Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09499


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Full Text
*+
ANO I1IVH1. MERO 43.
Pr tres Mzes adietados 50-000
Ptr (res mezes vencidos 6$000


SEXTA FfilBA 21 DE FEYEREIR DE IS62.
*
retamo adiaatado 19|00O
PorU fraico para sibseriptor
DE PEMAMBICO.
"NCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr.
J. Jos da Oliveir. ; Maranho, o Sr. Joaquina
Marquei Rodrigue!; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDAS DOS COB REOS.
Olinda todoa os diaa as 9)4 horas do da
Iguarass, Goianna, e Parahyba as aegjundaa
e sextas-feiras.
S. Anlao, Beterros, Bonito, CSruar, Altioho
e Garanhuns oaa tergas-feirai.
Pao d'Alho, Nazaretb. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex as quaitas-feiraa.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Prela, Pimentelras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
6 Quarto cresceate as 5 horas e 30 minutos
manhia.
14 La cheia as 2 horas e 25 mina toada man.
11 Quarto minguante as 11 horas 46 niatos
da manhia. -
28 La nova as2 horas e8 minlos da manhaa.
PREAMAR DE UOJE.
Prtmeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 80 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. Si. Silvino e Romulo raro.
18 Terga. S. Theotonia prior ; S. Simeio b. m
19 Quarta. S. Conrado f. ; S. Gabino b.
20 Qaiota. S. Eleuterio b. m.; S. Nilo b.
11 Sexta. S; Maximiaoo b.; S. Angela de Mericia
22 Sabbado. A eadeira de S. Pedro em Antiochia.
23 Domingo da sezagessima. S. Lzaro mongo.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quinfa*.
Relagao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas a 10 horas.
Juizo do commercio : segundaa ao meio dia.
Dito de orphaoa: tercas e sextas a 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do civel: qnarlase sabbados il
horada tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL-
Alegas, o Sr. Claudino Paleo Das; Bahu
o Sr. Joa Martina Aires; Rio de Janeiro, o Sr"
Joio Parsira Martina.
EM PERNAMBCCO.
Os proprielarios do piario Manoel figoetra* m
Feria & Filho, na sas livraria praca da Indepen-
dencia ni. 6 8.
PASTE OFFICIaL.
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 18 de fevereiro
de 1868
Officio ao brigadeiro commandante das armas.
Ao seu officio de 15 do corrente aob n. 327,
respondo dizendo, que contrate V. Exc. com pes-
aos pira isto habilitada, a condcelo e enterra-
ment dos cadareres das pracaa do exercito que
succombirem da epidemia reinante, submeltendo
o respectivo contrato i mioha approvacao.
Dito ao inspector da ihesonraria de fazenda.
A' vista do expoito pelo commandante do desta-
camento da Tilla do Buique, no trecho do officio
de 31 de Janeiro ultimo, constante da copia jun-
ta, d V. S. as suas ordens para que o ruesmo
destacamento aeja com urgencia pago dos respec-
tivos vencimentos pela colleetoria daquella villa,
ou por outro qualquer meio mais prompto.
Commanicou-se ao brigadeiro commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Devolvendo V. S., coberto
com o officio do brigadeiro commandante dai ar-
mas de 7 do crreme, sob n. 246, o requerimeoto
em que o alteres Jos Lucaa Soares Raposo da
Cmara pede que lite seja abonada a importancia
a que tiver direito para forragem de urna besia
de bagagem na viagem que fez da cidade da Vic-
toria para esta capital, o autoriso' nos termos de
sua ioformaco n. 117 e data de hontem a man-
dar pagar ao supplicanti a quantia de 18600.
Communicou-se ao brigadeiro commandante das
armas.
Dito ao mesmo.Recommeodo V. S., que
estando nos termos iegaes o pret juoto em du-
plcala, mande pagar a Simplicio Jos de Mello,
conforme requisitou o commandante superior da
comarca do BrCj4;em oflicio.de 8 de Janeiro ulti-
mo os vencimentos relativos aos mezes de oulu-
bro a dezembro do anno prximo passado do cor-
neta do batalbao n. 35 de infantaria Simplicio
Gomes Pereira.OQiciou-sa ao respectivo com-
mante superior.
Dito ao mesmo.Estando nos termos lgaos o
incluso pret em duplicata mande V. S. pagar a
Joaquina Alvea da Silva, cooforme requisitou o
commandante suparior da comarca do Rio For-
moso em officio de 8 do correte, a importancia
dos vencimentos dos guardas nacionaes destaca-
dos na villa de Barreiros, durante o mez de Ja-
neiro ultimo.Communicou-se ao commandante
superior da comarca do Rio Formoso.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S nos termos
de sua informaco de hontem sob n. 118, a man-
dar pagar a Jos Rodrigues da Silva Rocha, An-
tonio Jos Coorado, Vicente Alves da Costa e Sil-
va, Francisco Jos Carreiro, Joaquim Rodrigues
Tavares de Mello e Jos Baptista Braga, a impor-
tancia dos objectos por elles vendidos para o hos-
pital militar, como se v dos inclusos documentos
que vo cobertoi com o officio do presidente do
-conselho administrativo do arsenal de guerra de 8
do corrente n. 12 Communicou-se ao presidente
do oooselho administrativo do arsenal de guerra.
Dito ao inspector da thesoarana provincial. marca > Garanhiaa. S. Esa. o Sr. prwidenle
Para poder resolver cere da medida proposta da pr#^w em seu otHcio de 14 do correte aob n. 94. rea- 30 de Janeiro prximo Indo, oh que V. S. parti-
*i ?i ? V- p?i0 d" d''P0,iSes dos arts. 20. cipou ter nomeado o advogado Miguel Primo Vil-
II,,M, a o rpguiamaato Er.i d0 i t. do o' Bubosa pra exercer interinamente o
cargo de promotor publico dessa comarca duran-
te a licene/'tfo effectivo bacharel Jos da Costa
Dourado.
Despachos do dia 18 de fevereiro.
Rcquerimentos.
Henrique Antonio Francisco Dornellas.Infor-
me o Sr. Dr. director geral da instrucc.au pu-
blica.
Joanna Maria do Sacramento. Informe o Sr.
. VbLS ?iKrSS?" Pr "V"^" commandante do corpo de polica,
ca de Salvador, selecta cinica manual da bis- j jos Manoel da Silva.-lnforme o Sr.
(rada por Monte-verde os compendios torda thesouraria provincia'l.
rosa economa, nio permittem que se conlratem
com tanta antecedencia facultativos para essa co-
marca como o fizerjaa' Vmcs convindo que no
caso de tornar o affct a que Vmci. se referem
maior raereciraento eaaracler epidmico ru com -
muniquem quanto antea para providenciar como
for posiivel.
Dito ao juiz de paz do Limoeiro. Em lolugao
a duvida suscitada por Vmc. em seu officio de 8
de Janeiro lindo, cabe-me declarar-lhe para aua
sciencia e direccio de cooformidade com a dou-
trioa do aviso 24 de 12 de Janeiro ultimo e ou-
traa decises do governo imperial, que teodo o
2 juiz de paz eleito desta parochia exercido as
respectivas funeces durante o anno passado, por
fallecimento do 1, acha-ae Vmc. como 3* vota-
do, em segundo lugar na ordem da votatio que
agora subsiste e deve funecionar neste 2o anno
quatrienoio para o quevou expedir as convenien-
tes ordens a cmara municipal desse termo e ao
1* juiz de paz a quem allude Vmc. em san dito
officio.Ufficiou-se a respectiva cmara munici-
pal para o juramentar e aquelle juiz.
Dito ao director geral da lostrucco publica.
Convm que Vmc. recommeode ao delegado Ili-
terario da freguezia de Bizerros que no caso de
tomar maior merecimento o mal alli reinante,
mande fechar a aula publica daquella freguezia.
Dito ao juiz municipal 1 aupplente deNaza-
reth. Declaro Vmc. para seu conhecimento
que deve proceder acerca do objecto de ana con-
sulta feila em officio de 8 de Janeiro fiado, con-
forme os principios de jurisprudencia e legisla-
cao em vigor, dando as partea os recursos que
coubsrem e suas decisdes como esclarece a cir-
cular n. 70 de 7 de fevereiro de 1860, coja ob-
servancia muito lhe recommeodo.
Dito ao iospector da siude publica. Informe
Vmc. com brevidade se ha algum medico que
queira coniratar-se porconta da provincia da Pa-
rahyba aQm de ir exercer alli a ana prosso.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. foroecer no almoxarife do hospital militar
os objectos mencionados no incluso pedido, ru-
bricado pelo director daquelle estabelacjimento.
Communicou-ie ao brigadeiro commandante
das armas.
Ditoao aubdelegado de Gravita.Em resposta
ao officio dessa subdelegada de 0 do corrente,
tenho a dizer que approvo as providencias toma-
das em soccorro da populacho indigente, caso ahi
se manifest a epidemia do cholera; e que ao
commandante superior da guarda nacional dessa
comarca recommeodo nesta data que expeca suas
i ordens para que sejam satiifeitai as requsigoei
da polica pan manutengo da ordam publica e
seguranza individual. Officiou-ie ao predilo
1 commandante superior.
Expediente do secretario do go-
ernt.
Odicio ao bacharel Joaquim do Reg Barros.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
aecusar recebido o officio da 11 do correte em
que V. S. participou ia*to trido no esercicio do
cargo de promotor publico da comarca de Bo-
nito.
Dito ao juiz de juiz de direita interino da co-
Oyns. Elle bomprehendia todo o espigo desde o
Brassas, ao longo do Orbe, at o cume do Noir-
mont, como a agua dimena (aecut pendet aqjta
cia que, nessa senten;a, cuja parcialidadee m f
j se vio, s determinaran um tio pequeo nu-
mero del les para dar occasiSo a que uossos vizi-
e desde o longo do Orbe al o ponto em qae esse nhos formasiem novaa emprezas, as quaes eles
de jonho de 1844, para o lanr.amento doa impos-
tos de que trata o 26 do art. 40 da lei do orna-
mento vigente faz-se preciso que V. S. declare
quaoi os embancos e 03 fundamentos das recla-
magoes a que allude o citado offieio.
Dito ao mesmo.Commuoico V. S. em res-
posta ao seu officio de 10 do corrente sob o. 77,
que segundo consta de informaco do director ge-
ral da instruccao publica, datada de 17 deste mez
sob n. 44, podem ser substituidos por arithmeli-' Comma
toria
na relagao annexa ao seu citado officio os quaes
por nao serem encontrados no mercado detxam
de aer fornecidos aula de collegio dos orphaos
de Olinda.
Dito ao chefe de polica.Nao tendo muitas
pessoas pobres quem traosmitta aos facultativos
a oecessidade da assistencia medica, sirva-so
V. S. de expedir suas ordens para que o inspec-
tores de quarteirao visitem duai vezes por dia as
caas das pessoas desvalidas de seus quarteiroes,
afim de verificaren! se ellas soffrem symptomas
precursores do cholera a communicarem imme-
diatamente aos mdicos dos respectivos districtos
e s autoridades superiores.
Dito ao mesmo.Convm que V. S. d ss pro-
videncias necessarias para que as boticas eitabe-
lecidas nesta cidade nao sejam fechadas antea de
)\ Qoite, devendo em cada freguezia conservar-se
por escala urna aberta daquella hora at o ama-
nhecer, afim de poderem ser soccorridas de re-
medios com pro rupia o as peisoasque infelizmen-
te forem accommettidas da epidemia reinante.
Ditoao mesmo.Remeti V. S. para seu co-
nhecimento e em resposta aos seus officfos ns.
148, 169 e 180 de 30 de Janeiro fin Jo e 5 do cor-
tete, copia do que nesta dala me dirigi a c-
mara municipal desta cidade convindo que V. S.
continu a informar se o servico da limpeza da
ras faz-se regular e satisfactoriamante.
Dito ao mesmo.Era resposta ao seu officio n.
121 do 24 de jnoiro prximo fiodo, remello
Y. S. copia de que sob n 10 e em data de 3 do
correle, dirigio-me a cmara municipal desta
cidade com a copia de outro do fiscal da fregue-
zia la Boa-Vista e documentos a que este se re-
fere.
Dito ao iospector do arsenal de marinha.
Avista do que pooderou o iuspector da thesoura-
ria de fazenda, em officio o. 121 de 17 do corren-
te constante da copia junta, convm que os paga-
mentos de despezas com a acquisiQao de objectos
destinados as enfermaras estebelecidas nesse
arsenal para tratamento das pessoas indigentes
accommettidas da epidemia reinante sejam rea-
lisados de conformidade com o que propde o
mesmo iospector no final do predito officio: o
que V. S. far observar na parle que lhe toca.
Dito ao presidente da aasociacao beoeficeole.
Tendo-ie j dado alguna casos do cholera na fre-
guezia da Boa-Vina, e convindo ter promptos os
soccorrosde que posiam necessitar as pessoas in-
digentes, accommeltidis de semelhanle mal, di-
rijo-me a directora da asiociac&o commercial
benetlceote, afim de que estbele?! com urgencia
oaquella freguezia, bem como em todas s mais
desta cidade, um ponto central onde possam ser
procurados por parte dos facultativos dos dis-
trictos os referidos soccorros. sendo ceno que j
a respeito de alguna dos fallecidos a falta oelles
as tem tornado sensivel.
Dito a cmara municipal do Brejo. Approvo
a arremalacao dos impostos que trata a cmara
municipal da villa do Brejo, em aeu officio de 6
do corrente, devendo porm a meama cmara
m caaos laea remoller urna demonstracao da
aviliac.ao dos impostos e do lucro que deu a or-
rematago.
Dito ao Juiz de direito e municipal preaidente
da cmara municipal e delegado do Bonito. Io-
teirado de tudo quanto Vmcs. me commuoicam
em seu officio de 6 do correle, taoho a dizer-
lhai queadespeza com o pagamento e gratifica-
gao a.mdicos para curar es io Jigeniea que forem
affeclidoa da epidemia reinante devem correr
pelos cofrea garaes, cuja defficiecia bem como a
necesiidade Be manler nesta quadra a mais ngo-
/
tnspec-
Jos Galdino Ribeiro Sancho.Passe.
COMANDO
Quartel-general
DAS ARMAS. *
do ominando das
armas de Peroambnco na cidade
do Recite em SO de fevereiro de
18CS
. ORBEM DO DIA N. 37.
Achando-se sta capital aob a presio do cho-
lera -morbus, e convindo por todos os modos evi-
tar as causis aioda as mais insignificantes que
posssm influir para o seu desenvotvimento, e
que as pragas dos corpos do exercito e companhias
soladas, sejam affectadas de lio terrivel enfer-
midade, mormente quando pela exiguidade do
pessosl, ellas nao tem um s dia de folga ; o ge-
neral commandante das armas determina que
emquanto permanecer nesta cidade a epidemia,
cessem nos mesmos corpos e fortalezas os exer-
cicios determinados.
Assiguado.Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitBo
ajudaotede ordens eocarregado do detalhe.
EXTERIOR.
Do valle de Dappes e da demarcaco
entre a Franca e a Snissa.
Quando o jornaes se oceupam do valle de Dap-
pes, talvez seja til nao smente procurar na his-
toria as pecas que podem esclarecer esta questio,
mais anda fazer com que se' couhecam as nume-
rosas usurpages de terrenos que os Suissos com-
metteram desde o principio at o Gm da fronteira
do Doubs e de Jura.
Situado como urna muralha entre as planicies
dasduas Borgoohas e as da Suissa, o monte Jora
servio, desde os mais remotos tem pos de limite
immuiavel ntreos dous estados. Cezar oos seus
Commentarios o certifica de urna maneira formal,
quando diz tracando os limites da Helvtica, quoi
uniique natura Ielvetii conlinentur, /lamine
Rheno latiisimo, altera ex parte, monte jura al-
tiisimo, qui e$t inter Sequanoi et Helvetiot.
Depois doa Romanos, esie baluarte, quo sepa-
rava naturalmente os dous povos, foi sempre
respeitaao, em qusnto a Frao;a pode enllocar
aua poderosa espada na balanza das nagdas; tam-
bem foi preciso a derrota de Carlos o temerario e
a fraqueza da archiduqneza Margarida d'Austria
para que a Suissa ousasse ataca-la ; mas, depois
dessa poca ella nao cessou de esmigalhar algu-
mas parcellas desse boulevard da Franca, e tem
finalmente chegado at o cume de Bisou. Veja-
mol os litulos sobre que ella pie ae fundar; de-
pois que os tivermos examinado, Acaremos bem
sorprendidos por que elles jamis tireram outra
aulnenlicidade que a violencia, infelizmente sera
encontrar os meimos obstculos que no valle de
Dappes*
r-
Um Jacto incootestavel que os limites dlfer
ra de S. Claudio e de nosia provincia por elfo
guite se estendiim al o ribeiro d'Orbe. Em seu
ilvar de 791, Carloa-Magoo d a abbadia todas
as trras que se estendem ala esse ribeiro, tilvam
qua vocatur Jurit, a termino Bracioliaqum vo-
cabulo Orba, diz a carta : v-se at nesse alvar
que Carloa-Magoo ae applica em determinar de
urna maneira precisa os limites das quinze ou
1 Tinte leguas de paiz que dar abbadia de Sairt
ribeiro se perde om urna cavidade, no caminho
que vinha para o meio da Ferrire, seguindo o
curso da Valserne at o Biff Bruo. Alguos ai-
rars do imperador Lotario (855), do imperador
Frederieo I (1175 e 1184), de Frederico II (12381.
de Heorique VII (1311), de Carlos IV (1360) e de
Segismundo (1415 e 1434), confirmarais oos mes-
mos termos as doicoes de Carlos-Magno.
Desde onto, cada soberano que reiooo no con-
dado di Borgooha, o proprio Luiz XIV, no lem-
po da conquista, reconhecou e respeitoi tssa pro-
priedade da abbadia deS. Claudio.
Em novembro de 1266, Guido, abbade de Con-
dal, deu em feudo a Joio de Chalona o antigo e
e vasto terreno com a condico depovoa-lo. Nes-
ae acto, tem-se o cuidado delerabrar exactamen-
te os limites, sicut Orba exit, como o Orbe me
do lago da Russiai, e corre para o lago de Joux.
Os principes de Chalona, a os abbadea de S.
Claudio fizeram numerosas concessoes aos parti-
culares e s municipalidades.
Podemos certificar que nao ha ama aldeia del-
tas montanhaa que fosse exceptuada de taes con-
cessoes ; para fallar a de urna, em 1372 Foncins
obteve a regala de usar dos bosques at o ribeiro
do Orbe.
Depois dessaa concessoes, quando os Suissos
virara os Borgonhezes augmentaren) suas queija-
rias at n cume do Noirmoot, commetleram os
mais violentos excesios. Os habitantes das altas
montaonas resistiam tanto quanto Ibes ara possi-
vel, e nos archivoa de Bomo-Moutier encon-
tram-ae processos verbies deseas colliies, as
quaes muitas vezes correu osangne francez. Em
1557, os Borgonhezea construiram ainda muitas
queijarias. Os balios de Nyon de Morges orde-
naran: que assaltassem os habitantes, se apode-
rassem do seu gado e queimassem suas casas. O
re de Hespaoha encarregou seaa delegados de
entenderem-se com os do caoto de Berne para
terminarem amigavelmente urna contenda que
poda trazer urna conflagrado.
Depois de examinados os lugares, os commis-
sarios suissos declararam que s lhes compria fa-
cer um relitorio. A escoha dos arbitros, e coo-
seguintemenle todo o accommodameoto foram
adiados de urna outro termo. O bom direito suc-
cumbio, e deixaram nossas pobres victimas das
montanhas em face do infortunio.
Em 3 de agosto de 1575, os arbitros designados
em numero de dous para cada partido, aps as
operacoes preliminares assaz longss, formaram
um processo verbal eonlendo o regulara en to daj
fronleiraa do lado de S. Claudio. Oa deputadoa
da Borgooha o acceitaram sem discusso, mas os
de Berne nao quizerim acba-lo, motivando essa
recusa coma insufflelencia de seu mandato. A
boa f helvtica tomara liQea da boa f doa Car-
thaginezes. A dieta decidi, em aesso de 13, que
para a manutengo da a misad e e da boa viainhan-
ca, serie estabelecido, de urna e outra parte, que
se nao teolasse oem iooovaase consa alguma
quanto aos limites, e que em caao de commetti-
mentoou alternado, o conhecimento disto lhe se-
ria devolvido para julgar, quer por ienteo$i defi-
nitiva, quer por outro meio mais sgradavel sos
dous estados soberanos. Os actos violentos con-
liouam.
O soberano do Condado deBorgonha, de quem
todas as tentativas de conciliario se mallograram;
moslrava urna jaita impaciencia de.chegir ao ter-
mo dessa lula j lio longa ; pareca disposto a
conclui-la a todo casto. Os enviados dieta do
mez de novembro do 1586, Joio de Guilley, se-
nhor de Marnoze o escudeiro Vicente Beooil, of-
ferecerim de sua parte confiar a conteataco ao
juizo desss assembla. Esta proposito foi enca-
minada urna nova dieta, que acolheu-a no se-
guate anno.
A dieta propoz, em 1588, ao rei de Hespanha,
designar tres ou qualrojpersonagens da confede-
rado, sua eacolha ; que o estado de Berne fa-
ria o mesmo ; que visitiriam os territorios con-
testados, e leriam o poder.de termioar o litigio
por amigavel accordo ou por lenteng judiciaria.
Os Bernezes eslorvarim essa negociado por toda
sorte de influencias ; pozeram em pratica ama
multidio de meios dilatorios, serviram-ae de in-
dignas praticas, e renovaram os altentados e de
mais gravea violencias. .
Foi assim que, em 17 de juoho de 1593, cincu-
enta homeos armados de balado de Nyon, iova-
diram inopinadamente o valle de Landei, ao
toque de tambores e pifaros ; nio satisfeitos de
se enlregaram pilhagem, pozeram fogoem de-
zesete casas : (viote habitantes, mullos dos
auaes tinham aido feridos defeodendo-se, foram
amarrados e conduzidos prisioneiros por esses
misera veis, que aonunciaram a intengao de fazer-
lhes peior ainda, ae a populacho persistisse em
nio reconhecer a soberana de Berne.
Estes excessos se renovaram at 1605. Por um
tratado do anno de 1524, ae relaxara tudo quan-
to era pretendido pelos Bernezes, em urna linha
de cerca de dez leguas, a come^ar pelos Brenets,
parliodo por Bougnon, os Allemaei, os Verrires
d% Joux e Foarg,at Joune. A perda que se soffreu
por. esse tratado era tio evidente, que Margarida
d'Austria, que gozava entao o condado deBorgo-
nha, diz, ratificando-o, queso o fazia para con-
descender com os seohores das alliangas, e no
designio de viver bem com elles. (Duood. pasi-
na 252.) l v *
O habitaoles de Santa Cruz, no canlio de Ber-
ne, tinham arrancado os antigos limites plantados
em sda visinhanga, abatido aa cruzes e cortado
mais de 8,000 ps de errores no condado de Bor-
gooha.
Por algumes conferencias e um accordo do 1
de junho de 1542, e por um tratado do ultimo de
agosto de 1552, cedeu-se ludo quanto os Berne-
zes quizenm, desde Jougne at Santa Cruz. De-
pois crearan) contestares sobre os limites, desde
Bochejean, por Moutho, Castello-branco, o ribeiro
d'Orbe, os Russos, Siint-Cergue e Mjoux, e 1ra-
laram oa habitantes de Franco-Condado como ini-
migos, porque elles roubaram sai gente e seul^oiao
gado, aaquearam e quelmaram as casas ; a villa
das Cisas-Qaeimada, o Cistello Queimado e a
Granja Queimada tomaram seus nomes dessa vio-
lacao do territorio francez.
Tem-se visto guerras causadas por menores.
motivos ; maa esse caminho nio agradou ao nos-
so soberano, e como elle quizeese. todo o custo
termioar a pendencia, aubmetteu-se ao juizo ar-
bitral dos burgomeslres de ScbafThoose e deZu-
rlck, e dos magistrados de Lucerna e Friburgo.
Esses arbitros derrotaram e adjudicaram Sainl-
Cergues, qae era nm dos piincipaes objectos da
difflouldade, e que perlencta abbadia de S.Clau-
dio (cartas de 1279 e 1299), aos Bernezes. seus
compairiotas, e designsram oa lagares em que se
planlariam cinco marcos.
Maso que sobretudo dea conhecer a m f
dessa senten;a de 31 de julho de 1606, foi terem
elles a despejo de ajuotar-lne a seguinle clausu-
la, que a Borgooha jamis se poderia prevalecer
para o futuro de titulo algum para recuperar o
terreno de que era despojadla por esta iniqua de-
marcando.
Assim, quaesquer que fossem a authenlicidade
e legitimidade doa ttulos apreseotados, ou que
podesiem ser achados, a Borgooha era declinada
do direito de poder serrir-se delles.
Cinco marcos nio baslavam para demarcar um
longo terreno de cerca de quinze leguas, e pare*
tinham a certeza de ganhar.
Elles nio o conseguiram ; porqne os que d'en-
tre elles possuiam dominios junto essa fronteira,
as estenderam sua vontsde, e foram sustenta-
dos pelos hbitos de Nyon e de Romao-Moutier.
O damno cautido aos proprielarios da frontei-
ra, perturbados em seu re iuso e em sua fortuna,
as depredarles as florestas, as anticipaedes dos
baldos, as violencias de toda a natureza fizeram
receiar que os proprielarios lancassem mi das
armas, e toda a provincia soffresse com isso ; as
queixas foram lio enrgicas, legitimas e unni-
mes, que os estados da provincia tomaram como
up dever dirigirem-se i viuva de Alberto (Isa-
bel de Hespaoha), que goveroava os Paizes Bai-
xos e o franco-Condado, a instante supplica de
dar um remedio efflcaza tantos males.
Algumas conferencias se abriram aos Russos
em 5 de agosto de 1631, e duraram trea aonos
sem nada concluir, porque osdeputados de Ber-
ne nio quizeram deferir aos ttulos dos Borgo-
nhezes, oem estar pela poase dos trila aooos que
precedern), nem dividir o que estava em contes-
ta gao, como lhes o derecera m o bario d'Oiselel e
o presidente Boivin, que representavam o con-
dado da Borgooha.
Um processo verbal de Janeiro de 1635, inserto
nos archivoa de Romio-Moutier, iez ver com que
barbaria procediam oa Suissos, e quanto respei-
lavam pouco a vida dos habitantes do Franco-
Condado.
Todava as coofrenciaa de 1631 tenderam a re-
gular em 1634 algumaa rendas abbaciaes, mas
nio pvssou disto.
Urna das principaes questSes era saber onde se
udevia plantar o marco deironle de Bois-d'A-
mont.
Desde o fondo do valle, o Noirmont aprsenla
urna primeira aresla Kobre a qual ae sustenta
urna especie de hacia. Dessa bacia se eleva urna
segunda montanba.
Os plenipotenciarios do Franco-Condado com
razio suslenlavam que os Borgonhezes deveriam
ter o reverso occidental do Noirmont at aua
mais elevada areita, nos termos da doac.o de
Carlos-Magno ; os juissos susteotavam que a
areita maii bina deveria servir de limite.
Hoje, que o forte dos Russos est construido,
que a necessidade de sua construcro foi demons-
tra pela invaaio estrangeira ; esse ponto litigioso
apreaeota aa norte urna importancia maior,no
interesse estratgico, porque deixaria aos Suissos
o meio de penetrar em franca, affastando-se do
forte doa Russos.
Veremos, pois, se os Bernezes, que na poca
dq XVI seculo, lucrariam tanto temporiando, ae
se achario boje melhor, e tudo gaohario em dei-
xar a questio mdecisa.
A obstmaQao dos Bernezes em nada diminuir de
auas pfelencoes, reduzio nossos commissarios
necessidade de plantar marcos vontade doa ad-
versarios no mez de selembro de 1648.
Todava, oa subditos de Berne nao estveram
por isso ; poique arraocaram urna parle desse
marcos, t &tma novas emprM.i que deram lu-
gar a urna seganda demarcarlo, feita no mez de
etembro de 1656, desde Sain-lCergues at Mijonx,
territorio de Septmoocel.
Em 1606, a communa de Bois-d'Amont se es-
tendia cima de Noirmoot; pelo tratado de 1848,
oa Suissos vinhim al a bsixo dessa montanha ;
pela IranssccSo de 1648, (ora ajustado positiva-
mente que a demarciQao nao prejudicaria de for-
ma alguma aos direitos dos particulares, e que
os proprielarios continuariam a gozar de suas
herdades como d'aotes ; entretanto o 'bailio de
Romio-Moutier antorisou os oobres e burguezes
de Morger a fazer com que todos os habitantes do
Franco-Condado que occapavam o reverso occi-
dental de Noirmont se relitvssem. O Vandel,
Ruffel, Arbuz, Forestier-Gueines e Delacroix fo-
ram inexoravelmenle expellidos de suas casas ;
os Suissos se apoderaran) por torga de orna boa
parte doa bens dos particulares de Bois-d'Amont,
que deram como distraccio (1661) a Nicolao Or-
gookousky, genlilhomem polonez e senhor de
Martberey ; assim como a communa de Beguin ;
urna pariilha leve lugar immediatamente entre
este senhor e oa habitantes desse ultimo lugar.
As eabanaa e oa pequeawaprados se acharara as-
sim confiscados.
Em 1704, o cooselho de Berne foi obrigado a
recommendar aos forasteiros que deixassem os
Borgonhezes gozar em paz dos bens que eslavam
nos limites suissos. Suas ordens nio foram exe-
cutadts. Em 15 desetembj1 do mesmo anno, 30
homens p e 8 cavallTros dos arredores de
Morges se apoderaram d'uma boiada perlencente
um proprieta rio de' Bois'd'Amout e do pastor
que aguardava. Agente da visiohao;a, que cor-
reu para se oppor esse rapto, foi maltratada ;
cinco d'eotre estes foram conduzidos s prisoes
de Nijoo. Em 1716, o padre Salive!, superior do
priorado de Month, reclama fortemente e dirige
urna violenta opposicio i injusta collocagao de
limites em que consentiam noisos commissarios ;
alie nio quer consentir fia cessao d'slgnos dos di-
reitos de seu convento.
Em 8 de abril de 1827, trila habitantes de
Bois-d'Amont compraram a montanha doa Pe-
queos-Prados. Elles foram desapossados della
em 1775. Esses habitantes, como oa de todas as
villas da fronteira, jamis deixaram de protestar
contra estes actos de iniquidad a e violencia, re-
clamando sua propriedale e a execugao dos pro-
prios tratados que os prejudteavam. De tempos
em tempos o rei, fatigado de sais queixas, no-
meou alguns commissarios ; entre todos os que
foram nomeados distingue-se Faltn, subdelega-
do em Quiogey, nomeado em 1765 ; foi elle
quem mais seriamente estadou a questio. Dei-
xaremos que seu filho falle (Memoire aux Ar-
chives.) Em ultima analyse, diz elle, a com-
missio foi confiada Faltn, em 1765, pela pri-
meira vez ; ellecomecou suas operarles pelo ba-
ilado de Rornao Moutier : o balio do lugar era
M. d'Erber. Este senhor, conhecendo a
bondade das razdes do Sr. commissario Faltn,
leve a franqueza de annunciar ao estado de Ber-
ne, que suas prelencoes eram inu$tentaveit, que
cedo ou tarde seria preciso voltar verifiesgio
dpa ttulos, e que definitivamente seria obrigado
a um melhoramento. Este senhor fallou sur-
dos-mudos com conhecimentos de causi. Nio
importa. Heu pae limitou-se um simples reco-
nheclmento dos terrenos litigiosos, e alcangou os
litulos em apoio das nossas justas reclamacoes.
As ordens do rei abriram-lhe os archivos da c-
mara das contas, do viscondado edo capitulo de
S. Claudio ; mas algumas difflculdades sobrena-
das a esse respeitavel corpo s produziraro nessa
poca urna demora parcial ; algumas communi-
dades fizeram o mesmo. Meu pae affiigiu-secom
isto por interesse seu e do capitulo. Como quer
que seja, elle convenceu-se de que Saint-Cer-
gues era urna usurpago sobre o capitulo de S.
Claudio,
Seu >trabalho merecen a approvscio do rei e
de seu primo. Mo grado este, ialerrompeu-,
ainda essa commissio, e tiraram-a de meu p
Eis a intriga. Meu pae, fiel e til subdito, ali-
giu-se com isto pela gloria do raonarcha, como
pelo bem dos seus vassallos e subditos. A Pro-
videncia permittiu, alguns annos depois, que a
obra de meu pae, abafada at eotio, cabisse as
mios do novo ministro. Elle nao quiz, mo gra
do i sollicitac,des contra, aacrifica-lo, e a com-
missio lhe foi reatituida com o poder de regular
como elle achasse bom em sua aabedorla. A
commissio enviou o seu trabalho, e a analyse
junta com o plano dos terrenos de Mont-Morio,
mioiitro dos negocios estrangeiros. Esta remessa
do mez de junho de 1787. '
M. Faltn, filbo, accrescenta :
Segundo os litulos e preleoges de todas as
partes interessadaa, sobre a natureza das quaei
meu pae deu os maiores esclareciraenlos, resulta
que a serenis3ima repblica de Berne, pelo de-
curso de lempo, roubou mil e oito cenlaa geirai
de trras cullivaveia e sete mil geiras francezas
de bosques. Quinto aos fructos e colheitis que
se deviam repetir pela iodevida posse, sao m-
dicamente avallados em dezoito i viole.mi-
Ihoes. a
Que immnnsa perda pa-a as nossas villas I
que falla da parle do governe, que nfio as tem
protegido como cumpria-lhe I
Em 1780, oa Bernezea tiveram a audacia de ca-
var um fosso de cinco ps de largura e quitro de
profundidade no valle de Landes, e de construir
um muro de ceoto e dore ps de comprimeulo
n'um -terreno que ellea quizeram anlecipar. O
cura Grandmoslel eatabeleceu nena occastao,
em nome dascommunas de Bois-d'Amont, Fon-
cines, Rouises, Chapelle-des-Bois e de Chaux-
Neure, que de oovo reiviodieavam seus direitos,
urna correapondencia muito animada eom o balio
de Nyon.
Em 24 de selembro de 1790, os habitantos
apreseutaram um requerimento por causa das ve-
xacoes que elles anda experimentaram da parte
doa Suissos, sob todos os governos e em todas as
pocas. Nossas aldeias reclamaram sempre sem
nunca obter jastial. Esperamoi que desta vez os
negocios de Dappe, da Villa-Grande, a a con-
ducta da Suissa para com a Franca, (>ro com
que se abram oa olhos ; porque, emfim, nio
menos verdade que o cantio de Berne, por algum
meio que s o successo pJe legitimar, se apos-
sou d'uma orla de \iote e cinco leguas de com-
primento sobre um quarto, meia e at urna de
largura, cusa do condado da Borgonha, que
posse ainda esses terrenos, desprezando at o
tratado do paz de 30 de malo de 1814, que diz
en teu artigo 6que, no departamento do Doubs,
a fronteira seguir o cume do Jura. No departa-
mento do Lmao, as fronleiras entre o territorio
francez, o paiz de Vaud. ficam as mesmas que
eram antes da Incorporarlo de tienebra Fran-
ca ; iito que nunca tendo sido reguladas, o
que resta fazer ; nos referimos ainda aqui ao
relatorio de M. Faltn de 1787.
Muiiier.
( Monde.Andrade Luna.)
PERHUMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Ha das que anda urna pessoa, que pretende
urna cerlido da cmara municipal, de Herodes
para Plalos, isto da cmara para o sello, por-
que eala sao quer sellar a peticio em urna de-
clararlo daquella de que vai pagar a laxa previa
0 peticinirio.
Para esta exigencia diz o sello baver urna de-
cisio do thesouro, mas admira que nio tenha el-
la chegado al a cmara, afim de evitarem-ae
atrpelos e delongas prejudlciaes s psrles, que
pela condiQio de conlribuiotes tem direito a ser
aligeiradas o mais possivel na satisfago dos onus
impostos.
E' preciso pois obviar-se a isto, fazendo o sel-
lo conhecer a cmara essa nova disposigao, ou
rjualquer cousa que baja, j que alli se ignora a
innovacio.
Na quarta-feira pela ooite, no lugar dos
bairros-baixos desta cidade, foi ferido com duas
facadas um pardo ferreiro, official da officina do
Sr. Jos Francisco Bento, por urna mulher aua
amasia, com quem brigava.
A delinquente foi presa, e ao ftido fez-se o
competente corpo de delicio em presenca do res-
pectivo subdelegado, e assistencia do Dr. Ernesto
Feliciano da Silva Tavares.
Acaba o Exm. Sr. prndenle de dar novo
regulameoto s collectorias provincises, usando
ssiim da autorisagio consignada na lei de 18 de
junho do aono fiodo, art. 20.
Teodo sido considerado sem effeito o edi-
tal anterior, em que eram poslos a concurso os
dous lugares de partidor do termo do Cabo, achio-
te elles novamente concurso com o prazo de
sesseota dias cootir de 17 do correte, deotro
dos quaes devem os concurrentes hablitarem-
se na forma da lei para o respectivo provi-
mento.
Um desses lugares accumular s funcQes de
distribuidor, e o outro as de contador.
Com igual prazo, eitao timbem a concarso
ideticos lugares do termo de Cabrob.
A habilitado e a apresentagao dos requeri-
mentos regem-se pelo disposlo no decreto de 30
de agosto de 1851 e aviso de 30 de dezembro de
185*.
Em coosequenciado fallecimento do eicri-
vao de orpbios e primeiro tabelliio do Limoeiro,
foi nomeado para interinamente exercer as res-
pectivas fanecoea o Sr. Jos Cezar de Mello
Falcio.
Amanhia tem lugar a partida do Clan.Com-
mercial.
Escrevem-nos de Garanboos em 13 w cr-
reme :
c Foi gravemente espancado a 7 do correte is
7 horas da noile oa villa do Buique o capilio Jote
Pedro Nolasco Pereira da Cuoha ex-commandan-
te do destacamento e delegado daquelle termo,
quando este digno official do exercilo passeava
ioerme desapercebido as ras.
< Foram autores desse stlentado Eugenio e
Emigdio, irmos do vigario daquella freguezia
Jos Teixeira de Mello.
a Nada mais se sabe por emquanto. O dele-
gado de Buique, o capitao Vaz Cavalcanti est
em diligencias : se diz que o offendido fica gra-
vemente enfermo.
S. Exc, o Sr. presidente visitou no dia 19
os Irabalbos da estrada de ferro desta provincia
at o engenho denominado Gamelleira, termo
da lercetra seceo, em compaohia dos Srs. E.
Braman, superintendente da companhia, Dr.
Buarquo de Macedo, eogenheiro fiscal, J. With-
field eogenheiro em chefe, W. Martinoau, direc-
tor das obras publicaa e outras pessoas desta ci-
dade.
S. Exc, tendo partido da estagao das Cinco-
Ponas s 8 1/1 horas da manhaa, chegou Ga-
melleira 1 horada tarde, depois de urna longa
demora na esfagno da Escada, onde foi servida
urna modesta refeiQio. D'ahi seguio S. Exc. para
a terceira seceo em um trem especial quo pela
jnimeira vez percorria aquella parte da linha, e
tendo parado em varios pontos para examinaras
obras receotemente construidas, chegou ao seu
termo, sem que nenhuma oceurrencia viesse
perturbar a marcha regular e veloz, com que se
langava a locomotiva.
Em Gamelleira foi S. Exc. recebido por varias
pessoas de disiincgao da localidade, e officiaes
da guarda nacional que alli se acnavam para
comprimenla-lo.
Em seguida, visitou S. Exc a estacio da va-
1 frrea e todas suas dependencias ; percorreu o
novo povoado, j bailante populoso, a examino*
com particular alteado a localidade que melhor
se poder prestar ao estabelecimento da leire,
questaoesta, que, segundnos consta, tem dado
lugar rivalidades entre algumas pessoas 1o-
fluentei daquelle termo. A's 2 1/2 horas re-
n,!?B.i con,boy' T cooduzio lio eacolhrda
sociedade e leudo parado na eiUfiSo intermedia
do engenho Rxbexr, propriedade do Sr. lenew-
te-eorooel Conolaoo Vellow da Silveira, ahi foi
offerecido por S. S. ota abundante e escoTbid
lunch. As mineiras arlareis deste cavalheir
caplivaram todos os -convivas, qae conservan
de sua recepcao unan agradavet lembraoca.
Pouco depois de sea regresso estacio da>
kcada, onde se acnavam, espera de S. Exc, o-
Lim. Sr. bario de Goerarapes, delegado M arque
*f e.,ou,^a Pewoas, o Sr, presides** dirigi-
se a villa, e ahi pereorreu alguos estabeleci-
mentos pblicos. Durante sua estada- oaquella-
localidade, S. Exc. ess-minou atlentamente a si-
tuagao onde deve ser edificada a nova villa,
acompanhaudo seos exames daa respectivas plan-
tas, e ouviodo repetidas vezes ao director da
Obras publicas.
E' esta urna questio de subida importancia,
que nao tem escapad quer aprecracio de S.
Exc, quer alta coosideragio do governo im-
perial ; e nos, deiejoies do progresa* e engrn-
denmelo das piqueoas villas flo interior, faze-
moa votos para que aquelle sensivel melhora-
meolo tenha em breve pleni execugao, A's 6 li2:
boraa da larde parti S. Eic. para esta cidade,
onde se recolbetrs8 horas da noile.
Repelidas vezes tem o Eim. Sr. presidente vi-
sitado aa obras da estrada de ferro, cuja empreza
iem merecido, como afinis importante da pro-
vincia, (oda solicitude de S. Lie. O astado des-
sis obras muilo agradou S. Exc, qoe nao cea-
sava da admirar o adiantameoto oblido ulterior-
mente sua ultima visita, e sobretudo a solidez
que se notava as construeges da terceira aec-
go, ainda nio aberta ao trafego, maa onde os
trens j percorriam toda extensio consuma ve-
locldade equivalente i marcha dos comboys do
passageiros oas duas paites da linha em circu-
licao.
A terceira estacao da via-ferrea eilende-so
desde o rio Ipojuca, na estadio da Escada, al o
engenho Gamelleira, no termo de Serinhem e A
margem do rio deale nome. Alravessa urna zona
de 24 milhas inglezas da extensio de terreno as-
sucareiro, e de ama ferlilidade espantosa. As
obras da via-ferrea, ni verdade, offerecem um
aspecto agradavel A vista daquellea que percor-
rem ao correr da locomotiva lio piltoreaco paiz.
alm de que a commodidade com que ae viaja
convence mesmo aos que sioestranhos arte do
bem acabado e eatabilidade daquellas construe-
ges. Com excepcio das pontes de ferro sobre oa
ros Ipojuca, Kcamaragi e Duat Barras, nenhu-
ma obra d'arte importante existe na terceira sec-
gao. Aquellas, porm, nao dignas de esludo, o
nos pareceram de ama solides admiravel, quer
pelas auas pegas de ferro, qor petos pillorescos
pilares e encontros sobro que ellas se apoiam.
Em Gamelleira admiramos o espinoso e ele-
gante edificio da eslaco, e o graodea armazena
para recebimento e expedigao de mercaduras.
N'aquellaa localidade, ha poucoa mezes deserta,
se tem formado _um*centro de populacio lio nu-
meroso, que nio obstante o grande numero de
predios alli construidos a muitosem execugao, as
habitacoes teem aubido um elevado prego, e sao
procuradas com grande empenho, al por mui-
tas pessoas dista cidade. Nio lemos visto por
certo no paiz um ponto lio ioteressante como o
de Gamelleira. Situada a nova povoacio sobro
urna collina margem do rio Serinhem, e no
cruzameuto de varias estradaa para o interior da
provincia, offerece nio s innmeros attractivos,
como suis proporces fszem crer um grande o
prximo desenvolvimento.
Na zona atravessada pela via-ferrea se encon-
trara localidades appropriadas ao ealabelecimen-
to de colonias agrcolas, qur pela fertilidad
do slo, qur pelos promptos recursos que of-
ferece a facilidade dos transportes. D'eotre
ellas nos poderiamos citar o lugar denominado
Duas Barra, um dos pontos mais appropriadoa
para o desenvolvimento da orna colonia daquella
ordem, situacio que se presta perfeilarnenle &
cultura e edificages. *
Como Duas Barras, muitos pontos existem ao
longo da linha ; e o governo, solicito como ,
pelo desenvoivimento do paiz, obrara com acer-
t mandando] estudar essa importante questio.
alias de to fcil lolucio, e a uoica talvez que d
em resultado o desenvolvimento da colonisacio
oo interior.
No dia 17 do corrente mez regressou esta
capital, vindoAe Goianna, onde ae demorn um
mez e 20 diaLo Sr. Dr. Americo Alvares Uui-
maraea, uraJaos mdicos alli commissionados
pelo gove^naP*," -
Consta que cumpro mui salisTatoriamenle a
sua ardua missio.
Pede-nos o Sr. Joaquim A. Bessone d'Al-
meide, a publicado da aeguiote
Prece ao Senhor :
Poderosos, humilhae-vos I
Rojae-vos ao podo chao I
Homens, sois nada ; corvae-vos I
Implorae a Deus perdi 1
Digaae-vos, Deus de bondade,
Nossos rogos escutar I
S rossa piedad
Nos podemos abrigar I
Somos culpados, sabemos;
Ningue.m se atreve a negar I
Vossa ira merecemos ;
Mas vos podis perdoar I
Meu Deus I Senhor I que castigo 1
Qae espectculo se prepara I
Um a chorar o amigo....
O outro o pae**.. a mi cara I....
Alli um rosto virgneo
A verter lagrimas qu'ridas....
E o aojo do exterminio
A immolar tantas vidas I
Escutao a nossa prece,
- E' filha do coraco I
Nosso animo fallece....
Piedade 1 compaixie I
Ouvi a oracao fervenle,
Que entoamoacom ardor I
Soii bondoso.... sois clemente....
Sois Deus, atina!, Seshor !
\' Dignae-vos, por bondade,
Nossos rogos attender ;
S a vossa piedade
Nos pode agora valer 1
Em a noite de 19 do corrente >'alleceu
epidemia reinante urna recolhjda du convento
Gloria, na freguezia da BoaVfiata, sendo somea
le condozida para o cemiterio publico s 8 boraa
da manhia de 20. Parece qua. n'uma quadra ca-
lamitosa como em que nos achame, ae deveria
dar ordens no sentido de seram sepultados oa ca-
dveres apenas fallecidos, como expresso no
regulamento do cemiterio.
- Hontem, pela manhaa, fundeou tu, noMft
"M av"" ^mv m aBBBBB


5?
porto, rindo do do sul de sua escela, o vapor
Jaguaribe, traxeodo joroaes at if do cerrante,
fot juaes extrahimos o seguiste : _.
Hootem (11) conforme estar ano avetado,
te lagar o olficio fuaebr* atada** elebrar oa
Beatriz desta cldade pelos portuguezes aqai resi-
dentes.
A eca eslava bem armada e a igreja on
Je preto. 4..
O Sr cooego visitador eftckgp em tolo
acto.
Comparecern! a este ele o Sr.
-seu secretario e ajudanle n'oraoas, o
fe de polica, a cmara municipal, chafes das
parlicoes e seas empregeos, o cor* consular e
o cnsul de Angola, mantos eeavMados, qoaei
todos os portuguezes residente! neets cidaae e
tonos de fra que vieram assisiit ao acto.
Durante todo o acto estere postada urna guar-
da de honra na frente d matriz.
A necrologa do augusto fallecido fot feita a4o
Sr. vigario Jaciotho Gandido de Mendonca, que
-*"
DIAIIO Di PUNAMBCO. 4KXTA, JtUU 11 DE FEVERHtO DE 182,

. presida ase,
m. OrTcha-
- _T 0MAUD4PB DQ fiU iO DE FBVBRB1R0 :
Luir, frica, 40 aonos, aolteira, Reclfe, es-
pasm*
CfaJ* M K Pernambuco, 60 anooa, tiuva, Boa-
Vi***aangestao cerebral. -
Tertuliano, Pernambuco, |dias, Boa-VisU es-
pasmo, t
ooa Rosa, Pernambuco, 45 annos, aolteira. Boa
VisHPubolaa, :' -
aguata* PpmiwIimm, llbana** Jos,to-
rnaos
Mnoel loante da Silva, Portnaal, 88
solttiro, Baafe, aagina.
ai bem preencheu a atia missao.
a Toda a armajo da' igreja e seu risco foi de
Sr. padre Costa.
A's tres horas e tres quartos finalisou o acto,
em seguida recitaram-se alguns discursos.
A's 4 horas e meia deu a guarda de hoora as
aalvas do eslylo,
O vica-coosul 4 digno de louvoree pelo roui-
lo que fez para o brilhanlismo deste acto, e as-
sim tambem a commissao.
Kscreiem-nos da villa do Pilar em data de
10 do correte: -
c O atgodao lem sido vendido neates ultimo
feas a lOjtOe ris e o assucar a 1600 e 1S700
*s.
A Oa compradoras sio tantos que andam em
Tupos pelas rusa e trapiches.
conaaosrcio vai por lauto perfeitamente
*osa. porque nao ha raaos a medir, medindo-ae
anadio.
* ^W48* Pr *1ui Tai *8 "*' maravilhae.
Jas o qaloqusojasimo
Boletn oficial.
* Em aaa^oicio da 13 do correte, dirigido do
Xlejoeiro ao.Kxni. ptosieote,da provincia, diz o
respectivo juix da direiig, Dr. Jos Quiotrue de
Castro LeSo, que, avala de noticias que corriam
ale que o cbolea-morbus havia accommettido
Verleotes da freguezia de Taquaritioga, tinha re-
aolvilo que parlftae para este lugar Americio Fa-
nilo de Frjeilaa BrreloNobre cora urna ambulan-
cia e urna pega de baeta ; aja que, em conse-
qaeocia de noticias recebidss de Bom Jardim, ha-
Ta mudado de proposito fazendo-o seguir para
essa freguezia, levando urna ambulancia e ios-
trueces, e percorrendo os lugares em que anda
Uzease victimas a epidemia.
c Diz mais qua naque,U villa (inham morrido
at i dala de seu officio tres escravos do teneote
coronel Villarim, que, abandonando seu eogenho
Piodob, onde perder seis escravos, all se acha-
?a com toda a familia, sendo a mulher e urna
zicra em coovalesceoca depois de haverem sido
accommettidas com muila.iateosidade, e urna 1-
Ihinha que oda eslava em perigo accresceotan-
lo que no dito eogeaho nao se tinha dado aais
-caso algum de anorte, bavendo suecumbido em
toda a freguezia dezeoove pessoas, das quaes dez
rain iiu$& e nove escravos do mesmo Villarim.
J>i* asofia, qua pareca que o mal nao quererla
augmentar, porquaoto do dia 11 em diaale ne-
nhum caso se havia dado.
Em um officio de 18 do correte, dirigido da
freguezia do Poco da l'aoelU ao Sr. Dr. chefe de
polica, e^por este levado ao conbecimento de S.
Ezc, diz o respectivo subdelegado suppleote, Jo-
s Goncalves da Porciuoculs, o mesmo que j
havia dito era aeu cilicio, j publicado, o cirur-
lao Francisco Jos da Silva, relativamente ter-
tninacao fatal do pardo Bernardo Jos e da preta
Mara, escrava do tabelliao Baptista de Almeida.
Vai abaixo transcripto [un offlcio, datado de
Ib do crreme e dirigido do Limoeifo a S. Exc.
pelo Dr. caalro Leo, e por elle saber-se-ba o
que all lem occorrldo.
Posto que pareca fastidioso, desagrade
que temos dito a respeito das imprudencias com-
mettidas e que hodado em resultado alguns ca-
eos de cholera-morbus, que provavelmenle sem
estas teriam sido evitados, sem cornludo contes-
tarmos o diagnostico, pois que nos mesmo j o
vericamos, nio callaremos de repetir que, es-
tando a populacho sob a influencia de urna at-
mosphera sobrecarregada de miasmas capazes da
fazerem que ae deaeovolva essa affecgo, qual-
quer imprudencia que perturbe a digesiao pode
coacorrer para que se manifest o cholera-mor-
bus oaquellea que nao quizerem seguir nossos
cometaos.
< Acooselhando a populacho, eremos que Ihe
prestamos um servigo. e nada se gaohaodo com
ornar expanso a epidemia'insistiremoa em pe-
dir a todos que se abstenham de comidas iodi-
eilas ; e, sendo ioegavel qe as fruclas lem fi-
gurado, se nao como causa, ao menos como ex-
citadores, nosso dever indica-las, para que os
Jiabitaotes desta cidade, de suaa immediaces e
suburbios dellas se abstenhim, deveodo tambem
abster-se de refeiges copiosas.
* *. 6 horas d Urde d0 20 de feverero
ae 18b2.
mj grave-i ojustiga, feita politi-
primocia, o torna-la responsivel
V4 (TiHHiTxmllUajlTl" 9
O peridico toara/, que se publica, ha mezes,
cresta cidade, nao o orggo de nenhum partido
poltico. 0 partido liberal, deiiou, ha um aono,
d ter legitimo representaste oa imprensa, com o
deaipparecimento do Lihtral Ptmmmbucano, se
a eale mesmo se podia chamar o orgao legitimo
do partido liberal de Proambuoe.
Seria, poia, u
ca liberal da p1
pelo que eserevem, naquella peridico, os mo-
cinhos inconsiderados, cuja desenvoltura de lin-
guagem, arada nos mais graves aisumptos da po-
ltica e ds adraioistraQio, Ihea vsi creando ama
triste celebrtdade.
Em geral,-is' aecusaces que o tifterai faz ao
governo central e administraco da provincia,
poderiam oar sem resposta. Sao por via de r-
gra lo faltas de criteria, lo impertinentes, lo
poueo sensatas, -que por si mesmo se deslruem.
modo placido e tranquillo por que correm os
negocios pblicos, a opioiao sensata das pessoas
d consideraco de ledos os partidos, ludo em-
fim nos coovence de qee taes aecusacoea nao me-
recen) as honras de urna resposta.
Entretanto, o' Liberal de 15 do corrate, tra-
tando do ullimo|desastre (occorrido na estrada de
ferro, e que deu causa prisio do iaglez Har-
veson, adultera os fados por tal modo, e os ac-
commoda tanto ao seu proposito de desacreditar
- admioistrago, que nos parecou conveniente
Dr. Aquino Fonceca.
Iilm. e Exm. Sr. Depois do meu oQlco,
sob n. 17 veio a auceumbir a lhioha do teneote
coronel Villarim, achando-ae j restabelecidas a
snulher e a ora. .,
No dia 14 fallecen 'o primeiro tabelliao do
judicial e notas, e escrivo de orphaos, cspellas
ausentes e residuos, Joo Paulo Gomes de Paiv
e Pioho, que havia sd accommettido de vespe-
ra e que, despreaando a molestia por suppor ser
urna indigesto, nao pOde mata realabelecer-ae,
jpezar doa exfofeos do Sr. cirurgiao Araujo Li-
ma, que nunca dei*)u-o durante o espado de
quartorze horas, que foi o que durou, e foi mais
atacada urna mulher de 20 sooos, que se acha
livre do perigo.
O hospital a'aqui se acha prompto ; mandai
azer.oiio camas, aceiar a casa, relelha-la e lim-
par toda a casa.
De Btm Jard:m Uve noticias de que epi-
demia nao cessou inteirameole, e l se ach co-
mo disse em meu citado offlcio,, Sr. Americo
i-alcao, que foi percorrer os po e aguardo as ulteriores oolicia.
Para Vertente da freguezia de Taquaretinga
mandei a respectiva cornmisio alguns poucos
medicamentos, e ao certo nao posso saber o que
por l vai occorrendo, porque aiod* nao Uve par-
ticipadlo alguma, e as noticias ser, como vulgar-
mente se diz de camiobo. Ao todo at esta data
nao fallecido nesta freguezia vinte e urna pes-
soas.
.^^eV. ic-Villa do Limoeiro,
16 de feverero da 1862.-Illm. e Exm. Sr. cora-
menJador Antonio Marcelino Nuoea Goncahes
presidente da proviocia.-O juiz de direito Joa
tjuintino de Castro Leao.
lllm. e Exm. Sr.Parlecipo V. Exc. que
fallecer meia noite Rosa Baptista de Araujo
do cholera-morbus. Estando a tres das soffren-
do diarrha nenhum remedio procurou lomar o
6 hootem s 6 horas da manba foi que procu-
rou os soccorros mdicos.
a Rosa Baptista de Araujo era preta, tinha a
idade de 60 annos, eslava cega a mais de doze
naos, morara no Poco da Panella junto a mar-
em do no. Continan a apparecer muilos ca-
aos de choleros em differeotes lugares da fre-
guezia do Poco da Panella.
Deus guarde V. Exc.-Poco da Panella '19
de feverero de 1861 lllm. e Exm. Sr. presi-
dente. Dr. Antooio Marcelioo Nunes Goncalves.-
Francisco Jos da Silva.
Psssageiros do vspor braaileiro Jaguaribt,
entrado de Macei e porloa intermedios.Olim-
pio E. de A. Galvao, Daniel Jos Pereira Luna
Vicente Bezerra Monta Negro, N. I. Ledston.
francisco Gomes C. Jos Joaquim Dourido, Ma-
ooel Joaquim Duarte GulmarSes, Jos Nunes'Gui-
aasraes, Fortunato di Rocha e Silva, Padre Ge-
*ulio N. A. da Cotts, Antonio Texeira Pinto, Joa-
quim Jorge da Molla, Joo da Silva Reg e Mello
um criado, Antonio de Souza Oliveira, Manoel
de Souia Conba, Francisco Xavier de Oliveira,
cadete Jos Hygiao Xavier da Fonceca, cabo Flo-
rentino Ribeiro.
-" Psssageiro do brigue escuna braaileiro Jo-
__~I1 ^?ffJ?B^ro* d0 TPr Iguarau, sabido pa-
, iS N?r.s DOnrle-,M Victoriano da Costa,
7fiihos fleicravos a 4 erisdos, Dr, Franeisc
LneaadeSouzaR.egel.su. senhor. 1 fllho, 3
aeraros e 1 criada. Dominico Gerbise Nicls
Siffoni, Dr. Antonio Al.dim de SraujTsoa se-
nhora e 2 eacrsros, Americo Carneiro d'a Guaba
Albsquerque, Nicodemos Mara Freir, -padre Pe-
Aro da Silva Brando, Domingos Francisco Ra-
atalia, Francisco Joa Porfirio, Antonio Castao
* Siqaera Aguiar. a eicrava Beoadicta do Sr,
**>el Gabriel de Car-ralbo.
restabelecer a verdade deises mesmos factos,
tanto em relaco ao desastre como em relaco s
providencias tomadas, quer pela poljeia, qser
pela admiaistraco da provincia.
No dia 31 de Janeiro ultimo, correado o trem
de aterro, dirigido pelo machioista ingles Harve-
son, succedeu que, na altura do lugar Caban-
ga dase elle de encontr a urna pobre mulher
alienada, que.se achava entre os carril, e mor-
resse esta da paocada que soffrera nesse encon-
tr. Parou logo o trem, e leudo viudo aa tugar o
respectivo inspector de quarlero, eouvinJo es-
te a algumas pessoas attrbuir o desastre i negli-
gencia do raaehinista, deu a este voz de priso
ordem do Dr. chefe de polica, a quem por inter-
medio do subdelegado daqueile districto, deu par-
te do occorrido.
No dia Io do corrente, sendo apreaeotado ao
Sr. Dr. chefe de polica o machinista Harveson,
mandn S. S. ao delegado do Io districto desta
capital, que o interrogase sobre o fado, e pro-
cedesse a todas as mais diligencias necesssrias,
aflm de certificar-se se tinhs havido descuido ou
negligencia da parle do mesmo macbiaisla.
N" niesmo dia, foi o iaglez interrogado pelo
sr. Dr. Pinto Pessoa, que-por impedimento do Sr.
oacbarel Amaro de Albuquerque, se achava no
exercicio da delegacia. OSr. Dr. Pinto Pessoa,
depois deste interrogatorio, julgou necessario in-
terrogar tambem ao foguista, que acompanbava a
Harveson na occasio do sinislro, e a ouvir mes-
mo a mais algumas pessoas. que se dizia terem
presenciado o acontecimento.
Ee interrogatorio do foguista, por se acnar
elle no Cabo e ter-se dado a ioterruogSo do Iran-
aito na via-ferrea, s pode ter iugjr ao dia
4 tarde. Ni dia 5 procedeu o Sr Dr. Pintj Pes-
soa a outras diligencias, e requisiiou a apreseo-
tacao de dous soldados do 2o Datalho de fuzilei-
ros. para serem ioterrogidos no dia 6. antes do
quo nao poda formar juizo seguro acerca da
criminaliJade do machinista. N'estas circums-
tancias, e no proprio dia 5, teodo terminado o
impedimento doSr. hachare! Amaro de Albuquer-
que, enlrou elle no exercicio da delegada, com-
muuicando-o ao Sr. Dr. chefe de policii e ao Sr.
Dr. Pinto Pessoa, que s'recebeu a communica-
puo e leve conhecimento d'isso no dia 6. quando
se prepara va para interrogar os dous soldados.
O Sr. Dr. Pinto Pessoa em lodo eite negocio
nao foi embarazado por exigencia algama da pre-
sidencia ou do Sr. Dr. chefe de polica no senti-
do da. soltura do machinista, como aleivosamente
aDrma o Lxberal. S. S. procedeu sempre com
a mais pleoa liberdade oaa diligencias que enlea-
deu coaveniente fazer, para verificar se havia
crminalidade da parle do machioista, e com a
mesma liberdade procedeu o Sr. bacharel Amaro
que s dia 7 eoteodeu dever pos em liberdade
aquelle machinisti, visto como do auto de corpo
de delicio, feito no cadver da mulher morta pelo
trem, e dos iolerrogatorios, a que se havia proce-
dido, cao se podia ioferir que tivesse havido des-
cuido, ou oegligencia de saa parte.
Do corpo de delicio se via, que a mulher nao
soffrera fractura em parte alguma do corpo. mas
someoteuma pancada na caneca, que produzio
urna coogeslo sbita, d* que veio a fallecer, Is-
to prova, que ella nao eslava em p aobre os car-
ns, como se dizia, mas entre.elle, e em al*-um
dos fssos di estrada, como o detlirara o ma-
chinista do seu interrogatorio, ed'ahi procede que
este a nao visse senao a urna distancia tal, que
Ihe foi impossivel parar o trem, e impedir o de-
sastro. As respostas das pessoas interrogadas,
alem de contradictoriaa entre ai, eram inverosi-
meis, contrastando evidentemente com o auto do
cor-po de delicio ; porquaoto dizendo-se as res-
postas que a mulhercamiohava sobre um dos csr-
ris, o devendo, n'este caao, ter sido esmagada pe-
las rodas dos icagons, v-se no corpo de delicio
que nao 8 A priso do machinista, portaolo, nao podia con-
tinuar legalmente, por nao haver base para o pro-
cesso ; asum ordenou o Sr. delegado que fosse
posto em liberdade. sem que todavia parease as
diligencias que julgava conveniente fazer para
mais ampio esclarecimenlo do fado.
O que ha, em ludo isto.de irregular, ou de me-
nos legitimo para autorizar as censuras descom-
poitas, que aprouve ao Liberal fazer ao Exm. Sr.
presidente da provincia, ao Sr. Dr. chefe de poli-
ca e ao .Sr. delegado Amaro ? Desastres iguaes
se lem dado j oa estrada de ferro, e com quanto
os machiotstaa oglezes oem ao menos tivessem
sido presos, nao houve quem izesse censuras aos
presidentes, chefes de policas e delegados-de eo-
to. De onde procede pois asirs de hoje ? Eo-
lio, como hoje e como sempre se tem entendido
que n estes caso, previsto no arl. 10 4 do cod.
crim., ha presumdco legal de innocencia em fa-
vor daqueile, cujoacto licito produzio um acci-
deal8jH" le cou criminoso, do mesmo mo-
do q*f ha sempre presumpeo legal de culpabi-
lidade da parle-d'aquelles, que se achara com-
preheodidos no arl. 14 do mesmo cod. E" preci-
so, pois que a averiguaco do facto. do primeiro
caso, venha destruir a presumpeo legal da inno-
cencia, para que se possa justificar a priso e o
proceso. assim como preciso, no segundo caso
que se prove a iouoceocia em juizo pleosrio pa-
ra que que destruida a presumpeo de crmina-
lidade.
Foi por esta razio que se nio prenderam ante-
riormente os machioistas ingleses, e a prisio de
Harvesoo, feita em flagrante, s foi sanecionada
porque fra no mesmo momento aecusado de ter
sido negligente.'o que se vencou depois nao ser
exacto.
Censura o Liberal ao Exm. Sr. presidente da
provincia pelo interesse que tomou n'este nego-
cio, interesse que figura favoravel ao mechinis-
' srveson. correspondencia offlcial da pre-
sidencia este respeito prova com effeilo que S
Exc. tomou interesse como devia no negocio^
mas prova tambem que esse interesse em nada
era favoravel ao machioista. O presidente da
proviocia nio podia ver em silencio que fosse in-
terrumpido o transito da :trada de ferro com
manifest prejuizo do publico e da -companhia
que subvencionada pelo Estado, e por isso tra-
lou de ioformar-se das diligencias feitas pela po-
.," 8m com ,nd0 faw igencia acerca da
soltura do roachiotala como aleivosamente deixa
aoppr o Lxberal. Finalmente o officio de S. Exc.
dirigido em 5 do corrate ao superintendente da
estrada de ferro a mala plena e cabal resposta
que se possa dar aos mociohos que redigem o
Liberal. Lea o publico aquelle officio, e teri oc-
casio de certiflear-se mata urna vss do detlealda-
de com que os taes mocos censuran os actos
do governo.
E' imperdoavel que os redactores do Liberal
se proponbam a fazer Macar urna odiosidade al-
tamente impoltica da nosaa populacio contra os
as de canibalismo, que aqu se nratiearam nm
dia, e 27 de junho\a 1848, contra oV^dSoa
portuguezes, seenas de aue nio podemos reoar-
dar-nos sem corar de pejoe desejar que aaoea
mais seiam reprodosidas n'uma cidade Dooatosa
e civilnada como esta. f-t
E' p^ra lamentar que o transito da estrada de
acife, 19 de lavere*aaude 4862

revoltante
seus inte-
Volamos
a
taidos com fazendas..
com gneros..
Desearragtm hoje 21 detevereiro.
449
vootade, eocommercio a soffrer tao
proeadtaaaalo com grave arejuio de
reasesll
^Ma de certo isto assim continuar.
MoaaTlm e^peram0 Promptas medidas, qu^ Lugre inelezLilef.xendsT
rasaaatem o mal e d'entre elli, visto que nao Barca ingleza*-Stellabaealbo.
. ,."a",s,^^1r?:^r.^,,!r.jssi,u^ !*". *'-^'*-
[Dk> krami*.
W.
Correspondencias.
r,A 5 T1^*5* de San Anle.
Cidade da Victoria 11 de feverero da 1862.
Meu caro amigo. A peona do noliciador nun-
ca fui pesada para desciever os fsetos aqa'l oc-
corridos taei, quaes ellos te tem dado.
Lendo pois o vosso Diario de ido raezcorren-
l. w i eo"*Pondencia firmada
peio-^Pdu Apa, e entre os seus tratos encoa
tramos com um. que se refere ae Sr. lente
Francisco Xavier Civalcanti de Almeida, out'rora
Francisco Xavier de Salles; a oaeguiole:
Nao ha, quem acredite, que Raymundo Antonio
rallasse a Salles era dous conloa de reis para a
dspronuncia do irmio ; e nao pode ser valioso o
dicto de Salles : por aue wte pacieute psi de fa-
milia inimigo do delegado, por o ter a pouco
destituido do lugar de foroecedor dos presos da
cadea pela demasiada aabedoria, que mostrara
na orgaoisacao das cootas.
Nos porem que nao ignoramos, quanto ha a tal
respeito, nao podemoa consentir, que por essa
forma ae procure denegrir a reputacao de nosso
amigo, propslaodo-se factos inexactos. Por tan-
to vamos por- ros a par do que ha de exacto sobre
a materia do trexo. a que nos referimos.
Tendo deixado o Sr. teneote Pereira Borges de
ser fornecedor dos presos da cadea, urna autori-
dade desta cidade fallou ao Sr. teneote Franciaco'
Xavier para faxer o foroecimento, e elle aceitan-
do este convite, conliauou a faze-lo. M cipiante em seu negocio, nao Ihe coovindo mais
continuar no foroecimento pela demora do paga-
mento, e at mesmo por nao softrer qteixss in-
fundadas dos presos, despedin-se por voplad*
propria, e nao por ser destituida pelo delegado ;
e assim j se v, que oPu Afonao foi exac-
to, quando diise, qua Salles era iaimjgo do dele-
gado por o ter a pouco destituido do foroecedor
dos presos ; e Unto mais que nos sabemos que
desde o aono de 1859 nao existiam entre ess*s se-
nhores aquellas relaces anteriores de aujisade,
mas tao someote cortejos polticos.
O Sr. teneote Franciaco Xavier nao disse, e
nem poda dizer, que Raymundo Antonio ihe
communicara, que se dera dous coatoa de reis
para desproouacia de seu irmio; porque a tal
reipeito abemos, o que passo a escrever.
Kayaieod Antonio homem campoaez, e eim-
plorio, vendo seu irmio complicado em um pro-
cesso crime. como aconselhaodo-se, perguolou
ao Sr. tenenta, se seria posslvel com dinheiro
deixar de ser seu irmio pronunciado ? E teve em
respost, que nao trataaae disto ; pois que o de-
legado era iocapaz de recebar paitas ; esobre es-
te mesmo assumpto conversan o Sr. Raymundo
com outra pessoa desta cidade, da quem teve
igual resposta.
Os escrevinhadores da Ordem sio os que tem
torcido a seu geilo as couvenacoes, e os factos,
como se tem passsdo. Em quanto ao mais, que
somente revela a m vontade. que se nutre con-
tra o Sr. leme Franciaco Xavier, per este res-
pondemosque quem tem telhado de vidro, nio
atira pedradas.
Nao sabemos, quando terio fim asintriguinhas
desta localidade : porque, quando npa quer pa-
recer, que se acalmara, de proposito, e para fjns
oceultos, se procura nellas envolver aquelles,
que as aborrecem ; mas que necessariameole lem
de daocarem, dadas certas circumslaociai.
A nosia irmandade do Santissimo correu ace-
phala no anoo pausado : por quanto nao foi em-
posssda a mesa regadora eolio eleita, por se nao
reunirem os irruios.
Procedeu-se por Unto.este anuo a eleico ; e
nao reuninoTo-se numero sufficiente de irmaoi
para a pone da mesa eleita, e nao sendoJpossi-
vel, que em prejuiso dos inleresses da irmanda-
de se continussae no mesmo estado de acephalia.
resolreram oa frm&oa eolio piesactes chamar o
juiz de capellas para d#r-lhe posa; a da f.clo
estempossada. CoosU-nos porem, que se tra-
ta da sua annullafo. Esperemos.
O cerlo que o novo thesoureiro o Sr. Bil-
larmiao dos Santos Bolcao, apessr dos embara-
zos, que tom enconlrado, coadjuvado com os
boos desejos da mesa regadora, j tem feito va-
liosos servicos. relativos as rendas, e economa
da irmandade ; e se assim coolinuarem as coa-
sas, como muito para esperar-se, terio por cer-
to andamento ai obras principiadas da igreja ma-
triz, e a irmandade florecer, ergueado se do
abatlmento, em que se achava.
As chuvis tem continuado; e a salubridade
marcha sem alteracjo, graew a misericordia Di-
vina.
At outra vez.
0 Noticiador.
.
Justina de Jesas Goncalves, i
posa do lllm. Sr. Manoel Anto
Goncalves, pelo passamento
sua muilo fresada irna
Exma. Sra. D. Felippa Mafald
de Santiago.
Nio morre ioteiro o justo, o virtuoso,
Na memoria dos homeoa vive e dura.
Bogase.
A morte acaba de ceifar mais urna vida
-preciosa I Sem temar a ninguem, alcou o
aeu ingeute alfinge, ferio e roubou urna
las vidas mais caras 1 Eminentes sao os
decretos da Providencia, e a ninguem
dado oa prescrutar! I.. Deixou de xislir
a Eim. Sr. D. Filippa Hafalda de Santia-
go II Suocumbio victima da epidemia
reinante aa manhia do dia 18 do correte
mer, deixando na desolacao o sen iucoo-
solavel esposo, e os seus ioestimaveis ir-
maos e irmies, a quem tanto os soube amar
e merecer o titulo que com ella naiceu
Seohora da graodes virtudes e de urna re-
conhacida vocago pela igreja. FoT sem-
pre donzella resalada, irmla eiemplar, fl-
tha obediente, esposa extremos.a viuva
honesta. Ornada pois, de tantos/ e lio
aubhmes predicados, seu nomel nunca
morreu; urna alma lio virtuosa existir
sempre na lembranca dos presente* e dos
viudonros Portaolo a Exm.* Sr.f D. Jo-
sepha Juslioa de Jess Gocgalves, se deve
uaaarde haver possuido ao gremio de sua
illustre familia, uma verdadeira hferoioa.
Roguemos ap Omuiscieote pelo, descoco
eterno de sua alma na morada dos justos :
a uma lagrima sentida orvalbe a fra lousa
que encerra os seus restos morta
Recite 21 de fevareiro de 1862.
88.
Publicagoes a pedido.
ARACATY.
Para o Exm. Sr. presidente da provin-
I cia e o Sr. gerente da companhia
Pernambocana verem. >
Repetidas vezes temos ceusurado o modo irre-
gular, por que tem procedido o commandaute do
vapor Jaguaribe o Sfttobalo, com r<-'ar;io a nos-
so porto ; e oossss
rem o efieo, que
contrario peiorado o
por despeito formou
censuras em vez de produzi-
era para desejar, tem pelo
nosso estado: porque elle,
o deliberado proposito de
causar continuadas veixajoesao commercio desta
cidade I
O facto que ltimamente se deu, dos que
mais tem revoltado; referi-lo-Jiemos fielmente,
para que o Sr. gerento da companhia. principal-
mente o Sr. presidente di provincia, tomem coo-
venientes providencias, que obstem saa cooii-
uuagao, pois que oSo possivel. que esta cidade
continu a soffrer abusos e irregularidade de tal
ordem.
Chegou do sul no da 9 deste o vapor Jaguari
be, e partindo para o norte no mesmo dij, mar-
cou o da 16 para aqu estar de volta.
No da 15. como- costume, a agencia desta ci-
dade fez seguir a barcaca da companhia condu-
zindo a mala, escravos, e poreo de contos de
ris, que o commercio diriga para Pernambuco :
cnegada ao lugar do embarque, que, como j te-
mos dito i distante Ires leguas, jlli esperou o'va-
por por 5 das, sem que elle apparecesse; e no
tim delles a agencia, reconhecendo a iocerteza da
chegada, e recetando qualquer risco ao dinheiro,
fftSJ0-"0?- *oU,r b"aCa, para s manda-la
logo que tivesse o aviso; o quo effectivamente
aconteceu.
&i\l1mtiilt0 <2JPPreceu o vapor, eco-
ohln- ctQeada. PU a barcaca, e ao
chegar prximo barra, vio que o vapor sem a
esperar, segua viagem. Em consequencia do que
conbecendo qae nao podia atraca-lo, vollou re-
conduzndo a mala, dinheiro e escravos, que de-
viam ser embarcados I H
Teodo ido a bordo do vapor na occasiio de sua
chegada um morador da barra em uma lancha, o
Sr. Lobato Ihe perguolou. ae elle conduzia a mala
e passageiros, respondeu, que nio, accrescantan-
dd que a barcaca da companhia bavendo all se
demorado cinco dias a aua eipera, tinha voltado
pdr nao ter elle chegado a lempo. O Sr. Lobato,
estezar de conhecer aua ceoliouada falta de pon-
lublidade, eotran.torno que aeceasariamente
ddvia causar, senio se demorasse algumas boraa,
em quanto che^aase a barcaje, (o que de certo
nio fazia differenca em aua escalla), caprichosa-
mente fez desembarcar para a lancha os Sr. Io
tejiente Chrisolito Chejes e Clemente Astudillo,
pasaagpiros da capital pira aqu, e dizeado por
esttiofcaslio, que pouci imporlaaeis dava esta
jo, que at no seu aentir, devia aer riacado da
la danavegaso da companhia, foi-secauan-
grande transtorno aos negociantes desta pra-
5a. porque lendo aeua compromisos qu deviso)
sei-aaiisfeitoa no fim do mez em Pernambuco.
nio o poderfvn fazer!
DEDICADO.
Offerecida a Exm." Sr.a t
Virgem, rlize-me que sigua
Me fadon eternamente
O tea nome no meu peito,
P'ra cantar na lyra ardente ?
Virgem. porque nos leus olhos
Acho mais serena luz?
Acbo mais bellos aioda
Teas ebrneos bragos ns ?
Porque mais do que o das bellas
Teos um eolio divinal?
Es um anjo tao perfeito....
E's um anjo sem rival 1
Porque mais do que oa das vlrgaoa
Tens ondeantes cabello.
Que encantara, prendera amor
Haravilhado de v-los ?
Porque mais lindos que a rosa
Sao teus labios nacarados ?
Como os folhosdo jasmim
Os teui dentes aljol'radvs ?
Porque mais do que os das virgeiis
Teus olhos divinos sao,
Espargindo a luz benfica
Que me imflamma o coracio ?
E' porque bem dentro d'alma
Eregi singello templo
Onde adoro a tua imagem
Onde feliz te contemplo I
Cabo 18 de feverero de 1862.
Jos Flix R. C.
Barca braaUeiraCoreaSal.
ajearnos da Fe
RandimeO doef ia 1 a 19.
dem do dalo .
25550S238
Goasalado provincial
RiDMmento do da 1 a 19. 83 531*696
dem do dia ^p......: 2:620j*27
86:2409923
Movimento do porto.
Navioe entrado* no dia 20.
Hacei e porloa intermedios vapor braaileiro
Jagnaribe, commandante Manoel sSsaquim Lo-
bato.
Rio de Janeiro14 dia, brigue escuna braailei-
ro Joven Arlhur, de 147 toneladas, eapitao
Joaquim Antonio Gongalve** Santos, equipagem
13, carga vinho, arroz, eooiros geoeros; e An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C.
Rueoos-Ayres29 dias, barca iogleza Ambroxi-
ne, da 391 tonelada, capitio William Lcck,
equipagem 14, carga couro e lia, ao meimo
capitn. Veio refrescar e seguio para New-
Yoik.
A'atnos lahidot no mesmo dia.
Partos do nortevapor braaileiro lguarass,
commandante II. de M. Vianna.
Liverpoolbarca iogleza Palmalla, capitio L.
A. lerriman, carga assucar e algodio.
Observacio.
Fundeou no lamario uma galera ingleza, mas
nia teve communicagao com a trra.
I
| lloras.
I
S
o-
e
j Atmotphera.
ia
9 w na M 1 Direcco;
V w * Fresco i 1 | Intensidade. 1 -i O
Para o lllm. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commercio ver e apre-
ciar.
lllm. Sr. Leandro Lopes'Dias.Como at bo-
je nio lenha o meu advogado oblido resposta al-
guma da carta que ha, dias Ihe-dirigir, venho
por isso pedir-lhe por este jornal, que se digne
responder-me, se o Sr. disse Jos Marques dos
Santos Aguiar (primeira testemunha apresentada
por Frederico Lopes Guimaraes, na aegio que"
move no juizo commercial contra o espolio do
fallecido Antonio Francisco Pereira) c que pre-
teodendo um tal Figueiredo comprar a loja
a Antonio Francisco Pereira, deixra todavia de
faze-lo, por haver este exigido do mesmo Fi-
gueiredoa quaotia de vinte contos de ris,
20:0005000 vista), para pagar o que eslava
deseado a Frederico Lopes Guimarie.
Faco-lheesta perguota, porque, tendo o Sr.
declarado aos Srs. Drs. Eduardo de Barros Fal-
cio de Lacerda Civalcaoli de Albuquerque, Ci-
cero Odn Peregrino da Silva e solicitador Joa-
quim Pinto de Barres, quo havia dito nicamen-
te ao mesmo Santos Aguiar que Figueiredo pre-
tender comprar a leja Pereira. e que nada
Ihe dissera da tal historieta de 20.000 rs., para
pagar Frederico. nao posso consentir que, em
meu prejuizo, e no de lodos os contemplados no
leitamento de Pereir, prevaleca aquelle depoi-
mento, s para nio mostrar o perjurio de uma
testemunha, arraBjada adrede para com ella for-
talecer-so os fragilissimos documentos, com que
se pretende dar triumpho uma immoralida-
de. um crdito pgantastico.
Que o crdito phaoteetico provam-n'o, alm
de tudo mais, o testamento de Pereira, em que
declaroo este que todaa aa euas dividas coossa-
vam dos livros de sua casa, sendo que contra
esta declararlo nio reclamara o primeiro lesta-
meoleiro Frederico Lopes Guimaraes, quando ou-
vira a sua leitura ; e o diario e o copiador de
carias nada dizerem saa respeito, nao obstan-
te a expressa disposico do arl. 12 do codiao
commercial.
Espero, poia, merecer-lhe uma rosposta clara
e prompta, em ordem a evitar uma narracio mi-
nuciosa de todo o occorrido, narracio que, mes-
mo meu pesar, serei obrigado a fazer para es-
clarecimento de cortos e. determinados ponto,
que parecem revoltar-se contra o silencio que
querem coodemoa-los os apreciadores das trevas
e do mysterio, se o Sr. Leandro recusar respon-
der-me, ou se a resposta que der-me nio fdr
lio clara e to franca como o espera de aua pro-
bidade o
Seu venerador e criado,
m ~ /oa9M'* Juvencio da Silva.
Recite 20 de feverero de 1862.

ca
Si
| Farhenheit.

8
IO
05


X
Centgrado.

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3
I Hyorometro.
| Cisterna hydro-
metrica.

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os
p
A noite clara com alguns nevoelro, at as 2 h
2U?mn"ei.da 80aceir0J. l reaco do SE
e assim amanheceu.
OSCILAQXO DA MAHfi.
Preamar as 8h 54' da manhia, altura 5 8 p.
Baixs-mar as 3 b. 6' da tarde, altura 2. pf P
veeiro'dfl^f0 a"eD>1 de m"nha 20 d9 *-
ROHANO STKPPLB,
1* lente.
ditaes.
. O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
viocia Imanda fazer publico para coohecimento
^?n S^nTlft! u ."' ^ da lei P^oDeial n.
5ll) de 18 d jnaho do corrente anoo:'
*w. Permittido pagar-se a meia siza
t?LT'y?*f<"apt"io* em 1lqer tempo an-
terior a data da preaente le iadepPndon,ePd"-
validacao e multa, uma voz que os devedores
actuaos deste imposto, o fagam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o zerem ficaro
sujeilos a revalidacio e multa em dobro. sendo
um tergo para o denunciante. A thesouraria fa-
ra anaunciai por edital nos primeiros 10 dias de
cada mez a presente disposicio.
E para constar se raandou afflxar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de julho de 1861.
O secretario,
A. F. da Asiumpgao.
0 Dr. Tristao de Alencar Araripe, offlcial da m-
N p*ria! ordem da Rosa e juiz de direito especial
do commercio desta cidade do Recife de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. imperial e
coostituional o Sr. Pedro ir, a quera Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
delle noiicia tiverem. que no dia 24 de fevereiro
se ha de arrematar por venda quem mais dr
em praca publica deste juio, na sala doa audito-
rios, a parte de um sobrado sito na ra de Santa
Rila n. 1, tendo 3 jaoellas na frente para cada
uma das ras, tanto de Santa Rita, como de San-
ta Kila Nova, japellas no oitio e no solio, com
salas, qt08 alcova, cozioha, avallada dita par.
te per 4:7727). a qual perlencente Jos
Joaquim de Oliveira, e vai praca por execucio
que Ihe movem Barros & Silva.
E nao havendo langador que cubra o preco da
ara la cao, a arrematagio ser feita pelo valor da
adjudicado com o abalimento da lei.
E para que chegue ao coohecimento de todos
mandei passar editaes que serio publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Recife 23 de novembro de 1861. Eu, Manoel
Mana Rodrigues do Nascimento, esemao o sub-
screvi.
Declaro que vai ser asaignado pelo Dr. juiz de
direito da 1* vara criminal em exercicio da do
especial do commercio Bernardo Machado da Coe
la Doria. Eu dito escrivo o declarei e escrevi.
Bernardo Hachado da Costs Doria.
Pela conladoria da cmara municipal do
Recife, se faz publico que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabeJecimentos do
1 do correle ao ultimo de margo vindouro, e
aquelles que nio pagarem dentro do prazo mar-
cado, cam sugeitos a respectiva multa.
Conladoria municipal do Recife 19 de feverei-
ro de 1862.-0 contador, Joaquim Tarares Ro-
dovalho.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A caara municipal do Recife, lando rece-
bido do Instituto Histrica Brasileiro o officio
qae abaixo vai transcripto, convida a todos o
seos rntnietpes, para qae concorrin para area-
]isac,ao dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subaerevendo na secretaria da mesma cmara as
quaettias de que quizerem dispor, nao poslendo
ser renos de mil reis, nem mata de dez rail'reis.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernaboeanos, a cmara munipal do Recife es-
Ifewnque so prestaro de boa vonude a realisa-
cao deste grandiozo fim
Pasada cmara municipal do Recife, em es-
sao de 28 de oulubrode 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presideole.Francisco
Canuto da Boaviagetn, official maior servindo
de acrela rio.
Illms. Srs.O Institua Bfatorico brasilei-
ro, a quepresla Sua Msgestade o Imperador a
sua mmidiata proteccao.jresolveu queso lovan-
asse nesta corte uma estatua a Jos Bonifacio do
Andrada e Silva e *e erigiese um tmulo digno
de seus preciosos despojos ; sao paginas da his-
toria escripias em brese o marmere peta grati-
do brasileira, e que devem tranamiltir a posteri-
dade as tradie,5es gloriozas que se iigam a um
do3 grandes cultos nacionaes, e um dos primein
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assigoadts, membros da corarais-
sao a que o Instituto Histrico incumbi la
nobre missao, accordaram recorrer ao auxilio-
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripces populares entre os
seus munieipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas da povo.
A commissao desejando que todos os Bra-
sileros poisam concorrer para to patritico
monumento, rimes quer que sejam as suas for-
tunas Bxou o mnimo e o mximo das quantias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anniversario na-
tlicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva ; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignem de
coadjnval-a em tao louvaxel empenho, activando
e apressando a subscripcao, cujo resultado ser
publicado as folhas diarias d'esla capital.
Deus Guarde Vv. S3. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. presilente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambuco. Euzebio
de Queiroz Coutiaho Mattozo CmaraJoaquim
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da SilvaBario de Manlote Ribeiro de
Souza Fonte.Henricjiia de Beaurrepaiu Roban
Doulor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SantosF. S. Dias do Molla.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em comprimento da resolucio da junta
da fazenda, manda convidar aos proprietarios
abaixo mencionados, a entregarem na mesma
thesouraria, no praxo de 30 dias, a contar do da
da primeira publicscio do presente, a importan-
cia da quota com que devem entrar para o cal-
lamento da ra do Cabug, conforme o disposto
na lei provincial n. 350. Advertndn que a falta
da entrega voluntaria ser punida com o duplo
das referidas quotss, na conformidade do art. 6.0,
do regolamento de SO de dezembro de 1814.
Numero 2 Jos Peres da Cruz e her-
deiros de Jos Gomes Villar
Os mesmos
Jos Antunes Guimaraes
Fraocisco Jos Teixeira
Bastos
O mesmo
Ordem terceira de S. Fran-
cisco
Hecolhimento da Gloria
D, guila Senborioha Pe-
reira
Jos Brando da Rocha
Joo Antonio Carpioteiro
da Silva
Irmandade do SS. Sacra-
mento do bairro de Santa
Antonio
dem dem
dem idem
4
6
8
10
12
14
16
18
5
> 7
4893000
60*000
450OO
60*000
45*000
90*000
120SO0O
270*000
171*000
240*000
9
11
3095600
259*200
300*000
2:458*800
presente e
E para constar se mandou afBxar o
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narobuco 13 de fevereiro de 186.O secretario,
A. F. d'AHnanciacao.
____i>eeiara$6e$.
COMMERCIO.
Praca do Recife 20 de
fevereiro de 1862.
\s cuatro horas da tarde.
retacees da jauta de coFretwes.
_ Cambios:
Sobre Londres 90 djy. 26 d. por 1*000.
Sobre Paris90 d|.v. 360 rs. por franco.
Descont de letras.
14 OfO ao anno.
i. da Cruz Macedopresidente.
John Gatissecretario.
Eir, poli, o estado, a qae est reduzido o Ara-
aVIfandesra,
tendlmentodo dial a 19. .
dem do dia SO......
459:485*968
38.954*847
498 440*815
Movimento da alfaodega.
Volamos entrados eomfaxendas.. 113
ora (eneros.. 27
140
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenle da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da proviocia de 15 do corrate, manda
fazer publico, que no dia 27 deste mez vai nova-
mente praca para ser arrematado a quem mais
der, o imposto de 10 por cento sobre a renda dos
termos oceupados com o planto do capim nesle
municipio, avaliado annualmenle em ris.
3:000*000. .....
A arrematado ser feita por tempo de triata e
tres mezes, contar no Io de outubro de 1861
30 de junho de 1864.
As pessoas qae se propozerem a esta arremata-
cao, comparecan na sala dassessdesda junta da
faienda da mesma thesouraria, no dia supramen-
cionado, pelo meto dia, e competentemente ha-
bilitados.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Otario.
Secretaria da tbesoarsria provincial da Per-
nambuco, 17 de fevereiro de 1862.
O secretario,
_an ni c Antonio Pe"eira d'Anounciacao.
-rJ0.1"."-Sr' !nspectr da thesouraria de fa-
STL^'J^KV.i .uloris thesouro n. 18 de SI de Janeiro ulmo. a mandar
tazer os concertos de que precisa o edificio em
que funceiooa esta reparlico, manda fazer publi-
co qae no da 22 do corrente paisa duss horas da
tarde eslarioem hasta publica, parante esta mes-
ma thesouraria, os referidos concertos para serem
arrematados a quem por menos os quizer fazer.
Secretarla da thesouraria de fazeada de Per-
nambuco 17 de fevereiro de 1862. Sirvindo de
offlcial-miior;
Manoel Jos Pialo.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de faier o foroecimento
dos meoores do arsenal de guerra, nos mezes de
marco e abril prximos vindouros.
Pao de 4 oncM, bolachas, assucar retinado de
sorte, caf em grao, cha hysson, roanteiga
tranceza, carne verde, dita aecca, bacalho, ar-
roz do Maranho, farinha de mandioca de primei-
ra qualidade, feijo preto ou mulatioho, iouci-
nho de Lisboa, azeite doce de Lisboa, vinagre de
Lisboa.
Quem quizer fazer o foroecimento cima decla-
rado aprsente as suas propostas em carta fecha-
da na secretaria do conselho, s 10 horas da ma-
ntisa do dia 26 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para foroecimento do arsenal de guerra. 19 de
fevereiro de 1862. '- -
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiectos
seguintes :
Para nrovimento
do armizem do arsenal de
de 1 polle-
de 1 lf2 polle-
guerra.
5 arrobas de cabo de linho braneo
gada e l quarto.
40 quintaes de ferro em barra
gada.
25 quintaes de ferro quadrado de 5 oilavor.
10 quintaes de ferro em verga de varanda.
16 duzias de limas chatas de 14 pollegadis.
5 leoces d chapas de ferro (bom) de 24 a 30
libras.
Para o hospital militar.
50 pares de meias de la grossa.
50 barretes de la.
6 paeellas de ferro com lampa, sendo 2 de IO
galoes. 3 de 8. e 1 de 6, forradas de porcellana.
cassarolas, sendo 1 de 8 galoes, e 1 de 6V
forradas de porcellana.
2 jarras grandes de barra;
Quem quizer vender taes objectoa aprsenla
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conaelho, s 10 horas da manhia do dia 26 do
corrente mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 19 da
fevereiro de 1862.
Bento Joti Lamenha Lint,
Coronel presidente,
"roncisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vngal secretario interino.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado se faz publico aos con-
tribntnles dos imposlos de 4 per cento sobre es-
tabelecimeotos de fora da cidade, prease de al-
godo, lypographias, cocheirae, cavallarices, ho-
teis, casas de paato, boteqoios e fabricas ; de 12t
por cento sobre os eslabelecimeotoa de commer-
cio emi grosso e a retalho, armazeos de recolher.
depositse trapichea; de 8 por cento sbreos
SSaS^'^^lf0'? ciror8cos, sartorios e es-
cr pinos ; de 50 sobra casas de bilhar. moda
tojas- que anduosa roupa feita e chapeos es-
trsngeiros; da 1 000 sobre casas bancadas com
emissao e privilegios; de 800 aobre as casas
asnearlas sem emissao, compaohias anonymes
esgeociae ; de 200 sobre casas da cambio ; do
W por tonelada dae alvarangas e canoas
Mrlaa empregadaa no trafica da carga e descar-
ga ; de 30 por cada escravo empregado no aer-
. Tifa das mesmas alrareogas ; da 16 sobra cada



*
Mario wmmkmeoi*- mx iwtu 21 H ^ '
usa carro particular ds 4 rodas; de tf tobre os
de dMi redas ; de 18 obre ss de aluguel de 4
rodea; de 11$ sobre oade duss rodal; e de 69
obre as carracas e vehiculot de' conducho ; e
de 15# sobre mnibus, que os triota diaa uteit
(Bttc4o para cobraoga a bocea do cofre do
no finaaaeiro de 1861 a 1862 findam-se no dis
19 do correte, fieando comprehendidaa na res-
pacllra mulla os que pagarem depois desje
praso.
Mesado consulado'provincial de Psrnambuco
di de fevereiro de 1862.
THEATRO
lio Grande do Sul pelo
Rio de Janeiro.
A barca brailleira Carioca recebe.carga para
ambos os portos : trata-se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
DE
Santa Isabel.
Sabbado 22 de fevereiro de 1862.
A execojao da brilbanie ouvertura
A partida do marinheiro,
pela orchesirs, que ser dirigida pelo Sr. Crias,
servir de preludio represeutagao do excedente
drama em tres actos, original do Sr. Camiilo Cas-
tello-Braoco, que se intitula
ESPINHOS E FLORES.
Personagbns.
Padre Henrique.....
Pedro de Onveira ....
Luiz de Atbayde ....
Primeiro caralleiro .
Segundo dito.
osephina.......
D. Amalla......
Maria. 8 annos de Tdade. .
Urna dama ......
Cavalleiros e criados, etc.
Prescinde-se de fazer-se
ACTOKES.
Thomaz.
Leite.
Lisboa.
Lino.
Costa.
D. Anna Chaves
D. Carmela.
N. N.
Jesuina.
o menor elogio ao
presente drama, pois que o nome deseu autor
assaz o recommenda.
Finalisai o espectculo com a se copre applau
dida comedia em un acto,
O brigue brasileiro aloren Candido recebe
carga o escraros a (rete : Irata-te com os con-
signatarios Marques, Barros & C largo do Cor-
po Santo n. 6.
Janeiro.
Seguir at o dia 25 do correte para o porto
indicado o bem conheeido brigue naciopal En-
cantador : para o resto da carga que lbe falta
trata-so com a viuva Amorim & Filho, roa da
Cruc n. 46, ou com o capito na prega.
COIPANI BUCARA
ra
[Mayegacao costeira a vapor
PORCAUSA
DE
Os artistas dramticos ora residentes nesta pro-
vincia, havendo obtido do Exm. presidente da
provincia a conoesso do theairo de Santa Isabel
para darem algamas representacoes, tem a boora
de annunciar ao respeitsvel publico, qae darn
principio aas seus trabalhos sceno-arlisticoa no
sabbado 22 do corrente.
Aproveitam os referidos artistas a occasio pa-
ra scienliBcar que bao empregado todos os eefor-
cos possiveit e empeohado anda oa seos meno-
res recursos am de cabalmente salisfazerem os
compromissos qoe contrahiram para com o pu-
blico, pelo (acto da solicitago e consequente ob-
tenco do theairo de Santa Isabel ; e eflectua-
meole j coolam no seu repertorio novas e rw
quissimas composigoes tbeatraes, como dramas,
comedias, vaudevilles, etc., etc., que por suss
especialidades e brilhaolismo de concepto bao
de por certo agradar aos amadores.
Oa referidos artistas consequentemente espersm
que, sendo apreciados os seus estotros para o
bom desempenho de seus deveres, o Ilustrado
publico desta capital nao deizar de ajuda-los e
favoreo-ltos com a concurrencia aos espectculos
e igualmente convidan! aquellas pessoas que de
anle-mo Irte baviam fallado sobre bilhetes que
tenharn a bondade de apparecer no respectivo
escriplorio, aGm de receb los; assim como
aquellas oulras que queiram toma-Ios para a pri-
meira recita.
Principiar as 8 horas.
Norte,
Cear
Parahiba. Rio Grande do
Macau do Assu', Aracaty,
e Acaracu'.
O vapor Iguarots. commandante Vianna,
sahir para os portos do norte de sua escala al
o Acarac no dia 20 do correte mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
dia da sahida s 2 horas: escriplorio no Forte
do Mattos n. 1.
de Hortas n. 66, em cbio proprio, com leja de
renda, quintal, caeimoa etc.
Sabbado Ia de marco
no escriplorio do referido agente, oa roa da Ca-
deia do Recife, ao aseio dia em ponto; decla-
ra -se queanouneado este leilo eom tanta an-
tecedencia para dar lempo a que os pretenden-
tes venbam laminar a inteira legadade dea ti
tuloa, do escriplorio do indicado agente, qae
desde j se offerece a exhibi-los e a dr os es-
clarecimientos neceeaarioa, e para qoe oa uesmos
pretendentea poasam examinar previamente o
estado e bondade doa ditos predios.
Aluga-se o armazera i" el' an-
dar e soto. da casa ti. 60, da ra da
Cadeia do Recife, esquina do becco do
Capia.: a tratar na ra da Cruz n. 63.
xmmmxt mmi_____
0 dentista NumaPompilio.l
Transferencia do leilo
DE
Farinha de trigo.
O leilo de 144 barricas com farinha de trigo
annunciada para boje 19 por intervengo do
agente Peatana, tica transferido para sexta-feirs
21 do corrente do meamo armazem do Sr. Au-
nes defronte da alfandega, pelas 11 horas da
manhia.
LEiLAO'
QUINTA FEIRA 27 DO CORRENTE.
O agente Pinto aotorisado pelo Sr. Joaquim
alaria Ferreira de S [ebegado ltimamente do
Rio de Janeiro epara onde ae retirar m pou-
cos dias) far leilo as 1 i horas do dia arima men-
cionado em seu escriplorio oa rna da Cadeia n.
9, dos predios abaixo declarados, a saber:
Duas casas terreas com tres portas de frente
com grandes sotoes. quintaes cacimbas, sites
na roa dos Gusrarapes ns. 58 e 60.
Duss ditas ditas com duss portas de frente, so-
toes, pequeos quintaes e cariabas, sitas na ra
do Apollo ns. 13 e 15.
Urna dita com urna porta e janella, com soto,
quintal e cacimba, sita na roa da Guia n. 22.
.Os pretendentea poderso desde j examinar as
refer las casas, procurando entenderem-se eom
o mesmo agente a respeito dos ttulos e msis
documentos das referidas casas.
LEILO'
DE
Roupas feitas para homem.
Ra estreita do Rosario
primeiro andar.
Bota denles artinciaea por molas e 11-
gaduraa e pela pressio do ar. Syslema
americano aem arrancar as rsizes, e fas
todas asi operacoea da sua arte, com
promptidao e limpeza.
mmmmmx**&m mmm%
Val ser arrematado em hasta publica, e
por ordem do Dr. juiz de ojphos, em sua au-
diencia de sexta feira 21 do correte, o eacravo
Sabino pertencente aoa beo3 do finado Joo Ma-
ooel de Siquefra.
s
O Dr. Csrolino Fran-
cisco de Lima Sanios,
modou-se da ra das
Cruzea para a do Im-
perador, sobrado n.
17, em frente da igre-
ja de S. Francisco, on-.
de continua no ejerci-
cio de sua prossao de
medico.
8
Cotinguiha.
Para Cotinguiba sabe impreterivelmente no dia
20 do corrente o hiate Garibaldi ; para o resto
da carga e passageiros, trata-se com Tasso Ir-
mos.
f ara Lisboa e I

GRANDE
e extraordinario baile
Pretende seguir para oa dous pvftos cima
com muita brsvidade o veleiro e bem conheeido
brigue nacional Eugenia, capillo Manoel Eze-
quiel Miguis, de primeira classe a primeira mar-
cha, pregado e forrado de cobre, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que
lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azotado & C, no seu
escriplorio, ra da Cruz n. |.
Ao correr do martello.
O agente Guimares far leilo por conla e
risco da quem perteocer de completo sortimeoto
de paletots de panno fino, colletes d9 gorguro
bordados a rotroz e de casemira, grvalas de se-
tim e outras muitas fazendas que ser vendida
pelo maior prego oblido, no referido dia as II
horas.
APPBOVAaO E AUTORISACO
DA
mmmk mmki ai ifmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIEPTE PUBLICA
CHAPAS ME&1C11AES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes afifectadas
sem resguardo nem incommodo
Cora estas Chapas-ELRCTRO-MAGKETicAS-EPisPASTiCAS obtem-se orna cura radical ein-
fallivel em todos os casos de infhmmagao ( cansa?* ou falta de reapirafio ), sejara interne*os
externas.como do figado, bofes, estomago, bago, rins, tero, pette, palpita^o de corceo, gar-
ganta, olhos, erysipela, rbeumalismo, paralysia e todas as affecges nerroeas,. etc., etc. Igaal-
menle para as diferentes especies de tumores, como fobinhos eserofniw etc., seja qual foto ae
lamanho e profundeza por meio da suppurago serio radicalmenteestirpados.
O uso deltas aconselhado e reeeiladas por habis e distinctos facultativos, sna efScaia v
contestavel, e as innmeras curas obiidas o fazem merecer e conservar a eonnanea do punir
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratiea.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escript, tesdo todo o ruidajo
de fazer as necessMas explica^oes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianza, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeca, pescoeo, braco coxa, peraa, p, ou (roneo
do corpo, declarando a cicumfereneia: e sendo inchafoes, feridas ou ulcera, o molde do sea
famanho era um pedazo de papel e a dechracao onde exislem, afimde qbe-w ehaps sejio da
torma da parte affeetada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As- chapas serao acaanpanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os a
orios para a collocacao dellas.
Consulta as pessoae qu% o dignarem honrar com a sua confianca, em seu esariptorio,
se achara aberlo lodos os dias, sem excepc,ao, das 9 horas da manhaa s* da larde.
os acces-
qu^
Papa
Rio de Janeiro,
a barca nacional Amelia pretende seguir com
muita brevidade, tem paite de seu carregamento
a bordo ; para o resto que lhe falta, trata-se
com os seus consignatarios Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo & C, do seu escriplorio, ra da
Cruz n. 1.
DE
Mascaras e sem mascaras.
Sabbado 22 do corrate.
Nos magestosos saloes do caes de Apollo,
em beneficio do administrador dos
meamos, para fazer face as extraor
diaras despezas dos bailes do car-
naval.
A's 8 horas da noite a banJs militar eze-
cutar riquissimas pecas de msicas france-
zas, como o ataque de Sulpherino e Magenta e ou-
tras pegas de bom gosto, ardeodo a illuminaco
a gaz toda, e novas visias viadas ltimamente de
Pars, havendo um extraordinario convite de se-
nboras e cavalheiros ; esperando-se grande con-
currencia, em consecuencia de eslarem os saldes
ricamente ornados com riquissimo gosto, nao
deizando nada a desejar aos concurrentes. O bom
gosto, e-o lugar pitloresco, em que se acha col-
locada a casa, offerendo todas as vaotagens s
pessoas que a frequeotam.
Ser c.umprilo fielmente o regulamcnto do Sr.
Dr. chele de polica.
Entrada para homens2$, senboras gratis.
THEATRO
DE
APOLLO.
poca do carnaval
Sabbado 22 de fevereiro
de 1862
Grande baile de mascaras
Os emprezariosdeste estabelecimento, desojan-
do dar ao publico desta capital um divertimiento
digno da civlisaco do seculo, nao se pouparam
a nenhum trabalho nem excesso, pafa que pos-
aam justificar os seus bons detejos ; por isso de-,
liberaran) diepor da forma mata conveniente a
ordem do seo brilbanie divertimento, esperando
o auxilio que este publico lao Ilustre costuma
sempre dispensar a quem lhe recorre.
Os saloes sero pomposamente Iluminados por
aoaa profusio de lutes e transparentes dos mais
bellos coloridos, e enriquecidos com objeclos de
aperfeicnado gosto.
Abrir-se hao as portas s 7 horas e o grande
baile eomegar s 8 1)2 por urna quadrilba toda
mascarada, que te acha convidada.
Os regulameotos polkiae*. uaadea nea eslabe-
lecimeotos deate genero tero cumpridoa em toda
e sus plenilude.
PREgOS.
Camarotes......... 8#000.
Platea.Homem.. 2000.
Senhora.. Gratis.
Os camarotes recebero 4 ingrseos, e os bilhe-
tes de platea 1, oo valor de 508 rs cada nea, que
ae receber como diobeiro oa loja da bebidas.
Atsos martimos.
COMPANHIA BRSILEIRA
DE
pfcifliiirii nwa>.
E' esperado dos portos do sul at o dia 28 do
corrente um dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do cosame seguir para os
do norte.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sahida t
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criplorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
Urna escolhida colleccao de modernas
grasuras inglezas das mais celebres
personagens como seja m Sir E. Laun-
dser, Sir Charles Eastlake, Sir Da.
vid Wilkie, J.M. W. Turner, Frith,
Ansdell, Herring, Brooks, Webster,
Fred Tayler, David Roberts etc., etc.
Quarta-feira 26 do corrente.
0 agente Pinto far leilo por conta e risco de
quem perteocer em lotes a vontade dos compra-
dores de urna grande colleccao de finas gravuras
inglezas as quaes j foram expostas no armazem
da ra do Imperador n. 74, aa ra da Cadeia n.
9, e acham-se.presentemente expostas ao ezame
dos pretendentes no armazem da ra da Cadeia
o. 15, onde se effectuar o leilo no dia cima
mencionado.
Principiar s'10 horas em ponto.
LEILO
DE
100 saceos com milho de
10 saceos para cima.
HOJE
O agente Pestaa vender por cota e risco de
quem pertencer 100 saccas com milho muito no-
vo, as quaes sero vendidas em lotes de 10 sac-
eos para cima : hoje21 do correle pelas 10 ho-
ras da manha no armazem do Sr. Arries de-
fronte da alfandega.
LEIJlO
Hoje 21 do corrente.
COMPANHIA BRASILEA
DE
Doa pottos do norte esperado at o da 5 de
margo o vapor Princesa de Juinville, o qual de-
pois da demora decostume seguir para os por-
tos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sahida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
critorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C.
ndice alphabetico
DAS
Leis, decretos e avisos relativos a incompatibili-
dade oa accumulc.o dos cargos e empregos p-
blicos e s condigoes do exercicio dos mesmos
cargos e empregos e das diversas protisses,
ORGANIZADO
por Ovidio da Gama Lobo, bacharel em scienciaa
jurdicas e sociaes pela Faculdade do Recife, e
secretario do governo da provincia do Maranhao.
Acha-se no prelo esla obra, para a qual assig-
na-se a 3# o exemplar.
Escrava ou ama.
Precisa-sede urna escrava ou ama pira ajudar
oo servico domestico de urna familia, nao ae re-
cusando fazer as compras quando for preciso :
na ra Augusta, casa terrea n. 81.
Publicado Iliteraria.
Sahio do prelo o posmetoA coroa e o tmu-
lo, a mortede D. Pedro V., rei de Portugal, por
Juveniaoo Monleiro : os senhores assignaales
que anda nao receberam os seus exemplares,
podem manda-Ios buscar as livrarias universal e
econmica, onde se acham venda a 500 rs. o
exemplar.
Quem precisar de um homem portuguez
para todo e qualquer servico, nuiito barato : a
tratar na ra larga do Rosario n. 48
frecisa-se de urna ama para cozinhsr em
urna casa de pouo taa\\iti e que de uoite v
para sua casa : no pateo de S. redro n. 14.
Alfordo Harres, subdito americano, relira-
te para O Maranhao.
Casa para alugar.
Aluga se ums casa terrea na freguezia dot
Afogados, ra do Motocolomb n. 26, muito fres-
ca, eom bons commodos para grande familia,
quintal grande, bem plantado, tendo de mais a
mais urna cacimba de boa agua, cuja casa Cea
pertoda estacSo da via-'ferres: a tralar na ra
do Queimado n. 52.
SOCIEDADE
JUNDi M WISI1I.
Pelo presente sao convidados lodos os socios
da mesoia para a reaniao geral que lera lugar no
domingo22 do corrente, atlm de tratar-seda ap-
provacao do regiment interno.
Secretaria da sociedade Amor ao Prximo em
18 de fevereiro de 1862.
Theodoro Orestes do Patrocinio.
Primeiro secretario.
||9 Ra do Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Para as encommendas ou inforraacoes drijam-se a
ra do Qbeimado n. 15.
pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
Para o Ass
com escala pela Parahiba e Rio Grande do Norte
o biate Jaguaribe, de primeira marcha, o qual
tem excedentes commodos para carga e passa-
geiros e pretende sabir at fim do corrente
a tratar na ra doCrespo n. 14 ou a bordo de--
jroote do caes do Ramos
Para o Porto.
Segu em poneos dias a barca porlugueza
Flor da Maia, por ter parle do aeu carregamen-
o prompto ; quem quizer sarregar ou ir de paa-
tagem, dirija-ae ao consignatario do mesmo em
sea escriptorio da ra do Apollo n. 43, segundo
andar. ,
N. O. Bieber & C. successores, continuarlo o
seu leilo poriniervenclo do agente Oliveira, de
variado sortimeoto de miudezaa diversas, forra-
gens finas e grossas e mnitos arligos que sero
igualmente vendidos sem reserva de precos, me-
ramente para fechar cootas:
Sexta-feira 21
do corrente, as 10 horas da manha, em seu ar-
mazem ra da Cruz.
Avisos diyersos.
Por muitas vezes se tem annun-
ciadoque somenteserecebem asignatu-
ras deste Diario a 5000 por trimestre,
sendo pago dentro de 15 dias do come-
co, mas acontece que alguns de seus
assignantes demorem o pagamento alem
daquelles dias, e se julguem com direi
to a paga-lo a dito preco ainda mesmo
que falte meia duza de dias para se
vencer o trimestre; por tanto de novo
Leudes.
Para Lisboa
Mhir eom toda brevidade o brigae portugus
Constante, cap o Augusto Carlea dos Rea
visto ter prompta a maior parte o tea carrega-
nMQto: para o reatante e tangairos, paraos
com Hanoel Ignacio de Oltvaira & Filho, largo do
Corpo Saate, no eaertplorio, oa coa apitao na
praca do com mercio.
LEILO
No 1 de mar O agente Oliveira offerecer em leilo os pre-
dios abaixo designados que sero arrematados
chegaodo aoa precos mdicos limitados pelo sea
propnetario e oa ques rendem approximada-
mente 10 par ceoto sabr o custo elevado, a que
foram obdos em apoca maia favoravtl, e pode-
ro eventualmente render mais em razio de se
achare situados em localidades commerciaes
desta ctdade, a saber:
Um sobrado de 3 andarea em cbio proprio, na
ra Direita o. 36, con 5 janellat de frente, quin-
tal, cacimba e coainhafera.
Km dita de 3 andares e aotie, en cbio pro-
prio, oa ra do Livramento o. 26, con 3 janel-
laa de frente, coainha- (ora, quintal on estriba*
ra. quarlos, cacimba etc.
Una casa tarrea o travesea da S. Pedro a. 1,
fureira, con salsa, S quartos, cotinha, quintal
e cacimba.
Trea partes de um sobrado da um andar cor*
tetooa,denle aquati melade do isa valor, na ras.
nenhum direito tem o
pagar a subicripcao a
se declara que
subscriptor de
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
n5o servindo de desculpa o nSo ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em reoeber-se na livrana os. 6 e
8, da praca da Independencia, por nao
haverem tantos recebedores, quantos
seram precisos para encontrar en
suas casaSj a alguns assignantes.
Nesta typographia, pre-
cisa se follar ao Sr. Dr. Ju-
veacio Alves Ribeiro da Silva,
que reside no Rozarinho.
4lvaro & lagates.}
V Ettabelecidos com leja de fazendas na
sjP rus da Cadeia n. 53, e achando-ae d) s8[
posse de um novo estabelecimento na aM
na do Greapo n. 20 B, participam a to- :
dot os seus amigos e ao publico em. ge- 9
ral que dispoe de um grande e variado fl|
sortimeoto de f-zeoda qae tem resolv- _
do vender dinheiro por presos bara-'
iistimos. Roga-ae aquellos que tive-
rem de comprar qualquer artigo de fa-
zends de se dlrgifem as nossas lojas
cima indicadat qae serao oplimaneatk
servidas.
Hoje 21 ao meio dia ae ha de arrematar em
leilo, na rna de Hartas, na porta da casa n. ii,
oa movis pertencentes a herauga de Honica Ca-
tharina de Siquaira.
Os administradores da msssa fallida de Cas-
tro & Amorim, avisara aos tenhores credores,
que podem vir ou mandar pessoa antorisada para
recebar o dividendo tnico do liquido producto
arrecadado, na loja do Sr. Manoel Joaquim Diaa
de Castro, na roa do Cabug.
Aluga-se um prelo possaote e mogo para
todo o servico : quem o pretender dirija-se a
loja da Victoria na rna do Queimado o. 75, que
achara com quem tralar.
Na noile de 19 para 20 do corrente ama-
nheceu a taberna da ra do Imperador, de Do-
mingos da Silva Campos, com urna porla que se
fecha por dentro aberta, e ichou-se a carleira
arrombada, fallando um par de rozetas, urna pul-
seira e um alQoete de igual modelo, e mais urna
pulseira e um alfinete, todo para senhora, e ou-
tros objeclos de oorvf que se nao records, urna
imagen) do Senhor Crucificado de vulto de 3 a 4
polegadas de lato galvanisado de prata, urna
nioeda de ouro portugueza de 2 oitavas muito
aotiga, que ae suppe ter 208 annos, visto nao
ter era e est alguma cousa machucada, como
tambem alguns dinheiros miudos de ouro, prata
e sedulas, que ludo montar a 1509000, nao fa-
zendo o ladra o cato do dinheiro de cobre; ha
sutpeitat em um conheeido, porque leve lempo
de examinar todos os pacis e deixa-ios ficar
bem como a vela apagada e os phosphoros dentro
da mesma carleira, e talvez por nao reparar dei-
xou alguna objeclos de ouro fora da carteira,
tendo comido e bebido do melhor: porlanto o
dono deixa de perseguir se o autor do roubo lhe
mandar restituir todos ot objectos, e pronette
guardar segredo ; do contrario envidar todos os
meios atim de descobrir o ladro e aer elle pu-
nido pela justica.
Attenco
#
t) absiio assignado aotigo profestor particular
da litigas iogleza julga conveniente fazer-se
lembrar aos seus numerosos amigos e conheei-
do, e par qoe em-cooseqaracia de terem por
aqui apparecido alguns novos concurrentes nesse
entine, no julguem que elle deixa da cootinaer
a exercer a ana prossao. Elle ainda continua
lectonar particularmente dita lingua pelo sys-
lema de Oleodorff, o qual ioconteslavelmenie
o melhor que tem al hoje saludo do prlo ; tan-
to assim, que o nico sttialmente adoptado
nos printipaet eohegios 4# Europa pira o enslaa
de diversas lingoas estrangeiras, pois est conhe-
eido que ot quatro diferentes exerciciot qae
discpulo obrigado a fazer .ao mesmo lempo,
i 1er, iraduzir, eserever e fallar, roncorrira
ito san duvida, para facilitar o sea apetfet-
^oameato. O neanaarafessor testa s liberdsde
de aier tambem lembrar, qae (oi elle o primei-
ro qoe leociooou nesta provincia pelo referido
methodo a lingua inglesa, ssatat oomo ainds na-
fra ds metma ra dsGlarta a. 88.
Gao Q. Msrther,
Attenco.
.a
Sabbad.o 22 do correle ser arrematado logo
que rinde a audiencia do lltni. Sr Dr. juiz mu-
nicipal da segunda vara, a parle do sitio e casa
de vivenda no lugar du Monleiro em seguida
aos Aoipucos, o qual pertenceu ao finado Fran-
cisco Cavalcante de Mello, e vae a praga por
execuc.So de Manoel Jos Hartins contra o her-
deiro Alvaro Fragoso de Albuqnerque pela quao-
tia de 4570143 rs. com o abatimento da lei, vis-
to nao poder ter tido lugar a arrematado no dis
19 por hiver grande quantidade de arremalacdes
e por deliberaco do mesmo juizo ficar para o
dia cima declarado. Escrivo Aihayde.
Aluga-se a casa terrea o. 6 sila na Baixa
Verde da Capunga : a tratar ua ra do Rangel
o. 10, primeiro'aodar.
WmttkWtB& 11 Til Plil "f sjsjsjsjsj aifitt
I Consultas medicas, |
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- o
me de S Perera no seu escriplorio, ra $
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas o
da manhaa menos aos domingos sobre: S
I.* Moleslias de olhos.
| 2.* Molestias de coragio e de peito.
* 3/ Molestias dos orgos da gerago e SL I
do anus.
h O exame dos doentes ser feito na or- |c
1| dem de suss ent'adas, comegando-se po- g
rm por aquelles que solfrerem dos m
9 olhos. *
S Instrumentos chimicos,acsticos eop- a|
ticos sero empregados em suas cnsul- x
lajes e proceder com lodo rigor e pru- 9f
dencia para obter certeza, oa ao menos S
t probabilidade sobre a sede, natureza e |f
% causa da molestia, e dahi deduzir o plano *
8 de tratamento que deve destrui-la ou ||
curar.
12 Varios medicamentos ser oambem 3
empregados graluitamenle, pela cer- O
m teza qoe tem de saa verdadeiraqualidade, S
2 promplido em seus effeitos, ea necessi- *j
]| dadedoaeuempregourgentoque se usar O
delles. S
l'raticar ahi mesmo, ou em casa dos O
doentes toda e qualquer operago que m
julgar conveniente para o restabeleci- j
ment Idos meamos, para cujo fim se acha K
provida de urna completa colleccao de S
instrumentos indispensjvel ao medico lt
K operador. S
ttd**s*6dtS attt54tt-iiGis)6'5t*ta>a'2tfiIl
iVft (TIB vm^WtOW VOrW VOV wK.mww>m wwr* sc-m* se* aa^a
100S de gratificacao.
Tendo detapparecido da casa dj Dr. Caroeiro
Monteiro ni rna do Rangel, um bah que s
coolinha papis e recibos como bem documentos
titulares de irmaodade, um (landres com a carta
medica, um livro de consultas e apontamenios
de visita a urna nota de trabalho chimico oque
s pode aproveilar ao seu propnetario: roga-se
a quem fenha noticias delle queira communicsr
ao mesmo doutor que se contenta com a eolrega
doa papis protestando nao proceder judicial-
mente contra quem quer que seja e gratificar
com cem mil ris.
#Sdxta-feira2l do correa>w>
te finda a audiencia do9
Illm. Sr. Dr. juiz de or -J
phos
I Ho de arremaUr-se por nao ter sida ^
possivel. a
I Quinhentsa telhas de barro avalladas '
Por 109. qp
1 Mil lijlos de tapamento avaliados por &S
do. S
Anda sao pertencentes aoa beas n- V
veutariados por fallecimeoto de Joo ^
Miguel Teixeira Lima, e vae a praga a &
requerimento do invenltriante Felicia- ^
no da Paz Teixeira. ^ 9
wm* *mm
.4. Hontem a hora em que o Sr. *ot Ftsa-
cisco de S Leilo recebeu a importancia Aa lat-
ir constante do meu annuncio publicado no
cDitrio de hoje, nlo era possivel retirarse di-
to annuncio, que flea sem effeilo, por ter de-
tapparecido a cansa, qoe me obrigou a nanda-lo
publicar. Recife 20 de fevereiro de 186*.
stalachias Lagos Ferreira Costa.
Ensio de linguas
EM 6MEZES
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C-, successores.
ra da Cruz n. 4, veodem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descarocar milho.
Ditas para corlar capim.
Selins com pertences a 10 e 20$.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatro da Sueeia.
Veroiz de alcatro para navios.
Salsa parrha de primeira qualidade do Par.
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Arados e gradea.
Brilhantee.
Carrogas pequeas.

a 5--Ra estreita do Rosario3
9 Francisco Pinto Ozono continua a eol-
9 locar denles artificiaos tanto por meio de
t molas como pela presso do ar, nao re-
0 cebe paga alguma sem que as obras nao
quem a vontade de seusdonos, tem pos
t) outras preparacoes as mais acreditadas
Sj) para cunservago da bocea.
Injecco Brow
Remedio nfallivel contra as gnor-
rlieas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza ra da Cruz n.
22. Preco 3$
*>
Len Chapelin, artista recealemente Op
% chegado a esta capital, tendo vindo subs- an
$9 lituir em seu estabelecimento o Sr. Stall, sS
9 offerece seus prestimos no exercicio de sua SJ)
0 prossao ao respeitavel publico desta pro- flS)
SJ viocia, trabalhando em todos os tystemas %
% at hoje conhecidos, mxime pelo sysle- as^>
SJ ma cenotypo conheeido hoje como o mais a*/
% brilhaote em resultados e rivalistndo com S>
SJ a mais perfeita pintura e bem assim em
% cartoes de visitas.
% Est em seu estabelecimento durante
9 lodo odia, e os seus trabalhos sero por
% prego razoavel.
tt, Reside na ra da Imperatriz o. 14.

Publicacoes do lastihito Ho-
meopathico do Brasil.
TIIESOIRO lUniEOPATBBrO
ou
VADE-MECl DO HOMFOPATHA.
(Segunda edieco consi-
deravelaaenle augmen-
tada.)
Diecionarie popular de edicioa ho-
meopathieo
pelo ca.
it-
alianolatim fraiicez.S
Pelo melhodo facillimo m
DO DOCTOR
, IlLILSIlllII
Ra do Queimado n. 26.
!
SABINO 0 L. PINHO.
Cootinuam tt assigoaturas para estas obosa
25SJBOO em brochura al evereiro.
Ba de Santo Amaro (Hunde Nove) n. 0.
a
Ra das Gruzes n. 4.
fsbrica de charutos,! vende-te charalot a 15# o
milheiro, de fumo ds Bahia, velas de compoti-
^o a 119 a ejJreba, e em porcia Tai-se tWtT-
mento; afianee>.se a boa qutlidada.
Precisa se de um* boa cosinbetra
ou de un bom cosinjaeiro qufl seja pe-
rito em sua arte ; a tratdr na ra *
Vigario n. 2. *'
*-. ^a. a



--------
WAWO
KAM1UCQ. i SEXTA FMHA ftl OE W5VEREIR0 DE 1861.
Aluga-se barato
espacoao e cemmodamente isdo armazena
pare deposito de geoeros de estia. o* iravetsa
do Costa o. 6, neceo da Bota, so Forto do Mal-
tos : traU-se os ra do Cabugi b. 7, loja de
joias.
Est para alunarse na primeiro andar de
um sobrad* aa r das Aguas-Verdes, e una ta-
sa terrea na ra Velha da Boa-Vista : quero pre.
tender, falle na ra das Cruzes n. 9, penltimo
sobrado quem Tal da ra do Queimado para S-
-Francisco, lado direito.
Os denos das casas da ra de S. Miguel
4a roa de Motocolomb nos Afogidos, que pa-
yan foros do chao, se quizerem comprar os mea-
mos, pparecam no becco do Marisco, sobrado o.
7, segundo andar, neites 30 diss.
Quem quizer alugar um grande srmazem
que pode ser dividido em dous, e qaa tsm fren-
te para a ra do Imperador e para a do caes, di-
rija-sei loja de ferragem da rus do Queimado
n. 14.
Grabas a De os.
J estamos em um tempo que nao mais pre-
ciso iltumiuaca s gaz no becco doPeixolo a tra-
vesa boira mar, pois que temos empregado a
este lugar que traa dos lampeles muito bem,
ois a limpeza j immeosa que o estreo
i encobre a luz.
JA baixo assignada roubarana, uo da l~
7 de Janeiro prximo passado, entre dif- ]
ferenles joias de ouro, cinco escrlpturss
de compra de suas escravas Joaona, Ma- i
ria, Antonia, Regismuoda e Auna, que j
eslavam guardadas no mesmo bahuzinno <
onde eslavam as joias. Faz, pois, esta i
declaracao ao publico para obviar qual-
quer fraude, que com taes ttulos se i
pretenda praticar. j
Recite 17 de fevereiro de 1862.
, Candida Lina de Figueiredo., %,
StattaBaMBattsaPsatt 6 fitfidtiSfSMSK
O abaixo assignadofaz publico que tendo-
se-lhe urtado urna carteira na qual eiiitiam
?arios pspeis e urna ledra da quantia de 8489,
aceita pelo Sr. Antonio Francisco dos Santos,
vencida em 29 ou SO de novembro prximo pas-
sado e pelo presente declara que fica sem vigor
algum a dita lettra, por ter recebido do aceitan-
te o importe da mesma, como consta do docu-
mento que Ibe passei. Recife 19 de fevereiro
de 1862.Henrique Ramos das Neves.
Aluga-se urna cssa terrea muito bem tra-
tada, com 3 grandes quartos, 2 salas, cosinba
fors, cacimba e grande quintal murado, na rus
Imperial n. 260: a tratar na padaria da ra Di-
reita n. 84.
ThomasM. K. M, Rae, subdito ioglez, re-
tira-se pira Inglaterra.
O abaixo assigndo protesta por
parte do Sr. Jos Phippe de Barros
Cavalcante nao pagar premio algum
de urna lettra da quantii de um cont
e duzentos mil re'is (1:200) aceita pelo
mesmo Sr. Jos Philippe a favor do
Sr. Silvino Guilherme de Barros, ven-
cida hoje, visto que o Sr. Jos Francis-
co de S Leitao, que se acha de posse
del la, recusa receber de minha rmo a
importancia della, embora lhe apr-
sente eir a ordem que tenlio para fazer
dito pagamento. Recife 19 de feverei-
ro de '1862. Malachias de Lagos Fer
reir Costa.
Precisa-se de alugar urna escrava para com-
prar e cozinhar : na ra do Llvramento n. 7.
Perdeu-se na manhaa do dia lodo correte
nss ras do bairro de Santo Antonio, urna ca-
chorrinba cabelluda toda branca : quem a tiver
queira entregar ao capito Cousseiro, na Boa-
Vista, travessa de Joao Francisco, casa n. 9, ser
recompensado.
Roga-se ao Sr. Jos Mendes Rodriguos
Campello, que lenha a bondade de apparecer na
raa dos Manyrios n. 36, taberna, que se deseja
fallar.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
Martima.
De ordem do Sr. presidente scientiQco a todos
os socios, que no dia sexta-feira 21 do correte,
baver aesso da assembla geral afim de tratar
de negocios de grande monta tendente a mesma
sociedade.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente Ma-
rtima 15 de fevereiro de 1862.
Balthasar Jos dos Reis.
t. secretario
_ Precisa-se alugar. urna ama para todo ser-
figo de urna casa de duas pessoas : na ra do
Sebo o. 15.
Aluga-se por 6$000 mensaes urna pequea
mei-agu, propria para bomem solteiro. e sita
na ra do Gazomelro : a tratar com o Sr. Va-
lenc.a.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
Tua da Sanzala Velba n. 48: a tratar na loja do
MOTO.
Casa para alugar.
Um primeiro andar na ra Imperial n. 116 : a
tratar no pateo do Terco n. 141, taberna.
Do 1. de marco prximo vindouro em dian-
te est para alugar-se um sitio na Capunga Nova,
com muito boa casa de vivenda, estribara e co-
cheira, commodos para pretos, tudo murado na
frente e em um dos lados, cacimba com boa
agua, baixa de capim, banho no fundo, arvore-
dos de ructo danlo, etc., cujo sitio tica na ra
ou estrada que deita para o sitio dos senhores
Joaquim e Francisco Ctrneiro Macbado Rios:
quem o pretender, dirija-se a Passagem da Mag-
dalena, casa terrea pegada ao estabelecimento do
Sr. Joaquim Dias Feroandes, logo depoisda Pon-
tezioha, ou na roa estreita do Rosario, loja de
tnarcioeiria do Sr. Jos de Oliveirs.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia ; a tratar no Recife, ra da Senzala Velba
o. 104.
1 ratamento homeopathico
preservativo e curativog
do cholera-morbiis.
PELO DOUTOR S
I SABINO 0. L. PINH. *
VenJe-se cada exemplar a 500 rs..
Distribuidlo gratuita sos assignanles
das obras homeopathicas do Dr. Sabino, ff
Se aos freguezes da pharmacia especial
homeopsihica. Ra de Santo Amaro 1
9 (Mundo Novo] n. 6.
John J. Faster e Jos da Costa Rocha vao
para o Rio de Janeiro.
J Aos pas'de^famias
d Julio Cesar de Oliveirs, professor part- m
dj) calar, competentemente autorisado pela 1
4P directora geral de instruccao publica, en- !
49 sioa primeiras lettras e latim sob as con- 2
fm dic^oes abaixo mencionadas:
0 1.a Recebe em sua casa alumnos exter-
41 no3 por um mdico prego. #
2.a Toma lieces por casas particulares SJ
sendo o seu pagamento aquillo que for Q
coovencionsdo. <
3.a Garante o approveitamento de qual-
I quer discpulo seu e prometi empregar
lodo o cuidado pela moralidade e reli- #
gio. #
O* paes do familia que quizerem o hon- )
r comas sas connaneas o encontrarlo 4f
4V o aira do Imperador n. 54, segando andar.
""al
Francisco Jos dos Pasaori^imTraeT de7
arou de ser procurador do Sr. Diogo Jos Leite
Coi maraes residente em Portugal.
Aluga-se o primeiro ou o segundo andar
do sobrado da roa do Crespo n. 4 por cima do
estibelecimeolo de J. Falque, sendo o primeiro
proprio para escriptorio o o segundo proprio para
familia por ler cozioha e solio; para uo ou ou-
ro destes andsrss, lrjla-se no mesmo estabels-
- cimento.
Carnaval!!!!
Grandes e extraor-
dinarias cava-
1 ha das.
Na ra do Imperador.
O director das ca vainadas e proprie tario do guar-
da-roupa, ua mesma ra, tendo obtido a com-
petente licenca-do Exm. Sr Dr. befe de polica e
tirando a competente licenca da cmara munici-
pal, participa ao respeitavel publico desta capital
que tem de haver nos dias S, 3 o 4, dias do car-
naval, as referidas cavalbadas na mesma1 ra do
Imperador, fazendo duas vidas, orna pars a re-
ferida ra na direceo da casa do Exm. Sr. Dr.
chefe do polica, e a oulra para palacio velhoi
sendo o centro das referidas cavalhadas na es-
quirla da roa do Crespo. A msica ser em lodos
os tres dias, do 4* de artilbaria com toda a sua
pompa e brilhaolismo do costume. -
Os cavalheiros que se apreeentarem receberSo
um carto gratis para que leoham iogresso as
referidas cavalbadas. Os clarins para dar os sig-
naos sero concentrados ao p das argolinhss, e
tocar a msica que sempre qualquer cavslhelro
tirar a referida argolioha, quer do lado da ra da
Cadeia velba, quer do lado do palacio velho, tudo
oa mesma ra do Imperador,
Roga-se a todas as pessoas moradoras na mes-
ma rus da ra do Creipo, eomo de coslume,
para preslarem o seu auxilio, e que o coadjuvem
para se poder levar a effeilo este diverlimeoto
publico.
Os cavalheiros se devera apreseuler para as
corridas neste* lugar, visto ser urna das primeirar
ras desta capital e ter muito a quem possara das
aargolinhas que lirarem para serem premiados.
Braga Silva Si C, em liquidago, pedem aos
seus devedores que lenbsm a boudade de vir
saldar seus dbitos dentro de 30 dias : na ra da
Cadda do Recife n.3
Precisa-se de urna ama ; na ra das Laran-
geiras n. 26, para comprar e cozinhar.
PROGRAMMA
da festividade de Nossa Se-
nhora da Conceico, na
igreja do Monteiro.
Sabbado 22 do corrate pelas 8 horas da noi-
fe, lera lugar o levantameoto da bandeirade to
excelsa quanto gloriosa padroeira do imperio.
A bandeira ser conduzida por meninas e jo-
eos virgeos, a qual sahir da igreja, dando wl-
ta em redor da mesma, seguindo o camioho on-
de se acha o mastro, acompaohando urna banda
de munca marcial que locar excellentes pegas
logo que a bandeira chegue a este lugar ser
arvorada, e nesta occasio, ser lancado ao ar
urna grande gyrandola de fogueies; depois des-
se acto subir um bellissimo balo, que trans-
pondo os ares.annunciar aos fiis devotos de
lao Gloriosa Senhora, o principio desta solem-
nidade.
Ao amanhecer de domingo 23 do correle to-
car a alvorada a msica marcial, precedendo
urna salva real de Tinte um tiros, e urna grande
gyrandola de foguetes, executando nesta occa-
sio a banda de msica, novas e diversas pecas
de sublime goslo. w
As onze horas deste dia enlrar com toda a
decencia e aolemnidade a festa, o que ser sn-
nunciado por tres grsndes gyrsndolss de fogo do
ar, e urna peca nova de msica, tocada pela ban-
da de msica marcial; sendo o orador do Evan-
gelho o eloquente pregador da capella imperial
o Rym. padre-meslre Frei Joaquim do Espirito
Santo, logo que fiode a festa ser dada urna sal-
va real de 21 tiros.
A's cinco horas da tarde, ao som da msica,
sei laogado ura magnifico balo de nova inven-
gao, junto ao qual ir dependurada urna figura
que na ascengao ira soltando folhetos, que con-
lerao versos anlogos as virtudes da Mi de
Dos.
" Em seguida entrar o Te-Deum, sendo orador
deste o pregador da csoella imnarial n Bv are-mesire Lino do Monte Carmello; logo que
se Andar o mesmo, subiro ao ar diversas man-
dolas de. foguetes.
Ao terminar o Te-Deum ser arreiada a ban-
deira, e com a mesma solemnidade com que fol
arvorada, ser conduzida para a igreja.
A's nove horas da noite, ter principio a sol-
tura de fogo artificial, feito por um dos melho-
res arlislas, o qual empregou na fabricagao do
mesmo as cores de mais realce, como tambem
figuras de novo gosto, que far sbrilhanlar lio
grande solemnidade, a qual ter Rm logo que se
queime dito fogo.
Os ncarregados desta festividade pedem, por
obsequio a lodos os moradores deste ameno lu-
gar, o illuminsrem as frentes de suas casas, na
vespera e dia, assim como terem llmpas as testa-
das de suas casas, pelo que desde jase confes-
sam gratos.
Terrenos de marinha.
0 agrimensor dos terrenos-de marinha convida
aos Srs. Luiz Atonio Vieira e Manoel Jos Dan
tas por si ou por seus procuradores, a compare
cerera na casa de sua residencia, na ra Direita
n. 74 ; a lira de se lhes macar o dia em que tem
de se proceder a medigo dos terrenos, de que
requereram ttulos.
Urna pessoa habilitada para encarregar-se
de escripluracao mercantil por partidas, quer
simples quer dobrada, offerece seus servicos a
quera necessitar delles ; tambera incumbe-se de
esgnptas de natureza dtfferentes, tudo mui com-
modamente : ra larga do Rosario n. 33, segundo
endar, das 6 s 9 horas da manhaa, e das 4 da
larde em diacte.
Aluga-se o primeiro andar do terceiro so-
brado da ra do Bem-Fica (Passagem da Magda-
lena) ; a tratar na mesma casa das 5 horas da
tarde em diante, ou o escriptorio do Sr. Henry
Gibson, ra da Cadeia.
O annuncio em que chamado ra da Ca-
nao por debito que o mesmo Sr. deva, e aira
para dar ioformagoesde um outro negocio.
Conipaiihia pernambaca-
na de vapores costeiros
De ordem do conselho de direccao sao
convidados-os Srt. accionistas da Com-
panilla Pernambucana a se rlunirem
era auenblea geral no dia 22 do cor-
reute, ao meio dia, na sala da associa-
c5o commercial, para lhes ser -presente
o relatorio e bataneo a anual. Recife
14 de fevereiro de 1862.O gerente,
F. F. Borges.
Ha para alugar um terceiro an-
dar muito fresco na ra do Encanta-
mento : a tratar na ra da Cadeia do
Recife n. 33.
Precisa-sa alugar urna preta de meia idade
que seja fiel o sem vicios para o servico externo
de urna caa de familia : na ra do Queimado so-
brado o. 44, primeiro andar, pegando-se o sea
aluguel conforme convencionarem.
O Dr. Ernesto Feliciano da Silva Tava- I
res, medico, pode ser procurado para o 8
exercicio de sua proflsso : na ra da o
Praia n. 43, segundo andar.
gfiWaKSMMSMKr eKsjKOKM39K&
Os curadores fiscaes e depositsrios da mas-
sa fallida de Jos Feroandes Agr convidsm aos
credores da referida matsa, cujos ttulos foram
habilitados no referido processo para apreseota-
rem os seus ttulos no prazo de 8 dias, aos abai-
xo assigoados, travessa da Madre de Daos arma-
zem n. 16, afim de proceder-se o dividendo da
quaotia em deposito, visto para isto enarena-se
autorisado por despacho do Dr. joiz de direito
docommercio.Ferreira & Manins.Barros &
Silva.
#
9 Aluga-se um quarto andar com exce.l- (
lentes commodos : na ra da Cruz n. 53. #
Ensino de partidas
dobradas.
E ARITHMETICA."
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Meceiros
Duas vezes por semana tercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra Nova n. 15, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
ptar: na ra dolmpfrsdor, n. 37, segundo an-
dar, entrada direita.
wmmmmm mmm mmm
Al o fim deste mezl
SAHE DO PRLO
o 1 volume
do K
-\ovo metliodo pratico theorico 8
PARA APRENDER
'A ler, fallar, escrever en
traduzir o francez %
EM 6 MEZES
Segnndo o facillimo systema
allemao
DO
DR. H. OLLENDORFF
POR
CICERO PEREGRINO.
Obra inteiramenle nova e nica eicrip-
ta em portugus por eise systema ; ap-
provada pelo conseibo director de ins-
truyo publica desta provincia 2 volu-
ta es 79.
SRecebem-se assigoaluras na ra do
Queimado n. 26, primeiro andar.
n*mmmm mm mmmm
Aluga-se o primeiro andar do sobrad 4a
ra da Imperalriz o. 40 ; a irur uo mesmo.
S
9 CICERO PEREGRINOr ba-
charel em direito, continua no
9 seu escriptorio de advocada, na
i| ra do Queimado n. 26.
ttenco.
Roga-se aos Srs. de-
vedores do finado An-
tonio Francisco Pereira
que venham pagar seus
dbitos na ra do Cres-
po n. 8 A, do contrario
vero seus nomes nesta
folha com as quantias
que es to de vendo.
Sociedade bancaria.
Amoriro, Fragoso, Santos & C. acara tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
Aluga-se um boro sitio com muitas arvores
de fruoto, bem como um bello jardim no lugar
do Caldaroiro, esquina da ra da Mangveira, com
urna boa casa para grande familia, pintada de
bovo e forrada de papel, ao lado cocheira para
carro, quartos para pretos, estribara para quatro
ou seis Avallos : quem o pretender pode dirigir-
se ra da Cruz do Recife o. 63, para tratar
1 Moleque. 1
g| Na ra da Cadeia Velha n. 52, lercel- !
' ro andar, precisa-se de um moleque de 9
39 de 15 aonos para cima, quem o tiver pa- djh
(gk ra alugar dlrija-se a referida casa.
^^'^ar'^ar-wy'ar'WTSF Ww%?
ranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Saca-se qualquer quanlis sobre Portugal e
Iiha de S. Miguel ; os ra do Vigario n. 9, pri-
meiro andar, escriptorio deCsrvalho, Nogueira &
Companhia.
Lices de inglez.
Dao-se de noite no holel francez : a Iratar na
ruada Crux o. 1.
0$ abaixos asiignadoi, avisam a
todos os devedores da extincta firma de
Aranaga & Rryan, que se esta' acabando
de liquidar, tenham a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que aharem, serao tomadas medidas
caercitvas.
Aranaga Hijo & C.
. O professor de msica Rodolpho
Eichbaum, discpulo do conservatorio do
Leipsic, acbase prompto a dar lc,5es
de piano e cantoria : pode ser procura
do na ra da Cadeia do Recite, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqueira, ou na
ra da Cruz n. 10, casa de Kalkraann
Irmos & C.
Precisa-se alugar um preto, dando-se o
sustento, e paga-se mensal ou semanal, para o
servico desla typographia : na livraria ns. 6 e 8
da pra;a da Independencia.
23 Ra da Imperalriz 23
Pianos, msicas, afina-
ces e concertos.
1. Laumonier avisa a seus freguezes que tem
um bello aortimento de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto e piano ;
enearrega-se de concertos e afinaces dentro e
fora da cidade, por precos razoaveis.
Gabinete porlugaez de
Leilura.
P^ oraeu> do Ulm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao convidados os senhores socios
accionistas a reunirem-se em assembla geral ex-
traordinaria para o disposto no 6 do srl. 34 de
combinaQocomo'art. 61 dos estatutos vigentes;
domingo 23 de correte, as 10 horas da manhj,
oa sala das sessdes do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leituia
em Pernambuco 19 de fevereiro de 1862.
M. Soares Piobeiro,
1.a secretario.
Aliiga-se.
i
i
John Booord Mereh Booford e Willia
Clark, subditos ioglezes reliram-se para fora dio
imperio.
Quem tiver para vender um escravo bom
carroceiro, sem vicios nem achaques, queira
procurar em frente do Corpo Santo armazem p.
Id, que ahi se dir quem precisa comprar.

J*081- o Sr. Lourenco Bezena Ma-#
# nnho ralcao, que quando vier ao Recife m
% dirija-se a ra do Crespo n. 8, a negocio i
m de seu interesse.
Precisa se de ma ama para com'
prar e cozinhar para urna pessoa: na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar. *
Rosala Berge in Garzoli, subdita francw
tm Europa.
Sinceros elogios
Grande inflammac-o do baco.
Padecendo minha senho:a de urna grande in-
flammacao do baco, e nunca podendo obter me-
lhorss com os variados medicamentos de que
fez uso. somente com a simples applicaco das
chapas medicinses do Sr. Ricardo Kirk com es-
criptorio ra do Parto n. 119, Qcou perleramen-
te boa.
Pelo que lhe reitero os meus fracos, porm sin-
ceros elogios.Ra do Rosario n. 112, Kio de
Janeiro.
Juono Brioso.
Os senhores abaixo declarados queiram ler
a bondade de virem a ra da Cadeia do Recife
n. 25, segundo andar, que se lhes precisa fallar
a negocio, de manhaa das 6 as 8 horas e de tar-
de das 2 as 4. Os Srs. Vicente Ferreira da Cos-
ta Miranda, Joaquim da Oliveira Maia (morador
na Gameleira), Joaquim Jos Bolelho, Joaquim
Milet Mariz, Bernardino Diaa Ferreira, Joio Pa-
checo AlveajJos Florencio de Oliveira e Silva,
Francisco Felisbioo de Carralbo Rapozo,Joaquim
Teixeira Peixuto Jnior, Bernardino Pereira de
Brito, Jos Joaquim de Oliveira, Antouio Tei-
xeira Peixoto, Alexandre da Cunha Coelho Cata-
nho, Agoslinho Ferreira Jnior, Augusto Cesar
Carneiro de Mallos, Francisco A vi lia de Mendonca,
Joaquim da Silva Al ves Ferreira, capitio Jos Mar-
celino Alves da Fonseca, Luiz Moreira de Men-
donca Juniro, Beato Tupinanb, Francisco Joa-
quim Pereira Pinto, Joio Filippe dos Santos,
Antonio Joaquim Gongslvss do Cabo, Jos Ri-
cardo de Lyra.
Atteneao.
Sapatdes de borracha ainda nao vistos, cujos
chegaram na occasio de servir como preserva-
tivo para o cholera, o s os ha na ra da Impe-
ralriz n. 46, loja do Vianns.
-
JGabinete medico cirurgico.J
Ra das Flores n. 37. *
9 Serio dadascoosiAias medlcas-cirurgi- tft
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu- fl)
querque das 6 as 10 horas da manhaa, ac- Sj)
cudindo aos chamados com a maior bre- l
vidade possivel.
sj) Partos.
tm 2.* Molestias de pello.
0 8.* dem do olhoa.
^ 4.* dem dos orgaosgenitaes.
Praticartoda equalquer operacao em 2
sj seu gabinete ou em casa dos dosntes con- 2
a) forme lhes fdr mais conveniente
Saques sobre Portugal.'
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam so-
bre Lisboa o Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19.
< O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Fazem-se capas, bati-
nas, barretes e chamarras;
na ra do Encantamento n
3, primeiro andar.
Precisa-se alagar um coxinheiro o um cria-
do para servico de casa ; a tratar na ra da Cruz
do Recife n. 38.
Est para alugar-se o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa tarrea n. 191 da roa Impe-
rial : tratar na roa da Aurora n. 96.*
No caes d Apollo n. 7, desoecupou-se um en-
cllente armazem, que se aluga por prego razoa-
vel: a tratar na ra do Imperador n. 46.
A o commercio.
lima Dessoa que escreve bem. traduz axlingnia
franceza e ingleza, e sabe srithmelica, offerece-
se para escrever em algum escriptorio commer-
cial : a fallar na ra do Cabug n. 3. segundo
andar.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond, advogado deste foro, j restabelecido
da enfermidade quesoflreu, schs-se prompto pa-
ra o exercicio de sua profisso no seu escriptorio
narua do Imperador n. 43, das 10 horas da ma-
nhaa s 3 da tarde, e fora deesas horas, e para
casos urgentes, na casa de sua residencia na roa
do Hospicio n. 17.
AGITAD!! DYMHICO
DO DOUTOR
UMm i. L MDStt
Para a preparacaa dos medica-
mentos homeopa tilicos.
Os medicamentos preparados por esta machn i
sao os ooicos, com que se podem contar no cu
rativo das molestias perigosas. E como seja
CHOLERA MORBUS urna d'aquellas que ni
admittem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopathia os ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carteiras e meias carleiran
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes inslruccoes, pelos presos condeci-
dos, na pharmacia especial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Hundo Novo) n. 6.
N. B. Os homeus de bom senso reconhecem
certamente que sendo o Dr. Sabino a footelpura,
d'onde emanou a homeopathia em Pernambact
e em todo o norte, elle o nico immediata-
mente interessado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinle lio somente nelle i
que se pode encontrar garantas, quer em rea-
cao applicaco da scieocia no curativo das mo-
lestias, quer em relac.io preparado dos' me-
dicamentos.
Na pharmacia do Or. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sio ajudsdos por mais
tres ou cinco pessoas,guando o servico 6 exige,
na destillaco do espirito de vinho e d'sgua, no
manejo das machinas, na desecado dos globu
los, na diatribuicio das dilufcoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino ezercer
homeopathia, como geralmente a exercem,
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
soal.com machinas e com a obtenso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e'trabalho oa preparacio dos medica-
mentos ; mas elle nio se contenta com o bem,
queja tem feilo, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeicio dando aos seus remedios
a maior iofallibilidade possivel em seus effeitos.
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle s desvanece em ler nos li-
vros estrangeiros que a sua propaganda em Per-
nambuco'Joi to brilhanle que nao tem na Eu~
ropa nenkuma analogia (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4., pa-
gina 691 fe CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Gronter, pagina 102); mas a sua
ambicio muito mais elevada; ella se dirige a
legar as geracoes futuras um nome .estimavel
pela gravidade e importancia dos seus servicos,
pela sinceridade de suas convic^oes, e pela fir-
meza do seu carcter.E' por isso, e para isso
qie elle trabslha; e trabalha muito...
Na travesa da ra das Cruzes n.
2, paimeiro andar, tinge se para todas
as cores com presteza e commodo preco.
Aluga-se
o sobrado da ra Direita n. 45, com
duas grandes salas, 4 quartos sendo 5
bastante grandes e cosinha fora, botan
de o fundo para a torre da Penha: a
tratar na loja do mesmo.
Aviso.
Avisa-se s pessoas que pretenderen comprar
a Uberna da ra da lmperatriz n. 4, que appare-
cata esta semana, porque se vende a armacio
por metade de seu valor, em razio de seu dono
se achar incommodado em sua saude, o lagar
muito bom ; a tratar na mesma, ou na taberna
grande da Soledade.
Preservativo
contra o cholera-morbus.
Todos sem excepcio devem andar com os pt
I nenies e livres de numidade (aconselhado pela
ledcina) ; portanto o Ilustrado publico em ge-
ral deve ir na grande fabrica de tamancos (a po-
pular) da ra Direita, esquina da travessa de S.
Pedro n. 16, munirem-sa dos ricos tamancos de
vaqueta feitos a moda do Porto, que com estes
pao na bumidade que penetr nos ps, assim co-
mo tamancos de todas asqualidades para hornera
","!6 mei. que o proprielario deste
eslabelecimento garante vender tanto a retalho
orno em pequeas e grandes porSes, por menos
que outro qualquer. *
Bolinhos.
Bandejas enfeiladas com armacio de diversos
gostos e'bolinhos dos mais escolhidos do nosio
mercado para casamento, baile, soars etc., e
tambem s os pesa em libras, assim como pas-
telera d diversas qualidades, pudins, bolo io-
glez, filhoes etc. tudo do melhor gosto, aceio e
do mais commodo prego destes gneros : diri-
jam-se a ruada Penha n. 25, segundo andar, pa-
ra sjustar-se.
J FERREIRA MLLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug n, 18, 1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrtlypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulcetras, alfinetes ou cassoletas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimento
da artefactos francezes e americanos para a col-
locscao dos retratos. Ha tambem para aste mes-
mo fim cassoletas e delicados alfinetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, asim como vidros para ambrotyp
e chimicas phototjrapbicas.
RETRATOS
NOVO GOSTO.
Retratos de ^ novo gosto
Retratos de novo gosto
Retratos de novo gosto
rtclialus de nOVO gnalo
Hawleyotypo nova invenco
Hawleyotypo nova iuvengio
Hawleyotypo nova inveno
Hawleyotypo nova invencio
Hawleyotypo nova invencio
Precos baixado para pouco
tempo.
Presos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3#000 5^000 10#000 20#000
3JO0O 5JJO0O OJOOO 20SO00
3JW0O &8O00 108000 202000
3&000 5JW00 10/000 2OJ004
3&000 jWJOO 10*000 20000
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos -
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido qfiadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
para retratos
para retratos
para retratos
para retratos
gostos
gostos
gostos
gostos
gostos
ver
Os curadores fisce'es o depositarios da masa
fallida de Miguel Gomes da Silva, tonvidam aos
credores da referida rosssa, cajos titulos foram
habilitados no referido processo para apresenU-
rem os seus ttulos no prazo de 8 lias aos abaixo
assigoados, travessa da aladre do Dos, armazem
o. 16, fim de proceder-se o dividendo da quan-
ta em deposito, visto para islo acbarem-se auto-
risados por despacho do Dr. juix de direito do
cpmmercio.
SYSTE MA MEDICO HODELLOWAI
PILTJL^S HOLLWOTA.
Este nestimavel especifico, composto inteira-
raente de hervas medicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteris. Be-
nigno mais tenra infancia, e a eoropleicao mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
desarieigar o mal na compleicao mais robusta);
o enieiramente innocente em suas operacese ef-
feitos; pois busca e re rao ve as doencas de qual-
quer especie e gto por mais antigs e tenazes
qus sejara.
Entre mimares de pessoas curadas cosa este
remedio, muitas que j eslavam s portas da
morte, preservando em seu uso conseguiram
recobrar a saude e foreas, depois de haver tenta-
do inultimenle lodos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperaQo; facam um competente ensaio dos
efficazes eSeitos desla assombrosa medicina, o
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguinles enfermidades
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Arapolas.
Areias ( mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
do.
Debilidade ou falla de
torgas para qualquer
cousa,
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca.
Herysipela.
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Gotla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Infla mmacoes.
Irregularidades de
menstruac.ao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
Abstrucco do ventre.
Pbtysica ou consump-
co pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptoraas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Febre intermitente.
Venden se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs., cada
urna dellas contem urna instruccao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito gsaal em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na' ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
09S9a99999aa99C*
1
i

I
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carmo.
I
t
i
:
:
:
J
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Vende-se machinas
Caixas
Caixas
Caixas
Caixas
Caixas
Todos
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos venham ver
Todos renham ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
Pira tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. w. Orborne retratista americano
Rut do Imperador
Ra do Imperador.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOR
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestia da mulhtres, molestias das crian-
eos, molestias da pellt, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas,todas as especies de febre,
febre intermitientes e sua eoniequencia,
rHARMACU E3PKCUL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
sm glbulos, pelos presos mais commodos pos-
areis.
N. B. Oa medicamentos do Dr. Sabino sio
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra dellasa ofalsas.
Todas as carteiras ao acompanhadas da um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
reopr as seguintes patarras : Dr. Sabio o O. L.
Pinho, medico brasileiro. Bate emblema* posto
igualmente na lista dos medicamentos que se po-
de. As carteiras que nio lerarem esss impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino alo falso*
RFMFnin INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY
Milhares de individuos de todas as nacoas
podem testemnnhar as virtudes desteremedio
ineomparavaleprovaremcaso necessaro,que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corno*
membrosinteiramentesosdepoisdehav*r em-
pregadointilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessascuras mi-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, quelh'as
relatam todos os dias ha muitos asnos ; *
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois d^da-
permanecido longo tempo nos hospitaes, o t*r
deviam soffrer a amp'utaco 1 Dellas ha rni-
cas quehavendodeixado esses, asylos depade
lmenlos, parase nao submeterem aessaop*-
ra;3o dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso dessepreeioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de sen rece-
nhecimento declararam estes resultados bensfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim da mais autenticaren) sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperarla do estado de saude se
tivesse bastante c or flanea para encinar este re-
medio constantementeseguindo algnm tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento lie til, mala particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas da anus.
Eru.pc.oes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do figado
Inilammacio dajbexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Quemadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das rticulaces.
Veias torcidas oa no-
das as pernas.
Vende-se] este ungento no estabelecimento
"geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas do sua venda em lod* a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contem
urna instruecao em portugus para explicar o
modo do fazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, m
Pernambuco.
Preciisa-se de um oficial de bar-
beiro : na ra das Cruzes n. 35:
Joio Goilherme Romer, armador de corti-
nados (oa ra do Hospicio n. 37) participa ao res-
peitavel publico qse tem recebido excellentes
molduras douradas para cortinados- de janellas,
tambem vende borlas, cordao, galleras s patera
de brome que pertence aos ditos.
Na ruado Crespo n. i*, precisa-se
fallar com o Sr. Francisco Lopes Macha-
do, a negocio que lhe a respeito.
Jet


DIARIO DE PEBNAMBUCO ~ SEXTA MJftA 11 DE FEVEMIRO DE 1861.
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticiis planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas., noticias planetar as,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a res........
160
15000
Carreiras e brinquedos
de anneis sobre cavallos
de madeira, no caes 22
de Novembron. 12.'
Por preco muito commodo.
Atada se est por vender o sitio do lugar da
Torreja anonadado por este jornal : a tratar rom
o proprietario Jos Mariaooo de Albuquerque ou
com o Sr. Jos Azevedo de Andrade na ras do
Crespo.
Ispeeial
hOuieoiiailiieo
llalli
Ra das Cruzes n. 30.
Ueste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer horj, havendo
at sempre grande sortimento dos verdadeiros medicamentos bomeopathicos, preparados era Pa-
a (as tinturas) por Gatellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprietario deste consultorio nio pretende, todava, que sejam os seus mi
infalliveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem lio pouco superiores
ah se preconisam, porque ceno que o que nos fazemos, outro o pode egualmente fa
se nao melhor. Mas afianca que nelle nao ha traficancia, e que o servic da prept
pele mesmo proprietario, que nio leudo grandes commercio de carteiras, acha-se su
satisfazer s necessidades daquella preparagao.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopaihia, acommodados i
de qualquer pessoa ; assim como presta-so gratuitamente o seu proprietario, com seu
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distincgo alguraa, que o proc
_ue o seu raaior prazer ser til humanidade so Aradora.________________________
ou
paga-ae
icamentos
os que por
ir tao bom
o corre
ente para
telligencia
esforcos e
rem, pois
Consultorio medicocirurco
Consulta por ambos os systemas,
'Em consecuencia da mudanga para a sus ora residencia, o proprietario deste estabelec-
meto acaba de fazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram c gozam ; o proprietario tem tomado
a precaugio de inscrever o seu nome cm todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquclles que forera apresen-lados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel-marcado com o seu nome.
Outro m : acaba de receber de Franca grande porgao de tinetura de acnito o belladona, re*
medios estes de summa importancia cujas propriedades sao tao conhecidas que os meamos Srs.
mdicos allopathas emprgam-as constantemente. 1
Os medicamentos avutsos qur em tabes qur em tincturas custarao a 19 o vidro.
. O proprietario deste estabeiecimeno enuncia a seus tientes e amigos qoe tem commodos
nfficientes para receber alguns eecravos de um e outro seso doentes ou que precisem de alguma
oporago, affiancando que serao tratados com todo o disvelo e promptidao, como aabem todos
aquelles que i tem tido escravos na casa do annunciante.
A soago magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao oulras tantas vanta-
gens para o prompto restabeledmenlo dos doentes.
As pessoas que quicerem fallar com o annunciante devem procura-lode manhaa at 11 horas
6 de tarda das 5 em diante, e tora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderao en-
tender na na da Glora o. 3 casa do Fcndo. Br. Lobo Moscozo.
Este divertimento que tem obtido completo xi-
to, tanto na Europa como na corte do Brasil, co-
megar a ser exposto ao publico desta cidade, de
domingo (24) em diante, todos os dias. Cada pes-
soa ao entrar, dever munir-se do competente
bilhete, que aislar 200 ra., e dar direito a urna
corrida e urna parte no jogo de anneis.
Para alugar.
lima casa terrea nova, na ra do Destino n. 2,
freguezia da Boa-Vista.
Precisase alugir um bom cozinheiro
cozinheira para casa de urna familia,
bem : a tratar na ra da Aurora n. 4.
Aluga-se a casa da ra da Roda n. 23, a
qual tem os seguintes commodos : 2 salas, 5
quartos, saguao e sumidouro para aguas servidas,
aolo assobradado com 2 salas, 2 quarlos, cozi-
nha, terraco, sumidouro para aguas servidas, e
cacimba meeira, com duas entradas, quer para o
pavimento terreo quer para osotao ; a .ratar na
praca da Independencia n. 22.
Aluga-se um sitio na Ponte de Uchda, de-
fronte do caes; a tratar na ra larga do Rosario,
loja n. 10.
Precisa-se de ama ama para cozinhar e en-
gommar; na roa.dos Guararapes, em Fora de
Portas, sobrado n. 18.
Aluga-se um armazem na roa da Cruz n.
29 com sahida para a ra dos Tanoeiros. a loca-
lidade a melbor possivel psra qualquer esta-
belecimento : a tratar no paleo de S. Pedro nu-
mero 6.
Precisa-se deum pequeo para caixeiro de
taberna dos chegados ltimamente; no Recite,
ra da Senzala Velha o. 104.
Antonio Teixeira Peixoto declara que nada
deve nesta praca a pessoa alguma. J
Francisco Gomes de Mallos Jnior vai ao
Cear, delxando por seus bastantes procuradores
1.* a seu filho Francisco Antonio Gomes de Uat-
tos, a quem tem entregado a gerencia de sua
casa commercial, 2." a Joaquim Antonio Fereira,
3. a Jos Joaquim Gongalves de Barros.
Amaro Januario Francisco de Paula e Ma-
noel Bernardioo Francisco de Paula summamen-
te penhorados, agradecem a todas as pessoas que
se digoaram assislir aos ltimos auftrsgios (eitos
ao cadver do sen mui prezado irmo Nerberto
Francisco de Paula, a honra que Ibes concede-
rn} ; com especialidade aos mui dignos religio-
sos do convento do Cirmo, aos quaes protestam
eterno reconhecimenlo pelas honras, recebidas.
S9o rogados os senhores Jos Florencio de
Oliveira e Silva, Manoel Jerooimo de Albuquer-
que, e Lucio Alves de Olivara e Silva corapa-
recerem loja n. 20 da ra do Crespo.
Fugiodo engenho Cosmorama, no- dia 9 de
fevereiro, o escravo de nome Joo com os sig-
naos seguales : baixo, cabra, mal bucado de
barba, denles limados, ebeio do corpo, ps gran-
des e apalhetados, aadegas grandes, o qual fot
procurando aa partes Cu Santo Aoto : roga-se as
autoridades policiaea oh capiles de campo de o
pegarem e levar ao dito eogenho, a entregar a
Manoel Antonio Gencalves, ou nesta praca a Jos
Pinto da Costa, ra Direita o. 14, que ser re-
compensado.
Aos Srs, consumi-
dores de gaz.
na
Nos armazeos docea do Ramos os. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo (no Recite) n. 8. se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemente chegado a 14* a lata-de cinco
galles, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jwissacs.do Cabo: a tratar alli com o
Sr. Domiogos Francisco de Souza Leao.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e comptidos e
de diversos tamantas, e os melhores que tem
vindo a este mercado, palo bsralissimo preco de
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 1*400 cada um : na roa do Queima-
do, na bem cocheada loja de miudezaa da boa
fam* n. 35.
A boa fama
vende flvelas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baratissimo preco de 20500
cada urna, carteiras com sgulbss as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode kaver nada melhor, pelo barato
preco de 500 rs. cada carteirs, pennasde ac ca-
ligrapbia verdadeiraa a 25 cada caixinha com 12
duzias, ditas de lauca verdadeiraa n. 134 a i $200
cada groza, dita muito boas ainda nao conheci-
das a 500 rs. a troza : na ra do Queimado, n*
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Venie- um terreno na ra do Hospicio,
quati defroot* do quartel, prtprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com a.icerce : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, pnmeiro andar.
Banda fina
em copos grandes,
A' loja d'aguia branca avisa a sua boa fregue-
zia que ch'gada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em eatra qualquer parte: na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Vendem-se galos e frangos da ra Cochinchna : na ra Velha n. 7,
Boa-Vista.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrsro os freguezes o mais perfeilo, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as cualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os lmannos.
SEUICUP1AS dem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLH A em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeico a boa porcel-
lana.
CHALE1RA.S de todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e (landres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-se maohos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, concert, que ludo ser desempenhado a
contento.
Ghegaram de Lisboa 00 brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os quaes se
vendem por barato preco : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, noes-
criptorto de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui boa qualidade, e ex-
cedente sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento dss agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
mmigo da epi-
a opnio e a pratica de ora dos
nossa magistratura ; e lanzando
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240,320. 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Aos fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quaai defroole da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis
Relogios.
?ende-se ameasade Jobnston Paltr A C,
na do Vigario n. 3 um bello sortimento ds
ralogiosdeouro.patenteinglez.deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama variedad de bonitos trancelispara 01
meamos.
ELIXIR DE SALDE
MMB3
Citrolactato de ferro
$
S3nieo def osito na botica do Joaquim Martiuuo
4* Coi Crrela.., rua Ao Catoug u. II,
OM PernaiftBtteo.
O Dr. E. Thermea (de'Chalis)ligo pharmaoeutico aprsenla hoje urna nova preparacao
de ferrocom o nome de elixir de ciiro-lactato de (erro.
_ Parecer o publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tio
variadas, maso homem da scieacia comerehende a necessidade e importancia de urna tal vane-
dado.
A formula um objecto de muita importancia em therapeutica; um progresso immenso,
quando ella, maotendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas aa
idades, para todos os paladares e para lodos os temperamentos.
Das numerosas preparaces de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene tao bellas qualida-
dea-como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-seem urna pe-
quea dose, e-ser de urna prompta e facit dissolucao no estomago, de modo que completamente
asimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coolem em sua composiQo, a coostipaco de
ventre frequeotemenle provocada pelas nutras preparaces terroginosas.
Estas noraa qualidades em nada alteram a scieacia medicamentosas do fecro, que sendo urna
substancia da qual. medico se nio pode dispeusaa em ua clnica, de incomparavel nlilidade
qualquer formula que lhe depropriedadeslaes, que o pralieo possa prescrever sem receio. o
que coosegnio o pharmaceutieo Inermes com a preparadlo do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (calorse paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrhagias, as hidropesas que jpparecem depoisdas intermitentes naiacontinencia: de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorraagica, na
onvalescencia das molestias graves, ca chloro-anemia das mulheres grvidas, em todo os casos
em que o saogue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, afecees chronicas, cachexia tuber-
culosas, caacross, syphMilica, excesso venreo*, onanitmo a oso prolongado das precaucoes mer-
curiaes.
Estss enfermidades sendo mui frequentes sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laucar mo para as debelar, o autor do citro-lactato a ferro mereca louvores e o
reconhecimenlo da humanidade, por ter descobarlo urna formula pela qual se pode sem rece
do ferro.
GRANDE DEPOSITO
DE
L0SCA A
DO
MCA
Attenco.
Rega-se ao Sr. Antonio Loureoce lavares, se-
nher do eogenho Braoa, distaue do engenho
Itapirema de cima ti ou 8 legoas, ou pessoa en-
carregada de seus negocios nesta praca a vir
ra Direita n. 14 a eniender-se com Jos Piolo
da Costa a negocio de seu ioteresse.
O Sr. Bom Jess dos Passos
em Olinda.
Vendo varios devotos o mo estado em que se
acbava o Senhor Bom Jess dos Pastos, colloca-
do na ermida junto a igreia de S. Pedro Marlyr,
fkeram conduzi-lo para a igreja de S. Pedro No-
vo, onde foi preparado e encarnado. E para que
os seus derotos possam offerecer-ike preces e es-
molas, se acha a mesma imagem exposla na re-
ferida igreja por espaco de 8 dias. lindo os quaes
dever seguir em procissio ps a pceutia ermi-
a o ao 28 do crreme, pelas 5 horas da tarde,
tendo-se para isso obtido permisso de S. Exa.
Rvma. Na occaailo de sabir a procisso dever
haver urna oracao penitenciaria. Coovida-se aa
irmandades que quizerem aarilhantar aquelle ac-
to, assim como a todos os devotos, quocompare-
Qam no referido dis para acompauharem o to
piedoso pai, que jamis eixou de amparar a
aquelles, que decorafiio, invocam sua clemencia
compras.
Compram-ceaccoes do novo banco de Per-
nambuco; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, -escrip-
tono n. 14.
Lompra-se.
Um escravo que eja bom cosioheiro
prefere-se moco : quem Uver dirija-se a
ra da Cadeia o. 23, loja de Gurgel &
Perdigao. "
Loropram-se duas arithmelicas por Joao
fcuuherme Jvotlinger : na ra doOuro n. S2.
Compra-se
urna casa terrea boa ou um pequeo sobradnos
Afogados : ra dos Pires a. 58.
Compra-se moedas de 20JI na loja da ra
do Queimado n. 46.
Novo paquete das novidads
23-Rua Direita-23
Nestc neyo estabelecimento achar o pubiieo um grande sortimento tendente a molhados
ludo por preco mais barato do que em outra qualquer parte :
Hanteig iogeza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita francea a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flameogos chegados no ultimo vapor a 2)800 e 3$.
Cha hyson e preto a 2 e 2$880 a libra.
Vioho engarrafado dos melhores autores a 18 e 1$200 a garrafa.
Vinho de p>pa proprios para pisto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra.
Ameixas ptrtuguezas a 480 rs. a libra.
Passas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas con bolachinbssde diferentes qualidades a 1J400.
Cuu.erro.5 inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, talbarim, macarrao aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra defaollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacetea 760 rs. a libr-.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 169 rs. a libra.
Toncioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciadosachara o publico um grande sortimento de um ludo tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parle.
Vendas.
Barbalho (Cab
41RU4 DO IMPERADORA.
Neste deposito existe grande quantidade de louca e de todas ss qualidades, o que se pode
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade d conservar a agua
emprefria, como sejam jarras, resfriadores, muringues, quartinbas, garrafas, copos para^sgua etc.
De obras vidradas.
-. Tem riC08 T"8 P flores, talhas, alguidarea de todos oa* tamsnhos, assadeiraS, boioes
ff AP0 esem.el,eg. Panellaa para bater-sebolos, escarolas, eofuzas, frlgideiraa e mullas ou-
tras pegas que sena enfadonho mencionar.
era obter
ouca mata
O proprietario desta fabrica a primeira deste genero entre nos e
publico animacao e concurrencia e para conseguir esae flm vende a sua fe
at aqui se venda nesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos precos commodos porque vende d 10
por cento de abate para quem comprar de 100 para cima e dessa quantia para menos lerao 5
por cento: *
Qealquer encommenda pode ser entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
do respeitavel
barata do que
a 2A^,\Sc^ cambrsi. d.
de forro
de muitas qualidades a
39500,
ditos bordados a 4*500 cambra lisa fina a 31, 3*500 e 4 a peca,
ollinhas moito flnss bordadas, croch a 640 e 800 rs., manguitos
manga balao, manguitos, golliobas, e camizu preto com enfeite
iqualldades a 160 e 200 rs., ditas fra'ncezai
roupaa faltas por procos commodos.
260 e 280 o corado, e outru multas fazendis
Calcado
francez e iaglez muito barato.
Bolinas de Uelis para homem, obra
frasca, a
Ditas de lustre, (de,Paris) a 6$ e
Ditas de setira preto para senhora a 5S e
Zapatos do setim preto para senhora a
Bolinas ingKzas de bezerro proprias
para invern a
Ditas ditas do lustre para homem a
Dilas francezas de lustre e pellica para
nomem a 4* e
Em casa da Burle Jnior & Martina.
Cabug n. 16.
mmmmm mm mmmmu
LOJA AMARELLA.
~>zendas a moda e roupa
Roa da Cadeia n. 23.
Gurgel Perdigao.
- nova remessa das
128000
75000
6|000
1S600
10JWO0
4J0O0
5*000
ra. do
Urna bar caca.
Vende-se urna bsreaca do porte de 35 caixas,
eocalhada no eataleiro do mestre carpinteko Ja-
cintho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde podeer vista e examinada pelos pre-
tendentea ; vende-se a prazo oa a dnheiro ; a
tratar com Manoel Alvea Guerra, na roa do Tra-
piche c. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado o, 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratsimos, como sejam: estreitiohas
pretas e de Hadas cores a 1*, ditas com pontas
largas a 1*500, ditas pretas bordadas a 1*600. di-
tas pretas psra duas voltea a 2$ ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22. .t&
Urna pessoa que retira-se para fora da provin-
cia, vende urna meia mobilia, constando de um
sof de Jacaranda, 6 cadeiras, 2 consolos, urna
mesa redonda com tampo de pedra, urna excei-
lente cama franceza tambem de jecarand, um
guarda-louca novo de amarello, 1 lavatorio da
mesma madeira com lampo de pedra marmore,
2 cabides, 1 berco, e mais alguns objectos que se
mostrar ao comprador : a tratar na ra das La-
raogeiras n. 5.
Receberam
mu co-
nhecidas espas compridas prophets,
desta veiq sortimento foi completo, pois
alm das pretas ha de corea ; na mesma
conformidade vieram manteletes, taimas
etc., etc.
Recebejam vestidos de blond com man-
ta, eapclla e saia de aetim, esse estabe-
lecimento tem se limitado a receber e
comprar fazendas de certa ordem, que
sio proprias so meresdo desta cidade seu
sortimeoto completo de fazendas de lia
psra vestido, cassas de cores, vestidos de
cambraia brincos e bordados e de seda
sedas de quadrinhos, enfeites para cabe-
ca, sintos, manguitos, pantos, leques,
saias a balao, chapeos de seda de palha
para senhora, e de muitas outraa fazen-
dsa que aeria enfadonho mencionar.
Aa amostrss dao-se iodependente de
penbor o as fazendas msndam-se levar
psra escolher: ra da Cadeia, Gurgel &
Perdigao.
Vende-se urna mulata de meiaidade, cosi-
nba muito bem e fas todo mais trrico de urna
nlr "*trat,r, l0a dl tictQrfa na ra do
Queimado o. 7;
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda prelas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissimo preco
de l*o per : na ra' do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n.35.
0 modernismo do Pavao
320 ris.
Acaba de chegar a este estabelecimento as mo-
dernistimaa tarlatanas com palmiohas solas de
de coras muito delicadas proprias para vestidos,
vende-se a 3* rs.o corado na ra da Imperatriz
d. 60, loja do Pavo de Gama & Silva.
As romeiras do Pavo
Vende-se lindisaimas romeiras de froco mati-
zados a 1* cada urna na rus da Imperatriz n. 60
loja do Pavo de Gama & Silva.
Mantas pretas.
Vende-se mantas de 016 fuenda moito una
4J rs. cada urna oa ra da Imperatriz n. 60, loja
doPavao de Gama & Silva. '
Leite puro.
Vende-se as 7 f 2 horas da maohia leite puro
a 240 a garrafa : no pateo de S. Pedro, em urna
calcada.
Vende-ae um moleque de 8 annos : na ra
de Hortasn. 114.
Aos senhores fogueteiros.
Na loja da ra do'Crespo n. 16 ha urna porco
de eoxofre excedente para fogos do ar e de vista,
e vende-se por l*a arroba a quem comprar urna
barrica.
Vende-se a casa terrea sita na ra de San-
ta Rita n. 57 : a tratar na rea da Aurora o. 70,
segundo andar. .
Carnauba.
Vende-se cera de canaubar de superior quali-
dade, em saecos : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo, de Gama & Silva.
Gorguro a 280 rs.
Vende-se gorguro de linho, fazenda inteira-
mento nova para vestidos de senboras e roupas
para menioos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Bareges a fif.
Vendem-se cortes de bareges com 22 covados
a'6*, ditos com salas j feitas a 6*. 15a e seda
para vestidos, fazenda de muito bom gosto a 560
o covado ; na ra da Imperatriz d. PO, loja do
pavo, de Gama A Silva.
N. O.Biebar & C.successores.rua daCras
o. 4, tem paravenderrelogios paraalgibeira de
ouro e prata.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-te: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rt
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de retroz psra grvalas a
500 ris na ra do Queimado o. 22 na loja da
Boa F.
Vende-se doce degoiaba
em calda.
Em barris ou em libras proprio para mimos
tratar na loja ao p dj arco de Santo Antonio.
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Direita45
Oihem!...
.-.Um.1 dis P'e'gencias melhtr esclarecidas n>
setnela de Hipcrates, depois de loogos annos
de exercuio de curar e malar cooveoeeu-se a-
nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fosse. era
ePS ofnt'm" ''n"' Tf-tre d*"mb.rac.do.
e F,& QUKNTES. Ora, viajando -por ahi urna
epidemia.que mata gente como qualquer outra
occasiao de pormos em pratica eales principi
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; tomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gUnber, o mais acrrimo
deroia, segundo
ornamentos da i
ao cisco todo o ca ledo vlho, dirigndo-se'todos
ao armazem, da ra Direita o. 45, onde o respec-
tivo proprielario a todos receber com corlezia.
aturar as massadss, a aquecer os ps com en-
cllente calcado, segundo o gosto, e estado -
nanceiro de cada um. e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
francezes, toglezes e brssileiros a 138,
2*. 11. lOj, 9*500, 8 e............... 5*500
SA,pATOES a 7*500, 68500, 5*500, 5,
450UO al................................ 2*000
Meninos.
SAPATES a 5500. 5, 4*. 3*580 a......1*600
Sennoras
BOTINAS de fabricantes franceza, ingie-
res, allemes e americanos federaes
6*. 5*500, 5*. 48500. 38500 a........... 2{5C0
Meninas.
BOTINAS a 4500 e......................4gco0
Um completo sortimento de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de iranga francezes a 1*300, porloguezes 2, sna-
los de borrexa para homem senhora e meninos,
muito couro de lustre, de porco.cordavo.marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma parte.
h
Vende-se
na ra do Mondego casa n. 2, asvseguintes se-
mentes de hortlice muito novas : couve flor, di-
ta truoxuda, repolho, nabos de cabera grande,
nabicas, moslarda, chicoria, aselcas, senoulss
brancas e amarellas, sarga, cuentro, sebolinho
roxo e branco, tomates grandes, feijo, carrapalD,
ervilhas tortas e alface arrendada.
Riscado monstro.
Vende-se riscado mouslro, fazenda muilo eco-
nmica para o uso domestico por ler grande lar-
gura e oaeu prego ser de 200 rs. o covado : na
ra da Imgeralriz, loja n. 20, do Duarte.
WfJL '
sem segundo,
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, eat vendendo
todas as miudezas por pregos j sabidos o co-
nhecidos :
Grozas de peonas de ago de todas as quali-
dades a 500
Nvelos do linha que pelo tamanho a todos
admiram a
Caixas de agulh'as francezas a
Caixas com alfinetes muito finos a
Caixas com spparelho para eotreler me-
ninos a
Dilas ditos grandes a
Baralhoi porluguezes a 120 e
Groza de botes pequeos para calca a
Tesouras para unhas muito finas a
' Ditas-para costura muilo superiores a
Baralhos francezes para voltarete muito fi-
nos a
j Agulheiros com agulhas francezas a
Caivetes de aparar pennas de 1 folha a
Pegas de Iranga de la com 10 varas a
Ditas de Iranga de lia de todas as cores a
Pares de sapatos de tranga de la a
Cortas de alfinetes francezes a
Pares de luv33 fio da Escocia muito flnss a
Ditas ditas brancas grossas a
Escovas ptra limpar denles muilo finas a
Massoscom superiores grampos a
Cartes com colxeles de algum defeilo a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muilo superiores a
cofiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxeles francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
CbaruUiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a
Area preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remessa de labyrintho *
I P2rir Pre?o. assim como lenho trangas de
seda dilTerenles cores para vender por todo di-
nheiro que offerecerem.
Grande pechincha
120
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
18280
100
320
100
200
40
20
60
ICO
80
40
60
I5OOO
160
120
120
para ven-
a das 6 por-
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletota de panno fino sobrecaaacos,
ditos do casemira de cor de fusilo, ditos
de brim de cores e braceos, ditos de
ganga, caigas de casemira prelas e de'
cores, de brlm branco e de coras, de gsn- I
ga, camisss com peito de linbo muito
finas, ditas de algodo, chapeoa de sol '
de alpaca a 4* cada um. 1
Taixas
para engenho.
Grande reduecj nos precos
para acikW.
Br'R1 Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixss de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwio Maw, a 100 rs; por libra, aa
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche n. 44, armazem
de fazendas.
Superiores pafetos de pao preto muito I
wJwfd1*-0 b6m fei,* P^' b8r 20S000 ris na ra do Queimado n. 22 na bem
conhecida loja da Boa F.
Palmatorias de Yidro e de la-
- to para \ellas.
Vendem-se bonitas palmatorias de vidro lapi-
dado para vellas a 1*200, editas delalomui
novas e limpas a 400 rs. : na ra do Queimado.
loja da AgOla branca n. 16.
Gollinhas e manguitos de pu-
nhos bordados.
Na loja da aguia-branca vendem-se gollinnhas
e manguitos de punhos bordados em fina cam-
braia transparente por 2*500 tudo, o que na ver-
dado baratissimo : ca ra do Queimado, loia
d'aguia-branca n. 16.
Peitos de fusto lavrado para
camisas a 500 rs. cada um.
Vendem-se bonitos peitos de fuslo lavrado e
Irangado para camisas a 500 rs. cada um, fazen-
da mui boa e encorpada : na ra do Queimado
loja d'aguia-branca o. 16. '
Novo sortimento de tiras bor-
dadas em ambos oslados,
A lo|a d'aguia-braoca recebeu um novo e lin-
do sortimento de tiras bordadas em ambos os la-
dos, e conlina a vender baratamente a 1*200
"da tira, e outraa de bordados muito largos a
^f' o neihor que possivel em (al geoero,
S-'l6 pela 'rgura que teem, podemser
aivididas so meio, pelo que se toraam barattssi-
IDa* : na roa do Queimado, loja d'aguia branca
o. 16. '
Vende-se um bom cavallo andador: a Ira-
tar na ra do Crespo n. 14.
Vende-se
azeilede dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, mais barato do.que
em qualquer outra parte; na mifdo Vigario n.
19, primeiro andar.
Cascarrilha.
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de casearrilha de todaa si cores e largu-
ras e se vende mais barato do qoe em parte al-
guma, por isso venbam a loja vierorla ns ra
do Queimado n. 75, junto a lojar-d* cara.
vende-se um terreno em Santo Amaro,
unto ao hospital ingles, coaa 700 palmoa de fren-
e, em muilo bom calado: a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son &C.
aaW %


DIAWO M WMTAMBCO iri mi 11 DE fETElBtld B i*
ARMAZEM
RO UPA FEWA
Joaquim F. dos Santos.
40Ra ib Queimado40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ta sempre um sorlimento completo de roupa falta de
todas as qualidades e tambem se manda eiecutar por medida Tontada dos freeue-
xes para o que tem um dos mtlhores profsssorss.
f
Casacas ue panno preto a 408,
35f e 30^000
Sobrecaaacos de dito dito a 35$ e 30*000
Paletots de panno preto e de co-
res a 35, 30, 25, 10, 18 e 20*000
Ditos de casemira de cores a 22,
15f,12,7 e 9*000
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francesas a 10J0O0
Ditos de merino selim pretos e
de cores a 9f o 8J000
Ditos de alpaca do cores a 5 e 3*500
Ditos de alpaca preta a9, 7, 5 e 3J500
Ditoa de brim de corea a 51,
4500,4 e r 3500
Ditoa de bramante delinbo b an-
co a 6, b$ e 4$000
Ditos de merino de cordao preto
a 15 e 85OOO
Calcas de casemira preta ede co-
res a 11, 10, 98, 7 e 6J000
Ditas de princeza e merino de
cordao preto a 5, 63500 e 4500
Ditas de brim branco ede cores a
5. 450O e 2$500
Calco de ganga da cores a 3}000
Culiete de velludo prelo e de co-
reslisose bordados a 12*,9*e 8000
Ditos da casemira preta e d co-
res lisos e bordados a 6,
5500,5 3S500
s1?
Ditos de setim preto 5000
Ditos de seda e setim branco a 6 e 5000
Ditos de gorguro de seda pretos
e da cores a 7, 6, 4 a 5000
Ditos de brim e fustao branco a
35500, 2500 e 3000
Stroulasda brim delioho a 2 e 2*200
Ditas de algodo a 1600 e i280
Camisas de peito defuat&o branco
ede cores a 2*400 e 2*200
Ditas de peito delioho a 5, 4 e 3000
Ditas de madapolo brancas e de
cores a 8. 2500, 2 a 1J6<00
Chapaoa pretos de maaaa franeeza
forma da ultima moda a 10,
8S500 e 7000
Ditos de feltro a 6. 5, 4 o 2*000
Ditos de sol de seda ioglezes a
francezeaa 141,12, lt a 7J000
Colarinhos de linbo muito fines
novos feitios daultima moda a 9800
Ditos de algodo y500
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1005, 90. 80g e 70J000
Ditos de prata galvanisados pa-
tente e horizontaes a 40 e 30J000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulceiras, rzalas e
aneis a *
Toalhas de linho duzia 10$, 6 e 98000
Ditas grandes para mesa urna 3 e ^OOqI
ARMAZEM jniOGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
li-argo da Pentaa
Afianca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
futrado neste ar^nazm, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do queem outra
itameiga vnglea, mais superor d0 meTCa0, 800 rsa ,ibra em bartil
abatimiento.
Nlintelg* tr&ntjtjia. mais n0Ta. 600 u ,m bmil>.e 640 r9> (1bra> .
Qaei}os do raima ehegad0J QOle .ulB0 Tapor por 3000.
' ,13? de superior qualidade e muito frescaes a 800 inleiro, em libra
A I jj(jii rs a UDrs.
Preutnto para liambte muit0 n0V05,500 rs libra
Przanto do reiao d9 gaptrior qualidada 4i0 rlt ,nleiro> g 480 r9> a libra
** <* o melhor petiico iue pode haver por estar prompto a toda a hora a 1 a libra.
Touciiio do reino m ri 1bri| e arroba t9000
CUouricas e paos chegtdos D9ita uUimo nay-0f a 72{ ta a libra
se for em barril a 440 rs. a libra.
l&armelada imperial d0 afam;d0 Abreu, deoulros muitos [bric-anlei deLilboa
a 9O0 rs. a libra, em latas de 2 libras por 1600 aflanca-se a boa qualidade.
SHaca de wataera lalM deuma Iibra por 900 rg.
\meadoas e caueitos em UUidta libras contendo differentei
muitoj proprio para mimo, a 2000.
^rViiliaS lfaHCeza8 e poriuguezaa em latas de 1 libra, por 610 rs. ditas em meias
tari* mWr&o e tU*rtia. m libr.. ,,, w
a oiea muit0 n07aa a 100rs a bra) e j>000rs# a librs>
ancexem ca>rl5es miilffl enreitados proprios para mmo a 600ri#
abameoto mS superior que h* a ,S00 a fa e em caia se ara
GenebradeHollanda.6S00.,qaelr. lfc,,,
w naos easaTTafados i ,.
taril n ...- d SB?M d0 Douro a 1*600 a g"afa, Porto floo, Fei-
**[ le do Porto, a 1200 em caixa se far abatimento.
** das mais acreditadas marcas al a gVrafa e em cada a 99 a duzia.
'-.ampagae de difTerenieS marcas a 16 a duzia e a lgOO g garrafa, afflanca-se a boa
Verdadelra serveia c\>ria\ia a *
,. J ~W-F* e de outras multas marcas a o a duzia. e
a 500 ra. a garrafa. '
im pipa Porl0j Li8boae Fig(ieira a3500i 4;9e 4J>500 canada#
fespermasete auperior a 740 a eo caiMi g m ^ a Ute^
Batatas novas em gigos de uma arroba ti9
_OCOlate os mas superiores, hespanhol a 1J200, francez a 1$. portuguez a 800 ri. alibra
gos aa cammaare muit0 noTOf> enj Ci.xaf de 8 librjs por ^^ e em a
* de engommar, muito aira a 100 rs. a libra.
A.me\\doas de casca male a m tl a Iibra
Azeite doee re0nado a 800 r8# (garrafa g em mm a ^
Putos de denles ,:, ,, .
^ ll"dos com Perfa'o 2*0 rs. o majo.
Costeletaa aglezas
. ""* Propnas para fiambre a 800 rs. alibra.
8 mais n<>Ts do mercado a 49 a barrica a em libra a 320 r.
,\ maj -v a tfAIlCeZ&S
tuguez.. a 4807s. a llbr""' mUU> rC' Mm 4 ll2 Ubt" > ^ dit -
a JOIO para iimpirfacas a 200 rs. eada um, em porcio se far abatimento.
""!* em frascos del e 1(2 libra muito novas a 800 ra.
m rto nlnlep1Q!leDi8 dos 8e.neros ?"cladoi encontrara o respeitarel publico grande sortimen-
io ae gneros, tado de superior qualidade. .

da Russia.
Vende se emcaia deN. O Bieber &
C, succeisores, rua da Cruz n. 4-
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da bsrca portogueza tBipe-
raoca, aal de Lisboa limpo e redondo ;*a tratar
na rua 4o Trapicbe n. 17. aJBT"
Paletots

s.
Vendem-ie superiores paletots da brim branco
da puro linho, pelo baratissimo preco de 5$ : na
raa do Queimado o. Si, na bem coohacida loia
da boa f.
.Tende-se urna escrsfa parda na ruada
Lingoeta o. 8 : a tratar na rua da Cruz a. 68.
Aoi tabaquistas.
Vendem-se superiores lenco francezes a iml-
ta;ao doa da linho, muito proprios para oa taba-
quistas por Berem de eores escuras e fizas, pelo
baraUsaTmo preco de 5 a <| dnzl." S ido
Queimado n. 22, na bem conheclda laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Venda-sa superior fil Uso e tarlatana braoaa
e de eoree, pelo baratissimo preco de 800 r. a
?ara ; na bem conhecida loja da boa f. na rua
do Queimado n. 3S. '
Ricos e&feites.
Vendem-se ricos a superiores enfaitea os mais
modernoa que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo preso de 6 e 69500 : na loia da boa f,
na raa do Queimado n. 29.
Cambraias de cores.
Vendem-se csmbraias franezas da lindas co-
res, pele baratissimo preco de J80 o covado : na
rua do Queimado n. 23, oa bem conhecida loia
da boa f.
Cambraias francezas finissimas.
Superiorea cambraias Irancezas muito finas, de
muito bonitos padroes, palo barato prego de 700
7* V' : n' ,0Jad* DOa < n ru do Queima-
do n. 32.
Cambrala lisa.
Vende-se cambraia lisa transparente muito li-
na, pelo barato prego de 4 e 5J peca com 8 1|2
raras, dita lapada muslo superior, peca do 10
varas a 6f : na rua do Qaeimido n. 83, oa loia
da boa f. .
Brama*te e atoattida de
linlio.
Vende-se superior bramante di paro linho com
duas varas de largura a S400 a tara, assim como
atoalhado adamascado tambem de paro linbo,
com 8 palmos de largura a 28500a vara : na bem
conhecida loja da bos f, na rua da Queimado nu-
mero 32.
Cartea de caiga.
Vendem-sa cortes de caiga de meia casemira
de cores escaras a 2f aada corte : na loja da boa
f, na rua do Queimado o. 33.
Por t buqutts,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportunamente para a loja d'aguia
branca os bonitos port bouquets dcurados e es-
maltados, com cabos de madreperoa, conforme
sua propria eneommeoda, flcando asiim remedia-
da a falta qua havia desses port bouiuets de gus-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos c-jsamelos e bailes que se contara nesses
das, por isso aa pessoas que por eUei esperavam
eas que de novo os qulzerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dioheiro loja d'aguia bran-
ca, rua do Queimado a. 16, que enconlraro obra
de bom gosto.Jiaraleza, agrado e sincsridade.
JMML
de cambraieta.
Vendem-se superiores saias de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pel diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratas: na rua do
Queimado n. 22, oa bam conhecida loja da boa f'
RuadaSenzalaNovaii.42
Vende-se aa casada S. E. Jonkston 4C,
ellinsa silh5asngUras,ctndaairoacast5Sas
bromeados,lonas nglezss, fio devela,ehieota
paracarros.amoniaria.arraiospsrseariodi
aa loas cvalos rslogio ida ouro paiontt
Navalhas d'aco
com cabo de marfira.
Vende-se na loja d'aguia branca nui finas na-
valhaa d'ago refinado com cabos de marfim, o
para assegurar-se a bondade dellas basta dizer-
ae que sao dos afamados e acreditados fabrican-
tes Rodgers & C, cusa cada estojo de duas na-
valba 800O: na rua do Queimado. loja d'aguia
branca, n. 16.
Libras sterlioas.
Vendem-se no escriptorio de Hanoel Ignacio
de Oliveira 4 Filho, praga do Corpo Santo n. 19:
Lencos braceos multo
Unos,
Vendem-se lengos brancos muito finos, pelo
diminuto preco de 39400 a duzia, graude pe-
chincba : na loja da boa f, ni rua do Queimado
numero 32.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 39 cada urna : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Arados americano se machina-
paralava roupa:emcasadeS.P.Jos
hston 4 C. rua daienzala n.42.
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranga a 160 ta. a caizinha que s pela segu-
ranza delles por livrar de incendio sao de graga :
na loja da victoria na rua do Queimado n. 75,
juoto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para hornera a 130 e 160 rs. o
par, ditas brancas psra menina -a 180 rs. o par.
ditaa de laa para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria na raa do Queimado n. 75. junto a
loja de cera. '
Galanteras de gosto
E* o que pode haver de mais gosto em galan-
teras de vidro e porcelana como sejam jarres,
frasquinhos e garrafinhas, manteigueiras e assu-
careiros, jarriohos para boqueta de craro e ou-
tras muitas cousas : na loja da victoria na rua
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
CARTOES
_____ DB
VISITA
Carles de visita de novo gosto
Carloes de visita de novo gosto
Cariosa de visita de novo goato.
Urna duzia por 16000j
Urna duzia por 16J000
Urna dutia por 16SOO0
Urna duzia por 16000.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Rua do Imperador.
Rua do Imperador
Rua do Imperador
Rua do Imperador.
EXPGSICAO
DE
Candeeiros econmicos
a Saz> I
e gsz hydrogenio de primeira e segunda oujli-
dade : na rua Nova n. 30 e 24 loja do Vfianna
Sementes de hortalices
rta^de*ife,naurua daCroz do'Recife,, depoait*
foda a^SV-3Vemenles de 'Ulce. de
dai Jurop chegad" D0 uUini Pa1uete
Lindeza.
pa^^ltrTc^/i^'r
arte, rua da Imperatriz n. 20.
_________
Escencia de aiil.
Paraengommado.
Vendem-se frfsqotnbos com escencia de ail
eoasa eicelleote para engomnaado porque urna
gota delta bastante para dar cdr em urna bacia
de gomma tendodemaisa maiaa prsefosidsde da
nao manebar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail. Guata cada frasqoiobo

Aliento
Vendem-se caixCes vasios broprios
para bahuleiros.funileiros etcJa 1 280-
quem pretender diria-se aqsta tipo-
graphia, que ahi se dir* quem ostem
para vender.
Miudezas baratas
Na loja da victoria nt rua do
Queimado juuto a loja de
cera.
Clcheles francezes em carlo a 40 rs
Alunles francezes cabega chata a 120 rs. a carta.
Papel com cento e tantos alfinetea a 40 ra.
Ditas de 300 jardas de Alexander a 900 rs. a du-:
Zlfl.
Dilaa de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs. o
carritel.
Ditas de Pedro V brancas e de corea a 40 rs. o
cariao.
Grampoa a40 rs. o mago.
Bufiadores brancos a 60 e 80 rs.
Carleirinhaa com agulhas francezas a 320 rs.
Agulhas de en.r vestido a 40 rs. cada urna.
E outras multa, miu-a,., que l6 afflanca ,en-
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de-suaa proprias encommendas
bem se pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melbores mais acreditados fabricantes,orno Lubin. Piver.
Coudray e Societ Hygienique, etc., etc. ; por
isso, qohrn quizar prover-e do bom, dirigir-se
a rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
har sempre um lindo e completo sorlimento,
leudo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
na raleza por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores rua da Cruz
numero 4.
Vendem-seearros americanos mui elegantes
a leves para duas e 4 pessoas e recebem-.e en-
commendas para cujo fim elles possuem roap-
pas com varios deseohos, tambem vendem car-
rogaapara conducgao deaasucaretc.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites para cabega de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 5, 5)1500 e 6
na loja da victoria oa rua do Queimado n. 75
unto a loja de cera. '
Bazar de caluugas
e brinquedos para meninos e
meninas.
Na rua Direita n. 7 defronte da grande
fabrica de Wmancos.
Nesta estabelecimento novo ae encostrarlo
sempre grande sortimeoto de catangas* brin-
quedos de todas as qualidades e pregos para me-
ninos e meninas, assim como tambem charutos
muito boos e bsratos, Unto em csixa como a re-
talho.
Panno de algodo da
Baha.
I KIIC1A
UNDICIO LOW-IO0I
Raa daSeozalla K#va n.42,
Ueste 15tabelscimanto contina a ksvsrum
ompUiosortiaiantodamoendastaiaiasmoei:-
sparaanganho.maehinas da Tapor stsixas
farro batido a coado,da todos ostamanhos
psra dito,
Souhall Hellors & C, lando recebido or-
aem para vender o seu crescido deposito derslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prala do c-
lebre fabncante Kornby, a aproveitar-ae da op-
portunidadesem perda de tempo, para vir eom-
pra"ios,por. c,on>modo prego no seu escriptorio
rua do Trapiche o. 28.
Na loja da diligencia, na
Tua do Queimado n. 65
tem pera vender cascarrilha redonda de nova in-
veogao a 400 rs. a pega.
ARIWAZEWI PROGRESSIV
Sitio,
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36
garanti-los. q"lqaer ,stabelecimenio, attendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos a
MaUteiga ingleza especialmente escollhida a 8Q0 e l00O, a libra e em barril a 750.
dem franeeza a primeira da safra nova 700 rs. e em barril a 600 rs.
QueiJOS flamengOS vincos no ultimo vapor a 3000, e em porcao ter abatimento.
QueijOS lundrinOS os me hores do mercado a 19000 a libra, e sendo inteiro a 950 rs. a libra.
Cha hySSOn muito superior a 2*800 e 39000 a libra.
pjf P^Vq1uehad9meIh3rnes,egen6roYndoa F*ra vez ao nosso "aado a 29O0 a libra, e tambem temos para 19800.
rreSUntO inf lez para fiambre a 700 rs. a libra.
Presuntos portugueze 3 viodos do Porto de casa particular a 500 rs. a libra a inleiro a 460 rs.
FaiOS e CnOUricSS bmIi novas a 600 rs. a libra eembarris de arroba a 15.'
flSlSrL^^ Porto fino, nctar, Carcavellos, velho, seeeo Feitoria a chamisso de 19200 e 1300 a garrafa, e
VinnO BordeauX de supe ior qualidade diversas marcas de 800 e 19 a garrafa a de 8500 a 10*000 a duzia,
Vinho muSCatel > l00 a garrafa e 10*000 a duzia.
VinhO para p astO do pJrto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa e de 49000 a 4800 a caada.
Marmelada de todos os cor cerveiros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as de duas libras, e em porcao ter abatimento.
Latas COm peixe MbI, pescis, pargo. robolbo, cavalla, guraz, sirda, congro, linguado, ostra, e nulla de tijelada, chourigas
finas o mais bempreparado qi.e tem vindo ao nosso mercado, de 1*300 a 3* a lata.
Latas COm erVllhaS poi tuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra.
Latas COm OOlachinhaS de soda de todas as qualidades a 1*440 rs.
rlgOS de COm madre em caixinhas de 8 libras as mais bimenfeitadas que lera vindo a mercado a 2*800 acaixinhi e400 rs. a "libra
Peras muito novas a boas em cmloha de 4 libras a 3*000 a caixinha e 19000 a libra.
AmeixaS francezas em latas de S libras por 49000 e 1*000, a Vibra.
PaSSas em caixinhas da 8 libra s, a 29500 a caixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a caixa de arroba.
Corinthias para pudim em rseos de 1 112 a 2 libras a 1*500 e 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
Caixinhas proprias para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, anendoas, e nozes, de 29000 a 59000 rs. acaxinha.
Conservas UglezaS portngnezas a 600 e 800 ris o fraseoa 9* a caixa.
Macarro e talharim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 6*000 a "caixa.
(tOmma muito alva como se pode desjar a 100 rs. a libra.
Amendoas de casca molle s 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porcao ter abatimento.
Champanhe das meJhores marcas, de 15*^a 20*000 res o gigo.
Chocolate portuguez. frankez, eioglez, a 900 rt. alibra*
Cervejas das melhoreS marcas a560 rs. a garrafa, 5500, a duzia.
Cognac muito superior a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda 600 rs. o frasco a 69500 a frasqueira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 19800 a caada.
Dito em garrafeS da ^ garrafas, por 19200.
Espermacete superior 76 r8 libr* 7* "n calM*
ArrOZ da India a 100 rs. e do Maranho, a 120 rs a libra e da 3*000 a 3200 a arroba.
Lentilhas francesas o melhor de todos os legumes a 500 rs. a libra^em porgo ter abatimento.
Latas COm fejO Verde* nauito bem preparado a 80 rs.
Latas com sardinha de Nantes a 44o-e 600 rs. a lata.
Massa de tomate em latas de ama libra a 000 rs.
Alpista a 160 rs. a libra e paineo a 240, e 59 arroba do alpiste e a 62400 a do paineo.
Potes grandes COm Sal refinado a 640 tambem tamos em pacotas, muito proprios^para moza a 240 e 200 rs. a libra.-
BatatlS em gigos da urna arroba a 19500, e 80 rs. a libra.
Doce da casca da goiaba de i*ooo a 1200.
Azeite doce purificado, a 800, a garrafa o 99000, a duzia.
Palitos lixados para dentes. os mais bem feitos que tem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco com 20 massiohos.
Bolachinha ingleza moJto nova a 400 rs. a libra e 59000 a [barrica.
ToUCob.0 de Lisboa a 320 reu a libra e 109000 a arroba.
Velas de Carnauba ecomposico a 400 re. a libra e a 12*500 a arroba;
Ara ruta a memor queso pode desejar a 320 rs. a libra.
Vende-se o sitio na estrada do Rosarioho no
oilo da igreja, com boa casa de pedra e cal, 2
salas, gabinete, 4 quartos, cozioha tora e copiar,
jardim na franle, estribara e cochera, em choa
proprios, tem muitos e bons arvoredos de fructo,
baixa de capim, cacimba com excellente agua pa-
ra beber, e tanque para banho : a tratar na raa
daCadaia do Recife n. 26, loja, esquina do bec-
co Largo, oa na roa Nora n. 55, deposito de po.
Lentillas de primeira qualidade, legme o
mais leve no estomago, vende-se na raa Nova n.
22, muito barato.
Parao carnaval.
Vendem-se fazendas proprias para vestuarios,
a ser : eacomilha da cor de rosa, saarella, tal
e branca a 200 rs. o covado, velbutinas da cores
e ramageos a 640 o covado, velludo encarnado a
800 rs. o covado, tafel de todas aa cores a 640 o
covado, grosdenaples da cores a 19800 o covado,
a mais fazendas proprias para este fim : ns rua
da Imperatriz, loja e armazem da arara n. 56, de
Magalhea & alendes.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porcio e a relalbo de ama eacca
I para cima, e par coaamodo preco: na ruda Ma- .
ore de Dos confronte abotica n. 80. a A > ~
yeade-se urna negrinha da 13 annos, com I evada abogada ltimamente a 160 a libra a 4* a arroba:
umee,rr53drC<>,lDb* "0B,"f ^[Ceblas muito nova a 600 rs. o cntoea400 rs. a. pequeas psr.con.em,



**
MAMO DE RH4MilXX) SIMA FHKA ti DE PBVEftimO DE 1M2
r.
-
f na loja do pao, roa
daimperatriz n. 60,
de Gama Silva,
vendem-se fazendu pelos presos seguintes: mu-
sulioaabrancas com 4 li2 palmos de largura, co-
rado 200 rs., chitas escaras com pequeo toque
de mofo, corado 140 rs., ditas matizadaa a 160,
corles de chitas escuras e alegres, fazeoda fina a
SGTm'J.n," wnceiu finas, o corado a 240,
*, 80, 300 e 320 rs,, ISazinha de quadros para
jeaHdos, a 280 e 400 ris o corado, csssss in-
K"111^" *e quadros pars restidos, corado a
160. 280 e 306 rs., ditas garibaldioas, fazeoda
muito fina a 320 o corado, ssias bordadas, fazeo-
da muito fina a 3$ e 4J, ditas com arcos de cor-
dao de liona que fazem as rezes de balao a 39200
e 49, ditas de madapolo fraocez, baldes os mais
bem feitos que tem rindo, pelo diminuto preco
de 39, 39500, 4 e 59, pecas de cambraia lisa mui-
to fina a 2J e 29500, ditas com 10 jardas, fazenda
finisiima, a 3J, 35500, 4 e 59, meias pretas de
seda para senhora a 19 o par, ditas brancas de
algodo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras militas fazendaa que se rendem por precos
haratissimos, e de todas se do as amostras dei-
xando peahor, ou nandam-se levar em casa dos
freguezes que quizerem comprar : na loja da ra
da Imperatru n. 60, de Gama & SilVa.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilhantina americana com lindiasi-
mas cores, sendo fazeoda inteiramenle ora e
moderna da 41|2 palmos de largura a 400 rs. o
aovado : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
paro. '
Moirantique.
Acaba-de chegar pelo ultimorapor francas es-
ta fazenda de seda com o nome da moirantique,
sendo de varias cores e branca, propria para ves-
tidos de noira, e rende-se por preco baratissimo
sns loja do pavo, ra da Imperatrisn. 60.
Pannos a1#600.
Vende-se panno prelo e dito cor de caf, fa-
zeoda muito encorpada a 18600 o corado para
acabar : na ra da Imperatriz n. 60, loja do parao
Chales pretos a 3$.
Vendem-se chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se rendeu a 89 e t09,
e a 39 ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do parao
Sedas.
Vendem-ae grosdenaples pretos muito encor-
padoaal8500, I96OO e 1S800, dito cor de rosa,
cor de caona e azul, sedas tarradas de cores, cha-
malote preto e sarja preta bespanbola a I98OO :
na ra da Imperatriz n. 60, loja do parao.
Fancy a 1^600.
Vende-se fancy, fazenda de la lisas e mescla-
das, propria para calcas, paletots, colletes e ca-
pas para seoboras, e roupas de meninos, tendo
esta fazenda 6 palmos de largura a I96OO : na
ra daimperatriz n. 60, loja do pavo.
Espartilhos.
Vendem-se espartilbos inglezes que sao os me-
lhores : na roa da imperatriz n. 60 loja do
parios
Para meninos.
Vendem-se restuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeitados : na ra da Imperatriz
n. 60, loja do parao.
Madapolo a 3$.
Madapolio enfeatBdo com 14 jardas a 39 a pe-
> ; ni ra da Imperatriz o. 60, loja do paro.
[Acaba delfc |
chegar JL|
ao novo armazem *
DE
Rival
sena segando.
Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
noro, eat disposto a rendar tudo por preco que
admira, assim como sajs:.
Frascos de agua de lar anda muito gran-
des a goo
Sabonetes o melhor que pode harer a 320
Ditos grandes muito finos s 160
Frascos com rheiros muito finos a 500
Ditos ditos muito bonitos a 19000
Garrafas de agua celeste o melhor a 19000
Frascos com banha muito superior a 240
Ditos dita de urco fioisiima a 600
Frascos de oleo babosa com cheiro a 240
Ditos dito dito a 320
Ditos dito nito a 500
Ditos para lim par a cabera e tirar caspas a 720
Ditos dito philocome do rerdadeiro a 900
Ditos com banha transpsrente a 900
Ditos com superior agua de colonia a 400
Dita, frasees grandes a 500
Frascos de macar oleo a 100
Ditos de opiata pequeos a 320 e 500
Ditos de dila grandes a 800
Tem um resto de larande embreada a 500
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e Moa a 20
Dita de carlo Pedro V, com 200jardaaa 60
Dita dito dito com 50 jardas a 20
Carreteia de linha com 100 jardas a 30
Duzia de meias croas muito encorpadasa 29400
Dita de ditas muito superiores a 4J500
Dila de ditas brancas para aenhora, mui-
to fioas a 3S0O0
Vara da bicoda largura de 3 dedos a 120
Dila da fraoja para toalhaa a 80
Croza de botos de louca brancos a 120
Duzia de phospboros do gaz a 240
Dita de ditos de rea muito superiores a 240
Pecas de fita para coa de todas as lar-
guras a 320.
GELO
Na ra Nova junto a Con-'
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado aortimento da
roupas feitas, calcados fazendas e todos
estes se rendem por precos mnito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18f, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesciad o e de
novos padroes a 149.169, 189,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,129 a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89,109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12},
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49. ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
finas a 2S500. 39, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 5*500 e a
69, ditas de brim Ion a 59 e a 6S, colletes
Jde gorguro preto e de cores a 5 e a 6f
ditos de casemira de eor pretos a 45C
e a 59, ditos de fusto branco e de hri_
Sa39 e a 39500, ditos de brim lona a 4g
ditos de merino para luto a 49 e a 49500
calcaa de merino para 1 uto a 4J500 e a 5
-* capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos: calcas de casemira
grefaed.cor 5S, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2$. 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a|3s
sobrecasacos de panno preto a 12a i
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos restidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
baados lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de laa a 59 e a 6. ditos da
brim .39, ditos de cambr.iaricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
; dade; assim como recebe-se toda eqaal
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos m completo sortimento de fazen-
I f.i.i.? V "ma gr,nde offleina de al-
Li. gldt p0r um habil mel 1
m a deePja""**"* parfeiS"ao ^ei-
Vende-se um piano bem construido e de
muito boas vozes : quem o pretender, dirija-se
a ra Direila no pnmeiro andar do sobrado n.
, que achara com quem tratar.
Agua de lavander e pomada.
b-u 2'"i"8 .,UDerior "o de Uwnder iogleza
Pele baratissimo preco de 500 e 640 rs. cada fras-
ee, pomada nmitissimo fina em paos grandes a
X^,i "I""86 Pr lSo bunio preco pela
grande quantidade que ha : oa ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o. 55.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenla muito superior
pelo baratissimo preco da 240, 320, 400 e 480 rs.
a rara, rende-se por tal prego pela razio de es-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem se
rendem pecas de rendas lisas perfeitamente boas
com 10 raras esds peca a 720, 800 e 19J ditas
com salpieos muito bonitas e diversas larguras a
19200,19600 e 29 a peca, ditaa de seda a 29 ca-
da ama peca : na roa do Queimado na bem co-
nhaelda loja de miudezas da boa fama n. 35,
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 30500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 ris: tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, ate' que se
acabe o gelo.
Vende-se urna taberna com poucos fundos,
bem afreguezada, oa ra de Joao Fernandos Vi-
eir n. 14 ; a tratar na meama. Roga-ae aos de-
vedores do mesmo eslabelecimento o obsequio
de satisfazerem o mais brere possirel os seus d-
bitos, visto ter de passar a caaa a outro dono, e o
annunciante para liquidar ser constrangido a co-
brar o que lhe derem pelos meios judiciaes.
Atten^o.
Vendem-se duas moradas de casas assobrada-
das, feitas ba pouco, de lijlo, em chaos foreiros,
na rilla do Cabo ; rende-se muito em conta : a
rallar na mesma rulado Cabo com Sebastio An-
tonio do Reg.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolciohas de borracha para guar-
dar fumo pelo baratissimo preco de 1J20O, lj,
W rs. cada urna : na loja da rictoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Meias para senli+Ya.
Vendem-se superiores meias para senhora pe-
lo baratissimo preco de 89840 a duzia : na loja
da bos fe, na ra do Queimado n. 22.
ntremelos
BASTOS & REG i bord,dos em ca?lbraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorti-
mento de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, como de seu cosiume esia reu-
dendo baratamente a 19200 a peca de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padro, para
restidos ; e quem tirer dlnheiro approreitar a
occasio, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Aguljias imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em ristis sempre
vender o bom, mandou rir, o acabam de ebegar
aqu [pela primeira vez) as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mu bem fei-
tas, sendo pera alfaiatas e costureiras, e custa
cada papel 160 rs. A agnlha assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as oulras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
Zefire para vestido.
Chegou para a loja da rictoria grande sorti-
mento de zefire para enfeites de reslido ou par
outra qualquer obra que se queira bular pelo
barato preco de 500 rs. a peca com 10 raras : na
loja da rictoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Potassa americana,
Vende-ae potassa americana muito ora e de
superior qualidade: no escriptorio de Manoel
Igoacio de Oliseira & Filho, largo do Corpo San-
0 n. 19.
Opiata inglza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que ae sen-
ta dessa apreciarel opiata iogleza tao proreito-
sa e necessaria para oa dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca aesba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a rende-la a I95OO rs. a
caixa: quem quizer conserrar seus dentes per-
feitos prerenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n. 16.
Na ra Nora n. 19, rende-ae relbutina de
corea a 500 rs. o corado. m
A 320 rs. o covado, grande
pechinoha.
Vendem-ae superiores cambraias francezas de
muito bonitos padrees a 320 rs. o corado, fa-
zeoda muilo fina que sempre rendeu-se por 800
e 19 a rara, renham por ellas, antee que se aca-
ben! ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa fe.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretas de seda maito su-
periores, propriss para os aenhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; ren-
dem-se pelo barato preco de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
para anjos.
Vendem-se na ra da Senzala Nora n. 30, cai-
zinhas com doce por preco commodo, recommen-
daveis para os aojos de procissSo.
Potassa daRussia.
Vende-se potassa da Russia da mais ora e
superior que ha no mercado e a preco muito
cammodo : no escriptorio de Manoel Ignacio de
Ollreira & Filho, largo do Corpo Santo.
Superior cal de Lisboa.
Tem para Tender em porcSo e a retalho Anto-
nio Loiz de OUreira Azorado & Q., no sen es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vendem-ae macaas oras chegadas no ul-
timo nario a 89* macarrio, talbarm e aletria a
49, tendo cada caixa maia de 20 libras ; ne ar-
mazem do Annes, defronte da alfandega n. 2.
h RA DO QUEIMADO W!A6
rAr/hmNDEMTIMEN3!
^DASEROUPKSP
Sortimento completo de sobrecasacos de panno a 259, 289, 309 e 351 caaacoa multo h*m
faltas a 25J 288. 30 e 35|, p.letola ac.sac.do.'de panno pretTde 16 at SB HE "dSiiliS
de cor a 159,18 e 20f. paletots saceos de panno e casemira de 89 at 149 dito a saceos> >W
merino la da 4 at69. obre de alpaca e merino de 79 at 10?, calcas'preta, de casemira dt
89 t 14, ditos de cor de 79 t 10J, roupas para menino de todos os tamanhos, grande sorti-
mento de roupas de brins como aejam calcas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos da
selim, c.semir. e velludo de 49 a>|, ditos paracaaamento a 59 e 69, paletots brincos dePri-
mante a 49e 5|, calcas brancaamuilo finas a 5$, e um grande aortimento de fazendaafinas e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino e aenhora seroulas de
linho e algodio, chapeoa de sol de seda, luras de seda de Jourin para homem e aenhora Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos oncommendas de grandes obraa que nara
isso est sendo administrada por um habil mestre de semelhanle arle e um pessoal de meia da
cincoenta obreiros escolbidos, portanto executamos qualquer obra com promptidao e maia baraio
do queem outra qualquer casa. ________
Attenco a li-
quidaco.
Na loja do Clavinote ra, do Cabug n. 2 B,
vende-se as seguintes miudezas pelos diminutos
precos para acabar: peciobas de babado com 15
varas de 3 a 4 dedos de largura a 400 rs.. ditas
com 30 raras de differentes larguras a 2J200 rs.,
cartoes de colxete para rastido a 40 rs., franjsa
de llobo muito finas psra casareque tendo cada
peca 15 raras a I96OO a peca, ditas de algodo
para toalhas a 100 rs. a vara, ditas de seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs., ditas de 1 s
2 dedos a 160 rs., tranca de seda branca com ri-
drilho difierente largura a 320 rs. a rara, dila di-
la preta a 300 rs. a rara, caniretes de 1 e 2 fo-
lhaa mnito fino a 160 e 240 rs., tesoaras muito
"?as para costara a 320.400 e 500 rs., cofiadores
de linho para reslido a 40 rs., caixaa de bfalo
para rap differentes modelo a 500 rs., carreteis
de linha de 200 jardas autor Alexander a 820 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, linha preta de miadi-
nha o masso com 60 pecas e 96 a 500 e 600 rs.,
escoras para casaca o mais fino que ha a 29, lu-
ras de linho fio de Escossia branca muito finas
a 600 rs. o par.ilitas de cores a 500 rs. o par,
ditas de algodo a 160 rs., franjas largas de cores
propriss para cortinados tendo cada peca 15 va-
ras a 29 e em vara a 160 rs., espelhos de damas
de dirersos tamanhos a 800.19 e 19280, bolocs
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 rs.
a groza, ditos brancos, pretos e de cores proprio
para calca a 240 rsM pentes de tartaruga para
tranca os melhores que pode harer a 39500, ditoa
para alisar a 29. ditoa de marfim de differentes
tamanhos e modelos a 500 rs.. lebyriotho de lo-
das a.l muito finos fiogindo unicorne tanto para auissa
como pars cabeca a 320 rs., meias de cores para
homem muito finas a 19280 rs. a duzia e o par a
120 rs., caixa de colxeles francezes a 40 rs., gar-
rafas grandes de agua de colonia muilo fina a 39,
dita com agua de larande a 19, ditas do Oriente
a 800 rs., frascos de bandolin para segurar ca-
bello a 640 rs., dita de flor de laraoja frascos
grandes 500 rs., bandeijaa de differentes tama-
nhos a 19280,11600 e 2f, gsrrafaa de porcelana
douradas para mesa sendo garrafas grandes a 29
e pequeas a 19, charuteiras muito linas diver-
sos tamanhos a 29 e 29500, luraa pretas e de co-
res eofeitadas para senhora a 800 rs., peitoa para
camisa muito finos brsncos e de cores a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zefiras de todss as co-
res fazenda de muito bom gosto a 19 a peca, e
um completo sortimento de fitas de sarja e cha-
malote assetlnadas de todaa as cores e larguras,
assim como bicos de blonde brancos e pretos, di-
tos de lioho de todas as larguras, e muitos outros
cbjectos que se rende por metade de seu ralor.
Mu bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos arligos de gosto, e proprios
para enfeitea de restidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de dirersas larguras,
franjas brancas e de cores, trancaa brancas com
vidrilhose sem elles, cascarrilhaa braocas e mui-
tas oulras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, lu-
raa de pellica enfeitadaa primorosamente, rr.ui
bonitas eboas fitas de chamalote, e emfim mui-
tos outros objeclos que a pedido do comprador
sero patentes, e risla do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de firellas
douradas e esmaltadaa para cintos, todas de no-
ros e booitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conhecer nao oserem, estando no mesmo
caao as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2$500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprio das meninas irem para a
escola, e por isso bom que rao compostas com
ama das oras e bonitas cestinhas que se ren-
dem ca ra do Qneimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca rende-se mui boniloe
bonets de relindo, e marroquim dourado os
quaes sao agora mu nscessarios para oa meni-
nos que rao para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos oirigir-se & ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16. ""uo
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sua
encommenda das verdadeiras pennas de a^o
ioglezaa caligraphicas, dos bem conhecidos 'e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que baria dessss boas peonas, com tudo
reodem-se pelo antgo preco de2/C30 a caixinha
de urna groza, quantidade essa que aa falsifica-
das nao trazem. Para livrsr'de engaos, as ca-
xinhas rio marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16,
Milho, farelo,
arzoz de casca, tudo novo.
Vende-se milho s 7fi600a sacca, fareltf a 79500,
arroz de casca a 3g50O, sendo em porco se faz
abatimento : na traressa do paleo do Paraizo o.
16, frente pintada de amarello, com oito para a
ra da Florentina.
GURGEL& PERDIGAO'. fl
Ra da Gadca loja amar/ella n. 23.5
Vendem diflerentes fazendas de gosto m
propriss para este mercado, a s ber: la- e
ziohas de cores lisas e matisadas, cortes i
de cambraia bordadaa, manteletes com-
pridos, capas compridas modernas de
seda e gorguro preta e de cor, seda de
quadrinho, maoguiloa muito modernos,
chales de ponta redonda, cassas de corea
finas, leques, tintos, pentes, chapeos pa-
ra senhora, camisas de linho para senho-
ra e algodo para menino, e muitas ou-
traa fazendas de gosto, do-se as amos-
tras : na ra da Cadeia loja amarella na-a
_ mero 23.
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegou ora remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardinha, doce,
bolachinhas etc., etc. Agora pela festa come-se
muito dessss cousas e por isso necessario ter
um desses canivetea cujo importe 15, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os ha.
T.inbas de erATOta em nve-
los monstros.
Muito boa linha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da victoria na roa do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um noro
e bello sortimento de cascarrilhaa de seda de
muitas e differentes cores, e reude-se 1&500
e S9500 ris a peca.' na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16:
Meias pretas de seda 1.000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui bda
qualidade, para senhoras, e padres 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
* Inleresse publico.
[Offerecido pela loja dej
marmore.
A loja de marmore tendo Be apresen-
tar concurrencia publica o que ha de
8 mais novg em fazendas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para esle fim espera de seus S
correspondentes de Inglaterra, Franca e %
Allemanha as remessas de seus pedidos
tem resolvido, antea de apresentar o no-
ro aortimento, liquidar as fazendaa exis-
tentes, o que eflectuar por precos m-
dicos e para cujo fim conrida o respeita-
rel publico a aproreitar-se desta emer-
gencia.
immmmmmmm mmm
Atteoco
Cuimares & Luz, donos da loja de miudezas
da ruado Queimado n. 35, boa fama, participan)
ao publico que o seu eslabelecimento se acha
completamente prorido das melhorea mercadorias
tendentes ao mesmo eslabelecimento, e muitos
outros objeclos de gosto, sendo quasi todos rece-
bidos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteiramenle resolridos a nao venderem
fiado, auancam render mais barato do qne outro
qualquer; e juntamente pedem aos seus deredo-
res que lhes mandem ou venham pagar os seus
dbitos, sob pena de serem justados.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de madreperola para cintos pelo
barato preco de 1S600: na loja da victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F na ma do Queimado n. 22
sempre se encontrarao as verdadeiras luraa de
Jouvin tanto para homem como para aenhora,
adrertindo-ae que para aquellea ha de maito
lindas corea, na mencionada loja da Boa F na
raa do Queimado n. 22.
Vendem-se garrafes com rinagre a lg200
cada um, retas de spermacete a 760 a libra, e em
caixa se fsrfi algum abate, espirito de vinho a
lg6C) a caada, e 280 a garrafa : noa estahele-
cimenlos de Joaquim da Silva Costa & C, ra
das Cruses uan-2 junt ao sobrado do Sr. Figuei-
roa, ea Roa rarga do oosario n. 50, esquina que
olt4r para alrua estreita do Roaario.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Mascaras de cera boas a 640
Ditas de matea a 480
Garreteis de linba de corea e brancas a 30
Ditos de dita beanca de 200 jardas a 60
Agulbas curias com toque a 40 rs., e
limpas a 60
Gandes de clcheles miados a 40
Ditos de ditos maiores a 60
Missangas miudas (macinbo) a 160
Pecas de tranca de caracol de la de co-
ree com 13 e 15 raras a 160
Duzia de meias para senhora a 2J500
Ditas cruas para homem a 2f4O0 e 39000
Linhas do gaz pretas, brancaa e de cores a 30
Galungas de porcellaoa com 6 pollegadaa
para cima de mesa a 400
Jarros de dita pequeos, um por 500
Tranca de seda cor de rosa, a vara 160
Dita dita de dirersas cores a 200
Fitas de velludo de cores a 200, 800 e 400
Toucas de la para senhora a >00
Apparelhoa de pao, loica, e folha
de 240 a 29OOO
Franja de seda a 320 e 400
Pecas de bico estreilioho com 20 raras a 7z0
Enfeites modernos muito bons a 5j500
Gollinhaa de traspasso com boto a 2$000
Alera destas miudezas, esta loja conserva sem-
pre um bom sortimento e por baratos precos.
Nao esqueja arara,
que hoje s loja dos barateiros para rer, ren-
dem-ae peeaa de cambraia lisa branca a I96OO e
25, dita muito fina com 5 palmos de largura a
3 e 3(500, pecas de madapolo enfestado a 39,
noroa cortea de chitas fioas com 13 corados a
295OO, ditos de riscado, padrea novos a 2&500 e
19500, brilhantina branca com 4 1|2 palmos de
largo a 280 o corado, dita de cores a 360 o co-
vado, gorguro para vestidos a imitacao de sedi-
nhas, fazenda muito nova e fina a 320 o corado,
barege para vestidos com flor de seda a 360 o
covado, pompadour de seda de quadros e matiza-
do para vestidos a 640 o covado, fil de linho
branco e de corea a 200 rs. o covado, lazinbas
para vestidos a 280 e 400 ra. o corado, ricos cor-
tes da gorguro para reslido com 18 corados por
69500, cortes de la de duas saias com 22 cora-
dos por 10$, ricos cortes de organdya com 15 va
ras a 99 e 7fl para acabar, cassas oe cores para
vestidos a 280 e 320 o covado, chitas a 160. 180
e 200 rs. o covado, ditis francezas a 240 e 280 o
corado.
Pannos pretos.
Panno preto para calcas e paletots a I96OO,
19800, 29 e 29500 o corado, cortes de casemira
preta para calca a 39. dita eofestada a 39500 e
48, velludo preto a 2$500 o corado, saia de cor-
do que faz vez de balo a 5500, balSes de ma-
dapolo a 39 e 39600. ditoa de 30 arcos e de ren-
da a 49 : na ra da Imperatriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magalhes & alendes.
Pechincha para todos.
Vendem-se massos com 20 massinhos de pili-
los finos e buliadoa para dentea a 200 rs. o mas-
so de 20, porm passando a 15 masios se faz dif-
irenos em preco : na raa da Imperatriz, loja e
armazem da arara n. 56.
Vende-se o engenho Timb, na comarca de
Nazaretb, com boas varzeas de caona e boas ma-
tas, a dinheiro ou a pagamentos com boas firmas:
os preteodentes dirijam-se ao eogeoho Santos
Mendes, na mesma comarca, a tratar com o sen
proprietario.
PEIXE
Duarte & Companhia
receberam pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peixe o mais bem srranjado que se po-
de desejtr em latas lacradaa hermticamente pe-
loe precoa da 92O0 a 3g a lata :
Chouncaa fioas promplas.
Pescada aseada e cozida.
Pargo assado.
Roblos dito.
Gavalla em azelte.
Guras assado.
Nulas de ligelads.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Llnguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacoles de sal refinado a
240 ti. cada um e latsa com feijo verde a 800
rs.: nos armazens Progressivo e Progressista no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes o. 86.
Loj
a das 6 por-
tas em frente do
iJvrAmftnio.
Chapeos de sol de alpaca a b%.
Duzia de meiascmaa para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 2(500 a duzia, lencos de
cassa com barra de corea a 120 rs. cada
um, ditos brsncos a 160 rs., baldes de
20 e 30 arcos a 3g, lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados unos a 59 e 69, tarlatana
branca e de cores muito fina com vara
e meia de largura a 480 rs. o covado,
fil de lioho liso a 640 rs. a vara, pe-
cas de cambraia liaa fina .a 39, cassas
de cores para vestidos a 200 ra. o Co-
vado, mussulioa encarnada a 320 rs. o
covado, calcinitas para menina de escola
a 15 o par, gDSvalinhaa de tranca a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um duzia 29, pecas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pecas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas frsncezas a
220 e 240 k. o covado, a loja est
aberta das f horas da manha as Oda
noile. /
Najoja do vapor.
tua Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimeoto de calcado
francez e inglez, roopa feita e perfumaras mni-
to finas, quem duridar pode rer.
BNMISafKeMSeiKI
I / Liquidaco.
p Aloja de marmore.
Bou mus de casemira para senhora a 109
Manteietea de grosdeaaple a 10
Leques de aandalo a 59
Bournua de casemira para meninos
de todas aa idades a 5g
Grande sortimento de caacarrilhaa,
tranqas e filas de todaa as corea para en-
feites de restidos por precos mais bara-
tos do que em-oulra qualquer parte.
M
%
!
i
i
Novs cinteiros de fitas com
ponas cnidas e franjas,
a. loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor inglez os to procurados e mnito bonitos
cinteiros de fitas com ponas cnidas e franjas,e
por isso podem agora aer'aalisfactoiiamente ser-
vidas as senhoras que a deaejaram ; elles achar-
se nicamente nadita loja d'aguia branca, roa do
Queimado o. 16.
I Chapeos de castor.
Vendem-se chapeoa de caator de primeira qua-
lidade a 89, que j se renderam a 169, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. 20, do
Duarte.
Vende-se in sobrado na ra das Cinco
Ponlss n. 23, com muitos commodos : a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 a 9 da manhaa, e
de tarde das 3 s 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo recom-
mendareis para as menina que eato paaaaodo a
festa nos amenos arrabaldea desta heroica cidade,
a preco de 29 cada um : na roa da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharao
continuadamente os senhores consumidores um
grande e rariado sortimento de fazendaa, todo
baratisaimo.
-4 Vende-se urna escrara de 30 annos de ida-
de pouco mais ou menos ; no pateo do Carmo
sobrado a, 19.
armazem de fazendas
DE
Saatos Coelho
Ra do Queimado n. 19.
Lencoes de bramante de linho a 39.
Cobertas de chita finas a 29.
Ditas a preco de I98OO.
Cambraias pretas muito finas.
Colchas de fusto muito lindas a 69.
Esleirs da India de 4, 5 e 6 palmos de largo,
proprias para forro de cama e salas.
Lencoes de panno deliobo fino a 29.
Algodio monstro a preco de 600 rs. a vara.
Toalhas de linho para mesa a 49.
Ditas de fuslo para mos, cada urna 500 rs.
Baldes para meninas.
Vende-se um silho com todos os seus
pertences : na ra Augusta, casa n. 73.
farello de
Lisboa.
A desembarcar do brigue Florn-
da : quem se quizer fornecer deste
genero com urna grande differenca de
preco porque se esta' retalhando pre-
sentemente, venha tratar na ra da
Madre de Dos n. 12, para ser tirado
no desembarque.
Para o carnaval .
4 bella rapaziada que
com pouco dinheiro quizer fazer e enfeilar seus
vesluarios, dirijam-se a loja franceza da ra
Nora n. 11, que foi do Gadault, que acbafflo se-
das, fitas, velas douradas, barretinas, veos, e
fioalmeole urna grande exposicio de alcaides,
pelos quaes se nao engeita qua'nlia alguma : na
mesma loja recebeu-se um completo sortimento
de mscaras para homens o mulheres todas as
qualidades.
Camargo & Silva.
Vendem restidos de seda de cor com dous ba-
bados, fazenda de gosto, a 25J000, ditos pretos
de seda tarrada, de dous e tres babados, fazeoda
muito boa e bonita a 309, riquissimos mauteletes
compridos de seda muito superior, chapozinhos
e tocas de seda para baptisado de creaness, enfei-
tes de cabeQa, de diversos gostos, e oulras mui-
tas fazendas que sero aprosentadas opportuoa-
menle : ra do Crespo n. 1.
Camargo < Silva.
Vandem a rerdadeira estamenha para hbitos
de terceiros franciscanos : ra do Crespo n. 1
Ra larga do Ro-
zarlo n. 38,
Tem Arelas muito finas para cintos por 1950O ca-
da urna, cintos dourados, linhas de Pedro V coro
200 jardas a 60 rs.. linhas de carrinhes de 200
jardas autor Aieandre a 80 ra., ditos a 60 rs.,
Irnhas finas de carrinhos de 50 jardas a 30 rs. o
carrinho, linhas de marca a 30 rs. o noreiro, ra-
p de Lisboa, rolao, francez, grosso, meio grsso.
fino, Paulo Cordeiro e Meuron ; na mesma loja
vende-se luvas de pelica para homens e senho-
ras, e de oulras muitas qualidades, assim como
miudezas muito em conta, que a vista dos com-
pradorea se dir o pre;o de tudo.
E muilo barato.
Cobertores de la iacorpados, grandes, com
pequeo toque de averia a 3 e 39500: na ra do
Crespo d. 25 A, esquina que rolla para a ra do
Queimado.
Farelo e milho
a7Ja sacca,
e em caa a 400 rs., esteiras do Aracaly a 280,
muito fornidas, e o cento a 239 ne armazem da
estrella, largo do Paraizo n. 14.
Fariolia de mandioca.
Vende-se a bordo do hiale Smta Bits, e tra-
ta-se no escriptorio de Marques, Barros & C,
largo do Corpo Santo n. 6.
Vnde-seem segunda mo um methodo de
riolo : a tratar na ra Direita n. 47.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de cores em Drelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo pre;o
de 19 a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Veode-se na ra do Queimado loja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Vende-se urna fabrica de velas bem mon-
tada com 180 duzias de formas e com boa fregue-
zia, que se afianca ao comprador : na ra da
Raogel taberna n. 69.
Para masqu.
Vendem-se Iriquissimos enfeites de fitas e flo-
res para enfeilar as canecas dss madamas que se
qu.zerem divertir nos bailes ou pssseios pelo
croaval a 1J280 e 19600 : na roa da Imperatriz,
loja do paro n. 60, de Gama & Silva.
Escravos fgidos.
Fugio no dia 12 do correte um preto de
nome Joaquim, crioulo, de idade 35 annos, pouco
mais ou menos, filho da ilha de ltamarac, leroa
reatido calca e camisa de algodo azul, cheio
do corpo, um pouco acatrozado, (alia de vagar
e descansado : quem o pegar, leve ao caes do
Ramos n. 16, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio no dia 20 do corrente de bordo do
patacho Capuan, o escraro crioulo mariohei-
ro de ooma Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto coroprido e com
alguos sigoaes de beiigss, lerou calca e camisa
azul : quem o pegar lere-o ao escriptorio de
Antonio Luis de Oiiveira Azevedo V C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
mm -' i .-:


~
DIARIO DE PEINAMBCO. SUTk fUi 2i DI rEVRWRO D 1161.
Litteratura.
Os calces de velido preto.
(Coneluslo.)
Urna tardeci eicarecer, o abbade dirigia-se
pira o farol, que era urna de tuas eitiges fa-
voritis, quinao a entrada do dique schou-se em
teqle de uns olhoi cor de mar, que nao lhe eran
utraohos,
Oh bom di, Viclor, di93e elle ; parque
nao te vi eu a!oda ?
O menino nao reconheceu o padre, porm mos-
irou-se admirado de ser assim iuterpellarto por
aeu iiome.
E tua mi ? a pobre mulher lem liodi mui-
to trabalho cora os lhos' O pequeo Luiz,
vaeao azilo ? Celjoa aioda comillooi ?
O embarago de Vctor redobrava.
Escata, disse o abbade pegando-lhe terna-
mente na cabega, e dzendo-lhe duas ou tres
pal-mas ao ouvido.
Estas patarra, quo nos someote, na qualida-
de de historiador, ouvmos, foram estas : Como,
nao te lembras do padre que te deu, ha qualro
anaos, seus calces de veludo preto ?
Ali 1 muito grtou o menino, sois M. Hilario.
obracou-o.
Nao perdi aiada os tosjos calgoes, aeres -
ceolou elle logo sem se desconcertar, vendo rir
ao reJor dalle dous ou tres garotos que, nao
tendo ouvido as palavras do abbade, nadi com-
prehendiam destes calces.
Nao os perdi. Quando ficaram velhos, tio
velaos que pensei que ia acootecer-lhe o mesmo
que aos meus amigos, pedi a roiuhi mae para
guarda-Ios. Quero conserva-Ios tola minha vida
em lembraoga do vosso bom corago.
Os outros meninos viram que havia um se-
gredo entre Vctor e o abbade; elles os deixi-
ram juntos.
Porm eu te havia dado eulra cousa alm
dos caleas, outra cousa mais preciosa, acres-
centou o padre. Te-la-has guardado tambem ?
O que foi ? disse o pequeo corando.
O conselhu de ser muito prudente, de azer
regularmente tuas orec?s, de ir a missa ao do-
mingo, e seguir exactamente o catheetsmo para
te preparares-para a tua primeira communhao,
Por ventura j o Qzesle ?
Sim, M. Hilario, disse Viclor.
Porm o abbaie que conhece perfeitamente
os corages dos meninos, viu logo que Vctor
menta-lhe.
Fingi, nao se aperceber disto. _*
Nem no dia seguinle nem no ontro elle en-
cootrou msis o pequeo Le Guern. Algunas
vezes via-o de longo ; porn o meu mentiroso
desapparecia logo, parecendo nao ver o abbade.
Esta envergonhado pela sua mentira, disse
este.
No dia segujnte, elle foi a casa de Le Guerns.
"~" Vctor nao fez anda sua primeiricommu-
nho, diisse o abbade a raedo pequeo.
Esta confessou a verdade, censurou a mentira
de Victor, desculpando-o, e duendo que o me-
nino ers alguma cousa teimoso, por causa de
sua edade j muito avanzada.... e que estava a
azer quinze annos.
Porm isto urna verdadeira iafelicidade ;
acrescentou ella. O capitio do navio em que
Victur devia partir como marioheiro, soube que
elle aiada nao havia feito a sua primeira com-
muahao, e nao quer mais recebe-lo por causa
disto. %
O maior msl offeoder a Deas e faltar a
um dever, do que nao partir como marioheiro,
respoodeu o abbade.
Porm justo que, de lempos a lempos, ve-
jaes quanlo at para os negocios deste mundo, a
necessario viver era paz cora Deus
Depois o abbade foi entender-se com o cara
da parochis. Auiiliado pelo reconhecimeulo da
mae e do filho, venceram-se todas as diTlculda-
des, e dous mezes depois, Victor fez a sua pri-
meira communhao.......urna excelente commu-
nho, que foi quasi a ultima !
Dez annos se passaram anda : estamos em
1860 ;e eis que, como para terminar a nossa
historia, o abbade Hilario volla a Sainl-Riquier.
Oque o traz ? Elle nao tem negocio algum.
E sempre padre na dioceso de Aire, e cura, se-
gundo creio de urna cabega de comarca de can-
lo. Alguma cousa lhe diz que necessario
que elle volte a Saint-Riquier;
Esta alguma cousa, creio que alguem : o
aojo da guarda de Viclor Le Guern.....
Dous das depois da chegada do abbade Hila-
rio, uma joven mulher veio fallar-lhe, urna ma-
nlia, na sacrista da capella, na occasio em que
elle iacomegar a missa. Ella tioha um menino
nos bracos, a nutro acomnanhava-a :
Senhorabbade, eu aou Celina, a irma de
Victor Le Guern, bem o sabis, o pequeo a
quem destes os vossos calgoes de veludo, e a
quem obrigastes a fazer a primeira communhao.
Senhor Hilario, aquella a qaem amaes est do-
ente, bem doeote. .. Vinde v lo.
O bom abbade Qccu commovido ouvindo esta
joven, a quem conhecera menina, chama-loa
cabeceira de seu irmo moribundo com as mes-
mas palavras que. os judeus dirigiam a Nosso Se-
nhor, para pedir-lhe que viesse ver Lzaro :
Ecce quem amas in/irmalur. Pediu algumas in-
formages a Celiaa.
Eis as que ella deu-lhe chorando :
Nao somos mais infelizes como d'antes.
Eu e minhas irmai, crescendo, temos ajudado
nossa me ; hi duas que ficaram com ella e duas
que se casaram com honrados marinheiros.
Porm Victor sobre tudo e o pequeo foram
bem nos seus negocios.
= Este pobre Victor I loroava-se bello como
o sol e forte como um turco. Alm disto era
um marioheiro, como nao ha segundo em Saint-
Itiquier; um verdadeiro Joo Bar. Como era
muito deslro, animoso e honrado, tornou-se
nem depressa capito, Ganhiva alguma cousa.
"Deu a nossa pobre mae uma completa abastan-
es. Depois casou-se com a Julietla, que um
verdadeiro thesouro, e que era tambem da vossa
sociedade de 1846, M. Hilario.
Nao sei se porque elle tem esquecido de a-
gradecer a Deus tanta felicidade ; por que poucas
-vezes era visto oa egreja, e uenhuma a santa
meza ; que de repente, ha um anno, sua saule
comegou a declinar. Tornou-se magro : elle
que era fresco como uma roza, tornou-se pal-
udo, depois amarello. Agora est doente do
peito, e o medico j o desengaoou.
Minha querida menina, vou dizer a minha
missa por elle, disse o abbade ; depois irei ve-
lo. Porm Doo previna.
Um instante depois o abbade estava no altar.
Os fiis que iam de preferencia a sua missa, tan-
to se edicavam com a sua maneira de- celebrar,
ficaram neato dia mais commovidos que nunca.
Na religio nao ha pequeas cousas, nem pe-
queos meios de edificar as almas. Nao creio
que se possa ouvir a missa de um santo padre
em se tirar dalla uma grande edificado, um
grande accrescenlamento deste amor de Deas
que nunca bastante ardentee profundo em nos.
Como nao sentir mais vivamente que nunca os
beneficios do grande bemfeitor, e nossa propria
indiguidade, quando vemos um padre, cuja vida
iuteirameole de zeio e caridade, elevar para
o cu suas mos suplicantes, e offerecer-nos na
intooscao de sua voz, na ternura e msgests.de de
seus gestos, em seus olhos que pareces ver as
comas invisiveis, em tolo este rosto radiante de
um brilho sobrehumano, como uma irrecusavel
manif-stagao da presenta de Deus sobre nossos
altares ?
A proporco que o abbade se aproimiva da
rus do Velho Mercado, onde lhe disseram mora-
va Vietor, eocontrava boas almas que advioha-
vara a caridosa misso que elle ia prehencher.
Muiui mulheres o fizeram parar.
Este pobre Victor, dizia uma, morrer to
joven !
E alm disto, dizia outra, deixar uma mu-
lher que um verdadeiro thesouro I
E que o ama tinto I dizia uma lerceira ;
eslou certa que ella morrer de pesar. ,
O bom Deus dar-lhe-ha forcas para suppor-
tar tao terrivel golpe, dizia uma velha mulher,
mais prudente que is mocas.
Nao necean rio que Juletta se conserve
psra aeus doos Innocentes 1
Esta pobre ulietta, que j era considerada
como uma viuva, esperara o abbade de sua ja-
nella.
Logo que ella o tu, deseen at o limiar da
porta exterior. Ella disse uma palavra, po-
rm foi ama palavra cbaia de uma admiravel f,
e que commoveu profundamente o padre, depois
de Untas palavras que s mostravam preocupa-
edes humanas.
Aproximando-se do homem de Deus, ejun-
tsodo ai mos, ella disse :
Senhor abbide, ea vo-lo rogo, saine sua
alma.. .
E sabia apressadamente para junto do doente,
porque nao quera parecer ter tntido o padre]
Este subiu lentamente a escada, limpiado os
olhji, e rogando por elle em seu corago.
Viclor oo estiva de modo nenham prevenido.
Tmhim-lhe proposto muilas vezas trazer-lhe
oa o cura, oa am dos vigarios de Saint-Riquier.
Elle recusara sempre, dizeodo urnas reses: Eu
nao estou lio doeote, aioda oso lempo ; entras
valendo-se de un pretexto mais desanimado
anda :
O que dira ea, a teu cura ? responda ella
a Juletta, quaodo ella pedia-lbe eom muita
ius ancia. Tu bem sabes que sou homem boa-
rido. Por ventura nunca olfeodi pessoa alguma ?
Por ventura techo sido bebado, deboxado, alter-
cador, e vadio como taatos outros ? J abando-
nei minha velha mi ? J maltratei-le algama
vez ? Exprobei-te j algum dia o lago que nos
armou o velho Ricardo, teu av e tutor, morrea-
do sem nos d'eiiar com que pagar o leu dote?
Pelo-contrario nao leoh eu pago todas as suas
dividas ? Teoho por ventura imitado aqullas
que tendo sido pobres, quando se totnam ricos,
tratara aos pobres com dureza ? Nao teoho sido
um pae para toda a tripulagao do meo navio, a
quem dei o tea oome, minha Juletta 1
Eotao o pobre Vctor eoternecia-se. A idea de
deixar to joven sua mulher, a quem amava
lernamenW, seu pequeo navio, que elle nao a-
mava menos, despedagava-lhe [o coracio.
que fosse a separacio para este homem de cora- parles que buscam prejudicir-se reciprocimen-
co terno que sleixava notos aeres queridos, sen
fallar do *- do navio, (sua primeira pal-
xio);bem fue sai coiversio acrescentisse al-
guma cousa aiada ao aentimento que elle tioha
^de todos estes bens, e que lhe fosse doloroso dei-
xa-Ios no momento em que referindo-os a Deus.
ella goiava pela primeira vez todo o valor delles,
seb a palavra ao mesmo lempo terna, insi-
nuante, e paternal do abbade, a resigoago bro-
tara nesta alma. Viclor morreu em paz.
Como Victor, aqu que se acha a mo'nli-
dade desla historia, como Victor quasi hostil, foi
de repente gaoho pela verdade? Como Deus pre-
sidiu a esta agona que,-sem elle, teria sido tao
cruel?
Tudo isto foi devido caridade de um bom
padre, a esta caridade iogenhosa, amavel, iofi-
ligavel, que nao despreza os peqjenos meios,
bem como nao despreza s pessoss mais misera-
veis. Tudo isto foi devido a estes calces de ve-
ludo tio generosa e graciosamente dados.
Qaando se peosa que deite modo que se
conquistam as almas, por meios tao simples e
brando perguota-se como taotoschrisl&os custam
indi a abrir as mas, e o coracjio.
(Induttrie tt Commerce Belhe.Emilia L*na.)
pira (orn-
aos
avel
in-
uido
Iba.
a ora
ins-
qie o
dei-
en-
Nao
blisfemiva, porque fszeodo-o, causara desgoito
a Juletta. Tambem nao se revoltava violenta-
mente; porque isto nao convloha a sua nati reza
tranquilla. Porm sua alma estava amarguiada.
Peosa va no que poderia ter feito a Deus par i ser
assim detido no meio de sua cirreira.
Juletta dizia-lhe:
Sim, meu amigo, tens sido muito bom para
lodos, para mim sobre tudo de tal forma que oo
sei explicar. Porm por ventura tens sido justo
e recoohecido para com Deus, que nos fazia tan-
tos beneficios ?
Viclor era muito pouco instruido
preheoder todas estas cousas.
Se, neste momelo, o veoto trazia-lhej
ouvidos o fluxo e refluxo do mar, esse agrad
ruido, que havia embalado os sonhos de sui
fancia e de sua mocidade, esse agradivel
que nao devia mais ouvir, elle dizia :
Que horas sao ? A mar eoche, ou v^sa ?
Qje tempo temos ?
Pedro, seu filho mais velho, que vol!av|a de
brincar sobre a prais, respondia-lhe
E' meio dia. A mar encha. O sol br
Oh raeu pae, como seria bom navegar
na Julietla 1
* O pobre Victor degradado em ama ra onde o
sol nanea penetra, exclamava com um accanto
em que mais de um poeta teria encontrado
piragoes :
Nao verei mais o mar, nem este sol
poe todo em fogo, nem meus bellos rochedos
dourados pelos raios da tarde, nem as velas brau-
eaa no horizonte,{nem, bem depressa a ti mei ms,
mlaha Juletta I. Devo morrer a sombra, e
longe das ondas? Devo morrer to joveo, e
xar minha mulher e meus filhos I
Acabava de ter lugar uma destas conversalcoes
mil vezes repelidas, quando o abbade Hilario
trou no qusrlo do doeote.
O primeiro raovimeolo de Victor, vendo i so-
taina, foi de impaciencii :
O que me quer este pidre, este triste raen
sageiro da morte ? Nao podem por ventura es-
perar que eu tenha momio, para ento inradi-
rem meu domicilio ?
Tudo isto estava pintado no gesto aborrecido e
irritado do pobre doente, o abbade bem o co-
nhecea.
Porm do mesmo modo porque se v militas
vezes o sol penetrar as nveos, e embellecer
sbitamente esta paizagem que, mergulhadla na
sombra, pareca tosca e sem graga, apparecdu de
repente um sorriso, este raio do sol do coraco,
appareceu sobre os labios e sobre os olhos do mo-
ribundo ; elle havia recoohecido o abbade, Hi-
lario.
O' bom abbade
gos!
O padre precipitou-se nelles, e choraram
tos, por alguns momentos.
Quando se acalmaram um pouco :
Ento 1 meu pobre Victor, eis-le doente,
dissa o abbade ompregao lo a lioguagem f
liar e lerna de 1846 e 1850.
Victor lomou a mo do abbade, e sempre cho-
rando, conloo-lhe sua historia.
Quaodo acabou :
Julietla, disse elle a sua mulher, a quem
esti confianQa co doente pelo padre paree
de bom agouro, abre a gaveta da comino la
nnsnpini ouero oue o senhor abbarto *oj
nao o teoho esquecido.
Julietla obedeceu, e o abbade enternecido
os velhos restos de um panno preto meio escon-
didos sob um leito odorfero de folhas de rozas.
Eram os restos destes calces de veludo,
outr'ora Victor usara, e conservados, hi dez
nos que estava m Jora do servico, como umi
liquia preciosa.
Isto verdade, disse Julietta ; Viclor sbm-
pre fallou a vosso respeito, como do homem
mais amava nesle mundo, c Em quanlo eu
ver, conservarei o presente deste sanio non em,
ve-
en-
disse elle, abrindo os
bra-
un-
mi-
a j
de
qna
viu,
que
so-
re-
que
vi-
Pralica do processo.
Se podem ai parte litijaniet, ou urna deltas,
tratar em proeetto ordinaria uma aego ium~
marta, e vice-veria.
Na apreciaco e deten dos direitos palrimo-
niaes dos cidados, a voz do poder judiciario de-
ve ser a juslica.
E, para que essa justicja seja pura em seu sa-
cerdocio e proapta em sua acejo, deve chegar-
se ao coobecimenlo de toda a verdade, e pelo
cndano maia curto.
Ora, para serconhecida toda a verdade impor-
ta que seja ouvido e attendido o autor que acen-
sa e o rea que se defende,depois de avisado
acerca da arguigo do primeiro, para oo ser sor-
preso nem coademnado, sem ser previamente
ouvido e conveocido ;impoiti que no pleito el-
les susteotem seus direitos pela prova, e tenham
para esse flm o tempo necessario ;importa fi-
nalmente que para termo da uta se erga por ul-
timo a voz do juiz, esclarecida oa conteoda para
decidir do direito.
D'onde se segu que para haver legitima dis-
cuiso entre as partes litigantes mister: 1 que
baja em joiso-uma ac;o proposta pelo autor com
previo aviso ao ru e a defesa deste ; 2* que bi-
ja um praso marcado para a prova de ambas, e
que baja afinal um julgimento da autoridade pu-
blica : e til a ordem oatural do Juizo.
- Por outro lado, para seguir-se o caminho mais
curto na iodagago da verdide, importa evitar-
se na marcha do proceaso, termos superfluos e
deloogas iodevidas que fariam um mysterio da
justiga,cajo imperio demorado e fraco, cujos
interregnos funestos e subversivos da ordem. se-
riam o. desespero dos cidados, pela satisfago
tarda que teriam seas direitos.
D'onde se segu tambem que, para serem jus-
as dilages as causas, deve-se consultar so-
te, e abreviar as demandas n'essis villas Ord. liv.
3. )U. 40. 35. 37 e 38).
Ma nma s das partes poderi faier sisas
-rae poder alarmar, em vista dos prin-
cipios expostos, que ao A. s no licito substi-
tuir, por ai, o processo summario'ao ordinario,
porque se elle ach vantsgem em precipitar a
marcha da icco por confiar em seu direilo, nem
sempre a acha o R. em se lhe tolhor o direito de
deteza, eocurtando-se-lhe os prazos em que o
poderia desenvolver e fazer viogar; e a le que
filia oo interesas de ambos oo poderla consen-
tir que fosse sacrificada immodera;&o da aecu-
sago a defeza do litigante, que deve ser ampia e
livre.
Ninguem ganharia n'isso, e o proprio A., bem
succedido uma vez, deserena nao obstante de
ama justiga que em casos les preslasse melhor
ouvido i quem primeiro lhe fallasse, s por ter
sido o primeiro.
Outro tanto nao direi, se o A. quizer substituir
por si s, o processo ordinario ao summsrio, por-
que eoto lera o R. maior praso e termos mari
demorados para deduzir sua defeza, e j se nao
poder mais allegar contra esta decisio os iate-
resses sagrados d'essa defeza.
Mas oo que eu considere acc&o summaria
como um fivor feito pela le ao A. que o pode
renuociar sob pretexto de que invito non datur
bene/icium nio, porque na diviso das acQes em
summarias a le leve em vistas,nao o favorecer
ao A. com as primeiras, e ao R com as segun-
das, mas o atteoder oalureza dae qaestoes e
s suas imposices, quinto presteza e segu-
ranza das decises, favoreceodo ambos com a
mesma egualdade e justiga.
Seo A. acha vantagera na aego summaria e
encherga n'ella um favor da lei que elle pode re-
jeitar, emende mal porque nada lhe foi conce-
dido com prejuizodo K. Entendo,pois,que quan-
do o A. quer substituir o processo ordinario ao
summario, se essa substituidlo fr malicila, se
tiver por m sujeitar o R. por mais lempo aos
vexames de uma demanda, fazendo-o perder as
esperanzas do successo, e augmentando as cus-
tas, pode o mesmo R. pira evitar tantas inquie-
Iiqm, prejuizoiedelongis, invocar o poder offi-
cial de juiz, que anda d'esta vez deve .fazer ces-
sar essa pretengo do A dando ao processo o
curso que lhe assignou a lei.
Para proceder portanto substituigo de que
tratamos, mister que o R. nao se opponha sem
ser preciso que n'ella couvenha expressamente.
Aioda que tal substituigao)fosse um favor ao 1!.,
os favores nio sao obrigatorios, e muito meos
em direito.
E' assim que entendo a nossa le.
SOUZA RlBEIRO.
I
Por causa de meu estro.
tas
dizia elle, e quero que Pedro, meu filho mais
Iho, faga outro taoto. Muitas vezes elle acres
lava :Olha, Julietla, julgo que se M. Hilario me
pedisse a la, eu me dara ao trabalho de ir pro-
cura-la.
O abbade fez signal a Julietla, que se retir ase.
Caro amigo, disse elle io doeote, qu ndo
live a felicidade de obsequiar-te, ha qualroze io-
dos, nao ssbias o que dizer nem o que fazer para
me testemunhares o leu reconhecimento. Hi dez
annos quaodo le encaminhei para fazeres i tua
primeira communhao, pensavas do mesmo modo,
e o que me acabas de mostrar nesta gaveta, tsse-
gura-me que os teus senlimeotos sao os mes dos.
Pois bem I venho lioje pedirle em lembrang do
que por ti fli, um pequeo servigo.
Ah senhor abbade; bem veles em que
estado estou, e o pouco que valho. Porem tudo o
que posso, e ludo o que teoho pertence-vos.
Este servigo, meu caro amigo, se te castsr
alguma cousa, ha de trazer-te uma grande re-
compensa.
Como I Viclor; por uns mus calgei de
velado que (e dei, hi tantos annos, e alguns bons
cooselhos, me conservas um reconhecimeotoicuja
expresso delicada commove-me a tal ponto que
me faz chorar 1 E, com to bom corago e bom
senso, nao comprehendes; que tens um entro
bemfeitor, que oo eu, um pobre padra. Quem
pois, meu caro amigo, te tem ajudado a sahir da
miseria, em que jazieis, quando vos vi pela vez
primeira? Quem abengoou leu trabalho, e fez de
um pequeo mendigo, um capito? Qjiemte'aju-
dou a encontrares esta mulher, que se procurara
em vio entre mil, Juletta?
Qum te deu estes dous lindos meninos, que an-
nunciam serem temos como sua me, e corajosos
como tu ? E ha quinze annos, que recebes conti-
nuamente tantos beneficio!, tens por ventura
feito ao menos tna orago da manha, e da n .ite ?
Fizesle tua communhao pascoal, como o ordena,
a egreja? Tens dado a teus filhos, que vo cres-
cendo, o exemplo de reconhecimento para com
Deus, ou o da mais negra iogratido? O (loa
quem atiras um osso para roer, agradece-te por
um pinar lerno, e faz-se-hia matar por li. tu
levantavas-te e deitavas-te sem cuidar ao meos
em elevar o corago para aquello de quem tens
recebido tudo I
Pois bem I caro amigo, eu te peco* em em-
branca dos calges de veludo, em embraces de
n te
ro e
tua primeira communhaosem a qual, be
lembras, nao poderias partir como marinhe
oo tenas nunca chegado a capito,pedo-te
que penses.um pouco no que deves a Deus; pego-
te que te reconcilies com elle___Dem sabes
isto se faz, coofessando-se.
Nao vos fallo da coaversago que se seg
que
ir a
esta, tanto mais por ler-so tornado em alguma,
cousa mais intima, e cujo segredo somonte co-
cheado por Deas.
Basta dizer-vos, que o abbade nio recorreu em
vo ao recoDhecimeoto e a honra do marioheiro.
E' verdade, Sr. Hilario, disse elle, teoho
dito muitas vezes que nio sei o que nio fariai por
vos. Eis a primeira cousa que me peds, e pode-
ria en recusar-vo-la 1 Alem de que tendea uma
maneira de fallar que me enternece, dizia elle.
Parece-me agora que o que me pedis muito justo.
Seguramente se consents em confessar-me,
isto do me custsri muito.
Coofessou-se. Sua alegra, quando receben a
absolvigip, s foi egualada pela de Julietta que
taoto tempo pedia a Deas esta eir conrersip.
Ea poderia acrescentar muitas coasas ternas
sobre a morte deste pobre Vctor, que foi-se para
uma melhor vida, nos primeiros dias do outorano.
Por mais dura qua*seja a morte para quem se
bretudo a nalureza deatas, atlendendo-se de um
lado, importancia e difculdade das provas exi-
gidas para a sua decisio, e de outro lado, a
promptidio de delibersgo ejulgimento que cer-
tos negocios reclimam: e tal a razio dse di-
vidirem os processos em summarios e ordinarios,
em referencia sua forma.
Por tanto, desde que se guarda a.ordem natu-
ral do juizo, desde que se assigoam s partes di-
lages sufficientes para deduzrem e demonstra-
ren! seus direitos, podem ellas esperar justiga
porque haver opportuoidade para esclirecer-se
o juiz.
Mas se, nesse intuito, deve ser sempre a mes-
ma a ordem oatural do juizo, por que oo se
concebe julgamento sem arguigio e defeza, nio
mister que sejam rigorosamente sempre as mes-
mas e inrariaveis as dilages probatorias e mais
termos, as diversas especies de processo, por-
que se coocebe que baja provas tio promplas e
decisivas, as causas anda as mais graves, que
diipensem aellas maior perda de tempo, e exi-
jim at brevidade de prasos, por amor de uma
prompta decisio judiciaria,decisio que rever-
ter em favor do juato ioteresse das partes, cons-
cias de* seus direitos. A' isso oio se oppe o in-
lereise da sociedade que sempre sltendido ces-
tas materias, quando o fr o dos particulares aos
quaes se destribue justiga.
Sa a lei, pois, determtoou que se g ardassem
taes formulas, tses tramites, taes dilages no
processo ordioario, e taes oulras no summario,
nio foi porque ella as julgasse fatalmente indis-
pensaveiSi senq nnrnye qon^>'10',< < opis
presumpgao geral que ficarum satisfeltos os 10-
leresses das partes, desde que se lhes assignas-
sem termos e prasos em que podessem fcil e se-
guramente deduzir e provar seus direitos,re-
gulando-so ella, como j eu disse, pela nature-
zi dis causas e pela necessidade de se conciliar
a promptidio das decises com o criterio e segu-
ranza dos julgados.
Seodo esse o espirito da lei, sendo sua norma
o interesse das partes, uma vez que ellas guar-
dem a ordem natural do juizo, que muito que,
por expressa convengio, substiluam ellas o pro-
cesso summario ao ordinario e vice-verss, se tal
fr o interesse de ambos?
Com effeito, se o autor tiver em tal conla a
importancia de suas provas, e as tenha to mo
que considere oppressiva qualquer lirdanga ao
reconhecimento de seu direito, s pelo amor da
forma grave e pretenciosa do foro;se o ru por
seu turno, estando convencido de que as provas
do autor sio tio nullas ou lio tracas que morram
primeira refutagio, achar de seu interesse que
se substitu o processo summsrio ao ordioario, j
para nao supportar longo tempo o peso de uma
demanda, j para frustrar promptameote as pre-
tences do autor, concordando ambos na substi-
tuigo, nada se Ibes deve oppor; e at lucra nis-
so o ioteresse publico, que gaoha com o se res-
labelecer de prompto a paz na sociedade, des-
tribaiodo-se sem delongis, justiga quem a ti-
ver.
Diste eu que tal o espirito da lei civil por-
que a vejo conceder dispensa de cerlos termos
em processos ordinarios, se as parles os dispen-
sam em seu interesse; e validar taes processos
que nao incorrem em nullidade, se ellas nao re-
cia mam pelas dilages completas, logo da primei-
ra vez que fallarem no feito (Sic. Ords. do liv.
3o tit. 20 e 63).
E vejo alem disso que expresio na lei com-
mercial que tal substituigo se possa fazer por
convengio das partes (Regul. n. 737art. 245).
Assim peosa, entre oulros, o eximio Ict.
Moraes Carvalho que em su* nota ao 2o, re-
feriad o-se Mello (L 4, til. 7o % 13), assim se
exprime: Sa as partes podem convir-em ar-
bitros que decidam de plano e sem formalidades,
se ellas podem transigir sobre seus direitos, tor-
na-se liquido que podem tambem renuociar
quaesquer formalilades que nio sejarn substan-
ciaos, e por isso, at, por convengio, podem
tornar summaria a aegio ordinaria.
E pelas mesmas razes, accrescentarei eu, po-
dem ellas tornar ordinaria a aegio surumaria.se o
A. entender que, apezar da appareocia da causa,
o reconhecimento do seu direito demanda provas
mais difflceis e demoradas e um debate mais atu-
rado e minucioso, e se o R. por seu turno achsr
n'essa substituigo maior vanlagem e mais tempo
para a sua defeza, mais facilidade na reuoio de
provas favoraveis.
Ao passo que, oa especie, serio devidamente
atteodidos os ioteresses de ambos, se-lo-ha egual-
menle a ordem publica que, por mais que se
diga oo exige nem pode exigir que se' sa-
crifique ao principio ceg da celeridade as cau-
sas summarias, os legtimos ioteresses das partes
que assim conveocionam por amor de seus res-
pectivos direitos.
Nem ia bem quem ahi vesse me oppor o silen-
cio da lei quo nio precisa fallar tudo pira ludo di-
zer porque ella nio tem s palavras.
Se, nos proprios processos ordinarios, concor-
dando ai partes, podem se alongar as dilages
probatorias, quaodo ellas se fundam em legitima
causa (Ord.do liv. 3: tit. 51 9), consequente in-
ferir-seque, quando sa trata dos ioteresses dos li-
tigantes, recoobecidos de parte, partedentro de
cerlos limites,s lei nio quer que se faca questio
de tempo e de formalidades, e nio se oppe por-
tanto que n'essa conformidide se figa a substi-
tuigo de que tratamos.
Contra estas concluses nao vale o dizer-se que
podem as partes, sob falsos pretextos, loverler a
ordem dos processos, e torna-Ios tumultuarios
com vistas reprovadas : alem de isso se oppr
o ioteresse de cadi um dos litigaotes que no foro,
menos do que aliubi, se poden ligsr decompli-
cidade no terreno defraude, di-so em ultimo
caso que ao juiz incumbe, em razio do sea po-
sate na metade de sua carreira,por mais cruel 1 der Quicial, frustrar o* manejos artificiosos das
Ora, quindo todos lem escripto o seu por
causa, como o disse Cromwel, inda ha poucos
dias, e escreveu tambem o seu porcsus do meu
celebro ; necessario que eu tambem escreva o
meupor causa,e l vae :
Hade-me ser muito difficil o desempenhar a tal
missio de que me incumb voluntariamente. A
mi affeita a sopezar continuadamente o arcabuz
do sold.ado ha de tremer extraordinariamente ao
apertar entre os dedos a peona do escriptor pu-
blico; e anda mais para esc re ver umpor cau-
sa : comtado esporo que a forga de rociado do
eipirito supra a extrema fraqueza do brago.
Nio aquella a primeira vez em que os fellzes
da vida nao atirado o riso sardnico de sos iro-
na rida fronte paluda e suarenla do soffredor
de coranao, nio; muilissimas vezes temo-lo
visto.
Cromwel lastima que uma ave negra de azas
despregadas obscureca as raias do Bratil ac-
tual.
Nio nio devra ser assim : nem o genio do in-
fortunio presidiu-lhe o nsscimenlo, e muito me-
nos escreveu-lhe na fronte a historia dos teus
myslerios.
A mocidade brasileira oo lio sceptica, tio
deslavada de crengas, tio erma de esperanzas, co-
mo Cromwel considera.
Se temos lagrimas nos olhos de mais de um
mancebo ; se o fel do scepticismo desbotou em
cedo os labios juveois de alguns; se algumas ly-
ras envoltas oo *u espesso de ura d pezado,
deixam apenas de quando em quando ouvir um
gemido de intimo pungir; nem por isso oeix-
mos de ter harpas afinadas pela creoga de uma al-
ma robustecida na f: cautos da muita espe-
ranza.
Alv"4 H Azarado e Casimiro d'Abreu sao
Uma das faces da UlodalUa da poc.i. br*iloir :
oegra pelo suave e tmido descrer de um. e o
desalent e a duvida do outro. Magalhies e Gon-
galves Dias sio o verso da medalha : all o sol
que se atura n'um ocano de singue, o creps-
culo que rouxeia o horisoote preludiando a ne-
grido da noile: aqui o acordar da nalureza aos
beijos deum amaDhecerde primavera. Os Suspi-
ros Poticos, os Cantos, sio a antilhese das
Primaveras e da Lyra dos vinte annos.
Foi sinaou acaso ; verdsdelra on falsa, aquella
dor, aquella desalent, e duvidar continuos de
ambos?
As lagrimas ardentes que a lampada da vigilia
reiiccara-lhes as palpebras azuladas pela in-
somnia ; o maldizer incensante de procurarem em
vio a ralidade dos sonhos das ooites mal dor-
midas na eoxerga da desventura, que rezumbra-
das paginas dos seus livros, que transpiran) de lo
dos os seus hyraaos; serio por ventura uma sim
pies inspiragio de Harold e D. Jesn? Nao, por
certo.
Carece ser muito myope para nio traduzir na
pallidez d'aquellas frontes, na sombriedade
d'aquelles olhares, que tempestado de dores em
bata-seno espigo mmeoso do corago do poe-
ta ; e como o continuo farfalbar do vento de am
miu deslino pelos jardins da vida, desfolha-
ra-lbes sem pledade as flores mais puras de se
tinez e brancura.
Cromwel mormura que depois de Byroo, Goe-
the e Werner, que foram os semeadores da des-
crenga pela Allemaohs e Inglaterra, todos os
poetas, mormente os nossos seguissem as pegadas
negras que elles deixaram impressas por l.
Coitadode Cromwel: feliz da humanidade se o
soflmenlo erradio, a magna insana, e a mi da
fatalidade s livessem vodo trra extnrtigar
aquellas cabegas incendiadas pelo volco do ge-
nio.
Conforme o penssmento do nosso amigo, de-
pois d'aquelles tres marlyres do sceplicismo, nio
houve um s homem que, levado pela continui-
dad de sua desventura, podesse duvidar ou des-
crer mesmo, das illuses da vida, palpando, tre-
mulode desespero e com o fel da blasphemia a
porejar-lhe dos labios n'um rir convulsivo, o h-
mido cadver da ralidade.
Pois digo-lhe eu que, se ha razSo para duvi-
darmos do soflrimento do presente, ha tambem
para davidarmos do soffrimeolo do panado.
Podemos contestar que a deacreoga de Sbelley
nio teve a sua origem n'um aentimento verda-
deiro? Nao I
Poderemos dizer que Werner foi feliz, que o
ft que lhe rouxeiava os labios nio lhe suba das
ulceras do corago, onde um herpe de morte gran-
greora a ultima esperenga, mas sim de mergu-
Iha-los na taga alheia de um soflmenlo estra-
nho? Tambem nao.
No entinto Sbelley e Werner, foram posterio-
res Byron.
Pens que assim, como Alvares de Azevedo,
Cizimiro d'Abreu e outros passsm por um refle-
xo de liyron ; Sbelley e Werner timbem o deve-
riam ser, porque, como aquellos, poderiam ter
queimado o cerebro na lava candente da leitura
das paginas tenebrosas dos poemas do lord.
Bocage tambem morto na enxerga da perdigao,
a fronte reclinada no seio da mercenaria, nio te-
ra por ventura um pungir muito intimo a remor-
der-lheo corago? Cromwel porm, tslvez duvl-
de da orginalidade 'aquella dor e diga: Bocage
nio sotTreu ; uma harpa tangida i inspirages
do corsario ; afinada aos sons rugidores da tem-
pestado de um cu estranho.
E assim poda ser: quando a irona amarga da
duvida confrangiu os labios do Portugus no pri-
meiro riso do soeplico ; a morte a muilo sellara
na ultima blasphemia os do orphao de f ioglez.
Cromwel nio se contenta com o auto de f
que condemna a nossa mocidade, para deie-
jar-lhe ainda o cadafilso de Chenler, a fogueira
de Antonio Joi e a masmorra de Tano. Mas
que se assim fosse, triste delle timbem ; coitado :
l j teria chegsdo ha muito ; porque, ea nio as-
severo, mu parece me que Cromwel j teve uma
lyra e.... choroa*muito pelas cordas dalla. Re-
negou em tempo das abuaoes do idealismo. Denso
conserve na ventura de sua prosa.
E onde vem, eu lastimo essa metamorphose do
poeta em critico. Alguma palavra mgica talves
converteu-lhe a lyra em escalpello, como ou-
tr'ora a vara em serpente..
De fado, que se Cromwel houvesse ficado abra-
gado sus lyra seria ama bella gloria para o Bra-
sil. Elle, o homem das crlogis, dos sonhos de
origioalidide, o que nos dara? Muita. muita
cous mesmo. Na cor a de flores que lbe engri-
cildasse a fronte nio haveria tima roa s des-
botada e murcha pelo orvalho de urna lagrima.
Eu nio sou dos que dir, como Cromwel espe-
ra, do seu escripto : isto nao presta; nio : para
mim preslou muilo.
All eu sondei o espirito do escriptor e todas as
suas aspiraces.
Na verdade que a actualidide oio est para fa-
zer-se ouvir s vozes do corago ; as necessidides
da bolga chama-nos mais a atteogao que as pre-
cisos d'alma.
Quem nos oavir a lenda dos nossos infortu-
nios, aparar as nossas lagrimas, se nio tivermos
na algibeira um pouco de cobre amoedado, ou um
memorial em que anotemos umpedido para
pagarmos o minuto de atteogao que nos pres-
taren! ? Ninguem por certo.
A dor alheia pouco importa, porque nio o
oosso o rosto que ella confrange e dasbots.
Assim, sentindo-me tambem ferido n'aquelle
golpe de Cromwel, por que sou poeta, e choro
mais do que rio, o meu eitro sempre, todo
triste, resolvi-me a defende-lo mettendo-o n'um
por causa.
Devo dizer alguma cousa respeito de uma
poesa que ahi vae transcripta.
Tinharaos acabado a leitura ioteressantedo ar-
tigo de Cromwel, quando tem maii cerimonia en-
Iri-me pel porta a deolro um senhor meu com-
panheiro e falla-me deste modo:
Macario, passando agora mesmo pela Luraria
Acadmica enlrai para fallar com um amigo meu
que ahi eitava ; eolio por casualidade vi este l-
bum sobra o balcio, enligue qaauto queilam por
elle disseram'o, e eu achei caro. Emfim depois
de um choradinho que fiz ao tal sujeilo consegui-o
sempre por menos alguma cousa.
Ora bem I lembraste quando eu le prometli com-
prar um albura para tu escreveres na primeira
folha delle o teu oome.
Pois ei-lo ah.
Era o que me faltara : depois de 1er Cromwel
pedircm-me versos d'aquelle modo I
Como me havia eu safar d'aquelle risco ? Tive
uma lembraoga feliz : paraphrasear a poesa do
Sr. Cromwel.
Mas eu pego-lhe perdi, Sr. Cromwel, se vi-
rei-lhe o manto pelo avesso, e cobri-mecom elle
Nao que a micha nudez foise tanta que eu bus-
casse uma nesga de roupageos alheias para me
vestir com ella ; nio : foi apenas am capricho es-
travagante de minha imaginacio.
El la :
Sou poeta, e por isso eu-dou-te versos
Bem ves que para tal en tenho geito
Oh I fago te o pedido.
Bem sabes que o destino do poeta
E' ter poucos sorrisos, muilo choro:
De era vio soohar descrido.
Tu vez que elles jamis sio levianos.
Irmanao-s o sofTrer, e n'um s tempo
Sentem dor e prazer.
Vivendo de illuses, as suas bellas
Sao as formas que o crneo em fogo piola :
Vio conbecem dever.
Sio as ra* seu lar ; o cu seu teclo ;
As calgadas colches, sem travlsseiro
Dormilam ao luar.
E vendo em sonhos vergens vaporosas,
Sao felizes de mais quaodo dispertara
Inda cuidam sonhar.
Tu sabes que da vida se resumem
Todos os gosos no tremer das orgiis
Embora agros prazeres.
De que valem as noites sem volupia
Sem termos p'r'amorosr os labios fros
Uns seios de mulheres 1...
Oh I como doce i noile ao p da vela
O espirito accender-se no cognac
E viver sem dormir I
1)3 batano charuto que se abraza
Ao mundo do ideal em baforadas
Senlirmo-nos subir 1
Aisim, versos eu dou-te porque os tenho,
Arde em mim este fugo que sos poetas
Torna a alma vaporosa.
E' peni que o sofTrer me baja descrido,
Eeu seja triste, cyoico, e britanno
Como aa causis em prosa.
Safa I quasi que nio veogo o risco......
Eu nio sei.se defend o mea estro ; ao menos
reita-me a satiifagio de que trabalhei para iiso.
Ora, sim senhor, Sr. Macario ; quem lhe dira
que um dis Vm. ver-se-hii obrigado a sihir a
campo, para defender o estro triste do poeta dos
motejos zombeteiros de um prozador alegre.
Olhem que ha cousas I......
Nada mais me resta a dizer.
Picamos aparando uma peona para escrever-
mos mais alguma cousa, se o cholera morbus nio
nos vier chamar s contas.
Fevereiro62.
Macario.
Variedades.
Entre pareolhesis.
ANDA POR CAUSA DO MEU CEREBRO.
Ps quenles, ventre livre, cabeca fresca e saie
as algibeiras vos desejo.
Quanlo a mim, passo bem, vou sem novi-
dade.
Quaoto ao ttulo deste artigo, abr, como eu,
um parenthesis, encaixae-lhe dentro silen-
cio I fecbae-o depois, guardae a chave, e viva
a egualdade 1 I....
Tambem Affouso Karr, depois de haver jinta-
do, como um bispo, escreveu o seu les femmes
para facilitar a digeslio, metteodo as pobres
mulheres em contradangis, que as pz doudas ; e
como, ao contrario, indigestasse, abriu um pa-
renthesis, lomou um vomitorio e escreveu
en core les femmes \ com tanto desaforo, que
s enforcado I
O mesmo fago eu I menos a forca 1....
Tioha escripto j o meu por causa do meu
cerebro que tanto tem feito easa gen le audar
veiga e espantada a se mirar pelas eiquinis e a
ver o dlabo em figura de morcego, quaodo de re-
peale veiu-me a lembrangt escrever o quaoto
vi n'uma excurso aeria, que fiz, como ando-
rinha. Abro, enlio, um parenthesis mell-
me oo meio delle, fecho-me por dentro e saio
igora com feiges de aereo-nauta a escrever
ainda por causa do meu cerebro.
Sabis?... Sara deu i luz Isaac, com edade de
noventa annos.
Realmente ad rem me veiu enlao esta lembran-
g. Eu f vez%s tenho-es boas !
De balde, pensava eu cunes mais ser gente em
materia de verso, quando a douda de minha vea
potica, depois de velha e desconcertada, tiroa-
se de seus cuidados, e formulou um verso, que,
a'nao ser o p quebrado, seria uma des-
graga I
Como S. Pedro Jess Christo, neguei tres ve-
zes, que semelhante trabalho fosse filho do meu
crneo anli-metrico, e nem por isso cantou o
gallo. y
Que fatalidade!....
Mis, quintas vezes tambem a aguia, esvoagan-
do pelo espago, nio se esconde, perdida no im-
menso nevoeiro, e de quando em quaodo deixa
avistar-se as ondulsges do suas azas, entre as
brumas, e solta uma das peonas, para dizer que
ainda vive?....
Quintas vezes por-entre as ciazas resfriadas de
ruinas aotiquissimas nio arde fogo, sem que ao
menos rebeote uma centelha ?.... E' que no co-
rago cadver de um poeta, aioda bite a ultima
pancada, que aviventa-lhe a imsginagao 1 E' que
ainda no retento da prosa, crepita uma dessas
faiscas, que em balde peosa o poeta se apaga-
ran) I I....
Agora fui eu sublime I
Eu bem digo que s vezes lenho medo de mim
mesmo 1....
No entinto, porm, o tal verso, como lodos
os de nossos poetas, nio tem epigrspbe, nem
causa.
Outr'ora quando ea os fazia de encommenda e
sem nenhuma inspiragio, em vez da epigraphe
preceder ao verso, este era que m'a snggeria ;
e muitas vezes mesmo, ou as mais das vezes, por
que lia eaperanga morta o cadver de um
poeta uma illuso perdida, etc., etc.; eis-sae
tambera a matar um poeta, na itnagioacio, p.ar
oaota-lo morto, a ter espenogas moras, illasoM
perdidas, e al lagrimas no coragio I
Contestem-me os poetes nesta parte se i tanto
lhes chegar o engenho i a arte I
Emflm, o virso em questio, e que me fez ser
incrdulo como Pedro, o seguinle; e quando o
cibardes de 1er, em atleogio i vos, on a algum
prente vosso poeti, como disse Agripps, dizei
profundamente dentro d'alma:
Ilequieseat in pace....
Qusodo o sel macilento a fronte inclina
Tu j viste inquieta a ave, Malvina,
Em buici de seus lares?
E entre as sombras do vale, esvoagando
Dos Dlhinhos a perda lamentando,
Gemer pelos palmares ?....
Por noites de luar nos cemiterios
J ouviste dos morios os myslerios
Os ventos murmuraren! T....
E as oeblinai da noile enregeladas
Sobre as pedras dos tmulos musgadas
Das cruzesgotlejarena?....
Tu j viste ?Pois tim I eu sou lio triste.
Como essa ave, e o orvalho que j viste,
Das cruzes goltejar,
Nos caminaos trevosos desls vida,
A mioh'alma vers sdormecida
Soohar! Soohar I Soohar I..
Eis-aqui est e aborto de minha senil e mr-
bida imaginigio.
A trra lhe seja leve....
Agora podem j nao ter peoa de mim I Estos
poeta outra vez, e que lembraoga II.. e para que
ninguem tenha a gloria, e o sabor da novidsde
estej extiocto vou logo diodo parte.
Hontem noite, dei uma partida, coovidei a
Gcethe, Milln, Ossian, Weroer, Byron, Cooper, e
fui a cada um dando am abrago em particular pelo
surrexit de mioha musa. Tomamos cb, e
depois com a maior satisfagio diz Silvio Pellico,
voltado para Cicero com am copo de hierre ota
punho: .
Oh 1 infelice, chi ignora la sublimil della
confecione 1 infelice chi per non p'arer vulgare se
crede obligato de guardar la con eichierno'.....
Viva o Cromwel 1 viva a egualdade I
E Cicero vollaodo-se para mim, disse si quo,
est in me exercitatio dicendt, in qua me non in-
/itior meiocriler esse tersalum freatut venter,
qui le portavit.
O que vou relatar-vos, estae bem certoi vera
fazer anda mais motim, mais assaada, nesias ca-
begas estouvadas, que dizem, que o Cromwel
uma dessis victimss ds ida ioquiaigao, que veiu
montida no cerbero confranger a mocidade Ilite-
rata da Ierra dos Negreiros e Vieiras com escup-
ios descoojuotadus e sem geito.
Um dia, como o macaco da lanterna mgica,
com o cerebro esquentado e zonzo aonunciei um
espectculo urna viagem la n'um s folego.
Na hora, dia e lugar determinados, estava ag-
glomerada uma mullidio desbaratada de povo, a
querer ver, que pareciam maribondos assa-
ohados.
Era uma inquietarlo do diabo 1 Cheguei. Maos
Obra. Ergo o bslo, metto-me dentro, encho-o
de vento, ponho-me ao fresco, e deixo todos
me olhando I
Eolio sim 1 ia ver urnas tses linhas ao sol,
folhas ao vento, ditas solas, paginas idem, idetn
avulsas, e tudo mais quaoto desgrudado e roto
fosse encontrando em caminho, e teria ento de
enfia-los n'um cordio, e fazer uma cambada.
O espago dividido em carnadas de ar, fui per-
correndo-as paulatinamente, e com a pachorra de
um cura.
Durante a minha viagemria-me ende La Har-
pe, infesadissimo contra os costumes dos Athe-
nienses, por ter Aristophanes levado Scrates
scena ; ria-me do Jaoin, agarrado pelas barbas
de Nissrd a pedir-lhe contas do seu manifest
sobre a litteratura fcil; ria-me do por causa
do meu cerebro ria-me de todose de ludo, ria-
me de mira mesmo; quando lembrei-me de com-
por am drama.
Realmente, escrever um drama 11....
S i boa de minha cibega teria descoberta de
fazer morrer de inveja Colombo, se por ventura
vivesse II....
Ahi, nessa grande composigio, que haveria de
ser completa, como a Athalia de Hacine, e que
ler-me-hia de levar posteridade, como julgou
Cheopo o levara a pyramide, que erguera no
Egyplo, projectei pintar os meus amores desgra-
nados, as torturas de mioha lyra, de poeta feito
pressa, e os meus ltimos arrancos bydropho-
bicos de jornalisla de csrregago.
Se Byron, dizia eu, pognou pela liberdide de
um povo de hroes, eu pugoarei pela felicidade
de um povo de poetas, e se Casimiro Delavigoe
chorou os desastres daFranga opprimida, eu cho-
rarei a desgraga deita Ierra de divioo-mestre, se
por ventura se nao realisar esta minha colossal
concepta o I I___
No grandioso dessi construego rhodica litte-
raria, eu faria o papel interessantissimo do Jock
de Moriette, em figura de macaco, que teria de
fazer rir at s pedras, quanlo mais aos tolos.
Mal perdia-me eu nestas mysticss contempla-
ges, quando deparo oa carnada degazes hydro-
genios carbonados com um espelho immenso, em
que se reflectia o mundo ioteiro as suas varia-
dsimas e antilheticas evoluges.
Creiam, que pareceu-me artes do diabo I.. Eu
vi, coofesso que vi, de um lado todo este movi-
mento miseravel e deforme,em que vivemos; tive
horror; irrigaram-se-me o cabellos, corro a es-
conder-me no lado opposto ; o que? I.. uma
scena anda mais horrorosa, mais cheis de iodig-
nages e de contrariedades o passado e o futu-
ro em andamento, em quinto do lado aati-
podico se operava o presente ensanguentado.
O diabo, do espelho dava luz de ambos os la-
dos, e o ago era no meio. Vade retro II..
Na scena do presente entre os horrores, estra-
gos e miserias da humanidade, vi tambem muita
cousa boa. Eochi minha med-la, e como Hera-
clilo ria-me, que hoje qoe admiro 1
Nao coolarei Un tin por.ftn tin, porque, sem
um Aoligooo, que guiasse-me naquelle novo Ci-
theroo, ehospede naquellas paragens, como adro-
gado sahido ha ponco da forja, dosprobars,
que as mais das vezes nada provam, nosdgos
hierogliphoseras u suprae outras muitas par-
voices de escrivio, filtava-me alm disto uma
caderneta e um lapis, para tomar as minhas no-
lis, si bem que nao visse l um s bedel.
E' gentesinba desgranada I Existe e nao vis-
ta J.. AllrigthU
Um sugeito montado a cavallo, em carcter de
enviado extraordinario e ministro plenipotencia-
rio at a corte das conchinebinas, vestido de to-
ga, e de barrete vermelho gritava por todos os
lugares, onde passava viva o progresso I le
monde mercht J viva Pelletan I vive la libert I
e deixava cahir uns ppetelosem que se lia
pecunia est justicia nostra.Que alarma o a-
compaobava 11
Mal pude apanhar um daqnelles papeliohos,
que dei de presente ao defuoio meu to, no tem-
po em queDeus lhe filie n'alma, era juiz.de
direito,o que hoje snto como ninguem taz
ideia.
A graga e o que certo que elle achou al-
guma parencia consigo que ficou terrivelaenle,
indignado contri mim, e aioda mais contra opa-*
pelinho, que nenhuma culpa tioha.
O velho estava no ago e mudava de cores como
um arco iris, e eu ria-me a mais nio poder.
Era interessantissimo 1
(Continuar-i*- ha 1
ERRATAS.
Na psrte da litteraturasobre a rubricaPor
causa de duas anglicas, dio-se os seguales
erros; alm de outros que o leitor snprir :
Na |." col. 6.1 linhacautos 18i-secilos.
elevarli-seenlevar.
eslesla-seests.
do corpolea sede corpo.
muilo rala-semuito me
comsigoli-seconsigo,
cibis-baixo > cabisbaxo.
dous escravoi brincoslea-se
dous cravos brancos.
o 37 b doutescravos brancosla-se
dous cravos brancos.
Na 2.* col. linbas 45e elle a correr........que
ele.16a aee ella i correr.... correr.... 4
correr, que etc.
1 D B u
a 33
> 76
o ria. 9 86
V 20
26
1) 36
3.* >

> D
guntei.
45 pazla-separa.
85J aolea seJoo.
110Perguntoula-se per-
4/
8-daes-la-e-ds.
PfiRNTYP.DEM P. DE FARIA 4 FILHO 182,
> .


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