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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/09503
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Wednesday, February 26, 1862
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:09503

Full Text


)
AMO mVlll. HOMERO 4?.
Pr tres nezesadiaBtados5$000
Por tres mezes vencidos 6(000
ODAITA FEIRA 26 DE FEVEREIRO DE I&62.
Por anno adiantado i9$,00O
Porte fraieo vara snbserittor
DIARIO DE PEMAMBICO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Li-
ma ; Nttal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Lemot Braga; Cear o Sr.
J. Jos da Olireira; Maranho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os dias as 9)4 horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
e aextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazaretb. Limoeiro, Brejo, Pe-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasquartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una,Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
6 Quarto crescente as 5 horas e 30 mioatos
manha.
14 La cheia as 2 horas e 25 minatos da man.
21 Quarto minguanle as 11 horas a 46 mina tos
da manha.
28 La nova as i horas e 8 minutos da manha;
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Malhias ap.; S. Pr texialo b. m
25 Terga. S. Cezario c. ; S. Claudiano m.
26 Quarta. S. Torquato are.; S. Fanstiniano.
27 Quinta. S.Leandro are; S. Pedro Damiao,
28 Sexta. S. Komo ab. ; S. Populo m.
1 Sabbado. O precioso singue de Jess Christo.
2 Domingo. S. Simplicio p. ; S. Juvino m.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orpboa : tercas e sextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao mete
dia.
Segunda rara do civel: querase sabbados t
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOI
Alagas, o Sr. Claudino Falco Dia Bahi.
o Sr. Jos Martins Aires ; Rio de Janeiro, o /
Joao Peraira Martins. r*
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarios do pumo Manoel /igueroa da
Faria & Filho, na aua lirrarit praca da Indepen-
dencia es. 6 e 8.
PARTE 0FFIC1AL.
0VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia tSde fevereiro
de 1868
Officio ao presidente da provincia da Parahy-
ba.Constando-me que em algumas villas e po-
voagdes desia provincia em pocas anteriores
dea-se o fado de apparecer urna enfermidade
com carcter epidmico e com os symptomas do
cholera-morbus, por occasio de se abrirera al-
gumas sepulturas da cholenco oaquelles lugares,
rogo V. Exc. se digne de procurar averiguar
este fado, e de infjrmar-me com o que colher -
cerca delle.
Dito ao brigadeiro commandanle das armas.
Sirva-se V. Exc. de informar acerca do que pe-
de no incluso requerimeoto Alfredo da Gama.
Dito ao presidente da relaco.Sirva-so V. S.
de Informarse acham-se nesse tribunal os pro-
cessos dos reos a que alale o juiz de direito da
comarca de Nazarelh, em officios de 16 de agos-
to e 21 de oulubro ltimos, em original, com re-
ferencia ao mappa e certida a elles juntos.
Dito ao chafa de polica. Para ser tomado m
consi'JeraQo o pedido de objeetos para enfer-
mada da casa de deteogo feito pelo respectivo
administrador e constaote das relages que acora-
panhavam o officio de V. S. n. 256 de 20 do cr-
lente, faz-se necessario que seja elle reduzUo
pelo mesmo administrador, tendo em attenco a
maior economia.
Dito ao mesmo.Devolrendo V. S. o oflicio
em qu<) o delegado do termo de Pao d'Alho cora-
manica ter-se manifestado as immediaqoes da
villa daquelle nomo a epidemia reinante, tenho
a dizer-lhe em reaposta ao seu officio n. 261 de
21 do correnle, que havendo recebido igual com-
munieago do juiz de direito respectivo, j pro-
videncia como convlnha.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
De conformidade com o que solicitou o brigadei-
ro commandanle das armas, em officio de 21 do
correnle, recommende V. S aocollector da villa
de Garanhuns, qua pague ao lente Joaquim
Cardoio dos Santos, os vencimentos do mez de
j metro ultimo, e dos subsequentes em quaoto el-
le esilver destacado naquella villa. Communi-
cou-se ao commaodantedas armas.
Dito ao mesmo. Transmiti V. S. para os
conrenientes exames as primeiras e segundas vias
das contas das despezas do hospital militar, re-
lativos ao mez de Janeiro ultimo, bem como co-
pias do parecer di junta militar de saude, que
examioou as referidas contas.
Dito ao mesmo.Declaro V. S. em addita-
ment ao meu officio de 8 do correte, eem res-
posta ao de V. S. de 14 e sob n. 113, que man-
de pagsr ao pharmaceulico Joaquim de Almeida
Pinto com o abate indicado pala contadoria dessa
thesouraria, risto a elle anouir o mesmo phar-
maceulico, como se v do requerimeoto junto a
importancia das ambulancias por elle fornecidas
para o Iratamento das pessoas pobres accommel-
tidaa do cholera em Iguarass e as cidades de
Colanas e Nazarelh, segundo consta das contas
que devolvo.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar a Jos
Ribeiro da Cuoha Goimares, ama vez que este-
ja nos termos legaes o prel junto em duplicata,
que me foi remettidocom officio docommandao-
daote superior da comarca do Rio Formozo, da-
tado de 3 do correte, a quaolia de 274&080 rs.,
m que importam os vencimentos dos guardas
nacionaes destacados no districlo de Duas-Barras
durante o mez de dezembro do anno prximo pas-
sado.Communicou-se ao com man Jacta superior
do Rio Formozo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Aonuindo ao que solicitou o director geral da
instrueco publica em officio de 20 do correnle,
sob n. 51, recommendo V. S. que se nao hou-
ver inconveniente mande entregar superiora do
collegio das orphss a quaotia de 1049600 rs.,
constante da nota junta para as despezas miudas
d'aqaelle estabeleetmento no mez de marco pr-
ximo riodouro.Communicou-se ao director ge-
ral da instrueco publica.
Dito ao mesmo.Devolrendo V. S. as duas
ioclusas propostas, para o fornecimento, por um
semestre dos gneros precisos para o consumo
doscollegios dos orphos e orphas, tenho a di-
zer em resposta ao seu officio de 20 do correte
sob o. 105, que approro a preferencia dada por
V. S. a de Joo Carlos Augusto da Silrs, com
quem se poder effectuar o contrato.
Dito ao mesmo.Em vista dos inclusos docu-
mentos, estando elles nos termos legaea, mande
V. S. pagar ao boticario Joaquim Ignacio Ribeiro
Jnior, conforme requisitou o director geral da
instraccao publica em officio de 19 do correnle o.
49,a quaolia de 312$488em que importsm os ven-
cimentos por elle foroecidos no segando semestre
do anno prximo lindo, para o collegio das orphas
de Nossa Senhora da Esperanga.Communicou-
se ao director geral da instrueco publica.
Dito ao proredor da santa casa da misericor-
dia.Respondo ao seu officio de 21 do correnle,
dizendo-lba que V. S. incumbe nos termos do
riso do ministerio da justica de 9 de setembro
do 1859, solicitar a despensa de serrirem na pr-
xima aesso do jury o mordomo de mez Dr. Ma-
noel Ferreira da Silva, e o almoxarife Luiz do Re-
g Barros.
Dito ao commandanle do corpo de polica.Ao
juiz de direito presidente do jury, mande V. S.
apresentar diariamente, a contar de 24 deste
mez e em quaoto durar a sesso daquelle tribu-
nal, urna guarda do corpo do seu commando para
a conduego de presos.Comoauoicou se ao pre-
sidente do jury.
Dito cmara municipal do Recife.Picando
Inteirado do officio que me dirigi a cmara mu-
nicipal do Recife em 17 do crreme, sjb o. 19,
tenho a dizer-lhe que compre activar o seu pro-
curador para tornar effectiras as mullas pelas
infraccoei das posturas que allude a mesma c-
mara, propondo em juizo as acedes competentes.
Bito cmara municipal de Ipojuca.Respon-
do ao officio qu-a cmara municipal de Ipojuca
dirigio-me eof 19 do corrente, declarando que,
de conformidade com o art. 39 da lei do 1," de
oulubro de 1828, devia esss cmara em sua pri-
meira reunio formular as posturas que enten-
desse conrenientes aos interesses do seu muni-
cipio, e tubmetter approrago da assembla le-
gislativa provincial, ou provisoriamente ao presi-
dente da provincia, no caso de cao se achar reu-
nida a assembla e serem urgentes ; e que em
relseo segunda parte do seu citado officio nao
pdem deixar de vigorar as posturas do munici-
pio, de que ontr'ora fazia parle, em que foi em-
pollada essa cmara.
Dito eamara municipal do Brejo.Inteirado
do que me communica a cmara muoicjpal do
Brejo em seu officio do l.do correnle, approro
as providencias que tomou, afim de evitar o ap-
parecimento e progresao da epidemia reinante ; e
recommendo mesma eamara que me participe
logo que alia ahi te desenvolva, am de enviar
ptra esse termo urna arabalsncia e um medico.
Dito cmara municipal do Bonito.Informe
a cmara municipal do Bonito, acerca do que
expe na inclusa conta, que me ser devolvida, o
padre Cunha Cavalcanti, fizando a meama cma-
ra dar inteiro cumprimeoto s suis posturas.
Dito cmara municipal da Escada.Declaro
cmara municipal da villa da Escada em respos-
ta ao seu officio de 13 do correnle, que, des-
peno das ponderosas coosideraces que expende
em seu citado officio, nao pode esta presidencia
autorisar arrecadago de taxa alguma sem estar
autorisada por lei.
Dito ao juit de direito presidente do jury.
Respoodeodo ao officio que me dirigi Vmc,
declarando que o promotor publico deste termo,
acha-se fra desta capital em aerrico publico, e
que nesta data mando que elle se recolha, afim
de poder funecionar na presente sesso do jury ;
nao pudendo por conseguinle haver um promotor
Interino, por isso que nao se aha impedido aquel-
lo funeciooario.
Dito ao Dr. Jos Joaquim Firmioo.Tendo
Vmc. declarado em um dos seus primeiros offi-
cios, que o apparecimento do cholera em Cruao-
gy era devido a abertura que alli se Qzera de al-
gumas sepulturas da cholencos fallecidos em
1856, recommeudo-lhe que fazendo a sementan-
te respeito um estudo especial me declare se an-
da este'o seu parecer, devendo no caso affirma-
tivo mioistrar-me todos os dados em que elle se
bisear; se, porm, Vmc. julgar nao ser devida
a essa circumstancia o apparecimento daquella
epidemia, queira ento fazer-me ama discripgo
minuciosa da situaco da povoago de Craangy
e de suasoudices de salubridade, addiciooan-
do toda e qualquer observaco ou esclarecimen-
to, que Ihe parecer necessario a urna apreciado
tendente a assignar urna causa ao apparecimento
da referida epidemia.
Circular 8 3 Dr. .Flix Horeira Braodo.Srva-
se Vmc. de emittir sua opinio aobre a causa do
apparecimento e desenvolvimeoto do cholera-
morbus em Cruaugy ministrando-me todos os da-
dos sobre que se fundar seu parecer e bem assim
toda e qualquer observaco do esclarecimeoto que
entender conveniente a sua justa appreciaco.
De igual Iheor e data aos demais mdicos empre-
gsdos no Iratamento dos cholericos tora da ca-
pital.
Officio ao Dr. Bellarmino Cortea de Oliveira.
Accusando a recepgo do officio de hoje em que
Vmc. declara que aceita gratuitamente a commis-
sao de que o encarreguei para prestar seus ser-
vicos mdicos pessoas indigentes que forem ac-
commeltidas do cholera morbus nos lugares da
Passagem da Magdslena, Remedios, Estrada No-
va e Torre, agradego-lhe cordealmente osla pro-
va que d de recoohecida pbilantropia e huma-
oidade.
Dito ao director geral de instrueco publica.
officioas pequeas. Sendo necessario aproveittr
o mais possivel um pedazo de madeira de lama-
nho apenas sufficiente, o que .exige as maiores
precaucoes, nao pode o trabalho manual ser subs-
tituido pelo das machinas, alm de em muitos
casos a naturexa d materia prima, que se que-
bra, estala e fende-se, ser um obstculo ao em-
prego das machinas. A mesma mo do homem
nao pode ser delicada de mais. Reaulta d'ahi que
o marceuelro, para estabolecer-se, nao necessita
nem de grandes capitaes, nem de instrumentos
custosos. Nos movis, portanto, temos mera-
mente que pagar a materia prima e a mo de
obra; da maior ou menor habilidade, do gosto
mais ou menos apurado do operario, dependem a
maior ou menor perfeigo do trabalho. .
Ora, estas meamas coodicoes que acabamos de
expor tornam a marcenara, que tem mais de um
ponto de contacto com a arte, urna das prollssoes
que attrahem ; offerecem a quem a ella se dedica
um salario sufficiente, abre ao operario a pers-
pectiva de ebegar fcilmente a aer patro, nada
tem de penoso, nada absolutamente de repugnan-
te ; porque Ihe faltar o pois bracos?...
Quaoto materia prima, abundante, poder-
se-hia mesmo dizer que estamos delta sobrecar-
regados. Ponhs-se a madeira disposico do
operario em condicoes favoraveis, e a marcenara
vira a ser urna industria nacional com a qual a
lula ser bem difficil. Da habilidade dos nossos
operarios temos hoje garanta sufficiente. A ni-
ca cousa que poderiamos pedir-lhes mais algu-
ma elegancia e gosto no desenlio eornatos, mais
alguma imagioago, e alguma preoecupaco me-
nos do que se faz em Pars e Vienna. Este de-
leito acbaria fcil remedio em escolas publicas de
desenlio; a cultura das artes, espalhada pelas
massas, influe em alto Igro no progresso indus-
trial, e a marcenara urna das prossoes em que
esta influencia mais se faz sentir.
Esta falta de elegancia no desenho torna-seso-
bre-maneira notavel em urna bella cadeira de
bracos, de cedro-rosa, exposta pela mordomia da
casa imperial, e cujo autor sentimos nao conhe-
cer. A execuco perfeila, e honra tanto o mar-
ceneiro como o esculplor, salvo, bem entendido,
o que acabamos de dizer, e a profuso de es-
cultura. Esta, isso de regra, nunca deve tor-
nar o movel incommodo para o uso a que foi des-
tinado.
Ao lado dests.com razo se admiram duas ca-
deiras com embutidos no eitylo Luiz XV, obra do
Sr. Marturier. Estas cadeiras sao muito bonitas,
Fot oSr. Dr. Belarmioo Correa de Oliveira
Andrade incumbido pela presidencia de prestar
os seus soccorros mdicos aos indigentes da Pas-
sagem, Remedios, Estrada-Nova e [Torre, quan-
do accommettidos do cholera.
Reside o referido Dr. Belsrmino na Passagem,
sobrado grande do Sr. commendador Joo Joa-
quim da Cunha Reg Barros.
Por ter deixado da prestar o respectivo ju-
ramento, e nao haver aatisfeito os direitos inhe-
rentes, foi despensado o Sr. Nicolao Tolentino
de Carralho, do cargo de araliador dos bens mo-
vis e semoventes com incluso das obras de ou-
ro, prata e podras preciosas, para que hara sido
nomeado pelo tribunal do commercio.
O Sr. Aotooio da Cunha Soares Guimares
fot interinamente nomeado para o cargo cima
referido.
Pedem para lembrarmos, que! se concert o
banco da ponte da Boa-Vista, que acha-se que-
brado emuma parte, ecujo reparo quasi nenhum
dispendio trar.
F.' um pedido attendirel, mesmo porque
aquelle ponto um lugar de distraccao para muitas
pessoas,
A ra do Camaro, quaodo as churas sao
mais abundantes, fica intransitarel, loroando-se
urna tagda, desde a ra do Hospicio al o becco
dos Ferreiros; e como nao haja esgoto para essas
aguas, no flm de sgaos dias ticam reduzidos a
urna lama ftida, que na quadra actual muito
perjudicial dere ser.
Para fazer detapparecer a eslagna;o dessas
aguas, nada mais preciso do que a abertura de
um reg com a profundidade de dous palmos
pouco mais ou menos, a desembocar no becco
dos Ferreiros por junto de um muro que ahi
existe; e sendo como util a todos, rasoarel e
de fcil execuco, e de pouco dispeodio, espera-
mos que o Sr. fiscal da freguezia da Boa-Vista
nao olvide este pedido.
Remettem-noso seguinte:
Sr. Redactor.-ti quadra calamitosa em que
nos achamos, nao nos parece fra de tempo offe-
recermos Vmc. a prece que ra inclusa pars
que Vmc. digne-se de dar-lhe publicarn em
sua muito conceiluada Revista Diaria se acaso
nao a julgar incapaz, e indigna de ser lida.
Somos, com toda estima e considerado, de
Vmc. leitor constante e assigoante
*
Pode Vmc. autorisar o fornecimento dos objectos e a sua delicadeza e leveza as tornam aioda mais
necessarios a aula de msica do collegio dos or- notaveis ; as guarnieres de cobre dourado tam-
phos mencionados na rela;o que acompanhou bem nao sao feias. A elasticidade do assento
o seu officio de 21 do corrente sob n. 82; deven- obtida* sem dina nem cadarcos, por um systema
do remoller epportunameote a respectiva conta que o inventor baplisa com o pomposo nome de
para ser indemnisada. | aerfero. Damos menos importancia a eata par-
Dito ao inspector da siude publica.Fica Vmc. ticularidade. Na mesma sala ha anda urna ca-
autorisado a mandar preparar os remedios men-
cionados na relago junta por copia, visto que
sao necessarios ao hospital de cholericos eslabe-
lecido nos Coelhos, como Vmc. declarou em seu
officio de 18 do crrente. |
Dito ao conselho de compras.Approro os con-
tratos que o conselho de compras navaes, como
parlicipou-me em officio de 7 do correte, cele-
brou com Thdmaz Fernandas da Cunha e Jos Vi-
rissimo dos Aojos para fornecerem este as roupas
necessarias at marco prximo vindouro aos im-
periaes marinheiros, aprendizes ditos e as Afri-
canas empregadas no servido do arsenal de ma-
rinha e aquelle duzentas navalhasde marinheiro;
devendo o mesmo conselho remelter copia dos
respectivos termos a thesouraria de fazenda.
Communicou-so a thesouraria de fazends.
Dito ao conselho administrativo.Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forneci-
mento da pbarmacia do hospital militar os objec-
tos mencionados no incluso pedido.Communi-
cou-se a theaouraria de fazenda.
Dilo ao mesmo.Recommendo ao conselho ad-
ministrativo que compre para fornecimento do
arsenal de guerra os objectos mencionados no in-
cluso pedido.- Communicou-se ao inspector da
thesouraria de fazenda.
Portarla.O presidente da provincia tomando
em considerarlo o que expoz o inspector da the-
souraria provincial em sua informado de 18 do
corrente sob n. 102, resolve abrir um crdito sup-
plementar na importancia de 1:237)500 afim de
que pela rerbaeventuaesno correte exerci-
cio se possa effactuar o fornecimento das caigas e
camisas que se fazem precisas para tres mudas de
150 presos da casa de deteoco conforme requisi-
tou o ebefe de polica em officio de 10 deate mez
sob n. 207.Commnnicou-se ao chefe de policis,
e ae inspector da thesouraria provincial.
Despachos
do dia 88 de fevereiro.
Requerimmtot.
Major Candido Emigdio Pereira Lobo.Oppor-
tunamente ser altendldo.
Flix de Araujo Lina.Pode seguir com seu
Bino menor e um escraro.
Jos Fernandos da Silva Teixeira e Mello.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Joaquim Patricio do Sacramento.Iodeferido a
vista dasinformaces.
Manoel Victorino do Nascimanto.Iodeferido.
Marcelino Jos Lopes.Informe o Sr inspec-
tor da theaouraria provincial.
Manoel de Azeredo Pontea.Informe o Sr.
commandande do corpo de polica.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-greneral do commando das
armas de Pernambuco na eldade
do Becife em 85 de fevereiro de
1868.
ORDEM DO DIA N. 39.
O general commandanle das armas, declara
para coohecimqnto da guarnigo e devido effeito
que neata dala contratou nos termos da imperial
resdluco de 17 de novembro de 1851, para ser-
vir por tres annos na banda de msica do 2a ba-
talho de infantaria, o paisano Daniel Jos Pas-
choal Piolo, que em iaspecro de saude a que se
procedeu no dia 23 do corrente, foi julgado apto
para o aervico do exercito, o qual perceber alm
dos vencimentos que por lei lhes competirem me-
lado do premio de 3000 concedido aos volunta-
rios, pelo decreto e regulamento do Io de maio de
1858.
Assigoado. Solidonio Jote Antonio Pereira
do Lago.
Conforme. Candido Leal Ferreira, capito
ajudante de ordeos encarregado do detalbe.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
Exposico nacional.
( Continuaco. )
Os marceneiros deaejarsm e conseguiram de-
monstrar que entre nos j chegaram a um ponto
de perfeico tal que nos autortsa a esperar e exi-
gir tudo dalles. Gra;aa s suas obras, de hoje
em diaote, taires possamos vermo-nos lirres des-
ses moris qe a Franca nos enra por nao harer
extracejo para elles por l, e tambem deasas mo-
bilias sotareis pels sus fesldade e feitio pesado,
qae-MUTMm de Hambargo.
A tata materia trabslhada mo e em
deira de balao;o de sebastio d'arruda, sem o no-
me do autor, que talrez um pouco curta e bai-
\i, porm bem executada e de bem escolhida ma-
deira.
O Sr. Jaronymo Januaro da Silva expoz urna
mesa de costura, de candeia, madeira ingrata e
difficil de trabalhar, se que podemos dar crdito
aos coohecedores; esta mesa faz muita honra ao
operario ; urna bella pega, embora Ihe falte a
ultima mo, parecendo ter ao autor escasseado o
tempo ; mas o folheado eit bem feilo, as mol-
duras esto bem acabadas, o movel nio copiado
e de bom gosto.
A mobilia depo-setim do Sr. Netto, cortamen-
te nao nova, urna boa obra, cuja execuco deve
ter sido difficil, mas acomposigo poda ser me-
lhor, e sobretudo a esculplura menos grosseira e
menos pesada, com especialidade a da ptych.
Mas tambem que fazer quando se tem de traba-
lhar em massas desl ordem? repare-se para o
bufete, e ver-se-ha que os ps esto quebrndo-
se com o peso do movel.
O que faz pasmar sao os modelos de soalhos,
que formam admirareis mosaicos das dlfferentes
madeiras do paiz. Ha, neste genero, urna mesa
magnifica do Sr. Barchef, de um desenho elegan-
te, e, na sala da caraaba um mosaico sem nome
deautor, que talrez nao seja to bem executado,
mas no qual se nota muito gosto e urna scolba
feliz de grande ranedade de madeiras. as obras
de marchetaria, por-numerosas, ter-nos-hia im-
possirel apoota-las todas. Limitamo-nos, por-
tanto, a mencionar ama caixinha rinda de Per-
nambuco, menos elegante, porm na qual os no-
mes das madeiras esto gravados em urna chapi-
nha de prata que forma um eofeite central, e an-
da a caixa feita no Espirito-Santo e exposta pelo
Sr. B. A. Nascentes de Azambuja.
Alguna modelos um pouco maiores, rerdadei-
ros soalhos, mesmo foram expoatos por um hbil
marceneiro, o Sr. Estrue. Eatas duas pegas gran-
! des, que esto na sala situada perto da escada da
1 sahida, sao muito notareis; urna dellas, sobre-
tudo, que nao folheada, mas obra de sambla-
1 gem, denota, apezar da precipitaco com que
mostra ter sido feita, ama grande habilidade no
operario e perfeito conhecimento o officio.
Ha tambem do Sr. Estrue ama grande porta,
que, coUocada em um corredor escuro, apenas
pude ser notada. E' pena que esta porta nao es-
tiressa mais rista, pois que, apezar de nao es-
tar acabada, cortamente chamara a attencao. As
molduras foram feitas por machina, e um doa
raros exemploa de applicacSo de machioismo s
obras de madeira ; asseguum-nos que, gracas a
esta circunstancia, nao de extraordinario prego
esta bella obra, em que a habilidade manual se
une perfeigo mechanica. Se rerdade,
mais um comprmanlo que deremos dirigir ae
autor.
E' impojiivel daiiar de fallar da cama duplce
do Sr.- Joo Francisco Senador Landok, cama que
jaz oeculta as profundidades da sua irma ge-
mea e dellas aahe vontade. Quem nao a teri
visto?... A idea cerlamente original e o mecha-
nismo engenhoso.
A aala do throno est quasi lomada por tres bi-
lbares elegantes. O primeiro, do Sr. Dangas Mi-
randa, mostra urna meaa muito bem trabalhada ;
e o segando, do mesmo autor, notavel pelo bem
acabado do embutido, de madeiras tintss de di-
versas cores, que representa varias sceoat da vi-
da do gaucho: ha sobretudo um touro artstica-
mente cortado de urna folha que o acaso plnlou
de um modo admirarel.
Na rerdade sao obras eslrangeiras estes embuti-
dos. O Sr. Daugss Miranda mesmo o declarou,
e n'uma exposico nacional diminae Uto singu-
larmente o aeu valor. Mas, se esta circumstan-
cia diminue muito a importancia dos buhares do
Sr. Daugas Miranda, deu-nos ao menos a occasio
de conhecer a grandeza d'alma deste fabricante.
Augmente o gorerno os direitos de importago
sobre os buhares, e o Sr. Miranda declara que
immediatamente, no dia mesmo era que baixar o
decreto, estabelecer no Rio de Janeiro urna fa-
brica de embutidos. Que ardente patriotismo 1
O terceiro bilhar, de Jacaranda, po-setim e
bordo, e enfeitado com espelbos, faz honra s
officioas do|Sr. Benjamim Gremble, que o produ-
siram.
[Jornal do Commereio, do Ric)
Recife, 21|de ferereiro de 1862.
A' JESS CHRISTO.
Senhor Daos, Dos de bondade,
Justica, sabedoria,
Oh 1 pela Virgem Marta,
Tenda de nos piedade:
Compadecei-ros de nos,
Nessa epidemia atroz 1
Se ama mo omnipotente
Nao detiver a espada .
Da peste desembainhsda.
Que tem Trido tanta gente,
Gente al desta cidade
Que aera da humanidade?
Mea Dos 1 taspsndei o braco
Do aojo da destruico ;
Como outr'ora o d'Abraho,
Que j o filho Isaac ao passo
'Stava de sacrificar,
D'immolar em vosso altar 1
Nao sejeis, mea Dos 1 s|jasto:
Tambem misericordioso.
Como em psi sempre amoroso
Aparlai daqui sem custo
Esse mrbido castigo,
Implacavel ioimigo I
O choleraatroz phantasma
' Das asiticas plagas
Peor que do Egypto as prsgas
Do Ganges veio, e nos pasma.
Nos derriba, fere e mata :
Cada vez mais se dilata I
Nao, raeu Dos I nao permutis
Que elle marche para diante
Se alimentando arrogante
Com as lagrimas, e ais
Da viuvez, orphandade
Do amor, e da amizade I
Concedei, qa'abra-se a trra,
E abysme no seu seio
Esse moostro, que em receio
Traz. todos a quem faz guerra;
Que o lago tem mais estreito
Despedagado, deafeito I
Ai I meu Dos, Vos recorro
P'ra que venhais d'este povo,
Povo, Senhor, que de novo
E' opprimidoem soccorro :
Nao deaprezes, bom Jesas,
A trra da Santa-Cruz I
Vossa Cruz o diadema
Do abengoado paiz,
Cujo destino ora quiz
Que se horrorise, que trema
Por to terrivel ftagello:
Vos haris de protege-lo 1
Espero de rossa graga,
E de voisa Mi Santissima,
Que essa peste funestissima
Se aniquile, se desfsga ;
-Que Pernambuco jamis
Sin la-Ihe as garras felaes I
PERNAMBUCO
nc REVISTA DURII.
O Sr. Francisco Vaz Casjtcanli acha-se no-
meado subdelegado do Io districlo de Buique.
Informam-nos que pende ante o Dr. juiz
de direito de Santo Anto urna appellago da io-
justa seolenga do Dr. juiz municipal da mesma
comarca, n'um pequeo litigio entre o Dr. Pedro
Bezerra Pereira de Araujo Beltro e o Rrm.
Frei Herculano do Corago de Jess Brito, car-
melita, ex-capello daquelle. originado do levan-
lamento por este do deposito publico do impor-
te de seus reoeimentos, alli postos por pequeo
desaccordo entre ambos, no acto dt eocerramen-
to de contas.
Dizem-nos dalli que rerolta a maneira ins-
lita porque se tm instaurado e proseguido nes-
se proetsto, verdadeiro trama de mesquinhas
intrigas, sem outro flm que depreciar o carcter
bem eonhecido e por demais aquilatado dease
Rrm. Sr., e assim maochsr urna conducta con-
servada illesa por tanto tempo e com tanto tra-
balho, especialmente durante a epidemia do cho-
lera nessa mesma cidade em 1856. Promettem-
nos, quando f6r dada a deciso pelo integerrimo
Dr. juiz de direito, a publicago de todos os do-
cumentos e do histrico do processo, afim de que
o publico conhega quanta injustica se pralica em
oossaa comarcas do interior, eque.se nao en-
contrando um verdadeiro e recto amigo da jus-
tiga e equidade, fica sem remedio manchada a
reputago daquelle que cabe as iras do poten-
tado.
Tem hoje lugar no Santa Isabel, o espect-
culo transferido de sabbado ultimo, no qual toma
parle a companhia de acrbatas, ltimamente
chegada do Rio de Janeiro.
O drama Espinhot e Floree toros-se recom-
mendarel pelo nome de seu autor, quando nao
ralesse o bom acolhimento, que tem merecido
dos diversos pblicos que o tem apreciada.
Informam-nos que esses verdadeiros artistas,
que trabalham tob a direcgo do Mr. Freir, sai
realmente sorprendentes em seus exercicios scro-
balicos, mais que outros muitos que entre nos
tem estado.
E' de esperar que o oosso publico os acolha
benignamente, ajudando assim aos nossos artistas
dramticos, que tantos esforgos tem feito para
dar-nos algumas ooites de distraccao, e que im-
plorara sua protecgo, e sao disso dignes.
O Sr. Dr. Fraocisco Leo-poldino de Gusmo
Lobo, promotor publico do termo da capital, ha-
vendo regressado da commisso do governo que
o flzera traosportar-se a freguezia de Muribeca,
perlencente ao 2 districto do termo, comegou
tambem funecionar perante o tribunal do jury,
ao qual nao se apreseotara desde o dia de sua
convocago por estar incumbido de servigo extra-
ordinario.
Els o quinquagesimo quinto
< olelim official.
Em um officio de 23 do corrente, dirigido de
Nazaretb ao Exm. presidente da provincia, diz o
Dr. Symphronio Cezar Coultnho que a epidemia,
que na ultima semana pareca marchar para sua
terminarlo, tinha atacado alguns individuos na-
quella cidade, e maior numero em suas proximi-
dades, de sorte que de sete pessoas que alli ba-
yiam sido accommettidas, suecumbiram tres, e
julga que essa pequea recrudescencia lioha sido
motivada pela irregularidade do tempo.
Diz mais que at aquella data o numero de
morios na mesma cidade era dedezeseis pessoas,
e de trinta e oito em suas immediagoes, e que
nos districto de Alagoa Secca e S. Vicente raro
era o caso de cholera que apparecia ; mas que no
de Larangeiras, e na povoaco de Vicencia, cujo
cera i teo tinha recebido ce uto e sessenta e nove,
cadveres, a epidemia nao estava extinta, embora
fosse declinando.
Em um officio da mesma data, dirigido da
mesma cidade a S. Exc.diz o Dr. Abilio Jos la-
vares da Silva que o mal se couservava alli com
o mesmo carcter, tendo sido aacommeltldss du-
rante a ultima semana seis pessoas e das qnaes
duas de modo quasi fulminante, euceumbindo
urna no flm de seis horas, e acbando-se ouira
em perigo, e que nos engenhos .-Ve-aparra, Baby-
loniaeOfficiha linham fallecido tres pessoas, das
qaaes urna livre e duas captivas.
a Diz mais que na freguezia de Tracuuhem,
menos de urna legua de distaucia daquella cidade
a epidemia, que alli se tinha desenvolvido de-
pois de poucos dias havia feito algumas>iclimas,
cujo numero, segundo participado do subdele-
gado do 2 districto, se elevava aproximadamente
a vinte e quatro pessoas livres, cinco captivas, e
que por um officio do subdelegado de S. Vicente
se va que o mal, com quanto nao se achasse ex-
tinto, porque anda se davara casos fataes, tenha
diminuido de inleosidade.
a Diz mais que, estando a epidemia em sensi-
vel declinago em Vicencia, segundo se va das
communicages dos Drs. Ermino Coutinho, e Es-
pinla, alli em commisso, do respectivo subde-
legado, do tenente-corooel Jos Cabral de Oli-
reira Mello e do Rvd. coadjutor daquella fregue-
zia, e attendendo que se deve economissr os
dinheiros pblicos, lio ta resolvido dar por fiada
a commisso dos sopramencionados mdicos na-
quelle lugar desde o dia 20 do corrente ; e quo
do districlo de Alagoa Secca tinha as mais lison-
geiras noticias a respeito da epidemia, accrescen-
lando que a mortalidade alli tinha sido, segundo
ioformago do respectivo subdelegado, de centoe
vinte pessoas, o que era contestado pelos mdi-
cos que percorreram esse lugar e dizem ser muito
maior.
< En um officio de 22 do corrente, dirigido da
villa de Pao d'Alho S. Exc, diz o respectivo
presidente da cmara municipal, Luiz Candido
Carneiro da Cunha, que a epidemia reinava na-
quella freguezia, lavrando com intensidade nos
engenhos Ora e Lavagem, e que, nao existiado
all um facultativo, nem podendo-se calcular a
gravidade do mal, Se fazia oecessarta a presenga
deum medico; e accrescenta que a ambulancia
remeltida por S. Exc. ao respectivo juiz de di-
reito intorino, Dr. Fraocisco Teixeira de S, ha-
via sido recebida pela populago com geral con-
tentamento.
t Em um officio de 23 do corrente, dirigido de
Goianoa a S. Exc, diz o Dr. Firmioo que, tendo
dispensado da commisso medica e cirurgio
Francisco Domingues da Silva, e dissolvido a
companhia de covelro, visto ter cessado a morta-
lidade, tinha sido forgado a engajar dous coveiros
por quanto naquella dala se haviam dado aeis
morlesem coosequencia do cholera, eque do da
antecedente em diante^novos casos tem appare-
cido, e algumas recahidas, de sorte que nao sa-
bia ae tea alguma recrudescencia. Diz mais
que Ihe coostava por officio que em Pedraa de
Fogo o mal j tioha feito trea victimas, pelo que
devendo regressar a esta cidade os Drs. Moreno
Brando, e Pedra, s parta este, Qcando aquelle
em observaco, afim de psrttir para alli, se sua
presenga se tornasse precisa.
Diz mais que lbe constava por cartas de Cam-
pia-Grande .que de 11 a 19 do corrente ao meio
dia se achavam sepultados no cemiterio daquelle
lugar cerno 'quioze cadveres de pessoas falle-
cidas do cholera, cifra bem crescida vista da
populago, e accrescenta que fallara nessa villa
por ser limitrophe com aquella comarca pelo dis-
tricto de Timbaba, em que morreram mala de
quatro centos e vinte pessoas, segundo informa-
cas do Dr. Pedra, e que, se a epidemia tirer de
percorrer todos os engenhos o lugarejos da co-
marca, nao a dexar to cedo, pois que ainda
faltam muitos.
< Vo abaixo publicados dous officios, dirigi-
dos de Goiaona a S. Exc. pelo Dr. Firmino e ma-
jor Barros, que merecem ser lidos pelas minucio-
sas ioformsces qua do.
a Nesta cidade mu poucos sao os casos fataes
do cholera que se vo dando, como se v ds par-
le mottaaria publicada quotidianamente no Dia-
rio de Pernambuco.
Em um officio datado de aote-hontem, e di-
rigido da Passagem da Magdalena a S. Exc, diz
o Dr. Bellarmino Correia de Olireira Andrade que
no dia antecedente tinhs morrido do cholera nos
Remedios Manoel Antonio de Jess, pardo, casa-
do, de idade de 35 annos. que, accommetttdo an-
teriormente, s fra tratado quaodo j nao poda
continuar no seu trabalho de tirar barro, e que,
do oito doeotes que alli existen), dous se acham
em estado grave ; accrescenlando que todos op-
poe grande resistencia a serem tratados no hos-
pital Portuguez, embora nelle se encontrem todos
os recursos, e que a pouca considerarlo, em que
lem as pessoas accommettidas os primeiros symp-
tomas, que de ordinario sao aggravados pelo uso
de iradas nocivas, ir conlribuiodo para que se
deem casos da ordemdesse deque tratou em seu
officio.
Em outro officio de hoje, dirigido do mesmo
lugar a S. Exc, diz o mesmo Dr. Oliveira Andra-
de qie pela madrugada baria fallecido do cholera
nos Remedios Bernarda, parda, liberta, de 28
annos de idade, a qual affectada de dlarrha de-
ppis de tres dias, so tioha sido vista na Urde do
dia antecedente, quando a molestia eaminbava
para o estado lgido, e que existem 12 doentes
alli, entrtndo neste numero os dous de que tioha
tratado em sea officio de 23 do correte, dos
quaes um dava esperaogas de reatabejecimento,
s existindo em perigo Felicidade Mara dos Pra-
zares.
m um officio de hoje, dirigido a S. Exc,
Dr. Firmo Xavier que tioha fallecido do
holera o doenle Felippe Santiago que, aceora-
meltido ne hospital Pedro II, havia sido transfe-
rido para a enfermara dos cholericos bo-ntem
tarde; accrescenlando que tinha coocoirido para
a rapfda termioago fatal o achar-se j Brava-
mente enfermo.
Em um officio de hontem, dirigido a S Exc .
i Dr. Manoel Alves da Costa Brancante que.
diz
sendo chamado pelo subdelegado da freguew* d
Santo Antonio para verificar se padeca do cho-
lera-morbus Antonio Francisco Xavier da Bosta
que ae achara em um quarto no pavimento terreo
do convento do Carmo, observara symptomasqu
elle descreve, sem todava declarar o diagnosti-
co; e diz mais que o Dr. Pedro Antonio Cesar,
tendo visto esse doente, dissra que aoffria do
choleros, e accrescenta que o doente, de soe so
trata, negava-se a declarar o que Ihe e/a per-
geniado com receio de ser removido para a en-
fermara dos cholericos, o que se fes.
i A's 6 horas da tarde de 25 de fevereiro
de 1862.
zares.
Un
Illm. e Exm.Sr.Calculei sempre poder ho-
je communicar a S. Exc. que esta comarca esta-
ra lirre do terrivel fiagello que a assolava ; mas
nao succede como presum; porque elle nao so
lem recindido um pouco na cidade, pelo que nao
pude anda dispensar o cirurgio Joo Domingues
da Stlva, e abrirs escolas, como porque em di-
versos engenhos ainda nao affectados, alguns tem
elle apparecido-com torga, regulando a mortali-
dade na cidade 2, 3 e 4 diarios.
No dia 16 appareceu no eogenho Diamanie
distante urna legua, e fez suceumbir no mesmo
dia nma moga e um escravo. Isso na margem
do Cspibaribe-meirim.
a No eogenho Miranda, onde tem morrido trin-
ta e tantas pessoas entre lirres e escraros, .ind
contina. Este na margem do Tracunhem
duas leguas da cidade. No engeoho Abussumb.
vizinho deste, appareceu tambem no dia 16, mor-
reram dous escravos, e tem outros affectados, al-
guna em mo estado;
No eog'oho Talaj margem do mesmo rio-
e tres leguas d'aqui, est ella ha dez ou doze dias.
tem feito algumas victimas, entre livres e osera-
ros, e at atacou aos porcos, segando me infor-
mara, morrendo estes de disrrha em tudo serne-
lhante a dos cholericos.
< No engeoho Poco (4 leguas distante) tem mor*
to s da familia do proprietario, entre lirres e es-
craros 10 pessoas, ha muitos affectados. Todos
estes engenhos sao do districlo da cidade, sendo
o Poc.0 margem do riacho Cara. Fronleiro ao
Pogo, no engenho Maraj, perdeu o rendeiro do
mesmo engenho toda a familia, que constava da
7 pessoas, subindo nesses dous engenhos a mor-
talidade perto de 40.
No engenho Varzea-Grande tem feito algu-
mas mortes em escraros, nao sei anda quantos
tem perecido. Este eogenho a margem do ria-
cho Aca, para o lado de Nossa Senhora do O',
a caja freguezia perteoce, bem como o Aba-
rago.
c No engenho Sirigi morreram aute-honlem.
dous escraros. Havia mais de 15 dias, que tinha
cestado.
No districlo de Timbaba aioda se do al-
guna casos na poroagodeCamatanga, e no lugar
Sete-Cabegas, pelo que ainda lest o Dr. Pedra.
Nao obataote se terem ji alli dado, creio que
8 mortes, em pessoas rindas de fra, o mal nao
quiz anda communicar-se aos da Ierra, portanto
nao ha novidade alguma naquella povoago. Em
Serrinha est quasi acabado, tendo morrido do
lado de Pernambuco 19 pessoas e da Parabiba 47,
se bem me record.
c Cartas aqui chegadas hontem de Campia
Grande e datadas de 13, dizem que o cholera l
entrara no dia II, fez hoje 3 mortes, adoeceram
muitos outros, entre estes duas pessoas da fami-
lia do juiz de direito desta comarca fiearam gra-
ves, portanto julgo que to cedo nao temos juiz
de direito.
c No engenho Novo, Goianna Grande e Fazen-
da, engenhos risinhos cidade, e onde existe
urna populago de 300 a 400 almaa livres, tem
a pobreza sido medicada pelo Dr. Antonio Bor-
ges da Fonceca com suas doies homeopathicas, &
custa do coronel Antonio Alves Vianna, riera ella
Dr. Borges algumas rezes cidade applicar pes-
soas que o procurara.
a Se todos os proprietarios de engenhos se-
guistem o exemplo do coronel Vianna, menos
pesariam aobre o thesouro as despazas com a
pobreza oestes criticas circumslancias. .
a Teubo deixado de remoller a relago dos
fallecidos na cidade por nao ter lido temoo da
copiar.
A>t boje temos no cemiterio 86 morios do
cholera e 23 de diversas molestias. Julgo que a
Providencia Divina muito nos tem favorecido,por
que se o mal continua com o furor que mostroa
em principio, a carnagem seria terrivel. As chu-
vas cabidas de quando em quaodo, a meu ver.
muito tem concorrido para isso. Deus queira qua
nao baja alguma forte lecrudescenga. Aioda es-
tamos em observago.
c Dous guarde a V. Exc Goianna 18 de fe-
vereiro de 1862.Illm. a Exm. Sr. Dr. Antonio
Marcellino Nunea Gongalves, dlgoissimo presi-
dente da proviocia de Pernambuco.O jaz mu-
nicipal e de orphos suppleote, Dr. Jos Joaquim
Firmioo.
a Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimento d
V. Exc o que ba occorrido depoia do meu officio
de 14 do correte.
c E' com a maior satisfago que reoho dizer a
V. Exc que considero extiocta a epidemia nesta
cidade, porque oestes tres dias oo tem morrido
pessoa alguma dentro della.
Nos eogeobos dos arrebaldea o ioimigo tem
dado alguns assaltos, no eogenho Muric morre-
ram dous escravos, oo eogeoho Tabar morreram
cioco, dos eogeobos Noro e de Goianna, graodes
propriedades do coronel Aotooio Aires Vianna.
quo tem ama populago entre escravos e mora-
dores de mais de trezentas pessoas, tem sido ata-
cado mais de sessenta e s morreu um homem ;
todos estes doeotes tem sido corados pelo Dr.
Aotooio Borges da Fonseca e soccorridos pelo
coronel Vianna.
c as porosgdes de Goianoinha e Pilar appa-
receu ainda alguns caaos benignos, nos engenhos
do districto o mal vai fazeodo ainda algumas vic-
timas, mas em menor escala.
No districlo de Nossa Senhora do O' e Lapa,
morreram depois de mioha ultima partfcipac&o
seis pessoas, sendo dous bomens livres e quatro
escraros, dous no eogenho Serigy, e dous na en-
genho Paraguass.
< No districto de Craangy nao tem havido no-
vidade.
No districto de Timbaba e Mocos tem ap-
parecido alguns casos usa povoaqoes de Camu-
taoga e Ferreiros, e j anda em vinte o numero
das riclimas, porm o mal la declinando sensi-
velmente.
c No dia 16 fui correr, com o Dr. Moreno Bran-
do, o districto de Pedras de Fogo, e rollamos
oo dia 18 noite.
c Vai bem aquella localidade, mesmo na Ser-
rinha estar txtiacla a epidemia.
Logo que alli se declarou o cholera, o subde-
legado de polica mandn remedios da ambulan-
cia que daqui Ihe foi remeltida e duas cargas do
gneros alimenticios psra serem distribuidos pe-
los indigentes affectados do mal: 9* doentes fo-
ram medicados pelo Dr. Vital,


DIARIO DE PERNAMBUCO. w. QUARXA nt&k 16 DE FEVEREltO DE 1861
Morreram Ri Semoha setenta e duaspea-l Agotlinho Eluardo Pina.
os, cincoenta e tres do lado da PaTahia e de-1 Galdioo dos Santos Nunes de
innove desla provincia, que oram quatorze crian- Jos Jerooynie Bustorf.
-$a e cinco adultos.
Era o districto de Pedrss de Fogo
Ohreira.
tra o uiswicio de 1'edrss de rogo o nico
lugar da comarca que me taita correr. No pri-
Meiro no segundo districto da freguesa de Ti-
jucupapo nada teni occorrido,
O numero das pessoas mortas da epidemia
os oito districtos da comarca o segrale :
Coiaooa. 96; Goienninha.53 : Notsd Seohora do
O e Lapa, 165; Cruang^?227 ; Tiaibauba e Mo-
eos. 26.1 ; Pedras de Pog., 35 ; pruneiru distric
lo de Tijucupapo, 4 ; segundo lo, 4
mottalidade 907.
Os habitantes esta comarca, emaara fla^el-
lado8 pelo lerrivel inimigo estaj animados e sa-
litfeitos, porque \em que a proiiaeoclas e
aoccorros do flo*erno tem chegado a tewi\)o.
Deus guardo a V. Exc. Goiaoninha 21 de
fevereiro de 1862.lllm. o Exro. Sr. Dr. Antonio
Marcelino Nunes ongalves. presidente da pro-
vincia.O major delegado de polica, Alexandre
ce Barros e Albuquerque.
Fez eTame de inglez no dia 17 de fevereiro,
3 estudaftte, que fui approvado plenamente.
Fizeram exame de fraocez no dia 17 de feve-
reiro 11 esludaotes, sendo :
Approvado plenamente.......
simptesmeote....
Repro vados....................
Fizerara exame de latim, no dia 17 de
xeire, 6 estudantes, sendo :
Approvado plenamente....... 1
simplesmeote. .. 1
Reprovados..................... 4
------ 6
Fizeram exame de rhetorica no dia 18 de leve
Teiro.ll esludaotes, sendo ;
Approvados plenamente...... 2
> simplesroente .. 5
Reprovdos................... 4
------ 11
Fueran exame de geographia no dia 19, i
aldanles, sendo :
Approvado plenamente........ t
Reprobados.................... 3
Henrique Steople.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
L'j Antonio Aones Jacome.
Ignacio Manoel Viegas. *
Gapito de fragata Hermenegildo Antonio Bar-
bosa de Almeida.
Havendjsjtumero legal o Sr. Dr. jk de direito
declarou abarla a seiso.
Corapareeendo o Sr.ur. Francisco , .=...~- Barros, juimuDsipsl na segunda vara, apro-
total da aontou 8 procesaos devisa mete .preparados para
erem julgados, os quM sao . minies:
Autor a jusli$s.
Reo prsso Francisco Ignacio da Silva;
Autor justica.
Reo preso Adolptte Luiz de Souza.
Autor a justica.
Reo preso Joaquim da Corta.
Autor a justica.
Reo preso JoSo Francisco da Cunha Wanderley.
Autor a justica.
Reo preso Eduardo Pereira da Luz.
Autor a justica. ,
Reo preso V cenle MeRock.
Autor a justiga.
Reo preso Francisco de Paula Bezerra.
Autor a dstica.
Reo preso Elias Joaquim dos Santos.
O Sr. juiz de direito depois de receber o nro-
cessos mauJou proceder a respectiva chamada,
e ordenou-lhe fossem conclusos ditos pro-
cessos, designando os das dos julgamentos
por urna tabella seguindo a ordem das antigui-
dades daa pronuncias.
Levaotou a sess8o, adiando-a para o dia se-
guidle pelas 10 horas da maoha.
11
feve-
4
21,
12
Fizeram exame de rhetorica, no dia
esludaotes, sendo :
Approvados (llenamente...... 2
simplesmeote... 3
Reprovados................... i
------12
Fizeram ecame de fraocez no dia 22 do corre-
te 8 esludaotes, sendo -:
Approvado plenamente....... 2
simplesmeote.... 2
Reprovados.................... 4
Fizeram exame de latim no dia 22, 3
alantes, seodo :
Approvado simplesmeote..... 1
Reprovados..................... 2
8
estu-
3
par-
. Rkp*rtico da polica.[Extracto da
tes do dia 25 da fevereiro.)
Foram recolbidos casa de deteoco no dia 24
no corrate:
A' ordem do Sr. Dr. chefe de polica, o crioulo
Joao, de 25 annos de idade, canoeiro, a reuusi-
cao de sua seohora D. Maria Jos de Leo ze-
vedo.
A' ordem do de Santo Antonio, o crioulo Jos
Francisco das Cuagas. de 39 annos, pedreiro, por
-rabnaguez ; e Isabel Lucia da Silva, branca.de
18 annos, laadeira por desordera.
A' ordem do de S. Jos, Cloriodo Francisco
aebouia Magalhaes, braoco. de 21 annos de
idade. em offlcio ; e Luiza Maria da Conceico,
crioula. de 38 annos, lavadeira, para correico ;
Joaquim Marques Velloso, pardo, de 25 annos,
talnador; o Eu:aquio Glicerio da Peona, tam-
em pardo, de 28 aonos, igualmente talhador,
por desobediencia e insultos; Bernardina Maria
Jas Neves, cnoula, de 38 annos, lavadeira, por
taiga e insultos ; e Francisco, africano, de 34
annos ganhaJor, escravo de D. Joaquina de tal.
poMuracco de posturas.
A* ordem do da Boa-Vista, Francisca Maria
asidorai da Conceico, de 30 aonos ; Auna Ma-
na da Coceijo., e Anna Maria Josquioa, ana-
tas de 28 annos, e todas lavadeiras; aasim como
ana Joaquina da Paixo. crioula, de 30 annos,
engommadeira, por dialurbios; Joanna, crioula,
e Ja aonos, quitaudeira, escrava de Ignacio Pe-
reira da Rocha, por andar fgida ; finalmente o
pardo Candido, de 24 annos, canoeiro, escravo
ur!nc-,,co Bolelho e Andrade, por insultos
O chefe da segunda aeccao.J. G. de Me$quila.
- HORTALIOADE DO DA 25 DE FEVEREII10
Francisca Maria do Nascimento, Pernambuco,
1* annos, solteira. Boa-vista ; thyaica.
Bonifacia Maria da Conceico, 36 annos, casa-
da. Boa-vista ; cholera.
Bernarda de tal, 35 anuos, solteira, Magdale-
na; cholera.
Joao, Pernambuco. 8 mezes. Santo Anlonio ;
inflamaQo de intestinos.
Mara, Pernambuco, 18 mezes, S- Jos ; tosse
convulsa
Fellppe Santiago, Pernambuco, 25 annos, sol-
tetro, Bja-vista .cholera.
Communicados.
CHRONICA_JUDICIARIA.
Tribunal da Relaco.
SESSAO EM 25 DE FEVEREIRO DE 1862.
iYesie/ma interina doExm. Sr. desembargador
Caetano Santiago.
A a 10 horas da manhaa, presentes os senhores
nesembargadores Castao Santiago, Silveira, Giti-
xans, Loureoco Santiago, Molla, Peretti e Guerra,
procurador da coros, abrio-se a sessio.
Passados os feitos, e entregues os distribuidos
deram-se os seguintes
1ULCAHBNT0S.
Recurso commercial.
Recrreme, o juizo ex-offlcio ; recorrido, Jos
Luiz Pereira.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
riHrr.n.aTS S- Srs desenil>argadores M*ta,
Giiirana eLourengo Santiago.
en-se provimeoto ao recurso.
Apptllacoesciveii.
aI^d ,e' 2 k^00" ; Ppellado, Manoel Cus-
todio Peixoto Soares.
Confirmada a senlenga.
fSXSt Maia. JUZ ^ 8PPellad0' ,0S ,M-
Confirmadas senten;a.
DES1GNAQA0 DE DIA;
gutufef00""88 d* ara jul8nleD,0 e-
Appellases cioeit.
pellado Alexandrino Martins Crrela Barros.
Appellante. Antonia Avelina do Rosario \m
pellado, Julio da Costa Clroe. "P
DILIGENCIAS.
Com vista so Sr. desembargador promotor da
juetiga as seguintes v moior os
Appella[6ea crimet.
Appellante, o juizo ; appeado. Miguel Angelo
de Lucena.
TaiareesUanle' iuho ; PPel' s Afioellante, o juizo ; appellado. Jos Meri da
do Sano"1"' JM : """*<. Florencio Jos
PeePi?S!laDle' UM "PpeUad0 An,0n0 KM
daCcoV8U a Sr" desembar80or procurador
Appellacao civel.
Appellante o juizo; appellado, Joaquim Dusr-
te de Araujo Lima.
Appellante, o bario do Livramenlo
da, a fazenda.
Encerrou-se a sessio ao meio-dia.
J vo appareceodo os charlates com o des-
eovoUiroeoio do chelera-morbus nesla cidade ;
mas nao nos admira, porque nao sao poucos os
que abertameote infriogem o regulamento que
baixou com e decreto o. 828 de 29 de aetembro
de 1851. Assim pois, nao tardar qne surja al-
gum preto da Costa d'Africa fazeodo milagrea, ou
que esse, que toroou-se celebre dorante a epi-
demia de 1856, se aprsente apregoando suas glo-
rias passadas.
Nao aabemoa se ter succedido com todos o
que comnosco tem succedido. J temos sido con-
sultado por doanles que soffrem de intestinos por
causa d um desses remedios, que os especula-
dores des Estados-Uoidos oorle-americsnos espa-
Iham pelo mundo, sempre acompanbados de at-
tesladea de pessoas descoohecidas e de escriptos
redigidos na inleogo de illudir o publico, cooho-
cido aqui sob a denomioacao deprompto alli-
vio, e nao nos admiravsmos pouco da alouteza
com que os Srs. Raymundo Carlos Leite di Irmo
faziam annunciosnusjornaesdeata cidade, e ven-
diam em sua loja de Uzendas da ra da Impera-
triz, essa substaucia,o que era manifesta infrac-
SSo do art. 71 do regulameoto supracitado ; mas,
estando nos no reinado do abandono-, s nos res-
tava ir applicaodo meios de combater os effeitos,
mrbidos dos que se tioham deitado illudir pelas
palavras dos infractores, e pedir a Deus que
apressasse o termo desses desmandos.
Nao setisfeitos os Srs. Raymundo Carlos Leite
& Irmao com.o que jnioham praticado, agora
vem mostrar em sua correspondencia, publicada
no Diario de Pernambuco de hoje, que opromp-
to aiviotambera remedio poderoso contra o
cholera-morbus; mas eremos que nao basta mais
do que itto para provar se a iofracco do regula-
meolo de 29 de setembro de 1851. Se j lhe
foii imposta alguma multa por causa de anterior
ofracgao, o que devia ter sido feito, enl
d-se a reincidencia, e oesle caso a mulla deve
Se.r udfp e se lhes pode manur Ifechar o
eslabelecimeoto em que vendem essa substancia
como permitte o art. 71 supracitado, nico meio'
as actuaes circunstancias, de reprimir os infrac-
tores.
Se nao fosse o empenho que temos de livrar a
populajao das garras dos charlates, deixariamos
que corressem livremente os abusos, porque
couvicce nossa que a reforma vira do excesso
desses mesmos abusos; mas tentaremos esforcos
em quanto eslivermos convencido de que a pri-
meira aatoridade da proviocia nao pactua com o
infractores, embora nosso procedimento nos custe
insultos, que sao cuspo laucado ao ar que volla
cara dos miseraveis, que nos serviriam at mesmo
de criados, se qui/.essemos deixar que illudissem
a credulidade publica.
Dr. Joaquim d'Aqutno Fonceca.
19 de fevereiro de 1862.
conhecer-me como incapaz 4e sacrificar o bem
estar dos meus doentes, e destruir minha reputa
cao; ede mals n&o possivel que elles igaoranem
que trabalhos desla ordem j tioham sido secu-
tados por raim com mais feliz resultada O
Sr. coronel converaou ainda sobre os iacom-J,
modos dolorosos da operado por que ia pas-
sar, segundo lhe ra informado por usa doeote
operado oo Rio "de J*##iro; e teso-Mi.)eu dito
que ickarifbiBleKaatjMle O^ntiario,Ui , qua
nada sentira respo^eu-sna que t6 iredlE
ta depoiMe opersdo^saJ*)m que o^r. Lira jA
1.ah"!,'w?Tal,5oe8 5 filo o v o rSc^coronel
rSB Prra TKlrPflro8-, ,f K H?do 002 re^ma'fde2
E sbsolutameme prohibido o uso de galhuha, brulho, 20 caixas algodio asul, 4
faiinha de mandioca e eulras comidas semelhan-1T ^'^P cai,.*i candieiros ; aos' m
Us. Alora disso o doenta ainda mesmo emeon- York ealanad!?1 "'Wrt, vio.
tal do olho ; e ao mesmo lempo picado, com o
cuieilo de Beer nm penco mais longe da esclero-
lioa, aum de poder caminhar mais rpida e se-
guramente na cmara anterior, e alcancar deste
modo a contra puocio. Aberta a cornea, a
capsula do cristalino foi delacerada, e a catara-
la sahira com faciliaade, mediante urna leve pres-
sao: e permiltio que o doente visse logo.
Terminou-se, portante, felizmente esta opera-
gao, ,sem que o doente sentase ddr alguma em
seus olhos; seu moral (Ora nicamente a Darte VV '*'.."""*"* "" Va" "'"r"0
inaonmodada ; o doente foi tratado conveniente res8uardados da hurniJsde e frieza do ar
mente e recolhido ao seu leito. * irpn iir a .:_... j-------1-----
Atesemos agora a narrar o que se pastara nos
m.. i- ao ""-"" v"> o or.ycoroaei -tMfsemos aeo
mH?os e collegas os Srs. Drs, Alexandre de Sou-
za Teresxa.doiatmo, SynrftwinXeiax Coulinho
e Antonio Agrepino Xavier de Brito, e dos Srs.
Uhelvino David de Arauje Hachado, Faustino
Jos Bento Machado, filhos de Sr. coronel e Fran-
cisco de Salea amigo deste, proced a peracao
para a extracao da cataracta do olho direito, a
qual foi executada en 5 minutos ; lendo antesJ
prevenido os collegas do meu diagooatico, e do
modo porque la fazer a operago.
O doente nada sentio-, prestou-secorajosameo-
l?, como raros o fajera; o meu diagooatico foi ve-
rificado, depositando eu as manados raeus colle-
gas o cristalino cataratado e duro,que extrahira ; e
o doente via tudo qnanto se lhe apreseolava :ne-
nhumaccideote,hoiive.; o operado foi tratada con-
veuientemente-.e recolhido ao seu leito : foi visita-
do todos os das; acheio-o sempre cordato, alten-
coso e obediente as prescripgdes que lheditava :
e, nada de mo tendo occorrido durante os sele
primeiros dias, no oitavo foi o apparelho cooten-
sivo definitivamente levantado, e oeata occa.io
com grande contentamente dos seus e delle re-
conhecera elle urna de suas {litas que lhe servia
de carinhosa enfermeira, seus dous aihos. e o seu
georo o Sr. Pioto.
No vigsimo dia deixra o ten qusrto, e viera
para a sala, cujas portas se cooservavam enlre-
aberlas ; e 32 dias depois de operado, passeiava
sem conductor as ras desla cidade. A 3 de
julho pddeler correctamente varias linhasdo Dia-
rio de Pernambuco, servindo-se de urna lente de
* 1/2 polegadas de foco. O doente eslava pois
cvrado. r
O operado foi entregue ao gozo de suas func-
coesvisuaesinterrumpidas ha 10 annos.
O Sr. coronel eslava tambem imbuido, como
ja aisse, dests terrivelida de que ia passar por
gravjtsimos trabalhos, por grandes dores, e estar
la 3 mezes de cama, em quarto escuro, seguodo
lhe haviam informado ; ideas inteiramente fal-
sas ; sendo que a proloogacao do tratamenlo
o mais ordinariamente devida aos desmandos dos
doentes, quando a operagao feita em termos.
Tal fdra o feliz resultado da minha 6* opera-
cao. Devo declarar que o doente nao quiz ser
operado em ambos os olhos ; porque pelo es-
querdo ainda via algum vulto, ou sombra, e nao
se importa va de pagar trsbalho dorado : tere
muita razo em assim proceder.
appella-
JIIRY DO RECIPE.
Ia SESSO. '
ia 5 de fevereiro.
PRESIDENCIA DO SR. DR. BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA, JUIZ DE DIREITO DA PRIMEIRA
J>, .,- TARA CRIMINAL.
'vcs hjr^ "
;*'L?r""-' i ''
Forsaj relevado! das mulls anteriores todos
os Srs. jurados que comparaceram hoje.
Foram multados em 20|000 cada um dos Srs.
liados nos diai inlecadenle, e mais os Srs
galntes;
Molestia de olhos.
Clnica medico-cirurgica do Dr.
Cosme de S Pereira na capital
da provincia de Pernambuco.
Catarata lenticular dura em ambo os olhos: 6a
peracao por extraccao pralicada no olho di-
reito, pelo Sr. Dr. Sa Pereira. Resultado
fcht. = Obs. n. 279 do armo de 186.1.
(Cootinua5o do Diario o. 33.)
O Sr. coronel Manoel RentoMachado.natural de
Portugal, de 75 aonos de idade. casado, morador
no eogeuho Itapirema. consullou-me em 10 de
maio do anno passado sobre a molestia que sof
fra em seus olhos ; e informou que, na dez an-
uos, comegra a sentir falta de vista, mui prin-
cipalmente no olho esquerdo. e j era lo grande
ponto que nesta poca fora obrigado vira esta ci-
dade consultar ao finado Dr. Gomes, e ao Sr Dr
Sarment, os quaes lhe diagnosticaran!cataratas
em seu comego; esla falta de vista fora desdentao
augmentando progressivameote ; e ha seis an-
uos que se tornara ceg de ambos os olhos; po-
dendo apenas destinguir o vulto de algum ob-
leete que se lhe apresentav*. olhando-o de per-
lo. de lado, e s pelo olho direito.
Pelo exame atiento, e rigoroso que proced,
verifique; que 8e havia realisado o diagnoslicd
dos mdicos cima declarados.islo que o Sr
coronel soffru de cataratas lenticulares maduras
em arabos os olhos, sem complica^ao alguma lo-
cal. O estado geral do doente era boro;comia
e dorma bem; e asdemaisfuncjoesse faziam re'
gularmente ; apenas notava-se uma.edemacia
as extremidades faferiores, que augmenlava da-
x dla" S dira,inuia """ole a noite, sem
lesao alguma do pulmao, coraC8o. figado. bico
e inteat.nos. seodo todos estes orgos mioucio-
lamente examinado.
Em consequencia deste exame aconselhei ao
!>r. coronel a operagao de suss cataratas; e dis-
se mais que, se fosse bem succedido, restituindo-
se-lbe a vista, e podendo ento gosar melhor da
vida, e fazer exercicios. de que se achava priva-
do pelo seu estado de ceg, a edemacia podia
mutto diminuir, e mesmo desapparecer, se ella
nao fosse, como melhor me pareca, deviJa
a atona dos tessidos consequencia de sua
avancada lade.Ouvido o meu parecor. o Sr.
coronel respondeu-me que nao viera preparado
para fazer a peracao que eu lhe aconselbava. e
ponsso aadiava; quera, porm, algum remedio
para a edemacia das pernas;acooselhei-lhs en-
lao o uso da ipecacuanha branca em tisana
algum purgante de man e sena, e uso oo'agua
salgada em baoho tepido as pernas, ou o uso
du borra de vinho em esfregagoes, a noite ao
deitar-se, etc.
A 23 do mesmo mez fui de novo chamado pe-
lo Sr. coronel, o qual manlfestou-me a iotencao em
que eslava de ser operado por raim, visto que havia
consultado varas peisoas, e visto alguna dos meus
operados; e tambem a outros, operados no Rio ; se
bem que esto n&o fosse o parecer de alguns m-
dicos aquem consultara, que lhe a conselhavam
que fosse a Europa, visto nao julgarem que auui
nouvesse medico algum habilitado para to im-
portinte trabalho, menos um que foi iodicado (
verdade que logo com o aditamento denao 4l
estas cousas,-ea fleava de fra): agradec ao Sr.
coronel sus bondade. e esta prova de conflanca :
pergunieLlhe enl&o qual fora o operado por mira
que elle vira? responden que fra oSr. Lira.que en-
rm..Vm" "'" ^ Sr". ad08ad0 JS NrCS0.
cora quera coversra largamente, em sua cai
onde depois o ra procurar.
pisse enlao ao Sr. coronel; visto que V. S. tem '
a boodade de conflar-ae aos meus cuidados na
operagao delicada que quer fazer, peco-lhe que
convide aos mdicos, que lhe aconselnac*m que
fosse a Europa, para aisislirem ao meu trabalho
pois quero provar-lhei. que sua peracao ser
fela em regra, e segnndo o melhor, o mais dif-
ficil, e o mais mpderno mothodo em taes casos
empregado. O Sr. coronel negou-e ao meu pe-
Nio admiti que, os collefaa que assim proce-
fleram.o fizesiem de bot fe ; por que elles devem
Catarata lenticular dura em ambos os olhos : 7a
operacio por extraccao, pralicada pelo Dr. S
Pereira.Feliz resultado.=Observaco n. *70
do anno de 1861.
OSr. Joo Pioto da Cunha, branco, viuvo, de
53 aonos de idade, natural da cidade do Porto, e
actualmente morador oa Misericordia da cidade
Sin Teio conuNr-me em dias do anno de
1860 sobre sua falta de vista, que o havia inuli-
lisado para todo o servico.
Informou este doeote que ha mais de 4 annos
sentir que a vista lhe la cada vez mais se encur-
taodo, e de um modo lio rpido que de mez em
mez era obrigado a muoir-se de novos oculos
para ver distinguir melhor os objectos ; final-
mente que ha dous annos nada mais enchergava,
apenas descobria os vultos dos grandes objectos,
esmente quando j se achava prximo delles;
tora uto o que lhe acontecer por vezes andando
na ra, onde s descobria o vulto de um cavallo
estando j sobre este, e em risco de ser pisado ;
aindamis, era preciso que estes grandes objectoi
fossem de cores viva, seno os nao poda ver.
Tal era o estado deste doente em 1860; quan-
do me informou dos seus soffrlmentos; e a i de
ietembro de 1861 em que voltou para ser ope-
rado, apenas distingua o dia da noite.
Procedendo a exame nos olhos do Sr. Joao Pin-
to, reconhect que elle solfria de cataratas lenti-
culares duras e completas, ou maduras, sem
complicsQao alguma local.
Examinando o estado dos outros orgos. notei
sigoaes de urna broochites chronica ; ligeira in-
tumecencia do figado e do ba$o ; o seu estado
geral nlicava pobreza de sangue, ou aomia : o
que ludo se expllcava muito bem pela moradia
do doente, pela sua profisalo de feilor, e pelo seu
estado actual ; estes padecimenloa lalvez que se
tenham aggravado tanto pelo estado de cegueira
do doente, que sem poder graogear a vida, nadi
trabalhava, e pouco sahia. O estado deste doen-
te, pai de familia, extrangeiro, e de mais recom-
mendado pelo meu bom amigo e coltega o Dr.
Joo Msria Seve, desaou-me o desejo de pres-
tar a aquello um valioso e completo servico, em
satisfaQo da pessoa que o recommeodra.
Pelo exame feito, aconselhei ao doente que
era preciso fazer a peracao da catarata, e reani-
mar suas torgas; conseguido isto, o trabalho, e o
seu fructo, lhe melhorariam consderavelmente
sua saude. O doente aceitou o meu conselho, e
marcamos o dia 4 de setembro para este traba-
lho ; foram convidados para assisti-lo os Srs.
Drs. Vil.as Boas. Xavier de Brito, Pereira de
rilo, e o cirurgiao Leal : s 11 horas do dia era-
prazado comece a operaco, e ao meio dia o
aoeoie j se achava em seu leito. devidameote
tratado e salisfeito ; pois que veriGcra-se o diag-
nostico feito. isto , de catarata! lenticulares"ma
duras sem complicado; e as experiencias para
o reconhecimeote da terca da visto deraru o
mais feliz resultado, quero dizer, o doeote vio
depois de operado o que lhe apreaeotei.
Esta operago foi trabalhosa. e summamente
incommoda para mim, pois Uve de hitar com
grandes difflculdades, urnas devidss a pusilaoi-
midadedo doente, e ouiras a oatureza mesmo do
mal; da parte do doente, tive de lutar com o
desanimo que apreseotra durante a peracao,
que fora tal que elle nao poda manter a cabeca
fn^r*. ,egU" exigid* P8ic-i0 toe cahia
involuntariamente para os lados ; o doente che-
gira ao ponto de um quasi desmate ; o que me
obngou a interromper a operaco, emquanto rea-
nimava o seu espirito, ora laocando-lhe em rosto
tanta fraqueza ; e ora dispertando suas tercas por
meio de um geoeroso cordeal: se o doeote nao ti-
nha torcas para manter sua cabeca, por deaoi-
! nih"*? b menS UQha P Soler
seus olhos su, como era conveniente ; estes es-
lavam em movimento continuo para todos os la-
dos: quando eu procura, tomar m ponto de
no olho, este fugia logo para o lado opposto, em
consequenc.a do que perdase o ponto tomado.
Lora o desanimo do doente, e com estes em-
barajos, leve quasi meia hora s procura de urna
boa occasio em que pudesse passar o culello de
Beer, e quando a eoconttei nao pude alcancar a
tednln!0- p,un?;ai Pr todo para o ngulo interno, pocm aproveitei a
berura eil. para concluir a seceo da cornea
com'urna lesoura.
Da parte da oatureza do mal, Uve de hilar com
urna catarata adhereote, pois que a cornea bem
berta, a cristaloide dilecerada? o^crysuioo nao
s nao sahia, como nao chegava* seceo da cor-
neai ; expliquei aos collegas o motivo de,te novo
?iqnb'I?S2,.1B,p0",ITue,d Pterer la. di opera-
gao ; eu eslava senhor de miro, o por isso toman
do o croque, dilacero!, quanto era prudente fazer.
a cristaloide, e desloquei a catarata para a parte
inferior da cmara posterior; depoii do que mo
foi fcil flsga-la, e extrhi-la, e enlreguei-a aos
meus collegas que estavam anciosos por verem
terminada osla operaco; v-oa eolio mais con-
tentes, eu mesmo partilhel deste contentamente
bare" ,U' "" de Um rave em-
Devo declarar que nao obstante lo longo 1ra-
baiho. e lao delicada manobra, o doente nada
sentio ; a Iris nao foi rota, e a hialoideflcou io-
laeta. Depois de ter o doente descanso alguns
instantes, pedi-lhe que abriste o olho operad^
e perguntei-lhe o que via ; respoudu-mo : vej
um azul sem distinccao de objecto diste eu en-
tao aos collegas que era isto um bom Henal era
a retina vivamente impressionada pela luz'; eu
vi este phenomeoo em varios caaos operados pelo
bt. Desmarre : novo repouso foi dado ao doeote
Ando o qual vio elle o que lhe apresentei
Enlao o doente achou-se mais satisfeit e oor
liso prestou-se muito melhor ao trabalho do ou-
tro olho, no qual se nao deram oa embarace!
visto no olho direito, para o que concorreu mui-
to o ter lomado eu um ponto de aooio com o es-
telo de Panijrd qoaii iobre o dimetro horiion-
nuciosidade escripia em meu diario, contarei so-
mente o a.ue.ot.maia.-jmnnrtante, eaaaim ofaco
por quenao someole do numero de casos de ca-
taratas por mim operadas de que eu quero fallar
mas tambem de todas as circunstancias occorri-
das, pois que assim os meus collegas poderao
tazer um juizo seguro sobre o meu trabalho, os
meus recursos, e o meu procedimenlo.
Do lerceiro dia da operaco em diaote o doen-
te oi accommeltido de urna tosse forte e iocom-
moda, e acompanbada de flautulencia intestinal,
com algumas dores; o que nio obstou a qae no
ShLoIV* J 8ecc5e* " corneas estivessem
adheridas: e nao obstante ter eu levantado em
urri.8pPar?flh(> CMtenaivo. urna ophitalmia ca-
urral se manifesUra com Untanlensidade, e ta-
?".,m.'itume,cMcia palpebral. que em outras
circumstancias se a poderia tomar por urna ophi-
dw" !mB0 e9Plr,rt". e "> deslas occa-
ihn H!-?"8 ""'',"1 ailo urna ddr viva no
t eJl iVa0' ".^iP em lue a Pe"co se flze-
.? i0dt f4C"'aMe. easeegao d.'cornea um
pouco longe de esclertica : esta dr foi o signa 1
de que urna herma de iris se fazia, e como do
lacio se fez na parle central da secgio da cornea,
lista hernia foi excisada, e cauteruada 13 de se-
tembro.
A ophitalmia poz em risco avista do doente.
portel gracas aos cuidados que este tomara, so
rgimen e aos medicamentos, 25 de setembro,
eua ia em decresclmenlo, e o doente j passeava
no seu quarto aos 29 depois da operaco come-
lrLJatA" n.,,U cl,e8ar a varanda. No
primeiro de outubro j passeava oa ra, e fra
casa de alguns de seus amigos, e patricios. No
ViL P me8mo retirara se para sua casa, tendo
alguna das antes ido peasoalmenle agradecer aos
mdicos que assiatiram a sua operaco os bons
servaos que lhe prestaram, tanto da minha
parte como da delle; assim como levado ao Sr.
ur. Seve urna carta em resposta a que me trouxe-
ra enviada pelo dito medico, na qual este me pe-
dia os meus servijos em favor do doente.
Devo declarar, que se este doente apresentou
lana fraqueza durante a operaco ; durante o
iratamealo, ao contrario apresentou a maior pa-
ciencia, moderagao, e observancia ao rgimen; o
que nao pouco concorreu para o seu prompto res-
labelecimento.
Portante v-se por esla observacao, que este
doente aos 20 dias depois de operado j gozava de
sua vista, tendo passado por urna operaco tra-
Dainosa, e que exigi da parle do operador gran-
ees recursos para que se termioasse Uo felizmeo-
ie : e durante seu tratamenlo, as novas complica-
coes, que appareceram, teriam abyimado este
iraoaiiio, ae a paciencia do doente e os cuidados
do assislente se nao livessem unido para cooiurar
perigos ilumnenles, e quasi cerlos em suas con-
sequencus fataes, em outras circunstancias.
Antes de deixar esla observado, seja-me licite
agradecer ao meu amigo o Dr. Joo Mana Seve,
a escolba que de mim fez para tratar deste seu
recommendsdo. escolha filha somente da confian-
za, que em mim deposita, e com que muito me
honra, oceupando-rae em trabalhos de lana mag-
nitude que tem feito honra, e a fortuna de mul-
los mdicos em paizes mais populosos e cvilisa-
aos. hsia escdlha para mim vale mais que a
raaior paga, que se me possa dar por trabalhos
desla ordem : eu portante lhe agradeco cordeal-
mente esta prova de sua amizadeecoosideracio
e pego-lhe que com franqueza dispooha do m
pouco presumo, que teio ponho' sua dis
oleaje.
Dr. S Pereira.
Publica^oes a pedido.
o seu pedacinho de carne de vacca cosida ou as- i 1 mi w. ,
sed, na grelh., porm sem tempero. &? ^^^.^0^1"^^?^-
400 saceos fa-
esmos.
vindo de New-
m^SifeSr,f.Vu,nateSaUnder8 Bt{h>" & ^
tes. Alm disso o doente ainda mesmo em con
valeseenca dever trazer sempre o estomago aga-
zalhado e roberto com alguma tira de baeta, ou
collete de flanalla. eonservsnJo os pos aempre
,-----umidada e frieza do ar
esta direccao lirada dos escriptos dos senhores
Dr. Rayder *,jt
No correr do anno prximo passado me cors-
municou por vetes o digno provedor do Hospital
Portuguez de Beneficencis, os embarazos pecu-
niarios com que lutava, para salisfazer o paga-
mento de urna divida, com que nao cootava 00 seu
anno administrativo, e desejaodo eu coadjuva-lo
as remocao desse obstculo, em que elle dizla
nchar-se coltocado, e que pamente acredite!, o-
fereci-me para adiaotar aquella pia instituido, a
queolia de 3-759l93, que foi acceita pela junta
administrativa de ento, sob as condlces que
abano vao exaradas, as quaes gostosamente me
prestei, jorque o meu fim era e promover quan-
to poder, por mim e meus amigos a prosperidade
do eslabelecimeoto.
Quando realisei este eropreslimo, e mesmo j
depois, manifestou-me o referido lllm. Sr. prove-
dor, o desejo que tioha de que o meu embolen
tosse antes por meio de quotas promovidas pelos
assoclados, que voluntariamente quizessem con-
correr para isso, do que pela acqulsico de socios,
e merecendo-roe toda a considerado e peso a
sua opioiao, prometti-lhe recorrer primeiro a es-
te expediente, por isso que venho hoje scienlifl-
car aos Srs. assoclados que quereodo dar urna
prova de seu amor e dedicaco ao Hospital Portu-
guez de Beneficencia, podem dirigir as quantias
com que cada um se digoar concorrer para o re-
ferido fim, aos abaixo nomeados, certos de que
seus nomes e quantias, sero levados opportuna-
mente ao conhecimento da actual junta adminis-
trativa, que estou persuadido nao deixir no ol-
vido o apreciar como merecerem as offerlas de
cada um. Nao vou pessoalmente a casa de todos
os Srs. associados por falta de tempo, pelo que
espero merecer desculpa.
Rtcife 18 de fevereiro de 1862.
Bernardina Gomes de Carvalhn.
Nomes dos Srs. a quem se podem dirigir
as offerlas:
Recite.
Joaquim Mooteiro Cruz.
.los Joaquim de Castro Moura.
Joaquim Luiz Vieira.
Jos da Silva Loyo.
Joaquim Correa Resende Reg.
Francisco Moreira Pinto Barbosa.
Santo Antonio.
Joo de Siqueira Ferrao.
Domingos Jos Ferreira Guimares.
Antonio GooQalves d'Azevedo.
Jos Joaquim da Silva.
Jos Joaquim Lima Bairio.
Jos Jeronymo da Silva.
Jos Alves da Silva Guimares.
Boa-Vista.
Manoel Jos Guedes Magalhaes.
Joo Luiz Ferreira Ribeiro.
Respondo a perguola que rae dirige o Sr, Joa-
quim Juvencio da Silva no Diorio de sexla-feira
\ do correle mez. dizente-lhe que certo que
ao Sr. Jos Marques dos Santos Aguiar eu diste
que o fallecido Anlonio Francisco Pereira pre-
l?,i. nU.Tedr f.0 Sr' FlBue're i r.u ' d0 Cresp0' Peain fle res a vista.
E' tambem certo que ao.Sr. Aguiar disseque
presuma ser esta quantia destinada pagamento
oo Br. Fredenco. reconheceudo procedente a pre-
lencao do Sr. Frederico. contra a qual se pro-
nuncia o Sr. Juvencio.
E' esta a resposta que lenho dar. Se nao
iao clara e prometa como deseja o Sr. Juvencio
pode este fazer o que promette na ultima parl
de sua carta. r
Recife 24 de fevereiro de 1862.
Leandro Loses Dias.
Direccao para as pessoas qae moram
em lagares remotos onde nao lhe
possivel obter assistencia de mdi-
cos, oa pessoas habilitadas e or-
ticas em curar a molestia reinante.
Sendo certo que algumas pessoas que preten-
den fazer uso do prorapto ailivio do Raduay
querem as vezes fazer experiencias, afastando-s
do melhodo que explicara os liyrosiohos que
acompanhaos remedios, fazentfo as vezes mistu-
ras do prompto ailivio com outros medicamentos,
ignorando que dous productos chimicos differen-
tes, por muilo bons que sejam ambos, para se
tirar o mesmo resultado, jantando-se um com
ootro tira tola a accao de ambos e produz urna
terceira couza muito diderente dos producios
primitivos ; abaixo transcrevemos algumas pres-
cripcoes, essas adqueridas pela experiencia eob-
servaS5es feitas nos Estados-Unidos, quando all
grassou *sa terrtvel epidemia a que do o noma
do cholera.
Modo de tomar o prompto ailivio de Ruduay.
Soltura simplesmeote. Deile-se urna colher
de cha do prompto ailivio ou urna colher e meia,
conforme a gravidide do caso era um calix de
agua fra, e d-se a bebsr ao doente, todas as
vezes que elle se levantar do veso, observan-
do-se a differencn do espaco que decorrer entre
urna descarga e outra, porque quanto maier for
o espaco decorrido melhor ir o doente. Para
as creincas de um quarto at meia colher de
cha do prompto ailivio em um calix de agua
fra. 6
Vomites simplesmenie.Procede-se da mes-
ma forma que para a soltura. Quando o vomito
e a soltura forem fortes, quando apparecerem
juntamente ou acompanbados de um ou de ou-
tros mais symptomas da molestia, como sejam
caimbras, frieza das extremidades, afflicc,o do
cora$ao, etc., etc., alm de temar-se o remedio
internamente como cima fica explicado, enso-
pa-se um pedacp de baeta ou snella no promp-
to ailivio, e appca-se sobre o ventre e bocea do
estomago, abafando-se o doeote o melhor possi-
vel, se no fim de 15 miuutos nao vier a reacQao,
se o doente nao principiar a suar. e continuar a
queixar-se dos mesmos encommodos, repita-se a
dse do medicamento, interna e externamente,
esfregando-se o corpo, principalmente os ps o
rnaos com o mesmo remedio puro, o o bsnefic
effeiio do remedio se mostrar immediatamente.
Em iodos 01 casos o doente dever guardar a
maior quieUco, qur do corpo, qur do espi-
rito, conservando-se deitado e agazalhaJo na ca-
ma. Abster-se-ha Je toda o qualquer comida ve-
getal, irritante e oleosas, seia de qualquer natu-
reza que for.
Usar smente de caldos de vacca, torradas e
biscoitos bem secces, podendo depois de passa-
do tres ou qua tro dias, depois do laque comer
Documento nico pelo qual se digoou a junta
administrativa scientiflear-me que aceitava o meu
ofTerecimenio e suas respectivas condicoes.
lllm. Sr.
a Tendo a junta administrativa do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia nesta cidade, em sua ses-
so de 23 de outubro ultimo, aceitado o offereci-
mento que da parte de V. S. e outros lhe fra
feito de adiantar a quantia de rs. 3:759$198, para
pagar a Mathias Lopes da Costa Maia a importan-
cia da execuco que encaminha contra D. Maris
de Jess Cordeiro, viuva de Joo Riphael Cor-
deiro, em virtude da qual fizera penhora na parte
do sitio Cajueiro, que tocara dita D. Maria por
heranca materna e por esta vendida ao hospital,
cuja penhora, sendo desprezados os embargos de
lerceiro a ella oppoitos pelo referido hospital,
fra jolgada bem. feita pelo tribunal da relaco :
assim o communico a V. S. para que se digae de
realisar a sua promessa, mediante a coodico pro-
posta por V. S. de ser o seu embolso feito por
meio das joias das entradas dos benemerilos, bem-
feitores e socios effectivos, segundo dispoem os
estatutos, que V. S. e outros adquirirem para o
nbredito hospital e sem que teoha direito a exi-
:ir outra qualquer indemnlaaco da menciooacao
a dita quanlia, como ludo foi approvado em ses-
sio d'assembla geral dos Srs. socios do hospital
de 10 do correte mer.
IDeus guarde a V. S. por muitos annos. Prove-
ris do Hospital Portuguez de Beneficencia em
jambuco 16 de novembro de 1861.lllm. Sr.
Beroardioo Gomes de Carvalho, D. socio bene-
mrito do mesmo hospital.
Jos Antonio de Carvalho,
9 Provedor.
/oaotim Ferreira Mendes Guimares,
i" secretario.
Recebi a importancia constante oeste ofOcio
por mo do lllm. Sr. Bernardino Gomes de Car-
vallo.
Recife 17 de dezembro de 1861.
Jos Anlonio de Carvalho,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
! secretario.
. i o """""
naoel d imKa81arn^d8 Ww, 3.500 resmai do
fn.hLh. emab,uln. 3jMbarristocinho, 300 di -
presunto. 'T' 63di'os "roa ** Sth a!''J* b;"qiuhao bolachinha, 1 caixa
vinho de cidra, 10 ditas fumo. 5 duzia. ae p"
de ierro. 1 barr.quioha maca., 2 caixas oeixee
conservas, barra lioguas. 1 caixa "...ToU.
potes com sal. 1 volume objectos de ver ao.
consignatarios. '
Exprtemelo
Do dia 24 de fevereiro;
Barcajingleza Trym, para Liverpool, carreea-
ram :
Tasso A Irmos, 12 saceos com 77 arrobas de
algodo.
Sauoders Brothers 4 C, 101 saceos cora 582 ar-
robas e 17 libras de algodo.
Brigue inglez Marsalla, para .Marseille. csrre-
garam :
N. O. Bieber A C, 500 saccosI.com 2,500 arro-
qas de assucar.
Brigue inglez Ifary, para Liverpool, carre-
,Rro*lro2 Rooker & C, 304 saceos com 1,845 ar-
robas e 13 libras de algodo.
Patacho inglez Annie Laurie, para o Canal, car-
Krabb|Thom & c, 1,000 saceos com 5.000 ar-
robas de assucar.
Barca fraoceza Ftroifi, para Marseille, carre-
garam :
E. A Burle & C, 1500 saceos com 7500 arroba
de assucar.
Barca franceza Manoel, para Marseille, carre-
garam :
Tisset freres, 2,000 saceos com 10,000 arroba
de assucar.
Brigue francez George, para Marseille, csrre-
garam :
MN'0- Bieber & C., 2 barricas com 14 arrobase
o libras de assucar.
Barca americana Azelia, paraPhiladelphia.car-
regaram : '
Matheus Auslin & C, 1.400 saceos com 7,000
arrobas de assucar.
Barca americana Riemond, para o Rio da Prata.
carregaram :
Johnston Pater & C, 475 barricas com 3,211
arrobas e 25 libras de assucar.
Brigue nacional amao, para o Ro da Frats.
carregaram :
Bastos & Lemos, 300 saceos com 2,314 arro-
t>as e 5 libras de assucar.
Brigue portuguez Consane. para Lisboa, car-
regaram :
Palmeira & Beltrao, 100 saceos com 500 arro-
bas de assucar.
Joo Baptista deOliveira, 1 feixe com 10 ar-
robas assucar.
Brigue portuguez Flor da Maia, para o Porto.
carregaram :
Matheus & Rodrigues, 200 saceos com 1,000
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Bella Figuerense, para Lis-
boa, carregaram :
Jos Cardoso da Silva Pinto, 10 molbos com
100 meios de vaquis.
o [ancisco s- R4beo Si Pilhos, 600 saceos com
o.OOO arrotas de aasucar.
Patacho portuguez ima, para llha de Miguel,
carregaram:
Carvalho. Nogueira & C, 10 barricas com 79
arrobas e 29 libras de assucar.
A. P. de Lemos & C, 6 barricas com 35 arro-
bas e 23 libras do assucar.
Barca franceza 5. Louis, para Marseille, car-
regaram :
Rothe & Bidoulac, 400 saceos com 2,000 ar-
robas de assucar.
Beeebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Reodlmentododia 1 a 24. . 33:160^706
dem do dia 25.......1:514*075
34:674J781
Consalado provincial
Rendimento do dia 1 a 24.
dem do dia 25.
97.0715366
4:54?380
101:6115746
Movimento do porlo.
COMMKKCIO.
Caiva Filial do Banco.
I EM 25 DE FEVEREIRO DE 1862.
A caixa descoota letras at 4 mezes, a 10 */t
e recebe dinheiro ao premio de 8 */
N0V0BANC0
DE
Pernambuco.
j EM 25 DE FEVEREIRO DE 1862.
O banco descoota na presente semana a 10 /
ao anpo at o prazo de 4 mezes, e a 12 / al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correles
simple e com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
Navios entrados no dia 25.
Terra-Nova36 dias, barca ingleza Norval, de-
243toneladas, capito David Curree, equipagem
13, carga 2800 barricas com bacalho ; a Johns-
ton Pater & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Em commisso Brigue escuna de guerra nacio-
nal Fidelidade, commandanle capito-tenent
Bonifacio de Santa Auna.
Observacao.
Apparece ao norte umaembarcacio.

a.
lloras.

3
n
B
cr
Atmosphera.
I
.-*
2. I Direccao:
as
o
a
a
s 1
g* I Inlensidade.
o o>
(O
I Cisterna hydro-
melrica.
Ptaca do Recife 25 de
fevereiro de 1862..
\s iiuatro horas la tarde.
f.olaces da junta de corretores.
Cambio.
Sobr|e Londres90 div. 25 3j4 d. por 1#.
J. da Cruz Mscedopresidente.
John Gatissecretario.
alfandega,
Rendimento do dla 1 a 24. ,
do dis 25. ;
Idm
571:773*287
19.281Z05
591.0549492
Movimento da alfaadeaja.
Voluraessntradoscomfazendas..
* ora gonoros.. 278
Volme sahidos *om fazenda..
* com genero..
278
469
Descsrrogam hoje 26 de fevereiro.
Brigue iuglezPhantonbacalho.
Barca inglezaIodoocarvo de pedr.
Barca americanaMargarethmercadorias.
Brigue hollandezLulzacharque.
Brigue portuguezFloriodamercadorias.
Lugre inglezLelecarvo.
Brigue brasileiroJoven Candido 'cascos va-
stos.
Brigue braiileiroVelozcharque.
Importacao.
Brigue americano t?randtn, vindo de Phila-
delphia, coosignado a Henry Forster & C. mani-
festou o segrate : '
nh'.42ibai.".M farBh* det"8. 819barriqoi-
nhas bolachinha, e 150 presuntos ; ao consigna-
Brigue inglez Amelio, vindo de Trr-Nov,
consignado a Sauoders Brothers &C, msnifestou
o segrate:
2.400 barricas bacalho ; ios mesmos.
Hiale americano Darling, vindo de Nevr-
xork, consignado a SaundersBrolhers 4 C, m-
nifestou o seguinte :
SI
en
s
00 o>
g 3 o
o e o
M to *
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-a
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Francez.
i Inglez
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S|
W P3
s
a g
s
3 s
O

n
>
CA
s^ ,e d? Koaceiros. vente variavel de drec-
So e inlensidade e assim amanheceu.
OSCILAC.XO DA HAR.
Preamar as 1 h. 30' da tard, altura 6. p.
Baixs-mar as 7 b. 18' da manha, altura 1,6 p.
Tere?ordael18e2.d0 ",en"1 de m"Dha *5 de fe*
RORANO STrPLB,
1* lente.
Edtaes.
.r*PerDle acamaf municipal desta cidade
. n"hr.!i Pr85a DS di" 26' 27 e *8do correnle!
a obra do muro psra o cemilerio publico da fral
soS." 50da PaDel,a' vfa t vmu!;
r.^!.pre,en(JeDle? "emate5ao apresentirlo
fic., sem a qual nao sero admillidos lan-
fevPer5e?rodada8afio B,"l,,5pi1 do Recife' ** d
?" e"ode 1862. Luiz FraociMO de Barro
V?gm! ~ Francisco Canato da Boa-
A camsra municipal desta cidsde manda
publicar para conhecimenlo de seus municipe.
osartigo de posturas abaixo transcriptos, os
quaes loram provisoriamente approvados pelo
xm. presidente da provincia.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 24 de fevereiro de 1862 -Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-Viagem, official maior serodo de secre-
tario.
**""Cio'Palacio do goveruo de Pernambu-
co, 21 de fevereiro de 1862.
O presidente da provincia atlendendo ao qoo
reoresentou acamara municipal do Recite em
offlcio de 17 do correte lob n. 17, resolve ap-
provar provisoriamente oa seguintes rtico de
postura :
Art. |. Pica prohibido o estabelecimeato de
acougues em tejas de obrado, ou casa terrea
com soto.
Art. 2. Pica estabelecido o prazo de sel me-
te par rembcodos scoogues qae se acham

Ir^-t
I
i
%
I
t




DIARIO DE PEERAMBUCO ^ QUAaTA MA ii BE FVEaElHO
1869.
em lojaa de sobrados casss terreas com
olio.
Act. 3. Os contraventores pegarlo a malta de
trila mil ris, e olio dias de prts&o, que se du-
plicar aa reincidencia.Antonio Marcelino Nli-
nea Gongalves. ConformeAnlODio Leite de
Picho.
A cmara municipal desta cidade fai pu-
blico que tem de ir a praca parante a mesma c-
mara, a quem mais der, nos dias 20 e 27 do cor-
rete e 6 de margo prximo viodouro, as 11 ho-
ras da manhaa e por lempo de um anno, oa im-
posloa que tazem parte do patrimonio da mesma
cmara abaizo declaradas : capim de planta por
600#. gadoovelhum por 4fi e 80 rs. por carga de
farioha.
E para que chegue ao conhecimeoto de todoa
ae mandou afiliar edilaes por eata folha e noa
lugarea publicoa deila cidade.
Pqo da cmara municipal da cidade de Olio-
da 19 de fevereiro de 1862.
Manoel Antonio dos Pasaos e Silva,
Preaidenle.
Antonio Ferreira Lobo,
Secretario ioterino.
Declarares.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que, no da 6 de margo prximo viodouro, vo
Duramente praca. para aer arrematada a quem
mais dr, a renda das casas abano mencionadas,
pertencentettfo patrimonio dosorphaos.
Ra do Sebo.
Cus terrea n. 12, por 160$000 por anno.
Ra do Vigario.
Casa terrea n. U, por 8019000, idem.
Ra da Lapa.
Casa terrea n. 41, por 182&00O, idem.
Ra da C'cimbs.
C na terrea n. 65, por 300(000, idem.
Ra dos Burgos.
Gasa terrea n. 68, por 2051000, idem.
A mesma ra.
Caaa terrea n 69, por 1251000, idem.
Ra da Senzala velha.
Sobrado n. 70, por ooOgOOO, idem.
A mesma roa.
Sobrado o'. 8, por 6501000, idem.
Ra da Guia.
Casa terrea n. 83, por 162$0O0, idem.
A mesma ra.
Gasa terrea n. 81, por 168j)O0O, idem.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 96, por "157#0OO, idem.
A aeema ra.
Casa terrea n. 98, por 22*8008, idem.
Ra da Madre de Deus.
Casa terrea n. 35, por 1:6211000, idem.
Estrada do Parnameirim.
Sitio d. 1, por 5001000 por anno.
Silio d. 2, por 1SO0OOO, idem.
Estrada da Mirueira.
Sitio n. 4, por 3128000 por anno.
Estrada do Horno da Cal.
Sitio n. 5, por 35-21000 por anno.
Secretaria da.thesouraria provincial de Per-
oainbuc", 23 de fevereiro de 1862.
O secretario
A. F. d'Aonunciagao.
Conscllio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar osobjectos
seguales :
Para o hospital militar.
50 pares de chinellas.
48 facas de mesa.
48 garfol de dita.
12 arrobas de assucar refinado.
50 garrafas de alcool de 36 graos.
60 garrafas d'agua de labarraque.
24 garrafas de cognac.
8 oogas de nitrato de prata fundido.
Para o arsenal de guerra.
500 meios de sola.
300 vasaouras de junco.
300 vassouras de palha.
Quem quizer vender laes objeclos aprsenle as
uas propostas era carta fechada na secretaria do
sonselho, s 10 horas da manha do da 3 de
margo prximo viodouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 de
fevereiro de 1862.
Bento Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
BVatlciaco Juuyuim Percira Lobo,
Coronel vogol secretario interino.
annnunciar ao respeitavel publico, que o 1' baile
dos folgares do prximo
Carnaval
ter lugar no dia cima mencionado, o qul ser
com mascaras e aem ellas.
A aociedade nao pretende oceupar a alleocao
publica com grandes promessas, portanto limita-
se em afBrmar que tem empregado os meios pos-
aiveis, afim de que os bailes do Cassino, este
snno excedan em sumpluosidade e brilhantismo
a todos os que all se tem dado eque correspon-
dan) a clvisaco e rpido progresso da linda
Veneza Americana.
O crdito de que goza este bem contiendo es-
tabelecimento, a boa ordem que nelle cosluma
reinar e finalmente a affabilidade e fina educa-
gao dos cavalheiros que o costumam frequenlar,
dispensa-nos de recommendacoea ao publico com
pomposos aonuncios.
Ser mantida a boa ordem e observadaa as dis-
posigoes do regulamenlo interno, approvado pelo
lilao! Sr. Dr. chefe de polica os qusea permittem
que o segredo dos mascaraa seja inviolavel salvo
aquelles que se nao portarem segundo as regras
de civilidade e dosboos costumes.
Os carines de ingresso estaro ezpoalos venda
no pavimento terreo do mencionado palacete, no
dia do baile. Para damas, gratis ; para cavalhei-
ros, 21000.
Aysos martimos.
1 "
Para o Ass
com escala pela Parahiba e Rio Grande do Norte
o hiate Jaguaribe, de primeira marcha, o qual
tem ezcellentea commodos para carga e passa-
geiros e pretende sabir at o fim do correte
a tratar na ra doCrespn n. 14 ou a bordo de-
jronte do caes do Ramos
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, capiao Augusto Carloa doa Reis
visto ter prompta a palor parte do sea carrega-
mento: para o restante e passageiros, para os
quaes tem excellentes accommodacoes, trata-se
com Manoel Ignacio de Oliveira & Filbo, largo do]
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capito na
praga do commercio.
COMPARA BUCaNa
DI
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, M-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahiri para os portos do oorto de sua escala at
a Granja no dia 14 de margo as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o da 13 ao meiodia. Encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas: escriptorio no Forte do
Hattos n. 1. '
margo o vapor Princtta de Joinville, o qual de-
poia da demora do cosluue seguir para os par-
tos do tul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada'no dia de aua chegada,. encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sahida is
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
AiC.
REAL COIFAMt
DE
Zoquetes inglezesa vapor
Al o dia 1* de margo prximo viodouro es-
pera-ae da Europa um dos vaporea desta com-
paohia, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Babia,
para passagens etc. tratase com os agentes
Adamson Howie & C na roa do Trapiche Nove
n. 42.
Para Lisboa.
O brigue portuguez Bella Figueirense. capi-
to Jos Ferreira Lessa, pretende sahir al o fim
da presente semana por ter quasi completo o seu
carregsmento: para o restante e paasagsiros,
para os quaea tem escolenles commodidades,
trata-so com F. S. Rabello & Filho, largo da As-
sembla n. 12, escriptorio.
rara
Cepas e vestimentas de lia de cores para os
meninos se reslirem no carnaval.
Brisa setim, cortes de calgaa de casemiras pre-
tas e de cores, pannos fios, colleles feitos, en-
ettes de vidrilho e de flores, caixos d^ flores.
LEILAO
A 26 do correrte.
Matheus, Austin A C. farao leilio por inter-
vengio do agente Oliveira e por conta e risco
de quem pertencer, de cerca 450 barrica* de fa-
rioha de trigo da marcaDiamondprimeira
aorte, variada s bordo da barca americana
Agelia, capito Kerlin, na sua recente viagem
procedente de Philadelpbia para este porto
Quarta-feira 26
do correte, aomeio dia em ponto, em
mazem da ra da Senzala no Recife.
LEILAO'
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Quarta-feira 26 de fevereiro de 1862.
Primeira representado da companhia dramtica,
e juntamente da companhia arcrobata, recen-
temerte chegada esta capital.
Logo que a orchestra tiver executado a bu-
llante ouverlura
A partida do marmheiro,
Mr. Freir, com a sua companhia. dar principio
ao espectculo pela maneira seguinte :
Primeiro quadro.
CORDA FORTE HORISONTAL.
Na qual o joven Lindo-Amor, de 4 anoos de
idade, executar difliceis evoluges, que muito
tem agradado na capital do imperio e mais pro-
vincias onde tem trabalhado, por serem execu-
tadas em lio tenra idade.
Em seguida madama Freir, sobre a mesma
corda, dansar um difflcilirao paaso com msica
e trajes anlogos, terminando por difficeis e ar-
riscados equilibrios.
Segundo quadro,
Primeiro acto do drama
ESP1M10S E FLORES.
Pela companhia dramaica.
Terceiro quadro.
A Perche enequipoise, executada por Mr. Frei-
r e o joven Albert.
Quarto quadro.
Segundo acto do drama.
? Quinto quadro.
OS JOGOS ICARIANOS E ARCROBATAS.
Executados por Mr. Freir, joven Albert, ma-
demolselle Caroline e o joven Hyppolito, distin-
guidlo -se o joven Lindo-Amor.
Sexto quadro.
Terceiro e ultimo acto do drama. ,
Stimo quadro.
03 VOOS AERIOS NA CORDA VOLANTE.
Executadoa por Mr. Freir, e terminando pelo
Moinht infernal.
E'este o espectculo que as dusseompanhias
em assoeiago apresentam ao respeitavel publico
desta capital, do qual espera a costamada bene-
volencia e proteego.
Principiar s 8 horas.
COMPOTA PERNaBICIU
DI
Navegacao costeira a vapor.
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do sul no dia 5 de margo s
5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 4 ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida s 2 horas: escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegacao costeira a vapor.
Por ordem superior foram alteradas as sahidas
dos vaporea desia companhia para os seguales
dias de cada mez.
Linha do sul a 5 e 20
Linha do norte a 14 e 29
lio Grande do Sul pelo
lio de Janeiro.
A barca brasileira Carioca recebe carga para
ambos os portos : trata-se com os consignatarioa
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
BAILE
C4SSIN0 POPULAR
MASCARAS E>H ANTASIA
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbao, V eaarct.
A secieiade Cissino Popular, tem a honra o
lio de Janeiro
O brigue brasileiro aJoren Candido recebe
carga e escravos a frete : trata-se com os con-
signatarioa Marques, Barros & C largo do Cor-
po Santo o. 6.
Janeiro.
Seguir al o dia 25 do correle para o porto
indicado o bem conhecido brigue nacional En-
cantador : para o resto da' carga que lhe falta
trata-se com a viuva Amorim & Filho, ra da
Cruz n. 46, ou com o capito na praga.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para oa dous portos cima
com muita brevidade o veleiro e bem conhecido
brigue nacional Eugenia, capito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregamento prompto : para o reato que
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Olireira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, tem parte de aeu carregimento
a bordo ; para o resto que lhe falta, trata-ae
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Porto.
Segu em poucos dias a barca portugueza
Flor da Mata, por ter parte do aeu carregamen-
o prompto ; quem quizer tarregar ou ir de pas-
tagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
sea escriptorio da ra do Apollo n. 43, segundo
andar.
Porto
1 Sshe impreterivelmente no dia 1. de margo a
barca portugueza cFlor da Main : quem aioda
nella quizer carregar ou ir de passagem, dirja-
se a ra do Vigario o. 10, armazem.
______Lgiles.______
LEILAO'
Hoje 26 do crrente.
DE
Um escravo crioulo, sem re-
serva de prego.
O agente Guimares far leilo em seu arma-
zem na ra do Imperador n. 37, no dia cima
aall horas, de um bom escravo com officio de
sapateiro, que representa ter 20 tantos a 30 li-
nos de idade. i
LEILAO
No dia 26 do crrente.
O proprietario da tabern ^ prs Vista o. 14, tendo de retirar-se para fora da ci-
dade aflm de tratar de sua saude, far leilo da
mesma taberna por intermedio do Sr. agente
Evaristo Mendea da Cunha Azevedo, de gneros
e armario s lt horaa do dia cima.
O lugar offerece grandes vantagens para ne-
gocio e a casa tem bons commodos para familia.
LEILAO
O agente Pinto autorisado por urna pessoa que
se relira para a Europa no prximo vapor, ven-
der em leilo no dia
Quarta-feira 26 do crrente
as 11 horas.
Um elegante carro americano para um e dous
cavallos, tendo assenlo para quatro pessoas, com
os competentes arreios : assim como um excel-
lente burro, o qual est acostumado ao mesmo
carro : no armazem da ra da Cadeia n. 14.
LEILAO
DE
Urna escrava.
Quarta-feira 26 do crrente.
Costa Carvalho far leilo em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35 de
urna escrava mulata Jde 17 annos de ida-
de, entregando pelo maior preco en-
contrado, na mesma occasio
Vender
diversos movis que se acham deposita-
dos em seu armazem.
LEILO
No dia 27 do crrente.
O agente Evaristo Mendes da Cunha Azevedo,
autorisado polo proprietario da taberna da rus
da Imperatris n. 4, far leilo em um s lote dos
gneros, armaco, gaz e mais pertonces da mes-
ma, adverlindo que urna das melhores taber-
nas por suas freguezias diarias e pela localidade,
na mesma taberna as 11 horas em ponto do dia
cima.
CoDtimiaco do leilo
4
QUINTA FEIRA 27 DO CORRENlTE.
O agente Pinto autorisado pelo Sr. Joaquim
Mara Ferreira de S (ebegado ltimamente do
Rio de Janeiro epara onde ae. retirar em pou-
cos dias) far leilo asi i horas do dia cima en-
donado em seu escriptorie na ra da Cadeia n.
9, dos predios abaizo declarados, a aaber:
Duas casas terreas com tres portas de frente
com graodea aoloes, quinlaes cacimbas, sitas
ua ra doa Guirarapes os. 58 e 60.
Duas ditas ditas com duas portas de frente, so-
tOs, pequeos quinlaes e cacimbas, sitas na ra
do Apollo na. 13 e 15.
Urna dita com urna porta e janella, com soto,
quintal e cacimba, sita na ruada Guia n. 22
as
com
mais
souraria das loteras n. 15 ra do Cres-
po, e as casas commissionadas. As
sorte serio pagas depois da distribuicao
das listas.
O tbesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Sotrza.
xmmmmmmmmmmh
Dentista de Pars.
15 RuaNova-15.
FreJerieo Gautier, cirurgiao dentista 8
faz todas as operaces desua arle a e co- J
lcoa dentss artificiaos, ludo com adela |f
rioridade perfeicjio que as pessoas-,er. S
tendidas lhe recoohecem. S
Tem agua e pos dentirlcio, etc.
Gratido.
COMPANHIA BRSILEIRA
' DE
fmmf ii & v k 8.
E eaperado dos portos do sul al o dia 28 do
correte um dos vapores da compaohia, o qual
depoia da demora do costume seguir para os
do norte.
. Desde j reeebem-se passageiros, engaja-se
a carga que o vapor poder condusir, a qual de-
veri ae embarcar no dia de aua chegada, dinhei-
ro a frete e encommondas at o dia da sahida s
2 horas da tarda : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
DE
*!ffij^
COMPANHA BRASILEIRA
____ DE
Dos portos do norte esperado at o dia S at
Ra do Cabug n. 8.
HOJE
das 11 horas do dia as 4 horas
da tarde edas 6 1(2 horas
da tarde as 9 horas da noite.
Costa Carvalho faz leilo de todas as fazendas
existentes na referida loja da ra do Cabug d.
8, sem limite de preco, taolo mais que elle deve
vender tudo qusnto antes e pelo que der, visto
como tem de entregar a caaa do dito eatabele-
cimeoto inleiramente desoccopada at o Qm do
correte mez.
Alem de muitas fajeadas finas e grossas vo a
leilo :
Casacas de panno tico pretos e de cores.
Paletots de panno fino e de casemira dieta a
de cores.
Caigas pretaa de casimiras muito finas.
Paletots de bramiote da outras diferentes
qalidades.
Chapelinas francezas ricamente enfeitadas.
Ditaa muito proprias para aa damas do car-
naval.
Chapeos com plumas para-as ditas.
Os pretendenlea podero deide j examina
refer las casas, procuraodo entenderem-se
o mesmo agente a respeilo dos ttulos e
documentos das referidas casas.
DE
Urna escolhida colleccao de modernas
gravuras inglezas das mais celebres
persona gens como sej'am Sir E. Laun-
dseer, Sir Charles Eastlake, Sir Da*
vid Wilkie, J.M. W. Turner, Frith,
Atisdell, Herring, Brooks, Webster,
Fred Tayler, David Robertsetc, ejtc.
Quarta-feira 26 do corrate.
0 agente Pinto far leilo por coola c risco de
quem pertencer em lotea a vonlade dos compra-
dores de urna grande collecc.ao.de finas gravaras
inglezas as quaes j foram expostas no armazem
da ra do Imperador n. 74, na ra da Cadeia n.
9, e acham-se presentemente expostas ao ezisme
dos oretendentes no armazem da ra da Cvdeia
n. 14, onde se effectuar o leilo no dia aiima
mencionado.
Principiar s 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
Toucinho, sebolas e massas.
TERQA FEIRA 25DO CORRENlJE.
O agente Pestaa vender, por conta e risco de
quem pertencer, em.lotes vontade dos compra-
dores 229 barris de toucinho de Lisboa desembar-
cadas ltimamente, sendo 100 barris de 1 1/2
arroba, 100 de 3 arrobas e 29 de 5 1/2 arrobas,
120 caixas de superiores sebolas viudas de Lisboa
e desembarcadaa a semana passada, e 75 caixas
com massas francezas, o que tudo ser vendido
pelo maior pre?o offrecido, terga-feira 2 do cor-
rente pelas 10 horas da rranha, no armazem do
Sr. Annes defronte da alfandega.
LEILAO
No Io de mar$ch-
O agente Oliveira offerecer em leilo os pre-
dios abaixo designados que sero arrematados
chegando aos presos rxodicos limitados pelo seo
proprietario e os quies rendem approximada-
mente 10 por cento sobre o custo elevado, a que
foram obtidos em poca mais favoravel, e pode-
ro eventualmente'render mais em razo de se
acharem situados em localidades commerciaes
desta cidade, a saber:
Um sobrado de 3 andares em chao proprio, na
ra Direita n. 36, com 5 portas no terreo e 4 ja-
nellas de frente em cada andar, quintal, cacimba
e cosioha fora.
Km dito de 3 andares e soto, em chao pro-
prio, na ra do Livrameoto, com 3 portas no
terreo e 2 janellas de frente em cada um andar,
cosioha fora, quintal com estribara, quartos,
cacimba etc.
Urna casa tarrea na travessa de S. Pedro n. 1,
foreira, com 2 salas, 2 quartos, cosioha, quintal
e cacimba.
Tres partes de bm sobrado de um andar cor-
respondente a quasi metade do seu valor, na ra
de Horlas n. 66, em chao foreiro, com loja de
vivends, quintal, cacimba etc.
Sabbado de marco
no escriptorio do referido agente, na ra da Ca-
deia do Recife, ao meio dia em ponto; e decla-
ra -ae que annunelado eate leilo com tanta an-
tecedencia para dar tempo a que os pretenden-
tes venham examinar a inteira legalidade dos t-
tulos, no escriptorio do iodicado agente, que
desde j se offerece a exhibi-los e a dar os es-
clarecimentos necessarios, e para que os mesmos
pretendentes possam examioar previamente o
estado e bondade dos ditos prodios.
Avisos diversos.
Nesta typographia, pre-
cisa-se fallar ao Sr. Dr. Ju-
vencio Alves Ribeiro da Silva,
que reside no Rozarinho.
Por muitas vezes se tem annun-
ciado que somenteserecebem assignatu-
ras deste Diario a 5#00d por trimestre,
sendo pago dentro de 15 dias do come-
co, mas acontece que alguns de seus
assigDantes demorem o pagamento alem
daquelles dia, e se julguem com direi-
to a paga-lo a dito preco ainda mesmo
que falte meia duzia de dias para
Precisa-se de uui creado
de 12 a 15 anno, forro ou
escravo, que d fiadora sua
conducta : na ra Nova de
Santa Rita n. 47.
Precisase fallar ao Rvd. padre Bandeira,
morador em Beberibe, negocio de seu ioteres-
se : na ra das Cruzes n 1, tabarna do Pimeota.
3ts0octco gQpogtr ap hic a
IkvnamliucAua.
De ordem do Sr. presidente convido aos Srs.
socios effectivos a se reuuirem em sesso da as -
sembla geral e do conselho director, sob as
disposir;oes dos oovos estatutos, domingo 2 de
mar^o, s 10 horas damaonaa.
Secretaria d Assoeiago Typographica Per-
nambucana 26 de fevereiro de 1861.
Juvencio Cesar,
1* secretario.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
para casa de pouca familia : na ra da Gloria
n. 44.
Nos dias 28 de fevereiro correte. 4 e 7 de
margo prximo viodouro depois da audiencia do
n' Sr* Dr* ^uiz d6 orPnaos. Ia6 tera lugar s
10 horas, ser arrematado um terreno no bairro
da Boa-Vista,' em seguimeoto do becco dos Fer-
reiros, com 100 palmo de frente, e 220 de fundo ;
o qual est devoluto, e foreiro, ajraliado m
l;2OO$O0O, tendo 6 frente para o mesmo becco,
e o fundo para urna nova ra projectada : e vai
d praga por execugo de Manoel Antonio Gon-
galves, contra Urbana Maraede de Almeida, como
inveolariante do casal do finado Francisco Ma-
mede de Almeida.
Precisa-se alugar urna oa duas pretas. que
sirvam para veoder na ra: na casa n. 87, da
ra das Cinco-Ponas.
Grande dor de peite.
Seria da eerto urna falta de dever o de graiidia
sedeizsase em silencio o curativo feito em uros
pessoa de minha familia, por meio da applfcaci
das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk cura
escriptorio oa ra do Parlo n. 119. Este scohor
pdz pereitamente boa no pequeoo espago de 38
dias de urna grande dor de peito que ha rnait
padeca, invia j biatanVe lempo, a qual lhe ti-
rava parte da respiraco-; pelo que lhe serei eter-
namente graio.Filippe Jos Lopes Viaooa. .
Hua da Guarda-velha o. 16, Rio de Janeiro.
Precisa-se do urna ama forra ou captiva pa-
ra comprar oa ra : quem quizer dirija-se a raa
Bella n. 33, tolos os dias at Choras da manha.
ou meio dia at 1 hora.
Roga-se ao Sr. Jos Gomes Pessoa de Al-
buquerque, herdeiro do eogenho Tabatinga, Blho
do fallecido Antonio Comea Pesaos, de vir i rus
da Cadeia do-Recife, loja de Joo a, Cunha Jta-
galhea, a negocio que nao lhe estranho, visto
ter vindo a eela praga por varias veses e se reti-
rar, e nao aaber-se aqu a sua morada.
Roga-se as pessoas que tiverem pennas der
ema, queiram trazer no paleo da matriz- n. 2, nai
loja de Antonio Joaquim Panasco.
- Vicente Gifone e Pranciaco Furrialc, subdi-
tos italiaoos, vo para fura da provincia.
Lucia Valelia, aubditi heananhola, retira-ser
para Europa. *
Precisa-se de um fVitor para tomar contar
de um aitio na Casa. Forte : a tratar oa ra dar
Cruz n. 4.
Vestuarios,
Na ra da Roda n. 48 alugam-se e vendem-ser
por pregos multo commodos ricos vestuarios pera
o carnaval, assim como lambem chapeos de i>da
para damas, e chapeos de palhinha escura (bar-
racas), muito proprios para as pessoas que joco-
samente se queiram vestir.
M-MTMfttt a premio sobre hvpolheca :
na loja de cera di praga da Boa-vista se dir
quem d.
Aviso.
Cosiaheiro.
se
vencer o trimestre; por tanto de novo
se declara que nenlium direito tem o
subscriptor de pagar a subscripcao a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
nao servindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber se na livraria d$. 6 e
8, da praca da Independencia, por nao
haverem tantos recebedores, quantos
seriam precisos par* encontrar em
suas casas, a algn asignantes.
IOTIR11
Sabbado 8 de marco prximo, an*
darSo impreterivelmente as rodas da
quinta parte da primeira lotera do
Gymnatio Pernambucano, no consisto-
rio da igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario de Santo Antonio. Os bilbetes
I meios bilhete acham-se a venda na the
Precisa-se de um bom cosinheiro, pag-se
bem: na ra da Aurora o. 50.
Precisa-se de urna ama capaz para lodo o
s^rvigo de urna casa : a tratar na ra da Senzala
Nova o. 112, segundo andar.
Preciaa-se de urna ama para cozinhar e
engommar: na ra doa Guararapes, em Fora de
Portas, sobrado n. 18.
Aluga-se a loja da casa n. 54 da ra Direi-
ta, com armago e (Iluminada a gaz : a tratar na
ra do Livramento n. 38, ou na ra Augusta nu-
mero 114.
Precisa-se alugar urna preta de meia ida le
que seja fiel e sem vicios, para o servigo externo
de urna casi de familia : na ra do Queimado,
sobrado n. 44, primeiro enlar, pagando-se o seu
aluguel conforme coovencionar.
Veodem-se ps.de larangeiras de umbigo e
selectas, ditos de fructa-po, ditos de sapolis,
ditoade pitaoga e limo para cercas : na Ponte
de Ucha, sitio da viuva Carroll.
I Veneravel or-
idem terceira des
Se Francisco
Tendo a mesa regedora da
mesma veneravel ordem delibe- *S<
rado expor avista dos ieis a fcg
solemne procisso de cinza na fe|
quarta-feira propria da futura 5}
quaresma, e tendo a dita pro- cj
cissao de percorrer as ras se- B
guintes: Imperador, praca de ||
Pedro II, parte do Queimado, B
Livramento, Direita, Terco, B
becco do Marico, Martyrios, .B
Hortas, pateo do Carmo, cam- B
boa do mesmo, Flores. Nova, B
Cabuga', praca da Indepen- ^
dencia, Cruzas ao recolher, ro- j|g
ga-se aos moradores das ditas pm
ras o aceio das mesmas, sob
pena de se tomar outra diieccao.
Outro sim, o secretario abaixo
assignado faz lembrar a todos
os seus charissimos irmaos o de-
ver que llies impue o final do
do ai t. 208 dos estatutos da so-
bredita ordem, na falta de com-
parecimento ao presente acto.
Appf oveita a occasio para tam-
bera convidar aos nos jos irmaos
novicos o seu comparecimento
por lhes tocar o andor da Se-
! nhora da Conceicao. Convida-
J mos aos Srs. Rvds. sacerdotes o B
seu comparecimento para maior
i brilhantismo da mesma
^ O secretario,
^ Luiz Manoel Rodrigues Valtinca.^]
Jos* Marques da Costa Soares,
brasileiro, negociante matriculado em
Lisboa, desde 1821 a 185, filho do
fallecido coronel Antonio Marques da
Costa Soares, ora residente nesta cida-
de na ra dalmperatriznv 45, em cor-
sequen c a de ha ver outra pessoa de igual
nome e ter apparecido em livros de lo
jas e tabernas o seu nome como devedor,
ve-se na necessidade de declarar ao res-
peitavel publico que ulga nao dever a
pessoa alguma e para prevencao faz este
annuncio.
Saques pelo vapor franoez
Carvalho, Nogueira& C, sacam sobre
Lisboa, Porto, e Ilha de S. Miguel: na
ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
Roubo
que fizeram aa Boa-Viagem a Jos Jacintho Mon-
teiro no da 10 de fevereiro de 1862, aa pegas ae-
gulntes : 3 cordoes grossas tendo cada cordao
urna volta e em cada volta ao cascavel de ou-
ro,i trancelias com paseador, urna luneta com-
prida que abre dous vtdros, urna crrente curta
tendo duas pernas e dous paseadores cada pas-
sador com duas pedrea sendo urna verde clara e
a outra verde escuro, um relogio patente auisso
n. 8885, levaram mais dous parea de rozeta des-
las da moda e mais urna flvela de prata de arria-
ta : pede-se aos Srs. ourivea que apparecendo
algumas d&stas pecaaqua tomem e levem a ra
du Aguas-VenfM L* gratificara ge
neroja mente.
Os herdeiros e legatarioa da finada D. Francis-
ca do CoragSo de Jess, venham com seus ttulos
receber do- testamenteiro e invenliriaDte, abaixo
assignado, al o dia 6 do viodouro margo o que
lhea locou, e os que nao comparecern tiqueas
scienles de que o abaixo assiguado fara recolher
oque lhe tocou em deposito.
Antonio Joaquim de Helio.
Aluga-se urna sala de um primeiro andar
na ra da Cadeia do Recife n. 13, propria para
escriplorio, ou morada de horneo, sulleiro : a tra-
tar no mesmo andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar o dia-
rio de urna casa de pouca familia, podendo ir
dormir em sua casa : na ra da Cruz do Recife
numero 31.
Precisa-se de um trabslhador para urna pa-
daria distante desta praga oito legoas : quem pre-
tender, dirija-se a ra estreita do Rosario n. 1.
taberna do Sr. Pogas, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de urna ama para casa de ho-
rnera solteiro ; na ra do Trapihe, loja o. 27.
Manoel Joaquim Moreira retira-se para Por-
tugal.
Aluga-se urna casa na ra da Soledade d_
9S, com muitos commodos; a tratar na botica
da ra do Cabug.
Aluga-se um rico vestuario para mascara
e tres bonitas cabelleiras crespas : na ra de
Aguaa-Verdes n. 23, sobrado.
... "a
rCLt
3Raa estreita de Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- |S>
9 locar denles artiGciaes tanto por meio de O
* molas como pela pressao do ar, nao re- O
9 cebe paga alguma sem que as obras nao 9
Si fiquem a vontade de seus donos, tem ps #
9 outras preparacoes as mais acreditadas 9
9 para conservaco da bocea. ga
898H S3S &Z &@S9S8
REMEDIO INGOMPARAVEL
UNGENTO HOI.LOWAY
Hilhares de individuos de todas as nac^s
podem teslemunhar as virtudes deste remedia
incomparavale p ro va r em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu arpo*
membrosinteiramentesosdepoisdehaver em-
pregado intilmente outro6tratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras ma
ravilhosas pelaleilura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que,
admirara, os mdicos mais celebres. Quantas
pessoasrecobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dejar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o ta
deviam soffrer a ampularao 1 Dellas ha mui-
cas que'iavendodcixado esses, asylos depade-
timentos, parase nao submeterem aessaopa-
raro dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. AI
gumas dastaes pessoa na enfusao de seu rece
ohecimentodeclararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ou tros magis-
trados, afim le mais autenticaren! sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algom tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado sera provarincontestavelmentew
Que tudo cura.
O ungueuto be u III, mala particu-
larmente nos sesruintes casos.
Al poreas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras
Dores decabecs.
das costas,
dos raeabros.
Enfermidades da c
era gsral.
Ditas de anus.
Erupijoes e-scorbuticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdad* ou falta de
lnflammaco da|bexiga,
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras da reptisw
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
SupuraQSes ptridas.
Tinba, em qualquai
parle qia seja.
calor as exwemida- Tremor de ervos.
des.
Frieiras. ,
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
nflammacio do figado.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articlameos.
Vetas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-sel esta ungento no estabelecimento
geral da Londres n. 244, Stand, e na loja
de lodos os -boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas d sua venda em toda a
America do sul, Havana Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinba <"*
urna instruerjio em portugus para xpln^r
modo de fizar uso desta ungento.
O deposito geral ea do Sr. Som,
pharmaceutico, na raa da CrW >
P srnambuoo,


DIARIO DE THftNAMBUCO: a QUARTA RIBA 26 DE FEYERE1RO SIS 1*62.
MWmB
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
"Relraios de doto gosto
Retratos de doto gosto
Retratos de aovo gosto
Retratos de doto gosto
Hawleyotypo nova invenga"
Hawleyotypo nova iovengDo
Hawleyotypo nova invenco
Hawleyotypo nova invenco
Hawleyotypo aova inrencao
Precos baixado para pouco
tempo.
Presos baixado para pouco tempo
Presos baixado para pouco temoo
PreQos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3#00G 5#000 10#000 20#000
3(000 3000 3-5000 300 5JW00 10$000 5000 10000 5^000 10/000 5c000 IO9OOO Para retratos Para retratos Para retratos Para retratos 20JJOOO 208000 20j004 2O5OO
Para retratos
Expleudido quadros dourados
ExplendiJo quadros dourados
Expleodido qfladros dourados
Expleudido quadros dourados
Expleodido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
Vende-ie mach as para retratos
Vende-se mach nag para retratos
Vende-se mach as para retratos
Vende-se mach as para retratos
Caixas de lindos gostos
Caixas de lindos gostos
Caixas de lindos gostos
Gaixas de ' lindos gostos
Caixas de lindos gostos
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos yenhara ver
Todos veoham ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
P*ra tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orboroe retratista americano Ra do Imperador Ra do Imperador.
AGITADOR DYMIICO
DO DOUTOR
SUMID Para a preparaco dos medica-
mentos homeopathicos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os uoicos, coro que so podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'squellas que nao
admittem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopalhia os vaolajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carleiras e meUs carleiras
especiaes contra o cholera, acompaobadas das
competentes instrucces, pelos precos conheci-
dos, na pharmacia tspecial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Hundo Novo) n. 6.
N B. Os homeos de bom senso reconhecem
cerlamente que sendo o Dr. Sabino a foDle pura,
d'onde emanou a homeopalhia em Pernambuco
em todo o norte, elle o nico immediata-
mente iotereisado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguidle tao somente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
<;o applicacao da sciencia do curativo das mo-
lestias, quer em relaco preparaco dos me-
dica mea los.
Na pharmacia do Dr. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos tempos ordinarios, dous empregados [um
brasileo e outro rancez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sao ajudidos por mais
tres ou cinco pe9soas, quando o servico o exige,
na destillago do espirito de vinho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecacao dos glbu-
los, na distribuido das dilulcoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopalhia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
sod.com machinas e com a obleuso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparaco dos medica-
mentos ; mas elle oo se contenta com o bem,
que j tem feilo, dando homeopalhia a popu-
laridad de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de pereico dando aosseus remedios
4 maior infallibilidade possivel em seus etleilos.
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a sua propaganda em Per -
nambuco'Joi lo brilhanle que nao tem na Eu-
ropa nennuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4., pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambicio muito mais elevada : ella se dirige a
legar as gera?oes futuras um nome eslimavel
pela grtvidade e importancia dos seus servicos,
pela sinceridade de suas convicces, e pela fir-
meza do seu carcter.E'por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muito...
J FERBEIRA YILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do CatKig n. 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulceira*, alfinetes ou caisoletas. Na mesma
caaa existe um completo e abundante ortimento
04 artefactos francezea e americanos para co'~
locagao dos retratos. Ha tambera para eaU* mea-
mo flm cassoletaa e delicados alfioetea da ouro
de lei; retratos em photographia das princii/*"
personagens da Europa ; stereoscopos e vist.^s
tereoscopicas, auim como vidros para ambrotyp
chimicas pholographicn.
Para as provincias de Pernambuoo, Parabiba, Rio
Grande EoLhinha de porta, cerniendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticiis planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris 14S0
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos-correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a re'is......... i #000
Especial hOineopathico
Ra das Gruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora haveudo
ahi sempre grande sonimenio dos verdadeiros medicamentos homeopathicos, preparados em Pa-
rs (as tinturas) por Gatellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopalhia.
O proprietario deste consultorio no pretende, todava, que seja m os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem tao pouco superiores aos que por
shi se preconisam, porque certo que o que nos faremos, outro o pode egualmente fazer tao bom
senao raelhor. Mas afianca que nelle nao ha trafcancia, e que o servico da preparaco corre
pelo mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carleiras, acha-se suficiente para
satisfazer s necassidades daquella preparadlo.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
medicamentos, todas as pessoas necessitadasJ sem distinejo alguraa, que o procuren), pois
que o seu maior prazer sar til humanidade soffredora.
Consultorio medicocirurgico
3-;K\3A.I>\ GLORIA CASA DO V13NH1LO-3
Consulta por ambos os syslemas,
Em consecuencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprietario desle estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundan com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaueo de mscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsi6ca-
dos todos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar-com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo a em ca-
pel marcado com o seu nome. v
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de tincturs de acnito e belladona re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os meamos'srs
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em linduras custaro a II o vidro
O proprietario desle estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodoa
suficientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de ahuma
operacao, affianCando que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que i tem tido escravos na casa do annunciante.
A situaco magnifica da casa, a commodidada dos banhos salgadoa ao oulras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
a *a 1 AH Pf80" que quizerem fallar com o annunciante de vera procura-lo de manhaa at 11 horas
JLrn' d8SH5 6r. dl8Dlfl' eafora de8" horas achar"ao ena "" Pesso com qeni te poderte- e
ender na ra da Gloria n. 3 casa do Fundi. Dr. Lobo Moscozo
APPROVACiO E AITORISACAO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
CHAFAS HEDCHIAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPSTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Coro estas Chapas-elbctro-magneticas-epispasticas oblem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inilamraa$ao ( cansado ou falta de respiraco ), sejam internas ou
exlernas,como do figado, bofes, estomago, ba;o, rins, ulero, pello, palpitado de eoracao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affec^es nervosas, ele., etc. Igual-
mente para as difierentes especies de tumores, comolobtnhos escrfulas etc., seja qual foro seu
tamatho e profundeza por meio da suppurac,o sero radicalmente extirpados.
O uso dellas aconselhado e receiladas por habis e distinclos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica.
As encoramendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessapias explicares, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, decla-
rando a era que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o molde do sen
famanho em uro pedaco de papel e a declararlo onde exislem, afim de que as chapas sejo da
lorma da parte aneciada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os acces-
orios para a collocacao dellas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianza, em seu esariplorio, que
se achara aberto todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da manhaa s % da tarde.
||9 Ra do Parto ||!(
PERTO DO LARGO DA. CARIOCA
E 1 KMJimilCO
Para as encommendas ou inforraaces dirijam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimado n. 15.
Ensino de partidas
-, dobradas.
E ARITHMETICA
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana lercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, ugundo andar.
ndice alphabetico
DAS
Leis, decretos e arisos relati?os a incompatibili-
dade oa accumulacao dos cargos e empregos p-
blicos e s condigoes do ezercicio dos mesmos
cargos e empregos e das diversas profisses,
ORGANIZADO
por Ovidio da Gama Lobo, bacharel em sciencias
jurdicas e sociaea pela Paculdade do Recife, e
secretario do governo da provincia do Maranhao.
Acha-se 00 prelo esta obra, para a qual assig-
na-se a 39 o exemplar: na praca da Independen-
ns. 6 e 8.
Aluga-se o terceiro an-
dar do sobrado do largo do
Corpo Santo, esquina da ra
do Trapiche n. 48, a tratar no
mesmo,
O abaixo assignado, subdito porluguez, vai
Europa a tratar de sua saude. Recife, 22 de
fevereiro de 1862.
Jos Ferreira da Silva Tavares.
Na ra do Vigario n. 27, primeiro aodar,
precisa-se de urna ama : a tratar 40a mesma.
Braga Silva & C., em liquidacao, pedem aos
seus devedores que tenham a boudade de vir
saldar seus dbitos dentro de 30 dias : na ra da
Cada do Recife n. 39.
Aluga-se a casa terrea d. 4 da ra do Nas-
cente, com boas accommodaedes para familia : a
tratar com Francisco Josa de Campos Pamplona,
a sua padaria Da rus Imperiil.
Aluga-se um armazem oa ra da Cruz n.
29 com sahida para a ra dos Tanoeiros. a loca-
lidade a melhor possivel psra qualquer esta-
belecimento : a tratar do pateo de S. Pedro nu-
mero 6.
Aluga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem-Fica (Passagem da Magda-
lena) ; a tratar na mesma casa das 5 horas da
tarde em diante, ou no escriptorio do Sr. Henry
Gibsoo, ra da Cadeia.
genewMBMB mmvm mmmm
Attencao.
Roga-se aos Srs. de-
vedores do finado An-
tonio Francisco Pereira
que venham pagar seus
dbitos na ra do Cres-
po n. 8 A, do contrario
vero seus nomes nesta
folha com as quantias
que esto devendo.
D-se
1:0009000 a premh.'sobre hypolheca de bens de
rsiz : quem pretender, dirija-s a ra da Palm)
n. 49, solao.
* 9
Roga-se ao Sr. Loureoco Bezerra Ma- %
rinho Falco, que quando vier ao Recife #$
dirija-se a ra do Crespo n. 8, a negocio JJ
de seu ioteresse. m
9
Attencao.
No sabbado 22-do correte, pelas 7 1)2 horas
da noite, perdeu-se do Recife para S. Jos do
Haoguioho urna carta fechsda a lacre, dirigida a
Basto & Lemos, contendo a mesma documentos
que s aos mesmos podem inleressar; roga-se,
pois, a quem quer que por acaso a lenha achado,
de fazer entrega aos annunciantes, na ra do Tra-
piche n. 15, que gratificaro generosamente seja
qual for o estado em que a recebam.
CONSULTORIO ESPECIAL DOIEOPATHICO
DO DOUTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias nteis desde as 10 horas
at m0 da, acerca das seguiutes molestias :
moestas da mulheret, molestias das erion-
eas, molestxas da pellt, molestias dos olhos, mo-
lestias syph\litxcas,todas as espides dt febres,
r*brts\ntermtttentes tsuas eonsequeneas,
PHAMUCU ESPECIAL HOMEOPATHICA..
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em-seus effeitos, tanto em tintura,como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
ntcamante vendidos em sua phartnacia : todos
que o forem fra dellaaofalsas.
im, ,ascartelra* So acompanhadas da um
S" com m emblema em relevo, tendo ao
Pmh JS*"1"1" P^Mrai : Dr. Sabino O. L.
lim5?. ^''"i8"0* Este mblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qut se pa-
."m m.* eir" qwe nao lTmesseimpresso
assim marcado, emboratenham natampa o no-
ma do Dr. Sabino alo falsos
O abano assignsdo agente do banco
mercantil Portuense nesta cidade, saca
effectiTamentepor todos os paquetes so-
bre o mesmo banco por qualquer som-
ms vista ou a prazo para o Porto e
Lisboa : dirijam-se as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Joaquim da Silva Castro.
Na travessa da ra das Cruzes n.
pjimeiro andar, tinge se para todas
cores com presteza e com modo preco.
!
m
m
m
dJ


O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carmo.
:
0
(9
Furto.
Nodia 23 do correte, pelas7 horas da noite,
furtaram do sitio de Jos Moreira da Silva, no
becco do Pombal, um cavallo de cor alasao, ta-
manho regulsr, em boas carnes, tem duas maos
calcadas e o p esquerdo, a cauda por ripar : ro-
ga-se as autoridades, que sabeodo, o facam ap-
prebepder, e o mandar levar ra estreita do
Rosario n. 31, que o portador ser recompensado
CICERO PEREGRINO, ba-
cha re em direito, continua no
seu escriptorio de advocada, na
ra do Queimado n. 26.
O Dr. Carolioo Fran-
cisco de Lima Santos,
madoo-se da ra das
Cruzes para a do Im-
perador, sobrado d.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-
de continua no exerci-
cio de aua prosto de
medico.
I i
i s
i
Gabinete medico cirurgico.f
Ra das Flores n. 37,
# Ser o dadisconssltas medlcas-cirurgi-
caa pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
# querque das6 sslO horas da manhSa, ac-
0 cudindo aos chamados com a maior bre-
# vidade possivel. Z
m lo Partos.
m l. Molestias de pella.
2 3.* dem do olhoa.
S4.* dem dos orgos genilaes.
Praticartoda e qualquer operacio em
tm seu gabinete ou em casa dos doentes son-
0 teme ibes fr maiaconveniente.
# #
i
:
l
O abaixo assignado ainda tem alguns terre-
nos psra dispdr, de sua posse, depois da licenga
do governo, por serem estes de marinha, esto
beneficiados, e nestes j se acham alguna pre-
dios edificados na frente da ra da Concordia,
e oa que lemos a ceder sao na primeira e segun-
da ra projectada por detraz da Concordia, tem
tarranoa par* umi e duas frentes a vontade dos
compradores, e vendem-se por precos mui razoa-
veis, alientas as commodidades que as mesmas
offerece para sua edificaco: os preleodeotes
podem dirigir-se a ra larga do Rosario n. 16,
que acharao com qeem tratar.
Recife 24 de fevereiro de 1862.
Manoel Antonio de Jezus.
No dia 26 do carrale, a 1 hora da tarde,
Onda a audiencia do Sr. Dr. juiz municipal da se-
gunda vara, tem de serem arrematados os bens
seguintes : 12cadeiras de pao d'oleo, em mo
estado por 12g, 1 sof da mesma madeira em
me estado por 89, t lavatorio de amareilo por
2$. e a armaco da taberna da ra do Vigario por
6000, tudo penhorado a Joo Fernandes Biplista.
O Sr. Jos de Mendonca Avalla Brrelo
queira declarar a sua morada, pois se lhe deseja
fallar a negocio de seu interesse.
Desappareceu um cachorro d'agua, de raca
ingleza, branco com manchas pretas, o qual aco-
de pelo nome de Dasb ; quem o achar pode le-
var ra do Trapiche n. 10, que ser gratificado.
S0C1EDADE
Unio Beneficente
Mari tima.
De ordem do Sr. presidente scienlifico aos se-
nhores socios em dia que haver assembla geral
sexta-feira 28 do correnle negocio de grande
monta, e juntamente scienlifico aos socios que
se acham atrasados, que hajam de se pdr quites,
do contrario serSo punidos segundo marca o arti-
go 12 3. dos novos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente Ma-
rtima 23 de fevereiro de 1862.
Balthasar Jos dos Res.
1. secretario
luga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem Fica ^Passagem da Mag-
dalena) tendo 2 salas, 5 quartos e cosiohs, litio
com multas fructeius. baixa de capim para 3
cavalios, estribara para 2e 3 cavallos e coxeira
para 2carros: a tratar oa mesma casa, das5 ho-
ras da tarde em diante, ou no escriptorio do Sr.
Henry Gibson na ra da Cideia.
Jacques Boudousjur, subdito francez, val ao
Rio de Janeiro.
Arthur Soucbois, subdito francez, retira-se
para a Bahia. ,
I Trata ment homeopathicoS
preservativo e curativojg
do cholera-morbus.
PELO DOUTOR S
SABINO 0. L. PINB.
Vende-se cada exemplar a 500 rs.
Dialribuicao gratuita aos assignantea
das obraa homeopalhicas do Dr. Sabino, ji
e aos fregoezes da pharmacia especial O
homeopatnica. Ra de Santo Amaro 1
[Mundo Novo) n. 6.
Publicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOl'BO H0HE0PATH1C0
OU
VADE-MECIMDO HOMFOPATHA.
(Segunda ediccao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Di^ionario popular de medicina ho-
meopathico
PILO ER.
SABINO 0- L PINHO;
CoDnuam as asignaturas para estas obras a
250000 em brochura at fevereiro.
Boa de ganjo Amaro (Mando Novo) n. 6.
lile o fim
SAHE
deste
mezj
DO PRLO
o 1 volume
DO
Itovo melhodo pratico thcoi-ico
PARA APRENDER
A ler, fallar, escrever
traduzir o francez
EM 6 MEZES
Segnndo o facillimo systema
alteaste
DO
DR. H. OLLENDORFF
POR
CICERO PEREGRINO.
Obra inteiramenle nova e nica escrip-
ta em porluguez por esse systema ; ap-
nrovada pelo conseibo director de ins-
trucao publica desta provincia 2 vnln-
mes 70.
Recebem-se assignaturas na ra do ?
Queimado o. 26, primeiro andar. S
fdfksansMC msms *ff-astt*itax3
' " lm* wirwwuw jrwu vnvwvfnv
Sao rogados os senhores Jos Florencio de
Oliveira e Silva; Manoel Jernimo de Alburjuer-
que, e Lucio Alves de Oliveira e Silva compa-
recerem loja n. 20 da ra do Crespo.
Preciisa-se de um olicial de bar-
beiro: na ra das Gruzes n. 35.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19.
O Sr. Julio que teve botequlm,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Precisa-se alugar um cozinheiro e um cria-
do para servico de casa ; a tratar na ra da Cruz
do Recife n. 38.
Est para alugar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Im pe
rial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
O bacharel Aotonio Beroardino dos San-
% los Jnior, advoga no crime, civel e com- 0
0 mercial, e pode ser procurado na villa de Sj)
fj Pedras de Pogo ra do Commercio, das 9 %
% as 4 horas da tarde.
- &
Aluga-se a casa da ra da Roda n. 23, a
qual tem os seguintes commodos : 2 salas, 5
quartos, saguo e sumidouro pira aguas servidas;
soto assobradado com 2 salas, 2 quartos, cozi-
nha, lerraco, sumidouro para aguas servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, quer para o
pavimento terreo quer para o soto ; a .rata: na
praca da Independencia n. 22.
Aluga se o terceiro andar do sobrado n. 112
da ra da Senzala Velba : quem o pretender di-
rija-se ao soto do mesmo, que achara com quem
tratar.
Precisa-se alugar urna escrava de boa con-
ducta que saiba engommar, tanto para senhora
como para homem, e ajudar no mais servico do-
mestico d'uma familia pequea : quem tiver an-
nuncie, ou dirija-se ra Augusta casa terrea
n. 84.
I Ensino de linguas
EM 6 MEZES
Italianolatim francez,
Pelo melhodo facillimo
DO DOCTOR
Ra do Queimado n. 26.
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao br. Felippe de Santiago.
Urna pessoa que tem de relirar-se breve-
mente dests provincia, propde-se a vender urna
mucama parda, de 19 annos, que cose perfeita-
mente, engomma, e sabe tratar de crianzas :
quem a pretender, dirija-ae a ra doBrum n. 70,
primeiro andar.
O abaixo assignado, morador na villa do
Cabo, declara aoa aeus amigos % freguezes, que
tendo edificado urna caaa na ra de Santo Ama-
ro da mesma villa, mudoa para all o seu esta-
belecimento que tinha ao p da estaco, adian-
do-se o mesmo sortido de gneros novos e fazen-
das de bom gosto, tudo peloa presos do Recife,
vinbo do Porto marca chamiso, e todas as mais
mercadorias muito em conta, atlendendo as qua-
lidades.
Pedro Rufino do Reg.
Precisa-se d urna ama para com
prar e cozinbar para urna pessoa : na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar.
Aluga-se barato
o espacoso e commodamente sitnsdo armazem
para deposito de gneros de estiva, oa travessa
do Cos* d. 6, becco da Bola, bo Forto do Mal-
los : trata-se na rma do Cabug n. 7, loja der

lAlvaro & Magalhes.S
Eilabelecidos com loja de"fazendas na
8 ra da Cadeia n. 53. e achando-se de A
b posse de um novo estabelecimento na Z
r ra do Crespo n. 20 B, participam a to- ~
P dos os seus amigos e ao publico em ge- A
l ral que dispoe de um grande e variado m
? sortimento de fazenda que tem resolvi- *
do vender dinheiro por precos bara- 59
f tissimos. Roga-se aquelles que live- A
I rem de comprar qualquer artigo de fa- *&,
v zendi de se dirigirem aa nossaa lojas f
9 cima indicadas que sero ptimamente w
I servidas. a
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Vigario a tratar na taberna n. 13 da
mesma ra.
*mmmm-mmm mmmm
^ a aDaiio assignada roubaram, no dia <>
7 de Janeiro prozimo passado, entre dif- 8
, ferentes joias de ouro, cinco escripturaa "
de compra de suas escravas Joanna, Ma-
na, Anlonia, Regismuoda e Anea, que
estavam guardadas no mesmo ba"huzinbo
onde estavam as joias. Faz, pois, esta
declaracao ao publico para obviar qual-
quer fraude, que com taes ttulos se r
pretenda praticar.
J Recife 17 de fevereiro de 1862.
u*...-.^Candida Lina de Figueiredo. R
mmmmmmtHm mhnmnnx
Precisa-se alugar um bom cozinheiro on
cozinheira para casa de urna, familia, paga-se
bem : a tratar na ra da Aurora n. 4.
Ama.
m
1 recisa-se de urna ama que coziohe e engom-
e, e um escravo para servico do ra: no laro
as Cinco Pontas n. 112.
O abaixo assignado declara so publico qno
Domiogos Jos Aotunes Guimares deizou de ser
seu caixeiro desde 22 de fevereiro correte por
-ao lhe convir mais.
Manoel Jos Guedes Guimares.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prati-
ca de padaria : no Varadouro de Olinda.
Pessoa conhecida nesta praca, leudo de ir
io centro desta provincia, e tambem o da Para-
biba, offerece a aquellas pessoas que tiverem
transaccoes para estes lugares, e quizerem man-
dar cobrar, que se dirijam ra do Queimado, e
tratem com o Sr. Joo de Siqueira Ferro, que
este indicar qual a pessoa que se prope a este
trabalho.
Precisa-se de um caixeiro para urna loja de
fazendas na Baixa-verde de Paje : a tratar na
ra do Queimado o. 34, loja de Lavra & Irino.
Est para alugar-se a loja do sobrado da ra
Direiti n. 85, que foi de miudezas, e seguodo
andar do sobrado ns ra do Rosario da Boa-Vis-
la, quasi em frente do pateo da Santa Cruz, e urna
mei-agua na ra dos Quarteis : quem pretender,
falle na ra das Cruzes, sobrado n. 9, lado di-
reito, quem vai da ra do Queindo para S.
Francisco.
Preciso de ama.
Precisa-se de urna mulher para cozinbar, la-
var, engommar e fazer todo o mais servico de
urna casa ; quem estiver nestas circumstancias
nao sendo Gdalga ou nao tendo prenles nobres.
queira dirigir-se ra do Sebo o. 36 das 6 s 8
el/2 horas da manhaa, ou a ra da Cruz do Re-
cife o. 63, que achara com quem tratar.
& * @^ @ mmm
1 Attencao. i
J. Hunder, alfaiate, ra Nova n. 67,
avisa ao' publico em geral a quem quer
ser anda ossigoaoto desta lenda de al-
faiales peroambucanos, acompanhado
pela machina de costura para servir urna
numerosa freguezia com maior brevida-
de do que em qualquer outra parte,
gloriosa a promessa de urna verdadeira
invencao nova para os artistas alfaiales.
Us abaixo assignados fazem scien-
te aos devedores da extincta firma do
Aranaga, y Brydn que se est acaban-
do de liquidar, que tendo-os j chamado
pelos Diarios para virem satisfazer seus
dbitos, e como alguns morosos nao
tenham feito caso do nosso anruncio,
em l.- de marco prximo, vamos entre-
gar ao nosso procurador todos os docu-
meutos com proba ti vos, para os ditos de-
vedores serem chamados a juizo. Recife,
22 de fevereiro de 1862.
Aranaga, Hijo & C.
No dia 28 do correle mez, inda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz dosorphos, ser arrematado
por venda um sitio foreiro, silo no lugar da Pi-
ranga, freguezia dos Afogedos, com easa de po-
dra e cal em mo estado, cacimba e tanque, bas-
tante terreno e arvoredos, avahado por 1:600$,
por interloculorio do Sr. Dr. juiz. nos autos de
inventario dos bens do finado Joo Baplista de
Souza Lemos, para pagamento do caedor hypo-
thecario e commendador Joo Pinto de Lemos.
Arrenda-se ou vende-se o engenho Laran-
geira, na freguezia de Una, moeote e correte,
com lodosos perlences para poder tirar grandes
safras, nao s por ter grande terreno como tam-
bem por moer com agua correte, tem mais urna
disiilacao, e matas proprias para criar aoimaes ;
a pessoa que quizer ftzer qualquer deates nego-
cios, queira dirigir-se a Joaquim Luiz Vieira &
C na ra da Cadeia do Recife oesta prac, ou ao
mesmo engenho a seu proprietario Jos de Sou-
za Barreiros.
Caralhadas de mascaras.
Ra da Praia.
Ascavalhadas da ra da Praia as tardes dos
dias 2, 3 e 4 de marco sero compostas de todos
aquelles cavalleiros que previamente ootiverem
carto, o qual desde j podem ir receber na mes-
ma ra na typographia da Ordem.
Os cartes para este brnquedo sero dados gra-
tuitamente, e os cavalleiros que pertencerem a
este esquadrio devem apresentar-se vestidos e
prora pos com suas lancas no pateo do arsenal de
guerra at as 3 horas da tarde de cada um des-
ses dias, presentando alli o seu carto ao res-
pectivo commandante.
_ No primeiro andar do sobrado numero 55 acha-
rao os mencionados cavalleiros urna mesa pro-
vida de massas e de bebidas proprias do caso,
afim de refrigeraren) a fadiga descorridas.
Logo que o esquadro desfilar e fizer a sua en-
trada na ra da Praia, urna girndola de fogo do
ar subir antiunciando sua chegada, que ao mes-
mo tempo ser applaudlda pela msica marcial alli
postada.
Feilas as ceremonias do esivlo, principiar o
brnquedo, procedendo-secom as mesmas forma-
lidades nos diss segoiotes.
Adverte-se que os cartdes levarlo os nomes doa
covalleiros escriplos no verso, e nao podero ser
transferidos por estes outros.
A sociedade e os moradores daquella rus, que
promovem e concorrem para este bello diverti-
mento, muito confiara dos honrados cavalleiros
que j esto inscriptos e dos que ainda se bao
de inscrever; esperando que debaixo da melhor
ordem e harmona seja executado todo o plano
do divertimeoto. O digno commandante do es-
quadro, official orredor experimentado, lea a
sobeja e necessaria capaeldade para dirigir o acto
com as ceremonias que o abrilhantam. E' pola
condico iadispensavel, que os cavalleiros s
submellam s suas delerminaedes. Assim o es-
peramos.
-* Aluga-se um moleque para todo servico d
jiisi casa; n ra Direita n. 3, segando andar.


7-

DIARIO DE PERNAMBUCO. rs. QUAUTA FfiUU 26 DE FVEREIRO DE 1862,
Aviso.
Aluga-se o armazem, 1, S* andar e soto da
casa o. 60 da ra da Cadeia do Recite, esquina
do becco do Capim : a tratar na ra da Cruz do
Recite n. 63.
Precisa-se alagar um prelo, dando-se o
gstenlo e paga-se- mensal ou semanal, para o
trrico desta lypographia : na Uvraria n. 6 e 8
da praca da Independencia.
Par urna casa de pouca familia precisa-se
de urna ama que seja fiel e que aaiba lavar, eu-
gommar e coser, d-se preferencia a urna es-
erara : a tratar na ra da Cruz n. 22.
Preciaa-ae alagar urna preta, que aaiba la-
var roupa, paga-se bem: a tratar na ra da Ca-
deia n. 35, loja..
Precisa-se de 3:000$ a premio sob hypo-
theca em bens de raizque garaniem sufflciente-
mente : quem quizer tazer este negocio annuncie
sua morada para ser procurado ou deixe carta
fechada Desta lypographia cora as iniciaes A. S.
Attencao.
Sapates de borracha ainda nao vistos, cojos
chegaram na occasiao de servir como preserva-
tiro para o cholera, e t os ha na ra da Impe-
ratrii n. 46, loja do Vianna.
9 Aluga-se um quarto andar com excel- a)
% lentes commodos : na ra da Cruz n. 53. %
Precisa-se de urna ama para cisionar e com-
prar: na ra dolmperidor, n. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
Sociedade bancana.
Amoriro, Fragoso,Santos & C. acam e toman
saques sobre a praca de Lisboa.
Aluga-se um bom sitio com multas arvores
de tracto, bem como um bello jardim no lugar
do Caldereiro, esquina da ra da Maogueira, com
urna boa casa para grande familia, pintada de
voto e forrada de papel, ao lado cocheira para
carro, quartos para' pretos, estribara para quatro
ou seis cavallos : quem o pretender pode dirigir-
se tua da Cruz do Recite n. 63, para tratar.
Mi op a* et& fine au ats fmt ? ms mc ft
JO dentista Numa Pompilio.%
Ama.
C empras.
Precisa-se de urna ama de leite : na
ra do Rangel n. 67, primeiro andar.
Os Srs. assignantes do
Cabo, Escada. Ipojucs, e Ilha,
queiram mandar pagar a su-
bscripto deste Diario nes -
ta cidade,: visto nao haver
pessoa encarregada do reci-
biuiento nos referidos luga-
res.
Miguel Pereira Leal, Porluguez, rae a Eu-
ropa.
Precisa-se de um menino com pratica de
taberna : no becco do Cavpcllo n. 4.
4os amantes do carnaval.
Jayme cabelleireiro avisa a bella rapazeada
amante deste divertimeoto, que se acha com pa- ]
lamente sorldo de cabelleiras tanto crespas co-
mo a carcter, e que as alugar por preso con-
veniente, podendo quem pretender vir escolher
e dar seu nome.aiim de que nao hajam duvidas
na occasiao.
Quem precisar de um cosinheiro estrangel-
ro que entende de todas as massas e faz todas
as qualidades de cosinha : dirija-se a ra do Des-
lino n. 50, que achara com quem tratar.
Os abaixos assignados, avisam a
todos os devedoies da extincta firma de
Aranaga t Bryan, que se esta' acabando
de liquidaiv tenham a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que altarem, serao tomadas medidas
coercitivas.
Aranaga Hijo & C.
23 Roa da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afina-
Compram-ce acedes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira 4 Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Quem tiver para vender um escravo bom
caooeiro, sem vicios nem achaques, queira
procurar em frente do Corpo Santo armazem n.
13, que ah se dir quem precisa comprar.
Compra-se um prelo de 30 a 40 annos de
idade, que seja fiel e de boa conlucta : na ra
da Cadeja Velha n. 30.
Vendas.
S na taberna do
Pimenta,
Vende-se melas caixas de charutos a 900 rs.. 9
meias garrafas de cefveja a 240 ris, na ra das
Cruzes n. 1, taberna do Pimenta.
Mascaras.
Vendem-se por muito barato prego vestuarios
para baile de mascaras, vindo ltimamente de
Paria : na ra da Cadeia do Recife n. 15.
Meias de la
para meninos
mero 15.
na ra da Cadeia do Recife nu-
Rap
Grosso (libra) a
Meio grosso a
Pino de gasse a
Meuron a
Lisboa
Na loja do rival sem igual,
rio n. 36.
isfioo
15600
19280
tfOW
2$70Q
ra larga. *o Rosa-
Rua estreita de Rosario n. 22 S
primeiro andar.
Bota denles articiaes por molas e li- W
gaduraa e pela presseo do ar. Syetema
americano sem arrancar as raizes, e faz M
todas as eperacoes de sua arte, >eem <
promptide e limpea.
-Aranaga, Hrjo & C. sacajn sobre
o Rio de Janeiro.
Lines de inglez.
DBo-se de ooite no hotel fraacez z a* trc'.ar
ruada Cruza. 1.
na
Manual do processo commer-
cial,
seguido de m formulario de todas es acedes co-
cheadas no foro commercial brasileiro, obra
muito til a todos os negociantes e s pessoas do
foro, 1 volume de 650-paginas encadernado par
55 : vende-se na rivrarta econmica junto ao ar-
co de Santo Antonio.
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Direita45
Olhem!...
Urna das intelllgenciaa melhor esclarecidas nt
sciencia de Hipcrates, depois de longos annos
de exercicio de curar e matar convenceu-se afl-
nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por miis mortfera que fosse, era
con3.e,Tr,ar,!.c"b8'S 'resca, ventre desembaracado,
e PES QUEMES. Ora, viajando por ahi urna
epidemia,que mita gente como qualquer outra, 6
occasiao de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gUnber, o mais acrrimo ioimigo da epi-
demia, segundo a opinio e a pratica de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e lanzando
ao cisco todo o calado velho, dlrigindo-se todos
ao armazem da ra Direita n.45, ondeo respec-
tivo propietario a todos receber com cortezia,
aturar as massadas, e aquecer os ps com ex-
cellente calcado, segundo o gosto, e estado fl-
nanceiro de cada um, e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
francezes, ingieres e brasileiros a 138,
12, 11, 10J, 99500, 8 e............... 59500
8AJK?5' 7*500 6600- 5*500-*
49500 at................................ 29OOO
Meninos.
SAPATES a 5^500, 5, 4, 3*500 a...... 19600
Senioras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingie-
res, altemes e americanos federaes
69,59500, 5, 48500. 3$500 a...........29500
Meninas.
BOTINAS a 49500 e..........'........... 49OOO
m completo sortimento de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (ns. 32 e 33) a 800 rs.,
de iranga francezes a 19300, portuguezes 2, sapa-
tos de borraxa para homem senhora e meninos,
muito couro de lnstre, de porco.cordavio.marro-
quim, bezerro francez, seta de lustre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que t*do vende-se como em
nenhuma partt.
Arroz com casca.
Yende-se arroz com casca em pequeas e gran-
des porQoes: na ra Direita n. 69 ou no caes do
Ramos a bordo da barcada Dous de Julho che-
gada do Penedo prximamente.
&WIISM
fazen-
pu-
Manual dos promotores
Micos,
ou collec^o dos actos, aitribuic.es e, deveres
destes fanecionarios, 1 volume por 49: vende-se
na livreria econmica junto ao arco de Saflo An-
tonio.
esub-
ces e concertos.
J. Laumonier avisa a seus freguezes que tem
um bello sortimento de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto e piano ;
encarrega-se de concertos e aflnar;oes dentro e
fora da cidade, por presos razoaveis.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 43 : tratar na ra do Impera-
dor n. 67.
Arrendi-se um grande sitio com bastantes, .
arvoredos de fructo. na strada de Joo de Bar- j llOteirO (IOS CielegaOS
ros, passando a capella de N. S. da Concei?ao, o Hf|paHn Ip nnlifia
primeiro direita, com boa casa de pedra e cal, j aeiegaUOS ae polica,
tendo esta 2 salas, 6 quartos, copiar atraz, cozi- ou colrecgSo dos actos, sttribui;oese deveres des-
nba, querio de pretos, estribara fora: a tratar tas autoridades, 2.* edigao,4 volume enoaderna-
na padaria da Soletado confronte a igreja. ido por 7 : vende-se na Uvraria econmica junto
Precisa-se alugar um prelo : na botica da ao arco de Santo Antonio.
pra;a da Boa-Vista n. 24. Vende-se um preto de meia- idade, robusto
O Sr. Emilio Carlos Jourdalu estabelecido e preprio para quslquer serviQo : na ra larga do
com casa de negocio do camioho de ferro, con- Rosario n. 18, terceiro andar.
vidado a comparecer na ra da Cruz n. 11, a ne- ; Vende-se passas a 400 rs., figos a 200 rs.,
gocio de seu particular interesse. | arroz do Maranho a 80 rs. a libra, toucioho a
Miguel Alves Guimares subdito portuguez 320, maoteiga ingleza boa a 800 rs., alelrla a 320,
retira-se para o Rio de Janeiro. gomma muito alva a 100 rs. a libra : no ra das
Aluga-se o segundo andar do sobrado da Cruzes n. 22.
ra Novan. 19, a tratar na loja. i Vende-se urna cabelleira nova propria para
o carnaval, por muito barato prego : na ra da
Lingoeta n. 1.
Attemjo.
No engenho Trapiche do Ca- i
bo existe para vender-e :tres i
bonitos c bous bois de carra,' e i
um bom quarto de carga : 4
quem os quizer comprar dirija- (
tf ao mpm0 engenho a tratar 5
com Alfonso de liego Dauot, <
ou entao a ra da Aurora nu-
-mero 22.
Istabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaWes^
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
Este estabelecimeulo de eiutaqZo e inslrucgo pnincipiou a funecionar no dia
10 de Janeiro, e continua a receber alumnoc.
Os commodos, o asseio. as boas condi(des hygienicas dos edificios destinados
s funCQes do estabolecimento, a ordem e regularidade do servico no intrnalo, a
dedicago e zelo que empresario o director o os professores a bem do aproveiU-
mento e progresso des alumnos, sao circumstaacias que devem animar e caranlir aos
t paes de familias que desejam dar a seus filhos urna educagao regular.
Ca deiras de ensino.
Primeiras lettrasdividida em duas classes, tendo cada urna o seu professor
poctuguez, lattm, francez, inglez, arithmetica, algebra e geometra, geographia e
historia, philosophia, rhetorica, desenho, msica, dtnsa e gymnastica.
m
Nos estatutos do inlernato que esto a disposigao de quem os quizer 1er,
aoh&u consignadas as condiccoes de entrada.

$M'i
w
mi
GRANDE DEPOSITO
Pe chincha
N loj do Arantes vendem-se borzeguins com
, salto para senhora com pequeo defeilo no elas-
tico a 2^500 o par, ditos para homem a 5#, ci-
^ 'f patos de lustre com salto para saohora a lj>.
Jarras e potes,
Ra da Cadeia
do Recife n. 8.
Jan-as Onas grandes para agua de 4 a 9A000
-Olas entrefinas de 1$ a 2S0OO
Potes ordinarios de 320 a 800
S fallando para final liquidsQo da loja de Iou-
?a da ra da C:deia do Recifa n. 8 algumas jarras
unas, entrefinas e potes ; vendem-so pelos bai-
xos prejos cima mencionados para acabar.
Veodem-se tres vaccasdooasto, muito gor-
das, para a^ougue : no sitio de Francisco Perrei-
}: ra de Mello, no Salgadinho.
j Vende-se um sitio denominado Cabratan,
*, no lugar Paralibe, prximo a esta praga tres le-
goas, e bem assim um piano um pouco desconcer-
tado e varios livros de bellas msicas escolladas,
tudo bem baralioho : a tratar em Santo Amaro
confronte ao hospital inglez.
DE
tOifft M
DO
MCA
Barbalho (Cabo.)
41 RIJA DO IMPERADOR 41.
Neste deposito existe grande quantidade de louca e de todas as qualidades, o que.se pode
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade de conservar a agua
sempre fria, como aejam jarras, resfriadores, muringues, quartinhas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos os lmannos, asssdeiras, boioes
com (ampos e sem elles, panellas para bater-se bolos, cacarolas, enfuzas, frlgideiras e muitas ou-
tras pegas que seria enfadonho mencionar.
0 propietario desta fabrica a primeira deste genero entre nos espera obter do respeitavel
publico aoimagoe concurrencia e para conseguir esse fia vende a sua louca mais barata do que
t aqu se vendia nesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos preQos commodos porque rende di 10
por cento de abate para quem comprar de 100$ para cima e dessa quantia para menos 'erao 5
por cento.
Qualquer encommenda pode ser entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
. oJn ?, dsuIlBPe"tri n. 48, junto a padaria franceza, vendem-se cortes de cambraia de cor
i fffa 4*JffDC0* 3*500' dilos b0'dd09 *500. cambraia lisa fina a 3J. 3500 e 4fi a peca,
a. ni USPa/0 '"' gollinhas muito Anas bordadas, croch a 640 e 800 rs., manguitos
da rid Sho^orlttM.1/.8^ 6l* TDg bal0'.mDguil09' gollinhas. e camiz prelo com enfeite
frlatoi a &40 S ta0 ,,VCa5,adoi* e,P"lllhos de bo qldade a 2J>600 e 3*500, chales de
?Sw iliTh 'ejidos de seda escocesa a lOf manteletes pretos superiores a 18, 2t
6. .1. eDV f?S ! Ci,M muit0 "des. <>a 2S500, ditos pequeos bordados a 200 e 240
to^lL\lmy"l?*hn***W* 5. dito; para homem a 6|. panno flnVmuio
5T/.1..3LfiV k eneitM p,ra ,eohora de dTer"8 qu>l'dde 4500, 5J e 6, ciotoa
T.^Xud^^S'e^T.8. d'l7iS,C??ien,e eDeU9d09a3 6 3*00'chit"ao
rouoas feitas por presos commodos.
t ios Srs. acadmicos.
Vedde-se os expositores do primeiro
e segudo anno: na ra estreita do
.Rosario n, 19, primeiro andar.
a 39 e 9900U, chitas de di-
260 e 280 q corado, 9 outrss multas fazendas e
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Carretejs de linba muito boas a 30, 60 e
Cartdea de clchete a 40 e
Papis de agalhas brancas curtas ecom-
pridas a 40 e
Fitas de velludo de cores a 200, 800 e
Trancas de seda, a vara a 120 e
Apparelhos de pao, loica, e folha de
Linhas do gaz de todas as cores a
Duzia de meias para senhora a
Ditas cruas para homem a 2J400 e
Caixiohas de aloeles a
Fitas de sarja largas e boas a 600 e
Chaves para relogio a
Pecas de tranca com 12 e 13 varas a
Calzas de pos para denles a
Par de botes encarnados para pucho a
Lamparines deporcelsna para conservar
quente cha ou remedio a
Luvas de seda com toiue a
Bicos pretos a 180, 240, 400 e
Toucas para senhora a
Baralhos de cartas francezas a
Sintos de seda para senhora a
Enfeites muito modernos a
Sabonetes de bola a
Escovas para uohas a 320 e
E outras muitas miudezas
mais barato do que em outra
porque se precisa multo de dinheiro.'
Arados americanos e machinas
para lavar, roupa: em casa de S. P.
Jonhston & C ra da Seqzalla Nova
n. +2.
80
60
60
400
180
19600
30
2J500
39OOO
60
I9OOO
80
160
100
160
39OOO
100
500
600
140
I9200
59500
640
500
[ne se venderao
qualquer parte,
Pura o carnaval.
Vendem-se chapelinas de palha escura pro-
pria* para as damas do carnaval, pelo baratsimo
preco de9 cada urna,ditas de seda, fazenda mui-
to boa, a 6$, gravatierhas de fil mui delicadas a
500 rs., 4afet de cores para babados ou vesti-
menljs a 240 o covado : na ra Nova, loja do
viado, em frente da camboa do Carmo n.8.
Vende-se urna mulata de meia idade que
cozinha bem e faz todo mais servico de urna casa,
ou na falta lambem se aluga para casa de pouca
familia : a tratar na loja da victoria, na ra do
Queimado n. 75.
Vendase urna negrinha de 13 snnos, com
principio de cozinha e engommado, na ra Nova
numero 53.
Grande sortimento de
das pretas.
Grosdensple preto bom a l$60O o covado, di-
to superior a I98OO. dito a 29. dito largo a 29200,
djto muito superior a?36O0, 2&80O e 39. chama-
lote preto de superior qualidade a 3J, sarja preta
larca a 29, dita hespanhola muito superior a
21800. dita lavrsda superior a 29200, selim pre-
to a 2$ e 39, dito maco superior a 49, velludo
preto Dora, pannos pretos de 1JG0O, 29, 39, 4g,
5S, 69, 89 e 109*o covado, casemiras pretas a
1J60O, 29, 2&500 e 3 p muito fina a 49 o cova-
vado, los pretos de 68, 78 e 89 cada um, mantas
pelas de fil de linho a 79, 85. 99, 109 e 129
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito goslo e dVerentes tamanhos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas enfeitadas com muito gosto e outras muitas
fazendas pretas proprias para a quaiesma que
deixsm de mencionar-se tudo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
reira Lopes. .
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenio,
doua bonitos burros e urna burra, os quaes se
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, no es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui b&a qualidade, eex-
cellente sortimento, e as es'. vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que cootinuam s ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.',
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
4os fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre, de
Dos n. 28. quasi defronte da igreja. onde conti-
nua a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urca crescida
quantidade de siboneles flus para barbas os
quaes coovm a lodos compra-Ios mesmo 'ara
mos, avista do diminuto preco de 39 porquanto
se est vendendo a duzia. Para saliafazer-se aos
bons freguezes se vender tambem em menores
porcoes, porm quem mais comprar mais lucrar,
porque assim barato nao ser fcil tornar a ha-
ver, e mesmo agora s ha na ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
Coraes.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C
ra do Vigsrio n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variolado de bonitos trancellins para es
mesmos.
Em massiuhos a 500 rs. cada um.
Em fios a 640 rs. cada um.
Em voltas de 3 fios a 29500 cada urna.
Vendem-se muito bons coraes, em massiobos
Dos e voltas de 3 fios, pelos baratissimos precos*
cima: na ra do Queirxado loja d'aguia branca
o. 16.
Objectos de phantasias
puiseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e t^colhilo sortimento de puiseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais peifeito se podo dar em taes
objectos, e as esl vendendo a 19500 cada urna,
tanto para senhbras como para meninas, e pela
novidade do gosto e apuro da moda nao tardarlo
em se acabar asque ha ns loja d'sguia branca
ra do Queimado o. 16. '
Attenco.
Vende-se em Beberibe de Baixo so sitio da
viuva Senhorinha Germana do Espirito Santo as
seguales fructeiras: laraogeiras, sapulizeiros
limeiras, pioheiras e outras fructeiras proprias
para plantarles, pelo baralissimo prego de 320 rs.
cada urna, assim como vende-se a mesma pro-
priedade ou aluga-se, pois tem todas as commo-
didades- lano para criar vaccas, como para plan-
lacoes de capim, roca, ele,, e matas para tirar
lenha para as padarias: os pretendentes dirijam-
se a roesraa a tratar com a propietaria.
Milho e fardo a,7$ a sacca, ar-
roz de casca a 3$.
No armszem da estrella, largo do Paraizo nu-
mero 14.
Particular interesse aos O
pais de familias.
Silva Antunes & Irmo, querendo ac- S
bar com os artigos abaixo Iranscriptos, 9
existentes no estabelecimento da ra da ^
Cadeia n. 24, oferecem a considerarlo ft
do publico ditos artigos com os seus di- ^2
1 minutos pregos, s com o Dm de liqui- w
I da-los: ft
i Ricos manguitos de cambraia de fil a -v>,
500. 640 e 19 o par. W
i Camizinhas de cambraia e de fil a 610, W
I 19, 155(10 e 29. g*
k Ricas gollinhas de cambraia e de fil a ,
| 320.500.l9el500. fM
5'i" f "ar550es de cambraia e de fil a. ft
23
-Ra Direita-23
uete das novidades
Neste novo estabelecin enlo achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por prego mais barato do que em outra qualquer parle :
Hanleiga ingleza especialmente escoihida a 600 e 960 rs. a libra.
Dita franceza a melhor do me cado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengoe chegados io ultimo vapor a 29800e 38.
Cha byson e prelo a 29 e 29830 a libra.
Vicho engarrafado dos melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios pata tasto a 500 e 560 a garrafa.
Mermelada imperial dos mell ores autores a 900 rs. a libra;
Ameixai portuguesas a 480 r . a libra.
Paseas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com boUchBhas de diflrenles qualidades a 18400.
Conservas inglezas ao melhor s do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, talbarim, macarro < aletria a 440 rs. a libra.
Gerva das melhorp marcas a 560 a garrafa.
Genebra de hollanda superior e 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
AlpTsta a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs.
rs. a garrafa.
a libra.
Alm dos gneros aonunciados achara o publico um grande sorlimento de um tudo tenden-
te a molnsdos mais barito do que em outra qualquer parte.
Urna barjeaca.
Vende-se auna barcada do p irte de 35 caixas,
eocalhada no estaleiro do mes!re carpinteiro Ja-
ciolho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde pode ser vista e exe minada pelos pre-
ferentes ; vende-se a prazd ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Airea Guer ra, na roa do Tra-
picho n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa t, na ra dp Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de- grava-
tas de seda pretas e de coresjque se vendem por
prec.os baratissimos, como jejam: estreitinhas
trotase de lindas cores a 19, ditas com pontas
argas a 19500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretas para duas voltas a '.$ ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Que: mado n. 22.
Meias pretas
i
e seda.
Vende-se meras de seda pielas para senhors
fazenda muito superior pelo baralissimo preco
de 19o par: na ra do Queimado na bem co-
ntienda loja da boa fama n.35.
0
do favao
320 ris)
Acaba de chegar a este estabelecimento as mo-
dernisiimas tatlaUnas com palmiohas solas de
de cores muito delicadas proprias para vestidos,
vende-se a 320 rs.o covado na ra da Imperatriz
n. 60, loja do Pavo de Gama <& Silva.
As romeiras do Pavo
Vende-se lindissimas romeiras de froco mati-
zados a 19 cada urna na rus da Imperatriz n. 60
loja do Pavaode Gama & Silva.
Mantas pretas.
Vende-se mantas de fil fazenda muito fina a
J rs. cada urna na ra da Imperatriz n. 60, loja
doPavo de Gama & Silva.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do hiato tSmta Rits, e tra-
ta-se no escriptorio de Marques, Barros & C,
largo do Corpo Santo o. 6.
Para vestimentas do carnaval.
Velbutinas verde e amarelta a 360
Ditas azul e encarnada a 480
Vende-se a casa terrea acabada a auno e
meio, pouco mais ou menos, em chaos proprios,
n ra dos Prazeres na Boa-Vista n. 3 : a tratar
no becco das Barroiras n. S, ou com o Sr. Josa
de Azevedo do Andrade, na ra do Crespo n. 20
A. loja.
Vende-se ou hypotheca-se um sitio no lugar
dos Remedios com urna grande olaria de pedra e
cal, viveiro e amitos arvoredos de fructo, e casa
de vivenda, e tambem se arrenda: a tratar no
mesmo lugar com Jos Thenorio.
PARi 0 C4RNAM
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
ra Nova n. 2, luvas brancas a 200 rs. o
par.
BM9M9M9M& MSUfi QM9fi9M8M5
Para masqu.
Vendem-se riquissimos enfeites de ttss e flo-
res para enfeitar as cabecas das madamas que se
quzerem divertir nos-bailes ou passeios pelo
ctrnaval a 1J280 e 19600 : na ra da Imperatriz,
loja do pavo n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
Vende-se cera de canauba de superior quali-
dade, em saceos : na ra da Imperatriz n. 60
loja do pavo, de Gama & Silva.
Gorgurao a 280 rs.
Vende-se gorgurao de linho, fazenda inleira-
mente nova para vestidos de senhoras e roupas
para meninos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz n. 60, loia do
pavo, de Gama & Silva.
Bareges a 6$,
Vendem-se cortes de bareges com 22 covadfls
a 69, ditos com saias j feitas a 69, la e seda
para vestidos, fazenda de muito bom gosto a 560
o covado ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120rs.
Mantas de retroz*
Vendem-se mantas de relroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
Boa F.
a das 6 por-
tas em frente do Li- j
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos, *
ditos de casemira de cor de fuslo, ditos 1
de brim de cores e brancos, ditos de !
ganga, calcas de casemira pretas e del
cores, de brim branco e de cores, de gan- |
ga, camisas com peito de linho maito l
finas, ditas de algodo, chapeos de sol *
de alpaca a 49 cada um.
rnico
2S, 2j500 e 39.
bordados a 320 e'500 rs. a
Ricos folhos
P tira.
k Ditos finissimos de 3 J/2 varas de com-
l primento, tira 2J500.
P Dilos de fil, vara a 200 rs.
' o!erles i tarIarn8a do ultimo goslo a
l oj?, 59 e 65
Havendo mais os seguintes objectos que
se vendem por menos de metade de seu
) valor. Completo sorlimento de franjas
1 de seda, de laa e de algodo, trancas de
* galoesde seda, de la e de algodo, um
j grande sortimento de botes de velludo,
j de seda e de madreperola, bicos de II-
nho, de seda e de algodo. fitas de vel-
i ludo, de seda e de garca, largas e eslrei-
! las, ricos iofeites de flores e urna grande
k quantidade de oulros artigos que sero
" mostrados aos freguezes.
sem segundo
*"/ o co-
Grdadesd.ePeDD" de 85 de ,0'd" a todos
500
para entreter me-
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos presos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas de ferro coado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 n. : quem preci-
sar dlnja-se a ra do Trapiche p. 44. armazem
de fazendas.
Nvelos de linha que pelo tamanho
admiram a
Caixas de agulhas francezas a
taixas com alfinetes muito finos
Laixas com 3pparelho
nios a
Ditas dilos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Croza de boles peqflenos para caiga a
Tesouras para unhas maito finas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para voltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulhss francezas a
Caivetes de aparar pennas de 1 folha a
PfCas de traoga de la com 10 varas a
Ditas de tranca de la do todas as cores a
Pares de sapatos de tranca de laa a
Carlas de alfinetes france'zes a
Pares de luv3S fio da Escocia muito fines a
unas ditas brancas grossas a
Escovas para limpar denles muilo finas a
Massoscom superiores grampos a
Carioes com colxetes dealgum defeilo a
uitos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muito superiores a
Enfiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
Charuteiras muilo finas a
Tinteirasde vidro com tintas
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remessa de labyrinlho
der por lodo prego, assim como tenho trancas de
seda diflerentes cores para vender por todo di-
nheiro que oflerecerem.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
dado para vellas a ljj200, editas deialomai
novas e limpas a 400 rs. : na ra do Queimado,
loja da Aguia branca n. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollinnhas
e manguitos de punhos bordados em lina cam-
braia transparente por 29500 tudo, o
dade baralissimo : na rus
d'aguia-branca n. 16.
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
pso
10O
32C
100
200
40
20
60
100
80
40
80
I9OOO
160
120
120
para ren-
que na ver-
do Queimado, loja
Peilos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peilos de fuslo lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mui boa e encorpada : na ra do Queimado,
loja d aguia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bor-
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-branca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadas em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 192Q0
cada lira, e outras de bordados muito largos a
29OOO, o melhor que possivel em tal genero
e todas ellas, pela largura que leero, podemer
divididas ao meio, pelo que se lornam baratissi-
mas : na ra do Queimado, loja d'aguia brauca
n. lo.
Canos de chumbo sortido.
Vendem-se canos de chumbe de todas asgros-
suras ; na.loja de ferragens, ra da Cadeia do Be-
cife n. 56 A, de Vidal 4 Bastos.
Bombas de Japy sortidas.
Vendem-se as bem aereditrias bombas de Japy
de todos os tamanhos e por barato preco: na ra
da Cadeia do Becife, loja de ferragens n. 56 A, de
'Vidal & Bastos.
4


6
DIARIO DE P
CO QDARTA FEIRA 26 DE f EVEREIM DE 1861
EIRd
ARMAZEM
ROUP A FEITA
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Qieinado-40
Defronte do becco da Congregago letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa f#ila de
todss as qualidades e tambem se manda executar por medida Tontada dos (recue-
les para o quetem uracos melbores professorai.
Casacas ae panno preto a 40J,
35f e 309000
Sobrecasacosde dito dito a 359 e 30(000
Paletots de panno preto e de co-
res a 359, 309, 259,109,189 e 209000
Ditos de casemira de corta a 229,
15S. 129.79 e 99000
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francezas a 105000
Ditos de merino selim pretos e
de cores a 9| e 8)000
Ditos de alpaca de cores a 59 e 39500
Ditos de alpaca preta a99,79,59 e 3g500
Ditos de brim de cores a 5|,
49500,49 e r 39500
Ditos dt bramante delinho b an-
co a 69. 5Se 49000
Ditos le merino de cordSo preto
a 159 e 8#000
Calcas de casemira preta e de co-
res a 11*. 109, 98. 79 e 65000
Ditas de prioceza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e 49500
Ditas de brim branco ede cores a
59. 49500 e 2$500
Calcas de ganga dt cores a 3jf000
Gollete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e 89000
Ditos da casemira preta e d co-
res lisos e bordados a 63,
59500,59
3J500
Ditos de setim preto
Ditoa de seda e setim branco a 6 e
Ditoi de gorguro de seda pretos
e da cores a 79, 69, 49 t
Ditos de brim e fustao branco a
3f500, 29500 e
Siroulaa dt brim de llnho a 29 e
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peito deustao branco
ede cores a 29*00 e
Ditas de peito delinho a 59, 49 e 3*000
Ditas dt madapoln brancas e dt
cores a 39, 2*500, 29 t
Chapaos pretos de massa francesa
forma da ultima moda a 10J,
8$500e
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e
Ditos de aol de seda inglezea
francezea a 14$, 12*, 118
Colariohos de linho muito finos
aovo feitios da ultima moda a
Divos de algodao
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 100$, 909. 808 e 708000
Ditos de prata galvaniaados pa-
tente e horizontaes a 409 e 30800o
Obras de ouro, aderecos e meios
adereces, pulceiraa, rozttas e
aneis a 9
Toalhas de linho duzia 10$, 69 e 98000
Ditas grandes para mesa urna 39 e 4*00q
59000
59000
59000
39000
29200
19280
29200
18600
79000
29000
79000
9800
9500
MMAZEM PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
fcargo da Penha
Aanca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
lo oeste armazera, assira como veude-se por menos 5 a 10 por cento do que em oulra
ra 1
qualquer parle.
Mai\e\2* insidia
aJ>alimeoto.
de superior qualidade a 410 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
a mals superior do mercado a 800 rsa libra, em barril te far
MUnteig* f &iie*z& a mais n0Ta, 600 rSi> ,m bartili e 640 r8<, llbra#
$%1<>3 'lO fVaO ehegados otate ultimo vapor por 39000.
^JU'lJtS lOTUlVlElOS de sap8ror dualiJado e muito frescaes a 800 inteiro, em libra
a 19000.
Yt\a, Yiy*soB e preto os melhore8 que ha no Arcid0 3#000i woo
2J00O rs a libra.
Ptexunto oara \\amli*e muit0 n070S. 500 rs Iibra.
Pr^xiittto d* r*iino
*m o melhor peluco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 19 a libra.
ToUCltafe* d0 rnO 320 rs. libra. arroba .99000
Gaon?ias e naios ch6gki0S ne9te ultim0 navi0j a 720 r8t a libra-
a anua Aa porco refinada. 480rf. em lala com 101braf> por 41B00 r. e
s for em birril a 440 rs. a libra.
$&arn\eiaaa imperial do araraado.Abreu e deoutros muitos fabricantes de Lisboa
a 903 rs. a libra, em lilas de 2 libras por 1#600 aflanca-se a boa qualidade.
-da^a $s 4omatoein lat douma libra por 900 rjt
\mf>ndoas eonftitos em utll d, 2 libra8 conleado differeDle8 qaalidadeSi
mu.to proprio para mimo, a 29000.
liirVllnaa IraneeZaO e porluguezas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas em meias
a 500 rs.
\Utria, mac^rrao o ta\tt%ri. 400 rs. a libra e em caUa, ^
L\OXCS muit0 n07as a loOrs.a libra, e JJOOOrs. a libra.
i OllO IfaneeZ em cari5es muit0 enreta(Jos pr0prios para mimo a 600 rs.
tx ene ora ingieza a mois superior que ha a lsooo a garrafl e em caixa se fsr
abatimento.
Genetoa de HoUanda a 6000 rs. a ftagqueira> 1560 . 0 fraiC0. .
\innos engarrafados lagriamd0 Douro a mm ., garra( Porlo fino Fei.
tuna. Duque do Torio, a 19200 em caixa se far abatimento.
BOmeanX da8 maiJ acteditadas marcas t ij garrafa e em cala a 99 a dazia.
- qualidade.
Verdadeira serveja evbriana
a 500 rs. a garrafa.
% mnO eSaV piOa port0f Lisb0a e Figueira a 3,500, 49 o 49500 a caada.
ILsoermasete luperior a 740 em MlM e 760 m a libra#
Batatas novas em gig08 de uma arroba a ^
LillOCOtate 09 mas superiores, hespanhol a 1S200, francez a 18. porlaguez a 800 ra. a libra
Figos a cara madre
320 rs.
mina de engommar, maito alva a 100 rs. a libra.
Amen&oas de cagca mole a 400 rs< a libra>
Azeite doee reQnad0 a 800 rs> a garrafa e em caiia, H
Palitos de dentes lixados com perfalfiao, 240 Tt 0 maco.
Costeletas ingiexas propriaspara fiambte, g00 , 1bra#
Uolaxinna ingleza a maia n0Ta d0 merci),0 a 4S barrlea, em Ubra a 320 rs#
vmeixas icancezas ern fra8C01 muil0 rC08 com 412 llbralp0r 3^500 dit por_
tuguezas a 480 rs. a libra.
* *i*"'* para limpar facas a 200 ra. cada um, em porcio se far abatimento.
seroja em frascos del e 1(2 libra maito novas a 800 ra.
Inlepenlente dos gneros annunciadoa encontrara o respeitarel publico grande sortimen-
to de gneros, tudo de superior qualidade.
e de oatraa muitas marcas a o9 a duzia, e
muito novoj, em caitas de 8 libras por 29500, e em libra a
Polassa da Russia.
Vende-se emcaia deN. O Bieber C, succeMwe, ra da Cruzn. 4-
Sal de Lisboa.'
Vende se-a bordo da barca portugueza cEipe-
aoga, sal de Lisboa limpo e redondo a tratar
a ra do Trapichen. 17.
Aoi tabaquistas.
Vendem-se superiores lencM franetzu a imi-
tacao doa dt Uqho, muito proprios para os taba-
2u,*t??^Liere"fc*/:#**a cura* e flus, pelo
buatisttny ipreco de 5 a 6| a duzia : Dt ra do
Queta M bem conhecida laja da boa f.
Btiso e tarlatana.
Mor fil bao e tarlatana branca
e dt ttwta, ptwbaralusimo preco de 800 ra. a
vara ; na bem eoohecida loia da boa f. na rua
do Qaeimado n. 22. '
Ricos eaeites.
Vendem-ae ricos aaperiorea enfeites os mals
modernos que ha, pretoa ede corea, pelo bara-
tissimo pr^o de 6 e 69500 : na loia da boa f,
na rua do Quenado o. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias franeeias ds lindas co-
rea, pelo baratissimo preco de 280 o covado ; m
rua do Queimado n. 22, na bem conhecida loia
da boa f.
Cambraias francezas finssimas.
Superiores cambraias francezas muito finaa. dt
muito bonitos padrdes, pelo barato prego de 700
ra. a vara : Da loja da boa f, na rua do Queima-
do n. 22.
Cambraia Visa.
Yeode-se cambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato preco de 4 e 58 a pecafom 8 1)2
vara, dita tapada muito superior, peca da 10
varas a 6f : oa rua do Qaeimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoalhado de
linno.
Vende-ae auperlor bramante de paro linho com
du as varas de largara a 29400 a vara, assim como
atoalhado adamascado tanbem de paro lioho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara: na bem
conhecida loja da boa f, na rua do Qaeimado nu-
mero 22.
Cortes de eaiea.
Vendem-ae cortet de caiga de meia caaemira
de corea escaras a 28 cada corte ; na loja da boa
f, na rua do Queimado n. 22.
Port bouquets,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportuoameote para a loja d'sguia
branca os bonitos port bouquote dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propria encommeoda, Ocando assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos casamento e bailes que ae contara nesses
dias, por isso as pessoas qae por elles esperavam
e aa que de novo oa quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de diobeiro loja d'aguia bran-
ca, rua do Queimadti a. 16, que enconlraro obra
de bom gosto, barateza, agrado e ainceridade.
de camb tai eta.
Vendem-ae superiores saiaa de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratas: na rua do
Queimado n. 22, na btm conheeida loja da boa f*
Rua da Senzalla Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C,
sellios e silhes inglezos, candieiros e caslicaes
bronzeados, lonas ioglezas, fio de vela, chicotes
para carros e montara, arreios para carros de
um a dous cavallos, e relogios de onro pateBte
inglei.
Navalhas d'a?o
com cabo de marfm.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
valhas d'aco refinado com cabos de marfim, a
para assegurar-se a bondade dellaa basta dizer-
se que a&o dos afamados e acreditadoa fabrican-
tes Rodgnrs 4 C, custa cada eatojo de duas na-
valhas 89000: na rua do Queimaio. loja d'/igni*
branca, n. 16.
Libras sterliuas.
Vendem-se no escriplorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, praca do Gorpo Santo n. 19
luengos broncos mullo
Unos.
Vendem-se lencos braocos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 29 cada urna : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezat, antes que
se acabem.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar fumo pelo baratissimo prego de 18200, 18.
800 rs. cada urna : na loja da victoria na rua do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Gascarriiha.
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletots de brim Branco
dt puro linho, pelo baratissimo prego de 58: na para cima, e por commodo prego : na rua da Ma-
ma do Queimado n. 22, na bem conhecida loja dre dt Dos confronte abotica n. 30.
da boa f. N. O.Bieber & C.succesaorea,rna daCrai
Vende-se ua srilhao com todos os seus. n. 4, tem para vender relogios para algibeira da
pertences : na rua Augusta, caa d, 73. [ouro a prat,
Chegou para aloja da victoria grande sorti-
mento de casearrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria na rua
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites para cabega de gosto o maia
moderno que tem apparecido a 58, 59500 e 69 :
na loja da victoria na rua do Queimado u. 75,
unto a loja de cera.
Phosphoros de seguranca.
Caiiinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranza a 160 rs. a caixinha que s pela seg-
ranos delles por livrar de iocendio sao de graga:
na loja da victoria na rua do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para hornera a 120 e 160 rs. o
par, ditas brancas para menina a 180 ra. o par,
ditaa de lia para o fro a 500 rs. o par: na loja
da victoria na rua do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Fivelas para cinto.
Ricas velas de madreperola para cintos pelo
barato prego de 18600: na loja da victoria na
rua do Queimado n. 75, junto a loja dt cera.
Lentillas de primeira qualidade, legme o
mais leve no estomago, vende-se na rua Novan.
22, muitoJ>arato.
Par a o carnaval.
Vandem-se fazendaa propraa para vestuarios,
a ser : escomilha da cor de roaa, amarella, azul
e branca a 200 rs. o covado, velbutinas de cores
e ramagena a 640 o covado, velludo encarnado a
800 rs. o covado, tafet de tod,as as corea a 640 o
covado, grosdenaplea de corea a I98OO o covado,
e mais fazendas proprias para este fim : na rua
da Imperalriz, loja e armazem da arara n. 56, de
Magalhes 4 Mondes.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porco e a retalho de urna aacca
CARTOS
DE
VISIT
ra
SJDTO m
Cartes de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto
Carlota de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16^000.
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 168000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Rua do Imperador.
Raa do Imperador
Rua do Imperador
Rua do Imperador
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
"^"i" rua do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo aorlimento.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de diveraoa lmannos, e os melbores que tem
6M 7! erCad; P,1 b"o prego de
600. 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 19400 cada um : na rua do Qaeima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
lama n. 3o.
Sementes de hrtalices
4.li!5 n.r"a Aa Crni dokecife, deposito
de pao e bolacha n. 32, ementes de hrtalices de
todss as qualidades, chegadas no ultimo paquete
aa Europa.
Lindeza
Vende-ae fazenda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, rua da Imperatriz n. 20.
Attenco
Vendem-se cax5es vasios proprios
para bahuleiros,funileiros etc. a 1/1(280:
quem pretender dirija-s a esta tipo-
graphia, que ahi se dira'buem ostem
para vender. \
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de maia goato em galan-
teras de vidro e porcelana como aejam jarros,
frasquinhos e garraflnhas, manteigueiraa e assu-
careiro, jarriohos para boqueta de cravo ou-
tras muitas cousss : na-loja da victoria na rua
do Queimado n. 75, junto a Joja de cera.
Miudezas baratas
Na loja da victoria na rua do
Queimado juuto a loja de
cera.
Colchetes francezea em cartao a 40 ra.
Allinetea francezea cabega chala a 120 rs. a carta.
Papel com cento e tantos alfineles a 40 rs. o
papel.
Linhas victoria em carritel com 200 jardas a 60
rs. o carritel.
Ditas de SOO jardas de Aleander a 900 ra. a du-
zia.
Ditas de 100 jardea brancas e de cores a 30 rs. o
carritel.
Ditas de Pedro V brancas e de cores a 40 ra. o
cartao.
Grampos a 40 rs. o mago.
Eoadores brancos a 60 e 80 rs.
Carleiriohas com agulhas francezas a 320 rs
Trangaa brancas de linho a 100 rs. a pega.
Agulhas de eoflar vestido a 40 i', cada urna.
Eoutras muitas miu-ezas que se aflianga ven-
der barato para quem comprar victoria sempre
contar : na loja da victoria na rua do Queimado
n.75, junto a loja de cera.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suss proprias encommendas,
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre dos melbores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Piver,
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo aortimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrosas
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores rus da Cruz
numero A.
Vendem-ae carros americanos mui elegantes
eleves para duas e 4pessoase recebem-ae en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varioa deseohos, tambem vendem car-
rogaapara conduegao deaaaucaretc.
Escencia de ail.
Para en ^ominado.
Vendem-ae frasquinhos com escencia de ail
eousa excellente para engommado porque urna
gota della baatante para dar edr em urna bacia
ae gomma tendodemeisa maia a preciosidade de
pao manchar a roupa como muitaa vezee acon-
wce eom o p de ail Custa cada frasquinho
500 rs na rua do Queimado loja da aguia bran-
ca n. lo.
Vende-se
na rua do Mondego casa n. 2. as seguimos s-
menles de hortalice muito novas : couve flor di-
ta truoxuda, repolho, nabos de cabega grande
nabigas, mostarda, chicoria, aselcas. seoOulas
brancas e amarellas, sarga, cuentro, aebolinho
rozo e branco, tomates grandes, feijo, carrapato,
ervilhas tortas ealface arrendada.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro, fazenda muito eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gara e oaeu prego ser de 200 ra. o covadoj: na
rua da Imperalriz, loja n. SO, do Duarte.
Panno de algodao da
Vende-se no escrlptorio de Antonio Lulz de
Oliveira Azevedo & C, rua da Cruz n. 1.
\GENCltV
DA
Fondicao Lov-Noor,
Roa da Senzalla Nova n. 48.
Neste estibelesimento continua a haver ara
completo soniraento de moendas a meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batid) e coado de todos os tamarillos
para dito,
Souhall Mellora & C, tendo recebido or-
dem para vender o seucrescido deposito de relo-
gios vjsto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portanto, s pessoas que quizeram
possuir um bom relogio de ouro ou prala do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveilar-ae da op-
portunidade aem perda de tempo, para vir com-
pra-loa por commodo prego no aeu escrlptorio
raa do Trapiche n.28.
Na loja da diligencia, na
rua do Queimado n. 65
tem pera vender casearrilha redonda de nova in-
vangao a 400 rs. a pega.
ARMAZEM PROGRESSIVO
E1SIST
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36.
[iwiKgii mi nien
Duarte $ C. constantemente recib'em da Europa ds sua propria encommenda os melhores gneros, de tudo tendente a molhados, e por iss
onerecem a todos os &rs. da praga, Srfs. e engenhn e lavradores, urna vantagem em seus gneros, de 5 a 10 por cento de menos dos precos, que
possim comprar em outro qualquer eitabelecimenlo, altendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos a
Maatega ingleza especialiLnte escollhida a 850 e 1&00O, a libra e em barril a 800.
Ideni fraDCeza a primeira da safra nova 700 rs. e em barril a 600 rs.
QueiJOS flameilgOS vindus no ultimo vapor a 3*000. e em porgao ter abatimento.
QueijOS lundrinOS os mel tona do mercado a 12*000 a libra, e sendo inteiro a 950 rs, a libra.
Cha hySSOn muito superior a.2#800 e 3&000 a libra.
La pretO o qae ha de melhot neste genero vindo a primeira vez ao nosso mercado a 28*00 a libra, e fambem temos para 15800.
Presunto inglez para fiambre a 700 rs. a libra.
Presuntos portuguezesl vindos do Porto de casa particular a 500 rs. a libra inteiro a 460 rs.
PaiOS e CnouriciS muito novas a 600 rs. a libra e em barris de arroba a 15.
R.2lnia.rraJado Du1"8 do Porto, Porto fino, nctar, Garcavellos, vellio, seeco Peitoria e chamisso de 19200 e 1#300 a garrafa, e
139000 149000 a duzia. "
VinhO BordeaUX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa e de 8500 a 10000 a duzia,
Vinho mUSCatel a 19000 a garrafa e 10000 a duzia.
VilhO para p a^tO do Porto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa e de 49000 a 4*800 a caada.
Marmelada de todos os concerveiros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as de duas libras, e sm porgao ter abatimento.
Latas COm peixe savel, pescada, pargo. roballo, cavalla, guraz, sirda, congro, linguado, ostra, e lua de tijelada, chourigas
.finas o mais bempreparado que tem vindo ao nosso mercado, de 1*300 a 3* a lata.
Latas COm ervilhas portuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachinhas de soja de todas as qualidades a 1*440 rs.
rgOS de COmmadre em eahcnhai de 8 libras as mais bam enfeitadas que tem vindo ao mercado a 2*800 a caixinha e 400 rs. a libra.
Peras muito novas e boas em caixinha de 4 libras a 3*000 a caixinha e 19000 a libra.
AmexaS francezas em latas de S libras por 49000 e 1*000, a libra.
PaSSaS em caixinhas da 8 libras, a 29500 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a caixa de arroba.
CornthiaS para puiim em frascos de 1 1 [2 a 2 libras a 1*500 e 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
Caixinhas proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, da 29000 a 59000 rs, acaxinha.
Conservas ioglezas aportoguezas a 600 e 800 ris o frascoa 9* a caixa.
Macarro e ufarlo, muito novo, para sopa a 320. a libra e 6*000 a 'caixa. H
Gomma muito alva como se pode desojar a 100 rs. a libra,
Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200rs. cera porcao ter abatimento.
Champanhe das melhores marcas, de 15*|a 20*000 reis o gigo.
Chocolate portuguez, francez, e inglez, a 900 rs. a libra-
Cervejas das melhores marcas a B60 rs. a garrafa, a 5*500, a duzia.
Cognac muito. superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de HoUanda 600 rs. o frasco* 69500 a frasquera.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 19800 a caada,
Dito em garrafes de s garrafas, nW 19200.
Espermacete superior 76rs- \libr> 740 re* "m "'"
ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranho, al 120 rs. a libra e de 3*000 a 3200 a arroba.
Lentilbas francesas o melhor de todos os llgumes a 500 rs. a libra.em porcao ter abatimanto.
preparado a 810 rs.
a 440 e 600 rs. a lata.
Massa de tomate em latas de urna libra a 900 rs. .
lpista a 160 rs. a libra e paineo a 240, a 5* a arroba do alpista a a 6|400 a do paiojo.
Potes grandes COm sal refinado a 640 tambem temos em pacotas, mnito propros>ra meza a 240 e200rs.a librav
BalatlS em gigosda urna arroba a 1*500, e 80 rs. a libra.
Doce da casca d goiaba de 1*000 a 1200.
Azeite doce purificado, a 800, a garrafa e 9000, a duzia.
Palitos lixados para denles, os mais bem faitos qae tem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco eoa 20 massinkos.
Bolachinha ingleza muito nova a 400 rs. a libra 59000 a\ba"ica.
Toucinho de Lisboa a 320 reis a libra e 109000 a arroba.
Velas de Carnauba ecomposic^o a 400 rs. alibra e a 12*500 a arroba.'
Araruta a* melhor que se pode desejar a 390 rs. a libra.
Sevada negada ltimamente a 160 a libra a a 4* a arroba;
Ceblas muito nova a 600 rs. o canto e 1 400 rs, as pequeas para conserva,^
Latas com feijo verde muito bem
Latas com sardinha de Nantes


***
I III

DIARIO DE PERNAMBUCO QU&RTA FUiU 26 DEYEVEREIRO DE 1862



na loja do pao, roa
dalmperatriz n. 60,
de Gama Silva,
rendom-se fazendas pelos presos seguintes: mes-
sulioas braocae com 4 1|2 palmos de largura, co-
rado 200 rs., chitas escuras com pequeo loque
de mofo, corado 140 rs., ditas matizadas a 160,
cortes de chitas escuras e alegres, fazeoda oa a
2600, chitas francezis finas, o corado a 240,
260, 980, 300 e 320 rs., llazinha de quadros para
Testidos, 880 e 400 ris o corado, cassss in-
glezinhas de quadros para restidos, corado a
260. 280 300 rs., ditas garibaldinas, fazeoda
muito Boa a 320 o corado, saaa bordadas, fazen-
da muito fioa a 3J e 4g, ditaa com arcoa de cor-
dao de lioha quo fazem aa rezs de balao a 39200
e 49, ditas de madapolo francez, bales os mais
bem feitoa que tem rindo, pelo diminuto prego
de 3$, 39500, 4 e 59, pegaa de cambraia iiaa mul-
to fina a 2$ e 29500. ditas com 10 jardas, fazenda
oisaima, a 3g. 3J500, 4 e 5$, meias pretas de
seda para eenhora a 19 o par, ditas brancas de
algodao para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras muitas fazendas que se rendem por precoa
baratisiimos, e de todas se dio as amostras dei-
xaodo penhor, ou neandam-se lerar em casa dos
freguezea que quizerem comprar : na loja da ra
da Imperairiz o. 60, de Gama & Silra.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilhantina americana com lindissi-
mas cores, sendo fazenda inteiramente ora e
moderna de 4I|2 palmos de largura a 400 rs. o
corado : na ra da Imperalriz n. 60, loja do
pari.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez es-
ta fazenda de seda com o nome de moirantique,
sendo de varias cores e branca, propria para ves-
tidos de noira, e rende-se por prego baratissimo
sna loja do pavio, ra da Imperalriz n. 60.
Pauoos a1,0600.
Vende-se panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito eocorpala a 19600 o corado para
acabar: na ra da Imperalriz n. 60, loja do pari
Chales pretos a 3$.
Vendem-ae chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempreserendeu a 89 e 109,
e a 39 ; na ra da Imperalriz n. 60, loja do pari
Sedas.
Vendem-ae grosdenaples pretos muito eneor-
pados a 19500, I56OO e 18800, dito cor de rosa,
cor de caona e azul, sedas tarradas de cores, cha-
malote preto e sarja preta hespanhola a I98OO :
na ra da Imperstriz n. 60, loja do pari.
Fancy a 1#600.
Vende-se fancy, fazenda de lia lisss e mescla-
das, propria para caigas, paletots, colletes e ca-
pas para senhoras, e roupas de meninos, tendo
esta fazenda 6 palmos de largura a I96OO : na
ra dalmperatriz n. 60, loja do pari.
Espartilhos.
Vendem-se espartilhos ioglezes que sao os me-
lhores : na ra da Imperalriz o. 60 loja do
pari.
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeilados : na ra da Imperalriz
n. 60, loja do pari.
Madapolo a 3$.
Madapolo entestado com 14 jardas a 39 a pe-
ga ; na ra da Imperalriz n. 60, loja do pari.
MWSVKWJVK-VKVKi JfSMftMKflrtK
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 5, deffonte do sobrado
noro, est diaposto a vender tudo por prego que
admira, assim como seja :
Fraacos de agua de larande muito gran-
des a
Sabonetes o melhor que pode haver
Ditos grandes muito finos a
Frascos com rheiros muito finos a
Ditos ditos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com banba muito auperior a
Diloa dita de urgo fioissima**
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Diloa dito nito a
Ditos para llmpar a cabega e tirar caspas a
Ditoa dito philocome do rerdadeiro a
Ditos com banha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de macag oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto de lavando embreada a
Lioha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a
Dita de cartio Pedro V, com 200jardaa a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carretela de linha com 100 jardas a
Duzia de metas cruss muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para aenhora, mui-
to finas a
Vara de bien da largura de 3 dedos a
Dita de franja para toalbaa a
Croza de botos de louga brancos a
Duzia de phoaphoros do gaz a
Dita de ditos de rea muito superiores a
Pecas de fita para eos de todas as lar-
guras a
800
320
160
500
19000
19000
240
600
240
320
500
720
900
900
400
500
100
500
800
500
20
60
20
30
29400
4J500
3J0O0
120
80
120
240
240
320.
GELO
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. Al.
Um grande e variado sortimento de |*
roupaseitas, calgados e fazendas e todos &
estes se rendem por pregos muito modi-
Ocadoa como de seu costume,assim como |
sejam aobrecasacoa de superiores pannos 9
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a ti
269,289, 309 e a 359, paletots dos meamos 9
pannoa preto a 16J, 18f, 209 e a 249, JE
ditoa de case mira de cor mesclado e de
noros padroes a 149.169, 189,209 e 249, B
ditos saceos das mesmas case miras de co- 3
res a 99, 109,129 e a 149. ditos pretos pe- X
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos c
de sarja de aeda a sobrecasacadoa a 129, ]
ditoa de merino de cordao a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
S ditoa de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
| seda fazenda muito auperior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 4|
e a 49500, ditos de fustio braoco a 49, .
grande quantidade de caigas de casemira '
preta e de cores a 79, 89, 9 e a lOt, ditas 1
pardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
linas a 2S500, 39, 39500 e a 4j, ditaa de 1
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6, colletes
de gorgurao preto e de coros a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 45500
e a 59, ditoa de fustio branco e de brim I
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 49 a 49500,
caigas de merino para 1 uto a 45500 e a 5J,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os lmannos: caigas de caaemira
?rea e da cor a 5J, 69 e a 79, ditas ditaa
de brim a 25, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6g e a 7, ditos
deaor a 69 e a 7fl, ditoa de alpaca a|39,
aobrecasacos de panno preto a 129 o a
14, ditos de alpaca preta a 59, boneta
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para menioos de todos os teman boa,
meios ricos restidos de cambraia feitdX
Sara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 09 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia rica mente
bordados para baptiaadoa.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
tamos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiate dirigida porum hbil mestre que
pela suapromptida eperfeigo nadade!-!
xa a desejar.
Atteuco
Guimaries & Luz, donos da loja de miudezas
da ruado Queimado n. 35, boa fama, participan
ao publico que o seu estabelcimento ae acha
completamente prorido das melhores mercadorias
tendentes ao mesmo estabelcimento, e muitos
outroe objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
bidos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteiramente resolridos a nio renderem
fiado, afiaogam vender mais barato do que outro
qualquer ; e juntamente pedem aos aeus deredo-
res que Ibes maodem ou renbam pagar os seus
dbitos, sob pena de serem juitigsdoi.
Venda de duas canoas.'
Sendo urna decarreira, propria para familia, a
qual carrega dezeseis pessoas : e a outra para li-
jlos, que carrega tres milheiros de alrenaria
grotsa : quem quizer compra-las dirija-se a ra
do Imperador o. 49, serrara de Paulo Jos Go-
mas & Medeiroa.
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em di ante
arroba a 30500, e meia arroba 20000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo
go que seja diariamente, ate' que se
acabe o gelo.
Aos senhores ogueteiros.
Na loja da ra do Crespo n. 16 ha urna porgio
de eozofre encllente para fogos do ar e de rista,
e rende-ae por 19 a arroba a quem comprar urna
barrica.
Vende-se a casa terrea sita na ra de San-
a Rita n. 57 : a tratar na ra da Aurora o. 70,
segundo andar.
Attn Vendem-se duas moradas de casas assobrada-
das, feitas ha pouco, de lijlo, em chaos foreiros,
na villa do Cabo ; rende-se muito em conta : a
fallar na mesma villa do Cabo com Sebaatiio An-
tonio do Reg.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e sotSo, mei-
gua, no becco das Miudinhas o. 8, avallada em
20009, a qual rende 1 lr2 por cento ao mez ; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessoa
autorisada pelo proprietario para effectuar a ren-
da da mesma casa.
Meias para sen\\ai*a.
Vendem-se superiores meias para aenhora pe-
lo baratissimo prego de 39840 a duzia; na loja
da boe f, na ra do Queimado n. 22.
Entre meios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de entremeios bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est ren-
dendo baratamente a 19200 a pega de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrio, para
restidos ; e quem tirer dtnheiro approreilar a
occasiio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
render o bom, mandn rir, e acabam de chegar
aqui (pela piimeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fei-
tas, sendo para alfaiates e costureiras, e custa
cada papel 160 rs. A agulba assim boa anima
e adlanta a quem cose com ella, e em regra sio
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem dellas.
Zefire para vestido.
Chegon pira a loja da victoria grande sorti-
mento do zefire para enfeites de restido ou para
outra qualquer obra que se queira butar pelo
barato prego de 500 rs. a pega com 10 raras : na
loja da rictoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Polassa americana,
ivRA DO QUEIMADO N?A6
P/lbhiRANDEMTIMEllTOj,!)^
Sortimento completo de sbreeasacos de panno a 259. 289, 309 e 359. casacos muito bem
taitas a 25f, 28$. 30g e 35$, paletots acasacadoa de panno preto de 16 at 259, ditos de casemira
de cor a 159,18$ e 20J, paletots saceos de panno e casemira de 89 at 149, ditos saceos de alpaca
m crin e li de 49 al 69, sobre de alpaca e- merino de 79 at IO9, caigas pretas de casemira de
89 at 1 mento de roupas de brins como sejam caigas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos de
setim, casemira e velludo de 49 a 9f, ditos para casamento a 59 e 69, paletots brancos d# bra-
mante a 49 o u/. caigas brancas muito finas a 5$, e um grande sortimento de fazendas finas e mo-
dernas, completo sortimento de casemiraa ioglezas para homem, menino e aenhora, sroslas de
linho e algodao,-chapeos de sol de seda, luras de aeda de Jourio para homem e aenhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiale onde recebemos encommendas de grandes obras, que par
isso est sendo administrada por um hbil meitre de semelhante arte e um pessoal de mais de
cincoenta obreiros escolbidos, portanto executamos qualquer obra com promptidao e mais barato
do que em outra qualquer casa.__________________^^ ^________________
Phosphato de fer-
ro de Leras.
Vende-se potassa americana muito ora e de
auperior qualidade: no escriptorio.de Manoel
Ignacio de Olireira & Filho, largo do Corpo San-
0 n. 19.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta deasa apreciarel opiata ingleza tio proreilo-
sa e necessaria para oa dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de aua en-
commenda, e continua a rende-la a 19500 rs. a
caiza; quem quizer conserrar seus dentes per-
feitos prerenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16
Na ra Nora o. 19, rende-se relbutina de
cores a 500 rs. o corado.
A 320 rs. ocovado, grande
pechineha.
Vendem-se superiores cambraias francezas de
muito bonitos padroes a 320 rs. o corado, fa-
zeoda muito fioa que aempre rendea-se por 800
e 19 a rara, veobam por ellas, antea que se aca-
bem ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ruado
Queimado n. 22, meias pretas de seda mnito su-
periores, proprias para oa senhores sacerdotea
por serem bem compridase muito elsticas ; ren-
dem-se pelo barato prego de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
para anjos.
Vendem-se na ra da Senzala Nora n. 30, cai-
zinhas com doce por prego commodo, recommen-
daveis para os anjos de procissao.
Potassa da Ilussia.
Vende-se potassa da Ruasia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo : no escriptorio ne Manoel Ignacio de
Olireira & Filho, largo do Corpo Santo.
Superior cal de Lisboa.
Tem para render em porgao e a retalho Anto-
nio Luiz de Olireira Azeredo & C, no sen es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vendem ae magias oras chegadas no ul-
timo navio a 39. macarrio, talharim e aletria a
4|, tendo cada caixa mais de 20 libras; no ar-
mazem do Aunes, defronte da alfandega n. 2.
Itieotao a li-
quidaco.
Na loja do Clarinote ra do Cabug n. 2 B,
rende-se as seguinles miudezas pelos diminutos
pregos para acabar: pecinhas de babado com 15
raraa de 3 a 4 dedos de largura a 400 rs.. ditas
com 30 raras de diflerentes larguras a 2J200 rs.,
cartes de colxete para restido a 40 rs., franjas
de linho muito finas para casareque tendo cada
peca 15 raras a I96OO a pega, ditas de algodao
para toalhas a 100 rs. a rara, ditas de seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs., ditas de 1 a
2 dedos a 160 rs., tranca de aeda branca com ri-
drilho differente largura a 320 rs. a vara, dita di-
ta preta a 300 rs. a vara, caivetes de 1 el fo-
lhas muito Uno a 160 e 240 rs.. tesouraa muito
finas para costara a 320,400 e 500 rs., enfladores
de linho para veatido a 40 rs., caixas de bfalo
para rap diflerentes modelo a 500 rs., carreteis
de lioha de 200 jardas autor Alexander a 820 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, linha preta de miadi-
nha o masso com 60 pegas e 96 a 500 e 600 rs.,
escoraa para casaca o mais fino que ha a 29, lu-
ras de linbo fio de Escossia branca muito finas
a 600 rs. o par, ditas de cores a 500 rs. o par,
ditas de algodao a 160 rs., franjas largas de cores
proprias para cortinados tendo cada pega 15 va-
ras a 29 e em vara a 160 rs., espelhos de damas
de diversos tamanhos a 800,19 e 19280, botdcs
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 rs.
a groza, ditos brancos, pretos e de cores proprio
para caiga a 240 rs., pentes de tartaruga para
tranca os melhores que pode harera 39500, ditos
para alisar a 29, ditoa de marfim de diflerentes
tamanhos e modelos a 500 rs., labyrintho de to-
das aa larguras a 120, 1MI, zuu e Z4U rs., pentes
mntio Dnos Qogtudo unicorne tanto para suissa
como para cabega a 320 rs., meias de cores para
homem muito finas a 19280 rs. a duzia e o par a
120 rs., caixa de colxetes francezes a 40 rs., gar-
rafas grandes de agua de colonia muito fina a 39,
dita com agua de lavando a 19, ditas do Oriente
a 800 rs, frascos de bandoln para segurar ca-
bello a G rs., dita de flor de laranja frascos
grandes a 500 rs., bandeijaa de diflerentes tama-
nhos a 15*280, U600 e 2g. garrafas de porcelana
douradas para mesa sendo garrafas grandes a 29
e pequeas a 19, charutniraa muito finas diver-
sos tamanhos a 29 e 29500, luras pretaa e de co-
rea eofeitadas para senhora a 800 rs., peitos pata
camisa muito finos brancos e de cores a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zefiras de todas ss co-
res fazenda de muito bom gosto a 19 a pega, e
um completo sortimento de fitas de sarja e cha-
melote asselinadas de lodaa as cores e larguras,
assim como bicos de blonde brancos e pretos, di-
to i de linho de todas as Itrguras, e moilos outros
ctjectos que se rende por mefade de seu valor.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltados para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
Sarecem de ouro de lei, o que s com experien-
ia se coohecer nio o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadas, e assim mesmo rendem-se
pelo barato prego de 2J500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestiohas ou cabases para as
meninas de escola.
Vende-se a 39OOO o frasco
Almeida Gomes, Aires & G.
no escriptorio de
Calcado
francez e inglez muito barato.
Botinaa de Melia para homem, obra
fresca, a 129000
Ditas de lustre, (de Pars) a 69 e 7(000
Ditas de setim preto para aenhora a 59 e 6J0G0
Sapatoa de setim preto para senhora a lg600
Botinas inglezaa de bezerro proprias
para inrerno a 105*000
Ditas ditas do lustre para homem a 49000
Ditas francezaa de lustre e pellica para
homem a 49 e 59000
Em cesa de Burle Jnior & Martios, ra do
Cabug n. 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Ghegou ora remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardioha, doce,
bolachinbas etc., etc. Agora pela feata come-se
muito deesas cousaa e por isso neceaeario ter
um deeses caniretes cujo importe 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da agsia branca
n. 16, nica parle onde os ha.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa lioha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandes a
400 rs. o norelo : na loja da rictoria na ra do
Queimado n. 75, jacto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarria
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um noro
e bello sortimento de caecarrilhas de seda de
multas e diflerentes cores, e rende-se 4 19500
e 295OO ris a peca, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1.001
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui 16a
qualidade, para aennoras, e padros I9OOO o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellascalgadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
le
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
i Tres portas.
\ 31Ra Direita31.
Neete rico e bem montado estabelcimento en-
contrarioosfreguezeso mais perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que riralisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os tamanhos.
SEMICUP1AS dem idem.
1 BALDES idem idem.
I BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas aa grossuras.
IPRATOS imitando em perfeigao a boa porcel-
lana.
I CHALE1RAS de todas as qualidades.
PANELLASidem idem.
I COCOS, CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
1 VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
roandando-se manhos, botar dentro da cidade,
ejm toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, coocertos, que tudo ser desempenbado e
contento.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazeos do ces do Ramos ns. 18 e 36 e
na roa do Trapiche Noro (00 Recife) n. 8, se
rende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeote chegado a 149 a leta de cinco
galldes, assim como se rendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Nao esqueja arara,
que hoje a loja dos baraleiros para ver, ren-
dem-se pegas de cambraia lisa branca a 19600 e
25, dita muito fina com 5 palmos de largura a
3 e 3g500, pegas de madapolo entestado a 39.
noros cortes de chitas finas com 13 corados a
295OO, ditos de riscado, padroes noros a 29500 e
19000, brilhantina branca com 4 1)2 palmos de
largo a 280 o corado, dita de cores a 360 o co-
rado, gorgurao para vestidos a imitagao de aedi-
nhas, fazenda muito ora e fina a 320 o corado,
barege para restidos com flor de seda a 360 o
corado, pompadour de aeda de quadros e matiza-
do para restidos a 640 o corado, fil de linho
branco e de corea a 200 rs. o corado, laazinhae
para restidos i 280 e 400 rs. o corado, ricos cor-
tes de gorgurio para restido com 18 corados por
695OO, cortes de lia de duas saias com 22 cora-
dos por 10g. ricos cortes de organdys com 15 ra-
ras a 99 e ~i para acabar, cassae ce corea para
restidos a 280 e 320 o corado, chitas a 160. 180
e 200 rs. o corado, ditas francezas a 240 e 280 o
corado.
Pannos pretos.
Panno preto para caigas e paletots a I96OO,
15(800, 29 e 29500 o corado, cortes de casemira
preta para caiga a 39. dita entestada a 39500 e
4$, relindo preto a 2J500 o corado, ssia de cor-
dio que faz rez de balao a 9500, baldes de ma-
dapolo a 39 e 39600. ditoa de 30 arcos e de ren-
da a 49 : na ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Hagalbaes & MenJes.
Pechineha para todos.
Vendem-se massos com 20 massinhos de pali-
tos finos e buliadoa para dentes a 200 rs. o mas-
so de 20, porm passando a 15 mseos se faz dif-
ferenga em prego : na ra da Imperatriz, loja e
armazem da arara n. 56.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meiascruas para homem
19200 e o par a 120 rs., ditas branca
"muito finas a 2)500 a duzia, lengos de
cassa com barra de corea a 120 rs. cada
um, ditos brancos a 100 re., baldes de
20 e 30 arcos a 3g, liazinha para res-
tidos a 240 o corado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, tarlalana
branca e de cores muito fina com rara
meia de largura a 480 rs. o corado,
fil de linho liso a 640 rs. arara, pe-
gas de eambraia liaa fina a 39, cassaa
de cores para vestidos a 200 rs. o co-
rado, mussulina encarnada a 320 rs. o
corado, calcinhas para menina de escola
a i$ o par, graratinhas de trangaa 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um duzia 29, pegas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezaa a
220 e 240 rs. o corado, a loja est
aberta das6 horas da manha as* 9 da
noite.
I
s
PEIXE
Duar.te Companhla
receberam pelo ultimo rapor as seguinles quali-
dades de peixe o mais bem arranjado que se po-
de desejar em latas lacradas hermticamente pe-
los pregos de I92OO a 3g a lata :
Chourigss finas promptae.
Pesceda assada e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Caralla em azeite.
Guras assado.
Nulas de tigelade.
Sarel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Llnguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 re. cada um e lates com feijio verde a 800
rs.: oos armazeos Progressiro e Progressista 00
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36.
armazem de fazendas
DE
Santos Coelho
Hwa do Queimado n. 19.
Lencoes de bramante de linho a 39.
Coberlas de chita finas a 29.
Ditas a prego de I98OO.
Cambraias pretas mnito fines.
Colchas de fusto muito lindas a 69.
Esteiras da India de 4, 5 e 6 palmos de largo
proprias para forro de cama e salas.
Lencoes de panno de linho fino a 29.
Algodao monstro a piego de 600ts. a rara.
Toalhas de linho para mesa a 49-
Ditas de fusto para mos, cada urna 500 rs.
Baldes para meninas.
Aboafama
rende tirelas para cintos o mais bem dourado que
poaeirel e dos mais lindos gostos que tem rindo
a este mercado, pelo baratissimo prego de 29500
cada urna, carteiras com agulhas as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode harer nada melhor, pelo barata
prego de 500 rs. cada carteira, peonas de oro ca-
ligraphia rerdadeiras a 29 cada caixioha com 12
duzias, ditas de laoga rerdadeiras n. 134 a 1(200
cada groza, ditas muito boas ainda nao conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Para o carnaval*
4 bella rapaziada que
com pouco dinheiro quizer fszer e enfeitar seua
resluarios, dirijam-se a loja franceza da ra
Novan. 11, que foi do Gadault, que acharo se-
das, fitas, fivelas douradas, barretinas, reos, e
finalmente urna grande exposigio de alcaides,
pelos quaes se nao engeita quaatia algoma : na
mesma loja recebeu-se um completo sortimento
de mscaras para homens o mulberes todas as
qualidades.
Camargo & Silva.
Vendem restidos de seda de cor com dous ba-
bados, fazenda de gosto, a 25J000, ditos pretos
de seda larrada, de dous e tres babados, fazenda
milito boa e bonita a 309, riquissimos manteletes
compridos de seda muito superior, chapozinhos
e tocas de seda para bn plisado de ere ancas, enfei-
tes de cabega, de diversos gostos, e outras mui-
tas fazendas que sero apresenladas opportuna-
menle : ra do Crespo n. 1.
Camargo < Silva.
Vendem a rerdadeira eetamenha para habito:
de terceiros franciscanos : ra do Crespo n. 1.
Ra larga do Ro-
zario n.. 38,
Tem Qvelas muito finas para cintos por 19500 ca-
da urna, ciutos dourados, linhas de Pedro V com
200 jardas a 60 rs., linhas de carrinhes de 200
jardas autor Atexandre a 80 ra., ditos a 60 rs,,
linhas finas de carrinhes de 50 jardaa a 30 rs. o
carrinho, linhas de marca a 30 rs. o norello, ra-
p de Lisboa, rolao, francez, grosso, meio grosso,
fino, Paulo Cordeiro e Meuron ; na mesma loja
vende-se luvas de pelica para homens esenho-
ras, e de outras muitas qualidades, assim como
miudezas muito em conta, que a rista des com-
pradores se dir o prego de tudo.
O tempo proprio daa meninas irem para a
escola, e per isso bom que rio compostas com
urna das oras e bonitas cestinhas que se ren-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
No vos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca rende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes sio agora mui necesearios para os meni-
nos que rio para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos dirigir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas iogle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sua
encommenda das rerdadeiras pennas de ago
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry 4 C, e a pesar da
falta que baria deesas boas peonas, com ludo
rendem-se pelo anligo prego de2/00O a caixinha
de urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nio trazem. Para lirrar de engaos, as ca-
xinhas vo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Vende-se
ezeitede dend ou palma, dito de amendoim que
serr para luzese machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte ; na ra do Vigario n.
19, primeiro'andar.
Veode-se um terreno em Santo Amaro,
noto ao hospital inglez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado: a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Rraga Son di C
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jurissaca, do Cabo : a tratar all com o
Sr; Domiogos Franciaco de Souza Leio.
Batatas a S00 rs
a arroba
Na ra da Madre de Dos n. 12.
Ioleresse poblico.
[Offerecido pela loja
marmore.
Aloja de marmore tendo de apresen-
lar i concurrencia publica o que ha le
mais noro em fazendas, tanto para se-
nhores como para homens e meninos,
sendo que para este fim espera de aeus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
Allemaoha as remessaa de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresentar o no-
ro sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuar por pregos mo-
5dicos e para cujo fim convida o respeita-
rel publico a aproreitar-se desta emer-
gencia.
aawlw*^" * ni i ama >!BV Wmm wawaHWw;
I Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 89. que ji se renderam a 169, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. 20, do
Duarte. J
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encootrario as rerdadeiras luras de
Jourio tanto para homem como para senhora,
adrertiodo-se que para aquelles ha da muito
lindas cures, na mencionada loja da Boa F na
rea do Queimado n. 22. I
Agua de lavauder e pomada.
Vende-se superior agua de larander ingleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 rs. cada iras*
co, pomada muitissimo fina em paos grandes a
500 e a 19, vende-se por tao barato prego pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de d
quatro dedos de largura fazenda mnito su
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e '
a rara, rende-se por tal prego pela razio
tarem muito ptfuca cousa encaldidos, tambem se
vendem pegaa de reodas lisas perfeitamente boas
com 10 raras cada pega a 720, 800 e 19, ditas
com salpicos muito bonitas e dirersas larguras a
19200, 1*600 e 29 a pega, ditas de seda a 2 ca-
da urna pega: na roa do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa (ama n. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de coree em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratieeimo prego
de 1| a libra : na roa do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2f a resma.
I Veode-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama o. 35.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de calgado
francez e inglez, roopa feita e perfumaras moi-
to fines, quem daridar pode ver.
BittdisaiMffiatt-fiifiaett-aBttai^aKiii
sw*Uiuw ni fjrsujuran ^mrm^mm FBffWaTf *
Liquidac&o.
Aloja de marmore.
Bournus de casemira para senhora a 109
Manteletes de grosdeoaple a 109
Leques de sndalo a 59
Bournus de casemira para meninos
de todas as idades a 5$
Grande sortimento de cascarrilhas,
trangas e fitas de todas as cores para en- 1
feitee de vestidos por pregos mais bara- S
tos do que em outra qualquer parte. *
KN99KM MMK 99&*& remato*
Vendem-se as tojas ns. 49 e 51 com um so-
bradinho nos fundos, sito na ra da Eeperenga
ou Caminho Noro do bairro da Boa-Vista, com
quintal amarado at o meio, coslnha e algumaa
arrores de frocto e chaos proprios : a tratar na
mesma ra n. 45.
Vende-se um sobrado na ra das Cinco
Ponas n. 23, com muitos commodos : a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 s 9 da manhSa, e
de tarde das 3 s 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recom-
mendareis para aa meninas que estio passando a
festa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cada um : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima achario
continuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimento de fazendas, tudo
baratissimo.
Luto por D. Pe-
dro V.
Acaba de chegar urna pequea porgao de alfi-
netes de peilo, botoes de.punhos, e brincos, pro-
prios para lutos, tendo cada objecto a effigie do
finado mooarcha : antea que se acabem dirijam-
se os pretendentes linaria de Nogueira de Sou-
za & Companhia, ao p do arco de Santo An-
tonio.
Grande pechineha
Superiores paletos de peno preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baratissimo prego de
20(000 ris na ra do Queimado n. 22 na bem
conhecida loja da Boa F.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quartel, preprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar (arua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Loja amar ella, S
I GURGEL & PERDIGAO'. B
i Receberam vestidos pretos de morean- qirj}
I tique nesle genero o melhor e mais em sa.
' moda as principaes pregas da Europa "
i e Rio de Janeiro. ~2
5 Receberam as lindas capas e mantele- S&
i tes compridos, desta rez rieram pretos K
P e de cores. .
J Vestidos de blond com manta, capella ^
I e saia de setim. jQk
Vestidos de cambraia bordados e de
f sede. g
k Saias a balao finas e inferiores para g&
I senhora.
9 NOVIDADES.
I Manguitos, sintos, enfeites e grlaal- Jk
x das para senhora, leques, espartilhos, ~^
9 mantas pretas superiores, chales, cami- ?
I sas para senhora e meias elsticas. 2$
ROUPA FEITA. a
Caigas, colletes, paletots, sobrecasa- z
W eos, sobretodo de panno e casemira. V
I Este estabelcimento est sortido de 4&
k. fazendas finas proprias da prsca. Dio-se
P as amostras : ra da Cadeia loja amarei- %V
la o. 23. tife
Escravos fgidos
Fugto de bordo do patacho brasileo aEs-
padarte, fundiado ao p da ponte reina o es-
craro Antonio, marnbeiro, de idade de 40 an-
nos, de sagio, rosto comprido, estalara alta, e
sigoaes no rosto, pouca barba, e bom pollador ;
pede-se as autoridades ou pessoas que o acha-
ren), de o levaren) a bordo do dito patacho, ou
na ra da Cruz n. 3, em casa dos Srs. Amorim
Irmios.
Atteuco
&
Quarta-feira 19 do corrente ausentou-se do ai-
lio do Cejueiro, casa n. 3, o preto de* nome Jos,
de nagao Angola, de 40 annos de idade, secco do
corpo, estatura regular, desdentado na frente de
cima, lerou caiga e camisa de algodao azul, e
lerou urna outra camisa de madapolo e urna
caiga de riscado parda meia relha, lerou mais
urna caneca de folha pintada de amarello, e cons-
ta que tem andado rendendo agua na Boa-Vis-
ta : roga-ae, portento, as autoridades policiaes e
capitaes de campo que o prendara e lerem 4
mencionada casa o. 8, ou roa do Queimado, lo-
ja n. 89, que serio recompensados.
Fugio no dia 10 do corrente de bordo do
patacho Capuamn, o scraro crioulo roarinhei-
ro de nome Antonio, idade 19 atmaa beuco mais
ou menos, altura regular, rosto coe~rfrMo e com
elguDS sigoaes de bexigas, lerou calca a camisa
azul : quem o pegar lere-o ao escriptorio de
Antonio Luiz de Olireira Azeredo C. roa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que sera
generosamente recompensado.




DIARIO DE PERNAMBCO Q\]k*Tk FEDU 16 DE FEVEREIRO DE i6i.
Litteratura.
Economa poltica.
Do cambio e tua influencia na rt}actt
commerciaes.
A palam cambio que, segundo F. Bor-
ge3, significa ero sentido lalo a permulago de
ama cousa por ouira, exprime, oa liguagem mer-
cantil, o poder que lem a moeda de um paiz de
comprar a dos outros, ou, como diz Garnier, ser-
Te para desigoar o prego pelo qual se vendeui os
papis de commercio, islo , as moedas de que
elles sao sigoaes representativos.
Consideradas as relagoes commerciaes existen-
tes entre dous pa'zes dados, o cambio que resulta
do estado dessas relagoes, pode estar ao par, e
pode ser favoravel ou desfavoravel cada um
Um.
Diz-se que o cambio est ao par quando urna
certa quantidade de metal de um paiz compra era
outro, egual quantidade de motar do mesmo to-
que, ou urna quantidade equivalente de outro
metal, computada essa equivalencia sobre aequa-
ao dos valores d'esses metaes, no mercado geral
do mundo.
Diz-se que o cambio favoravel ura paiz, em
relago outro, quando a sua moeda compra
maior quantidade de moeda desse outro paiz :
em caso contrario o cambio desfavoravel.
E comquaDto seja certo que, atlendeodo-se bem
ao fundo das cousas, o cambio so desfavoravel
aos que tem de pagar o premio das letras que ad-
quirem para, por meio de saques, fazer paga-
mentos em outra praga (o que tambem acontece
aos negociantes da praga que tem maior crdito],
todava, icomo esse premio pago pelo compra-
dor da letra signa! de que a praga onde elle se
acha deve um saldo em dinheiro outra praga
sobre a qual s letra saccada, e como, pelo ar-.a-
nhido e anli-economico systema da batanea do
commercio, que fazia consistir oa moeda a excel-
leocia da riqueza, era justamente nesse saldo
que consista o beneficio do commercio, d'ahi re-
sultou cbamar-se o cambio favoravel um paiz
quando elle se resolva no premio que se pagava
pelas letras no paiz que tinha de-pagar o saldo, e
desfavoravel, quando se dava o- contrario : estas
expresses passarara firmadas no uso, e sao hoje
correles em lioguagem mercantil, como ensina
o Kxm. cooselheiro Dr. Autran, em seu encllen-
te tratado de Fconomia Politica.
Aosclllago docambio procede da desigualdade
do crdito entre os dous paizes, assim como a sua
paridade procede da egualdade desses crditos.
Explicaremos esta proposico :
Suppooha-se que a praca* X exporlou para a
praga Z, eimportou desta, mercadorias que som-
mam a mesma quantia.
Nesle caso, os crditos de cada urna dessas pra-
cas sobre a outra. sero eguaes, Islo , haver oa
praca X um ou mais negociantes que deverao aos
da praca Z, urna certa soma, v.g. de 1000 , e
em Z, um ou mais negociantes que devero aos
de X a mesma somma.
Se nao fosse o vantsjoso recurso das letras de
cambio, que importara ordeos de pagamento fir-
madas no crdito, dever-se-bia remetter aos ere-
dores das duas pravas,- essas sommas em metal,
e esse metal seria ento retirado da circularlo,
correra os riscos do transporte e causara despe-
zas aos que o remettessem.
Pelas letras de cambio ^ue tanto iofluem no
desenvolvimento das relagoes commerciaes, ob-
viando esses inconvenientes, j nao acontece
isso, porque o negociante a, por exemplo, da
praca Z, devedor do negociante B, da praga X,
m vez de pjgar este directamente, Ir ter com
o negociante C, da mesma praga X, o qual cre-
dor do dito negociante B, e devedor de D, da pra-
ga Z. Dir ento o negociante A, G : eu
devo B 1000 S, mas como B vos deve a mes-
ma somma, eu vo-la dou aqui por elle, com a
condigo de me dardes urna letra dessa quantia,
visla da qual, epor meu endosso, receba cmeu
credor B, do vosso devedor D, essa quantia que
lhe devo. Assim B vos pagar por meu inter-
medio, e eu psgarei B por intermedio de vosso
devedor D, que d'esl'arte quitar-se-ha tambera.
Ora, como oa hypolhese, a importagao e a ex-
portago se equilibraran!, a necessidade de sa-
ques ser egual em ambas as pragas, e como nao
ha saldo a transportar, nao ba premio a pagar
pelo servigo que o saque prestara, evitando esse
transport, o que faz com que o metal dado na
praca i seja egual em quantidade, ao que foi dado
na praga X : d'abi resulta a equivalencia des-
ses metaes que se corapraram reciprocamente por
Tia das letras de cambio, el inde, a paridade do
cambio.
Mas, se a praga X. por exemplo, for credora da
praga Z, haver naquella muitos saques sobre es-
ta para a cobranga do seu debito, e nao haver
saldo algum a remetter : d'ahi resultar a grande
ofTerta das leltras ; ao passo que em Z, haven-
do maia necessidade de metal correspondente ao
saldo devido, os saques sobre X., sero em muito
menor quantidade, edabi resultar a grande pro-
cura das letras.
Do supprimeoto das letras em X, excedente
su* procura, resultar que essas letras sero ven- reconhece jo tacto fino do observador emloeu-
didas por monos do seu valor. *,que deveria mais tarde, como Armande Car-
Assim, ama letra delOOS poder custar o* re, unir refiexo da idade madora energa
X 98 S oa hypothese ; e como nesse caso ama
certa quantidade de metal dessa praga,-vr a
compfar, por intermedio da letra, ama quantida-
de maior de metal em Z, dahi se colbe que oara a
praga X, estar favoravel o cambio sobre Z. Ao
passo que nessa mesma occasio, atienta a escas-
sez dos saques de Z sobro X, edodesejo de evi-
taren as despezas e os riscos do transporte do
saldo, pelo pagamento de um premio, acontecer
que nessa praga, Z, que tem mais a pagar do que
a recober, quem comprar urna letra e cambio,
dever dar por ella o valor que representare
mais um premio que compense o servil o que ella
presta, quitando o debito da dita praga
E eis-ahi como lhe ser desfavorave o cambio
sobre X, pols que urna letra que ahi vi le 100 S,
ter sido comprada em Z por 102 3t por ex-
emplo.
Cumpre notar que para a realisago dessas
compras e vendas de letras, ordinariamente ser-
vem de intermediarios os corretores que tambem
por si auxiliam os saques dos negociantes, sa-
cando tarobam sobre seus correspondentes para
preenchero debito proveniente do salda a pagar-
se, e percebendojporesseservigoum premio mdi-
co, porque de outro modo, o comprador da
letra lucrara mais em remetter o metal, quando
nao podesse saldar o seu debito exportando mer-
cadorias, ou sacando sobre slgum seu devedor de
urna terceira praga : pois que taes sao laa tambem
os outros meios pelos quaes pode o saldo ser
pago-
Expostas succintamente estasconsiderajges que
explicam a origem do cambio, vejamos a sua in-
fluencia oas relagoes commerciaes: afola o ser-
vico que presta s tranaacces a le do cae ibio que
d lugar que se evitem os riscos "despezas do
transporte dos metaes e que estes se relirem da
circulago, continuando assim a prestar auxilio
poderoso ao commercio e industria, ccresce
que ella determina o equilibrio entre a ifcporla-
go o a exportago, e portaoto a mais justa dei-
tribulgo dos metaes pelo mundo commefcial.
Com effeilo, o premio das letras sacadas no paiz
devedor pago quem tem o direilo de sacar so-
bre os negociantes do paiz credor, por ter lpro-
visao de fundos, ou por outra : pago aos ere-
dores que existem no paiz devedor. O a, como
os seus crditos nasceram da exportago de suas
mercadorias, aegue-se que esse premio n um lu-
cro addicional para quera exportou, e linda em
cima o rocebeu, e ao mesmo lempo u n obsta-
culo, um onus para quem se constituiu devedor
do outro paiz, importando delle, e leve de pagar
o dito premio.
Ora, a exportago assim acorogoada, tender a
augmentar, em quanto que diminuir a mporta-
gao desfavorecida pelas circunstancias las rela-
goes commerciaes: o que dar em result ido final
o equilibrio entre urna e outra, se for temporaria
a perturbago do commercio entre os dou i paizes.
E como a sabida das mercadorias, sen lo egual
sua entrada, determina o roesmo movimeoto
respeito da deatribuigo dos metaes, visto que os
pregos se conservan) no mesmo nivel, claro que,
na especie, a distribuigo desses metales ser
egualcentre os dous paizes, e assim acontecer
todos os mais respeito dos quaes proceder esta
bypothese.
Se/porm, a differenga do cambio provier de
causas permanentes, do estado geni dos pre-
gos, sendo a importagao de um dos dous paizts
determinada pela elevagao dos pregos das merca-
dorias, a qual d em resultado a caresta destas
em consequencia da quantidade do metal desse
paiz, que diminuir ento de valor, seodo,
por outro lado, a exportago do outro paiz deter-
minada pela bsrateza das mercadorias, prove-
niente da escassez dos metaes, que subirc ento
de valor, em quanto nao houverreacgo mis pre-
gos que determinan) o desequilibrio, nao se con-
seguir a paridade do cambio.
Ora, essa reaegao ser conseguida, fazepdo-se
cessar em um dos paizes a causa da caresta que
determioava a excessiva importagao, o [que se
obler, subtrabindo-se da circulago urna parte
da moeda, ou restringindo-se o crdito bancario
quanto baste para se obler um effeito egual ao da
suppresso da moeda.
Feito isto, o equilibrio entre a exportago e a
importagao reapparecer, e foroecer s nages
o eosejo de aproveilarem-se gratuitamente dos
dons naturaes concedidos por Deus, resgatando-
se o seu trabalho industrial reciproco pelo nivel
dos pregos que estabelece a rerdadeira equago
entre os servigos que ellas se prestam, o se ds-
vem prestar para a coosecugo do bem-estar 5a
bamanidade.
Souza RlBEIKO.
Manoel Antonio de Almeida.
m
(Concluso.)
Depois do Dr. Penna nao conhecemos outro to
verdadeiro na pintura dos caracteres e dos eos -
turnes brasileiros, como o autor deste romance I
Nesle fugitivo esbogo de seus esludos uveois se
FOLHGTIN
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBCO.
A CARAPIC~DE MEU TO
IiECOlU) U:0ES DE M HOME YELIIO.
POR
YOUMALE.
potente das creagas inabalaveis e das convieges
poderosas. Era esis ama das qualidades que lhe
promettla brilhante futura, se como romancista,
tireise continuado a cultivar o genero que com
tanto auccesso encetou na sua eatra Iliteraria.
As Memoria* de um targcnlo de milicia a obra
de mais folego que conhecemos do oosso colle-
ga e amigo Dr. Almeida ; dahi em diante o seu
pensamepto viu-se constantemente obrigido a
moldarse s exigencias do jornalismo, que mu-
tila idea e abrevia o trabalho, porque a fa-
brica onde se ajustam de empreitada osjornalei-
ros da iotelligeDCia.
Na redaego do Correio Mercantil, onde tam-
bem nos fizemos no Brasil as oossas primeiras
armas, manifestou em breve o Dr, Almeida tola
a aua aptido intellectual nos certames da im-
prensa peridica. Ahi foi publicista e poltico, e
finalmente critico e poeta.
Como publicista e poltico os seus escriptos
t@m o cunhode notavel elevagao de suas ideas,
e em lodos elles transparece esse coodao dos ta-
lentos superiores, quc*consis'-" em observare
tratar as questdes debaixo de um ponto de vista
que pareceodo novo principio, 6 noentantoo
que mais se approxima da verdade e traz luz a
solugo do problema debatido.
O Sr. commendador Porto Alegre dizia, que
entre os seas collegas da impreosa, era o Dr. Al-
meida o que mais esclareca os assumptos, ecom
mais facilidade encontrara o fio no drama das
discussdes.
A autoridade deste juizo completamente in-
suspeita o-digna do maibr crdito.
Como critico todos etlo lembrados aioda da
madura refiexo de seus estados oeste genero, se
da imparcialidade com que, sem se embaragar
com o prestigio das reputagdes, desceu a todos os
pormenores da aaalyse, e manifestou franca e
corajosamente a sua opiniao, resistilo mutas
vezes com grande dignidade aos desabafos calum-
niosos de seus aggresaores. Nos trabalho* de
critica litteraria foi incontestavelmente o nosso
Gustavo Planche. Mais compassivo do que este
teve a grande virtude de nao querer desanimar
os que comegam, mas com os nomaa feitos foi
imparcial e severo, sem obscurerer o que nelles
ha de lesimo, oem empanar o que o seu brilbo
tem de glorioso.
Foi poeta tambem.Era-o iostinctiva e inspi-
radamente. Em algumas sentidas strophes que
nos legou, repassadas deasa ioeffavel melancola
que devora e consom os existencias inquietas e
febris, factl conhecer os movimentos capricho-
sos de sua alma, os brilbantes arroubos de sua
imagioago, onde ae coocentrava algumas vezes,
como quem foge terrivel evidencia do muodo
real e busca um abrigo mais seguro as recndi-
tas solidoes do pen samen lo. A correcgo da for-
ma e a propriedade da phrase correspondiam
sempre verdade do sentlmeoto, ao colorido da
pintura, comparagio e analoga da imagen, de
modo que os seus verso* pode dizer-se que, como
os de Vctor Hugo; eram favos de ambrozia den-
tro de involucros perfumados. Pobre poeta.
Quantas agonas, quaotas decepces amargas
qaanlas crtngas desmentidas sarjaram a tua fron-
te, e se revearam depois, evocando a tua musa,
em cantos antigos e magoadas endeixas ? Mys-
terio I
Nao profanemos o segredo dos finados, deixe-
mo-lo descer com elles tumba, visto que j
nao pertence aos homeos, o que a morte s tor-
nou de Deus I
Dispoodo de todos estes thesouros intellec-
tuaes nao difficil prever qual seria o destino
do Dr. Manoel Antonio de Almeida, se melhor
approveitado, pudesse utilisar livremente em
favor do seu paiz, os variados dotes de seu ln-
contestavel talento. TiBha crenga no jornalismo
porque,, comprehendia, como nos, islo , como
um orgo independente dos interesses do paiz,
um elemento activo de civilisago, e uro sacerdo-
cio augusto, em que todos que o dirigem devem
ser respoosaveis parante a opiniao da siocrida-
de e da lealdade do suas ideas. Se esta reforma
no exercicio da liberdade da impreosa ioda se
nao realisou porventura em toda a sua ampli-
tude, nao descremos que se effectuar um dia,
pois est oo numero das verdades eternas que se
addiam, mas nao parecem, pois sao designios
providenciaea o leis infalliveis do progresso e
desenvolvimento social.
Eis as eloqueutes palavras com que o Dr.
M. A. de Almeida exprime o seu pensamento a
esta respeito, em urna carta que nos dirigiu em
1858, quando publicamos em Petropolis o pri-
metro uuoieru du peridicoO Farahyba.
i. Admiro como orgulho e com enthusiasmo
todas as grandes cousra da poca em qae vive
mos : pasmo entre as pesquizas im placa veis da
scieucia com que os sabios de gabinete, maceran-
do a inteligencia, violam os segredos mais n-
timos da natureza ; arrebatam-me as concep-
ges da industria que parece querer formar um
outro muodo no mando, que tem por assim
dixer multiplicado o homem ao infinito, dando-
lhe quasi a ubiquidade : extasa me a fecundi-
[Conlinuago do o. 41.)
XII
Era no dia immediato aquello em que meu
tio tanto nos divertir com a historia da aua cara-
puga.
Estavamos na sala de detraz da casa de D. Lutz
de Mendonza : casa terrea, como quasi todas as
dos arrabaldes desta cidade, e cercada por lindos
arvoredos e vigosas flores.
D. Josephina em p, diante de um pequeo
toucador, e tendo junto si urna grinalda de enor-
mes papoulas encarnadas, que por torca quera
estrear nessa tarde, oceupava-se cora o seu pen-
teado ; langando de vez em quando vistas re-
quebradas e assassioas ao senbor commendador
Felicissimo, que se achava um pouco mais dis-
tante.
Laura estava sentada junto urna janella, em
quanto eu, encostado mesma, parm do lado de
fura, esquecia-mo de tudo ao contempla-la en-
trelida em reunir algumas flores, que lhe acabara
de colber no jardim.
Deixando o senhor commendador entender-se
com D. Josephina, nos conversramos parte ;
dizendo-nos mutuamente desses nadas, dessas mil
futilidades to doces de repetir entre dous jovens
que se amara, e aas quaes comtudo escarnecemos
quando chegamos edade madura ; poca em
que o homem, por scepticismo ou por calculo, se
pe zombar e criticar de tudo o que nao li-
soogeia os seus interesses........................
- % t *
9 # >
Escuta, Laura 1 dizia-lhe eu.Yolve os teus
olhos psra mim ; falla-me IOlha 1 vs tu estes
botdes de rosa?... nao sao elles to mimosos ?
nao exhalam to grato aroma? pois eu preferira
tudo isso os teus labios hmidos e vermelhos,
quando nelles vejo desabrochar o mais casto e
amoravel sorriso, que me inebria e faz estreme-
cer de felicidade.
De veras ? I... eu j esperava um compri-
meolo seu ; maa julguei que era com as minhaa
faces a comparago.
Travessa I... as tuas faces sao morenas e
avelludades, como as de urna verdadeira filha do
Brasil; e nao sei mesmo se os mais bellos pece-
gos da Europa, com a sua leve peougem rosada
e macia, se lhe podem comparar.
Ah I... pois o senhor j esleve na Europa l
o senhor j sabe o que fio pecegos ?
Davidas? ignoras que l estire com meu
Vio ?
Duvidar? l... Deas me livre I sua aenhoria
s diz a verdade. *
Minha senhoria diz, que tu ests zombando
de mim.
Nao ha tal;Eato, V. j os comeu ?
O que?
Os pecegos, Sr. cagoador.Diga : sao boni-
tos ? sao mui saborosos?
Nao, Laura... nao tanto como um beijo leu ;
mas muito para qualqaer guloso.
Ella corou e baixou o olhos, sem me res-
ponder.
Ento I nao me respondes ? ficas agastada
comigo ? perguntei-lhe j receioso e arrepen-
dido.
Guardou, porm, o mais obstinado silencio;
mostrando-se indiferente e sem piedade s tmi-
das e ardeotesiupplicas, que lhe dirigia.
. Diga-me umacousa, Julio; exclamou nesse
momento D. Josephina que, como disse, se acha-
va na mesma sala comnosco.J vieram essas
candas, que seu lio prometteu arranjar?
J.
Onde eslo ?
Esto amarradas junto ao banheiro do
Souza.
E sao grandes?... quantas pessoss podem
levar ?
Quatro ou seis cada urna ; respond j enfa-
dado. I
Ora essa 1 exclamou a velha; ento nao ca-
bemos todos nelles I Nao sei que-ides foi essa de
passeios pelo rio : eu nunca gostei de andar em-
barcada. Que tal acha o meu penteado, Sr. Afor-
tunado ?
T memo urna tiioratiio.
Como I urna mar...marafiia 1 pois O senhor
diz isso das minhas flores? 1
Nada, non; D. Zesephina I retorquiu o com-
mendador meio eogasgado. Eu di i urna vno-
revia.
Urna maresia 1 disse eu a meia yox.O ma-
luco do homem est com gostos aquaticos. O
dade da poesia, da historia e da litteratura mo-
derna, que excederam de urna immensa aupe-
rioridade tudo quanto produziuo muodo antigo;
mas, de todos esses lidadores, sabios, industrio-
sos, poetas, historiadores e litterarios, o typo
oto mais admiravel, porm mais sympalhico,
mais do seculo, mais original, mais moderno,
o do joroalista peridico.
a Abracei essa proflss&o por instincto, quando
anda lhe nao podia medir bem toda a importan-
cia : obscuro entre os obscuros, nio tendo anda
do que ella tem de glorioso e bello, seno a parle
diminuta que corresponde insignificancia do meu
esforgo, confesso com prazer que inda nao Uve
um dia de arrependimento, e que s a forga das
circumstancias me aflfastar da carreira comega-
da. V, pois, se mesera ou nao muito grato que
o leu nomo ae ache frente de ama empreza,
que tem por flm realisar ideas sobre as quaes
tanto fraternisamos, qlie a causa se torna com-
mum entre nos, assim como muitos outros.
Sentimos nlo poder reproduzir aqui em sua
integra esta admiravel carta, profisso de saa f
jornalslica, e que s tem de exagerado o que nos
directamente pessoal ; mas por a>te trecho se
pode j avaliar qual era a importancia queligava
religio da imprensa.
E' para lamentar que esta vasta e admiravel
inteligencia oos nao haja deixado um trabalho
de maior vulto, por onde ae podesse aferir a su-
perabundancia de sua seiva intellectual. Cmpre-
nos, porm, aioda aqui justificar o oosso amigo.
Qual o homem por mais verdadeiro que seja o
sea eogeoho e robusta a aua vootade, que pode
eotregar-se a estudos serios e trabalhos de fole-
go, quando se v a bragos, arcando todos os das
com as mais implacaveis e atrozes exigencias da
vida ? Sabis o que faltou ao Dr. Manoel Antonio
de Almeida ? Foi o lempo, o repouso, a seguran-
ga do dia segvinte. porque as suas lidas quoti-
dianas o atiraram noite cansado e moito no seu
leito de desespero.
IV
Taes eram os admiraveis dotes iolellectuaes e
moraes com que a Providencia adornara o nosso
desventurado companheiro e amigo.
E, no entaoto, apezar de todas estas raras ha-
oilitages, o Dr. Manoel Antonio de Almeida foi
um dos mogos de talento mais infeliz que temos
visto nesla Ierra I
Notavel coincidencia I Nestes ltimos annos o
Brasil tem perdido tres filbos seus que tanta glo-
ria lhe promedian), todos prematura e fatalmen-
te, e cujos nomes se componham das mesmas
iniciaes I
Manoel Antonio Alves de Azevedo, Manoel Al-
res de Azevedo (o ceg) e o Dr. Manoel Antonio
de Almeida l
Os deagostos de ama existencia attribulada por
to constantes amarguras originaran) por Om no
espirito do Dr. Almeida urna vaga e indefinida
tristeza, que maia pareca resignacao, que som-
bro desespero ; este padecimento-, que bem po-
demos avaliar, fazia com que t vezes o desdi-
toso mancebo parasse desanimado e- oppresso no
meio de seus trabalhos e pedisse a morte a Deus
como nico meio de lhe acabaren os males e
adormecer as dores.
Foi assim que a Providencia leve* mais com-
paixo delle que os homeos : abreviou-lhe o
martyrio.
Ha presentimentos qae mais parecem intuiges
prophelicas I Muitas vezes em nossas conversa-
ges acooselhamos Almeida, como salutar reme-
dio auas intimas preoceupagdos, que preeuraase
os meios de viajar, Ir Europa, distrago que,
lhe aeria to til como proveitosa ; porm elle
nos responda ssmpre;
E' esse o meu maior desejo I Mas sinto
ama voz oceulta que me dia que no dia em que
sabir a barra pela primeira vez sou victima de
algum desastre I
E assim se realisou
Antes de chegarmos a este q.uadro final diga-
mos quaes foraro os encargos que o Dr. Maoeel
Antonio de Almeida exerceu em sua patria. '
Foi primeiro nomeado director da lypograpbia
nacional, se no nao engaamos,, pelo. Sr. coose-
lheiro Souza Franco, quando ministro da fazenda.
Se este emprego lhe garanta os meios de urna
subsistencia honesta, devemos concordar que es-
tava looge da altura das habilitaqoes de um ta-
lento to distiocto e urna aptido lao incontes-
tavel.
No entinto o Sr. conselhero Souza Franco foi
o homem poltico que mais fez por alie.
Pouco depois o Sr. cooselheiro Ferraz, demi-
tiado-o deste lugar, nomeou-o segundo official
da secretaria ds estado dos negocios da fazenda-,
para melhor aproveilar o se-u talento, embora
piasasie de chele de urna repartigo para em-
prego DjuitA oub.lio.no em nutra, eonando- lhe
alera disto a seguiote comraisso, que pnurn d.
pois lhe relirou, cooservando-se S. Exc. aioda no
ministerio:
c Escrever a historia da administrago da fa-
zenda ; rever a legislaco especial desta reparti-
go, acompanhando-a de detalhes histricos e
eoonomicos sobre os impoBtos,. sobre a moeda.e
organisagSo- de bancos.
Apezar da retribuigo que lhe foi concedida
ser de urna exiguidade desanimadora, visto ser
este trabalho para um economista da forga de
Basliat, consta-nos qne o nosso amigo colligira
notas importantes sobre to variados assumptos,
e contava presentar ama obra digna do conceito
que se formava do seu talento.
Nao queremos criminar pessoa algums. Res-
peitamos as boas intengoes tanto do Sr. coose-
lheiro Souza Franco, como do Sr. cooselheiro
Ferraz, e s temos por flm explicar os factos para
paleotear a verdade, e nao antorisarmos a quem
quer que seja que nos diga que damos urna cor
mais carregada aos sccideolet desta vida, que
seria sem duvida mais til e feliz, se houvessem
com mais acert aproveitado.
Quem acreditar que no Brasil, a Ierra do
ouro e da fortuna, falte trabalho, nao ache com-
penssgo sua iotelligencia, aquelle qne nao tem
mais recursos que a sua vocago litteraria, e nao
quer era deseja servir de instrumento seno aos
interesses legtimos de seu paiz e s ideas civili-
sadoras do sea seculo f
Se nao acatassemos muito o pudor que ordi-
nariamente acompaoba osengenhosdesafortuna-
dos,_ lembrariamos os nomes de alguna de nossos
irmos, que no vigor da edade, no ampio desen-
volvimento de todas as suas faculdades, esperam
resignados a sorle do Dr. Almeida I
Morrer de desgosto, de tedio, de abatimento e
descreoga sobre um catre de miseria, ou deba-
teodo-se do meio das ondas revoltosas, urna
perspectiva bem triste para quem se sent inspi-
rado pelo fogo do cu e sonha no futuro com o
renome e a gloria I
Outros viro mais tarde e sero mais ditosos.
Nos somos os obrelros desconhecidos ; quando
se cheger ao remate do edificio, outros nomes
brilbaro no soco das columnas e na base das
pyramides I
Pois o Dr. Almeida, nao foi um eollaborador
?activo no laborioso emprego de sas facutda-
des_ Tendo auas extremosas e desventuradas
irmas para sustentar, e de quem era o nico
arrimo, ao passo que via a cada momento em-
peorarem-se suas circumstancias, nao descangou
em suas fadigosas lides ; ora traduzia romances
do francez, que lhe eram retribuidos a diminuto
prego por lioha, ora escrevia imitages para o
rportorio da opera nado-nal, ora, finalmente,
havendo-se encarregado da parte descriptiva
do Brasil Pittoretcv( para o bom xito de cuja
empreza empenhara lodos os seus esforgos.
pedia a Vctor Frond que lhe inspirasse oora-
gem para suplantar as difficuldades que j se
lhe antolhavam em to comdticado trabalho.
Dizem-nos mesmo que j hsvia colligido varios
dados sobre a provincia do Espirito-Santo, cuja
deseripgo comegara, e para onda tetrcionava se-
guir em breve a encontrar-se com o h-abil photo-
grapho
_ No meio do cbos desla existencia agitada por
to assustadoras peripecias, pareceu- surgir-
lhe afioal um raio de luz e de ultima esperaoga
Por causaos circumstancias chegou a por-se
em contacto com o Sr. cooselheiro Joo de Al-
meida Pereira, que lhe promettera franca' coad-
juvage na candidatura que amoicionava as-
sembla provincial do Rio de Janeiro. O Sr.
cooselheiro Almeida Pereira, como homem de
prestigio, rorlaua e elevada grandeza d'lma,
eslava realmente no case de ser o protector
efficazdeum mogo por tantos lilulos-recommen-
davel.
Antes, porm, de aceitar este obsequioso off-
recimento, o Dr. Almeida'entendeu que era de
sua dignidade dirigir previamente a S.-Exc. urna
profisso de sua f poltica e de sua- opioioes
individuaos, para lhe Bao langarem em rosto
mais tarde a divergencia em que porveolura se
podiarn encontrar em alguna pontos cayitaes de
suas ideas
Este digno procedimiento foi devidamente aqui-
latado pelo Sr. cooselbeiroAlmeida Pereira, que
oos coosta lhe responder nao ter sido intento
seu procurar proselytoe, mas proteger um mogo
iotelligente e honesto.
Sentimos nao poder reproduzir aqui essa cor-
respondencia. A cirta que o oesso amigo dirigiu
a S. Exc. affirmam-nos-8er. um dos escriploj-em
que mais se revela a oobreza deseusseotimeiHos
e a honesli-dade de seu carcter.
Mas era j larde.
A fatalidade ou a Providencia tinha-'.he marea-
do outro destino,
Quem sabe se porveolura aquello espirito es-
magado por tantas duvidas vacilara na hora da
felicidade?
Quem sabe se aquelle coragao torturado por
tantos infortunios aceitara aioda como mais u
epigramas da sorle essa dou-rada promessa do.
futuro ?
Qaem sabe al que novos e crois deseongao
Deua Ih poupou oeste mundo., ohamaado-o a ai e
libertande-o pela morte ?
Chegara o momento de se ralisarm seus f-
nebres presenlimentos.
O Dr. Almeida aafaiu do Rio-de Janeiro oo va-
por Hermas, oo dia 27 de novembro do anno pas-
eado, para ir assistir, em compaohia do Sr. coose-
lheiro Joo de Almeida Peroira e de sua Exma.
familia, a inaugurado do ca'ael.de Maeah Cam-
diabo o leve com as suas maresias 1
tei um pouco zangado por ver que
nuava no mesmo mutismo.
Ella sollou enlo urna risada srge
ca como o melodioso gorgear de
acretoen-
Laura conii-
rgentina e 'res-
um passarlnho :
as minhas sobrancelhas se desenrugaram.
Que tem V., Laura?
Nada, mame; Julio que me est dizendo
que desejava comer agora...
O que ?
Urna... urna torta de ciria; reipondeu ella,
redobrando as risadas.
Ciris 1... pois V. gosla deciris, Julio?)
sempre ter um paladar bem estragado... um bi-
cho to exquisito e to ruim 1
E' pro que vocemec anda non prov. Se
cumece dellea havia de gott.
Pois ir pesca-Ios; respondi-lhe. Olha,
querida I disse vollando-me para Liara ; estas-
me desappreciando diante de tua mBe.
Que me importa retorquiu-me ella, fazen-
do um eogragado momo com os seus rosados
beicos.
Importa-me a mim. Demaistu te riste...
Que tem isso ?
Muito ; porque se te ris, sigu 1 de nao es-
tares agestada comigo,
Estou:
Nao
Sim.
Pois bem ; porque ?
Porque ?... porque V. nao quer fallar dt-
reito.
Pois, eu estou fallando torio, mdu Deas?!...
olbal
Nao quero olhar.
Pois, escuta 1
Tambem nao quero escutar.
lima palavra!... urna sol... ah pelo amor
de Deus, nao sejas m 1... Laura I minha que-
rida Laura 1... eu te pego: nao le vs embo-
ra I...
Pois eotao, falle 1 respoodeu meia enterne-
cida, chegando se para junto de mim.
Ouve eoto, meu aojo : eu s quero faier o
que quizeres, amar quem amares e orar quem
orares. Quando, pois, eu nao fallar ireio, tu has
de emendar. Slm ?
Ah I bom I... j V. loma cagor I,., disse
ella ioginao-se arrufada.
Por Deus I... juro te I... Olha 1 tu sabes
que te amo e muito, que toda a minha felicidade
depende de ti. Ama-me. pois; nao me reeuses
nunca o que te pego ; s sempre boa para co-
migo.
Pois, aioda mais?l...
Anda... Para que duvidas do que tdi-
go ? Porque s s vezes to esquiva par co-
migo ?
E* porque V. nao tem modo.
Mas, que estou eu fazendo, Laura?!...
diz-me I
E tambem, quando est s comigo, V. nao.
quer conversar n'outra cousa. Nao poseo eu que-
rer-lhe bem e V. mim, sem que estojamos sem-
pre fallar nisso ? I
Nao, mil vezea nao. Quando a gnUe se ama,
deve-o dizer, repetir mil vezas mutuamente. Isto
nos consola e nos enche o corago de mil trans-
portes e felicidades supremas. Que queres t que
eu te diga, se nao que te amo, qae te amarei
sempre e que cessarei de existir se me deixares
de amar? I.... S, pois, sempre boa para comi-
go ; nao le fagas to severa. Olha 1 ha tanto
lempo, que dizes que me amas e eu te creio; e
comtudo anda hoje nao me deste urna cousa
qualquer, como prova do teu amor I
E o que quer V., ^uo eu lhe d?(... Se
eu nao tenho nada I
Por exemplo : porque negas dar-me um an-
nel doa teus cabellos ?
Ora I nao val a pena.
Vs?!.... j te relujas . um to simples
pedido.
Est bom l
Ds-me o que te pego ?
Sim.
Quando?.,.. j?
J, nao ; amanha.
Nao, hoje; quero hoje quando voltarmos
do passeio. Sim ?
Se eu puder.
Se puder, nao ; ha de ser com certeza. Lau-
ra! eu te rogo I.... E alegre, transbordando-me
o neito de felicidades inexprimiveis, eu cobria de
beijos a mo qae ella deixra entre as minhas.
Esteja quieto!.... olhe que mame pode
ver I
Qual! ella est embevecida com as suas
papoulas.Escuta : hoje ooile virei buscar
este mesmo lugar o que acabas de me prometter.
Est bom : lenna modo !.... replicou ella,
desviando docemente o brago com que eu procu-
rara surrateiramente atlrahi-la.Ahi vem papae I
Credo!.... e o Sr. meu lio tambem.
XIII
Eh! muitos bons dasI.... C trago re-
boque o nosso marinheiro, o velho contador de
historias, que encontrei ahi no meio da estrada.
Ah Sr. commendador: servo humilissimo de
V. S.Como passa de aad ? o que ha de novo
por aqui?
Parece que V. agora que madruga ; disse
D. Josephina murmurando, sem dar lempo ao
commendador de responder.Nao admira, visto
que aaou l por fra at as tres horas da ma-
nba.
, Ento, o que tem isso! 1..., Nao sou eu
senbor da minha vida? nao posso fazer o qae
quero ?
O qae V. quer, jogar e levar urna vida de
madrago.
Ora, minha tenorita; nlo me venha apo-
quentar, que tambem lhe posso cantar a palino-
dia. Oh 1 oh I oh 1 com mil bombas o que
isso ? I
O que ?
O que? isso que a senhora traz ahi sobre a
cabega 1 Ser alguma moda nova?.... alguma
cspella de cascas de C9aroe9 torrados?
interompeu meu
pos, cuja deseripgo pretenda escrever, ao mes-
mo tempo que era apreseotado aos eleitores e
advogava a sua candidatura.
Por umainexplicivel fatalidade, lendo-se alte-
rado a derrota da vlagem, o Herme tocn em
Macano, e Almeida. em vez de seguir dalli para
guiasaman, o que lhe era mais perto e favoravel,
deixou-se flear a bordo para ir a Campos e dalli
seguir depois por trra a seu destino.
Foi ento que se deu o terrivel naufragio. Eram
quatro horas e meia da madrugada quando tev
lugar a terrivel catastrophe, huuo
Cada um pooha na mente a perspectiva deste
quadro pavoroso! O navio, depois de h.ver com
estrondo rebeotado oos freguedos, comegou a fa-
zer agua, afundando-se no abysmo. Teodo-se
esgotado todos os esforgos naturses ao instincto
da salrago, lendo-se posto em pratica, final-
mente, lodosos recursos que aconselha urna si-
luago to atroz e indiscriptirel, o desespero e
as ancias iofernaes ganharam a multido dos
nufragos, que se debatiam f oo'meio das ondas
e dos pareis insensiveis I Os gritos, os lamentos,
as apostrophes de tantos desgranados atroavam os
ares e traduziam em um grito conglobado de su-
prema agooia os .ralos da dr pbysica em luti
com as torturas do espirito I E como nm escar-
neo da natureza a todas essas despedagadoras an-
gustias, a trra acenando-lhes ao perto, e o dia
principiando a despontar nos raios do horizonte I
Onde estava o nosso irmo quando chegou essa
hora fatal ? Ningoem o eucontra. Desanimado,
sem forga, prostrado de alma e de corpo, fizera
a viagem dando moatras de visivel soffrimen-to. e
assim se conservara quasi completamente anni-
quilado. Nao procurou a nlnguem no meio do
conflicto e o proprio companheiro que intentan
salva-Io suecumbiu com elle.
Infeliz Almeida Nao qnizeste, ou nao pudes-
te litar com a morte, que viste de repente abrir-
se diante de teus passos ? Foi nma^deliberago
calma no meio da desesperago e do"catadvsma-
univeraal, ou a lola impotante contra o imp'ossi-
rel, que le submergiu as ondas e te arrancou
para sempre ao numero dos vivos e Is mais cha-
ras afleigoes de tua alma ?
Comtudo, a memoria nao te abandonos de
certo no ultimo e fnebre episodio de tua exis-
tencia. Lembraram-ie, nao verdade. turas ir-
mas desamparadas ? Tens amigos ioconsolaveie',
a patria, o Brasil, e liualmeote, o futuro e agio-
ra, que ias perder para sempre dentro de urna
hora, de um quarto, de um minuto, de um se-
gundo ? Sim, morreste como christo, para nao
legares nossa sociedade mais ama vergonba,
urna nodoa, um opprobrio, aproveitando te do
acaso- para te entregares a i>m suicidio volunta-
rio I
Bast I As nossas-relagoes aeabaram aqui em-
baixo. Aguarda-nos tu agora, emquaoto nos es-
peramos-comtigo a hora de oo nmr, nessa man-
so fraterna, que para una a sepultara e pare,
outros a immortalidade 1
Cllele,. Janeiro de 1862.
E, A. Zallar.
(Diario do Rio de Jamtxro).
Itinerario- da cidade da Palma em
Goyaz eidade de Beln ne Para
pelo re Tocantins :: e breve noticia
do norte da provincia de Goyaz, pelo
Dr. Vicente Ferreira Gomes,
Senhor.Quando eu abaixo asaignado exercia
o cargo de jais de direito da comarca da Palma
em Goyaz, obtive do goveroo de V. . I. tres
n>ezes de liceo$a, para gozar onae me eomiesse,
e convencido de que em urna viagem por Ierra
d'li para esta corle gastara quasi todo o tempo
da liceaga, e talvez mais. o que nao aoccederia
oa viagem fluvial, e martima, e desejoso ao mes-
mo lempo de ver as cidades, villas, povoados e
aldeias, que ha as margeos dorio Tocaalins, de
experimentar urna viagem queeftarece tantos ob-
lectes de curiosnade ede adm-irago, resolv des-
Cerda cidade da Palma a do Para pelo coencio-
nad rio.
Quando reselvi fazer esta viagem, nao- faltou
quem rae expezeese os iocorooedoj, que sefTre,
os perigos que corre quem a faz ; porm eguaes
coDsiderages j me linham sido feitas aqui na
corte, quando reselvi ir para a.Palma exercer o
meu emprego .eotao considera! que os incem-
inodos sao inhereaites a qualquer yiages, e que
ea riacos e perigos nao deviam desanimar a
quem tem va--* em navios de vapor; porque
estes alm de eslarem augeitos- s consequanciaa
do furaco, conduzem comsigo um volco artifi-
cial, que a todo- o dia, a cada w>ra, e a cada ins-
tante ameaga-uma exploso;. entretanto o ho-
mem passa os-diase as noites,.cerne e dorme so-
bre esse volco!...
(f?3lniar-sj-/ia ].
Ora, Sr; Mendansa I
tio com um meio sorriso.
Camaro torrado me parece V., maleteado !
retrJrquiu. D. Josephina, pouco gostosa dagraga.
Eu malcreado? 1 ora essa 1.... smente por
que nolhe approvo osenfeites.... Ah! ah ah
Eque tem Y. com isso? eu pedi-lhe a
sua opiniao ?
E' verdade*. Sr. D. Luiz; o senhor que se
importa ?
Que me importa ? 1 Caramba que
ella deveria vestiose com mais seriedade 1 Urna
velha de ciocoenia anuos, querer passar por cas-
quilha donzeUa!...
Velho, ser ello; nao seja toro I.... Lul I
Lul.1 nao macanee a pacienclal. replicou D.
Josephina completamente enfurecida.
_ Paz l paz! Sr. Mendonza l Nada de ques-
les com a senhora ; iaso muito. feio.
Que quer que lhe faga, capito ? nao v
que ella sempre quem comega ?....
Nao fosse bulir com o meu toucado....
Ora.mulher; tem juizo! manda todas essas
trapagens ao diabo!
Ao diabo v elle I [nao tem vergonba.
Est bom, minha lagoala enearquilhada ;
nao nos zanguemos. Lepe-te a breca, se t que-
res ; nao assim, Sr. commendador 1
Eu.... eu.... ..A
Eotao, que diabo isso ? I exclamou o Sr.
D. Luiz, fazeodo urnas lea caralonbaseu....
i pois isso responder ?.... Santa-te
aqui Laura, ao pede mim. E voss l, s mar-
manjol.... conlinuoa elle gritando ; bons das!
bons diasl.... como vamos de sale?
Bem I muito obrigado.
Sim.... bem, muito obrigado 1 Eoto para
que se eseonde ?
Eu nao me escondo ; procuro smente nao
ser visto.
Essa, agora I.... disse elle abanando a ca-
bega e dando urna estrepitosa palmada na cxa
da poma.Julga que nao vejo que me anda
azoinar a rapariga ?
Azoiuar I pergunte-lhe se verdade!
respond am pouco embaragado.
Caramba 1 pensa eotao que eu acredito,
qae s vem aqui pelos mous bellos olhos, ou por
causa daquella carcaga que ali vae? I.,..
Has......
Scio I biqulnho calado, meu piotalegreler;
temos conversado.
Nesse caso: boa tarde.
Nada, nao senhor ; ouga o que diz o Sr.
commendador.
Eu c non dixe nada ; respondeu o Feli-
cissimo, passando a mo pelas suas meltnas cor
de fogo.
Como, nao diz nada ? 1 Ento o senhor
mudo ? Como vae o compadre Man Xico 1
Bom I aceite a obrlgagio.
Ah! esse que um velho lambareiro ;
um velhaco dos diabos. Figurem-se o encon-
trei hontem s onze horas trotar atraz de um
limo....
Ora, Sr. D.Luisl.... interrompeu meu tio,
fiogindo formalisar-se.
Sim.... e c o Sr. commendador outro
qne tal; julga que o nao conhego?
Papae I exclamou Liura, olhando para mim
e enrubecendo.
Eolio, que temos ?
Vmc. nao vae passear hoje comnosco?
Eu sei c ?!.... precisara sabir d'aqui
bocado. Oh! proposito ; queres saber urna no-
vidade ?
Se eu a posso ouvir.... disse ella meia du-
vidosa.
E porque ojo?.,., jutgai-me algum de-
bocado ?
E' que-----balbuciou um pouco confusa.
E'que que..-, eu c me enleodo.
olha pergunta ali ao Sr. eommenOador, que esli-
era pasmacein, se nao gosla de ouvir as miohas-
novidades; pergunta mesmo ao teu alfenimzi-
nho, que acola est to caladinbo.
- Se estou calado, - para melhor o apreciar ;
cepliquei atrevidamente.
E enlo! vejam l 1 nao pode deixar pas-
sar camaro pela malba.
Assim, nao fosse elle sobrinho de seu to,;
murmurou. este entre denles.
J qae de mim falla, julgo que, presente,
me cumpre responder.
Muito bem exclamou D. Luiz.Agora as-
teja quieto e escute, meu respondedor das]duzias.
Oh 1 eh! l! Sr. commendador! V. S. saba o
que um chicote da couro de boi ?
Ah! ah akl
Eu?!... pergunlou o commendador atrapar
lhado.
Eulao. qae rizadas sao essas ? que admira-
gao?!....
Has, eu....
Erafim, V. S. o sabe, que serlanejo ; e
este rapaz tambem, que nao tolo....
Subdito de vossa msgestade ; repliquei fa-
zendo urna mesura grotesca.
Que isso ?!.... ioquiriu elle estupefacto.
Nada ; pode continuar.
Ora ; mil gracia I disse o Sr. Mendonza.
Voces todos*eonhecern o Miguel Felippe capi-
to deinfantaria....
Nao o que, as vezes, aqui aos vem vizi-
tar? perguntou D. Josephina involuntariamente
e j um pouco amaciada.
E que dizam ser to mu, papae?
~ Esse mesmo.
Pois um bomem muito. honrado ; toroou
D. Joaephina, cuja alleng&a tora singularmente
attrahida.
Nao duvido ; o que 6 certo, que pratica-
va bailantes crueldades.
E' verdade; algumas pessoas deixou elle
como mortas no meio da ra, com as suas atro-
zes correccoes.
Sao boatos, que espalham os seus inimigos.
Nao sao boatos ; nao, senhora. Essa capi-
to sahia quasi todas as noites robdar a cidade,
acompanhado de vinle e tantos soldados e quatro
ou cinco negros seus, armados de vergalhos, pal-
matorias e alguna bons ervos de boi; para ad-
ministrar a alta e baixa juslica, como elle dizia.
O Sr, eommendador talvez auvlsse fallar
nisso ; observou meu lio.
Non; eu nada t.
Oh I homem I gesliculou D. Luiz admirado.
Pois o senhor nao o tem encontrado aqui di-
versas vezes ?
Mas, se eu non conheee tale homem !....
respondeu o commendador balbucante.
Nao pode deixar de voltar-me ama tal afOr-
maliva.
O Sr. Felicissimo mostrava-se visivelmente in-
quieto e urna pallidez baga e amarellada pareca
ter-lhe substituido a cor naturalmente averme-
Ihada do rosto.
Pois bem, continuou o Sr. D. Luiz ; o que
verdade e que elle commetlia muitas atrocida-
des. Afflrmam mesmo que muitos collados lhe
morreram s mBos, em consequencia dos barba-
ros castigos que lhes infliga alta noite no meio
das ras.
Isso mentira I
Ora, diga-me : como sabe que mentira ?
comodefeode urna cousa que ignora ?
Eu nao defendo j digo s qae imposslvel.
Pois, nao ; senhora. Esse capito nao era
para gragis. Qualquer que elle encoolrasse fra
de horas no meio da ru.a,... bastara someole nao
responder > voz da patrulha___burabsi;... era
chicote ou ervo de boi.. Principalmente os-es-
cravos, que elle gostava de encontrar: dava-
lhes seis, oitoduziasde paloaatoadas e anda nao
Qcava salisfeito.
Eu mosmo vi um pobre preto vslbo, quasi
moribundo-om consequencia de um desses cas-
tigos.
Ora,, tudo isto sao historias I iooistiu D>Jo-
ephina.
Historias!.... pois, our;a! oug!' retorquiu-
lhe_o marido vivamente..Ha um anno esse ca-
pito Miguel Felippe, passando pelo lugar da
Trempe, encontrou um augeito embucado n'uma
grande capa preta. O-capito fez a-lto. Quem
vive ?- > brada o sargento da renda. Nada.
a Quem vive ? O mesmo ailencto. Sargento,
agarre-me aquelle homem gritou o capillo
exasperado. Dito e feito; n'ura momento esta-
va o embugado agarrado. E como o pobre diabo
oo lhe soubesse responder; mandou-lhe arro-
mar urnas seis duzias de bolea por saus escravoa
o dar-lhe algumas arrochadaa de ervo de boi. E
ento, isso to historia? I coicluiu D. Luiz brus-
ca mente, voltando-se para D. Josephina;
Isso foi rosing* que V. com elle teve; re-
plicou ella estimulada : agora lhe est roeodo.
a pelle.
Pois nio foi, nao ; minha velha embirra-.
dora. Saiba que hoje pela urna hora da manha.
no mesmo lugar da Trempe, o tal Miguel Felip-
pe encontrou-se com um sugeilo cavallo, que
lhe despar-oa um tiro de pistola queima ropa.
Morreu ?
Podara, nao!.... A bala biteu-lhe-em ohoio
na fronte e despedagou-lhe toda a cabega-.
lato foi dito to rpida e apressadamente por
D. Luiz, que a mulher nem pensou tm respon-
der-lhe. Fechou os olhos e deixou escapar um
guincho lastimoso; cahindo em eheio sobre o -
velho Afortunado, que sempre coacervara ao p
de si.
Laura e meu tio levantararo-se p.romplame-ata
e correram em seu auxilio admirados ; eu limi-
tei-me nicamente pular pela janella e dirig-,
me D. Luiz.
E o assassino foi preso ? perguntei-lhe.
Qual! nem se sane quem foi. Suspeita-se
apenas que foi o piloto de um navio mercanta
aslrangeiro, que dizem ser o tal embugado.
Pois nio teotsram prende-lo ?!....
Os soldados Acarara no primeiro ioslanla
alerrorados; quando tornaram si, j o homem
ia bem longe.Mas, ento o que tem a senhora
minha mulher ? disse elle passado um momento
de ailencia.--Pareee que a cousa seria desta
vez.
E, acompanhado por mim, dirigiu-se para jun-
to de D. Josephina ; e procurou com aolicitude
accommoda-ia em nm sof, para onde Laura a
meu tio principiavam a conduzi-la.
Nao pude deixar de notar com alguma admira-
gao os carinhos e desvelios.-quo lhe vi dispensar;
lembrando-meda conversa anterior.
Quanto ao Sr. commendador, esse ficira no
mesmo lugar, paludo e immovel, com os seis
olhinhos arregalados e fixos e a capella de D. Jo-
sephina grotescamente inclinada sobre urna das
orelhas.
Ignoro por que artes de magia alli fra ella
parar.
(Coniinnar-ae-Aa.
PERNJTP. DE M P. DE FARlA Ai FILHO 1863.