Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09510


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Full Text
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AIIO IXXVM. MIPQ 54.
*We 3Q G?iTAIf .


tres neMsadiaiUrits ftfOOft
Pr tres mezes vencidts 6$O00
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QDiHTA FEIRA 6 DE MARCO BE I-62.
if
Par nno adianUdo 1!
Porte fraiet pira subscriptor
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ENGARBEGADOS DA SUBSCRIPgAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Araeaty, o Sr. A. de Lemoa Braga; Cear o Sr.
. Jos de Oliveira; Hiranbio, o Sr. Joaquim
Marquei Rodrigue; Par, Justino J. Ramo* ;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUL
Alagdas, o Sr. Oaudino Falcao Das; Bahia,
o Sr. Jos Martina Airea; Rio de Janeiro, o Sr-
Joao Pereira Martina.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olioda todo* oa dias as 9yi barae do dia.
' Iguarass, Goianne, e Parahyba naa segundas
e aextaa-feiras.
S. Antao, Beierros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuna naa tergas-feirai.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pea
queira, logazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viata,
Ouricurye Ex nasquaiias-feirea.
Cabo, Serinhem, Rio Forro oso. Una, Barreiros
Agua Preta, Pimeotelraa e Natal quintas feiras.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARgO.
8 Quarto crescente aa 2 horas e 40 mina toa da
manba.
15 La eheia as 2 horas e 35 mina toa da tarde.
SR Quarto minguen te aa 7 horas e 8 mi a utos da
manba.
29 La ora as 5 horas e 4 minutos da manhaa.
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 8. horas e 30 minutos da machia.
(Todoa oa correioa parlem as 10 horas da manhaa Segando as 8 horas e 54 minutos da tarde.
PARTIDA DOS VAPORES COSTEIROS.
Para o tul al Arabas 5 e JO; para o norte
at a Granja 14 e S9 de cada mez.
_ 'TH>A DOS OKWIBUS.
J" Recife = do Apipveo, a 61|2, 7, 7 IlJ, 8
e 8 li2 da m ; de Olinda s 8 da m. e 6 da t.; de
Jaboatao s 6 1|2 da m.; do Caxang e Vanea
a 7 da m.; de Bem/iea s 8 da m.
4 l|Si. 5. 5 1|4. 5 1,2 e 6 da l.; para Olinda s 7
da ro. e 8 1|2 da t.; p,ra jahoato a 4 da t.; para
o Caxang e Farreo s 4 Ii2 da t.; para Bcmfica
aa 4 da t.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas quintas.
Relajo: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas a 10 boras.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orpbioa: lergas e sextas s 10 boras.
Primeira vara do eivel: tergas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do eivel: qu arrase sabbados l
bora da tarde.

DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Hemelerio >.; 8. Cunegondes.
4 Terca. S. Caaimiro rei ; 8. Lucio oTm
5 Quera de Cinia. S. Theophilo b ; S. Focas
6 Quinta. S. Olegario b. ; S. Col leeta v. m.'
7 Sexta. A oreco de Jeaua Chriato no borlo.
8 Sabbado. S. Joo de Dos inst. dos r. da earid
9 Domingo. S. Francisca Romana viuvs.
ASSIGNA-SE
no Recife, em a Imana da praea da Indepen-
dencia ns. 6 e 8, dos proprietarios Manoel Fituei-
roa de Feria & Filho.
PiRTE OFFICItL.
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 1 de mareo
de i
Officio ao coro mndenla das armas.Sirva-se
V. Exc. de expedir suas ordena para que nos diss
2, 3 e do crrante sejem os quatro districtos
desta cidade percorridoscada um delles das 2 ho-
ras da tarde em diante por duas palrulhss de
cabellarla, devendo o offlcial que-os houver de
roodar eoteoder-ae com o Dr. chefe d polica.
Djto ao mesmo. Communico a V. Exc. para
aeu conhecimeoto que o Eco. presidente do Rio
Grande do Norte, seguodo declarou-me em offi-
ci de 21 de fevereiro ultimo, conceder por des-
recrudeace, mandando para alli o medico abi exis-
tente, e bem assim a baeta e remedios, que forem
necessarios para o tratamenlo dos enfermos.
Communicou-se ao respectivo delegado.
Dito ao juiz de orphos do Recife.Communico
a Vmc., para sua intelligencia, que em aviso do
ministerio dos negocios eslrangeiros de 13 de fe-
vereiro ultimo, flra spprovada a delibaracao que
tomei de mandar entregar ao cnsul da Franca
oeste provincia, como elle solicitara, o produc-
to liquido da heranca do subdito francez J. E.
Chsrdon.
Dito ao bacharel Belbino Cesar de Mello.
Constando de participacao da secretan de estado
dos negocios da justiea de 18 de fevereiro lindo,
que por decreto de 14 do mesmo mez S. M. o Im-
perador houve por bem nemear a Vmc. para o
lugar de juiz municipal e de orphos do termo do
tervieram em oatras por commissio, nao tem lu-
gar o que requer.
Thomaz Antonio Ramos Zsny. Informe o Sr.
director das obras publicas.
pacho de 18 do referido mez ao 2" cadete do 9 Buique ; assim Ib'o communico, am deque,
batalbo de infantera addido a companhia de
cacadores daquella provincia Miguel Joaquim
Machado trea mezes de licenca para tratar de sua
saude.Offlciou.se ao Exm. presidente daquella
provincia.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. En. de designar
um. offlcial para acompanhar at o termo de, Na-
zareth o capilo reformado do exercilo Antonio
Alvea dePaiva, jue se acha detento no quartel
**??* batalbo de iofantaria, caso qoeira elle ir
alli assistir a formaco da culpa pelo crime da
ameagas corameltido pelo mesmo capilo contra
o respectivo juiz municipal.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Ecc. de informar
acerca do que pede no incluso requerimento
Francisca Maris dos Prazeres.
Dito ao meamo.Communico a V. Exc. que
oesta dala conced a liceoga por lempo de tres
mezes que solicilou o cadete do 9o betalho de
iofantaria Menoel Francisco da Sitveira Lessa pa-
ra tratar de aua aaode fra da capital.
Dito ao ebefe de polica.Remello a V. S. pa-
ra o fim conveniente o incluso exemplar do de-
creto n. 2874 de 31 de dezembro prximo fiado
regulando a execucao da lei n. 1099 de 18 de se-
zerubro de 1860, que prohibe as loteras e rifas
nao autoriaadas e d aogoverno a faculdade para
.conceder loteras.Idnticos a thesoureria de fa-
zenda provincial.
Dito ao inspector do thesoarariade fezeodi.
Transmuto a V. S. para o flm conveniente, o in-
cluso aviso de letra na importancia de 2509000
saccada pela thesouraria de rendas da provincia
do Rio Grande do Norte sobre essa e a favor de
Jos Joaquim de Lima Jnior ou a sua ordem.
Communicou-se ao Exm. preaidente daquella pro-
vincia.
'Dio ao mesmo.Em visla do pedido que de-
volvo em duplcala, mande V. S. adiantar ao al-
moxarife do hospital militar a qosntia de 1:000$
para occorrer as despezas daquelle eatabeleeimen-
to na primeira quinzena desle mez ; pois que se-
gundo consta de sua iuormago de hoje, aob n:
160, nao ha inconveniente nease adiamntenlo.
Communicou-se ao commandante das armaa.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Remello a V. S. o Incluso exemplar do Diario dt
Pernambuco\a. 42 de 20 de fevereiro ultimo no
qual se acha se acha publicado o regulamento
dada em 15 de selerobro do anno prximo passa-
do a eollectoriaa cargo dessa thesouraria, allm
de que leona o predito regulamento a devida
execucao.
Dito ao mesmo.De conformidale com o que
solicitou o director geral da ioatrucco publica,
em offlcio de 25 de fevereiro ultimo, aob o. 60,
recommeodoa V. S. que mande entregar ao di-
rector do collegio doa orphos de Santa Thareza
era Olinda, a quaotia de 628000. constante da re-
faci junta, para pagamento das diarias dos Afri-
ceooa livres empregados no servico daquelle es-
tabelecimento no correte mes.Communicou-se
ao director geral da inslrucco publiea.
Dito ao inspector do arsenal de martnha.Em
vista das pondereces por V. S. apreseoladea em
aeu officio n. 118 data de 27 ne fevereiro ulti-
mo, o autoriao a contratar um oolro enfermeiro
para com o que actualmente aerve nessa qualida-
de na enfermara estabelecida nesse arsenal, al-
ternar entre ai o servico do tratamenlo das pes
soas accommettidaa da epidemia reinante.Com-
municou-se a thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Fago a presen lar a V. S. para
ser alistado na compaohia de aprendizea meno-
res desee arsenal, bavendo vaga, e achando-se
as condi(5es legaes, o menor Cosme Damiao,
prestado o devido juramento, entre logo em exe
cugo, independentemente de titulo, que apre-
sentsr no prazo de tres mezes, contados deata
data..Igual ao bacharel Agnllo Jos Gonzaga.
Dito ao promotor publico do Bonito.Remello
a Vmc. copia da repvesentago, que em 18 de de-
zembro ultimo rae dirigi a cmara municipal do
Bonito, aflm de que mande intentar contra o juiz
de pazaecussdo Joo Braz de Vasconcellos o pro-
cedimento legal, que couber, se para iaso bourer
fundamento.
Dito ao delegado do Cabo.Pelo seu officio de
25 e outro de 24 do mez Ando do juiz de direito
da comarca, Bquei inteirado do que Vmc. me
commuoicou com referencia a epidemia do cho-
lera nesse termo.
Dte ao engenheiro W. Martineau. Respoo-
dendo ao officio que Vmc. me dirigi hontem, te-
nho a dher que o mioislro brasileiro em Londres
j est prevenido de que s dever pagar na-
quella capital, era vista de um certificado remel-
tido daqui, os 62 0009 que, de confprmidade com
o contrato celebrado para a cooatrucco da ponte
de ferro entre o thealro de Sania Isabel e a ra
d'Aurora, tem de ser alli entregues ao respectivo
empreiteiro.
Dito ao Dr. Ernesto Feliciano da Silva Tavares
Recommendo a Vmc. que em suas visitas aoa
dtflerenles pontos dessa comares, teohs em chn-
siderago a freguezie da Luz, onde a epidemia
parece recrudescer, aflm de prestar seus cuidados
aoa desvalidos, que estivereoa della affectados.
Dito ao voreador da camera mnoicipal de Olio-
da Manoel Joaquim de Miranda Lobo. Em visla
do que informa a cmara municipal de Olioda no
officio junto por copia nao ha que providenciar
sobre o que expde Vmc. em seu officio de 7 de
fevereiro ultimo.
Dito ao conselho administrativo. Promova o
cooselho administrativo, para serem enviados ao
Rio Grande do Norte na primeira opportuoidade,
conforme solicita o Exm. presideote daquella pro-
vincia, a compra dos medicamentos constante da
relaco junta. *
Dito ao commandante do destacamento! do Bre-
jo. Racommeodn a Vmc. que satisfgala requi-
sico de forc que I he fuer o delegado do termo
de Caruar na diligencia a que vai nessa co-
marca.
Dito ao director das obras militares. Consi-
dere Vmc. addido a essa repartico aflm de coad-
juva-lo nos respectivos trabamos o capillo do
corpo de engenheiros Domingos Jos Rodrigues,
que foi mandado pc-r a minba dispoaic.io como
coosta da ordem do dia n. 303 de 4 de fevereiro
prximo lindo. Comraunicou-ae ao trigadeiro
..j..i. -i..------ .i--------a ^g ja-
E oa que a Europa que poderia exercer alli urna
influencie saluter mediante umt politice prudente,
originar males sera fim, sem crear cousa\alguma
deduravel.
O commercio e a industria europeas nao en-
contrar} mais vantagens, nem animsgo -\ alli,
onde magosodo-se o aentimento nacional, se
quer tratar narres anda novas como *povos bar-
ba t os. "
A Franga, a Inglaterra e a Hespanba colhero
amargas decepces, altrahiro aobre ai o odio im-
placavel, e perfeitameote justificado dos poros,
se peraistirem no projecto em questo.
Do Mxico Blgica a transigo nao difficil r
porque, no dizer de grande parte da imprensa, o
rei Leopoldo, cuja residencia em Londres se tem
prolongado, nao estranho a essas negociacoes,
que collocaram on seu genro archiduque Ma-
ximiliano, ou seu Blho conde de Flaodrea/a
teala do novo imperio mexicano. Mas este rei
de orna aabedoria proverbial, poltico profundo,
monarcha constitucional prototypo, nao daquel-
les qne curvam a cabera ao jugo napoleooino ;
elle que j regeitou o throoo da Grecia, poii a aeu
ver mercadejavam esse estado por suas fronteiras
de sorte que nao previa nem independencia, nem
desenvolvimento ulterior possivel, nao pode hoje
aconselhar nao digo bem intrigar e trabalhar
oceultemente para assegurar a seu genro ou a
aeu filho ura throoo que baqueana logo que uao
fosee sustentado pelas bayonetas francesas.
Assim, pois, deve antea attribuir-ae a demora
do rei da-Belgica na Inglaterra ao facto de que a
. CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Bruxellaa, 7 de fevereiro de 1862.
A grande scena poltica de Europa, direi mes-
moquasi de lodo o mundo, nunca deixa de
fornecer materia sufficiente para preencher aa
linhaa de urna correspondencia.
Da ultima vez foi incidente do Trent, boje
felizmente concluido conforme as minhaa previ-
sdes : agora Napoleao III que auseila urna
questo lo nova como imprevistaa quettodo
Mxico.
Como ella a ordem do dia permila-me coo-
ssgrar-lhe a maior parle desta minha correspon-
dencia.
De ha muito qne os jornaes francezes e ingie-
res fazem presentir que o fim daallianga bespa-
no-angto-fraoceza, que se dizia aer um pedido
de reparacees por offenaas, e iodemnisacoes de
prejoizoa causados sos subditos daqaellas tres
potencias, passava da creaco forg de ama mo-
narchia no Mxico em proteto do archiduque
Maximiliano, irmo do imperador da Austria.
E agora a dar-so inteiro crdito a aquellos jor-
naes nao resta mais duvida da que ae pretende
reerguer o anligo throoo imperial deMontezu-
ma, ouir'o,ra derribado traicoeiramente pela per-
fidia de Fernando Cortez. Aps um iotervallo
de quatro seculos o Mxico presenciar urna no-
va invaso em suas terrea : mas deata vez em
lugar do crucifixo que os aventureiros hespa-
nhoes cooduziam n'uma des mosao passo que
com a outra saquea va m, matavam e degola vara,
deata ves, digo, os soldados de Napoleao III alli
entraran a toque de caixa. com as bayonetas ca-
ladas, agitando a urna da* elticou, para o suf-
fragio universal I
E' esta a panacea para todos os males : foi a
meama que ae empregou em 2de dezembro de
1852 na Franga, e que produzio em resultado
urna unanimidade de votos roaravilbosa pira o
imperador: tambem ha de deixar sentir os seus
eff>itos sal ule res no Mxico em favor do archidu- depois da abertura do parlamento holaoffrido
que Maximiliano. Demsis nojfoi ella que for- Den>. fortes ioterpellac,oes e estallos. A tamuria
neceu anda Franca a mtioria dos suffrtgios clerical parece querer deaforrar-se do longo si-
para a aonexaco de Niza e da Saboia ? j l*ncio que tem guardado depois que cabio1, do po-
O povo mexicano volar igualmente aob a im- i aer > e suscita questoes polticas urnas anos ou-
presso daa bayonetea intelligentes que figura- ,ra'. suppondo qu com esta tctica con eguir
obstar, ao menos na presente aesso, a discusso
dos projectos de lei relativos t fabricas de Igreja,
reforma eleiloral, e a bolsas oniversitaflsa.
' Foi assim que esta minora proceden oa niscus-
So geral do ornamento do interior para 1B62 ;
se li-
mita a entreter a cmara e o paiz com a|s rois
fineta e ignobeit q%esles pessoaes. t V aul-
laos o rgimen parlamentar, lhes dlzia hantem
Frere Orban n'um discurso que toroou-se
bre. a ponto de vosoecupardescom quealo
sigoiUcaotog; trezeis sempre na bocea as
vras unfo, coociliago ; porm nem n
ro Masado Freir Pereira da Silva, aeguio para a i8eoS
respectiva comarca no dia 3 do correte.
t- Ao 4 eacripturario da alfaodega desta cida-
de, o Sr. Francisco de Sales Fesreira Ras, fo-
rana concedidos don mezes de licesea com o des-
cont da 5a parte doerdeoado, aflm de ir & cor-
te.
Foi recommendado pela presidencia ao Sr.
Dr. Ernesto Feliciano da Silva Tavares, medico
commitsionado para a villa de Pao d'Alho, que
liveste considerago a freguezia da Luz, onde ha-
via recrudescido o mal, aflm, de que nao soffres-
sem os desvalidos que fossem accommettido
delle.
Por aclodo governo imperial de 13 do pes-
aado foi approvade a deliberago da presidencia
desta provincia de mandar entregar a cnsul do
Franca o producto liquido da heranca do subdito
daquella naca J. E. Cbardoo, com fora pelo
meamo coutul sollicitado.
O Sr. inspector do arsenal de aaarinha foi
casos erara raros, tornavam-ae mais fortes.'.
Disse atis que em alguos engenbos continuara
com mais ou menos furor; maa em pequea
escale, de msneira que j pouco aawatave, o-
que, oo appsrecendo recrudescencia dos pontos
esperada*, tioha entendido detpensar Dr. Mo-
reno Braodao que devia seguir para esta cidade.
a'Z' '"i?* que ndittricto de Nota* Senhora
do O de 20 a 27 do mez- fiado tinbam morrido
nove pestoas ; mas qw dos outros- ponte* nada
coottavo.
Em ura officio de 4 do correte, dirigido da
mesma cidade a S. Exc, disse o- major Barros
que a epidemia eslava extincta t>aq ca, e que es casos destocados que anda appare-
ciam nos a-rrabaldes da cidade, e em alguna en-
genhos do districlo de Goiaaoiuha. e na povoa-
jao de Camulaoga do districlo de TimbauPe eram
es ltimos tiros das seotinellas perdMaa que o
immigo em aua fuga nao linha podido reunir;
pelo que o mal j nao oceupava alleueo dos
autorisado a contratar um enfermeiro para ajudar i V"m.^. '-'"'""---------'3"*"
ha na enfermera daquelle niabeleci- !TZSLZft*!!!^ +* ,od-os' *lwga-
ao que
ment.
A ioscripeo para o concurso ao provimeo-
to da cadeira de ingles, que acha-ae vaga no
carao de preparatorios da Faculdade de Direito
desta cidade, en cerra se no dia 8 do correte,
seguodo resolugao da respectiva directorio ba-
teada no artigo 114 do regulamento complemen-
tar.
as domingas da presente quaresma eele-
brar-ae-ho misaas aolemoes com predica na
raioha Victoria, acabrunhada pela perda cruel igreja de S. Pedro desta cidade.
que nao pode esquecer, tem anda necessidade
daa comolacpee do seu paternal amigo e confi-
dente Leopoldo. E ae querem indagar a tazo
daa multiplicadas coofereocias do oosso rei com
os principis estadistas ioglezes, illudir-se-ha to-
do aquello que nao tuppozer ao menos que oessss
cooferenciaa ae tem tratado da grave questo da
Venecia ; pois que ah est o maior perigo nao
s para a Austria, como tambem para a Blgica -.
um ataque feito pelas armas franco-italianas con-
tra o quadnjatero troria logo aps ama /guerra
sobre o Rheoo. j
O rei Leopoldo rollar oa prxima viodc-ura se-
mana acompeohido pelo principe de Galles, que
se prepara para urna viagem ao Oriente. I Os mi-
nistros do rei, especialmente aquello que Irte
mais caro o baro Chazal, mioislro da guerra,
commandante das armat e a thesourar
zenda.
Por tae.O presidente da provincia,
posta do chefe de polica, reaolve exout rar a pe-
" iveira do
sob pro-
dido o capito Joaquim Francisco de O
cargo de delegado de polica do termo
que, e nomea para substitu lo o majoi Mauricio
:ommao-
dantea de
fr apresen ada, que
Miranda
de Souza TavoraCommunicou-se ao
daote daa armas e Dr. chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia ordena a to-
das as autoridades, officiaes e com man
destacamentos a que esta
prestera ao alferet Manoel Germano d
todo o auxilio que requisilar para o de empenho-j
da commisso de que se acha encarregado pelo Dr.
chefe de polica.
Dita.0 presideote da provincia, lene o em vis-
ta o que requereu o 4" eacripturario da alfaodega
deata capital Fraociaco de Sedea Ferr ra Ras,
e bem aasim as iuformages ministradas pelaa re-
que me foi ap'resentsdo para esse flm pelo Dr! Prlic6ea competentes, resolve concede -Ihe doua
do Bui-
chefe de polica, por achar-se em completo des-
amparo.Commuoicou se ao D-, chefe de po-
lica.
Dito ao mesmo.Respondo ao aeu officio n.
116, e date de 26 de fevereiro ultimo, diieodo-
Ihe.que mande recolher ao hospital portuguez
de beneficencia o portuguez desvalido Antonio do
Patrocinio Pereira, que tendo sido reeolhido a
enfermara estabelecida nesse arsenal como ac-
commettido do cholera-morbus, veriflcou-ae de-
pois uosoffrer elle desse mal, e sim de molestia
que demanda prompto tratamenlo.Communi-
cou-se ao provedor do hospital portuguez de be-
neficencia.
Dito ao mesmo.Asseveraodo o capilo do
porto na soa ioformac,o, junta por copia, que as
canoas tomam area justamente no ponto por V,
S. indicado em seu ofDcto.de 24 de fevereiro ulti-
mo, sob o. 109, nenhuma providencia resta a to-
rner-se no sentido da requiaigo conlida na citado
officio ; cooviado que V, S. informe ecerca do fi-
nal da uieama informago.
Dito ao meamo.Mande V. S. alistar na com-
paohia de aprendizes desse arsenal, se esliver as
condigdes legaes, o menor de nome Manoel.
Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. recolher esse
arsenal a Africana livre de nome Eufemia, que
se acha ao servico do cemiterio publico de Olinda,
e que por ler dado luz urna cria, nao pode con-
tinuar no dte servigo.Communicou-se acama-
ra municipal de Olinda.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia. Sirva-se Vmc. de expedir as suas orden,
afim de que seja receido e tratado no hospital da
caridade o pardo de neme Jos Mandes, que. se-
guodo parlicipou o Dr.chefe de policia, resuena
freguezia da Verzea e est soffrendo de molestia
pulmonar einteiramenle ao desamparo, o que Ihe
ser remetlido por parte daquelle funecionario.>
Commuoicou-ae ao chefe de polica.
Dito cmara municipal de Garantios.Res-
poodeodo ao que me consulta a cenara munici-
pal de Garanhuas em seu officio de 30 de Janeiro
ultimo, cabe-me dizer: l,que deve essa cmara
satietater pela verba decretada no art. 15 da lei
n. 480 de 16 de meio de 1860, asdespezas relati-
vas as custaa dos procesaos decebidos durante
aqualle txercicio municipal, nao s no seu muni-
cipio, seoe tambem nos de S. Beato e do Bom
Cooselrto, emquanto oestes nao bouver jar?/ ; 2o.
que depois da lei D. 516 de 18 de junbe do anoo
paaaado, que detigoou a cada um daquelles mu-
icipioii a quaotia de 50j> para semelhantes det-
pezas, deven correr por cunta de cada um delles
aa que ae luerem pelos procesaos instaurados nos
seas respectivos municipios, e oujoa toa forem
abtolvidos ; 3\ que as mullas por falla de com-
parecieneoto naa aessoes a0 jury devem ser co-
bradas em favr dt municipalidad, a que perlen-
cer o multado.
Dito ao juit de direito Interino do Po-d'Alho.
Reeommeodo a Vine, que preste ba attenco
a freguezia da Luz, onde parece qee a epidemia
mezes Je licenca com descont da 5* parte do
ordenado que vence, para ir a corte.
Dita.Oa Sra. ageotea da compaohia brasilea
de paquetes a vapor maodem dar transporte para
a corte por coota do ministerio da guerra, ao l-
ente Manoel Verisaimo da Silva, o quall vai reu-
nir-se ao 12 balslho de infartara a que per-
tence, levando comsigo sua familia copoposla de
mulher e quatro lilhos.Communicou-se ao com-
mandante das armas.
rara em Niza, e podem ficar todos bem certos do
que apregoa o Monitor frencezisto que a
operarlo eleiloral, cujo resultado ae acha de ao -
temo fizado, lera lugar com a mais completa re-
gulandade I
Quando se reflecte nesse allantadoioqualifica-* essa tctica muito nesquinha, por isso qu
vel contra a independencia e a liberdade de um
povo, atteolado proclamado allu e bom som,
francamente annunciado por aquellos mesmos
qu trazem continuamente aa bocea a palavra de
neciooelidade, quasi que se nao pJe crer-em
semelhanle projecto.
E Napoleao III, o mesaias das oaces liberta,
daa, o hroe e combateote desinteressado em fa- d,r- nam na opposigo nostrasles sinda qu
vor das causea grandes e nobres, a velha e li- des conciliadoras. No poder spressasles vos
vre Inglaterra, a liespaohaa constitucional mes vossa queda com urna poltica extreme
por easenciaque ora se ligam, se abracan, e ae na opposigao deprimir o tystema parlamentar, e
do as mos para deprimir urna pequea repu- Dao receiaes como em 1852 em cavar a ruina dos
blica, eoutorgar-lhe nao s instituiges monar- lberaes appellando para o estrangeiro.
cele-
ea o-
palt-
> po-
lida-
mes-
Posto
chicas, como tambem um principe de sua es- .Mr. Guillery da esquerda extrema reforgou a-
colha 1 vida, e tornou maisterrivel a derrota mura cau-
Ainda mais : essas potencias ousam Invocar a ""l!i a" pattido calholieo pelo ministro das I nao-
paz da Europaalta razo de estadoaflm da
perpetraren) o odioso attentado contra a suzera-
nia mexicana: afim dedeterminarem a Austria
a ceder a Venecia, em troca de urna coros no
Mxico, que ellas suslentaram com aa auas bayo-
netas I O que isto quer dizer teooque com
motera ni nova injuslica e violencia para reme- lavra, e aecusou os membros da mesma cireila
cas, que lerminou seu discurso, dizendo: <
que qjieiraes obstar a discusso de impor antes
projeclos de lei elles ho de ser todava i iscu-
lidos oa presente sesso.
Aos cjamores que ae ergueram da dlreita
taa palavrea do ministro Mr. Guillery toraou
a es-
apa-
diar a outra maia auliga, e nao menos degra- de formaren) antes urna faeco do que nm parti-
dante?
c Vos que proclamaes na Europa o direito dos
povosporque nao queris reconhecer este mes-
mo direito na America ? a
Eis aqui o que bem se poda perguntar a esses
do : e accresceotoa : Teades-vos cootrvsdo
mudos era todss as questoes politices, onde se
achara em jogo a liberdade e a honra do paiz
mostrastes-vos Indiferentes peranta a grande
questo das fortifleacoes da Antuerpia : somente
Expediente
do secretario
verti.
do go-
Offlcio ao Exm. contelbeiro director geral da
secretaria de estado dos negocios da justiga.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda aecu-
aar recebida a communicacoque V. Exc. se dig-
no fszer-lhe em 18 do mez passado, de que por
decreto de 14 do mismo mez S. M. o Imperador
houve por bem oomesr o bacharel Agnello Jos
Gonzaga juiz municipal e de orpbos do termo
deCebrob, ficaodo de neobum effeilo a de 8 de
Janeiro ultimo, que nomeara o mesmo bacharel
para o termo do Buique.Igual quaoto a nomea -
gao do bacharel Balbioo Cesar de Mello para o
lugar de juiz municipal de orphos do termo do
Buique, e communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao Dr. Thaodoro Machado Freir Pereira
da Silva, juiz de direito de Garanhos.S. Exc. o
Sr. preaidente da provincia manda aecbaar rece-
tado o officio de 28 do mez lindo, em que V S.
communica que tbrindo mo da licenca de que
goza^ partir para sua comarca no dia 3 do cor-
re
oiajtf par
9otjr
que te atirara a urna expedicao no intuito appa- **** poder de comcoover-vot o reconheei ment
reule de restabelecer a ordem, e o respeito de- da Italia pela Blgica, porque o poder temporal
vido a seus subditos, e de obter urna reparaco, do Papa, que como rei nao tem sido bom para a
que alias tinham o direito de dirigir $emprec\*ar Blgica constitucional, era nisso ioleressado : em
tntervir na forma do governo mexicano impon- summs a vossa poltica urna poltica de io-
do um principe qualquer. chrittia. I
Sa a clamorosa injuslica de semelhanle pro- A direita catholica ficou tanto mait surpreheo-
jecto, que equivale a urna violago tsnguino- dMa e aniquilada com eases ataques imprevistos,
lenta do systema de nao intervengo, essa ga- terriveis golpes administrados por mos cer-
ra ntla das nagoes freces, nao suspender a execu- (iras, quaoto se linha ella habituado pouco a
gao de igual invaso a mo armada, de conquista pouco a encarar M. Guillery como nados saus.
lo vergoohosa, nenhum estado se podar con- Cora effeilo na diacusso do orgamento da guer-
siderar seguro as soas bases. O systema, que se re, que aps encarnigadot debales fot adoptado
applica hoje na America, amaohaa podoro ap- ha quiote diat por orna maiorta de 68 votos coa-
plicer-se os Allemeoha. Hoje essas potencias que- lr" >^> os novos liberaes attacaram o governo, ia
rem sacrificar a sazeraoia do povo mexicano para l0 ^> TjaGt > repartico da guerra com nm furor
resolver se a questo da Venecia, a que ellas nao inaudito.
oueam chegar de (rente : porm depois da Vene-1 general Chazal entretanto fez frente a esses
cia viro a Hungra, a Polonia, os principados ataques, posto que fosee s a defeoaer-ae, e nao
danubianos, e a questo do Oriente. Com o mes- tono das melhores a sua causa,
mo direito Napoleao III poder dizer a Austria e A direita comecava j a encher-se de jubilo, e
a Prussia : c Cedei vossas provincias polacas e exultara por ver qut urna aciso estar prestes a
hngaras ; deixai-me livre no Oriente para part- produzir-se no aeio da maioria parlamentar, o
Ihar do despojo com s Russia e a Inglaterra : em 1ue podara cooduzi-la de novo ao poder ; mas a
compeosago aqu estao os meus exereifo; ser- sessao de hontem, que foi atlnal encerrada a dis-
vi-vos delles para cooquistar a Rjviera, Wer- cuso geral sobre o*orgamnto interior, Ibe tirou
temberg, Saxonia e Hanover, que podis annexar loda a esperance a tsse respeilo.
' Despachos do da 1 de marco.
Requerimentos.
Antonio Ignacio da Silva Coate.Pawe.
Alfredo da Gama.Nao tem logar vista da in-
fermagao.
Antonio Gomes Ferreira. Nao ha que deferir
admioisiralivameote.
Braz Marcelino do Sacramento.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fezeoda.
Catharioa Mara de Olireira. Informe o Sr.
Dr. ebefe de policia.
Gamillo da Silreira Borges Tavora Indgena.
A' viata da informago nao bs que deferir.
Innocencio Montelro de Faola Borges.Infor-
me o Sr. iospector da thesouraria provincial.
Dr. Luir Duarte Pereira. Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Maximino da Silva Guarni.Como lequer seo-
do este apreseotado ao Sr. director geral da ins-
lrucco publica.
Manoel Vieire Perdigo. Indeterido por nao
ler o aupplicanle iuterposto o aeu recurso nos
termo do art. 20 do decreto n. 1130 de 12 de
marco de 1863. -
Sil vino Guilherme de Barros' oalros. Nao
pro vendo os supplicaoles que alera das compras
de escravos que realisaram por'sua cent nao in-
vootade vossos estados.
E como nao devero ser anda msiores as sus-
ceptibilidades e desconflances de todss as rep-
blicas hispano americanas ? Nao para recelar-
se que a custa dellaa se queira regular todas sa
questoes da Europa agitada dividida, offere-
cendo-se" aos soberanos d.sthrooalos o Pern,
por europio, o Piala, ou o Chili ? Quando ae
comega lo bem o que offerecer-se mais a
Francisco II de aples, a Fernando IV, a du-
que/a de Parma, ou mesmo ao papaa nova
Granada, a Venezuela, Guatemala, e Boliria ?
Todos estes persooagene, que mencionamos,
ameagam mais ou menos o repouso da Europa :
todoa elles por conseguinte teem direito a que se
Ibes d um rei no novo mundo I
Eolretanto voz geral que o projecto se acha
era via de execucao : resta anda aaber, ae a Aus-
tria aceitar eata propotta vergoohosa creio
que nao. Em todo caso posso garantir que nao
ceder a Venecia. E nesta hypothese querero
anda as Tulherias outorgar o tbrooo do Mxico
ao archiduque Maximiliano? Duvido muito; e
por mioha perte vejo nesse offerecimeoto urna
manobra para fazer-se mais tarde prevalecer a
candidatura de algom Mural.
Mas emflm. seja quem foro aqunhoado nessa
conquista, a Europa "de*e lmer a consequencia
de semelhanle poltica.
Se a repblica mexicana suecumbir, prodnzlr-
se-ha immedlatamente urna reseca fuhesia para
o commercio, e para os eslrangeiros, em tolas as
repblicas hisyano-amaricenis. Suas coostitui-
ges e leis, favoraveis aos ioteresses do estran-
geiro, sero para logo modificadas ; e cora d flm
de evitar igual tratamenlo infligido ao Mxico es-
ta belecerao'eeflamente urna verdadefra quaren-
tena contra ludo o que for da Europa : crear,
ioaugurafio um espirito hostil ao estrangeiro,
afim de que no dia do perigo possam contar coni
a idjgosco patrioUCJ das popflrtse^ej,
Urna aira esperance secreta, que alimen-
taran) oa catholicoj, desvaneceu-ae egualmen-
le. Tendo-te declarado o atto tribunal mili-
tar na questo do lagar lenle -coronel Heyez
contra a opinio sitteolada pelo baro Chazal.
mioislro da guerra,julgou-se qoo ministro pedi-
ra demisso: mas elle forma urna idea muilo
elevada da mitso, que acceitou, de assegurar a
defeza nacional da Selgica para abandoner a ou-
trem por cauta de um iocMent tem coosequen-
cas esss bella e gleriosa misso.
A repartico da guerra appellou da sentenga do
tribunal militar para o de cassago ; porem nin-
guem dovida que este ultimo tribunal confirme
a deciso daquelle declareodo que M. Hyez.
depoia do decreto real de meio de 1861 admitun-
do esto official a ijpreienlsr os seos direilos a
reforma, e fizando a aua pento para o mez de
juobo do mesmo son, a partir desta ultima data
oo po lia mais se- considerado como no servigo
activo do exercilo.
O ministro de guerra pretenden que semelhan-
le aeo lenca foase aroviaoria .- porem estajuris
prudeooia adminiafealiva nao foi admitida.
FtftUMBUCQ.
REVISTA DIARIA.
ij
Reclamando bjumas pessoas, que nego-
ciara em comprar i vender escravos de propria
conta, por haverem sido contemplados na coline-
ta como corretores de escravos, (orara indeferi-
dos para a presidencia nessa pretengao, sobre
funlameoiode na haverem provado simultanea
mete a aua nao iiterrengo em negocios desta
natureza de conta elheia ou por commissio.
Tendo resigtido da licenca le que gozara
c/Sr. Dr, iu.ii.de.4reU de Cwanhuns, Th,eqdQ-
O acto dever comecar pelas dez horas da ma-
nhaa, com assisteocia do Exm. e Revm. Sr. bispo
diocasano, sempre que isto lbe permittir o seu
estado de sade.
Do Bom-jardim temos em data de 3 do cor-
rente as seguintes noticias:
a Felizmente a epidemia do cholera oesta fre-
guezia j vai em grande declinago, ao dapoit de
ler feito suecumbir nao menos de duzentas pes-
soas, apenas vai matando urna ou outra pessoa,
neate ou naquelle ponto.
t O delegado Jos Antonio Pestaa, que aqui
ae echa, ha dous meses, tem-se feito digno de
todo elogio com o subdelegado Joo Barboza da
Silva, pelo desvelo e cuidado, que ambos tem lo-
mado pelo bem dos acomraettidos de seraelhsnle
flegello, nao meos o digno Dr. juiz de direito
da comarca Jos Quiotioo de Castro Leo, que
oo cessa de sua paite de dar todaa aquellas pro-
videncias, que etto em suas mos; pelo que
sao credores de todo elogio. >
Depois d'amaoha se dever extrahir a 5a
parle da 1 lotera do Gyraoaaio Pernambucano ;
s at amanha se devero vender-os respectivos
bilbetes.
Fellecsu hontem, ne casa de sede do Sr.
Dr. Joo da Silva Ramos, em Sanio Amaro, o
Sr. Cuorado Nunes Cardoso, caixeiro do nosso
amigo u Sr. Martioho d'Oliveira Borges, victima
d'unepurpura hemorrhsgiaca, apezar dos
desvelse bom tratanento, que ae se ali dar, e
que elle reeebeu, durante aa poucaa horas, que
esteve doeote.
Natiirel da provincia do Cear, ette mogo dei-
xa ali pareles e amigos, que praoteisro soa
falta, que ser compensada pelos bons officioa
prestados pelo nosso amigo, quar durante sua
vida, quer aps sua morle.
Appareceu hontem boiando, entre a ponte
velha eopaasadico para o bairro do Recife, o
cadver d'um preto, que se toppe baver sido
victima de sspbyxia pela rauita agua que bebeu.
Reuoiram-ae hontem, como haviamso an-
nunciado, oa accionistas da compaohia Pernam-
bueaqa de vapores costeiro*, psra o fim da leitura
do seguinte parecer da commisso verificadora
das cootas :
Senhoret accionila* da companhia Pernam-
buca.A commisso que hoorasiet com a vossa
confianza paraexamioer aa contas da companhia,
do asno fiado, decorrido de 2 de Janeiro a 31 de
dezembro de 1861. vem boje dar-vos conta do
resultado do aeu trabelho.
No exarre a que procede, verificou a com-
misso que os negocios da companhia teem mar-
chado regularmente ; e confrontando o balleoco
geral com as tabellas demonstran vas, livros e maia
documentos relativos, achou certas todas as ad-
diges e trans'acges operadas durante o referido
anno, conforme especifica o relatorio da respec-
tiva gerencia.
A commisso tere asatitfego de observar
que a intelligencia, actividade e circumspecco
com que o senhor gerente contina a zelar oa
ulereases da compaohia.se deve o estado laoo-
geiro em que ella se acha ; e que tendo detappa-
recido essaa contrariedades com que antea luta-
va, ainda promette agradareis resultados nao s
para seus accionistas, como para o commercio e
para o paiz.
A commisso, pois, senhores accioniatas,
congratulndose cora vosco pelo grao de pros-
peridad, que os bem delineados plenos de tra-
balhos da gerencia, promettem a companhia, vos
pede que Um voto de reconhecimeolo seja regis-
trado na acta da sesso de boje psra com o actual
Sr. gerente Francisco Ferreira Borges.
Recife 5 de marco de 1862.
c Aesignados.H. H. Swifi.GastaroTisset.
Fraocisco Joo de Barros.
Eis o sexagaslmo-qusrto
a Boletim oficial.
Em um officio de 2 do correte, dirigido de
Nezereth ao Exm. presidente da provincia, disse
o Dr. Sympbrouio Cesar (outinho, que tinba
julgedo poder commuoicer nessa data que a epi-
demia eslava ettincta naquelle cidade ; mas que
suas previsdes havism aido illudidas, porquanto
durante a ultina semana tioham fallecido quio-
ze pessoas de vinte e sete que haviam aido ac-
commetlidas pelo cholera-morbus, acresceotan-
do que era de notar que no dia 25 do mez findo,
de doze que ae acbavam em tratamenlo, tinham
suecurabido oito, o que elle altribue ao mo ea-
tado da almosphera.
Disse mais que, avista dos communicaces
feitas a S Exc. sedeprehendie que a mortalida-
de na mesma cidade era, al i data de aeu offi-
cio, de trinta e urna pessoas, de sorte que o ob-
taario d'aili e des mnaediagoes ele ve va-se a oi
tenia e dous, e que os outros pontos da comarca,
primitivamente accommettidos, com S. Vicente
e Allianga, ae achavam livres do mal, observan-
do-so todava alguna caaoa felaes de Viceocia.
Disse, emflm, que a epidemia, extincta aesses
lugares, caminhara para o sul da comarca, tendo
j apparecido em muitos engenhos da freguezia
de Tracunhem.
< Era um officio da mesma data, dirigido da
mesma cidade a S. Exc, dase o Dr. Abilio Jos
Tarares da Silva que naquelle cidade e seus
contornos haviam aido accommeltidas, na ulti-
ma aemasia, viole e aete pessoas, e que d'entre
estes tinham fallecido quioie, oo pudendo al-
tribuir essa recrudescencia s ebuvas, potquanlo
estas furam invocadas em principio para du-
plicar a beoignidade ou dimiomgo de inlenai-
aede da epidemia, e concluio dizeudu que eram
boas aa noticias procedentes doa outros pantos
da comarca percorridos pelo cholera. .
Em um officio de 3 do correte, dirigido de
Goienni S. Exj:^ disse o Dr Fumino que an-
da lula ve com o cholera-morbus, poia que na-
quelle da haviem suecumbido nos suburbios de
vem aalisfeitea t tuaa oceupegoe. Diese mais
que naquelle deje fazia regreasar a esta cidade o
Dr. Moreno Broodo.
Em um officio de 27 do mez findo, dirigido
da fregueiia de S. Jos de Bezerroo S. Exc.,
disse o respectiro viga.ic Trajaoo de Figueire-
do Lime, que havia uezeseis dias que alli nao sa
davam casos de cholera-morbus, teudo-se ele-
vado a dez o numero total daa victimas, e con-
cluio dizendo que suppuoha o mal extinelo, visto
que o invern conlinuava com muila
ridade.
regula-
cidade cinco pessoas, de sorte que no cemiterio
i* exjsliom cenio e quatona cadayeres, e que,
Fui-nos confiada urna caria que o ieajor
Barros dirig de Goianna S. Exc com data
de 4 do correte, e, sendo sutorisados, Ihe da-
mos publicidade, traoscrevendo-a mais abaixo.
A' 6 horas da larde de 5 de marco do
1862. *
a Dr. Aquino Fonctca.
< Illm. e Exm. Sr. commendador Dr. Antonio
Marcelino Nunes Gongelves.Goianna 4 de margo
de 1162.Concebo neste momento aa maia bem
fundadas esperances a respeilo do inteiro resta-
belecimeDlo da salnbridade publica deata comar-
ca, e quasi que posso fallar a V. Exc. do cholera-
morbus, esse ioinigo terrvel, manhoso e arteiro.
que por tanto lempo preodeu -me a attenco, con-
servando me sempre de prompldo no quartel.
como de um faci psssado, pectencenle j ao do-
minio daa cousas idas.
Casos raros e destacados que teem lugar da
leguas em leguas de distancia, provam o que dei-
xo dito, e attetlam que o inimigo derrotado dea-
para aa armas cerregedas que leva em sut fuga*
i Em consequencia e%o estado to litoogei-
roda comarca julguei aqui dispeoaaveis osservv-
cos do Dr. Flix Moreno Braodo, que segu ues-
te data para assa capitel, e que portador desta, .
Nao posso deixar, sob pena di mais clamorosa
iojustiga, de fazer a estedittiocto medico os meus.
elogios, que, por maiores que sejam.ficaro mui-
to a quera do seu merecimenio.
< O Dr. Flix Moreno Brando i um digno
empregado que sabe attiogir a toda a altura da
misso que Ibe imposta quer pelo emprego que
oceupa no exercilo, quer pelo titulo honroso aue
possue.
c Fiel e zeloso cumpridor daa mais pequeas
ordeos que se Ihe dava, exerceu oa deveres do
sua proQsao com a melhor rontad e com a
promptido e humaoilae proprtas d um verda-
deiro medico.
Nunca commisso alguraa, por mais espi-
onse e difficil que osse. foi recebida com enfa-
do por esse medico sempre prompto ercaosavel para o trabalho.
Julgo dever tambem communicar a V Exc.
que o inimigo, fugindo derrotado d'aqui, concen-
tra as suas forcas, e ataca lerrivelmeote a provin-
cia de Parebbe, onde j tem feito una crescida
mortalidad?, principalmente era Campia Grande
e eatrada do serlo at Pombal, e outros muitos
lugsres, filiando absolutamente aos habitantes
daquelles lugares iodos os soccorros, segundo sou
informado. E o que nesta dala posto communi-
car a V. Exc.
Teoho a subida honra de serDe V. Exc
Muito silencioso e obrigado criado.Alexandre.
de Barros e Albuquerque.
Paasageiros do vapor Pertinunga, sahido
Dar Mecei e portoa intermedios :
Dr. Vicente Ferreira Lima, Jlo Evangelista
Bello, Maooel Joaquim Duarte Gaimares. For-
tunato da Rocha e Silva, Jos Nunes Guimaraes.
Dr. Malheus Casado de Araujo Lima Arnaad,
Manoel Simea Ferreira Braga, Anlooio Teixeira
Pinto, Adriaoo, africano livre, Jos Antonio dos
Santos Aodrade, Fraocisco de Paula Andrade, Jo-
s Mara da Rocha e a africana livre Luzia.
Repahtico da. polica.(Extracto da par-
te do dia 5 de marco.)
Foram recolhidot casa de detenco no dia 4
de marco.
A' ordem do subdelegado do Recife, Migue),
crioulo, de 29 annos, dado a agricultura, escrav
d Antonio Bvariato da Costa ; a requerimento do
Maooel Gonglvea da Silva.
A' ordem do de Santo Antonio, Claudiano da-
Silva Andrade, pardo, de 26 annos, calafate, por
disiurbios.
A' ordem do de S. Jos, Ventura, africano li-
rre, de 27 annoa, servente do arsenal de raari
nha, por insultos dirigidos a patrolha.
O chefe da segunda seccio.
/. G. de Meiquilm.
Movimeoto da enfermara da cesa d de Un-
gi do dia 5 da marco.
Teve alta da enfermara: Jos Ceeteno de Feria.
Tiveram baixa para enfermara :
Francisco Alvea Teixeira, febeo.
Manoel Joaquim de Paiva, dem.
Maooel Antonio Pereira da Silva, paro lid i.
Joo Baplista de Vasconcelos, tamor.
Jos Thom de Souza, febre.
Frederico Vercissoo, idern.
M0RTAL1DA0E DO DA 5 DE MARCO :
Mooica dos Prasere, Pernamhuco, 7i annos, sol-
leiro, Recife ; cougeslo cerebral. -
Jos da Silva Meodanha, Paraambuco, 75 annos
selteiro, Boa-Vista ; bydiopericardia.
Joto, Peroambuco, 1 mez, Boa-Visla ; bronchita
aguda. .
Mara Joaquina, Pernambueo, 35 annosf viava.
hospital Pedro II; cholera. \
Guilherme Wolerlaoatctl, Inglaterra, 14 annos.
casado, hospital Pedro II3 cholera.
Felismioa, Peroambuco, 15 mezes, escrava, Re-
cife ; eolerite.
Candida Teriuliane doa Santos, Pernambueo, 54
annos, selteire, Recite ; tubrculos pulmo-
nares.
Miguel, Pernembuco. 3 mezes, Santo Antonio;
coovolses.
0 cadver de um preto encontrada no rio Capba-
nse ; Sanio Alonio.
Isabel Maria FerreWa Peona, Pernarobaco, 30ao-
nos, casada, Boa -Vista ; Cholera.
Coorado Nuoaa Cerdoso, Cear, 18 aunes, soltei-
ro, Boa Vista ; hemorrhagia.
Thareza, Peroambuco, % metes, Recife ; onvol-
ses.
ConslBotioa, Peroambuok 18 meses. Recite : en-
tente. T'
Pacifico, Pernjmbsco, meses, S. Jos; con-
vulso es. '
a r:iKca
[ ...


Hl 3 :,spsg
Correspondencias
**
DIARIO DB PEftNiMMHX). QUINTA FEJU 6 DE MARCO DE INt.
Srt. rt4aeioree.Cott, Sos
criptor aaderno. qaa eisssr |ie*>a e
otitw-e agra*>:imento, porque ctoa laca
eaperior tribunal da relacio. O capillo Anto-
to Airea de Paira rem requerer a V. Exc. ae
"eje de., mandar dar-lhe por cerdo o Iheor
sv^a -sai verbmm do venerando aocordo do
radaajnsde apa*ior tribunal da relacao deslc diitricto, que
laca expri- ordeoou a soltura do aupplicanle era rirtude de
tatio WM> Jte es
- r de _
prjssirelao.asri
-ass/de preeler
ds eaperior ati-
ia Us-eraad-, dw
je ai raras* por isso cada ves mais eallmareia,
< consideradas.
lato posta, oio me possj
4te dar a mais ampia expa
solado reoaohecioeoto, que
os Esme Srs. desembarga
Buoal da relago deste dist
Je resirt-uir-me ao goto de
que fui violentamente privado psi* lnquafneavel
prepotencia, edeacommuoal arbitrio do iuir.au-
wit< supplente do termo de Nazsreih Joaqaim
sVraocisco de Helio Cavtlcanti para servir ao aeu
special amigo Joaqaim Jos* de Olireira Aodra-
de, qe li exerce enectivaaenie eaae carga.
Oala, que mhthaa. patarras podessea repro-
duzir vivamente oa teuliroeotos, que partilho
para com aquellea duliacioe magistrados supe-
riores todo oa logias, pela independencia, e
inleiresa que os distinguen) i quem deo roeu co-
raco o eternamente lerapre mu grate lh jarei aa mos.
Entretanto forgoso ni patenteiar ao respei-
avel publico oa pormeaorea dessa ajusta perae-
,ajui(lo de que fui victima para que bera ae poaaa
jutar como para comigo ae calcoa a j ustiga, pro
urando-se ul ira jar- me e torturar rutara innocen-
cia, no ultimo quatlel da miaba vida.
Achando-me Ba cidade de Naxareth em fias de
Seierubro ultimo, oodc fui visitar roeu filtto Fran-
axlim Aires da Souza Paiva.ali eacrivo e labellto
le nota, aoube, que de rdera de juiz municipal
J'aquelle termo Dr. Joaquim lote de Olireira Ab-
drade havia ido recolhido i prisao, na casa da
cmara municipal, outro escrivio do mesmo
juiao Ignacio Vieira de Mello, aob pretexto de
castas por ella recebida*.
Por estas coosiderscoes de amiade do dito Sr.
enajor Ignacio Vieira de Mello para coa mea fi-
Iho, aeu companheiro, e para comigo mesmo re-
olri-me a ir riaita-lo ia aete horas da noite do
sueenio da, em que lia foi recolhido 4 prisao.
Apenas eu liona entrado n'aquelle lugar, c
comecava conservar com o dito preso ali appa-
receu o Sr. Dr. Joaqaim Jote de Olireira Andra-
aJe. valido com urna eipece de fofas, eem suspen-
motos, com urna grvala frunza,com um ptetot-
micco, em urna palivra em trajes oa mais ridicu-
los e improprios do carcter de am juiz, que se
jeapeita, e dirigiodo ae i um Sr.eapitoda guar-
a nacional (a quem eslava confiada a guarda do
-Sr. major Ignacio Vieira de Mello) prorompeu nos
snaioret insultos, contra lodos aquel-lea que ah
se acaavam, brandando que enxolasse toda
aquella corja|que ali eslava, pois que cao per-
mittia que aquello preso tiresse comrounica-
ax cao com pessoa alguna.
Depois de algumaa reflexoes que lhe fuera o
sr. capilo da guarda nacional, como que oio
hara recebido para issonrdem alguina, e bem
x assim que as pesaoas ali proseles que eu, o
t Sr. Dr. Lopes Lima etc., oo podiam ser consi-
daradas corja digna da ser eoxolada.
dirig mu brao lamente a palavra iquelle Sr. Dr.
Aodrade, diieodo-lhe, que nao lhe merecia lio
spero procedimenlo, nao s pela minha posi-
. ci social de capito do exercilo, cavalleiro da
at ordem de S. Beolo de Aviz, condecorado com
^ a medalha da iodepaodencia do Brasil etc ee-
ou tambero pelos meus honrosos precedentes,
em urna palavra por lhe haver sempre demons-
trado a maior eslima, e coosideracao possi-
m vel.
Em troco destas minhas patarras, tern nenhum
alcance ott'ensivo o Sr. Dr. Andrade comecou
gritar cale-ae, nao quero reflexea suaa
ax pois do contrario faco-o arraatar por um aol-
dado.
jmem a poase te virtudaa.d4.q-ai m ataaioa, ao.. Jtaaaaa-corpus, oestes termos : Pede a V. Exc
assim lhe defira.E. R. H. Recite, 1 de marco
He lit Paa>v>,Klfec4We mbku de i&.-
us
dae
ira.
darn
A. E. e*ao.~ P.-v^,Dom1tsJal%so Fe
oavallMM da rdaai de (*a*Mo. aaaretano
lacao.fHPcraaaabaa p* Saia-tMgestade._
nal e (testalMioMt, o Sf. ft. Peao II qu*
u"4jf, & CerMaio sar tewor do aaMtW
proferiste o haa*M-coiM tte sppliaMa>
forma, modo teaaeira atguiate M
em relacao, ele. Que em vista daa Informacoes
constantes destet aulas de habeas-corpus era f4.ua
paciente o capitao Antonio Alvea de Paiva,
mand*m que tija posto ai libtrdade par llar o
**u proceaso evidentemente nullo, por quanlo,
*** viaoariaio fas penas dot crimen que Iht
foram impotUu de aeia aaeaea e quioxe das, o
sea julgamento defloilivo devia currar pelo tri-
bunal do jury por exceder aleada do juizo mu-
nicipal, cooforme ae v do 7 do arl. 12 do c-
digo do proceaso criminal, viato aerera crines
conoexoa, quanlo mais que o paciento aio po-
da ser preso em crimea desta ordem aem lac sei
confirmada a seutenca contra elle proferida para
usar do competente recurso E mandam tamben
que o juiz de direito da comarca proceda nos Jar
mos da respongabitidade contra o juit munici
pal tupplente Joaquim Francisco de Mello Ca-
valcante. que i* houve pela maneira tupra re-
ferida, para o que remeta se copia oeste accor-
dio e do documento a folhas 12. Reicife 1* de
marco de 1862. Leo, presdeme.Santiago.
Silveira.Citirana.Molla.Perelti.
Nada mala se continha em dito accordao, aqu
fielmente copiado e transcripto de verbum ad
verbum por certidlo dos proprioa a a tos de ba-
beas-corpus aos quaes me reporto, eia presente
vai na verdade aem coma que duvida faca, confe-
rida e coacertada, subscripta e ssigoada na for-
ma do estylo. "
Ctdade do Recite de Pernambuco, Io de margo
de 1862. Subscrevi.Domiogos Alfonso Ferreira.
iAVguezia da VarM 8|to
'Tentada a Jaalia C.
Pode V. S. azer de minha resposta o uso que
- emendar da- mislar.P V. T. sairaY fq'*'."
Srs. Redactores, em verdade, com 60 aonoa de
dade e 26 de bona aervicos militares, oio teodo
jamis encontrado superior ou autoridale al-
guma que assim me maltralasae, e aotea pelo
contrario, haveudo merecido tempre os maiores
elogios e coosideracao, e vendo um menino aio-
e imberbe, que em trajes lio ridiculos ( o inli-
tulade filho do conhecido Joaquim da* moras d
Coianna) assim offeadia-me, e ulirajava-ie tao
injustamente, ci pude conter minha iodigoaQo
1 disse-lhe que elle rebaixava o sen carcter of-
ficial, quando dest'arte proceda, e que como ca-
valleiro eu estawa acottumado a desifionlar-me
convenientemente, embora eu fosse obrigado a
leepeita-lo. Emtlm, reiirei-me, e elle tambera
foi indo tratar de outoar-me, como logo ffecti-
vamente pralicou pelos supposlos crimes de de-
tobediencia, injurias, ornearas e resistencia, re-
sueliendo toda essi papelada ao seu dilecto mi-
go, o Sr. Dr. Joaqaim Francisco de Mello Caval-*
Me, que, para dar-lhe um completo desaggra-
o, nao se pejou de urdir, em minha ausencia,
contra mim o mata torpe proceaso, com o apoio
Je testemunhas ( como os seus meirinhossollici-
adores, soldados de polica ) adrede insinuadas e
iateiramenle dependentea daquella parelha, do
s|ue resultou ser eu por elle condemoado ne grao
mximo das penas dos dous primeiros crimes,
andar extrahir copia desses mesmos papis pa-
ra anda inslaursr contra mim um lerceiro pro-
ceaso pelo supoosto crime de ameacas, e reqwisi-
lar a minha prisao ao Exm. Sr. general commao-
daote das armas, antes mesmo de ser-me ioti-
aaada a respectiva seotenca ; pelo que fui reco-
Ibido ao eslsdo-maior do batslhao o. 9 de iofan-
laria a do mez prximo passado.
Em tao critica conjunctura requer habeas-
curpua relagio. e Uve o extraordinario pfazer
ata ver no dia Io do correte que case venerando
iribuGsl, aempre aobranceiro a quaesquer consi-
aleracea pessoaes, superior aquellas mesquinhas
intrigas de aldeia, em urna palavra verdadeiro
asnetuario da jusiica e egide dos qae sao oppri-
aaidos, em seus mais sacrosantos direitos, houve
por bem faser baquear aquella airo perseguirlo,
mandando me por em liberdade, cowiderando
mullo lodo o processo contra mim instaurado, e
ordenando a respontabilidade daquelle juiz mu-
nicipal supplenle, o Sr. Dr. Joaquim Francisco
de Mello Cavaleante, o qual nao hesitou em ser-
vir de instrumento dos ruios desabsfos daquelle
aeu companheiro, tolhendo-me todos os meios
la defesa. inverteodo a forma do processo, em-
^m conculcando flagrantemeste todos os dicta-
mes da jusliga, como coosagrou o collendissimo
accoreio, que por certidio authentica abaixo
lranacrevo.
Srs. Redactores. Seja-me permittido, antes
ale concluir, de fazer anda algumas considera-
^es a respeito. No meio dos transes que soffri,
sobra ludo me afQigia aimputafio da deareipei-
tador de urna autoridade do meu paiz, quanlo
todos que me coohecem, sabem perfeitameote
4je sempra fai considerado como um militar
mu subordinado e cidadao pacifico ; sendo que,
longe do tbeatro daqaelles tactos, oio me era da-
ala logo desmaterar lio torpe calumnia.
' anda aiogalar aomo julzes que nao sabem
maater a digoidade do seu carcter official, a an-
tea aa esfor^am a cada passo para rebaixa-lo, ou
calcara a justica, ou com ella mercadejam, an-
chem-se de um fofo orgulho, e oio ceaaam de
exigir que com todo acatameoto cada um trate
de vir vara, phraae que corresponde che-
gue-e ao reg, preale-lhe o mais profundo res-
pailo, de sorte qae para el les aa suas obras, os
seus feitoa para nada ioOuem. Fallo em geral.
Qual a raxia, Srs. Redactores, porque nao
bou ve anda quem oueaese desreapeilar aos ma-
gistrados dignos e exemptarea, por exemplo, da
rdem dos Exma. Sra. desembargadores, que as-
aignaram o venerando accordao ibaixo trans-
cripto,-como os Srs. desembargadores juizes de
Jireite desta comsrea, dos feitos, do commercio,
juiz municipal da 1* rara, de orphios e ouiros
analtos que eu conheco ?
E' aem duvida, Srs. Redactores, perqu ellea
infundem por ai mesmos toda a gravldade do aeu
cargo, sao cercados doa mais honrosos prece-
dentes, nlo sao oa primeiros depredadores do
asa proprio crdito e digoidade official.
Logo, se os primeiros o contrario praticam,
nao devem eaperar igual tratamento, de ai mes-
saoa ae devem queixar. e aio daquelles que Dio
podem ser victimas impasaiveis doa reas desal-
ame a exeeeaos, porque sea todos tem a pacien-
cia na algibeira para se conter, e suffocar qual-
pevo, pois, eesetutr este meu roto de vwda-
deiro agradecrmaoio qaclleg mena distinctos
jalgadorea. bem^ama ae devida expasaao do
ara jastiasimo raaentiaeato, contra aquellos
meus craeis verdugos. H
PMO-lhM. Sra. Rewtorea. a proapta pubft-
acio destaa mal tracadsg nhaa da um rlbo
soldado, mas seu comanle setter. I
Retrife, 4 de marco de 1862.
O capillo Antonio Alves
Srs. redactores.Lendo a chronica juticiaria
doa trabalhos do superior tribunal da relagau, pu-
blicados em vosso jornal de hoje de marco, eo-
cootra-se do lugar dos julgamentos daa appalla-
(ea civeie, o seguate :
Appellaole, Antonio de Siqueira Gavalcanti.
Appellado, Antonio Carlos Pereira de Bur-
gos.
Desprexaram-ae os embargoa.
Como, poia, deata forma se oio explica com
clareza qual dos dous cooteadores obleve o trium-
pho, convm fazer deaapparecer qualquer ambt-
guidade, tanto aais quaodo lende da anda urna
vez facer-ae crer, que felizmente temos am tri-
bunal bem organissdo, que de conformidade com
as provas dea autos, (a meooa que ae nao d el-
gura eugeoo justificativo em qualquer de seus
digoos e respeitaveis membros ) sabe distribuir
com imparcialidade e reclidao a jusiica, lendo a
mao sobre-a cooeciencia e oa olhoaem Deus e os
lei, a despeilo mesmo dessas cooaideracpea in-
convenientes e perigosas, que qaaai aempre ae
^presentara psra neatraliaa-la.
Nao queremos agora entrar ua apreciacao dests
puestio cavilosa suscitada pelo perseguidor de
Burgos, victima do mais miseravel, execrando e
escandaloso divorcio o mais celebre que ae tem
visto, porque laWez sajamos anda conslraogidoa
'a publicar um folhelo, de todas as oceurreocias
dadas desde a senteoca do divorcio-da 1* ioslaa-
cia, al a poca que ior dado i luz.
Entretanto, que agora, campre levar ao co-
ohecmeoto do publico, que easa questio i que
referimos, oio sendo nada meos do que ler pre-
tendido o Sr. commendador Siqueira, ficticiamen-
te como se credor fosse de Burgos, Iheextorquir
alguos doze, ou quatorze cootos de ris, para j-
mente o reduzir com seus innocentes lhinhoa ao
terrivel estado de mendigar sempre e sempre o
pao da caridade, foi julgada improcedente oopri-
raeiro venerando accordao, o qual teodo sido em-
bargado pelo rico e poderoso Sr. Siqueira, aca-
bara de ser desprezados os seus embargos.
Peco-vos, por tanto, a publtcacio deste breve
escripto, pelo que muito agradecer o voaso ami-
go e aagigasote
B. P. L.
Recite, 5 de marco de 1862.
A publico.
O punhal da calumnia mui-
tas vezes mais cruel que o pu-
nhal do assassioo.
Na verdade nao sent laoto o ferro dos assasai-
oos, que com tanta audacia roe quzeram arran-
car a vida no dia 4 de fevereiro, ferindo-me mor-
talmente, quanlo sent o puobal do calumniador,
que me aggredio no Diario n. 49 de 28 domeamo
mez de fevereiro, o qual, nao obstante apresen-
tar-se encapotado, di bem a conbecer que o
proprio Sr. teneote-quartel-meslre Maooel Fer-
nandes de Albuqaerque Mello, que com o seu
communiesdo quiz predispdr os nimos em seu
favor, para (azer desvanecer a impressao, que
sem duvida resultou do processo contra elle ins-
taurado pelo crime de tentativa de morte.
Posso levar os meus asiassioos S barra dos tri-
bunaes, e pedir a sua punicao; mas outro tanto
oio posso fazer com o meu calumniador, viato
como, para subtrahir-se ao devido castigo, elle
tTsou da expressio propria dos calumniadores
dlzem voz publica, etc.
Felizmente, quando se imputam factos sem ou-
tro fundamento mais do que o dizemgeralmente,
oinguem os acredita ; e a calumnia por ai mes-
mo cahe, deixsndo i Meso aquelle quem se quiz
calumniar, e o seu sulor entregue execracSo
publica.
- Eu, porm, que tenho cooscieocia de todos os
actos de mioha vila.e que Dio me euvergonha-
ret se forera presentados em publico, desejo que
o conceito, que serostuma fazer de taes imputa-
cues inteiramente vagas, se basa a meu respei-
lo n'outrss provas, que Dio deixem a menor du-
vida no pensamento de quem quer que Ior.
Diz o commuoicsDle, isto o meu ioimigo C-
gadal o Sr. Manoel Fernaudes de Albuquerque
Mello, que 6 publico altribuirem-ss i mim mul-
los deliramentos. Eu, pois, declaro mui solem-
nemente, sem receio de ser contestado, que nun-
ca deflorei i mulher alguma, e qualquer [ seja
qual for a sua cor) qae se julgue ex-virginada
por mim abaixo assigoado, o declare por este jor-
M, por qoaoto, estando com vida, por miieri-
fatacaoae digne aop desta dizer-ac, se quan-
do V. S. passou a testa paasada na
Verzea com sua familia, ae entreteve e
tava sempre em aaa caaa naa reuoioea
viam nos domingos e as noutes, e al c
per V. S. o sua familia, de aae multo I
por tanta bondade.
De sus resposta peco a V. s
lites. Sr. AntotrteNsastede.,
poste I carta qus-TY $.* digDft
nW^dizer I"'* ur*,* 4i
ne-Awguezia da VrSa, sasapr
frasaentad. a svteh
-Eje:
[ir-me, la
e me acb
por V. S
se digne declarar ao p desta, coma inspector da
^teteaia, sonde eu fazia minha estada na fre-
flWjte da Vare 1, se chegou ao cookecimeoto de
V. S, acto algum meu em dearespmto ao aagrado
da laailtea, e se sempre frequentei a csss de V.
S. a aaa familia; finalmente, a maneira dme
coodutir naquelle lugar durante a minha estada.
Pego permissio para usar ds resposta de V. S.
maneira que mesn "
Aoloi
Respondo ao conted
-lhe qua at o presen
desrespeilado o afgi
aqu da Varzes, eorao teasbesB
ailia,
tosMe
e OHaeira.
dizen-
ter V.
lguma
sate emizade
3,;
asfcal
tesateam
re com
quero pagar com
cordia Divina, e sendo soltelro
a minha rrao quem dever.
Diz anda o Sr. Albuqaerque Mello, que na
Virzea, por occasiio da fesla, se notara, que as
familias, sabendo-se respeitar, procuraram sem-
pre evitar que en frequebtasse as suss casas, e
que eu realmente nunca as frequentei. E' menti-
s, porquanto nao houve familia na Vanea, cuj'a
casa eu nao frequentasse, exceptuando nicamen-
te a do Sr. lente Mello, depoiada noasa dissi-
deocia, de que resultou a sua infmizade rsocoro-
sa para comigo, sendo que aotea disto elle mes-
mo por mullas vezes instou comigo para que fosse
i sua cssa.
As familias da Vanea desmentem o commuoj-
cante as resposlas, qae vio transcriptas. O pu-
blico, que me conhece, nao me attribue certa-
mente esses factos imaginados pelo meu inimi-
go : dir aomeote, que desde a minha iofancia me
enlreguei i ama vids laboriosa, oceupando-me
efectivamente de dia no meu artnazem, e de
noite, bem como nos domingos e diss sanios, em
minba escripturacao, o publico dir tambem,
que nunca me vira em theatros, bailes, ou quaes-
quer reunies. Accommeltido de urna molestia
aguda, fai obrigado pelos mdicos i procurar os
sres do campo, ao menos para pernoitat e des-
cancar aos domingos. Escolbi eolio o lugar da
Vanea.
E' o que sabe o publico que me conhece ; e nao
suppondo que aquellos que me oto coohecem
queirarjj fazer juizo desfavorsvel I meu reapeito,
calumniando-me peraote o publico, devo attri-
buir o calumoioso commaoicado, de que se tra-
ta, aquelle hornera, que o meu nico ioimi-
go, e que tatvez achasse algum inreliz, que me-
diante alguma cousa se prestaase a tomar sobre
s a responsabilidade dos seos escriptqs.O esty-
lo porm revella perfeitameote a tote d'onde
Candida Lina de Figueiredo.
Recite, 2 de marco de 1862.
Illm Sr. Joao Rufino da Souza MagalhSes.
Rogo a V. a bam da verdade e raiuha reputacao,
ae sirva declarar ao p desta ae por muitu ve-
sea frequentei saa familia, aasim como tambem
frequeotado fui por V. S. e sua familia.
Peco.permissao para fazer uso de .sus respos-
ta como me coavier.Antonio Nuaes de Oli-
reira. '
Em resposta a aaa carta teahoa Uiier.que du-
rante o lempo que estivo oeste lugar por vetea
frequeotou minha familia como tambem foi fre-
queotado muitissimas vezes por mim, a oio me
consta offeodease o decoro da tamilUalguma que
frequeotava ueste lugar.
Pode uaar desta minha resposta como lhe coo-
vier.Sou com eslima, venerador a criado. Joio
Rufino de Souza Magathies.
Vanea, 2 de fevereiro de 1861.
Illm. Sr. subdelegado da imperial matriz da
Vanea.-Rogo a V. S.,como autoridade do lugar,
se digne a bem da verdade e de minha repulaco
dizer ao p desta se naquelle lugar ou em oulra
qualquer parta, alguem ae queixara que eu ha-
ra faltado com o devido reapeito ao aagrado das
familias, e se V. S. observou qle eu eotreoha
relacescom todas, finalmente* o que observara
sobre a minha couducla.
Peco-lhe permissao para fazer o uso que me
coovier de sua resposta.Aolaoio Nunes de 0-
liveira.
Illm. Sr. Sr. Antonio Nunes de Olireira.So-
bre o que me pede na presente caria, respondo
que oio me consta ter V. S. fallado ao devido
respailo ao aagrodo de famila alguma, e lendo
commuoicado com familias Desle lugar, nao ou-
vi tratar mal da conduela de V. S., antea mui
bem ; e poder fazer o uso que V. S- qulzer de
mioha resposta.Jos Correa Leal.
Illm. Sr. Jos Luis do Souza.Rogo a V. 3.
a bem da verdade e de minha repulaco, se sir-
va responder-rae ao p desta, ae temos sempre
nutrido boaa relacea e ae aos (requealavamos
quaddo estavsmoa na Vanea.
Peco portanto permiasio para fazer o uso qua
me coavier. Antonio Nunes de Oiiveira.
Illm. Sr. Antonio Nunes de Oiiveirj.Salis-
fazeodo o que aqu me pede, tenho a dizer-lhe
que verdade termos lido boas relacea; e em
uanio a (reqneocla dellaa noto que urna s vez
d V. S. a mioha casa, e islo em occasiao de
ahi nao estar minha familia.
Dosta (uinha resposta pode V. S. (azer o uso
que lhe coovier.Joto Luiz da Souza Fer-
reira.
Sua casa, 1* de marco de 1862.
Illm. Sr. Franciseo Jos Martin Peona Jnior.
Rogo a V. S. bem da verdade e minha repu-
tacao, se sirva responder-me ao p deata, se
quaodo V. S. com sua familia passlado a testa
na Varzea, nutrimos sempre boaa relacea, e ae
frequentei a sua casa, e al por algumas vezes
por convite de V. S.
Pesso por taato a V. S. permissao para fazer de
sua resposta o aso que me coovier.
Autouio Nuoes de Olireira.
Illm. Sr. Amonio Nunes de Oliveirs.Res-
pondo, como pede V. S. aqu mesmo.
Durante o lempo em que com mioha familia
passei na imperial matriz da Vanea, onde tam-
bem se acbava V. S., algumaa vezea V. S- fre-
quenlou ooass casa, a algumaa oulraa estire na
de V. S. Cooheceodo V. S. de data anterior,
como era de meu dever, e de todo o hornero, que
rocebe principios de educacao, oflereci a V. S.,
sempre que se dava occasiao, a casa qua oceu-
pava.
Pode uzar desta resposta como lhe convier.
Pranciaco Jos Marlioa Peana Jnior.
Recite 2 de marco de 1862.
Illm. Sr. Dr. Pedro Antonio Cezar.iRogo a V.
S. a bem da verdade e de mioha reputarlo, se
sirva reapooder-me ao p deata, ae quaodo V. S.
com sua familia passaodo a fesla na Varzea, nu-
trimos aempre boaa relacoes, e se frequentei a
sua casa al algunas vezes por coavile de
V 9, .
Pesso portento permiasio para fazer o uso que
me coavier.
Anlonio Nuaes de Oliveira.
Recite 2 de marco de 1862.
Illm. Sr. Antooio Nuues de Oliveira.Salis-
fazeado ao seu pedido, cumpre-me dizer-lhe ser
verdade que aempre eulretveraoa boas relacea
desde a infancia, e que essss foram continuada
at hoje aem haver entre dos ambos e a minha
familia, o menor motivo de descontentamente ;
tendo entretanto V. S. aempre frequeotado a nos
sa casa all na Varzea.
Dsejo-lhe de coracio que lenha passado bem
de seus sotfrimentos, pois sou com eslima de V.
S. amigo, obrigado e creado
Dr. Pedro Antonio Cazar.
Recife 2 de marco de 1862.
Illm. e Rvrn. Sr. vigario da imperial matriz da
Vanea.Rogo a V. S. como autoridade do lugar
se di cao dizer ao p desta, ae naquelle lugar ou em
outro qualquer parle, alguen se queixara qua eu
havia faltado com o devida respeilo ao sagrado
daa familias, e ae V. S. observou que pelo lempo
de feata eu tioha relacoes e frequeotava lodaa aa
familiaa do lugar de quem recebia ludo acolhi-
meato ; (intmente, o modo pelo qual me conlu-
zia.
Pesso-lhe permissio para fazer uso de sua res-
posta da maoeira que me coovier.
Antonio Nuoes de Oliveira.
Varzea 2 de marco de 1862.
Illm. Sr. Amonio Nuoes de Oliveira.Em rea-
posta a aua carta tenho a dizer-lhe que dura ote
o lempo em que Vmc. frequeotou este lugar nun-
ca deu occasiao a ser seosurado em sua conduc-
ta por pessoa alguma, e maito meos por fami-
lias, cojo decoro sempre soube respeitar, taolo
que pela testa ti ve relacoe com ledas ellas, on-
de ae eolretoha com alguot diverlimeotos 000-
duindo-se sempre de urna maoeira honrosa.
Pode fazer o uso que lhe coovier desta miaba
reapoata, e dispr de quen de Vmc. ltenlo
venerador e criado
O vigario FeliciaaotPereira da Lira.
Illm. Sr. Norberto Munix Teixeira Guimariea.
Rogo a V. S. ae digne dizsr ao p desta a bem
da verdade, e da mioha repulaco, ae polo lempo
de feata quaodo V. S. na Vanea, tive occasiio de
frequeo.tar V. S. e sua familia, houve entre nos
sempre boaa relacoes.
Pesso-lhe permissio para bzer de sua reapoa-
ta o uso que roe coavier.
Aatonio Nmss de Oliveira.
Illm. Sr. Antonio Monea 4a Oliveira.Em res-
posta V. S.leohoa diier-lha que foi porduas ve-
zes oossa casa em cerapanbia da familia do Sr.
Francisco Rodrigues Pinheiro, e o Sr. aeu mano
Jos Nunes de Oliveira, asan como iodo algu-
maa vezes minha familia i usa do Sr. Pinheiro
sempre l oeocoatramoa, aUm de outraa maitae
em casa do Sr. Dr. Peona t m* familia, a peale
pouco lempo que ahi eative rempre gozamos de
boas relacea.
De V. S. sttistu a criado
Norberto Muuiz Teixeira Guimaries.
Recife 4 de marco da 1862
Ulm.iSr. Arpbelim Joa di Coala Carvalho.
Rogo a V. S. se sirva declarar ao p deata, a bem
da verdade e de mioha reputicSo, ae V. S. pat-
eando a testa aa Varzea coa aua familia, se eu
Uve occasiio defraquenta-lt, ase sStBttfe Ove-
mos boa aaizade.
Peco-lhe peraiasio para ater da saa reaposta
o aso que ae convier.
Autopio Nanas de Oliveira.
Em resposta a sa presada carta, cumpre-me
migo e minha ta
ito civilismo.
. Pode fazer uso desta miaba respoita como lhe
assaiar.
talla de boa t, sendo que o seu iotuilo, que por
certo oio lograr, ver se me desmorshs pe-
raote a opinio publica. E nole-ae que a rouea
para a fabrica foi comprada com pleno cnheci-
mento da mesma Sra. D. Joanna. Sr. Joio Fer-
nando da Cruz, um homem da senso que lem
confianza na sua probidade e na sua cousunela,
despreza juizoa temerarioa que s podem o Hen-
der aquelkgr qffjyulajajKos ajK MPi.
O Sr. Jais FesQteTa^'> ala sssicao
por Da bateas d djra. B. Joassjs a fasposiptde
que eu fuasn astejsciatrar aua fossafc cotetrm a
ua vonUde: Jmoda que.sa opaso ds Sra.
D. Joans oa ste Sr.Jco#srnasda. sais a
fazenda telas; a tsar a tesaseis delta, c os
ioteresses a terca naa*^*w* Oa arosaastee-f
tao audaciosas e tao insensatas, que cahem ma-

o.sasa
igsude
>*stos a
Joio Sims Ferreira.
Vanes. 2 do fevereiro de 18*2.
Illm. Sr. professor Manoel Fortunato de Oli-
veira.Rogo a V. S., a bem da verdade e de mi-
nha reputacao, ae digne dizer ao p desta, sa du-
rante o lempo-da minha estada na Vanea, ae U-
vemos aempre boas relacea, e se ea tive occa-
siao de frequeotar a aua casa. I
Peco permissio para fazer da sua resposta o
uso que me convier.
Aolooio Nunes da Olireira.
Ba respoita s presente caras da V. S., sou a
dizer que, a excepto de ua pequeo reaenli-
mento havido entre nos, o qual durou poucos
tas, aempre tivemoa boas relacoes de emite4e,
assim como qua V. S.. durante aua estada aqu
oa Vanea, veio a miaba casa algumas vezes.
Pode V. S fazer uso da ainha reapoata, como
lhe 1 pro u ver.
Manoel Fortunato de Oliveira Mello.
2 da marco de 1862.
Srs. redactores. Em mioha correspondencia
publicada ao seu cooceiluado Diario de .18 do
passado, com referencia aquella qae appareceu
ao de 11, assignada com o Dome da Sra. D.
Joanna Mara das Dores, eu dissa que havia de
responder com documentos ao Sr. Joio Fernando
da Cruz. Veoho desemp'eohar o meu compro-
miso eo publico eqnilstari o grao de desespero,
com que sou aggredido em uome de ama sen hora,
que He devera ser o primeiro a arredar dessas
discusses jornalislicaa.
Quanlo s pretendidas violencias, que soffrera
de mim a Sr. D. Joanna, sao cousa lio digna de
compaixao. que aem ao menos me caocarei coa
ellas: j .flz ver na mioha correspondencia de 5
do corrente a falsidade de taes arguiedee insidio-
sas, sendo que, se requer para dar beas a inven-
tarlo, foi porque oem o Sr. Crux, oem a Sra. D
Joaooa, tralaram desde qae falleceu o ioveola-
rlado Jos Feroando da Cruz, de dar providen-
cias acerca da dlreccio dos trabalhos do eogeoho
Pintos e do foniecimeoio dealimeutacio i fabri-
ca do engenho, sendo que para o proprio luto
vi-rse forcado a comprar fazeodas na loja dos
Srs. Julio & Conrado.
Poder aega-lo o Sr. Joio Feroaodo da Cruz,
porque, emfitn, o Sr. Cruz lem assentado em am
systema sui generis, aggravado por certa audacia
na lioguagem, que, parecendo-lhe preju grandemente, s a elle e smente a elle preiu-
dioa.
Gompreheade-se qne o Sr. Joio Fernando da
Cruz procure accreaceutar a sua fortuna com a
de sea trmio; mas que o faca i costa doa deve-
resde homem de bem e ferindo a minha repu-
tacao, o que nenhum homem qae se estima
poder approvar.
Prescindo dos elogios que o Sr. Joio Fernando
da Cruz poe na bocea da Srt. D. Joanna para
com o mesmo Sr. Joio Feroando da Cruz ; bem
v-se que, de presumpcao eagua'benta, cada
qual toma a porcio que lhe parece.
E porque tomel a Inventiriancia? E' o estri-
bllho com que me atordda a mim a ao publico o
Sr. Joio Feroando da Cruz. J lhe respondi em
psrte, e agora accresceoto :
Tomei coala da inveotariancis ; porque o fal-
lecido morrea com testamento e oio abintestado,
e tendo diaposlo da lera parte dos beos, e me
Horneado testsmenleiro, podia au, em face do
estado em que se acharara as cousas, iniciar o
Inventario, afim de garantir o leal cumprimenlo
do testamento.
Tomei coala da inventariancia ; porque depois
,de descripta a mor parte dos beos, o restante da
entrega aa faria judicialmente. Tive minhas ra-
ides para isso, sendo que era a meu ver do Inte-
resan dos legatarios, que nio pasassem os trinta
tas, para que depois fosse o inventario feito pelo
juizo dos feitos da fizenda.
Tomei coota da inventariancia ; porque aasim
era de misler para constraoger o Sr. Joio Fer-
nando da Crnz a tomar sebre si o cargo da admi-
nistrarlo do casal, e aahir da inercia em que se
havia collocado, quereodo que coutinuasse sobre
mim a psala tarefa, em quanlo elle palitasse os
deotes.
Tomei conta da inventariancia; porque havia
lomado para com o fallecido o sagrado corapro-
msso de evitar que a seohora que o acompa-
ohou oa vida, oa saude e oa molestia, fosse lu-
dibriada, escarnecida e maltrada pe Sr. Joio
Feroando da Cruz, l da altura do orgulho, em
que o collocaram suas novas riquezas.
Por tanto, cumpri um dever de consciencia ;
obtive o resultado que tioha em vistas ; e anda
quando o Sr. Joio Fernando, em oeme de sua
septuagenaria mii, quizur cuspir sobre as cinzas
de seu irmio, he de erguer-me con todas as
mlohas forcas para deteode-las.
Lamento apenas que o Sr. Dr. Barros nao bou-
vesae lido lempo para publicar sua aeatenca antes
das ferias, porque nio me veria toreado a susten-
tar minha legitima poiigo contra ala ordiduras
igoobeis t calumniosas do Sr. Joo Fernando da
Cruz.
Provocado pelo Sr. Joo Feroando de um mo-
do desleal pelas folhas publicas, eu nada tioha
que ver com a Sra. D. Joanna que, septuagena-
ria como mais peoaa eu seu roza io do que
em artigo de gazela. Pouca geoerosilade, seao
grosseria, est da parle do Sr. Joao Fernando,
que, em vez de accellar elle proprio 1 diacussio,
atira para a sua frente a pobre velha, e faz della
baluarte de deTeza.
Em toda a parte, quaodo am pai ir terpellado,
vem o filho defenderlo. O Sr. Joo Feroando de
Cruz procede de modo coolrario, fe quaado
aenhuma questio joraastica se suscita com sua
mii, elle, en vez de vir ao publico defeoder-se,
prefere lraz4-la em pasaos e pdr-lhe a peuoa ua
mi para assigaar as correspondencias que
mana redigir l
Por ahi veri o publico, qual o carcter desse
Sr. Joo Fernando. E qae importa que a Sra.
D. Joanna tenba assignado procuraces cooeti-
luindo procurador e advogado? Prava iaao ler
ella a iniciativa em todas as calumniosas faluda-
des, com. que tenho sido invectivado ?
Eu, ceg pela ambicio, nao. vejo al o ridi-
culo de que me cubro na falsa poaicip em que
me tenho collocado
Em verdade. ha cousas que fazem r
feito alguma na que esteja oeste
trecho que ahi ae 14.
Quem teno o Sr. Joio da Cruz,
ambicio, nio v que. tai alera do qu
raitiem suaa {acuidades e os direitos que suppoe
defender ?
Nao o Sr. Joao Fernando da Cru
paria ess. torrentea, faisidade. e injurias,ue se dizeT.'^m da v"eu de. qu7**1Ve<^Trapo qu
Dou-lhe licenca para esmirilhar a mioha vida, e
apresentar os factos devidameate especificados,
certo de qua com todo o aapgue trio lhe respon-
der!.
Antonio Nunes "Oliveira.
fe Illma. Sra. Candida Lina de Figueiredo.
iMuito aprecio a coBtlaoacao de aaa saude a de
flta. ^XimSSto rSte dol0Ra0|'0f',mvUas. a be* d rerd.de. ion. re-
eguezi..
pelo lempo da testa sempre tiremos sincere aai-
xade, (requemando V. 8. a rifara casa com toda
polidez, morecendo-me todo conceito.
Poder V. S. fazer desta miiha respoita o sao
que bem lbe aprouver.
De V. S. vtcerador a criado,
Arpbelim Jos la Cosa Carvalho.
Recife, 4 da marco de 1862.
Illm. Sr. Joio SimSe Ferreira.Rog a t. S.
r, e ae de
caso, esse
ego pela
lhe per-
que nao
julgaodo suficiente os dous tercos dos beos que
lbe ho de vir a tocar, procura aooiquilar, em
oome de aua mi, a ultima vonlada de aeu ir-
mio, procaraodo ouliificar-lha a peraopalidade e
atacando a validado do testamento por de-
mencia ?
Onde est, portanto, a desmedida ambicio, e
a falsidade da posicio ? Na verdade, o Sr. Joio
Fernando ds Cruz, ou nio se enxerga, ou suppe
qu o publico tem os olbos fechados.
Sou atacado pelo Sr. Joo Feroando da Cruz,
porque, achando-me oa inventariancia, requeri
autorisace para vender estucar, comprar roupa
para a fabrica, e fazer obraa e canearlos no
eogeobo.
Entretanto, diga-se com a mi na consciencia,
ha um ataque maia estulto? aa niogulem appare-
cia para sustentar a fabrica, aa a Sra, D. Joanna
nada fazia neste sentido e nada requena 40 juizo,
devia eu deixar que a fabrica morrease de tome,
ou abindorusse os aervigo para ir furtar ana vi-
siohos? Se, haveodo cabido urna parede do
cavouco, o que obstara a moagem, nem a Sra.
D. Joanna oem alguem por ella, ae apresemira
para fazer esta importante concert, devia eu
consentir que ficasae pejado -o eogeobo pelo lem-
po que convieaae ao Sr. Joo da Cruz, com enor-
me prejuizo da tarca, cu jos intt reases aa cum-
pria defender ?
Se eu fazia despezas, como baria, de occorrer
a ellas aem a renda doa sssucares que ia fajando,
edo que ludo daxia coutas em juizo
Ji v o publico, qne o Sr. Joio da Cruz nao
saeta lamuia. O Sr. Joao Feroando da Cru*,
na aua tome iosaciavel, pensa que ha de devorar
essia: hassoea da fallecido 1 maa acredito que a
terca ha.o> ficar-lhe airaveasada oa garganta ; e
qm* o syitema de tmpalmacao absoluta ha de fi-
car desta,.yi sem o seu pleno resultado.
sr. Joao Fernando, o papel que o aenhor est
obtigaudo ftUisiaua pobre e velha mi, odioso
n rT "* que lo ctiainoso aquelle
1 ,2***""^ *rPrieade Iheia contra von-
*"* d*tes) como aquelle que cospe ioju-
"*Syil? eaaasa de aeu irmao com o Qm de
7?r'^ tetradeira vootade, e appreasar-
se sssesa dos snaes podia elle dispor livre-
E por isso qae eu anda repitoque o Sr.
Joio Fernanda da Cruz quem, cege pela ambi-
cio, nao v o papel ridiculo a miseravel, a que
ae axpdi I
Metteu-se oa cibeca do Sr. Joio da Craz qae
era cousa liquida sao poder eu do modo algam
ser inventarame, em mioha qualidade de leeta-
aenteiro a legatario. Felizmente, a propria
sesteo;* que o Sr. Joio se dea presea ea publi-
car, prova contra esaa asserco.
Ouaokt rectifica cao doa tactos qae ea narrara
em minha correspondencia de 5, per certo que o
oio cooaeguio o Sr. Joao Fernando da Craz;
porque o carcter com que eu obrara, asbem-00
todos que tiverea trenseecoes coa o fallecido. O
Sr. negociante Manoel Ignacio de Oliveira, o Sr.
Dr. Gabriel Soares Raposo da Cmara, os diver-
sos foroecedorea de gneros, os proprios advoga-
dos, como o Sr. Dr. Baptiste, e o mesmo Sr. Dr.
Costa, Ribeiro, sabem que eu nao obrara como
um simple caxeiro do tinado Craz; e aim como
um gerente, como um administrador, gerencia e
admiftiairacao que o proprio fallecido allestou em
aeu testamento.
Onde foi, pergenia o Sr. Joio Craz pela boc-
ea da Sra. D. Joaooa, o Sr. Baallano buscar cr-
dito ou fortuna, para pd-las disposigao de aeu
filho, proprietario abastado que, se morreu iodi-
vidado graca actividade a promptidao dos ge-
rentes de seus negocies, deixou lodavia fortuna
muito superior a eaaaa dividas?
Compreheode-se a que de malevolencia val
oesae trecho da descommunal iosoleocia. Pri-
meiramente, sabe-se, e s esse Sr. Joio Cruz
parece ignorar, que a tortuca s por si pode nio
dar crdito, e que um gerente ou administrador,
embora aem fortuna, mas obraodo em nome do
administrado, pode achar recaraos que este com
a sua falta de actividade oio adiara. Podia,
portanto, eu, sem fortuna, auxiliar muito ao ti-
nado Jos Fernando da Cruz, embora a tartana
ou abastaoca desle. Em aeguodo lugar, quaodo
entrei oa gerencia de negocios do finado Cruz,
aaa casa eslava a bragos com gravea embaracos,
pelo que nao tive a menor culpa, ae o Sr. Jos
Feroaodo deixou sua casa iodividada. Huitos
agricultores conheco eu bem abastados de forta-
na, e que todava, j pelas pequeas ou oeohumss
safras, j por outras oceurreocias, se vem seria-
mente embancados, e que lutam com innmeras
difScutdades para cootrahirem um emprestrao
oa preca. Ahi est o Sr. Maooel Ignacio de Oli-
veira, que podar attealar oa esorcos que fit
para, seguodo os pedidos e instancias do falleci-
do, obter o emprestrao de doze conloa de ris
qae, cora oito j devidos, e as juros, completa-
ran: vinte e lautos cont, pelos qaaes celebrou-
se hypolbecs no engenho Pintos, diaheiro que o
mesmo tinado Cruz recebeu com suas propriaj
maos. e hypotheca que elle proprio as guou.
Sabem lodos aesta cidade e nao ae deixaro
mentir os Srs. Drs. Alcoforado, Baplisla e Costa
Ribeiro, que o finado Cruz leva grandes deman-
das sobre as Ierras do eogeobo Finios, com as
quaea gastou enormes sommas, seodo que anda
oa poca do seu tallecimeoto devia a advogados,
e o Sr. Costa Ribeiro deve estar lembrado que
para receber quanlias de seu honorario, era co-
migo que se entenda, e em mim que depositava
sua couaoca, embora a graode fortuna fosse, oio
mioha, maa do (loado Cruz.
O proprio Sr. Costa Ribeiro que diga, se eu era
um simples caixeiro ou moco de recados, como
se me apreseotou ao publico para carregar cora
um detpreso, que sobre outros que aio eu deve
recabar.
Agora comprehende-se, que se a quantia de
viole e tantos contos de ris que o finado recebeu
do Sr. Maooel Ignacio de Olireira, o que ae apu-
rou da venda de urna aorte de trras [na qual aio
iatervim directa ou indirectamente), ae o pro-
ducto da venda e alforna doa escravos, e se o
reodiraeoto de algumas caziohas qua o tiaado
Cruz tioha ao Recife, liveram bom oa mo des-
tino, s o finado Jos Feroaodo da Cruz pode
sabe-lo.
O que ea aei que o producto da escrava Cla-
ra, vendida pelo Sr. Joio Feroaodea da Cruz, e o
da alforria do pardioho Mauriado, libertado por
l:600#)00 pelo Sr. Joao Feroaodo da Cruz, aem
cooaeotimeolo de sea irmio, como me coaita,
(cara em poder do Sr. Joio Fernando da Cruz,
que al a morte de seu irmao o nio restiluio.
O que sei que o producto dos escravos Izi-
doro e Antonio, tambem rendidos pelo Sr. Joao
Feroaodo da Cruz, oio foi restituido a seu finado
irmao.
O qae sei que o finado Cruz pagou pelo Sr.
Joao Fernando da Cruz diversas letras que por
elle garantir. Foram estas e outras cousas que
em parte coocorreram para os atrazoa do finado
Cruz ; seodo que desafio o Sr. Joio Fernaodo
da Cruz para que mostr urna s divida minha
que tenhs sido paga pelo finado seu irmao.
Nao suppri a Sra. D. Joaooa miaba custa ;
mas o que o Sr. Joao Feroando nio poder oegar
que, eu ouliouei, como ao lempo da vida do
tallecido, a enviar Sra. D. Joanna lodo o aup-
primelo de que ella oeceaailava : o que prova
que o Sr. Joio Fernaodo oio iratou de sua mii,
seoao depoia que vio detmoronados seu calculo
com o iniciamento do inventario pela aegunda
vara rauoicipal.
E' (alao que a Sra. D. Joanna tivease vindo
para a minha ciaa, quatro ou cinco dias antes
do fallecimento de sea filho, por lhe eu haver
mandado dizer, que este ae achava na mesma
mioha casa. Nao, a Sra. D. Joanna sempre soube
que sea filho estava-ae tratando oa ra de Her-
as, onde roaidia temporariamente, e ae estere
em miaa casa, foi nao s pelas boaa relacoes
em que eslava com minba familia, como porque
o Uado Joi Femando da Cruz oio se achara
s, mas em companhia da senhora que o tratara
e com a qual a Sra. D. Joanna nio quera encon-
trar-a*, seodo que apenas esta retirou-se, a Sra.
D. Joanna fai para a casa de sea filho- porque
depois do fallecimento deite, nao retirou-se para
a casa de aeu Ribo, o Sr. Joio Cruz, e aira para
a minha ? O publico araliar o alcance desse
soto da Sra. D. Jaaona e o p das retaceas em
que ella eslava para com o aeu filho Joio.
E' verdade que a Sra. D. Joanna, j em vida
do finado Jos Feroando da Craz [o que nunca
negue) morava em urna caaa as terraa de mes-
mo eogenbo, couheci la pela asa da Her.ta ; maa
tambem verdade que a Sra. D. Joanna nao aa-
hia quasi de caaa, nio vinba caaa de riveoda,
e neo huma parte tora a va nos negocioa do talle-
cido e nem na administrado do engenho, Mae
falso qua eu tenba invadido o engenho, e
falsissimo que eu me leoba apoderado da chave
da casa de viveada, sendo eala aublrahida de aea
podar por um dos que me aosmpanharam ; pois
a casa de vivenda era habitada pelo administra-
dor, o Sr. Roque Jaciotho de Oliveira etjteaza,
qua linba a chave della, e ahi me aboletaiU ea
quando ia por ventura ao mesmo eogeobo. ^
Pata, que faka o Sr. Joao Feroando da Cruz
lio escandalosamente verdade? Que necessida-
de tem deasea aleives para sustentar o que elle
chamadireitos da nica berdeira ?
Sim o Sr. Joio Feroando da Cruz, reconheceado
a falaidade de aaa posico, procura loraar-me
odioso peraote o publico, na aatarilidade de sua
inveogo tira de ai defeitoa e infamias para lan-
ga-lo minha conta. E prova evidente do qae
aoabo de dizer, osaguinta trecho que por so-
lelo, urna amostra da grandeza d'almt, do Sr.
Joio Fernando:
< Nio o negu, Sr. iJasiliano.Todos ellas l
c esUveram. Foram alies que o auxiliaran), e tem
c continuado a auxiliar a devorar o que por l
c sxistia, galinhas, peri, oeelkas, parcos, a al
a viUllos que o Sr. Bat lia no palo direito de
< satetnsvUeiro oa gerenle tem mandado aatar
< para psssar bem, e para distribuir entre os
a amigos. Aonde foi o Sr. Basiliano buscar meios
para virar, e paaaar como tem vivido e passa-
do desde a ana fallad gerencia >
Fra misler qae sa desecase maito baixo, que
eu descesse a essa eaphera de mesqaiahas mise-
rias, em qu gyra o Sr. Josa Feroando da Cruz,
para aproveilar-me deaaaa migalbas, que chore o
Sr. Josa Fernando, e qua fazem lembrar o aogo
proverbio : quem nunca comeu mxeite, quando
m
Eotretanfo esse trecho torpe da torpissima
correspeodeoeis, fioar leepoaoiee coa ua, do
documeotos que abaixo iraoscrevo.
Ostro treclx da tal eorrepondetuia, sao me-
aos torpe que aquelle, o guate :
a Foi em virtude dessa invaso que, argumen-
tando depois coa aquellea despachos aoieriorea
e subrepticiamente (que qualiflcacio esruplla I)
adquiridos, cooseguiu permanecer como tem per-
manecido 00 eogeobo, 00 le li ae acham vendan-
do, como se diz, animaes, ludo aproveitando e
consumindo, tirando ali o atsuear antee de estar
purgado, como quem tem cooscieocia de que nao
aasiste direito para all permanecer.
Um doa documeotos tambem abaixo transcrip-
tos demonstrar a toda a luz, que ou o Sr. Joio
Ferasade, ou a Sra. f>. Joanna, mentem escan-
dalosamente, menlem com lanos denles quanlo
tem na bocear
Ease Sr. Joao Fernanlo da Craz homem de
eternas luminarias, e misler ler muita conflan-
ca, oio aei ea que, para tombar da publico cora
esse ridculo aplomb, que lo desasadameota s-
lenla.
E de feito, se o Se. Joao Fernando tivesse coas-
ciencia do qae faz, do que diz, e de qae loria
posto na becca de aua aae estas palavraa : i
Pois acha eerUmeoie o Sr. Baailiaao, qu
posso ser coaalraogida a te-lo, contra a miaba
venlsde, como admioistrador da minha fazenda,
e que maso oeuhjim prejuizo existe para ma i
Acha que devo deixar-lhe ludo aua diseric
esperando depois pelas conloe de venda ? Maa,
ah I em auas palavras, o Sr. Basiliano deixou ao-
Irever o peoaameoto oieiro que o dirige : elle que
lem feito tantas detpexas oo podia ticar privado
daa garantas que aua posigo lbe dava 1
Sua faaenda 1 Ser lo la 1 Naturalmente, por-
que a terca tambem da Sra. D. Joanna. E a
testamentaria 1 Qual testamentaria ? Pois podia
o fallecido ooaear teaiameoteiro ?
E o tacto de nio poder o teaiameoteiro ser in-
ventarame em. a vootade da Sra. D. Joaooa ?
Na verdade, ba disparales, que a com gargalhs
daa se respoodem convenientemente. E o fac
de achar extraordinario que eu procurasse garen-
lir-me daa despezas que bouvesse feito? Na ver-
dade, ha procedimiento, que o vulgo qaalifica
maito apropriadktneole de' velhacaria, eal ha
quem os chame de ladroeira I
E hacapadociarao mais estpido e menos pro-
prio a fazer fortuna, do qu6 o tal Sr. Joo Fer-
oaodo da Cruz, ou a lal Sra. D. Joanna, que boje
lauto campara e blazooam de ricos, do que no-
me tratar aeuo por intitulado teslameateiro ?
Parece que o Sr. Joo Feroaodo quer 1 lode o
transe convencer a opioio de que o testamento
nio verdadeiro, ou valido. Se assim Sr. Joio
da Cruz ou Sra. D, Joaooa, deixem-sede cere-
moras ; proponham logo esss aeco que ha de
aer a medid.i, pela qeal seio atiendo os aeua
seolimentos de digoidade pessoal. eom aaia
esse escndalo, avaoeea avancem ao espolio, e;
se amia alo ficarem saciados, atirem-aeao ca-
dver dojirmao e do Ulbo l Que degeaeraeso,
torpe e infame !
O seguate trecho da correapoodencia da Sra.
D. Joanna, representante doseohor seu filho Joo,
anda urna prova de que o Sr. Joo pretende
com meatiras e falaidades erguer um cadafalso,
onde elle proprio ae enhorcar. El-lo:
O tinado dispoz de lo la a terca e de todo ella
(eis o desespero da carinhosa mi e do dedica-
do irmao 1 ) como o Sr. Basiliaoo o primeiro
a declarar. Dos outros dous tercos nao ae podia
dispor, viilo que Deus tem se degnado prolongar
minha existencia. O Sr. Baailiano o primei-
ro teaiameoteiro ; um bom legado lbe deixa-
do ; outro sua seohora, outro 1 sua sogra, ou-
tro seu padrasto, tambem nomeado testamea-
teiro ; outro um Roque, sea comparca ; outro
mui grandioso e 1010 o remaoeacaote que bou-
vesse da terca a essa mulher que (o a causa pri-
maria do infortunio de meu infeliz filho ; e final-
mente oelro a urna neta della.
O Sr. Joo Femando, .ou a Sra. D. Joanna,
ostentara lal destacamento na meulira, que nem
ao menos se arreceiara de|ser em face contestados
com documentos authenticos. E deleito, oque
se v do testamento e consta de um dos docu-
mentos abaixo transcriptos, oseguiote :
A quantia de 2:0009000 ao afilhado Roque
Jaciotho de Oliveira e Souza.
A quantia de 2:000000 afilhada D. Joa-
quina, filha do Sr. Joao Fernando da Cruz.
A escrava Luisa, mesma afhada.
A quantia de 2:000#000 e urna eacrava ou
escravo afilhada Mara da Conceico Chaves, ti-
ln de Joao Gualberto.
A quanlia de 6:0009000 em dioheiro, pre-
dios ou escravos, escolha da legataria, a Mara
da Conceico Ramos Chaves.
A escrava Benedicta e crie, dina desta,
mesma legataria.
O usufructo da morada do casa da ra de
Ilorlas mesma legataria, devendo por sua mor-
te passar a casa afilhada do testsdor Mara da
Coueeigao Chaves.
A 4uaola de 1:0009000 ao irmao Joo
Fernando da Cruz,
A quantia de 5009 rs. a cada um doa filkos-
do mesmo Joao Fernando da Crut, Joo e lsaoel.
A quantia de 1:0009 rs. u. Maris Rosa da
Cruz Pereira Caldas, viuva de aeu irmio Manoel
Fernando da Cruz.
A quanlia de 2:0009 ra. D. Maria, Qlba da-
quella, casada com Basilitao de Magalhes
Castro.
A quaulia de 500} rs. ao menor Jovino, fi-
lho da referida D. Maria Rosa, e aobriobodg tes-
tador.
A quanlia de 500g seu primo Jos Maria
da Cruz.
A quantia de 1009 rs. aua prima D. Fruc-
tuosa da Cruz.
A quantia de 2 0009 e a eacrava Francisca
Basiliaoo de Magalhes Castro.
A quaotia de 1:0009 rs. Joo Josquim de
Figueiredo.
A liberdade aoa escravos, Amsncia, Ignez,
Secundiua ; aos Qlhos desta Nicostralo, Merli-
niaoo, Daciaas, Priscilia, e Fumino ; a Jos Le-,
oncio e mulher desle Joaquina.
Um escravo, esculla do legatario, Ro-
que Jaciotho de Oliveia a Souza.
O moleque Amnelo Basiliaoo de Maga-
lhes Castro.
O remanesceale a terca Maria da Cooceigo
Ramoa Chaves.
D'aqui se v,que o fallecido contemplou na ter-
ca a aeua prenles mais chegados, e qua o gran-
dioso legado que me deixou, foi: 2:0009 ra. s
miaba mulher, sua sobrioha ; 2:0009 rs., urna
escrava e um moleque a mim. Ora, bem v-se
que. na qualidade de teslamenleiro, a vintena
talvezoo fosse interior a esses legados. Entretan-
to, na opinio da Sra. D. Joanna a de aeu filho
Joo, oem ao meooa deveria o fallecido dar-me
urna demonstraco de aaizade, deixando-me
esse immeiuo legado que ah ae le.
Eia o leatamenio contra o qual erguem-se
os Srs. Joio Fernando o aua mi, come aendo
imposto pur mim ao fallecido. Maa emfia, a lem
desse legado a mim e a mioha aulber, quaes sao
as deixas que merecem a aoimadveraso doa Sr.
Joo da Craz e da Sra. O. Joanna ?
O primeiro de l:OO0JJOO0 1 meo padrasto o
Sr. Joio Joaqaim de Figueiredo, que dilema
Sra. D. Joanna e seu filho nunca Ibes constar
que tivease com o fallecido a mnima relacao de
amiade, sanando apenaa que fra procatcador
em urna causa importante eonira lie, e nao Ibas
constando que o finado o tivesse por procurador
em algum a causa sua, pois aempre leve eoliaila-
dor pago aonualmenta.
Quaesquer que fossem ss tglagoes ds amizade
entre o uado Cru e meu padrasto, a qualquer
que toase a poca de que daUraa aseas relacoes
o cario que eaaaa relacoee de amiade nao aran
prejudicadas pela circunstancia ds aer desde >-
gum lempo o meu padraalo aoUciUdor aa uan
queato a respailo daa tarrea do eegense Bmsos-
h ; e o corto que aeu padreis fra aslics-
dor do fallecido Crac ea diversas causas, ososo
fossem na assigngo de dez diaa qoscostra se
moveu a Dr, Gabriel Soaree Rasoao da Causara,
aendo advogado o mesmo Sr. Coila Ribeiro, a
aacae contra o meema proposta por f roMisco
Joa Leite, como consta dos documentos abaixo
9



DIAMOM PEI**MMJv*0* QlilWT FIIBA 6 VK MAigO DE I8t.
transcripto, ajera di tutras. & Unta era a mi-
zadt entra meu padraato o finado Crui, que
aquella pasnou con ate urna feata no eogeaho
Pin toa, dtqnallaa procuradoras nunca recebeu
um real de grelificegio. Que extraordinario ara,
pois, que o finado Cruz Ihe legasse, como uan
delicada gralificacao, a enormitsima quantia de
um cont deriiil
O legado que deixou o Onado Cruz ao Sr. Ro-
que, o man aalural e merecido ; eeuoo nimia-
mente natraahavel que o Sr. Joao da Crui ou s
Sre. D. Jotona o qualiflque de meu comparca.
O Sr. Roque Jafintho de Ol?eir e Souza, fiho
legitimo do Sr. Manoat Aaacleto de Souza era
Qlhado do fallecido que o lomara eo creara dea-
de a idade de doua anuai. O que ha a admiran
que tenha,em sen testamento dixdo a asa aeu
afilhado e Bino de crearlo um eseravo e dous
cootos de ria ?
Onde est, porm, todo o deaaapero da Sra. D.
Joanna e de aew filho o Sr. Juo, oo legado
deizado Sra. Hara da Conceigo Ramoa Cha-
vea, sobre a qual a correspondencia se exprima
noa seguiotes lermoa:
< Oatro mui grandioso e todo o remanescenle
que houvesse da terca a ota, mulher que foi a
cauta primaria do infortunio de meu infeliz
filho.
Ha homem, bastante compeoetrado de sua dig-
nidad*, que se nao rerolte contra este modo de
exprimir-se i O que importa a Sra. D. Joanna e
ao Sr. Joao que o finado Cruz livesse deixado
urna parle de aua terca a esta aeohora t Podem
a Sra. D. Joanoa e o Sr. Joio aquilatar os servi-
dos que ella prestou ao fallecido era seas encor-
modos, em suas molestias, ero seus desgoitos?
Pois nao bastam i Sr*. D. Joaooa as duaa tercas
partes da fazenda ? Anda se rebellam contra es-
se testamento, s porque o finado illho e irmo
dispoz da terca nao s em favor de signos ps-
renles, senio como em favor de urna mulher
que elle, em sua coosciencia, tinba motivos para
er-lhe grato ? Que o Sr. Joao Fernando da Cruz
mostr tsnta gana em urna fazenda, que nao Ibe
ustou i gaohar, pole comprehender-ae, porque
emm o Sr. Joao est absorto no seu supposto
adorado ; mas que a Sra. D. Joanna, no ultimo
quartel da vida, com am p borda do tmulo,
ostente tamanha ambicio, o que a conciencia
pablica repelle ; o que a estima do hornear
honesto nao pode ver, sesa que profundamente
ae rerolte.
Pelo que respeita iolmizade. que ltimamen-
te existir Mire o Sr. Joao Fernando e o finado
Jos Fernando, cousa lio conatanle que, alm
de cartas e documentos que a atteatam existentes
em meu poder, foi presenciada por pessoas es-
traohaa durante a enlermidide do fallecido, que
6 io fiuoocondo em derredor o irmo, quando
se Ihe approximou o ultimo srranco.
Jla um trecho da correspondencia, assigoada
peta Sra. D. Joanna, o qusl merece especial
meosio. E'o seguinte :
Masa disoosigo qu. mala se recommenda a
eltengo publica, a que cortamente faz o Sr. Ba-
siliaoo tanto se intereasar (maisdo que euj pela
ultima vontade de meu filho, aquella em que
elle declara que algumaade suas dividas devem
constar da titulo* aseigaadoi pelo Sr. Basi-
liaoo la
Sale trecho alguroa cousa de repugnante
honeslidade publica e ao bom .tenso. Primei-
rameotese a ro. i Joanna a stesma que ata-
ca a ultima vontade de sea filho, porque elle te-
ve a veleidade de nao Ibe deixar tambero a terca,
dispoodo della segundo Ibe sprouve, como leva
o cyoismo eo ponto de admirar-se de que me
interesse mais do que ella propria pela ujtima
vontade de seu filho ? Se para executar essa ul-
tima rootade fui eu nomeado teatamenleiro e tos-
tado, recosaendado pelo fallecido, pare que des-
se religioso cumprimento a suaa disposigaes
testameolariaa, quem se nao eu o legitima-
mente iotereasado ao cumprimento desse testa-
mento ?
Se son eu quem ha de dar cootas deste testa-
meato ero juizo, se comigo se leria de haver o
Sr. Dr. Costa Ribeiro, promotor de residuos,
acerca desse fiel cumprimeoto, como pretende a
Sra. D. Joaana aar mais interessada do que eu
em cumprir a ultima rootade de sou finado filho?
Coitada da Sra. O. Joaooa I Assigua o que Ihe
do a assignar, e nao comprebende o triste papel
que est fazendo I
Em segundo lugar, quem to p'apalvo que
nao veja, que a deapeito de qualquer declarago
do teatador, as dividas que se cobrarem nao se-
rao pagas sem audiencia dos interessados e
por cooseguinte sem citscao e audiencia da Sra.
D. Joanna, que Cari o que estiver a seu alcance
para apurar a orgem-deasas dividas?
Mis, se de feilo exislem dividas contratadas
pelo fallecido e por mim agenciadas a seu pedido
com que direito quereria a Sra. D. Joaana herdar
o activo sem pagar o pastico? Com que direito
pretendera a Sra. D. Joanna, que eu pagagse di-
vidas que foram empregadas em proveilo da fa-
zenda que ella hoje possue a titulo de her-
deira ?
A Sra. D, Joaooa e seu mentor o Sr. Joao Fer-
nando da Cruz, obedecem a um mo ioslincto,
quando .acreditara que podeui gozar das vaota-
geos da heranga sem sslisfazer aos seas en-
cargos.
E neni era precisa aquella declaracao do finado
Cruz, para que eu tivesse o direito de cobrar do
moole de heranga as dividas que agenciei em fa-
vor do finado Cruz.
Emlini, para que o Sr. Joao Fernando dio d
um passo sem faltar verdade, sem mentir gros-
seiramente, elle allerou esseocialmente essa ver-
ba do testamento, a qual concebida nestes ter-
mos :
. Declaro.que as dividas que devo esli firma-
das por miro e por Basiliano de Magalhaes Cas-
tro, como fornecedor da fabrica e cata do meu
engenho.
Declaro que qualqder titulo de debito que
appareca'firmado por outra qualquer pessoa em
meu nume ecomo procurador bastaate meu, se-
rio reputados por filaos e da oenhum effeito ;
pois que as que se devem receber ou julgar como
verdadeiras sao, como j disse, es firmadas por
mim ou par o dito Basiliaoo de Magalhaes Cas-
tro.
Quem nao v que essa verba apenas urna
cautela, para que alguos espertot nao se apre-
seotem com crditos ficticios? E tanto mais foi
necessarta essa cautela, qnanlo at durante a sua
vida houve alguem, que apenas por esperances
no futuro vendeu-Ihe e torrou-lhe escravossam
procuracao aua.
Se o Sr. Joao Fernando da Cruz foasa o homem
de honra que se apregda, aeria cortamente o pri-
meiro a considerar-me incapaz de planos vergo-
cbosos.
O Sr. Joao Fernando leve mesmo urna prova
de digoidado do meu carcter, quando vio a io-
dignacao com que repelli a offerla qae me (ora
eita para entrar oo plano de boalilidade her-
deira do remanescente da terga. E se eu, Sr.
Joao Fernando, sou incapaz de trahir a coofianca
do morlo a quem em vida conaagrei amiade,
com maioria de razio sou iocapaz de forgicar di-
vidas pbantaslicas para apoderar-medo alheio.
E se por momentos Ihe veio cabega lio desgra-
nado e miseravel pemameoto, eu lh'o attro i
face como um estigma que nella deve ficar im-
presso.
Passarei agora a jogar com os documentos que
abaixo rao transcriptos. Dellej ver o publico,
como fui indignamente calumuiado ; dellea ver
o publico que tenho honestidade bastante para
reparii-la' cum o i>r. Joio Fernando da Cruz ;
delles ver o publico que posso andar as ras
da cidadesem envergonhar-me, e que todooem-
peoho do Sr. Joio Fernando para dssmora-
lisar-me vai embater-sa de encontr aos meus
actos.
O prioieiro documento urna informa;8o do
Sr. capilao Antonio Pereira da Cmara Lima,
subdelegado do 2* districto da fieguezia de Ja-
boatio.
O Sr. Joio Fernandos da Cruz, com o flm de
nullificar accao do Sr. Dr. juiz muDicipal da
2* van que era o do inventario, e usando mal
da procuracao que Ihe de/a a Sra. D. Joanna, re-
quema pelo jifia,fe 1* rara, Job ajaas e calum-
niosas sllegacdee, um mandado de restituido de
poase e eaetaaao da aioha pesaos da admiais-
traco do engeoho, am que u ae achara por
torea do carcter de ioveotariaote.
Quando aa se aprasantaiam no engeoho Pintos
oa offieiees ae justiaa com o tal mandada da Sr.
Dr. jais municipal aa 1* rara, eu,/som o acela-
Bieoto derid* autartdade, fsoaderei aos offiaiaes
da jusca que alkt estar com autoritario do Br.
juiz municipal da Ia rasa qu* s m mandada
deate me desooararU da nasoateanidada, que
aobte man paaara.
Oa officiaea nada tinham a faier, sanio aanfU
aar iaeo ateteno, afim de qaa o jais da M ra
retal'aaaa aemo }ula>aaaa da jueilee. Mas a afll-
cises dafodidd, ota aUtoiMdo tata ftilma-
?o lio justa, quizeram por si mesmcd requisitsr
orra das autoridades polieiaes de lugar, que a
isso se nao prestaram pelo legitimo fundamento
da que s com ordem^o Sr. De. chafada poli-
ca preelariam qualquer [urca.
Voltaram os offlcUes de juatica a eu levei o
facfb ao coohecimento do Sr. Dr. juiz municipal
da 2* rara, que concedendo um mandado de ma-
nalencio e mandando dous offlciaes da juslija
para suslenta-lo contra a miaba expulsio reque-
rida pelo procurador da Sra. D. Joanna e manda-
da realisar com terca pelo Sr. Dr. juiz municipal'
da 1* vara, levoo aa> canbacimento do Exm. Sr.
presidente da prasrocla a occarrencia e aolicitou
a decisodocQofltcto.que me foi (ara/arel, como
o publico sabe.
Nesse interim, o Sr. Joio Fernando dirigi ao
Sr. Dr. chefe de! polica um requer ment, em
nome da Sra. D. Joanna, centra mim ; o Sr. Dr.
chefe de polica mandou informar o delegado de
Sanio Amaro de Jaboatio, o qual por sus vez
mandou ioformar ao respectivo subdelegado. Es-
ta, dirigiodo-se a Pintos, inquiri pessealmente
a Sra. D. Joanna, eo que colheu consta da in-
formacao, que conslitue o documento sob o. 1.
Ora, desta documento ae mostra o seguidle:
1." Que eu alo rae oppuz com torga, nem com
especie de violencia alguma execuceo do man-
dado, que me apreaentaram os offlciaes de jusli-
ca, a apenas diia, que o juiz, d'onde parta
o mandado erm incompetente, eque ettavapromp-
to a dar cumprimento logo que aquelle mandado
partine de juiz competente.
2.* Que s propria D. Joanna, sendo perguota-
da pelo mesmo subdelegado, Ihe dissera que
eu nunca a ameacra, e nem tao pouco Ihe diri-
gir offenta alguma verbal, e que palo contrario
recebia de mim todo o supprimento,t ati Ihe ha-
via dado fazendas para o luto da familia de teu
filbo Joio Crui ; que apenas tinba qaeixa de
mim por ea na Recite procurar alropellar o seu
direito ; que se Ihe dizia que o cabra Leoncio
aodava armado, mas que nunca o vira em aua
porta a nem am parte alguma.
Ora diga o publico, com o seu costumado cri-
terio, oio flea evidente o systema de mentiras a
falsidades, a qoeee soccorre o Sr. Joio Fernando
da Cruz ? Nao Mea evidente que a Sra. D. Joan-
na assigna de cruz o que se Ihe manda assignar,
e que o Sr. Joio Fernando abusa da coofianca
que nelle deposita a Sra. D. Joanna ? Eia a ra-
zio, porque eu disse que a publicarlo de docu-
mentos desmoronarla os artefactos do Sr. Joio
Femando.
O segundo documento a verba testamentaria
relativa a dispoaic&o ds terga, que prova a ver-
dade do que cima alleguei.
O terceiro documento um termo de vsrifita-
Cio do estado am que se achava o engeoho,
quando o Sr. Dr. juiz municipal ds V vara foi na
dia 10 de Janeiro paseado, ao proprio engeubo
examinar por seus proprios olhos o estado em
que elle estar.
Desse termo de verificagao ve-se :
1.* Que o engeoho se achava moendo regular-
mente.
2.* Que na casa do engeoho exstam 160 pies
de assucar bruto, e na casa de purgar 148 ditos
com o primeiro barro, havendo igualmente ah
37 saceos de assucar purgado, assucar em balcao,
n'um caixao, e em diversos taboleiroa; aende
qua a casa de restillaco funecionav regular-
mente, e a planta nova estara iotetramente
limpa.
3. Que a familia do teslameoteiro se achava
oa casa de Titeada da engeoho, n a mai do fina-
do Cruz se achara ns casa chamada da Hort, es-
tando ambaa as familias am paz e sem perigo al-
gum reciproco.
Ora Oiga ainda o pajtlico : qual a irregulari-
dad* do iteu procediatenlo? Todo o espalhafato
ferio pele Sr. Joio Fernando nao fat urna sene de
mentiras, calumniase falsidades odiosas?
Se apesar de ledos os embarazos que me op-
poz o Sr. Joao Fernando, j lirando-me nao pe-
queo numero de escravos, j mandando por
seus agentes insubordinar a fabrica, ea traria oa
trabslhos do engeoho com regularidade, e em tao
pequeo espago de lempo apreseotava tao im-
portante resultado, tendo de mais a mais aoffrido
um grande obstculo com a queda da parede do
cavouco.corao ousa o Sr. Joao Feroaudo atassa-
lhar petante et9 mesmo publico a omina repu-
tacio ?
Se o Sr. Joo Fernando quera a invantariancia
acobartando-ae com a capa de sua mil, espe-
rasae pela decisio do Sr. Dr. jaiz municipal da
2a vara ; maa nao empragasse os meios vaigo-
nbosoa que empregou, fallando tao deaplatada-
mente verdade em todas as auaa allegacoesv
O quarto documento a cerlidao do escribo
da causa de me ha ver intimado a retaocao da iu-
venlariancia no dia 10 de fevereiro prximo tu-
sado.
O quinto documento urna pelicao, da qual se
mostra, que eu no mesmo dia 10 de fevereiro re-
quer a entrega do eogonho ; aem curar de op-
por-me a essa olerlocutoiia que alias tinha tor-
ca de defioitiva. Por ahi ve igualmente o publi-
co, que eu nao demoostrei intereses algum em
reter em meu poder o engeoho, seoda que no
mesmo dia em que foi publicada a sentenca e eu
della intimada, nesse mesmo dia requer a en-
trega. Obrara eu assim, se estiveSse peoetrado
dos senlimentos que me presta o meu desleal e
meaquinho inimigo ?
O sexto documento- a ioterlocutoria pela qual
o mesmo Sr. Dr. juiz municipal da 2" rara, am
defenmeoto miaba petico, desigoou o dia 13
do mesmo mez de fevereiro.
O stimo documento o termo de entrega do
engenho a seus pertences nesse dia 13 de feve-
reiro. La-o o publico com aitencao e ver se
o meu procediment, durante o lempo que esti-
vo na admioisiraco do engenho foi ou nao o de
um homem de honra.
E do feito desse termo-consta o seguinte :
1. Que i entrega nominal de lodos os esen-
vos da fazenda, a excepeo de Leocadia, Domin-
gos marido desti, Josepha, Clara, Benedicta,
Placida, Zeferino e Trajaoo. Domingos e Leo-
cadia, que se nio acharam na fazenda, requere-
ram deposito e eomeaco de curador-por que se
querem forrar. Benedicta e urna tiln desla de
nome Placida, se acbaum em.poder da herdejra
da terca, a qual como legataria deases beos e
usufructuaria da casa da ra de Uortas, requereu
ao Sr. Dr. juiz municipal da 2a vara que mandaa-
se a va lia-loa para pegar-ae o sello nacional, e fi-
car ella na poise delles. Zeferino foi libertado
pela mesma herdejra da terca, segundo Ihe facul-
tara o testamenlo, e oblere do juizo municipal
da 1* vara mandado para ser manutenido nessa
liberdade.' Josephs, Clara e a filba desta foram
entreguea pela herdeirs da terca, em cujo poder
estaram, na occasio em que se ellectuou no Re-
cite a entrega.d restante doi beos. E Trajaoo
acha-ae nadase de detengno detde a vida do fal-
lecido, litigando aobra a asta liberdade.
2. Que lii entrega da 42 paea e um baixete de
assucar bruto, existentes na casa de caideira,
250 pasa oa cata de purgar, um caixio com 7 ar-
robas de assucar braaco, meio caneo de assucar
branco abaixo do meio, meio dilo de smenos,
um caixio de assucar branco com 13 palmoa de
compiido e 2 e meio de largura a de .fundo, sen-
do, sendo que os caixes cima lera a mesma di-
menaio deste, um paiol com 16 arrobas de assu-
car masca vado, 10 laboleiros com assucar na es-
tufa, havendo no lastro da mesma ais dous la-
boleiros com assucar.
Appello para o publico, appello para os agri-
cultores queeotendem do que um engenho ; el-
le* que resooadaa :era possirel ea pouco mais
de um mes, am tantas imerrapgOes, com a fs-
bricaincestje.aiem.enie provocada desobediencia
pelos agentes do Sr. Joo Fernando, para cuja
cata fugiram diversos escravos da fazenda, com
tropa no engenho por espago de oito ou dez dias,
apreseotst nm resultado mais taiiafelorio de mi-
cha admioialracao? O publico que yitqje da ba
f daa InsiniMces qaa me -faz h3t. amo Fernan-
do, qaando diz que eu tne quera aproveitar da
fazenda do fallecido e quando me sopps at ca-
paz de mandar vender assucar nao purgado para
me locopletar cen o que oio era mea! tteegfar
cedo, muito detgracndo deve ter Sr Joao Fer-
nanda daCrui.quaodome imagina tao cheio de
oazeles, como ae a ai proprio ae estirara desen-
vendo.
po
tere
sustentar^ tfeee aug djazjaqi sana
para a mofm, e por tlnlcf sioda o trabalhosdo
engenho foram interromoidos o tempo neceatario
para o concert e reatabejecimeoto desse bicam*
e rae tatiait dd tioV br,u*f uo*ce mafcojp
menos, e oa altura de quatro bragas pouco mais
ou menos.
E ansa coptesinr p 8r. Jnio Fernando da Cruz,
ou sea mai a Sr.* D. Joanna, qtt eu Irtbilhaase
parto ott.-anst da Udotl '.-
Veremos, Sr. Jlo ds Crai, se o senhor apre-
aenta aos credores da heraoga e aet legatarios a
mesma garanta.
Coneta ainda do torran de eotrege :
3.' Que entregue! doai pipas com aguaraente, e
outra dita com o mesmo genero cima de meio ;
dous palmos e urna pollegada dt mel no tanque
grande da fazenda ; 192 formas novas ; qnatro an-
coras com agurdenle, a um barril detres em pi-
pa com o mesmo gentro.
4.* Que entrtguei mtis t atobilit que exislia ns
casa de vlreoda, que a iuventariaote dsclarou $
tar compUta.
5. Que entreguei mai* um partido decanos que
pelo perito da inrentariante foi ara-liado em no-
vecentot poet, e pelo meu ptrilo em mil a qua-
trocentos pies, fleaoda a meama ioveotariaote sa-
tisfelta com a avaliagao do seu perito. Veremos
se o Sr. Joo da Cruz tira os nortenlos pies que
existism no campo segundo a avallarlo do seu
proprio perito. Pela minha parle protesto fazer
effectiva a respoossbilidade da inventarame pela
quantia correspondente a essa safra, que derra
aar par ella acabada da colher.
6.* Qae entreguei mais cloc caallot de estri-
bara, 33 boia de carra e tret pata de lote, 22 anc-
ana a 12 bezerroa, declarando o vaqueiro Felippe
que existiam aaaia outras ratcaa ; oito carneiros,
urna porea, nove bettat com ora crias, 24 bur-
ro* e um jumento. Aqui cumpre notar a declara-
gao da preto Calumb de que c quando fui pa-
ro o engenho, nao achei nem gallinhas, nem pe-
nis, nem creaco alguma detie genero, tendo
ut seupropiro senhor comprara carga de gal-
inhat pttra comer e a deste e de vaqueiro
< que depois da morte de seu senhor, nio su-
mio-se animal algum.
Eatt declaraco desatenta de frente s arguigio
mesquioha, torpe a miserarel, que me faa o Sr.
Joao Femando da Cruz de que ea, miaba familia,
e aa pessoas que comigo estaram, nos bariamos
regalada a casta de gallinhat, peri, porcoi e
carneiros da fazenda.
He tanto maia importante eese detmeotido
quanto foi dado em face do Sr. Joio Fernando
pelot proprios esoraros da fazenda I
Agora, se rendi um s animal da fazenda, desa-
fio o Sr, Joio da Cruz para que aprsente o no-
me de urna s pessoa que m'os tenha com-
prado.
Eis-squi, Sr, Joao da Cruz, como procede um
homem honrado que, gracaa a Deas, nao tem ne-
cesaidade de suas migalhas para rirer com de-
cencia.
Oitsro e nono documentos sao certides, das
quaes consta que meu padrasto, o Sr. Joio Joa-
quina de Figueiredo fra procurador do finado
Jos Fernando da Cruz em Iras causas, urna as-
sigoaco de dez diaa intentada palo Dr. Gabriel
Soarea Raposo da Cmara, urna aegio de Fran-
cisco Jos Leite, e urna causa de liberdade do
preto Trajano, alem de outras por cujas certides
nao devia mais ttsapo esperar. E oote-se que
a do Dr. Gabriel, era edvogado o Sr. Dr. Cosa
Ribeiro, que hoje o adrogado da inrenta-
riante.
Creio, Sr. Joo Fernando o Sra. D. Joaana, le-
los esmagsdo sob o peso da verdade.
Tomei conta da inaantariencia para obriga-los
a nio usofruirem os meus tarricos sem responsa-
bilidade. Tomei couta da inteotariancia para
obriga-los a reapeilar a lei, e a fugir dos meios
oceultos, dos meios secretos, dos meios tortuosos.
Tomei coota da inventariancia, para que os beos
e seus rendimenios ficassem descnplos de um
modo regular e peraote om juizo capaz de fazer
cumprir a respailar a lei. Tomei conta da in-
ventarisncia, e della del conta de modo a poder
erguer a fronte se.m roceio da lama com que me
queira emporcalhar o Sr. Joo Fernando da
Cruz.
Vergooha teria eu, se por meus setos me hou-
resse tomado indigno da coofianca de micha mai,
como acontecen com o Sr. Joao Fernando da
Crua, ao ponto de ser eu e nao elle o eocarrega-
do pela Sra. D. Joaooa, de fazer o pagamento do
que ella devia ao Exm. Sr. desembargador Lou-
rengo $. Tbiago e a outras pessoas ; vergooha
teria eu, Sr. Joao Feroando.se bouvesse dispos-
to de bens de meu irmo, sen procuracao deste,
e nio satisfeito o fizeste pagar divids por mino ;
vergooha teria eu, se nio satisfeilo com as duas
tergaa partes dos beos que me vlesse a tocar por
morte de meu irmo, e oio satisfeilo' com lega-
dos a mim e a meus filos, me langasse sobre a
memoria desse mesmo irmo, para oultiGcar-Ibe
a ultima vontade por nao haver danoslo de Voda
a terca em meu favor.
Felizmente, Sr. Joo Fernando, confio apenas
em minhaa torgas a nos principios de honra cora
que fui educado.
E por lato, dntpmandn es tus brapatas e as
suas difamaes. tralarei dadeteza de meus di-
reilos e susientarei a derradeira vontade daquel-
la que me numeou teslamenteirp, com todas as
forgaa e por todos os meios que esliverem a meu
al cauce.
Nao tenha medo o Sr. Joo Fernando da Cruz,
que eu devasse eegredos intimot de familia
alheia ; nao tenho o costume da bisbilholagem,
Em todo o caso aconselho ao Sr. Joo Fernan-
do, que, auxiliando as torgas da Sra. D. Joanna
para defender a heranca que a esta deixou seu fi-
lho, aho oxhorbile dan raias do verdadetro, do
justo e do honesto. E Dos proteja os dias da
Sra. D. Joanna, para que ( tenha da lamentar
as amarguras que Ihe ha causado a minha am-
bicio.
Os credores da heranca devem ter visto que Qz
o qut era possivel para que essa heraoga nao ca-
hisse pela inercia no abatimento e oa miogua.
Files saberao se o Sr. Joio Fernando applicdr a
mesma aclividade em prol de todos os inters-
aadosi
Tenho sido longo e abusado por tauto da be-
nvola attengo do publico ; mas spero ser re-
levado em attengo a maneira virulenta e infa-
mante com que fui acensado publicamente pelo
vido Sr. Joio Fernando da Cruz em nome de
sua septuagenaria mi.
flatiiuno de Magalhaes Castro.
Recife 4 de margo de 1862.
1. DOCUMENTO.
Diz Baziliano de Magalhaes Castro, testamen-
teiro e ex-ioventariante dos bens do finado Jos
Fernando da Cruz, que se me faz preciso que o
escrivio Multa avista da juslificago dada pelo
supplicaole a appenaa aos autos do respectivo in-
ventario, Ihe d por cerlidao o theor do documeo
to de fia. 38, comprebendendo um requerimento
do supalicante ao delegado de Santo Amaro de
Jaboalio com o competente despacho e a infor-
mago do subdelegado a que o mesmo requeri-
mento se refere.
Peda a V. &., Iilm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara, digae-se de mandar-lhe dar dita
cerlidao. R. He.
Como requer. Recife 15 de fevereiro de 1862.
Araujo Barros.
Cerlidao.
Manoel Jos ds Motta, escrivio vitalicio do cirel
desla cidade do Recife de Peroambuco e seu
termo por sua magattade imperial e consti-
tucional o Sr. D. Pedro II, a quem Dos guar-
de ele.
Certifico que rerendo os autos de juslificago
de que faz meogo a petreo supra delles consta
o que me foi pedido por cerlidao do theor ae-
guinte :
Illm. Sr. delegado. Diz Baailiano de Ma-
galhaes Castro que se Ihe faz preciso que o subde-
legado do segundo districto de Jaboatao informe
acerca das aecurreocias que se deram no enge-
nho Pintos oo dia 4 do correte, qual o procedi-
mento do supplicaole, o qaa elle ouvio da pro-
pria bocea de D. Joaooa Haria dss Dores relati-
vamente au procedimenlo do aapplicante para
com ella, e se do ludo dan communicago a V.
S. por officio que Ihe dirigir.
Pede a V. S., dignaban de Ihe deflrir oa forma
requerida.E R. Me.Basiliaoo de Magalhaes
Castro.
Informe o Sr. subdelegado do segundo diitrie-
lo dn Jaboatao icrea do que .rugar o supp-
cante, nio hareado iooonffenienta. .
Delegada do Mundo districlo de Jabatiol.0
de ferareiro de 1862.Pereira da Silva.
Koz virlude do despacho supra leubo a alar-
mar como peda o supplicsnte, queseado sabedor
que no engenho Pinto se dava um conflicto de
jucisdicciQ, e mesmo tendo recebido um of&cio
do lllm. Sr. Dr. delegado acompanhado de urna
petigio de D. Joanna Mara das Dores, ao lllm,
Sr. Dr. chefe de polica cujo despacho ers que o
delegado-informsssa. | reapeilo do qut allegara a
mesma D. Joanoe Mari* das Doras, em virlude
do qaa expedio-mn o lllm. Sr. delegado aquelle
Saeta determinando-nae que a intawustn a us-
pako do qttn aUagtea 0. Joanna Mttie Ua Ddcea
as aun patcaa *c *MVa da san profundar a da
fado nirginda-oin ao angaetho Pintos n*tviada)
iodon,t*Rctai aa Itlat. fir. delegada asn datada
da 4 de Janeiro, expoado flelmeoU a que bies
onvido ds mesma B. Jetona, officiaes de justiet
t maitpetsoas qaa all estaram preseotet, cojo
officio, o aeu cooleudo coDlinha pauco mais ou
menos t tsformagio que ora paiao a dar.
At pesaoa _. 11 i presentes me haviam dilo, os
proprios offlciaes de jusligs, qae o supplicante
Basiliaoa da Magalhaes CWro ae* aa tiobaopoos-
to com farga, nem lio pouco cora nalavrat offen-
sirtt a enecucao do mandada -presentado por
alies, apsoas dizia, que o juiz d'onde parta o man-
dado era incompetente, e qua asilara prompto a
dar cumprimento logo qua aquelle mandado par-
tase do juiz competente, t o qu allegara D.
Joanna Mara daa Dorea, oa o sti procurador por
ella, oenhum fundaa>eolo tinha, visto qua tinha
ouvido da propria bocea de D. Joanna, quo o sup-
plicante nunca a mateara, e nem lio penco Ihe
dirigir ortenaa alguma boccal, a que pelo contra-
rio recebia dalle supplicaole todo o supprimento,
e at Ihe havia dado fazendas par* o lato da fa-
milia de seu Illho Joo Cruz, e apenas lioha quei-
xa do supplicante por elle no Recite procurar alro-
pellar o seu direito, e qut ts Ihe dizia que o c*r
brt de nome Ltoicio aodava armado ; mas que
nunca o vira em aua porta a ueroT em parle al-
guma*
Nestes termos oiciei ao lllm. Sr. delegado,
sendo portador o mesmo individua que fdra por-
tador do officio a mim, acompanhado da pelicao ;
eis portanln o que lacho a ioformar.
Engenho Justara, 2 de fevereiroi de 1862.O
subdelegado, Amonio Pereira da Cimara Lima.
E maia se nao cootinba e uem outra cousa al-
guma se declarara em dita petico, despacho e
ioformago aqui copiada, qut en escrivio abaixo
asignado bem e fielmente flz copiar do proprio
original ao qual me reporto, e rai a1 presente sem
cousa que duvida faga, conferida a Concertada na
forma do estyllo, e por mim subscripta e assigua-
da uesia cidade do Recife 'da Pe mamoneo, aos
21 de fevereiro do anno do nsscimenlo de Nosso
Senhor Jess Cbrislo de 185
Subst-revi e aaaigoei..En f de verdade e cus-
tas. Manoel Jos da Motta.
(Eslava sellado.}
2. DOCUMENTO.
Diz Baailiaoo de Magalhaes Caalro. que se Ihe
faz preciso, que o esenvao Motta, al vista dos au-
tos de inventario dos beos de fallecido Jos Fer-
nando da Cruz, Ihe d por certido :
1. O que foi deixado na terca aos legatarios,
com daclanago de seus nones ;
2." O theor do termo de verificaejo a fl. 43 ;
3.* Em que data foi intimada ao procurador do
suppHcaote a iolerloculoria, pela qual V. S. fez
passar para D. Joanna Mara das Dores a inven-
tariancia doa beqs;
4." 0 theor do requerimento a 58 ero que o
supplicante requer fazer a enlreg dos bens, o
despacho a esse requerimento, e a ioterlocutoria
de l. 58;
5." Finalmente, o theor da entrega que no en-
geoho Pintos fez o supplicaole i relerida D. Joao-
oa Mara das Dores na preaenga da seus procura-
dores.
Pede a V. S., Illm. Sr. Dr. jai municipal da
2* vara, dgnese de Ihe definr na forma requeri-
da. E. R. M.
Como requer. Recife, 15 da fevi reiro de 1862.
Araujo Barros.
Certido
Manoel Jos da Molla, escrivio vitalicio do ci-
vel desta cidade do Recife de Peroambuco e
aeu lermo, por aua mageslade a perial e cons-
titucional o Sr. D Pedro II a quem Deus guar-
de, etc., etc.
Certifico que revendo os autos de inventario d*
que faz mengo a petico retro, delles coma o
que foi deixado na texga aos legatarios do theor
seguiste :
Deixo a quantia de dous contos de reis a meu
afilhado Roque Jtcintho de Oliveira a Souza, fi-
lho legitimo de Manoel Aoacleto de Souza e sua
mulher. #
Deixo a quantia de dous contos de reis a mi-
nha afilhada O.Joaquina, tllha legitimado meu
irmo Joao Fernando da Cruz e stfa mulher, e
Ihe deixo mais a eacrava Luiza, cnoula, queja
ae acha em seu poder sem titulo, e esta uona
declaracao Iht servir de titulo.
Deixo a quantia de dous cootos de reis, e urna
escrava ou eseravo, a minha afilbad* Mara da
Conceicao Chaves, filha legitima de Joao Gaal-
berto e aua mulher, cuja escrava ou eseravo, ser
por ella* legatarisjescolbido d'entre os meus es-
cravos.
Deixo a quanla de seis contos de reis em Ji-
oheiro. ou predios, ou escravos, a Mara da Coo-
ceigo Ramos Chave*, viuva de Joo Gualberlo
Ramos Chaves, cujo legado receber a sua es-
colha. l
Deixd'maisa dita viuva Maris da Conceicao Ra-
mos Ghavj a escrava Benedicta, de nago nagd,
e a cria filha da mesma escrava, e mais a morada
de casa n. 60 da ra de Hurlas, a qual a legataria
nao poder veoder e hem hypothecar, e por sua
morte ficar perteocendo a sua neta e minha afi-
lhada Mara da Conceigo Chaves, com as mes-
mas coodiges e por sua morte passari a seus fi-
Ihos legtimos, se os tiver, e nio os tendo passa-
r aos pas desla.
Deixo a quaotia de um cont de reis, a meu
irmio Joio Fernando da Cruz, e aos dnus filhos
do mesmu Joo, e D. Isabel a quantia de qui-
nhenioi mil reis para cada um.
Deixo a D. Mara Roza da Cruz Pereira Calda*,
viuva de meu irmo Manoel Fernando da Cruz, a
quantia de um cont de reis, e a sua filha D. Ua-
n, casada com Basiliaoo de Magalhaes Castro, a
quantia de dous cootos de reis, e a Joviao filho
da meama minha cunta la viuva a quantiao p
quinhentos mil reis. *
Deixo a meu primo Jos Maria da Cruz acuan-
tia de quinhentos mil reis, a sua irmia e minha
prima D. Fructuosa da Cruz a quantia de ceuj
mil reis, e a Baailiano de Magaihies Castro a
quantis de dous contos de reis, e a escrava Fran-
cisca de nago Nagd.
Deixo a Joio Joaqum de Figueiredo a quantia
de um cont de reis.
Deixo libertos isemptos da escravidao os meus
escravos seguiotes : Amencia, parda Igoez,
pardaSecundina, crioulae os filhos desta de
oomes Nicostrato, Martiniana, Daciana, Pracilia
e Firmino, Jos Leoncio, pardo, e sua mu-
lher Joaquina crioula, os quaes solicitarao de
meu taatamenleiro as suas cartas de liberdade, e
quando este nao ln'as passe, esta minha declara-
gao Ibes sorvir de titulo de sua* liberdndes.
Declaro que se me resolver libertar mai* algum
ou alguos dos meus escravos deixarei suas res-
pectiva) carias assignadas por mim em podar de
Maria da Conceigo Ramos Chaves.
Deixo mais a meu afilhado Roque Jtcintho de
Souza um eseravo que ficar a sua escolha.
Deixo mais ao dito Basiliaoo de Magalhaes
Castro o moleque crioulo de nome Amaocio, fi-
lho da escrava queja cima Ihe leguei.
Declaro que nonxeio e inslituo por herdeira do
remanescente da minha terca a Maria da Concei-
go Ramos Chaves.
E msis se nao continha em dita rerba do tes-
tamento tqui copiada;
3. DOCUMENTO. .
( Conlinuacio da cerlidao ]
Depos do que te segu o lermo de ?erificagao
di fl 43 do theor seguinte :
Termo de ve'ificago.
Aos 10 do Janeiro de 1862 oeste engenho Pin
tos onde veio o Dr. juiz municipal da segunda
vara Franciaco de Araujo Barros comigo escri-
vo de seu cargo abaixo assignado. nao para
fazer cumprir o mandado de mauulengio expe-
dido pelo meamo juiz visto existir pendente de
decisio dogoverno um conflicto de jurisdiegio
relativo no mesmo mandado com o juit munici-
pal da.nrtmeira -vara ; mas, para er a observar
o astado daa cousas do mesmo engenho e obstar
qualquer emergencia contra aeeguraneu indivi-
dual que nmeagra nascer d'aquelle conflicto, ah
pelo mesmo juiz foi verificado achar-se moeodo
regularmente o meamo engeoho, existiodo a
cata de engenho 100 pies ds assucar bruto, e na
cas* de purgar 148 ditoa com o primeiro barro,
havendo igualmente ahi 37 saceos de assucar
purgado, assucar no baleo, em um cetxie.u em
diveraon iaboteiro*. Achou a cata de rettilaedo
funecionaodo regularmente. Oorrendo s planta
nova tchou-a inleiramente limpa. K porque t
familia do teslameoteiro se achasse na casa de
vivendado engeoho, e a mi do Upado Cruz se
achasse na casa chamada da Horla, tilutdt al-
guma cousa dista ota da teaana MuiU. oode al-
gn* das depois da mora daquelle load, tt)r
ai di, teaunda dttteratt o mesmo juiz o aMfta-
mtontro e outras patn** do eogtnho. estando
tmhaa ai f*nMliita paz, aem -perig algum
lenigfnrin autodou o dito juit ktrtar nate termo
era que te tssignou com ts sntietntjrihai praaan-
laaab*ixo ttaignsdsi,
gu Mauout Jone da Molto. estrtra* o ecwvi.
-Araujo Banoa-^aia da Ctete RrH*.-
qnim Jorge de Mello.
E aisa* nao couriohj n nem entra ousa al-
gum* se declara am dile tumo da rerillcKo
aqui fielmente eopitda.
4.a DOCUMENTO.
( Canatnuaco i>i cerlidao )
Depeis do qua se v e mostra dos meamos au-
to ter oescrivo da causa intimada o interlocu-
toria ao procurador do aupplicrate em data de
10 de fevereiro de iMt.
5 DOCUMENTO.
( Conlinuacio eia certto )
Depois do que se tegua o requerimento de fl
58 e t ioterlocutoria de fl 58 v. do tbeor se-
guinte:
Diz Batliano de Magalhaes Castre, tetlatneo-
leiro do finada Jet Feriando dt Grnz, que,
havendo V. S. removido o supplicante do cargo
do iorentaritjOtt dos heos deixado* por aquella
fallecido, e pttitDdo essa cargo ptrt t herdeira
D. Joanna Maria das Dore*, quer o supplicante
fazer quanto antes entrega do engenho Fistos a
supplictda inventa rante, ficando o supplicante
desoneradode tal obrigagio. Acontecendo po-
rem que exislem oa casa de purgar grande por-
cio de assucar, o qual pode ser extraviado e
eujt entrega cumpre que ae faga de modo i ar-
car o supplicante livre de toda a respoossbilida-
dt; assim domo que existem na casa de vivendt
do mesmo engenho objeetos da uso do suppli-
cante, vem este requerer a V. S. digoe-se de de-
terminar dia e hora para se egectuar a eotrega na
preeoga de V. S. lavrando-se de tudo os com-
petentes termos. O supplicante protesta outro
sim hver pelo producto dos assucares que exis-
ten colhidos a importancia das despezas que fez
com a extragio da safra at o p em que ella se
acha, cuja conta presentara a este juizo, visto
haver sido por elle autorizado. O supplicante
solicita providencias deate juizo para que se d a
sus sentenga urna execugao regular sem atro-
pello dos direitos do supplicante e dos legatarios,
por cojos interesses Ihe compete vigiar.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
aegunda vara Ihe detira oa forma requerida. B
receber merc.Dr. Nascimento Feilosa.
Nos autos e venham estes conclusos sem perda
de tempo.
Recife 10 de fevereiro de 1862.Araujo Barros.
6" DOCUMENTO.
[Continuacio da certido.)
Ioterlocutoria.Tome-ie por termo o proleato
requerido a fl. 58, afim de que tej julgado por
seoienga com o sello e preparo dos autos. Quan-
to a entrega do engeoho e doa outro beos da he-
ranga ser ella feilt no da 13 do correle aa ooze
horas da manhia, para o que mando que a pre-
sente seja intimada ao ex-inventarianle. Quanto
as providencia* requeridas para que a minha io-
terlocutoria de fl. tenha execugao regular, em
lempo solicito o lestamenteiro ou qualquer mte-
ressado as medidas que forem de direito, afim de
serem deferidas como fr de lei.
Recife 11 de fevereiro de 1862.Araujo Bar-
ros.
Em lempo seja tambem citada a herdeira.
Recifo era ut sapra.Araujo Barros.
E mal*se nio contioba em dito requerimento
e interlocutoria aqui copiados.
7 DOCUMENTO.
{Conlinuacio da certido.)
Depois do que se segu o termo de entrega do
theor seguinte:
Termo de entrega.
A os 13 de fevereiro de 1862, oeste engenho
Pintos, em casa de vivenda do fioado Jos Fer-
nando da Cruz, onde foi vindo o Dr. juiz munici-
pal da 2a vara Francisco de Araujo Barros, co-
migo escrivio de seu csrgo abaixo assignado, e
sendo ah apparecu Joo Fernaododa Cruz, pro-
curador bastante de D. Joaooa Maria das Dres
ea mesma, aos quaes o lestamenteiro do fioado
Jos Fernando da Cruz fez eotrega dos escravos
seguiotes :a saber os constantes da descripgio
de folhas 14, menos Leocadia que est em casa
A U__;. ..- I\_____:_- n ,.i ...
Crua.Antonio Jote dt Cottt Mibeiro.Miaaai
Moreirt de Seuza Maja.
E mtis se nao-eopliuha e nem eutra' conm af-
guma se declara em dito termo de entregr tqui
copiado.
R eu escrivio abtixo asaignado btm e Qtime-
te tii copiar do proprio original o qual me re-
porto, e vai 9 presspte sem cousa que duvida fa-
ga, conferid* e concertada na forma do esiyle
por mim subscrita i e essignada oestt cidade d
Keoife de Ptrotmbuco ana 24 dt ferareiro do n-
00 do nascimento de Nosso Senhor Jetos Chrittt
de 1862, quadragesimo da independencia e do im-
perio do Brasil. '*
Siibscrevi e a,,igriei._in f de yetiti$) m
cusas.Manoel Jos da Multa.
Eslava sellado.
8. DOCUMENTO.
Diz Joao Joaqum de Figueiredo, que a bem der
sau direito precisa que por despacho de ? So
escrivio Motta Ihe certifique :
i-J-.* ^" <,UB lemP Propoz Fraocitco Jos Leite
libsllo cotilla Jos Fernando da Cruz, e porque
quantia ;
2.a Qual o procurador por este aomeado e qj
como tal oflkiou na cauaa.
Assim ttmbem acerca dos autos de justificag
do preto Jos Trajsoo, recolbido a casi de de-
tengo a requerimento do referido Cruz.
t'ede a V. &., Illm. Sr. Dr. juiz municipal dar
2* vara deferimenlo.E receber merca).
Como requer.
Recifa 2& de fevereiro de 186t. Araujo
Berros.
Manoel Jos da Molla, eacrivo vitalicio do ci-
vel desta cidade do Recife de Peroambuco e sem
termo por S. M. Imperial e cooatituciooslo Sr.
D. Pedro II a quem Daos guarde etc.
Certifico que Francisco Jos L-ile, propoz li
bello contra Jos Femando dt "Cruz em 2>de>
margo de 1860, eujo pedido foi dous cornos tr-
penlos e oitenla mil e tez ria. que o procara-
dor que se acha oomeado na procuragao bastante
do mesmo Cruz Jo3o Joaqum de Figueiredo,
e (oi quem oflicioo oesta causa.
O referido verdade e aos ditos autos me re-
porto.
Certifico mais que revendo os autos de juslifi-
cago do prelo Jos Trajano que se acha preso
na cadeia desta cidade, a requerimento de aeu.
senhor dilo Cruz, o procurtdor que lem officid
em dita juslificago Joio Joaquim de Figuei-
redo.
O referido verdade e aos ditos autos me re-
porto, e vai a presente sem cousa que duvida fa-
ga e por mim subscripta e assignada oestt cidadnr
do Recife d Peroambuco aos 26 de fevereiro de>
1862.
Subscrevi e assigoei.Em f de verdade.Ma-
noel Jos da Motta.
Eslava sellado.
.* DOCUMENTO.
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio.Din
Joao Joaquina de Figueiredo, que a bem de seu>
direito, precisa que por despacho de V. S., o ea-
crivo Paea de Aodrade, Ihe certiiquo em vista-
dos aillos de assigoagio de de dias que contra
Jos Fernsndo da Cruz, moveu o Dr. Gibriel Soa-
res Raposo da Cmara, o tempo em que foi pro-
posta a mesma acgo, qual o solicitador nomea-
do pelo dito Gruz e que como tal iratou da causa..
e a quanla na mesma pedida : ludo como constar
dos autos P
P8de a V. S. defenmento.E receber merc-
Certifique.
Recife 26 de fevereiro de 1862.-Alencar Ara-
ripe.
Manoel de Cirvalho Paes de Andrade, aerven-
tuario vitalicio do officio de eterivio do juizo es-
pecial do commercio desta cidade do Recife n-
teu termo, capital da provincia de Peroambuco
por S. M. Imperial e constitucional o Sr. .
Pedro II que Dos guarde etc.
Certifico em face do* autos respectivos qua at
acgo de que'se trata (Ora proposta do dia 18 do
da Maria da Conceigo Ramos Chave, herdeira
2m.e,?S v*0.?,0!?' rnd da mesma Leocadia. jju|h0 do aDQ0 proximo Qd sendo og
o qual diz o lestameoleiro ser possivel achar-se
em casa da mesma Mara
da Conceigo Ramos
Chaves, Josepha, filha de Aotooia que est em
easa da dita Chaves por haver sido legada a sua
neta, Clara que alie lestamenteiro nao sabe se
tem cria, nem onde se acha. Benedicta da Costa e
Placida sua filha, que eat em casa da mesma
Chaves, Zeferino, mulato, que elle lestamenteiro
nao sabe oode est, e Trajaoo que est oa cadeia:
oeste acto prolestou a herdeira D. Joanna Mara
das Dores contra a descripgo do eseravo Mala-
quias por nao ser do monte parlivel e sim della.
Entregou mais 42 pas e um baixete de assucar
bruto existentes na casa de caideira, 255 pes na
cisa de purgarum caixio com sete arrobas de
assucar branco, mais meio caixo de assucar
branco abaixo de meio, mais meio dito de some-
nos, mais um caixio de assucar branco, com tre-
ze palmoa de comprido e dous e meio de largura
e fundo, sendo que os caixes cima lem a mea-
ma dimensio deste, mais um paiicom 16 arro-
bas de assucar masca vado, mais dez laboleiros com
assucar na estufa, havendo oo lastro da mesma
mais dous laboleiros com assucar. *
Eolregou mais duas pipas com agurdente e
urna dita com o mesmo genero cima de meio,
mais dous palmos e urna polegada de mel no
tanque grande da fazenda, mais 132 formas no-
vas, declarando o lestamenteiro que havia loma-
do emprestadas ao rendeiro de Quiaombo 62 for-
mas usadas.
Eqtreguu mais 5 cavallos de estribara ; mais 4
ancoras com agurdenle na deslilago ; mais um
barril de Ires em pipa com o mesmu geuero; mais
a mobilia que existe na casa de vivenda, a qu,al
declarou a inventarame presente que estava com-
pleta : entregou mais um partido de canas por
moer avallado pelo perito da ioventariante, Tho-
mazCarloa A. de figueiredo, em uoveceutopies e
pelo perito do teslameoteiro Ueliodoro Fernando
da Cruz em 1,400 paea, e por nao haver perito
desempatador nao se mandou resolver a quesio,
(cando cada urna das parles satisfeita e inleira-
mente concorde com o laudo de seu perito; fican-
do declarado que no calculo cima nao esto
mencionadas as canas dos lavradores do engenho;
assim como no assucar existente em formas na
casa de caideira e na de purgar nao est decla-
rado qual a parte da fazenda e qual a delavra-
dor, senfo esta mui pouca segundo a declarago
do lestamenteiro, o qual diz que isto se verilica
pelas marcas existentes as mencionadas (ormas.
Eolregou mais triota e tres bois de carro e tres
psis do lote, viole e duas vaccas e doze bezerros,
declarando o vaqueiro Felippe que existiam mais
vaccas no cercado, a saber: urna amarella, ou-
tra sumbuim, outra lisa e oulra lavrada ;. assim
como que exislia urna vacca prela com um be-
zerro pertencente a Sra. D. Maria, mi de Ue-
liodoro Fernando da Cruz, e bem assim que em
vida de seu senhor mandou elle matar um garro-
te pertencente a mesma D. Maria, o que foi as*e-
verado tambem pelo preto Antonio Calumb.
Entregou mais oito carneiros, urna porca ; en -
Iregou mais nove bestas com nove crias ; mais
viute e quatro borros inclusive dous aleijados, e
um jumento.
Nesse acto declarou o vaqueiro Felippe, que
Roque Jaciotho de Oliveira e Souza, possuianove
canecas de gsdo, proveniente de umavaccara-
pouza que matou-se o anno passado, e que ou-
vio dizer a diversaa pessoas e a seu finado se-
nhor que esse gado era pertencente ao dito Ro-
que.
Nio sabe porm, qual a origem e titulo dessa
propriedade ; mas que quando veio para o enge-
nho j achou as cousaa assim ; e no mesmo acto
declarou o dito preto Calumb que quaodo o tea-
tamenleiro velo para o engeoho nao achou nem
galinbas, nem pers, o nem creaco alguma des-
se genero, sendo que sea proprio senhor compra-
va carga* de galtnhas para comer. Declararan)
finalmente o dito vaqueiro e o preto Calumb que
depois da morte d seu senhor nio sumi-se ani-
mal algum.
Em tempo entregou mais 0 teslameoteiro de-
curadores que em dita acgo fuucciouararo, fo-
ram os solicitadores Frednco Cbavesapor parta-
do autor e o supplicante por parte do reo, e n
importancia do dita acgo da quaotia d doze>
contos quatro ceios e sessenla e seis mil ris.
E' o que consta dos referidos autos, aos quae*
mo reporto.
Cidade do Recife 26 de fevereiro de 1862,
Fiz escrever, subcrevoe assigoo.Em f de>
rerdade. Manoel de Carvalho Paes de An-
drade.
Estava sellado.
Senhores- redacloret. Rogamos-lhe o obse-
quio de enserirem em seu conceituado jornal as-
duas carias juntas.
Somos com toda a considerago e eslima do
VV. SS. ltenlos veneradores e criados.Hay-
mundo Carlos Leite & irmos.
Sua casa, ra da Imperatriz u. 12,5 de feve-
reiro de 1862.
Illm. Sr. capilao Jos Gongalves Coimbra da-
Andrade Jnior.Engenho Canio Escuro.Es-
cada.
Peroambuco, 28 de fevereiro de 1862.
Eslimadissimo senhor.Rogamos-lhe o favor
de nos cootar ao p desia as curas que tem f-ato
em seu engenho em pessoas de familia*, escra-
vos, etc., ese alguem Ihe ficou com irntago da
intestino, que molestia foi que por l houve
quaesos symplonias, ecomo usou de Ihe appli-
car os remedios de Radway. Pedimos-lhe quo-
1 nos deiae fazer desta sua carta o uso que nosv
convier.
Somos com estima de V. S. amigos, alientos,
veneradores, criados.Raymundo Garlos Leit*
& I'ffiaos.
Illm. Srs. Raymundo Carlos Leile & Irmo?.
A' vista do que de mim exige, tenho a dizer-lhe
que neste eogeoho tem sido accommetiida mi-
nha fabrica de diarrba e vmitos, tendo da do
edoecerem 12 escravos e todos do mesmo molo e>
teodo eu um frasco de^prompto alivio,q
por feikidade tioha mandado comprar,fui experi-
mentar o que resultara, visto o vame em qua
estava da molestia dos meus escravos e boiei una
copo com agua fra nelle deilei meia colherzinha
de pcompio allvio,e dei ao primeiro doente
que estava lo fraco qee nao Ihe posso explicar
por ter passado a noute com a diarrha e vmi-
tos, e apenas lomou a primeira dose, logo im
mediatamente melhorou.; dei-lho outra dose, a
foi bastaote|para restabelecerse.e assim cootinuei-
a curar, porm infelizmente acabou-se o remedia
e appareceu-me urna escrava muito doente
laucar e a diarrha muito forte, e nao tendo mai
e remedio recorr a macolla, e nada de melhorar.
e vendo eu que perda a minha escrava e te me>
dizendoque o Illm. Sr. coronel Francisco Anto-
nio de Barros e Silva tioha o ditoprompto a-
livio, recorr irnrnedialaroenle a elle, a ver se
ainda tinha o dito remedio ; felizmente tiohae>
mandou-me, e apenas a minha escrava tomou.
applacou os vmitos, coro a segnnda o terceira
dose ficou completamente b.i ; islo fazem oito
dias : o que tenho a diier a V. S., e poda usar
desta o que muito Ihe parecer, e sou cora res
peito -de V. S.. servo e criadoJoaquiai Jos
Coimbra de Andrade Jnior.
Canto Escuto, 29 de fevereiro de 1862:
Sr. Raymundo Carlos Leite.Tendo sido ac
commellido do cholera, meus dous filhos de no-
me Honorato e Joa como podem servir de tes-
temunha* os Srs. Drs. Joo Honorio e Miguel Joa-
quim de Castro Mascareohas, ambos do corpo da
saude doexercito. sou toreado a declarar-lha
que durante o eocommodo que soffreram, o ni-
co remedio que sppliquei-lhes foi oprompto
alivioo certo que hoje acham-se completa-
mente restabelecidos. Joaqum Rodrigues de
Sonnnj!
Sua cass, 3 de margo de 18*2.
illm. Sr. Dr. Aquioo Fooaec.Vendo hornea*.
publicado no Bolaiim oficial o officio qua
zeoove eoxadat em"folh e tele pegas de algedo I ^xm presidenta enviei, em resposta um qua
szul para a fabrica, e bem assim a casa de viven- me dirigi, pedwdo n meu parecer t rntpai-
dt do engenho, e este com tolos os seus ulencis,
moente e corvante.
Declarou o lestamenteiro qua os papis do fina-
do Cruz existiam no Recife, e que l os entrega-
ra, assim como dara conta do rendimento do en-
genho durante sua administraco.
Protestoo o inventarente naocoovir nat decla-
rares do requero a, dt prnto Calumb quaoto ao
sumisso d% aaimaes, e o tesiamenteiro eootr*-
proteatou duendo qu os prelos cima que sio da
eoogaeca nflcaxt) ota. comoUa dtpeudancu da
inventarenle sio os nicos competentes para de-
clararen! isia; deque andn a juiz fazer este
termp de entrega em que te tssigoou com o tes-
|. iv**t*tnie. dogad. das par-
tes, e ot offlciaes do juizo.
EuMmenl Jet di Mn*..,eae*tvie oeeeravi.
Araujo ftarios.BatUiaBe da MagaUM Cintro.
Dr. tuAnato Vionnln do Naaeiniento Feitost
Jotnaa moa dan Doeuv--Joio Fernando da
to dt causa e daten volvi meato da epidemia am
Cruangy, n notando com bttiadle de*prz*r qut)
nasa publicaco nao tai cabalmente fiel ao auto-
grapfio, em ttzio de numerosos erros typogra-
phico*. qui ass alter*m-a* ; rogo, par isso, tV
V. S. bondtde de brevemente petante o pu-
blico colleccioni-loa e.too veniente man le repica-.
los, afim dt qua te nio imputa io origioil de-
feitos lio palpavti, qe Ihe ato ioteirimentn
Iheioa.
Sou da V. S. coa muita considerago, tan col-
lega affectuoso e obrigsdo.
Amarice A. Guimareee,
Sjucttt, i da margo dlat>2.
r
No corrar do anno praxis* *mto e tdgi-
awypog por vja o aigtw pMv*r de HoAprin,


-
------
M*Blft DE PIRNAMBOCO. *gttlfT. TORA 6 01 MAigo DK l8t.
Portugwez de Beeefieeoei, a embaracos^>ee- | pssham ceuseiho administrativo, eeeieeewra
itrios com que luum, un sttisftser o P8-1" ^!" !'J"n" oeiedaa sea mo adnuaislrativo, e desojando eu coadju- Formram-se m om miseaes, e coHheceriu'o
>a-lo rereagao dease obstaeto, ara-que lie o_ espirito liberal deste poro, ecpozeram-ttie mu
diiia ebtrw olloeado, e q Mente aerad i- i
lerj ffereci-me para adiaotar iquefla pia rosti-
Uiicae, aquaeliade 3:759i98. c-ua foi aceita
pela junta edrainrsiratWa de eolio, sob as con-
diees que akaixo vio exaradas, s quaes gusto-
samente me prestei, poique o roeu fina era ee
promover quanto poder, por mim e meus ami-
gos a prosperidade do estabeteoi mele.
Qusndo realisei esle eraprstimG, e mesmo j
depois, manifest u-me o referido fllu. Sr. frove-
4or, desojo que tinha deque o meu embolso
foese *ntes por meio de qoetas promovidas pelos
saooialos, qse voluntariamente quicessem cou-
correr para isso, do que pela sequisigo de socios,
a merecendoime toda a censida raga o e peso a
sa ofiniao, ,promelli-lhc recorrer .paioieiro a es-
te expediente, por isso que veo no boje scientili-
see Srs. associaao que querenoo dar urna
a*
prova de seu mor e dedicaga aa Hospital Portu-
guez de Beneficencia, poden dirigir as quaotias
cp que cada um se digoar cdacorrer para o re-
ferido fian, aos abaixo nomeades, cortos de que
seos ornes e.quantias, tero levados oppoituoa-
rueoie ao coohecimento da actual junta adminis-
trativa, que estos persuadido oio deixv do ol-
vido e preciar como m^recerem as olleras de
cada un. Nao vou pessoalmente a cese de todos
os Srs. associados por falta de lempo, pelo que
apero merecer esculpa.
Recite 16 de fevereiro de 1862.
Bern'ardino Gomes de CarvtUka.
Nomes dos Sre. a quem se podem dirigir
as o fferias:
Recite.
Joaquim Monleiro Cruz.
Jote Joaquim de Castro Moura.
Joaquim Luiz Vieira.
Jos da Silm Loyo.
Joaquim Correa Kesende ego.
Francisco Moreira Pinto Barbosa.
Santo Antonio.
Joo de Siqueira Ferrio.
Domingos Jos Ferreira Guimares.
Antonio Gonealves d'Azevedo.
Jos Joaquim da Silva.
Jos Joaquim Lima Bairao.
Jos Jeronymo da Silva.
Jos .AUes da Silva Guimares
Boa-Vieta.
Manoel Jos Guedes alagalha.es.
Joao Luiz Ferreira Ribeiro.
Documento nico pelo qual se digoou a junta
administrativa ecienlif>car-me que aceita va o meu
offerecimento e suas respectivas coodicoe*.
c lm. Sr.
a Teodo a junta administrativa do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia nesta ciiade, em sus ses-
ao de 23 de outubro ultimo, aceitado o offereci-
mento que da parte de V. S. e outros loe fra
eito de idiitdr a quaolia de rs. 3:759jl98, pera
pagT a Malinas Lopes da Costa Maia a importan-
cia da execuco que eocaminha contra D. Maris
de Jess Cordeiro, viuva de Joo Riphael Cor-
deiro, em virtude da qual Qzera penhora na paite
do sitio Gajuetro, que tocara i dita D. Mara por
heranca materna e por esta vendida ao hospital,
cuja penhora, sendo desprezados os embargos de
terceiro a ella oppostos pelo referido hospilil,
fra julgada bem feila pelo (ribunal da relaco :
assim o communico a V. S. para que se digne de
realisar a sua promessa, mediante a con iicao pro-
posta por V. S. e ser o seu embolso feito por
meio dai joisg das entradas dos benemritos, bem-
f eilores e socios effectivos, segando dispoem os
estatutos, que V. S. e outros adquirtrem para o
sobredito hospital e sem que tenha direito a exi-
gir outra qualquer iodemniaacao da menciooscao
da dita qoantia, como tudofoi approvadoem ses-
aao 'assembla geral dos Srs. socios do hospital
de 10 do correte mer.
Deus guarde a V. S. por muitos aooos. Prove-
dorii do Hospital Porluguez de Beneficencia em
Pernarabuco 16 de novembro de 1861.Illm. Sr.
Berna rdioo Gomes deCarvalho, D. socio bene-
mrito do mesmo hospital.
Jos Antonio de Carvalho,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
i' secretario.
Recebi a importancia constante neste ofOcio
por mo do Illm. Sr. Bernsrdino Gomes de Car-
valho.
Recite 17 de dezembro de 1861.
Jos Antonio de Carvalho,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
V secretario.
toS* carssi urna quaelia qeelereti-se
a 6:8&ttJfcaV) ria, rasaffiaieote sem duvid para
saldar o debito, ma* no presidente camateodador Jos Victorino de
Reiende de praticar tois en daquelles aetos
que ennoarecera o homem e-taiem inscreror eeu
nome aos aonaei rramaiiiUrws doa povas civi-
lisados.
3: ro. e a SOCIEDABE. PORTDGUE1A DE BN6-
FICNCIA. poJe coaeiderar-se legitimo proprie-
tario de um liodo erodio, tan asno depois de tor
sabido de um eataqp nao precario, pelo senos
poueo liaoogeiro, apesar do*iaa.aditoa e lauvavek
estorbos de eeoeoierttos-aecieo.
Uaa acto eaeroaa sempre um el eapelko
em que ae fMam-oaoeracoes bem formados.
Os mordomos neo quizeram deixar do prestar,
bem de oulros aepvicos, a.quelles que em cr-
cu mata ocias puco<'vorae8l realgara ceaide-
ravelsaente a nieoco que oa (az praticar; as
dietas meosaee nada cuitacam aoa cofraa da so-
ciedade. grata nicamente aos-seus benemritos
consocios.
Os ames dos Srs. Antonio Jos Soarea Vian-
na. Joao AgottioJto da Silva, Domingos F. R.
Guimares, Matfaiaa Jos Sosroa e Antonio Tei-
xeira Patriares, tero sempre lembrados com
Tecoohecimento, eroquinto esta nobre virtude
eaconlrar echo naa eofermarias daSOCIEDA-
D PORTDGUEZA DE ENEFICEfCIA.
is em peucs palavras a historia daquelle
pie estabelecimeoto. que cresce frondoso, co-
mo a arvore cuidadosaer>le tratada por hbil
cultor.
Seu passado de hootem ra triste, merencorio
e.sem esperanoas; hoaleat mesmo algumas to-
ses levaotaram-se o saccediram o letlurgo que
entorpeca aquello corpo, e p eondemuava o maia
completa immobilidade ; hoje risoaho o flores-
cente, pode abrir suas portas numerosos iofe-
lizes, porque sabe que em seus cofres encontrar
ormeios do soccorre-los, e nos seus socios todas
as disposicees para que a penuria e is privacoes
nao possam eofraquecer sua boa vpntade.uu. des-
mentir as bases de seus philaotropieoa esta-
tutos.
Ao seu digno presidenta Jos Victorino i* He-
tende, aos membros que formam seu cooselho
administrativo, devedora de todos estes favo-
res, que deixam perplexo o espirito que tentaase
esmerilhtr quam resulta maior hoora, ae aquel-
los que proporcionam alivio, soccorros. conso-
los e amizade aoa aoffrsdores; se estes por
merecerem a alteocao de lo digooacavalheirot.
O relatorio apreaentado em sesso da 17 de Ja-
neiro do correte aooo, e que publicamos hoje,
causar aos cosaos leitores mais prazer do que
t3 nossas palavras, que recebero o cuoho da
verdade, seodo coohecidas com os dados que
offerece aquello documento scriplo com fran-
queza e lealdade.
Sociedadc Portagueza de Benefi-
cencia.
Foi com eulhusiasmo fundada esta sociedade,
que pouco a pouco decllura, como se a mirrada
mao da intriga eda ioveja livesse tocado e aper-
lado seu corceo cheio de vida e de lisoogeiras
esperanzas.
Por alguns annos viveu rastejando e desprezada,
como se a sua instituido livesse perdido as re-
commendagoes humanitarias que a fizeram le-
vantar espontneamente, para offerecer um asy-
lo seguro ao infeliz, urna consolado ao dester-
rado voluntario que longe da patria, cerpia ar-
denles lagrimas, vendo-so s6, entregue s suas
dores, sem que urna mao de amigo ou de pa-
rele derramasse oas suas feridas urnas gotlas de
Daltamo. ou as suas molestias lhe dirigase
aquellas palavras animadoras que tanto auxiiiam
oa effeitos da sciencla, e a energa dos reme-
dios.
A Sociedade Porlugueza de Beneficencia era
urna lembreuga do passado, urna sombra que
exprobrava so presente seu iodifferenlismo,
quaodo alguns homeos convictos do m'uitb que
sedeve esperar de seus semelhanles, inspiran-
do-lhes confianca, tomaram a ardua tarefa de
fazer reviver de suas ciozas aquella Phenix
consumida por menos dignos motivos.
Um veo eocobrio muitas miserias, o esquec-'
ment votou ao desprezo muitas ingralidet, e
a coragem unida actlvidade reaccendeu o fogo
segrado da caridade sobre o altar do patriotis-
mo, tomado na sua mais santa e genuina ex-
presso.
Fazer bem aos Porlugueies necessiradoi,
em primeiro lugar, sem comlndo excluir os
que batendo s portas do estabelecimento pe-
dissem auxilio a proteccao contra a miseria
ou a eofermidade que os acabruohra.
Lulando contra todos os obstculos, reocendo
todas as difBculdades, aquelles homens excep-
eionaes coiOtram seus esforcns rehabilitando o
nobre e oio etlabelecirnenlo: SOCIEDADE POR-
TUGUEZA DE BENEFICENCIA.
Mas estes homens, cooscios da gloria que Ihea
resultara de sua empreza, oio foram egostas,
quizeram que fotse partilhada por oulros cava-
Iheirot, como elles cheios de boos dse jos, e
cuja poslso tocial permiltisse chamar sobre a
Sociedade de Beneficencia a attenco, a confian-
es, e crdito e o resoeito.
Para ebefe de to luzid phalaoge escolheram
um devotado cidadao, cujaa liberalidades se liara
c um elegante templo desta cidade e cuja mao
aanca se fechara quaodo a neceasidtde bata s
portas de seu solar.
O comraeodador Jos Victorino de, Rexende
aceitou a presidencia com um firme pronoalto de'
elevar a SOCIEDADE PORTUGUESA. DE BENE-
FICENCIA um reo de prosperidade, com-
pativel com as oeeessidades de seus compa-
triotas.
Seus primeiros pasaos foram cautelosos, o faa-
ioco da caaa foi larrado com todo o escrpulo;
Se dividas que tisavasa sea crdito foram sal-
dada ; o numero dos socios augmentado, e em
poneos metes a ocedade que pareca mori-
*uode. recobrou alen-fo afrontou o desanimo
oavueltt que juigavara sua soimaeao to perdu-
rave, como a luz do pirilampo.
iLf 1e,.Mrt0 ""Iadar as enfermaras, mas
a importaaei. d. sociedade exiga j um dfieio
de sua propfieoade. o seu digno presidente nao
trepido, um momento ; propdr, compr.r e adi-
XJL .4-lpIra rM*"'6 pr* f -
l.beracio de um momento, o relmpago rpido
I'THvVVaf?TMalOrriot'lnaogflrada cbm
itta ecaopia que recommand.m eslabele-
amootps desta oaturezs.
A' esit pasao aogairam-se ootros de dio e-
*r mi, a dodicacio dos mamaros qu. *.
Os bravos tornam-se eonhecidlos
Publicamos a relago dos empregsdos da pra-
licagem que se distragoiram na salvaco dos
naufragidos. Quem dirigi o serrico soimou es-
tas homeos devolados e deu o exemplo foi o seu
digoo commaodante o capito de fragata Jos Pe-
reira Pinto ; porm sua modestia nao lhe per-
petuo mencionar-se, o" que fazemos, porque
justo, que satiifazemos aos desejos de todos os
homens quo sabem apreciar o'denodo deste dis-
tiocto official da marioha brasileira.
Relago dos empregados ds praticagem.e guer-
nigao da balieira que salvou a gente da barca na-
cional Graga.
Patrao, o seguodo pratico Miguel Moreira da
silva.
Remadores.
Jos Faz.
Antonio I.ourenco.
Luiz Francisco de Jess.
Francisco Batalba.
Palro servindo de remador, Manoel Jos de
Freitas.
N. B.Foram tres vezes bordo da Graga.
Tripolaro da mesma em idntico servico do
patacho inglez Arcadian.
Servindo de patrao. o prstao da praticagem.Fran-
ciseo Pilar Martins.
Remadores.
Antonio Lourenco.
Jos Mara:
Francisco Balalha.
Jos Claudio Mereocfo.
NB.Foram duas veres bordo do Jrcadian.
Alm destas pessoas mencionadas trabalhsram
pela praia coadjuvando o servgo mais 15 homens
entre os da alfaodega e da praticagem.
A guarnico do patacho Arcadian teria morri-
do oas enxarcias, onde estiveram desde s 3 1|2
horas at s 7 da tarde, se nao chegasse ao aooi-
tecer a balieira da Grasa, que o commaodante
da praticagem Jos Perelra Pinto, mandou con-
ducir por tres juntas de bois. A's 10 1/2 da ma-
ntisa, marchou para o outro lado (sulj a gente
J8 Pratigem, a prestar servicos, e s s 10
\f da noite, entreva oosquarteis, de regresso.
O mrito apreciado e at tendido.
Consta-nos que a commitso administrativa da
asociao commercialte reunir hontem, e por
unnime votaco deliberou que em seu nome
fossem dirigidos agradecimentos ao Sr. capito
Jos Pereira Pinto, e aos empregsdos da pratica-
gem que tanto te distinguirn) nos naufragios da
barca nacional Graga e patacho inglez Arcadian,
e que se officiaste ao presidente da provincia para
tazer constar ao governo imperial, recommen-
daodo a bella conducta destea homens valentes,
e que um quadro especial contendo seus oomes
rosse collocado na sala das reuoides da associa-
cao commercial. Nao precisa de commentarios
taojusta quao espontanea deliberaso, quaodo
nobres e iodependeotes caracteres como os' que
representara o commercio desta praga se pronno-
ciam lao posiiivameote ; preciso guardar o si-
lencio, e reder-lhes ss horoeoageos que merece
orna tal prova de imparciatidade e de Justina; O
governo de S. M. I. apreciar sem duvida este
passo animador e lisoogeir para os homens que
dellese tornaram dignos pela sua coragem e seus
teulimentos humanitario.
Miguel Moreira da Silva.
Se tristes recordacoes traz o nome deste intr-
pido marinheiro, elle nos records tambem actos
de verdadeira bravura e de intrepidez por csse
nomi'ra pralicado.
Miguel Moreira foi talhado para arrostar bor-
rascas, para zombar da ira dos mares, e psrs, fi-
nalmente convive: com as tormentas.
Quaodo o relmpago fuzla, qujoo o vento so-
pra impetuosamente, quando os mares rugem
como leea bravio. Miguel Moreira ri-sea mesa
dos seus convieas a aguas do ocano. Semtir-te
nem guar-te o notso hroe preclpta-se sobre as
encapelladas ondas, debate-te corajoameole con-
tra ellas esubjuga-as, por asiim dizar.....A vic-
toria quaai sempre do seu lado..
Os seus feitos heroicos sao por demais cenheci-
dos e apregoados pelas cem bocas da fama, pelo
que oio nos corre o dever de repeti-los.
Ao gue nao nos podemos, porem furtar, ao
desejo que nos aoceia o coracao de estigmalisar o
esquecimenlo com que um hroe de taotos feitos
tem sido tratado.
Miguel Moreira, que ha mais de 10 aooos serve
lio arriscado emprego, anda segundo prati-
co da barra desta cidade.... E entretanto Miguel
Moreira para o oficio que tem, oa phrase de
Joo de Barros. Ao governo imperial, e princi-
palmente ao Sr. ministro da marinha, cumpre
lancar suas benignas villas para um bomem que
tantas vezes tem arriscado sua vida para salvar
daa garras da morte qaelles que a ella auceum-
biriam se Miguel Moreira nao fosae por elle.
Miguel Moreira casado.e temlhot: o que
anda mais o recommeod cdpsideraco do sa-
bio governo que actualmente dirige os destino do
imperio.
u, (Q Commercial do lio Grande do Sul).
COMMKMCIO. ^
Pra?a do Recife 5 de
marco de 1862.
Vs quairo horas da Urde.
CUc4es a jaita de crretrts.
Sotwe Loodrea^SO*!. 258|4 por f$.
i, ala Crux Mteto-praMiaiite.
' 9ka GaWi sswottrto.
RsaO i osen todo dial a 4
Idm o dia 5 .
. *4;703*M7
. I8.6WP606
Mov mea (o da alffaadeta;.
v*tmeaatradoae*mfueddaa.. S56
ora ganaros.. 78
Va4umaa afatdoa oom facandaa.. 86
com generoa.. 55
^=r 3*1
Desearr<*m boje 6 de mareo.
Hiato amertcanor-Darlingfarinha e bolachioba
Barca americanaImperadormefcatknias.
Boros americanaMaruareUimercadonaa.
Batea americanaAmazonasidem.
Bhgue bollandezJoanna Luizacharque.
Barca irjglezaTnaculofazeodat.
Isnportacao.
Palbabote nacional Viamo, vindo do Rio Gran-
de do Sul, consignado a Manoel Ignacio de Oli-
le'ns & Filhq, manifestou o seguiute :
11 ,06 arrobas de carne de charque, 147 arro
baa de graxa em bexigas, 30 barricas com WS
arrobas, de sebo e 50 couros raceuns ; aos ases-
moa.,
Vapor ioglez Tyme, precedente dos portea da
Europa, manifestou o seguinte :
3 cains chajes de la, 1 dita chapeo de aol de
seda, 4 dita calcado, 1 dita gravataa e outrasfa-
zendas., 2 volumes amostras; a Joio Keller t C.
1 cana objectos de oscriptorio, 2 ditas bilhates
1 dita roupa; a E. H. Bramah.
1 eaica chapeos de aol de teda, 1 dita fszetidas
de lia o algodo, 1 dits rendas e calcados, l.em-
bralho amostras ; a Ferreira & Arsujo.
1 caixa queijo, 1 barrica presuntos, 2caixas
fazendas de lioho, de seda e 2 ditas amostras ; a
D. F. Wild A C.
2'caixaa queijo, 17 ditas fazooda* de algodo,
2 embrulhos amoslrat.; a Soulhall Mellon A C.
2 caixas queijos, 4 ditas presumo; a M. Jos
6. da Foote.
20 ditas queijea; a Krabbe Thom & C.
25 ditasf dito ; a 7aso Irmo.
2 ditas calcados; a Ser & Filho.
1 dita ditos ; a Augusto C. de Abreu.
1 dita arreios para cavado; a S. P. Johnston
* C.
1 fardo liohas, 50 barris manteiga, 1 volume a-
mostras ; a Saunder Brothers & G.
2 volumes fazendas de la ; a Jos M. Creath
1 eaixa fazendas de algodo; a Damnuyer &
Carneiro.
1 caixa couros ; a Yaz & Leal.
2 ditas fazendas de seda e de la, 1 dita rendas
de algodo, 1 embrulho amostras; a Liodeo Wild
&C,
i barrica obras de ferro; a Augusto Jozeken.
124 caixas fazendas de algodo, 51 ditas cb, 1
dita amostras; a Ilenry Gibson.
1 caixa relogio de ouro; a Parante Vianna
& C.
3 caias caberlos, luras, reodas e velbuliuat;
a Mooteiro Lopes & C.
2 caixas, 1 barril e 1 (ardo drogas e objectos
para botica ; a B. F. de Souza.
1 caixa amostras e 1 caixo mercurio ; a Aires
&C.
2 caixas sspatoa, 3 volumes amostras : a E. A.
Burle 4 C.
3 ciixa calcados; a W. Bauloson.
f-dita machina de ferro ; a W. Londen.
1 dita amostras; a Arkwright & C.
1 lata ditas; a Aranaga Hijo & C.
1 caixa ditas; atG. O. Mam.
1 embrulho ditas e 1 caito sementes; a Adam
son JIowie 4 C.
3 ditos dita; a Rostroa Rooker Si C.
1 dito ditas; a C. J. stley & C.
2 dito dita; a Rabe Schmettau & C.
1 volume dita; a F. Sauvage A C. .
2 ditos ditas ; a Patoo Nash & C.
1 di ditas; a James Ryder & C
1 dito ditas ; a Barroca & Medeiros.
1 csixs instrumentos 1 caita roupa ; ao Dr.
E. H. Col.
1 caixa instrumento pbothographicos; a F.
Londeo.
1 volume amostras ; a Johnston Pater & C.
1 caixa roupa ; a L. A. Siqueira.
1 volume amostras; a i. Craljtree & C.
1 caixa ; ao Dr. J. B. G. Aleoforado.
1 volume livros; a Bailar* Oliveira.
1 dito papis, e 1 csixa perfumara; a C. L.
Cambronoe.
1 embrulho amostras ; a Wild & Justo.
1 dito ditas; a AugTopkeo.
1 dito ditas; a Rabe. Schmettau.
1 caixa; a Schman.
1 dito objectos da escriptorio;' a Heary Forlter
& C.
1 encapado livros; a A. M. C. Soares.
SOcaixoes rap; a Thomaz de Aquiao l'on-
ceca.
2 ditas retros e velbutinss; a Malheus & Ro-
drigues.
1 dita mercurio; a Cunh Irmo.
9 volumes fructas; a A. L. de Oliveira Aze
vedo.
1 caixa calcados; a J. P. Arantes.
2 ditas livros ; ao padre dos Santos Lessa.
5 ditas proviiea; a Marques Barroa & C.
1 barril dita ; a B. Leile.
1 lata sedas; a J. B. da Fooceca.
1 caixa publicares ; ao Gabinete Portuguez.
1 volume ditas; a J. II. Ferreira;
Patacho brasileiro Auna, vindo do Rio Gjande
do Sul, consignado a Tasto Irmos, manifestou o
seguinte:
7,920 arrobas de carne de charque, 44 arrobas
e; meia de sebo om rama ; a ordem.
Recebedurita de retadas Internas
geraea de Pernamnaeo.
Reodimeoto do dia 1 a 4 5:541$987
dem do dia 5....... 962797
6:504784
Consulado provincial.
Rendimento do da 1 a 4 9:7435045
dem do dia 4......: 4:082*816
____
13.825{81
Movimento do porto.
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B e B m o B o- Atmosphera.
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en
*
v.
%
A noite nublada e de aguaceiro. vento variaval
de intensidade do quadrante e atsim amanheceu.
OSClLAQlO DA SLUU.
Presmsr as 7 h. 18' da manhaa, altura 6 2 o.
B.x-m.r a. 1 b. S0> da tarda. 'aUur U p?'
ObMrvatorio do ar.enal de marinha 5 de
marQO de 1862.
_
aOBAJJO CTUru,
1* tonent.

Navios entrados no dia 5.
Ilbt Sodavich90 di, teodo tahido da Nevr-
Bedford a 57 nozas, galera amercans Fakiue,
de 432 tonelada, capillo Gaorge A. Smitb.
aqeipagem 22, carga 2,600 barris con azeite
ala peiie: ao capitlfo. Veio refraacar e aegse
para Ne-vr-iadford.
Rio de Janeiro1* diaa, pancho brasileiro Anna,
da 181 tieiaOas, cpitao Agoslinho hevea da
Stlv, tquiptfam 12, carga 7,91 arrobas ale
* roe; a Taaao 4 Irmio.
}d *8**1"19 dia, brigue ioglez Caroina,
de 252 tonelada, capito E. Koberto Hoblyo,
equipageaj 8, em laatro; a ordem.
^"Y2k-3* 4U*- h*u americaoo Julia An,
da 192 toneladas, capito Hrdiog. equipagem
7, carga differeulea gneros ; a Heory Fosler
Ati,t ~" t 4it** V^^ao ioglez Bacalieu, de
120 tonelada, capuao Alexandre Briaod, equi-
pagem 8, carga 1.600 barrica* com bacalho: a
Saunder.Proihera^i C.
Suviot taido no mermo dia.
Marseillebarca francesa S. Luiz, capito M. de
Valentn, carga, assucar.
Gsnovabriguo beapaahol Felippt, capito Pedro
Antonio Coll, caega assucar. ,
Barc^lpnabrigue baspanbn[ JToeo Martin, cs-
pttao Juan Marquoda, carga algodo.
Macei e portes iotermedioa vapor brasileiro
Persxnunga, commandanle Moura.
Rio ile Janeiro
O hiale JVoeoas, egue no da 5 de marco, re-
cebe carga miuda e escravas a frete : trata-se
com os consignatarios Marqties, Barros & C.Jar-
lo do Corpo Santo n. 6.
Editaes.
O Dr. Francisco de Araujo Barroa, eavalleiro daa
ordeos de Canato e Rosa, juiz municipal da
2.a vara e provedor de capellas e residuos nes-
ta cidade de Recife de Peroambueo e seu termo
por S. M. 1. e C. a quem Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem,
jna aeodo encontrado vagando no pateo do hos-
pital Pedro II, um cavado caslanho bastsnte vo-
ltio, castrado, com urna estrella na testa, com o
ferro V aa perna direi.a, em diaa do mes de no-
vembro do aono paasado; sao chamados palo
presente edital para que juatiftquem dentro de 3
das a posse e dominio.que tiobam ao dito ani-
mal, visto que estando Hado aquello prazo se
preceder a arremataco dalle ; e para que che-
gue ao conhecimeoto de todoa mandei pasear o
presente, que ser affixado e publicado oa forma
da lei.
Dado o paseado oests cidade do Recife sob meu
sigoil e sello que ante mim serve aos 3 de mar-
co de 1862.Eu Gal lino Temistocles Cabra 1 de
Vaaconce'.los o subacrevi. ,
Fraocuco de Araujo Barroa.
(Jeciaragdf*.
Pela thesouraria provincial ae faz publico
que, no dia 6 de marco prximo vindouro. vo
novameote praja. para ser arrematada-a quem
mais dr, a reoda das casas abaixo mencionadas,
pertencentes ao patrimonio dos orphos.
Ra do Sebo.
Ctsa terrea o. 12, por 160000 por anno.
Ra do Vigario.
Casa terrea n. 14, por 2018000, idem.
Ra da Lapa.
Casa terrea n. 41, por 182&00O, idem..
Ra da Cicimba.
Casa terrea n. 65, por 3O0JO0O, idem.
Ra dos Burgos.
Cas terrea n. 68, por 205JWOO. idem.
Casa terrea n 69, por 123O0O, idem.
Ra da Senzala velha.
Sobrado n. 79, por 6500O0, idem.
Sobrado n. 8, por 650*000, idem.
. Rna da Guia.
Casa terrea n.83, por 162JW00. idem.
Casa terrea n. 84. por 168*000, idem.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 96, por 157O00, idem.
Cas terree o. 98, por 224$000, idem.
Ra da Madre de Deus.
Casa terrea n. 35, por 1:6219000, idem.
Estrada do Parnameirim.
Sitio n. 1, por 500JOOO por anno.
Sitio n. 2, por OJJOOO, idem.
Estrada da Mlrueirs.
Sitio o. 4, por S12S0OO por aono.
Estrsds do Forno da Cal.
Sitio n. 5, por 3529OOO por aooo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambueo, 23 de fevereiro de 1862.
O secretario
A. F. d'Annuncisco.
IuspecQo do arsenal de ma-
rinha
Faz-se publico que a commissSo de peritos
deste srsenal examinando na forma determinada
no regulamento acompaohaoddo decreto n. 1324
de 5 de fevereiro de 1854, o vapor Persinanga
da Companhia Pernambucana de oavegaeao cos-
leira, achou-o em estado de poder navegar.
laspeceo do arsenal de marinha de Peroam-
bueo em 5 de marco de 1862.O inspector,
H. A. Barbosa de Almeida.
- Tribunal do commercio.
Pela aecretaria do tribunal do commercio de
Peroambueo se faz publico que nesta data Dea
registrado o contrato de sociedade que em 2 de
Janeiro do correte aono fizeram Jos Fernandos
Ferreira e Manoel Gomes Loureiro, domiciliados
e esta heledlos nests cidade sob a firma de Fer-
reira dtLoureiro.com o capital de 50:0009 foroe-
cldos por ambos em partes iguaes, e devendo a
mesma sociedade durar por espaco de 9 annos,
que findaro no 1.a de Janeiro de 1671.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
oambueo 1 de margo de 1862.O official.maior,
Julio Guimares.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Peroambueo se faz publico que nesta data foi
iescriplo no competente livro o theor do contra-
to de sociedade, que, em 26 de abril da 1860 para
durar tres aooos, contados de 26 de marco do
sobredito aono. celebraram Antooio Moreira Rea
e Manoel de Footes Gomes, Portuguezea, com
taberna na ,rua Augusta o. 15 detta cidade, aob a
firma de Res & Gomes, da qual ussro amboa
os socios, gyrando' easa sociedade com o capital
de 1:4009 fornecidoe por elles.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
oambueo 1 de margo de 1862.
Julio Guimares, offlcisl-maior.
Tribunal do commercio.
Pela aecretaria do Iribuoal do commercio de
Peroambueo se faz publico que Custodio Jos Al-
ves Guimares e Jos Alvea da Silva Guimares,
estabelecidoa nesta cidade, dissolveram a socie-
dade que tioham sob a flrms de Custodio Jos
Alves Guimares & C, Meando a cargo de Jos
Alves a liqaidaco do activo e passlvo, teodo ob-
tido de Custodio plena quitaco.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
oambueo 28 de fevereiro de 186-2.
Julio Guimires,
_____ Oflcisl-maior.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Por causa da continuacao do iocommodo da
actriz Jesuin, fies de novo transferido o especia*
culo para sabbado 8 do correte.
Avisos maritimos.

i
M
H a

a barca nacional Ataeli pretenda egair com
muit breVidade, tem parta de teu carregameto
a bprdo ; para', o resto que lhe falta, trata-se
com os eus constgoaUrfos Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C., 00 seu eacriptorio, ru da
Cruz n. 1.

Pan o Porto.

-r
Segu em poucoe diaa barca partugueza
Flor da Maia, por ter parte do eu crregamen-
pro opto ; quera quitar arrogar ou ir da paa-
ugatn, dirija-a o conagoataiH do maamo en
eu eacriptorio da roa do Apollo a. 43, amado
andar.
COMPAMIA
CCA1U

Navegacfto costeiraa vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Aseu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
..?.70r t,a6U3t'le. commaodante Lobato.
a Tanja no da 14 de marco as 5 horaa da tarde.
Recebe carga at o da 13 ao meloda. Eocpm-
mendas, psssageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Mallos d. 1. *
Baha.
O hiale Santa Rila, segu em poucos das, re-
cebe alguma carga a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros 4 C, largo do Cor-
po Santo n. 6.
. Para Lisboa e Porto.
Prelepde seguir para os dous porloa cima
com moita brevidade o veleiro e bem conhecido
brigae nacional Eugenia, capito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira citase e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parle de
seu carregameoto prompto : para o reato que
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C., no seu
escriptorio. ra da Cruz n. 1.
freta-se a barca brasileira Matbilde, de
lote de 233 toaelladas, navio de primeira mar-
cha : a tratar oa ra do Trapiche n. 14, escrip-
torio de Manoel Alves Guerra,
Farro A.sau'
com escala pela Parahiba e Rio Grande do Norte
sabe o hiato Jaguaribe, de primeira marcha, o
qual tem excellentes commodos para carga e pas-
ageiros, e pretende sabir em poucos das, visto
j ter parte do carregameoto : a tratar na ra do
Crespo n. 14, ou com o mestre a bordo, defronte
do caes do Ramos.
Para a Baha
A veleira o bem coohecida escuna nacional
c Carlota pretende seguir com muita brevida-
de, tem parte d seu carregameoto prompto : pa-
ra o reato que lhe falta, trata-ae com oa aeua
consignatarios Amonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C, no seu escriptorio ra da Cruz o. I.
Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional
Almirante pretende seguir com muita brevida-
de, tem a bordo parte de aeu carregameoto ; para
o resto que lhe falta, trata-se com oa seus con-
signatarios Antooio Luiz de Oliveira Azevedo &
C, no aeu eacriptorio ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o brigue
escuna Joven Arlhur, tem part.e de seu carre-
gameoto prompto : para o resto' que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, no aeu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
E' esperado dos porlos do sul at o dia 12 do
correte um dos vapores da compaohia, o qual
depois da demora do cosame seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
vera ae embarcar no dia de sua chogada, dinhei-
ro a freta e eacommMidaa at o dia da sabida
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, ea-
criptorio de Antooio Luiz de Oliveira Azevedo
&C .
irsiiioes,
LEILAO
A 6 do corrate
Southill, Mellors & C. ferio leilo por ioler-
venco do agente Oliveira, do completo sorli-
menio de fazendas' inglezas, e todas proprias
deste mercado :
Qulnta-feira 6
do correle, as 10 horas da maoha, em aeu sr-
mizem, ra do Trapiche.
PftSSAS.
Quinta-frira 6 do cerrente.
O agente Pestaa vender porconta e risco de
quem pertencer, 70 caixa com passas em 1|2 e
1|4 muito novas, desembarcadas ltimamente :
quinta-feira 6 do correte pelas 10 horas ds ms-
nho no armazem do Sr. Aones defronte da al-
fa ndega.
QuiDilsa-feira.Otlo porrent?.
O agao4e.Petana vendar por conta o risco d
quem pertencer 100 caixts coa maesas de Newi,
chegada ltimamente, a quaea sero vendida
em.lotes a vootade doa compradores, qniali-feira
6 do correte pelaa 10 hora da macha no ar-
mazem do Sr. Annes, defronle da alfandega.
peener pora em leltta poMlco no largo da
alfandeg. .ezt.-feira T do eorrente, pelas ho-
ras m,h.. io carrereara bol Cf*m"t01W
servico, 4 carracas oo mesmo estado, sendo lu-
do remiso em lotes a vootade e sem reserva de
reco.-oqueauima a concurrencia dos compr-
CoDtinuaco doleilao
HJE
. DK
1 SO saceos com milho.
O agente Pestaa nao tendo podido effectutr o
leilaodoa 150 saceos com milho j aoouociados
em lotes de 10 saceos para cima, o far hoje 6 do'
correte, pelas 10 horss da maoha, no armazem
dosr. Aunes defronte da alfandega.
LEILAO
DE
Toucinho de Lisboa.
SEXTA-FIRA 7 DO GRMENTE.
O agente PotTar leilo por conta o risco de
quem perleocer de 20 barris com toucinho de
* ,LE,Uo
egunda-feira 10 do eorrente.
O agente Piolo far leilo por conta e riaco de
quem pertencer de urna caixa com 50 manteletes
de seda bordados e com bico de blonde, chea-
dos ltimamente pelo vapor inglez, as 11 horas
da Cadia"* m|Qcion,,0' ao "m da ra

Avisos tTersos.
JLOTEBIA
-rt
i
Depois d'amanhSa 8 do eorrente mez
andarSo impreterivelmente as rodas da
quinta parte da primeira lotera do
Gymnasio Pernambucano, no consisto-
rio da igreja de Noasa Senbora do Ro-
sario de Santo Antonio. Os bilhetes
meios bilhetes acham-sea venda na the-
souraria das loteras n. 15 ra do Cres-
po, e as casas commissionadas. As
sortee ser5o pagas depois da distribuicao
das listas.
O thesoureiro,
. Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Resumo
de geographia do commercio,
pelo Dr. Manoel de Figuei-
ra Faria.
Acha-se no prelo esta obra, que levar servir
de compendio para o preseote sooo lectivo do
Curso Commercitl Pernambucaoo, na primeira
cadoira ; os seobores estudaotes deste curso to-
convidado a ioscreverem-se na praca da Inde-
pendencia, livraria ns. 6 e 8, onde recebero por
formas, sendo pago o importe da asignatura oc-
acto do recebimento da primeira forma.
Muita allenca.
O abaixo atsigoado faz publico, que seodo mo-
rador os ra de Santa Tbereza da freguezia de
aanto Antooio do Recife ha 43 annos, julga nsda
dever a pessos alguma ; atsim pede aos aenho-
res logistas, veodelhdes, ou outra qualquer pes-
soa que tenha conlaa de livros, letrss, ou algn
documento, que juslifiquem ser o aonunciante
davedor, que lhes spreaeotem para aerem imme-
diatamente pagos. O abaixo assigoado faz esta
declaraco porque lhe seodo devedor Jos Anto-
nio da Silva e Araujo, que ha pouco tempo estove
na cadeia porquebra, este hoje lhe apreaentou
urna coots dolosa de vinte e tantos mil ris. Re-
cife 5 de margo de 1862.
Csetaoo Jos Mendes.
IMoleque fgido.
Desappareceu no dia seguoda-feira 3
do correte o moleque de nome Firmi-
oo, de idadede 12 annos, e cujo signal
mais visivel ter marcas muito salien-
tes de bexigas no rosto, bastante la-
dino e levou caiga e camisa de aiulo :
quem o pegar e quizer levar a ra do
Hospicio o. 22, junto ao qusrtel do 10a,
' ser recompensado.
8
Irmandade do Divino Espirito
Santo.
De ordem da mesa regedora desta irmandade
fago publico que na preseote quareama, haver
em nossa igreja termes nos domingos s 5 ho-
ras da tarde, sendo orador o Rvmd." padre mes-
Ira pregador da capella imperial Fre Joa.quim do
Espiriio Saoto, pira o que sao convidados a as-
aittir lodosos nostos irmos.
O escrivo,
A. A. dos Santos Porto.
Preciss-se de urna ama para todo servico,
para ama casa de duas pessoas : na ra do Sebo
n. 16.
Luiz de Oliveira Lima vae a Europa levan-
do em aua companhia saa tilha de nome Maris,,
de menor idade. O anounciaoto nada deve
nem tem compromisaoa por assignaturas de let-
trasou qualquer titulo que o possam tornar res-
ponsavel por qualquer pagamento, o que declara
em tempo para aciencia do leapeitavel publico.
Recife 5 de margo de 1862.
- A gerencia da casa de Antunes
GuimarSes & C. desde o 1* do eorrente
lcou a cargo de Jos Rodrigues Pinto
Coimbra, para todas as transaccoes da
mesma data em diante, a mesma firma
entra desde aquelle dia em liquidacao
para beneficio dos credores.
Vende-se um cavallo novo proprio para sel-
le, de que tem uso : no largo da Paz dos Afoga-
dos o. 19.
0 solicitador Joaquim Pinto de Barros mu-
dou sua resideocia da ra da Concordia para a da
Palma, casa terrea n. 59.
Quem precisar de urna ama de leile, dirja-
se a Camboa do Carmo n. 38.
Attenco
carros e 4 carrocas.
AO CORRER DO MARTELLO.
SexU^feira 1 do eorrente
0 agenta Pastaos por conta e riee da qusaa
Urna peitoa que se retira desta cidade vende
uma.mobilia de amarello em bom ettado: a tra-
tar na ra estreita do Rosarlo n. 18, prlmeiro
aodar..
Desappareceu bontem (4) da ra da Sauda-
de, casa n. 21, um cao galgo com o ligoaea se-
golnts : todo cor de caf com leite, urna estrella
branca p testa, e a pona da cauda tambem
branca : quem o tiver acbado, querendo retitui-
l()pa-88 a meama caaa, que ser retompen,-
Ama de leite.
i Na ra M Uoapioio n. 16, preca-a da una
sosa de leite que aoja aadia e na*echa fUho.
O bacharel Vicente Ferreira Lima, tendo de
egarnara Teaarat o nao- podando rrasulmln
te despedir-se dts pesaoaa de toa asnizaejaJ* las
pelo presente.
Ma roa aa Larapgeitaa a. 26 precia.-te da
usse ama para todo o aervic* ou a pava coziaHWt
"""f" I" caa o ama peaaoa..
Precua-aa alagar urna preU esoreva pa
todo ervigo.de urna caa da familia: aa roa do
>rtgie o i 23. ,r Vractsa-aa alagar o tato araot,,
de fsbrica e vUe : ao atea do Cerca a. tt\
Ja PortalU ra^a-Vpara laom. '



ir
DU^O DfiPEWMB^O. QUlj^ FfelBA < Jft ^ja, 0 1MJ>
Muijan$a...
Izidoro A Silva participam no publico em ge-
ral e com especielidade ao corpo de cemraercio
que mudaram eat-eatabelecimento dJe azendaa da
raa Direita o. 68 paaa a messaa raa o. 57.
Ha noel Antonio 4a Cunha, aabdito portu-
guez, rai a Portugal tratar de aua saude. e du-
rante sua ausencia deixa por aaua procuradores
i ?P' ?^r.0-LUiai Sr" DomD la Cunha
rSfc .,.e8Ud Sr-"oaI Feroaartee da
CoaU, en terceiro o Sr. Luis Antonio da Cuati.
rah!?***?? S5-iMoel Antonio de'ataaedo
.? a- RoMr, n- 44. terceiro andar, para
negocio de importancia e uiilid.de, poia ignra-
te sua residencia.
. "7 ^uei11 pwciaar de um feitor que sabe tratar
ue jardim e de hortalice, di rija-se a ra do Sol,
taberna a. 99. '
Arrenda-se o sirio do fallecido Manoel Fran-
i ? n Sil" em SaDl Amro, muilo per-
io do Recife, lem aeffrivel Caaa a aoargem do rio
para os banhoa aalgados, ptimo viveiro, e min-
ios pea de coqueiros : quem pretender diriia-se
ao mesmo sitio, ou ao largo do Carmo
Aluga te o primeiro andar do so-
brado da ra do Que ruado n. 41, lu-
gar muiro proprio para os Srs advo-
gados e teta sala para o largo do Colle-
gio e frente para referida ra t quem o
pretender dirija se a mama casa.
AtMga-se um quarto andar com excel-
9 ient*a commodoa : na ra da Croa o. 53.
rrecisa-se de orna atea para eosinhar e com-
prar:: na ra do Imperad**, n. 37, segundo an-
itw, entrada direita.
Sociedade bancaria.
Amoriro Fragoso, S.atos & C, acam e tomam
laquea sobre a praca da Lisboa.
Aluga-se e terceiro andar do so-
irado do largo do Corpo Santo esquina
da ra do Trapiche n. 48. /
.T f*l ?? Ia'-se o segundo andar 4o
obrado n. 198 e asa ierre, n. 191 da ra Impe
nal ; a tratar na ra da Aurora n. 36.
Nesta typographia precisase fal-
lar ao Se. Tclippe de Santiago.'
Precisa-se de urna ama para com
prar ccozmhar para urna pewoa: na
ra estreha do Rosario n. 21, primeiro
andar.
Saques pelo vapor francez
Carvarho, Nogueira 4 C, sacara sobre
Lisboa, orto, e Ilha de S. Miguel: na
nwdo Vigaricn. 9, primeiro indar.
Aluga-se umermazemlns raa da Gru d.
ff. com-aablda para a ra dos Teuoeiros : a tra-
tar no pateo de S. "Pedro n. 6.
Os senhores ataixo dedarades queirem ler
a bondade da fir a segundo andar, que ae Ihes precisa'fallar, e igno-
ra-se-suas moradas, de maohaa das 6 s'9 toras,
?Jr 2 ** : Sfs- Joaquim Jos Bo^
. I8,CI,C0'^8 C,,,a Joio Pacheco Al-
;.iSFioreCM de 01ivei" Silva. Francisco
E.riifcfoft Ca"Slh ."Poso. Victorino Jos
Marmrie Palhares, Jos Lopes Machado, >Jos Lu-
apo-Cabral, Joaa liapiisia Ferreira Cabral. Frao-
celioo Augusto, Conrado Jos Sabino, Pedro
.Vendes de Adevkicula, Pedro Jos Pereira, Jos
Antonio Cesar Lima. Antonio Profiro da Cunha
r?,-K q"',m <>'". Aotoaio Feroaodes d
Cunha Avelar Agapito Latino do-Sacramento.
Augusto Palor Cesar, Joaquina da Fonseca e Sil-
Perdeu-seno terceiro da do carnaval urna
pulseira de ouro no bairro da .Boa-vista : quem
achare quizer restitui-la. dirija-so a ra de S.
Bom Jess das Crioulas n. 3, que ser suerosa-
mente recompensado.
?a.Joaquim daSilva Aires Ferreira, Jos da
j-osla Carvalhouimares/Aotonio Ignacio Bran-
dao Francisco de Oliveira Cooiaq, Jlo Jos da
Costa Sanios, Jos Rodrigaes d Silva Rocha
AatoDio Alvarp Ferreira da Suva, tfos Antonio
oa Silva Ara ajo.
O bilheta n. 1431 da 5 parte da |. loleria
concedida csa do Gymnasio Pernambucano.
perlence a Exma. Sra. D. Maria Adeiiaa Gomes
Corroa de Miraada, residente
auUOMw.
SOCIEDADE
Unio Beneiceate
e ordem do Sr. presisente scientico aoi se-
chores socios em dia, que temi sido anpuoclado
duaa vezes para o'dia 21 e 28 de fevereiro pro-
zimo piasadn haver sessao da assembla geral a
rjtgocio le grande mdota, e dio sendo posavel
haver por falla de socios, pela tsreeira vea aci-
eotifleo qoe hrfverS seasao da assembla geral no
da T do correte, pelas 6 1(2 horas da tarde.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente Ma
ritima 1. demarco de 1862.
Balthasar Jos dos Reis.
!; secretario
Jos Flix da Cmara Pimentel Jnior Ira na
ferio a su residencia para a ra do Alecrim, so
orado n. 2.
Na travesa da ra das Gruzes
2, pjimeiro andar, tinge se para tod
as cores com presteza e com modo preco.
Saques sobre Portugal. |
Manoel Ignacio de Otveira & Filho saccam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19.
-se 700JOOO a premio sobre hypoiheca
sa loja de cera di praca
quem d. '
Mobilias de aluguel.
Alugam-ae mobilias completas, ou qualquer
traste separado, a Tontada, a aor prego muito
commodo : na raa Nora, armazem de mobilias
o Pinto. ; j .--,, .
Precisa-Se fallar ao Sr. Jos de Souza'Leio
a negocio que nao ignora, na ra Nova n. 20. lo-
ja de Carneiro Viauoa.
Ha para alugar um armazem com armacao
prompta para tabeaoa, sito em ama daa melhores
localidadea do bairro do Recita, asaim como um
andar e stao muilo freaco e barato no mesmo
bairro : a tratar na ras da Cadeis n. 33 com Joao
Bibeiro Lopea.
- Na ra Nova n. 55 deaeja-ie fallar ao Sr.
alferes Joio Baptista de Meneses do 9." batalnao
de iofantaria.
O abaixo assignado membro da firma Ro-
drigues 4 Ribeiro, faz publico para conhecimeuto
de lodosos Srs. devedores a mesma tirma que oJ
socio Luiz Antonio de SouzaRibeiro, por aenten-
ca proferida sobre accio arbitral parante o juo
j do commercio desta cidade foi destituido da f-
cilidade de receber as dividas e dar quitacao,
pelo que desde ji o abaixo assignado protesta
contra qualquer que indevidamaote fizer algum
pagamento ao mesmo socio. Recife Io de mar-
co de 1862.
Manoel Jaaquim Rodrigaes de Souza.
No dia 6 aa 10 horas se ha de arrematar a
loja de miudezas da ra Direita o. 13.
5
da Boa-vista se dir
(Alvaro i Mgalhes
Establecidos cora loja de fazendas na
i ra da Cadeia n. 53, e achando-se de
| posse de um novo estabeleetmento na
trua do Crespo n. fio B, participara a to-
dos os eeus amigos e ao publico em ge-
} ral que dispe de um grande e variada
Ssortim-eolo de fazeoda que tem resolvi-
do reader i dinheiro per precos bara-
I tisaimos. Roga-se aquellea que tive*
I rem de comprar qualqaar artigo de a-
zeodi de se dirigir as noasaa lojas
cima indicadas que serio ptimamente
I servidas.

Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Pilar n. 43, o qual lem vitla para o mar e muito
fresco : a tratar na taberna por baixo.
Na congregacao da Faculdade de direito
desta cidade, celebrada no 1/ do correle mez
de margo, foi approvada, oa forma dos actuaes
estatutos, a terceira edicio das instiluiges de
Direito Civil Brasileiro, maia correcta e mais aug-
mentada que as precedentes; a acha-ae venda,
por maiorcommodidade para cora os alumnos da
mesma Faculdade, na casa da reaidancia do aeu
autor, na ra da Saudade n. 9, desde o meio dia
at as 3 horas da larde.
Ra do Imperador n. 53."
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 55 da roa
mperador : a tratar uo eecriptorio n. 75,
mesma raa.
na
Precisa-se de urna ama
feitamonle para casa de homem solteiro
de S. Francisco a. 15.
Precisa-ae de asa feitor para um sitia per-
o da praca.? na ra da Cruz n. 4.
Visto nao ler-se effectuado o leilo da ta-
berna da praga da Boa-Vista n. 14 por impedi-
mento do agente, podem oa preteodeoiea dirigir-
| se mesma para tratar, pois que, alem das van-
; tagens que offerece por sua localidade e bona
que cozinhe^er- c?mal0ll. ctia-ae ao alcance de qulquer prin-
of solteiro : ira na c,p,aD[* Pr tr Poato fundos.
Aluga-se urna caaa na ra das Flores:
quem a quiwr falla com Joio Duarie Carneiro
Monteiro na alfantlega desta cidade.

na .provincia do
AtteiKjo*
No-sabbado 22 4o correte, peles7e meia ho-
ra da noite, perdeu-se do Recife para S.Jos do
Mangoinho, urna carta fechada lacre, dirigida
a Baatos;& Lemos, coniendo a msraa documen-
tos queso aoa mesos podem inieressar : roga-
se, pois, a quem quer que por acaso a teoha
achado de fazer entrega aos anounciaates, na ra
do Trapiube o. 15, que gralidcarao geoerosameUt
te, seja xjual for o estado em que a recesam. ^
Carroceiro.
Prectsa-ae de um carroceiro que dgaraolia a
aua conducta ; para traar na casa de b*nhos no
pateo do Carmo.
30
f
do Brasil e Portugal,
Attenco.
Roga-se aos devedo-
res do fallido Jos Anto-
nio da Silva Araujfr qde
veaham pagar seus d-
bitos no prazo de 30
das amigavelmente fia-
dos os quaes o arrema-
tante ser obrigado ja
eatregar ao seu procu-
rador para cobrar jinfi-
cialmente o -que pde-
nlo fazer dirigindo-s a
loja que foi do dito Arau-
jo na ra do Queimndo
n. 27.
Primeiro andar
^IkM
8Precrsa-se de ama ama para casa d homem
80ltHre, i esmero cuidado de um doente : a tratar na raa
Direita d. 55, loja de fazendas. -
- Aluga-se urna ama para ctiar um
j menino que ja tenha um a dou mezes
pouco mais ou menos, preere.sepreta :
na rua\]a Cadeta do Recife n. 37.
Attenco.
Na estrada de Joode Barros litio das
rozeira existem para venderem-ie 4
bou mansos de carro, sendo estes filhos
do pasto (o qu garante)-**), e urna car-
roca p^opria para o ervicp da alfande-
ga : quem pretender dirija-se ao sitio
cima que achara'com quem tratar.
Precisase alugar urnaescrava par-
I ra engomaur, eosinhar e ensaboar pa-
ra casa de pouca familia ? na ra dos
Guara rapes n. 30.
0 cirurgiao encarregado |da enfermarialde
marinha nos pede para qu declaremos que na
referida enferjnaria se nao tem dado at o pre-
sente caso algum da colrei mas sim no hospital
proviiono all eslabelecido para esse Qm.
"~ a j i V a* 1! hor. D sal d audien-
cias, anda i do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha de
arrematar a escrava Sebastiana, pertencenle a
heranga de Mooica Calharfna de Siqueira.
-r Quem precisar de orna ama excellante para
todo o servico interior de urna casa de familia por
ser escrava, dirija-se a raa da Imperatriz n. 86,
primeiro andar.
Francisco Ponan retira-se para Itacei.
Ka grande cochelra na entrada da ra da
Roda, propriedade do Sr. Bartbolomeo Francisco
de Soaza n 58 60, trata se de cavallos com es-
mero e cuidado por menos 5# em cada mez do
que ouira qualquer cocheira : a tratar com seu
propnetano Cyrilo Antonio da Costa, na mesma.
________C ompras.
IHilho
Gompra-se urna escrava moca que cosinhe,
eogomme, e umanegrioha: na ra das Gruzes
n. 22. \
Yendas.
para
r.^.URV.*8vuFrme.r.a0d" d-*t da P"- dVl; reYrVroVVm"p"ho'togphiV
ca da Boa-Vala : a tratar na ra da Imperatriz
n. 46.
O director, o vice-director e osielumnos
internos do collegio de Nossa Sequera do
Rom Gonselho, profundamente aenlldea pela
prematura morte, oa provincia da Balda, do
aeu profeasor, amigo e mesire, o academi-
ce do 3 arao Salustiano da Silva Cajueiro
de Campos ; convidara aos seus amigse
aes do fallecido a ouvirem algumas missaa
do 7 dia que por alma do mesmo maodam
celebrar no dia 7 do correte, na natriz ds
Boa-Vista, s 7 horas da matiha.
Aviso.
Luiz da Silva Ferreira morador na
perador n. 28, fazsciente s urna
devedor de urna lettra j vencida
Ra iMontholon Pa-ris t" SL1*!^ que lhe, con)Prou
i n,-i,.i. j. .... 'jo. bondade de vir ou mandar pagar n
A propnelaua deste estabelecimeoto
------------. focom-
da encarecida msate aos Illms. Srs. viajaoUs
portuguezeseiKasileiros, qootenham de rir-no
correle anno a esta grande e bella cidade de
Pan, de hoorarem seu bello estabeleciraento pa-
ca o que nao se tem poupado m aformozea-lo
coma tambero toda a casa se acha forrada dets-
pete, cortinados novos em todas as janellas e ca-
mas ; Analmente em ludo foi obrigada a fazer
urna reforma geral, alim dos Srs. hospedes lerem
todaa aa commodidades como se faz preciso e
Dio como se achavam mal servidos no lempo'de
sua antecessora madame Schorou.
O eatabelecimento lem o numero de criados
e criadas necessarios para de prompto os hospe-
des serena servidos oo que possam precisar
igualmente tem bons coainbeiros sendos comida
a portugueza e fraoceza a vootade doa mesmos
senhores; havendo tambem no mesmo'eslabele-
cimento quem falle o portuguez, como tambem
interpretes para mostrar os monumentos desta
capital e fora della aoa Srs. viajaoles. 0 eata-
belecimento tem para mais de cir.coer.ta quartos
como tambem differeotes salas pira familias es-
tarem vootade e com independencia ; sendo
tado por precos razoaveis como observaro oa
mesmos Srs. viajantes.
A proprietaria,
Madame Julia.
Precisa-se de ara caixeiro de 12 a 16
nos que tenba alguna pratics de taberna
ra das Cruzes n. 41 A, porta larga.
~A{ma C,M '"eir de pouca familia v,
Cisa de um cosineiro ou coainheira forra ou es-
eravo, comanlo que seja perito no seu offlcio: a
tratar na rus do Trapiche n. 36.
Roquet e Fouseca.
Vende se um jogo de diccionarios francez e
portuguez, portuguez e francez, em dous grossos
Tolumes sem o menor uso : a tratar na ra do
Cabugi n. 2.
i *
{Gabinete medico cirurgico.J
Ra das Flores n. 37.
J Serio dadssconsaltae medicas-cirurgi- %
ca pelo Dr. Kstevao Caraleaoti de Alba-
querqueda 6 as 10 horas da manbia.ac-
cudindo aoa chamados com a maior bre-
0 vidade possivel. m
1- Partos.
K '0,e",i,de pella.
a.9 dem do olhos.
D,.,den?0?or8ao .JKd" 1","' oper.co em
seu bnete ou em casa doa dientes con-
forme Ihes for maiaoonYenienta
pagar no
das e o nao fazendo segeitar-se-ha
da lei.
Precisa-se fallar ao Sr)
Ferreira Mendes Guimaraes,
raa do Sm-
peSaoa que lhe
proveniente
ue leoha a
J. FERREIRA ULULA
RETRATIST
D
AJJ6USTA CASA IMPERIAL,
B do Cabttg n. 18, 1/ andar-,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por meiainotypo, so-
bre panno encerado, aobre talco, -eepeciaea para
pulceiras, alQnetes ou cassole caaa exiaie um completo e abundante sorlimento
do artefactos francotes e amertanos para a ccl-
locacao dos retratos. Ha tambem para este mes-
mo flm cassoletaa e delicados alfioetes de ouro
. ia das principaras
persooagens da Europa ; atereoacopos e vastas
stereoscopicaa, asaim como vidros para ambrotjip
e chimicas photographicas.
PuMicaces do Instituto H#>-
meopaihico do Brasil.
TIIESOl RO HOXEOBATHtro
ou
VAM-lIECtMi) HOMTOPATIIA.
{Segunda ediccao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Biecionario popular de medicina ho
meopathico
pelo ca.
SABINO 0- L. PINHO.
Continuara as assignaturas para estas obras a
: 25300 em broahura at fevereiro.
Ra de Santo Amaro (Mundo Novo) o. 6.
7- Precisa-se fallar ao r. Manoel Ignacio de
, Albuquerque liaranhao, ou a pessoa que suas
I vezes Gzer nesta praca, a negocio de sea inleres-
se, na ra Nora a. 20, loja de Carneiro Vianna.
Vende-se um pisno orisootal em bom es-
tado, para qualquer principiante, por diminuto
preco, visto seu dono querer retirar-se : na tra-
vesea dos Quarteisn. 30.
ummmmmmmmmmm
Liquidacaft
A loja de marmore.
Ilourntis de cisemira para seohora a 10JJ J
Manteletes de grosdenaple a 10|
B Leques de sndalo a 5 fl|
Bourousde caiemira para meninos
de todas aa idades a 53 tit
'Grande aortimente de casesrrilhas. J
trancas e Otas de todas ifs cores para en- M
leiles de vestidos por precos mais bara- 5
tos do que em oatra qualqaer parle
veoaem-se dous motequea de Idade de 14
a 16 ancos, e arma escrava de bonita figura, cri-
oala, cozinha, ose e engomma : na ra Direita
numero 3.
americano a 4#500 a sacca.
Os senhores proprietarios de cochelras qus
quizerem spproveitar a commodidade de preco,
venham quanto antes comprar ns ra da Madra
de Dos o. 12, armazem de Arsenio Augusto
Ferreira.
. Interesse publico. J
florecido pela, loja dea
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar i coocurrencia publica o que ha de 1
mais novo em fazendas, tanto para ae- V
nhoraa como para homens e meninos. Ja
sendo que para este flm espera de seus S
correspondentes de Inglaterra, Franca e 1
Allemanha as remessas de seus pedidos, S
tem resolvido,.antes de apresentar o no- 3
vo sorlimento, liquidar as fazendas etis- <
teoles, o que effeclaar por precos mo- Jf
dicos e para cujo flm convida o respeita- ]
vel public a aproveitar-se desta emer- *
gencia.
W ^'snswars^W^Wri^PaT W nwv^f*RilR
Vende-se urna escrava de meia idade, ro-
busta, tamben) vendem-se duas folhaa de ama-
relio com 55 palmos de comprimento, do us plan-
chos da meama madeira com 60 palmos que
pertenee a'duas folbas propria para fabricar urna
grande canoa.
Vendem-se 4,600 varas de orello de panDO
lino o xssemira propria para manufacturar sa-
patos de tranca oa para Angola : na ra Nova
o. 18.1
yende-se o engenho de Palmeirinha. sito
na comarca de Pao d'Alho. com 500 a 600 bragas
de frente e meia legoa de fundo, ierras cobertas
de boas matas, e boa prodcelo para caona e ou-
tros lgumes, aarejado, de boas aguas correntes,
porto da cidade da Victoria, com distancia de le-
goa ejmea : a pessoa qe pretender, dirija-se ao
mesnio engenho tratar.
/Vende-ae um terreno com ama casa de tai-
pa em bom eatado, que rende 16* por mez, chaas
propjrios^; alguna arvoredos de fructo, tendo o
terreno 200 palmos de freole, que serve para edi-
ficad mais casas por ser na boira da estrada
vai toara o Po?o da Panella, e o fundo
no /aitio do Sr. Monteiro ; a pessoa 1
cocprar, pode dirigir-se a ra Direita ~n. 95. que
se lhe dir seu preco ; assim como tambem se
lYZlKl "?" escriptura de bypotheca no valor
dell:0O0gO00 feita em urna casa ns povoaclo de
qXv? ABBaro de ^aboato. cuja vale mais de
3:000*000. e o reodimento da mesma para o
pjemio da hypolheca, a casa lem 2 salas, 4 quer-
as, cocheira muito grande, e estribara ; faz-se
eite iraspasso por precisao; a pessoa que lhe
convier, pode dirigir-se a rus Direita n. 95. que
elnor ae lhe informar.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatoriaa de vidro lani-
dado para vellaa^a 1*200. e ditas de l.to mui
novas e limpas a 400 rs : na ra do Queimado
loja da Aguja tfraoca n. 16. '
Peils de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazeo-
da. mu boa e encornada : na ra do Queimado,
loja daguia-branca n.'16.
Tovo sortimento de iras b& .
dadas em ambos os lados.
A Joia d'aguia-branca recebeu um novo e lio-
do sortfoenlo de tiras bordadas em ambos os la-
dos, e continua a vender baratamente a l20fr
olnn !>" e,kulra8 ae bordadoa muito largos a
^KXK. o melbor que possivel em lal geoero,
e todas ellas, pela largura que teem. podem ser
s ao meio, pelo que se tomam baratissi-
rua do Queimado, loja d'aguia branca
mas :
0.I6.
na
que
eocontra
pessos que quizer
Novo paquete das novidades
23-Ra Direita-23
1. j N**1* D0Fvo estabelecimento acbar o publio um grande sorlimento tendente a molhados
nido por preco mais barato do que -em outra qualduer parte :
Hanleigi ogleza especialmente escerhida a 800 e[960 ra. a libra.
Dita fraoceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos'flameogos chegadoa no ultimo vapor a SaoOe 3.
Chi nyso* e prelo a 3* e S*880 a libra.
Vioho engarrafado dos melhores sutores a 1* e 1B200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a [garrafa.
M3rmHada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra.
Amenas portugueas a 480 rs. a libra.
Pa8sas' muito novas s 500 rs. a libra.
Latas oom bolschinhaa de differentea qualidades
Conserves inglezas ae melhorea do mercado a 800
M8sas,1albarit, macarro e aletria a 440-rs. a
Cerveja das meHiorea marcas a 560 a garrafa.
GeoebM de hollanda superior a 560 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
"tacata espermeeete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de LisDoa 8JOre. agarrafa.
Arror a 100 e 120 ra. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Touei*tio de Lisboa a.360rs. a libra.
ttfmSSSSSS!lSSS^*^ut ?uWieo. um grande orti[nento de um todo tended-
*e a moma dos mais barato do que em outra qualquer parte.
18400.
ra. o frasco,
libra.
Preciaa-ae deuma ama que.sirva para en-
gommar e conchar ; dirija-se a ra da 'Concor-
dia p. $5;
* execueso
1 B Manoel Joa<
*gnClOjtUgl, deixandop
Que mo-' belecimento da- n
Maooel Joaquim Moreira retira-se para Por-
>or adminiatradivea de seu esla-
ua da Imperatriz n. 42, Antonio
nes ta -iy pogra ph a.
*" aw Hp| MBVDvasvvarv VWW VafWVanViNE
OdeutistaNumaPompilio.J
ao-
: na
pre-
rou na ra da Conccicao da iQavVsta : .i i seus bastantes procuradores, em t. lugar Ma-
noel Jos oedea Msgtlhies, em Antdnio de
Azevedo Ramos, e em3. Jos Lopes Alheiro.
No dia 2 4o correte deseoesminhou-se do
pode* do abaixo assignado urna letra da quanlia
de 220*, sacada pelos Srs, Monleiro. Lopes & C
e aceita pelo Sr. Oiogo Jos da Costa, cuja letra'
foi st.cada em 30 de marco do aooo prximo pas-
eado, e vencida Jjiontem 39 de fevereiro: quem
achou a a queira restituir, a goder entregar ao
abaixo assignado na na do Queimado n. 9, isto
que nenhum valor flea tendo per i se ter arau-
jadocom o aceitante.
Kecife 1. de marro de 1868.
Francisco Pereira Silva.
Lourenea Maria Joaquina de Santa Anna
proprietaria da casa n. 9 da ra da Esperaoca d
freguezia da Boa-Visla, pelo presente faz publico.
alim da que chegue ao conhecimeato das autori-
dades, que ella responsabilisa ao Sr. fiscal da
meama freguesa por qualquer acontecimento
aioistro em sua propriedade, no caso que seja
verdade o que dizem Maooel o Maria de tal, que
aquello Sr. fiscal conceder licenca para que eiles
cobrissem da telha e cercassem de palha um mu-
cambo que o ojeamos levantaran) hontem 2 do
correte marco junto cerca da casa da annun-
cianta. a despeno de ter asta requerido em lem-
po illustnasima cmara municipal contra tal
acto, sendo qoe dito requerimento foi mandado
informar o predilo Sr. fiscal desde Janeiro, al
o presente nao cumprio elle o despacho que ob-
tiva, ora duendo que JA reoaetleu, e ora eam nu-
tras disculpas frivolas, illudindo assim tanto'o
direito dsaontmciaol^ eomoasprovidMciusju
devia e deve dar a illuatrissima cmara, oque
lem de provar competentemente, cako n#imr
Ra estreita do Rosario n. 22 S
primeiro andar.
Bola denles artificiaes por molas e II- *
gaduraa e pela preaso do ar. Systema K
americano sem arrancar as raizes, e fas i
todas as operaces de sua arfe, com S
promplido e limpeza,
mmmmm mmmmmm
Precusase de um ol&cial de bar-
beiro: na ra das Cruzes a. 35.
SYSTS MA MEDICO HODELLOWAY
PILLAS'MOLLWOYA.
Es*e'ioesliniavlspecfico, comoslo inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio nem-algumaoulra substancia delecteria. Bei
nigno acaistenra jafancia, a corople^ao mas-
delicada, a igualmenie prompto e seguro par;
desaneigar o mal na oraplaigao mais rebusiae
emeiramaale innoceoie em suas operac^ese ef-
feitos; pois busca e renov as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
ntre miihares de pessoas curadas com -este
remedio, muitas que j estavam s portaa da
morte, preservando em seu uso conseguirn)
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os onlros remedios.
As mais afilelas nao devementregsr-sea des-
esperaja; fajam um competente ensaio dss
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, o
prestes Toeuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo ero tomar este remedio
para qualquer das seguinlesenfermidades-.
Para masqu.
Vendem-se riqaissimos enfeites de fitas e flo-
res para eofeitar as cabecas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
carnaval a 1J280 e l$60O : na ra da Imperatriz,
loja do pavo n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
n. 60,
cao.
Debilidade
l
Dentista de Pars.
5Ra Nova15.
FredericoGautier, cirurgio dentista
fat todas as operaces desua arle a e co-
loca den us artificiaes, ludo com -adela
m&!?i P^fc'S0 l"6 pMsoas-.eri
tendldas'lhe recoohecem.
Tam agua e pos denlifleios, ate.
Aluga-se o primeiro andar da ca-
n. 40 na ra da Cruz do Recife.
Alugam-se
da casa n. 27 da
mesma roa n. 46.
Juan Anavalo Vellacis subdito
tira-separa o sol.
Precisa-sede urna ama para lodo
interno de ame- casa de pouca familia ;
do Cotovello v, lg.
i
o primeiro e segundo andares
raa do amorten: a tratar-oa
peraltan re-
serv cb
na raa
competentemente, cabo toegnei b
que se ha dado a respeito.
No segundo andar da caa n. 15 da ra
dCresp. por cimrfdo' escriptttfio
da thesouraria das loteras.
MjdsmeJMdendprp encarraM-se da eqnfeet
5ao de vestitfcpara bailes ecWam^otosv visitas
au outros mUteres, maoteletas, zuavos, sabidas
de baile, burnuss, enfeites de cbeca, emm de
ludo o que coaspreheode o vestuario daa seahoraa
e meninas. As pessoas, que se dignare disigiiT
se a ella, acharo flgnroos dss ultimas modas
de Pars, precos razpavei. das obras, e promptt-
dio na entrega daa encommendis. r
Aluga-se a casa terrea cao solio da ma da
Mangueira n, 5, com commodoa para grande fa-
milia : i
a.
UM raa do Livrsmenlo o. 18,
Lices de inglez.
..T^r^vpl!'Bph',eIfrlQee,M,ffll'B


Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Aceias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convutees.
Debilidade ou exlenua-

ou falla de
forcas par* qualquer
eonsa,
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga. *
nos rtos.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Encasqueta.
Herysipeiay.
Febre biliosa.
Febre intermitente.
Vendem-se estas pilulas
geral de Londres o. 224,
d todos os boticarios droguisu e oulras pessoas {
Mearvega* de sua venda em toda a Aerics
do Sol, Havana e Hespanha.
yendem-se as bocetinhas a 800 rs., cada
urna dallas contera urna instruejao ao portu-
guez para explicar o nodo de se,usar dastas pi-
lulas. i
0 deposito giail omicaea da Sr. Soum
pawiMeesjiJoo, na raa da Gru n. 22 em Por-
oambaco.


Febrelo da espeoie.
Gotta.
Heraorrhoidss.
Hyiropesia.
Ictericia.
Indigestos.
infla mraacSes.
Irregularidades de
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis,
Abstrucgo do ventre.
Phtysica ou consump-
co pulmonar.
Retencio de ourina.
Rheuraatismo.
Symptomas secundarios'
Ta mores.
Tico doloroso,
Vado-se cera de canauba de auperior quali-
oaoe, em saceos : na ra da Imperatriz
loja do pavio, de Gama & Silva.
^orgiirao a 280 rs.
Vende-se gorgiarao de linho, fazenda inteira-
mente.nova para vestidos de seohoras e roupas
para meninos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz o. 60. loia do
pavao, de Gama A Silva. '
Gollihas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollinnhas.
a manguitos de pnnhos bordados em fina cam-
braia transparente por 2&500 ludo, o que na ver-
oade baralissimo : na raa do Queimado. loia
d'aguia-branca n. 16. '
exposico de can-
dieirosdegaz.
Na ra Nova ns 20 e 24.
Oproprietario deste novo estabelecimeoto lo-
ma a honra de participar ao publico que tem de
novamente chegado a este estabelecimeolo um
riquissimo sortimento de candieiros de todas as
quilidades que se podem desejar, assim como
grande deposito de gz hidrogenio de 1.a, 2.a e
3.a qualidade, pelos precos mais razoaveis que
se podem encontrar neste mercado, assim como
tambem se vendem meias latas e latas de um ga-
lao. e em garrafas a retalho, assim como lam-
bem variavel sortimento de canquiltmia de bom
goslo, que muito agradar ao publico que visitar
este estabelecimeoto.
exposico de cuti-
laria.
Na ra Nova n. 20, loja de Carneiro
Vianna.
O proprietario deste estabelecimeoto avisa ao
publico em geral. que tem recebido um riquiasi-
n.o sorlimento de ferrageos e cutilaria, das se-
guintes qunlidades : facas de marflm da 1.a qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditas de todas as
mais quaiidadea, ps de ferro patente calcadas
de aQo, enxadas de ago. canns de ferro, bomba
de ji>y. metaes finiasimos para servico de mesa.
eoulras muitaa cutilarias qoe por g'osto se po-
demacomprar : na ra Nova n. 20.
Vndese um carro de 4 rodas novo, rece-
bido ltimamente de Franca, todo forrado de se-
da, com os competentes arreos pratiados, obra
de muito bom goslo, sendo este caleche o mais
bonito que boje existe nesta cidade ; a tratar ua
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nacSes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
ineomparavaleprovaremcaso necessario.que,
pelo uso que delle fizeram tem seucorpoe.
membrosinteiramen tesaos depois de haver em-
pregdo intilmente outrostralamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas pelaleitura dos peridicos, quelh'a*
relatam todos os diashamuitos annos; a a
maior parte dallas sao lao sor prendentes qut
admiram os mdicos msis celebres. Quan'tas
pessoasrecobraram com este soberano remedio
o uso de seusbrajos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos bospitaes.o tas
deviara soffrer a aniputaco I Dallas ba imu-
casquehavendodeixadoesses, asylos depade-
timenios, parase naoaubmeterem aessaope-
rajao dolorosa foram curadas completamenia,
mediante o uso dessepreeioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararan estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde aisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem dasesperaria do estado dcsaude ss
tivessebastante confianc, para encinar este re-
medio constaniementeseguindo algum tempo o
tratamenlo que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar i nconlestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento be til, mais particn-
larmente nos segaiiit.es casos.
Bareges a
Vendem-se cortes de bareges com 22 covados
a 6, di toa com saias j feitas a 6& la e seda
para vestidos, fazeoda de muilo bom goslo a 560
o covado ;.na roa da Imperatriz n. W. loia do
pavao. de Gama & Silva.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chad de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Horlibra a 120rs.
Maatas de retroz.
Vendem-se manta* de relroz para gravatas -
500 ris na ra do Queimado n. 22 na
Boa F.
loja
BKC (,y

no eslatelecimento!
Sirapd,' e na loja

SLoja das 6 por-|
tas em frente do L-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletola de panno fino aobrecaaacos, ^
ditos de casemira de cor de fustio, ditos m
de brim de cores e braceos, ditos de 2
ganga, calcas de casemira pretas e da W
coras, de brim branco e de cora*, degan- fi
ga, camisas com peito de linbo muito 2
finas, ditaa de algodo, chapeos de sol ^
de alpaca a 49 cada um. A
mmmm-mmm #
Taixas
para
Grande redpco nos precos
para acabar.
u^a??*^ob ^ C* om pera vender na ra da
SMdiliiui de ferro cuado do mui acreditado
fabncante Edwin U.w, a 100 rs. por libra, as
aesmaa que se vendiam a 120 ra. : quem preci-
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras
Dores de cabeca.
das costas.
dos meabros.
Enfermidades da cutis
em gsral.
Dias da anus.
Erupcoes escorbulicss.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do figado.)
Inflammaco dajbexig*
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura da mosquitos.
P?lmd>s.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na Bocea.
do figado.
^-das artieulaedes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
em
pes-
toda a
Vende-sal este ungento ntf estabel
gara, de Londres n. 244, .Str,nd"?TnT o
de todos os bot.car.os droguisu e nutras
soas encarregadas de sua venda en
America do sul, Havana e Hespanha.
mTl 'DSlc?ao em Poru-guez p'ara explicar o
mododefaxaruso deste ungueo.
U deposito geral em casa do Sr. Soun,
{farmacutico, n ra da Cruz n. 22.
rernambuco.
' ]
Vendem-se a< bem acreditrdas bombas de Jaev
de todos os lamanhos e por barato preco : na ra
jff. loia dA fprr.oun. t.r -
Vidal & Bastos.
DI
Bombas de Japy.
n-se a< bem acreditrdas bo'ab
os lamanhos e por barato precu
i .cJdei d0.R,eci'. loj de ferrageat i,. 5aa d"
Vidal i Bastos.
Talbares para eriancas.-
S22X2ZSL!"!> "beT. .a.
para meninas a 500 rs. o
par.
Vendem-se luvas pretas de tarca! em bom es-
tado para meninas de diversea lamanhos a 500
eardira-aj. ,a,T,*mit*a a\ --- w ""ra Dlois de diversea tamandoa a sou
^faVe% ^* ,'""m1J;Pm ra. do (fornido loja da goi.
I


I
DlAtttt) titi l^tlbW "- QlM* IfIflA tt fela^O* 18*.
ARMAZEM
ROUPA FBITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua il $gn Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimenlo ha sempre um sortimento completo da roupa (cita ie
todas as qualidades e tambem ae manda executar por medida Tontada doa trague-
tea para oquetem um doa malborea protaaaoraa.
Froco fino, e seda ftjojuxa para
V bordar
vende-se ni ra do Queimado Ioja d'agsia branca
n. 1, oode>a chara completo aerfimeato.
Lindeza.
Venda-se fazenda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 1W ra. o otado t natoja do De-
arte, roa de Iaaperatrii o. 90.
Sementes de hortalices.
Ven de-9* na na -da Cruz do Reeife, depesil,
de pao e bolacha n. 32. aeaaentes da hortalicea de*
todaa aa qualidadea. cnegadaa no ultimo paquete
da luropa.
6SS
es
Casacas ue panno preto a 40J,
S5| e 309000
Sobrecasaeosda dito dito a 359 e 30*000
Paleiots de panno preto e de co-
rea a 35. 30, 25. 10, 18 e 20000
Ditoa decasemira de corta a 22,
158.12. 7 9000
Ditoa de alpaca preta golla de
Telludo francesas a lOfOOO
Ditos de merino setim pratoa e
de cores a 9$ a 8(000
Ditoa de alpaca de cores iSfi &*500
Ditos de alpaca preta a9, 7, 5 a 8J5O0
Ditos de brim de cores a 5|,
4*500,4 e r 3J500
Ditos da bramante deliobo b an-
co a 6. 5J e 4*000
Ditos de merino da cordo prato
a 15 e 85OOO
Calcas de caaemira preta ede co-
res a IX. 10, 9J, 7 6&000
Ditas de princeza e merino da
cordo preto a 5, 6500 e 4500
Ditas de brim branco ede coras a
5. 4p500- e 28500
Calcas de ganga da coras a 3*000
Collete de velludo preto e de co-
realiaose bordados a 12,9# e 8*000
Ditos da casemira preta e da co-
res lisos e bordados a 69,
59500,5 38500
5&000
5JW00
59008
Ditos de setim preto
Ditoa de seda setim branco a 6 e
Ditoa de gorgurao de seda pratoa
a da cores a 79, 9, 4
Ditos de brim e fusta o branco a
3J500,S95O0e
Seroulaa de brim de liabo a 2 a
Ditas da algodao a 1600
Camisas da peito de fuatao branco
ede .corea a 29*00 e
Ditas de paito delinho a 5, 49 a i
Ditaa da madapoln branca e da
corea a 8. 2*500, 2 a
Chapeos pretos de massa francaza
forma da ultima moda a 10|,
8J580e
Ditos da feltro a 6, 5, 4 e
Ditos de sol do aoda inglesa*
franceies a 145,12, 11$ a
Colariohoa de linho muito flooa
novoi feitios da ultima moda a
Di.os da algodo
Relogioe de oaro patente a hori-
zontal a 1008. 90, 808 708000
Ditos de preta galvanizados pa-
tente e horizontaes a 409 a 30JGOO
Obras de ouro, aderecoa e meioa
aderemos, pulceiras, rezttas e
snais a
Toalhas de linho duiia 168, 9
Ditas gratule para meaa urna 3e
*m
4*0P0
ARMAZEM PROGRESS
Francisco Fernandes Duarte
8 Largo da Penha
Aflanoa-se a boa qualidade de todo quaiquer genero
comiprado neste* armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por'cento do que em oulra
quaiquer parte.
lanteiga lllgleza a mslg SUperior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
a batimento.
y\. ,nvigi tranceza a ma8 n0Ta a 600 rJ#> ,m bmili e 640 ra# a libra
'j^ljOS dO T*ilftOeQaga(h,In#ile ultimo rapor por 39000.
^JU 1J IS IQUl&TmOr! de SUperor qualidade e muito frescaea a 800 inteiro, em libra
a I9OOO.
. a& proVa, uyson c preto os melhores ha no mercad0 3^ ^
29OOO ra a libra. l T." "'
PreiMto para fiambre muit0 n0T08 a 500 rs., Ubra.
^r^XUUtO d reillO da ,np,ror qualidade a 4W rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
W'l u 0 0 m9|hr petiaco qua pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra.
X aueiatu do reino 3,0 r. ,, arroba,nm
VillOlin^aS e paiOS cheg1(ios neste ultimo navio, a 720 rs. a libra.
BUaYia de OOrCO Tetinada. m eemlalacoml01ibr...por4500rs. e
ae for em barril a 440 rs. a libra.
Tlarmelada imperial du aiamal0 breu e deoutros mullos fabricantes de Lisboa
a 900 rs. a libra, em latas de 2 libras por 19600 aQanca-se a boa qualidade.
Hi*e% de teVMVBem,|ataa deuma libra por 900 rs.
\mendoase e muito proprio para mimo, a 29000.
Vi rVUUaS IraneexaS e p0rtuguezas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas em meias
a 500 rs.
Vidria, inaearrao e Uvu*.rim a
!J oxea
400 rs. a libra a em caixa a 8.
muito novas a lOOrs. a libra, e49000rs. a libra.
O JllO irdUCei em carloes muito enfeitado proprios para mimo a 600ra.
txenenra inglezaa mois sup9rior qiie ha a t8000 rs a garrsfs e em caila M (ar
abamooto.
Genebra de HoUanda. 69000 a fr..qeir.. e seo r..fr..co.
Vinnos engarrafados lnAmn d0 Dour9 a im> m garra(a> Porlo fln0i Fei.
tuna, Duque do Porto, a 19200 em caixa se far abatimento.
lunO DOrOeanX das mai$ aCreditadaa marcas a t a garra(a e em caixa a 9e duzia.
^'*ra8'* de differeutea marcas a 16 a duzia e a 1$500 g garrafa, affianca-ae a boa
qualidade.
Verdadeira servejabrtmfc*.-.....,.. Bllil mar..0.di..
a 500 rs. a garrafa.
V inno em pipa Porl0i Lisboa e r,gueira a 3(500i ^ e mm a cana(a.
fLapermasete aaperior a 740 ra> enj caiX8t 9 760 Ttt libra>
Atalas lionas emgigoadeuma,rrobaal#>
^inoeOlale osmtis superiores, hespanhol a 18200, franeez a 1$. portaguez a 800 rs. a libra
Figos da eommadre muil0 n0T8f> em cajia9 de 8 librS nm ,ibra
320 rs. r ,
tX'mma de engommar, muito aira a 100 rs. a libra.
iVmendoas de casca mole a m r, a libri
iVxeite doee ntmt0 a 800 r. a ^tTi(a e em caUa a w.
P*iitos de denles lixadO eom perfdici0 a 240 o maco>
COiteletaS IngleaS proPri.,p.r.fl.mbr..800rs..libr..
Holaxinha vngleza a mtLa no?a d# mercad0, 4J> a batrica t m ,.bH a mr<
JVmeivas trncelas ef? rraacoa maUo rtcot com 4 X2 llbraf ^
tuguezaa a 480 rs. a libra. ^ r
* IjOlO para [impaf faCa a 200 rs. cada um, em porgo se far abatimento.
aftrCjaS anj fragcoa da 1 e 1|2 libra muito notas a 800 ra. -^
Iniepenente dos genero anounciadoaencontrar o respeitavel publico ajunde ortimen-
0 da laaaroa, tado de superior uarklaula.
------------------------------ .i 1 .
Potassa da Rnssia.
Vende-se emcaia de N. O Bieber &
G., succeasor, rua da Crtai n. 4- '
Sal de Lisboa.
Vende se a bord da barca portuguesa Ete*-
tmga, ul de Lisboa limpo e redondo ; a tratar
na ra do Trapiche n. 17.
Capachos.
Vendem-se capacho* redondos eompfifos e
de ditexaos tamAnho*, e os roalhoraaiQBve tem
indo a esle mercado, palo'bsralissinBo precode
600. 700 e 800 r. chos muito grandes e proprios para sof a mar-
queses para it#4O0 cada um : a ra do Qajeia*-
ao, na bam conhecida Ioja de mladeaaa da-bt
lama n. 85.
Vende-se uraaxeeeale cabroiat : a tra
na ra do Aragio o. 17.
molduras para quadro
Vendem-se ricaa moldaras para quadro, tanto
douradas como pretasflngindo Jacaranda: na roa
da Cadeia do Reeife o. 7, loja de miudezas de
Guedes & Gongalres.
Superiores meias de lia.
Vendem-se superiores meias de lia, tanto cor-
las como compridas : na roa da Cadeia do Re-
eife, loja n. 7, de Guedes & Gongalres.
Ricos enfeites.
Vendam-se ricos superiores eofeitea o mais
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo prego de 6 e 69500 : oa loja da boa f,
na raa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-aa cambraiaa francezas da lindas co-
res, pelo barstissimo prego de 280 o corado ; na
ra do Queimado b. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraia Visa.
Veade-se cambraia lisa transpareata muito fi-
na, polo barato proco do 4 a 5| a pega com 8 112
vara, dita lapada muito superior, pega da 10
raraa a da boa (6.
Bramante e atoalnade de
\inY10.
Vende-se superior bramante deparo linho com
duss rara da largura a 2*400 a vara, aatim como
atoalhado adamascado tambem de puro linho,
oom 8 palmoa de largura a 29500 a rara : na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Qaeimado nu-
mero 22.
Cortes de ealca.
Vendem-se cortes de calca da mola casemira
de cores escara a 2g aada corte ; na loja da boa
fa, na roa dp Queimado n. 22.
Ra da Seuzalla Nova n. -42
Vend-se em casa de S. P. Jonhston & C,
sellios e silhoes inglezos, caodieiros e castigaos
bronzeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carros o montara, arreios pan carros de
um a dous cavallos, e reiogios de onro patente
ingles.
Xavalhas d'a?o
com cabo de marfm.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
ralhas d'aco refinado com cabos de marflm, a
para assegurar-ae a boodade deltas baeta dizer-
ae qae sao do afamadea O acreditados fabrican-
te Rodgara & C, custa cada eatojo de duas na-
ralhaa 89000: na ra do Qaeimalo, loja d'aguia
branca, n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio da Maooel Ignacio
de Olireira & Filbo, prags do Corpo Santo n. 19.
Lientos brmeos muito
unos.
Veadem-se lencos braceo muito finos, pelo
diminuto prego de 2400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa t, na ra do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2 cada urna : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes qua
se acabem.
Bolcinhas de borracha
WM2L
sem segundo
Na ra do Qoeimado -n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azerodo Maia e Silva, estl reodendo
todas as miudezas por pre?os j sabidos e 0-
nnecilos : w x
Groiss de peanas de s$o de todas as quall-
datfes a ^
Norelirdo lioha que pelo tamanho a todos
admirara a
Caitas de agulhas francezas a
Canas eom alfinetes muito finos a
Caixas com apparelho para entreter me-
ninos s
Ditas ditos grandes a
Baralho portugueses a 120 e
Groza de botoes pequeos para calca a
Tesouras para unhas mnito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Bsralhos francezes para roltarete muito fi-
nos a
Agelheiros com agulhss francezas a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pegas de tranca de laa com 10 raras a
Ditaa de tranca de lia de todas aa cores a
Pares de sapatos de tranca de lia a
Cartas de alfinetes francezes a
Parea de lurss fio da Escocia muito finas a
Ditas ditaa brancas grossaa a
Escoras para liapar deotes muito finas s
Masaos eom superiores grampos a
Cartes cora cohetes de algum defeito a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaea de fondo de e;o muito superiores a
Bufiadores para vestidos de senhora com 4
raras a
Caixas eom colxetes frsncezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
Charuteiras muito Dnaa a
Tinteiraade ridro com tinta a
Ditos da barro com tinta superior a
Arela preta e azul muito fina a libra a
Tenho ora remosta de labyrinlao para ven-
der por todo prego, assim como tenho traocae de
seda differentes cores para render por todo di-
nheiro que offerecerem.
Attenco.
para a quaresma.
Na pregada Independencia ns. 14e 16,
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar fumo pelo baratissimo prego de 18200, 1$,
800 rs. cada urna : oa loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cesa.
Cascarrilha.
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
meoto de cascarrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria na roa
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
* afeites para senhora.
Lindes enfeites para cabega de goato o mais
moderno que tem apparecido a 58, 59500 e 6 :
na loja da victoria na ra do Queimado u. 75,
unto a loja de cera.
Phosphoros de seguranza.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranga a 160 rs. a caiiioha que s pela segu-
ranga delles por livrar de incendio sao de grapa:
na loja da victoria oa raa do Queimado n. 75,
unto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 120 e 160 rs. o
par, ditaa brancas para menina a 180 rs. o par,
ditaa de laa para o fri a 500 rs. o par: aa loja
da victoria aa roa do Queimado d. 75, juntos
loja de cera.
Fivelas para cinto.
Ricas Arelas de madreperola para cintos pelo
barato prego de 18600: na loja da victoria na
roa do Queimado n. 75, junto a loja da cera.
Para o carnaval.
Vendem-se fazendas proprias para vestuarios,
a ser : escomilha de cor de rosa, amarelle, azul
e branca a 800 rs. o corado, velbutinas de cores
e ramageoa a 640 o corado, velludo encarnado a
800 rs. o corado, tafel de todas as cores a 640 o
corado, groadenaples de cores a 1800 o corado,
e mais fazendas propriaa para este fim : na roa
da Imperatriz, loja a asmazem da arara o. 56, de
Magalhes & alendes.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porgo e a retalho de ama aecca
para cima,o por commodo prego : na raa da Ma-
dre de Daos confronte botica n. 80.
sf. O.Bkobar A C.aitocaaaoraa,rsM da Croe
a. 4,tem paravender reiogios para aagibeica de
oro a prata.
Veada-ea o sobrado ao jado do Goroo .8an-
to rut5, em que se acha a loja de caboados Sra.
Caetano Teriaca da Costa ordira & lfnrao: a
tratar na ra do Rosario da Boa-Vista n. t2r.aWs
4 a 6 horas da tarde. >j,;u
Canos de chumbo.
Vanem-se canoa da ehusaba ole todaa sagres
suraa ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do.fia-
,cife n. 54) A, de Vidal & Bastos.
senhores estudarjtfis flaFaculttade
de Bineato.
Venem-se Uvms 1 iadiapeosareia para oa-di-.
tersos aonos; na rsa do Gabugi n. 1*.
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
lf280
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
I9OQO
160
120
120
tem
para vender-se, muito baratas, gollas de Monde
preto, eofeitadas de fita de rotado e bico a 4
rs., camisinhas e manguitos a 38000 rs'., mante-
letes pretos de blonde a 12O00 rs., chapeos de
palha para seghora a 35J00O rs.
Veadem-se caixes va-
zios a 1$: uesta typographia.
Galanteras de gosto
E' o que poda haver de mais goato em galn- {
teriaa ia vrdre a porcelana aorno aejem Jarros,
frssquinhos e garrafinhas, manteigueiras e assu-
careiro, jarrinho para boqueta de crao a ou-
tras muitaa cousss : na loja da victoria na roa
do Qatimado n. 75, junto a loja de cera.
Mi^ezas baratas
Na loja da vietoria na ra do
Queimado junto a loja de
cera.
Colchetea fraocezea em earlo a 40 ra.
Alfineteefrancezes cabeca chata a 120 rs. a carta.
Papel com canto e tantos alfinetes a 40 rs. o
papel.
Liiihas victoria em earritel com 200 jardas a 60
rs. o earritel.
Ditaa de 200 jardas de Alexaoder a 900 rs. a du-
zia. "
Ditaa de 100 jardas branca e d cores a 80 rs. e
earritel.
Ditas de Pedro V braocaa a de cores a 40 rs. o
cartas.
Grampoa a 40 ra. o mago.
Eofladorea brancos a 60 e 80 ra.
Carteiriohaa com agulhas francezas a 320 ra.
Tracga brancas de linho a 100 ra. a peca.
Agulhas de eofier vestido a 40 rs. cada ama.
E ostras maUaa miu-ezae que se af&anca reo*
der barato para qaem comprar victoria sempre
cootar: na loja da victoria oa roa do Queimado
n. 75, junio a loja de cera.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta Toja por estar coostaotemeate a receber
perfumarlas finas de suas propriasencommendas,
bem se pode dizer qae eat constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubio, Piver,
Coudray e Sociel Hygienique, etc., etc. ; por
isso, quem qoizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qae
achar sempre um lindo e completo ortimeoto,
teudo de mais a maia a elegancia doa fraacoa, e a
barateza por que se vendem convida s anima ao
comprador.
Carros e carrocas
Emcasade N. O. Bieber
4 G. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-se sarros americanos mal elegante
e leves para duaa e 4pessoase recebem-ae ea-
commandaa para cujo fim elle possuem msp-
pas eom varioa desenhoa, tambem vendem car-
roca apara condcelo deaaaacaretc.
Escencia de ail.
Para engommado.
Vendam-sa trasladabas ce* escancia de mil
ttf ?. e*ll' P"f Dajoniniaalo eetqae ama
gota delU baatante pata dar cor era urna baca
de gomBM> tendode maia a neiaa praaiesidsda da
nao manchar a roupa cerno muitaa vezes saon-
teeeaoai o p6 do ail. Cual, cada raaquioho
MaWaftasja ra do Queimado loja da agai?bren-
ca n. 16.
Venda de estabeleci-
mento.

U. A. Caja rende seu estabeledimeato da ra
Nova o. 18, a prazos favoraveis, para pagamento
de seus credores, sendo dita venda da accordo
com es mesmos : a tratar na mearas loja n. 18.
Riscado monstro.
Vende-se riseado mouslro, fazanda muito eco-
nmica para o aso domestico por ter grande.lar-
gura e o aeu prego aer da 200 ra. o covado: na
ra da Imperatriz, loja o. 20, do Duarte.
Panno de algodao da
Babia.
Vende-se no escriptorio de Antonio Luiz de
Olivera Azevedo & C, ra da Cruz a. 1.
DA.
Fundicdo Low-Moor,
Ba da Senzalla Nova n. 4.
Neste estabelesimento continua a haver um
completo so ni oren to de moendas a meias moen-
das paja engenho, machinas de vapor e ta'tzas
de ferro batido e coado de todos os lmannos
para dito,
Soahall ateUors & C, tendo recebido or-
dena para vender o aeu creacidodeposito de rslo-
gios visto o fabricante ter-ee retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoaa que quizerem
possuir um bom ralogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Koroby, a aproveltar-ae da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prego no seu escriptorio
roa do Trapiche n.18.
Vende-se um terreno na.ra do Hospicio,
quasi defronte do quartel, prsprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar oa roa do Trapi-
che o. 14, primeiro andar.
ARMAZEM PROGRESSIVO
36, ruadas Cruzes de Santo Antonio, 36.
Duarte j C. constantemente recebem da Europa da sua propria encommonda os melhores gneros, de tudo tendente a molhados, e por issa
oflerecema lodos os Srs. da praja, Srs. e ongenha e lavradores, urna vanUgem em seus gneros, de 5 a 10 por canto de menos dos procos, que
possam comprar em ouiro quaiquer estabelecimento, attendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nd okrigamos o
Manteiga ngleza especialmente escollhida a 850 e lWOO, a libra e em barril a 800.
dem fraoceza a primara da safra nova 700 rs. e em barril a *0O rs.
QueiJOS flameUgOS-vindos no ultima vapor a 3*000, a em poreao ter abatimento.
QueijOS luu9rQ0S os melhores do mercado a 1000 o Ubr, e sendo inteiro a 950 rs. a libra.
Cha hySSO muito superior a 2800 e 3000 a libra.
La preto o que ba de melhor neste genero vindo a primara vez ao nosso mercado i 2*100 a libra, e tambera temos para 1*800.
PreSUtO iglez para fiambre a 700 is. a libra.
Presuntos portuguezes vindos do Porto de casa particular a 500 rs. a libra a inteiro a 460 rs.
Pa0S 6 Chouritjas mnito novas a 600 rs. a libra esmbarris de arroba a 15. 9
VIUDO engarrafado Duque do Porlo, Porto fino, nctar,Carcavellos, veiao, secco Peitotia a chamisso de 19200e 1#300 a garrafa, e
13000 U000aduaia. \
Villho BonJeaux. de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa ede 8500 a 109000 a duzia,
Vinho THUSCatel a l*O0O a garrafa e 109060 a duzia.
Vinho para p astO do Porto A Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa e de 49000 a 49800 a caada.
Maruielada de todos os concerniros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 1*700 as de duas libras, e em porco ter abatimento.
Latas C0U1 peixe savel, pescada, parge. roballo, cavalla, guraz, sarda, coogro, linguado, ostra, e lula de tijelada, chouri^as
finas* o mais bempreparado que tem vrpde ao nosso mercado, de 1|300 a 39 a lata.
Latas COIU ervilhas portuguezas a francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachillhas de soda\de todas as qualidades a 1440 rs.
Fg<0S de COmmadre em caixinhas de 8 libras as mais b)m enfeitadas que (em vindo ao mercado a 2*800 a caixinh e 400 rs. a libra.
Peras muito novas a boas em caixioha de | libras a 3|000 a caixinba e 1*000 a libra.
AmeixaS francezas em latas de 5 libras por 4*000 ej 19000, a libra.
Pa'SSaS em caixinhas de 8 libras, a 2*5( 0 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 9* a caixa de arroba.
Corillthias para pudim em frascos de ; 1[3 a 2 libras a 11500 a 1*800 o frasco, e a 800 rs. a libra
Caixllhag P'oprM par* mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de 2*000 a 5*000 rs. a caxinba.
Conservas ioglezas,* pormguezas
Macarro e ulharim, mnito novo, para
a 600 e 800 ris o frascoa 9# a caixa.
sopa a 320 a libra e 69000 a "caixa.
G-Omma muito alva como se pdedes>jaJ a 100 rs. a libra,
Amendoas de casca molle a 400 risja libra e nozes a zOOrs.eem porcao teri abatimento.
Champa Qhe das melhores marcas, del 15!$a 20f 000 res o gigo.
Chocolate pottuguez, franeez, einglez, a 900 rs. a libra*
Cervejas das melhores marcas 560 rs. a garrafa, a 59500, a duzia.
Cognac muito superior a 1*000 a garrafa a a 10*000 a duzia.
Genebra de Hollanda aeoors. o frasco a 6*500 a fmquera.
Vinagre d6 Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, a 19800 a caada, '
Dito em garrafeS da a.garrafas, por 1*200.
Espermacete Superior 'SO rs. a libra a 740 rs. em eaixa.
Arroz da India a 100 rs. e do Maranhao, a 120 rs a libra e de 3000 a 3200 a arroba.
Lentihas francesas o melhor de toaos os legumes a 500 rs. a libra.em porcao teri abatimenta.
Latas COm feijO Verde -mto bem preparador 8*0 rs.
Latas eom sardinha de Mants 44o600 rs. a uta.
Massa de tomate em latas de urna libra a 900 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e paiirto a 240, e 69'a arwbado alpiste e *6*400 ****
Potes grandes COm Sal refinado 640 tambem temos em pacotas, Jinito propnosjpara
BatattS em gigos da urna arroba a 19500* 80 rs. a libra.
Doce da casca da goiaba de 19000 a 1200,
Azete doce purificado, .a 800, a u^rrata^9000, a duzia.
Palitos Uxd0Sparaiesa.aaJaeu bem faites que tem vindo ao mercado, 1200 r. meo com 20 maafinhoa
BAUchinha inglfdZa it now a 40% rs.al*fa.e9000 ajbarnca.
Toucinhto irle Lisboa a S20 wis iibtaiaooo a n<*a.
elas de carnauba aeop5io 40-.rs.*nbra a a 12*500 aarwfcw
Araruta a melber que se pede desejar a 320 ri. a libra.
SeVada ^^^ urttsaamente 160 a ltbr|i 49 a arroba. ______
Cebla muito nova a 900 .n. o canto e a 400 rs. as e^wnaaiawcasare*.

meza a 240 e 200 rs. a libra.-




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9



DUliO n mMiWQP ~ 4D1KX* JBUBA WJMBfaiPS 1I0S
r
14 na U] (te pa^f na
dalmperatriz n.60,
de Gama (Silva,
rejidooi-se f.zenda* pelas precos eguiutea: maa-
auhaae brencas com 4 1|2 palmee de legara, ca-
vado 200 rs., chilia escura* com pequeo toque
de mee, corado 140 ra., diUa matizadas a 160,
cortea da chitas escaras e ilegres, fazenda fina a
29600, chitas francezas Anea, o corado a 840,
260, 280, 300 e 320 ra., Uazinha de qu.drva para
vestidos, a 280 e 400 ris o corado, csaaa* in-
lezinha. de qa.droa para reatidos, corado a
160. 280 e 300 rs.. ditaa garibaldioaa, faieoda
muito fina a 320 o corado, aaiaa bordadas, fazen-
da multo fioa a 3f e 4f, ditaa com arcoa da cor-
do de lioha que fazem aa rezta de balio a 38200
e 49, ditaa de madapolio fraoeez, beles os mais
bem feitos que tem rindo, pelo diminuto prego
de 30. 39500, 4 e 59,' pee, de cambraia lisa ui-
to una a 23 29500. ditas com 10 jardas,, fazenda
ioisfima, a 38, 3S5O0, 4 e 5, metas pre tas da
aeda para senhora a lj o par, ditaa brancas de
algodao para andar em caaa a 200 e 340 rs., e
oatrasmuitas fazendas que a* randera por precos
baratissimos, de todas se dio as amostras dei-
xaodo penhor, ou mandam-se lerar em casa dos
freguezea que quizerem comprar : na* loja da ra
da Imperalriz n. 60, de Gama & SiWe.
Brilhantinas americanas.
Vende-ae brilhaotioa americana com lindissi-
mas cores, sendo fazenda ioteirameote ora e
moderna da 4 1|2 palmos de largura a 400 rs. o
corado : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
parlo.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francas es-
ta fazenda da aeda com o nomo da moirantique,
acodo de varias corea e branca, propria para vea-
tklo* de noira, e rende-ae por preco baratiasiroo
*0 na loja do pari, ra da Imperalriz a. 60.
Pannos a1#600.
Vende-se panno preto a dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpaia a I96OQ o novado para
acabar: na ra da Imperatriz o. 60, loja do pari
Chales pretos a 3$.
Vendem-ae chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se rendeu a flj e 10j>,
e a 3} ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pari
Sedas.
Vendem-ae groadenaples pretos muito encor-
padoa a 15500, I96OO e 18800, dito cor de rosa,
cor de caona e azul, sedas tarradas da cores, cha-
malote prato e sarja preta hespanhola a l;80O :
na ra da Impentriz n. 60, laja do pavio.
Fancy a 1600.
Vndese fancy, fazenda da lia lisas e msela-
das, propria para caigas, palelota, colletes e ca-
pas para senhoras, e roupas de meninos, teodo
esta fazenda 6 palmoa de largura a I96OO : na
ra da Imperatriz n. 60. loja do pari.
Espartilhos
Vandam-se espartilhos inglezes que sio os me-
lhorea : na ra da imperatriz n. 60 loia do
psvio.
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeltado* : na ra da imperatriz
n. 60, loja do pavio.
Madapolo a 3$.
Uadapolio entestado com 14 jardas a 39 a pe-
51 ; ni ra da Imperatriz n. 60, loia do pari.
xmmmmmmmmmtimm

sem
36 Larga 4 Rosario 36
Carrcteis de linba muito boas a 30, 60 e 80
Caries de colehetes a 40 a 60
Papis de .guias brancaa cartas ecom-
pridas a 40 e 60
Pitas de velludo de cores a 300, 800 e 400
Trancas de sedara rafa a 180 e 160
Apparelhos de pi, loaga, e folha de
240 a 19600
Linhaa do gas de todaa as corea a 30
Duzia de meias pera senhora a 2J500
Ditas cruas para homem a 2j}400e 89OOO
Caiziohas de alfloetes a 60
Fitas de sarja largas e boas a 600 e 19000
Chaves para relogio a -' 80
Pegas de tranga com 13 e 13 varas a 160
Caizaa de pos para den tea a 100
Par de botoes encarnados psra punho a 160
Lamparines- de porcelana para conservar
quente cha ou remedio a 39000
Luvas de aeda com toque a 100
Bicos pretos a 180, 240, 400 e 900
Toueas para seobora a 600
Baralhos de cartas francecas a 140
Sintoa de aeda para aenhora a 19300
Enfeites muito modernos a 59500
Sabonetea de bola a 640
Etcovaa para uohaea 330e. 500
E outra multas miudezas que se venderlo
mala barato do que em outra qualquer parte,
porque se precisa maito de dinheire.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P-
Jonhston & C ra da Senzalla Nova
n. 42.
GELO
Acaba de
chegar
novo armazem
BASTOS & REG i
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande a variado aortimento da
roupas Teitas, calcados a fazendaa e todoa
estes se vendem por precos multo modi-
ficados como 4 de seu costume.asaim como
sejam sobrscasacos da superiores pannoa
a casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,389, 309 a a359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16 J, 18j. 309 e a 349,
ditos de casemira de aor meaclado e de
novo, padres a 149.169, I89.209 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras da co-
res a 99, 109,129 a a 149, ditoa pretos pe-
lo diminuto preco de8J, 109, e 13$, ditoa
de sarja de aeda a sobracasacadoa a 139,
ditos de merino de cordio a 139, ditos
de merino ahinez de apurado gosto a 15$,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 a a 10J,
ditos saceos pratoa a 49, ditoa de palba de
aeda fazenda muito superior a 49500, di-
tos da brim pardo e de fualio a 3500, 49
e a 49500, ditoa de fuatio braneo a 49,
grande quaotidade de caira a de casemira
preta e de cores a 79, 89. 9$ e a 10, ditaa
pardaa a 39 a a 49, ditaa de brlm de corea
finas a 28500, 39, 39500 a 4|, ditas da
brim brancos finas a 49500,51, 59500 a a
69, ditaa de brim lona a 59 a a 65, colletes
de gorguro preto ede corea a 5fe a 61,
ditos de casemira da aor o pretos a 48500
a a 59, ditoa de fuatio branco e da brim
a 39 a a 39500, dijoa de brim lona a 4f
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4 $500 ea5f,
t capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaohos: calcas de casemira
I prefa e de cor a 58, 69 e a 79, ditaa ditas
do brim a 2|, 39 e a 39500, paletots sac-
m eos e casemira preta a 6J e a 7, ditos
* de aor a 69 a a 78, ditos de alpaca a|39,
aobrecasacos de panno preto a 12$ a a
14, ditos da alpaca preta a 59, boneta
para menino de todas aa quididades, ca-
misas para meninos de todoa oa taman hos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annoa com cinco
babadoa liaos a 89 e a 128, ditoa de gorgu-
rio do cor e de lia a 59 e a 69, ditoa da
brim a 39, ditos da cambraia ricamente
bordadoa para baptiaadoa.e muitaa outraa
fazendaa e roupaafeitaa que deitam de
ser meociosdaa pela sua grande qaanti-
dade; assim comorecebe-setoda eqaal-
quer eacommenda de roupas para se
mandar manufacturar o que para este fim
tamos um completo aortimento daf azen- !
aiate dirigida por um hbil mestre que
1.1 d5SS5?ptWI p,rf*ISJo "I del-1
Attencao
Guimsries & Luz, donos da loja de miudezas
da ra do Queimado n. 35, boa fama, participam
ao publico que o seu estabelecimento se scha
completamente prvido das melbores marcadorias
tendeotea ao meamo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gosto, sendo quaai todoa rece-
idos de auaa proprias encommendaa ; e catando
enea ioteirameote resolridos s nio venderem
nado, anancam vender mais barato do que outro
qeaiquer ; e juntamente pedem aos seus devedo-
^JJ8 w mao,1e"> ou veoham pagar os seus
dbitos, sob pena de serena juitieadoi.
Meias de la
para meninos ; na ra da Cdela do Recite nu-
mero 15.
Vendem-se burros gordos e mansos : ne
eogeoho Jarissacs, do Cabo : a tratar alli com o
Sr; Domingos Francisco de Soaza Leio.
Ventre'ie ema mobilia de mogno a Luiz
XV : na roa daf Grates a. 11, primeiro andar.
No deposito do geio ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 3#500, e meia arroba 2,0000,
e a libra a 160 ris: tambem reoebe*se
assignaturas das pessoas particulares lo*
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e sollo, mei-
gua, no becco das Hiudinhas n. 8, avallada em
2:0009, a qual rende 1 li2 por cento ao mez ; na
ra do Trapiche o. 14, primeiro andar, ha pessoa
aulorisada pelo proprietario para effectuar a ven-
da da mesma casa.
Meias para s^nYiara.
Vendem-se superiores meias para aenhora pe-
lo baratlsaiaao preco de 89640 a dazia ; na loja
da boa f, na ra do Queimado n. 23.
Entremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello aorti-
mento de entremeios bordadoa em fioa cambraia
transparente, e coaao de aeu coatume est ven-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 raras,
teodo quaotidade bastante de cada padrio, para
vestidos ; e qnem liver dtnheiro approveitar a
occasiio, e meada-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistea aempre
vender o bom, mandou vir, e aoabam de chegar
aqui (pela primeira vez) aa auperiorea agulbaa
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fei-
taa, sendo para alfaiatee e costureiras, e cusa
cada papel 160 rs. A agulha assim boa anima
a adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratea do que aa outraa; quem aa com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem dellaa.
Opiata ingleza
k RUI 90 QUEIMADO M?A6
Sortimento completo de aobrecaaacoa de panno a 359, 289. 30* e 35* e muiin h.m
faites a 258. SH. SMelf. palelota aca.ac.do.de panno p'eode W .t*59^dHot d"Sem!
de cor a 159,181 e30f, paletots saccoa de panno e casemira de 89 at 149. ditos mcoa dVsw
m erin a li de 49 t 69. sobre de alpaca a merino da 79 at 109, calca? ere tea X ceaemi d!
89 at 148. dito, da corda 79 at 108. ro.pa. para menino de todos os ttKnhoiTeiSX^orl-
ment de roupaa de brina como aeiam ealcae, paletots e colletes, sortimento de c lelas relos de
seHm, casemira e velludo de 49 a 8. ditas para casamento a.59 a 69, paletots branco. d hr.
mante a 49 e 5f, calca, brancas muito finas a 58, e um grande aortimento de fazendaa fin. se mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ingieras para homem, menino e aenhora. sroslas de
hnho e algodao, chapeos de sol de seds, luvas da seda de Jou?in para homem e aenhora Te-
mos urna grande fabrica de alfalate onde recebemos encommendaa de grandea obra, que cara
if so est sendo administrada por um hbil meatre de samelhante arte e um peaabal da mais da
cincoenta obrairos escolbidos, portanto executamos qualquer obra com promotidao e mais barata
do que em outra qualquer caaa.
para dentes.
E.ti finalmente remediada a falta que ae sen-
ta desaa apreciavel opiata inglesa tio proveito-
.a e neee.iaria para oa dentes, iseo porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua ea-
commenda, e continua a vende-la a 1*500 ra. a
caiza .* quem quizer conservar aeua dentes per-
fectos prevenir-ae mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16.
a rea Nova n. 19, vende-se velbutina da
corea a 500 rs. o corado.
A 320 rs. ocovado, grande
pechincha.
Vendem-ae superiores cambraiaa frencezaa de
muito bonitos padres a 320 rs o covado, fa-
zenda muito fina que aempre vendeu-se por 800
e 19 a vara, veoham por ellas, antes que se aca-
ben. ; na ra do Queimado n. 23, na bem conbe-
cida loja da boa f.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar i loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretas de seda multo au-
periorea, proprisa para oa aenhores sacerdote.
porserem bem comprid.te muito ela.ticaa ; ven-
dem-.e pelo barato preco de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 23.
paraaDJos.
Vendem-se na roa da Senzala Nova n. 30, cai-
xioba. com doce por preco commodo, recommen-
davei. para oa aojoa de procissSo.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdensple preto bom a 10600 o covado, di
to auperior a I98OO, dito a 39, dito largo a 3*200,
dito muito superior a 3*600. 2*800 e 39, chame-
lote preto de superior quadade a 39, sarja preta
larga a 29, dita, hespanhola muito superior a
2*800. dita lavrada auperior a 3*300, setim pre-
to a 28 e 39, dito maco ssperior s 49, velludo
preto Dom, pannos pretos de 1*600, 29, 39, 48,
a8> 69, 89 e 10* o covado, casemiras pretas a
1*600, 29, 3*500 e 3 e muito fina a 4* o cora-
vado, los pretos de 68, 78 e 89 cada um, mantas
pretas de fil de linho a 79, 8*. 99, 109 e 139
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e difierentes lmannos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capea pre-
tas enfeitadaa com muito goato e outraa muitas
fazendas pretas proprias para a qoareama que
deizam de mencionar-se tudo mais barato do que
em outra qualquer parte : na Iota do sobrado de
4 andarea na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
relra Lopes.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os quses se
vendem por barato preco : para ver, na cocheira
do largo da Aasembla n. 4, e para tratar, no es-
critorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Arroz com casca.
Vende-se srroz com casca em pequeas e gran-
des porcoes : na ra Direita n. 69 ou no caes do
Ramo, a bordo da barcada Dous de Jalho che-
gada do Penedo prximamente.
Attencao
Vende-se on permuta-se por eacravos de ser-
vico a casa terrea sita na ra da Santa Rita n.
57: a tratar na na da Aurora n. 70, seguodo
andar.
Rival
sem segundo.
Na ra doQuaimado n. 55, defrente do sobrado
novo, eati dispoaio a vender tudo por prego que
admira, assim cerno saja :
Frascos de agua de lavaod. muito grao-
dea a 800
Sabonetea o melbor que pode baver a 320
Ditoa grandea muito finca a 160
Frascos com rheiros muito finos a 500
Ditos dito, muito bonitoa a 19000
Garrafas de agua celeste o melhor a I9OOO
Frascos com banhe muito auperior a 240
Dito, dita de urco flniaima a 600
Frascos de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos dito dito a 320
Ditos dito nito a 500
Ditos pare limpar a cabera e tirar caspas a 720
Ditoa dte philecome do verdadeiro a 900
Ditos com banha transparente a 900
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos grandes a 500
Frascos de maca- oleo a 100
Ditos de opiata pequenoa a 320 e 500
Ditos de dita grandes a 800
Tem um resto de lavando ambresda a 500
Linha branca do gaz a 10 ra., e tres por
dous, e fina a 20
Dita de cartio Pedro V, com 200jardea a 60
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carreteis de linha com 100 jardas a 80
Duzia de meias cruas muito encrp.das a 2*400
Dita de ditas muito superiores a 48500
Dita de ditas brancas para aenhora, mui-
to finaa a 38000
Vara de bien da largura de 3 dedos a 130
Dita da franja para toalbaa 80
Groza de botdes de Iouqb bronces a 130
Duzia de phoephoros do gas a 240
Dita de ditos de vela muito superiores a 240
Pecas de fita para cea de todas ae lar-
guras a 320.
Para o carnaval.
4 bella rapaziada que
com pouco dioheiro quizer fazer e enfeilar aeua
ve.tuarios, dirtjam-.e a loja franceza da ra
Nova o. 11. que foi do Gadault, que achario se-
das, fitas, fivelas douradas, barretinas, veos, e
finalmente um. grande exposicAo de alcaides,
peloa quaes se nio engetla quantia alguma: na
mesma loja recebeu-.e um completo sortimento
de mascares para homens e mulheres todaa as
qualidades.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber per
amostra urna pequea quaotidade de fivellas
douradas e esmaltados para cintos, todaa de no-
vos e bonitoa moldes, e tambem douradas que
parecen) de onro de le, o que s com experien-
cia se conhecer nio o serem, estando no meamo
caso as esmaltadas, e assim meamo vendem-se
pelo barato preco de 28500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestiuhas ou cabases para as
meninas de escola.
O tempo 6 proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas com
urna das novas e bonitas ceatinhaa que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bnets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'.gnia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes sio agora mui necessarios para os meni-
nos que vio para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos dinglr-se raa do Queimado
loja d aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A leja d'aguia branca acaba de receber ana
encommenda da. verdadeiras pennaa do ac
taglezaa caligraphicas, dea bem cenhecidoa e
ecredttadoa f.brisantes Peery 4 C. e apeaar da
talU que bavia desasa boas penoaa, com ludo
veadem-M pelo anligo sveeo de2/000 a calimba
d urna groza, qaandado easa que aa f.l.iflca-
1 i!0Ut"m- *"** lbr,r ee ea-
i.has vao marcada* com o rotulo que diz. Loi.
d'aguia brinca ra do Queimado n. 16.
Vende-ae una terreno ea Santo Amaro
neto ao hospital toglez, com 700 palmoa de fren-
e, em muito boca catado : a tratar ea roa do
Trapiche a. 44, armazn de Braga Son di C.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Qaelmsdo n. 23.
se encontrara um completo aortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, qu se vendem por
precos baratsimos, como sejam : estreitrohas
preta. e de lindas cores a 19, ditas com pontos
largo a 1|500, ditas pretas bordadas a 19600, di-
tas pretas pata duas rollas a Jg ; di mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Meias pretas de seda.
Vende-ae meias de aeda pretas para sennors
fazenda muito auperior pelo baratissimo prese
de 19 o par : oa ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n. 35.
Argolas de aoo para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na ru.
do Queimadq loja d'aguia branca n. 16.
Caaivetesfixos pira abrir
latas, i
Chego ora remesa, desees preciosos cal-
ve es fizo, para abrir latas de sardinha, doce,
bolacoiobaa etc., etc. Agora pela feata come-ae
multo detsa. cout.se por isso necessario ter
um desees caivetes ujo imperte 19, compran-
do-" na ra do Queimado loia da aguia branca
n. 16, nica parte onda oa ha.
Para a quaresma.
Na loja do pavo.
Vendem-se riquissimos manteletes de velludo
preto ricamente enfeltadoa com franjas baatanU.
largas, assim como os modernisaimos enfeites
pretoi ehegados pelo ultimo vapor francez, na
ra da Imperalriz n. 60, loja de Gama Silva.
Rap princeza Rocha.
Vende-se rap princeza Rocha muito fresco
chegado do Rio de Janeiro, rap de Joio Paulo
Cordeiro : na ra larga do Roaario n. 38, loja de
miuJezaa.
Vende-ae um cavallo novo, proprio para
sella, de que tem uso: no largo da Paz dos Alo-
gados o. 19.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
Aloja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de cascarrilhsa do aeda de
muitas e difierentes core, e reude-se 6 19500
e 395OO ri. a pece, na ru do Queimado loja
d agui. branca n. 16.
Meias pretas de seda 1 000
o par.
Vende-se neiaa pretaa de aeda, e de mui boa
qu lidade, para senhoras, o padroa 19000 o
par, por eatarem principiando a mofar, e esUndo
ellas calcadaa nada se eonhece, na ra do Quei-
mado laja d'aguia branca n. 16.
Chapeos de castor.
Vesdem-se chapeos de castor de primeira qua-
hdade a 89, que j se venderam a 169, para
acabar: na ra da Imperatriz, loja n. 30. do
Dusrte.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 23
sempre se encontrario aa verdadeiraa luvas de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 23.
Agua de lavaiider e pomada.
Vndese superior agua de lavaoder ingleza
pelo baratissimo preco de 500 e 640 rs. cada tras-
co, pomada maitisaimo fina em paos grandes a
500e a 19, vende-se por to barato preco pela
grande quaotidade q\ie ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o. 55.
Bicos de linho barato.
Vande-se bonitoa bicoa de linho de doua a
quatro dedoa d largura fazenda muito auperior
pelo baratissimo preco de 240, 330, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal prego pela raske de ea-
tarem muito pouca couaa encaldidea, tambem ae
veodem pegas de rendsa liaaa perleramente boas
com 10 varea cada peca a 720, 800 e 19, ditaa
com salpitoa muito bonitas o diversas larguras a
I92OO, 19600 e 39 a pega, ditaa de seda a 39 ca-
da urna peca: na roa do Queimado na bem co-
Dhecida loja de miudezea a boa fama o. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeititsimo eatado pelo baratissimo prego
de 19 libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da bos fama n. 35.
Mantas pretas.
Vende-se mantas de fil bzenda maito fioa a
48 rs. cada urna na ra da Imperatriz n. 60, loja
doParo de Gama & Silva.
Fooileiro e vidraceiro.
: Grande e nova offlcina.
fres portas.
31RuaDirea-r-31.
Neste rico e befa montado e.tabelecimento en-
contrario oa fregueses o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de tedas as qualidades.
SANTUARIOS que nvalisam com o Jacaranda.
BANHElRoSde todos oa lamanhos.
9EHICUP1AS dem dem.
BALDES idem dem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caiza. de todas aa grossuraa.
PRATOS imitando em parfeigo a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas as qualidades.
PANELLAS Idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandre. pare qual-
quer aortimento.
VIOROS em calzas e a retalho de todo, oa ta-
memtando-ee manboa, botar dentro da eldade,
em toda a parte.
Recebem-se encommenda. de quslqaer nata-
reza, coocertos, que tudo ser desempanhado s
contento.
Vende-se um cavallo de estribara de cor
ruga, gordo, e lem andado em csbriolet, tem
carrego baizo, por preco commodo por nio se
poder ter no lugar da Torre, aonde deve ser pro-
curado junto a taberna do Caneca.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgio e a retalho Anto-
nio Luis de Oliveira Azevedo & C., no aeu es-
eriptorio.ru. da Cruz n. 1.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Noa armazeos do caes do Ramoa ns. 18 e 36 e
aa roa do Trapiche Novo (no Recite) n. 8. ae
vende gaz liquido americano primeira quada-
de e reeentemeote chegado a 149 a lata de cinco
galloes, aseim-como ae vendem lataa de cinco
garrafas e em garrafas.
Nao esqueca arara,
que hoje a loja doa bara tetros para ver, ven-
22m",e DeS" de cambraia lisa branca a 1*600 e
ZK* dita muito fina com 5 palmos de largura a
3 e 38500, pegas de madapolio enfestado a 39,
novos cortea de chitas Coas com 13 covados a
39500, ditoa de riacado, padres novos a 20500 e
19500, brilhsntina branca com 4 1|2 palmos de
largo a 280 o covado, dita de cores a 360 o co-
vado, gorgnrio para vestidos a imilagao de aedi-
nhas, fazenda muito nova e fina a 320 o covado,
barege para vestidos com flor de seda a 360 o
covado, pompadour de seda de quadrose matiza-
do para vestidos a 640 o covado, fil de linho
branco e de cores a 200 rs. o covado, laazinbas
para vestidos a 280 e 400 re. o covado, ricos cor-
tes de gorgurio psra vestido com 18 cov.do. por
69500, cortes de lia de duaa saiaa com 23 cova-
dos por 108, 'icos cortes de organdys com 15 va -
raa a 99 e 78 para acabar, cassa. ae cores para
vestidos a 380 e 320 o covado, chitas a 160. 180
e 200 ra. o covado, ditis francezas a 240 e 280 o
covado.
Pannos pretos.
Panno preto para calcas e paletots a I56OO,
1*800, 29 e 295OO o covado, cortes de casemira
preta para caiga a 39, dita enfestada a 39500 e
4$, velludo preto a 28500 o covado, aaia de cor-
dao que faz vez de balio a 29500, balsea de ma-
dapolio a 39 e 39600. ditoa de 30 arcoa e de ren-
da a 4* : na ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magelnies & Mendes.
Pechincha para todos.
Vendem-se masaos com 20 masronos de pali-
tos fiaos e bullados para dentes a 300 rs. o mas-
so de 30, porm passando a 15 masaos se faz dif-
ferenca em preco : na raa da Imperatriz, loja e
armazem da arara n. 56.
Liquidaco.
Braga, Silva & C, em liquidagio, convidam
aos seus devedores a virem saldar seus dbitos
dentro de 30 diaa, e participam que medidas ter-
minantes serio empregadaa contra os que nio
comparecerem.
Urna barcaca.
Vende-se ams b.rcaga do porte de 35 caizas,
eocalhada no eataleiro do mestre carpioteiro Ja-
cintho Eleabio, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde pode ser vista e ezaminada pelos pre-
tenderes ; vende-se a prazo ou a dioheiro ; a
tratar com Hanoel Alvea Guerri, na rna do Tra-
piche n. 14.
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Una do Queimado n. 19.
Lengoes de bramante de linho a 39.
Cobertai de chita finaa a 2B.
Ditas a prego da 19800.
Cambraiaa pretaa maito finas.
Colchas de fostio multe lindes a 69.
Estelrae d. India de 4, Se( palmos de largo
proprias para forro de cama e salas.
Lengoes de panno de linho fine a 39.
AlgodaO monstro a preco de 600 rs. a vera.
Toalbas de Hnho para mesa a M.
Ditas defuao para roaos, cada ama 600 re.
Batoes para meninas.
Aos fabricantes de velas.
O antlgo deposito de cera da
em po e em vela, estabelecido
sembles n.9, mudou-se para a
Dos n. 38, qaaai defronte da ig
na 1 haver um complato sorli
gneros, qae se vendempor V
carnauba e sebo
no largo da As-
ma da Madre de
reja, onde cont-
rnenlo daqueUe
r.zoavels.
CARTOES
'\
n

VISITA
Carioca de visita de nove goato
Cartoe. de vi.iu de novo goato
Cartoa. de visita de aovo go.to.
Umaduziaporl6#000.
ma duzia por 168000
Urna duzia por 161000
ma duzia por 168000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Roa do Imperador
Raa do Imperador
Raa do Imperador-
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca receben urna crescida
quantidade de sabonetes finos para barbas, os
quaes convrn a todoa compra-Ios mesmo para
mi, avista do diminuto preco de 39 porquantq
se esti vendendo a duzia. Pa'ra satisfazerse aos
bons_ freguezes se vender tambem em menores
porgoes, porm quem mais comprar mai. lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimadc
loja d'aguia branca n. 16. re*
Cofaes.
Em massishos a 500 rs. cada um.
Km fios a 640 r. cada um.
Em voltea de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-ae muito boos coraos, em m.ssiohos,
fios e voltas de 3 fios, pelos baratsimos pregos
cima: na ra do Queimado loia d'aguia branca
o. 16.
Objectos de phantasias
pulseiras de missaugas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
sangascom borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se podo dar emlaes
objectos, e as est vendendo a 19500 cada urna
tanto para senhoras como para meninas e pela
novidade do gosto e spuro da moda nao tardarlo
em ae acabaras que ba n. loja d'sguia branca
ru. do Queimado n. 16. '
recoe
PEIXE
Duarte Companhla
receber.m pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peize o mais bem arraojado que se po-
de desojar em l.t.a lacradas hermticamente pe-
los pregos de 19200 4 38 a lata :
Cbourigaa finaa promptas.
Pescada assada e cosida.
Pargo aseado.
Roblos dito.
Cavallo em azeite.
Guras assado.
Nulas de tigelada.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Coogro.
Linguados fritos.
Ostroa.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijio verde a 800
rs.: nos armazena Progressivo e Progreesista no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados maito recom-
mendaveis para aa meninaa que estio passando a
feata nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 39 cada nm : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Doarte. Na dita loja cima achario
continuadamente os senhores consumidores um
Kande e variado sortimento de fazendaa, tudo
ratissimo.
Grande pechincha
Superiores psletos de pao preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baratissimo prego de
308000 ris na raa do Queimado n. 33 na bem
conhecida leja da Boa F.
Aboafama
vende fivelas psra cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem viodo
a este mercado, pelo b.ralissimo preco de 29500
cada urna, carteirss com agulhas as mais bem
sortidss que se pode desejar, e em quanto a qua-
dade nio pode haver nada melhor, pelo barato
freco de 500 rs. cada carteira, pennaa da ac ca-
graphia verdadeiras a 29'cada caizinha com 12
duzias, ditas de laoca verdadeiras n. 134 a 19300
cada groza, ditas muito boas anda nio conbeci-
daa a 500 ra. a groza : na roa do Queimado, na
bom conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
0 modernismo do Pavao
320Ar&s.
Acaba de chegar a este eetsbelecimento aa mo-
derniasimas UrlaUnaa com palmiobas aoliae de
de corea multo delicadas proprias para vestidos,
vende-se a 390 rs.o covado oa ra de Imperatriz
a. 40, leja da Pavio de Gama & Silva.
As romeiras do Pavo
Vende-se lindissimas romeiras de froco mati-
zado, a 19 cada ama na ru. da imperatriz d. 60
loja do Pavio de Gam. 4 Silva.
r*j^wT^Trw;yrjn
2SHSC
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meiascraas para homem a
19300 e o par a 130 ra., ditas branca,
muito finas a 28500 a duzia, lencoa de
cassa com barra de corea a 130 rs. cada
um, ditos brancosa 160 ra., baldes de
30 e 30 arcoa a 38, liazinha para ves-
tidos a 340 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, tarlatana
branca e de corea muito fina com vara
a meia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. avara, pe-
c.aa de cambraia li.a fina a 39, cassa.
decore, para ve.tldo. a 200 ra. o co-
vado, muasulioa encarnada a 330 rs o
covado,calcinhaapara menina de escola
a 18 o par, gravatinhaa de tranca a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
am dusia 29, pega, decambraia da.al-
pico muito fina a 39500, peca, de bre-
taohaderolo a 39, chitas francezas a
240 e340 rs. o covado, a loja est
.berta das6 horas da manhaa as 9 da
noite.
CoHec^es de estampas.
Acaba de chegar a loja da aguia branca urna
pequea quaotidade de collecsoea de Coas e
grandes estampaa a fumo, representando elles os
msrtyrios do Senhor em 14 quadros. os quaes
sio bem acerladoa para qualquer igreja ou mes-
mo casa de quem leona gosto de as possuir ;
chegou igualmente outra pequea porciio das
procuradas estsmpas a morte do justo e a morte
do peccador : ach.m-se a venda somente na ra
do Queimado loja da .guia branca n. 16.
. Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teira. com agulha. de mui boa quadade, e ez-
cellente aortimento, e a. eati vendendo a 500 is.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento dss agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam 9 ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguii
branca n. 16.
Relogos
Vande-se em casa de Johnston Pater C ,
ra do Yigsrio n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna varied.de da bonitos trancellins para os
mesmos.
Attencao.
Vende-se urna escrava parda, boa quitandeira
e lavadeira ; na ra Imperial n. 3, da. 10 horas
at a 1 hora da larde.
Escravos ugioos
b.
Nodia 25 defevereiro prximo passado tli-
gio oescravo do abaixo assigoado de nome Vi-
cente, cabra, idade 15 annos, natural de Joazei-
ra, comarca do Brejo da Madre de Deus, desta
provincia, cujo escravo, o abano assigoado com-
prara em 31 de Janeiro prozimo passado, a Fran-
cisco de Paula dos Santos Monteiro, por seu bai-
lante procurador n'esta cidade, o Sr. JooHen-
riques da Silva, tendo aquelle Monteiro, compra-
do em Ssnto Antio, ao aeu anligo sufchor, Jos
da Rocha Albuquerque e Mello; recommeoda-se
as autoridades policiaea e capitaes de campo, a
captura, e gratiflca-se generosamente a quem o
troucerna ra de Apollo n. 2, ou na ra do Vi-
gario n. 33.
Joti Baptta da Fonceca Jnior.
Foglo de bordo do patacho brasileiro Es-
padarte, fundiado ao p da ponte velhs o es-
cravo Antonio, marlnbeiro, de-idade de 40 an-
noa, de sacio, rosto comprldo, estatura alta, e
sigoaea no rosto, poaca barba, o bom'pollador :
pede-se aa autoridades ou pessoa. que o acha-
ren), de o levarem a bordo do dito patacho, oa
na ra da Cruz n. 3, em casa dos Srs. Amorim
Irmios.
Fugio no dia 30 do correte de bordo do
patacho Capuama. o escravo crioolo m.rinhei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco maia
on menos, altura regular, rosto comprldo e com
alguos signaes de bexigat, leven calca e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo i G. rna da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que seri
generosamente recompensado.
Fugio no dia 16 de fevereiro o escravo Ma-
ooel, conhecido vulgarmente por Manoel Fran-
cisco, cor fula, cabelloe earapiahea, alto, aeeco
do corpo, quando anda maito espigado, falla
bem desembarazado, tem oa dous dentes ae cima
um pouco largos, gosta multo de andar limeo,
traja quasi sempre camisa branca ou de chita,
abetta na frente, a moda de paletot, cujo foi com-
prado no dia 32 do me.mo mez to Dr. Graciano
de Paula Baptista ; rogase aa autoridad?, poli-
ciaca e Cpities de campo a sua apprehenaio, e
leva-lo ao sen senhor Albino da Silva Leal, na
ra do Queimado D. 5t, ene gratificar.


g
DIARiO DI BMABJCO A* QUWUU JaUftA* W4ttt{t) >t IMi,
- -. ...---------------. _________________________ ***
As tres iraias.
PRIIEnA'FARTB.A
Vo cevhtfatt^ljo/raa.
Nao cuideni, engajado pelo lilulo funeral des-
te primeiro capitulo, que o autor fot localisar
entre Oaitthf a sua pavorosa imagipajao para
chsmaf qufteosquecido ftcitito os a n feos, "o u
conformados corr perda darpesstras qo* II tero,
ou dislrahidos d'elhs no granelo das coodic&es,
. que fazem a vida preciosa, e funesta a lembran-
51 da morte.
Advirto-os que n*toxicrtong S scbola do ter-
ror este romance, nui quer gravar no espirito
do seu leitor jmageos temerosas, e inquietado-
ras do socegado somno que o melhor livro deve
dar a quem o l, sera que d'ahi se infira que o
melhor livro devaser o mais narctico.
Principia este romance onde ludo acaba, ludo,
quero dizer, que vive da luz do sol e do ar do
cu.
a essencia do bomem, a alma, descida das re-
giones onde se ella forma por insuffleso divina,
essa volve-se su origem. No cemitorio esto
as pompas do eteroo nada, adornado de marino-
re, de alabastro, e de brome. O adornos das
raras lagrimas,, que a saudade l derrama, eva-
poram-se depressa, mais dopressa que o afjofar
do orvalho as pealas das rosas, inclinadas so-
bre os edmoros d'aquellis sepulturas sem nome,
onde em cada primavera herreeem bonicas, e em
cada ioverao a mono ostenta a sua melanclica
nudez.
Amo, desde a infancia, os eemilerios, e inve-
lheci a ama-Ios. Conbego as sepulturas de to-
das as povoaces em que lenho vivido. Sei de
cor os epitaphios mais pungitivos : aioda bem
que se me delirara da memoria alguns que se-
riara estimulo a riso, se nao occorresae logo a
ideia que toda a ddr, bem ou mal exprimida,
sscratissima sempre.
Ha muitos anuos qu eu pensara em ter um
tmulo, fabricado ante os meus ofbos, modelado
pelo desenho da mioha phautasis. Pedi inces-
antemente minha familia que coustruisse urn
jazigo n'um dos tres cemiterios de villa Real.
Consegui-o da piedade, seno do amor de mcus
tos. agora me lembra que os meus primei-
ros versos l ettao abarlos o'aquella pedra. Maus
versos, mis sentidos. Como bsviam de ser bouj
se erara coolrafeitos, n'um edade em que o ge-
nio s voej com azas de ouro atravs dos ares
receodentes de perfumadas alegras t ....
Diziam assm :
Mor'aos, aqu termina esse contrato,
Que tem por coodgao isto que vedes
Um p, que n'estas pedras se confunde,
Resolve Vsta vida o problema.
Retratos d'este p, s de mais temos
Um, sopro animador, que a Deusse torna.
Triste berco embalou a minha poesia am t-
mulo 1 Como nao havia de sahir ella infezada e
de pouca vida !
Mas a poesia dos cemiterios c vive aioda com-
migo, como a corda das perpetuas com a hasta
da cruz, symbolo de esperanga para us, e de
padecimento para outros.
Quando um raio de |soi me doura a meza do
trabalho, abro mao de ludo, deixo cahir do peo-
sameoto a mascara violenta da alegra, e vou
pressuroso para o cemiterio do Prado como os
felizes do mundo vio para um baile ; vou para
o local da morte, como os felizes do muolo vo
para 01 locaes em que mocidade iavelhece com
desengaos, e a velhice remoja ao aspecto da
vi la enfeitada de seducgdes ; para velhos e mo-
tos ah esto edulcoradas as bordas do vaso em
que, 00 dizer do Tasso, se mioistram s crean-
cas os remedios agros. No cemiterio que oio-
guem mo mente, nem eu minio a alguam. Aqui,
a religio, refugio de peccadores; o silencio,
refugio de tristes.
E o cemiterio do Prado, 00 Porto, de quan-
tos conheco o mais ajustado ao meu gosto. Ha
n'elle sepulturas, que eu visito, ha treze annos.
As cinzis de algumas sei eu que j foram (or-
mosura, gracas, talento, paixes, virtudes, e
exemplos do bem, e exemplos para fugir o mal.
Ascinzasd'outras nao sei o que foram, e, com-
tudo, parece que ha treze annos. me conhecem.
o rae doem cada eslo urna flor murcha, que eu
nao ousaria cantar-lh'a em vico na prima-
vera.
L est s sepultura de um poeta, que descoo-
ou da palavra de eus, e cuidou solver contas
com a desgraga, abrindo os bragos morte. Quan-
do encaro na pedra, que um amigo do suicida
msndou levantar sobra o cadver, que eu e outro
amigo de ambos, descobrimos na margem do Dou-
ro, em urna noite de dezembro de 1849, mare-
jam-me lagrimas os olhos, e' digo entre mira la-
las simples palavras : t A misericordia do Se-
nlior bareriajpiodade das jua dre.
Saudade perennal, jeme davala
Tbesouro de que cofre a sepultura.
E' a inscripgo sepulcral do tmulo do poeta.
Ha muito que nao eocontrei flores 00 suped-
neo da pedra lumular. E' que os amigos do de-
funto passaram. e por ali esto j dispersos, co-
mo a folhagem de urna arvore de muitaa frondes
sacudidas e desnudadas ao primeiro furaco do
invern da vida commum de todas. O ultimo
amigo do poeta, que all encontrei, foi Jos Au-
gusto da Silveira Pinto, que as ondas do mar
cuspiram contra o aeio do aocio extremoso, cu-
jas veneraveis cans eu respeilo, quanto amava a
candida e nobilissima alma do filbo.
Nao me levem a mal estas memorias. Consin-
tam ao escriptor um inoffeosivo desafogo, em
recompensa das dores que Ihe cusa, muitas ve-
zas, urna fiego escripia de modo que o leitor se
esqueca dos seus dissabores, emquaoto a est
lendo.
Se me deixassem recordar outras sepulturas,
fallara de humildes cruzinhas de pu, que ex-
primen) o Gelgotha dos amargurados operarlos
que all repoozam.
Nao me seria mister muito eogenho de pala-
vras para enternecer a lagrimas a le tura por con-
dolencia com a dor de me, que todos os domin-
gos ali vae depr um ramo de flores sobre a cruz
de grdJa, rodeada de um pobre gradeado dema-
deira.
E, comtudo, era ella mulber sem amparo, viu-
va com a riqueza de seu io, psra o qual, noite
e dia, grangeava o pao, o veatido, e a educado
em primeiraa leilras,
Me pobre I quanlas mes ricas farias venturo-
sas, se podesses dar-lhes urna parte do leu cora-
cao I
E, depoisdesta meditacao magoada beira das
humildes vallas, levantara o espirito em cootem-
plages de mais elevada philoaophia, diaote do
monumento de Francisco Eduardo.
Baslar-me-ia compunegio o recordarme das
msicas sagradas do bem-fadado poeta, poeta de
veras que aodava em competencia com as mel*
das dos anjos, at que elles o levaram para si.
A's vezes, quando ali estou alhesdo, e as ramas
dos cyprestes rumorejam, qoer-me parecer, que
naquella msica entendida da alma, resam notas
do stoftat mater, que eu tinha ouvido com o es-
pirito enlevado um doloroso prazer, se assim pos-
so expressar-me.
Defroote deste tmulo esl o pomposo jazigo
do Sr. Martina de Azevedo. tjuando me disse-
ram que este cavalheiro eslava das suas janellas
da aua morada de um dia contemplando o edifi-
cio da sua morada eterna, acheisublimidade oes-
ta forga de alma, que o vulgo denomina aspira-
gss 10 singular.
Eu de mim nao poda ali ver seeo o grandio-
so e o bello da magoiBca triateza. Tinha sido
aquillo mesmo o almejado tbesouro da minha
mocidadeurna sepultura em que eu me esiues-
se cogitando nss minhas ciozas, passados cincoen-
ta, cem annos, e a esponja do esquecimenlo sobre
o meu nome.
Anda hontem ali estire, e achei novosjazigos,
amigos novosa quem offerecer a minha amizade,
e os devaneios religiosos do meu coradlo.
Entre esles, encaotou-me ojnoimeoto de um
menino, fabrica primorosa de marmrea diversos
lavor de muito custo, todo em arabescos e Q'o-
roes.
Considerei que urna grande saudade de pae,
desabitara naquellas excelencias d'arte. Bellos
J.*n^T m*** me pareceram estes ver-
sos do epiiapbio :
-
O involupro de um aojo aqu descaoca
Alma docu, oascid entre amargores '
Como flor entrespinhos I.. Tu,que passas
Nao perguoles quem foi... Nuvean risonha '
Que um instante correu ao mar da vida -
Romper de aurora que nao leve occaso '
Bealidade no cu, oa Ierra om sonho i
Fresca rota naa ondas da existencia
Lexada plaga eterna do infioito
Como dJTrenda de amor ao Deus huat rea;*:"
Nioj.pig.Dt, tiperBfoi.io csYres, pi*. f)
Ji me nio perdotm tanto fallar de tmulos e
morios T O coragio me diz que am. Teoho em
perdao das minhas tristes di.agegas a certeza de
que ha umt saudade na alma de cada,leitor,
i urna voz querida qae da> elarnidade le'est di-
zeodo, como echo das agrada* escrlpturas : E
suave sentimenlo o rebordar os morios. Nio de-
samis o amigo dos lmelos, que tase ha de ser
' sempre o menor tropero que vos embarace os
prazeres da vida.
Agora di.rei porque 4T010 a ponto esta dilatada
conversago entre os cyprestes do cemiterio do
Prado.
Est ali urna sepultura, siogelamente gradeada,
sem inscripgo alguma.
Encostado aquellas gradea me delire muitas ho-
ras em diversos lempos. Levado da minha im-
pertinente curiosidade, pergunlei ao guarda quem
fossem. ou de qua familia fossem as pessoas ali
sepultadas. Respoodeu-me que nao sabia; nem,
desde que elle era guarda, oaquelle jazigo tinha
enterrado alguem.
Tomei aponament do numero, e fui i iofalli-
vel fonte, ao cirtorio municipal, averiguar a quem
fosse vendido o terreno. Consegu #f ber que em
1840 fra ali sepultada a compradora de terrene,
L>. Jeronlma Luiza.
Em vista de lo conciso nome, cessaramas ai-
|-ohs averiguacoes, ao passo ^ue a curiosidade ae
fot augmentando.
Andava eu, ha mezas, 00 meu dilecto recreio de
observar ali as novas messs da morte, iocelei-
radas em fausluosos celleiros]de marmore, quan-
do encontrei un homem de annos adiantados,
parado em frente do monumento de Joo Noguei
ra Gandra.
Eu tinha conhecido muflo o erudito bibliote-
cario, o msis aotigo jornalista do Porto, e conhe-
cia lambem o csvalleiro que pareca estar recor-
dando com aquelle tmulo agradareis iotidentei
da adolescencia de ambos.
Saudei o. velho, e fallei de Joo Nogueira Gan-
dra como se falla a um amigo de outro amigo dis-
linct.
Eslava eu scysmaodo, disse o csvalleiro,
u'uma poca em que o homem, cuja aombra aqui
estou vendo, peisava na liberdadedos povos com
tanto fogo, apregoava osdireitos da humanidade
com tamaoho calor, como se elle nunca livease
de vir este captiveiro de oilo palmos de trra,
e como se a humanidade tivesse mais alguns di-
reitos seguros e certoa. que esles de ficoslsr a
cabera a um torro aioda fresco de saogue da
geragau passada 1...
Ped licenca ao veneravel meditador para lhe
dizer que o tacto da mors nao implicara os di-
reitos da humanidade, nem devia impecer-lhe
conquista delles.
Lembrei-lhe que a redempgo do genero hu-
mano to intima alliangs linha com a morte que
o divino philosopho, Jess da Nazaretb, tilhode
Oeus, morrira para resgalar, depois de ler apos-
tolado para convencer humanidade dos seus di-
reitos...
< E dos seus deveres ... atalbou o meu inter-
locutor com expressira e eloquentissima coo-
cisao.
Fomos passeiando, e discorrendo neita materia
que poderia ser menos iofadosa aos leilores, se
eu soubesse repetir as phrases do individuo, que
pnsava como racionalista, sem meoosprezaro
esseocial da religio do Calvario.
Nesle andar, ebegamos beira da sepultura
mysterio8. Notei que elle reparara nella, e pa-
rara alguns segundos.
Sabe quem ejt sepultada aqui ? I per-
guntei.
Porque me faz esta pergunla ? I dase
elle. ^
Conlei-lhe as diligencias que empregra, movi-
do por um sentimenlo de poetas, se poesia a
curiosidade de saber que nome tiveram urnascn-
zss esquecidas...
Esquecidas atalhou o velho. E quem lhe
disse ao senhor que estas cinzss esto esque-
cidas ?!
Nioguem ; presuma eu...
Como nio v aqui algum nome, nem mo
estranha arranca daa Qsgas da lapide a relva e
cobre o chao de lagrimas e flores, cuidou que
ninguem j saberia dar-lhe o nome do nada que
mora aqui 1... Tem quasi razio I Crelo que sou
e*u a nica pessoa, que pode informa-lo, e nio
me casta faze-lo, porque a velhice tem um s
meio de ser ulil mocidade, quando o nao com
o exemplo, e vem a ser contar os exemplos de
que se aproveilou, ou djvra aproveilar-se.
Logo d'ali principiou o cavalleiro a cootar-me
a historia, que eu preadeviohra escondida debai-
xodaquella avara lapide.
J miaba curiosidade sedava a si raesma a ex-
plicago, e disto se comprszia a minha conscieo-
cia ; que ha urna curiosidade malfeilora, que
tanto pode damosr ao bem de um visiobo vivo,
como ao socego de um conhecido ou desconhe-
cido morto.
Deesa peccaminosa e affrontosa curiosidade,
Deus sabe que nao ha nodoa na mioha conscien-
cia, nem aconta della heide pedir perdi aos vi-
vos nem aos morios.
II
Projtctos.
No principio deste secuto, viva no Porto um
negociante de honrada fama, e crditos de abas-
lado. Quando a iovaaodos Franceses, abroquel-
ada pelo terror e pelos pbaolasmas eosaoguen-
lados que a precediam, inleatou o Porto, e nego-
ciante fugiu com sua mulher, e tres meninas, a
mais velba das quaea contava dezeseie annos.
Como se tlvessem sntecipado horrorosa catas-
trophe da ponte algans minutos, foram dar ca-
sa de urna familia aua cobecida no alto de Vil-
la-Nova, eahi pernuiuram,com outras hospedas,
tambem iugilivas, urna freir benedictina e sua
creada, a noite passarsm-a em lagrimas e ora-
?es.
No dia seguiote, os Francezes, caneados ms
nao saciados dosaque.no Porto, eateoderam alm
Douroa mo voraz e goteante de saogue. Joa-
quim Luiz da Silva e sua familia abandonaran o
asylo e offereceram religiosa o melhor lugar oa
paragem que Deus Ihes deparasse.
A freir, congelada pelo nielo, careca de for-
gas para acompanbara familia fugitiva, e perma-
oeceu na quinta, que seus proprios donos aban-
donaran].
Urna borda de Francezes escalou a casa, e es-
polioo-a dos grandes valores deixsdos pela pres-
as ou pelo descuido.
A freir a este lempo eslava orando no sanetua-
rio da casa com a sua creada. Ah mesmo foi des-
ce-berta por algozes embriagadoa, que primeiro
escarnecern) o habito, e depoia acutilaram a re-
ligiosa, que recebeu a morte nos paroxismos do
terror.
Aereada, favorecida pela embriaguez dos as-
sassinos, achou a salvaco na mesma causa que
dra a morte ama.
Esta incidente veio i ponto, porque n'essa cava
saquesda deixra o negociante os seus maiores
hareres, cuidando que o escoode-los no desvio
do altar lhe era seguraoca.
Os Francezes derruiram s espadeiradas o sane-
tusrio e descobriram o Ibeaopro escondido.
A creada, que sabia o destino de Joaquim Luiz
da Silva, seguiu-lbe as pegadas, e foi juntar-se-
Ihe a duas leguas ao sul do Porto, era casa de um
ricu proprietario. DizeadoelLa que os Francezes
ficavam dirribaodo o altar, e o caixo eslava per-
dido, o negociante respoodeu : Salvei a mi-
nha familia : nao pedi mais nada a Providencia >.
E, voltando-se para esposa e filbas, disse : Cun-
tas comvoaco para o trabalho, e acharemos em
oossss torgas o que perdemos Jeromin, a mais
velhs das tres meninas, to depresss como o pen-
aameolo a iospirou, respoodeu aos olhos inierro-
gadores do pae: Eu e miohss raaos conta-
mos com as oossss torgas : as do pae e di nossa
me queremo-lsa s para nos guiarem e aconse-
lbarem Ao que o jubiloso negociaute replicou :
Os vossos coraces quer Deus que os Francezes
nio possam ruubarm'os
As meninas immediatas em menos edade de
quatro e tres apnos, eram Mara e Eulalia. Eu-
lalia, de treze annos, e amis (ormosa. Mara de
quatorze, e a mais anglica de ratiguice. Jero-
niroa era a menos Bella, e a mais varonil no ge-
nero de lavor a que se dar em casa, intenden-
do no trafico, oa labutaco, e na contabilidades
Dizia Joaquim Luiz que Jerooima era o vario da
case ; e a me, a Sra. Mariana que aos seus
proprios caixeiros prohibir tractarem-na por
dona essa dizia muitaa vezes a Jeronlma : < O'
moga lirpajreces-me um bomem 1 .
O hospedeiro, quo r desvelos d amiga antigo
aeasalhrs o commercianle, era um lavrador abas-
tado, com um filho nico, alistado nessetetopo
00 bstalhao acadmico, e jurista do segundo ao-
t.d
mas para trsctar-se com de-
Que
no. Dizia o bom velho que a invasio
sendo nociva a toda a naa&o, Mflhai sid
a seu fllbojksf.lhi d l^io
gastar a mftfs largas. O lavrador tinha
cfnl#d)e rdulatio, e vaiieinajw que
'S fe**0"0. jRo qu. eUe
othvxfr-floda^sip^lluerte Perttra era
amado daa flUVos, fAotoio Tereira o maistln- embarazo, que as nio queroi"5S frratv
dulgaoie dos paes. Terminou a conferencia.
Quasi, ao mesmo tempo, refuglara-se lamham Joaquim Luiz. conversando com ,er J
em casa do lavrador um sujeito do Porta, tro- o eaminho do Porto, dizia de modo que os seus
gado da boa fama, e eacarregado de alguns lili- propostos genros, tambam da comp nhia o nao
s Impos, as casas onde vive
oiW .R*pn* nesmo fie raaoondi a raapeito
1 asa de rsinr Qlha Eulalia disse Com melanclico
aase a aapesstf. o negociante iremos para o Porto
o aaeae pensaremos. Se ellas quizerem caar, na
l
nao as
te digo, Eulalia.* Ten martdO| tf m deseoove an-
uo, eeati apaixfrtad. BjW fpaxoo'ado crer
que a sua felicidad*) cosjaiste ahsoluiameute em
ae unir comtigo. Pot, ostia os deseoove at
aos qusrenla aanos, o corigo tiumaoo muito
mudavel. Dou-te em mim um exemplo, Qlha.
Eu, sai deseoove enoos, sjansiva com ardor em
comee amiQ|H eUuilade pelas caartaf tameoios
() Peregrinos retsos do. Sr. Goncalves Ds,
'poeta brasileiro'de entlopole engento,
gioa de Antonio Pereira. Era homem de viole e
aate annos, agradavel sombra, e compostura de
annos mais sisudos. losinou se promptamente
na cooflanca do negociante, e na familiaridade
das meninas, sem artificios de sympathia. A ns-
tural bondade de Jos da Pooseca era o cooao
de estima qua o guarda va de mis suspeitas e de
falsos aamiaos.
Duarte Pereira adosceu, e licenciou-se par
recolher a casa, quioze atas depois da fugado ne-
gociante. Como encontrassa em casa aa bellas
riospedaa ojue nunca vira, achou as delicias da
paz muito mais saborosas que os eothusissmos
ju'eois do baUlho acadmico. Das tres meni-
nas que prelevou em merecimeoto aos olhos
de Duarte foi Eulalia, a mais bonita. A mais mei-
ga edee, Msria.era esss^predilecta do advogado.
A.labonosa.a varoni 1 Jeronimajnio captou neohum
nem mesmo deu coota da preferencia dada a suas
ir m as.
Applacada a desordem, Joaquim Luix da Silva
voltou ao Porto a reorgeniaar o seu eatabeleci-
menlo. A providencia guardara-lbe a honra doa
seus devedores para reconfegar o negocio Posto
qu as lettris a ttulos de divida se perdessem
com o roubo das suas economas, os devedores
aceudirara a confirmar oa a soler os rdito.
Restaurada, assim, urna parle dos seas bens,
Joaquim Luiz foi buscar a aua familia e saldar
com lagrimas de gratido urna parte da divida
em que se confessava i hospedagem do gasalho-
so lavrador.
Aotonin Pereira chamou de parte o negociante,
quando ji a familia esteva prompta. e disse-lhe o
seguiote:
Vou contar-lbe a Vmc. o que lenho deseo-
brido c por caaa, e Vmc, far o que entender..C
isto dizer de lirrador : pau-pau, pedra-pedra.
As suas fllhiohas, Sr. Joaquim Luiz, sao muito
boas meninas e muito perfeitas.
' Deuslouvadol oxal que Vmc. se nao en-
gaeatalhou o negociante.
Se aquellas engaan, nao aei onde un bo-
mem ha.-de acertar 1 Pois meu amigo e Sr. Joa-
quim Luiz, eu lenho desconfiado de deas cousas,
em vez de urna. C, em quinto ao que eu teoho
visto, o meu Duarle gosta da sua Eulalia.... po-
dera oio 1
Eu, na edade delle, por urna menina virtuosa e
galante como sus, ia ao cabo do mundo !....
A outra desconfla'nca que o Dr. Fonseci est
muito dereras inclinado i sua Qlha Mara. Aqui
estio dous casamentos de urna asseotada I Que
diz a isto. Sr. Joaquim Luiz?
Digo meu bom Antonio Pereira, qua e-tes
negocios de casamento nao se tralam assim do p
para a mi. Urna cousa inclinago eoutra cou-
ssi casamento. Como sabe Vmc. que as minhas
Binas estSo na idea de ae casarem ?
Boa pergunts esss 1disse o lavrador com
grande riaadaPara ellas estarem na ids de se
casarem basta estarem sotteiras.
Nio 8 tanto assim, Sr. Antonio. Ahi tem
Vmc. a minha Jeronima que foi muito procurada
e pedida, e nunca a pude convencer a casar-se.
"~ laso oio faz nada ao caso. Ora diga-ma, Sr.
Joaquim Luiz, Vmc. sabe que eu teoho, gracas a
Deus, urna boa casa, que dava um bom patrimo-
nio a quatro Ulhos, e que teoho um s hsrdeiro.
Sei que rico, Sr. Pereira.
E se a sua filha viesss para esta cass, acho
eu que nio vioha mal.
Vinha mal, porque a miaba Qlha, na pre-
sente occasiao, nio tem dote.
Quem lhe falla em dote, homem de Noaso
Senhor! Estou a fallar-lbe em casamento, e Vmc.
vem fallar-me em diohelro I Dioheiro posto au
dar muito a .meu fllho ; virtudes, se Deus nio
Ih'as der, que eu nao poaso dar-lhe con todo
o meu dinheiro. a riqueza ci est; venha a vir-
lude de fra, e esl feito o negocio. Note l Vmc.
o mais que eu lhe vou dizer. O meu Duarle j
se eolendeu comigo, e disse-me que tinba saixio
por Eurtalia. e casara com ella, se fosse vohlade
do paa da meoioi que a mi oio ae oppuoha. Eu
fui ter] com Eulalia,, e disse-lhe : < menina,
isto rmata-ae em duas palavras: vos queris
casar J com meu lilho ? Ella fez-se vrme-
tha orno b forro deste capole, a nao disse
urna loemduas: c Est bom, est bom, escu-
saes fallar: quem calla consente> foi o que eu
lhe disse em conclusao. Agora osle Vmc. outra
coussi que eu lhe vou dizer. O modo de acabar
com ama propensio que o meu Duarle tem para
exjira vagancia, casa-lo. Em se casando,
accommoda-se, e asseata. A respeilo Ce Coim-
bra, nada feito: o rapaz nio ae d bem cm o es-
ludo, e gosta mais desta vida de fldalgo d aldeia
que trata de comprar poltros e vender carillos, e
trabalhar como quem se diverte.
Com isso nio ha de elle arruinar a casa, o at
pode augmenta-la ; ponto que elle tome (oato
a metter na gaveta as primeiraa pecas de ouro, e
a coola-las, como eu fazia. em todas a testas do
aooo. Olhe que eu, Sr. Joaquim Luiz. atnda ali
tenho embrulhadaa n'um papel aaprimeiras qua-
tro louras da duas caraa que ganhei o'uns bois
cistaehos que vendi no S. Martioho, faz para no-
vembro quarenta o oito annos. E depois, meu
amigo, a que vieram viodo li estio todas como
sardiohas oa caoastra, e d'ali s hio de sahir se
Vmc. as quizer para remediar a sua vida.
Muito obrigado. Sr. Aotoaio.
Agora note Vmc. outra cousa que lhe vou
dizer. Sua filha vem para casa de lavrador, mas
oio lem c que fazer. Aquellas miosinhaa l
tem o seu officio de costura. Ea teoho ahi cria-
dos de lavours, e criadas a dar c'um pu. A mi-
nha ora ha de estar tratada como urna Qdalga, e
como foi su creacio.
Masatalhou o negocianteVmc. nao se
lembra que a minha Eulalia tem treze anoos ?
Pode ella casar por lei ? Pode ; j pergun-
lei isto ao doutor. Eolio que se lhe importa a
Vmc. que ella posso anda em boa edade educar
os seus filhos, e poder anda governa-los, quando
elles j forem homeos oa mulheres ".' O Sr. Joa-
quim Luiz, uessa parle, ha de perdoar-me, mai
pensa errado. H agora, note Vmc. outra cousa
que lhe vou dizer.
Isto de mulheres sao como a arvorea planta-
das de fresco; querem-se guiadas em quanto aio
tenras, que se pegam de descambar i vonude,
quando a geote mal se percata, o tronco j nao
obedece, e vse para onde a ioclioicao o torce.
Applicsndo o caso, a sua filha est de treze an-
nos, assim e bom que seja assim. Nesta eda-
de que ellas tomam o geito das peeaoaa com
quem vivem, e mudam de genio, re preciso,
feigo do genio do seu marido. Depois qua ellas
esli j taludas e ftitas, eolio, meu amiguinho,
em comegando a carregar para um. lado, oio ha
forcas humanas que as fagamirpara o outro. s>
ta a taraba opioiio.... Que diz a isto, Sr. Joa-
quim Luiz ?
Em flm, Sr. Pereira, eu nao posse deixsr de
agradecer-lhe o bom conceito que mioha filha Ibp
merece, e nunca me passou pela idea poder ella
fazer lio vaotajoso casamento, e agora menos ain-
da, porque de um dia para o outro, perdi o me-
lhore quarenta mil cruzados que linha em di-
nheiro, e brilhanles que destinara para agocio.
Deus quer pagar a eoofianga que ne'le lenho pos-
to, dando-me occasiao de arraojar urna das mi-
nhas filha o'uraa caaa de gente akastada em bens
de fortuna e boora. Aceita core mil prazeres o
genro, que lhe offerece ; mas he de Vmc. levar a
benque o caaapento se realise,passados seis me-
zsf para eu no entretanto coniecer se a voutsde
de mioha filha firme.ou nio psasa de urna fan-
tasa, como ha tantas, com lio mus resultados.
Pois seja assimdisse- o lav/ador. Tem
Vmc. raziu.' Agora note Vmc. outra cousa que
eu lhe vou dizer. O Dr. Fooseca, se uizesse ter
ido para a cidade, ia, que nioguem '.i lhe fazia
mal ; mas o homem j 0S0 senhor seu, desda
que viu a aua filha Mara. Diz todas as tardes'
qua vae no di diente ; e eu, que lhe leio no in-
terior, pego-lhe que fique mais um dia, por que
nioguem quer demandas agora, e elle vae ficen-
do, at ver que aa meninaa vio paca a cidada.
Ora, bontem veiu ter commigo o Daarte, e dis-
se-me que o doutor ka, pedir Mara ao pae, ene
pedia qoe saadasse eu pria,eiro a vornarte do
meu telho anrfgo. Agora vejb Vrh; o que diz.
A minha obrigagao est feila. Se me pede o mea
9'arecer, digo-lhe que moco msis honrado que o
outor no seu officio, oio conhego nenhum. A
respeilo de letrado, o qua elle disser como um
mslho, e tem cuidado com as demandas, como se
(osam suas. Em causlo a riqueza, laso nio'lem.
Gacha mullo, e pode ter algum rjqlem, 1 fra

ouvissem
Olha, mulhar, o Francezes levaram-nos o
ouro ; e os Portugueses roubsm-nOs o que os
Francezes nao po)eram roubar-nosI os coraces
de nossas Qlha.
Isto crea-las e v-las fugir do nioho, meo
Joaquim. J eu fizo mesmo, e as nossas netas
zer o mesmo disse a Sra. Mariana com o seu
bao de fabondoso sorrise.
E que te diz o coragio, Mariana T
O meu eoragio de me, Joaqu m : uio po-
de dizer-rae oada agradavel. Se eu podesse dar
aos nossos genros algum do amor que tenho s
nossas til has. dizia-te que aeriam to feliaas co-
mo eu fui ; mas, ao mesmo tempo, lembra-me
que minha mi tambem chorsva e nio agourava
bem do meu casameolo comtigo. Oala que eu
me engae como minha santa mi. I
Jeronima Qcara i espera dos paes para dexar
conversar os namoradossem pejod'eils. '
Joaquim Luiz pergunlou a Jeronima :
Costas que tuas irmiaa casem doa aquelles
Sujeitos, minha filha ?
Gostava que ellas fossem felizos solteiras;
ttss, se hio de ser mais felizes casadas, gesto que
lias casem*, '
--Se d'aqui a ternpoa loroou a pae tam-
bem tu casare1, Oca03 os pobres velhps sosinbos,
sem amparo de alguma filha.
-* fia* tenba esse receio, meu pae. Casadas
ou Sofleiras, nenhuma de suas ulnas fallara ao
seu dever,quando os paes precisassem de amparo.
III
n Eulalia.
Duarle Pereira era (requMte 00 :amioh da
aua caaa para a de Joaquim Luiz, oide passava
as tardes, porque as noite do comea ociante d'a-
quella poca, eram passsdes no socef o, na reelu-
so.e oa iotimidade da familia labor osa.
A' pouca distancia daquelles usos istio os de
boje; mas essa distancia forcosstieote devia
marca-la o tempo, que ^imperioso lias suas re-
formas, e cria innovages, qua a vid< e os costu-
raos aceitara, como oecessariaa e i 'reprehensi-
veis.
Nao havia que censurar no proceder de Duar-
te : era um mogo serio, e um amad ir dedicado.
Se primara 00 garbo doa seus cava los, e d'ahi
resulta vara algumas censuras, Joaquim Luiz oio
va nesss dispendio a iniciativa da v da desorde-
nada que os seus viziohos queraos ver. Os mo-
dos e geitos de fldalgo, em que o ealpavam, nao
tioham implicancia alguma com aa [virludea do
bomem. Modos e geilos de fldalgo, no intender
da mordacidade, era apear do cavado porta da
sua ooiva, oa ra dos loglezes, e lancar aa espo-
ras e as redeas s mios de um criada, que vesta
urna jaleea debruada de eacarlate.
Se isto pode deadourar o filbo do lavrador,
modifique-se o ridiculo, harendo-o, eom dizer
que os ascendentes maternos de Duarte Pereira
tioham brasio na aua casa da l'.echou-sa, e diziam
proceder de um ramo dos aoliquissimo Forja-
ses, condes da Feira.
Os genealgicos sabem que aquella; illustrissi-
ma familia ao derramou ha maia de cea aun os
al se perder como os meandros de um lmpido
lago, rompidos os dique.
Ha menos de trila annos morreralm o mos-
teiro de S. B-tnio da Ave Mara no Porto duss
creadas, urna das quaes a ultima fallecida, tinha
na sua arca os pergeninos que um do* condes
da Feira, seu-quinto av>, recebara da neraoga
de trezentos aooos. Isto veio para eapricar os
modos e geitos afidalgado do filbo de Aotonio
Pereira, que era de ai roa rico que todo os
descendentes dos condes da Feirs.
Amava Eulalia o homem quo antes de a pedir
por esposa, lhe accordr uo coragio eatianhss
sansagoe, enlerosdescoohecidos Nio havia nel-
la uns arrobameotos, que a poesia, maia eacare-
cedors que verdadeira usa aliouer neo sei por-
que nem- para que. Basta dizer qu o amor aos
treze anoos urna suave propensio, urna estima,
que tem do amor filial a ternura, e do amor ma
terna! a preexistencia, o sentimenlo aotecipado.
No ver de algumas pessoas, habituadas byper-
bole encantadora doa poetai. este meu aiagelo
modo de deQoir o amor, prosa de maia, e
peuso de velhice. Pense do mim todo que
possa lisoogesr a aua opiniio ; ma a verdade
aquella.
Horas e horas passava Eulalia costurando en-
tre suas irmiaa, emquanto Duarte ouvia eu re-
peta episodios tristes da recente evaaio doa Fran-
cezes, e do progresso da derrota que elles iam
soflreodo.
A Sra. Marianna chora va cantando pela vigsi-
ma vez a morte da freir' benedictina, e as me-
ninas deixavam de costurar para reasrem mensa!-
mente um padre-nosso por alma da religiosa,
que tantos conselhos de santa Ibes der. Aqui
teem como os enamorados passavam as horas, e
como os seis mezes foram decorrendo, vagaro-
sos para os noivos, e rpidos para os paes de
Eulalia.
Toda as semanas, vinha cidade Antonio Pe-
reira, e com elle sempre a mua carregada dos
mimos da sua caaa. Mimos era o nome gratuito
que a Sra. Marianna dava a aves, aos legumes,
s tratas, i carne saborosa do serado, i bo-
rdas de mistura, que abriam o appelrto, e a lulo
que o dadivoso lavrador creara ou colbia as
suas Ierras. Mas oio ficava nos limites da sal-
gadeira, da horticultura o da capooira, s genero-
aidade do Sr. Antonio da Cspella como na fre-
guezia o denomioavam. Quando elle acertaase
de pasear na ra das Flores, aeduziam-oo as ar-
racada*, os collares, os bcoehes, e de ludo com-
prara para briodar a aua futura ura, lendo ape-
nas a iodelicadeza da dizer o custo dos objeclos,
como em jactancia do aeu grande animo e do seu
muiro dioheiro.
No enianto, a Sra. Marianna preparara o en-
xoval da ooiva, lastimando-se sempre de uo-po-
der imitar a liberaiidade de sua mi, por causa
dos Francezes, que lhe naviam baldeado pelas ja-
nellas os muitos bahusdo aeu linha. A boa mu-
lher de casa carpa mais a falta do aeu bragal
que a dasjoias.
Eslava a terminar o prazo do se9 meze,
qoando o negociante, i tos com a filha, falleu
deste modo ;
Ests resolrida a casar com o Sr. Duarte ?
Sendo vontade de meu pae___
Pensaste ji nos deveres a que le obrigas
com a mudaaga de estado, Eulalia ?
A menina fitou os seus bellos oaos no olbos
hmidas do pao, e uio respoodeu.
Joaquim Luiz contioaou:
Poste sempre obediente a leus pae ; devo
crr qu sers obediente a leu marido ; mas ne
cessaria dizer-te que sio duas aa txuoeirasde obe-
decer. A obediencia ao paes Iras a aua octgeaa
desde o bergo, e comega com o respeilo A obe-
diencia ao marido recebe-se como um dever,
quando a razio j est formada, e comega com o
amor. Por mais cirioboso qua- eu foss para li,
os cariados nio enfraqueciam a respailo que me
tinhss ; mas os carinaos de um marido dimiouem
o respeilo da esposa, preparara-na para a de-
sobediencia, se ella uio lem muito gravadoa oa
alma oa dielamea dos seus deverea. Quando a-
coniece persuedir-se a mulher que o casamento
estabelece igualdad* da direiios, inevUavel a
desordem da ida. A aubmissio lio precisa i
eaposa como filha. Se leu marido, d'aqui ha
dous anoos, te parecer diflerente om genio e ma-
oeiras, hasde t sustentar a igualdade dos leus
disvelos e afagos, mostrando assim que aeceilos
de leu marido as mudangas boas e ms que o
tempo fiser no seu carcter. Aioda mesmo que a
mudanga te mege, a te pareca iofado ou capri-
cho, nio pedirs cootas a leu marido das modi-
esges que o rompo fizer no seu genio. Enlendes-
me tu', Eulalia?
4 Qlha, entre confuss e aeanhada responden :
Eu peosava qua o Sr. Duarte seria sempre
meu amigo.
Nem eu te disse o contrario, filha Um bom
marido sempre bom amigo, quando urna boa
esposa lhe desculpa as horas ms que todos tem,
e lhe adogaos aadujnasalaimpaclMeia, que nio
poupafn nioguem. A mulher imprudente e le-
viana de sue vaidade, quando observa desacoatu-
msdaseriedade 00 semblante do esposo, enteude
logo que Me a presa menos, ou que o seu amor
nio basia a preoecupar o espirito do marido. Dis-
ta procesern os juicos falsos, as ontebdas funes-
tas, e perigosdesbragadamente maiores. Quera
eu prevenir-tpara.a hora em que as mintias re-
fiexes t bao 4 er necesssrias. Allende ao que
"a
ATnel don monioadMffleu'ari'bc, ecuidei'de
raorrer, quando, contrariado pela prudencia de
meus paes.tire que desistir.
Aos vate e Ires naos, a minha paixao era o
estudo, s escondidas de meu pai, que me que-
na para o commercio.. Cedi:. lamanhas foram
as objeeges, que me alalharam o^propoiito e o
desejo. Aos viote e cinco anoos o" meu sentido
ealava todo na riqueza. Madrugava. para adan-
lar mais urna hora a.s doce que trebalhava regu-
larmente. Assistia ao mostrador para forrar o
ordenado d'um caixairo ; escrevia a msior par-
te da noite para laocar ni receita o ordenado de
um guarda-liiroa.
Aoa trila annos achei-me sem paes e rico. A
minna psixio de economia deafigurou-se em pai-
xao de desbaratar. Gastei sem lino nem satsfa-
gao de minha coosciencia. Eslremei-me eulre
os mais liberaos, 00 conceito dos falsos amigos
e entre os mais libertinos, no conceito dos ami-
gos verdadeiros. Quando os meus bens de for-
tuna estavam a pique, vi tua me, senli por ella
urna aincera amizade, oada aemelbanle i minha
primeira paixio, e Uve mi do meu edificio em
ruinas para me nao des:ooceituar ao menos aos
olhos d'ella. Casei aos trila e cinco auno de
edade. Tua mae nunca se arrependeu de ser mi-
nha esposa, porque se fui coolenlade a pouco e
pouco com o lalo revira melo que a minha n-
dole fez para o amor do trabalho e da boa fama.
Muias vezes me eocootrou ella descoosolado,
aborrecido, e imperlinenleno Irafego commer-
cial. Acudia-me com reflexoes consoladoras, e
trazia aos meus Dragos fatigados a tua irmaa mais
velha. Ora. como as ruins tentages nio resis-
tero ao sorriso de urna Qlha ou tristeza compa-
decida de urna esposa, o meu espirito destoldava-
se, e voltava ao seu socego habitual. Est aqui
um velho contando sua filha as novidades da
sua vida. Assim era preciso, Eulalia, para exem-
plicar o que te eu viohs dizendo das mudangas,
que leu futuro marido ple fazer.aem que eu as
baja de estranhar, nem tu te ajaras lastimar do
deseogano. Convm que estejas preparada para
ellas, com paciencia e tolerancia. Se leu mari-
do, passado um anno, se mostrar poseo cuida-
doso de ti, nao lhe lembree os seus deveres ; es-
pera que a reprovago da sociedade ib'os lem-
bre, e elle yira a ti para le estimar em dobro,
e alguns das o vires em ir contra os lago, quo
loe telbem a liberdsde de ser mogo com des-
culpa do mundo, nao aportes tu os lagos, a re-
cordar-lbe qoe ao sagrados. Deixa-o, que elle
rollar contente da sua escravido, ou mais livre
que nunca, para le bem-querer, e descangar no
leu amor das terriveis batalhas, queso do no
espirita do homem. Tens tu forga para iato, Eu-
lalia t So os casos, que lo apootei, se derem,
has de recordar oa couselhoe de leu pae parase-
gui-los, custem oque custarem ao leu amor de
esposa, ou a tua rdade de mulber ? Tens tor-
gas ?
Teahormeu pae 1responde coro firmeza
Eulalia, e conlinuou :mas pode ser que Deus
me nao d occasiio de soffrer tsato.
Pode ser, pode, mioha filha ; ma auaz-te
a pensar que o leu casamento com- um rapaz de
deseoove annoa tem de trazer eateeiafalliveis re-
sultados; Queres tu, Eulalia, pensar algum dia
ante de me dar a tua Anal resolago ?
Se meu pse me'nao conlrariar, minha re-
solugao j a sabe.
Poi bem, filha. O- cu a benque as las- es -
perangas. Hoje direi a- Duarte que- marque o- dia
dos vossos esoosorjos.
Foi odia marcado
Di irte andava de maito oceupadeem obra? na
cass, por Iba parecer indigna da esposa- a velha
habitagio em que sua mae e avs tioham vivido
a morrido venturosas. Esmerou-se- na coostruc-
gio de salas de recebe? e sala de espera, que
oio tinha a casa agrcola. Antonio Pereira ac-
ceda a tudo, folgando de ver seu filbo dislrahido
em gastar as pegas tao ionooeulementeas pa-
gas, que segundo o dizer do lavrador, havia mui-
tos anuo, que nao tioham visto- sol.Da parto
nobre do edificio, passou- o nelo dos- condes da
Feira a ampliar as cavallarigas, e alargar os pa-
teos, e a ladrilhar a* paredes circuraoostas, qoe
assim tinha elle visto os Jilos de todas aa casas
oebrea. Affsgara-o lambem o peosamenlo de le-
vantar as-armas da familia materna sobre a cor-
nija do portio ; a isto. porm; contvedisse o pao,
com recoios da zombaria dos visiohos, e pro-
messas de arraojar ao fllho habito de Christo, e
foro de Gdalgo, para depois, sem receio da mofa
deiovejusos, levantar o brasio de armas.
Excepto- o sdoroo ctobliarchico- do brasio, a
casa ostentara as proporgoes sidalgadas qoe
Duarte debutara na sua imaginacio algum lano
doeotia da loucora fidalguera. Nem a capaila
esqueceu, e Deus sabe por que prego ficou a An-
tonio Pereira. a licenca de ler missa em casa.
Com a licenga. veiu a-ditosa neeesaidade do ca-
pellaocipeilao, quo- s de per ai urna palavra
que rescende a illustriasima prosapia I
Alcancou Duarte lambem licenga para quo- o
geu sement foseo celebrado na capea da
sasa. Mais um estadio vencido no eaminho- da
craodeza I
Cbegado o fausto, dia, ja Aoaqaim Luiz,. e sua
mulher e Albas eetavam desde a vespera> hospe-
dadas no palacete do lavrador. Maravilharam-
se as meninas da transforrrugao da casa, e o ne-
gociante deu mostras de tristeza.
Mina principios !riisse elle a sua mulher.
Maus I... uso sei por que, Joaquim I
Por que este rapaz tem multa vaidade, e a
vaidade do bomem nao se contenta oom as di-
asenses de mi grande palacio.
E como q.uor que a senhora Marianna, por aua
maneira de euvir e olhar, significaste que era de
espirito inferiora ling-uagem Bguraoa de sen ma-
rido, contiauou ello deste modo :
Esto rapaz ba de querer sustentar, a sua vai-
dade fra dosla obscura aldeia. Como rico, em
toda a parte achara quem lh'a alimente ; e, como
o coragio de sua mulher nio pede ir com elle a
toda parte, o resultado ser tlcar ella para aqui
esquecida, e talvez siudosa do seu. pequeoo quar-
to em casa de seu paes I Marianna, urna meni-
na, por mais formosa que seja, s alimenta a vai-
dade de seu marido, em quanto a elle lhe parece
formosa. O tempo respeita. mojias vezes as bel-
las feiges de urna esposa;. os olbos de seu ma-
rido 6 que lentamente so vio cegando luz a qu
viram nos primeiros lempos.
Nao, redarguiu a aeuhora Marianna. Era esto o
seu louvavel cosiume, quando uio entenda per-
fectamente a philoaophia do marido ; ou esto
responda-lhe someol*: < t l& sabes essa. cou-
sas, Joaquim. Quaudo te d para lr, estou sem-
pre a seysmar que te. d volta o juizo. A outra
gente pensa como eu ; t que tem l urnas ideas
dos livroa que aioservem c para o aaeoho da
vids. Vaina-le Deus, Joaquim I..
O marido sarria-se a estas razes da senhora
Mariano*, o as mais das vezes rapllcava-lhe :
tens razio, mulher. eu sou um maluco. Dei-
xa-nie c com os meus livros, as horas vagas do
trabalho til, e vai-me t gorernaodo coa tua
razio, em todas as boras.
Celebran-se o casamento.
Eslava celestial a esposada, com o sou vestido
cor do pembo, e a aua griualdade rusas brancas.
Sorpenteavam-lhe nos bracos as cadeias de ouro
operlas. Do col cintura peodia-lhe o collar
da diamantes, que Antonio Pereira lhe dra em
brinde. Ajoelhada anteo ministro do sacramen-
to, com tanta bumildade e rubor de pejo o fez,
que bastara v&-U assim n'um painel para 1-
ma-la.
Antonio, o lavrador, que, pela primeira vez,
envergara a casaca de pe-quenaa iapellas a aba
pooleagudu. no auge do aua alegra, at de si
eslava rindo. Todos folgavam. Peasoa trate ha-
v ia all s urna: era o negociante.
IV
MARI A.
Aasistira s bodas o doutor Jos da Fonseca.
No decurso do jantar fizeram-sa mutuamente
inuitas sadea. Urna de Duarte Pereira, mais
caloro.asueote vktofiada per todos os psdres'da
freguezia, foi a seguiote: Bebo prospecida*
de He duas pessoas, que se acharo presentes s
nos, e,presentes um ao outro, em toda a parte.
Bebo ao breve e ditoso enlace de mioha mana
Mara e do meu presado amigo o Sr. Dr. Jos da
Fooseca. Mana croi*. inclinando a face ang-
lica sobre o hombre de Jeroayeaa. A eosivel
-mae chorou. Joaquim Luiz bebeu serenamente
Antonio Pereira, esquecUo,'da. sorras etiqueta
dos clices-, bebeu par urna grande e floreada-ca-
neca da Iodia. Os padres beberam como era de
esperar eje suas, timas sempre abortas a co/ngra-
m-se da felicidad!, do prximo. Jos da
a, acetada o tkuUs>o, ergneu-
allou nestes breves termos :
c A felicidade do homem oiodflpedes6ment
dos volos dos horneas. Eu antea de vaticinar a
prospendade des meas amigos, pedir! i divina
Providencia qqe lh'a eooceda. Al Mflsi ouvi4
daa no cu, e aos corages de boi vontade pedi-
rei eu que suppiiquem so ea os don, cipe me
fallara para fazer ditosa a minha esposa, fem ga-
isrdo dessas almas qoe eu propooho una sai-
de, com lodo o fervor e recoolrectmeolo W'toea.
coragio 1
Desta vez nao choroa smente Marianna : Joa-
quim Luiz passou o seu lengo pelos olljos ; e Ma-
ra, com as mos cruzadas sobre o seio, contem-
plara o rosto aberto e msvioso de seu destinado
marido.
Agora viram que eslava para breve o consor-
cio de Mara.
Que rasdes loria o negociante para tio longa
pratica, em materia de casamento, com a filhi
Eulalia, a nenhuma com Maris?
E' por que Joaquim Luir eatudra no intimo a
ndole de ambos os genros, e tambem a dellas.
A docilitada natural de Mara assegurava-lhe
a snbmissao ao esposo; a bondade, a modestia,
e a edade do esposo asseguravam-lhe o sereno e
qaielo viver de Mara. Saba elle que o adroga-
do faltaya s suspiradas visitas a sna casa, para
nio faltar j suas obrigagdes de escriptorro. Sa-
bia que o amor a aua filha era o pensamenrer es-
seocial, mas sem lesio d'outros deveres esaerr-
caes s ligtges com a sociedade. Sabia que o
advogado auslentava sua mi e trmias com a de-
cencia grangeada pelo muito estudo e iuceasanto
irabslbo. Sabia, finalmente, que era elle o su-
perior em reoome, e o someoos em remunera-
gao entre os lettrados do Porto. Todas eatas vir-
tudes davam em resultado um homem pobre}
mas o negociante estimava- como a filbo, e as-
everaya a aua mulber que a esposa do pobre se-
ria mais fortunosa que a do opulento.
Mara, assustada pelas deloogaa as visitas,
occaltava as lagrimas, sem poder nem querer oc-
cullar a saudade timorata A esta aecudia o pae
reanimando-a com poucas palavras: < em Jos
da. Fonseca andam ligados o amor e a honra :
ser lu marido por isso mesme, filha.
Anda assim, Mara invejava a felicidad de
Eulalia solleira. Via aempre o xtoivo ao lado
della, irrtretido em encantadoras frivolidades,
urnas vezes desfolhaodo-lhe nos cabellos urna
rosa, outras escondeodo-the o dedal, outraa
surprehendendo-a com alguma symboliea baga-
tella, que Eulalia encontrara escondida na cos-
tura.
(t7entintor-e-Aa.)
*
A WALSA.
Yenceste : sou leu, bem vs
Quio fcil foi a victoria 1
Cahi-te rendido aos ps,
E, sem disputar a gloria,
Aos golpes da tua mi
Expnz logo o coragaol
Veocesle : sinlo cas veas
O saogue a pular de novo ;
Outra vez o antigo fogo
J nos sentidos me ateas I
Submisso, humilde, sujeito
Ao leu extraobo poder
Existe lodo-o meu ser I
Em li palpita o meu peito,
E a razio que me delira,
Em ti vive, em li respira,
Com leu imperio a rendesle,
Sou leu : venceste, ah I vencesle I
Ouanto tempo decorreu
Desde a que (Chora maldita ?
Quanto lempo esl'alma afilela
Na angustia se debaleu,
-Sem que um sorriso, um olhar
A viesse coosolar 1
m vio buscava no cu
As scinlillanlea estrellas.
Nao via em nenhuma dellas
Nem ormosura, nem lume ;
E no prado, por maia bellas
Que se osleolassem as flores.
Para mim nao tinham coras,
Nem eocantos, uem perfumes I
L'ma larde, era o sol posto,
Vi-te aesomar jaoella,
Depois inclinar o rosto
Sobre a mao graciosa e bella,
E contemplar fascinada
A natureza encantada
A aragem com brando alent
Agitara os leus cabellos,
E julguei o'esse momento
Ver-te, flor dos olhos bellos,
Esiremocer crystalina
Urna lagrima divina I
Sobre o cimo flxuoeo
Uo monte se refleclia
Anda o clarao saudoso
Do brando espirar do dia,
--Quando afogueada rompeu
A la uo azul do cu.
Teu aeio bata inquieto,
E eu senli no coragio,
A chamma do antigo affecto,
Aebenter como um rulcao I
De reponte os olhos leus
Se volveram para os meus. .
Quizemsa fallar, a voz
Nenhum a ple soliar ;
Mas que nio dnsemos nos
Naque-lie inspirado olhar I...
Urna s vez oa existencia
O diz a muda eloquencia 1
Enlrei no baile: a alegra
Sallava no teu semblante,
Quando a walsa delirante
Kompeu uo vasto aalio.
Era aquella meloda.
Que tanta vez a leu lado
fe fez bater agitado
De eotbusias'so o coracao I
Ergueale a froole animada,
em leu rosto se trocou
A pallidez namorada
Pelo fogo da paixo I
Como o teu olhar faliou
Antes que dissesse a voz :
Ob, tua outra vez eu sou I a.
Depois, 00 gyro veloz
Da daosa verligioosa.
Como a tua voz formosa
Sobresaltada trema I
Como em tua alma eu vivia!
E' qua, oesse instante, Deus
Qutz unir a dosisi vidas
Por um amplexo dos cu I
No horisoote, esmorecidas
As estrellas desmaiavam
Com os fulgores da aurora.
Que j no cu deapontavam.
M'aquella encantada hora,
Etpirau nos labios leus
Um suspiro, e um adeus I
Um deus, que promettis.. .
Maa quem pode revelar
O que n'elle se dizia 1
A aurora vinha a raiar,
E os claros da machia fra
Acaso viram jmala
To felizes dous mortaoar
Desde enlao ao teu poder
Submisso, humilde, sujeito, .
Exisle lodo o meu ser 1
Em ti palpita o meu paito,
E a razio que me delira,
Em 11 vive* em li respira,
Coro leu la)peno a rendaste,
Soufeu, veoetst ah! venceste!
Fevereiro 62.
I BliLlO Paio.
boj (Cmmrcio do Pi*q,\
HM.rr?, DE H. t. D -PAMA 4 PILHO 1862.
i
-1


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