servigo o exige,
oa destillago do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecago dos glbu-
los, na distribuirlo das dilulcoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparam,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
soal.com machinas e com a bleoslo das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparago dos medica-
mentos ; mis elle nao se contenta com o bem,
que j tem feilo, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeigao dando aos seus remedios
a maior iofallibilidade possivel em seus effeitos
O Dr. Sabino nao aspira somonte os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a tua propaganda em Per-
nambuco\foi lo brilhante que nao tem na fu-
ropa nen/mma analogia (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.\ pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A UOMEO-
| l'ATlllA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambigo muito mais elevada : ella sa dirige a
legar as gerages futuras um nome estimavel
pela gnvidade e importancia dos seus servigos,
pela sinceridade de suas cooviegoes, e pela fir-
meza do seu carcter.E' por isso, e para isso
que elle trabslha ; e trabalha muito...
O Sr. Hermogenes Nor-
berto de Gusmo, qneira ap-
parecer ra das Cruzes n.
44, segundo andar.
Ama
Precisa-se de urna ama que tenha leite e sem
filho : a tratar neata typographia, oa na ra do
Caldeireiro n. 48.
Attenco.
O abaixo sasignado faz rer ao respeilavel pu-
buco que nao pasaou procuragao alguma ao Sr.
Maooel Duarte Vieira em que lhe desse poderes
para o mesmo Sr. Vieira aaaigoar qualquer ro-
querimento ou outros papis em meu nome co-
mo meu procurador : portaOto estao de nenhum
effeito qualquer requerimento oa outros papis
que em meu nome o Sr. Vieira tenha assignado :
e deciara que seus verdadeiros procuradores sao:
1. Carlos Frederico da Silva Pinto, 2." Joaquim
Filippe da Veigi. 4
Tbom Joaquim da Veiga.
Aluga-se um sobrado ea ra dos Martyriot
com excellentes commodos para pequens familia,
concertado e pintado de novo, muito fresco, com
quintal e cacimba ; os pretendiles dirijam-se
ao Sr. Leopoldo Ferreira Martina Ribeiro, roa da
Imperatriz n. 40.
Deseja-se filiar a Sr. Joaquim Cavalcanli
de Albuqderque Mello, afim de se lhe entregar
ame encommeoda vinda do Ceir, na ilha dos
Ratos n. li
O abiixo assigoado declara qie, hateado
outra pesaoi de igual nome lo tea, e tambem
Portogeez, de hora en dliate ae letigna parco*
tonto Joe da Coala Bmeiros.
Antonio Joi da Coat
O

aj O Dr. CaroliooFran-
9) cisco de Lima Santos,
9) m-dou-se da ra daa
Cruzea para a do Im-
perador, sobrado n.
;17, em frente da igre-
ja deS. Francisco, on-
de continua uo exerci-
co dess proQsso'de
medico.
3
8
S
:
3
i
S
e>
Attenco.
Precisa-se alugir urna eacrava que entenda
com perfeigao de fazer pao-de-ls, boliohos, bo-
los e massis de diversas quilidades : quem ti-
ver c qoizer alugar, anouneie por esla olha para
ae procurar, que agradando nao ae olharl a prego
Aluga-se urna casa terrea no pateo do Ter-
J): a tratar em Santo Amare, na segunda casi
o Sr. Gomes do Correio.
h- Alugaieo egundo eterceiroan-
lar da cata n. 38 da ra da Cruz do
Recife : a tratar ao escriptorio do pri>
meiro andar na metma caa.
Predia-se deum bom cosinhelro forro ou
eapHto I traiarna raa da Qlii botequlo n. 80,
CALCADO
Preservativo universal.
43Ra Direita45
Olhem!...
Urna das intelligenciaa melhor esclarecidas na
sciencia de Hipcrates, depois de tangos annos
de exercicio de carar e matar conveneeu-se ati-
na', que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que foss, era
conservar a cabega fresca, veotre desembarcado,
e PES QUENTES. Ora, viajando por ahi'uma
epidemia,que mita gente como qualquer outra,
occasiao de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; lomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de glaober, o mais acrrimo ioimigo da epi-
demia, S'gundo a opinio e a pratica de um dos
oroameotusda nossa magistratura ; e langando
ao cisco lodo o calgado velho, dirigindo-se todos
ao armazem da ra Direita n. 45, oode o respec-
tivo proprietario a todos receber eom cortezia,
aturar as massadas, e aquecer os ps com ex-
celleote calcado, segundo o gosto, e estado li-
nanceiro de cada um, e vejam :
Homens.
RORZEGUINS dos melhores fabricantes,
francezes, inglezes e brasileos a 13$,
12. 118, IOS, 9*500, 8e............... 59500
SAPATOES a 7500, 6S500, 5S500, 5,
4j500at.............................7. 28000
Meninos.
SAPATOES a 5J500, 58, 48, 38500 a...... 18600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingle-
zes, allemes e americaoos federaes
68,58500, 58, 4J500. 3^500 a........... 28500
Meninas.
BOTINAS a 48500 e...................... 4*000
Um completo soitimenlo de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranga francezes a 18300, portuguezes 28, Sapa-
tos de borraxa para homem senhora e meninos,
muito couro de lustre, de porco,cordavao,marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
aenhuma parta.
gaseosas dusawsisfiWMeeie wm
i Consultas medicas, I
Sero dadas lodos os dias pelo Dr. Cos- j
H me de Si Pereira no seu escriptorio, ra X
(P da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas J
da manha menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
2.a Molestias de corago e de peito.
gg 3.* Molestias dos orgos da gerago e
i| do anus.
2 O exame dos doenles ser feito na or-
JH dom de suas entradas, comegaodo-se po-
to rm por aquellos que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e op-
| ticos sero empregados em suas consul-
Slagoes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
S probabilidade sobre a sede, nalureza e
% causa da molestia, e dahi deduzir o plano]
de tratamenlo que deve destrui-la ouf
curar.
Varios medicamentos ser aoambem
empregados gratuitamente, pela cer-
II leza que tem de sua verdadeiraqualidade,
*** promptidao em seus effeitos, e a necessi-
dadedoseuempregourgentequese usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa doa
doenles toda e qualquer operago que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa eollecgo de
instrumentos indispensarel ao medico
b operador. _
U.IUUA1SAUUI IfcflMt^JJJk ""'^^- VM
KiiSfQiMS sr3arl9-CK5Mtttt5!6ei68
CONSULTORIO ESPECIAL HO1E0PATHIC0
BO DOUTOR
n SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todo oa dia atis desda as 10 horai
at meio dis, acerca da seguiutea moleatlia :
molutiat da mulhtrtt, noUitiai das crian-
fas, molestias da ptlls, molestias dos olhos. mc-
Uttius syphiliticas,todas as especies de fsites,
febres inttrmittentti esuas oonssqeneiai,
mubjucu aarioiAL BoatioraTaiCA
Terdadeiro medicamento homaopathiao pre-
parado ora toda u aatel aMeiiria, ln-
0 bacharel Wtijiuyo po-
de ser procurado na ra
NovBB.28,aobradbdao
quina que volta para a
camboad Carmo.
rentioa !, ** P?,,a lara na daTIoT
alnr nfm lem algan8 vu"bos para se
alngar. quem quizer pode dirigir-se so mesmo
armazem na rus de Apollo n 9
Precisa-se de urna ama que saiba coainhur
Aojos e llores para a qua-
resma.
,.rASmaD'g8S e m "acidas pinhdas que mo-
-sen*-* ISSriSSSi J.X.i0.'
pretenderem dirij.m-se ru. DlreitPa S Q
flevnamtiucaua.
devr1^,2?..!!? corr,ente.' ? <0 "ras da manha,
em t grideicao d0 no?0 conselho quo
lem de servir no correte anno.sob as dispoii-
tprov1n0c;aC.3UlUl08 B""* Velo governo' da
faayjdo portiato, aos Srs. socios effectivos,
"o,n rt^,f. HCOn?.elbo di.rec,or- enlrarem no
5? !?U*id rS,tM sociaes' afim de tomarem
parle nesta eleigao.
livf?* ,?omh?^00Vd0 1uelles 1" a""la ^o
i ao fruir. h. exen,"" d "ovos eslatuloa
treges. cretaria que Ihea serao en-
JSssstA ^ag,irgripUtt per-
Juvencio Ceaar,
. 1* secretario.
Jnior subdito francez vae
P. Adour
Granja.
?S.#C?a?.5f ?e!?e?rf gf. T
J algumas casas feitas de novo para aluear
S dafrSSdiSo1.0*- eB fl"fi. J-o p.5f
* ".rra de Aguaa Verdea D- rpreda*"-
urna ama forra ou captiva para o ierviCo de u
SO pOSS03,
de
ma
Ama.
p SXtl'T de uraa ama Para le"'" iolerno
fh a 23? Casa de horaem olteiro, quo
saiba desempenbar com pesfeigo o seu lugar : a
Iratarna ra do Rng-1 n. 48. taberna.
BBaSBHHBl Hta1HtHtTIHHBB^aBl^B^B^B^B^Bl
D. Pulch^tu Mana au Carmo Ferreira Jor-
ge, Luiz Bellro Jorge, Manoel Aotonio
Jorge. Lasemlro Lucioo Jorge, Manoel Rosa
ferreira Jorge e D. Francisca de Assis Jor-
ge, mai, irraos eirmas do finado JosJoa-
quim Jorge, vem por meio desle annuncio
testemunhar seu eterno recoohecimento a
todos os amigos do dito fioado que Ihefize-
ram o caridoro obsequio do assiilir as exe-
quias celebradas oa igreja do Espirito Santo
no dia 7 dn correte e acompanharam ao
cemiterio publieo seus restos mortaes, eoo-
vamente lhes rogam o obsequio de assisli-
rem a missa do stimo dia que se tem de
celebrar pelo seu eterno repouso, no dia 13
do correte pelas 6 Ii2 horas da maoha
na iarejii <1o Eipirilo Sntn.
l'recisa-so uc uiu meuiuo para caueiro de
taberna, que lenha alguma pratica ou sem ella :
na travessa da Madre de Dos, armazem do Sr.
Jos Vicente de Lima, se dir.
Alug*-se o terceiro an-
dr do sobrado do largo do
Corpo Santo esquina da ra
do Trapiche n. 48.
Prccisa-se alugar urna canoa que
possa conduzir 500 eixes de capim c
tambem se troca per urna mais peque-
a : para informacoes no porto do ca-
pim com o canoeiro Joao Francisco
Barbosa.
Precisa-se no Caxang de urna
ama de idade, que d garanta a sua
conducta, para casa de homem solteiro :
a tratar no aterro da Boa-Vista n. 55,
primeiro andar, das 9 as 11 horas da
manha.
Lisboa e Porto.
Carvalho. Nogueira fe C. sa-
cam sobre Lisboa e Porto : na
ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Os socios da firma so-
cial de Antunes Guimares &
C.,participamao corpo com-
mercial que sua casa conti-
nua sob a gerencia immedia
ta do socio Manoel Jos Antu-
nes Guimares, lujando sem
elleilo o an nuncio publicado
no Diario de Pernambuoo
de 6,7 e 8 docorrente. Recife
10 de marco de 1862. Ma-
noel Jos Antunes Guimares.
Jos Rodrigues Pinto Coim-
bra.
Ensino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA
' DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duia reiee por aamaoa tersas a sextas
Del 7 m 0 hora da noita
flua Nova n, 15, Nftmafa andar,




DIARIO DE PERNAMBUC. a* QUARTA FURA 12 DE MAR0O DE 1861,
i

t
Eede-se aoIm. Sr. G. G.JL M.
demarca ruada Gadeia do RaJcife,
escriptono d. 4T.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, pjimeiro andar, tinge-te para todas
asdortl tom prritea e btatnodo preco.
Silvaio Rozea e Flix Roles subditos rn-
cezea relira ia-se bits 6 Ri de Janeiro.
Orteraca-si noa kttter pita Ser atoa de
urna de cata de homem solteiroou estrangeiro i
qaem precisar procure ba ra dos Patos o. 3.

O hachare! Alvaro Lchoa Cavakanti
# tem o mu eicriptorio de advocada na Til-
% la do Cabo, onde pode ser procurado pa-
# ra todos-os negocios tendentes a sua pro- S)
flsslo todos os dias litis das 9 neis
A horas da maoha s 3 da tarde. ..
!
na
:
Gabinete idedico cirurgico.J
Rua das Flores n. 37.
Serao dadssconsKltas medlcas-cirurgi- 8J
Seas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
querque da 6 as 10 horas da manhia, ac-
# cudiodo aos chamados com a maior bre-
m vidatle possivel.
m l' Partos.
m 2. Molestias de pello.
8. dem do olbol.
a 4.* dem dosorgaos nenitaes.
m Praticartoda e qualquer operago em
0 se gabinete ou em casa dos dosnles eon-
0 forme Ihes (dr maii conveniente.

Licoes de inglez.
DIO-se de noite no hotel fraocez ; a tratar
ra da Cruz o 1.
&2ttaBltMSeii6 M0SIMISM9M&
A l tenca o. 1
J. Hunder, alfaiate, ra Nova d. 67,
avisa ao publico em geral que quizer ser fl
ainla assignante deate vera deiro pro-
grassivo tenda dos artistas alfaiales per-
nambucanos, acompanhido pela machina (
de costura invencao norte-americana, g>
sendo para servir a urna numerosa fre- X
gezia cota maior brevidade do que em 2
qualquer outra parte, 8
* ^Wp^WW^arw ^WwWSW SWISw *^www*m
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao Sr. Felippe de Santiago.
Os officiaes de alfaiate.
Precisa-se de olliciaes de obra miuda
e grauda : na ra Nova loja de Bastos
St Reg.
Atteuco.
Attencao.
No sabbado 82 do correte, pelas 7 e meia ho-
ras da notte, perdeu-ee do Recite para 9. lose de
Maoguinho, ama carta (echada lacre, dirigida
a Bastes & Lemos, conteni a meema doonmeo-
tos que s aoa meamos pddem ioteressar : roga-
se, pois, a qaem quer que por acaao a lenaa
achado de (asar entrega eos snuunciaBtes, na ra
do Trapilie n 18, que gratificarlo generosamen-
te, aeja qual for o estado em que a recebam.
Eli para aiugar-s o segundo bdar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
riat : a tratar oa ru da Aerora n. 36.
Aloga-se um armazem oa ra .da cruz n.
29, com aahlda para, a ra dos Tanoeiros : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
imii*
a. 68
Preciaa-se de ama ama: na ra Direlta
1* andar.
O dentista NumaPompio.i
D.i-se dinheiro a juros sobre penhores ; na
ra do Queimado n. 45 se dir quem da.
Precisa-sede ama ama ; na rualova nu-
mero 5.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa o. 13: a fallar na loja do mesmo.
Irmandade da ordem terceira
de S. Francisco
A mesa regedora da meama manda scienliflcar
que durante a presento quaresma, as quartas-
feiras haver sermo em nossa igreja, que serao
precedidos das estges da via-saera, e que prin-
cipiarlo as 7 horas d noite : sendo pregado? o
reverendo Sr. Antonio Manoel de Aisumpgao.
Secretaria da veneravel ordem terceira de S,
francisco aos 5 de marco de 1862.O secretario,
Luiz Manoel Rodrigues Valenga.
Na ra da Hoeda, sobrado n. 5, segundo
andar, precisa-se de urna ama forra ou captiva,
para cozinhar lavar a engommar, nao sendo oe-
cessario oceupar-se no servigo da ra.
Licoes de arithmetica, algebra
e geometra.
Oproiessorde matheraatica, no Gymuasio Pro-
vincial, cnsina particularmente ios estudantesdo
curso comraercial arithmetica e algebra at as
equagea do l.gro, nn quiotas-feiras de roa-
nhaa, e geometra para os exames em oovembro,
em lodos oa dias a tarde : os senhores que qui-
zerem aprender qualquer deslas (acuidades diri-
ja m-se casa de sua residencia, na ra Direila
n. 74, para se matricularen! : as licoes tero
principio logo quo houver numero suflicieute de
alumnos.
Agua arnbreada
para banhos ce rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber nova
remesas da proveilosa.e mui proearada agua
arnbreada, cujos boos efeitos de refreacar a cu-
lis, tirar.o ardor que deixa a navalha quando se
(az a barba e acabar o mi hlito proveniente
do transpirar sao j bem conhecidos, assim co-
no as aenhoras por nao andarem ao sol (az
conservar pereitameote o brilho do rosto. A lo-
doa quantos tem usado d'agaa arnbreada nao sao
estranlios esses efleitos e elles serio aioda mais
conhecidos por aquelles que munidos de t se
dirigirem a loja d'aguia branca ra do Queima-
do o. 16, onde nicamente se vende.
Fazendas pretas
f na loja do pavo. ra
dalmperatriz n.(iO,
de Gama Silva,
Veode-se baratisaimo por ser lempo de qua-
resma as fazendas seguiotes :
Ricos manteletes de velludo prsto rica-
mente eneitados com franjas largas os
mais modernos que tem viodo a 30JOOO
Modernissimos enfeites pretos a turca e
Garibaldi 68000
Ditos mais simples a 2(000
Ditos de vidrilbo muito modernos a 800
Chales pretos de merino bordados com
vidrilbo a 12*000
Ditos de fil preto muito fino a 38000
rosdenaples pralos fazendi muito en-
corpada a 19500, 11)600,1&80O, 28 e
[Sarja preta hespaobola, covado a
Metas de seda pretas para senhora a
Ditas de la e de laia para padres a
Lavas de retroz bordadas com vidrilbo e
sem vidrilho a 500 rs. 6
Ditas pretas lisas de seda muito tina a
Alpacas pretas muito finas a 560, 640,
800 e
De ludo dio-se amostras com penhor :
da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Gama &
Silva.
Pannos pretose casemiras
Na loja do Pavao.
Vndese panno preto muito boa (azenda a
ljOO, 1#800 e 20 o covado, e dito que val 8$ a
49500 o covado, casemiraa pretas edfeatadas a
3S, 3*200 e 3#500 o curte, ditas de urna s lar-
cravo, comanlo que seja perito no seu offlcio : a Igura de lodos os pregse qualidades, setim pre-
' lo da China para caigas palelots e rolletes com 6
palmos de largura a 38 o covado : oa ra da Im-
peratriz n. 60, loja e armazem de Gama & Silva.
Sedas de quadrinhos a 720 rs.
Na loja do Pavao na ra da Im-
peratriz n. 60.
Vende-se muito delicadas sedas de quja/lrinhos
a 720 rs. o covado : na ra da Imperatriz loja e
armazem de Gima & Silva.
Chales.
Grande peclncha na loja do Pavao.
Vende-se os mais ricos chals com pona re-
donda e botlas, leodo as barras de velludo ou as-
Na ra do Vicario n. 8.
Vende-se urna boa escrava muito oci de bons
costemes que se pode ler entre familias, (*z to-
do servico de urna casa menos, estregar agua e
comprar na roa por ser recomida, mullo propris
para urna respeitavel familia possui-la quer bra-
silera ou estraogeira.
Loja de miudezas
do beija lor da ra do
Queimado n. 63
Veodem-Se gollibhia de vidrilho preto s 800 e
ljj, ricas (raojas e trancas, fita de velludo preto
propria para a quaresma, mais barata que em
outra qualquer parle.
Ilua estreita do Rosario n. 22
primeiro andar.
Bota denles artificiaos por molas e li-
gaduras e pela presso do ar. Systema
americano sem arrancar 88 railes, e (as
todas as operares de sua arte, com
prompltdao e limpeza.
Na congregarlo da Faculdade de direito
desta cidade, celebrada no 1.* do crrante mez
de marco, (oi approvada, oa (orma dos actuaes
estatutos, a terceira edicto das iastituices de
Direito Civil Brasileiro, mais correcta e mais aug-
mentada que as precedentes; e acha-se venda,
por maior commodidade para com os alumnos da
mesma Faculdade, na casa da residencia do seu
autor, na ra da Saudade n. 9, desde o meio dia
al as 3 horas da tarde.
Urna casa estraDgeira de pouca familia pre-
cisa de um cosioheiro ou cosinheira forra ou es-
28500
-2*000
I9OOO
19600
640
640
19000
na ra
tratar ds ra do Trapiche n. 36.
compras.
Compra-se urna morada de caza terrea sen-
do no bairro de Santo Antonio ou Bda-Visla ou
S. Josa e qe seu prego nao exceda a dous conloa
de res : a tratar na ra Nova d. 51.
Compra-se
um sobrado de um andar nos Afogados : na ra
dos Pires n. 58.
Compra-se por prego commodo um sellim
inglez com algum uso : quem tiver e quizer ven- .
der dirlja-se loja da Boa l', oa ra do Quei-
Piano.
Vende-se por prco commodo um eice'.leote
piano horisontil, todito proprio para quem quer
apprebeoder: oa ra da Cadeia o. 45.
Novos e lindos
enfeites para vestidos pretos
e de cores, e roupinhas de
criancas.
Em apropriado tempo recebeu a loja d'aguia
branca um bello e completo sortimeolo de enfei-
tes de seda para vestidos pretos e de coras, e rou-
pinhas de crianzas, sendo trancas e bordados de
ovos e lindos desenhos, e difficeis tecidos, com
os quaes pode-se com gosto e moderoissimo en-
feitar qualquer vestido ou roupinbo de crianza.
Ao passo que ditos enfeites a todos geralmente
agradara, a commodidade dos precos anima ao
comprador, e esta verdade ser verificada por to-
dos que se dirigirem dita loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16, cujos precos esto mar-
cados oas amostras, as quaes se darao com pe-
nhores.
Gaiolas.
Lindas gaiolas de rame, proprias para passa-
rinhos de ealimaco ; vende-se na ra do Quei-
mado d. 53.
Attencao.
Vendem-se alguna casares de pombos de raga
muito bons; na Capuoga, na taberna do bespa-
nhol, se dir quem tem. .
Para a quaresma.
A 15j?000.
Paletols de panno fino torrado de sada : na ra
do Queimado d. 47.
A 1$500 o covado.
Grosdenaple preto bom ; na ra do Queimado
numero 47.
A14#000.
Vesilas de seda da muda : na ra do Quei-
mado n. 47.
Vh'dem-se tres vccs para icbgie : no
sitio da Capuoga Velha, do porto do Lasserre, si-
Interesse publico. |
Offerecido pela loja de|
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen- J
tar concurrencia publica o que ha de a|
mais novo em fazendas, tanto para se- S
ohoras como para homens e meninos, ]
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, tranca e
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresenlar o no-
vo sorlimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effactuar por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
Caixinhas para conleilos e
presentes.
Muito lindo sortimeolo de caixinhas muilo lin-
das para se botar confeitos ou mesmo com ellas
razias se mimosear urna menina, pelos baratis-
simos precos de 320 ate 2J)500 cala urna : oa lo-
ja da Victoria na ra do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Quadros de moldura deli-
rada e preta.
Lidos quadros de moldura dourada e preta,
com eatampas, pelo barato prego de 59 que s a
moldura val o dinheiro : na loja da Victoria n
ra do Queimado 0. 75, junto a loja do cera.
Caivetes finos pa-
ra pennas.
Caivetes finos para aparar penna, de duasfo-
lijas, a 200 ris cada um : na loja da Victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
m'dV;2;.qJ^Vw.0.!.8i?,..m ., A* selladas, imitando as c.pinh.s mais modernas,
7iC. ,he.*J?!E L"J n Pbu l~ pelo bara issimo pre?o de 4*600 cada um e ditos
isito de bolacha ; na ra do Bangel n. 69, de- n,. iosim mm. r.rih,irtin
pos
psito : na mesma casa precisa-se de um menino
portugus de idade de 10 a 12 anuos.
Vendas.
Vende-se um bonito cavallo caslaoho, pro-
prio para sella, sellado e enfreiado : a tratar na
cocheira de Thomaz Jos dos Reis, 00 Mundo
Novo.
de quatro pootas a 4g500, ditos a Garibaldioa
sendo muito graodes a 5) : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do Pavo de Gama & Silva.
Briihantiuas americanas.
Vende-se brilhanlinas americana com lindis-
simas cores sendo fazenda inteirameote nova c
moderna de 4 l|t palmos de largura a 400 rs. o
covado : oa ra da Imperatriz n. 60, loja e ar-
mazem de Gama & Silva.
f>Moraiitiques de co-
res bonitas a 2
f e 2,500 o covado
n. 17, Guimaries &
I
Rus do Crespo
Villar. W--
aes ( Hen-
ds.
Na rui da Imperatriz n. 56, loja e armazem da
arara, recebeu-se um novo e completfrsortiule*-
to de fazendas novia, a ser: popelina da quadri-
nhos para vestidos de aenhoras e roupa de mini-
nos a 240 o covado, cassas suisses de quadrinhos
a imitarlo de sediobas de quadros para vestidos
de senioras e roupa de meninos a 280 o corado,
gorgurao de linbo para vestidos de senboras e
roupa de meninos a 280 o covado, fusto para o
mesmo fim s 310 o-covado, barege de cores a
360 o covado para vestidos, lazinhas para vesti-
dos a 280 e 400 rs. o covado, chitas a 160 e 200
rs. b covadu,ditas francezas a 240 e 280 o covado.
Panno preto.
Paooo preto para calcas e paletols a 18800 e
39 o corado, cortes de calcas de casemira preta a
39, ditas entestadas a 3$500e4|, saias balao sem
arcos a 29500, ditas de madapolo a 's : s oa
arara, ra da Imperatriz o. 56.
Na loja e armazem da
arara
vendem-se pecas de madapolo entestado a 3g'
cortes de chitas linas com 13 covados a 29300, di-
tos de riscados chinezes a 2&500, corles de pope-
lina de cores para vestidos a 2600, cortes de gor-
gurao para veatidos com 18 covados a 60500, di-
tos de la de 22 covados a 109, pecas de cam-
braia branca a 18600 e 2J, ditas finas com 5 pal-
mos de largo a 2g500, 3$ e 39500, ditas para cor-
tinado a 3J. gollinhas com botozinho a 640 rs.,
ditas de traspasso a 19, manguitos e gollinhas a
2500, grosdenaple preto a 19600, I98OO, 29 e
2J200 o covado, enfeitPs pretos a de cores para
cabeca a 29500, '$ e j; isto s oa arara, que
vende barato, na ra da Imperatriz, loja e arma-
zem da arara o, 56, de Magalhes & Mondes.
Ra Nova n, 18
Fazendas para a quaresma.
Para acabar.
Ricos cortes de vestidos bordados a vellud",
pretos, que foram vendidos a 1509, e que se veo-
dem por IOO9.
Ricos manteletes prelos os mais bem acabados
que tem viodo ao mercado, para senhora de qual-
quer corpo ou a'lura a 20, 30, 35 e 4O9.
Mantas de tilo de linho finas a 159.
Veos ou los pretos a IO9.
Luvas enfeitadas finas a 59
Ditas com vidrilhos e com palmas a ljfe 19280.
Um sortimento de franjas prelas com vidrilhos
e sem vidrilhos a 400 e 500 rs.
Uui grande sorlimento de chapeos para senho-
ra, de differenles qualidades, pelo mais baixo
prego que se pode encontrar
Vende-se o sobrado da ra do Hospicio n.
8i ou faz-se qualquer negocio com urna maior
parte do mesmo : a tratar oa ra Nova n. 36.
IfldtllllldN lilil I KdlluN, Vnnde.-se esnarlilhoi ioslezes ouc s8o us
Em casa de N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditaa para descarorar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com perteoces a 109 e 209.
Obras de metal principe praleadas.
Mcalro da Suecia.
Veroiz de alcatro para oavios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do l'ar. j
Vinho Xerez de 1836 em caixas' de 1 duzia.
Gogoac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhanles.
Carrocas pequeas.
Vende-se um piano inglez de mesa, de boas
vozes, em muito bom estado : no andar do meio
do sobrado de tres andares em frente ao chafariz,
I por cima da botica, ahi achara com quem tratar.
Muita atteuco
Na loja de Silva Cardoso, ra do Imperador o.'
J. FERREIHA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrolypo, por melaiootypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulcolras, alQneles ou cassoletas. Na mesma
40, veudem-se roupas feilas de todas as qualida-
dos, pelos precos mais baratos possiveis que se
Vende-se espartilhoi ioglezes quo s&o os mo
lliores pelo dimioutu prego de 3}500 cada um :
oa ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Tavao, de Gama & Silva.
Para meninos a 4$50 rs
Vende-se veslidinhos de seda para meninas e
ditos de fustio qara meninos muito bem enfei-
, tados pelo baratiasimo prego de 49500 cada um :
na ra da Imperatriz o. 60, loja e armazem do
Pavo.
Madapolo a 3$.
j Vende-se pega de madapolo entestado com
14 jardas a 3 a pe;a : na ra da Imperatriz n.
60, loja e armazem do Pavo,
Gorgurao de linho a 280 rs.
Vende-se gorgurao de liobo de quadrinhos e
mesclados propnos para senlioras e roupas de
meninos e meuinasa 280rs. o covado: na ra
da Imperatriz n. 60, loja do Pavo, de Gama &
Silva. '
Bareges a 6$ o corte.
Novo paquete das uovidades
23-Rua Direita-23
Nesle novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento ledenle a molhadoa
ludo por prono mais barato do quo em outra qualquer parle :
Manleiga ingleza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dua (raneis a melbor do mercado a 720 rs. a libra.
i.'ueijos flamengos chegados no ultimo vapor a 29800 e 3$.
Cha bysoo e preto a 29 e 29880 a libra.
Vinho engarrafado dos melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho d pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhores autor* ooo rs. a libra.
Ameixas portuguezas a 480 rs. a libra.
Passas muilo novas a 500 rs a libra.
Latas-erm bolachiobas de difTerenles qualidades a 1(400.
Coac y; inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o (rasco.
Massas, lalbarim, macarro e alelria a 440 ra. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 agarrafa.
Geoebra de hollanda superior s 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. a garris.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpists a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciadosachara o publico um grande sorlimento de un ludo tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parle.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Pedro Tinoco, conserva somprc nesle estabeleci-
mento bom sorlimento de miudezas e rap e est
disposto a vender barato, como seja :
Rap TauloCordeiro, libra a
Gasse grosso, libra a
Dito meio grosso, libra a
Dito fino, libra a
Rap de Lisboa, libra a
Dito Meuron, libra a
Franjas prelas com vidrilho a 100, 00,
600 e
Trancas pretas com dito a
'; n,-"- f-'ns a 210. 33D. 40 n
. Galao preto mn vidrilho a
tLufeites pretos modernos a
Sabonetes de bolla a
Escovas para unhas a 320 e
lleias cruas para homem a 29100 o
Apparelhos para bonecas de 240 a
E outros mais objectos como sejam
luvas, pentes, toucas de la, fitas de seds e de
velludo e sarja, aloetes prelos para poilo, tran-
cas da caracol eoutras mais miudezas que nao
possivel mencionar a miudo.
Vende-se cortes de bareges com 22 covados
ues. yeius uieuua ujoia uoraius ijussicis uuu se .-, ji.____ .._;._ ;. ;,.. cm .
S? srs:r ---; ss ?rksrsrs? tx
Vende-se emOlinda, no lugar Uaria Sim-, Grande peCDinClia CUl COrteS
plicia, um terreno proprio ao correr da estrada, I j vp-tidn. na loia do Pavao.
muito proprio para qualquer eslabelcciraenlo de ; ae vestaos na oja ao ravao.
rancho ou taberna, tem urna parte muilo fresca i Vende-se Qmssimos cortes de cambraia brao-
e baixa que d capim lodo aono : irata-ae do si-, ca bordados com 2 babados Brandes e de duas
saias pelo baralissimo prego de 49. ditos de cam-
I braia de seda com bebidos bordados a 49500, di-
' tos de phaotasia fazenda que sempre se vendeu
' por 129 pelo baralissimo prego de 69 cada um :
, na ra da Imperatriz n. 60 loja e armazem do
| Pavo, de Gama & Silva.
Cambraias de carocinhos
lio defronte da igreja do Lupe.
Atteuco
vendem-se capas de borracha, perneiras de bor
ede cores, camisas de la, ditas de flanella
loja de Nabuco & C, na ra Nova o. 2.
Mobilia.
Da
asa existe um completo exudante, sortimento | ra h^ ^tos^b rraTha?^^,'^0 iV. pra, |
da artefactos francezes e americanos para a col-
locago dos retratos. Ha lambem para sle mes-
mo flm cassoletas e delicados aloetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principad
personagens da Europa ; slereoscopos e vistas
slereoscopicas, assim como vidros para ambrotyp
e chimlcas pholograpbicas.
ftSMSManeeieefftMsaK eMewewg
Dentista de Pars.
15Ra Nova15.
Frederico Gaulier, cirurgio dentista
faz todas as operacoas desua arle ae cu-
leca dentes anii iaes, ludo com -sdeln
rioridade perfeiejo que as pessoas-.er.
m tendidas le recooTiecem.
Tem agua e pos dentificios, etc.
ve im.**-. -m~..^a. .-j.m. nnai
S no Pavao.
Veode-se inissimos corles de cambraia branca
com carocinhos brancos e de cores leudo cada
pega 8 1|2 varas a 49 a pega : os roa di Impe-
Relogios
Vande-se em casa de Johnstoa Paier & G ,
ra do Vigario n. 3, um bailo sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afmalos fabricantes de Liverpool; lambem
urna varilade da bonitos trancellins para os
mesmos.
Vende-se 1|3 parte da casa de tres andares
da ra do Vigario o 19, avahada em 5:0009
a tratar com os administradores da massa fallida
de Jos Luiz Pereira Jnior, oa ra da Gadeia do
Kecife o. 4.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 63
Vendem-se colheres de mftal do principe para
sopa a 59. e para cha a 2(500, e concha para as-
sucar a 640 rs.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vende-se tranca branca de linho a 80,120. 240
e 800 rs. a pega, galo braoco a 1(800 pegas de
20 varas.
19680
1(600
1(600
19280
29700
19010
700
400
500
36U
bJOtin
640
500
3300(1
2S0OO
boles,
Na ra da Camboa do Carino loja n.
12, vende-se toda a qualidade de mobi-
lia tanto ao gosto moderno como anti
ga, phantbasia etc. por pre commodo do que em outra qualquer
parte, faz-se toda a qualidade de obra
de encommenda com a maior brevida-
de e o maior apuro da arte.
Vende-se
raljiz o. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama j j^- d miudezas do beija lor da ra
* Silva. \ j rk j r-
1 j a do Queimado n. 00.
CaiTlbraiaS adamaSCadaS Veodem-se caitas de sgullus francezas a 120
rs., em csrtciriohas a 320.
Loja de miudezas do beija flor da ra
do Queimado n. 65.
Vendem-se tesouras finas, para'tcostureiras a
f( e 19500. ditas para unhas a 640, 810 e 19
Vende-se cambraias adamascadas fazenda mo-
dernissimaa para vestidos a 49 a pega : na loja
do Pavo ra da Imperatriz a. 60, de Gama &
Silva.
Vestidos a 3#000 e 2#500
exposico de can-
dieirosdegaz.
Na ra Noca na. 20 e 24.
O proprietario deste novo estabelecimento lo-
ma a honra de participar ao publico que tem de
novamente chegado a esle estabelecimento um
riquissimo sortimento de candieiros de todas as
qualidades que se podem desojar, assim como
grande deposito de g>z hidrogenio de 1.a, 2.a e
3.a qualidade, pelos pregos mais razoayeis que
se podem encontrar neste mercado, assim como
lambem se vendem meiss latas e latas de um ga-
lo, e era garrafas a retalbo, assim como lam-
bem variavel sortimeolo de canquilhnia de bom
gosto, que muilo agradar ao publico que visitar
este cstabelecimenlo.
exposico de euti-
laria.
Vende-se cortes de vestidos brancos com bar- Loja de miudezas do beija flor da ra
Terca-feira, depois da audiencia do juiz mu-
nicipal da 1.a vara, ser arrematado pelo prego
da adjudigao oeogenbo Aguas-Bellas, por exe-
cucao de Jos Faustino de Lemos contra Jos Ro-
drigues do Oliveira Lima.
O administrador da massa fallida do falle-
cido Francisco Antonio Mello Hego convida aos
senhores credores de Ihe apresenlar seus ttulos
alim de se cumprir o disposto no artigo 859 do
cdigo commercial, isto no prszo de 8 dias, em
casa de Alves & i rua aa Grui D- b*-
Precisa-se de um pequeo para taberna : oa
rua da Liugoela u. 8. >
?
# Aluga-se um quarto andar com excel- %
m lentes commodos : na rua da Cruz o. 53. aj
PreciSA-se de urna ama paracosiohsr e com-
prsr: oa rua do Imperador, d. 37, segundo su-
dar, entrada i direila.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso, Si otos & G. acam e tomam
aq.ues sobre a prega de Lisboa.
Precias-se arrendar um sirio que tenha pro-
porgoes para plantar ae capim e ter-ae algumas
vaceaa, preferindo-se para as baodas doa Afoga-
dos ou outro lugar que nao diste muito desta ci-
dade : na rua da Cadeia do Recite loja n. 50.
Sitio na Ibura.
A. P. da Aseredo reode ou bypotheca o sea
aillo da Ibura para pagar aos mus credores:
quem quizer fasar ata negocio dlrijt-M a rua
presuntos inglezes e sal em pote : em
casa de Gustav Bousset & C. rua da
Cruz n. 5, chegado ltimamente pelo
navio Trinculo.
Attencao.
Um facto com pouco dinheiro, na rua
do Queimado n. 45,
Esquina do becco da Congregarlo.
Chapeos de seda prelos para homem, Pioeau,
ultimo gosto de Europa, pelo baratiasimo pre-
go de 9$.
Calcas de casimira preta a 7, 7(500, 89 e 10.
Ditas escuras, de cor, a 59500, 69, 69500 e
79500.
Paletots de casimira de cor, escuros, a 10.
Calcas de brim pardo de Hoho a 59, 29500, 39 e
4(000.
Ditas de ganga escura a a 29 e 29400.
Ditas de fusto a 2(, 29500 e 39.
Assim como oulras qualidades, paletols de pao-
oo, alpaca, e outraa umitas roupas feitas qse
vista ae vendero por presos que admiran).
Oh! que pechincha
43 Rua do Queimado 43
Esquina do becco da Congregarlo.
Cortea de aedioha para vestido, com 13 e meio
covados, a 3t>
Mantas de blood prelas bordadas de velado.
Grcsdeosplcs pretos, e meiss pretas pira se-
nhora.
Chitas, cambraias. eoutras malta! fazendas, qse
nio posaival todo aqu m Btaioatf
ras e babados a 39 e 29500: oa rua da Imperatriz
o. 60, loja e armazem do Pavo, de Gama &
Silva.
Saias bordadas a 2$ 500.
Veode-se saiaabordadas muito bonitas a2(500
cada urna : oa rua da Imperatriz o. 60, loja do
Pavo, de Gama & Silva.
Bales do Pavo.
Veode-se bales de bramante frsocez com ar-
cos sendo os que tem melhor armaco pelo di-
minuto prego de 39 e 39500: na rua da Impera-
triz n. 6u, loja e armazem do Pavao, de Gama
l Silva.
Saias com arcos de linho.
Veode-se as acreditadas saias com arcos de li-
nho que fszem as vetes de balo a 39200 e a 49
cada urna, eala fazenda s ha oa loja do Paro:
rua da Imperatriz o. 60, loja e armazem de Ga-
ma & Silva.
Indianas a MO rs.
A ultima hora acaba de chegar a loja
do Pavao.
Eala fazenda inteirameote nova de quadrinhos
imitando ss sedas, fazenda muito encorpada e
de cores delicadas propria para vestidos de se-
nhora e roupas para meninos o meninas pelo di-
minuto preco de 240 rs. o rovado na loja do
Pavo rua da Imperatriz o. 60, de Gama & Silva.
Vende-se um balca lodo de amarello, mui-.
to proprio para toja de fazendas : oa roa Nova
Loja da boa f. ta rua da Im-
peratriz n. 74.
Vendem-se ricos enfeites. os mala modernos
que ha, pretos e de cores a 69500, rap grosso,
Baaio grosso. princesa de Rto, gasse fino e mea-
ron, e um completo sorlimento de miudezas, a
dinheiro, por menos do qu am outta qualquer
pacta.
do Queimado n. 63.
Vendem-se touesdores de Jacaranda a 23000.
55500, 3 e 49, dilos brancos a 2$. caixinhas de
espelbos para navalha a 29 e 29500.
Loja de miudezas do beija flor da rua
. do Queimado n. 63.
Vendem-se ricos siolos de senhora dorados a
29, 29500 a 39, enfeites a 5J500 e 6$, ditos de vi-
drilho a 19800.
Loja de miudezas do beija flor da rua
do Queimsdo n. 63.
Vendem-se liras bordadas para vestido, e saias
brancas a 800.1, 19200 e 1$ 100 a lira
de Carneiro
da rua
Loja de miudezas do beija flor
do Queimado n. 63.
Venlem-se escovas para denles de
aualidades a 160, 240, 320, 400 e 500 ra., peni
de alisar de bfalo branco a 400, 500, 610, 800
19, ditos de hurracba a 610 e 800 rs., t
bicho de bfalo branco a 200 e 320, dito
diversas
penles
e
ilos para
de bur-
racha a 500 rs., ditos de marBm a 320. 00 e 500
rs., ditos de baleia a 200, 240 e 280, ditas de lar-1
taruga virados a 89 e
Na rua Nova n. 20, loja
Vianna.
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
publico em geral, que tem recebido um riquissi-
mo sortimento de ferragens e cutilaria, das se-
guiotes qualidades : facas de marfim da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditas de todas as
mais qualidades, ps de ferro patele calcadas
de ac, eoxadas de ago, esnus de ferro, bombas
de japy, metaes finissimos para servido de mesa,
eoutras muilas cutilarias que por gosto se po-
dem comprar : oa rua Nova o. 20.
Veode-se um carro de 4 rodas dovo, rece-
bido ullimameote de Franca, lodo forrado de se-
da, com os rompelenles arreios pratiados, obra
de muito bom gosto, sendo esle calecbe o mais
bonito que hoje exisle nesta cidade ; a tratar na
rua do Trapiche n. 14,_primeiro andar.
Bombas de Japy.
Vendem-se as bem acreditlas bombas de Japy
de todos os lmannos e por barato prego : es rua
da Ctdeia do Recite, loja de ferrageos n. 56 A, de
Vidal & Bastos.
Taberna.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, oa rua do Queimado o. 22,
se encontrar um completo sorlimento de grsva-
tas de seda prelas e de cores, que se vendem por
pregos baratissimos, como sejam : eslreiliohss
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontas
largas a 19500, ditas prelas bordadas a 19600. di-
las prelas para duas voltas a 2$ ; na mencionada
loja da boa f, na rua do Queimado n. 22.
Attencao
*
Veode-se feijo preto, saccas grandes, a 109,
dito mulatinho, saccas com 24 cuias a 129 : fo
armazem de Luiz Antonio Aones Jacome n. 7
confronte a alfandega.
Vende-se um palanquim da Babia, chama-
do de rebuco, em bom estado : na rua do Impe-
rador n. 15, das 0 horas do dia as 3 da tarde.
CARTOES
DE
VISITA
IOT (BIV(D
! Carines de visita de novo goslo
Carines do visita de novo gosto
jCarlesde visila de novo goslo.
Urna duzia por 16#000.
Urna duzia por 16g000
Urna duzia por 16&000
Urna duzia por 16J000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Rua do Imperador.
Rua do Imperador
Rua do Imperador
Rua do Imperador
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sus
encommenda das verdadeiras pennas de ago
inglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falla que havia dessss boas pennas, com ludo
vendem-se pelo enligo prego de2/O0O a caixiuha
dj urna groza, quantidade essa que as falsifica
das nao Irazem. Para livrar de engaos, as ca-
xinhasvo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca rua do Queimado o. 16.
Rap
Na loja de violas da praga da Ini
1, 5, vende-ae rap muito fresco da:
lualidades : Lisbos, Paulo Cordeiro,
apanden ea
seguin
'rinceza
t
d
. Vende-se urna taberna propria para um prin-
j tipiante por aer bom lugar, oa esquina do Porte
do Mallos, faz frente para a rua da Lapa e para
o largo em frente ao chafariz, flea no correr do
desembarque, n. 12.
- Vendem-se dous bois com carroga : quem
pretender dirija-seao lugar do Lucas que acha-
ra com quem tratar ou a rua Imperial o. 62,
que se informar o sitio.
:iPiEa!M&
-. __ r-.i-k. J .a Rio, (Rocha) gssse fino, meio groso, grosso e
meuron, garntese ao comprador f boa quali-
dade.
Vende-ae urna mulata escrava Ide 20 aonos,
boa cczloheira, engommadeira o perfeita costu-
retra, com um filho de 6 annos: na raa do Quei-
mado o. 44. 1
Vende-se multo boa padra de canUita por
prego commodo: tratar u roa da Roda a. 1.
Cama
Vende-ae urna cama de Jacaranda, a qual de
armagio e sem ter uso : a tratar na rua do Cal-
deireiro n. 90. JO
Vende Be a taberna da rua de Horlaa n. 18
afreguezada e tem bons commodos para familia :
a tratar na meema. .
Venda-aaum axcellenta cabriolet
tar na ros do Atatlo o. 37.
Vende-se farinha do reino a 100 rs. a libra e
sendo de urna arrobs para cima se fariabatimen-
lo, macarro, alelria e talharim a 320 rs. a li-
bra, assim como mais gneros ludo em conta : oa
rua da Imperatriz n. 83 defroole da matriz.
Vende-se
no primeiro armazem n. 63 confronte para o arco
da Conceigo, milbo, farelo e cebla e mais g-
neros por prego commodo ltimamente chegado.
Saceos graneles
de boa farinha e prego commodo, d na rua Di-
,. "-"ende-ae orna canoa muito bem>eoutrtl-
da. carreta om mHhetro de tljolo, nsveja eom
: a Ira- i amjalmo di a|a: a tratar na rna nova ft Sao-
taRltai. W.
mfmmm
bVi rriili AAl


""^5

DE PEaNAMBUCO QUARTA flIH/t 1* DE MA8C0 DE 1863
ROUPA FEITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua do Queiinado-40
Defronte do be^co da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo do roupa faita de
toda* as qualidadese tambem ae manda executar por medida vontada doa fregue-
zea para o que tem um doa malhorea profaaaoraa.
Sementes de hortalices
Veode-aa na roa da Cruz do Rfjcife, deposito
de pi e bolacha n. 32. aementea da hortalices de
lodae aa qualidadee, cbegadaa no ollimo paqaete
da Europa. '
Ricas
molduras para quadro
Hn^DHem',e nc" m0Jd"JrM Psr> qdro. tanto Ntame de lioba qoe pelo tamanho a todos
douradaa como prelas fingtndo Jacaranda na ra dnmam a
da Cadeia do Recite o. 7, loja de miadezes de Ciix,s de gulhas (rancezaa a
Puedes A donen P.xiiia nm innoin.. _...,. c_
Caiacaa ue panno preto a 40J,
35| e 30*000
Sobrecasacos da dito dito a 35$ e 30*000
Paletota de panno preto e de co-
rea a 35*. 30, 25, 10, 18 e 20000
Ditoa de casemira de corta a 2-2,
155,12J.7 o 9000
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo fraacezas a IO9OOO
Ditoa de merino seiim pretoa e
de cores a 9|
Ditos de alpaca do corps a 59 e
Ditoa de alpaca preta a 99,79,59
Ditos de brim de corea a 51,
49500,49 e r
Ditoa de bramante delinho b an-
co a 69, 5j e
Ditoa de merino de cordo preto
a 159 e
Caigas de caaemira preta ede eo-
rea a 15, 10, 9 J, 79 e
Ditas da prioceza e merino de
cordo preto a 59, 6500 e
Ditaa de brm branco ede corea a
59, 49500 e
Caleta da ganga de cores a
Collete de velludo prelo e de co-
res lisose bordados a 129,99e
Ditoa da casemira preta e d. co-
res lisos e bordados a 69,
59500,59
8J000
89500
38500
395OO
49000
8 000
69000
49500
28500
3J000
89000
3J500
59000
59OOO
59000
39OOO
292OO
19280
Ditos de setim prelo
Ditos de seda e setim branco a 6 e
Ditos de gorgurao d.e seda praios
a da cores a 79, 69, 49 a
Ditos de brim e (ualo branco a
31500,295000
Saroulaa do brim de lioho a 29 e
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peito def usto branco
ede corea a 29*00 e 29200
Ditas de peito delinho a 59, 49 a 39000
Dltaa da madapoln brancas e da
cores a 39. 28500, 29 a 1J000
i Chapaos pretos de massa (ranceza
forma da ultima moda a 109,
8J500 a 79000
Ditos de feltro a 69. 59, 49 o 2O00
Ditos de sol de seda inglesas a
franceses a 14$, 129, llg 79000
Colarinhoa de linho muito Anea
no vos feitioa da ultima moda a 9800
Di.os de algodo 9500
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1008, 909. 808 e 708000
Ditos de preta galvanitados pa-
tente e horizontes a 409 o 30800o
Obras de ouro, aderecoa e meios
aderecos, pulceiras, rzalas e
aoeis a
Toalbas de linho duzia lOf, 69 a
Ditaa grandes para mesa urna 39 e
JflB
9
9JO00
4000
ARMAZEMjPJOGRESS
Francisco Fernandes Duarte
Hurgo dm Penlii ib
Veade-se oeste armazem de mohados os melhores ge-
nero que veni aesle mercado e por menos 5 a 10 por cento do qua em oulra aualauer n,ri
Raraotiodo-se a boa quahdade, por isao rogi-se a todos oa Srs. da praga, de engenho e I-madores o
lavnr do mandaren) suas encommendas ao armnm po...... -a a ,m dinerenia d
pin^w o nuaiiuaue quo m, so fusseui comprados em oulra qualquer parte.
Masteiga^inglexa deprimeira qualidad0.800 e 19000. abr., e em b.mi ie far
Mftntoiga f **nex*. mais oya, 640 ri<> (lbra e m barril> 6oo rg
*-&& UVSSOIl
J mals superior que ba no mercado a 2J80O e 29500, a libra.
- m imilanjo a perola, pela sua superioridsde a] 39000. e 2600 a libra, ggf,
* P nico para os doonles que se tratam com a homeopathla a 29500 a libra.
5 navioa2^BCbeged08ne,le llU" T'Pr 3*00' dit0 legados no ultimo
4ucijos wmiioi 0 que ha debom nesle genero a 1J00Oj a 1|bra e em por5.o ^
/* r^ o mais superior que tem iado a este mercado a ltfOO a libra.
freiunto ngXex ara fiambre =.
o&n f V mMnaiuiaa mu,lo n0V(J ( 5Q0 t t ,.
cao se tara abaltmento. K
CasleYetas insVtzas ,
6*w proprtas para fiambre a 800 rs. a libra e em porco a 700 rs.
IrTexiLiito do tqho a
^ d "P'nor quahdade a 480 rs. a libra einteiro, a 440 rs.
ft am?m^orchoaK0,U9 P6d9 *"" P0' "'" Prmpl ld' bo" lib' *
1 oucinbc do reino
~, ,n)Ull<> novo a 280 rs. a libra, eem barril de 3 arrobas a7000.
Cnonri^as e paios de lomos fii, r,, Iih ...
menl0 vv" 6-0 rs. a libra, em porgao se faz abati-
Latas eom euourias
mercado a 2O0O cada urna.
Banlia de poreo refinada
_. *v--,* emlala com 10 libras por 49500 cada urna.
_,_. ,^. muilu fioa alva a 480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Vlarmeladaimoeriai. ...
. snn r. i;h d0 a'a,na,,0 Abreu le oulros muitos fabrlcaolea de Lisboa
a 800 rs. a libra, e em por^ao se faz batimento.
tratas com frutas de doce em calda rnm -
ceg, alpexe. e ginga, a 800 rs. cada la,.. Cm 86jS Pe"' ^"^ pe'
Marmelada de alnerxe em lalas de 2 llbra por 1J>200 ^ um8i
^^VTuTSt^9 COned&S nfeitos e assucar
candi, muito proprio para mimo, a 29000 cada urna.
Hoce da c%sca da coiana D
.,. muil0 flno a 8O0rg eem pra08efazabalimenl0
-*o^e ci ecc c em calda *
....u^ w,A"* Cartots com bollo 'rc
l?aiaa ^axiulii Ce
" f-. a Lra.
m: da
Guedes & Goo;ales
Superiores meias de lia.
Vendem-se superiores meias de la, tantoxur-
ene, toja n. 7, de Guedes & GdncaWes,
Ricos eneites.
Vendem-se ricos a superiores enfeites os mais
modernos que ba. pretos e de cores, pelo bara-
tsimo preco de 6 a 69500 : na loja da boa 14.
na raa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias francezas da lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; ni
ra do Oaaimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f. '
Cambraia lisa. ,
Vende-se cambraia lisa transparente muito li-
na, pelo barato prego de 4 e 58 a pega com 8 1|2
Taras, dita tapada muito superior, peca do 10
varas a 6f : na ra do Qaeimado n. 22 na loia
da boa f. '
Bramante e atoalnad* de
linno.
Vende-se superior bramante deparo linho com
duas jaras de largura a 29400 a Tara, assim como
atoalhado adamascado lambern de paro lioho,
com 8 palmos de largura a 2500a Tara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Oaeimado nu-
mero 22.
Meias para senbara.
Vendem-se superiores meias para senhora pe-
lo baratissimo preco de 39840 a dazia; na loja
da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Cortea de ealca.
Vendem-se cortes de calca de meia casemira
de cores escaras a 28 cada corte ; oa loja da boa
f, oa ra do Queimado o. 22.
Ra da Seozalla Nova n 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C.,
sellins e silbos nglezos, caodieiros e casticaes
bronzeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogios de onro patente
inglez.
Libras steriinas.
Vandem-se no escriplorio de Manoel Ignacio
de Oliveira 4 Filho, prags do Corpo Santo n. 19.
L*en$os brancos mnito
unos.
Vendem-se lencos braocos juiito finos, pelo
liminuto prego de 29400 a duela, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 29 cada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia brancj o. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas. antes quo
acabem.
Loja das 6 pr >|
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos,
ditos da casemira de cor de fuslao, ditos
de brim de cores e braocos, ditos de
ganga, caigas de casemira prelas e de
cores, de brim branco e decores, de gan-
ga, camiaaa com peito de linbo muito
finas, ditas de algodo, chapeos de sol
de alpaca a 49 cada um.
seui segundo
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Haia e SiWa, est tendeado
todas as miudezas por pregos j sabidos a eo-
onecidos :
Groras de peonas de ago de todas as quali-
dadee a
Caitas com alneles maito fino a
Caixaa com spparelbo para eotreter me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhosportuguezes a 120 e
Groza de boles pequeos para caiga a
Tesouras para unhas muito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para Toltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulbas francezas a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pegaa de Iraoga de la com 10 Taraa a
Ditaa de traoga de la de todas as cores a
Pares de sapatos de tranga de la a
Carlas de alfioetes francezes a
Pares de luna fio da Escocia muito finas a
Ditas ditas brancas grosasa a
Eacotaa para limpar dentes muito finas a
Massoscom superiores grampos a
Candes com colxetes de algum defeilo a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fnodo de ago muito aoperiores a
Eofiadorea para Testidos de senhora com 4
Taras a
Calzas com colxetes francezes i
Carlas de alfioetes de ferro a
Charuteiras maito finas a
Tioleiras de Tidro com tinta a!
Ditos de barro com tinta superior a
Areia prela e azul muito fina a libra a
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
11280
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
19000
160
120
Galanteras de gosto
E' o que poda harar da mais gosto am galan-
teras de Tidro e porcelana como sajan artoa,
frasqaiohos e garraflahas, manteigueiras assa-
careiros. jamnos para boqueta de erTO oa-
tras maltas cousas : oa loja da Ticloria na raa
do Qaeimado n. 75, jauto a loja da cera.
Miudezas baratas
Estancia de ail.
Cordomz n. 1.
Panno de algodo da
Vende-sa no escriplorio de Antonio Luiz da
Oiiveira Azevedo & c. raa Cruz n. 1.
na.
Fundido Low-Noor,
Tenno hotb remesas de lebyrintho para Ten-
I P?r,odo PreCO.a"im como teoho trancas de
seda diflerenles corea para Tedder por lodo di-
nheiro que olferecerem.
Attenc^o.
para a quaitesma.
Na praga da Independencia ni. Ue 16 tem
para Tender-se. muito baratas, gbllas de bloode
prelo, entenadas de fila de ahido e bico a 49
rs.. camisiohaa e manguitos s 3J0OO rs., manle-
leles pretos de blonda a 129000 >., chapeos de
palba para senhora a 359000 rs.
Vendem-se caikes va-
ziosal#: nesta typgraphia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
1*1 Perunun" Boas desusa proprias encommendas,
eit- .tD/ei'? e di"r que e*U M'Wa um depo-
silo de ditas, tendo-aa sempre dos melbores a
mais acreditados fabricantes, como Lubio Tiver
Coudray e Sociel llygienique, etc., etc. ; por
uso, quem qaizer proTer-se do bom, diriair-se
a ra do Queimado, loja d'aguia braoca n. 16, que
achara sempre um lido e completo sortimento,
leudo de maia a mais a elegancia dos frascos, e a
baraleza por que se veudem convida a anima ao
oomprador.
N. O.Biebar & C.saccesaores.rua da Cras
o. 4, tem paraTanderrelogiosparaalgibeira da
ouro o prata. ""
Capachos.
i/SZ^tSTSZ ^ed00d0, e compridos e
mfnfZSm P,1 b'issn>o prego da
WW. 700 a 800 rs. cada um, e tambera ha caoa-
...??.^6',:proprios
d n. h. WpOcada um : oa rui doQueima-
f.ma n 3. ,d"',a d '" boa
poaauir um bom ralogio de oaro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproTeilar-se da op-
portunidada sem perda da tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo pre^o no aea escriplorio
ra do Trapicha n.28.
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C tem para Tender na ra da
Hoeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se Tendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirja-se a raa do Trapiche o. 44, armazem
de fazeodas.
ARMAZEM PROGRESSTVO
laja!
* *
i-U
j promptas para se comer vindas a primeira Tez a esle
Cera de carnauba de pri
meira qualidade.
Vende-se em porgao e a retalho de urna aacca
para cima, e por commodo prego: na ra da Ma-
dre de Dos confronte abolica o. 30.
Cauos de chumbo.
Vendem-se canos de chumbo de (odas asgros
suras ; na loja de ferrageos, ra da Cadeia do Re-
cite n. 56 A, de V. al & Bastos.
Milho e arroz de
casca.
Vendem-se saccas con milho e arroz muito ba-
rato, em porgao e a retalho : na traTessa do pa-
leo do Paraizo o. 16, com oilao para a ra da
Florentina.
Cera de carnauba e farelo de
Lisboa,
por muilo menos que am qualquer parto, e cal de
Lisboa em pedra por 5:000fi a barrica para ac
bar : vende-se na ra datfrJ~
. _adre de Dos n. 10.
Liquidaca
*'-: proprio; para u.._j a S rs.
8 -i_*
aWifciiOTU por 2j0O e a rolalbo a
&lallal%la?
,.-. .
i... ucvvi, em calas de 8 libres por S9500. ditas com 4
1, u.-, ... .-------iij oi Uil;eUd.j poi .j. o-da urna e a retalho a 3li ti.
.wklliM Lcaneci^fi h3 vb.1ii dita3 em meias Ulu a UO rs. Ut-T2'5IS ''" 1 **. Pf 640 f..
Maad tomate em lalM de, libra por800rs '
Amedow de cusca mole BQil0 nor. m rf a libra
nlOZeS a 12o rs. a libra, e 39000 a arroba.
Vaoeivas fmieeias eB llHI MB 3 libr ^ ^ diU| wb l( bm l#5oJ
X*ix%8 por tugabas 320 ta... caUa 8e fsri ab.UffleDl0.
0^ ^?^RVf?V ** di' """ ^-1.- 800 rs. a libra.
________anangi-se a boa quahdade. '
nn. SodaV^l?io^~Sl;"ndi. com-.
posta de sof, 4 cadeiras de br.go. 12 esdeiras,
2 consolos com lampo de marmore, 1 mesa d
meio de sala com tampo igual, 1 tpele ele a
tratar na ra da Imperalriz n. 12.
Vende-se'urna casa nova na ra do Pr0-
gresso (caminho noro da Soledade) n. 15 com
commodos para urna familia. '
A loja de marmore.
IBourous de casemira para senhora a 109
Manteletes de grosdeoaple a oj
I Leques de sndalo a 55
5 Bournusde casemira
i Vendem-se 415 meios de sola : na roa da
Cocejcao do bairro da Boa-vista, casa o. 12.
Veade-se um casallo rugo noro de 5 a 6
nnos, eom andbts, balso, bonito e manso : a
Iralar oa ros da Imptralriz n. 1J.
610.
Chapeos de sol de panno a 610 : na ra do
Queimado o. 41.
A4J800 rs a duzia.
Meias cruas ioglezas muilo boas para menino'
na ra do Queimado n. 47.
A 640 rs. a vara
Fil de lioho liso ; oa ru* do Queimado nu
mero 47.
emira para meninos
de todas as idades a 5*
Grande sortimento de eascarrilhas,
traogas e Otas de todas as cores para en-
feites de Teslidos por pregos mais bara-
toado que em oulra qualquer parte
4 boa fama
rende Qrelas para cintos o mais bem dourado qua
posaivel e dos mais lindosgostos que tem Tindo
[ a esle mercado, pelo baratissimo prego de 29500
cada urna, carleirss com agolbas aa mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quaolo a qua-
lidade nao pode haver nada maihor, pelo barato
prego de 500 rs. cada cartpira, peonas de ago ca-
ligrapbia verdadeiras a 29 cada ceixioha com 12
duzias, ditas de langa TerJadeiras n. 134 a 19200
cada groza, ditas muito boas anda nio conbeci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Aeneo
36Ra Nova 36
Acaba de chegar um completo aurtimoolo de
oceulos e lonetas de aro de ago, tartaruga, bfa-
lo, e burracba, para todas aa vistas ; assim como
Imolesiia de olhoa, aflanga-se Tender mais em I beVada chr*,U iaiim.. .*n
Jcontado que em oulrs qnalquer parte-, assim \r i cbe84da "llaienie a 160 a
icomo grando surtimenlo de Tidros para oceulos. | tiCDOlaS muilo nova t 600 rs. o cant
36, nfo das Cruzes de Santo Antonio, 36
Duarle jf L. conslanlemente reeebem ,1 Pr. a -'*- ^jl ^ J
offerecema lodos os Srs. da praga, Srs. e ZSTZJS^T!^^ 0S melhores 8neros. ^ tendente a molhadoS, por toa
^poss,,^^^
I OnPin O 3 Pnrad,r da S,fM D0V" 700 e barril a 600 ,.
Que ios lun?HnfS fe D U',m Vapr a 3000' < ^
ChXs on m S S! 'h0reS d merCad m lib". i-^ rs. .ibr..
t. na nySSOU maito supar or a 29800 e 33000 a libra.
PresffinX^ "--- *-* *"*- ^ i,aoo.
l^TS^T%GS ^dOP-^-^'--Ors.alibra,in,ero .60 r,.
Vinh0 engarrafado D ""^ ^ "" l,b" '- *"" de "roba a I5"
139000 USoo Zif* Pr,' Por,ofino-n.Crcv.llos. velho, secco Faiiori. a ch.misao de 1*200 e 1300 garrafa,.
Latas com ervilhas rmw.. taw, eoo 7o i".
Latas com bolachinhas d.j. fc w qMM Ui0 .
AmeiXas francezas era latas de 6 libras por 49000 e l#00O, a libra
rnriSntSKem eaXnb"* 8 Ibr,S' *95 CaXnha' 6 5 "' ,ibr e 9 d "ba.
Gai^nh^JZ PUlm am fraSC8 da "2 2 ,ib's a 1800 o frasco, e a 800 rs. a hbr.
GonsVrv TnXZ ra,raS' Cm PaSSaS' 6S0S'ameixas'peras' amandftas e nozes'd- 2*00 s** *.
LOnseryas inglezaS porugnexas a 600 e 800 ris o frascoa 9 caixa.
Macarro e talharim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 6000 a 'caixa.
liOninia muito alva comose pdedesjar a 100 rs. a libra
AmendoaS de casca molla a 400 ris a libra e nozes a 200 rs.. porcao ler abalinl.ul0.
'-.nampanne ds melhores marcas, de 15?a 20000 reis o gigo.
LOCOlate portuguez. francez, a inglez, a 900 rs. a libra*
Gervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa, a 5,500, a duzia.
J^Ognac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
trenebra de Hollanda a 600 rs. o frascoa 69500 a frasquera.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, a 19800 a caada.
DltO em garrafes de 5 garrafas, por 19200.
Espermacete Superior ?60 rs. a lita a 740 rs. am caixa. '
Arroz da India a 100 rs. e do Maranhao, a 120 rs a libra e da 31000 a 3200 a arroba.
Lentllbas faoonas o melhor de lodos os legumes a 500 rs. a libra.em porcao ler abattmeoto.
Latas COm feijo Verde muito bem preparado a 810 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 44o e eoo rs. i.u.
Massa de tomate em latas de urna libra a 900 rs.
Pnt 16 rotes grandes COm sal refinado a 640lambam tamos em pacotas, rauilo proprioapara meza a 240 e200rs.a Ubra.-
Batatos em gigosda urna arroba a 1500, e 80 rs. a libra.
oce da casca da goiaba de iooo a 1200.
Azeite doce purificado, a 800, a garrafa e 99000, a duzia.
Rnlih.!fa^0S.P,ra JtfOiacinba lUgleza muito nova a 400 rs. a libra e 59000 a Jbarrica.
XOUCinho de Lisboa a 320 reis a libra e 109000 a arroba.
Velas de Carnauba aeomposicao a 400 ra. a libra e a 121500 a arroba.
ArarUta a malhor que se pode desejar a 320 rs. a libra.
1.0 asaL'T
Tir
mpleto sortimento da ocrala proprto. pari ttI Uia melhor 9ue I
S'o i ?m0,oufl38nnnaaaSSefreBda^rla,^ I S^&^ hegad. ltimamente Hbrae a 4, a arroba
e a 400 ri as
paqueas para conserva,

Para engommado.
Vendem-se frasqoiobos com enancia da ail
cousa excellente para engommado porqaa ama
gota dalla bastante para dar cAr am na baca
da gomma tendo da mala a mais a praeioaidade da
nio manchar a roupa como maitaa Tezea acn-
Na loja da victoria na ra o'S^A&VS^^gfffSZ
Queimado junto a loja dej'--,,...,,,.^. .lelrU ulhariB ,
Cera. 240 rs., arroz a 100 e 120 rs., caf mado paro
Clcheles francezes em cartao a 40 rs. a 360 ra., erra mata a 240 ra., sabio branco a 200
Altioetea francezes cabega chata a 120 ra. a carta. lPla* 1W ra., aasucar branco a 100 a 120
Papel com cento e tantos alflnelea a 40 ra. o i,vIopno v'Tt doce Kmmt 100 re. a libra .
papel. j 20560 a arroba : est torrando, Sanios 4 C. raa
Linhaa Tictoria em carrilel com 200 jardas a 60 do ^d011" D- *
rs. o carrilel.
Ditas de 200 jardas de Alexander a 900 rs. a du- i
zia. i
Ditas de 100 jardas brancas a de corea a 30 rs. o
Ditas de Pedro V brancas e de corea a 40 ra. o Ddlds
car lio.
Grampos a 40 rs. o mago.
Eofiadorea braocos a 60 e 80 ra.
Cartelrinhas com agu has francezas a 320 ra. \GF.CI &
Traogas brancas de linbo a 100 rs. a pega. zm.EaL^V*E.
Agulbas de entiar Testido a 40 rs. cada ama. "A
Eoulras muilas miu-ezas que se affianca ven-
der baiato psra quem comprar Tictoria sempre '
contar : na loja da Tictoria oa ra do Qaeimado
n. 75, junto a loja^de cara. ^ Hua da SeocaUa Nova a. 4*.
\ lOlr) \ imill Netto estibelesimenlo continua a haver o ra
** *%!** ** Uld completo sortimento de moandas a meias moen-
das pata engenho, machinas da vapor e taixas
de farro batido e coado de todos os tamanhos
para dito,
Soahall Mellors & C, taodo recebido or-
dem para Tender o seu crescido deposito da rslo-
gios |to o fabricante ter-aa retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoaa que qaizeram



DIARIO Ol PHMi AM BUCO QtURTA FEIRA DE Mifl^O DE 1109

Attencao
Gumtriei & Luz, donoi da loja da miudezas
da ruado Queimado o. 35, boa fama, participan)
ao publico qua o seu eatabelecimento ae acha
completamente prvido daa melhorea mtrcadoriai
tendentes ao meamo eatabelecimento, e muitoa
ouiroa objectoa da gosto, sendo quaai todos rece-
bidos de suaapropriaa enoommendaa ; e eatando
elle* ioteiramenta resolvaos a nio Tcnderem
liado, afianzara vender mais barato do quo outro
qualquer ; e juntamente pedera aoa aeua devedo-
res que lhes mandem ou veoham pagar o seua
dbitos, sod pena deserem jusligadoi.
Meias de la
para meninos ; na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 15.
Cbegaram de Lisboa no brigue cEugenia,
doua bonitos burros e urna burra, os quaea se
vendem por barato preco : para ver, na cocbeira
do largo da Aasembla o. 4, a para tratar, no es-
criptono de Antonio Luis de Oliveira Azevedo.
A 320 rs. o oovado, grande
pechinoha.
Vendam-ie superiores cambraias francezas de
muito bonitos padroes a 320 rs o covado, fa-
zenda muito Ana que aempre venden-se por 800
e 1J> a vara, veoham por ellas, antes qua se aca-
bem ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa (.
Aos senhores sacerdotes.
Acabara de cbegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias prelas de seda muito su-
periores, proprias para os senhores sacerdotes
por seren bem compridaae muito elsticas ; ven-
dem-se pelo barato prego de 65 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
para aojos.
Vendem se na roa da Senzala Nova n. 30, cai-
liohas com doce por prego commodo, recommen-
dareis para os aojos de procissSo.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdensple preto bom a lg600 o covado, di-
to auperior a I98OO, dito a 25. dito largo a 20200,
dito muito superior aS9600. 28800 e 35, chama-
lote preto de superior qualidade a 33, sarja preta
larga a 25, dita hespanhola muito superior a
22800, dita lavrada auperior a 25200, setim pre-
to a 2g e 35, dito maco superior a 49, velludo
preto cora, pannos prelos de 18600, 29, 35, 4f,
5$, 69, 89 e 109 o covado, casemiras pretas a
1560O, 29, 29500 e 3* e muito Ona a 49 o cova-
vado, los prelos de 6$, 78 e 89 cada um, mantas
pretas de fll de lioho a 79, 89. 99, 109 o 125
rada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito guato e diiTereotes lmannos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas eofeitadta com muito gosto e oulras muitas
fazendas prelas proprias para a quaresma que
ddixam de menciouar-se ludo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
re-ira Lopes.
Veodem-se burros gordos' e mansos : no
eogenho Jurissacs, do Cabo : a tratar all com o
Sr. Domingos Francisco de Souza Leo.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatoriaa de vidro lapi-
dado para vellas a 19200, e dita* de lati mu
povas e limpai a 400 ra. : na ra do Queimado,
loja da Aguia branca o. 10.
Peilos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos paitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 ra. cada um. fazen-
da niui boa e encorpada : oa ra do Queimado,
loja d'aguiabranca o. 16.
Novo sortimento de tiras dg
dadas em ambos os lados,
A loja d'aguia-braoca recebeu um novo e lio-
do sortimento de tiras bordadas em amboa oa la-
dos, e contina a vender baratamente a 1|200
cada tira, a outras de bordados muito largos a
29OOO, o melbor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que leem, podem ser
divididas ao meio, pelo que se toraam baratissi-
mas : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
0.I6.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados,
Na loja da aguia-braoca vendem-se gollinnbas
e manguitos de puohos bordados em fina cam-
braia transparente por 29500 tudo, o que na ver-
dade baralissimo : na ra do Queimado, loja
d'aguia-braoca n. 16.
GELO
1 l
KRA DO QUEIMADO M!AC n
fP
Jonhston
42.
& C ra da Senzalla Nova
11
Aviso.
Vndese um ptimo cavallo para cabriole!,
por ser muito manso e bom trotador, bem como
tambera serve para sella: a tratar na roa da Cruz
do Recife n. 6.
ffttSaktt913319 N30H9M99KMtaK
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Oro grsnda a variado sortimento da
roupas feitas, calcados a fazendas e todos
estes aa vendem por procos mnito modi- .
tkados como de seu costume,assira como |
aejam sobracasacos de superiores pannoa 5
a casacos feitos pelos ltimos flgurioos a 8
169,289, 309 a a359, paletots dos meamos 5
pannos preto a 16J, 18J. 209 e a 249, 1
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padroes a 149, 1G9, 189, 2O9 e 249, '
ditos saceos das meamos casemiras de co-
res a 99. 109,129 0 a 149, ditos pretos pe-
lo dimiouto prego de 89, 109, eUg, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 12$, ditos
de merino cbioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a IO9,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha da
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 4950O, ditos de fusto brinco a 49,
grande quaolidade de calcas de casemira
preta e da cores a 79, 89, 99 e a 10, ditaa
pardas a 39 a a 49, ditss de brim de cores
unas a 23500, 39, 39500 e a 4f. ditas da
brim brancos unas a 49500, 51, 59500 a a
69, ditas de brim lona a 59 a a 6f, colletes
de gorguro preto e de coras a 5g e a 6J,
ditos de casemira de cor a pretos a 4|50
a a 59. ditos de fusto branco e da brim
a 39 a a 39500, ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto 1 49 a a 49500,
calcas de marin para lulo a 4 $500 e a 5J,
capas de borracha a 99. Para meninoa
de todos os tamaohos: caigas de casemira
preta e da cor a 5|, 69 e a 79, ditas ditas
da brim a 2J, 39 e a 89500, p ale tola sac-
eos de casemira preta a 6f e a 7, ditos
detor a 69 a 1%, ditos de alpaca a39,
sobrecasacos da panno preto a 129 a a
14, ditoada alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos da todos ostamanhos,
meios ricos vellidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoslisosa89ea i2J,dilosde gorgn-
ro da cor a de Isa a 59 e a 69, ditoa da
brim a 39. ditos da cambraiaricamenta
bordados para baptisadoi.e muitas outras
fazendas e roupas feitas qua deixam de
ser mencionadas pela sua grandequantl-
dade; assimcomoreeeba-setoda eq|-
quer eucommenda da roupaa para aa
mandar manufacturar e qua para este flm
taraos um completo sortimento de fazen-
das de gosto a urna grsnda offleina da al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua proraptid e perfeicao nid idei-
xx a desejar.
Liquidacao.
Braga, Silva & C em liquidadlo, convidara
aos seus deveores a virara aaldar seua dbitos
dentro da 30 das, e participara que medidas ler-
Eiaanias sarao erapregadas contri os qae Dio
tomparecerem.
Urna barcada.
Vende-se ama bsrcaea do porta de 35 caixaa,
eoeilhada no aataleiro do mestre earpioteire jar
cintao Eleibio, ao p da fortaleza das Cinco Poo-
taa, aonde peda ser vista e examinsda peloa pre-
tendentes ; vende-se a prato oa a dinheiro ; a
tratar tara M a noel Alvet Geern, ni r aa do Tra-
lW>i.l4.
No deposito do gelo ra do* Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a oj?500, e meia arroba 2^000,
e a libra a 160 res : tambetn recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo*
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
predio venda
Vende-se a casa d<5 dous an lares e sol9o, mei-
agua, no becco das Miudiohaa n. 8, avallada em
2:0009, a qual rende 1 1|2 por cento ao mez ; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessos
autorisada pelo proprietario para effecluar a ran-
da da mesma casa.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se scha um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em Goa esmbraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 19200 a pega da 3 varas,
tendo quantidade bastante de cada padro, para
vestidos ; e quem tiver dinheiro approveitar a
occasio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas iniperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sarapra
vender o bom, mandn ti, a acabam da chegar
squi (pela primeira vez] as superiores agulhas
imperiaes, cera o fundo dourado e mui bem fei-
tas, sendo para alfaiataa costureiras, e casta
cada papel 160 rs. A guia assira boa anima
a adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais barataa do qua u outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca o
16, dir sempre bem dellas.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAr
Hilhares de individuos da todas as nacs
podem teslemunhar as virtudes desteremedio
incomparavaleprovarem caso necessario, que,
pelo uso que dalle fizerara tem seu carpo 1
membrosi metra meo tesaos depoisde lia ver em-
pregadointilmente ouirostratamentos. Gadt
pessoa poder-ae-haconvencar dessascuras ma-
ravilhosas pelaleitun dos peridicos, que lh'ai
relatara todos os das ha muitos annos; 1
maior parte dellas sao to sor prendantes qui
admirara os mdicos mais celebres. Quinta!
pessoasrecobraram com este soberano remedie
o uso da seus bracos e pernas, depois dedui
permanecido longo tempo nos hospities,o tai
deviam soflrer a amputarlo 1 Dellas ha imu
cas queuvendodeixado esses, asylos de pida-
timentos, parase nao submeterem a assa ops-
ra$8o dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gunas das tses pessoa na enfuso de seu reco
nhecimento declararan) estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde ssaisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desaude si
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo ilgum tempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria p ro va rincn testa velmente.
Que tudo cura.
O ungento he a til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflara magao da[bexigi
^MDfVSEROUPrvSFE:
Sortimento completo de sobrecaaacoa de panno a 259, 289. 309e 359, casacos multo bam
faitaa a 258, 28g, 30$ e 35J, pa letola acasacadoa de panoo preto de 16 al 259, ditos de casemira
de cor a 159, >8f e *l. palttols saccoa de panno e casemira de 89 at 149, ditoa saceos de alpaca
m erin a la da 49 at69, sobre de alpaca e merino de 79 t 109, caifas pretss de casemira de
89 at 14f, ditos de cor de 79 at lOf, roupaa para menino de lodos os lmannos, grande sorti-
mento de roupaa de brins como aejam calcas, paletola e colletes, sortimento de collews pretos da
selim, casemira e velludo de 49 a 9|, ditoa para casamento a-59 a 69, paletota brancos de bra-
mante a 49 e 5f, caigas brsocas muito finas a 5|, e um grande sortimento de fazendas Um s e mo-
dernis, completo sortimento de casemiras inglesas para homem, menino e senhora, seroulas de
linho ealgodao, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvio para homem e senhora. Te-
mos urna grande (aDrtca de alfaiale onde recebemos ancommendaa de grandes obras, que part
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelhante arte e um pessoal de mais ds
clncoenta obrsiros escolbidos, portaoto executamos qualquer obra com promptido e mais barato
0o queem outra qualquer casa.
Ra da Senzalla iSova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas psra cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conbecer nio o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadas, e assira mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2$500 rs. cads oras, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Gestinhas ou eabases para as
meninas de escola.
O tempo proprlo das meninss irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas eom
ama das novas e bonitas cestinhas que le ven-
dem ta ra do Queimado loja d'aguia branca
D> SYSTE M A MEDICO 110 D ELLO W A Y
Pl LULAS HOLLWOYA.
Este ineslimavel especifico, composlo inleiri-
menie de hervas medicinaes, nio contera mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Bei
nigno mais lenra infancia, e a eompleicjio mas-
delicada, igualmente prompto e seguro par;
desineigar o mal na compltelo mais robustas
enteiramenle innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e gio por mais amigas e tenazes
qu? sejam. ,
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguirn
recobrar a saude e lonjas, depois de haver tenta-
do inultimente lodos os outros remedios.
As mais sflliclss nao devem entregar-sea des-
esperado; fsiam um competente ensaio das
efficazes effoitos desla assombrosa medicina, o
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Caivetes ixos para abrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardioha, doce,
bo\achiobas etc., etc. Agora pela tests cmese
muito dessas cousas e por isso necessario ter
um desses caivetes cujo importe 19. comprao-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
o. 16, nica parte onde os ha.
Venle-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quartel, prapriopara edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar ni ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello aorlimento de cascarrilhaa da seda de
muitas e difierenles cores, e vende-se 4 19500
e 29500 ris a pesa, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui loa
qualidade, para senhora, e padres i 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.____
3S7aia35IS3^83Z3a.3nESg3'.JlSJLlli^g
Funileiro e viilraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31,
Neste rico e bem montado eatabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais perteito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
ORNAS de todaa as qualidades.
SANTUARIO) quo nvaliaam com o Jacaranda.
BANHEIRUS de todos os tamanboi.
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES ideo idem.-
BACIAS idem dem.
RAUUS idem idem.
FOLHA em caixaa de todaa aa groaauraa.
PRATOS imitando em perfeicao a boa percal-
lana.
CHALE1RAS de todaa ai qualidades.
PANELLAS idem idam.
COCOS, CANlEIROS e (landres para qaal-
qner sortimento.
VIDR08 era caixas e a retalho de todoa oa ta-
mandando-ae maohoa, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Rccebem-ae encommendaa de qaalqaer natu-
rexa, coocertos, que tudo aera desempenbado
contento.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porco e a retalho Anto-
nio Luis de Oliveira Azevedo Si Q., no sen es-
criptorio ra da Crux n. 1.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazeos do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo (no Recife) n. 8. ae
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente chegado a 149 lata de cinco
galldes, assim como se vendem lataa de cinco
garrafas e em garrafas.
Nio esqueoa arara,
que boje a loja dos baraleiros para var, ven-
dem-se pe;aa de cambraia lisa branca a 19600 e
2J, dita muito fina com 5 palmoa de largura a
3 e 38500, pe;as de madapolo eofestsdo a 39.
novos cortes de chitas (loas com 13 covados a
38500, ditos de riscado, padroes novos a 29500 e
19500, brilhantina branca com 4 1|2 palmoa de
largo a 280 o covado, dita de cores a 360 o co-
vado, gorguro psra vestidos a imitacau de aedi-
nhas, fazenda muito nova e fina a 320 o covado,
bsrege para vestidos com flor de seda a 360 o
covado, pompadour de seda de quadrose matiza-
do para vestidos a 640 o covado, fil de linho
branco e de cores a 200 rs. o covado, laaziohaa
psra vestidos a 280 e 400 rs. o covado, ricos cor-
tes da gorguro para vestido com 18 covados por
6|500, cortes de la de duas saias com 22 cova-
dos por 10$, ricos cortes de orgaodys com 15 va-
ras a 99 e 78 para acabar, cassas ae cores psra
vestidos a 280 e 320 o covado, chitas a 160. 180
e 200 rs. o covado, ditss francezas a 240 e 280 o
covado.
Collecijoes de estampas.
Acaba de chegar a loja ea aguia branca una
pequea quantidade de collecjes de finas e
grandea estampss a fumo, representando alies os
martyiios do Senhor era 14 quadros, 00 qnais
sao bem acertados para qualquer igreja ou mes-
mo casa de quera tenha gosto de aa possuir ;
chegou igualmente outra pequea perc.li das
procuradas estampas a morte do josto e aatvavte
do peccador: acham-ae a venda somante na ra
do Queimado loja da aguia branca n. 16.
Talhares para criancas.
A loj da aguia branca acaba de receber a sua
encommeoda dos preciosos talhares para criancas
e os est vendendo a 320, 400 e 500 rs. confor-
me a superiorade delles: aa ra do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
da matris
Lepra.
Maleadas pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pul rao es.
Queimadelas.
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tinha, era qualquei
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Yeias torcidas ou no-
das as pernas.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas da anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
nflamma;o do figado.
Vende-se, aste ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pea*
sois encarregadas da sua venda em toda 1
America do sul. Ha va ni a Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha conten
urna instrucQao em portugus para explicar o
modo de laxar uso deste ungento.
O deposito geral i em casa do Sr, Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 32, ata
Pernsinbuco.
Novos bonets de velludo, e
marroquira dourado.
Na loja d'agnia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, 01
quaei sao agora mui mcesisrioi nan 01 meni-
nos que vao para a escola e quem os quizer com-
prar maii baratos 4 dirigir-as a rus do Queimado
loja d'aguia branca o. 16.
Potassa da Russia.
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, succestores, ra da Cruz u. *
Sal de Lisboa.
Vende ae a bordo da bares porluguaza cEipe-
tanga, sal 4 Lisboa limpo redonda ; a tratar
na ra do Trapiche i. 17.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no veutre.
Cnfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Esvhaqueea.
Herysipeli.
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas,
Hylropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmac5es.
Irregularidades de
menstruaejio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
Abstrucc,o do ventre.
Phtysica ou consump-
(0 pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramentu.
Chapeos de sol de alpaca a i#.
Duzia de meiascrass para homem a
lj>200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 23500 a duzia, leocoa de
eassa com barra de cores 1120 ri. cada
um, ditos brancos a 160 ri., baldea de
20 e 30 arcos 8|, liizinhi para vei-
tidoa a 340 o covado, chelea 4e merino
estampados finos a 59 e 69, tarlstaoa
branca e de cores mnito floa com vara
ameiide largun 1 490 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 ra. a vara, pe-
cas de cambraia lin una a 39, canil
de cores pin veitidoi 200 rs. o co-
vado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
covado, calcinbas pira menina de eacola
a 15 o par, gra valiobas de tranca a 160
rs., pelos para camisa a 200 rs. cada
um duxia 29, pegas de cambraia deaal-
pico maito lina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezas a
910 e 140 rs. o ovado, a loja est
aberta das6 horai di tuinhiis 9 di
noite.
Febre intermitente.
Vendem -se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 994, Strand, f na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs., cads
urna dellas contera urna instruegao em portu-
guez para explicar o modo da se usar dess pi-
lulas.
0 deposito gaaal em casa do Sr.
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em
nambuco.
Soum
\ Per-
Lindeza.
Vende-se tszenda denominada lindeza, ptima
para vestidas a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, ra da lanperatriz n. 20.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro, fssenda muito eco-
nmica para o uso domssiieo por ler grande lar-
gara e sen prego ser de 200 rs. o covado,: es
ra da Imaeratriz, loja n. 10, do Duarte.
Chapeos de casto?.
Veodem-se cbapeoa de aaitor de primeira qua-
lidade a 89, que j se vendern a 16, para
acabar: na ra da Imperatriz, toja n. 10, do
Duarte.
Chapeos enfeitados,
Vendem-se chapeos epfeitados multo recom-
Sodareis para as meninas que eslo passando a
la nos amenos arrsbaldes desla heroica cijade,
!i prego de 29 cada um : oa rui da ImperaIrii,
oja 0.20, do Huirte. Na dita loja cima acbarao
aoBiiDuadamente os sexjharca consumidores m
grande e variado sortimento de fazendas, (udo
baralissimo.
caE8EE
Rival
sem segundo.
Ni ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est dispoato a veader lado por prego que
admira, assim como seja :
Frasees de agua de lavanda muito gran-
des a
Saboaelea o melhorque pode haver a
Ditos grandes multe fines a
Frascos com rheiros masito finos a
Ditos ditos muito boniloi a
Garrafas de agua celeste o melbor a
Frascos eom banha muito superior a
Ditoa dita de urco floissiraa a
Frascos de oleo babosa com ebeiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a
Ditoa para lirapar a caneca e tirar caspas a
Ditos dito philoeome do verdsdciio
Ditas com banha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, frascos grandea a
Fraseos de macaca oleo a
Ditos de opiata pequeos a 330 e
Ditos da dita grandea a
Tara na resto de lavando aanbreada a
Lioha branea do gaz a 10 rs., a tres per
dous, e floa a
Dita de cartio Pedro V, com 200 jardea a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carretela de linhs com 100 jardas a
Duiia de acias cruse muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para senhora, mul-
te Anas 1
Vara ds bien da largMt, de 3 dedos a
Dita defrsnja para toerhas a
Groza de botes de reu^a braocca a
Duzia de phosphoros do gaz a
Dita de ditos de vela mnito superiores a
Pecas de fita para eos de todas aa lar-
guras a
Venda de estabeleci-
ment.
II. A. Caja vende teu estabeledimento di ra
Nova p, 18, prizoi favoraveia, pan pigasxenlo
de seus credores, sendo dita venda de iccordo
com os mesmos: a tratar na mesma loja n. 1$.
. Vende-sa um terreno em Sapto Amaro,
unto 10 bpspitsl iaglax, com 700 palmos de Tren-
e, em muito bom estado, tratar na ra do
Trapiche q. H, armazem de Braga Son & C.
Vende-se um novilho turioo ds mais pura
raja ; 00 lilio rooteiro a Igreja dos Afilelos.
800
320
160
500
I9OOO
I9OOO
240
600
20
320
500
790
900
900
400
500
100
500
800
500
20
co
20
30
29400
4J500
3*000
120
80
120
240
240
820
Pannos pretos.
Panno preto para caifas e paletots I96OO,
19800, 29 e 29500 o covado, cortes de casemira
preta para caiga a 39, dita entestada a 39500 e
43, velludo preto a 2)500 o covado, nia de cor-
dao que faz vez de balio a 9500, balOes de*ma-
dapolo a 39 e 396OO. ditoa de 30 arcos e de ren-
da a 49 : na rus di Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Msgalhes & hiendes.
Grande pechincha
Superiores paletos de pao preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baralissimo preco de
20S000 ris na ra do Queimado n. 22 na bem
conbecida loja da Boa F.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de retroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
Boa F.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca aeaba de despachar car-
teiras com agulhas de mu bda qualidade, e es-
colente sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como receben igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que continuara a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
PEIXE
Duarte Companhla
recebersm pelo ultimo vapor ss segulntea quali-
dades de peixe o mais bem arnojsdo que se po-
de desejar em latas lacradas hermticamente pe-
! los presos da 19900 a 3$ a lata :
| Chourica (loas promptas.
Pescada assada e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Cavalla em azeite.
Guras assado.
Nulas de tigeladi.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
I.loguados fritos.
Ostros.
Atura marinado.
Tambem recebenm picotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijao verde a 800
rs.: nos armazeos Progressivo e Progresslsta no
largo do Carino o. 9 e rui das Cruzes 0. 36.
Pechincha
Pechincha admiravel na
1( ja do Pavo a 10$.
Vende se pe<;8,s de bramante de linho
puro bastante encorpado proprio para
lenqoes, toalhas, seroulas, camisas, pa-
letots etc ete tendo cada peca %^ va-
ras pelo baratissimo preco de lO# a pe-
ca, e tambem se vende meta peca por
5# ou.se retalha a 400 rs. a vara : na
ra da Imperatriz n. 60, loja do Pavo,
de Gama & Silva.
Oh que pechincha!!!
Vendem-se palitos litados foliados finoi|pa-
ra den tes, 2 masaos com 40 matalobos por 400
n. : na ra da Imperatriz, loja da arara n. 56..
uvas pretas de torcal
para meninas a 500 rs. o
par.
Vendem-se luvn pretil de lorcal em bom es-
tado pan meninas de diversos tamaohos a 500
ri. o par: na ra do Queimado loja da aguia
branca n. 16.
LuvasdeJouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontrarlo as verdadeirae luvaa de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-ae que para aquellei ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agaa de lavander ingleza
pelo baratissimo preco de 500 e 640 rs. esda fras-
co, pomada muitissimo fina em paos grandes a
500e a 19, vende se por to barato preco pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitoa bicos de lioho de dous a
quatro dedoi de largura fazeoda muito superior
pelo baratissimo preco da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal preco pela razio de es-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem se
veodem percas de reodas lisas perfeilamente boaa
com 10 varaa cada pega a 720, 800 e 19, ditas
com salpieos muito bonitas e diversas larguraa a
19200, 19600 e 29 a peca, ditaa de seda a 29 ca-
da urna pega : na ra do Queimado na bem co-
nbecida loja de miudezai da boa fama o. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazeoda
em perfeilissimo estado pelo baralissimo preco
de 19 a libra : na roa do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Meias pretas de seda.
Vende-se meiti de teda prelas para aenbora
fazenda muito superior pelo baratissimo preco
de 19o par : na ra do Queimado na bem co-
ntienda loj da boa fama n.35.
4os fabricantes de \elas.
O anligo depoiito de cera de carnauba e sebo
em po e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-ie pin a ra da Madre de
Dos n. 28, qussi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelle
gneros, que se vendempor precos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
quantidade de saboneles finos pan barbas, os
<|uaei convm a todos compra-Ios mesmo psra
mos, avista do diminuto preco de 39 porquanto
se est vendendo a duzis. Para salisfazer-se aos
boos freguezes se vender! tambem am menores
porcoes, porm quem mais comprar mais lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
Coraes.
Em massinhos a 500 rr. cada um.
Em floa a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 esda urna.
Vendem-ie muito bom coraei. era massinbos,
fios e voltas de 3 flos, pelos baratsimos precos
cima: na ra do Queia a Jo loja d'aguia branca
o. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca aeaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
ssngascom borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se pode dar era taes
objectos, e as est vendendo a 19500 esda urna,
tanto para senhoras como para meninas e pela
novidade do gosto e spnro da moda nao tardarlo
em se acabaras que ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
EscraTos fgidos
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Urna do Queimado n, 19.
l.encoes de bramante do linho a 39.
Cobertn de chila finas i 59.
Ditas a preco da 19800.
Cambraias pretil muito Anas.
Colchas de fusilo muito lindas s 69.
Esleirs da India de 4, 5 e 6 palmoa da largo
proprias para forro de cama e salas.
Lenc.oei de panoo de liah no 29
Algodio monstro a preo de 600 rs. a vari.
Toalhas de lioho pan mesa 1 49,
Ditas de fusilo pira maos, cadi ama 500 rs.
Baloespira monlnis.
Ausentou-se da casa do abaixo assignado
no sibbado 8 do correle, o teu escravo de nome
Fernando, edr cabra fula, altura regular e corpo
reforjado, sendo o dito escravo canoeiro da fa-
brica do Monteiro, coosla que as vezes aoda no
Campo Verde onde tira conheciaieatos, tendo
por costume tocar rebeca e viola : roga-se por-
taoto as autoridades policiaes e espilles de cam-
po a sua apreheoco, levando-o a ra do Apollo
n. 6, deposito da fabrica do Monteiro.
Jos Guilherme Guimarles.
Fugio no dia 10 do corrente de bordo do
patacho cCapuam, o escravo ctioulo marinbei-
ro de noma Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, roalo comprido e com
alguos signies de bexigss, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ao escriptorio de
Antonio Luiz de Oiiveirs Azevedo & C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio do poder do abaixo assignado 00 dia
9 do corrente, o preto crioulo de nome Antonio,
escravo do Sr. Anastacio Alexandrino de Sales
Putri, que me haiia entregue para procurar
quem o comprasse : cujo escravo tem os sigoaes
seguintes : bastante velho, de cor fula, alto, gros-
socom falta de denles, beic,os foveiros, ambaa aa
pernas cicatrizadas de sarnas e bailante ladino:
roga-so as autoridades policiaes desta provincia
que o facam capturar e o remoller para essa ci-
dade a disposiQao do Ilion. Sr. Dr. chefe de poli-
ca de quem ser solicitada a sua entroja.
Claudino do Bego Lima.
Desippareeeu 00 dia 4 do crrante mez,
urna escravs, prets, crioula de nome Eduvirge,
com os seguintes signaes: altura regular, corpo
secco, edr fulla, deoles limados, cabellos apara-
dos, levando vestido de chila usado, e panno
preto com orello: roga-se quera a prender
queira levara praca da Boa-Vista, botica de Ne-
ves k Cruz, que aera recompensado.
Escravo fgido.
Hootem fugio de um sitio de Parnaraeirira, do
abaixo assigaado, ora tserivo do nome Louren-
co, que representa ler 35 iodos, prelo, crioulo,
do sertio, alto, com pouca barba debaixo do
queixo, andar ligeiro, muito regriata e velha-
co, e as vezes tem a mana de ae inculcar por
forro, levou vestido camisa, de ohila, calca e ca-
sado de forro de fardo, eom chapee d* couro ve-
lho aa estaca, lavo outro de fetre parda tam-
heea ralbo, timbea) leso um gige queielde
champagne oora am garraio da 5 garris! tem
palha, usa traveiseire de sn*irqqui). mais di-
versas pe^aa de roupa. aJuuos l#ae>i qae o
prender e lvir o dita aWo, ea m waiauro da
ras o Amostra o,41 ser Um gvaMlse**); Igual-
eete s roa s autoridades) poUoiees sus cap-
tura.
Frasstisco Guedes de Aojo.


_--------


Litteraura.
eiess
Mi d
DURIO DE PBRNAMMJCO. QUAETaY IRl 18 DE MkKQO DE lst.
As tres irmas.
VII
Antonio Perra.
( Coolinnacao. )
En iilo o exordio de maiores calamiJadea ;
us, do iraose destss, nem un gemido (ez Eula-
lia cbegaraos ouvdos de seus piei. Daas liahas
escrevra em desabafo n'uma caria aua irmia
Marii, respoodeodo a oulra em que a esposa do
drogado ae dizia a maia feliz d>a eretu ras. Ea-
crevia Eulalia : c Ea Bao sou dai mais infeli-
zes, porque me cotice Je Deus poder contentar-
me da tua felicidade, minha querida irmia.
Foi esta carta Uta pelo negociante ; e deaa
hora em diaote nunca maia leve riioaiaomouaos
libios do honrado velho e extremoso pae.
Antonio Pereira, carecendo de dinheiro para
obras de muramento de propriedades, ordeoou aos
lavradores que vendesaem determinadas juntas de
bois, as prximas (eiras. Acudiram todos urna,
dixendo que os havia m vendido, como ordem del
le, e cobrado do fllho os competentes recibos.
Foi un da de desolarlo nsquella casa I Duarle,
como visse os caseiros, (ugiu ; Antonio Pereira,
como nao visse Duarle, praguejou contra tile e
contra a ora.
Quandro a ira esfriou de encontr ao glacial si-
lencio de Eulalia, o Uvrador recopilou a dialribe
nesta siogella phrase :
Poobam-se ambos fra de mioha casa. La-
drees de portas dentro, nao os quero.
Eulalia oio sabia anda como tomar aquellas
palavras, quaodo teve noticia de que seu sogro
s relirar-se de casa para a de um visinbo, pro
testando entrar n'ella, quaodo o filho amaldicoa-
do e a mulher tivesaem sabido.
O destino do marido nao o sabia ella para o
avisar. Na perplexidade da sua aoguslia, escre-
veu ao pae oestes breves termos :
Veja por caridadese acba meu marido, o di-
ga-lhe que meu sogro est para aahir de casa, e
quer que nao fiquemos aqui. Nao tenbo cabpga
para Ihe cootar as desgranas que vio por c. Nao
sei o que hei de fazer, nem para onde iremos.
Pego-lhe que escoods este bilbele da minha po-
bre mae, e se nao afilija, para nao augmeular o
infortunio de sua infeliz tilha Eulalia.
Chegou o escripto a lempo que Duarle, artiga-
do do inslito passeio de duai leguas, eslava
ainda ofTegante sentada n'um banco da loja de
Joaquim Luiz.
PerguDtava-lhe este a causa de til caoceira, e
o georo promellia cootar-lhe ludo mais de espa-
to. A instancias do negociante, responda elle
que precisava dinheiro parasalvar-se do suicidio,
quando a portadora do bilhele eotrou.
Joaquim Luiz mostrou o escripto ao georo, que
passou do escarate da fadiga palidez di aocie-
dade. Conlou aiaceramente a causa do procedi-
meoto de seu pae, elermioou chorando nos bri-
zos do negociante :
Aqui me lem sem um ceitil para aTrontar
a fome de amanha I balbuciou elle. Mu fllho,
e mu marido I Um anjo como Eulalia reduzida
a esta si lu gao I
Joaquim Luiz subiu ao primeiro andar da sua
casa com Duarte, e disse-lhe :
Poupemos mioha mulher a esle desgosto.
Jeronyma mo;a e (orle ; nao importa que o
saiba, e mesmo preciso que o salba. Eu vou di-
zer minha Mariaona que Eulalia vem estar com
oosco alguns das. Jerooyma ir busca-la, que eu
nao posso boje deixar o oegocio. U seoborv dar
urna volta ; e, quaodo esliver mais socegado,
ven ha aqui esperar sua mulher. Este primeiro
andar o seo ; a mesa a de lodos os meus
fllho*.
Sahiu Duarle ; e o negociante, com rosto ale-
gre, foi dar a fausla nova a sua mulher. Em
quauto a boa me se atarefava nos aprestos para
o alojaraeolo, o pae conlou os successos a Jeroni-
ma, e (ez que ella pedlsse liceoga para ir esperar
a irma, al onde a eocoatrasse. Consenliu a mi
na vootade do marido, e Jeronyma partiu para
Villa Nova de Gaya, onde a esperavam duas ca-
balgaduras.
Eulalia, debulhada em lagrimas, lancou-se aos
bracos ds irma, e fui esta a sua primeira per-
gunta :
Viste o meu Duarle ? Est l em casa ?
Est, Eulalia, est e estar.
O pae recebe-o em casa ?
Como fllho, como leu pae... Podes tu re-
cetar que nao miaba irma ? Li em casa alhda
boje se chora, quando vemos a lu cadeira. Doar
le ir para o lugar de Hara, e tornaremos a ser
a mesma familia. Tu dirs a leu marido que nos
aceite do coraran o pouco que a nossa vootade
poder fazer em favor dalle. O que flzermos em
leu bem, por amor e por dever.
Eulalia encootrou o marido a conversar com sua
mae. la prevenida por Jeronyma, fallou de mo-
do que o prazer da virtuosa aeobora nao fosse
convertido logoem lagrimas.
Nao trazes a cruz I Tanto te ped que nunca
a tirasses do teu pescoco I... disse a Sra. Manan-
na, quando eslreilava ao seio Eulalia.
Esqaeceu-me, m2esinba I
Que esquecimento I... Nao t'o perdo.
Duarle votlou o rosto, com o coracao alan-
ceado.
Tirela para lavar o pescoco, tsrtamudeou
Eulalia, e esqueceu-me de a tornar a pdr.
Tirou-a para... balbuciou Duarte, e suste-
ve-se por um gesto de Eulalia.
Preseociou Mamona que seu georo, depois
daquella sbita nlerrupco, encostara ao seio a
face da esposa com ancioso eslremecimenlo ; mas
nao comprebendeu seoo que os dous casados se
amavam muilo, e que sua tilha deixra a cruz e o
cordo por esquecimento.
No entanto, Antonio Pereira, tomo recefeease
a nota da sahida de Eulalia, voltou da casa do
lavrador para a ana, e despeda os criados de
Duarte, a criads grave, a conoheira, o canellao, e
despediria os proprioa sanios da capaila, se lies
Ihe fizessem despera.
No funcionalismo da coaioha reintegrou ama
velha caseira, que, em mais (elizes lempos, Ihe
adeviohsva o paladar, e regalava o corceo com
urna rebanadas em mel, miojar de aojoa que a
cosinbeira de seu filho oio sabia fazer. Urna, e
a nao menor, angustia do lavrador eram os in-
castas da culinaria de Duarle, que o propino ea-
peliao, vesado a todos os cosinhados, desado-
ra vi.
Aquella bomem dos bous lempos liona alguma
cousa mais seosivel do que o estomago : era o
sacco do dinheiro, vasiodos centenares de pecas,
o sacco do dinheiro, que Ihe fra na sua econo-
ma animal a mais importante viscers.
SacriQcra-o, amputira-o da sua essencis, cui-
dando que aasim reduzia o fllho aos prazeres da
familia, e aasegurava na aua descendencia a con-
servado dos beos, em que elle se eslava revendo,
decorridos seculos.
Al o de que, o lavrador era pse affecloosssi-
mo : doia-lhe em dobro a parda do fllho e do
dinheiro.
Por isso adoeceu, ao ver-se s naquelle cata-
rio, servido pela caseira, que se mostrava conten-
te da rehabilitado da cosinha. Teve saudades do
fllho, e da anglica Eulalia, que tao pacientemen-
te Ihe ouvira os descomediinentos e aggravos im-
merecidos.
Pensava j em manda-lo procurar csss de
Joaquim Luiz, e detxra para o dia seguote o re-
solver-se.
No dia seguiote, porm, foi Antonio Pereira
procurado por um cavalleiro, que disse ser o ab-
bade de S. Verissimo, e se mostrou credor de
doze mil cruzados, confessados em titulo legal por
Duarte Pereira Forjax, por si e com procurac.au de
sua mulher.
O lavrador via, mas nio lia ttulo, que o ab-
bade Ihe ola recera. Fiocou os coto vellos tr-
mulos no travesseiro para seolar-se ; estregn os
olhos nblalos espasmo lieos; abriu a bocea para
arejar o peito que Ihe estourava ; lancou mi do
titulo, e des(e-lo em pedacos.
Ladres I excUmou, ladtoes I
E rucahiu ofTegaote para o espaldar do catre.
O abbade eslava attooilo do que via, e algum
tanto pensativo na sua seguranca pessoal. O bra-
do do lavrador chamara a atteocio da conainbei-
ra.eesla pedir soccorro aos lavradores visiohos,
que se julgaram em apettos de nova iovasao fran-
cesa.
Como, porm, vissem que era menos grave o
perigo, sahiram lodos armados, e romperam bra-
miodo al so quarto do lavrador.
O mais possante dos visiohos, antea de averi-
guar a natureza do rcubo, assenhoreou-se do pes-
coco do abbade, a ponto de Ihe estrangular na
garganta a defeza.
Deixa o bomem Idiste Antonio Pereira ao
caseiro.
O abbade de 5. Verissimo, desalado da gooi-
Iha, falluu deala maneia :
Eu de certo perdera de boa vonlade o di-
nheiro que seu filho me deve, se soubesse que,
emprestando o meu cabedal, ganhava oome de
ladran, e perda nao s o direilo ao que tanto
me cutou a ganhar. mas at a vida. Saibam
Vmcs.cootiouou voltado ao auditorio conspi-
radosaibam Vrac. que eu vim aqui pedir a
este homem doze mil cruzados, que empreste!
ao Sr. Duarte Pereira Forjaz, em boa moeda de
ouro e prata, em mais caucio que um titulo,
que apreaentei a aeu pae, bem longe de suppor
que elle o rasgara, rasgando ao mesmo lempo
a honra de seu fllho. Nao contente com islo,
chamou-ce ladrio, e sujeiloa-me a morrer en-
tre as mos de Vmcs., que de certo nio coatu-
mam pagar deste modo as suas dividas, creio
ea. Multo bem. Considero perdido o mea di-
nheiro. Agora o que pergaoto se poderei re*
lirar-me aem algum braco quebrado. Se pre-
ciso declarar, para nio ser espancado, que re-
eebi o meu dioheiro, eslou prompto a assignar a
quitacao. Faz favor de decidir, Sr. Antonio Pe-
reira.
O lavrador, quando pode desembargar a lio -
gua aperlada por solutos de verdadeira dr,
disse ao abbade:
Ser o Sr. embolsado do seu dinheiro. V
com Deus. Sreu morrer, o herdero lh'o paga-
r. Ss viver, eu que sou o fiador do mea des-
granado fllho. Nio tenbo em casa nem doze
moedas. Espere o Sr. que eu venda algumaa
propriedaaes. Mea filho viri depois pedir um
bocado de pi a quem lh'as comprar.
Sahiu o abbade, contente da aua meosagem.
Em duas palavras diremos que na manhia da-
quelle dia procurara Duarte o padre, instigao-
do-o a pedir ao pae o embolso de doze mil cru-
zados, divida fraudulenta, que o desvariado mo-
go legilimou com o titulo, estipulada a conven-
gao de receber elle dous tercos, viogando o ar-
dil. J se ?C que o lavrador advinhra um la-
drio no apresenlantedo titulo; e o caseiro, que
peosou em esgmar o abbade, se executasse o
programma, teria pralicado um acto, se nio jus-
to, menos odioso de certo que o do celebre jo-
gador.
lOLIIETIU
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNIIBUCO.
a carapdcTde MEU TO
ou
RECORDARES DE UM HOMEM VELHO.
Recordam-se ainda alguns velhos do Porto do
abbade de S. Verissimo. Tioha elle casa de ju-
go entrada da ra da Santo Antonio, e teve de
arrenda ment o salo do thealro de S. Joio pa-
ra all dar banca-poitugueza as noiles de re-
cita, snnos anteada poca que vamos historian-
do. Francisco de Almada, o regedor das jusli-
cas, fra o arrendador. producto desta venia-
ga era applicado s obras do thealro. bem como
os ganbos de um jaotsr hebdomadario para o
qual cada conviva dava novecentos e sesseota
ris. Ah foi que o abbade, imparceiradocom o
relojoero Vergra. outros aujeltos, que vive-
ram mais tarde com honra, e murreram nobili-
tados, ganhou basto dinheiro, a menos crdito
de born sacerdote, coasas qae elle certsmeote
conciliaria, se podesae.
Duarte deu o negocio por mallogrado: ator-
mentavam-no, porm, as lostantea neceasidades.
Aceitar alimentos de seu sogro era-lhe doloroaa
humilhigio, por mais benvola e delicada que
recebesse a dadiva. A miseria era real. S as
Hccoes ssudsveis, que a virtude inventa ns ad-
veraidade, poderiam miligar-lh'a. Virtudes na-
quelle homem perdido urna hava apenas: era
reconhecer em Eulalia um corago do cu, um
corajo aberto em blsamos e conforto*, que
ora ssniam face em usos de esperanca, ora em
lagrimas de religiosa pacieocis.
Antonio Pereira, na ausencia do abbsde de S.
Verissimo, eogolfra-se em medttaces, que de-
viam leva-lo febre, e febre de mus aymptomas.
Em intervalos de juizo turrado, chamava a s Eu-
lalia, pedia-lhe perdi dss offensas; mas so
aclarar Ihe o eotendimento irrompia em apos-
trophea iracundas contra o filho; e contra a ora
que aubscrevra ruina da sua casa.
Constou Joaquim Luiz, pelo medico essisteo-
te, qae o lavrador eslava em perigo, e desam-
parado de quem Ihe mioistrasse um remedio ou
um caldo. Revelou o negociante a Duarle o
estado de seu pae. Riram os olhos do infeliz....
Infeliz onome que bem ajusta ao homem, cu-
jos piedosos e filiaes senlimeotos ettavam j
obliterados pelo vicio. Nao condemnemos, sem
attenuago, os reprobos, que nao souberam re-
servar da mortal pecooha da alma, um derradei-
ro sentir dos que brotam lagrimas em refrigerio
de infernaes remoraos.
Nio os condemnemos, em vista do qae l vai
de agonas surdas naquelle viver.
Sejamos por elles com a bandeira de Jess
Christo, quando tudo lhes contra, e elles pro-
prios se laceram a si, como a ave, que se es-
pedaca o seio, para alimentaren] o vicio com
desvergonbas e affrontamenlos ao mundo, 09
quaes Deus que sabe que supplicio lhes sio I
Duarle, pois, sorriu i iJa de flear sem pae,
seobor da sua casa, mais rico do que nunca, e
desembarazado de credores e de protecces pe-
sadas ao sea orgulho.
Eulalia ouvira tamben) a noticia, e dissera : *
Desamparado I.... pobre bomem I.... Que-
res l que eu v asaistlr-lbe ua doeoga, Duar-
te? Deixs-me ir.
Sujeitas le a ser repellida e mal tratada,
disse o marido.
Quem sabe ? Se elle me ralbar, eu nao Ihe
respoudo, e vtu cuidando nelle ; se me repellir,
irei teimando at que elle me receba com iodif-
lreiiea.
Vae, mioha filha, vaedisse o negociante
que eu vou acompanhar-le, se leu marido
nao fr.
Eu de certo nio vou, aialnou Duarte.
E porque nao ha de ir?disse o negocian-
te que nao sabia o acontecimento do abbade de
S. Verissimo.V que seu pae ha de recbelo
como pae ; e, quando o censurasse, nao ser isso
razio forte para que o Sr. Duarte deixe de ir pe-
dir perdo a seu pae eofermo, e pode ser que
moribundo.
A Eulalia que v ; e, se vir que elle me re-
cebe sem algazarra, mandem-m'u dizer, que eu
vou immedialamente.
n|N'em mesma hora, partram o negociante e a
tilha. Foram direitos ao quarto de Antonio Pe-
reira, na feliz coojunc;io em que elle se eslava
confesando a um bom frade de Grij. L entre a
coosciencia do velho e o ministro de Deus se es-
lava preparando urna branda recepeo a Eulalia.
Duarle, se tambem viesse, encontrara aberloi os
bracos de sea pae.
Aberta a porta do quarto, enlrou Eulalia. Re-
conhecea-a o frade. e levoua pala mi ao leito
do moribundo.
Meu filho onde est ? disse Antonio Pereira.
Logo vem, nio tarda aqui, disse ella, alan-
ceando os olhos para o pae.
Joaquim Luiz mandou chamar a toda a pressa
o genro, eseotou-se cabeceira do eofermo, fal-
lando a lioguagem da esperanza na contlnua;io
da vida da alma na eterna patria dos que a lem
ganhado com suas virtudes. Ouvia-o com anciada
atleocao o algebrado velho, e a reveces desaba-
tata em gemidoa, levando ao peiio alorloroso a
mao de Eulalia. A custo lbe diziaypalavras en-
trecortadas e mal entendidas; mn algumas re-
leve na memoria a lagrimosa menina, que ali se
eslava eslarrecida n'aqaelle espectculo de dts-
aolugo. Diasera-lhe elle: a Se um dia liveres
fume, mioha filha, nio te queiies de mim, que
fui causa do teu desgranado casamento, nem de
teu pae, que foi coatra a mioha opioiio. Per-
da-me, Eulalia, perda-me, que eu devis co-
ohecer meu fllho, e adeviohar que serias infe-
liz.
Applacavam-lhe o receio as meigas expresaes
de Eulalia, e as religiosas coofortaces do nego-
ciante.
Seguiu-se o ser sacramentado o agonisante, j
com poupuisaimoa alelos. Duarte fra chamado
por seu pae repetidas veres.
Nao torno a <-lo, dizia elle. E nao quera
morrer sem v-lo!....
A' mela noit, chegou Duarte, e ouviu o cho-
rar alto de sua mulher, antes de entrar no quar-
to. O negociante sahiu fra, e disse ao genro :
Devia ver como morre um justo, Sr. Duarle.
J morreu ? disse o filho do justo.
Morreu agora* est nos bracos de Eulalia.
Duarte eotrou m qusrto, e sentiu coar-lhe no
aaogue un fri de terror religioso. Tomou a mi
do pae, fitando-o 00 semblante. Eolio viram to-
dos o levantaren)-se as papebraa do suppoato ca-1 Easa agora 1 exclamou a adelaira com
daver. encararen) os olhos no rosto do filho, a!qae entio o Sr. Dr. vae iarar contra mim ?
aasim ticarem, expedido o ultimo alelo.
Iosenaivelmente Duarte curvou o joelho, o lem-
brou-se de sua mi, porque sua mae Ihe ensi-
llara a orago pelos morios.
VIH
O advogado.
Dizia n'uma hora de folga, Jos da Foossca
sua mulher, passado um anno de casado :
Olha, Maris, nio eslou cofiteoto cornizo
nem coratgo
Porque, fllho 11
Comeco a sentir una impelos de ambicio,
que me incommodam I Peosn s vezes na rique-
za, e acredito que bom ser rico. Eis-aqui o qae
me traz em odio de mim mesmo. Agora vou d-
zer-te porque oio estou coatente de ti.
Ora diz, Jos, alalhou Mara, sentando-se
aos ps do marido, e eocostaodo a face i mi
d elle.Porque ests descontente comigo?
Porque me desanimas a ambicio. Vejo-te
sempre alegre na mediana. Mediana querea t
que eu chame ao que realmeote pobreza ; pois
seja medanla. Quando eu te fallo em comprar
para o leu quarto urna banqueta, um adroo, urna
jarra, pedes-me o dioheiro para escolheres e
comprares o objecto, e vaes comprar vestidos pa-
ra mioha mi e irmas. Os amigos, qae nos vi-
silam, j dzem que nos aferrolhamos o dinheiro
oa o damos a juro ; oulros, veodo a modestia eo
descuido da nossa mobilia, di*ulgam que eu sou
jogador. Oulros pedem-me dioheiro de emprea-
timo; e, como eu custo posto dar-lhes urna
parte do que me pedem, vio dizer que eu sou
sovioa, avarenlo e incapaz Je ler amigos que me
custem favores. Diz se geralmente que eu apuro
qualro coco mil cruzados por anno. Pedem-me
contas deste dinheiro, e escaroecem-me quando
eu digo que teria precises de am janlar depoia
de muitas horas de trabalho, se nio foasem o teu
pescoco cor-
pendentes, e
roR
YOUMaLE.
(Conlnuacio do Diario a. 53.)
XVI
Tu ainda nao sabias dastanovidade? disse-
lhe eu ao finalisar.
Ouvi fallar nisso vagamente tea to. Com
os demooios I agora oio me admira, que a velha
tivesse um desmaio.
Porque ?
Dom, faze-te sonso I
Nao lenho esse costume.
Com que, nio o ssbes ? I
Oque?
Ora, essa boa 11....
Diabo de rapaz 1.... falla por urna vez;
desembucha.
-- Maa urna cousa lio publica!.... que
lodo o mundo sabe I....
Oque, homem de Deus?l.... olha qae me
ests masaaodo a paciencia e que nao lenho lem-
po a perder comtigo I
Poia nio aabes que o capito se enfeitava
para D. Josephina ?
Heim?
Digo-te que o capito Miguel Felippa era o
amante de D. Josephina.
Nio o creio. ,
Pois, pergoota-o tea lio.
Urna velha de cincoenta annosl.... *
E oio so tem visto outras anomalas e ana-
cronismos semelhantes ? Demaia o capito nao
era l nenhum mocioho e andar, creio u, pela
meama edade.
Mas,era am homem bem conservado....
Que lem isso ?
.... e podia pretender cousa melhor.
-7 Que querea?.... sao sympalhias do co-
rceo. r
Bonitas sympathiaa I
Poia asaicn mesmo.
e..7L7,0.VaLVa?1.P".' qe d,'b0 'Mrii
-. Eu ni TI taivez quizease aprender a tomar
tabaco ; respondeu-me Jorge, dando urna garga-
Ah I se lu cassoas, exclame rindo-me tam-
bem ; porque peta tus.
Palavra, que oio I perguota 4 leu lio.
E meu lio o qae diz i tua respeito?
Diz que verdsde e qae essa ligacio j dar
ha cinco aonos.
E' iQCilveU.... mu, iz.ma: coroprehen-
des la tambem a pallidez e atrapalhscio em que
Qcou o commeodador?
Pola, elle aempre chegou adesmaiar?
Nio, cassoador; mas ficou tio amarello e
enfiado, que esl-me dando agora que pensar.
Taivez fosse por causa das papoulas:
Quem aabe se por cousa mais seria I.... tai-
vez elle lenha lido parle nesse crime.
Com que ioleresae ?
Eusei?!....
A' vista do qae le acabo de contar, mais de-
preasa seria o Mendooza quem mandaase praticar
esse assasaioato.
Qual t O Mendooza um homem adoidado,
maa incapaz de semelhantes coasas.
Quem sabe?!___
Digo-te qae nio. E' um homem de muilo
bom coracao e iocapaz de fazer mal alguem de
caso pensado. Alm da que, se fosse elle, logo
tudo se saberia ; pois nio tem pepas na lingua e
diz quanto Ihe vam cabeca.
Assim mesmo, sendo o capito o amante da
mulher....
Com que vena?!.... elle nao o sabia, e
ainda que o aoubasae, julgaa te que elle tivesse
ciumes de ama mulher daquella edade?!....
Ciumes, nio; maa e dignidad*....
Ah I ah I ah! a digoidade 1 onde ira ella
aninhar-ae I
Ri-ta; maa concorda que as probabilidadea
sio contra.
Assim parece; mas nao Demsis na nos
eaquecemos do commandaote de navio mercante
quem ae attribue eaaa mor te.
E' verdade.
No entretanto, sempre suspeito am pouco
desse velho.
Qual ?
O tal Afortunado. Olha I ssqueci-me de te
dizer anda urna cousa.
O que 1
Depoia de acudir D. Josephina, meu tio
aproximou-se esse estuporado, admirado de o
ver em tal estado.
E depoia ?
Poz-ae a conversa-lo: ae la preseociasses
o suato a agitaco, em que o vi, ao dizer Ihe mea
lio, que nio ae amofioasse, que elle por interme-
dio da sua carapda havia de descobrir o autor
do crime....
Pola, leu tio disse-lhe isso ?
Disse-lhe e a sos estupefacto subiu de pon-
i, ao ver-lbe o resultado.
Mas, entio j tiajjja tile algumas Apel
Igooro-o; tu bem sabes que mea to gost
overno e os milagrea de economa que tu fazes.
Mana. A culpa d'islo s lu.
Eu I olha que mu'homem tu s 1 iuler-
rorapeu ella, sorrindo como elle sorris.
Es tu, por que me das grandes louvorea e
abrafos, quando eu te cont o meu proceder co-
mo advogado. Devias dizer-me: a nao sejas
crianca ; fat como fazem os outros; olha para
fulano e cicrano, que tem a quarta parle dos leus
clientes, e vivem com aceio, dio assemblaa, vio
com as suaa familiaa ao tbeatro italiano, sahem
para o campo a diverlirem-ae em jantares, e com-
prara propriedades, emquanlo tu, ae assim fores,
ests em risco de vender o pobre predio que teu
pae deixou a ti e a tuas irmas. > Se tu me dis-
aesses isto muitaa e repelidas vezes, eu havia de
cahir ns razio, e aproveitar o perdido. Oa meua
amigos nio andariam a esta hora por ahi a cha-
marem'-me'sovina, avarenlo, desmszellado, e al
jogador. Ora ahi taus a razo porque me vaes sa-
inado urna mulber mal ageitada, e urna melade
que oio serve para bem guiar a oulra melade.
L porque as Sagradas Eacrpturas dizem que tu
s o osso do meu osso, nio cuides que uos deve-
nios reduzir a ossos, e dar a ossada. E' lempo de
nos fazermos gente semelhaoca dos qua sabem
ser gente. Pagamos de coota que a virtude pre-
cisa de ser alterada com um pouquioho de mal-
dade, e vamos cuidar em ser ricos.
Vamos a isso, disse Mara, com ar jovial,
mclavinhiodo os seus dedos nos das mios do
esposo.
Jos da Fooseca eslava pensando como princi-
piar o prospecto do seu enriquecimento, quando
Ihe baleram porta do eacriptorio, onde o dia-
logo se passava.
Era urna adeleira, que trazia ao
dea de ouro com graodea coracoes
nos bracos alguns fados usados.
Disse a adeleira:
Sr. doutor, urna lavradeira de S. Cosme
deu-me a vender dous cordoea, e disse-mo que
os vendease pelo que elles dessem. Fui pesa-Ios
ao contraste o elles linham dezoito moedas. Ou-
lra lavradeira, que imita gana donados cordes
deu-me trnta moedas por elles, s para os por i
vista da outra.
Eu dei deaoilo moedas a dona, e mais o feilio
que me pareceu. Nao liaba obrigago do Ihe dar
mais nada : maa a malvada, sabendo que a visi-
nha me deu trala moedas, maoda-me agora ci-
tar para que Ihe pague mais ooze, que urna Ihe
dei eu de feilio. Que Ihe parece eata pouca ver-
gooba, Sr. Dr. ? Doze moedas sou eu capaz de as
dar a V. S. se Qzer com que ella pagua as cusas
da demanda.
Ors, diga-me perguolou o jurisconsulto
porque prego Ihe disse a dona doa cordoes que oa
veadesse ?
Pelo que elles dessem.
E quanto durara ?
Trila moedas.
Deve Vmc. dar trinta moedas a dona dos
aordes, menos a commissio do seu trabalho.
Isso o que ella quer.
E quer o que Vmc. Ihe deve.
Mas eu dei-lhe o peso do seu ouro.
Mas a dooa dos cordes nio Ihe disse que
os veodesae segundo o peso ; e sim que os veo-
desse pelo que ellas dsssem. Deram trinta moe-
das ; lem Vmc. de restituir doze, fra a precen-
tagem.
Mas que V. S. pode dizer que ella m'os
mandou vender pelo peso, e, se veocer, eu dou-
Ihe as ooze moadas.
Eu nio posso dizer a verdade como Vmc.
m'acootou, mulhersiohs.
Entio nao temos nada folio, Sr. Dr.
Alguma coasa fizemos : Vmc. confessou o
furto deante de duas testemuohas, qae se offere-
eem autora para jurar na justicia da aua causa,
e Vmc. ha de restituir o que nao seu.
E minha mulher tambem va* jurar a favor
da creatora, que pede o que seu. Ora escute
l, mulher. A lavaleira, cujos cordes Vmc.
vendeu, veio antas de noolem aqui con-
auttar-me, e offerecer-me procuracio contra
Vmc. Contou-rae ella olletamente a mesma his-
toria ; eu, porm, como oio tivesie documento
algum, que provaaae a recommeodaco, que Ihe
ella fez da venda, disse-lhe que nio intentaste a
aeco, que a perda. A mulber achou quem Ihe
aceitaase a procuracio, visto que Vmc. foi citada.
Vamos a remediar isto do melhor modo : Vmc.
di-lhe seis moedas ; e ella perda-lhe o restan-
te. Se assim quer, eu farei que ella veoha a
eate accordo.
Maa eu vengo replicn a adeleira se a
demanda fr ao cabo.
Vence, ae a autora nao tiver lestemunhaa
da cooflasio, que Vmc. me fez : mas se, ella as
1 .'a- 0,he mulhsrziohs, a aua conscieacia
nao Ihe diz s vezes que fez um furto f
Agora diz 1 isto oegocio, e, como ooutro
que diz, quem pilhou pilhou, quem oio pilhou
puhaase.
Essa]doutrioa,i Sra. adeleira, aprendeu-a
Vmc. dos francezes ?
Dos francezes ? credo Olha os laJres I rsios
os fundam I
Pois enlao noqueira que bajara porlugue-
zea tambem ladrea. Delxe l sataoaz eotreiido
com elles, e v Vmc. limpando a sua coasicieo-
cia para nao ter de se encontrar com os maldi-
tos francezes no inferno. Olhe que essas moe-
das bao de faier um grande peso na balangs da
justiga divina. Ver Vmc. que leve sent a sua
consciencia em tirando de cima d'ella easa peso
de ouro, que Ihe oio faz nada a sua felicidade, e
pode fazer muita falta a necesslada mulher, que
vendeu os cordes.
Esteve pensativa a adeleira, e disse a final :
O Sr. Dr. parece um missiooarij. assim me
Deus ajude Est dito I Leve o diabo o dinhei-
ro I Man le dizer a mulher que o v buscar onde
ella sabe que eu moro. Fique com Daus I Pa-
rece que j vou mais aliviada. Nio, o seobor.,
se andasse a pregar por essas mandos de Christo,
reslituices nao cansavam I Adeusinho, Sr. Dr.
Mara eatava reparando no aeio da adeleira,
quando ella se retirava, e disse-lhe com sobre-
salto :
Espere ahi, mulher I .. Deixe-me ver um
cordo com urna cruz, que Vmc. aqui traz.
Ai I mioha aenhora, dase a adeleira, agora
pouco trago a venda ; mas sempre teuho trazido
cousas mais lindas... Aqui lem o cordSo.
A quem comprou isto ? exclamou Mara,
descorando.
Que tens tu ? disse Jos da Fonseca Pa-
reces-me extra ordinaria mente agitada com a vis-
ta do cordio !..
Este cordio respondeu francamente a
vendedeira compret-o a um sujeito a quem j
lenho comprado outras cousas muito melhores.
Sabe como se chama o sujeito ? disse
Maria.
A fallar a verdade, mioha senhors, ssei
que elle um figurao que mora ahi para alm da
ponte, o que andava d'antes acavallo com la-
caio.
Maria chegou se ao ouvido do esposo, e disse-
lhe :
E' o cordo que mioha mi deu a Eulalia.
O espasmo de Jos da Fonseca egu*lou o de
Maria. Asituacio de Duarte Pereira era nova
para ambos. Sabiam escassamente que Eulalia
era pouco feliz ; mas, no tocante a riqueza, cui-
davam que o jogador podia, a pessr das coohe-
cidas perdas, sustenta-la sem abalar-se i desgra-
ga de vender asjoias de sua mulher.
Ests bem certa ? disse o advogado a es-
posa Olha qua nio te eoganea I..
V eataa letraa tomou Maria, mostrando
na haste da cruz as inieiaea de sua mi.
Quanto vale este objecto ? dase Fonceea
adeleira.
Eu paguei-o pelo peso que sao seis moedas,
e dei mais qualro crusadoa dovos de feilio.
Por quanto m'o vende Vmc. ?
Por ser para Vmc, dou-lh'o pelo casto.
O advogado foi a gaveta, e ajuntou dinheiro
inaouTcteotepara pagar o cordio. Cbamou de
parte sua mulher, e disse-lhe riodo :
O primeiro advogado dos auditorios do Porto
oio lem seis moedas para comprar o cordo.
Tens I disse Mara, e sshiu do eacripto-
rio, rollando com um punhado de miudezss de
ouro, como anneis, alflnetes e traocelos.
Olhe, mulherdisse tMariaVmc. se quer
aceitar este ouro como penhor ds importancia do
cordio ?
O cordio, respondeu a adeleira, j l o tem
o senhor doutor para m'o pagar quaodo poder.
De um bomem como elle flava ea alqueires de
ouro em p, quanto mais esse nada que ahi fica.
Pois entiodisse o advogadoleve Vmc. o
dioheiro que tenbo, e vira buscar o resto passa-
dos das.
Nao levo nada ;redarguiu a mulher,lo-
mara eu c multo. Cuida qae o seu conselho nao
havia de ser pago? E" oque faltava fazer-me
V. S. um sermo tamanho de graca I Assim me
me salve Deus, que vou melhor do que vim. Ha
bocado eslava c por dentro de ful e vinagre con-
tra a lavradeira dos cordes, a agora eslou, como
o outro que diz, com dr delta, e tomara ea j
dar-lbe o dioheiro que me est c dentro a fazer
peso. Se quizerem alguma cousa de mim, nio
tem mais que mandar chamar a Cwstoiia de Cim
de Villa, ra do Captivo, sou bem conbecida.
Sahiu a Srs. Custodia am paz com a sua cons-
ciencia, como se me otlerece cuidar que pouca
gente sabe do tromeodo tribunal d a coofissio. Ma-
ria, contemplando lagrlmoaa o cordio, dizia :
Minha pobre irma, que aoffrido tena tem
nnguem saber I V lo, Jos, que miserias oc-
cultas vio na easa opulenta de Duarte, do Duarte
que atirava oaro a mios chelas I Com que afUic-
;io mioha irmia tirana de peacogo este cruz que
todss beijamos, quando nossa mi Ih'a lancou ao
pescoco !.. E' preciso restituir-Ih's ; deixae-me
ir levar-lh'a a casa do pae, se o Duarte nao esli-
ver l.
Pensa prmeiramenlereflectiu o marido.__
Convm taivez respeitar o segredo de tua irmia.
Se ella nio confersi as suas dores, mu irm'o-
la obrigar a coofassa-las, restilaiodo-lhe o cor-
dio. Sabe primeiro se ella disse a tua me que o
marido o vendeu. Desmenli-la, se ella engaoou
a mi, levar-lhe am sofTrimeoto que a posse do
cordio nao compensa, Maria.
Nesse relance, foi a casa de seus paes Maris, o
soube que a Irmia fra assislir perigoaa enfer-
raidade do aogro. A mi, j coobecedra das
desventuras secretas de Eulalia, chorava, contan-
do as a Maria.
Al o cordio Ihe deu !dizia ella em alio
ponto de consternagoal iaso, filha, foi vendi-
do paralo jogo I O cordo com que mioha mi
morreu! aquella cruz que eu beijei de sua mi
no dia qm que me case! Dei-lh'a como quem
da" um grande dote, e at lbe disse: a Eulalia,
se liveres fllhas, d primeira qae cazar, esta
cruz qae leva felicidade e salvacao. Seja pelo
divino amor de Deus Nio lbe queio mal i des-
gracada menina por isso Disse-me ella qua,
aates de dar o cordo a Duarte, eilivera da joa-
lhoa a pedir ao senhor crucificado, que o collar
tioha permiltisse ganhar o marido o dioheiro
perdido para pagar as dividas e nio dar a saber
ao pae as suas extravagancias. Em lio mi hora
foi, que perdeu ludo quinto levavs I Saja o Se-
nhor louvado I Deus que sabe a razo das cou-
sas que acontecer. Seria aasim melhor...
E a me nao fez algumas diligencias para
encontrar o cordio ?disse alaria.
Se flz, filha I Maodei a todos os ourives, e
nenhum deu ooticia de o ler comprado. Pedi a
Eulalia que por bons modos perguutasse ao ma-
rido a quem o vendeu ; mas teu pae* ouviu isto,
e disse-nos que nao fallassemos mais em tal cor-
dio.
E a mi, se o achasse, dava-lh'o outra vez
a Eulalia ?
Dava, dava Maria 1... Parece-me que a po-
brezinha eslava livre de msiores desgranas, se
trouxesse ao peito aquello Seobor crucificado I
Poisento, mi, aqui lem o cordo de Eu-
lalia. .
O.Qlha Iezclamou Mariaona esle mes-
mo I O mau divino Senhor, loroastaa s minhas
maoa I lato bom agouro, minhas filhas Foi
um milagre I Se aqui estivesse vosso pae, elle
que vos sabia dizer palavras que todas baviamos
le chorar. Coola-me como foi isto, Mara, como
veio s mios esta reliquia de nossa casa...
gosta
as vezes de brinesr.
E' o nico deefto que Ihe acho.
J vs que, siada mesmo que nio queira,
sempre tenbo motivos de suspeita desae velho al-
miscerado.
Mea charo Jallo, em casos desses, misler
ser mu prudente. Portsnto, nio mais fallemos
nlaso.
Dizes bem ; respond-Ihe levaotando-me e
preparando-n-e para aahlr. Olha I previne i
meu lie de que eu taires paite a noute fra.
J te vas ?
Sim ; parece-me qae tarde.
Sao dez e meia ; disse-me Jorge, consul-
tando o relogia, Queres que te acompauhe?
Nada ; nSo. Obrigado reapondi meio as-
sustado.
E's muito sem ceremonia, retorquiu-me elle
rindo-se ; maa hei de eaber oo.de vi.
Livra-te disso.
Est bom I.... adeos I
Aiamanhaal
XVII
Momentos depois, ea achava-me ao lado da-
quella que amsva.................................
Sentados um ao p do outro sobre o mesmo
sof, com as nossas mos entrelazadas e os nos-
sos coracoes agitado por seusaces as mais de-
liciosas e puras, conrkaavaenos havia algum lem-
po, esquecendo-nos das horas, que decorrlam
velozes para nao volvarem jamis.
A noute permaneca aempre de urna negrura
carregada e aombria, e urna alhmosphera ine-
briante, um vento fresco a balsmico entrara de
vez em quando pela janella entre-aberta, coodu-
ziodo-nos os suaves e embriagadorea aromas das
flores do jardim e das larangeiraa vizinhas, que,
em llgeiros e teouiasimoa eflluvios. derramara ra-
se pela amplalo do eepaco ; augmentando-se
dessa forma a placidez e poesa de que pareca
estar impregnada a natureza.
Vestida aimplesmente de branco, costume que
ella guardara uzualmente e que tanto realce Ihe
!"*_*?_lJ'lhe e8Delt0 e angragado como urna palipassando-lhe o meu brago direito em torno da
cabellos sollos r Rexivel cintura, puchando-a docemenle para
rio e odelinivel em qae as vezes se envolve o
oosso pensamenlo, faz-me sentir qae alada te-
nho longos das de sofTrimeoto qae passsr exila-
do na trra.
Seria certo que ella amasse-me ? Seria possivel
qae o sea cora;io s por mim palpitaase ? que
seus labios s desprendeasem suspiros, que esses
suspiros sfossem dirigidos mim ? I...Pelo me-
nos julgava-o entio; mas hoje tudo isso parece-
me um sonho, tudo urna vaporosa vizio, e ae
consulto o meu coracio, j gasto por tsntas de-
cepges, elle respndame fracamentenio aei I
Du vida desesperadra e lerrivel I Ah I era as-
sim que ella me responda a maior parle das ve-
zes I
Mesmo entre meus bracos, estremecendo de pe-
jo, suspirando de amore desejos sob mitrtaas ca-
ricias defogo.se lbe pergunlavaamas-me?
respondia-me logo com voz entrecortadanio
sei.
Oh I se tu mesma aa vezes ignoravas o teu
amor para comigo, se tambem a duvida te aca-
leotava o espirito, quaodo me Meixavas beijar
esses labios deliciosos e hmidos, entre-abertos
pelo sorrizo do prazer e do amor, ou affagar-te
os negros a luxoriantes cabellos, que te serpea-
vam em gracioaas ondulagei pelas coslaa abai-
xo...o qua poderei eu dizer, depois do que se
passou ? 111... f
Nio sai.,.a semprenio aei................
Principiara por fallar-lhe de amor, comegra
meira iodiaoa, com os negroa .
merc da aragem. nocturna, Laura esculava-me
trmula a assustsds ; respondeodo toda commo-
vida aos meus ardeotes protestos de amor.
En nio podia ver-Ihe as faces assetioadas e
lindas, coradaa por sssa meia tinta rotada, que
oa mulher, e na virgem principalmente, indicara
o pudor e o eoleio ; a eacurid&o a mais completa,
esse denso e negro vu da noute, qae nos cerca-
va por todos os lados, nio m'o parmittia. Mas,
pelo tremor vacillaote da voz, pelo arfar presu-
roso do seio, ea seoliajjpe essa menina ama va -
me, e qae para arroataPSjsaim com todas aa con-
veniencias sociaes, com lados 01 perigos de urna
entrevista i tal hora da noute, era preciso que o
sea amor foaae exceasivo e sincero.
E seria Uso verdade?!...Oh I mea Deus I mau
Deus 1 que de triste nio a coodicao humana !
que de iracas e errneas nio sio todas as nossas
concepca I
A duvida I., aempre a duvida ..sempre a in-
certeza !...tal o eteroo phantaama que nos
acompanha em cada phase da vida...o canoa com
que constantemente deparamos I
Naquelle lempo eu era bem joven; eu linha f
grandiosa 00 amor...soohava na amizade verda-
dera e profunda.
Hoje o scepticismo e a descrenca se apossaram,
pouco pouco, da mioha alma atribulada e ha-
tajaran)-me com osea sApro anregelado e agudo,
como o que vaguis por entre aa trias louzaa dos
sbmdonadoj sepulcros.
S e nicamente a trillis, ene crpe morlua-
mim ; maa ella aempre pdica, aempre temero-
za e assustsds, respondia-me apenas; procuran-
do no entretanto mudar de cooversa............
..........................;.....................
Qaero, sim ; mas por uso mesmo que de-
vemos fallar de voc.
Por qae ? pergentei-lhe, deixando-me in-
sensivelmente arrestar palas suaa doces palavras.
Nao me pede voc que o ame como urna ir-
mia, qae o acooaelbe, qae o consote em todos
os pasaos da ida ?
Ah I ae aempre procedeasas assim I
Pots bem ; respondeu-me ella com um mo-
do fagoeiro.E' precito estudar e voc esta-se
tornando am pouco vsdio.
Pois, nio s tu mesma qua applaudea os
meus progressoa as linguas ? I
Ai 1 nio I ratorquio-me meio rlzoohs.
Voc diase qae me eosinsris o francs se eu Ihe
ensinasse o italiano, e oas nosaaa iiedea, quer
Ah I disse-lhe estimulado ; queres que la
retrate oa teus olhos ? I...
Nio s quero; mando respondeu-me ella
tomando um ar senboril.Nio me tem voc dito
tantas vezes, que os meus olhos Ihe dio Insp-
rales ?
E' verdade; ouvo-me e desculpa o arrojo
de quem tanto te ama ; toroei-lhe beijando-lhe
aa mios e depois de passado um momento :
Quem me dera trovador
Ser ao menos, ou pintor...
Todo fogo...todo amor...
P'ra teus olhos descrever ;
Olhos negros, cintiliantet.
Que vencendo, fulgurantes,
As estrellas maia (minantes, ,
Fazem mesmo enlouquecer!
Mas inda que, eu lyrs bouvesse,
Por mais estro qae tivesse,
Nio...nio creio que podesse
Esses olhos esbogar ;
Que a voz mais eloquente,
O pincel maia escolente,
Nem o vate o mais ardenle
Nio n'os podem retratar.
Olhos bellos, como os leus,
Eu duvido que al Deus,
Entre os oulros anjoa aeus.
Os possua da valor;
Se ella dea-te a primazia,
Creio ea que nio previa
Ouantoa males nelles ia
Em Ihea dar tanto fulgor.
Eatio muilo bonitos; mas ha urna difficul-
dade ; diase-me ella, procurando melter-me
bulha.
\ Qual ?
E' que eu nio tenbo os olhos negros.
Poia, os teus olhos nio sao prelos ? inquir
davidoso.
Nio.
Ta gracejas poia oio o aei ea ? ta mesma
nao m'o tens por vezes affirmado ? !
Pois nao sio, nio ; oa pelo menos oio
quero agora que o aejam.
Bom I entio diz-me de que cor sao.
Nio sei.
Poia, deisa-me v-los.
E preocurava, apesar da escuridao, chegar o
tea rosto junto ao aeu ; ella repellia-ma, po-
sea, braadamente, voltaodo-se para o lado op-
osto.
Vendo sabirem infructferas aa minhas tentan-
te
Maa priacipiava a contar o caso de si li (im-
ples como a siogeleza com qae o leitor m'o ou-
viu, em testemunho da sua muita paciencia ou
amor s dcscripQoes siogelas. A chegada de
Duarte interrompera o cont, que Maria depois
proseguiu, pariindo o cunhado ao chamameuto
do pae moribundo. .*>
Para nos aviaiabarmos da epigraphe dista ca-
pitulo, iremos dizeodo o que a reminiscencia nos
der das noliciss que houveraos do advogado Jos
da Fooseca. Nio seguimos o curso dos annos,
porque nos deram era tragos desligados a sua bio-
graphia obscura.
Sabemos que Jos da Fonseca, depois de qualro
annos de casado, sobre gozar crditos de muito
saber e probidade egual, posaaia de suas ecooo-
miaa cabedal aufficieote para comprar urna quin-
ta nos arredores do Porto. Maria j eolio era mi,
e pensara muito emaegurar o futuro de seu fllho
em propriedades rusticas. Neate pensamenlo
ambos liobam irabalbado incansavelmente Irea
annos : elle no escriptorio, ella 00 amenho da
cass, privando-se da criada para forrar o que
podia supprir com as suas doces canceiras. O di-
nheiro para a quinta eatava vencido, quaodo o
advogado perdeu urna causa que elle julgava evi-
dentemente vencida, e por involuntario descuido
seu ae perder Consistir o descuido em deixar
elle as suas gavetas urna certidio de um prazo,
em que funda va a justiga do proceaso, j em jul-
gameoto no tribunal da supplicgao. Perdida a
demanda, Fooseca, indignado da injustas, fo-
Iheou os autos em basca do documento nao men-
cionado no accordio. Como o oio visse ; nem o
auto de ajuolamento dalle aosfeilos, culpou-se a
si da perda do letlgio, procarou o documento, o
encontrou-o baralbado entre papis.
Nada disse a Mara. Sabia para esconder dos
olhos extremosos e perscrutadores da eaposa a
sua amargura. Voltou s ooraa do trabalho, e de-
balde se esforcou em torear o espirito so lavor,
que to charo lbe era. Ouviu com semblante ri-
sonho fallar-lhe Maria da quinta apalavrada, e
conlou com ella os dias que faltavam para irem
lomar posse, ou l passsr urnas ferias.
Ao dia seguiote, o cliente de Jos da Fonseca,
esmagado na sua justiga. veio, carpiodo se, pedir
ao seu patrono que Ihe esperasse alguns mezes
pelos seus salarios, visto que elle, perdeodo a
causa que tio vencida e justamente vencida jul-
gava, licava pobre, e carregado de dividas. Ter-
minou com lagrimas o cliente o seu discurso, sem
proferir palavra que onerasseo advog&doda res-
poosabilidade da perda.
Jos da Fonseca ouviu-o em silencio, silencio
que o cliente interpretara como desagrado do pe-
dido.
O meu conslituinte nada me devedisse o
advogado.
[Continuar-te-ha.)
'""""" "". "" uu iifuea, quer / veuuosaoirem intructtleras as minhas tentall-
enstnando, qner aprendendo, voc mostrase in-I/vas, disse-lbe depoia de passado aa instante i
iDrimanla inniiolri a nn ha n fleto fav lr.*#.;n .
teiramente inquieto e oio aabe o qae fas.
E sabes tu o que me torna lio abstrseto ?
O qu ?
Os teus olhos, querida Liara; etset olhoi
tio fetticeiros e bellos, o qae tanto me fas acla-
mar.
Sim ? I disse-me ella aorrindo-ae.Aposto
qae voc nem ssbe de que cor elles sie I 7
Oh! pois, nio I Al os plottrit se folie
am Rsphiel ou Murilio. 7
Davldo I /
silencio
Pois bem ; nio hsja duvida.
rarei satisfazer-le ; escuta :
Dlses aojo, qae teus olhos
Nio sio negros.De que sio ?
Ai I nao aei aa tens razio,
Que o fulgor, qua nelles brilha,
Nio permtttem que eu ae afflrme
Se alo negros, furia-corea,
Se de azul tea os primores
Oa do pardo ea corea trllba.
Eu proco

Sei somenle qae, de fogo,
Esses olhos sciotillantes,
Tem poderes fascinantes,
Que nio podes la negsr;
Pois se em mim elles se fltam,
Fico lonco, arrebatado,
E at quero exlssiado
A' teus ps me prosterosr.
Mulher, virgem, oa aojo,
Donzelta que aempre amei,
Dze ta, qa'en nao n'o aei,
Ai a cor que oa olhos tem I
Que eu com medo do perigo
D'ioda ser mais inflamado,
Por am fogo tio sagrado,
Nao o'oa qaero mirar bem I
E eolio, nio me aahi bem ? nio gaohei ?
perguntei-lhe, buscando envolve-la nos bracos.
Tenha modo, Julio I voc nao tem maia
que fazar ? disse meio gostoss, meio assustada ;
procurando moatrar-se enfadada.
E o qae qaeres qae faca, aenio a mar-te ?
nieto cifra-ae toda a mioha existencia. A minha
gloria, amar-te ; a mioha ambicio, ser amado
por ti. Se amasses-me tanto como ea te amo,
nio me dariaa deagostoa, ferias sempre o que ea
qaizesse....
E o que voc quer ?
Quero que me ames, S mim s ; que o tea
peosameoto s se oceupe de mim; quero que
sejas mioha, onviste? ....minha s....que o tea
coracio, a tua alma, o tea corpo, lado......todo
me perteoca. S assim eu seria perfeitamenle
feliz.
Maa....para qae quer voc qae eu seja saa?
perguolou ella commovida e reflectidameote.
Hesitei am instante ao ouvir tio Ingenua como
extraoha pergunta ; mu esse instante passou
rspldo como o faslar do relmpago, veloz como
o pensamenlo humano.
E bruscamente, sem Iraozigo, eslretei-e com
delirio em meus bracos e cobriodo-lhe os labios,
aa faces, os olhos e o seio com os meas beijos
rdanles, exclsmei completamente fra de mim
Para que ? 1. para amar-te e aer por 11
amado .. para iniclar-te em todoa oa mis-
teriosos prszeres do amor e para qae aa nes-
saa almaa se elevem eos ceas reunidas .. con-
fundidas em um s cntico.....inspiradas por
am s hyraoo de gozo ioefavel e supremo I -
E sea attender aoa doce* suspiros, qae ae Ihe
escapara do seio, cootinuava a prodigalisar-lhe
aa maia apaixooadaa caricias...........
.....
. .. ,
.............>.*.
............>
* ......
[Continumr-tt ka.)
PIRN.TTP. DE M. P. DE FARIA& FILBO i82.
____


Full Text
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