Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09508


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Full Text
Tf

aiio xxxviii. ioma 62.
-
Por Iret Mezes adantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000

TERCA FEIBA4DE MARCO 6E IS62.
Por aHBo adianfad 19$00O
Porte fratta pin t sibseriitor
DIARIO DE PEMAMBICO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Amonio Alexaodrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Araealy, o Sr. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr.
. Jos de Olireira ; Maranho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues'; Para, Justino J. Ramos;
Amazooss, o Sr. Jerooymo da Costa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SDL
Alagas, o Sr. Claudino Pilcan Dias ; Bahia.
o Sr. Jos fcfertina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr-
Joo Pereira Martina.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Oliod todos os dias as 9)4 horas do lia.
Iguarass, Goianna, Parahyba as seguodas
e sexlas-feira.
S. Antao, Beserros, Bonito, Caruar, Altinbo
e Garaohuns as torgas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pee-
queirs, Iogazeirs, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as qua.Us-feira.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Un,Barreiros
Agua Preta, Pimeotelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parteas as 10 horas da maaha
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARQO.
8 Quarto crescente as 2 horas e 40 minstos da
maohaa.
15 La cheia as 3 horas a 35 mina toa da tarde.
l Quarto minguante as 7 horas a 8 mnalos da
maohaa.
29 La nova as5 horas e 4 minutos da manha.
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos da nanitas.
Segaado as 7 boraa e 18 mnalos da tarda.
rARTIDA DOS VAPORES C0STEIR09.
Para o sol ale Alajroaa 5 e 0; para o norte
al a:Granja 14 e 59 de cada mez.
_ PARTIDA DOS MNIBUS.
!" Rcfe do Apipucot s 6 li2, 7, 7 l|t, 8
e 8 l|2 da m ; de Olinda s 8 da m. e 6 da t.; de
Jaboatao s 6 1|2 da m.; do Caxangd e Varzea
s 7 da m.; de Bemfica s 8 ds m.
Do Reeife : pr o Apipucot s 3 IrJ. 4, 4 1|4,
4 1|2. 5, 5 1|4, 5 1|2 e 6 da t.; para Olinda s7
ds m. e 8 1|2 da t.; p,ra Jaboatao s 4 da t.; para
o Caxangd e Varzta s 4 Ii2 da l.; para Bemfica
as 4 da t.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL,
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago: tercas a ssbbadoss 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio da.
Dito de orphos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do cirel: tergas a sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do cirel: quarlaa e tabbados f
hora da tarde.
DIAS DA SEMANA.
3 Seganda. S. Hemeterio m.; S. Cuneaunde*.
4 Tergs. S. Casimiro rei ; S. Lacio"fn
5 Quarta de Cinza. S. Theophilo b ; S. Pocas
6 Quinta. S. Olegario b. ; S. Collecla r. m.
7 Sexta. A oraco de Jeaus Christo no horto.
8 Sabbado. S. Joo de Deus inst. dos r. da caria
9 Domingo. S. Francisca Romana viuvs.
ASSIGNA-SE
no Reeife, em a lirraria da praca da Indepen-
dencia as. 6 e 8, dos proprietarios Manuel Ffguei-
roa deFaria & Filho.
PIBTE QFFICUL
MiniKterio do Imperio.
4* secco.Ministerio dos negocios do impe-
rio.Rio de Janeiro em 23 de ferereiro da 1862.
Illm. e Exm. Sr.Nio sendo anda satisfacto-
rio o estado sanitario dessa provincia, apesar da
declmacao que ltimamente tem apresentado a
epidemia do cholera-morbus, e sendo de presu-
mir que por este motivo deixem de comparecer
em lempo alumnos que teem de matricular-se
nessa Faeuldade, S. M. o Imperador ha por bem
determinar que sejaao admittidos matricula at
o ultimo dia das ferias da Paschoa os que por
aquella razio nao poderem matricular-se dentro
da poca flxada oelos estatutos.
Dos guarde V. Exv.Josi Ildefonso de Sou-
za Ramos Sr. director da Faeuldade de Direito
do Reeife.
Ministerio da agricultura, cora-
mereio e obras publicas.
Inspecge eral das obras publicas, em 20 de
evereiro de 1852 N. 191.Illm. e Exm. Sr..
A publicago do Correio Mercantil de U do
correte, sobre a falta d'agua de que se queixam
os moradores pobres do Castello, concebida em
termostio vagse obscuros que nao me pos-
sirel informar V. Exc. com coohecimento da
causa o que ha de exacto nella, alm do segoin-
ie: existe, como V. Exc. sabe, ns ladeira de S.
Jos, um nico chaariz, alimentado por agua
do eneanamento da Misericordia ; neste chafarlz,
que publico, toma agua quem quer, e nao po-
de o respectivo guarda privar o poro de o fazer,
qualquerque seja o fim a que fr ella destinada,
quer a empreguem em lavagem de roupa. quer
em regas ou em outro qaslquer servico. Nao se
pode tambem privar que um preto, que nin-
guem sabe se i Africano livre ou escravo,
tome agua oo seu barril e a r vender onde lhe
coovier, pelo prego que lhe offerecerem.
Quanlo a desperdicio por conta do estado,
dessas proposiges que nao teem o menor funda-
mento, se se refere aos servicos a cargo desta
reparlicj.
O que levo ao coohecimento de V. Exc, em
resposta ao aviso de 14 deste mez, n. 83.
Dos guarde a V. Exc.-lllm- e Exm. Sr. se-
nador Maooel Felizardo de Souza e Mello, minis-
tro e secretario de estado dos negocios da agri-
cultura, commercio e obras publicas.Chrittia-
noPerexra de Azeredo Coutinho, teoeote-coro-
nel inspector.
________/
Ministerio da justica.
Decreto n. 2,878, ds II de Janeiro de 186S.
Rene os termos de Mossor, Campo-Grande e
Apody, na provincia do Rio-Grande do Norte.
Hei por bem decretar o seguale :
Artigo nico. Ficam reunidos os termos de
Mossor, Campo-Grande e Apody, que actual-
mente formam a comarca de Mossor, na pro-
vincia do Rio-Grande do Norte, sob a jurisdic-
cao de um juiz municipal que accumular as
funecoes de juiz de orphos.
Francisco de Paula*de Negreiros Sayo Loba-
to, do meu cooselho, rainiitro e secretario de es-
tado dos negocios tendido e fica executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 11 de Janeiro
de 1862, 41 da intependencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Fran-
cisco de Paula de Negreirot Sayo Lobato.
titui-lo o Sr. msjor do 10 b taina o da mesms ar-
ma Mauricio de Souza Tarors ; e mandou addir
a reparligo das obras militares, aflm de coadjurar
ao respectivo Sr. director nos trabalhos de sua
incumbencia, o Sr. capito 4o eorpo de engenhei-
ros Domingos Jos Rodrigues que pela ordem do
dia do exercito sob o n. 303 foi posto a aua dispo-
sicao- neata provincia.
Assignado. Solidonio Joti Antonio Pereira
do- Lago.
Conforme.Candido Leal Fereira, capito
aju dante de ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR
2a seccao.Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro em 12 de ferereiro de 1862.
Illm. e Exm. Sr. Forana presentes S. M. o
Imperador as seguate duridas dessa presi-
dencia :
1*, se se dere convocar um jury extraordina-
rio, para, na forma do art. 255 do regulameoto
a. 120 de 31 de Janeiro de 1842, julgar a suspei-
gao, visto como este artigo suppoe o jury reu-
nido ;
2*. no caso affirmalivo, qual o juiz competen-
te para convocar o jury, o juiz de direito ou o
seu immediato que, em rirtude do artigo citado,
deve presidir;
3*. se deveni ser guardadas as mesmas regras
estabelecidas na lei pan a onvocnco das ses-
ades ordinarias do jury ;
4a, se dere o julgamento ser feito por todos
os jurados presentes ou somenle por doze sor-
teados, e, oeste caso, se podem recusar Jurados
tanto a parle como o juiz recusado ;
5a, finalmente, se o prest lente do tribunal de-
ve propr ao cooselho os quesitos que consta-
ren dos artigos da suspeigo, podendo proceder
debate sobre s prora dos mesmos artigos.: e o
xnesmo Augusto Seohor, cooformando-se com o
parecer do eooselheiro consultor dos negocios da
justicia, ho-ire por decidir que as referidas du-
ridas esto todas resolridas pelo arisa de 25 de
julho de 1861 ; as tres primeiras expressamente
ao aviso e no art. 255 do regulameoto o 120, e
as outras tcitamente; por isso que a legislacao
do processo criminal, nada tem disposle de es-
pecial a respeito da formagio e marcha do jury
quaoto ao julgamento da suspeico, claro que;
ae derem guardar as regras proscriptas.
Dos guarde V. ExcFrancisco de Paula
de Negreirot Sayo Lobato.Sr. presidente da
provincia do Cear.
2a scelo.Ministerio dos negocios da juati-
ra.Rio de Janeiro em 12 de ferereiro de 1862.
Illm. e Exm. Sr.Tendo essa presidencia res-
pondido a urna consulta, feita pelo juiz munici-
pal auppleote do termo de Principe Imperial,
que sempre que um reo tenha prestado flanea,
por um facto a que se tirer dado ioderida clas-
aiQcacao, nio dere ser obrigsdo a ora fiaoca,
qaaodo por qualquer motivo se instaure palo
mesmo facto novo aummario, ama vas que aeja
idntica a pena, e a mesma a natureza do crime,
visto como nao pode ser imputare! ao reo o er-
ro do processo, e no caso spootado pelo referido
juiz nao dra anda tal flanea levantada ; cum-
priodo que, em tal circnmslsocla, se junte aos
autos a certido da flanea nos termos do art.
103 do cdigo do. processo, ou ae appeose o
processo em que ella fui prestada, salvo o arbi-
trio, concedido no artigo 110 do citado cdigo,
ae ao juiz parecer que deve ser ella reformada :
houve por bem Sua Hagestade o Imperador, a
quem ti'e a honra de apreseniar o offlcio de V.
Exc. n. 55, de 2 de oulubro de 1860, mandar ap-
provar, de conformidade com o parecer do coo-
seltaeiro consultor dos negocios da justics, a de
sisao dada por essa presidencia.
Dos guarde V. ExcFrancisco ds Paula
de Negreirot SaySo Lobato.Sr. presidente da
provincia do Piauby.
C0MHAND0 DAS ARMAS.
Quartel-geueral do ominando das
armas de Pemambnco na eldade
tL e 9m marco de
l*.
ORDEM DO DIA N. 43.
O general comraaodaote daa armas faz publico
para oonhecimenio da guaroigo e devide effeito
que a presidencia na data de bootem exonerou o
Sr. capilao do 9 batalhao de infantaria Joaquim
rranciaco da.Ollreira do cargo da delegado de
polica do termo doBuique, e nomeou para bus-
Monte video
17 de ferereiro de 1861.
Assim como as peripecias das nossas lutas sul-
americanas offerecem interesas aos leitores es-
trangeiros por affectarem a industria e o com-
mercio geral do mundo, a vida normal destas re-
publicas destituida de altractivos para quem
nao vive nestas regies. Quaodo paixs polti-
cas nos nao agitam, resumem-se as natteias do
Rio da Prata n'uma s palavra, vivemot V
Mas como o rirer nao syoooimo do pro-
gresso quando outras cireumstaocias nao Concor-
rem, nao satisfaz aos homens pensadores essa
quieta;o que succede s nossas perturbacoei
sociaes. Rerolreodo a superficie deste mar em
calma logo se enenntram materias deleterjas que
ameaeam morte.
Quer isto dizer que no meu entender nao de
carcter permanente a paz proclamada de modo
to especial por cada urna das prorinciasl me-
dida que se vio vencida, assim como nao sin-
cera a declaracSo official que Buenos-Arres fez
de estar em paz com a provincia de Eotra-Rios,
porque essa declarac&o foi feita para nio desairar
o dolo da actualidade, sendo alias o peosamenlo
dominante do partido liberal que a permaneca
de Urquiza testa da administraco de urna pro-
vincia to importante como a de Entre Ros, ha
de ser poderoso obstculo para a obra de rege-
nerado que se ioiciou vencendo em todas as di-
recQoes a cacicagem enihrooisada nestaj plagas
desde a emancipacio poltica dellas.
Jl os orgios da imprensa apontam al idea de
que o novo coogresso apenas se reunir tratar de
resolver o ponto do ostracismo de Urquiza sem
consideraces pelos compromissos particulares
do general Mitre.
Entretanto (principia a lavrar a diviso no par-
tido. O Dr. Obligado deixou a pasta do interior
e negocios eslrangeiros, succedendo-lhe oo car-
go o Dr. Eduardo Costa.
A sahids do Dr. Obligado no momeqto do ge-
neral Mitre reassumir o governo da proriocia,
produzio um deagosto geral que ter desagrada-
reis consequencias, visto o ministro demlttido
cootar com numerosas sympatbias e interpretar
melbor o aentimento publico, apezar de oo
consultar tanto os ioteraases da poca.
Para uoiformisar as opinioes a respeito de
candidaturas deriam reunir-se hontem no thea-
tro de Coloo os dous clubs eleitoraes que formam
naquella provincia o quarto poder do estado.
As noticias do exercito do norte sao cada vez
mais fsrorareii, O Chacho, que era sem dauida
o caudiino da mais ralor que restara so partido
federal, desappareceu tambem da sceoa seguin-
do o camiobo de Juan Saa, motivo por que Vit-
lafsne, governador de Rioja, expedio um decreto
parecido com os das outras provincias adherindo
as ideas proclamadas por Rueoof-Ayres.
A provincia de S. Juan nomeou gorernador
provisorio D. Domingos Sarmiento, ex-ministro
do interior em Buenos-Ayres, e um dos mais io -
cansaveis athletas do partido liberal.
As torgas que estavam em Santa Fao com-
isando do general Flores tiveram ordem de re-
colher a Buenos-Ayres,'ficando no Rosario tres
batalhdos to smente. Por este motivo acha-ae
aquelle general em Buenos-Ayres, sendo muito
provavel que solicite a sua separacio do exercito
argeotino, o que tirar o pretexto aos sobresaltos
em que nos traz este gorerno com csseus te-
mores de invaso.
A abertura das cmaras o successo mais im-
portante da quiozeoa, de modo que quem 1er a
mensagem do presidente ter o resumo da nossa
situado oficialmente delineada. Comoae v, nao
dis o Sr. Rerro urna s patarra sobre empregar
os meios para que os emigrados rolram aoseto
da patria. Pelo contrario, octupa-se com insis-
tencia da necessidade de remontar o exeroilo e
crear noros meios da defeza, devendo nos por
consequencla renunciar a cipeuocj_de rer esta-
belecer-s Sal brere a cooflaga.
Je obter simplesmenta satisfago por lesSo sof- de reformas erentuaes. ele etc. Em urna pa-
Ti, h_ ; _.. .- l,m c,n>"a de cootabilidade tem seu
irata-se de nao uais e de nao menos, do que
d'uma Interveocao noa negocios interiores, e a
intencio, que presentemente j nao se oceulta
maia em Pars, nao outra.senao por fim i cons-
tiluicao republicana do Mxico, ealii restabelecer
o throno monarchicode Moolezama. S a ques-
to da pessoa presenta atguroas dlfAculdades.
Que com a corda do Mxico s poder ser dotado
um memoro de urna dyoastia europea, isso em
Paria aa conaidera como cousa que nao admitte
duvida alguma. Mas pergunta-ae que merubro ?
A Hespanba trabalba em faror do aau infante
D. Sebaslio. Em outros lugarea se falla d'um
principa de Orleans. Tambem o duque de Bra-
baote, um fllho do rei dos Relgas lembrado.
Em Paria, porm, se tem mu particularmente em
ristas o archiduque austraco Feroandb Maximi-
liano, o ebee da marioha d'Aostria a irmo do
imperador.
O plano nio mal concebido. Pelo throno im-
perial do Mxico, destinado a caaa austraca, a
poltica rieoneose ha de ceder a Venesia Italia,
Qcando dessa maneira a quasto italiana resolri-
da timbam por esse lado.
As primeiras nolificaces confideociaes esse
respeito feitas ao gabinete de Vienna nao o en-
contraran) muito disposto em favor do plano.
Segundo se diz o imperador Napoleo offereceu
ltimamente anda outras iodemnisages, saber
a Herzogovina Turca, e esse novo offerecimento
at agora ao menos nao leve resposta negativa.
Tambem se diz que o secretario privado do ar-
chiduque Fernando Maximiliano, o Sr. de Sch-
merzlechner, parti ha pouco com ordem confi-
dencial para o Mxico, para examinaras circoms-
tancias e disposicoes dos nimos desse paiz.
Em todo o caso um facto, que de Paria se diz
claramente ser o archiduque Fernando Maximi-
liano destinado para o throno mexicano, a que
de Vienna nao leve lugar qualquer protealo enr-
gico e cathegorico.
O negocio todava ainda est looge de soluco,
a seria um procedimento muito precipitado tratar
j na Europa da occepacao de um throno, para o
qual ainda nao se est de posse do respectivo
paiz.
Nao se deve desatlender, que ao mesmo lempo
que a Inglaterra se abstere da todas as oegocia-
Ces acerca do estsbelecimento de urna mooarchia
mexicana, finalmeale tambem os Estados-Uoidos
nao se riam muito dispostos de passar o negocio
em ailencio.
E' rerdade que pelo momento a guerra civil oa
impede de oppor-ae aos planos das potencia eu-
ropeas ; mas pelo momento esses planos tambem
anda esto bastante looge de realisacao.
Entretanto as circuinstancias europeas se rao
tornando cada rez mais pacilieas.
Como termmetro indicativo das esperances
pacilieas ou bellicosas se considera geralmenta a
falla do throno annual do imperador Napoleo oa
occasiao da abertura das cmaras, e a mesma
asta rez decididamente pacifica.
Com grande eapectacao se tinha esperado aa
expresses acerca da queslao italiana, e especial-
mente da Romana. Essa espectacio seacba agora
de certo modo desengaada.
A falla do throno ao mesmo tempo que nao
deixa descoobecer muita benevolencia pala Italia,
tambem nao deixa descouhecer grande.reserva, e
a troca das netas acerca da questo romana pre-
sentada &a cmaras francezas, denota tambem a
iotenco de elTectuar urna soluco em sentido fa-
voravel Italia, maa nao liga aa maoe ao gabinete
das Tulherias para nenbum lado, o sobretodo
quaoto diz respeito cootinuacao da eccupago
de Roma. Por ora, pois, nao deve-se duridar
da continuago dessa oceupacao. E & vista do
carcter pacifico da falla do throno fraoceza tam-
bem nao ae dere pensar mais n'uma guerra na
Veoesia progoosticada para margo.
A Italia de certo nao proceder offensirameute
sem a aasistencia da Franca, e a Auatria ainda
menos poder tomar a offeflsira nesla occasiao
nao queremos deixar de lembrar a (arorarel im-
presso, que em todo o campo liberal produzio o
prompto e franco reconbecimento de el-rei Vc-
tor Emmanuel como rei da Italia pelo Brasil.
Essa affavel promplido do augusto monarch*,
que mais de um estado europau inrejam ao Bra-
sil, e do Sr. Megslhes Taques, foi em toda a par-
te vivamente) reconhecida.
No dia 25 de Janeiro foi aborta em Copenhague,
a sessao da dieta (Reichsrath) para a Dinamarca
e o Schleaevig, pelo presidente do gabioele, o
Sr. Hall, o qual leu o rescripto real. A' respeito
do longo conflicto Dano-Allemo, o mesmo res-
cripto diz que a esperanca da tomar atar
maiseloquent
paiz na sesso
deputados, po
do governo s
25 e 26 de
Estevo :
Queris
solviae-t C
mao que as
feilamente.
cargo a propna verificago da administrado fl-
Aconstituigo tambem promette urna le es-
se reipeilo, e a proposta do ministerio acerca da
cmara de cootabilidade annunciada como o
camprimento dessa promessa.
Para mostrar o Ilusorio da proposta em ques-
to basta lembrar s um ponto. Em lugar de
determioar, que o resultado da verificago pe-
la cmara de cootabilidade dever ser lavado
ao coohecimento da dieta, em toda a sua ex-
tengo, Oca reservado ao gorerno o direito da
retirar o que nao hourer por bem a presentar.
Duai outras propostas mereceram melbor aco-
Ihimeoto a sao, o projecto de um regulameoto
para os circuios, e urna lei acerca da administra-
gao da polica rural. Em todo o caso sao ellas
um lourarel progresso porque o primeiro pro-
jecto remore a supremaca dos grandes proprie-
tarios os administraco e representago dos cir-
cuios, e outro tirs das mos dos mesmos proprie-
tarios o gorerno policial sobre as aldeiss, que at
agora Ihea competa.
Por isso de suppor que essas duas ultimas
propostss ser sceits pela camars dos deputsdos
ao mesmo lempo que j passs por eerto a rejei-
cao das duas primeiras.
_0 projecto de lei, referiodo-se ora organi-
go do exercito, acerca da prolongago do lempo
de servico militor por dous annos, ainda nao ap-
parecen ns cmara dos deputados.
Ns cmara dos seohores por contra ae acha
elle j resolrido, e como era de prever, aceito
sem a mnima diaeusso,
Durids-se da sua aceitacio na camars dos depu-
tados, porque alem do partido progressista, e as
duas fraeges meo-liberaes, tambem rolarlo
contra as fracgdes calholica e potoneza.
Conta-se assim 180 rotos contra o ministerio,
e por conseguinte a maioria, tendo toda a cma-
ra 352 membros. Entretanto toda a acliridade
do pleoo da cmara dos deputados se limilou
at agora verificago das eleigoes, ao mesmo
tempo que as differentes commissoes esto ainda
oceupadas com o exame preparatorio das propos-
tas e projecto, ellas designados.
Entre as propostas tem causado um particu-
lar interese, duas que se referem a a queslao da
hesss eleitoral. Urna dessas propostas foi apre-
seotsds pela fraego Grabovr, a outra pelas ou-
tras fraeges liberaes reunidas e pela fraego
progressista.
Ambas se empenham no mesmo sentido, a ac-
tiva jnterrengo da Prussla em favor da coosli-
tuigo bessiaoa de 1831 violentamente abolida ;
so mesmo tempo, porm, que a primeira propos-
ta se acha risivelmente dirigida em termos bas-
tante geraes e vagos, a ultima falla em liogua-
gem clara e enrgica.
Na commisso que tem de examinar as duas
propostas, os partidos progressista e meio-libe-
raes, tem a maioria, e por isso de esperar
urna reeomraeodago da ultima propoata, ao
mesmo tempo que o gorerno preferira a aceita-
gao da primeira.
Com uan certa viveza se trata presentemente
entra ostitoerenles governos da Allemanha a res-1 tranjo-m
paito de na forma da conet.igau fodrt
allemSe.
O impulso official tinha sido para isso dado
pala declarago d governo de Coburgo na as-
sembles federal de 31 de oulubro do snoo passa-
do, de que a seu tempo fallamos aos nossos lei-
tores, assim como pelas proposlas, que o gorer-
no da Saxonia enriou aos gabinete da Austria e
da Prussis, e que os mesmos gabinetes responde-
rn) negativamente, como tambem communica-
mos aos nossos leuores.
O gabenele de Berln recommendou em lugar
das propostas da Saxonia, um estado federal tor-
nado da Allemanha extra -Austraca, para cen-
tralisar a acgo militar e diplomtica toa estados
reunidos as mos da Prassia.
O gabinete austraco do seu lado, requereu
come primeira coodigo de qualquer retoa,
a extengo da confederago aobre as partertlo
territorio prussiano e austraco que al agora nao
perteocem mesma, isto a garanta das possas-
ses austracas na Italia, Hungra e Gallicia por
parte da confederago.
Est claro, que 4 vista de to divergentes opi-
nioes oo se poder por ora pensar em qualquer
accordo eolre os governos allemies repeilo da
reforma federal. Em todo o caao nao deixa de
ser da grande importancia ter essaqaeslo de no-
vo entrado em discusso official.
A opposigo achou altamente estranhavel que o
governo julgasse inconveniente mostrar esses do-
cumentos camars, ao p-asso que os havia mos-
trado, para os examinar, a urna commisso com-
posta de deputados amigos do governo. Foi da-
Siuiquese originou a desordem na cmara, ana
oi at ao descommedimento das pragas quando o
Sr. Avila, voltando-se para os deputados da op-
posigo, lhes dase, que eltea estavam fazendo
urna quealo poltica da apreaentago dos docu-
mentos, mas que o governo a nao receiava, por-
que quando quizesse entrar ns queslao poltica
sobre as irmas da caridade, haviam de sabir da
cmara a etcorrer tangue\..
E a questlo das! irmas de caridade oo est bo-
je menos embarazosa do que eslava naquelle tem-
po. Reclamages diplomticas que julgamos nao
estarem ainda satisfactoriamente reaolvidos, e ma-
nejos secretos d partido reaccionario, embarga-
ran), ento a aegaogoveroativa, porque o governo
nao tere torga pira fazer cumprir o decreto que
dissolvia a cor^orago das irmas de caridade
francezas, e mandava sahir do edificio de Santa
Martha, no prazo de quarenta dias, as que se
acharam all congregada E ebegar o gorerno
a ter a forga precisa para o poder fazer T Ter
elle andado de boa f nesta questo ? I...
Respondemos com a parte do discurso monu-
mental, allusir/o a esta questo, proferido pelo
orador da tribuna parlamentar do
de 27 de Janeiro na cmara dos
occasiao da discusso do relatorio
re os tumultos de Lisboa nos dias
zembro ultimo. Disse o Sr. Jos
questo dss irmas de caridade re-
egou o momento propicio, porque a
avia protegido abandonou-as per-
_'jalqaer medida que se quizer tomar
este respeito, nao precisa mesmo de relatorio, o
relatorio a circular de Mr. Persiguy (apoiados.)
Aproveilae-k, se os rossos proposilos.se o vosso
peusamenloj 4 na realidade deferir opinio pu-
blica ; e digo, se fallo assim condicionalmente,
porque rjs queris o impossirel, queris que
aderiohemas o rosso pensamento, eeu tanto ade-
rinho o rosso pensamento, como acredito as
rossas pslarra. Nao pode ser.
c Clamajae : o gorerno dissolra > ; mas o
governo, aje quer, nao pode dissolrer, e a oppo-
sigo fez oj mesmo (apoiados.) Era questes to
serias nao lisongeio opinioes, que nao teoba ;
apoiados]
(apoiados
nem adheses que o nao meregam
Mas isto um crime de tal ordem,
que oo obstante achar-me incommodado de sau-
de, chegoa a espalhar-seque eu nao rinha c-
mara para o oo dizer! Como se um homem da
minha idade e da minha rida podesse nunca re-
cusar-se a manifestar o son pensamento (mullos
apoiados). Agradego aquello dos meus collegas
que reprimi essa supposigo, tenho o seu nome
ahir-me dos labios, e respeito-o int-
prestes a
mmente
Mas
Porm di
de medid
porque n
.ara dsf-*pe-
dida dasituago do paiz, vou referir dous tactos" W-lagoi, rompidos entre o Holstein e as outras
rigorosamente -historeos. partas do paiz. nao se realisaro. A nova orga-
1.* Tendo o coronel Fausto Agullar feito um riisago consiiiucionsl do Holstein faz o objecto
de negociages. O interesse' que tomm ss po-
tencias, amigaa da manutengo da Independencia
da Dinamarca, fortifican a eaperanga da possibi-
lidada de ebegar a urna aolugo aslisfactoria.
O raacripto promette so Schleswig um desen-
volrimento mais livre, desde o momento que o
aplanameolo da differenca com a confederago
allemia tirar segurado o Schleavrig contra toda a
todo os pedes das estancias. I interrango estrangeira.
2.* Na madrugada da 13 do correnta ancn- Nao tamos muita cousa a relatar da acliridade
traram se entrada do porto a paquete ingles fl, flB,> cmaras da dieta prussiaoa. Ns cama-
Mer$ey, o Tocantint, e o raoor oriental Villa del ra dos deputados se acham formados os grupos
Salto. Estar clarissima de luar a noite.de sorte i aos differentes partidos.
que os rigias reodo reaoidos os tres vapore' Os diffareulea grupos aio : a fraegio feudal com
principiaran) a fazer signses de alarma. Os ser- ,6 membros ; a fraego polonesa con 26; a frae-
movimenlopara mudar de acampamento em Cor-
rientes, o general Lamas que testa da 500 ho-
mens est de observaco naquella fronteira, ima- '
ginou que se preparara urna Invaso e expe-
dio correios em todas as direegoes, annuncian- |
do que j os emigrados rioham transpondo a'
raia, o que foi causa da grande susto em todos !
para o servico
os departamentos, apanaodo-ae
nos a seu tarno toearara i rebate, e n'um mo-
mento correu s voz de estar ahi c general Flores
com a esquadra da Buenos-Ayres. Ao amaohe-
cer cooheceu-ee o engao, e ailo procarou-ae
eapatbar que o alarma Uvera por fim experimen-
tar o estado do espirito das orgis urbanas.
Amanha deve reanir-aa o jury de qualifica-
gao no juizo promovido pelo fiscal do governo
contra o peridico El Pueblo, que tantos amar-
gores da bocea causa i administraco. O artigp
aecusado um artigo da doutriob, mas por isso
mesmo que encerra a pura verldade aera coa-
demnado o seu autor, porque o que ae quer
que toda a imprensa eote louvores urna ac-
tualidade, que apezar da malhor a de que de Pe-
reira, nao salalas aspiragdea legitimas de to-
dos os Orientaos.
{Jormal do Commercio, do Rio).
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
HAMBLRGO,
5 de fevereiro de 186*.
Tambem a poltica tem as suas modas. Pre-
sentemente as questas americanas sa scham na
moda, a questo Treot ae acha reaolvida e o
rompimeoto entre a Inglaterra e os Estados-Uni-
dos se acba provisoriamente remordo. Em seu
lugar a questo mexicana ae acha agora em plena
florescencia. Debaixo do pretexto de se procurar
a derida aatisfacio, recusada s boas, por offensaa
violagoes sofridas, a Frange, a Inglaterra e a
Hespanba se uoiram para orna ieterrengo com-
mum no Mxico. Tropas espanholaa j desem-
barcaran an Vera-Craz e tenaram posse desse
ponto, aem encontrar resistencia. Um eorpo
maiorda tropas francezas seguir inmediatamen-
te. Entretanto, porm, ae observa cada dia maia
claramente, que oa fina promotores da expedigo,
sao totalmente oulros, do que o desejo ostentado
gao calholica com 55; o partido ministerial-libe-
ral ou goveroamental (a fraego Grebow-Simson)
com 80; a fraego Bockum-Dollfa que professa o
mais decidido liberalismo com 41; a fraego Im-
mermann quasi progressista com 20, e finalmente
o partido progressists com 79 membros.
J hoje nao se pode descoohecer que ss frae-
ges meio-liberaes sao maia homogneas ao par-
tido progressista do que ao ministerial-liberal, e
aeguodo todas as apparencias essa relagio ae con-
solidar ainda mata no decorso da aesse. O mo-
tivo a posig&o do ministerio, a qual se moslrs
cada vez menos com pa tires* con os principios do
liberalismo,*-eausa grande descootentimento
mesmo entre urna nao pequea parte dos mem-
ores da fraego Grabow. Essa posigin ae maoi-
festou especialmente em duas propostas legisla-
tiraa, um projecto de lei acerca da respoosabili-
dade dos ministros, e um aegundo acerca da su-
prema cantara de cootabilidade.
O primeiro faz a accuaaco dos ministros, de-
pendente do accordo de ambas aseamaras, con-
cede coros o direito de merc, quando se trata
de sentenga de rida ou priao da um ministro de-
clarado culpavel de crime, e estabelece ama cor-
te de tribunal para julgar um ministro aecusado,
de urna maneira que pouea garanta aprsenla
para urna entenga imparcial.
Todaa essaa determioaeoes sao em contradiego
com as respeclirss prescripgoes da coostituigo,
e por essa razo o ministerio propde ao mesmo'
tempo urna altsrago dessa mesmas determina-
ges.
O mesmo acontece com a lei acerca da supre-
ma cmara de cootabilidade. Essa autoridade
queja ha muito lempo existe, tem a- misso d
examinar todas as cootas do ihesouro publico, e
de v orillear nao somonte a sua ex ac ti dio, maa
tmbense aadespezas das differentes repartices
ae acham de accordo com a respectiva awtorisa-
go e com aa coodioes sob ss quaes foram ep-
proradas, aiHiai como de indicar possibilidade
PORTO
II de fevereiro de 1865.
As irmas de caridade francezas, que foram
despedidas do hospitsl da Ordem Terceira de S.
Francisco, partirn a aenana passada para Lis-
boa. Foram tambem aa que estavam no collegio
do areadiago Wanzeller en Villar, em cumpri-
mento das ordeos que receberam do seu superior
em Lisboa.
Nao ficou no Porlo nenhuma irma de earidade
franceza. A sua rinda para esta cidde foi auto-
risada por airar da abril de 1857, sendo presi-
denta do cooselho de ministros o Sr. marques de
Loul, e ministro do reioo o Sr. Julio Gomes ds
Silva Sanche.
Esta complicada questo da existencia das ser-
rss de S. Vicente de Paulo en Portugal hade dar
ainda muito que fazer. Nao acaba aem ae aecu-
mularem anros desgostos sos que ella j tem da-
do a mulla gente.
Em ama das ultimas sestes da caara electi-
va, um deputado pela prorincia do Douro pre-
tenden saber dos Srs. mioislros do reioo, eslran-
geiros, e da justica os passos que tem dado o go-
rerno para fazer sahir do reino as irmas de ca-
ridade francezas, dizeodo que, como ha joroaes
quealcunhan certos deputados de lazaristas, sup-
pondo que o gorerno o oo esperara que os
ditos Srs. ninistros se apressassem en responder
a nota de inlerpellaco que a este respeito man-
dara para a rana.
Por outro lado, o Sr. deputado Thomaz Rbeiro
apertara o gorerno pediodo-lhe n'um requeri-
neoto que reneltease cmara todos os docu-
mentos relativos a esta questo, declarando ao
neano tenpo qae hade perguntar repetidas re-
tes, se estes documentos tero aid* mandados,
porque nio havia de lerantar mo d'este ne-
gocio.
Este pedir de documentos sobre a questo de
irmaas.de caridade j du lugar oa sesso legisla-
tiva passada a ama dessas scenas de sgitago a tu-
multo que eovergoobam os fastos parlamentares.
Foi a celebre aesso de 6 de julho ultimo da c-
mara electiva, poroceasiio da resposta ao discur-
so da corea.
Um requerimeoto de um deputado da opposi-
go para se sobrestar na rotagio da dita respos-
ta so discurso da cor), em quaoto o gorerno oo
enriasse cmara todos os documentos relativo
questo de qae tratamos, e que fors admittido i
discessio por grande maioria, fez feom que o Sr.
Anta, na qualidade de ministro dos negocios es-
lrangeiros, declarasse que nenhuma duvida hara
em se remetieren) cmara os documentos exis-
tentes ns secretaria do reino e das justic,ss, mas
que emquanto aos que ae tinham trocado com a
legsgo portugueza em Pars nio julgara o go-
verno conveniente que fosiem apresenUdoi n
camera.
governo nao poderia dissolver nada,
-se: < O gorerno decretou urnas poucas
s para dissolrer as irmas de caridade,
o executou essas medidas? Coos-
sempreque rejo um partido que quer
irmas de caridade no seu paiz. tu quer con-
serrado e guardado oato iustituio, dizer com um
certo sarcasmo. < O gorerno que dissolra as ir-
mas d.e caridade, o gorerno que execute os seus
decretos (apoiados). Isto oo se diz. Quem o
diz nao quer aa irmas de caridade sejam dissol-
ridas (apoiados). Isto compromette quaodo se
ambiciona o poder, isto exautora os que o fazam
ns opiuio publica (apoiados.) Nao falle deste ou
daquellei partido, fallo de todos aquellos qae as-
sim procederem.
Remataremos esta historia de irmas de cari-
da Je com transcripgo da carta que o Sr. Domio-
gos Piolo de Faria, ministro da Ordem Terceira
de S. Francisco dirigi ao padre F. Feugaray, di-
rector das irmas de caridade em Lisboa, e a res-
posta*desle aquella carta. Com estes dous docu-
mentos, que sao o desfecho da questo porluen-
se das irmas de caridade francesas, ficam os lei-
tores ao facto de ludo que se passou.
A trapsmisso feita do Direito, jornal legiti-
mista, como j disiemos, uoico que nesti ci-
dde adroga a inlroducgo das servas francezas
de S. Vicenta de Paulo :
a Illm. e Rm. Sr. Em nome e da parte da
mesa desta renerarel Ordem Terceira de S. Fran-
cisco, e que tenho a honra de presidir, vou par-
ticipar a V. S. que o definilorio deata veneravel
Ordem, e em aesso de 2 do crtente mez, resol-
ven qu t se rescindisse o contrato feito com a
congregacio daa filhaa de S. Vicente de Paulo
com respeito s 6 irmas que estavam emprega-
das no servico ecooomico do hospital desta vene-
ravel Ordem.
c Pede a rerdade que declare 4 V. S., que nao
infiuiol nesla resolugo motivo algum desabonato-
rio is irmas, mas certo que a opinio publica
dos irmos terceiros desta renerarel Ordem oo
farorarel ao emprego das irmas no ssrrigo da
Ordem, e a mesa, que dere obrar de conformi-
dade com a maioria da opiuio da Ordem, nao po-
de daar de obrar no mesmo sentido.
V. S pois. teri a bondade de me prerenir
quando que as manda retirar, ficando a meaa
prompta a occorrer aos gastos do seu transporte
segundo foi contratado. '
Digne-so V. S., aceitar os protestos de esti-
ma e coosiderago com que me assigoo.
c De V. S. etc.Domiogos Pinto de Faria, mi-
nistro.Illm. e Rrm. Sr. F. Fougeray, em Bem-
fica. Porto e aecretaria de S. Francisco aus 8 de
Janeiro de 1862.
i Retpotta.
Sr. ministro.Recebei a carta pela qual me
commUoicaes a deciso tomada no dia 2 deste
mez pelo definilorio da renerarel Ordem Tercei-
ra dt S. Francisco, respeito das irmas de cari-
dade
A renerarel Ordem Tereeira lioha-aa chama-
do e ellas annniram'ao aeu conrite, porm como
agora aeus serrigos nao lhe agradam, rao reti-
ra r-se.
c A este fim tenho a honra de ros informar,
Sr. ministro, que as irmas rao reaeber ordem
de sahir do hospital antes do dia 25 deste mez,
se a adminitrago j tirer qnem assubstilea.
Dero tambem loformar-vos Sr. ministre, que
eocarregarei o Sr. J. G. da Graga da se entender
com rosco para ludo o que diz respeito 4 sahida
daa irmas do hospital.
c As despezas da riagem, a cargo da meaa de
S. Brancisco, sao caleuladss em trezentos francos
por cada irma, o que rem a importar na quanlia
de 1,800 francos qua podereis enlregsr is irmas
ou ao Sr. J. G. da Graga.
Muito estimei, Sr. ministro, saber por vossa
earta que a deciso que diz respeito s irmas nao
fundada aobre nenbum moliro que lhes seja dea-
avoravel, e agradego-vos por ros mesmo de dar-
de disso a certeza.
< Teode a bondade, etc.
Lisboa 17 de Janeiro de 1862.
a F. Fougeray.
Sao decorrido tres mezea depois do golpe fa-
tal que coriou a rjda do Sr. D. Pedro V., e aioda
hoje temos de registrar dous pomposoa auffragios
por alma do raonaicria to querido. As exequias
mandadas fazer pela mesn da Sania Casa da Mi-
sericordia do Porto e as que jlwealudantea da
untrersidade de Coimbra maaslarsm celebrar na
aotiguissima S catbedral da ztnmi cidade.
As exequias da Santa Casa ef uctuaram-se no
da 30 do mea paseado na sua respectiva igrejv.
Foi em ludo digna esta homenagem religiosa;
de venerago e respeito tributada pela mais bella:
e mais valiosa inslitoieo de caridade que reco-
nhecemos, menora do que to bem soub
comprerteoder a subirme virtnde do amor e eari-
dade do prximo.
O adorno funerario do pequeo templo e>a mi-
aericordia coodizia com a graridade augusta- des
canucos religiosos pelo* mulos que all se etrtoo-
eom acompaohados da msica triste e sentimen-
tal de Cherubioi, e do famoso eompoailor psrt-
ense. j fallecido, Francisco Eduardo da Costv. h.
misss era do primeiro e os cinco responsos tovaia-
osqae o segundo escrere para as exequias que-
a muoicipatidade portuense mandou fazer pe!
morte da Sra. D. Mara II.
Offlciou o Esmc. vigario capitular, e o orou o
ibbade da freguezis de S. Ildefonso, o Sr. Lulze
Moreira Mala da Silva.
O Sr. D. Pedro V era proveder perpetao da
Sania Casa da Misericordia do Porto. A carta re-
gia em que a Sra. D. Mara II lbe conferio este
titulo ria-se sobre e tmulo que se ergua na ca-
pella-mr.
As exequias ordenadas pela mocidade acad-
mica lireram tamben lugar no dito dia 30. Urna
commisso de dez eatstdantes foi encarregada do
todo o serrigo fnebre, de maneira que a solem-
nidad correspoodesse ao aeu elerado fim. Se a
commisso se desempeohou cabalmente do seu
encargo dibo ou extractos qoe passsmos a fazer
dos joroaes de Coimbra. Satisfazemos assim me-
lbor o oosso derer.
E' do Tribuno popular o que se segu :
Nos dias 29 e 30 celebraram-ae na s catbe-
dral desta cidade as solemnes exequias dos es-
tudantes da unirersidade por alma d'el-rei o Sr.
D. Pedro V. protector da mesma uoireraidade.
< Foi urna grande solemnidade, digna do eor-
po que a fazia, e d'aquelle em hoora de quem era
celebrada.
Pompa, digoidade, grandeza, gosto e ordem,
era o que se ra dentro daquelle magestoso tem-
plo.
Mas nao era preciso tanto. Para a triste elo-
queocia daquella fuoebre ceremonia bastara o
tmulo aberlo, e proatrados a sua beira mais de
mil mancebos, vestiodo de luto s natural alegra
da moeidade, e trocando em prostraco reveren-
te e profunda a buligosa ardencia d animoa ju-
venis.
Aquella gravidafle, quea sabara inspirar am
grande sentimento, sobresahia so aparato fne-
bre do templo : o ailencio religioso daquelles es-
piritas inquietes soava mais alto que o eatrondo
das harmonas, e que as entosdas oragea dos sa-
cerdotes.
As exequias da academia pelo Sr. D Pedro
V, foram a aolemoidede mais notaval das que des-
te genere modero meo ie se tem feito em Coim-
bra .
A parte descriptiva da exequias tomamo-la do-
Commercio de Coimbra. Decreve-as assim :
c O vaalo templo da a cathedral eslava primo-
rosamente ornado com as cores luluosas, proprias
do acto. No altar da capella-mr, que eslava to-
da,forrada de preto, o aymbolo da redempgo
a era. aonvirlara oa fiis a orar.
a No cruzeiro erguia-se aobre um eaindu cea-
firmada sobre oite grandea columnas ; sobre o
mausoleo, levantado oo centro, via-se a cerda o
sceplro real, cobertos com am comprido crep ;
e de cpula, terminada n'um resplendor que no
meio tinha as letras D. P. V. pendiam quatro
lustres. Em rods da ega, guardada por milita-
res acadmicos com ss armas em funeral, esta-
vam nma ida da brandea de cera, nos degrue
do mausoleu grande quanlidade de luzes, e no
cantos do estrado em cagoulas douradaa arda al-
cool em vez de aromas que incommodam. .
c Nss paredes do cruzeiro liim-se passagens
liradas das escripturss ssntas, allusivaa tristeza
e brevidade da exiatcncia do homem sobre a Ierra.
Algumas psraciam ter aido inspiradaa, em mo-
mentos de viso piophetica, de proposito para
desersver a vida to brava e to cortada de amar-
guras do oosso desditoso mooarcha. No lado di-
reito estavam escripias as palavras de Job. cap.
17, v. 11. Dia mei transierunt, cogitatione*
mea dutipata tunt, torquenttt cor meum. e as
do cap. 10, v. 19 'uiiem quati non ettem, de
tero trantlatut ad iumuitm.oo lado eaquerdo
t do Ps. 114, v. Se A. Tribulation-.m etdo-
loreminveni. el nomen Domini invocavi e as
do Job cap. 17, v. 2. Non peccavi, et in ama-
ritudinibut maratur oeulut meut.
No eorpo da igreja estavam as psredes do
lado direito as armas de Portugal e Bragaoga, "o
dafronte as de Saxe-Coboarg-Gola e as de Uo-
heozollern todaa com fumo.
a Dentro da capella-mr havia bancos forrado
de preto que foram oceupados pelo Exm. reitor
vice-reitor da universidade, eorpo cathedralico o
varas autoridades ; no cruzeiro e no resto do
templo, a cmara municipal, muitos convidado*
e os estudsntes tinham tambem assenlos reser-
vados.
Na qaarla-feira as cinco horas da tardo co-
megaram as vesperss solemnes, a que se segui-
ram as malinas, a msica vocal e instrumental,
hbilmente regida pelo Sr. Francisco Jos Bran-
do, e desempenbsda na aua quasi totalidade por
acadmicos. Nao houve tempo sufficieote pare
bem ensaiar os officiot grandes a cinco vosea do
David Peres : as vozes nao podism vencer as dif-
Acuidades de execugio, e por isso esta msica
apesar de ctassica, a eonaiderada como a melbor
naete genero por todos os que conhecem a arte
nao agradou muito.
< Na maohaa do dia 30 do alto das torres v-
nba a toada fnebre dos sinos avivar a dor que t
todos punge ; recordar ( ae fsetos taes podem ser
esquecidos I ) a morte do monarcha desditoso.
caja entrada ni Lusa Alhenas, mezes antes, nos
fra annunciada por festivaes repiques.
Mas de rail taludantes ronniram-aa ento no
universidad*. d'ahi acompaohados pelocorpo ca-
tbedratico, Exms. conselheiros reitor e vice-rei-
tor, debis, continuos, e archeiros e seguidos da
masica Boa Uoio, se dirigirn) em alsa pela ra
Larga, Loiose Feira I a cathedral. onde s oozo
horas continuou o officlo divioo, comegado no dia
aoterior.
c Terminado o offlcio, houve a missa solemne.
A msica era de Jomelli. Aioda que d'um m-
rito incontestavel, a composicao do Ilustre mes-
tre, em nosso entender, inferior i de David Pe-
res. Foi coleteante o debo da s, o Sr. Dr. Frsn-
cinco d'Arantes, outr'ora lente, e muito distioc-
lo da faculdade de theologis. Serviram dous
acadmicos de diacooo o sub diaeono as Srs.
padres Emygdio Duarte Ferreira e Joo Maooel
Rodriguea Lima ; aquelle, estudaote do quinlo
anoo theologico econego oa s archepiscopal do
Ga ; este, parocho da freguezia dos Olivaes no
pstriarchsdo.
Depoia da missa. sabio ao pulpito o Sr Dr.
Francisco dos Santos Donato. O digno lente do
theolugia aempre escutado com razar. Datado
d'uma iolelligencia robusta, sorprndantela agu-
deza dos conceilos ; a sua phantasfe leva aartnn
e d vida aa pinturas e descripges ; teio lido
na historia, cita exemplos a orope*,jlga-o
com maduris e critica ; vanado na* obras clae-
sicas da litteratura latina nantairuesa, a soa lln-
guagam casta, a phras**&sparenle, a diegio
correcta. '
O eloauente orete tonot para theaa o



versculo K5, cap. 6 dollvro da sabedoria JJe*, muitoi
fe
MAMO DE PKfclSlMBQQ. TER^ TIUU 4 DE MiRQO DE 186.
veraicol
tapien, Habilimtnlumpopuli.
m Nao cabe as estrettu pmois/Tom jornal
fazer apreciacao CorapletialUSdisIursnV ****(*-
xias ouvimos '"""'T mii vtar^ntt -larMalTt ala
vadeaos tarabea, Pa^fWSte7MmfWra7
r^os e grandi preiervanc. levara
mar I .
gumas bellezas que
feo Iliteraria.
O Sr. Dr. Donato, esquec
pfaemeras e balotas da terr
Sr. O. Pedro V as duas u
coostituem o merecimeoto
a illusttac*o e a virlude. P
Na primeira paite da rcMfrmaW**, depoi**
nos lembrar a assiduidffee <&i teitura e no iludo, obtm aefeUSenio*q'tMMl-
-va aos sabios, e ai suas viageos s negos mais
Has da Europa, apontou pata os nrelhoramerj-
o maleaes e moraes, que dos ltimos tempos
Portugal tetn experimentado, mostrando qae
?raro debidos, ea graode parre, benfica in-
fluencia do- raunarcha, cuja perda deploramos.
Hasta parte do discurso houve monifato em que
orador foi nuHo filie; letra ni idea, feliz o a
forma, feliz na declamar. Logo oo principio
prasenlou alguna consideragdes aobr* o Hada
das graudeas aumaoas, que esto na reatidade
chelas de unccao verdadairameate religiosa. A
decadencia de Portugal antes de el-rei subir ao
itirono, o amor dos poros modernos ao progresso
J civilisacio, fersm admiravelroeote descriptos.
A necessidade que um povo Une, mais do que
aianhum outro, ten ser instruido, par* qte s-
liberdade nao degenere em liceoca nao poda ser
melhor demonstrada.- A. digreisee que no iio o
orador (es para descrever a-viada do mooarcha a
ata cidade, ealava mimosa e potica, e sensibi-
iisaria os ieditfereutes, se a ddr nao ti vase j
commovido o animo de lodos.
Na segunda parte, mais carta do que s entra,
o estylo em geral mais elevado. Aqui o orador
occupou-se largamente das virtudes do 3lho da
Sra. D. Maria 1, e lerabrou em especial o valor
heroico cora que o amigo do poro se houve,
.usado o chofer*-vnoreu* e a fabre amareis,
invadiodo Lisboa, convertan] a capital n'um er-
mo melanchollco e triste. Entre outros notamos
um pensameato que nao podemos deixar de re-
gistrar. Fallando das medallias recebidaa pelo
s&eoarchs, da sociedade humanitaria do Porto, e
da cmara municipal de Lisboa, o orador excla-
tnou o pooo condeaorou o rei, t ( enlp o rei
sejulgou verdadeirameitte nobre.
Na perorarlo o Sr. Dr. Donato, depois de
auna breve recapitulac&o, record em palavras
aenlidas e sobres os infortunios do drsditoso
Mancebo, que perder a csrtnhora mi em teo-
ts anuos, que assistira s invases epidmicas
ao seu reino, tendo apenas subido o ultimo de-
gt&o do throno, que, emtim, quaodo ns esposa
julgsa eocoairar allirios para taes pesares, ira
eooverlerem-se as alas do noivado nss tristezas
Ja viuvez.
O orador mostrouse digno do auditorio e
muitos e
-jos a _____
Nio se abe como o togo pegou. Gomecou na
rapartico dos batedores de algodlo, eldescoo-
. , com squelle *-
.. (osse misturado." Deram f do o-
*itrodtic.-j>c*odio dous rapazes que sahiram da fabrica
depois dos mais empregados teretn ido
jantar.
Era anana iaohegaiinftasflMOas de iaaen-
dio, ajai fe*Ma
ram-*e
SrdiiMss
mos aw lu^t dfesfemiitr.vSfia j o tulpa e o
lerlboloSSJa* qMnMdasisVaWV O
- cerJm^etlfc^uaS^B^raav^dosfsaanen
georros, nao deixaram entrar na fabrica. Esta, e
ludo qaaoto eslava dentro, julgou-se perdido sem
remedio. Todos os esforgos converga tu a impedir
qae o inceadio commuoicase i casa qae ser-
via de deposito do algodio liado e em rama, e
era que funcciooava a machina a vapor (torca da
50 csvallos), o qus felizmente pJe coote-
guir-se.
O incendio s foi completamanle apagado na
msnh&a seguinte.
A fabrica liona tres pavimentos. Os dous rri-
meiros eran ocupados pelas machinas deQ<;o,
cardadores, desengrossadores e batidores, e no
terceiro estavam as dobadouras e emmtssado-
ras. Dava regularmente trabalho 9 iQOhomens,
rapazes e raparigas.
(>lcu1a-se oirrejalzo em 40 cantr/r de ret.
Os jornaes disseram que a fabrica eitava se-
gura em 30 contos na companhia de seguros Ga-
ranta, desta cidade, porm os directores da
mesma declamara pela imprepra que isto nao
era exacto. Que existir, vertiade, um seguro
desta quantia, feito a contar "de t da agosto de
1851 por sete annos, declsrsndo-se na apollce
que Qodaria em t de agosto de 1861. Que depois
deste prsso Ando, que o Sr. Perelra Magalhaes
nao o reormou, nem fez, nem procurou fazer
novo seguro na dita companhia.
O Sr. Perelra Hagtlhles responde oo Com-
mercio do Porto de hoolem dizendo que visto
que quem dirige os deslinos da companhia Ga-
ranta, em menos-preso do credilo da mesma,
o obliga a ir aos tribunaes pedir a indemoisacao
que Ihe devida, alli que elle primeiro deve
apresentar as proras e as razoes que lhe
assistem.
Por accordo do tribunal da relar5o de Lisb6a
de 25 de Janeiro ultimo, foi aooualmeote a pro-
nuncia de primeira ioslancis cootra o commer-
ciante do Porto o Sr. Bernardo Jos Hachado,
que se acbava preso em Setubal por causa da
questao da escuna Locomotora, de que o dito
commercianle era consignatario. Era accusado
de tentativa de trafico de escravatura. A relaco
julgou que oein reproaram legalmente os autos
cbamados de tentativa, nem anda quaodb pro-
vados, delles resultavim a tentativa de cfime de
trafico de escravatura, pois que esses actos sao
O acto da maugaracio teva lugar pela* dos
horas do dia. A essa hora sahiram dos pacos 4
concelho lodosos membros da cmara mooiciaoL.
da commisso encarregada d direcco das fasto
jos e de muitos outros cavalheiros O diraatar das-
obras publicas do distncto e o chete da Ia iniia
viersm entrada da poffte esperar acamara e
mais cavslhei
P 2


.
u
crajtomeato, o qae torna de summa necessidade o nUnricio, como o libtra mt, toram maglalralman. .,, ..... .
rijol aoetra taes fados. te xscuUdos. "*' ss^saamaiada, Qcando sera servico a nec-sia-
JMnii 1 1 __an no a. :___ r. ra oar mum;,; ^.,,.n, ...i, .__:._.-
r^raJ(>cdSua,eere
am prosada*, ilib "
rigoi aontra taes tactos.
- Aoriram termo de carga :em 28 de janei
ro a barca- Paquete do Ato Grande,
Grads) m 30 a barca Ame'id, para _
rtra-r em 6 de fevereiro a galera Joaqun
Rio'de Janeiro.
10 aos portos do aTNsTlf sTint*. djaiena" fVi
seguate:
Entrar am :eml de
do Rio de Janeiro,
lias; em 6 a barra De
m 60 das, e a barca .
mr Lisboa, em 7Mis
a. de Pernambaeo,
---------* j- .cica Hgriui w i. pui ietira n....^i. ir:.. ^. v ;.7 "-"
f> par o Rio que orou, commemorando as virtudes do rei de- i*,. ? ,*ol,ln llola podido ser
rao Rio de Ja- funto. exaltando sobretodo a sua cartdade, e 0n0n? ,p .t8 ^t mateada por lei.
oajama, para imUacao do orador portuguez, azendosobresahir do nn iri. .T m,f continaava reduzi-
: o cto de haver eemore o re se recoiaJo a ai- .^!frV^l,I,cl- o por Montevideo.
O movimeatoda. barra do Douro. ce
os portos do sMsrntaa qmffet
uinte: W
Joaqui- deixou jHlit^H
, em 50 as abeettV e >a> ejaw stiE3s Ibe rene*es
a a praaaMnca- cntroatle
o assumpio. sestudantes de Coimbra escolhe-i puramente preparatorios. O ministerio publico
luir. Um nrUimn intAKA.*!. .<- ----jj. .......__ A-___r.a
ara um ptimo interprete dos seos sentimentos.
Acabada a oceo, eguiram-se as sbsotvi-
coescom responsorios. A msica era de Jordani.
De estylo tacil, oteaos profunda do que os afli-
os de Bavid Peres, ou a misss de rebuten, de
Jomelii, spestr diiso aquella composigio agra-
dau mais do que estas. Offlciaram ueitss absolv-
oesosSrs Or. Francisco d'Aranles.dao da s e
aoligo lale de iheologia ; Dr. Francisco Antonio
Rodrigues d'Azeveda, meatre-escolB e decano de
theologia ; Or. Eonceca, ihesoureiro-mr e aoti-
o oppositor na facuUade de caones ; Dr. Anto-
nio Bernardina de Menezes, codego e lente de
Histeria ecclesiastica na universidade. Rezou a
ultima o Ex, e Revm. Sr. D. Joio Chrysosiomo
Araorim Pesaos, arcebispo de Gda, primaz do
rieoie. Elevado um dos mais ellos graos da
terarchia sagrada, o Sr. D. Joao Chrysosiomo
nao perdeu a affeiso sincera que votava mo-
dade acadmica, quaudo estudartte e depois co-
mo lente de theologia, e dgoou-se vir de fra da
cidade para reunir suas oraces com as dos que
ha pouco erara discpulos de S. Exc. e seus com-
panheiros 00 estudo.
Eram cinco horas da tarde, quando termi-
nou sia solemnidad religiosa.
No dia S7 do mez passado mandou a Associacao
Industrial Portueose celebrar duas mlssas f-
nebres na igreja oa ordem Terceira da Sanlissi-
*aa Tnndade. A primeira pelo eterno descanco
do Sr. infante D. Joao, que, por occasiao da ex-
potigao industrial do anuo passado, se liona ins-
cripto como socio da dita associacao, e a seaun suffragand a alma do Sr. Manoel da Silva Passos,
m siteocao aos seos valiosos servicos prestados
as industrias do paiz.
No dia 18 a filial da dita associaco em BaT-
ellooa ( Uespaoha J fez celebrar exequias' solem-
nes na igreja ac. S. Mis' dqieiia ciuaoe, por
lua dosr. D. Pedro V. Assiatirsm as autorida-
des hespanholas. os cnsules estrangeiros, mui-
tas pessoas consideradas, e os portuguezes ali re-
sideotes.
A Associacao Auxiliadora dos Proprietarios Fa-
bricantes do Porto abri urna subscripco para
mandar celebrar exequial pelo eterno deacanco
do benemrito cidadao Manoel da Silva Passos.
i)evede ser urna funccio fnebre de primeira or-
dem. naos pelas sympathias geraes que o fina-
do gozava, e especialmente entre a classe indus-
tria!, como pelos proprietarios de fabricas que
promovem a dita subscripco.
AfOrma-se qe el-rei o Sr. D. Lulz lenciona vi-
sitar o Porto no prximo metfde abril. Se assim
acontecer, teremos por esla occasiao esplendidas
Mea. liepois das grandes desgracas que to
cruelmente tem dizim-do a familia real, o dia
da chegada do anligo duque do Porto ser um
da de oompleto regosijo para os Portuejnses, e
eguodo os projectos que j por aqui ouvimos fa-
xer, eremos que tocar o delirio.
Nao Mero arromado o trabalho na construccao
do caminho de ferro do Porto a-Lisboa. as
tuse eeccoM, porm, de Coimbra margem es-
querda do Vouga, e deste rio a esta cidade tm
trdo ostrabafhos um ntavel adiaotamenlo.
No domingo 2 do correte chegou pela primei-
ra vez urna locomotiva com seis wagoos ao lugar
da Granja, (2 leguas desta cidade) concelho de
Villa-Nov, de Gaya. Parti s lo horas da esta-
cao de Oar conduzindo umaa sessenta pessoas,
vifu0lLJraL*rw!.8 """tr^. e chegou
Granja meta hora depois.
A's 2 horas da tarde voltou a locomotiva com
onze wagons a Estarreja para trazer novos mate-
riaes para a Granja, levando urnas 500 pessoas.
A sua partida foi annunciarJe com girndolas. Em
Espinho e Ovar, pontos intermedis da Tioha a
percorrer, foi o comblo receido pelo povo que
alt o esperava com mnito fago do ar e no meio de
frenticos vivas, qoe se misturaren com oa nao
menos enthusiastreoa dos cavalleiros e seohoras
?eIos1j"sS Wg0D, Em ES,"rea fl0OTe guaes
Os Granja al Estarreja contam-ee 32 kilme-
tros ou 6 leguas e meia. que a locpmotiva oer-
orreu em pouco menos de urna hora
O comboio regressou Granja con seis m*.
gons, tendo deixado cinco em Estarreja,
Seguio-se um lunch, que o Sr. Fructuoso Jos
da silva Ayres offereceu oa sua quinta da Granja
ao br. Angelo Calderou, director desta parte
a de ferro' "eoneiro eprimeiros
empregados no mesmo camioho, e outrae pes-
soas convdense, *o todo cerca de cem
A commisso teguladora da agricaUare e-cen-
de 7 do correnle que s* acham hablllte^L mm
exportado universal 39,844 mtooSSSVl*
nho da ultima colbeita. q,,.^ ffi S.
goverao nao ordeaa cotia no viohe que e iorv
qualiflcador considerou como exportavel a aae
poden ser entreguea desde j os respectivo*
bilheles e comecar a carregacao do nwsmo
vinho.
A quanlidade de vinho submeltido prova do
jury foi de 44.850 e mea pipas, 4s quses abalea-
do as que forera qualificadis para exportacao
restara 5,006 pipas para corjaumo.
Foram
Comaerci
aenieco. ,
a de el-rei, para que nao houveeee corte n
sinho quahhcado como exportavel.
meUhn?.; iHuS^9 **' ,0ar M,to ddade
d^D^inJ.idU,-5docorrent- F* '
BEKWSaKr.S
mente de alguna ailios heixo da kilSXSlS^
nwmto da athmosphera n'aqMlla dtreceto I K
Aoraa depois era apenes* um montio de raan
este megoifleo estaoeleeneat* industrial .m
doa melhores do paiz! Duae horas aeataran
Pare deeirair o qoe 4 eeeta de istente cebedil,
reccorreu de revista.
Verificou-se a noticia da prisao do Sr. Manoel
Moraes da Silva Ramos que, referindo-nos a um
jornal desta cidade, demos na oossa penltima
carta. Foi preso na Covilb, na occasiao um que
la fazer urna visita, e conduzido cadeia de
Castello Braoco, onde esleve alguns dias. e em
atteDcao pouca seguranca desta prisSo foi
transferido para a cadeia de Lisboa.
Est pronunciado pelo crime de moeda falsa
em un dos juizes criminaes do Porto, por cujo
motivo a justiga o procurava ha muilo. Havia
certeza de que o Sr. Manoel de Moraes eslava
escondido no convento da Cavilha, que liaba
comprado, por isso que nao constava da sua
existencia em paiz estraogeiro, mas baldadas
Uoham sahido as buscas que por vezes a autori-
dade publica ali havia folio para o encontrar.
A Revoluo de Selembro, dando noticia desta
transferencia diz que segundo a ioformam, agora
as autoridades administrativas, acompanhadas de
forja militar, poderiam estar seis roezes dentro
do convento, postando seolinellas em todas as
entradas, e pregando portas e janellas. que anda
assim nao conseguitiam captura-lo. Ha alli es-
paciosas casas para onde do galeras subterr-
neas, casas arejadas, oode s pode viver sem
Incommodo ; e, ao que parece, Silva Ramos liona
all provuoes sufllcientes para multo lempa.
0 Sr- s'lva Ramos, melhor conhecido pelo no-
me de abridor Moraes exerceu por muitos aooos
a sua atte nesta cidade e na qual foi um porten-
toso artista. Diz-se geralmenta que deve a sua
fotluna s notas falsas do Brasil, para as quaes
elle abra as chapas.
ACRrmam-nos que o Sr. Moraes esl cgo.
O delegado do ministerio publico querellou do
editor respoosart do /?{. peitouico saiyrico e
Durlesco desta cidado pelos artigos publicados
n um supplemento quedeu por occasiao da mor-
te do senhor infante D. Joo, oos quaes se attri-
buiam a causas sobrenaturaes as mottes do
senhor D. Pedro V e de seus augustos irmaos.
Nao foi s no rio Douro que houve enchentp. O
Mondego tambem sahio do seu leito no da 24 do
passado, e innundou os campos de Coimbra e
uma parte do bairro baixo da cidade. Como no
Fo,l a lonnodaco nao fui grande nem demo-
rada. No da 26 liohim as aguas voltado ao
curso natural.
Parte do paredao que prximo ao rio se andav
construiodo para seguranza do camioho de ferro
fJt destruido pela cheia.
ttos ros Vouga e Marnel igualmente houve
eneja. A mnundacao do primeiro causou algum
prejuizo as obras de arte da teccao do camioho
do ferro de Aveiro a Salreu.
Fallecen no dia 7a Sr. Jos Bettamio Jnior,
Bino do Sr. Jos Bettamio. digno vice-coosul do
P"jil no Porlo. Contara apenas 14 annos de
idade. Aos respousos de sepultura, a msica,
na igreja da trindade.assistiram os muitos amigos
do angustisdo pai do estudioso manee >o que se
nars, o governador civil, corpo consu ar e al-
guns membros da impreosa joroilistice
Tambem falleceram nesta cidade o 5r. Fran-
cisco Thomaz da Costa Macado, juiz d. tribunal
da reiaeao de Porto, e o Sr. Manuel Je s Perei-
n8' anlI80 commercianle desta prsca.
Falleceu em sua casa de Villa-Flur a lente
general reformado visconde de Lemps. que foi
governador civil de Villa-Real.
Sutcidou-se no dia 27 de Janeiro, dea, alndose
com uma navalha de barba, o Sr. Heniique Go-
mes Monteiro, empregado na alfoodeg do Por-
to. Era pessoa muito instruida, e de nlo vulgar
intelhgencia. Deixou cinco lhos, j o phaos de
mst. Era sogro do Sr. visconde de Caslro. At-
tribue-se esto lamentavel acontecimos i ao des-
gosto que lhe causavaai os seus pade cimen'.os
pnysicos.
Os jorffses de Coimbra do tambem noticia de
outro suicidio acontecido em Villa-Verde no dia
.y de passado.
O Srs Jos PerefVa dos Santos, del 70 a 75
bobos de idade, e pai do conhecido negociante
da Banta, o Sr. Joaquim Pereira Pestaa, depois
oe t andido a dirigir, n sua auinta, uma
plantagao de roseiras, recolheu-e a casa, e ahi
n uma loja passou uma coTa por umaltraTe, e
lazendo nm laco. sabio a uma cadeiraj deltou o
eaSroado8 0*'9* ertlr moenqo assim
Uma llh, que viva em soa companMa, dando
pela taita de seu pai, foi encontrar aquella triste
espectculo, e o pe! j sem vida. Ignbra-se a
causa de lo desesperada resoluco. |
Foi roubado e brbaramente espantado em
Rebordello, oa noute de 28 de Janeiro, b correio
qae fas o trajecto entre Vinhaes e Chafes (pro-
vmcia de Trasos-Monles). m cont d ris em
dinhero, que trazia na mala, foi a cao!
atteettdo.
Por aeeordao de 27 de Janeiro ultimo,
Ibo de districto de Coimbra annullou 1
da camera municipal da dita cidade, pe
J que diseemos na carta aotecedei
gu randa des ao rcense amento.
N ^n 2* de aneT0 lnaagararm-se
deste
conse-
eleijo
fnda-
te rre-
>,006 pipas para eoheamo. rf A >a P !e L9D,eiro ingirarm-se na He
1 satisfeitoe oa desejes Aseoclacio h! vi.-* ..8 lrba1nos a nova estrada
cial do Porto, axpressVdee n'uma repe- o S?"'6 W
. que ha poucos dias faz subir presen- r.,. ""' Jornal oaquella cidade, narra assim
1-rei, para que nao houveeee corte no ffi*??? afiM ^"'*?l. ..
nn!*^/'"8- de 9; ^dro" do Sr bella pala (
poeicio e rica pela fertilidade do slo em que eit
aeeente preciaava desse grande melhor-mento
material, anda ha pouco emprehendtdo ek'larga
escala entre nos, que a pozesse em contado com
Seus habitantes comprehendem bem a* fn-
legenaque a nore estrada IBes ha detraxei.e por
toso oem. reao feeteraram daoora;lo o prclplo
dos trabalrios.
x O enihusinmo de que ib eenaram posauidos
nioptte ser adecripto. mister f-lo pVes"ncia"
dopara se eompnbender ; foi um dlitrilearja
para ama povotcio fatefre, mis d*aleiad alma
ipxmttiee e ddque rartaaim fezes ha ettmplo
provas que eslo dando do muito que se inters
am por este dutriclo.
Pind este acto todoa oa concurrentes a elle
acompanharam a cmara ao p5o doconcelho,
ex4ir4miodo as seohorai a alegra de qae se seha-
vsm possuldas, laucando das janellas floree sobre
a comitiva.
c A'a 3 horas foi servido na sala da* sessoes da
cmara un opparo tunca dado por todos os ha-
bitantes d* villa. A nasa da 40 taiheres, porque
a sala nao conportava naior numere,, fazia um
eCfeilo surprendeota pela riqueza- do eervica e
elegante disposicio do deuert entre florea e ricos
vasos.
Eram 7 horas quaodo todos aolevaataram d* segaiore-t
mesa, que novameole foi servida a mais tres tur
nos de pessoas, lend-se distribuido abundante
jantar aos presos e aos pobres.
c Da casa da cmara todos se dirlgiram a pas-
sar a nolte no palacete do Exro. presidente da
commisso, que para esse Ilm liaba offerecido os
seus saloes, sendo at ahi acompanhados pela
philarmooica, que durante o resto da noile locoil
sempre bonitas e harmoniosas pecas de masica.
Todas as janellas das ras do transito se illumioa-
ram espontneamente ns passagem dos membros
da cmara e mais cavalheiros.
O mesmo jornal denuncia uma certa incitaca
nos povos de algunas localidades do distrieto de
Vizeu nada satisfactoria para o locego publico.
Diz que continua a auslentar-se o erro de que
da exploragao das mioss do tracal, provra o mal
que tem atacado ha annos as videins. Ha mei-
mo quem ntretenos e alimente este erro em vez
de combal-lo. Parece que continuam aa aroea-
?i entre alguns povos das visiobaocas de se
commetter um gtande attentado, um grande acto
de vandalismo.
Este systema de crear allusdes para fins parti-
culares, estes manejos preparados de proposito
oe>a ignorancia oa pela m f, deve terminar.
Prum paiz, aonde est constituido o goeroo re-
gular, aonde ha parlamento e impreosa livre.
aonde garantido plenamente o dtreito de peii-
cio, um crine horroroso attentar contra a pro-
priedade por tao inslitos e desaslrosos neios.
Que se lerabrem os povos, que as autoridades
dos dous distnclos contjnantea esto prevenidas e
dispoem de mil meios de represso para os ds-
colo* e turbulentos. E se fr preciso nao de usar
dellea e applica-los com energa.
Os povos que se arraceiam da infoccao daquel-
Iaa minas, que consideren!, que nao s oas suas
vinhas, que o oidtum se desenvolve e faz dai-
nos. Em lodo o paiz esta peste tem destruido o
vinho. e o fumo das minos do Braca! por certeza
que nao assombre, e infecta regies a tanta dis-
tancia.
A auloridade, as influencias locaes, os parochos
a quem oomeadamenle pertence instruir os po-
vos e dissipar-lhes to infundados prejuisos.
Segundo somos informados, anda o citado
jornal que falle, mesmo no local junto s minas,
a vegetarlo excellenle, havendo al horlaa, ar-
bustos e arvores em derredor daquelle grande la-
boratorio.
Eates berros, estas preoecupaces sao um ar-
gumento do muito' alrazo em que est anda o
paiz. as classes menos illustradas podem des-
culpar-ie, as classes mais elevadaa nao ha nada
que ss justifique.
O proprielario das minas do Bragal o Sr. Her-
mano Lourengo Feuerheerd.
Conta o Campto .das Provincias, jornal de
Aveiro, que no dia 19 do mez passado houve um
solemne Te-Deum na igreja matriz da villa da
reir (4 leguas ao sul do Potto) para memorar a
eolrega ordenada pelo goveroo contraria do SS.
daquella villa, de toda a praia pettencenle ca-
pells dos condes da Feira, e que se acbava depo-
sitada em mos de particulares. O valor dos ob-
jectos de prats de que a contraria lomou conta,
excede um cont e duzentos mil ria, *s quaes
desda tsnt nao appareciam. ,
Agora a mesma contrara a depositara destes
valores, pelo que deu no domingo grajai a Deus,
tendo alcanjado este beneficio por intermedio do
digno par o Sr. Jos da Costa*Souza Pinto Basto.
_ O mesmo jornal, e anda com referencia dita
villa da Feira, d noticia de uma antigualha fia-
da alli nao esquecida at aos nossos tempos, e que
leve origem n'um voto feito durante o reinado
de D. Sebastio, quaodo a peste assolava o paiz.
A villa da Feira, segundo es aeua chronicoea,
deve a este voto o nao ter sido entSo contagiada,
nen nai epidemias que por difTerentei vezes teem
agitado Portugal.
0.,<)lS**asi,l8 eoB feleJ" esplndidamente o
mariyr S. SebastiSo, havendo procissao. indo oa
frente vestidas de braoco urnas poucas de virgens,
levando cabeci fogajas saborosas, que oo dia
seguinte sao distribuidas a fatias. aegundo as in-
dica coea da respectiva muoicipalidade, pelas pe-
soas mais nolaveia da villa. No acto da entrega
das fallas receben as fogaeeira donativos em di-
nneiro, seguudo as posses ou vontade de cada
um dos contemplados oa distribaicSo. Assim as
donzellsi, qoe sao sempre pobres, suferem oeste
da os proveolos da sua posicao offlcial, com pro-
veilo das familia, que costeiam alguns diaa eom
enes as dspotas domesticas.
A esta festa municipal fot convidado para orar
o sar. conego Carvalho e Goes, que recitou um
discurso que agredou a todoi os devotos reunidos
na bella igreja de Sania Mara da Feira.
. ,9 ?"?? orn41 de Aveiro diz que no lugar de
Aldea, freguesia d. Bsmvri1.cecelho* a Feira,
leve tugar uma lamentavel eeigraca, Um raao-
cebo por nome Manoel Alves, estando como es-
pectador de uma festa que le dava em casa de
uma tal Ihereza Pereira, doarrabalde. tao embe-
bido se achaya eegdiado eom os olhos os movi-
mentos dos dsnsentes, qoe. sem reparar, embar-
rou n uma espingarda carregada de chumbe, e
qual. disparaodo-se, o ferio de morte na cabeca.
bste trgico aeontecimeoto mudou, como de
crer, em cooste*nco as alagrias da festa.
as lmmediacdes da Barcellos tem corrido ul-
SSfJS!8 Uma 1"**** le salteadores. Ac-
commetteram as residencias do parocho da Igre-
l.. -V e. D,d"! de Arb9lTl1- m lograram o
seu intento. Na ultima locslidade foi preciso to-
car a fogo porque os ladroeaapezarde lerem pre-
sentidos teimavam em penetrsr na c/sa do dito
abbade.
Diz o Barcellense, qoe os vhlnhos aecudiram
logo e principiaran! a dar fogo, at que se reuni
a freguezta em forca de 150 pessoas
Oe ladrees fugiram, retirndose as pessoas que
ra tinham reunido s annS respectivas csas ; po-
ten, desta vez, foram os proprios ladrees, que
narVu.' TSL Z"!*'8e nio utelar.m beV
para que o sino nao tocaste.
l.dre. iirerem de fugir em vista de tal peripec-
PJeS>wJorna?t,,,eCoimbra q tendo ocm
22*'"^". Goef. no distrieto de Coimbra, e
!! ...! ^ lb^J B11. mandado fazer I
sua cusa uma ponte de pedra sobre o rio Celra,
X ^ f Pbre!,"-- um *flx ne vina d
Ges. e outrae obras de interesse publico, man-
dando alm disto distribuir avultadae smolas
r%A?r2 I?".' co?1celh. amara nrunl-
cipal de oes pedio quelle seu BenemeHfb con-
.^?.U re,rt0 pfS ,ef collocad cesa
dai verescoes.
O pedido foi satisfeito e o retrato do Sr. BaeU
Neves, ricamente encaixllhado, foi pelo mesmo
?k r .""" e j es, BM PaC do ace-
bo da villa de Ges, como recordado permanen-
te do portuguez benemrito que. lonaei daToalria.
tanto amor consagra terrj que o vio asacer.
Conta o Trtiwno Popular que no dia 28 do pas-
sado foi preso e mettido oa cadeia do Mo*te-mr
o velbo, o manceoo Jos da Silva Angelo, de
Val e Camoia, fregueziadas Meas, por ler con-
sentido em que lhe corassem a primeira fallaoge
Joaqui-
, em 50
Lisboa,
Grande,
Sympa
-dias, a
^^^^^^^la,"^'. ninis-j barcas towLff <*u>Um> proced^iaUtor -^U
tro" r^oh-ra.pnTis.Va^i^^^^,*& 1^^-^i^^^ffiSS-S^
provas aue esto dando do muitn m.I ZmWZI u.,.a -..;_. \\ ""'"^tr-y. ^ro
Haranhio, por Vigo. em 50dias; em 10 brigue
Mercurio, de Peroaasbuco, em 40 diaa, a galera
Amuade, do Bio de Janeiro', em 50 dias, e a ga-
lera Aurora, do ttaranho, em 48 das.
Sahiram :em 31 de Janeiro a galera Europa
para o Rio'de Janeiro, e a barca Minerva, para o
Rio Grande, pelo Rio de Janeiro ; em t de feve-
reiro o brigue Minho, e a barca JYooo Tentador,
faraeos) para o Rio de Janeiro ; em 2 a barca S
Joo, e a barca fiigueirttu* (ambe*) para a Ba-
ha ; em 9 o brigue Etptranca, para Pernambu-
co,o o brigoe Lopti, pfcr o Rio de Janeiro.
Segunde o registro diario da exportarlo da al-
fandega do Porto, o brigue Etptranca cauagou o
wsuuTvi I rt v"aa *
Arroz (reexportacin3 aaocae, alhos 120canal-
tras, arbustos 1 caixo, assucar (reexportarlo) 1
laceo, azeilooaa 6 barra i 363 acxorela, baca-
lriao (reoxporUo) 2 cosUes barro 7 volumes,
ealgado 1 caixo, ceblas 3,500 resteas. chapaos
de lea 5- caixea, chumbo de muoiceo 200 barril,
farellos 375 saceos, feijao 534 saceos, ferragens 2
f*1***". Imageos 5 csixoes, linha 3 caixei, mi-
Iho Uto netos, noies 8 barril, palitos 3 caixei,
panno de linho i caixo, peixe 56 barra penies
0 caixoei, pomada de cebo 22 caixoe, prata em
0T 2c*JL10e#- Pregas 10 barra, retroa 2 aaixOei,
ao i? cco. ealpic6ee 10 bartie, sardinha
z ''*"' ecidoa de Huno 2 caixoea, valae da
cebo 62 caiwea, vinho 53 e mea pipas, 2 quar-
tos, y barrio d* quinto, 20 ditoe de dcimo e 17
de oitavo, dito engarrafado 8 caiidea, 1 caixo
com i sanotuario de pao preto, 1 dito eom 1 pe-
no e paramentos de seda, a ditos com arbustos,
1 dito coa roseiras. 1 dito com herva medici-
naes, papel e retalhos de pellica, 1 dito com 1
guarda vestidos. 2 ditos coro impreasoa, 4*ditos
com linha, peales e frsoja de algodo, 7 volumes
com fazeadae diversas, 13 ditos com objectos di-
versos, 1 dito cam coxins de linho e nassos de
dita.
INTERIOR.
se Hvrer do servigo militar,
quen tioha sido o operador.
Nio qaiz declarar
calided* sojdtarem-se aquellas operacomL e
quebradella de denles para se eximinn do re-
BIO DE JANEIRO
SO de fevereiro.
Eotroo hootem do Bio da Prata e portoi do sul
do imperto o paquete vapor Tocantint, com da-
tas de Montevideo at 14, Porte-Alegre 15 Rio
Grande 16 e Santa Catharina 18 Ao cerrante.
JwMMluvtlo havia noticia de Buenos-Ayres
Nada de importancia se refere da Repblica
Argn tiaa.
A* tropas porteabas vinham-se reeolhendo a
Bueoos-Ayres, onde j se levantara o estado de
silto, oceupando-se agora o corpo legislativo com
a futura orgaoissQo da Repblica Confederada.
O governador Mitre foi autorisado a acceitar os po-
deres naciooaes que lhe delegara moa viessem an-
da delegar as differeotes proviociss.a convidros-
las a reuoirem-se em congresso, elegendo repre-
sentantes nos termos da coostitaiejio, e a coa-
correr, por parte da Bueoos-Ayres, para as des-
pezas uactonaes duraste o periodo da reorgani-
u governo declarou commisso do senado oulra projectada at Bocea e Barracas.
que era opioio sua dever o congresso reuoir-se N" *" 1n *"'""-------#<*
em Buenoe-Ayres, que viria assim a toroar-se
capiul proriaoria da Repblica.
Cortia que Penaloza fugira de Ricja, e, o que
era talvez mais importante, Urquiza tinba licen-
ciado o exercito de Entre-Ros, dizendo que vfo.
to haver-ie o goveroo de Buenoi-Ayres solem-
nemente, declarado em paz cora a provincia, que
igualmente o eslava com todaa ai outrai, e de-
ver proceder-se reorganrsaco dos poderes
nacionaes, cessara a necessidade do armamento.
. Em Cordova, tendo lido o governador de sabir
fra da provincia, foi naneado o general D. Wen-
ceslao Procero para subslitui-lo durante a soa
ausencia.
N.i Estado Oriental tu Jo Qcava en paz.
No da 10, celebrou o senado a sua primeira
sessao preparatoria sendo eleile presidente o Dr.
u. Florentino Castelhaoos, e no dia seguinte ce-
lebrou tamben a sua a cmara dos depuladoi
renovada aa quarts parte.
No processo por abuso de liberdada de im pren-
sa intentado contra o Pueblo foi este peridico
condemnado a 300 peio* de multa.
Do Paraguay s referiremos que o Semanario
oeg haver o goveroo daquella Repblica fechado
aa portee aoi emigrados argeotinos.
Passemos agora ao interior.
Estavam cuucluidae aa provincia de S. Pedro
as eleices de depulados provociaes, sem que a
ordem publica livesse sido alterada en ponto
algn. *
As folhas da capital publican o seguinte resul-
tado :
ta execuledos.
Sbio a cadeira sagrada o Sr. pedra Telxatra
senpre o re se recaudo a ai-
de morte.
n por nm darvif a aa vir tudea da-
cipa, e aaawuceapagiDsa que
pa km exieMutia, rasgadivape-
raacaofcaseu
i rendo este
e
ra para guarnicao daquella vasto terrtorloT
P.'reodfe Mote'linda nio tioha podido ser
seu rei. ^
Eran alirdUs digmre-vflr A cmtr.
uma salva deu flm s exequias.
Lia tal bao de
qoe-rom
B,^\t^"^:AL^^^
de quarto em quarto de hora, conservando todos
oatroa isrtoe no porto es handeiras a meio-pao
e as vergas em funeral.
A pfaca do commercio da capital havia Domea-
do uma commisso, eomposta dos Srs. Jos Fer-
reira Potto. Franciico Antonia da Silva e Jas
Candido Gomes, para representa-la no acto da
inauguradlo da estatua equestre do Sr. D. Pe-
dro i.
Suicidara-ie eom um baraco no dia 10, o sub-
dito portugutz Gaelano Ladislao Pinto Costa,
honem sexagenario, que soffria de alienaclo
nentav.
No Rio Grande cahira oo dia 3 um vielaoto tem-
poral de S. S. E.. durante o qual oautragaram a
barca hraiilelra Graca, procedente da Babia e o
brigue inglez Kachadian, chegado de Lisboa. Pe-
recern cinco pasiageiros que imprudentemente
procuraram salvar-sa am un bote; das tripola-
res porm, oioguem morrau, grabas aos esforcos
do commandante da praticagem da barra,- e de
aeua empregados, que, segundo as folhas que te-
mos vista desenvolverm o maior denodoe
grande pericia em semelhante emergencia:
A correspondencia que en outro lugar publi-
camos d, alen de outras noticias, a ninuciosa
descrela dos-referidos naufragios:
De Santa Galbarina nada teos que noli-
ciar.
1.* distrieto.
>.*....
Vetos.
.. 174
.. 159
148
146
144
140
135
133
13S
1*7
1*6
1x3
123
118
117
117
117
.14
114
110
110
109
1 Dr. Flores..................
2 Dr. J. J. deMeodooca.....................
3 Desmbargador Bello......................
4 Dr. Felisberto............................
5 S. C. da Silva.............................
6 Dr. Pederoeiraa...........................
7 Bngadeiro Portioho.......................
8 Padre Brito...............................
Dr.B. Fortes..............................
. Felipoe Nery..............................
12 Miguel Meirellea..........................
13 Bngadeiro Nerei..............r...........
14 Dr. Barcellos....................
15 Dr. Biueocoutt....................'.*-Ja
Dr. A. de Mendonca......................
!>die Pfocopio............................
Veedor Werna............................
UlhaCiulr...............................
Loronel Valeoca.................
Fialho de Vargas................
. 2." distrieto.
n. .i VotOS.
Ur. A. Alves........................ loa
Dr. Themoteo P. da Rosa..........'....'.'. i8J
Dr. aenetetio........................... 185
Ur. Cuoha....................., # |gjj
n"ig i'JfA* siueira....'...'.';.';;::: isa
i F. Brrelo... ........................ m
8 Dr, Joaquim Viea da Caoba..........
9 Dr. Gaspar Martins.....................
10 Dr. Pedra H. deOtivaira...............M
11 v. A. Gomea da Costa............,.*....
12 Naaclnento...............................
13 Padre Uasia..............................
14 Dr. Pavao.............................
15 Dr. Chaves................................
Jos VieiraBraga.........................
Joao Luiz de A. Vsconcelioa............
Dr. J. M. da Azevedo...........,-,......
J.J. G. Costa eSilva.....
Silvestre N. G. Vieira.-..
Luiz Lucas de Oiiveira-
Dr. Wenceslao.........
Nao ae tinha coosegyido a captuca doa indivi-
duos indignados como ssiaesinoi do tenente-coro-
nel Fructuoso.
ConeUva que o major Melle a teui companhei-
ros naflualle attentido se haviam hemisiade em
Cornenle*..
No.die 30 do paseado celebraram-se em Porta*
Alegtp exequias aolennoaeor alma da S. M. Sr.
D. Pedra V. de Portugal.
A commisso que dallas se eocarregoo, dixa
Oritm,tose mpenhouras com plata man te dando
solemnidad* a maior decencia poasivel.
0 limpio trajava. pasada luto que vesta as
paredes .eos altares.
a As 11 horas, eatando presentes e cmara ma-
mcipal, as autoridades civis militaras, excepto
o Sr. presideate da provincia por ae acbaraater-
mo, reunido nm numeroso concurso daeididaoi
icionaee e estrangeiros, comecou a mise fue
*,,
a.,,.,,
166
164
159
158
166
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115
114
h 4. ii.. v 7? p'imeiHi lainuge nacionaes e estranaeiros. comecou mista fua-
ceaaao.
< Eqtoou-s* um libera m, msica da Joaquim
r:;^5---^
Por decreto de 19 do corrente foi nomeado 2
cirurgio do corpo de saude do exercito o Dr. An-
tonio Luiz de Almeids.
Por aviso de 20 tamben do corrente foi nomea-
do amanuense do laboratorio pyrotechioico do
Campioho Luiz Alves da Silva.
O goveroo imperial,recusando ao Sr. conselhei-
ro Antonio Nicolao Tolentioo a exoneracio que
este pedir do cargo de inspector da alfaodega
da corte, coocedeu-lhe todava doua mezes de li-
cencia para usar della quando lhe conviesse.
22
Eotro hontem do Rio da Frata o paquete fran-
cez Saintonge com datas de Buenos-Ayres al 1*
e Montevideo 16 do correte.
Relativamente repblica argentina, s temos
de ccrescenta ao que hontem dissemos que se
cenQrma a noticia da derrota do exercito de Pena-
losa e Navarro em Rioja e Calamares. Podia pois
considerarse terminada alula.e preparavam-se as
provincias psra a fulara reorgsnisaco nacional.
O desarmamento de Urquiza e a sua promessa
formal de nao inquietar s vizioha provincia de
Corrientes anda nao salisfazian os homens mais
exaltados de Buenos-Ayres, que iosinuavam nao
dever o coogresso ratificar oeste ponto o accordo
do governador Mitre, e votar ao ostracismo o
caudilho entreriano.
O Dr. Costa, que substituir o Dr. Obligado no
ministerio do interior, nio tinba praticada anda
acto nen hura que deixasie aguardar bem ou mal
da sua admioistracao futura,
Tinha-se dado principio construccao de uma
va frrea de Buenos-Ayres a S. Fernando, e bre-
mente se devia fazer o mesmo a respeito de
...... ..Bocea e Barracas.
No dia 15 abrirsm-se em Montevideo solemne-
mente as caaras legislativas da repblica ori-
ental do Uruguay. A mensagem lila nesse acto
pelo presidente nada aprosenta de sxtrsordioaria
importancia : alguns tpicos todavia podem ser
de inleresse para nos.
Principiando por declarar que a repblica se a-
chava em paz com todas as potencias eslraugei-
ras passou o presidente a expr a poltica que
seguir relativamente & questlo argentina, que
fora a da mais stricta neutralidade, e refetindo-
se especialmente os emigrados orientaos disse :
a Tendo tomado servico no exercito de Bue-
nos-Ayres um numero coasideravel de Orieotaes
emigrados, fez-me o governador daquella pro-
vincia saber que a admisslo nao impoava outra
cousa seuao utilisar-lhes os servigos na guerra a
que o provocavn o governo da confederadlo, e
quo nao permiltiria que esla medida servisse a
qualquer plano de invasio desta repblica.
a Nio tendo molivo para duvidar da sinceri-
dade desta maoifeslaco, nem da lealdade com
queaecumpriria a promessa que ella envolvia,
entend nada dever reclamar contra o armamento
dos emigrados, tanto mais que formando parte
do exercito da confederadlo outros Orieotaes,
houvera sido faltar aos deveres da neutralidade
por a um dos belligerantes impedimentos que te
nao puoham ao outro.
O numero consideravel de Orientis esla-
belecidos as proTiocias argentinas, especial-
mente as vzlnhas, exige urgentemente o ajus-
te, tanto de um tratado de extradicjlo de en-
tumosos e desertores, como de outros accordos
internaciooaes, que regulem o alistameoto vo-
luntario para o servico militar.
O trecho relativo ao Brasil o seguinte :
Apoltica de respeito aos direitos de lodos
observada, como j disse, com perseverante es-
mero, tem ido collocando gradaalneote as nos-
sas relaces con o Brasil oo estado de petfeila
harmona en que felizneote se acha.
As difficuldadoi que se suscitaran por causa
do tratado de permuta foram aplainadas, leu
do os governos da repblica e do imperio or-
denado a oceupaco dos respectivos terrenos pro-
postos para a permuta.
De conformidade com o estipulado no tra-
trado do commercio e navegado de 12 de outu-
bro de 1851, maodei fazer outra parle contra-
tante a ajustada notificaglo, declarando termina-
das ao expirar o prazo fixado oo tratado as isen-
coes para o gado em p se exportar livre de todo
o direito do Estado Oriental para a provincia do
Rio Grande.
Reduzem-se as questoes pendentes com o Bra-
sil convenci sobre prejuizos de guena rejei-
tada pela honrada carera de senadores oa sessao
de 1859, ao ajuste da divida que reconheceaaos
ao Brasil, e a algunas reclama;5es sobre aggca-
vosrecebidos por Orientes e Brasileiros, em suas
pessoas e bens, algumas das quaes j foram re-
solvios, fazendo-se os dous governos reciproca
justica.
< laaisto em ananifeatar-vos qua o Brasil, i
vista das estipulares do tratado de empreslimo
entre e repblica e o imperio, alo pode empe-
nhar-se em sustentar quo fique indefinidamente
abeito o expedienta da divida publica, nem des-
conhecor o,ue as eoneessoei fettas por circoma-
Laocias especia lissinai Inglaterra e Franca
nao devem coosiderai-secomo antecedentes para
oulros casos.
. Pelo que respeita divid, ser ajustada eom
a mesma f de que tenbe made para com oulros
credores de estada.
< Para facilitar a solacio destae questei, e
fazer que aejam ao mesmo lempo eteazmenle
pr*tegidos os direitos que se derivan doe trata-
dos exilenles, resolv, eom venia da hoorada
commisslo permanente acreditar aa agente di-
plomtico junta do goverao da imperio.
Qaaoto a questao pendente com a Inglaterra e
Frao;a sobre prejutzas-de guerra, declarou o pre-
sidente que estava aiada pendente, porque, ape-
zar de haver o governo concordado tanto na im-
portancia total dad retardes como no quantum
dos juros, susciiaraie rea duvida sobre se de-
via a referidaimnoitsooia eooioda entre os res-
pectivos governos ser aubaeltida commisaao
mixta.
Depois de se lar oceupado coa quesldee de
ntereaae fparamente linterno, obeervou o presi-
dente, fallando doa negocios da guerra :
< A maior atteocia que a frooteiro terrestre
reclama depois de eeesaclo da tratado de com-
mercio com a lfasil, tornon necaisiria par ego-
ra a ereacao de done eommaodos particularie
para parte daquella fronteira eovraepoedaate
aoe departamentos da Maldonado e Carro-Largo,
aaebiUeacao do uma forca da guarda aaaiaaal
falta dq topa de liaba.
Dapeis, panderaaao a necessidade que tfha
naaido da postar algias corpos de oteafvaclo
----..- porto
ah?W}?.A?W> ai"* Priden.e que
* J^*ao oeiie tmaertante ramo de administrarlo
cieo oMiuCT* como "* circumstan-
li!^!^*ci Fha.1. itaS? r'er,a. e,P.ere correndo me-
taaea dewmgaa commoda, concorreodo tudo
para fazer eooeeoer a esperanza de que. aiadada
por medidas conveoieutea, melhorar ella a seu
lompo progrsssiTameota, raaoteado-ae sipr-ao
nivel das necesstdades administrativas. Adop-
tado um systema tributario conveniente, sujei-
,.)ieacJo das' rendas
. uma uscalisaglo severa, e encerraodo-se oa
mais atrlct* economa sem dar entrada a deapezaa
superfinas superiores ou meos neeessarias pode
ter-se por seguro aquella resultado.
A lei de alfandegas vigente nio preduzio o qu
se esperava, mas o outroi imposlos tem tido
gradual augmento.
O direito de 4 0/0 sobre a exportable de
gado pela fronteira terrestre principiou a cobrar-
se a 24 de dezembro. Nao ha lempo anda para
?e poderera apreciar-lhe os resultados ; mas, a
julgar pelo que- te est vendo, deve ter-se por
seguro qne o seu producto difficilnente corres-
ponder s avahadas dejpezas que exigen ozelo
fiscal e a guaraicio militar que em seu auxilio so
cottocou na fronteira.
Apoiado nesta fondada persuacao opino pela
arremalaco deste imposto
O presidente recommendou a colonisacao do
paiz 4 especial aolicitude das cmaras, e con-
cluido dizeodo quo por causa da diraiuuico da
renda da alfaodega nao pudera acceterar o a-
juste de todas as dividas.
Araanha publicaremos a carta do oosso cor-
respondente.
Noticias da.Solivia, referem que o preeidete
Acha, depois de ter restablecido a traoquitlidade
aa capital, revogando em seguida o decreto quo
declarava em estado de sitio Paz e ae provin-
cias de Pacajes e Iogavi, se achava em Careeol-
lo, perto de Oruro, em marcha para o aut com
tolo o seu exercito.
Em Tacda, no Par, deu-se am lamentavel
successo. Alguns mal intencionados Uoham es-
pal hado'.que agurdenle disiulada as fabricas da
cidade era beneficiada com osmi humanos, ti-
rados de noite do cemiterio, e tanto.bastou pira
aae a genlalha levaotando-se destruisse com-
pletamente aqueiles estabelecimentos.
24
Este vopor sahio aole-heotem do|Dique Impe-
rial por ter coocluido o seu concert, que cons-
lou de 135 ps de tallo de quilha nova, 29 bra-
ga!, diversas taboas de fundo e de costado, afor-
ro novo de cobre. Consta que seguir para a
Europa em commisso.
Falleceu ante-hontem nesta corle cem 110
annos de idade a Sra. Quintiliana, cuja condi-
cao ignoramos, e falleceu de velbice.
Anda diro que no Rio de Janeiro se nao
morrede relho, e que sao curtas as vidas? E'
que nem todos sabem viver: preciso viver do-
vagar para viver muito. Foi o que fez a Sra.
Quintiliana, que Dos baja.
- 25-
Foi aceita e confirmada a renuncia que o pa-
rir Jos Mara Fernaodes fez da igreja parochial
do Espirito-Santo de Ourem, na proviocia e bis-
pado do Para.
Sr. Meodaohe.
Foram nomeados lentes do grande semina-
rio da diocese da Baha, os'Rvma. Srs.:
Conego Jos Joaquim da Foaseea Lima, para
a cadeira de eloquencia sagrada ;
Cooego Jos de Souza Lima, para* a de direito
cannico ;
Cooego Eleuterio de Araujo Lima, para a de
canto gregoriano ;
Cooego Heorique de Souza Brandao, para a de
liturgia ;
Frei Raymando Nonato da Madre de Dos Pon-
tea, para a de theologia moral;
Frei Saturnino de Santa-Clara Antunes, para
a de direito natural;
Padre Eduardo Augusto do Souza Mello, para
a de exegitica ;
Fre Autonio da Virgem Maria Itaparica, para
a de theologia dogmtica.
Diioa do pequeo seminario da mesma diocese
os Rvma. Srs. :
Cooego Manoel dos Santos Pereira, para a ca-
deira de latim ;
Padre Domingos Jos de Bcito, para a de ihe-
torica e geograpbia ;
Frei Joao da Natividade, para a de philo-
sophia.
Tem de sahir brevemeole o vapor Paraenter
para estacciooar nos Estados-Unidos, disposi-
cio do ministro brasileiro alli.
DIARIO DE PERHAMBUCQ.
sobre o litoral doe rtee da Prn VdV Bra^ay
jotra ilruacl
\ T.nn *.;.. x 5 a 'raoooaier *jae ende agora oatre allvaaeio
Tinto imiisa, que 4 do padre mestre Jos imam despedidas as divisos da guarda nacional
Vimos hoje completar o resumo das noticias
da Europa, de que foi portador o Tyne.
Italta.Diversss maoifestacdee tumultuarias
appareceram em Parma e Florenca.sos gritos de
Viva o papa, nao rei I Viva Victor Emmanuel I
Viva a Italia 1 promovidos por partidarios de
Mazzini. r
-. Garibaldi conserva-se em sua ilha, havendo
ltimamente declarado oao ser anda o lempo da
eoropleta.regeneTac.io de patria que o vio nascer,
pelo que seus filhos sd- devem por ora preparar-
se para a luta.
A Sicilia tambera lera sentido a repercurslo
da fermenlaco revolucionaria dos deraais pon-
tos circumvisinhos ; sendo bastante falsa a posi-
cao do governo, em taes circuinstancias, e de-
mais com a forte opposico que tem as c-
maras.
, Co"' geralmente que Victor Ennaonel ir&
aple* em poca nio fixada.
Inglaterra,O lord chanceller pronunciou, 6
do passado, em nome da rsinha, o segaiote dis-
curso, na abertura do parlamento :
Mylords e seobores. Temos ordem de Sua
Magestade para vos assegursr que est persuadi-
do do sentimento que nutrs pela profunda dr
de que se acha possoida era eonsequencla da de-
ploravel prematura e Irreparavcl perda qae sof-
freu cora a morte de seu muito querido esposo,
qae era a sua consolaclo e spolo, foi comlado
ama cooiolacio para Sua Magestade. no meio da
ma dor moral oceasionada pelo terrrvel golpa
com qae a Providencia a ferio, recener de todas
as classes de seus subditos as mais sinceras se-
gurancaa da sua syrapjttrra pela sui aflccao, a
vaodo quanto loJos apreciam o nobre caraeter
daquelle. coja cruel perda psra a rainha e para
a afio sentida e deplorada to justa e umver-
salmente.
A rainha dea-nos ordem para voi aasegnrar
que appelle com toda a confianza para o voseo
apoio e para os vossos con se lh os.
As relacoea de Sua Magestade com todas aa
potencias da Europa continuara a ser amigareise
satisfactorias, e Sui Magestade confia em qua
nao baja motivo algum para receiar a menor per-
tirbaeao da pax europea.
ma questao de grande importancia, e qn
poderia ter trazado serias coosequeacias surgi
entre Sua Magestade e o goveroo dos Estados-
Unidos e oort* da America, em consequeaeir da
pristo de qoitro psssageiros em um navio correio
iogtez, pelo commandante de entro navio de
guerra dos Estados-Unidos ; mas esta qaestao
foi regalada de um modo satisfactorio pela en-
trega dos psssageiros proteceo e pela deiap-
provicao por parle dos Estados-Unidos do acto do
violencia commettido por um seu offlcial de ma-
rinh: -
< As relaeoe amigaveis entre a rsinha e o pre-
sidente dos Estados-Unidos, Acarara por tan-
ta intactas.
A rainha. aprecia cordeaimente a leatdade a
espirito poltico manifestado nesta occasiao pelos
subditos da America do norte.
As violages comraetUdas or differeotes
pessoas e pe loa govetbos qVe ltm iticcedido
ae Mnco, Mee Okvoetifenfoft .r.***.,,***
ternierio mexicano, vioteatiaa-da-qae nao era
r?f.8I?L9bl8 raWen|o .algnma. lavan a,an-
cdsio da um conmercio entre a rainls* o im-
perador dos franceiev e a raiaha de ftipanha,
que lem um regular operscoei combinadas as
costas do Mxico, para obter a reoaracao qf al
agora fra negada. Este Convenio e oa documen-
tos relativos questao serio submeUidos ao vos-
So exarie.
* 9 "elhorimehfn que lea tido aarelagoaa
rki "'rno di rsnhi a" do Imperador d
tnina, e a boa f com que o goverao chinez con*


DIAWO m BMHHKJCOw IAQk FBHU 4 M ttHQft II lf.
a cumprir os esmprnmissoa cousignadoi
do tratado de Tieo-Tsio permittio t Sua Mates-
tade retirar tropaa .da cidade de Canto e re-
duzir o contingente dea afee forgaa aavaes na
costa e ooa marea-da Chin.
A raioha, sempre desejose. de exercer a sua
influencia en pro da conaarvagao da paz, con-
cluio um contemo cora o anillo de Marrocos.
Gragea a eele convenio, o auUo tere a impor-
tancia necesaaria para o cumprrmeotode certos
compromisos que proeedem do tratado que esti-
5. rfl "J" .' He8Pann. tou desla maoeira
f m , *es aocumentoa sero tambera submetiidoi ca-
naca dos cammuDs.
A raioha deu-oos ordem para vos expdr que
aetermiQou que roa aeja aprsenla*) oorgameo-
*o para o anno prximo. O orgameato (o aon-
ecciQBJdo cos a idea da maie illostrada econo-
ania.
Mylrda e aenbores, a raiuha deu-noa igual-
mente ordem para voa ioformar de que ves ae-
rao apreseoladas medidaa que tendam a ruelho-
rar a legislado em materia de testamentos. En-
tre outrasdiaposigoesae encontrar una bil para
simpliflear o direilo propriedade territorial, e
toroar rnaia fcil a sua tranaacgo. Igualmente
e anbmettero ao vosso exame outras medidas
e uliiidade publica, que ioteressam Gra-Bre-
tanbae Irlanda.
Sua Mageatade lamenta queem varios ramos
torias de apuro e peouris considerareis, mas Sua
Magestade julga que as condiges, geraes do
pau sao boas e aalisfactorias.
Sua Hagestade recoameoda confiadamente
os interesses geraes da nacao vossa prudencia e
a vossa solicitud e pede com fervor para que a
bengo de Deus Todo Poderoso, presida is vos-
aas deliberages, e as torne uteis ao deseovolvi-
mento do bem estar oda felicidade do seu po-
vo, o aoi melhores ioteresses do servtco pu-
blico.
Blgica.O Sr. Orts apresentou cmara dos
representantes a seguinte proposta de resposta o
discurso real:
Senhor l A preserva de Vosea Mageslada en-
tre nos, recorda que devoraos ao rei, aps sofl-
menlos seculares, triota annos de independencia,
de paz e liberdade^gloriosa divida que orgulha-
mo-nos de pagar.
Os lagos de affeigo, baseados na gratido
publica, sao dia por dia estrellados e fortifi-
cados.
a Lisongea-nos. senhor, as boas relacoes man-
tidas entre a Blgica e oa paizes estrangeiroa ;
porque isso prova-nos o grao de lealdade que
vosso governo emprega em conservar illesa a
neutralidade.
A patritica cidade de Lige acolheu fren-
ticamente essa entrevista de done ilustres prn-
cipe, que presidem aos desliooa de nados ir-
mas e amigas, de nacoes ligadas j peloa lagos
de visiohaoga, j pelo amor commum da inde-
pendencia nacional e lberdades publicas.
diz respeito seus verdadeiroa ioteresses ; a ex-
tiocgo gradual desloa obstculos coodaz uuio
intima da grande familia europea.
Esta cmara tena applaudido e applaudir
todos os pastos dados com o flm de satisfazer es-
te peosamento fraternal; passaodo a estudar com,
a mel&or boa vontade todas as propostas que
tenderera convengdes se si el han tes.
A harmona dos poderes pblicos com o fim
de desenvolveren em nosso territorio ocommer-
ci, a agricultura e industrias, mereceram sem-
pre a approvago oossa, de accordo com o gorer-
no de Vossa Mageslade.
Confiamos que em breve, grecas ao rgimen
liberal adoptado pof noasa legislagea sobre ce-
reaet, ser coberto o dficit occasionado pelas
ms colheitas ; nao soffrendo as ceodigdes anor-
maes de nossas populeges agrcolas e industrtaes
nenhum transtorno.
Nossas deiiberagoes activas versarlo princi-
palmente aobre as importantes leis j aprcsenta-
das esta cmara, e que aiuda nos saj promet-
lidas.
A reforma das leis milicianas obterao um
acolhimeDlo favoravel, se, corrigindo oa defeitos
da actual, assegurar equitativa compensago aos
que ella dedicara seus melhores annos de mo-
cidade, e fortificar a boa organisago do exercito
belgs. digno todos os respeitos de nossa seria
solicilule.
O bom resultalo colhido da instituigao do
tiro nacional, prova quanto a guarda cvica dse-
la enllocar sua ioatrucefio par do sea piiious-
mu e telo euiiniuiu, para que essa inatituicSo
Uiegno no qm deve ser, oon.m ser essa milicia
perfeitamente bem armada e equipada.
Tolos os graos da ensioo publico, setnelas,
lettras o bailas artes, morecam o appoio sym-
pathico e perseverante do governo e da legisla-
tura, que nunca lliej faltou no pastado, nem
faltar no futuro. .
Acudiodo ao reclamo do governo, os ariistss,
concorreotes oxposigo d'Aovers, provaram o
amor e eothusfasmo que Ihes enche o peito pe-
la patria de Rubens e Van Dyck, que mostrou
nessa occasio naos ser a metropole do com-
mercio, como tambera das artes.
< A nossa favoravel situago fioanceira, ape-
zar da crise europea, lisoegea-nos bastante.
A honra das instituigdes representativas, das
opinioes, e mais que ludo a do paiz, impoem o
derer de procurar-se reprimir os abusos com-
mettidos no ejercicio dos direitos eleitoraes
a cmara acha-se disposta a inflingir as
neeessaras taes desvarios.
As Ucuejps da legislagio que regula os bens
perteocentes aos estuios e ao temporal dos cul-
tos, nao podera continuar a ser. toleradas por
mais tempo, sem quabra dos deveres sociaes in-
cumbidos ao poler civil.
Des le muitu tempo que se fazia sentir a
falta da le da organisago judiciaria, que acaba
de ser apresentada esta cmara e que ser con-
venientemente estudada, tanto mais quanto ella
reconhece ser esse um dos raiiores poderes do
estado, digno de todo o seu sympalbtco acolhi-
mento.
a A presente sesslo, senhor,abre-se sob os me-
lhores auspicios, e, para que seja ella fecunda
em bons resultados, a moderago e a firmeza
presdiro s suas deliberages.
Deus, em sua sabia justiga, nao destribuo
suas bengaos aos povos, na proporgo do nume-
ro e territorio, mas sim como recompensa de
umeamiuhar sabio constante para o progresso.
As nagoes livres, anda que iracas, impoem a es-
tima e o respeito, sem excitarem temores e des-
conflancaa.
A Blgica, felizmente al luje, gragas uasa
poltica progressiva, estranha s ideas dereaegao
e espirito de aveuturas ( uoica verdadeiramente
conservadora), tem sido presrvala da repercus-
so das revoluges queabalam a Europa.
c Anda hoje nosso melhor padrio de gloria
e nossa salvaguarda, essa poltica que V. M. tem
sabido maoter com a sabedoria que ihe propria.
Ella se nos patentes sempre que o governo nos
apoota o fim de consolidar, aperfeigoando diaria-
mente, a obra nacional emprehendida em com-
mam pelo rei e pelo povo. Este flm, senhor,
queremo-lo tambera alcangar; e por isso podis
contar sempre com a cooperagao mais activa e
benvola possivel, tal como reclama o sabio go-
verno de V. M
Hespanha. O senado hespanhol votou, em sua
aesso de 8 do passado, o projecto de lei autorl-
sando a ratificagao do tratado de commercio com
Marrocos.
No dia immediato. achando-se
e
penas
Srs. senadores e diputados. O anno que
passou, vio, nao obstante certoa receiaa, endso-
lidar-se a pax.
c Todos os boatos con designo ospaihidos
acerca de imaginariat pretengoes ea'hiram por si
mesmo diaote da realidad* dsa (actos.
f Hiohas relages com as potencias eatrangei-
ras, me dio a mala plena satiafagao, e a visita da
muitos soberanos contribaio aiuda para atreilar
oa nossos lagos de emizsde.
c Viudo Frang, o Ni di Frutis, pode jal-
gar por ai mesmo do nosso desejo de mais nos
unirmos a um governo e a um poro, que arar-
cha com pasao tranquillo e seguro pan o pro-
gresso. L
c Reconjaoci o reino de Italia coas a firme in-
tengao de contribu, com aympathicos e doain-
teressados ooBselhos, para consiliar duas causas
cujo antagonismo perturba por toda a parte os
espirito! e ao co nac encas. -
A guerra civil, que assola a America veio
comprometter gravemente- nossos ioteresses com-
aaerciaes.
Todava, emquaoto os direitos dos neutros
forem respeitadoa, devemo-nos limitar a fazer
votos para que estas diasengoes teoham um breve
termo.
a Nosso estabecimento da Cochinehiua se con-
solidou palo valor de domos toldados e dos nos-
sos marioheiros.
Os Heapaohes, associados a nessa empresa
acbarao, eu o espero, oestes paizes o prego de
seu corajoso concurso.
c Os Aonamitas resistero francamente ao nosso
dominio, e as nao guerrearamos com ningoem,
se, no Mxico, os procedimentos de um governo
sem escrupuloa nos Meiveasem nbrigado a oos
reunirmos com a Hespanha e a Inglaterra para
proteger os nossos nacronaes, e reprimir os at-
teotados contra a humidade e o direilo das
gante.
Deste conflicto nada se pode originar que
saja de naturezi a alterar a cooflaaga no futuro.
Livre de preoecupagoee exteriores, tenho princi-
palmente dirigido a mioha altengo para o ealado
das nossas Guangas.
< Um relitorio sincero vos fez coahecer sua
verdadeira ailuaflo.
Nao direi acerca desse objecto seno algumas
pala vm.
O publico se impreisionou da quanlia de 963
milbdes, a que, tinha subido a divida fluetuaote,
maa nao a augmentando mais, esta divida nada
tem que possa inquietar, por qae antes de 1848
chegra a esta cifra, e eolio as rendaa da Praoga
estavam bem longe de chegarem ao qne chegam
hoje.
< Damais, diminua-ae nesta somma, primeira-
mente 652 milbes que peaavam sobre o estado
m urna poca anterior ao imperio; depois os
78 milhoes pagos aos possuidores de rendas na
poca da cooverso; emQm, os 333 milhoes a
que montam os dficits,que tem sido occaainados
pelas duas ultimas despezaa das expediges Ion-
giquas, e que teriasido.posiivel obterdeum em-
prestimo, ver-se-ha que, depois do estabeleci-
meoto do imperio, gragas, verdade s cooso-
lidages successivamente operadas,os dficits nao.
se tem augmentado em proporgo s neceasida-
des a que foi preciso fazer face, e s vantagens
obtidas dez annos depois.
Com effeito : senhores, nao seria justo es-
quecer : o, augmento de despezas exigido pelo
semgo aonual dos empreslimos contratados para
duas guerras, que nao bao sido sem gloria.
Os 622 milhoes empregados polo Ihesouro
nos grandes trsbalhos de utilidade publica, inde-
pendentemenle das Ires milhoes destinados s
companhias para o acabamento de 6553 kilme-
tros de camioho de ferro.
4 A exeugo da rel tolegraphica ;
i O mclhoramento da sorte de quasi todos os
servidores do estado.
O augmento da commodidade do soldado;
os quadrosdo exercito pastos em proporgo com
oque exige, jm tompo de paz, a igoidade da
Frasea.
c A transformado da armjJs e de todo o nos-
so material de arlllharia.
A reedifiesgao de nossos ediicios religiosos e
monumentos pblicos.
Estas despezas tem imprimido a todos os
Irabalhos nteis, sobre a superfice do imperio, um
impulso fecundo.
Nao temos visto as cidades transformaren]-se,
os campos enriquecerem-se pelo progresso da
agricultura e commercio exterior elevar-se de
dous milhares e 600 milhoes a cinco milhares e
800 milhoes? Einfin, nicamente peles cresci-
uieutu ua propriedade puDIica, as rendas du es-
tado tem augmentado de maltas centenas de mi-
lhoes.
Esta enumeraco nos mostra extensio des
recursos floaoceiros da Fraoga, e, portanto,
qualquer que tenha sido a origem dos defleits e
por mais legitimas que fossem as despezas, era
prudente uo as augmentar.
a Neste intuito propuz ao senado um meio ra-
dical, que confere au corpo legislativo urna maior
faculdade de fiscaliiagio, e que mais fortemeate
o associa a mioha poltica. Mas essa medida nao
era, como fcil de convencer, um expediente
para me livrarda responsabilidade ; era urna re-
forma espontanea, e seria devendo-nos forcar a
economa.
Renunciando ao direito de abrir crditos sup-
plementares e extraordinarios no intervalo das
sesses, essencial era o reservar-me entretanto
a faculdade de fazer face necessidade impre-
vistas.
O systema das substituigdes proporciona os
meios e tem a vanlagemde limitar esta faculda-
de as necessidades verdadeirament6 urgentes e
iodispensaveis.
A applicago severa deste novo systema nos
ajudar a firmar o nosso rgimen fioanceiro so-
bre bases inabalaveis. Cont sobre o vosso pa-
triotismo e vossas lozes, para secundar meus es-
forgos por um concurso zeloso.
O orgsmeoto vos ser apresentado desde a
abertura da sesso.
Nao um pesar que me decide a propor-
vos o estabelecimento de muilos impostos ; po-
rm, pelo augmento de nossas receitas, o grva-
me, estou convencido, ser temporario.
Quererei oceupar-vos primeramente do pro-
jecto de lei relativo troca dos ttulos de renda
de 4 1/2 por /. projecto que tem por flm, coo-
siliando justamente os ioteresses do thesouro e
os de seus credores, preparar a uoifkagao da di-
vida.
Tenho-vos expolio, senhores, lealmenle o
estado das cousas.
a Vos a sabis, em cada occasio em que ss
apreseotava urna reforma til, sempre lomei re-
solutamente a iniciativa.
Todavia nao sustentarei menos intactas as
bases fundamentaos da constiluigo, que tem j
valido ao paiz dez annos de ordem e de prospe-
ridade.
_ A sorte de todos aquellos que esto no poder
nao a ignoro, de ver as suas intengdes as mais
novoidireclor, o Sr. cooielbmro Tarares de Al-
meids.
1A expedigo mandada de Qullimane para
tomar Angoche, foi bem aacCe" eonseguio tomar ests cidade, aps cinco horas de
vigoroiissinra resistencia ; fugtdo o sulto para p
interior do paiz com todos os thesouro.
O^afeaidei deesa uluaia proaaove a con-
oluso de ura tratado coa o sullo de Zanribar,
'que iguale os direitos dos Portuguezes, aos dos
Franeezet, Ioglezes e Americano do norte.
_ Em Gda produiiram grandesensacao os l-
timos acentecimentos de Portugal, que se exprs-
sou pela d*r publica patenteada, apenas ae di-
vulgou -a noticia.
Portugal. Davido, talrez, deleixo no feehoa
mala, acarnos pelo presente vapor sem a carta do
nosso correspondente de Lisboa, oque nosobriga
a recrtennos aos jomaos, que dizem apenas o
teguiote:
Nenhuma novidade occerre na familia real,
continuando as melhoras do infante D. Augusto.
Fallecer o ex-mimstro do infante D. Mi-
guel, conde de Loar, D. Diogo.
Hooteai pela maotia fundeou em nosso porto
o vapor fraocez Bearn, vindo do I\io e Baha,
tra zea do datas do prmeiro at 26 do paseado, e
da segunda at Io do corrente.
Sob as rubricas Exterior Interior eccon-
tvarao os reiteres o que ha de mal importante,
alm do que ha mais o que segu.
S. Paulo. No,collegio eplacopal foi celebrado,
a 17 do passado, um officio fnebre por ser o do
prmeiro aobiversario do fallecimeoto do bispo D.
Antonio de Mello, pelos roissiooartos capuchi-
nhos, directores dessa casa de educacab.
Rio de Janeiro. No dia 21 seguio bordo da
canhooeira i vapor Parnahyba, o Exm. presi-
dente de Goyaz e sua familia'.
Fdra nomeado regente do coro da capella im-
perial, o Rvm. Pedro Nolasco da Amorim Valla-
dares.
L-se no Correxo Mercantil:
Su!eidouse aote-bootem noite (21 da fe-
vereiro), com um tiro de pistola, o capit&o Anto-
nio Joaquim Ramos, qne se achara residiedo
ra Fresca o. 13, e que ha pouco mais de dous
mzes foi reformado, teodo antes estado no com-
mando do brigue Maranhao.
Ao desarraojo das facatdades iotellecluaes,
que ha muito tempo soffrla o fallecido, attribde-se
este acto de loucura. J urna vez esse infeliz ten-
tou saicidar-se quando se achava em Mato-
Grosso.
ahia.Grassava a varila em Cimam, Rio
de Cootas e Ilheus.
L-ae no Diario :
Hontem (21), pelas 9 horas da manha tere
lugar na repartigo da alfaodega a abertura dos
25 volumes desembarcados, por contrabando, na
costa do Mar Grande, e acerca dos quaes haviam
suspeitas de conterem moeda falsa.
c Pelo Sr. Dr. chefe de polica, conforme tinha
requisitado, foi designado paraassislir a abertuaa
de taes volumes o ofcial de sua aecretaria, o
Sr. Francisco Candido Rolrigues de Castro, que
estere nessa commisso at depois de 3 horas da
tarde.
Nada se encontrou em relsgo moeda
falsa.
a Hontam (28), celebrou-se as 11 horas a missa
do Espirito-Santo na cathedral, onde varios Srs.
deputados prestaram juramento.
Ao meio da, achando-se presentes 18 Srs.
deputados abri-se a sesso sob a presidencia do
Sr. Sepulveda.
Approvada a acta da aesso anterior, presta-
ram ainla juramento oa Srs. Gasparioo, Japi-
Ass, Franco e Alfonso de Carvalho.
Procedeu-se ao sorteio dos tres membros da
commisso que tem de receber hoje o Exm. pre-
sidente da provincia, e foram designados os Srs.
Perira Franco, Japi-Ass e Zaraa.
O Sr. presidente declarou que a abirtura da
assembla lera lugar hoje ao meio dia : e levaa-
tou a essn meia hora da larde.
c Recebemos jornaea de Sergipe que alcangam
a 19 do passado.
No dia 16 do corrente leve lugar a iuaugu-
rago do hospital de caridade da Senhora da Con-
ceigo desta capital, creado pela resolugo pro-
vincial n. -198 de 2i de maio de 1858.
c Foi nm acto digno de se ver, todo edifi-
cante, todo spparatoso.
< S. Exc. o Sr. presidente da provincia quiz
em passoa assistir ao referido acto, e ser elle
mesmo o installador de lo salutar e proreiloso
estabelecimento. "
a Para isto nao se fez esperar: hora desig-
nada apresentou-se porta do hospital, acompa-
nhado de sua nobre consorte de usa grande
concurso de senhoras distinctas, de todos os
cheles de repartiges, e seus empregados, e de
todas as autoridades civis, ecclesiasticaa e mili-
tares da capital.
S. Exc. foi recebido com as devidas formali-
dades pela commisso administrativa do hos-
pital.
O prestante e Ilustrado conego vigario geral
da proviocia, commendador Jos Goegalves Bar-
rozo, bem como o distiocto vigario paroebial, co-
nego Elisiario- Vieira Mooiz Telles apresentaram-
se da melhor boa vontade e promptido aos ac-
tos religiosos que deviam preceder ioauguragio.
Foi o mesmo Sr. vigario geral quem beozeu
lodo o edificio, e quem, depois de recitar urna
breve e edificante oragao anloga ao grande as-
aumplo, de que se tratara, celebrou o venerando
sacrificio da missa, que S. Exc e todo o audi-
torio assistiram com profunda reverencia e de-
vogo.
Fiodo o acto da missa proferio S. Exc um
resumido e eloqaente discurso em que teve por
m Io fazer lembrar o louvavel empenho e
zelo de seus antecessores em dar impulso ao es-
tabelecimento, de cuja installago ae felicitara ;
2o agradecer ao Ilustrado corpo legislativo da
proviocia o interease e valiosa coadjuvago que
constantemente tem liberalisado a aaministragao
publica para a cooSocugo de to grandioso fim ;
3 fazer paleots seu agradecimeoto ao zeloso
vigaro geral polo concurso que Ihe prestos em
prol da eflectifa realisagao do acto solemne que
se celebrava ; 4* e finalmente fazer desafiar oos
membros da eommissio administrativa do hospi-
tal, em quem recoohecia pronunciado zelo e es-
pirito caridoso, a maiordedicagio e interesas pelo
deseovolvimento e prosperidade do humanitario
estabelecimento, coja administrago lhes navii
confiado.
< Assim se concluio o acto solemne da inaugu-
raco do hospital de caridade da Senhora da Con-
ceigo do Aracaja. d
NOTICIAS COMMERCIAE9.
Buenoi-Ayret, 11 dt fevereiro i* 1862.
Descont.Em moeda corrente o banco rece-
be a 5 e empresta a 7 O/o, e em metal recebe a
6 e empresta 9 O/o ao anno.
De productos do paiz aenderam-se: 5,000 cou-
ros de novilho salgados a 47 1/2 rls
so corrente ; Frange, 88 a 12 /i trs. por onca;
Genova, asm secadores rj0 0e Jjoeire, 29800 a
30J> por maca; 'Buenos-Ayres, ao par.
Divida potHc.Consolidada. 16 ris. as caute-
las do banco Hau ; exigvel, 32 dem ; oovos ti-
tulo, 43 O/o do valor.
Desenlos.O banco eommercial empresto a
12 e recebe a 8 0/f>ao anno. Na praca regulara
da I 1/4 al */20/0aomez.
Fretes.-Iollerra,-47 ah, e 8 d. couros sal-
gados, 80 sh. ditos seceos, e 42 sh. e 6 d. os far-
dos com 5 0/0 salgados. 100 frs. ditos seceos, e 50 frs. os fardos
com 10Q)de to: Mars^lha, couros secco, 120
frs., e firtos 65 fr.com 10 OjO de capa. Estados-
uidos, 1|2 ct. couros seceos. l|)4e., dito alga-
dos, e 7 pas, es fsrdoscom5 0j carne secca, 4 i|2 rls. para Rio de Janeiro, 5
1|2rls., para a Baha, e 6 12 rls. para Pernam-
buco, e ptpaS l[-2 rls. com 5-Oio de capa.
Cambio.Pecharam-e as ultimas operagdes
aos algarismosTaeguintes :
Londres : 41 a 11 1,2......S 20,000
Franga:8ia82 1|2........Ira. 100.000
Riode Janeiro: 30&000.
A siloago monetaria e a apparencia do com-
mercio em gen.1 tioha melhorado.
fisaliaaram-se vendaa importantes de agur-
dente e assuear 4o Brasil, fiesoio o mercado re-
gularmente suppro. Ilavia falta de mate de
Paraoaau. .....
Do Marocha! N*y venderam-se 45 pipas de
agurdente a 70 as., 100 barricas da aasucar
braoco a 22 rls., 322 ditas idem batto*S0 rls, e
499 ditas mascavoal7 rls., 336 ditas branco de
1* aorte a 23 lt4-rts. 49 ditaa de 2* uno a 23 rls.,
33 ditas a 2i3|i rls., e 50 ditas mascavo a 16 rls.
Do Ninfa del Piala 90 barricas de assucar
mascavo a 17 rls. desp., 19 ditas de 2 a 16 rls.,
1 dita 4ue*o de 1 a 24 Irt rls. desp. e 17 ditas
de 2 a 22 1|2 rls. desp,, 127 ditas branco ere-
mos de 22 a 23 rt., 37 ditas mascavo Ia de 18 a
i8 1t2rls., 452ditas de3*.de 15 a 16 ra.
Do Meteoro 800 fechos de assucar braoco de
Ia a 25112 rls.. 550 ditos de 2a a 21 rls. e 150
ditos d* mascavo a 17 1(2 rls.
Do Brothers o branco de Ia a 25 1(2 rls., e o
mascavo a 16 1 [2 rls.
Do Santa -Barbaran 60 pipas de agurdenle a
74 pa .220 barricas de assucar branco Ia a 25 112
rls., e algum superior a 26 1 it rls., e o mascavo
a 17 e 17 1 [2*1*.
Do Justina Biondel o branco de 2a e 3a a 22
e 23 rls., o mesmo a 18 rls., e5t pipas de agur-
dente a 70 ps.
Rio-Grande do Sul, 15 de fevereiro de 1862.
Cambio.Sflccaram-se sobre Londres % 3,000
a 24 3(4 d. 9,000 a 29. ; sobre Pars 104.000
francos a 380 rs., e sobre o Rio de Janeiro
106:0000 ao par e 90 dias, e algumas pequeas
sommas a 1 0|0 a 904ias, e 40:0005 a 3 0|0 e 10
das.
lfouve urna operaco para o Porto de 4:0000
a 125 0|0.
Numerario.Sentio-se ltimamente nesta pra-
ga muita faltado moeda, pelaa dif&culdades que
tem havido na cobraogas, e mesmo poneos cum-
primenlos no interior da provincia, e nestss cir-
cumstanciaa toroaram-se os saques mais favo-
raveis aos tomadorea que appareceram.
Fretes.Para o Cans fechou-se o ultimo fre-
lamento para couros salgados a 65 sh. e 5 0,0, e
para cinza a 42 1(2 ah. para Liverpool. Navios
oaronaes sem alterago.
Nao foram importantes as transagdes desla
quiozena, reduzindo-se as venias quasi ao con-
suno, por falta de pedidos do interior. as
mesmas circumslancias se acharam, segundo os
avios que temos, as pragas de Pelotas e Porto-
Alegre.
Assucar.Tere algum. 1 procura e fheram-se
varias vendaa de 30600 a 40200 os braocos, e
20900 mascavo. A exisleocia est mais reduzids,
porra os possuidores nao podem obter melho-
res cotagoes, porque os armazeoeiros no geral
estero sortidos.
Carne secca.As entradas de gados na la
passada foram pequeas ; por isso pouca carne
aecca appareceu em Pelotas para dispor, escodo
quasi toda da que se beoeficiava ja vendida.
Nesta quitea s oos consta urna compra de cerca
de 20.000 arrobas a 20200, escolhila e a separa-
da a 10600.
Com quanto as noticias sejam mais favoraveis,
os especuladores pouco se animam, porque at-
ienden) aos grandes abastecimentos que devem
haver daqui em diaule nos mercados consumi-
doras.
Couros vacuos seceos.As noticias do paquete
reaoimaranu este artigo ; os barraqueiros ja pe-
dem 290 re. por libra, porem nao nos consta que
tenha haviio alguma transaego por em quanto.
Dilos salgados.Conlnuanm a sustentar as co-
tagoes de 160 r. os de novilho e 130 rs. os de
vacca. Tem-se dado para abarrotes de navios 3
a 5 r. mais, o que nao'serve de regra para o
mercado.
Gordura.Nao ha : vendeu-se urna pequea
partida do Jaguaro a 40100 a graxa e 50100 o
sebo.
16-
Cambo.Londres, 25 d.: Pars, 380 d.; Him-
burgo, nominal ; Ro de Janeiro, par e 1 0|0 a 90
dias, e 30[0 a 10 dias.
Moeda.Papel nacional, 3 a 4 0|0.
Fretes. Ioglaterra, couros salgados, 65,590, a
cinza 42 1(2 sh. ; Rio de Janeiro, 300 e 320 rs. ;
Bahia, 360 a 400 r. ; Peroambuco, 500 r.
Algrete, i" de fevereiro de 1862.
Esta praga soffre, como as outras da fronteira,
a psralisacjSo do negocio, causada pela falta de
numerarlo, que o effeito da falla da venda de
gados.
A secca, que actu quasi todo o mez de de-
zembro, continuou em quasi todo o mez finio ;
posto que fosseioterrompida por pequeos agua-
ceiros, tem impedido qnasi que em geral o en-
gordo dos gados,especialmente dos de corte.
Nos dias 27 e 28, porm, choveu em abundan-
cia e se continuar devora ja haver muito gado
gordo no fim deste mez. A demanda delle tam-
ben) tem sido escassa. Os pregos que offerecem
os compradores de Pelotas, segundo consta, sao
oito pataces pelos oovilhos, constando, porm
alguna tratados a nove.
Corre que as ultimas noticias de Pelotas an-
nuociara alta nos pregos das carnes, e que no Rio
de Janeiro chegaram a 40 a arroba pela nova, e
sob um deposito de -3f ,600 barica*d!spniTeia
em primelra mo. .
A procura da maoteiga tem tambem diminui-
do, apparscendo offertas inferiores aos pregos ob'
lidos aaa ultimas vendas.
O set-iem-ae Armado um pouco mais. Alm
das vendas que adiaste mencionaremos, coma-
nos ter se effecluado urna acerca de 600 rs.
Tem-se vendido e vioho de Lisboa de boas
marcas al 2900000; as qualidadea inferiores tm
desagradado.
As vendas do vnho chamado do Mediterrneo
sobera no periodo cima a 1,414 3/10 pipas, sen-
do do tioto 1,284! 3/10 pipaa, e 182 dilas do
branco.
Os possuidores deste estn mais firmes, em ra-
zio da redueco do deposito, que hoje nao exce-
de acerca de 2.000 pipas branco e tioto.
No mercado de exportago houve procura maia
animada de caf. Esta circumstancia, reunida
de maior sabida do produelo para os Estadoa-
Unidos, e as pequeas entradas do interior, na
razo de cerca de 2,000saccas por dia, elevaran!
as pretengoes dos possuidores, apreseotando as
cotagoes actuaos em relago s que regulavam
partida do paquete inglez Oneida, urna alta de
300 a 400 rs. por arroba oas qualidadea superio-
res, e de 100 a 200 rs. naa inferiores.
S nos dias 1, 19 e 20, immediato entrada
do paquete francez Barn, vendram-so corea de
50.000 sacan.
No dia 11 abrio-se o cambio sobre Londres a
25 1/2 d., firmando-so depois a255/8e253/4 d.
Depois da ebegada do Brn aaeou se al hoje a
25 5/8 e 25 1/i d., Qcando o cambio mais frouxo
a esaes algarismos.
Sebre Fraoga regulou o cambio para as maio-
res transaeces aos extremos de 270 a 373 ra., so -
-bre Hamburgo a 700 rs., e sobre Retterdam a
783 rs., e sobre Lisboa e o Porto conforme a ta-
bella que publicamos no lugar competente.
As apolices geraes de 6 "I. foram negociadas a
93 e 91 7,.
No dia 18 o banco do Brasil abalxou a laxa do
descont de 10 a 9 %. e no dia seguiute foi
adoptada a mesma medida pelos outros bancos.
Na praca tem havido dioheiro para boas letras
9 1/2 a 10 /..
Negociaram-se algumas partidas importantes
de ongas da patria a 30g000 no dia 15, e 3OJ2C0
e 300300 aote-hontem.
Cota-se o ouro em moeda nacional a 3 */ ae
premio.
Sahiram, para Peroambuco : 21, o brigue
Velos ; 24 a galera ingleza Mimota ; 23 a ga-
lera fraoceza Samt-*;>rt(; e Di a barca portu-
gueza Silencio.
Acham-se carga, para Pernambuco :
barca Traviata, e o brigue inglez Alma.
BoAiffl, 28 de fevereiro de 1862.
Cambio.Sobre Londres a 2G '( o 26 e 3(8 d.
por 10.
Metaes.Dobloes hespanhoes a 310500 e a
32JOOO.
o da patria a 310000 e a 310500.
Pegas da 60400 vellns.
de 40.
Patacoes brasileiros a 28100.
hespaohoes a 2J100.
mexicanos a lg900 e a 20.
Fretes.Para Bremen e Hamburgo 62 1(2 a 80
sen. por to^.
Para Gibraltar 60 sch. por tonelada.
Para Goltemburgo 65 a 75 sch. por
tonelada.
Para o Canal e porto inglez 55 sch.
por too.
Para o continente 60 a 65 sch. por to-
nelada.
Para Liverpool 40 a 45 sch. por tone-
lada.
Para New-York 50 sch. p,r tone-
lada.
Para Marselha 65 sch. por tone-
lada.
todo o sebo
puras descoohoeldas, seus actos os mais louva- ? der a mesma xarqueada em doos mezes (cal*
deacia do senado o Sr. Latuenie* por ausencia
na presi-
tpor au
osa, negou a
palavra so Sr. Gonzlez Bravo, que pretenda in-
terpelar 0 governo, como o haviam feito os pre-
celentes oradores, seguindo-se d'ahi calorosa
Jisoosse, que teria por ultimtum um duello,
se s mate do Sr. de la Ross, nao viesas aorprsn-
der o senado em meio de seas Irabalhos, eochen-
do de verdadeiro pezar nio s6 aos seus collegas,
com% s populecao inieir.
Por decretos reaes foram comeados : capi-
to general das ilhai Filippioas, o general Echa-
gue; a para as Antllhas, o geaeral Messina, que
eubstilu a aquella.
A precedencia das tropas hespanholas no
Mxico provoeou urna satisfacio deste governo
ao das Tuiileries.
O empresiimo de 25 tnflh5es de francos,
conlrahido por occasio das despezas som o exer-
cito fraocez'em 1823, rae ser regalado, para o
que j se aab assigaad* un tratado entre a
Frange e a tipa**, a elige o ecootro das
despezas que fez com a sua cooperagao na Co-
chinehma.
Franja. O imperador do3 Fraoeezet, por occa-
sio de rtrir o respectivo parlaaeuto, pronun-
cian 6 f|u1nt discurso, que produo bota ef-
feito aos negecioi potUico di Eurofn;
veis desnaturalizaos pelo espirito de partido.
Mas os clamores sao impotentes quando se pos-
sue a contiaoga da nago, e quenada se despre-
za para* a merecer.
Este seotimeoto que se manifest em todas
as circumstaocias a minha mais preciosa re-
compensa e faz a mioha maior torga.
Sobrevem algum deates aeoatecimeotos im-
previstos como a caresta das subsistencias e a
escasaez do trabalho. o povo safare; mas, em
sua justiga me nao faz responsavel pelos seus
soffrimenUs, porque sabe que todos os meus es-
forgos, todas as minaas acedes tenJem sem ces-
aara melhorar a sua sorte, augmentar a pros-
peridad* da Fraoga.
Nao nos Iludamos acerca do que nos resta a
cumprr; maa ao mesmo tempo, langaudo a vista
para o passado, felicitemo-oos de termos atra-
vessado dez annos no meio do socego das popu-
lares satisfeitas, e da unio dos grandes corpoa
Hp estada.
Parsevereaos em nessa tarefa com energa,
confiemo-nos na Providencia, qae nos tem sem-
pre dado aigaaes vniveis da sua aroteecio. a
Ao prtame.* tet drtrrbendo, no dia im-
mediate ao de sua abertara, arm pamphleto cen-
tendo os documentos drplomaticos relativas ae*
negocios ds Italia, Roma, Bjrrla, Prinefpsdo e
Manco.
ir. FObM aprsenla em suas propostas a
idee de haverem, ifagora em diante, nous orga-
roentos: um das receitas e despezas ordioarlas, e
outro das extraordinarias, entrando 00 prrmeiro
as despezas loCaes; sendo aquella permanente, e
tve temperarte.
Corra que esta potencia, de combtoagao
com a loglaierrl, val iutertir^ti 01 negocios de
Buenea-Ayres.
frica. A colonia porlugueza de Mooarobique
progreJe l olhos tUios, sob 9 drecgio gp h<
cula-sede350 a 400 pipas) a 17 1/2 rls.. 5,000
quiotaes de carne secca a 16 rls. f. e 4,000 ditos
a 17 rls. f.
Estas vendas perUncem todas a urna xarquea-
da, aeodo oa pregos mencionados pelo proprio
vendedor.
De couros classilkadpx venderam-se 2.500 de
vacca e urna partida igual de novilho a 50 tls. e
3,000 americanos a 39 ris.
Drzem-nos que se venderam tambera 13,000
quintaes de carne secca a 13 1/4 rls. f.
Esta vndanos iodux a crer (diz a folha que
temos vista] que as mencionadas cima entram
coodQes particulares como parece indicar o alto
prego a que foram fechadas, e principalmente
quando sabemos que no dia anterior havia ven-
dedores de 14 fls.
Fretes.Fretou-se o brigus inglez Lorincio
para carregar carne secca 00 Rosario com deatioo
aos portos do Brasil a 5, 6. e 7 rls., e 50 O/o.
Cambios.Inglaterra 64 1/2,65 e 66 ah.; Fran-
ga 83 1/2 a 84 fr. ; Rio de Janeiro 301 30*360;
Montevideo, par a 1/4 O/o de descont.
De artigos do Brasil reoderam-ae alttmamadle:
a agurdente a 48 pa. f. era dep.', o assucar de
Peroambucoco braoco a 18 rls. f. e mascavo a 13,
15 e 16 rls., o caf a 15 1/2 ps. f. em dep., o fu-
mo a 155 ps., e o mate a 151/2 rls. f.
O deposito de productos do paiz era o aeguiole:
Carne secca.60,000 quintaes disponlveis e
30,000 ditos Tendidos; ultimas tandas, 13 1/la
a 13 3/4 rls.
Couros salgado!.7500, ultimo prego 49 1/2
rls.
Ditos seceos 42.000, ultimas vendas, para oa
Estados-Unidos, 38 a 39 rls. ; para a Alternancia
46 a 51 1/2 rls. ; pata a Hespanha, 42 ris. ; a pa-
ra a Frange Italia. 38 a 44 rli.
Montevideo U revertir >t8il
Canjpio,tngUto'rra, 40 1/1, a 40 5/8 pot pe-
H.1.M8UCQ.
que os couros tambem tem subido. Nem por
isso, porm, ha fundadas esperaogas que essa alta
se esteoda aos pregos dos gados de corte, vista
de se considerara offerta delles superior pro-
curq. Eotretanto, so.os pregos altos se fir-
maren) no producto do gado, de eaperar-ae que
a procura dellea augmente, e mesmo que obte-
nham melhores pregos. Corre, porm, que em
Montevideo os xarqueadores flzeram um convenio
de no pagarem o gado de corte a mais de oito
patac5es, accrescentaudo-se que, nio tendo um
dos xarqueadoresaceitado esse coovenio, leve de
ver saa xarqueada toda devorada pelaa chammas,
Bcaudo assim impedido de entrar em competen-
cia com os outros. Da Prensa Oriental, porm,
que temos at 11 do passado, nada achataos a
respeito.
Os pregos correales desla praga sao os se
guiles:
Agurdente de Pernambuco, medida. .
> da torra, medida.. .
Assucar branco superior, arroba. .. .
bom ....,
mascavo ....
Clina ...
Caf em grao........
Couros saceos. .........
Farinha de mandioca, secco.....
Dita de irigo Haxall, barrica. f.
Fumo, arroba. .,...;:.
Graxa, dita. ..........
Eerva-mate de Misses, em tergos. .
Sebo, srroba.- .........
Vioho-do Porto em garrafas, duzia. .
Lisboa, aedida. ..,.-....
Moeda nacional 3 OO.
Jlio de Janeiro,, 2* de fevereiro de 1862.
Cambios.Sobre Londres 255(8 e 25 e li2 por
40600.
Hamburgo 700 rs. por m. b.
a Rotterdam 783 re. por fl.
Paria 370 37 por ir.
Apolices..De 6 0,0-93 a 94 OO.
Metaes Oncea da patria 309OO,
AcgeawBanco do Brasil 6700de premio.
- BoletlmdetTl.-
Duraate o persoo que pasaamos em revista
hou*-e algum movimeoto em nosso mercado de
importacao, en aeaaequencia de supprimeotos
tsitos pelos compradores de varios gneros de
matar etrueuroo ; o ultima dias, porm. sebs-
tjtasa a essa paasageira aclivldade a apathia em
n desde tanto tempo recabe por longoa perio-
e meeeacw,. e para a qual concorre maia de
ama causa dafugredavel.
A fsrioh, i9 tfg Bw em poil^Jp mais Trow,
REVISTA DIARIA.
O governo imperial em conseqnencia do estado
sanitario desta cidade, presumiodo que deixem
alguns alumnos na Faculdade de Direito de com-
parecer em tempo para a respectiva matricula,
houve por bom resolver, que esta fosse proroga-
da at o ultima dia das ferias da Paschoa.
Acha-se nomeado para inspeccionar o arse-
nal de guerra desta proviocia o Exm. Sr. briga-
dero Solidonio Jos Antonio Pereira do Lago,
commandante das armas da provincia.
Eslesdous dias tem corrido folgados com as
mascaradas, sem que tenba havido felizmente
disturbio algum.
He de crer que hoje, como o ultimo dia, dobre
de aoimago, s.;ndo anda maior a concurrencia
dos mascarados.
Exonerado proprio pedido o Sr. capito
Joaquim Francisco de Oliveira do cargo de dele-
gado do Boique, foi para elle nomeado o Sr. ma-
jor Mauricio de Souza Tavora.
Acha-se inscripto para defender theses, afim
de doutorar-se, o Sr. bacharel Joaqaim Antonio
de Snuza Ribeiro Jnior.
Era congregago da faculdade de direito des-
ta cilade, do 1." do corrente, foram designados
para examinadores dos concurrentes 6 cadeira
vaga de inglez do curso preparatorio, aonexo
mesma faculdade, os Srs. dezembsrgador D.
Francisco Balthaztrda Silveira e Dr. Vicente Pe-
reira do Reg, sendo desigoado igualmente para
substituir a qualquer destes Srs. o Sr. Dr. Feltp-
pe Nery Colago, no caso de falla.
Nao est anda marcado o dia das provas.
Amanha liram ponto na Faculdade de Di-
reito, para fazerem o respectivo acto no dia se-
guinie, aquellos esiudantesque deixarara de rea-
liaa-los no anno pretrito.
Devem amanha reunir-ae em asembla
geral os acciooistas da Companhia.Pernambuca-
na, para a leitura do parecer da commisso de
contal.
Apologista da associago que entra nos ha
pouco se inatallou com o Qm de colligir as nossas
aotiguidades ; tendo-lhe nos mesmo dado aqui
impulso para tomar vulto por meio da respecti-
va realisagao, nao podemos furlar-nos a publica-
cao do seguiute escripto pelo enlace qae tem com
o flm della :
BREVES CONSlDEKAf.i'ES SOBRE K HEiT.VLIA.ViAO DE
1654 EM PRENAMBLCO.
Consultemos a historia, percorramos seus an-
naes, averigemos erara um tacto, sobre que pa-
rece haver alguma duvjda: E' o dia da restsu-
rago de 1654 entre Portugal e a Ilollaoda, no
slo pernambucano. .
O dia 26 de Janeiro de 1651 para nj, o dia
d'essa victoria memoravel; no entretanto parece,
que aasim nao julgara outros, e bem o provam
alguns tactos, como por exemplo o da inaugu-
rago da sociedade Archeologica Pernambucana.
Vejamos, porm, o que diz a historia, e de sua
leltra fagamos um juizo corto o seguro.
Eis oque consta em resumo.......
1&500
19800
9J>000
89500
7000
79500
lOfjflOO
240
9/000
483000
*6jj000
9*000
59000
6000
309000
352OO
Invadido o Brasil pela Holla-oda em 1624, de-
pois de continuos e raohidos combates, perdae
consideraveis, em urna palavra, destruigo e mor-
te, raiou emQm o anno.de 1653,em que chegaa-
do s plagas pnroambucanas, em Nazareth, Pedro
Jacques de Magalhes, teve ah de reunir-sem
conselho oom seus officiaes, afim de tomar pro-
videncias para terminar esaa luta de to trale 9
lamentareis coosequencias.
E com eiTaito, assim aeonleceu, porque rom-
pendo as hostilidades, foi tal a perda para a Hol-
landa, que Ihe restando someote um ponto de
resistencia, (o forle das Cinco Ponas) esse mes-
mo foi su Waterloo, oorquanto atacado, foi ven-
cido, e vencido Qcou, sendo inuteis os planos de
retoma-lo.
Nio obstante porm, a Hollanda por seu exer-
cito continuou a machinar meios Ae recuperar o
que havia perdido,, e tudo foi coma a gotta ver-
tida uo ocaane L euto tai o desanimo, tala
desesperanga, tal mesmo a falta de recursos, que
o recurso nico foi pedir deposigao de armas pa-
ra constituir a capilulegio.
Foi no dia 23 de Janeiro de 1654 pelas tres ho-
ras da tarde, que ae du esa incidente, ao que
sccedeu Portugal por seu general Francisco Bar-
reto de Meoaaes.
lato posto, foram nomealas comtnissoes de.
ambos os partidos, de ambo oa lados;entraram
em conferencias no dia 24 e na dia 26 assigoa-
raas a capitulsgao, 00 sentido de pasear para o
poder dos PorlaguaaM, o Recita com todas as
snas posaesses a dependencias, e asmis domi-
nios que a Boilanda oceupaase no -Brasil.
Eis o que dia a historia, continuando anda,
que no ota 27 JoioFermndes Vieira, como che-
fe da vanguarda, totnou possa'da cidade alauri-
ca em nome qe D.lolO IV, e ao dia38 altos ofgeiros ;
geoeraf ^aoctsco Brrelo drMeneres Iriumphan-
le na cila'de, recebendo de Vieira aa chavea Hel-
ia, assumindo o dominio de lodosos fortes e de-
msis possesses, tudo por entre o viva enthu-
staslas do poro, e a delonago dos canhoaas.
Cra, se aasim aconteceu, como colhemosda di-
versas chronicas a que recorremos, sem dui.ja
nem o dia 27, nem 28 marcam a poca ffa res-
taurago; sim, porw, odia 26, porque sendo
I* 1? em *'UB COm M'8rs,n'" da Capituragao.
a Hollanda fazia cesso de suas usurpag's, en-
''* j Brasil com seus dominios a Portugal,
claro, conctodente, que aquellos e os demaia
Ihe foram consequenles.
Sim, o que se passou oos dias 27 e 28 foi occa-
sionado foi coroMarlo do que lioba acontecido*
no da 26.
Que importa que Vieira tomasse possa da cida-
de no di* 27 e no d*. 23 Oxease Birrelojua eo--
rada solemne na cidade. apoderando-se de seusr
dominio e dependencias ? Pola nao sao actos
secoodarios, e que nao- poJiam prevalecer.se um.
anterior os nao quali&casse ? Nao duvidamo*
asseverar qae sim, porque desde que a capitula-
gao Qrmou a eotrega do Braail a Portugal, sendo
a assigaalura a aancgo do acto, claro que coa
ella ludo compfelou se, tudo terminou,
E com efjetto assim aconteceu, porque entio a
Hollanda nao pugoou, nao inaialio mai, cruzo
os bragos, j eolo passou a vivar como hoapede
em paiz etranho. Portanlo o fado da entrad
aolemne de Barreto de Menezea na cidade, e
sua poaaeno dia 28, nio para nos o que firma
a poca da reetaurago, porquanlo em face d*
historia ve-se que esse dia otferecia o exercteio
de um direilo ja adquirida no dia 26; desde qus
foi assigoada a capitulado. Aconteceu porm.
o que acontece em muilos fastos da vida domes-
tica, em que o acto principal se celebra em un
cerlo e determinado dia. e s depois de muilos S
que ofTerece a maeifestago do rigoMjo, que set
trata de solcmnisa-lo.
Assim pois, sem mais demooslrago termina-
mos; asseveraodo que em faco da historia, nos-
sa opinio que a restaurago dala de 26 de Ja-
neiro de 1654.
Fevereiro de 1862. Miguel Amorim.
No domingo por tarde fundeou em nosso
porto o brigue de guerra nacional laranhao, que
vai em commisso Fernando de Norooha, coo-
duzir aenlenciados. Salvou trra, sendo cor-
respoodido pela fortaleza do Brum.
No proviineuto ao recurso inlerposto para o
juizo de direito pelo Dr. promotor publico, e que?
fizemos publicar por cooler diaposigo obrtgato-
ria s autoridades policiaes subalternas, deu se
m pequeo equivoco que convem reparar en
tempo. O juiz ad quem referio-se s regu-s esta-
belecidas 00 art. 109, 1, do col. do procesa
criminal, e oo artigue do cdigo penal, como
foi publicado.
Eis o sexagsimo
Boletim official.
t Em um officio de 28 da villa de Limoeiro ao Exm. presidente da pro-
vincia, diz o respectivo juiz de direito, Dr. Jos
Quintioo de Castro f.eo, que a epidemia eslava
qua^i enuncia naquella freguezia e na de Bom-
Jardim, e que naquella data aahia o cirurgio
Araujo Lima para Uuabiraba, distancia de tres,
leguas, a lira de ver o que existe; accrescentando
que, se nala encontrar, po lera ser dispensado da
commisso em que se achs.
< Diz mais que tinha mandado um proprio
Taquaritinga para ter informago, do que dara
parle a S. Exc, e communica que no dia ante-
cedente nioguem havia morrido, e que a morta-
lidade tinha chegado a cincoenfa e quatro pes
soas, -sendo de seis no dia 25, e de cinco no
dia 26.
Em ura officio do Io do correle, dirigido a
S. Exc, diz o Dr. Americo Alvjres Gimare.
que, iodo pelas 8 horas da n.anha daquelle di*
ao povoado da Varzea, tinha perforado em com-
panhia dos respectivos vigario e subdelegado
grande extenso daquella freguezia, pondo termo
a essa excurso s 3 horas da tarde desse dia, e
communica que pelas pesqoizaa a que havia pro-
cedido, tinha podido achar um doente de chole-
ra-morbos, precedido de urna forte indigeslo, a
quem havia ministra lo alguns medicamentos dos
que comsigo Ievava para combaler alguns symp-
tomas graves que j apreseotava,e que tinha en- t
contrado, alm deste, urna mulher e urna meni-
na que eatavamem cunvalescenga.
< Em oulro officio de hontem, dirigido a S.
Exc diz o mesmo Dr. Alvares Guimares que ti-
nha sido vehementemente atacada do cholera-
morbus no povoado do Caxang a parda IVIicia.e
accrescenta que havia sido informado que essa.
doente j sofTfia do diarrha em suas pocas raens-
truaes, e que, menoscabando de ludo, tinha ido
nsquelle dia bahar-se em um pantano, do que
resultou sem a menor duvida que a molestia a ha-
via ferido com tamaDho impeto ; terminando com
dizer que o doente, de que tinha tratado em seu
officio anterior, mostrava seosivel melhora, sup-
poodo que escapara.
O Sr. Dr. chef de polica transraittio, com
dala de hoje, a S. Exc. nm officio que Ihe tinha
dirigido o administrador da casa de detengo, Dr.
Rufino Augusto u'Almeii, no qual Iha commu
nicava que esta manhaa haviam sido foriemeota
atacados do cholera-morbus os presos Francisco
Antonio da Costa e Manuel Jjs da Luz, os quae*
achavam-se em tralameolo na enfermara, e j
estavam melhorados.
Julgamos conveniente dar publicidade a um
officio que em 28 lo mez finio diriuio do engs-
nho Utinga do Cabo a S. Exc o Dr. Manoel Tho-
maz de Bittencourl Corle Real; e por isto vai
abaixo transcripto.
A's 6 horas da tarde de 3 de marco de 1862.
a Dr. .4guio Fonceca.
Illra. Sr.Hontem (27) recebi um officio do
Sr. Dr. juiz de direilo da comarca, pedindo-mo
para eu prestar os so-corros mlicos a um indi-
viduo por Dome Ximenes, residente no Pavio.
que Ihe coos-tava estar gravemente accommeltido
do cholera, e ser pobre.
Segu logo para o dito lugar, que dista desto
engeuho urna legua, encontrei o mesmo Xiroeoes-
doente, nao do cholera, mas de (gaslrle enro-
mes) declarou-me que ha lempo soffre do esto-
mago, e que oestes ltimos dias Uvera dyurha
e vmitos, que tomara urnas beberagens com as'
quaes melhorou da dyarrha ; porm que um
compadre delle Ihe dera oprompto allivio, o qual
Ihe produzio irritago no estomago, prescrevi-lhe
o que devia fazer, e que mandasse a minha casa
que eu Ihe prestara os medicamentos necesaa-
rioa para elle se tratar, os quaes seriam gratis
oo obstante elle ser lavrador, e possuir urna-
venda.
< Anda nao mandou procurar recursos, coos-
ta-me que se acha
ler bebido vinho,
menle.
a Entend dever levar este caso ao conhecimeo-
to de V. Exc. para que elle nao seja adulterado
com boatos que nestas occaaioes apparecem. Se-
gundo as informagoes que tenho alm de algu-
mas cholerioss que lera apparecido benignas, n
me coosta caso algum do cholera, e neela data o
eatado sanitario da comarca boro.
Deus guarde a V. Exc. Engenho tilinga 29
de fevereiro de 1862.Illas, e Exm. Sr-. commen-
dador Antonio Marcelino Nunes Gongalvea, D. pre-
aidente da provincia. Dr. Manoel Thomaz da
Bitteocourt Corte Real. >
O vapor inglez Tyne, sabido para os portos
do aul, condutio a seu bordo os seguintes passa
geiroa :
Edaardo P. vVilion Jnior, Joansa Paulina Si-
queira, Jos Pereira da Costa Monte Juoior, Fa-
bio S. Baalo da Silta, Francisco de Salte Farrea-
ra Ras.
O patacho inglez Annie tavurte, sabido pa-
ra o Casal, cooduz'.o a sen bordo os seguate
passagsiros :
WilUam Glatk, John Borford e saa aenhora.
O vapor francez Sean, sabido para Bor
dess, ennduzio a sen bordo os seguinte pasaa-
geiros :
Manoel Joaquim Moreire, Joio Urecio Graf,
o Nunea Pereira de Melle, ftoaatie Berges,
Amaro de Barro Correa laaiet, Joaquim Fran-
cisco da Cruz, Dr. Manuel Saferat Pinto, sua se-
nhora e dous Albos, Miguel Pereira Leal, Anlo-.
nio Joaqufa 6ev bssl, JMa ajatniiea Stepple.
Zozinifl Braulio Barroso, Antonio Botelho Pinto
ale Mesquita e 1 sobrinho mener.Fiancisco Pedro
ida Cras New.
O brigue partugnez Bla Ffouelrense, sa-
bido para Lisboa, oondutio & len bordo os sa-
arulntes passaaetros:
staVcAl J-osI Baprista, ana aenbora os lia
menor.
-A barca lglen lVfn.t. eBtrado de Li-
verpool, trouxe a sea fcat%n o paaasf eiro Ociarua
laatyasM.
6 vapor francs team, enerado dos portos
do sul, tro are a IW affl 01 ie|uitw pim-
peiorado em consequeocia de
e oo se tratar conveniente-


MAMO M PKRMAMBOO; ta. TEBCi FURA 4 DI MAE^O DE lMl.
Antonio Eugenio a Silva, Theaa Rodrigues
Peixoto, Arthur Partir de Hacede, D. Luir Car-
los de Magslhaes Breves,James Oliver, Jos FroJ
cisco Baha, Jos Feliciano Machado, Augusto
Tenpken, Catio Guerreiro de Castro. Angelo de
Oliveira Srpe, tlanoel Goocalves Fraga, Joao
Francisco Limoeiro, Pompilio CaTalcaoti de Mel-
lo, Joaquim e Gregorio, creados.
A barca brasileira Rtcife. rinda do Rio de
Janeiro, trouxe a seu bordo os seguales passa-
geiros :
Antonio de Azevedo Araujo, Joaquina Antonia
das Dores e 2 fllhos menores, Mara Auna da
Conceico e 1 fllhu menor,Joo Capislrano Fran-
scraro Vicente.
Lista dos baplisados haviios na freguezia de
Santo Antonio, de 15 a 28 do mez prximo pas-
eado :
Joaqun, branco, Qltio natural de Joaquina
Francisca da Rosa.
Antonio, braoco.filho natural de Antonio Emig-
dio Bibeiro e Harcollna Felicia da Fonseca.
Manoel, pardo, fltho natural de Caelana Mara
dos Aojos, bsptsado em cas*, em perigo de
vida.
Casamentos ;
Francisco Antonio Ferreira com Francelina Go-
mes da Silva.
Aotooio Joaquim Ferreira com Mara da Costa
Pires.
Jos Lopes da Silva Cardozo com Aooa Lucia de
Franca : liceoca.
Joo Roza com Magdalena do Sacramento: 11
cenga.
Msrcolioo Ferreira daa Neves com Theodora Ha-
ra da CoDceicao : licenca.
Jos de Cisiro Redondo com Eliziaria Hara da
Conceico Pedrosa : licaoja.
Repartico da polica.(Extracto da par-
tes dos das 2 e 3 de marco.)
Foram recolhidos i casa de deteoco no da 1
de marco.
A' ordern do Sr. Dr. chefe de polica o porta-
guez Manuel Ribeiro da Silva, 33 aanos de idade
por crime de fallencia, flcando i disposicao do
juiz competente.
A' ordem do subdelegado do Recife, o pardo
Joo Raymundo do Nasciaieoto de 25 annos de
idade, martimo, por desordem.
A' ordem do de Santo Antooio, os crioulosAn-
dr Arelino da Costa, de 35 annos de idade, pe-
dreiro e Bernardina Hara dos Prazeres, de 25
apoos, coslureira, por briga ; Aotooio Jos Al-
pieri, pardo, de 20 annos, eslivador, por crime de
morte e Lourengo Jos dos Santos, tambem par-
do, de 25 annos, agricultor, para correcto.
A' ordem do subdelegado do Recife, o crioulo
Joaquiui Jos de Santa Anoa, de 22 annos de
idide, calafate, por insultos.
A' ordem do de S. Jos, o pardo Manoel Joa-
quim do Niscimeoto, de 38 annos de Idade, sapa-
teiro, para correcco, e o ciioulo Manoel Jos
do Nascimenlo, de 25 annos, sem officio, por des-
obediencia.
O chefe da segunda seccfio.
J. C. de hlesquita.
MORTALIDAD* DO DA 2 DE MARCO !
Felippe frica, 3b aooos solieiro escraYo,
(loa-Vista ; asphixia, por eslraogulaco.
Francisco, Pernambuco, 20 aund>, solteiro, es-
cravo, Santo Antonio ; gangrena.
Manoel Rodrigues da Silva Ramos, Pernambuco,
16 tunos, solteiro, S. Jos ; febre amarella.
Luiz, frica, 40 annos, solteiro, eacraro, Boa-
Visia ; catharro chrouico.
Guilherme Soares de Lima, Pernambuco, 30 an-
nos, solteiro, Boa-Vi3ta ; bypertrophia.
Ricardo, ctioulo, 2 aanos, Magdalena ; cho-
lera.
Joo Damasceno, viuvo, 60 annos, Magdalena ;
cholera.
Bernarda Francisca das Chagas, Pernambuco, 54
auooi, viuva, Boa-Vista ; cholera.
Herencia Maria, frica. 40 annos, solteirs, S. Jo-
s ; cholera.
Hathiides, Pernambuco, 9 mezes, Hagdalena ;
cholera.
Jo3 Bernet. Inglaterra, 24 aonos, solteiro, hos-
pital de marioha ; cholera.
Severino Jos dos Santos, 26 annos, casado, S.
Jos ; cholera.
Candida Rosa, Hara dos Praceres, Pernambuco,
* 53 annos, casada, Santo Antonio ; ascite.
Luiz de Souza e Silva, Portugal, 25 aunos, sol-
teiro, Santo Antonio ; assassinado.
3
Manoel, frica, 45 annos, solteiro, escravo, Santo
Antooio ; cholera.
Josefa, frica, 50 annos, solteira, escrava, Boa-
Vista ; cholera.
Procopio, frica, 28 annos, solteiro, escravo,
Santo Antonio ; urna absorpco puruleoia.
Antonio Francisco do Nascimenlo, Pernambuco,
29 annos, solteiro. Boa-Vista ; varilas.
Luiz, Pernambuco, 3 das, S. Jos ; semmorro-
gi.
Silvao, Pernambuco, 6 anaos, S. Jos ; ttano.
Maria, Elizia da Cruz, Pernambuco, 25 annos, ca-
sada, Recife ; hemorrogia.
Fetronilla Maria da Conceico, 34 annos, soltei-
ra, Capunga ; cholera.
Manoel, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio ;
intente.
Apolooia, Pernambuco, 8 mezes, Recife; deo-
tigao.
Inooceocio Miguel Antonio de Dos, Pernambu-
co, U annos, solteiro, Santo Antonio ; cho-
lera.
Florioda, Pernambuco, 2 mezes, Recife ; coque-
luche.
Luiz Crara, B-lgica, 43 anoos, casado, Hospital
Pedro II; cholera.
Correspondencias,
Srs. redactores.O facultativo, que prepara ou
vende remedios ou drogas, infringe o disposto no
att. 39 do regulamento que baixou com o decre-
to n. 828 de 29 de setembru de 1851, e incorre
na multa de duzeotos mil ris. Asaim, pois, se
eu preparasse remedios, ou manipulaste, como
disse o autor da correspondencia publica do Dia-
rio de Pernambuco de 28 do mez flojo, teria in-
fringido o disposto no supracitado artigo, e incor-
rdo na multa que elle impe; mas, sendo isto
faino, e exislindo no cdigo criminal o art. 229,
eslava autorisado a proceder contra o autor dessa
correspondencia por causa da calumnia que me
irrogou.
O xarope contra a losse convulsa, preparado
pelos Srs. Bartholomeo Francisco de Souza e
Joaquim de Almeida Pinto, pharmaceuticos es-
tabelecidos e cooceituados tiesta cidade, nao 6
remedio de composiQo secreta: sua formula
perteuce a Mr. Bourgeois de Faverdaz, pharma-
ceutico eslabelecido em um dos departamentos
de Franja, e se acha no Repertorio de Pharma-
cia e ni Revista de Therapeutica medico cirur-
gica de Pars. Se recommendo esse xarope,
porque a experiencia me tem mostrado sua vir-
tude tnerapeutica no tratamento da tosse convul-
sa, e, faiendo-o, eslou do meu direito, visto que
para isto me acho autorisado pelo diploma que
me foi couferido pela faculdade de medicina de
Paris.
Que paridade ha entre a iofrarco do regula-
mento supracitado, porque em urna toja de fa-
zeudas se vendem medicamentos,que s podem
ser vendidos em boticas, e a preparado de um
xarope de formula coohecida, que corre com o
norte de seu autor, e manipulado por dous
pharmaceuticos legalmente habilitados ? A qes-
tio. comprefiendam bem, est : 1 em que Tfsmo.
dios s podem ser vendidos em boticas, e 2 em
que remedios de composiQo secreta s podem
ser vendidos com autonsagao do goveroo impe-
rial depois de approvaco dada pela junta central
de hygiene publica.. Os Srs. Raymundo Carlos
Leile & Irmo nao sao pharmaceuticos, sua toja
de fazeudas .oao botica, e o. prompto allivio
medicamento de composico secreta, nao autori-
sado pelo goveroo imperial, oem spprovado pela
junta central dehygieoe publica.
Dr. Joaquim de A quino Fonceca.
3 de marco de 1862.
COMMKRCIOT ~~
Al tandear*.
Rendlmentodo da 1 ,
Idtm do dia 3 .
26:9001650
9:688*436
Praca .do Recife 3 de
margo de 1862.
Aa ^uatro horas da tarde.
f.taces da junta de corretores.
Caiafeio
Sobre Londres-^90 d[v. 25 5(8 d. por 1$.
J. da Cruz Macedopresidente.
John alissecretario.
36*98*595
Mov ment 4* I tandear.
volam.es entrados com taxendas.. 284
tora gneros.. 75
Velamos sabidos com (azendaa..
* com gneros..
359
94
64
~ 158
Desearregam hoje 4 de margo.
Barca americanaInspectorfarinha e bolachi-
nha.
Barca americana Margarelhmercadorias.
Barca americanaAmazonasidem.
Hiale americanoDarlingfarinha e papel.
Barca ingleza Tnoeulofazendaa.
Barca brasileiraCariocacascos vaaios.
Brigue nollandezJoanna Luizacharque.
Barca inglezaIodoocarvo de pedia.
Importa^&o
Hiate nacional Aracaty, viudo do Aricaly, ma-
nifeatou o seguiote :
10 feixes de arco de ferro, 5 barricas farinha
de mandioca, 2 saceos pimeota da India, 30 ditos
algodao, 60 ditos e 4 barricas gomms, 33 ditos
farinha de mandioca, 57 ditos faijio, 21 ditose
12 barricas cera de carnauba, 127 ceixaa vela de
dita, 150 chapeos de palha de dita. 389 esleirs
de palha de dita, 4 molhos com 100 pellos de ca-
bra, 339 meios de sola, 25 couros salgados, 2
barricas com 180 pares de sapatos ; a ordem.
Exporta cao
Do dia 27.de fevereiro.
Barca iogleza Slella, para o Canal, carreja-
ra m :
Sauoders Brothers & C, 1,200 saceos com 6,000
arrobas de assucar.
Barca fraoceza Firgife, para Harseille, carre-
garam :
E. A Burle & C, 900 saceos com 4,500 arrobas
de assucar.
Vapor francez Bearn, para Europa, carrega-
ram :
F. Dubarry, 1 volume com 24 libras de peona
de emma.
Barca franceza S. Louis, para Marseille, car-
regaram :
Kalkmann Irmos & C, 44 barricas com 344
arrobas e 13 libras de assucar.
Brigue hespanhol Felippe, para Genova, car-
retearais :
Bastos n Leaos, 800 saceos com 4,000 ar-
robas de assucar.
Brigue hespanhol Ardilla, para Barcelona, car-
regaram :
_ Aranaga Hijo & C, 264 couros salgados com
7,780 libras.
Brigue portuguez Flor da Maia, para o Porto,
carregaram:
Joo Baptisla de Oliveira, 100 saceos com 500
arrobas de assucar.
Joao Luiz Ferreira Ribeiro, 60 paos de quiri.
Brigue nacional amo, para o Rio da Prata,
carregaram :
Bastos Lemos, 30O barricas com 2,201 arro-
bas e 7 libras de assucar.
3
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram :
Amorim Irmo, 150 saceos- com 750 arrobas
de assucar.
Parete Vianna & C, ZOO saceos com 634 ar-
robas e 17 libras de gomma.
Brigue portuguez Esperanca, para Gibraltar,
carregaram:
Johnston Pater & C, 800 saceos com 4,000
arrobas de assucar.
Brigue brasileiro Damo, para o Rio da Prata,
carregaram :
Bastos 4 Lemos, 20 pipas com 3,660 medidas
de cachaca.
Keeebedoria de rendas Internvs
geraes de Peroamboeo.
Reodfmentododia 1 ..... 2:838$336
dem do dia 3.......1:8081427
4:146*763
Consalado provincial.
Reodimento do da 1.....5:7255354
Idam do dia 3......; i:28o3l3
7.0051667
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE FEVEREIRO DI? 1862.
Importarao.
Livres de direitos para o vendedor.
Gneros. Precos.
Algodao de Peroambuco por lib.:
Bom
Mediano.. .
Ordinario. .
dem da Baha, bom. .
Mediano .
Ordinario .
Idero do Maranhao, fibra longa
Alcntara .
Itapicur .
Caxias .
dem de machina bom ...
Mediano .
Ordinario. .
Assucar porli2 Louro. .
, Mascavado
dem de Pernambuco branco.
Louro: .
Mascavado .
dem da Babia e Macei b. .
Louro. .
Mascavado .
Melsco. ........
Agurdente cafhaga, por gal .
Balsamo de cupaiba por s, claro
Turvo. .
Borracha por %, Boa. .
Mediana.*. .
Ordinaria .
Cabera de Negro
Sernamby. .
dem do Cear, pelles. .
Sernamby. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom
13 1|2 d
121(214 12 3i4d
113|4dal2
123[4d
12 d a 12 1[2 d
12 d
13 3i4. d
12 3[4 d
12 ti2 d
13 d
12 d
11 3i4 d
24|0 a 3010
23i0
19|0 a 22|6
24|0 a 29|0
23(0 a 23,6
lfl|0 a 23(0
24)0 a 2910
23i0 a 23|6
19|0 a,23i0
9)6 a 12(6
1(9 a 4|9
l|8a 1|9
1(7 a 1(8
lili 3i4 a 2|0
1|8 a 1(10 1(2
1|6
1(3
0|10 a 1(0
62|0
13 d
Babia, .....55(0
Caf, por if-iRio l.asorte. 56| a59|
Segunda 5li a 52(6
Escolhido > 65[ a ~5|
dem da Baha primeira sorte. 60[
Segunda 50| a 55|
Escolhido 60) ad2(
dem do Cear.......; 56| a 68|
Castanhaper 112 %do Para d. 21(
Cebo por 112% do Rio Grande :
Bom e doro.. 51| a 51(6
Mediano.... 50(
Escuro. 48(6
Cera de carnauba, por 112 a. 70( a 80|
Chifres, por 123 %de vacca 15|
De boi. 25[ a 40|
Cinzas de ossos por tonelada:
Branea.
Prela .
Clina por % de cavallo .
de vacca
Conros por % do Rio,
Seceos de 30 a 35 .
de 20 a 24
de touros, 35 a 40
Ido m do Rio Grande, por :
Salgados.de 65 a 70%.
d de 45 a 50 % u u u i|
d de vacca 40 a 48 5 3(4 d a 6 d
Cavallo, iecco, 10 a 13
. om 6|0 a 7(0
dem salgados, 23 a
30 ^.....
dem idem, 16 a 20%.
dem de Pernambuco, Baha,
Maranhao e Para por %
Seceos salg., 26 a 30
> espichados 16 a 20%
Curtidos 7 a 9 % .
Molhados salgados, 40
46 Ib................
dem do Ccari, Parahyba e
Macei por %.. .
Seceos salg. 30 a 32%.
Molhados s, 45 a 50 %
Gomma ou bocho de paisa por %
Guruiubi, 1* qualid. 3|8 a 3jt0
2- dita. 3|3 a 3(6
3a dita. 2(3 a 3d0
Pascad!. 1" qualldade 3(7 a 3il0
2 dita. 3(0 a 3(3
5 O a 5 2|6
3 10) a m 4 5|
1(0 da 1(1
10 d a liJ
9 d a 101|2d
9da 10 d
7 d a 9d
61|4d a 6 3(4
6 d a 6 1|2
7|6 a 12t0
5|0 a 6(0
6 1(2da7 d
8d a 8 1(2 d
9 d
4 1[2d a 5 3(4 d
7 d a 7 5|8 d
4 1(2 d a 5 1(2 d
Saditi. 2(0 a 2(9
Piriaba, 1 Uta jt6 u
2* , 3**iiu- 1|3 a2i2
Bagre, 1" qa.lld.de )' ''
i dl. 0|8 "I
Jacaranda por tonelada do Rio. s 20 a $6 26
Ideas da Babia......$ 15 0| a 10
Piasiava por 2240 Ib. do Para. 31
da Bahia.....i \q
Pisurim, por 112 Ib. bom
Salsa parrilha por libra boa. u\ a 1.3
Inferior.....__
Tapioca por 112% Rio superior. 45| a |2|
. Ordinaria 35i a Hi
Uroc por % do Para bom Nominal
lm Funde* t Cambios.
Puados inglezes.
Banco de Inglaterra (aeces) Por 0(0238 a 240
Consolidado......3 92 31o a 92 7(3
Redolidos...... o
Fundos dovos..... > 92 7(8 a 93
Estrangeiros.
Belgas.......4-112
Brasileiros..... 5 (01 a 102
a 4 1(2 91 a 92
Dioamarquezes .... 381 a 83
Hespanhes...... 3 541i2 a 54 3(4
> Difleridos 3431(4 a 43 3|4
Passivos. 3 18 7|8 a 19 7i8
Hollandezcs.....21|265 a 66
...... 101 a 103
Mexicano*...... 3 34 3i4 a 35
Portugueses 1856 1857.. ..
1859.. 345 1(2 a 46
1853.. 3461|2a47
Rssos....... 598 a 100
......4 1(291 a 93
Banco de FraB$a (aceces), fs. 3000
Fundos francezes. 4 l| 100,60
3 71,45
Metaes preciosos.
Ouro em barra.....P. onc,a 77(9 a 77i9 1(2
Portuguez em raoedo. > 77i10 a 77(11
Brasil.....b 77|8 a 77(9
Onjas hespanholas. d 76(0 a 76|6
> americanas. 76(4 a 76(5
Prata em barra 5|15(8 a 5(13(4
Patacas brasileiras ...
Pesos columnarios hespeii. > 4(111|2 a 5(0
Pesos das repblicas hesp.
mexicaaos .

4(11 a 4|11 34
> 5|01(8a5(01|4
Moeda's de 5 fr. .
Cruzados novoi .
Cambios.
Lisboa.....90d.d.52 a 52 1(8
Porto..... 52 1(8 a 52 1( i
Rio de Janeiro, o. 60 d. v.
<< msterdam. 3 m. d.11.17 3(4
Hamburgo : ; 13,7
Par...... 25,40 a 25,45
..:.. 3 d. v. 25,12 lr2 a 25.15
NaVIOS A1 CARGA PARA O BRASIL.
CearBelem28 de fevereiro.
Maranhao Cranstoa13.
ParaCupid20.
Per nam bucoCol le11.
demColina15.
demSeraphioa15.
demZiska20.
demSisters 20:
demImogine20.
demAlb. Ed. Prioce of Wale.
demQueen of the South20,
As seguales sao entradla, vendas, etc., desde
o principio do aooo at 7 do correute.de gneros,
etc. do Brasil, a saber :
Algodao.As eotradaa montam em 100,439
saccas incluindo 17,461 do Brasil. O total das
veodas montam em 307,120saccas, incluin lo....
14,630 do Brasil, e flem hoje em ser 550,180
saccas, iocluiodo 14,480 sacess de Peroambuco,
etc., 19,70 do Bahia, etc. e 3260do Maranhao. O
mercado pare algodao do Brasil tem afrouiado
um pouco.
Assucar.56,500 saceos. 150 barricas e 400
caixat do caes aosseguintes precos, a saber :
pelo de Peroambuco 20(6. 20|9, 211, 21(3, 22,3,
22|9, 23( pelo ordinario, e 25| pelo branco ordi-
nario : 211 a 2113 pelo da Paran iba; 20[, 20|9,
21(6, 22(4 1(2, 22(6 a 23(3 pelo mascavo ordinario
da Bahia ; 21(3 a 22(3 pelo do Maranhao. e 22(6
pelo de M.c.ei. Aa veodas em viagem sao as se-
guiote* : da Bahia 150 caixas e 1.400 saceos a
21(6; 150 caixas e 500 saceos de 22( a 23(6: 400
caixas e 900 saceos a 2z|. e 250 caixas e 220 soc-
eos ao mesmo prego ; 5200 saceos de Peroambuco
e Macelo a 23| ; 13,000 saceos da Parahibs, etc.,
de 22| e 22(3. e 440O saceos a 21(6. <0s precos
tem baixado um pouco, e o mercado est frouxo.
Borracha. Venderm-se 115 toneladas aos
presos de 1(9 e 2\ pela fina, 1 6 1(2 a 1|10 1|2
pela mediana, 114 a 1(3 1(2 pelacabeca denegro.
A entrada do Florist com 110 toneladas e as no-
ticias de haveroulras partidas em viagem tem
feito diminuir as veodas. Em Loodres as venda!
tem sido ao par dos pre;os cima colados. Ven-
der m-se hoje 170 caixas da fina pelo Florist a
1(11 3(4 por Ib.
Caf.As vendas montam em 2500 saccas,aos
precos de 696 a 75( pelo lavado, e48[ a 58| pelo
ordinario do Rio. Era viagem veoderam-se 5700
saceos do Cear prego reservado e 700 saceos da
Bahia a 60(;
Castanha do Para.As ultimas vendas aqui
foram effectuada3 a 21 ( por 112 Ibs., e em Lon-
dres estao realisando 32|6 por barril.
Couros.Eotraram 14.565 do Brasil e veode-
ram-se 7173 a 6 3(4 d por Ib. pelos seceos sal-
gados do Haranho de 29( 3|4 Ib. e 5 1(4 d at 6
d para outras qualidades.
Piaasava.Veoderam-se 70 toneladas de S 15
10[ a S 16 5[.
Movimento do porlo.
Navios sahidos no dia 2.
Rio de Janeiro e Bahia Vapor ioglez aTyoe,
commandante Jellicoe.
Rio de JaneiroBarca dinamarqueza Savnen,
capito C. II. Ebsoo, com a mesma carga que
trouxede Trieste. Suspendeu do lamaro.
. Navios entrados no dia 3.
Liverpool48 das, barca ingleza Trinculo, de
300 toneladas, capito F. Dimood, equipagem
15 pessoas, carga fazendas : a James Ryder
4C. t
Rio de Janeirolidias, hiale americano aKate
Sttwari.de 386 toneladas, capito- J. C. Ma-
tber, equipagem 10, em lastro, a Henry Fos-
terA C.
Da pescatendo sabido de New-Londoo hall
mezes, barca americana Lark of Greenport, de
285 toneladas, capito l. M. Lawlon, equipa-
gem 23. carga 300 barris com azeite de peixe,
ao capito ; veio refrescar e segu para a
pesca.
Calcuta81 das, brigue hamburguez George
Hentuk,de 265 toneladas, capito P. C Sch-
midt, equipagem 11, carga arroz, couros e ou-
troa gneros ; a N. O. Bieber & C. Arribou a
este porto com agua aberta e rendido do mas-
tro graode ; seu destino eri Hamburgo.
Rio de Janeiro e Bahia 6 das, vapor fraocez
Bearn, de 1173 tooaladas, commandante A.
de La No, equipagem 176, carga differenles
mercaderas.
Rio de Janeiro16 das, patacho portuguez Par-
to, de 205 toneladas, capito Jos A. Lopes da
Silva, equipagem 9, em lastro ; a Amorim Si
Irmos.
Rio de Janeiro15 diss, bsrea ingleza Rooald,
de 590 toneladas, capito John B. Babot. equi-
pagem 16, em lastro ; a Sauoders Brothers
& C.
Rio de Janeiro15dias, barca brasileira Recife;
de 332 toneladas, capito Jos Ignacio Pimen-
ta, equipagem 12, carga caf, milbo e outros
gneros ; a Hsnoel G. da Silva.
Rio de Janeiro23 dias, brigue de guerra nacio-
nal Maranhao, commandante o capito te-
en le Sil vi no Jos de Carvalho Rocha, traz 17
presos sentencalos a degredo.
eiavios sahidos no mesmo dia
LisboaBrigue portuguez 'Bella Pigueireose,
capito Jos Ferreira Lessa, carga asaucar a
outros gneros..
CanalPatacho inglez oAenle Lsurie, capitn E.
F. Cameroo, carga assucar.
MarseillePatacho inglez Harsala, capito Ja-
nea Henry, carga assacir.
ParaCanhoneira francesa a Tapor Entrecaste-
aux, commaadantaote o capito do fragata
UoDcher.
Bordeaux e portos intermedios Vapor francez
Beato, commandante A. de La No.
-a
." ? r
n n z
Horas.
Atmotphera.
I
Z
pa
M
o
r
se
o
o
a
m
B
o
a
Direecao;
I
Intendade.
3
I
2 Ifarhenheit.
I

3
co te

I
2 "a"
Centgrado.
2
w
I flyorowietro.~
-4
OS
ce
2


I Cisterna hydrp-
_|_ mtrica.
Francez.
S 8 jg _^ js
00
I
Inglex
Cfl
m
<
>
sS
- P5
te <
9 B
s
? o
i
>
A notte clara com alguna nevoeiros. Jeoto E bo"-
nanca que rondn para o terral ao amohecer
oscitagxo da hab.
Preamar as 6 h. 6' da tarde, altura 7 n.
Bai"-mara,lib. 54'da.maaha. .Aura 1, p.
JSZffSL0 ,r,e"1 d8fh,Vde
ROaiAKO RHU,
,inB.m 1* lenle.
Iditaes.
Faculdade de dirbito.De ordem do Exm
senhor director se tu publico que em congregaco
de boje foram distribuidos os trsbalh >a das aulas
durante o auno lectivo, pela forma siguite :
1. anno.
I.cadeiradas8s9nal.sala.
2." das 9 s 10 idem.
1." cadeira das 12 1 hera oa 3. sala.
2.a das 11 s 12 dem
.... 3-* >
I." cadeira das 10 s 11 oa 3." sala
2.a das 9 s 10 idem.
4.
aooo.
1.a cadeira das 11 s 12 oa 1.a sala.
2. das 10 s 11 dem.
, 5.aono.
1.a cadeira das 9 s 10 na 2." sala.
2.a das 10 s 11 idem.
3.a das 8 s 9 na 3.a sala.
Foi marcado o dia 6 do correte para tirarem
ponto os estudantes que para isso requereram.
Secretaria da faculdade, 1. de marco de
,. aei"0, Jos Honorio Bezerra e
Menezes.
Contina em praca, perante a cmara mu-
nicipal desta cidade, nos dias 1 e 3 de mareo fu-
turo, a-obra do muro do cemilerio publico da
freguezia do P050 da Paoella, oreada em 2:800
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 28 de fevereiro de 1862. Luiz Francisco de
Barros Reg, presideole. Francisco Cavalcaoti
da Boaviagem, official-maior servindo de secre-
atrio.
O Illm. Sr. iospector da tbesoararia de f-
zeDda desta provincia manda fazep publico que
tem marcado o dia 21 de abril prximo futuro
para o concurso que vista da ordem do tribu-
nal do thesouro o. 29 de 5 de fevereiro ultimo
se tem de abrir nesta mesma thetjouraria para'
preenchimeoto das vagas de platicantes oella
existen tes-
As pessoas, pois, que ao dito concurso quize-
ram ser admettidas derero provalr: 1.* terem
18 aanos completos de idade ; 2. que estao li-
vres de culpa e pena, e 3. que teem bom com-
portameoto.
Os exames versaro sobre leitujra, aoalyae
grammatical, orlhographia, e arilhmetica at a
theoria das proporces inclusivamente.
Secretaria da tbesourara de fazeoda de Per-
nambuco 3 de marco de 1862.Manoel Jos Pin-
to, servindo de official-maior.
Paral mesma provincia.
1 carrafa amaneaos com seos perteoces pata
um ou dous aolmaes.
4 barricas de cimento romano.
Para o hospital militar.
50 psres de ehinellas.
48 facas de mesa.
48 garlos de mesa.
Queta quizar vender taes objectoa aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conaelho, a 10 horas da manhaa do dia 10 do
correte mez.
Sala das sesses do cooseloo administra tiro
para forneeiment do arsenal de "guerra, l de
mar?o de 1862.
Btnto Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario ioteriao
~ O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 do cor-
rente por diente pagam-se os ordenados dos em-
pregados provinciaes, vencidos no mea de feve-
reiro prximo Ando.
n.K.U?!i da lhe80ar< provincial de Per-
nembuco 1 de marco de 1862.^0 secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaso.
THEATRO
DE
Santa Isabel,
O especUculo transferido no dia Io de marco,
lera lugar oa quinta-feira 6 do correte.
LoureoQa Hara Joaquioa de Santa Anna,
propnetana da casa d. 9 da ra da Esperance da
I tregiiezia da Boa-Vala, pelo presente faz publico
afim de que chegue aoconhecimento das autori-
dades, que ella responsabiliza ao Sr. fiscal da
mesma freguezia por qualquer acootecimenlo
sinistro em sua propriedade, 00 caso que seja
verdade o que dizem Hinoel e Maris de tal, que
aquelleSr. Bacal coocedera liceoga para que elles
cobnssem da telha e cercaasem de palha um mu-
cambo que os mesmos levaotaram hontem 2 do
correte marco junio cerca da casa da aooun
c'ote. a despeito de ter esta requerido em lem-
po a illustrissima cmara municipal contra tal
acto, sendo que dito requerimento foi mandado
nlormar ao predito Sr. fiscal desde jaoeiro, al
o preseote nao cumprio elle o despacho que ob-
live, ora duendo que j remelleu, e ora com ou-
traa disculpas frivolas, illudiodo assim taoto o
flireito da annunciaole, como as providencias que
devia e deve dar a illuslrissima cmara, o que
tem de provar competentemente, caso neguem o
que se ha dado a respeito. 6
- No dia 25 de fevereiro prximo passado fu-
gio o escravo do abaixo assigoado de nome Vi-
cente, cabra, idade 15 annos, natural de Joazei-
ra, comarca do Brejo da Hadre de Deus, desta
provincia cujo escravo, o abaixo assignado com-
prara em31 de Janeiro prximo passado, a Fran-
cisco de Paula dos Saolos Mooteiro, por seu bas-
taote procurador o'esla cidade, o Sr. JooHen-
nquea da Silva, tendo aquelle Honteiro. compra-
do em Santo Anto, ao seu antigo sunhor, Jos
da Rocha Albuquerque e Mello; recommenda-se
as autoridades policiaes e capites de campo a
captura, e graliflca-se generosamente a quera o
troucer na ra de Apollo n 2, ou na ra do Vi-
gario n. 23.
Jos Baptista da Fonceca Jnior.
Peclara^oesi
Peta anntadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico que a prazo marcado para o
pagamento do imposto de estabeleclmeotos do
1* do correte ao ultimo do marco viodouro, e
aquellos que nao pagarem dentro do prazo mar-
cado, ficam sujeilos a respectiva mulita.
Cootadoria municipal do Recife, 19 de feverei-
ro" de 1862. O contador, Joaquim Tarares Ro-
dovalho.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que, no dia 6 de marco prximo rindouro, vo
novameote pra;a. para ser arrematada a quem
mais dr, a renda das casas abaixo mencionadas
pertencentes ao patrimonio dosorphos.
Ra do Sebo.
Ca terrea o. 12, por 160000 por anno.
Ra do Vigario.
Casa terrea n. 14, por 2019O0O, dem.
Ra da Lapa.
Casa terrea n. 41, por 1829000, idem.
Ra da Cacimba.
Casa terrea d. 65, por 3009000, idem.
Ra dos Burgos.
Casi terrea n. 68, por 2059000, idem.
Casa terrea n 69, por 123sO0O, idem.
Ra da Senzala velha.
Sobrado n. 79, por GOgOOO, idem.
Sobrado o. 8, por 65o000, idem.
Ra da Guia.
Casa terrea n. 83, por 1629000, idem.
Casa terrea n. 84, porl68$0O0, idem.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 96, por 1579000, idem.
Casa terrea o. 98, por 224&G0O, idem.
Ra da Madre de Deus.
Casa terrea o. 35, por 1:6219000, idem.
Estrada do Parnameiriim.
Sitio n. I, por 5009000 por anno.
Sitio o. 2, por 120a000, idem.
Estrada da Hirueira.
Sitio n. 4, por 212$000 por anno.
Estrada do Foroo da Cal.
Sitio o. 5, por 3529OOO por aooo.
Secretaria da tbesourara provincial de Per-
oambuco, 23 de fevereiro de 1862.
O secretario
A. F. d'Aonuuciacao.
Os Srs. accionistas da companhia
pernambucana sao convidados a reuni-
rem-se em assembla geral na sala da
associacao commercial, no dia 5 de
marco ao meio dia para ouvir 1er o pa-
recer da commissao de exame de cori-
tas. Pernambuco 85 de fevereiro de
1862.O gerente F. F. Borges.
Conselho administrativo.
O cooselho admioistralivo, para fornecimeoto
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiectos
seguiDles :
Para a eofermaria militar do Rio Graode do
Norte.
2 libras de Untura de ipecacuanh-
20 libras de dita de geogibe.
8 libras dita de belladona.
4 libras de dita de valleriana.
6 libras de dita de Strogooff.
16 libras de dita de caotharidas.
4 oocas de extracto de alcoolico de acnito.
2 ooQas de dito gommoso de opio.
4 onceas de valerionato de quinina.
3 oncas de pos de Dover.
7 libras de bicarbonato de soda,
8 libras de aal de Glsuber.
12 libras de champhora.
16 libras de mostarda em grlo.
8 libras de uogueuto vesicatorio.
16 libras de macolla.
16 libras de flores de sabugueiro.
8 libras de flores de tilia.
8 libras de eotrecasco de semaruba.
4 libras de alumeu.
12 oqcasyle ludano liquido de Sydenhao.
4 oncas de ether sulpburico.
4 garrafas de vioho calybiado.
4 garrafas de vinagre aromtico:
10 libras de aulpbato de magnesia
2 libras d'agua de canella.
2 libraa d'agua de milicia.
5 garrafas d'agua de florea de laraniai.
12 garrafas de oleo de rielan.
4 garrafas do alcool da 60a eantba idado.
BAILE
CASSINO POPULAR
MASCARAS EPHANTASIA
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RITA DA PRAIA.
HOJE.
A sociadade Cassioo Popular dsr hoje baile e
espera que oada deixe a desej&r nao s pelos
meios que tem empregado, como por ser esta a
quadra em que a todos licito tomar parte em
seus folgares sem receio de critica.
Para mais variedade do divertimento estaro
expnsto8 apreciaco do publico oovas e inters-
sanies vistas no gabinete ptico.
Haveri tambem alguns dminos para as pessoas
que se quizerem disfarcar. Ser mentida a boa
ordem e harmona e observadas as isposicoes
do regulamento Interno anprovado pelo Illm. Sr.
Dr. chefe de polica, os quaes permittem que o
segredo dos mascaras seja inviolavel, salvo os
que nao ae portarem segundo as regrasde civili-
dade e dos boos costumes.
Iogresso para* damas, gratis: p>ra cavalnei-
ros, 29OOO. v
atisos martimos.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Coostaote. capito Augusto Carlos dos Reis
visto ter prompta a maior parte do seu carrega-
meoto: para o restante e passageiros, para os
quaes tem excelleotea accommodaees, trata-se
com Maooel Igoacio de Oliveira & Filbo, largo do
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capito oa
praca do commercio.
COMPANHIA PERNAMfilCAItt
DE
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
A cara cu' e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do aorte de sua escala at
a Graoja no dia 14 de marco as 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 13 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diubeiro a frete at o dia
da sabida aa 2 horas: escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
GOIPANHU PER^AMBLCAIU
DI
Navegago costeira a vapor.
O rspor Perainuoga, commandante Horra,
sahir para os portos do tul 00 dia 5 da marco s
5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 4 ao meio dia. En-
commeodas, passageiros e dioheiro a frete at o
dia da sahida s 2 horas: escriptorio ao Forte
do Mattos n. 1.
Para Lisboa e Porto. -
Pretende seguir para os dous portoa cima
coa muita brevidade o veleiro a bem conhecido
brigue naeiooal Eugenia, capito Manoel Eze-
quiel Higueis, de primeira elassa e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
lhe falta, trata-ae com oa seus consignatarios
Antooio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio. ra da Cruz o. 1. *
reta-se a barca brasileira Hathildei, de
lote da 933 tooelladas. navio da primeira mar-,
cha : a tratar na ru do Trapiche n. 14, escrip-
torio da Hanoel Alves Guerra.
Para o Aracaty
O hiale Nicolao I tem a seu bordo maia de
metis da ana arpa, a recebe um resto que lhe
falta1 com reduccao da freta : trata-se com Pren-
te Vanos & C.
COMPANHIA BRASILEIRA
Mimas ,1 todi.
Dos portos do norte esperado al o da 5 da
merclo vapor Princesa ale Joinville, o qual de-
pois ds demora do coslume seguir para os por-
tos do sol.
Desde j recebem-se passageiros e eogaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua ebegada, eucom-
meodase dioheiro-a frete at o dia ds sahida as
2 horaa da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Aotooio Luiz de Oliveira Azevedo
i C.
Para Lisboa.
O brigue portuguez Bella Figueireose, capi-
to Jos Ferreira Lessa, pretende sahir at o Um
da preseote semana por ter quaai completo o seu
carregtmeoto : para o restante e passsgsiros,
para os quaes tem excelleotes commodidades,
trata-so com F. S. Rabello & Filho, largo da As-
sembla n. 12, escriptorio.
Para
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, tem parte de seucarregameoto
a bordo ; para o resto que lhe falta, trata-se
com os seus consignatarios Antooio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, 00 seu escriptorio, ra da
Cruz o. 1.
Para o Porto.
Segu era poucos dias a barca portugueza
Flor da Maia, por ter parte do seu carregamen-
0 prompto ; quem quizer carregar ou ir de pas-
tagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
sea escriptorio da ra do Apollo o. 43, segundo
andar.
Para o \ssu.'
com eacala pela Parahiba e Rio Graode do Norte
sahe o hiate Jaguaribe, de primeira marcha, o
qual tem excelleotes commodos para carga e pas-
sageiros, e preteode sahir em poucos diss, visto
j ter parte do carregameoto : a tratar oa ra do
Crespo o. 14. ou com o mestre a bordo, defronte
do caes do Ramos.
Rio de Janeiro
O hiate Novaes, segu no dia 5 de marco, re-
cebe carga miuda e escravos a frete : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & G. lar-
go do Corpo Saoto o. 6.
Janeiro.
Seguir al o dia 5 de marco para o porto in-
dicado o bem coohecido brigue nacional Encan-
tador ; para o resto da carga que lhe falla, tra-
ta-se com a viuva Amorim & Filho, ra da Cruz
o. 45, ou com o capito oa praca.
Leioes.
LEILO
DE
Terga-feira 4 do corrate.
O sgeDte Pinto far leilo a requerimento de
Genuino Jos da Rosa e por mandado do Illm.
Sr. juiz especial do commercio, de 20 saceos com
assucar com as lettras iniciaes de J. L. B. exis-
tentes no armazem dos Srs. Ferreira & Irma
ra do Apollo n. 2 B, onde se effectuar o leilo
as 11 horas do dia cima mencionado.
LEILO
Quinta-fpira 6 do corrente.
O agente Pestaa vender por conta e risco de
quem perleocer, 70 caixas com passas em 1|2 e
1(4 rauito novas, desembarcadas ltimamente :
quinta-feira 6 do correte pelas 10 horas da ma-
oho no armazem do Sr. Aooes defroote da al-
fandega.
Avisos diversos.
sLOTBlA
SABBAOO 8 do corrente mez an-
darao impreterivelmente as rodas da
quinta parte da primeira lotera do
Gymnasio Pe nam bu can o, no consisto-
rio da igreja de Nossa Senbora do Ro-
sario de Santo Antonio. Os bilhetes
meios bilbetes achara.-sea venda na the-
souraria das loteras n. 15 ra do Cres-
po, e as casas commissionadas. As
soi tes serao pagas depois da distribuicao
das listas.
O thesourero,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Aluga-se a casa terrea com soto da ra da
Hangueira o. 5, com commodos para graode fa-
milia : na ra do Livramenlo n. 13, loja.
Preclsa-se de um meoioo da 12 a 14 annos,
que j tenhs alguma pralica de taberna : na ra
Direita o. 93.
Precisa-se de urna ama que sirva para en-
gommar e coziohar ; dirija-se a ra da Concor-
dia n. 65.
Antonio Botelho Pinto de Hesquita, tendo
de embarcar-se para a Franca a tratar da opera-
Cao da vista, e nao podeado, em ra'zo de seu
padecimeolo, despedir-se pessoalmenie das pes-
soas de sua amizsde, o faz por este modo, e Ibes
pede desculpa, offereceodo-lhes em Paris os seua
fracos prestimos. .
Goufraria de San-
ta Rita de Cassi
A mesa regedora desta confraria convida a to-
dos os seos irmos, para que no dia 5 de marco
comparecam oa igreja paramentados deseas h-
bitos, pelas 2 horas da tarde, afim de encorpo-
rados acordpanharmos a procissao de cioza, para
a qual houve convite, assim como do dia qusr-
ta-feira 6 do meamo mez tem principio os ser-
mdes quaresmaes, seodo pregador o Rvm. padre
mestre Fr. Joaquim do Espirito Saoto.
Fandango.
Hoje 4 do correte, pelas 9 horas da noite, faa-
ver o brioquedo martimo coohecido peto nome
de Fandango, no largo da igreja de Aplpucos ;
para oque coovda se aos amadores deite diver-
timaoto se digoem ir apreciar.



DIARIO DE PERflAMBUCO. TS^Qk IJRA 4 DE MARCO DE 1861
m
Cobra 119a.
O solicitador Lu Francisoo Brrelo de Almei-
da encarrega-se da toda e qualquer cauta, o bem
anim cobriogas, lano nesta provincia, como em
outta qualquer, afltogtndo todo cuidado e acti-
vidade em qualqaer negocio de que ae encarre-
gue, podando aer procurado no carlorio de aeu
pri o tabelliao Almeida, na ra do Imperador n.
75, das 9 ia 4 horas da tarde, e em outra qual-
quer hora em casa de ana residencia, na meama
roa 0.46, segundo andar.
Aluga-se um quarto andar com ezcel-
m leotea commodoa : na ra da Crnx n. 53. #
we*
Precisa-ae do urna ama para cisionar e com-
prar: na ra dolmperidor, o. 37, segando an-
dar, entrada i direita.
Sociedade bancada.
Amoriro, Fragoso,Sintos & G. acam e tomam
tiques aobrea praga de Liaboa.
Lines de inglez. .
Dao-se de noite no hotel francex ; a tratar na
riada Cruz n. 1.
Para urna casa de pouca familia precisa-se
de urna ama que sef flel e que saiba lavar, en-
gommar e coser, d-se preferencia a urna es-
erara : a tratar na ra da Cruz n.. '22.
Aluga-se o ter cetro andar do so-
brado do largo do Corpo Santo esquina
da ra do Trapiche n.. 48. ;
Eit para alagar-seo segifhdo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
rial: tratar na ra da-Aurora n. 36.
Aluga-se a casa da ra da Roda n. 23,
fnal tem os seguintes commodos : 2 talas, 5
quartos, saguaoe snmidouro pira aguas servidas,
aolo assobradado com 2 salas, 2 quartos, cozi-
nha, lerrago, tumidouro para aguas servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, quer para o
pavimento terreo quer para osol&o ; a .talar na
praga da Independencia n. 22. "*
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao w. l'elippe de Santiago.
Precisa-se de urna ama para com
prar e cozinhar para urna pessoa: na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar,
Alega-se a toja da casa n. 54 da ra Direi-
ta, com armaco e Iluminada a gaz : a tratar na
raa de Livramento n. 38, ou na ra Augusta nu-
mero 114.
Saques pelo vapor francez.
"Carvalho, Nogueira & C, sacam sobre
Lisboa, Porto, e Ilha de S. Miguel: na
tua do Vigario n. 9, primeiro indar.
16 Na ra do 1.trmenlo n. 13 loja, se dir>
quem d 1:0008000 a juroa sobre hypotheca em
urna casa terrea.
Arrenda-se o engenho Trombets, alto rio
termo d*Agu -Preta deeta provincia, o qual Oca
prximo a urna das estagdes da estrada de ierro,
cujo arrendamento faz-se comprehendendo 20
nimaea da fabrica do mesmo engenho : quem o
pretender, dirija-se ao respectivo proprietatio no
seo referido engenho.
Os abaizo assignados declaram ao corpo do
commercio a quem mais ioteressar, que a so-
ciedade que tinham nesta cidade sob a razo de
Silva & Santos, diasoWeu-se boje l.#do correle,
fleando em liquidarlo pora os negocios activos e
pasaivos pedentes da referida firma, sendo o ni-
co liquidante o ex- Silva Jnior, para o que tem os poderes neces-
tariot. Recite 1.a de margo de 1862.
Joaqaim Fraocisco da Silva Jnior.
Joaquina Jos da Silva Santos.
Antonio Joaquina Seve, socio e gerente da
casa commercial de Seve, Filboa & C, retira-so
para a Europa, e durante aua ausencia deixa a
gerencia da mesma so Sr. Jos Joaquim Seve.
O abaixo atsignado declara ao reapeitavel
publico e com especialidade ao corpo do commer-
cio, que Manoel Martina das Nevea Jnior dei-
xou de aer seu caixeiro desde o dia 1." do cor-
rente, e nada paga por elle, visto que elle nao
tinha ordem de comprar nada fiado, e nao me
consta que deve ; para prevenir o mal, assim
como a elle mesmo pertence as dividaa constan-
tes de urna relaco e coota correte que Ibe
apresentei com os poderes para elle cobrar, mas
nio lbe pertenoe as dividas qe nao consta da
relagao, cujas flearam para eu receber por me
pertencer, e ficou pago de todos os seas orde-
nados, e me devedor de dos letras que acei-
tou. Recite i." de marco de 196.
Joao Baptists da Rocha-
Desappareceu um cachorro d'agua, de raga
ingleza, braoco com manchas pretas, o qual aco-
de pelo nome de Dash ; quem o achar pode le-
var & ra do Trapiche n. 10, que ser gratieado.
Na travessa da ra das Cruzes n.
2, paimeiro andar, tinge se para todas
as cores com presteza e com modo preco.
Preciisa-se de um ofhcial de bar-
beiro : na ra das Cruzes n. 35.
Mobilias de aluguel.
Alugam-se mobiliat completas, ou qualquer
traste separado, a vontade, por prego muito
commodo : na raa Nora, armazem de mobilias
do Pinto.
Precisa-se fallar ao Sr. Jote de Seoza Leao
a negocio que nao ignora, na ra Nova n. 10, lo-
ja de Caroeiro Vianna.
Ha para alugtr um armazem com armagao
prompta para taberna, aito em nma das melboroa
localidades do balrro do Recite, assim como um
andar e solio muito freaco e barato no mesmo
bairro : a tratar oa ra da Cadeia n. 33 com Joio
Ribeiro Lopes.
Ama de Seite.
Precisa-ae de u"ma ama que tenha muito bom
e abundante leile para criar ama menina que
tem ura mez de nascida : na ra larga do Rosa-
rio n. 38, loja de miudezas, que se dir quem
precisa.
' O solicitador Joaquim Pinto de Barros do-
dou sua reaideocia da ra da Concordia para a
da Palma, casa terrea n. 59.
Precisa-ae alugar um oa dous pretos para
trabalhar em padaria : quem os tiver dirija-se a
padaria do pateo do Terco n. 38, para tratar.
Attencao.
No hotel Trovador sito na ra larga do Rosario
n. 44, haver em os tres dias do carnavel a qual-
quer hora do dia ou da noite, diversas varieda-
des de petisco, aaaim como a confortavel mo de
vacca das 10 horas da noite em diante. O pro-
pietario do mesmo espera a coocurrencia de
seus freguezes assim como dos apreciadorea dos
bailes de mascaras, amaneando que sero bem
servidos e por precos mdicos.
Arroz.com casca.
Tende-se arroz com catea em pequeas e gran-
des porcoes : na ra Direita n. 69 oh no caes do
Ramos a bordo da barcaga Dous de Julho che-
gada do Penedo prximamente.
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Grosdensple prelo bom a
toauperior a 1&800, dito a S
18600 o eovado, di-
dito largo a 292OO,
Ao publico.
Ordem terceira de
S. Francisco.
De novo rogamos a nossos charos ir-
mos em geral, de compenetrados da
grande necessidade de suas concurren-
cias, arista da quasi certeza bue temos
da falta de compareciment dos nossos
irmaos terceiros do Garmo, a compare-
cereal em notsa ordem como j se lhes
rogou, porque a nao concorrerem co-
j._' ,1 1 f. dito muito superior a 2*600. 2*800 e 3J>, chama-
mo derem e lhes rogOU O abaiXO assig- iote prel() de superior qualidade a 3, sarja preta
nado, em nome da mesa regedora, nao
pederemos effectuar a sahida da mes-
ma procisi&o com aquellebrilhaDtismo,
com que desejra o abaixo assignado,
fosse acora pandado um acto de tanta
magnitude. Assim pois, espera o abai-
xo assignado de nossos charos irmaos o
favor de suas asistencias e o santo e
Elorioso patriarcha niso protector lhes
vara' em conta sua devocao e concur-
so. Consistorio da veneravel ordem
terceira de S. Francisco 3 de marco de
1862.O secretario, Luiz Manoel Ro-
drigues Valenca.
Aluga-se urna ama para criar um
menino que ja tenha um a dous mezes
pouco mais ou menos, prefere.se preta:
na ra da Cadeia do Recite n. 37.
Aluga-se o primeiro andar da ca-
sa n. 40 na ra da Cruz do Recite.
Saques sobre Portugal.
Len "Chapelin, artista recentemenle
chegado a esta capital, teodo vindo subs-
tituir em seu estabelecimento o Sr. Stall,
otferece seus prestimos no exercicio de saa
profissao ao respeitavel publico desta pro-
vincia, trabalbando em todoa os systemas
at hoje coohecidoa, mxime pele sysle-
ma cenelypo conhecido hoje como o mais
bnlhaiKe em resultados e rivalisando com
amis perfeila pintura e bem assim em
carines de visitas.
Est em seu estabelecimento durante
todo o dia, e os seas trabalbos sero por
prec> razoavel.
Reside oa ra da Imperalriz n. 44.
O abho assignado declara que se nao respon-
jj sabilisa por qualquer acto que em aeu nome for
1 praticado por Jueundiano Thomaz Borgea da
! Fooseca, por quanlo j o exonerou da cobraoca
Manoel I"cio de Oliveira & Filho saccam so- de dioheiros de miit ,er,iC09 qua lho prestava,
bre Lisboa p0't0 : n0 Ur do CorP b*nl0' em razo da haver descoberto que o meamo, fal-
escripiorio n-'9- IsiQcaodo a firma do abaixo assignado, aodava
__ o Sr. Julio que teve botequim,. tomando dinhtiro e outros objeclos a pessoas de
queiravir a es1 typographia, a neg-1 mizade do abaixo assignado. Recite 25 de fe-
CIO. Jos da Cunha Teixeira.
> Trcia..e de m feitorque entenda de jar- j
dim : na ra do Hospicio n. 6. T Francisco Cordeiro do Regp Pooles, em
'razao de sua repentina viigem para a Europa por
motivo de molestia, e nao se teodo podido des-
pedir pessoslmente de seus amigos, o faz por
Lm-B9 e vendem-ae i meio desle, offerecendo^lhes o sea diminuto
J)^J^i^^^^^U^oMWMt s-Migue1' wnde pre,ende
a.cnuval, sarta.e>mo tambo "?%, ^y. 55de.eja.se fallar ao Sr.
para damas e chapeos de palhinha.escura bar ( 1
racas). muito propnoa para as pessoas que joco- ^ nfanUr. v
'menie se queiram vealir. -
D se 700*000 a premio sobre hypotheca ;
Compras.
Carroca.
6ompra-ae urna carroca para um cavallo : na
raa da Cadeia n. 57.
na ra o H>8P>cio n. 6.
Vestuarios,
Vendas.
balalbo
16 S pernio sobre hypotheca ;) '" a "ad.ria da ra do Colovello n. 31 se di-
.o iwfuw o "0'" J* di : ti quem precisa de um forneiro, sendo bom.
na loj. de cera da prapi da Boa-vista se aira _h PreKM_ie de S:Qm j'aro. S0Dre by
quem d.
i
AttencOa,
Nc-sabbado 22 4 correte, pelas 7 e meia ho-
ras da noite, perdeu-se do-Recife para S.Jos do
lianguinho, ama arta fechada lacre, dirigida
a Bastos & Lemos, contendo a mesma documen-
tos ue so aos raesmos podem interessar : roga-
se, pois, a quem quer qve por acaso a tenha
adiado de fazer entrega-aos aonunciantes, na ra
do': rapiche o. la, que gratiQcaro geoerosamen-
te,-=eja qual for o estado em que a recebam.
Atteoco
lAlvaro & Nagalhes.1
Estabelecidos com loja de fazendas na ^
I ra da Cadeia n. 53, e achando-se de 9
posse de um novo estabelecimento na A
I ra do Crespo n. 20 B, participara a to- ]
f dos os seus amigos e ao publico em ge- 9
^ tal que dispe de um grande e variado A
sortimento de fazenda que tem resolv- n,
do veoder dinheiro por presos bara- ^
f tissimos. Roga-se aquelles que tive- $
I rem de comprar qualqaer artigo de fa- je
i zendi de se dirigirem as nossas lojas I
P cima indicadaa que sero ptimamente fS
I servidas. &
po-
Iheca de um predio de duplicado valor: quem os
quizer dar, dirija urna carta esta typographia,
' senlo o endereco ao Sr. P. P. da S., declarando a
sua morada para ser procurado.
Quem pretender alugar urna escrava para
o servido dentro de osa, pode-se dirigir a casa
do aobrado n. 2 na ra dos afailyrios que achara
com quem tratar.
0 abaixo assignado membro da Qrma Ro-
driguen & Ribeiro, faz publico para conhecimento
de tobosos Srs. devedores a mesma lirma que o
aocio Luiz Antonio de Souza Ribeiro, por seoten-
;a proferida sobre ac;o arbitral perante o juizo
do commercio desta cidade foi destituido da f-
cilidade de receber as dividas e dar quilago,
I pelo que desde j o abaixo assignado protesta
centra qualquer que indevidamenle flzer algum
\ pagamento ao mesmo socio. Recite Io de mar-
I co de 1862.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Vendem-se meias de laia para padres : na
loja d" Na Luco & C. na ra Nova n. 2.
Conectes de estampas.
Acaba de chegsr a loja da aguia branca urna
pequea quanlidade de collecQes de finas e
grandes estampas afumo, representando elles os
marlyrios do Senhor em 14 quadroa, os qaaes
sao bem acertados para qualquer igreja ou mes-
mo casa de quem tenha gosto de as possuir ;
chegou igualmente outra pequea porco das
procuradas estampas a morte do justo e a morte
do peccador : acbam-ae a venda somente na ra
do Queioiado loja da aguia branca n. 16.
Vendem-ae 300 caixoes de doce da casca
da goiaba muito superior, vende se qualquer
porQo e muito em coota: na ra Imperial n. 33,
padaria.
arg* a 2#, dita hespanhola muito superior a
24800. dita lavrsda superior a 29200, aetim pre-
to a 2{S e 39, dito maco superior a 40, velludo
preto oom, paoooa pretos de 1&600, 29, 39. 4f,
5f. 69, 89 e 109 o eovado, casemiras pretas a
I96OO, 29, 295OO e 3* e muito fina a 49 o cova-
vado, los pretos de 68, 1% e 89 cada um, mantas
pretas de fil de linboa 79, 89. 99, 109 o H9
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e differeotes tamaohosa
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas enleiladaa com muito gosto e outras muilas
fazendas pretas propriaa para a quareama que
daixam de mencionar-se tudo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andarea na ra do Crespo n. 13, de Jos 11o-
reira Lopea.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, oa quaes se
vender por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, noes-
criptorio de Antonio Luiz de Olireira Azevedo.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mu boa qualidade, e ex-
celleote sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dpu-
rado, que coolinuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
4os fabricantes de velas.
O antigo depoaito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem*por presos razoaveis.
Relogios.
Vande-se em casa de Johnslon Pater & C ,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes da Liverpool; tambera
urna varielade da bonitos irancellins para os
mesmos.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Veodem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
dado para vellaa a 19200, e ditas de lato mui
novas e limpas a 400 rs. : na ra do Queimado,
loja da Aguia branca n. 16. (
Peilos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs.tiada um.
Vendem-se bonitos peitos de fusilo lavrado o
trancado para camisas a 500 rs, cada um, fazen-
da mui boa e encorpada : na ra do Queimado,
loja d'aguia-branca o. t6.
Novo sortimento de tiras dg
dadas em ambos os lados.
A loja.a'Bguia-braoca recebeu um novo o lio-
do sortimento de tiras bordadas em ambos os la-
dos, a cooiina a vender baratamente a 1J2C0
cada lira, e outras de bordados muito largos a
29000, o melhor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas ao meio, pelo que se tomam baratsi-
mas : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16. '
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollionhas
e manguitos de punbos bordados em fina cam-
braia transparente por 29500 tudo, o que na ver-
dade baratissimo : na roa do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
IOTA
exposico de can-
dieirosdegaze
Na ra Nova ns. 20 e 24.
0 proprietario deste novo estabelecimento lo-
ma a honra de participar ao publico que tem de
novamete chegado a este estabelecimento nai
riquissimo sortimeolo de candieiros de todas as
qutlidades que se podem desejar, assim como
grande deposito de gaz hidrogenlo de 1.', 2.a a
3.a qualidade, pelos prec.os mais razoaveis que
se podem encontrar oeste mercado, assim como
tambero se vendem meias latas e latas de um ga
lo, e em garrafas a retalho, assim como tam-
bera variavel sortimento de canquilhiria de bom
gosto, que muito agradar ao publico que visitar
este estabelecimento.
exposico de cuti-
aria.
30
Constando a abaixo assignada que alguem fora
a un ui- aur.uji. ..utcuuer-se com-seu i.rii.
Caelano alendeselgado, que all se echa deten-
to, para effeito desle aoeitar-lhe urna letra de
certa quantia, com o firn de apoderar-se de duas
-casas de taipa que possue o seu casal na ra Im-
perial desta cidade, eisto sem que elle deva cou-
-sa algums, pele presente (az publico essa perfi-
dia, afim de queesse'alguem, oa outro qualquer
se cohiba de um tal procedimeoto, porque alem
do-criminoso (tensivo-dos direitoa da mesma
abaixo issignada, que em tempo protesta contra
-essa immoralidade. A rogo da Sra. Joaquina
Maa do Espirito Santo,
Francisco de Assis Cruz.
Carroceiro.
Precisa-se de um carroceiro que d garaotia a
ua conducta ; para tratar na casa de banhos no
pat60 do Carmo.
fli
do Brasil e Portugal.
Ra Moatholon Pars.
A p;oprietaria deete estabelecimento recom-
da encarecidamente aos Illms. Srs. vijaats
portuguezes ebrasileiros, que tenham de vir no
correte anno a esta grande e bella cidade de
Paria, de honrarem seu bello-estabelecimento pa-
ra o que nao se tem peupado em aformozea-lo
com lieos movis em toda* aa alas e quartoa.,
como tamem toda a casa ae acha forrada de ta-
pete, cortinados novos em todas as janellas e ca-
mas ; finalmente em tudo (oi obrigada a fazer
urna reforma geral, aiim dos Srs. hospedes lerem
todas as cosamodidades como se faz preciso, e
nao como se achavam mal servidos no tempo de
sua antecessora mdame Scuo/o.u.
O estabelecimento tem o numero de criados
e criadas neceasaros para de prompto os hospe-
des seren servidos no que poaaam precisar ;
igualmente tesa boos cosinheiros sendo a comida
a portugueza efraoceza a vootade dos mesmos
enflores; hacend tambem no mesmo estabele-
cimento quem (alte o porluguez, como tambem
Interpretes para mostrar os monumentos dest
capital'e fora della aos Srs. viajantes. O esta-
belecimento tem para mais de cincoenta quartos
como tambem differeotes salas para familias es-
tarem voolade e com independencia ; sendo
tudo por precos razoaveis como obaervaro oa
mesmos Srs. viajantes.
A proprietaria.
Hdame Julia.
Precisa-se de uoi caixeiro de 12 a 16
nos que tenba alguna pratica de taberna
rus das Cruzes n. 41 A, porta larga.
Urna casa estrangeira de pouca familia pre-
cisa de um cosioneiro ou cosinhelra forra oa es-
cravo, eomtanlo que aeja perito no seu offlcio : a
tratar na ra do Trapiche n. 36.
S. Jos d'Agonia.
O secretario da confrsria de S. Jos d'Agonia
por ordem da mesa regadora, convida a todoa seus
irmoa a comparecerem quarta-feira 5do crrante
palas 2 112 horas da larde, no consistorio da
mesma, para encorporados acompanhar a procis-
io de cinza.O sesretario, Hanoel Francisco
dos Santos e Silva.
Roquet e FoUseca.
Vende se um jogo de diccionarios francez e
portuguez, porluguez e francez, em dous grossos
Totumes sem o menor uso : a tratar na raa do
Cabuga n. 2.
SOCIEDADE
No dia 4 as 11 horas na 3ala das audiencias
finda a do Sr. l>r juiz de ausentes, se ha de ar-
rematar a escrava Sebastiana, perleocenle a he-
' ranga de Montea Gatberiua de Siqueira.
No dia 6 io horas se ha de arrematar a
loja d miudezas da ra Direita n. 13.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
I rilar o. 43, o qual tem vista para o mar e muito
' freirn : irlr-o toborna por baixo.
Na coogregaco da i-a^.Made de direilo
, desta cidade. celebrada no 4." do coirgnie ez
, de margo, foi approvada, na forma doa|actuaes
O segundo andar e-SOtao do sobrado n. i estatutos, a terceira edigao das iustiuicoee de
i ra ma Nova o Anal tem ontimos Dlito Civil Brasileiro, maisoorrecta e mais ng-
ova nos mentada que as precedentes ; e acha-se venda.
Precisa-se de un creado
Ae 12 a 15 aimo, forro ou
escravo, que d fiadora sua
conducta : na ra Nova de
sanu Hitan. -47.
Aluga-se
------ _, m commodos : quem o pretender dirija-se ; por maior commudidade para .com os alumnos da
ao primeiro andar do mesmo goforado nwsma Faculdade, na casa da residancia do aeu
que achara' pessoa autorisada para !*-
aluga-Jo,
Novo paquete das novidades
23-Ra Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
tudo por prego mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteigs iogleza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita franceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flemengos chegadoa no ultimo vapor a IfMQ e 3'g.
Cha hyson e preto a 2$ e 2*680 a libra.
Vinho engarrafado dos melhores autorea a 1| e lj-200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pialo a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhore autores a 900 rs. a libra;
Ameixaa portuguezas a 480 rs. a libra.
Psssas muito novas a 500 rs. a libra.
Lataa cem bolschinhsade differentes qualidades a 1S400.
Conservas inglezaa as melhores do mercado 600 rs. o frasco.
U'zros, iamarim, macarro e aletria a 440 rs. a libra. .
Cerieja das memores marca a 600 o garufa.
Geoebra de hollanda superior a 500 ra. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vioagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annnneiadosachara o publico um grande sortimento de um tudo tenden-
te a molhados mais barate do que em outra qual quer parte.
{ Atteoco.
2 Roga-se aos devedo-
j res do fallido Jos Anto-
j| nio da Silva Araujo que
venham pagar seus de-
B bitos no prazo de 30
H dias amigavelmente fin-
dos os quaes o arrema-
! tante ser obrigado a
: entregar ao seu procu-
g rador para cobrar judi-
| cialmente o que pode-
I rao fazer dirigindo-se a
loja que foi do dito Arau-
jo na ra do Queimado
n.27. I
aceMOH aMtsWC atsan&asttii&M&^
aVBWWWW W^WWOkK aTWJaalaTIIfJ"wajlrWrf*
Primeiro andar para alugar.
Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da pra-
ca da Boa-Vista ; a tratar na ra da Imperalriz
o. 46.
Pelo juiz de otoaos deata cidade, a arlo-
rio do escrivo Guimaries, vai em praga de ven-
da, no dia 4 do correte, urna parle da casa ter-
rea aila na raa da Alegra n. 42, pertencenta a
menor Mara, hsrdeira de aua finada mil D. Ha-
ra Jos Hermelioda de Figueiredo, pela quantia
de 810?5S7.
Os abaixo assignados declaram pelo pre-
senta, para sciencia de quem convier, e conheci-
mento do corpo do commercio, que nesta data
dissolveram amigavelmente a sociedade que ti-
nham na taberna aila na ra Direita n. 93, que
ayrava sob a firma de Fernaades & Dias, perten-
ceodo de hoje em dianle o estabelecimento ao
ex-socio Jos Tavares Fernandes, a cargo do qual
fica a liquldago do activo e passivo, como nico
responsavel. Recite 27 de fevereiro de 1862.
Jos Tavres Fernandes.
Francisco Domiogues Das.
Constando-me haver urna peobora no sitio,
casas e otarias de Francisco Jos de Saot'Anna,
e sendo este sitie foreiro ao engenho Giqui,
devendo o mesmo Sanl'Anns 4 aonos de foroa,
e achando-ae por esse facto em comlsso, fago
acieote que nao desistirei desle direito que me
d a le e aeja ou nao chamado a comisso tem
sido por consideragoes a sua familia.
Afogados 1 de margo de 1862.
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque.
Aluga-ae o aegundo aodor da caaa o. 15 da
ra do Vigario : a tratar na taberna da casa o.
13 da mesma raa.
= Josa Martina da Silva subdito porlagnez
de negocio argente, ce ros de 'que todos aquelles vae a Europa, levando em aua compaohia urna
que se acharem coopreheadidos no 5." do ar- filha de menor idade.
ligo 19, aero eliminados.
Secretaria da sociedade. Amor ao Prximo em
3 da margo de 1862.
Theodoro Orestea do Patrocinio.
Primeiro secretario.
ao-
: na
al as 3 horas da.tarde.
Ra do Imperador n. 53.
Aluga-se o teroeiro andar da asa n. 55 da ra
do imperador : a tratar no escriptorio n. 75, na
mesma raa.
Visto nao ter-se effectuado o leilao da ta-
berna da praga da Boa-Vista n. 14 por impedi-
mento do agente, podem os preteadenies dirigir-
se mesma para tratar, pois tagens que otferece por sua localidade e bons
commodos, acba-seao alcance de qualquer prin-
cipiante por ter pouooe fundos.
Umjxedidoao commercio
Pede-se encarecidamente ao corpo de commer-
cio, que por especial favor conserve seus esls-
belecimeoios fechados hoje das 2 horas da tarde
por ser o ultkno da do carnaval pata ter bas-
tante coneu-rreucia de mascaras para divertir o
povo desta capital ; espero que o commercio nao
deixar de fechar, e quera que meu pedilo fosso
Hendido.
Aluga-se urna casa na ra das Flores :
quem a quizer /alia com Joao Duarte Orneiro
Monleiro na alfandega desta cidade.
MM
A1BMDEEM1D.
Pelo presente sao convidados todoa os irmaos
para a reumo geral que lera lugar no dia 9 do
corrate as 11 borss em ponto, adm de tratarse
Feitor
Na estrada de Joao Fernandes Vieira, casa n.
1, precisa-se de um feitor de idade.
Precisa-se de ama ama para caaa de homem
solleiro, que se julgue habilitada para tratar com
esmero e cuidado de um doeote : a tratar na raa
Direita n. 55, loja de fazeodas.
Nos abaixo assignados, penhorados pelas
maneirss attenciosas e affavels com que fomos
tratados durante a nossa viagem a eate porto pe-
lo Sr. Hanoel Rodrigues dos Santos Moura, com-
mandanle do vapor l'ersinunga, vamos pelo
presenta testemanhar-lhe o nosso profundo re-
coohecimeoto.
Nao um simples cumprimeoto que dirigimos
ao Sr. Moura, mas sim um dever de gralido que
nos corre, pois que cavalleiros como elle, eslo
aempre cima dos maiores' elogios. O Sr. Sena,
immediato do mesmo vapor, muito nos merece
tambem pela sua proverbial delicadeza.
Cidade do Recite 1 de margo de 1862.Teen-
to-crooel Antonio Francisco de Oliveira, capillo
Bento Antonio de Oliveira, Francisco A. da Costa
Birros.Jos Mara ae Maraes Navarro,Josino Bir-
roso, Gurgel, F. Salles P. Pacheco, A. Raphael
de Vasconcellos, i. de Barcellos e Silva S., J.
Austresegilio R. Lima, F. Googalves da Justa,
AQo B. de Menezes, Benedicto de Souza Reg,
Antonio Piolo N. Accieli, A. de P. Daa Martfns,
Hermenegildo A. Torres, Hanoel Prxedes, Theo-
phiij F. Carneiro, Fabricio Gomes Pedrosa, Ivo
Magno B. da Fooseca, Jos i. Domiogues Carnei-
ro Antonio da Padua P. Pacheco, Nicomedes
Maris Freir.
. Raphael Pallares, subdito francez, segu
para Inglaterra.
Monte Pi popular Per-

De ordem do Illm. Sr. director se fas publico,
que em sessao da assembla geral de hootem (2]
lave logar a posse do conselho ltimamente elei-
to para dirigir os negocios, desta^ociedade a das
commissdes permanentes, que serviram com o
tempo do mesmo conselho ; tendo-se marcado
para as sessoes ordinarias do conselho as noites
das qututas-feiras de todas as aemanas.
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
00 3 de margo de 1862.
Bemjamin do Carmo Lopvi.
1.* secretario.
Urna bar caca.
Veade-se ama bsroaga do porte de 35 caixaa,
encalhada no estoleire do meslre carpinteiro Ja-
cintho Elesbao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
to, aoade pode ser vista e examinada pelos pre-
tndenos ; vende-se a prazo oa a dinheiro ; a
tratar com Manoel lveo Guerra, na raa do Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de corea, que ce vendem por
prego baratissimo, como aejam : estreitiohas
pretaa e de lindas cores a le. ditaa com pontaa
largas a 1|600, ditas pretas bordadas a 1&G00. di-
taa pretas para duas vollas a t$ ; na mencionada
loja da boa na ra do Queimado n. 22.
Meias pretas de seda.
Veade-se meias de seda pretas para senbora
fazenda muito superior pelo baratissimo prego
delio par : na ra do Queimado aa bem -eo-
nhetula loja da boa fama n. 35.
Veade-se
um preto de 30 40 annos, bom pescador, o
melhor que se podeeacontrar em toda a quali-
dade de pescara, e um dos melhores prateos
desta barra al os touros, muito flel e sem vicio
de qualidade alguma; quem pretender, dirija-se
ao armazem o. 3, confronte o arco da Conceigo.
Mscamelos.
Vendem-se luvas para mascarados de
pretss a IflO rs., e psrea u 200 e 300 rs.,
rs. muito boas, retroz de todas as cores,
de todas as cores muito finos proprios
quaresms, por pregos em conta, rap princeza da
fabrica de Rocha, muito fresco, chegado agora do
Rio de Janeiro, rap Paulo Cordeiro, o muitas
mais miudezas em conta : na ra larga do Ro-
sario o. 38.
37 Ra Novan. 37
Para os mascarados.
Jos Ricardo Coelho, cabelleireiro, avisa aos
seohores amantes da mascarada, que tem um
completo sortimento de barbas que as alaga por
19 cada ama, bem como um aortimeoto completo
de cabelleiraa, meias ditas, chinos, etc.. que as
aluga a 2| cada urna, e igualmente cabelleiraa
novas o mascaras oom barbas e sem ellas, que
tudo estar i vista dos freguezes; a ellas, ante;
que sescabem.
Vende-se o armazem n. 24 do caes do Ra-
mos proprio para qualquer estabeleeimeato,
muito novo e bem construido : quem pretender,
dirija-se a ra da Livramento n. 12.
cores e
e a 500
enfeites
para a
Vende-se leite
do Sebo n. 35.
Leite.
auro ao p da vacca
Attem?o
na ra
Vande-se oa permuta-se por escravos de ser-
vigo a casa terrea sita na ra da Santa Rita o.
57 : a tratar na raa da Aurora o. 70, segundo
andar.
Vande-se ama mobilis de mogno a Luiz
XV ; a raa da* Gratas o. 11, primeiro andar.
Para masqu.
Vendera-se riquissimos enfeites de fitss e flo-
res para enfeitar as cabegas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
carnaval a 1(280 e 1^600 : na ra da Imperalriz,
loja do pavao n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
Vende-se cera de canauba de superior quali-
dade, em saceos : na ra da Imperalriz n. 60,
loja do pavo, de Gama & Silva. m
Gorguro a 280 rs.
Vende-se gorguro de lioho, fazenda inteira-
mente nova para vestidos de stnhoras e roupas
para meninos a 280 rs. o eovado, e do-se as
amostras : na ra da Imperalriz n. 60, loja do
pav.o, de Gama & Silva.
Bareges a 6$.
Vesdem-se cortes de bareges com 22 covados
a 6), -ditos com salas j feitas a 69, la e seda
para eatidos, fazenda de muito bom gosto a 560
o eovado ; na raa da Imperalriz n. PO, loja do
pavao, de Gama & Silva.
Ra da Senzalla Nova n. -42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantse de retroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado o. 22 na lj* da
Boa F.
Na ra Nova n. 20, loja de Carneiro
Vianna.
O proprietario deste estabelecimento avisa ao
publico em geral, que tem recebido um riquissi-
mo sortimento de ferrsgeos e culilaria, das se-
guintes qualidades facas de marfm da 1.* qua-
lidade para mesa e sobremesa, ditaa de todas as
mais qualidades, ps de ferro patente calcadas
de ago, enxadas de ago, caons de ferro, bombas
de japy, metaes finissimos para servigo de mese,
e outras muitas cutilarias que por gosto se po-
dem comprar : na ra Nova n. 20.
Vende-se um carro de 4 rodas novo, rece-
bido ltimamente de Franca, todo forrado de se-
da, com os competentes arreios pratiades, ocra
de muito bom goslo, aendo este caleche o mais
bonito que hoje existe nesta cidade ; a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
REMEDIO INCQMPARIVEL
UNGENTO HOLLOWAY
Milhares da individuos da todas as nagfc:
podem testemunbar as virtudes desteremedio
incomparavale prova rara caso necessario, que,
pelo uso que del le fizeram tem seu corpo a
membrosinteiramentesaosdepoisde haver em-
prgadointilmente ouirostralamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma-
ravilhosas pe a I eitura dos peridicos, queib'st
relatam todos os dias ha muitos annos; a a
maior parte dolas sao to sor prndenles qut
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso da seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos bospitaes,o ti
deviam soSrer a ampuiagao I Dallas ha imu-
cas queiavendodeixado esses, asylos de pad-
timentos, parase nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente;
mediante o uso desseprecioso remedio. AS-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nbecimenlo decararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado desaude st
tivesse'bastante confianga para encinar esta re-
medio constantemenleseguindo algum tempo o
tratamento que necesstassa a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos segnintes casos.
SLoja das 6 por-
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno Uno aobrecasacot,
|j| ditos do casemira de cor de fusto, ditos
f de brim de cores e brancos, ditos de'
9av ganga, caigas de casemira pretas e de
9 cores, de brim branco e decoros, de gao-
Sga, camiaaa com peito de linbo muito
finas, ditas do algodo, chapeos de aol
de alpaca a 4f cada um.
*
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabecs "
das costas.
dos membros.
Enfermedades da culis
em gsral.
Ditas da anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammago do ligado.
Inilammago da'jbexigi,
da matriz
Lepra.
Males das pernas..
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras da reptis.
Picadura de mosquitos.
Palmees.
Queimadelas,
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, era qualquer
parte qua seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
para engenho.
Grande reduccao nos precos
pata acabar.
Braga, Son & C tem para vender na roa da
Uoeda laixas H ferro toado do mal acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs: por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-sa a roa do Trapiche o. 44, armatem
de fazeodas.
Vende-se| este ungento no estabelecimento
ger^"' LoDdres n: 2** Strand, e na loj'a
de todos" 8 b01'""08 droguista e outras pes-
soas encam'H'ad" d* 8Ua ven<* m toda a
America do sol, *J*v,n Hespanha.
Vende-se a 800 c*d* bocetinha contera
urna instruegao em ^""guez para explicar o
modo de fazer uso deste w0^6010-
O deposito geral em cas*" do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz' : 32, ia
rernambuco.
Bombas de Japy.
Vendem-ae aa bem acreditras bombas de Japy
de todos os tamaohoa e por barato prego: na ra
da Cideia do Recite, loja de ferragens o. 56 A, de
Vidal & Baatos.
Tal bares para enancas.
A loja da agola branca acaba de receber a soa
encommenda dos preciosos talhares para criangas
e os eal vendendo a 320, 400 e 500 ra. confor-
me a superioridade dalles : na ra do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
uvas pretas *de tpr^al
para mepinas a 500 rs. o
par.
Vendem se luvas pretas de torgal em bom es-
tado para meninas do *wsos tssnMbos ai 800
rs. o par: oa raa do Queimedo loja da agua
ibraoca o. II.
BaasVsl .**.* Sama L



Dajflott^eBkjvBttjjo* trac* m***kifafa**'>&*
ARMAZEM
Froco fioo; e ff^ff ouxa par*
bordar
ROUPA FEITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rna do Oueimado40
Defronte do becco da Congregaco letreiro. verde.
Nesie estabelecimenlo ha sempre um sortimento completo de roupa dita do
todas as qualidde e tambera ae manda executar por medida i Tontada doi trege-
le para o que tem um dos melhore profassoras.
Casacas ae panno preto a 40i,
35ge 30|000
Sobrecasaeoade dito dito a 359 o 30)000
Paletots de panno preto e de co-
rea a 35, 86, 25, 10, 18 e 204000
Ditos de casemira de corta a 22.
15$, 12). 7 e 9ooo
Ditoa de alpaca preta golla de
velludo (raacezaa a 10000
Ditos de merino eetim pretos
de cors a 9 j a 8J000
Ditos de alpaca do cores a 5 84500
Ditoa de alpaca preta a 9, 7, 5 3J5O0
Ditos de brim de corea a 51,
4500,4 e t 3500
Ditos da bramante delinbe b an-
co a 6, 5$ e 4J0O0
Ditos de merino de cordso preto
a 15 e 83000
Caigas de casemira^reta ede co-
rea a l. 10, 95, 7 e 6000
Ditas de princeza e merino de
cordao preto a 5, 64500 e 48500
Ditas de brim brancq ede cores a
5. 4500 e IJ500
Calesa de ganga da cores a 3}000
Collete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 12,9 e 8000
Ditos de casemira preta e da co-
res lisos e bordados a 6,
5500,5
38500
5000
59000
Ditos de selim preto
Ditos de seda e setim branco a 6 a
Ditos de gorguro de teda pretos
de cores a 7, 44, 4 e 5000
Ditos de brim e fustas branco a
38500, 89500 a 3*000
S roulas da brim de linho a 2 e 2200
Ditas de algodo a 1600 e 1280
(Jamias de paito datuatao branco
ede core a 2*400 e 2S00
Ditas de paito delinbo a 5, 4 e 3#000
Ditaa de madapolau brancas e da
cores a 3. 2#500, 8* 1J6O0
Chapeos pretos de massa francesa
forma da ultima moda a 109,
855OO e 79OOO
Djtos de feltro a 6, 5, 4 e 2000
Ditoa de sol de seda inglez** .a
franceses a 145, IX, 11$ a 7000
Colarinboa de linho rauito finas
novosfeitios daultima moda a 800
Dos da algodao $500
Relogioa de oaro patente o hori-
zontal a 1008, 90- 805 e 705000
Ditos da prata galvanisados pa-
tente e horizontaes a 40 o 3OJ00o
Obras de oaro, aderecoe e meioa
aderecos, pulceiras, rzalas e
anaia a 3
Toalbas de liohotduzia 105, 6 a 98000
Ditas grande para mesa urna 39 e 4900q?
JJ\Jl UBI
Tende-se M^aydoQuailinadoaoja d'agwa branca
a. 16, oede se adrar* completo sortinrento.
Lindeza.
Venda-te fezena denominada lindis ptimo
para Tostidao a 160 r. o cavado : na loja da lio-
arte, ra da Imperatriz o. 20.
Sementes de hortalices^
. Venda-so na roo da Croa do Recite, deposito
de pi o bolacha o. 32. sementes de hortalices de
lodaa as qualidade, ebegadas no ultimo paqeete
daluropa. H
RMAZEMJROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
go ila Pnia
Aanca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado nste armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parte. m
    abalimento.
    MLaUigatranceza.maisnoya,600r3>,mbarrlfe640n aIibra<
    Q<&ifl do teimoshegadosnMle tllB0 Taporpor3000.
    jUtlJ =>S lOIiarmOS de su?erlor quau4ad, 0 muil0 recaes a 800 inleiro, em libra
    "m *^ ***** ^ ***** os .do 3000. 2600.
    >uuo rs. a libra.
    ?reiuu ^ata \\amV)te mulft n0V0J, 500 .'L
    i*rsztii&to d<* reino d9 ,np,ror qualidade a 4I0 eft loleir0f e m r libra
    melhor pelisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra.
    ^OaUiftit&n 40 reiUO .3Mr...Ubr..e arroba. 9,000
    Mtouvicas e palos chegidos B6lU ultimo navi0> a m n a libra
    BaaYia da poreo Tetmada 480 e em lala com 10 librai( por mo ,
    se for em barril a 440 rs. a libra.
    MarmeVada impri*l d afamad0 Abra e de oalros mail03 fabrlcanlel deLisboa
    a 990 rs. a libra, em Utas de 2 libras por 1600 aQanca-se a boa.qaalidade.
    *** 4tS ****. lata, de urna libra por 900 rs.
    iVmIldoaS e enfU*S em l.l I. 9 libras contando differente.qu.lid.de.,
    muilo proprio para mimo, a 2000.
    b:rVllhaa lraneezaa e prluguezas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas em meias
    tafia, macarrao e u\kf im. 400 a ,ibra. em c... 8.
    (V (|'f (kH
    mu'tono7asa lOOrs.a libra,e4000rs*. a librs.
    em carios muito enfeitados proprios para mimo a 600rs.
    .1, ,- r a mois 8UPeror que ha a 1$000 rs. a garrafa e em caira se far
    aba'imento.
    vibrio 8ru^^Sfs 0r s BSaas**' Poclao'Fei-
    das mais acreditadas marcas a 1 a garrafa e em cala a 9 a duzia.
    d ,dinf ?l6S marc" a m aduria e alS500 ggrafa. afflaoca-ae a boa
    Verdadera s^rveia ctbri*A\a .
    . 500 rs. a gafr/fa *" "tr" ***" """" *"1''
    Lisboa e Figueira a 3 500i ^ e 4>500 a canada
    E.spermaset ,uperior, 740 r$ tm uim m n a 16ra>
    Beatas novas em gigos de uma arroba Jf
    ^Uoc ilftte os mas supiore8> hetpanhol a IJJD0 francez a 1S> porlBgoez, g00 m t Iibra
    Figos to etmmtdn noTOI, 9m caiias de 8 libras por JfW0> eem ^ p
    u*u** de eagommar, mnito alfa a WO rs. a libra.
    i\mendoas de casca mole a m tl a libra
    ^zeitts doce reflntd0 a m tt a ^ g em caia a ^
    Palitos de d. lixados com perfai4o m h o ma5o>
    CosteVetMi lugleas PMpriMpara flafflbr8 m ra libM
    Uoiaxinna ingVeza m. :' / ta ,
    v U n0Ta do cercado a 4 a barrica a em libra a 380 ra.
    1. IJOIO para linpar facat, 200 rs. cada um, em porcio se fsri .batimento.
    cMstejas em frMCOg da i e ll3 |,bra mqit0 novas a 800 rs# '>
    o de ^iSX^ZSS^" 9COntrar4 ra,p,i,MlUbl Wndfl 'r,llBen-
    mol duras para quadro
    Vendem-se ric.s moldaraa para qoadro, tanto
    douradaa como preta. flngindo Jacaranda: na rus
    da Cadeia do Reclfe o. 7, loja de miudezas de
    Guedes & GongaWes.
    Superiores meias de la.
    Veodem-ae superiores meia. do lia, tanto cur>
    tas como comprid.s : na ra da Cadeia do Re-
    cite, loja n. 7, de Guedes & GoncaUej.
    Ricos eneites.
    Vendem-se ricos a superiores enfoitetM)8 mal
    modernos que ha, pretos o de cores, pela bara-
    tsimo preco de 6 e 6500 : na loja da boa f,
    na ra do Oueimado n. 22.
    Cambra as de cores.
    Vendem-se cambraiaa francezas da lindas co-
    res, pelo baratsimo preco de 280 o corado ; n
    ra do Queimado i. 22, na bem conhecida loja
    da boa f.
    Cambraia Usa.
    Vende-se cambala lisa transparente muito fi-
    na, pelo barato preco da 4 o 55 peca com 84|2
    varas, dita tapada muito superior, pega da 10
    v*aa-a 6f : na ra do QaeioMdo a. 22, o* lo]a
    da boa t.
    Bramaale e atoattidt de
    Un\\o.
    Vende-se superior bramante deparo linho com
    daas varas do largara a 2*400 a vara, aisim como
    atoalhado adamascado tambem de puro linho,
    com 8 palmos de largura a 29500 a Tara: na bem
    conhecida loja da boa f, na ra do Qaeimado nu-
    mero 22.
    Cortes de ealtja.
    Vendem-sa corles de caiga de meia casemira
    de cores escaras a 25 cada corte ; na loja da boa
    f, na ra do Queimado o. 22.
    Ra da Seozalla Nova n. 42.
    Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C,
    sellins o silhes inglezos, candieiros e caslicaes
    bromeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
    para carros e montara, arreios para corros de
    um a dous cavados, e relogios de onro patete
    ingles.
    Xavalhas cTa com cabo de marfim.
    Vende-se na lojaVaguia branca mui finas n a -
    r.lhaa d'ago refinado com cabos de marfim, o
    para assegurar-se a bondade dellas baata dizer-
    ae que sao dos afamados e acreditadoafabrican-
    tea Rodgers & C, custa cada estojo de duas na-
    ralhas 8000: na ra do Queimalo, loja d'aguia
    branca, n. 16.
    Libras sterliuas.
    Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
    de Oliveira & Filho, pra;i do Gorpo Santo n. 19.
    \^i:U;os braceos muito
    timos.
    Veodom-to lencos braBco* muito finos, pelo
    diminuto preco de ZA400 a duzia, a grauo pe-
    ekiacha : na loja da boa f, na raa do Queimado
    numero 22.
    Gollinhas
    detraspasso bordadas em
    cambraia fina.
    'Vendem-se a 2 cada uma : na ra do Quei-
    mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
    o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
    se acabem.
    Bolcinhas de borracha
    para fumo.
    Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
    dar fumo pelo baratissimo preco de lgzOO, 1 j,
    800 rs. cada uma : na loja da victoria na ra do
    Queimado n. 75, junto a loja de cera.
    | IrMf M
    sciu segundo,
    fia ra do Queimado n. 55 loja de miudezai
    de Jos de Azevodo M.ia e Silva, esll vendendo
    todas as miudezas por prejos j sabidos e co-
    ndecidos :
    Groias de peonas de ac de to'das as quall-
    dadesa
    500
    Nvelos de lioha que pelo tamanho a todos
    admiram a
    Calas de agulhas francezas a
    Calas com alfinetes muito finos a
    Canas com apparelho para entreter me-
    ninas a
    Ditas ditos grandes a
    Baralho portugueses a 120 e
    Groza de botes pequeos para calca a
    Tesouras para unhas mnito finas a
    Ditas para costura muito auperlores a
    Btralhoa francezas psra voltarete muito fi-
    nos a
    Agulheiros com agulhas franceaa a
    Caivetes de aparar pennas de i olha a
    Peca de .tranca de lia com 10 varas a
    Ditaa de traoQa de lia de todas as cores a
    Pares de sapatos de tranca de lia a
    Cartaa de alfioelea franceie a
    Pares de luv.s fio da Escocia mnito finas a
    Ollas ditas brencas groosaa a
    Escoias per. limp.r denles muito finas a
    Massoscom superiores grampos a
    Cartoes com colxeles de algum defeito a
    Ditos de ditos superiores a 40 e
    Dedaes de fondo de ac muito superiores a
    Enfladores para vestidos de senhora com 4
    varas a
    Cairas com colxeles francezes a
    Cartas de alfjoetes de ferro a
    Charuteirs muito Unas a
    Tinteiras de vidro com tinta a
    Ditos de barro com tinta superior a
    Areia preta e azul muito fina libra a
    Tenho nova remesas de labyrintho para ven-
    I p?.r_todo Pre?>. "sim como.tenho traecas de
    seda dlrrerentes core, para vender por todo "
    nheuo que offerecerem.
    Attenco.
    para a quaresmi
    Na pra^a da Independencia ns. 14 e 16. tcLi
    para vender-se, muito baratas, gollas de blondo
    preto, enfeitadas de fita de veludo e bico a 4
    rs., camisiohas e manguitos a 3^000 rs.. mante
    lelos pretos de blonde a 1S000 rs., chapeos d
    palba para a.enbora a 35000 rs.
    Vendem-se caixes va-
    zios a 1$: nesta typographia.
    120
    150
    60
    240
    500
    200
    180
    400
    400
    320
    80
    80
    200
    800
    1|280
    100
    320
    100
    200
    40
    20
    60
    100
    80
    40
    80
    1*000
    160
    : 120
    120
    Galanteras de gosto
    E' o que fode haver de mais gosto em galan-
    tera de vidro e porcelana como aejam jarros,
    frasquinhos e garrafinha, manteigueiras e assu-
    careiro, jarrinhos para boqueta de cravo a ou-
    tra muita cousas r na loja da victoria na roa
    do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
    Miudezas baratas
    Na loja da victoria na ra do
    Queimado juuto a loja de!
    cera.
    Clchele francezes em oarto 40 rs.
    Alfinetes francezes cabera cbala a 120 rs. a carta.
    Papel com cento a tantos alfloele a 40 rs. o
    .P.pel.
    Lichas vicloria emcarritel com 200 jardas a 60
    ra. o carritel.
    Ditas de 200 jarda do Alexander a 900 ra. a da-
    lia.
    ^carre?00 *"*" W*nc" de core 30 ra. o
    Ditaa de Pedro V brancaa a de corea a 40 es. o
    carlao.
    Grampoa a 40 rs. o maco.
    Eofiadorea bcaooos a' 60 e 80 rs.
    Carteiriohaa com agulhas franceaa a 320 ra.
    Trancha brancas de linho a 100 rs. a peca.
    Agulbts de enfiar vestido a 40 rs. cada ums.
    E outras muites miu-ezas que se affian;a ven-
    der barato pira quem comprar victoria aempre
    contar: na loja da victoria na ra do Queimado
    o. 75, junto a loja de cera.
    A loja d'aguia
    branca um deposito de
    perfumaras finas.
    Esta Toia por estar constantemente a receber
    perfumaras finas de saas prprias encommendas,
    * bem se pode dizer que est conalituida um depo-
    sito de ditas, tendo-as aempre doa melbores e
    mais acreditados fabricantes, como Lubio, Pirer
    Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
    uso, quam quizar prover-se do bem, dirigir-se
    a ra do Queimado, loja d'aguia branca a. 16, que
    achara aempre um lindo e completo aortimento,
    leudo de mala a mais a elegancia dos frasco, e a
    barateza por que ae vendem convida e anima ao
    oomprador.
    Carros e carrocas.
    Em casa de N. O.Biber
    4 C. successores ra da Cruz
    numero 4.
    Vendem-se carros americanos mu elegantes
    a leves para doaa e 4pessoase recebem-se en-
    commendas par. cujo flm elle, poasuem m.p-
    p.s com variosdeseoho., tambem vendem car-
    irocaspara condcelo deaaaacarotc.
    Esceocia de ail.
    Para engommado.
    aanfitli;?6 ",,0,BhM "ncia de*oil
    gota delta baatante para dar cor om uma bocio
    da gamma tendo de mais a mata plioioaidado d
    nao manchar roupa como m.itas ?ea o
    toce com o p6 de ail. Casta cada /raaaatobo
    fn. 16. Quinado loja da eguffbran-
    Vende-se
    na roa da Mondego casa o. 2, ao aogainloa ao-
    mente de hortalice muito aovas : eouve flor di-
    ta trunxuda, repolho, nabos de cabeca grado
    nabicas, meatarda, chicoria, aaelcas, seooulas
    brancasi o amarallas, aar^a, cuentro, aekolinho
    roxo e branco, tomates grandes, feije, carrapato
    ervilhas tortaa e al face -arrendada.
    Riscado monstro.
    Vende-se riscado monstro, fazenda muito eco-
    nmica para o uso domestico por ter grande lar-
    gara e o aeu prego ser do 200 ra. o covado": na
    ra da Imperatxiz, loja o. 20, do Duaxte.
    Panno de algodao da
    do
    Vende-se no escriptorio de Antonio Lulz
    Oliveirs Azevedo & C, roa da Cruz n. 1.
    DA
    Fundicao Low-Moor,
    Boa da Senzalla IVeva n. 48.
    Neste estibetesimento continua a haver um
    completo sortimento de meendas a meias moen-
    das pata engenho, machinas de vapor e taixas
    de farro balido e coado de todos os lamanhos
    para dito,
    Soahall Mellors & C, tsndo recebido or-
    dem para vender o aeu creacido deposito daralo-
    gios vjsto o fabricante ter-se retirado do nego-
    cio ; convida, portanto, spessoas que quizerem
    possuir um bom ralogo de euro ou prata do c-
    lebre fabricante Kornby, a aproveitar-ae da op-
    portuntdade sem perda da tempo, para vir com-
    pra-Ios por commodo preso no son escriptorio
    roa do Trapiche o. 28.
    Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
    quasi defronte do quartel, praprio para edificar-
    se uma casa, tendo 40 palmo de frente e 146 de
    fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
    che n. 14, primeiro andar.
    ARMAZEM PROGRESSiVO
    KSSSS
    36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36
    Cascarrilha.
    Potassa da Russia.
    Vende-se emcaia deN. O Bieber &
    C, successores, ru da Cru^ m 4-
    Capachos.
    Chegou p.ra a loja da victoria grande sorti-
    mento de cascarrilha de todas as cores e largu-
    ras e ae vende mais barato do que em parle al-
    guma, por isso venham a loja da victoria na roa
    do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
    Enfeites para senhora.
    Lindos enfeites para cabeca de gosto o mais
    moderno que tem apparecido a 5$, 55*500 e 69 :
    na loja da victoria na ra do Queimado n. 75,
    unto a loja de cera.
    Phosphoros de seguranca.
    Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
    guranza a 160 rs. a caixinha.que s pela segu-
    ranza d6es por livrar de incendio sao de graca:
    na loja da victoria na ra do Queimado n. 75,
    junto a loja de cera.
    Meias baratas.
    Meias pintadas para hornera a 120 e 160 rs. o
    par, ditas brancas para menina a 180 rs. o par,
    ditas de lia para o fri a 500 rs. o par : na loja
    da victoria na ra do Queimado n. 75, junto a
    loja de cera.
    Fivelas para cinto.
    as fivelas de madreperola para ctnloi
    > prego de 1J600: na loja da victo'
    3 Queimado n. 75, juoto a loja do cei
    Parao carnaval.
    Sal de Lisboa.
    Vendo se a bordo da barca, portuguesa boa
    tanca, aal de Lisboa limpo e redondo ; a tratar
    na ra do Trapiche n. 17.
    Vendem-se capachos redondos e comalidos e
    de diversos lamanhos, o os melbores que tem
    vlndaa este mercado, polo btratiaaime preco da
    600. M 800 ra. cada um. e tambem ha capa-
    chos muito grarrdOa e proprios para aofi e mar-
    quoaoa paro IjftMOeado om : na roa doQieima-
    d. a bem conheaida loja do miados** da.boa
    (ama 35.
    Voode-ae um eieotteate cabriole!: o tratar
    ua roa do Aragao n. 37.
    . Vanden-se fazendss propriss p.ra vestuarios,
    a ser : escomilha da cor de rosa, am.rella, azul
    e branca a 200 rs. o covado, velbutinas de'cores
    e ramageoa a 640 o covado, velludo encarnado a
    800 rs. o covado, tafet de todas aa corea a 640 o
    covado, groadeoaples de cores a 1^800 0 covado,
    e mais fazendas ptoprias para este flm : os roa
    da Imperatriz, roja o armazem da arara o. 56, de
    Magalnaes & aleudes.
    Cera de carnauba de pri-
    meira qualidade.
    Vende-se em porcio e a ratalho de uma saces
    psra cima, o por commodo preco: na rao do Ma-
    dre da Dos confronte abotica n. 30.
    N. O.Biabar & G.ucceaore,raa daCrax
    n. 4, tem pr*vanderrelogop*raalgiboira da
    ouro o prata.
    Injecoao deBrow.
    Na pharmacia de longea & Soarea, praca da
    Boa-Vista, vende-se-alucotaparsvel injeceo a
    3| o fraseo, assim como oasencia de timbro a 49
    libra.
    Vende-so o sobrado ao lado do Corpo San
    lo n. 25, em qa*ae *cba a toja db cabos doa Sra.
    Caetano CyriacO 64 COsta Moreira & Irmio: a
    traUr na ra do Roaario da Boa-Vista a. 12. dos
    4 ia 6 horas da tarde.
    Ganos de chumbo.
    Veodem-ae canos de chambo de todas sagro
    auras; na loja de forrajeo, ra da Cadeia 4o Re
    cito o. 54 A, 4o Vidal & Bastos.
    oflerecema tolss Srs d nr, I E?Top* da sua propria encommenJ os melhores gneros, de ludo tendente a molhados, e por ssa
    Dossim comorar em outra. ...,i i!9 ,en?enhn e 'aradores, uma vantagem em seus gneros, de 5 a 10 por cento de menos dos procos, que
    ^"S?!^ l*^***"******* aileodendosompre as boaa qualidades de nossos gneros, que para is^p nos obrgamos o
    Mailteiga lOgleza espemlm'antooacollhidaa 850 e ltfOUO, a libra eem barril. ooo.
    dem francesa a prlmelra da safra nova 700 rs, e em barril a 600 rs.
    QueiJOS flamengOS vindos no ullimovnpor a 3#000, o em porco tora abatimento.
    SaVAfc8 lundriuos os melhores do mercado a 1&000 a libra, o sendo inleiro a 950 rs. a libra.
    (,iia nySSOIl muito superior a 24800 e 3000.a libra.
    tila pretO o que ha de melhor neste genero-viodo a prjmeira vez ao nosso mercado a 29400 a libra, e tambem temos para 19800.
    PreSUOto inglez para fiambre 700 rs.! a libra.
    Presuntos portuguezes ^ndoa do Porto de casa particular a 500 rs. a libra inleiro a 460 rs.
    Falos e cnouricas mut novas a 600 ^ a libra eam barris de arroba a 15f
    ini3SooTu9000DnqU?daPOrt0' P0rt fin* D8Ct"'Garcav,,los yelh0 saecoFeitoria chamisso de 1^200 e tfSOO a garrafa, o
    VinhO BordeauX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa a da 84500 a 104000 a duzia,
    Vinho muscatel 19000 a garrafa e 104000 a duzia.
    VinhO para p abtl) do Porto, Figueira, a Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa a de 49000 a 44800 a caada;
    Marmelada de lodos os concerveiros de Lisjboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 700 as de duas libras, e em porcao ter abatimento.
    Latas COm peixe savel, pescada, pargo. roballo, cavalla, guraz, strda, congro, linguado, ostra, o lula de lijelada, chouricas
    finas o mais bempreparado que tem vindo ao nosso mercado, de 14300 a 39 a lata.
    Latas COm ervilhas portuguezas e franrjezas a 600 rs. e 720 a libra.
    Latas COm bolachinhas de soda de tollas as qualidades a 19440 rs.
    rlgOS de COmmadre em caixinhas de 8 libras as mais bjm enfeitadas que tem vindo so mercado a 29800 a caixinhi e 400 rs. a libra.
    Peras muito novas a boas em caixlnha de 4 libras a 39000 a caixinba e 19000 a libra.
    Ameixas francezas em (atas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
    Passas em eaixinhasde 8libras, a 29500 a oaixinha, e 500 rs, a libra.e a 99 a caixa de arroba.
    LOrinthiaS para pudim em frascos de 1 1(3 a 2 libras a 19500 a 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra.
    Caixinhas prprias para mimos, com passas, 'figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de 29008 a 59000 rs. a caxinba.
    Conservas inglezaS portnguezas a 600 e 800 res o frascos 99 a caixa.
    Macarrao e talharim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 69000 a "caixa.
    CrOmma muito al va como se pode desjar a 100 rs. a libra,
    Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porco ter abatimento.
    Champanhe d.s melhores marcas, de 15^a 20|000 res o gigo.
    Chocolate porlaguez, francez, e inglez, a 900 r*. a libra*
    Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa, e 59500, a duzia.
    UOgnac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
    Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco o 69500 a frasquaira.
    Vinagre de Lisboa puro a 240 a. garrafa, o 19800 a canada,
    Dito em garrafd.es ae 5 garrafas, por 19200.
    Espermacete Superior '60 libra 740 rs. em caixa.
    ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e de 39000 a 3200 a arroba.
    Leo til has francesas o melhor de todos os lagumes a 500 rs. a libra.em porgas ter abatimento.
    Latas COm fejO Verde muito bem preparado a 810 rs.
    Latas com sardinha de Nantes a 440 e 600 rs. a lata.
    Massa de tomate em latas de uma libra a 900 rs. ,
    Alpsta a 160 rs. a libra e painco a 240, ftf'a arroba do alpista o a 6|400 a do painco.
    Potes grandes COm sal refinados 640umbam temos em pacotas, nitoproptiosjpara meza a 240 o200rs. a libra.-
    BatattS -em gigos da uma arroba a 14500, e 80 rs. a libra.
    Doce da casca da goiaba de 14000 a 1200.
    Azeite doce purllcado, a 800, agarrafa e 9400, a duzia.
    Palitos lixadOS para dantos, os mais bem faltos que lem vindo so mercado, a 200 rs. o maco com 20 aassinaos.
    Bolachinha Dgleza muito nova a 400 n. a libra e59O00 a Jbarrica. &
    ToUCnho fle Lisboa a safnii a Itome 109000 a arroba.
    Velas de Carnauba ecomposicao a 400 rs. a libra a a 124500 a arroba;
    Ara ruta a saolhor que so pode desojar a 320 rs. a libra.
    Sevada ebegada ulitmasooto a 160 a libra a 49 a arroba;
    Ceblas muho nota t 400 rs. o canto a a 400 rs, as ponteaos para wnserva,




    I
    IftfeftUftBMHMBSa m TIRC* FURA i Di Mftf** DE. 1MI,
    ;

    f 6 na leja do pavao, ra
    da Imperatriz h. $0,
    de Gama Silva,
    leraieta-ee fen(fcspeloepre^a seawrjte: mut-
    suaiaasJieaacaB com 4 1|2 pilaos da largura, co-
    rado 200 rs., chatis (Kara coa pmiiio taque
    oa moe corada 140 rs., ditaa matizadaa 160,
    cortes de chitai escuna e alegrea, (azoada hd a
    81600, chitas* tmcmm flota, o cordo a 140,
    260. 280, 300 e 320 r, raaaioha de quadroe para
    tMtidoa, a 280 400 ris o corado, caataa in-
    gleziahas de qutdro* par realidoa, corado a
    860. 280 e 300 r*^ ditas g.ribaldin**, fazenda
    auto fina 320 o corado* aaiaa bordadas, fazen-
    da muilo Boa a 3| e 48, diUa com arco* dao de liaba .oa fazem aa vezea de balo a 3*200
    e 4#, ditaa de atadipolao raocex, balea oa mais
    * **<> de 39. 39500, 4 e 59. pecas de eambraia lisa mul-
    to fina a 29 e250O. ditaa com 10 jardas, fazenda
    fioissima, a 3f 3gW0, 4 e 5, meiae pratas da
    seda para senhora al} o par, ditas branca* de
    algodio para andar em casa a 200 e 240 re., e
    oatra muitas fazendaa que a* readem per prego*
    baratiuimos, e de todas se dio a* amostras dea-
    xando peobor, ou maodam-te lerar em casa doa
    freguezes que qaizetem comprar : na loja da ra
    da Imperainz o. 6<>, de Gama A&ilre,
    Brilhantinas americanas.
    Vende-se brilbaoliaa americana com lindissi-
    mas cores, sendo fazenda inteiramente ora e
    moderna da 4 1[2 palmos de largura a 400 re. o
    corado : na ra da Imperalriz o. 60, loia do
    pari.
    Moirantique.
    Acaba de chegar pelo ultimo rapor francez es-
    ta fazenda de seda com o nome de moirantique,
    sendo de varias cores e branca, propria para ves-
    tidos de noira, e rende-ie por prego baratissimo
    s na loja do pari, na da Imperalriz n. 60.
    Pauuos a 1^600.
    Veade.se panno preto e dito cor de caf, fa-
    zenda muito encorpada a 15600 o covado para
    acabar: na rea da Imperalriz d. 60, loja do pari
    Chales pretos a 3.
    Vendem-ee chales de fil pretos muito grandes
    e uno, lazendt que aempre ae rendeu a 89 e 109,
    e a 3|; na ra da Imperalriz n. 60, loja do pavio
    Sedas.
    Vendem-se grosdeaaples pretos muito encor-
    pados a 18500, I96OO e 1S800, dito cor de rosa,
    cor de canna e azul, sedastarradas de cores, cha-
    malote preto e sarja preta hespaohola a I98OO :
    na ra da Impentriz n. 60,loja do pari.
    Fancy a 1#600.
    Vende-ss fancy, fazenda de lia lisas e meicla-
    das, propria para calcas, paletots, cohetes e ca-
    pas para seoboras, e roupaa de meninos, tendo
    eata fazenda 6 palmee de largura a I96OD : na
    ra da Imperalriz n. 60, loja do parto.
    Espartilhos
    Vendem-se espartilhoa inglezes que sao os me-
    lhores : na ra da Imperalriz o. 60 loja do
    pavao
    Para meninos.
    Vendem-se restuarioa para meninos e meni-
    nas muito bem enfeitados : na ra da Imperalriz
    11. 60, loja do pavio.
    Madapolo a 3$.
    Madapolo enfestsdo com 14 jardas a 39 a pe-
    ca ; ni ra da Imperalriz n. 60, loja do pari.

    1d> -m
    Acaba de
    chegar
    ao novo armazem
    DK
    BASTOS & REG
    Na ra Nova junto a Con-
    ceicao dos Milita-
    res n. 47.
    Da grande e rarlado sortimento do
    roupas fei tas, calcados e fazendas e todos
    estes se rendem por procos muito modi-
    ficados como a de seu coitume,assim como
    aejam sobrocaaacoa de superiores panno*
    o casacot feitos pelos ltimos figurioos a
    269,289. 309 a a359, paletots dos meamos
    pannos preto a 16$, 185. 209 a 249,
    ditoa de casemira de cor mesclado e de
    novos padroes a 149.169, 189,209 e 249,
    ditos saceos das raesmas casemira de co-
    res a 99,109,129 149, ditos pretospe-
    lo dimiouto preco de89,109, e 128, ditos
    de sarja de seda a sobrecurados a 129,
    ditos de merino de cordio al29, ditos
    de merino chiaez de apurado gosto a 159
    ditoa de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 10,
    dilos saceos pretos a 49, ditos de palba de
    seda fazenda muito superior a 49500, di-
    tos de brimpardo e de fuatio a 89500, 4jft
    e a 495OO, ditoa de fuatio branco a 49,
    grande quautidade de calcas de casemira
    preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
    pardas a 39 e a 49, ditas de brlm de cores
    floaa a2g500, 39, $9500 a 4$, ditaa de
    brim brancos finas a 49500, 5|, 59500 a
    69, ditas de brim lona a 59a a 6j, colletes
    de gorgurio preto e de cores a 5f a a 6|,
    ditos de casemira de cor o pretos a 41500
    e a 59, ditos de fustio branco e de brim
    a 39 e a 39500, ditoa de brim lona a 4*
    ditos de merino para luto a 49 e a 41500
    calcas de merino para 1 uto a 42500 e a 5g'
    , capas de borracha a 99. Para menino
    de todos os lmannos: calcas de casemira
    prefa ede cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditaa
    de brim a 23. 39 e a 39500, paletots sac-
    eos de casemira preta a M e a 7, ditoa
    de cor a 69 7J, ditos de alpaca a|39
    sobrecasacos de panno preto a 129 a
    14, ditos de alpaea creta a 59, bonete
    para menino de todas aaq validades, ca-
    misa* para meninoa de todo oa tamanho
    meios ricos vestido* de eambraia feito
    para meninas de 5 a 8 annos com cinco
    abados lisos a 89 e a 12|, ditos de gorgu-
    rao de cor e de lia a 59 e a 69, ditos de
    brim a 39, ditos de eambraia ricamente
    bordados para baptisados.e muitas outras
    fazendaa e roupas feitas que deixam de
    aer meociouadas pela sua grande quanti-
    dade; assimeomorecebe-setod-a eqeal-
    quer encommenda de roupas para se
    mandar manufacturar o que para este flm
    temos um completo sortimento de fazen- '
    das de gosto e urna grande offleina da al-
    tatole dirigida por um hbil meitre que i
    x deSePiaarBPiWa p,relio Mel- j
    Attenco
    Gaimares & Luz, donos da loja de miudezas
    da rta do Queimado n. 35, boa fama, parlicipim
    ao publico que o sen estabelecimento se acha
    completamente prvido das melbores mercadorias
    tendentes ao meamo estabelecimento, e' muilos
    outros objectos de gosto, sendo quaii todos reci-
    bido* de suas proprias eocom meadas ; e estando
    a a 1DtBiramento resolvido* a nio renderem
    Dado, aflangam render mais barato do quo ouro
    quaiquer e juntamente pedem aoa aeus deredo-
    mN? w m*dem eu renham pagar os seus
    dbitos, sob pena dederem justiesdos.
    sem igual
    36 Larga do Rosario 36
    Carretela de linba muito boas a 30, 60 e
    Candes de clcheles a 40 e
    Papis de agalhas brancas curtas ecoto-
    pridas a 40 e
    Filas de relindo de eores a 200, S00 e
    Transas de seda, a rara a 120 e
    Apperelhof de pao, loucs, e folha de
    540 a
    Linhas do gaz de todaa aa cores a
    Dazia de toeias para senhors a
    Ditas cruas para bomem a 2J400 e
    Caliiohis de alfioetes a
    Pitas de sarja largas e boas 600 e '
    Chaves para relogio a
    Pegas de tranca com 12 e 13 varas a
    Canas de pos para dentea a
    Par de boloes encarnados para punho a
    Lamparines de porcelana para conserrar,
    qaente cha ou remedio a 39000
    Luvas de seda com toque a 100
    Bicos pretos a 180, 240, 400 o 500
    Toacas para senhora a 600
    Baralhos de caries francezas a 140
    Sintos de seda para senhora a 19200
    Enfeitfs muito modernos a 59500
    Sabonetes de bola a 640
    Escoras para onhts a 320 e 500
    E outras multas miudeza* que se rendero
    mais bsrato do que em outrs qaalqaer parte,
    porque ae precisa muito de dinheiro.
    Arados americanos e machinas
    para lavar roupa : em casa de S. P.
    Jonhston C ra da Senzalla Nova
    n. 42.
    -^
    GEL
    No deposito do gelo ru do Apollo
    n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
    arroba a 5$500, e meia arroba 2JO0O,
    e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
    assignaturs das pessoas particulares lo
    go que seja diariamente,' at que se
    acabe o gelo.
    predio venda
    Vende-se a casa de dous andar* e solio, mei-
    gua, no becco das Hiudinhas n. 8, arallada em
    2.OOO9, a qnal rende 1 li2 por ceuto ao mez ; na
    ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pesioa
    aulorisada pelo proprielario para effectuar a ren-
    da da mesma casa.
    RA DO QUEIMADO M?46
    .GBAMDE0OSTIMERT0
    30
    Sortimento completo de sobrecasacos de panno a 25J, 289, 309 e 359, caaacos mullo bem
    taitas a 9S, 28g. 3Me 85|, paletota acasacadoa de panno preto de 16 at 259, ditos de casemira
    de cor a 159, | e 20f. paletots saceos da panno e casemira de 89 at 9, ditos saceos de alpaca
    m eun e la de 49 at 69, sobre de alpaca e merino de 79 at 109, caigas preta* de casemira de
    89 at 14$, ditos de cora79 al lOf,, roupaa para menino de todoa oa tamanhoa, grande sorti-
    mento de roupas de brins como sejam caigas, paletots e colletes, sortimento de colletes relos d*
    letim, casemira e velludo de 49 a 9g, ditoa para casamento a 59e 69, paieto,, brancos de bra-
    mante a 49 e 5|, caigas brancas muilo finas a 5f, e um grande aortimento de fazendaa fina s a mo-
    dernas, completo soriimeoto de cssemiras lnglezas para homem, menino a-aenhora aeroalas de
    linho e algodio, chapeos de sol de eda, luras de aeda de Jouvin para homem e senhora Te-
    mos urna grande fabrica de alfaiata onde recebemos eocommeadas de grandes obras que par
    isso eit sendo administrada por um hbil mestre de seraelhaoie arte e um peseeal de mais de
    cincoenta obreiros escolbidos, porUotoexeeutamosqualquer obra com promptidao e maia barato
    do que eaa outra aualquer casa.
    Aos Srs. consumi-
    dores de gaz.
    Nos armazeoa do ci* do Ramo ns. 18 e 36 e
    oa ra do Trapiche Noro (00 Recifa) n. 8. ae
    rende gaz liquido americaoo primeira qualida-
    de e reeentementechegidoa 149 a lata de cinco
    galloes, aasim como sa vendara latas da cinco
    garrafa* e em garrafas.
    Na esqueja arara,
    qoe hoje 4 aloja dos barateiros para rer, ren-
    dem-se pecas da eambraia lisa branca a I96OO e
    25, dita muito fina com 5 palmos de largura a
    3 e 3g500, pecas de madapoMo enfeatado a 39,
    Jjo cortes de chitas Do as com 13 corados a
    ovo, ditos de riicado, padroes noros a 29500 e
    19500, brilhantina branca com 4 1)2 palmos de
    largo a 280 o corado, dita de cores a 360 o co-
    rado, gorgnrao pira vestidos a imitaco de sedi-
    nbas, fazenda muito ora e fina a 320 o corado,
    oarege para rostidos com flor de seda a 360 o
    corado, pompadour de aada de quadrose matiza-
    do para restidos a 640 o corado, fil de linho
    branco e da cores a 200 rs. o corada, lazlnba*
    para restidoa a 280 e 400 ra. o corado, ricos cor-
    *mm! &orEur80 P" elido com 18 coradoa por
    >, ortos de laa- de duaa salas com 22 cora-
    P" 10|. ottee de organdys com 15 ra-
    ras a 39 e Jfpara acabar, cassas ae corea para
    restidos a 280 e 320 o covado, cbitaa a 160. 180
    e 200 rs. o corado, ditaa francezaa a 240 e 280 o
    corado.
    Pannos pretos.
    jSSWLiWto para calcas e paletots a 19600,
    198OO, 29 e 295OO o corado, cortes de casemira
    preta para caiga a 39. dita entestada a 39500 e
    41, reliada preto a 2|500 a corado, saia de cor-
    dao que fax rez da balo a JjOO. balde* de ma-
    dapolo a 39 e 39600. ditoa de 30 arcos e de ren-
    da a 49 : na ra da Imperatriz, loja e armazem
    da arara n. 56, de Hagalhaes & Mendes.
    Pechincha para todos.
    Vendem-ie massos com 20 massinhos de pali-
    tos finos e buhados para dentea a 200 rs. o rusa-
    so de 20, porm paseando a 15 massos se fas dif-
    rerenga em prego : na raa da Imperatriz, loja e
    armazem da arara n. 56.
    Rival
    sem segundo.
    Meias para seulttYa.
    Tendem-se superiores meias para senhora pa-
    lo baratissimo prego de 39840 a dazia; na loja
    da boa f, da ra do Queimado n. 22.
    Entremetas
    bordados em eambraia
    transparente.
    Na loja d'aguia brenca ae acha um bello sorti-
    mento de entremeioe bordado em fina eambraia
    transparente, e como de eu costume est ren-
    dendo baratamente a 19200 a pega de 3 varas,
    tendo qaanlidade baatante de cada padrao, para
    reatidoa ; e quem lirer dtoheiro approreitar a
    occasiao, e manda-loi comprar na ra do Quei-
    mado, loja d'aguia branca n. 16.
    Agalhas imperiaes.
    Tem o fundo dourado.
    A loja d'aguia branca tendo em ristia sempre
    render o bom, mandn rir, a acabam de chegar
    aqui (pela primeira rez) aa superiores agalhas
    imperiaes, com o fundo dourado e mu bao* fri-
    tas, sendo para aliante a costureiras, a custa
    cada papel 460 ra. A agulha assim boa anima
    adisota a quem cose com ella, e em regra ao
    maia baratea do que as outras; quem aa com-
    prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
    16, dir aempre bem dellas.
    Opiata ingleza
    para dentes.
    Est finalmente remediada afeita que se sen-
    ta deesa spreciarel opiata inglesa lio proreito-
    aa e necessaria para oa dentes, isso porque a lo-
    ja d'aguia branca aciba de recebe-la de sua en-
    commenda, e continua a rende-la a I95OO rs. a
    caira; quem qaizer conserrar seus denles per-
    feitos prerenir-se mandando-a comprar em
    dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16.
    Na raa Nora d. 19, rende-se relbutina de
    core* a 500 rs. o corado.
    A 320 rs. o covado, grande
    pechineha.
    Vendtm-ie superiores cambraias francezas de
    muito bonitos padroes a 320 rs. o corado, fa-
    zenda muito fioa que tempre renden-se por 800
    a 19 a rara, venham por ellas, antea que se aca-
    bam ; na rus do Queimado n. 22, na bem conhe-
    clda loja da boa f.
    Aos senhores sacerdotes.
    Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
    Queimadon. 22, meias pretos de seda muito su-
    periores, proprias para os aenhores aacerdotes
    por serem bem compridaae muilo elaaticas ; ren-
    dem-se pelo bsrato prego d 69 o par, na men-
    cionada loja da boa f, na roa do Qaeimado nu-
    mero 22.
    para aojos
    Vendem-se na ra da Senzala Nora n. 30, cai-
    zinhas com doce por prego com modo, recommen-
    dareis para os aojoa de procissan.
    Vende-sa urna alampada de prata de lei
    com 530 oitaras, propria para capella, e urna
    canoinha de remo, de amariello, em bom uso:
    na ra do Sol n. 21.
    Vende-se o tratado de
    por I. Adhemar, 3.a edigo ;
    21. Na mesma casa se rende
    canos de ferro de 1[2 pollegada propria para ca-
    naligio d'agna ou gaz.
    Vende-se um carallo de estribara de oor
    ruga, gordo, e tem andado em cabriolet, tem
    car reg baixo, por prego com modo por nio se
    poder ter no lugar da torre, adnde dere ser pro-
    curado junto a taberna da Caneca.
    Superior cal de {Lisboa.
    Tem para rendar em porco e a retalho Anto-
    nio Luiz de Oliveira Azeredo & C., no sea ei-
    criptorio ra da Cruz n. 1.
    Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
    noro, est disposto ,a vender ludo por prego que
    admira, asum como saja :
    1 Frascos deagua de larandemuito gran-
    des a 800
    Sabonetes o melhor que pode harer a 320
    Ditos grandes muito finos a 160
    Frascos com rheiros muito finos a 500
    Ditoa ditoa muito bonitos a I5OOO
    Garrafas de agua celeste o melhor a I9OOO
    Frascos com banha muito superior a 240
    Ditoa dita de urgo finiaaima a 600
    Frascos de ole babosa com cheiro a 240
    Ditos dito dito a 320
    Ditos dito nito a 500
    Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a 720
    Ditos dito philocome do rerdadeiro a 900"
    Ditos com banha transparente a 900
    Ditos com superior agua de colonia a 400
    Dita, fraseos grandes a 500
    Frascos de macag oleo a 100
    Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
    Ditos de dita grandes a 800
    Tem um resto de lavande ambreada a 500
    Linha branca do gaz a 10 ra., e tres por
    dous, e fioa a 20
    Dita de carto Pedro V, eom 200jardas a 60
    Dita dito dito com 50 jardas a 20
    Carreteis de linha com 100 jardas a 30
    Duzia de meial cruas muito encorpadas a 29400
    Dita de ditas muito superiores a 45500
    Dita de ditas brancas para senhora, mui-
    to Dnas 9 350OO
    Vara da bco da largura de 3 dedos a 120
    Dita da franja para toalhas a 80
    Groza de botoes de louga brancos a 120
    Duzia de phosphoros do giz a 240
    Dita de ditos de res multo superiores a 240
    Pegas de fita para eos de todaa as lar-
    guras a
    perspeclira lrniar,
    na ra do Sol n.
    2,000 palmos de
    320.
    Para o carnaval.
    4 bella rapaziada que
    com pouco dinheiro quizer bzer e enfeitar seus
    vestuarios, dirijam-se a loja franceza da ra
    Nova o. 11. qoe foi do Gadault, que achario se-
    des, filas, lvelas douradas, barretinas, reos, e
    finalmente urna grande exposigio de alcaides,
    pelos quaes se alo engeita quaolia alguma : na
    mesma loja recebeu-se um completo sortimento
    de mscaras para homena e mulherea todas as
    qualidades.
    Fivellas douradas e esmalta-
    das, para cintos.
    A loja d'aguia branca acaba de receber por
    amostra urna pequea quantidade de fivellas
    douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
    roa e bonitos moldes, a tambem douradaa que
    pfrecem de ouro de lei, oque s com experien-
    cia se conhecer nao o serem, estando no meimo
    caso as esmaltadas, e assim mesmo vendem-se
    pelo barato prego de 25500 rs. cada urna, na ra
    do Queimado loja d'aguia branca d. 16.
    Gesiiuhas ou cabases para as
    meninas de escola.
    O tempo proprio das meninas irem para -
    escola, e por isso bom que rao composlas com
    urna daa novas e bonitas ceslinhas que se ren-
    dem ca na do Queimado loja d'aguia branca
    n. 16.
    Novos bonets de velludo, e
    marroquim dourado.
    Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
    bonets da velludo, e marroquim dourado, os
    quaes sao agora mui necesiario* para oa meni-
    Jioi que vSo para a escola e quem oa quizer com-
    prar maia baratos dirigir-se ra do Queimado
    loja d'aguia branca o. 16.
    Caivetes fixos para abrir
    latas.
    Chegoa ora remessa desses preciosos cai-
    vetes Los para abrir latas de sardinba, doce,
    bolachiobas etc., etc. Agora pela testa come-ae
    multe aessas cousase por isso necessario ter
    um desses canivetee^ujoimparte 19, compran-
    do-ae na nudo Queimado leja da agaia branca
    a. 16, anica parte onda o* ha.
    Aos amadores do diverti-
    meoto carnavalesco.
    Riquissimos dminos de
    velludo fino preto e de cor de
    diversos feitios a chineza no-
    vos e presentemente acaba-
    dos de fazer por urna modista
    franceza: na ra do Crespo
    n. 10, primeiro andar.
    Novo sortimento de cascarri-
    Ibas de seda.
    A loja d'aguia branca acaba da receber um noro
    e bello sortimento de cascarrilhas de seda de
    m2il?ite differenles core*, e rende-se 1*500
    e zjaJOO ris a pega, na ra do Queimado loja
    d aguia branca n. 16.
    Meias. preta de seda A 1.000
    o par.
    Vende-se meiaa pretas de seda, e de mui bda
    quilidade, par aeahoras, e padrea flfOOO o
    par, por esterera principiando a mofar, e estando
    ellas calgadas nada se conbece, na raa do Quei-
    mado loja d'aguia branca n. 16.
    Chapeos de castor.
    Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
    que j se renderam a 168, para
    da Imperatriz, loja n. SO, do
    Loja amarella,g
    J GURGEL & PERDIGAO'. &
    9 Recebersm restidos pretos de moresn- i
    gj| tique neste genero o melhor e mais em
    -^ mod as principies pregas da Europa 5
    ? e Rio de Janeiro. tf$
    fj Receberam as lindas capas e manlele- &
    tes compridos, desta rez rleram pretos 2
    e de cores
    O Vestidos de blond com manta, capella A
    Sk e saia de setim. Z
    Vestidos de eambraia bordados e de "
    seda. dstv
    A Sai a balo finas e inferiores para
    7 senhora.
    NOVIDADES.
    |$ Manguitos, aiotoa, enfaitea e grlnal-
    4f& das para aenhora, lequea, espartilhos,
    W cantas pretas superiores, chales, cami-
    (gp saa para senhora e meias elaaticas.
    } ROUPA FE1TA.
    Z Caigas, colletes, paletota, sobrecaaa-
    9 eos, sobretodo de panno e caaemira.
    d Este eatabelecimeoio est aortido de
    m. fazeadas finas proprias da praca. Do-se
    l as amostras : ra da Cadeia loja amarel-
    9 la n. 23.
    s
    lidade a 85,
    acabar: na ra
    Duarte.
    Luvas de Jouvin*
    Na loja da Ba F na raa do Queimado n. 2
    sempre se eocontrarao a rerdadeiras luras de
    Jouvin tanto para homem como para senhora,
    adrertiodo.se que para aquelles ha de muito
    lindas cOre, na mencionada loja da B6a F na
    raa do Queimado n. 22.
    Agua de lavander e pomada.
    Vende-ae superior agua de lsrander ingleza
    pelo bjratisiimo preco de 500 e 6*0 rs. cada fras-
    co, pem ida muitissimo fina em paos grandes a
    oOOe a i$, rende-se por lio bsrato prego pela
    grande quantidade qoe ha : na ra do Queimado
    na loja de miudezas da boa fama n. 55.
    Bicos de linho barato.
    Vende-se bonitos bicos de linho xie dous a
    quatro dedos de largura fazenda mnito auperior
    pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs
    a rara, rende-se por tal prego pela razSo de es-
    tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem se
    rendem pacas de rendas lisas perfeitamente boas
    com 10 raras cada pega a 720, 800 e 1. ditas
    com salpicos muito bonitas e diversas larguras a
    lflOO, 10600 e 29 a pega, ditas de seda a 29 ca-
    da urna pega : na raa da Queimado na bem co-
    nhecida loja de miudezas da boa fama o. 35.
    Linhas de cores em nvelos.
    Vende-se linhaa de corea esa nvelos fazenda
    em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
    de 1 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
    dezas da boa fama n. 35.
    Papel de peso a2fa resma.
    Vende-se na ra do Queimado tota de miude-
    zas da boa lama n. 35.
    americanas.
    Rap
    Groaso (libra] a
    ogci
    no da gise a
    Mato grosso a
    Fino de gi
    Meuron a
    1600
    1*00
    Lisboa a 2JJ700
    ri'n *$ r,T*lMm igua'' rua 1,r8 lo Hoia-
    Em casa de N. O. Bieber & C., snecessoras,
    rua da Craa o. 4, veadeaa-se :
    Machinas para regar borlas e capia).
    Ditas para descarogar milito. -
    Ditas para cortar capim.
    Selioa com perteoces a 10 e 200.
    Obras de metil printipe prateadaa.
    Alcatrao 4a Suecia.
    Verniz de alcatrao para aarios.
    Salsa parrilha de primeira qualidade do Para.
    Vinho Xeres de 1836 em caixas da 1 duzia.
    Cognac em caixas del duzia.
    Arados e grades.
    Brilhantes.
    Garrogas pequeas.
    Meias de la
    para meninoa; na rua da Cadeia do Recite Da-
    mero 15.
    Vendem-se burros fardos e mansos: sao
    eogenho Jurissica, do Cabo: a tratar alli com o
    Sr; Domrogoa Francisco de Soai* Leap,.
    As verdadeiras pennas ingle-
    zas caligraphicas.
    A loja d'aguia branca acaba de receber toa
    encommenda dat rerdadeiras pennas de a^o
    inglezaa caligraphicas, doa bem conhecidos'e
    acreditados fatrlcaates Ferry A C, e apesar da
    falta que hara dessas boas pennas, eom Indo
    rendem-ae pelo antigo prego de2/000 a caixinha
    d urna groza, quantidade essa que as falaifica-
    da* nio trazem. Para lirrsr de engaos, as ca-
    llonas rio marcadas com o rotulo que diz. Loia
    d'aguia branca rna do Qaeimado n. 16.
    Vende-ae am tarreo em Santo Amaro,
    unto ao hoapital iogles, com 700 pslmoa de fren-
    e, am muito bom estado : a tratar na rua do
    Trapich n. 44, armazem da Braga Son & C.
    Vende-ae na rua da Madre de Dos n. 12, por
    prego razoarel.
    8
    S
    8
    Ca-
    tres
    Attenca.
    No engenho Trapiche do
    bo existe para vender-e
    bonitos e-boas bois de carro, e
    Jim bom quarto de carga :
    quem os ajinzer comprar "dirja-
    se ao mesmo engenho a tratar
    com AifoQSO -do Reg; Barros,
    ou entao a rua da Aurora ara-
    mero 22.
    8
    Mantas pretas.
    Vende-ae minias da BI6 fazenda maito flna a
    45 rs. cada urna oa rua da Imperatriz n. 60, loja
    doParo de Gama Silra.
    Taberna,
    Vende-se ama taberna propria para um prin-
    cipiante e por ser em bom lugar na esquina do
    Forte do Mallo e faz freote para a rua da Lapa e
    para o largo em frente do chafariz : a tratar na
    mesma.
    Chega rapa-
    zeada.
    Para comprar boas mascaras para o carnaval
    a 320 rs. e muitos objectos para enfeitar vestua-
    rios, boas lurss de todaa as qualidades, pandei-
    ros e outros muitos objectos proprios para o car-
    naval e para consumo das costureiras, que tudo
    se render sem reserva de preco por ser liqui-
    daco : na loja de miudezas oa rua do Queima-
    do n. 27, que pertenceu a Jos Antonio da Silra
    Araujo.
    PEIXE
    Duarte Companhia
    receberam pelo ultimo rapor as aeguintes quali-
    dades de peixe o mais bem arranjado que se po-
    de desojar em latas lacradaa hermticamente pe-
    los precos da IJfiOO a 3$ a lata :
    Chouricaa finas promplas.
    Pescada assada e cozida.
    Pargo aseado.
    Roblos dito.
    Caralla em azeite.
    Guras assado.
    Nulas de tigelad*.
    Sarel assado.
    Sarda em azeile.
    Coogro.
    Llnguados fritos.
    Ostros.
    Atum marinado.
    Tambem receberam paeotes de sal refinado a
    240 rs. cada um e lata com feijao verde a 800
    rs.: aos arraazens Progressiro e Progressista no
    Urgo do Cirmo n. 9 e rna das Cruzes n. 36.
    Chapeos enfeitados.
    Vendem-se chapeos enfeitados muito reeom-
    mendaveis para as meuinas que estao passando a
    feata nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
    a preco de 29 cada um : na rua da Imperalriz,
    loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima achario
    continuadamente os aenhores coosumidores um
    grande e rariado sortimento de fazendas, tudo
    baratissimo.
    Grande pechincha
    Superiores paletos de pao preto muito fino,
    obra muito bem feita pelo baratissimo preco de
    205OCO ris na rua do Queimado n. 22 na bem
    eonhecida ioja da Boa F.
    A boa fama
    CARTOES
    DE
    VISITA
    DE
    Cartoes de risita de noro gasto
    Cartoea de visita de noro goato
    Carioca de risita de noro gosto.
    Urna duzia por 16#000.
    Urna duzia por 16g000
    Urna duzia por 16(000
    Urna duzia por 16JO00.
    Retratista americano.
    Retratiata americano
    Retratista americano
    Retratista americano.
    Rua do Imperador.
    Rua do Imperador
    Rua do Imperador
    Rua do Imperador,
    Manual do processo commer-
    cial,
    leguido de um formulario de todaa aa aeces co-
    nnecides no foro commercial brasileiro, obra
    muito ui a todoa os negociantes e s pessoas do
    foro, 1 rolume de 650 pagnaa encadernado por
    o : vende-se oa Imaria econmica junto ao ar-
    co de Sanio Antonio.
    Manual dos promotores p-
    blicos,
    ou collecco dos actos, atribuiS6ea e deveres
    des tes funccionanos, 1 rolume por *J: rende-se
    na Imana econmica junto ao arco de Santo An-
    tonio.
    Roteiro dos delegados e sub-
    delegados de polica,
    ou colleccio dos actoa, itiribuicese de veres des -
    tas autoridades, 2.a edic.o, 1 rolume encaderna-
    do por 7$ : rende-se na livraria econmica junto
    ao arco de Santo Antonio.
    Barato assim barato de mais
    Sa bonete finos.
    A loja d'aguia branca recebeu urna crescida
    quantidade de sabonetes fios para barbas, os
    quaes eonvm a todoa compra-los mesmo para
    moa, arista do diminuto preco de 3 porquento
    se est vendendo a duzia. Pa*ra aaliafazer-se aos
    bon_ freguezes se vender tambem em menores
    porQoes, porm quem mais comprar maia lucrar,
    porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
    ver, e mesmo agora s ha na rua do Queimadc
    loja d'aguia branca n. 16.
    oraes.
    Em massinbos a 500 r. cada um.
    Em fios a 640 rs. cada um.
    Em roltas de 3 fios a 2&500 cada urna.
    Vendem-se muito bons coraes, em massiohos,
    fios e roltas de 3 fios, pelos baratissimos preqos
    cima: na rua do Queimado loja d'aguia bracea
    o. 16.
    Objectos de phantasias
    pulseiras de missangas.
    A loja d'aguia branca acaba de recebar um
    bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
    sangas com borlas pendentes, obra de muilo gos-
    to, e o que de mais perfeito se pode dar em taes
    objectos, e aa est rendendo a 1$500 cada urna,
    tanto para senhoras como para meninaa, e pela
    noridade do gosto e apuro da moda o3o tardaro
    em se acabaras que ba na loja d'sguia branca,
    rua do Queimado o. 16.
    Loja das 6 por-
    tas em frente do
    Livramento.
    Chapeos de sol de alpaca a 4jj(.
    Duzia de meiascruss para homem a
    1S00 e o par a 120 rs., ditaa brancas
    muito finas a 2$500 a duzia, lencoa de
    cassa com barra de corea a 120 ra. cada
    um, ditoa brancos a 160 re., baldes de
    20 e 30 arcoa a 3J, lezinha para res-
    tidos a 240 o corado, chales de merino
    estampados finos a 5 e 6#, lar la tana
    branca e de corea muito flna com vara
    o meia de largura a 480 rs. o corado,
    fil de linho liso a 640 ra. a rara, pe-
    chado eambraia liaa fina a 3}, cassas
    de cores para retttdoa a 200 ra. o co-
    rado, muiaulioa encarnada a 320 ra o
    corado,calcinhas para menina de escola
    a 15 o par, graralinhaa de tranca a 160
    rs., petos para camisa a 200 ra. cada
    m dusia 20, pegas decambraia deaal-
    pico muilo fina a 35500, pecaa de bre-
    tanha de rolo a 2p, chitas francezaa a
    220 e 240 ra. o. covado, a loja est
    abertadas6 horas da manhaaaa 9 da
    noite.
    risnatro-arxEXEL-
    Venae-se um quartao bom e um
    poldro bom : na rua das Cinco Pontas
    taberna n. 93.
    Barato para os freguezes.
    De sexta-feirs 28 do correte em diante hare-
    r leite liquido todea os diaa a 280 rs. a garrafa -.
    oa rua do Lirramento armazem de louga:
    Escravos fgidos
    armazem de fazendas
    DE
    i_ -
    Santos Coelho
    Hua do Queimado n. Id.
    rende Arelas para cintos o mais bem dourado que
    poasirel a dos maia lindos gostos que tem rindo
    a este mercado, pelo baratissimo prego de 29500
    cada ama, cartein* com agulbaa as mais bem
    sortidas queae pode deaejar, e emquanto a qua-
    lidade nio pode harer nada melhor, palo barato
    prego de 500 ra. cada carteir*, pennas de ago ca-
    ligreafaia rerdadeiraa a 29 cada caixinha com 12
    duzias, ditas de laaca rerdadeiraa n. 134> a 1)800
    cada groza, ditas muito boas ainda nao cenbeci-
    daa a 500 r*. a groza : na rua do Queimado, na
    bem eonhecida loja de miadezas da boa fama nu-
    mero 35.
    w

    Leacoes de bramante dt linho a 3f.
    Cobertaa de chita finas a 2$.
    Ditas a prego de. 11800.
    Cambraias pretas muito finas.
    Colchia d fusilo multo lindas-a fljj.
    Esleirs di lodia de 4, Se 9 palmos de largo
    proprias para forro de cama e astas.
    Lengoes de panno de linho fino a 20.
    Algodio monstro prego de 00 rs. a tar.
    Toelbaa de Itabo para mesa a 4.
    Ditas de fusto para mo, cada ama 500 rr.
    Baldes para meninas.
    0 modernismo do Pava
    350 ris.
    Acaba da chegar a este estsbelecimeoto as mo-
    dernisiimaa larlatsaas com pilminhaa solas de
    de cores muito delicadaa proprias pin restidos,
    rende-se a 320 rs.o corado na rua da Imperatrii
    n. 60, loja do Pari de Gama & Silra.
    As romeiras do Pavo
    Vende-se lindissimaa romeiras de troco mati-
    zado a 19 cada urna na ru da lmperatili o. fO
    laja do Paraode Gama* Silra.
    Fugio de bordo do patacho brasileiro Es-
    padarte, fuodiado ao p da ponte velhi o es-
    craro Antonio, marinbeiro, de idade de 40 an-
    nos, de sagao, rosto comprido, estatura alta, e
    signaea no rosto, pouca barba, e bom pollador :
    pede-se aa autoridades ou pessoas que o acha-
    rem, de o lerarem a bordo do dito patacho, ou
    na rua da Cruz o. 3, em casa dos Srs. Amorim
    Irmaos.
    Fugio no dia 20 do correte de bordo do
    patacho cCapuam, o escraro crioulo marinhei-
    ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco mais
    ou menos, altura regular, rosto comprido e com
    lguos signaes de bexigas, leroo caiga e camisa
    azul : quem o pegar lere-o ao escriptorio de
    Antonio Luiz de Oiireira Azeredo C. rua da
    Cruz o. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
    generosamente recompensado.
    Fugio ne dia 26 de ferereiro o eaeraro lia-
    noel, conhecido vulgarmente per Manoel fran-
    cisco, cor fula, cabelloa carapiohos, alto, secco
    do eorpo, quando anda mnito espigado, falla
    bem desembarazado, tem oa douadeatea e cima
    um pouco .largos, gosta muito de andar hmpo,
    traje quasi sempre camisa branca oa de chita,
    aberta Ba frente, a moda de paleto!, cujo foi com-
    prado no dia 22 do mesmo mas ao Dr. Graciano
    de Paula Baptista ; roga-se as aatoridadea poli-
    elees e capilaee de campo a aua ipprrtiensao, e
    leva-lo ao aeu senhor Albino da Silra Leal, na
    rua do Queimado o. 62, que gratificara.
    Alinelo
    Desappsreceu da casa de seas senhores no dia
    25 ao meia da, o preto por nome Jos, casado
    con ama cabocla forra por nome Cordolina, ella
    de naga* Bengaelli. i relho, com os signaes
    aeguintes : altara regular, barba pintada, olhos
    vwmelho, rosto curto, cabelloa carapiohos, pes
    chatos, dedo grande erqaiado aara dentro, ns
    pernas tara mareta de bridas, rosario de sontas
    pretis a tiMeot com um breve, a mo direita
    com defeito, roapa camisa de slgodlo com U}-
    Uaa azues, paletot cae de caf i relho. c*Ig* de
    caaemira cor de rap, chapeo depello baixo pre-
    to e outro de cauro, muito proei*" : ">"-,e
    aa autoridades oa raaMes de campo q" P*-
    |ar o conduiam a roa da Imperatrix 1e
    soro bem recompensados.





    DIARIO DE rafcffMBUCO IRftCA FIUUL 4 DE MARCO DE lt6t
    Litteratura.
    Das raras que poYoaram a Italia.
    Dr. G. Capelletle.
    Dr. A. Goracucbi.
    Dr. F. Ferrari.
    Dr. A. de Moulou.
    (Continaigio.)
    Sa examinarmos primeinmeule o norui dos
    Elicscos em urna da* suas mais ordinarias for-
    reas, a de. Thyrsnes, observaremos seme-
    lbanga da termioacio ora o neme da Riaena,,
    que os Etruscos tmhara em sua propua liugua. \ m
    Tursci, a ouira forma que ae encontr as ins-
    cripces etruscas, torna-so Trusci, ou com o
    nieiiio Eirusci, por urna transposigio, de que as
    iioguas offerecem miiitoi exemplos. Desta forma
    se dervam as de Tuscl, Tuscia e Analmente Tos-
    cana.
    Ora, podemos observar, como o fez M. Alfredo
    Msury, que a lerminaco tcot ou seus se acha
    frequentemente entre os Pelagios ; por exemplo,
    Bromiscus, Dralescus, Doriscus e Hyrgiscus na
    Tbracia. Em Gravisca, Volsci, Opisci e Falisci ;
    na Italia encootra-se esta rneimi termioagao.
    Islo nao passaria de urna approximago curiosa,
    le que se nao poderia dedazir o parentesco dos
    Thracos, seos e Etruscos. Todava, Luiz Bour-
    gnet, que estabeleceu com a maior verosimi-
    lnanga possivel o carcter do alphabeto etrusco,
    tal como vemos nos nionumenlos epigraphicos,
    coosidera como um alphabeto grego muito enli-
    go. Ha oelle dezeaeis sigoaes essencialmente
    dtstioclos, e precisamente o numero daa let-
    iras, que conlm o alphabeto grego primitivo.
    Sanzi, quj Iraloa desta materia com tanta
    sciencia quanio patriotismo, declara que a lingua
    elrusca tem a maior analogia com a latina ; o
    que nao nao seria urna razio deafavoravel opi-
    niao, que aprsenla os Etruscos cerno bastante
    aproximados dos Pelagios ; infelizmente a rari-
    dade e obscuridade dos monumentos de sua lin-
    gua nao offerecem s peiquizaa da sciencia um
    fundamento asss solido. Mas ple se tirar do
    estudo da arle eirusca algamas iodicages, que
    aclararn mais vivamente a queslo to debatida
    da origem deste povo.
    Com effeito, as arles da Etruria Uverara urna
    sorte de objecto de predilecto para um grande
    Homero de sabios e crticos 8e nossoa dias.
    Todos os delirnos interesssntes dessa civil-
    simo original foram amontoados no museo
    etrusco do Vaticano, que o papa Gregorio XVI
    coosagrou memoria d'uma das mais ilustres
    naces da enliga Italia. Quasi todas as cidades
    toscanas pagaram seu tributo esta colleccao
    memoravel.
    Yulci, Corneto ( da enliga Tarqainia ). Clieusi,
    Toscanula, Castel-d'Asso, Norchia, Bomarzo,
    Veis e Coere foroeceram a mais abundante co-
    lheita de monumentos fnebres, vasos esculpi-
    dos, figuras, pinturas e objectos d'arte de toda a
    aorte.
    Ora, sob a variedade prodigiosa de formas e
    na fecundidade de ornamentos, ha um carcter
    geral, e qoe se poderia chamar um estylo dis-
    tiocto, que nao possivel descooher, e que pren-
    de evidentemente a arte etrusca como a helio-
    nica aos principios e tradiee8 da arteegypcia.
    (Continuar-*e -ha.
    cerno os phnomenos quasi idnticos, qoe 41a
    tinas apreseotsdo em todos os 8 principes iadi-
    cavam de urna maneira evidente a presenga de
    una affecgio typhoide contagiosa, que fe traos-
    mitliu do primeiro enfermo a seu irmao e sua
    cunhada em Bruoessee. |
    Nio ha por lano dovida pira os mdicos
    biixo issigoados, de qoe doengs fii o sa
    rampo anmalo typhoide ( rubola mo Hgna de
    < certa autore) do carcter o mais pernli ioso : e
    ! julgaram de seu dever recommendar que os ca-
    dveres fossem transportados o msis prompla-
    mente possivel para om lugar itolado, o que se
    pralicasse a desinfeegiode todos os quinos oc-
    cupaflos pela familia real e sua comitiva.Esta
    medida se achava tanto mais justificada, por isso
    que os cadveres poucas horas depois d i morle,
    e a pesar de o m fri rigoroso apresentivam os
    signaes de urna docomposicio adiaoladi
    Trieste 19 da fevereiro de 1861.
    Dr. F. Cardona, medico ordinario di
    Dr. A. Lorenzulle.
    tes 1 nos te aasegaramos a nossa fidetidade, e
    en, chefe dos Sioux, eafolaria com as mioss
    proprias mios meui Albos todos, se hou vase
    um so que nao fosse leu servidor. Quaido vi-
    ras lo, grande chefe, essentar os taaa ancaa pre-
    sldenciaaa sobre limo hacanea (cavallo) dos nos-
    sos prado? A minha hacanea Jemi-Jima d-
    cil o bella e poderia servir para o pao dos indios.
    Tal o voto de Coragao de Rocha, grande chefe
    dos Sioux. >
    familia.
    Variedades.
    OS FILIIOS DE D. CARLOS DE HESPANHA.
    N'um dos nmeros do Corrtio da Europa le-
    aos o relatorio dos mdicos que traclaram os
    dous filhos de D. Carloa de Bourboo, que foram
    victimas, e bem assim a esposa do mais velho,
    de febres felaes, no espago de. poocos dias. Da-
    mos traduzidos, o dito relatorio, porque sendo o
    ciso dado com aquelles priocipes semelhante ao
    que se deu no pago doa nossos reis, a sciencia
    medica reconheceu ser doenga para que nao con-
    correr nenhnma causa violenta.
    c Os priucipes hespanhes D. Garlos Luiz de
    Bourbao e de Braganga, conde de Hootemolim, e
    a princeza Haria Carolina de Bourbao, sua esposa,
    e o infante D. Fernando Mara Jos de Bourbao e
    deBraganga parliram de Trieste oa manhaa do
    dia 27 de dezembro de 1660 em direcgo a Bru-
    nussee ( Styria ) aoode tem um palacio a sua au-
    gusta prenla a duqueza de Berry.
    O estado de saudedos principes era na appa-
    reucia satisfactoiio, posto que poucos dias antes
    da sua partida elles liobam lido um coryzo (de-
    fluxo do nariz ) com catarrbo, o qual tinba de-
    aapparecido no principe de Hootemolin e na sua
    esposa sem fazer remedio algum continuando po-
    rm no principe Fernando, que timbem o des-
    presava.
    Chegando a Brunussee por urna jornada de
    grande secco fri (17 graos Reamur abaixo de
    zero ) nao se queixavam de outro encommodo
    mais do que do grande fri.
    No dia se guite 28 os condes Montemolim e sua
    esposa estavam bons, porm o principe D. Fer-
    nando estava mais encommodado coea o seu de-
    fluxo, que com ludo o nao impedid de andar de
    p at as 6 horas da noite. Foi eoto que foi
    chamado o medico de palacio o Dr. Pitnsr o qual
    no seu relatorio escripto em 10 de Janeiro de
    1861 diz, que encootrou o infante na compaohia
    de seu irmao e cunhada, que se queixava de dr
    gravativa na cabega, com verligens, de ardencia
    na garganta, havia oppreasio no peito, e urna dr
    na nuca, que parecia rheumatica ; a palle fra e
    calafrioa febris. A noite foi inquieta a sem somno.
    Na manhaa do dia 29 havia febre violenta, op-
    presso oa respiraeao, atoase eardOr na garganta
    persistentes, a liogua cobejle com um muco muito
    pegajoso.o ventre um poico tympartico; havia na
    testa e no pescogo algumas manchas somelhantes
    a mordedellas de pulgas, porm que nao desap-
    pa recia m com a presso do dedo. Depois que o
    Dr. Pitoer observoa estes symptomas, o outros
    que por brevidade omittimos, elle diz : c Com
    taes symptomas eu nao poda duvidar que eslava
    a presenga d'uma purpurea tyohosa, sobre o pa-
    ngo da qual eu prevenl o augusto irmao, adrer-
    lindo-o do risco do contagio.
    Apesar de todos os soccorros da arte, o estado
    do augusto priocipe coolinuou a aggravar-se com
    lorpidez do cerebro, somnolencia, e dilkuldade
    de filiar. ,
    No primeiro de Janeiro, peles 6 horas da ma-
    nhaa, acbou o Dr. Pitner o doenle n'um suor
    abundante e com o exanlhemo, que tioha appa-
    recido na testa e no pescogo eapalbado por todo
    o corpo, e debiixo da presso dos outros sympto-
    mas, que foram setnpre aggravando-se, sobre-
    tudo os do eneophilo, cessou o principe de river
    quasi sem agona pelas 6 horas da urde do
    ueamo dia.
    O conde de Montemolim e sua esposa vollaram
    para Trieste no dia 5 pela tarde, muito atierra-
    dos, j pela ddr, j pela terrivel e rpida desgraga
    do infante, junto do qual elles tinham estado du -
    raote a doenga.
    No dia aeguiote mandaram chamar o medico da
    familia, qoe achou o conde com o pulso um
    pouco nervoso, e com a lingua mucosa na base.
    O estado da princeza nio apreseotava nada mais
    do que os vestigios das commoges soffridis. O
    conde cahiu doeote com febre vilenla, que o
    obrigou a acamar na segunda-feira 7 de Janeiro
    depois do meiodia e asenhora condessa tambem
    acamou com a febre no dia seguinle, e n'esse da
    appareceu em seu marido ama erupgao seme-
    Ihanle de que falla o Dr. Pitner manifeetada em
    seu irmao.
    Na machas de 9 appareciam na princeza os
    inesmos symptomas, que tinham sido precedidos
    em ambos os irmos de urna losse, secca com
    comicbSo as fauces. A febre e o exaothema ti-
    veram em ambos os doeotes um curso regular e
    benigno; no principe at manhaa do stimo
    dia. Mas entao o suor cessou de repente em
    causa nfaoifesta e a erupgao tornou-ae mais pal-
    Jida, a cabega e o peito comegaram a aggravar-
    se, e as cousas marebaram com (al rapidez, que
    todos os symptomas, de um typho muito agudo
    ae desenvolvern de repente paralysaodo as tor-
    gas da natureza a ponto de lornarem inefficazes
    os recursos therapeuticos e de cortaren) a vida
    do principe s 5 horas da tarde do dia 13.
    Na princeza, qoe eslava no sexto dia de doenga
    depois da acea borrivel da agona do sea que-
    rido eiposo, que ella j mais quiz perder de vista
    fleando deitada em urna cama prxima, ae mani-
    festaran] 3 horas depois os meamos symptomas
    typhoides, encephilicos e thoracicos, com repre-
    cussao instantnea da ernpeo, os quaes pozeram
    11 m s sua existencia pela meii noite d'esse mesroo
    dia 1 I
    No momento em que os symptomas no prin-
    cipe comegaram a aggravar-ae foram chamados
    para conferencia os Drs. Loreozulte, Capelletle
    Coracuchi, Ferrari, e de Moulou, os quaes foram
    unnimes sobre o fatal prognoslico d'uma ti o
    terrivel doenga.
    O curso, que tioha seguido a doenga, assim
    OS COMMISSARIOS DO SUL.
    O Moming-PoH publica as seguiotis biogra-
    phias de MM. Slidell e Masn, commissarios do
    Sul dos Estados-Uoidos, que foram capturados
    pelo eommandante do S. Jacintho a bofdo do pa-
    quete Trent.
    ': M. Masn oasceu no Estado de Virginia em
    1798. Foi educado no Norte o formou-sena Un-
    versidade de Pensylvania em 1818. Pouco lempo
    depois do seu regresso Virginia, M. Masn co-
    megou o seu corso de direilo no colleglo Guilher-
    me e Mara, onde parece qoe nao foram muitos
    osestudos nesta poca, por quanto lmenle dous
    ancos depois que o joven Masn foi admittido
    a advogar em 1820 perante os tribunaea de Ri-
    chmond. O joven advogado entrou na vida po-
    ltica em 1826, aono em que foi elefio membro
    do corpo dos delegados de Virginia. Termioado
    o seu mandato nio se tornou a propor, e apre-
    sentou-se com bom xito na cmara nacional dos
    representantes. Em 1817, a legislatura de Vir-
    ginia escolheu M. Masn para senador dos Esta-
    dos-Unidos, lugar que oceupou sem interrapgo
    at poca da separagao.
    Por occasiio da organisagio dogoverno provi-
    sorio dos Estados do Sul, M. Masn foi eleilo
    membro do congresso dos Estados Confederados
    pelo oitavo districlo da Virginia. No senado dos
    Eslados-Uoidos, M. Masn nio deu nuoca muito
    que fallar de si, mas por muito lempo havia oc-
    cupado a posigo de presidente da commissio do,
    negocios estraogeiros desta assembla, e neata
    qualidade tinha nogdes extensas aebre e$ rela-
    goes exteriores da America : foi esta a causa qoe
    o fez escolher para ser enviado Europa.
    M. John Sliddell alguns annos mais velho que
    o sea companheiro de capliveiro e nasceu no es-
    tado de Nova-Tork; seu pae era um rico nego-
    ciante desta cidade. Na sua mocidade, M. Slid-
    dell teve um duello mui grave que o determioou
    a emigrar para a Nova-Orleans, onde estudou
    direilo e foi rpidamente recebido como advoga-
    do. A sua primeira apparigio na sceaa poltica
    teve lugar na qualidade de procurador geral dos
    Eitados-oidos na Nova-Orleaos, cargo para que
    foi nomeado pelo presidente Jackson. Foi eleito
    membro da legislatura da Louiaiana esubsequen-
    temente da cmara dos deputados dos Estados-
    Unidos. No momento em que rebentou a guerra
    com o Mxico, M. Sliddell parliu para este paTz
    na qualidade de enviado extraordinario e de mi-
    nistro plenipotenciario ; mas voltou logo, tendo
    falhado a sua missio. O estad de Louiaiana es-
    colheu entio M. Sliddell para seu representante
    no senado. Ahi M. Sliddell mostrou-ae ardeote
    partidario das anoexagoes. e quandn M. Podro
    Soul tomn o seu lugar no senado, foi elle no-
    meado pelo presidente Pierce ministro na Ame-
    rica central. Quando M. Soul, por seu torno,
    foi enviado como ministro para Madrid M. Slid-
    dell tornou a ser senador da Louisisna no sena-
    do. Foi ahi que a separago o encontrou. M
    Sliddell possue ama grande fortuna. >
    A LUZ DO CHRISTIANISMO.
    O chrislianismo alcangoo um grande Iriurapho
    oo reino de Dahomey, clebre pelos sacrificios
    humanos que o innandavam de sangue.
    O roi pedia aos missioparios catholicoa qoe
    fossem I capital (Mbomey), onde fizeram a sua
    entrada no meio dai salvas de artilheria, descar-
    gas de fuzilaria, etc. Todas as autoridades tri-
    butaran! grandes obsequios aos missionarios. O
    rei, na presenga de todo o povo, entregoa-lhes
    um sceptro, signil de grandeza naqaelle reino.
    Os missionarios regeitaram todaa estas honras,
    por iocompativeu coma hamildade do seu ca-
    rcter. As mageni de Jess Christo e da Ssn-
    lisslma Virgem foram conduzidas pela capital em
    triumpho.
    Oreiacompanhavj os missionarios, que, antes
    de entraren) na capital, celebraram um tratado
    com o rei, em que esto se comprooetteu a ex-
    cluir o culto fetichista, primeiro da capital e de-
    pois dos outros pontos do reino.
    O rei disse :
    Eu sei bem que todas as divindades que ado-
    rei at agora aio nada aos olhos do Homem Deus
    e que Deus muito maior que todas estas coa-
    sas.
    O re prometteu aos missionarios conserrar-
    lhes total independencia e abandonar a feroci-
    dade a que oinstigaram os mioistros do fetichis-
    mo.
    caixa estreita e assim o condutiram capital-
    para aofrer e martirio.
    Tiaha 30 annos de missao evanglica a 27 de
    episcopado.
    Muito viva e fervorosa dere ser f qoe pira
    tanta di.lorgas 1
    CHALES DE CABELLO.
    Um peridico ioglez diz que%otre os objectos
    raros que figuraran) na expoaico universal, se
    contam dous magnicos chalea fabricados con) ca-
    bellos humanos por Mr. W-illiam Dauson.
    O inventor que os apreseotou ji na associagio
    brilannica, diz que poder faWricar-se anoualraen-
    to um mllbio d'estes chales, que alm da mluita
    dura tem a vanlagem de produzir um calor no-
    derado.
    Ouando ae ajner empregar o choloreto de cal
    para affugeatar os insectos das arvores fructfe-
    ras mistura-se com maoteiga de parco e lorma-se
    ama maass, que aeenvolveem estopa e se collo-
    ca em roda do tronco.
    A DRESSE ELCTRICO.
    Falla-se muito em Paria de um adresse elctri-
    co destinado imperatriz e cojo brikha exceder
    ludo o que at aqai produzia a arte de joalhi ria.
    E' urna corda formada de globuloa de vidro Ilu-
    minados por ama luz elctrica por meio de am
    conductor que cerca a cabega.
    Os diamantes, os rubis e as esmeraldas r tem por este engeaboso processo, luzeiro de to
    poderoao effeilo, que bastam para esclarecer o
    salo mais obscuro. E' a luz do dia no sen mais
    vivo e mais radiante bruno.
    LORD PALMERSTON.
    No dia 30 de Janeiro com pielera m-se 50' annos,
    que lord Palmeraton tem aasento na cmara dos
    commans, da qual o decano. A sua primeira
    eleigio teve lugar em 1807, em Newporl. |
    ANDA E' LEVE A PENA.
    O aasassino daa criadas, o mooatro Depallord,
    foi condemnado morle pelo tiibunal da Aine,
    Viva com sai mulher em urna caaa isolada.
    la a Marselha e outras povoages ejofferecia
    excellentea commodos s criadas de servir. Pu-
    nba-ae a camiaho com ellas, e chegando a noule
    cooduzia-aa a sitios ermos, e as proslrkva, lao-
    gando-lhes um lago corredigo e daodo-lhes urna
    pancada na cabega e enterrando aa depois, algu-
    mas anda com vida, voltava para casa com os
    vestidos e despojos das viticmas.
    Pareceu impossivel a existencia de um tal
    monstro.
    POPULACO DE ROMA.
    Pelo vicariato geral publicou-se a estatislica
    da populagio da cidade eterna no anoodel861.
    E' de 194:587 almas. Em 1860 era de 184:049.
    COMMERCIO DE PIIOSPHOROS.
    A Inglaterra importa 200 milhes de phospho-
    ros por dia, que representam um valor de
    300:000 duros; e sendo o seu consamo diario de
    250 milhes, corresponde a oito phosphoros por
    cada habitante.
    Em 1854 importaram-seoa cidade de Hambar-
    go phosphoros no valor de 100:000 duros, apro-
    ximadamente.
    A Suecia importa annualmente phosphoros no
    valor de 30000 duros, e tem 6 ou mala fabricas,
    uma das quaes empregava em 1848 oitocentos
    operarios, e produzia 10 milhes de phosphoros
    por dia.
    Ees Fraoga esta industria, que al 1847 se con-
    servou estacionaria, deseovolreu-se depois ex-
    traordinariamente.
    Ha actualmente em Pars mil operarios qoe
    produzem mil milhes de caixinhas para os phos-
    phoros annualmente.
    Porm a origem e centro deste ramo de indus-
    tria a Austria, onde ha innimeraveis fabricas
    de phosphoros.
    A ERUPgO DO VESUVIO.
    A erupgao do Vesuvio era mais moderada no
    dia 4. As 'exhalagea pestilenciaes tinham aug-
    mentada as cercanas de Resina e Bosco, tendo
    causado a morte a rouitas pessoas e animaos.
    As mofetas que se manifestam em Resina, ex-
    halam am acido carbnico mais paro que o de
    Torr del Grecco, onde o hydro-carbureto se ele-
    va a grande altura do slo.
    Um novo phenomeoo desafia a alten-ao dos
    naturalistas de Torre del Grecco, e~ a apparigio
    na praia do mar de uma agua thermalna tempe-
    ratura de 33 gr. centigradoa.
    O slo de Torre del Grecco elevado desde a
    primeira erupgao, eootina anda no mesmo es-
    tado. Aa cinzaa da erupgio contm chloruretos e
    sulfatoa soluveis em agua e ama pequea quan-
    tidade de acido elorydrico livre, cujas emanagoes
    crestam as flores e extremidades das plantaa her-
    bceas.
    S. SEBASTIO.
    (Do Campeo das Provincias:)Um voto foi
    feito dorante o reinado de D. Sebastiio, quando
    a peste assolava o psiz, lem tido continuador as
    geragdes que lhe suecederam. A Villa da Feira,
    segundo os aeus ehronicoes, deve a elle o nao
    ter sido eolio contagiada nem as epidemias,
    que por difieren tea vezes teem agoutado Por-
    tugal.
    O voto consisto* em festejar esplndidamente o
    santo martyr, havendo procissio, indo na frente
    veslidaa de branco urnas poucas de virgeos, le-
    vando a cabega fogagas saborosas, que ne dia ae-
    guiote sao distribuidas s fatias, segundo as in-
    dicages da respectiva municipalidade, pelaa pes-
    soas mais notaveis da villa. No acto da entrega
    das fatias recbeos aa fogaceiras donativos em
    dinheiro, segundo as posses oa vontade de cada
    um dos contemplados na diatribuigio. Assim as
    donzellai, que sao sempre pobres, aoferem oes-
    te dia os proventos da sua posigo official, com
    proveito daa familias, que costeiam alguns diaa
    com elles as despeis domesticas.
    A e*la fesla municipal foi convidado para orar
    o Sr. conego Carvalho e Goes, que recitou am
    discurso que agradou a ledos os devotos reuni-
    dos na bella egreja de Santa Mara da Feira.
    BANCA DE IOGO.
    A banca de jogo de Homburgo oceupa muito a
    (Gazela de Augsburgo, qual dizem d'aquella
    cidade o seguinte, em 23 de Janeiro:
    < Temos s annuoeiar- vos um novo suicidio.
    Domingo,depois do meio dis.um joven prusiano,
    tendo perdido todo osea dinheiro ao jogo.malou-
    ae, disparando uma pialla na cabega. E' ji a
    lerceira victima da banca desde o 1* de Janeiro
    de 1862
    O correspondente de Francfort diz em 24 ao ci-
    tado jornal:
    A banca de jogo de Homburgo tem tido ha
    perto d'um tono a desgraga de ser fortemeote san-
    grada por um hespanhol chamado Garcia, qoe a
    fortuna favoreca de uma maneira fabulosa. Maia
    tarde Garcia tentou de novo a aorte e psrdeu
    tudo.
    Porem segunda-feira passada recomegou a lu-
    la com novos recursos e em tres dias ganhou ama
    aomma que uns avaliam em meios. o outros em
    um milhio.
    O que ha de certo que Garcia comprou hoja
    em caaa d'um banqaeiro de Francfort lettras de
    cambio na importancia de 600:000 francos (108
    conlos de tis.j
    A bmci suspendeu hontem o jogo at chega-
    da de novos fundos.
    DOCUMENTO CURIOSO.
    L-se no Jornal do Havre :
    O seguinle fragmento de litteratara tem seo
    valor. E' ama felicitagio enviada ltimamente
    pelo chefe dos Sioux, tribu de Dacota, se agente
    da Moldo Americana;
    c Grande ebefe dos brancoa barbados, trombe-
    --------------------- -, -uqwm -ao mvm ooui
    u aa instiga, nev di lucidez, ru dos comba- guidores, que o amarraran) e metieran
    HORRORES DA .MISERIAS.
    Ha algumas semanas, ama mulher, chimada
    Anna Hamtoo, apresentoa-se a um agente de
    polica em Londrea e diase-lhe :
    Eu tinba am filho de 11 mezes. Nio tendo
    pi para lhe dar e nio leudo coragem para o ver
    morrer lentamente defome, matei-o,
    Foi entregue i jusliga e poneos dias depois jal-
    gada.
    Veriicou-se que ella e aea marida habitavam
    um horrivel cubculo ; que tinham dous filhos, o
    que a m'ii matara e uma menina paralytica ; que
    o marido era homem honrado, mas qoe a falta
    absoluta e prolongada de trabalho os lngara na
    maia terrivel miseria ; e que a mulher tinha si-
    do vista correndo de moite pela cidade, como
    que a fugir. impellida por um sinistro delirio;
    O ministerio publico tioha de pedir a pena ca-
    pital, mas teve o cuidado de aoggerir o nico
    meio de defeza, dizendo :
    Quero aabe se o crime sera om acto de bu-
    cara ?
    Quando ebegou ao jaiz a vez de fallar, disse,
    dirigindo-se ao jury :
    Se acreditaos que a desgraga da ri pode
    transtornar a sua razio, podis, debsixo d'este
    ponto de vista, absolve-Ia.
    Como o accasador pnblico, como o jais, como
    o defensor eos jurados eram horneas, a absolve-
    ras.
    A deciso foi geralmeole approvada.
    O QUE POR LA* V1EI
    A espantosa malenca dos homens mais Ilustres
    da repblica boliviana feita na cidade da Pez pelo
    feroz coronel Placido Yanoz foi vingada. a 23 de
    outubro pelo povo, que matoa Yanez e mais cin-
    coenta dos que sssassinarem os geoeraes Cordova
    e Hermosa e oatroa prsioneiros.
    Yanez fogiu para um telhado, d'onde caba fe-
    rido com duas balas.
    O populacho fez-lbe cousss faorrires.
    As mulheres arrancarais-lhe com agulhas eat
    mordern o cadver qae foi foi arrestado e acou-
    {ado na praga.
    UM MRTIR DO CHRISTIANISMO.
    Cahiu em poder dos mandarina moosenhor Cue-
    not, bisoo de Metellonolis o vigario* apostlico
    na Cochiocbina Oriental.
    Tinba-se refugiado na casa de um iudgena.que
    o escondeu n uma .celia muito estreita aborta na
    eapeaaura da parode.
    A caaa foi rodeada, e o santo prelado, nio po-
    dando aoffrer a sede, entregou-se aos seus perae-
    n'uma
    OBJECTO CURIOSO.
    O Australiao Mail, jornal de M
    qae a Australia ser representada n
    de Londres.
    Em MelOurne houve uma exposigi
    ria. Eotre os objectos destinados a
    ci de cryatal de Londres, figura un
    dourada, representando a qaaolidadalde nro que
    tem exportado a Australia. Tem dez psde di-
    metro na base e 45 de alto. Representa o volu-
    me de 800 milboea de libras sterlinU, que o
    do ouro exportado d'aquella colonia ipgleza.
    O mrito artstico da pyramide 6 de pouco
    valor.
    kburoe, diz
    exposico
    preparalo-
    novo pals-
    a pyramide
    GRANDE CATASTROPHlE.
    Houve as minas de carvio de peora de flar-
    tley, em New-Castle, uma grande calastrophe,
    que custou a vid a 407 trabalhadores.
    Abriu-se uma aubscripgio nacional a favor das
    familias das victimas, a qual monta
    12:000 libras. A rainha Victoria fe
    ama commuoicagSo, que tambem a
    muito pelas familias das desgrasada
    terrivel catsslrophe.
    a perto de
    saber, por
    interessava
    victimas da
    PRESENTE VALIOSO.
    Le-se na Guienne de Bordeus :
    O bracelete offerecido pelas damas de Bor-
    deus rainha de Napolea est ha muitos dias em
    exposico emlcaaa de H. M. Aodi & Irmos.
    Este bracelete, de ouro maaaigo, tem cinco
    centmetros de largura e dous ou tres melimelros
    pouco maia ou menos de espessura. Ai duas ex-
    tremidades sao orladaa de uma tlleira de nellis-
    simss perolas. O mbito ornado de baixos re-
    levos de delicada execugao.
    N'uma parte do ditce eatao gravad is aa armas
    OS ESTDANTES RUSSOS.
    Sendo conslderavelmeale aegmeotada a matri-
    cula dos anudantes ni tsala, echaram-ae as
    portas das universidades a todas as familas po-
    bres. Abriram-se logo subscripces para foroe-
    cer aos estudanles pobres os meios de pagara
    matricula uoirersiliria. Na Allemanha e na lo-
    !laterra abriram-se subscripces para o mesmo
    m. Os estudanles das escolas de Pars consti-
    tuirn] uma commissao para promover umasubs-
    cripgao com egual destino.
    O ESPIRITISMO NO SUL.
    Com este titulo l-se no Correio dos Estados-
    Unidos :
    Os Eslados-Uoidos teem sido a verdadeira
    patria dos espiritos e dos medius.
    Estes sores sobrenaturaes, mas que teem cor-
    po, que aio nossos-mestres, e, comtudo, submis-
    sos s nossas vonlades, nio podiam deixar de
    representar um grande papel na guerra actual.
    O general Scott, dizem as ms llnguas, tinba
    por cooselheiro ama bella meaa de Jacaranda.
    O general Beauregard, segundo diz o jornal de
    Moyfleld, nao consulta uma mesa, mas sim um
    mdium de carne e osso, uma joven e linda in-
    diana, chamada Elzur Baboor.
    Esta filha de Brahma comegou, segundo pare-
    ce, por ser bayadeira ao servigo do famoso Na-
    na-Sahib. Depois da carnificina de Cavmpore,
    Dcou naquella cidade aitiada pelos Ioglezes e ca-
    hiu em poder do general Havelock, que a man-
    dou para Londrea. Ali foi tocada da graga espi-
    rito, loroou-se mdium. Cooheceu Mr. Hume e
    parliu com um rico agricultor para Nova Orleans,
    onde maravilhou Beauregard, que a ligou a si e
    entregou-aeinteiramente aoa aeua conselhos. Foi
    por elles que bombardeou Sumter e a elles deveu
    a batalhi de Bull Run. Ella predisse-lhe que
    entrara um dia vencedor em Weshiogton.
    O sea poder como mdium tal, que evoca
    quera qaer, vivo ou merlo.
    Diz-se mesmo que ella fizera apparecer Mr.
    Linelo (presidente dos estados do norte) a |Je(-
    fersoo avis (presidente do confederados do Sul.)
    abuaando do momento em que o primeiro, abdi-
    cando a sua vontade, adormecer na Casa Branca.
    Contase que Mr. Lincoln revelara todos os
    aeus segredos ao seu adversaria, e, dando trea
    voltas na caaa, desapperecira pela chamin.
    Oamprehende-se bem a cooQaoga que o gene-
    ral Beauregard deve ler em Elzur Bahoor, depois
    de taea provas do seu poder.
    O jornal que reala estas particularidades esse-
    gura mesmo que elle tem por ella lernoa sedi-
    mentos. E' preciso contestar qae na invectiva
    ninguem desbsnca os Aoglo-Americanoa I
    REMEDIO BARATO.
    A academia franceza do medicina confera uma
    medalha honorfica ao doutor Scelles, de Mont-
    desert, pela sua memoria sobre o emprego do sal
    marioho as febres Intermitientes.
    Dizem os peridicos francezea que a descoberla
    das propriedadea febrifugaa do sal marinho um
    grande bem para a humanidad, por isso que re-
    sidiera as localidades oode roioam taea febrea
    nada teem que receiar do influxe deleterio do
    solo, por que uma dse de sal marinho um poaco
    maior que a usada no consumo ordinario as pre-
    server dienfermaidade.
    E' impossivel achar um febrfugo mais simples
    e mais barato.
    UM MONSTRO. }
    No tribanal de Ame (Franca) comegon am pro-
    cesa qae di qe Miar em lodo o imperio. E* o
    procese do aesassito das criadas, porque assim
    chamam a am moaetro feroz, por nome Dumol-
    lard, que j ae verificou ter roubado e assaaaioa-
    do seis raparigas, porm julga-se qae o namero
    das victimas multo maior.
    0'aasassino nega qae o sejs, e a confessa qae
    modiante urna recompensa de 40 a 50 francos,
    entregava aa raparigae uma aeita, qae elle cha-
    ma dot homem barbudos, e que estes que per-
    petravam o crime.
    Na caaa desle monstro appareceo orna grande
    quantidade de roupsa de mulher, por modo que
    eatas roopaa e outras provas do delicio, que che-
    gam a 1,250, foram para o tribunal n'um carro.
    Dumollard diz qae os homens barbudos lhe da-
    vam tambem, como recompensa, os vestidos das
    victimas.
    Dumollard tem 51 annos e sua mulher 47. Esta
    era cmplice dos espantosos erimes do marido.
    O aasassino confessa que muitas raparigas fo-
    ram langadas ao rio Rhone.
    Cootinuavam as excavages para descobrir no-
    vos esdaveres, poia o publico er geralmeole qae
    Dumollard tinha um cemitetio para as sais vic-
    timas I
    Mal pode acredilsr-se que a perversidade hu-
    mana chegue tal ponto de monstruosa feroci-
    dadel...
    daa casas de Bourbon e Baviera
    posta as da cidade de Bordeus.
    i a parte op-
    HORRIVEL ABERRAQAO.
    No dia 8 de Janeiro correle, uiz s Jornal de
    Francfort, um sapateiro de Weschectilab assassi-
    nou sua mulher, uma filha de 16 aoi os, um iilho
    de 8 anooa e um menino de 6 mezes
    Os cadveres das victimas appi receram as
    suas camas, excepto o da filha, que estava amar-
    rado a um movel, pelo corpo e cabellos.
    O aasaaslno lugiu, deixaodo escripto sobre a
    meaa, com giz ;
    Dividaa e miserias, i a morle I
    UM FANTICO PELA SCIENCIA.
    Suieidou-seem Heidelberg am saludante rus-
    so, fazeoda em ai mesmo a experiencia do cianu-.
    reto de potaaaa.
    Deixoo apontamentos das diferentes phases do
    enveaenamento, o que escreveu, em quanto po-
    de, medida que lhe ia sentiado os effeitos.
    ESTATISTICA.
    Ha em Madrid 95 boticarios, 193 facultativos,
    573 advogados e 64 arebitectos, toldos em exerci-
    cicio, e 89confeitariai, 36 livrarias 47 ourivesa-
    rias, 60 lojas de louca e633 lojas de mercearia.
    COMBATE DE GALOS.
    O goveroadorde Guadalsjara, no Mxico, orga-
    nisou ltimamente uma batalha de galos, digna
    doa bons lempos dos circos romanos.
    Seis mil galos, armados com espores, comba-
    teram uns contra os outros n'um amphitheatro.
    Quatro mil oitocentos e noventa e sele ficaram
    morios na arena do combate, '903 gravemeote
    feridose 199 msis ou menos levemente maltra-
    tados.
    So am sahiu sem ferimeolo algum da lula.
    Esta foi proclamado vencedor no meio de fre-
    nticos applaaaos e estove a pooto de ser suffo-
    cado pelos beijos da multido. Chama-se Lindo.
    Sen dooo, cujo nome merece tambem passar
    posteridade, o Sr. D. Raphael Lampurdoa Gra
    nadino Ramerez Csbrero y Herrera, que goza em
    Gudalajara da estima e prosapia proprias de um
    homem que tem tantos ootnea, a que projecta
    anda acreacenlar o do seu galo, segundo diz o
    Correio dos Estados-Unidos, que d esta noticia.
    CADA UM PARA O QUE SERVE.
    LS-se no Jornal do Havre : *
    No boulevard S. Dioiz (Pars) morava ha mui-
    to tempo am bom homem, oo exercicio da til e
    modesta profissio de pelicuro. Muitos ps se
    conBavam sua mi hbil e cautelosa, e os seos
    negocios iam muito bem, quando om dia a des-
    graga quiz que o pobre artista (todos os pedicuros
    aio artistas) lase n'um jornal o aonuncio de um
    premio offerecido ao author da melhor obra sobre
    os systemas de educacio capases de regenerar a
    sociedade. Este anouncio ioflammou a imagina-
    cao do pedicaro. Pegou na penna e escreveu um
    drama em 5 actos, em proaa, e com o couplets,
    intitulado O casamento de um philosopho.
    Continuando sempre a tirar calos, fallara aos
    seus.freguezes nu seu drama, lendo-lhes algumas
    passagens, e cantando oa couplets.
    Maodou encadernar ricamente o manuseripto
    que se propuoha dedicar ao imperador. Esta
    extravagante pretengo foi logo sabida, e sugge-
    riu a alguem a idea de uma mystificagio, que te-
    re tristes conseqneocias.
    Uma manhia o pedicuro receben uma enorme
    carta, com um fecho nao menos enorme, marca-
    do com o cuoho de uma moeda de cinco francos.
    Na carta era o pedicuro convidado a apresen-
    tar-se as Tutheriae, com o seu" manuseripto do
    casamento de am philosopho.
    O desenlace fcilmente se adevinha. O pedi-
    caro, de ponto em braoco, correu s Tutherias,
    com a sua obra debaixo do braco. *
    Quiz entrar, impedlram-lhea passsgem.
    Apreseotou a carta e o manuseripto, zaogou-ae
    e foi preso 1
    Ha oito das qu est em Bicetre, tratado como
    doudo.
    E de crer que o caao ae esclsrega e que o artis-
    ta dramaturgo e pjiiloapho aeja restituido aoa
    ps, que pedem com instancia a reinstaliacao no
    ordinario domicilio daquell que Ihaa allivia os
    soffrimenlos. A aventara o corar sem duvida
    da manta de fazer tratados phylosophicos, de
    pretender regenerar a soctedade.
    NiOE' MAUSABER-SE.
    Extractamos, de um artigo do jornal Sciencia
    para todos algumas indicages sobre o emprego
    do choloreto de cal para affastar das casas os ra
    los e daa arvores oa insectos.
    O local ende estlver o choloreto de cal eiti li-
    vre dos ratos.
    MONUMENTO AO PRINCIPE ALBERTO.
    Em Londrea, aeguodo acabamos de ler na Cor-
    respondencia de Paris Revoluco de Setembro,
    trala-se de erigir um monumento ao principe Al-
    berto. Una queriam que fosse estatua, outros que
    se trouxesse do Egypto uma daa clebrea pyra-
    mides e que se collocasse em Hyde-Park, muitos
    aconselhavam a fundagao d'algum instituto pio.e
    a maioria hesitou entre as dilferentes propostas.
    Entretanto as pessoas presantes reuniao em que
    se tralou deste negocio subscreveram logo com
    4,000 libras esterlinas.
    Com estes principios pode contar-se com a
    realisagao d'um monumento.
    FERIMENTOS DE NAPOLBAO.
    Na meama correapoodeocia 1 -se o seguinle :
    Ouvl dizer que em uma cagada rebentando
    a espingarda com que atirara o marechsl de
    Mac-Mahon, ficra o imperador ferido no hombro
    e no braco, porm lio levemente, que oo dia se-
    guinle fra visto no Bois de Bologne governando
    o sea phaetoote. 0vi esta noticia hontem no
    boulevard, mas nio posso affirmar que aeja exac-
    ta nem vale a pena indagar, visto que felizmente
    foram de lio pouca importancia os ferimenlos, se
    os houve. >
    EFFEITOS BONS DAS CINZAS D'UM VULCAO.
    Os lavradores das cercanas de Napolea ealo
    lavrando os campos coberlos pela cioza arrojada
    pelo Vesuvio, para miaturar esta com a Ierra,
    qual serve d'um grande aduno.
    A colheila de 1823 ji foi abandantiasima, gra-
    gea chava de cinza de 1822.
    bar-
    EFFEITO TERRIVEL DOS C1UMES.
    No dia 18 deu-se em Barcellona um caso
    baro de viogsoga feminina.
    No momento em que nayparochial egreja de S.
    Jaime terminara a exposico daaQuarenta Horas,
    uma mulher aproximou-ae de uma joven que es-
    tava orando e derramou-lhe no rosto e no seio
    uma garrafa ebeia de acido corroeivo.
    O grande namero de pessoas que estava no
    templo s deu pelo caso quando os gritos da jo-
    ven, exclamando que aa qaeimava, espalharam o
    espanto e a consternagio.
    Prodigalisaram-se-lhe todos os soccorros, po-
    rm a victima licou horrivelmente maltratada e
    com es vestidos queimados.
    Um arrebalamenlo de chimes foi a causa im-
    pulsiva daquella barbardade.
    TIIESOUBO AGUADO.
    Um despacho de Conslantinopia annuncia o ap-
    parecimento do rico iheaouro de All-Pacha de
    Tebleu. O Tempe d, aobre este ficto, algumaa
    informagoea fornecidas por um viajante ebegado
    recentemeole da capital da Turqua :
    c Fui em 1826 que Alli-Pach. reputado o ho-
    mem mais rico do Oriente, recebeu do sulto
    Mafcmoud o eordo de sida. Uto a ordem de se
    enforcar. Antes de obedecer, Alli-Pach mandou
    enterrar todoa oa aeua theaouros, prata, oaro e
    joias, avaliadoa n'ama aomma enorme, e, por sua
    propria roo, malou os criados que em pregara
    oeste trabalho.
    Depoia dessa poca foram inaleis todos os es-
    forgos empregadospara achar aquella theaouro, e
    eslava iato j quaai eaquecido, quando, o anoo
    paasado, o general hngaro Gall, que oult'ura es-
    livera ao servigo da Turqua e que fez a campa-
    nha de aples com Garibaldi, eocootrou na ca-
    pital napolitana, uma velha que lhe allirmou co-
    nbecia o aitio oode o famoso ibesouro linba aido
    enterrado. Esta mulher tinha estado no harem
    de Alli-Pach e foi a nica poupada pelo terri-
    vel pacha de Jamisa.
    O general Gall filloa nisto ao seu sompalriota o
    coronel Scboeider, que soube, per influencia de
    air Henrique Bulwer, ministro de Inglaterra, ob-
    ter um firman do sullio, que di amiga favorita
    do pacha e aos dous officises hngaros metade do
    tnesouro.
    O coronel Schneider pirtiu para Corf, onde de-
    ve encontrar-ee com a velha italiana, heroioa des-
    ta historia, verdadeiro cont das Mil e uma noites.
    MARTYRES DO CHRISTIANISMO.
    Na Cochiocbina terrivel a perseguigio que
    soffrem os christios.
    Monseohor Gautier. bispo da parte do sal de
    Tougkin, e um sacerdote indgena, soffreram o
    marlyrio.
    Outro aacerdote morreu na prisao aolea da
    execagio.
    O ARCHIDUQUE MAXIMILIANO.
    O archiduque Maximiliano da Aualria, de qaem
    se falla como candidato ao tbrooo do Mxico,
    nasceu em 1833. E' o segundo irmio do impera-
    dor da Aualria. Tem ama intelligencia superior e
    esclarecido criterio.
    E' caaado com a princeza Carlota, filha do rei
    dos Belgas.
    E' alio, iouro, bem constituid j. vlente, inte-
    gro, generoso e de carcter conciliador. E' amigo
    de discutir. Viajou quasi toda a Europa, eateve
    na Asia, sendo lalvez o nico priocipe europea
    que visitou o interior da mesqaita de Ornar; via-
    jou as duas Americas. em parle da Occeania e
    na frica; viaitoa a corte de Marrocoa, Tunes,
    Argel, etc.
    Tem uma solida ioatruegio. Seu aio, o abbade
    Mislin, e sua mi, a archiduquesa Sopbia, tinham
    feito, desde os primeiros annos da infancia deste
    principe, alta idi da sua intelligencia.
    *
    NAO INVENTA MAIS NADA.
    O coronel Samuel Colt, inventor do c revol-
    ver, qae tem o seu nome, morrea de am ataque
    de apoplexia.
    Diriga actualmente em Hartford (Estados-Uni-
    dos) a fabricaco des armas de fogo, para a qual
    tinha privilegio.
    SAO MAUS ESPECTCULOS.
    Na cidade de S. Franciaco da California mor-
    reu no dia 9 de novembro, na oeeaaiio em qoe
    fazla os seus exercicioi, o clebre acrbata Ange-
    lo Chiarni.
    Percorria, com um carrioho de mi, uma cor-
    da eateodida da platea a torrinhas da sala deno-
    minada c Hayea'Park Pavillion, e la ji a chegar
    s torrinhas qumdo, perdeodo repentinimente o
    equilibrio, cahiu de uma altura de 60 ps.
    Aioda haver quem goate de aemelhanles es-
    pectculos? I
    CASO RARO.
    Na aolto de 22 de Janeiro, um sereno (vigas da
    noite) deseobria fogo n'uma casa da ra de Tra-
    gi, em Barcellona. Bateu repetidas vesea porta,
    petas fendis da qual sahia algara fumo, mas nio
    lhe respondern). Pediu auxilio autoridade, ar-
    romboa a porta. Dentro estava o corpo de um
    homem quaai carboniaado. Sendo coadazido ao
    hospital,ecoBhee*a-se que a morle fora produ-
    zida por combuslio espontanea. Nio aovo o ca-
    so, mea raro.
    UM LEGISLADOR INGLEZ.
    Em Inglaterra acaba de morrer sir Cirios Hir-
    rich Burrell, veterano do parlamento, e decano
    da cmara dos. communs. Tinha representado
    Shorchao desde 1806, e durante meio sculo gaar-
    dou ailencio al que em 1860 se atreveu a pro-
    por um bil, que foi corlezmeole regeitado, oque
    tinha por objecto prohibir s criadas que subis-
    sem s janellas para lavar os vidros, pelo risco
    que corra a sua vida ; acto nico legislativo da
    sua vida, a que ambicionou unir o seu nome.
    QUESTAO VETERINARIA JURIDICA.
    A sociedade imperial e central de medicina ve-
    terinaria de Franga acaba de declarar, consulta-
    da pelo respectivo ministerio, que o habito que
    tem o cavallo de morder o homem e aos demais
    animaes, e resistir collocagao dos arreios, que
    requer o servigo a que elle deatioado, deve con-
    siderar-se como am vicio
    do contrato de venda.
    e produzir a rescisao
    NAVIO INCENDIADO.
    Por parlicipagio do director ds alfandega do
    Funchal, coma que no dia 7 de Janeiro se apr-
    senla na mesma alfandega William Benvicb,
    meatre que foi da barca iogleza, pertencente ao
    porto de Liverpool, denominada uphrosyne, de
    437 toneladas, tripolada por 15 peasoas, e deda-
    lera que, tendo sabido de Newport, com carga de
    carvio de pedra, e destino ao porto de Fernando
    I', acontecer oo dia 2 do mesmo mez, na altu-
    ra proiima da ilba de Porto Sauto, iocendiar-se a
    dita carga com tanta violencia que obrigira o re-
    ferido meatre e tripolaco a abaodonar o navio,
    salvaodo-se todos em duas lanchas de bordo,sem
    que o sinistro dsse lugar a salvar-ae msia cousa
    alguma; que pouco tempo depois se submargira
    o navio; que elle mestre e maislripolagio apor-
    taran! no dia 3 dita ilba de Porto Santo, sendo
    ahi aoccorridos pelo admioistrador do conaelho ;
    e que dirigindo-ae depois bordo das ditas lan-
    chas ao porto de Funchsl, chegaram no dia 5 ao
    mesmo porto.
    As referidas lanchas, tendo sido abandonadas
    Ifandega, iam ser vendidas, e o seu producto en-
    tregue ao cnsul d Inglaterra na ilba de Fun-
    chal.
    NUFRAGOS.
    Por parlicipagio do director da alfandega do
    Funcbal consta que no dia 3 de Janeiro entrara
    ntquelle porto a barca iogleza Britannia, mestre
    David Prond, para deixar oito nufragos (o se-
    gundo piloto e sete mariobeiros ) que tomara
    seu bordo no dia 27 de dezembro ultimo, oa la ti
    lude norte 394', e loogilude a oeste de Greeowi-
    ch 177't sendo esses individuos perteocenles
    tripolagio da barca iogleza Atice, deque era mes-
    tre Edevard Gadd, do porto de Sooderland. Que
    os ditos nufragosdeclaram qae, teode a referida
    barca Atice aabido do indicado porto de Sunder-
    land, com carga de carvio de pedra, para aa Mau-
    ricias, encontrara muito miu tempo, em coose-
    qaencta do que abrir agua, vando-ae por isso a
    tripolagio obrigada a abandonar o navio, aalvan-
    o-ae oa declarantes bordo da dita barca Bri-
    tania e os outros nufragos, tambem em numero
    de oito (o meatre, primeiro piloto e seis mari-
    obeiros) bordo da barca iogleza Camota, cujo
    deatino se ignora, bem como a tonelagem da bar-
    ca naufragada.
    NOTICIA DIPLOMTICA.
    L-se no Moniteur Universal:
    O viscoode de Paiva, enviado extraordinario
    e ministro plenipotenciario do rei de Portugal o
    dos Algarves, teve a honra de ser recebido hon-
    tem (26 de Janeiro) em audiencia particelar, de '
    entregar a S. M. I. o diploma e as insignias da
    ordem da Torre e Espada, que o rei de Portugal
    conferia ao prncipe imperial, e bem assim una
    carta auiographs que 9. M. F. dirige ao impe-
    rador.
    O viscoode de Paivs entregou egualmente ao
    imperador a carta, pela qual o rei de Portugal no-
    tifica a S. M. I. o fallecimento do infante D. Joio,
    duque de Baja.
    Por occasiio deste fillecimeoto, sem esperar
    nolificacio official, o imperador tomoa luto, a 9
    de Janeiro, per qaatro dias.
    PORMENORES D'UM NAUFRAGIO.
    De Touloo eacrevem, com dita de 17 do cr-
    reme, ae Messager du Midi segua te:
    . Cartas da estagao naval doa marea do Sul, che-
    gadaa hontem, dio alguns pormenores, quecom-
    muvem, do naufragio do navio mercante Ressou-
    ree, que anda va entre Taite e as cuatis oca den-
    taea da America.
    Teve-se noticia dosioiilro pela chegada i Val-
    paraizo (Chili) de seis pessoas, eotre aa quaes vi-
    nha uma mulher, e que nio poderam dar infor
    magio alguma aobre a aorte doa eeaa compa-
    oheros de desgraga.
    Maodando-se soccorros s toda a pressa, des-
    cobrirt-se o lugar do desastre uma rocha so-
    lida, a 3 railhae da costa, e a 30 milhaa ao sul de
    Vslparaizo. Parece que o navio tendo dado nella
    com torga, abrir, o fra i pique, mas nio se en-
    contraran! vestigios nem do capltio, nem dos 18
    homens que fallavam.
    Depois de invesiigages baldadas, sa chalupas
    tinham recolhido i esquadra, quando ae espalhou
    o boato, de qae o mar Ungir i praia alguna ca-
    dveres mutilados, e eotre ellas um, a qae falta-
    va a cabega, e que tinha aa mioa ligadas airas
    daa costas.
    A' partida do correio, o almirante Larriea tinha
    expedido ama commiaaio enearregade de escla-
    recer este mjsterio, e descobrir as caasas do
    deaaatre.
    (Commercio do Porto)
    P1RN.TTP. DE M. F. DE FARIA t FILBO 1863.


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