Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09504


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Full Text
aHIO XXXVIII. HOMERO 48.
Ptr tres nezesadiantados 5)000
Ptr tres mezes vencidos 6$000
1

ODiHTA Blt 27 DE fEYEREIHO DE 1862.

PFftBfle adiantado i9|00O
Perte fraico para subscriptor
---------- n sanansa
DIARIO DE PEMAMBICIO.
EXCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alaxandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga; Cear o Sr.
i. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDAS DOS COBREOS.
Olinda todos os das as 9X oras do di
Iguarassu, Goianna, e Parahyba as segundas
e sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar, Altioho
e Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazarelh. Limoeiro, BrejoL Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, BoaVista,
Ouricurye Ex nasquaitas-feiras.
Cabo, Sernhem, Rio Forraoso, Una, Ba reros
Agua Preta, Pimentlras e Natal quintas 'eiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da m anha
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO Di PROVINCIA.
Expediente do dia 84 de fevereiru
de 1868
OrBcio ao Exm. presidente das Alagoas.Res-
pondo ao officio de V. Eic. firmado em 11 do cor-
rete, remetlendo-lhe as inclusas ioformsgoes da
thesouraria provincial, das quaes coosla o moti-
vo porque senao eftectuou o abono de urna data
de solio que maodei fazer ao tenente Tertuliano
de Menezes Telles da Silva e as seis prscas da
guarda nacional dessa provincia, que vieram a
esta escollando presos de justiga.
Dito ao commandante das armas. Queira V.
Exc. mandar apresentsr sem demora ao Dr. chele
de policia o inferior ou cabo de esquadra e oito
soldados para escoltaren) coro segaranca 4 crimi-
nosos de morte e roubo at a villa de Sernhem.
Commuaicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo. Sira-se V. Exc. de mandar
avissr a tres officiaes superiores do exercito para
comporem a junta que, nos termos do acto desta
presidencia de 19 de novembro de 1858, tero de
julgar em ultima instancia o soldado do corpo de
olicia Ryruundo Jos Pereirs, o que dever ler
ligar nesle palacio pelas 11 horas do dia Io de
marco prximo vindouro.
Dito ao inspector da thesouraria proviocial.
Recommeode V. S. a Francisco Pedro Advinculs,
que nos termos de sua arrematarlo d quanto ao -
tes principio as obras de que carece a cadeia da
Tilla do Cabo, visto achar-se ella desoecupada.__
Communicou-se ao chefe de policia
Dito ao mesmo.Devolvo a V. S. os papis que
vieram annexos ao seo officio de 18 do correte,
o. 101, relativos ao pagnenlo do gaz con-
EPHEMERIDES DO MEZ DE FBVEREIRO
6 Quarto crescente as 5 horas e 30 mina tos
manhaa.
14 La cheia as 2 horas e 25 ruin atoa da man.
SI Quarto minguante as 11 horas 46 mnalos
da manhaa.
28 Loa nova as 2 horas e 8 minutos da manhaa:
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horss e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
S. Malhias ap.; S. Pretxtalo b. tu.
Cezario c. ; S. Claudiano m.
. Torquato are. ; S. Paustiniano.
i Leandro are.; S. Pedro Damio.
Romo ab. ; S. Populo m.
O precioso sangue de Jess Christo.
24 Segunda.
25 Tera. S.
26 Quarta. S
27 Quinta. S.
28 Sexta. S
1 Sabbado.
2 Domingo. S. Simplicio p. ; S. Juvino m. 1
I AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago: torgas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horss.
Juizo do commercio : segundas ao meio di
Dito de orphaos: tercas e sextas s lOhorat.
Primeira Tara do civel: terreas e sextas ao/meio
dia.
Segunda Tara do civel: quartase sabbados l
hora da tarde.
ENCARRE6AD0S DA SBSCRIPCAO DO SHL-
Alages, o Sr. Claudino Falcao Dias : Bahi.*
o Sr. Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro o s,'
Jbao Persira Martina. St-
EM PERNAMBDCO.
Os proprietarios do piario Manoel Figueirft* do
Faria & Fflho, na aua livraria praga da Indepen-
dencia ns. 6 e 8.
aeb
sumido na casa de detencao durante o mez de de-
zembro do anno prximo psssado, alim de que
mande effectuar esse pagamento logo que esleja
provada a quantidade do mesmo gaz, certo de que
nesta data recomroendo ao chefe de policia que
remeta a essa thesouraria a nota de que trata o
ofllcio da preaidencia de 20 de oulubro de 1860.
Communicou-se so chefe de policia.
Dito ao mesmo.Accuso recebido o officio de
20 do corren,!*, sob o. 106, ero que V. S. me par-
ticipou ha ver Domingas Mara da Conceico, dan-
do por fiador o bacharel Jos Raymuodo'da Costs
Menezes, ^arrematado por 123 anouaes a renda
da casa do patrimonio dos orpbos n. 66 da ra
da Cacimba, e em resposia tenho a dizer que ap-
provo esta arrematago.
Dito ao mesmo. Ficaodo ioleirado pelo seu
officio de 20 do correte, sob n. 107, de haver
Francisco Perreirs dos Santos, dando por fiador
Manoel Ferreira dos Santos, arrematado a obra
dos reparos da primeira parte da estrada do nor-
te com o abatimeoto de 2 por ceolo no valor do
respectivo orcamento, tenho dizer em resposta
que approvo essa arrematarlo.
Dito ao mesmo Garlo do cooteudo de sua in-
formadlo de 21 do correle, sob o. 109, devolvo
a V. S. os papis a que ella ae refere, relativos
ao alugual, na importancia de 80$, vencido nos
mezes de novembro e dezerobro do anno prximo
pasaado, da casa que serve de quartel ao desta-
camento da villa do Cabo, aOm de que mande pa-
gar essa importancia logo que boover crdito a
Joaquim Peraira de Araujo Guimares, procura-
dor da Joo Jos Pioto deOliveita. Commuoi-
cou-se ao chefe de policia.
Dito ao chefe de policia.Remello por copia a
V. S. o officio do ageote-fiscal da lluminaco a
gaz, datado de 21 do crreme, afim, de que loman-
do em coosiderago o que oelle se expende, sir
Ta-se de expedir soas ordeos para que as patru-
lhas e mais agentes subalternos de polica lbe
communiquem todas as fallas que toreos encon-
tradas no servigo da illumioago, habilitando as-
aim a V. S. a comprir o disposto no art. 3 do re-
gula ment de 22 de agosto de 1859, cuja fiel exe-
cugo torna-se muilo necessaria para que seoo
reproduzam osfactos, contra os quaes apparecem
diarias reclamages.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Vis-
to que foram entregues nesse araenal, mas nao
carregados ao respectivo almoxarife, como V. S.
declara em sea officio n. 6-2 de 13 de Janeiro ul-
timo, os objeclosque Urbaoo Manoel de Almeida
contratou com o conselho de compras navaes
Tender para fornecimento dessa reparticao, cum-
pre que V. S., teodo em vala a ioformaco da
contadoria de fazenda constante da copia junta,
nao s mande fazersemelbante carga com ss con-
venientes declaraces, roas tambero dar ao ven-
dedor os coohecimentos do esiylo, afim de elle
poder haver a respectiva importancia.
Dito ao capitao do porto. Deferiodo o reque-
rimenio de Antonio Soares de Carvalho, sobre que
V. S. informou em officio n. 12 de 3 do correte.
0 aoloriso a conceder ao supplicante a licenca que
solicilou para tirar pedras ao lado da dentro do
recife e ao sul da murslha da ilha do Nogueira,
impondo-lhe V. S. a obrigago de nao quebrar as
pedras ligadaa ao mesmo recife, nem das que res-
guardan) aquella ilha.
Dilo a cmara municipal da villa de Nossa Se-
nhora do O' de IpojucaPelo officio que me di-
rigi a cmara da villa de Nossa Senbora do O'
de Ipojuca em 18 do correte fiquei inteirado de
achar-se a meema cmara impoasada e no ejer-
cicio de auas fuocgea, bam como do maia que me
commuoica no citado officio.
Dito ao juiz de direito da segunda vara.Desig-
nando Vme. para servir de relator no julga-
maoio do soldado do corpo de policis, Baymun-
do Jos Ferreira, eujo processo lhe remello in-
cluso ; assim lhe communieo, afim de que para
isso comparece oeste palacio s II horas do dia
Io de margo prximo vindouro.Communicou-se
ao commaodaole do corpo de polica.
Dito ao promotor do Rio Formoso.Convm
que Vme. me communique o resaltado da dili-
gencia a que dee ler procedido em virtude de
zneu officio de 18 de dezembro ultimo com refe-
rencia ao aviso do ministerio da instiga de 14 de
novembro do anno paasado.
Dilo ao director das obras militares.Apresen'
te-me Vme. com brevidade um orcamento da des-
pea a ftzer-se com t coosiruccao do cano de
esgoto de que trata o brigadeiro commandante
das armas no officio por copia incluso, informan-
do acerca do maia que ae |requeaila em dito
Officio.
Dito ao mesmo.Com a maior urgencia que
fr possivel, mande Vme. fazer como ordeoei em
officio de 9 de dezembro ultimo, os coocertos de
que necessita o telhado do quartel do 9 batalbo
de iolantaria.Commuaicou-se ao commandante
das armas.
Dilo ao inspector da aaude publica.Remello
Vme. a petigao do Dr. Joaquim de Aquioo Fon-
seca para que lhe d em seguimeoto a ella a cer-
tido que pede com as declaraces constantes do
seu officio de 22 do correte, afim de que a par-
te poisa usar dellas como entender conveniente.
Dito ao director geral da inslrucgo publica.
Remeti Vme. oa papis relativos au forneci-
menio de fazeodas para vestidos das educandas
a8'0 M orPhaa. am de que declare se
as 200 varaa de forro deve ser de slgodozinho
como pede a superiora do mesmo collegio ou de
madapolo como pareeVmelhor.
Dito ao juiz de direito de Nazarelh___Sciente
do que Vme. relata em seu officio de 17 do cor-
rete, com referencia ao eatado da epidemia rei-
nante nessa cidade, Viceocia, Alagoa Sicca e Tra-
cunhaem, tenho a dizer-lhe que approvo as pro-1 tras diligencias Aseses irequiaigo da repartilo commetter urna falla, sem que ninguem o podes-
so nunea argir de que por aua caass morrease
alguera sem Sacramentos; nunca se ouvio orna
tal queixa, diga o que quizar oioimigo da hy-
pocrisia,o qual apezar de tudo, mostra oio o
ser multo de pequeas intriguitihas, visto como
vai chamar para a questao em aeu apoio pessoaa
de fr a.
Onde est o desabono dos outros reverendos
coadjutores desta cidade ? Pois por ser o reve-
rendo Ignacio Antonio bom segue-se que os ou-
tros sejam mos ? Desde quando o justo tributo
de louvores ao tnerecimenlo ae tem julgad of -
fensivo s outrem, qusodo seoioestabelece termo
de comparacao ? Oioimigo da hypocrisis foi
at achar em S. Jos um coadjutor que nao exis-
te, e qusndo exiatisse nada tea com a justiga
que se faz ao reverendo Ignacio Antonio do Re-
g, pelo contrario isso pressgio da que elle tem
de recebar em lempo opportuno,
Declara o ioimigo da hypocrisia-'-qual a pea-
aoa ou peasoas de inferior ou auperior conducta,
que no exercicio de aeua deveras o reverendo Ig-
nacio Antonio maltrataste ; nao, basta fazer al-
legaces arbitrarias.
Demos, porm, qae no meio de suss fadigas de
adroinislraglo um imprudente excusase o espiri-
to desse digno ecclesiastico, esses (actos, esses
accidentes tiporadieot, se alguna ae deram, oo
decidero do comportamento geral do individuo,
que sem ter o aangue de gia, se sent inespera-
damente provocado.
Acredita por ventura oioimigo da hypocrisis
que o muilo digno Sr. Fre Antonio de Santa Hi-
ta, acabando no dia 23 de urna festa muito alero
do meio dia, logo chamado para ama coofiaso
e uocgSo, o apeoas recolhido e chamado para ou-
trs,e logo depois para urna terceira sem ter ai-
mojado oem jantado, iria lio alegre dar, princi-
palmente vendo a nao oecessidade, (porque mui-
ta gente guarda caprichosamente para a noute
pedir o Viatico) nao sentina o espirito muito ir-
ritado, e em perigo de impacieolar-se; Pode ser
queem tanta fadiga nem forgas tivesse para sen-
tir fortemente : assim de todos os dermisO tu-
mico das iMriguinhat.
Acerca dos Belgas remeltem-nos o seguinle:
Sgnhore redactor es.Lembs a resposta do Sr.
cnsul da Blgica, acerca do fado para que cha-
mamos sua altencao.
Com efleito parece a primeira vista ser descul-
pavel o procedimento do senhor cnsul, em face
j do officio do senhor ministro que nos apreseotou
para juattficar-so ; mas oo podemos desculpa-lo
de urna
videncias por Vme. tomadas, e que eonoue a
noticiar-me o que a respeilo for'occorreodo.
Dito ao Dr. Sympbronio Cesar Coutioho.
Pelo seu officio de 17 do corrente fiquei inleira do
do estado actual da epidemia reinante em diver-
sos pontos dessa comarca.
Dito ao delegado do Pao d'Alho.Inteirado do
quanto Vme. relata em aeu officio da 19 do cor-
rete, acerca da epidemia reinante, tenho I a di-
zer-lhe em resposta, que j provideociei conve-
nientemente, remetiendo ao juiz de direito da co-
marca, em 21 do correla, urna ambulancia pro-
vida dos medicamentos oecessarios so tratamen-
lo dos desvalidos, eonvindo que Vme. communi-
que immediatameote ae o mal tomar maior des-
eo volvimento para expedir outras providencias.
Portara.Para o conselho que tem de julgar
os soldados do polica Jos Elias de SoazaL Jos
Berosrdino de.Senna, Juaquim Apridio Rasa da
Costa, Serapio de Calocesiro Jordo e Joo Pe-
reir da Silva, pelo crlme previsto no artigo 123
do regulamento de 2 de dezembro ee 1853, o-
meio :
Presidente,
O Sr. capitao fiscal do corpo de policia Jos Pe-
reira Teixeira.
Auditor.
O promotor publico da capital, Sr. bjcharel
Francisco Leopoldioo de Gusmo Lobo.
IJegaes.
Os Srs. : w
Capitao Francisco Borges Leal, tenente dan-
te Jos Cuneundes da Silva.
Tenente quartel-mestre Manoel Feroapdes de
Albuquerque e Mello.
Alferea Antonio Muniz Tavares.
Alteres Joaquim Herculano Perelra
Jnior.
Communicou-se ac chefe de policia.
Expediente
Caldas
competente.
Deu S. Exc. um passo para a solugo do im-
portante problema de conbecer pela correspon-
dencia com os commaudanUs desss destacamen-
tos e mais autoridades o estado da vaata provin-
cia de Mioas debaixo de todaa as relagea e de"
fazer que oo sejam mais as grandes distancias
uro embarago para que a acgo beoetica do go-
verno se faga sentir com rapidez em todos os lu-
gares dalla, anda os mais remotos.
Dissemos qae S. Exc. deu um passo para a so-
lugo deste importante problema, e entendemos
que aioda um outro passo que ser o comple-
mento do primeiro, trar essa solugo: consiste
elle em melhorar-se oservigo docorreio, tornan-
do-se mais rpidas e mais frequentes as visgens,
e tomando-se todas as medidas para que nao se
retardem as agencias at correspondencias publi-
cas e particulares. Eoto aquellas questoes em
que os eommandantes dos destacamentos e mais
autoridades ae acharem embarazados tero promp*
ta solugo, que ser uro assignalado beneficio
causa publica.
Coro esses destacamentos nao ser considera-
vel oaccreacimo de despezs, 'avallar porm um
pouco o melhorameoto do servigo dos correios ;
mas os beneficios que traro provincia essas
duas medidas compensaro satisfactoriamente
qualquer sacrificio que ellas importaren.
Assim, pois, dando a devida importancia ao
passo dado por S. Exc. o Sr. conselheiro Figuei-
redo, e antevendo os benficos resultados que le-
ra do produzir, entendemos que sua administra-
cao, aioda Incipiente, j ae toroou creddra da
gratido da provincia o de nossos sinceros en-
comios.
[Estrella Mineira.)
fazenda.
bacharel
do secretario do go-
veroo.
Officio ao Inspector da thesouraria de
O juiz municipal do termo da Escada
Luiz Antonio Pires participou em 19 do corrente,
que por haver expirado a licenga de qu gozava,
reassumio naquella data o exercicio do sen car-
go : o que communieo V. S. de ordem de S.
Exc. o Sr presidente da provincia.Re pondeu-
ae ao juiz municipal da Escada.
Despachos do dia 84 de fevereiro.
ftcqucrimtntos.
Amando Alves Diniz.Informe o Sf. inspec-
tor do arsenal de marinha.
Anlooio Jos de Souza Barbosa.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Dr. Francisco Ferreira Martina Ribeiro In-
forme o Sr. inspector da thesouraria >roviocial.
Maximino da Silva Gusmo.Informe o Sr.
Dr. director geral da inslrucgo publica.
Dr. Maximiano Francisco Duarte.Informe o
Sr. Dr. juiz de direito da primeira vara.
Maria Joaquina Pereira de Castro.Informe o
Sr. director geral da iostruego publica.
Sutero Cayo de Medeiros.Nao tem lugar por
estsr lindo o prazo legal, dentro do qual deveria
ter requerido.
Taurino Cantidio de Medeiros.Nao tem lagar
vista da informago.
Vicente Ferreira da Costa.Informe o Sr. ina-
peclor da thesouraria provincial.
C0NMAND0 DAS~ ARMAS.
Quartel-greneral do eommando das
armas de Peroambueo na cidade
do Recife em 86 de fevereiro de
1868.
ORDEM DO DIA N. 40.
O general commandante das armas, faz publico
para conbecimento da guarnigo e devido effeilo,
contar do l.de margo prximo vindouro, que a
presidencia tomando em consideradlo o que lhe
expozem ofllcio de 18 deate mez sob n. 343, so-
bre representago do Sr. delegado do cirurgio-
mr do exercito, resolveu na data de hoolem que
eoquauto reinar nesta provincia a epidemia, ae
d smente tropa de linbs a elape de primeira
eapecie, ficando para este fim elevada a 435 rs.,
segundo prope o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda, quantitativo de 400 rs., porque era re-
gulado este vencimento no correle semestre.
Assigoado. SolidoK.o Jote Antonio Pereira
do Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitao
ajudanle de ordeos encarregado do detalhe.
PERNIMBUCD
REVISTA DIARIA. '
Assentou a mesa regedora da ordem terceira
de S. Francisco fazer a*procisso deCioza na pr-
xima viodoura quarta-feira.
Deve o prestito percorrer em seu itenersrio as
russ do Imperador, praga de Pedro II, parte do
Quetmado, Livramento, Direita, Terco, becco do
Harisco, Martyrios, Hortas, paleo do Carmo, cam-
boa do mesmo, Flores, Nova, Cabug, praga da
Independencia e Cruzes recolber-se.
Informam-nosque um paasadigo, que ha ao
lado do cano que atravessa a camboa do Maogui- wtotum por quaoto esse officio traa
oa villa, tres/legaas dia-
do correle para a feira
Unte de sus habitago.
Em sua ausencia apresenla-se em casa de
Vital o assassioo seu mandatario, coro a misera malher solada ; serao de sua fa-
miliaridade, ella o convida para^lmogar, e para
preparar-lhe alguna cousa dirige-ae para o inte-
rior da casa ; ao dar as oostas/porro, a mulner,
o assassioo descarregou-lhe fortes cacetadas,frac-
turando a columna vertebral ou. um quadril ;
prostrada com a mxima violencia, a suffocou com
as mos: consumido- to brbaro atteotado o as-
sassino atou ao cadver/da victima um corda e
o auspeodeu o'um portal do interior da casa, airo
de simular um sutes "
Acbam-se presos s autores e cmplices do
crime, e instaurado o/competente processo.
A factividade e /intelligedcia desenvolvidas
palo subdelegado supplente em exercicio, de Pa-
pacaga, capitao Thomaz Teuooo. e o respectivo
delegado, o tenente do exercito Joaquim Cardoso
dos Santos, j para o descobrimeoto da verdade,
lao difflcil em taes circunstancias, j para a pri-
so dos criminosos, que foi incumbida ao referi-
do subdelegado'qae falla de cavalgaduras de
prompto, propuz-se a aeguir p acompaohado
do seu aseriis, sem lhe importar o incommodo
ioseparavel de semelhaate diligencia, por urna
ooite tremenda de trovoadas ; procedimiento
digno de roencionar-se, como urna prova de de-
dicaco ao comprimento de deveres, que mau
ver merece louvor: laoto mais que maior o nu-
mero dos egostas e dos Indifferentos. do que o
daquelles -que pospoem os seus commodos ao
blico, oo retribuido,
servigo
tavel.
Eis
mas aprovei-
nho, naa proximidades de sua entrada e no sitio do" finado Herculano da Silva, acha-se em tal es- deB> asseverar oo estar baataolemente elluci-
tado de ruioa que requer urgente reparo, afim de dada: l,l- a questao de serem emigrados os Bel-
evitar-se assim algum desastre. i 8" 1ue 'agam por esta cidade.
O transito crescido de pessoss p, que por De modo a|gum podemos conceder que seme-
abi tem lugar, acooselha esta medida ; qual se Ihaptea individuos sejam emigrados, por quaoto a
oo deve fartar a pessoa compteote a ordena-la. emigrago preaupe um abandono da patria com*
Da ra Formosa dizem-nos o seguiote : animo de rafugiar-se, e para ella oo preslsr
Esta ra cada vez merece menos esta deno- mals >oxilld algum. Ora, oeataa circumstancias
minago, porque grandes sao os chsrcos oella nao aeharn aemelhantes infelizes, visto como
existentes, occasionados pelaa copiosas churas, Pe>a.ioformages que lemos colhido elles vieram
proprias da estago actual. engajadoa para a eatrada de ferro deata cidade el
t A bygieoe publica reclama com a maior ur- utraaemprezaa mais, o que prova que oo vie-
geocia, que all ae manden) deitar slgumas car- ram refugiados, mss sim exercer urna industria.
rogaa de areia ou caliga, antes que, putrefactaa Q*e mndfta que o senhor ministro diga em seu
as aguas, venham as suss emanagoea nocivaa dea- ci0 qaeellea ao emigrados, quando o faci
envolver o cholera entre oa habitantes da eapra-
dita ra, que todo ser, menos formota.
f Tenho dilo, e fago ponto.
Ioformam-noa aun na'* e joao de
Barroa vo apparecendo aUuos furtos de caval-
los que sao lirados das estribaras de alguos si-
tios d'alli; e para qae se evite a reproduego de
actos tses, pedimos i policia do logar toda a vi-
gilancia e diligencia oa captara dos criminosos,
que talvez sejam moradores do lugar.
Lembtamos quem compete lance saas vis-
tas para a primeira rampa do caes do Ramos, qae
acaba de abater, e que presentemente poder ser
prova o contrario ? O aeobor cnsul bem sabe
tomoaopassam essas cousas I.... Poda muito
bem acontecer, como "tmente, *r um rnn-
tralo particular do qual otf tivesse acienca o
aenbor cnsul, e asseverar elle haver emigrago
na bypolhese veriente, s pelo facto da ausencia:
Coocedamoa mesmo que oso houvesse esse con-
trato particular, concedamos qae elles viessem
exercer um ramo de industria por oo poderem
fazer em aeu paiz natal; poder-se-ha por ventu-
ra sustentar que em qualquer daa bypotheaea na
emigrago ? Certameate que nao, por que nao
obstante estar verificadas a circumatancia da au-
INTERIOR.
MINAS.
A administra cao provincial.
Urna necessiJade puolica dessa provincia, ha
muilo reconhocida, e a cuja aatisfago aempre
oppozeram obstculo diverass considerares, que
constantemente acluaram oos aoimoa daa ante-
riores presidencias, alias patriticas, acaba de ser
satisfeita pela actual, que se acha dignamente
xerctda pelo Exm. Sr. conselheiro JosBento da
Cunha Figueiredo ; referimo-ooa ao eatabeleci-
meoto de destacamento da torga publica, por
companhias, em diversos pontos da provincia,
com demarcago de districtes oa circuios, dentro
dos quaes exergam a sua acgo requiaigo daa
respectivas autoridades policiaes, alteodam de-
vidameote a da ioapectoria da mesa das reodas,
e curopram aa ordena do goveroo provincial e do
chefe de policia.
Pelas ioslrucgdes qus S. Exc. dirigi a cada
um dos eommandantes aesses destacamentos oo
acto dos enviaraosseos destinos, providenciou,
como parece-nos, poda ser a muitaa necessida-
dse do servigo publico. Aoxilioa efficazmeote as
autoridadea, eujo preeligi e reapeilo se ia dia-
riamente enfraqueceodo pela falta de forga pu-
blica, que executassesuis ordens ; visto que no
eatado em que aioda ae acha a guarda' nacional
em muitoa lugares da provincia, aero inslrucgo,
sem mesmo coohecimeotos da rgularidade do
aervigo militar tardo e qusai ioefficaz era maitaa
vezea o Seu apoio essas autoridades.
Deste faci resultava a impuoidade qae acoro-
goava noyos crtmet.e fazia deaapparecer a segu-
ranza individual que oo existe onde os crime,
mxime os deferimeotos e homicidios, se repetem
com a frequencia que atteatam as nossas estatis-
ticas.
Acautelou S. Exc. a disciplina, fazeodo que aa
pragaa empregadas nos pequeos destacamentos e
oulras diligencias, esiejam, por assim dizer, em
contacto com seus ebefes, que as tem de inspec-
cionar e remover frequeotemente de una para ou-
troa pontos; sotes que ae tornem muilo relacio-
nadas ; porque aua iolimidade com o povo teide
fortemente a desmoralisa-las, e a occasionar mu
semgo, e mesmo frequentes desergoes, como
acwiecia aos pequeos destacamentos ioteira-
meale aeparadoadoa chefes, e com mandados por
ioferiores, que apeoas prostavam algum bou ser-
vigo ao principio, e depoia toroavam-se um ver-
dsdeiro fardo da polica, a quem s vezea daram
mats cuidado* que os propnos desordeiros
Acautelou lambem S. Ese. a flscalisacio e coo-
duego doa dinheiros pblicos,-que tara de ser
feita por esses dealacameotoa qae inspecciona-
rn as recebedorias e as barreiras, e faro oa-
concertada com pequea somma, o que nao ser enca, todava nao est provada a do abandono;
possivel d'equi a mais algum lempo. e com efleito o que acontece com taes infelizies:
Enviam-ooa os escriptos que seguem : 00 contratados particularmente ou volunlaria-
N'um jornal desta cidade, de 25 de fevereiro nenia destinados a exercer quilquer industria, o
appareceu um Inimigo da hypocritia que que certo que ellea vsgam miseravelmente
bastante offeodido se mostrou em sua susceptibi- Pr esta cidade, e nesle eatado nao ae pode co-
lidsde de coadjutor pelo tacto de haver a ana nhecer ae prelendem voltar aoa tarea patrios, ou
Revta, annunciaodo a demisso do coadjutor da e de facto oa teem abandonado. Consulte por
freguezia de Santo Antonio, o Rvm. padre Igoa- t8l eobor cnsul a elles, offerega-lhes pas-
cio Antonio do Reg, feito o elogio a que ti o ha > para a aua patria, e responda-nos ae lies
juz tao distiocio sacerdote pelo bom desempenho Dao Qeejam seguir, se, em urna palavra ao real-
de sua miaso no eapago de 12 aonos. mente emigrados. Se assim o fizer, sem duvida
t Cuss a crer, Sr. redactor, que em to nobre D0 na de 'pender que elles preferem antes o
classe apparega Unto egosmo, e em poca to 8eio. da Palria 1tte lhe deu o ser, do que os an-
calamilosa I | uraJ da miseria de que se acbam revestidos. A
t O Inimigo da hypocritia (s quem chamare- T's,a do exposto j v o aeobor couaul que em fa-
mos amigo) oo pede aupportar que ae elogiesse edodireilo publico, desse direito para queteha-
o ex-coadjutor de Saoto Aotonio sem que se io- mou a "engo dos entendidos, nao prevalece o
cluisse tsmbem nesse elogio os seus collegas da oQic>0 em que ae escuda para desculpar o aeu
Boa-Vista, Recife e S. Jos, aioda meamo quando procedimeoto, por quanto (it ment non levafnit-
- so] em face desse direito a emigrago ao ae veri--
oo estivessem elles oo caso do primeiro. Se elle
(como deixa perceber, por aer Inimigo da hy- ,
pocriti) coadjutor de algma das tres freguezias '
ditas, pega a sua demisso, ou espere pela sua
vez que ella apparega, e entao lera occaaio de
experimentar qual o juizo que os seus paroebia-
oos forman a seu respeilo, como succedeu ao Sr.
padre Ignacio, a quem fez a Retina Diaria justi-
gar attentaa as oobres qualidades que o oroam.
Como paroehiaoo da freguexia de Sanio Aa-
tooio, tivemoa occaaio de experimentar, na ter-
rivel quadra da eacarlatioa, a promptido, cari-
dade e affabilidade com que desempenhou em
nossa casa aquelle coadjutor a aublime misso de
que se achara revestido, demorando-ae, fr a de
horas, juoto ao leilo dos moribundos, fazeudo o
papel de enfermeiro, j applicanlo caldoa e re-
medios, j animando-os e exhortando-os para
que tivessem f em Deus, coDtribuiodo assim
muito para o restsbelecimeoto dos mesmos.
lguaes aoecorroa, consta-nos, foram presta-
dos a outras pessoaa que a deshoras lhe fram ba-
ter porta, e que, como eu, eram eatranhaa para
o Sr. padre Ignacio.
< Se factoa desta ordem oo tornara digoos de
elogios as peasoas que os pralicam voluntaria-
mente, nao sabemos como encontrar premio a
virtude.
c Com a publicaeo dealaa linhis, Sr. redactor,
nao temos em vista ouira cousa maia do que ro-
bustecer o que to Justamente disse a sua Revitla
acerca da dedicaco, caridade e delicadeza do
Rvm. Sr. padre Ignacio Aotooio do Bego, a quem
pedimos desculpa se com isso offeodemos a sus
modestia.
Becife 23 de fevereiro de 1862.
o F- L-
Sr. edxtor do Diario de Pernambveo__Lendo,
Como cosiume a Revista Diariadeparei oa
de 20 do correte com um artigo que trata da de-
misso do coadjutor desta freguezia de Santo An-
tonio o reverendo Ignacio Antonio do Reg, eie
pareceu que essa parle da Revista Diaria, com
cajas idss inteirameote concordo, e com cujos
seotimenios me identifico, Jo soeciots, to co-
medida, to inspiradas pelos sealimentos de jus-
liga, lio de accordo com tudo quaoto sentara os
parochianos, nao provocara a mais ligeira ani-
mad verso da parte de quero querquefosse. Enga-
nei-me, porm, miseravelmente, por que vi o'um
joroal desta cidade de 25 do corrente urna corres-
pondencia, pretendeodo, seoo negar redonda-
mente, ao meos debilitar, enfermar quaoto po-
desse, o recoohecido mrito, que como coadjutor
desta (resuena adquiri o reverendo Igqaelo An-
tonio do Reg em qusai det annos que servio sem
tica pelo abandono total da palria o que se pro-
va por factoa,e factoa alias bem importantes, viato
como a perda do direito de cidadio bem impor-
tante melindrosa.
E a proposito.... se porveotura forera elles
enjigray*a, aera possivel que virara sem patria,
que eso .temo pao da caridade, praliquen, actos
horrorosos (como o que acooteceu no gymoaaio)
impellidoa pela necessidade, e aQnal morrer na
mais infame miseria ? Segundo mesmo o direito
publico oo pode isso acontecer, porquaoto o ci-
dado que abandona urna patria abrigodo-se
o'outra, presumidameote a tem adoptado, e del-
ta reclama proteccSo. Nao ao seohor qoosul a
quem oos dirigimos quanto a esta hypothese que
alias aioda oo ae verifica, iato ser para quando
existir, o que cortamente ha de ser tomado em
coostderago por quem se julgar com tal direito.
Por tanto prevalece sempre o caso de nao serem
taes mfelizss emigrados, e assim em quanto pre-
valecer, o aenhor cnsul a quem nos dirigimos,
visto como a fon te maia directa a quea temos
de recorrer e 'mesmo o respoosavel am taea
circumstancias.
Nao se moleste o seohor coosul com a nossa
admoestsgfo, como oos parece ter-ae mostrado
segundo a sua resposta : nos compadecemo-nos
dos desprendidos da caprichosa fortuna, e por
ellea queerguemoa um brado de compaixo.O
inimigo do ietpreto.
Escrevem-noa de Garanhuns em data de 11
do correle :
c No dia 1* do correte no sitioLsgoi da Pe-
drafreguezia de Papacaga, foi assaasiaila Joan-
na Mara da Coneeigo, mulher de Joaquim Vital
de Castro.
c Aqui menciono segundo a verso mais cor-
rele, as circumstancias que scompaoharam esse
delicio. Joanna, urna excedente crealura] que te-
ve a iofelicidade de uoir aua serte a de um ho-
mem perverso, foi aioda mais iofeliz em ser con-
siderada por elle am obstculo, um embarago que
era forgoso remover-se ; por quaoto Joaquim
Vital, aeu marido, teodo offeodido a irmaa de um
sujeito, ajustou com este o ssssssioslo da mulher,
e dizem tambem que com o pai da offeodida.afim
de que podesse ter lugar a reparago da offensa
pelo casamento.
f Teodo disposto aa eousss em sua Icasa de
modo a facilitara exeeugo do crirae e'a assegu-
rar a impuoidade dos seus ageotea, soeeprrendo-
se a diversos pretextos para apartar teslamunhas
e deinrius mulher em casa desacompanhsds,
dirigise 9 mirido muito socegado oo labbadqi*
quioquagesimo-sexlo
Boletim-official.
< A' presidencia* da provincia nao chegaram
commurMcages officiaes relativas ao cholera-
morbus procedentes dos lugares, em que reina
esta affcco, e'nesta cidade, em auas immedia-
ces e suburbios, nao tem occorrido cousa alguma
relativamente epidemia, que merega ser re-
a Are 6 horas da tarde de 26 de fevereiro de
1862.7
/ < Dr. A quino Fonceea. >
Ai peregrinacoet.A peregrina cao, qae se tem
tornado um acto regular de piedade, faz boje par-
te dos nossos costumes e deseovolve cada dia a
nossos olhos a poesa de suas procissoes e agra-
da v/eis festas
Em oulros tempos zombariam deaae enlhusias-
mo como urna va oatentago de demonstrages
inslitas : boje oo ha um christo fervoroso que
nao faga alguma peregrinado a algum saoctuario
de nomeada.
, Que materia de aecusago ou desprezo poder
offerecer esse uso oascido da f f Porveotura so-
mante se gloifficam a virgem e oa aantos, ado-
raodo-os em um altar occollo, como se os ritos
piedosos approvados pela igreja nao fossem a
brilhante florescencia do amor qae se inftamma
no coracao ? A peregrinago, todos cooviro
nisso, nao pode ser menos considerada do que a
viagem por divertim6oto pralicada em todos os
degros da escola social.
O furor de viajar atormenta toads as clas-
classes. e crlvel que esse mesmo furor teoba
iospirado as. almas escolhidas o penssmento de
corrigir um tal abuso, fazeodo que as visgeos
tenham um fim mais til, que nao seja exclusiva-
mente o da cudoaidade ou do prazo'- O bureao-
mmmtm o a sujeito qualaoer '-uatho obrigatorio,
logo que tem um momento de liberdade, vopaa-
sa-lo as montanhas e noa aitios pittoreacos, para
gozarem, depois da monotona de longoa mezea
sem prszeres, das emogoes que aos espectadores
commuoica ama nalureza rica de paiaagens. Mas
entre esses numerosos amadores do repouso e da
alegra quaotoa ha que nao aabem distinguir o
verdadeiro carcter das bellezas semeadas na aua
passsgem pela mo de Daus? Muitos veem, pon-
eos compreheodem. As graodezas da creagao
oio desperta nelles idea alguma ; nenhuma lico
moral produz em sua alma essas magnificencias
qae pisa correndo ; nao procuram inatruego,
s querem distraeges.
Aps elles vero outra classe de viajantes que
camioha sem bulha oem precipitago. To vi-
dos de repouao e sceoaa impooenles como os pri-
meiros, sao talvez mais artistas, porque a f,
melhor aioda que a razo, lhes reveis, sob ss bel-
lezas visiveis da natureza, bellezas invisiveis e
superiores. Associaodo o recoohecimento para
com Dos so olhar iotelligenteque humildemente
lngara sobre as saas obras, elles gozsm am pra-
zer mais deleitsve.l avista de tantas msravilbas.
Esses viajaotes n sao touristss, sao peregrinos.
Algumas vezes eu imagioo um homem liare
por algumas semanas das grandes preoecupsgoea
da vida publica oa particular, e teodo com o
lempo o gysto pelas-excurses looginquas. Para
esse feliz mortal, contente de sua liberdade como
o paasaro a quem ae abre a priso, eu sonho um
novo modo de viagem.
Percorra elle as monlanbaa com p firme, per-
ca-ae naa solido es onde abunda m oa m y aterios,
costee as rochas escarpadas onde se quebram as
oodas do ocano ; mas o seu olhar, depois de es-
tudar as perspectivaa coohacidas do valgo, inter-
rogue anda mais profundamente. Procure as
sinuosidades das monlanhas e dos taboleiros dos
valea o que o vulgo despreza ou nao compre-
heode.
Alli eato talvez occullas ss mais ioteressantes
recordagoes religiosas. Exhume esse sabio p,
coosulte aa tradiccoes do paiz, procure sajjber os
oomes dos saotos seus bemfeilores. Dm monu-
mento notavel pela arcbilectura, um aaoctuario
de Maria, modeato ou grandioso, ser a maia me-
moravel etapa de aua viagem. Depois de lar,
como lautos outros, dormido em ama cabana
suissa, elle saudar N. S. das Ermidas, juoto aoa
montes pyrineos; veoerar a virgem de Bethar-
ram, noa renles paizea do ilaioe ; viaitar a ab-
badia Soleamea com a sua bibliolheca, seus reli-
giosos, e a aua igreja, onde a eseulptura collocou
grupos vivos ; pelar bordas do mar far ama pe-
regrinado N. S. de Bolooha ; sob o co da Ita-
lia, essa patria daa bellas artes, mais anda do
que os museos, elle cootar os sancloarios il-
lustres.
Ni cootamplago de taotae grandezas qae an-
da exiatem, ou des fragmentos da religio e his-
toria piedoaameote colhidos, o viajante sentir
resoar em aua aluja harmoolas que nunca ouvira,
e que aero a resposta de sua f eloqueuoia
daaaea silenciosos leatemunhos. E na aua volta,
o seu caoheoho, coberto de ootaa colhidas aqui e
alli, dar-lhe-ha narrativas menos baoaea que as
dos folhetios. Ser am ihesouro artstico e pia-
doso.
Tal o mea sonho ; mas esse sonho am que se
eotretem muitas vezes a mioha imaginago, nao
urna realidade para urna multido de christr,,
.que viajara mais para aatiafaxer a sua piedode,
do que para recreago do espirito e corro O
soffnmeoto, o desejo de saber, e o enfado, sepa-
rados da f, s cream tourntas ; a f crea pere-
grinos que na carreira da vida nunca eaquecem
os deleitesd'slms. Saudai,campooezes, monia-
nhezes ou martimos, saudai esses visitantes ami-
gos que levam aos vosvos sanciuarioa, alm do
beneficio do ouro qne eapalham, o perfume doa
exemploa I
Elles sao os verdadelros apreciadores daa ma-
ravtihosas riqaeza.s com quo Deus ornoq o tomo
bergo I
A humaoidadelembra-ae das primeiras idades.
dos palnarcbas nmades, e. desejosa de conaola-
gao e luz, cammba para onde lhe for dado esse
duplo soccorro. A peregrinago um acto quo
se nao pode excluir das preoecupages rel-
S. Bernardo faz bellas considerares a respeilo
do pareartnamttr a Domino de S. Paulo. A al-
ma, diz elle, recebendo a vida de Deus, commu-
nica-a por aua vez ao corpo. Quando ella ao
aparta da ongem de aua vida para consagrar ar>
corpo as suas paixoes o aflactoa, toroa-se fraca.
E a ausencia de Deus, e a ausencia de Deus a
peregrinago: Illa vero circa corpus oceupatio
quid, niti a Deo quadam absentado ? Et absen-
tado quid, niti a Deo perigrinatio. O esforgo
que faz a nobre prisiooeira, para remogar na lem-
branca daquelie que ella perdea, consola o seu
triste exilio, e como a esposa dos caticos, triste
e peregrina, ella procura na ooite dos tempos o
Deus cuja pjsae far o encanto de sua eterni-
dade.
Todo o ente dotado de razo sent pois essa
necessidade da peregrinago para encontrar a pa-
lria. E* urna lei que encerra eaperangas e dores.
Dejde essac caravanas orienlaes que vo a Mecca
venerar o tmulo do oropheta, at esse oohre peo
polaco que se dirige a Roma, guiado pela estrella
da fe, afim de consolar o papa, em nome de aua
aldeia, a humanidade revela na variedad de to-
dos os cultos a sua creoga em urna grande traus-
migraco das almas, eujo symbolo e appatalo a
peregrinago.
Teslomuoha dessas tendencias, a igreja ani-
mou-as em seus fllhos. e fez da peregrinago,
depois de purifica-la de loda a forma supersti-
ciosa, urna de auas maisamaveia iostituig-as. A
sus solicitude oo se sstisfez em autorisar o es-
tabelecimento decapellas nos lugares que se tor-
naram veoeraveis por algum miisgre, cbamou oa
fiis a eases lugares illustres.
Imponentes sauctificages, ceremonia* esplen-
didas, predicas frequentes, coocesso de indul-
gencias, taes foram os meios de coovocago a
que recorreu. Favorecendo assim a piedade, da-
va-lhe nova energa, e allingia com isso um fim
mais nobre: a converso dos peccadorest Urna
comraoco gersl se produzio enlao aas>almas ;
viram-nas, levadas pelo impulso da f, rorrerem
em multido aos sanctuarios dedevoc. Ricos
e pobres, crdulos e iocredulos, sacerdotes, que
sao os cooselbeiros das cooscieocias, e priocipes
da igreja, todos correram aua voz.
< Personagens aantaa como o bemaventura-
do Benedicto Jos Labre, em lempos mais mo-
dernos, ereprehendern! peregrinscoes aos prin-
cipies sanctuarios, e viram-nos, mendicaoles
e orando oceuparem o adro das igrejas, e repre-
sentaren) perlo de Deus a autoridade da aupplica.
Os proprios monarchas nao sededigoaram seguir
o mesmo camioho queaeguia a multido de seus
subditos ; urnas vezes apreseotavam-se em hbi-
tos de penitentes, outras com a pompa de um
cortejo de aabios. Viram-se peregrioagoes de
soberanos, guerreiros e sabios, bem como de le-
vitas oa de pobres mulheres ; o enthusissmo daa
almas toroou-ee universal.
Os que recebism o eommando da exercitos,
antea de apparecerem aua frente, visitavam al-
gum mosteiro que possuisse iosigoes reliquias.
Os nossos res iam S. Diois receber a auriflam-
ma, estandarte dos eruzados, e, desde Filippe
Augusto, que entrou antes da batalha em um
oratorio de S.Pedro, para d'ahi ir destruir na
ponte de Bjuvinesum exercito de escommunga-
dos ; dede Joanna d'ato <|ue recebeu no auac
de Santa Cstharioa <1e Fierbois a espada qae sal-
vou a nossa oacionalidade, at os nossos marti-
mos e soldados que commungm no acto da par-
tida ero um saoctuario de Mara, os nossos mais
gloriosos hroes inaugurara m por meio da pere-
grinago esses valorosos feitos que tornaram a
Franga to grande e terrivel.
Ser por veotura admiravel qae o peregrino
leoha aido considerado na idade-mdia como
pessoa sagrada? A igreja quo embala seus filaos
as esperaogas de urna vida futura, vio nelle o
loterprete*dG8 eraa bblicas e aspiragoea da oova
lei. ercou-o por tanto de aua teroura e io*o-
cou meamo em aeu favor o apoio tutelar dos po-
deres.
Animado pela f, o peregrino ganhou nome,
olharam no como am papillo, para eja defeza
aearmaram com forga toda materna a lei civil a
eccleaiastica.
No concilio de Veroeuil e noa aitios de com-
bate, no tempo de Pepioo, no anno 756, regulou-
se que os peregrinos qusodo viajassem por pie-
dade seriam iseotos de pedagio. Nos dias de pe-
nitencias entre os proprietarios, os peregrinos
podero atravessar impunemente oa paizea amea-
gados.
A iregoa de Deus, publicsda para trazar iosen-
sivelmente a paz, pela dimiouteo doa dias de
guerra, reconhecia cathngoriaa de individuos que
em todo o lempo gozavam do privilegio de oo
ser ioimigos de pessoa alguma. Desse numero
eram os peregrioos.
Como potencias neutras, ellea pssssvsm por
entre aa parles belligerantes, sempre respeitados
e protegidos.
A auateridade de sua vida, as fadigas religio-
samente suppurtsdas, a dignidade de aua erapre-
za, a diversidade de sua lingua e patria, prega-
vam a caridade e os preceitos evangelicoa bastan-
te deacoohecidoa.
Esses elementos de psz introduzidos pela f
as paixoes da guerra, contribuirn! para acal-
ma-las, e assim, na santa communbo dos sacri-
ficios e das esperaogas, desappareceram as odio-
sea distineges.
Os irmos que eram ioimigos, encontrando-so
do tmulo dos apostlos, ou as esplendidas ca-
thedraea, attrahidoa peloa mesmos interesses oa-.
queciam as diflerengas de idioma e nacionallda- '
de, e reciprocamente davam o beijo da reconci-
liago ; alguna servo*, de Deus, para acoUterem.
os- peregrioos, levanta vara na estrada por ood
estes passavam grande numero de hospitaes.; ora
subida honra serv los, misericordiosa vocago,
oa qual muitos santoa empregaram a vida. Oa
pobres voluntarios eocoutraram aervos. volunta-
rios, ajoelhados para lavar-lhesos pea, e fazer-
lhes, reviver no coracao confortado, aa atleogea
da familia I Roma, sobretu Jo, centro do mundo
calholico, abri numerosoa asylos aos peregrino*,
que desciam daa fras regioea do norte para rezar:
a confisso de S. Pedro, e S. Filippe Nery fundn
psra titea o hoapicio da Trindade do Monte, onda
tantos infelizes foram soccorxidos.
E donde provm essa affeig&o universal aos.
sanctuarios ?
A razo bem aimplea, A historia desseslu-
gsres piedosos a doa milagres, dos arrepeodi-
melos abeogoadoa e da paa reconquistada. Di-
zem que certoa ros em auaa cheiaa peridica*
trazem a ferlilidade trras esteris. O mesmo.
acontece com a graga, esse rio que derrama auas
oodaa qaotidiaoaa aobre aa almaa. Ella tero dios
de maior expanso, e lugares onde produz com
maia facilidade o fecuodidade. O trabalho da re-
generado dos coragoes executa-ae mais. depressa
aos ps dos altares Milagrosos ; Deus os consti-
tuio celleiros de sbuaaistota de sua misericordia
e a Virgem que ah se Mar orala a loda ora-
gao um ouvido aaoia ltenlo. Oa aaaciuarioa do
Mara tornaram-e os auxiliare* da palavra apos-
tlica, dos sacrameotoa e do remorao ; lano
prodigio* quen*U**|e opprB>i *Dla9 aj',*!.-

^^V


caja tote te to exhaorir, Untos beneficio ob- irinheiro da tripolaco do patacho nacional Be-
WA1IO DE PERMAMBUCO. a* Q\mik flIBl 17 DI FEVKRKHLO DE 1861.
tidos, cuja memoria inherente is aues paredes,
atea sao aa rictorias que prepararam aeu myste-
oso poder
A atmosphera do mal ioltgiosa ; da mes-
ni forma ninguem ae defende das acedes da gra-
aja ao ddminio em que ella tem por habito trium-
phar. ,
O joven mundano, que as harmonas christaee
acharara iosemirel aa grandes basiHees, Tolla
algunas teses ao senta.enio do dever nsm
Igrej* de campo, arruinada e riura de todo o
esplendor. Porqee razio este praoar reserva-
do de preurencia i urna humilde igroj*'? Pac-quat
f i, para esse mancebo tu io tem urna voz.; lo*
41o causa remorso e aoimagao seas rgreja, a
^ue sus mai o acompaohou is (estas com cura-
sao piadoso e innocente. Elle considera -aua essa
igreja. Da raesma forma os nossos sacetuirios
le devoco sgrejas de familia : ninguem ahite ocha encom-
anodado.
Nao (otan obscuros cidado* que os edificaran
u restauraran!. O ouro de um poro intelro le-
vaniou-ot no lugar em que se dera algum mita-
Cre. Abraca ahi conveca para a ressurreicao
das almas iueis em outra parle. Aqu, a prece
evapora-se sem ioterrup?3o ; aijui, innmeros
'prodigios viram emfim apparecerum dia radian-
te epsaaa penitencia^ aqu, finalmente, asr-
deos sSo confundidas na igualdede da prece e ne-
coaaidade. Tal a gloria do oostos sanctua-
xiot.
Como monumeotos de piedade trazem gravada
m auaa podras a historia dos nacoee e da igreja.!
Porto delles alguna soberanos cooceberam pro-
joctoa dejostiga, em algum espiritos revoltosos
nasceram panaemenios de-subordinarlo, grandes
-sacrificios se medilaram para a salrsQio das al-
aos*, o muitas offertas, enviadas de looge pelo
reconhecimeoto, (ormaram com a cououaijao
-eu maia precioso adorno. O mesmo sanctuario,
m que leve lugar a pompa da sagrac&o de Heo-
queIV, rio ura santo padre, M. Ulier, dedicar a
asoria a aua compaahia para iostruccao do clero,
ao aeculo XVII, os'Huroos e Abenakit, tribus
aelrageut do Canad, maadaram otlerecer um
aliar de conchas martimas, em signal de su4-
gao a Nossa Senhora.
O* templos da ciencia s esto abortos aos ini-
ciados; o vulgo ignorante pasaa indillerenie par-
to das sumptuoMs academias. Um contraste
frisante se mani(esta em nossaa igrejas e sanc-
tuarios, onde os'liis e perigrlnos oram em t-
alos os dialectos, sendo admtttidos apezar da ri-
queza ou pobreza doa vestidos.
Sabiaa licdes retumbam aob estas abobadas ;
aua sombra (agueiras esperanzas consolara o sf-
flicto. g
E' aqui que o orgulhoto se abate, e o pobre
reanima aua alma remocada not esplendore da
iotelligencia e da graca :Et destereore erigens
paupertm.
Lista dos baptisados da freguezia de Sanio
Antonio, de 12 a 23 de fevereiro crranle:
Joao, lilho de Olindina Mara da Costa.
Genoveva, branca, fllha legitima de Jos Marlins
Das.
Ilumnala, branca, filha legitima de Tristao Ja-
come de Araujo.
Urna Qlha de Francisco Lina Cavalcanti de Al-
buquerque.
Casamento.
Dr. Carolino francisco de Lima Santos com Sa-
bina Anglica de Barros Almeida.
A escuna brtsileira Carlota, rinda da Ba-
ha trouxe a seu bordo os seguintes passa-
geiroa :
Leopoldina Maria do Reg Barros Torio, 1 cria-
do, um itho menor e Tbeodoro Aires de Araujo.
O hiato brasileiro Camaragibe, aahldo para
Penedo, conduzio a seu bordo os seguintes patea-
ge i ros :
JoSo Pereira do Valle, Jos Narciso Tarares
los Santos o Amado Gomes da Silra Aires.
Hovimento da enfermara da cata de deten-
go do dia 25 de fevereiro.
Tere baixa para a enfermarla :
Marcelino Ferreira diarrha.
Tere alta :
Joaquim, africano lirre.
Dia 26.
Tireram baixa para enfermara :
Amaro Jos de Mello ; bronchite.
Jos Caetano de Parias; aetdea.
Joao Bernardo de Paria ; parotide.
Joo Justino do Nascimenlo ; idem.
Francisco Gomes da Silva ; anemia.
Belix Joi Leao ; sarnas.
Tarquinio Aires Camello ; anemia.
Eugenio Paulo da Silva ; parotide.
Joao, escraro do Sr. Mximo; collics.
Justino, escraro de Urbano Mamede de Almeida ;
clica heptica.
Tere alta :
Antonio Joaquim de Olireira.
Matadouro publico.
Matara m-se no dia 21 do correle para o con-
eurno desta cidade 68 rezes.
o dia 2285.
No dia 2377.
No dia 24-79.
No dia 2573.
No dia 2678
M0RTAL1DADE DO DIA 26 DE FEVEREinO:
Mara, Peroambuco, 6 mezes, Recife ; intente,
Luiza Ferreira Gomes, Cear, 63 snnos, riuva.
Sanio Antonio ; gangrena senil.
Julia Carneuo de Olinda Campello, Pernambuco,
20 annoc, solteira, Vanea ; congesto ce-
rebral.
Luiz, Pernambuco, 18 annos, solteiro,' escraro,
Santo Antonio; ttano.
Colambaoo, Pernambuco, 32 annos, aolteiro, es-
craro, S. Jos ; asphixia.
Pedro, Peroambuco, 2 mezes, Santo Antonio ; t-
sica.
Joo Carneiro, frica, 70 annos, olleiro, S. Jo-
s ; hypetrophia no coraco.
Elizia, Pernambuco, 16 m'ezes, 6. Jos
mes.
e em viagem do Rio do Janeiro para es-
ta cidade om o dia 20 de sotembro de 1860, (es
na postea do seu companfeeiro Antonio da Silra
Goucaltes, os ferimentes constantes do corpo de
delicio? .
2 0 jury reconhece que o*reo commetteu o
dolido para evitar maior mal f
9* O too tevo eertasa do mal qao se propoz
rilar f
4* O fio 'loan*Ita-ataclula de oatsa mel sa-
nos prejaikalt
5 0 sao tena psatMbiliafeae da efflcacia ato
elo eatpregadtr?
6o O rae CMaaaettav o dataste a aotte,
se irnilm a 11inlsaai ia llstit adlpnosatancia
?ante 7
7* Exislem circunstancias attenuanles a favor
do reo ?
Recolhido o jury de sealenca com os quesitos
6 processo 4 sala secreta das conferencias urna
-hora da tarde, dalli vo'.tou is 2 horas, respon-
dende aos quesitos peta maneira seguinte:
Ao 1, 2, 3o, 4* ea*Sim, por 11 rotos.
Deixou de responder ao 6 e 7* por flearem
prejudlcados.
Cidas as respostas pelo presidente do jury de
senlence, o Sr. jute do direito publicoa sh eeo-
teoga abtolrendo o reo e condemnando a muni-
fricipalidade as castas.
Levantou a seasSo, adiando-a para o dia se-
guirte pelas 10-horas da mtnha.
requera o lerantamento do soquestro e pone dos
bens. r
Larrado o termo da acceitacao da testasaen-
taria obtere Duarte mandado de levantameato do
sequestro e entrega dos bens.

Do despacho que assim mandara sggrarei para
superior tribunal da relicto o Uve owvinenio.
mas no venerando accordao
nado que atarte
so diz qae orle a
rante stsjsr jola
parece estar orde-
'amsrTte parque adn
fyaote.faraaar inv
o tesan
edesse
tiommunicados.
ver-
Francisco, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos ; cod-
rulses.
Monica Maria Conceigo, Pernambuco, 74 sn-
nos, riurs, Santo Aotunio ; apopleiia.
CHRONlCAJUpiCIJaRlia.
JURY DO RECIPE.
Ia SESSO.
Dia ZG de fevereiro.
raESIDBNCU DO 6R. DP% BERJURDO HACHAOS DA
COSTA DORIA, 1VIZ DE DIREITO DA PR1MEIKA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
oino de Gutmao Loto,
etcvo privativo, o Sr. Joaquim Franeiico
de Paula Bitevu Clemente.
dade de Direito Jos Fiel de Jess Leite.
As II) horas da manha depois do toque de
ampamha e rerificacao das cdulas, foi (eita
* chamada dos jurados, o acharam-se presan-
tes 48 seohores:
Foram relerados das maltas dos das anteriores
asiSrs. jurados que comparecern boje.
uim mullad em 200000 cada um dos Srs.
znuUados nos dias snlecedeales, e mais o Sr.
Jos Antonio Pereirs da Sirva,
tMtI^<1.0Ku,niero ,eg,al Sr- 0t- Jl Je direito
declarou sberta a sessio.
Entra em jnlgamento o reo Francisco Ignacio
da Silra, acensado por crime de offensas pbyii-
cas fetaa na pessoa de Antonio da Silva Gon-
O jary de senteo(a foi composto dos Srs. se-
guintes:
Joo de Siqaeira Campello.
Herminio Egdio de Figueiredo.
Antonio Joto Pestans.
Manoel Ephigenio da Silra.
Jos Jerooymo Bustorf.
JosHenriques Machado.
Marcomiro Pancracio Pereira dos Santos:
/os Goncalves Torres.
Joao Baptltta Cesar.
Firmino Jos de Olireira.
Antonio da Cunha Soares Guimsrei.
anoel Marinho de Souza pTmentel.
eThosmUr"m JoMmeal Ao Santos Eran-
cesso'. r in,e"8,d<> fet-ie a leitura do pro-
0 Sr. promotor pedio a condemnac
no grao mximo do art. 201 do
samal.
O Sr: advogado deduzindo
absolvicSo do reo.
Fiados os debates e preenchidas todas
Jenoidades ds le, o Sr. julz de direito propoz
tt jary de sentengs os quesitos seguintes
V O rio Francisco Ignacio da Sifra ssndo na.
ao do reo
cdigo cri-
defexa pedio a
as so-
Sngenho Iahamao.
Alguem existe nesta trra, que interessado
no bom arraojo de seus negocios, tem procura-
do oscurecer a verdade e justificar um facto qne,
se patsar impune, ser mais um esesodalo re-
voltante.
E' necessario expOr o facto e suss circumstan-
cias para quem perder, comprometta-se quem
ja est compromettido, e nem rantsgens tocaei
renham em auxilio daquelles que a voz publica
denuncia criminoso.
Sou coro, nao temo a conseqoencia de meus
actos, e se no correr de meus dias nao podesse
appsrecer sempre a4tlro para expdr meu proce-
dimento e provocar o esclarecimenlo dos moti-
vos, que tragaram minha linha de conducta, eo-
lio perdera o orgalho que me alimenta de at
hoje virer sem coohecer ss portas dos palacios
dos grandes tenhores que do honras o cargos
O caminho nao bom, eu sei pelas proras,
mas eu quero esse caminho.
Achara-me os cidade do Recife com escrip to-
rio de sdrogacis, qusodo me procuraram Co-
iumbu Pereira de Moraes e Manoel Googalves
Pereira de Moraes, para no termo de Igaarass
deffende-los d'um crime de roubo de escraro,
que Ibes altribuia D. Brites Sebasliaoa de Mo-
jaes, rinra de meu relbo amigo o teuenle-coro-
nl Manoel Pereira de Moraes.
Sempre conheci Moraes tratando Columbo e
Manoel Goocalves como teus filha?.
Sempre coohect Manoel Googalres e Columbo
respeitando Moraes como seu pai: meu derer
era defende-los.
Depois me incumb da cobranca dos legados,
que Moraes deixou a Manoel GooQalres e D. Emi-
lia de Moraes Machado.
Estara na villa de Iguarass no.dia 4 de de-
zembro prximo passado, quando live noticia da
morte de D. Brites, e entre as pestoas que nar-
raran) o acontecimenlo prettei muita atlencao ao
illustre subdelegado da villa, o cidado Joo de
Carvslbo Raposo, pessoa dt amizade da finada, o
qual me expoz pouco mais ou menos pela ma-
neira segutnte:
Hoje pela madrugada fui accordado por um
escraro de D. Brites, que pedia a pedido de aua
senhora maodaase seguir para Inhamam um ta-
bal lio para fazer seu testamento, que esta-
r muito mal de saude; fiz seguir o tabelliSo
Luiz Ferreira Baodeira de Mello e eu segui
depois, e ao chegar ao eogenho eocontrei Ban-
deira de volladizendo que D. Brites era mora
sem fazer testamento ; segui at a casa e l ri
D. Brites mora, e ouri dizer-se que tere mui-
ta rontade de fazer testamento, mas nao tere
lempo.
E para prora do que tica dito spf.ello para o
(eatemunho do Illm. Sr. Raposo que venha jus-
tificar ou alterar o que narrel depois de ou-
vi-lo.
Sabendo que D. Brites nao tioha em sua com-
panbia prenle algum, alm de urna sobrinha de
menor idade, requer m nome de Manoel God-
gjlvet que, estando os bens de Inhamao, alm
de outras dlridss sabjeitos ao pagameoto de 30
conloa e ris, importancia dos legados que Mo-
raes deixou, e acfaando-se em abandono a casa,
fossem os meamos bens tequestrados para ga-
ranta doa intereasadoa; o juiz de ferio.
Apeo Mvo erteza que o cadver do D. Bri-
tet tora conduzdo p... cidade do Recito, n
seguir o official e eacriro pedmdo ao capito
Manoel Francisco de Souza Leo proprietario do
eogenho Jaguaribe, e em exercicio da delegada
aceitasse o deposito, ao qoe aonuio.
Depois qua dei tempo preciso par a chegada
do cortejo judicial segui para Inhamao.
Emquauto se proceda a seqvestro ebegaram
ao eogenho alguns sobrinhos de D. Britas, mora-
dores no termo da Eacada.
Passados 4 dias sem que houresse reclamagio
perante juiz, appareceu na villa de Iguarass
Jos Uuarte Raogel, irmo de D. Brttet e mora-
dor no termo do Recife.
Duarte estara no engenho Panizo, termt da
.Escada, onde tinha ido atim de acompanhar as
sobrinhas que D. Brites tinha mandado buscar
para assittirem a ella fszer seu testamento, por-
que, desde alguos diss antes do fallecimento D.
Brites manifestara a rontade de (azer testa*
ment.
Duarte no termo da Eacada soube da morte de
sua irmaa, ena villa em urna casa d'oma pren-
la dase que a casa de Iohaman ficra em
traosiorno, j por nao ter D. Btiles pago os le-
gados de seu marido, j por nao ter feito testa-
mento.
Duarte na cidade do Recite procuran advogado
que lhe requeretse a posse dos bens de D. Brites
como irmio germano, s, segundo lenho ourido
dizer, procurou o mea collega Jos Leaodro de
Godoy o Vaseoncellos.
Jerooymo Barreiros Raogel sobriob de D.
Brites acompanba a Duarte quando este reque-
ra como irmo germano a posse dos bens te-
questrados.
Duarte que tantas pravas deu de que em seu
poder nao tinha testamento de D. Brites, apre-
sentoo-se em Iguarats quatro dias depois do
fallecimenlo do D. Brites com om lestamento
que declaran terem seu poder guardado por or-
dem de D. Briles, que o entregara dizendo *6
aoruie por tua morte 111
Quando Duarte se apreseuloo ao juiz foi acom-
pauhas de seu sobrinho Manoel Jeronymo Bar-
reros Rsngel. *
Aborto o testamento ahi esto escriptos Dnar-
ie prmeiro testamenleiro e herdeiro da metade
oa eranca, Manoel Jeronymo segundo testa-
2! !''hwd> quii" Prte da outra me-
\JL. ti0* g,D, qua0tia ** "PPOta tes-
tadora diz ignorar, mas recommenda teja pasa
sem oppotigao petos seos lestamenteiros.
Est escripto no testamento um Manoel Romero
de Gouvea, protegido de Dnarte, credor de
um anoo de salario como feitor do engenho
Iohaman. B
Romero segundo declaren em juzo estara pa-
go at fevereiro de 1861, at 27 de junbo. data
de approvaco do testamento Romero s era cre-
oor de cinco mezes de salario; como o-teiamen-
to era para ter aberto em dezembro j Romero
densa etlar crtdor de um anuo de talario ou qua-
s\ um anno I
Poucas sio as pessoss que tendo ourido fallar
no testamento de D. Brites nao tenbatn ourido
dizer que na cidade do Recife depois da morte de
D. Brites se offereceu nm cont de ris pela ap-
proracSo de um (eitameato.
Jeronymo desconfiando da l^gitimidsde do tes-
tamento, que se altribuia a sua lia, nao obstante
estar escrlpto herdeiros a nao ser excluido da he-
ranca como foram seas lios o Rerm. Jeronymo
Barreiros Rangel e Francisco Bsrrelros Rangel.
procurou-me para adrogar sea direito e morar a
accao de falsidade.
Conslituldo advogado de Jeronymo requer tu-
rne na letra a firma do testamento, comparada
com a letra e firma de D. Brites que se acha em
os difiranles cartorios da justl;a de Iguarassi e
do ezama se rt que ha semelhtnct, mas que nao
a metma letra e firma.
Foram perguntadot o cidado Raposo e so ta-
belliio Bsndeira e ambos disseram que foram
chamados por D. Brites pira a factura do tes-
tamento, mas que nio hoare tempo.
Prooediam-se algumai diligencias e
se
obs
tan
ronyaro iareat
inrentsrie.
tiaxte ae oppiU-a lnmAtcTo Tt*T*rnt,jmn j-
legande que s a ella competa, porque era o her-
deiro mais prximo, maia velho e finalmente tes-
ta menteiro.
Com a opinio dos mestres alleguei em avor
de ieronymo que a deutrina cortete e sempre
respeitada de ser inveniarfante o herdeiro mais
prximo a mais velho oslara subordinado a con-
di$ao de rirer o herdeiro com o inventariado ao
lempo do (allcimenlo, e tanto assim que o her-
deiro mais moco viveodo com o inventariado ao
tempo do fallecimento era preferivel para ser in-
venta riante pelo coohecimento que tinha dos ne-
gocios do inventariado.
Alleguei que e cargo de testamenleiro nao im-
punha o cargo de inreotariante por quaoto nao
estando naacoodiQes em que a administrarlo da
casa inventariada era conferida pela lei. ao juiz
era hvre nomear quem mais aptido tivesse, islo
o herdeiro que oOerecesse idoneidade peVo bem
proceder, pela probidade: condicao que muito
devia ser considerada.
Alleguei tambem que sendo diitinctos os ar-
gos de inreotariante e testamenleiro, nio estn
do no testamento Duarte nomeado administrador
da heranga de D. Brites, isto inreotariante, o
cargo de testamenleiro nao lhe confera o cargo
de inrentariante e qne o juiz esclarecido sobre o
carcter do nomeado e do qae disputara a nomea-
cao escolhesse aquelle que contiderasse mais pro-
bo e que fielmente admloistrasse a heranca que
se pretenda extorquir aos que em direito eram
chamados a successo.
Entre os herdeiros eicriptos no testamento s
Jeronymo est no caso de ser inrentariante por
alm de ser de conhecida probidade, possue con-
siderare! fortuna, e a maneira porque est eicrip-
to rereis bem que nao tem parte no arruina'
ment.
De mais o testamento de que Duarte lesta-
menteiro, nao argido de falso por (alta de so-
lemnidade, argido de falsidade. e sendo astim
Duarte nao pode serinrentarianle sem offeota ao
direito dos excluidos da heranes.
Duarte pode ser preso antes de formada a cul-
clarar por
aeohor em
este jornal, o que thes disse aqaelle
relaclo aos rite contos de ris exi-
gidos por Antonio Francisco Pereira, para paga-
mento do que estara derendo ao Sr. Frederlco
Lopes Guimares'. Terminando esta, direi em
{P0** fe aera a ultima) a correspondencia do
Sr. SenteeAguiar, inserta em. o seu Diario de
anle-hontem, que nio me atemorisam as dis-
ansoes ; mas que, todava, a eos tamo eatrete-
teacom quem sabe guardaran regias, qne a pd-
naz recommenda. Se osaasotMano oontis
a' vilperioas palavMt ao uaUsao parro do d
maicorreipondencia.-^-tee-dnes aaacedido
*jrudente dtclarac&o de asn aaMsrrarsm ellas
mmses i pessoa alguma. O 'puSJBsto iaMne-ha
iusii,* de acredite-(joa, ae foaeem ellas um
asialto minha hoora. sobejar-me-hia coragem
.para amar ata rp.iraiac.Io ibtmaleJmjafliala,,
ou para reprimir o meu detractor, applicando-
Ihe o correcliro..., que recorrer em casos idn-
ticos os homens honestos, que reem o sanctua-
rio do sua vida privada profanado pela calumnia
detenfreiadt.pela aleirosia insolente e assanhada.
Sou com atteoco dos Srs. redactores atiento
venerador,
Joaquim Juvencio da Silva.
Recife, 25 de fevereiro de 1862.
pa, e por isso pode ser preso antes de julgado fal-
so o testamento.
O juiz apreciando as allegacoes das parles sus-
tentos a nomeagio de Jerooymo.
A. Duarte conrem administrar a heran?a de
inbaman por si ou seu sobrinho Manoel Jeroay-
mo, e por iiso depois do despacho reio Manoel
Jeronymo reclamando o cargo de Inventarame o
que nao fni atleodido.
O adrogado de Duarte que tambem de Ma-
noel Jeronymo, sempre que reclamara o cargo
de inveniariante para alguns dos seus clientes al-
legava a incompetencia do juiz de orphos, e por
uso principiando com Dusrie e acabando com Ha-
noel Jeronymo tggravou para o superior tribunal
da reacao pelo pretexto de ser incompetente o
juiz.
Foi mandado tomar o sggraro que em noaso
pensar offeosiro ao direito de Jerooymo par-
que sendo suspensivo, como o aggraro de peti-
?ao, previsto no paragrapho prmeiro o art. 15
do regulamento de 15 de mar?o de 1842, s cabe
da decuso sobre materia de competencia ou in-
competencia.
Nao tinha harido deciaio a chicaoa, era risitel
quando ao juiz se reclamara o cargo de inrenta-
riante e oppunha a incompetencia caso nio deie-
risse.
Sobra este ponto o respeito com que sgnarda-
mos as decises do reoerando tribunal que vai
conceder e julgar nos prira de dizer mais.
Entretanto tomado o aggravo Duarte ostenta
protecQao ; ameaca etmagar.
Aioda antes de coocluir-nos permittido dizer
ao protegido que o integerrmo tribuoal da rea-
cao de Peroambuco nos tem convencido que pa-
ra os afilhados de nada ral o poder dos padri-
nnos.
Por hoje at aqui protestando dar ao publico o
esclarecimenlo do que (dr occorrendo pedindo aos
nossos adrerssnos que renham a imprenta expr
juslice de sua causa.
Iguarass, 21 de (erereiro de 1862.
.JoSo Baptitta do Amoral e Helio.
Correspondencias.
Sr*. redactores.Abaixo de um aonuncio de
btalas a 500 rea.li hoje a reaposts, que o
Sr. Leandro Lopes Dias post tutos tantosque
laboras carta, que en lhe dirigir no seu
ZJiano de 21 do crtenle. Anda quepor mais
d urna reztivesse occasiio de rer boas amostras
do carcter dcil do Sr. Leandro, confeeso que
excedeu elle minha expectativa, moatrando-se,
nessa emergencia, superior ao lisongeiro concei-
to que seu respeito formara : com eueito,
d urna tal gentileza, nunca o julguei capaz ; pois
que, conreraando elle comigo sobre ease aasum-
plo, no parimento terreo da minha habitaco em
OUnds (roa de S. Pedro Marlyr o. 26) na tarde
do da 16 do crranle, me assererou que nada
hivia dito em relacio aoa rinte contos de ris, e
ao fim a que astea ae deslinaram ; que isso era
|{ma historieta ; que respondera aem falta al-
guma no dia aeguinte a carta que o meu advo-
gado lhe dirigir ; e que j nio o baria (eito,
por temer o despeito do Sr. Santos Aguiar, que
poda fazer com que elle perdeate o crdito, que
lhe tinba aberto a casa do Sr. Keller & C, onde
o Sr. Aguiar, na qualidade de caixeiro, exercia
urna grande influencia.
No dia seguinte (17) passaado pela loja do Sr.
Leandro, fui chamado pelo meu advogado, que,
era altas rozes, estranhara ao Sr. Leandro o sen
procedimento. Era o caso que, depois de muiloi
dias, e de muitaa promessas. o Sr. Leandro lha
declarou haver perdido a caria, na qual astare-
rara achar-ae a sua resposla. Dizia-lhe o met
sdrogado, que nao era erirel, qne urna carta de
lana importancia foste Sperdida no diaAtmo,
em que deria aer-lhe entregue, e que isWpare-
cia antes urna combioaco com alguem, o que
nio tinha desculpa da parte do Sr. Leandro de-
pois da declarase o que fizera de nada ha rer dito
ao Sr. Santos Aguiar. Respondau-lhe entio o
ir. Leandro com muita moderagao, e pedio-lhe
que lhe escreresse urna ora carta, qual elle
respondera immediatamenie.
Preitando-se isso o meu adrogado, foiacar-
la cripta oa mesma occasiio (oa loja do Sr.
Leandro), e .entregue quem a pedir. Depois
de 16-la, e rel-la, o Sr. Leandro disse qoe ira
entender-se com o Sr. Dr. Nascimento Portella,
e mandara a resposla s 8 horas ds tarde desse
mesmo dia.
Disse-lhe entio o mea adrogadq, que parecla-
lhe admirarel que. tendo o Sr. Leandro, [segun-
do o contestara) respondido j urna carta igual,
nao se embrasse emlio poucas horas, sanio
das patarras ao manos do sentido de sua res-
posla; e que, se nao tivesse-o em boa conta,
lV'r'l:^VeZia'io 5 crer ? analphabelimo do
Sr. Leandro. O que certo que o Sr. Leandro
com promessas sobre promessasfoi entreten-
do o meu adrogado, e fazendo-me perder a pa-
ciencia. Porflm, prereni-o que escrerer-lhe-bia
pelo Diario, e elle, depois de pedir-me que o
nio fizesse, anda tornou a prometter aue res-
pondera ao meu adrogado.
O publico aabe que o Sr. Leandro nao cum-
P"l a-Sr2meI"' e oe ea vl-,ne n indeclinavtl
neeessidade de recorrer este
cidade.
O Sr.
Srs. redactores. Tendo conhecimento p"or
carta d'um amigo desta capital, que em corret-
poodencia d'aqui dirigida a 28 do passado e in-
serta no Diario de Pernambuco de 6 do crtente,
sou aecusado de por odios ou desabafos eleito-
raes harer mandado cercar pela polica a casa de
petsoa aqui conhecida, que assigoou a referida
corretpondencia, declaro Vmcs. ser ioteira-
mente dettituida de undamento semelhante as-
sercao, appeiUodo para a rerdade dos (actos,
aqu bem sabida, porque a casa daquelle corres-
pondente nunca estere em cerco, nem o seu
sitio.
O Sr. delegado do termo deu proridenciss ten-
dentes a prerenir a (uga dos presos da cadeia, e
poz em execusio outras medidas que eotendeu
oecetsarlas, para a seguranza d'uma prisao pu-
blica, e prerencio de crimet, nio podendo eu
deixar de reconhecer a conreniencia e indeclina-
rel neeessidade de taes proridenciss e o acert
com que se houve, em cumprimenlo dos seus
deveres.
Finalmente, se em algumas expreises do cor-
respondente se enrolrem iosinuajes maligoas,
que em ssu injusto despeito me quera atirar, for-
te pela contciencia do meu dever e digoidade, eu
as repillo e desprezo.
Pego i Divina Providencia me d (oreas, afim
de, em cumprimenlo dos meus dereres e me-
diante a coadjuracio. e confianza das autoridades
superiores, poder conter essa torrente de crimes,
que parece tender a invadir toda esta maKadada
comarca e anniquilar a ordem publica.
Garauhuns, 15 de fevereiro de 1862.
Joo Francisco Duarte Jnior.
te expediente, por isso qne renha hoje scientifl-
csr aos Srs. associados que querendo dar urna
prora de seu amor e dedicado ao loipital Portu-
gus de Beneficencia, podem dirigir as quantiss
com que cads um sedgoar concorrer para o re-
ferido fim, aos abaixo nomeados, certos de que
seus nomes e quantiss, serio lerados opportuna-
meote ao conhecimento da actual junta adminis-
trativa, que ostoa persaniido nao deixar no ol-
vido o aprscur asno asarecerem as offertas ate
cada um. Bao ras seseosamente casa de l
os Srs. assocMdaa sor ialta de lempo, pelo .
espero mstaasr aasaulaa.
Racifo 18 ae fevcaeiro da 1862.
Jleraasrdiaa Commde Gmrvalh.
Nomes dot Srt. a quem as podtm dirigir
as offertas:
Rsoifo.
Joaquim Monteiro Cruz.
Jos Joaquim dq Castro Moura.
Joaquim LuU Yieira.
Jote da Silra Loyo.
Joaqalm Correa Resende Reg.
Francisco Moreira Pinto Barbosa.
i^s a, c- ?fnt0 "-n'onio.
Joao de Siqueira Ferrio.
Domingos Jos Ferreira Guimaries.
Antonio Gon^alres d'Azeredo.
Jos Joaquim da Silra.
Jos Joaquim Lima Bairio.
Jos Jerooymo da Silra.
Jos Airea da Silva Gulmarea.
i Boa-Vists.
Manoel Jos Guedes Magalhies.
Joio Luiz Ferreira Ribeiro.
eqaipagem 12, carga
Monteiro de Almeida,
Bahla22djaa,aacaaa bratileira Cariosa, de 135
toneladas, capilaa Luciano Aires daCocelcao
equipsgem 8, carga ion, charutos e ouiros
generas; a Antonio Luix de Olireira Aze-
rsao.
aos tahidos no mesmo dia.
'ilelro Camaragibe, capito
Jattiasaoo dos Santos, carga rarioa
Peni
Vi
8
io
Srs. redactores.Pete destruir supposicdes in-
fundadas que por ahi correm a respeito de meus
artigot, teoha a bondade de declarar se j pu-
blicou algum de minl.a larra que nio fosse as-
signado por mim. (*)
Sou etc.
Souza Ribeiro.
orgio de publi-
Pubica$oes a pedido.
Dreccaopara aspessoas qae ni ora ni
em lagares remotos onde nao lhe
possivel obter assisteocia de mdi-
cos, oupessoas habilitadas epra-
ticas em curar a molestia reinante.
Sendo certo que algumas pessoas que preten-
der faier aso do prompto allivio de Raduay,
querem as vezas faaer esperieariss, afastendo-se
do methodo que explicam os livrosiahos que
acompanha os remedios, fazendo as vezes mistu-
ras do prompto allivio com outros medicaarenios,
ignorando qua dous productos chimicos difiran-
les, por muilo bons que sejam ambos, para ta
tirar o mesmo resultado, juntando-se um com
outro tira toda a aqjao de ambos e produz urna
lerceira couza muito difirante dos productos
primitivos ; abaixo traoscrevemos algumas pres-
crirujes, essas adqueridas pela experiencia e ob-
servagoes feitas nos Estados-Unidos, quando all
graasou e;sa terrivel epidemia a que do o oome
do cholera.
Modo de tomar o prompto allivio de Ruduay.
Soltura simpfesmente. Deite-se urna colher
de cbi do prompto allivio ou urna colher e meia,
conforme a gravidide do caso em ura calix de
agua (na. eo-.. KoU.r nanta, tnAnit 9B
vezas que elle solevantar do vaso, observan-
do-se a difirela do espajo que decorrer entre
urna descarga e outra, porque quanto maior for
o espaso decorrido roelhor ir o doente. Para
as craincas de um quarto at meia xsolhar de
cha do prompto allivio em um calix de agua
fria.
Vmitos simplesmenle.Procede-se da raes-
ma forma que para a soltura. Quando o vomito
e a soltura forem fortes, quando apparecerem
juntamente ou acompanhsdos de um ou de ou-
tros mais syraptomas da molestia, como sei ara
caimbras, frieza das exiremidades, afflcc,o do
corarlo, ele., etc., alm da tdmar-se o remedio
internamente como cima fica explicado, eoso-
pa-se um pedaco de baeta ou Oanella to promp-
to allivio, e applica-.'e sobre o ventre e bocea do
estomago, abafando-ae o doente o melhor possi-
vel, se no fim de 15 miuutos nao vier a reaec,So,
se o doente nao principiar a suar, e continuar a
queixar-se dos mesmos encommodos, repita-sea
dse do medicamento, interna e externamente,
esfregando-Be. o corpo, principalmente os pes o
mos cora o mesmo remedio puro, e o benfica
effeito do remedio se mostrar inmediatamente.
Em todos os casos o doente dever guardar a
maior quielscao, quer do corpo, qur do espi-
rito, conservando-se deitado e agazalhado na ca-
ma. Abster-se-ha Je toda o qualquer comida ve-
getal, irritante e oleosas, saja de qualquer natu-
reza que for.
Usar smente de caldos de vacca, torradas e
biscoitos bem seceos, podendo depois de passa-
dos tres ou quatro dias, depois do ataque comer
o seu pedaeinho de carne de vacca cosida ou as-
sada na grelha, porm sem temperos.
' absolulamente'prohibido o uso de gallinha,
farinha de mandioca e nutras comidas semelhan-
tas. Alm disso o doente ainda mesmo em cou-
valescenea dever trazer sempre o estomago aga-
zalhado e eoberto com alguna tira de baeta, ou
collete de flanella, conservando os ps sempre
resguardados da humidade e frieza do ar
esta direcsao lirada dos escriptos dos senhares
Dr. Rayder & C.
S 2 G
I Horas.
s. -
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S ? 2" S a*'****.
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8 2 2 I Farhenheit.

O
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ea
o

Centgrado.
5t*__* o>. oo J HVgrometro.
Documento nico pelo qual se dignen a junta
adminlslratira scientiQcar-me que aceitava o meu
operecimento e suss respectivas condigSes.
Illm. Sr.
a Tendo a junta administrativa do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia netta cidade, em sus sas-
sao de 23 de outubro ultimo, aceitado o offareci-
mento que da parte de V. S. e estros lhe fora
feito de adiantar a quactia de rs. 3:759*198, para
pagar a Mathias Lopes da Costa Maia a importan-
cia da execucao que enea minha contri D. Maria
de Jess Cordeiro, riuva de Joo Rtphael Cor-
deiro, em virtude da qual fizera penbora na paite
do tillo Cajaeiro, que tocara dita D. Maria por
heranca materna e por esta vendida ao hospital,
cuja penhora, sendo desprezados os embargos de
terceiro a ella oppostos pelo referido hospital,
fora julgada bem feita pelo tribunal da relami :
assim o communico a V. S. para que se digne de
realitar a sua promessa, mediante a condicao pro-
posta por V. S. de ser o seu embolso feito por
meio dat joias das entradas dos benemritos, bem-
feitores e socios affectivos, segundo disposm os
estatutos, que V. S. e outros adquirirem para o
sobredito hospital e sem que teoha direito a exi-
gir outra qualquer IndemniatQio da mencionado
da dita quanlia, como ludo foi approvado em sea-
sao d'atsembla geral dos Srs. socios do bospittl
de 0 do corrente mez.
Deus guarde a V. S. por muitos annos. Prore-
dor it do Hospital Porluguez de Beneficencia em
Pernambuco 16 de norembro de 1861.Illm. Sr.
Beroardioo Gomes de Car val no, D. socio bene-
mrito do mesmo hospital.
Jos Antonio de Carvalho,
Proredor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
1* secretario.
Recebi a importancia constante neste otncio
por mi do Illm. Sr. Bernardino Gomes de Car-
valho.
Recife 17 de dezembro de 1861.
. Jos Antonio de Carvalho,
Proredor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
1* secretario.
s
ss
8 8
2 1
"S
2
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I Cisterna hydro-
I .__etrtea.
Francez.
Inglez
O
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ss
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f
o
o
r
>
a
A noite clara
nanea de ESE
nhecer.
com alguns neroeiros, vento bo-
que rondou para o terral ao ama-
OSCILAglO DA BURB.
Preamar as 2h. 18' da tarda, altura
6.6 p.
COMMKKCIO.
raca do Recife 26 de
fevereiro de 1862.
\s quatro horas da tarde.
Cotaees da junta de correto res.
1 Cambio,
re Londres 90 dir. 26 d. por 1*000.
Descont de letras a 4 mezes.
HOao anno.
J. da Cruz Macelo presidente.
John Gatissecretario.
rereiro de 1862.
Obserralorio do arsenal de marinha 26'da'fe-
*omaho STirn,
1* tenente.
Editaes.
Perante
aVIfandeca,
Hendtmentodo dia 1 a 15. .
dem do dia 26 ,
591.05*9492
3-2.857*668
623.9121160
Kovlraanlo la alfandeata,
votamea entrados com fazendas.. 131
om ganaros.. 136
Veta mea sabidos om fazendas..
eom gneros..
= 267
198
362
500
Pescarregam hoje 27 de ferereiro.
Bngue porluguezFlorindamercadoriss
Barct americanaMargareihmercadorias.
late americanoDarliogidem.
Bngue inglezPhantonbacalho.
Bngue inglezAmeliaidem.
Bngue americanqBrandy-winefarinba e bo-
lachmba.
Brigue hollandezLulzacharque.
Barca ^nglezaIndoocarrio de pedra.
Importa$ao.
Bngue inglez PAanto, rindo de Terra Nora,
consignado a James Ctabl-jee 4 C, manifestou o
seguinte:
3,08*1 barricas bacalho ; aos mesmos.
Exporta 9o
Do dia 25 de ferarsiro.
Bngie inglez Marsalla, para Marseille. csrre-
garam *
N. O
bas de
Leandro, taires para poder tomar urna
resolugio, deixou de responder-me at hontem,
dia em que nio se peijou de eitercar seu nome
naquelle montara de miserareis contradique*,
que tanta sorpresa e indignacio ha causado aos
que conhecem o caso, oa onrtram-n'o da bocea
do Sr. Leandro. A resposta do Sr. Leandro 6
talrez o resultado d'uma empresa, que promelte
grandes lucros ; e, porrentura, obra d'um plano
hbilmente combinado, e dirigido por mi amos-
trada e segura, que conculca todos os deveres
soases, todos os principios de honra; cumprin-
do-me, porm, prorar o que boje nega o Sr.
a^|B>?&.7s^rr^
No correr do anno prximo passado me com-
municou por rezes o digno proredor do Hospital
Portugus de Beneficencia, os esobaracos pecu-
niarios com que lulara, para aatislaxer o paga-
mento de urna dirida, com que nio contara no seu
anno administrativo, e desejando eu coadjura-lo
aa remocio deaae obstculo, em que elle dizia
nchar-se collocado, e que pamente acreditei, o-
fereci-me para adiaatar aquella pia iostiluicio, a
quanlia de3:759l98. que foi acceita pela jueta
administrativa do enlo, aob aa condiedes que
abauo rao exaradaa, as quaes gostosameote me
presle, porque o meu fim era e promoverquao-
to poder, por mim e meus amigos a protperidade
do eslabelecimento.
Quando realisei eitfi empreslimo, e metme j
depois, maoifealou-mo o referido Illm; Sr. prore-
dor, o desejo que tinha de que o meu embolcc-
losse antes por meio da quotas promovidas pelos
assooladoa, que voluntariamente quizessem con-
eorrar para isso, do que pata acquisifao da socios,
aereceodo-ase toda a consideracao a peso a
su* opino, prometii-lhe recorrer prmeiro a sa-
Bieber 4 C, 400 saceos com 2,000 arro-
assucar.
Patacho inglez Ann Loarte, para o Canal, car-
Krabji Tbem & C, 1,000 saceos cora 5,000 ar-
robas < le assucar.
Barc i inglesa t7on, para Grsenock, carrega-
Krabb Thom & C, 2,400 saceos com 12.000
arroba de assucar. '
Baroi francesa Virgile, para Marseille, cirre-
garam :
E. A Burle & C, 800 taceos cota 4,000 arrobas
de atsucar.
Brig te hespanhol Felippe, para Genora, car-
regara i :
Bast is & Lemos, 1,000 seceos com 5,000 arro-
bas de assucar.
Brig ie hespanhol Novo Martin, para Barcelo-
na, car egaram :
Ara caga Hijo & C, 107 saccas com 621 arro-
bas e 13 libras de algodo.
Brigie portuguez Conttorrte, para Lisboa, car-
regarai o :
Joao BaplisU de Olireira, 200
1,000 arrobas assacar.
Frsocisee Pereira de Medeiros, 18 couros cur-
tidas e 1 barrica farinba de mandioca, 2 alone!-
res. *
Brig ie nacional Damo, para o Rio da Prata.
carreg iram :
Battot & Lamo*, 30 pipas com 5,520 medi-
das de cachaca.
Brig te brasileiro Midas, para o Rio Grande do
Sul, carregaram :
Guiliierme Carvalho & C, 80 barricas com 228
arroba e 16 libras de estucar.
Bciecbodorfa de rendas Internvs
aceraea de Pernambuco.
Rondli santo do dia 1 a 25. 34:6748781
dem do dia 26...... 1:342890
86:017gn
Consulado provincial.
RendIraentododiala25. 101:611^746
df* ^......X, 2:960#768
a cmara municipal desta cidade
estar em pra5a dos das 26. 27 e 28 do crrente.,
a obra do muro para o cemilerio publico da fre-
fcsooj. 50 da '""" 0,*'Ba q"o'de
Os pretendentes i arrematagao apresentario
nanga, sem a qual nio serio admillidos i lan-
5ar.
P*qo da cmara municipal do Recife. 24 de
ferereiro de 1862. Luiz Francisco de' Barro,
ego, presidente. Francisco Canuto da Boa-
Viagem.
A cmara municipal desta cidade manda
publicar para conhecimento de seus municipet
os artigos de posturaa abaixo transcriptos, os
quaes foram provisoriamente approradoa pelo
Lxro. presidente da prorincia.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 2* de ferereiro de 1862.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-Viagem, official maior serrindo de secre-
tario.
4a aeccao.Palacio do gorerno de Peroambu-
co, 21 de ferereiro de 1862.
O presidente da prorincia altendendo ao que
representou a cmara municipal do.Recile em
offlcio de 17 do crreme aob n. 17, resolre ap-
prorar provisoriamente os seguintes rticos de
postura :
Art. 1. Fica prohibido o eatabelecimeoto de
arrugues em tojas de sobrado, ou casa terrea
com sotao.
Art. 2. Fica estabelecido o prazo de seis me-
zes para a remoso.dos a;ougues qae se achara.
em lojas de sobrados e casas terreaa com
solao.
Art. 3. Os contraventores pagaro a multa da
Irinta mil ris, e oito dits de prisio, que se du-
plicar na reincidencia.Antonio Marcelioo Nu-
nes Gongalves. ConformeAntonio Leite de-
Pirho.
- A cmara municipal desta cidade faz pu-
blico que lem de ir a praca perante a metma c-
mara, a quem mais der, noa dias 20 e 27 do cor-
rente e 6 de marro prximo rindouro, s 11 ho-
ras da manha e por tempo de um anno, os im-
postos que lazem parte do patrimonio da mesma
cmara abaixo declaradas: capim de planta por
600 gado orelhum por 4J e 80 ra. por carga de
farinha.
E para que chegue ao conhecimento de todo
se mandou affixar editaes por esta folba e nos
lugares pblicos detla cidade.
a ?SA ia, """I" nicipal da cidade de Olin-
da 19 de ferereiro de 1862.
Manoel Antonio dos Passos e Silra,
Presdeme.
Antonio Ferreira Lobo,
_^_________Secretario interino.
Declarares.
saceos com
dem
do
104:572*314
Cooselho administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimento-
do araenal de guerra, em cumprimento ao art
22 do regulamento de 14 da dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as proposias dos Srs.
abaixo declarados.
Para o rancho da companhia dos menores do ar-
senal de guerra, nos mezes de mace e abril
prximos vindouros.
Manoel Antonio de Jess:
Pao de 4 oncat a 3j>3i0 a arroba.
Bolacha a4#160 a arroba.
Joio Carlos Augusto ds Silra:
Assucar refinado a 140 rs. a libra.
Caf em grao a 310 rs. a libra.
Cha hysson a 3 a libra.
Manteiga franceza a 760 rs. a libra.
Carne verde a 300 rs. a libra.
Dita tecca a 210 rs. a libra.
Farinha de mandioca a 43 o alqueire.
Peijo preio ou mulatioho a 1J o alqueire.
Toucioho a 320 rs. a libra.
Arroz pilado a 120 rs. a libra.
Azeite doce a 780 a garrafa.
Vinagre a 320 a garrafa.
O conselho arita aos mesmos foroecedores qua
derem dar comeco a entrega dos gneros cima
mencionados no dia Io de margo s 6 horaa da
manha.
Sala das sessdes do conselho adminiatratiro
para fornecimento do arsenal de guerra, 26 de
ferereiro de 1862.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho adminiatratiro, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar oa objectos
seguintes :
Para o hospital militar.
50 paras de chioellas.
48 facas de mes*.
48 garfos de dits.
12 arrobas de assucar refinado.
50 garrafas de alcool de 36 graos
60 garrafas d'agua de labarraque.
24 garrafas de cognac.
8 oocas de nitrato de prata fundido.
500 meio* de sola.
300 ratsouras de junco.
30 vessouras de palha;
Quem quizar veedor taes objectos aprsenle ae
aas propostas em earta fechada na seeretsrfa do
soaselho, s 10 horas da mtnhaa do dia 3 de
m"V> prximo rindouro.
Sala das sesadas do coeeelho administrativo,
para forneciraeoto do arsenal de guerra, 24 de
ferereiro de 1862.
Btnto Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira ese.
Coronel rogal secretario interino.
Movimento do porto."
L,.. **radotnoeHeit$.
a' S*85 dM mana Aatexo,
de I00 toneladas, capito Kenrata, equipagem
10. carga 2,060 barnW com ftrioha de trigo ;
a Philippe Brota.ra 4 C.
Rio C rsnde do Sul25 dias, brigue escuns bra-
iU iro Cine, de 277 toneladas, capito Joae
fTY _^T?
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Sabbado, i de maro, barar sspsctaculo ?a-


DIARIO DB FE1HAMBGCO* QfllHTA FURA 17 M FATERIIM JK fMS.
I
riado pelas duas companhiaa, cojo programma
era a anunciad o.
BAILE
CASSINO 10PUL4R
MASCARAS EPHaNTASIA
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRA1A.
Sabbado, 4* de maree.
A aociedade Caasino Popular, tem honra de
annnaneiar ao respeitavel publico, que o primeiro
baile doi folgaret do prximo
Carnaval
teri lugar do dia cima mencionado, o qual ser
com maacaraa e iem ellaa.
A aociedade nao prelende oceupar a atteogio
publica com grandes promeisas, portanto limita-
aeem afirmar que tem empregado os meioa pos-
airis, aflm de que oa bailea do Caaaioo, este
tono excedan etn sumptuosidade e brilbanliamo
a todos os que all se tem dado e que correspon-
dan! a civilisacao e rpido progresso da linda
Teneza Americana.
O crdito de que goza este bem conhecido ee-
tabelecimento, a boa ordem que oelle costuma
reinar e finalmente a affabilidade e fina educa-
cao dos cavalheiros que o costumam frequenlar,
dispensa-nos de recommendaedes ao publico com
pomposos aonuncios.
Ser mantida a boa ordem e observadas aa dis-
posicoes do regulamento interno, approvado pelo
I Uno. Sr. Dr. ebefe de policia os quses permittem
que o segredo dos mascaras aeja inviolavel salvo
aquellos que se nao portarem segundo aa regras
de civilidade e dos boos costumes.
Os cartoes deingresso estarlo expostos venda
no pavimento terreo do mencionado palacete, no
dia do baile. Para damas, gratis ; para cavallei-
ros, 29000.
Proclamado
publica para os mascarados
Briosos maacaraa, estamos no cantaral, lem-
po proprio do vosso entretimento, nao recueis.
tende em vistas as vossas batalbaa de 1852, 53 e
54, e oa mais annos seguintes, lembrai-vos do
ataque dos Afogadoa em que vos distinguales
com denodo em 52, do das ras, do Lirramento e
Dtreita, em que foi ferido gravemente um dos
nossos melhores ganeraes, que boje est oa 16a
classe, lembrai-vus das aguas sujas de ps, das
tintas com que aaarmava, lembrai-vos emfim do
vosso chefe quando enriado pelo poder de Ve-
neza nunca recuou vosaa frente. Briosos mas-
caras, susleotai a vossa gloria e tereis sempre a
vossa testa o generalsimo enriado de Venpza
Viva o carnaval de 1852 e o carnaval de 1862.
Secretaria de generalisiimo chefe das forcas
mascaradas no Lamaro 35 de fevereiro de 1862.
Romo del Boaoim.
' Ajudante de semana,
Sandevll.
O generalissimo em chefe
das forjas mascaradas,
Quartel general no Campo das
Princezas, 20 de fevereiro
de 1862.
ORDEM DO DIA N. 1862.
O generalissimo em chefe de todas as forjas a
pe e a cavalio, de mar e de Ierra, d'aquem e de
alm, determina oseguinte a todos osSrs. gene-
raes, mrechaes e brgadeiros fagam preparar suas
dtviaftM p*M grande parada, que lera lugar nos
das 2, 3 e 4 de marco em grande uniforme com
o maior asseio no Campo das Princezas pelaa 2
horas da tarde dos respectivos dias, para d'ahi
desfliarem em frente ao campo das cavalbadas na
ra do Imperador, em frente a ra do Crespo,
sonde estaro todaa es msicas do exercito collo-
cadas para applaudirem aos cavalheiros que tira-
rem a argolinha.
Outro aim S. Exc. ordena que a esta grande pa-
rada nao fie* isento nem mesmo os corpos de ve-
teranos, marchan io iafaotaria, caladores (mesmo
de passaros) artilharia macho e femea, raiada e
lisa, cavallaria de trra e de bordo; a guarnilo
da praca ser feita pela artilharia femea raiada,
dando as rondas ruraes a cavallaria de bordo ;
S. Exc. recommeoda a maior promptldao e as-
seio, o que desde j agradece aos Srs. generaes
superiores e subalternos ; recommenda anda que
as cavalhadas ordenadas pelo supremo goveroo
de Veneza aio em frente da ra do Imperador.
O mesmo Exm., em virtude da ordeos que re-
cebeu do supremo poder de Veneza manda reco-
Iher ao general subalterno por um anoo a ilha
de Santo Aleixo, por se schar incurso no artigo
7568 do regulameoto do Conde de Lippe, em que
chama o exercito a indisciplina, dizendo em sua
ordem do dia o. 19 : que os mascaras podiam an-
dar por onde quizessem : ica portanto retido S.
Exc. na dita ilha debaixo das vistas do governa-
dor Mister Donis ; participou-se neste sentido ao
goveroador da ilha.
O grande arsenal da ra do Imperador do bem
conhecido Naves estar a disposicao de todas as
pracas de pret segando a ordem do l'arjent, seb
pena que aquelle que nao dr limpo e asseiado
ser castigado com o desprezo dos mais mas-
caras.
As fortalezas salvaro a hora do coslumo, des-
filando o exercito pelas duas ponte, velha e no-
va, em brigadas e divisoes, fazendo alto defronte
dos saloes do caes do Apollo, aohde serao rece-
Indas por urna salva de viole e um tiros pelas
fortalezas do mesmo lalao, que se achario em-
banderadas, estando os saloes decentemente or-
nados com toda a pompa e brlhaotismo que pede
o dia ; a noiie haver grande soir aristcrata
nos grandes saldes do digno representante Neves
aonde estar urna msica militar prompta para
receber todas as personagens distinctas, tanto do
grande exercito como paisanos, tendo todos a
meama diatiaccao.
Quartel general no largo das Princezas, 20 de
fevereiro de 1862.
O general ajudante de semana,
Josefes Nicola Pibo.
Grande baile.
Nos saldes do caes d'Apolio, aabbado, Io de
margo de 1862, domingo, segunda e terga-feira,
tendopriocipiu aa 8 hora* da noita, achando-ae
os salees com a pompa do costume, ardendo toda
a illuminscao tanto fra comd dentro : havero
novas vistaa transparentes a gaz, viodas ultima-
mente de Paris. A muzica ser do 4 batalho
de artilharia, sendo toda a banda militar dirigida
pelo insigne artista o Sr. Branco, mestre da
meama. Haver urna dan;a de chicanea pelo
Sr. Manoel Francisco de Souza Magalhes, eje-
cutando o mesmo Sr. nos intervalos difflculto-
sas dantas de seu reportoro, vestiodo-se a ca-
rcter, como bem o solo inglex e outras pecas ri-
c"-. Ser comprido o regulamento do Sr. Dr.
chefe de policia. Entradas para homens 28000,
e para aenhoras, gratis. '-----"
Atsos martimos.
Para o Ass
com cala pela Parahiba e Rio Grande do Norte
em esceMeaiea eommodos para carea e aasea-
af */08JdCp,P 1* oa abordo de-
rauta do caes do Ramos
DAS
Messagenes imperiales.
No dia 3 de mareo prximo espera-se doa
portoa do sol o vapor francez Biaba, comman-
dante Aubry de la No, o qual depoia da demo-
ra do costume seguir para Bordeaux tocando
em S. Vicente (onde ha im vapor em corres-
pondencia com Goree) e Lisboa.
A companhia encarrega-ae de segurar as mer-
cadoriaa embaucadas a bordo doa vapores, as-
tim como tambem recebe dioheiros e objectas
de valor com destino a Londres em transito por
Bordeaux e Boulogae.
Para aa condlgoes, (rete e passagens trata-se
na agencia roa do Trapiche n. 9.
Para Lisboa
sabir com toda a brevidide o brigue portugus
Constante, capilo Augusto Carlos dos Res
visto ter prompta a maior parte do seu carrega-
mento: para o restante e passsgeiros, para os
quaea tem excedente* accommodaces, trata-se
com Manoel Ignacio de Olivaira & Filbo, largo do
Corpo Santo, no eacriptorio, ou com o eapito na
praga do commercio.
L
GOIFAU BL'CAFSA
DX
l\avegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, ML-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor cJaguaribe, commandante Lobato,
aahir para oa portoa do norto de sua escala at
a Granja no dia 14 de margo as 5 horaa da tarde.
Recebe carga at o dia 1S ao meio dia. Encom-
mendae, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Uattos n. 1.
COLVAIUUA PERNAIBUGAIU
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sabir para oaportos dosul no dia 5 de marco s
5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 4 ao meio dia. Eo-
commendas, passageiros e diobeiro a frete at o
diada sahida s 2 horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Por ordem superior foram alteradas as sabidas
dos vapores desta companhia para os seguintes
dias de cada mez.
Linha do sul a 5 e 20
Linba do norte a 14 e 29
lio Grande do Sul pe
Rio de Janeiro.
A barca brasileira Carioca recebe carga para
ambas os portos : trata-ae com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
Rio de Janeiro
O brigue brasileiro Joven Candido recebe
carga e eacravos a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C largo do Cor-
po Santo n. 6.
Janeiro.
Seguir at o dia 25 do correte para o porto
odlcado o bem conhecido brigue nacional En-
cantador : para o resto da carga que lhe falta
trata-se com a viuva Amorim & Filhe, ra da
Cruz n. 46, ou com o eapito na praga.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para os dous portos cima
com muita bravidade o veleiro e bem'conhecido
brigue nacional Eugenia, eapito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu cVregameoto prompto : para o resto que
Ibe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo di C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
.&,
COMPANHIAJRSILEIRJt
pjmffu & mm.
K esperado dos portos do sul at o dia 28 do
correte um dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do costume seguir para os
do norte.
Desde i recebem-se passageiros, a engata-te
a carga que o vapor poder conduzir, a qual da-
vera se embarcar no dia de aua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sahida i
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
i C.
COMPANHIA BRASILEIRA
MLOTBiniS A TOD1.
Doa portos do norte esperado at o dia 5 da
marcofo vapor Princesa ale Joinville, o qual de-
poia da demora do costume aeguiri para os per-
tos do Mi.
Desde j recebem-se passageiros e eogaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
meodas e diuheiro a frete at o dia da sahida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz o. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C.
Para Lisboa.
O brigue portugus Bella Figueiranse, eapi-
to Jos Terrena Lessa, pretende sabir at o flm
da presente semana por ter quasi completo o seu
carregaraento : para o reatante e tasssfsiros
para oa quaes tem excellentes eommodiaadea'
trata-te eom F. S. Rabello Filho, largo da Aa.
sembla n. 12, escriptorio. *
REAL IOIPAMIA
DE
Paquetes inglezes a vapor
At o dia V de margo prximo vindouro ea-
pera-se da Europa um doa vaporea desta com-
panhia, o qual depoia da demora do costume se-
gpir para o Rio de Jaoeiro tocando na Babia,
uara passagens etc. trata-ae com os agentes
AdamtOD Mowie 4 C na roa do Trapiche Novo
n. 42. r
Para
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muits brevidade, tem parte de aeu carregameoto
a bordo ; para o reato que- lhe falta, trata-se
com oa aeus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no aeu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para Porto.
Segu em poucoa dias a barca porlugueza
Flor da Mata, por ter parte do seu carregamen-
o prompto ; quem quizer carregar ou ir de pas-
tagem, dirija-ae o consignatario do meamo em
tea escriptorio da ma do Apollo o. 43, segundo
andar.
A barca franceza Manuel de
primeira classe e de primeira marcha
que pretende seguir para Marsele com
muita brevidade, recebe passageiros pa-
ra os quaes tem excellentes eommodos :
a tratar com o capitao na ra do Tra-
piche n. 9.
Lfiioes.
LE1LO
No dia 27 do corrente.
O agente Evaristo Mendes da Cunta Azevedo,
autoriaado pelo proprietario da taberna da ras
da Imperatriz n. 4, far leilo em um s lote dos
gneros, armaco, gaz e mais pertoDces da mes-
ma, adverlindo que urna das melhores taber-
nas por suas freguezias diarias e pela localidade,
oa meama taberna aa 11 horas em ponto do dia
cima.
Continuado doleilao
Ra do Gabug 11. 8.
HOJE
das 11 horas do dia as k horas
da tarde e das 6 1 [2 horas
da tarde as 9 horas da noite.
Costa Carvalho faz leilo de todas as (rendas
existentes na referida loja da ra do Cabug n.
8, sem limite de prego, tanto mais que elle deve
vender tudoquanto antes e pelo que der, visto
como tem de entregar a casa do dito estabele-
cimento ioteiramente desoecupads at o fim do
corrente mez.
Alem de muitasfazeadas finas e grossas vio a
leilo :
Casacas de psono fino pretos e de cores.
Faletota de panno fino e de casenira prela a
de cores.
Caigas pretas de casemiras muito Anas.
Paletotsde bramante e de outras differentes
qualidsdes.
Chap'elinaa francezas ricamente enfeitadas.
Ditas muito propriaa para es damas do car-
naval.
Chapeos com plumas para as ditas.
Capas e vestimentas de la de cores para os
meninos se vestirem no carnaval.
Brim aetim, cortes de calcas de casemiras pre-
tas e de cores, pannos fios, colletes feitos, en-
eitet de vidrilbo e de flores, csixos de flores.
LEILO'
Jo
QUINTA FEIRA. 27 DO CORRENTE.
O agente Pinto autorisado pelo Sr. Joaquim
Maria Ferreira de S (chegado ltimamente do
Rio de Janeiro e para onde se retirar em pou-
coa dias) far leilo aa 11 horat do dia cima men-
cionado em seu escriptorie na ra da Cadela n.
9, dos predios abaixo daclaradoe, a saber:
Duas casas terreas com tres portas de frente
com grandes soldes, quintaos cacimbas, sites
na ra dos Guararapeans. 58 e 60.
Duaa ditas ditas com duas portas de frente, so-
tSes, pequeos quintaes e cacimbas, sitas na ra
do Apollo na. 13 e 15.
Urna diti com urna porta e janella, com aolao,
quintal e cacimba, sita na ra da Guia n. 22.
Os pretendenles poderao desde j examinar as
refer las casas, procurando entenderem-se com
o mesmo agento a respeito dos ttulos e mais
documentos das referidascatat.
LEILO
No 1 de mar O agente Oliveira offereceri em leilo es pre-
dios abaixo designados que aero arrematados
chegando aos presos mdicos limitsdoa pelo sea
proprietario e os guies rendem approximada-
mente 10 por cento sobre o custo elevado, a que
for&m obtidoa em poca mais favoravel, e pode-
rao eventualmentelrender mais em razio de se
acbarem alteados em localidades cosomerciaes
desta cidade, aaaber:
Um sobrado da 3 andarea em chao proprio, na
ra Direite n. M, can S portsa do terreo e 4 }-
nellas de frante em cada andar, quintal, cacimba
e cosinha tora.
Mm dito de 3 andarea e aotio, em chao pro-
prio, na sua do Livramento, com 3 portas no
terreo e i janellas de frente em cada um andar,
cosinha fora, quintal com estribara, quartos'
cacimba ett. H '
Urna caaa tarrea na travessa de S. Pedro n. 1,
foreira, com 2 salas, a quartos, cosinha, quintal
e cacimba.
Tres partea de um sobrado da um andar cor-
respondente a quasi metade do aeu valor, na ra
da Hortaa u. t ea chao foseiro, com loia de
vivenda, quintal, cacimba etc.
Sabbado 1-* de marco
no eseriplorio do referido agente, u ra da Ca-
dea do Recife, ao meio dia em ponto ; e deca-
ra-aequeaaouBCtado esta leilo coa Unta an-
tecedencia para dar tempo a que oa pretenoen-
(es venbam examinar a ialeira legslidede des t-
tulos, no ascriptorio do indicado agenta que
desde j se oBateco a eanibi-loa e a dar oa es-
clarecimentos necesaarios, e para que oa meamos
preleodeatsa possam examinar previamente o
estado ahonda de do* dHoa pcaioa.
Avisos diversos.
NesU tvpographia, pre-
cisa-se fallar ao Sr. Dr. Ai-
vendo Alves Ribeiro da Suva,
que reside no Rozarinho.
T Pr Inu'ta Yeze t tem nnun-
ciadoque somente se recebem asignatu-
ras deste Diario a 5jj|000 por trimestre,
sendo pago dentro de 15 das do cotne-
co, mas acontece que alguns de seuj
assignantes demorem o pagamento alem
daquelles dias, e se julguem com direi
to a paga-lo a dito preco ainda mesmo
que falte meia duza de dias para se
vencer o trimestre; por tanto de nov-
se declara que nenbum direito tem o
subscriptor de pagar a subscripcSo a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
n5o serrindo de desculpa o nSo ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber se na livraria ns. 6 e
8, da praca da Independencia, por nSo
haverem tantos recebedores, quantos
seriam precisos para encontrar em
suas casas, a alguns assignantes.
LOTIRII
Sabbado 8 de marco prximo, an"
dar5o iropreterivelmente as rodas da
quinta parte da primeira lotera do
Gymnasio Pernambucano, no consisto-
rio da igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario de Santo Antonio. Os bhetes
meiosbilhetesacham-sea venda na the-
souraria das loteras n. 15 ra do Cres-
po, e nat casas commissionadas. As
sortes serao pagas depois da distribuicao
das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Attenco.
Fooece-ee comida em casa, e para fora : no
largo da Assemblea n. 12, aegundo andar.
Taberna.
Vende-se urna taberna propria para um prin-
cipiante e por ser em bom lugar na esquina do
Forte do Mallo e faz frente para a ra da Lapa e
para o largo em fren le do cbafaru : a tratar na
mesma.
Em 31 de dezembro de
1861 flodou-aa o termo marcado no trato aocial
da Arma Santos, Oliveira & C- para a durago
da mesma sociedade, desde esse dia considera-ae
dita sociedade diasolvida como eipresso nos
arta. 307 e 335 Io do cdigo do commercio um
doa membros deesa aociedade nao quer conti-
nuare aim quer que se proceda a liquidaco do
passivo e activo da firma al o dia cima refe-
rido, e nao responsavel palos actos praticados
posteriormente pelos outros socios em nome da
sociedade, o que um abuso ; faz-se isto pu-
blico aos Srs. credores, socios e mais a quem
interesse liver. Recife 26 de fevereiro de 1862.
Luiz Antonio de Souza Ribeiro.
Frecisa-se de um feitorque eolends de jar-
dim : na ra do Hospicio n. 6.
Chep rapa-
zeada.
Para comprar boas mascaraa para o carnaval
a 320 rs. e mullos objeetos para eofeitar vestua-
rios, boas luvas de todas as qaalidades, pandei-
ros e outros muitos objeetos proprios para o car-
naval e para consumo das cottureiras, que ludo
se vender sem reserva de prego por ser liqui-
dadlo : oa loja de miudezas na ra do Queima-
do 0.27, que pertenceu a Jos Antonio da Silva
Araujo.
lojeccao Brow
Remedio infallivel contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza ra da Cruz n
22. Preco 3#-
Em praga publica do juiz de orphos do
?. ,,Ude de ^i0*11 se ha de rematar
no da 27 do corrente mez na audiencia do mes-
mo juiz s 10 horas do mesmo dia, urna casa
terrea da pedra e cal sita na ra do CAxo da di-
ta cidade em chaos proprios, com 81 palmos de
fundo e 34 de frente, urna sala e gabinete na
freote, 4 quartos, sala alraz e coainha, quintal
muito grande, avaliada em 500.
Vende-ae na roa do Queimado n. 29 esquina
do collegio no armazem e loja de Joo Jos de
Gouveii, meiasde seda encarnada a 500 rs. o
par.
Jtltenco
- O abaixo assignado anligo profeaior particular
da Mogas ingleza julga conveniente fazer-je
lembrar aos seus numerosos amigos e cOnheci-
dos, e para que em consecuencia de terem por
aqu apparecido alguns novos concurrentes nesse
ensino, nao julguem que elle deixa da continuar
a exercer a sua profissao. Elle ainda continua
a leccionar particularmente dita liogua pelo sys-
tema de Olendorff, o qual incontestavelmente
o melhor que tem at hoje sohido do prlo; tan-
to asiim, que o nico actualmente adoptado
noa priocipaea collegios da Europa para o ensioo
de diversas linguas estrangeiras, pois esli conhe-
cido que os quatro differentes exerciciot que o
discpulo obrigado a fazer ao mesmo tempo,
isto 1er, traduiir, escrever e fallar, coocorrm
muito sem duvida, para facilitar o aeu aperfei-
coamento. O meamo profesaor toma liberdade
de faxer tambem lembrar, que foi elle o primei-
ro que lecciooou nesta provincia pelo referido
methodo a liogua ingleza, assim como ainda mo-
ra na mesma ra da Gloria n. 83.
Geo Q. Marlher.
Os abaixo assignado fazem scien-
te aos devedora da extincta firma do
Aranaga, y Brydn que se est acaban-
do de liquidar, que tendo-os j chamado
pelos Diarios para virem satisfazer seus
dbitos, e como alguns morosos nao
tenbam feito caso do nosso anruncio,
em 1.- de mveo prximo, vamos entre-
gar ao nosso procurador todos os docu-
mentos comprobativo, para os ditos de-
vedores serem chamados a juizo. Recife,
22 de fevereiro de 1862.
________Aranaga, Hijo r C.
Veoeravel or-
|dem terceira de]
S. Francisco
Tendo a mesa rege dora da
mesma veneravel ordem delibe-
rado expor avista dos fiis a
solemne procissao de cinza na
quarta-letra propria da futura
quaresma, e tendo a dita pro-
cissao de pe correr as ras se-
guintes : Imperador, praca de
Pedro II, parte do Queimado,
Livramento, Oireita, Terco,
becco do Hariico, Martyrios,
Hortas, pateo do Carmo, cam-
boa do mesmo, Flores. Nova,
Gabuga', praca da Indepen-
dencia, Cruzes ao recolher, ro-
ga-se aos moradores das ditas
ras o aceio das mesmas, sob
pena de se tomar outra dii eccao.
Outro sim, o secretario abaixo
assignado faz lembrar a todos
os seus cbarissimos irmaos o de-
ver que Ibes impoe o final do
do art. 208 dos estatutos da so-
bredi t a ordem, na falta de com-
parecimento ao presente acto.
Approveita a occasiao para tam-
bem convidar aos nossos irmos
novicos o seu comparec ment ||
por lhes tocar o andor da Se- ||
nhora da Conceicao. Convida- ^
mos aos Srs. Rvds. sacerdotes o @
seu comparecimento para maior ^
brilhantismo da mesma
O secretario,
Bj Luiz Manoel RodriguesValenqa.j
Gabinete portngoez de
Leilura.
Popordem dolllro. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao de novo convidados os senhores
socios accionistas a reunirem-se em sessao ex-
traordinaria da assemblea geril, domingo 2 de
margo prximo viodouro, is 10 horas da manha,
na sala das sessdes do mesmo Gabinete, para o
disposto no 6.* do art. 34 combinado com o
art. 61 dos estatutos vigentes.
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leitura
em Peroambuco 26 de fevereiro de 1862.
M. Soares Piobeiro,
1.* secretario.
Aluga-se
por 20$ meosaes um mulatinbo de idade de 14 a
13 annos, proprio para servir no interior de urna
casa, e que cose bem de alfaiata por ter 4 annos
de officio : na ra do Sol n. 21.
Alugam-se por mdico preco o segundo e
terceiro andares da casa da ra do Crespo n 23,
proprios para pouca familia : a tratar na mesma.
Aluga-se
o segundo andar e sotao do sobrado n.
61 da ra Nova, o qual tem ptimos
eommodos: quem o pietender dirija-se
ao primeiro andar do mesmo sobrado
que adiara' pessoa autorisada pava
aluga-lo.
Os Srs. accionistas da companhia
pernambucan sao convidados a reuni-
rem-se em assemblea geral na sala da
associaqao commercial, no dia 5 de
marco ao meio dia para ouvir 1er o pa-
recer da commissao de exame de con-
tas. Pcrnambuco 95 de fevereiro de
1862O gerente F. F. Borges.
W<* aa^arW WWkT ^Wtf 5aWWaWsW^^W ^^w Ha^lj a^WVjJ
Attenco. |
Roga-se aos devedo- S
res do fallido Jos Anto- %
nio da Silva Araujo que (
venham pagar seus de- J(
bitos no prazo de 30 ]
jj dias amigavelmente fia- ;
Sdos os quaes o arrema- j
tante ser obrigado a
entregar ao seu procu'-. j
| rador para cobrar judi- g
; cialmente o que pode- ]
rao faier dirigiudo-se a 8
{loja que foi do dito Arau- S
joa ra do Queimado 8
S n. 27.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOlLWaI
Milhares de individuos d* ledas as nae*
pode teslemnnhtr as viriudes dest, remediar
incomparavaleprovaremcaso neeessario.qajev
pelo uso que delle Bzeram tem seaearpoar
membrosinteiramenteaiotdepoisdelMver em-
pregado intilmente ou-trostratamentos. Cada
pessoa poder-se-hacoBvencer dessascaras ma-
ravilhosas pala leilura des peridicos, qua Ib'as
relatam todos os dias ha muitos anuos ; a a
maior parte deltas sao t* 90r prndenles qa*>
admiran os mdicos maia celebras. Oaanu
pessoasrecobraram eom esta soberano remedio
o uso de seus braSos e perea, depoit dedur
permanecido longo tempd nos hospiues, o lee-
de vi a m soffrer a amputado I Bellas bti'mui-
easquehaveDdodeixadoesses, asylos denatf*-
limentot, parase nao submeterem aassaope-
ra(o dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso dessepreeioso remedio. AjT
gumat das taes pessoa na enfusao de seu recc-
nbecimento deelararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magjg-
trados, a fim da mais autenticaren) sua a firma-
M.
Ninguea desesperara do estado desaude se>
tivessa bastante confianza para encinar esa re-
medio constantemenleseguindo algnm tempo o
trata ment que necesstasss a natureza do mal,
cujo resultado seria provar neontestavelmentsw
Que lado cura.
O uuSuento he til, mala particu-
larmente aos searuintes csea
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em garal.
Ditas da anua.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengvas escaldadas.
Inchaces.
nflammacio do figado.
Infiammaco da[b*xisjai
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olbos.
Mordeduras de repti;-.
Picadura de mosquito
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
S
I
A casa estrangeira que precisar de
ama para coaer e engomnur com acert e
conducta, dirija-ae a ra da- Maagueira n.
para tratar.
m NOVA CALIFORNIA
Na ra da Imperatriz numero 48, junto a padaria Iranceza
Vende-ae aedaa escocesas de bonitos gostos a 10, cambraia risa a peca a 11800 21500
5*5^ f?f,^f* 5"mbr*'* brnoaacaav barra de coc a a800 e3f. ditos brancos^Vdadoe
6eorge Smith, subdito Inglez, :etira-sa otra
n|latarra. r
feites para aenhora a 5| e.&|500, calos dourados ds bonitos gostos a 23, 23500 e 8"chapeoa en-
leitadoa para baottaado a e 4, ditos de sol para aenhora a 43 e 5, ditos de sol para homem a
. leacoade casas grandes hU a 9M00. ditos de cambraia bordado* a SO, 140 a 300 ra., grea-
denaple* pratOQ uno a t800 e 3 o cavado, ricos manteletes pretos de groadenaple a 30#, 22 e 35*,
panno preto uno a 3g e 8*500 o corado, 016 liso branco multo fino a 640 a vsrs, dito bordado
a UamaOa) oeuoa muuaa (auadaa por sjreeoaeommodos. aseim como na ffanda aotlimeolq da
roupat faltas por preeot que admira : n Toja da Parada! forto.
v*eDde-se| este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, cStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas ds sua venda em toda a
America do sul, Ha vana a Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
urna instrueeao em portuguez para explicar o
modo de (azar uso desle ungento.
O deposito geral e2 casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Peroambuco.
Desapparecea da casa de sus seohorea.
hontem 25, ao meio dia, o preto por nome Jos
casado com urna cabocola forra por nome Cordo-
lina, elle de nucao Bengueila j velho, com o
sigoaes seguintes : altura regular, barba pintada,
olhos vermelbos, rosto corto, cabellos torcidos
ps chatos, dedo grande arquiado pira dentro,
as pernas tem marcas de feridas, rosario de
contas pretas a tiracolo com um brere, a mao di-
raila com defeito, levou camisa de algodo com
listras azues, paletot cor de caf 4 velho, caiga
de casemira cor de rap, chapeo de pello baiio
preto, e outro de couro, muito prosista : roga-
se as auteridados ou capitaes de campo que o
pegar, conduaam-o ra da, Imperatrit n. 78,
que sero bem recompensados.
Attenco.
Desappareceu no dia 25 do corrente, um escra-
to mulato de nome Fortunato, com idade de 28-
a 30 annos, pouco mais ou meuos, altura regu-
lar, corpo grosso, tem urna grande cicatriz atra-
vesada do peito esquerdo ao lado direito da
barrga, e por isto se toroa muito conhecido ; este
escravo linha vindo de Tabaiaoa entregue ao Sr.
Luiz Jos Pinto da Costa para ser vendido, e s cha -
va-se em poder do abaixo assigoado a conten
e parai ser examinado, nao se respoosobilisando
o abaixo assignado pela fuga do dito escravo :
roga-se, portanto, a quem o pegar, leva-lo em
Oliuda ao Sr. Luiz Jos Pinto da Costa, ou no
Recite, ra da Moeda, armazem n. 9, que se gra-
tificar.
Manoel Marques de Oliveira.
Para os apaixonados do carnaval.
Na ra da Cadeia do Recife n. 55, primeiro an-
dar, ha um grande sortimento de cabelleiras da
caitos, e barbas, que se aluga mais barato do qua
em outra quaiquer parte.
Aluga-se urna casa deironte da igreja da
Soledade : nesta typographia se dir quem aluga.
Antonio da Silva, sua mulher Maria de Je-
ss, Portuguezes, e 2 ti I nos menores, reliram-s
para Portugal.
Aviso.
O secretario da Irmandade de N. S. do Terco
convida a todos os seus charos irmaos para rea-
oiao em nossa igreja, quarta-feira de cinza, 5 de
marco, pelas 3 horas em ponto da tarde, aflm de
em corporago, acompanhar-se a procissao da
cinza, para a qual foi convidada a irmandade pe-
la veneravel ordem terceira de S. Francisco.
Roga o mesmo secretario a todos os irmos (o
aquellas que o nao sejam) que tenbam em sea
poder opas e que por motivo nao possam compa-
recer, se dignem de as mandar entregar na loja
de cera ao p da igreja, pelo que faro um gran-
de favor, alem de sua rigorosa obriga;o.
Jos Pioto Magalhes.
Secretario.
Aluga-se o primeiro andar, e o segundo so-
tao e mirante do sobrado, da ra do Padre Flo-
riano n. 38 : a tratar na ra do Queimado a. 52.
SOCIEDADE
M(DM IPMSHl)*
Pelo presente sao convidados os irmos para a
reunio geral hoje as 6 I [2 horss da tarde.
Secretaria da sociedade Amor ao Prximo eaa.
25 de fevereiro de 1862.
Theodoro Orestes do Patrocinio.
Primeiro secretario.
Monte Pi popular Per-
naubucano.
Nao sendo possivel baver domingo ultimo reu-
nio da assemblea geral, de aovo ao convidados
os senhores tocios, e moroseate os eleitos lti-
mamente para serviram os cargos da administra-
gao, comparecerem domingo 2 de marco pr-
ximo, 4a 10 horaa da manba, se realisar a
posse dos novos eaopregadoa
Secretaria do Monte Pi Popular Pernambuca-
no 26 de fevereiro de 1862.
Bemjamiu do Carmo Lopes.
1." secretario.
__O general Solidme Joad Antonio Pereira do
Lago fax scienta que mudou a sua residencia do
ra do Imperador n. 3 para a da Aurora n. 30.
. Antonio Joaquim Seve, socio e gerente da
mm eoaomarcial de Seve, Filhos & C. retira-s*
paca a Europa, e durante aua ausencia, deixa a
gereacla da meama ao Sr. Jos Joaquim Seve.
Miguel Antonio Roberto, escravo do Sr. An-
tonio Roberto, Francas, morador em Santa An-
tonio, cata u. 15, fice em poder delle fazer a las-
asa de Santo Antonio e Boa-Vista desta praca.
Aluga se o primeiro andar do so-
brado da ra da Imperatriz n. 40, a
tratar no mesmo.
Aluga-se o saguaa eaaar da asa n. 15
da roa do Viga rio : .Katar m asan. 13 *
mesma ra.


4
DIARIO MffMUUlIJUCOa QUBTaY .IBA 27 DE FETERBIRO DE 1861.
Z
RETRATOS
Para as provincias de Pernambuco, Prahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, jaoticus planetarias, eclipses, partidas
de correiot, audiencias, e resumo de chronologia, a ris ,160
Dita com.almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
.partidas dos cor retos, tabellas de imposto,-etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, .commercial, e indus-
trial, desta .provincia, a res. ........IflOOO
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo gosto
Retratos de DOTO gosto
Retratos de novo gosto
Retratos de DOTO gosto
Hawleyotypo nova invenc
Hawleyoiypo nova invenco
Hawleyoiypo nova ioveoco
Hawleyoiypo nova invenco
Hawleyoiypo nova invengo
Presos baixado para pouco
tempo.
Pregos baixado para pouco tempo
Presos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Pregos baixado para pouco lempo
3#00G 5#000 10#000 20#000
3J0C0 39000 35OOO 39000 59000 109000 59000 IO9OOO 59000 10/000 59000 IO9OOO Para retratos Part retratos Para retratos Para retratos 209OOO 209000 209OO4 209000
Para retratos
Explendido quadros dourados
Esplendido quadros dourados
Explendido qOadros dourados
Explendido' quadros dourados
Expleodido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
de liados
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
para retratos
para retratos
para retratos
para retratos
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Gaixas
Caixas
Caixas
Caitas
Caixas
Todos
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
gostos
gostos
gostos
gostos
gostos
ver
P*ra
tirar
retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orborne retratista americano
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
AGITADOR DMffllCO
SO DOUTOR
. L MUD.
Para a preparaco dos medica-
mentos homeopalhicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os uoicos, coca que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CUOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admiltem deloagas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopalhia os ventajosos re-
sultados que ella asaegura.
Acham-se a venda carteiras e meias earteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes insirurgoes, pelos presos conheci-
dos, na pharmacia especial homeopalhica, ra
de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N B. Os homeos de bom senso reconhecem
cerlamenle que sendo o Dr. Sabino a fonle pura,
d'onde eraanou a homeopalhia em Pernambuco
e em todo o norte, elle o nico immediata-
mente interetsado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por cooseguinte to somente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
{3o applicago da scieocia no curativo das mo-
eatias, quer em relacao preparaco dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Dr. Sabioo trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous em pregados [um
brasileiro e outro (raocez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sao sjudidos por mais
tres ou cinco pessoas. quando o servido o exige,
na destillego do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecago dos glbu-
los, na distribigo das diluic,dea etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopalhia, como geralmenle a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparam,
nem eram precisas tantas despeas com o pes
soal.com machinas e com a bleoslo das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na prepararlo dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta com o bem,
queja lem feito, dando homeopalhia s popu-
larizado de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeigo dando aosseus remedios
a maior iofallibilidade possivel em seus effeitos.
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a suapropaganda em Per-
natnbucofoi to brilhanie que nao lem na Eu-
ropa uenhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA UE PaRIS. tomo 4., pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHlA, por Granier, pagina 102); mas a sus
ambicio muilo mata elevada : ella se dirige a
legar as gerages futuras um nome estimavel
pela gravidade e importancia dos seus servicos,
pela sinceridade de suas contiendes, e pela fir-
meza do seuicaracter.-E' por isso, e para sao
que elle trabalha ; e trabalha muito. .
J FEKREIKA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Bn te Cabug n. 18, 1.* andar.
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainutypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
polceiras, alfinetes su easaoletas. Na mesma
casa existe ao completo e abuodante sortimento
da artefactos francezes e americanos para a col-
locago dos retratos. Ha taanbem para ata mea-
mo flm cassoleUs delicados alfloetes de ouro
de le; retratos ee pholographia das principaea
peraoaageos da Europa ; aiereoscepee e viataa
ereoscopicas, tala como ?Uros par embrotyp
4 cmica photgrapbicM.
Especial hOmeopatlco
1 IHa EMM!(W&a '
Ra das Crazes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o tespectivo- proprietario i qualquer hora, liavendo
ahi sempre grande sortimento dos verdadeiros medicamentos homeopalhicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Ca'ellan ej Weber, os mais acreditados pharrnaeeulicos do universo como
preparadores de remedios de homeopalhia.
O proprielario deste consultorio nao pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem to pouco superiores aos que por
ahi se preconisam, porque cerlo que o que nos fazemos, outro o pode egual mente fazer lao bom
senao melhor. olas afianza que nelle nao ha traicancia, e que o servico da preparaco corre
pelo mesmo proprielario, que nao tendo grandes comroercio de carteiras, acha-se suficiente para
satisfazer s necessidades daquella preparaco.
Neste consultorio acham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprielario, com seus esforcos e
medica memos, todas as pessoas necessiladas, sera distinc^o alguma, que o procurem, pois
fue .o seu maior praeer ser til humanidade soffredora.
Aluga-ae a cata terrea n. 4 da ra do Naa-
cante, com boas accommedaoes para familia : a
tratar com Francisco Jos de Campos Pamplona,
na ua padaria na ra Imperial.
Aluga-ae um armazem na ra da Cruz n.
29 com sahida para a ra doa Taooeiros. a Voca-
lidade a melhor possivel para qualquer esta-
belecimento : a tratar no pateo de S. Pedro na-
mero 6.
D-se
1:0004000 a premii, sobre hypotheca de beoa de
raz: quem pretender, dirija-a* a ra da Palma
n.49, sotao.
Attenco.
No sabbado 22 do correte. pelas71i2 horas
da noile, perdeu-ae do Recite para S. Jos do
Maoguiuho urna caria fechada a lacre, dirigida a
Basto & Lemos, contendo a mesma documentos
que s aos mesmos podem interessar ; rogase,
pois, a qnem quer que por acaso a tenba achado,
de fazer entrega aos annunciaotes, na ra do Tra-
piche n. 15, que gratifica rao generosamente seja
qual for o estado em que a recebam.
CIQILRO PEREGRINO, ha-
cha re em direito, continua no
seu escriptorio de advocada, na
ra do Queimado n. 2t.
CONSULTORIO ESPECIAL HOIE0PATHIC0
DO D0UT0K
B SABIIIOO.L PINHO.
ftuaae Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos oa diaa tela desda aa 10 horas
at meto da, acerca das seguiutes molestiaa :
molesUat da mulhtrtt, molestia$ dat crian-
cas, molestias da pelle, molestias doiolhos, mo-
lestias syphiliticas,todas as especies de febres,
[sores intermitientes e euae consequeneias,
fHARMACU ESPECIAL H0MS0PATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas aaca tela a neceaaariaa, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura,como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
sivais. *.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sibioo sao
nlcamente vendidos em su a pharmacia: todos
que o forem (ora della sao falsas.
lodaaascarteiraa ao acompanhadas da id
" com "m 8iblema em relevo, tendo ao
p s.e8u'nl palavras : Dr. SabinoXI. L.
f'7' dlc>brileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
da, As carteiras que niolevaremeaaeimpresso
assim marcado, amboratenbam natampa o no-
ne do. Dr. Sabino sio falsos
Consultorio medico-cirargico
Consulta por ambos os systemas,
Em coosequencia da mudanga para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mentoacaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, vulo o grande credUo de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaugao de mscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apreseotsdos sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ler maior certeza acompanfaar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo o em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porcao de tinctur de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia ecujaa propriedades sao tao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulaos qur em tubos qur em linduras custarSo a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuneia a seus clientes e amigos que tem commodos
mrflcientes para receber alguna escravos de um e outro seso doentes ou que precsem de alguma
operapo, affiancando que sero tratados com todo o disvelo e promptidao, como sabem todos
aquelles que i tem tldo escravos na casa do annunciante.
A siluaco magnifica da casa, a commodidadodos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompio restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 borai
e de .arde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender na ra da Gloria n. 8 cas. do Pundo. Dr. 6o Moscozo.
APPriOVACO E AlTORISACiO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAPAS MEOiClUAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
)e Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
falvel em todos os casos de inflammago ( cansan ou falta de respiraco ), sejam internas ou
externas,como do figado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peilo, palpitadlo de corarlo, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumalismo, paralysia e lodas as afecgoes nervosas, etc., ele. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas etc., seja qual fr o seu
tamaaho e profundeza por meio da- suppuraciio sero radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receitadas por habis e distinclos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazera merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depoisde 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicares, se as chapas sao para hornera, senhora ou manga, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabega, pescoco, braco coxa, peroa, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumfereocia: e senda nchagoes, feridas ou ulceras, o molde do seo
famanho em um pedaco de papel e a declaracao onde existem, am de que as chapas sejo da
torma da parle affeciada e para serem bem appHcadas no seu lugar.
Pode-se mandar \ir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os acces-
orios para a collocagSo dellas. I
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua "confianga, em seu esariptorio, que
se acbar aberio lodos os das, sem excepgao, das 9 horas da manha s 1 da tarde.
||9 Rua o Parto 419
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
EH
Para as encommendas ou informages dirijam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimado n. 15.
O abaizo assignado ainda tem alguna terre-
nos para diapor, de sua posse, depols da licenga
do goveroo, por serem estes de marinbs, eslo
beneficiados, e oestes ja. se acbam alguos pre-
dios edificados na frente da ra da Concordia,
e os que lemos a ceder sao na primeira e segun-
da ra projectada por detraz da Concordia, tem
terrenos para urna e duas frentes a vontade dos
compradores, e vendem-sa por pregos mui razoa-
veis, atientas as commodidades que as mesmas
offerece para sua edificago: os preteodentes
podem dirigir-se a ra larga do Rosario o. 16
que acharao com quem tratar.
Recife 24 de fevereiro de 1862.
Mauoel Antonio de Jezus.
O Sr. Jos de Mondonga Avalla Rarreto
queira declarar a sua morada, pois se lhe deaeia
fallar a negocio de seu ioteresse.
Desapparecau um cachorro d'agua, de raga
iogleza, braoco com manchas pretaa, o qual aco-
de pelo nome de Daah ; quem o achar pode le-
var ra do Trapiche n. 10, que ser gratificado.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
Martima.
De ordem do Sr. presidente scientifico aos se-
nbores socios em dia que ha ver assembla geral
seita-eira 28 do correle negocio de grande
monta, e juntamente scientifico aos socios que
se acham atrasados, que hsjam de se pdr quites,
do contrario serao punidos segundo marca o arti-
go 123. dos novos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Reneficenle Ma-
rtima 23 de fevereiro de 1862.
Rallhasar Jos dos'Reis.
1. secretario
luga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem Fica fPassagem da Mag-
dalena) tendo 2 salas, 5 quarlos e cosinha, sitio
com muilas fructeiras. baixa de capim para 3
ca vallos, estribara para 2e 3 cava los e coxeira
para 2carros: a tratar na mesma casa, das5 ho-
ras da larde em diaote, ou no escriptorio do Sr.
Henry Gibson na ra da Cadeia.
Jacques Boudousjur, subdito francez, vai ao
Rio de Janeiro.
Arihur Souchois, subdito francez, -relira-ae
para a Babia.
!X^MI6MMft-M9SW9l9-6M&WttffK
Trata ment homeopathicoj
preservativo e curativo^
do cholera-morbus.
PELO DOUTOR S
SABINO 0. L. IMMIO.
Vende-se cada exemplar a 5U0 rs.
Diatribuigao gratuita aos assignantes
das obras homeopathicas do Dr. Sabioo, ?
e aos freguezes da pharmacia especial
homeopamica. Ra de Saoto Amaro S
(Mundo Novo) n. 6.
SM JkftAattASUilayfiJlaMi^ mrra ^.r/. tna m.nm. ^n-m ^
Publicages do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TIIESOIHO HONEOPATHirO
ou
VADE-MEClll DO HOMFOPATIIA.
(Segunda edieco cons-
deravelmente augmen-
tada.)
Diecionario popular de medicina ho-
meopalhico
PELO en.
SABINO 0- L. PINHO.
Continuam as assignaturas para estas obras a
25&000 em brochura at fevereiro.
Ra de Santo Amaro (Mundo Novo) o. 6.
O abaixo assigoado agente do banco
mercantil Portueose neata cidade, saca
efectivamente por todos os paquetes so-
bre o mesmo banco por qualquer som-
mi i vista ou a prazo para o Porto e
Lisboa : dirijam-se as nas do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
wTt wT w HP W W W W W w m>
Na tt-avessa da ra das Cruzes n.
2, p.nmeiro andar, tinge se para todas
ascors com presteza e com modo preqo


Ensino de partidas
dobradas
E ARITHMETICA.
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana tergas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, segundo andar.
# O Dr. Carolioo Fran-
cisco de Lima Santos,
mudou-ae da ra daa
9 Cruzes para a do lea-
% parador, sobrado n.
# 17, em frente da igre-
# ja deS. Praociaco, on-
aj de coniioua no exerci-
0 ci de aua profissio de
aa medico.
#19
ndice alphabetico
DAS
Leis, decretos e avisos relativos a incompatibili-
dade na accumulacao dos caigos e empregos p-
blicos e s condiedes do exercicio dos mesmos
cargos e empregos e das diversas profisses,
ORGANIZADO
por Ovidio da Gama Lobo, bacharel em scienciaa
jurdicas e sociaes pela Paculdade do Recife, e
aecretario do goveroo da provincia do Maranhao.
Acha-se no prelo esta obra, para a qual assig-
na-se a 39 o exemplar: na praga da lndependen-
ns. 6 e 8.
Gabinete medico cirurgico.f
af Ra das Flores n. 37. a
% Serio dadasconstltas medicaa-crurgi-
ca pelo Dr. Eatevao Cavalcanti de Alba-
% qaarque das 6 aa 10 horas da manla, ac- #
9 cudiodo sos chamados som a maior bre- #
# vidade possivel. 0
a* 1'* Partos. a
sm 1.* Molestiaa da pella. 0
0 8.a dem do olhoa. q
S4.' Idemdosorgaos nenitaes. Sj
Praticartoda equalquer operaco em aj
b ssu gabinete ou em casa dos doentes son- a)
S forme Ihes for maii conveniente.
SJ
Roubo
que fizeram na Boa-Viagem a Jos Jacinlho Moo-
leiro no dia 10de fevereiro de 1862, aa pecas se-
guimos : 3 corddes grossos tendo cada cordo
urna volta e em cada volia un cascavel de ou-
ro, 2 trancelins coro passador, urna luneta com-
prida que abre dous vidros, urna correnle curta
tendo duas pernas e dous passadores cada pas-
sador com duas pedras sendo urna verde clara e
a outra verde escuro, um relogio patente auisso
o. 8885. levaram mais dous pares de rozeta dea-
tas da moda e mais urna ti vela de prata de arria-
la : pedese aos Srs. ourives que apparecendo
algumas destas pegas que tomem e levem a ra
das Aguas-Verdes n. 23, que se gratificar ge-
nerosamente.
Saques pelo vapor francez
Garvalho, NogueiraA C, sacara sobre
Lisboa, Porto, e lllia de S. Miguel: na
ra do Vigario n. 9, primeiro indar.
Jos Marques da Costa Soares,
brasileiro, negociante matriculado em
Lisboa,desde 1821 a 1839, ilho do
fallecido coronel Antonio Marques da
Costa Soares, ora residente nesta cida-
de na ra da Imperatrizn. 45, em con-
sequencia de ha ver outra pessoa de igual
nome e ter apparecido em livros de to-
jas e tabernas o seu nome como devedor,
v-se na necessidade de declarar ao res-
peitavel publico que julga nao dever a
pessoa alguma e para prevencao faz este
annuncio.
Precisase alogar urna ou duas pretas, que
airvam para vender na ra: na casa n. 87, da
ra das Cinco-Pontas.
3 ooociacao &gp0g trapit ca
P ct; uamhuc ana.
De ordem do Sr. preaideote convido aos Srs.
socios effectivos a se reaoirem em stsaio da as-
sembla geral e do conselho director, sob as
disposiges dos novos estatutos, domingo 2 de
margo, s 10 horas da manbla.
Secretaria da Assoeiago Typographica Per-
nambueana 26 de fevereiro de 1861.
Jnvencio Cesar,
1* aecretarip.
Aloga-se ama casa na ru da Soledade n.
53, com muitoi commodos; a tratar na botica
da roa do Cabug.
A!uga-se um rico veiluario para mascaras
a tres bolitas oabelleiras crespas; na ru de
Aguaa-Verdos n. 83, sobrado.
01 bacharel Witruvio po-
d aer procurado na ra
Nbva o. 23,sobrado da es
quina que volta para a
camboad (armo.
I
Furto.
No da 23 do crrante, pelas 7 horas da noite,
furlaram db sitio de Jos Horeira da Silva, no
becco do Pimbal, um cavallo de cor alasSo, ta-
maoho regular, em boas carnes, tem duas ruaos
calgadas e o p esqaerdo, a cauda por ripar : ro-
ga se as autoridades, que sabeodo, o fagam ap-
prehender.l e o mandar levar ra eatreita do
Rosario niSl, que o portador ser recompensado
At o lim deste mezl
SAHE DO PRLO
o volume
tovo
DO
melhodo pratico theoricoJ
PARA APRENDER
*A ler, fallar, escrever
traduzir o francez
EM 6 MEZES
Se^;nndo o facillimo systema
allemao &
DR
Obn
ta em
prova
trugacj
mes
Rec
Queiujado
71
DO
H. OLLENDORFF
POR
CICERO PEREGKI1V0.
inteiramente nova e nica esertp-
portugoez por esse systema ; ap-
ila pelo conselho director de ins-
publica desta provincia 2 volu-
jbem-se assignaturas na ra
n. 26, primeiro andar.
do
- Sao rogados os.senhores Jos Florencio de
Oliveira e Silva, Manoel Jernimo de Albuquer-
que, e Lucio Alves de Olivtira e Silva compa-
receris loja n. 20 da ra do Creapo.
Pieciisa-se de um cfacial de bar-
bel ro: na ruadas Cruzes n. 35.
Saqfies sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filbosaccam so-
bre Lisboa e Porta: no largo do Corpo Santo,
escriptoric o. 19.
O Sr. Julio que teve botequm,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Eat : para alugar-ae o segundo andar do
sobrado n.1193 e casa terrea n. 191 da ra Impe
rial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
Precisa-se alugar urna preta que cosa e en-
gomte bem, pagan-se al 209 mensaes : no pa-
teo do Terco n. 2.
O bacharel Antonio Rernardino dos San-
0 tos Jnior, advoga no crime, civel e com- %
O mercial, e pode ser procurado oa villa de SJ
(B) Pedras de Pogo ra do Commercio, das 9 #
as 4 horaa da larde. aa
!)
Aloga-se a casa da ra da Roda d. 23, a
qual tem os seguintes commodos : 2 salas, 5
quarlos, saguo e sumidouro para aguas servidas,
sotao assobradado com 2 salas, 2 quartos, cozi-
nha, terrago, sumidouro para aguaa servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, que, para o
pavimento terreo quer para o sotao; a ,ratar na
praga da Independencia o. 22.
Aluga se o terceiro andar do sobrado n. 112
da ra da Senzala Velha : quem o pretender di-
rija-se ao soto do mesmo, qoe achara com quem
tratar.
Ensino de linguas
EM 6 MEZES
.Italianolatim francez,!
. Pelo melhodo facillimo
DO DOCTOR
Ra do Queimado n. 26.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao br. Felippe de Santiago.
Urna pesaoa que tem de retirar-se breve-
mente deata provincia, prope-se a vender urna
mucama parda, de 19 annos, qoe cose perfeita-
meote, engomma, e aabe tratar de criaogag :
qeem a pretender, dirija-se a ra doBrum n.70,
primeiro andar.
O abaixo assignado, morador na villa do
Cabo, declara aos seus amigos e freguezes, que
tendo edificado urna casa na ra de Santo Ama-
ro da mesma villa, mudou para all o aeu esta-
belecimento que iioha ao p da ealacao, adian-
do-se o mesmo aortido de gneros novos e faten-
daa de bom gosto, tudo pelos pregos do Recife,
vinho do Porto marca chamiso, e todas as mais
mercadorias muito em conta, altendendo as qua-
lidades.
Pedro Rufino do Reg.
Precisase de urna ama para com
prar e cozinbar para urna pessoa: na
ra estrettp do Rosario n. 21, primeiro
andar.
Cosinheiro.
Preciaa-ae de um bom cosinheiro, paga-se
bem : na roa da Aurora n. 50.
Aluga-se a loja da caaa o. 54da ra Direi-
ta, com armagao o illuminada a gaz : a tratar na
na do LivrameQlo o. 38, oa oa ra Augusta nu-
mero 114.
Vestuarios,
Na ra da Roda n. S alegam-se e vendem-s
por pregos multo commodos ricos vestuarios para
o carnaval, asaim como tambem chapeos de seda
para damas, e chapeos de palhinha escora (bar-
racas), muito proprios para as pessoas que joco-
samente se qaeiram vestir.
-\D e 700*000 a premio sobre hvpotheca :
na lojai de cera da praga da Boa-vista se dir
quem d.
lAIvaro & Magalhes.S
$9 Eatabelecidos.com loja de fazendas na 9
djp ra da Cadeia n. 53, e achaodo-se de A
Kj posse de um novo estabelecimento na f
? ra do Crespo n. 20 B, participan) a lo- '
V dos oa seus amigos e se publico em ge- f$
ral que dispoe de um grande e variado fjft
aortimenlo de fazeoda que tem resolv- 5
do vender dinbeiro por pregos bara- W
fp lissimos. Roga-se aquelles que tive- sj|
JSjk rem de comprar qualquer artigo de fa- a&
^ zenda de se dlrigirem as oossas lojas
W cima indicadas que sero ptimamente V
A servidas. A
Manoel Joaquim Moreira retira-se para Por-
mWfilKK-IKNMH eMMNKK
A Doixo assignada roubaram, no di jj
i 7 de Janeiro prximo paasado, entre dif- Q
I ferentes joias de ouro, cioco escripturas O
de compra de suas escravas Joaona, Ma- 3
ria, Antonia, Regismuoda e Anna, que
estavam guardadas no mesmo bahuzinho
onde eatavam aa joias. Faz, pois, esta
declaracao ao publico para obviar qual-
quer fraude, que com taes tilulos se
pretenda praticar.
Recife 17 de fevereiro de 1862.
Candida Lina de Figueiredo.
8
8
Lucia Valetia, subdita hespjnhola, retira-ie
para Europa.
Precisa-se de um feitor para tomar conta
de um sitio na Caaa Forte : a tratar na ra da
Cruz n. 4.
Gratido.
Grande dor de peito,
GSeria de certo urna falta de dever e de gratido
se deixasse em silencio o curativo feito em urna
pessoa de minha familia, por meio da appllcago
das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirie com
escriptorio na ra do Parlo n. 119. Este senhor
pOz perfectamente boa no pequeo eapago de 38
diaa de urna grande dor de peito que ha muito
padeca, havia j bistante tempo, a qual lhe ti-
rava parte da respiraco ; pelo que lhe serei eter-
namente grato.Filippe Jos Lopes Vianna. .
Ra da Guarda-velha n. 16, Rio de Janeiro.
ippmaMHM eieeteeieK
{ Dentista de Pars. |
% 15Ra Nova-15. |
2| Frederico Gautier, cirurgio dentista S
, faz todas as operaces desua arte a e co- 9
H leca denles anifi. iaes, tudo com -sdeln J
2 rioridade a perfeigo que as pessoas-,er. tt
2 tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentificios, etc.
M9N9MsaK 9K9W MeCMMMK K
Precisa-se de um creado
de 12 a 15 anno, forro ou
escravo, que^d fiador sua
conducta : na ra Nova de
Santa Rita n. 47.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra comprar na ra: quem quizer dirija-se a ra
Bella n. 33, todos oa dias al 8 horas da manha,
ou meio dia al 1 hora.
Attenco.
J. Hunder, alfaiste, ra Nova n. 67,
avisa ao publico em geral a qnem quer
aer aioda assigoaote desta tenda de al-
faiates pernambucanos, acompanhado
pela machina de costura para servir urna
numerosa freguezia com maior brevida-
de do que em qualquer outra parte,
gloriosa a promessa de urna verdadeira
invengo nova para os artistas alfaiates.
No dia 28 do correte mez, inda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz dosorphos, ser arremetado
por venda um sitio foreiro, sito no lugar da Pi-
raoga, freguezia dos Afogados, com casa de pe-
dra e cal em mo estado, cacimba e tanque, bas-
tante terreno e arvoredoa, avahado por 1:600$,
por interlocutorio do Sr. Dr. juiz, nos autos de
inventario dos bens do finado Joao Baptista de
Souza Lemos, para pagamento do credor bypo-
thecario e com raen dador Joo Pinto de Lemos.
Gavalhadas de mascaras.
Ra da Praia.
Ascavalhadas da ruada Praia as tardes dos
diaa 2, 3 e 4 de margo sero compostas de todos
aquelles cavslleiros que previamente obverem
carto, o qual desde j podem ir receber na mes-
ma ra na typographia da Ordem.
Os candes para este brioquedo sero dados gra-
tuitamente, e oa cavalleirus que pertencerem a
este esquadro devem apreseotar-se vestidos e
prornptoscom suas langas no pateo do arsenal de
Ruerra at as 3 horas da tarde de cada um des-
ses dias, apreseotaodo all o seu carto ao res-
pectivo commandaote.
_ No primeiro andar do sobrado numero 55 acha-
ro os mencionados cavlleiros urna mesa pro-
vida de massas e de bebidas proprias do caso,
afirn de refrigeraren! a fadiga das corridas.
Logo que o esquadro desfilar e fuer a sua en-
trada na ru* da Praia, urna girndola de fogo do
ar subir SDounciando aua chegada, que ao mes-
mo tempo ser applaudida pela muaica marcial all
postada.
Feitas as ceremonia* do ealylo, principiar o
brioquedo, procedendo-se com as mesmas forma-
lidades nos dias segDioles.
Adverle-se que os cartes levaro os nomes des
covalleiros escriplos no verso, e nao podero ser
transferidos por estes outros.
A sociedade eos moradores daquella ra, que
promovem e coocorrem para eale bello diverti-
meolo, muito confiara dos honrados cavlleiros
queja esto inscriptos e dos que anda se bao
de inscrever ; esperando que debaixo da melhor
ordem e harmona seja executado todo o plano
do di*ertimenlo. O digno commandante do es-
quadro, official corredor experimentado, tem a
sobeja e oeceassria capaeldade para dirigir o acto
com as ceremonias que o'abrilhantam. E' pois
condigo indiapeoaavel, que os cavlleiros se
submettam s suas determinagoe*. Assim o es-
peramos.
Precisa-se alugar urna preta de meia dada
que aeja Del e sem vicios, para o semgo externo
de urna casa de familia : na ra do Queimado,
sobrado n. 44, primeiro endar, pagando-se o sea
aluguel conforme coovencioear.
: Vendem-se ps de laraogeiras de umbigo a
selectas, ditos de fructa-po, ditoa de Mpotis,
ditoade pitsoga e limao para cercas : na Ponte
de Uchoa, sitio da viuva Carroll.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
para casa de pouca familia: na ra da Gloria
n. 44.
Noa dias 28 de fevereiro correte. 4 e 7 d
margo prximo vindouro depois da audiencia do
III. Sr. Dr. juiz de orphos, que teri lugar s
10 horas, seriaarremalado um terreno no bairro
da Boa-Vista, em seguimento do becco doaFer-
reiros, com 100 palmoa de frente, 220 de fundo;
o qul eat devolato, e foreiro, avadado em
1:2009000, tendo freota para o meamc becco,
e o fundo para urna nova ra projectada: e vai
praga por execugo de Manoel Antonio Gon-
galves, contra Urbano Mamede de Almeida, como
inventariare do casal do finado Francisco Ma-
mede de Almeida.


-
IMARI DE >EtlNMBGO. QUISTA fttRA 37 DE FEVEREBO DE 1861.
.
sollo da
esquina
Criado
Aviso.
Aloga-ae o .rmizem. Io, andar e
casa n. 60 da toa da Cadeia do Recita,
do boceo do Capia : tratar na tu da
Recif. o. 63,.
Precisa-ae alagar uin preto, dando-ie o
asiento e paga-te meosal ou semanal, pata o
servico desle typographia : na livrsria o. 6 e 8
da praca da Independencia.
4.TJ.*!a Um* C"a d2 .pou" miu* precisa-se
* '" < 1 fiel e que saiba lavar, en-
gommar e coser, d-se preferencia a urna ee-
crava : a tratar na ra da Cruz n. 28.
Precisa-se .logar urna prela, que saiba la-
var roupa paga-sa.bem: a tratar na ra da Ca-
deia n. 85, loja.
Prectta-se de 3:000 a premio aob hypo-
ineca em bena deraiiqua garantem aufficieote-
mente : quem quizar (ater esta negocio annuncie
sosi morada para aer procurado ou deixe carta
fechada nesta typographia com as iniciaes A. S.
Preciso de ama.
Precisa-se de ama molher para cozinhar, la-
Tar, eDgotnmar e fster todo o mais servico de
ama caaa > quem esiiver neitas circomstancias
nao sendo fidalg. ou nao teodo parentea nobres,
queira dirigir-ae roa do Sebo o. 36 das 6 s 8
e 1/2 horas da manhaa, ou a ra da Cruz do Re-
cite 63, que achar com quem tratar.
fij
V Aiuga-se um quarto andar com excel-
lentes commodoa j na ra tia Cruz n. 53.
Ama.
Precisa-se de urna ama de leite : na
ra do Rangel n. 67, primeiro andar.
Os Srs. assignantes do
Cabo, Escada. Ipojuc, e Ilha,
queiram maudar pagar a su-
bscripco deste Diario nes-
ta cidade,: visto nao ha ver
pessoa encarregada do reci-
bimento nos referidos luga-
Compras.
Compram-ce acQoei do novo banco de Per-
nambuco ; no escritorio de Maooel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Sanio, escrip-
torio o. 14.
Quem lirer para Tender um etcnvo bom
caooeiro, aem icios nem achaques, queira
procurar em frente do Corpo Santo armazem. n.
13, que ahi se djiri quem precisa comprar.
Compra-se um preto de 30 a 40 annos de
idade, que se ja fiel e de boa con lucia: na ra
da Cadeia Velha n. 30.
vazias: na
ru
" ***-* vina u w#
Compram-ae botijas e garrafas
ja do Livramento n. 38.
Vendas.
Precisa-se de urna ama para cotfrnhar e com-
prar: na ra dolmpcrrdor, d. 37, segundo an-
dar, entrada i direita.
Sociedade barreara.
Amorim, Fragoso,Saotos & C. acam e tomam
taquea sobre a praca de Lisboa.
Precisa-se alagar um preto : na botica da
praca da Boa-Vista o. 24.
O Sr. Emilia Carloa Jeurdain estabelecido
com casa de negocio no caminho de ferro, con-
vidado a comparecer na ra da Cruz n. 11-, a ne-
gocio desea particular interesse.
Miguel Alve Gui maraes subdito portuguez
rerira-se para o Rio de 'Janeiro.
Io
dentista NumaPompilio. %
res.
Miguel Pereira Leal, Porlugaez, vae a Eu-
ropa.
Precisa-se de um menino com pralica de
taberna : no becco do Campello n. 4.
los amantes do carnaval.
Jayme cabelleireiro avisa a bella rapazeada
amante deste divertimento, que se acha comple-
tamente aorlido de cabelleiras. tanto crespas co-
mo a carcter, e que aa aiugar por prego con-
veniente, podendo quem pretender vir escolher
e dar seu aome, atim de que nao najara duvidas
na occasio.
Roga-se ao Sr. Jos Gomes Pessoa de Al-
buquerqwe, herdeiro do eogenho Tebelipga, filho
do fallecido Antonio Gomes Pessoa, de vir i roa
da Cadeia do Recite, loja de Jo a o da C mha Ma-
galhaes, a negocio que nao lhe estraoho, visto
ter viodo a esta praga por varias vezea e se reti-
rar, e nao saber-se aqui a sua morada.
Roga-se as pessoas que tiverem >euoas de
ema, queirsm trazer no patee da matri t n. 2, na
loja de Antonio Joaquim Panasco.
Vicente Gifooe.e Francisco Furriato, subdi-
tos italianos, vo para fora da prorinCii.
23 Ra da Imperatr z 23
Pianos, msicas, anna-
coes e concertos.
1. Laumooier avisa a seus freguezes que om bello sortimehto de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto
enearrega-se de concertos e afioacoqs
fora da cidade, por precos razoaveis.
Aviso.
8 fat
ce
Rna eslreita do Rosario n. 22
primeiro andar.
Bota dvnies arliQciaes por molas e li-
gaduras e pela presso do sr. Svstema
americano sem arrancar as nizes
todas as opereedes de su arte'
promptito e limpeza.
I
X
8
mmmmmm tmm>!m:mm%
Araaaga, Hijo &C sacara abre
0 Rio de Janeiro.
Lices de inglez.
Dao-se de noite no hotel francs : a tra* na
rea da Croa n. 1. ^^
c7" feloja'". d0 P da freguezia de-S.Jos,
fioda a audiencia do di.* 28 do corrente, pelas 9
Horas da manhaa, na ra de Santa Rita 6r de
se arrematar os segu otes beos, queee-acham
no deposito geral, a saber : 1 sef de aogice por
1U. a cadeusa de bra^o de angico por 10, t ca-
deira do balanco de augico por*, 1 par di ban-
cas por 10$, 12 cadeiraa de asseoto de palhioha
por 36$, I mesa de Jacaranda por 6$, 2 e.deiras
de angico por 63, 1 par de mangas de vldro por
3H, i pavdo lanteroas com ps de vidro por 125
1 -candelabro com p de metal por 12: os quaes
bens vio -praca oor ezecuco que move Senho-
nnba Mara Quintal costra Leendina Libertina
dos Res.
O t>ixo asignado, testaaaenteiro dos bens
nena dos pelo finado Antonio Pires de Olieua,
faz publico que esta prucudeodoao respectivo in-
ventario, afim de que quem se |algsi credor da-
quelle fallecido se habilite peraole o juizo de
orphos e ausentes desta cidade, escrivo Galdi-
nO.Francisco Tavares da Silva.
Attenco.
para aquaresma.
Na prara da Independencia os. le 16, tem
para vender-se, muito baratas, gollas de bloode
preto, enfeitadas de fita de veludo e bico a 45
ra., camisinhas e manguitos a 3S.0OO rs., mante-
letes prelos de blonde a 129000 rs., chapoa de
palha para senhora a 359000 rs.
Vende-te adinbeiro ou a praio umaarma-
$So".de amarello envernizada, collocada na ra
Direita n. 75: a tratar na ra do Crespo n. 23.
Farinha.
Vende-te a 79 saccas grandes de farinha de
Muribeca propria para particulares : na taberna
grande da Soledade.
Variado.
Madapelo com pequeo toque, de 29500, SJ
39500: na ra do Crespo, loja de 4 poitaa n.-8.
Vende-se urna parte de um sitio no lugar
de Beberibe, que foi do finado Francisco Estevas
de Abreu, por precn razoavel : a tratar na ra
de Bangel n. 3.
Vende se um piano de mesa muito proprio
| para quem aprende : na ra da Cadeia de Recif
o. 45, esquina da ra da Madre de Dos.
Barato.
Vende-se velbutina prerl a 200 rs. e amarella
muito fina a 400 re., chitas mofadas a 140 e
dntD0 ,60: natua ds ln)PtrI '60.
e "/iosamadwes do divert-
ment carnavalesco.
liquissimos dminos d
59500
29000
Osherdeiros e legatarios da finada D.-Francis-
ca do Coracio de Jess, veoham com seus ttulos
receber do testamenteiro e inventarame, abaixo
assigoado, al o dia 6 d viodouro marco o que
aVoffr,E.^ fiao preto e de cor-de
oque,he,ocoueSioaquim Meno, diversos feitios achinezano-
Akga.-se urna sala de um priqwiro andar ;VOS e presentemente acaba-
a ra da Cadeia do Recite D. 13, propria para 1 <
eseriploiao, ou morada dehomem solleiro : a tra- (IOS 0 6 IflZer pOT UITia modista
l'-pM^VeDddeaua ama para cozjnh.ro dia-.franceza: na ra do Crespo
rio de urna cata de pouca familia,
dormir em sua casa : na ra da Cruz do Recife 1
numero- 31.
Precisa-se de urna ama para casa de ho-
em solteiro ; na ra do Hospicio, tuja n. 37.
Preservativo universal.
43Ra Direita45
Oihem!...
Urna das intelligenciat melhcr esclarecidas n
sciencia de Hipcrates, depois de longos annos
de eiercuio de curar e malar cooveneeu-se afl-
nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que toase, era
e0rS oSrntm5* f'n"' ".' deeemb.rac.do.
e ras yuEniES. Ora, viajando por ahi urna
epidemia.que m.ta.genlecomo qnalqaer outra,
occa.iao de pormoa em pr.tica e.tea principios,
usando pouco do chapeo e tempre som-
i' f,D0 6 15 em 15 dU um '"8tle de
sal oe gl.ober, o maia acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opiniio e a pralica de um dos
ornamentos da nossa magistratura 5 e laucando
ao cuco todo o c.lgsdo velho, dirigindo-se todos
ao .rmazem.da ra Direita n.45, onde o respec-
tivo proprietario a todos recebera com cortezia,
atorara as m.ssadas, e aquecer os ps com ex-
celente calcado, segundo o goslo, e estado fl-
nanceuo de cada um, e vejam :
Horneas.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
r*D"?*,-,'8lpzes e brasileiros a 13J,
129,11. 10J, 99500, 89 e.............".
SAi?ES 7m>' 500' S500- 5.
490W aie.....,....................>iM>
_ Meninos.
SAPATOES a SJoOO, 59. 49, 39500a...... 19e0
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingre-
iu'&"? .e-fJ?e:ica,,M fuetees
69,5950, 59, 48500. 3J500 a,..,......, 295OO
Meninas.
BOTINAS 49500 e......_,........,,..49000
Um completo soctimeolo de sap.tos paraTse-
SlS snn?.UrV6 ,1,lre rttad0 500 rs.. de ta-
5! ir.n^, de ^JfJ09- 32 e 33) a 800 rs.,
?,.ffiMr8ucezes W00. portngueres29.s.pal
tos de borr.x. para homem senbofa e meninos,
mimo couro de lustre, de porco.cotdavao.marro-
quim, beserro franco, sola de lustre, courinhos,
vaquetas, sola ele, que lado vende-te como em
nenhuma parta.
Para o carnaval.
Vendem-te chapeliaas de palha escura pro-
pnas para at damas do carnaval, pelo baratsimo
preco de Sacada urna.ditas de seda, fazenda mui-
toboa.a 68..gravatinhasdefil6 mui delicadas a
., taivt de cores para b.b.dos ou vesti-
mentis a aiO o corado : na ru Nova, lea do
viado.em frente da cambo, do Carmo 0.8.
Vende-se urna mulata de meia idade que
coznha bem-e faz todo maisservico de urna casa,
ou na faita-tambem se aiega para casa de pouca
familia : a tratar na loja da victoria, na ra do
Queimado-n. 75.
Vndese urna oegrinha de 13-anuos, com
principio de corinha e engommado; na ra Nova
numero 53.
Arroz com casca.
Vende-se arroz com casca em pequeas e gran-
des porces : na ra Direita n. 69 ou no caes do
Ramos a bordo da barcada Dous de Julho che-
gada do Penedo prximamente.
AfTOKBi
fazen-
Graode sortimento de
das pretas.
Grosdensple preto bom a 1J600 o covado, di-
to superior a 19800. dito a 29. dito largo a 29200,
dito muito superior a2j6O0. 23800 e 39, chama-
iajando por ahi'um lote preto de superiorqu.lid.de a 39, sarja prela
larca a 29, dita hetpaohola muito superior a
21800. dita lavrada tuperior a 29200, tetim pre-
to a 2JJ e 3|, dito maco superior a 49, velludo
preto bom, pannos pretos de I96OO, 29 39, 40,
5$, 69, 89 e 109 o covado, casemiras pretas 3
I56OO, 29, 29500 e 35 e muito fina a 49 o cova-
vado, los pretos de 6g, 1% e 89 cada um, mantas
pretas de fil de linho a 79, 89. 99, 109 e 129
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gotto e diterentes tamaohosa
ultima moda, zuavos prelos bordados, capas pre-
tas enfeitadas com muito goslo e outras muitas
f.ze-nd.s pretas propriaa para a quaresma que
daixam de meocionar-se ludo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Chegarao* de Lisboa no brigue Eugenii,
dous bonitos burros e ema burra, os quaes se
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla n. 4, e para tratar, noes-
criptono de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Barato assim barato de mais
S..bobote finos.
A loja d'sguia branca recebeu urna crescida
qusntidade de ssbooetes finos para barbas, os
ju.es convm todos compra-Ios mesmo p'ara
mo, .vista do diminuto prego de 39 porquanlo
se est veodendo a duzia. Para satisfazerse aos
boos freguezes se vender tambem em menores
porches, porm quem mais comprar mais lucrar,
porque assim b.ralo nao ter fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja o aguia brinca n. 16.
oraes.
En massiuhos a 500 n. cada um.
Em flos a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 flos a 29500 cada
urna.
dodeRdeciien-10 primeiro andar.
do
sobrado da
f
-JLiuga-se o segundo andar
rea Nova n. 19, a tratar na loja.
Peccisa-se alugar urna criada que saiba co-
zinhar,. para o servico interno de urna casa de
pequeoa familia: a tratar na ra na Aurora,
0.8O.
Freeisa-se de ame criada tpit eclenda al-
guma censa de cozinba, para cata iogleza ; a
tratar na tua do Vigarie o. 2.
A* quem toca.
Ao seoher que recomraenda a leitura do artigo
do regulamento da instruc^ao, se responde que
aua cabec regul.ment.r tras um atrasa de data,
por quinta j deciso do cooselho director mo-
dificou i{no o.tnriH piiuui i.ia Dar nn coenmelter I
semelhantes erros. 1
Roga-se ao Sr. Francisco Xavier Carneiro
da Gunha e favor pparecer-oa ra doBMarlyrioa
ancia.
Garteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
leirat ceu agulhas de mui boa qualidade, e ex-
cedente sorlimento, e asesta veuliendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que conlinuam s ser vendidas a 160 ris o
papel, sso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
re-ndem-se 200, 240, 320, 400 e 500ris, na ra
do Queimado loja d'sguia branca n. 16.
los fabricantes de velas.
O anligo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla o.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na anaver um completo soitimenlo daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis.
Relogios
Yinde-se em casa de Johnstpn Pater & G ,
ra do Yigirio n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente ioglez, de um dos mais
femados fabricantes de Liverpool; tambem
ame vari lide de bonitos irancellins para es
mesmos.
Vendem-ss muito boos corss, em massinhos,
Dos e voltas de 3 fios, pelos baralissimos precos
cima: na ra do Queimado loja d'iguia branca
o. lo.
Objectos de phatasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia-branca acaba de receber um
bello e escolhido sorlimento de pulseiras de mis-
s.ngascom borlas pendentes, obra de muito gos-
lo, e o que de mais perfeito se podo dar em laes
objectos. e as est veodendo a 19500 cada urna,
tanto para senhoras como para meninas e pela
novidade do gosto e apuro da moda oo tardarao
em se acabaras que ha na loja d'sguia branca
ra do Queimado n. 16.
S na taberna do
Pimenta,
Vende-se metas caixas de charutos a 900 rs a
meiaa garrafas de cerveja a 240 ris, na ra das
Lruzes o. 1, taberna do Pimenta.
Mascaras
Vendem-ae por muito barjto prco vestuarios
para baile de-mascaras, vindo ltimamente de
na ra da Cadeia do Recife n. 15.
r
Paris
Particular interesse aos O
pais de familias. |J
Silva Antunea & Irmao, querendo ac- 5
bar com os artigos abaixo Iranscriptos, ^
existentes no est.belecimento da ra d. @
Cadeia n. 24, offerecem a consideracao gft
do publico diios artigos com os seus di- ,s
minutos pregos, s com o fim de
da-los:
liqui-
cambraia de fil a
a 610,
iarello de
Lisboa
Desembarcou honlem, e vende-se por mdico
preco, no armazem de Arsenio Augusto Ferreira :
ra da Madre da Deus, n. 12.
Manual do processo coramcr-
cial,
seguido de um formulario de todas aa acces co-
nhecidaa no foro commercial brasileiro, obra
mvito til a todos os negocianteae s pessoas do
foro, 1 volume de 650 paginas enc.dernado por
59 : vende-se na Imana econmica junio o ar-
co de Sanio Antonio.
\i^ni aos promotores p-
blicos,
ou eoilexcao dos actos, aUriamiooea e deveres
destas funccion.ries, 1 volume por 49: vende-se
o. 36 para se lhe entregar uan carta de .sopor-, D0an|ifraria ecocon', i^to o co de SantoAn-
Roteirodos delegados e sub-
delegados de polica.
ou collecco dos actos, .ttribuicoe.e deveres dea-
tas autoridades, 2.* edigao, 1 volume eocaderna-
eeonomica junto
INTERINATO
DE
^Estabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes|
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
lEEi&seri nmu in ums>.
Este est.belecimeulo de educacao e iostruegao principios a funecionar
10 de Janeiro, econtinua a receber alumnos.
Os commodos, o asseio. as boas coadicoes tiygieoicas dos edificios destinados
t funeces do eslabelecimento, a ordem e regukridade do servido no intrnalo, a
dedicaco e zelo que empregaro o director e os professores a bem do aprovetu-
meoto eprogresso dos aluciaos, sao cireomst.nciaa que devem animar c garantir jos
paet de familias que desejam dar a seus filbos urna educacao regular.
Cadeirus de ensino.
Primeiras letlrasdividida em duas classet, lendo cada urna o seu profesor
portuguet. latim, francez, inglez, arilhmetica, algebra e geometra, geographia e
historia, philoaophia, rhetorica, desenho, musiea, dansa e gymnastica,
do por 79.: vende-se na Itvraria
ao arco de Santo Antonio.
Attenco.
No engenho Trapiche do Oa-
bo existe para vender-se tres
bonitos e bous bois e carro, e #
um bom quarto de carga: %
quem osquizer comprat dirija- &
se ao mesmo engenho a tratar ^'
com AtTonso do Reg Barros, g$
ou entao a ra da Aucora nu-
mero 22. m
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Jeste novo ttrtelecimeoto achara o publico um grande sortimento tendente a molhadot
ludo par preso mais barato do qe m outra qualquer parte :
Mantejga inglesa especialmente esoolhida a 800 e 960 rt. a libra.
Dita fraocea a melhor do mercado a 720 rs. libra.
Queijesflameogos ebegados no Itimo vapor o 298OO e 3fl.
eh iysoo o prelo a 2| e 29880 a libra.
Viohengarrafado dos melhores autores a 19 e 1J200 a garrafa.
Viabo do pipa proprio. par. pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial des melhores autores a 900 rs. a libra:
Amenas portuguezasa 480 rs. a libra.
Paseas muito novas aSOO rs. a libra.
hi!. codiB,;,1( aualidades^ '"?
,, 7 '?**?** as-melhores do mercaao a oOU rs. o frasco.
M6a,. taitanm, m.oarrao d ai^t.i. 4-10 i. a libra.
Cerveja) das melhorea marcas a 560 a garrafa.
Genebra de noli.oda superior a 500 rs. a be-ltic.
Vela decarcauba a 440 rs. a lrbra.
Dilasde espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a IfcOrs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros anaumnados achara o publico um grande sorlimento de um ludo tenden-
te a moloados mais barato do que em outra qualquer parte.
: Veodem-se tres vaccasdo pasto, muito gor-
das, para acougue : no sitio de Francisco Ferrei-
ra de Mello, no Salgadinno.

quem
Nos estatutos do intrnalo que estao a disposicio
acham consignadas as condiccoes de entrada.
GRANDE DEPOSITO
DE
lo* bh tmmu
DO
Barbaliio (Cabo.
41-RUA DO IMPERADORA.
Nette depotito exitte grande qo.ntidade de louca e de todas ai qetlidades, o que se pode
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade de conservar a agua
semprefria, como aejam jarras, resfriadore, muringues, quartinbas, garrafas, copos para; agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos os lmannos, .tiadiiras, boioes
coas lampos etem elles, paoellas para b.ter-se bolos, cacerolas, entusas, frigideiras e muilas ou-
tras pecaa que teria eof.dooho mencionar.
.0 propretario dest. fabrica a primeira deste genero entre nos espera obler do
tos Sis. acadmicos.!
&
Vedde-se os expositores do primeiro
e segundo anno; na ra estreila do
Rosario n. 19, primeiro andar.
Urna barcada.
Vende-se ama barcada do porte de 35 caires,
eocalbada no eslaleiro do aestte carpinteiro Ja-
cintho Eleabio, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
a., aonde pode aer vista e examinada peloa pre-
tenden tea ; vende-se a praxo oa a diobeiro ; a
tratar com Manoel ALvs Guerra, na roa do Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
te encontrar um completo tortimento de grava-
tai de seda pretas e de corea, que se vendem por
presos baralissimos, como aejam : estreitionas
pretas e de lindas cores a if, ditas com pont.s
largas a 19560, ditaa pretas cordadas a I96OG. di-
tas pretas pata duas voltaa a 2J ; n. mencionada
leja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo preco
de 19o par: na rus do Queimado na bem co-
nhecida Loja da boa (ama n. 35.
publico aoimacio e concurrencia e para conseguir esle fim vende a sua Tonca "mais barate do aue
at equi se venda neata cidade. T q
Aprompta qualquer factura para exportar. lm dos precos commodos porque vende d 10
por eento do abale para quem comprar de 1009 pera cima e desea quantia para menas 'erio 5
Qealquer encommeodi pode Mr entregue 00 deposito de fabrica rae do Imperador n. 41.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Carreleis de linba muito boas a 30, 60 e
Carioes de clchete, a 40 e
Papis de agulhas brancas curtas e com-
pradas a 40 e
Fitas de velludo de cores a 200, 800 e
Trancas de seda, a rara a 120 e
App.relbos de pao, loica, e folha de
240 a
Liohas do gaz de'todas as cores a
Dazia de meiaa para senhora a
Ditas cruss para homem a 2J400 e
Caisinhas de alfinetes a
Fitas de sarja largas e boas a 600 e
Chaves para relogio a
Pe^aa de tranca com 12 e 13 varas a
Caixas de pos par. denles a
Pir de botoei encamados para puobo a
Lampio.. de porcelana para conserrar
qnente cha ou remedio a
Luvas de seda com toque a
Bicos pretos a 180, 240, 400 e
Toncas para seobora a
Baralhoa de carta, francesas a
Sintos de seda para senhora a
Enfeites muito modernos a
S.booetes de bola a
Escov.i para uoh.s a 320
B outras muilas' miudez.s
m.is barato do que em outra
porque se precisa muito de dinheiro.'
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em cata de S. P.
Jonhiton & C ra da Seozalla Nova
n. 42.
80
60
60
400
180
19600
30
2|500
39000
60
I9OOO
80
160
100
160
39OOO
100
500
600
140
19'0
59300
640
500
[ue sa vendern
qualquf.r parle,
0
do favao
Para masqu.
Vendem-se riquissimos enfeites de filas e flo-
res para enfeitar as caberas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
ctrnaval a 1J280 e I96OO : na ra d. lmperalriz,
loja do pavao n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
Vende-se cera de canauba de superior quali-
ade, em saceos : na ra da lmperalriz n 60
loja do pavo, de Gama & Silva. '
Gorguroa280rs.
Vende-se gorgurao de linho, fazenda inleira-
mentenovapara vestidos de senhoras e roupas
para minios a 280 rs. o covado, e dao-se -:
amostras : na ra da lmperalriz
pavo, de Gama & Silva.
O
Ricos manguitos de
500. 640 e 19 o par.
Camiziohas de cambraia e de fil
19, 15500 e 29.
oJC8r8gollu,ha9 de cambrsia e de fil a J
320, 500.19 e 19500. (
Jia9rarHiSfte8 de cimbris e de fil a I
2, 2t500 e 39.
Ricos folhos bordados a 320 e 500 rs. a '
tira. 1
Ditos finissimos de 3 1/2 vsras de com-
primento, tira 2J50O.
Dilos de fil, vara a 200 rs. I
Penles de tartaruga do ullimo gosto a
39, 59 e6S.
Haveodo mais os reguintes objectos que
se vendem por menos de metade de seu
valor. Completo sortimento de franjas
de seda, de la e de algodso, trancas de
g.loesde seda, de la e de algodo, um
grande brtimento de boioes de velludo,
de seda e de madreperola, bicos de li-
nho, de seda e de slgodo. fitas de vel-
ludo, de seda e de arca, largas e estrei-
t.s, ricos infeites de flores e urna grande
quanlidade de outros artigos que aeio
mostrados aos freguezes.
T*l
sem segundo
loja de miudezas
. est veodendo
Precos j sabidos e co-
n. 60, loja
Bareges a 6$
Vendem-ae corles de bareges com 22
a 69, ditos com sals j feitis a 69, la
covados
e seda
320 ris.
Acaba decbegar a este eslabelecimento as mo-
deroMimaa tul.tana, com palminhas solas de
de cores muito delicadas propri.s para vestidos,
vende-ie a 320 rs.o covado na ra da Jmperstriz
n. 60, leja do Pavao de Gama & Silva.
As romeiras do Pavao
Vende-se lindissimis romeiras de froeo mati
z.do. a 19 cada urna na rus da lmperalriz n. 60
loja do Pavo de Gama & Silva.
Mantas pretas.
Vende-se mantas de fil fszenda muito fina a
45 rs. cada orna oa ra da lmperalriz n. 60, loja
doPavo de Gama & Silva.
de mandioca.
para vestidos, fazenda de muito bom Rosto a 560
o covado ; na ra da lmperalriz n. fQ, ola do
pavao, de Gama & Silva. J
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabeiecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low VIoor libra a 120 rs.
Mantas de retroz.
Vendem-se mant.s de relroz pira grvalas a
oOO ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
J2+ Queimado
de Jos de Azev01j0 Mflla
GXj;i-;M-..4a.5.iloMMqoiIU
^at'r.d.,,,a -'* .do.
fa'i' i6 "glLh" acezas a
fi! IT 8fiDe" muito finos a
C nios""1 7"elb0 >" eotreter me-
Baralhoipor|guezesa 120 e
Croia de bo.c poqueno, p"ra lea a
Ela.T p,ri,lDh" *> Anas a ? '
Ditas para costura mailo superiores a
.ralbo." frsncete. p,ra volCumJ'no fi-
r.8/.biiro!.co W,',V fr"cezis ,
Caivetes de apireryennas de 1 folha a
PfSee de trinca ,e l.com iO%a '
Ditas de iranc de l\de todas ."cores a
Pares de sapatos de t\ae. de la a
Crtas de alfinetes fraccezes a
DUas'd,ii.,.Ui;S 0 daL,coci muito fins a
unas itai brancas grernas a
u;" par ,ia>P." e muiio finas a
oscom supenoreiirimpos a
500
120
1!0
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
15*80
100
320
100
200
40
20
60
100
Vende-ie a bordo do blate Sina Rita, e tra-
ta-se no escriptorio de Marques, Barros & C,
largo do Corpo Santo n. 6.
Para vestimentas doxarnaval.
Velbutinas verde e amarelta a 360
Ditas azul e encarnada a 480 (
Vende-se a casa terrea acabada a anno e 1
mel, pouco mais ou menos, em chaos propriot,
na ra dos Prszeres ni Bos-Vista n. 3 : a tratar
no becco das Barreirat n. J, ou com o Sr. Jota
de Azvedode Andrade, na ra do Crespo n. 20
A, loja.
Vende-se ou hypolheci-ie um sitio no lagar
dos Remedios com urna grande oliria de pedra e
cal, viveiro e minios arvoredos de fructo, e casa
de vivenda, e tambem se arrenda: a tratar no
mesmo lugar com Jos Thenorio.
SLoja das 6 por-g
tas em frente do Li-
vramento.
A Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecaaacos
g& ditos de tasemira de cor de fustn ditos m
de brim de core, e br.nco., ditos de 3
ganga,calcas de casemira prelai e de w
9 cores, de brim branco e de coras, desan- A
tt Ia' C8?,.""Jeom peil de Hnbo muito 2
2 finas, ditas de algodo, chapeos de sol
V de alpaca a 49 cada um. A
mtrnS5riSoCd0,?, co',",eV*'6"efeio a
unos de ditos superioia a 40 e
vAW 6 faDdo de "0"'" superiores a
Enfiadores para vestiddde senhora com 4
Caixas com colxeles frsccezes a
Cartas de alfinetes de ierro a
Lharuteiras muito finas
Tinteirasde vidro com ata a
Ditos de barro com tininuperior a
Ama preta e azul muitefaa a libra a
reno nova remessa de labyrintho
seda amrenles cores pan vender por toao di-
nheiro que offerecerem.
80
40
80
19000
160
120
120
para ven-
e ditas de leloniui
d. ra do Queimado,
PAR i 0 CARNAVAL
Vende-ie na loja de Naboco & C.
ra Nova n. 2, lavas brancas a 200
par.
Mmmwmmmmmmm*
na
rs. o
Taixas
para engenho.
Grande reduc$o nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moed tanas de ferro u.do do mui acreditado
fabncante Bdwin Mavr, a 100 rs. por libra, a.
mesmas queae vendiama 120 ri. : quem preci-
sar dirija-se s ma dp Trapiche o. 44, armazem
d fazendai.
ru-^Po Queimado, loja
Ivrado para
cada um.
de fusto Uvrado e
rs. cada um, fazen-
rua do Queimado,
Palmatorias de vidro e de la-
to para pellas.
Vendem-se bonitas nalr>slias de vidro lapi-
dado para vell.s a 1920(
novas e limp a 400 rs .
loja da Aguia branca n. 1.
Gollinhas e maugpitos de pu-
nhos bordidos.
Na loja da aguia-branc v#dem-se gollinnhas
e manguitos de punhoa bordos em fina cam-
braia transparente por 29500**O. o que na vr-
dade baratissimo : na ru#o C
d'aguia-branca n. 16.
Peitos de fusto
camisas a 500
Vendem-se bonitos pei
trancado para esmisas i f
da mui boa e encorpadi'
loja d'aguia-branca n. lfc*
Novo sortimento de tiras bor-
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-branc recebeu um novo e lio-
do sortimento de liras bordadla em imbos 01 la-
dos, e contini a vender baratamente a 19200
cada lira, e outras de bordados muito largos a
29OOO, o melbor que > posslvel em tal genero
e todas ellas, pe. |argsra que teem, podem ser
divididas ao meio, pla que se tornara b.ratissi-
a" "" 0 Quei*d0, ,0Ja '88uia brca
Canos de chumbo sortido.
Vendem-se esnos M chumbo de todas asaros
auras ; na loja de ferigen, ra da Cadeia do Re-
cife o. 56 A. de VWW & Bastos.
Bombas de Japy sortidas.
Vendem-se ai bem acreditr-lai bombas de Jspy
de todos os lamanho. e por batato preco: na ra
da C.dei. do Recife, loja de ferragens n. 56 A, de
Vidal 4 Batios.
r.. __r^ ._T~v



DIARIO DE PEKUMBlCtt
OWHTA WIE1 7
1163

ARMAZEM
HE3
ROUPA FSITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua do Queimado-40
Defronte do becco da Gongregago letreiro verde.
Nette estabelecimento ha aempre um aortimento completo de roupa falta de
todia as qualidadet e tambem ae manda executar por medida Tontada do fregue-
iei para o que tem um doa melhorea profeaaorea.
Casacas ae panno preto a 401, ^^^^
351 e 30*000
Sobrecaaacos de dito dito a 35 e 309000
Paletots de panno preto e de co-
rea a 35, 30, 25, 10, 18 e 20*000
Ditoa de casemira de cores a 22,
15|, 12. 7 e 9*000
Ditoa de alpaca preta golla de
relludo francezas a OJSOOO
Ditoa de merino satim pretoa e
de corea a 91 e 8JOO0
Ditos de alpaca de cores a 5 e 8500
Ditos de alpaca preta a9#, 7, 59 e 8$500
Ditos de brim de cores a 5|,
49500,49 e t 39500
Ditos dt bramante delinho b an-
co a 69. 58 e *000
Ditos de merino de cord&o preto
a 15 e 8000
Calesa de casemira preta de co-
rea a m. 10, 98, 7 6000
Ditas de prioceza e merino de
cordato preto a 5, 69500 e 49500
Ditas de brim branco ede corta a
59. 49500 e 2f 500
Calcas de ganga da cores a 39000
Collete de velludo preto e de co-
res lisos e bordados a 129,99 e 89000
Ditoa de casemira preta e dt co-
res lisos e bordados a 69,
5*500,59 38500
Ditos de setim preto
Dito* de seda e aetim branco a 6 a
Ditos de gorguro de seda pritos
de corea a 79, 69, 49
Ditos de brim e fusto branco a
38500.19500 8
Stroulai da brim de linho a 2 e
Ditas de algodo a 1600 e
Camisas de peito de fusto braneo
ede corea a 49400 e
Ditas de peito delinho a 5, 4 e 8*000
Ditas de madapolao brancas de
corea a 8, 29500, 2 e
Chapeos pretos de maaaa franceza
forma da ultima moda a 10,
88500 e
Ditos de feltro a 65.59, 4
Ditos de sol de seda ingleses a
francezea a 148,12, ltf
Colarinhoa de linho muito fines
botos feitios da ultima moda a
Dos de algodao
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1008, W> 808 708000
Ditos de prata galvanisados pa-
tente e horizontaea a 40 e 30800o
Obras de ouro, aderecoa e meioa
aderemos, pulceiraa, rosetas
sneis s
Toalhas de linho duzis 108, 6 e 98000
Ditas grandes para mesa urna 3 e 4900q?
59000
5000
59000
3000
292OO
1280
29200
18600
79060
29000
79000
9800
9500
ARSI4ZEM PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
largo da Penlta
Aflaoca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado oeste armazem, assim como Tende-se por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parle.
sla Xteiga. ngieta a maU 8uperiot do mercado a 800 rsa libra, em barril te far
abatimento. ,
*v *iU*5i ga ir*nt^xa a mais n0Ta,,600ra-i ,m bm1> eo40 rl. a llbra%
^H^OS do *HmOehegadosnMte uimo Tapor por 39000.
^|U*lj fIS lVnlTH108 de gapetior qualidade e muito rescaes a 800 inlelro, em libra
s lJjOO.
fo\ pTOl, UySOH ptCtO 0, meihores que ha no mercado o,aA o*cnn
29000 rs. a libra. **4,"*
Prexunlo para aVainYite muit0 nOTOi, 500 rs a libr(U
PreXUHtQ TtMttO ia iap,rior qualidade a 440 rs. tnteiro, e 480 rs. a libra.
Salame 0 melhor petisco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra.
Touelnho 4o reino 3I0 r<>, Ubri| e arroba a9000
CuOsiritjaS e paiOS chegados neste ultimo naTio, a 720 rs. a libra.
B au\ia Ae por co te finada a 480 em lall com 10 libral por ^ Ut e
se for em barril a 440 rs. a libra.
litar melada imperial do afamado Abreu t de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 903 rs. a libra, litaba de toMate.m laU, de uma Ubra por 900
amendoas e eoWfoltos etn UUld,a Ubra8 conleado
muito propio pjra mimo, a 29000.
F^rvuas franeeas
a 500 rs." /" '
AActrla, mae^rrao e ta\U%rim a
Pioles
differeotes qualidades,
e portuguezas em latas de 1 libra, por 610 rs. ditas em meias
1 muito ao.-
Bollo frane
G enebro in
aba'imeo
Genebra de
400 rs. a libra-e em cala a 8.
(a 100 rs. a libra, e 49000 rs. a libra.
' em carles muito enfeilados proprios para mimo a 600 rs.
Leza
a mois superior que hs a 18000 rs. a garrafa e em caixa te far
olanla a 6#000 r a traiquelra> 560 rg 0 frasco.
Yinnos engarrafados
turia,
VinboBor
Gampagme
lagrimas do Douro a 1J600 rs. a garrafa. Porto fino, Fei-
tuna, Daue do Porto. a^ 1*200 em caita se far abatimento.
lanx
r daa mais acreditadas msreas a 19 a garrafa e em calza a 99 a dazia.
deldifferentes marcas a 169 a dazia e a 1$500 g garrafa, afflanca-te a boa
qualidade.
Verdadelr,serveia ctbriana. de 0.tfM muitas BarcM. 0,. ,.
apOO rs. a garrafa.
w inno en fipa Pori0> Lisboa e Fgueira a 3>500t ^ e ^Q0 a canada.
RapeTfiaste superior a 740 rs. em caixa, e 760 rs. a libra.
Batatas rtvas ,m gigos de umaarroba, lk
11 CO lave 0 r igos na ctinmanre muil0 noTOIj em caixag de g libr? por l500t e em ubta a
* d9 VOQ)mmatt muit0 ,1ra a joo rs. a libra.
iVmendoaUi de caica mole a 400 rf a Ubrju
Xeile dHlft refinado a 800 rs. a garrafa e em caita a 94.
Palitos de lentes liiad0J coa per(acao a m 0 maQ0#
^ostelett Mgleas proprlaa>ra flambre. m r, libra. !
xinna I igieza a mais ao?a d0 mercad0 a Ai a barrica # em ,lbra a 32o M.
nieixas iramcezas em fraiC0I maUo rcos com 4 libra| ^^^ ditag
tugues* a 480 rs. a libra.
, ^ Para limpa/Jaese a 200 rs. cada um, em porco se far abatimento.
OerejaS ni frascosd. 1 e li2 libra muito oras a 800 rt.
Inlepeuiante dos gneros anounciados encontrara o respeltaTel publico grande sortlmen-
to de (eneros, tudo de saerior qualidade.
Potassa di Russia
Vende-te emcaia d*N. O Biebsjr &
C, iuccew0re$, ra d*Cruza 4-
Sal de Lisboa.
Vende se s bordo da bares noftiuuflM Espe-
soga, sal de Lisboa limpo teieodo a tratar
na ra do Trapiche a 17.
Paletots
Vos tabaquistas.
Vendem-se superiores lenco francesas a imi-
taaao doa dt linbo, muito propriot para tsbs-
quiatat por aerem de aorta escaras t toas, ptlo
barattttimo preco de 5 t 68 a duzia : na rus do
Queimado n. 2, na bem conhecida laja da boaf.
Fil Uso e tarlatajoa.
Vende-se superior fil liso e tarlatana bianca
a dt tortas ptlo banlittimo preco de 800 ra. a
Tara ; na bem conhecida loja da boa f. na ra
do Queimado n. 22.
Ricos eneite.
Vendam-te ricos t superiores enfeitea oa mai
modernot que ha, pretos ede cores, pelo bara-
Uttuto preco de 6 t 6500 : na loja da boa f,
na raa do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraiaa franoetas de lindas co-
res, pelo baretiasimo preco d 960 o corado ; na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraias francezas finissimas.
Superiores cambraiaa franetzaa multo Inas, de
muito bonitos padrees, pelo barato preco de 700
rs. a Tara : na loja da boa f, na ra do Queima-
do o. 22.
Cambrala Usa.
Vende-ae cambrala Usa transparente muito fi-
na, pelo barato prego da 4 e 58 a peca com 8 112
Taras, dita Upada muito superior, peca da 10
raras a 68 : na ra do Qeeimado n. 22. ns loja
da boa f.
Bramante e atoalbada de
Unno.
Vende-tt superior bramante de puro linho com
duas varas de largura a 29400 a Tara, assim como
stoalhado adamascado tambem de puro linbo,
com 8 palmos de largura a 29500 a Tara: na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado na-
mero 22.
Cortea de calca.
Vendem-se cortes decalca de meia casemira
da cores escaraa a 28 tada corle ; na loja da boa
f, na raa do Queimado n. 22.
Port bonquets,
Dourados com cabos de ma-
drep erla.
Chegaram opportanamente para a loja d'agnia
branca 01 bonitoa port bouquota dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
aaa propria encommenda, ficando assim remedia-
da a falla que baria desees port bouquets de gos-
to, os qaaes chegaram bem a tempo para os di-
versos onsamentoa t bailes que te contata nesses
dias, por isso as pessoaa qae por elles esperara m
e aa que de noro oa quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro i loja d'agnia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, qae encontrarao obra
de bom gosto, barateza, agrado e aiocerdade.
de cambraieta.
Vendem-ae superiores saiaa de cambraieta mal-
lo fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
5; a ellas, que ao maito baratas: na ra do
Queimado n. 22, oa bem conhecida loja da boa f'
Ra da Seuzalla Nova n. 42
Vend-se em casa de S. P. Jonhston & C,
sellins e silhoas inglezos, candieiros e casticaes
bronzeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallcs, e relogios de onro patente
ingles.
Navalhas com cabo de marfim.
Vende-se na loja d'sguia branca mal finas ns
ralbas d'ago refinado com caboa de marfim, e
para assegarar-se a bondade'dellaa basta dizer-
se aae & ^nsafarnaaos a a<.>odtflrfnr.k->
> Kodgera 4 C. *n*i> estojo dt duas ni-
ralhas 09MO: na ra do Queimalo, Itja d'aguia
branca, n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Filbo, prags do Gorpo Santo n. 19
Lencos broncos mnlto
finos.
Vendem-se lencos brancos mallo finos, pelo
diminuto preco de 2400 a duzia, graade pe-
chincha : na loja da boaf, ns raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambrala fina.
Vendem-se a 2 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acaben].
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar fumo pelo baratissimo prego de 15400, \$,
800 rs. cada uma : na loja da rictoria na rus do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
CARTOES
DB
VISITA
BE
iTO DITO
Cartdea de risita de noro goato
Carles de risita de noro gosto
Carloss de risita de noro gosto.
Urna duzia por 16^000.
Urna duzia por 168000
Uma duzia por 161000
Uma dazia por 168000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Raa do Imperador
Raa do Imperador
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
Tende-se na ra do Queimado loja d'agaia branca
. 16, onde ae achar completo sorlimento.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de dirersos lmannos, a ot melhoret que tem
l\S> wL?'{$ mercao. Plo bsratissimo preco de
600, 700 e 800 rs. esda um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezaa para 19400 cada am : na rus do Queima-
do, na bem conhecida loja de mludezss da boa
fama n. 35.
Sementes de hortalices.
Vende-se na raa da Cruz do Recife, deposit
de pao e bolacha n.32. sementes de hortalices de
todas as qualidades, chegadas no ultimo paquete
da Europa.
Lindeza.
Vende-ae fazenda denominada lindeza, ptima
para Testidos a 160"rs. o corado : na loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
Alten?o
Vendem-se caixSes Tasioi proprios
para bahuleirot.funileiros etc. a 1#280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais gosto em galan-
teras dt ridro e porcelana como teiam jarros,
fraeqainhos e garrafinhas, maoteigoeiras e assa-
oareirot, jarriohos para boqueta de eravo a oa-
iras muitas cousss : oa loja da rictoria na ra
do Qatimado n. 75, junto a loja da cera.
Miudezas baratas
Na loja da victoria na ra do
Queimado juuto a toja de
cera.
Clcheles francezea em carlo a 40 rt.
Alflnetes franceses cabera chata a 120 rs. a carta.
Papel com cento e tantos alfinetet a 40 rt. o
papel.
Linhas rictoria em tarrtel com 200 jardas a*60
ra. o carritel.
Ditaa de 800 ardas de Alexander a 900 rt. a du-
zia.
Dilsa de 100 jardas brancas e de cores a 30 rt. o
carritel.
Dltaa de Pedro V brancas a de corea a 40 ra. o
carteo.
Grasnpoe a40 ra. o maco.
EoBadorea brancos a 60 e 80 ra.
Cartetrinhaa com agulbss frsncezat a 320 rt.
Trangas brancas de linho a 100 rt. a peca.
Agulhas de eofiar resudo a 40 rs. cada ama.
Eoutras muitas miu-etaa que ae aftaaca ven-
der barato para quem comprar rictoria sempre
contar : na loja da rictoria na roa do Queimado
n. 75, junto a loja de cera.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por eatar constantemente a recebar
perfumaras finas de suas propras encommendas,
bem se pode dizer que est coostituida um depo-
aito de ditas, tendo-as aempre doa melhorea e
mais acreditados fabricantes, como Labio, Piver,
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc.; por
uso, quem quizar prortr-se do bom, dirigir-se
1 ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qae
achara aempre um lindo e completo aortimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ra da Cruz
numero 4.
Vendem-tecarroa americanos mai elegantea
t lares para duas a 4pessoase recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possaem map-
pas com rarios desenhos, tambem rendem car-
rosa apara condcelo de aatacaretc.
Escencia de aoil.
a Para engommado.
Vendem-to frasqolnbos com tteencia de ail
n^^n. w i? p!r' "omniado porque uma
5. !mi.'.b,?l'Pte D?M cflr m un5 bcia
n,S?J,i.ltBd0de ""k m,U Pteciosidade de
nao manchar a roupa como maitas rezet scon-
lece com o-p6 de ail. Casta cada fratoulnho
500 rs : na ra do Queimado loja da agaiVbran-
tt n. lo.
Vende-se
na ra do Mondego casa n. 2, aa segainles se-
mentes de hortahee muito oras : coure flor di-
ta trunxuda, repolho, nabos de cabera grande,
nabicas, mostarda, chicoria, aselcaa, aenoulat
brancas e amarellas, sarja, cuentro, sebolinho
rOio e branco, tomates grandes, feijo, tarrapato,
ervilhas tortas e alface arrendada.
Riscado monstro.
Vende-te rltaado monstro, taztndt muito eco-
nmica para o uto domestico por ter grande lar-
gura e o aeu preco aer de 100 ra. o corado]: na
ra da Imperatrit, loja a. 10, do Duarte.
Panno de algodao da
Baha.
Vende-te no escriptorio de Antonio Luis do
Olireira Azeredo & C, ra da Cruz n. 1.
AGENCIV
DA,
Fundido Loiv-Moor,
Ba da Senzalla Nova n. 43.
Neste estibelesimento continua a haver um
completo sorlimento de moendss e meias raoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixes
de ferro batido e coado de todos os umanhos
para dito,
Soahall Mello & C, lando recebido or-
dem para Tender o sea crescido deposito deralo-
gios visto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portento, spessoaa que quizerem
possuir um bom relogio de otro ou preta- do ce-
lebro -fabricante Kornby, a aproveitar-se da op-
portunidade sem parda da lempo, para vir com-
pra-Ios por commodo prejo no seu escriptorio
roa do Trapiche n.18.
Na loja da diligencia, na
ra do Queimado n. 65
tem pera vender caacarrilha redonda de ora in-
vtn{o a 400 ra. a pega.
ARMAZEM PR0GRESSIV0
E
MSiSf
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36.
Gascarrilha.
brancos.
Cbegou para a loja da victoria grande aorti-
mento de cascarrilha de todas at cores e largu-
ras e se rende mais barato do que em parte al-
guma, por isso renham a loja da rictoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites paca cabeca de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 5|, &J500 e 68 :
oa loja da victoria oa ra do Queimado u. 75,
a nto a loja de cera.
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranza a 160 rs. a caizinha que a pela segu-
ranza delles por livrar de incendio sao de graQa:
na loj da victoria na ra do Queimado n. 75,
jauto a loja de cera.
Meias baratas.
lelas pintadas para homem a ISO e 160 rs. o
par, ditas brancas para menina a 180 rs. o par,
ditaa de la para o fri a 500 rs. o par: na loja
da rictoria na raa do Queimado n. 75, janto a
loja de cera.
Fivelas para cinto.
Ricas Arelas de madreperola para cinlot pelo
barato prego de 1J600: na laja da rictoria na
raa do Qaeimado n. 75, janto a loja do cera.
Parao carnaval.
Vtndem-se fazendaa proprias para vestusrios,
a ser: escomilba de cor de rosa, amarella, azul
e branca a 200 rs. o corado, relbutinas de cores
e ramagena a 640 o corado, relindo encarnado a
800 rs. o corado, tafet de todas aa corea a 640 o
corado, grosdenapltt de coree a lgSOO o corado,
e mais fazeodas proprias para este fim : na ra
da Imperatris, loja e armazem da arara n. 56, de
Maga Iba es & hiendes.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em poccio a a retalha de uma ateca
para tima, a por commodo preco: na rao de Ma-
dre dt Dos confronte abotica n. 30.
N. O .Biabar & C.sacctssores.rna daCraz
Vendem-se superiores paletots de brim branco
do puro linho, pelo baratissimo preco de5J : na o. 4,tem parar andar relogios paraalglbelra de
ruado Qaeimado n. 22, na bem coaaocida loja oro o prata.
da boa f. t Vende-te uma cabellelra ora propria pasa
Vende-se um ailhio com todos- os seui. ataros val, por maito barata preco ; na ra da
ptrtences: na raa Augusta, caa 0.73. jungete a. 1.
Duarte ^C. constantemente recebem da Europa de sua propria encommenda os melhores gneros, de tudo tendente a molhados, e por isso
offerecema lodos os Srs. da praca, Srs. e engenhn e lavradores, uma vantagam em seus gneros, de 5 a 10 por cento de menos dos precos, qu9
|arau-??f!^r*r flm oulFO 9ua'laer estabelecimento, altendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos a
Manteiga ingleza especialmente escollhid. 850 e l!W0O. a m em barrU 800.
aem iranceza a primeira da safra nova 700 rs. e em barril a 60O.
QueiJOS flamengOS vindos no ultimo vapor a 3000, eem porotera abatimento.
QueijOS llindriuos es melhores do mercado a lJOOo' a libra, e sendo inteiro a 950 rs. a libra.
Cha hyssOQ muito superior a 2800 e 3000 a libra.
Cha preto o qae ha de melhor neste genero virido & primeira vez ao nosso mercado a 28i00 a libra, e tambem temos para 1800.
Presunto mglez para fiambre a 700 rs. a libra.
Presuntos p&rtuguezes vindos do Porto de casa particular a 500 rs. a libra e tnteiro a 460 rs.
FaiOS 6 ChOUricas muito novas a 600 rsJ a libra eem barris de arroba a 15f.
13^oTh9000 DUqU* d* P0rl' Prl l necur' Grc*v1,os elno secco Feitoria a chamisso de 1200 e lf300 a garrafa, a
VinhO BordeauX de superior qualidade diversas marcas de 800 e 19 a garrafa de 8500 a 109000 tilia,
Vnho muscatel fOOO a garrafa e 1090G0 a dnzia.
VinhO para p astO do Porto, Figueira, Lisbea de 500 a 600 rs. a garrafa e de 49000 a 4800 a canada.
Marmelada dfl Uta os concerveiros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as de duai libras, e em porfo ter abatimento.
Latas COm peixe savel, pescada, parge./ roballo, cavalla, guraz, sarda, congro, linguado, ostra, e lu de tijelada, chouri{a%
finas o mais bempreparado que tem vindo ao/nosso mercado, de 11300 a 39 a lata.
Latas COm ervilhas portuguezas e franfeezaa a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachinhas de soda de das as qualidades a 1*440 rs.
rlgOS de COlll 111 a (i re em caixirrhas de libras as mais bnn enfeitadas que lem vindo ao mercado a 2*800 a caixinha e400 rs. a libra.
Peras muito novas e boas em caixinha de 4 fibras a 3#000 a caixinha e 19000 a libra.
Ameixas francezas em latas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
PaSSaS em eaixinhas de 8 libras, a 29509 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a caixa de arroba.
LorinthiaS para pudim em frascos de 1 112 a 2 libras a 1*500 e 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra.
Caixinhas proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de 29000 a 59000 rs. a caxinha.
Conservas Qglezas a pormguezis a 6^0e 800 riso frascoa 9 a caixa.
Macarro e talharlm, muito novo, para/ sopa a 320 a libra e 6*000 a 'caixa.
CrOmma maito al va como se pdedestjr a 100 rs. a libra,
Amendoas de casca molle a 400 res a libra e nozes a 200 rs. eem porc,o ter abatimento.
Champanhe das melhores marcas, de 15*^a 20*000 reis o gigo.
Chocolate portugus, francez, einglez, a 900 rg. a libra*
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa, a 5500, a duzia.
Cognac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia. '
Genebra de Hollanda a 600 rs. o fraseo a 69500 a frasqueira.
Vinagre de" Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 19800 a caada,
Dito em garrafeS de 5 garrafas, por 19200.
Espermacete superior 7fo libr> 7* m "*
ArrOZ da India a 100 rs. e do Marahhio, a 120 rs a ubra e de 3*000 a 3200 arroba.
Lentilhas francews o melhor de tddosos legumes a 500 rs. a libra,em porco ter abatimanto.
Latas COm feijO Verde mupto bem preparado a 800 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 44o e ooo rs. a uta.
Massa de tomate em laus de uma libra a 900 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e paincJ a 240, e 5f > arroba do alpiste a a 6f400 a do painc,o.
Potes grandes COm sal refinado a 640tambem umoa em pacotes, muito propritrajpara meza a 240 e200 rs. a libra.*
Batatas em gigos dt uma arroba a 1500, e 80 r*. !
Doce da casca da goiaba de iooo a 1200.
Azeite doce parificado, a 800, a garrafa e 99000-, a duzia.
Palitos lixados para dentes. os mais bem ftitos que tem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco eom 20 maasinuoe.
Bolachinha ingleza muito nova a 400 rt.abra e59000 ajbarrica.
Toucinho de Lisboa 320 iris a libra 109000 a arroba.
Velas de Carnauba ecomposc,ao a 400 rl. alibra e a 119500 a arroba.
Araruta a melhor que m pode desaj ar a 320 rs. a libra.
Soratia ehegada ltimamente a ICO a libra t a 4 a arroba:
Ceblas muito nova a 600 rs. o1 ciato e a 400* rs. as pequeas para conserva,



DURIO Oh J*BJrAM10O> fr QWMTA rtlBl 17 DE BBVBftilftO DE 1882
/
na loja do pavo, roa
da Imperatri z n. 60,
de Gama Silva,
rendom-se fazendas pelos presea seguintes: mui-
suliossbrencae com 4 li2 palmos de largura, co-
rado 300 ra., chitas escuras com pequeo toque
de mofo, corado 140 ra., ditaa matizadas a 160,
cortea de chitaa eicin-aa e alegres, fazeoda oa a
IWO, chitas francezas finas, o corado a 240,
SO, 186, 300 o 320 rs., llazioha de qoadro para
Testidos, a 280 e 400 ris o corado, cassas in-
Klezinhis de quadros para Metidos, corado a
260. 280 e 300 re., ditaa garibaldinae, fazenda
muilo Boa a 320 o corado, aaiae bordadas, fazeo-
da muito floa a 3J e 4$, ditas com arcos de cr-
alo de liaba que fazem ae resee de balao a 38200
e 49, ditaa de madapolao freoces, baldes os mais
bea feitoe que tem riodo, pelo diminuto preco
de 3, 39600, 4 e 59, pecae de cambraia liea mul-
to fina a 29 e 29500. ditas com 10 jardas, fazenda
fioissima, a 3$, 8J500, 4 e 59, meiae pretas de
seda para aephora a 19 o par, ditaa brancas de
algodlo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras muitas leseadas qee se rendem por procos
baratiasimos, e de todas se dio ae amostras dei-
xando penhor, ou mendam-ee lerar em casa dos
froguezee que quizerem comprar : Da loja da raa
da Imperatriz o. 60, de Gama & Silra.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilhaotina americana com lindissi-
mas cores, sendo fazenda inicuamente ora e
moderna de 41|2 palmos de largura a 400 re. o
corado : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
parao.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo rapor francas es-
ta fazenda de seda com o nome de moirantique,
sendo de varias cores e branca, propria para rea-
tidoe de noira, e rende-se por prego baratissimo
so na loja doparo, ra da Imperatriz n. 60.
Pannos a 1#600.
Vende-se panno prelo e dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpaja a 15600 o corado para
acabar: na ra da Imperatriz n. 60, loja do pari
Chales pretos a 3$.
Vendem-se chales de fil pretoa muito grandes
e finos, fazenda que aempreaerendeu a8j>e IO9,
e a 39 ; na ra de Imperatriz n. 60, loja do parao
9608a.
Tendem-ae grosdenaples pretos muito encor-
pados a 18500. I96OO e lg800, dito cor de rosa,
cor de canna e azul, sedas larradas de cores, chs-
malote preto e earja preta hespanhola a I98OO :
na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Fancy a 1600.
Vende-se fancy, fazenda de lia lieee e meada-
das, propria para calcas, paletots, colletes e ca-
pas para stnborss, e roupaa de meninos, (eodo
esta fazenda 6 palmos de largare a I96OO : na
ra da Imperatriz n. 60, loja do pari.
Espartilhos.
Vendem-se espsrtilbos inglezes que sao os me-
lbores : na ra da Imperatriz n. 60 loja do
pari;
Para meninos.
Vendem-se restuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeitados : na raa da Imperatriz
n. 60, loja do parao.
Madapolao a 3$.
Madapolao entestado com 14 jardas a 39 a pe-
je ; na ra da Imperatriz o. 60, roja do pavo.
mmmmmmmmmiMimn
^ i Acaba de
chegar
ao novo armazem
DK
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande variado eortlmento de
roupae feitae, calcados e fazendas e todos
estes serendem por precos muito modi-
ficados como de seu cosame,assim como
sejam aobrecaaacoa de superiores pannos
e casacoa feitos pelos ltimos figurinos a
269,389. 309 a359, paletots dos mesmoa
pannos preto a 16|, 18J. 209 a a 249,
ditos de casemira de edr mesclado e de
no vos padres a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,129 e a 149, ditos pretos pe-
lo dimiouto preco de 89,109, o 1*5, ditos
de sarja de seda a aobrecaeacadoa a 129,
ditos de merino de cordio a 129, ditos
de merino chinez de apurado goato a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditoa aaccos pretoe a 49, ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 89500, 41
e a 49500, ditos de fustio branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
nasaSf500, 39, 39500 a a 4|, ditas da
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 a a
69, ditas da brim lona a 59 e a 65, colletea
de gorguro preto e de coras a 55 e a 65,
ditos de casemira de sor pretoe a 41500
a a 59, ditos de fusto branco e da brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45
ditos da merino para luto a 41 a a 49500*
calcas de merino para 1 uto a 45500 e a 55!
capas de borracha a 9J>. Para meninos
de todos os tamanhos: caigas de casemira
5rea e de cor a 55, 69 o a 79, ditas ditas
a brim a 25, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 65 a a 7, ditos
de cor a 69 a a 75, ditos de alpaca a|39,
sobrecasaeos da panno preto al29e a
14, ditos da alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidadea, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos restidos de cambraia feitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de lia a 59 e a 69, ditoa de
brim a39, ditos de cambraiarieamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como reeeba-se toda equal-
qaer encommenda da roupaa para aa
mandar manufacturar e que para eete fim
temos um completo sortimento defazen-
futlrta?/ Um* gr,D ISu *** por mm nabil Diestra que
xal deXrT"* 6 P'rf8ici0 n,d,d"
i
Attencao
euimsries & Luz, dooos ds loja da miudezas
da ra do Queimado n. 35, boa fama, participial
ao publico que o seu eatabelecimento se acha
completamente prvido daa melhores msrcadoriaa
tendentes so mesmo estabelecimenlo, e muitoa
outros objectos de gosto, sendo qussi todos rece-
idos de suaaproprlas encommendas ; e estando
elles intairamente resolridos a nio Tendereta
fiado, aflancam vender mais barato do quo outro
qaalquer ; e juntamente pedem aoa seus deredo-
res que ibes mandem ou renham pagar os seus
dbitos, son pena de eerem justicado.
Pechincha
Na loja do Arantes rendem-seborzegnins com
tico a 295OO o par, ditos para homem a 59 sa-
pa tos da lastra com Mito para seo hora a 19'.
Rival
sem segando.
Na ra do Queimedo n. 65, defronte do sobrado
noro, eat disposto a render ludo por preco que
admira, assim como seje:
Fraecoa de agua de larande muito aran-
dea a 800
Sabonetes o melhor que pode haver a 320
Ditos grandes multo finos a 160
Frascos com cheiros muito finos a 500
Ditoa ditoa muito bonitos a I9OOO
Garrafas de aga celeate o melbor e 1&000
Frascos com banha muito superior a 240
Ditos dita de urco fioiaeime a 600
Fraecoa de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos dito dito a 3J0
Ditoa dito nito a 800
Ditos para llmpar a cabeca e tirar caspas a 720
Ditoa dito philocome do rerdadeiro a 900
Ditos com banha transparente a 900
Ditoa com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos grandes a 500
Frascos de macag oleo a 100
Ditos de opiata pequeos s 320 a 500
Ditos da dita grandes a 800
Tem um resto de larande ambreada a 500
Linha branca do gaz a 10 rs., a tres por
dous, efioaa 20
Dita de cartioPedroV.com 200 jardas a 60
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carretela de linha com 100 jardas a 30
Duzia de meias cruas muito encorpadas a 29400
Dita de ditas muito superiores a 45500
Dita de ditas brancas para senhors, mui-
to finas a 3J000
Vara de bico da largura de 3 dedos a 120
Dita da franje pera toelhaa a 80
Groza de botes de louca brancos a 120'
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Dita de ditos de res muito superiores a 240
Pegas da fita para cs de todas as lar-
guras a 320.
GELO
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de boje em diante
arroba a 3#500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Aos senhores fogueteiros.
Na loja da ra do Crespo n. 16 ha ame porcio
de enxofre escolente pera fogoa do er e de rista,
e vende-se por I9 a arroba a quem comprar urna
barrica.
Vende-se s casa terrea sita na raa da San-
a Rita n. 57 : a tratar na rae da Aurora n. 70,
segundo andar.
Attemjo.
Vendem-se duss moradas do casas assobrada-
das, reiias ha pouco, de lijlo, em cbios foreiros,
na rula do Cabo ; rende-se muito em conta : a
fallar na mesma villa do Cabo com Sebaslio An-
tonio do Reg.
predio venda
Vende-se a casa de doua andares e sollo, mei-
igMi no becco das Hiudinhas n. 8, araliada em
2.0009, a qual rende 1 i\2 por cento ao mez; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessoa
autonaada pelo proprietario para effectuar a Ten-
da da mesma casa.
Meias pava se nutra.
Vendem-se superiores meiespara senhora pe-
lo baratissimo preco de 89840 a duzia ; na loja
da bos f, na ra do Queimado n. 2.
Entremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorti-
mento de entremeios bordados em floa cambraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrio, para
restidos ; e quem tirer dtohelro approreitar a
occasiio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
render o bom, mandou rir, o acabam de chegar
aqui (pela primeira vez} as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fer-
ias, sendo para alfaiates e cosiureiras, e custa
cada papel 160 rs. A sgulha assim bos anima
e adiaota a quem cose com ella, e em regra sio
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem dellas.
Potassa americana.
Vande-aa potassa americana muito ora a de
superior qualidade: ao eacriptorio de Hanoel
Igoacio deOlireira & Filho, largo do Corpo San-
0 n. 19.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que sa sen-
lia dessa apreciarel opiata ingleza lio proreito-
aa e necessaria para se dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 19500 ra. a
caita; quem quizer conservar seus dentes per-
feitoe prarenir-ee mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Na ra Nora d; 19, rends-se relbatina de
corea a 500 ra. o corado.
A 320 rs. o covado, grande
pechinoha.
Vendem-se superiores cembraias francezas de
muito bonitos padres a 320 rs. o covado, 4 fa-
zeoda muito fina que sempre renden-se por 800
e 19 a rara, renham por ellas, antes qua se aca-
bem; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na roa do
Queimado n. 22, meias pretas de seda muito su-
periores, propriss para os senhores sacerdotes
por ser em bem com pridase muito elsticas ; re-
dem-se pelo barato preco de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
paca anjos.
_ Vendem-se na raa da Senzala Nora n. 30, cai-
zinhaa com doce per prego commodo, recommea-
dareis para os aojoa de prociee&o.
Potassa daRussia.
Vende-se potassa da Bussia da mais ora e
superior que ha ao mercado a a preco muito
cammodo: no eacriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Superior oalde Lisboa.
Tem pare render em porcio e a retalho Anto-
nio Luis de Olireira Azeredo & C., no sea ei-
crlptorlo ra da Cruz n. 1.
Jarras e potes,
RuadaCadeia do Reciten.8.
Jarras finas grandes para agua de 49 a 91000
Dlt.s entrefinas de 19 a 4* 20O0
Potes ordinarios de 320 a 800
86 faltando para final liqudatelo da loja de lou-
Si da roa da Cadeia do Recite n. 8 algumaa jarras
ou, entrefinas e potes ; vendem-se pelos bai-
xoa presos cima mencionados para acabar.
h RA DO QUEIMADO N?46
P/lt7hlGEANDE20STIMEltTo
^ASEROPKS
Sortimeoto completo de sobrecasaeos da panno a 259, 289, 309 e 359 taaaeoa multo h.m
feitae a 25$, 282. 308e 351. paletot. aceeacedoeae r-*ttul\^^?ZL
de cor a 159.18fe20f. paletote eaccoa de panno e caaemira de 89 at 14; dial asccodeXeS
m eiin a la de fl it6|. sobre de alpaca a merino da 79 at 109. safes? pretas de ceseoTira d2
89 at 14J, ditos Ce cor de 79 at 10|, roupaa para menino de tod'oa os tsmenhos, grande sorti-
mento da roupas de brins como sejam calcae, paletots e colletas, sortimento de colletes oretos de
setim, casemira o relludo de 49 a 9|, ditos para caaamenlo a 59 o 69, paletots brancos de bra-
mante a 49 e 5f, calcas brancaa muito finas a 61, e um grande sortimento de fazendas fine se mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino o senhora seroulaa de
linho e algodio, chapeos da aol de seda, luraa da seda de Jourin para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos encommendee de grandes obrae que para
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelhanta arte e um pessoal de mais de
cincoenta obreiroe eacolbidos, portantoezecutamosqualquer obra com promptidio e maia barato
do que em outra qualquer caee._________________
Phosphato de fer-
ro de Leras.
Attencao a li-
quida Ne loja do Clerioote rae do Cebug n. 2 B,
veade-se aa seguintes miudezee peloe diminutos
precos para acabar : pecinbas de babado com 15
raras (fe 3 a 4 dedos de lergura a 400 rs., dilae
com 30 raras da differentes larguraa e 21200 rs.,
cartoes de colzete para rostido a 40 rs., franjaa
de linho muito finas pera ceeareque tendo cada
peca 15 raras a I96OO a pe?a, ditas de algodao
para loalhas a 100 rs. a rara, ditas de seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs., ditas de 1 a
2 dedos a 160 rs., tranca de aede branca com ri-
drilbo differente largura a 320 ra. a rere, dita di-
ta preta a 300 rs. a rara, caivetes de 1 e2 fa-
inas muito fino a 160 e 240 rs.. tesouras muito
finas para coatura a 320.400 e 500 rs., cofiadores
de linho para reatido a 40 rs., caixas de bfalo
para rap diferentes modelo a 500 ra., carreteis
de linha de 200 jardas autor Alezander a 8S0 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, linha preta de miadi-
nba o masso com 60 pecas e 96 a 500 e 600 rs.,
escoraa para casaca o maie fino que ha a 2jJ, lu-
raa de linho fio de Esccete branca muito finas
a 600 rs. o par, ditas de cores s 500 rs. o par,
ditas de algodao a 160 rs., franjas lsrgas de cores
proprias para corlinadoe tendo cada peca 15 ra-
ras a29 e em rara a 160 re., espelhos de damee
de diversos tamanhos a800, 19 a 19280, botocs
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 rs.
a groza, ditos brancos, pretos e de cores proprio
para calca a 240 rs., pentes de tartaruga para
traocs os melhores que pode harere 39500, ditos
para alieer a 29, ditoe de marfim de differentes
tamanhos emodeloa a 500 rs.. labyriotho de to-
das as largaras a 120,160, 200 esW'rt., pentea
muito finos fiogtndo uoicorne tanto para suissa
como para cabeca a 320 re., meias de corea para
homem muito finas a 19280 rs: a duzia e o per a
120 rs.. cala rin r'nWta* rranrovo. *o 1., gar-
rafas grandes de agua de colonia muito fina a 39,
dita codi agua de larande a 19, ditae do Oriente
a 800 re., frascos de bsndolin psra segurar ca-
bello a 640 rs., dita de flor de laraoja frascos
grandes e 500 rs., bandeijas de differentes tama-
nhos a 19280,18600 e 21, garrafas de porcelana
douradas para meaa sendo garrafee grandes a 29
e pequeas a 19, charuteiras muito finas diver-
sos tamanhos a 29 e 29500, lurae pretas e de co-
res eofeitadas psra senhora a 800 re., peitoe para
camisa muito finos brancos e de cores a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zeflras de todas as co-
ree fezende de muito bom goeto al) a peca, e
um completo sortimento de fitas do sarja e cha-
malote asietinadas de todaa as cores e larguras,
assim como bicos de blondo brancos e pretos, di-
tos de linho de todee as larguras, e maitos outros
objectos que se rende por metade de seu valor.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para cintos, todss de no-
ros e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s6 com experien-
cia se conbecer nio o aerem, estando no mesmo
caso as esmaltadla, e assim mesmo rendem-se
pelo barato preco de 2(500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Ceajinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O tempo proprio das meninas irem para a
escola, e por isso bom que rio compostas com
urna das oras e bonitas cestinhas que se ren-
den] ca rus do Qneimado loja d'aguia branca
n. 16.
No vos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'agnia branca rende-se mui bonitos
bonets de relludo, e marroquim dourado, os
quaes sao agora mui necesssTios para oa meni-
nos que rio psra a escola e quem os quizer com-
prar maie baratos diriRir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sns
encommenda daa rerdadeiras pennas de ac
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que haria deseas boas peanas, com ludo
rendem-se pelo antigo prego de2/O0O. a caizinha
da urna groza, quantidade eisa que as falsifica-
das nio trazem. Para lirrar de engaos, as ca-
linitas rio marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Vende-se
exeitede dendfi ou palma, dito de amendoim que
sezra para luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Vende-se um terreno em Santo Amaro,
unto ao hospital ioglez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado: a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son & C
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogeoho Jurissacs, do Cabo : a tratar alli com o
Sr: Domingos Francisco de Souza Leo.
Batatas a 500 rs.
a arroba
Vende-se s 3*000 o frasco
Almeida Gomes, Aires & C.
no escriptorio de
Calcado
francez e inglez muito barato.
Bolinas de Helis para horneo, obra
fresca, a 129000
Ditas de lustre, (de Pars) a 69 e 75000
Uitas de setim preto para senhora a I f e 6*000
as
1S600
109000
49OOO
Sapa tos de aetim preto pero senhora a
Botinas oglezae de bezerro prop
para inrerno a
Ditaa ditaa de lustre para homem a
Ditas francezae de lastre e pellica para
homem a 49 e 5jooo
Em casa de Burle Jnior & Mari di, ra do
Cabug n. 16.
Caivetes flxos para abrir
latas.
Chtgot ora remesss desses preciosos cai-
vetes flzos para abrir latas da sar linha, doce,
bolachinhas etc., etc. Agora pela f< sta cmese
multo desase coueee e por leso necessario ter
m desses caivetes cujoimporte l9, comprn-
dole na ra do Queimado loja da sguia branca
n. 16, nica jarte onde oa ha.
Vndesele um preto de meia idade, robusto
na ra larga do
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neate rico a bem montado estabelecimenlo en-
contrario os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todss as qualidades.
SANTUARIOS que nralieam com o Jacaranda.
BA.NHBIROS de todos os tamanhos.
SEHICUP1AS idem dem.
"BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caius de todaa as grossuras.
PRATOS imitando em perfeicio a boa porcel-
laoa.
CHALE1RAS de tod.as as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS CANDIEIROS e liendres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caizas a a retalho de todoa os ts-
maodando-se manhoa, botar dentro da cidada,
em toda a parta.
Recebam-se encommendas de qualquer nata-
reza, coocertos, que tudo aera desempenhado a
contento. *
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazens do caes do Ramos ns. 18 a 36 a
na ra do Trapiche Noro (no Recite) n. 8. ae
rende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente chegado a 149 a lata de cinco
galles, assim como se rendem latas de cinco
garrafee e em garrafes.
Nao esqueja arara,
que hoje a loja dos barateiros para rar, ren-
dem-se pecae de cambraia liaa branca a 1*600 e
2|, dita muito fina com 5 palmos de lsrgura a
3 e 38500, pecas de madapolao enfestado a 39,
noros cortes de chitas fioas com 13 corados a
2*500, ditos de riacado, padres noros a 2*500 e
1*500, brilhaotina branca com 4* 1(2 palmos de
largo a 280 o corado, dita de corea a 360 o co-
rado, gorguro para restidos a imitaQio de sedi-
nhaa, fazenda muito ora e fina a 320 o corado,
barege pera restidos com flor de seda a 360 o
corado, pompadour de seda de quadroe e matiza-
do psra Testidos a 640 o corado, fil de linho
branco e de coree a 200 rs. o corado, liazinhas
para vestidos a 280 e 400 re. o coredo, lieos cor-
tes de gorguro Dar reatido com 18 coradoe por
6*500, cortes de lia de duas saias com 22 cora-
dos por IOS, ricos cortes de organdys com 15 va-
ras a 9* e 7S para acabar, cassas de coree para
restidos a 280 e 320 o corado, chitas a 160, 180
e 200 rs. o corado, ditas francezae a 240 a 280 o
corado.
Pannos pretos.
Panno prelo para caigas e paletots a 1*600,
1&800, 29 e 29500 o corado, cortes de casemira
preta para calca a 39. dita enfeatada a 39500 e
4]?, relludo preto a 2$500 o corado, aaia de cor-
dio que faz rez de balio a 9500, balSes de ma-
dapolao a 39 e 39600, ditos de 30 arcos e de ren-
da a 49 : oa ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magalhee & Mendee.
Pechincha para todos.
Vtndem-se massos com 20 massinhos de pali-
tos finos e bulisdos para dentea a 200 rs. o mas-
so de 20, porm passando a 15 massos se faz dif-
ferenga em prego : na raa da Imperatriz, loja e
armazem de arara o. 56.
PEIXE
Duarte Companhla
recebersm pelo ultimo vapor as seguintes quaii-
dadee de peiie o mata bem arreojedo que se po-
dedesejar em latee lacradas hermticamente pe-
los precos de 1|200 a 3J a lata :
Chourigas finas promptaf.
Pescada aasada e cosida.
Pargo aseado.
Roblos dito.
Caralla em azeite.
Guras aaaado.
Nulas de tigelada.
Sarel aseado.
Sarde em azeite.
Coogro.
LlDguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotas de sal refinado a
240 rs. cada um e latse com feijio verde a 800
rs.: nos srmazens Progressiro e Progressista no
largo do Carmo n. 9 e roa das Gruzes n. 36.
armazem de fazendas
DE
uca aa
dem
;pr
ode-ie
e proprio pM quilq'uer servico
Rosario n. terceiro andar.
Veadfi-sa passas a 400 rs., figos s 200 rs.,
arroz do Maranhio a 80 rs. a libra, toucioho a
SO), manteiga ingleze boa a 800 rs.. ale tria a 320,
gomma multo aire a 100 rs. a libra : na ra das
O .<. O JUe eeauaW
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba dereceierum noro
e bello sortimento de casearrilhas_ da seda de
"l"^6 dtnerentes edres. e rendirse i 19500
e 19500 ris a peje, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16: T J
Meias pretas de seda a 1:000
o par.
Vende-se meias pretas deseds, e de mui boa
qualidade, para aenhoras, e padres 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calgadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Na
ruada
Hadre de Daos n. 12.
8 Inleresse pablieo.
Offeretido pela loja d
marmore.
A loja de marmore tendo de aposen-
tar concurrencia publica o que ha de
mala noro em fezendee, tent paira ae-
nhoras como psra homens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes da Inglaterra, Fringa a
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem resolrido, antes de apreeentar o no-
ro sortimeoto, liquidar ae fazendas exis-
tentes, o qne effectusri por precos m-
dicos e psra cujo fim convida o respeita-
rel publico a aproreitar-se desta emer-
gencia.
mmmm mmmmm mmn
Chapeos de castor.
Vandem-ae chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 89, que jijse venderam a 169, para
acabar: na roa
Duarte.
1 Imperatriz, loja n
20, do
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na na do Queimado n. 22
sempre se encontrario as rerdadeiras luvas de
Jourin tanto para homem como para senhora,
adrertindo-se que para aquelles ha de muito
liadas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de larander ingleza
pela baratissimo preco de 500 a 640 rs. cada iras.
co, pomada meitissimo fina em pos granaos a
500 e a 19, vende-se por to barato proco pela
grande quantidade que he: ne ra do Queimado
na loja de miudezas de boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedoe do lergura fazenda muito auperior
pelo baratieeimo preco da 240,320, 400 e 480rs.
a rara, rende-aa por tsl preco pela razio de ea-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem se
rendem peces da nadas liaos perfeitamenta bou
com 10 rarae cada pega a 720, 800 a 19, ditas
com salpicas muito bonitas e diversas larguras a
I9IOO, 19600e 2e paca, ditas da aede a 29 ca-
da urna peca: na rae do Queimado ne bem co-
ohecda loja de miudezaa da boa fama n. 35.
Lianas de cores em novelo*
Vende-se linhas de cores em norelos fazenda
em perfeiliasimo estado pelo baratissimo' preco
de 19 a libra : na roa do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Tande-se na ras do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Loja
das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4#.
Duzia de meias creas para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 2(500 a duzia, lencos de
csea com barra de corea e 120 ra. ceda
um, ditos brancos a 160 rs., baldes da
20 a 30 arcos a 3f, liaziaha para ves-
tidos a 240 o corado, chales de merino
estampados finos s 59 e 69. tarlatana
branca e de coree muit fine com mr*
iu.. Jo largura a 480 rs. o corado,
fil de linho lisos 640 rs. arara, pe-
cae de cambraia liee fine a 39, cassas
de cores psre restidos s 200 re. o co-
rado, muesulina encarnada a 320 rs. o
corado,calcinhas para menina de escola
a Ig o par, graratinbss de tranga a 160
rs., petos para camisa a 200 ra. cada
um dusia 29, pegas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pecas de bre-
tanha de rolo a' 29, chitas francezae a
220 e 240 rs. o corado, a loja est
aberta das6 horas da manhia as 9 da
BOitS).
Santos Coelho
Una do Queimado n. 10.
Lencoes de bramante de linho a 39.
Gobertaa de chita finas a 29.
Ditas a preco de I98OO.
Cambraiae pretas muito finas.
Colchas de fustio muito lindss s 69.
Esleirs ds India de 4, 5 e 6 pemos de largo
propriaa para forro de cama e salas.
Lencoes de panno de linho fino a 29.
Algodio mooetro a prego de 600 rs. a rara.
Toelhaa de linho para mesa a 49.
Ditas de fustio psra mios, cade umaOOO rs.
Baldea para meninaa.
A boa fama
rende Arelas para cintos o mais bem dourado que
possirel e dos maie lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baratissimo prego de 2C
cada urna, carteiras com agulhas as mais bem
ojudas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode harer nada melhor, pelo barato
prego de 500 re. cada carteira,-pennas de ego ca-
ligraphia rerdadeiras a 29 cada caizinba com 12
duzas, ditas de langa rerdadeiras n. 134 a 1200
cada groza, ditas muito boas aioda nio conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecide loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Para o carnaval.
4 bella rapaziada que
com pouco dinheiro quizer fazer e eofeitar seua
vestuarioa, dirijam-se a loja franceza da ra
Nora n. 11. qne foi do Gadault, que acbarao se-
das, fitas, Arelas douradas, barretinas, veos, e
Analmente urna grande ezposicio de alcaides,
pelos quaes se nio eDgeita quaatia alguma : na
mesma loja recebeu-se um completo sortimento
de mscaras para homens e mulheres- todas as
qualidades.
Meias de la
para meninos ; na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 15.

EEEZEED
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se bsrsto grande sortimeoto de calgado
francez e ioglez, ronpa feita e perfumaras mui-
lo fines, quem duridar pode ver.
Liquidado.
Aloja de marmore.
Bournua de casemirs psra senhora a 109
Manteletes de grosdeoaple a 109
Lequea de cndalo a 59
Bournua de caaemira para meninos
de todss ss idades a 55
Grande sortimento de cascarrilhas,
trancas e fitaa de todas as cores para en-
feites de restidos por pregos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
Rap
Grosso (libra) a I96OO .
Meio grosso a I96OO
Fino de gas se a I9I8O
Neurona 19040
Lisboa a 2$7C0
Na loja do riral sem igual, ra larga do Rosa-
rio n. 36.
Ra larga do Ro-
zarlo n. 38,
Tem fivelaa muito finas para cintos por 1J500 ca-
da urna, ciotoe dourados, linhas de Pedro V com
200 jardas a 60 rs., linhas de carrinhos de 200
jardas sutor Aleandre a 80 rs., ditos a 60 rs.,
linhas finas de carrinhos de 50 jardas a 30 rs. o
carrinho, linhas de.maree e 30 rs. o norello, ra-
p de Lisboa, rolao, francez, grosso, meio grosso,
uno, Paulo Cordeiro e Meuron ; na mesma luja
rende-se luraa de peca para homens e senho-
ras, e de outras muitas qualidades, assim como
miudezas muito em conta, que a rista dos com-
pradorea se dir o prego de tudo.
Vendem-se aa casas ns. 49 e 51 com nm so-
bradinho nos fundos, sito na ra da Esperanca
ou Gamlnho Noro do bairro da Boa-Vista, com
quicial amarado ateo meio, coslnha e algumas
arvores de fructo e chaos proprios : a tratar na
meama ra n. 45.
Vende-sa am sobrado na ra des Cinco
Pontss n. 23, com muitos commodos : a tratar
na raa Imperial n. 108, das 6 s 9 da manbaa. a
de tarde das 3 s 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recom-
mendareis para as meninas que estao passando a
fesla nos smenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cade um : na ra de Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima echarlo
continuadamente os senhores consumidores um
fraude e variado sortimento de fazendas, tudo
aratissimo.
Luto por D. Pe-"
SLoja amarelh*,
GDRGEL & PERDIGAO'.
Receberam restidos pretos de morean-
4H tique nesle genero o melhor e maia em
* moda naa nrincipees pracas da Europa
IzP e Rio de Janeiro.
g& Receberam as lindas capas e mantele-
-j. tea compridos, desta rez rieram pretoa
Pede cores;
O Vestidos de blond com manta, capella
je* e eaia de aetim.
Vestidos de cambraia bordados e de
seds.
m Saias a balio finas e inferiores para
senhora.
3P NOVIDADES.
A Manguitos, siotos, enfeites e griaal-
K das para senhora, leques, espartilhos,
t mantas pretas superiores, chales, cami-
ff sas para senhora e meias elsticas.
S ROPA FEITA.
Caigas, colletes, paletots, sobrecasa-
V eos, sobretudo de panno e caaemire.
fjp Este estabelecimenlo est sortido de
fazendas finas propriss da praca. Dio-se
as amoatras : ra da Cadeis loja amarel-
O la n. 23.
Escravos fgidos
droV.
Acaba de chegar urna pequea porcio de alu-
nles de peito, botes de punhos, e brincos, pro-
prios para lutos, tendo cada objecto a efflgie do
finado monarcha : antea que se acabem dirijam-
se os protendeotes lirreria de Nogueira de Sou-
za & Gompanhia, ao p do arco de Santo An-
tonio.
Grande pechincha
Superiores paletas de peno preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baratissimo preco de
20f000 ris na roa do Queimado n. 22 na bem
conhecida loja da Boa F.
Vende-se um terreno na raa do Hospicio,
quasi defronte do quartel, proprio para edificar-
se ama casa, tendo 40 palmos de frente e 146 ds
fondo, com alicoree : a tratar oa ra do Trapi-
che n, 14, primeiro andar.
Fugio de bordo do patacho brasileiro Es-
padarte, fuodiadb eo p da ponte relha o es-
crcro Antonio, marinbeiro, de idade de 40 an-
nos, de sacio, rosto comprido, estatura alta, o
sigoaes no rosto, pouca barba, e bom pollador i
pede-se aa autoridades ou pessoas que o se ha-
rem, de o lerarem a bordo do dito patacho, ou
na ra da Cruz n. 3, em casa dos Srs. Amorim
Irmios.
Attencao
o
Qasrta-feira 19 do correnta ausentou-se do si-
tio do Cajueiro, casa n. 3, o preto de nome Jos,
de na gao Angola, de 40 aonoa de tdade, secco do
corpo, estatura regular, desdentado ns frente ds
cima, levou caiga e camisa de algodio azul, e
lerou urna outra camisa de madapolio e urna
caiga de riacado parda meia relha, lerou mais
urna caneca de folhs pintada de amarello, e cons-
ta que tem andado reodendo agua ne Boa-Vis-
ta : roga-ae, portante, as autoridades policiaes e
capities de campo que o prendis e le*em i
mencionada caee a. 3, ou rna do Queimado, lo-
ja n. 89, que serio recompenssdos.
Fegio no dis 20 do correte de bordo do
patacho Capuam, o escraro crioulo marinbei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguna signses do bexigas, levou caiga e camisa
azul: quem o pegar lere-o ao eacriptorio de
Antonio Luiz de Olireira Azeredo C. raa da
Cruz n. 1, ou s bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Ll 1
11 a r\
11
1% #1

-
-




-5P
LiUeratura.
DIARIO DE PKftNAMBCC. 0t fUfU M FVH*0 DE fttt.

*
Itinerario da ci4a4 to Palma era
Goyaz cidade de Beln no Para
pelo rio TocantiBs: e breve uo.icia
do norte da provincia de Goraz, pelo
Dr. Vicente Ferreira Gomes.
( Continuago. t
Alm disto pensara eu, e pens aioda que
aquella que onaca soffreu ineommodos. que nao
experimeotou perigos, nao pode bem apreciar os
commodos e os prazeres da vida tranquilla ; por
que tal a fraqueza da nalureza humana, que s
do contraste do mal se ple apreciar devidamen-
te o bem. Oemois na primeira riagem ( a da cor-
te para Goyaz) a curiosidade, a idea de cuxprir
os devores do cargo que havia aceitado, o deaejo
ae ser til ao paiz, administrando justicia, onde
esta nunca tinhi imperado, onde era mesmo a
vida do magistrado era respeilada, e o detejo de
axer conliecer as vantagens da justica me aoi-
niarara, na segunda o amor da observagflo, o de-
sojo de ser til ao paiz, dando noticias de tuai
riquezas, o receio de oommelter urna falta por es
eesso de liceoga, fizeram-me ler era pouca mon-
ta nsdifflcul tades e perigos da Tiagem.
l'eita a viagem entend, que (azia *um servigo
ao meu piiz offerecendo considerago de V. M
Imperial urna succiota narrago do que vi, do que
obssrvei, e expendo ao mesmo lempo os meios
que rae auscitoo a fraca intelligencia pelos quaes
podem ser sproveiados as riquezas dessa parte
do Brasil, o produelo dos trabalhos dos iodige-
ua, os meios de facilitar o coomercio com a
provincia do Para, de melhorar a condicao doa
habitantes das margeos deaseto famoso rio, dig-
no da proteegao de V. M. I.
Smto nao saber os principios das scieocias na-
turaes para poder descrever a nalureza, e eleva-
cao do terreno, qualiflcar os mioeraea, especifi-
car as plantas, as flores, os animaes, etc., etc.,
porm entendo que asimples exposigu que fago,
ser sutficiunte para chamar a atteogo de V. M.
Imperial ero prol das riquezas abandonadas, em
fiv-ut- de uitm pirie de seus subditos que vive,
como no esquecimento, e de urna parte da hu-
maaidade, que vive no paiz desconhecendo a mo-
ral, a religiao, as vantagens da vida social, certo,
como estou, de que V. M. sabe apreciar devida-
mente as cousas, e tem o patriotismo e poder ne-
cessano para execulsr ludo quanlo dictar sua sa-
bedoria.
De V. M. Imperial o mais obediente subdito,
Fcente Ferreira Gomes.
DESCRIPCAO DA PALMA E COMARCAS ADACENTE.
CAPITULO 1.
A comarca da Palma est entre 11 e 14 grus
de htitude, e 6 banbada pelos rios Maranho,
Palma, Paran, o qual recebando o Palma junio
A cidade deste oome, depois de um curso de dez
leguas ao norte, faz junego com o rio Maranho,
e toma a nnme de Tocaotins : banbada por ou-
trus pequeos rios e muitos corregos, que des-
agoam oestes (res,rios, e coolm muitas leguas:
esi actualmente dividida em tres municipios:
primoiro o da Palma que eompreheode a fregu-
zia deste nome, a de S. Flix, e a do Espirito San-
to do I'eixa : a cidade da Palma o maior po-
tos 1o do norte da provincia de Goyaz, habitada
por fazendeiros, negociantes, ariislaa, emprega-
dos pblicos, e pessoas que se empregam na na-
vegaco, etc. Nesle municipio o gado se repro-
duz em menos de tres anuos, ha excedentes ma-
tas, terrenos mui proprios para lavoura de cana,
de legumes: o commercio nesta cidade se aug-
menta de dia em dia, e fornece os gneros im-
portados do Para os habitantes das comarcas li-
initrophes, Civalcanti e Paran, e ao municipio
de Natividade da comarca do Porto Imperial: na
distancia de dez leguas pira o occidente existen
aguas turones, que tem dado saade a multa gen-
te, e as proximidades dessas fontes ha sigoaes
mui pronunciados de brilhaotes: na distancia de
meia legua para o norte ha urna vrteme d'aguas
frreas.
O segundo municipio o da Cooceigo do Nor-
te : que eompreheode duas freguezias, Cooceigo
e S.Jos: na primeira encoolra-se o ouro em
toda a parle, sendo que as pessoas mais ignoran-
tes e menos industriosas o descobrem as vezes na
auperQcie da trra, da qual nao se extrae in-
commeosuravel riqueza por falta de bracos, ou
antes por falta de industria. Ha nesta freguezia
homeos, como o teneote-corooel Custodio Jos
de Almeida Leal, cuja fortuoa foi pela maior par-
te adquerida em poucos das, e como por acaso ;
um humera de Paraoagu, sera sciencia, era
pratica alguma de mineraloga descobriu urna vea
de ouro em p muito aDuaaaut, lemendo aer
violentado e esbulhajo de sua dtseoberta, convi-
dou para aerem seas socios oessa lavra ao men-
cionado tenente-coronal Leal, tenente-coronel
Torquato, e a um seu irmo, e lodos Acara m ri-
cos, sendo para notar, que as lavras d'oode se
extrahiu essa grande quantidade de ouro, demons-
trara que elle foi achado quasi oa superficie da
trra, e que poucos trabalhos aellas ae fizeram
para colher essa riqueza.
A outra freguezia, de S. Jos do Duro, aeodo
situada em terreno muito elevado, tem o clima
fri e secco, e maito agradavel, melhor que o de
Petropoles, abundante de verlenlea, de apessas
mallas, da campias proprias para a crearlo do
gado, tem minas de ouro, e de salitre e o pu-
Brasil.
O goveroo de V. U. Imperial por decreto de 7
de Janeiro de 1854 concedeu privilegio i Jos
Caroeiro de Mondonga Franco, e aoutro para ex-
trahir ouro em urna rea de viole leguas de ierra,
tendo por centro a povoago do Duro ; porm por
fallecimeoto de um dos concessionarios deixou
de ir avante esta empreza, sendo que as pessoas
que exploraram, e conlinuama trabalharamunsa
das minas do Duro tem tirado grandes vantagens,
apezar da imperfeico das machinas. O terceiro
municipio o de Sania -Mara, cuja villa es-
ti sitiada em proximidad* da serra da Tabatioga,
que limita a provincia de Goyaz com a da Baha,
aeu terreno muito elevado e mootaaboso. pe-
dregoso, abundante de madeira de coostruego,
tem muitas e lmpidas fontes, feriis prados, mal-
tos proprios parta ere aja o do gado, que no ser-
tochamaipCatingaspossue muitas minas de
aelitre, e multa pedra calcara.
Ao tul da Palma est a comarca de Cavalcanti,
aja villa distada Palma trila leguas, eompre-
heode dous municipios, o de Gavalcaoti, e o de
Arraias: este conlm minas de ouro, ricas pas-
lageos, produz excedente assucar, apezar da im-
perfeico do fabrico, caf, vveres de toda a qua-
lidadc ; l estao os celebres subterrneos, onde se
eocontram pedras ( staleliiis ) de mullo variadas
formas, como a de urna vella, de urna arvore, de
um veado, e de cor clara como a cal, as quaes se
toroam escuras, logo que ao exposlas ao ir, e
aos raios do sol : o municipio de Cavalcanti de
clima fri, de variados pastos, rico de minas de
ouro e ferro*, pobre de gente, possue muitas flo-
restas, o caf e o trigo sao suas maiores prodc-
eles. Esta comarca biabada pelo rio Paran,
tributario do Tocaotins.
Ao norte da Palma est a comarca do Porto
Imperial, que eompreheode dous municipios, o de
Natividade (cuja villa dista da cidade da Palma
viole e quatro leguas) produz muito gado, abun-
dante Je vveres, conlm ricas minas da ouro:
allisetem encontrado no rio Manoel Alves Pe
queno alguns dianfantes conduzidos sem duvida
pela corrala das aguas emanadas das minas:
um vi eu em 1857 em mo do finado Joio Jos,
negociante residente no Duro maito claro, facii-
doe liso, como te tivesse sido lapidado, tendo ai-
do achado nesse mesmo estado: outros muitos
tem sido acbados em diversas pocas do mesmo
rio : este municipio alm da villa que muito
povosda, coota duas povoaedes, a de Saol'Anna
da Chapada, e de S. Miguel. O outro municipio
o do Porto Imperial, cuja villa aisla de Nativida-
de viote e seis leguas, e est situada na margem
oriental do Tocaotins, habitada por negocian-
tes, fazendeiros agricultores, artistas, etc.: este
termo tem mais florestas do quo campias, e
mullo rico de minas de ouro: all cooheci o ca-
pito Sebasiio Lopes Guimaries, cujo fortuna
avahada em centenas de contos, a maior parte
herdada de seus paes e avs, que depararam com
grande quantidade de ouro em barras.
Na distancia de seis leguas da villa do Porto
Imperial para o lado do oascente est situada a
grande povoaco do Carmo, muito mais populosa
que a villa.
As comarcas da Palma, e do Porlo Imperial
compreheodem terrenos que fleam alem do To-
cantins, na margem occidental, e terminara no rio
Aragusya, porem todas estas trras coberlas dos
mais nutritivos prados, de florestas multo eepe-
sas, de minas de fino ouro estao abandonadas,
por causa do receio que ha dos indgenas Canoei-
rosos quaes a mais de dez aonos, que nao fa-
zem aggreis o alguma, talvez porque jestejam
convencidos, de que a geoje civilizada nao os
quer hostilisar, comosuccedia d'aotes, cujo sys-
tema era destruir esta parle do genero humano.
Com tu Jo na comarca da Palma j um fazendei-
ro, o tenente-coronel Jos Theolooto Segurado,
homem empreheodedor. que olha os indgenas
como todos deviam olhar, forte nos meios, e for-
te em sua consciencia, lancou gados alem do rio
Maranho, confluente do Tocaotins, as Ierras
que ficam na foz daquelle rio : e na comarca do
Porto Imperial as proximidadea da villa d'ease
nome ha bahitantes na margem occidental do To-
caotins, que vivem de lavouras ; porem estes
nao Iranspe para o poeole a serra que dista do
no duas leguas, porque como os da Palma, re-
celara as hostilidades dos iodigeoas ; porem de
crer que nao seja esla a causa, a causa sem du-
vida nao precisaren! de ir alem : vivem elles na
abundancia dos vveres da cap. da pesca, nada
mais ambicionam ; essa mesma a razo porque
nSo explorara, as minas do Pontal, e as do Carmo,
qua segundo ioformacoes muito verdicas produ-
siram centenares de arrobas d'ouro notempo.era
que qualquer expeculalor^sem directo, sem sci-
encia, ou industria ia para aquellos lugares com
alguns,esenvos fazer fortuna..
Estas duas comarcas tem commercio com o Pa-
r pelo Toaaotins, e com a Baha por trra.
Antes de chegar ao Porto Imperial, e d'ahi para
o norte al chegar a cidade de Carolina (Mara-
nho) especialmente perto d'estes dous povoados
ha habitagoes mais ou menos prximas as mar-
geos do no de pessoas, que vivem da cresco do
gado, lavouras, e pesca : sendo que a trinta le-
guas distante do Porlo Imperial se acha a pri-
meira aldeia-dos Chavantes, que vivem paz, em
plantara legumes,pescam,cagam,elendo deixadoa
vida errante, tem habitagoes permanentes: d'ahi
para o norte se observa ero muitos lugares o fu-
mo elevar-se por entre os mallos (sigaal da exis-
tencia das choupaui* dos indgenas) e se v em
outros a margem do no os iu..^.. an>
completa nudez, armados de arco e flexa para
pescar.
A sessenta leguas da villa do Porto Imperial, na
margem oriental do rio Tocaotins, e perto da foz
do rio do Son est situada a povoaco de Pedro
Affooso, povoaco pequea, onde ha um missio-
oario capuchioho, frei Rafael, que diz haver na
distancia de quatro leguas tres aldeias de iodige-
oas mansos, os quaes nao foram por mim vistos
apesar do grande desejo que tioha, porque o men-
cionado miasiooario disse-me, que n'aquelle lem-
po (em Janeiro) os indgenas eitavam ausentes
das aldeias em suas cagadas, por nao ser lempo
de plaotaco, nemlde coiheita, qua as aldeias s_
encontrarla alguns velhos,*que pela avanzada'
edale, nao podiam caminhar : dtsse-me este
frade, que nada poda faier para agradar aos in-
dgenas, para induzi-los ao mode de vida mais
estavel, e ao.estado social, porque Ibe fallsvam os
meios, sendo que elle viva de lavoara pela difi-
culdade, ou antes impossibiltdade de receber o
subsidio prometiido pelo governo : que o- presi-
dente da provincia havia mandado eslabelecer
ama officioa de ferreiro ; porem, que os indge-
nas nao queriam permanecer oa povoaco, como
se se nao podesse eslabelecer a officioa na al-
FOLHETI11
O PAIZ DO HIEDO O
POR
A. DE GONDRECORT.
deia : disse-me fiaalmente, que estes indgenas
sao da duas oaedes, Caraus o Cbavaates : que em
geral sao elles robustos, aadios, pacficos, muito
andeijt.
D'ahi para o norte at Carolina continuam as
margen do rio como foi dito, as hsbitscee.
rocat Idos indgenas, e de oulras gentes, a que
chamajm chtiaiaos, seo duvida em contraposicio
a pagaos.
A trila leguas da povoaco Pedro Affooso, e
na maj-gem oriental do rio. esta situada a cidade
de Carolina, comarca do Maranho, que limita es-
ta provincia com a de Goyai: esta comsrea tem
copiosas e eipessss florestas, loogas e feriis
campias, e muito gado.
A cidade floresce, e d esperances de eogran-
decimento pelo commersio com o Para pelo To-
cantms e com o Maranho por Ierra e Velo seu rio
navega>el.
Desceodo pelo rio'oa distancia de quarenta le-
guas (de Carolina) e na margem occidental d'elle
eat a cidade da Boa-Vists : n'este espaco, e em
ambas as margeos do rio ha successivas babita-
$et de iodigenas civilisados e de descendentes
de nuturaes das provincias do Maranho, Piau-
hy, e Baha, e de alguns portugaezes, os quaes
vivem pela maior parte de lavoura. caca, e
pesca.
Esta cidade, qua cabeca da comarca (da Boa-
Vista) provincia de Goyaz floresce com o commer-
cio do Para, com a gricultura, e creago do gado ;
est situada em terreno elevado, donde s descor-
tina o rio em longo espado : osea terreno ferti-
lissimo, aa larangeiras que exislem as ras e nos
quiotaes ornadas com teus fructos do-ihe urna
bellota singular.
CAPITULO U
Deicrpao das aldeias dos Apinaqs, seus usos,
e eostumes.
Na distancia de cinco leguas desta cidade ao
occidente ha tres aldeias de indgenas da tribu
Apinagcuja tribu segando me informaran) o
miaslonario capuchinho, e o vlgario, tem mil e
olto cenias a duaa mil almas. Em compsnbia de
dous homens e am menino fui eu a primeira al-
deia, que composta de trila a quareota casas,
e lalvez seisceotos habitantes : aa casas sao de
palha, baixss, e espacosas, em cada urna moram
quatro, cinco, e seis familias, cujo numero se co
nhece pelas grandes camas, ou giraos cobertosde
esleirs de palha de palmeiras. e ahi sao encon-
trados os homes, as mulheres os meninos, os
paes e flinos dos mesmo casal: etcoptua-se a
casa do Cacique, onde elle vive s com mulher e
ulnos: as casas todaa formam um circulo, e no
centro estao duas destioadas urna paraoa homens
e outrs para as mulheres, que eslo n puberda-
de, ou que ae approximam a esse estado, segundo
me pareceu, os quaes s mudam de habitaco
quando casam, como fai informado, seodj que
neohum homem vae a casa das mogas, neohuma
mulher vae a casa dos mogos porque esta casas
se reputara previlegiadas ; porem permittido
sahir quando Ihes apraz para conversar na casa de
seus paes e prenles, para irem ao trab^lho, ao rio
etc. etc.; e para o homem casar bastakque tenh-a
certa edade.d proras de forcas.agilidade.que sei-
ba manejar bem o arco e flexi, que teja como
elles dizem, um guerreiro: e observadas certas
cerlmooias para nos rediculas, vive a sos o ho-
mem com urna mulher descoohecida a polygamia,
e o concubinato, Parecem que descoohecem as
leis do pejo, toleram o adulterio, a prostituir
das mulheres com pessoas estranhas a tribu, po-
rilm-alguns vi que se moslravam muito amantes
das pessoas, e to zelosos que deltas oso se apar-
tavam asa momento, talvez per causa do abuso
da bospitalldade, que tem feito alguns viajantes,
ou curiosos que tem ido ver essa boa gente.
A principio causou-me repugnancia ver o esta-
do selvagem, em que vive tanta gente: os h-
bitos, es eostumes sociaes, as ideas de moral pa-
reca rp repeHir-me d'ali para fora ; porem a aci-
lidade eom que esta gente costuma acolher as pes-
soas, que Ihe sao desconhecidas, a boodade com
que tratara aquellos, que viaitam-a, aua simpli-
cidade, iogeouidade, esse mesmo estado em que
o Creador a lancou aa ierra, produz um nao aei
que de amor, de amisde, de eompaixio, de in-
terese, suscita tantas, ideas sobre sua actual con-
diccao, e o melhorameoto della, que o observa-
dor nao po le delxar do ter emogde muito apre-
ciareis. Ali se observa a oaturesa em toda sua
aiogelesa ; ali nao se v- os adornos occallaodo
os defeitos naturaes, nem as p'roduces da arte e
do capricho oceultando a formular,, coatrafazen-
do a obra do Creador r ali ao se sentem aa deli-
cadezas da sociedade ctvltisada de eovolta com o
lingmeoto, com a mentira ; ali ao -> hospeda
por osteniagao, por comprazer ao >spede, e
sim por inclioaco natural, como d. er inato:
ali s se v a formosura natural, s se respira- o
ar puro da naturesa, s se ouve a verdade (tal
como elles a eotendem) pura e simples como a
mesma verdade.
nao era meu lutemu ueacrever oeste lugar os
eostumes destes indgenas, outno-era o lugar com-
ptenle ; porem como fallar nesba gente sem fal-
lar ao mesmo lempo de sua iodole, seus eostu-
mes e hbitos que sao os nicos ttulos de recom-
mendaco, que elles tem paca o goveroo impe-
rial, para a ua^ao brasileira, de que fazem par-
te, e para a bumaoidade?
E pois desculpa merece esta irregularidade no
systema adoptado para esta descripgo.
Em geral sao os iodigenas desta tribu robustos,
sadios, sendo notavel que entre aeiscenlas pes-
soas apenas se eocontrasse- dous velhos, que por
sua edade avaocada eslavam de cama, e ao se
podiam levantar, e dua mulheres doentes de
sarnas: tem os corpos booitos, oo astim os ros-
tos, porque as macaa sao salientes, eomo i dos
africanos, e os olhos pequeos, alem disto os ho-
mens afeiam o rosto com um buraco- no labio in-
ferior, onde inlrodutem ama roda de pao, cujo
dimetro de meia poaegada, e buceos oas ore-
Ihas, cujo dimetro de ama polegada, o que
conseguem tazando augmentar poaco a pouco a
roda, que introduzco) no orificio, eotreanlo ha
entre elles homens e mulheres de fisionoma mui-
to regular e engracada, que nao-tem que iovejar
'- ---'"r
ii' rim ni
(Costumes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
XVII
KContinasco.)
Arnold estremeceu essa resposta vinda do
coracao, e cueto suspirou.
__ Porque estranhoalrevimenlo, conlinuou de-
pois de pequea pausa, essse homem peneirou
xto seu aposento, seohora ?
Aproveitou-se da occasio em que vieste
Lucerna, respoodeu madama d'Amstsdt, e escre-
veu-me pediodo para que o]recebesse.
E a seohora apressou-se em satisfazer ao
seu pedido 1
Sim, mea amigo, apressei-me, porque co-
nheco o dosso desventurado primo.
Desventurado 1 exclamou o baro sorriodo
amargamente. E porque desventurado 1
Porque tu sfeliz, Arnold, respoodeu The-
reza com ama simplicidade serena e tranquilla,
propria somonte da linguagem casta da verdade ;
porque amou-me violentamente, e anda hoje me
ama com ardor, ao passo que eu... eu sou la
mulher sem mancha peranle os homens, sem cul-
pa peranle Deus.
Senhor I Senl.or, vos a estaes ouvindol mur-
murou o baro assombrado com essa resposta que
elle lomara por urna blaspbemia. Continuemos,
aeohora ; dizia que esse desventurado primo.,
Escreveu-me que malar-se-bit se eu nao o
quizesse receber ; e como sabia que elle execu-
tana essa ameaga resolv attende-Io. A carta que
qupimaate aem ler, anda que eu te facultassse
a sua leitura...
E que a seohora trazia bem guardada junto
ao seu coracao, quando Magdalena d'ahi a
raocou I
... era a mesma em quenosso primo peda-
me urna conferencia de alguna minutos, sob pe-
as d acabar com a vida, se eu Ih'a negaase. Oc-
culiei te aquella carta por obedecer um seoti-
meutu que intil explicar & um caralleiro
eomo s.
Mas emfim, replicou Waller cujo espirito
1*1 Vida Diario o. 46.
" raC europea^ se nio a cor clara, e traospa-
A ndole desta geste paei|ea. laboriosa e
nospttaleira : demonstra loda erpropenco para
o estado de civilisaclo. Ssm leie, sem moral es-
cripia, sem religio revelada, sem diregao algu-
na do geverno do paiz, vivem elles de seu tra-
badlo, pliotam a mandioca, de que fazem farl-
oha, a balita, o milho, abobras etc. ; cacara
quasi todos os dias, colhem os cocos, os palmi-
tos: vivero em perfeita traoquilidade e harmona
em obediencia a seus chefes. Porem vivem to-
dos era perfeita nudez I...Vivem assim, e assim
se apresentam a lodo o mundo, apesar de mos-
trarem desejos de vestir, como nos outros I...
Dizem algumas pessois, e eotre ellas o mis-
sionario, que os indgenas nao querem andar
vestidos, que maior parte das roupat, que Ihes
eram dadas, ficava no esquecimento naa aldeias
porem como islo nao succede com o chefe, que
nSo vae a cidade se nao vestido, nao apparece
na aldeia a pessoa alguma aem roupa T Como
oo succede islo com outros menores chefes,
quem se tem dado roupa ? Dizem que slo pregui-
gosos. Que I Pode-se chamar preguigoso a aquel-
lo que trabalha para satisfazer as oecessMades
reaes, e ficticias da vida? Poder-se-ha qualifi-
car como tal aquello que nao coohecendo outra
oecessidade seno a da conservsgo, trabalha
para alimentar-se com o resultado do seu traba-
loo, e defeode-se quanto pode contra teus op-
pressores? Nao.
Vivem sem roups, em casas que pouco abrigo
offerecem ; por que o clima, a ignorancia, a iato
os babituou : porque anda nao experimentaran!
os commodos da vida social, que depois aeriam
reputados necesaidades reaes.
Estes indgenas, assim como os de ootras tri-
bus se prestam a todo o genero de trabalho, es-
pecialmente o de campear, o de cagar, pescar,
remar etc., sendo, como certo, que at 1855
grande parle das tripulages dos barcos, que na-
vegsm da Boa-Vista para o Para, era de iodige-
oas, o que nao succede actualmente, por causa
da mortandade causada pelocholera morbos
nesse aono, o qual ceifando quasi todos os iodi-
gonas, que descerara ao Para, fez crer que aii
achavam elles sempre a morte.
O que se diz a respeito de urna das tres- aldeia
dos Apinags, se diz a respeito de todas tres-,
porque a tribu, oa usos e costumes sao os mea-
mos.
Nesta mesma comsrea ha urna tribu dos-Cara-
js, e outra doa Gradafrs na margem esqaerda do
Tocaotins, e oulra des Caracaliz as margena do
rio Araguaya. os quaes todoa eato aldeiados, e
tem habilages permanentes, segn lo infermam
o misoiooario o outras pessoas da cidade da Boa-
Vista.
Ao norte da Boa-Vista ha> algumas habitegea
em ama e outra margem dorio, sendo a maior
parte do iodigeoas, at que a cincuenta legues
de distancia se v a villa de- S-anta Tberesa aa
margem oriental, cuja villa1 e aeu termo fazem
parle da comarca de Carolina do Maranho. Es-
la villa composta de casas de-palha, oella resi-
de o missiooario franciscano-frei Manoel, e na
distancia de urna milha est situada a aldeia dos
Garajes; o local foi mal escoltado-, porque o ter-
reno arenoso, e a produz arbustos, que nao
tem serventa alguma, e nos terrenos contiguos
os msttosso muito raros e baixoa, sendo que na
margem opposre o terreno da provincia de Goyaz
argilosoe muito prodactivo, e ahi sao feitas aa
planlacoos, que alimentara os da villa.
A aldeia dos Carajs muito insignificante, po
der-se-hia contar ciocoenta a aeseeota pessoas de
ambos os sexos: as casas formam um circulo;
porem someole tem a cpula, de serte que de um
golpe de vista se v' tudo quaolo ha oa aldeia :
estes iodigeoas nao plantara, tem para alimento
o-coco, alguma batatas iodigenas-, a caga etc.,
e sao muito meoes robustos-, menos aceiados do
que os Apinags. Contrista ver o estado misera-
vei em que vive essa gente, que poderia tornar-
se mais robuala, ae sea alimento fosee mais nu-
tritivo, 6 prestar mais servigos do que os Chins,
importados com tanta despeas I...Contrista ao co-
rago ver, que essa gente definha por-falta de in-
dustria, por falta de quem a dirija ao irabalbo
mais productivo S definha, e vae- aoabar-se a
miogua, porque ama triou pequea que tem
receio de ser destru Ja pelas mais- fortes, tem
receio de ir mais looge procurar aumento; defi-
"lia porque precisa- e procara amparo da geote
el vi Usada, dos habitantes da villa-de Santa Tbe-
resa, e deales nao tem auxilio, e em ultimo re-
sultado ter urna morte de inanioo. Que I...
Ieto nao ha de succeder, porque logo que sua
agestado o Imperador liver esta, noticia ser
servido dar as providencias em ordem salvar a
vida destes seus subditos.
' "CA PITULO III
Continuando da deicripgao dos povoados. habita-
Coet das margens do rio Toct*ntm$, vistas pit-
torescas.
.",""g ** i> ** *... habila-
ges na as margens do rio, e na.distancia de cin-
cuenta a sessenta legoas, oa fot do Araguay,
termina a provincia de Goyaz.
O rio Toeaotios, que vae aempre eogrosssndo
suas aguas com mil cooflueotes. quando recebe
em seu leilo o-Araguaya, toma proporges gigan-
tescas, e parece am pequeo occeaoo, cujos lii-
tes sao as asvores, que ttogem- deesas e escuras
nuvens : ata parece que aa aguas toroam-se me-
aos turras, mais traospa reo les, porm muit es-
curas. Paseadas duas graades ilhaa, que ae achara
na confluencia desles dous rios, v-se ao looge o
presidio militar de Sao Joo das Duas Barres da
provincia do Para ; ahi ba am destacamento de
trila a qu renla pracag- com na andado pele capi-
tao Constancio Dias MiartiosK que parece e-xorgar-,
se pela prosperidade dessa povoaco : este com-
mandaote casado, tem dez filos, dos quaes
urna casada com um negociante ; tem conse-
guido casar qoasi ledos os soldados de. destaca-
mento. Ha urna egreja eom bons ornamentos,
casa de arrecadago nem provida, as casas de
viveoda sao espacosas. porm todas- coberlss de
palha, o terreno maito productivo, os mallos
de boas madeires : um nucleoide urna povoa-
M
comegava a fluctuar as sombras da duvida, e a
senbora aqu veio semelhanle hora, deixando
Seelisberg furtivamente... porque o de suppor
que de l sahisse furtivamente...
Sim, verdade.
... que esperava encontrar Wilter nesle
lugar ?
Sem duvida.
Para...
O baro nao ousou concluir phrase. Os seas
olhos acaba vam de encontrarse com o olhar lm-
pido de-Thereza, e a sccussgo exptrou-lhe nos
labios. |
Para langar-me entre ti e elle ; porque eu
sabia que eslavas aqu, meu pobre Arnold.
Ah 1 A senhora sabia : foi provavelmente
sus lia quem lhedisse...
Ao contrario ; ella me disse qua linhas par-
tido para Lucerna.
E enio ?
Mas o mendigo, o ceg me affirmou que es-
lavas em Pluelen.
Meu Deus 1 perco -ma nesle labyriolho I mur-
murou Arnold.
Mea auigo, replicou Tbereza, a historia
deve parecer-te muito tenebrosa ; entretanto
bastante simples, basta saber qae madama de
Gooilieben fez todo o possivel por euredar-lbe o
fio. O mendigo quem dste bospitalidade em
Seelisberg um aoiigo condiscpulo de Waller
de Seelorf, que s deixou o paiz, fazendo correr
o boato da ta morte, impedido pela tyraania de
am amor aem esperaoga, amor fatal I
*- Sei disto ; vamos adianto.
Waller propoz-me quando foi Seelisberg
que fugisse com elle : tralei esse cerebro e cora-
gao enfermos comodevia. O cerebro amaldigoou-
me o corago fez-me justiga.
E assim o er ?
Sim, porque tenbo a prova.
Essa prova ?
Walter, oo ousando nem podeodo voltar i
Seelisberg, fez-se representar de alguma forma
por um amigo de infancia catado na miseria a
mais terrivel, e tambera a mais digna de inieres-
se. Escreveu esse amigo...
Assim mesmo ceg I observou intenctonal-
mente o bsro.
_ ... qae, sendo ceg, cootiauoa Thereza, de-
ar" via pedir-me para ler a carta. O aeaao .quizque
i aoasa ta de Gootliebeo recebesse essa carta dat
ruaos do correio, e na sea curiosidade poaco ge-
nerosa ousou ler aquillo que me era escripto com
direcgo so mendigo Klein.
E depois ? perguntou o baro abalado com
tanta sinceridade.
Madama de Goollieben nio cootentou-se a
Iem satisfazer a sua curiosidade: teve atriste co-
ragero de dar-te a carta dar ler;
E' perfei,ameple exacto, disse ArooU : po
gao, que muito ha de prosperar, se o governo
imperial mandar para ali un padre, um profea-
sor de primeiras letras, alguns artistas, especial-
mente ferreiros, carpinas, e se der outros auxi-
lios : esta presidio actualmente o correctivo doa
criminosos que navegam nessa parte do Tocao-
tins.
ao norte do presidio de Sfo Joio d'Arsgtiaya,
ou Sio Joao dat Duaa Barrat viaja-te tres diaa
no deserto, lugares onde em consequencia das
muitas cachoeiras, e iouodagdes oso ba habita-
foea as margens do rio, sendo que nao muito
ooge (cioco leguas ) habitara os Gandes, iodige-
nas anomadas que vivem inimisados com todas
as outras tribus, que oo tem querido relago com
a gente cmlisada, e nao obstaote islo nunca a-
commettem aos navegantes desse rp, os quaes de
sua parte tratam de evitar sea eacootro : ama
grande tribu, que no lempo da secca, ou em que
o rio est baixo vista as margens do rio pea-
car a tartaruga, e colher teus ovos, como fui in-
formado. Passadaa estas ultimas cachoeiras das
quaea ha desvio em alguos igaraps, eoira-se de
novo no rio, cuja largura immeosa e taota que
vlajando-se no meio della difficil distinguir os
objectos que estao em urna e outra margem. Nesle
trajelo, que onde se encootram as maiores
difliculdades, onde se acba s cachoeira denomi-
nada do arrepeodido justamente onde se
observa maior variedade de sceoas, onde se reu-
nem mil quadros diversos, dignos de contempla-
cao e admirego ; ahi ora se v a espessa flores-
la como que elevando os ramos ao c~ para agra-
decer ao Creador sua forma, belleza, forga, e pres-
timos, e ento se experimenta a escurido, a fres-
cura a pesar da claridade e ardor do aol : ali se
veem praias ao nivel do rio cobertas de areiaa
mui claras onde o sol dardejando seus raios, pa-
rece redobrar sua calma, seu eiplendor : mui-
tas vezes mister entrar em um pequeo brago
do rio (igarap ) todo coberio de frondosas arvo-
res, onde os raios do sol nao peoelram, e apenas
sua luz convence que dia, outras vezes e logo
aps desse pequeo brago expraia-se o rio as
baixas margeos, e loma grande largara, e Oestes
lugares navega-se por entre as errores, cajos
troncos estao cobertos d'agua, cujos ramos pare-
cem ser naseidoa n'agua : ahi a embarcago ser-
peando entre asarvores, parece que voare qual
o beija-flor movido da fome, quaodo busca a flor
aem a acbar, vea veloz de arvore em arvore sem
pairar nem posar, tal o barco paseando de urna
parece ir de encontr a outra arvore de que ae
desvia tem tambera parar, porque a correte im-
petuosa d'agua, a forga do remeiros, o desejo
de chegar no lugar do- pouso oo coocentem.
Nesle espago onde s se ouve o murmurio das
aguas, eantico dos passaros, o grasnar doa patos,
o guinxo do javaly, onde as vezes o silencio
absoluto-, onde muita vezes se eoeootram bandos
de passaros aqualicos, como os patos, marrecas,
mergulhoes, alguns quadrupedes, como os viados,
os porcos queixadas, o cailiis, afravessaodo o
rio de um para outra Uha, ou destn para o con-
tinente, onde o peixe so eocooira em qualquer
parle, onde a-nalureza perece estar offerecendo
todas aa sua'produeges ao primeiro que dellaa
se quizer aproveitar, oeste deserto digo nao po-
de o hornera- deixar de reconbecer a omniciencia,
omnipotencia', e liberalidade do Creador, e ao
mesmo lempo-a fraqueza da intelligencia, peque-
nhez da tcieocia, e do poder humano : basta con-
siderar com reflexeo a rapidez cm que as aguas
descem para seu centro cornmum, e ao mesmo
lempo os diques que Ihe pos o mesmo Creador,
para diminuir a sua precipilago, para eeoservar
esses aguas em um plano inclina do pava que o
homem possa oellas navegar, para que poasacon-
ducir na exleocu de quatroceotas a quinhentas
legoas os productos, que a nalureza lbc-orferla,
para reconbecer os Ilimitados-atlributos do Ente
Supremo.
Prssadas as nltimas cachoeiras, onde- parece
que o terreno tem menos incliuago, e poreoose-
guinteque o leilo do rio segu o mesmo piano, a
oavegago meos precipitada e mais cosomoda,
e logo se encootram casas de pessoas que vivem
permanentemente nis margens dorio, e barracas
los que vao da capital do Para ou de suas- proxi-
midades com auas familias oa. seus aggregados
colher castachas, sendo que a primeira casa ha-
bitada est situada no lugar denominadotres
riachosdistante di ultima cachoeira doze a
quinze leguas. ,
Depois viajaado-se dous diaa e meio, qae se
con ia m ciocoeela a setenta leguas, encoutram-ie,
como j disse, em urna e outra margem do rio
habilages permanentes de geole, que vive de
colher caslaDhas, gomma elasiiea e caco.encon-
tram-se mullos barcos de condusir castaohas. ans
do tamanho de urna fala, outros do porte de
-am biate (a que chamara gaaabarrasj, at que se
descortina ao looge a villa de Baio na margem
orieotal, lugar a que at agora chegavam os na-
vios de vapor do commercio do Para:: de Baio
para baixo sempre ns direcgo do norte e espe-
cialmente as proximidades da villa ba muitas
casaa, -igumas das quaes sao situada* am lugares
muito elevados na margem do rio, outras em la-
gares muito baixo ; estas sao edificada sobre gi-
raos de madeira, oorque ahi o terreno alagado
no lempo das anchantes do. rio, a 6- este baixo
terreno o apropriado para a plantago do cacao :
continuando a viagem para o Par abaixo de
Baio vinte a vinle cioco leguas, est situada a
nova o florescente povoago de Maeajuba, que
compostado casas quasi todas aovas e espagosas
quer oa altura quer oa largura : data at o Part
toda a margem do rio..que ae divide em muiioa
ramos cada um com san notac,. habitada por
agricultores de cacao, canoas ele, e em pequeaa
distancia se veem easas de viveada, algumas mul-
to espagosas e elegantes, muitas casas de enge-
nta) de moercanna, de petsimas moendas .pou-
co. assucar te fabrica, o caldo da caona reduzido
a mei e a agurdente. De- Baio para Bar s
se viaja com aa asantes das mares, posqpe at
ahi as aguas do ocano represara e fazem retro-
ceder as do rio : oinguem sabe quintas, leguas ha
de um ponto dado ao outro, regulam-ae as via-
gens pelas mares, e diaem, daqui ao, Par Iem
laotaa mares. Desde esta villa at o fiar se en-
rasa, os pequeos barcos, onde viajam os qbi-
. qwe veadem vveres, oa familias que
rao da* una para outras titiot : all eondutem a
comida, ofogareiro em que eozinham, o psneiro
para asa asear o ataay, coco moilo miado, do
qual formam ma beberagem multo nutriente a
"rtU apreciada pelos habitantes do Par.
O rio Tocaotins urna das grandes tiradla do
interior do Pari, tem de Baio para o norte um
sem numero de ramifleages formando ilhaa do
territorio qae esti oessa parte do mesmo rio.
CAPITULO IV
Modo de viajar, lempo que se costuma gastar em
cada viagem, nome das cachoeiras e sua dis-
tancias.
Cumpre-me dizer, que na viagem da Palma ao
Para costumam gastar os que navegam em bolea
(esse o nome das pequeas embarcagdes, que
empregam no commercio, e tendo pouco mais
largura, que falas, tem muito maior comprimen*
to) costumam gastar digo, vinle a trinla dias, o
quaodo remontara gastam aeis mezes e mais ;
por causa da demora que ba no descarregasaeo-
to, e carregameoto dos geoeros as cachoeiras ;
eu porem desceodo em urna igarit de aeis remes,
(embsrcago menor que os botes) gaslei vinle
dous das, podendo gastar menos se viajaste a
ooile, como costumam fazer os viajantes d'esse
rio, nos lugares, em que nao ha cachoeiras, emais
desoito dias de falha para poder observar o que
havia de mais ioteressaote as villas, povoados,
cidades e aldeias.
Sahi da cidade da Palma a 27 de dezembro do
anno prximo paasado (1858) pelo meio dia, sendo
acompanhado al a margem do rio por quasi lo-
dos os homeos residentes na cidade : egnat pre-
cedimento leve am grande numero de senhora,
que nao me acompaohando, foram assistir a mi-
rilla partida, postando-se debaixo das arvores,
que ornam a margena do rio : eala demonstrado
de eslima e amisade muito me penhorou : e se
slgum motivo de descontntamento Uve oa Pal-
ma, ficou esquecido nessa occasio na margem do
rio.
Sabi a 17 como disse da Palma, e a 28 pelar
duas da tarde a por lei)na povoago do Espirito San-
todo Peixe,cuja distancia de vinte e quatro le-
gua por trra, e talvez mais de trinta pelo rio
por causa das sinuosidades teoda-se consumido
duas horas em descarregar mioba bagsgem e
condori-la por trra para salvar a cachoeira do
Tropego que fica oa dissaocia de tres s qua-
tro legua do Peixe : as pedras da eaelroeira no
canal cora o grande volume d'agua qae ento
havia, esrtvam todas caberla, e por esse mesmo
motivo tinhirm desappareeido oapeqaene safios :
a cachoeira neste estado am plano reclinado,
em cuja extremidade superior langa-se o-frgil
batel e este pela nclinagto natural, pele- impwl-
so das agua,.e pela forga dos remeiros- oesn
oom a velocidde iocalcolavel ; em um momen-
to dado manda o piloto (o homem do leme,. ou.
pratico) atacar, e a essa voz os remeirca- em-
pregam toda foFga, e fazem ama gritara, como
ameagaodo o pengo, e nesse mesmo momento-a
embarcago est abano da cachoeira, enioessa
gente larga os remos e mostra-se tao contente,,
como se tivesse vencido urna balalhe.
rm, j v a seohora qae pata ter eu partido de
Seelisoerg occultaodo-lhe a minha determinado,
fot preciso que a carta dirigida por Walter aa
mendigo Klein constituase urna aecusago contra
a senhora.
Confesso que sim.
Eolo leu essa carta f
Nao ; mas Klein disse-me poaco mais ou
menos o que ella cootinba.
Perdo, senhora ; nesle ponto nao falla a
verdade : um ceg oo poda ter conhecimento
do cootheudo da carta em questo.
E' justa esta observago, Aroold ; porm,
Walter fez ao mendigo as sass confidencias.
Como queras que te seguisse Flueleo.se o en-
contr nao tivesse sido de antamao indicado ao
mendigo?
O bsro poz-se a refleclirpor alguna momen-
tos, comprimiu a fronte com as mos ; e pouco
depois voliaodo ao interrogatorio, proseguiu :
Como dizia a carta.?
Waller agradecia-me o acolhimeolo que Ihe
flzera em Seelisberg; promeitia por sua hoora
nao procurar mais tomar a ver-me, o supplicav
lheenviaaae por iotermedio do seu amigo urna
palavra de perdo pelo pezar que me havia cau-
sado...
Seohora, interrompea Arnold vivamente, a
educaco que recebi prohibe-me dar um deameo-
tido solemne mulher habituada ao culto do meu
respeito. Coofuodi-la-hei, porm, mostrando a
carta de que falla. Conhece esla letira, se-
nhora ?
A letira de Walter 1 Sim, conhego, respon-
den Thereza perfeitameale tranquilla depois de
ter olbado para o sobscripo da missiva dirigida
Fraocisco Klein.
Teoba a boodade de ler, replicou Arnold.
O qae quer dizer esta llnha aqui escripia ?
murmurou a bsrooeza mudando de cor.
Quer dizer que,bvendo-me a seohora iflu-
dido durante cinco aonos respeito do amor de-
dicado que tribua i seu primo Waller, procura-
va illudir-me anda hoje quaodo venho suspnde-
la do camiobo da deshonra.
Senhor. islo uo ama explicarlo, disse
Tbereza com a cooflanga qae bebii na aua ang-
lica virtude : am uttrege qae nada vero, per-
gunla que Ihe fiz.
O bario d'Amatadt aentiu-se profundamente
com movido 4 vista de to oobre firmeza e simpli-
cidade ; besitou um momento, estremeceu, eex-
clsmou com a voz lagrimosa :
Thereza I Oh I prova-me qae es innocente I
Mostra-me que ambos nos sbmot victimas de um
sooho hornvel I
Imita a minha franqueza, Aroold, e lado
ser esclarecido ; respoodeu Tberesa ao ultimo
ponto sensibilisadt por aquella impelo de deses-
pero.
Pois bem ; esta linha foi escriota ao men-
digo para que fosse lila por laamente. O men-
digo seduzdo pelo ouro de nossa lia trahiu o se-
gredo do seu amigo. Contou-no o trama inven-
tado por Walter para o leu encontr, cara, elle em
Fluelen. O que porm nao posso cosapreHtuder
que esse mendigo (i fixesse vr era tasa segu-
ment iodo revelar-te...,.
Minha Qlba I Mioba filhs est em perigo I
exclamou ella com terror e como que esclarecida
por um desses divinos presentimientos qae vao
at echoar nasentranhas maternas.'
Thereza iuterrompeu Arnold soltando um grito
de angustias.
Nossa filha em perigo I repeta o baro per-
plexo.
Confiei-a aos cuidados desse homem... Par-
tamos, partamos j, Arnold : parece-me que um
ralo acaba de cahir meus ps.. Deas me inspi-
ra!.... Nao percamos um momento...... Waller
oo esl em Fluelen, e nunca, aqui vira I...
Explica-le, Thereza.
Em Seelisberg quando l nao nos demo-
remos mais. Oh I Eu terei forcas bstanles pa-
ra arrastar-ma at junto de beigo de minha fi-
lha I
Era j dia claro quaodo Thereza, o baro Ar-
nold e Schimitt galgaram a ultima eminencia
que ia ter Seelisberg.
A pobre me nao andava, corra sem se impor-
tar com as pedras e eepiohos, que maltratavam-
lheos ps ; pois para chegar maisdepressa aban-
donar a estrada e proodrava os alalhos.
Finalmente alravessou o jardim, entrn no pa-
teo, o olhou para as janellas do quarto de Magda-
lena ; as gelosias eslavam fechadas.
Magdalena dorme aioda disse o baro.
Sim ; mai o mendigo ? observou a baro-
neza.
Depois dirigiodo-ae successivameote i diver-
sos criados delies indagou se alguma cousa de no-
vo accontecera ns sua ausencia. Todos respon-
dern! Ihe admirados que nada havia occor-
rido, e que nem mesmo sablam qae a baroneza es-
tivesse ausente.
A' vists disto Aroold trsoqaillisado respeito
de sua filha, leve um sbito penssmeoto de sus-
peita : peniou que o terror de sua esposa poda
ser urna nova astucia para arranca-Io de Fluelen,
e occullar-lhe assim o seu inimigo. Mas Tbe-
reza nao Ihe deu lempo de avivar esse penss-
meoto : precipitoa-se para o interior da casa,
elle a acompanbov.
Madama d'Amstadt foi ter direilo ao seu apo-
sento, cuja porta eslava fechada : balea violenta-
mente ninguem respoodeu.
Aroold, faltam-me as forgas ; manda ar-
rumbar esta porta.
. Mi teas cbve ?
A razao.porquese emprega na descida das cachoei-
ras toda o forga, -porque estando a erabarcajo
muito leve.muitoa-superficie d'agua,sena levada-
precipitadamente pela for-a da naeema agua sera/
que o leme podesae dar direcgo, o que nao suc-
cede, quando se emprega toda orea, forga igual1
em ambos os bardo. Ea desci per Ierra e eolio-
quei-me em posigso de poder ver easa manobra,
que nunca tioha visto, e depoia deala observago-
cooaiderei, que havendo muila agua, estando to-
das ae-pedras coberlss, sendo coobeeida a torluo-
aidado-do canal, nao bravia perigo em descer em-
barcado;, e deliberei paesar algumas cachoeiras
na naesaoa embarcago, passei sem receio algum,
e algumas vezes coa prazer.
Partiado do Peixe-as quairo parata cioco horas
da tarde do da 28~ovegaodo lodo- dia 29, pas-
sei o ribeire de Sania Theresa, rio Manoel
Airea Pequeo, e a ooile cheguei a povoago dat
Ipoeiras, onde dorm : a 30 viagei al urna hora
da lardo e chegando a cachoeira denominada
Car rer comprida atiriou-se a> embarcago da
carga a passei a cachceira embarcado. Eata ca-
choeira mais extoa, que a precedente ; po-
rem forma o mesmo- plano inciroatto, e nao tem
sal lo-1
Paseada eua anakaraco, segu viagem, das
eguas depois cheguei a villa do-Porlo Imperial
(que maia mereca o titulo do cidade do que ou-
tras) que dista da povoago go Peixe, trinta le--
got : ahi hospedei-me em ees* do capilo Ma-
ihiae- Ferreira Cemos, negociante e fazendeiro,
fui visitado pelaspeesoas mai gradas do lugar.que
ma deram proras de maior sy-ropalhia e stima
laea que eu nao mereca, nem esperara : ali es-
tiva no dia 31 vendo a villa- e seus arrebaldea:
oodia 1 de jaueiro do corrate sano demorei-
m para ouvir missa, e depois d'etta fui con vida-
do para um aimoco, (um banquete) dado pelo ne-
gociante Severiao Ignacio-de Macedo em obse-
quio a seus amigos, as pessoas' melhases da
lugar.
Ahi observei o que j tioha observada oa co-
msrea da Palma, que seus habitantes se tratara,
como irmos. com muila.amnade, franqueza, e
sem cerimooia.que apesar do excesso dat bebidas-
todos os deverlimeotos principiara e acabam era-
paz.
No dia i de Janeiro nao consentiram orneo hos-
peda e outros que eu contiooasse a viagem, por
ser demigo, e pareceu-rae que flzersm com qua
parte da tripulado nao apparecis : no dia %
pela manha sabido Porlo Imperial sendo acom-
panhado al a margem de rio pelo meu hospede
o vigario, o capito.Sebaslo, e outros que ma
queriam acompaahar at duas leguas de distan-
cia, em cujo obsequio nao comean. Depois d*
viajar algumas horas aportei em urna' espesa
malta, para renovar a tolda da canda a qual 6
feita de folhas da palmeira ligadas com tolas e
vioiei, e assiaa preparada coosiilue um tocto em
sinucirculo, eu abollada impermiavel a agua..
(Continuar-Jt-ha.
__
afamas
Deixei-a ao mendigo.
O baro teotou debalde fazer sallar o espelho
da fechadura : foi buscar uma'teoaz ; dous cria-
dos vieran) em sua compaohia. Thereza encosta-
da parede tioha-o corpo todo trmulo como S
fosse atacada por ardeote fehro.
*- Alguem va o ceg esta manha ? perguc-
toa ella aos criados, que se ptaparavam para at-
rombar a techadora.
Nao, seohora ; aioda o desceu do seu quar-
to. Bases mendigos sao todos mui pregaigosos.
A (echadura cedeu, a porta esesocarou-se :
mas nioguem eslava no quirlo. Thereza correo
a estante onde linha occullado a chave do apo-
sento de sua filha : lancou um grito da alegra
vendo-a no mesmo luga, e de um salto, precipi-
tou-se para a porta daquelle apoaento..
Na perturbado em que se achara a.mo trema
poni de custar a ialroduzir a chave na fecka-
dura : entretanto, nao oessava de chamar psli aii
da menina, que oo responda.
Emfim a porta foi aberta, e a baronesa acom-
panbada de Arnold penetrou oessa cmara onde
pararam ambos ante o corpo da aia estendido aem
movimeoto juoto ao berco de-Magdaleoa.
Sustentada por essa forga corajosa, que os poe-
tas comparam ao furor da lee, a infeliz me af-
fastou as cortinas do bergo, e sollou um desses
grito terriveis que em ti resumes a dar, a co-
lera e o pasmo, catando redondamente como ful-
minada pelo fogo celeste ao lado da aia adorme-
cida de sua filha.
Cerca de tres semana depoia desses acootecl-
menlos, madama a viuvi de Gotliebeo, o baro
de Seelorf d'Amstadt, dous mdicos, e alguos
criados achavam-se grupados ao redor do leito
de Tbereza, que todos julgavam adormecida.
A viuva lia oo sea hvro de Horss, e persigaa-
va-ae frequentemente, indicio manifeato de urna
sincera converio. Depois de innmeras e in-
fructferas pesquisas que se proceder com o
lira de descobrir-se a pequeoa Magdalenaa ba-
roneza viuva linha mudado coosideravelmeoie :
osen carcter se havia modificado de ama ma-
neira singular, a o seu semblante chelo de pro-
fundas ragas denotara o pezar de ta alma, e at-
tesiava que ella sobrevivira pouco lempo sua
sobrioha, caso viesse esta a suecumbir.
O baro d'Amstadt pareca viver sement psra
soccorrar aua esposa. Com osolbos encovados, a
fronte abatida, e eurvado o corpo via-ae
como ella caminhava a pastos largos para am
prximo fin. Muitas vezes vollavs o rosto aflm
de oceultar at lagrimas, quaodo cootemplaodo o
paludo semblante di me de, Magdalena, aecusa-
va-sede ter sido a causa aioda qae involuntaria
daquelle doloroso msrtyrio.
I Thereza ia deflabtndo 4 olhos vUtoi, So nio
A
euecumbira aosprimeiros guipes dadOr, que pos
co pouco roubava-Ihe a existenciaera que oo
tinha perdido de*todo as esperanzas de serem en-
contrado os raptores de MagdaJoaa e oa sua
santa deaolago um vislumbre de esperaoga era
como um raio de luz.
Mas a h l Por mala que Iha quizesse m oceul-
tar a ternvel verdadesella leu aos ulhoa de Aa^
nold, aa consternago daquekieaque a rodeiavam.
que a ultima tentativa (ora hits, que nada mais
deixava esperer-se.
Ento a baronesa d'Amstadt, como boa ehria-
taaque era, comprehan'eu que nao deca ag-
gravar a af&iQco dos seus piadosos amigos com
a exploso dos seas loSrimenloi, e com a rev-
lago do seu fim. que ella bem senta a^proxl-
mar-se: fiogiu urna candanga exagerada e grau-
de Iranquillidade, um allivio supposio aa. auat
dores, fiualmeote um somoo reparador para
passarsem ruido & eternidade, ooda eslava certa
de que Deui Ibe havia reilttuir aua al ha.
Ecada qual a eocirava naquellasomno to pa-
ro oa appareacia e to precioso, que nioguem
ousava dirigir a menor palavra ao aeu vizioha
com receio de despertar aquella santa i coroada
oo leito da morte pelo aojo das gloriosas ressur-
reigoes 1
Sbito ouviu-se um ruido de passos precipita-
dos oa galana prximo cmara da enferma.
J disse qua me deixem passar Pela San-
tiisima Trindsde 1 nao vim de to looga pira
nao fallar-Ihe I... exclamou urna voz de nos j
bem conhecida.
-Todos se encaaainhanm ao encontr do impor-
tuno, que arredando com as mos aquello que
Ihe embargavam a passagem, approximoa-aa do
leito.
Oh I minha boa senhora I replicou Pompt-
dou. Nao morra assim de pezar: eu sei onde es-
t sua filha, palavra de hoora e deixei-a sen
oovidade...
A baroneza abra os seas bellos olhos diltat-
elos depois qae a morte flzera sobre ellet adejar
o seo oegro vu, o lampejo de urna chamma ce-
leste brilhou em suas palpebras amortecidas, o
raio da f que desee para esclarecer o oosso ulti-
mo suspiro illumiooa-lhe o doce semblante : um
aorriio indescriptivel desliaoa-se-lhe nos lbica
como pira agradecer, melhor do quo farla a ua
voz axbatrid, o Deus dos miliares, seu Sal-
vador. '
FIM DA PRIMEIRA PARTE.
PERN.TYP.DEM F. DE FARlAi FILHO 186a,
MV #1


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