Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09496


This item is only available as the following downloads:


Full Text



'
1110 IXXVHI. BOMEBO 40.
Ptr tres mezes adianlados 5J00O
Ptr tres eres vencidos 6JJ000
n m
nm mu u be fetereim be is62.
Pernio i4iMtitt'ilT
'Porte fraico tara o iibieripttr
a*.
DIARIO DE PERMMDM10
E3CARREGAD0S DA SBSCRIPQAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Araealy, o Sr. A. de Lomos Braga; Cear o Sr.
J. Jos de Oliveira ; Maranhio, o Sr. Joaquina
Marques Rodrigues; Piri, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os das as 9> horas dodia.
Iguarass, Goianoa, e Parahyba nal segundas
e sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruata, Altinho
e Garanhuos Das lerdas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncurye Ex nasqua>tas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros
Agua Preta.-Pimentelras e Natal quintas reiras.
(Todos os crrelos partem as 10 horas da manhaa
EPHBMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
B Quarto cresceote as 5 horas e 80 minitos
maoha.
14 La cheia as 2 horas o 25 minutos da man.
11 Quarto minguante as 11 horas 46 minutos
da manhaa.
28 Loa ora as 2 horas e 8 minutos da machia;
PREAMAR DE UOJE.
Prtmeiro as 7 horas e 42 minutos da manhat.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
T
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. Ss. Silvino e Romulo mm.
18 Terca. S. Theolo nis prior ; S. Simeao b. m.
19 Quera, s. Conrado f. ; S. Gabioo b.
20 Qainta. SEleuterio b. m. ; S. Nilo b.
21 Sexta. S. Maximiano b.; S. Angela de Mericia
22 Sabbado. A cadeira de S. Pedro em Antiochia
23 Domingo dasexagessima. S. Lzaro mongo.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relagao: tercas e aabbados s 10 horas.
Fazenda: quintas s 10 horas.
Juizb do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphaos: tergas e sextas is 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do cirel: quartase sabbtdos l
horada tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SW
Alagas, o Sr. Claudino Falcao ufas: Babia
o Sr. Jos Martina Aires; Rio, de Janeiro, o 8r'
Jlo Persira Martini.
EM PERNAMBUCO.
Os proprietarios do diario Mraml Flgoeira d>
Faria & Filho, sa sua lirraria prava da Indepen-
dencia ns. 6 e 8.
PARTE OFFICUL.
ministerio do imperio.
3 seccao.Rio de Janeiro Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 29 de Janeiro de 1862.
Tenho presente o officio de 23 do correte mez,
em que Vmc. consulta :
Io, se deveni ou nao ser incluidos na qualiflca-
gao de rotantes nessa freguezia os pedestres de
polica que nao recebem sold, e os que aio ro-
meados pelo subdelegado de policia para o S6rvigo
da freguezia, os quaes se acham as mesmas cir-
cumstaocias;
2o, se as reclamaces que por ventura tenham
de ser dirigidas i junta de qualiflcaco derem ser
feitas em peticao assigoada por cada um dos re-
clamantes, e revestida dos documentos uecessa-
rios, o* se qualquer individuo pode reclamar em
nome de muitos outros, em um s requerimenlo,
sem sssignalura e expresss autonsagao desles.
Em resposla cumpre-me declarar-lhe, para sua
inteligencia e execugao, quanto a primeira duvi-
da, que seodo excluidas da qualiQcacao pelo 6
do att. 18 da lei o. 387 de 19 de agosto de 1846
smente as pracas de pret do exercito e armada
e da torca policial paga e os marinheiros dos na-
vios de guerra, em neohuma destas classes se
acham comprehendidos os pedestres de policia
sem sold, os quaes deveni portanto ser qualifica-
,dos urna vez que reuDam as outras qualidades
exigidas por lei, como sejam a idade, a renda,
etc., visto como nao licito ampliar os termos
da lei, especialmente para restringir direitos lo
importantes como os de que se trata.
QuaDto finalmente, segunda duvida, tenho de
declarar-lhe que.em virlude do disposlo no art.
22 da lei supracitada, qualquer cidado pode fa-
zer queixas, reclamaces ou denuncias acerca das
fallas ou Ilegalidades com que as juoias tenham
procedido, ou seja em relacao ao queixoso, recla-
mante ou denunciante, ou em relacao a qualquer
outro cidado, devendo taes queixas, reclamaces
ou denuncias ser assigoadas pelo proprio quei-
xoso, reclamante ou denunciante, ou por seu le-
gitimo procurador, como ja foi explicado pelo
aviso deste ministerio n. 35 de 8 de marco de
1847 2o.
Deus guarde a Vmc.Jos Ildefonso de Souza
Ramos.Sr. juiz de paz presidente da junta de
qualiQcacao de Iraj.
Cal tambera se sabe que existe nos valles do
rio Jacuhy, e lendo Visto suas amostras, achei se- !
rem um carbonato de cal crystalioo inteirsmente
proprio como flua para a reducco dos minerios ;
exisliodo crtanlo neste districto urna combina-
cao de differentes especies de mineraea necessa-
rios pars seaproveitar a riqueza deste minerio.
Desde que hajam mo os meios de reduzt-los
ao eslado metallico, os minerios de ferro nao
teem absolutamente valor por si, e algumas ve-
zes sao prejudiciaes, empobrecendo a trra, tor-
nando-a impropria para a agricultura. Assim, o
supprimento do combuslivel, sua abundancia, boa
qualidade e commoda extracto, sao as melhores
medidas do valor do minerio de ferro. Em mui-
tos lugares desia provincia o minerio so encootra
muito pouco ioferior em quantidad* e lalrez su-
perior em qualidade ao de S Jerooymo, mas em
lugar algum to convenientemente situado para
transpone, e to bem combinado com os requisi-
tos para um trabalho lucrativo, consistindo estes
em haver o necessario e sufflcieote supprimento
de minerio de boa qualidade e de bom combustl-
vel, ludo oblido por mdicos pregos, e associado
na mesma mina, o i em distancia de algumas le-
guas um do outro, e mesmo longo dos mioeraes
precisos para sua reducco.
A profuso com que as riquezas mineraes se
acham espalhada por esta provincia aera sem du-
vida a causa de ella vir a ser a principal sde
manufacturera do imperio do Brasil, e poder
competir em annos vindouros com os estados da
Europa na producgo e fabriclo ferro. Em ne-
ohum destes minerios de ferro at hoje achados
o metal existe senao no estado de peroxydo e
nunca no de carbooato, mas provavel que appa-
regam estes associados ou intrslralificados com
as veias do carvo de pedra, como ua Europa.
Posso a jui dizer que alguna dos minerios acha-
dos em S. Jerooymo vo at urna pequea distan-
cia dos schistos carbonaceos que foram trabaja-
dos ha dous ou tres annos passados na errnea
convicco de que eram depsitos de verdadeiro
carvo de pedra ; porra pela actual observaco
de resultado das soodaa, e a observaco das subs-
tancias assim obtidas, achei que sSo meramente
carnadas superQciaes de schisto ioterstralificado
com veias Qoas de um carvo de qualidade infe-
rior collocado na concavidade formada por duas
colimas subterrneas de syenite ; estas collioas
acham-se cobertas de gres a depsitos alluviaes.
jas altas, e tem o inconveniente de causar gran-
de desperdicio, como ae v do tacto seguinte.
Tres toneladas de rico minerio de ferro produ-
zem urna de ferro fundido. Cinco horas foram
necessarlas para consertar uufa massa do ferro
pesando somente 150 libras, no entantoque na
forja alta ha menor desperdicio, e muito e muito
meos tempo necessario para produzir muito
maior quantidade de metal, e quando se empre-
gam corren tes de er quente poupa-se amatade do
combustivel. As experiencias cima ditas fo-
ram testemunhsdas pelo coronel do corpo de en-
genheiros Jos Xavier Garcia de Almeida, que
exprimi grande satisfaco pala maneira porque
foram feitas as experiencias. Esperando que ellas
encootrem a inleira approvaco de V. Exc, tenho
a honra de assignar-me com profundo respeilo e
amis alta considerado, de V. Exc,aliento,
obediente servidorNathaniel Plant.Conferido.
Mello e Mallos.Confere o director, J. A. Mo-
reir Guimares.
Illm. e Exm. Sr.Commissionado por V.
Exc, em officio de 30 de setembro findo, para
assistir s experiencias feitas pelo naturalista in-
glez Nathaniel Plant, das amostras de ferro de S.
Leopoldo e S. Jerooymo, emittindo mioha opi-
nio a respeito, logo que aqui cheguei, de arcor-
do com o mesmo nsturalista, procedeu-se aquel-
lo trabalho em grande e em pequea escala, para
se poder apreciar as respeclivaa relaces. A
experiencia em ponto grande foi fefta com cal
das fabricas dos canudos oesta proviocia mistura-
da em porco arbitraria com a pedra de cada
urna das minas, depois de calcinada, para expel-
lir as partculas aquosss, e facilitar a fuso; nao
permitlio comtudo a inMpacidade do forno que
ella se effectuasse convenintemente, pois que as
escorias da de S. Jerooymo se maoifestam part-
culas de ferro em ser ; seodo porm o m da ex-
periencia o coohecer se ha ferro, esua qualida-
de, o naturalista fazer fundir duas barras, que le-
vara na frente as armas imperiaes, e um distico
allusivo ao objecto; teodo a de.S. Leopoldo 70
libras prximamente, e a de S. Jernimo quaren-
ta, para seren presentes a V. Exc. As experien-
cias em pequea escala foram feitas emcadiohos
de louca, contendo cada um duasoocasde pedra
calcinada, e triturada de mistura com lineal, e
cal era quantidades arbitrarias. A mina de S.
Leopoldo urna variedade de hemalite, compos-
ta de peroxydo de ferro, misturado com silica e
Ministerio da agricultura,commer-
cio e obras publicas.
Rio-Grande, 18 de oovembro de 1861.Illm. e
Exm. Sr. coramendador Patricio Corris* da C-
mara, rice-presidente desta-provincia.Exm. Sr.
Dando cumprimento ao officio do Illm. e Etm.
Sr. conselbeiro Joaquim Aniso Fernaodes Leao,
ex-presidente desta provincia, con dala do 9 de
agosto prximo passado, no qual me ordenara
examinasse a posicao, exienso e riqueza do mi-
nera rio de ferro que descobri em diversas para-
gens desta provincia, e romeltesse duas amostras
de metal tirado dos rainerarios de S. Leopoldo e
S. Jerooymo, tenho a hoora de nesta occasio
submetter a V. Exc. o resultado de miohas expo-
rsces e experiencias feitas, acompaohadas de
amostras do mesmo minerario em seu estado na-
tural e duas chapas de metal extrshido e mais
amostras da escoria, ludo debaixo dos nmeros
eeguint6s :
N. 1. Minerio de ferro de S. Leopoldo.
N. 2. Minerio de ferro de S. Jerooymo.
N. 1 A. Ferro fundido do minerio de S. Leo-
poldo.
N. 2 A. Ferro fundido do minerio de S. Jero-
nymo.
N. 1 B. Escoria de ferro de S. Leopoldo.
N. 2 B. Escoria de ferro de S. Jerooymo.
N. 1.Minerio de S. Leopoldo.E* urna varie-
dade terross de peroxydo hydraiado de ferro (2 F
e 203 X 3 110) conhecido pelo nome de Brown
iron ore, e rende, segundo o meu enssio, cin-
coenia e seis por cento de metal puro, aprsenla-
se em grande abundancia na vizinhanga de S.
Leopoldo, formando velas de consideravel gros-
sura na grez vermolha, depositado na base das
rochas porphyrilicas que formam a serra dos Dous
Irmos, assim como se acha tamben) em coocre-
ces uniformes em consideravel quantidade na
superficie ousimplesmente coberta pelas argas
e areias dlluviaes.
Estes depsitos provavelmente foram produzi-
dos pela destruigo do immenso stratum de gres
errilero que algum dia existi ao longo das ro-
chas dioriticas e porphyrilicas que compera a
serra geral desta provincia. As veias parecem
variar emalgumi parte de sua extenso na quan-
tidade que cooim peroxydo de ferro; urnas pos-
suem mais que outras o ocri ou materias terrosas.
As amostras que acompanham sao das varieda-
des mais ricas de metsl; e era o pequeo ensaio
de duasoncas do minerio calcioado em um cadi-
nho deu cincoeota e seis porcenio de ferro tran-
co coado, tendo sido os ingredientes de que se (ez
-uso para sua reducco brax com urna pequea
quantidade de cal. Esta minerio, nao obstante
ser rico em metal, nao offerece exploraco as
mesmas probabilidades de lucro que a de S. Je-
rooymo, por estar mais espalhado e nao haver
por aquellas vizinhaocas vestigio algum do car-
reo, que to necessario para sua reducco em
grande escala.
N. 2.Minerio de S. Jeronymo.E' oulra va-
riedade dos mesmos oxydos associados com arg-
as, e contm maior porco de silica, que em al-
guns casos se moslra disseminada no mioerio em
forma de pequeos crystaes, cuja presenga ajuda
a reducco, fazendo precisa menor quantidade
de cal; apresenta-se em jazigos de consideravel
grossura, coberto somente por depsitos diluviaes
na superficie. Duas oncas deste minerio deram
quarenta e quatro por cento de metal da mesma
qualidade, em todo o sentido que o de S. Leo-
poldo, e 11 z uso dos mesmos ingredientes j des-
eriptos para fundi-lo.
Ao longo dos valles do rio dos Ratos e arroio
dos Cachorros que apparecem os mais abundan-
tes jazigos.
Nesle ultimo lugar toma a forma de limonito
(ferro hydro-oxydado) cobriodo urna superficie de
varias leguas, e formando, por assim dizer, urna
chapada composta de concrecoes mais unifotmes
coostituindo a principal fe'cao do carcter geo-
lgico desta parte do paiz, e evidentemente existe
em abundancia que se pode considerar pratica-
velmente inexhaurivel.
Esta variedade de minerio bem conhecida na
Europa, e constitue a principal materia da qual o
ferro da Prussia, Blgica e outras parles da Eu-
ropa extrahido, reodendo at 56 por ceolo de
metal puro.
O minerio contm : peroxydo de ferro de 82 a
44 por cento, agua de 14 a 11 por cento, oxydo
de manganez 2, silica de 1 2, sendo portanto
m peroxydo hydratado.
Acham-se estes mioeraes na melhor posigo
possivel para serem explorados, estando muito
perto do Jacuhy, rio navegavel para embarcaces
de alto porte al cima da embocadura do rio dos
Ratos, que tambera navegavel para embarcaces
que carreguem 20 toneladas mais ou menos at
a distancia de urna legua do lugar* onde se acha
o mioerio em tanta abundancia, eque com pouca
despeza se tornara navegavei para embarcaces
<3e maior porte. A maior de suas vaotageos a
indubitavel existencia em sua lmmediata viii-
ohanca de ritos e extensos reio de carrSo de
'pedra.
U verdadeiro deposito de carvo de pedra eviden-. argila cujas proporgaes se nao conhecero por
teniente deve jazer a alguma distancia destes falta do necessario apparelho, e por ser questo
schistos, separados delUjs por urna das citadas diversa: produzio 56 por ceolo de metal puro,
collinas subterrneas do syenite. Pela soodagem,' A mina de S. Jeronymo tambera urna variedade
depois de atravessar-se um fino stratum do schisto de hemalite, deuomioada anhydros, por ter me-
misturado com syenite decomposts, achou-se nos humidade, oxydo de ferro, teodo maior quan-
syenite compacta. Era addilamenlo ao que aci- tidadede silica do que a oulra; a experiencia
ma flea exposto acerca dos minerios, tenho a re- feita as mesmas condigoes di deS. Leopoldo
(atar a existeocia de immensas carnadas de bogi- produzio 44 por cento de ferro puro. Fez-se
rou, outra variedade do mesmo oxydo, para cuja
formagao contribuem animlculos, ou, como al-
guna considersm, urna planta microscpica (gail-
eoella ferrugiDea.)
Tem estea depsitos, situados na margem oc-
cidental da Laga dos Patos, entre os rios Cima-
quam e Salgado, urna tal profoodidade que se os
pode julgarinexhauriveis. Cobrem urna rea de
anda urna terceira experiencia lundindo urna
onga de cada urna das duas minas, a qual produ-
zio 50 por cento de ferro puro, lsto cooservou
a relacao das componentes. A mina de S. Leo-
poldo,, alera de mais rica, coutm melhor ferro,
principalmente para fundiges; mas eotende o
naturalista explorador quea de S.[Jeronymo pre-
ferlvel por ser muito maior, e cercada de recur-
talvez vinte leguas sobre seis de largura, che- eos para a sua extraego.
gando at a orla da lagoa. Este mioerio mui-* A' vista das experiencias, minha opiniao que
age
to explorado em varias partes do continente eu-
ropeo, especialmente na Lorena, na Borgonha,
na Norman a e outras, e rende ordinariamente
de 33 a 44 oor cento. .
-V. 1 A. Ferro fundido do minerio de ferro de
S. Leopoldo.t. 2 A. Ferro fundido do mine-
rio de S. Jeronymo.
Sendo os minerios de S. Leopoldo e deS. Je-
rnimo somente variedades no mesmo oxydo,
variando apegas na quantidade das materias ter-
rosas com as quaes se acham associados, e na *-avler Garca de Almeida, oronel de eogenhei-
proporgo do perxido de ferro que ellas conlem, rp Conforme, Mello Mallos. Confere,0
o metal por cooseguinte da mesma qualidade,
a empreza ventajosa ao paiz. Julao conto-
rnete declarar a V. Exc. que o naturalista Na-
thaniel Plant, moslrou os melhores desejos, e
faz exforgos para vencer difficoldades fllhss da
faltado apparelhos proprios para taes experien-
cias.
Deus guarde a V. ExcQuartel da cidadedo
Rio Grande, 12 de outubro de 1861.Illm. e
Exm. Sr. conselheiro Joaquim Anto Fernandes
Leo, dlgoissimo presidente da provincia.Jos
gao da hontera sob n. 106 dada com referencia a
da eontadoria dessa thesouraria mande V. S.
adiantar ao director da colonia militar de Pimen-
teiras mais a quantia de 1:5005000 r. para as
despezaa daquelle eatabelecimeoto no trimestre
de Janeiro a marco deste anno, devendo essa
qoantia ser entregue ao alferes ajudante da su-
pradita colonia, Clemente Francilio Tavares con-
forme iodica o mesmo director em officio de 3 do
correte sob n. 5.Communicou-se ao director
da colonia militar de Pimenteiras.
Dito ao inspector da thesouraria provincial__-.
MaudeV.S.pagar aos empresarios da illu minagio a
gaz nesta capital, conforme requisitou o chele de
policia em officio de 27 de dezembro ultimo sob n.
1325 a quantia de 479*700 rs. despendido com a
illumioacao da casa de detengao nos mezes de se-
tembro e novembro do anno prximo paasado,
como se v daa contas que devolvo, e que vieram
aonexas a sua informagao o. 86 de 12 do corre-
te cerlo de que para effecluar-se ease pagamento
acabo de abrir um crdito supplementar constan-
te da portara junta por copia.
Dito ao inspector do arsenal de marioh.Re-
mello incluso por copia o officio que me dirigi
o commandanle da eslago naval em 13 do cor-
rente para que V. S. providencie, como for maia
conveniente acerca da nomeaco de urna peasoa
que substitua interinamente o commissario do
bague barca Ilamarae Silvestre Ignacio do
Bom-suceesso, que lera de entrar em processo
na forma das ordena do encarregado do quartel
general de marioha.
Dito ao promotor publico da capital.Remello
Vmc. o conselho de julgameoto do cabo do
corpo de policia Antonio Aunes da Costa aiim do
qus a elle se ajunle em termu breve os dous, in-
clusos requerimientos e a defeza eacripla a que
em um delles Ilude o mesmo cabo.
Dito ao mesmo.Em resposla ao seu officio de
12 deste mez declaro Vmc. para sua scieocia e
direcgo que nao podendo esta presidencia pro-
ferir deciso acerca de casos occorreotes submet-
tidos ao conhecimento das autoridades judiciarias,
com razo resolveu a consulta por Vmc. feita em
officio de 19 de novembro ultimo conformsndo-se
com o parecer do conselheiro presidente da rela-
gao que Ihe* foi enviado por copia, o qual asien-
ta evidentemente oa doutrina da circular n. 70
de 6 de fevereiro de 1856, cuja observancia muito
lhe recommendo.
Dito cmara municipal do Rio Formoso.Nao
tendo a cmara muoicipal do Rio Formoso mi-
nistrado al o presente a informagao que lhe foi
exigida por despacho de 31 de outubro e officio
de 18 de dezembro do anuo prximo passado
acercada urna representago de II. A. Milet com
referencia a eleigo do juizes de paz e vereado-
res, cumpre que o faca no praao de 8 das con-
tados desta data.
Dito ao inspector da saude publica.Devolvo
incluso a conta a que se refere o seu officio de
20 de Janeiro ultimo, para que Vmc. tendo em
vista aa informacoes da eontadoria, de fazenda
por copia inclusas se eotenda com elpharmaceu-
tico Braz Marcelion do Sacramento afim de dar
procos rasoaveis aos medicamentos que vendeu
para tralamenlo das pessoas indigentes accom-
mettidas da epidemia reinante no municipio de
Goiaona, communicando-mo Vmc. o resul-
tado.
COMANDO
;apei
DAS ARMAS.
Quartel-yeMaeral do eommando das
armas dePernambuco na cidade
do Recite em 17 de fevereiro de
1868.
ORDEM DO DIA N. 35.
O general commandanle das armas faz publico
para o lio conveniente, que nesta data ae lhe
apresentou, viudo da provincia do Piauhy, o Sr..
capello alferes da reparticao eclesistica*do exer-
cito padre Antonio de Mello e Albuquerque, e
determioa que este Sr. capello uque addido ao
4 batalho de artharia a p, no qual exercer
as funegoas de seu ministerio.
Faz publico, outrosim, que hontam seeuio pa-
ra a corte o Sr. 2o lente do referido 4* bata-
lho Alexaodre Rodrigues de Souza, que pela
ordem do dia do exercito, sob n, 302. obtevedis-
peusa do servigo para eitudar na escola militar o
curso de sua arma.
Assignado.Soltdonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capillo
ajudante de ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
O Heraht de Nora-York publica a seguinteoota
das torcas navaes que a Inglaterra tem as ues-
seasoes da America do Norte, as Antilha, ao
golfo do Mxico e no Pacifico s ordens do ator-
rante sir Alexander Milneo:
POSSESSOES- INGLEZAS E ANTILIIAS.
NAVIOS.
<

-
director, J. A. Moreira Guimares
GOVERNO DA PROVINCIA.
Secretaria do governo de Petnambuco, 14 de
fevereiro de 1862.O Exm. Sr. presidente da
provincia, manda fazer publico para conhecimen-
to das pessoas a quem possa interessar, que nos
das 26 e seguiotes do mez de marco prximo
viodouro se tem de proceder a concurso na corte
para preenchimento do lugar de ajudante do sie-
reomelra da alfaodega desta proviocia. O que foi
declarado em aviso da reparticao da fazenda de
6 do mez crrente.
e os mesmos iogredientes foram usados em su
reducco, o que os faz considerar como urna qua-
lidade s. Sobre o ferro fundido ser desoeces-
saria fazer muitas consideragoes, visto que as
amostras claramente provam a que grao de per-
feigno pode ser elevado quando forjas propras
forera levantadas para a reducco do mioerio,
dizendo somente quea defeituosa construegao da
forja de que se usou oesta experiencia tornou im-
possivel produzir um meial.to fino como poderia
alias ser.obtido, e fez com que ficasse to impreg-
nado de carbono, e portanto frgil de mais para
cerlos (ios; porm anda com estas difficuldades
e descontos o resultado foi altamente prospero -------
na producco de um metal pouco inferior a me- '
Ihor qualidade de ferro fundido. Em razo da Expediente do dia 14 de fevereiro
falta de meios proprios anda nao se pude julgar de 186%.
da malleabilidade deste ferro ; porm parlindo Officio ao brigadeiro commandanle das ar-
do seu presente estado, hs toda a razo de crer- mas.Srvase V. Exc. de informar acerca do que
se que em bom ferro malleavel poderia ser con- expde o inspector da theaouraria de f izenda no
vertido este metal. A possibilidade de produzir incluso officio que me ser devolvido,
urna superior qualidade de ac deve-ae conaide-1 Dito ao mesmo.Passo aa mosdeV. Exc. para
rar como certa, visto que esta especia de minerio ter o conveniente destino a cerlido, dos assen-
celebrda pelo Qno ac que d. Urna chapa que- lamentos do major do 10. batalho de iofantaria
brada do mesmo melal acompanha esta para o Mauricio de Souza Tavora que pertenceu ao
Ora de mostrar o grao e fractura e mesmo para ser corpo de guarnicao da provincia de Minas-Ge-
submettida aos exames que V. Exc. julgar con- raes.
venieates para prova de sua tenacidade. etc. Dito ao commandanle auperior do Recite.De
N. 1 B. Escoria do minerio de ferro de S. conformidade com o dispoalo no art. 30 do de-
Leopoldo.A. escoria nao possue nenhum valor, creto 1351 de 6 de abril de 1854 e em deferi-
lotrinseco, mas sua appareocia e qualidade um ment ao que requereu o guarda da 2.a eompa-
ndicador do eslado da forja para trabalhar e da. nhia do batalho n. 6 da guarda nacional deste
qualidade do ferro produzido ; se a forja d um municipio Joa Joaquim da Silva, acerca do que
ferro proprio para ser fundido em moldes, as es-! informaram V. S. em data de 24 de dezembro
corias tem urna vilrificago uniforme e umacer-1 ultimo, e o director geral d instrueco publica
la transparencia. Se a quantidade do mioerio.
for de mais em proporgo s outras materias, ex-'
cesso que algumas vezes se iotroduz intencio-
nalmente para dar um gres pigirou (ferro em gu-
sa) a escoria opaca e de um verde amarellado,
esmaltado de zonas azues. Quando a forja se
acha em condico defeituosa e em dessrranjo a
escoria negra, vdreota cheia de globos e
produz um metal branco e cor de prsta de infe-
rior qualidade, o que ae poder ver pelaappa-
rencia das amostras que acompanham, especial-
mente n. 2 B, escoria de S. Jerooymo, que par-
ticipa um tanto das qualidades das ultimas, o
que prova a cooslrucco defeituosa da forja de
que me vi obrigado a fazer uso na occasio de
fuodir o minerio.
O minerio foi calcinado e pulverisado em pe-
queos fragmentos, e misturado com cal calci-
nada dos canudos desta provincia antes de en-
trar na forja. O combuslivel osado para sua re-
ducco foi coke; nao tomei ola do peso do
combustivel necessario para seduzir urna porco
dada do minerio por ter sido principal objecto
em vista e obter urna amostra de metal. Os en-
saios em pequea eacsla foram feios com duas
ongjs de minerio calcinado e pulverisado, e bem
misturado com brax e urna pouca de cal. Intro-
ducida a mistura na concavidade de umcadlnho,
guarnecido de p bem socado de carvo de le-
nha, ocadinho assim cheio foi posto sobre sua
base oa forja excitada por folies de f6rreiro, seo-
do o resultado que cima fica descrilo. Seria m-
(eiramenle superfino entrar na descripeo dasdif-
ferenle sforjis usadaa para derreler minerio de fer
ro.on tratar da auperioridade das forjas altas deno-
minadas hygh blasl furmaus, especialmente das
em que seemprega urna correle de arquete
sobre as forjas catalana, superioridade j bemes-
tabelecida pela experiencia e que dispensa co-
mentarios : someole observarei que a forja cala-
talan tem sido em pregada na America, onde ha-
ra falta de capital para estabelecimeoio das for-
era 10 do correte haja V. S. de expedir suas
ordens para que dito guarda seja dispensado do
servigo da mesma guarda nacional visto ser pro-
fessor particular e estar as condigoes do 3 do
art. 14 da lei de 19 de setembro de 1850.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Communico V. S. que em aviso da reparticao da
marinha de 5 do correte me foi declarado haver
sido approvada a deliberago que tomei de mandar
fornectr as guarniges dos navios da estago
carne verde, em vez de secca ou de bacalho, e
arroz, em lugar de feijo al que se desvanece o
receio de ser esta capital envadida pela epidemia
reinante.Communicou-se ao commandanle da
estagao naval.
Dito ao mesmo.De conformidade com o aviso
da repanigo da marinha de 5 do correte trans-
muto V. S. a inclusa guia paaaada pela eonta-
doria de marioha afim de que mando proceder
ao descont da 4.* parte dos vencimentos do 2.a
cirurgi Dr. Alfredo da Rocha Bastos al amor-
lisar a quantia de cera mil ria que racebeu* na
corte quando d'all parti para servir no arsenal
de marinha desta provincia.
iiu ao mesmo.Cnm o aviso do mioiaterio da
fazenda da 16 de oovembro ultimo, me foi re-
mettido o titulo pelo qual nomeado Franciaco
de Salles ferreira Ramos para o lugar de 4.'
escripturario da alfaodega deala provincia ; o que
communico V. S. para seu coohecimeulo e allm
de que o faga constar a quem competir.
Dito ao mesmo.Sirva-ae V. Exc. de nomear
um empregado dessa thesouraria para assistir so
iovenlario a que ae vai proceder com urgencia
nos gneros que eslo a cargo do commissario
do brigue barca llamtwac Silvestre Igoacio do
Bom-sucCesso que tem de entrar em processo de
conformidade com as ordaos do quartel-general
de marinha, devendo o nomeado eotender-se
com o commandanle da estagao naval.Commu-
nicou-se ao commandanle da eslago naval.
Dilo ao mesmo.Nos termos de sua isorma-
Dito ao juiz municipal supplente em exercicio
do termo de Caruar Ficando scienta do que
me diz Vmc. em seu officio de 10 do oprrenle,
acercada communicago que lhe fez o subdele-
gado da freguezia de Quipap de terem-ae dado
all alguna casos benignos de cholera, recommen-
do lhe que se o mal tomar caraeter epidmico
me coamunique immediatamente para seldarem
as precisas providencias.
Dito so Sr. Luiz Antonio de Siqueira, cnsul
da Blgica.Passo s maos do Sr. Luiz A itooio
de Siqueira, cooaul da Blgica nesta provincia o
incluso requerimenlo, afim de que srvase de
informar acerca do que pede o subdito belga
Eduardo Madew.
Reoovo ao mesmo Sr. cnsul os meus protestos
de estima e cousiderago.
Dito ao gerente da companbia Pernambucana.
Deixo de annuir a desigoago do dia de iiablda
do vapor deslioado a-linba do norte, afim de que
seja ella feita de conformidade com as ordens do
governo imperial; pode, porm. Vmc. fazer sahir
no dia 15 deste mez o que est destinadoM>ara a
linha do sul. Fica assim respondido o seu officio
de 13 do correnle.
Dito ao mesmo.Tendo o Exm. Sr. ministro
da agricultura commercio e obras publicas deter-
minado novamenle no trecho do aviso iocluao por
copia, datado de 15 de Janeiro ultimo, sob o. 30,
que a sahida dos vapores dessa compaohia devem
ser immediatamente ao da chegada dos da Euro-
pa, cumpre que Vmc. obaerve essa delerminacao,
aguardando a deciso do governo imperial abarca
de sua representago sobre esse assumpto. [
Dilo ao delegado de agua Preta.Ioteirado de
que Vmc. participou em dala de 26 do mez pas-
sado com referencia epidemia do cbolera-mor-
bus, recommendo-lhe que se o mal se tornar epi-
dmico me communique immadiatamente i para
providenciar como convier.
Dito ao delegado supplente do termo de Ca-
ruat.Accusando recebido o officio que Vmc.
dirigio-me em 8. do correte, a que veio| junto
outro do aubdelegado do termo da freguezia de
Quipap, commuoicando ter-se dado all llguos
casos benignos de cholera, tenho a dizer-lhe, em
resposla, que communique-me immediatamenle
se o mal lomar o carcter epidmico parase pro-
videnciar como fr conveniente. Quanto ^o que
pondera Vmc. na final do aeu citado ofliiio he
dire que opportuoamente ser atlendido.
Portara.O presidente da provincia, tomando
em considerac&o o que expoz o inspector ca the-
souraria provincial em sua uformago di 12 do
correnle sob o. 87, resolve abrir ura crdito aup-
plementar na importancia de 4798700 para paga-
mento de gaz consumido com a illumioacao da
casa de detengao nos mezes de setembro e no-
vembro do anno prximo pajeado.
Em consequencia do iocendio que houve em
Charlestoo, de que fallamos hootem, Acarara re-
duzidos a cinzas 4 theatros, um mercado, 5 enre-
jas, incluindo a cathedral, 15 bancoa urna caixa
de soccorros, 3 fundiges, 2 imprensas, 55 casas
mercamis e mais de 600 edificios.
A proposito deste incendio publica o Herald de
Nova-York a seguinte curiosa noticia que d
urna perfeita idea do que sao os incendioa na-
quelle paiz.
16 de dezembro de t855.Incendio de Nova-
York que destruio em poucas horas 600 armazens
' que cootinham mercadorias no valor de 120 mi-
lhdes de duros.
27 de abril de 1838.Incendio em Charleston
que destruio 1158 edificios, que oceupavam um
espago de 145 aras.
6 de setembro de 1839.Incendio em Nova-
York. Casas queimadas46. calculando-se a pro-
priedade destruida em 11:000,000 de duros.
7 de setembro de 1839.Incendio em Mobile
que consumi 500 casas no valor de 11:500,000
duros.
11 de Janeiro de 1840.Iocendio em Wilming-
lon, em que foram destruidas 150 casas, sendo as
perdas de um milhao de pesos.
10 de abril de 1845.Iocendio em Pittsburg
que reduzio a ciozas mil casas, destruindo o va-
lor de 6,000.000.
28 de juobo de 1845.Incendio em Quebec.
2,800 edificios foram abrazados, e a propriedsde
destruida foi de 60:000,000.
19de julho de 1815.Iocendio em Nova-York
qne destre 302 armazens e edificios avahados
em 6 milhes.
12 de junho de 1846.Incendio em S. Jdo de
Terra-Nora, que destre completamente a ci-
dade.
10 de maio de 1849.Incendio em S. Luiz que
reduz a ruinas quinze quarteirea de casas e 23
vapores, destruindo propriedades no valor de 3
milhes.
17 de *go*to do 1849. Iocendio na Albania
em que Qcaram 400 casas destruidas, as quaes oc-
eupavam 24 aras, a perda da propriedade foi cal-
culada em 3 milhes.
9 de julho de 1850.Incendio na Finlandia em
que foram queimadas 300 casas ; sendo calculada
em 5 milhes a propriedade destruida.
Desta maneira v-se em que em occasies di-
versas aschammas devoraram duas cidades in-
teiras, mais de 12,000 casas, 23 navios e 4,000
milhes de reales.
Ifile (al mirante).....r 90
Saint George........ 91
Immortalit......... 0
tfersey............... 40
Adriadue............ 26
Jo/son................ 21
Cadmut.............. 21
Challenger........... 2
/>aden............... 3z
Bulldog.............. O
Driver............... 6
Binaldo............. 17
Terrible.............. 21
Terrore.............. 16
/cocer................ 11
Imaun............... 72
Desparate........... 8
Barracouta.......... 6
Hydra........;...... 6
Spilful............... C
Landrail............ 5
Nimble.::............ 5
Shipjack............. 2
NetUe................ 2
Oyni................ 2
Hile.................. 3
Sleady............... 5
Emerald............. 51
Warrior............. 50
Orpheus.............. 21
o
-
-
800
820
570
594
436
260
270
260
320
180
160
165
130
60
110
82
170
170
180
170
60
50
37
23
23
60
500
520
28
2
w
a
o.
a
5110
510
600
1,000
1,000
400
400
400
510
410
200
280
200
200
150
400
3C0
220
280
80
80
.00
20
20
170
90
i
H
B
o
f
2.622'
2.622
3,080
3,733
1,000
1,446
1,711
1,462
1,100
500
280
280
920
1,954
599
1.776
1,338
1,053
8I8
1.054
425
233
233
211
211
300
430
Total, 30 navios com 714 7,475 8,075 32,371
NO GOLFO.
NAVIOS PEC.AS
Conqueror.... 99
Donegal....... 90
Sanspareil.... 90
Phaelon...... 51
Tolal 4 navios
com........ 330 pracas
e 2,210 ho-
mens.
NO PACIFICO.
Vapores.Arden, 4 pegas ; Baechante, 51 ;
Calypso, 18 ; Chameleon, 17 ; Clio. 22 ; Cura-
gon, 31 ; Curlew, 9 ; Forte, 51; Forward, 2 ;
Grapper, 2 ; Becate. 6; Muline, 17 ; Oltron, 3 ;
P/um&er. 12; Spy, 3; Torter, 20 ; Termooe,
25; Tpate, 51.
Urcas.Naiad. 42 ; Nerlus. 42.
Total, 20 navios, com 433- pecas e 4,160 ho-
rneas.
Total geral, 54 navios, com 1,477 pecas e
14,455 homens.
lomos n seguinte es-
lo
do so-
Expediente do secretario
verno.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem do Exm. Sr. presidente da proviocia
transmiti V. S as oito inclusas ordens do lhe-
souro nacional os. 19 a 28 menos 22 e 251
Dito ao vigario de Ilamarae.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda commuoicar V. S.
em resposla ao seu officio de 6 do correte que
foi entregue nesta secretaria o livro de registro
das Ierras publicas dessa freguezia.
Despachos do dia 14 de fevereiro.
Requerimentos.
Antonio Carlos do AImBida.Nio eslo eres-
dos os lugares que pretende.
Francisco de Amorim Lima.Paase-se titulo.
Jos Francisco Cardoso Ayres Passe-se por-
tarla coocedendo-se a dispensa requerida.)
Jos Joaquim daSilia.Eipedio-se ordem no
sonlido que requer.
Taurino Candido de Moraes.Informo o Sr.
inspector da theaouraria proviocial.
Tberez Joaquina de Jess.Informe o Sr. Dr.
director geral da aitrucgo publica.
Os jornaes recebidos da America deram noti-
cias e muitos pormenores acerca do incendio oc-
corrido em Charlestowa,capital dos estados confe-
derados do sul, no dia 11 de dezembro ultimo,
attribuindo-se este desastre a urna sublevaco de
negros. A Chronica, de Nova-York traz despa-
chos de Brancheville, cidade da Carolina do Sul,
que dista 85 milhas du espita! destruida : dizem
que o fogo principiou s 9 horas da noite em
urna carpiotaria, contribuindo a falla d'agua e o
vento rijo que soprava para que se propsgasse
com extraordinaria rapidez al chegar a tomar
proporces como as do maior incendio que ja-
mis tem havido n'aquelle paiz.
a Foram instantneamente reduzidos a cinzas
o theatro, a fabrica de carroagens de Floyd, o
edificio em que se achavam os tribuoaes, e todas
ss casas que^estavam entre aqoelle ponto e a ra
de Queen, assim como todas as da ra de Broad,
desde a do coronel Cadsden at ra Masyck.
Finalmente queimou-se urna grande parle di ci-
dade desde East-Bay at a ra de Eiog. Entre os
edificios destruidos cootam-se o Instituto, os sa-
los de S. Andr, o theatro, a cathedral catholica
e a igreja do circulo.
c Segundo as ultimas noticias, as charlfmas
espalharam-se prodigiosamente ameacando de-
vorar ludo ; tambera se destruiram os telegra-
phos elctricos ficando interrompidas ascommu-
oicages.
c Os jornaes do sul referem igualmente curio-
sos pormenores sobre a orgem do incendio de
Charlestowu, e prejuizos que occasionou.
O Corrier de Chrlestowo, correspondente ao
dia 14, publica a lista das pessoas que soffre-
ram prejuizos em consequencia da ioflagrago ;
aquella documento comprehende urnas 250 pes-
soas, e o valor da propriedade destruida calcu-
la-se era 7 milhes de duros.
< O Uereury do mesmo dia diz que na quarta
feira 11 ficaram destruidos 576 edificios, e que
nesse da morreu queimada urna negra.
O dito jornal accresceota que ficaram reduzidas
a cinzas 5 igrejas, o Instituto, os sales de S.
Aodr, a bibliotheca dos aprendizes, a offleina
do expresso do sul, a caixa econmica do Pal-
mito, os siles da Associacjio, a grande officina
de imprensar algodo e a fundigao de Gameron
&C
a O Herald de Nora-York completa esls lista,
dizendo que desappareceraro, atm do theatro,
o estabelecimento Hall, a cathedral catholica, o
mercado, a igreja do ciccnlo, o banco de Char-
lestown, da Carolina do Sul, da Unio, defazen-
das e obras mecnicas, as oficinas do camlnho
de sudoeste, a Bolsa, a caixa econmica de Char-
leslow, idem da Carolina do sul, dem da ra
de Broad, idem de Elmore, as fundicoes'de Mlls
ouso, Charlestown e Plumbers, as redaeces dos
jornses Mereury e Courrier. e 55 casas de com-
mercio que aponta.
c Em consequencia deste desastre, dirigi o
presidente Davis urna mensagem ao congresso,
manifestando grande sentimento por semelhante
calamidade e propondo pagar Carolina do sul
urna parte do que se lhe deve para ressarcir
quanto fr possivel dos seus prejuizos, aquelles
que hoje esto reduzidos miseria. A cmara
approvou unnimemente a resolugao pela qual
se manda pagar ao referido diatricto a quantia de
250,000 duros, como parte das reclamaces da-
quelle eslado.
c NaqueMe pai{ julga-se geralmente que aca-
tastrophe nao foi casual, mas promovida pelos
que Incendiaram ao mesmo tempo varios
ios E', porm, facto que desapparecea urni
oacio qua cooattva de 80,000 habitantes.
fWOBCI
tfo Monieur llnivrfl
cripto de Londres :
Em Osborn leve lugar um conselho privado
composlo de um pequeo numero de ministros o
de officiaes da cora, afim de prorogar o parla-
mento^xuja aaaso foi transferida para 6 de feve-
reiro, euoca em que a expedigo dos negocios
exige absolutamente a sua reunio. No caso, po-
rm, em que o estado das relaces com os Esta-
dos-Unidos exigisse urna convocagao mais prxi-
ma, a rainha, a pedido do gabinete, fica livre
para fazer a convocagao em Janeiro. A data de 6
de fevereiro parece indicar que o programma do
ministerio psra a prxima sesso ser restricto ;
em todo o caso, lira-se como conclusao imme-
diata que o gabinete prev urna solacio pacifica
da questo americana. Receia-se com ludo que,
logo que lenha lugar a abertura do parlamento
um certo partido etrea urna presso muito viva
sobre o governo a favor do reconhecimento doa
estados confederados.
A este respeito, existe urna grande diversi-
dade de opioies em Inglaterra. Ons sustentara
que os Estados-Unidos nao tm podido obter
vantsgem seria sobre os estados confederados
qe a orgaoissgo regular destes ltimos toca o
seu termo, e que nao pode demorar-se a poca
em que a sua antooomia leona de ser reconheci-
da. Outra ncgo da opiniao publica marcha no
mesmo sentido por differentes motivos, e preten-
de que a Inglaterra s deve tomar osea interesse
como regra da sua conducta, que os Estados-
Unidos tm de ha muito mostrado urna hostilida-
de declarada contra a Graa-Bretanha, e que 6
necessario nao deixar escapar a occasio de di-
minuir as forcas de urna potencia to pouco be-
nvola. A parte maia moderada e mais numerosa
do povo ioglez admiti que o governo dos Esta-
dos-Unidos, estando legtimamente reconhecido,
tem direito a que ae nao intervenha na luta, em
quanto se nao provar evidentemente que nao es-
t em circumatancias de vencer a sedieo e da
reconstituir a Unio ; todava considera-se aqut
que este estado nao pode proloDgar-se indefini-
damente.
a A este respeito, vejamos agora como se ava
lia a posigo do governo federal ; os seus prepa-
rativos tanto em trra como no mar eslo com-
pletos ; elle o proprio que declara sentir-se
com forcas para restabelecer a sua autoridade no
sul, e isto em pouco tempo ; proclama que pos-
sue as mais evidentes proras de que nos pro-
prios estados insurgidos existe um forte partido*
dedicado Unio, e decidido a prestar-lhe o seu.
concurso, e pede que a Europa espere as prova
msteriaes do que avanga. as quanto tempo pa-
ra iaso ser necessario? Esta a questo ortica.
Cada pessoa indica a sua dala ; ubs faltara da
primavera prxima, e vftem-ae muitos america-
nos acceitar esta dala. Ser ella longa? E o qu
se.no pode avangar. A este respeito melhor
nao fallar, e efectivamente, no que acabamos da
iodicar, preciso ver s os movimentos da opi
nio publica que tem interesse em apresentar as
informacoes a seu modo.
c A questo, em summa, que se torna maia
particularmente sensivel Gra-Bretanha, ai
do bloqueio dos portos do sal. Psreceu ella to>
capital a alguos americanos residentea n'aquella
parte do Atlntico, que nao hesitaram em acn
selhar ao norte que retirasso a sua esquadra,
afim de tirar Europa o seu principal motivo de
queixa. Os advocados desta causa sustentara que
sem o ,bloqueio a marinha federal pode prevenir
a iniroduegao das munigoes de guerra no sal,
e que por consequencia esta medidaMe rigor fe-
re principalmente o commercio e a industria dos
neutros. E' permitlido duvidar que estes coose-
Ihos sejam ouvidos em Washington.
Alm disso, apesar do enorme prego a que o>
algodo tem subido, a Inglaterra s lera soffrido
apparentemente. A immensa quantidade de pro-
ductos manufacturados durante os dous ltimos
annos basta para alimentar os mercados de tuda
o mundo, e n v.lnr rt,>. f,Ktm MBicadoi com o
algodo nao subi oa ^^.proaft da mate-
ria prima. A aaiual p i.qtf se observa eia.
mais de ura estaba4aaw manufacturarlo de*
Ir aUnbuit-se aoe'xcts'O da producgJo anterior.

f




DIAEIO DE PMN1MBUC0; TT1CA FEIRA 18 DE FIYERH10 DE 1862.
t deposito da materia prima actualmente igual i nhs, quando foi vlsts, fcil era reconheeer-se o
o de Janeiro de (881, em quanto qao a eida i ohelera morbus, contra o quai os ltimos eifor-
em conicqueucia da accu- coa foram inuleis;
c Per toda a parto se nota o deaprezo dos pri-
meiroa soflmenlos, figurando a dlarrha em pri-
tnetra Unha, e o uso de comidas indigestas, em
cujo numero eotram as (rucias,, abundantes ac-
tualmente.* Deide o principio temos dirigido a
Ueogo da pojitliaae -pa^a quitto^ao de ve. ser
evitado : mai* de asa va* havaWN recommeo-
dido OM se nao deapreze *diar*-, semana *s-
sustaoow em tempe de CaoloN, iconseinaaKlo
que se recoassi a (avallauo ktgoojae esta a *a-
oifeitB. Os potrea** oatbfidesiMiueixarstefal-
ta de ecotto; a-oidsd* t4lMida.4i*-
trictw meditas, vida rM 4eHseu faoUkMivo.
Os facultativos enc"aTTe"ga"d"os" dos alaticlos s
presta coa teda a-proaaptido eoa chamado,-a
anuito mais restricto
rtulago daa mercado ras minufa'curad**. A In-
glaterra tero, fois, diaote de si mais lempo do
que pensava para esperar os aconteclmentos,
que a ho do lerar a urna solugo definitiva.
As noticias do Canad anouociam que os
preparativos militares sao ali sauUo activado, e
que o conmandante em chefe se occupava esa
fortificar as (ronteiras ; linhm sido chamados
l armas 46:000 hornos de milicias.
[Jornal ato Commtmio, defchboa )
PERtUl
rea inspectora da saude deste porto, come-
^sram a. ser espedidas tujas as cartas de aande
-desde o dia W do correle, sobre fundamento de
alguna casos de cholera, que se tem dado nesta
capital.
J na provincia do Uaranho latera quarente-
tia as embarcages procedentes deste porto, e al-
l estabeloceu-ae un lazareto na Foota 'Arei.
O lugar de ajudmte do itereomelra da al-
fiadega desta provincia acha-se concorso na
corte, devendo cmodar as respectivas prova no
dia 26 e seguintes do mez futuro.
Falleceu victima da epidemia reiaante na
comarca do Limoeiro o primeiro tabellio de no-
tas e escrivao de orphos, ausentes, espolias e
residuos, Joo Paulo Gomes de Paiva e Pinho.
Informara-nos, que ea ra Imperial existe
una montan de ossos cora carnes adheientes, qae
j estando podres exhalan um ftido nauseabun-
do e iocommodo nao s para os moradores, co-
mo tambem para os transente!.
Refere nos o mesmoinformante que esse mon-
te de ossos obra de ama vendedora de comida
prompta aos matulos, que all ha ; o que enten-
te nao dever tor outro deposito seno aquelle
sonto.
Isto posto, convm que se rajnde remover o
~al monte de ossos, e se vede a continuaco
ateUe.
Domingo leve tagar a fetividade religiosa
da Senhora o'AssuropgSo, ertcla em sua igreja,
imperial capella da Esltucia.
O oosso collaborador o Sr, Dr. Souza Ri-
beiro pede-nos a publicago do seguinte, que
serve de explicages alguem que preteodeu
notar aefeitos em seus escriptos;
Os Aristarcos que aodaru acordados o fallam
de corego. ser-me-lvao sempre bem,vindos ; mas
ta alguos somnmbulos que acutilam a critica,
de tal arte, que mais Ihes resta a vangloria de
urna esgrima de Cervantes, do que a coosciencia
contente de um servirlo feito s leltras de que
sao parsitas sera o saberem.
Vem pello esse trecho, como resposta s
im dos (aes que se rio em nome do publico
disse elle, de um6/o'co de marmoree
um artigo mea, porque pretende que seja isso
tima redundancia, como se nao houvesse blco
que nao fusse de marmore.
Pois oo redundancia, nio, seohor: a pa-
lavrablco, de origem seltica e admittida
pela Iingua fraacezi no sentido depedazo, ou
anassa brota de pedras de certas especies, tem
ido enipregada no mesmo sentido em porluguez
>or varios escriptores, e dada por alguos lexi-
gographos, que bem looge esto de cuidar que
emseencontrandoessapalavra.com a palavra
marmorej fica na phrase um pleonasmo
iuevitavel, iojusiiftcavel.
Ou nao admittam ess palavra era portuguez
os puristas quesonbara a ongioalidadeda Iingua,
ou admittam-n'a com o sentido que Ihe liga a
etymologii.
<( Um outro Iembrou-se de dizer-me que pe-
quei contra a historia, porque nao ha jardlns
aera lazarones em Veneza. Grande falta I mas,
vejam : eu quic que fleassem lodos sabendo que'
*> meu cont era phantssiado por mim, e por is-
ao dei-lheeu ao desfecho um scenario que nao
existe, porque gracas aos escriptores que couhe-
co e s inormages que tenho colhido de al-
guos e sobretudo do illuslre Sr. D.. Jos M. Ra-
monda, sei que as ithas de Veneza nao ha jar-
dios, porque nao valem tal nome os terrados dos
ralacios ornados de vasos, embora de grande ri-
queza.
Bneiros de aples, mas deo eu ser secusado
por dar esse nome aos carregadores e matiolas
das outras cidades italianas?Elles l nao sao
lazarones, bem 1 mss como se sabe o que um
lazarone, empreguei o termo para conservar ao
meu cont urna ligeira cor italiana.
Se V. S. nao concorda contraigo, dei'xe no
Itmbo a rainha reclamacio ; em caso contrario,
lera a bondade de puhiina-li. e que v s eade-
resssda aos mentores qua postara de empregar
suas thesouras de alstales iliterarios era talhar
carapuQas de bonecos.
Sou, Sr redactor,ole.
< Souz.v Ribeiro.
Eis os quadragesimo-sexto e stimo
a lioletins .//iciues :
Era um offlcio, datado de hoje, e dirigido ao
Exm. presidente da provincia, diz o Dr. Ignacio
Firmo Xavier, que indo pelas cinco horas e meia
da larde do dia antecedente casa do Sr. Do-
JDiogoa Alonso Ferreira, na ra da Imperatriz,
aflm de ver a preta, de que nos oceupamos no
aoletiin de hontem. linha sido informado que
ella ia ser removida, requisijo do raesmo
Affooso Ferreira, para a eofermariadas choleri-
cos, situada nos Coelhos, e dirigindo-se para essa
Mermara, all havia esperado al s sete horas
e um qusrlo, em que ella chegra ; e accres-
centa que, empregando desde enlo todos os
meios, no que tinha sido auxiliado pelo cirurgio
do hospital Pedro II. Jos Francisco Piolo (iui-
maraes, havia psssado a noite sem conseguir re-
aullado satisfactorio, pois que pareca que o mal
aombava das applicagoes, e coilinuava em-
#rega-los, por quanto elle eseu collega nao dei-
speravam do estido da doenle.
O cirurgio Piolo Guimarea informou
S. Exc. que tinha encontrado na Estrada-Nova,
43uas mulhere accommeltidas pelo cholera ;
mas que estas oo apresentavam perigo.
O casos de cholera-morbus, que tem sido
.observados nesta cidade, e em suas immediac,es
e suburbios, mostram que nos achamos sob a in-
fluencia de urna constituicao atmospherrica sobre-
carregads de miasmas capazes de fazerem que se
deienvolva essa afTecgao, se para isto concorre-
rem cousas ou excitadores. '
A exposigo'do corpo humidade e varia-
ces atmospberxas, as refeiedes muilo abuadan-
es, o uso de certas fruclas etc, sao causas, que
predispoe ao desenvolvimento do cholera e lera
oocorrido para os casos de que tratamos.
a Esse hornera da camboa do Carmo, nao obs-
4aole ler commettido a imprudencia de ir Lapa
em que reinava com iateosidade o cholera, de
sola a esta cidade passou urna noite em ex-
cessos e almocoa abundantemente no dia seguin-
te, comeado substancias de difjQcil digeito:
tarde coraecou a ler diarrha, e, posto que visto
por facultativo, nao seguio com regularidade o
que este prescreveu-lhe. Durante a noite o mal
oi se revestindo da gravidade, e ao dia seguinte
tinha chegado a tal estado, que foram inuleis lo-
dos os esforgos mdicos para salva-lo.
Era Apipucos o preto do engenho Dous Ir-
ido*, j tendo diarrha, continuou a comer
substancias de m digeslao, era que enlrara, se-
gundo se diz, fructag, e, nao salisfeito com isto,
passou algumas horas da noite expoato ao releoto,
ao paleo do engenho assisliodo a um diverli-
mento e pela manha expoz-se a humidade : a di-
arrha que nao linha ceesado, aggravou-se e s
ce soubede seu estado, quando nao lhe foi mais
possivel occalta-lo. *
Na estrada do Pombal o portuguez carroceiro
comeu noite bacalhao com pirao, e leve di-
arrha, se que a nao linha antes.: no dia se-
guinte almocou, comeado, segundo iotormagoes
que temos, fructai, entre os quaea figurara a ja-
ca- A diarrha conliauou e seu estado aggravuu-
ae : visto quando o mal linha chegado ao mais
alio grao, suecumbie.
a Na estrada Nova urna mulher, leudo diarrha,
oi ao rio ravir roupa; o mal continuou : mas,
parecendo-lhe que nada era, comeu i noilo man-
sas. A diarrha toroou-se intensa, os symplo-
mas do cholera se foram apreseotando com rapi-
dez, e, quando nao tkvia mais esperanzas de al-
aar-se, foi chamado o facultativo, que reconhe-
*eu ser ofructilaro quslquer tratamento
ala o dia 13 do corvato por haver comido na ves-
pera noite jaca, oceulta seu atado at que nao
pode mais prestar lervico ; examinado no dia 14
quelxa-se de vmitos e diarrha o que pareceu
aer devido iadigeslo. Durante a noite, sm que
ae nio applicaram remedioa, a diarrha tornou-se
abundante, seu estado aggrarou-ie, e, pela m-
os remedios nao Ihes custaro dinheiro.
a Quo mais se pode fazer em favor da popu-
lacho I
< Eis o que dissemos em nossas Prtseripgoet
hysi*c*s e therapeuticas acerca, do cholera, -
murbus, publicadas em -1855 por ordem do go-
veroo, e o que ae 16 ni 2/ edico dessat Pres-
cripcoes, dada agora por ordem do Exm. presi-
deate da provincia : rogamos qu o preste at-
tengo ao que va i transcripto, porque encerra
verdades.
A's 6 horas da larde de 16 de fevereiro de
1862.
Dr. Aquino Fonetca.
IV
a Sendo o homem obrigado a alimeolar-se para
que posao fviver, cumpre que o faga aobria-
mente, e hora fiza ; conrioddttue a alimeoia-
cao seja mais reparadora do que abuudante, As
carnes da yacca ou cameiro assadas, e a galli-
nha devem constituir a base do regimea alimen-
tar, podendo-se usar com muita moderacao de
vinbos generosos e velhos ; e oomo ha alimen-
tos, que sao digeridos com mais facilidades,
cumpre evitar qualquer perturbado da digeslao,
as Iructis bem maduras e os leguraes devem eu-
trar em frica proporgo naa refelcoes daquelles
que delles usam habitualmeote. Se poim o es-
tomago nao tem appetencia alguma aos alimen-
tos solidos, recorrar-se-ha aos caldos e ligeiros
sopas. Aquellos que fazem uso do cha ou oaf
depois da refeico podem continuar a tmalos
mas com moderaco e cuidado, abstendo-se de
addiciooarao ultimo, como fazem alguna, bebi-
das espituosas.
V
a As iadigestdes, e arrotos azedos, os quaes
por si s nao sao symptomas do cholera, exigerr.
promi'tos cuidados, quando reioa epidmica-
mente essa otlecco ; porquanto podem sor sig-
oaes precursores do mal, que cumpre atalnar.
Combater-se-hao as indigestoes com infuses
aromticas de cha da India, de macella, de hor-
tela, com as pastilhas e agua da mesma horte-
la, dada esta a pequeas colheres. Se, nao obs-
tante a applicagao destes meios, manifesiarem-se
eructarles, solujos ; se o estomago tornar-se do-
lorido, ser necessario evacuar este orgo pela
bocea. Para consegu-lo recorrer-se-ha antes de
ludo litillago da carapaioha da garganta, ex-
citando o vomito por raeio de algumas tajas de
infusao aromtica, ou de agua moroa, A agua de
hortelaa, umaduzia de gotias de elher em urna
colhergraode de agua commum, na opinio do
professor Cayol, sao por vezes seguidas de melhor
resultado do que as bebidas lepidas, quando se
quer provocar o vomito na indigeslo. Se porm
estes meios ainla forem iusufflcientes, recorrer-
se-ha jpecicuanha pulverisada, dando-se de 9
14 grao* em urna pequea laga de agua lepida.
Logo que tiver-se conseguido o resultado deso-
jado, far-se-ha descansar e transpirar abun-
dantemente o doente ; e isto se obtm, conser-
vando-se elle bem coberlo e quieto,
VI
Nem sempre os meios cima indicados coo-
seguem fazer desapparecer o mal ; oque indica
urna tendencia para o cholera. Se se manifesla
urna fraqueza inslita, dr de cabega ou peso,
aborrecimento comida, nauseas, vmitos bilio-
sos, anciedade e peso do estomago, priso de
ventre, borburygmos ou roncos do veotre, quer
se achem reunidos lodos esses symptomas, quer
se apresentera isoladameote, ento ha mais re'
ceio do cholera, do qual esse* symptoaias sao
preludios eventuaes-, e oestes casos cumpre
combate-Ios com presteza.
Achando-ae o doenie nestas circurastaucias,
se lhe applicar um pediluvio ou baoho de ps
muito quente por espado de uui quarlo de hora,
conservtfodo-se a agua, durante esse .lempo, na
mesma temperatura. Terminado isto, enxugar-
se-hao os ps com um panno quente, e deitar-
se-lia o doente em urna cama de colxo bem a-
quecida, pondo-se no p do leilo e em seu inte-
rior botija* chola de agua fervendo. Deludo o
doente, applicir-io-ha soucoo ntre urna larga
cataplasma de farinha de hnhaca ; e se acaso
vier a faltara liohaga, ser esta substituida pelo
milo do pao, amido ou gomma, convindo, para
que se torne mais emoliente a cataplasma e nao
adhira .pelle, por sobre sua superficie, Jepoia
de estendida, urna porgo d'oleo de amendoas
doces. Se o doeute experimentar dores igudas
no ventre, ento a cataplasma ser preparada
com cosiraento de cabeca de popoulas, ou pr-
se-ho sobre sua superficie 20 ou 30 gotas de
ludano de Sydenhara.
Feilo isto, se ir dando a beber do meia em
meia hora urna taca de infusao de macella, ou
do hortelaa pimenta secca, ou de salva menor,
ou de hyssopo. Nainlencaode calmaras nauseas,
ou vmitos, se dar agua de Seltz em pequea
porco de cada vez.
Gessaodo a transpirarlo, provocada e en-
tretida pelos meios indicados, e experimentando
o doenle, como quasi sempre succede, urnalli
vio geral ; se a Iingua apresenlar-se hmida, e
elle queixar-se de fraqueza, e desejar alimentos,
se lhe dar caldo de vacca fri s coleres de hora
em hora, depois de duas em duas horas, ou de
tres era tres, medida que se fr augmentando
a dse. Se o doente nao apresentar alterado
alguma, que fac crer que o mal tem cessado, se
Ilie permitlrao as sopas de maisas, as caojas de
arroz ou de salepo, haveBdo cuidado de pr-se
entre cada refeijao um intervallo de quatro ho-
ras pelo menos.
O doente poder fazer uso da agua pancada
ou da de salepo. Se preferir as bebidas acidas,
juotar-se-ha agua o xarope de groselhas, ou se
lhe dar alguma limonada ou laranjada, consul-
laudo-se antes os hbitos do doenle ; i os que
em algumas peisoas estas ultimas bebidas pro-
vocam clicas, que convem evitar ou repri-
mir.
VII
Nem sempre se consegue que cessem os in-
commodo*, de que tratamos, oo obstante a pres-
teza empregada na applicaco dos meios thera-
peulicos. Quando menos so espera, apparece
a diarrha, que s vezes o primeiro e nico
symplorna precursor do cholera.
Desde que a diarrha so manifesla, qualquer
que seja a sua nalureza, se fr acorapanbada de
explosao de gazes ou ventos, pde-se affirmar
que acha-se declarada a cholerina, que o cho-
lera era miniatura.
Toda a diarrh deve ser combatida tem de-
mora, visto que qualquer excesso, una pertur-
barlo moral, o estomago sobrecarregado, a mu-
daoga do tempo pode effecluar sem transigi a
passagem aos accidentes do cholera mais grave.
Apenas a cholerina acha-se declarada, lodos os
cuidados devem dirigir-se sobre o tubo digestivo.
Neste caso cumpre provocar por todos os modos
a Iraospirago geral, e para consegui-lo ser ne-
cessario recorrer aos pediluvios muilo queotes;
mas, 9e nao obtiver-se o um desejado s por es-
te modo, pois que convem exciia-lo por meios
applicadosinternamente, se lhe dar urna chica-
ra de infusao de macella ou tilia, borragem ou
salva, ou anda melhor de grelos de larangeitas,
que se lomar maia estimulantejuntaado-se-lbe,
como se pratica no Para tres ou quatro colheres
de cognac; genebrsou mesmo cachaga forte. Por
vezes nao basta mais do que isto para queappa-
rega o calor geral, e com elle a traaspirago e a
somnolencia, cessaodo as aociai, nauseas, vmi-
tos, e dr de eitomago, s restando a cepbalal-
gia ou Cor de cabeca que sinapismos naa extre-
midades fazem cessar, a secura, abalimento e
fraqueza em lodo o corpo ; mas nem sempre as
cousas se pai9im assim : o intestino exasperado
oo participa da calma geral, as evacuages ou
diarrha continan), e isto nao s so oppoe ter-
minacho do mal, seno cantraria a transpirago,
que a couia esieocial. O ventre conaerra-ae
dolorido, as vontades de vomitar nao deiappare-
cem. Neste caso cumpre recorrer ao* tre meios
seguales, que sao bem simples e podem mo-
dificar todos estes ymptomas : Io, emptegar
pequeos clysteres feitos eom amida ou gam-
ma, juntaada-ie a cada um goltai de laudtfja
liquido de Sydcnhim ; 2", applioar sobra o velfc
tre cataplaimai de farinha de Jiobacs, sendo
mudada de duas em duas horas ; 3o, dar a beber estas o vigario Antonio Julio Rogario, que, se-
" .T.TvTrS'V "gUa -a* SelU- fu McriP" os symptomas do a, foi de
t Os clysteres de amido ou gomma com lau- ebra amarella.
dao preparam-ie, pondo-si em um oopo de
agua moma urna ou duas colheres desta tuaatao-
cia, fazendo-a diluir, e addiccionindo-tne de 7 a
10 goltas de ludano. Nao lendo-ie ma atan-
do ou gomma, empregar-se-ha urna ou daas
n---------*' ""I r-n inniaa,. t\m Se aveaa.
nresma a tem unfttauav de cjbe sa Mssa-diapor,
em vea da agmmimfaB, mpr|
Elsa elysleres pade ser reaetMi segutrth
teMn ver, seewviaKqueb wjaB^iio iotervaU
lodo tres ou qiMM Ikesaa. tem^Hipre a dia
rttar-cede appUwgV'doi iyakesH de amid
meimo laudaoisadoi e ajudados pella bebid
roaatieai
pelas bebida
Tfmr* runn n ooouslibidss jupiar
se-Tia u a agua pannada, ou a de arroz mais ou"
menos expessa, ou emfim o cozimento de raz de
consolida maior.
VIH
a Ha um meio bem simples, que por muitss
vezes consegue fazer parar a diarrha. Tomam-se
quato vezes por dia quatro a cinco goltas de lu-
dano de Sydenba'm na quirta parte de um copo
de agua assucarads, e estas dses .devem ser be-
bidas pela manha.ao levantarse da cama,
noite ao deitar-se, e immediatameote antes das
duas refeicoes, almoco e jantar. Para os ment-
os a daa da ludano deve ser calculada, se-
gundo a idade, de uata a tres goltas em meio
copo de agua asiucarada, da qual lomaran elles
urna ou duas colheres grandes as pocas indica-
das. Pretendem pessoas dignas d6 coofiaoee que
aquellos, que em Pars recorreram a eise meio,
oo solfreram do cholera, nao obitaote lerem ti-
do frequeotes principios de diarrha.
Pessoas ha que tem repugnancia ao ludano
e en lio convem recorrer a mel, que o lubstitua
com vantigtm. O elimr paregorico amoricano foi
empregado em Fraoca com grande vantagem o
anuo paseado ; e oa provincia do Par, segundo
Huma a commiiso de bygiene publica em um
seus rotatorios dirigidos junta central, se
de
tem cooseguido ptimo resultado da sua applica-
go ; seodo tal a sua reputagao que esa Gameta,
onde o cholera tem sido horrivel, o considerara
como milagroso, e o pediam ao governo com ins-
tancias, visto que com elle iam podendo salvar a
vida a muitas pessoas.
a O elixir paregorico americano applicado
na cholerina, quando anda nao ha senao a diiT-
rha, na dse do 10 a 20 gottas em urna pequea
tac de infusao de hortelaa, ou simplesmenle,
em urna colher de agua assucarada ; e poder-se-
ha tomar a mesma dse de hora em hora, de
duas em duas, de tres, ou de quatro em quatro
horas, segundo o efleito que fr produziodo. Lo-
go que parar a diarrha, poder-se-ha suspender
o uso desse medicamento, sendo tomado so-
mente urna ou duas vezes por dia na intengo de
fazer cessar os borborygmos ou roocos do vdl-
tre, e as clicas.
a Muito se tem elogiado na AHemanha o al-
cool camphorado contra os pnmeiros syn>plooias
do cholera, e tal sua reputsgio. que passa pelo-
remedio dos pobres. Na Austria foi elle da lo na
ultima epidemia como preservativo dessa aflec-
go, e em verdade com sua appluago couseguio-
se prevenir muitos dos seus ataques. Quando
te sentem as indisposigdes, que ficam indicadas,
ou que se tem diarrha, pera-se duas ou tros
gottas de aicool camphorado sobre um lorro de
assucar, que se dissolve em um pouco de agua,
de infusao, ou que se se toma puro ; e do mesmo
modo se procede de cinco em cinco minutos, de-
pois de 10 em 10, de 15 em 15, de meia em meia
hora, t que ces*em os accidentes. Este medi-
camento tem a grande vantagem de ser encontra-
do em todas as botica, e de poder ser preparado
por qualquer pessoa.
IX
Os vomitivos e purgativos fazem desappare-
cer maravillosamente maitas diarrhas, quando
estas principiara ; e seria um erro crer-se que,
quando reina o cholera, nao convem recorrer a
estes meios therapeuticos.
a Entre os purgativos deve ter a prefereocia a
agua de Sedlitz, que se tomar aos copos de ho-
ra em hora na die de urna garrafa, ou ento o
sulfato de soda na de 10 oitavas dissolvidas em
quatro copos de agua que sero bebidos, um aps
outro, de hora em hora. Sua applicagu re-
commenlada, logo que se manifestara os*pri-
meiros symptomas do cholera-
Convem recorrer i ipecacuanha pulverisada,
se a bocea achar-se amarga, a liogua coberta de
um limo Abranquigado ou amarello, se houver
nauseas, e mesmo vmitos de materias biliosa*.
Neslea casos administrara le 18 a 20 graos de.p,
que se dao s beber era dous ou tres copos d'a'gua
tepid, de hnr* eiu hora; ese n* aroi lentes oxpsri.
mentados pelo doente nao pararera com a appli-
eago da ipecacuanha, poder-se-ha recorrer
agua de Sedlitz, ou ao aulfato de soda.
a Todas as vezes que a liogua apresentar-sa
saburrosa, a bocea esliver pastosa, e isto fr
acompanhado de dimiouigo ou perda de appe-
lite, de alguma dr de cabega, ventre dolorido,
borborygmos, recorrer-se-ha aos evacuantes ;
totnando-se anda mais urgente esta indicacio,
quando manifestar-se a diarrha com exploio de
gazes. O vomitorio deve ser preferido ao purga-
tivo, em quanto a diarrha nao aohar-se estabe-
lecida ; mas, no caso contrario, preerir-ae-ha
este : todava poder-se-ha tentar a ipecacuanha
com prudencia, mesmo quando principiar a diar-
rha, cumprindo prevenir, que, se a diarrha da-
tar de alguos dias, ou fr abuodante, em vez dos
purgativos ou vomitivos, ser preciso recorrer ao
ludano, quer pela bocea, quer em elysleres, ap-
plicando-se anda esle meio, se os purgativos li-
verem provocado evaeuages de veotre muitissi-
mo abundantes.
Em um offlcio de 11 do correte, dirigido
da freguezia de Bezerros ao Exm. presidente da
provincia, communicou o respectivo vigario que
linha receido, por intermedio do soldado Xialo
Santiago do Carino, a ambulancia e duas pecas
de baeta que lhe haviam sido remetlidas por
8. Exc, e diz que tinham fallecido all dous me-
ninos fllhos da pessoa que chegra de Nazareth,
e fra accommetlida pelo cholera-morbus ; ac-
crescenlando que depois do ultimo caso, que li-
nha tido lugar cinco dias aates, nada mais havia
occorrido digno de ser mencionado.
a Em um offlcio de 14 do correte, dirigido de
Goiaooa S. Exc, diz o Dr. Jos Joaquim Fir-
miuo, que o cholera eslava quasi exlincto em
toda a comarca ; e, seodo digoo de leitura esse
offlcio pela noticia satisfactoria que d, vai abai-
xo transcripto.
a O Dr. Jos Sergio Ferreira communicou ho-
je, depois de meio-dia S. Exc, que acabava de
ver urna doente, residente oa ra do Rosario
da Boa-vista que estiva accommeltida pelo cho-
lera, duendo que. sofirendo de diarrha desde
sabbado, seo estado se aggravra depois que co-
mer urna manga.
a Cansa que fallecern: hontem a preta de
caaa do Sr. Aflooso Ferreira.e um soldado.que ti-
nha aido tratado no hospital militar.
a Sendo aconselhada S. Exc. a remoco d09
doenles qut, accommettidoa pelo cholera, proco-
dessem de lugares em que reina essa affecgo,
para as enfermaras do cholencos-, em quanto
nesta cidade so nao dessem casos que mostras-
em que a populago eslava sob sua influencia
epidmica, s seroo removidos agora aquelles
que, por falta de recursos, oo poderem ser tra-
tados em suas residencias.
a Cumprindo que se atalham os progressos do
mal, e sendo adiariMa um do* eeitos da into-
xicagao miasmtica, S. Exc resolveu que-os ins-
pectores de quarteirio percorressem duas vezts
por dia as casas das peasoas pobres, aflm de sa-
berem se soffrera de incommodos precursores do
cholera, e communica-los Immediatameote aos
facultativo! dos respectivos diitrictos mdicos,
porquinto muitas pessoas nao tem quem trans-
mita esses facultativos a aeceisidade da assis-
taocia medica.
* Assim, poii, mais urna providencia, qi
eroprega o governo para que a epidemia nao fa-
ga progressos, e podemos affirmar que S. Exc
nao poupa meioi que possara evitar que a popu-
lago soffra os golpes da epidemia que aameaga.
A's 6 horas da tarde de 17 de fevereiro de
1862.
a Dr. Aquino Fonceca.
a Illm. e Exm. seohor.Tenho o prazr de
communicar V. Exc que o cholera est quaii
extiocto em toda a comarca, morreado linda
urna oulra peisoa em pontos destacados.
a Aqu na cidade a maior mortalidade foi no
dia 11 deste, em que morreram dez pessoas, h-
zeodo ao lodo o numero de 73, cuja lista remet-
teretlbreve ; poucos d'ahl paraca teem adoecido,
e isso benignamente.
a Hontem chegou dos dislrictos de Teiucupa-
po o mijor delegado de polica, onde achou as
cousas em muito bom estado, teodo morrido ape
nai em imbo os districtoi oito petadas, entre
Amonis tenciono exonerar da commissao
ao cirurgio Silva, e mandar abrir as escolas
logo que possa, irel prestar as minhascontas,
que tupponho ser breve.
Para ah legue o Dr. Americo, por lerem
diepengaveis seus mf""'"a$
a Ai chuvas abuadanteatilvrasatii-Baa do ter-
oaaltivel flagello, que parec*ajpeaar eogetir graode
rte da populagio dasta aatoattta.
a Deus guarde V. Sao. Sotana t4 de feve-
iro de 1862.IUm e Iam. Sr. Br. Aotonio
arcellino Nuoes Gongaa^3,.4%niaaiao pren-
ote desta provtscia.-4f> jutap muaaipal e de
orphoi lupplente, r Jtrsffoaquim Tlrmino.
' a ""n'Ti'iO n* roLiou. (Brtrioto di* par
le awfllbs TB'ffTTaeTeTereli'o.]
Foram recolhidos casa de delengo no dia 15
do correte':
A' ordem do Sr. Dr. chela de polica os crioulas
Joao Ferreira da Trindade, de 40 annos, pin-
tor ; e Joao Cyrllo da Silva, de 30 annos, agri-
cultor ; e o Africano Jos da Costa Guararapes,
de 30 annos, quitaodelro, todos para averigua-
goes policiaes; o pardo Antonio Jos de Lima,
de 22 annos, soldado do 4 batalhode arlilharia
de linha por suipeitas do ter desertado; e Bel-
larmina Mina da Concelgo, brinca, de 23 sa-
nos, ceituteira, por luspeita de ter assaisinado
a seu marido.
A* ordem- do sotraelegado do Recifa o marojo
fraocez Celeley Antoioe. de 30 aooos a requisi-
g?o do cnsul respeotivo ; Jos Joaquim aos San-
tos, branco. de 20 annos, marcioeiro, por des-
obediencia; e o Africano Joaquim, da 55 annos,
marujo, eacravo*de Bailar & Oliveita, a requisi-
ao destes.
A' ordem do de Sacio Aotonio, o crioulo Lu-
ciano, de 16 annos, ganltador, eacrarodeD Ha-
ra Pire, por braga.
A* ordem do de S. Josa, a parda Bernardina
Vieira de Seooa, de 20 annos, engommadeira,
tambem por brg*.
Foram recolhidos mesma no dia 16 :
A' ordem do Sr. Dr. chele de polica, o cren-
lo Geraldo Gomes.de 17 annos, laooeiro, por iu-
salto ; Fraocico Aotonio de Gusmo, branco, de
jannos, yindo da Mutibeca como desertor;
Lucio, Africano, de 45 aooos, agricultor, eaoravo
deMaooel do Bego, da mesma procedencia, por
suspeitas de andar fgido.
A' ordem do subdelegado do Recife, o pardo
Jeao Maooel da Assumpgo, de 54 annos. pes-
cador, por briga.
A' ordem do de Santo Antonio, o crioulo Le-
andro, de 65 annos, agricultor, escravo de Jos
da Costa Dourado, a requislo deste.
A' ordem do de S. Jos, o cardo Joao Annes
Ferreira da Assumpgo. de 27 aonos, ferreiro .
e o ciioulo Joao, de 20 annos, pescador, escravo
de Antonio Marques de Carvalho, ambos por
briga.
A' ordem do da Boa-Vista, Francisco Moreira
Jordao, branco, de 38 annos, coveiro; e Joao de
Oliveira, tambem branco, de 21 aooos, marti-
mo, ambos por briga.
A* ordem do doi Alagados, o crioulo Lino Go-
mes da Silva Maia, de 16 aunos, marcineiro, por
crime de armas defezas.
A' ordem do de Santo Amaro de Jaboato,
Thomaz Antonia de Paula Buarque, branco, de
30 annoi, agricultor, como processado por crime
de furto.
O chefe da segunda secgao, Joaquim G. de
Mesquils.
Movimeoto da enfermara d casa de delen-
go do dia 16 do correte.
Teve baita para a enfermara :
Guilhermo Ferreira de Mello, syphilis.
George Keller Bechtiogs, sezes.
Flix de Araujo Lins, febre.
Dia 17
Tiveram baixa para a enfermara :
Thomaz Antouio de Paula Buarque, contusdes.
Antonio Soares da Silva, diarrha.
Honorio Nunes Pinheiro da Gama, febre.
Miguel, escrevo deDulra, febre.
Tiveram alta da eofermaria :
Manoel Francisco de Hollanda Gavaleanti.
Jos Vieira de Aodrsde.
Paiaageiros do vapor nacional Oyapock, sa-
ludo para os porlos do sul
Franklin Jos Freir de Gamello, Ignez Fran-
ciica da Cooceico, Antonio Ignacio deSouza Fal-
co, Maooel de Jess Bibeiro, Cario Antonio
Vander Linder, Chrstofnon Pralo, Boaveolura S.
Vinhas, Damas do Reg Barros, Sorbete Du-
mleg, Jos Pedro Soum e Silva, John Nichoit, C.
R. Tenke, Pedro Aureliano da Cruz Mariz, Joa-
quim Leite da Costa Belm, Ubaldina das Dores
de Souza Magalhes, Caetano Agripiano de Paria
Cauu, loo.rfai. xmtro Vrancisr.n de Moura,
Alexaodre Pedra Geoderte, Eduardo Madeira, sua
senhora e um fllho menor, Jos Alves Barbosa
Jnior, Maooel de Vasconcellos, Francisco Jos
de Mesquita Neves, Manoel Carneiro, Salvador
Rodrigues da Silva, Bernardo Feroaodes Viaona
Joao Jos da Cunha Lopes, tenenle Alexandre
Rodrigues de Souza, mejor Jos Guedes Noguei-
ra, Laureatino Peixolo de Mendonga, Heioricb
Cassel, Heioricb Nichoff, Conradino Grebe, Chris-
ani Friedurles Conradino Glyemeger, Theodofo
Theodorico de Castro, ludio Pereira Barroca, Jos
Nicolao Gomes, Jos Feliciano M., Tbeodora An-
tonia Monteiro. Joaquim v Cunha Meirelles
padre CaoJtdo Jos Alves da Silva, Francisco
omes Castellao, Joao Ferreira Maclrado. Joo
Barcellar de Oliveira, Antonio Bezerra Montene-
gro. Joaquim Jos Mootenegro, Jacintho Jos
Nunes Leite, Maooel Pereira Pontei Grillo, Fio-
rieno Alves de Carvalho, Miguel Eugenio Teixei-
ra Senoa, Ildelfonso R. Jorge, Domingos Rodri-
gues S. Carvalho Jnior e 4 escravos a entregar.
Passageiros do patacho braiileiro Arapehy,
lahido para o Rio Grande do Sul :
Antonio Damasceno dos Santos, Ignacio Pedro
Martios, Mara da Costa, preta liberta.
MORTALIDADE DO DIA 16 DE FEVEREIRO
Margarida, solteira, escrava, Boa-Villa
lera.
Clemente da Rocha, solteiro, Boa-Vista
lera.
Rita Mara da Cooceigo, Recife ; cholera.
Martiobo, Peroambuco, 3 mezes, S. Jos ; coo-
vulsoes.
Joao, Peroambuco, 8 annos, escravo, Boa-Vis-
ta ; coogesto cerebral.
Da 17.
Caodida, Pernambuco, 2 horas. Santo Antouio ;
espasmo.
Maooel Fraacisco das Chagas, Pernambuco, 19
aooos, solteiro, Boa-Vista ; hydropesia.
Josepha Maa da Cooceico, Pernambuco, 28
anoos, solteira, Boa-Vista ; encephalile.
Angela, Pernambuco, 2 annos, S. Jos : con-
vulioes.
Luiz, Pernambuco, 7 horas, S. Jos ; espasmo.
Henrique Aodr Sander, Peoambuco, 40 an-
uo, solteiro, Santo Aotonio ; tubrculos.
; cho-
; cho-
Correspondencias.
Srs. redactores.-~Li no seu conceituado Diario
de 11 do correte urna correipondencia aasignada
pela Sra. D. Joanaa Mara das Dores, e teodo
no frontespicio o leguiote rotuloqueslao sobre
o engenho Pintos.Nessa correspondencia, que
tem por fim desfazer o efleito que por ventura
houveise produzido no publico a rainha corres-
pondencia de 5 do correte, e prevenir a publi-
cago de oulra a que me havia compromelliao, e
se achava j no escriptorio da redaego, sou apre-
sentado ao publico com um carcter odioso e at
atirado ao mais paugeote ridiculo.
Qualquer pessoa sensata coahecer que aquella
correspondencia oo e nem pode ser obra da
Sra. D. Joanaa, e lia apenas vem por mais pa-
tente a minha proposigo, de queo Sr. Joo
Fernando da Cruz, nao querendo expor-se pes-
soalmeole a urna discuisao seria, oo recua dian-
te do fado pouco explicavel de acobertar-se com
o neme dessa senhora septuagenaria, dando-lhe
a assigoar, se que ella a assignou, orna corres-
pondencia, que ella certamenle ou nao lea ou
oo enlendeu. l' excellente urna tal posigo,
mormeote quando at se pode mover o patbelice,
apreseolando-me como o amargurador doa lti-
mos dias de sua existencia.
Fago lo bom oonceito da Sra. D. Joanna, que,
tenho para mim que, ae ella ouvtsse ler a hou-
vesse entendido aquella correspondencia, a nao
assignaria, taesso asfalsidadesque a iogam, e
que ella propria conlrariou paraote o Sr. subde-
legado do 2o districto de Jaboato.
Porel assim de parte nome da Sra. D. Joaons
e haver-me-hei.com leu fllho e procurador o
Sr. Joio Fernando da Cruz, a despeito do estra-
tagema de que ia valeu trazando para a arena
publica a neme de sua mi, e constttuindo-a at
juriicomulli, ao ponto de desaflar-me a discutir
pela imprensa o direito que eu podesse ter a in-
ventariancia dos seos do finado Jos Fernando^
da Cruz.
Nao senda ea jurisconsulto, nao me darei ao
ridiculo de sustentar discussoes de direito, senda
que para iiso teoho advogado que se preza e sa-
be fazer respeitar aaua reputagao; advogado quA
oo recua diaote daa suas opioides, eque nio es-
t habituado defender demandas perdidas. A
minha quaato, nortauio, toda doi fictos e l-
mente doa factaa; com alies hai de mostrar ao
Sr. Joio Feroaado da Gruz.embara nio me apr-
sente deaaiao doaanoto de urna mi, cujoa lti-
mos dias aBiamasaargurado, qae nao com ca-
lumnias msi ialeauNouaas, qua caaaaguir Ho-
gar lobre asaoha reputafo oodioso.com que pre-
tende manCtra-Ia.
He do respoodor Ibo 6t, Jaaa Foraando da-
Gruz, e bel"de responder-II-.e com documentos,
em vista dos quaea o publico decidir de qua
parte eitaooa clculos ambiciosos e inleresseiros
Basllian de Magalhes Castro.
Recife 12 de fevereiro de 1862.
Editaes.
COMMKRCIO.
*ra?a do Recife 17 de
fevereiro de 1862.
As quatro horas da tarde.
Colacees da junta de corretres.
Cambio.
Sobre Londres 60 d\r. 25 3j4 porlJOOO.
Frete.
Aasucirda Parahiba para oCinal55i e 5 0|0
por tonellada.
J. da Cruz Macelopresidente.
John Gatiasecretario.
Allandega.
Rendimentododlal a 15. .
Idm do dia 17. ... .
394.658S2S0
20.330G53
414:988)273
fovlmento da alfandeie.
Volamesantradoscoa-fazenda*..
ora ganaros..
Volamea sabidos com fazendas..
eom gneros..
86
409
= 495
138
710
848
Desearrigam hoje 18 de fevereiro.
Brigue braslleiroVelozcharque.
Patacho inglesMarsellacarvo.
Lugre inglezLilefazendas.
Exportat'iio
Do dia 15 de fevereiro.
Barca iogleza olphin, para Liverpool, cirre-
garam :
Viuva Amorim ck Filho, 1 sacco com 6 ar-
robas e 4 libras de algodo.
Barca franceza Magendie, para Marseille car-
reganm :
N. O. Bieber i C, 1 barrica com 7 arroba de
assucar.
Patacho hamburguez Columbus, para o Canal
carregaram :
Kalkmaon Irmos 5 pipas com 920 medidas
de caxaga, e 1,394 couros salgados-com 18.776
libras.
Barca portuguesa Flor da Maia, para o Porto,
carregaram :
Antonio Ribeiro Lopes, 132 meios de sola.
Theodoro Maduro da Fonseca, 100 saceos e 1
barrica com 507 arrobas e 24 libras de assucar.
Malheus & Rodrigues, 75 saceos com 375 arro-
bas de assucar.
Brigue portuguez Sella Figueirense, para Lis-
boa, carregaram :
Jos Fernaodes Ferreira, 12 pranxoesde ama-
relio.
Patacho portuguez Urna, para lina de S. Mi-
guel, carregaram :
Joo do Reg Lima & Irmo, 57 barricas com
270 arrobas de assucar.
Carvalho Nogueira & C, 87 barricas com 685
arrobas e 28 libras de assucar.
Patacho nacional Beberibe, para o Rio da Pra-
ta, carregaram :
Amorim Irmos, 350 barricas com 2,754 arro-
bas e 16 libras de assucar.
Hecebedoria de rendas internas
geraea de Peroambaeo
Readimentododia 1 a 15. 18:302639
dem do dia 17......3:983j3JU
22:285*939
Consulado provincial.
Randimento do da 1 a 15. 56:242^910
dem do dia 17. ...... ; 7:039802
63.2824712
Movimento do porlo.
Navios entrados no dia 16.
Rio de Janeiro 18 dias. brigue inglez Vivid,
de 160 toneladas, capito P. Arnold, equipa-
gem 8, em lastro ; a Rostron Rooker & G.
Rio de Janeiro 16 dias, brigue hespanhol Fe-
lippe, de 238 looeladas, capio Pedro Antonio
Coll, equipagem 13, em lastro; a Basto & Le-
ntos.
Navios sahidos no mesmo dia.
Marseille patacho francez George, capito G
Damman, carga assucar.
Rio da Prata brigue americano Volant, capito
L. II. Botsford, carga asiucar.
Liverpoolbarca iogleza Nauphante, capito J.
W. Bruwse, carga assucar.
Canal brigue ioglez Spy, espito Pbilippe Hoc-
quard, carga assucar.
Havre galera franceza Solferino, capito Lais-
ne, carga assucar.
Rio de Janeiro e porlos intermedios vapor bra-
siloiro Oyapock, commandaote o capito de
mar e guerra Gervasio Maocebo.
Navio entrado no dia 17.
Terra-Nova 30 diis, barca inglesa Stella, de
213 toneladas, capito James Andrews, equi-
pagem 13, carga 2.825 barricas com bacalhao ;
a Sauuders Brothers & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Gibraltar lugre inglez Neva, capito Thomaz
Hughes, carga assucar.
Rio Grande do Sul patseho brasileiro Arapehy,
capito Francisco Xavier Gomes Oroellas, carga
assucar.
Observagoes.
Suspeadeu dolamaro para Liverpool a galera
ingleza Delphin, capito Alexandre Cargill, carga
assucar.
Fundeou no lsmaro a barca ingleza Indoo,
mas nao tere comraunicago com a ierra.
a te
M
sr sr
Horas.
a
5
Z
B
es
c
Atmosphera.
I
ce
Directao:
9 3 I
V E
S B =
o g %
Inlensidade.
I
oo oo > -a
o to tO w
I Farhenheit.
S S 8
O* O 4 ""*
&
Centgrado.
8
s
SS g I jjygrometro.
Cisterna hydro-
metrica.
mi -4 ~| "J M
y a & s s
b> ( oo "
8 8 8 8
w tn oo Francs.
Inglez
o
en
so
I
- o<
~> P3
W
m
* r3
S
E S3
3 2
o
s

>
oo
A noite clara a principio e depois de alguos
aguacelros, vento vcriivel de inlensidade.
OSCII.AQ10 DA MAR.
Preamar as 6 h. 30' da manhia, altura 6,4 p.
Baixs-mar as Ob. 42' da tarda, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de fe-
vereiro de 1862.
ROBANO STBFPLI,
1* lente.
30
cao
ci
bll
|
pu
na
O Illm. Sr. inspector da thesouratia provin-
cial, em-eutaanmeato da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do correte, manda
Usar pabiiee, que no dia 27 deate mez vai nova-
meote praga para aer arrematado a quem mi
dar, o imposto da 10 por cerno sobre a renda dos
termo eooupade* com o planto do cipim neste
municipio,. vastad o anoualmenle em rii........
A arraaaatagao aera feita por tempo de trila e
traa mezas, coatar no Io de oulubro de 1861
> a guaba da 1864.
t pessoa que se propozerem a esta srremala-
., comparegam na sala dassessoesda junta da
fazenda da masma tbesouiaria, no dia supramen-
nado, pelo meio dia, e competentemente ha-
rtados.
E para constar se mandou afBxar o preieote e
tblicar pelo Diario.
Secretaria da ibesoararia provincial de Per-
mbuco, 17 de fevereiro de 1862.
O secretario,
Antonio Perreira a'Aoounciago.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria de fa-
zenda desla provincia, aulorisado pela ordem do
thesouroo. 18 de 21 de Janeiro ultimo, a mandar
a/er os concert* de que precisa o edificio em
que funeciona etta reparligo, manda fazer publi-
co o.ue no dia 22 do correte pelaa-duaa aoraada
tarde estaro em hasta publica, peraote esta mes-
-na thesouraria.os referidos coocertos para serem
rremaiados a quem por menos os quizer fazer.
Secretarla da thesouraria de fazenda de Per-
jambuco 17 de fevereiro de 1862. Sirviodo de
oificial-miior,
Manoel Jos Piola.
Secretaria do governo de Pernambuco
14 de fevereiro de 1862.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda fa-
zer publico para conbecimenlo das pessoas a
quem possa ioteressar, que nos dias 26 eseguili-
tes do mez de margo prximo vio louro se tem de
iroceler a concurso na Corte para preenchimen-
o do lugar de ajudante do stercometra da alfaa-
dega desta provincia, o que foi declarado m avi-
so da repartigo da fazenda de 6 do correte
mez.- Joo Rodrigues Chave*.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, lendo rece-
b'ulo do Instituto Histrico Brasileiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus msnicipes, para que ocncorram para area-
lisaco dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quantias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais de dez mil res.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestaro de boa vontade a realisa-
cao deste grandiozo fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boaviagem, oficial maior servindo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Mageslade o Imperador a
sua imraidiata proteegao, resolveu que se lavan-
tasse nesta corle urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigisse um tmulo digno
de seus preciosos despojos ; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grati-
do brasileira, e que devem transmiltir a posteri-
dade as Iradigoes glonozas que se ligam a um
dos grandes vultos nicionaes, e um dos primeiro
collaboradores n nossa independencia.
Os abaixo assignades, membros da commis-
sao a que o Instituto Histrico incumbi lao
nobre missao, accordarara recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripr5es populares enlre os
seus municipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas do povo.
A commissao desejando que todos os Bra-
sileros possam eoncor.-er para lo patritico
monumento, qtnes quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quantias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo a n ni versar io na-
talicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva ; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignem de
coadjnval-a em tao louvaxel empenho, activando
e apressando a subseripcao, cujo resultado sei
publicado as folhas diarias d'esta capital.
Deus Guarde Vv. Si. Rio de Janeiro
18 de agosto de I861.--Illms. Srs. presura te
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Recife da provincia de Pernambuco. Euzebio
de Queiroz Coutinho Mattozo CmaraJoaquim
Norberto de Souza Silva,J.oo Manoel Pereira
da Silva.Bario de Maua Jos Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique de Beaurrepain Roban
Doutor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SantosF. S. Dias da Molla.
Juizo do commercio.
O Dr. Josd'Araujo Roso Dano, juiz municipal o
de commercio dos termos desta cidade de Santa
liara de Belem do Gra-Par por S M. I. a
quem Deus guarde ele.
Fago saber que o administrador da massa fal-
lida dos commerciautes nao, matriculados Jos da
Silva Santos & Irmo, outr'ora eslabelecidos nes-
ta cidade, e Joaquim da Silva Santos & Irmo na
do Maranho. firmas solidarias, perante este jui-
zo, fez urna exposigo escripia, do estado da ad-
ministrago em ordem a absterem providentes
disposicoes judiciaes para por termos respectiva
liquidaco ; requerendo, em virtude do aviso pu-
blicado no o. 244 do Diario do Gra-Par, e re-
produzco nos jornaes do Uaranho, Cear e Per-
nambuco, e do disposto no art. 861 do cdigo do
commercio, houvesse este juizo determinar o que
devia a admioislrago fazer. A' vista do que, e
por meu despacho mandei que fossem contem-
plados os credores ausentes, que constassem dos
livros dos fallidos, no rateio a que se ia proceder,
depois daria as providencias requeridas. Ponde-
rou o dito administrador os obstculos, que se lhe
offereciam, psra cumprimento de meu despacho,
pedindo, era sua replica que se houvesse de man-
dar intimar judicialmente sos credores por meio
dos peridicos, marcando-se-lhes um novo prazo
para apreseotago das contaa, lindo o qual po-
desse a admioislrago fazer o rateio pelos credo-
res^presentados o que aguarda va das ordeos de-
finitivas. Em consequencis, e por achar de justiga
e legal o referido a reipeito, mandei que se pro-
cedase como requera, ma-rcando-se o prazo de
mais um mez. Para scieocia poia dos credores dos
referidos fallidos, assim desta praga como das di-
tas provincias de Uaranho, Cear e Pernambuco
hajam de apresentar seus ttulos de dividas ou
contas legalisadas ; o que devero fze-lo da data
deste a um mez, lindo o qual, organisar-ae-ha a
lista para o rateio respectivo vista dos docu-
mentos exhibidos, para poder ler lugar a ulterior
providnia judicial em ordem efiectiva distri-
buigo dos lquidos que houver apurado, sob
peoa de eocerramento para o effeito legal a'ubse-
quente
Este ser publicado pela imprensa e afiliado
nos lugares pblicos.
Para 31 de Janeiro de 1862. E eu, Barlholomeo
Jos Vieira, escrivo que o subscrevi.-rAsiigoa-
do.Jos d'Araujo Roso Danin.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluto da mata
da fazenda, manda convidar aos proprietarios
abaixo mencionados, a entregarem Da mesma
thesourarii, na prazo de 30 dias, a contar do dia
da primeira publicsgo do presente, a importan-
cia daquota com que devem entnr para o ca-
gamelo da roa do Cabuga, conforme o disposto
na le provine! n. 350. Advertindo que a fa la
a:.'?JE5Tal".n,."n- w '>UDld com o duplo
das relatldas quolas. na conformWade do irt. 6.
HLi*m*e*?.' de "embro de 1844.
Numero 2 Jos Peres da Cruz e ber-
deiroade Jos Gomes Villar
Os meamos
Jos Antanes Guimaries
Francisco Jos Telxeira
Bastos
> 4
a 6
8
4899000
60*000
45*000
60*000



DUOiQJO. PtMUMHKX> TUa>
A U
Ili 1M1.
ilO O mesmo
12 Ordem lerceira de S. Fran->~
cjco
Recolhimeolo da Gloria
D. Aguija Sanhoriuha Pe-
reira
Jos Brandao da Rocha
Joao Antonio Catpioteiro
da Iva
Irmandade do SS. Sacra-
mento do bairro de Santo
Antonio
< 9 dem idem
a 11 dem idem
14
16
M
5
7
45)000
909000
120JOO0
270000
171000
240|000
3095600
2599200
300*000
2:4589800
E para constar te maddou afufar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da theaouraria provincial de Per-
nambuco 13 da fevereiro de 1861.O atcretario,
A. F. d'Aaounciacao.
O Illm. Sr. inspector da theaouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluc3o da junta
dafazenda manda fazer publico, que no dia 20 do
corrente, parante a mesma junta, se ha de arre-
matar a quena por menos fizer, e por tempo de
seia mezes a contar do 1* de margo prximo fu
turo, o foroecimento da alimenlacio dos orphios
da collegio do Santa Thareza em Olinda e do de
orphaas dastacidade. a saber:
Pao.
Caf.
Ch.preto.
Mantelga.
Assucar.
Carne fresca.
Toucioho.
Arroz.
Fejio.
Peixe fresco, enasui falta bacalbo.
Aieite doce.
Vinagre da Lisboa.
F*rinba.
Sal.
Lenha.
Verduras e temperos.
F rucias ou doces.
Batatas.
Dieta para os doenles.
Frango ou fraaga.
Galinha.
Leite.
Aleiria.
Macarrao.
Cha.
Doce.
Viuho.
As peasoas que quizerem cootratar dito foroe-
cimento aprsenteos suas propostas em cartas
fechadas, no dia suprameocionade, nesta theaou-
raria pelo meto dia.
O contracto aera (eito com a clausula de que,
sarao comprados a cusa do foroeeedor, pelos di-
rectores dos referidos collegios, os gneros pre-
cisos nos das que nao forem elles foroecidos de
boa qualidade e de conformidade com a tabella
q je-ser a presentada no acto da arrematarlo.
E para constar se mandou aduar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da theaouraria provincial de Per-
nambuco, 7 de fevereiro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Aunuociac,ao.
Constante, capillo Augusto Garlo tea Bala,
victo ter prompta a maior parta do na canrega-
mento: para o restante paesageiras, pata
quaea tem excelleales accommodafea, trata-se
cosa Manoel Ignacio de Olivaira & Fitho, largo ato
Carpo Sanie, no escriptorio, m com o capitn aa
praca do commarcio.
Para o Porto.
Segu em peecos das a barca portuguesa
Flor da Maia, por ter parle de sea earregamen-
o prorapto ; quera quizar carregar ou ir de pas-
tegem, dirija-se ao consignatario do mesmo en
sea eicriptorio da ra do Apollo n. 43, segundo
aodat.
Rio de Janeiro
o hiate Novaea, primeira classe, forrado de co-
bre, doto, segu com brevidade por ter tratado
meio carregamento ; aioda recebe alguma carga
e escravos a frele ; trata-ae com os consignata-
rios Marques, Barros k C, largo do Corpo Santo
numero 6.
*|
GOIPAN BllCAlU
DE
Navegado costeira a vapor
Para Liba. Rio Grande do Norte,
Macau do Assu', Aracaty, Cear
e Acaracu'.
O rapar Iguarass, commandante Vianaa,
sahir para os portos do norte de sus escala at
o Acaracfc no dia 20 do corrente mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. En-
commendas, passageirose dinbeiro a frete at o
dia da sabida j 2 horas: escriptorio no Forte
do Maltos n. 1.
Declarares.
Pela subdeiegscia da freguezia de Santo An-
tonio do Recite se faz publico que acha-ae na
mesma subdelegada psra ser entregue a quem
pertencer um criouliaho de 7 para 9 annos de
idade, que fora encontrado vagaudo pelas rosa
dasta cidade, o qual declara ser livre. Recite 15
de fevereiro de 1852.O aubdelegado supplente,
Manoel Antonio da Jess Jnior.
CoDseiho administrativo.
0 conselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objeclos
eguinles:
Para a companhia de cavallaria de linha.
6 davinas de fuzil com varetas.
11 espalas com bainhas.
27 apparelhos de limpeza. -
11 boleas para apparelho de limpeza.
11 bornees para rscoes.
Para a companhia de artfices.
1 talha de barro.
Para o 2* batalhio de artilharia.
32 fitas brancas para eiercicio de esqueleto,
tendo cada urna 8 palmos de comprimento.
32 ditas encarnadas para o mesmo com as
mesmas dimens6es.
Para o 1 batalhao de infantera.
20 eordoes para canudos de inferiores.
3 caldeiras de ferro para 100 pracas.
13 varas para limpeza.
Para o meio batalhao da provincia do Cear
2 espadas com bainhas de ferro. -*
2 cananas de couro eavernisado.
2 telins de dito dito.
2 Uadoies.
Para provimeoto do armazem do arsenal
de|guerra.
40 meios de sola garroteada.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do
correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
{>ara foroecimento do arsenal de guerra, 12 de
evereiro de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho do compras uavaes.
Tem- se de promover sob as condieces do es-
tylo, o contrato de fornecimento at marco pr-
ximo de cal preta e branca, para as obras a car-
go do arsenal de marinha, e de camisas e calcas
de algodo azul americano, para os africanos II-
vresao aervico do mesmo arsenal, assim como a
compra dos objeclos do material da armada, abai-
xo declarados:
Para os navios.
4 arrobas de fio de vela, 200 agulhas de pa-
lombi, 20 governaduras de escaler, 14 arrobas e
10 libras de plvora grosss, e 230 corados de
baelilha.
Para o arsenal.
400 folhes de cobre de 28 a 30 oncas.
Em eoosequencia convida o conselho aos pre-
tendentes i apresentarem as auas propestaa no
dia 18 do corrente at as 11 horas da manha.
* Sala do conselho de compras navaes em 12 de
fevereiro de 1868.O secretario,
Alexandre Rodrigues dea Aojos.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado se faz publico aos con-
tribuales das impostos de 4 per cento sobre es-
tabelecimeotos de tora da cidade, prensas de al-
godo, typographias, cocheiras, cavallarices, no-
tis, casas de pasto, botequios e fabricas ; de 12
por cento sobre os estabelecimeotos de commer-
cio em grosso e a relalho, armeos de recolher,
depsitos e trapiches ; de 8 por cento sobre os
consultorios mdicos e cirurgicos, sartorios e es-
criptorios; de 509 sobre caaas de buhar, modaa
e lejas que venderem ronpa feita e chapeos es-
trangeiros ;de 1 000 sobre casas bancariae com
emisso e privilegies; de 3009 sobre as caaas
bancarias sem emisso, companhias anonymaa
e agendas ; de 2009 sobre casas de cambio ; de
500 rs. por tonelada das alvarangas e canoas
abertas empregadas no trafico da carga e descar-
ga ; de 309 Por cada escravo empregado do ser-
vigo daamesmaaalvarengas ; de 169 sobre cada
um carro particular de 4 rodas; de IOS sabr os
de doss rodas; de 189 sobre os de aluguel de 4
rodas; de llg sobre os de duas rodas ; e de 69
sobre as carrosas e vehculos de condcelo ; e
de 259 sobre omoibus, que os Irinta das uteis
marcados psrs a cobranza a bocea- do coffe do
anuo floanceiro de 1861 a 1862 findam-ae no dia
19 do correte, ficaodo comprehendidas na res-
pectiva multa es e,ue pagarem depois deste
MM,
Mesa de consalado provincial de Parnambuco
11 de fevereiro de 1862.
Pela subdelegada do carato da Sede Olin-
da, se faz publico que no dia 6 do correle mez
e anno foi appreheodido aesta cidade.um cavallo
de cor roiilho, com o albo direilo ceg, por se
acbar vagando pela dita cidade, o qual se acha
depositado na forma da le.
Francisco das Chagas Salguis,
_^_^_^^____Sgdelegado.
Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional
cDamo pretende aeguir com mnila brevidade,
tem parte de sea carregamento engajado : para o
ras'o que lbe falla, trata -se com os seus consigna-
tarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no
sea escriptorio ra da Craz o. 1.
Para
Hio de Janeiro,
O veleiro patacho nacional cCipuao, de pri-
meira marcha, pretende seguir com muita brevi-
dade, tem a seu bordo dous tercos de seu carre-
gamento : para o resto que lbe falta, passageiros
a escravos a frete, para os quaea tem excellentea
commodos, trata-se com os seos consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio ra da Cruz o. 1.
Lisboa.
__ O brigue porluguez Bella Figueirense, capi-
tao Jos Ferreira Lesss, sahir com brevidade
por lera maior parte de seu carregamento prom-
plo : para carga e passageiros, para os quaes
tem exceMentes commodos : trata-se com F. S,
Rabello & Fiiho. largo da Assembla n. 12,
Aracaty
Para o Aracaty segu at o fim da semana e
hiate aNicolo I : quem quizer carregar ou ir de
passagem,dirija-se a ra da Cadeia n.57.
Para a ilha de S- Miguel
sabe at o dia 20 o patacho portugus Lima :
para o resto ds carga e passageiros, trata-se com
os seus consignataries Joo do Reg Lima &
[mi*.
Vinagre.
Sardtnhas em latat e meias Utas.
No mencionado da as 11 horas em
Soto, a elle Srs. trapicheiros e vea-
IhCes que e tem limite algum, ao cor-
rer do martello.
Quarta-feira 19 tio eorrente
as 11 horas.
Antonio Carlos Fiaojoisee da Silva far leilao
para pagamento de asma credores por interven-
cao do agente Pinto, do seu sitio com boa casa e
grande pomar no salgadioho de Olinda, oo dia
e hora cima mencionado no escriptorio do mes-
mo agente rus da Cadeia n. 9.
LEILAO'
DS
Duas eseravas.
QUARTA-FEIRA 19 DO CORRENTE.
O agente Pinto far leilao a ama hora da tar-
de do dia cima meneionado, da) duas eseravas
crioulas com habilidades, as quaes.serio vendi-
das sem reserva de preco em sea escriptorio ra
da Cadeia d. 9.
LElUO
DE
Farinha de trigo.
QUINTA FEIIU 20 DO CORRENTE.
O agente Pinto far leitio por conta e risco de
quem pertencer, de 42 barricas com farinha de
trigo, as 10 boraa do dia cima meneionado : no
armazem doaSrs. AotunesGuimaraes iC, For-
te do Hattos.
LEILAO
No 1 de marco,
O agente Oliveira offereceri em leilao os pre-
dios abaizo essigoados. que serio arrematados
ebegando aos precos mdicos limitados pelo sea
proprieta rio e os gaaes rendem approximada-
mente 10 por cento sobre o custo elevado, a que
forana obtidos em poca mais favoravel, e pode-
rao eventualmente rendar mais em rezao de se
acbarem situados em localidades commerciaes
desta cidade, a saber:
Um sobrado de 3 andares em chao proprio, na
ra Direila d. 36, com 5 janellee de frente, quin-
tal, cacimba e cosinha fora.
Um dito de 3 andares e sotao, em cbio pro-
prio, na ra do Livrameoto n. 26, coa 3 janeI-
las de frente, cosinha fora, quintal com estriba-
da, quartos, cacimba etc.
Urna casa tarrea na travessa de S. Pedro n. 1,
foreira, com 2 salas, 2 quartos, cosinha, quintal
o cacimba.
Tres partes de um sobrado de um andar cor-
respondente a quasi metade do seu valor, na ra
de Uortaa n. 66, em chao proprio, com loja de
venda, quintal, cacimba etc.
Sabbadol'de marco
no escriptorio do referido agente, na ra da Ca-
deia do Recife, ao meio dia em pealo; e deca -
ra-sequeannunciado esle leilao eom tanta an-
tecedencia para dar tempo a que es pretenden-
tes venbam examinara inteira legalidade dos t-
tulos, no escriptorio do indicado agente, que
desde j se offerece a exhibi-los e a dar os es-
clarecimentos necessarioa, e para que os mesmos
pretendemos possam examinar previamente o
estado e bondade dos ditos predios.
LEILAO
DE
Farinha de trigo.
Quarta-feira 19 do corrente.
0 sgeote Pestaa vender per conta e Visco de
quem pertencer 144 barricas da farinha de trigo
desembarcadas ltimamente, em um ou maia Io-
tas : quarta-feira 19 do correte pelas 11 boraa
da manhaa, no armazem do Sr. Annes defronle
da alfandega.
IMLM
Quarta-feira 17 do corrente.
PELO AGENTE
valho : ehapelinas de fil e de seda para seohora
bem enfeiladaa com Meas de blond, utas de lin-
das cores eriquisaimas flores, dio-sa veos gra-
taitaaaento para aa ditas ehapelinas a quem as
arrematar. Arremate-se ama mesmo a tontada
dos arrematantes.
LEILAO
A 18 do corrate
Augusto C. de Abreu continuar por interven-
rao do agente Oliveira, o seu leilao de um intei-
ro sortimento de fazendas ioglezae, s maia pro-
orlas do mercado e bem condecidas de seos fre-
gueses, a quem convida para
Terca-feira 18
do correnta, as 10 horaa da manha, no seu ar-
mazem, da ra da Cadeia do Re LEILAO
DE
Superior milho.
Quarta-feira 19 do corrente
Vender-se ha em porcao de
10 saceos para cima.
O agente Peslaoa far leilao de 100 saceos com
superior mjjho, no armazem do Forte do Matto
do Illm. Sr. bario do Lwramenlo : quarta-feira
23 do corrente, sa 11 horas da manhaa.
LEILAO
DE
IVItJit.
Quarta-feira 19 do corrente.
0 agente Pinto far leilao a reqoerjmente de
Prenle Visnna & C e per deapacho do Illm.
Sr. juiz especial do commerco das dividas acti-
vas dos ausentes Manoel Joaquim de Oliveira &
C, s 11 horas do dia cima mencionado em sen
escriptorio ra da Cadeia o. 9.
Os papis e siguas documentos das referidas
dividas podero ser examinadas desde j no es-
criptorio do referido agente das 9 as 3 a tarde.
usiUa
DR
Para a Bahia segu o palhbsote cSanto Amaros-
para alguma pouca carga que lbe falta trata-ae
com seu consignatario Francisco L, O. Azevedo,
na raa da Madre de Deus n. 12.
Rio de Janeiro
A barca nacional Amelia tendo parte de seu
carregamento tratado, pretende seguir eom muita
brevidade : para o reato que lhe falta, os preten-
deres entendam-se com os seus consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
otinguiha.
Para Cotinguiba sahe impreterivelmente no dia
20 do corrente o biate .Garibaldi ; para o resto
da carga e passageiros, trata-se com Tasso Ir-
ma os.
Lieiles.
LEILAO
DE
Farinha de trigo.
MOTIS.
Ter Costa Car valho fara' leilao no da ci-
ma as 11 horas em ponto, em seu" ar-
mazem na ra do Imperador n. 55, dos
restos dos movis pertencentes a massa
fallida de Jase' Antonio da Silva Araujo.
\*8i m como
vender' urna -escraira ferlencente a
mesma massa.
Atteoco.
O annuncio feito pelo Sr. Bento Aires da Cruz
no sentido de poder embarazar e oppr-se ven-
da da loja do Paaaeio Publico n. 11, tratada pelo
abaixo assignado com o Sr. Joaquim da Silva
Boa-Vista, alm de aer irrisorio, muito depe
contra o carader e honradez do Sr. Cruz, pre-
tendendo oceultar a verdade e retratar-sede um
negocio feito publicamente e confirmado com a
assigoatora de negociantes de primdra ordem. E
urna escriptura publica, feita oo cartorio de ta-
bellio o Sr. Joao Baptista de S, a qual vai ser
publicada para conhecimento do publico, e jusli-
fleago do meu crdito e direito que me assiate
para poder fazer tal negocio, e para maior clare-
za preciso fazer a aeguiote declaracao ;A loja
de que ae trata foi o estabelecimento da exliocta
Hrma social de Ferreira & Cruz,- cuja sociedade
Qndou em 12 de julho prximo passado, por meio
de urna escriptura publica feita as notas do dito
tabellio o Sr. S, pelo qual licou o Sr. Cruz au-
torisado a dispor de todos os benspara pagamen-
to de todos os credores, e obrigado a liquidacao,
a qual se acha ainda em andamento na occasiao
do disirato a acial os dous ex-socios de conformi-
dad e de boa harmona sederam a loja ao abai-
xo assignado com a condi^ao de este pagar aoa
Srs Adamson'Howi'e & Companhia, N. O. Bieber
& Companhia e Srhafeitlin & Companhia, que a
extincta firma Ihes era devedora, cujos dbitos o
abano assigoado promptlbente pageu, como se
v daa letras e recibas em podar do abatxo aasig
nado, de que o Sr. Cruz est completamente
sciente, depois do pagamento feito aes ditos cre-
dores ; os doui ex-socios d unnime accordo fi
zerarn um ajuste e saldaran todas a suas con-
taa particulares, come consta do referido cartorio
e por meio de urna nova escriptura, pela qual
todas as cootas e traoeacoes particulares que te-
nham navido entre os dous ex-socios podesse ha-
ver mais direito de reclamadlo de parte a parle;
logo ae o abaixo aasigoedo pagou o importe do
valor qae fez da compra da loja, e se o Sr. Cruz
depois celebrou essa escriptura de trato e ajuste
de cootas, a qual vai ser publicada, para que
vem,agora oppdr esses embarazos contra o direito
e a razo ?
Porm no case que o Sr. Craz esteja arrepen-
dido deste trato e queira se estabelecer e lomar
novamente conta da loja, o abaizo assignado es-
t prompto a receber a quaatia que pagou, pa-
gando mais o Sr. Cruz o importe do debito aos
novos credores da mioha firma particular, pois
que eu da mlnhi parle recebando o dinheiro que
paguei e a deaobriga de todos os meus credores
da mesma forma que teobo justo o tratado tza-
lo com o Sr. Joaquim da Silva Boa-Vista, nesse
caso ludo astou prompto a fazer, ou do contrario
para ovitar mais polmica levar tudo ao conheci-
mento do Exm. Sr. juiz do commercio para elle
decidir o que for de direilo. Recife, 15 de feve-
reiro de 1862. m
FirmiaDo Jos Rodrigues Ferreira Jnior.
SYSTfi 1A MEDICO HODELLOWAV
PILTJLAS HOLLWOYA.
Esto ineslimavef especifico, eomposio inteia
menle de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio era alguma oulra substancia deleeteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a eompleicaomais
delicada, igualmente prompto e seguro para.
desaneigar o mal na eompleicao mais robnstaf;
entei ramate innocente em auas apers^oese ef-
feitos; pois busca e remove as doan$as de qual
quer especie e grao por mais amigas e tenaza*
qu^ sajara.
Entre milhares de pessoas curadas com est
remedio, muilas que j estavam s portas da
rnorie, preservando era seu uso conseguirn
recobrar a saude e forjas, depois de baver tenta-
do inuUimenle lodos os otaros remedios.
As mais afilelas neo devera entregar-sea des-
esperarlo; fagam um competente ensaio dea
efficazes effeilos desla assombrosa medirina, a
prestes recuperaro o benefieio da sande.
Nao se perca tempo em tomar esle remedio
para qualquer das seguintes enfermidades;
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias ( mal de).
Asthma.
Clicas.
Gnvulsoes.
Oebilidade ou extenua-
do.
Deb I idade ou falla de
forgas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
-de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Encbaqueca.
He r y si pela.
Pebre biliosa.
Caixeiro.
Quarta-feira 19 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelos ad-
ministradores da massa fallida de Jos
Antonio da Silva Araujo, de novo leva
ra' a leilao a loja de\miudezas da ra
do Queimado n. 27, consistindo em ar-
mco, dividas e maia pertences da mes-
ma loja. \
Terca-eira 18 do corrente.
O agente Piolo far leilao por conta e risco
de quem pertencer de cerca de 200 barricas com
farioha de trigo de Lisboa, muito fresca e da pri-
meira qualidade da fabrica de Joao de Brito, as
quaes serao vendidaa em lotes vontade dos
compradores, s 11 horas do dia cima mencio-
nado no armazem do bario do Livramenlo caes
do Apollo.
Quarta fe ira 19
Leilao
avisos mariUflaos*
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue 'portognea' Vinho Xerez em barra.
Terca-leira 18 *do corrente as
11 horas em ponto.
Alerta Srs. trapicheiros e ven-
delhoes que ao correr do
martello sem limite olgum.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer do se-
guinte na ra da Senzala n. 12 :
50 barricas com serveja.
Vinho Bordeaux em barris.
Dito em caixa d 1 duzia.
Cognac em barril.
Dito superior em caixa.
Alerta Srs. marcineiros e paes
de familia.
O agente cima fai leilao por conta
e risco de quem pertencer dos movis
abaixo declarados,ao correr do martel-
lo, na ra do Imperador n. 20, arma-
zem que foi de louca de Joaquim Pereira
Silva Santos, consistindo no seguinte:
Armarios.
Guarda roupa.
Mobilia completa.
Secretaria.
Bids.
Toalhetet.
Guarda roupa com espelho.
Lavatorios.
Tocadores muito ricos com espelho.
Commodas.
Quadros com lindas estampas.
Espelhos diversos
As 11 horas em ponto no menciona-
do dia.
LEILAO
DE
12 saceos com al-
godo avariado
Vianna & G'Jimares farao leilao por conta e
risco de quem pertencer e por iotervencao do
agente Pestaa, de 12 saceos con algodo de
marea JNC vindas deliacio eavariadaa a bordo
em viegem do mesmo porto : quarta-feira 19 do
correle pelas 12 horas da manhaa na porta da
inspecQo do algodo.
. ysEA
19 do corrente.
Amorim Irmaoa ferio leilao por inlervencio
do agente Oliveira, de cerca 500 barricas de fa-
rinha de trigo trncela de superior qualidade,
recentemeate ehegada a eate porto :
Quarta feira 19
do corrale, s 11 horas da maahaa em panto,
nos armazens bario do Livrameoto, e de Joao
Ignacio Abil, altea ae Forte do MatUa.
Atten^ao! Attencao!
Leilao de ehapelinas tronce-
zas para senhoras.
HOJE
TerQa-feira 18 do crvente na loja de fazendas
da raa do Cabugi 0.8, alem de muilas fazendas
e obras feitas francezas, serio postas em lellSu
I das 6 horas da*tarde em diante, por todo e preco
qae se offerecer por iotervencao de Costa Gar-
do correte.
O agente Pinto tari leilao por ordem dos ad-
ministradores da tnaasa fallda de Jos Ribeiro
Puntes, das dividas activas da mesma massa, s
11 horas do dia cima mencionado em seu es-
criptorio na ra da Cadeia n. 9, onde se poderi
dar desde j qualquer esclarjecimenlo acerca,daa
referidas dividas.
Avisos
rersos.
Febreto da especie.
Goita.
Hemorrhoidas.
Hyiropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflamraacfes.
Irregularidades de
menstruaco.
Lombrigas de toda es~
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis,
Abslrurgo do ventre.
thtysica ou consump-
fo pulmonar.
Reten^o de ourina
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venreo (mal)
Por muitas vezs se tem annun-
ciado que jmente se recebem assignatu
ras deste Diario a 5#000 por trimestre,
sendo pago dentro de 15 dias do come-
co, mas acontece que alguns de seus
assignantes demorem o pagamento alem
daquelles dias, e se julguem com direi-
to a paga-lo a dito t reco ainda mesmo
que falte meia duzia de dias para se
vencer o trimestre; por tanto de novo
se declara que nenhuin direito. tem o
subscriptor de pagar a subscripcao a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
nao ervindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber-se na livraria ns. 6 e
8, da praca da Independe acia, por no
haverem tantos recebedores, quantos
seriare precisos pa;-a encontrar em
suas casas, a alguns assignantes.
Nesta typpgraphia, pre-
cisa-se fallar a o Sr. Dr. Ju-
vencio Al ves Ribeiro da Silva,
que reside no Rpzarinho.
LOXBIi
Hoje 18 do corr nte mez, andarao
impreterivelmente a i rodas da ultima
parte da nona e primeira da decima
lotera da matriz da Boa-Vista desta
cidade, no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario de S. Antonio.
O* bilhetes, meioi e quartos achre-
se a venda na thesouraria das loteras,
ra do Crespo n. 15 e as casas com-
missionadas. Os premios serao pagos
a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Dm homem casado, asss conhecido nesta
cidade, esua muiher, offereeem-se para ensina-
rem ai primetras lettrss, bordar, cozer, etc., a
qualqyer pai ou nata da faimhas do matto, que
preciaarem de seus servidos; poaeado arBan^ar-
ae o zelo, amisade e dedicajo que alineada-
mente se empregar no tratamento e adianla-
meito dos meninos e meninas qoe lhe 'forem
coaados, mediante mui mdica paga, a que se
sojtitario atiento suis precis5es : para se lnfor-
marem da coaduta e capacidade dos offereeidos,
podr3o diriglr-se ao largo do Paraso, sobra-
do a. 6, onde umbem sa contratar.
Precisa-se de um caixeiro de li a 16 anoos de
idade para taberna : quem se achar neslas cir-
cunstancias, dirija-se a ra do Fogo o. 32.
No bolequim da ra da Guia n. 36, precisa-
se de um cozinbeiro livre ou escravo.
Jos Ferreira, subdito portuguez, retira-se
para o Para.
Domingos Telles de Carvalho, sublito por-
tiguez. retir-a-se para fora da provincia.
Eduardo A. Ry 1er pede desculpa a seus vi-
zinhos, coohecidos e amigos, por nao se ter des-
pedido pessoalmente em eoosequencia de sua
viagem repentina : entretanto offerece-lhe; o seu
diminuto presumo om Londres.
Aloga-se o primeiro andar da casa da ra
do Crespo n. 1, proprio para escriptorio ou m )-
radia de homem solteiro: a tratar na loja da
mesma casa.
Quem precisar de urna muiher poitugneza
j velha para ama secca, dirija-se a rus da Ale-
gra o. 5, a fallar com Maria do Carmo Robim.
Quem quizer morar em um sitio na Capun-
ea nova para botar sentido dirija-so a loja do
Pavao ra da Imperalriz n. 60.
*Attenco.

A mesa regedora da imperial capella de Nossa
Senhora da AssumpQio da Estancia, avisa ao
respeilavel publico que domingo 23 do corrente
tem de solemnisar-se a testa da sua Divina Pa-
droeira, nao com pompa porque a igreja pobre,
poratetom sqaalla decencia que devida a
magnificencia do culto Divino e espera esta me-
sa que seja coneorrida pelos nossos devotos.
Joio Baptista Lopes,
Secretario da irmandade.
Quem precisar de nm moco que saiba algu-
ma cousa de francez e inglez, e que est hoje
desempregado, e deseja ao mesmo tempo ser
caixeiro de alguma casi ranceza ou ingleza :
quem de sens prestimos ae quizer ulilisar, pode
dirigir-se ao caes de Apollo o. 17, segundo an-
dar, que se dir quem quer.
O abaixo assigaado agradece cordialmente
ao Sr. Antonio Ferreira da Silva Maia o bom tra-
tamento que lhe deu durante o lempo que o ser-
vio como caixeiro.
Manoel Jorge da Silva.
O abaixo assiguado tem estabelecido nesta
corte urna casa de consignadlo de escravos ladi-
nos para serem vendidos aqut convenientemente,
sob as condicoes geralmenta sabidas. Compro-
meite-se tratar bem dos mesmos, eempregaro
pessivel para realisacao em breve das vendas dos
ditos escravos, com vantagem de seus donos, por
isso que se acha relacionado com as priocipaea
casas de commissio nesta corte, e munido de
bons agentes. Aos escravos deverao acompanhar
as precisas procutacas bastantes, e cartas de
ordena, com direcoao a roa do Pasmado, em Bo-
tafogo, casa n. 26. Rio de Janeiro 1. de feve-
reiro de 1862.
Joaquim Pereira Xavier de Oliveira.
Pilulas paulistanas
em pacotesdeduas caixas
ns.l e2.
Um curativo rarissimo feito pelo medico Carlos
Pedro Etchecoim, sobre a pessoa abaixo aasigoa-
da. Padec o anno passado de um cancro roedo-
ra no peito esquerdo, procedido de urna espinhj
ou urna dureza de que foi o principio e com co
michdes e urnas certas dores que me respoodiam
no coracio. Qoindo procurei o dito senhor, a fe-
rida era horrenda que poda caber um ovo de ga-
linha. Gracas a estas plalas sarei em menos de
60 dias. Felizes daquelles que liverem ao seu al-
cance os raros remedios do autor.
S. Vicente 12 de dezembro de 1859.
Escolstica Mara.
Deposito geral na ra do Parto n. 119, Rio de
Janeiro: e em Pernambuco, na pharmacia do
Sr. Jos Alexandre Ribeiro, ra do Queimado
numero 15.
Francisco Pedro da Cruz Noves, tendo de
retirar-se para Europa no prximo paquete fran-
cez, deixa por seus procuradores, em Io lugar
Francisco de Paula Das Feroaodes, em 9. lugar
Jos Pedro das Neves, eem 3." Antonio Francis-
co das Nevea para tratar de seus negocios.
Vende-se um malatioho com 9 a 10 aonos
de idade, com pratiea de tratar de animaes em
cocheira ou fora della, a pessoa boa : auem
pretender, dirija se defrente da eataclo daa Cinco
Ponas, deposito n 140, que achara com quem se
possa tratar.
Na ra do Imperador n. 43, vende-se lete
poro todos os dias aa 7 horaa da maohia.
Precisa-se de urna ama farra ou captiva pa -
raeaaade pequea familia : na, ra do Hospicio
o.fc.
Febre intermitente.
Vendem se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Ha ana e Hespanha.
Vendera-se as bocetinhas a 800 rs., cada
urna dellas contem urna instrucc,ao em portu-
guez para explicar o- modo da se usar desias pi-
lulas.
O deposito gaaal em casa do Sr. Sonm
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.

i
i
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23,sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carmo.
REMEDIO.NCOMPmVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as nac,5es
podem t'estemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovaremcaso necessario,que,
pelo uso que delle fizerara tem seu cerpn
merabrosinteira mente saos depoisdehavar em-
pregado intilmente putrosiratamenios. Cada
pessoa poder-se-haconvencer dessaseuras mt-
ravilhosas pelateitura dos peridicos, quelh'ac
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles qu*
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com esle soberano remedia
o uso de seus bragos e per as, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes.o ata
deviam soff rer a amputado 1 Dellas ha mti-
cas que a vendo deixa do esses. asylos depade-
timentos, para se nao submaterem aessaopa-
racao olorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nbeciment declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ou tros magia*
Irados, afimla mais autenlicarem sua afirma-
tiva.
Ninguem Jasesperaria-do estado de saude sa>
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementeseguindo algum tempo o
tratamento que necesslasss a natureza do mal,
eujo resultado seria provarincontestavelmentew
Que tudo cata.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras
Dores de cabeja.
das costas.
-dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
ErupQoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
nflammacao do figado.
lnflamma;o da|bexiga>
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptisw
Picadura de mosquitos.
Pnlmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquear
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das artieulac,6es.
Veias torcidas ou Bo-
das as pamas.
Cavalhadas,
Convida-ae tos que quizerem correr cavalba-
dae na ra da Prata nos dias 2, 3 e 4 de marco
vindonro, a virem inscrever-te aa ra do Crespo,
Loja n.SOA, a fim de receberea ao depois o com-
petente carteo, que deverao apretentar ao mos-
tr no campo do araenal de guerra, onde ae reu-
BhSjoeaquadrio todas as tardes as 3 horas ; cer-
torte que sem o referido oaitio ninguem poda-
r iocorporar-se ao mesmo esquadrlo.
Vende-se esto ungento no estabelecimento
geral.de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticajios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em lodo a
America do sul, Havana o Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocelinaa cont
urna inslraceao em portuguez para explicar o
modo de azer uso deste ungento.
O deposito *geral em oasa do Sr. Soum.
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 33, em
Pernambuco.
__ N0 escriptorio de Claudio Dubeux existem a
bastante lempo duas trouxa* de ronpa, sendo urna
maior e outra maia pequea, asqaaes foram con-
duzidas nos mnibus que transitan) entre esta ci-
dade a seus respectivos arrabaldes : quem for
seu dono pode ir recebe-las, pagando a deapez*
deste annuncio.
Precisa-ae alagar ara ceUakbeiro e um cria-
do para aervico de eaaa ; a tratar na ra d&Crua
do Recite n..38.
Ra das Cruzes n.4,
abriea de charutos,! venda-e* eaaratoa a 16* *
mitheiro, de tumo da Baha, vela de coaaooal-
cle a 11 arroba, a aa *reo fas-st abatt-
1 metalaiaaea-aa a boa^otUdada,



DUWO BE PERNAMBUCO. fc- TIRCA CH*A 18 Df HRlRIIRO Dfc mi.
mmm
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Gear e Alagoas, a saber:
Folbinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaet, dial
de galla, tabella de salvas, notimt planetarias, eclipses, partidas
de correiof, audiencias, e resumo de chronologia, a ris -. .160
Bita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a res......^ : lf000
Attemjo
Prev ine-aa a quera compror o sitio Caiaoa, (j4
anaunciado) qie ha orna parte pertencente a ou-
tra herdeir.
O abaixo asaigoado, respondeodo ao annuu
Sociedade bncaria.
Amoriro, Fragoso, SjoIos & C. cam e tomam
laquea aobre a praca de Lisboa.
Aluga-se nmbom ailie com nuitaa
de fructo, bem como om bello j rdim no luga
im do Vagar Bet>edouro termo de Ca-
ares do Bonito, era dias de outubrn
IjM escrevos pretos com 01 Gomes e
O**S*i"lntea : um de oome Joaquim, de 26
't^wi1'*? e idadeI P0co maia ou meos, cor pre-
10 lugarT* Uur. Proporcional
Pinho, radico braaileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos quaie pe-
de, As carteiraaque nao levaremsaeimpreaso
ssim marcado,emboratenham natampa o no-
me. do Or. Sabino sao (altos
Especial hOieoiiathieo
Ra das Cruzes n. 30.
4
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo proprietario qualquer hora, havendo
ahi sempre grande sortimenio dos verdadeiros mdicamentes homeopataiecs, preparados m Pa-
rs (as tinturas) por Gatellan e Weber, os mais acreditados pharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O proprietario deste consultorio nto pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
infalliveis, porque nada ha infallivel em (actos humanos; nem tao pouco superiores aos que por
shi se preeonisam, porque ceno que o que nos tazamos, outro o pode egualmente fazer tao bom
senao raelhor. Mas afianca que nelle nao ha traeancia, e que o servico da jreparacao corre
pele mesmo proprietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, acha-se suficiente para
satisfazer s necessidades daquella preparaco.
Reste consultorio acham-se venda elementos da homeopaihia, acommodados intelligencia
de qualquer pessoa ; assira como presl-se gratuitamente o seu proprietario, com seus esforcos e
medicamentos, todas as pessoss necessiladas, sem dislincgo alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser til humanidade soffredora.
4PP!0VA(lit0 E MORISACIO
DA
k&mmm oipeiom m mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGtENE PUBLICA
mh?U MEdieilAE
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Itteardo' Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Com estas Chapas-elbctro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inflammaciao ( cansado ou falta de respiracao ), sejam internas ou
externas,como do Ggado, bofes, estomago, bajo, rins, ulero, pello, palpilaco de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, paralysa e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as dfferentes especies de tumores, como lobnhos escrfulas etc.,seja qual foro seu
tamanho e profundeza por meio da suppurajao serao radicalmente extirpados.
O uso dallas acojiselhado e receitadas por habis e dstinctos facultativos, sna efficaia in-
contestavel, e as innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianza do publico
que j tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pralica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado
de fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para horaem, senhora ou crian$a, decla-
rando a em que parte do rorpo existe, se na cabeco, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo incha$oes, feridas ou ulceras, o molde do sen
famanho em ura pedaco de papel e a declar8cao onde existem, afim de que as chapas sejo da
torma da parte aneciada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodo%os acces-
orios para a collocagao dellas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianza, em seu esariptorio, que
se achara abano todos os das, sem excepto, das 9 horas da manhaa s 1 da (arde.
H9 Ra do Parto ||!|
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
lebrado em 12 de julhode 1861 para a liquidadlo
da extincta firma social Ferreira & Cruz, e como
tal o Sr. Firmlaoo Jos Rodrigues Ferreira J-
nior, que mostr o titulo por onde posaue a loa
para poder vender, que o abaixo aaaigoado como
liquidatario, protesta em lempo complente ir
haver do comprador. Recite 14 de evereiro de
1862.Beoto Aires da Cruz.
9 Aluga-ae um quarto andar com excel-
(f lentes commodos: na ra da Cruz o. 53.
#
0 Dr. Ernesto Feliciano da Silva lava-
res, medico, pode ser procurado para
exercicio de sua profisao : na ra d
Praia n. 43, segundo andar.
; 8
Roga-se ao Sr. capttao Maoel de
Souza Leao Jnior senhor do engenho
Gurjau', de hestes 8 das sem falta, ap-
parecer na ra da Aurora n. 86, pri-
meiro andar, a negocio de seulnteresse.
Os curadores Bscaes e depositarios da mae-
sa fallida de Jos Feroandea Agr convtdam aos
credoree da referida massa, cujos ttulos foram
habilitados no referido processo para apresenta-
rem os seos ttulos do prazo da 8 das, aos abai-
xo assignados, travessa da Madre dt Dos arma-
zem o. 16, afim de proceder-se o divideodo da
quantia em deposito, visto para iato acbarem-se
autorisados por despacho do Dr. juiz de direilo
do commercio.Ferrejra & Martina.Barros &
Silva.
O Dr. Rocha Bastos reside na ra da
Cruz n. 16, segundo andar, aonde pode
ser procurado para o exerclcio de sna
proQssSo.
mm
Para as encommendas ou inforraac,5es dirjam-se a pharmacia de JosAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimadon. 15.
I1\TERVAT0
DE
^5i
2%$
|g|Estabelecido no lugar da Capunga, um dos arrabaldes|
mais prximos da cidade do Recife.
DIRECTORO RACHAREL EM MATHEMATICAS
lEKi&RG pe eoia m mm.
Este estabelecimeuto de eiucacao e instrucclo principiou a funecionar no dia
10 de Janeiro, e continua a receber alumnos.
Os commodos, o asseio. as boas condicoes hygienicas dos edificios destinados
a functoea do estabeleeimenlo, a ordem e legularidade do servico no Intrnalo, a
dedicacao e zelo que empresario o director e os professres a bem do aproreita-
mento e progresso dos alumnos, sao circumstancias que devem animar e garantir aos
paes de familias que desejam dar a seus fllhos urna edocaco regular.
Cadeiras de ensino.
Primeiras lettrasdividida em duas classes, lendo cada urna o seu professor__
portuguez, latim, francez, inglez, arilhmetica. algebra e geometra, geographia e
historia, philosophia, rhetorica, desenlio, msica, dansa e gymnastica.
Nos estatutos do inlernato que eslo a dispoaicao de quem os quizer 1er, se
acham consignadas as condicQes de entrada.
Consultorio medicocirurgico
3B13A.BA. GLOH1A. CASA BO F13NB.O-3
Consulla por ambos os systemas,
Em coasequencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleei-
menlo acaba de fazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que oa remedios do seu estabeleeimenlo nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precauuio de ioscrever o seu nome em todos os rtulos, deveodo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellea que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhari urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Hosaozo em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sin: acaba de receber de Franca grande porco de tinctors de acnito e belladona, re-
medios eatea de aumma importancia e cujas propriedades sao tao conhecidas que os meamos Srs
mdicos aliopathas empregam-as constantemente.
Oa medicameoUa avulaos qur em tobos qur em tinctoras caslarto a 1 o vidro.
O proprteuno deste estabeleciaaento annuncia a seus clientes e amigoa que tem commodos
nfflcientea para reeeber alguna eacravos de um e outro sexo doentesou que preciaem de alguma
operafio, afflfncando que serao tratado* com lodo o disvelo e promplidao, como sabem todos
aquellos que | tem tldo eacravoa na casa do annunciante.
A sitaacio magnfleada casa, a commodidad* dos banhos salgados alo outraa tantas vanta-
|toi para o prompto restebeleciaaento dos doentea.
Aspessoas que qaizaremfallar comfcMaMiiKiant*devem procura-lo de manhaa at 11 bous
dlarddas5emdMOte,eforadeUs* tarao em casa pessoa com quem ae podero *f-
laoder na ra da Gloria o, 3 casa da Foadao. Dr. Lobo Moseoxo.
Eosino de partidas
dobradas.
e arithmetica"
DIRIGIDO POR
Manoel Fonseca de Medeiros
Duas vezes por semana tercas e sextas
Das 7 as 9 horas da noite
Ra JVotx n. 15, tegundo andar.
Precisa-se de urna ama patacoaiohar e com-
prar: na ra do Imperador, n. 37, segundo an-
dar, entrada direila.
: Precisa-se alugsr um sitio as proximidades
desta.cidade, na Solidado, Santo Amaro ou Mag-
dalena, quera tlver dirija-ge a ra da Cruz do
Recife n. 38.
Quem precisar de 7OOJJO00 ris com hypo-
theca em alguma casa, dirija-se a prsca da Boa-
Vista loja de cera que dir quem d.
Est para alagar-ae o segundo andar do
sobrado n. 193 e casa terrea n. 191 da ra Impe-
rial : a tratar na ra da Aurora n. 36.
Precisa-se de urna ama para todo serric.0
de urna casa : na ra da Roda o. 42.
Perdeu-se na noite do dia 13 do correte,
na ra da Imperatriz, urna pulseira de ouro
quem a achar e entregar em dita ra, no primei
ro andar do sobrado n. 43, ser bem recompen-
sado.
S Attenco.
Quarta-eira 19 docorrente, a
# 1 hora da tarde, depois da au-
S diencia do lllm. Sr. Dr. juiz
municipal da segunda vara na
$ respectiva sala dos auditorios te-
@ r lugar a continuacao da arre-
rna^aijao por venda dos bens se-
^ guintes : um sobrado de um an-
^ dar esotao n. 2 sito na travessa
$fe da matriz de Sftto Antcnio,
H avaliadoem 10:000^, urna casa
@ terrea meia agua n. 1 sita na
$ ra de S. Francisco a paliada
g em iOOs, urna dita terrea n. 1
sita na ra do Arraial do Rrum
avahada em 1:000/},' urna dita
terrea n. o sita na mesma ra
avaliada em 1:200# e outra dita
terrea n. 5 sita na mesma ra
avaliada em 1:000$, situadas
estas tres ultimas em terrenos
de marinha, cujos bens sao per- ,
tencentes ao espolio do padre ,
Jos Le te Pita Ortigueira, e vao ,
a praca a requerimento do tes-
tamenteiro e inventariante pa-
ra pagamento de dbitos.
Moleque,
Na ra da Gadeia Velhs n. S2, lercei-
ro andar, precisa-se de nm muleque de
de 15 annos para cima, quem c tirer pa-
ra a lugar dirija-ie a referida casa.
Precisa-se de urna ama forj
que saiba cozinhar. comprar e eag
ra 4a Cruz do Recife n. 25, primairo andar.
Ama
ou captiva,
na
Precisa-se de urna ama que com re e cozinbe:
a tratar na ra Nova, loja frsnceza n. 11.
--Aranaga, Hijo & G. lacam sobre
o Rio de Janeiro.
C~ ?*'!? 1uf,1uer qustitia si bre Portugal e
Ilha de S. Miguel ;,na ra do Vicario n. 9, pri-
meiro andar, escriptorio deCuvalbo, Noguera &
Companhia.
Lices de inglez.
Dao-se de noite no hotel francez : a tralar na
ruada Cruz n. 1.
Os abaixos assignadop, avisam a
todos os devedoi es da extirJcta firma de
Aranaga & Bryan, queseerta' acabando
de liquidar, tenham a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. I, e para os
que altarem, serao tomadas medidas
coercitivas.
Aranaga Hij( & C.
O proessor de mus lea Rodolpho
Eichbaum, discpulo do conservatorio do
Leipsic, acha-se prompto a dar licoes
de piano e cantona : pode ser procura-
do na ra da Cadeia do Recite, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqueira, ou na
ra da Cruz n. 10, casa de Kalkmann
Irmaos & C.
Precisa-se alagar um prelo, dando-se o
austento, e paga-ge mensal ou semanal, para o
servigo desta typographia : na livraria ns. 6 e 8
da pr;a da Independencia.
23 Ra da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afina-
ces e concertos.
J. Laumonier avisa a seus freguezes que tem
um bello sortimento de pianos dos melbores au-
tores, aasim como msicas para canto e piano ;
encarrega-se de concertos e afinacoes dentro
fora da cidade, por precos razoaveis.
Aluga-ae a propriedade na ra da Casa Por-
te n. 2, a qual tem commodos bastantes, cacim-
ba e terreno no fundo : quem a pretender, diri-
ja-se a ruado Queimado n. 13.
Al o fin
SAHE
deste mez
Joaquim pertence
a Lourenco Juatiniano Cordeiro, e a escrava Ru-
fina a sua irma D. Canuta Cordeiro dos Santos,
tendo os ditos fgido do Bebedeuro e passaodo
pela villa do Bonito foram all seduzidos pelo
europeu Jacitho Aragd, que reqaereu deposito
doa ditos ao juiz municipal supplente Bezerra
de Mello, que sem mais formalidade alguma des-
pachou favoravel a foram depositados em poder
de Jaciniho Jos de Mello, e tecdo Lourenco pe-
los meios legaes suspendido esse illegal deposito
no da 24 ou 25 de dszembro ultimo, na noite
deaae meamo dia para 26 evadiram-se ditos es-
eraros estando atoda em poder do meirinho na
villa do Bonito que o tinha de entregar a seu
legitimo senhor, e havendo bem fundadas sus-
peilaadeser esta fuga dos ditos proveniente de
msinuacoes do dito europeo Aragao, que j
bem conhecido em traQcaocias de tal natureza :
roga-se as autoridades policiaes, capites d
campo e mais pessoas particulares que delles li-
verem noticia ou apprehende-los leve-os ou man-
dem informar a Francisco Cordeiro Falcao no
engenho Pedra Firme aito no termo do Bonito,
que serao gratificados generosamente.
,! FERREIRA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cahug n. 18, i.' andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por aobrotypo, por melainutypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaea para
pulceiras, alGnetes ou cassoletas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimento
de artefactos francezes e americanos para a col-
locago dos retratos. Ha tambem para este mea-
mo fim cassoletas e delicados alfioeles da ouro
de le; retratos em photographia das principaes
persooagens da Europa ; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidroa para ambrotyp
e chimicaa photographicas.
A luga-se.
No caes d'Apollo n. 7, desoecupou-se um ex-
cedente armazem, que se aluga por prego razoa-
vel: a tratar na ra do Imperador n. 46.
Aviso.
Club commercial.
A reuniio familiar do correte mez ter lugar
na noite do dia 22.
Urna pessoa que se acha empregadl, deseja
fazer para alguma casa commercial alguma es-
enpturaco, cu arrumar-ie de caixeiro na mes-
ma : quem de sea presumo ae quizer ulilisar, di-
rija-se a esta typographia, ou annuncie para ser
procurado.
Attenco.
Sapates de borracha aind nao vistos, cujos
chegaram na occasiao de aervir como preserva-
tivo para o cholera, e i os ha na ra da Impe-
ratriz n. 46, loja do Vianns.
Eiiso particular.
Urna pessoa habilitada propde-se aleccionar
noite aos que se dedicam ao commercio francez.
inglez, grammatica portuguesa, e arilhmelica : a
mUrjia_ra_do Cabug n. 3, segundo andar.
Gabinete medico cirurgico.'
i Ra das Flores n. 37.
Serio dadsscons&llas medicas-cirurgi-l
Cas pelo Dr. Eitevao Cavalcanti de Alba- i
querque das 6 as 10 horas da manhaa, ae- l
cudindo aoa chamados com a maior bre- i
vidade possivel.
! Partps.
2.* Molestias de pelle.
8.* dem do olhos.
4.* dem dosorgos enitaes.
Praticartoda equalquer operacio en i
seu gabinete ou em caaa doa doentes con-
forme Ibes fflr mais conveniente.
so-
Santo,
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacca
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo
escriptorio n. 19.
O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
As pessoaa que sao devedoras a loja de di-
gado da ra do Cabug o. 16 de Burle Jnior &
Martina, tenham a bondade da virem saldar as
auaa coolas at o fim deate mez, quedo contra-
aio proceder a cobranca judicial, visto j ter es-
cotado todos os meios amigareis.
Precisa-se alugar um cozinheiro ou cozinhei-
ra, que desempenhe bem o mesmo servico, para
a caaa de urna familia, paga-se bem : a tratar na
ra da Aurora n. 4.
A padaria do Leao do Norte, situada na ra
do Cotovello, precisa de um bom trabalhador de
masseira.
Precisa-se de urna cozioheira boa, ou de
um cozinheiro bom, que seja perito em sua arte :
a tralar na ra do Vigario n. 2.
Jos Peuhelare, subdito italiano, retira-ae
para Sergipe.
Precisa-se de um caixeiro para urna taber-
na, de 10 a 12 annos : a tratar na ra Velba nu-
mero 27.
AtteiNjo .
Os senhores herdeiros do engenho Cursshy que
pretendern) comprar urna parte do engenho Pin-
dobal{ na fregueziadePo d'Alho, ou outro qual-
quer senhor, queiram apparecer na ra do caes
novo de 22 de Novembro n. 32, segundo andar,
que a comprarlo por metade de seu valor, cuja
parte vale 10.000, visto o engenho tersido ava-
hado em 40:OOOS, o Sr. Joaquim Cavalcanti de
Albuquerque Mello comprou dito engenho em
1854, o qual eslava arrendado por 1:000$ aonual,
por isto tem de pagar 250 por anno, sao 2:500,
alem do arrendamento do 24 annos de outros ren-
deiros, est conhecido que dita parte vale bem
16:000 : quem a quizer comprar por 6:500, di-
nheiro vista, appirega, visto o Sr. Cavalcanti
nao cumprir o que tratou : a nao vender-se dita
parte at 15 de marco, o berdeiro tem de reque-
rer o engenho praca, visto o Sr. Cavalcanti as-
sim o querer.
O abaixo assignado roga aos seus credores
da praga do Recife, que quanto antea hajam de
tirar suas contas correntes do que Ihes devedo-
ra a casa de Paulista e deixa-las em carta fecha-
da am casadeMartins & Santos na ra do Ca-
bug, para serem ahi procuradas. Engenho Pau-
liata 15 de fe*er>iro de 1862.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Francisco Jos dos Passcs Guimarcs dei-
xou de ser procurador do Sr. Drogo Jos Leite
Guimaraes residente em Portugal.
Precisa-se de um conzinbeiro forro ou es-
cravo: no botequim da ra da Guia n. 36.
Antonio Bolelho Piulo de MesquUa vai
Europa, para all ao fazer a operacio da molestia
que padece, levando em sua companhia un so-
bnnho menor de nome Affonso Augusto de C.
Muniz.
No dia 19 do corrente mez de fevereiro se
ha de arrematar em praca publica depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda va-
ra e provedor dos residuos o sobrado de tres an-
dares n. 2 da ra de Li?ramento desta cidade
pertencente a teatamentaria de Joaquim Ribeiro
Pontea, para podar o testamenteiro aalisfaier oa
legados cuja avaliaco do dito sobrado -de
14:000$, e a ultima praca.
O Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drummond, advogado deste fdro, j reslabelecido
da enfermidade quesoflreu, acha-se prompto pa-
ra o exerclcio de sua profisso no seu eacriptorio
na ra do Imperador n. 43, dea 10 horas da ma-
nhaa s 3 da tarde, e fora deesas horas, e para
casos urgentes, na casa de sua residencia na roa
do Hospicio o. 17.
A pesaos moradora na ra da Cadeia do
Recife n. 25 que deseja falar com Bemardino Di-
as Ferreirs, tenha a bondade de dirlgir-se a ra
Velhe n. 33.
Aluga-se o sitio no lugar da pon-
te de Ucha, defronte do caes: a tratar
na ra do Rosario larga, n. 10..
Sao rogados os senhores Jos Florencio de
Oliveira e Silva, Manoel Jernimo de Albuquer-
que, e Lacio Alves de Oliveira e Silva a compa-
recerem loja o. 10 B da ra do Grespo.
A abaixo |asaigoada, professora particular
antorlaada pelo governo, fai saber aos pais de
suas alumnia e 'a quem mais possa interessar,
que ae acha aborta a matricula de. sua aula para
o ensino daa disciplinas que compoem o curso de
instrueco primaria do sexo femenino, residen-
cia na casan 68 da ra da Soledle.
Thereza Guilhermina da Camino.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo
Retratos de novo
Retratos de novo
Retratos de novo
flawleyotypo nova
Hawloyolypo nova
Hawleyotypo nova
Hawleyotypo nova
Hawleyotypo nova
goslo
gosto
gosto
gosto
Luvenc'j
invenQao
invenco
invengo
inveogo
Precos baixado para pouco
tempo.
baixado para pouco lempo
baixado para pouco lempo
baixado para pouco tempo
baixado para pouco tempo
5#000 10#000 20#000
DO PRLO
1* volume
DO
Royo melliodo piatico tbeorico
PARA APRENDER
!A 1er, fallar, escrever
traduziro francez
EM 6 MEZ ES
Segr ndo o facillimo systema
allemSo
DR. H. OLLENDORFF.
POR
CICERO PEKEGllINO.
Obra ioteiramente nova e nica escrip-
ia ta em portuguez por esse systema ; p-
ft provada pelo conseibo director de ins-
I trucao publica de'sta provincia 2 volu-
mes 79.
g Recebem-se assignaturas na ra do
Se Queimado n. 26, primeiro andar.
AGlTADHi DYMIIC
DO D0UT0R
. L
Para a preparara dos medica-
mentos homeopathicos.
_ Os medicamentos preparados por esta machina
sao os nicos, com que se podem contar no cu-
rativo daa molestias perigosas. E como seja o
CHOLERA MORBUS ama 'aquellas que nao
idmittem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
qaizerem tirar da homeopathia os ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carteiras e meiis carteiras
especiaos contra o cholera, acompanhadas das
competentes instruc(es, pelos precos conheci-
dos, na pharmacia especial homeopathica, ra
de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N. B. Os homens de bom aenso reconhecem
certamente que sendo o Dr. Sabino a fontef pura,
d'onde emanou a homeopathia em Pernambuco
e em todo o norte, elle o nico immediata-
mente interessado no seu crdito e no teu pro-
gresso, e por conseguinle tao somente nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applcaQao da scieocia no curativo das mo-
lestias, quer em relacao preparaco dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do Ur. Sabino trabalham cons-
tantemente debaixo de suas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e outro francez quem paga ordena-
dos vantajosoa), os quaes sao ajudados por maia
tres ou cinco pessoaa, qaando o servico o exige,
os deslillacao do espirito de vinho e d'agoa, no
manejo das machinas, na desecaco dos glbu-
los, na distribuido das dilulgoes etc., etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopathia, como geralmenle a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
soal.com machinas e com a obtensio das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparaco dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta com o bem,
que j tem feilo, dando homeopathia a popu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeico dando aos seus remedios
a maior infallibilidade possivel em seus effeitos.
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
vros estraogeiros que a sua propaganda emPer-
nambuco'Joi tao brilhante que nao Um na fu-
ropa nenhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo A.', pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambicao muito mais elevada : ella se dirige a
legar as geraQes futuras um nome eslimavel
pela gravidede e importancia dos seus aervieos,
pela sinceridade de suas convieces, e pela fir-
meza do seu carcter.E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalba muito...
Precos
Pregos
Precos
Precos
3#000
35000
3000
3:9000
3000
5000 103000' 20000
$000 IO9OOO 20&O0O
5000 lO/OOO 209004
58000 lOflOOO 20}00
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Explendido quadros donrados
Explendido quadros dourados
Explendido quadroa dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
machioas para
machinas para
machinas para
machinas para
Vende-se
Vende-se
Vepde-se
Vende-se
Gaixas
Caitas
Canas
Caixas
Caixas
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
de
retratos
retratos
retratos
retratos
gostos
gostos
gostos
gostos
gostos
ver
ver
ver
ver
ver
A.
Ra
Ra
CICERO PEREGRINO, ba- &
&>} charel em direito, continua no |fi
@ seu escriptorio de advocada, na $$
v>3 ra do Queimado n. 2(. gg
Preciisa-se de um oflicial de bar-
beiro : na ra das. Cruzes n. 35.
Joio Goilherme Romer, armador de corti-
nados (oa ra do Hospicio n. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem receido excellentea
molduras douradas para cortinados de janellas,
tambem vende borlas, cordo, galleras e patera
de bronze que pertence aos ditos.
Aluga-se o armazem, Io e 2o an-
dar e sotao. da casa n. 60, da ra da
Cadeia do Recife, esquina do becco do
Capim : a tratar na ra da Cruz n. 63.
Na ra do Crespo n. 14, precisa-se
fal lar com o Sr. Francisco Lopes Macha-
do a negocio que lhe diz respeito.
HI MMmUB SaBMS&ifiQiBQIMtttlf
M 1D1 IB ff malW W3T* fBl WBWV WWtw ^m
%0 dentista NuniaPompilio.S
lindos
de lindos
de lindos
de Itndos
de lindos
venham
venham
vet)ham
* veotiam
venham
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
Pira tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
W. Orborne retratista americano
do Imperador
do Imperador.
trj> captivo para caa de rapaz solteiro : S
quera pretender dirija-se a ra da Cadeia
n-a?. ___
CONSULTORIO ESPECIAL UO1E0PATHIC0
DO D0UT0
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das .seguales molestias:
molestias da mulheret, molestia da crian-
cas, molestias da ptll; molestias do olhos, mo-
lestias typhililicas,todas as especies dt ftbres
febres intermittenies s tua eonsequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
Earados som toda* as cautelas necessarias, in-
lliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos maia commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamenteivendidosenr sea pharmacia; todos
que o forem ra dellasaofalaaa.
Todas as carteiras ao acompanhadas de um
lmpresso com um emblema to relevo, tendo ao
redor as segaintes pakvras : Di. Sabino 0. L*
Ra estreita do Rosario
primeiro andar.
22
americano sem arran'car as raizea, e fas
todas as operaces de sua arte, com
promptldo e limpeza.
Bota denles arliQciaes por molas e li-
gaduras e pela presso do ar. Systema
i
Perda.
Da mao do abaixo assignado desencaminha-
ram-se un autos de aegao de letra, com a res-
pectiva carta de sentenga : quem o achou, que-
rendo fazer o favor de oa entregar, ser agrade-
cido e recompensado, na r\ia de Hortas n. 48, ou
no cartorio e casa da residencia do tscrivao Ma-
noel Hara.
Adolpho Liberato Pereira de Oliveira.
Na roa da Cruz n. 86, precisa-se de um cai-
xeiro para laberna, de idade de 19 a 14 annos.
Precisa-se de orna ama de Idade para cozi-
nhar o diario de urna casa de poucs familia ; no
Recife, ra da Cruz n. 31.
Joaquim Francisco do Cruz, subdito portu-
guez, vai a Portugal, e deixa por seus procura-
dores em 1.* lugar a Jos de Paiva Ferreira J-
nior, em 2." a Manoel Jos Lopes Geimares, em
3.a a Antonio Casemiro Gouveia.
MA
Precisa-se de urna ama farra para urna caaa da
familia.de duaa pessoaa para fazer compras e co-
zinhar ,. quem quizer dirija-se a ra da Praia a.
44, ama achara com quem tratar,
^baga-a* -o primeiro andar do sobrado di
rna dMBperalrix n. 40 ; a tratar no mesmor
FfancisejrTadro da Cruz Nevea, cidadio
brasilelrowretira-se para Europa a tratar de sua
saude.
*fc-


- r-
-.. : -
BB------


__^_


Companhia per nambuca-
na de yapores costeiros
De ordem do conselho de directo sao
convidados os Srs. accionistas da Com-
panhia Pernambucana a se reunirem
em assembia geral no da 22 do cor-
reate, ao meto da, na sala da associa-
clo cominercial, para Ibes ser presente
o relatorio e balanqo annual. Recife
i4 de fevereiro de 1862.O gerente,
F. F. Borges.
Atten Precisa-se de urna ansa, for ou caplira qae
saiba cozinbar, comprar eeogoamar : na ruado
Imperador n. 17, primeiro andar,
Attenco.
Urna pessoa eom ai precisas habilitacoes se
propoe a agenciar qualquer cobranza de divida
pelos sertoes, Ass, Riacho de Porcos, Villas de
Pombal, Catle, Caico, e todo Serid, Serra do
Teireir, cidado do Marlios, etc., a qual tem
mua influencia por estar par dos melhores
meios para azer ditas cobraogas e ter estrellas
relaces com as principies p6ssoas de ditos lu-
gares, con a parlicularidade que reeebe gados,
animen, terrea, etc., e fater os pagamentos a di-
nheiro, conforme o contrato feilo entre as partes:
se informar dos Srs. Joaquim da Silva Castro,
Santos Neves, Monleiro & Lopes, Ferrao, etc.,
que diro qual a pessoa, onde habita, e sua con-
ducta.
Precisa-se de urna ama para cozinha e mais
algn servico de casa de familia : na ruada So-
letada, casa terrea n. 68.
A o commercio.
Urna pessoa que escreve bem, Vaduz aalinguas
franceza e ingleza, e sabe arithmetica, oflerece-
se pra escrever em algum escriptorio commer-
cial : a fallar na ra do Cabug n. 3, segundo
andar. .
En sino particular.
Urna pessoa que tem habilitacoes e pratiea de
enaiuo, prope-se a temar licoes em casas parti-
culares, de francez, oglez, gramraatica portn-
gueza e primairas 1 airas : a fallar na ra do Ca-
bug n. 3, segundo andar.
Os curaderes Hscaes e depositarios da masaa
fallida de Miguel Gomes da Silva, eonvidam aos
credores da referida msssa, cejos titulos foram
habilitados no referido processo para aprsenla-
rem os seus ttulos no prazo de 8 das aos abaiio
aasigoades, rrawisa da aladre de Dos, armszem
n. 16, fim de proceder-se o dividendo da quan-
tia em deposito, visto para isio acharem-se auto-
risados por despacho do Dr. juiz de direilo do
commercio.
Real eng.ish boots.
Campos & Pereira beg to aonounce 1o tbeir
rjumerous frieod and the public generally, that
they have jiut received a small lot ot Ladies aod
Gentlemens Boots of the beat eoglisb manufactu-
re, verjr suitable for Winter Wear, which they
are selliog at the following leu prices
Gentlemens bes patent cowhide boots 10#000
per pair.
Ladies very superior calf boots 7$000 por pair.
Ti. 32Ra da Cadeia do Recife.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinbar para urna pessoa: na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar.
Santo Amaro das Salinas.
Domingo 23 do correte lera lugar nesta ca-
pelln) grande festejo da gloriosa virgem N. S
da Soledade, cajo progremma o seguiote:
Sezta-feira 21, pedas 6 horas da tarde, girn-
doos de foguetes, avisar&o que ebegado o mo-
ra Ato de sabir o estandarte da mesma virgem N.
S., que acompanhado per seaenissmas virgens,
e conduzido por innocentes meninas, ser invado
no seu competente maslro ao som da insigne mu-
sica marcial do 4. de artilbaria ; depois de io-
gado 3 estandarte soltar-se-ba um lindo balo,
offerecido por um hbil curioso.
Sabbado 22, as 7 1)2 horas da tarde lera lugar
as ves pe ras, que sero feitas com todas as so-
lemnidades do eslylo, finalisadas as quaes, subir
aos ares um outro balo, tambem offerecido por
um outro curioso.
Domingo 23 ao romper a aurora ser aocuncia-
do por garandlas de. foguetes esse dia to ap-
plausivel; principiando as 7 horas missas rese-
das ata entrara festa, que ter lugar as 10 ho-
ras, e sendo o erados do Evangelbo um eloqueote
pregader. A tarde aera preeochida de differentes
pegas do repertorio do insigoe artista Braceo, e
sero distribuidas pelos fiis Otas bentas, e su-
bir aos ares um explendido balo, que conduzi-
r um eacaler com os seus competentes remei-
ros ; e ae horas competentes ter principio a la-
dainha, (Inda a qual se soltar um outro balo.
As 9 horas sol.tar-ee-ha um magnifico lego arti-
ficial ; finalmente finalisar toda a festa um bel-
lo balo.
A commisso eucarregada da festa Bao tem
poupado esforcos para que ella seja feita com to-
da a pompa, com quanto os recursos de que dis-
pe sejam mui exiguos, esperaodo que o respei-
tsvel publico concorrer a este lindo arraial de
Santo Amaro para maior brilhanlismo do acto.
Offerece-se para caizeiro e para .pnfernei-
ro em algum engenbo perto desta praga, urna
pessoa desembarazada e de conducta sem nota,
a qual tambem dar liges de msica e de ins-
trumento a quem quizer ; pode ser procurada
em Olinda, na ra de Mathias Ferreira n. 44.
Os senhores abaixo declarados queiram ter
a bandada de virem a ra da Cadeia do Recife
d. 25, segundo andar, que se lhes precisa fallar
a negocio, de manha das 6 as 8 horas e de tar-
de das 2 as 4. Os Srs. Vicente Ferreira da Cos-
ta Miranda, Joaquim de Oliveira Maia (morador
na Gameleira), Joaquim Jos Bolelho, Joaqufm
Milet Mariz, Bernardino Dias Ferreira, Joo Pa-
checo Alves, Maooel Antonio Rodrigues Samico,
Jos Florencio de Oliveira e Silva, Francisco Fe-
lisbioo de- Carvalho Rapozo, Joaquim Teixeira
Peixoto Jnior, Bernardino Pereira de Brito, Jo-
s Joaquim de Oliveira, Antonio Teixeira Pei-
xoto, Alexandre daCunbaCoelhoCatanho, Agoi-
tinho Ferreira Jnior, Augusto Cesar Carneiro
de Mallos, Fraocisco A villa de Mendooga, Joa-
quim da Silva Alves Ferreira, capito Jos Mar-
celino Alves da Fonseca, Luiz Moreira de Hen-
denca Juoiro, Bento Tupioanb, Francisco Joa-
quim Pereira Pioto, Joo Filippe dos Santos,
Antonio Joaquim Gongalvta do Cabo, Jos Ri-
cardo de Lyra.

Aos paes de familias
Julio Cesar de Oliveira, professor part- gj
calar, competentemente autorisado pela gj
directora geral de instrueco publica, en- Z
sioa primeiras leftras e latim sob as con- a
0 dicedes abaixo mencionadas:
?l.a Recebe em sua casa alumnos exler- <
nos por um mdico prego. tj)
2.* Toma licgoes por casas particulares
sendo o seu pagamento aquillo que for 9
V conveocionado. aja
3.* Garante o approveitamento de qual- Sj>
quer discpulo seu e promelte empregar #
lodo o cuidado pela moralidade e reli-
g'So- #
0* paes de familia que quizerem o hon- tj)
rar com as suas coofiangas o encootraro #
na ra do Imperador n._54_, segundo andar. aj$
01 PMJUIttOO. TERIJA IUH1 1S DE FEVEESffiO DE 1861.
35
do
8

. Ha paca aigar um
daiWuito fresco na ra do".-----
mento> a tratar na*Ttra da Cadeia
Recife n.33.
Preca-se de urna ama para'co-[
sinhareengo^mar: na roa, Direita n.
5, primeiro amar.
- Preeisa-sa eluf> ,,, pieta de meu idade
que seja fiel e sem yicfU a 0 gervico externo
de urna caa de familia : o.,ua ao Queimado so-
brado n. 44, primeiro andar, 0Hande-se o sea
alugael conforme con venci na i.m
99 %
Len Chapelio, artista rec-0teaeDte
ebegado a esta capital, tendo vino, subs-
tituir em seu estabeleeimento o_"Sr. stall,
offerece seus prestimos no exercicio de -,iai
prosso ao respeitavel publico desta pro
vincia, trabalharfdo em todos os systemas
al hoje conhecidos, mxime pelo syste-
SJ ma cenotypo conhecido hoje como o mais
9 brilhaote em resultados erivatisando com
9 a mais perfeita pintura e bem assim em
: candes de visitas.
Est em seu estabeleeimento durante
todo odia, e os seas trabalhos sero por
fj) preQo razoavel. .
Reside oa ra da Imperatriz n. 14. 9

Attenco.
o
O abaixo asignado anligo professor particular
da liogaa inglesa julga conveniente fazar-se
lembrar aos seus numerosos amigos e conheci-
dos, e para que em cooaequencia de terem por
aqui apparecido alguna novos concurrentes nesse
eusino, nojulguem que elle deixa decontinaar
a exercer a sua proflsso. Elle ainda continua
a leccionar particularmente dita lingua pelo sys-
lema de Oleodorff, o qual inconteslavelmeote
o melharque tem at hoje sahido do prlo ; tan-
to asaim, que o nico actualmente adoptado
nos principie collegios da Europa pira o eosioo
de diversas lioguasestrangeiras, pois est conhe-
cido que os quatro differentes exercicios que o
discpulo obrigado a fszer ao raesmo tempo,
isto 1er, traduzir, escrever e fallar, coocorrCm
muito sem duvida, para facilitar o seu aperfei-
QoarneDlo. O mesmo professor toma a liberdade
de fazer tambem lembrar, que foi elle o primei-
ro que leccionou nesta provincia pelo referido
methodo alingua ingleza; assim como ainda mo-
ra na mesma ra da Gloria n. 83.
Geo Q. Hardber.
Mtenco.
Quarta-feira 19 do correte depois da audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juis municipal da segunda
vara ser arrematado por ser a ultima praca urna
parte do sitio e casa de vivenda no lugar do
afonteiro em seguida aos Apipucos, o qual per-
tenceu ao finado Francisco Cavalcanlb de Mello,
e vae a praca por execuco de Manoel Jos Mar-
tina contra Alvaro Fragoso de Albuquerque, ava-
hado por 4579143 j com o abate da lei. Escri-
vo Attayde.
compras.
:
- Haveodo desapparecido da algibeira do
abaixo assignido urna carta que lhe foi endere-
zada do Rio de Janeiro cootendo um bilhete in-
teiro o. 690 e dous meios ns. 995 e 968 da 42*
lotera para ind.emnlsaco dos adiaatameotosfei-
tos ao emprezario do thealro de Nictheroy e
dous quartos os. 163 e 165 da 23 lotera das obras
do recolbimento de Santa Thereza, roga pois a
qaalquer pesioa que tenha schado a predita car-
ta com os bllhetes alludidos que entregando-a na
fu das Cruzas n. 8, recebar 20J de gralificaco,
e desde ja se previne aos Srs. thesoureiros que
nlo pagaem quaesquer sortesque saiam
feridos bilhelessenao ao mesmo abaixo
do ou algaem como procurador delle. R
de fersreiro de 1862.
Jos Ribeiro Barbosa.,
Precisa-se de urna ama bweosi
que compre para cita de hornera loltein
ros do Crespo n. 1.
P/lbhJMNDimTIlEliTOjriiiX;
Sorlimeoto completo de sobrecasacos de panno a 259, 289, 309 e 359, casacos multo bem
faitea a 258, 28g, 308 e 35f, paletots acasacadoade panno pretode 16 at 259, ditoa de caaemira
de cor a 159,188 e 20f, paletots saceos de panno e CMemira de 89 at 149, ditoa saceos de alpaca
m eiin e la da 49 at 69, sobre de alpaca e merino da 79 at 109, caigas pretas de caaemira de
89 al 148, ditos de cor de 79 at 10$, roupas para menino de todos os tamanhos, grande sorli-
meoto de roupas de brins como sejam caigas, paletots e colletas, sorllmenlo de colletts pretos de
setim, casemira e velludo de 49 a 9$, ditos para casamento a 59 e 69, paletots brancos de bra-
mante a 49 e 5/, caigas brancas muito finas a 58, e um grande sortimento de fazendasflna s e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino senhora, aeralas de
linho ealgodo, cbapeoa de aoldeaeda, luvaa de aeda de Jouvio para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos encommendas de grandes obras, que para
isso eat sendo administrada por um babil mestre de seinelhante arte e um pessoal de mais da
cincoenta obreiroa escolcidos, portanto executamos qualquer obra com promptido e maia barato
do que em outra qualquer caaa.
Preservativo universal,
45Ra Direita45
O.henj 1...
Urna das indiligencias melbtr esclarecidas na
sciencia de Hipcrates, depois de longos aonos
de exercicio de curar e matar coovenceu-se afi-
nal, que o nico preservativo iofallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fosse, era
conservar a cabera frese, ventre-desembaraQado,
e PS QUENTES. Ora, viajando por ahi urna
epidemia.que mata gente como qualquer outra,
occaaio de porosos em pratiea eatea principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra ; lomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gUuber, o mais acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opiniio e a pratiea de um dos
ornamentos da nossa magistratura ; e laceando
ao cisco todo o calcado velho, dirigjodo-se todos
ao armazem, da ra Direita o. 45, onde o respec-
tivo proprietario a todos recebar com cortezia,
aturar as massadas, e aquecer os ps com ex-
cellente calQado, segundo o gosto, e estado fi-
nancelrode cada um, e vejam : s
Homens.
BORZEGUINS dos melhores fabricantes,
fraocezes, inglezes e brasileos a 138,
129, 11. 108. 99500, 89 e............... 5&500
SAPATOES a 7500, 68500, 59500, 59,
49500 at................................9000
Meninos.
SAPATOES a 58500, 59, 49, 39500 a......19600
Sennoras
BOTINAS de fabricantes francezes, ingle-
zes, allemes e americanos federaes
69,59500, 59, 48500,38500 a........... 29500
Meninas.
BOTINAS a 49500 e.......................-49000
Um completo sortimento de sapatos para se-
nhora de couro de lustre virado a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (ns. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranga francezes a 19300, portuguezes 29, sapa-
tos de borraxa para homem senhora e menino,
muito couro de lustre, de porco.cordavao,marro-
quim, bezerro francez, sola de lustre, courinbos,
vsquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma parte.
f na loja dopavfto, ra
dalmperatriz n.60,
de Gama Gompra-se moedas de ouro de
20,9000, na ra Nova n. 23, loja.
Compram-ce acedes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & l'ilho, largo do Corno Sanie-, escrip-
torio o. 14.
Compra-se moedas de 209 ni loja da ra
do Queimado n. 46.
Moedas de ouro.
Compram-se moedaa de ouro de 209 e 109 com
cambio : na ra da Cruz do Recife n. 50, pri-
meiro andar.
Compra-se urna preta de 16 a 18 annos de
idade, que seja sadia e nao tenha vicio : na ra
do Jardim o. 42.
&M3ii6ait3-26ia!6aiS5i2i6-!iG3
aTftVBwsjnBWeWflBW WWn* sravisllll VaWatin IbTbb^F MVIlB
Gompra-se. ||
Um escravo que seja bom cosinheiro X
prefere-se moco : quem tiver dirija-se a S
ra da Cadeia n. 23, loja de Uurgel & S
Perdigao. II
Farelo de Lisboa.
Vendem Oliveira & Carvalho, na travessa da
Madre de Dos n. 5.
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os quaes ae
rendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembia o. 4, e para tratar, no es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Vende-se o engeaho Santa Luzia sito na
freguezia de S. Lourenco da Malta, a dinheiro
ou troca-se por casas nesta praca : quem pre-
tender dirija-se a ra de Hortas n. 7, das 10 ho-
ras da manha as 4 da tarde.
armazem de fazendas
DE
S
s
Conpra-ae um arreio para cavallo de ca-
briolet.com pouco uso, preferiodo-se ser ame-
ricano ; na roa Nova, escriptorio dos Srs. Quin-
teiro & Agr.
tf&dafc.
Vende-se uma;escrava de 30 annos de ida-
de pouco mais ou menos : no pateo do Carmo
sobrado n. 13.
Vende-se o engenho Timb, na comarca de
Nazaretb, com boas varzeas de canna e boas ma-
tas, a dinheiro ou a pagamentos com boas firmas:
os pretendentes dirijam-se ao engenbo Santos
Mendes, ns mesma comarca, a tratar com o seu
proprietario.
PEIXE
D uarte Companhia
receberam pelo ultimo vapor as seguintes quali-
dades de peixe o mais bem arranjado que se po-
de desejar em litas lacradas hermticamente pe-
los precos de 19200 a 3g a lata :
Chouric,as finas promplas.
Pescada assada e cozida.
Pargo asaado.
Roblos dito.
Cavalla em ateite.
Guras assado.
Nulas de tigelad.
Savel assado.
Sarda em azeite.
Congro.
Lloguados fritos.
Ostros.
Atum marinado.
Tambem receberam pacotes de sal refinado a
240 rs. cada um e latas com feijo verde a 800
rs.: aos armazens Progressivo e Progressista no
largo do Carmo n. 9 e ra das Cruzes n. 36-
MOTA
California.
Na ra da Imperalriz n. 48, junto a padaria
franceza, vendem-se cortes de carnbraia de cor a
29800, ditos brancos a 39500, ditos bordados a
49500, carnbraia lisa fina a 3J, 39500 e 4$ a pe;a,
e de forro a I98OO com 9 varaa, gollnhaa muito
finas bordadas, croch a 640 e 800 rs., manguitos
de muitas qualidaies a 800 e 19, manga balo,
manguitos, gollinhas, e camiz preto com enfeile
de vidrilho por \$, (eslo ae acabando), esparti-
Ibosde boa qualidade a 296OO e 39500, chale de
tarlatana a 640, cortes de vestidos de seda esco-
ceza a 10 manteletes pretos superiores a 18, 22
e 259, lencos brancos de csssa muito grandes,
duzia 2J5O0, ditos pequeos bordsdos a 200 e 240
rs., chapeo* de sol de seda para aenhora a 49500
e59, ditos para homem a 6$, panno fioo mufto
auperiora 39, 3$500, ricos enfeites pata senaasra
de diversas qualidadea a 49500, 59 e 69. cinto
doorados a 29500 e 39, chapeos para baplisado
ricamente eofeitados a 39 e 39500, chitas de di-
versas qualidadea a 160 e 200 rs., ditas francesas
a 260 e 260 o covado, e outraa muitas fazendas e
roupas feitas por precos com modos.
Vende-se um carrinho americano com os
competentes arreios para do.ua carreiros : este
carrinho tem sccommodac.ea para 4 e 8 meni-
nos : quem o pretender, dirija-se a cocheira na
ra do Arago : para tratar, oa roa da Impera-
tris n. 20.
Vendem-se galose frangos da raca
Cochinchina: na ra Velha n. 7, na
Boa-Vista. m
Santos Coelho
Ra do Queimad" n. 19.
Leocoes de bramante de linho a 39.
Cobertas de chita finas a 29.
Ditas a prego de I98OO.
Cambraias pretas muito finas.
Colchas de fusto muito lindas a 69*
Esleirs da India de 4, 5 e 6 palmos de largo,
propriaa para forro de cama e salas.
Lencoes de panno de linho fino a 29.
Algodo monstro a prego de 600 rs. a vara.
Toalhas de linho para meaa a 49.
Ditas de fusto para mos, cada urna 500 rs.
Baldes para meninas.
Pcchincha
Hollanda preta a 100 rs. o covado, propria pa-
ra forro de qualquer obra : na ra do Queimado
numero 91*
Vende-ae um escravo Jdoso, proprio para
feitorisar algum sitio : para ver e tratar, na ra
da Praia n. 47.
GURGEL & PERDIGAO'.
Ra da Cadeia laja amarella n. 23.
Vendem diflerentea fazendas de gesto 9
I proprias para este mercado, a saber: la- o
ziohas de cores lisas e malisadas, cortesa
de carnbraia bordadas, manteletes coaj- I
pridos, capas compridaa modernas de S
seda e gorguro preta e de cor, seda de S
quadrinho, manguitos multo modernos, 1
chales de pona redonda, cseas de cores mt
finas, leques, tintos, penles, chapeos pa- 1
ra senhora, camisas de linho para senho-
ra e algodo para, menino, e muitas ou-
tras fazendas de gosto, do-se as amos-
tras : na ra da Cadeia loja amarella nu-
mero 23.
Mmnmmmm mmm*mm
\ao esqueca arara,
que hoje a loja doa barateiros para ver, veo-
dem-ae peca de carnbraia liea branca a I96OO e
20, dita muito fina com 5 palmos de largura a
3 e 3jJ500, pegas de madapolo enfestado a 39,
novos cortes de ehitas Qoas com 13 covado a
9500, ditos de riscado, padrdes novos a 29500 e
19500, brilliantina branca com 4 1|2 palmos de
largo a 280 o covado, dita de cores a 360 o co-
vado, gorguro para vestidos a imilecio de sedi-
nhas, fazenda muito nova e Una a 320 o covado,
barege para vestidos com flor de seda a 360 o
covado, pompadourde seda de quadrose matiza-
do para vestidos a 640 o covado, fil de linho
branco e de cores a 200 rs. o covado, lazinhas
para vestidos a 280 e 400 rs. o covado, ricos cor-
tes de gorguroapara vestido cora 18 ovados por
69500, cortes de la de duas saias com 22 cora-
dos por 105, ricos cortes de organdys com 15 va-
raa a 99 e 7g para acabar, cassaa ae cores para
vestidos a 280 e 320 o covado, chitas a 160, 180
e 200 rs. o covado, ditas francezas a 240 e 280 o
covado.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro, fazenda muito eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gura e o seu prego ser de 200 rs. o covado.: oa
ra da Imperalriz, loja n. 20, do Duarte.
Collares medicinaes ano-
dinos.
Para as dores da dentico, accessos,
convulses, febres e oulras enfermi-
dades das mancas.
DO DR. TANNER (INVENTOR.)
O Illm. Sr. Burchell, filho, successor e nico
proprietario em Londres. Este innocente e in-
fallivel remedio (foiapprovado em Londres a 10
de Janeiro de 1715, por S. M. Jorge III, c re-
commendado pelo afamado e de alta repulaQSo
o Dr. P. Chamberleo.) dispensa de fazer tomar
as criancas os remedios interiores, que nunca
querem tomar. (Prego flxo 89.)
DEPOSITO GERAL
119 RA DO PARTO 119
Rio de Janeiro.
E EM PERNAMBUCO
Na pharmacia de Jos Alexandre Ri-
beiro.
RA DO QUEIMADO N. 15.
Vende-se
na ra do Mondego casa n. 2, as seguintes se-
ment de hortalice muito novas : couve flor, di-
ta truoxuda, repolho, naboa de cabeca grande,
nabicas, mostarda, chicoria, aselcas, seoonlas
brancas e amarellas, sarga, cuentro, sebolinho
rdxe e branco, tomates grandes, feijo, carrapalo,
ervilhas tortas ealface arrendada.
Bolinhos.
Bandejas enfeitadas com armacao de diversos
gostos e bolinhos dos mais escolhidos do nosio
mercado para casamento, bailes, soars etc., e
tambem s os pesa em libras, assim como pas-
telera de diversas qualidadea, podios, bolo in-
glez, filhoes ele, tudo do melhor gosto, aceio e
do mais commedo prego destes. gneros : diri-
jam-se a ra da Penha n. 25, segundo andar, pa-
ra ajostar-se. \
li-
Pannos pretos.
Panno preto para calcas e paletots a 19600,
19800, 2 e 29500 o covado, cortea de casemira
preta para caiga a 39. dita enfeatada a 39500 e
4|, velludo preto a 2g500 o cevdo, saia de cor-
do que faz vez de balo a 29500, baldea de ma-
dapolo a 39 e 39600. ditoa de 30 arcos e de rerv
da a 49 : na ra da Imperalriz, loja e armazem
da arara n. 56, de Magalhes & Mendes.
Para o carnaval.
Vindem-se fazendas roprias para vestuarios,
a ser: escomilha de cor de rosa, amarella, azul
e branca a 200 rs. o corado, velbulinas de cores
e ramagens a 640 o covado, velludo encarnado a
800 rs. o covado, tafel de todas as cores a 640 o
covado, grosdenaples de cores a I98OO o covado,
e mais fazendas proprias para este flm : na ra
da Imperalriz, loja e armazem da arara 0. 56, de
Magalhes & Mendes.
Pechincha para todos.
Vendem-se msssos com 20 massinhos de pali-
tos finos e buhados para deotes a 200 rs. o mas-
so de 20, porm pastando a 15 masaos se faz dif-
ferenca em prego : oa raa da Imperalriz, loja e
armazem da arara o. 56.
Grande pechincha
Superiores paletos de pao preto muito fino,
obra muito bem feita pelo baralissimo prego de
205000 ris na ra do Queimado 0. 22 oa bem
conhecide loja da Boa F.
Attenco a
. quidaco.
Na loja lo Clavioote ra do Cabug n. 2 B,
vende-se as seguintes miudezas pelos diminutos
presos para acabar: peciohas de babado com 15
varas de 3 a 4 dedos de largura a 400 rs.. ditas
cora 30 varas de differentes larguras a 2J200 rs.,
cartes de colxete para vestido a 40 rs., frojsa
de linho muito fioaa para casaveque tendo cada
pega 15 varas a 19600 a pega, ditas de algodo
para toalhas a 100 rr. a vara, ditas de .seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs.. ditas de 1 a
2 dedos a 160 rs., traoca de seda branca com vi-
drilho diiTerente largara a 320 rs. a vara, dita di-
ta preta a 300 rs. a vara, caivetes de 1 e 2 fa-
inas moto fioo a 160 e 240 rs., teaouras muito
anas para costera a 320.400 e 500 rs., enfiadtres
de linho para vestido a 40 rs., caixas de bfalo
para rap differentes modelo a 560 rs., carrteis
de lioha de 200jardas autor Alexaoder a 820 rs.
a duzia e 70 rs. o carritel, lioha preta de mfadi-
nha o masso com 60 pegas e 96 a 500 e 600/ rs.,
escovaa para casaca o mais fino que ha a 29/ lu-
vas de linho fio de Escossia branca muito unas
a 600 rs. o par, ditas de cores a 500 rs. par,
ditas de algodo a 160 rs., franjas largas de/cores
propriss para cortinados tendo cada pega 15 va-
ras a 29 e em vara a 160 rs., espelhos de damaa
de diversos tamanhos a 800,19 e 19280, botdcs
de porcelana brancos para camisa a 120 a 160 rs.
a groza, ditos brancos, pretos e de cores proprio
para caiga a 240 rs., pentes de tartaruga para
tranga os melhores que podehavera 39500, ditos
para alisar a 29, ditos de marflm de dilTrentes
tamanh03e modelos a 500 rs., labyriotho lie to-
das as larguras a 120, 160, 200 e 240 rs., penles
muito finos (logindo unicorne tanto para uissa
como para cabega a 320 rs., meias de coretf para
homem muito finss a I928O rs. a duzia e o par a
120 rs., caixa de colxetes fraocezee a 40 rsLgar-
rafaa grandes de agua de colonia muito fina a 39,
dita com agua de lavande a 19, ditaa do Oriente
a 800 rs., frascos de bandoln para segurar ca-
bello a 60 rs., dita de flor de laraoja frascos
grandes 1 500 rs., baodeijas de differentes tama-
nhos a 19280,1J600 e 2f, gsrrsfas de porcelana
douradas para mesa sendo garrafas grandes a 29
e pequeas a 19, charuteiras muito Boas diver-
sos tamanhos a 29 e 29500, luvas pretas e de co-
rea enfeitadas para senhora a 800 rs., peitos para
camisa muito. finos brancos e de corea a 29500 a
duzia e 220 rs. cada um, zefiraa de todas ai co-
res fazenda de muilo bom gosto a 19 a pega, e
um completo sortimento de fitas da aarja e cha-
malote astetlnadaa de todaa aa corea e larguras,
assim como bcos de blondo brancosie pretos, di-
tos de linho de todas aa larguras, e muitoaoutros
objectos que se vende por raelade de aeu valor.
Attenco.
Valav-n duae moradas da caaes assobrada-
dss, feitas ha pouco, de lijlo, em chaos fo eiros,
na villa do Cabo ; vende-ae muilo em coota : a
rallar na meama villa do Cabo com Sebastie An-
Monio do Reg.
Vende-se ou arrenda-se um bom engenho
perto desta praga : a fallar com Joaquim Teixei-
ra Peixoto, na ra dos Pires o. 58.
fuDileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Nesle rico e bem montado estabeleeimento en-
contraroosfreguezeso mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas asqualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUS de lodos oa tamanhos.
SEMICUP1AS dem dem.
BALDES idem idem.
BACAS idem Idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigo a boa porcel-
lana.
CHALE1RAS de todas as qualidadea.
PANBLLAS Idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e ilandre para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a relalho de todos os ta-
mandando-ae maohos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, coocertos, que tudo ser desempenhado
contento.
Loja do viado.
Ra No van.'8..
Nova loja de miudezas con-
fronte a camboa do Carmo
Grande sortimento de objectos finos pa-
ra noivas, como bem :
Ricas capellas brancas o que se pode encontrar
de mais moderno, e o maia delicado que ae pode
dar, pois quem as vr nao derxar de comprar to
delicada obra, e por baralissimo prego vista da
qualidade, ricos leogos de linho e algodo todos
bordados.de apurado dseoho, e pelo prego ani-
ma o comprador, ricos jarros de porcellana para
adoros de sala, mui delicadas meias de aeda pa-
ra senhora a 29 e 3J o par, bicos de seda com
vidrilho e sem vidrilho por baratos precos, franja
de seda de todas as cores e larguras, ditas para
cortinados mui largas e delicados gostos a 395(0 a
pega, ricas caixiobas de marisco proprias para
dadiva a 89, camisas bordadas para senhora, ul-
timo gosto, a 89 cada urna, guaroigoes para se-
nhora, camisas e manguitos a 8f cada urna, gol-
linhas a croch para senhora a 29 cada urna, ri-
cos leques de madreperola pelo diminuto prego
de 149 cada um, bandos de clina para senhora a
500 rs. s par, que em outra parte 19; e outros
muitos objectos que vista dos compradores nao
se engeita dinheiro.
Loja do viado.
Nova loja de miudezas, perfumaras, e outros
objectos tendentes a miudezas, como bem :
Hui finas escovas para fado pelo baralissimo
prego de 19 cada urna, pois quem as vir nao dei-
var de comprar, ditas muito finas para cabello a
19. 19500, 29 e 39, ditas muilo finas para denles
a 240, 320, 400 e 500 rs., opiata ingleza o que
maia tem approvado para eooservago doa den-
tea a I950O, pos de arroz em caixohas com sua
escovinha a 19, dito dito sem escovinha a 500 rs.
de graga, camisas francezas brancas e de cores
a 18500 e 29, ceroulas francezis de linho e algo-
do por baratissimos precos, que avista dos com-
pradores nao se engeita dinheiro, e outros ob-
jectos por menos 10 0)0 do que em outra qual-
3uer parle. Este novo estabeleeimento torna-se
em conhecido para aa pessoas que quizerem
mandar buscar amostras, por ficarbem confronte
i camboa do Carmo, e ter um liado viado na la-
boleta.
vendem-se fazendas pelos pregos seguintes: mus-
sulinaa brancas com 4 1|2 palmos de largura, co-
vado 200 rs., chitas escuras com pequeo toque
de mofo, covado 140 rs., ditas matizadas a 160,
cortea de chitas escuraa e alegres, fazenda fina a
29600. chitas francezas finas, o covado a 240,
260, 280, 300 e 326 ra., laazinha de quadros para
vestidos, s 280 e 400 ris o covado, cassas in- ,
glezinhs de quadros pera vestidos, covado a
260. 280 e 300 rs.. ditas garibaldinas, fazenda
muito fina a 320 o covado, saias bordadas, fazen-
da multo fina a 35 e 4$, ditaa com arcos de cor-
do de lioha qoe fazem a vezes de balo a 3J2C0
e 49, ditaa de madapolo francez, bales oa mais
bem feitos que tem vindo, pelo diminuto preco
de 39, 39500, 4 e 59, pegas de carnbraia lita mui-
to fina a 2} e 29500, ditas com 10 jardas, fazenda
fioissima, a 38. 3$500, 4 e 59, meias pretas de
seda para senhora a 19 o par, ditas brancas de
algodo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras muitas fazendas que se vendem por pregos
baratissimos, e de todas se do as amostras dei-
xando peohor, ou maoaam-se levar em casa dos
freguezes que quizerem comprar : na loja da ana
da.Imperalriz o. 60, de Gama & Silva.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilbantina americana com lindisai-
mas cores, sendo fazenda inteirameote nova e
moderna de 4 1(2 palmoa de largura a 400 rs. o
covado : na ra da Imperalriz n. 60, loja do
pavo.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez es-
ta fazenda de seda com o nome de moirantique,
aendo de varias cores e branca, propria para ves-
tidos de noiva, e vende-se por prego baralissimo
s oa loja do pavo, ra da Imperatriz n. 60.
Pannos a1#600.
Vende-se panno prefo e dito cor de caf, fa-
zenda muilo encorpala a I96OO o covado para
acabar: na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Chales pretos a 3$.
Vendem-se chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se vendeu a 89 e 109,
aa 39 ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Bordados.
Vendem-se finissimas tiras bordadas tapadas e
transparentes, e entremeios da mesma qualida-
de : ni ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Manguitos e gollinhas.
Vendem-se gollinhas com manguitos de carn-
braia bordados a 19280, manguitos bordados mui-
to finos a 19, calcinhas bordadas para menina a
19, gollinhas n uilo finas a 320, 500 e 19 ; na ra
da Imperatriz n. 60, loja do pavo'.
Cassas suis^as
Vende-se cassa de quadrinhos a imitago de
sedas de quadrinhos, propria para vestidos de me-
ninos, covado a 240 rs.; na ra da Imperalriz n.
60, loja do pavo.
Chapeliuas.
Vendem-se chapeliuas muito bem enfeitadas
para senhora a 59 e 89: na ra da Imperatriz n.
60, loja do pavo.
Sedas.
Vendem-se grosdenaples pretos muilo encor-
padoa a ljUO, I96OO e lgSOO, dito cor de rosa,
cor de caona e azul, sedas lavradas de cores, cha-
malote preto e sarja preta hespanhola a 1&80O :
na ra da Imperalriz n. 60, loja do pavo.
Fancy a 1#600.
Vende se fancy, fazenda de la lisas e mescla-
das, propria para calcas, paletots, colletes e ca-
pas para sennoras, e roupas de meninos, lendo
esta fazenda 6 palmos de largura a I96OO : na
ra da Imperalriz n. 60, loja do pavo.
Espartilhos
Vendem-se espartilhos inglezes que too os me-
lhores : na ra da Imperalriz n. 60 loja do
pavo.
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e meni-w
as muilo bem enfeitados : na ra da Imperalriz
n. 60, loja do pavo.
Madapolo a 3$.
Madapolo enfeatado com 14 jardas a 39 a pe-
ga ; ni rus da Imperatriz n. 60, lojs do pavo.
Na ra Nova n. 19, vende-se velbulina de
cores a 500 rs. o covado.
Vende-se um escravo de nacao,
moco, ladino, sem achaques, nem de-
feitos, o qual sabi tratar de mesa : na
ra do Imperador, a fallar com o te-
nente-coronel Barata.
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Mascaras de cera boas a
Ditas de massa a
Carrteis de lioha de cores e brancas a
Ditos de dita branca de 200 jardas a
Agulhas Curtas com toque a 40 rs., e
limpas a
Candes de colchetes miudos a
Ditos de ditos msiores a
Hissaogas miudas (macinho) a
Pegas de tranga de caracol de la deco-
res com 13 e 15 varas a
Duzia de meias para seohora a
Ditas cruas para homem a 2|400 e
Linhas do gaz pretas, brancas e de cores a
Calungss de porcellana com 6 pollegadas
para cima de me'sa a
Jarros de dita pequeos, um por
Tranga de seda cor de rosa, a vara
Dita dita de diversas corea a
Fitaa de velludo de cores a 200, 300 e
Toucas de la para seohora a
Apparelhoa de pao, loica, e folha
de 240 a
Franja de teda a 320
Pecas de bico eatreitioho com 20 varaa a
Enfeites modernos muito bonsa
Gollinhas de Iraspasso com bollo a
Alian dastss mideiaa, esta loja i
640
480
30
60
60
40
60
160
160
2J.500
39000
30
400
500
160
200
400
500
290O0
400
720
59500
29OOO
conserva sem
pre um bom sortimento e por barata pregos.
Taberna.
Vende-se urna taberna muito afreguezada para
o mar e para a trra, no Forte do Mallos, ru
do Codorniz n. 4 : a tratar na mesma.
Rival
sem segundo.
admira, assim como seja:
Frascos de agua de lavande muilo gran-
UcS 3
Sabonetesj) melhor que pode haver a
uitos grandes muito finos a
Frascos com rheiros muito finos a
Ditos ditos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com baoha muito superior a
Ditos dita de urco fioissima a
Frascos de oleo babosa com ebeiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiro a
Ditos com banha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de macaca oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto de lavande embreada a
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a
Dita de cailo Pedro V, com 200jardas a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carrteis de linha com lOOjardas a
Duzia de meias cruas muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para senhora, mui-
to finas a
Vara de bico da largura de 3 dedos a
Dita de franja para toalhas a
Groza de botos de louga braoces^
Duzia de phosphoros do gaz a
Uita de ditos de vela muilo superiores a
Pecas de fita para cs de todaa as lar-
guras a
800
320
160
500
19OO0
isooo
240
600
240
320
500
720
900
900
400
500
100
500
800
5C0
20*
60
20
30
29400
4S500
3f000
120
80
120
240
240
320.
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vede-se gelo de hoje em diante
arroba a 3#500, e meia arroba 2#000,
e a libra a 160 ris: tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo-
gp que seja diariamente, ate que se
acabe o gelo.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
porgo e a relalho de urna saces
ir commodo proeo : na ra da Ma-
nronte abotica n. 30.
mm
11
* at^- k




6
DIAH Di PEMUMBUCO -~ TBRg FEU 1S DE
iMft.
ARKIAZEM
ROtfPA FI3ITA
Joaquim F. dos Santos.
40Ra do Qiieiiufe-40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortiment completo de roupa alta de
todss as qualidades e tambem se manda, executar por medida i tontada dos trege-
les para o que tem um dos melhores professores.
*>v?
s>;
Casacas ue panno preto a 408,
35J e 30g000
Sobrecasacosde dito dito a 35g e 309000
Paletots de panno preto e de co-
res a 359, 309, 259,109,189 e 209000
Ditos de casemira de cores a 229,
155,129,79 e 99000
Ditos de alpaca preta golla de
velludo fraacezas a 108000
Ditos de merino seiim pretos e
de cores a 9$ 8)000
Ditos de alpaca do cores a 59 e 39500
Ditos de alpaca preta a 99,79,S9e 3 ,500
Ditos de brim de cores a 5f,
49500,49 e r 395OO
Ditos de bramante delinbo b an-
co a 69, 5g e 49000
Ditos de merino de cordo preto
a 159 e 8J000
Calcas de casemira preta ede co-
res a lij, 109, 98, 79 69000
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e 49500
Ditas de brim branco ede coros a
59. 49500 e 28500
Calcas de ganga de cores a 3&000
Collele de velludo preto e de co-
res Usse bordados a 129,99 e 89000
Ditos de casemira preta e co-
res lisos e bordados a 69,
59500,59 38500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco 6 e
Ditos de gorguro de seda pretos
-da cores a 79, 69, 49
Ditos de brim e fusto branco a
38500,29500e
Strouasde brim de lioho a 29 e
Ditas de algodao > I96OO e
Camilas de peito del uslo branco
e de corea a 29400 e
Ditas de paito de linho a 5*, 4| e 80)000
Ditas de madepolao brancas e de
cores a 89, 2J>500, 29
Chapaos pretos de massa franceza
forma da ultima moda- a 101.
88500 e
Ditos de feltro a 69,59, 49 e
Ditos de sol de seda ingleses
francezea a 148,1*9. 115
Colariohos de linho muito fines
novosfeitios daultima moda a
Divos de algodo
Relogios de ouro patente e hori-
zontal a 1008, 909. 808 e 705000
Ditos de praU galvanisados pa-
tente e horizontaea a 409 e 30500o
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulceiras, rozetas e
aneia a 9
Toalhas de linho duzia 108, 69 e 95000
Ditas grandea para meaa urna 39 e 4*00q?
ARMAZEM.PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
fcargo da Penlia
a mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
a 600 rs., em barril, e 641
neate ultimo vapor por 39000.
de superior qualidade e muito frescaes a 800 inteiro, em libra
A9anca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
i'p.prvlo neste armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do que em oulra
qualquer parte.
Wlaatetga, inglexa
abatimonto.
.U&lltsiga IIaiICQXa a mais n0Ta 60o rs., em bail, e 640 rs. a libra.
t|niins do ?eiaochegaao,
Qu*\\ )s lonarVos
a 19000.
CM pToVa, feyscm preto os melhores que ha no mercad0 3S0W S9m
29000 rs. a libra.
Prexuuto paira fiambre milUo novoi. 500 ., Hbra.
Vrezanto de reino
^ AlwUl o melhor petisco que pode haver por estar prompto a toda a
Toufinho do reino
GttOU? laS e paiOS chegi(joS n3Jta ultimo navio, a 720 rs. a libra.
Banna de porco retinada 480 t em U1- com 10 brMi por 4,500 ,.. e
se for em barril a 440 rs. a libra.
ilAFmelh Aa imperial dl) aamado Abren e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 900 rs. a libra, em latas de 2 libras por I96OO afianca-se a boa qualidade.
HA$a At laaiateom iaUi ae ama it>ra por 900 rs.
\mendoas e coneos enr UUid,a libr conteado differente, qu.iidade,,
muito proprio para mimo, a 29000.
Iir\llua8 IraneeXS e p0rtuguezas em latas de 1 libra, por 6*0 rs. ditas em meias
a 500 rs.
Metria, mac^rrao e ta\h^rim,
Nozes
de auperior qualidade a 440 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
hora a 19 libra,
a 320 rs. a libra, e arroba a99000
400 rs. a libra e em caixa a 89*
muito novas a 100 rs. a libra, e 49000 rs. a libra.
IlOllO iraUCeZ em cart5es mut0 enfeitados proprios para mimo a 600rs.
Uenebra HlgleZa a mols guperor que ha a 18000 rs. a garrafa e em calta se far
aba'imento.
Genebra de HoUanda, 6#000 r, fralqueira 1560 0 frmo.
V inuos engarrafados iagri(nd0 Doaro a l600 rs a garra{a> Porto fln0f Fel.
tuna, Duque do Porto, a 19100 em caixa se far abatimento.
Y liIio llordeanx daf mail acredUada, marcas a 1#, garrafa e em MiIt a,, d-lU
^P"8** de differentes marcas a 169 a duzia e a 18500 g garrafa, afflanca-ee a boa
*
de differentes marcas
qualidade.
Yerdadeira serveiactbriliaede01tra8iauitas marc. *. dari8,,
a 500 rs. a garrafa.
VinnO en pipa Port0i Lisboa 6 pigueira a 3,500, 49 e 49500 a caada.
1perniaSete aperior a 740 rs. em cala, e 760 rs. a libra.
Batatas novas em ggos de uma arroba lja
VinOCO late os ma, superiores, hespanhol a 18200, francez a 18. portuguez a 800 rs. a libra
Figos da cammadre muUo n0T0,t em ctlXM de 8 librag t9SM eem lbra,
320 rs.
Omma de engommar, mallo alva alOO rs. a libra.
Amendoas d0 caiea mole a 400 rs. a row.
\zeite doce reflnid0 a 800 r8. a gamta e em calia a 0$.
Palitos de dentes lixados com perftlcao, 240 r8 0 ma50.
CosteUUs inglexas propriaspara flimbte, m ., libra.
Bolaxinna ingieza a mals n0Ta d0 mercad0 a 4S a barrica e em Ubra, 320 r>.
Xmeixas irancexas em frC0l mait0 riC0f com 4 ll2 llbra8 9t5/l0 dStas
tuguezas a 480 rs. a libra.
* *JtO para limparfacas 200 rs. cada um, em porco se far abatimento.
3ere|aS em frascos de l e 1{2 libra muito novas a 800 rs.
Inlepenleate dos gneros anouneiados encontrar o respeitavel publico grande sortimen-
to de gneros, tudo de superior qualidade.
A os tabaquistas.
Vendem-se superiores lencos ftamcezes a Iml-
tacao dos de liasio, asutto projpdos para os labe-
quista* por aerea de sosas escura* e Oas, pelo
baratissisao prego de 5 05 a duzia ; na ra do
Queim*> 2S. sm bera conhectda laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Vende-se superior fil liso e tarlatana branca
e de ores, pelo baratissimo prego de 800 ra. a
vara ; na bem conhecida loja da boa f, na roa
do Queimado n. 22.
Ricos enf eitei.
Vendem-se ricos superiores enfeites os mals
modernos que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tissimo prego de 6 e 69500 : na loja da boa f,
na roa do Queimado n. 23.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraiaa francezaa de lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; m
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f.
Cambraias rancezas nissimas.
Superiores cambraias francezaa muito finas, de
muito bonitos padrdes, pelo barato prego de 700
rs. a vara : na loja da boa f, na ra do Queima-
do n. 22.
Cambrala Usa.
Vende-se esmbraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego de 4 e 55 a pega com 8 Ii2
varas, dita Upada muito superior, pega de 10
varas a 65 : na ra do Qaeimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoalbada de
Unbo.
Vende-ae auperior bramante de paro linho com
duas varaa de largura a 29400 a vara, assim como
stoalhado adamascado tambem de puro linho,
com 8 palmoa de largura a 29500 a vara: na bem
conhecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Cortes de caica.
Vendem-se corles de caiga de meia casemira
de cores escaras a 25 cada corte ; na loja da feo*
f, na roa do Queimado n. 22.
Perl bouquels,
Dourados com cabos dema-
drep erla.
Chegaram opporlunamente para a loja d'agaia
branca os bonitos port bouquels dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
aua propria encommenda, ficando assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquels de gos*
lo, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos c-asamentos e bailes que se contad nesses
das, por isso as pessoas que por elles esperavam
e as que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, roa do Queimado a. 16, que encontrarlo obra
de bom goslo, barateza, agrado e sinceridade.
de cambraieta.
Vendem-se superiores salas de cambraieta mui-
to fina, eom 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratar: na ra do
Queimado n. 22, na bam conhecida loja da boa f*
RuadaSenzalaNoTan.42
Vands-ss sa casads S. P Jonhston & C,
sllinse Jlh5ssaglez6S,ean(lseirosecitgas!
bromeados,lonas agiese, fio devala,chicla
partcarros, moniaria,arraiotpaTa earrod*
um loas ctales ralofiosdo ouro patente
nglaz.
Navalhas d'aco
com cabo de marfm.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
ralbas d'ago refinado com cabos de marfim, o
para assegurar-se a bondade dellaa baata dizer-
se que sao dos afamados e acreditados fabrican-
tea Rodgera & C, cusa cada estojo de duas na-
valhas 89OOO: na roa do Queimado, loja d'aguia
branca, n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Filho, praga do Corpo Santo n. 19.
Lencos brancos muito
unos.
Vendem-se lencos brancos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na ra do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina.
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branes n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, fregnezas, antes que
se acabem.
Arado americano e machina-
paralava roupa: em casa de S.P Joi
listn & G. ra da>enzala n.42.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernada
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia peroa de poreallanaaosbaratissimos precos
de 240,360,500,560. 640,720, 800 e 19000: isso
na roa do Qaeimado, loja d'aguia branca n. 10.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se aa lavas pretas de pellica eom pe-
queo toque de mofo por preco baratissimo ; na
loja d'agaia de ouro, roa do Gabug n. 1 B.
MOTA
EXP0SK1A0
Candeeiros econmicos
agaz,
e gaz hydrogenio de prmeira e aeganda quali-
dade : na ra Nova n. 20 e 24 loja do Vianna.
Ra do Queimado n. 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguinte:
Esleiraa da India de 4, 5 e 6 palmoa de larg<~
proprias psra forrar camas e aalas.
Lencoes de bramante largos a 39 eada am
Cobertas de chits a chineza a 18800.
Lencoes de panno de linho Cdo a 29
Toalhas adamascadas de linho para >nesa a 49-
Chita franceza com defeito de avMa a 160 rs.
o covado.
Toalhas de fusilo para di a 500 rs. cada
uma.
Colchas de fusto adam*eedo grandes a 63.
Cambraias de cores a '60 o covado.
Gollinhas ricamente bordadas e de trispisso a
2|000.
Sementes de hortalices.
Vende-se na-ra da Cruz do Reeife, deposito
de pi e hjlacha n. 32, aementes de hortalices de
todas aa qualidades, chegadaa no ultimo paquete
da Europa.
Bolcinhas de borracha
udezas baratas Bazar & tSBm
loja da victoria na ru* oo a
Queimado iuuto a t>ja de ebnnquedos para meninos e
meainas ,
Na ra Direita n. 7 defronte da grande
fabrica de t a mancos.
Neste estabelacimento novo se eneotlrarao
sempre grande aortlmenlo de calunsaa e brin-
quedea de todas ai validades e proc*t ptr me-
niooe e memnaa, aaalm como tambem chareto
muito bons e baratos, tanto em caixa como a re-
talho.
para fumo.
cera.
Clcheles franceses em cario a w n
A finetes franceses cabeca chai- laW"Savai carta.
Pi pe com cento e lanos pdoeles a 40 rs. o
papel.
Lionas victoria emearri*1 com 200 jardas a 60
rs. o carrilel.
Ditas de 200 jardas -* Alexaader a 900 rs. a du-
zia.
Ditas de 100 j-"* brancas e de cores a 30 rs. o
carril el.
Ditas de P""0 V brancas e de corea a 40 rs. o
cartif mi
Gianv0|a40 rs. o maco. *
iMdorea brancos a 60 e 80 rs,
rteiriohas com agulbaa francezas a 320 rs.
Trancas brancas de linho a 100 ra. a peca.
zulhaa de eofiar vestido a 40 rs. cada uma.
Eoutraa multas miu-ezaa que ae affianca ven-
ti barato para qoem comprar victoria sempre
ontsr: na loja da victoria na roa do Queimado
. 75, junto a loja de eera.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Bala loja por eatar constantemente 'a recebar
perfumariaa finas de soas propriaa eocommendas,
bem ae pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre des melhores e
mais acreditados fabricantes, como Labio, Pirer,
Coudray e Societ Hygieoique, etc., etc. ; por
isso, quera quizer prover-se do bom, dirigir-se
a roa do Queimado, loja d'aguia branca n. 16, qae
Panno de algodao. da
Baha.
Vende-se no escriptorio de Antonio Laiz
Olireirs Azevedo 4 C, roa da Cruz n. 1.
ACHUCHA
A
riNDIClO LOW-MOOR
Ra daSenzalla Nava n.42.
Hasta astabalacimanto contina s kaveruss
somplatosortimen to damoendasemeia Aoea-
a*paraanganho,mschinas da vapor etaixas
i farro batido a coado,da todos osUmanhos
para dito.
Soahall Hellors & C, tsndo recebido or-
dem para vender o seo crescido deposito derslo-
gios v(sto o fabricante ter-ae*retirado do nego-
cio ; convida, portento, as pessoas que quizerem
possuir um bom ralogio de oaro ou prata do c-
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar fumo pele baratissimo preco de 15200, lj,
800 rs. cada uma : na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Lindeza.
achara wmSRSmZSSSTZSE. \ "SJSSS* Kornby,. aproveit.r-M.d. op-
teudo de mal. a mais a elegancia dos fra.cos. e a I IVX^t 'SUEt. iV^^SlSJR
Vende-se faieoda denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
Allencao
Vendem-se caixoes vasios proprios
parabahuleiros.funileirosetc. a 1^280:
quem pretender dirija-$e a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' quem ostemI mode.rno, "lue Jem apparecldo a 5^5*500 e 6 j
Dar vendar cm na- oja.da victoria na roa do Queimado u. 73,
puta veuaer. 1 unl0 a i0j de cera#
barateza por que se vendem convida e anima
oomprador.
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores ru* da Cruz
numero A.
Vendem-aecarroa americanos mui elegantea
e leves para duas e 4 pessoas e recebem-se en-
commendas para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rocaspara conduccao de assacaretc.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites para cabeca de goato
o mais
pra-los por commodo- preco
ros do Trapiche n.28.
Na loja da diligencia, na
ra do Queimado n. 65
tem pera vender ceacarrilha redonda de nova in-
venco a 400 rs. a peca.
Phosphoros de gaz a
2t200agroza.
Binlieiro vista.
Na ra da Cadeia do Reeife n. 56 A, loia de
ferragena de Vidal & Bastos.
Vende-se uma escrava crionla, de idade de
2o annos. cose, cozinha bem o diario, e engomma
na roa Direita n. 3.
liso
ARMAZEM PROGRESSIVO
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e taotos phosphoros de se-
guranza a 160 ra. a caizinha que s pela segu-
ranga ddles por livrar de incendio sao de graca:
na loja da victoria na roa do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para hornera a 120 e 160 rs. o
par, ditss brancas para menina a 180 rs. o par,
ditss de la para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria na rea do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais goato em galan-
teras de vidro e porcelana como aejam jarros,
frssquinhos e garrafiohas, manteigueiras e assu-
careiros, jarrinhos para boqueta de cravo a ou-
tras muitas cousas : na loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Potassa da Russja.
Vende se emeasa de N. O Bieber &
C, successores, ra da Cruzn. 4-
* Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da barca portugueza Espe-
ranza, sal de Lisboalimpo e redondo ; a tratar
na ra do Trapichear 17.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36
iwi su wmm
Sitio.
Vende-se o sitio na estrada do Rosarinho no
eilo da igreja, com boa casa de pedra e cal, 2
aalas, gabinete, 4 quartes, cozinha fora e copiar,
jardhn na frente, estribara o cocheira, em chSos
proprios, tem muitos e bons arroredos defructo,
baixa deeapim, cacimba com ezeellente agua pa-
ra beber, e tanque para banho : a tratar na raa
da Cadfia do Reeife n. 26, loja, esquina do bec-
co Largo, oa na raa Nova o. 55, deposito de pao.
Vende-se em harria de 5.* vinho de Perti-
gal sem cenfeirjio alguma o melhor qae ae pode
encontrar neste genero, proprio para caaas par-
ticulares : os pretenderles podara ver us amos-
tras na roa de Apolle, armazem da fabrica do
Monleiro, e na roa da Meada, armaren de ala
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletots do brim branco
da paro linho, pelo baratissimo avoco de5f : aa _
ralo Queimado n. 22, na bam confacaia lojaj noel Marques de Oli*e1ra & C. Nesle ultimo ar-
d *'* ___ |mazem tambem ae vende cal em podra de Lis- DGVall faenda ulltmamente a 1 a libras a 4# a arroba.
VelboliMs de cores s 500 rs. o cavado : nal boa ebegeda peto brigue Constante par Breos nSvrt1ci ftn
roa Nora zk 46. lpre5o que em outra parle. ^ fCeDOlaS muito nova -.600 rs. a csaw-aa 400 rs. as pequeas paja consem,
Duarte ?y C. constantemeote reeebera da Earopa de sua propria encommenda os melhores gneros, de tudo tendente a molhados, e por isso
oHereeema todos os Srs. da pra{a, Srs. o engenhn e lavradores, uma vanugem em seus gneros, de 5 a 10 por cento de menos dos precos, que
possam comprar em outro qualquer eslabelecimenlo, altendendo sempre as boas qualidades de nossos gneros, que para isso nos obrigamos a
garant-los.
Manteiga ingleza especialmenteescollbida a 800 e lWOO, a libra eem barril a 750.
dem Iranceza a primaixa da safra nova 700 rs, e em barril a 600 rs.
Queijos flameugOS vindos no ultimo vapor a 30000, eem porco lera abatimento.
QueijOS luudriOS os melhores do mercado a 19000 a libra, e sondo inteiro a 950 rs. a Ubra.
Cha hysson muito superior a 2800 e 39000 a libra.
Cha preto O que ha de melhor neste geaaro vindo & primara vez ao nosso mercado a 2*400 a libra, e tambem temos para 19800.
Presunto inglez para fiambre a 700 rs. a libra.
Presuntos portuguezes vindos do Porto de easa particular a 500 rs. a libra inteiro a 460 rs.
PaiOS 6 Ch0UrC*S muito novas a 600 rs. a libra esm barris de arroba a 15.
Y innO engarrafado Duque do Porto, Porto fino, nctar, Carcavallos, velao, secco Feitoris a chamisso de 19200 a 1*300 a garrafa, a
13000 149000 a duzia.
VinilO BordeauX de superior qualidade diversas marcas de 800 a 19 a garrafa a da 8500 a 10*000 a duzia,
VnhO muscatel a ^000 a garrafa e 10&0G0 a duzia.
VinhO para p dato do Porto, Figueira, e Lisboa de 500 a 600 rs. a garrafa a de 49000 a 4800 a caada.
Marmelada de todos os concerveros de Lisboa a 900 rs. a lata de 1 libra, e 19700 as de duas libras, e sm porjo lera abatimento.
Latas COm peixe savel, pescada, pargo. robolbo, cavaHa, guraz, sirda, congro, Iingaado, ostra, e nulla de tij'elada, chauncas
finas o mais betnpreparado que tem vindo ao nosso mercado, de 11300 a 3 a lata.
Latas COin erVllhaS portuguezas e francezas a 600 rs. e 720 a libra. *
Latas COm bolachinhas de soda de todas as qualidades a 1*440 rs.
FigOS de C0U1 Uladre em caixinhas de 8 libras as mais bam enfeitadas que tem vindo ao mercado a 2*800 a eaixinha e 400 rs. a libra.
Peras ra"110 novas boas em eaixinha da 4 libras a 3*000 a eaixinha e 19000 a libra.
AmeixaS francezas em latas de 5 libras por 49000 e 1*000, a libra.
Passas em caixinhas da 8 libras, a 29500 a eaixinha, e 500 rs, a libra e a 99 a caixa de arroba.
CorinthiaS para pudim em frascos da 1 liS a 2 libras a 1*500 o 19800 o frasco, e a 800 rs. a libra
Caixinhas Propras para mimos, com passas, figos, ameixas, peras, amendoas, e nozes, de 29000 a 59000 rs. acaxinha.
Conservas inglezas portBguezis a 600 e 800 ris o frascoa"9| a caixa.
Macarro e talharim, muito novo, para sopa a 320 a libra e 6*000 a "caixa.
Gomma muito alva como se pode desojar a 100 rs. a libra, .
Amendoas de casca molla a 400 ris a libra e nozes a 200 rs. eem porc,ao ter abatimento.
Champanhe das melhores marcas, de 15*^a 20*000 reis o gigo.
Chocolate portuguez. francez, e inglez, a 900 rg. a libra-
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa, 5500, a duzia.
Cognac muito superior a 19000 a garra/a e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda 600 rs. o frasco a 695OO a frasqaeira.
Vinagre de Lisboa puro a 240 rs. a garrafa, e 19800 a caada,
Dito em garrafes de 5 graas, por 19200.
Espermacete superior 76 "J libr 740 m ,m ,aU**
Arroz da India a 100 rs. e do Maranhao, a 120 rs a libra e da 3*000 a 3200 a arroba.
LentUbas francesas o melhor de todos os lagumes a 500 rs. a fibra.em por$ao ter abatimento.
Latas COm feijO verde muito bem preparado a 810 rs.
Latas com sardinha de Wante 440 e 0 a Uu*
Massa de tomate" em latas de urna libra a 000 rs.
Alpista a 10 rs. a Kbra e paineo a 240, e OfTa arroba do alpisU ea 6|400 a do peineo.
Potes grandes COm Sal refinado a 040 tambem temes em pacotas, motto proprios'para meza a 240 e200rs. a libra:
Batatas em gigos de uma arroba a 1*500, e-0 r. a Ubra.
Doce da casca da goiaba de 1*000 a 1200.
Azeite doos purificado, a 800, a garrafa e 99000, a duzia.
Palitos lixados para dentes. os mais bem feiios que lem vindo ao mercado, a 200 rs. o maco com 20 massinhos.
Bolachinha igleza muito ova a 400 rs. a libra e 59000 njbarnfla.
T0UCnh0 de Lisboa a 32O reis a libra e 109000 a arroba.
VelaS de carnauba eoompasicao a 400 rs. aliara e a 12*500 a arroba; .
Araruta a melhor que se pode deeejar a 320 rs. a libra. fc^
'"al
----------------------W




. m !
I
mmmm

trnmm mwmifiBimi o ingifini 18 db fronttmo db istt
I
Cal de Lisboa em
pedra,
desembarcada honlem ; vnde-ae maia barato do
qieem qualquer outra perUm na.ra de Apollo
n. 26, armaxem de Tarroso.
Metas p**a smlim.
Yendem-ae aaperiorea meiaa par senhora pe-
lo bsratfaslmo prego de 8)640 a duia: na loja
da boa na ra do Queimado n. 2J.
Eatremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'agoia branca ae acha um bello sorti-
meolo de entremeios bordadoa em fioa cambraia
transparente, ecoao de aeu costume eat Ten-
deado baratamente a 1)200 a pega da 3 varae,
tendo quantidade bailante de cada pedro, para
vestidos ; e quera tiver dtoheiro approveilar a
occasiao, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agite imperiaes.
Tera o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vis ta sampre
vender o bom, mandou Tir, e acabam de chegar
aqu [pela primeira Tez} as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mu bem fai-
fas, sendo para alfaiatca e costureiraa, e costa
cada papel 160 rs. A agulha aasim boa anima
e adknta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem dellas.
Zefire para vestido.
Chegou pira a loja da victoria grande sorti-
mento de zere para enfeites de vestido ou para
outra qualquer obra que ae queira bular pelo
barato prego de 500 ra. a pega com 10 varas : na
loja da victoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escencia de ail
cousa excelleote para engommado porque urna
gota delta bastante para dar cor em urna baca
da gomma tendo de mais a mais a praciosidade de
nao manchar a roopa como muitas vetea acon-
tece com o p de anii. Cuita cada frasquipbo
500 rs. : na ra de Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Potassa americana,
Vende-ae potassa americana muito nova de
superior qualidade: ao escriptorio de Manoel
Ignacio de Oliveira & Pilho, largo do Corpo San-
o n. 19.
-:iV2 Wovc>s cinteiros de fitas com
cada um, velas de spermacete a 760:**ttbre
eaiaa ae iar aJgum abata neariti de vinho a
i$m+ ajane 280 a iarrafa : aoa eatabale-
cimentos de Joaquim da Silva Cosa & C, toa
daa Cruzae-a. 41. juntom sobrado do Sr. Figuei-
roa, eai ra larga do Rosario o. 50, esquina que
volta pasa a ruaoatreila do Rosario.
Milho, frek),
arzoz de casca,tudo novo.
Veade-M milho a 71600a sacca, fsrelo a 7)500,
arroi de casca a 38500, sendo em porgao se faz
abalimanto : na travesea do paleo da Paraizo n.
16, frente pintada de amarello, com oitao para a
ra da Florentina.
Phosphatode ferro de Leras
Vende-se com razoavel abatimento de preco
para fichar contaa ; na escriptorio de Almeida
Gomes, Alvos & C, ra da Cruz n. 27.
Superior cal de Lisboa.
Tea para vender em porgao e a retalho Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C., no sen es-
criptorio ra da Cruz n. 1.
Vende-se um cavallo de muito boos anda-
res e com os competentes arreios: a tratar na
ra da Cadeia do Recife n. 19, armazem.
Novas velas ds composif o .
que dio luz igual as de espermacete, a 50C rs. a
libra, e em caiza de 20 libras a 460 rs., cana en-
garrafada a 200 rs. a garrafa ; na ra das Cruzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
A 320 s. o covado, grande
pechinoha.
Vendem-se superiores eambraias francezas de
muito bonitos padrees a 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que sempre vendeo-se por 800
e 1) a vara, venbam por ellas, antea que se aca-
bem; na ra da Queimado n. 28, na bem conhe-
cida loja da boa t.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar i loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretss de seda mnito su- \
periores, proprias para os senhores sacerdotes I
por serem bem compridaae muito elsticas ; ven- j
dem-se pelo barato prego de 6) o par, na men- .
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-j
mero 22.
pontos cabidas e franjas,
K loja d'aguia branca acaba de recebar pelo
vapor inglez os lo procurados e multo bonitos
cinteiros de Otas com pontas cahidas e franjas, e
por Isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas as senhoras qne a desejavam ; elles ecbam-
se nicamente na dita loja d'aguia branca, ruado
Queimado n. 16.
Chapeos de castor.
Vendem-ae chapeos4e castor de primeira qua-
lidade a &tS, que j se vanderam a 16), para
acabar : na ra da Imperitriz, loja n. 20, do
Duarte.
Vende-se um sobrado na ra das Cinco
Pontas n. 23, com muitoi commodos : a tratar
na ra Imperial n. 108, daa 6 s 9 da manhSa, e
de tarde das 3 s 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo recom-
mendaveis pareas meuinaa ueesto paaaando a
fesla jos menos afrabaldea desta heroica cidade,
a prego de 2) cada um : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharo
continuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimento de fazendas, tudo
baratisaimo.
MwWacfwaswr^affilsjPBT ^etwia^W'^as^^B^^^SB^ssi
Liquidado.
A loja de marmore.
Bournus de casemirs paraseobora a 10)
Manteletes de grosdeasple a 10)
Loques de sndalo a 5)
Bournus de casemira para meninos
de todas as idadesa 5$
Grande sortimento de eascarrilhas.
Iranias ofitaa de todas aa corea para eo-
feites de vestidos por presos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
S
!
i
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DK
BASTOS & RE60
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento de
roupas fei tas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos mnito modi-
ficados como 4 de seu costume.assim como
sejam sobreeasacos de superiores pannos
a casaeos feitos polos ltimos figurinos a
26), 28), 30)e a35), paletotsdosmesmos
pannos preto.a 16 j, 18J. 20) e a 24),
ditos de casemira de cdr mesclado e de
novos feadrdes a 14), 16), 18), 20) e 24),
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9), 10), 12) e a 14), ditospretos pe-
lo diminuto prego de 8), 10), e 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12),
ditos de merino de cordo a 12), ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15),
ditos de alpaca preta a 7), 8), 9) e a 10),
ditos saceos pretos a 4), ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4)500, di-
tos de brm pardo e de fusto a 3)500, 4)
e a 4)500, ditos de fusto branco a 4),
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7), 8), 9) e a 10, ditas
pardas a 3) e a4), ditas debrlm decores
finas a 23500, 3), 3)500 e a 4g, ditaa de
brim brancos Anas a 4)500, 5$, 5)500 e a
6), ditas de brim lona a 5) e a 6a, colietes
de gorgurao preto e de cores a 5f e a 6 J,
ditos de casemira de cor a pretos a 48500
a 5), ditos de fusto branco e da brim
a 3) e a 3)500, ditos de brim lona a 4f,
ditos de merino para luto a 4) e a 4)500,
caigas de merino para luto a 48500 e a5g,
capas de borracha a 9). Para meninos
de todos os tsmanhos : caigas de casemira
5reta e de cor a 5f, 6) e a 7), ditas ditas
brim a 2, 3) e a 3)500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6f e a 79, ditos
de cor a 6) a 7$, ditos de alpaca a|8),
sobreeasacos de panno preto a 12) a a
14, ditos de alpaca preta a 5), bonets
para menino de todas asqualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamaitos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoslisosa8)ea 12$, ditos de gorgu-
rao de cor o de la a 5) e a 6), ditos de
brim a 3), ditos da cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas taitas que deiiam de
ser mencionadas pela aua grande quanti-
dade; assim como recebe-setoda e qual-
quer encommenda de roupas para se
maodar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento defazen- i
das do gosto e urna grande officina d s al-
faiate dirigida porum hbil mestre que
pela suapromptid eperfeiconadadei-
xa a desojar.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de calgado
francez e inglez, roopa feita e perfumarlas mui-
to finas, quem duvidar pode ver.
88
Carro e cavallos
Urna pessoa que se vae retirar desta
provincia vende um elegante carro'
americano de bonito modelo, feito por
encommenda, com pouso uso, com 4
assentos e 4 rodas de sobrecellente ; as-
sim como urna boa parelba de cavallos
novos, junto ou separadamente: a ver
e tratar no sitio do Sr. Amorim estrada
de Joao Fernandes Vieira ou na ra da
Cruz n. 4.
para anjos.
{Vendem-se na roa da Senzala Nova n. 30, cai-
xinhas com doce par prego eommodo, recommen-
-daveis para os aojos de proeieslo.
Fitas de chamalo-
te muito boas e
bonitas.
A leja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez 6 sus encommenda de boas, bonitas e
largas fitas de chamelote brancas e outras cores,
ss quaes sao excedentes pars cintos, laces, etc.,
da vestidos pars casamentos e bailes, assim como
para lagos de bosquetes, cinteiros de enancas e
muitas outras diversas cousas, e como de seu
coslume os pregos sao menores do que em outra
qualquer parte; aaaim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
Potassa daRussia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a preco muito
cammodo : no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Umabarcaca. re8auene
. res que mes mandem ou venham pagar os seus
Vende-se urna bsreaca do porte de 35 csizas, dbitos, sob pena de serem jusligado*.
eocalhada no estaleiro do mestre carpinteiro Ja- .
cinlho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tea, aende pode ser vista e examinada peles pra- |
tendentes ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alves Guerra, lia ra do Tra-
piche n. 14.
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4j.
Duzia de meiaacruas psra bomem a
1)200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 2J500 a duzia, leogos de
caasa com barra de crea a 120 rs. cada
um, diloabraucosa 160 rs., balees de
20 e 30 arcos a 3$, lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados fino a 5) e 6), larlalana
branca e de cores muito fina com vsra
emeia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. a vara, pe-
gas de eambraia lisa fina a 3), cassaa
de cores para vestidos a 200 ra. o co-
vado, mussulina encarnada a 320 rs. o
covado, calcinhas para menina de escola
algo par, gravalinhas de tronga a 160
rs., petoapara camisa a 200 rs. cada
um dusia 2), pegas de cambraia de sal-
pico muito Ana a 3)500, pegas de bre-
tanha de rolo a 2), chitas frsncezas a
220 e 240 rs. o covado, s loja est
aberladas6 hora a da manhaas 9 da
noile.
Attenco
Guimarea c* Luz, donoa da loja de miudezas
da roa do Queimado n. 35, boa fama, participsm
ao publico que o sea estabelecimento se seha
completamente prvido das melbores marcadoriaa
tendentes ao meamo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gesto, sendo quasl lodos rece-
I bidos de snas proprias encommendas ; e estando
i elles inteiramente resolvidos a nao venderem
fiado, aflancam vender mais barato do que outre
quslquer ; e juntamente pedem sos sena devedo-
, res que lhes mandem ou venham
Por preco muito eommodo.
Aidda ae est por vender o sitio no lugar da
Torre anonooiado por este jornal : a tratar sem
o propuatario Jos Mariaono de Albuquerquo eu
com o Sr.Joa Azevedo de Andrade na roa do
Crespo.
Aos Srs. consum
dores de gaz.
Nos srmazeas do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Novo (no ReoifcJ n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentementechegadoa 14)a lata do cinco
galloe, assim como se vendem latas de cinco
garrafas e em-garrafas.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na roa do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
Vendem-se burros gordos e mansos: no
engenho Jurissaca, do Cabo: a tratar alli com o
Sr; Domiogoa Francisco de Souza Leo.
Capachos\.
Vendem-se capachos redondos e eempridos e
de diversos tamanhoa, e os melhorea que tem
rindo a este mercado, palo baratisaimo prego de
600. 700 e 800 ra. cada um, e lambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar
quezas para 1)400 cada um : na ra do Queima-
do, na bem coohecida leja de miudezas da boa
fama n. 35. \
Aboafama
\
vende velas psra cintos o mais bem douradoique
possivel e dos maia lindos gostos que tem rindo
a este mercado, pelo baratisaimo prego de 2)300
cada urna, carteiraa com agulhas as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode liaver nada melhor, pelo barato
cago de 500 rs. cada caiteira, penoasde ecoica-
ligxaphia verdadeiras a 2) cada caizinha com 12
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 1&200
cada groza, ditas muito boae ainda nao conbeci-
das a 500 ra. a groza : na ra do Queimado, i na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defroote do quartel, prsprio para edificar-
se urna easa, tende 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
chen. 14, primeiro andar.
Banda fina
em copos grandes./
A' loja d'aguia branes avisa a ana boa frngue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contine a vende-la mais barato
do qne em outra qualquer parte: na ra de Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Calcado inglez
Campos & Pereira, 'novsmente participsm o
leus freguezes e amigos, que receberim porgao
de pares de borsegulns ioglezes de vaqueta, entre
elles alguna de sola grossa, todos proprios para
invern, e os vende pelo baratisaimo prego de
10JOOO o par; assim como receberam tambera
urna pequea porgao de pares de botinas inglezas
psra Senhoras, obra muito superior, e eotio ven-
dendo a 7|000 o par, na sua loja, na ra da Ca-
deia n. 32
Gaz liquido
Samuel Johnston & C. vendem em seu arma-
zem : ra da Senzala n. 43 latas com 5 galea de
gaz a 14)000.
Lentillaa de primeira qualidade, legume o
maia lave no estomago', vende-se na ra Novan.
22, muito barato.
Vendem- se magaia novas ebegadas no ul-
timo navio a 3), macarro, talharim e aletria a
4), tendo cada caiza maia de 20 libras ; no ar-
mazem do Annea, defronte da alfandega n. 2.
Para a quaresma.
A's senhoras de bom gosto.
Vendem-ae manteletea pretos ricamente en-
feitados a 16, 20 e 25) : ni ra da Imperatriz n.
48, junio a padaria franceza.
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-ae mui finas esponjas para rosto, a 2)
cada urna : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Garteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiraa com agulhaa de mui bOa qualidade, e ez-
cellente sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna; assjm como recebeo igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam s ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Aos fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembles n. 9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, qussi defronte ds igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento dsquelles
gneros, que se vendem por pregos razoaveis
500"
120
120
60
Relogios
Vsnda-ss sm easa ds Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento ds
ralogiosdeouro, patn te inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamba
ana variedad* da bonitos tranceln;para o
masaos.
Novo paquete das iiovidadcs
23Ra Direita-23
Neste novo estabelecimento sear o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por prego mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteig iegleza especialmente eacolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita franceza a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegadoa no ultimo vapor a 2)800 e 3$.
Cha byson e preto a 2) e 2)880 a liara.
Vinho engarrafado dos melhorea autores a 1) e 1)200 a garrafa.
Vinho de pipa propries para pisto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial des melbores autores a 900 rs. a librai
Ameixaa portuguezas a 480 rs. a liara.
Passas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachiohssde difieren tes qualidades a 1400.
Conservas inglezas as melbores do mercado a 800 rs. o frasco.
Missai, talharim, macarro e aletria a 440 ra. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Geoebra debollanda superior a 50C rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra
Ditasde espermacete a 760 ra. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320 rs. s garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. s libra.
Alpiste a 160rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 360 rs. a Ubi a.
Alm dos gneros snnuncis< os achara o publico um grande sortimento de um ludo tendeo-
te a molhados mais barato d > que em outra qualquer parte.
se ni segundo
Na ra do Queimado o. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Maia e Silva, est vendendo
todas as miudezas por pregos j sabidos e o-
nnecidos :
Grotas de peonas de agode todas aa quali-
dades ai H
Nvelos de linha que pelo tamanho a todos
admiran) a
Caixas de agulhas francezaa a
Caixas com alflnetea muito flnoa a
Caixas com apparelho para eotreler me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Groza de botes pequeos para Alga a
Tesouras para unhas mnito tinas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos frsncezes para voltarete muito fi-
nos a
Agulheiros com agulhas francezas a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pegas de tranca de la com 10 varas a
Ditaa de traoga de la de todas as cores a
Pares de sapatos de tranca de la a
Cartas de alneles francezes a
Pares de luvss fio da Escocia muito finas a
Ditas ditaa brancas grossas a
Escovas para limpar denles muito finas a
Massoscom superiores grampoa a
Csrtoes com colxetes de algum defeilo a
Uttos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ago muito superiores a
sonadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezea a
Cartas de alfinetes de ferro a
Cbaruteiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tinta a
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remeaia de labyrinlho para .
der por todo prego, assim como tenho trancas de
seda differentes corea para vender por lodo di-
nheiro que oferecerem.
CARTOES
DE
VISITA
DE
i(DTO fifi
Carles de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto
Carles de visita de novo gosto.
Urna duzia por 16#000.
ma duzia por 16fl000
Urna duzia por 16S0OO
Urna duzia por 16S000.
Retratista americauo.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
.____Ra do Imperador.
210
500
200
120
400
400
320
80
80
20U
800
1S280
100
320
100
200
40
20
60
ICO
60
40
80
1#000
160
120
120
para veu-
Grava tas da moda.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de msdreperola para
barato prego de 1J600: na loja da
ra do Queimado n. 75, junto a loja
Luv&sdeJouviiL
cintos pelo
victoria na
de cera.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta dessa apreciavel opiata iogleza to proveilo-
aa e necessaria para oa dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 1)500 rs. a
caixa ; quem quizer conservar seus dentes per-
feitos 6 prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se
ezeitede dend oa palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario o.
19, primeiro andar.
s
Chegou para a loja da victoria grande aorti-
mento de casearrilha de todaa as cores e largu-
ras e ae vende mais barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria ns ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cara.
Vedde-ae um terreno em Santo Amaro,
jauto ao hospital ioglez, com 700 palmos de freo-
te, em muito bom estado : a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son & C-
N. O.Biebar & C.aucceasores.rua daCraz
n. 4, tem para vender relogios para algihaira da
ouro prata. ^
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 2?,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
pregos baratissimos, como sejam: estreitiob/s
pretas e de lindes cotes s 1), ditas com pontas
largas a 1)500, ditas pretas bordadas a 1)600. di- ".a.j Queimado n. 28.
tas pretas para duas voltas a 2$ ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos artigos de gosto, e proprios
para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond da diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trangaa brancas com
vidrilhose sem elles, cascarrilhaa brancas e mui-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, la-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, mui
bonitas eboaa fitas de chamelote, *e emflm mui-
tos outros objectos que a pedido do comprador
sero patentes, e vista do dinheiro nao ae dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado b. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
dourada e esmaltadas para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia ae conbecer nao o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadla, e assim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 2(500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestiuhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo 6 proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
urna daa novas e bonitas cestinhaa que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'agoia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e*
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, oa
quaes sao agora mui necessarios para oa meni-
nos que vo para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos 6 dirigir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'agoia branca acaba de receber sua
encommenda daa verdadeiras pennas de ago
inglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que havia dessas bdas peonas, com tudo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a caixinha
de ama groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para llvrsr de engaos, as ca-
lichas vo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Na loja da BOa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontraro aa verdadeiraa luvaa de
Jouvio tanto para bomem como para aenhora,
advertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
MeraNseie-Msaitfitcaft en*!
Interesse publico.
Offerecido pela loja dej
marmore.
Aloja de marmore tendo de apreten-
tar concurrencia publica o que ha de
maia novo em fazendas, tanto para se-
nhoras como para homens e meniuos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franga a
Allemanha aa remessaa de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresentar o no-
vo sortimento, liquidsr ss fazendaa exis-
tentes, o que effectuar por pregos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveilar-se desta emer-
gencia.
Preservativo
contra o cholera-morbus.
Todos sem excepgo davem andar com os pi
queotes e livres de numidade (aconselhado pela
medicina) ; portanto o (ilustrado publico em ge-
ral deve ir na grande fabrica de lamancos (a po-
pular) da ra Direita, eaquina da travessa de S.
Pedro n.16, munirem-aa dos ricos lamancos de
vaqueta feitos a moda do Porto, que com estes
I nao ha bumidade que penetro nos pea, aaaim co-
mo tamaecos de todaa aa qualidades.para homem
e senhora e meninos, que o proprietsrio deate
a retalho
por menos
Caivetes fixos para abrir
latas.
Ghegoi nova remessa desies precioso! cai-
vetes fixos para abrir latas de sardioha, doce,
bolachinhaa etc., etc. Agora pela festa cmese
mullo dessas cousas e por isso necessario ter
um desees caivetes cujo importe l), compran-
de-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os ha.
Caixinbas vazias para con-
feitos.
Muito lindas caixinbas vazias para se botar
confeitos e dar de presente a 200, 320 e 400 rs. i
cada caixinha: na- loja da victoria na roa do
Queimado n. 75, junio a loja de cera.
Linbas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa linha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem multo grandea a
400 rs. o novelo : na loja da victoria na ra do
Queimado n. 73, juoto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarri -
Ibas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de eascarrilhas de seda de
muitas e differentes cores, e vende-se 1)500
e 2)600 ris a peca, ata roa do Queimado loja
d'aguia branca n. 16;
Meias pretas de seda 1.000
' o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mu boa
qualidade, para senhoras, e padros 1)000 o
par, por estarem principiando a mofar, e estando
ellas colgadas nada te conhece, oa roa do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
estabelecimento garante vender tant
orno em pequeas e grandea porges
que otitro qualquer.
* Urna pessoa que retira-sa para fora da provin-
cia, vende urna meia mobilia, constando de um
sof de Jacaranda, 6 cadeiras, 2 consolos, nms
mesa redonda com tampo de pedraj urna excei-
lente cama franceza tambem de Jacaranda, um
guarda-louga novo de amarello, 1 lavatorio da
mesma madeira com tampo de pudra marmore,
2 cabidea, 1 bergo, e mais alguna objectos que se
mostrar ao comprador : a tratar na ra das La-
rangeiras o. 5.
Para masqu.
VeDdem-se.lriquUsimos enfeilies de fitas aflo-
res para enfeitar as cabsgas das madamas que se
quizerem divertir nos bailes ou passeios pelo
carnaval a 1J280 e 1)600 : na ra da Imperatriz,
loja do pavao n. 60, de Gama & Silva.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo psratissimo prego
de l)o par : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n.35.
Linhas de cores epm nvelos.
Vende-s,e linbas de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 1) a libra : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2 a resma.
Vende-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedoa de largura faieoda multo superior
pelo baratissimo prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a rara, vende-se por tal prego pela rsso de es-
tarem multe pouca causa encaldidos, tambem ae
vendem pegas de tendea liaaa parfeitameute boas
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 1). ditas
com salpico* muite bonitas e diversas larguras a
1)200, 1)600 e-2) a pega, ditaa da seda a 2) ca-
da urna pega: na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n. 35.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de lavander iogleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 rs. cada fras
ao, pomada muitlsslmo fina em paos grandes a
500e al), vende-se por lo barato prego pela
grande quantidade que ha: na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 55.
Escravos fgidos.
Fugio o preto Jos,'
50 annos, pouco mais
de nago, idade de 45
ou menos, tem o p di-
reito bastante virado para fora, e falUm-lhe bas-
tantes dentes, levou chapeo de palha, caiga de
brim prelo, e camisa de riscado azul com boleos
quem o pegar leve ra larga do Rosario o. 18*
terceiro and.r, que ser recompensado.
Fugio no da 11 do cor rente, um
cabra de neme Constancio, de idade de
24 annos, bastante descorado, com urna
bilide no olho direito, urna pequea
fenda na canella, levou calca e
de algodaozinho escuro; foi
camisa
vendido
aqu nesta praqa, pelo Sr. Paulino Ma-
noel de Souza Oliveira, a Jos da Fon-
ceca e Silva
as pessoas que o pegarem
Carnauba.
Vende-se cera de canauba de superior quali-
dade, em saceos : na ra da Imperatriz n. 60,
loja do pavo, de Gama & Silva.
Gorgurao a 280 rs.
Vende-se gorgurao de linho, fazenda inteira-
mente nova para vestidos de senhoras e roupas
para meninos a 280 rs. o covado, e do-se as
amostras : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo, de Gama & Silva.
Bareges a 6$.
Vendem-se cortes de bareges com 22 corados
a 6), ditos com salas j feitas a 6), la e seda
para vestidos, fazenda de muito bom gosto a 560
o covado ; na ra da Imperatriz n. 60, loja 0o
pavo, de Gama & Silva.
Carros e carrosas*
Vendem-se doua cairos muMo faites, de volta
ioleira, proprios para a conduego de asaucar da
estago para o Recife, ou para gneros da alfan-
dega, e duaa carrogas, tudo novo e de boaa ma-
deiras, lambem urna enroja com algum uso, tu-
do por pregos commodos : a tratar na ra do Se-
bo n. 54,taberna.
Mantas de retroz.
Vendem-se mantas de relroz para grvalas a
500 ris na ra do Queimado n. 22 na loja da
Boa V.
Vende-se doce degoiaba
em calda.
Em barris ou em libras proprio para mimos a
tratar na loja ao p do arco de Santo Antonio.
a das 6 por-S
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata. 2
Paletots de panno Bno aobrecasacos,
ditos de casemira de cor de fusto, ditos A
de brim de cores e brancos, ditos de J
ganga, caigas de casemira pretaa e de 9
cores, de brim branco e de cores, degan- Q
ga, camiaaa com peilo de ltnbo muito a
finas, ditas de algodo, chapeoa de sol J
de alpaca a 4) cada um. S
S
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Hoeda latas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, -a 100 rs: por libra, as
meaaaas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dlrija-se a rna do Trapiche n. 44, armaxem
da fazendas.
dirijam se a ra Direita n. 3, que ser
gratificado generosamente.
. Fugio no dia 12 do correle um prelo Ja
nome Joaquim. crioulo. de idade 35 annos, pouco
maisou menos, fllho da ilhade Itamarac, levou
vestido caiga e camisa de algodo azul, cheio
do corpo, um pouco actlrozado, ejalla de vacar
e descansado: quem o pegar, ldve ao caes do
llamos n. 16, que ser generosamente recompen-
7" 'agV? no dia ,0 dt> "ente de bordo do
patacho tCapuam, o escravo crioulo marinhei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco mas
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguossignaes de bexigas, levou calca e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio no dia 6 do corrente as 7 horas da
noite o mulato escravo de nome Izidoro, idsde
de 22 a 24 annos, tem o rosto picado de bexigas
que as teve em bastante escala, a pouco menos
de mezes, e por isso ainda tem rosto preto das
marcas, escuro da cor, cabellos e barba cortada,
quando anda parece puchar de urna perna por
nao poder ainda bem sentar um dos ps em vir-
tude das bexigas que teve, levou caiga de riscado
e camisa de madapolo, chapeo de feltro, este
escravo foi recebido em pagamento do Sr. Joao
Jos de Medeiros Cortis, da Parahiba, suppoese
que tomiria o caminho de Nszsreth ou Lagoa
Secea onde j trabalhou de sapateiro ou mesmo
que tomasse o caminho do Inga do Bacamarte,
donde natural e tem parentes e senhores mo-
gos : roga-se as autoridades policiaes e capites
de campo o apprebendam e levem ao Mangui-
oho sitio defronte da capella do mesmo nome
ou ao Recife ra do Amorim n. 27, escriptorio
de Jos Nunes de Paula que gratificar com ge-
nerosidade.
Fugio no dia 9. do correle (Janeiro) do en-
genho Santos Mendes, da comarca de Nazareth,
do abalzo assignado, um escravo de nome Flr-
mlno, de 28 a 30 annos de idade pouco mais ou
menos, alto, corpolento, bonita figura, nao mui-
to fechada a barba, aem achaque algum, pernas
grossase um pouco abertas, ps grandes e cha-
tos, quando falla fecha um pouco um olho,
muito ladico, e falla muito desembarazado,
crioulo, de cdr preta, bom carreiro, bom car-
gueiro, sabe comprar e vender, enteode de fazer
assucar, de suppor que tenba as nadegas
marcas de chicote, foi comprado ha 12 ou 14 an-
nos pouco mais ou menos no engenho Morojo,
desta mesma comarca, onde tem multas relagoes
assim como aa tem na praia de Itapissuma a
n'oulrasno Recife e serto : roga-se as auto-
ridades policiaes, capites de campo e a qualquer
pessoa em particular a apprehengo de dito es-
cravo e leva-lo ao referido engenho cima men-
cionado, ou ao Recife na praga do Corpo Santo
aos Srs. Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, que
receber 200) de gtatificago. Dito eacravo fra
visto por duas vezes urna em trras do engenho
Aldeia da comarca de Pao d'Albo, e' outra em
trras do engenho Machados limitropbe do mes-
mo engenho Aldeia, por isso de presumir que,
ou esteja acollado por algum senbor de engenho
viainho cojo carcter com isto se coadune e com
algum pensamento reservado a melhor saptisfa-
zer os seus intentos, e conseguir certos fins por
elle a muito desejsdo, ou por algum de seus
moradores, oa enlo tenha ido para o Recife on-
de tem muitas relagoes, j por ter toda a sema-
na ahi vender agurdente, ja por ir estado alli
diversas vezes por 3 e 4 dias esperando res-
posta de papis, por isso de suppor que ou es-
teja no ganbo oa em alguma sucia de negros e
de cansina ou em companhia de alguem ; por-
tanto roga-se aos Srs. de engenho e todas s pes-
soas visinhas dos engeohoa cima mencionados,
aasim como aoa senhores dos meamos angeaaios,
como tambem aa pessoaa da praga a/appreben-
so do dito escravo que racebero a paga cima
e ftcarei muito obrigado; aaaim como protesta
proceder com todo rigor da le contra qualquer
individuo que por acaso o tenha em seu poder
00 oceuho. Recife 24 de janease de 1862.
f Laurentino Gomes da Cuaba Pereira Beltro.


HHPWB^BMM**B*l|i^i
-rr
DliRIO DE PERNAMBCO TBIC*\ FEIRl 18 DI FEVERE1RO DE 1181.
Litteraura.
Do trabalho em geral, considerado eni
relaco sna influencia physica.
moral e social.
( Cootlnuagao. )
Todos ot cheles de familia lem portanto, ert
vista destas raides, o rigoroso dever de mandar
ensinar um oQlcIo, e liabiluar so trabalho de qual-
quer arte ou proGsso, .seus Olhos, e todas as
pessoas que se acham debaixo da sua direcgao.
Chefes de familia, qualquer que seja ?ossa
foituns, e olugar que oceupaes na sociedade,
ioiispeosavel, que procuris urna oceupagio e
trabalho para vossos filhos e clieotes. Olbae que
por este meto elles se tornaro uteis a si e aos
seus.semelhantes ; paisaro urna vida mait sua-
ve, e agradavel ; evilarao o tedio e enojo da oc-
cosidade e dapreguiga cora os tormentos e per-
niciosos efTeitos delle.
Olhae que por este meio to salular por natu-
reza, ides encher-lhes esse vacuo na vida, que
as riquezas tantas vezes trazedT comsigo e pou-
par-lhes o enfado e aborrecimento mesmo, quan-
do nutras tantas persegue o hornem as classis
mais elevadas da aociedad. Prescreve-o alm
disso a prudencia, que a sabedoria, exige-o a
a moralidade e a utilidade de todos.
Se os chefes de familia tena o rigoroso dever de
procurar habituar ao trabalho os individuos, que
esio debaixo da sua direcgo, nao menos rigo-
roso o dever que lem a autoridade publica e os
governos, de promover por todos os meios e ma-
neiras compativeis coro a justiga, o trabalho.
' preciso, que os governos obedegam gran-
de necessidade de se abrirem essas vastas ofici-
nas para os trabalhos pblicos; e preciso que fa-
vorece as grandes emprezas, e industrias, afiui
le eotreterem os homens no trabalho, e darem
jecupago aos que a nao tem ; preciso, eniim
preservar o povo da fome, e das deploraveiscon-
sequencias da miseria, e diminuir ou acabar de
todo cora essa vergonhoss e hedionda chaga so-
ciala mendicidarje, a qual se transforma s
vezes em urna especie de proQssao lucrativa para
muitos individuos, que poJendo anda, nao que-
rem trabalhar.
Estas breves considerares sobre os efTeitos e
influencia moral do trabalho, de que al agora
temos tratado, levara-nos naturalmente, e cumo
por transigi, a fallar rpidamente da influencia
social.
A primeira cousa, que se nos offerece ao pen-
samento, a idea da iodispensavel necessidade
do trabalho o da iudustria, para maniere susten-
tar o estado social.
Nao poderia cerlaroenle viver e conservar a
sua existencia a sociedade, sem que cada um dos
associados, membros delta, se empregasse no
trabalho.Sem trabalho nao poderia existir so-
ciedade.
Conserva-so, cresce, desenvolve-se, e engran-
dece-se esta cora o concurso de todos, e de todos
os gneros de trabalho. Sem esses comrauns es-
forgos de todos, combinados e coustantes ; sem
esse grande desenvolvimento da industria huma-
na, considerada no lempo e no espado, nao te-
riam apparecido (ao grandiosos monumentos p-
blicos, lalas maravilhas de arte, tantas cousas e
objectos necessarios para satisfazer as necessida-
des da vida, os gozos e o mesmo luxo.
Sem o grande deseuvolvimento da industria
humana, sobre ludo nesles ltimos lempos, nao
loriamos chegado a observar todo esse progresso
e civilisagio no gru em que os estamos vendo
por esse mundo.
Parece-nos esiarvendo conspirarem-se e combi-
mrem-se hoje todas as artes e sciencias para sa-
tisfazerem todas oecessidades, desejos, gozos, e
bem estar do homem, tanto quaoto pode ser so-
bre a trra.
Se o trabalho s por si pode levantar monu-
mentos informes, formar maisas brutas e grossei-
ras, como essas famosas pyramides do Kgypto, e
immensos pagodes da India, o trabalho cora o
genio lem creado todos esses prodigios da arle e
da industria, quo hoje tanto admiramos.E' por-
que os trabalhos do espirito sao de urna ordem
amito mais elevada, e mais sublimes.
Elles lera immensa superioridade sobre os do
corpo ; perteocem por isso someote a um peque-
o numero de individuos ; lodos os outros sao
propiios da mullido.
Toda a garanta de existencia individual e so-
cial est no trabalho. Toda a satisfacio de go-
zos e necessidades do homem e da sociedade de-
pende da trabalho e industria de cada um, que
ludo dispoe e prepara para este fim.
Cobrem-se de abundantes searas os campos por
effeilo do trabalho commum a industria agrcola ;
fabricam-se os vestidos ; coas ruem-su as casas ;
ludo em summa se prepara; se arraoja, se mo-
diGca; e alcanza por effeilo do trabalho e da in-
dustria.
Cada qual, que tribalha na obra geral e com-
mum, recebe em particular a recompensa do seu
trabalho* E esta recompensa proporcionada
em geral quanlidade, utilidade, ou difficuldade
da especie de trabalho a que se dedica.
E' verdade, que nem senipre a fortuna corres-
ponde aos esforgos do homem ; mas se elle pro*
cede bem, e segu um comportamento regular,
sempre ao menos alcanza os meios sufflcientes,
para vivar, educar a familia, e constituir seus fi-
lhos e mais pessoas, que lhe esli debaixo da dl-
reegio, em estado de poderem um dia trabalhar,
e procurar os meios de subsistencia.
Todo o progresso e civilisagio pois o resulta-
do do trabalho e industria humana. O trabalho
e o genio ludo tem pro Juzido, lulo desenvolvido
e spetfeigoado.
E' portanto evidente o dever que tem cada ho-
mem, cada individuo, cada membro do estado so-
cial, de trabalhar, entregando-so ao exorcicio de
um emprego, oceupagio, arle ou proflsso.
Sem o trabalho de todos nao po le sostentar-se
a sociedado. Neste ponto to deve haver exeep-
0,0*9, porque seriara sempre em prejuiso e detri-
mento de todos os outros.
O homem, que nao trabalha, o ocioso, man-
driao, preguicoso e vadlo, um animal parsita,
que soga o sangue aos oulroi, e vive casta da
sociedade, roubando-lhe alem disso a porgo de
trabalho, que lhe d->vi e de que lhe fita respon-
savel.
Sejam quaesquer que forem ss faculdades ou
potencias, que a natureza concedeu ao homem,
sempre o seu trabalho particular deve concorrer
para o t/abai:> commum.
Por mais mesquinho, emfim, acanhado e peco,
que seja o individuo, sempre pode ler algum
presumo, pode sempre prestar algum gru de oti-
lidadee concorrer pela sua parle para a grande
obra dn edificio social.
Seria de mxima importancia, muito conveni-
ente, e para desojar, ^ue a escolba do trabalho,
emprego, ou proflsso, que os homens devem se-
guir, fosse feita segundo as disposiges particu-
lares, propensdes naturaes, ou vocago de cada
um. Mas nao acontece assim infelizmente na im-
mensa maioria dos casos. ..
E' quasi sempre esta escolha feita ao acaso.
Muitss vetes abraca cada um iadifferentemeots
aquella, que as circunstancias especiaos lhe fa-
zem crer ser mais fcil, emais apropriada aos seus
meios e faculdades individuaos; outras vezes se-
guem os filhos as profissoes de sus paes; outras
emfi.ii a necessidade, que decide, forjando cada
qual a seguir a primeira que se lhe offerece, o
que se observa.aobreludo na classe operara. Nao
ha niito regra nem preceito, que obrigue ; plena
aqu a liberdade.
J em torapos remotos leve lugar certa pratica
entre alguus povos e naqes da sntiguidade. Os
egypcios, per exemplo, obrigavam os filhos a se-
guir sempre as profissoes dos paes. Era todava
esta legislagio de certo to inconveniente, quaoto
absurda.
Nao obstante nao haver legislagio. que regule
a escolha do trabalho ou proQssao, que cada um
deve seguir; nao obstante ser completamente li-
vre a sua adopgao, nao falta comtudo, para sa-
tisfazer s necessidades dn sociedade, o numero,
variedade de trabalhos, e profissoes, proporcio-
nado a essas necessidades. Apparecem aqu at
certo ponto as leis da compensado, e do equili-
brio ; apparece a providente natureza, como que
remediando as faltas, e fazendo de certo modo o
que os homens lem deixado de fazer:
Todos os trabalho, empregos, ou profissoes
podem dividirse em ditas ordens, tomando por
base, facilidade ou dificuldade do seu exercicio.
Aquellas que sao de urna utilidade muito geral,
como quasi todas as que dizem respeito cultu-
ra das trras, e s primeiras necessidades do ho-
mem, e da sociedade, sao facis, podem ser pra-
ticadas em breve lempo, e quasi sem ser precisa
a aprendizagem. Mais ou meos difficultosas sao
pelo contrario, precisara de certos estudos, e eo-
saios preparatorios, exigem estudos e trabalhos,
mais ou menos longo tempo coolioualos. todas
as que tern por fim as artes e as sciencius.
Ninguem portanto pode juslificar-se da sua in-
dolencia e preguica; nioguem pode allegar mo-
tivo para nao trabalhar. O rico, o pobre, o grande,
o pequeo, oobre, e o homara do povo, todos de-
vem trabalhar; e todos eucontraro empregos,
oceupages, oficios, ou profissoes, em que exer-
(am o seu trabalho nesta ofcina social, em pro-
porcao das torcas e facul lades. que a natureza,
ou a arte lhes concedeu. Todos devem, finalmen-
te, coatribuir neste sentido cora o seu contingen-
te, para a grande obra da sociedade.
Ur. Jodo Mara Baplisla Calino.
(Nacao.)
Costinues populares da provincia de
Ninas Geraes
O THOPEIRO.
Vou dormir l p'ra baixo da serra ;
Tenho o couro, de nada preciso ;
Descarrego os jacas sobre a Ierra
Durmo alegre ao tuar, que sorriso I
FOLUETIH
O PAIZ DO TOO
(*)
POR
A. DE GONDRECOURT.
Minha casa de palha coberta,
Mmha cerca de po de pinheiro :
Quero ouvir quando a aurora desperta,
O raeu gallo cantar no puleiro.
{Jos' Bonifacio.Cango do tropeiro.
(Costumes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
(Contiouiclo).
XIV
Os dous reggabs e Francisco Klein
a marcha como bovxens habituados que
expedicoes daquelle genero. Nao precipitavam
nem allongaum o passo; ao contrario conserva-
varo essa andadura regular, que permitle ganhar-
se terreno, e illudir-se os estorbos de urna perse-
guidlo immoderada.
Francisco tinha oceultado debaixo da nev, nao
s para evitar o peso, como tambera para melhor
disfargar-se, o seu chapu, casaco e aacola, de
onde lirou novos trajes bem limpos e asseiados.
Os reggabs, que principio desconflavam do
vigor do companheiro eocarregado de guia-los,
conheceram bem depressa que se haviam enga-
ado, e que achavam-se alliados um homem
de forte tempera, capaz de imia-los, senc em
loogas jornadas, so menos na expedigo, de que
se incumbiam : e mutuamente se commuaicaram
em voz baixa a salisfacgo que por isso tinham.
Magdalena continuava a dormir abrigada ao
seio de Slimano, que lhe dispensavs cuidados
dignos de rivahsar cora a solicitude de urna
me.
Os viajores assim caminharam al cinco horas,
e chegaram s immediagdss de Lucerna sem ler
encontrado alma viva como se diz vulgarmen-
te. Quando se approximavam da porta construida
em frente da estrada de Zuricb, viram urna som-
bra escoar-se pela borda de um fosso e encami-
nhar-se em direiUra elles.
Essa sombra foi tomando vulto al que pode ser
recoohecilo um homem vestido no cosiume ara-
be, o qual approximou-se de todo aosnossos via-
jantes.
Senhor, disse o reggabs Slimann, trago-te
a slamia 1), reclinada no mu peilo.
Muito bem, respondeu o recem-vindo. Eu
contava qie seriamos bem succedidos, pois que
Deus est comnosco.
Por Venus e Jpiter, deuses do paganismo I
exclamou Francisco. Nao seria capaz de reco-
nhecer-le se nao fallasses, meu charo baro. Se-
gundo me parece o mais difficil est feito : mas
nao percamos o lempo em felicitagoes. A leda.
quem arrancamos o Qlho, pode alcaogar-nos em
alguns putos, se aqui nos demorarmos. Eulo,
lomaste as precaugoes convenientes ?
Est ludo preparado : partamos.
Emquanto se punham em marcha, Walter diri-
gi alguraas palavras Slimann.
O tropeiro altivo como um selvagem, labo
rioso como um europeo, sincero, franco rada
como o deserto em que elle vive.
CoBstitue na provincia de Minas e 8 Paulo
urna classe- verdaderamente especial, quasi
urna casta.
Sai fidelidade excede a tudo. O commercio
aqui honra com a mala cega conflanga esses ru-
des montanheses, que, ordinariamente mal ves-
tidos e pobres, conduzem em seus animaes mi-
lhares de contos de ris em mercadorias, em se-
das, prats, ouro lavrado. O negociante entrega-
lhe as suas riquezas, quasi sem cautella.
Olha que ahi vse multa cousa, patricio, diz-
Ihe o negociante.
Nio tem nada, patrio : ludo ha de chegar a
salvamento com o favor di Deus.
Antigameote o tropeiro de Minas tomava por
insulto exigir-se delle um recibo."
Osuegociintes velhos narram aioda com pra-
zera simplicidade rustica, mas a extrema lealda-
de com que sempre se portavam.
Chegsva aqui um homem de caiga de algoJo
tinta de braoa, botas brancas, casaco do panno
azul, chapu de couro. Dirigia-se a um desses
negociantes e spartava um cont de ris de mer-
cadorias.
E' (lado a um aono.
O negociante entregava-lhe, e, se cahia na as-
oeira de exigir um recibo, ai delle Io homem
agaslava-sa, dirigia-lhe insultos, e conclua por
desaa-lo. O negociante, em regra geral, des-
fazia-seem satisfagdes, porque sabia que se o
homem fosse engerisado com elle, os outros tro-
peiros fomaram o seu partido, e nenhum mais
l ia.
Tambem, se Oava, podia contar cario que no
prazo marcado ahi vicha o mesmo homem, com
o mesmo chapu, bolas e casaco de panno azul,
fazer-lhe o pagamento ponlual.
Entre os portugnezes, que eolio negociavam,
o crdito mioeiro era proverbial. Quando se
quera exprimir um homem chao, simples, ho-
nesto, honrado a toda prora, dtzia-se :6 um
mtneiro de botas. (.
O nosso distincto poeta e lilterato o Sr. Mace-
do, lalrez inspirado pelas recordarles desua mo-
cidade, tem posto em scena com urna semelban-
ga digna das de Walter Scotl esse typo de fran-
queza rude.
Est bojeilterado; a siageleza de seus costa-
mes lem mudado, asstm como mudam-se j os
lugares em que se ellas davam.
A prsia dos Mioeiros, por exemplo: quem re-
conhecer hoje nessa ara secca, nesse caes, se-
oao elegante ao menos de commodo desembar-
que, nesse vapor que rompe com tanta gentileza
as aguas espmenlas, o antigo lamacal, despejo
das immuodicias da cidade, a modesta'fala em
que se transporta va m os meus comprovincianos?
Apezar da mudaoga, porm, o typo acceo-
tuado to fortemente, tem caracteres to profun-
dos que a civilisago anda nao poude desman-
cha-Io.
Suas vestimentas conservara aioda aquella tom
de antiguidade que lhes d um cunho particulsr.
Aioda se usa do casaco azul com portiuholas as
algibeiras, para os dias.de grande galla ; para os
de pequea galla, urna jaqueta ; para o ordina-
rio, um collete grande, jalisco, como l cha-
mam, forrado de baeta azul, e botas brancas;
mas o chapu de couro, esse desappareceu no
modernismo dos chapus de pello, e soso encon-
tra no tropeiro do serlo, no que nao chega
corle.
Seu carcter tranco, sua nobreza de sedimen-
tos provm talvez da vida extremamente laborio-
sa em que vive.
Cooslituiodo urna quasi casta o av do tropei-
ro foi um tropeiro, o nelto do tropeiro seguir a
mesma profisso. \
Para educar os meninos elles os fszem acom-
panhar as tropas desde que sahem da escola.
' galante ver-se a deligencia com que criao-
(aa de 11 annos rsstejam os animaes nos pastos,
e deseotocam-oos no meio das brenhas que astu-
tos procurara para forrar-se ao trabalho. Toca o
corago ve-los de madrugada, com os braciohos
us, com os membros tiritando de fri, hume-
decidos pelo orvalho, a vagsrem pelas campias
desabridas, nesse arduo trabalho.
Quando se pergunta ao pae se nao tem pena
d'aquillo, elle responde, que seu pae flzera o
mesmo com elle, e que, se nao fosse aquillo elle
estara hoje vadio a baluqueiro.
Viajava eu uniaoccasio para Minas : na fazen-
da da Borda do Campo, onde me arranchei, en-
contr! urna crianca de 5 annos em um rancho de
tropa. Fiquei com pena, de ver aquella creatu-
rinha ali s no meio dos animaes, e perguntei-
lhe o que elle era :
Eu sou tropeiro, respondeu-me.
Mas que diabo pode voc fazer assim to pe-
quenino? qual leuservicor
Vigiar o rancho, disse elle com toda a arro-
gancia.
Pouco depois chegou o pae, velho orignala,
cheio ainda de tradiges antigs, supersticioso,
grande rosario ao pescogo, facao alravessado na
cinta, mas bom, trapeo, honrado, emfim tropei-
ro puro-sangue e nao degenerado'. Disse-me que
aqoelle menino era seu filho, que elle liaba ti-1
do um oulro, e como nio o ha va trazido sem-'
pre comsigo, perder mora vida a sreferiu fa-
zer-se *eodeiro, que ajuntou alie, loOlcio de
tratante e maodriio. Como ella nio quera que
este seguisse o exemplo do mais velho, traxia-o
j para vigiar o camiobo e tomar amor a vida.
Hiles tem seus uzos iaalteraveis, e, entre es-
ses, figursm o de nio sahir de easi para comecar
a viagem nem em sexta felra. por que, Segundo
elles, o da em que o diabo anda solio, nem
domingo, porque dia de descaoco.
Quando se ouve o som das campanhiaj calcu-
ta-se j o numero de lotes da tropa. O (capataz
que tem apenas um ou dous lotes pode uando
muito, trazerumsincerrono pescogo da besta de
guia. As cabegadas adornadas de prata, diurnas,
guisos e porgao de campainhas, sao reservadas
para as (ropas grandes.
B' admiravel a ordem e harmona qu reina
entre elles nos ranchos. O primeiro tropeiro que
chega toma um lugar qualquer, e tem obrigacio
de arrumar as cargas urnas por sobre as outras de
modo que oceupe o meoor espag possivet.
; Pouco antes de chegar ao rancho um delles
destaca-se da tropa, e traa Je aiuntar leadla pa-
ra o rustico banquete. v
O caldeiro arma-se sobre ame trempe impro-
visada de tres varaa amarradas conjuoctamente e
separadas na base de modo a formaren) ama oi-
ramide triangular.
Feitos os trabslhos, pensados os animaes! elles
se reunem em torno do fogo, assentados ora ce-
pos ou de cocarss. O fogo o rendex-vo% dos
historiadores e poetas desses seres curiosas
toda tropa tem sempre omsugeilo que n ora-
dor perenne, o bardo frtil, o Homero da reu-
niao. E elle quem conta as historias dos lem-
pos passsdos, elle quem diz o como acontecen
tsio a tal tropeiro, o como o burro fulano]mor-
reu, em tal atoleiro, o que se v pelo serlo ou
pela corte, etc., etc. *T
As conversas giram em torno destas tres) ideas
capuaes: burros, mulheres, oarraco de vlageos
je [actos passados. L neo se falla em pelitica.
Kssa gente bem dita nio conhece os iornaas, nio
ve esse drama do estado que nos outros asisti-
mos e cujas peripecias sombreara tanta
nossa existencia, mu grado os planos de
ren;a e egosmo que formamos. E" curio
gragado ouvi-los amplificar as habilidade
nbas dos animaes.
A meza do tropeiro um couro estn ido no
chao.
Os mais aristcratas tem urna loalhi ci mprida
que estendem pelo fio do lombo do couro, e um
prato de eslanho com urna colher de fe ro para
cada um dos camaradas.
Acomida ordinariamente um cald lirio de
eijao cosido com toucinho e enlrecosto islgado.
O. tempero a fome que as jornadas desenvolvem
asquelles robustos estmagos.
Logo que a comida est prompla o c
cosinbeiro, com a gravidade costumad
caldeiro da trempe, colloca-o na mez
avizar o patrio. Se existem no ranch
pessoas o patrio se dirige a ellas :
-
-
vezes
ndiffe-
o e en-
e ras-
trada. Be o homem aatava de bom humor, res- ,,. .., j.. _. m ><*. -i:
pondis-lhe evemos.esla dansa em um outro artigo, Tef-
Eatio aA tratanto >nrf> n. ..it i..i a. "a*' bstuque a meia ooite elles espicham-
enraVa? *&Td*T^ftZl: ^/-^- resfolgam pl.cido. al s^Rra. ,
que a ultima. r.I?. I" ^
O rrieiro nio teme a ame.gs, porqars.be q.e .^o fS?lt!{JES,? P'trl-a PW*-loi,o
prxima na futura vez o bom homem lhe dir o ciiaKlrn asES. .- k,.
mesmo. e por fim dar liceng. pedida. .. 2nl!S1fi?'K""'_8e enUo? e Mbo.r,00
Fazer ntrala, quer dizer arroiimar-se do ml..,rP peQen" CUJ" ou1e"il,
povoado. dando a.?v.V com o bSSSSS. a can- ZT'm&'ZT1*, "" i6rruB? '"L6"-
lando em coro alguma cango mais guerreira. n.TrahX^ T, ?'ttamea nBingtiB.
"-- us '"Damos do da recomegam. Os animaes re-
linchsm; a tropa desfila ao longo da estrada, aj
(*) Vide Otario n. 35.
(1) Slamia dimiuuitivo de Meselmia (musul-
mana.) Esta palavra, que propriamenle quer di-
zer soitia pela converto se applica em ge-
ral aos enrulaos convertidos religiao do pro-
phela. Intil accrescentar que os Mahometanos
pouco ou nada se imporlam com o fado de ser
ou nao a cooversio voluntaria. No serralho, e
em todos os harens onde a violencia tem langad-
chrislias, que acabara por ser musulmanas, con-
tara elles tantas Slamia quantos sao as mulhoa
res que abjuraran bom ou miu grado.
O que lhe dissesle? perguntou Francisco.
Recommendei-lhe que levasse a menina
com todo o zelo ; muito essencial que ella nao
disperte agora, porque os seus gritos ecbrocau-
sar-nos-hiam grande embarago.
Tranqaillisa-te : eu sei como fago as cousas.
A coitadinha dormir at alto dia.
Teriai acaso compromettido a sua saude ?
Qual I Eotendo alguma cousa de pharma-
cia, esei graduar as minhas dses. Quando ebe-
garemos ? J tenho as pernas que se nio podem
mais segurar...
Espera, queja vas descangar.
Walter acompsnhado de-Francisco e dos dous
reggabs apresenlou-se porta do hotel da Balna-
a situado margen; do Reuss, e emquanto lh'a
vinbam abrir disse Fraucisco :
avam |st Ordena em meu nome que todo esleja pre-
iue eram Par8do. Os cavallos e postilhes esto promptos;
a berlinda carregada, e a despeza paga .. e muito
bem paga para que nao baja demora, ese faga
tudo sem observagao.
Francisco^defmpenhou immediatamente esta
coramissio ; e vista da presta com que lodos
lhe obedeciam, fez ama idea da magnificencia
desenvolvida pelo baro.
Estou associado ao deus Pluto, filho de
Ceros e corruptor do genero humano, disse elle
com sigo mesmo quando iostallado n'uma com-
moda berlioda puxada quatro cavallos viu Wal-
ter atirar aos criados do hotel um punhado de
floriBs. Com effeilo, meu querido baro, fazes-
me recordar meu pezar dos bellos das que j
passei I Irel comecar de novo a viver ?
Nao, respondeu Walter ; porque tu nunca
viveste, apezar das tuas loucas fanfarrices. Espe-
ra alguns dias mais, e abrir-te-hei horisontes,
com que nunca sonhasle.
Walter e Francisco iatn sentados no fundo da
berlioda, e os reggabs oo assenlo da frente acha-
vam-se bem mal accommodados, posto que tves-
som muito espago. Acoslumados a mover-se ao
ar livre, pareciam nao saber o que fizessem dos
brsgos e pernas, em summa, de todo-o corpo en-
cerrado nessa machina rodante, onde sufTocavam-
se com muda resignago. Os postilhes tangiam
os cavallos que voavam na estrada de Lucerna
Bale ; e a pequea Magdalena dormia sempre.
Comego a inquielar-me, observou Walter :
este somno to prolongado nao natural.
Nio te admires, : parece-me que de alguns
diaspara c, principalmente de hontem, nada
temos feito de muito natural nem eu, nem tu,
nem os leus Argelinos.
Eu quero que esta menina viva.
Tambem lena querido muita cousa, para
que nao empregas os meios, meu charo bario.
Suppes que seria muito fcil penetrar uo apo-
sento de tua prima, e executar o bonito projecto
de que me encarregaste ? Para levar avante he-
roicamente a premeditada empreza, era misler
langar mo de meios heroicos nada mais lgi-
co. Escuta e applaude em vez de estares ahi com
apprehenses pueris.
-- Falla, Francisco, eu le escuto. Mas confessp
que desde j estremego pensando nos meios que
te tero suggerido os recursos de urna imaginadlo
infernal...
Imaginado infernal!... bem dito!... Sim,
meu amigo, pdea estremecer tua vontade...
agora que a tragedia est concluida, e queeu
aer-le s mil maravilhas nos leus furores... Po-
de ser que teoha ulirapassado os poderes que me
deste : mas o que vale isto ? Quem pode o msis,
pode o menos. Tnhas grande sede de vinganga ;
detestavas profundamente essa mulher ingrata,
perjura e desdenhosa...
Oh 1 sim ; delesto-a I exclamou Walter, ca-
ja colera por um momento arrefecida despertara
lembranga da sua visita a Seelisberg, do aco-
msrada
tira o
, e vae
outras
Meus senhores, vamos aos feijes. i
Est nos estylos nio recusar estes corivites.
A meza tem tambem sua ordem inklleravel.
N cabeeeira do couro assenla-se o pairan por
sobre a canastrinba; defronte assenla-se o ar-
neiro em cima da classica bruaquioha de ferra-
gem. Os outros recosiam-se dos ladosfe janlam
a maneira dos antigos Qregos. A co
oftllivel, a alegre cachaca, conserva
mente era um canudo de laquaruss
n'aquelles membros robustos urna d
dez. A agua fresca, apanhada as vi
tes bebe-se no fim. E' Irazida em u
sinho que tem um furo no meio, e
cuias.
O patrio, em regra geral, nio f
urna cousa de que nio ha memoria ea...
enliga ver-se um patrio fumar ; se tanto ousasse
[icaria deshonrado.
O vicio dos homens serios o rapj e em falta
do p, porque, dizem elles, al se toma na egre-
ja. Fiodo o jantar o patrio aacca da coroicha,
que um pequeo chifre, lampado [com rodela
de cuia, abre-a com emphase, e sepqlti os ma
npaobelra
tfa ordina-
derrama
dee langui-
inhas fon-
aocorote-
bebe-se em
ma : seria
tre a gente
les da viagem, as lem'brang'as dos
das carreiras, no dogoroso fungar dls *
sos divinas pitadas que fazem chorar de sau
dio.
atoleifos e
ama des-
O tropeiro depois de jantar
mem. Tem a phisiooomia espaodi
alegre, a fronte descarregada de cuidlad
A' tarde e noite completamenlf
se a metade do dia passa-se em tra
ros, e cuidados acerbos, a oglra raet|a
se calma entre as historias dos tem
que vo legando uos aos outros
heran;a, as canges do aertio; e o
que Deus enva sempre ao home
balna,
A' noite vem ordinariamente o ba
Amigamente, quando urna grande
para chegar ao povoado, o arrieiro
se do patrio e pedia-lhe licenga
un
ba
pos
cora
som
m
outro bo-
da, o olhsr
os.
delles, e,
Ihos aspe-
de deslisa-
passados,
o sagrada
no placido
que tra-
lhimenlo que lhe fuera Thereza, e da felici-
dad e de Aroold.
Tratava-se, pois.de linear com arte o deses-
pero no seto dessa desventurada familia......Digo
desventuradaporque devo ornar o meu dis-
curso com um tom pathetico, e urna expresso
sincera....
Deixa de parte is zombarias, Francisco.
Meu charo amigo, a sriedade oo crime o
ultimo cunl.o da perversidade.
Abrevia a toa historia : as tuas sentengas
nada me ensinam de novo.
Pois li vae. Confiando ns minha destreza,
deste-me carta branca. O Gaicio Pompidou a-
chava-ae em jornada para a Argelia; oa leus
dous rabes receberam ordem para esperar-me
todas as noites das sete is dez horas na portarinha
do parque de Seelisberg, e obedecer ao meu me-
nor aignal; o estalajadeiro da Treib pago com
generosidade para dar esclarecimentos falsos de-
via mentir maravilhosameote; e t tinhas parti-
do para Lucerna de oode me deverias dirigir pe-
lo correio estas simples palavras: Em Fluelen,
esta noite ou amanha, 24 de deiembro. Quande
deixei te para apresentar-me em casa de tua ve-
neravel tia Vernica de Goethieben, bironeza de
Seelerf, que o diabo proteja, pois queaqui en-
tre nos disto muito digna, nada tinhas com-
prehendido dessa Indicagio que te recommeodei
roe enviasses pelo correio : a qual deveria ser
entretanto a chave da intriga por mim desenvol-
vida em beneficio da tua vinganga. Eis como o
tacto se passou ; presta-me toda atlengo.
Francisco coatoa como fra recebido em See-
lisberg, e ali inslallado; e repeli palavra por
palavra a primeira conversagao secreta que Uvera
com a baroneza viuva.
Pobre Thereza! murrourou Walter.
Se comegss a lasliaur a tua infiel, replicou
Francisco, eolio o feito por nao feito, e trata de
restituir esta menina mi innocentinha. Os re-
morsos sao mus companheiros, e parece-me que
aioda agora estamos no comego de urna looga via-
gem.
Para que fallas de remoraos? Bem sabe,
que amo Thereza e detesto-a ao mesmo lempos
Arraocando-lhe o objeclo que lhe mais charo,
sstiifiz o meu odio; lastimando-a, longe dos seus
olhos em pranto, cedo i um impulso dos meus
tristes pensameotos ; laogo ao vento a amarga
confissiode um amor maldito.... emfim olho pa
ra traz, mas oso recao.
Este arrasoado sentimental e feroz muito
poeiico para a mioha iotelligencia ; assim pois,
bario, contino na minha prosa.
Francisco passou narragao do que chama va o
segundo acto da sua pega, iato .descreveu a ale-
gra da baroneza viuva quando recebeu e leu a
carta em que suppunha ler Walter marcado o en-
contr com Thereza.
Fetto isto, continuou elle, comprehendi que
seria fcil o desfecho ; somente dependa de urna
boa execugio, queme appliquei com o zelo que
bem conheces em mim. Despejei no copo da aia
da menina alguraas gtss de um liquido inofien-
sivo, mas que devia adormecer profundamente
aquella robusta rapariga, e deste modo favorecer
as minhas operages; pequea fizo mesmo que
sua aia, tanto que, chegada a hora, achei-a no
bergo eom os olhos techados e os ouvidos cerra-
dos i todo e qualquer movlmento e ruido por
maior que fosse. tea primo Aroold, como eu
lioha previsto correu Fluelen,oode te ha de ler
procurado toda esta coate, e onde t procurarla
hoje, amanha depois, emfim toda a vida, se a
linda Thereza nio fosae em sea segaimenlo. .
Thereza tambem foi i Ploelsn I ?
Eatio echas que de outro modo eu me po-
deria desembarazar da sna presenga? Acredita,
meo amigo, fot urna leaibrapc,a sobarba : e nio
t ique.
Iropa eslava
proximava-
azer en-
pira
leliz, e man-
s dos cara-
mas emfim
mulher o
migo. Ah
me custou pouco Iludir essa mae in
da-la to sem piedade passeiar atrav
pos geiados em ama noale lio fra :
era urna mulher e engaar urna
mesmo que lirar urna desforra do inir,
meu charo Teos muita razio em guardar oo fun-
do do peilo um reslo de amor por ma< ama d'Ams-
tadl. Se a liresses visto como eu, cqm quo iole-
resse se precipitou aps os pastos do marido pa-
ra salva-lo da tua colera I....
Francisco, ioterrompeu Walterl por ventu-
ra nio tenho eu sido to infeliz; nao fui lio br-
baro e cruel oa miaba vinganca ? Para que buscas
mais excitar o meu furor?
Poia suppe que eu nada disse : permilte-
me somente que faga urna reflexo : promeltea-
te-me muiti cousa, bario, e receio que nao pos-
saa realisar as tuas promessas. O homem des-
gragadamente um ente bem imperfeilo I
Dissesle que madama d'Amsladt partiu para
Fluelen, respondeu Walter com sombro sorriso..
O que ter acontecido, meus Deus 11
O que ter acontecido 1 Os apionados sao
caprichosos, e o ciume tem accessos lio extrava-
gantes, cujos desastres ninguem ple prever. E'
evidsnteque parlindo com acerlezi de umatrai-
go conjugal, e vendo sua mulber i henar ao sup-
posto encontr, o%Sr. Aroold ter (ado prioci-
pio um curso impetuoso sua rai ra : a tua in-
fiel ha de ter padecido bem durante o primeiro
quarto de hora ; mas passado elle, tero havido
alguraas expliesges, que lenham esclarecido o
fado ; e por conseguinie urna viv explosio de
ternura, que deixar-te-hia bem inconsolavel, ss
nao livesses a certeza de seres abominavelmente
vingado com a volta das duas rolihas Seelis-
berg. Parece que ests vendo o qi ie ali se psssa
em virlude da desappariglo deste an '
Irazes... que sceaas tristes I... que,
Basta ; Bao me fagas retroced
ioho que aqui
, .__ ..v.. ...wcusr.,. Oh I Es-
lava escriplo que eu ha va de reconegar a legen-
da dos meus anlepassadosl... Francisco, juro que
hei de amar esta menina como se ella fosse mi-
nha lilha.
Admiravel transaegio I exclamou Francisco
sorrindo. Na verdade detejava ver-te em acgo
para fazer melhor cooceilo da tua coragem. Ba-
rio, sempre vales mais do que eu; porque a tua
mo treme descarregando o golpe. Haviasdeser
um romano bem pequenino; e en teria muito
trabalho em instruir-te I Deixa-rae gosar de al-
gum repouso ; siato-me calnr de enfadado.
Francisco accommodou-se um canto da ber-
linda e fechou os olhos.
O dia comegava a despont'ar. Walter ioclinou-
se para Slimann, e entre-abrindo seu burooua
encarou Magdalena com singular, expresso de
piedade, e ao mesmo lempo de salisfago e ter-
nura. Depois tirando um embrulho de um dos
bolsos da berlinda disse aos-regaabs.
Occupemo-oos agora do seu vestuario.
Mohammed apresentou a roupa que levara de
Seelisberg.
Nao, disse-lhe Walter; estes trajos nio con-
vm a Slamia : ella deve ser vestida como a fllha
de um emir ou de um cherif. Aqui est a vesti-
menta que lhe propria.
E abrodo o embrulbo apresentou ans liados
sapstioBos de marroqaim vermelho bordados
ouro, um cinto (hazam) de lia verde -e vennelha,
ama camisa (gandoura) de urna alvura deslum-
brante, urna especie de vestido tambem de lia
muito fiai, mas bem fornida, deslinsdo psra
aquecer e envolver o corpo, om corpioho de ve-
ludo encarnado moda turca, semeado de estrel-
lazinbas de ouro e pequeos botes do meamo
metal, um turbante de lia e seda de cores diver-
sas, om collar e braceletes de coral com charpas
de ouro. '
Mohammed e Slimano^lbavam admirados para
Com a grande barulhada que fazem, as oym-
phas daquellas devesas correm todas pera v-los,
e o batuque flea logo armado em plano ; eis-ahi
para que fazem elles t entrada.
L pelos sertes o uso eslava de tal sorte der-
ramado, que nio podia obter camaradaa o patrio
que nio fizesse entrada.
As morenas camelia do lugsr sio, por direitq
consuetudinario, propnedade do tropeiro que per-
noita no lugar.
Os outros sio repellidos.
Eu vou de vereda, diz elle, tenho s ama
noite ; os outros tem o.anno inteiro.
Amigamente este direito era mantido com res-
peito religioso, e tanto que quando infringido, os
tropelros julgavam-se no dever de vingar pelo
sangue a afronta recebida.
Narrei um caso geralmente sabido em Minas e
conservado as tradiges como prova do antigo
herosmo. Ei-lo:
Joaquim Pinto Ferreira, tropeiro do Serr, era
um verdadeiro rei, e rei despota as povoages
em que perooitava.
A' elle se adaptava perfeilameole esta quadra
do Dr. Duarte de Azevedo]:
Tambem sou rei; se tanjo ss mismas tropas
Tremem todos a um s dos gritos meus ;
Na trra nao respeito msis que as chuvas,
Nao dou cootas de mim senio Dous.
Em mil oito centos e trila e tantos, chegou el-
le a Santa Barbara, e, segundo os estylos, fez a
respectiva e competente entrada ; e tambem se-
gundo os estylos eoncorreram todas ss nymphas
do lugar. Cada cavalleiro tomn conta da sua.
Apparecea, porm um morador da villa, que op-
pondo esolha embargos de senhor e possuidor
levou comsigo a tmida e chorsa naiade, que to-
cara em sorte ao arrieiro, mulato toaador de vio-
la, e de nome Pelrouilbo.
Pjnto Ferreira, qne nunca tinha soffrido lio
grande atTroota em dias de sua vida, ficou perple-
xo diaolede tanta ousadia. Dez minutos depois
eslava elle ainda no mesmo lugar, em p. immo-
vel, quedo, como se tivesse sido petrificado. Os
camaradaa esperavam que elle fallasse, e con-
servaram-se a distancia reapeitosa, porque sa-
biam nao ser prudente abordar o chefo naquelles
momentos de colera em fermeniagio.Vamos
eosioar a este cachorro ? disso elle por lim.
Mas o feliz Pars tioha ha muito lempo desap-
parecido coma oven Helona, e seria impossivel
descobri-lo eo meio di povoagio. O patrio es-
pumou deraiva, quando coobeceu a verdade des-
ta obtervagio feita por um dos camaradas que
estavam mais longe delle. O arreieiro, que ha-
va soffrido o rapto, aproveitou a ooportunidade :
patrio, disse elle, vamos nos dar panca-
da em lodo o povo da villa para eosioa-lo a nio
fazer segunda ?
Approvo, disse o patrio em tom de decre-
to ; rapazes s estacas I
Armados com estas terriveis varapus dirig
ram-se para a povoagio e foram espancaado a
torio e a direito a quantos encontraram em esta-
do de resistir. O barulho tornou-se serio, os si-
nos locaram rebate, o povo reuniu-se armado. A
resistencia foi terrivel. torga foi ceder ao numero.
Depois de muia cabega quebrada, muito brago
destroncado, muila perna desancada, foram os
tropeiros envolvidos esuccessivamente presos.
O arrieiro ficou .s no meio do povo que o ro-
deava bramiodo. Sua forga herclea, sua cora-
gJm feroz, prolongaram a resistencia. Cangado
afina! encostou a estaca gotejante de sangue a
seu lado, e laogou a mullido um ultimo olhar
de desafo. ,
Ealregue-se ou morre, bradou-lhe o juiz de
paz, o coronel Manoel Tbomaz de Figueiredo, que
anda hoje vivo, e que linha vindo de sua cha-
cara ao toque de rebate.
O homem ficou immovel.
Eotregue-se, ou eu fago fogo, bradou se-
gunda vez.
O arrieiro virou-Ihe o ponto do corpo humano
que tica prxima base da columna dorsal, e ba -
teodo nelle, gritou :
Atira, aquis___
O povo saudou este rasgo de atrevimento com
um viva estrepitoso; o perigo era porm eminen-
te, a desordem podia tomar proporgoes extraor-
dinarias, e em coosequencia o juiz de paz, sem
vacillar, levou a espingarda (ce e fez rolar no
chao o destemido campeador. Felizmente as te-
nias nao foram morlaes e o tropeiro, ao cabo de
alguus dias de tratamento, habilitou-se para se-
guir jornada. Seus companheiros foram sollos
sob a nica condigo de assignarem termo de nao
pousarmais ali, tanta era a forga do direito con-
suetudinario.
As entradas sio o prologo do banquete. J des-
cada urna das ricas pegas que tinham sua vista :
aquella vestimenta lurca os sorprenda. Wal-
ter o percebe, e disse :
Se eu a vestisse ao uso do paiz, para onde
vae, bavia necessariamente de ler fri ; ao passo
que estes trajos alm de causar-lhe prazer a aque-
cerao bastante.
Os dous reggabs e o barao comegaram a vestir
a menina com extremas precaugoes: esta deixou
escapar alguns suspiros, que sao a alegria das ca
riohosas mies, pois que ennunciam urna saude
vigorosa, e presagiara alegre despertar.
Magdalena levou as suas maoziohas aos olhos,
voltou-se para o seio de Slimano como se procu-
rasse um abrigo oo eolio materno, e nio poden-
do abrir as palpebras carregadas de pesado som-
no abandonou os seus mimosos ps, sua loura
cabecinha, e o roseo corpo s mios habis dos
rudes servidores que para ella serviam em muda
contemplagio.
Quando os reggabs conclulam a sus obra, o sol
desfazia a neblina que o occaltava e encina a ber-
linda com os seus rsios.
Como bella I disseram ambos ao mesmo
lempo. O espirito de Deus vem visita-la: esta
luz um feliz presagio 1
Nao est ludo acabado, disse Walter: an-
da me esl parecendo um poueo ehrista.
Dizeado isto abri urna bocelinha perfumada
em que as senboras ricas da Arabia costumam
guardar o seu kohheul, e delta lirou urna especie
de puohal pequeo com o cabo de osso de ga-
zella.
Slimann comprehendeu a inlengao de seu amo ;
lomou o ioslrumento do qual se serviu como de
um pincel para sombrear as palpebras da meni-
na : entcegou-se este trabalho com tanta pa-
ciencia e destreza que Magdalena apenas seotiu
os seus movimentos; pois -que por diflereotes
vezes levou as suas maoziohas meio fechadas aos
olhos como para afugentar urna mosca, e depois
deixava-as cabir com graga, vencida nos esforgos
que fazia, pela obstinagao de um somno que s
poderia ser proveniente de embriaguez.
Apenas o reggab passou a allima carnada de
kohheul cima e a baixo do arco formado pelas
palpebras, Walter apaciente por dar fim aquel-
lo estado de torpor, que comegava j a causar-lhe
inquietagio, agarrou as mioziohas de Magdale-
na, reaoiu-as, ebeijou-as, i principio com ternu-
ra, depois abalando-as com forga.
A pequea abriu os olhos, franziu o sobr'olho,
virou a cabega para traz soltando um grito inlra-
duzivelem qualquer lingua.
Est bom I disse Francisco acordando so-
bresaltado. Nao valia a pena que se bolisse com
este cherubim I Bravo I Por Venus 1 este o
setrato do amor I Oh I que quadro delicioso I
Walter curvara a fronte ante aquelle susto da
menina, que j entio com os olhos desmedida-
mente abertos encarava oa seus raptores,cada um
por sua vez com o olhar fixo e espantado. O cu
condemnava com a sua maldigao, expresas pela
muda aecusagio de um dos seus msis bellos an-
jos, o crime desses quatro malfeitores, nenhum
dos quaea ous&va abrir a bocea I
Aps o grito, primeiro indicio do susto, viersm
as lagrimas, e quasi logo Magdalena conchegou-
se so seio do rtggab para ali buscar um refugio.
Pobre innocentmba 1julgara-se anda aos bra-
qos da querida mae qua at eatao a tinham abri-
gado contra todos os seus terrores, espantos e
desesperos.
Slimann ergueu-a altura dos hombros, e
stravsdos lindos sonis doslouros cabellos, de-
poz alguus beijoS na sua mimosa face. A meni-
na sollou um novo grito : o contacto dos labios
grossos do Arsbe fizera-lhe comprehenler que
nio eram os bragos- de sua mi, e oo meio de
prantos, sqIucos e ejlremecimentos, convulsivos
caravana segu e desapparece no viso do outeiro
prximo, psra nessa mesma tarde tomar novo
pouso e comecar novos amores.
Os alegres bardos da vespera que sapateavam
garbosos ao clare da noite, sio agora trabaja-
dores severos, horneas sisados.
Na viagem nio se conversa em assomptos do-
ces. S se falla em carga que pende, no burro
fulano que vae soado, no atoleiro tal. que se lem
de passar. Estes cuidados sio porm menores
do que um outro.
Sabe o leltor qual a mator zanga do tropeiro,
qual o seu cabo tormentorio ? Nioguem o ade-
vioharia.
E' umi barreira.
No dia em que se tem de atravessar esses lu-
gares o patrio vae sombro, com o sobr'olho car-
regado, a falla breve e spera. O maldito phan-
tasraa dos recebedores acena-lhe de longe com
catadura nio meos carregada e turva do que o
gigante Adamsstor predizeodo armada portu-
gueza os futuros males que a esperavam.
Seria injostiga fallar de tropas sem dar ao leitor
conbecimento de dous porsonaguns que nellas fi-
gurara.
Na frente da manada dos animaes vae sempre
um que traz a cabega Ha, que piza com mais
garbo, que tem esses ademanes que indicam a fl-
dalguia. E' a celebre, a decantada beata de guia.
Nella nao dominam as vis paixoes do medo e co-
barda lio commaos sus familia. Arrosta de-
nodada os atoleiros, emparra com ousadia as
porteiras, e at, quem dira ? passa sem refugar
pelos capins da estrada.
Anda sempre a daas ou tres bragas de distan-
cia das outras, e, se alguma cousa approxiraa-se
e preteode ganhar-lhe o lugar de honra, ai det-
la I as orelhas da guia murcham-se e doas coa-
ces oa queixada de baixo ensinam i pretenciosa
s conterseu enthusiasmo nos limites do profundo
respeito.
O outro personagem a beata docouce, a qus
termioa o lote. Esta nao garrida a impudente
como a besta de guia. Anda de pescogo baixo e
a cabega pende-lhe para frente com o peso das
liges de experiencia e sabedoria prstica, que ad-
quiriu no longo meditar da urna vida de traba-
lhos. Modesta no andar, grave em seus meoeios,
tem um cerlo aplomb doutoral que a distingue
outras.
A besta docouce nunca para, e serve para to-
car as outras. Se necessario concertar urna car-
ga que vae torta, o tropeiro tira o animal qun a
leva ; mas, em quaoto a arranja, a tropa segu
sempre o seu camioho, gragas aos cuidados
das ultima.
da
Em compenssgio : nem a besla de gua, nem
de couce estio sugeitss ao castigo pbysico. Co-
mo msis nobresde carcter marchara sempre ao
assobio do tocador.
A besta de guia quando faz alguma fica sojeita
s pena moral, soffre urna especie de diminutio
caplit, que se offectus tirando-lhe a rica cabeza-
da de prala e campainhaa, a collocando-a no
meio das outras. Perde logo o garbo, e, com ins-
lincto que admira,parece sentir degradacio por
que passou.
Ismos porm dizendoque o tropeiro durante a
jornada outro homem.
Se o patrio eoconlra algum velho coohecido
enlo a alegria renasce.
A primeira cousa que se dizem quando se avis-
tara urna descompostura amigavel que caracte-
risa o seu modo de saadagio.
O s cara de judeu, pois que rumo cace* le-
vou ? eu peosei que o diabo j le tinha carregado
p'ra o inferno e vac ainda est aqui.
E' verdade, aioda vau remando contra a
mar, e tenho navegado ahi por esses fundos do
aerlo que tenho remechido ludo.
Passada a descompostura vem as recordsges
dos .lempos passados, as lembraogas de caaos que
assisliramjuntos.
Assim contina a viagem. De quando em quan-
do, no meio de alguma campia, quando o cu
puro, eotoam urna cangao ; os ecos dos desertos
valles responde-Ibes saudosos, e prodazem com
a voz urna harmona fantstica de urna belleza'
selvagem e iocompreheasivel para quem nunca
ouviu. ,
Essas cantigas, porm, nao sio acompanhadas
da viola, por que esta alegre companheira dn
Testas s tem licenga de gemer no pouso. De dia
ella vae fechada em um sacco que pende ao tira-
colo do tropeiro, e s mostrs a extrema do brego
era que ficam as craveiras.
{Continuar-se-ha.)
a coitadinha balbuciou repetidas vezes essa pala-
vra divinaprimeira que aprendemos a pronun-
ciar, porque tem de ser o talismn de toda a nos-
si vida : Mamiel Mamiel
Deixa estar, minha pequenina, havemos de
restituir-te tua mame, disse Francisco com-
movido por milagre esse simples appello.
Magdalena encarou o bandido, eo reconheceu
por telo visto conversar com seu pae, com a sus
aia, e sobre ludo com sua mi : estendeu-lhe os
brscinhos com um movimenlo que exprima o
mais tocante desalent, e ao mesmo lempos es-
perance mais supplicante.
Francisco senloa-a em seus joslbos, e avistan-
do as mios de Walter um pequeo espelho
porttil desses que nuuca faltam na bagagem de
qualquer moga arsbe. delle apoderou-se e collo-
cou-o diaote dos olhos de Magdalena, excla-
mando :
J que Catilioa se disfarga em aia de meni-
oos. deixem-o executar o sea novo e brilhante
oflicio!
O acaso aeabava de favorecer os nossos
raptores s mil maravilhas. Magdalena mirou-
se com espanto, depois com admiragio, e final-
mente com grande prazer. Na innocencia da
menina ainda no bergo j transpira o germen fe-
cundo da faceirice da moga.
Os labios delicados de Magdalena sbito ces-
saram de tremer sob as lagrimas que os innuda-
vam : a boquinha entre-abriu-se com um sorri-
so principio um tanto amargurado, e depois
com essa graga radiante que a natureza prodiga-
lisa infancia nicamente. Era evidente qua
Magdalena agradava-se de Slamia ; e que as ves-
tes turcas, o turbante mesclado, braceletes eso-
patinhos dourados da infeliz musulmana eram
recebidos com prazer pela ehrista descaidosa.
Francisco satisfeilo com essa descoberts, dei-
xou flcsr o espelho as mos da menina qua poz-
se logo a briocar com as suas plumas e bordados.
De vezem quando os seus pequeos labios con-
frangiam-se ainda, as faces estremecan) com a
aproximagao de um solugo : mas erara restos da
tempestade, pois j a bonanga se havia reslaoe-
lecido naquello coragio infantil, onde por mise-
ricordia divina o desespero e o olvido nunca se
separara, senio para tornar-se a uBir em pouco
tempo.
Ha muilo que nao tenho nm momento de
prazer como este, disse Walter Francisco. Ella
vivir 1 Receiava nao poder cria-la longe de sua
mi
Decididamente, respondeu Klein, s o mais
perverso de todos os homeBS, inclusive este.teu
criado, ou entio o mais timorato do todos os per-
versos. Explica-te urna vez por todas, se queros,
que en te comprehenda.
Mais larde.... quande chegarmos ao Paiz do
Medo, replicou Walter.
E offereceu bolliahos e confeitos Magdalena,
que familiarisada com as caricias dos seus qua-
tro companheiros de visgem, distrahida com as
suas bonitas vestes, seu espelho, golodicei e
mil cousss e variedades de urna jornada, accom-
modou-se fcilmente com todos, andava de mi
em mi, de eolio em tollo, hrincava com os
reggabs, bata com os pea, com as mios e final-
mente adormeca conservando na bocea os corss
que vam de um vermelho menos do que o ver-
melho dos eus labios,
[Continuar-st-ha.
PERN.TTP. DE M F. DE FARlA t FILBQ 1862,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E2JJ399KL_UE6CWL INGEST_TIME 2013-04-30T20:54:46Z PACKAGE AA00011611_09496
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES