Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09500


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Full Text
AMO IXXV1I1. HOMERO 44.
Pr tres mezesadiastados 5S00O "
Ptr tres mezes vencidos 6JOOO
SABBADO 22 0E FEYEREUO DE 1862.
i m m m
Por anno adiantado 19$00O
Porte fraie ara t subscriptor
DIARIO DE PERMMBIIIO.
ENGARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Amonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga; Cear o Sr.
J. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino 1. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias as 9;4 horas do di
Iguarass, Goianna, Parahyba as segundas
e sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho
e Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa}-Viste,
Ouncury e Ex as quai tas-feiras.
Cabo, Sernhem, Rio Forra oso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa
PARTE OFFICIftL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 19 de fe ver i m
de 186S
Offlcio ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Eai vista do que expoz o brigadeiro cora man-
dante das armas e o almojarife do hospital mi-
litar noa ofBcios que aqu a junto por copia, re-
commcndo V. S. qus mande efTectuar o adian-
tameoto de um coato de ris, autorisado pelo
meu offlcio de 13 deste mez, para occorrer ao
pagamento das despezas daquelle estabelecimen-
o na presente quiozena, flcando V. S. cerlo de
que oesta data expego ordem para o prodito al-
moxarife quaulo antes prestar coalas dos dinhei-
ros anteriormente recebidos para seraelhantes
despezas.Communicou-so ao commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Ao ortico da costa Joo An-
tuoes da Silveira, que se contratou pela quaotia
de 450. para ir at o Maraoho na corveta de
guerra Imperial Marinheiro, mande V, S. adian-
tar cora urgencia 2009 Pr conta da soldada.
Communicou-se ao commandante da' estaco
naval.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S. era vista de
sua informado de honlem. sob n. 124. dada
com referencia da contadoria dessa thesoura-
ria acerca do requertmeoto que devolvo coberto
com offlcio do commaodante das armas de 10 do
crreme, n. 280, a mandar pagar ao alferes aju-
dante da colonia militar de Pimenteiras, Clemen-
te Francelino Tavares a quanlia de 169, que
tem direito para passagens de urna beata de ba-
gagem na viagem que fez daquella colonia para
esta capital, bem como no seu regreaso.Com-
municou-se ao commaodante das armas.
Dito ao inspector da tbesouraria provincial.
Aonuindo ao que solicitou o director da reputi-
co das obras publicas em offlcio de honlem,
sob n. 31, recommeodo V. S. que, em vista dos
competentes certificados, mande pagar ao arre-
matante dos reparos da ramificado da estrada do
sul paraapovoac.od Muribscaaimportancia das
primeira e segunda prestares que tem direito
por baver concluido dous tercos das obras do seu
contrato segundo constado citado oflto.Com-
municou-se ao director das obras publicas.
Dito ao director geral doa Indios. Eovio
V. S. para seu conhecimento e Am conveniente
copia do aviso de 22 de Janeiro Ando em que o
Exm. Sr. ministro da agricultura, commercio e
obras publicas, declarou que o governo imperial,
revogaodo a ordem comida em outro aviso de 14
de setembro do anno passado, pelo qual se man-
dou remover os Indios da aldeia da Eicada para
o riacho do matto, deliberou que fossem medidas
as trras dessa aldeia, distribuindo-se cada
familia no lugar em queja possua casa elavoura,
bem como aos solteiros maiores de SI anoos,
que teoham economa em separado terreno sufi-
ciente que flcir sendo propriedade sua depois
de 5 anuos, e com as condices estatuidas no ci-
tado aviso.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Em vista do attestado unto ao seu offlcio o. 62
de 11 do correte, pode V. 3. mandar dar baixa
ao soldado da seccao urbana do corpo sob seu
commando Jos Francisco Pereira.
Dito ao capitao do porto.Pode V. S. mandar
por em liberdade a resruta Jos Francisco Viei-
ra, que (oi julgado incapaz do 'servido, como
consta do seu offlcio n. 14 de 18 do correte.
Dito csmafa municipal do Recite.Remetto
cmara rrnaicipal do Recife para lomar nade-
vida consideraco, copia do offlcio que o Dr. Ma-
noel Adriano da Silva Pontea, encarregado do
tercero districto medico da freguezia da Boa
vista, dirigi ao Dr. chefe de policia, reclaman-
do as providencias sanitarias de que necessitam
algumas ras do seu districto.C>mraaoicou-se
ao chefe de policia.
Dito ao director geral da instruccio publica.
Para que eu possa resolver sobre o que repre-
senta o director do collegio das orphas no offl-
cio que devolvo, e qaa se refere o de V. S.
desta data faz-se necessario que o facultativo do
mesmo collegio propooha as alleracoes que jul-
gar convenientes fazer-se a bem dos respectivos
educandos.
Dito ao cirurgio Francisco Jos da Silva.
lateirado pelo seu offlcio de 11 do correnle e
pela copia da acta a elle junta de haver V. S. e
alguns cidadios moradores da freguezia do Poco
da Panella se reunido na povoa^ao do Monteiro e
nomeado diversas commisses com o Qm de soc-
correr os indigentes que forem accommetlidos da
epidemia do cbolera-morbus, sinceramente os
Jouvo por to philaotropico quo meritorio acto.
Dito ao director do arsenal de guerra.llanda
Vrac. receber bordo do brigue nacional Almi-
rante os objectos mencionados no offlcio e rela-
co constantes das inclusas copias, promovendo
a reraessa dos que esto destinados s provincias
do Maranho, Para, Cear e Parahiba.
Expediente do secretario do go-
verno.
Offlcio ao commandante das armas.O Exm.
Sr. presidente da provincia manda declarar
V. S., que nesta data despachoa no sentido de
ser satisfeila a requisicao em duplicata que al-
lude o offlcio de V. Exc. de 14 do crreme, sob
n. 306.
Despacho do dia 19 de fevereiro.
Rtquerimtnto.
Antonio Malaquias de Hacdo Liaa.Nao tem
lagar, & vista da informacio.
EPHEMERIDES DO HEZ DE FEVEREIRO
6 Quarto crescente as 5 horas e 30 minutos
maoha.
14 La cheia as 2 horas e 25 mina toa da man.
11 Quarto minguante aa 11 horas 46 minutos
da manhaa.
28 La nova as2 horas e 8 minutos da manhaa.
PREAIIAR DE 110JE.
Primelro as 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. Ss. Silvino e Romulo no.
18 Tersa. S. Theotonis prior ; S. Simeo b. m
19 Quarta. s. Conrado f. ; S. Gabioo b.
20 Qainta. S.Eleuterio b. m. ; S. Nilo b.
11 Sexta. S. Maximianu b.; S. Angela de Mericia
22 Sabbado. A cadelra de S.Pedro em Antioebia
28 Domingo da sexegessima. S. Lzaro monge.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relagao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de Orphos: tercas e aextas s 10 horas.
Primeira vara do civel: tere e sextas ao mete
dia.
Segunda vara do civel: quartase sabbados il
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL
Alagas, o Sr. Claudino Falca o Dias; Babia
Sr. Jos Martina Alves : Rio de Janeiro, o s/
Joio Peraira Martina.
de Janeiro, o Sr.
EM PERNAMBLCO.
Os propietarios de puuo Manoel f igoeira da>
Faria & Filho, na sua livraria praca da Indepen-
dencia na. 6 e 8.
do jantar, nao s para examinarem as prepara-
res deste, como para verem se as prafcas que
estando de servido fra do quartel na occaaio
da visita da maoha. soffrem em sua saude, vis-
to como nao possivel pela falta que ha no pea-
soal de aaude, lazer com que em cada corpo baja
um facultativo de dia.
O mesmo general commandante das armas,
torna extensiva aos senhores commandantes das
fortalezas do Brum e Bursco as recommeo-
daces que na parte da presenta ordem do dia faz
aos senbores commandantes de corpos, e previne
ao Sr. commandante da do Brum, que as visitas
sanitarias no pessoal de sua guaroiQio, paasam
actualmente a ser feitas tres vezes por semana,
em vez de urna como at agora ae praticava.
Assigoado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitao
ajudante de ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
Cuartel-general do commando das
armas de Pernambueo na cidade
do Recite em SI de fevereiro de
186*.
ORDEM DO DIA N. 38.
Estando reconhecido que a enfermidade do chO'
lera-morbui, aendo combatida de prompto em os
seus primeiros symplomas de fcil cura ao pes-
so que desprezadoa se terna (atal e o doeote suc-
cambe sob a influencia de seus terriveis effeitos,
o general commandante das armas, de accordo
com o Sr. delegado do cirurgio-mr do exercilo,
determina aos senhores commandantes de cor-
pos, e compaobias isoladis em cuja solicitude
muito confia, que em bem de seus commandados
empreguem a maior vigilancia no sentido de se
descobrirem os mais leves symplomas das pra-
Qaa de pret, tazando visitar as coxias por vezea,
durante a noite, aempre propicia ao desenvolvi-
menlo do cholera, e de dia as que julgarem con-
venientes, recolhendo iramediatamente ao hospi-
tal, para serem de prompto soccorridas, aquellas
pravas que estiverem affectadas de diarrba, ou
de oulros symptomaa percuraores do mal reinan-
te. Aos senhores offlciaes e ioferiores comman-
dantes de guardas farao as suas recommeodacoes
no mesmo sentido.
O referido Sr. delegado solicito em promover
por lodos os meios a seu alcance que a tropa se-
ja preservada do flagello, de mlnorar-the o mal
ao caso de que se nao possa evitar, alera das vi-
sitas sanitarias que oa facultativos tem de passar
diariamente nos quarteis pela manhaa, deu-lhe
mais a incumbencia de aansiirem a deatribuico
Do emprego dos cheques dos bancos
inglezes.
Quando os espiritos se achara to preoecupa-
dos, em muiios paizes da Europa, com o estado
pouco lisoogeiro da circulaco monetaria, nao
talvez iodifferente saber quaes os paizes que me-
nos tem soffrido, e a que institoiges devem, em
grande parte pelo menos, a tranquillidade que
gozaram e anda gozam.
Na Hollaoda e Blgica o systema monetario,
que assenta aobre baaes idnticas, soffreu o mes-
mo abalo, logo que o ouro da Australia dos
montes (Jraes inundou o continente.
Esses dous paizea apreasaram-se em adoptar
reformas, cojo effeito sentem hoje tsnto quanto a
crise que quizeram remediar.
Na Hespanha e Italia, a riqueza monetaria po-
de em parte escapar aos effeitos da crise, em ra-
zio da pequea importancia do cnmmercio com a
China, e da agitacao, que ainda se prolonga, en-
tretida pelos aconlecimentos polticos ; convm
todava notar que a Italia abaixou tres vezes o seu
padro moneta-io, e quena Hespanha urna moe-
da antiga de divisao apreseola pouco interesse
especulacao.
A diversidade das moedas na Allemanha nao
isentou esse paiz da crise do oaro.
Na Suissa, o conselho federal, depois de alguma
hesiiscao, acaba de adoptar o systema do padro
de ouro puro.
Em Portugal a lei de 29 de julhode 1854 ope-
rou a mesma reforma.
Finalmente, entre nos o commercio tem sido
at o prsenle garantido pelos esforcos do go-
verno.
A pequea meeda de ouro veio substituir os
nossos escudos, que, ha sete annos, traospdem a
fronleira em centenas de raiihes: mas esses
mesmos expedientes nao poderam por muito tem-
po prolongar os dias do enfermo.
Temos esperanza de que em breve o governo,
deixando de parte os prejuisos da rotina e o nos-
so gosto chinea pelaa amigas tradlccSes, entrar
francamente em urna completa reforma mone-
taria.
Nao nosso Bm discutir as medidas que se de-
vem adoptar para aasegurar Franca um systema
monetario eatavel. Para ease effeito j se insti-
tuirn) algumas commisses, e alguns economis-
tas escre vera m volumes; roas o tempo tem cs-
minhado e hoje a aolucao nao pode ser mais dif-
erida.
Na Inglaterra, e somente na Inglaterra, a abun-
dancia do ouro nlo causou era embarsco nos
pagamentos pblicos, aera perda para o thesou-
ro, ou particulares, nem desordera no pequeo
commercio.
Essa tranquillidade que sempregozou um gran-
de paiz no meio de suas consideraveis transae-
ces com o mundo ioteiro certsmente devida
legislaco monetaria que o rege.
Um homem de estado, dedicado desde muito ao
estudo das questes Dnanceiras foi quasi o uoico
que suslentou essa these desde a origem da cri-
se, cujo effeito sentimos, e tratou-a por duas ve-
zea de urna maneira notare! neata Revista.
Nao procuraremos por tanto depois delle pro-
seguir no estudo desta questo.
Se o aponamos, assim como a soluco a que
enviamos o leitor, foi somente para mostrar que
s um paiz soube actm em suas instituirles um
preservativo para o perigo que tras-tanto a abun-
dancia como a eacassez da prata e do ouro.
Ainda mais: a Inglaterra possua tal pratica de
banco, taes costumes, que se tem tornado outras
tantas inatiiuices, que por si s bsatariam, na
falla da legislaco que lhe deu esss preciosa tran-
quillidade, se nao para paralysar, pelo menos
para attenuar a crise monetaria doa noasos vizi-
nbos e adiados.
Queremos fallar da substituido por assim di-
zer permanente da moeda metallica por um papel
de commercio, em urna patarra do emprego dos
cheques nos bancos inglezes. Tal o assampto do
presente trabalho, em que desejamos mostrar a
conaideravel influencia que esse modo de paga-
mento pode ter sobre a circulaco monetaria de
um paiz em que pralicada em grandes propor-
Qoes.
I
O cheque urna ordem de pagamento vista e
ao portador, cujo valor Oa o proprio devedor no
acto de a dar em pagamento ao seu credor.
O cheque difiere pois essencialmente do bilhete
prazo flxo e do bilhete do banco. Diffare do pri-
meiro em ser pago vista e ao portador, do se-
gundo, em que o seu valor nao limitado ante-
cipadamente, e de ambos, em que sempre e
forzosamente pago no acto da apresentaco. Em
urna palavra, elle nao paasa de urna legacAo dada
sobre um baoqueiro em cujo poder temos urna
certa somma em deposito.
E' portento urna verdadeira moeda que func-
ciona da maneira seguinte:
Qualquer particular que Jenha feito algumas
economas, e que possa apresentar em seu favor
informales aaliafalorias, leva o seu dinheiro
casa de um banqueiro, que o [toma em deposito,
e lhe abre urna conta.
Todava as caaas de banco nunca recebem, co-
mo primeira entrada, s,omma inferior a triota li-
bras esterlinas, essa facilidade s se enconlra nos
bancos estabelecidos por acedes.
Em (roca da somma depositsda, o banqueiro
entrega ao seu constiluinie tres livriohos. Um,
check-book, d'ode o eonstitointe tira de um
lalo os bilheles que d a circulaco; o segun-
do, slip-book, serve para escripturar as entradas
successivas que d ao banqueiro ; o terceiro, fi-
nalmente, pass-book, ou hvro de paase, urna
copia de su conta correte, e resume por con-
secuencia as operacoes dos outros dous livros,
assim como pelo lalo destes dous ltimos ve-
rificado.
Logo que o possuidor desses livriohos compra
mercadorias, d em pagamento ao rendedor um
cheque, assigoado por elle, sobre o qual escreve
a importancia que deve, e a favor de quem elle
passado.
Nao tem mais do que mencionar essa operario
no talo de seu check-book, para aaber e eatado
de sua conta com o baoqueiro.
Por sua parte o vendedor vai receber do depo-
sitario a importancia do cheque que receben, e o
negocio flea coocluido. ,
Tal succiotamente o emprego do cheque.
Com quanto me nao propozesse a descrever mi-
nuciosamente eaaa eepecie de papel-moada, que
quasi todo o mtido conhece hoje, e sim a esiu-
dsr a influencia de searelhaote circulaco sobre a
riqueza productiva e os interesses fnaneeiros de
um paiz, nao posso todava liraitar-me lac-
nica explicaco que precede, e julgo necessario
entrar em alguns pormenores sobre as diversas
especies de cheques e seu emprego.
O mais acbaro oa leitorea na inleressante bro-
chara de Mr. Lechevalier Saint- Andr, Qutsto
monetaria, oa qual aecontm numerosas expli-
carles sobre as variedades e movimento dos che-
ques.
A dupla operaco de compra e venda nao tem
com effeito lugar, ordinariamente, por meio dej-
as cheque passado a favor de alguem, e pagavel
em casa de um s banqueiro.
E' sobre mais ampias bases que se pratica essa
admiravel instituicao.
Primeramente, para deixar ao possuidor desse
certificado a facaldade de poder transmitti-lo a
orna terceira pessoa, aquelle que o d accrescen-
ta as palavras c ou ao portador a em seguida ao
nome a favor de qaera foi elle passado. Depois,
em vez de indicar exclusivamente o nome do
banqueiro depositario dos fundos, o sacador es-
creve no corpo do cheque, entre dous riscos, aa
palavras ecompanhia.
Grabas a esta addico, que distingue o cheque
riacado (crossed-check ] do simples, esse bilhete,
entregue pelo sacador a um credor, pode ser
igualmente dado em pagamento por este ultimo a
urna terceira pessoa, por esta a outra, e assim
passar de mo em mo, absolutamente como a
somma metallica pela qual passado.
Um dos portadores o aprsente emfim a qual-
quer banqueiro, quer para o trocar por numera-
rio, quer em pagamento, ou como deposito, e ss*
te banqueiro se encarrega de o receber por sua
vez d'aquelle de seus companheiros sobre quem
foi o cheque sacado.
Disse antecedentemente que, para aceitar ara
deposito e dar ao seu constiluinie os livrinhos
necessarios circulaco total ou parcial desse de-
posito, o banqueiro exige inforraagoes saliva-
torias.
Mas essa nao a nica condico. O deposita-
rio deve, alm disso, obrigar-se nao s, a nao
sacar cheques que importem em urna somma su-
perior que confiou ao baoqueiro, mas at a con-
servar um balanco a sea favor, isto deixar, en-
tre a somma total dos cheques dados por elle
circulaco e a cifra de seu deposito, urna espe-
cie de reserva em seu crdito, reserva que vara
necessariamente, segundo a importancia do de-
posito, o regulamento da casa que o aceita, e a
qualidade ou classe do constiluinie. Esta condi-
co tem um fim duplo : proteger ao mesmo tem-
po os interesses do publico e do banqueiro.
Em verdad poderla acontecer que um devedor
em diOiculda le, tendo j esgotado a cifra de seu
credilor abuiasse da ignorancia do credor sobre o
eatado de seus negocios, e lhe. dsse um cheque
sem valor, em razo de nao existir mais o depo-
aitodestinado a fazer-lhe face.
Em urna palavra, o comprador poderia exceder
a sua conta correte ; nesle caso a garanta do
vendedor a moralidade da pessoa a quem entre-
ga a sua mercadona.
bilhetes, pode dizer ao seu baoqueiro": tNo pa-
gue o cheque numero tal. Quanto a falsificaco.
ella e muito difflcil, porque cada pessoa a quera
se abre urna conta d ao aeu banqueiro, sobre um
registro ad-hoc, o modelo de sua assigoatura in-
dividual ou firma aocial. Esta aasigoatura per-
fetamente conhecida dos caixeiros da caaa, que,
alm disso esto sempre em estado de confrontar
com o original a assigoatura do cheque sobre cu-
ja auiheolicidade tem algumas duvidas. Emfim
a obrigtco de cobrar o cheque por intervengo
dos banqueiros accrescenta a essa garanlia mate-
rial urna garanlia moral nao menos til. Como
ae v, ha urna impossibilidade quasi absoluta em
fazer-se uso dos cheques roubados ou falsifica-
dos.
Sob este ultimo ponto de vista somos forjados
a coovir, de passagem, que a circulaco do papel
de crdito inglez corre menos risco que o de nos-
sos bilhetes do banco, cujas tres assignaturas sao
totalmente descoohecidaa do publico, e coja au-
thenlicidade nao se acha sufficientemenie ao
abrigo da fraude por causa de aeu acceite e paga-
mento sem intermediarios obrigados.
II
Dados assim os cheques circulaco o seu tres-
paaso ou pagamento effeclua-ae no Clearing-
house. O Clearing-house um estabelecimento
creado em Londres, em 1775, situado na ra
dos Lombardos e dirigido pela commisso
dos banqueiros (77ie committee of London ban-
kers) Todos os dias, vinle e cinco casas de ban-
cos particulares eoito bancos por acedes admini-
dos ao Clearing-house enviara um de seus caixei-
ros com todos os cheques de que se tornaram
proprietarios.
Esse empregado tem ante ai urna estante e urna
caixinha na qual cada um de seus collegas depoe,
a medida que os registra, os cheques cujo paga-
mento devido por seu patro.
Elle tambem faz o mesmo a respeito dos ou-
tros. A urna hora fiza aa caixionas ae feixam, os
registros addicionam-se : cada qual vai a sua ca-
sa verificar a sua conta e volta em bilhetes do
banco, at algumas vezes em novos cheques, a
somma de que devedor. Assim se ffecetuam
por aimples trespassos de cheques nessas reunides
que tem lugar muilaa vezes por dia, a maior par-
te dos negocios da Gra-Bretaoha.
Em 1831, segundo urna obra de Mr. Babbage,
exemplo, emquanto que fabricamos 562 milbes
da numerario em outro e prata, a Inglaterra emit-
lia apenaa 161 milhes.
Taes sflo os fados : de um lado, urna quanti-
dade de moeda muito restricta e o emprego de
um papel, cuja circulaco, loriga de ser prejudi-
cial, parece favoravel ao commercio ; de outro,
um numerario quasi duplo, applicado transac-
Ces Ires vezes menores.
Haver por ventura vantagem em vivermos sob
o imperio do ultimo regiment ? E' licito du-
vidar.
Gaohariamos em seguir o meibodo lo bem pra-
ticado por nossos vizinhos ? Eu o creio, e vou
procurar demonstrar.
III
Antea de entrarmos n'este exame, julgamo
necessario chamar sobre as linhas precedentes
a atteoco dos leitores que nos quizeram seguir
at este ponto.
Nao era nosso fim descrever minuciosamente o
uso dos cheques na Inglaterra
recursos provenientes da parte disponivel do de-
psitos.
Os capitaes desta ultima natureza poderiam es-
to aer empregados, ou na ioduslria, ou em ren-
das publicas, e augmentar assim duas vezes a ri-
queza nacional fecundando o commercio e dando-
aos banqueiros francezes-os lucroa legtimos qua>
tem os seus companheiros da Gra-Bnslaoha.
As vautagens que resultaran), para aa flnan-
eas publicas, do emprego dos cheques sao, talve,
anda mais evidentes. Podem ser considerado
sob tres pontos de vista.
Em primeiro lugar, os trespassos dos-cheques
substituiriam ventajosamente, na noss opinio,
em cada trimestre, os consideraveis mo-vimento
de dinbeiro, jue exigem o pagamento da rendas
e outraa despezas, dinheiro-, cujo transporte, de-
masiadamente cuatoso at mesmo em bilhetes do>
banco, alm disso, difflcil de fazer com egu-
ranes.
De outro lado, os capilaesmetaliieosamontoa-
r essa InsKfcio'e's'uM din0> **~ -"culare,
consequenciss. Devoramos por consequencia dei-
xar de lado muitas particularidades inuleis em
um simples esludo ; entretanto pensamos ter di-
to quanto sufficieote para que aeja impossivel
desconhecer o carcter dessa instituicao.
Procuramos desde as primeiras linhas precisar
o emprego do cheque ; observamos que nao deve
ser confundido nem com o bilhete do banco,nem
com obilhete ordem, e por consequencia deve-se
ter notado igualmente que nao uma moeda ficti-
cia, mas um simples bilhete, que tem um valor
real, porque oceupa oa circulaco o lugar da moe-
da metallica, que existe em caixa e pode sempre
serrepresentada.
Em urna palavra, um papel de crdito, e nao
um papel moeda. Desculpar-nos-bo esla di-
gresso, talvez intil, em razo dos motivos que
no-li ditaram.
Na historia de muitos estados europeus, e es-
pecialmente na do nosso paiz, to tristes prece-
dentes tem infelizmente demonstrado os riscos da
moeda -papel, que julgamos necessario prevenir o
leitor da confuso que poder restabelecer-se em
seu espirito.
Nenhuma relaco existe entre a instituicao dos
cheques, e os systemas perniciosos de que ac-
Systema econmico das manufacturas, e que ci- hamos de fallar. To perigoso o papel-moeda,
ta Mr. J. Garnier em seus Elementos de economa pelo contrario, fecundo e proveitoso para a na-
gao que delle usa. Um umafoote de ruina, o
outro um elemento de' prosperidade. Feita esta
politica (p. 264), o termo medio dos trespassos
effecluados todos os dias no Clearing-house era
avaliado em dous milhes e meio eslerlioos (63
milhes de francos) nos quaes somente se fazia distioegao, supponhamos introduzido na Franga
uso de 20,000 libras esterlinas ou 500,000 fran- uso dos cheques, e vejamos quaes soriam aa
eos em bilhetes do banco e 500 libras em di- suasconsequsncias.
nheiro. Mostramos j no prsenle trabalho, afacilidade
Eisas indieacoes se acham confirmadas pelo in- querito official que preceden em 1834 ao acto de cheques, e, pensando-se por alguns instantes so-
Mas a apresentaco de pessoas respeilaveis,
que exige o banqueiro no acto de acceitaram no-
vo constituinte, e a obrigaco que tem este de
deixar urna reserva em aeu crdito, constituem
urna dupla garanta do valor real dos cheques da-
dos a circulaco. Alera dessa ha urna terceira
garanlia que provm da obrigaco imposta a ca-
da qual de cobrar promptamenle os bilhetes de
que portador. Com effeito, todo o cheque deve
aer apreaeotado ao banqueiro contra que sacca-
do no dia seguate ao de sua emlsso; essa falta
faz que, no caao de fallir o saccador, o portador
s tenha recurso como credor do fallido ; se po-
rm o baoqueiro do saccador quem qaebra o
portador s tem recurso contra o mesmo ban-
queiro. Gracas a essas medidas, o portador de
um cheque est de antemo cerlo do valor doa
bilhetes que aceita, e, em todo o caso, nao pode
conservar dtrvida a tal respeito por mais de vinte
e quatro horas.
De outro lado a obrigaco que tem o consti-
tuinte de manter em seu crdito um balanco de-
terminado, constitue, como se ha de ver, em gran-
de parte, lacro legitimo do banqueiro.
Realmente, este faz render em seu interesse os
fundos que lhe sao confiados, excepto, bem en-
tendido, a somma, que julga til conservar em
caixa para aalisfazer, no acto da apresentaco, os
cheques saccadoa sobre elle, e obviar mos nego-
cios que possa fazer.
Esta somma ordinariamente de nm terco dos
depsitos confiados a sus casa. Elle paga aos
constituales, cujo balaoco excede a cifra ajusta-
da um juro que em geral de 1 % meooa do que
do os fundos pblicos, e aquellas cujo crdito
permanece abaixo deste limite nada paga. A dif-
ferenca entre o que elle tira do emprego de seus
fundos, feito o abatimento da reserva que deva
ter em caixa, e o qae pags peloa balancoa supe-
riores, pois o que constitue seu lucro. Se, por
exemplo a somma total dos depsitos monta a
1,000 francos, dalles guarda o baoqueiro 3/10, isto
300 francoa para as neeessidades de seu cargo
e a somma dos balancoa por que nao paga juro
de 1/10, o emprego de 3 por cento, dos 7/10 dis-
pooiveis lhe d urna renda de 21 francos, e s
tem a desembolsar 2 por cento sobre os 9 1/10,
isto 18 francos. Seu lucro bruto pola de 3
francos. Este exemplo, tomado ao acaao pode
dar a explicaco daa fortunas considerareis que,
oa Inglaterra, tem amontoado um grande.nume-
ro de casas de banco.
Ainda assim, para que s tenhsm aquelle lucro
preciso que guardaos sempre em numerario os
3/10 de seus depsitos, mas nem sempre isto
acontece porque, sendo a maior parte dos paga-
mentos feitos de banqaeiro a banqueiro, elles sal-
dam-se por meio de novos cheques, e s pagam
em metallico o que indiapensavei. Alm disso
elles tiram do descont e da industria mais de 3
por cento de renda, como j o suppozemos.
V-se pelo qae precede que o emprego dos
cheques extremamente simples e deve trazer
s transacQes una economa considerare! de
lempo, trabalho e especies monetarias. E foi por
isso que o seu uso eapalhou-se por toda a Ingla-
terra com urna rapidez prodigioaa.
Mas para que este crdito ae mantivease, era
preciso que a circulaco deate papel fosse assegu-
rado contra o emprego fraudulento que se podes-
se fazer, quer dos cheques perdidos por seus pro-
prietarios legtimos, quer dos imaginarios ou fal-
sificados. O cheque riscado previne esses incon-
venientes. Primeiramente oaignal ce C torna
o cheque pagavel somente de banqueiro a ban-
queiro ; assim, se um cheque fer deseocaminha-
do nao pode ser apresentado ao pagamento por
aquelle que o achar.
Para que o ladro possa aproveilar-se do rou-
bo preciso que o entregue a algum banqueiro,
ou pelo menos a um cmplice que tenha conta
correnle com o algum banqueiro. Ora, como es-
tes ltimos s abrem conla com aquella pessoa
de quem tem pleno conhecimento, coraoj o ex-
plicamos, mui difflcil ao ladro desfazer-se coro
proreuo de seu achado. De mais cada cheque
tra?. um numero de ordem, que fica reproduzido
n.o lalo do cheek-book, e o proprietario legitimo
'desde que d pelo roubo ou perda de um deseyt
air Roberto Peel, e d'oode resulta que os nego-
cios operados nos Clesriog-house se elevavam,
na mesma poca a 1 bilbo eslerlino ou 25 mil
milhes de francos por anno.
Se ae attender agora qua ha vinte e seis annos
a induatria lem soccessivamente eatabelecido ou
estendido os canees, as grandes linhas de navega-
do, os caminhos de ferro, os telegraphos, a illu-
mioacao a gaz, osesgolos etc.
Se, alm disso, se notar que oito bancos por ac-
edes vieram juotar-ae s casas j recebidas no
Clearing-house, e finalmente que a Australia e
California tem trazido hi dez anuos pars a In-
glaterra somente, um capital annual de mais de
650 milbes de francos, poder-se-ha fazer urna
idea do augmento que deve ter bavido na masss
dos negocios operados no seio desse estabeleci-
mento e cooceberque esse augmento deve ter si-
do de um terco.
E', com effeito, o que resulta de informaces
bebidas as fontes offlciaes pelo autor da Qutsto
bre este facto, bem depressa se conhvcer as suas
numerosas vantagens.
Supponhamos urna compra de 137 francos o 60
cntimos, o comprador d um cheque dessa im-
portancia, sem que seja preciso a menor moeda
metallica ; nao mais obrigado a trazer com si-
go ou pedir troco, e toJos sabem a difflculdade
com que se lula semelbante respeito. U com-
merciante aprsenla, no fim do da, aoseu bao-
queiro, todos os cheques que receben, e os d
pelo seu valor inteiro, sem que eatejam expostos
s diflerengaa que podem resultar das moedaa
gastas, usadas ou de mo quilate em urna receita
metallica.
Mas este o seu menor emprego : os cheques
podem ser saccados por sommas consideraveis,
quanto mais complicadas e numerosas sao astran-
sacQoes, tanto mais evidentes sao, oas relaces dos
particulares entre si, as vantagens deste systema.
Nos mercados de graos e farinha, tanto em Pars
como nos departamentos, torna-se intil trazer
Segundo cifras tiradas do Clearing- com ,g0 essa quantidade'de dinheiro ou bilhetes
monetaria.
housa, as transaeces que ah se concentrara,
montavam em 1856 a 1 bilho e meio osterlino,
isto 37,500,000.000 de francos por anno, ou
perto de 100 milhes por dia, excepto o domingo,
e isto sem numerario metallico I Mas continue-
mos a avaliaco.
Alm dos 33 bancos de Londres admillidos ao
Clearing-house, ha no resto da Inglaterra, Escos-
sia e Irlanda, 1,957 estabelecimenlos da mesma
natureza, nao contando os numerosos bill-bro-
ktrs da cidade. Com quanto 33 casas assim uni-
das possam passar pelas mais consideraveis da
Gra-Brotanha, ha entre o banqueiros que nao
fazem parte do Clearing-house um grande nume-
ro de fortunaa muito respeilaveis, e coocordaro
que estamos muito a quem da verdade, dizeodo
que essea 1.957 bancos fazem juntos tantos nego-
cios quanto os outros 33. ,
Sobem, pois, as transaecns operadas annual-
mente no Reino-Unido cifra prodigiosa de 75
mil milhes de francos. Quanto a quantidade de
numerario exiatente no paiz foi avaliado no anno
de 1856 em 2,500 milhes, segundo documentos
que devemos reputar exactos.
Nao temos os necessarios elementos para p-
dennos determinar, mesmo approximadaraenle, a
cifra das transaeces que se fazem em o nosso
paiz.
As operaedes do banco de Franca sao aralidss,
termo medio em 6 milhes. Qualquer que seja a
importancia que se deva attribuirs casas de des-
cont e aos bancos particulares, o total de suas
operacoes, embora fosse tres vezes superior s do
banco e auaa canas filiaes, nunca chegaria a mais
de 24 mil milhes de francos, e para essa cifra/
de transaeces empregamos um numerario metal-/
lico avaliado preaentemente, e, em nossa opinio,
a avalisco est muito approximada em A mil
milhes. /,
Esta differenga de quasi metade naa quantida-
des de moeda em circulaco nos dous lados do
eatreito, ae acha por assim dizer explicada ; po-
dia-se at, em vista das liohas antecedentes, prl
ve-la, seno determina-la. 7
Na Franca nunca se vai ao mercado sem di- oslara ainda completamente livre das exporta-
nheiro. Todos sabem que no campo e oas pe- ?oes monetarias, como a de 1855, exportares
qaenas cidades, o uso de pagar de contado, e era ,ue as circamatancias polticas podem sempre
bous escudos sonantes, universal. Devem exigir ; mas pelo menos nao teria necessidade de
lerabrar-se que os nossos aotepassados, para tes- uma reserva metallica, em caixa, ti
lemunhar a probidade de um notario, diiiam
sempre que elle entregara no mesmo sacco e
cora os mesmos sellos o capital cujo deposito!
lhe fra confiado.
Sabem tambem que o deploravel habito de en-,
terrar dinheiro nao est inteiramente perdido as
provincias. Emfim, todaa essas causas, deve- ,
se juntar esta, que sendo as despezas de moeda-
do banco exigida pelaa transaecea dessa natureza
e que algumas vezes to embarazosa quanto pe-
rigosa, psra o portador. Um simples che-
ck-book pode substituir a isso, e, como por si
mesmo elle nao tenha nenhum valor intrnseco,
o seu descaminho, quer por meio de roubo, quer
por meio de simples perda, nao urna causa de
ruina para o seu proprietario legitimo, e de for-
ma alguma aproveita ao que delle se apo-
derou.
O banco de Franca, que oceupa o primeiro lu-
gar, tanto pela cifra dos negocios, fortuna dos ac-
cionistas e suas relaces com os Estados, quanto
em razo do privilegio que possue para a emia-
so de bilhetes, experimentan todava crises de
que s pode sabir impoodo-se onerosos sacri-
lisios.
Assim, durante a guerra do Oriente, as ira men-
sas sommas de dinheiro que foi preciso exportar
para pagar os sidos das tropas, e as nfio menos
consideraveis reclamadas pelas compras de graos
por causa da mesma guerra, flzeram sabir do
banco o dinbeiro que all tem sempre de re-
serva.
Para preencher esse vacuo e estar sempre
prompto a fazer o pagamento no acto da spre-
sentaco de aeus bilhetes, cuja emissao regula-
da, nao s pelos capitaes metallicos que possuem,
mas tambem, e especialmente pelos bilheles des-
Suntados e outros valores que podem faltar no
la do vencimento, foi-lhe preciso comprar fra,
em 1856, barras de ouro e prata no valor de 560
milhes, nao obstante o metallico que exiatia em
caaa aer de 200 milhes, pagando um premio de
6,000,000 francos.
.Se os bilheles dados circulaco pelo banco
fossem da natureza dos cheques e nao dos bilhe-
tes do banco, taes como existem hoje, isto se
fossem certificados de deposito, bilhetes que
provassem a existencia de urna somma metallica,
e nao papel representando somente valors que
nao passam de papel, e que mil accidentes po-
dem, ao menos parcialmente, inutiiisar na car-
i teira, se assim fosse, diremos nos, o banco nao
vel quanto a que obrigado a ter na situaco
actual.
Quanto aos cheques, que fossem saccados sobre
elle, porque aquellos que lhe tivessem confiado o
seu dinheiro, o banco paga-los-hia, ou com esse
dinbeiro, ou por meio de cheques, saccados so-
bre outros banqueiros,os quaes sao valores reaea,
se assim nos podemos exprimir, com vencimento
gem feitas por aquelles que trazem barras de ou- vista, e por consequencia to seguros que acon-
ro ou prata casa da moeda, o Bstado julgou teceria, como na Inglaterra, pedir-se, em paga-
queoo devia limitar afabncaco ; assim, nos-
so numerario tem aagmentado quasi 50 por cento
desde 1795.
Na Inglaterra, pelo contrario, o pagamento por
cheques subslituio em grande parte o uso da moe-
da metallica. O comprador d um cheque ao
commerciante, e este, se o nao faz circular no
mercado, o d ao aeu banqueiro como d nheiro.
Em resumo, fazeodo-ae a maior parte de a paga-
mentos por chequea, os trespassos, se fazem da
mesma maneira.
Finalmente, como o governo converle firatuita-
mente o que. um erro, verdade e m moe-
da aa barras de ouro ou prata, que lhe apresen-
tara ; lem po-, (aso mesmo mais reserva, que nos,
nessa operogo, cujas despezas corren i por sua
conla
Asim que, em un mesan anno,
ment de um cheque, novo cheque, e nio
metal.
Demais, podendo a maior parte desses trespas-
como entre os nosso vizinhos, pelo menos ero
parte, nos fondos pblicos. A este respeito po-
de-se descancar no espirito industrioso de nosso
banqueiros. que nao deixariam de ulilisat assim
o oumerario, antes que deixa-lo dormir nos co-
fres.
Esse manejo contribuira sem duvida poderosa-
mente para susteotar, regulariaar os precos eor-
renles e muito ajudana por consequencia a emau-
cipaco fioanceira do estado.
Mas ha outro ponto de vista sob o qual deve-
mos examinar as coosequeocias do emprego do
cheques.
Vimos que a Franca possue um numerario ava-
liado em quatro mil milbes de francos. Suppo-
nhamo-lo substituido as Ires quarlas paites
pelos chequea, e, sem insistir mais na maior fa-
cilldade que disso resultara para as transaeces.
o que aa liohas precedentes devero lar sufficien-
temenie demonstrado, avaliemoa em cifras o lu-
cro que tiraramos dessa substituicQo.
O paiz poderia empregar os tres mil milbes
de numerario excedente, em compras de instru-
mentos, machinas, materias primas no estraogei-
ro, e lucrara assim todos os anoos urna aomma
de 150 milbes, fazendo a parte da amortisacao e
suppondo em simples juros de 5 por cento. Fal-
lemos, mpara memoria somente, do imiulsj,
que dara a produego nacional, semelhante con-
curso de novas (oreas, do augmento |que flavera
na exporlaco, e por consequencia as rendas d
ihesouro.
Esses elementos nao devam ser despresados.
Deve-se tsmbem alteoder ao prejuizo que soffre
o estado com as moedas que sao fundidas, gas-
tas, etc., o qual avaliado, segundo Mr. Jscob, em
1/250 para a prata e 1/950 para o ouro, produt
perto de 8 miihea de francos por anno sobro um
capital de quatro mil milhes composto desses
dous metaes na proporgao de 23 e 77 por cento.
Soffrendo o capital diminuico da tres quartas
partes, o prejuizo annual seria apenas de 2 mi-
lhes. Sao porlaoto j 156 miihea lquidos por
anno que a Franca ganharia com o uso dos
cheques.
Devemos agora notar qu a abundancia do ouro
tem produzido, ha doze annos, no valor dos me-
taes, urna baixa, que oiogaem poder contestar
sem negar a evidencia, e qqe monta a 20 por cen-
to. Esta baixa pode, em vinte annos, chegar a
25 por cento, ou porque a California e Australia,
por meio de melhores processos de eitraccao,
produziro maia, ou por que novos veios viro
juntar suas riquezas s das minas j em explora-
co : as ealatisticas feitas do muitos annos para
c do lugar a crer que isso acontecer.
Desta baixa de 25 por cento resultar que os
nossos quatro mil milbes de numerario s com-
pra rao dentro de vinte annos, em 1880, o quj
compramos boje com tres mil milbes. O capi-
tal nacional ter portaoto perdido um milbar de
milhes que ser preciso subatitulr com a compra
de barras de oaro e prata no estrangeiro ; e se.
como se deve presumir, o commercio exigir for-
?as mais consideraveis, eaa transaegoes augmen-
taren!, se alguma idea nova sobre os meios de
commuoicaco por mar ou por trra appellar
para o nosso numerario, nao ser mais um mi-
lbar de milhes, mas talvez milhar e meio ou
dous, que seremos obrigados a comprar no es-
trangeiro. Mas coniervemo-nos no limite dos
factos acluaea.
Um milhar de milhes de um lado, e de outro
156 milhes por anno, dariam em 1880 Franca
urna economa total de 4,120 milhes, economa
que poderia fazer em seu numerario somente com.
o emprego dos cheques.
Finalmente a este producto se deve juntar o-
que resultara durante o mesmo espado de tempo
das despezas de fabrico, economissdas em razo
da substtuico dos tres mil milbes por che-
ques.
Se bem que a retenjao feita pelos directores
das casas das moedas nao seja aapporiada pelo
budget, mas peloa posauidores das barras de ouro
oa prata, que aa levam a moedagem, deve-se to-
dava concordar em que um capital que muda
de mos sem utilidade immediata. Em nossa
bypothese os 3(4 das sommas empregadaa neato
effeito, em vez deservirem paracunbar um ins-
trumento metallico de transaccao, o qual nao cor-
responde a ama necessidade natural nem a um
gozo de ordem moral, poderiam ser empregados
na industria, forjadoa em relhas do arado, trans-
formados em tacidos, navios, obras d'arie, e as-
sim dariam as mais das vezes productos, que por
sua vez viriam s ser fontes fecundas e novos pro-
ductos.
IV
Taes sao as felizes conseqoencias que se deve-
na esperar da introdueco na Franca de um sys-
tema de crdito desde muito em uso nos Estados-
Unidos a Inglaterra. Mas a bosso paiz nao podo
gozar dessas vantagena aera que a isso seja cha-
mado pela lei: ao mesmo lempo urna condico
e garanta.
Nos estados que acabamos de comear, o che-
que foi introduzido sem ferir direitos adquiridos;
mas de outro lado as leis actuaes, quer recentes,
quer antigs, talvez nao prolejam sufficientemen-
ie a ana circulaco, A reapeito desse papel da-
crdito segue-se a jurisprudencia com mura aos
outros papeia de commercio, sem cerca-lo das
garantas especiaos que elle exige por sua iuiu-
reza e imponencia.
Na Franca s sera possivel o seu uso com
condico de aer saoccionado pelo poder legisla-
tivo ; nao porque a emissao do cheque seja por
si mesma contraria ao privilegio concedido ao
banco de Franca pela lei de 1806, nem a alguma
das ordenanzas que regulara em nosso. paiz, as
condices da circulaco dos papis de. commer-
cio. de toda a natureza, mas porque nao lemos
sos aerem feitoa em urna cmara de compensa- eatabelecimenloj formado ao qual o cheque pos-
sa ser recolhido e encadernado, e lambem por-
que estamos de ha muito habituados a reclamar o
concurso do estado para todas as medidas impor-
tantes que dizem respeito a nxoptiedae.
Na aituafo actual que pode fazer de aeu di-
nheiro o pobre rendeiro, o empregado, ou o pe-
queo cummercianle. que ecooomiiareaa 10O
traucos, por exemplo r 100 francos utna aamna
bem difflcil de empregar de forma que a possa
igualmente tirar um lucro e servir-ae dau>
caso de necessidade real. As caixaa de ecojsema
apresentam, quer para o depoaMa, qur para s
retirada do dinbeiro, deloogas, limites mximum
emiqjmum, e forzp.aU4f4S harSosas; nos
Cao, como o Clearing-house, o dinheiro permane-
cera em caixa, ou, se sahisse momentneamente,
como aconleceu em 1855, para ser exportado em
razo da guerra ou m colheita, por si meamo se
substituira, porquanlo a sua falta nao se faria
sentir nos mercados do interior, sem que fosse
necessario recorrer s barras de ouro e prata es-
trangeiras, e pagar por ellas premios que sao ou-
tros Untos capitaes roubados eo commercio, e
cuja conaequencia toreada a elevaco da taza
do descont, outra oppresso para os negocios.
Quanto ees bancos particulares, apenas ne-
cessario fazer notar que a instituicao dos cheques
83S, por accrscentaria ao seu proprio capital os immensos,




DIA1I0 DE PERNAMBUCO. *- SABBADO 1 DE FEYEREIRO DE 1884.
tais
jasos particulares esses inconvenientes lio
untis.
Qunto so banco de Franga, o seus estatutos ctos nos carpos e fortalezas,
affastam maito maia Soda os rseos eeoftettetas. [ estado en que se icha a saude publica oesta ci-
Asaim a pequeas saman aerea fenoesanaente aS*.
yertnaaecer improductivas aa na veis, p$r con- Com daU de 17 escrevem-nos do Limoeiro
neaueocia deixam dormir e eeewite (te ecooomi*. o seguiote :
Bala lacuoa nao tem passado desapercebida; ai-
gen* estabelecimeo tos financeiros de plimerra
orJem, taes como o crdito aaabit, erocararaen
frreeoche-la em sea eroveita. TenUram im
methodo ioglez, dando ao aaus coaslitu
Iminhos de talio.
Infelizmente sendo eses Mielen pesaos** o
6 tendo um valer verdMveiro ao preyrio est
amento que reeobeu o deposrt. nao
nenhuma das propiedades de traosmisse dos I
cheques.
fio mee de meio de 185, constituio-se urna
companhia anooyma, favorecida pelo impera-
dor, sob o Dome de Soiedade geraletredilo
industrial t commercialcom o tim de receber
Jeporntus de fundos e converte-los, ou em papel
Je commerek de curte prazo, ou em adiaola-
snenlo sobre warants, conhecimentos e garantas
commerciaes ou h-ypotbecaiias.
A importancia dessa insliiuigo pereceu muito
grande por -causa da aKa vuntade que protegeu e
-vigiou a sua organisacao, cllocaodo a sua frente
-um hoeaem de estado que, ha qoareota annos,
exercia nrilhanles faoccoes as flnaocas. O Sr.
marque. u'AudifTret, em um de eos ltimos re-
latnos assembla geral dos accionistas, enun-
cia succinUmeote es servigos prestado a Ingla-
terra pelo Joint^Slock-Banks, e moslra os que se
4eveaa esperar da sociedade {ral. No numero
desusa vaotsgensse acha a faclidade de susten-
tar acredito por adiaotameolos de fundos, des-
caen oa e pagameatos, ou a vista, eu a 90 das, dos
cheques saccadus pelos depositarios. Vemos an-
da ama vez, como diziamos cima, que na fran-
ca tambera sa tem cuidado as innumeraveis
aoenaiis pequeas que eiigem ser empregadas, e
teas-se igualmente sentido a oecessidada de eco-
omisar o numerario metal Meo, o lempo eo ira -
bal ho ; mas e sysiema nao o mesmo. Os adiao-
lamento* de faudos, o descanto, a demora no pa-
amento, a elevada cifra do capital de admissao
(3.00 francos) estabelecem-lhe differenc. O
cheque nao mais urna moeda realisada por
adiaatameolo, desde que saccado sebre urna
caixa qae empresta e desconla, isto., que ali-
stteata-se, em parte, de valores a resinar; era-
Uta nao tem mais qualidades de circnlagio do
cheque inglez, desde que s diz respeito a capi-
taea elevados e s pago em urna reesma caixa.
A soeiedade geral, ue.ssas eoodices, pode pres-
tar grandes servicos a industria, bem como ocre
lita aaobil aoi seus constituales, e o banco de
.Franca aas depositantes de urna certa orden), mas
ases meios nao sao de uso fcil nem popular.
O estabelecimento, pois, que se deve fundar
aquello que offereca quaesquer capitaes um em-
prego seguro, vaotajoso o lo fcil para o depo-
sito como para a sua retirada.
Mr. Lecbevelier-Saiot-Aodr, na sua brochura
da Queta. monetaria, diz que s urna institui-
r o de estado pode preencher todas essas condi-
edes ; tamben essa a nossa opioiao, e procu-
raremos produzir resumidamente, com elle, as
razoes que conduaem a essa conclusao. Em ver-
d_ade, nao s o estado pode offerecer todas as fa-
cilidades e garantas, cuja necessidade cima re-
conhecemoa, mas ainda em sua organisajao (i
naoeeira existem os elementos necessarios a pra-
tica dessa nova instituirlo, com a qual cresce-
riaaa assuas rendas.
Fundada essa instituicao, por xemplo, sob a
ferina anonyma, nao emittiria bilhetes, nem faria
Ceaconlos; suas operares limitar se-hiam ao
pagamento dos cheques.
Bastara, par organisa-la, que o governo of-
erecesse o concurso de urna parte.dos agentes,
que obrigado actualmente a ler para o servido
geral das Unancas.
Assim, os reeebedores geraes e particulares,
es cobradores, poleriam.ser autorisados a receber
em deposito o dinheiro que Ibes desse o pu-
blico.
Os depositantes efTectuariam os seus pagamen-
tos por meio de cheques saccados sobre essas
cnxas do estado, cujo numero cooeideravel, e
qae, lm das facilidades que apresentariam para
o servico, offerecem todas as garantas desejaveis
em razo da caucio fornecida pelos titulares.
Parece desnecessario dizer que os reeebedores
e cobradores deveriam tambero pagar um juro dos
depositantes, cujo bataneo correte excedesse
a cifra convenciooada.
A diferenca entre os juros pagos por esses ba-
tneos e os oblidos com o ero prego dos balances
inferiores constituira para o estado, bem como
. yara o baoqueiro inglez, um lucro legitimo, fei-
to o respectivo abatirdeolo das sommas qne fosse
til guardar em Caixa para o pagamento dos che-
ques dados a circulacio.
Assim, tomemos as/cifras j citadas no decur-
a deste Irabalho, qulando procuramos dar urna
idea dos lucros obtidbs pelo banqueiro ioglez.
Supponhamos que o jaro pago aos depositantes,
seja de I % abaixo do prego correte; que as
sommas depositadas imporlem u'um quarto do
Bumerario queso presume existir em Frange, is-
to em um milhar- de milhoes, e que os 3/10
formem a reserva da caixa.
Limitaodo a i/10 a cifra dos batneos inferio-
res, isto aquelles pelos quaes nada se pagara,
^-e que o estado pagara de um lado 2 0|0 so-
bre 900 milhoes, ou 18 milhoes, eotretanto que
de outro receberia 3 0r0 sobre os 7il0 disponiveis
ou 21 milhoes.
Sea lucro bruto seria por tanto de 3 milhoes.
Cumpre-nos dizer que se nao deve tomar como
rerdadeiras as cifras que acabamos de offerecer;
ellas foram Jomadas ao acaso, e eslao certamen-
te muito aquem da realidade; mas ainda quando
o lucro material e directo do estado fosse apenas
de.alguna milhoes, ainda assim a empreza seria
digna de sua iniciativa.
Procuramos demonstrar quaes eram as vanta-
geos do pagamento per cheques ; acrescentare-
mos que as mos do estado essa instituicao aju-
dana poderosamente o movimenlo geral dos fun-
dse serveria para aregularisacaodos pregos pu-
Bem se deve coroprehender que nao possi-
xel examinar ponto pof ponto, em lao poucas li-
nhas, o laUo praco da quesiio. Se fallamos da
inlervengao directa do estado, porque este po-
de, slm do interesse geral, colher beneficios
materiaes quando urna industria particular defl-
nha, para o que bastar eatender as attribuigoei
de orna parte de sna bdministragao flnanceira.
So atbamos de ver da mesraa maoelra na In-
glaterra os escriplorios de posta prestaren) em
novo concurso ao interesse publico, e provoca-
remo espirito deordeme economa entre as clas-
es laboriosas, lomando-se filiaes das caixas de
. economa ?
Eniflm, qualquer que seja o proceiso que se
adopte para a pratica do pagamento por cheques
entregue o estado esse cuidado a orna compa-
nhia particular nova ou j constituida, ou reser-
ve para si a sua organisac.no e os lucros, o prin-
cipio o mesmo.
Esperamos que a administragao franceza nao
deixar de fazer applicago desse principio em
proveito de nosso paiz.
ECGESE ReNDCEL.
(Revite Coniemporaine.Ulitset.)
4 determinacSo do quarlel general do mente da ribeira do Taplcjr at S. Beato, o
aado das armis form suspensos os exerci- que eu sabido por communieages offlciaea, e
emquaoto durar o ; que nos arrabaldes da villa a epidemia tiaha fal-
to alguns estragos, navendo cinco victime i
engeahna Lavagem e Ora, das quaas dase
de pessoas llvres e tres captivas.
PimMBUCO.
REVISTA DIARIA.
O cholera vai diximando esta populagao, que
cha-ea bsstaale aterrada pela M*a de recur-
so. Oaaaetaa qm gavera o ha froporcisca-
do, ate ioaaCcva*s para a diauibuicao por
varios pantos aecasaaietlidaa, deserte que para
eata vMa qaaag oashuns fcraaa, accresoamso
isto qc o dlaheir* raroeattea pasa aereo* acadi-
dos os tadigaefei, aom a eonco ou PaMom-
nre asta po de aauU aconasarta ; a qua ea deve
ajuntar ainda a lembranca de ter o eocarregado
de prestar conUa da applicagie dalle.
Deste encargo estou livre, sendo o Dr. juiz
de direito quem catrega com esta cruz. >
Poi demittjdo o subdelegado do 1' distrleto
de Buique, o capillo Antonio de Hollanda Caval-
canii, por haver concorrido para a evasio dos au-
tores do espancamentj, commellido na pessoa do
Sr. capitio Jos Pedro Nolasco Pereira da Cucha
que hontem noticiamos.
Esta medida revela que o delicto nao flcar sem
a devida puoigao, que desaggrave a socledade e
os brios militares do referido capitn.
Hoje i noite levanta-ae no Monteiro a ban-
deira de Nossa Seohora da Conceigo, e amanha
tem lugar a festividade com pompa.
Ora na resta o Rvm. Sr. fre Joaquim do Espi-
rito Santo e no Te-Dtum o Rvm. padre Lino do
Moote-Carmello Luna, pregadores ambos da ca-
pella imperial.
A' aoile ha fogo de artificio.
Reunem-se hoje em assembla geral os ac-
cionistas da Companhia PeroamDucana, para o
um de apreciaren] o relatorio e o balaogo da
agencia respectiva.
Pede-se-nos a publcagio do seguiote arti-
go, coja materia um facto que todos os das ahi
presenciamos.
< Sr. redactor.Por esta cidade vaga um grao-
de numero de belgas entregues a mais intima e
extrema miseria, causando assim um espectculo
de compaixao e mesmo de horror a populagao.
O estado em que vivem esses infelizes tem "nos
levado so ponto de mendigaren) o pao da carida-
de com tal imprudencia que fazem parar os vian-
dantes, obrigsndoos a satisfazer-lhes o pediJo.
E' pooto fixo delles a praga da Independen-
cia, onde a noite muiloa viandantes teem sido por
elles deudos pelo brago para a concecugao de um
tal lim.
Ora, nestaa circumstaocias brevemente ve-
los-hemos nao deterem os viandantes pelo bra-
go, mais apalparem-lhe as algibeiras, saquea-
rem-nos e sabe Dos mais o que 11 I....
Com elTeito de lamentar que tendo esses
infelizes um cnsul que, segundo a lei, deve ser
a seolioella vigilante de seus direitos assim nao o
faga, conquistando por tal forma o cooceito de
ser negligente no cumprimeoto de seus deveres.
E' portaoto a esse Sr. cnsul a quem nos
dirigimos, pedindo providencias enrgicas, aQm
de yermos sanado um mal lo nocivo e palp-
tame.0 ioimigo do despreso. >
Remetiera nos as seguintes lionas, que aqui
inserimos, cumpriodo-nos lembrar que a medi-
da apontada aa segunda parte, j foi ordenada
pela presidencia da provincia cor acto de 18 do
corrente me:
Sr. redactor.Hontem foi publicada per Vmc
urna lembranga, que j nos tioba assallado o es-
pirito ; e ella a prohibigo de eolerros pompo-
sos e dobres de sino na actualidad?. Com elTeito
ser urna medida bastante conveniente se for
posta em pratica ; porque se em pocas normaes
deve-se vedar lulo o que fflictivo, presente-
mente o deve ser com mais urgencia pois o rifo
que nao ae deve augmentar a a(flregio ao
sTlicto.
Aproveitando o ensejo, lembramos que sejam
franqueadas a populagao as casas de drogas toda
a noite, ou ao menos urna em cada bairro, reve-
sando-se ellas, para assim em momentos crticos
e de necessidades nao se encontraren) difnculda-
des na acquisigo dos medicamentos.O vigilan-
te da saude.
O Sr. L. C. de A. Pereira escreve-nos o se-
guiote :
Sr. redactor da Reviita Diaria. Apresso-
me a pedir a Vmc. a publicago destas lioba,
que veem corrigir algumsa inexacliddes deque
se recente a minha poesa, inserta na Revista do
Diario de 4 do correle, e que sao as seguintes:
c Naquarla oitava, verso 5o, em lugar do pre-
ceito, leis-se precito : na 5* oitava, verso 3", em
lugar de arrependida, leia-se arrependdos, e na
8* oilava, verso 4o leia-se o d, a viuvez, em lu-
gar ai a d, a viuvez, como all se echa.
O espectculo que se achava annunciado
para boje.no thealro de Santa Isabel, foi trans-
ferido para a prxima semana, em consequeneia
da reuoio companhia dramtica da de acrba-
tas, que acaba de chegar da corte, e com a qual
poderam os artistas chegar a um accordo, supe-
rando todas as difflculdades, anm de darem ao
publico maior diversidade de entretenimento.
Sahio hontem pela mmha com destino ao
porto da capital do Para, tocaodo por escala no
do Maranhao, a corveta nacional Imperial Ma-
rtnheiro, a qual demorou-se aqui precisamente
oito das, como determinara as instruegoes pelas
quaes deve dirigir-so o Sr. captto-teoente Joa-
quim Rodrigues da Costa, commandante deste
bello vaso de guerra de nossa armada.
No Para tem este navio de demorarse todo o
lempo que for necassario para que os guardas
mariohas nelle embarcados posssm subir na ca-
nhoneira Belmonle, que os espera, o rio Amazo-
nas onde farao alguns reconhecimentos e levan-
laro plantas bydrographieas de algumas dessas
importantes e pouca vulgarizadas localidades.
Depois disso, que se presume ser feito quando
muito em tres mezes, a corveta dar novameote
vellaparao Porto, onde se demorar oito dias,
e dahi seguir para Lisboa e Cadix, demorando
no primeiro um mez, e oilo dias neste ultimo.
De Cadix vira a Imperial Marinhciro ilha da
Madeira, e deila a de Tenerife, em cada urna das
quses permanecer quatro das, largando depois
para a lqa de Fernando, onde praticaro igual-
mento em trabalhos hydrographicos e outros
mais os guardas mariohas nella embarcados. Da
ilha de Pernando recalar o porto de Macei
onde deve estar lambem 8 dias, edahi recolher-
se-ha ella a corte inmediatamente se isto poder
ter lugar, em fins de novembro, e no caso con-
trario navegar em ordem preencher essa ul-
tima condigao, Ccando porm ao criterio do com-
mandante alterar a demora nos portos segundo
as circamslancias com que Iutar.
Este navio que j passelou com galhardia nos
portos da Europa, indo at Argel, quando com-
mandado pelo entao capitn de fragata Alvin, ho-
je capilio de mar e guerra, prometi as mesmaa
glorias ao seu paiz, porquanto. alm de ter ama
pleiade de jovens e inteligentes officiaes, tem
urna guarnigo numerosa, que nao obstante adiar-
se actualmente um pouco bisooha, est todava
contente, e, cortamente, depois dos exercicios qae
houver de fszer durante a estada no Para, dea-
emponhar bem os mais rudes trabalhos da vida
do mar.
Nella segu como 1 medico o Dr. Joo Adrio
Chaves, mogo de excellentes qaalidades, Ilustra-
do em sua protlsso e mu dedicado e caridoso
para com seus doentes, e que nesse mister
coadjuvado pelo Dr, Luiz Carneiro da Rocha,
medico tambem iotelligente e progressista.
Commisses desta ordem, feitas no gabinete
com muilo cuidado, e consultando os mappas,
que podero tornar desembaragada a nossa oi-
cialidade e guaroiges.
Venios propicios pois levetn os nossos compa-
triotas aos portos onde lhes manda o honroso
dever, e continu o Sr. ministro nesse bello peo-
ssmento de dar iostruegao nutica aos nossos of-
ficiaes, que assim bem merecer da patria.
is o qolnquagesimo primeiro
< Molelim official.
Em um oflicio de 18 do correte, dirigido da
cidade de Olinda ao Dr. chefe de polica, e por
eate levado ao 'conhecimeoto do Exm. presidente
da provincia, diz o respectivo delegado Jos An-
tonio da Rocha, que no distrleto de Maraoguape
e em todo aquello termo nao se tioha dado mais
Em um offlcio de hoje, dirigido da freguezw
a.*. A!l0i S-^Exc.^u r respectivo vigarle
Dando publicidade ao escrlplo abaixo de
nosso amigo o Sr. Viries, satisfaremos quanto
pedimos em o numero de hontem:
Deparando eu hoje em a Revista Diarla de
eu jornal a lembranga para que o cemiterio pu-
blico presentemente esteja aborto noite, para
aerem sepultados os cadveres das pessoas que
em taes horas fallecerem do cholera : cumpre-me
declarar que nao escapou esta providencia S.
Zxc. o Sr. presidente da provincia.
Nio est aberto o cemiterio noite com os
respectivos empregados, como estere em 1856;
porm pernoitam all o porlelro e dous eoveiros.
para receberem e sepultaren) os cadveres falle-
cidos daquella epidemia qae essas horas forem
;a,~^ g^renh,rey.?m.rnela r rvr
meamos s coxeiras de carros fnebres para fazer {&" ,e ach"am "stabele-
iSSffSS^SSiS .qaDe.tduera,Vdad0eMem.e Po ^.00.^^^ 'V K & T
-Weuem casa ou no hospital; esta foi a "o" Itd*,Lu" i?*5" d'x o respectivo delegado
auamaneira establecida em 185fl eom 3M8 ITJlS^^^'W^'V^0*10'
fweres cholerices que no cemiterio poMao XlJi !*. "'< d4? comarca.
forasn sepultados F "' eobora nao seja astostador, comtudo is-se tor-
Aiministrac'o do cemiterio publico, 21 Sf po,uco Mimiroio. Ttoto-que jase ti
wralto da 1841 .0 idnintatratfnr t.rt\ ^! nh""-d,do ,,,D eMW d cholera-morbus.
^nra o#TOf,^u aamiofetrador, MaBoetLtlz t m m%St qo ,,.,,, d, Lnz conHoae-
1 va o nal fazer algumas Tictimii, principal-
caso algum de cholera-morbus, alem dos dous,
ja commuoicadoa em offlcio de 7 deste mez, de
Antonio Francisc#orajaes afmaifMa, quejo?
FelippcJteponasMaoifa* rudo actomcaastid*
peleiriHlen-Dsrtii, haxia sida +# laTharae
da-??f* da *at* aVDr. Firme lavierr
suocsiBrbido dasM s di hofsatdaaaarnoile ; ao
".y"""** 1m lesdllaid a nao pod
espesar, avista de estad* a a otadas da molesl
qo dsvia ser atlKbuidh piu HP I si os
mandos do tinado que entregava-ae i embria-
gue*, a ainda a* veepera eslaado amoaoado de-
mal e rindo a eata cidade, comer mangas, e,
j soffreodo de diarrha, tioha comido melaocia,
segundo lhe- baria affirmado pessoa que Uuha
presenciado esses excessos. Diz mais, que ne-
nhum outro faelo lhe constara em toa fregueaia,
que podesse ser attnbuido i epidemia.
c Em um offlcio da mesma data, dirigido da
freguezia de S. Jos deata cidade S. Exc, diz o
Dr. Pedro Cezar, facultativo do primeiro districto
medico dessa freguezia, que a 1 hora da ttaoMa
tiaba visto na roa do Gaz Francisco das Chagas
Carneiro de 25 annos de idade, casado, qua a pre-
senta va lodosos symptomas do cholera-morbus ;
declarando que (Ora i convite do faepeetef do
quarteira Lourengo Nuuea Campetlo, que se
prestara aquella hora a ver um deente que nio
era do districto medico, de que acbava-se eocar-
regado por S. Exc.
< Parece conveniente que os facultativos en-
carregados de distrielos mdicos, em suas com-
munieages officiaes dirigidas 4 S. Exo., em que
menciooam casos de cholera-morbus per elles
observados, refiram todas as circumstaocias que
concorrem para o deaanvolvimeolo do anal ; aQm
de que, no relstorio geral, que se houver da fa-
zer da epidemia que livra, pesiara ter aprecia-
das essas circumsliociae.
.. '.A.'8. 6 hotas ds Urde 21 de fevereiro
de 1862.
Dr. Aquino Foneeca.
REPARTigo da polica.(Extracto das par-
les dos dias 20 e 21 da fevereiro.)
Foram recolhidos casa de deteocio no da 19
do correte:
A' ordem do Sr. Dr. chefe de polica, 21 sen-
tenciados, viudos do presidio de Fernaado, Jos
Joaquim lavares Jnior, branco, de 16 annos,
empalhador, para recruta ; e Pedro da Silva Hor-
donio, pardo, de 25 anuos, servente, tambem pa-
ra recruta.
A' ordem do Dr. delegado Ao primerro districto
deste termo, o africano livre Manuel, de 29 an-
nos, gaohador, per embriaguez; e Carlos, africa-
no de 40 annos, calafate, eacravo de Vasconcel-
os, por andar fgido.
A'ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Balbina Francisca daa Chigas, crioula, de 22 an-
nos, costureirs, e Mouru, tambem crioulo de 14
annor, gaohador, ambos para arerlgutgea sobre
crime de roubo; bem como Cyriaco, crioulo de 23
annos, servente, por desordem.
A' ordem do de S. Jos, Fraucelaa da Silva
Leal, parda, de 25 aunes, Isabel Mara da Coa-
ceigo, lambem parda, e da mesma idade, engom-
madeiras, e Gertrudea Hsria Joaquioa da Coo-
ceigao, costureira, todas por briga ; Cooatantioo
Liberato, pardo, de 65 anuos, gaohador, por em-
briaguez ; Benedicto, crioulo, de 30 annos, refina-
dor, escravo de Francisco Jos de Araujo, por
iofraeges de posturas muoicipaes.
' 20
A' ordem do Sr. Dr. chefe de polica, Manoel
Joaquim, pardo, de 25 annos, almocrere, vlodo
da Escada, para Tecrula ; e Francisca alaria de
Jess, tambem parda, de 35 annos, costureira,
vioda de Fernando, por ler cumprido aentenga.
A' ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Rodrigues Magno, branco de 38 anuos, carroce-
ro, por briga ; e o grego Deniciy. de 23 annos,
manijo, requisigo do do cnsul francez.
A ordem do de Santo Antonio Jos Rutioo Be-
zerra, branco de 30 annos, agrcultor ; e Thom,
airicaoo, de 44 annos, gaohador, escravo de Joao
Soaresda Cuuha Guimares, por desordem ; Ma-
noel Joaquim do Nascimenlo, pardo, de 42 an-
nos, gaohador, por embriaguez ; assim come,
Josefa, crioula, de 28 aooos, quitaudeira, escrava
de Jerooymo Cesar Harioho Faieo, para averi-
guages em crime de roubo.
A'ordem do de S. Jote, Beoedioio, africano,
de 4o anuos, gaohador, escravo da Joo Feliz de
Almeida, por andar fgido ; Antonio Feiippe de
Santiago, pardo, de 40.annos, sapaleiro, por bri-
ba ; e Joo Wenceslao de Jess, timbeo pardo,
de 30 aauoa, carpioa, por briga, estando embria-
gado ; e bem assim, Anoa Maria da Cooceico,
parda, de 32 annos, costureira, por crime de fe-
rimentos graves.
A' ordem do do Poco da P.mella, o crioulo Ma-
noel de 22 asnos, alfaiale, escravo de Gracihaao
de Paula Baplista, a requisigo deste.
_ Movimeoto da enfermara da casa de deten-
gao do da 21 do correle.
Teve alta da enfermarla :
Manoel Antonio da Silva.
Tiveram baixa :
Alexaodre Pereira de Brito ; diarrha.
Amonio, escravo de Joaquim Bello ; tebre.
J0S0, escrava de D. Feliciana ; dem.
O hiate brasileiro lnvencivel, sahido para o
Aracaly, levou a aeu bordo os seguintes passa-
geiros :
Francisco Gomes de Mallos Jnior, 2 lhos
menores, 3 escravos e 1 criado.
MORTALIDADB 00 DA 21 DE FEVEREIRO :
Liariaona, Pernambuco, 22 aunos, aolleira, es-
crava, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Antonio, frica, 30 annos, solteiro, escravo, Boa-
Vista ; tica.
Francisco das ChagasCsrneiro, Pernambuco, 25
aooos, casado, S. Jos ; eholera.
Rodolpho, Pernambuco, 5 mezea, Recife ; diar-
rha.
Mariha, Pernambuco, 7 mezei, Santo Antonio ;
diarrha.
Antonio, frica, 45 aooos, solteiro escravo,
Boa-Vista ; congestao cerebral.
Dionizia. Maria da Conceigao, 35 annos, Santo
Antonio ; cholera.
Firmiuo dos Santos Macado, Rio Grande, 54 an-
nos, Boa-Vista ; cholera.
Affooso, Pernambuco, 9 mezes, S.IJos
mado.
Manoel dos Sanios Tarares, Pernambuco. 96 an-
nos, viuvo, Boa-Vista ; velhice.
Maria, Peroambuco, 6 horas, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Anna, Pernambuco, 4 horas, Boa-Vista : es-
pasmo.
CHRONICAJUDICIARIA.
Tribunal 4o commercio.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 20 DE FEVE-
REIRO DE 1862.
r RBS1DENCU DO EXM. SR. DESBBBAR6AD0R
j F. A. DE SOUZA.
A a 10 horas da man ha a, reunidos os Srs. de-
putadea Reg Lemos, e Bastos, o seDhor
presidente declarou abarla a sessao, sendo lida
e approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Foram preseotes a colacea officiaes dosere-
goa correles da preca, da ultima semana.Ar-
ehte-se.
Nasas natureza ha muitos annos Dio se falla
"lagar aquella que gozara das autoridades
toda a coDanderago ; boje porm enea-
u!**5? ,ods odio,'aade Pe' publico e pela po-
wr, dje* all maodou postar um destacamento,
I* oSn Dr. chefe de polica tem investigado
minuciosamente o caso, e o perpetrador do crime
ser descoberto, e os homsns da Varzea recobra-
dlo a mesma coosMBradMh Um dos isMgitadoa
e se scha reeolhMo pristo 4 am aCe camara-
a do Sr. tenente quarlel mesase d polica Ha-
el Fernando de. AlhuceMrqa Mello, que est
Varzea ha pouco tem a*. Intacto doaaa saude,
-tanto nao da Vanea, #o ajaerao Nui
unea
esthaCiroiivelra. dase quando avaea haito da dr'qu'e
dea*f feote da Varzea eralaeepi de semethante mal-
vadeza.
Pievm pertanto eqnetrr gerrhr com a Irrstanra-
grande actividade do Sr. Dr. delegado e no grande
lino policial do Sr. Dr.ahefe de polica, para que
venham a conhecer a cara deste aasasano, que
em 1862 surgi naquelle lugar, cobrtndo de sen-
limejtos a todas as pessoas do lugar.
Nada mais.
Correspondencias.
Srs. redactores. L1 o que no sea Diario de
hontem preceden a assigoatora deJoaquim Ju-
verfero da SHvae por em quanto farei somente
algumas ligeiraa reflexea.
_ Creio que pouco approveitar, que urna qnes-
tSo da ordem d'aqoella, a que essa publicago se
refere ; venha para os joroaes antes de ser jul-
gada pele julzo competante, que tem duvida se
guiar mais pelos autos '.do que por annuncios.
Quinto ao resto espero o desenlace daquella
provocaglo e a narrago da historia prometlida
peto tal Jovencio da Silva ; e eoto procederei
segando estiver, ou nio dispoito a antepdr algu-
mas verdades i tal historia.
A respeito dos insultos, que me sao dirigidos,
elles em coma alguma alleram rratureza do
meu carcter, porque a injuria nunca pode ser o
resultado da justiga, antes sempre foi o effeito na-
tural da m educago.
Publicando estas pouca liabas muito obrigarao
ao aeu assigoante.
/. M. S. i guiar.
Soube compreuhender o fim para que Deas a
tioha creado, aatisfez os deveres da humanidade,
e pelo decurso de mais de 80 annos aunca lhe
foi desmentida urna s rirtude daqaellas que a
embellezavam 1
Hoje Analmente se acba ella aiteotada par do
ti)roo celestial, destinado to somente aos justos.
A' ti, mea caro amigo, e tua contristada fa-
milia, acosjpadho na pungen* for que tedfllce-
ra o paita, vertewdo urna lagrteM da mistura com
aa abundaartes, as* se desusan de leu lvido ros-
to, e do- de> tu imilta Pobre a fra touza que co-
bre os rearase nparsaes sw illaahre finada !
Tem ewsfeodlB, abaiM a ahega aos soMrmes
decretos a Prspatdeuahs, e envera sfefla lenitivo l
H.P.B. e.
COMMKKCIO
A aoUa da agoaceiros. vento variavel de in-
tensidade do quadrante do SE e aaaim amaohe-
ceu.
_ OSCILAOlO DA MARB.
Preamar as 9 h. 32* da maoha, altura 5,4 p.
BV"-mar as 3 b. 44' da tardo, altura 9, p.
Observatorio do araenal de marinha 21 de fe-
vereiro de 1862.
ROBUNO STErrLE,
1* tenente.
No correr do anco prximo passado me com-
muoicou por vezes o digoo provedor do Hospital
Portugnez de BeoeQcencia, oa embaragos pecu-
niarios com que lutava, para salitfazer o paga-
mento de urna divida, com que nao conlava*no aeu
anno administrativo, e desojando eu coadjuva-lo
oa remogo desse obstculo, em que elle dizla
achar-se collocado, e que pamente acredite!, of-
fereci-me para adiantar aquella pia instituigo, a
quaotia de 3 7595193, qae foi acceita pela junta
administrativa de ento, sob as coodigdes que
abaixo vo exaradas, as quaes gostosameote me
prestei, porque o meu fim era e promover quan-
to poder, por mim e meus amigos a prbsperidade
do estabelecimentj.
Quando realiaei este empreslimo, e mesmo j
depois, maoifestoo-me o referido Illm. Sr. prove-
dor, o desojo que tioha de que o meu embolgo
tosse sotes por meio de quos promovidas pelos
assoclados, qae voluntariamente quizessem con-
correr para isso, do que pela acquisigo. de socios,
e merecendo-me toda a considerago e peso a
sus opioiao, prometli-lhe recorrer primeiro a es-
te expediente, por isso que veoho hoje scienliG-
csr sos Srs. assoclados que quereodudar urna
prova de seu amor e dedicago ao Hosp tal Portu-
gnez de Beneficencia, podem dirigir as quantias
com qde cada um sedigoar concorrer para o re-
ferido fim, aos abaixo nomaados, cer os de que
seus nomes e quantias, serlo levados < pporluna-
raente ao conhecimeoto da actual junt i adminis-
trativa, que estou persuadido nao deii ara no ol-
vido o apreciar como merecerem as < ffertas de
cada um. Nao vou pessoalmente a caa de todos
quei-
aie-i
Um
DESPACHOS.
requerimeolo de Jos Gougalves Malveirs,
viat^ pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo car-
la de registro para o aeu hiate Jatuariie Na
forma do parecer fiscal.
Oulro de Res & Gomas, pedindo registro do
seu contrato de soeiedade.Vista ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Oatro de Benry Perater & Companhia, pedindo
que ae mande aonolar a entrada de D. M, Rollins
para a sua soeiedade.Como reqoer.
Outro de Ssmpain Silva i Compa'ahia e Ma-
noel Gongalvea Martina, pedindo o registro do
dialrato da soeiedade que tinham em Macei, sob
a firma de Sampaio di Martina.Como reqeerem
e publique-se.
Nada maia houre.
Publicares a pedido.
peloque
dirigir
os Srs. associados por falta de lempo
espero merecer desculpa.
Racife 18 de fevereiro de 1862.
Bernardina Gomes de Cdrvalho.
Nomes dos Srs. a quem, te podem
as o ffertas:
Recife.
Joaquim Monteiro Cruz.
Josa Joaquim de Castro Moura.
Joaquim Luiz Vieira.
Jos da Silva Layo.
Joaquim Correa Kesende Reg.
Francisco Moreira Pinto Barbosa.
Santo Antonio.
Joo de Siqueira FerrSo.
Domingos Jos Perreira G-uimarer.
Antonio Googalves d'Azevedo.
Jos'Joaquim da Silva.
Jos Joaquim Lima Bairio.
Jos Jerenymo da Silva.
Jos Aires da Silva Guimarea
Boe-Vista.
Manoel Jos Guedes Magalha.es.
Joo LuizFerreira Ribeiro.
Documento nico oelo qual se digno i ajusta
admiolatratlvascientiQcar-meque aceitivao meu
offerecimeuto e suas respectivas condigoes.
lllm. ir.
a Tendo a junta administrativa do Ho: pital Por
tuguez de Beneficencia nesta cidade, en sussss-
ao de 23 de outubro ultimo, aceitado 11 offereci-
mento que da parte de V. S. e ontroi lhe fra
feito de adiantar_a quantia de r. 3:759il98, para
m porte n-
D. Mara
hael Cor-
na parte
Mana por
hospital.
pagar a Mathias Lopes da Costa Maia a
cia da execugao que eocamioha contr
de Jess Cordeiro, riuvs de Joao Rap
deiro, em virtude da qual fizera penbor i
do sitio Cajoeiro, que tocara dita D.
heranga materna e por esla vendida ao
cuja peuhora, sendo deaprezados os embargos de
hospitil,
relago :
digae de
terceiro a ella oppostos pelo referido
fra julgada bem feita pelo tribunal da
aesim o commooico a V. S. para que se
realisar a sua promessa, mediante a eoodigo pro-
posta por V. S. de ser o seu embolso [feito por
meio das joias das entradas dos benemritos, bem-
feitores e socios effectiros, segando disposni os
estatutos, que V. S. e outros adquirirem para o
sobredito hospital e sem que teoha direito a exi-
gir outra qualquer Indemnisagio da mencionado
da dita quaotia, como ludo foi approvadoiem ses-
sao d'assembla geral dos Srs. socios do iospital
de 10 do corrente mez.
Deus guarde a V. S. por muitos anuos. Prove-
doria do Hospital Porluguez de Beneficencia em
Pernambuco 16 de novembro de 1861.lllm. Sr.
Bernardioo Gomes deCnvalho, D. socio bene-
mrito do mesmo hospital.
Jos. Antonio de Carvalhp,
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
i* secretario. |
Recebl a importancia constante neste offlcio
por mi do lllm. Sr. Beraardino Gomes de Car-
valho.
Recife 17 de dezembro de 1861.
Jos Anlonto de Carval
Provedor.
Joaquim Ferreira Mendes Guimares,
1* secretario.
o,
Communicados.
Somos informados que o Sr. Antonio Manes de
Oliveira ja vai melhor, escapo portento da ferida
penetrante e recelosa. O Sr. Dr. Ignacio Nery,
nio obstante a longitude do lugar em que se acba
o paciente, tem sido conslaote, atravessando os
mos eamiohoa e o ralo tempe. Oa habitantes da
Vanea bastante magoadoi (e com razio) de qae Te os escravos o seu'arrimo I
Atten As lagrimas sao a lingoagem
muda da dor. Ha easos, em que
urna lagrima o dom mais pre-
cioso, qae .se pode offerecer a
um amigo.
IConselheiro Bastos.)
Baixou i sepultura mais um corpo, e sabio ao
co mais um espirito I
Que terrivel transigi esta f I
E' a idea myateriosa da elernidsde, que se nos
aprsenla a cada momelo.
Sim, morreu a Exm. Sra. D. Anua Francisca da
Cmara Pimeotel, mulher do illustre fiuado major
e cavalbeiro da ordem de Christo, Flix Jos da
Cmara Pimeotel, e adorada mli do meu amigo o
Sr. major Jos Feliz da Cmara Pimenlel, no da
15 do correte, deixando os seas na mais acerba
dor, e pesado lulo I
Sim, morreu depois de haver recebido lodosos
Sacramentos, entregando a alma ao seu Creador
com evanglica coragem, e obedecendo aoa seus
altoa decretes I
Esta alma, que voou aos cos era um completo
de vrtudea ioexplicaveis : era excellante esposa,e
carinhosa mii ; discreta, humilde silenciosa, e
affavel amiga; nunca aiaa dura e des'gradavel pa-
la vra ao era proferida per seus labios ao pobre,
qae lhe bata a porta, nunca o fraco deizou de
achar nella o seu appio, o adicto sua comolagao,
Praca do Recife 21 de
fevereiro de 1862.
Vs quatro Yvoras da tarde.
Colacocs da junta de corretores.
.Cambio.
Sobre Pars90 d[v. 365 rs. por Iraneo.
Descont de letras.
10 0[0 ao anno.
J. da Cruz Macadopresidente.
John Gatissecretario.
AllaBdrga..
hendimeatodo dia 1 a 20. .
dem do dia SI......
498 4403815
30.695*796
529:136*611
Movlmemo da alfandega.
Volames entrados com faiendas.. 80
t lora gneros.. 312
Volamos sabidos com fazendas.. 173
c a com gneros.. 175
392
318
- ^-Jy?**?? entrados no dia 21.
1i$M-*e*w*na-rn dias. tenoo sahido de NewBed-
ford, m penca i 38 mezea. barca americana
a Camhrea a. de 361 toneladas, capitio Henrv *
renee, equipagem 38, carga 1850 barra com
azeite de peize. e 450 ditos com apermacele ao
mesmo capitio. Veio refrescar e seeuio para
New-Bedford.
Navios tahidot no mesmo dia.
Maranhaocrvela braaileira nheiro commandante o capitio teoente Joa-
quim Rodrigues da Coala.
Aracatyhiate braaileiro c Iovencivel capitio
Jos Joaquim Alves da Silva, carga differentes
gneros.
Descarregam hoje 22 de ferereiro.
Lugre inglezLileo resto.
Brigue porluguezFlorindamercadoiias.
Barca ingleza Indoocarvao de pedra.
Brigue brasileiroVelozchariue.
Iaiporltftv&o
Brigue nacional Joven rlhur vindo do Rio de
aoeiro consignado a Araujo & C, o seguate :
50 pipas e300 barricas abatidas e vasias, 28
fardos faiendaa, 150 caixas massas, 1 dita ntre-
melos de algodio, 40 pipas vtnho, 22 aiainhas
mercadorias, 30 saceos caf, 300 ditos milho, 100
ditos arroz, 25 latas e 204 rollosifumo de Minas,
11 caixoes cb, 1 dito dito, papel e 32 barricas
farinha de trigo ; a ordem de diversos.
1 caixote r ap ; Googalves ti Cruz.
Exporta eao
Do dia 19 de fevereiro.
Barca ingleza Trym, para Liverpool, carrega-
ram :
Saundere Brothors & C, 12 saceos com 76 ar-
robas de algodao.
Brigue hamburguez Columbus, para o Caoal,
carregaram :
Kalkmann Irmios, 1,000 couros salgados com
31,530 librase 100 saceos com 500 arrobas de
assuear.
Brigue porluguez Constante, para Lisboa, car-
regaram :
Domingos Rodrigues de Andrade 63 saceos com
280 arrobas de gomms.
Brigue porluguez Bella Figuerense, para Lia-
boa, carregaram :
F. S. [tabello & Filho 720 saceos com 3,600 ar-
robas de assuear.
Patacho porluguez Lima I, para Ilha de S. Mi-
guel carregaram :
Palmeira & Beltro, 7 barricas com 59 arrobas
e 14 libras de assuear.
Jos Maria Sodr da Molla, 3 bsrriquinhas com
9 arrobas e 28 libras de dito .
Dia 20
Barca ingleza Trym, para Liverpool, carre-
garam :
Sauuders Brothers 4 C 234 saceos com 1,262
arrobaa e 13 libras de algodao.
Brigue inglez Mary, para Liverpool, carre-
garam :
Phipps Brothera & C, 277 saceos com 1,461
arrobas e 25 libras aea Igodo.
Barca iogleza Dione, para Greeoock. carrega-
ram :
Krabb Thom & C, 1,680 saceos com 8,400 ar-
robas de assuear.
Patacho ioglez snnte Eaurle, para Canal, car-
regaram :
Krabb Thom & <-, 2,000 saceos com 10,000 ar-
robas de assuear.
Patacho inglez Elizabeth, para o Canal, carre-
garam :
Phlpps Brothers & C, 3,000 saccoa com 15,000
arrobas de assuear
Brigue ioglez Marsala, para Marseille,carrega-
ram :
N. O. Bieber l C, 1,500 saceos com 7,500 arro-
baa de assuear.
Brigue dioamarqueza Caroline, para o Canal,
carregaram :
Kalkmann Irmos & C.,160 saceos com* 800 at-
roboa de assuear.
Brigue hespanhol Novo Martin, para Barcel-
lon, carregaram.
Aranag Hrjo & C 36 saceos com 190 arrobas
e 28 libras de algodao.
Brigue porluguez Bella Figuerense, para Lis-
boa, carregaram :
F. S. Rabello & Filbo, 20 pipas com 3,680 me-
didas de agurdenla caxaga e 1,500 saceos com
7,000 arrobas de assuear,
Brigue porluguez Constante, para Lisboa, car-
regaram :
Joao Baptieta de Oliveira, 508 aaccos com 2,540
arrobas de assuear.
T. d'Aquioo Fonceca, 124 saceos com 620 ar-
robaa de ssucar.
Manoel Goncalves da Silva, 20 saceos com 100
arrobaa de dito.
Patacho porluguez Lima, para Ilha de Miguel
carregaram :
Manoel Marques de Oliveira & C. 2 pipas e 4
meias com 728 medidas de caxaga e 2 barris com
72 ditas de mel.
Manoel Gomes de Campos, 3 meias barricas
com 11 arrobas e 24 libras de assuear.
Joo do Reg Lima di Irmao, 116 podras de
amollar e 170 varas de canoa.
Patacho nacional Beberibe, para o Rio da Pra-
ta, carregaram :
Amorim Irmos, 200 barricas com 1,531 arro-
bas e 4 libras de assuear.
Becebedoria der rendas internas
areraen de Pernambneo.
Rendlmentododia 1 a 20. 25:5500238
dem do dia 31...... 83*1389
26:382*627
Consulado provincial
Rendlmento do dia 1
(dem do da 21.
a 20.
86:2589923
1:3640218
87:563*141
Movimento do porto.
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Editaes.
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O Dr. Tristio de Aleocar Araripe, official da or-
dem da Rosa e juiz de direito especial do com-
mercio deata cidade do Recite e capital desta,
provincia de Pernambuco e seu termo, por S.
M. 1. e C. o Seohor D. Pedro II, quem Deus
guarde etc. m
Faco saber aos que o presente edital virem e
delle noticia Mverem que no 17 do marco do cr-
ranle anno, se ha de arrematar por venda i quem
mais der em praga publica o'este joizo ns sala
dos auditorios, urna casa de sobrado de dous an-
dares oa ra da Imperatriz o. 16, tendo no pri-
meiro andar trea jaoeltaa com veranda de ferro,
duas salas e quatro quartos, no segundo andar
duas salas quatro quartos e urna cozioba em ci-
ma, fazeodo um terceiro andar, quiatal murado,
avaliade por 16:000|000 rs. O qual perteneen-
te Francisco Antonio Pereira da Silva e ai a
praea por execuco que lhe move Antonio Goo-
galves Pereira Lima.
E nao havendo laogador que cubra o prego da
avaliagio i anematacio ser feita pelo valor da
adjudicado cora o abalimento'da lei.
E para que chegue ao conhecimeoto de lodos
maodei passar editaes que serio publicados pela
impreosa e afiliados nos lugares do cosame.
Eu Manoel Maria Rodrigues d Nascimenlo, es-
crivio o subscrevi.
Recife, 20 de fevereiro de 1862.
Tristio de Aleocar Araripe.
O Dr. Tristio do Aleocar Araripe, official da im-
perial ordt-ui da Rosa, e juiz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife de
Pernambuco, par S. M. Imperial e Constitucio-
nal, etc.
Fago aaber aos que o prsenle edital virem e
delle noticia liverem, que no dia 17 de margo se
ha de arrematar por venda i qoem maia der, em
prega publica deale juizo, na aala doe auditorios,
os beos seguiotes :
Urna casa de sobrado e solio, n 74, silo na
ra Imperial, com 200 palmos de frente 4 tundo
e 42 de largura, leodo quintal murado com a lar-
gura do oitae do sobrado a encontrar ao altio que
foi do fiuado Maciel, cociendo dentro do dito
quintal estribara graode, cocheira, um armazem
do deposito, porteo de ferro qae bola para a tra-
vessa que vai ter i margeno do re Capibaribe,
tendo mais 140 palmos de fundo no terreno em
que est comprehendido o algrete que eali fra
do numero cima, cojo terreno comprebende toda
a largura desde o muro da trareasa que vai
margena do Capibaribe ao lado opposlo perten-
TLJS silio d0 fioado Maciel, avahada por....
46:0003000.
Urna casa terrea, n. 76, contigua ao mesmo so-
brado, por 4:000*000.
Um sobrado de dous andares na roa do Livra-
mento n. 9, leudo o primeiro andar duas salas e
urna aicova, e o segundo duas salas e urna alco-
va e um pequeoo solio, avaliado por 10:000,000.
Os quaes sao perleoceoles a Antonio da Silva
Gusmio, e vio praga por execugao da caixa fi-
lial do banco do Brasil nesta cidade.
Enio haveudo lanzador que cubra o prego da
avaliagio, a arrematagio ser feita pelo valor da
adjudicago com o batimento da le.
O presente ser publicado pela imprenaa e affi-
xado nos lugares do costume.
Recife, 19 de fevereiro de 1862.
Eu Manoel Hara Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivao o subscrevi.
Tristio de Aleocar Araripe.
O Dr. Tristio de Aleocar Araripe, official da or-
dem da Rosa e juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife, capital desta
provincia M. Imperial.
Fago saber que por parle do presidente e di-
rectores da caixa filial do banco do Brasil me foi
feita a peligao do theor seguiote :
lllm. Sr.Dizem o presidente e directores da
caixa filial do banco do Brasil nesta cidade, que
tendo proposto acgSo demaodial contra Viuva
Dias Pereira & Avellar, Eduardo Adour, nio tem
sido citado o ultimo Eduarde Adour por achar-se
oa Europa em lugar iocerto e nao sabido, qoerem
por isso os snpplicantes que V. S. os admita a
justificar a ausencia do supplicado, para depois
de julgada, ser cijsdo por carta edital com o pra-
zo legal para todos os termos da causa, sua exe-
cugio, al final arrematagio, sob pena de reve-
lia.Escritao Manoel Maria. Pede a V. S. defe-
rimeolo.E. R. M Procurador, Rodolpho Joo
Barata de Almeida.
E mais se oio cootinha em dit | peligao, na
qual dei o despacho do Iheorseguinte :
Sim. Recife 10 de fevereiro de 1862.Aleocar
Araripe.
Emais se nao cootinha em dito despacho. E
tendo ossupplicantes produzido suas testemu-
nbas, subiram os autos minha conclusao e Del-
les dei a sentenga do theor seguiote :
Hei por justificada a ausencia de Eduardo
Adour que se acha em lugar incerto, segundo a
prova dada, e assim maodo que se faga a citagio
por editos de 30 das, publicaodo-ae nos lugares
e gazetas do costume, e pague a justificante as
cusas.
Recife 15 de fevereiro de 1862.Tristio de
Alencar Araripe.
E mais se nio cootinha em dita sentenga, por
forga da qual o escrivao fez passar a presente com
o referido prazo, pelo qual chamo, cito e hei por
citado o supplicado para que comparega neste
juizo, efim de allegar aua defeza, peaa de resa-
la. Porlanto qualquer pessoa o poder eeienlifi-
car acerca do expendido.
O presente ser publicado pela imprensa e af-
iliado nos lugares do costume.
Recife 20 de fevereiro de 1862.En Manoel
Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivao o subs-
crevi.
Tristio de Alencar Araripe.
O Dr. Tristio de Aleocar Araripe, juiz de direito-
especial do commercio desta cidade do Recife o
seu termo, capital da provincia de Peroambu-
co, por S. M. I. e C o Sr. D. Pedro II, que
Deus guarde, etc.
Fago saber pelo prsenle que Francisco Joio
de Barros dirigi ao meu antecessor a petigao do
theor aeguinle :
lllm. Sr. Dr juiz do commercio.Diz Fran-
cisco Joao de Barros, que havendo proposto aegio
de 10 das por letra, contra seos dwedores Paulioo
da Cuoha Soulo Maior, Manoel Jos Leite e ou-
iros, como fazcerlo com a respectiva certidio jaa-
ta nao foi possivel citar-se os dous primeiros aap-
plicados por ae acharem ausentes em lagar oio
sabido; quer por isso o supplioanfe justificar essa
ausencia dos supplicados Sonto Maior e Leite,
afim de que julgado per eeolenga, ordene V. S.
que sejam elles citadoa por carta editil com o
prazo da lei. Pede a V. S. que assim lhe delira.
E. R. M.Procurador, Rodolpho Joio Barata de
Almeida.
E mais se nio conlinha e nem oulra alguma
cousa se declarara em dita petigo aqui verbo
adverbum transcripta e copiada, na qual o meu
antecessor deu o seguiote despacho:
Como requer. Recife 10 de julho de 1861.
Assis.
Nada mais se cootinha em dito despacho anal
inserto, por forga do qual prodoziodo o suppli-
caota as auas testemunhas que juslificaram a au-
sencia dos aupplicados, sellados e preparadea os
autoa, foram-me conclusos, e nos meemos dei a
profer a sentenga do theor seguiote:
Julgo provada a ausencia de Paulino da Cocha
Soulo Maior e de Msooel Jos Leite, e mando
que se faga a citagio edital com prazo de SO dias
M .e,M d* *. oattetaado-se nos lugares mais
pablicos e gssalas msis lidas. E pague o justifi-
cante as cusas.



DIARIO DE PEINAMBUca SAMADO 23 ME nVEftEIM DE IMS.
Recif* 4 de dezembro de 181.Tristio de
Aleocar Araripe.
Nada man se coniiaha em diU seotenca aqui
transcripta e oopiada, en virtude da qual 0 es-
crio, que ale sebacrevea, (ex pasear o presenI
te edital coa o praio de 30 lias, peto theor do
qual chamo, cito e hei por citados os justificados
ausentes Paulino da Cunta Souto Maior e Manoel
Jos Lettt para que dentro de referido prazo con-
parecam oeste juico para allegar a la defeza
por todo o cooteudo na pelicao cima inserta,
sob pena de proseguir a causa seus termos a aua
revelia ; portanlo toda e qualquer pessoa prente,
amigo ou coohecido dos mesmos justificados po-
der-lhes-ha fazer scientes de todo o expendido.
E para que chegue a notioia a quem coovier,
mandel passar editaes que sero afiliados nos
lugares do costme e publicados peta imprensa.
Dado e eessado nesta cidade do Recife de l'er-
mmbuco, aos 20 das de mez de dezembro de
1861, 40 da independencia e do imperio do Bra-
sil. Eu Hsnoel de Carvalho Paes de Audrade,
escrivo o subscrevi.
Tristio de Alencar Araripe.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife, se faz publico que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimeotos do
1* do correte ao ultimo de marco viodouro, e
aquellos que nao pagaren dentro do prazo mar-
cado, flcam sugeitos a respectiva multa.
Contadoria municipal do Recite 19 de feverei-
ro de 1862.O contador, Joaquim Tarares Ro-
dovalho.
O Illm. Sr. iaspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do correte, manda
fazer publico, que no dia 27 deste mez vsi nova-
mente prara para ser arrematado a quero mais
der, o imposto de 10 por cento sobre a renda dos
termos occupados com o planto do capim oeste
municipio, avahado aonualmente em ris........
3:0009000.
A arremalacao ser feita por lempo de trela e
tres mezes, i contar no 1 de outubro de 1861
30 de juoho de 1864.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao, comparecer na sala dassessesda junta da
fazenda da meama thesouraria, no dia supramen-
cionado, pelo meio dia, e competentemente ha-
bilitados.
E para constar se maniou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Per-
nambuco, 17 de fevereiro de 1862.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, lendo reca-
bido do Instlalo Histrico Brasileiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorrim para area-
Jisa^o dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria di mesrna cmara as
quantias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestaro de boa vontade a rea lis j-
cao deste grandiozo Gm.
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 28 de outubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, official maior servindo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Mageslade o Imperador a
sua imrnidiata proteccao, resoheu que se levan-
tase nesta corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se eiigisse ura tmulo digno
de seus preciosos despojos; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grali-
do brasileira, e que devem transmiltir s posteri-
dade as tradices gloriozas que se ligam a um
dos grandes \ ultos nactonaes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assignadcs, membros da commis-
sio a que o Instituto Histrico incumbi lao
nobrc misso, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripcoes populares entre os
seus munietpes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas i povo.
A commissao desejando que todos os Bra-
eilelrus poacam oncorrer para to patritico
monumento, quies quer que se jara as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quantias
entre rail e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junbo de 1863, centesimo anniversario na-
talicio de Jos Bonifaciode Andrada e Silva ; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignem de
coadjnval-a em tao louvaxel empenho, activando
e apressando a subscripto, cujo resultado seti
publicado as folhas diarias d'esta capital.
Deus Guarie Yv S. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. presi lente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernamryjco. Enzebio
de Queiroz Coulinho Matlozo CmaraJoaquim
Merberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereirs
da Silva.Barao de MauJote Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique de Beaurrepain Rohan
Dontor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SaniosF. S. Das da Molla.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
viucial, em cumprfmenlo da resoluco da junta
da fazeoda, manda convidar aos 'proprietarioa
abaixo mencionados, a enliegarem na meama
thesouraria, no prazo de 30 dias, a cootar do Ota
da primeira publicado do presente, a importan-
cia da quota com que devem entrar para o cal-
lamento da ra do Cabug, conforme o disposto
na lei provincial n. 350. Advertindo que a falta |
da entrega voluntaria ser punida com o duplo
das referidas quotas. na conformidade do art. 6.
do regulameolo de 20 de dezembro de 1814.
Numero 2 Jos Peres da Cruz e her-
deiros de Jos Gomes Villar 489000
4 Os mesmos 60*000
6 Jos Antunes Guimaraes 45&0O0
> 8 Francisco Jos Teixeira
Bastos 60000
> 10 O mesmo 45.;00
a 12 Ordem terceira de S.Fran-
cisco 90000
14 Recolhimento da Glora 120flOUO
o 16 D. Aguia Senhorinha Pe-
reira 270000
18 Jos Brandao da Roeba 1719000
5 Joo Antonio Carpioteiro
da Silva 24O&O00
> 7 Irmsodade do SS. Sacra-
mento do bairro de Santo
Antonio 309(600
9 dem idem 2599200
11 dem idem 3009000
2.-4589800
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provintial de Per-
nambuco 13 de fevereiro de 1862. secretario,
A. F. d'Aanaociacio.
De igual forma contrata mais o conselho no
dia 15 daquelle mez de marco, pelo dito lempo, a
lavagem de roopa das enfermarlas de marinha e
doa africanos, a da maruja do mesmo arsenal,
bem como o fornecimento do seguate :
Fardameoto para a companhia de aprendi-
zes artfices.
Bonett de uniforme, bonets para o servico, blu-
sas de algodo azul americano, blusas da brim
branco, calcas de panno azul, caigas de brim
branco, caigas de algodo azul americano, cami-
sas de algodaozioho branco, cobertores de lia,
colches de linho cheios de palha, colchas de al-
godao, frdelas de panno azul, froohas de algo-
daozioho, grvalas ou lencos pretos, lencoes de
algodozinho, aapatos, saceos de guardar roupa,
e travesseiros de linho chelas de p*lha.
Fardameoto para os imperaes marinheiros e
aprendites dikof.
Bonets de panno azul, camisas de brim branco,
caigas de algodao azul americano, caigas de brim
branco, camisas de algodao azul americano, ton-
gos pretos, polainas de panno prelo, e tpalos.
Fardameoto para os fuzileirot Barata.]
Boneta de chapa e de palha, caigas de brim
branco, caigas da panno azul, camiaaa de brim
branco, frdelas de panno azul, polainas de pan-
no preto,eaapatos.
Para ot africanos livres no trrico do arte-
nal de marinha.
Caigas e camisas de algodao azul americano.
Para as africanas livret no servigo do
dito arsenal.
Camisas de algodaozioho branco e taiat de al-
godo azul americano.
Para as obras cargo do referido arsenal
. de marinha.
Tijolo de 1 venara grossa, pedrasde alvenaria
bruta, pedra da cantara lambem bruta, cal bran-
ca e cal preta.
As amostras dos pannos para os fardamentos
deverao acompaohar as respectivas propostas ;
bem como serem elles feitos por medidas dadas
aos contratantes.
Secretaria do conselho de compras aavaes em
Pernambuco 21 de fevereiro de 1862.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de fazer o fornecimento
dos meoorea do arsenal de guerra, nos mezes de
margo e abril prximos vindourbs.
Pi de 4 ongas, bolachas, assucar refinado de
2* sorte, caf em grao, cria bysson, manteigs
franceza, carne verde, dita aeces, bacalho, ar-
roz do Maranhao, farinha de mandioca de primei-
ra qualidade, fejo prelo ou muiatioho, iouc-
nho de Lisboa, azeite doce de Lisboa, vinagre de
Lisbot.
Quem quizer fazer o fornecimento cima decla-
rado aprsente as suas propostas em carta fecha-
da na secretaria do conselho, s 10 horas da ma-
nha do dia 26 do correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
fevereiro de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiotes :
Para prorimeolo do armazem do arsenal de
guerra.
5 arrobas de cabo de linho brinco de 1 polle-
gada e 1 quarto.
40 quintaes de ferro em barra de 1 li,2 polle-
gada.
25 quintaes de ferro quadrado de 5 oitavos.
10 quintaes de ferro em verga de vareada.
16 duzas de limas chatas de 14 pollegadas.
5 lenges de chapas de ferro (bom) de 24 a 30
libras.
Para o hospital militar.
50 pares de meias de la grossa.
50 barretes de la.
6 panellas de ferro com lampa, sendo 2 de 10
galoes, 3 de 8, e 1 de 6, forradas de porcellana.
2 cassarolas, sendo 1 de 8 galoes, e 1 de 6,
forradas de porcellana.
2 jarras grandes de barra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 26 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
fevereiro de 1862.
Benlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogat secretario interino.
Companhia pernambuca-
na de vapores costeiros
De ordem do conselho de direcejio sao
convidados os Srs. accionistas da Com-
panhia Pernambucana a se reunirem
em assembla geral no dia 22 do cor-
reute, ao meto dia, na sala da associa-
cao commercial, para Ihes ser presente
o relatorio e balanqo annual. Recife
14 de fevereiro de 1862.O gerente,
F. F. Borges.
Faculdade de direito.
De ordem do Exm. Sr. director fago publico
que desta data em diante podero os alumnos
desta faculdade pagara taxa, correspondente a
primeira matricula. Secretaria da faculdide 22
de fevereiro de 1862.O secretario.
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
anno exceda em sutaptuotidade e brilhaotitmo
a todoa os que all aa tem dado a que correapoo-
dtm a civrflsaco e rapido-progresso da liada
Veoeza Americana.
O crdito de que goza este bem coohecido et-
tabelecimanlo, a boa ordem que otile cosluma
reinar e finalmente a affabilidade e fiot educa-
cao dos cavalheiroi que o cottumtm frequeottr,
dupensa-nos de recommendagoes ao publico com
pomposos annuncios.
Ser mantida a boa ordem a observadas as dia-
poaices do regulamenlo interno, approvado pelo
Illm. Sr. Dr. chele de polica os quaes permittem
que o segredo dos malearas teja inviolavel salvo
aquellos que te nao porlarem segundo at regras
de ctvilidsde e dosboos costumes.
Os cartes do ingresio estarlo expostos venda
no pavimento terreo do mencionado palacete, no
dia do baile. Para damas, gratis ; para cavalhei-
fos, 29000. _________________________
GRANDE
e extraordinario baile
DE
Mascaras e sem mascaras.
Sabbado 22 do corrate.
Nos majestosos saloes do caes de Apollo,
em beneficio do administrador dos
mesmos, para fazer face as extraor-
dinarias despezas dos bailes do car-
naval.
A's 8 horas da noile a bands militar exe-
cutar riquisaimas pegas de msicas france-
sas, como o ataque de Sulpherino e Magenta e ou-
Iras pegas de bom gosto, ardeodo a illuminago
a gaz toda, e novas vistas vindas ltimamente de
Paris, havendo um extraordinario convite de te-
nhoras e cavalheirot; esperando-se grande con-
currencia, em consequencia de eslarem ot tsles
ricamente ornados com riquissimo gosto, nao
deixando nada a desejar aos concurrentes. O bom
gosto, a o lugar pitloresco, em que se acha col-
locada a casa, offerendo todas as vantsgens s
pessoas que a frequeotam.
Ser cumprilo fielmente o regulameoto do Sr.
Br. chefe de polica.
Entrada para homens2#, senboras gratis.
Carreiras e brinquedos
de atinis sobre cavallos
de madeira, no caes 22
de Novembron. 12.
Estedivertimento que tem obtido completo xi-
to, tanto na Europa como na corle do Brasil, co-
megar a ser exposto ao publico desta cidade, de
domingo (241 em diante, lodos os dias. Cada pes-
soa ao eotrar, dever muirse do competente
bilhete, quecuslar 200 rs., e dar direito a urna
corrida e urna parte no jogo de anneis.
tem excellentes commodot para carga e passa-
geiros e pretende sabir at o flm do correte
a tratar na ra doCrespo o. 14 ou a bordo de-
iroote do ces do Ramos
Far Aysos maritiaos.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, cap ao Augusto Culos dos Reis
visto ter prompta a maior parle do seu carrega-
mento : para o restante e pnssageiros, para os
quaes tem excellentes accommodagoes, trata-se
com Manoel Ignacio de Oltvara & Filho, largo do
Corpo Santo, no escriplorio, ou com o capito na
praga do commercio.
lio Grande do Snl pelo
Kio de Janeiro.
A barca brasileira Carioca recebe carga para
ambos os portos : trata-ae com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, tem parte de seucarregameoto
a bordo ; para o resto que Ibe falta, irata-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C., no aeu escriplorio, ra da
Cruz o. 1.
Para o Pdrto.
Segu em poucos dias a barca porlugueza
Ffor da Maia, por ter parle do seu carregamen-
o promplo ; quem quizer carregar ou ir de pas-
lagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
sea eteriptorio da ra do Apollo n. 43, tegundo
andar.
LEILAO
No 1 de manjo.
O agente Oliveira offerecer em leilao os pre-
dios abaixo designados que serio arrematados
chegano aos pregos rr odeos limitados pelo seu
propnetario e os quaes rendem approximada-
mente 10 por cento sobre o custo elevado, a que
foram obtidos em poca mais favoravel, e pode-
ro eventualmente reoder mais em razio de se
scharem situados em localidades commerciaes
desta cidade, a saber:
Um sobrado de 3 andares em chio proprio, na
roe Direita n. 36, com 5 jaoellaa de frente, quin-
tal, cacimba e cosinha for.
Vm dito de 3 andares e sotio, em chao pro-
prio, na ra do Livrameoto n. 26, com 3 janel-
las de frente, cosinha fora, quintal com estriba-
ra, quarlos, cacimba etc.
Urna casa tarrea na travessa de S. Pedro n. 1,
foreira, com 2 salas, 2 quartoa, cosinha, quintal
e cacimba.
Tres partes de um sobrado de um andar cor-
respondente a quasi meta.de do seu valor, na ra
de Hortas n. 66, em chao proprio, com toja de
venda, quintal, cacimba etc.
Sabbado 1*" de marco
no escriplorio do referido agente, na ra da Ca-
deia do Recife, ao meio dia em ponto; e decla-
ra se que annunciado este leilao com tanta an-
tecedencia para dar lempo a que os pretenden-
tes venham examinar a inteira legalidade dos t-
tulos, no escriptorio do indicado agente, que
desde j se offerece a exhibi-los e a dar os es-
clarecimentos necessaros, e para que os mesmos
preteodentes possam examinar previamente o
estado e bondade dos ditos predios.
LEILAO'
APPR0VJK110 E AlTOKISACiO
DA
mtmmk mmm m mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
CHAIRAS WEDiCllAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS '
De Ricardo Hirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elpctro-maG!TETicas-eispasticas obtera-se urna cura radical e ra
fallivel em todos os casos de inflamma$ao ( cant externas.como do 6gado, bofes, estomago, bago, ras, ulero, peilo, palpitando de coraeao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rbeumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, ele., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lobinhos escrfulas ele., seja qual fr o seo
tamanho e profundeza por meio da suppurarao serio radicalmente extirpados.
O uso del las aconselhado e recaladas por habis e distinctos facultativos, sna efficaia rt-
conjestavel, e as innmeras curas oblidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de praliea.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por tscripte, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianco, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o molde do seo
tamanho em ura pedago de papel e a declaraco onde existem, afim de que as chapas sejo da
torma da parte affectada e para serem bem applicadas no seu lugar,
Pode-se mandar vir ds qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os acces-
orios para a collocagao deltas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confiaBga, em seu esariptorio, qua
se achara aberto todos os dias, sem excepgao, das 9 horas da manhaa s 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Cv
QUINTA FEIRA 27 DO CORRENTE.
O agente Pinto autorisado pelo Sr. Joaquim
Mara Ferreira de S (ebegado ltimamente do
Rio de Janeiro epa'ra onde se retirar em pou-
cos dias) fir leilao as lt horas do dia cima men-
cionado em seu escriptorio na ra da Cadea n.
9, dos predios abaixo declarados, a saber:
Duas casas terreas com (res portas de frente
com grandes sotes, quintaes cacimbas, sites
ua ra dos Guirarapes ns. 58 e 60.
Duas ditas ditas com duas portas de frente, s-
idas, pequeos quintaes e cariabas, sitas na ra
do Apollo ns. 13 o 15.
Urna dita com urna porta e janella, com solo,
quintal e cacimba, sita na ruada Guia n. 22.
Os prftendenles poderao desde j examinar as
refer tas casas, procurando entenderem-se com
o mesmo agente a respeilo dos likilos e mais
documentos das referidas casas.
Para as encommendas ou inforraaces dirijam-se a
ra do Qbeimado n. 15.
pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
w*m
DE
ieciaracoes.
Conselho de compras navacs.
Contrata-ie no dia 5 da margo prximo, tob
at condicoes do ettylo, e por tres mezea fiado
em junho do correte anno, o fornecimento da
vveres, dietas, a da outros objectos de contumo,
para os navios da armada e estabelecimentot de
marinha ; compoalo o fornecimento de arroz do
Maranhao, agurdenle de SO graos, attucar brin-
co grosao. asaucar branco reflnadj, azeite doce
de Lisboa, azeite interior ararula, alelria. bola-,
cha, bacalho, boUcbloha, carne teces do Rio
Grande, caf em grao, carne salgada, carnauba
em Tela, carne verde, cangica, ou milho pilado:
cevedinna, chi. farinha de maudioca. falli, st-
tinhat, manteiga trauceza manleiga ioaleta.
maue, pao, eaMo, toucioho de Litaoa. tapioca
vinagra de Litaos, velas atearioaa a vinho de Lis!
boa ; palo que convida o conselho aot oreten-
deelM a apresentarem tuaa aropettas em caftat
fechadas ene OU at ai 11 horas da manh&i
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Transferencia.
Em consequencia de haver chegado esta ci-
dade, vinda do Rio de Janeiro, a arcrobata fa-
milia Freir, que deseja dar a este publico al-
guna dos seus muilo variados espectculos, em
que se distinguere chancas de 11 annos e4, pelo
raro talento artistico em to teora idade, e tendo
a direccio da sociedade dramtica, que se acha
oo mesmo theatro, coohecido a sublimidade dos
trabalhos da companhia Freir, transfere para
quarta-feira 26 do crrante, o seu espectculo
lbe preciso para a prepararlo scenica necessa-
na aos trabalhos gymnasticos da companhia re-
cem-chegada.
A ord. m do espectculo de quarta-feira aeri
nova e convenientemente annunciada:
BAILE
CAS POPULAR
MASCARAS EPHANTASIA
no *
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 1* demarco.
A eociedade Cassioo Popular, tem a honra de
aonnunciar ao retpeittvel publico, que o Io baile
doa folgaret do prximo
Carnaval.
ter logar 09 dia cima mencionado, o qul taca
com maicaraa t sem ellas.
A tociedada Dio pretende necupar a atleacaa
publica coto grandes promaitat, portento Umita-
ae em fflrmar que tem empregado ot meiot pos-
iio de Janeiro
O brigue brasileiro Joven Candido recebe
carga e eteravos a frete : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C largo do Cor-
po Santo n. 6.
INDI!
Janeiro.
Seguir at o dia 25 do correte para o porto
indicado o bem conbecido brigue nacional En-
cantador : para o resto da .carga que Ihe falta
trata-se com a viuva Amorim & Filbo, ra da
Cruz n. 46, ou com o capito na praga.
Para Lisboa e Porte.
Pretende seguir para os dous portos cima
com muita brevidade o veleiro e bem coohecido
brigue nacional Eugenia, capillo Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe e primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
Ihe falta, trata-ae com os seus consignatarios
Antonio Lniz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Urna escollada collecQlo de modernas
gravuras inglezas das mais celebres
personagens como sejam Sir E. Laun-
dseer, Sir Charles Eastlake, Sir Da.
vid Wilkie.J.M. W. Turner, Frith,
Ansdell, Herring, Brooks, Webster,
Fred Tayler, David Roberts etc., etc.
Quapta-feira 26 do corrate.
Q agente Pinto far leilo por conta e risco de
quem perteocer em lotea a vontade dos compra-
dores de urna grande collecc,ao de finas gravuras
inglezas as quaes j foram expoalas no armazem
da ra do Imperador n. 74, na ra da Cadea n.
9, e acham-se presentemente expostas ao exame
dos pretendientes no armazem da ra da Cadeia
o. 14, onde se effectuar o leilo no dia cima
mencionado.
Principiar s 10 horas em ponto.
GoDlinoacao do leilao
DE
Milho de 10 saceos para cima.
HOJE
91
S
COMPMHU BRSILEIR
DE
E esperado dos portos do tul al e da 28 do
correte um dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do costme seguir para ot
do norte.
Desde i recebem-se patsageiros, a engaja-te
a carga que o Tapor poder conduzir, a qual de-
ver te embarcar no dia de aua chegada, diohai-
ro a frete e encommendas al o dia da sabida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz da Oliveira Azevedo
& C.
jj^j
COMPrWIcBRSILEIR
r-AOTUBS l TOdDl.
Bos portot do norte esperado at o dfa 5 de
marco o vapor fVincero de Jainvitle, o qusl de-
pe da demorado cosame seguir para os par-
tos do tul.
Desde } recebera-se passageiros e engaja-ae a
carga que o vapor poder conduzir a qual flever
ser embarcada no dia do sua chegada, encom-
mendate Oiirtieiro a frete ar o dia da sabida s
J horas da itrd-e : agencia roa da Cruz n. 1, es-
criptorio 4a Aalocia Luit de Oliveira Azevedo
A C ,
Para o Ass
com escala peta Parabies a Rio Grande do Noria
i_ : b j ._ m A """ v' |ima nnoin o HTOiarauo* o nona
airis, afim de que ot bailet do Cattiao, ato a biate cjaguartaa*. da fritamm aecbt, a qwl
/
O agente Pesiaba vender em leilo por con-
ta de quem perteocer 75 saceos com milho de
superior qualidade : hoje 22 do correte pelas
10 horas da manhaa no armazem do Sr. Anues
defronle da alfandega.
LEILO
A 2 do corrente.
F. Souvage 4 C fara'o lsilao por intervencao
do agente Oliveira, do mais bello sortimeoto de
fazendas de algodo, linho, I e de seda, sendo
todas de le. e |muilat deltas as mait proprias
para o lempo da prxima quaresma, escolbidat
com discern ment e expressamente para este
mercado, tanto em relaco aquellas que sao apro-
piadas ao luxo, como para o oso geral e com-
modo das pessoas que trajam com decente gra-
vidada:
Segunda-feira 24
do corrente, s 10 horas da manhaa ou logo que
comparece qualquer numero de seus bons fre-
gaezes, cuja concurrencia apreciaro em teu ar-
omen) na ra da Cruz.
Avisos diversos.
t
Nesta typographia, pre-
cisa-se fallar ao Sr. Dr. Ju-
vencio Atves Ribeiro da Silva,
que reside oo Rozarinho.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os donos dos nmeros tbtlxo mencionados
odera waadar buscar as mapas qut eatio prom-
atat: 35.241.220. 156,271,87, 285.210, 817.
164.18,944.274,311,833.311. 13. MT, 158,
294, 124, 239. 334. 312, 2d7. 245, 184. 316, 317,
133, 293, 323, 333.
Na ra do Crespo n. i 4, precisase
tatuar com o Sr. Francisco Lopes Macha-
do a negocio que Ihe cU respeito.
Alforde arrat, tabdito a trica na. retira-
se pan o MacaabJ.
Preciua-se de um oflicial de bar-
beiro: na ruadas Cruzes n. 55.
Aluga-sea casa terrea n. 6 sita na Baixa
Verde da Capunga : a tratar ua ra do Raugel
n. 10, primeiro andar.
Consultas medias. *
** Serao dadas todos 03 dias pelo Dr. Cos-
St me de S Pereira no eu escriptorio, ra
9 da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
Se da manhaa menos aos domingos sobre:
1.* Molestias de olhos.
II 2.* Molestias de corarlo e de peito.
8 3.* Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
n O exame dos rioentes ser feito na or-
1| doro de suas entradas, comeoando-se po-
I rra por aquelles que solTrerem dos
H olhos.
n Instrumentos chimicos,acsticos e op-
K ticos sero em pregados em suas consul-
* tages e proceder cam lodo rigor e pru-
I dencia para obler certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
e tratamenlo que Jeve destrui-la ou
curar.
|C Varios medicamentos ser oambem
S empregados gratuitamente, pela cer-
IE teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
8** promptido em seus effeitos, e a necessi-
dadedoseuempregourgenteque se usar
^ delles.
|| Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
S doeotes toda e qualquer operario que
ai julgar conveniente para o restabeleci-
ment dos mesmos, para cujo fim se acha
X prvido de urna completa collecco de
Sinstrdmentos indispensavel ao medico
operador.
if ~ii-i*illfi*lr*i ataA^M*-
IrlIVBVVaiVTnV WRBIf
Ordem do dia.
Como que existe j Identro da capital ras
que nao ha mais illuminago, como se prova
com os moradores da meama que a ra do o j-
ro quarleiro n. 31, pois islo ser pelo empre-
gado on pelo administrador. desd-> o dia 15 que
nao ha luz oeste lugar. Pergunta-se a quem
possa responder.
Roga-ae a senhora que a vinte dias pouco
mais ou menos mandou na ra da Cruz do Re-
cife, ofTerecer-se para enfeitar velas de cera pa-
ra baptsados queira apparecer nadita ra n. 60
ou declarar sua morada.
O coronel Lamenha Lins declara se achar
cassados os poderes da procuracao que seu filho
Augusto Lamenha Lins passou a Joo da Cunha
Reis. Olinda 20 de fevereiro de 1862.
Aluga-se o segundo sudar da casa u. 15 da
ra do Vigario: a tratar na taberna n. 13 da
mesma ra.
Aluga-se a loja da casa n. 54 da ra Di-
reita com armaco illuminada a gat: a tratar oa
ra do Livramenlo n. 38 ou na ra Augusta nu-
mero 114.
Aluga-se a casa n. 11 na Passsgem da Mag-
dalena entre as duas pontes pequea e grande
dirijam-se ao pateo do Carmo loja de tarUru-
gueiro n. lou no sitio do Cajueirc n. 1.
Por muitas vezes se tem annun-
ctado que sotnente se recebera asignatu-
ras deste Diario a 5# por trimestre,
sendo pago dentro de 15 dias do coin-
90, mas acontece que alguns de seui
assigoantes demorem o pagamento alem
daquelles dias, e se julgueu com direi-
to a paga-Io a dito preco anda mesmo
que falte meia duza de dias para se
vencer o trimestre; por tanto de novo
se declara que nenhum direito tem o
subscriptor de pagar a sub'cripcSo a
seu arbitrio, esim como est estipulado,
nao servindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber-se na ltvraria ns. 6 e
8, da praca da Independencia, por nSo
haverem tantos recebedores, quantos
seriam precisos para encontrar em
suas casas, a alguns asignantes.
Fugio aa dia 21 do correo (a o escravo Ja-
cob, de Angola, de idade de 40 annos, alto, ma-
gro, rosto descarnado, pouca barba, rendido da
virilha direita a com sigoal de um caustico ao
p do estomago, costuma diter que ttchtma Jo-
s, este escravo perteace aos btrdeirot de An-
tonio da Coatt Rigo Mooteiro ; quem o pegar
eotregue -o aa mi da Praia de Saot Rila o. 45.
segundo andar, que aer recompensad*.
Francitoo Gomes de Mattea Jnior partindo
para o Cear a alo podendo maia pratoalmeo-
lt despedir-se da teas amigas, offerece a seu
preatimo naquella provincia, a Ihtt pede mil
dasculpat.
Alga-se
o sobrado da ra Direita n. 45, com
duas grandes salas, quartos sendo 5
bastante grandes e cosinha fora, botan-
do o fundo para a torre da Penha : a
tratar na loja do mesmo.
^tj
$p Ammib^wmim amtmer,, .
3Ra estreita do Rosari3
Francisco Pinlo Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
ceba paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
outras preparacoes as mais acreditadas
para conservaco bocea.
O
:
303 S
Manoel Alves Guerra declara pelo presente
que restiiuio a sen sogro o Sr. Manoel Joaquim
Ramos e Silva a procuracao que elle Ihe havia
dado para tratar doa negocios de sua casa com-
mercial assim como que por IraosacOes efec-
tuadas durants o lempo que ella vigorou, dita ca-
sa nada deve a esta praga.
Um homem cora as habilitaces precitas
offerece-se para feitor de eogenho quem de seu
prestimo se quizer utilisar dirija se a ra daa
Cinco Ponas n. 146.
39@9 089
tlt Len Chapelin, artista recentemente (B)
f) chegado a esta capital, tendo vindo subs- A
tituir em seu estabelecimento o Sr. Siall,
@ offerece seus prestimos no exercicio de sua 0
9 profisso ao respeitavel publico desta pro- tV
Q vincia. trabalhando cm todos os systemas fk
% at hoje conhecidos. mxime pelo syste- %
% ma cenotypo coohecido hoje como o mais 9
Q brilhanle em resultados e rivalisando com fa
fj a mais perfeita pintura e bem assim era 9
}J candes de visitas. f)
f| Est em seu estabelecimento durante 9
t) todo odia, e os teas trabalhos sero por f}
preco razoavel. Q
jb Reside na ra da Imperatriz n. 14. m

Publicacoes do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
THESOl'ttO HOMEOPATHIfO
ou
VADE-MECMDO HOMFOPATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelmene augmen-
tada.)
Diccionario polar it medicina t-
ico
PELO ER.
SABINO 0 L. PINHO.
Cootinuam as assigoaturaa para ealas obras
258000 em brochura al fevereiro.
Ra de Saato Amaro (Maado Novo) n. 6.
Aluga-se o terceiro aa-
dar do sobrado do .largo do
Corpo Santo, esquina da ra
do Trapiche n. 48, a tratar no
mesmo,
Eu abaixo assignado declaro pelo
presente que, na qualidade de tocio d*
rma de J Praeger & C, a juitei a con-
tas com Joao Praeger, que detxA de ser
socio de bojo em diante, conbauando
os negocios por minha conta. Per-
nambuco, 18 demarco de 1861.
C. A, ton der Iririeo,


PUUO DE PKMUBBUOO. SUBIDO M DI FETRBIRO DK 1863.
8
I
8
8
Aluga-se barato
sapacnio e commodametite situado armazem
pata deposito de gneros de estira, oa iraveisa
do Costa d. 6, becco da Bol, bo Ferio do Mal-
los : trati-se De rma do Cabug a. 7, loja de
jojae.
Est para alunarse uta primeiro andar de
un sobrado oa ra das Aguas-Verdes, e urna ca-
sa terrea na ra Velba da Boa-Vista : quem pre.
tender, (alie na ra das Crines 0.3, penltimo
sobrado quem Tai da ra do Queimado para S-
Fraocisco, lado direito.
Os donos das casas da ra de S. Miguel a
. da ra de Motocolomb dos Afogidos, que pa-
girn foros do chao, se quizerem comprar os mea-
mos, apparecam no becco do Marisco, sobrado o.
7, segundo andar, oestes 30 dias.
Quem quizer alugar um grande armazem
que pode ser dividido em deus, e que tem fren-
te para a ra do Imperador e para a do cees, di-
rija-se loja de ferragem da ra do Quetmado
n. 14.
Grabas a Dos.
J estamos era um tempo que nao mais pre-
ciso illumioaco a gaz no becco do Peixoto a tra-
vesa beira mar, pois que liemos empregade a
sle lugar que trata dos lampeoes muilo bem,
jpois a limpeza j immensa que o alerce
j encobre a luz.
xoMSMSftae-MSMMB smmm*
A abaixo assignada roubaram, no da
7 de Janeiro prximo passado, eetre dif-
ferentes joias de ouro, cinco escripia, ras
de compra de suas escravas Joanna, Ma-
ria, Antonia, ilegismunda e Anna, que
estavam guardadas no mesmo bahuzinbo
t onde estavam as joias. Faz, pois, esta
j declarado ao publico para obviar qual-
quer fraude, que com taes ttulos se
pretenda pralicar.
Recit 17 de fevereiro de 1862.
Gandida Lina de Figueireda.
iTW^PWWSavwe^sja^iBa^BjaBjiJi^njsfjaBf setaTO BjtstW yujsvfa*ww wmw^em
O abaixo assignado faz publico que teudo-
se-lhe furtado urna cartelra na qual existiam
varios papis e urna lellra da quanlia de 848$,
aceita pelo Sr. Antonio Francisco dos Santos,
vencida em 29 ou 30 de oovembro prximo pas-
eado e pelo presente declara que flea sem vigor
algum a dita leltra, por ter recebido do aceitan-
te o importe da mesma, como consta do docu-
mento que lhe passei. Recite 19 de fevereiro
de 1861Henrique Ramos das Neves.
Aluga-se urna casa terrea muilo bem tra-
tada, com 3 gtandes quartes, 2 salas, cosinha
fora, cacimba e grande quintal murado, na ra
Imperial n. 260: a tratar na padaria da ra Di-
reila n. 84.
Thoraas M. K. M, Rae, subdito inglez, re-
tira-se para loglaierrj.
Precisa-se de alugar urna escrava para com-
prar e cozinhar: na ra do Llrramento n. 7.
_ Precisa-se alugar urna ama para todo ser-
vigo de urna casa de duas pessoas : na ra do
Sebo d. 15.
Aluga-se por 6jf000 mensaes urna pequea
tnei-agua, propria para bomem solleiro, e sita
na ra do Gezometro : a tratar com o Sr. Va-
lenca.
Aluga-se o primeiro sudar do sobrado da
ra da Senzaia Velba n. 48 : a tratar na loja do
mesmo.
g 1 rat a ment hoiueopathico J
preservativo e curativo^
do cholera-morbus.
PELO DOUTOR
SABINO 0. L PIMO.
Vende-se cada exemplar a 500 rs.
Distribuicao gratuita sos assignantes y
das obras homeopathicas do Dr. Sabino, f,
e aos freguezes da pharmacia especial
bomeopstnica. Ra de Santo Amaro 1
(Mundo Novo) o. 6.
Aluga-se o primeiro ou o segundo andar
do sobrado da ra do Crespo d. 4 por cima do
estibelecimento de J. Falque, sendo o primeiro
proprio para escriptorio e o segundo proprio para
familia por ter cozioha e soto; para um ou ou-
tro destes andares, trata-se no mesmo estabele-
cimenlo.
Para alugar.
Urna casa terrea nova, ni ra do Destino o 2
freguezia da Roa-Vista.
Precisa-se alugar um bom cozinheiro ou
cozinheira para casa de urna familia, paga-se
bem : a tratar na ra da Aurora n. 4.
Aluga-se a casa da ra da Roda d. 23, a
qual tem os seguintes commodos : 2 salas, 5
quartos. saguo e sumidouro pira aguas servidas,
soto assobradado com 2 salas, 2 quartos, cozi-
nha, lerraco, sumidouro para aguas servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, quer para o
pavimento terreo quer para o solio ; a .ratar na
praca da Independencia n. 22.
Aluga-se um sitio na Ponte de chda, de-
fronte do caes; a tratar na ra larga do Rosario
loja o. 10.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar; ua roa dos Guararspes, em Fora de
Portas, sobrado n. 18.
Aluga-se um armazem oa ra da Cruz n'.
29 com sahida para a ra dos Tanoeiros. a loca-
lidade a melhor possivel para qualquer esta-
belecimento : a tratar no pateo de S. Pedro nu-
mero 6.
8
i
8
8
I
8
Carnaval!!!!
Grandes e extraor-
dinarias cava-
lhadas.
Na ra do Imperador.
O director dss cavalhadas e proprieta rio doguar-
da-roupa, na mesma ra, tendo obtido a com-
petente licenca do Exm. Sr Dr. chele de polica e
-tirando a competente licenca da .cmara munici-
pal, participa ao reepeitavel publico desta capital
que tem de haver nos dias 2, 3 e 4. das do car-
naval, as ref<*idas cavalhadas na mesma ra do
Imperador, fV.eodo duas vistas, urna para a re-
ferida ra na direceo da casa do xm. Sr Dr
chefe do polica, e a oulra para o palacio ve'lho"
sendo o centro das referida, cavalhadas na es-
quina da ra do Crespo. A msica ser em lodos
os tres das do 4 de art.lbaria com toda a sua
pompa e brilhanliamo do costume.
,m C'.?lher.s que M aPentarem receberSo
umi c.rto gratis para que teobam ingresso as
referidas cavalhadas. Os clarins para dar os sig
oaes serao concentrados ao p das argolinhas, e
locar a msica que sempre qualquer cavalheiro
tirar a referida argolinha, quer do lado da ra da
taaeia velha, quer do lado do palacio velfco, tudo
na mesma ra do Imperador,
Roga-se a todas as pessoas moradoras na mes-
ma ra e da ra do Crpspo, como de coslume
para prestarem o seu auxilio, e que o coadjuvem
para se poder levar a effeito este divertimeoto
publico. ^.
Os cavalheiros se devem apresonlar para as
corridas oeste lugar, visto ser urna das primeirar
ras desta capital e ter muito a quem possam das
as argolinhas que tirarem para serem premiado.
Braga Silva & C., em liquidacao, pedem aos
seus devedores que lenham a boniade de vir
saldar seus dbitos dentro de 30 das : na ra da
Cada do Recife n. 39.
Precisa-se de urna ama ; na ra das Laran-
^eiras n. 26, para comprar e cozinhar.
PROGRAMMA
da festividade de Nossa Se-
uhora da Conceico, ua
igreja do Mouteiro.
Sabbado 22 do crrente pelas 8 horas da noi-
te, ter lugar o levanlamento da bandeira de tao
excelsa quanto gloriosa padroeira do imperio.
A bandeira ser cooduzida por meninas e jo-
veos virgen, a qual sahir da igreja, dando Tol-
la em redor da mesma, seguindo o camioho on-
de se acha o mastro, acompanhando urna banda
de msica marcial que tocar excellentes pecas
logo que a bandeira chegue a este lugar ser
arvoradae nesla occasiaO, ser laucado ao ar
urna grande gyrandola de foguetes; depois des-
se acto subir um bellissimo balao, que trans-
pondo os ares, annunciar aos fiis devotos de
tao Gloriosa Seohora. o principio desta solem-
H para alugar um terceiro an
dar muito fresco ua ra 4o Encantar
ment : a tratar na ra da Cadeta do
Recife n. 33.
Aluga-se um quaito andar conTexcU
lentes commodos: na ra da Cr n. 53.
Ensino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA*
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana tercas e sextas
Das 7#as 9 horas da no i te
Rua Nova n. 15, segundo andar.
Precisa-se de urna ama paracosinhare com-
prar: oa ra do Imperador, n. 37, segundo an-
dar, entrada direila.
mmmmmms mmm mnn
Al o fin deste mez
DO PRLO
1* volume
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Sinlos & C. acim e tomam
saques sobre abraca de Lisboa.
Aluga-se umt>om sitio com muitas arvores
de fructo, bem como um bello jardim no logar
do Caldereiro, esquina da ra da Uaogueira, com
urna boa casa para grande familia, pintada de
novo e forrada de papel, ao lado coehaira para
carro, quartos para pretos, estribara para qualro
ou seis cavados' quem o pretender pode dirigir-
se rua da Cruz do Recife n. 63, para tratar.!
3KM&MSiM amis Bmuma^a*',
JO dentista NumaPompilio."*
0
SAHE
DO
Rovo methodo pratico taconeo
PARA APRENDER
A 1er, fallar, escrever
traduzir o francez
EM 6 UEZES
Segundo o iacillimo tystema
allemao
| DR. H. OLLENDORFF
POR
% CICERO PEREGRINO.
Obra inteiramente nova e uoica escrip-
ia em portuguez por esse systema ; p-
I provada pelo conselho director de ins-
% truco publica desta provincia 2 volu-
Imes 79.
Recebem-se assigoaturas na ra do
Queimado n. 26, primeiro andar.
6WMNHKN9 MHK JH.MNM
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
roa da Imperatriz n. 40 : a tratar no mesmo.
8
cara a alvorada
urna salva real de vinte um
nidade.
Ao amanhecer de domingo 23 do correte to-
Husica marcial, precedendo
- tiros, e ama Brande
gyrandola de foguetes, executando nesta ocoa-
siao a banda de msica, noTas e diversas
de sublime gosto.
As onze horas deste dia
decencia e solemnidade a festa
CICERO PEREGRINO, ba-
charel em direito, continua no
seu escriptorio de advocada, na
ra do Queimado n. 26.
pecas
entrar com toda a
o que ser an-
------------------------ >. v uuo sera ao-
nunciadopor tres grandes gyrandolas de fogo do
ar e urna peca nova de msica, locada pela ban-
da de msica marcial.; sendo o orador do Evan-
gelho o eloquenle pregador da capella imperial
o Rvo, padre-mestre Frei Joaquim do Espirito
Santo logo que fiode a festa ser dada urna sal-
va real de 21 tiros.
A's cinco horas da tarde, ao som da msica
sei laucado um magnifico balo de nova inven-
gao, junto ao qual ir dependurada urna fisura
que na aacencao ira aoltaodo folhetos, que con-
> as virtudes da Mi de
tero
Dos.
cene
Tersos anlogos
no Recife,
Precisa-se de um pequeo para caixeiro de"
taberna dos chegados ltimamente
ra da Senzaia Velha n. 104.
Francisco Gomes de Mallos Jnior vai ao
Cear, delxando por seus bastantes procuradores
1. a seu filho Francisco Antonio Gomes de Mal-
tos, a quem tem entregado a gerencia de sua
casa commercial.2.0 a joaquim Antonio Pereira.
J. a Jos Joaquim GooQalves de Rarros
sao rogados os senhores Jos Florencio de
Ohveira e Silva, Manoel Jernimo de Albuauer-
que. e Lucio Alves de Olivtira e Silva compa-
tecerem loja n. 20 da ra do Crespo.
O Sr. Bom Jess dos Passos
emOliuda. .
Vendo varios devotos o mo estado em que se
chava o Senhor Bom Jess dos Pasaos, colloca-
flzeram conduz-lo para a igreja de S. Pedro No-
to, onde foi preparado e encarnado. E para que
oe seuj devotos possam offerecer-ihe preces e es-
molas, se acha a meama imagem exposta na re-
ferida igreja por espaco de 8 das, lindo os quaes
dever seguir em procissao para a predita ermi-
da no da 28 do correle, pelas 5 horas da urde
teodo-se para isso obtido permisso de S. Exa'
Rvmi, Na occasio de aahir a procissao deber
oaver urna oraco penitenciaria. Convida-se as'
irmandades que quizerem aarilhaotar aquelle ac-
to, asaiau como a todos os devotos, quo compare
?am no referido dis para acompaaliarem o tao
piedoso pm. que jamis deixou de amparar a
aquelles. que decor.ci. invocam sua clemencia
SOCIEDADE
.mmmnimm.
Pelo presente sao convidado, todos oisocios
da mesma par. a reaoiao gerai que ter lugar no
domingo 22 do crrante, aflm de tratar-se da an
provajo do regiment interno.
Secretaria da soeiedade Amor ao Prximo a,
18 de fevereiro de 1862.
Theodoro Orestes do Patrocinio.
Primeiro secretario.

:
Em seguida entrar o Te-Deum, sendo orador
deste o pregador da capella imperial o Rvd. pa-
dre-mestre Lino do Monte Carmello ; logo que
se Andar o mesmo, aubiro ao ar diversas gyran-
dolas de foguetes.
Ao terminar o Te-Deum ser arreiada a ban-
deira, e com a mesma solemnidade com que foi
arvorada, ser conduzida para a igreja. '
A s nove horas da noite, ter principio a sol-
tura de fogo artificial, feito por um dos melho-
res artistas o qual empregou na fabricaco do
mesmo as cores de mais realce, como tambera
figuras de novo gosto, que far abrilhaolar tao
grande solemnidade, a qual ter fim logo que se
queime dito fogo.
Os eocarregados desta fe&tividade pedem. cor
obsequio a todos os moradores deste ameno lu-
gar, o Uluminirem as frentes de suss casas, na
vespera e dia, assim como terem limpas as testa-
das de suas casa3, pelo que desde j se confes-
sam gratos.
Terrenos de marinha.
O agrimensor dos terrenos de marinha convida
aos isrs. Luiz Antonip Vieira e Manoel Jos Dan-
tas por si ou por seus procuradores, a compare-
cer na casa de sua residencia, na ra Direita
u. u a Hm de se lhes marcir o dia em que tem
de se proceder a medico dos terrenos, de que
requereram ttulos.
majpessoa habilitada para encarregar-se
de escnpluracao mercantil por partidas, quer
simples quer dobrada, offerece seus servicos a
quera necessitar delles ; tambem incumbe-se do
esjnplas de natureza differente, tudo mui com-
i"n0rt.arB,J|nt, laalVu d0 Ro8i(">- 33, segundo
eodar, das 6 s 9 horas da manha, e das 4 da
tarde em diacle.
. ~ Aluga-se o primeiro andar do terceiro so-
K VU.a ** Bem-Fic (Passagemda M.gda-
!?,?] 'a tr.a,lar na mesma cata das 5 horas da
Gib?onmruaadn.t6Ca0ddan0*eSCrPl0rO d Sf' Hery
ummmm mmnmmmmm
Attenco.
Roga-se aos Srs. de-
vedores do finado An-
tonio Francisco Pereira
que venham pagar seus
dbitos na ra do Cres -
po n. 8 A, do contrario
vero seus nomes nesta
folha com as quantias
que esto devendo.
Os admiuistradoresda msssa fallida de Cas-
tro & Amorim, avisara sos senhores credores,
que podem vir ou mandar pessoa autorisada para
receber o dividendo uoico do liquido producto
arrecadado, na loja do Sr. Manoel Joaquim Dias
de Castro, na ra do Cabug.
Aluga-se um preto possante e mogo para
todo o servico : quem o pretender dirlja-se a
loja da Victoria na ra do Queimado o. 75, que
achara com quem tratar.
avisam a
de
do
na
l Ensino de linguas
EM 6 MEZES
^Italianolatimfrancez,!
\ Pelo mclhodo facillimo S
I DO DOCTOR
; i. diUMMin. S
\ : Ra do Queimado n. 26. fS-
ndice alphdbetieo
DAS
Leis, decretos e avisos.relativos a incompatibili-
dade na accumulaco dos cargos e empregos p-
blicos e s condiQes do exercicio dos mesmos
cargos e empregos e das diversas profissoes,
ORGANIZADO
por Ovidio da Gama Lobo, bacharel em sciencias
jurdicas e sociaes pela Faculdade do Recife, e
secretario do governo da provincia do MaranbSo.
Acha-se no prelo esta obra, para a qual assig-
na-se a 30 o exemplar: na pra;a da lodependen-
ns. 6 e 8.
i00S de gratificado.
Tendo desapparecido da casa do Dr. Carneiro
Monleiro na ra do Rangel, um bah que s
cootinha papis e recibos como bem documentos
titulares de irmandade, um flandres com a carta
medica, um livro de consultas e apontamenios
de visita e urna nota de trabalho chimierro que
s pode aproveitar ao seu proprietario: roga-se
a quem tenha noticias delle queira commuDicar
ao mesmo doutor que se contenta com a entrega
dos papis protestando nao proceder judicial-
mente contra quem quer que seje e gratificar
com cem mil ris.
(Alvaro & Magalhes.
Eslabelecidos com loja de fazendas oa
ra da Cadeia n. 53, e achando-se de
k posse de um novo estabelecimento na
ra do Crespo n. 20 R, participam a to-
" dos os seus amigos e ao publico em ge-
) ral que dispe de um grande e variado
(sortimento de fazenda que tem resolvi-
do vender dinbelro por precos bara-
f lissimos. Roga-se aquellea que tive-
| rem de comprar qualquer artigo de fa-
zendi de se dirigirem as nossas lojaa
t cima indicadas que sero ptimamente
I servidas.
Quem lirer para Tender um escravo b"6
carrocetro, sem vicios aera achaques, queir
procurar em frente do Corpo Santo armazem
u_ahi je dir quem precisa comprar.
s
1
i
.0 Dr. Carolioo Fran-
cisco de Lima Santos,
madou-se da ra das
Cruaea pira a do Im-
5*or, sobrado o,
'.*? tenle d 'gre-
ja deS. Francisco, on-
de continua no exarci-
_ co de sua profiasBo de
medie.
!
t
:
aeaij^2
toga-se ao Sr. Lourenco Bezerra'Ma^
rtoho Falco, que quaodo vier ao Recife
dinja-se a ra do Crespo n. 8, a negocio
de aeu interease.
Attenco.
Sapaldea de borracha ainda nao Tistes, cojos
chegaram na occasio de serrir como preserva-
tivo para o cholera, e s os ha na ra da Impe-
ratriz n. 46, loja do Vianna.
5
>>
Precisase de urna ama para com
prar e cozinhar .para urna peisoa: n
ra estreiu do Rosario n. 21, primer
andar.
Casa para alugar.
de Queimado o. 5*.
Gabinete medico cirurgico.1
Ra das Flores n. 37.
t Seriodadasconstltaa medicas-clrurai-
cas pelo Dr. Estevao CaTalcaoti de Albu,
querque das 6 as 10 horas da manilla ac-
} cudiodo aos chamados com a maior bre-
? Tidade possivel.
t Partos.
I 2.* Molestias de pelle.
\ 8.* dem do olhos.
I 4.* dem dos orgosgenitses.
I Praticartoda eqaalquer operacao em
, seu gabinete ou em casa dos doantes con- m
I forme lhes fr mal conveniente
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de OliTelra & Filho laceara so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19. r '
O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a neg-
ci.
Ra estreita do Rosario n.
primeiro andar.
Rota denles artificiaos por molas e 11- m
gaduras e pela presso do ar. Systema g
americano sem arrancar as raizea, e faz
todas a operaedes de sua arte, com S
promptidao e limpeza. tf
*mmmmmmmmmm%
Aluga-se o armazem, Io e 2o an-
dar e sotao. da casa n. 60, da ra da
Cadeia do Recife, esquina do becco do
Capim: a tratar na ra da Cruz n. 63.
Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Uio de Janeiro.
Tih7^'aa'i? 1u?,auer qusntia sobre Porln.nl e
Companhl."' e,criplono eCsrv.lho, Nogue ra 4
Licoes de inglez.
ruda'cruz^t6 D hteI franC" > l
Os abaixos assignados,
todos os devedores da extincta fina.
Aranaga 61 Bryan, que se esta' acaba
de liquidar, tenham a boodade de I vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias,l na
rua do Trapiche Novo n. 6, e para os
que faltarem, serao tomadas medidas
coercitivas.
Aranaga Hijo Precisa-se alagar um prelo, dando-se o
sustento, e paga-se mensal ou semanal, para o
servigo desla typographia : na livraria ns. 6 e 8
da pra;a da Independencia.
23 Rua da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afina-
coes e concertos.
J. Laumonier avisa a seus freguezes que tem
um bello sortimento de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto e piano
encarrega-se de concertos e afinacoes dentro
fora da cidade, por precos razoareis.
Gabinete porlugnez de
Leitora.
De orden do Illn. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao convidados os senhores socios
accionistas a reuniren-se em assembla geral ex-
traordinaria para o disposto no 6 do art. 34 de
combioaco com oart. 61 dos estatutos vigentes;
domingo 23 de correte, as 10 horas da machas,
oa sala das aessoes do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco 19 de fevereiro de 1862.
M. Soares Pioheiro,
1. secretario.
Precisa-se de urna boa cosinbeira
ou de umbom cosinbeiro que seja pe-
rito em sua arte : a tratar na rua do
Vigario n. 2.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
urna casa de pouca] familia, e que de noite v
para toa easa : no pateo de S. Pedro n. 14.'
Preservativo
contra o cholera-morbus.
Todos sem exeepceo deven andar com os pi
quenles e livres de bumidade (aconselhado pela
medicina) ; portado o Ilustrado publico em ge-
ral deve ir na grande fabrica de lamancos (a po-
IV'} \Ht Direi,a e,(>uina da '""ssa de S.
nAu'r 7 muDlre- dos ricos tanancos de
nao ha h^?9.Hmoda d0 Porto- 1 com te
nao ha humidade que penetre nos ps, assim co-
fenhSf.DC-"md.el-dM sx:8""" porse,pormeio-
Bolinhos.
Bandejas enfeitadas
com armaco de diversos
goslos e bolinhos dos mais escolhidos do
mercado para casameolo, bailes, soares
tambem s os pesa em libras
nosio
etc., e
telara de diversas
9, assim como pas-
11 de diversas qualidades, pudras, bolo in-
glez, filhoes ele. tudo do melhor gosto, aceio e
mais commodo prego destes gneros : diri-
Jramaji!rr-M.d" Peba "' 25, SegUDd andar- Pa"
SYSTEIA MEDICO nODELLOWAY
PILLAS HOLLWOYA.
.ste inesiimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nio conirn mereu-
rio nem alguma ontra substancia delecleria. Be-
nigno a maistenra infancia, e a complei(io mais
delicada, igualmente prompio e seguro para
desar.eigar o mal na conpleiejio mais robusta];
6 enleiramenie innocente em suas operacoese ef-
ettos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazas
qu i sejarn.
Entre milbares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguiram
recobrara saude e lonjas, depois de haver tenta-
do inultiraente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se a des-
esperacao; fa;am um competente ensaio dos
effcazes effeilos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedie
para qualquer das seguintes enfermidades
J. FERRARA YILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n. 18, \* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulcelras, alflnetes ou cassoletas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimento
da artefactos francezes e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para aste mes-
mo fim cassoletas e delicados alunles de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros para ambrolyp
e chimicas photographicai.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exlenua-
co.
Debilidade ou falta de
fonjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaquete.
Herysipela.
Pebre biliosa.
Febre intermitente.
Febreto da especie.'
Gotta.
Hemorrhoidas,
Hylropesia.
Ictericia.
Indigesloes.
Infla mmacSes.
Irregularidades de
menslrua(5o.
Lombrigas de toda es-
p6CI6
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
Abstrucc,o do ventre.
Phtysica ou consump-
co pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumalismo.
Syraptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo ( mal)
Aluga-se.
No caes d'Apollo n. 7, desoecupou-se um ex-
cellente armazem, que se aluga por prego razoa-
rel: a tratar na rua do Imperador n. 46.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond, adrogado deste foro, jrestabelecido
da eufermidade queaoflreu, acha-se prompto pa-
ra o exercicio de sua profisso no seu escriptorio
na rua do Imperador n. 43, das 10 horas da ma-
nha s 3 da tarde, e fora dessas horas, e para
casos urgentes, na casa de sua residencia na rua
do Hospicio n. 17.
AGITADO Y.UMICi)
RETRATOS
Vendera se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Sirand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs., cada
urna del las contera urna insirucgo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geaal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ruada Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
$sasaas>ass;8*fa
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na rua
Nova o. 23,sobrado da es
quina que Tolla para a
camboad Carmo.
i
I
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de
Retratos de
Retratos de
Retratos de
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
novo
novo
novo
noTO
nova
nova
nova
nova
nova
gosto
t
gost
gosto
gosto
iuvengo
invengSo
inTencao
inveocao
inreoc&o
Precos baixado para pouco
tempo.
Precos baixado para pouco tempo
Pregos baixado para pouco lempo
Precos baixado para pouco tempo
Pregos baixado para pouco tempo
3#000 5#000 10#000 20#000

DO DOUTOR
Para a preparace dos medica-
mentos lionieopat lucos.
_ Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com s,ue se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que nao
admitiera deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopathia os Tantaiosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a renda carteiras e meits carleiras
especiaes contra o cholera, acompaohadaa. das
competentes inslruccoes, pelos precos conheci-
doa, na pharmacia especial homeopathica, rua
de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N B. Os homens de bom senso reconhecem
certamente que sendo o Dr. Sabino a fon te; pura,
d'onde emanou a homeopathia em Pernambuco
e em todo o norte, 6 elle o nico immediata-
menle interessado no seu crdito e no seu pro-
greaso, e por cooseguiote lo somente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicaco da acieocia no curativo daa mo-
lestias, quer em relaco preparaco dos me-
dicameBtos.
Na pharmacia do i)r. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de anas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados [um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaea sao sjudados nnr mais
tres ou cioco pessoas, quando o servico o exige
na destillaco do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machinas, na desecado dos glbu-
los, na distribuidlo das dilulces ele, etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara
nem eram precisas tantaa despezas com o pes-
soal, com machinas e com a bleoslo das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta ri-
gilancia e trabalho na preparago dos medica-
mentos ; mas elle nio se contenta com o bem,
queja tem feito, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior gro de pereicao dando aorseus remedios
a maior ioraliibilidade possivel em aeus effeitos.
O Dr. Sabino nio aspira somente oa gozos ma-
teriaes da vida ; ello ae desvanece em ler dos li-
Tros eslraogejros que a tuapropaganda em Per-
nambuco\fo% too brilkanle que neo Um na Eu-
ropa nenhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4.\ pe-
ginaOOl; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 109); mas a sua
ambicio muilo mais elevada ; Ha sa dirige a
legar as gerates futuras um nome estimavel
20$000
20*000
2O5004
20JJOOO
3|000 5JW00 OSOOO
3000 5000 10*000
3*000 5*000 10/000
3*000 5*000 lOaOOO
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadroa dourados
Explendido quadroa dourados
Vende-se machinas
tratos.
machinas para
machinas para
machinas para
machinas para
para re-
Vende-ae
Vende-se
Vende-se
Vende-se'
Gaixas
Caixas
Caixas
Gaixas
Gaixas
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
retratos
retratos
retratos
retratos
gostos
gosios
gostos
gostos
goslos
ver
ver
Ter
Ter
rer
Fazem-se capas, bat-,
nn* hnrvrtxa a nlTom.a De," *r,Ta,ae e importancia doa seus semeos,
HAS, Dar retes e CnamarraS ;' pela slnceridade de anas coovicede, e pela flr-
na rua do Encantamento n
3, primeiro andar.
Precisa-se alugar um cozinheiro e cria-
rua da Cres
do para servico de casa ; a tratar oa
k
Alega-ae urna casa terrea na fregaeiia dos
Afogados, roa do Motocolomb n. 26, muito fres*
ca, com bons comn;odos para grande familia,
quintal grande, bem p.'antado, tanda de mala I do Recife n 38
Mrt5?Lft^Bb! d? V *B1CBI Est para alagar-se o secundo andar do
?l?..d! Si dm-Mt: iUHtt n rus sobrado n. 193 e casi ierra. n/l91 da rua Ipe-
Irlal: a tratar na rua da Aurora n. 36.
meza do seu carcter.E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muito...
Na travewa da rua das Cruzes n.
2, pjimeiro andar, tinge se para todas
as cores com presteza e commodo preco.
Quem precisar de um hornean
para todo e qualquer servico, mallo
tratar oa ras brea do Rosario a. 49.
portuguez
tralo : a
de lindos
de lindos
de lindos
de ltodos
do lindos
venham
Tenham
Tenham
Tenham
Tenham
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
pir* tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orborne retratista americano
Rua do Imperador
Rua do Imperador.
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHIC0
DO DOUTOa
SABINO 0. L. PINHO.
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Conaultas todoa oa dias atis deadt aa 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molutiat da mulheree, molettiai da crian-
fot, molestia da.pelle, molettia do olhot, mo-
lestiai typhiliticat,todas at upeciet d febret,
febreintermitiente %a eontequencia,
FHARHACU 1SFICU1 HOMIOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhieos pro-
Carados som todas as cntelas necessarias, in-
illiTeis em seus effqjtos,tanto em tintura,como
am glbulos, pelos prejos mala commodos nos-
svais. '
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em ana pharmacia: todoa
que o forem fra dea sao falsas.
Todas aa carteiras lo acompaohadas da m
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
reopr as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
Pinito, medico braaileiro. Bate emblemas posto
'gualmsnte na lista dos medicamentos que se pe-
de, Aa carteiras que aie leTarem esssTlmpresso
tatim marcado, amboratenham oa lampa o ae
do Dr. Sabino sis falsos
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO* HOLLOWAY
Milhares de individuos de todas as na;5es
podem lestemunhar as virtudes desteremedio
incomparavsleprovaremcaso necessarioque,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo a
membrosinteiramenlesos depois de haver em-
pregadointilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvenesr dessascuras ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, qualh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; s s
maior parte dellas sao tan or prondcuies qut
admiram os madicos mais celebres. Quantas
pessoasrecobraram com este soberano remedio
o uso da seus bracos e pernas, depois dedu-
permanecido longo tempo nos hospitaes.o lar
deviam soffrer a amputado 1 Dallas ba rni-
cas quetiavendodeixado esses, asylos depadas
timentos, parase nao submeterem aessaope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desseprecioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declara ram estes resultados bensfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde maisautenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem dssespsraria do estado desaude sa
tivessebastante confianza para encinar este re-
medio eonstantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provarincontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammagao da[bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras
Dores de cabega.
das costas.
dosmerabros.
Enfermidades da e
em geral.
Ditas de anus.
Erupc.es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
nflammaejio do figado.
Vende-so. este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conten
urna insiruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua de Cruz n. 22, fia
Pernambuco.
Joo Guilherme Romer, armador de corti-
nados (oa rua do Hospicio o. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem recebido excellentes
molduras douradas para cortinadoa de janellas
tambem vende borlas, cord^v galleras e palera
da bronze que pertence aos ditos.
Attenco.
Sabbado 22 do correte ser arrematado loso
que rinde a audiencia do Illm. Sr. Dr. iuii mu-
icipal da aegunda Tara, a parte do sitio e casa
de vivenda no lagar do Mooteiro em seguida
aos Apipucos, o qusl pertenceu ao finado Fran-
cisco Canjeante de Mello, e rae a praca por
execucio de Manoel Jos Martina contra oher-
deiro Alvaro Fragoso de Albuquerque pela quan-
lia de 457J143 rs. com o abatimento da lei, vis-
to nao poder ter tido lugar a arrematacio no^dia
19 por haver grande qaantidade de arrematarles
e por delibaracao do mesmo iuizo flear para
dia acim declarado. Escrivao Athajds.
V
A


DUftlO DE PEKNAMBlJuv s^p^po 22 DE PEVEBKIRO DE IMi,
5
J
v
V
Para as provincias de Peroambuco, Parabiba, Rio
Grande do Norte, Gear e Alagoas, a saber:
Folhinh de porta, contendo o kalendario, poca geraes, nacionaes, dial
de galla, tabella de salvas, noticm planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris 1
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indu-
trial, desta provscia, a ris.
100)0
Especial
hOiiieoiiatliieo
Ra das Cruzes n. 30.
do
Cozinheiro.
Ouem precisafde um bom coznheiro, dirija-se
a ra de Santa Rita n. 13, aeguodo andar, que
achara com quem tratar.
Precisa-a* de dona amaaiadorea : oa ra
dos Pescadores na. 1 e 3.
Antonio Vital, subdito italiano, relira-se
para tora da primaca.
Aluga-se o primeiro andar da casa da roa
da Imparairiz n. 43 : tratar na ra do Impera-
dor n.^7.
Arrenda se um grande sitio com bastantes
arvoredos de fructo. na estrada de'Jno de Bar-
ros, pasaaodo a capella de N. S. da Concedi, o
primeiro direita, com boa casa de pedra e cal,
teudo esta 2 salas, 6 quarlos, copiar atraz, cozi-
nba, quarlo de prelos, estribarla (ora: a tratar
na padaria da Soledade coofronle a igreja.
Aluga-se urna prela que serve para todo o
ervico de ama caza : oa ra do Raogel n. 69
depozito. '
Precisa-se de ama ama capaz para lodo o
servigo de urna casa : a tratar na rus da Seozala
i Nova n. 112, segundo andar.
por 25$ mensaes
Aluga-se urna boa casa na Capunga-nova com
aitio com fructeiraa. llores,ele, teodo a casa por
j commodos 2 salas, 4 quartos, gabinete, quarlo de
deapensa, cozinba, senzals, estribarle, cocheira,
I duas cacimbas d'agua doce, etc.; a tratar na
mesma casa, oa ra das Pernambucanas, ou na
ra do Imperador d. 37, armazem de leilo.
M*
Precisa-se de urna ama para todo aervico de
urna casa ; quem quizer dirija-ae a ra de Mor-
as n. 53.
Neale consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, havenj
&ni sempre grande sortimento dos verdadeiros mdicamentes horaeopalhicos, preparados era Pa-
rs (as tinturas) por Gatellan e Weber, os mais acreditados pharmaceulieos do universo cono
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprietario deste consultorio nao pretende, todava, que sejam os seus medicamenios
infalliveis, porque nada ha infallivel em factos humanos; nem to pouco superiores aos que por
ahi se preconisam, porque ceno que o que nos fazemos, outro o pode igualmente fazer to bdra Jo5o Luiz vlanBa avisa a todos os devedo-
senao melhor. Mas afiance, que nelle nao ha traficarais, e que o servico da prepiracao corre rea da massa de Jos Antonio da Silva Araujo,
pelo mesmo proprietario, qae nao tendo grandes coiamercio de carteiras, acha-se sufficienle paira para que so elle lhe sejam pagos seus dbitos,
salisfazer s necassid-ades daquella preparado.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopathia, acomraodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assim como presla-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esfor^os e
Medicamentos, i todas as pessoas necessiladas, sem distinegao alguna, que o procuren, polis
que o seu maior prazer ser til huma ni da de soffredora.
Por preco muito coinmodo.
Aicda ae est por vender o aitio no lugar da
Torre j aonunciado por este jornal : a tratar eom
o proprietario Jos Marianno de Albuquerque ou
com o Sr. Jos Azevedo de Aodrade na roa do
Crespo.
Aos Srs, consumi-
dores de gaz.
Nos armazeos do caes do Ramos na. 18 e 36 e
na ra de Trapiche Novo (no Recite) n. 8, ae
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentementechegado a 14$ a lata de cinco
gallea, assi ti como se vendem latas de cinco
garrafas e en garrafas.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se nt ra do Queimado ldja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo aorlimento.
Vendsm-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jwissaca,do Cabo: a tratar alli com o
Sr. Domiogos Fraocisco de Souza Leo.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos.e
de diversas tamanhos, e os melhores que tem
vindo a eale mercado, palo bsralissimo preco de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quetas para 1*400 cada um : na ros do Queima-
do, na bera conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 35.
A boa fama
Consultorio medico cirurgico
Consulta por ambos os systemas, 11
Emcetteequencia da mudanca para a sus nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
znento acaba de fazer ma reforma completa em todos os seus medicamentos. i
O desejo que lem de que os remedios do seu estabelecimento nao ae confundam com os de
nenhum mitro, visto o grande crdito d _ue sempre gozaram e gozam.; o proprietario tem tomado
a precauco de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados cerno falsifica-
dos todos aquelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Moaaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outrc sim : acaba de receber de Franca grande porcao de tinctura de acnito e belladona, re-
medios estes de sumaos importancia e cujas propriedades sao tac conheoidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamenios svulsos qur em tobos qur em linduras costarn a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
aufficieotes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operaco, affiangando que sero tratados cem todo o disvelo e promptiao, como aabem lodos
aquellas que i temldo escravos na casa do annunciante.
A aituaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vantt-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
A6 pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-le de manha at 11 hora*
e de tarde das 5 em diante, e fora deataa horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
ender sta ra da Gloria n. 3 casa do Bando. Dr. Lobo Moscozo.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro
13Meo deposito na botica de JoaquAm Mar Unto, o
da Cruz. CoTeia., raa do Catong n. li, j
em Pename neo.
O Dr. H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico apreaenU boje urna nova prepararlo
de terrocom o nome de elixir de citro-lactato de ferro. v
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaizo de frmalas to
-variadas, maao homem da sciencia comprehende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecte de multa importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maotendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as '
ldades, para todoa os paladares e para todoa oa temperamentos.
Das numerosas prepara;es de ferro al boje con nocidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissoluco no eatomago, de modo que completamente
asimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que conten em ana compoaico, a coostipacao de
?entre frequeDtemente provocada pelas outras preparages terroginoaas.
Estas novas qualidades em nada alteram a seiencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taea, que o pratico possa prescrever sem receio. E' o
qiMi coneeguio o pharmaceutico Thermes com a preparacin eitro-lactaclo de ferro. Aaaim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos dUttnctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im -
menso ptoveito naa molestias de languidez ( cblorose paludas cores ) na'debilidade subsequente as
hemorrhagias. naa hydropesias que apparecem depoisdaa iniermiteotes na incontinencia: de urinas j Prios Para lutos,
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachilismo, na parpara hemorrhagica, na
convalesceneia das molestias graves, na ciiloro- anemia das mu he res grvidas, em todos os casos
em que o sangue se acha empobrecido ou viciado pelaa fadigas, affeceoes ebronicas, cachexia tuber-
culosas, cancross, syphililica, excessos venreos, onanismo e nao prolongado das precauces mer-
curiaes. r y
Estas e-nfermidades sendo mui frequenles a sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de tancar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ierro merece louvores e o
recoohecimento da humanidade, por ler descoberto urna formula pela qual se pode sem rece
no ferro. *
isto no prazo de trinta diaa, flndos os quaes en-
tregar eo seu bastile procarador o Sr. Joaquim
de Albuquerque MeHo, oara cobrar judicialmen-
te ; toda a attenco ter com aquelles que ainda
mesmo lhe nao possam pagar prora pamente com
tanto que reformem seus dbitos por novos ttu-
los; na ra da Imperatriz o. 46.
; Aluga-se a sata da frente do primeiro an-
dar da ra do Queimado n. 4, propria para es-
criptorio : a tratar na loja.
Quinta-feira 27 de feverairo vai.em leilo
a taberna da ra da Imperatriz n. 3 : quem a
pretender, sem ser em leilo, porque ledo appa-
' Teca o negocio ae far, at mesmo com armaco s.
Compras.
Compram-ce acedes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Haooel Ignacio de
Oliveira & I'ilho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compram-ae dnas arithmeticas por Joeo
Guilherme Kotlioger: na ra do Ouro n. 22.
Vendas.
Vende-se urna fabrica de velas bem mon-
tada com 180 duzias de forma.se com boa fregue-
zia, que ae afianca se compisdor : na ra da
Rangel taberna n. 69.
predio venda
Vende-se a casa de dous andares e sotao, mei-
agua, no becco das Miudinhas n. 8, avahada em
2 000$, a qual rende 1 li2 por cento ao mez ; na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar, ha peaaoa
autorisada pelo proprietario para effectuar a ven-
d da mesma casa.
Vende-se a casa terrea acabada a anno e
meio, poueo mais ou menos, em chaos proprios,
na ra dos Prazerea na Boa-Vista n. 3 : a tratar
, no becco das Barreiraa o. 2, ou com o Sr. Jos
de Azevedo de Andrade, na ra* do Crespo n. 20
. A, loja.
; Vendem-se seis pequeas mei-aguss que
i rendem mensalmente 36$, altas no Campo Ver-
de : o pretendente a esse negocie, dirija-se a ra
doColovello o.l7.
Vende-se eu hypolheca-se um sitio no lagar
dos Remedios com urna grande otaria de pefra e
cal, viveiro e muitos arvoredos de fructo, e casa
de vivenda, e tambem se arrenda: a tratar no
mesmo lugar com Jos Theoorio.
Vende-se urna das melhorea tabernas no pa-
teo do Terco, tanto para o mato como para a
trra, tambem se negocia o predio: a tratar no
mesmo n. 9.
Phosphato de fer-
ro de Leras.
vende Cvelas para cintos o mais bem doorado que
possivel e dos mais lihdosgostos que tem vindo
a este mercado, pelo baralissimo preco de 25500
cada urna, carteiras com sgulbas aa mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carleira, pennasde ac ca-
ligraphia verdadeirae a 29 cada caixinha com 12
duaias, ditas de lauca verdadeiras n. 134 a 1$200
cada groza, dites*muito boaa anda nao conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja demiudezaada boa fama nu-
mero 35.
Venie-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quartel, praprio para edificar-
se urna cess, teodo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
chen. 14, .primeiro andar.
Banha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a ana boa fregue-
zia que chegada a apreciavelbanne fina emeo-
poa grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parle : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Leite puro.
Vende-se aa 7 l|2 horas da manha leite puro
a 240>a garrafa : no paleo, de S. Pedro, em urna
calcada.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
. Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rico e bem montado eatabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no aeu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisara com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os tamanhos.
SESICUP1AS idemidem.
BALDES idem idem.
BACAS idem Idem.
BAHUS idem idem.
FOLIIA em caixaa de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigao a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todaa aa qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e landre para qual-
quer aorlimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
maodando-se maohoa, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendaa de qualquer natu-
rez, coocertos, que ludo aera desempenbado a
contento.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenio,
dous bonitoa burros e urna burra, oa quaea ae
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, no es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Carteiras com agulhas.
Aloja d'aguia branca acaba de despachar car-
leiraa com agulhas de mui bda qualidade, e ex-
cellenle sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como receben igualmente no-
vo sortimento das agulhas lmperiaes, fundo dou-
rado, que coolinuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16. '
Argolas de ac para chayes
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris,' na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
4os fabricantes de veas.
O anligo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velaa, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis.
RelogioSe
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
na do Vi gario n. 3 um bello sortimento da
ralogiosdeouro,patente inglez. deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamben
orna variedade de bonitos irancelinspara os
msalos.
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Direita45
Oihem I...
Urna das intelllgencias melhrr esclarecidas ni
sciencia de Hipcrates, depois de longos annos
de excrcicio de curar e matar convenceu-se afi-
nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fosse, era
conservar a cabeca freaca, veotre desembarcado,
e PES QUENTES. Ora, viajando por abi urna
epidemia,que mala gente como qualquer outra,
occasio de porosos em pratica eatea principios,
usando pouco do chapeo e sempre a som-
bra ; tomando de 15 em 15 das um laxante de
sal de glmbcr, o mais acrrimo inimigo da epi-
demia, s gando a opiniao e a pratica de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e laucando
ao cisco lodo o esledo velho, dirigindo-se lodos
ao armazem da ra Direita n.45, onde o respec-
tivo proprietario a todos receber com cortezia,
aturar as massadaa, e aquecer os pea com ei-
cellente calcado, segundo o gosto, e estado fl-
nanceiro de cada um, e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhoree fabricantes,
francezea, ioglezes e brasileiros a 13},
12. 11. 10J, 93500, 8e............... 550
SA,pAJOES a 79500, 6J500, 5$500, 5,
48500 al.....................V........;. 20OO
Meninos.
SAPATES a 58500, 5. 4, 3*500 a......1*600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, iogle-
zes, allemaes e americanos federaes
6, 5*500, 5*. 48500, 3S500 a........... 2*500
Meninas.
BOTINAS a 4*500 e...................... 4*000
Um* completo sottimenlo de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranca francezes a 1*300, porlnguezes 2*. sapa-
tos de borraxa para homem senhora e meninos,
muito couro de lustre, de porco.cordavao.marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, courinbos,
vaquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma parta.

Vende-se
Vende-se a 3*000 o frasco
Almeida Gomes, Aires & C.
no escriptorio de
Luto por D. Pe-
dro V.
Acaba de cheger urna pequea porco de alu-
nles de peilo, botos de puohos, e brincos, pro-
prios para lutos, tendo cada objecto a efflgie do
finado monarcha : antea que se acabem dirijsm-
se os preteodentes livraria de Nogueira de Sou-
za & Companhia, ao p do arco de Santo An-
tonio.
GRANDE DEPOSITO
DE
iOU$A M FMI!IA
DO
Barbalho (Cab<>.)
41-RUA DO IMPERADOR 41.
pode
Neste depoaito existe grande qnantidade de louca e de todas as qualidades, o que se
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade de conservar a agua
sempre fra, como sejam jarras, reafradorea, muriogues, qusrtiohas, garrafas, copoa para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos os tamanhos, assadeiras, boies
com lampos e sem elles, panelraa para bater-se bolos, cacarolaa, enfuzas, frieideiras e muitas ou-
tras Pe?as que sena enfadonho mencionar.
O proprietario desta fabrica a primeira deate genero entre nos espera obter do respeitavel
panuco animacao e concurrencia e para conseguir esse fim vende a sua louca mais barata do
at aqui se venda neata cidade.
Aprompla qualquer factura para exportar, alm dos precos commodos porque vende
por cento de abate para quem comprar de 100* para cima e deasa quantia para meooa '
por cento;
Qualquer encommenda pode aer entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. Ai.
que
d 10
ero 5
iev
. aawfl ri,i,KIinper,lri5 fjJ18 JMt0 P*a franeexa, vendem-se corlea de cambraia de coi
dVfor'ro i?^"00' % 3|500' dil0f bord,dos 'i*500'c,mbr,U litt fln 3|. 8*500 e 4f a peca,
L mSuS 2-iS5-e0IB i^M, lollinhM multo finas bordada,, croch a 640imi,., manguitos
Svlffiho^vlHrvS',8^ e1*' mana b4l0' mD8uit0'' gollinhaa.e camiztipsetocom enU
irUtai .0 S2 daU..VMHb'0d0]- -P"lh08 de bM 1"li1d:de e 3*500. ch.le.'dl
Tsfti iVW hr?n;!! f '"^n de Md ewoceis s 10| msnteletes prelos superiores a 18. 2
e *, encoe brancoe de casia muito >randi duri* *cvm riiim n,.. hT..i. VSJv.f
eassa muito grandes, duzia JJ500, ditos pequeos bordados a 200 e 240
00, ricos enfeites para senhora de diversas qualidades a 4*500, 5* e 6. cintos
chapeos para baptisado ricamente enhilados a 3* e 3*500. chitaa de
doarados a 2*500 e 3*
di-
|Loja amarellaj
GURGEL & PERDIGAO'. (f
^ Receberam vestidos prelos de morean- h
a tique neste genero o melhor e mais em m*
: moda naa principaes pregas da Europa
V e Rio de Janeiro. y=)
d^ Receberam as lindas capas e mantele- k
tea compridos, desta vez vieram prelos 5
e de cores.
$P Vestidos de blond com manta, capella 8k
djk e aaia de aetim.
7 Vestidos de cambraia bordados e de
W seda. g|
gk Saias a balo finas e inferiores para 1
F aenhora. VI
W NOVIDADES. a9
^ Manguitos, sintos, enfeiles e graal- gjk
0das para senhora, leques, espartilhos,
mantas pretas superiores, chales, cami- w
y sas para senhora e meiaa elsticas. fifc
g ROUPA FEITA.
Caigas, colletes, paletots, aobrecaaa-
W eos, sobretodo de panno e casemira. 4P
^| Este estabelecimento est sortido de A
fazendas finas proprias da praca. Do-se 5
as amoslrss : ra da Cadeia loja amarel- W
W la o. 23. &
Arroz com casca.
Vende-se arroz com casca em pequeas e gran-
des porces: na ra Direita n. 69 ou oo caes do
Ramos a bordo da barcaga Dous de Julbo che-
gada do Penedo prximamente. "
Grande sortimento de fazen-
das pretas.
Groalenaple preto bom a 18600 o corado, di-
to superior a 1*800. dito a 2*. dito largo a 2*200
dito muito superior a 2*600. 2*800 e 3*. chame-
lote preto de euperior qualidade a 3*. sarja prela
larca a 2*, dita hespsnhola muito superior a
2*800, dita lavrsda superior a 2*J00, aetim pre-
to a 2$ e 3*, dito maco superior a 4, velludo
preto Dom, pannos pretos de 1*600, 2J. 3* 41
5f.6*,8*el0* o corado. caeemiraVpreas a
1*600, 2, 2*500 e 3 e muito fina a 4* o tova-
vado, los pretos de 68, 78 e 8* cada um, mantas
prelas de fil de linho a 7*, 8*. 9*. 10* e 12*
cada urna, lindos msnleletss de seda prelos bor-
dados com muito gosto e difiranles tamanhos a
'ultima moda, zuavos pretos bordados, capas pre-
tas eofeitadaa com muito gosto e outras muitas
fazendas prelas proprias psra a quareama que
deixam de menciooar-se ludo mais barato do que
em outra qualquer parte : na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo o. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Novo paquete das novidades
23-Ra Direita-23
Neele novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por preco mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteig ingleza especialmente eacolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita fraoceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegadoa no ultimo vapor a 2*800 e 3g.
Cha byaon e preto a 2* e 2*880 a libra.
Vinho engarrafado doa melhorea autores a 1* e 1*200 a garrafa.
Viuho de pipa proprios para paato a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhorea autores a 900 rs. a libra.
Ameixaa portuguezas a 480 rs. a libra.
Paseas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachiohasde difiranles qualidades a 18400.
Conservas inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Maesas, talharim, macarrlo e aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra de hollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 ra. a Irbra.
le a molhados mais barato
Ditas de espermacetea 760 ra. a 1 bra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. i garrafa.
Arroz a 100 e 120 ra. a libra.
Alpiata a!60rs. a libra.
Toucioho de Liaboa a 360 rs. a I bra.
Alm dos gneros annunci idos achara o publico um grande sortimento de um todo tenden-
do que em outra qualquer parte.
Urna barcaca.
Vende-se urna bsresga do porte de 35 caixas,
encalhada no eataleiro do meslre carpinteiro Ja-
ciothoEleabo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aoode pode ser vista e examinada pelos pre-
tendentes ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Uanoel Alves Guerra, na rna do Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precoa baralissimos, como sejam: eaireitinhas
pretas e de lindas cores a 1*, dilals com pontaa
largas a 1*500, ditas pretas bordadas a 1*600, di-
tas pretas para duas voltss a 2f ; na mencionada
loja da boa f, na ra do- Queimadc n. 22.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baralissimo preco
de l*o par : oa ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n.35.
0 modernismo do Pavao
320Aris.
Acaba de chegar a este estabelecimento as mo-
dernisiimaa tarlatanas com palmiohas solas de
de cores muito delicadas proprias para vestidos,
vende-se a 3* rs.o covado na roa da Imperatriz
o. 60, loja do Pavao de Gama & Silva.
As romeiras do Pavao
Vende-ae lindsimas romeiras de froco mati-
zados a 1* cada urna na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavao de Gama & Silva.
Mantas prietas.
Vende-se mentas de fil bzeoda muito fina a
48 rs. cada urna na ra da Imperatriz n. 60. loja
doPavao de Gama & Silva.
americanas.
Em cass de N. O. Bieber & C., successorss,
rus da Crus n. 4, vendem-se :
Machinas para regir borlas e capim.
Ditaa para descarogar milho.
Ditas psra cortar capim.
Selina com pertences a 10* e 20*.
Obras de metal priocipe-.prateadas. /
Alcalro da Siaecia.
Veroiz de alcalro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Para.
Vwbo Xerex de 1886 em caixaa de 1 dnzia.
Cognac em caixas del duzia.
Aradoa e grades.
Brilhantes.
Carrosas pequeas. .
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do hiate Sina Rita, e tra-
ta-se no eacriptorio de Marques, Barros 6t C,
largo do Corpo Santo n. 0. I
Para vestimeatas do carnaval.
Velbutinss verde e amarelta a 390
Ditas azul e encarnada a 480
Para masqu.
Vendem-se riqnissimos enfeites de tilas e flo-
res para enfeitar as caberas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
carnaval a 18280 e 1*600 : na ra da Imperatriz,
loja do pavao n. 60, de Gama & Silva.
Carnauba.
Vende-se cera de canauba de auperior quali-
dade, em saceos : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo, de Gama & Silva.
Gorgurajo a 280 rs.
Vende-se gorgurao de linho,. fazenda inicua-
mente nova para vestidos de ssnhorss e roupas
para meninos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Bareges a 6$.
Vendem-ae cortes de bareges com 22 covados
a 6*, ditos com saias j fetas a 6*, la e seda
para vestidos, fszenda de muito bom gosto a 560
o covado ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120 rs.
Mantas de retroz
Vendem-se mantas de retroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
Boa F.
oa ra do Mondego casa n. 2, aa seguintes se-
menles de hortalice muito novas : couve flor, di-
ta trunxuda, repolho, nabos de cabeja grande,
oabicas, mostarda, chieria, asoleas, senoulas
brancas e amarellas, sarca, cuenlro, sebolinho
toxo e branco, tomates grandes, feijo, carrapalo,
ervilhas tortas e alface arrendada.
Rispado mostro.
Vende-se riscado mouslro, fszenda muito eco-
nmica para o usodomesco por ter grande lar-
gura e o seu preco ser de 200 rs. o covado : oa
ra da Imi-eralriz, loja o. 20, do Duarte
sem segundo
tAS&UEP^f.* 55 l0Ja de oiudezas
deJos de Azevodo Haia e Silva, est vendendo
todas as miudezas por precos j sabidos e co-
nhecilos :
todos
me-
Grozas depennas de acode todas as quali-
dadea a
Nvelos de linha que pelo tamanho
admiran) a
Caixas de agulhas francezas a
Caixas com alfinetes muito finos a
Caixas com spparelho para entreler
nios a
Ditas ditos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Groza de boies pequeos para calca a
Tesouras para uohas muito finas a
Ditas para costura muito auperiores a
Baralhos francezes para voltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulhas francezas a
Canivelea de aparar pennaa de 1 folha a
Pecas de tranca de la com 10 varas a
Ditas de tranca de la do todas as cores a
Pares de sapaios de tranca de la a
Cartea de alfioeles francezea a
Pares de luvss flo da Escocia muito finas a
Ditas ditaa brancas grosaas a
Recovas para limpar denles muito finas a
Massoscom superiores grampos a
Cartes com colxetes de algum defeilo a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ac muito superiores a
Eofiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a '
Charuteiraa muito finas a
Tinleirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta auperior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remessa de labyrintho
der por todo preco. assim como tenho trancas de
seda difiranles coras para vender por lodo di-
nheiro que offereceram.
Grande pechincha
Superiores paletos de pao preto muito fino,
2 muit0 bem eiu Pe, baralissimo preco de
SOflOOO ris na ra do Queimado n. 22 na bem
conhecida loja da Boa F.
Palmatorias de vidro e de la-
to para vellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
500
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
11280
100
320
100
200
40
20
60
100
80
40
80
laooo
160
120
120
para veo-
e ditaa de lato mui
na ra do Queimado,
gLoja das 6 por-8
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino aobrecaaacos,
ditos da casemira de cor de fuslo, ditos
de brim de cores e brancos, ditos de
ganga, calcas de casemira prelaa e de
cores, de brim branco e de cores, de gan-
ga, camina com peilo de linho muito
finas, ditas de algodo, chapeos de sol V
de alpaca a 4* cada um. A
I
8
Taixas
para engenho.
Grande reduccao nos precos
para acabar.
Braga, Son & C tem para vender na rna da
Hoeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edvrin Maw, a 100 rs. -por libra, aa
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a na do Trapiche n. 44, armazem
de fazendas.
dado para vellaa a 1*200,
novas e limpas a 400 rs. :
loja da Aguia branca n. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollionhss
e manguitos de punhos bordsdos em fina cam-
braia transparente por 2*500 ludo, o que na ver-
dade baralissimo : na rna do Queimado, loja
d'aguia-branca o. 16.
Peitos de fus to lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fusto lavrado e
trancado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mui boa e encorpada : oa ra do Queimado,
loja d'sgaia-branca n. 16.
Novo sortimento de tiras bor-
dadas em ambos os lados.
A loja d'aguia-branca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadas em ambos os la-
dos, e contina a vender baratamente a 1J2C0
cada tire, e outras de bordados muito largos a
^000, o melhor que possivel em tal genero,
e todas ellas, pela largura que teem, podem ser
divididas ao meio, pelo que se tornam baratissi-
ma* : Da ru do Queimado, loja d'aguia branca
0.16.
Vende-se um bom cavallo andador: a tra-
tar na ra do Crespo n. 14.
Vende-se
szeite de dend oa palma, dito de amendoim que
serve psra luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer outra parle; na rna do Vigario n.
19, primeiro andar.
Cascarrilha.
Chegou para a loja da victoria grande aorli-
mento de cascarrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do na em parte al-
guma, por isso vesanasa e le* a vlclorla na ra
do Queimado n. 75, junto a toja de cara.
VeadsnsH M terreno em Santo Amare,
unto ao hospl agtos, com 700 palmos de fren*
e, em multo bM estado: a tratar na ra do
1 Trapiche 44W*sea de Braga Sen & C



DIAMO DE PEW1M1CO SERADO DB tTOKHll M
ARIHAZEM
ROPA PHTA
Joaquim F. dos Santos.
40-Roa do Qneimado40 !
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimento completo da roupa taita da
todas as qualidades e tambera se manda ejecutar por medida i Tontada dea freaue-
zes para o qaatem um dos m albores profeaaores.
Casacas ue paooo preto a 40f,
3Sf e 309000
Sobrecasacesda dito dito a 359 e 30(000
Paletola de panno preto e de co-
res a 35. 30, 25*. 10, 18 e 20000
Ditos de casemira de coras a 22,
151,12.7 e 98000
Ditos de alpaca preta golls de
velludo francezas a 10J000
Ditos de merino sefim pretos e
de cores a 9f a
Ditos de alpaca de cores a 5 e
Ditos de alpaca preta a 9, 7, 5 e
Ditos de brim rie corea a 5f,
48500, 4 e r
Ditos da bramante delinho b an-
co a 68, b$ e
Ditos de merino de cordao preto
a 15 e
Calcas de casemira preta ede co-
rea a 118. 10, 9J, 7 e
Ditas de princeza e merino de
cordao preto a 5, 68500 e
Ditas de brim branco e de cores a
5. 48300 e
Calos de ganga da cores a
Collele de velludo preto e de co-
res Usse bordados a 12,9e
Ditos de casemira preta e da co-
res lisos e .bordados a 68.
58500,5
W0'&
Ditos de setim preto 58000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 5*000
Ditos de gorguro de aada pratos
e da cores a 7, 6, 4 a 5000
Djtosdebrime fuslo branco a
31500, 28500e 3000
Saroulas da brim de linho a 2 e 2100
Ditas de algodao a 18600 e 1)880
Camiaas de peito defuatio branco
ede corea a 2*400 e 2200
Ditas de paito de linho a 5, 4 e 3*000
Dltaa da madapolao brancaa e da
corea a 3, 88500, 2 lj&OO
Chapaos pretos de maasa francesa
forma da ultima moda a IOS.
.. 8|500e 7000
Ditos de feltro a 6. 58, 48 e 2000
Ditos de sol de seda inglezas a
fr/ncezea a 14J, 15, llf a 7*000
Colannhos de linho muito finos
novoifeitioa da ultima moda a 8800
Dos de algodao 5oo
Relogios de onro ptente e hori-
zontal a 10US, 90. 80| e 705000
Ditos de prata galvanisados pa-
tente e horizontaea a 40 e 30|00o
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulceiras, ron tas e
sneis a y
Toalhas de linho duzis 10$, 6 e 9J00O
3$500 Ditas grandes para mesa ama 3 e 4O0n
88000
3500
3S500
-3*500
48000
8J000
68000
48500
2J500
39000
88000
ARMAZEIH PROGRESSO
THT^fc aMaCasfl
Francisco Fernandes Duarte
largo ilm Pealia
AQanca-se a boa qualidade de todo qualquer venero
vSStSkL a^mi,Z"D, a5Sm COm0 vende-se P" men 5 10 por cento do que em outra
tarnteigainglexa, mals 8uperior d0 mercad01800 r8a u em barr
aUalLuiBDiOa
W *ntsia f ruza. maig noya, 600 ^ -m bmil> 640 rs g ^
sj leiiM do Teimo cnegaaos neite ultimo Tapor por 3000
a tO00 de superar qualidade e muito frescaes a 800 inleiro, em libra
-V roVa. \\y isan s nreto
28000 rs. a libra. melhores que ha no mercado 3000, 2600,
rebuto para &anbte muil0 no vos. 500 a^a
rQZaaiD a reaO d8 ,aptrior qualidade a 440 retinleiro, e 480 rs. a libra,
o melhor petlsco que pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra'.
Toueiatu do reiao 3l0 r,, ., e arrobi a9|000
Caticas e palos cheg.dos n99l3 uUlB0 Davio> a 720 ra> a ^
^^^L^!^^^.--- em,,.coml01ibr...por4500r.. .
MLarmelada imiTa\ ^ .. lk
. Q\n .- ru d' *fraado Abreu e deontroi maitos fabricantes de Lisboa
a 0 rs. a libra, em Mas de 2 libras por 1600 aanca-se a boa qualidade.
9&aca4 \m*i.aUtntBn*ut>9nmn. ,-J
la!6 C9nteUOSeo2''la8d'2 lib< contando difierente.qa.lid.de,,
muito propno para mimo, a 2J000.
r\llUaaJraiieeZ.aS e poriUBuezas em lataa de l libra, por6W rs. ditas em meias
-, \*aia a 4fjo rs. i1Dra emcaixa a 8.
^^muitoooTasai00rs.alibra,e4000rs. a librs.
c em cartoes muito enfeitados proprios para mimo a 600rs.
Geuenra ingleza
abaiment?. m'S 8up"lor qae ha 'S000 8"f iza aa far
Geueba de lVoUaada o*,
wr. m ******* a 68000 ra. a frasqueira, e 560 ra. o fraaco.
V muos engarrotados. ^
, ^ lKmsdo Douro a 1600 rs. a garr.fa. Porto fino Fei-
tuna, Duque do Porto, a lSiO0 em caita se fari .batimento. '
das mais acreditadas marcas a 1} a gwrafa e em caixa a 9 a dazia.
ipaglie dQ differentes marcas a 16 duzi. e a 1S500 g garrafa, affianca-ae a boa
Verdadeira srvela ctbrimha
a 500 ra. a garlfa de "lt" *** *"CM '**'> *
pipa P3rl0> LUboa e Figueira a 3i50oj 4 e 4^500 canad<#
h*spermsele auperior. 740 ti em caixa> e m ^ a IHm
Batatas aovas em gigO de onaarroba a 1? ^^
UOCOla e os mais saperiore, hespanhol 15200. francez a 15. portagwa a 8W ra. a libra
Figos da eammadre muil0 noroi, em Cilxas de 8 libras por ^.eB Ubra a
"aa de engommar, moito alva a 100 ra. a libra.
\meadoas de casca a ^xeite doee renDad0 a m tt a garrat(i # em m|m a H
Palitos de deates lados com petf#ig8o a M0 o ma5o
Gostetatas aslexas n., a u e_
_ m propnas para fiambre a 800 ra. a libra.
Uolaxinna ia2lez.a
. w ma,, 9 Oo mercado a 4 a barrica a em libra a SHJ r.
****** tug!^??*!.S. Ubr"6" mU,1 riC8 COm *ll2 ,IbrM !f V*00' tl "
a 11010 para lia,pir [aca s 200 rs. cada um, a porcio aa far abatimeoto.
ftrejaS eia frt8ce^e l e 1[2 libra aoito novas a 800 ra.
tn rt I.Qlepe.aleDie dos neros ""ciadoi encontrara o respeitavel publico grande sortimen-
to ae ganeroa, tudo da superior qualidade.
Aos tabaquistas.
Vendem-ae anperiores lencos francezes a imi-
U50 doa da linho, muito proprioa para os taba-
quiataa por aenaa de coraa amraa a flx*a, pelo
baratiMimo prara de5 a.6| a duzia ; DaTua do
Qaeimado f. i,w bem conhecida laja da boa f.
Fil liso jfc'tarlatana.
Vende-ee auperior 116 liso e tarlaUna branca
a do corea, pelo barattasimo preco de 800 rs. s
3rQe"ieoa,n?0eCl,la l0ja "" b0S K' r"
Ricos eafeites.
Vendem-ae ricoa e superiores aofeites os mala
modernos que ha, pretos e de cores, peto btfra-
tiiaimo preco de 6 e 650 : na loi, d. boVtt,
aa raa do Qaeimado a. 39. '
Cambra i as de cores.
M.Ve5di6Br,elf?,b,,lM lindas co-
rea, pelo baraliasimo preco de 180 o covado : M
ruadoQueimadon.22, na bem conhecida loia
.da boa fe.
Camhraias rancezas fnissimas.
Superiores cambraias francezas muito Anas, de
muito bonitos padrdea, pelo barato preco de 700
rs. a rara : na toja da boa f, na raa do Qaeima-
do n. 22.
Caiabrala Usa.
Vende-ae cambraia lisa transparente muito fl-
aa, pelo barato prego de 4 e 58 1 peca com 8 1|2
raras, dita tapada muito auperior, peca da 10
T.raa a | : na raa do Qaeimado n. I na loia
da boa fe. ^
Bramaate e atoalbado de
liabo.
Veode-ae auperior bramante de paro linho com
du 111 varas de largura a 28400 a Tara, a .sir como
atoalhado adamascado tanbem de paro linho,
com 8 palmos de largura a 28500 a Tara : na bem
conhecida loja da boa f, na roa do Qaeimado nu-
maro 22.
Cortes de ea\ea.
Vendem-ae cortea de calca de meta casemira
de corea escaras a 25 cada corte ; na loia da boa
f, aa ra do Queimado a. M.
Port bouquefs,
Dourados com cabos dema-
dreperola.
Chegaram opportuoamente para a loja d'sgai.
branca os bonitos port bouquols dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propria encommenda, Qcando assim remedia-
da a falta que hara desses port bouquets de gos-
lo, os qoaes chegaram bem a tempo para os di-
Tersos cosamenlos e bailes qae se contara nesses
das, por uso aa pessoas que por elles esperavam
eaa que de noTo oa quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, que encontraro obra
de bom gosto, barateza, agrado e ainceridade.
" laaHAL
de cambraieta.
Vendem-se superioressaias de cambraleta mui-
to una, com 4 pannos, pelo diminuto preco de
58; a ellas, que sao muito baratas: na ra do
Queimado n. 22, na bam conhecida loja da boa f*
RaadaSenzalaNoYan.42
Vandt-sssai cassdsS.E.JonhstonAC,
alliasa silh6asag]zes,eande*irote castigis
bromeados,lonas uglezas, fio davala.chicot
paracarrog, emoniaria,arrsiospara carroda
ua a ioui iitiIoi ralogio id 1 onro patente
nglaz.
Navalhas d'a com cabo de marfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
alhasdar;o refinado com cabos de marfim, e
para assegurar-se a bondade dellaa basta dizer-
se que sao dos afamados e acreditadoa fabrican-
tes Rodgers & C, custa cada estojo de duas na-
ralhas 8000: na ra do Queimado, loia d'aguia
branca, n. 16. .
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de OliTeira 4 Filho, pracs do Corpo Santo n. 19.
Lientos braaeos muito
naos.
Vendem-se lencos braocos moito finos, pelo
diminuto preco de 28400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 2 cada urna : na ra do Quei-
mado, loj. d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Arados americano se mchina-
paralava roupa reme-asa deS.P J01
hston 4 C. ra daienzala n.42.
Phosphoros de seguranca.
Caizinhas com mil e tantos phosphoros de se
C ARTOES
DE '
VISITA
Cartoes de Tiaita de noo gosto
Carloea de Tisita de noTo-gosto
Cartdaa de Tisita de doto gosto.
Urna duzia por 16^000.
Dma dazia por 16J000
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 16S000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperado
Raa do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
EXPSITO
Candeeiros econmicos
a gaz,
e gas hydrogenlo de primeira e segund qusli-
dade : oa ra Not n. M e 24 loja do V anna.
Sementes de hortalces
d^drKe,DlroadaCraz JoRecife, lepoailo
fod a!n?lar5V-32LMmeDle8 de 2rt.ES de
ia Europa chegad" no ***
Lindeza.
Vende-se faienda deoominada liodeza o
para Testidos a 160 rs. o coT.do : na loja1 Z "!
arte, ra da Imperatriz n. 20.
Alteocao
paquete
ptima
Vendem-se caixdes vasios ptoprios
parabahuleiros,funileirosetc.a|ip80-
quem pretender dirija-se aesa tipo-
graphia, que ah se dir' queri ostem
para Tender.
Miudezas baratas
Na loja d victoria 11a ra do
Queimado juuto a loja de
cera.
Colehetes francezes em carlo a 40 rs.
AlQnetea francezes eebeca chata a 120 rs. a caria.
Papel com cento e tantos alfloetes a -40 ra. o
papel.
Lionas Ticioria em carritel com 200 jardas a 60
rs. o carritel.
Ditaa de 100 jardas de Alexander a 900 ra. a da-
zia.
Ditaa de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs. o
carritel.
Ditas de Pedro V brancas e de corea a 40 rs. o
cartao.
Grampos a 40 ra. o maco.
Eofiadorea braocoa a 60 e 80 ra.
Carletriohaa com agulhas francezas a 320 n.
Trancas brancas de linho a 100 n. a peca.
Agulhas de enfiar Testido a 40 rs. esda ama.
Eoulraa muKaa miu-ezaa que ae afflauca Ten-
der barato para" qaem comprar Tictoria sempre
contar: na loja da Tictoria na ra do Queimado
a. 75, junto a leja de oera.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
^ 7ef?de iizer <>ue e,l constituida um deno-
?. JlZ',' ien,l0;'f 8emPre dos nielhores e
S. i, .d>?a fabncantea, como Lubio, Piver,
Coudray e Scete Hygieinqae. etc., etc. ; por
laso, quem quizer proer-se do bom, dirifrir-ee
a na do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qoe
achara sempre um lindo e completo sortimento
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e
barateza por que te Tendem conTida e anima ao
oomprador.
Carros ecarrocas,
Em casa de N. O. Bieber
4 C. successores rut da Cruz
numero 4.
.,][*-"> americanos mui elegantes
a lares para daase 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elleapossuem map-
pas com ranos desenhoa, tambem rendem car-
rocaspara conducco deassucarerc.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites para cabec. de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 5J, 5500 e 6 :
na toja da Tictoria oa ra do Queimado u. 75
noto a loja de cera. "
Esceocia e aiil.
i~. con o ,t a, Xa T.mrS,,T "f"
Bazar decaluugas
e brinquedos para meainos e
meninas.
Na raa Direita n. "7 dfronte da grande
fabrica de tama neos.
. Neste estabelecimento boto ae eocotlrario
sempre grande aortimeolo de cslaogas e bria-
quedos de todas as qualldadea e precos pira me-
ninos e meninas, assim como tambem charutos
muito bons e baratos, tanto em caixe como a re-
tardo.
Panno de algodao da
Babia.
Vende-ee no escriptorio de Antonio Luiz e
Olireira Azevedo & C, raa da Cruz o. 1.
A
rUNDIGiO LOW-MOOB
RaadaSenzalla Nova n.42,
Nasinslabaleciminto contina a bafiruss
(ompleto sor tissemo demoenda seisoias BMeat-
sparaengenho.iiachinas da Tapor aiarae
* ferro batido e coido.di todos ostamaobos
ptradito,
Souball llellors & C, lindo receido or-
dem para Tender o sea crescido deposito dersle-
gios T]ito o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; conTida, portento, s pessoaa que quieram
possuir um bom relogio de onro oa prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproreitar-ae da op-
portunidade sem perda de tempo, para Tir eom-
pra-los por commodo preco no seu escriptorio
ra do Trapiche n.M.
Na loja da diligencia, na
ra do'Queimado n. 65
tem pera Tender caacarrilha redonda de ora ia-
Tinclo a 400 rs. a peca.
ARMAZEM PROGRESSIVO
E
36, ru
Duarte # C. constantemente
das Cruzes de Santo Antonio, 36
BBnn6 Ai m iPiisDi
,
Potassa da Russia.
Vende-se emeasa deN. O Bieber 4
C, succeisore, ra da Cruz n. 4-
Sil de Lisboa.
Vende se a brde da barca porto
~ sal de Um* lim|
itoTrapteBe-B.1T.
clipe-
T**f''Jrtfc?e V^"1 'l5P re"w** ; tratar
Paletots
brancos.
Veadea-ie saperiotei paleto ti de brim bremo
>eff :aa
de puro Uehe, pelo bar*4iaaiaae proco
~ do Rimado e.li, .a baaa cortarte." loja .
aaDoaf. i >~ ff.O,to*m UeliortS '\U.m ** "M* : offerecema todos os Srs. 1 (f P T pMpna encomraenda os melhores os. de tudo tendente a molhados, e por sse
possim comprar ero outro qua aueresultlXl?/ !,ES Uma yMU*T em "S g6DerS' de 5 a ,0 Por > ^ PP qua
garanti-los. OUiro ^aiquer estabelecimento, attendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obligamos o
Manteiga iDgleza especiJlmenteescollhida a 850 e 1H00O, a libra e em barril a 800.
lein traQCeza a primeira ia safra nova 700 rs. e em barril a 600 rs.
gueiJOS IlamengOS vindos no ultimo vapor a 3000. e em porSao ter abalimento.
rJr1!08 1UQdrQ0S os me,hores d0 *> 1&000 a libra, e sendo fnteiro a 950 rs. a libra.
t ysson muito superior a 2800 e 3&000 a libra.
ppWn'inJl! ^ ^ "I" neSt 8ener VDd PrmeLra VM a nSS m9rcad0 a m a ,ibM' ambe* t m 1*800.
riesuntO inglez para fiambre a 700 rs. a libra.
Presuntos portuguezes vindosdoPortodecsaparticular.SOOrs.alibraeintoiro a 460 rs.
^aiOS 6 CnouriciS muiko novas a 000 rs. a libra eam barris de arroba a 15#.
1^3WoTuAoOa)dul'.a >0f,' Porto8ao-nec,,r'Carcavfl,,os' wllio, seeco Feitori. ehamisso de 19200 e 1300 a garrafa, a
VmnO BordeauX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa e de 8500 a 101000 a duzia,
VinhO mUSCatel '*000 a garrafa e 10#0C0 a duzia.
Viaho para p astO do p|rto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa e de 4&000 a 4800 a caada.
Marmelada de todos os concerveiros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 librs, e 1700 as de duas libras, e im porcao ter abatimento.
Latas COm peixe savel, pescada, pargo. roballo, cavalla, guraz, sarda, congro, linguado, ostra, e lula de tiielada, chourieas
finas o mais bempreparado que tem vindo ao nosso mercado, de 1*300 a 3 a lata.
Latas COm emlhas poJtuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
- Utas COm bolachinhs de soda de todas as qualidades a 1440 rs.
^t^^^&'VrSiSZg ngrafl7V DgS C0mtOa,,re H *** ** 8 s ** W^ ^ vindo M mercado a 2800 a caixinh. e 400 rs. a libra,
juoto a loja de cera. reras muito novas e boas em caixinha de 4 libras a 3|00O a caixinha e 1000 f libra.
Aeixas francezas em atas de 5 libras por 49000 e 19000, a libra.
Paspas em eaixinhas de 8 libr s, a 29500 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a eaixa de arroba.
LorinthiaS para pudim em I rseos de 1 1 [2 a 2 libras a 11500 e 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra.
GaiXinbas Prpras para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de S9000 a 59000 rs. acaxtnha.
Conservas.inglezaS portngnezas > 600 e 800 ris o fraseos 9f a eaixa.
Macar rao a talhatim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 65000 a 'caixa.
uOmma muito alva eomose p^de desfjir a 100 rs. a libra,
Amendoas de casca molle a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. e em porgo ter abatimento.
Champanhe das melhores marca?, de 15Ta 20000 reis o gigo.
LnOCOlate poriuguez, francez, einglez, a 900 rs. alifara*
Gervejas das melhores marcas a 560 rs. # garrafa, a 5500/ a dazia.
LtOgnac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda 600 rs. o frasco a 65500 a frasqueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrara, e 19800 a caada,
Dito em garrafeS de 5 garrafas, por 19200.
Espermacete superior *760 rs- *libr> 74 rsm caixa-
Arroz da India a 100 rs. e do Maraoto, a.120 rs. a libra e de 39000 a 3J200 a arroba.
LentQas (ranacas o melbor de todos 01 legumes a 500 rs. a libra.em porcao teri abatimento.
LtUiS COm feijO Verde muito bem preparado a 810 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 440 e 600 rs. lata.
Massa de tomate em latas de urna libra a 900 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e piinco a 240, 59"a arroba da alpiste e a 6400 a do paineo.
Potes grandes COm Sal refinado* 640 tambem tamos em paeotes, a-eoito proprios>ra meza a 240 e200 rs. a libra.*
Batatas em gigosdi ama arroba a 19900, e 80 rs. a libra.
Daoe da casca da goiaba de 19000 a 1200.
Azete doce purificado, a 800, a .garrafa a 99000, a duzia.
Palitos lixados pa ra dentei. os mais bem faltos qae tem ?indo'eo wado, a 200 1. t) 0000 eom 99 massnaroe.
Bolachinha illgleza aouito raova a 400 rs. a libra e 59000 atbatriea.
ToUClUho de Lisboa a 320 reis a libra e 109009 arroba.
Velas de Carnauba aeomposiolo a 400 ra. libra e a 129500 a arroba;
Araruta a n^horquese podedesejara 320 rs. alibra. .
SeVad a%egda oHrarameote a 10 a libra a 49 aanote;
Ceblas muito nova a 600 rs. o coate a a 400 rs. as pequeas pira oonsem,
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 120 e 160 ra. o
par. ditas brancas para menina a 180 ra. o par,
ditaa de laa para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria oa roa do Queimado n. 75. unto a
loja de oera. '
Galanteras de gosto
E* o que pode haver de maia gosto em galan-
teras de vidro e porcelana como aejam jarros,
frasqonhos e garraflnhai, manteigaeiras e assa-
careiros, jarriohoa para boqueta de cravo e ou-
traa muitas cousas : oa loja da victoria na ra
do Qaeimado n. 75, junto a loja de cera
Sitio.
Vende-se o sitio oa eatrada do Rosarinbo no
eitao da igreja, com boa caaa de'pedra e cal, 2
salas, gabinete. 4 quartoa, eozioha (ora e copiar,
ardim na frante, estribara e cocheira, em chaos
proprios, tem muitos e bom arvoredoa de rocto,
baixa de capim, cacimba com excellenls agua pa-
ca beber, tanque para baoho : a tratar oa ra
da Gadcia do Ratnfe o. M, loja, eaqoiea do bec-
co Largo, ou na ra Nova n. 55, deposito de pi.
Lamillas de primeira qualidade, taate o
maia lave no estomago, vende-ae na raa Novas.
22, muito barato.
Para o carnaval.
Vendem-se (azeadae aropriaa pan vestuariea,
a aer : eicomilha de cor de rosa, emareFla aaot
a branca a 200 ra. o covado, velbutinai de' coree
e ramageei a 640 o eea-ado, velludo encarnado a
900 rs. o covado, tafel de todn as oorea 644) o
oovado, groideoaplea de com a 1*8oo o covado.
e mais fazeodas propriaa para este Bm .- a o*
da Imperatriz, loja e armazem da arara o. 56, de
Magalhaes & Uendes.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Veade-aa eaa porcio a aactatao de ama aaoea
psra cima, e por commodo preoo : a raa daMa-
' dre d Dos confronte abolica n. 30.
fc
J3


...
MAMO. DB PIMTlHeOCO 8UHMK) 22 DB WHWHQ DB *
na toja da pvo, roa
da Imperatriz n. 60,
de Gama Silva,
Tendom-ie fazendaa peloi presos seguintes: mus-
aulinaabraocaa com 4 li2 palmos de largura, co-
rado 200 rs.r chitas escuraa com pequeo toqu
demolo, corado 140 ra., dilaa matizadas a ICO,
22? d SSVn fr,nc" nnae, o corado a 240,
0,180, 300 e 320 ra., Uazinha de quadroa para
vestido, 280 e 400 ris o corado, casaaa in-
IIS?10i" de qoadroa para vestidoa, corado a
260. 280 e 300 ra,, ditas garibaldinas, fazenda
ntuilo fioa a 320 o corado, aaiaa bordadas, faxen-
da muito fioa a 3J e 4g, ditas com arcoa da cor-
dio de liona que fazem aa rezas de balo a 38200
e 49, ditas de madapolao francs, baldes os msis
bem feitoa que tem rindo, pelo diminuto prego-
de 39. 39500, 4 e 58, pecaa de cambraia liaa mul-
to fina a 2j e 28500, dilaa com 10 jarda, fazenda
flnisjima, a 3. 3J500, 4 e 59, meiaa pretas da
seda para senhora a 19 o par, ditas brsncaa de
algodao para andar em caaa a 200 e 240 rs., e
outras muitas fazenda que sa rendem por prego
baratsimos, e de todas se do as amostras dei-
lando penbor, o tuandam-ae levar em casa doa
freguezea que quizerem comprar : na loja d ra
da Imperatnz n. 60, de Gama & Silra.
Brilhantinas americanas.
Vende-so brilbantioa americana con lindissi-
mas cores, sendo fazenda inleiramente nova e
moderna de 41|2 palmoa de largura a 400 rs. o
corado : na ra da Imperatriz n. 60, loia do
pari. '
Moirantique.
Acaba de cbegar pelo ultimo vapor francs es-
ta fazenda de seda com o nome da moirantique,
sendo de varias cores e branca, propria para res-
udo de Doiva, e rende-se por prego baratissimo
tona luja do pari, ra da Imperatriz n. 60.
Pannos a 1,0600.
Veode-se panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpata a 19600 o corado para
acabar: na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Chales pretos a 3$.
Vendem-se chales de fil pretos muito grandes
e Anos, fazenda que sempre se rendeu s 89 e 109,
e a 38 ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavao
Sedas.
Vendem-ie grosdenaples pretos muito encor-
padoa a 18500, 19600 e 1S800, dito cor de rosa,
cor de caona e azul, sadaa tarradas da corea, cha-
malote preto e sarja preta hespanbola a 1800 :
na ra da Impersttix n. 60, loja do pari.
Fancy a 1#600.
Vendes fancy, fazenda de lia lisas e mesela-
das, propria para caigas, palelots, cohetes e ce-
pas para senboraa, e roupas de menioos. tendo
esta fazenda 6 palmoa de largura a 1 #600 : na
ra de Imperatriz n. 60. loja do pari.
Espartilhos.
Vendcm-se espartilhos inglezes que sao oa me-
lhores : na ra da Imperatriz n. 60 loia do
pavao.
Para meninos.
Vendem-se reslusrios para meninos e meni-
nas muito bem entallados : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do pavao.
Madapolao a 3$.
Madapolao enfeetsdo com 14 jardas a 39 a pe-
ca ; na ra da Imperatriz o. 60, loja do pavio.
Acaba de
chegar
a novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados fazeodas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como 4 de seu coatume,assim como
sejam sobracaaacoa de superiores pannos
casaeoa feilos pelos ltimos figurinos a
269,28|, 308 e a358, paletots dos mesmos
pannos preto a 16|, 18f. 209 e a 28,
ditos de case mira de cdr mesclado e de
novo padroes a 149, 168, 189.209 e 248,
ditos saceos daa mesmas caaemiras de co-
res a 99, 109,128 e a 149, ditos pretos pe-
lo dimiouto prego de88. 109, e 1S$, ditos
de sarja de aeda a aobrecasacadoa a 129,
ditoa de merino de cordio a 128, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 158,
ditos de alpaca preta a 78. 89, 99 e a 10,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
1 seda fazenda muito superior a 49500, di-
I tos de brim pardo e de fustio a 38500, 48 1
e a 49500, ditos de fusto branco a 48, 8
grande quantidade de calcas deeasemira
preta e de cores a 79, 88, 98 e a 10, ditas
Sardas a 38 e a 48. ditss de brim decores
oaea*$500, 38, 38500 e a 4g, ditas de
bnm braacoa finas a 4#500, M, 5&500 e a
68, ditaa de brim lona a 58 e a 6f, colletea
de gorgurao preto e de coros 51 e a 61,
ditos de casemira de cor pretos a 4 $500
e a 58, ditos de fustio branco e de brim
a 39 e a 38500, ditos de brim lona a 4f
ditos de merino para luto a 49 a 48500*
caigas de merino para 1 uto a 4J500 e a 51,
capas de borracha a 99. Para meninoa
de todos os lmannos: caigas decaaemira
prefa e de cor a 5|, 69 e a 79, ditas ditas
de bnm a 2J, 38 e a 38500. paletotaaac-
cos de casemira preta a 6J e a 7, ditos
de ora 69 ea7|, ditos de alpaca a|39,
aobrecasacos de panno preto al29 a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todaa as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os taman hos
meios ricos vestidos de cambraia feitos'
para meoinaa de 5 a 8 annos com cinco
babada* lisos ai8e a 12J. ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 5* e a 69, ditos dt)
brim a 38, ditos da cambraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendaa e roupaa feitas que deizam de
aer mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como reeebe-se toda equal-
quer ancora manda de roupas para so
mandar manufacturara que para este fim
temos um completo sortimento defazen-
ideS0,t0 e "na grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptidi eperfeicio nadadei-,
xa a desejar.
Rival
sem segando.
Na ra do Queimado n. 55, de tro ule do sobrado
novo, eat diapoalo a vender tudo por prego que
admira, asaim como sja :
Frascos de agua de lavanda muito gran-
des a 800
Sabonetes o melborque pode havar a 320
Ditoa grandes muito finos a 160
Frascos com rheiros muito finos a 500
Ditoa diloa muito bonitos a 18000
Garrafas de agua celeate o melbor a I9OOO
Praacos com banha muito auperior a 240
Ditoa dita de urco fioiasima a 600
Praacoa de oleo babosa com ebeiro a 240
Diloa dito dito a 320
Diloa dito nito a 500
Ditoa para limpar a cabeca e tirar caspa a 720
Ditos dito philocome do verdadeiro a 900
Ditos com banha transparente a 900
Ditoa com superior agua de colonia a 400
Dita, fresaos grandes a 500
Fraecoa de macaca oleo a loo
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dita grandea a 800
Tem um resto de lavando embreada a 500
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
doos, e una a 20
Dita de cartio Pedro V, com 200 jardea a CO
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carreleis de linha com 100 jardas a 30
Duzia de meiascruss muito encorpadas a 29400
Dita de ditaa muito superiores a 4500
Dita de ditas brancas para aenhora, mui-
to finas a 3J000
Vara de bico da largura de 3 dedos a 120
Dita de franja para toalbas a 80
Groza de boioea de louca braoces a 120
Duzia de phospboros do gaz a 240
Dita de ditos de vela muito superiores a- 240
Pegas da fita para eos de todaa as lar-
guras a
320.
GELO
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vndese gelo de hoje em diante
arroba a 3|f500, e meia arroba 2$000,
e a libra a 1(50 ris : tambem recebe-se
asignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, ate' que se
acabe o gelo.
Aos senhores fogueteiros..
Na loia da ra do Crespo n. 16 hs urna porcao
de eozofre ezcellenle para fogos do ar e de vista,
e rende-se por I9 a arroba a quem comprar urna
barrica.
Vende-se s casa terrea sita na ra de So-
a Rita n. 57 : a tratar na ra da Aurora n. 70.
segundo andar.
Attenco.
Vendem-se duas moradas da casas assobrada-
das, leitas ha poueo, de lijlo, em cbioa foreiros,
na villa #0 Cabo ; vende-se muito em coola : a
fallar na asesina villa do Cabo com Sebutiio An-
tonio do Reg.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Tende-se urna mulata de meia idade, cozl-
nha muito bem e faz todo mais servigo de urna
caaa ; a tratar na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de lavander iogleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 rs. cada fras-
co, pomtda meitissimo fioa em paos grandes a
500 e a 18, vende-se por to barato prego pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezaa da boa fama n. 55.
Bicos de linho barato.
Veode-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazeo la muito suoerior
pelo baratiaaimo prego d. 240, 320. 400 e 480 rs
a rsra, rende-ae por tal prego pela razio de es-
tareoa muito poucs coasa encaldidos, tambem se
Tendeo pegas de rendas liiss perfectamente boa
com 10 raras cada pega a 720, 800 e 18. ditas
com salpieoa muito bonitas e diversas larguras a
I92OO, 18609 e 29 a pega, ditaa de aeda a 29 ca-
da urna pega : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de mindezas da boa fama n. 85.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
eno pel* baral"iroo Pfego de 1SS00, 1$,
WO rs. cada urna : na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Meias para scnAi^ra.
Vendem-se superiores meiaspara aenhora pe-
lo baratissimo prego de 39840 a duzia : na loja
da boa fe, na ra do Queimado n. 22.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de enlremeios bordadoa em fina cambraia
traoaparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 18200 a pega de 3 varas,
tendo quantidade baatante de cada padrao, para
vestidos ; e qnem tiver dtoheiro approveitar a
occasio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulhas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandou vir, e acabam de cbegar
aqui (pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem fi-
taa, sendo para alfaiates e costureiraa, e custa
cada papel 160 ra. A agulha assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem dellas.
Zefire para vestido.
Chegou pira a loja da victoria grande sorti-
mento de zefire para enfeites de vestido ou para
ootra qualquer obra que ae queira butar pelo
barato prego de 500 ra. a pega com 10 varas : na
loja da victoria na ra do.Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Potassa americana,
Vende-se potassa americana muilo nova e de
auperior qualidade : no eseriptorio de M noel
Igoacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
0 n. 19.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta deasa apreciavel opiata ingiera tao proveito-
aa e necessaria para oa denles, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a I95O rs. a
caira; quem quizer conservar seus dentes per-
feitos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16
Na ra Nova n. 19, rnde-se velbutina de
corea a 500 rs. o corado.
A 320 rs. ocovado, grande
pe chin oh a.
Vendem-se superiores cambraias francesas de
muito benitos padroes a 320 ra o covado, fa-
zenda muito fioa que aempre vendeo-se por 800
e 19 a vara, venhaos por ellas, antea que se aea-
bem ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa (.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, maias pretaa de aeda muilo su-
periores, proprias para oa aenhorea aacerdotea
por serm bem compridaae muilo elsticas ; veo-
dem-se pelo barato prece de 68 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
para a nj os.
Vendem-se ns roa da Senzala Nova n. 30, cai-
zinbascom doce or prego commodo, recommen-
daveia para oa aojo* de procissao.
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muilo
eammodo: no eseriptorio de Manoel Ignacio de
Ollreirs & Filho, lsrgo do Corpo Santo. '
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender m porgao e a retaiho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo St C-, no sea -
criplorio ra da Cruz n. 1.
Vendem se macis oras ehegadss no ul-
timo navio a 38, macarrao, talbanm e aletria a
49, leudo cada caica mais de 20 libras ; no ar-
mazem do Annos, defronte da alandega o. 2.
h RA DO QUEIMADO N?46
F/lr;rilGBANDE20IlTIMEre
Sortimento completo de aobrecaaacos de panno a 258, 289, 309 e 359, casaeoa multo bem
feitas a 251, 28g, 30Je 351, paletots acasacadoade panno preto de 10 at 259, ditos de caaemira
de cor a 159,18f e 20|. pal*tots saceos de panno e caaemira de 89 al 149, ditos saceos de alnaca
m erin e la de 48 at 68. obre de alpaca e merino de 78 al 109, calcas preta de caaemira de
88 al 14J, ditos de cor da 79 at 10J, roupaa para menino de todos oa tamanfaoa. grande sorti-
mento de roupas de brins como sejam caigas, palotols o colletea, sortimento da colletea relos da
setim, casemira e velludo de 49 a 9|, ditoa para caaamento a 58 e 68, paletota brancoa de bra-
mante a 49 e 5/, caigas branca muilo finas a 5|, e um grande aortimento de fazendaa fin a e mo-
dernas, completo sortimento de casemiraa ioglezas para homem, menino o aenhora, seroelas de
linbo e algodao, cbapeoa de aoldeaeda, luvaa da seda de Jouvin para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemoa ancommendaa de grandea obras, qu par
isso est sendo administrada por um babil mestre de samelhante arle e um pessoal de mais dt
cincoenla obrairoa eacolhidos, porlanlo ezecutamos qualquer obra com promplidao e mais barato
do queem nutra qualquer casa.________________
Milho, farelo,
arzoz de casca, tudo novo.
Vende-se milbo a 78600 a sacca, farelo a 78500.
arroz de casca a 3g500, sendo'em porgao se faz
abatimenlo : na travessa do pateo do Paraizo n.
16, frente pintada de amarello, com oilao para a
ruada Florentina.
Calcado
Attenco a li-
1 quidaco.
Na loja do Clavinote ra do Gabug n. 2 B,
vende-se aa seguintes miudezaa peloa diminutos
pregos para acabar: pecinbas de babado com 15
varas de 3 a 4 dedoa de largura a 400 rs.. ditaa
com 30 varas de difieren tes larguraa a 2(200 rs.,
cartoes de colxele pera veatido a 40 rs., franjas
de linbo muilo fina para casaveque leudo cada
pega 15 varas a 18600 a pega, ditas de algodao
para toalbss a 100 re. a vara, ditas de seda pre-
taa de 2 dedos a 3 a 240 e 320 ra., dilas de 1 a
2 dedos a 160 rs., tranca de seda branca com vi-
drilho difireme largura a 320 rs. a vara, dita di-
la preta a 300 rs. a vara, caivetes de 1 e 2 fo-
lhaa muito fino a 160 e 240 rs.. tesoaras muito
finas para costara a 320. 400 e 500 rs., enfiadores
de linho para veatido a 40 rs.. caixaa de bfalo
para rap dlftVrenles modelo a 500 ra., carreteia
de linha de 200 jardas autor Alezander a 820 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, linha preta de miadi-
nba o masso com 60 pegss e 96 a 500 e 600 rs.,
eacovaa para casaca o mais fino que ha a 28, lu-
vaa de linho fio de Eacoasia branca muilo Cuas
a 600 rs. o par, ditaa de corea a 500 ra. o par,
ditsa de algodao a 160 rs., franjas largas de cores
proprias para cortinados lendo cada peca 15 va-
ras a 2j> e em vara a 160 "., eapelhos de damas
de diversos tamanbos a 800,18 e 18280, bolocs
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 ra.
a groza, ditos brancoa, pretos e de cores proprio
para caiga a 240 rs., pentes de tartaruga para
Iranga os melhores que pode bsvera 39500, ditos
para alisar a 29, ditos de marfim.de ifferente
lmannos e modelos a 500 rs., libyriolho de to-
das aa larguras a 120,160, 200 e 240 rs., pentes
muito finos fiogtndo anicorne tanto para auisss
como para cabeca a 320 rs., meias de cores para
bomem muito finas a 18280 rs. a duzia e o par a
120 rs., caixa de colxetes francezea a 40 rs.,gar-
rtfas grandes de agua de colonia muito fina a 39,
dita com agua de lavande a 19, ditaa do rlenle
a 800 rs, frascos de bandoln para segurar ca-
bello a 6(0 rs., dita de flor de laraoja frascos
grandes 1 500 rs.. bandeijas de diferentes tama-
unos a 18280, U600 e 2g, garrafas de porcelana
douradaa para mesa sendo garrafas grandea a 29
e pequenaa a 19, charuteiras muilo lina diver-
sos tamanhoa a 28 e 28500, lovas pretas e de co-
res enfeitadas psra senhora a 800 rs., peilos para
camisa muito finos brancos e de cores a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zefiras de todas as co-
res fazenda de muilo bom goaio a 18 a pega, e
um completo sortimento de fitas de sarja e cha-
molote asielinadaa de todaa as cores e larguras,
assim como bicos de bloode brancos e pretos, di-
tos de linbo de todas as larguras, e muitos oulros
cbjectos que se vende por metsde de seu valor.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos arligos de gosto, e proprio
para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversaa larguraa,
franjas brancas e de cores, trangss brancaa com
vidrilhoae aero ellea, cascarriihaa brancas e mui-
taa outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, lu-
vaa de pellica enfeiladaa primorosamente, r*ui
booitaa e boas filas de chamalote, e emfim mui-
lo outros objectos que a pedido do comprador
serao patentes, e vala do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
vo e bonitos moldes, e tambem dooradss que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia ae conbecer nao o serem, estando no meimo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 2$500 rs esda urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
urna daa novas e bonitaa cestinhas que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
No vos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca rende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes aao agora mui nacesarioa para oa meni-
noa que 5o para a eacola e quem oa quizer com-
prar mata baratos diriair-se ra do Queimado
loja d agua branca n. 16.
As verdadeiras peanas iogle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sus
encommenda daa verdadetraa pennaa de a'o
ingleas caligraphicas, doa bem eonbecidos 'e
acrediladoa fabricantes Perry 4 C, e pesar da
falla que baria densas bdaa pronas, com ludo
vendem-se pelo aoligo prego de2/000 a caixiuha
* urna groza, quantidade easa que ss falsifica-
das nao irazem. Para livrar de engaos, ae ca-
llanas vo marcadas eom o rotulo que diz. Loia
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
francez e inglez muito barato.
Bolinas de Helis para homem, obra
fraaca, a
Ditas de lustre, (de Pars) a 69 e
Ditaa de setim preto para senbora a 59 e
Sapatos de setim preto para senhora a
Botinaa inglezas de bezerro proprias
para invern a
Ditas ditas do luatre para homem a
Ditas francezaa de lustre e pellica para
homem a 49 e
Em casa de Burle Jnior & Martios,
Cabug n. 16.
129000
7(000
68000
18600
108000
48000
59000
ra do
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou ora remeaaa desses preciosos esni-
retes fixos para abrir latas de ssrdinha, doce,
bolacbinhas etc., etc. Agora pela feata cmese
multo dessss cousas o por isso e necesssrio ter
um desses caivetes cujoimporte 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onda oa ha.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa linha de -croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da rictoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um noro
e bello sortimento de cascarrilhas de seda de
muitas e differentes edres, e rende-se 1*500
e 29500 ris a pega, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1.000
o par.
Vende-ae meias pretas de seda, e de mui bda
qualidade, para aenboraa, e padroa 4 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellascalgadas nada se conhece, na'rua do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Mmmmmmxmmm mmu
8 Iniercsse pnblico.
Offerecido pela loja dea
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar concurrencia publica o que h* de
mais novo em fazeodas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que psra este fim espera de seua
correapoodentes de Inglaterra, Franca a
Allemanha aa remeaaas de aeus pedidos,
lem resolvido, antes de apresentar o no-
vo aortimooto, liquidar aa fazendaa exis-
tentes, o que effectuar por pregos m-
dicos e psra cojo fim convida o reapeita-
vel publico a aproveilar-ao desla emer-
gencia.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Uasearaa de cera boas a 640
Ditas do massa a 480
Carreteia de linba de cores e brancas a 30
Ditoa da dita branca de 200 jardas a 60
Agulhaa eurtas com toque a 40 rs., e
limpsa a 60
Garidea de clcheles miudos a 40
Ditoa do ditos maiores a 60
Missangaa miudaa (macinbo) a 160
Pegas detraoga de caracol de la de co-
rea com 13 e 15 varas a 160
Duzia de metas para senhors a 2|500
Oitss cruaa psra homem s 2{400 e 38000
Linhas do gaz pretaa, brancaa e de cores a 30
Calungaa de porcellana com 6 pollegadaa
para cima de mesa a 400
Jarros de dita pequeos, um por 500
Tranga de seda cor de rosa, a vara 160
Dita dHa de diversas cores a 300
Fitas de velludo de cores a 200, 800 e 400
Toueaa de lia para senhora a 500
Apparelhos de pao, loaga. e folha
de 240 a 28000
Franja de seda a 320 e 400
Pecaa de bico estreitioho com 20 varas a 720
Enfeites modernos muito bonsa 59500
Gollinha de traspssso com botio a 28000
Alem deataa miudezaa, esta loja conserva sem-
pre um bom sortimento e por baratos pregos.
Nao esqueca arara,
que hoja s loja doa barateiros para ver, ren-
dem-ae pecaa de cambraia liaa branca a I96OO e
2$, dita muilo fina com 5 palmos de largura a
3 e 3g500, pegas de madapolao enfealado a 39,
noroa cortea de chilaa finas com 13 coradoa a
28500, ditos de riscado, padroe novos a 2(500 e
tj>500, brilhantina branca com 4 1|2 palmos de
largo a 280 o covado, dita de corea a 360 o co-
vado, gorgurao para vestaos a imitagao de aedi-
nhss, fazenda muito nova e fina a 320 o covado,
barege para vestidoa com flor de seda a 360 o
covado, pompadour de aeda de quadros e matiza-
do para vestidos a 640 o covado, fil de linho
branco e de corea a 200 rs. o covado, laazinbas
para vestidos a 280 e 400 ra. o covado, ricos cor-
tes de gorgurao para vestido com 18 covados por
68500, corles de la de duas saias com 22 cova-
dos por IOS, rics cortea de organdya com 15 va
raa a 99 o 7f para acabar, caasaa oe corea para
vestidos a 280 e 320 o covado, chitas a 160. 180
e 200 rs. o corado, ditas francezas a 240 e 280 o
corado.
Pannos pretos.
Panno preto para ealgas e palelots a 19600,
18800, 29 e 28500 o covado, cortes de casemira
prela para caiga a 38. dita enfeatada a 38500 e
4g, velludo preto a 2$500 o covado, aaia de cor-
dao que faz vez de balo a 8500. balOes de ma-
dapolao a 39 e 38600. ditoa de 30 arcos e de ren-
da a 49 : na ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magalbea & Mendes.
Pechincha para todos.
Vendem-Be masaos com 20 massinhos de pau-
lo finos a buliadoa para dentes a 200 rs. o mas-
so de 29, porm passande a 15 massoe se faz dif-
ferenga em prego : na rea da Imperatriz, loja e
armazem da arara n. 56.
Vende-se o engenho Timb, na comarca de
Nazaretb, com boas varzeas de canna e boas ma-
las, a dinheiro ou a pagamentos com boas Drmaa:
os pretendentes dirijam-se ao engenbo Santos
Mendes. n metuna comarca, a tratar com o seu
proprielario.
BB. 5BI35I3t3?*rar*33Bi
Attenco
Guimaraes Luz, donos da loja de miudezas
da roa do Queimado n. 35, boa fama, participam
ao publico que o sea estabelecimento se acha
completamente prvido das melbores mercadoriaa
tendentes so mesmo estabelecimento, e muitos
oulros objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
nidos de suaa propriaa encommendas ; e estando
elles inteiramente resolvido a nao vnderem
fiado, aflaogam vender mais barato do que outro
qualquer ; e juntamente pedem ao aeus devedo-
res que Ibes maodem ou venham pagar oa aeus
dbitos, sob pena de serem jsticado*.
Fivelas para cinto.
Bicaa fivelas de msdreperola psra
bsrsto prego de 1J600: na loja da
ra do Queimado n. 75, junto a Jpja
Luvas de Jouvin.
a loja da Bda F na rua.do Queimado n. 22
aempre se encontrario aa verdadeiraa^ luvaa de
Jouvin tanto para bomem como para aenhora,
adrerliudo-ae que para aquellea ha de muito
lindaa corea, na mencionada loja da Boa F na
raa do Queimado n. 22. 1
LiohdS de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em oo*eloa\ fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na ra du Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2# a resma.
Vende-se na rur do Queimado toja de miude-
zaa da boa fama n. 86.
cintos pelo
victoria oa
de cera.
i
PEIXE
Duarte Companhla
receberam pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dadea de peixe o mais bem arraojado que se po-
de desejar em Utas lacradas hermticamente pe-
los pregos do 18200 a 31 a lata :
Choungaa finas promplas.
Pescada aaaada e cozjda.
Pargo aseado.
Roblos dito.
Cavalla em azeite.
Guras sssado.
Nulas de ligelad.
Savel assado.
Sarda em azeile.
Coogro.
Lioguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacoles de sal refinado a
240 r. cada um e latas com feijo verde a 800
rs.: nos armazeos Progreasivo e Progressista no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36.
armazem de fazends
19.

Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a \j).
Duzia de meiascruss para homem a
18200 e o par a 120 rs., ditas brancaa
muito finas a2J500 a duzia, lenco de
a casas com barra de corea a 120 ra. cada
um, ditos brancos a 160 rs., balos da
20 e 30 arcos a 3g. lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chalea de merino
estampados finos a 58 e 69, tarlatana
branca e de corea muito fina com vara
a meia de largura a 480 ra. ocovado,
fil de linho liso a 640 rs. a vara, pe-
ga de cambraia lisa fina a 39, caasas
de cores para vestidos s 200 rs. o co-
vado, muasulina encarnada a 320 rs. o
covado, calcinbas para menina de escola
a 1 $ o par, gravalinhas de tranga a 160
rs., petos para camisa a 200 ra. cada
um duzia 29, pegaa decambraia dessl-
pico muito fina a 38500, pegaa de bre-
taohaderolo a 28, chitas francezas a
220 e 240 rs. o covado, a loja eat
abertadas6 horas da manha as 9 da
noile.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de calgado
francez e inglez, roupa feita e perfumaras mui-
to finas, quem davidar pode ver.
BMSfit2i)K616aS 16012-Qttastt&BStt
" jTOJ^ aavaafUBi fjw a*LLm aww maiw WWW aTTW WtBW*fc
i Liquidacao.
A loja de marmore.
Bournua de caaemira para senhora a 109 tt
Manteletes de grosdeoaple a 108 *
I Leques de sndalo a 58 I
Buurnu de casemira para meninos
de todas aa idades a 5J 8
Grande sortimento de cascarrilhas,
trangas e tita de lodaa aa corea para en- I
feltea de vestidos por pregos mais bara- S
toa do que em outra qualquer parte.
DE
Santos Coelho
Hua do Qaevniado n.
Leogoes de bramante de linho a 39.
Cobertas de chita finas a 29.
Ditas a prego de 18800.
Cambraias pretas muito finas.
Colchas de fustao muito lindas a 68.
Esleirs da India de 4, 5 e 6 palmos de largo,
proprias para forro de cama e salas.
Lengoes de panno de linho fino a 29
Algodao moostro a prego de 600 rs. a vara.
Toalhas de linho para mesa a 4$-
Ditas de fusto para maos, cada ama 500 rs.
Baldes para meninas.
Vende-se um silho com todos os seus
pertences : na ra Augusta, casa n. 73.
irelio de
Lisboa.
A desembarcar do brigue Florin-
da : quem se quizer fornecer deste
genero com urna grande differenc/i de
preep porque se esta' retalhando pre-
sentemente, venha tratar na ra da
Madre de Dos n. 12, para ser tirado
no desembarque.
Para o carnaval.
4 bella rapaziada que
com pouco dinheiro quizer fazer e enfeitar seus
vestuarios, dirijam-se a loja fraoceza da ra
Nova n. 11, que foi do Gadaull, que acharo se-
das, filas, fivelas douradas, barrelidas, veo, e
finalmente urna grande ezposigao de alcaides,
pelos quaes se nao eogeita qua'otia alguma : na
mesma loja recebeu-se um completo sortimento
de mscaras para homens o mulheres todas as
qualidades.
Camargo Vendem vestidos de seda de cor com dous ba-
bados, fazenda de gosto, a 25fl000, ditos pretos
de seda Isvrada, de dous e tres babados, lerenda
muito boa e bonita a 309, riquissimos mauteletea
compridos de seda muito superior, chapozinhos
e tocas de seda para baptisado de creangas, enfei-
tes de cabega, de diversos gostos, e outras mui-
las fazends que sero aprosenladas opportuna-
mente : rus do Crespo n. 1.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cabidas e franjas,
a. loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor inglez os lio procurados e muito bonitos
cinteiros de filas cora pontas cabidas e franjas, e
por isso podem agora aer satisfactoiiamente ser-
vidas ss senboraa que a desejavam ; elles achara-
se nicamente na dita loja d'aguia branca, ruado
Queimado o. 16.
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 89, que ji se .eoderam a 168, para
acabar: na ra da Imperatriz, loja n. SO, do
Duarte.
Vende-se um aobrado na ra daa Cinco
Pontas n. 23, com muitoa commodoa : a tratar
u ra Imperial n. 108, daa 6 4a 9 da manhla. e
de tarde daa 3 a 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo recom-
mendeis para as meninas que eato paasaodo a
fasta nos amenos arrabaldes desla heroica eidade,
a prego de 29 cada um : na ru da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja aeima acberao
continuadamente os senhores consumidores um
grande o variado aortimento de fazeodaa, ludo
baratissimo.
Vende-se em aegunda mi um methodo de
violao '. a tratar na ra Direila n. 47.
Camargo < silva.
Vendem a verdadeira eslamenha para hbitos
de lerceiros franciscanos : i ruado Crespo n. 1.
Ra larga do Ro-
zarlo n. 38,
Tem fivelas muilo finas para cintos por 185C0 ca-
daurna, ciotoa dourados, linhas de Pedro V com
200 jardas a 60 rs.. linhas de carrinhos d* 200
jardas autor Aiexandre a 80 rs., ditos a 60 rs.,
linhas finas de carrinhos de 50 jardaa a 30 rs. o
carrinho. linhas de marca a 30 rs. o novello, ra-
p de Lisboa, rolao, francez, grosso, meio grosse.
fino, Paulo Cordeiro e Meuron ; na mesma loja
vende-se lnvas de pelica para homens esenho-
ras, e de outras muitas qualidades, assim como
miudezas muito em conta, que a vista dos com-
pradores se dir o prego de ludo.
G muito barato.
Cobertores de lia iocorpados, grandes, com
pequeo toque de averia a 3 e 39500: na ra do
Crespo n. 25 A, esquina que volta para a ra do
Queimado.
LOJA AMARELLA.
Fazends a moda e roupa feita.\
Roa da Cadeia 11. 23.
[Gurgel Perdigo\
Receberam nova remessa das mui co-
nhecidas capas compridaa 4 propheta,
desla vez o sortimento foi completo, pois
alm das pretas ha de cores ; na mesma
cooformidade vieram manteletes, taluas
etc., ele.
Recebejam vestidos de blond com man-
ta, capella e saia de setim, esse estabe-
lecimento tem se limitsdo a receber e
comprar fazends de certa ordem, que
sao proprias ao mercado deata eidade, seu
sortimento completo de fazends de la
para vestido, caasas de cores, vestidos de
cambraia brincos e bordadoa e de seda,
sedas de quadrinbos, enfeites para cabe-
ca, siotoa, manguitos, pentes, leques,
saias a balo, chapeos de seda de palha
para senhora, e de muitas outras fazen-
daa que seria enfadonbo mencionar.
As amostras do-se iodependente de
penbor e aa fazeodas mandam-se levar
para escolher: tua da Cadeia, Gurgel &
Perdigao.
Farelo e milho
a 1$ a sacca,
e em cuia a 400 ra., esleir do Aracaty a 380,
muito fornidas, e ocento a 238 ne armazem da
estrella, largo do Paraso n. 14.
Escravos fugioo^.
Fugio no dia 12 do correcto um prelo de
nome Joaquim, crioulo, de idade 35 annos, pouco
mais ou menos, filho da ilha de ltamarac, levou
veatido caiga e camisa de algodao azul, cheio
do corpo, um pouco ac^trosado, e falla de vagar
e deacangado : quem o pegar, leve ao caes do
Ramoso. 16, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio no dia 20 do correle de bordo do
patacho Capuam, o eacravo crioulo marinbei-
ro de ome Antonio, idade 19 aonos poueo mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e rom
alguna signaea de bezigaa, levou cal^a- e camisa
azul : quem o pegar leve-o ao ewpi Antonio Luiz de O iveir Atevedo 4 C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que aeri
generosamente isaaompenaaio.




DIARIO DE PBRNAMBCO SABB4DO 38 D PftVtlimO DE l*8.
Litteratura.
o ESPELHO.
Columna original do Diario de
Fernambaco.
II
US DOl* 1KGLEZES.
Mr. Joho era um pensador oglez de primeira
fo i.". : tioha a cabeoa dividida em regies, e con-
tara oo Curasao seta teas, sos quaes correspon-
d; ni do estomago oulros laolos purgatorios.
Cada una dessns regies internas era para elle
un .entnenle inltuilu ruuio por desbastar anda.
Em qualquer dcsses tres membros do triumri-
rato de Bichet, tioha elle um mundo que descu-
brir ; e com ludo j o seu cerebro era um oulro
immenso de Cyclopes ; contava no corceo urna
uecropole intrincada de seniimenlos em esquifes,
de mausoleos de esperances roeio carcomidas, de
epitaphioa quasi apagados sobre as lousas negras
de suas creogas dissipadas com a fumaga pards-
cenn de seu cachimbo; era trabalho para dez
cavalheiros de Rotsi que livessem aprendido bem
o sc-u ufficio as catacumbas de Roa. Mr. John
tiLha, pois, urna ioQnidade de leudas e episodios
que dormiam as saudades de seus lempos idos e
que elle esconda com o vu do silencio quando
surgiam por descuido, sob seus pasaos, no cami-
ulio da vida. Se elle podesse dictar por um te-
legra*pho, j5 que no.gostava de escrever, leria
eccripto por mo de terceiros, com iquem repo-
voar a bibliotheca de AlexanJria que o archote
de Ornar reduzio cinzas: o seu menor deleito
era urna lacilurnidade chrooica que loe puuha
i-rn questto a existeucia da lingua.
Sa nao era elle o ioglez de Jersey que tanto
deu que pensar ao grande A. Herculauo, n8o Ihe
surtava muito longe.
Mr. Jobo fumara extraordinariamente, adora-
va o grog como o melrior paler noster pelas al-
mas do primeiro de seus purgatorios eitomachi-
cos, e rooslrava os dentes algumas vezes quando
luofallavam era rapozas, depois do jantar. No I Young unca'foigerreTro''
mais, aioda que lhe fossem cootar a historia do
inglez achioezado de Mery ; aioda que lhe re-
oordsssem as dialribes dos italianos que os tm
era coots de mumias ambulantes, quaodo vista
dos primores de aples e da Grulla d'el Cae,
s sabem dizer o seu elerooconfortable Ical -
g*ndo luvas e examinando os edificios visiohos
de coostrucgao ingleza ; aioda que lhe fallassem
no Rottchild, dis manufacturas de Maochester, e
iias cutelarias de SheQleld, u homem era impas-
sivel como um pedazo de car5o de pedra pinta-
do do vermelho. Via-se mais depressa o sol oo
cu loodrioo do que o riso em seus labios, e as-
sim mesmo, dm raras rezas em que o bomem
queria ser amavel, um sorriso gelado que nuoca
lhe chegava aos olhos, mocria logo em um pro-
tundo oh !que Mr. Joba suspirara dizendo en-
iro denlesi nave gol lhe spleen.
Ora, um dia em que mais de perto o assaltava
o spleen, o nosso hornera fui bater ao ferrolho
o amigo Mr. Frank, que era o seu recreio.
Mr. Fraok era escriptor publico, compunha
ncvellas, escrevia versos, fazia longos artigosso
bre o poder representativo e as corridas de caval-
3os, e falla va pelus cotovelo, fallara sempre, de
noute e de dia, em p, sentado e deitado, e at
sonhav em voz alia.
isso eu o marquei com un papelinho preto. E
aquelle trecho : H
Hight on a Ihrone of royal i-ie...?
Oh 1 Mr. Johu, s marcado com um papel don-
rado I...Estar agora pensando de que cor dere
ser o papel que tem de marcar aquella passagem
do 6 canto que (alia da Kedempeo e da gloria
de Lhnrto, para fazer o meu commentario, e s
me desolrosles os lugares mais bello, Mr.
Joho I
/Aane got lhe spleen, gruobio elle apachan-
do o liro e os papelinhus espsrsoa que depois
guardn em urna s pagioa.
Sempre o mesmo spleen I porque nSo ides
viajar como lord ltyron, aquelle rei das musas,
emquanto vivo, rei de Westmioster, depois de
morto? Ide ver ds Alpes com seus abysmos de
gelo, a Grecia com seus gyoecos de Haydas.
Oh 1 como elle sympathisou com as azas d'aquel-
le anjo que carregava Mazeppa, como o raio fu -
giodo pelo espago...
What ? disse John mostrando os denles des-
la vez. lestes Byron ?
E tanto, Mr. John, que vou fazer muito
breve uns commentario aua obra, e o proprio
Shakespeare nao me ...
Era um aojo que levava Mazeppa'!
Oh I Mr. John, um aojo dourauo de seus
sonhos, mais puro do que as creacoes phaotasli-
cas de Th. Moore, mais bello do que...
Voru sentel FraDk...era um cavalloda k-
rania I...
Ha diflerentes interpretares do authogra-
pho-que nesta parle nao bem legivel, Mr. John,
disse o oulro promptamente e com a maior se-
guranza :ditem que fui o editor quem desfigu-
rou o original porque...
1 have got lhe spleen.
Oh I Mr. John, lestes sem duvida ai Noutes
de Young 1 aquelle pobre soffredor que como
Chatterton foi pergOotar ao horUoote jiegro da
niorle em um campo de batalha, onde mora a
estrella do cu l...e Mr. Fraok ia ficsr soberbo de
triumpho quaodo John falln :
No I disse elle, Chatterton envenenou se e
Nem Ulyssea nem os seus myrmxdes eon-te-
riam as lagrimas vista do suppllcio que elle in-
fligia seus ouvioles: ainda que estes fossem to
callados como os brreles dos pregadores espa-
nbes disculiodo com seus dopos beira do pul-
pito em nome do contrato social de Rousseau ;
o seu silencio era urna objecgo tacita,refuta-
Cao; a sua impacieocia seria urna oegaco in-
directa,refutagao; os seus gestos, duvidss sub-
entendida,expliceges; e do refutarlo em re-
futaco, de commentario em commentario, Mr.
FraDk, comassuas apostrophe, era como o ro-
meiro da palavra, perdido no deserto e gritando
todosos chos que o nao ou vem. Quaodo elle
nao linha ouvinies, era mais bonito : fechara-se,
anda mesmo de dia, em um quarto escuro,
acendia ama vela, e ditcutia das hora com a
sua sombra na parede.
Qundo Mr. John entrnu, i< Frnnk Mota-
do juoto de urna mesa, linha a cabega encostada
mo esquerda e com a direita sperlava entre
os dedos as rugas da testa, assim que senta che-
gar alguem:a ruga da fronte o traslado da
rjieditaco, pensava elle. FraDk linha em sua
frente um masso de papis, alguns livros marca-
dos com tiras de cores e urna penoa ainda nova
presa orelha direita.
Mr. John sentou-se sem prembulos em face
de Fraok, sempre callado e impassive!, e orno o
seu amigo,' de absorto, pareca nao ve-lo nem
seoti-lo ah, tomou o primeiro livro que vio so-
bre a mesa, aorio-o ao acaso e comegcu a contar
as suas letras minsculas.
Frank que observara sorrelfa o seu amigo,
quando o vio rollar a pagina e locar em um dos
papelinhos que marcavam aquella parte da obra,
tomou o expediente de cabir como urna telha so-
bre o csmarada, do quinto cu de suas contem-
placdes arliQciaes :
Well 1 Mr. Joho, disse elle de sbito, em-
quanto o interpelado estreraeceodo, deixou ta-
hir o livro que perdeu todas as marcszinhas.
Mr. Joho, que Dzestes? desmarcastes o
Milln que eu commentava oeste momelo I oh 1
vede :aquelle papelinho verde indicava a pagi-
na em que Eva engaada espern ganhar a om-
nisciencia, comendo o frocto prohibida ; aquelle
vermelho indicava um episodio do poema em que
Deus fulmino, com sen raio Salan re rollado.
E nao soberba aquella despedida do anjo de-
cahido, ao reino da luz? ella comega assim, Mr.
John :Uail I realms oflight I... Parece que se
est vendo Lucifer despenhado as trovas: s um
ceg poderia ter escripto aquelle pedsco, e por
Ah I Mr. John I falso, eu tenho urna obra
de Webster que diz...
Webster ?... um diccionario isto I
Sabis, Mr. John, que quaodo vos vejo,
vem-me sempre i mente aquella poesa soberba
que comega assim :
Blow, blow, thou winter wind,
Tnou arl not so unkind
As man's ingralitude...ete.
Parecis um renegado da vida que...
1 have got lhe spleen, bocejou Mr. Joho,
tomando da mesa um caderno pequeo.
Nio ha veis de 1er isso, meu charo, sao as
minhas poesas : sao uns segredos que nem a vos
confio, dizia Fraok impaciente por urna rogativa
do oulro... nem vos, Mr. John, que alias sois
apreciador de poesas, e demais... E como Mr.
John continuara a bocejar sem dizer palavra,
Frank mudou de taces :
Eu vejo que estaes masssdo com a minha
recusa, Mr. John I... bem, vou ler-vos a primei-
ra das miabas composicoes.
Foi urna malinada horrivel: Frank declamara,
bracejava, bata na mesa, e toda voz e aoimagao,
todo enthusiasmo e estro, esqueceu o amigo, es-
queceu todo gritara como um arauto. Quaodo
um aceoo seu alirou ao chao, longe(da mesa, um
de seus livros preciosos, todo marcado de alto
baixo, Frank veio si, olhou triumphante para o
amigo, e .. e... Mr. Joho, encostando mesa os
bracos crusados, e aos bracos a cabega, linha po-
dido conciliar o aomoo apezar do motim potico,
e dorma como um bemaveoturado.
Eis ah, pensava Frank despeitado, eis ahi
o fructo de minhas vigilias, a recompensa da fa-
diga de meus olhos, de minhas iospiracoes ori-
gioaes I .. Oa nao tenho ouviotes ou os leono co-
mo os homens de Drylen que em falta de peosa-
ment, tem assovios 1... tambera que me impor-
ta ? quem vive para o futuro, nao d satisfacaos
ao presente. Eu tenho escripto dez artigo, tenho
pronunciado seis discursos, tenho tido ciocoeola
discuses, leoho feito urnas cem poesas: total,
166 pecas.
Quando publicar michas obras completas, pos-
o palha-laa cor um territorio de SOmilhea de
pessoas que fallera o ioglez e saio-.ro ior em *
ter cada peca 120,491 leilores e 15i|166 de lei-
tor,fraccSo que eu desprezo. Mas apenas com
mais 12(166, teriamos um leitor ioteiro; logo,
quasi que desprezei um leitor. Ora cemo em Mr.
John faltam o sentimento, o gosto e o enthusias-
mo, vera elle a valer ainia menoi do que a frac-
ao, que desprezo: supponho que elle a tal
raeco, e abi est malhematicameote combatido
esse soraoo insultante de urna fratgo despresivel,
John! porque tenho na hypolhese milheiros de
leitores I
E tal foi o barulho, que John acordou e espre-
guicou-se lentamente, dizendo entre dous hoce-
jos : / have gol lhe spleen... Ah I acabaites,
Frank ?
Se dormieis, Mr. John 1 de que servir aca-
bar? H
Oh I sim... bonito, bonito 1
Fraok iosuflou-se um pouco :Bom 1 disse elle
calculando, j vale mais do que alracQao que des-
prezei... sempre ouvio...
Fracces?... era um balango, Frank?
Nao, Mr. Joho !... Eu vou breve entrar em
urna grande empreza de publicacoes e cooto com
o voaso auxilio...
Adeus, FraDk Idisse Mr. John sem escu-
ta-lo, sao horas do cha e do meu whist: oh 1 I-
have got lhe spleen 1
Mas, Mr. Joho...John desappareceu.
Vae, pbilisleu I t s indigno de me com-
prehenderes, dizia Frank furioso.
E d'ahi nada, eslava de novo engolphado em
suas meditaces; o seu far niente o embalo va i
pouco e pouco, as palpebras lhe pezaram mais e
mais, sua cabega pendeu lentamente para a ban-
da e depois... Oh I suspirou elle, esta maldita
gente nao sabe apreciar-me I
E d'ahi I nada Frank resonnava como um vi-
gario.
Mas isto tem relaco com o fim do Etpelhol
Teem razio: agora vejo eu que essa fbula
nao tem moralidade : foi bom nao haver program-
ma no prefacio. *
Gorreu-se a cortioa.
SOUZA RlBElBO.
FOLHETIM
O P4IZ DO EDO O
POR
A. DE GONDRECOURT.
(Costurnes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
XV
(Contiouicao).
Aps seis horas de urna marcha apenas inter-
rompida por duas curtas paradas, os visjores
achavam-se alm dacidade de Elidan. Elles se
haviam internado pela direita, na planicie de
Bouffarkk, e s pararan) nos primeiros bancos
do Atlas na cercana das gargantas do Chilla.
O ar eslava um tanto fri ; Pompidou quei-
xou-se disso Walter, que mandn acender fogo
pelos reggabs. Deste modo o Gasco descaocou
de suas primeiras fadigas s crepitantes chammas
de urna enorme fogueira acesa pelos dous Ara-
bes ; e, acquecendo-se, admirara a rapidez com
que obedeciam s menores ordens aquelles ser-
vidores, que com os olbos pregados em seu amo
pareciam adevinhsrosmais pequeos desejos des-
te para logo preveni-lo.
So chefe de bandido, como supponho,
dizia elle comsigo mesmo, tem um pessimo of-
cio ; e, pela Santissiaa Trindade 1 eu c nao te-
nho geito para isso.
Em quanto os reggabs oceupavam-se em acen-
der o fogo, Walter encarregra-ae do objecto que
Slimann trazia oceulto, e que tanto estimulara a
curiosidade de Pompidou.
Sbito o baro disse Francisco Klein :
A menina pode lambem ter fri o que
achas ?
A' estas palavras Pompidou dupllcou a sua at-
lencao. Dolorosa e ternvel suspeita atrvessou-
lhe a mente : nao pode fallar ainda qne tivesse
insnctivamente aberlo a bocea para fazer urna
pergunle:
Nao faz mal approxima-la ao fogo, respon-
Ceu Francisco eom toda a sriedade. As crian-
gas sao como pequeas vboras ; nutrem-se do
calor.
Este est ma parecendo um porfeilo ml-
feitor, pensou o Gasco.
E, apezar da intengo que formara de mostrar-
se lndifferenle, nao pode conter um grito de sor-
preza.
Oh I meu Dos 1 exclamou elle juntando as
mao8.
Oque tem ? Aconteceu-lhe algumi cousa?
perguntoo Waller.
O csso foi que o baro acabara de desenvolver
a pequea Magdalena do buroous que a occulla-
A MULHER. A FAMILIA E A CIVILlSAgAO
Parte segunda.
Importancia, sublimidade e grandeza da mulher
no eto do catholicismo. Bella e magcslosa
rthabilitaro da familia. Terriveit effeitos
das doulrinas protestantes___A civilisao
deeorrendo da Cruz. Concluido.
91
A historia da mulher aiss ioteressaute de-
baixo de qualquer aspecto porque se a encare :
oo paganismo ella grande pela sua mesma de-
gradaco, pelo seu mesmo aviltamento, o papel
de victima empresta-lhe um carcter augusto,
que a torna digna de adrairago; no christianis-
mo ella oo smente grande, sublime ; o seu
mioisterio nobre, elevado e magoico ; a sua
misso no recinto do lar domestico toda de paz
e saniicago ; ella o aojo da familia : a fami-
lia pagaa se achara privada de aua influencia,
oo tioha esse foco de amor e de.vida, a familia
se havia desherdado do elemento de sua glo-
rianon tenebat ornamentum suum; por Isso
que ella permaneca enterrada n'ummare mag-
numde miserias; por isso que ella jazia oo
pra-
va. O delicioso semblante da encantadora me-
nina profundamente adormecida epparecera aos
olhos espantados de Pompidou.
Esta menina a pequea d'Amstadt, filha
de madama Thereza I
E' ella mesma, disse Waller perfectamente
tranquillo.
Mas ento V. Exc. arrebatoa-a sua me ?
Sem duvida, pois que ella aqui est.
E o que pretende fazer desta pobrezioha ?
Varemos.... Nao se lembra que me con ton
a historia do outro tempo dos bardes de Seelorf ?
Lembro-me, respondeu o honesto Pompi-
dou eslremecendo.
Pois bem ; fago agora o que izeram outi'ora
os meus antepassados.
Isto l cousa que perteoce V. Exc. Cada
um faz aquillo que lbe coovro.
Ento, j est aquecido, meu amigo?
Passou-me o fri, Sr. baro.
Neste caao continuemos a jornada. O dis
nio tarda a apparecer
A pequea tropa poz-se camioho.
Ah I dizia Pompidou : agora j me deixam
ficar atraz I Pois eatejam certos, meus bandidos,
malfeitore, assassinos, de qua a presentando-se
occasio eu mostrarei sesei.ou nao escapulir.
No fim de um quarto de hora de camioho, e
quando entraram todo n'um eatreito desfllsdei-
ro, Pompidou que havia confiderarelmeote re-
tardado o passo do seu animal, oceultou-se de
repente por detraz de urna pequea raoula. Nio-
guem mostrou dar por falta delle. Assim mes-
mo esperou ainda algum tempo ; depois diodo
de redea.e fustigando o animal, correu toda a
brida pelo camioho por onde devia ir reroutra
rez em Argel.
E' capaz de trahir-nos, se os ladroes nao
lhe cortaremo pescoco no camioho, disse Fran-
cisco Waller.
Deixe-o correr sgora sua vontade. Nao
temo mais perseguios : o Paiz do Medo des-
coohecido da Europa ioteira.
XVI
A estrada famosa oela qual se chega hoje aos
desfiladeros do Chifla, entre Blidah e Medeah,
nao existia em lo36. Essa estrada, verdadeira
obra-prima, integramente dovida aos bracos e
esforgos do nosso exercilo, foi carada noroenedo
para costear em seus caprichosos rodelos a tor-
rente impetuosa, a qual as duas margeos en-
grossada por casettas, que se escapara dos flan-
cos cobertos de maltas e dos cimos da mootanha.
Ella tem sido muitas vezes melborada : por or-
dem do gorernador geral, conde Randon, rece-
beu o ultimo aperfeicoameolo que a tornou um
trabalho primoroso.
Pesadas diligencias arrastadas sobre aquellas
calcadas de graoilo por seis ou sete carelios des-
cera agora com espantosa facilidade e rapidez dos
declives do Nador planicie de Mitidja, sem que
a sua carreira temeraria seja asslgoalada por
qualquer sinistro. Urna especie de vertigem ap-
podera-se dos viajantes todas as vezes que o poj-
leito da derassid esperando ma morte
matura.
S o chrislianismo toube rehabilitar a mulher,
s elle fe-la feliz; porque s elle sabia que a
mulher o que alimenta a familia, que sem a sua
mediagao o temor seria o fundamento da obe-
diencia filial e a indifferenga o carcter da pater-
nidade. E' o espectculo da antiguidade.
A nstureza da mulher toda reservada para as
grandes cousas: a sua cumpleigo delicada, a
sua alma apaixonada, a ameridade de seus tratos,
a finura e penetragao do seu espirito, o apurado
de seu gosto, a delicadeza e a ingenuidade de
suas maneiras, fazem delta o verdadelro mediador
entre o pae e os tilhos, o nico, que participan-
do da natureza de um e de oulros, se aprsenla
capaz de lembrar ao pae os direitos e os deveres
da palernidade e aoa filhos os seus deveres de
obedieocia e respeito: ella quem exerco o pri-
meiro lugar na familia. O chrislianismo ludo
isso recooheceu; e por isso que elle ensina
pela bocea de S. Thomazmatrim.onium dicilur
quasi matris munium, id est officium; quia
mater magis pertinet ad raliontm ejus quam
paler: quia mulier principaliter faca e\l prop-
ter hoc, non aulem vir el mulier circa prolum
magis ett officiisa (4 dislinct., 27, 9, 1 ).
Foi, na verdade, um grande e magestoso es-
pectculo o da rehabiliiagao da mulher; este
sexo, que eslava'to abatido; que se acbava to
perto do tmulo de sua ruina, chorando em vo
a grandeza de seus soffriroenlos o esperando im-
passivel o termo delle*.; que o mundo conside-
rara como de urna facilidade extrema em ser
seduzido, edeixar-se lerar pelas evoluges serv*
do temor; este sexo frico por natureza e mais
fraco aioda pelo fel que lhe izeram tragar, fel
que s foi adocado n'um poro, naquelle que, s,
se achara de posse das verdadeiras tradges ;
o mesmo que, quando chegou a occasio revs-
tiu-se de toda a fortaleza do amor, e se apresen-
tou ao mundo forte para affrontar os rigores do
martyrlo, para dar-lhe urna ligo deiconhecida,
urna lico de grandeza amorosa; e disposto, por
si e por seus exemplos, subverter e reformar
toda a desordem da corrupeo, que reinara oo
mundo autigo: imbecillior sexus tune fortior
apparuit: ita omnia reformavit: (S. Joo
Chrisoslomo.) E' que a mulher, por quem o
muodo ae havia perdido, devia ser a mesma que
viesse com sua mo de gigaute rcergue-lo das
bordas o abysmo de sua perdicao, ella, e mais
ninguem. era a competente para tal empreza,
porque ella e s ella havia dado lugar que sua
apparigo fosse uecessaria.
Se a queda do oaraizo devora ter produzido to
desastradas consequencias na condigo da mu-
lher, levando-a ao ultimo gru de baixesa e
abjecgo, reduziodo-a ao miseravel papel de
escrava, despindo-a de sua dignidade de esposa
e de me e sujsitando -a igooainia de um re-
pudio ; se a familia e o Estado devia seotir-se
abalados em suas bases fundamentaos, em suas
condges de existencia pela enonnidade do cri-
me, fillio do orgulho da razo humana, procu-
rando o porque da prohibigo divina; ae tola a
organisago social se vira fraquejada e prestes
ama dissologo evidente ; nao menos verdade
que esta queda demandava urna reparagio. que
pozesse de novo e universo em seu estado nor-
mal, que viesse deitar por trra o reinado do
erro, e chamar o curso das cousas para seus
eixos naturaes. E essa repirago nao havia es-
capado previdencia do Deus offendido ; elle a
baria promeltido logo depois do quebrantamento
de seu preceilo :inimicitias ponam inler te et
mulierem, inler semen luum et semen illius ;
ipsa conter et caput tuum, et tu insidiaberis cal-
cneo ejus.... El tu conteret calcaneumejus. E
a promesaa oo donara de ser acompanhada de
sua inteira realisago.
Um dia o prodigio se rarifica: apparece a
mulher da promesss ; grande, forte, sublime,
dotada de lodos os atlractivos da belleza, cercada
de todos elementos de fortaleza, ciogiia do bri-
lhante diadema da rirtude, amis brilhante que
a aurora, mais doce que a la prateada, mais
pura que as agucenas de novo abertas, mais alva
que a nev dos montes, mais graciosa que a rosa,
maia preciosa que o rubim, mais castas que os
aojos, [irasmo)t> ella vem, com o riso oo labio
e o amor no eorac.io, reclamar sua parte na re-
dempcio do mundo ; vem com a Importaotissma
miaio de levantar as tristes filhas de Eva ido
cruel abalimeoto em que jaziam prostradas,
porque vem eom a tremenda setenes de soffrer
mais do que todas as penas porque haviam pas-
sado as outrss mulherea; vem soffrer anaizdo
morof junto Cruz de seu Filhostabaf juxta
crucem, Mater.
Esta mulher, exemplo de todas as mulberes,
Mara Sanlissima ; este Flho, espelho de todos os
filhos, Jess.
E assim salvou-se a mulher, salvando o mun-
do ; porque a mulher bem compreheodida a
synthese verdadeira de tudo o que ha de bello,
de grande, de magnifico.
A feliz materoidade de Mara foi, certamente,
um dos maravilhosos meios de que o chrislianis-
mo se serviu para o perfeito resgale da mulher;
afira de que a mulher podesse ser inteirameole
rehabilitada e livre do horrivel pessdello que s
opprimia, convinha que ella mesma vencesse a
astuta serpete que a trahira na doce aurora de
sua existencia, porque s por este modo lhe viria
a gloria do triumpho ; s assim' ella se mostrara
magestosa humanidade pasmada pelo assombro
do prodigio.... Porque sofTreu ella 4,000 annos
quasi indifferente ao martyrio? pela importancia
de sahir-se delle. E' que o tempo nao era aioda
chegado. m
Christo s poda resgatar a humanidade ; mss
nao quiz; porque era preciso que a mulher, que
havia tomado parte oa queda, tornease parte
tambem na obra da reJempgo; era necessario
que ella mesma sujeittsse aoseu poder o inimigo
que a havia engaado : xpsa conteret caput tuum
Oucamos ctt9 respeito o grave e admiravel
padre Ventura em aua obra A me de Ueusme
dos homens :
O que pode a astucia da serpete contra a
sabedoria de Deus ? Jess Christo havia occul-
ladosua divindade no vu da humanidade, e Ma-
ra sua vi-giodade oo vu do casamento. {Jess
Christo havia ecclypsado os esplendores da sua
magestade e submettendo i toda a especie de tor-
mento e deopprobios que pareciam incompalireis
com a filhiajo dlvioa, e Mara havia oceoltado
sua dignidade e supporlado urna pobreza, neces-
idades e dores que pareciam nao poder ae[coo-
clliar com a qualidade da me de Deus. Um e
oulra tinham feito deiapparecer, aob ssapplren-
ciaa do constrangimento e da violencia extdrior,
a liberdade e o amor com que sacrificaran!, urna
seu filho, e outro sua propria pessoa para salva-
gao do mundo. O demonio, ao contrario, calcu-
lando por seu orgulho de que maneira dereria
se mostrar um filbo que tioha Deua mesmo por
pae, e urna me que tioha um Deus por filho,
oo comprehendeu o mysterio profundo desta
fraqueza voluntaria, conseutida, acceita, e qu 3 li-
nha seu principio oa candada divina de que o
corago se achava animado. Engaado aasim
pela semelhaoca exterior que a carne de Jess
Christo lhe apresenlava com a dos peccadoes,
elle nao riu, diz S. Leo, o que distingua Jess
Christo de qualquer oulro homem, urna santida-
de isenta da aombra mesmo do peccado ; illa
julgou que o segunlo Ado, tendo a carneldo
primeiro, tinha tambem as obras, e havia her-
dado a falta como havia herdado a naturezja ;
elle o olhou, portanto, como um dos escravos
que o primeiro peccado sujeitra ao seu poder.
Non vidit libertatem singularis innocentice, si-
militudinem persequendo natura ; Adn enim
primus et Adn secundus unum erant natura,
non opere. E por isso que elle nao temau
exercer seu poder tyraooico, flagellar, crucificar
essa mesma asotidade na qual nao poder descu-
brir oeohura trago de peccado. Mas por este
acto de horrivel injostiga.por ter dilacerado e im
molado sua crueldade aquelle que de maner,
alguma era seu devedor, o novo Ado, chefe di
um povo de santos, elle perdeu os funestos di-
reitos que a temeridade do primeiro Ado lhe
baria sdquerido sobre um povo de reprovados: Ibi
exator ausus est esse debili ubi nullum p*tuit
vestigium invenire peccati. Omnium captivorum
amisit servitutem, dum nihil sibi debentit perse-
quitur libertatem. Assim Jess Christo sobre o
Calvario nao espedagon a cabega da serpete pela
brilho do seu poder divino, isto com sua cabe-
ga, mas pela humildade, pelo soffnmeoto, pel
eofermidade de sua carne humana, isto com o
p, com o calcaohar, cora esta parte do homem
que a msis apartada da cabega que dirige e do
mina, e a mais approximada da Ierra e da ser-
pete; e este mesmo calcaohar, esta mesma car
ne que a serpete havia espedagado que s.erra
para espedaca-la mesmo. Elle nao poda en}
realidade fazer no calcanbar, ou na humanidad*
do Salvador jeoo feridas passageiras que foram
logo cieatrisadas, ao passo que sahiu oo como
p ferido, mas com a cabega despedagada ; e es-
ta derrota foi commum lodos os priocipes das
trras cujo imperio foi destruido com o seu :
omnes principalus per abjectionem passibils
carnis elisil. Ora como Jess Christo o ver-
dadero filho de Maria, como de Mara que elle
linha esta carne com a qual alcaogou urna to
brilhante vitcoria, pde-se dizer com a verdade
que que este triumpho tambem o triumpho
de Mara, que, na pessa e por meio de
seu filho crucificado, espedagou a cabega da
erpeote; e essim se cumpriu ainla a se-
gunda parte do orculo divino que aoouncia-
va abater a mulher a cabega da serpele com o
mesmo calcaohar que a serpente havia vencido.
Ipsa conteret caput luam, et tu conteres calca-
ntum ejui.
l
O mysterio da iocarnago toia granie arca em
que se salvou a mulher, daodo ao muodo o filho
doAltissimo para redempgo da humaoidade a
mulher recuperou a felicidade que havia perdido
e elevou-se altura da grandeza em que lora
creada ; s elle pode livra-la das aguas do dilu-
vio da corrupeo queinnundaram o muodo, e que
llho rabe, encarregado de conduzi-lss atravez
dessa passagem perigosa, rene e aperta as re-
deas com mo de ferro, alga-se todo oo seu as-
seoto, chama os cavallos si, tangen Jo o azor-
rague, langa-o galope passaoJo rente com as
bordas do precipicio, onde se ouve l de urna
profuadeza enorme o ruido da agua lmpida do
Chifla.
No lempo em que se psssou esta historia o ca-
mioho oo era pouco atterrador. Nos das de
grande secca ainda se poda caminharou maisou
meaos pelo proprio leito do ribeiro : poroi ca-
hisse a mais pequea borrasca, os viajantes des-
viados pela torrente, quando oo queriam inter-
nar- se na garganta de Mouzaia, viam-se na ne-
cessidade de tomar urna vereda difflcil, prati-
cada de outeiro em outeiro sobre a margem di-
reita.
Foi por aquella garganta de Mouzaia que as
nossas columnas expediciooarias chegaram at
Medeah. O itinerario era muito maior, e o bo-
letn a do exercito da frica registraram custosas
batalhas dadas naquellas regie. O general
Chaogarnler por urna marcha aadaciosa traospor-
tou-ae em 1842 de Blidah at junto do Nador,
passando pela vereda dos outeiros, que fizemos
seguir osaossos visjantes, os quaes celia se in-
ternaram denodadamente.
Naquelle anno de 1836 o emir Abd-el-Kader
prosegua na guerra santa, recomegada desde o
esto do anno precedente ; e por isso todas as
tribus da montanha, que encontravam pequea
caravana de Walter e de aeus companlieiros, fa-
ziam-lhes o melhor acolhimenlo possivel, por
que sabiam que eram elles hostis aoschris-
lo.
Antes da ooite Walter chegou cidade de Me-
deah, residencia do kalifa representante de Abd-
el-Kader, na provincia de Tittery.
O reggab que guian a caravana parou diaote
de urna casa de boa appareocia, que perteocia
um rabe rico e de grande influencia ali. Wal-
ter foi recebido com todos os respeito, benevo-
lencia, e sumfto contentamenlo : dispensou-se-
lhe generosa hoapllalidade, segundo o uso- orde-
nado palo propheta. Francisco Klein de sua
parte foi tambem objecto de atlenges espe-
cia es.
O dia seguinte consagraram os oossos viandan-
tes ao reponso. Waller retribuiu a visita do ka-
lifa com quem teve larga conferencia; e Fran-
cisco, sendo apresentado aquelle chefe impor-
tante, admiron-se de encontrar nos modos e coo-
versago de um brbaro ease cuoho dedeslinc-
go nativa que na Europa o privilegio doa ho-
mens da boa aociedade. O lugar-tenente do emir
briodou-o com urna bonita espingarda encravada
de coraos, o que fez o nosso svenluriro augu-
rar bem de um futuro que se annunciara sob os
auspicios d tanta cortezia.
Depois desse dia de descanco, os viajores pozo
ram-ae novameote ^ camioho ; maa dessa vez
deixaram as mulss para viajar em mellara (Veja-
se o prologo), que homens desconbecidos lhe ha-
viam trazido ooite.
Que qualidade de aoimaes esta ? Perjguu-
(ava Fraocisco ao baro, moslrando-lhe os ma-
lura. Sao dromedario ou camelos ?
Para o geral sao camelos ; para os conhe-
cedores sao mehara ; e para o rabes do sul que
tudo poetisam sao navios de trra. Esta fi-
gura de rhetorica nada tem de exagerada, porque
realmente as caravanas nao poderia m navegar no
mar das areias, se nao tiressem recorrido rapi-
dez e tobriedade dos mellaras que de manhaa
noile percorrem trinta qusreota leguas sem
precisar de serem activados. Ters muito breve
occasio de estudar as qualidades precisas desta
especie de aoimal, de que vas agora aervir-te.
Muito bem. E estes homens armados de
escudos e langas, que trszem oceultos os sem-
blantes, de onde vieram? Quem sao elles ?
Sao habitantes do Paiz do Medo.
Diavolo I Na teem a appareocia muito
traoquillisadora I....
Estes horneas possuem muitas bondades, e
tambem muito defeitos, segundo o modo por que
delles se servem. Sao chamados Touareas (I), e
muito breve leras de aprecia-los em aego. Par-
tamos ; o sol vae-ae adiaotando no horisoote, e
hoje a jornada nao curta.
A' um sigoal dos Touaregs os mehara dobra-
ram os joelhos e abaixaram-ss para receber os
cavalleiros, cada um dos quaes se accommodou
era sua rahhala (2) ; depois do que os animaos
ergueram-seecomegaram a marcha.
O reggab Slimann conliouava a conduzir com o
mesmo cuidado a pequea Magdalena, que o ha-
via tomado em affeigo.
Os viajores, depois de harerem porcorrido urnas
doze leguas, chegaram ao ultimo contraforte do
Tell.
Oh I Bello I exclamou Francisco!, eis aqu
alguma cousa que se assemelha um ribeiro;
e o que vejo aprsenla o aspecto de um ponto
militar.
Isto que chamas ribeiro um fio, e urna
das maiores correles da nossa ora patria.
Diz-me o seu nome para que eu lhe renda
homenagem.
E' o Cheliff. As poocas casas que res lo-
meadas na planura que ramos escalar constitnem
a cidade de Boghar.O emir Abdel-Ksder pos-
sue aqu urna fabrica de armas, e urna priso
de estado, onde tem feito encerrar bom numero
de pritioneiros franceses de destinego, entre ou-
lros Mr. Sacoste, chefe do escrtptotio rabe de
Fiaret ; Maureau, sub intendente militar ; e
Lery, interprete do exercilo francez. Continue-
mos a caminhar, e contemplars um dos bellos
corriam iar^atuosas contra ella, ameagando-a
traga-la em seus profundos abysmos.
O chrislianismo com os seas principios de vi-
da, com suas mximas salo tares, part las do cen-
tro de toda a verdade e de todo amor, traoifor-
mou ioteiramente a condigo da mulher ; tor-
nando-a egual ao homem, e dando-lhe a posse
integral de todos os direitos perdidos, elle abriu-
lhe 'porta i duas felicidades: a felicidade
da trra, que ella coosegue oo pacifico goso de
seu direitos de esposa e de me, ou ento no
de seus direitos, ainda mais sublimes, de virgem,
consagrada ao servico do Seohor; e a do cu
comojeonsequencia necessariada primeira, por Uso
que suas mximas oo lhe reservavam someote
os rigores do Averno, como o faziam as mxi-
mas pagas. E' natural que com a apparigo
desta nova ordem de ideas, com a desenvolu-
geodestas doutrinss vlflcadoras da mulher, da
familia e da aociedade c devia callar-se esta
philosophia que se comprazia em degrada-los ;
e esta litteratura impudente que sedara to livre
carreira contra as mulheres, achara um freio nos
preceitos christo, e urna reprimenda eloquente
na linguagem mcheia de digoidade deque oses-
criptores e ecclesissticos, imitaco da Escrip-
tura,se|serviam respeito da mulher. (Balmis).
A rebabilitaco da mulher pelo chrislianismo,
era um facto necessario ; se elle sa plaotasse no
mundo e nao procurasse quebrar os ferro que
apertsram os pulsos da mulher, livra-la do jugo
que a opprimia, a sua obra ficaria incompleta,
nao poderia mesmo ser realisada, porque sem
mulher oo ha familia e sem familia oo ha ao-
ciedade ; por isso que o chrislianismo comgou
glorificando a mulher para assim honrar a fami-
lia e salvar a aociedade.
Vindo estabelecer um corpo de theorias novas
e adequadas para a regeneraco da especie hu-
mana elle laogou mo da" mulher para ensi-
nar ao mundo porque a mulher a grande mes-
Ira da humanidade, assim como a hamanida de
a sua grande escola.
Este maravilhoso acontecimento da grandeza
da mulher pela mulher forte, nao se fiaalisou
pelo acto da iocarnago.elle s teve seu comple-
mento no Cilvario ao p da cruz do Salvador;
foi ah que a mulber alcaogou a pleoilMe de
seus direitos, que a familia recebeuoseu rerda-
deiro carcter de familia, e que a aociedade po-
de recuperar a sua digoidade antiga perdida na
corrupgo dos lempo.
Dtenhamo-nos um pouco na conleroplaco
desta acea por demais bella e magnifica ; pene-
tremos o sentido deslas palavras que proferidas
do alto da cruz reslituem iofeliz de lodos os
lempos e lugares seus direitos eiquecidos. sua
dignidade perdida.
E' singular, notemos desde j, singular que
quando a fortaleza do corago do bomem, se lan-
gaece a fraqueza do corago da mulher se forti-
fique e pratique grandes actos de verdadeiro he-
rosmo : singular que quando os discpulos aban
donam seu mestre as mulheres permaoegam fir-
mes e ioabalaveis recolheodo seu suspiros e com-
partilhando sua dor : vide ordinem conversum
discipuli siquidem fugerunt, discpulos assislentes
permanebant. [ Euihynio ). Porque assim ? A
ordem universal ia ser inteirsmente transforma-
da^ mulher ia crear-se urna digoidade toda sua,
de escrava ia se tornar livre, de concubina ia
passar esposa, e readquirir os direitos da ma-
teroidade ; por isso que ella apparece j obran-
do em seu nome, affrootando os maiores perigos
para coasecugo de seu resgate ; que ella quer
tambem ter parte na obra de sua rehabilitago,
como tirra na obra do mal, na queda da huma-
nidade. E nao ha corago mais poderoso que o
seu ; o amor o domina e elle, fortificado por esta
sceoielha de rida, supera lodos os obstculos e
rence lodos os precipicios.
Sobre o madeiro do Calvario, com o corago
entre o cu e a trra, vendo de um lado todos os
erros do genero humano rodeando o lugar de seu
patbulo ; e de outro seu Eterno Pae ioflexivel,
exigindo a morte de seu mesmo filho para expia-
cao da culpa que trouxe como toosequeocia a
transmissibilidade deaseserros; massatisf-ito pe-
la proficuidade do sacrificio que ia acabar de coo-
surnmar, Jess Christo, laogaodo um olhar com-
passivo sobre o discpulo bem amado que o acom-
paohra at a ultima hora de aua agona, dirige-
Ibe as seguiutes palavras chelas de urna unego
toda indizivel Ecce mater tua. E S. Joo re-
presentara a humanidade cootricla junta cruz
de seu Salvador.
Sao estas as tres mysteriosas palavras que com -
pletam a obra da regenerago da mulher ; por
ellas o Homem Deu reintegra-a naposse de lodos
seus direitos passados, inreste-a de novos direi-
tos de que ella at ento nao gosra e d-lhe
mesmo de alguma maneira a supremaca sobre o
homem.
Ecce mater tua......Era o mesmo qua dizer
humanidade: Vos que baveis trahido a mis-
so damulher, rebaixando-a ao ultimo gru da
abjecgo ; que a tendea collocado na condigo
mais laraeotavel tratando-a como o triste ludibrio
de vossas paixdes desregradas, como o abomina-
re! instrumento de rosso sensualismo ; que lhe
negaste os direitos de me de seus filhos, redu-
zindo-a sorte de paria no seio da familia, e au-
jeitaodo-a ao escarneo daquelles mesmos que por
ella riram a luz do dia ; que desconhecestes a
importancia da sua qualidade de esposa, esbulhan-
do-a dos ioauferireis direitos que Deus lhe ou-
thorgra logo no paraso e que o primeiro ho-
mem nao deixra de reconhecer ; quo por toda
parte a conservastes sujeita ao azorrague de um
senhor tyranno, aberrando por esse modo de to-
dos os direitos inherentes natureza humana, e
calcando vossos ps impuros as leis mais san-
tas da Divindade ; parae na carreira de vossas
iniquidades, retrocedei da estrada de vossos desa-
tinos, porque esta, que at hoje haris tanto ul-
trajado, adqnire junto cruz de rosso mestre e
de rosso Redemptordireito ao vosso respeito e
rossa considerago ; tratae-a d'ora em dianle co-
mo companheira de rossos trabalho, como roa-
ss egual ; nio insultis mais o seu pudor, nio
zombeis mais de sa fraqueza ; vede nella, nio
maia a mulher da queda, porm sim, a mulher
da rederapcio;-porque desda este instante ella
despe-se das vestes da culpa, e rereste-se do
manto da graga.
..rfC." mAter 1ttae Grande e myi-
lenosa, deposito do sentido mais profundo e mais
loaccessivel s razo do homem 1 quanto pre-
oceupas agora nosso pemamento I Estas pala-
bra proferidas maneira de testamento inrestiu
a mulher na pessoa de Maria de plenos direitos i
sua felicidade ; e como depois desta prora do
amor divino pode o homem despreaar e maltra-
tar a mulher ?
Christo nao deixou de fallar tambem mulher
na pessoa de Mara, elle j lhe baria dito Mu-
lier ecce /i/tu fuu mulher eis rosso filho__
referiodo-se a S. Joo, que repetimos, personifi-
cara-a humaoidade. Era como se lbe dissesse :
mulher, tu que te teos deixado tyrannisar por
leus proprios filhos ; que tens dado homens ao
mundo para tua propria rergooha, recebe agora
esta fllhiago que eu preparei para tua gloria,
oo receies que teus noroa filhos te despresem e
te rilipendiem : elles sao os filhos da cruz, onica
taboa de tua salrago.
E, conrem obserrar, a mulher nao abandonon
a obra de sua rehabilitado : quaodo os discpu-
los oo se achara com coragem deassistirao tre-
mendo sacrificio do Calvario, a mulher o presen-
cia com toda a forga de seu amor, sem que oa
ameagaa a possam desriar desse lugar de dore
de pena slabat justa crucem mater, et ttabat
intrpida. Ella traga com Jess Christo todo o
fel de sua paixo ; e nao deixa escapar ama s
queixa.
< Oh I que tudo em Maria profundo mysterio
e impenelrarel segredo I Mysterio em sua con-
cepgo immaculada, mysterio em sua pureza rir-
gioal, mysterio na abundancia de auas gragas,
mysterio em aua aublime digoidade de me de
Deus ; mas tambem, prosegue Santo Amedeu.
mysterio incompreheosirel e impenelrarel as
penas e dores que ella soffreu ao p da cruz :
e/fugit omnen sensum, humanos intellectus ex-
superat concepta de passionenati tritlilta. (Ven-
turo) E'a mulher se associaodo grande obra
da regneragao human.
Era a realisago da patarra do Edn, era o cum-
primenlo da previso de Ado. Quaodo Ado
deu a aua companheira peccadora o nome de Era,
usara de um enigma, por isso que Era significa
me dos vivose a mulher havia se tornado pe-
lo seu crime verdadeira me de todos os morios;
elle nao poda ter em vista seno a mulher forte
que tioha de vir mais tarde livrar sau sexo e sal-
var a humanidad*. Beata Mater Dei Maria per
Heram signi/icabalur, qua; per entorna aecepitxtt
mater viventum vocaretur... Per enigma Maria
mater viventium appellaia eti.(Sanio Epiphanio.
Era o que se cumpria no Calvario.
Eis a mulher vencedora tendo abatida sob seus
ps a serpente que a engaara : d'ora em dianle
a sua condigno necessariamente tem de mudar.
Para o geoero humano Mari deu seu filho,
e com toda verdade lis pode dizer : E' minha
carne que immolada, mea sangaa que corre
no Calvario. E Maria associada da maneira mais
intima e mais dolorosa redempgo humana :
sublime gloria que com Deus s at com eicluso
dos anjos, Maria partilha e communica seu
sexo I
Ora, o homem, vendo Deus honrar a mulher
at este ponto, vendo a mulher mesma tornar-se,
prego de ioeffaveis dores, o iostrumento de sua
salrago, comprebendeu a dignidade da mulher,
e um grande respeito para ella, junto um pro-
fundo reconhecimento penetrou aeu eerago. E
em lembranga dos ultrages e dos desprezo com
que havia opprimido a mulher, como o Ceotu-
rio, elle bateu no oeilo, e como Pedro choros
amargamente,
A fim de que a mulher fosse respeltada em
todas as edades, em todas as posigdes, Deus quiz
que Maris, a bemfeitora do homem, e typo da
mulber regenerada, consagrasse todas as edades
e todas as coodigoes de sea sexo. Porque, com
effeito, Maris foi ao mesmo tempo, nobre filha de
rei e mulher do povo, gaohando seo pao quotdi-
ano com o trabalho de suas mas; foi virgem e
me, esposa e viuva, innocente e penitente ;e
depois de ter, prego das maia crueisdores, res-
gatado seu sexo, depois de o ter rebabilidade por
todas as virtudes, depeis de o ter salvo fazendo
delle o instrumento da salrago universal, Maria
diz ao bomem:Tudo o que fizerdea ultima
destas pequeas, que sao minhas filhas. mim.
ou vi bem, mim que o fazeis. Acautelae-vos: se
as ultrajadea, me tocareis na menina do olho, em
mim, vossa me e me do Senhor do trovto I
Oh homem I ouzareis agora despresar, aviltar
mulher tornada em Maria a me de teu Deus e a
amavel mediadora do tua felicidade e de tua glo-
ria ?
E a mulher tambem se vendo erguida to al-
to, ella que at ealo tioha dascido to baixo.
readquerio o sentimento de sua digoidade: com-
preheodeu sua vocago. Desde eolo seas cuida-
dos, seu estudo de todos os das, foi se aproxi-
mar de aeu typo celeste : ella comprehendea qne
Mara era aeu palladium, e se refagiou com pres-
teza sob as azas de Maria : circalou seos altares;
amou-a como o filho ama saa mi. E a amavel
simplicidade da primeira edade, o pudo da vir-
gem, a casta dogura da esposa, o poderoso amor
da me, a activa humildade da viuva, o zelo em-
iim com suas ioumereveis industrias, lornaram-
se sua vida, a vida de sua vida, suas oceupagoas
do dia e saos peosamentos da noite. E a mulber
assim reformada pelo modelo de Maria, tornara-
ae o que era, o que dereria ter aido sempre na
iutenco do Creador : o adjutorio, a compemhia,
o anjo do homem (Gautng II part. cap. I.)
(Continuar-u-ha.)
(t) Veja-se o prologo.
() Rahhala especie de sella com o assento
concavo, em que ocavalleiro accommoda-secom
as costas spoiadas n'um largo encost, e as per-
os cruzadas ao pesgoen do animal,
panoramas, que ferir podem os olhos de um
poeta ou de um pintor.
Meu chiro amigo, lembra-tede que viemos
da Suissa.
Pois justamente o sea contraste que tu
vaes ver.
O sol radiara no azul de um cu esplendido : a
vista alcangava muito longe airares da transpa-
rencia do etber africano.
O baro parou na planura de Boghar ; Fran-
cisco sollou um grito de adrairago.
Aioda nao tudo, obaerrou Walter. O sol
offusca a rista, e d s cousas da trra cores uni-
formes que a pintura oo acceita.
Com effeito, estou deslumhrado.
Passaremos aqu o dia; consinto em modi-
ficar o meu itinerario, para d'aqui apresentsr-te
as magnificencias do nosso bello paiz. A' larde
quaodo o sol mitigar os seus arredores, e poda-
res descobrir tua direita as montanha que j
alraressamos, rollaremos a examinar este lindo
quadro que prefiro todas as rista d'Oberland
e do Righi.
Os Touaregs armaram as tenda, e quaudo
chegou a hora esperada por Walter, este coodu-
zio o seu amigo ao ponto mais faroravel para a
obserrago.
Ests veodo ali embaixo, ao norte, aquella
cinta preta ? E' a floresta de Serneim ; e mais
almo Mogoroo, mootanha que rodeamos para
chegar Medeab. Aquella linda pUnjcle atra-
?essada pelas sinuosidades do Cheliff pertence
valerosa tribu dos Ouled-Hansa. Podes d'aqui
admirar o contraste artstico de aombra e de luz
que anima esse vasto ponto do nosso panorama,
a verdura denegrida da floresta, os pardos re-
flejos da montanha, e as ureas ondulages das
hervaa da planicie. Ao sal a vista alcaoga de
urna parte os sete cabegos do Seba-Rouzz, mon-
tanha que surge do Guet el-Settel, vinte leguas
d'aqui, e se esteoda por entre enorme extenso
de alfas at a regio das altas plaoaras, antes
das quaes deves perceber na distancia de trinta
leguas o alto cume de Chllala.
Que immensidade 1 exclamou Fraocisco.
Que silencio 1 Que solido I
Isso nao mais do que o vestbulo por onde
se entra para o sul, meu charo amigo. Esses
raios de luz que tiogem de urna cor de rosa as
immensss alturas degraoito, e esteodem um vu
de prala por sobre a planicie, nwi sao em com-
parsgo com aa bellezas do deserto, seus vagos
aspectos e sua verdadeira immensidade. A Suis-
sa, que os Europeus costumam ir contemplar,
nao offerece aos eathusiastaa mais do que sim-
ples paysagens : as suas vistas se acham en-
cerradas em limitados quadros : ali o homem
cada passo se ve sob os olhos do tourista, i quem
o Creador parece mostrar um primor d'arte aca-
riciado por seu genio divino. Mas squi, elle des-
apparece : um grao da ara oo ocano das
duoss. Em summa o hoinern esquece o seu pe-
der, nao peosa mais em si I O horisootes rec-
salo, no ipfinito alm mesmo de seu circulo ap-
parenle, se deixam persernstar pelos olhos da
alma vidos de interrogar mysterio. Os bellos
sitio da Suissa, ou sejam risooho ou melanc-
licos, fatigam a vista : mas a eontemplago do
deserto nunca fatiga, nunca enfastia. Urna at-
trago irresistivel fixa a imagioagao em suas es-
plendidas tristezas : o homem acba-se por assim
dizer, s e face face com Deus, caja magesta-
de irradia ao mesmo tempo as cousas terriveis
e sublimes, animadoras e pavorosas; O bomem
sente-se pequenino : elle proprio o primeiro a
eamagar o aeu orgulho. e......cumpre coofes-
sar, Fraocisco, curvaodo-se parante o aeu se-
nhor, eleva-se na sua propria eslima I ....
Basta 1 exclamou Francisco commovido.
Nao vs que tenho minhas mos manchadas n'um,
crime commettido em teu proveito ?
Na existencia que nos espera, replicou Wal-
ter com a voz pausada, a quero que me sigam
companheiroa to corajosos que jamis coche-
gara o arrependimento. Ests aqu, mea charo
Klein, s portas que se abrem para o desarto, e
se fecham sobre o Tell. Se o que te mostr!, se
o que te z entrever intimida a tua coragem, a-
bala a tua resolugo,. lempo anda de imitar o
honesto Pompidou, e vollar atraz. Eu facilita-
roi a tua volta Europa .
Sr. baro de'Seelorf, disse Francisco, es-
cutei de boa vontade as ligues que me quiz dar
sobre paysagens ; mas, qusnto & moral, nao as
recebo de ninguem .... Vamos comer; tenho
muita fome.
Bem ; assim que eu quero, relorquin
Walter. Vem commigo dizer o ultimo adeus
ao mundo que cbamam ciriliado. V, cooti-
ouou elle condazindo Francisco pela mo I urna
da emioencias do Boghar que se estendem em
direcgo ao oeste, ve aquellas duaa cidades pres-
tes a deaspparecerem por entre os voluptuosos
vapores do crepsculo, e suspensas em ninhos
de verdura : sao Medeah e Milisnah, duas pe-
rolas do Tell, paiz de ricas celtas, e de gosos
effeminados Pois bem, Fraocisco : juro de
oo mais por ali os meus ps, juro nunca mais
rollar cirilisago I E tu ?
Eu 1 respondeu Fraocisco sorrindo. Quan-
do sinto-me em plena liberdade em regies
onde oo chegam as leis dos homens, o cdigo
civil, esbirros, e guardas campestres, queres que
me escravise um juramento ? Em que pensss
ento ? Meu charo Waller, o paaseio agu-
gou-me o apetite, e eu comera com muita aa-
lisfago um carneiro como aquelle que hontem
nos serviram meza do kalifa, tea estimavel
amigo. Vamos jantar: que diabo I Nao ou-
viste I
No dia seguinte a caravana desceu da planura
do Boghar, e adiaotou-se na planicie em direc-
go ao sul.
(Coninuar-se-na.)
PRN.TYP. DE M F. DE FARlA 4 FILHO 18*2,

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