Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09502


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Full Text
mmmm
\
me imm. mdmero 46.
ftr tres mezesadiantados 5$000
For tres aezes veicidos 6$000
DIARIO
.
TEICA. FElR 2S DE FE?EBEIRO DE H62.

Ptr anuo adiaiUdt .9f00O
Porte fraiet para subscriptor
JM f* Porte fraieo para t snbscripl
DE PERNAMDllO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Aleandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra;
Aracaly, o Sr. A. de Lemoi Braga; Ceari o Sr.
i. Jos de Olireira; Maraohio, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Pir, Justino J. Ramos;
A maconas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os das as 9> horas do dia.
Iguarass, Goianna, Parahyba as segundas
e sextaa-feiras. ,
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garaohuns as tergas-feirai.
Pi d'Alho, Nazarelb. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasquaitas-feiras.
Cabo, Seriohiem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimentelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
Quarto crescente as 5 horas e 30 minatos
j manhaa.
14 La cbeia as 2 horas 25 minatos da man.
21 Quarto mioguaote as 11 horas 46 minatos
' da manhaa.
28 La nova asS horas e 8 minatos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
egundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS da semana.
24 Segunda.
25 Terga. S.
26 Quarta. S
27 Quinta. S.
28 Seita. S. Romio ab. ; S. Populo m.
1 Sabbado.
2 Domingo.
S. Mathias ap.; S. Pretxtalo b. m
Osario c. ; S. Claodianb m.
Torquato are. ; S. Faostioisno.
. Leandro are; S. Pedro Damiao.
O precioao sangue de Jess Christo.
S. Simplicio p. ; S. Juvino m.
A CIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas quintas.
Relacio: tercas e sabbadoss 10 horas.
Fazend : quintas s 10 horas.
Juizb do commercio : aegundas ao meto dia.
Dito! de orphios: tercas e sextss is 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao raeio
dia.
Segunda rara do eirel: quartaa e aabbades S 1
I hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SOL
Alsgas, o Sr. Claudino Falcao Diaa; Babia
o Sr. Jos Martins Altes ; Rio de Janeiro o Sr*
Joio Peraira Martins. '
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarios do pumo Manoel ffgnefra m
Faria & Filho, na ua livraria praga da lodepefi-
dencia ns. 6 8.
PARTE OFFICIAL.
das a expensaa auas as receilas que toreen passa-
dll nCalri moiiirvrt rln rlialrnln am fina aslitraram *
das pelo medico do dlstricio em que esliveram
i;
GOVERXO DA PROVINCIA.
Expediente do da % 1 de fevereiro
de 1862
Oifieio ao brigadetro commsndante das armas.
Em reiposti ao officio que V. Exc. me dirigi
Sobo. 2,113 e 21 de dezembro ultimo tenno a
dizer-lhe que em officio de 11 deste mez com-
municou me o commaodantedo presidio de Fer-
nando ter remettido ao arsenal de guerra, onde
ple ser examinados dous pares de sapatos fa-
bricados de cooformidade curo o que propoz o
lente coronel commsndante do 9 balalbao de
infantera no otlicio a que allude o de V.
Exc.
Ditoaomesmo.pode V. Exc. contratar dom
Quioteiro & Agr sob as clausulas constantes da
nota que acompanhou o seu offi-io de20 do cor-
rente, a conduccao dos cadveres das pregas do
exercito que fallecerem da epidemia reinante. Fi-
ce assim respondido o seu citado officio.Com-
municou-se a thesouraria de fazeoda.
Dito ao mismo.Queira V. Exc. informar
acerca do que xpoz o coronel commsndante do
presidio de Femando no incluso officio.
Dito ao inspector da thesouraria de fazeoda.
Estando nos termos legaes as iocluaas coalas em
duplcala, mande V. 8. pagar aos emprezarios
da illumioscao a gaz oesta cidade a quantia da
323$100 ris, em que importa o gsz consumido
durante o mez de dezembro ultimo com a illu-
mioagio do hosMlal militar, e dos qusrleisdos
batalhes 9" e 10 de infamara, 4" de arlilharia
a p e coropsphia de cavallaiia.
Dito ao mesmo.Communico a V. S, que em
25 de novembro ultimo foiiostallada no presidio
de Fernando, como me participou o respectivo
commandante em officio de 5 de dezembro subse-
quente a enfermarla militar do mesmo pre-
sidio.
Dito ao mesmo.Trsnsmilto a V. S a conta
junta em duplcala das despezas feitas com as
duas enfermaras mandadas eslabelecer na casa
de risco do arsenal de mariaba para tratameoto
das pessoas pobres da freguezia de S. Fr. Pedro
Gongalves do Recite se forera accommettidas da
epidemia reina o le, aQm de que mande idemni-
aar o ministerio da marioha da quantia de.... |
1825314 ris em que importa a citada couta que
?eio annexa ao officio do inspector do mesmo
arsenal, datado de hootem e sob n. 105.Com-
municou-se ao inspector do arsenal da ma-
rinha.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para os
fias coovenieales a inclusa nota da qual consta
a dala em que entraram em exercieio alguas dos
empregados do presidio de Fernando.
Nota a que se refere o officio do Exm. prndente
da provincia, nesta data.
Capito falmoxarifa do.Manool CUu lino de
Oliveira Cruz.Estere doeote e reassumio o exer-
cieio a 13 de dezembro ultimo, (cando de i le dea-
pensado o 2* lenle Felippe Marques dos San-
tos, ;cue servia interinamente
Teoeole escri?o do almoxarife.Henrique
Tiberio Capistraoo.Assumio o exercieio oo Io
de dezenro ultimo, Gcando exonerado Jos Nar-
ciso Tarares dos Santos.
rhirmio.aiiao Ameeu Nuues corre..-As-
sumio o exercieio no dia 28 de outubro, fleando
exonerado Araeoio Gustavo Borges.
Secretaria do governo de Pernambuco, 21 de
fevereiro de 1862.
Joao Rodrigues Chaves.
Dito ao mesmo.Aatoriso a V. S. noa termos
de sua ioformacao de hootem sob o. 131, dada
com referencia a da contadoria dessa thesouraria
a mandar pagar ao alferes do 9 balalhio de io-
antona. Pedro Velho de S Brrelo, a quantia
de6i00 ris a que lem direito para urna oesta
de bagagem na viagem que fez villa do Bonito,
e no seu regresso a esta capital, como se v dos
documentos que devolvo cobertos com o officio
do commandante das armas, n. 278, de 10 do
correte.Commuoicou-se ao ao commandante
das armas. v,_
Dito ao mesmo.Gom as inclusas copias do
officio do commandante do presidio de Fernando
datado de 3 de dezembro ultimo e do parecer da
commisso encarregada de examioar-os arligos
ltimamente enviados para o mesmo presidio,
transmiti a V. S. para os os convenientes a
segunda via do conhecimento em forma dos pre-
ditos artigos.
Ditoao mesmo.Remello a V. S. os inclusos
documentos, relativos ao fornecimeoto de medi-
camentos, na importancia de 137} 160 ris, para o
tratamento dos presos de jusga que em viagem
para o presidio de Fernando, arribaram capital
do Rio Grande do Norte aQm de que nos termos
-de sua ioformacao de 19 do correle sob o. 128.
mande pagar ao pharmaceulico Joaquim Meche-
lino de Souza Santiago ou ao seu procurador, a
Juaotia de499700 ris fazendo processar, de con-
armidade com a circular de 6 de agosto de 1847,
a de 873460 ris quaodo (or por elle requerido,
por perieocer ao exercieio j iocerrado.Commu-
nicou-se ao presidente do Rio Grande do Norte.
Ditoao mesmo.Pode V. S. conforme in liea
em sua ioformacao de 19 do correte sos o. 129,
mandar pagar ao segundo leoente Jos Urbano
Pacheco de Mello a quantia de 22J40Q rs., que
teem direito para tima besta de bagag-m na via-
gem que fez (ida e volts) ao termo de Buique, co-
mo se v do reqoeriraeoto que devolvo, coberto
com o officio do commsadaoie das armas, n. 247,
de 7 deste mez. Commuoicou-se ao commsn-
dante das armas.
Dito ao inspector ds thesouraria provincial.
So visia da conta junta, estando ella nos termos
legaes, msode V. S. pagar i Symplicio Jos de
Mello, conforme requisitou o chufe de polica em
officio de hootem sob n. 155, a qnanlia de 49#600
is., despendida com o sustento dos presos pobres
da cadeia de Cimbrea no semestre de Julho de-
zembro do anoo prximo passsdo. Commuoi-
cou-se so che fe de polica.
Dito ao commandante superior do Bonito.lo-
leirado do contando dos aeus officios de 17 do
correte, cem referencia ao mappa exigido pela
circular de 17 do mez passado, teoho a dizer-lbe
que effectue a sua remessa com a maior brevida-
de possivel.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
diaTendo concedido a licenca que pedio o ne-
gociante Diogo Jos da Costa, para casar sua a-
lbada, a expona Severina Diogo que se acha em
sua compaohia, nao com Manoel da Costa e Al-
huquerque, de que faz meagio o requerimeoto
sobre que versa a ioformacao de V. S. de 21 de
agoslo do anoo prximo passado, e sim com Tho-
maz de Aqu no Carvalho, segundo informa o di-
rector geral da ioslru gao publica em officio do 18
do correte sob o. 46, assim o communico 4 V.
S. pan seu coohecimento, e aQm de que mande
entregar o eoxoval que competir mesma expos-
ta ; deveodo porm o respectivo dote ser pago
pela thesouraria provincial depois de effectuado
esse casamento.
Dito i junta administrativa do Hospital Porta -
guez Accuso a recepjio do officio de 19 do cor-
rente, em que a junla administrativa do Hospital
Portugus de Beneficencia neata cidade, flxendo
em trila o numero de leitos, que pe a disposi-
cSo do governo para tratameoto dos desvalidos,
que forem accommeilidoa do cholera, com-
munica que o respectivo provedor oferece a bo-
tica do mesmo hospital para nella seren hara-
compre^eodiios os habitantes da Passagem, Re-
medios e Eitrada-Nova, e cabe-medizer que lou-
vo e agradeco a referida junta e provedor, esse
generoso offerecimeoto que opporlunamenle se
ri approveitado. Commuoicou-se ao chefe
de polica e ao Dr. Bellarmioo Correa de Olirei-
ra Andrade.
Dito ao Dr. Beflarmino Correa de O. Aodrade.
Convido iYrnc. para prestar seos serricos m-
dicos aos iodigentes, que (orem accommettidos
do cholera-morbus dos seguales arrebstdes des-
la cidade :Passagem da Magdalena, Remedio,
Estrada-Nova e Torre, percebendo por taes serv-
eos urna gratificado que opportaoameote lhe ae-
r arbitrada. CooQo no seu zelo e dedicac&o pa-
ra esperar os seos boas semc/is que sero toma-
dos na devida cooidersr;io.
Dito ao juiz de direito do Brejo.Accuso rece-
ido o mappa, que acompanhou o seu officio de
5 deste mez, a que responJo dizendo-lhe qusnto
so esenvo Leonardo Becerra Cavalcaoti da Sil -
veira, que por officio daquella dala mandei que
o juiz municipal do termo de Cimbres procedesse
a diligeocia de que trata o art. 4* do decreto o.
1294 de 16 de dezembro de 1853, como foi deter-
minado por aviso do ministerio da Justina de 21
de dezembro ultimo.
Dito ao juiz de direito do Pao d'Alho." Ioteira-
do pelos seus officios de 19 e 20 do correte, de
se terem dado alguna casos da epidemia do cho-
lera-morbus na freguezia deaaa villa, tenho di-
zer que nesta data lhe remetto ama ambulancia
surtida dos medicamentos necessarios ao trata-
meoto dos desvalidos que forem accommettidos,
convindo que Vmc. me commooique se o mal to-
mar maior incremento, aflm de dar novas provi-
dencias.
Dito ao conselho administrativo do arsenal de
guerra.Recommendo ao cooselho administrati-
vo do arsenal de guerra, que as relaedea dos
objectos que O'ora em dianle comprar para for-
neciroenio do presidio de Fernando, declare sem-
pre o prego de cada um doa ditos objectos.
Dito ao juiz muoicipal da primeira vare.
Transmiti Vmc. para os flos convenientes, o
auto de vistura e identidad de pessea do sen-
tenciado de jostiga Joaquim Antonio de Maga-
Ihes, que falleceu oo presidio de Fernando, co-
mo me communica o respectivo commandante
em officio numero 20 do Io do mez correte.
Portara. O presidente da provincia, alteo-
dendo ao que represeotou a cmara muoicipal
do Recite, em officio de 17 do correte, sob nu-
mero 17, resolve approvar provisoriamente os se-
guiotes artigos de posturas.
Artigo 1. Fica prohibido o estabelecimeoto
de acouguea em lojas de.sobrado ou casa terrea
com sotan.
os o custo do referido servico, de rao-nos ao
rabalho de examinar ocootrato e de combina-lo
om o regulamento expedido para a sua execu-
o; e d'ahi chegaraos a cooviccao de que aquel-
as vozes se nao prendem mi vontade, e ao
ootrario assentam em motivos ponderosos, que
em um fundamento rasoarel.
Com effeito, excessira a importancia de.....
1503000 200^000, que se exige pela in.troduc-
go do gaz em um pavimento terreo, inclusive
um regulador e um candieiro dos mais baixo's em
prego ; por quanto esles mesmos objectos com-
prados em outro estabelecimeoto, que nao seja o
da compaohia, apenas custariam de' 500000 a
6O9OOO, assim como, segundo oos ioformado,
um p de cano de chumbo, que a mesma com-
panhia vende a 1JJ000, as lojas de relalho des-
sas especies anda de 120 130 reis. E assim,
regulando por 100 ps desee cano a porgo em-
pegada em cada pavimento terreo, v-se at
que ponto sobe a exorbitancia ; de maoeira que
s nesta addigao ha urna leso eoormissima em
desproveito dos consumidores, e contra todos os
principios do direito.
Todava, oem o regulamento consigna, e nem
0 contrato estabelece a obrigagio presumida, e.
ainda menos formal, de comprarem-se exclusi-
vamente tses objectos i empresa, e tio pouco
aquella desomeote ella poder fazer oserrigo ne-
cessario ; e ao passo que vai assim mooopulisao-
do esse foroecimento, sem razo jurdica, oem
conveniencia publica, do que resultam taeseffei-
tos de extorso, parece que a6 com justiga se lhe
pode conceder essa excluaio quanto ao asseota-
meoto do regulador; o qual dove nio obstante
ser approvado pelo fiscal do governo, seguodo
decorre do artigo 10 do regulamento de 22 de
agosto de 1859, e justo pelo mesmo, conforme
do 4 do mesmo regulamento se deprehende
aioda.
Aioda menos achamos nessas pegas disposigao
alguma, que i mesma empresa d a faculdade
de subtrahir-se ao supprimento ou i renda do gaz
fuelle, que lhe nao comprar os supraiodicados
accessorios; e ao contrario, pela coodigao 6a do
contrato celebrado em 2 de abril de 1856. lem
ella a obrigago de vender o gaz aos particolares
nunca por maior prego do que o estipulado para
o governo. E pois, abusiva e Ilegal ser qual-
quer preteogao, que disto teoha vislumbres, tan-
to mais quanto pelo regulamento presupposta
a existencia de urna tabella de pregos dos torne-
cimentos aos particulares, e cuja observancia
commettida ao fiscal para o fim de ser respeilada
a referida condigo.
Semetbaotemente nao encootramos quer oo
1 contracto, quer oo regulamento, o direito a que
1 se arroga a compaohia de ser juiz e parte ao
mesmo lempo, praticaodo assim os seus empre-
0 uso da arma porbater-lhe rijo na mo, que a
sustentara, dando assim tugara ser apanhado.
Eis o quioquagesimo quarto
Boletim official. .
Em um officio de 18 do correte, dirigido de
Goianna so Exm. presidente da proriocia, diz o
Dr. Firmioo, que teodo calculado, jalgara poder
commuoicar i S. Exc, na suprameociooada data,
que a comarca estar lirre do cholera, entreunto
que nao lhe era permittido faze-lo, porquaoto a
epidemia nao s tinha rscrudescido um pouco na-
qoella cidade, pelo que nao podia aioda dispen-
sar os servigos do cirurgio Jos Domiogoes da
Silva, e abrir as sulas.se oo baria apparecido
com forgs em alguna engenhos, de son que a
mor'.ilidadn era de 2, 3 e 4 pessoas por dia ; mas
em outro officio de 22 deste mez, dirigido do
mesmo lugar i S. Exc, diz o mesmo Dr. Firmi-
00, que nio sabia se errara anunciando a ex-
lincgao da epidemia naquella cidade, pois que,
desde o dia 19 nio se tinha dado caso algum de
morte; e com quanto aioda existissem alguos
doenles em cooralesceoga e outros bastante ata-
cados, todaria ersm poucos, e por islo tinhs dis-
pensado os serricos do cirurgio Domiogoes da
Silra, e dissolridoa compaohia de trafcalbadores
do cemitsrio, e baria mandado abrir as escolas,
e suspendidos todas as despezas relatiras ao cho-
lera ; reataDdo-lbe orgaoisar a eststistica das
pessois affectadas do mal, fazer suas cootss e
preseota-las S. Exc.
Em seu ultimo officio diz mais qae o Dr. Pe-
dra. que ainda eatara em Tirabauba em coose-
Manoel, Permmbuco, li meses, S. Jos, denli-
gio.
Jesuino Jos dos Sanios e Silra, Pernambuco, 16
anoos, solleiro, Santo Antonio, diarrha enro-
ca.
CHRONlCAJUDiCIARIA.
Tribunal do commercio.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 24 DE FEVE-
REIRO DE 1862.
rRKSlDEKCU DO KXM. SR. DSEMBARCADOR
f. A. DE SOUZA.
Nao teodo comparecido os senhores deputados,
Bao ple por isso barer sessao.
E para constar, mandou o Sr. presidente fazer
a presente deckeragao.
SESSAO JUDICIARIA EM 24 DE FEVEREIRO
DE 1862.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEMBARGADO*.
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
meia hora, estando presente o Sr. desem-
bargador Villares, e nao teodo comparecido oSr.
fh:^l0*r.0Ade..2h.,er^r.ffiffSEif: desemb.rg.dor Silra Guim.res. e o. Sr.. depa-
s, nio poae h.ver sessao.
para constar o Exm. Sr. presideote mandou
oha commuoicado que. a morialidade naquelle {B<> nao pofle hasef 8ejsao>
Art. 2 o Fica establecido o prazo de seis me- gados quaota arbitrariedades Ibes vera i mente,
zes para a remogio dos agougues que se acham aem recorrerem as autoridades de paiz, de modo
em lojas de sobrado e de casas terreas com so- provocsrem por tal forma reacgdea iodividuaes
lio. 1 sempre inconvenientes no estado social. Pare-
Art. 3.* Os contraventores pagaro a multa de ce-Ibes que tratam de amo i domestico, quaodo
30J000 0 oito dias de priso, que se duplicari aa aiuda assim mesmo entre eate e aquetle ha di-
reincidencia
Commuoicou-se i cmara muoicipal do Re-
cite.
DitaO presidente da proviocia, conforman-!
Uu-s cum a propoala do Dr. chafo de pnliria, de
20 do correte, aob numero 252v resolve nomear
a Francisco Vaz Cavalcaoti para o cargo de sub-
delegado de polica do primeiro dielricto da fre-
guezia do Buique.Commuoicou-se ao chefe de
polica.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe represeotou a sociedade Amor ao Pr-
ximo, e em vista do que dispde o 5 do artigo
29 do decreto numero 2,711 de 19 de dezembro
de 1860, resolve nomear para o lugar de presi-
deote da mesma sociedade o cidadao Aotonio Pe-
reira de Souza.
Dita.O presidente da provincia,, attendendo
ao que requereu o promotor publico da comarca
do Brejo, bacharel Francisco Jos Fernandes Gi-
tirana. resolve prorogar a licenga com vencimen-
tos qae lhe foi concedida por portara de 11 de
dezembro ultimo por mais dez dias contando do
em que findou aquella.
Expediente do secretario do go-
verno.
Officio ao Sr. Joio Anglada Hijo, rice-cnsul
da Hespanha.De ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, passo is maos do Sr. Juo
Anglada Hijo, rice-coosul de Hespanha nesta
provincia,
do correo
districlo elevava-se a 410 pessoas, e que ficava na
deligeneia de colher mais alguna (actos, que lhe i
lenbam escapado, para formar estatistica exacta,
e conclue dizeodo que a mortalidade naquella
cidade elevava-se a 88 pessoas, e que anchuras,
que continuaram tortea, mais robasteci.m seu
pensar de que a epidemia estara exliocta.
a Em um officio de 22 do correte, dirigido de
Pi d'Alho i S. Exc, diz o juiz de direito inte-
rino, Dr. Francisco Teixeira de Si, qae do dia*
19 dette mes at a data dease officio linham fal-
lecido m.ls nove pessoas, de sorle que a morta-
lidad j| se eleva va all a qainze pessoas; e con-
clue assereraodo que nio poupari esforgos nem
sacrificios para deaempenhar saas obrigaedes,
comprazeodo-se subidamente em acompaohar a
S. Exc. no mesmo empeoho que se ha proposlo,
e de cuja pratica S. Exc. tem tido a glorificagao
da provincia.
mdicos dests cidade, de suas
suburbios nio recebeu S. Exc
alguma relatira ao cholera-
Dos districtos
immadisges e
commuoicagio
morios.
< A's 6 horas
de 1862.
reitos e dereres recprocos, que nao podem ser
preteridos, sob pena de ser exigida pela lei a re-
parago da respeclira offeosa.
Qusndo o arbitrio se erige assim em norma de
josiiga, ludo rai mal; soffie o direito ; e a indi-
vidua lid de sobr'eleva se icommunbio ; ese al
boje ludo tem Ido ao simples querer d'aquella em
preza, forga que assim oio continu, e a lei
seja observada como garanta reciproca.
E' pois preciso que se reformem semelhsntes
abasos, e que se faga urna tabella de pregos, a
qual deve ser, seguodo o 4 do art. 1 do regula-
mento de 22 de agosto de 1859, superioteadida
pelo fiscal do governo, afim de que teoha ioteira
execugio, nao deveodo seromiltida ou negligen-
ciada a verificagio da qualidade ou inteosidsde
da luz, imposta no 10 do mesmo artigo no
prazo nelle consignado, para que eritem os abu-
sos, que esla medida tem em risla acautelar.
Este estado de arbitrio tem dado lugar a para-
lysago da Btroduccio do gaz em muitos outro.
edificios; e pode muilo bem continuando a sub-
sistir, que estragado o actual eacanamenlo, aban-
donen) os proprietarios os seus servigos e oio
promovam os respectivos concertos, pela razio de
' terem para islo de pagar urna quantia despropor-
cionada e exorbitante. E, pois, este e os demais
motivos, que ficam ah expendidos em simples
indicagio, urgem por providencias serias, que co-
arctaoao abusos, lornem os beneficios esperados
, a eopia solicitada em um officio deM!9 da illuminagio i gaz urna realidade para a popu-
te, a qual deixou de acompaohar o olfi- lagao, e nio pura e simplesmeete urna fonte de
co de S. Exc firmado em 17 deste mez. fcil forluua para a empreza, quando ambas as
Dito ao commandante das armas.O Exm. Sr.' partes contractanles devem aaferir de igual som-
presidente da provincia manda commuoicar i ma de gozo, relativo as coodigs do coolracto.
v. Exc que por despacho desta data autorisdu o I Agora que acamara muoicipal veodeu um
director do araenal de guerra i mandar recolber becco, que exista ns rus do Raogel, era de con-
aos respectivos armazeos os artigos menciooidos reniencia que applicssse a sua importaocia a exa -
no pedido i que allude o officio de V. Exc. de 20 propriagao dessa casa que dereser demolida para
do correte, sob numero 367. alargar a travesss, que vai a ra da Praia.
Dito ao mesmo. O Exm. '
provincia manda communicar
Sr. presidente da
i V. Exc que por
Sendo essa importancia urna receita nio cal-
culada, pode muito bem ser applicada a essa des-
despacho desta dala aulorisou o director doarse- peza talveznio prevista no respectivo orgamento :
nal de guerra i mandar concertar os objectos o qual assim nenhum desfalque soffre. ao passo
mencionados no pedido a que se refere o officio
de V. Exc. firmado em 20 do correle, sob nu-
mero 368.
Despachos do dia SI de fevereiro.
fequerimentos.
Alexsndre Martins Corris Barros. Infor-
me o Sr. iospector da thesouraria provincial, ou-
viodo o Dr. procurador fiscal.
Adriana Maria dsCooceigio IndeferidU ivista
da ioformagio.
Diogo Jos da Costa.* Como requer, e ficsm
expedidas as convenientes ordena.
Fielden Brothers. Diriji-se i thesouraria de
fazeoda.
D Francisca Lins de Albuquerque Vasoncel-
los.Requeira ao iospector do arsenal d<> m.ri-
nha, nos termos do artigo 18 do decreto n. 2,615
de 21 de julho de 1860.
Francisco Joio Honorato Serra Grande.In-
forme o Sr. capilio do porto. ,
Ignscio Francisco Caoral Caolanil. Infirme o
Sr. iospector da theaouraria provincial, cuvindo
o Dr. procurador fiscal.
. Arcediago Jeao Jos Perrelra. Informe o Sr.
Ihetoureiro dss loteras.
Jos de Barros Corris Selle. Informa o Sr.
inspector'da thesouraria provincial.
L'iiz Borges de Cerqueira.Informe o Ir. ins-
pector d. thesouraria provincial.
Maria Deohnda.Asignado, volle, qusreodo.
PERNAMBUCO.
ds Urde de 24 de fevereiro
a Dr. Aquino Fonceca.
Repartido da polica.(Extracto das par-
tes os das 22, 23 e 24 da fevereiro.)
Foram recolhidos i casa de delengao no dia 21
do correte :
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Jos Antonio de Paita, de 16 aooos de idade, sem
officio, Feliciana Maria da Conceigio, de 25 annos,
oriaa Francisca Floreocia do Sacramento, de
24 anoos, eogoatmadeira. todos criouloa, por de-
aordem; e bem assim Jos de Campos Ayres,
tarabea) crioulo, de 70 annos, ganhador por dis-
turbios.
A' ordem do de S. Jos, Manoel Flix dos
Ssolos Cuaba, branco, de 35 annos de idade, ca-
noeiro, por desorden.
A' ordem do dos Afiogados, o pardo Francisco
de Souza, de 50 annos, agricultor, por embria-
guez.
A' ordem do do Pogo da Paoella, Manoel Ro-
que do Nascimento, pardo, de 39 aooos, agricul-
tor, por uso d'armas defezas, e ser vagabundo.
Dia 22.
A' ordem do Sr. Dr. chefe de polica. Laureo-
tino Jos dos Santos, branco, de 25 annoide ida-
de, agricultor, para recrula.
A' ordem do subdelegado do Recite, o crioulo
Maooel Joio da Costa, de 20 annos de idade, ga-
nhar A' ordem do de Ssoto Aotonio, o pardo Jos
Francisco dos Santos, de 27 annos de idade, sa-
paleiro, igualmente por embriaguez.
A' ordem do de S. Jos, Pedro Crysologo de
Oliveira, pardo, de 20 annos de idade, carploa, e
Umbelina Maria da Coocoigso, tambem parda de
30 aooos, lavadeira, por desordena. Antonio Jos
Esleves Guimaries, branco de 35 annos, caixeiro,
por desobediencia, o crioulo Manoel doa Santos,
de 46 annos, oleiro, por embriaguez, bem como
Jorge, afric.no, de 40 aooos, cozioheiro, escra-
vo de Aotooio Villarouco, por iofraegio de pos-
turas.
A' ordem do da Boa-Vista, Apillo de Alcntara
Lios, crioulo. de 18 anoos de idade, ferreiro, pa-
ra recrula, e Fumino, tambem cioulo, de 25 ao-
oos, agricultor, e.cravo de Diogo Soares de Al-
buquerque, por aodar fogido
REVISTA DIARI-
Continuadas vozes shi se levantam em quei-
xas pela exorbitancia da empreza do gai
Cana ment deste para casas particular
quaes se exige por esseservigo um prego
do. que nio guarda proporgio com o tralialhoef-
fecttvo da canalia.gio e custo dos objeclos em-
pregalos. Ora, esse clamor poderu sed exage-
rado, poderia mesmo ligar-se alguma pievengao
ou mi vontade individual; e por isso oos have-
mos abslido de laocar urna censurs i ca
o originar ae o maolinha com a sua connua-
gao, al boje.
Mas, seodo-nos foroecido por Mguns queixo-
no en-
es, das
avalta-
que dsatisjeita urna necessidade de aformosea-
mento e de. moralidade publica.
Lembramos, que teodo de ser coberto o edi-
ficio do gymoasio, se nio deixe de manja-lo fe-
char em todas as saas jaoellas e portas, afim de
que nio sirva de couto i malfeitores.
J actualmente serve elle de abrigo aos belgas,
4_ue vsgam por esta cidade sem ubi nem occuoa-
gio, eoodtces estas que nenhuma garanta ofle-
recem, sendo que j d'alli lem partido alguna ata-
ques propriedade por esles mesmos inquilinos,
comodeu-se ha das com urna mulber, que rol-
lava de Santo Amaro, oode fura vender miu-
dezas.
A reprodcelo disto deve ser acautelada, mes-
mo porque o governo belga nada tem com belgas
que sahem do seu paiz sera animo ou iolengoes
de voltarem elle; os quses por tanto devem
ser vigiados; reprimidos pela autoridade do paiz,
qae deve providenciar a respeito.
Informara-oos, para qae riaja alguma pro
videncia, achar-se arruinado o eucaoabento das
aguas do Beberibe para Olinda ; de modo que o
aterro, que oDsia a mistura da agua salgada com
a doce, e serve de estrada publica para Beberibe,
est tao aniquilado que as mari grandes in-
terrompido o transito e di-se a referida mis-
tura.
A istoaccresce, que estando obstruido tolo o
canal, 00 invern qualquer porcao d'agua trans
borda e enche a estrada. E pois, importa quese
d um remedio i este espido, mesmo para nao
progredir a damoifleacio dessa obra.
Por impedimento do Dr. promotor publico,
foi Borneado para servir interinamente esse lugar
o Sr. Dr Miguel Bernardo Vieira de Amorim,
que prestou juramento no sabbado peraote o Sr.
Dr. juiz de direito Bernardo Machado da Cost.
Doria que o oomeira.
No sabbado ultimo om preso da fortaleza
do Brum, depois doservigo de ir agua, sorpren-
deu o soldado, que o acompaonsva ; earraucan-
do-lhe a bayoneta, corrau para fora da fortaleza
sobre um cadete, que censurara o soldado por le -
va-lo iqaelle servico, sendo elle um criminoso
importante
Perseguido por alguos soldados em sua carrei-
ra, ferio anda a tres delles, sendo porm tam-
bem ferido com urna bayooet'ada, bem como com
algumas pedradas, urna da quaes inutilisou-lha

Dia 23.
A* ordem do Sr. Dr. chefe de polica, o crioulo
Athanazio Maooel da Trind.de, de 56 annos de
idade, pedreiro, e o africano Francisco Alves da
Silva, de 78 anuos, agricultor, para averiguares
polici.es.
A' ordem do subdelegado de Ssoto Aotonio, o
africano Joio da Costa, de 40 annos, gaobador,
por crime de ferimeotos, e Perpetua tambem a-
fncaos, de 50 annos de idade, cozinheira, escra-
va de Rosa Maria da Cooceic.aa, por aodar f-
gida.
A' ordem do de S. Jos, Aotooio Jos de Car-
valho, igualmente africano, de 50 annos, ganha-
dor, por embriaguez e insultos, Manoel Joaquim
do Espirito Saoto, pardo de 20 aooos, talhador,
por desordem, e a crioula Luiza Mara di Concei-
gio, de 35.annos, laradoira, por offensas a moral
publica.
A' ordem do da Cspuoga, o pardo Joao de Mal-
los, de 35 annos de idade, cozioheiro, por desor-
dera.
O chefe da segunda secgio,/. G. de Mesquita.
Movimeoio da enfermara di casa de deten-
gio do di. 23 do correte.
Teve bsixa para a enfermara :
Antonio Joaquim de Oliveira, di.rrba.
Dia 24.
Tiversm alta da enfermara :
Antonio Gomes Senna,
Joao Aotooio Teixeira.
Miguel (escravo do Sr. Dutra.]
MORTALIDADE DO DIA 23 DE FEVEREIRO.
Joio de Souza, Portugal, 62 annos, vluvo, Boa-
Visla, ioterile.
UtobeliQ. Maria da Conceigio, Peroambuzo, 25
annos, aolleira, Boa-Vala, phlyaica.
Poreciaoo Loureogo da Silva, Hespanha, 53 ao-
ooi, viuvo, Boa-Vista, edema pulmooar.
Josquim dos Sanios Braga, Ceari, solleiro, 26
aonos, Boa-Vista, cholera.
Dia 24.
Cordolioa, da Silva, Boa-Vista, Pernambuco, 31
anoos, casada, S. Jos, cholera.
Aotooio Pedro Alexaodrino, Pernambuco, 25 an-
nos, solleiro, Boa-Vista, cholera.
Jos Antonio Cureia de Souza, 40 annos, sol-
leiro, Boa-Vista, bexigas.
Manoel, Pernambuco, um mez, Boa-Vista, inani-
gio
E
lavrar a presente declaragio.
AGGRAV03.
O Sr. presideote deu provimento aos aggra-
tos do juizo especial do commercio desta cidade,
em que aio
Aggravaote, Francisco Tavares da Silra ; ag-
gra .dos, Araoaga Hijo & Compaohia.
JURY DO RECIPE.
! SESSAO.
Dia S4 de fevereiro.
PRESIDENCIA DO SR. DR. BERNARDO MACHADO DA
|C0STA DORIA, JUIZ DE DIREITO DA PRIMEIRA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Miguel
ernardo Vieira de Amorim.
Etcrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
Paula Esteves Clemente.
10 horas da manhaa depois do toque de
campainha e rerificagao das cdulas, mandou
proceder a chamada dos jurados, acharam-se
prelaentes 32 seohores:
For.m relevados das maltas do dia anterior
os Srs. jurados que comparecern! hoje.
Foram multados em 20$000 cada um dos Srs.
multados no dia antecedente, e mais os Srs. se-
guintes :
Raymuodo da Silva Mala.
Bariholomeu Francisco de Souza.
Aotooio Ricardo do Reg.
Jos Francisco Ribeiro.
Dr Joao Jos Ferreira de Aguiar.
Luiz Cesario do Reg.
Victorino Jos de Souza Travasso Juoior.
Jo iquim Ignacio da Silva.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Aotonio Carneiroda Cunha.
Joaquim Lucio Mooteiro da Franca.
Dr Maooel de Figueira Faria.
Dr. Braz Florentino Henriques de Souza.
Joio Chrisostomo Fernandes Viaona.
Claudiano de Oliveira.
Maooel Luiz Viraes. -
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Jos Henriques Machado.
Sendo aioda insufficiente o numero de 32 jura-
dos para haver sessio, o Sr. juiz de direito pro-
ce leu ao sorteio de mais 16 jurados, e sahiram
soleados os Srs. seguiotes :
Lfobino Heoriqoe Mafra.
Amonio Jos Pestaoa.
Agostiuho Eduardo Pina. -~~
Ge Idino dos Santos Nuoes de Oliveira.
Jojs Jerooymo Bustorf.
Marcomiro Peocracio Pereira dos Santos.
C'< etano Pereira de B>ito.
Di mingos Alfonso Nery Ferreija.
Di. Virgilio de Gusmio Coelho.
H mrique Slepple.
Manoel Aotooio ds Silva Moreira.
Ji ao Baptisia Cesar.
M inoel Ephigenio da Silva.
L liz Antonio Annes Jacome.
C pio de fragata Hermenegildo Aotonio Bar-
bosa de Almeida.
Ignacio Maooel Viegas.
Coocluido o sorteio, o Sr. juiz de direito man-
dou proceder as oecesssrias notilicagoes, e le-
vantou a sessio, adiaodo-a para o dia 26 do cor-
rele pelas 10 horas da maohia.
Communicados.
A distribuico da porceotagem dos era-
pregados do consalado provincial,
em vii-liide da nova tabella.
No Diario do Recife n. 40, de terga feira 18 do
ebrrente, l-se um estirado communicado, tendo
por enigraphe o titulo cima, e terminando por
urna tabella comparativa dos veocimeotos que
percebiara, e passam a perceber osempregados
do consulado provincial, em virtade da nova dis-
tribuido de quotas, tomado por base o rendimen -
lo de 750:000$, como o mais acertado para aqui-
latar o calculo que fez o Exm. Sr. presideote da
proviocia. Apezardo cuidado, que parece haver
osto o com mu nica nte em nio ferir a suscepti-
ilidadeda presidencia, a simples leilura do com
uoicado demooslra que elle urna ceusura acre
por demais injusta; porque, em verdade, se
ouve occasiao em que S. Exc. se moslrou res-
eiador da justiga, foi ceriamente oa execugio
ue deu i lei que lhe peimitte reformar ocoosu-
do provincia', e distribuir pelos empregados a
eapecliva porceotsgem. Seja nos, por tanto, fa-
cultado acompaohar ocommunicaoteem seus ra-
ciocinios e mostrar a carencia de baae slida, em
queetles laboram.
i Remonta o communicanle i lei provincial n.
otO de 18 de junho ultimo que autorisou a prn-
silencia a contemplar o portei'o do consulado
provincial com a calhegoria de 3* escripturario.
t bem assim os guardas na que Ihes compeliese,
para regular t com tiles repartir a porcentagem,
aem que todava augmentases o quantum des-
ta, que flcou subsisliodo conforme a fixagio que
Uvera em leis anteriores.
Asseotado este ponto de partida, o communi-
canle, lomando por pretexto quea redaegio
Pelo que toca a essa sorpresa, que oo cons-
ta qae a redaegio primitiva da emenda tal co-
mo foi apresentada, era a seguate : porteiro contemplado na percentagem com a ca-
thegori. de terceiro escriptarario. Ora, se bou-
ve alteragao oo Densamente 7J emenda, ficando*
redigida, como flcou, cousa que deixmos ao-
criterio dos leitores e do publico.
Seja, porm como fr, aceres do histrico da
redaegao da emeoda, o corto a (firmar o eom-
municante, que se a determioagao, de que com o
porteiro e com os guardas se repartase a porceo-
tagem, tivesse como complemento a elevacao do
quantum em que esta fra fizada, nada haveria a
oppdr, ao passo que se toma incompleta essa me-
dida logo que s sabdivjda a porceotagem que ha
dez aonos pertence aos outros. Desfarte a preten-
dida iojusliga da lei est nio do accresceolamento-
de porceotagem aos ordenados do porteiro e guar-
das, mas sim em que aquello acerescimo se fee
a custa da porceotagem existente e nio de por-
ceotagem noramente creada. Deixaremos ainda
ao criterio dos leitores e do publico o sprecia-
menlo desse novo raciocinio, e pasaremos adi
ante.
Dada a lei, o que compre examinar, se S.
Exc. o Sr. presidente a execuiou cooscieaciesa-
mente. E eolio nao possivel prescindir do art.
20, 2o da lei o. 511, pelo quat ae manda que os
veocimentos dos empregados proviociaes aejam
determinados do modo mais equitativo, segundo
a calhegoria e trabalno de cada um; sendo qae
na determioagio da porceotagem teria o presi-
deote da provincia atteogio a creacimeoto pro-
vavel da reoda aooualmeote, da modo que o
quantum daquella seja na razio inversa deste
augmento.
Seguodo a tabella dos vencimentos que perce-
bi.m os empregados do consolado provincial, to-
mado por base o reodimeoto de 800:0009. que 6
a mais admissivel, e que foi a de que ae servio a
thesouraria provincial Dar orgaoisar a tabella
que foi exigida por S. Exc, e que abaixo publi-
camos, ve. se a grande desproporgao que havia
entre as calhegoria. e trabalhos de diversos em-
pregados; porquanto, ao passo que eotre o ad-
mioistrador e o chefe de s >cgao havia urna diffe-
reoga de 4849056, a differenga eotre este e o Io
escripturario era de 1:3169280, a differeoga eotre
este e o 2a e laogador era de 3169056. e a diffe-
renga eotre este e o terceiro e Qel do thesouretro
era de 2689056.
Ors, se a lei aa retribeigio dos empregados
deve seguir urna proporcio razoavel, evidente
que a assembla provincial podia e devia sem
augmentar o total da porceotagem, ordeoar a sua
distribuido de modo que a justiga fosse devida-
meole guardada. Este foi ce-tamene o fim do |
2" do art. 20 da, lei o. 511 e S. Exc. perfei la me-
le o compreheodau oa pratica, desde que procu-
rou guardar na distribuigio da porceotagem a
proporgio oeceasaria e correspondente i calhe-
goria e trsbalho de cada um.
Basta 1er a mesma tab-lla do proprio commu-
nicanle para ver que S Exc. se houve conscieo-
ciosamente na distribuigio da porceotsgem, ti-
rando aquello que linham muito e accreacentao-
do iquellea que linham pouco era desproporgao.
Naturalmente appareceriam queixas de uns a
lourores de outros; mas S. Exc, tendo per nor-
ma a justiga, oio poderia tomar em liona de con-
ta aem aquellos, oem esles; pois o administra-
dor que lem a cooscieocia de seus actos, sabe dar
o devido valor a taes maoifestages.
Nao poderia S. Exc. ou suspeoder a execugio
da lei ou adiar o aso ds sttribuigio que lhe foi
dada ; asuspeosao da lei nio acha razio plausi-
vel no inleresie deste ou d.aquelle, aliia ji con-
siderado e pesado pela propria lei, eo naouso
da sttribuigio seria urna fraqueza, e urna desleal-
dade para com o corpo legislativo da proviocia.
As leissio feitas porque assim o reclamam a jus-
tiga e o bem publico, e deade que foi recoohecida
pela lei a oecessidade da reforma do coosulado
provincial, nada poderia autorisar o adiameoto
desemelhante medida que alies entenda, nio s
com a sorte dos empregados, como com o bem da
propria reparligio e toa diraegio de seus traba-
lhos. E note se que a reforma do cousulido,
permittida pelo art. 20 da lei o. 511, comprensa-
de no 2 a distribuigio da porceotagem e de-
termioagio dos vencimentos dos empregados, pe-
lo que contraditorio o communicaote, quando
diz que S. Exc. ainda nio iniciou a reforma do
coosulado provincial.
N. distribuigio da porcentagem, quizara o com-
municanle que V. Exc. se regulasse pelos prejui-
zos soffridos pelos empregados com a reduegio
de seus rencimentos ; mas por pouco, que o com-
municanle lesse o citado 2 do art. 20 da lei n.
511, vera que a base da distribuigio se scha ah
delermoada, oio pelos prejuizos soffridos, e sim
pela combinagio da calhegoria e do trabaiho de
cada om. O meio legitimo, por taolo, de comba-
ler a distribuigio feta por S. Exc, seria nao-
apreciar os prejuizos de cada um comparativa-
mente i antiga tabella, maa sim a combinacao da
calhegoria e trabaiho. Se a aotiga tabella era ra-
dicalmente injusta, taoto que foi mandada refor-
mar, como poderia S. Exc. t-la em vista oa oo
va distribuigio ?
A ceosura relativa ao porteiro a mais positi-
va ; porm atienda o communicanle para a leiira
da lei, e ver que aioda ah S. Exc. execulou-a
fiel e religiosamente.
O porteiro tinha por lei o ordeoado de 6009.
Podia ne.te ordenado tocar o Sr. presidente? O
communicaote responder naturalmente que nao.
Logo s reata va ao Exm. Sr. presidente igualar, a .
sua porceotagem i dos lerceiros escripturario, a
justamente o que se v oa propria tabella do
communicaote, na qual, teodo os lerceiros es-
cripturartos, laogadores e del a porcentagem da
1:0359424, igual porceotagom teve o porteiro;
sendo que a ditTereoga para mais resulla do or-
deoado e nao da porcentagem.
Nio eotramos em questao, se coovm ou nao
diminuir o ordeoado do porteiro, isso negocio
quetompete i assembla provincial; mas o cer-
lo que a porceotagem delta foi em tudo iguala-
da A porceotagem dos lerceiros escriturarios,co-
mo maoda a lei.
A lei n. 510 lei do orgamento, lei onus,
deve ser executada no anuo Quanceiro par. que
foi feita, e pois S. Exc. oio podia deixar de ini-
ciar a reforma do consulado autorisada pela lei n.
511 oa parte em que eoteodia com a le n. 510 ,
aendo para notar, que se nio houve elle com sof-
freguidao e, pelo contrario, com tal prudencia ca-
minhou qne a reduegio que poderia principiar no>
1 de julho passado, s comegou do Io de feve-
reiro correte, com o que auferiram os emprega-
dos, ora queixosos, um proveito nio pequeo.
No tocante is alluses que possam marear a
reputagao de um empregado, que sabe presar a
sua dignidade, seria mais para desejar que o>
aleivoso erguesse a mascara do anonymo e sos
cante, lomando por pretexto que a
pouco iolelligivel, di isso cerno razio par, ae ler
Virginia Maria do Espirito Santo, Olioda, 13 an- originado urna certa historia d* sory.rsaa, qae
aos, solteirs, Bol- Vista, fleuriz, 'diz ter havido em sua adupcao.
mosirasse de rosto descoberto; nao o fazendo,
toroa-se um hornera s digoo de despiezo ; e se
aa treva. em que ae eovolve lhe parecem espes-
sss, ellas o oio sao taoto que oio deixem entre-
ver o raivoso que, depois de morder traigeeirs-
mente o Exm. o Sr. presidente da provincia, se
langa sobre aquelle que mais lhe despertou as
iras, s porque em seu favor cumpno-ae um
principio de rigorosa justiga. E e vicio em
quem goveroa a obslioagio de oao reparar io-
jusiicas, virtude manter com flrmeza decisoe*
justas, a despeito das biliosaa e apaixonadas q,t
Tectives de pretendqntes. njallogrados.
M~~



DIARIO DE PERNAMWJCO. tv Tt?&t> Ulo* 5 DI RfERBIO DE 18W.
Correspondencias.
Comarca dcGoianaa.
1TAMBK.
4/eu* amijo. Depois de dous ranos de silen-
cio, que temo* guardado respeilo deste itarob,
vemo-oos na ubrigtcao de noliclar-vos as occur-
reocijg qne se tem dado occasiooadas pelo terrf-
1 Qagelio do cholera-morbus ; desenvolvido no
Cruastgy, perten cente a esta freguezia.
Era das de dezembro antes de se ter propaga-
Jo ali o cbolara, ji o estado sanitario desta fre-
Heiia era pouco lisougeiro ; pois os habitantes
-en diversos pontos soffriam de diarrhas, estas
tbram degenerando a pooto de se veriflear mul-
los casos de cholerina : quaodo esses fados se
passaram desapercebilos pelos cautos, o ho-
rnera experinte va cada vei nuis sggravar-
oe o estado stoiiario, e cobo quer que o nosso
raolo j se reisetitia, e presagiava a viuda desse
nioostro extermioador do genero humano quan-
a as cousas assim passavam, o estado sanitario
Je (oda a freguezia se armioava de da ern dia :
s que se fax ouvir a terrivel den uuciacio da exis-
tencia do cholera em Cruangy.
De eiio, o moostro parece, que tendo-se ani-
nbado as margena do Cruaogy, e aos primeiros
oocejos depois de um soa.no de cinco snnos e
itomezes esperta, e de noro accoamette ao
snalfadado Cruangy I....
A vista da versa o que por abi corre traduzindo-
e o cholera de Cruaagy por oatra epidemia, e
^ue, se se Ihe deu o nome de cholera ; foi para
ins lucrativos II Nao podemos doixar de repel-
lir tal gragola lilha de algum patoteiro, ou algum
curador de elephantiases, que julgando o mundo
U loa, de calcas as mos, musido de aeu talis-
mn, zomba do velho Esculapio o do pensador
Hahoemann.
Logo que, se deram algn? casos do cholera
m Cruangy e Mocos, o Sr. Or. Firmino, medico
ue faz hoora aclassa a que pertence, achava-se
interinamente no expediente de delegado da co-
marca, e investido dess* autoridade, foi a Cruao-
gy, a ahi teve de observar todos os symptomas
caractersticos do cholera ; e estara o Sr. Dr. Fir-
anioo no caso de abracar a nuvem por Juno ?
^.0*"? que nau' tm lim ex8,ocia do chole-
ra hoje um factoeonsummado, nao admiti dis-
cussao ; o corlo qua a nao ser as grandes pro-
cidencias dadas pelo Exro. presidente da provin-
cia o Sr. Antonio Marcelino Nunes Gongalver,
Cruangy, Timbaba, Mocos, a todos os seus su-
burbios teriam soffrido multo mais, e a epidemia
aria se desenvolvido com maior iotensidade.
Sendo na lestsmunha oceular, por nos achar
no iheatro da epidemia, nio podemos deixerr de
levar ao conbecuneato do meu nobre amigo, cer-
tos fados, abunde que pelo vinculo do vosso im-
portante jornal lavis ao conheciment do publico;
fados que nao podem ser contestados, e mesmo
pira que nao lquem no olvido servigos lo rele-
?autes prestados a esta freguezia.
O Exm. presidente da provincia logo que foi
-scieotilicado da existencia do cholera em o lugar
Anioga, deu todas as providencias; empregou lu-
do quaoto est a aeu alcance, j mandando m-
dicos de todos os medicamentos proprios ; j ir-
maas de candada, afim de que nao soSresse a-
juelle lugar o maior de todos os males, o aban-
dono.
O major Alexaodre da Barros, delegado da co-
marca, que logo reassumib o lugar ; esse bravo
militar porlou-se com a maior intrepidez possivel,
percorrendo todoa os pontos dominados pela epi-
demia, aoimando com a sua preseoca as autori-
dades e seus habitan les, visitando oa accommet-
tidos, portando-ae com toda a urbaoidade prpria
deseu coracao e dando dioheiro aos subdelegados
para esses destribuiram com os indigentes, con-
forme as ordena do governo. leudo mandado o
Exm. presidente dous mdicos o Dr. Alcibtades
Jos Gongalves Pedra e o Dr. Brando o Sr. ma-
jor delegado deixou ficar em Cruangy o Sr. Dr.
Jirando, e mandou o Sr. Pedra para Timbaba,
le tambera j so liria, e honra seja feita a lo
dignos mdicos, qua nada pouparam attm de
cumprirem lo honrosas commissoes; o Sr. Dr.
Pedra tendo sido accommettido da epidemia, in-
da mesmo em couvalesceoca, e por isso mesmo
muito .debutado percorria a povoacao eseus ar-
rabaldes. Cruangy, Timbaba, Mocos, e os lu-
gares adjacentes muito soffreram, nao a falla de
occorros, e s por assim prover ao Omnipo-
tente.
Em quanto a cura espiritual foi tambem cal-
dosamente feita nao s aos enfermos como aos
saos, que de tropel corriam as igrejas em grande
numero, e ahicoofesaavam-se e Sacrameolavam-
e, esperando assim pela marte I Pois o nosso
Tigario Antonio Rufino Severiano da Cuaba, logo
que se declarou o cholera correu aos Lugares oa-
de reinava a epidemia, e este coadjuvado pelo
reverendo padre Diogo de Barros Araujo eapel-
Io de Cruangy, que prestou-se como verdadeiro
ministro da ooaaa religiio, e o coadjutor da fre-
uezia Fre Jos da St. Maria Magdalena Bwro,
capellao de Timbaba. que pelo moilo lidar suc-
cumbe no dia 18 depois de oito horas que foi ac-
commellido, deixando todos os habitantes de
Timbaba em consteroac.io pela mortedesse flLho
do Carmello, de ssudosa re.cordac.ao digno sa-
cerdote, ptimo amigo, filho obediente, amoroso
irmo e arrimo de (rea irmasl....
Em Timbaba temos de lamentar mais a perda
do subdelegado Jernimo Gongalves da Silva
cidado prestante e dedicado ao servico publico)
o comarca reeonhecia nelle esse lino policial,
.muito perdeu aquelle lugar nessa parte.
O major Claudioo Cesar Freir proprietario
bailado, senhordo eogenho Salgado, hornern de
besa a toda prova, e excellente pai de familia ; a
trra lhe seja leve !
A morlalidade nesta freguezia tem chegado a
cito cenias pessoas, e Deus queira que lquem os
ni.
Tendo-ie dado alguna casos do cholera em der-
redor do Iiamb, fez-se preciso que o vigario loa-
se a matriz no dia 19, e no dia 21 pelas. 6 horas
da tarde foi accommettido, e por espago de 24
horas esteve em perigo, porm hoje j o lulgamoi
escapo. "
J que voa temos falladodos relevantes aervi-
oa que prestaram nesta quadra de horror o Exm.
presidente da provincia, o major delegado da co-
marca Alexaodre de Barroa Cavalcanii, Dr. Fir-
jntan, Dr. Pedra e Dr. Brandio, e o clero desta
MfMtla, nao podemos deixar de fsllar-voi de
i blata, de um ministro de Jess Cbristo de
um hornea iosplrado por Deus, que tantos beos
prodigalisouaos infelizes, acodindo-lhesj cofii a
conflssao, ii com os remedios e j com as pala-
*! ora*' Pwpritt do ultimo irhtant da
ws W ftffo fsltar-vos do muito dfgoo padre
- Ia?*8''6 FrefEgidlo, misaionario apostlico espo-
i .-fu r.hinhn. deste sacerdote iocansavel ; qualquer
i que fosse o lugar por mal* longlnquo e escarpado
1 fot**, Pdf-w;u*sf d" tjasness infeliz (se
chava, fr4lf3.de* nao faitou f*oto affe
pela eatatn.iaapt t4U nao toasej afci est C
. Aataf, OajaMpusj, Moaf, !!>'"> '
Tiuma, Neoalt Pastos, GuWtm*. Uw,
l^lms^to# MnestatesafcwatiaV.de, e
es-jueamfco osjpi V FajlfgQ I N
boje |M a pritJBfls* 4e paaSncp v (_. _
miraco os grandes servicos prestados pelos dig-
nos e virtuosos- Cspuchinhoi; j no cholera de
1836 tambem a pedido do Exm. conselheiro Jos
Bento, presidente desta provincia foi o Capuchi-
na, que com cruciQxo ao peilo percorria aa
ras da Victoria, juocadas de cadveres, por as-
sim dizer, stm, a cidade da Victoria testemunhou
o que nos boje testemunhamos, que conloa de
rrs nao tem o hospicio da Peoha poupado os co-
fres pblicos com essssediflcacOes e reedincacoes
de mairizes ; que bsndo da sediciosos nao teem
esses apostlos da verdade desarmado 1 Neuhum
rupmem sensato deixa de recoohecer os grandes
beneficios que de continuo os virtuosos CapachV
nbos teem feito.
J aos iafeseapaodet o Sr. Camilla Mendes
daCuoha Azevede, subdelegado de Cruangy, que
como autoridade policial desempenhou cabalmen-
te os seus deveres, e como homeopatha prestou
grandiosos servicos a humaoidade.
Em Pedras da Fogo, dentro da poveacfco ape-
nas se tem dado casos funestos ; porm em pes-
soas que j vinham affee4adas de lugares oode
reinava a epidemia, porm em circuito de Pedras
de Fogo j se tem dado alguna rite casos, e al-
guna funestos.
E digno de todo o louvor o subdelegado d'ali o
Sr. capito Raimundo de Araujo Lima, pela ac-
tividade que tem mostrado, pereerreado todos os
lugares que havia alguma pessoa accominettida ;
pro porcin and o-l he remedios, e mesmo dando
alguma esmola de sua algibeife, j do cholera
passsdo portou-se da mesma maoeira; boje eis
elle em campo, ainda mais dedicado, posto que
os servicos prestados pelo lenente-coioml Maria-
no Ramos de Meodonca, subdelegado n aquel le
lempo, capito Raimundo e muitos cutres cida-
dos que a expensas suas soccorrersm a pobreza,
urna mo invejosa, talvez, lnes passassela espon-
ja ; porm nem por isso elles recuam nem recua-
rao ; nao sao essas honras ephemeras que in-
citan) cerlos homens s caridade, nao, essas hoo-
* de ordinario s se dio merecidamente a
pSScVi4 t "lo96eTl'o lwfvA0 T} K' 'BUra ou ,0 herdiro "^rio. que nio tem
5embro de 1754 "' de 9 4e 10" ?.?????.? ^inislrago da heranca e que
Em apoio do Jacto de estar ella herdeira na
possereal e effectiva doa bens da heranea, a
principio limitou-se a dizer que, morto o sita
fllho retirra-se ella para o engenho PiolosTo
melhor bem da heranca, onde existe a fabrica do
m

O tanf^ecteia, dtlf^.,1
Castro, fca ven do pola
visti ajra^suste
S>.lal|u a
matos
_ 8lfces
J* p3ao
|a)*eniarian-
ra com a
terso, as
ras
aquelles que menos trabalham e mais lucram 1
t dicant Pauduani I....
O Dr. Vital de Oliveira, medico mandado para
a villa da Pedras d? Fogo, pelo Sr. presidente da
Parabiba ; assim que^soube da existencia do cho-
lera tem-ae dedicado mesmo a curar os accom-
meltidos nesta provincia com toda a dedicarn, e
por isso digoo de attenco por esta provincia, o
seu procedimeoto tem sido tal, que tem captivtdo
os habitantes da povoa(o de Pedrea de Fogo e
seasarrabaldes.
Na Serrioha tendo declinado uos das, porm
depois do dia 8 recrudescea, nao tem morrido
menos de 30 pessoas, e Deus queira que Gquemos
nesses s.
Mu estimamos que o nosso amigo v contando
muitos jaoeiros, e com muito dioheiro.jpois sem
ter dioheiro uo pode estar calmo, e assim nao
soffrer a massada que lhe d
O amigo vtlho.
P. S.A povoa;o de Camotanga jsoffre do
cholera, j ha mais de 30 doaotes, o Dr. Pedra
foi oo dia sexta-letra 14 do andante a a< uelle lu-
gar, e muitos linhsm sido curados po um ho-
rnern morador no mesmo lugar com appl cacao do
limo em pequeas dses.
nos^Velecet sa. fesijenci
imajn
io de
direife
_^pbato ta|igHi i ,k,
maianta das razla le E|S^fl,
Iunt assim le tMrimia)i
I A ordenaco do livro *, titulo 9i %0o princi-
^pia, exflrlnififljrnla mfieira. aagaiftiey-
Morto o marido, a mulherfica era pos'se e ca-
nees do casal, se com elle ae lempo de sua
morte viva eo casa, leuda e anteada, como
marido e raulher, e de sua mo recebero os
berdeiroe do marido parlilsia do todoa os bens
que por morte do marido ttcarem, e oa legata-
rios os legados.
Eotsoto que. se algum dea hefdeiros ou lega-
tarios, ou qualquer oalra pessoa lomar posse de
alguma cousa de heraeaa depois da morte do
mande, aem coaseolimeato da ro.uih.9r ella se
pode chamar esbulhada, o aer-lhe ha restituida ;
o pei que tanto que o casamento communi-
oado por copula, a rnulher fit rpeeira em
lodos os beos que bao ambos como dissemos oo
titulo 46 como o marido e mulher ; e o marido
per morte da mulher contina a posse velhs
que antes tinha justa razo, e que por morte do
marido fosse prvido a ella de abzum remedio
acerca dessa posse, o qual remedio Ucar ella na
posse e cabeea de casal.
Eslas palavraa, contina o lestamenteiro, q-
dicam perfeilameate o que seja cabeea de casal,
edellassetft que a coodigao capital-para que
alguem seja considerado cabeea de casal, a
posse e admiofslraeo da heranca.
Essa posse e administrado contina no mari-
do pela morte da mulher, e passam para a mu-
lher pela mtrte do marido, quaodo ella a esse
lempo nao eslava separad* delle.
E por isso, contina anda o lestamenteiro,
que Coelho da Rocha, em suas instituidles de
direito civil, ediejao de 1852 474, diz :
Chama-ae cabeea de casal a pesioa que est
na posse e admioislraclo da heranca, e quem
os co-herdeiros vem pedir as psrtilhaa.
E tratando das pessoas a quem compete ser ca-
beea de casal, enumera em primeiro lugar, ocoo-
juge sobmiso, baseado na ordenaco cima dia-
da ; em segando logar, o fllho ou co-herdeiro, que
viva com o defuolo, ou que pelo seo fallecimen-
lo tomou conla e posse dos beos citados, Orde-
naco lit. 96 9 etc.
Em offtcio desta doutrina o lestamenteiro cita
anda outras muitss autoridades, depois do que
acresceota : Eotretaoto o que flca assentado de
pedra e cal que cabeea de casal : primeiro o
conjuge sobmiso quaodo nao havia aeparaco
seguodo o herdeiro filho, ou fllha, descendentes,
ou ascedente, que eslava em companhia do falle-
cido, e que por morte deste ficou oa posse dos
beos.
Quaodo oo existen descendentes, ou asceden-
tes, em taes coodicoes, isto qne teoham fleado
na posta dos bens, e quem como tal pertence
sr cabega de casal, ao leslsmenteiro, que com-
pete proceder a ioveolario, administrar os bens e
dar parlilhas.
seu jor-
os, ser-
assigoa-
oesse a queroso
Srs. Redactores Continuo a lr em
nal os doestos que me tem sido dirigid
vindo-lhes sempre de porta-bouquet a-
tura do Sr. Joaquim Juvencio da Silva.
Se o quizesse accompaohar
terreno, seria descer de miaba digoida'de, por
que, discussoes taea fazem descoohocer a razio
de que lado esl; tanto mais quaoto s se esses
tiros fossem certeiroa mepoderiam moles ar, mas
falhaodo elles ao alvo a que ae dirigem reava-
lam. e iro por conseguate quem toca poeta.
Heide pois recorrer a outros meios coa
lois do na iu paiz
esse mei injusto
com o meu carcter e com as
para repellir e fazer eoater a
aggressor.
Entretanto, seja-me licito em conclusao me-
morar um dito de om amigo meo, qu > j nao
existe, assaz conhecedor das coasaa deate mundo.
Elle falla va sem alluses pessoa aliuma, e
eu do mesmo modo repilo aa suas palavrts.
Dizia-me sempre use bm amigona te ad-
mires de qe se tenham em pouca conta os me-
lindres de outcem, porque em geral eu teoho co-
nhecido individuos, que meoospresandlo seus
proprios bros, fazem at alardo de couaao, que
vo dispertar factos, dos quaes a sai razio, a
oioralidade publica e muitas vezee a paz i oms-
tica lhe impde o rigoroso dever de envergonha-
rem-se, pelo menos apparontameote.
Sirvam-se, Srs. redactores, de dar publ cidade
e estas liohasdo
Seu aasigoaole muito oorigado
J. M. S. Aguiar.
pativeis- ,erS8S partes da legitima, a herdeira nao um
Em confirmaco desla doutrina cita lestamen-
teiro a ari. 1 H 1 e i do regulameato n. 422 de
27 de juoho da 84S, o a citada consolidado daa
lea civis, art. 1142 ; e refutando o argumento
qua herdeira dediu no alvar de 9 de oovsmbro
do 1754, diz que este alvari oo pode aproveitar
meama herdeira, porque te refere a posse civil,
nio de tola a heraoca, mas dos bens que cousli-
tuem o quioho hereditario do cada um.
Em seguimento de urna til demooslrsco, o
lestamenteiro assim se exprime: Sendo por ven-
tura dous, tres, quatro, ou mais herdeiros, a posse
civil com os tHenos da natural posse a todos dous,
tres, quatro, ou mais, cada um na sua quot he-
reditaria ; mas nao essa a posse de todos os
beos, que coostituem a raassa hereditaria, a posse
com admiuistrac.au que o direito exige para o car-
go de inventarianle ou de cabeea de casal. Se a
herleira legitima fosee universal nao haveria
questao ; mas tendo o fallecida dispssto de tsda a
terca o constituido a heranca smenle nasduas
Srs. Redactores.Rogo-Ibes a publicacio c
conceituado jornal da sentenca que obtive
esperar outra
do digno Dr.
que
mas
no inventario de meu finado filho Jos "Fernando
da Cruz; sendo que nao era de
cousa da intelligencia e reclidio
juiz municipal da segunda vara:
Nao decoroso que o Sr. Bssiliaoo de ilsga-
haes Castro, recuaodo da questao, e j nio fal-
lando mais oa sua cerenct'a e direito de posse,
procure por na sua frente a pessoa de seu fcdvo-
gado. que est fra- da questao e e quemmui-
to respeilo, pois com a publicago abaiso da
mencionada sentenca com a qual alias o S. Ba-
ailiaoo cooformou-se, nio quiz ella prova
o seu advogado o seja de causas perdidas,
somante que nao tinha a razio de sua part
Recite 24 de fevereiro do 1862.
Joanna Maria das Ddr
D. Joanna Maria das Dores precisa a be
eu direito, qne V. S. lhe d por cerdao o
da sentenga proferida por este joizo nos
de inventario de aeu finado filho Jos Fern
picho d' V Sm P*" m *8 afi' mi,ter ^M"
Pede V. S*. IUm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara deferimenlo.E R. Me.
.cfaComo reHaer- Reeife 18 de fevereiro de
looZ.Araujo Barros.
Maooel Jos da Molla escritao vitalicio do civel
desta cidade do Recife de Pernambuco e seu
termo, por Sua iRageslade Imperial e Cooti-
tucional o Seobtr D. Pedro II, a quem Dos
guarde, ele |
Certifico que revendo os autos da ioveotario
fn,q.Un, V &** a ^"*0 delle MD8t8 n-
tenca proferida por este juizo do theor, forma,
modo e maoeira seguate : |
luter locutorio.
Visto estes autoa de inventario dos beos do fa-
ado Jos Feroaodo da Cruz, dalles se v o se-
guinte :
Que aos 8 de oovembro do aono prximo' paa-
sado fallecer aquelle Jos Feroaodo da Cr iz
com o testa melo de fia. quatro a fls. ooz< ;
que no dia dezenovs do masmo mez, onze di is
depois de sea fallecimenlo Basiliano da Maga-
haes Castro, testamenteiro de Cruz, apresentou
a este juizo s policio de foibas tres, na qual
requeren para ser admittido, naquella qoa-
lidade de teetameoteiro, a inventariar oa beos do
mesmo tinado, que essa noticio foi atteodida,
masque depois de deseripta a mxima parte dos
bens da heranca, a mai do aobredilo Cruz, >.
Joanna Mara daa Dores, herdeira necessaria das
daas tercas partea do seus bens, pedio vista sus-
pensiva do respectivo inventario, afim do excluir
da ioventariancia o j mencionado teatamen-
toiro.
Sendo-lhe concedida s vista pedida offereceu
ella em apoio de seu pedido at allegacoes de fls
vinle, as quaes estabelece o principio de que
existiodo presente a aniea herdeira da dito Cruz!
a esta cabla inventariar os respectivos bens, por-
qoaoto eslava sio s na posse real e effactiva
dos meamos bens, seoso como para ella, deade
o fallecimento daqaee seu fllho, passara-ae a
poste civil da heraoca com lodos os effeitos da
posta natural.
Em apoio do direito em que asseots s materia
daa allegacoes que offerecis, citou a herdeira Pe*
reir de Ctrralho, processo orphana lgico, nota
59, Crrela Talles, doutrioa daa aocoea, nota 876,
Teixeiri de Freitas, comolidsgao das leit civis
versal a o alvar de 9 do oovembro da 1754 nao
lhe coofere a posse de todo o monte parlivel, da
modo que por tal alvar poasa ella maoter o car-
go de inventaran!* oabe<; da c.l, etc. ele.
A legataria e herdeira do remaneconte da terca
dos bens do sabredito finado, havendo pedido e
ajeancado vista para dizer tambem sobre a ques-
tao da ioventariancia, reproduzio em substancia
as allegacoes do tastamemeiro, acreaceotaodo que
oaaeua ioteresses, que esli ligadoa aosdafa-
zeoda publica, se julgam melhor gsraotidos com
a administraco o nventariaocia do testamentei-
ro, pelo que requera em conclusao que desaten-
dida a reclamacao do procurador da herdeira, se
proseguase o mais rpidamente possivel nos ter-
mos do inventario e da partilha. Tanto a herdei-
ra, como o lestamenteiro, depois de haverem al-
legado o direito, que cada um diz ter sobre a
ioveotariaocia de queae trata, asaealaram de pro-
duzir sobre os pontos defacto de auas respectivas
allegacoes o que coosla do documento appenso
aoa presentes autos.
Entretanto o que desse documento resalta sem
controversia o seguioto primeiro, que s her-
deira D. Joanna Maria das Dores, haveodo mo-
rado com o finado aeu filho, eraquaoto este mo-
rou na ra Direila desta cidade, nos ltimos ao-
noa anteriores morte do mesmo morou no enge-
nho Pintos, donde viodo para esta mesma cidade
poucos das sotes do fallecimento do dito seu fl-
lho, pouco tempo aqai demorou-se depois desse
aconlecimeoto, voltando para o referido eugeoho,
eiodo reaidir em urna casa alli existente chama-
da da horta, oa qual sempre residi, essa que fl-
ca pouco distante da casa de viveoda do mesmo
engenho ; segundo, que o lestamenteiro Basiliano
de Magalbes Castro, sendo em lampo da vida de
Cruz incumbido por este de vender nesta oidade
seus assucares e de comprar osupprimentoneces-
sario para a fabrica do engenho, e para elle pro-
prio Cruz, contiouau a praliear os meamos actos,
depois do fallecimento do mesmo Cruz, sendo que
at para isso obleve ltimamente autorisagio des-
te juizo, como consta dos autos as tullas 46 e to-
mas 47.
Isto poslo, e ludo reflectido e pensadamente
considerado, observa-se : primeiro, que os auto-
res citados pelo testameuteiro, todos suppoem a
co-exiitencia de muitos herdeiros, e nesta bypo-
fra de toda a duvida que a ioventanan-
-
; -tr loaaea-e herdeiro dat dts tercas partes doa bens
arosma heranca.
da bu
lato
these
ca deye competir aquelle, que tem a posse com
a admioistraso da heranca. Suppondo em con-
cusco de herdeiros, dizGuineiro notrat.de devis.
livro fl cap. 12 pag. 673, n. 26, quando nom su-
peres! ullus ex conjugl leus, mamat incapite, el
possessione casalia fllius, aut filia, qui vel quea
per mortem parentis iopossessione bonorum repe-
rltnr. r
No mesmo sentido Pereira de Carvalho em seu
processo orphaualogico, 84, nota 59 assim se ex-
prime : Por morte de nm dos conjugas rica o ou-
ro na posse dos bens e cabeea de casal por de-
lerminacao da ordenaco livro 4 lit. 96 88 6 e9
Se aquelle que morre viuvo. deve ser'nomeado
para cabeea de cas.al o co-herdeiro mais velho,
se cora elle viva ao tempo do fallecimento. alias
um dos outros, em quem se veriflear essa cir-
cunstancia. Se nenhum delles com o inventa-
riado, deve o juiz nomear aquelle, que lver mais
conhecimento dos beos e probidade?
Pereira de Souza, P.Hohaa nota 1021. coosa-
graodo a mesma doutrina ainda saape a con-
currencia de muitos herdeiros heranca. Obser-
va-se anda, que no concurso de muitos herdei-
ros, se a ioveotariaocia cabe ao herdeiro que est
na posse com a admojstracao da herancaT nao se
pode dizer que a posse deste herdeiro nao seja
legitima, porquaqto estabelecendo que temelhan-
te posse justa e legal, ahi ett o alvar citado
de 9 de novembro de 1754.
Observa-se tambem que nenhum dos praxistas
citados pelo testamenteiro aconselham que fal-
taodo herdeiro, que teoha posse com adminislra-
gao da heranca, a nventariaocia deve ser conce-
dida ao testamenteiro. Esta conclasio deduzida
pelo testamenteiro sem laco algum que o prenda
s premisaas por elle mesmo estabelecidas e re-
futada! incoocussss.
Observa-te finalmente qne a hypothese dos aa-
(ot a segutnte: nao exislindo herdeiro que te-
nba a posse com e adminiatrac,o da heranca ;
mas exlstindo testamenteiro apenas incumbido de
vender nests os assucares do eogenho e da com-
prar para o mesmo engenho todo o oecessario
para o ssu costlo o regular andamento, a quem
deve competir iarentarianeia, se a etae tsta-
lo poeto, altendendo que na falta de conjure
.Mfdeiro que morasse cora o defunto, entine'
o citado Pereira de Carvalho, em a nota citada
que deve o juiz nomear o herdeiro que tiver mais
eoTrhecimento dot baos, a fjais frofcjtlsde, sem
dizer que o mesmo juiz nome* a fcsfdeiro, oa
la de testsmenteiio.do ajsjajrtsiika, aguado a
eioiao do roerido praxitU, quo para a cargo de
fpreoUnanlo prefere a a*alM*4a da herdeiro :
Sm ?U,e d/*a ^*^*CI^M!M cima
pendidas, islo ni fajde fcardaira que vi-
rosa e com o defunta, diz Poreira Souza em a
nota mil e vate e um, j itada, que deve ser in-
fenurjjjujfl ntaiasjunio. a aaii prabnimp, a
arbitrio do juiz, aem que, portanio, o testamen-
teiro aossa dizer cora fundamento e juatica que
nessa hypothese a inventariancia lhe compita com
preferencia i herdeira, a qual, aa questao ver-
tente, tendo morado no ongeoho. embora era ca-
sa separada de aeu fllho, presume-se que tem co-
nhecimento dot bens ds heranca,. em cojo caso
deve ella ser nomeada inventarianle como pra-
ceiiua o citado Pereira do Carvalho, altendendo
que o reguUmento o. 422 dt 27 de junho de 1845
nao se oppe a semelhants doutrina nos 88 1* e
2 do seu citado art. V, porquanto nssie expres-
samenle se diz que, so testamenteiro s perten-
cer proceder a iqreottrio, administrar os beos
da heranca e dar partilhas, os falla de coojuge e
herdeiros mencionados no f Io do citado artigo
sendo que pelas palavraa herdeiros presentes,'
ascendentes, ou descendentes, o que conforme o
direito, pertenga ficar em posse o cabeea de ca-
l\o d o8 quae8 8e ntfe dll regulamento no
i 1 em fim do referido art. Io, nio se deve en
lender, segundo a doutrina de Pereira de Carva-
lho, Pereira e Soaza e outros praxistas, que mais
adiante-sero citados, serio os herdeiros, que
nao .esliverem interdictos, e por isso incapazes
para a inventariancia ; altendendo (fisto como
urnas leis se entendem pelas outrat tambem] que
urna tal doutrina ainda mais clara e explcita no
regulamento bailado com o decreto n, 2,433 de
15 de junbo de 1859, de eujoa preceitos deduz-se
que, emqauto existem herdeiros presentes nao
tem o testamenteiro que ioventariar os bens da
heraoca, nem administra-los, e dar partilhas, art.
d e respectivos paragraphos do citado regula-
mento. "
De feito esse artigo tratando de demonstrar os
casos em que nao tem lugar a artecadacio judi-
cial dos bens de urna heranca, na hypothese pre-
vista no referido regulamento, determina que essa
arrecadago nao lenha lugar.
. 1.* A respeilo dos bens do defunto lestsdo ou
intestado, que deixar na trra conjuge ou herdei-
ros presentes descendentes, oa ascendentes, ou
collaleraes, dentro do segundo grao por direito
coooico, notoriamente conhecidos.
2. A respeito dos bens do defunto testado que
deixar oa trra presente herdeiro instituido no-
meadameote no testamento.
3." A respeito dos bens do defunto com testa-
mento que tiver deixado testamenteiro, que este-
Ja preaeote na Ierra, e aceite a testamentaria, se
ao tempo do fallecimento estiver ausente o tes-
tamenteiro far-se-ha a arrecadago judicial, mais
se acontecer apresentar-se o leslaroeoleiro sotes
de feita a entrega aos herdeiros ou recolhtdo o
producto dos bens ao tbeaouro e tbesourarias,
lhe ser ludo entregue para cumprimenlo do
testamento.
De tudo isto resalla que segundo a ordem e
graduaco que estabelece o citado regulamento,
a inventariancia doa bens de urna heranca, na
hypothese por elle prevista ; compete em pri-
meiro lugar ao herdeiro presente, necessario, sea
toreado, ou instituido Domeadameote no testa-
mento, e que s em falla de herdeiro presente
cabe elle ao tesiameoteiro, e se n segundo mem-
bro do numero terceiro do art. 3 do regulamento
citado se diz que ao testamenteiro cabe inventa-
riar os bens e dar partilha aos herdeiros, deve
enlender-se que isso s tem lugar quando oa her-
deiros acham-se ausentes, porqaanto em vista
doa os. 1 e 2o do predito artigo, os herdeiros
prsenles necessarios, ou testameotarios devem
ser considerados Inventariantes, e excluem a ar-
recadago judicial.
Sem essa inlelligeocia os paragraphos do ci-
tado art. 3o se nao harmooisariam entre si, e es-
tulta seria a gradagao eatabelacida pelo legislador.
Alem disso, se pela posse se deve resolver a
inventariancia, argumeolar-se-ha debaixo dee-
se poto de vista, e sob essa relacio : alten-
dendo que, nenbum praxista diz que o testamen-
teiro tem posse nos beos de heranca, eotretaoto.
que pelo alvar de oove de oovembro de mil se-
te centos e cincoenta e quatro j citado, o her-
deiro, desde que morre aquelle a quem elle suc-
cede na herangs. adquire logo a posse civil desta
com lodos osefletos da posse natural, estando
por uso o herdeiro na hypothese dos autos, sob
esse pooto em melhor coo-iigao que o testamen-
teiro ; altendendo que os praxistas como Correia
Telles, digesto porluguez, liv. 3. n. 1834, Tei-
M* 'a2' Pag" 400, L0b0 DOl8 B Mell0> 3-
tu. o., 15, o. 2, pag. 400 dizem quesos teala-
menteiroscabemrequererem qne o herdeiro lhes
proporcione os meios, afim de que possam cum-
pnr os testamentos, do que resulta que os mes-
mos praxistas nao s nao lhes reconhecem o di-
reilo de posse e sdministrago.seno como reco-
nhecem-no herdeiro ; altendendo, que o mesmo
Correia Telles Dig. Port. liv. cit., n. 1838 s con-
cede ao lestamenteiro o direito de fazer inventa-
rio, quando o testador lhe deixa entregue a ad-
raiaistraQao da heraoga, o que nao se verifica na
hypothese dos autos, pois semelhaote faculdade
nao foijcooferida no testamento, de folha 4, visto
como as verbas do mesmo testamento, em que de-
clara o testador que o su testamenteiro o dito
Basiliano de Hagalhaes Castro firmara alga mu
de suas dividas, como fornecedor da fabrica, e
casa do seu engenho, e que qualquer titulo de
aeoito que apparega firmado por outra pessoa
era nome delle, ou como procurador delle testa-
dor nao verdadeiro, de molo algum conferem
semelhante faculdade, -a qual alias por sua im-
portancia devia ser clara, expressa e terminante,
e nao deduzida por inlerpretago forgada; alten-
dendo que a doutrina que se tem expendido no
correr da presente tambem ensinada por Paiva
e P. na part. 2, cap. 9 de sua orph. pratica
quando diz nos ns. 1. e 2, que os testameoleiros
e execulores universaes dos testameoleiros tem
obngagao de fazer inventario com as mesmas so-
lemnidades, que os herdeiros, porque o executor
universal ( nullo dalo hraende ) se reputa her-
heiro, do que resulla ainda a preferencia que tem
o herdeiro para ser o ioventariaote -dos beos a
que tem direito ; altendendo que o fado de ser
o teatamenteiro vendedor dos assucares, e com-
prador dos gneros necessarios para a fabrica e
casa de vivenda do eogenho dos Pintos, antes e
depois da morte do testador nio lhe coofere a ad-
ralnmtrseio da heranca, como nao conferira a
Uh *et ou,ro ln(llvdu> eocarregado nesta ci-
dade do mesmo mister : o fado cima expendido
tornar o testamenteiro oesla cidade agente de
vendas e compras do testador, mas nunca admi-
nistrador dos seus beos, o que tanto mais certo,.
quando acba-se prorado no documento appeoso
aos autos, tanto indirectamente pelos depoimen-
tos das lestemunbas do lestamenteiro, como di-
recta posiliva e claramente pelos depoimentos do
testemunho da herdeira que o finado Cruz
sempre se conservou na administraco de seus
beos al a sua morte ; altendendo que, ainda
quando estivesse provado que o testamenteiro es-
tara na posse do eogenho dos Pintos, antea da
morte do testador, isso nao era suficiente para
que elle flessse na posse do mesmo, depois da
morte do dito testador, urna vez que no testamen-
to de que elle pretende tirar esse direito por ser
testamenteiro, nio lhe foi deixada a admioistra-
cao, circumsiancia indispensavel para que se lhe
podesse conferir inventariancia, como expressa-
mente o diz o citado Correia Telles i attendsndo
que o tocto de schar-se o tesiameoteiro dirigindo
actualmente o eogenho, vendando oa respectivos
assucares por autorisago deste juizo, nao per-
manente, sendo a autorisago dada por este juizo
feita e concedida temporanameote, emqaaoto oo
se decidla a questao da circumsiancia, e por ba-
ver-se o testameoteiro antecipado a requarer in-
ventario dos beos da heranca, devendo ser re-
conhecido no carcter de inventarianle em-
quanto nio fosse contestado esse direito e
se decidiese a queslio, segundo fosse de juatica :
altendendo que o testameoteiro, nao tendo direi-
to de posse, que lhe recusado por todos os pra-
xistas que me foi|postivel consultar, nao pode
mais conservar-se na direccio do engenho e oa
administrado da heraoca do testador que lem
herdeiro presente, sendo portanto considerado
como mero detenlor, que deve ceder a posse em
que injustamente te ache, a herdeira que tem a
deira deduz do alvar de 9 de novembro va-
HosisBimo, por quaoto se nao tem direito a toda
a heraoca, como pondera o testamenteiro, lem
direito as duss tercas partes da mesma o em to-
do o caso a sua condigSo sempre albor quo a
do testamenteiro, em quem oo se renconhece,
antea se nega o direito de posse, como j-lieoo
ponderado, acresceodo a isso qae nasduas tercas
partes dos sotados beas, nem taosrao o testador
yanc uus i9vs oeas, nem tatrarao o lesiaaor ordos t"u
poda constfr otesiamonleiro dirsits de proeu- tiste oacirm* nn. t.- n a
rador, pois sao podeode algMtn preasrever pre- coaolrnado huLfZ j> t ?' Tind de Penedo,
cellos oueooslitottpraoaradorsenao sobre sauil- ceitoa oueoostitait proeorador aeno sobre ail-
lo que seu, visto qao o tostador nio podia
constituir sao testatteottiro procarador dos
beos que por sao mart pasatmm wdepeaktnte
de saa voatedo f ara a soaso o da asisto O tus
mi e mencionada herdeira ; altendendo que se
na falla de conjuge sobre velo ran^ni? ou n.
cendentea que com o defunto viveram ao tempo
de sua morie, cabe-me nomear a arbitrio mea pa-
ra inventa ran te o ioteressado de'.maior probidade,
com) ensioa Pereira de Souza, nota 1021, j ci-
tada, oao me resta outro partido mais rszoavel do
que nomear a herdeira, que a primeira Interes-
aras! na heranca, e conlra cuja probidade nada
se allega, sendo que se ella nao desempeohar-ae
do cargo e respoosabilidade que o merecer lau-
cada da ioventarianeia, seguudo a jusli5a que fez
o nado, podendo o testamenteiro, que tambem
o legatario, a herdeira da terca, e o doulor pro-
curador fiscal da thesouraria provincial inspec-
cionar seos actos, que igualmente serio flscali-
sados por este juizo, o qual deve tambem zelar
ot ioteresses legtimos da fazenda provincial;
per todas estat razdes excluo o testamenteiro da
inventariancia, e revestindo nella a herdeira,
mando que, quanto antes, entrando na posse e
administraco da heraoca, acabe de deacrever oa
bens da mesma que aioda o oio foram, tudo no
prazo de oito das, sob peoa de sequestro, para o
que mando que preste, quaoto antes tambem o
devide juremeolo.
Cessam desde este momento todas aa aatoriaa-
gdet que temporariamente baviam aido concedi-
das to testameoteiro, dsvendo ser pagos pela
herdeira lodaa as despezas legitimas que o mes-
mo testamenteiro houver feito em virtude daquel-
las tulorisagdes.
Recife 7 de fevereiro de 1862 Araujo Barros.
E mais se nio continha e nem outra cousa al-
guma ae declarara em dito interlocutorio aqni
copiado.
E eu escrivio abaixo assignado bem e perfei-
tamente fiz copiar do proprio original ao quaj me
reporto e vai a presente por me ser pedida sem
cousa qae duvida faga conferida e concertada na
forma do estylo, e por mim subscripta e assigna-
da nesta cidade do Recife de Pernambuco, aos
21 de fevereiro do auno do nascimento de Nosso
Senhor Jess Christo de 1862. Quodragesimo pri-
meiro da independencia e do imperio do Brasil.
Subscrevi e assigoei. Em f de verdade.Ua-
noetJoti da Motta.

ublicaces a pedido.
Oirecco para as pessoas que morara
em lugares remlos onde nao lhe
possivel obter assistencia de mdi-
cos ; oojpessoas habilitadas e plati-
cas em curar a molestia reinante.,
Sendo certo que algunas pessoas que preieo-
dem fazer uso do prompto alivio de Raduay,
querem as vezes fazer experiencias, affastaodo-
se do methodo que explicam os livrosiohos que
acompanha os remedios, fazendo as vezes mistu-
ras do prompto alivio com outros medicamentos,
ignorando que dous productos chimicos differen-
tes por muito boos que sejam ambos para se ti-
rar o mesmo resultado, juotando-se um com ou-
tro tira toda a acgo de ambos e produz urna
lerceira cousa muito difireme dos prontlos pr-
mitivos ; abaixo iroscrevemos slgumaa prescrip-
ges, essas adqueridas pela experiencia e obser
vages feilaa nos Eslados-Uoidos quando alli
grassou essa.terrvel epidemia a que do nome
do cholera.
Modo de tomar o prompto allivio de Ruduay.
Sou" simplesmente.Deite-se orna colher
de cha do prompto alivio, ou urna colher e roeia,
conforme a gravidade do caso em um calix de
agua ira, e dasse a beber ao doeote, todas as
vezes que elle se levantar do vaso, obser-
vand-se a differenga do espago que decorrer
entre urna descarga e outra, porque quanio
maior for o espago decorrido melhor ir o doeo-
te. Para as criaogaa de um quarto at meia co-
lher de cha do prompto alivio em um calix de
agua fra.
vmitossimplesmeole.Procede-seda mesma
forma que para a soltura. Quaodo o vomito e a
soltura forem fortes, quando apparecerem justa-
mente ou acompanhados de um, ou de outros
mais symptomas da molestia como sejam caim-
bras, frieza das extremidades, allicgo do cora-
go, etc., etc., alem de tomar-se o remedio in-
terna mente como cima fica explicado, ensopa-
se um pedago de baeta ou fianella no prompto
alivio, e applica-se sobre o ventre e bocea do es-
tomago, abafando-se o doente o melhor possi-
vel, se no fim de 15 minutos nao vier a reicgo,
se o doente nio principiar a suar, e continuar a
queixar-ae dos mesmos encommodos, repta-
se a dose do medicamento, interna e externa-
mente, esfregando-se o corpo, principalmente os
ps e mos com o mesmo remedio puro, e o be-
nfico effeito do remedio se mostrar immedia-
tamente.
Em todos ot casos o doente dever guardar a
maior quietagio, qoer do corpo, quer do espi-
rito, conservaodo-ae deitado e agasalhado na
cama. Absler-se-ha de toda e qualquer comida
vegetal, irritante e oleosas, teja de qualquer na-
tureza que for.
Ussr someote de caldos de vacca, torra-
das e biscoitos bem seceos,! podeodo depois
de passoilos tres ou quatro das, depois do ata-
que comer o seu pe cosida ou assada na grelna, porem sem tem-
peros.
E' absolutamente prohibido o uso de gallinha,
fannhade mandioca e outras comidas semelhan-
tes. Alem disso o doente aioda mesmo em coo-
valesceoa dever trazar sempre o eslomago
agazalhado e coberto com alguma tirado baeta,
oa collete do fianella, conservando os ps sem-
pre resguardados da hatnidade e frieza do ar
esla direccio tirada dos escriptos dos Srs. Dr.
Raduay & C.
14 ditos mi-
Bares inglezaIndoocarvio de pedra.
nrigue hollaodezLulzacharque.
Brigue braallsiroVtloarrstBsraue.
Importado.
Patacho hollaodez Joanna lame, rindo de
Montevideo, consignado Bastos dt Lemos, ma-
nifestaa o segalnte:
oraS? 1u">les hespanhoes de carne secca ;
Miste
coajateni
guala *
ffSo'SS?i^*m- odite.f-
102 seceos farinht de mandioca
loo; Jos Gongs!ves Torres. '
Exporta cao
Oo dia 22 de fevereiro^
Barca ingleza Trym, para Liverpool, carreea-
ram : *
Saundera Brothers 4 C, 47 saceos cora 2W ar-
robas e 20 libras da algodo.
Patacho inglez Elizabeth, para o Canal, carre-
garim : .
Phipps Brothers & C, 220 saceos com 1,100
arrobas de asaucar
Barca francesa S. Louis, para Marseille, car-
regaram :
Rotbe & Bidoulac, 1,600 saceos com 8,000 ar-
robas de assucar.
Patacho hamburgus Columbus, para o Canal,
carregaram :
7 678%"" lr'n0,, 273 CO,,^0, 8algad08 no
Brigue hespanhol Novo Martin, para Barcol-
loo, carregaram.
Aranaga Hijo & C, 12 saceos com 66 arrobas
e ib libras de algodo.
Brigue hespanhol Felippe, para Genova, carre-
garam :
Bastos & Leraos, 1,000 saceos com 5,000 arro-
bas de assucar.
Brigue porluguez
boa, carregaram :
Amorim Irmaos, 400 barricas com 2,000 arro-
bas de assucar.
Brigue porluguez Flor da Maia, para o Porto,
carregaram :
Maooel Morcira da Costa, 1 bsrriqaiaht com 5-
arrobas e 3 libras de assucar.
Peliciaoo Jos Gomes, 100 saceos com 500 ar-
robas de assucar.
Brigue porluguez Eugenia, para Ltsboa, carre-
garam :
Jos Fraocisco Ferrera, 10 praochoes de ama-
relio de 2 costados.
Brigue porluguez Constante, para Lisboa, car-
regaram :
Feliciano Jos Gomes, 100 saceos com 500 sr-
robas de assucar.
Joo Baptista de Oliveira, 3 barricas com 6 ar-
robas e 10 libras de assucar.
Patacho portugus Limo, para liba de Miguel,
carregaram :
Marques Barros & C, 100 saceos com 500 ar-
robas de assucar.
Aflboso M. Ferrera, 8 molhos com 200 qui-
ris.
Manoel Pereira Lemos, 4 barriquiohas com 8
arrobas e 14 libras de assucar.
Becebedorla de rendas Internas
geraes de Peroambneo.
Rendimentododia 1 a 22.
dem do dia 2 4 .
Bella Figuerenss, para Lis-
29:724.823
3:4351883
33:1605706
Consalado provincial.
Rtndimento do dia 1 a 22. 93:040;002
dem do dia 24......; 4:030*052
07.0701054
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 24.
Moolevido30 dias, patacho hollaodez Johana
Louiza. de 152 toneladas, capito W. H. Da-
ris, equipagem 8, carga 4,000 quiotaes hespa-
nhoes de carne ; a Bastos & Lemos.
New-York45 dias. barca ingleza Margaret, de
249 toneladas, capito Quig, equipagem 11,
carga 2,000 barricas com farinha de trigo e ou-
tros gneros; a Saunders Brothera 4 C.
Terra-Nova36 dias, brigue inglez Phonton, de
240 toneladas, capito John E. Hartery, equi-
pagem 10, carga 3,085 barricas com bacalho ;
a ordem.
Terra-Nova 35 dias, brigue inglez Amelia, de
18a ioDutac, r.aniao Matheus Dunn, eguipa-
tem 9, carga 2,400 barricas com bacalho ; a
aunders Brothers & C.
Philadelphia 39 dias, brigue americano Bran-
dywine, de 207 toneladas, capito Lewis C.
Ilannan, equipagem 10, carga 1,420 barricas,
319 meias ditas com farinha de trigo e outros
gneros; a Henrv Foster & C.
Navios sonidos no mesmo dia.
Marseille Barca franceza Sauveur, capito Gi-
bert, carga assucar.
Cotioguiba Hiate brasilero Garibaldi, capillo
Custodio Jos Vianna, carga assucar.
Rio da PrataPatacho brasileiro Beberibe, capi-
to Manoel Jos Vieira, carga assucar.
Agradeciiuento.
A Divina Providencia derramou segunda vez
entre nos ( verdadey o terribilsimo cholera :
mas como delta s emana clemencia, envioa-nos
logo um virtuosissimo religioso (o Sr. padre-mes-
tre Fr. Egidio). Este hornero, reapeilavel, esta
creatura de Deus, derramou nos coragea dos que
suecumbiram a graga do Espirito-Santo, o deixou
nos dos vivos eternos agrsdecimentos. Tambem
quiz a mesma Providencia dar-nos por medico o
Sr. Dr. Flix Moreno Brandio, o qual com toda
caodura, dignidade, valor e caridade nio oos tra-
tou com menos humanidade. O co oa encbam
de suas gragas.
Cannabrava de Cruangy 5 de fevereiro de 1862.
Manoel Goma Barbosa d'Araujo Pereira.
GOMMI.KCHK
Praca do Recife 24 de
fevereiro de 1862.
\.s quatro lloras da larde.
Cotaces da junta de corretores.
Nao bouveram cotages.
J. ds Cruz Macedopresidente.
John Gatissecretario.
Al tandeara,
tendimentodo dial a 22. .
dem do dit 24
550.9429324
20;83O963
571:773|287
Movimento ta alfandeara.
volamos entrados com azendas.. 24
con ganaros.. 30
Volamos sahidoi

com fazandas.. 178
com gneros.. 101
54
Descsrrtgam hoje 25 de fevereiro.
ESr^'jS*? S;i rascjssrsasrsas.
174
YS-
o. 8N Horas.
1 c tm n o Almosphtra.
V w r* w 0 Direcfo: H o
CD SO e S 1 a | Intensidade. m |
^} 2 ce 00 s i tarhenheit. -. r. 9 K o O
3 j3 te 8 OB JO 9 Centgrado.
-1 ^s ce 8 fygrometro.
9 O a> o 8 1 Cisterna hydr mtrica. 0-
o w 3 oo o Si I 2 i 1 S 1 Francez. m > p
30,05 i 30.02 " Inglez
tn
pt>
* Ti
2
pa
B ?!
3 S
o t"1
A noite ae agoaceiros. vento SE rariavel de in-
teosidade queacalmou e assim amaoheceu
OSCILAgiO DA HAR.
Preamar as Oh. 4z' da tarde, altura 5.6 p.
Baixi-mar as 6 b. qA' ---
Observatorio
rereiro de 1862,
30" da manhia, altura .O p
do arsenal de marinha 24 do e-
RO
IANO STKrrLK,
1* taante.
Ediiaes.
R7iu It s? ai-"a da canBa^, uncipal do
." S ?ubhco que Pf" *cado para
pagamento do imposto da estabeleeimentoe do
1 do correte ao ultimo de margo vindouro. a
aquelles que nao pegsrem dentro do prazo mar-
cado, ucamsugeitos a respectiva multa
rn riMo"" c.iP*d Recife 19 de feverei-
dovalho^ "' Joqin TTres Ro-
Pela iospeegao da alfandega so faz pablico
que oo da 25 do correle mez, a porta da mes-
ma repartigao, e depois da meio dia se bio do
arre3al" seis barricas da marca R diamante oon-
tendo 48 duziaa de garrafas com agoa da soda,
seis ditas da mesma com 48 duzias de garrafas
com limonadas, todas oo valor ds 3849 'indas da
Southampton pelo vapor ioglaz Magdalena.
Doas ditas sem marca com 320 latas com carne
em conserva, no valor do 1749400 rs. viudas de
Liverpool no brigue inglez Cinthia, a abandona-
das aos direitos por Vidow Raymood & C. 4*
secgio da alfandega do Pernambuco, 22 de feve-
reiro de 1862.O Io escripturario, Firmino Jos
da Oliveira.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resolocio ds junta
da fazeoda, manda convidar aos proprietario
abaixo mencionados, a entregarem na meama
iheaourana, no prazo do 30 dias, a contar do dU
da primeira publicagao do prsenle, a imprtan-
os da quola com que devem entrar para a etl-
gamento da ra do Cabug, conforma a ditposto
na le provincial n. 350. Advertindo qae a falta
dt tntrega voluntaria ser punida com o duplo


surjo jmummmoA terca ai u k pwc&iio di ti
jg



8
10
1*
da referidla quotae. at eoofocmidaMe do trt. H."
do regalndolo o* 20 de desala 1844.
Numero 9 Jos Peres d Crai her-
deiroe de JoeGooaes Villar 489*000
O meamos 60*000
Joto Antunes Guimarea 45*000
Franeiaco Jos Teixeira
Baalo 60*000
O mesmo 45*000
Ordem terceira da S. Frau-
ciseo 90*000'
Recolhimento da Gloria 120J00(K
D. Aguda Senbetinha Pe-
reira 270*000
Jos Brando da Rocha 171*000
Joo Antonio Carpioteiro
da Silra 240*000
Irm andada do SS. Sacra -
melo do bairro da Santo
Antonio
dem idem
Idea idem
16
18
5
t 7
9
11
309J600
959*100
300*000
9:458*800
E para constar se mandou af&xsr o preaeote e
publicar polo Diario.
Secretara da theaouraria provincial de Par-
nambuco 19 de fevereiro de 1869.O aecretario,
A. F. d*ABODciacio.
O Dr. Trstio de Alencar Araripe, official da im-
perial ordeoa da Rose, e jais de direito especial
ao commercio desta cidade, por Sus Magostado
Imperial e Constitucional etc.
Fago saber que por pacte da caixa filial do
banco 4o Brasil me (ai Caita a petic'ao do tbeor
seguate :
Illm. Sr. Dr. jaiz do commercio.O presiderts
e directores da caixa filial do banco do Brasil,
neata cidade, tendo propasto accao deceadiai por
este juizo, escrivo Hanoel Mara, coaira Baptiata
Sl Ferreira, Antonia Bezerra de Meuezea Lira a
Manoel Ferreira dos Santos, nao tea aido possi-
vel citar-sa a Baptiata & Ferreira por se achare ai
ausente em lugar iucerto e nao sabido, quecem
por isso os supplicantes justificar a ausencia dos
gupplicadoa. para juigada por seotenja, seram ci-
tados por carta edital com o prazo legal, para to-
dos os termos da cansa, sua execuco al final ar-
remaUco, pena de revelia.
Pede a V. S. deferimento.E. R. M.Procu-
ra lor R. J. Barata de Almeida.
Sim, e marco o dia 13 do corren te mez pelas
10 horas da manha.Recie 10 de fevereiro de
1862.Alencar Araripe.
E mais se nao continha em dito despacho, e
tendo os supplicantes produzidosuas testemonhaa
que justificaram a auseocia dos supplicados em
lugar nao sabido, subiram os autos 4 minha con-
cluso e nelles dei a aeotenga do tbeor seguate :
Jalgo justificada a auaeocia de Biptisla & Fer-
reira, que se prorou achu-se em lugar incerto ;
asiim mapdo que sejam os justificados citados por
editos de trala diaa na forma da le ; e pague a
'unificante as cusas. Recife 17 de fevereiro da
862.Tristo de Alencar Araripe.
E mai se nao continha em dita sentenca, e em
seu cumprimeotoo escrivo fez passar a presente
pela qual chamo, cito e hei por citado os sup-
plicados, para que comparecsm dentro do referi-
do prazo nesle juizo, afim de allegaren) sua de-
feza, pena de retalia ; portento qualquer pea-
sos os poder certificar acerca do expendido, pena
de revelia.
O presente seri affixado nos lugares do costume
e publicado pela impreasa.
Recife 20 da fevereiro de 1862. Eu liaooel
Mara Rodriguea do Nascimenlo, escrivo o subs-
crevi.
Tristo de Alencar Araripe.
O Dr. Tristo de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa e juiz de direito especial
do commercio desta cidade do Recife, capital
deaia provincia de Pernambuco e seu termo,
por Sua Magostado Imperial e constitucional o
Senhor D. PedroII, a quem Deus guarde, etc.
Fago saber aos que a presente carta de editos
virem e derla ooticta li;erem, que por parte do
preaideate e directores da caixa filial do Banco
do Brasil, nesta cidade, me foi feita por escripia
a pelieo do theor seguate :
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio.O presidente
e directores da caixa filial do Banco do Bra-
sil nesta cidade, tendo proposto eceo decendial
contra Joaquim Jos Baptiata e outros, nao tem
sido possivel serem eitadoa Joaquim Jos Baptia-
ta, e Joaquim Ferreira de Souza, por se acharem
em lugar iocirto e nao sabido, por isso requerem
V. S. que os admita a justificar a auseocia dos
supplicados, para, juigada por sentenca, aerem
citados por carta edital, com o prazo da lei para
todos os termos da causa, sua execuco, at final
arrematado, com a pena de revelia, escrlvo Ma-
noel Maria. Pedem V.S.|deferimento, e espe-
rara receber merco.Procurador, Rodolpho Joo
Barata de Almeida.
E mais se nao continha e nena alguroa outra
cousa mais se declarava, e mostrasse conter e se-
guir em dita peti'gao aqui transcripta, a qual sen-
do-me apresen tad), celia dei o despacho do theor
seguate.
Sim. Recife 10 de fevereiro de 1862.Alencar
Araripe.
E mais se nao continha em tal despacho aqui
transcripto.
E teodo os supplicantes produzido auss leste-
mu n has, que justificaram a ausencia dos supplic
dos em lugar nao sabido, subiram os autos mi-
nha coacluso, e nelles dei a sentenca do theor
seguiote :
Hei por justificada a ausencia de Joaquim Jos
Baptiata e Joaquim Ferreira de Souza, que est
pcovado acharem-se em lugar incerto ; pelo que
faca-se a. citacao edital com prazo de 30 dias ua
forma da lei, e pague os justificantes aacustaa.
Recife 15 de fevereiro de 1862.Tristo de Alen-
car Araripe.
E mais se oio continha, e nem alguma outra
cousa mais se declarava em dita sentenca aqui
transcripta, e em aeu cumprimento, o escrivo
que esta subscreveu fez passar a presente com o
prazo de trila dias, pelo qual chamo, cito e hei
por citado oa referidos supplicados para compa-
recerem oeale juizo dentro do referido prazo, sob
pena de revelia, afim de allegarem suas de-
fezas.
Qualquer peaaoa, prenles, amigos do suppli-
cados, poderlo faze-los scientes do que Oca ex-
pendido.
E para que chegue ao conhecimento de todos
man lei passar editaos, que serio publicados pela
aprenaa e afiliados nos lugares do costume.
Recife 91 de fevereiro de 1862. Eu Manoel
Maria Rodriguea do Nascimenlo, eacrivo o subs-
crevi.
Tristo de Alencar Araripe.
O Dr. Tristo do Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa, e juiz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife de
Pernambuco, e seu termo, par S. M. Imperial
e Constitucional, o Sr. D. Pedro segundo, a
queso Deus guarde, etc.
Faco saber aos que a presente carta de editos
virem e dalla noticia tiverem, que por parte da
caixa filial do banco do Brasil, nesta cidade do Re-
cife de Pernambuco me foi feita a pelieo do
tbeor seguinte :
Illa. Sr. Dr. juiz do commercio.O presiden-
te e directoras da caixa filial do banco do Brasil
nesta cidade, tendo proposto aeco decendial
contra Jorge Ferreira Fernandea de Siquelra, Joo
Paulo de Sonta e outros, nao tem sido possivel
citar-se a Jorga Ferreira Ferosndes de Siqueia
por se achar em lugar inserto e oo sabido, que-
rem por isao os supplicantas que V. S. os admit-
an a justificar. ausencia do aupplicado, para de-
pois de juigada aer citado por carta edital com o
prazo legal para todos termos da causa, aua exe-
cuco at final arreeiataco coa a pena de re-
velia.Eacrivo Manoel Maria.
Pedem a V. S. deferimento.Esperam recebar
aere.Procurador, Rodolpho Joo Barata de
Almeida.
E mais ao oo continha ea dita peticio aqui
transcripta, a qual seodo-me apresentada nella dei
o despacho 4o tbeor seguate:
Sim.Recife 10 de fevereiro de 1862.Alen-
car Araripe.
fi aata ae nao ceatinba a nem alguaa outra
ceesa atis ae declarara e mostrara ea dito dea-
pache aqui transcripto.
tendo oa supplicantes produzido suas teate-
rauahis que jostifiearaa a auaencia do supplica-
do, aubiram ea autos a miaba eoncluio o nelles
dei a eentenf a da tbeor seguinte :
ai por justificada a auaencia de Jorge Ferrei-
ra Fernandee do Siquelra que ae prevou achar-ee
ea iui" anearlo: nota que faca-eea citaco edital
coa a pcaco da 30 das me forma da lei
aupplicado pareo fia cima, aab peoa de reve-
na, dentro do indicado prazo, portaoto qualquer
pesaoa poder faze-lo acienle do ex posto.
Rectfe, 92 de favereiro de 1862.
Eu Ifanoel Mara Rodrigues do Naacimento,
escrivo o subacrevi.
Triato de Alencar Araripe.
O Dr. Triato de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa, e juta de direito eapecial
do commercio denla cidade do Recife, capital
da provincia da Pernambuco n ana termo, por
S. H. Imperial e Constitucional o Sr, D. Pedro
I, quem Dos guarde, etc.
Fago aaber aos que a presente carta de editos
virem o delta noticia tiverem, que por parte do
presidenta a directores da caixa filial do Banco
do Brasil, nesta cidade de Recife, me foi dirigi-
da por oaeripta a peticio do theor seguale :
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio.O presiden-
te e directores da caixa filial do Banco do Brasil
neita cidade, teodo proposto por este juizo escri-
vo Manoel Mara aceto decendial contra Domin-
gos Francisco Ramalbo, Pedro Jos da Mello e
outroa, nao leudo aido possivel citar a Pedro Jos
de Mello por achar-ae em lagar incerto e nao sa-
bido, requerem por isso os supplicaniea V. S.,
que os admilta a justificar a ausencia do aup-
plicado, para depois de juigada aer citado por
carta edital com o prazo legal para todos os ter-
mos da acc.o, sua execugo at final arremet-
olpeaa de revelia.E. R. M.Procurador, Ro-
dolphJ Jeo Barata de Almeida.
mais se nio cootioha em dita peticio aqai
transcripta, a qual me fei apreseutada a nella asi
o despacho do tbeor aeguinte :
Sim. Recife 17 de fevereiro de 1869. Alencar
Araripe.
E mala se nao cootioha e nem alguma outra
cousa mais ae declarava e moatrava conter e se-
guir em dito deapacho aqui mui bem e fielmente
copiado, e transcripto.
E tendo os supplicantes produzido suas teste-
muchas que justificaram a auaencia do aupplica-
do em lugar oo sabido, foram sellados os autos
e subiram i minha concluao, e nelles dei a sea*
tenga do theor aeguinte :
Hei por justificada a ausencia de Pedro Jos de
Mello, que se acha em lugar incerto, segunde a
prova dada ; e mando que aeja o justificado ci-
tado por editos de trala dias, pagas pelo justifi-
cante as custaa.
Recife, 17 de fevereiro de 1862.Tristo de
Alencar Araripe.
E mais se nao continha e nem alguma outra
cousa se declarava em dila sentenca, por torca
da qual, o escrivo que esta aubsereveu, fez pas-
sar a prsenle com o prazo de trinta das, pelo
qual chamo, cito, e hei por citado o referido sup-
plicado para comparecer nesle juizo dentro do
referido prazo, sob pena de revelia, afim de alle-
gar sua defeza sobre o expendido.
Portento qualquer pessoa, prenle, amigo ou
condecido do referido aupplicado, o poder fazer
sciente do que cima tica dito.
O presente ser publicado pela impreosa, e
affixado nos lugarea do costume.
Recife, 21 de fevereiro de 1862.Eu Manoel
Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivo o subs-
crevi.
Triato d'Alencar Araripe.
O Dr. Triato de Alencar Araripe, officiai da im-
perial ordem da Rosa, e juiz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife, ca-
pital desta provincia de Pernambuco e aeu ter-
mo, por S. M. Imperial e Constitucional o Sr.
D. Pedro II, i quem Dos guarde, etc.
Faco saber aos que a prosete carta de editos
virem e della noticia tiverem. que por parte do
presidente e directores da caixa filial do Banco
do Brasil nesta cidade, me foi feita a peticio do
theor seguinte :
Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio.0
presidente e directores da caixa filial do Banco
do Brasil nesta cidade, -tendo proposto aeco de-
cendial contra Antonio Joaquim Machado Bran-
dan, Machado e Braga, por seus curadores As-
caes, Antonio Jorge Guerra, nio tem sido possi-
vel citar-se os supplicados Machado Brando e
Jorge Guerra, por se acharem eui lugar incerto a
nao sabido, querem por isso os supplicantes que
V. S. os admita a justificar a ausencia dos sup-
plicados, para depoia de juigada passar-se carta
eital com o prazo legal afim de serem citados
para todos os termos da causa, aua execuco at
final arremalaco pena de revelia.Escrivo Ma-
noel Mara.Pede V. S. deferimento.L. R.
M.Procurador, Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
E mais se nao continha e nem slguma outra
cousa mais se declarava e moatrava conter e le-
guir-se em dita peticio, na qual dei o deapai ho
do tbeor seguiote :
Sim. Recife, 10 de fevereiro de 1862.Alen :ar
Araripe.
E mais se nao continha e nem alguma outra
cousa mais se declarava em dito despacho tqui
transcripto.
E tendo os supplicantes produzido suas teSta-
muuhas que justificaram a ausencia dos suppl ca-
dos em logar nao sabido, subiram os autos mi-
nha coocluso, e nelles dei a sentenca do theor
aeguinte :
Hei por justificada a ausencia de Antonio Joa-
quim Machado Brando e Amonio Jorge Guerra,
que esto em lagar incerto, como ae provou :
assim mando que ae passem editos de trinta lias,
para serem citados os justificados. pague a jus-
tificante as custas.
Recife, 15 de fevereiro de 1862 -Tristo de
Alencar Araripe.
E maia se nao continha e nem alguma outra
cousa mais se dechrava em dita sentenQalaqui
transcripta, e em seu cumprimento o escrivo
que esta subscreveu fez passar a presente com o
prazo de trinta dias, pelo qual chamo, cito, e hei
por eitadoa os supplirados para que comparecam
oeste juizo afim de allegarem sua defeza, pena
de revelia, dentro do indicado prazo ; portaoto
BO ID. OIIO, UOU.1V UU IUUH.OUU |<1Ul.aUlU ChUT
qualquer pessoa, prente, amigo ou conhecido dos n 6 '
Pala ad'ioiaistfacio do correia desta cidade
se faz publico para nos convenientes, que em
virtuds do dispesto no art. 198 do roMlasjMato
doa correioa de 21 de dezmbro de 18447 rt. 9
do decreto n. 785 de 18 de mato de 1851, sepe*.
ceder a consumo das cartas existentes neata ad-
ministra-ao, perteneente ae mes da fevereiro de
1861 no dia 6 de marco prximo, aa 11 boraa da
maoha, na porta-da meama admfofstraco, o a
respectiva lista ae acha desda j ex posta aorio-
tereasadoe.
Adminislraco do corraio de Pernambuco 94 de
fevereiro da 1849.o administrador,
Domingos dos Pasaos Miranda.
Tribunal do comnercio.
Pela aecretaria de tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que nesta data foi
laucado no competente lirro o tbeor do distracto
social da firma Saapaio & Martics, estabelecida
em Macei com commercio de ferragens, fleando
a cargo da nova firma Sampafo, Silva & C. a li-
quidaeo do activo e paisivo, desiigaao e sem
nenhuma responsabilidade, a excepeo da parte
do prejaizo que se verificar o socio Manoel Gon-
$alvee Martina.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 91 de fevereiro de 1862.
Julio Guimares, official-maior.
Tribunal do commercio,
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco ae faz publico que Heory Forster dt
C. admittiram como aocio de sua caaacommer-
cial, estabelecida nesta cidade, a Daniel M. Ro-
lim, continuando todava a mesma casa a gyrar
sob a referida firma.
Secretaria do tribunal do commercio 21 de fe-
vereiro de 1862.O official-maior.
Jallo Guimaries.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que Nicolao Tolentino
de Carvalbo foi deaooerado do cargo de avaliador
de bens movis e simovenles, comprehendidas as
obras de ouro, prata e pedras preciosas, por nao
ler prestado juramento nem pago -oa respectivos
direitos ; tendo sido nomeado em seu lugar, in-
terinamente, o avaliador de predios rsticos e
urbanos Antonio da Cuoha Searee Guimarea.
Secretara do tribunal do commercio* de Per-
nambuco 94 de fevereiro de 1862.
Julio Guimaries,
Official-maior.
Coiselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de fazer o fornecimento
dos menores do arsenal de guerra, nos mezea de
margo e abril prximos vindouros.
Pao de 4 ancas, bolachas, assacar refinado de
2* sorte, caf em grao, cha bysson, manteiga
francesa, carne verde, dita secca, bacalbo, ar-
roz do Maraoho, farinha de mandioca de primei-
ra qualidade, feijao prelo ou mulatinho, iouc-
nho de Lisboa, azeite doce de Lisboa, vinagre de
Lia boa.
Quem quizer fazer o foroecimenlo cima decla-
rado apreaeote as suas propostas em carta fecha-
da na secretaria do conselho, s 10 horas da ma-
nha do dia 26 do correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
fevereiro de 1862.
Bento Jos Lamtnha Litis,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal aecretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objeclos
seguintes :
Par provimento do armazem do arsenal de
guerra.
5 arrobas de cabo de linho branco de 1 polle-
gada e l quarto.
40 quintaes de ferro em barra de 1 1[2 polle-
gada.
25 quintaes de ferro quadrado de 5 oitavos.
10 quintaes de ferro em verga de veranda.
16 duzias de limas chatas de 14 pollegadss.
5 lences de chapas de ferro (bom) de 24 a 30
libras.
Para o hoapital militar.
50 parea de maias de la grossa.
50 barretes de la.
6_panellas de ferro com tampa, sendo 2 de 10
galoes, 3 de 8, e 1 de 6, forradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo 1 de 8 galoes, e 1 de 6,
forradas de porcellana.
2 jarras grandes de barra;
Quem quizer vender taes objeclos apreaente
aa suas propostas aa carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
orrenle mez.
Sala daa sesses do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 19 de
fevereiro de 1862.
Danto Joti Lamtnha. Im,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pertira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
De ordem superior a subdelegada da fre-
guezia de Santo Antonio faz publico que as boti-
cas da dila treguezia, de boje em diaote pe'-
roanecero abertaa at meia noite, aendo qie
urna se conservar aberta al amanhacer o dfe,
pela ordem que ae segu :
De 92 para 23 do correle, ra larga do lo-
sarlo Joaquim de Almeida Pinto ;
De 23 para 94, na meama ra Barlholoneu
Francisco de Souza ;
De 24 para 25,. ra do Cabug Joaquim M.
da Cruz Correia & C.;
De 25 para 26, ra Nova Jos da Cruz San-
tos;
De 26 para 27, largo do Carmo Braz Mtrcel-
lino do Sacramento ;
Da 27 para 28, ra DireitaFrancisco Antonio
Jointo quadro.
ICARIANOS-1 AiCO0*.TAS*
Bxteutados por r. Freir, jotn Aibert, ma-
demoseU* Carolina e o joven Hyppolilo, distin-
guiodo-se ojoveo Liodo-Amor.
Sexto quadro.
Torceiro e ultimo acto do drama.
Stimo quadro.
OS TOOS AERIOS NA COROA VOLANTB.
Executados pe* Mr. Freir, e terminando pelo
Moinho infernal.
E'este oespeclaculo djue as dusscompactis
em associaco apresentam ae reapeitavel publico
desta capital, do qual espera a costumada bene-
volencia e proteejao.
Principiar s 8 horas.
BAILE
CASSINO MPULAR
MASCARAS PHHT SU
REAL CAMPAMIA
DE
Paquetes inglezes a vapor
At o dia 1" de margo prximo vindouro es-
pera-ae da Camp um dos vaporea deata com-
a-aahia, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocaodo na Baha,
para passagens etc. trata-se oom oa agentes
Aderaron Howie & C na ras do Trapiche Novo
n. 49.
Para Lisboa.
Figueirense, capi-
Leasa. pretende sabir at o fim
da preaeote semana por ter quasi completo o seu
carregamento i para o restante paasagsiros,
para oa quaes tem excellentes commodidades,
trata-se com F. S. Rabello^ Filho, largo da As-
sembla n. 12, escripiorio.
O brgue portuguez Bella
lo Joan Ferreira
Para
o
MAGESTOSO SALAO

PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 1* de marco.
A sociedade Csssino Popular, tem a honra de
annnunciar ao respeitavel publico, que o 1* baile
dos forgares do prximo
Carnaval
ter lugar no da cima mencionado, o qul seri
com mascaras e sem ellas.
A sociedade nao pretende oecupar a attenco
publica com grandes promeaaaa, portaoto limita-
se era affirmar que tem empregado os oaeios pos-
aiveis, afim de que os bailes do Cassino, este
anno exceda em sumptuosidade e brilhantiamo
a todos os que all se tem dado e que correspon-
dan! a eivilisaco e rpido progresso ds linda
Veneza Americana.
O crdito de que goza este bem conhecido es-
tabelecsiento, a boa ordem que oelle coatuma
reinar e finalmente a affabilidade e fina educa-
cao dos cavalheiros que o costumam frequentar,
dispensa-nos de recommendacoes ao publico com
pomposos sonuncios.
. Ser manlida a boa ordem e observadas as dis-
poaiges do regulamento interno, approvado pelo
Illm. Sr. Dr. chefe de polica os quaes permittem
que o segredo dos mascaras seja inviolavel salvo
aquelles que se oo poitarem segundo as regrss
dectvilidsde e dos boos costumes.
Os candes deingresio estarao expoatos venda
no pavimento terreo do mencionado palacete, no
dii do baile. Para damas, gratis ; para cavalhei-
ros, 2O00.
Ayiaos martimos.
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia* pretende seguir com
muita brevidade, tem parte de seu carregamento
a bordo ; para o resto que Ihe falta, trata-se
com os seus consignatarios Antonio Luis de Oli-
veira Azevedo Si C, oo sea escriptorio, roa da
Cruz n. 1.
Para o Porto.
Segu em poucos dias a barca porlugueza
Flor da Maia, por ter parte de aeu carregamen-
o prompto ; quem quizer carregar oa ir de pas-
tagem, dirija-ae ao consignatario do mesmo em
aeu escriptorio ds ra do Apollo n. 43, segando
andar.
Ltfioe.
Para o Ass
um escala pela Paralaba e Rio Grande do Norte
o hiate Jaguaribe, de primeira marcha, o qual
Um excellentes commodus para carga e passa-
leiros e pretendesahir al o fim do crrente
a tratar na ra doCrespo d. 14 ou abordo de-
jronte do cea do Hamus
Para Lisboa
aabir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, cap o Augusto Carlos dos Rea
lisio ter prompta a maior parle do seu carrega-
nento: para o realante e passageiros, parji os
quaes tem excellentes accommodacoes,.trata-se
mm Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Oorpo Santo, no escriptorio, ou com o capito na
praca do commercio.
anio Grande doSul pelo
Rio de Janeiro.
A barca brasileira Carioca recebe carga para
ambos os portos : trata-ae com oa consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
A 26 do correte.
Hatheus, Austin & C. farao leilo por ioler-
vencao do agente Oliveira e por conta e risco
de quem perleocer, de cerca 450 barricas de fa-
rinha de trigo da marcaDiamondprimeira
sorte, avarada a bordo da barca americana
Agelia, capito Kerlio, oa sua recente viagem
procedente de Philadelphii para este porto
Quarta-feira 26
do correte, aomeio dia em ponto, em seu ar-
mazem da ra da Senzala no Recife.
LEILAO'
QUINTA FEIRA 27 DO CORRENTE.
O agente Pinto autorisado pelo Sr. Joaquim
Maria Ferreira de S (ebegado ltimamente do
Rio de Janeiro epara onde ae retirar em pou-
cos diaa) far leilo as 11 horas do dia cima men-
cionado em seu escriptorio na ra da Cadea n.
9, dos predios abaizo declarados, a saber:
Duas casas terreas com tres portas de frente
oom grandes aotes, quintaes cacimbas, sitas
na ra dos Guararapes na. 38 e 60.
Duas ditas ditas com duaa portas de frente, so-
tOes, pequeos quintaes e caciabss, sitas na ra
do Apollo na. 13 e 15.
Urna dita com urna porta e janella, com aoto,
quintal e cacimba, sita na ra da Guia n, 22.
Os pretendentes podero desde j examinar as
refer las casas, procurando entenderem-se com [
o mesmo agente a respeito dos ttulos e mais
documentos das referidas casas.
LEILO
No da 26 do corrate,
O proprietario da taberna da pfaca da Boa-
Vista o. 14, teodo de retirar-as pare fora da i-
dade afim de tratar de sua saude, far leilo de
mesma taberna, por intermedio do Sr. agestas
Evaristo Mendea da Cunha Azevedo, de genero*
e armacao a 11 horas do dia cima.
O lugar offerece graodea vaotageos para ne-
gocio e a casa tem bonscommodos para familia-
LEILaO
der em leilo no-dia *
Quarta-feira 26 do corrento
as 11 horas.
Um elegante carro americano para um e douat
cavallos, tendo sssento- para quatro pessoas, con
oa competentes arreios : assim como um excel-
lente burro, o qual est acostumado ao mesm
carro : no armazem da roa da Cadeia n 14
LEILAO
DE
Urna escrava.
Quarta-feira 26 do corrente.
Costa Carvalho ar leilo em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35 de
urna escraya mulata Jde 17 anuos de ida-
de, entregando pelo maior preco en-
contrado, na mesma occasio-
Vender
diversos movis que se acham deposita-
dos em seu armazem.
LEILO
No dia 27 do corrente.
O agente Evaristo Mendes da Cuoha Azevedo.
autorisado pelo proprietario da taberna da roa
da Imperatriz n. 4, far leilo em um s lote doa
gneros, armaco, gaz e mais pertonces da mes-
ma, advertindo que urna das melhores taber-
nas por suas freguezias diarias e pela localidad*,
na meama taberna as 11 horas em ponto do dia
cima. >
LEILAO
Hoje 25 do corrente.
F. Souvage & C. coDlinuarSo por intervencSo
do agente Oliveira, o seu leilo do mais bella
sortimento de fazendas de algodo, linho, l e
de seda; aendo todas de lei, e muilas deltas a
mais proprias para o lempo da prozima quares-
ma, escolhidas com discernimeoto e expressa-
mente para este mercado,tanto em relaco aquel-
las que sao apropriadas ao luzo, como para o uso
geral e cemmodo das pessoas que trajam coas
decente gravidade:
Terca feira 25
do corrente, s 10 horaa da manha ou logo qoer
comparega qualquer numero de seus boos fre-
gnezes, cuja coocurrencia apreciaro em sea ar-
mazem da ra da Cruz.
DE
referidos supplicados poder faze-los sciente do
que cima Oca dito.
O presente ser aluzado nos lugares do costu-
me, e publicado pela imprensa.
Recife, 22 de fevereiro de 1862.Eu Manoel
Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivo, o suba-
crevi.
Tristo de Alencar Araripe.
Declaraos.
pa-
Trlato do
ge a> juatiieante as castas.
ecile, U4e tavereiro di, 1S&2
K mJm m Oo a alte ai ees dito nanteoca:
em cumprimento, o eacrivo fez pasear a pre-
sente, pela ,qual chama, cito e hei por citado o
De 28 para o Ia de marco, ra do Rangel
Antonio Joaquim Dias Medronho & C. ;
Do 1 para 2, largo do Livra ment vio va
Cunha ;
De 2 para 3, ra do QueimadoJos Alves Ri-
beiro;
De 3 para 4, ra do Imperador Antonio Jo-
s de Abreu Ribeiro.
Recife 22 de fevereiro de 1862.
O subdelegado supplente
Manoel Antonio do Jess Jnior,
Conselho administrativo.
O cooselbo administrativo, paraMornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
segualas :
Para o hospital militar.
50 pares de chinellas.
48 facas de mesa.
48 garios de dita.
12 arrobas de assucar refinado.
50 garrafas de alcool de 36 groa.
60 garrafas d'agua de labarraque.
24 garrafas de cognac.
8 oncaa de nitrato de prata fundido.
Para arsenal de guerra.
500 meios de sola.
300 vassouras de junco.
300 vassouras de palha.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas ds manha do dia 3 do
marco prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
fara fornecimento do arsenal de guerra, 24 de
evereiro de 1882.
Bento Jote Lamenha Lana,
Coronel presidente.
Franeitoo Joaquim Ptreira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela administrado do corraio desta cidade
se faz pablico, que em virtud* da convenci pos-
tal, celebrada pelos goveroos brasileiro e francs,
sarao espedidas malaa para Europa no alia 3 da
margo vindouro, de conformidade com o annan-
cio aetoeerreio publicado oo Diario da 2 de Ja-
neiro de 1860. As cartas sere receidas al 2
baraa antes da qua for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antea.
Qorrew de Pernambaco 24 de fevereiro de 1862
O adminiairador,
Demingos dos Pasaos Miranda.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Rio de Janeiro
O brigue braslieiro Joven Candido recebe
carga e escravea a frele : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C largo do Cor-
po Santo n. 6.
Janeiro.
Seguir at o dia 25 do corrente para o porto
indicado o bom conhecido brigue nacional En-
cantador : para o resto da carga que lhe falta
trata-se com a viava Amorim & Filho, ra da
Cruz d. 46, ea com o capito aa pracn.
Para Lisboa e Porto.
Pretende seguir para oa dous portos scima
com muita brevidade o veleiro e bem conhecido
brigue naaional aEugenia, capito Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tm parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
lhe falta, trata-se com oa seas consignatarios
Antonio Laiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Graz n. 1.
V
hlm
DE
toca.
A. quem
Art. do man a meato dea aulas publicas
da 25 de agosto de 1829.
No vario priaclpiero as a las aa 4 boraa
aaabaro aa 41.
No invern principiarlo as aulu as S 1^2 ho*
ru a.cabsro-aillli?,
Quarta-feira 26 e fevereiro 4ei862.
Primeira representado da companhia dramtica,
e juntamente da companhia arcrobala, recen-
temente ehegada esta capital.
Logo que a orchealra tiver ezecutedo a bri-
lhante ouverlura
A partida do mariaheiro,
Mr. Freir, com a sus companhia, dar principio
ao espectculo pela maneira seguinte :
Primeiro quadro.
CORDA FORTE HORISONTAL.
Na qual o joven Lindo-Amor, de 4 anuos de
idade, secutar dilceis evolucoes, que muilo
tem agradado na capital do imperio.e maia pro-
vineiaa onde tem trabalhado, por aerem ezecu-
tadaa em lo tenra idade.
Em seguida madama Freir, aobra a meama
corda, daosar um difflcilimo paaso com msica
e trajea anlogos, terminando por difceia e ar-
riscados equilibrios.
Segundo quadro,
Primeiro acto do drama
ESPINAOS E FLORES.
Pala companhia dratmlca.
Tereeiro quadro.
A Perche enequipoiae, ejecutada por Mr. Frei-
r e o joveD Albert.
Quarto quadro.
Segundo acto do drama,
COMPANHIA BRSILEIIU
DE
E' eeuerado doa portos do sul at o da 28 do
correte um dos vaporen da companhia, o qual
depois da demora do cosame seguir para os
do norte.
Desde j recebem-se passageiros, a engaja-ae
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ae embarcar no dia de ana ehegada, dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sabida a
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
Milhonovo de 10 saceos
para cima
JM&ft^
COMPIHHAeBRASILEIRA
tMMTS&L W4ME.
Dos portos do norte esperado at o da 5 da
marco o vapor Princtta da Joinville, o qual de-
poia da aamora do costume seguir para os por
tan lo sol.
'Desde j recebem-se passageiros e eogaja-se a
carga que o vapor poder eonduzir a quet dtver
k embarcada no dia de aua ehegaea, eeom-
mnndea e utrelro a trete at o dio da1 sabida a
% horaa da tarde: agencie va da Groan, t, es*
crgjiXim lasante Ua4 Qat*ire Ajtveala
Urna escollada colleccao de modernas
gravuras inglezas das mais celebres
pe sonagens como sejam Sir E. Laun-
dseer, Sir Charles Eastlake, Sir Da.
?id Wkie, J.M. W. Tumer, Frith,
Amdell, Herring, Brooks, Webster,
Fred Tayler, Datrd Roberts etc., etc.
Quarta-feira 26 do corrente.
0 agente Pinto far leilo por coala e risco de
quem pertencer em lotea a vontade dos compra-
dores de urna grande col!ecc,o de finas gravuras
inglezas as quaes j foram espostas no armazem
da ra do Imperador o. 74, na ra da Cadeia n.
9, e acham-se presentemente ezpostas ao ezame
dos retendentes no armazem da ra da Cadeia
o. 14, onde se effectuar o leilo no dia cima
mencionado.
Principiar s 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
Toucinho, sebolas e massas.
TERQA.. FEIRA 25 DO CORRENTE.
O agente Peatana vender, por conta e risco de
quem pertencer, em lotes vontade dos compra-
dores 229 barris de toucinho de Lisboa desembar-
cadas ltimamente, sendo 100 barris de 1 1/2
arroba, 100 de 3 arrobas e 29 de 5 i/i arrobas,
120 caizas de superiores sebolas vindaa de Lisboa
e desembarcadaa a semana passada, e 75 caizas
com massas fraocezaa, o que tudo ser vendido
pelo msior preco offerecido, terca feira 25 do cor-
rente pelea 10 horas da manha, no armazem do
Sr. Annes defronte da alfandega.
LEILAO
No Io de man?o.
O agente Oliveira o florece r em leilo oa pre-
dios abaizo designados, que sero arrematados
chegando aos precos mdicos limitados pelo seu
proprietario e os quaes rendem approzimada-
mente 10 por cento sobre o custo elevado, a que
foram obtidos em poca mais favoravel, e pode-
ro eventualmentejrender mais em razao de se
acharem situados em localidades commerctaes
desia cidade, a aaber:
Unt sobrado de 3 andares em chao propro, na
ra Direita n. 36, com 5 portas no terreo e 4 ja-
nellas de fronte em cada andar, quintal, caeimba
O cosi ha fora.
Bm dito da 3 andaresnaotte, em chao pro-
prio, na ra do Livramento, cosa 3 portas no
terreo e i janella* de (rente em cada um andar,
coainha fora, quintal com estribara, quartos,
cacimba etc.
Urna casa tarrea na travessa de S. Pedro n. 1,
foreira, com 3 salas, 2 quartos, coainha, quintal
e eacimba.
Tres partes de um sobrado de um andar cor-
respondente a quasi metade do seu valor, na ra
da Hortaa n. 66, em eho foreiro, com loja de
vivenda, quintal, cacimba etc.
Sabbado 1* de marco
no escriptorio do referido agente', na toa da Ca-
deia do Rectfe, ao mel dia em ponto; e decla-
ra-eequetnnunetade eeta leilo com laata an-
tecedencia para dar teropo a qua os pnteoden-
lea venham examinar a ibteira legalidee dos ti-
tule*, no aacrtptorio^do indkado aajmte, quet
desde j se offerece a ezhibi-los e a dar os es-j
clsrecimentos necessarioa, e para que oa meemos]
DE
O agente Pestaa vender 80 saceos de milh
em lotes de 10 siccoa para cima, toado desem-
barcado sabbado, os quaes sero vendidos pelo-
maior prego offerecido : hoje 25 do correte pe-
las 10 horaa da manha oo armazem do Annes
defronleda alfandega.
Coutiiiuacao do leilo
NA
Ra do Cabug n. 8.
HOJE
das 11 horas do dia as 4 horas
da tarde e das 6 1 [1 horas
da tarde as 9 horas da noite.
Costa Carvalho faz leilo de todas aa fazendas
existentes oa referida luja da ra do Cabug n.
8, sem limite de preco, tanto mais que elle deve
vender tudo quanto antes e pelo que der, visto
como tem de entregar a casa do dito eslabele-
cimeoto ioteiramente desoecupada at o Qm do>
corrente mez.
Alem de muitaafazendas finase grossas vo n
leilo :
Casacas de panno fino pretos e de cores.
Paletots de panno fina e de casexira preta
de cores.
Calcas pretas de casemiras muito Boas.
Paletots de bramante e de oulras differentes
qualidades.
Chapelinaa francezas ricamente enfeitadas.
Ditas muito propriaa para as damas do car-
naval.
Chapeos com plomas para as ditas.
Capas e vestimentas de la de cores para os
meninos se vestirem no carnaval.
Brimselim, cortes de calcas de casemiras pre-
tas e de cores, pannos fios, celletes feitos, ea-
eites de vidrilbo e de flores, caaos de flores.
Avisos diversos.
Nesta typographia, pre-
cisa-se fallar ap 'Sr. Dr. Ju-
venci Alves Ribeiro da Silva,
que reside no Rozarinho.
Grande laboratorio de la-
vageni.
Os donos dos nmeros ebaizo mencionados
podem mandar buscar as roopss que esto pro tu-
pias : 271. 187, 285. 210, 317, 60, 210, 18, 244.
1, 321, 169. 176, 311, 13. 178, 240K 256. 24S.
246, 285, 1 8. 294 i24, 239. 334, 195, 68, 245.
tM, 316. 317.180. 305. 333, 247. 292, 203, 33.
329. 3, 52,150, 35, 220. letra E.
)
T rat ment hom eopa t h i(
presarvativo e curativa
do cholera-morbus.
PELO DOTOR
SABINO 0. L. FUin.
Vende-ae cada exemplar a 500 te.
Distribuicao gratuita, aos isaf"1** Ir?
da obaa humeopalnkas do Dr. i
InluBde ovo) o. 6. M



A110 RMiM100Q ^ TEBCA fWBA i5 01 rSVUlfiM d 1S62.
Por mu i tas vezes le tem annun-
ciado que tmente se recebem assignatu-
ras deste Diario a 50000 por trimestre,
sendo pag dentro de 15 das do come-
90, mas acontece que alguns de seut
assigoantes demorem o pagamento alera
daquelles dia$, e se julguem com direi-
to a paga-Io a dito preco ainda mesmo
que falte meia duzia de^dias para se
vencer o trimestre; por tanto -de novo
se declara que nenhum direito tem o
subscriptor de pagar a subcripco a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
nao servindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber se na livrana ns. 6 e
8, da praca da Independencia, por nSo
liaverem tantos recebedores, quantos
seriam precisos para encontrar em
suas casas, a alguns asignantes.
LO Tiltil
Sabbado 8 de marco prximo, an*
darao impieterivelmente as rodas da
quinta parte da primeira lotera do
Gymnasio Pernambucano, no consisto-
rio da igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario de Santo Antonio. Os bilhetes e
meios bi I he tes acharo sea venda na the-
souraria das loteras n. 15 ra do Cres-
po, e as casas commissionadas. As
sortes serao pagas depois da distribuirlo
das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Para as provincias de Pemambuco, Parahiba Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o Calendario, pocas geraes^ nacionaes, das
de correos, audiencias, e resumo de chronotogia, a ris
Dita 000a almanalt, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias, *
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
ceyil, judiciario, administrativo, agricola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris......' ,: a,
160
CICfiRO PEREGRINO, ba-
charel em direito, continua no
seu escriptorio de advocada, ni
ra do Queimado n. 2ti.
D-se
1:000000 a premJ. sobre hvpotheca de bens de
rsiz : quem pretender, dirija-sa a ra da Palmi
11.49, soto.
Ourives mgico !I
Encarecidamente se pede ao oorives mgico S,
qje v entregar quanto antes o alBnete de peito
que recebeu para concertar ha bailante lempo da
pessoa que nao ignora da ra do Caldereiro n.
28, e se isto nao fuer se levar ao conhecimento
da-policia, porquaoto j nao se pode esperar, Sr.
mgico, e assim lome o cooselbo do seu amigo
Cazul.
Aluga se o lerceiro aodtr do sobrado n. 112
da roa da Senzala Velha : quem o pretender di-
rija-se ao soto do mesmo, que achara com quem
tratar.
O dono da lnja da ra do Queimado n. 4
pede ao autor do annuncio inserido no Diario de
hontem 24, que naja de declarar osea nome para
lbe dar a resposta que elle merece, ou se elle foi
o conductor dos ditos gneros.
Precisase alugar urna escrava de boa con-
ducta que saiba engommar, tanto para senhora
como para horaem, e ajudar no mais servico do-
mestico d'uma familia pequea : quem liver an-
nuncie, ou dirija -se ra Augusta casa terrea
n. 84.
Ensino de linguas !
EM 6 MEZES
[Italianolatimfrancez,.
I Pelo melhodo facillimo
DO DOCTOR
11. HILilMira. i
i Ra do Queimado n. 26.
Especial hOmeoiiafliieo
Ra das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario quslquer hora, havendo
ah sempre grande sortimento dos verdadeiros mdicamentes homeopathicos, preparad'os em Pa-
rs (as tinturas) por Otilan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de bomeopathia.
O proprietario deste consultorio nio pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infailivel em fados humanos; era to pouco superiores aos que por
ah se preconisam, porque ceno que o que nos fazemos, outro o pode egualraente fazer to bom
senao melhor. Mas afianca que nelle nao ha Iraficancia, e que o servico da preparadlo corre
pelo mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, ada-se suficiente para
satisfaaer a necessidades .(aquella preparadlo.
Neste consultorio acham-se venda elementos da homeopalhia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presta-se gratuilamente o seu proprietario, com seus esforcos e
medicamentos, a todas as pessoas necesitadas, sem distineco alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser til humanidade sogredora._________
Consultorio medieo-cirurgieo
3 -TU3 Y DA GLORIA CASA FUNBAO-3
Consulta por ambos os systemas,
Odesejo quetem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundan cornos de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ,-o propietario tem tomado
US& de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo wnlSUbSS^mtSES
Os medicamentos avalaos qur em tubos qur em tiocturaa custaro a 1 o vidro
,... viTJZZX^^ZT^T1'' "*>" 0 '"-
a An i A" p!sso" I 1u,ierem *H com o annunciante devem procura-lo de manhia al 11 ho.
Dr. A>bo Moscoio.
APPKOVAJlO E AlTORISACiO
D
Nesta typographia precisa-se fal-
lar ao jr. Felippe de Santiago.
Urna pesaoa que tem de retirar-se breve-
mente desta provincia, prope-se a vender urna
mucama parda, de 19 aooos, que cose perfeita-
menle, engoraras, e sabe tratar de enancas :
qaera a pretender, dirija-se a ra doBrum n.70,
primeiro andar.
O abaixo assignado, morador na villa do
Cabo, declara aos seus amigos e freguezes, que
tendo edificado urna casa na ra de Sonto Ama-
roda mesma vi;la, mudoa para all o seu esta-
belecimento que lioha ao p da estaco, echan-
do -se o mesmo sortido de (teneros novos e fazen-
das de bom gosto, tudo pelos precos do Recife.
vinho do Porto marca chamiso, e todas as mais
mercadoriaa muito em coota, attendeodo as qua-
lidajes.
Pedro Rufino do Reg.
O abaixo assignado ainda tem alguns terre-
nos para dispr, de sua poase, depois da liceoca
do governo, por serem estes de marioha, eslo
beneficiados, e nestoa j se acham alguns pre-
dios edificados na frente da ra da Concordia
e os que temos a ceder sao na primeira e aegun
da ra projeclada por detraz da Concordia, tem
terrenos para urna e duas frentes a vontade dos
compradores, e vendem-s por precos mui razoa-
veis, atientas as commodidades que as raesmas
offerece para sua edificago: os pretndenos
podem dirigir-ae a ra larga do Rosario n. 16,
queacharo com-quem tratar.
Recife 24 de fevereiro de 1862.
Mauoel Antonio de Jezus.
No dia 26 do carrele, a 1 hora da tarde,
fina a audiencia do Sr. Dr. juiz muoicipal da se-
gunda vara, lem de serem arrematados os bens
aeguiutea : 12cadeiras de pao o'oleo, em mo
estado por 123, 1 sof da mesma madeira em
mo estado por 8jf, 1 lavatorio de amarello por
2f. a a armacao da taberna da ra do Vigario por
600$, ludo penhorado a Joo Fernn lea Bapiista.
Cavalhadas de mascaras.
Ra da Praia.
As cavalhadas da ra da Praia as tardes dos
dias 2, 3 e 4 de margo serao composlas de todos
aqueHes cavalleiros que prearaente oblirerem
canao, o qual desde j podf m ir receber na mes-
ma ru na lypographia da Ordtm.
Os crttes para eale brinquedo sero dados gra-
tuitamente, e os cavalleiros que pertencerem a
este esquadrao devem apreseotar-se vestidos e
promptos com sosa langas no pateo do arsenal de
o?rra al as 3 horas da larde de cada um des-
ees das, apresentando alli o seu cartio ao res-
ppoiivo commandante.
Ho primeiro andar do sobrado numero 55 soba-
rs oa mencionados cavalleiros urna mesa pro-
vida de massas e de bebidas proprias do caso
afn de refrigeraren a fadiga das corridas. '
Logo que o esquadrao desfilar e fizer a ana en-
trada aa ra da Praia, urna girndola de fogo do
ar subir anounciando sua chegada, que ao mes-
mo lempo aera applandida pela msica marcial alli
postada.
Peitas n ceremonias do esiylo, priocipiar o
brhquedo, procedendo-se com as mesmas forma-
lidades noa dias segoinles.
Adverte-se que os Cartoes levarlo os nomes dos
<:ovailBiros escripios no verso, e nio podero ser
raoeridos por estes ouiros.
A toeiedadeeos moradores daquella ru, que
promom e concorrem para este bello diverti-
menu, r.uito conflam- doa honrados cavalleiros
queja estao inscriptos e doa que ainda se bao
d inscrever ; eapersndo que debaixo da melhor
rdem e harmona seja execulado todo o plano
da direrlimeoto. O digno commandante do es-
quadrao, oficial corredor experimentado tem a
aobeja a necessaria capacldao> para dirigir o acto
com as ceremonias que o abrii'.hantam. g' poi,
condicio iadispensavel, que os cavalleiros sal
au**)*llam s sosa de(ermina;oef. Assim o es
mmmk muma m mmuu
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mMh% MEDlCMES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com esus Chapas-elkctro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inflammaso ( cansado ou falta de respiraco ), sejam internas ou
externas.como do figado, bofes, estomago, naco, rins, ulero, peito, palpitado de coraso, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinbos escrfulas etc., seja qual fr o seu
tamaaho e profundeza por meio da suppura5o sero radicalmente extirpados.
O uso dallas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas oblidas o fazem merecer e conservar a confianea do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24. annos de existencia e de pralica.
- As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessajias explicajoes, se as chapas sao para horaem, senhora ou crianca, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumfereneia: e sendo nchagdes. feridas ou ulceras, o molde do seo
famanho em um pedago de papel e a declarado onde exislem, afim de que as chapas sejao da
torma da parte affectada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaces e tambera de todos os.ai
onos para a collocacjio deltas.
Consulla as pessoae que o dignaren honrar com a sua confiaBca, em seu esariptorio,
se achara aberto todos os dias, sem excepsao, das 9 horas da manha s da tarde.
j 'r^- Aluga-se o terceiro an-
dar 4o sobrado do 4argo do
Coppo Santo, esquina da ra
do Trapiche n. 48, a tratar no
mesmo,
j- O abaixo assignado, subdito porlugnez. yai
a Europa a tratar de sua aaude. Recife. 22 de
fevereiro de 182. '
Jos Ferreira da Silva lavares.
Na ra de Vigario o. 27, primeiro andar,
precisa-se de urna ama : a tratar na mesma.
Braga Silva &.C., em liquidacao, pedem aos
seus devedores que lenham a boudade de vir
saldar seus dbitos dentro de 30 dias: na ra da
Gadea do Recife o. 39.
Precisa-se de urna ama ; na ra daa Laran-
geiraa n. 26, para comprar e cozinhar.
Aluga-se a caaa terrea n. 4 da ra do Nas-
cenle, com boas accommodacoes para familia : a
tratar com Francisco Jos de Campos Pamplona,
na sua padaria na jas Imperial.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29 com sahida para a ra doa Tanoeiroa. a loca-
lidade a melhor possivel para qualquer \ esta-
belecimento : a tratar no pateo de S. Pedro nu-
mero 6.
~ Precisa-as de um pequeo para caixeiro de
taberna dos chegados ltimamente :*no Recife.
ra da Seozala Velha n. 104.
Aluga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem-Fica (Passagem da Magda-
lena) ; s tratar na mesma casa das 5 horas da
larde em diante, ou no escriptorio do Sr. Henry
Gibson, ra da Cadeia.
Attenco.
Roga-se aos Srs. de-
vedores do finado An-
tonio Francisco Pereira
que venham pagar seus
dbitos na'rua do Cres-
po n. 8 A, do contrario
vero seus nomes nesta
folha com as quantias
que estao devendo.
*SA%%^s!5S55
Roga-se ao Sr. Lourenco Bezerra Ma- m
0 rinho Falco, que quando vier ao Recife (J
0 dirija-se a ra do Crespo n. 8, a negocio
# de seu interesse.
sS
rrectsa se de urna ama para com-
prar e cozinhar para urna pessoa: na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar.
Casa para alugar.
Aluga-se urna casa terrea na freguezia dos
Afogados, ra do Motocolomb n. 26, muito fres-
ca, com boos commodos para grande familia,
quintal grande, bem plantado, tendo de mais a
mais urna cacimba de boa agua, cuja casa fica
pertoda estacao da via-ferrea: a tratar na ra
do Queimado o. 52.
Attenco.

No sabbado 22 do correte, pelas 7 1(2 horas
da noite, perdeu-se do Recife para S. Jos do
Maogoioho urna carta fechada a lacre, dirigida a
Basto & Lemos, contendo a mesma documentos
que s aos mesmos podem interessar; rogase,
pois, a quem quer que por acaso a tenba achado'
de fazer entrega aos aonunciantes, na ra do Tra-
piche o. 15, que gratificarlo generosamente seja
qual for o estado em que a recebara.
Furto.
0-
gi
os-acces-
que
119 Ra do Parto || PERTO DO LARGO DA CARIOCA
RS S SMSSSito
tlft PSRMmuS
Para as encommendas ou informaces diriiam-se
ra doQbeimadon. 15.
a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
Eosino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA
DIRIGIDO POR
Manoei Fonseca de Medeiros
Duas vezea por semana tercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, tegundo andar.
ndice alphabetico
DAS
Leis, decretos e avisos relativos a iocompaiibili-
dade na accumulacao doa cargos e empregos p-
blicos e s condi?5es do exercico dos mesmos
cargos e empregos e das diversas proflssdes
ORGANIZADO
por Ovidio da Gama Lobo, bacharel em sciencias
juridicas e sociaes pela Faculdade do Recife, e
aecretariodo governo da provincia do MaranhBo.
Acha-ae no prelo esla obra, para a qual aasig-
na-se a 3#o exemplar: na praca da Independen-
os. 6 e 8.
i
O Dr. CarolToo Fran-
cisco de Lima Santos,
medoo-se da ra das
Cruzes para a do Im-
perador, sobrado o.
17, em frente da igre-
ja deS. Praocisco, on-
de continua no exerci-
co de aua pronssao da
medico.
5


Gabinete medico cirurgico.'
Ruadas Flores n.
57.
i Sero dadjsconsiltaa medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevio Gavalcanti de Albu-
querque daa 6 aa 10 horas 4a manhia, ac-
cudiodo sos chamados com a maior bre-
vidade possivel.
1'* Partos.
2.* Molestias d-e pella.
8.a dem do olhos.
4.* dem dos orgaoa genitaea.
Praticartoda e qualquer operacao sm
seu gabinete ou am casa doa dosntss con-
forme Ibes fr maia conveniente.
5
3
No dia 23 do correte, pelas 7 horaa ds noite,
furtaram do sitio de Jos Uoreira da Silva, no
becco do Pombal, um cavallo de cor alasSo, ta-
manho regular, em boas carnes, tem duas maos
calcadas e o p esquerdo, a cauda por ripar : ro-
ga se as autoridades, que sabeodo, o facam ap-
prehender, e n mandar levar ra estreila do
Rosario o, 31, que o portador ser recompensado
Aluga-se um moleque para todo servico de
ama casa ; na ra Direita n. 2, segundo andar.
Attenco
o
Quarta-feira 19 do crrante ausentou-se do si
licdoCsjueiro, casa n. 3, o preto de nome Jos
de na;3o Angola, de 40 annos de idade, secco d
cor|o, estatura regular, desdentado na frente
clmi, levou caiga e camisa de algodo azul,
levou urna outra camisa de madapolo e u
calg de riscado parda meia velha, levou m
urna caneca de folha pintada de amarello, e con
ta que tem andado vendendo agua na Boa-Vi
la : roga-se, portento, as autoridades polica
capilaes de campo que o prendam e leve,
mencionada casa n. 3, ou ra do Queimado,
ja n. 39, que serao recompensados.
Roga-se a senhora madama iogleza
queira ter a bondade da mandar pagar o al
da escrava Eva, que um mez e dous dias
contrario ver o seu nome por extenso neste
rio, ou procurare! os meios que a lei me fac
O Sr. Jos de Meodonca Ayaila Barjre
queira declarar a sua morada, pois se lhe d
fallar a negocio de seu interesse.
Desapparectu um cachorro d'agua, de raga
ingleza, braoco com manchas pretas. oquallaco-
de pelo nome de Dasb ; quem o achar pode le-
var ra do Trapiche n. 10, que ser gratificado.
SOCIEDADE
nio Beneficeii(te
De otdem do Sr. presidente scienlifleo aos se-
nborea socios em dia que ha ver aaaemblafgeral
sexta -feira 28 do corrente negocio de grande
monta, s juntamente scientiQco aos socios que
se achara atrasados, que hajam de se pdr quites,
do contrario serSj punidos segundo marca o arti-
go 12 3. dos novos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficentq Ma-
rtima 23 de fevereiro de 1862.
Ballhesar Jos dos Reis.
1. secretario
Batatas a 500 rs
a arroba
Na ra da Madre do Dos n. 12.
Respondo a pergunta que me dirige o Sr.
Joaqun) Joveocio da Silva no uiarion de sexta-
feirs 21 do corrente mez, dizeodo-lne que
to que ao Sr. Jos Marques dos Santos Ag
eu disae que o fallecido Antonio Francisco
reir preteodeu-vender ao Sr. Figueiredo a
que poasuia na ra do Crespo, pediodo-lhe vtate
conloa de ria a viata. E' tambera certo que ao
Sr. Aguiar diaae que presuma ser esta quantia
destinada a pagamento do Sr. Frederico, reco-
obecendo procedente a prelencao do Sr. Frede-
rico contra a qual se pronuncia o Sr. Juvedcio.
E esta a resposta que teoho a dar, se nao tao
clara e prompta comodeeeja o Sr. Juvenci po-
de eate fazer o que prometi na ultima parte de
aaa carta. Recife 24 de fevereiro de 1802.
Leandro Lopes Dias.
Aluga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem Fica /Passagem da Mag-
dalena) tendo 2 salas, 5 quartoa e cosioha, sino
com muas frueteiras, baixa de capim para %
cavallos, estribarla para 2e 3 cavados e coxeira
para 2 carros: a tratar na meama casa, daa 5 ho-
ras da tarde em disote, eu ne escriptorio dofSr.
Hanry Glbson na roa da Cideia.
Jacques Boadousjur, subdito francs, vanao
Rio da Janeiro.
Arlhur Soucbojs, subdito franca*, retira-se
para a Babia,
No correr do aooo prximo paseado'me com-
municou por vezea o digno provedor do Hospital
Portugus de Beneficencia, os embaracoa pecu-
niarioa com que lulava, para satisfazer o paga-
mento de una divida, com que nio contava no seu
aooo administrativo, e desejaodo eu coadjuva-lo
aa remocio desse obstculo, em que elle dixia
nchar-se collocado, e que pismente acreditei, of-
fereci-me pars adiantar aquella pia insliloicao, a
quantia de 3:759*198. que fol aeceita pela junta
administrativa de entao, sob as condicea que
abaixo vao eiaradas, as quaes gustosamente me
prestei, porque o meu flm era e promover quan-
to poder, por mim e meus amigos a prosperidade
do estabelecimento.
Quando realisei este empresllmo, e mesmo j
depois. maoifestou-me o referido Illm. Sr. prove-
dor, o desojo que tioha de que o meu embolco
tosse antes por meio de quotaa promovidas pelos
assocladoa, que voluntariamente quizessem con-
correr para isso, do que pela acquisico da socios
e merecendo-me toda a consideraco e peso a'
aua opioiiio. Drometti-lhe reeorrer primeiro a es-
ie expediente, por isso que venho hoje scientifl-
nt^. "saciados que querendo dar urna
nZ VBeRaUJra0r e dedic?cao o Hospital Portu-
guez de BeneOcencia. podem dirigir as quantias
fcr?H0qUflV'd" m. 8ed,g0" concorrer P" o re-
ferido flm. aos abaixo nomeados. cerlos de aua
seus nomes e quanti**, serio levados opportuna-
meote ao conhecimento da actual junta adminis-
trativa, que estou persuadido nio deixir no ol-
vido o apreciar como merecerem as offertaa de
cada um. Nao vou pessoalmente a casa de todos
os Srs. associados por falta de lempo, pelo
espero merecer desculpa.
Recife 18 de fevereiro de 1862.
Bernardina Gomei de Carvalho.
Nomes dos Srs. a quem se podem dirigir
as offerlas:
Recife.
Joaquirn Monteiro Cruz.
Jos Joaquim de Castro Moura.
Joaquim Luiz Vieira.
Jos da Silva Loyo.
Joaquim Correa Resende Bego.
Francisco Moreira Pinto Barbosa.
Santo Aotooio.
Joao de Siqueira FerrJo.
Domingos Jos Ferreira Guimaraes.
Antonio Gnncalves d'Azevedo.
Jos Joaquim da Silva.
Jos Joaquim Lima Bairo.
Jos Jeronymo da Silva.
Jos Alves da Silva GuimarSes
Boa-Vista. -
Manoei Jos Guedes Magalhaes.
Joo Luiz Ferreira Ribeiro.
que
Aluga-se barato
o espacoso e commodaraeole situado armazem
para deposito de gneros de eetiva. na travessa
do costa n. 6, becco da Bola, no Forlo do Mat-
i trata-ae na raa do Cabogi n. 7,
joias.
4lvaro &
loja da
Mdgalhes.S
EitabelecidoB com loja da fazendas
ra da Cadeia n. 53. e chando-se de
posse de um novo estabelecimento na
ra do Crespo n. 20 B, participara a to-
dos os seus amigos e ao publico em ge-
ral que dispe de um grande e vaado
sortimento de fsxeoda que tem resolv-
do vender dinbelro por precos bara-
lissimos. Roga-se aquelles que tive-
rem de comprar qualquer artigo de fa-
zends de se dirigirem as nossaa lojaa
cima indicadas que sero ptimamente
servidas.
Documento nico pelo qual se dignou a junta
administrativa scientificar-me que aceitava o meu
oflerecimento e suas respectivas condices.
_ film. Sr.
Tendo a junta administrativa do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia nesta cidade, em sua ses-
mo do 23 de oulubro ultimo, aceitado o offereci-
mento que da parte de V. S. e outros lhe fdra
feto de adiantar a quantia de rs. 3:7598198, para
pagar a Mathias Lopes da Costa Maia a importan-
cia da execucao que encaminha contra D. Maris
de Jess Cordeiro, viuva de Joo Rtphael Cor-
deiro, em virlude da qual flzera penhora na parte
do sitio Cajueiro, que tocara dita D. Maria por
heranca materna e por esta vendida ao hospital,
cuja penhora, aendo deaprezados os embargos de
lerceiro -a ella oppostos pelo referido hospital,
fora julgada bem feita pelo tribunal da relacao :
assim o communico a V. S. para que se digne de
reahsar a sua promessa, mediante a coodico pro-
posta por V. S. de ser o seu embolso feito por
meio das joias das entradas dos benemritos, bem-
feitorps e socios effectivos, segundo dispoem os
estatutos, que V. S. e ootros adquirirem para o
sobredito hospital e sem que teoha direito a exi-
gir outra qualquer iodemnisseo da mencionacSo
da dita quantia, como tudo foi approvado em ses-
sao d'assembla geral dos Srs. socios do hospital
de 10 do corrente mez.
Deua guarde a V. S. por muitos annos. Prove-
dons do Hospital Portuguez de Beneficencia em
Pemambuco 16 de novembro de 1861.Illm. Sr.
Bernardioo Gomes de Carvalho, D. socio bene-
mrito do mesmo hospital.
Jos Antonio de Carvalho,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimaraes,
Io secretario.
Recebi a importancia constante neste offlcio
por mo do Illm. Sr. Bernardino Gomes de Car-
valho.
Recife 17 de dezembro de 1861.
Jos Antonio de Carnal1!o,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendet Guimaroe,
Io secretario.
S3o rogados os senhores Jos Florencio de
Oliveira e Silva, Manoei Jernimo de Albuquer-
que, e Lucio Alves de Olivfira e Silva compa-
recerem loja o. 20 da ra do Crespo.
O Sr. Bom Jess dos Passos
em Olioda.
Vendo varios devotos o mo estado em que se
acbava o Senhor Bom Jess dos Pasaos, colloca-
do na errnida junto a igreia de S. Pedro Mariyr,
flzeram conduzi-lo para a igreja de S. Pedro No-
vo, onde foi preparado e encarnado. E para que
os seui devotos possam offerecer-ihe preces e es-
molas, se acha a mesma imagem exposla na re-
ferida igreja por espaco de 8 dias. Godo os qaaes
dever seguir em procissao para a predita ermi-
da no dia 28 do corrente, pelas 5 horas da tarde,
teodo-se para isso obtido permisso de S. Exa.
Rvms. Na occasio de sahir a procissao dever
haver urna oraco penitenciaria. Convidase as
irmandadesque quizerem abrilhantar aquella ac-
to, assim como a todos os devotos, quocompare-
gam no referido dia para acompanharem o to
piedoso pai, que jamis deixou de amparar a
aquelles, que decoraeao, invocam sua clemencia
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
ra do Vigario: a tratar na taberna n. 13 da
mesma ra.
t A abaixo assignadaT^araT^odlrS
g 7 de janeiro prximo passado, entre dif-
U ferentes joias de ouro. cinco escrlpturas
Im de compra de suas escravas Joaona, Ma-
na Antonia, Regismuoda e Anna. que
, estavam guardadas no mesmo bahuzinbo
oode eatavam as joias. Faz. pois, esta
declaragao ao publico para obviar qual-
quer fraude, que com taes ttulos ae m
pretenda praticar.
Recife 17 de fevereiro de 1862.
Candida Lina de Figueiredo.
xmmmmm-m mmmmm
Precisa-se alugsr um bom cozlnheiro on
cozmheira para casa de urna familia, pana-se
bem : a tratar na ra da Aurora o. 4.
Aluga se a casa n. 42 da raa de Santa Rila
quem pretender, dirija-se a mesma ra n. 86
ou a esta typographia. '
Ama.
Precisa-se de urna ama que cozinhe e engom-
?.! ._" 2*Lr.iT P.r?jervico do ra : no largo
Aluga-se
cer-
uiar
Pe-
loja
o sobrado da ra Direita n. 45, cora
duas grandes salas, quartos sendo 3
bastante grandes e eos i n ha fora, botan*
do o fundo para a torre da Penha : a
tratar na loja do mesmo.
Eu abaixo assignado declaro pelo
presente que, na qualidade de socio da
firma de J. Jraeger & C, ajustei as con-
tas com Joao Praeger, que deixa de ser
socio de hoje em diante, continuando
os negocios por minha conta. Per-
nambuco, 18 demarro de 1861.
C. A. von der Linden.
Preciisa-se de um oficial de bar-
beiro: na ra das Cruzes n. 35.
Saques sobre Portugal.
Manoei Ignacio de Oliveira & Filho aaccam so-
bre Lisboa e Porto : ao largo do Corpo Santo,
escriptorio o. 19.
O Sr. Julio que teve botequim,
queira rlr a esta typographia, a nego-
cio.
Precisa-se alogar um cozinheiro e um cria-
do para servico de casa ; a tratar na ra da Cruz
do Recife n. 38.
Est para alagar-seo segundo andar do
sobradon. 193 e casa terrean. 191 da ra Impe
Mal : a tratar na ra da Aurora o. 36.
das Cinco Pontas n. 112.
O abaixo assignado declara so publico qno
Domingos Jos Antunes Guimaraes deixou de ser
seu csixeiro desde 28 de fevereiro corrente por
nao lhe convir mais. "
Manoei Jos Guedes Guimaraes.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prati
ca decadaria : no Varadouro de Olinda.
Aluga-se
por 20$ mensaes um molalinho de idade de 14 a
15 annos, proprio para servir ns interior de urna
casa, e que cose bem de alfaiate por ter 4 annos
de officio : na ra do Sol n. 21.
Fugio de bordo do patacho brasileiro tEs-
padarte, fuodiado ao p da ponte velha o es-
cravo Antonio, marinbeiro, de idade de 40 an-
nos, de saco, rosto comprido, estatura alta, a
sigoaes no rosto, pouca barbe, e bom pollador
pede-se as autoridades ou pessoas que o acha-
ren), de o levarem a bordo do dito patacho, oa
na ra da Cruz o. 3, em casa dos Srs. Amorim
Irmaos.
Pessoa coohecida nesta praca, tendo de ir
ao centro desta provincia, e tambem o da Para-
hiba, offerece a aquellas pessoas -que tiverem
transaccoes para estes lugares, e quizerem man-
dar cobrar, que se dirijam ra do Oueimado, e
tratera com o Sr. Joo de Siqueira Ferro, que
este indicar qual a pess'oa que se propde a este
trabaibo.
Precisa-se de um caixeiro para urna loja do
fazendas na Baixa-verde de Paje : a tratar na
ra do Queimado n. 3, loja de Lavra & Irno.
Est para alugar-se a loja do sobrado da ra
Direita n. 85, que foi de miudezas, e segundo
andar do sobrado ns ra do Rosario da Boa-Vis-
ta, quasi em frente do pateo da Santa Cruz, e urna
mei-agua na ra doa Quarteis : quem pretender,
falle na ra das Cruzes, sobrado n. 9, lado di-
reito, quera rai da ra do Queimado para S.
Francisco.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
roa da Imperatriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
Aluga-se a sala da frente do primeiro an-
dar ds ra do Queimado n. 4, propria para ea-
criptorio : a tratar na loja.
-r Quinta-felra 27 de fevereiro vai em leilo
a taberna da ra da Imperatriz n. 3 : quem a
pretender, sem ser em leilo, porque todo appa-
rega o negocio se far, at mesmo com armacao s.
Precisa-se alugar um preto, dando-se o
sastento e paga-se meosal ou semanal, psra o
trrico desta typographia : na livraria n. 6 e 8
da praga da Independencia.
Aviso.
Aluga-se o armazem, Io, 2o andar e
casa n. 60 da ra da Cadeia do Recife,
do becco do Capim : a tratar na ra da Cruz do
Recife n. 63.
soto da
esquina
Maria Manoela Pereira, cordealmeote agra-
dece a todas as pessoas que assistiram ao
funeral do Sr. Manoei Joaquim da Silv-a, na
igreja do Espirito Santo, e de novo os con-
vida para a miasa do stimo dia, oa igreja
do Corpo Santo, terca-feira, 25 do corrente
s 5 huras da manha.
Recite. 23 de fevereiro de 1862.
Preciso de ama.
Preclsa-se de urna raulher para cozinhar, la-
var, engommar e fszer todo o maia servico de
uma casa ; quem estiver nestas circunstancias
nao sendo flialga ou nao tendo prenles nobres.
queira dirigir-se ra do Sebo o. 36 das 6 s 8
el/2 horas da manha, ou a ra da Cruz do Re-
cife o. 63, que achara com quem tratar.
I Attenco.
@ J. Hunder, alfaiate, ra Nova o. 67,
djfc avisa ao publico em geral a quem quer
aer ainda aasignaote deata leuda de al-
9 faiates pernambucanos, acorapanbado
dtt pela machina de costura para servir uma
numerosa freguezia com maior brevida-
ajj| de do que em qualquer outra parte,
_ gloriosa a promessa de uma verdadeira
Cp iovenco nova para oa aitislas alfaiatea.
O bacharel Antonio Bernardino doa San-
tos Jnior, advoga no crime, civel e com-
mercial, e pode aer procurado na villa de
Pedras de Fogo ra do Commercio, daa 9
aa 4 horas da larde.
Aluga-se a caaa da roa da Roda ~n.~23
qual tem os seguintes commodos: 2 salas' 5
quartos, saguaoe aumidouro pira aguas servidas
sotao assobradado com 2 salas, 2 quartos, coxi-
nha, lerraco. sumidouro para aguas servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, quer para o
pavimento terreo quer para o solio ; a .ratar na
praca da Independencia o. 22.
Aluga-se um sillo na Ponte de Uch#s, de-
fronte do taes; a tratar na raa larga do Rosario,
loja o. 10.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e en-
gommar; na raa doa Guararapes, eso Fora da
Portas, sobrado n. 18.
Os abaixo assignados fazem scien-
te aos devedores da extincta firma do
Ara naga, y Brydn que se est acaban-
do de liquidar, que tendo-os j chamado
pelos Diarios para virem satisfazer seus
dbitos, e como alguns morosos nao
lenham feito caso do nosso anruncio,
em 1.- de marco prximo, vamos entre-
gar ao nosso procurador todos os docu-
mentos comprobativos, para os ditos de-
vedores serem chamados a juizo. Recife,
22 de fevereiro de 1862.
Aranaga, Hijo Sr C.
No dia 28 do corrente mez, Inda a aodien-
cia do Sr. Dr. juiz dos orpbos, ser arrematado
por venda um aitio foreiro, silo no logar da Pi-
ranga, freguezia dos Afogados, com casa da pe-
dra e cal em mo estado, cacimba e tanque, bas-
tante terreno e arvoredos, avaliado por 1:600$,
por interlocutorio do Sr. Dr. jais, nos tutos de
inventario dos bens do finado Joio Beplista d
Souza Lentos, para pagamento do credor bypo-
thecario e commendador Joo Pinto de Lemos.
Arrenda-se on vende-te o eogeoho Laran-
geira, na freguetia de Usa, moente e corrate,
com todos os pertences para poder tirar grandes
safras, nao s por ter grande terreno como tam-
bem por moer com agua corrente, tem maia ama
disiilacio, a matas proprias para criar animaos ;
a pessoa que quizer f txer qualquer deatea aego-
ctoa, queira dirigir-se a Joaquim Luis Vieira &
C, na ra da Cadeia do Recite nesta prac,, oa ao
mesmo engenho a mu proprietario Jos* de Sol-
a Barreirof,



DIAMO O PtUUMWCO ItCi IJU*A S6 DE PEYEBHRO DE IMl
6
&HA.
.O
Precisa-se da oro* ama para lodo servico de
urna can ; quem quizer dirija-se a ra de Har-
to K 53.
Jobo Luiz Vtjnna avisa a todea os devedo-
im di biimh de Jos Antonio daSiWa Araujo,
Eera que 10 elle lbe aejam pagos seus dbitos,
ilo oo praxo de trinta dias, fiados oa quaes en-
tregar ao seu bastite procarador o Sr. Joaquim
de Albuquerque Mello, para cobrar judicialmen-
te ; toda a atteocaoutera coro aqaelles que aioda
mesmo lhe nao posiam pagar promplameote coro
tanto que reformen) seua dbitos por dotos ttu-
los : na ra da Impera tre. o. 46.
Attenco.
Sapatoes de borracha anda nao vistos, cojos
chegaram oa occasio de servir como preservs-
tlvo para o cholera, e i os ha oa ra di Impe-
ratrix o. 46, loja do Viaooa.
Aluga-se um quario andar coro excel-
lentes commodoa : na ra da Crac n. 53.

Precisa-ae de urna ana para cosinhar e com-
prar: a ra do Imperador, n. 37, segundo an-
dar, ntrada a direita.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Sntos & C. acam e tomam
Baque aobre a pTaca de Lisboa.
Aluga-se m boro sitio com militas arvores
de fructo, bem como m bello jardim oo lugar
do Caldereiro, esquina da ra da Maogueira, com
urna boa casa para grande familia, piolada de
novo e forrada de papel, ao lado cocheira para
carro, qnortos para pretos, estribara para quatro
ou seis caballos : quem o pretender pode dirigir-
se ru da Cruz doftecife o. 63, para tratar.
Os abaixos assignado, avilam a
todos os devedores da extincta firma de
Aranaga & Bryan, queseett' acabando
de liquidar, tenham a boodade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, pa
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que faharem, serao tomadas medidas
coercitivas.'
Araaba Hijo & G.
Precisa-se alugr um prelo, daodo-se o
susleoto, e paga-se meoaal ou semanal, para o
servico desta typographia : oa livraria os. 6 e 8
da prsja da Independencia.
23 Ra da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afina-
ces econcertos.
J. Laumooier avisa a seus freguexes que tem
um bello sortimeoto de pianos dos melhoresau-
tores, aaiim como msicas para caolo e plano ;
encarrega-se de conceilea e tfloaces dentro e
fora da cidade, por precos raxoaveis.
\toga-se.
No caer. d'Apotto o. 7, desoccupou-se um ex-
cellenle armazem, que se luga por prego razoa-
vel: a tratar na ra do Imperador n. 46.
Bolinhos.
Precisa-se-de urna ama deleite : na
ra do Rangel n. 67, primero.andar.
Ha muuito se fallou ao Sr. Joao
Alves Perreira nesta typographia, e s
por descuido do paginador deste Diario,
tem sahido o annuncio convidando-o
de novo.
Os Srs. assignantes do
Cabo, Kscada. Ipojuca, e Ilha,
queiram mandar pagar a su-
bscripco deste Diario nes
ta cidade,: visto nao haver
pessoa encarregada do reci-
bimento nos referidos luga-
res.
Miguel Pereira Leal, Portugus, vae a Eu-
ropa.
4os amantes do carnaval.
Jayme cabelleireiro avisa a bella rapateada
amante deste diverlimeote, que se acha comple-
tamente sortido de cabelleiras tanio crespas co-
mo a carcter, e que as alogar por preco con-
veniente, podendo quem pretender vit escolher
Preservativo universal
45Ra Direita45
Oihem L
Arroz cora casca.
Vende -se arrox com casca em pequeas e grao-
des porcdes : na ra Direita o. 69 ou no caes do
Ramos a bordo da barcada Dous de Julho che-
gadado Peoedo proximameote.
Baodrfss enfeltadas com Je.1^"" | e dar seu nome, afim ti* que nio basa duvidas
goales e bolmhos dos roais eacolhidos do nosio ------------,,
mercado para casamerjio, bailes, soars etc. e
t
O dentista Numa Pompio.j
Ra estreita do Rosario i 22
primeiro andar.
Bc;a dentes arliflciaes por molas e li- S
gateras e pela presso do ar. Systema
americano sem arrancar as raizes, e faz \
todas as operecoes de sua arle, com 3
premptido e limpeza.
mmmmmm *mmmmm%
-Aranaga, Hye & C. acam sobre
o Rio de Janeiro.
Saca-se qualquer rruantia obre Portugal
Ilha da S. Miguel ; oa ra do Vigario o. 9, pri-
meiro andar, escriptorio deCarvalho, Nogueir-a &
Companhia.
Lices de inglez.
D8o-se de neite oo hotel fraocez ; a tratar na
ma da Crux o. 1.
tambero 6 os pesa em libras, assim como pas-
telaria de diversas qua'lidades, pudios, boro in-
glet, filhoes etc, tudo do melhor gosto, aceio e
do raals commodo prego deates gneros diri-
]Bm-se a ra da Pentra n. 25, segundo andar, pa-
ra ajustar-se.
Cozinheiro.
Quem precisar de m bom corioharro, dirija-se
a ra de Santa 'Rita n. 13. segando andar, que
achara cam quem tratar.
Precisa-ae Be dous emassadorea : m ra
dos pescadores os. i e 3.
Amonio Vital, subdito italiano, retira-ie
para foTa da provincia.
Aluga-se o primeiro andaT da casa n ra l
43 : a tratar na ra do Impera-
da Imperalriz o
dor n. 67. ,__ ,.
_ irrenia-sp um arandesitio com instantes,
estrada de Jrmo de Bar-' Puco mai?u os, com bastante habilita-
0 i cees para loja defazendas, o qual se acha desem-
oa occasio.
Quem precisar de um cosinheiro estrangei-
ro que entende de todas as massas e faz todas
as qualidades de cosinha : dirija-se a ra do Des-
tino o. 50, que achara com quem tratar.
Para urna casa de pouca familia precisa-se
de urna ama que seja Qel e que saiba larar, en-
gommar e coser, d-se preferencia a ma ei-
crava : a tratar na ra da Ouz n, 2.
Precisa-se alugar urna prela, que saiba la-
var roupa, paga-se bem: a tratar na ra da Ca-
deia n. 35, loja. .
Precisa-se de 3:0069 a premio aob hypo-
theca em bens dereizque giraotem sufflcienle-
meote : quem quiserlazer este negocio anouncie
sua morsda para ser procurado ou deixe carta
fechada nesta typographia comas iniciaes A. S.
Precisa-se de um menino com pralica de
taberna : no becco do Caxopellou. 4.
Um rapaz pertaguez de idade 16 a 18 anooa
arvoredos de fructo, ns
ros. paseando^^*^d^3S% ?%* desoja empreg.r, dando fiador
pnrreiro dtreita. com !?.""tfg 8u,r, co'i- conduela: quem de seu prusllmo se quizer
teodo etasalas, 6 quartos
oha. qoarto de pretos, estribara fora : a tratar
na padaria da Soledade confronte a igreja.
- Precisa-se de urna ama capaz pera todo o
servicode urna casa: a iratar na rut da Senzala
Nova d. 112, segundo andar.
por 25$ mensaes.
Alug*-se urna boa casa oa Capunga-nova com ,
sitio com fructeiras. flores.etc, tendo a casa per
commodos 2 salaa, quartos, gabinete, quartode
despensa, cozinba. aeuzals, estriban, cochetra, j
duas cacimbas o'egua doce, etc.; a tratar na,
mesma casa, na roa das Pernameucanas, ou na
ra do Imperador n. S7, armazem de leilao.
Joao Guilberme Romer, armador de corti-
oades (oa ra do Hospicio n. 87) participa ao-res-
peitavel publico que tem recebido exceMentes
molduras douradas para cortinados de janellas,
tambem vendo borlas, cordao, allerias patera
de brome que perteoce aos ditos.
utilisar dirija-se ra do Livramento loja o. 35,
que achara com quem tratar.
Vender-se as lojas|os. 49 e 51 core-un so-
bradioho oa fundos, sito na ra da Caperan^a
ou Camioho Novo do bairre da Boa-Vista, com
quintal amnrado at o meio, cosinha e algumas
arvores de fructo e chaos proprios : a-tratar na
mejama ma n. 45.
Precisa-se alugar um preto : na botica da
pri ca da Boa-Vista u. 24.
- O Sr. Emilio Garlos Jourdaio stabelecido
com casa de negocio oocaminho de ferro, coo-
vi ado a comparecer na ra da Cruz o. 11, a ne-
gocio de seu particular ioteresse.
Miguel Alves Guimores subdito portugus
retira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua'Novao. 19, a trata; oa loja.
8 D.le,,,8enciaa melhcr esclarecidas n
sciencia de Hipocratea, depois de longos aonoa
de exercclo de curar e matar coovenceu-se afl-
oal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mis mortifefa que fossa, era
C0S!ornYID8MCo!a re8C'- errtredesembaracado,
e PS QUENTES. Ora, viajando por ahi urna
epiderpia.que mata gente como qualquer outra,
occaaiao de pormoa em pratica estea principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
brfLlom,Ddo de ^em 15 sal de gUnber, o mais acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opiniao e a pralica de um dos
ornamentos da ossa magistratura ; e lancando
ao cisco todo a calgsdo velho, dirigiodo-se todos
ao armaiem da ra Direita n. 45. onde o reapec-
tivo proprietario a todos recebar com cortezla,
aturar as massadas, aquecer os ps com ex-
cellerjte calcado, segundo o gosto, e estado Q-
nanceiro de cada ana, e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
^,CfS**-^?-,,*1X0S e b"8'leiros a 13J.
'^M1*' TO'' 500, 8e............." 5500
4JDUU are...................,..,.. 2J40OO
Meninos.
SAPAT0ES a 5S500, 5*. 4#. S500a...... 1600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes. ingle-
le\ Lm268 e mericaoos federaes
6,550O, 5, 4J500. 3*500 a...... .!.
Meninas.
BOTINAS a 4*500 e......................
m completo sortlmento de sapatos para se-
onnC,,,0.de. lOT,re Ttad0 W* "- de l-
pete a 800 rs-, de lastre (oa. 32 6 3S1 a 800 rs..
de tranca francezes a 1#300. portuguezea 2. sapa-
tos de borraxa para hornera sen hora e meninos,
multo couro de lustre, de porco.cordavo.marro-
quim. bezerro fraecez, sola de lustre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que tudo vende-se como em
nenhuma parta.
Pwra o carnaval.
Vendem-se chapelioas de palha escura pro-
pna para as damas do carnaval, pelo baratsimo
preco de-'2(-cada urna,ditas de aeda, fazeoda mui-
loboa, a 68, gravatiohas do fil mui delicadas a
500 rs., tafet de cores para abados ou vesti-
mentas a 240 o covado : na *ua Nova, loja do
vwdo, em frente da camboa do Carmo o. 8.
Vende-se urna mulata de meta idade que
cozinha bem e faz todo mais servico de urna casa,
ou na falta timbea se alaga para" casa de pouca
familia : a tratar oa loja do victoria, na ra do
Quetmado o. 75.
Vend-se un negiinha de 13 anoo?, com
principio de coxioha eagramado ; oa ra Nova
numero 53.
fazen
2500
4*000
Grande sortimento de
das pretas.
Grosdensple preto bom a 1J600 o covado, di-
tasuperior a 1*800. dito a 2. dito largo a 2*200,
dito muito superior a 2*600. 2800 e 3, chame-
lote preto de superior qualidade a 3J, sarja preta
larca a 2#, dita hespanhola muilo superior a
2J800. dita lavrsda auperior a 2*200, selim pre-
lo a 2$ e 3*. dito maco superior a 4*, velludo
preto oom, paooos pretos de 1*600, 2*, 3*. 4$,
5|, 6*. 89 e 109 o covado. casemiras pretas a
1)600, 29, 29500 e 3 e muito Ona a 4* o cova-
vado, los pretos de 6g, 73 e 89 cada* um, mantas
pretas de fil de linho a 7f, 8*. 99, 10* e 129
cada urna, lindos manteletes de seda pretos bor-
dados com muito gosto e diferentes tamanhos a
ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas eofeitadaa com n.uilo gosto e outras muitas
fizendas pretas proprias para a quaresma que
deixam de mencionar-se tudo mais barato do que
em outra qualquer parte : oa loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Chegaram de Lisboa no biigue Eugenia,
doua bonitos burros e urna burra, os quaes se
vendem por barato preco : psra ver, na cocheira
do lrrgo da Assembla n. 4, e para trotar, np es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
leiraa com agulhas de mu boa qualidade, e ex-
cellente sortimento, e as ea'. vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmeote no-
vo sortimento das agulhaslmperiaes, fundo dou-
rado, que continuara s ser vendidas a 160 ris o
papel, isso Da ra do Queimado loja d'aguia
branca o. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
fVos fabricantes de velas.
Barato assim barato de mais
Sabonete finos.
A loja d'aguia branca recebeu urr.a crescida
quantidad* de saboaetea finos para barbaa os
quaes coovm a todos compra-Ios mesmo para
mios, avista do diminuto preco de 3* porquanto
se est vendendo a duzia. Para satisfazer-se aos
boos freguezes ae vender tambem em menorea
porcoea, porm quem mais comprar mais lucrar
porque assim barato nao ser fcil toroar a ha-
ver, e mesmo agora s ha oa ra do Queimado
loja d'aguia branca d. 16.
urna.
O amigo deposito de cera de caroauba e sebo
em pao e m velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.O, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n 28, quasi defroote da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis.
RelogiSi
Venda-se amcasa de Johnston Pattr < C,
rut doVigtrio n. 3 um bello sortimento d*
ralofiosdeouro,patenteingle, deum dosmsis
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uaa yariedade da bonitos irancelispara 01
mesmo s.
Coraes.
Em massinhos a 500 rs. cada uro.
Em flos a 640 r*. cada um.
Em voltas de 3 flos a 29500 cada Uu.
Vendem-se muito boos coraes. em massinhos
nos e voltas de 3 flos. pelos b.r.tiaa.mos precos
cima: na ra do Queimado loja d'aguia branca
o. lo.
Objectos de phantasias
pulseiras de missangas.
A loja d'aguia branca acaba de receber um
bello e escolhido sortimento de pulseiras de mis-
sangas com borlas pendentes, obra de muito gos-
to, e o que de mais perfeito se pode dar em laes
objectos, e as esl vendendo a 1*500 cada urna,
tanto para senhoras como para meninas e pela
oovidade do gesto e apuro da moda nao tardarao
em se acabaras que ha os loja d'sguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Attenco.
Vende-se em Beberibe do Baixo no sitio da
viuva Senhonoba Germana do Espirito Santo, as
seguintes fructeiras: laraogeiras, eaputizeiros
i timeiras, pinhelraa e outras fructeiraa propriis
para plaotagoes, pelo baralissimo preco de 320 rs.
cada urna, assim como vende-se a mesma pro-
priedade ou aluga-se, pois tem todas es commo-
didades tanto para criar vaccas, como para plan-
taces de capim, roca, etc.. e matas para tirar
lenha para as padariaa : oa prelendentes dirijam-
se a mesma a tratar com a proprietaria.
Cheguem freguezes antes que
se acabem.
Na ra do Queimado n. 4 vende-se excellenle
farinha de mandioca, superior foijao mulatinho,
cento e doze arrobas de algooao em rama, cabras'
carneiros, etc., ludo por preco commodo: tam-
bem se vende caraugueijos de Fernando, chega-
dos ltimamente no hiate nacional Sergipano.
Compras.
INTERMTO
DE
Ooapram-ce acees do nove banco de Per-
nambueo ; no escriptorio de Macoel Ignacio d
Oliveira & Filho, largo do Corpo -Santo, escrip-
, torio o. 14.
8S i Quem tiver para vender um escravo bous
canoeiro, sem vicios nem achaques, queira
procurar em freote do Corpo Saoto armazem n.
13, que ahi se dir quem precisa comprar.
Compra-se um preto de 30 a 40 aooos de
idade, que seja fiel e de boa eonlueta: na ra
da Cadia Velha o. 30.
li
ondas.
Istabeiecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes'^
mais prximos da cidade do Recife.
MUECTORO BACHAREL EM MATHEMATICAS
funecionar no dia
Canos de chumbo sortido.
Vendem-se canos de chumbo de todas asgros-
suraa; na loja de ferragens, ra da Cadeia do Re-
cife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy sortidas.
Vendem-se as bem acreditas bombas de Japy
de to.tos os tamaohos e por barato prcro : na ra
da Cadeia do Recife, loja de ferragens o. 56 A, de
Vidal & Bastos.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Nost novoestabeleciment achara o publico um grande sortimento tendente a molbados
tudo por preco aisbarato do que em outra qualquer parte :
Manteigs iogfeca especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Diia fraoceaa a aielbor do mercado a 720 rs. a libra.
Qoeijos flameugos chegados no ultimo vapor a 29800e 3g.
Cha hysoD preto a 29 e 29880 a libra.
Vioho engarrafado dos melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vioho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Mermelada imperial dos melhores autores a 900 rs. libra.
Ameixas porluguexas a 480 ra. a libra.
Passas muito novas a 600 rs. a libra.
La-tas edm bolaebinhsa de dirTerentea qualidades a Ig-iOO.
Conservas inglecas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Missas talbarirp, macarro e aletria a 440 n. a libra.
Cerveja'Jas melnorea marcas a 560 a garrafa.
Genebra defcollaoda auperior a 500 re. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a Irbra.
Ditas de espermacete S 760 rs. a libra.
"Vinagre puro de Lisboa s 320rs. a garrafa.
Arrox a 100 e 120 rs. a libra.
ALsista a 160 rs. a libra.
Touciobo de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alera dos gooeros annunciados achara o publico um grande sortimento de um tudo tenden-
te a melhados mais barato do que em outra qualquer parte.
Ete estaoeleciment de educago instruegio principiou a
10 de jaeiro, e continua a receber alumnos. *S\
Os commodos, o asseio. as boas condiQes hygienicas dos edificios destinados f^^^
s funecoes doeslabelecimento, a ordem e regularidade do servigo no intrnalo, a 2^S
dedicaco e zelo que empresario o director e os professores a bem do aproveita-
mento epregresso dos alumnos, sao circunstancias que devem animar e garantir aos
ypaes de familias que desejam dar.a seus filhos urna edocaco regular.
Cadeiras de ensino.
Primeiras lettrss dividida em duasclasses, tendo cada urna o seu prooesor
portuguez, lalim, francez, inglez, ariihmeiica, algebra e geometra, geographia e
historia, philosophia, rheorica, deseoho, msica, dansa egymnaslica,
Nm estatutos do intrnalo que esto a dispoico
aoham coosigoadas as condiccoes de entrada.
de quem .os quizer lee, jse
Jarras
Ra da Cadeia
potes.
GRANDE DEPOSITO
DE
tOOfft M FA
B
RICA
rbalho (Cabo.)
41-RUA DO IMPERADOR-41.
Neste deposito existe grande qaaDtidade de loucae de todas as qualidades, o que se pode
desejarde bem fabricado e de boa qualidade de barro, com a propriedade da conservar a agua
aemprelria, como sejam jarras, reefriadore, muriogues, quartiohas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos os tamanhos, assadeiras, boioes
comtampos e sem elles, paoellas para baler-se bolos, escarolas, anfuxas, frlgideiras e muitas ou-
tras pe?as qe seria eofadooho meociooar.
- O propietario desta fabrica a primeira deste genero entre nos espera obter do respeitavel
publico aaimacioe coocurrencia e para conseguir es3e fim vende a sus louca mais barata do que
at aqu se venda nesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos precos commodos porque vende d 10
por cento de abate para quem comprar de lOOjj para cima o desea quaotta para meos erao 5
por cento.
Qualquer encommenda pode ser entregue oo deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
do Recife a. 8.
Jarras fines grandes para agua de 49 a 9S0OO
Ditas entrefinas de 19 a 2R0OO
Potes ordinarios de 320 800
S fallando para final liquidsQoda loja de lou-
ca da ra da Csdeia do Recife d. 8 algumas jarras
finas, eotrefinaa e potes ; vendem-se pelos baj-
os preces cima mencionados para acabar.
Vendem-se tres vaccas do oasto, muito gor-
das, para acoujue : no sitio de^rancisco Perrei-
ra de Mello, no Salgadinho.
Vende-se um sitio denominado Cabratan,
o lugar Paratbe, prximo a esta praga tres le-
N? ; 80fls. e bem assim um piano um pouco desconcer-
S'-^i ilado e varios liwos de bellas msicas escoriadas,
ludo bem baratioho : a tratar em Santo Amaro
, coofrooie ao hospital ioglez.
|los Srs. acadmicos.!
*? Vedde-se os expositores do primeiro
V e segundo anno: na ra estreita do !
^ Rosario o. 19, primeiro andar. i
Milho e fareloa 7$ a sacca, ar-
roz de oasca a 3$.
No armszem da estrelle, largo do Paraizo nu-
mero 14.
J Particular interesse aos
pais de familias.
Silva Antunes & Irmao, querendo ac- 1
bar com os artigos abaixo transcriptos, '
existentes no estabeleciroento da ra da x
Cadeia n. 14, offerecem a cooaideraco |
do publico ditos artigos com os seus di-
minutos presos, s com o fim de liqui-
da-los: e
Ricos manguitos de cambraia de fil a t
500. 640 e 19 o par.
Camuiohaa de cambraia e de fil a 610. i
19, 19500 e 2. j
Ricas golliohas de cambraia e de fil a !
320,500,19 e 19500. (
I Ricas guarnieres de cambraia e de fil a j
i 2J, 2j500 e 39.
Ricos folhos bordados a 320 e 500 rs. a '
< tira. 1
I Ditos finissimos de 3 1/2 viras de com- i
primento, lira 2*500.
' Ditos de fil, vara a 200 rs. <
I Pentes de tartaruga do ultimo gosto a i
, 39. 59e6S '
Haveodo mais os seguiotes objectos que !
! se vendem por menos de melado de seu
j valor. Completo sortimento de franjas
de seda, de la e de algodao, trancas de
galoesde seda, de lia e de algodo, um
- grande sortimento de botes de velludo,
4 de seda e de madreperola, bicos de li-
". nho, de seda e de slgodao. fitas de vel-
? ludo, de seda e de narca, largas e estrei-
fy tas, ricos infeites de flores e urna grande
^ quaotidade de outros artigos que sero
w mostrados aos freguezes.
1. fi?4^ SSfe. >m
I8& GAIJtf HUR.
~,J& ru.* da imperatrix o. 48, junto a padaria fraocexa, vendem-se cortes de cambraia de cor
a 29800. ditoa braocos a 39500, ditos bordados a 49500. cambraia lisa Ona a 3|. 39500 e 4j a peca
da forro a 19800 com 9 varas, golliohas muito finas bordadas, croch a 640 e" 800 ra maoiultos
de muitas qualidades a 800 e 19, manga balo, manguitos, golliohas, e camix preto'com enfeite
de vidrilho por 2J500, (estao ae acabando), esparlilbos de boa qualidade a 296OO e 39500 chales de
tarlataoa a 640, eortes de vestidos de seda escoeeza a IOS manteletes pretos superiores a 18 22
e 259, lencos braneos de casaa muito grandes, duzia 2J500, ditos pequeos bordados a 200 e* 240
rs.. chapeos de sol de seda para aeohora a 49500 59, ditoa para homem a 6|. panno Gao maito
superior a 39, 3|500, ricos enfeites para seohora de diversas qualidades a 49500, 59 e 69 ciatos
dourados a 29500 o 39, chapeo* para baptiaado ricamente enfeilados a 39 e 39500. chitas de di-
versas qualldadea a 160 e 200 rs., ditas frangeia a 260 e 380 p covado, oqUS multas fazendss e
rotipil (eiti por prefoi commodos.
Umabarcaca.
T
"Veode-se ama barcaga do porte de 35 caixas,
eocaWiada oo estaleiro do meetre carpintevro Ja-
ciotho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tea, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
lendentes ; vende-se a praza ou a dinheiro ; a
tratar com Manoei Aives Guerra, na ra de Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na roa do Queimado o. 2C,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
presos baratissimos, como sejam: estreitiohas
pretas e de lindas cores a 1J, ditas com pontaa
largas a 19560, ditas pretas bordadas a.19600. di-
tas pretas para duas voltaa a 2g ; na mencionada
lqa da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda preta* para senhora
fazeoda muito superior pelo baralissimo preco
de I90 par : na roa do Queimado na bem co-
. nhecida loja da boa fama n.35.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Carreteis de linba muito boas a 30, 60 e
Canees de clcheles a 40 e
Papis de agulhas brancas curtas ecom-
pridas a 40 e
Pitas de velludo de cores a 200, 800 e
Trancas de seda, a rara a 120 e
Apprelhoa de pao, lotee, e folha de
240 a
Linhas do gsz de todas as cores a
Duzia de meias para seohora a
Ditas cruas para homem a 2J4O0 e
Gaixiohas de alfioetes a
Fitas de sarja largas e boas a 600 e
Chaves para relogio a
Pacas de tranca com 12 e 13 varas a
Caixas de pos para dentes a
Par de botosa encarnados para punho a
Lamparinas de porcelana para conservar
quente cb ou remedio a
Lavas de seda com toque a
Ricos pretos a 180, 240, 400 e
Toueas para seohora a
Baralhos de cartas fraocezas a
Sintos de seda para senhora a
Knfeites muito moderos a
Sabonetes de bola a
Bscovas para uohas a 30 e
E outrai maitas miudezas que
80
60
60
400
180
19600
30
2|500
39000
60
19000
80
160
100
160
39000
100
500
600
140
19200
59500
640
500
se vendero
parle,
mais bsralo do que em outra qualquer
porque se precisa muito de dinheiro.
etfiiltCMIi3Sft9lf MB9aVltCI*)mK
PARA 0 GAllUVtl
Vende-se na loja de Nabuco & C. oa
ra Nova n.2, luvas brincas a 200 ri. o
par.
MrtMMif MftMMBS MMttfM^M 1
Para masqu.
Vendem-se riquissimos enfeites de fitas e flo-
res para-eofeitar*s cabegas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
carnaval-a 1J280 e 19600 : na ra da Imperatriz,
loja do povio n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
de canauba de superior quali-
na ra da Imperatriz o. 60,
Vende-se cera
dade, em eaeces
loja dd* pavo, de Gama 4 Silva.
Gorgurao a 280 rs.
Vende-se gorgurao de linho, fazvnda ioteira-
mente nova para vestidos de senhoras e roupas
para meoiaos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Bareges a 6$
Vadem-se cotes de bareges com 22 covados
a 69, ditos com salas j feitas a 69, la e seda
para vestidos, fazeoda de muito bom gosto a 560
o covado ; na roa da Imperatriz n. 60, loja do
pavao, do Gama & Silva.
pavao, e 0 mOderilismO dO PaVaO Ra da Senzalla Nova n.
320 ris.
Acaba decbegar a este eatabelecimento as rno-
deroissimaa tarlatanas com palmiohas solas de
de cores muilo delicadas proprias para vestidos,
vende-se a 320 ra.o covado na ra da Imperatriz
n. 60, loja do Pavo de Gama & Silva.
As romeiras do Pavo
Vende-se lindissimas romeiras de froco mati-
zados a 19 cada urna na tu da Imperatriz n. 60
loja do Pavo de Gama & Silva.
Mantas pretas.
Vende-se mantas de fil fazeoda maito fina a
i$ rs. cada urna oa roa da Imperatriz n. 60, loja
doPavo de Gama & Silva.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do hiato Santa Rita, e tra-
la-se no eacriptorio de Marques, Barros & C,
largo do Corpo Saoto o. 6.
Para vestimentas do carnaval.
Velbulinas verde e amarelta a 360
Ditas azul e encarnada a 480 (
Vende-se a casa terrea acabada 'a anno e I
meio, pouco mais ou menos, em ebos proprios,
na roa dos Prazsres na Boa-Vista o. 3 : a tratar
00 becco das iarreiraa n. 2, ou com o Sr. Jos*
de Azevedo de Andrade, oa ra do Crespo n. SO
A, loja.
Vendem-se seis pequeas mei-sguss que
rendem mensalmente 369, sitas no Campo Ver-
de : o pretendente a esse negocio, dirija-se a rus
do Cojosello n. 17.
Veode-se ou hypotheca-se um sitio no lugar
dos Remedios com urna graode otaria de'pedra e
cal, viveiro e muitos arvoredos de fructo, e casa
da viveoda, e tambem ae arrenda: a tratar 00
mesmo lugar com Josa Theoorio.
Veode-se urna das melhores tabernas no pa-
teo do Terco, Unto para o mato como para a
Ierre, tambera ?e negocia o predio: a tratar no
mesmo a. 9.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro codo libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120rs.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de relroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
Boa F.
IBJSJIBBJIBBJ BBJSJJ
UirjJ
sem segundo.
Grd.oesd.ePeDDa8 d6 aCde ,odas qu^U-
Caixas de agulhas francezas a
Caixas com alneles muilo finos a
25!" aPP"elh P"a entreler me-
u i II u s O
Ditas dilos grandes a
Baralhos poiluguezes a 120 e
roza de boioes pequeos para calca a
Tesouras para unhas mpilo finas a
B., ihP"*fC0,lur" muit0 "Penores a
nos* franceze P"a oltarete muito fi-
Agulheiros com agulhas franeexas a
Limvetea de aparar peonas de i folha a
Fe?as de tranca de la com 10 varas a
500
120
ISO
60
240
500
200
120
400
400
gLoja das 6 por-|
tas em frente do Li-
vramento.
' Roupa feita muito barata.

Paletois de panno floo sobrecasacos,
ditos de casemira de cor de fuatao, ditos
de brim de cores e braneos, ditos de
ganga, calcas de casemira pretas e de
cores, de brim branco e de coras, de gan-
ga, camisas com peito de linho muito
finas, ditas de algodao, chapeos de sol
de alpaca a 49 cada um.

Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Brega, Son & C. tem para vender na ra da
Moedajaixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Bdwio lfavr, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
es r dirija -se % rus do Trapiche o. 44, armazem
4* fezeadar.
plrAdHe'raD5a d* ,ai de todas "res
Peres de sapatos de tranca de la a
tartas de aloetes francezes a
n!.eS *. 1U;,S fi0 da Escocia muil fl" a
unas ditas brancas grossas a
t.scoas para liropar dentes muilo Unas a
Massoscom superiores grampos a
Lartoes com colxetes de algum deleito a
Ditos-de duos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ac muito superiores a
bufiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Carlas de alfioetes de ferro a
Charuleiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tiota superior a
Ama preta e azul muito fina a libra a
ienho nova remessa de labyrintho
320
80
80
200
800
1|880
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
1|000
160
120
120
para ven-
de vidro lapi-
e dilas de lataomui
d.PHiV0d0.preco- assim como lenb0 l>M?as da
SE2.lfreren'es C0'M Pa vender por todo di-
nheiro que offerecerem.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias
dado para vellas a 1*200
loia'dVALn?"l" 40 "" : rn d0 Q^imado,
u>ja da Aguia branca n. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-brsnca vendem-se gollionhas
e manguitos de puohos bordados em Ona cam-
braia transparente por 29500 ludo, o qoe na ver-
dade baralissimo : na ra do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
Peitos de fusta o lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fustio lavrado a
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mui boa e eocorpada : oa ra do Queimado
loja d'aguia-branca n. 16. ,
Novo sortimento de tiras bor-
dadas em ambos os lados,
A loja d'aguia-branca recebeu um novo e lin-
do sortimento de liras bordadas em ambos oa la-
!' T conl>a a vender barataaeola a !90O
cada lira, e outras de bordados rncUo largos
*iuw, o melhor que posslvel em 1*1 genero,
e todas ellas, pela largura que loes, podem ser
divididas ao meio, palo que as tomaos rtaratiasi-
' na roa do Queimado, loja d'aguia brauca
o, 16.


diamo ni ramuMmck -m^i nu 25 di minio de mi
ARMAZEIH
ROJPAFSITA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rna d Queimaito40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha aempre um sortimento completo de roupa faita*de
toda* as qualidade* e Umkasn se manda executar por medida i vontada doi trege-
se* para o que tem am dos melhores profesoras.
Caiacas ue panno preto a 40f, I D>tos de setim preto 59000
35| e ....... 30*000 luto de seda e setim branco a 6 a 5*000
Sobrecasacosde dito dito a S5| e 30*000
Paletols de panno preto e de co-
Ditoa de gorguro de teda pratoa
e da cores a 73, 6J, 4j> a
rea a 35, 80, 25. 10, 18 e SOOO0 uitoade brim e fustio branco a
55000
9000
8|000
8500
8J500
Ditos de casemira de cores a 22.
151,12.7 e
Ditos de alpaca preta golla de
volludo francesas a lOfOOO
Ditos de meriu setim pretos e
de coras a 9
Ditos de alpsca de cores a 5 e
Ditos de alpaca preta a9, 7, 5 e
Ditos de brim de cores a 51,
450O, 4 e r
Ditos da bramante delinho b an-
co a 6, 5$ e
Ditos de merino da cordao preto
a 15 a
Caigas de casemira preta ede co-
rea a H, 10, 9J, 7 e
Ditas de prioceza e merino de
cordao preto a 5, 65500 e
Ditas de brim branco ede cor*3 a
5. 45500 e
Calgis de ganga d cores a
Gollete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 12,9 e
Ditoa da casemira preta e da co-
res lisos e bordados a 65,
5*500,5
81500,2500e 3000
Stroulaa da brim de linho a 2 e 2S0O
Ditasdealgodo a 1600 e 1280
Camisas de peito defustao branco
ede cores a 2*400 e 2*200
Ditas de peito delinho a 5, 4 e 8*000
Ditaa de madapolao brancaa e de
cores a 8, 2500, 2 o 1J6O0
Chapaos pretos de maesa frsnceza
forma da ultima moda a JO,
3500 forma da ultima moda a JO,
85500* 7*000
4*000 Ditos de feltro a 6, 5, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda ingleses
franceses a 14J, 12. HJ 7*000
Colarinhoa de linbo milito finai
hotos feitios da ultima moda a 5800
Ditos de algodo *500
Relogios de ooro ptente e hori-
zontal a 100S, 90, 80g e 70J000
25500 Ditos de preta galvanisadoa pa-
tente e horizonlaea a 40 3CJ00O
Obras de ouro, aderecos e meioa
aderecos, pulceiras, rozetaa e
aneis a
Toalhas de linho duzis IOS. 6 e 95000
Ditas grandes para mesa ama 3 e 400q?
8*000
65000
495OO
2(500
3*000
8*000
3S500
1*
ARMAZEIH PROGRESSO
Ao tabaquista.
ile.
a*ww i-i'u^uiflUI,
Vendsm-i suaeritwes Uacos fcancat*** imi-
tacio do. d* Uoh, atento pprio* ptimSl
hecida laja da boa f.
--iatstna. 1
Vende-s* uperlor fil Uso e tarlatana branca
Queimado n
,^Ttn." bem conhecida laja da boa I
Fil liso e tarlatana.
arfe? da 5 tM
1.23.0a'
Fil 1L
si uperic bbs* iibv
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penlia
Aflanca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado nesle armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parte.
iSiaiXeiga lllgleZa a mals superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
abaltmanto.
Nlantaiga rn.neza a mai9 noya, 600 ra tm bmil> e 640 m a libra>
Qnei}os do reimo cnega(l0l nole mmmo Tipof por sooo.
^lUtljlS lOTMlVlftOa de aupetLor saudade a muito frescas* a 800 intero, em libra
a 1*000.
Gt ftaria, Yayssoii reto os mMl0na que ha no merca(l0 ^ ^
iiJjOU rs 1 libra.
Prez* uto para ftambte muit0 n0T0, a 500 r 1bra.
Pr^ZUIItO da riaO de lapsrior qualidade a 440 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
melhor petiico que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra.
ToueipJio do nlio ,810 lllbr,,, arroba,nm
CYlOUrl^aS e paOS chegados neite ultimo navio, a 720 rs. a libra.
Bauua de oteo satinada. m M. t em Wa com 10 librai> por rs> e
ae for em barril a 440 rs. a libra.
5 ^B^Parial d0 arama(lo Abreu e de ontros muitos fabricantes de Lisboa
a 90U rs. a libra, em Utas de 2 libras por 1600 afiaoca-se a boa qualidade.
3&a$a a tmataem laU, de araa 1bra por 900 rt
Amcndoas c cftnteUos em lalJSda2 Hbras coaleado differenlea lidade9#
muito proprio para mimo, a 2*000.
t^rVllUaS IraUtCZa e portuguezas em latas de 1 libra, por 610 rs. ditas em meias
AAetrla, maeurrao a tv.u rim ,inn
v >IU> a 400 rs. a libra e emcaisa a 8.
LlOZCS mullo oras a lOOrs. a libra, e 1*000 rs. a librs.
# em garlos muito enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
.k 11 a mois uPerior I" h 1S000 rs. a garrafa e em calis se far
aba mento.
GcueViTa da HaUaiida. 6mo r, ralqueir,t e m r, 0 (rasco
m os^gawa ados ^^ fi^iKur p-h. m-
aaux da< mail acrediladaa marcas a 1? a garrafa e em caixa a 9 a darla
aiipagna d6 Jereole* marcas a 16 a duzis e a 1S500 g garrafa, affiaoca-se a boa
Vatdadlta wvajm eabrUha. dt 01tras muitas marc. o. d0Iia, j
a 500 rs. a garrafa.
isst \ipa Port0t LUboa e Figteira a 3500t 4| e ^QQ a canada-
*iSperniaset5 Iviperior a 7<0 ri em BilMf 6 760 ti a ^
Batatas no*as em gigO de umatrroba a i9
U0COia a os mal saperoreS| hespanhol a I52OO, francez a 15. port.gaez a 800 rs. a libra
Figos da cammadrc muit0 noTOIt ,m caixa8 de 8 Ubra8 por mm e em Ubra a
jvi rs.
IKOlUllia de engommsr, muito aira a 100 r. a libra.
mendoas de casca mole t m a libra
Azeita doea reBnad0 a 800 tl a garrafa e em caia a H
Palitos de domes liladO com peralfiao a 240 rl o oa50t
Gostelotas ing\ezas propria9 para flambte. m rs a 1bra
oiaxi na 1 \g eza a mais n0Ta i9 neicl0, ^ a barrlca # em libra a 30 ri
i.meixas iraucezas tBI fraicoa multo rcos com 412 libral ^^q dil
tuguczaa a 480 r. a libra. Y
* *! para limpar faeaa a 200 rs. cada um, em porcao se far abatimento.
a"'J* em frascos del e 1(2 libra muito oras s 800 rs.
Inlepenaeole dos gneros anunciados enconlrsra o respeitirel publico grande sortimen-
to de gneros, tudo de superior quslidade.
Potassa da Russia
Vndese em casa de N. O Bieber 4
C, uccestore, ra da Cruz n. 4-
Sal de Lisboa. '
V*nde se a bordo da bar*s portoguesa cEspe-
bbqb, sal de Lisboa limpo eredoalo ; a tratar
na ra do Trapicho n. 17.
Paletots
broncos.
Vendern-sesuperiores paletots d brim branco
d* puro linho, pelo barati**imo proco d* 55 t na
raa do Queimado n. 12, na bem coshacida laja
da boa f.
Vende-se nm silhio com todoa o* aou
pertence* : na rus Augusta, cssa 0.79,
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Fbo, pra?s do Corpo Ssnto n. 18.
Leneos bramos muito
finos.
Vendem-se Uncos brancos maito finos, pelo
diminuto preco de 2*400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, ni na do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 2 cada ama : na ra do Quei-
mado, loja d'agoia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
8e acabem.
Arados americano se mchina-
paralava roupa:emcasadeS.P.Jos
bston & C. ra daSenzala n.48.
Phosphoros de seguranca.
Caiiinhas com mile tantos phosphoros de so-
guranga a 160 rs. a caizinha que s pela segu-
ranca delles por lirrar de incendio sao de graca:
na loja da victoria na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 120 e 160 rs. o
par, ditas brancas para menina a 180 rs. o par,
ditas de laa para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria na ra do Queimado n. 75. unto a
leja de cera. '
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais gosto em galan-
teras de vidro e porcelana como aejam jarros,
frasquinhos e garraflohas, manteigueirss e assu-
careiros, jarrinhospara boquets de cravo ou-
tras muitas cousss : na loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
CAR.TOES
DE
VISITA
Carle* de visita de novo gosto
Catte. de vi.ita de novo gosto
_ Cario** de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16^000.
Uma duzia por 16J000
Uma duzia por 16J00O
Uma duzia por I650OO. *
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador-
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
l*\i?TJ*n* SuelniOo IJ d'agala branca
n. 15, onde se achara completo sortimento.
Capachos.
mf%Smff2m*Sl P,, ""'> Preso de
wu. 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
cho* muito grandes e proprios para sof e mar-
quezaa para 1400 cada um : na rus do Queima-
do na bem coohecida loja de miudezaa da boa
iiuja d. oo
Sementes de hortalices
d-Ttdf k 6i i r"a A* Cr" d0 Recle' depo"
fSi!0.ebola.t-,,'3a' ,en,enle de hortalices de
todas as quahdades, chegadas no ultimo paquete
Miudezas baratas
Na loja da victoria na ra do
Queimado junto a loja de
cora.
Clchete* francotes em carllo a 40 rs.
Alfinete franccsu cebe?* chata a 120 r. a carta.
Papel com cento e tanto* alfinete* a 40 rs. o
papel.
Linhas victoria emcarritel com 200 jardas a 60
rs. o carritel.
Ditas de 200 jarda* de Alaxander a 900 rs. a du-
zia.
Dita* de 100 jardea brancaa de corea a 30 r*. o
carritel.
Ditas de Podro V brancas e de cores 40 rs. o
cartto.
Grampo* a 40 r. o maco.
Eofladore* brancos a 60 e 80 rs.
tartelriohas com agulhas francesas s 320 rs.
i"nih"A*M",4e Bb0 10 P-
Vnnlr..6!1?." T8,0d Cada UfflS.
,Bf?u muH miu-ezaa que se afflancavea-
contar na loja da victoria na ra do Queimado
n. 75, junto a loja de cera. v

Escencia de ail. -
Para engommado.
Vendem-ae fraaquinboa com escencia de aail
t^?"eceilanl,p,r,en8on,m"lo porque uma
51-4.biUJte ** **? **
nLim^lt6nd0 de IMi pr*cio*iaaa da
nao manchar a roupa como maltas reze* acon-
tece com o p de an Casta eaa* fr.iauobo
500 rs.: na ra do Qaatmado loja dVagaiV
ca d. lo.

Lindeza.
Vende-se fazeoda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
4ttencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleros,funileiros etc. a 1^280:
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
ARMAZEM
Alojad'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constsntemsate a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
Bem se pode dizer que esli constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais acreditados fabricantes, como Lubin, Pirer,
Coudray e Rocete Hygianique, etc., etc.: por
isso, quem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a *ua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimento,
teudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
Darateza por que ae vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrosas.
I Em casa de N. O. Bieber
A C. successores fu da Cruz
i numero 4.
Vendem-aecarroa americanos mui elegantes
leves para duase 4 pessoase recebem-se en-
commeadas para rujo flm elle* possuem map-
pas com varioa desenhos, tambem vendem car-
ro^apara conduccio deassucaretc.
I Enfeites para senhora.
I-indos enfeites para cabeca de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 51, 5500 e 6
nai loja da victoria na ra do Queimado u. 75
unto a loja de cera. '
Vende-se
na ra do Moadego casa a. a, as seguate* s9-
menles de norlalice muito novas : couve flor di-
to truozuda, repolho, nabos de cabeca grsde*
nabigas, moatarda, chicoria, aselcas, aeooulas
braoeaa e amarellas, arca, cueotro. sebolinho
r6xo e branco, tosoates grandes, feijo, earrapato.
ervilhas tortas ealfaco arrendada.
Riscado monstro.
Vende-se riicado monstro, fszenda muito eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gara e o *eu preco ser de 200 rs. o covado': na
ra da Imperatriz, loja n. 20, do Duarte.
Panno de algodo da
Babia.
Vende-so no escriptorio de Antonio LaU de
Oliveirs Azeredo 4 C, ra da Cruz a. 1.
JkWBICIA
a
MIGaO low-jmoor
Roa daSenzalla Nova n.42,
N*st**stab*l*cim*Dto contina a aav*rum
omplitosoMimantodamoendssamaiamoea-
dss paraQgenho.nchinas da vapor taixu
la farro batido coa do, da todos ostamanhos
para dito
Soahall Uellors & C, lando receMdo or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gfos vpito o fabricante ter-se retirsdo do nego-
cio ; convida, portanto, s pessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-ae da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preco no seu escriptorio
ra do Trapiche n. 28.
Na loja da diligencia, na
ra do'Queimado n. 65
tem pera vender cascarrilha redonda de nova in-
T*ncSo a 400 rs. a pee*.
SiSJST
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36
icos eaieites.
Vendem-ae rico* e superiores eafeitea os .-
moderno* que ha, preto* e de core*, pelo htra-
tissimo pr*co de 6 e 6500 : na loj, da boa fe,
aa raa do Queimado a. 22. J a -,
Cambra i as de cores.
Venden-* cambraia* franceza* d* lindaseo-
res, pelo baratiismo preco de 280 o covado ; ne
ra do Queimado n. 22, aa bem coohecida loja
da boa f.
Camhraias franceza* fnissimas.
Superiores cambraias franceza muito finas, da
muito bonitos padrdes, pelo barato preco de 700
r. a vara : na loja da boa f, na ra do Querma-
do n. 22.
Cambraia Usa.
Vende-ae cambraia lisa transparente muito fi-
as, pelo barato preco de 4 e 55 a peca com 8 1|2
varas, dita tapada muito superior, peca de 10
varas a 6f : na ra do Queimado n. 22. na loja
da boa f.
Bramate e aloaV\\ad de
llano.
Vende-ae superior bramante de paro linbo com
duas varas de largura a 2*400 a vara, assim como
atoalhado adamascado tambem de puro linbo,
com 8 palmos de largura a 20500 a vara: na bem
coohecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Cortes de ealc.
Vendem-se cortes de caiga de meia casemira
de cores escuraa a 2$ cada corte ; na loja da boa
f, na ra do Queimado n. 22.
Porl bonqnets,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportunamenle para a loja d'aguia
branca os bonitos port bouquets dourados e es-
maltados, com esbos de madreperola, conforme
sua propria encommenda, fiesndo assim remedia-
da a falla que havia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos oasamentos e bailes qae se contara nesses
diss, por isso as pessoae que por elles esperavam
e as que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinheiro loja d'aguia bran-
cs, ra do Queimado a. 16, que encontrarao obra
de bom gosto, barateza, agrado e sinceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores saiaa de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto preco de
59; a ellas, que sao muito barata*: na ra do
Queimado n. 22, na b*m conhecida loja da boa f*
RuadaSenzalaNoYan.42
V*nd-s m casadeS.E.JonhstonAC,
llins* iilh*iagl*z*s,c*nd*iro:t easti;ae*
bronzeados,lonas agieses, fio develt.ehicott
psracarfos, e montara,srr*iospara carrod*
Ui lous cvalos ralogio sd ouro paiente
nglci. '
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na- Duarte 6Y G. constaninmnia r vslhaa d ac refinado com bos de marfim. e 6fferecema JLS os Srs ,,,". ^ebem da E"roPa da sua Ppria encommenda os melhores gneros, de tudo tendente a molhados, e por isso
%^^^^^:^^ F^ny,,^,fca,t;g ^iz^zr^Tem rrT*de5 a 10 porc6niode m?nos dos h *
tes RodKers & c.. custa cada eatojo de duai na- garanli-los. 4qoer estabelecimento, attendendo sempre as boas quahdades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos a
valhaa8000: na ra do Queimaio.Ioia d'aguia |jf*n4A, branca, "-^^^ ^^^ flaanieiga lgleza especialmenteescollMa a 850 e 1&000, a libra e em barril a 800.
dem franceza a primera da safra nova 1700 rs, e em barril a 600 rs.
JJUeiJOS flameUgOS vindo* no tU vapor a 31000, eem porcao ter abatimento.
r mllS lllQdrQ0S os melhores d0 mfrea,Jo a >0O a libra, e sendo inteiro a 950 rs. libra.
t ha nySSOU muito superior a 23800 e 31WO0 a libra.
Cha preto o que ha de melhor neste genero vindo j primeira vez ao nosso mercado a 2&I00 a libra, e tambem temos para 1&800.
Presunto inglez para fiambre a 700 rs. a libre.
Presuntos portuguezes ,Qdos do Porto de cssa particular s 500 rs. a libra* inteiro 460 rs.
PaiOS e COU ricas m,0 novas a 600 rs. a libra eembarris de arroba a 15.
mi3^oTuoo0^dqU?dOPOrt0' Por,ofino*necUr'Garcav',,os veI110' aecoFaiioria chamisso de 19200 e 1300 a garrafa, e
VinO BordeaUX de superior qualidade diversas marcas de 800 e 19 a garrafa e de 8500 a lOfOOO a duzia,
VinnO muSCatel a 19000 a garrafa e 100C0 a duzia.
Vinho para p a&tO do Porto, Figueira, *e Lisboa de 500 s 600 rs. a garrafa e de 49000 a 480O a caada.
Marmelada de todos os concerveiros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as de duas libras, e *m porcao ter abatimento.
Latas COm peixe avel, pescada, pargo. roballo, cavalla, guraz, sarda, congro, Iinguado, ostra, e lula de tijelada, chourieas
finas o mais bempreparado que tem vindo ao nosso mercado, de 1300 a 39 a lata.
Latas COm ervilhas portuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm bolachinhas de sois de todas as quaiidades a 1440 rs.
rlgOS de COmmadre em caixinhas de 8 libras as mais bam enfeitadas que tem vindo ao mercado a 2800 a caixinhs e 400 rs. a libra.
Peras muito novas boas em caixinha de 4 libras a 3S000 a caixinha e 19000 a libra.
Ameixas francezas em latas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
PaSSaS m caixinhas da 8 libras, a 29500 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a caixa de arroba.
CorinthiaS pira pudim am frascos de 1 1 [2 a 2 libras a 1#500 a 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
Caixinhas proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, da 29000 a 59000 rs. acaxinha.
Conservas inglezaS portuguezas a 600 e 800 ris o frascoa 9* a caixa.
Macarro Ulharim, maito novo, para sopa a 320 a libra e 69000 a 'caixa.
(xOmma muito alva como se pode desajar a 100 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porcao ter abatimento.
Champanhe dss melhores marcas, de 1557a 20*000 res o gigo.
Chocolate portuguez. francez; eioglee, a 900 rg. a libra*
Cervejas das melhores marcas a seo rs. a garrafa, 59500, a duzia.
Cognac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco* 69500 a frasoueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, a 19800 a caada.
Dito em garrafes de 5 garrafas, por 19200.
Espermacete superior 76* libr n0 "m "*
ArrOZ da India a 100 rs. e de Martnhao, a 120 rs a libra e de 39000 a 3200 a arroba.
Lentilhas francesas o melhor de todos os legumes a 500 rs. a libra,em poreao lera abatimento.
Latas COm feijO Verde muito bem preparado a 810 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 440 e 600 rs. a lata.
Massa de tomate em latas de nasa libra a 900 rs.
Alpata a 160 rs. a libra a painco a 240, e 59> arroba do alpiste e a 6*400 a do paiae/>.
Potes grandes COm Sal refinado a 640 tambem temos em pacotas, muito propriosjpara meza a 240 e 209 rs. a libra.-
BatatlS m gigosde uma arroba a 19500, e 80 rs. a libra.
Doce da casca da goiaba de 1*000 a 1200.
Azete doce purificado, a 800, a garrafa e 99000, a duzia.
Palitos lixados para dantas, os mais bem f.itos que tea vindo ao mercado, a 200 rs. o maco com 20 massinhos,
Bolachinha ingleza muito nova a 400 rs. a libra 59000 abanica.
Touciuho de Lisboa a 320 r*i* a libra e 109000 a arroba.
Velas de Carnauba acomnoaieao a 400 rs. a Ubra e a 119500 a snobs;
oraY. "----- raruta.-nolbOT^.WHadHaraS20..libr..
^VVeTrta'M ,Q|,9,P"Ml|IW" 4#lCeb0k8 nm WO r,. c^a 400 rs. pequeas param*m.
Vende-se a sitio aa estrada do Rosario ho no
oito da igreja, com boa casa de eedra e cal, 2
salas,gabinete, 4 quartos, cozioha (ora e copiar,
jardim na frant*, estribara e cocheira, emchioa
Eropnos, tem muitos e bous arvoredos de froclo,
aia decapim, cacimba com excellente agua pa-
ra beber, e tanque para banho : a tratar na ra
da Cadaia do Recite a. 86, loja, esquina do bec-
co Largo, ouna raa Hova o. 55, deposito de po.
Leotillas de primeira qualidade, legante o
mais leve no estomago, vende-se na raa Nova n.
22, muito barato.
Para o carnaval.
Vendem-se fazenda* propria* para vestuarios,
a ser : e*ct>milha da coi de roa*, amarella, azul
e branca 200 rs. o covado, velbutina* de core*
e ramageo* a 640 o covado, velludo encarnado a
800 rs. o covado, tafet de teda* as corea a 640 o
aovado, grosdenaple* de ore* a 19800 o covado,
* mais fazeodas proprias psra este flm : na ra
da Imperatriz, loja e araaaxem da arara n. 56, de
Maga loa es & aleo des.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Veade-se am porcaa e a retalho de uma ateca
psra cima, e por commodo arado: na raa da Ha-
1 mr\ I A X\brB *nt\fnaiil> akat.. CBIY


Mi '
f sa loja do pavo, roa
da Imperatri z n.60,
de Gama Silva,
rendom-ae fazendas pelos pregos seguintes: mus-
ulinaabrancaa coin *'2 Pl""> de largura, co-
rado 200 rs., chitas escuras com pequeo toque
mofo, corado 140 rs.. ditas matizadas a 160,
edrtes de chitas escuras e alegres, fazenda fina a
~-ch,t fncezas Boas, o corado a 240,
W, 180, 300 e 320 rs., llazinha de qnadros pars
?eitidos, a 280 e 400 ris o corado, cassaa io-
fil if" d* 'dros Pe Testldos, covado a
2*0. 280 e 300 rs., ditas garlbaldioas. fazenda
multo floa a 320 o corado, saias bordadas, fazen-
da muito floa a 3f e 4$, ditas com arcos de cor-
oso de oha que faxem as rexss de balao a 39200
e 49, ditas de madapolo francez, baldes os mais
oem feitos que tem rindo, pelo diminuto preco
de 30, 39500, 4 e 59, pegaa de cambraia liaa mul-
to fina a 2> e 29500, ditas com 10 jardas, fazenda
flnissima, a 3g, 38500, 4 e 59, meias pretas de
seda para aenhora a 19 o par, ditas brancas de
algodao para andar em casa a 200 e 240 rs., e
ostras muitas fazendaa que as rendem por pregoa
baratiesimos, de todas se dio as amostras dei-
xando peobor, ou mandam-ae lerar em casa dos
fregueses que quizerem comprar : na loja da ra
da Imperatriz o. 60, de Gama & Silra.
Brilhantiuas americanas.
Vende-se brilhantioa americana com liodiasi-
mas cores, sendo fazenda inteirameote nova e
moderna de 41)2 palmos de largura a 400 rs. o
corsdo : na roa da Imperatriz n. 60, loja do
pari.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor frasees es-
ta fazenda de seda com o nome de moirantique,
sendo de raas cores e branca, propria para ves-
tidos de Boira, e vende-se por preco baratiasimo
ns leja do pari, ra da Imperatriz n. 60.
Pannos a 1^600.
Vsnde-ae panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpada a I56OO o corado para
acabar: na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Chales pretos a 3$.
Vendem-ae chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se renden s 89 e ljj,
e a 39 ; na raa da Imperatriz n. 60, loja do pari
Sedas.
Vendem-se grosdenaples pretos muito encor-
pados a 19500, I96OO e 18800, dito cor de ross,
cor de esooa e azul, sedas Tarradas de cores, cha-
malote preto e sarja prela bespanhola a I98OO :
na ra da Imperatriz n. 60, loja do pari;
Fancy a 1,0600.
Vende-ss fancy, fazenda de lia lisss e mescla-
dss, propria para caigas, paletots, colletes e ca-
pas para senhoras, e roupas de meninos, teodo
esta fazenda 6 palmos de largura a I96OO : na
ra da Imperatriz o. 60, loja do pari.
Espartilhos
Vendsm-se espartilhos iDglezesque sao os me-
lhores : na ra dj Imperatriz n. 60 loja do
pavo.
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeilados : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do paro.
Madapolo a 3f.
Madapolo enfeatado com 14 jardas a 39 a pe-
ga ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pari.
nmmmmmmmmwHm*
tAcaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
i Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande rariado aortimento de
roupas feitas, calcados fazendas e todoa
estes se rendem por prego* muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobraessacos de superiores psnnos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos
269,289, 309 a a 359, paletots dos meamos
pannos preto a 16|, 188. 209 e a 249,
ditos de casemira de edr mesciad o e de
novos psdrdes a 149.169, 189, 209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99.109,129 a a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 128, ditos
de sarja de seda a sobracasacadoa a 129,
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saccoa pretos a 49, ditos de palba de
aeda fazenda muito auperior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustio a 89500, 49
e a 49500, ditos de fustio branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
finas a 28500, 39, 39500 e a 41, ditas de
brim brancos finas a 49500, 58, 59500 a
69, ditas de brim lona a 59 e a 68, colletes
de gorgurao preto e de corea a 5J e a 61,
ditos de casemira de cor e pretoa a 48500
e a 59, ditos de fustio branco e de brim "i
a 39 e a 395OO, ditos de brim lona a 48
ditoa de merino para luto a 49 a 4#50o',
caigas de merino para 1 uto a 48500 e a 5fi)
capas de borracha a 99. Para meninoa
de todoa os tamanhoa : caigas de caaemira
prefaeda cor a5f, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2|, 39 e a 39500, paletota sac-
eos de casemira preta a 68 e a 7, ditos
de sor a 69 ea7f, ditoa de alpaca a|39,
aobrecasacoa de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, boneta
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanhos,
meios ricos rostidos de cambraia feitoa
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abadoa lisos a 89 e a 128, ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 59 e a 69, ditos de
brim a39, ditos de cambraiaricamente
bordados para baptisados.e muitaa outras
fazendaa e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
temos um completo sortimento defazen-
f.utJ?&ie "m" gr,nde offlcina d !-
h 2 fiSS1"* e perfelan,d **el-
Attenco
Guimaraes <& Luz, donos da loja de miudezas
da ra do Queimado n. 35, boa fama, participim
ao publico que o sea estabelecimento se scha
completamente prvido das melbores mcrcadoriaa
tendentes eo mesmo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gosto^sendo quaal todos rece-
idos de suas propriss encommendss ; e estando
elles inteirameote resolvidos a nio Tenderete
naoo, anancam vender mais barato do que outro
qaaiquer ; e juntamente pedem aos seus deredo-
rei1 que ibes mandem ou renham pagar os seus
dbitos, son pena de aerem Instigado*:
. Venda de duas eanoas.
Sendo urna de carreira, propria para familia, a
qual carrega dezeseis pessoaa : e a outra para li-
jlos, que carrega tres milheiros de alvenaria
frossa : quem quizer compra-las dirijs-se a ra
o Imperador o. 49, serrara de Paulo Jos Go-
mes 4 Medeiro.
SUMO Ht MIMIBOCa ~ TERCA FHtl 2 DE FEVBaMRO DR 1162
Rival
sem segando.
Na ra do Queimado o. 55, defronte do sobrado
novo, est disposlo a vender ludo por prego que
admira, aaslm como saja :
Fraacoa de agua de lavando muito gran-
des a 800
Sabonetes o melbor que pode harer a 320
Ditosgrandea multo finos a 160
Frascos com rheiros muito finos a 500
Ditos ditos muito bonitos a I9OOO
Garrafas de agua celeste o melhor a 1*000
Frascos com banha muito auperior a 240
Ditos dita de urgo fioissima a 600
Frascos de oleo baboaa com cheiro a 240
Ditos dito dito a 320
Ditoa dito nito a 500
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a 720
Ditos dito philocome do rerdadeiro a 900
Ditos com banha transparente a 900
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, fraseos grandes a 500
Frascos de macag oleo a 100
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dita grandes a 800
Tem um resto de larande embreada a 500
Lioha branca do gaz a 10 rs., e tres por ^
dous, e fina a 20
Dita de carleo Pedro Y, com 200 jardas a 60
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carreteia de lioha com 100 jardas a 30
Duzia de meias cruas muito encorpadas a 29400
Dita de ditas muito superiores a 4(500
Dita de ditas brancas para senbora, mui-
to finos a 38000
Vara da bico da largura de 3 dedos a 120
Dita de franja para toalhas a 80
Croza de boies de louga brancos a 120
Duzia de phosphoros do gaz a 240
Dita de ditoa de rea muito superiores a 240
Pecaa de fita para* coa de todaa as lar-
guras a
i
S
8
i
e vidraceiro.
GELO
320.
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 5 e a libra a 160 ris: tambera recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
Aos senhores fogueteiros,
Ns loja da ra do Crespo n. 16 ha urna poigao
deenxofre eicellente para fogos doar e de vista,
e vende-se por 19 a arroba a quem comprar 1 ma
barrica.
Vende-se a caaa terrea sita na rea de Sin-
a Rita n. 57 : a tratar na ra da Aurora n. \0,
segundo andar.
Atten Vendem-se duaa moradas de casas assobrada-
das, feitas ba pouco, de lijlo, em chaos foreirps
na villa do Cabo ; vende-se muito em canta : a
fallar na mesma Tillado Cabo com Sebastio An-
tonio do Reg.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
h RA DO QUEIMADO N?A6
PAtwGBANDEMTIMENT0,
^DASBROUPKSf
Sortimento completo de aobrecaaacoa de panno a 259, 289, 309 e 359, casacos muito bem
taitas a 258, 28$, 30| e 858, paletots acaaaeadoa de panno preto de 16 at 259, ditos de cssemira
de cor a 159,181 e 208, paletots ssccos de panno e casemira de 89 at 149, ditos saceos de alpaca
m eiin la de 49 at 69, sobre de alpaca e merino de 7) at IO9, caigas pretaa de casemira de
89 at 14g, ditos de come79 at 108, roupas para manino de todos os tamanhos, grande aorti-
mento de roupaa de brina come sejam algas, paletots e colletes, sortimento de colletas pretos da
setim, casemira e velludo de 49 a 9J, ditos psra casamento a 59 e 6}, paletots brancoa de bra-
mante a 49 o 5f, calcas brancas muito finas a 58, e um grande sortimento de fazendas fina s e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas psra homem, menino e aenhora, aeroulas de
linho e algodao, chapeos de aoldeaeda, luras de seda de Jourin para homem e aenhora. Te-
moa urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos sncommendaa de grandes obrss, que para
isso est sendo administrada por um habil mestre de semelhante arte e um peasosl de mais da
cineoenta obreiros escoltados, portento executamos qualquer obra com promptidao e oris barato
do que em outra qualquer caaa. _^^_______________________
Phosphato de fer-
ro de Leras.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
j 'nio pelo baratissimo prego de 18200, 11,
800 rs. cada urna : na loja da rictoria na ra lo
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Meias pava senUora.
Vendem-se superiores meias para aenhora pe-
lo baratissimo prego de 39840 a duzia; na le
da bos f, na ra do Queimado n. 22.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Ns loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em fina cambraia
tranaparente, e como de aeu costume est re 1-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 ran a,
tendo quantidade bastante de cada padreo, para
vestidos ; e quem tirer dtoheiro approreitai a
occasio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em visita smpre
render o bom, msndou rir, e acabam de chegar
aqui [pela primeira rez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fei-
tas, sendo para alfaiates e costureiras, e custa
cada papel 160 rs. A sgulhs sssim bos anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
maia baratas do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca
16, dir aempre bem dellas.
Zefire para vestido.
Ghegon pira a loja da rictoria grande sorti-
mento de zefire para eofeites de vestido ou pa -a
outra qualquer obra que se queirs butar-pelo
barato prego de 500 ra. a pega com 10 raras : i s
loja da rictoria na ra do Queimado o. 75, jun o
a loja de cera.
Polassa americana.
Vende-se potassa americana muito ora e de
auperior qualldade: ao escriptorio de Manoel
Ignacio de Olireira & Filho, largo do Carpo San-
0 n. 19.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta deaaa apreciarel opiata inglesa lio proreitd
aa e necessaria para oa den tea, iase porque a le
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de aua en
commenda, e continua a rende-la a 19500 rs.
caiza; quem qoizer conserrar seus dentes per-
feitos prerenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16
Na ra Nora n. 19, vende-se velbulina de
corea a 500 rs. o corado.
A 320 rs. o covado, grande
peen i non a.
Vendem-se superiores cambraias francezas do
muito bonitos padrdes s 320 rs. o corado, fa
zeoda muito fina que aempre rendeu-se por 800
e 19 a rara, renham por ellas, antes que se ac-
bem; na ra do Queimado n. 22, na bem conhet
cida loja da boa f.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretaa de aeda muito su-
periores, propriss psra os senhores sacerdotes
por serem bem compridaae muito elsticas ; ven-
dsm-se pelo bsrato prego de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Qeeimado nu-
mero 22.
para anjos.
Vendem-se na ra 4a Senzala Nora n. 30, cai-
xinhas com doce por prego commodo, recommen-
dareis para os aojos de procisaSo.
Potassa daRussia.
Vende-se potassa da Rusaia da mais nova e
superior que ha ne mercado e a preco muito
cammodo : no escriptorio de Manoel Ignacio de
Olireira & Filho, largo do Corpo Santo.
Superior cal de Lisboa.
Tem para render em porgio e a retalho Anto-
nio Luiz de Olireira Azeredo & C., no aeu es-
criptorio rus da Cruz n. 1.
Vendem se magas oras chegadas no ul-
timo navio a 39, macarro, talharim e aletria a
49, tendo cada eaixa mais de 20 libras; no ar-
mazem do Aones, defronte da alfaodega d. 2.
Attenco a li-
quidaco.
Na loja do Clarinote ra do Gabogi n. 2 B,
reade-se ss seguintes miudezas pelos diminutos
precos para acabar : pecinbaa de babado com 15
raraa de 3 a 4 dedos de largura a 400 rs.. ditas
coa 30 raras de differeniea larguraa a 2J200 rs.,
cartoes de colzete para raslido a 40 rs., franjea
de linho muito finas para casareque leudo cada
pega 15 raras a 19600 a pega, ditas de algodao
para toalhas a 100 rs. a rara, ditas de seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs., dilss de 1 a
2 dedos a 160 rs., tranca de seda branca com ri-
drilho differente largurs s 320 rs. a rara, dita di-
ta preta a 300 rs. a rara, caivetes de 1 e 2 fo-
Ihas muito fino a 160 e 240 rs., tesouras muito
finas para costura a 320.400 e 500 rs., cofiadores
de linho pars resudo a 40 rs., caixas de bfalo
para rap diferentes modelo a 500 rs., carreteis
de linha de 200 jardas autor Alezander a 820 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, linha preta de miadi-
nba o masso com 60 pecas e 96 a 500 e 600 rs.,
escoraa para casaca o maia fino que ha a 29, lu-
ras de linbo fio de Escossia branca muito finas
a 600 rs. o par, ditaa de corea a 500 rs. o par,
ditas de algodao a 160 rs., franjas largas de cores
propriss para cortinados tendo cada pega 15 ra-
ras a 29 e em vara a 160 rs., espelhos de damaa
de diversos tamanhoa a 800,19 e 19280, botos
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 rs.
agrozs, ditos brancos, pretos e de cores proprio
para caiga a 240 rs., pentes de tartaruga para
trangs os melhores que pode harer a 39500, ditos
para alisar a 29, ditoa de marfim de differentea
tamanhos e modelos a 500 rs., labvriotho de to-
das aa larguras a 120,160, 200 e 240 rs., pentes
mnito finos fioglndo unicorne tanto para suissa
como para cabega a 320 rs., meias de cores para
homem multo fioss a 19280 rs. a duzia e o par a
120 rs., caixa de colzetes frsocezes a 40 rs.,gsr-
nfas grandea de agua de colonia muito floa a 39,
dita com agua de larande a 19, ditas do Oriente
a 800 rs, frascos de bandoln psra segurar ca-
bello a 640 rs., dita de flor de laranja frascos
grandes 1 500 rs., bandeijaa de differentea tama-
nhos a 19280,15600 e 2g, garrafas de porcelana
douradaa para mesa sendo garrafaa grandes a 29
e pequeas a 19, charuteiras muito finas diver-
sos tamanhos a 29 e 29500, luraa pretaa e de co-
res enfeitadas para senhora a 800rs., peitos para
camiaa muito finca brancos e de cores a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zefiras de todss as co-
res fazenda de muito bom gosto a 19 a pega, e
um completo aortimento de fitas de sarja e cha-
malote assetinadas de todaa as cores e larguras,
assim como bicoa de blondo brancos e pretos, di-
tos de linbo de todaa as Isrguras, e muitos outros
objectos que se rende por metade de seu valor.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradaa e esmaltadas para ciotoa, todaa de no-
roa e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se oonhecer nio o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 2500 rs. cada orna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Vende-se a 3#0O0 o-fraseo
Almeida Gomes, Aires & C.
no escriptorio de
IO9OOO
49OOO
59000
ra do
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O tempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que rao compostas com
ama daa oras e bonitas cestinhas que se ren-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
No vos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim lourado, oa
quaes sao agora mui necesserios para ea meni-
noa que vao para a eacola e quem oa quizer com-
[irar maia baratos dirigir-se ra do Queimado
oja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligrapbicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber aua
encommenda das verdadeiras pennas de ago
ioglezas csligrsphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C., e apeaar da
falta que baria dessas boas pennas, com ludo
vendem-se pelo aotigo prego de2/000 a caizinha
de urna groza, quantidade essa que aa falaifica-
daa nao trazem. Para livrar de engaos, as ca-
inhas rao marcadas com o rotule que diz. Loja
d'aguia branca ra 4o Queimado n. 16.
Vende-se
azeilede dend ou palma, dito de amendoim que
serve para lozese machinas, msis barato de que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar. -
Cascarrilha.
Chegou para a loja da rictoria grande sorti-
mento de cascarrilha de todaa as-cores e largu-
ras e se rende mais barato do que em parte al-
guma, por isso renham a loja da rictoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.*
Vede-se um terreno em Santo Amaro,
unto ao hospital ioglez, com 700 palmos de fren-
e, em muito bom estado: a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son Calcado
francez e ioglez muito barato.
Botinaa de Helis para homem, obra
fresca, a 129000
Ditas de lustre, (de Psris) a 69 e 7f000
Ditas de setim preto para senhora a 59 e 69OOO
Sapatoa de setim preto para aenhora a 1JJ600
Botinaa inglezaa de bezerro proprias
para invern a
Ditas ditas do lustre para homem a
Ditas francezas de lustre e pellica para
homem a 49 e
Em casa de Burle Jnior & Martina,
Cabug n. 16.
Caivetes iixos para abrir
latas.
Checou ora remessa desees preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de aardioha, doce,
bolachinhaa etc., etc. Agora pela testa come-ae
muito lessas cousas e por isso necessario ter
um deiaea caniretea cojo importe 19, compran-
do-sena ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde oa ba.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Multo boa linha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandea a
400 rs. o norelo : na loja da rictoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Novo sortimento decascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de cascarrilhaa de aeda de
mullas e differentea cores, e rende-ae i 19500
e 295OO ris a pega, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1.000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
quelidade, para senhoras, e padres I9OOO o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calgadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Interesse pnblico.
Offerecido pela loja dej
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar concurrencia publica o que ha da
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para este flm espers de seus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
Allemanha aa remessaa de seuS pedidos,
tem resol vido, antes de apresentr o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuar por pregoa m-
dicos e para cujo flm convida o respeita-
rel pblicos aproreitar-se deata emer-
gencia.
mv&mmmmwismm mmm
Fivelas para cinto.
Bicas fivelas de madreperola para cintos pelo
bsrato prego de 18600: na loja da rictoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
LuvasdeJouvin.
Na loja da B6a F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontrarie aa verdadeiras luras de
Jourin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas corea, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
Agua de lavander e pomada.
Vende-te superior agua de lavander ingleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 ra. cada fras-
co, pomada maitissimo fina em paos grandes a
500 a a 19. vende-se por tao barato prego pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Veode-se benitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito auperior
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a rara, rende-se por tal prego pela raz&o de es-
tarem muito pouca couaa encaldidoa, tambem se
reodem pagas de rendas liaaa perfeitamente boaa
com 10 raraa cada pega a 720, 800 e 19. ditas
com salpicas muite bonitas e dirersa larguras s
19200,19600 e X a peca, ditas de seda a 29 ca-
da urna pega; na ra do Queimado na bem co-
ohecida loja de miudezas da boa fama o. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratiaaimo prego
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a %$ a resma.
Vende-se oa rus do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Grande e nova oficina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neere rico e bem montado eatabelecimento en-
contrario os fregueses o maia perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todss as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o jacarandi.
BANHEIRS de todoa oa tamanhoa.
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES dem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em cakas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em parfeigio a boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de todas aa qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e (landres psra qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixss e a retalho de todoa os ta-
maadaodo-se manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommeodas de qualquer natu-
reca, concertos, que tudo ser desempenhado a
ceatento.
Aos Srs. consum-
dores de gaz.
I Nos armezeoa do ces do Ramoa ns. 18 e 36 e
na ra de Trapiche Noro (oo Recite) n. 8, ae
rende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente ebegado a 149 Uta de cinco
galles, assim como ae rendem lataa de cinco
garrafas e m garrafaa.
Nao esqneea arara,
que hoje a loja dos barateiros para ver, ven-
dem-se pecas de cambraia lisa branca alj600 e
2f, dita muito fina com 5 palmoa de largura a
3 e 85500, pegaa de madapolo entestado a 39,
noros cortea de chitas fioss com 13 corsdos a
295OO, ditos de riscado, padrdea noros a 29500 e
19500, brilhantioa branca com 4 1|2 palmos de
largo a 280 o corado, dita de cores a 360 o co-
rado, gorgnro para vestidos a imitagao de aedi-
nhas, fazenda muito ora e fina a 320 o corado,
fcarege para restidos com flor de seda a 360 o
corado, pompadour de seda de quadrose matiza-
do para restidos a 640 o corado, fil de linho
branco e de corea a 200 rs. o corado, lazinhas
para restidos a 280 e 400 ra. o corado, ricos cor-
tes de gorgurao para restido com 18 corsdos por
69500, cortes de la de duas saias com 22 cora-
dos por 108, ricos cortes de organdys com 15 ra-
raa a 99 e 7*. para acabar, casaaa de corea para
vestidos a 280 e 320 o corado, chitas 160. 180
e 200 rs. o corado, ditas francezas a 240 e 280 o
corado.
Pannos pretos.
Panno preto para caigas e paletots a I96OO,
I98OO, 29 e 295OO o corado, cortes de casemira
preta para caiga a 39, dita entestada a 39500 e
4$, velludo preto a 2$500 o corado, saia de cor-
dao que faz rez de bati a 29500, balsea de ma-
dapolo a 39 e 39600. ditoa de30 arcoa e de ren-
da a 49 : na ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magalbes & Mendes.
Pechincha para todos.
Vendem-se massos com 20 massinhos de pali-
tos finos e buliados para dentea a 200 rs. o mas-
so de 20, porm paseando a 15 massos se faz dif-
ferenga em prego : na raa da Imperatriz, loja e
armazem da arara n. 56.
PEIXE
Duarte Gompanhia
receberam pelo ultimo vapor as aeguintes quali-
dades de peixe o mais bem arranjado que ae po-
de desojar em lataa lacradas hermticamente pe-
los pregoa de I9200 a 3$ a lata :
Cboungaa finaa promplas.
Pescada assada e cozida.
Pargo aaaado.
Roblos dito.
Caralla em azeite.
Guras asssdo.
Nulaa de tigelada.
Savel aseado.
Sarda em azeite.
Coogro.
Lioguados fritos.
Ostros.
Atum msrinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijo verde a 800
ra.: 00a armazens Progreesiro e Progressista ao
largo do Carmo n. 9 e roa das Cruzes o. 86-
armazem de fazendas
DE
Loja das 6 por-|
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4j.
Duzia de meiascruaa para homem a
19200 e o par a 120 ra., ditaa brancas
muito finaa a 2$500 a duzia, lengoa de
cassa com barra de corea a 120 rs. cada
um, ditosbrsncosa 160 rs., baldes de
20 e 30 arcoa a 3f, lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, larlatana
branca e de corea muito fina com rara
e maia de largura a 480 rs. o corado,
fil de linho liso a 640 rs. a rara, pe-
gaa de cambraia liaa fina a 39, caasaa
decores para restidos a 200 rs. o co-
rado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
corado,calcinhas para menina de eacola
algo par, graratinhaa de tranga a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um duzia 29, pegaa de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pecas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezas a
220 e 240 rs. o corado, a loja est
aberta das6 horas da manhaas 9 da
noite.
SfiLlXUKKEBCarXSrE"_____
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-ae barato grande sortimento de calcado
francez e ioglez, ronpa feita e perfumaras mui-
to finas, quem daridar poderer.
Liquidaco.
Aloja de marmore.
Bournus de casemira para senhora a 109
Manteletes de grosdeoaple a 109
Lequea de aaodalo a 59
Bournus de caaemira para meninos
de todas aa idades a 53
Grande aortimento de caacarrilhas,
trsngss e fitas de todaa aa cores para eo-
feites de restidos por pregos msis bara-
tos do que em outra qualquer parte.
EMSMsrlK MsrMsr dlOCIV trKSMSWlsi
Chapeos de castor.
Vendem-ae chapeoa de^astor de primeira qua-
lidade a 89, que ji se venderam a 169, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. 20, do
Duarte.
Yende-se um sobrado na ra daa Cinco
Pontas n. 23, com muitoa commodoa : a tratar
na rna Imperial n. 108, daa 6 a 9 da manhaa, e
de tarde daa 3 a 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recom-
mendareia para as meninaa que eato paaaando a
festa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cada um : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima achario
continuadamente oa senhores consumidores um
grande e rariado aortimento de fazendas, tudo
baratissimo.
Luto por D. Pe-
dro V.
Acaba de chegar urna pequea porgo de alfi-
netes de peito, botoes de punhos, e brincos, pro-
prios psra lutos, tendo cada objecto a efflgie do
finado monarcha : antes que se acabem dirijam-
se os pretendentes lirraria de Nogueira de Soa-
za & Compaohia, ao p do arco de Santo An-
tonio.
Grande pechincha
Superiores paletos de pao preto muito fino,
obra muito'bem feita pelo baratissimo prego de
208000 ris na ra do Queimado n. 22 na tem
conhecida loja da Boa F.
Yende-se um terreno na ra do Hospicio,
qussi defronte do quartel, praprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
che d. 14, primeiro andar.'
Santos Coelho
Una do Queimado n. 19.
Lengoea de bramante de linho a 39.
Gobertas de chita finaa a 29.
Ditas a prego de 15800.
Cambraiaa pretaa muito finaa.
Colchas de fustio muito lindas a 69.
Esteiras da India de 4, 5 e 6 palmoa de largo,
propriaa para forro de cama e salas.
Lencoes de panno de linbo fino a 29-
Algodio monstro a prego de 600 rs. a rara.
Toalhaa de linho para mesa a 4$.
Ditas de fosto para maos, cada ama 500 rs.
Baldes pera meninas.
k boa fama
vende fivelas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos msis lindos gostos que tem rindo
a este mercado, pelo baratissimo prego de 29500
cada urna, carteiraa com agulhas aa mais bem
aortidaa que se pode desejar, e em quanto a qua-
lldade nao pode harer nada melhor, palo barato
prego de 500 rs. cada carteira, pennas de ago ca-
ligraphia verdadeiras s 29 cada caixinha com 12
duzfas, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 19200
cada groza, ditaa muito boaa anda nio conheci-
dss a 500 ra. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
engenho Ju-rissaca, do Cabo : a tratar all com o
Sr; Domingoa Franciaco de Souza Leao.
Por preco muito commodo.
Anda ae est por vender o sitio no lugar da
Torre j aonunciado por este jornal : a tratar eom
o proprietario JoaMsriaono de Albuquerque ou
com o Sr. Jos Azeredo de Aodrade na ra do
Crespo.
Para o carnaval.
4 bella rapaziada que
com pouco dinheiro quizer fazer e eofeitar seus
resluarios, dirijam-se a loja franceza da ra
Nova n. 11, que foi do Gadault, que acharao se-
das, fitas, fivelas douradas, barretinas, veos, e
finalmente urna grande exposigao de alcaides,
pelos quaes se nio* engeita quantia alguma : na
mesma loja recebeu-ae um completo sortimento
de mscaras para homens e mulheres todas as
qualidadea.
Camargo < Silva.
Yendem vestidos de seda de edr com dous ba-
bados, fazenda de gosto, a 25g000, ditos pretos
de seda lavrada, de dous e tres babadoa, fazenda
muito boa e bonita a 309, riquiaaimoa manteletes
compridoa de seda muito auperior, cbapozinhos
e tocas de seda para baplisado de creangaa, enfei-
tes de cabega, de diversos gostos, e outras mui-
tas fazendaa que serio apresentadas opportuna-
mente : ra do Crespo n. 1.
Camargo Vendem a rerdadeira estamenha para hbitos
de terceiros franciscanos : ruado Crespo n. 1.
Ra larga do Ro-
zarlo n. 38,
Tem fivelas muito finas psra cintos por 19500 ca-
da urna, cintos dourados, linhas de Pedro V com
200 jardas a 60 rs., linhas de carrinhos de 200
jardas autor Alexandre a 80 ra., ditoa a 60 rs.,
linhas finaa de carrinhos de 50 jardaa a 30 rs. o
carrinho, linhas de marca a 30 rs. o novello, ra-
p de Lisboa, rolo, frsncez, grosso, meio grosso,
Ooo, Panlo Cordeiro e Heuron ; na mesma loja
vende-se luraa de pelica para homena e senho-
ras, e de outras muitas qualidades, asaim como
miudezas muito em conta, que a viata dos com-
pradores ae dir o prego de tudo.
SLoja amarellcs,
GURGEL & PERDJGAO'.
f$ Receberam vestidos pretos de morean-
u lique neste genero o melhor e maia em
moda naa principaes pragaa da Europa
W> e Rio de Janeiro.
|& Receberam aa liadas capas e mantele-
tea compridos, dests rez riersm pretos
e de cores.
*9 Vestidos de blond com menta, capella
e> e saia de setim.
Vestidos de cambraia bordados e de
P seda.
atas Saias a balo finas e inferiores para
f senhors.
NOVIDADES.
jfo Manguitos, siotos, eofeites e grlaal-
das para senhors, leques, espartilhos,
mantas pretas superiores, chales, cami-
M saa para aenhora e meias elsticas.
d ROUPA FEITA.
Caigas, colletes, paletots, sobreeasa-
9 eos, sobretodo de psnao e cssemira.
Este estabelecimento est sortido de
ats fazendas finas propriaa da praca. Do-se
W aa amostras : ra da Cadeia loja amrel-
es? la n. 23,
s
f
predio yenda
Vende-ae a caaa de doua andares e sollo, mei-
agua, no becco das lliudinhas o. 8, araliada em
2.0003, a qual rende 1 li2 por'cento ao mes; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha pessea
autorisada pelo proprietario para euectuar a rau-
da da mesma caaa.
EscraVos fgidos.
Fugio no dia 12 do correte um preto de
nome Joaquina, crioulo, de idade 35 annos, pouco
mais ou menos, filho da ilhade Itamarac, levou
vestido caiga e camiaa de algodio azul, cheio
do corpo, um pouco ecatrozado, e falla de ragar
e descansado : quem o pegar, lere ao caes do
Ramos n. 16, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio no dia 10 do correte de bordo do
patacho Capuam, o escrsro crioulo marinhei-
ro de noma Antonio, idade 19 annoa pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguossignaes de bexigas, lerou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ae escriptorio de
Antonio Luiz de Olireira Aserede C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.


TV
-*
fa_

mitao de pwtwAivtBeo.s= mcinu* a& d ntrotno m mt.
Litteratura.
A MULHER, A PAHUA E A CfVILISAQAO*
Parqe secunda.
Importancia, subltnsidade e grandto. a mulher
no so do catholieismo. Bella e majestosa re-
habilitando da familia. Ttrrivei effeiloi da* ,
doutrina protestantes. A ettntsaco decor-
rendo da Crux.Concluso.
(II
Eis a grande e maravilhosa base sobre que vae
se arrimar a irnmensa transforrosgao que trans-
tornar toda a ordem de cousas existentes no
universo ; o mundo ser abalado at seus lti-
mos fundamentos, e dessa dttordtm nascer a
luz, a ordem, o a civilisago.
Oh I bello e magestoso madeiro encrovado as
cumidadesdo Calvario 1 de ti se desprender um
jorro de christalmai aguas quelavaram a corrup-
to do mundo I urna Cont de luz resplandecer
de ti, destinada esclarecer as trevas do uni-
verso I
Bemvindo sejss centro da vida, inimigo da
morte.....
Jess Christo, que dorante todo curso de, sua
vida s livera para a mulher palavras de conso-
lacio e de amor, que, quaodo as filbas de Jeru-
salem choravara seguinio-u as angustias de sua
cruz, dirigirs-lbes a palavra para recommeodar-
Ibe que nao cborassem por elle, que chorassem
aotes por si e por seos filhos, tudo deveria fazer
i fim delirra-la da tyraooia que pesava sobre
ella, deveria trabalhar firmemente na consolida-
cao de sua melborsorte, de seu feliz futuro ; tan-
to mais quanlo elle meamo afflrmra que sua
?inda ao mundo nao fdra para destruir a lei, po-
rem sim, para amplia-la e deseovolve-la, e a lei
primitiva nao era desfavoravel i mulher; porque
a sua degradarlo foi obra s e nicamente do es-
quecimeoto dos textos da lei, e da corrupcio daa
tradigoes primitivas.
E' assim que elle coraega a obra de suarehabi-
litaco pela regeaeragao do casamento.
Todo o aviltameoto da aotiguidade paga pro-
vioha de que o lago matrimonial se bavia deixa-
do corromper ao ultimo ponto; nunca a devassi-
dflo e o sensual desregramento subiram to alto.
E foi essa a principal, e diremos mesmo, a nica
razgo da desmoralisagao e da perverso dos cos-
tumes oasociedade antiga. O que poderla fazer
um povo em que a organisago da familia nada
tioha de fho, de seguro e de verdadeiro? Qual
poderia ser a sua eatabitidade ? O casamento a
base da soeiedade, como a mulher o esteio da
familia ; e foi em recoohecimento desta grande
verdade que o pidre Ventura denomioou selva-
gem o paiz que nao eleva a mulher ao ultimo
gru de grandeza. E os povos pagaos garanten)
a veracidade do aserto.
Mas veio o catholieismo e a onda da corrupgo
pasiou levando com sigo os destrocos mutilados
da soeiedade antiga...
Um da a pretendida sciencia dos phariseus
quiz tentar o Filho de Dus: e dirigindo-se
elle ioterrogou-o se era licito um horneo: re-
pudiar a sua mulher por qualquer causa ..Has
Elle que se achava muito cima das ciladaj hu-
manas, revesliodo-se de toda a sanlidade de sua
philosophia respondeu-ihes :n8o tendes lido que
quem creou o homem desde o priocipio fe-lo ma-
cho e tornea, e disse :por isto deixar o homem
pae e me e juotaodo-se sua mulher serio doas
em urna s carne. Assim j nao sao dous mas
urna lcame. Nao separe, por tanto, o homem
o que Oeus uniu.E por estas bellas palavras,
expressivas de urna philosophia divina, Jess
Christo confunda os falsos doulores, e eograo-
deceu a mulher dando ao casamento sua pureza
e sua sublimidade primitiva.
Quanto profundo, com effeito, o sentido des-
tas expressea I um s .com urna s e para aem-
pre I Urna reflexio atteociosa e acurada oecessa-
riamente nos leva ao reconhecimentode que mais
do que este ponto o matrimonio nao podia subir,
e de que a mulher nada de maior podia gaohar.
Christo nao viera quebrar a lei; nao podia,
por consecuencia, deixar de confirmar o princi-
pio da unidade e da indissolubilidade do vinculo
conjugal ; a sua rinda leve por fim quebrar a
lei, porem a lei humana da polygamia e do di-
vorcio, do divorcio e da polygamia, que sendo a
morte da familia, accarrelam o aniquilameoto da
soeiedade poltica ; Elle vinha deter a corrente da
corrupcio, que devastava o mundo, iot.erromper
a carreira do polylheiimo, e declarar guerra de
morte ao erro e mentira ; e foi por isso que el-
le declarou trazerao mundo, nao a paz, mas sim
a guerra ; por que o mundo nao podia mais al-
canzar a paz sanio pela intervenco da guerra
moral daa ideas.
Tornando o matrimonio uno e iodissoluvel o
catholieismo garantiu mulher a sua importancia
e estabilidade na familia. E' a razo mesma que
no-lo atiesta.
O que a mulher o'uma soeiedade de polyga-
mos ? simples instrumento de brutaes paixes.
Provemo-lo.
O amor uno como seu autor; desde que elle
pretende mulliplicar-se perde-ae vencido por sua
mesma loucura. A unidade seu elemento de
vida, e a divisio o elemento de sua morte. E se
nao fra essa unidade o mesmo universo nao po-
derla existir. Entregue e vencido pelos carinhot
de varias mulberes o homem nao ama oeohu-
ma, porque nao pode amar' todas ; e na ausen-
cia deste amor a dignidade da mulher desappare-
ce porque, diz Lacordaire, a affeico nao ul-
traja, pelo contrario, honra, respea, venera e
exilia o objecto amado quando inferior, para o
transfigurar em si. Nesta condigo a mulher
perde toda a sua importancia, avilta-se e rebai-
xa-se ao ponto em que a vimos no Oriente, e co-
mo aioda vemo-li hoje onde se usa umserra-
lho.A Turqua 6 urna vergooha e urna affroola
feita civilisago do seculo XIX...
No seioda polygamia a mulher v apagar-se o
sentimento de sua personalidade e reduz-se ao
papel da couta. Esposa ella nao por que con-
cubina ; mi nao o tambem por que nao tem
todos os direitos da msteroidade; falta-lhe o
amor para ser esposa e mae: ella nao pode dar
seu amor um homem cujo corago nao seu,
e cujo amor v repartido por outras.
A polygamia a morte moral da mulher; ah
eocootra ella o suicidio de seu fotuto e de sus
feluidade.
O divorcio nao menos prejudicial mulher.
A mulher a sublime victima do divorcio ; to-
da as auas fuoestss consequeocias recahem so-
bre ella. Minuttrio domeitico, a missio da mu-
lher deve ae revestir de um carcter de eatabiti-
dade que lhe garanta a inleira fruigio de seus di-
reitos e que a livre do despotismo de um tyranoo
superior; por que do contrario a mulher ter de
soffrer todos os inconvenientes que lhe occasiooa
a sua qualidade de inferior.- Assim como na so-
eiedade civil os funcciooanoi devem ser inamo-
vivis para que possam offerecer garantas segu-
ras no desempenho de seu emprego, assim o
ministerio da mulher, que representa na familia
o mesmo papel que o fuoccionalismo representa
na soeiedade deve ser inamoviotl alim de que
possa salisfazer com prazer oa terers que esto
seu cargo.
a Se a esposa christia nao orna cousa mais
urna pessoa, nao a escrava mais a companhia,
nao e a propriedade mas a egoaldade sem espo-
so, nao senio porque a indissolubilidade do
matrimonio lhe d um telado jixo e etlavel, e
porque ella nao pode temer aer ron bada seu
esposo e seus futios emquanto nao calca aos ps
seus sagrados empeohos, e porque aioda no caso
de urna separagio de beoa e habitagso por causas
mui graves, cuja apreciacao reservada, nao aos
esposos, mas aos magistrados, o lago conjugal
permanece sempre intacto de ambos os lados, de
sorie que nenhuma das partea ple contrahir no-
vas nupcias, e, separada corporalmente da seu
mando, ella todava sempre sua mulher, usan-
do de aeu oome, sempre a mi de seus filhos.
Ora, esta estabilidade de sua vida de esposa e
de mae que a prende familia, que lhe faz to-
mar a peito os interesses como se fossem seus
proprios, que lhe inspira esta dedicag&o sublime
para seu esposo e para seus filhos, que nao a taz
viver senio por ellos e para elles, que a leva
consagrar-Ibes lodos os seus cuidados, todas as
suas ioquietages, lodos os seas momentos e mes-
mo sus vida, e que faz della a mulher por ex-
celencia a dona da casa. E' esta estabilidade que
lhe d urna grande liberdada de aegio para o bem
d'equelles quem ella perlence toda ioteira, al-
ma, corpo e bens, que a faz um ser social livre,
que a faz tuoVo que ella na familia. Ventu-
ra).
alais adiante veremos os males quedestesdous
cancros resultara para o lodo da familia.
Certos espirilos, lalvez irraflectidameote. teem
pretendido que cruel obrigar a mulher i viver
coojuuciameole com um esposo que nao ama ou
que lhe foi infiel, e que mais lerrivel anda pro-
hibir-lhe, em caso de separagio, a cootraecio da
novo matrimonio ; affectando assim urna piedade
que nao pode convir nem nalureza da mulher,
nem a nalureza do lago matrimonial.
Vos vos mostraos chaios de commiserag
pela mulher, bem ; nos vos perguotaremos : oio
cario que na ordem da soeiedade o iuteresse
geral vence o ioleresse particular ? sem dnvida.
E como queris que em proveitode algunas es-
posas, divorciadas ou pretendentes tal, ae sa-
crifique o direito de todas as esposas, se calque
o ioleresse social ? porque, reparae bem, a vossa
theoria toda favor apenas de algumaa descon-
tentes ; e toda contraria condicao da esposa,
e seguranga familiar; a vossa theoria do ama fal-
sa compaixao vedar largasencbanxasao adulte-
rio e a todos os enmes que podem profanar o tbala-
mo nupcial : a mulher tornase adulteracom espe-
rangas de effectoar novo contracto com o cumpli
ce do seu crime ; o marido faz outro tanto, se
nio maia com vistas no mesmo fim. E entio ?
A mulher deshonra-se, sua dignidade desappa-
rece, e ella tem de carregar com as desastradas
consequencias de seu nefando crime. E queris
saber qual a ultima dealas consequencias ? E'
a prosiituigao. A prostituigio...... corramos um
vu sobre esleassumpto ; nao fallemos nelle....
nao offendamos nio escaodalisemos a moral pu-
blica___
Eis o resultado de vossa compaixio.
A indissolubilidade matrimonial o aoel que
fecha a cadeia da felicidade da mulher; o re-
pouso de sua alma e o descaogo de seu corago.
Era della que o propheta fallav*quando dizia :
Oh 1 quio bellos sao os nieus'lagos 1 valem-me
urna rica e bella berenga 1 Funes ceciderunt
mihi in protelaris ; etenim hmreditas mea pros-
clara esl mihi (Psal )
O homem acorde um da como de um sooho
e Qca|admirado de nao sentir j em si o amor com
que ainda na vespera adorara o objecto delle ;
inquire de ai a causa de tal mudauga. Nada mu-
dou senio o seu corago ; mas este est mudado
e mal que nao tem cura. Que ha de fazer ?
Como pode ella viver no constante supplicio de
oibar com iodifferenga para o mesmo objecto que
at ali va com transporte ? A resposta que a
nossa inconstancia da estas pergunlas a dis
solubilidad* do casamento. O ciume forja] oca-
tiveiro da mulher, o caogago a desterra. [Lacor-
daire) a
E' enlo que ae aprsenla o catholieismo pa-
ra com a vitalidade de sua doutrina refrear o
corago do homem, para lhe dizer:quem s
tu, miseravel crealura, para intentares quebrar a
obra divina, separando o que Deus uniu ? nio ;
doma o desregramento de las paixes; sabe que
cima deltas est a mesma lei de leu corago, a
lei do ente iotelligenie e social; nio procares
lancar mios sacrilegas na obra de leu Oeus:
quod Deus conjunxit homo non separet. E dea -
tas palavras que resulla toda a vida moral da mu-
lher.
A egreja interprete itfallirel e guarda vigilante
das verdades christias nao tem cessado de pug-
nar pelo bem estar da mulher na familia maniendo
em toda a sua integridade a doutrina da indisso-
tubilUsde do lago matrimonial. Roma nao se
deixa veocer nem pelas imploracoes, nem pelas
ameagas dos priocipes : ioflexivel nesle ponto
melindroso, ella pe de lado a graduarlo da par-
te que a implora, e nega-lhe a aua permissao ;
embora as ameagas.... as ameagas nao a atemo-
risam, porque cima dellas est o porta infer
non pravalebunt. Sim, e ser eterna-
mente bello ver as promessas e as ameagaa, as
sollicitages e as viletelas, os esforcos de toda
especie dos priocipes prevaricadores, naufraga-
ren) sempre diante da inflexivel firmeza dos pa-
FOLHETIM
O PAIZ DO MEDO H
POR
A. DE GONDRECOJRT.
(Costurnes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
(Conlinuacio).
XVII
Antes de enlranharmo-oos lambem no deserto,
acompaohando os nossos visjores al o Paiz do
Medo, voliemos Suissa, e lancemos urna vista
retroapecliva sobre o que se passou em Flueleo
e Seelisberg : sigamos primeiro o bario Arnold e
a mae de Magdalena naquella nonte lerrivel de 23
de dezembro, ero que ambos deixaram furtiva-
mente o domicilio conjugal para correremo pri-
meiro apa urna vingaoga, a segunda aps ums
ju'tificagio que po lesse e devesse reconciliar dous
ioiuiigos morties.
Arooid d'Amstadt, apenas se viu em liberdade
nos campos, correa em direegio 6 estalagem da
Treib, onde esperava encontrar urna barca que o
levasse Flueleo.
* Como o homem ioseosato I dizia elle ten-
do percorrido de um s folego metade do cami-
nho. Corro alraz de urna dr pungente, apresso-
me ; e o maldito, quem persigo, aioda que
suecumbisse aos meus golpes, nio poderla resti-
tuir-me aquillo que me roubou a felicidade...
e quem sabe se a honra tambem I... Nio seria
melbor aqu mesmo flcar, malar-me e deixar o
meu cadver atravessado neste caminho ; para
que a infeliz, que trahiu os seua devores al-
trajando-me, passe por sobre elle, quando fr
laocar-ae nos bracos do seu amante !...
Arnold parou este pensemeolo; levou as ruaos
as algibeiras onde tinha as pistolas oceultas ; e
por um momento aquella homem desventurado
viu-se irrisutivelmenie arrastado pela idea de
suicidio.
Sbito, porm, exciaaoa :
Matar-me aem me vingar I Oh I nio. Ella
nem se quer me lastimara, elle... ellerlr-se-
bia da mioha simplicidade I Ambos Qcanam li-
vres I Nao faltar occasiio : todo o lempo pro-
prio para acabar com o pesado fardo deala exis-
l") Vide Diario n. 44. "
tencia... Vamos at o fim, e at o lira techamos
coragem.
Chegando Treib o bario esperou mais de urna
hora pelo barqueiro qaedevia conduzi-lo Flae-
len. Knoll eslava em Lucerna, e os seus com-
panheiros nio possuiam a mesma presteza pro-
verbial em servir os viandantes. Anda que o
estalajadeiro tivesse dous barqaeiros ao servirlo
da sua estalagem, com ludo eram elles bastante
demorados, de sorte que Arnold nao ple embar-
car-se to apressadameoie como o desojara.
Desembarcando em Flueleo mandou elle ficar
a barca s suas ordeos, e dirigia-se para o hotel
da Cruz-Branca.
Flueleo urna bonita povoagao situada na es-
tremidade oriental do largo dos Quatro-Caotes,
e que sendo egualmenio enllocada bem na estra-
da d'Altdorf, eda Lombardia loroa-ae muito fre-
quentada na boa eslagio. No inveroo, porm,
muito raro ver-se ali um estrangeiro, e por isso
nenhum nesse lempo passa desapercibido.
O bario ioterrogou o estalajadeiro e seus cria-
dos, afim de ter noticias de Walter, cujoa signaos
elle iodicou. Nio satisfeilo ali foi ioformar-ae no
hotel da Aguia-Prela, nico que poda competir
com a Cruz-Branca. Mas em parte alguma ob-
leado novas de seu primo, voltea ao primeiro ho-
tel, e resigoou-se, com quanto apossadode viva
impaciencia, a esperar pelo dia seguinte ; nesse
intuito fechou-se n'um quarlo cujas janellas da-
vam para o porto.
Vendo, porm, que nio podia adormecerAr-
nold, que contava as horas com anciedade, lem-
brou-se de abrir urna das janellas, nio sopara
refreacar a cabega que abrasava, como para pro-
curar urna distrsegao no movimeoto exterior. De
repente pareceu-lhe ouvir o ruido compassado de
dous remos que feodiam as aguas do lago.
Ser elle 1 Oh I meu Deus 1 se toase, como
seriis bom e juslo 1
E poz-se de oovo a escutar, inclinando meio
corpo para fra da janella. Nio restava dnvida :
urna barca approxmava-se do porto ; assim se
poda julgar pelo aovimenio dos remos cada vez
maisperceplivel.e murmurio da agaa corlada pela
pros. O vento tinha cessado ioteiramente, e a bar-
ca s poda avaogar i romos.
E' elle, murmurou Arnold. Ninguem mais
ousaria navegar eom semelhanie lempo, nao
ser Walter de Seelorf, ou eniao... Therezs, a eu
que vim em lugar della. Ei-lo, aalta em ierra...
Gracia, meu Deus, mil grabas l... Oh 1 vem acom-
panhado, coolinuou elle percebendo irafcajcabras.
Melhor ; a mioha vioganca lera duafHtemu-
[tfaaa. Vem, maldito, spproxima-te desta casa ;
vem, e que si portas te sejam abertas jmme-
pas, como as ondas se vem quebrsr de encont
um roebedo ao meio do Ocano I Pi
hatera caso em que ella transija ; flrnj
lsv|el ero tm proposito ella tere sempre a _
resposta que der um principe francat por
ca de Inooceneto III: Come leaos pela l
de Daua, a vontade firme e inabalavel de nao aos
aprtennos da instiga e da verdade, nem pelos
rogos, nem pelos presentes, neto pelo amor, aera
pelo odio, continuaremos i marchar no caoasfho
real, sem declinar nemjpara a direita, nem pare a
esquerda, julgando sem accepgio de pessoas,
porque Deus mesmo nio faz accepcio de pas-
soajs. a
rm sido e ser sempre esta a conducta da egra
atholica ; embora se'tsche este seu procedi-
(o de tyraania ; esta mesma lyrnnia foi
ra sstvou a ATuIher. a familia, a aociedade e
undo E' preciso nio esquecer isto.
yrannia I S a heresia tem a habilidade in-
al de iaverier assim o sentido dos termos I
6 tyrenoia querer man ter intactas as leisdo
matrimonio enobreceodo a mulher, elevando
a familia e garaoliudo a soeiedade ? Pois ty-
raania oppor um dique i corrupgo dos princi-
pes, f O amor, diz de Maistre, quaodo nio esl
domesticado atcerto ponto por urna extrema ei-
vilisagao, um animal feroz capaz dos mais hor-
riveis excessos ; se nio se quizer que elle devore
ludio, necessario que esteja eacadeiado, e nao
o pode estar aenio pelo terror; porm que se ta-
ra temer quem nada teme na ierra ? Foi por
iito que a influencia do papado sobre os costo mes
devasaos dos priocipes, foi urna influencia viriB-
cac ora que corrigfu o sea lempo e prevena o fu-
turo.
Ch mses isto tyrsnnia ; Te o quesera urna con-
duitafrouxa e descuidada qoedeixassea mulher
veigar-se segunda vez ao despotismo pegio ? Ah I
vos, Bucer, a louvarieis por que seria a applica-
gi( de vossos principios; seria, de algum modo,
a consagrarlo da mulher livre como a entendis
v! e vossos sectarios protestantes.
Abramos a historia, compulsemos as suas pa-
gii as.
i i inedia edade nos aprsenla um espectculo
bem maravilboso ; urna segunda creagio que se
de enrola nossos olhos. A humanidade ia pe-
recer aob a mao dos barbaros, o seu borisonte es-
tai a carregadissmo.a civiliiagio ia ioteroar-se asa
trevas da barbaria, quando o veterano da civilisa-
c sabe seu encontr e com a intrepidez de seu
ca acter vence o brbaro e salva o mundo. Tra-
tar do nessa poca de regenerar a Europa amea-
cai la pelas bordas selvageos, a egreja ligou a sua
mi is seria sttengio ao lar domestico, foi ahi que
ella procurou asseotar as bases da civiliaagio mo-
derna ; s.e a egreja nio se tivesse opposto como
um mufo de bronze ao alargameoto da seosuali-
dele.os palacios _dos priocipes e oa castalios dos
se ibores nio tardaran) ter seu serralho ou seu
harem. (Balmis) E o que seria da eivilisacio ?
obu seria da familia da mulher? verdadeiro
simulacro da auliguidade, do Oriente pagao e de
Rema devassa. O mando retrogradara pareas
pocas de sua mais negra degradagio : o cahos
substituira a luz, o erro veucera a verdade, e o
universo todo se mergulharia no sbysmo de sua
mrte.
Foi a mulher, movida pela acgo benfica da
egreja,quem resguarde ou a Europa de um inteiro
aniquilameoto ; foi ella o aojo tutelar da civiliss-
go ; na Fringa, Hespanha, Portugal, Inglaterra,
E9C0SSS, Dinamarca, Suecia, Noruega, Hungra,
Polonia, Italia, em todas as partes sempre ella
foi a salvaguarda dos direitos ultrajados,eJa liber-
dade espisiohada ; foi em seus bragos que*naa-
cea a civilisacio moderna e por ella que se
mantera e floresce.
Nio feichemos aioda a historis : acompaohe-
rao a egreja na sua obra de eograndecimento da
mi lber e da regeneragio social.
Quem nio se iembra das lucias porfiadas que
a s de Roma sustentou com muitos e poderosos
prncipes a favor da mulher ?
Um dia Lolhario teve iotengdes de despresar
sua mulher Thentberga para esposar Waldrada :
foi o primeiro escndalo dos testas curosdts no
Occidente relativo ao matrimooio; dz Yol tai re
em seu Ensaio sobre a historia geral. Este
plano era muito fcil de ser concebido na mente
de um principe libertino, porm de impossivel
realisagio ; Lothsno guiava-se pelas ms paixes
de seu corago e oio contava com a opposigao
do papado. Entretanto foi ahi que elle encon-
tru o obstculo 6 saa pretengio j fatoreclda
por dous pretendidos concilios : Arme emsaa re-
solugo Nicolao I cassou as actas de laes conci-
lios, depoz dous bispos e obrigou-o continuar
com sua legitima esposa. E o que eria a mu-
lher se o papa, condescender, consentase nessa
primeira tentativa real ? Decebid* do capitel de
sua grandeza e de sua gloria ella rolara na abje-
gao e no aviltameoto.
Nio obstaote porm a grande firmeza de Roma,
aioda houveram outras tentativas.
Filippe I teve os masmos projectoa, namora-
do de Borirada,esposa deFoulques.elle quii rep-
diar sua mulher Bertha. Porm Roma da Ur-
bano II aioda era a mesma Roma deNicolio I.elle
nio coosegue veoce-la nem rogando, nem amea-
gando-a de seguir o partido do ante-papa Guiu
berto, e de arrestar toda a Frange no scisma.
Sio improficuas as promessas e as ameagas; Ro-
ma tem urna nobre missio a cumprir, tem de man-
ter illesos os direitos e s dignidade da mulher.con-
sorvando intacto e paro o lago iodissoluvel do ma-
trimooio; e por isso que ella langa aeus raios so-
bre o re libertino, que quera por esse modo vio-
lar as santas leis do casamento.
Basta de factos ; deixemos por ora em silencio
os do laodgrave de Hesse e de Heorique VIH lo-
go ebegar sua vez.
Todo este procedimeoto da egreja baseava-se
oa necessidade de guardar a lei de Christo em
toda a sua integridade, e no recoobecimento de
que permittir o divorcio ordenar a prostitu-
gao, e legalisar o adulterio ; coaspirar com as
paixes do homem cootra sua razio e com o ho-
mem mesmo contraa soeiedade. ( V. de Bonald )
Ora, foi baseado nestes pontos de urna verdade
evidente que o vigario de Christo pognou inces-
laaeeie pela incoffuptibilidade do grande la-
latriraooio ; a outra nio podia ser a sua
H He que_ o primeiro depositario da
T--*a trra oio poda consentir que se de-
tur pasea assim o fundamento de toda soeiedade,
4 A historia, diz M. Troplong em seu -contrato
do casamento, offerece-nos duas pocas me-
moraren, desde os romanos at nossos das em
que o descrdito degradoa a soeiedade e corapro-
mettea a sua existeocia : a primeira foi urna
poca de extrema civiliaagio ; a segunda urna
poca de extrama barbaria. Ali o mundo era pa-
gio : Augusto reioava em Roma, e lodos os es-
torgos da philosophia e da lei forero demasiada-
n"n5,eMCOS P" restituir* casamento sua dig-
nidade. Aqu o mundo era calholico, os papas
reinavam em lugar dos imperadores, e o chris
nanismo, mais poderoso que a philosophia pega,
salvou o mundo, salvou o casamento, a familia,
a soeiedade.. Na edade media nio foi o celibato
que fer a guerra ao casamente, foi a plnralidade
d03 cassmeotos ao concubinato. O celibato re-
vestido de um carcter aasterolnio foi sonso urna
di(Tlcil,_ imposta aos ecclesiesticos com vistas
perfeigio ; oio era um estado hostil com que
instituiges da familia tivessem de inquietar-
Mas os repudios, os divorcios, e o concubi-
nato, derramados em todas as ctssaes, e excitados
pelos escndelos dos reis e dos grandes, foram a
estafa da poca e a causa da confusloXnas reunies,
da perturbageo do estado civil e de\uma espan-
tosa dissolugo nos costumes. A egreja lutou ;
ella armou-ae com os decretos dos oocilios e os
raios da exeommuobio. Obrou pela persuasio
e pelo terror das penas. O casamento tlcou vic-
torioso. Elle se elevou a verdadeiral altura em
que o colloeov o ehristianismo. Por meio desta
restaurarlo ficou um sacrameoto oa ordem es
diatameote I Sim, bate bate. eu voa j re-
ceber-te...
Naquelle momento, porm, o sea corago sof-
freu um choque repentino como se fosse fulmi-
nado : a voz expirou-lhe nos labios ; sombro
vu esleodeu-se-lhe sobre os olhos; e lodo o cor-
po ealremeceu.
Urna voz de mulber scabava de responder
perguota que fizera o criado do hotel, muito pru-
dente para abrir a porta a aquella hora da ooute
sem as precisaa precauges. Pelo som dessa voz,
Arnold reconhecera a baroneza d'Amstadt, que
pedia encarecidamente, mas com autoridade e im-
paciencia, oio lhe oegassem a bospitalidade de-
vida qualquer viandante.
O crime est coosumado 1 murmurou elle.
Esta iofeliz recebeu novo avise ; e ei-la acompa-
nhada do seu cmplice talvez... ei-la que ae ea-
quece e abandona a ilha ioouceotioha I Que ver-
gooha I Oh I meu Dees 1
Thereza e Scbmitt, aeu guia, foram recebidoa
na sala commum do hotel situada no pavimento
terreo. Antes que o criado fosse abrir a porta, o
baiio ae tiufia.precipitado ao aeu eneontro, di-
zeodo :
As pessoas que acabam de bster oio devem
suspeitar da mioha preaenca oeste hotel: oada
responda i qualquer perguota directa ou iodirec-
ta que lbe firerem meu- respeito. V, v de-
pressa, e aqui est com que pagar a sua dis-
crigao.
Arnold subiu ao seu qoarto, onde se poz a paa-
seiar de um lado para outro : aubilo, porm, di-
rigiu-se para a porta que entr'abriu procurando
escutar o que se dizia da parte de fra.
O quarto em que elle se achava aboletado, era
situado no primeiro andar, 6 deilava para a esca-
da principal.
Madama d'Amalad, apenas entrara, foi logo
perguntaodo se o bario Arnold de Seelorf ali ti-
nha apparecido naquella noute ; e reconhecendo
pela reapoaia, que obiev, que seu marido nao
era eonhecido na Cruz-Branca pelo seu oome,
voltou-se para o guarda dizeodo :
Meu bom Schmitt, Arnold nio est aqui ;
vamos Aguia-Prela talvez que l o eocoo-
tremos. x
Se a seohora baroneza permiti, eu irei s.
e trar-lhe-hei o resposta em poucos momelos.
O Sr. bario talvez esteja a rondar pela povoagao.
e neste caso s o poderemos encontrar de dia.
Pelo amor de Deas, seohora, pelo amor de sua
querida illba, v descangar um pouco ; V. Exc.
est lio fatigada, lio traasida de fiio I
Pois vi, corra de pressa Agula-Preta ;
nao ie importe comigo eu nio teofio fri.
lei
de
as
se.
na
lei. E'
tem pres-
ta egreja
i que lhe
costumes
influencia
que elles,
eza do la-
piriluai, e um vnculo iodissoluvel
um dos maiores servigos que j egreja
tado ivilisagio moderoa .
E se oio fra esto aegio poderosa,
sempre soliicita em guardar o deposit
fra confiado, sobre a manutengao dos
oo seio das familias ; se oio fra a sua
os cooducta dos priocipes, vedando
fiados em seu poder, meculassem a pu *,.
co conjugal ; se oio fra isto ; si da mf Iher, e da
familia ; a aua sorte seria desgragadk e a sua
ruina certa. A philosophia nao s aalvfaria ; por
que em opposigio egreja -a philosophia nio
outra cousa mais que o paganismo ; e osi vi-
noso que o paganismo fez da mulher.
Havja, alm disto, um grande mysterio con-
siderar na instiluigo do matrimonio, eque era
preciso fazer respeilar. A indissolubilidade do
casamento baseava-se na indissolubilidade do es-
ponsalicio de Jess Christo com a sua egreja ; o
casamento, declarado iodissoluvel logo em sua
instiluigo oo Edem, era a figurado/ contrato io-
dissoluvel que Christo na pleattat dos lempos
tinha de fazer com a sos egreja ; assim como Eva
sainado do lado de Adi era a figura da egreja
sahindo do lado de Christo. Porfisto que S.
Paulo dizSacramentum hoc megnum est, ego
dico in Christo elin EccUsia. A acea da crea-
gio oio era seoio a figura da seeoa da redemp-
cao.
Fuodaodo-se em um to elevado mysterio o
matrimonio nao podia escapar i maior conside-
rarn da egreja, ella oio deixa-lb-hia a revelia
sem que fslhasse a sua missio, sem que trahisse
o fim para que foi instituida na Ierra.
Eis o que o cathoilcismo e a egreja fizeram
pela mulher esposa, eochram-oa de digoidade,
de honra e de gloria ; garantirm sua posicao oa
familia, abrindo-lhe as portas sua felicidade.
Mas o chrislianismo nio veio engrandecer s-
meute a esposa, a virgem nio loe deve menos.
E' o que vamos ver.
(Confnor-si-ha ).
MiiHoel Antonio de Almeida.
i
O nome de Maooel Antonio de Almeida, que
aiada hootem desigoave um de nossos irmios de
trabalho mais ioielligentes e affecluosos, oio
boje mais do que um syrabolo II
Arrancado aubita fatalmente pela morte ao
seio de nossa intima convivencia, a sua memoria
est, porm, tio viva e prsenle entre os que o
amaram. que a todo o momento esperamos v-Io
regressar da sua romaria para ir-lhe ao encontr
com o braco estreilo e o aperto de mi cordial.
Nem aa circumstancias aterradoras do sinistro
que lhe abriu a sepultura no meio dos pareis,
oem a lerrivel evidencia dosfac os que desmente
todas as noasas illuses, oem > lugar vago que
marca a sua eterna ausencia em nossos lares col-
lectivos logram coovencer-oos de sua perda ; lao
vinculada se achava a sua existencia nossa, lio
eaireilaroeote eslavamos unidos pelo corago e
pelo espirito, que julgamos ter soffrido ama am-
pulegao em oosso proprio ser, acreditando-o lon-
go para sempre de nossa commuuhao frateroal.
J, porm, oio'existe.
A fatalidade, que teve a peito constantemente
persegui-locom rigor inexoravel, cansada na luta,
vibrou-lhe o derradeiro golpe.
Apenas hoje resta do homem o cadver, que a
trra ha de consumir em breve, e a lembranga de
sua intelligencia e nobre carcter que ser con-
servada como a santa reliquia das affeiges de
nossa alma, e transmitlida posteridade como o
emblema de urna das mais prematuras e maiores
glorias iotellecluses do Brasil.
Rio queremos lecer-lhe um panegyrieo pom-
poso. Nio precisa delles; era um talento legiti-
mo. A profissio de nosso culto traduz-se em pa-
lavras siogelss, que sio as que exprimem o ver-
dadeiro seotimeoto.
Maooel Aotonio de Almeida foi um predestina-
do do infortunio. A aua maior desgraga ful ter
nascido com dotes tio elevados, lio superiores
s oaturezas vulgares, que nunca pode ser com-
preheodido do mundo que o rodesva.
Esleve perpetuamente deslocado no meio da
soeiedade....
A sua organisagao melindross, a castidade de
Bu vou, seohora ; mas prometa que ha de
esquecer-se.
Nao ae demore mais; parta, que eu lhe fa-
rei a vontade.
Schmitt sahia immediatamente do hotel, e o
criado coovidou a baroneza a subir ao primeiro
andar, onde dar-lhe-hia um quarto para re-
pouaar.
Tbereza continuou a interrogar o criado subin-
do a escada, de que fallamos, e sobre que dava o
aposento de Arnold : foi eolio que esl ouviodo
a voz e os passos de sua mulber dirigiu-ae pa
a porta afim de escalar.
sua modestia; unidos ao vfgor deaoa coovicgea
e robustez de saa intelligencia, davarn-lhe um
carcter singular que, te bem o carcassem de urna
aureola de sympathia mesiativel, grsogeava-lhe
em troca esse epithetoeom que as mediocridades
designan oa eogenbos activos e fogosos, que ibes
convra oulilisar. cbamando-lhes poetas I
Pobre irmio I aioda te vejo a bragos, com tea
diaturoo labor I L ests seotado mesa do tra-
balho, eom os bragos spoiados sobre a laboa,
e a cabega aperlada eoire as mos. Em que
peosas?
Deixa-me levantar um pouco o vu de teus se-
gredos, sotes que me encares com os olhos afo-
gueados pelas lagrimas. Teoho direito de o fa-
zer, porque lias na mioha alma, como eu leio oa
tua. Sei o que scismas.
No abysmo de ama situagio deploravel a que
fostes arrastado por um eocsdeamento de cir-
cumstancias falsea, lutaa na desesporagio contra
o dealioo e a miseria. Toda a constancia e fene-
cida de de teus estorgos para man ter lilesa a toa
probidade, e servir de amparo i tua familia, des-
maiam diante da impotencia dos meios a que ap-
plicas as tuae torgas intellectuses. E nem assim
mesmo descrs, alma chela de crengas !
Todos te recebem com o sorrisonos labios, to-
dos admiram a Itfcidez de teu espirito, a espon-
taneidade de tua coocepgo, esse raro privilegio
de mtuigio prophelica de que eras dotado, todos
le applsudero, rodeiam, fazem-telisongeiras pro-
messas, utilisam-se de leu merecimeoto em seu
interesse proprio, porm oem um dos que poJem,
nem um s desses, que contrahiram o ridiculo
habito de contentar sua propria veleidade, pro-
digalisando elogios ao merecimeoto alheio, oem
um s delles te offerece ama proteccio desiote-
ressada, dando-te o lugar que por tantos ttulos
te compets nos encargos de teu paiz; nem um
s, finalmente, '.em d de las dores e comisera-
gio de teua infortunios I
A verdade amarga, mas forgoso dize-le.
Descoohego s conveniencia que manda calar dian-
te de um tmulo a historia dos soffrimentos de
um irmio desditoso com medo de ferir o melin-
dre das susceptibilidades. A morte de Maooel
Aulooio de Almeida foi urna grande ligio da Pro-
videncia. Deus amerceou-se de sua alma, arran-
cando a victima s mios de seus perseguidores,
e pondo termo s tribulage* que o consumiera.
Quantos, que hoje affectam lagrimas compungi-
das, paasarara por elle iodirTereoles quando o in-
feliz se debata nos transes mais pungentes de seu
drama de agonas 1
No Brasil, os nicos horneas que soffrem pri-
vages e arcara com as oecessidades mais com-
muns da vida, sao oa bomens de talento, que naa-
ceram pobres, e nao querem sacrificar aa suss
convicgdes ao ioleresse de bandos polticos. Ve-
nham os industriosos de todas as iodustrias, que
acban. abertas de par em par as portas da for-
luna I....
Mas ai do misero que tem a simplicidade de
confiar oos privilegios de sua intelligencia e se
anima, oo meio doa espiraos positivos que o
rodeiam, a fallar em creocas e futuro! E1 um
louco.
Maooel Antonio de Almeida teve no mundo ama
uoica felicidade : morrer chorado pelo immenso
oumero de seus amigas, que aioda oeste momento
derramen) lagrimas sinceras sobre suas ciozss. A
maior parle dos que estio fora deste grupo, se
elle oio morrease, malavam-o.
Tal o estado do oosso indiferentismo moral
pelos raros privilegiados que aioda apparecem oo
meio do geral egosmo.
Embora oos acoimem de exagerados os franca
maoifestagao do nosso modo de sentir, os factos
a ni esto todos os das para corroborar exorbitan-
temente as nossss asserges ; quanto mais que
faltamos em um amigo, um dos mais dedicados e
sinceros que temos lido em oossa vida, daote de
cuja memoria fazemos timbre de oio macular a
verdade.
Foi na redaegio do Correio Mertantil. nessa
redaccao que tem servido de noviciado a tantas
ioteiligewciaa joroalislicas do Brasil, que conhe-
cemos o Dr. Almeida. Ha de haver oiro para ao-
ve aooos, que isto foi t Quem podia aproximar
se daquella oatureza expansiva, daqueH* imagi-
oago brilhaote.daquella affecluosidad leal, sem
o idolatrar? Fomos desde eoto umos. Cbm-
mungando em principios idnticos, ambos des-
prctegidos da fortuna e dos homens, se alguma
vez nos perdemos momentneamente de vista,
seguiodo o caminho de nossos destinos, nuoca
soffreu tibieza a nosss a mizade, nem descreaos
jamis um do outro.
Devo, pois-, coohece-lo melhor que se me re-
trataase a mim proprio.
E' o que vou fazer com o coracio oppresso oin-
da pelador e a peona ensopada em lagrima.
II
Amigo acerca de quem tragamos estes descora-
das liohas, impressiooados 'anda pela irrepara-
vel calasirophe de que foi victime, este ve; como
disseroos, perpetuamente destocado na aocieda-
de, porque em verdade-ere antes um desees bo-
mens que, por enachroiismo da sorte, mais per-
tencem ao futuro de que-ao presente, que os des-
conhecev
Sonbava, como sonhou Piarlo, como- tem so-
nhado lodosos propheUs do progresso, e emba-
lado as theonas de ums civilisagSo impossivel
oo seu lempo, pois que na generosidad da sua
alma con fina a com a raiaa da perfectibilidede ;
que Ctesillusio deveria experimentar quando abru
de repente os olhos positiva realidaje da vida,
e eatremeceu diaote da corrupgo, da miseria e
do cyoismo que corree, como fatal gangrena,
quaal todas as visceras do corpo sooial ? A de-
cepgao devia ser-lhe profundamente amarga.
Embora oos aecusem de visionsrosedeclama-
dores, nos rimo-nos- desses moralistas imperti-
nentes, cujo emprego serem Ihuriferarios de
lodos os factos consumados, ainda que eslejam
era desharmooia com os mais sagrados preceitos
da razio e do direito, e incensadores, de lodos os
systemas inslitos eu caducos, coro tanto qae li-
soojeiem, cootentcm e vangloriero sues arabiges
pessoaes e suas parvas e estullas prelesgoes ;
pouco nos embaracemos com o aeu juize, pois
temos cooscieocia que a verdade, urna e nica,
ha de transpareser sempre, seja gjoal for o sandal
oa as Qcges esa que pretendaos eavolva-la.
Para aquella que entra os bumbraes da exis-
tencia com a alma transbordando, de crengas e o
corago de nobrea affeclos, doto na realidade
echar as releges ds vida pratca, invertido O
sentido de quasi todos ot grandes principios qne
a justigs e a moral eterna estabeleceram como
bases do progresso e da felicidade humana 1
O homem qae assim pensa, o homem para
quem a honestidade um dever, e a virtude ama
religiao, procura e nio pode tomar p DO mel
da verligem que aecommetle eimpelle a lodosos
interesses, ameacando precipitar a soeiedade oa
, subversao e no cahos. Se por ventura os mais
fracos deixam algama vez arrastar-se no turW-
, Ihio, os mais fortes resistero e protestan!, aioda
que tenham de serengolidos oa voragem
Foi o qoe fez Manoel Antonio de Almeida
Deseohaodo-se-lhe como Impossivel o aeu fo-
gresso Is carreiras esperangosas que lhe poderfadi
, prometler um futuro lisoogeiro, sem ter do men-
tir iotegridade de seu carcter, nem s firmeza
de suas convieges, encontrn um refugio, quasi
ao aabirdos bancos da escola de medicina, onde
completou o seu corso, na vida tumultuosa e
agitada do joroalismo militaote, onde liaos de re-
presentar um papel to dialiocto, como ingjorio
e fatigoso.
Ei-lo, pois, oo meio dessa Bohemia myiterlo-
sa, a cuja commuodade perteoceu dah em dian-
le al que a morle fatal e prematura o afraocoa
aos bragos de seus irmios.
Foi, porm, am spostolo ferveole dessa'tribu
previlegiada, coja nobre ascendencia remocta aos
lempos fabulosos da Grecia, e conla como1 sen
iniciador o grande poeta Homero, que peregr-
nava, espalhando s brisas perfumadas de Hefle-
nia, as estrophes inspiradas de suas gigantesca*
epopeias.
A Iradtcao nio perdeu atravez os scalos o*
nomes illustres ds femilis dos martyres gloriosos
dopensameoto. Poetas, historiadores, philoso-
phos e artistas, symbolisedes em Coofucios, em
Scrates e Christo, em Ovidio, Tcito, Joio Huss
e Luthero, e oos lempos mais prximos em Pe-
trarca e Daote, em Raphaele Migoel Angelo, e.
finalmente, em Griben e Chatterlon, elentos ou-
tros, eochem ss paginas brilhsntes da historia da
civilisagio, e cootiauam ainda eom instrumen-
tos providenciaes a grande obra da transformaco
social.
O presente trata-os com iDdiffereoca, e ejoasi
sempre eom iogratido e crueza, mas o porvir
rehabllila-os oa memoria dos homens, e regis-
tra-lhes os brasdes nos pergamtohoa mobiliarios
ds genealoga do talento.
O Dr. Almeida, como seus predecessores, foi
um romeiro da intelligencia.
Ave de cantar harroooioso, mas tmida ero
seus vos, morreu sem ter encontrado u-sa ramo
verde onde pousar, enrolada oa espuma eras on-
das, e fatigada de bster as azas no meio de oca-
no da vida.
S-quem o conheceu de perto pode svaliaT os
dotes que o csracterissvsm como nm vulto sxr-
liente no grupo de seus amigo. Como todo
aquelle que se elevam cima do que mediocre-
e vulgar, desperlava em quantos o viam pela pri-
meira vea, e mais aioda naquelle que o apre-
ciavam na convivencia intima, um sentimen-
to de irresestivet sympathia, respeiloso eiode-
fioivel, que o eereava como urna aureola de
graga.
Teoh-e aioda presente e vivo na memoria.
No seu rosto oval o babitualmeote paludo des-
taca vam-se-lhe os olhos castanhos, quasi sempre
amortecidos e lnguidos, porm qae sbitamente
inflammades pela luz interior, se illumioavam
ao contacto da idea-, ao clario do eren ge, ao lam-
pejo da paixSo.
Em sua testa larga e desassombrada, templo
magestoso daqoella grande alma, cahia-lhe s
vezes urna msdeixa de cabellos sollos, que elle
sacuda com impaciencia, e fazia lembrar a que
adorna a fronte de Emilio deGirardin, a que La-
martine poticamente cheoiou a madeixa fat-
dica.
Era de estatura mediana-, desembaragado em
seas movimeatos, dotado de timbre de voz
agradavel e sonora, de alloeuco fcil e prompta
pareca que a oatureza ae eBcarregara de eom-
peosa-lo da iojutiica com que os homens o de-
vism miar.
Nascer para impressiomr com a eloqaeole
aensibilidade de seu natural aflectuoso, e assim o
conhecemoa sempre al que de ha dous aooos .
esta parte o desvairado de aua vista alterou vl-
sivelmeote o aspecto insinuante de sa phisio-
nomia.
Se o cosjuDcto de seo dotes physicos o re-
commendavam tao setisfaotorsmeote, quaoto
mais o faro os thesouros de sua intelligencia e
as virtudes moraes I
A rara camprebeosio de seu espirito, o juizo
prompto e seguro de sen raciocinios, a correc-
Co e o acabado de seus IraUalhoa, anda que
lento em produzir, o brithantismo da idea, a pro-
priedade da pbrase, os rasgos da imaginagio, o
colorido do.esiylo. acreacentaade-se a isto a maia
fraoca geoerosidade, urna a mizade ouoea des-
mentida, o reapeiloe a adruirago por ludo quao-
to nobre e bello, o iasliootivo prego por lodos
os talento, que foram sempre para elle, porque
era urna ioteliigeocia superior i irmios e oio
mulos; sao qaalidades qae peden servir para
o apagado esbogo do retrato- de oosso infeliz
amigo I
E, no entauto, expirou no meio daa vagas e
dos parcela do oeeaoo, porque j Dio tioha tal-
vez torga para lular cootra a adversidade do seu
destino.
III
O talento do Dr. Maooel Antcnio de Almeida
revolou-ae-oos debaixo de urna multiplicidade de
formas..
Nao comporta as dimenaoes deste trabalho
I entrarmos em urna analyse minuciosa de lodos
os seus escrptos, quanto mais que urna peona
maia habilitada que a nossa, prometi em. breve
coosagrar-se a este assumpto ; porm apuntare-
mos apenas algumaa ideas que oaturalmeate nos
disperta a leitura de suas obras.
A primeira de suas proiuccoes lillereraa, de
que temos noticia, o ootatel eoaio do romance
nacional Memorias de um sargento de milicia*.,
escriplo oo lempo em que aioda cursava os ban-
cos da escola de medicina.
iContinuar-n-a.)
Meo amigo, perguolava a baroneza, tem
vindo muitos estraogeiroa Floele apezar da m
ealagio? 1
Nio, seohora ; taotoque oeohum temos re-
cebido em oosso hotel; excepcM de am my-
lord, que aqui chegou |a semana p'sssada vindo
pelo caminho da Italia, e que retirou-se do mes-
mo da para a Treib, Brouoeo, ou Seelisberg
oio sei dizer com certeza para oode. 1 Pertiu d'e-
qai aa barca do velho Knoll cora um lempa o urna
ooule ternveis. 1
O Ioglez da Treib 1 peoson Aroolr*.
Que signaos tinha ease roylord r prguntou
da oovo madama 'Amstadt parando e apoian-
do-se ao corrimo da escada,.de sorte que fican-
do com a frente vollada para o lado de seu ma-
rido, este, podando ver a alterae&o do seu sem-
blante lia a perturbagao que a aaaitava aq uelle can-
dida corago.
Era alto e robusto, respondeu o criado; tra-
zia barba cerrada, e-tinha o er muito aecco, o
que indicara que nem sempre havia estar de bom
humor.
O senhor reside oo psiz ha muito tempo?
Nuoca shi d'aqui, mioha seoboral
Emo Iembra-ae de ter visto o bario Waller"
de Seelorf?
O senhor bario Walter, que morreu oa
Turquia^ha quatro para cioco aooos? Pois oio,
conheci-o muito; quasi sempre vinha aqui.
E oio descobnu alguma appareocii com elle
oo Ioglez de que fallou?
B* verdade V. Exc. eeclareceu- me agora
sobre um ponto em que eu tioha es miahas du-
ndas.... Realmente parece-me deseo Drir assim
como que urna aemelhaoga....
Esse viajante uio voltou de sus I visgem
Treib, Brouoeo ou Seelisberg? Houlem, por
exemplo, nao%ppareceu em Flueleo ?
Nio, senhora ; affianco-lhequec oio veiu,
porque....
S*tt bom, ioterrompeu Therea, subimoi.
Se o mylor* vier aqui esta noute, peeo-lhe que
me avise qualquer hora que seja.
Eu tere o cuidado da avisa-la, seohora ba-
roneza d'Amstadt, disse Arnold cora apparente
tranquillidade, e a presenta odo-se Thereza que
naquelle momelo galga va, o ultime degru da es-
cada.
A' essa repentina appericio a baroneza soffreu
um abala puramente nervoso : mas quasi logo re-
adqukiodo a sua calma habitual, voltou-se pasa o
criado, quem disse :
O senhor sabe mentir soffrivelmente ; foi um
beneficio que agradece Deus. Quando Scbmiit
ollar, d-lhe o quarto que me havia destinado,
e d+ga-lhe que eueatou accommodads. Schmitt,
o hornera qae ha pouco me deixon...... Otea
brego, Arooid ; sioto-me bastante fatigada, e que-
so descangar.
O bario nao esperava por tanta prudencia e cir-
cumspeccio : suppunha-se o ludibrio de sus es-
posa ; e no seu peosamento achava que aquella
presengs de espirito, com que ella acabava de
portar-se em lio critica circumsUneia, exceda
toda a provaco, por maior que fotse a astucia
com que bu Demais nio tinha ouvido a baroneza informar-
se de sua preseoga no hotel oa na povoagao ; por
que laso fra logo ao entsar, e antes que elle se
resolvesse a abrir a porta ; e leudo somante ou-
vido a conversacao da escada, ioferiu d'ahilque
sua esposa esteva impaciente por ver chegsr Wal-
ter ao lugar apresado.
E o senhor d'Amstadt, amaldigoaodoo aeu cgo
furor, lameolavs comsigo mesmu a grande fal-
ta que ommetlera tomando o bario Waller
por um Ioglez, quaodo o eocQotrou providencial-
mente oa hospedera da Treib. O fogo da colera
e da vergooha subiu-lht^ao semblante reflectiodo
com a rpidas do relmpago oo degradante papel,
que seu primo lhe fizera representar, eoviando-o
da Treib Kussoacht com o risco de morrer ero-
gado.
Quera vr-se tivre de mim por viole e qua-
tro horas, oa pira sempre pensara elle. Deus
nio quiz qoe eu morresse ; raes as vinte e qua-
tro horas foram sufficientes psra elle ir Seelis-
berg, dirigir o trama infernal que(ests desgranada
crealura eiecuta, nesle momelo. Senhor, que
j urna vez me salvastes, oio permitli que ea
sirva de ludibrio desses miseraveis amantes I
O bario foi arrancado de suas sombras refle-
X6S pela voz de Thereza, que loriga de parlilhar
da mesma agiiagao, deu ao criada aa soap ardeos
com perfeila tranquillidade, e depeia veltakdo-ae
para o esposo pediu-lhe o bra eBm de deeeto-.
r de auti (afliges.
Arooid ficou, petrificado oa preseaca de sua
mulher espantado de ver aquella cudacia :. osas
ella aem dar-lhe lempo de vollar si-dessa pas-
mo, depoz. a mi em aeu brago, e o*rraeloi,q,oasi
at junto da chamin.
Meu charo amigo, j te disse-que est3u, mui-
to fatigada e muito abatida ; porm, im. deves
estar aioda mais.. Vem, quero com urna s- pala-
vra alliviar os tees pesares.
Seohora baroneza d'Amstadt, respondeu o
bario resisliodo- doce pressas que o eeavidava,
a seatar-se, pcevioo-a de qae nao vim al aqui
pata- applaudir. urna comedia.
Arooid, s injusto e couel. cosa quizres ;
podes mesmo dizer que oa vieste* ouvir urna
comedia.... Dada do que disseres rae offender ;
porque eu teoho grandes faltas a eoofessar, e
juslo que soffra o caatigo delles-----
Seohora, nao falla lao alto expriaaiodo o
seu arrepeodimento : aiguem pedera ovi-la, a
jolga-la com rigor.
Prouvera Deua que lados me ouviasftmt
Prouvera Deus que oqui eslivesse o dosso pri-
mo Waller de Seelotf I..,..
E a seohora ouaa oda formular este de-
sojo em miohs p/eseoca I exclaroou o bu&o.
Ouso, sim : eu queretia agora esUr eotre
ambos vos.
Wolier morreu, replicn o bario ; ea se-
ohora bem o aabe ; para que, pois, estes votos io-
saosetosI
Nosso primo Waller oio morras, mea ami-
go ; tu sabes Uolo como eu.. Ni procures, pois,
este subterfugio : peosas qu tua mulher, sendo
seriemeole interrogada por ti, se abaixaiia a o
pooto de mentir?
B* jusiamenle o que vou agora saber. $e
Walter nao morrea, oado est elle?
Pens que esl nesle lugar, oa que aqui
deve chegar pela maohaa.
E como sabe.que Walter vivo ?
Porque eu meama o vi.
A seohora o viu 1 E oode?
Em Seelisberg, onda o recebi no meu apo-
seaio hs tres das pouco mais ou meaos.
Havia de te-lo recebido oa preseaca de sua
lia, nao verdade ? pergantou Arnold com es-
magadora irona: aappondo que com esse sarcas-
mo causarla embaraco i sua esposs.
Nao; respondeu com digoidade a nobre se-
ohora ; melhor do que isto, meu amigo: recebi-o
em preseoga de bous filha 1
(Ccmtiaar-lfl-n.)
PERN.TYP.|DEM F. DE FARlAx FILUO 1862,


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