Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09492


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Full Text
i
-

ARIO XXXVIII. HOMERO 36.
Pr tres meses adiantados 5J00O
Por tres mezes veacidos 6$000
DIARIO DE PEMAMBlllO.
----------------------------------------------------------------------------------- I --------------!------ '
QUISTA FEIRA 13 DE FEVEREIRO DE IS62.
Paran* adiantado i9$00O
Porte fraaco para subscriptor
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr.
I. Jos de Oliveira; Mirauho, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os das as 9} horas do dia.
Iguarass, Goianna; e Parahyba as segundas
e sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as tercas-feirai.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
qoeira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Ex asquaitas-feiras.
Cabo, Seriohem, Rio Formoso, Una, Barreiros
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
6 Quarto crescente as 5 horas e 30 minatos
maohaa.
14 La cheia as 2horas e 25 mina tos da man.
21 Quarto mioguante as 11 horas 46 minatos
da manha.
28 La nova as2 horas e 8 minutos da manhaa.
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manflas.
Segundo as 3 horaa e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
Guilherme d
10 Segunda. S.lEscolastica r. ; S.
11 Teres. Ss. Lzaro, Dativo e Clocero bb,
12 Quarta. S. Eulalia r. m.; S.Modesto.
13 Quinta. S, Gregorio II p.; S. ( sinarios t.
14 Sexta. S. Valentim m.; S. Aaiencio ab,
15 Sabbado. Ss. Faustino e Jovit mm.
16 Domingo. S. Porfirio m.; S. S imuel.
PARTE OFFICIAL
GOVEHXO DA PROVINCIA.
Enexpedite do da 10 de fe ver ir
de 186*
Officio ao Exm. Bispo diocesano. Tendo re-
commeodado cmara- municipal desti cidade
em officio de 6 do crreme a cooslrucgo de um
cemiterio na reguezia do Pogo da Paoella, com-
municarei V. Exc. Rvm. logo que elle se ache
'Coocluido.
Pica assim respondido o ofQcio que em 7 deste
mez dirigi-rae V. Exc. livm., quem reitero os
meus protestos de estima e consiaeraco.
Dito ao commandante das armas Respondo ao
seu officio n. 257 de 8 do correte, a que vieram
aonexos os que devolvo, declarando que pole V.
Exc. expedirs suas ordens para serem enviados
ao commandante do forte do P Amarelto por
parte da pharmacia do hospital militar nos os
medicamentos que forem necessarios para o tra
lamento das pragas da guaroigo do mesmo for-
te, que forem accommeltidas do cholera morbos,
mas tambera os folletos que aqui junto.
Dito ao chefe de policia.Devolvo o officio que
acompanhou o de V. S. o 185 de 6 do correte,
a que respondo, dizeodo-lhe que j providencie!
convenientemente acerca do apparecimento do
cholera morbns em Apipuco.
Dito ao commandante superior de Garaohuna.
Devolvo V. S. as folhas para pagamento dos
Tencimentos do tenente Antonio Vital de Mello,
relativamente aos mezes de ooverabro e dezem-
bro ltimos, aQrn de que mande aalisfazer o que
exige o inspector da ihesouraria de fazenda, no
offlcio constante da copia junta.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Segundo consta da secretaria de estado dos ne-
gocios do imperio datado de 23 de Janeiro ulti-
mo, foi iodefirido o requerimeolo em que o Dr.
Joo Silveira de Souza reclamara o pagamento
das suas gralificagoes como lente substituto da
Azevedo Pedra para Pedraa de Fogo, e o Dr. F-
lix Moreno Braodo para Goiannioha despeosan-
do-se o cirurgio Joo Domiogues da Silva J-
nior, que para all novia aido contratado o que
approvo.
Portara.O presidente da proviocia atienden-
do ao que Ihe requereu o alferes da antiga guar-
da nacional do municipio de Plores Antonio Pi-
res Ferreira, resolve reforma-lo no mesmo posto,
Nao obstante sabia-se que a influencia do par-
tido feudal na corte, bem que tivesse sido elle
obrigado s ditas concessdes, continuara intacta
e se oppunha com successo criaco de novos
pares urgentemente exigida pela opinio pu-
blica.
Assim chegou o dia 14, e el-rei abri em pessa
a sessao das cmaras, com um discurso, em que
se acha exposto asss claramente tanto os esfor-
de conformidade com o artigo 71 da lei 0.602 de gas da presente poltica interna, como as tendea-
facullide de direilo do Recife desde 24 de margo
at 14 de junho do aono prximo lindo, tempo meo Sr. inspector da thesouraria provincial.
19 de setembro de 1850.
DitaO Sr. gerente da compaohfa Pernambu-
cana manda transportar para a Parahiba no vapor
guaran em lugar destinado a passageiros de
estada ao Dr. Jos Nicolu Rigueira Costa chefe
de policia d'aquella provincia, e bem assim as
tres pessoas de sua familia.
Expediente do secretario. do go-
verno.
.Pela secretaria do goveroo se faz constar a Ma-
ra das Dores que para ter o convenante destino
a petigo em que pedia perdi para seu sobrinho
Pedro Celestino Magoo da Silva, convem que
seja instruida com os documentos exigidos pelo
art. 2 do decreto de 28 marco de 1860.
Dita.Pela secretaria do goveroo ae commu-
nica do Ulm, Sr. Dr. Joo Silveira de Souza que
segundo coosta de participado da socretaria de
estado dos negocios do imperio datado 23 de Ja-
neiro ultimo foi iadeferido o requerimeolo em
que S. S. reclamou o pagamento de suas gratifi-
carles como lente substituto da faculdade de di-
reito do Recife desde 24 de marco at 14 de ju-
nho do anno prximo (Indo, lempo em que nao
leve exercicio no seu em prego por ter ido tomar
asiento na cmara como deputado pela provincia
da S. Calharioa.
Despachos do dia O de evereiro.
fcjutrimentos.
Alferes Antonio Pires Ferceira.Pasae aportara
reformando o aupplicanle no meamo posto.
Antonio Ferreira de Araujo.Nao tem lugar.
Cimillo da Silveira Borges TsvoraInforme
a cmara municipal de Olinda.
Iaooceocio Montero de Paula Borges.Infor-
iX
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL. ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SI
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago: tergas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphioa: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do civel- tergas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do civel :-quarlai e sabbados l
hora da tarde.
Alagas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha
o Sr. Jos Martina Alves ; Ro de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAHBUCO.
Os propietarios do diario Manoel f igneirda da'
Faria & Filho, na sua livraria praea da Indepeu-
dencia ns. 6 e 8.
em que nao leve exercicio no seu emprego, por Jos Fernn les Montero.Passe portara con-
ter ido lomar assento na cmara temporaria co- cedeodo o praso de dous mezes improragaveis
mo deputado pela provincia de Santa enharina, para concluir o supplicante a obra de que trata;
o que commuoico Y. S. para seu cooheci- Becltarel Luiz Carlos de Magalbes Breve.
ment. ; Passe portara concedendo um mez de liceoga
Dito ao mesmo.Em vista dos inclusos docu-
mentos, estando elles nos termos legaes, mande
V. S. pagar ao gerente da companhia Peroambu-
cana, conforme requisitou em officio de 8 do cor-
rente, a quanlia de 1:008$, em que importara di-
versas passagens dadas por conti do ministerio
da guerra nos vapores da mesan companhia, co-
mo se v dos referidos documentos
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar ao eoge-
nheiro \V. Marlioeau, os seus vencimenlos por
coala dos ministerios da marinha, agricultura,
commercio e obras publicas, relativamente ao
trimestre Hado hoatem, visto ter elle cumprido
as obrigjges do seu contrato duraoteesse tempo.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que requisitou
o inspector do arsenal de marioha no ollkio jun-
to por copia datado de 3 do correle, e sob n.
86, recommendo V. S. que mande entregar ao
agente comprador daquelle arsenal, Gedeo For-
jaz de Lscerda a quanlia de 3:283-5250 para pa-
gamento dos objectos comprados, como se v' da
coota unta, para as duas enfermaras all
com vencimenlos.
Luiz de Azevedo Souza. Passe portara con-
cedendo dous mezes de licenga com todos os
vencimenlos.
Marcelino Antonio Pereira de CarvalhoNao
est vago o logar.
Manoel Luiz da Silva Informe o Sr. inspec-
tor do arsenal de marinha.
Manoel Cirneiro da Souza Lacerd.Informe
o Sr. iospector do araenal de marinha.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hamborgo
SO de Janeiro de 1862.
Se na nossa ultima fizemos cooslar a mudaoca
esta- pacifica que de repente liana tido lugar acerca
belecidas para tratamento das pessoas desvalidas do conflicto entre a Inglaterra o os Estados Uoi-
do bairro do Recife que forem accommeltidas do dos, temos hoje de referir a final soluego pacifica
choleramorbus, devendo o mesmo agente pres-
tar cootas opportuoamente dessa quantia.
Dito ao inspector dathesouraria provincial.-Res-
tituindoa V.S.,cobeltos com as ioformaces mi-
nistradas pelo provedor da santa casa da mizeri-
cordia,o documentos a que se referem as de V.
S. de 28 de Janeiro ultimo,sob ns.47 e 48 relativos
ao pagamento quepedem Thomaz deAquino Car-
valho e Cyrllo Ferreira das Cuagas do dol que
Ihe compele por haverem casado com os exposiaa
Severna Leonor da Costa e Mara Joaona da Sil-
va, lenho a dizer que mande pagar a importan-
cia de laea dotes quaado hoaver crdito para esse
fim.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Faca V. S. apreseolar ao provedor ds saota casa
da mi/.encordia urna africana livre para servir ao
hospital de caridade em substituido da de nome
Rachel, quedeve recolher-se a esse arsenal.
Dito ao commandante da est*go naval.Re-
metlo-lhe duas caixinhas contendo as laminas de
puz vaccnico que V. S. requisitou em seu Offi-
cio o. 9 de 8 do correte, a que respondo.
Dito ao director do arseoal de guerra.Trans-
miti Vmc. para os flus convenientes, copia da
1* va do conhecimento dos objectos que o ar-
senal de guerra da corle enviou ltimamente para
esta proviocia, no brigae nacional Almirante.
Dito ao eogenheiro fiscal da estrada de ferro.
desse conflicto.
Logo que nos Estadoa-Uoidos flearam conven-
cidos de que a Inglaterra toinava & serio o nego-
cio do Trent, cessrara as fanfarronadas primllli-
vas, e so ae Iratava de fazer quanto possivel boa
cara ao mo jogo.
Foi a larefa do Sr. Seward de felicitar isso ao
seu goveroo, e elle desempenhou a sua dita larefa
em urna nota, a qual esleodendo-se sobre todas
as mximas possiveis do direito das gentes, e ora
justificando, ora coodemnando a captura dos
commissarios do su! bordo do Trent, final-
mente participa a lord Lyons a resoluco do ga-
binete do Washington, de per a sua disposigo
os Srs. Slidell e Masn.
Os mesmos com effeito j partiram de tieyr-
York, e foram em primeiro lugar para a Ilhas
Bermudas, para d'ali cootinuarem a sua viagem
para a Europa bordo do paquete das Indias
occideolaes.
Entretanto um outro capito da Uoio, cobicoso
dos louros do caoilao w'ilkes, tinha embargado o
navio Eugenia Smilh, sob bandeira iogleza, e
fiel ao exemplo do capilo Wilkes, apprehendido
dous passageiros dos estados do sul, que elle
suspeilava irem para a Europa com ordens dos
estados do sul.
Porm apenas levados em trra, o gabinete
de Washiogtoo os fez soltar inmediatamente, e
Communico Vmc. que o Exm. Sr. mioistro da-assim preveoio urna segunda edicao do conflicto
agricultura commerxio e obras publicas, deca- Trent.
Dessa maneira se acha por ora assegurada a
suslentacao da paz entre a Inglaterra e oa Esta-
rou em aviso de 22 de Janeiro ultimo, ter sido
nessa data nomeado o 2 lente de eogeoheiros
Eugenio Adriano Pereira daCosH e Mello para dos-Unidos; porm se nao pode deixar de des-
servir na qualijade de seu ajudanle na estrada coohecer, que de ambos os lados restou urna
de (erro desta provincia, vencendo a gratificado grande irritago, e que de neohom modo ques-
annual de 2:4008000. Gimmuuicou-se a ihe- lo de relagoes verdaderamente amigareis entre
souraria de fazenda. [Londres e Washington.
Dilo ao director das obras publicas.Concedo I Os Americanos ae acham fortemeote humillados
a aulorisaco que Vmc. pedio em seu officio de pela condescendencia que foram obrigados, e a
8 do correte, sob o. 25 para mandar lavrar o imprensa doa Estados-Unidos diz mui claramente,
termo de recebimeoto deUoilivo da obra dos re- que se devia esperar o proprio termo para ajustar
paros supplemeotares feitos no edificio em que
funcciouou o collegio dos orphos de Santa Toe-
reza em Olinda, e bem assim passar o compe-
tente certificado afim de que o referido arrema-
tante possa receber na ihesouraria provincial
para o que ficam expedidas as convenientes or-
dens a quantia a que tiver direilo, valo acharem-
se taes reparos concluidos de conformidade com
e ornamento, segundo consta do citado officio que
flea assim respondido.
Dito ao meamo.Informe Vmc. cerca do que
expe o juiz de direito da comarca de Flores, no
incluso officio que vai cobriodo outros papis
relativoa aos reparos de que precisa o a;ude de
vfTla Bella, tendo em attengo o resto do crdito
que aiods existe para obras publicas.
Dito ao juiz de direito da Ia vara. Em vista
das razes expendidas por Vmc. na segunda
parle do seu officio de 5 do correte, recom-
coatas Qnaes com a Inglaterra.
Na Inglaterra se est bem informado desse
espirito hostil, e ae piga na mesma moeda.
Tambera a nota do Sr. Seward, que acompa-
nhou a entrega dos Srs. Masn e Slidell, nao
muito conveniente para conjurar a m disposigo
da Inglaterra respeilo da Uoio, porque algu-
mas phrasea s sao calculadas para alimentar
entre a populago da Uoio o rancor contra a
Inglaterra, e alm disso a guerra civil americana
as suas consecuencias se torna cada vez mais
embarazadora para o commercio ioglez.
Dessa sorte a aubmeno de urna flottlha carre-
gada com podras em frente do porto de Criar*
lesin emprehendida ltimamente pela Uoio,
tem dado motivo ao conde Russel de dirigir urna
qaeixa a esae respeito ao gabinete de Was-
hington, fazendo observar, que essa medida nao
poda comprehender entre os meios de um blo-
mendo-lhe que devolva-me as petiges de gragas queio segundo o direito das oagoes, porque urna
do padre Francisco Pi Pereira.Campos e de Jos tal s era admissivel como medida patsageira, a
Domingoes da Silva, afim de serem informadas submerso porm ta flolilba de podras loroava o
pelo juiz de direilo da 2a vara. bloqueio do porto deCharlestoo um bloqueiono
Dilo a cmara municipal de Olinda.Remeti
esmara muaicipal de Olinda o officio que me
dirigi o vereador Manoel Joaquim de Miranda
Lobo para que informe sobre o que ali se expoe
especialmente na parle relativa ao sau procu-
rador que serve o emprego sem llanca, e guarda
em si os dioheiros da muncipalidade.
Dito acornara municipal de Barreiros.Trans-
miti cmara municipal da villa de Barreiroa o
officio que em 28 de dezembro ultimo me dirigi
o juiz de direito interino da comarca do Rio For-
z ozo a fim de que informe com urgencia sobre a
mais a remover, e ameagava fechar para sempre
o commercio ao dito porto.
Naturalmente, em Washington se ha de consi-
derar essa queixa como urna mgerencia iojuslifi-
cavel da Inglaterra na guerra pendente, e as
relagoes entre os dous estados por isso nao ga-
nbaram nada em amisade.
No aia 14 do corrate, teve lugar a abertura
do parlamento prussiauo, esperado com a maior
expectagio.
Na nossa ultima fallamos da mudanga crtica
que teve lugar as relagoes internas da Prussia
melbor direegio de districlos que deve prevalecer em coosequencia daseleiges.
cumpriodo que nao s me enve copia do acto pelo Durante um momento a con tinuago do miois-
qual se fez ltimamente diviso mas tambera que terio Aoerswall se achou em duvida, provisoria-
ndique a fundamento legal que para isso tiver. mente entretanto passou esse perigo, decidio-
Dito ao delegado de Goianna.Fico inleirado do-se el-rei a dar a sua approvaco s propostas
pelo seu officio de 2 deste mez de baver Vmc. al- legislativas dos seus ministros na presente dieta,
terado a destribuige do servigo medico nessa co- sem a qual elles nao queriam aprosentar-se na
marca fazendo .seguir o Dr. Alcebiades Jos de mesma.
cas da poltica exterior.
O discurso do throno comega deplorando a
morte prematurada, do principe Alberto, e con-
tinua depois nos seguintes termos :
Os projectos de leis que vos sero submetli-
dos, moslraro, que fiel aos meus principios, eu
nao perco de vista o acabamento do edificio das
inslitugoes coostitucionaes.
Os ornamentos fazem coostar nasreceitas um
accrescimo de recursos que reduziram os cargos
que impoem a reforma do exercilo.
> O conflicto anglo-americano se acha feliz-
mente resolvido.
As relagoes de amisade que j existiam entre
a Prussia e a Fraoca se tornaram mais intimas
anda depois da minha entre-vista com o impe-
rador dos Francezes.
c As negociagdes abertas para regular sobre
novas bases as relagoes commerciaes dos dous
paizea se acham em andamento.
O governo-lrata de preparar a iotroduego de
um syslema uniforme oas inslitugoes militares
dos estados germnicos; elle prosegue igual-
mente com energa a queslo da defensa das
frooteiras martimas da Allemanha e o desenvol-
vimeoto da marioha allema.
< A Prussia se esforgar iofatigavelmente de
introduzir na constituigo federal as reformas
convenientes ao poder respectivo dos estados e
aos ioteresses de toda a patria.
a E' de sentir que o conflicto constitucional
na Ilesse eleitoral nao possa sinda chegar a urna
solugo satisfactoria, mas o governo persiste na
esperanga que a coosliluigo de 1831 se possa
reslabelecer.
a O goveroo com accordo com o da Austria
enirou em negociares coofideociaes com o go-
Terno da Dinamarca respeito da queslo dos
ducados.
Com lodos os outros membros da confedera-
gao allema elle adhere ao direito federal e s
convengdes internacionaes.
O desenvolvimento das nossas inslitugoes
deve ser dirigido do sentido da grandeza a da
forga da noasa patria.
Mas nunca hei de soffrer que o progresso da
nossa existencia poltica interior comprometa os
direitos da corOa, o poder e a seguraoga da
Prussia.
< A situago da Europa exige que haja entre
mim e o meo povo um perfeito accordo. Cont
com o patritico apoio dos representantes da
nago.
Algumas pessoas tioham sapposto que o dis-
curso do throno dara anda mais forte expresso
ao carcter tendido da aituago do que foi o
caso, e por isso gabam a sua immoderacao. Em
?;era porm a lmpressao foi pouco. satis-
actoria.
Censura-se sobre tudo, que ao mesmo tempo
que s se menciona com poucaa palavras a
coutinuago da edificago das inslitugoes coos-
titucionaes, se insiste enrgicamente na acce-
tago das propostas acerca da reforma do exer-
cilo, apesar de que nao pode haver duvida, que
a grande maioria do paii ella se oppem deci-
didamente oa sua preseote forma.
Tambem se faz valer que a falla do throoo nao
diz ueohuma palavra respeito de ama trans-
formago da casa dos seohores, e que por isso
se tornara nullas as promessas acerca de novas
reformas para a edificago da constituigo, as
quaes nunca podero esperar acceilago na pre-
sente cmara dos senhores.
Entretanto, a cmara dos depulados est ainda
oceupada com os trabalhos preparatorios, o s
hoje poder tratar da eleigo do seu presi-
dente.
Tambem sinda nao se realisou a formago dos
partidos.
At agora se cooslituiram as fracgdes polonesa
com 22, a feudal com 16, e a catholica com
cerca 55 membros.
Da grande maioria liberal se formou como
extrema esquerda o partido progressita com 75
membros, e em freote da mesma como extrema
direila urna fraego goveroamental com 78 votos,
a qual porm declarou nao ser paramente mi-
nisterial.
No dia 5 de Janeiro se tinha reunido a dieta
da Uesse eleitoral, novamente eleila.
A mesma consiste de 48 membros, o desses
tioham aido eleitos 45 sob a reserva da coosli-
luigo de 1831 violentamente abolida desde
1852, e tioham aceito a sua eleico nicamente
debaixo dessa reserva.
Sob a mesma reserva as duas ultimas dietas
tioham sido eleitas, e como, em coosequencia
disso recusavam occapar-se de quaesquer nego-
cios da dieta, declarndose incompetentes, o
goveroo as tinha dissolvido immediatameote.
as ultimas eleiees o goveroo fez todos os
esforgos para obter outras elelges ; mas j disse-
mos como foi o resallado.
A primeira cousa pois que fez a aova dieta,
foi a declarago que resolveu dar antes da oo-
meago do presidente que com esse acto nao
entenda reconhecer a coosliluigo de fado em
rigor.
O commissario do goveroo, tendo convidado
para urna nova sessao no dia 8 de Janeiro, ex da cmara dos depulados que retirasse a sua re-
solugo do dia 5,
A cmara, recusaodo isso, resolveu dirigir um
eodereco ao principe eleitoral.
Em eoniequencia disso o commissario do go-
verno communicou um rescripto do principe
eleitoral, dissolvendo de novo tambem essa die-
ta, e annunciando novas eleicoes dentro em seis
mezes.
Sobre essas tres vezes repetida dissolugo da
dieta que se refere o respectivo paragrapho oa
falla do throno prussiana.
O imperador da Austria acha-se ainda oa Ve-
nesia, inspeccionando as fortalezas e as guarn
gea, e tem lugar grandes paradas das tropas
nessas occasioes oo faltara fallas demooslrativas
e respostas tambem demoostrativas dos geoeraes,
as quaes acham ouvidos abortos, taofb em Turim,
como em Pars, e tem tido por coosequencia que
se expediram grandes cargas de material/ de
guerra para as tropas fraocezaa em Roma.'
Por aqui e por acola tambem j se filla de do-
to de esperances bellicosas para a primavera pr-
xima, porm sem merecer at agora muito cr-
dito. Quaoto quealo constitucional na Aus-
tria, ludo se acha ainda na antiga pasigo. Nao
de peossr por ora o'unia conciliacao da Hun-
gra. O reichsrath (parlamento), como sabemos,
se acha adiado at o dia 4 de fevereiro : entre-
tanto a commissao fioaaceira da cmara dos de-
pulados est Irabalhando com todo o zelo, pro-
curando descobrir as possiveis ecooomiaa as
despezas do estado. Nada se sabe, porm, res-
peito dos resultados dos seas trabalhos,leudo ella
por dever o maia rigoroso aegredo.
De Pars recebemos a seguale iateressaote
communicago, de parte que se acha sempre bem
informada
Homsm lenciona partir para o Rio de Janeiro
pelo paquete de abril, dispondo-se os sua qua-
lidade de deputado a tomar viva parte nos tra-
balhos das cmaras oa prxima sessao.
c loteirameote eslrangeiro aos partidos- oo
Brasil, oem mesmo conhecemos qual a poltica
do Sr. Torres-Homem, e apenas sabemo-lo libe-
ral, sem coohecer as suas predilecces. O que
porm podemos assegurar positivamente que a
instruccao e os conheclmentos do Sr. Torres-
Homem oas materias de economa, Qoangas e
industria sao mui elevados, e que di ve elle sem
duvida prestar a mais ulil collaboiagSo a urna
cmara de que far parte. Sabemo i que a aeria
atteogo, que o Sr. Torres-Homem presin aos
negocios Uoaocelros duraote a sua estada ai
Frang, o flzeram coohecer fuodo todas as ope-
rages do Qaaogas e a organisago nos bancos,
oo Ihe escapando a mnima couaa na suas ioqui-
rigoes. E' por isso queespersmos qua o Sr. Tor-
res-Homem ser o mais til e mais bem infor-
mado collaborador oas cmaras brasiliiras res-
peito de tudo que se referir directa ouj indirecta-
mente sobre finaogas.
Talvez que aeja tambem ialerSsseoke aos nos-
sos leitores coohecer os nomes das senhoras bra-
sileiras actualmente em Pars, as quaea all sao
pereitamente bem acolbidas na alta sociedade,
tanto pelas suas msoeiras como pela saa distioc-
go. que as tornara muito procuradas na mesma
sociadade.
c Citaremos em primeiro lugar a Srai Marques
Lisboa, esposa do digaissimo mioistro plenipo-
tenciario e suas filhas, conhecidas como modelos
de educago : a Sra. Delphio Pereira, lio bella e
moga como amavel e muitissimo estima la oa al-
ta sociedade ; s Sra. Diogo de Macado, de um
carcter muito doce e amavel ; a Sra. da Rocha,
esposa do coosul gersl em Paris, de urna rara
amabilidade e prestadisima para com .odas as
suas compatriotas e sua ilhs a Sra. de- Ancora,
um des adoraos da boa sociedade de P< ris. Ha
ainda muitas outras senhoras brisileiras, gozando
da maior considerarlo em Paris, toda muito
apreciadas de que nos limitaremos de cit. r o no-
ros. Ha-
da Con-
mes, como as senhoras : Montero de Bi
xwell, barooeza do Rio Novo.viscondessaj
deixa.viscoodega de Carvalbido,Fausto di Aguiar,
Torres-Homem, Aras, Candido Baptsla de Ol-
veira, Drummond, Maximiniano, B;nto Martins,
Constantino de Barros, Jos de Barros, narqueza
de Valerca, Cornelia dos] Santos, Miga rios de
Araujo, s'ooza Leao, Paes Barreto, Vi leneuve,
Castiho, Navarro e sua joven e amavel f Iha Mon-
corvo,joven e interessanie esposa do addido Moa-
corvo e sua mai madama Delavat. >
os o va-
ez de de-
lio de Janeiro,
ima vez tentar
feus queira que
jtilidade de se-
LONDRES
"3 de Janeiro de 18<2.
Chegou no dia 21 do correte a Bord
por Brelagne com a mala do Brasil do rr
zembro. As folhas desta capital, referindo-se s
do Kio de Janeiro viadas por aquelle mesmo pa-
quete, aonunciam que o ministerio C
offerecia looga dorsgSo, absleado-se tbdavia de
assignarem a causa daquella supposigo. A
circumataocias normaes em que se achia o Brasil
nada deixim receiar pelo effeito que aqu possam
cauaar noticias daquella ordem, porquanlo se con-
fia que o imperio prosperar mediantjt qualquer
administrago embora perteoceot a difireme cor
poltica. Assim poisnenhuma sensagao tem pro-
duzido o rumor que cima meaciooei,] sendo to-
dava certo que o nome do Sr. Prannos emi-
nentemente sympalhico ao con.merciojiuglez, que
muito confia emsuas vistas liberaes.
Esperamos recebecer aqui brevemente os pro-
ductos brasileiros, que devero ser eipostos na
grande 6xposigo industrial de Londres. O Sr.
cooselheiro Carvalho Moreira, nrlnislro do Brasil
oesta corle, foi comeado pelo governo imperial
presidente da commissao que dever representar
o Brasil nessa grande reunio internacional de
producios agrcolas e indusltiies : a/lm daquelle
cavalleiro campe-se a dita commissao dos Srs.
Joo Maooel Pereira da Silva, que se acha em
Pars, e do baro de Mau, que devlsr chegar do
Rio de Janeiro em tempo para assBtir aos traba-
lhos do jury que ter de proooocisr um juizo
acerca dos productos expostos. O pessoal da com-
missao competente, e pois de esperar que cor-
responda ao intento. I
Acha-se novameolo nesla capital o Sr. Viaona
de Lima, concessiooario da emprleza para o es-
goto e limpeza da cidade do
Coosta-me que voltou para mais
levar a effeiio a sua emprera.
assim succeda pela reconhecida
melhaole obra, mas a circumstanbia de haver si-
do retirada do mercado de Londres aquella em-
preza quando pela primeira vez aqui appareceu
deixa receiar pelo bom successo [da aova tenta-
tiva. Entretanto possivel quejhavendo desap-
parecido como felizmente leve lugar o receio da
guerra entre a Inglaterra e os Estados-Unidos,
os capitalistas ioglezes se embirquem naquella
especulago simplesmaote pelo leiejo de empre-
gsrem seuscapitaesque comegwram a estar sem
collocagio.
Sua' magostado a raioha coalfnua a viver em
retiro na ilha de Wight, acompanhada apenas dos
seus mais ntimos prente*. Ali tem estado, pa-
ra acompaohar sua augusta sobrinha, o rei Leo-
poldo da Blgica; e alm desle soberano tambem
est residiodo am Osboroe o principe Luiz de Hes-
se, futuro esposo da princez Alice, cu jo casa-
mento todava parece que Qcar transferido para
o aooo prximo em coosequeoia da lameotaval
e prematura morte do principe Alberto, pai da
noiva.
Algumas folhas tem continuado a espalhar o
o rumor de que a raioha abdicar em breve a
cora oo principe de Galles ; mas semelbante boa-
to geralmeote reputado sem fundamento, tan-
to mais que o principe de Galles dever breve-
mente partir para o orieole, pnde vai para pro-
seguir em suas viageos. Ora, oo de presu-
mir que a ter a raioha a intengo que se Ihe at-
trbue quizesse ella afastar de si o herdeiro da
coroa, podendo por esse modo levar as cousas a
pooto de ser necessaria urna regencia duraote a
ausencia daquelle que succedena na coroa. E'
certo que sua magestade tem passado por um
muito cruel golpe, mas tambem verdadeque o
lera supportado com grande resigoago a sem ha-
ver at agora negligenciado os negocios pblicos.
Davemos por conseguate attribuir a mera espe-
culago com a curiosidade publica o rumor que
cima Tica meocionado, ao meaos al que tenha-
moa outros solidos motivos para fuodameota-lo.
A raioha demorar-ae-ha em Osboroe, sendo
ainda incerta a poca do regresso de sua mages-
tade ao palacio de Buckiogham, em Londres. O
principe de Galles regressou hoolem a esta ca-
pital, viudo de Osboroe.
No decurso do prximo mez lera lugar a aber-
tura do parlamento brilaoico, ceremonia que pro-
vavelmenle se far por commissao regia, alten-
dendo ao luto rigoroso em que se aeha sua mages-
tade. E' de presumir que o discurso real antes
de tudo se retira ao triste successo que a oago
inteira acaba de lamentar, fatendo-se justiga
ainda mais por aquelle documeoto s altas virtu-
des do principe consorte, receotemeole fallecido.
O conflicto anglo americano entrar sem duvida
bem como a Europa intefra tanto amDiciona. E
finalmente a inlervengo da Hespanha, Fraoga,
e Inglaterra no Mxico, ser provavelmento men-
cionada naqaelle discurso.
O ministerio Palmerston prepara-se para en-
trar na prxima lide parlamentar com grande co-
ragem, haveodo prestado ao paiz o grande ser-
vigo de resolver a questao do Treot sem aecessl-
dade da guerra. A opposigo tem perteodido fa-
zer acreditar que lord Palmerston cabir em bre-
ve, e para esse fim tem espathado que o primeiro
mioistro abatido pela recente doenga de que!
softreu vai retirar-se da vida publica. E' falso
porm isso, e a verdade que lord Palmerston
se acha completamente reslabelecido e disposto a
fazer triumphar na cmara as ideas do seu par-
tido, de que elle proprio o chefe. Lord Pal-
merston tem ltimamente estado no seu castello
de Broadlanls, onde deveria ter recebido como
seu hospede o rei Leopoldo, se urna ligeira io-
dsposigo oo houvesse impedido o rei de fazer-
lhe tamahha honra.
A questo do S. Jaciotho foi afina! resolv ia
conforme pedia o governo ioglez, sendo entre-
gues ao embaixador ioglez os prisioneiros Mrs.
Masn e Sliddell e reprovado o acto do capilo
Wilkes que segundo o gabinete de Washington
obrou sem iostrucgdes do presidente Lincoln.
Na miuha ultima carta diise eu que este alto
fuaccionario ia delxando o campo aberto para a
recoocilisgo com a Ioglaterra oaquella queslo,
pois que apesar de haver merecido o apoio do
coDgresso o acto do capito Wilkes o presidente
Lincoln oo decidir diplomticamente a penden-
cia dispondo pelo cootrario as cousas de modo
que o procurador geni aconseHiasse o goveroo
entrega dos prisioneiros por haver sido illegal
a captura.
E com effeito nos Mr. Seward, secretario de
estado, reconheceu o direito da Ioglaterra a re-
clamar a entrega dos ditos prisioneiros, como
at coodemnou o acto do commaodaote ameri-
cano.
O goveroo americaoo, restituiodo Ioglaterra
aquellos iodividuos, declarou que estmava ver
que o gabioete de S James se declarava hoje
contra as consequencias do direito de visita, Jan-
las vezes impugnado pelo goveroo americaoo, e
que esperava fossem sempre seguidas do futuro
as mesmas vislaa liberaes que a Ioglaterra sus-
tontava actualmente a respeito do caso do S.
Jaciotho. Foi pois em nome do direilo, que as-
sistia Gra Bretanha, que tere lugar a entrega
dos prisioneiros americanos; e por este modo o
goveroo de Washington entendeu ficar salva a
dignidade nacional, com quaoto houvesse o pre-
sidente Lincoln de ceder Ioglaterra.
Os joroaes americanos, porm, sustentara que
a eolrega nao teria tido lugar se a posigo cri-
tica era que se acha o gabioete de Washiogtoo o
oo acooselhasse a evitar urna guerra com um
poderoso ioimigo.
Brevemente serSo apresentados do parlamento
ioglez lodos os documentos relativos a essa im-
portante queslo, e reservo para ento relatar os
pontos pnneipaes dessas pegas oEficiaes.
Mrs. Masn e Slidell devero chegar dentro
em pouco tempo a Inglaterra ; e j antevejo a
bullanlo recepgo que aqui Ibes ser feita pela
populago ogleza. O governo britnico j aco-
heu nos Estados-Unidos sob sua protecgo aquel-
es individuos.
E' natural porm que alm da entrega delles
tenha lugar o pagamento de iodemoisages a es-
sas e outras pessoas por parte do goveroo ame-
ricaoo, sendo de presumir que a esse respeito
ceder igualmeote o presideoie Linelo pela sim-
ples razo de que far o meos quem fez o mais.
A impreosa ingleza tem applaudido sabiameote
a resoluco que tomou o goveroo americaoo, oo
dissimulan lo o contentamento que Inglaterra
tem causado o haver conseguido evitar ujna guer-
ra que seria desastrosa para ambas as partes.
Pela sua parle a imprens europea tem manifes-
tado grande contentamento por harer o presiden-
te Lincoln ouvido os cooselhos das grandes po-
tencias na questo do Trent.
Todo este resultado todava attribuido era
boa f s crcumstaacias criticas.em que se acha-
ra o presidente Linelo, oo podendo lular ao
mesmo tempo com urna desesperada guerra civil
e com urna guerra Contra a Inglaterra e quem
sibe se contra a Franca e msis potenciaa que
claramente desapprovaram o acto do official ame-
ricano. Em outras circumstancias talvez go-
veroo americano nao houvesse dado urna prova
de tamanha prudencia, embora disto Ihe resulte
todo o bem. s Seja porm como fr, est termi-
nado o conflicto do Tteot, e por este modo re-
movido o receio de urna emiaeote guerra entre o
governo de Washington e a Gra-Bretaaha.
As ultimas noticias dos Estados-Uoidos disem
respeilo a prxima partida de urna expedigo na-
val dos federaos contra o Mississipi e contra
rei, por parecer a sua magestade que esse do-
cumento ultra liberal em sentido da guerra com>
a Austria a todo casto.
No eotaoto o goveroo ra cuidando do arma-
mento geral, e ao meamo tempo da completa pa-
cQcajao das provincias napolitanas, tostando-
com o goveroa pontificio para que iodsrza o re
Fraocisco II a deixar Roma, visto como datli
que por instancias desse principe sahem os ini-
migos do Piemoate contra as provincias napo-
litanas. A corte de Roma, porm contina a re-
sistir a semelhante insinuago ; pelo que tem l-
timamente corrido o boato de que a Franga vai
fazer oceupar o patrimonio de S. Pedro, ex-
cepgo de Roma, com tropas mixtas, fraocezas,
italianas, e pontificias, para assim melbo-r impe-
dir que a corto de Roma protejs a sabida dos
Bourboos do territorio pontificio contra as pro-
vincias do reino de aples. Todas as folhas
tratara desse novo projecto, que duea partir do
imperador Napoleo.
expedigo hespanhola contra o Mxico tomou
com efieito posse sem resistencia de Vera-Cruz a
de S. JoSo de Ul'a e f-lo em nome da raioha
de Hespanha salvando comtudo os direitos da
Franga e da Inglaterra em virtude do recenta
tratado de allianga dessas potencias com a Hes-
panha pira a occupagSo do Mxico. S. Joo de
Ullda reodea-se no dia 17 de dezembro. O ma-
rechal Serrano eslabeleceu o bloqueio oo
de Vera-Cruz a outros.
porto
como um dos priocipaes tpicos da falla do thro-
oo, cibendo ao governo a gloria de ter resolvido
seraelhtole questo sem quebra da gloria e dig-
OuTimoi dizer que o Sr. cooselheiro Torres-1 nidade nacional oem da paz, que a Ioglaterra
Nashville; e disso espera o presideute Linelo
colher os mais brilhantes resultados. Confesso
porm que a guerra civil all ae vai encaminhao-
do para umi elernidade, sendo certo que quaodo
de urna parte e de oulra se dispoe dos grandes re-
cursos que ambos tem oo provavel presagiar
vaotsgeos decisivas para um solado; cada am
dos combateates possue hoje mais de quinheotos
mil bomens.
No Keotucky os separatistas, aproveitando-se
do desaoimo em que seachavara os federses des-
de que surgi o conflicto do Trent, tem conse-
guido algumas vantagens que por emquanto oo
tem sido snoulladas pelos contrarios.
O governo de Washington tem pela sua parte
augmentado as contribuiges, para fazer face s
despezas da guerra, e brevemente elevar o di-
reito de importago sobre o cat, licores, tabaco
etc.
E' claro que o Brasil soffrer com isso quaoto
ao augmento do direilo da alfandega sobre o caf.
Dizem mais dalli que o presideote Lincoln fuera
eniulhar o porto de Ch arlesiown, para asiim pon -
par as suas torgas aavaes destinadas ao bloqueio
daquelle porto; e que contra isso protestara a
Franca e a Inglaterra, atientas aa relagoes com-
merciaes existentes entre esses paizes e a Uuio
por virtude de Tratados.
O aspeclo pois que ainda apreseota a guerra
civil na america do oorte medooho, e oiaguem
pode bem calcular com as coosequeocias de um
semelhante estado de cousas.
A Ioglaterra nao desarmar as suas possesses
all, j que foi obrigada a arma-las por rr.olivo
do conflicto do Treot, e j que pelo estado anor-
mal em que se acha a federago pdem surgir
novas causas de guerra. Afrma-se porm que
o gabinete da raiaha nao reconhecer a confede-
raco do sul, como alias tena succedido se ti-
vesse (ido lugar entre esta oago e a federago,
acreditando muila gente que com essa condigo
se prealou mais ficilmenle o presldeoto Liacolo
entrega dos prisioneiros.
De Italia as noticias oo oflerecem interesse
aovo. As cmaras piemonlezas depois de have-
rem novamente votado a oriem do dra de margo
do aono passado, pela qual declaraodo Roma ca-
pital da Italia obrigaram o goveroo a empregar
todos os seus esforgos para conseguir aquelle
fim, tem-se oceupado de ioteresses de poltica
meramente local; e quaoto cnse ministerial de
que tanto so tem fallado, nada por emquanto tem
occorrido apezar de serem aioda iodicados para
successores do baro de Ricasoli o conde de S*
Martino ou o Sr. Ralazzi. O programla poli-
tico de S, Martiao oio tem porm agradado ao
Lisboa 88 de Janeiro.
O govorno apresentou urna proposta de lei re-
lativamente exlincgo da Cultura dos arrosaes,
nos termos seguintes:
Passado o prazo de tres aonos, s contir da pro-
mulgago da presente lei, fica definitivamente
prohibida a cultura do arroz em todos os distric-
los do continente do reino e ilbas edjacentes.
E' desde logo prubibida a mesma cultora quan-
do os agricultores oo hajam requerido e obtido a
liceng exigida pelos regulameotos em vigor, ou
teohim infringido ou venham a infringir as coa-
diges com que ella Ihe foi concedida.
A prohibigo da cultura por infraego das con-
digoes da liceoga oo ser levada a effeito sem
vestoria previa e audiencia do agricultor inte-
ressado.
Aos agricultores que nao tiveram obtido luen-
ga al so dia 31 de dezembro de aono passado,
oo poder ella serj concedida, ainda mesmo
que exista requerimeolo ou processo pendente.
Sero mandadas destruir pela aaloridade ad-
ministrativa as seras de arroz que se encontra-
ren! depois do passido o prazo mercado, e bem
assim aquelles que estiveram comprebendidas
em algumas das hypotheses.
A despezs que a destruigo das seras causar
ser paga pelos agricultores e cobrada adminis-
trativamente nos termos do decreto de 13 da
agosto de 1844, serviado a couta orgaoisada pela
auloridnde administrativa de senlenga com exe-
cugo apparelhada.
Todo acuelle que semear e cnllivar arroz de-
pois de passado o prazo estabelecido, e bem as-
sim aquelle que e cultivar sem liceoga, oa de-
pois de Ihe havetsido esta cassada por inobser-
vancia das suas condigdes, ser punido pela pri-
meira vez com a pena de mulla, qu6 nao poier
ser menor de 50j)000, oem exceder a 50000, e
pelas contraveoges posteriores com o mximo da
multa.
Na falta de bens do condemnado, a mulla ser
substituida por priso na razo de 1{000 rs. por
da.
A destruigo das seras ordenada pela aulor-
dade publica nao exime os agricultores das su-
peditas penas
Os direitos da importago sobre o arroz ficam
reduzidos ao seguinte :
Arroz de qualquer qualidade, com casca, 1 ki-
logramma 6 rs. Em meio preparo ( oo bran-
queado) 1 kilogramo)! 8 rs. Descascado 10 rs.-
O arroz proveniente das possesses portuguezas
pagar o quinto destes direitos.
O producto deste imposto ser exclusivamenta
para o enchugameoto dos pantanos.
Fica o goveroo aulorisado a levantar por em-
presiimo sobre o imposto oa importago do ar-
roz as qaanlias qae forem necessarias para o en-
chugamento dos pantanos e saa arroteago, qua
polero ser garantidas, quanto ao juro, pelo
mesmo Imposto.
O producto do empreslimo dever ser appli-
esdo a fazer adiantamentos aos proprielarios de
terrenos paludosos, que pretenderen?, otilija-los
em culturas que oo prejuiquem a saude publi-
ca, procedendo o enebugamento de taes panta-
nos por meios do trabalhos de draina.e ou da
outros que a sciaocia indique como mais adequa-
dos sequodo as circumstancias.
Sarao preferidos, para o effeito de gozaren, do
auxilio a que se refere o artigo, os proprielarios,
de terrenos, que por virtude de liceoga, regular-
mente passada os bouvessem cultivado de arroz _
at 31 de dezembro de 1861. Os proprielarios, '
que preteoderem aproveitar-se daquelle benefi-
cio, devero instrair os seus requerimentos com.
os seguintes documentos :
Discripgo da oatureza, exteaso e mais cir-
cumstancias do terreno que houverde sereochu-
gado.
Planta e orgaraealo das obras que tiverem do
ser execuladas.
Antes de effectuado o adiantamento verificara
o goveroo, pelos meios que tiver por opportu-
nos, a utilidade das obras a empreheoder, e a
regularidade dos planos e orgsmentos.
Os adiantamentos sero proporcionados s su-
perficies dos terrenos eochugados e importancia.
das obras e trabalhos de arle necessarios pan os
melhorar.
Os proprielarios, que receberem adiantamentos
do governo, devero restituir as quintiss que Ibes
forem mutuadas em Iriota anonidades, que s
comegaro a correr cinco aonos depois de reali-
sado o adiantamento.
As Ierras arroleadas e melhoradas com as
quaolias mutuadas pelo goveroo flearo consli-
tuindo hypotheca especial deltas.
O goveroo deseovolver por meio de adminis-
trac.au publica as disposigoes desta lei.
Esia_ medida de muito alcance e, posta em
execugo vem aalisfazer a anciedade publica.
O governo publicou, em virtude de resolugo
da cmara popular, o relatorio official dos denlo
raveis acoolecimeutos que alvorogaram a capital
oos dias 25 e 26 de dezembro ultimo. Nao lh'o
traoscrevo por ser muito extenso e porque deve-
r eocoDtra-lo nos jornaes qae Ihe remello.
Este relatorio tem servido de thema a debate
muito acalorado na electiva.
A favor do procediraeoio do governo fallaram
os Srs. mioistro da guerra, viscoode de S da
Bandeira, ministro da marioha, [Carlos Bento da
Silva, mioistro da fazeoda Aolooio Jos o'A-
viu Lobo d'Avila relator da commissao espe-
cial e Pereira Dias, lente da faculdade de medi-
cina oa Uoiversidade de Coimbra.
Fallaram cootra os Srs. Fontes Pereira da
Mello, Casal Rlbeiro, Pinto de Araujo etc. Hon-
tem oceupou a tribuna o Sr. Jos Eslevo Coe-
Ibo de Magi'.hes, o emiaeote orador que unto
ennobrece o parlamento. S. Exc. declarou que
oo tomava a palavra pro nem cootrj, asa o
certo que pz patente os mesquiohos intoitos
da opposigo qae elle classificou de vagabunda-
gtm poltica, sendo heterognea e sem especia
alguma de cooexo politice, e absolvendo os ac-
t


'


*****
~*
IMTITITII
DlAfcK) DE PEENAMBUCO. a* QUINTA FUBa 18 DE FEVERE1EO DE 1862
los do ministerio conc'uio fszen#<5 tolos pela con-
olidaeSo d'um governo sia-ceraeserne progres-
iista e apli-reaccionario. A. opposico Ocou des-
concertada com a mrat^tace desie ample-
xo entre o cobre tributa progressista e os
aeas antigos camaradas polticos por isso
loi considerado como um vSrdadeiro ac
cimento parlamentar este dfkcarso que os anta-
gonistas da sitasco bem diligeociarara evitar.
Wizia se ha poucos das e ludo o (az crr que
Jos Estevo est disposlo a servir c'alma e co-
rco o paTtido histrico, occupando o lugar de
leader ou chefe da maioria, asas coodiccioual-
mente. Parece que urna das condicoes 6 a sah-
na doSr. Moraes Csrvalae da pasta da jaalica e
Oo Sr. Avila da da fue***,
Acresceota-se mesmo qae e Sr. Avila recbe-
se atiomoeeao de' commissario regio exposicao
universal de Londres.
Nao 0 diz por ora quera vira substituir estes
fleus cavalleiros, era tambem Ma posso afirmar
ase na recoostraccao ministerial em perspectiva
asero estes os subsrtitudios, us oulroa.
A pposicao desnorteada forma grupos e con-
aaoliculos.
Todos querem dirigir e ningueo se acha com
liastaote modestia para occupar um lugar de
imples combateote.
* O novo jornal diaria O Conservador j patrli-
cou seis nmeros. V dirigido pela Influencia do
bovino, tanto pera consumo no palz. como pata o
coromercio 4o, exportacao.
E' "^V* connecido em todo o paii o grande
dsenvolv.meaio que tem lido nasproviociaa do
norte eateramo decommercio Daquella parte
*" aoremaalo exportados para a Inglaterra muilos
como um tdadaire aconte- tuilharesde bois, em troca dos quaes recebe Por-
ta- I lugat ceios de conloa de ris. '
Na provincia do asrvmteio comecau ha pouco
lempo a explorar-se neste comaterci de expor-
lacao; consta que se corsee, ha. 4* cenio e ciu-
coenia caceras 4e gado bovino o ultimo carregi-
mento, que eaetio peto porto ce Lisboa.
A me das asesa sois imotto estimada em
Inglaterra, e seriase logo ese alii tr.eg.e .pro-
cuz4aa,-*om seto er flos esa*1 r ador es nsitas*s, a
tal ponto que alguna negociantes daquella nagao
cava mais vivo o ettecto, que el',e soube em to-
dos os lances carear e maoter. Sou disso a pco-
va eu mesmo, posto que pr0fa humiKssima.
Frequeolemente diverg das suaa opinies; nun-
ca cesse de o venerar e prezar, grato & sua io-
variavel e desinteresada benevolencia com que
sempre me honran. Fo um granae ialent0 fft
um corceo anda maior. Cabiam ali vootade
os maia^esrerosoemittenntoe, easjoa.B slMt
le os auto vastos designios.
eo, referido ao da 31 de dezembro, tai no um ralos brikhaotes teem ha multo reverberado por
desta correspondencia. i l0da a parte; e quando acordamos, anda meios
tambem em 7 do correte se reuni a assem- estremuahados, queremos eolio reouperar o lem-
e. aeral da comoaohia de seguro rtnnrnc n.r. n narrfiitn a .i.....j. .,. *,..** ,...j_
bita geni 4a companhia de seguro Douros para
tomar eoohecimento da gerencia dadireccaopo
auno de 1861. enomear.comonomeou, a respec-
tiva commisso de exame de cootas, a qual
. ipreseotou o resaltado dos aeus trabalhos em
leo- ssembla do dia 17;} '
ZT^L eira 4o i"0?1 l" """ *Z *W0 ris m3ES pVera.o
,iXi ,'Th ** *' *,ta M,n ** *aU'1 Pte perteoteM eoanpanhia garau-
Sd mairitaai *.h *. 7:23940O Que oe *j4m mAMm .1.-
Hada mais-dtMi. edaamaijjpBnoagora di- raaram-se a 6:474|95 rea, e mOeaprnas dees-
u eriptorio o commisaoea dkt svaaias i ris
* i2,"e"!f2L2*?.r?J*6/,.1'-.ei '.' .-- !-f5t200. Prefaienao ain0l8 a^ verbas a t0la'lil
laiuunio qaeaiguos negocame'-." "v" ... ,""eu um "Mire liberal, cujo ardente pe- IMSt^aoUprefaienc
se admiram *e que pelo anl.de Portul e ato ItiolUmo nos de va -Udda savir.4 44o-o do d-da da325fiai
tenh. ja imitado om grande escala o exemplo das estimulo. Bmmdeceu ama poderosa palavra, qual se augmenta o
*.'! ac ouuejuiinu. as coutas ao inesouro pu- ui encapeuaaas. era a iripi
fclico da gerencia do anno econmico de 186061 ingleza que ae submergira ni vespera em conse-
t fitram lanihpm nnrosanlAiixm OUeQCS do teniOOral
O Sr. Aolooio Sabino Goncalves, capito Jo
J fiirarn larnbem apreseotadas.
O estado de sua alteza o Sr. infante D. Augus-
to muito satisfactorio. Os mdicos da real ca-
xnara declanram no Diario de neje que termi-
na va a publicacic dos boletios por estar j em
xileoa. convalescenca o sereoiisimo enfermo. O
principe tem dado muitos pssseios de carruagera
j se vai firmando nos ps. Reside aioda no
paco do Lumiar, onde tem experimentado felic-
emente allivioscoosideraveis. El-rei o Sr. O. Lui
continua a habitar o paco de Caxias, donde lem
indo a Lisboa muitas vezes, ora a cavallo, ora
pasear alguns dias ao real sitio de alafre. O Sr
O. Fernando continua bom.
Meu amigo, dosde que o destioo ronbou em
poucos dias afoico do pevo porluguez tres
membros da real familia, cada vez man profun-
do o interesse com que todos se Informara das
preciosas sandes dos que ficaram para penhor das
oo Publicou-se o regulamenlo do museu nacionil
tle Lisboa, segundo a autorisscao dada ao gover-
no pela carta de lei de 19 de setembro de 1861.
O museu nacional comprehender duas sec-
^es : a de zoologia e a de mineraloga, conti-
nuando as collecses zoolgicas e mineralgicas
a ser utilisadas no eosino das disciplinas da sti-
ma e oitava cadeiras da escola polylechnica, e
logo que o museu se ache devidamente disposto
no edificio da mesma osela, ser aonunciada a
sua abertura, e as coodicoes de almisso dos in-
dividuos, que o quizerem frequenlar.
O pessoal do museu oompreheuder, dous di-
rectores, dous naturalistas adjuntos, um conser-
vador do museu e preparador de zoologa.; e os
aprendizes e serventes que ex'gir o bo n s rvico
*I stima e oitava cadeiras da escola polytethoi-
ca, os directores dasduas secgoes do museu.
A dotacao do museu ser de 4:9008000, sendo
2:U40> para as eralicacoes ao pessoal, l:060gOUO
para o director da secgao zoolgica encarregado
da exploraco zoolgica do paiz e do estudo da
Bossa fauna.e para as ojudas de custo das viagens
w para todas as mais despezas; e 1:800# para a
acqusico e conservacao das collecce?, e para
todas as demais despezas do museu.
O director da seccao zoolgica do musen liua
incumbido de dirigir a explorarlo zoolgica regu-
lar do palz, e bem assim de estudar e coordenar
a productos zoolgicos que se forem alcancn-
o, e de preparar os elementos necessarios, para
publicacao da oossa fauna, sendo obrigado a re-
tneller todos os sanos ao governo o relatorio dos
trabalhos de expleracao, que houver empreben-
Hdo, e dar coota de andamento em que se achar
c estudo ds nossa fauna ; apreseotando, me-
dida que as houver coocluido, os trabalhos par-
aes da fauna de Portugal, e propor as medidas
providencias necessarias para o melhor desem-
peoho da sua commieso.
As viagens de exploracio zoolgica nunca po-
derao exceder a tres mezes durante o anno lec-
tivo.
Cuando a verba de f 060ji deixe de ter a appli
-cacao que Ihe indicada no regulamenlo, ser
ddicciooada subvenjo de l^OfJ marcada para
* acquisigSo e eonservaclo das collecces do
xnuseu. v
Tem subido a perto de 800 o numero de expo-
eitores de producios para a prxima exposicao de
Xondres. A commisso central tem recebido mui-
o productos de varios pontos do paiz. A secao
portugueza no coocurso universal nao ser por
certo das menores que all figurem.
Eatre os productos rocentemente reeebidos fi-
gura muito notsvelmente um dos ornatos que
(bao de -ser pregados em urna aumptuosa urna se-
pulcral que vai ser collacada.no graodo jazigo da
.asa PalmeNa no cemiterio dos Prazeres, ama de
ai immenso valor onde ae devem encerrar os
restos mortaes da Exma. Bra. duqueza de Pal-
mella. ,
Esta magnifica obra eila na oOcina do Sr.
Cermano Jos Sallis, na ra do arsenal.
O ornato de que se trate de excelleote mar-
anore branco, de comprimeato de um metro.
odo formado de rosas, pspoilas, saudades, per
petuas o dormideiras. As ptalas o as Colhas sao
ale extraordinaria delicadeza e perfeicao separa-
ba e iranspatentes, como se ifossem feitas cada
urna do persi -separadameoie. e unidas depois
emelhaoca do qae se pratiea as flores de papel
asa de velludo, jg' urna obra que vai dignamente
representar a petfeico com que se azem nesle
ftau os trabalhos decantara.
Fez-ae em Coimbra no dia 12 a dietribuico das
medalhas enviadae pela real soeiedade humani-
aria, aos Individuos daquell cidade que presu-
ra m relevantes services por occaafao das calami-
tosas eachentea do Moedego em 1840.
Foi ama (sta imponente, lelo de altas virtu-
ales sociaes, que sobresahiodo eloquentemente
n'umacto to simples, eram galardoados nos qae
j ae haviam praticado, e aeeendiam nos nimos
loa outros o desojo, o entbusiasmo pela imi-
(acao.
A solemnidade fez-se nos pacos da cmara mu-
nicipal. Assistiram todas as autoridades, maitas
mateas convidadas e ao concuno iomeoso de
orioeoe.
* *4a da eaa>" formara a forea militar all
Ti1!0* l0"w dis phiUrmonicas da-
quella cidade.
O condecorados oram sete
No dia 22 do passado foi a distribuico eolem-
jm dos premios aos estudantee da univeraidade,
yMeaociaado-ae por esaa occasieo varios dUcar-
sw* nota vea.
Xrata-se, segundo consta, de pedir apprva-
ao de ana eslatatos porque se ha de reger urna
ceaasMuhia, que vai eatabelecer-se nesta capital
ajae tan por m fundar oa provincia do Alem-
4eie) o vaotejoeo negocio de (aier engordar o gado
E'
rentes gneros, e destino
a
a
a
onde de Thomar e dos seus amigos. Parece que
o Sr. Rebollo da "Silva escreveu o programma, e
-ji hoje i vao carregau lo com oss cruz os Srs.
Antonio Ljccrda, Nuoo Pacheco, Aodrade Fer-
reira e nao me lembra mais quem.
N8o me parece que far grande fortuna em po-
litice o novo campeSo de urna poltica pouro
syeapalhica e que pede aos collegas o etqtteci-
vento do pausado.
Os fundos pertuguezes esto quasi a 50, teudo
sabido muito nos ltimos quinte dias.
A Opinido folha semi offlcial declarou ser
inexacta a noticia que deram alguna joroaes por-
4uguezes ehespanhoes de estar ajustado o caea-
neulo de el-rei o Sr. D. Luiz I, com a prioceza
Hara de Huheuzollern Sigmariagen, irmfla da
(alleeida raiuha Eslephania de saodosa memo-
ria.
* falso tambem, como por cqui se propalou,
que o marquez de Loul v ao eslrangeiro tratar
Espalhou-se tambem que o conde da Ponte se- caf,
ia mandado como embaixador para Roma, o que
nao exacto.
ta cmara electiva foi intimamente approvado,
esa discusiSo, o projecto de resposla ao discurso
da coroa. Igualmente foram approvadoeaem dis-
usso o projeclo de lei concedendo, em caso pre-
ciso, a regencia deste reino, a S. M el-rei o Sr. n a nossa aennura aa ooo
D. Fernando, e os que Qxarn a dotacao de S. M. capar a tao medonho tmpora
*l-r* o Sr. Luiz I e do principe real, o Sr. in- .=;& n*..H h
tanto D. Augusto. O projeclo que rehabilita para
Tsuccederem coroa de Portugal as senhoras prin-
cez-s irmaas d'el-rei anda nao foi discutido. Foi
presentado o orea ment para 18621863 e o re-
latorio doSr. ministro da faz-na, da sua geren-
cia at 30dejunho. As cootas do -thesouro pu-
provincias do norte. que levou e de eothu-
Alguns negociantes de Lisfcoa conhecedores aiasmo s superiores regios em que as rivalida-
des terrenos africanos teem j pedido aogever- des desapparecem aute a imagem e a naixio da
ao, m -virtude ds ultima lei, concessao de va- patria. Em some da patria acabemos de coneer-
nas porcoes dos mesmos terrenos, allm de come- tar a solemne maoife.tsCi0 no nossoacat.mento
carera a cultivar o algodao. O Sr. Dessose pedio por um dos seus mais benemritos e dedicados
aruMada porc&o de terrenos em ttocambique. filhos 1 a
Concorrem prxima futura exposicao uni-
versal de Londres com lindos escriptos de alguos de
alumnos do gymuasio de Godinho, estabelecido
aa ra dos Mouros, a S. Pedro d'Alcantara.
As escripias destes alumnos sao
Na capella-mrerguia-se sobre estrado de cilo do o carregamento MeValnnaarar
lerTs comocSoO^ Abosen e mais 9 ho lttr.'S VT^r 4miUndo >". O Prejuizos da companhia proer.m de 22
me", au*e ^Z^^r^,! Sl.! c "um/'p esidtr" ao'd senft T! de "T"'" T*^'^ VSfA l Pr'0'
e^enho destes emblemas 10 da B>rca o Aira e 1 de Jlo da Pesqueira.
A companhia de seguros Oouro tinha em maio
do anno pastado pedido aos accionistas, como
----"-"- .oa .ucl.a cosiumi presidir ao deseoho destes emblema:
man, procedente de Londres, com carga de diffe- murtosrios. levantados para taes solemnidades
renles aeaeros. a destino nara o Rin de Jane rn. A rAr h,.. ., ..^J.;____ euieiuuiuauoo
para o Rio de Janeiro,
. T ?' UCi"""' v" i uc*uc..u, a cor nranca que predomuiava no marmore. so-
qual foi a pique era consequencia de ter aberlo bresahindo por entre a negrura dos creoes luz
gua na vespera s 10 horas da noite. a 50 milhas verde e encarnad, de dol grandes fogachos.e
seis alampadas, nicos lumet que se viam na ca-
oella-mr, infunda ao acto urna respeilabiliJade
religiosa sublimemente fnebre, para oque lam-
oem muito concoma rn quatro fisuras emblemali-
gua na vespera s 10 horas da noite, a 50 milhas
i O. do Cabo da Roca.
O patacho Mara Camilla, d'esta praca e
pertencente ao Sr. Jos Maria Camillu de Meo-
donja, navegou de Santos para Falrnotith a rece- uau
be^ordeos e-com um carregamenlo completo de cas. ao natural li collocadasT'a da alvura do
raais tino alabastro :a da religo, e da pazes-
uvam aos lados da porta do mausulu, na qual
sella em letras douradasa D. Pedro V e as da
dflr, e saudade oceupavam as extremidades do
plano inferior. Urna grande urna funeraria, em
cuja frente saja o escudo da casa de Bragaoga,
pousada sobre qualro grandes globos, e lendo no
No'dia 8 de dezembro, na altura da ilha das
Flores e depois de quarenla o nove dias de via-
gem soffreu um tremendo temporal de O. e O. N.
O. A violencia do vento e a furia das ondas at-
terraram por tal modo a tripulaco, que, julgan-
do-se perdida, prometteu a vella de estar do coo-
a Nossa Senhora da Bonanza, se podesse es-
Nesta occasio o patscho deitava dozo milhas
por hora s com o velacho nos ltimos rinzes e
um puoho do traquete.
AbonaoQando o lempo e estando j socegada a
tripulaco, avislou-se no dia 16 un bote carrega-
do com 17 pessoas, e luctaodo com as ondas an-
da encapelladas. Era a tripulaco de urna galera
patacho, logo que avislou os pobres nufragos,
tratou imraodiatamenle de os salvar e recebeu-os
a bordo.
Infelizmente, tornando-se os ventos ponteiros
e proluug.ndo-se a viagem, os mantimentos e a-
gaada comecaram a faltar. Quando faltaram de
todo, a tripulaco do patacho e a tripulaco nau-
fragada virem-se em grande apuro e cruel afflic-
eAo.
Qepois de vinte e dous dias de cruelissimas
privaQoes, os ltimos dus quaes haviam j deses-
perado lodos oa martimos chegou o patacho Ma-
ria Camilla a Falmouth com a sua tripulaco e a
da galera ingleza extenuadas de torcas e quasi
monas de fume e de sede.
No di* 18 do corrente falleceu s nove ho-
ras da manha na sua casa em Santaiem o illus-
tre caudilho progressista, o Sr. Manoel da Silva
Passos, depois de um longo e penoso soQri-
mento.
As elevadas virtudes, e o grande taleoto, de
que era dotado o Ilustre finado, tornavam-no
digno do maior respeito e admiraco, e por isso
a sua falta ha de ser sentida por lodos os horneas
honrados do oosso paiz.
Falleceu tambem no mesma dia 18 o Sr. Jos
Antonio do Nascimento Moraes Mantas, guarda
mor da alfandega de Lisboa, morreu de um atla-
que-repenlino.
Na cmara dos depntados e na dos pares pro-
nunciaram-se magnficos discursos para comuie-
morar as virtudes cvicas de Passos Manoel. Ao
enterro do Sr. Mantas foram muitos homens no-
tareis do partido progressista, e entre elles o Sr.
marquez de Leul.
hegou o vapor paquete dos Acores que d
as seguales noticias:
Na ilha do Pico soffreram-se muitos' estragos
por eflilo de iouodaco espantosa. Na mesma
ilha houvera alguma agitacao por causa da m-
danos de systema.tributario. Maitas pessoas se
manifestaran! em favor dos dizimos.
A pesca da baleia lem dado no Fayal boos re-
sultado*.
A prsca da Horta comprara mais um navio de
alto lote para o empregar o'aquella industria.
No mez correte devia sahir ua Horta um novo
jornil intitulado O Atlntico.
Nos dias25e 26 devia veritlcar-se, em Poo-
ta-Delgada, urna exposicao de laraojis, promo-
vida pela soeiedade de agricultura daquella cida-
de, com o fini de melhorar o cultivo dos poma-
res. Adjudicar-se-hiam doze premios.
Alguns cavalheiros de Poota-Delgada reuniam
escolhido e avultado numero de laranjas para as
offerecerero ao principe Napoleo, como lembran-
ca da sua visita ilha.
Pelo hialiono .Sania Cruz chegado ltima-
mente da ilha das Flores, soube-se da grande
perda havida alli, por cauS das excessivas chu-
vas, oa inundeco, que soffreram, do dia 9 para
10 de dezembro. Avaliam-se os prejuizos em mais
de 150:0009000 rs.
As aguas formaram ribeiras caudalosas, que le-
varam muitos terrenos e propriedades, ficando
algumas familias -sem meios alguos de subsisten-
cia.
Na freguezia da Tajusinho houve maior prejui-
zo, a maior parte do seu valor foi ao mar, des-
truidlo casas, pontea, arvoredos egsdo, levan-
do dezoito moiohos. Tambem oss Lagensda mes-
ma ilha, levou ao mar tres moinbos e muitas,
Ierras, e no lugar chamadoPonta-Oelgadale-
varan) as aguas quatro casas deixando os terre-
nos por onde passou a alluvio, convertidos em
urna lage.
Em muitos lugares a agua chegava a vergas
das portas das casas, e a outras habitaces s se
Ihes via fra da agua os telhados.
Morreu urna crianca de cinco aonos debaixo de
urna casa, e algumas pesiess soffreram lesoes, oo
meio daquella calamidade.
1.
Porto
26 de Janeiro.
Na sessao da cmara electiva de 20 do corra-
te, disse o Sr. Jos Estevo:
< Por triste e doloresa quadra estamos pas-
eando I Sotemos a lamentar desgracas e a com-
memorar mortea j das summidades deste grao-
de syslema, os reis da palavra., j dos res da
corda I
Referia-se raorte suceedidaem Saotarem, no
dia 19 de Janeiro, correte, do grao Je ministro
de 14)36, do cloquate orador, e profundo phi-
losooho, e muito popular Manoel da Silva Pas-
sos 1
Nao seremos nos que nesta oecssio lhe toca-
mos elogios, quando vemos na tribuna parlamen-
tar, que elle tanto eoobreceu, erguerem-se vo-
zes autorlsadas para o fazer.
Sao do discurso do Sr. Mendes Leal, pronun-
ciado na dita sessao, os trechos que varaos traus-
crever, e con os quaes poremos por hoje rema-
te ao tributo de saudade que nos,que a oaco
toda,-devemos memoria do eximio cidado
que se fioou:
..........a Est viuva a tribuna porlugueza de
um dos seus mais brilbotes ornamentos. Figu-
ra-se-me eoberto de luto, como essa cadeira
real, aquelle lugar de onde tantas vezes soou,
abrasada em amor patrio, urna voz eloquentisai-
ma. Figura-ae-me, porque estere ali tambem
urna realeza, a realeza de urna alma Umaoba co-
mo o seu engeoho. Nao preciso fazer aqui o elo-
gio do hornera, a quem me refiro. Para que?
Est feito oo coraco de nos todos, que o admi-
ramos ; ha-de conflrma-lo a historia, onde tem
um lugar iodisputavel, o onde o esperam oslou-
ros qae nio morrem. Ters antagonistas, nao te-
ve iaoigos ; compeliu em ideas, oio provoeou
odios, germinada a controversia ou a lela, 11-J
No dia 14 celebraram-se na magestos egreja
>. Rento da Victoria as exequias com qae a
soeiedade phylarmooioa portuense pagou o seu
tributo de saudade 1 memoria do chorado rei
constitucional o Seohor D. Pedro V. O templo
------.----------- r- "di auieiuuiuauos
A cor branca que predominava no marmore, ao
cimo a corda e sceptro real, rematava o raausu-
leu- A'entrada da capella-mr viam-se dous
trophos com as armas e insignias militares que
the cosiumam servir de adorno.
Na decoracio funeraria dos arcos das capellas
lateraes do templo, estavsm os textos da biblia,
applicaveis s virtudes e actos mais nolaveia da
vida do Seohor D. Pedro V, colligidos o'uma ex-
cellente memoria pelos distinclos escriptores
francezes MM. Jules Le Sire e Jules Thieury, os
mesmos que acabara de dirigir ao Senhor D. Luiz
l a sua representaco de 4 do corrente, sobre a
prohibico de urnas exequias, que os mesmos
subditos francezes se propunham celebrar na
egreja de S. Martioho, em Paris, e que foram
prohibidas a deligencias do minUtro porluguez
oaquella curte.
A mtssa que se cantou foi a de Cherubini, que
servlu as exequias do prisioneiro de Sinta He-.
lena, quando o seu cadver foi cooduzido a
Franca.
Officiou o Exm. vigario capitular, assfstido do
reverendo Cabido. ^
01 elogio fnebre foi do Sr. Sanl'Anna, abbade
ae s. Maninho da Bares, que se elevou altura
dos seus merecidos crditos de orador sagrado.
Tomarara parte na execuco musical:como
cantoras, 44 senhoras, e cautores 47 cavalhei-
ros.
A orchestra compunha-se de 39 priraeiros e se
gundos violinos. 6 violetas, 7 violoncellos, 9
contra-bassos, 5 flautas, 2 oboes. 4 clarinetes 3
lagoles, 6 canos e cornetios, 6 trompas. 9 trom-
bones, e 2 timbales.
A concurrencia foi espanloss. Admirava-se so-
bre ludo o grande numero de senhoras, que os
peridicos r-alcularam em mais de 800-)
No dia 17 do corrente reuoiu-se a assembla
geral do banco comraercial do Porto para lhe ser
presente o parecer da commisso de exame de
contas, referidas ao anno da 1861, e as quaes
com o respectivo reltlorio, lioham sido aposen-
tadas pela direceo desta casa bancada em ses-
sao do dia 7.
V-ae pelo relatorio que a importancia das le-
tras descontadas e lomadas foi de 1,852.7889918
ris, e que das vencidas deixaram duas de ser
pagas, montando o prejuizo a 1.9209000. As le-
tras tomadas por saques do thesouro nacional,
sobro diversas repartices publicas cheaaram a
773:8373671 ris.
Foi emprestado sobre penhor mercantil a quan-
tia de 1,003:3339165 ris.
Durante o anuo attiogiram os depsitos parti-
culares entrados no banco a cifra de......
4,548 778g529 ris.
A transferencia de fundos entre as pracas do
Lortee Lisboa elevouse a 319:8429439 ris e
com pracas estrangeiras a 530 4699831. '
Por conta dos depositantes cobrou o banco le-
tras no valor de 587:4579502 ris.
Pagou o banco por conta do emprestimo feito
ao governo para as obras da nova alfaodega a
somma de ris 126:7009000.
Na coola de lucros e perdas, deduzidos os gas-
tos geraes 10:7209563, e o prejuizo na conta de
liquidacao, que tica exlincta, 3:475*189, appare-
ce um saldo a favor do banco de ris 107:7395426,
quantia excedente a 8 por cento de capital.
A direceo propoz, e a assembla geral appro-
vou, a diviso deste sallo pela maoeira se-
guinte :
Dividendo! aos accionistas 3 1[2
por cento ou 79000 por aeco
que com 3 por cento ou 69
divididos por coola do Io se-
mestre prefaz a quantia de
Paca o fundo de reserva 1 li2
por cento.......
Saldo par passar nova con-
ta de lucros e perdas .
86:9319000
20:0619000
7479426

com o imperio, no sentido e pelo
dicarsm algamas daa direcces transactas, leve
a direceo de adoptar a pratiea mais gerslmente
estabelecida, e nomear, como effectivameole no-
meou, urna agencia no Rio de Janeiro: para
ssoescolheu urna casa reapeitavel daquella pra-
ca.com a qual jencetou transarles que devro
eat o tempo desenvolver-so convenientemente ;
ecujos resultados sarao, como a direceo espera'
de salufacao para ambas as parles.
A commisso 4e exame da contas approvou
plenamente a gerencia do vigsimo sexto anno
de existencia do banco commercial do Porto e
bem assim a assembla geral approvou por ua's-
nirxidade o parecer da dita commisslo. o qual
diz eHs.que pelos relatnos da respectivas!1 di-
reccoea sev que oo anno prximo passado,
comparado com o anterior flndo em 31 de de-
zembro de 1860, o movimento geral das opera-
res do banco augmentoa cerca de 1.600 contos
de ris : desta differenca, qe mostra a prospe-
ndade do banco commercial. sem duvida devido
ao zelo e boa admiuistraced da sua direceo, pro-
vm os maiores os lacros, que e,ta hoje apr-
senla e aue dara mlhor dividendo aos ac-
cionistas, se eiwssem de paaur par, 0 undo
de reserva 20:QltOOO. em cumprimento dos es-
tato los'
A direceo foi reeleita, e compoe-se dor Sr.
Joaquim Jos de Figueiredo. presidente; Baltha-
zar Jos Martius. Jeroaymo de Sonza Guima-
raes, Manoel Joaquim de Araujo Costa e Jero-
nyrao de Oiiveira e Silva, directores.
O baoco commercial comeeoo o pagamento do
dividendo do segundo semestre do anno fiado
(79OOO n. por acSo) no dia 24- do eorreote.
O resumo do acliro e pasairo do mesmo bao-
a
qual se augmenta o saldo do divilendo de 1860,
na importancia de 1339885) com a despeza, v-
se que esla excedeu aquella em 5529300, apezar
de que no aono de 1861 teve a companhia mais
1,197 seguros que o aono antecedente, na impor-
tancia de 138:7355205, que produziram de pre-
mios 9179225.
Mais tardo, diz a direceo no sea relatorio, te-
remos de accresceolsr aos prejuizos a quaolia de
1:1218000 rs. que presentemente figura em de-
bito de M. J. Soares & Flhos, de Londres, sendo
po perdido, e coobecendo que tarde tratamos
do comecar o que j poda es lar feito, e bem
feito...
A apreciaco exacta dos productos que concor-
rem a urna exposicao ; a sua avaliaco nos diffe-
reutes .ramos 4a industria ; o seu valor em rea -
cao ao paiz, debaixo do ponto de vista econmi-
cosao cousae que spelo relatotl geral do
jjry qualueador se poder bem coohecer. Bo-
cerrada a exposicao, o relatorio nao se deve fater
esperar amato. E" to aeceseario para se eonhe-
cer da su-lhiptrrwncta,tomioocataiogo dos pro-
ductos expostoa o -paaa-aata do visitante, e fa-
-------- cllidsde no exame. Se este se recebe entrada
-a reeeita (a- da oaposiaao.-aqeoHe, permitte-se-nos a hyper-
indn da IRfill hnla ria.ii k....... A ..kA.
emprestimo, lUgU rs. por aeco para fazer face possa admitlir.
IOS nrainun. InlTririnm nn.Rn. An 4QTJ\ a n*iH; \ M.nMAk___
T-------.-.w, .vjpvww i- y%t. u^yuv fit .w&w. ,uov
aos prejuizos solTridos nos Qns de 1860 e princi-
pios de 1861, e a eate respeito le-se no citado
relatorio que apezar da melhor vontade da di-
receo, ella sent nao poder restituir aos senho-
res accionistas o emporio total da ultima entrada
que flzeram, e julga mesmo que seria convenien-
te em aliencao ao pequeo fundo de reserva, que
por emquaoto se nao fizesse reslituico dequal-
quer quantia ; no que a commisso de exame de
coatas cooveio dizendo no seu parecer, que sen-
do o fundo em caixa mui diminuto para fazer fa-
ce s grandes aorarrns, que a compaohia aegura
era de opinio que essa ultima quantia pedida
Dcasse em caixa para que a direceo possa, eomo
conveniente, satisfazer com pontualidade s 0-
bhgaces da companhia.
Os actos da direceo foram plenamente appro-
vados pela assembla geral.
A direceo quo findou a sua gerencia,foi ree-
leita para servir no corrente auno, ee composta
dos Srs. Antonio Simoes Basto, Francisco Jos
remandes Dourado e Antonio Gomes dos
Santos.
O balancete da companhia de seguros Douro,
referido ao dia 31 de dezembro fiado, vai no fim
desta correspondeocia.
A duvida suscitada pelo governador civil do
Porto, sobre a maoeira de preencher as vacaturas, sentar a governo, para este mandar faze'r oses-
.:e. rU9i!erea,dre8' auen, "'tina eleicao cmara- ludos necessarios e tratar-se aflnal da realisaco
107:7399126
fundo de reserva que era de ris 83.500900
ncou agora elevado a quantia de 103:5809000
restando apenas para ser completo 30:1609000
O pagamento ds divida, ao banco da to pro-
oieltedora, mas, pelos erros dos homens, quanto
infeliz companhanbia Luso-Brasileira, esi de-
pendente da coecluso do processo de'preferen-
cias que o mesmo banco faz correr nos tribu-
naes. ltimamente obteve o banco oa prlmeira
instancia do civel a sentenca da sua divida ser
graduada em primeiro lugar.
Com referencia eo Brasil diz o relatorio dos ge-
rentes do banco, que depois de muitas teotali- ".." rr- r nur un Ha n '
va, inuteis. com o fim e estabelecer .e.aeoes *^1&2&mi!&-m*m l5 8 das ; e^seotenca cilp'SS? sca.Teom 2?
quim, Manoel Aolenio. Joo Rales, e Jos So-
breiraa, cooseguiramatesar um Cabo com tfoavio
pelo qual se salvaram os claco uaufragos. A es-
te tempo j o salva-vidas se tioha aproximado
pona da areia.
Os cascos d'estes tres navios, perderam-se con-
pleamente.
A carga do Abalisado, coustavs de azeite. ar-
roz, sal, etc., tudo se perdeo, menos 16 pipas de
azeite. Era propriedade do Snr. Joo Francisco
Gaimesilrmo
A Agne, vinha de Cardiff, eo Edilh de Nie-
port, ambos carregados de ferro, cuja maior Dar-
te ae perdeu. r .
Tem sldoaotada, e com razio, a morosidade
eom que teem corrido os trabalhos para a con-
feccao do relatorio geral da exposicao industrial
aue no anno pretrito se fez nesta cidade, e be '
mesmo que desconhecemos a conveniencia de
ea,Pre0Bder ao cedo, o qae mais tarde sabemos
ser obngados a fazer por forea de circunstancias.
Sempre assim fomos: o que o btrgo d a eovao
ttra. Assim nascemos e assim haremos de mor-
rer. Sesa termos dormentes, acorramos lu
bolo, devia baver-se sabida.
abemos que alguns embaracos tem encontrado
o jury quslificador oa ultimacao dos seus traba-
lhos, e.uni delles a qualificaco dos productos
para a distribuico dos premios. Algumas am-
bisoea se teem por ahi levantado entre certos ex-
positores, que de maneira alguma podem servir
do desculpa demora do jury nodesempenho de
um encabo que j devia estar satisfeito.
c se,cr1"10 da associaco iodustrial porlaeose,
o Sr. Jos Pereira Cardozo Juuior, respoodendo a
U srllSO DU) irado n'nm. non..n.____i_______
influir seoo manifestando aos que esto encar-
regados delles os seus boos desejos de os ver con -
cluidos. Censurar, pois, a associaco por faltas
que, se existem, pertencem a oulroa, cousa que
nao comprehendemos, nem eremos que isso se
Os membros do jury da exposigeo alludida, nao
sao assalariados da associagio, a quem ella possa
dizer andem para diante, que quero esse Ira-
balho prompto hoje.
Veremos o qae o jury nos dir a tal respeito no
seu relatorio. E' ponto em qae nao pode deixar
de locar.
No dia 16 parti para Lisboa a commisso en-
carregada de depositar as mos de el-rei o Sr.
D. Luiz as ropresenlacoes promovidas aqui, e em
Braga, pedindo a demisso do cnsul porluguez
na corte do Brasil, o Sr. bario de Moreira.
A commisso compoe-se dos Srs. Fraacisco
Pinto Bessa, Jos Pereira Loureiro e Dr. Alfredo
Baldino de Seabra.
Devem reuuir-se em assembla geral no dia
30 do corrente os accionistas do banco Uniio para
procede re m eleico da direceo que tem dege-
rir os negocios do mesmo banco no primeiro anno
de sua existencia.
Os estatutos desta nova associaco bancaria fo-
ram approvados por decreto de 10 de dezembro
ultimo.
Est em projeclo um caminho de ferro do Por-
to Regoa. Para tratar dos meios delle se levar
a offeito, houve no dia 9 oa dita villa urna reu-
nlo de pessoas influantes, que resolveram repre-
-----|----------.w-, ^w4UH u....u, u ^..v.yuw ^u.uw lu-
na foram reeleitos, mas que linhsm pediao e ob-
tido do cooselho de districto a sua escusa, foi re-
solv la pelo governo, man Jando dar posse aos
dous cidadus qae na mesma eleico foram
immedialoa em votos aos vertedores reelei-
tos, declarando que a reara estabeleclda no art.
112 do cdigo administrativo (cajo coaleudo foi a
causa da duvida) segundo a qual osvereadorea
sao substituidos nassuas faltas ou impedimentos
pelos mais votados dos aonos precedentes, prefe-
rindo sempre os do anno mais prximo sos do
mais remoto, deve ser observada em toJis as
hypotheses em que a falta ou impedimento se d,
excepto o caso em que hou>er alguma razo es-
pecial que torna absurda esta applicacao, como
se dava no presente caso, pois que nao pode
presumir-se, sera manifest conlrasenso, que a
lei conceda por um lado a faculdade de recusar
as reeleices, e a anuulle por oulro, obrigando a
servir como substituto, o mesmo individuo que
dispensa de servir como proprietario Em vista
desta resoluco foram, poij, chamados a tomar
assento na cmara o Sr. Arnaldo Ribeiro Barbo-
sa, e o Sr. conde de Terena, que sao os imme-
diatos em votos. O primeiro j tomou posse, e
o segundo declarou que nao acceitava.
Nao obstante haver termioado no dia 15 do
correte o praso marcado uo edilal ds cmara
municipal desta cidade dos fins de dezembro
ultimo, para a completa adopto no cooaelbo.do
Porto, das medidas, de pesos pelo syslema m-
trico, oa cenforraidade das disposicoes comidas
oos di cretos de 13 de deembro de 1852, e outros
subsequentes, que deviam estar em uso desde o
meiado do anno passado,contioaa-se geralmente a
vender pelos pesos abolidos. O referido edilal
apootando as multas de 10JU00 e IOO9OO rs. de-
terminadas na lei aos que fabricaren), introduzi-
rem ou venderera as medidas de pesos illegses,
sendo os que deltas usarem punidos com a multa
de 29 a 209OOO rs. e do tres a quinze dias de
prisao, impoe na conformidade do art. 3 do c-
digo de postaras a pena de 2jJO0O rs. a a inutilisa-
cao dos pesos, etc., que nao forem do novo sys-
tema. *
Os logislas muoiram-se das novas medidas de
peso, porm certo que continuara a vender pe-
s do aotigo systema. t
No da 14 succederam-se tres naufragios n'esse
sorvedouro de vidas e fortunasa barra do Dou-
ro I Foram os dos patachos porluguez Abalisa-
do, e inglez Edilh e da escuna' tambem ingleza
Agnts. A falta de ventp, j em sitio da barra
era que oo podiam seguir nem retroceder, foi a
causa da escuna Agnes abairoar com o patacho
Aoatsado e arrombar-lhe a borda falsa, fa-
zendo-o encaihar as pedras de Felgueirat, indo
aquella bem como o Edilh, que nesta occasio
eutrava tambem, encaihar no Cabedello.
As tripulacoes dos doos navios inglezessalva-
ram-se sem perigo. Outro tanto nao aconleceu
a do patacho Abalisado, que por Mear encalhado
muito ao mar, a braveza das ondas, impediu
a presteza de soccorros. O escaler desie navio,
em que procuraram salvar-se qualro dos tripu-
lantes, yirou-se: am d'elles, por saber nadar,
conseguio alcaocar a praia, e os restantes morre-
rem. Ucapito, e quatro marioheiros, que se con-
servaran) dentro do patacho, quizeram estabele-
cer um cabo de vai-vtm, e para isso ataram um
cano a urna pipa, qae lenrjaram agua. A pipa
fot pelas ondas levada praia, porm a violencia
00 mar nao denou realisar este meio de salvaco.
"epois de multa nesitaco da parte das pessoas
VJ1 m Da prais> na e8C0,na dos meios o'Wede, e s do caf com"eileTrVdirn! N dl" 6 celebram-so na S de Braga pompo-
a en pregar para salvar os ciaco nufragos, sppa- emana, e sem assucar, para maiorapuro da c- "1 e"1ulas Pel Sr'. D Pe4ro V ff r
receu um barco cortando as ondas engravecidas r'dade I P Pel Sr- rcebispo primaz, Houve vesperas e of-
na direcgo do 46a/waa,o. O barcoconseeuioche- < Tima nir,^. ... a- dciou o mesmo Sr. arcebispo, assislido do rev-
rawKwai^EH'- SvHrEaS^^r5 55k^sxscSc-~
para suffragar a alma do Sr. O. Pe-
a missa, que-se celebrou oa igreja
desta via frrea que medir uns noventa e cinco
kilmetros.
As sguas do Douro receberam 00 dia 18 mais
urna nova barca denomipada Amelia propriedade
do Sr. Manoel Gualberto Soares, commerciante
porluguez.
Os prolectores das irmas de caridafle fcaocezas
em vista da resoluco tomada em defioitorio da
ordem terceira de S. Francisco, u,ue as dispensou
do servico do seu hospital, fizeram urna proposla
mesa da ordem terceira de Nosss Senhora do
Terreo e Gsridade para as rsceber na qualidade de
enfermeiras por espago de dez snnos, obrigando-
se elles a pagar a despeza que com ellas fizesse
a dita ordem. A mesa achou a proposla de auni-
ma gravidade, para tomar a respoosabilidade de
urna resposta definitiva, e resolveu a convocaco
de defioitorio, que deveria ler lugar oo dia 22 do
corrente se se nao dsse o caso que conta a se-
guiole carta, mandada pelo Sr. Jos Gaspu da
prc\ (que foi quem fez a proposla de que cima
fallamos, ordem do Terco), ao secretario da dita
ordem oSr. Jos Joaqoira Barboza :
lllm. Sr.As respeitaveis pessoas que se
prestavam a roncorrer para a maou.ienc.ao das ir-
mit da caiidade. se a illuslre mesa de que V.
S. digno 8ecrelario, as quizesse empregar no
servigo do seu hospital, reti-am a sua proposla,
visto que acaba de chegafde Lisboa ordem para
as irmas se retiraren) antes do dia 25 do correte
mez. O que lenho a honra de participar a V. S
para os devidos effeiloa.
Agradecendo o bom acolhimento com que a
ollera foi recebida pela maior parte dos Srs. me-
sa-ios, sou com muita consideraco ce V. S.
etc.
Ignoramos se as seis irmas de caridade, que
estavam 00 hospital da ordem de S. Francisco,
psrtiram effectivameote psra Lisboa ou se foram
para o asylo de Villar, do arcedisgo Wanzeller,
onde esto mais qualro servas de S. Vicente de
Paulo; o que sabemos quo ellas lerminaram
oo dia 2* a sua administraco aaquelle hos-
pital.
Sao muitas as miserias a que tem dado lugar
por aqui este incidente, que muitos querem que
naoseja, mas nos dizemos que o da grande
questao das irmas de caridade francezas em Por-
tugal. O tempo, mestre em tolas as cousas, e
que sempre traz os desengaos, dir se erramos.
No entretanto copiaremos do Diari* do Povo, pe-
ridico desta cidade, a parte do seu artigo prio-
cipal do dia 21 do corrate no qual em polemiza
com o Btm Publico, folha de Lisboa, diz o que
ns nao quizemosdizerna nossa correspondencia
de 11, e que, provavelmeote, nunca diriamos so-
bre nossa consciencia e responsabilidade, porque
de certo nos faltara a paciencia de indagar o que
ha vis de verdade no que se dlzia.
Eis a parte do citado artigo :
poia a verdade sem eofeites nem
c Ahi vai
com meo tos.
As irmas da caridade logo que se apossa-
rara do governo do hospital de S. Francisco, tra-
taran de expulsar o boticario, e entregaram a
botica urna irmfla ; como, porm, o delegado
de sade nao consenlisse nesta subsliluico, sem
previo exame da tal iroia, flcou a botica sem
regente, e por coosequencia fechada, e'foi-se
contratar a factura dos remedios a outra botica
t Era costume naquelle hospital dar para al-
moco aos entrevados, caf com leite, em qusnti-
dade sufficienle : as ditas irmas diminuiram a
Buperiora que a reprehendeu speramente por
conversar com os doenles, e prohibio-lhe mais
conversas, com o pretexta de que dellas oascia a
familiaridade que era contraria ao bom rgimen ;
apezar disto aquella irma uo poda coolrafazer
a sua boodosa iadole, e transgredi algumas ve-
zes este preeelto ; tere por castigo o ser manda-
da para Lisboa, porque e~ra incapaz de praticar a
caridade raaurista I
Umdia, a mesa vio-se na necessidade de ad
moeatar a-supertora por um (acto ou (setos, que
^J10!^*0'?''.* leTe em '"Posta urna caria
d ella, qae desda a primeira linha al ultima
erSJ,!B 0Qj,nua? inuHo toda a mesa.rfiesde o
miBtatro w o ultimo mesatio : esta caria, ape-
zar das diligencias que um prolector e apaixona-
4* deltas, e o reverendo )anla padre Miguel
Uzera'm pata a pilharem, eremos que anda se
conserva na carteira do ministro, o lllm. Sr. Do-
mingos Piolo de Pana. Este comportameato
summsmente religioso, porque denota perfeitx
bumildade !
a Urna servente d'aquelle hospital levou um
dia ums carta d'uma das taes irmas um defi-
nidor que linha o mesmo appellido que o indivi-
duo quem era dirigida ; o detinidor, Oio Ba-
beado fraocez, dirigio-se loja d'am negocian-
te seu amigo, com o fim de lhe trsduzir a earta
o alil, eotre alguos eonheciJos, encoatrou um
que se preslou a tradazt-la, e pela leitura vio qu
era urna carta de nsmoro, na qual ella dizia ao
seu amaote, que fosie certa hora f hospital, cuja porta encontrara cerrada.
Isto urna innocente galaotaiia, muilo con-
forme ao seu estado I
a Na prxima pasaada noite de Natal deram
aquellas irmas um brodio 00 hospital, para o
qual convidaran] suas irmas do collegio de Vil-
lar, e algumas familias desta cidade ; e no meio
de urna intoleravel orgia, bebeu-te tanto, que
um dos seus reverendos lazzaristas, por alta noi-
(e, ao sabir a porta, deu mostras d'embriagado,
e foi necessario acompaoha-lo.
Isto louvavel, porque oem sempre macera-
cao o jejum 1
depois que as irmas em questo tomarara
coala do hospital, a despeza auuual, que alli se
fazia em cera, augmeotou para mais de seis arro-
bas ; e como oo bavia de ser assim, se em cer-
tas nones, depois de lauta seis, oa compaohia do
seu reverendo padre lazzarista, ellas todas, for-
mando duas alas, e com velas scezas, vo acom-
pauhar o feliz reverendo ao seu quarto de dor-
mir, uue (lea no mesmo corredor onde ellas dor-
mem T
t E' para invejar esle amor fraternal I
Aiada nos resta mais que oarrar ; mas esto
artigo j ra longo, e nao se oos permute lugar
para mais, por isso em oulro continuaremos.
Entretanto desde j offerecemos ao tBern Publi-
co e ao seu collega, que oo fim da oarracoque
encelamos se cousliluam procuradores dellas, e
nos cbamem aos tribunaes, a verse sao calum-
nias os fados' que ahi narramos, bem contra nos-
sa voutade, porque, desejando nos a maior som-
fn* de caridade em todos os bospilaea, nao nos
importa que ella seja pralicada por mulceres es-
trangeiras ou por nicionaes, com tanlo que ella
se pralique. Acharaos, porm, que grande erro
entregar essas mulheres o governo e direceo
de taes casas, erro que Ihes pode ser fatal.
c Admittam embura.se assim o querem, mulhe-
res es'raugeiras; mis uoicameote para eofermei-
ras, e cuaca para goverosotes e directoras, alias
terao sempre de observar fados como os que nar-
ramos, e navemos de narrar, os quaes melhor
prevenir do que remediar.
O autor do artigo, que acabamos de (raoscre-
ver, quaalo diz no penltimo paragrapho, ao
Bem Publico e ao seu collega, refere-se ao Di'
reno, peridico legiiimista. De toda a imprensa
portuense s o ultimo jornal citado, que eslig-
matisa a resoluco alludida do defioitorio da Or-
dem Terceira de S. Francisco.
A cmara municipal de Coimbra, eleila para o
bienmo de 1862 e 1863 anda nao tomou posse
em coosequencia do cooaelho de districto nao
ter resolvido a duvida que o governador civil
oppoz contra a validado da sua eleiQo. Versa
ella sobre a commisso do recenseamento no-
ter feilo a lista dos cidados elegiveis para os car-
gos municipaes. A imprensa peridica da locali-
dade est diviuida nesta queslo de oullidade ou
validada da eleico, seguuuo o partido a que por-
tence. A. do governo v oa falta da lista dos ele-
giveis urna uulhdada iosanavei, a a da opposico,
recoohece a falta, mas nao enconlra fuadameu-
los para a aoouliaco. Ambas as opinies vao
buscar argumentos legislarlo que regula as
eieicOes camararias, e l os eucoutram, porque o
ponto nao fcil de resolver.
NodJia 13 fez em Coimbra o Sr. governador ci-
'il a distribuico das medalhas enviadas pela
Real Soeiedade Humanitaria do Porto aos indivi-
duos daquella cidade que prestaram relevantes
servteps por occasio das calamitosas endientes
do Mondego era 1860.
O Tribuno Popular conta assim esta solemni-
dade :
a Foi ama festa imponente, lico de altas vir-
tudes sociaes, que sobresanando lio eloquente-
mente n'um acto to simples, eram galarduadas
nos que j as haviam praticado, e aeeendiam oos
nimos dos outros o desejo, e o enlhusiasmo pela
11mlac.no.
Ao ver sete cidados na maior parte de con-
diQo humilde, e das ultimas carnadas sociaes,
elevados a maior altura a que o homem pode
chegar pela pratiea das mais sublimes virtudes
humanitarias, loroarem-se o objecto de urna fes-
la a que assistiam os cavalbeiros mais respeits-
veis, e os fuaccionarios de todas as ordaos desta
cidade, e receberem pela mo do primeiro ma-
gistrado do districto o emblema da admiraco
publica com que a soeiedade os remunerava pe-
los actos que elles haviam praticado em prol da
humaudade afilela, lodos quaotos alli se acha-
vara, e aiada mesmo aquellos, que por muitos e
variados servirlos j teem a consideraco publi-
ca, sealiam no peito emulaco virtuosa pelos ac-
tos que alli recebiam um premio soiemua e ex-
empiar.
A solemnidade fez-se nos pacos da cmara
municipal. Assistiram todas as autoridades, mui-
tas pessoas couvidadas, e um concurso immenso
de convidados.
C A porta da cmara formava a forea militar
aqui destscada, e tocava urna das pbilarmooicaa
desta cidade.
.Os condecorados foram os Srs. Jos Aotooio
Ribairo Paulo, Manoel Grillo, Antonio dos Santos
Deoato, Antonio Gomes Tinoco, Antonio de Pa-
dua Lobo,. Joo Simoes Serio, e Alfredo de
Moura.
O Sr. governador civil antes de proceder
distribuico das medalhas pronuociou urna ao-
cuQo.
o dia 16 celebram-se na S de Braga pompo-
dade
Havia alli ama doenle de phlysica no 3."
grao, e por conseguale prompta a marchar para
o outro mundo ; o medico deu ordem para
que se lhe dsse ludo o que ella apelecesse a
doente, com urna intoosissima sede, pedio que
lhe dsse urna pouca (Tagua chalada, e obteve
1 resposta : nao se Ibe d, porque lhe faz
della porque chorara, e immediatamente man
dou que se lhe dsse a agua, e por aquella vez
cumprio-se a sua ordem, apezar de oo ser coa-
forme com as regrss da caridade lazzarista.
Era costume dar-se noite aos entrevados
laido bem adubado, do hortalica e feijes
I irmia nnnnriinirim na faiinaa A nsn
serta, indigestos ; passaJos lempos os
"mu0 i" '"* iy qo'l'flcador resolvido entrevados oo queriim o caldo, e passavam sera
NoTnnAi h*' rfJ a "ia ordomo inquiri a causa, mas oinguem
liiK0^e'decorrid>. desde que. e.po- Ih'a confessav. (tal era o medo do castigo) at
- .."' 8,b? "!? 'iote e deua d" 1e um Q>ile resolveu-se ir cosi ha a pro
em qae ella estove aberta, podia.-sem grande es- -- ------
foreo de trabalho.ter-se^oosto remate obra que
com tanta honra para a industria nacional, a as-
aociaco iodustrial portuense soube com al-
gum louvor a grande gloria sua levar exe-
cuco.
var o caldo, e cooheceu que era apenas agua
com couves, com poucos sigaaea d'adubo ; masa
caridade lazzarista assim o ordeoava I
a Urna daquellaa irmas, que era porlugueza,
mostrara am genio meigo e compassivo, e os
doenles gostavam della por o bom modo com
Ns o. Portugueses, para muita coas. 4o utiH- %HU fa.va e o. t t.^'; um. doe^Yu...
da.-..ral,, tomo, mu.to descuidados. Parece io|ibaoda, pedio-lhe que estiveie aljlm'em
po junto della e lhe dsse as consolacoes de que
umi doenl* tanto carece na hora extrema ella,
com a melhor vootade, aonuio aquella supplica,
e cooversou eom a enferma por um pouco, diri-
gindo-lhe carinaosas e consoladoras palavrps, de
i~toZ3^drZ """* -*'",,'" a iuz i modo que a enferma Ibe chamoa seu aojo :
do.ol,iriflcadordoProgremqB.ado4.o..et aHM. 'iUi Hfelt, M ch.tp.d. i prec. da fozi iwWr', ^**^ KS-S
da Misericordia daquella cidade. Uegistrando'es'te
piedoso acto, s acresceolaremosfeliz monarcha
que deixou de ai lo grata memoria em todas as
classes da soeiedade I
Temos tres das de rigoroso invern, de chuvas
incessantes, aolecedidoa de alguns outros a qae
se costuma chamar de mo lempo. O resaltado
foi urna encheote ao rio Doaro, que, felizmente
malO mordomo de mez vio "enferma debu- nVcausou sen io"comVdo"Vpequew"oTiraT-
' em lagrimas, e multo cusi pJe saber zos .os moradores das casas baixas das ras
.- "7,7 TT .-.. "t." .=.JUD.. vrea ae agua e secundo ao sol de um bellissimo
u..- a lrma" 8.uPPr,mira,n o-'loes pre- dia. O Douro est quasi no sea leito natural esa
texto de serem indigestos : nassadoa temno* n ni .k._;____j..________:___-____... r
nundadas.
Servimo nos da noticia que a tal respeito d o
Commercio do Porto de hoolem acreaceotaodo-
lhe smeate, qae hoje, domiago, s 9 horas da
tarde, as ras que foram inouodadas esto j li-
vres de agua e secoando ao sol de um bellissimo
nao sobrevierem das successivos de maitas cha-
vas, nao teremos este anno nova chela.
A noticia a seguale :
Hoolem (24) ao meio dia, pouco mais ou me-
nos, principou o rio a oo dar por uar tendo
a essa hura subido 6 decmetros (2 ps) .cima da
prea-aar d'aguas viv.s. A correle medid, s 4
da tarde, era de 24 kilmetros (8 milhas aproxi-
madamente) por hora. O volume d'aaua c*t-
nuou a augmentar, e hoje s 9 d. rn.ona.es4.va
uasV^loriw prea-mar a'a*u" *', com-
m?i.io Z n* r0"61116 de 16 kilometraa
meio (9 milhas aproxtmadameute).
Os navios tom.m toda, as precaaoM poa-
siveis. r '
Temo, cere, da chota as seguate aotl-
a A' rais noile f.ll.'va usa palmo para a agua
chegar ao caes da Ribeira, e desde essa hora co-




_i; ,


DRfUO DE PEBNAMTOCO ** QUINTA IBA 13 M FETOREMtO DE l61
;
-da, quando o carro da mala-posta pusou cora-
direcco ao Alto da Bandeira (para d'alli parlir
hoje i noite] ji a agaa chegava aoa Jaelhos do*
cavallos. ,
A mala-posta, que chegou de Lisboa, ficon
na Biodeira.
N* becce daa Paoelias, as horas, de prea-
mur, m agua entrou as casas, que Acarara livres
naa horas da Tasante. Na ra da Lisia a comrou-
ntcago para alguma* casas, j por meio de
barcos.
No caes dos Guindaes a agua di pelis ja-
fiallaa da cazioha das proras e cobre quasi os
guindastes de ferro, que serrem para guindar aa
ipa*. ^ "^
A pasaagem para Cima do Moro, do lado do
oaaounle, (use por meio de una barco e de um
praneho. O rio cbega a 8a porta das casas deste
meerao lado, na Ribeira.
A caga da estira j tem agua dentro e na ra
da Fonte Taurina tambem a agua j penetrou pelo
Postigo do Gura*.
Na parte da ra dos Biohos, que d para
Miragaia a commuoicago com as casas por meio
de barcos.
c A agua entra j polo Postigo dos Banhos,
unindo-a* que entra pela Porta Nobre.
De Gima do Muro para as ecadas do Cami-
nho Noru( Porta Nobre) passa-se em un barco.
Bm todos os arcos de Miragaia a iooundacao
tem 4 palmos de altura, estando a agua ao nivel
dos alieercee dos rmateos terreo* da ora alfan-
dega.
< Do lodo de Villa Nora a agua cobre a praia
e entrou j na ra da Barroca
a Era este o esta lo da cheia das 10 para as 11
horas da manha de hoje. Acuella hora o rio
continuara a encher. o
Abriram termo de carga :em 26 de dezem-
bro a barca Activa para o Ro de Janeiro : em
30 a barca klfrtdo para o Maranho, e a barca
Palmtira para o Para ;em 13 de Janeiro a bar-
ca Flor de S. Simio para o Rio de Janeiro:
Com relago aos diversos portos do Brasil
nao entrou embarago alguma des le 26 de de-
zembro, e sahio em 29 do dito a barca Caridade
para o Rio de Janeiro, por Lisboa.
Eutrou em Vjgo no dia 23, com 38 dias de via -
em, a barca Sympathia, procedente de Pernam-
buco
Resumo do activo e passivo do banco commircial
do Porto em 31 de dezembro de 1861.
Activo.
Exisleocia em cofre, em metal.... 236:271&549
Leiras descontadas a receber...... 942:8459121
Emprestimo sobre diversos pe-
ohores.......................... 183.514J165
Emprestimo ao goreroo para a
nova alfandega do Porto........ 172 680g000
Ttulos de dirida publica (valor do
balango)........................ 3U:805621
Crditos diversos.................. 489:697^004
Emprestimo forjado junta do
Porto em 1847 .................
Custo actual do edicio do banco,
movis, etc.....................
Rs.... ..
Passivo.
Capital actual dobanco..........
Diversos depositantes............
Notas em clrculago..............
Amorlisacao do emprestimo para
a nova alfandega................
Dividendos por pagar.............
67:855#000
, 25:101870
2,529:770330
1,337:4009000
39z:820474
228:4808000
33:7508030
6:757500
Dbitos em coota correte........ 379.425&930
Fundo de reserva.
Lucros e perdas (deduzidos tis
40:122000 dividendo do 1 se-
mestre).........................
83:519gUU0
67:617*426
Re...... 2,529:7708330
Balancete da companhia de seguros Douro em
31 de aezembro de 1861.
Saldo em debito das cootas dos agen-
te................................ 1:4138210
Existencia em penhores............ 60O3OK)
Valor da casa de Barca d'Alva...... 692g50
Dinheiro em caixa.................. 3:29*5808
Diversos devedores.................. 632*335
Saldo da conta de M. J. Soares &
Filhos............................ l:12l$000
Rs...... 7:6539693
A deduztr:
Fundo de reserva........4:000|000
Fundo supplementar..... 1978338
Saldo da conta do agente
da Palla................ 89855
Saldo da ultima entrada
de 10 O/o dos Srs. ac-
cionistas............... 3:4479700
--------------7:6539893
Hespanha.
Lisbja, 28 de Janeiro.
Parti do porto de Cidix o vapor Fu/cono en-
carregsdo de conduzir praga de Melbila em A-
fnca os eogenheiros militares que bao de concor-
rer na deniarcago dos novos limites segundo o
ultimo tratado marroquino, por qnanto j eslava
a'Ii o novo governador do Riff. Sil-Abd-el Su-
doch, tendo declarado que o principal objecto da
sus rinda era preparar a demarcago dos limi-
tes.
O trstado do commercio entre Hespanha
e Marrocos, assignado em Madrid no dia 20 de no-
vembro de 1861, raticado j pelo soberano da-
qi>elle imperio, foi apresentado ao congresso hes-
panhol em sesso de8, atim de que ubtendo a ap-
provaco das corles possa ser tambem raticado
pelo governo de sua magestade constiiuciooal ;
consta de 54 artigos.
A Gazeta traz ratificado por ambas as par-
tes contratantes o trtalo denominadode Ma-
dridque regulou as deaiotelligenclas entre
Hespanha e Marrocos. Os principaes arligos, a
que todos os outros sao subordinados, dizem as-
sim :
1." As tropas hespanholas evacuaro a ci-
dade deTetuao e sen territorio logo que se rea-
lisa a entrega de tres milhoes de duros em meJa
rnente aos commissarios Horneados para rece-
be-los pelo governo de ana magestade rainha.
Os dez milhdes de duros restantes para com-
pletar a indemnissgo de guerra, estipulada no
tratado de paz, sero pagos por metade do ren-
di melos das alfandegas de todos os portos do im-
perio de Marroco, que o sulto p5e a disposigao
da rainha de Hespanha, para que os faja cobrar
por empreados que nomeei para esse effeito. A
oulra metade desses rendimenlos reservada ao
sullo. d
A rainha de Hespanha podor mandar estabe-
lecer em Teluo urna casa de missionarios como
a que existe era-Taoger.
Os missionarios podero dedicar-se livremenle
ao exercicio do seu ministerio em qualquer parte
do estado roarroquino, e as suas pessoas e aa ca
sas e hospicios que habitaren) gozaro da segu-
ranza mais completa e da especial protecgo de
S. M. o sulto e das suas autoridades.
Pubiicaram-se os convenios diplomticos
que garantem o emprestimo marroquino para o
pagamento da indemnizarlo Hespanha, e o an-
nuncio de Mrs. Kobiason e Fiemming que con-
vidm o$ que desejarem subscrever para o dito
emprestimo at 17 do rorrente.
Tendo-se annunciado no da 16 na bolsa de
Londres a subscripto de 501:200 libras esterli-
nas, por conta do imperio marroquino, para que
este pagasse Hespanha a indemnisago de guer-
ra, a garanta do rendimento das alfandegas, pa-
receu tao sufflciente aos capitalistas que este no-
vo papel obleve cinco e seis por cento de pre-
mio.
A somraa da subscripto elevou-se no mesmo
dia dous milhdes de libras esterlinas, isto co-
brio quatro vezes a quanlia pedida.
O general Prim, chefe das forgas hespanho-
las, tinha avisado para Londres em data de 17 de
dezembro de Puerto-Rico, que na vespera havia
che?sdo aquella ilha, e que a 18 continuara sua
viagem para a Cuba.
O general, rai ao Mxico juntamente comas
da Frasca e da Inglaterra, e reina o mais com-
pleto accorde entre as tres potencias expedicio-
narias.
Conflrmou-ee ofOcialmente o abandono de
Vera Cruz pelas tropas mexicanas, e que ashes-
panholas bansm occupado esta cidade e o cas-
4ello de 8. Juan de Ulloa.
Dizem de Londres, era daU de 16, que o
go-rernador de Vera Cruz, a ules de evacuar a ci-
aade, publicou urna proclamecao probibiodo a
toda a communicacao com os hespaoboes e sub-
ministrar-ibes oiioucioaameoloa, preveaindo
alm disso todos os mexicanos que nao pegaasom
em armas para defeza do territorio que seriam
havidos por traidores.
Pelas ultimas noticias chegadas de Vera-
Cruz, consta que os hespanhes foram alli rece-
idos cordealmente.
O goreroo rerou-se para o interior, fazendo
espalbar urna proclamago concebida em termos
furiosos. '
O general Prim, que dere commsndar as.
farpa* combinadas, sahio de Havana no dia 50.
Parece que o presidente americano, Mr.
Lincoln, interrira aa actual questio do Mxico.
Parece positivo que oa mexicanos residentes
na Europa fazem grandes diligencias junto das
potencias interventoras para que estas protejam
com. toda a sua influencia moral os partidarios
da monarchia constitucional no Mxico, conside-
rando quo s assim poder conseguir-se um'go-
reroo estival niquelle desrenturado paiz, e im-
pedir que seja abaorvido pelos Estados-Unidos
da America.
Consta por despacho telegraphico que a esqua-
dra francesa destinada-ao Mxico chegado no dia
27 do pssssdo Havana, e a esqoadra inglesa no
dia 30, devendo achar-ae ambas reunidaa aos na-
vios hespeahoea, frente dos quaes ir o eonde
de Reus, general Prim, do dia 5 de Janeiro cor-
rente, no porto de Vera-Cruz
. A situjQo do Mxico era horrivel no prin-
cipio de dezembro ultimo : havia assassinado oa
capital o subdito francez Jos Acbard. A guerra
civil der-aatar* aquelles estados. Continuara em
grande escala a emigrago das familias hespanho-
las pelos por toa martimos para Havana.
Diz-se que o Sr. Tassura est eutorisado
pelo governo hespanhol, para celebrar um con-
venio com Miraaoo, em rirtude doqual esio.su-
bindo ao poder no Mxico, aera reconbecido pela
Hespanha e observar o mesmo, procedimeoto
que o general Santanna, em S. Domingos. Alguos
jornaes desmentem esta noticia.
Falla-se do apparecimedto entre os cibos
de Espartel e de Trafulgar, de outro navio cor-
sario separatista que perseguia os pertenceotes
aos estados do norte.
Vem n'uma folha de Madrid, que, no dia 14
se hara de verificar naquella capital, em casa do
Sr. Marcourt, a primeira reuniao das peasoaa
que se propozeram associa-lo para preparar urna
serie de trabalhos que conlribuissem para estrel-
lar as relacoes entre a Hespanha e Portugal.
Parece que o goreroo heepaofiol teociooa
ter urna estacao naval em Lisboa, e para esse&m
deu ordem corveta Cortez, de vir fundear as
aguas do Tejo.
O Moniteur de Paris/annuocia, na parte of-
Ucial, a coocluso do tratado consular entre a
Hespanha e Franca, recentemente coocluido, e
que de summa importancia para o desenvolvi-
mento das relacoes entre os dous povos.
Acha-se gravemente enfermo em Madrid, o
celebre poeta bespanhol, o Sf. Serra Mientros.
A Correspondencia de Hespanha, de 14 do cor-
rete, dando a noticia do gravissimo estado em
que na noite de 13 se acbava o mogo poeta, diz,
que na occasio em que o publico, rindo, ap-
plaudia oschitosos ditos da sua ultima prodcelo
El loco d la guardilha, os amigos do enfermo,
cercando-lhe o leito de dr, derramavam senti-
das lagrimas ao verem proiimsda do fim a exis-
tencia querida do mogo e talentoso poeta.
Veriflcou-se ltimamente em Madrid a ex-
periencia de um descobrimento importantissimo
para todas as classes da sociedade. Consiste no
melhoramento e augmento do pao, pelo mesmo
melhodo, que hoje se empregs.ecom igual quan-
tidade de farinha : ociosos do conhecer o re-
sultado desta operago, acudiram a presencio-la
varias pessoas, entre ellas o general Len e Na-
varrete, o conde de Miranda, e o mord'omo-mr
de Sua Magestade, Sevilhano, sendo grande a
aorpreza que lodos experimentaran) ao ver que
deu 9 por 100, e mais alguma cousa do ordinario
o pao produzido por esta operago.
A Co/respoiiiencia de Heepanha escreve n'um
artigo separado o seguinle:
a Nao cessam os opposicionistas de formar tris-
tes agouros sobre o resultado que davam ao paiz
as actuses discusses parlamentares. Mas. en-
ganam-se, podemos assegura-lo, osqueciem
que as manobras eatranhas ou as susceptibilida-
des proprias possam per obstculos marcha
regular do systema representativo! na nossa pa-
tria.
O governo comprehende toda a extensao dot
seus deveres ej'saber cumpri-los. O governo
quer que se discutam na legislatura actual nao s
os orgnmentos, mas as leis administrativas e a
da imprensa.
O governo empregar toda a sua influencia
com os seus amigos e todo o seu poder legal
cora os seus adversarios, para que cheguem a
converier-se em leis os que hoje nao sao mais
do que projectos.
a Nem a violencia, nem a injustiga dos ataques
o obrigaro a encerrar o parlamento ; mas, ape-
zar dos seus esforgos e das suas leaes iotencoes,
se adoptar como systema o embaragar e fazer in-
lerminavei8 as discussoes, se oeste modo se ca-
miohar ao descrdito do governo representativo,
ese espagar al urna poca Ilimitada a recons-
truegao administrativa do' paiz, ento o governo
appellar para as ornas eleitoraes, e coostituir
juiz a naco entre o gabinete, que pugna por go-
vernarcom aa cortes, e por decisao das cortes, e
os que pelo eeu proceder tornam impossivel a
marcha natural do systema representativo oa
Hespanha.
No senado hespanhol, em sessao de 16, foi
approvado o projecto de fixago da forja do exer-
cito em 100,000 homens por 100 votos contra 5,
o do aliatameoto da marinhagem por 85 votos
contra 18, e bem assim a fixagao das torgas navaes
para o presente anno, por 97 votos gontra 2.
Parece que ,\ eslava rubricado por Sua Ma-
gestade Calholica um decreto confenodo ao ca-
pilSo-general da ilha de Cuba, D. Francisco Ser-
rano, a grandeza de Hespanha com o titulo de
duque de la Torre.
Sua Magestade a rainha de Hespanha acha-
se no_ seu estado interessante, tendo ido nessa
occasio, a mesma auguata senhora, acompaona-
da de toda a familia real, fazer urna visita ao
templo de Nossa Senhora da Atocha.
Em consequencia de Sua Magestade a rainha
ae achar no tea interessante estado de gravidez,
nao pode fazer a sua anuunciada viagem An-
daluzia na primavera prxima ; porm deaejosa
de visitar aquella parta da monarchia, diz-se ter
declarado que far essa jornada no mez de ou-
tubro.
Consta|ter se fallado no caso possivel de
Iransferir-se S. A. R. a infanta D. Isabel para a
Cataiunha com o intento de restabelecer-ae a sua
saude. Por oulra parte coustava que suas alte-
zas os duques de Mootpensier dixaram os apo-
seutos que oceupavam no palacio db Santelmo
em Sevilha. que seestavam preparando para que
o urna eventualidade, que comtudo aioda nao
tinha todos os graos de probabilidade, podessem
ser oceupados por sua augusta sobrioha.
Pelas ultimas noticias, parece que se abando-
nou a idea da viagem da infanta D Isabel a Se-
vilha, porque sua alteza tem sentido considera-
reis melhoraa.
De Paris commuoicaram para Madrid, em
10, que a marqueza de la Isabella, lba de S. M.
a rainha Christina dra luz na dia 9. s duas
da tarde felizmente, um robusto menino.
O ministro da (azenda apreseniou no con-
gresso um projecto de lei, que em resumo diz:
Declara-se abolido o morgado do Infantado,
que boje possue oSr. infante D. SeDaslio. Co-
mo equiralente aos rendimenlos das cotnmen-
dasannexas ao citado morgado, que oSr. infante
desfrucla como grao-prior da ordem de S. Joe
se lhe eotregaram ioscripges de. assenlsmenlo
de juro de 3 por cento. Cessar desde o 1 de
Janeiro de 1853 a consigoacao de 150,000 duca-
dos, que com dotagSo do dilo morgado percebe
do thesouro publico o sareoissimo Sr. infante D.
Sebssti&o, abandonaodo-lhe durante a aua rida
a somma de novecentos mil reales por anno.
O aenado hespanhol approvou, na sesso
de 21, por 99 contra 7, o projecto de lei que
concede ao ministro do tomento urna ampliago
de crdito com applicago a obras de estradas.
Tendo chegado a Caoiz no dia 7 do correle o
vapor separatista americano Sumpter Irazendo a
seu bordo 43 prisiooeiros, o seu capillo mandara
nesse mesmo dia a Ierra dous olliciaea, um aiim
de lomar inslruccoes sobre os prisiooeiros que
(razia a bordo, e outro a visitar o goremador
civil.
No dia 9 desembarcaran) e caram debaixo da
proteceo 4o coosul dos Esiados-Uoidos os pri-
siooeiros que trazia o Sumper.
O capito desle pediu ao commandanta geral
do departamento para aatrar no dique seoco.
Em virtud* de determioago do encarregado
de nagecioa do* Estados-unidos em Madrid, o
cnsul americano em Cdiz protestou peranie o
capito geoerai do departamento contra as repa-
raedes que solicitou o navio separatista Sumpter];
mas o governador responden n'um offlcio ao
consol que nao haveodo motivo nos actos da
autorldade em rolajao ao navio Sumpter em qae
podesse fundar-se o protesto, nao poda admit-
ti-lo.
Dizum jornal d Madrid :
< E' certo que o coosul dos Esta-Unidos em
Cdiz tinha protestado contra os auxilios que *e
prestassem naquelle porto "ao vapor separatista
americano Sumpter. O governo hespanhol pro-
ceden como devia, e este faci nao pode alterar
a boa harmona existente na actualidade entre ns
goveroos de Madrid e de Washington.
O capillo do Sumpter reclamou da autorldade
superior martima do departamento de Cdiz li-
ceoga para reparar aa araras do sen navio no
arseoal de Currara.
Consultado sobre esta pretengio o governo de
S. M., limltou-se a previnir aquelle com man-
dante geral de ;que se ligasse suidamente as
saas relagdes com o Sumpter ao que dispoe o
decreto de 17 de juoho.
Urna commissio da junta do departamento pas-
sou consecuentemente a restoriar o navio, e
achou qua*por fszer bastante agua junto ao h-
lice nao podia seguir riagem aem expdr-se a
naufragio certo.
Obrigar oeste caso o Sumpter a fazer-se ao
mar seria um aclo de barbara desumanidade, em
cooirario do citado decreto de 17 de junho, que
dispde que se preatem os navios separatistas os
auxilios iodispeoaareis. Ordenaram-se as repa-
ragoes necessarias porria de agaa aborta, e re-
cusaran) -se oulras exigencias.
Tambem se estabeleceu da parte da autorldade
urna especial vigilancia para que nao se introdu-
zissem no Sumpter armas e munices.
Nao obstante estas medidas e prevenges, o
coosul dos Estados Unidos naquella praga apre-
seotou um novo e vehemente protesto contra a
entrada do vapor no dique; protesto que em
preseoga do direito commum e das gentes nada
significa, nem tem vala alguma.
O vapor ficou no dia 12 sobre o ante-dique
para ominar o dique na mar do dia 13. O ca-
pito general do departamento maniestou aoseu
commaodante que nao se lhe fariam outrasobrsa
seno as indispensaveis para o livrar da avaria
que tem e que pode arriscar a seguranga do navio.
Urna parte dos tripulantes do Sumpter tratara
de abandonar o navio; seis se evadiram do va-
por Separatista e a presen la ram-se naquella pra-
ga. O coosul dos Estados-Unidos reclamou a fa -
vor dellea a protecgo do governador militar. Ao
mesmo tempo o commaodante do vapor pedia
que lbe foasem devolvidos como desertores. O
governador militar recusou fazer a entrega fuu-
dando-se em que a Hespanha ainda nao lioha re-
conhecido como nago oa estados do aul, e por-
que nenhum tratado de extradiego h com os
Eslados-Coido.
O Sumpter sahio no dia 15 do dique e entrou
na bahia. O governo de Hespanha ordenou ao
commaodante geral do departamento, que Uzease
sahir do porto aquelle vapor quanto antes, mas
que isto lhe nao fosse permittido seoo 24 horas
depois de terem sahido quaesquer navios mer-
cantes do estado do norte.
Communicada ao capito do Sumpter a ordem
de fazer-se ao mar, respoodeu que lhe era mate-
ralmenla.impossivel obedecer por falla de agua
e carvo e de dinheiro para adquirir estes dous
provimentos; mas que o espera va a todos os mo-
mentos. O governador militar da praga, nao at-
lendendo estas razos, lhe concedeu, no dia 17
ao meio dia, seis horas para motr-se do que ca-
recesse e sahir inmediatamente do porto.
Com effeito sahio o vapor Sumpter oo dia 17,
que ae diriga, segundo informaedes obtidas para
Gibraltsr.
.
gsr no Plauby, e o desta provincia Severino Al-
ves de Carvalho psra o mesmo lagar naquella.
. O juiz de direito Jos Martina Farreira. da co-
marca do Principe Imperial para a da Chapada,
a seu pedido.
Poram recondozidos:
O bacbarel Joo- Vicente Pereira Dutra no lu-
gar de jui municipal e de orphoi do termo da
Granja, no Cear.
O Dacharel Luiz Jacrtho Vergne de Abrru no
dos termos reunidos e lbeos e Ol venga, na
Rab*.
Poi concedida ao bachare'l Francisco Correa de
Q>eiroz Barros a demisso que pedio do lugar de
t'uiz municipal e de orpho do termo de Sania
larbara, em Minas-Geraes.
Foram oomeados :
Israel Rodrigues de Carvalho, 2 tabellio da
cidada de Pelotas, na provincia do Rio-fcrande
do Sol.
. Amaro Gomes da Cunha Brag, 2 tabellio e
escri'io de orphos e anoexos de Macah.
O lente Joo Caocio Pulcherlo, para ajuda-
tedo 3 corpo de cavallaria da gwafda nacional
do Rio-Grande do Sul.
O leneute Rieardo Medeiros de Mello, idem de
Ia corpo de cavallaria da mesma guarda.
O capito Fradericu de Souza Mello, para me-
jor do 3 corpo de cavallaria idem.
O capito Antonio Leite Piolo, para major com
mandante di secgo do batalho de reserva a. &
da guarda nacional do Rio de Janeiro.
Foram commutadaa em gales perpetuas as pe-
nis de morle impstaseos reos Agoslioho Ramn
Rodrigues, pelo juiz de direito da comarca fron-
leira de Bag e Benedicto, escravo, pelo jury de
Pelotas.
Da ordem do da a. 303, publicada honlem
pela repartigo do ajudanle-general, /couslam as
seguiotes :
Dos Srs. brigadeiro Manoel Muniz Tavares pa-
ra inspeccionar o 2" batlho de infamara eo
corpo de guarnigo da Parahibs do Norte, deven-
do inspeccionar primeiro este corpo de guar-
nigo nomeagoes :
Alferes do 8 balalhao de iofanlaria Manoel da
Costa da Alfonsees para secretario da iospecgo
a cargo do Sr. brigadeiro Maneel Muniz Tavares.
Capello-alferes da repartigo ecclesiastica do
exordio paire Joo Manoel de Meuezes para ser
empregado no servigo da guarnigo da Baha,
quaodo se tenha apresentado para entrar no exer-
cicio das funegesdo seu ministerio, para que foi
oom ado por decreto de 31 de dezembro ultimo:
ordem do dia o. 301,
Capito do corpo de engenheiro Domingos Jos
Rodrigues para servir na provincia de l'ernam-
bucu disposigao do respectivo presidente.
Primeiro lenle do mesmo corpo Augusto
Fausto de Souza, lente da l'cadeira do 2" anoo
da escola auxiliar militar da provincia do Rio-
Grande do Sul, para repetidor interino da escola
militar, devendo recolher-se corte aGm de en-
trar no exercicio desse emprego ; aviso de 18 de
Janeiro prximo findo.
Primeiro lenle do mesmo corpo Joo Luiz de
Aodrade e Vaacoocellos para lente interino da 1'
Cadeira do 2 anno da escola auxiliar militar da
provincia do Rio-Grande do Sul: aviso de 21 de
jsoeiro (indo.
Segundos cirurgioes do corpo de saude do exer-
cito, Drs. Gustavo Batduoo de Moura e Cmara,
e Cicero AUes dos Sanios, paraservirem na pro-
vincia de Pernambuco, os quaes devero seguir
quanto antes para o seu destioo.
INTERIOR.
RIO DE JAAEIRO
6 de Janeiro le 1868.
O Sr. baro de Tamandarfoinomeadoajudante
de campo de S. M. o Imperador, com os venci-
meoios iguaes aos que percebem os geoeraes do
exercito no mesmo cargo.
Da ordem do dia n. 302, publicada honlem pe-
la repartigo do ajudaote general, constad as se-
guirles nomeagoes :
Do Sr. lente coronel do corpo de eogenheiros
Manoel de Farias Vasconcellos, para Qcar a dis-
posigao da presidencia da provincia do Rio de
Janeiro, aflm de ser empregado como convier ao
servigo publico aviso de 21 do correte.
Tenente do estado maior de 1* classe Captoli-
oo Peregrino -Severiano da Cunha, para aer em-
pregado as obras publicas da. mesma provincia.
Aviso de 21 de jsoeiro.
Primeiro tenente do corpo de eogenheiros Ma-
noel Feliciano Moniz Freir, para ser empregado
na provincia de S. Paulo como engenheiro.
Segundo tsenlo do mesmo corpo Eugenio Adri-
ano Pereira da Cunha e Mello, para llcar a dis-
posico do ministerio dos negocios da agricultu-
ra, commercio e obras publicas, sendo emprega-
do no lugar de ajudaote do engsnbeiro fiscal da
estrada de ferro da provincia de Pernambuco.
Aviso de 17 do corren te.
Segundo cirurgio do corpo saude do exercito
Dr. Jacfntho Silvano Santa Rosa, para servir na
provincia ds Bahia. Aviso a presidencia desta
provincia em 18 do correte.
Alferes do corpo de guarnigo de S. Paulo Jos
Marcellinode Aodrade Vasconcellos, para secre-
tario do mesmo corpo, proposto para este lugar
segundo o disposto na ordem do dia n. 221.
A do Sr. tenente coronel aggregado ao corpo
de eogenheiros Thomaz da Silva Paranhos, para
ser empregado as obras militares da provincia
da Bahia ( ordem do dia n. 299 ); na qualidado
de director das mesmas obras. Aviso de 16 do
correte presidencia da referida provincia.
A do Sr. segundo tenente do corpo de enge-
nheiros Jos Tiburcio Pereira de MagalhSes, para
ajudanle da directora das obras militares da pro-
vincia de Pernambuco, por portara da presiden-
cia da mesma provincia de 31 de dezembro ulti-
mo ; approvada.
Foi concedida a demisso que pedir o inspec-
tor da alfmdega de Paraoagu Demetrio Acacio
Fernandos ds Cruz, e nomeado para esse lugar, o
4 escripturario do thesouro nacional Manoel Au-
gusto de Figueiredo.
- 29
Tomram o grao de bacharel em matheraalicas
e sciencias physicas : os Srs. teoentes do estsdo
maior Manoel Feliciano Pereira de Carvalho
Luiz Marciano da Silva Araujo, Manoel dos Pos-
sos e Figueira e Jos Alves Gomes Barroso
31
Por decreto de 29 desle mez foi demillldo do
servigo do exercito, por asssim o haver pedido, o
2. cirurgio do respectivo corpo de saude Dr.
Davino Frederico de Carvalho e Silva, e nomea-
do para aquelle posto o Dr. Joo Severiano da
Fonseca.
Por decreto da mesma data foi transferido pa-
ra a 3* companhia do 7." batalho da infamara o
capitn do batalho de cegadores deGoyaz Anto-
nio Pedro Heitor, e para a 5* companhia deste
batalhar/o capito daquello Antonio Mara Coe-
Iho.
Io de fevereiro.
Foi nomeado o Dr. Manoel Moreira Guerra
lente substituto da faculJade de direito do Re-
cite.
Foram condecorados com o habito de Aviz
os capites-teoenles Jos Pereira de Lima Cam-
pos e Fraodsco de Miranda Ribeiro, os Io l-
enles Luiz da Costa Fernaales e Jos Lopes
de S.
Foi demittido, a seu pedido, por decreto de 21
do correte, o 2o cirurgio do corpo de saude da
armada Joao Pinheiro de Lemos.

Fot concedida ao Dr. Manoel Antonio Duar-
te de Azevedo a exoneraco que pedio do
de presidente da provincia do Cear.
DIARIO E PERNAMBUCO-
cargo
Foram demittidos em 29 do mee passado:
Aodr Cursino Comea de Mello, do emprego d
administrador das espalaras da alfandega da pro-
vincia da Parahiba, e Joo Mara de Maacarenhas
Rosado, do lugar de Qel de armazem da dita al-
fandega.
Pordecrelo de 25 do mesmo mes foi aposenta-
do Joo Jos da Costa Araujo, oo lugar de admi-
nistrador da mesa de rendas de S. Jos do Norte,
o provincia do Rio-Grande do Sul.
5
Foram removidos :
O chefe de polica do Rio-Grande do Narle
Joao Francisca da Silva Braga para o mesmo lu-
Temos vista jornaes do Rio, Bahia e Alagas,
de que foi portador o vapor Princeta de Join-
ville, que alcangsm : os primeiros 5, os segun-
dos '.', e Alagas 11 do crrante.
Ato de Janeiro, r Pelo ministerio do imperio
baixaram os seguales avisos e decretos :
< N. 2,879, de 23 do passado, estabelecenJo
regrassobre a suspeigo dos len.es das (acuida-
des de direito e medicina.
Coavindo estabelecer regras pelas quaes so
regulem melhor os casos d suspeigo dos lentes
das faculdades de direito e de medicina, e ten le
ouvido o parecer da secgo dos negocios do im-
perio do conselho de estado, hei por bem que se
observe o seguinle, emquanto se oo procede
reviso dos estatutos das mesmas faculdades.
Art. 1. Fica extensiva a disposigao do art.
63 do regulamento n. 1,568 de 24 de feverei-
ro de 1855 a lodos os casos em quo se verificar,
ntreos leoles das facultadese os individuos so-
bre os quaes tirerem estes de rotar, o impedi-
mento do parentesco oelle proscripto.
a Art. 2. N*squest>s de inlresse particular
nao podem votar conjunctamente lentes entre oa
quaes se d o impedimento de parenleico aiao
segundo grao contado de conformidade com o di-
reito cannico.
c Art. 3. Quando eotre doua ou mais lentes se
verificar o impedimento de que trata o artigo an-
tecedente, s aera admillido a votar o mais enli-
go de eotre os lentes impelidos.
< Jos Ildefonso de Souza Ramos, do meu con -
seibo, senador do imperio, ministro e secretario
de estado dos negocios do imperio, oteuha assim
entendido e faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, era 23 de Janeiro
de 1862, 41" da indepeodencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Ilde-
fonso de Souza Ramos.*
a 4." secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
oexocios do imperio, em 22 de jsoeiro de 1862.
Tendo sido presente a S. M. o imperador o of-
flcio de V. S. com dala de 18 de dezembro ulti-
ma, aoqual acompanhou o parecer da conimisso
de lentes oomeada pela congregago dessa facul-
dade para represeotar ao governo imperial sobre
a disposigao do aviso deste ministerio de 5 de
abril do 1859, pelo qual foi declarado que as fe-
rias dos lentes das faculdades de direito termi-
nara no dia 3 de. fevereiro de cada anno, cumpre
em resposla, communicar a V. S., para seu co-
nhecimenlo e ex*cugo, que o mesmo augusto
senhor, attendendo mencionada represenlago,
houve por bem modificar a doutrina do supraci-
tado aviso, determinando que 6i ferias ter-
minen) no primeiro dia til de margo, conforme
o disposto no art. 68 dos estatutos, excepto para
os lentes que forem nomeados pelo presidente da
provincia e pelos directores das faculJades para
seoecuparem nos exames preparatorios, os quaes
devero apresentar-se para aquelle fim no dis8
de fevereiro, conforme o disposto noait. 51 dos
estatutos.
c As referidas nomeagoes devero ser fellas
com a necessaria antecedencia, no fim de cada
anno lectivo, pelo presidente da provincia e pelos
directores, designando estes dous lentes para os
mencionados trabalhos, e dous outros para subs-
titui-los em seus impedimentos.
c Deus guarde V. Exc. Jos Ildefonso de
Souza Ramos. Sr. director da faculdade de di-
reito de S. Paulo
c 4." secgo.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 22 de Janeiro de 1862.
lliiD. e Exm. Sr. Sendo ouvids a secgo dos
negocios do imperio do conse.ho de estado sobre
a seguinte questo : se, vista dos estatutos e
do regulamento complementar das faculdades de
direito, o governo obrigado a preencher qual-
quor vaga de lente substituto que se der oas raas-
mts faculdades, quando as proposlas das respec-
tivas congregages nao contiverem tres nomes ;
foi de parecer que, vista do disposto nos aris.
43 e 45 dos mesmos estatutos, o governo podo,
se assim o eoteoder, noraear lentes, sobre pro-
postas que cootenbam menos de tres nomes; mas
que nao obrigado a faze-lo quando lbe parecer
conveniente nao aceitar urna proposta incomple-
ta, e que ueste caso dere mandar proceder a no-
vo concurso ; acrescentsndo outrosim a mesma
secgo que esta doutrina extensiva as fatuida-
des de medicina, cu jos estatutos contem as mes-
mas disposige* dos das faculdades de direito.
E tendo-se conformado S. M o Imperador
com o meocionado parecer por sua immediata
resolugao de 18 do correte mez, assim o com-
mnico V. Exc. para sua intelligeocia, epara
que o faga consiac congregago dos leales des-
sa facaldade.
i Deus guarde V. Exc. Jos Ildefonso de
Souza Ramos.Se. director da hculdade de di-
reito do Recita.
Pelo da-justiga baixou o aviso seguinte :
2a secgo.Ministerio dos negocio* da ius-
tiga.Rfa de Janeiro, em 18 de Janeiro de 181
Illm. e Exm. SCoromuaica V. Exc. a este
ministerio, em oficio n. 252 de 2i de outubro
do anno prximo fiado, que tendo o juiz muni-
cipal suppleote do termo de Flores nomeado a
Joaquim Jos doNascimento VanderUy para in-
leraamenle servir um dos oSkiea de tabellio do
publico, judicial e olas, escriv de orphos
e anoexos do dilo termo, e mandado por a coa-
corso os referidos oficios, entender nio compe-
Itir aquelle juiz fazer ess nomeaco, visto nio
se tratar de vaga ou impedimento temporario, e
terminar o decreto de 30 da Janeiro de 1834
que um daqnellei tabellies sirva de .escrivio de
orpbios, cspellss e residuos, e o outro 9e eseri-
vo das execuedes civeis e crimes, e por isso no-
meara o referido Vaoderley para os officios de
tabellio do publico, judicial e notas, e escrivo
de orphos, capellas e residuos, baseado nio s
oo citado decreto, cerno ainda no artigo 5 t da
lei de 3 de outubro da 1834' mandando de novo
dr aconaufeo os mesmo officios ; em resposta
oho de declarar-lhe que, em face dos decretos
. 817 de 30 de agosto de 1861, art. 10, 1 e 2,
o. 1,294 de TvJ de dezembro de 18SS, att, 1, e
o do 1 dajulbo ae 1830, combinado eom a ord.
iv. 1 tlt. 97 T, nao devia V. Exc annollar a
nomesgio feita pelo referido juiz, nico compe-
tente para faze-la ;' porquanto as express&esque
vagaremimportam o mesmoque estar vago
e| oeste caso se arha incontestavelmenle o em-
prego ou officio em sim creagSo, quando eso lem
logo seu verdadeiro serventuirio. Ootrosim de-
voobservara V. Exc. que tambem nao foi curial
o seu procedimeoto, mandando abrir novo con-
curso, quando apenas devia reproduzir nessa ca-
pital o edital publicado peto sobre lito juiz, aa
forma do art. 11 do decreto o. 817 de 304 de agos-
to de 1851. O que tudo lhe communlco pera aeu
conhecimento.
c Deus guarde a V.''ExcFrancisco de Paula
de Negreiroe Sayclo Lobato. Sr. presidente da pro-
viocia le Pernambuco
Foram nomeados:
Comraandante do vapor Alpha, o primeiro te-
nente Francisco de Paula Fragoso ;
Ajudaote do corpo de imperiaes marinheiros
de Matto-Grosso, o primeiro tenente Francisco
A .Ionio Salom Pereira ;
Dito da iospecgo do arseoal de marnha de
Pernambuco, o primeiro tenente Braz Jos dos
sis ;
Commandante da barca de escavago do Rio
rcode do Sul, o capito de fragata Manoel Joa-
uim Correa dos Santos.
A corte tomara luto por dous mezes, pelo
fatiecimentb do infante de Portugal D. Joo, du-
que de Baja,
, Corra que se acha exonerado-de cnsul da
Brasil emHaraburgo, o Sr. Jos Luccio Gorrea,
sendo nomeado para o substituir o Sr. Dr. Ma-
nuel Antonio Moreira.
Le-se no Correio Mercantil :
Recebemos folhasde S. Paulo, que alcangam
at 30 do passado.
Na igreja do collegio lireram lugar as exe-
quias solemnes por alma de O. Pedro V manda-
dais celebrar pelos subditos portuguezes resideo-
tes em S. Paulo. O discurso fnebre foi recitado
pelo padre Mamede Jos Gomes da Silva.
< No dia 38 lentaram os presos da cadeia da
capital arrombar urna das prisdes; a tentativa
abortou. A parte offlcial da polica coota o tac-
to do seguinte modo:
Coostou esta delegara que os presos da
priso grande da cadeia da capital projectavam
urrj arrombamento por meio do qual pretendiam
fugir.
a Foram ellos retirados para priso difieren-
te ; e, prooadendo-se s exame na priso com os
engenheiro Gil e Gomide, encoutrou-se n come-
ca de um arrombamento na paredo da ra De-
traz da Cada, cuja taboa fra cortada, e grande
numero de armas e ferrameolas, que foram ap-
prehendidas.
< Tendo sido sorpreniido o autor do arrom-
bamento, tomado de colera, langou mo de urna
moleta, de que usava um compaoheiro de pri-
so, e com ella feria os presos Antonio Fran-
queiro e Fraodsco Antonio da Silva, aos quaes
imputan a divulgagao do segredo.
Procedeu-se a corpo de delicio nos fe-
ridos.
O preso, principal autor do arrombamento,
e que iovestio para a forca que se mandou pe-
netrar na piiso para impedir os fenraentos que
motrava querer continuar a pralicar, Tibur-
cio Jos Rodrigues, duas vezes coalemnado
peoa ultima em Jiiodiahy. >
Fra roubada a matriz de Campias.
Sobre isto d o CorrAo Paulistano as se-
guintes informales :
Um ou mais individuos penetraran) na ma-
triz de Campias, a*rrombarsm urna potla e rou-
barara urna rica alampada de prala, de 1:200$,
tres coras, quatro diademas e outros objectos de
prata. Isto leve lugar na noite de 22 do cor-
rente.
tomo de azevedo Mala-Heoriqoe da Cunha Ro-
driguesJos Marques dos Santos Csrregal-Po-
lycarpo Jos de SoaxeJoo Ferreira da Silva
^"f'T1*?n0,et* '^S!^**1110* Juoior-Joao Jo-
s da Costa Lemas-Manoel Amonio Supardo a>
Achana-se dar todo exmelas as febrea aue
reinaran oa rilla da mperatrlz. como aa dtoce-
hende do offlcio abata do medico que ol eslev
commissionado:
Macei 10 de farereiro de 1862. Hlm. 9
Exm. Sr.Cheguei a esta capital honlem (91 ten-
do deixado a rilla da Inraeratriz desassomhrad*
do mal que all reinou epidmicamente,
* Ficam em poder do delegado do termo, con-
forme asordeni de V. Exc, medicamento* e aa
neceswissindicages therapeuliess appHcareiso
caso do recrudescencia do mak
* Dos guarde V. Exclthn. e Exm. Sr Or
Antonio AHves da Souza Carvalho, dignissirao
a Dr. Jbo Francisco Dia* Cabral. +
Comecaram, eolreUulo. a grassar. com el-
gum incremento, urcas febres, na Serra da Mo-
raba, da comarca do Peoedo.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Rio de Janeiro, 4 de fevereiro- dt 1862.
Cambios sobre Loores, 25 1/8 e 25 1/4 d. 90 d.
a Hamburgo. 700.
Havre, 373. rs.
O cambio sobre Londres abriu-se hoje a 25 1 [&
d., effectuaodo-se pequeos saques a esse alga-
rismo a 25 3|8 d.: firmou-se por.m depois, e al
a ultima hora fecbaram a* transaeces importao-
*t$&*A Saccaram-se tf 15,000 a-Si-d..
o.OU a 25 1 (8.
Sobre o Havre fez-se negocio de poucc- rulto a
375 rs. e sobre Paris de 377 a 380 rs.
Sobre Hamburgo aaccaram-se 70,000 m. b. ai
100 rs.
Vendersm-se 7,000 saccos-de caf a prego* quer
ostabelecera urna alta de 2COrs. em arroba aobr
as cotages anteriores.
Cbegaram, procedentes de Perosmbure: V
26 do passado, o vapor Terceira, com 7 dias 4a>
riagem ; 28, o brigue Belisario, com 10; i t
do correle, o brigue dinamarquez Suzana. ron
9; i 3, o patacho inglez Village Selle, com 13.
Sahiram, psra Pernambuco: 28 do pas-
sado, i barca Carioca, 29, o brigue inglez Vi-
vid, 30, a barca portuguesa Corea. Ido cor-
rente, o brigue hespaohol Felipp, e 4, o briga
escusa Joven Arthur.
Achavam-se carga, para Pernambuco^: o
patacho americano Lanzarole e a barca Rtcife.
P
a A delegada daquella cidade mandou logo
urna escolta em direcgo a Jundiahy ; toraou esta
dtrecgo porque um fragmento da lampada echa-
da no caminho indicava a direcgo que tomaram
os criminosos.
A escoUa nSo encontrando o roubador at
Jundiahy, vangou at a capital.
No da 23, ao escurecer, encontraran) para
l da Agua-Branca, um individuo que, {procu-
rando o caminho da capital, trazia um grande
sacco s costas.
t Este Individuo, avistando a escolla, deitou 3
correr,,deix%ndo na estrada o sacco, internou-se
no mallo, e nao foi possivel ser encontrado.
A escolta levou os objectos abandonado ao
Sr. Dr. delegado da capital; a lampada se acha-
ra ahi, j era pedagos. Ficou depositada em
poder desta autoridade.
c Ainda nao foi capturado o criminoso ; nem
entrou pelo caminho dos Pioheirose Agua-Bran-
ca, porque assim aflirmam as escoltas que o Sr.
Dr. delegado mandou enllocar nos lugares con-
venientes.
O criminoso vinha em mangas de caraiss, e
sem chapeo. E' escuro ; parece, pelo fallar, que
eslrangeiro. Os particulares fazem grande ser-
vigo auxilianndo a priso destes roubadores,
que parecem pertencer a urna quadrilha de la-
dros sacrilegos, segundo as ndagages que a
delegada est tomando.
Ouvimos dizer que tambem recentemente
igual roubo se praticou em urna localidade pr-
xima a Campias.
liahia. Nenhum joroal desta provincia rece-
bemos, limitando-nos aos presentes extractos da
carta do nosso correspondente :
Cahiram alli, durante a ultima quinzena,
grandes trovoadas, acompanhadas de fortes egua-
ceiros.
No dia 3 do correte foram empossados, em
suas respectivas cadeiras, os professores ltima-
mente nomeados para a Faculdade de Medicina,
com excepgn de dous, que ainda nao receberam
suas cartas de nomeago.
Nesse mesmo da leve lugar urna missa,
mandada celebrar pela officialidade do 7 bata-
Igo de iofanlaria, em commemorago da bata-
Iha de Monte-Caseros*
Envenenra-se o negociante Jos Agosli-
nho de Salles, antigo coosul de Portugal, em
consequencia de compromettimealos commer-
ciaes.
Alagas. Honlem (11) deviam ter lugar as
exequias, mandadas celebrar pelos Portuguezes
residentes na capital, pela sentida morte de S.
M. o Sr. D. Pedro V, devendo observsr-se o se-
guinte programma :
o a's 6 horas da manha os sinos da torre
principiaro a dar sigoal do solemne e fnebre
acto do dia ; e comegaro as raissaa resadas por
alma dos Srs. D. Pedro V *ei de Portugal, e in-
fantes D. Joo e D. Fernando'
a A's 8 horas e meia achar-se-ha na porta do
templo a commfsso eacarregada do funeral,
afim de acompanhar aoa lugares reservados a
todas as pessoas convidadas, e a quem, trajando
luto se destinar a assastir o acto.
c A's 9 horas, ou a chegsda de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, dado o sigoal no sino
grande da torro, principiaro as exequias, cele-
brndole a missa com grande orchestra, e
orando ao Evangelho o vigario do Pilar o Rvd.
Sr. Jacrolho Candido de Mendonja.
c Em seguida o coro|ecclesiastico cantar so-
lemnemente vesperaa de defuntoa, terminando a
ceremonia com absolvigo ao tmulo.
c A torga militar que fizer aa honras devidas,
com as descargas do estylo, annunoiar a coo-
cluso do acta.
c A racilagao de discursos, e poesas ter lugar
linda a ceremonia religiosa, a junto ao tmulo,
ao lado da commisso respectiva.
A porta da frente ftca reservada para sabida,
am de evilar-se a confuso e o atropello.
a Findo o aclo religioso a igreja se conservar
aberla por lodo orelo do dia al s 9 borasda
noite, achando-se toda illuaaioada.
Nos dous dias aubaequemes achar-se-ha
tambem a igreja aborta concurrencia do poro.
A cemmissao convida ao* revereadissimos
sacerdote, que quizerera celebrar aa dita igreja
das 6 s 9 horas da manha, por alma das Irea
augustas persoQogeos, que por ama fatalidale o*
Portuguezes choran hoje a aua parda.joo de
r. REVISTA DIARIA.
Foi approvada pela presidencia a medida de
suspenso dos exercicios e revistas da guarda na,
cional de Naxareth, lomada pelo respectivo com
mandante superior, durante a quadra da epide-
mia. E por igual motivo, resulreu a mesma pre-
sidencia ordenar idntica suspenso nos munici-
pios de Olloda, oianna, Pao d'Alho, Liooeiroa
Bonito.
Dexou de aer adoptada a proposta da c-
mara municipal desta cidade, relativa a seren
aterrados pela fasenda publica os alagados exis-
tentes, psra ao depois haver a respectiva impor-
tancia dos proprielarios dos terrenos.
Essa denegago asseola no avallado das des-
pozas, conforme foi demonstrado pela directora
das obras publicas no calculo ou orgamemo alli
procedido para venficar-se a exequibilidade das
obras pelo meio indicado ou solicitado pela c-
mara municipal.
Como autor da tacada, de que honlem tra-
tamos, foi preso pelo subdelegado dos Afogado
o crioulo Manoel Pedro Pereira na segundi-
teira.
Precipilou-se no domingo ultimo, de um
segundo andar da ra da Aurora, urna [ reta, que
ficou assaz maguada da queda.
De carias que temos da freguezia de Qoips
p, riemos ao conhecimento deque alli procura-
se a todo o transe constituir o dr^no professor de
instruego primara ura victima de desabafos da
mesquinhos resuitimentos, occasiooados oor iut
adheso aos principios de ordem, que elle adopta*
e niaolm com a coadjuvaco da grande rasioriat
daquella freguezia ; que nao obstanle nao deixat
de aMiihar era si desses homens a quem o m-
rito alheio sempre urna condigo para ift-los
oro antagonismo.
Naquelle intento forgicam .esses individuos
queixas e representages, que trazem presiden-
cia com o fim de preveni-la contra o mesmo pro-
fessor, apezar dessas queixas e represeolsges
em si conterem a propra defeza do aecusado,.
langando mo, para aeguirem u'o, at de actos
pralicados por elle com permisso do Sr. direc-
tor geral da instruego publica. Felizmente, po-
rm, o referido professor lem a oppor taes in-
ventos o criterio da admiolstrago, o conheci-
mento que dalle tem a directora geral, os seu
hbitos de moderago e finalmente a regularida-
de de sua conducta ; circumstancias que j lhe
serviram de um broquel, para fazer baquear r>
processo monstruoso urdido pelo seu inimigo, in-
vestido ento de funrgdes ofiiciaes, de que fu
exautorado por taes abusos.
Pede-nos a inserso das seguintes linhas.
escripias com relago ao trecho da carta de Ga-
ruar, que foi publicada nesta Revista na terca
feira passada ; e a isto acquiescemos de boa ron
tade, porque nao compartiramos do juizo emitti
do pelo autor da carta, a que se elle refere, juizo
que se revela era seus termos come lilho da par
cialidade.
As apreciaces que all se (azem, envolrendo-
se os actos Com a inlelliRencia pessoal, quando
os actos sao modelados pela lei, e a inteligencia
esl cima do que se inculca; o vir a balha lam-
ben) o Dr. juiz de direito, pelo facto de gozar da>
uros licenga nesta cidade, concedida com o fim
justiflcadissimo de cuidar dos-u transporte parar
a comarca, para a qual ha pouco fra removido :
ludo fim!mente" aulorisa -nos a enxergar urna
parcialidade naquellas expresados, que todava
se velara sob u,m Ora de conveniencia publica ^
parcialidade que nao queremos autorisar como-
nosso silencio, apezar de havermos dado- a estam-
pa a referida carta.
Srs. redactores da Revista Diaria O modo>
injusto com que o seu correspondente de Garuara
trata o digno juiz municipai do Bonito,.a propo-
sito do julgameoto do processo do oronel Pedro-
Paos, obrga-me a pedir-Ihe urna rectldcago.
Para que se forme juizo acerca- do procedi-
meoto daquelle juiz preciso um esludo do res-
pectivo processo, e nao por meio de apreciace*
apaixonadas, como o faz o seu correspondente.
a Nao quero indagar se o coronel Pedro Pae
ou nao criminoso, quero apnae fazer sentir qua
no processo que lhe inslauraram oo haviam pro-
vas para urna condemnago.
a E desde que o juiz s deve julgar pelo alle-
gado e provado, ioiqua se lema qualquer censu-
ra feita ao juiz que allendeu ao recurso do refe-
rido coronel.
a Ao meaos queiram dar publicidad* a estas
Itohas, que mo ditam o sentimento de jusliga.
%
< 11 de fevereiro de 862.
Em saiisfago ao nosso correspondente da
Cimbres, escreve-noa o Sr. Da. Sabioo o se-
guinte :
Srs. redactores ds Revista Osario.-Tendo>
lido na sua Revista ae 9 do correle- um pedido-
do seu correspondente de Cimbrea, vou satis-
ze-lo.
< Lendo-se cora alguma aMenco- a meu ops-
culo acerca do iratameolo preeervatiro e curati-
vo do cholera-owriu, ve-se-b eme, indicando
dous methodos de preservago, aa cao aconse-
Ihei que se usasse de ambos ao aaeeoio tempo ; *>
sim que aquelles que aao quiz-sse seguir un,
seguisse o outro ; disse que a afncaeia da flor da
enxofre era allirma )a por mulles mdicos ; mas-
que oo teado eu diaso experiencia propra, dav
a preferencia ao uso alternado do veratras, do-
cuprum, e do arsenicum, que para mira era ja
objecto pratico. K' a que fcilmente aa depre-
haue desse meo escripia. Quaolo aaegao con-
traria qua aa substancias odorferas exercem so-
bra a medicaco bomeopalhica, esta boje prova-
do que isso nao deve ser entendido de urna ma-
nelra absoluta, uma vez queellaano obrera oer-
maoeBteraenle. v
Apenas certas e determinadas substancias 6
que pode contrariar, e aftectvvameote contra-
nam, pela naluceza de sua parte odorfera.
etieito dos medicamentos, por mais fuga* amm
seis sua aego. Essa questo precia* da deseev
volvimeoto, oque uopode lar Migar aqu,es-
tando por ora dizer que deaendo a pesso* aua
e quer preservar, assim eaaso aquetta qae a
quer curar, abter-*e o otis possivel de tudo>
que ae poasa iofiuir no aaatido contrario do seu.
Almelda MoateiroAntonio Pereira Piolo .\q- iraUmemo, o simples bora seqao aconselua q,uo



aMA-UG BE PERNAMBUCO QWRTA FttRl 13 DE FEVEREIRO DE 18
X
e exima dos cheiros fortes e activos, que po-
ce oiuilas Tetes provocando dores de cabecas e
utros gneros de exaltacao do systema. nervoso,
que prora sufficientemente prejudicialidade
4e sus accao.
Creio que bastar isso para sitisfazer so seu
illustre correspondente, se que eu eompreheodi
toem o espirito da sus perguota.
Dr. Sabino O. L. Pinho.
Eis o quadrageiioio
Boletim oficial.
Era om officio de 9 do correte, dirigido de
Nazareih ao Exm. presidente di provincia, diz o
respectivo juis de direito, Dr. Abilio Tavares da
Silva, que oaquella cidade a epidemia cootioua-
va com carcter benigno, tendo sido atacado al
a mencionada data 38 peasoas, das qaaes s sete
baviam succumbido; mas'que as noticias de Vi-
cencia, a que tinham chegado os mdicos quo
nao eram to satisfactorias, porquanto j tinham
ido sepultados no cemilerio daquella povoaco
138 cadveres de peasoas acommettidaapelo cao-
lera moibu!.
Diz msis que de S. Vicente, Alliaoca e Ale-
gj Sdcca nao liuha recebido communicacoes du-
rante a semana liada, pelo que eslava persuadd o
que o mal ia em declinacao, e accaescenta que a
epidemia su dissemioava por outros pontos da
comarca em diversas direccoes, fazendo victimas,
como nos eogenhos Cavalcanti em que tinham
succumbido8 pessoes, Canavieira 2, Cangak'J,
Montes Claros 11, e Serr Nova 5, e no lugar
denominado Tenia 12, notando-se que o mal
nao atacava ujuitas ao aiesmo lempo ; mas sim
urna a urna, succumbinlo quasi tolas em poucas
horas.
a Em am officio de 10 do correle, dirigido
da mesan cidade S. Eic, diz o Dr. Symphro-
nio Cesar Coutioho, que at aquella dala haviam
sidoaccommettidas43 pessoas, das quaess novo
tinham perecido, o que o nico ponto da comar-
ca em que o mal lavrava com iotensidade era o
poroado da Vicencia, em que, declarando-se no
dia 24 de jaoeiro. j tioha feito 141 victima?.
Era un officio ds mesrna data, dirigido de
Coianna S. Exc, diz o delegado de polica, ma-
jor Barros, que oaquella cidade o mal ia em de-
clinacao, pois que era menor o numero dos ac-
commanidos, sendo raros os casos graves, e que
no districto de Goiinoinha timbem ia em decli-
nacao, sendo poucos os affeclados e mui poucos
es casos graves.
Diz mais que podia-se considerar extincls a
epidemia no districto de N. S. do O pois que, s
xielle apparecia um ou oulro caso destacado, que
na Lapa eCruaogy ia bem ; mas que linha vi-
do recrudescencia em Tiuma lugar perleoceote
a Timbaba.
Diz mais que no primeiro districto da fre-
guezia de'Tejucupapo tioha raorrido o vigario,
pessoa considerada na comarca, devendo-se isto
mais a urna imprudencia, de que i epidemia, e
que no segundo districto da mesms freguezia ti-
oha succumbido urna mulher que havia sido ac-
commeltida gravemente ; accrescentaodo que em
ambos os districlos os casos, que iam appareceo-
do, eram simples.
Nao coosta que baja caso algum de cholera
xnorbus nesta cidade e em suas iiamediaces.
A' vista das noticias satisfactorias proceden-
tes de Goiaona, S. Exc. resol veu que os mdicos,
que illi se acharo em commisso, se recolhessem
a esta cidade, se isto psrecesse conveniente, ou
ossem dirigidos para algum ponto que cxigisse
sua preseoca.
A's 6 horas da larde de 12 de fevereiro de
1862.
o Dr. A quino Fonceca.
Passageiros do vapor nacional Princezo de
Joinville, viodo do Rio de Janeiro e portos in-
termedios.
Manoel Pinto, sua senhora, 2filhos menores e
I escravo. Fraocisco de Paula Arsujo Almeida,
Americo Pinto Brrelo, Jos Mara de Carvalho
Jnior, Jos Gaedes Nogueira, Antonio B. Mon-
te-Negro, Maooel Eugenio Pereira. Goucalo
Vieira de Mello Prado e 1 escravo, Manoel Ca-
valcanti de Mello e 1 fllho menor, Luiz Pereira
de Barros, Jacinlljo Francisco deOlivetra, padre
Candido Jos Alves da Silva Antonio do Amaral
Botelho e 1 tllha, Fraocisco Esteves Alves, Ma-
noel Casimiro Lucio de Souzs, Tiburcio Alves de
Carvalho, Jos Antonio Vieira da Costa, Antonio
Theodoro de Almeida, Jacinlho Jos Nunes Lei-
te, Joao Joaquira Pelonga, Manoel Pinto de Arau -
jo Filho, Jos Joaquim deOliveira, Jos Mendes
de Lima, Francisco Jos Martins, Julio Leo,
Alexandre Pedro Gondret, C. R. Fenke, James
Kunler.
Segu para o norte :
Joao Antonio Barboza de Oliveira.
Passageiros do vapor francez Bearn, sabido
para o Rio de Janeiro :
Julio Cesar da Silva Aroaral, Margante Leo-
nard, James Oliver, Thompson Pater, Felippe
Rodrigues.
Passageiros do brigue portuguez Amalia I,
sahido para o Rio defJaueiro :
Delphioo Antooio Rodrigues, sua senhora el
cunhada, Joaquim Patricio da Costa Valente, e
Jos Antonio dos Reis.
Matadocro publico :
Mataram-se para consumo desta cidade no dia
II do correte 78 rezes.
No dia 12 86 ditas.
MORTALIDADE DO DIA 12 DE FEVEREIRO :
Thomaz Cietano, Maranho, 30 anuos, solteiro,
Recite ; broochite.
Rodrigo. frica, 30 innos, solteiro, escravo, Boa-
vista ; pneumona.
Joaquim Jos de Sant'Anns, Goianna, 43 annos,
solleiro, Boa-vista ; hydropesia.
Severiano, frica, 35 annos, solteiro, escravo,
Santo Amonio : colite chrooica.
Affonso, Pernambuco, 7 mezes, Recife : con-
vulsoes.
Manoel, Pernambuco, 13 mezes, Boa-vista ; he-
palite.
Idalina, Pernambuco, 13 mezes, Boa-visla ;
gastro latente.
TJm prvulo encontrado morto no Caes de Apol-
lo ; Recife.
tanto que no lugar nunca se fallou oem se falla
m semothante ceusa, e s aqui no Recite che-
geu-rae aos ouvidos semelhante boato.
Sou, seohores redactores, seu muilo venerador
e criado,
Fernando Francisco di A guiar Montraroyoi.
~
<0+f*KK4IO
Correspondencias.
Srs. redactores.Comprometli-me a pruyar a
verdade enunciada por meu irmo, a respeiio da
denuncia dada contra elle, pelo Dr. Joao Frao-
cisco Duarte ao Exm. presidente da provincia pelo
fado criminoso de hospedar homens livres e in-
nocentes em sua casa : venho desempenhar a
minha palavra, publicando O-documenlo abaixo.
Este documento prova a existencia da deouocia
e a malignidad e iniriguinha que eocerra, tan-
to que nao ousou sahir do sioistro reservado.
J vem. pois, Srs. redactores, que mesmo os
que conheceretn o Sr. Dr. Duarte acreditaro no
que disse meu irmo em sua correspondencia.
Continuo a desejar que se nao faga do Sr. Dr.
Duarte imwiereet'do cooceito, e quo quando algum
amigo o quizer defender nao o faga retirando
crdito aos outros, sem ler a menor sciencia dos
fados que impugna : porque do contrario flear
como o Sr. Nascimento, puxando a reden,segun-
do chistosamente disse elle na sua rauito digna,
rcuito modesta, muilo delicada e muilo alleocio-
sa primeira correspondencia.
Creio que me dado defeoder um irmo au-
sente, cujas assercoes forera injusta e desatlen-
ciosamente atacadas.
Jote Leandro de Godoy Vasconcellos.
Recife 10 de fevereiro de 1862.
Exm. Sr. presidente da provincia.Jos Lean-
dro de Godoy Vasconcellos, bem de seo direito
precisa que V. Exc. mande dar-lhe por cerlido
e theor do officio, remeltido esta presidencia
pelo juiz de direito interino de Garanhuns, Dr.
Joao Francisco Duarte, no qual tratou este da
Jiospedagero de as Indios em o sitio de Luiz Au-
relio de Godoy Vasconcellos, morador na villa
de Garanhuns, irmao do "supplicante, officio re-
cebido por esla presidencia no dia 3 do correte.
Nestes termos peda a V. Exe. se digne deferi-
lo.E. R. M.Recife 7 de fevereiro de 1862.
Jos Leandro da Godoy Vasconcellos.
N. 90.Nao tem lugar por ser mofara reser-
vada. Palacio do governo da provincia de Per-
nambuco 10 de Janeiro de 1862.Nonea Gon-
calves.
Srs. redactores.Constando-ma que a propo-
sito de duas mortes que se deraro no engenho
Guararapes, ba dous ou tresdias.de urna parda
escrara e de um pardinbo livre, segundo me di-
zem, alguem propala que iiso se dea em virtude
de esfarsai as fabricas desse engenho a de outros
inclusive o meu (legoahipe de baixo.j combina-
dos para se ioiurglrem, apresso-me a declarar
que a respeiio ala fabrica de meu engenho nada
ha absolutamente, aaim como felizmente eoos-
la-mo quo o mesan se d a respailo das outrie.
Praca do Recife 12 de
fevereiro de 1862.
Vs quatro Aloras da tarde.
Cotacoes da junta de correto res.
Cambios:
Sobre Portugal108 0|0 a 60 d. vista.
Sobre Londres 90 drr 26 d. por 1JO00.
Acedes.
Compaohis de Beberibe539 cada urna.
J. da Cruz Macelopresidente.
John Gatissecretarlo.
a\If andes,
Rendimeotodo dial a 11. .
dem do dia lt ....
272.32IS629
39.7449408
312:066(037
iJovlmento da alfondega.
Volames entrados comfazendas..
ora gneros..
Volames sahidos com fazendaa..
> com generoa..
349
875
"142
289
------431
1,224
Descarregam hoje 13 de fevereiro.
Brigue brasileiroEugenia mercadorias.
Barca inglesaDianedem.
Patacho inglezElizabethidem.
Patacho inglezMarsellaidem.
Brigue ioglezMarypacalho.
Brigue braslleiro Velozcharque.
ttecebedorla de rendas Internas
gemes de I'ernanibocto.
Rendimento do dia 1 a 11. 12:775j8S9
dem do dia 12......1.190*936
13:966J>825
Consalado provincial
Rendimento do da 1 a 11. 36:123a75fi
,Jem "1. ......i 4:5859582
40709*338
Movimento do porlo.
Navios entrados no dia 12.
Rio de Janeiro e portos intermedios7 das e 2
horas e do ultimo porto 14 horas, vapor na-
cional Princeza de Joinville, de 917 tonela-
das, comraandante Jos Mana Salazar, equi-
pagem 50.
Rio de Janeiro26 das, barca inglezs Fusilier,
de 623 looeladas, capio George Retcher,
equipagera 14, em laslro.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro e BahiaVapor francez Bearn,
commandante A. de La No,
LisboaBrigue portuguez Amalia I, capilo Jos
de Souza Amellas, csrga assucar e outros g-
neros.
GenovaLugre inglez Ripple, capillo Abrahao
G- Noel, carga assucar.
a.
CO O)
1 Horas.
I
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9-
V)
A noite nublada a principio e depois deaaua-
nuU?'0 E T"?Tel oeitesiude. que Armo.
no terral ao amanhecer.
oscilaqXo da mar.
Preamar as3h.6' da larde, altura 68 o
Bsin-mar as 8 b. 54' da manha altura 1.1 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 12 de fe-
vereiro de 1862. '
ROMANO STEPPLK,
1 lente.
ditaes.
O Dr Agostinho Ermelino de Leo Jnior, ca-
valleiro da imperial ordem de Christo, e juiz
municipal de orphios e ausentes do termo de
Olinda por Sua Magestade Imperial e Consti-
tucional que Daus guarde, etc.
Ftco saber que tendo sido arrecadada por este
uizo a heraoca do floado Jos Luiz de Barros, se
ba ella de arrematar era praca publica, no dia 17
do correte mez. pelas 9 horas da manha. na
ra dos Qualro Cantos, em casa do eslabeleci-
meoto do mesmo finado, constando dita heranca
de gneros de molhadose outros objeclos.
E para que chegue a noticia de todos, mande!
passar o present, que ser afllxado no lugar pu-
blico do costume, e publicado pels imprensa, e
va por mim assigoado e sellado como sello des-
le juizo, valendo sem sello ex-causa.
Olinda, 12 de fevereiro de 1862.
Eu Francisco das Chagas Cavalcanli Pessoa-, es-
envao do orphos e ausentes o subscrevi.
Agostinho Ermelino de Leo Jnior
A cmara municipal desla cidade manda
publicar para conhecimeoto dosseus municipes e
afinado queseja observado, a postura addiciooal
abaixo transcripta, a qual foi provisoriamente ap-
provada pelo Exm. presidente da provincia em
dala de 8 do correte:
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 11 de fevereiro de 1862.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-viagem, offical maior servindo de secreta-
f 10*
Quarta seccao.Palacio do overno de Per-
nambuco 8 de fevereiro de 1862.O presidente
da provincia, tendo era vista o que represenlou
acamara municipal do Recife era officio de 3 do
corrente sob n. 9, resolve spprovar provisoria-
mente oseguinte artigo de postura :
Artigo nico. A disposieflo do art. 9 das pos-
turas addicionaes' de 10 de novembro de 1855,
que prohibe a creaco de porcos dentro da cida-'
de, tica extensiva d'ora em diante a todos os po-
voados das freguezias deste municipio : os in-
fractores soffrero a mulla de 309 e o dobro na
reincidencia.Antonio Marcellioo Nunes Goncal-
ves.ConformeAntooio Leile de Pinho.
Declaracoes.
Correio.
Pela adminislracio do correio se faz publico,
que as malas que tem de cooduzir o vapor brasi-
leiro aPrioceza de Joinville, ebegado hornera
dos portos do sul e com destino sos do norte, se-
ro fechadas hoje (13) s 3 horas da larde em
pooto.
CoDsulado provincial.
Pela mesa do consulado se faz publico aos con-
tribuales dos imposte de 4 por canto sobre es-
tabelecimentos de fora da cidade, prensas de al-
godo, typographiaa, cocheiras, cavallarices, bo-
tis, casas de pasto, botequios e fabricas ; de 12
por canto sobre os estabelecimeotoa de commer-
clo em grssso e a retalho, armazens de recolher,
depsitos a Irapiches; de 8 por canto sobra os
consultorios mdicos e cirurgicos, sartorios a es-
critorios ; de 509 sobre casss de bilhar, modas
e lejas que venderem roupa feila a chapeos es-
traogeiros ; de 1 0009 sobre casas.bancarias com
emisso e privilegios; de 8009 sobro as csaas
bancarias sem emisso, companhiaa aaeoymas
e agencias ; de 2009 sobre casas de cambio ; de
500 rs. por tonelada daa alvarengas e canoas
abertas empregadas no trafico da carga e descar-
ga ; de 309 por cada escravo empregado oo ser-
vico dMttcsmas alvarengas ; da 169 sobre cada
um cirro particular de 4 rodas; de 101 sobre os
de duas rodts ; de 189 sobre os de aloguel de 4
rodas; de 11$ sobre oade duas rodas; e de 69
sobre as carrocas e vehculos de condueco ; e
Je 259 sobre mnibus, que os trila dias uteis
marcados para a cobranca a bocea do cofre do
jnno fioanceiro de 1861 a 1862 flndam-se no dia
19 do correle, ficando compreheodidas na res-
pectiva mulla os que psgarem depois desie
prazo. r
Mesa do consolado provincial de Pernambuco
11 de fevereiro de 1862.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico, que nos termos
do aviso do ministerio da guerra de 7 da marco
de 1860, se tem demandar manufacturar o se-
guate :
175 sobreessacas de panno azul.
175 calcas de dito panno.
500 caigas de brim.
500 camisas de algodozioho.
500 pares de polainas de panno preto.
Quem quizer arrematar o fabrico de ditos srti-
gos, no prazo de 25 diar, comparece na sala da
directora do mesmo arsenal pelas 11 horas da
manha do dis 15 do corrente mez, oom sua pro-
posta em que declare o menor preco e qual seu
fiador.
Arsenal de guerra de Pernambuco 12 de feve-
reiro de 1862.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Correio geral.
Relacao das cartas seguras existentes na admi-
mslracao do correio desta cidade para ossenho-
res abaixo declarados:
Albino Jos Ferreira Ganha.
Antooio J. da Costa Reg.
A. Cunha Machado Jnior.
Bento Gomes Aodrade.
Candido Jos Mello e Silva.
Christiano& Irmos.
Caetano Pinto Veras. '
C. Jos Mendes.
Filippe Costa Dourado.
Justino Silva Cardoso.
Joaquim Ferreira Costa.
Joo Augusto Faria Abreu Lima.
Jos Alexandre Ribeiro.
J. Antonio Correia e Silva.
Luiz. Mara Freitss Albuquerque.
Manoel Barbosa Alves Silva.
M. Martins Piuza.
GoBsellio administrativo.
0 cooselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a co.mpaohia de cavallaria de linha.
6 davinas de fuzil com varetas.
lj espalas com baiohas.
27 apparelhos de limpeza.
1 bolgas para apparelho de limpeza.
11 bornaes para raeoes.
Para a compsnhia de artfices.
1 talha de barro.
Para o 2o balalho de artilharia.
32 Gtas brancas para exercicio de esqueleto,
tendo cada urna 8 palmos de comprimen to.
32 ditas encarnadas para o mesmo com as
mesmas dimeos6es.
Para o 1 batalho de infantina.
20 cordoes para canudos de interiores.
3 caldeiras de ferro para 100 pracas.
13 varas para limpeza.
Para o meio batalho da provincia do Cear
2 espadas com baiohas de ferro.
2 caoauas de couro envernisado.
2 telios de dito dito.
2 Uadores.
Para provimeoto do arraazem do arsenal
de guerra.
40 meios de sola garroteada.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da maoha do dia 19 do
correle mez. \
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arseoal de guerra, 12 de
fererelro de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel t,ogal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tem-se de promover sob as condieces do es-
tylo, o contrato de fornecimento al margo pr-
ximo deca preta e branca, para as obras a car-
go do arsenal de marinha, e de camisas e caigas
de algodo azul americano, para os africanos li-
vres ao servico do mesmo arsenal, assim como a
compra dos objectos do material da armada, abai
xo declarados:
Para os navios.
4 arrobas,de fio de vela, 200 agulhas de pa-
lornb, 20 governaduras de escaler, 14 arrobas e
10 libras de plvora grosss, e 230 covados de
baelilha.
Para o arsenal.
400 folhfls de cobre de 28 a 30 oncas.
Era consequencia convida o conselho aos pre-
tenderes apresentarem as suas propostas no
da 18 do corrente at as 11 horas da maoha.
Sala do conselho de compras navaes em 12 de
fevereiro de 1862.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz constar a inscripgo no com-
petente livro o theor do contrito de sociedade
celebrado em 15 de setembro do auoo prximo
findo. por Tasso Irmos desta cidade, e Luiz An-
tonio Goncalves, eslabelecido na Parahiba, sob as
seguintes condicSes : nao poder o socio Goncal-
ves contrahir debito algum em quaoto se nao
tornar quite com elles, a quem remelter o pro-
ducto das fazendas vendidas a dinheiro ; nao po-
der edificar casas, nem comprar ou vender bens
sem seu conseotimento.
Secretara do tribunal do commercio de Per-
nambuco 11 de evereiro de 1862.,
Julio Guimares,
Official-maior.
Na mesma data cou registrado o contrato so-
cial entre os commerciaotes Jos de Paiva Fer-
reira Jnior e Joaquim Francisco da Crui, Por-
tuguezes. eslabelecidos com lojas de calcados na
ra do Livramento os. 3 e 5, gyrando com o fun-
do capital de 9:0000, e sendo sua duraco por
espaco de tres annos, a contar da data do con-
trato a 31 de dezembro de 1864, sob s firma de
Paiva & Cruz, da qual usaro ambos os socios.
Secretaria era utsupn.Julio Guimares,
Official-maior.
Pela suprada secretaria se faz publico que na
data lofra foi registrado o papel de trato particu-
lar que flzeram em J2 de Janeiro ultimo a durar
por tres annos, contados de 2 de seiembro pr-
ximo passsdo, Vicente Ferreira Nunes de Paula e
Jos Francisco Coelho da Paz. sob a razo Nunes
4 Coelbo, da qual se serviro ambos, sendo o
fim social o commercio a grosso e a retalho em
gneros de estiva seceos e molhados, com o ca-
pital de 5:0009 fornecidos por ambos os socios.
Secretaria 11 de fevereiro de 1862.Julio Gui-
mares, official-maior.
C0IPA11HIA PERNA1BCAPU
M
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio, Grande do Norte,
Macau do Amu', Aracaty, Cear
e Acara cu'.
O vapor lguarass, commaodaote Vianna,
sahu para os portos do norle de sua escala at
o Acaracn no dia 20 do correle mez s 5 horas
ua larde.
Recebe carga al o dia 19 ao meio dia. Eo-
commeadas, passageiros e dinheiro a frete at o
da da sabida is 2 horas: escriplorio no Forte
do Mallos n. 1.
Rio de Janeiro
o hiate aNovaes, primeira cUsse, forrado de co-
bre, novo, segu com brevidade por ter tratado
meio carregamento ; anda recebe alguma carga
e escravos a frete ; tratase com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.
Aysos martimos.
lio Grande do Norte.
A barcaca Nova Esperance sahe para o Rio
Grande do Norte at o dia 15. aluda recebe carga
a tratar no trapichejdo algodo.
a frete
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MD1DITSS. & IJUPDI.
O vapor Oyapock, commandante o capilo
de mar e guerra Gervazio Mancebo, esperado
dos portos do norte at o dia 15 do correle, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros. e engaja-se
a carga que o vapor poder cooduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas al o dia da sabida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criplorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C.
Para o Rio de Ja-
Para a ilha de S.
Miguel
sahe com a maior brevidade possivel o patacho
portuguez Lima* ; para o resto da carga e pas-
sageiros, trau-se com os seos consignatarios Joo
do Reg Lima & irmo.
neiro,
Rio Grande do Sul sahir impreterivelmente no
da 13 deate mez o patacho nacional oArapehy,
recebe passageiros e escravos a frete : trata-se
cora Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no lar-
go do Corpo Santo, escriptorio n. 19, ou com o
capitao na praca do commercio.
Para o Porto.
Segu era poucos dias a barca porlugueza
Flor da Maia, por ter parte do seu carregamen-
to prompto ; quem quizer carregar ou ir de pas-
sagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
seu escriplorio da roa do Apollo n. 43, segundo
andar.
Para o Rio Grande do Sul preteode sahir
com brevidade o patacho Guarany, para onde
recebe carga a frete, como escravos : quem no
mesmo quizer carregar pode entender-se com os
consignatarios Amorim Irmos, ra da Cruz nu-
mero 3.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, capilo Augusto Carlos dos Reis,
visto ter prompta a maior parte do seu carrega-
mento : para o restante e passageiros, para os
quaes tem excellentes accommodaces, trala-se
com Manoel Ignacio de Ollvaira & Filho, largo do
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capito na
praca do commercio.
ara
io de Janeiro,
0 veleiro patacho nacional Cipuao, de pri-
meva marcha, preteode seguir com muila brevi-
dade, tem a seu bordo dous tercos de seu carre-
gamento : para o resto que Ihe falta, passageiros
a escravos a frete, para os quaes tem excellentes
commodos, trata-se com os seos consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional
Damo pretende seguir com muila brevidade
tem parte de seu carregamenlo engajado : para
rastoquelhe falta, trata-se com os seos consigna
tsrios Aotonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
seo escriplorio ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro
A barca nacional cAmelia lendoparte de seu
carregamento tratado, pretende seguir coro muita
brevidade : para o resto que lhe falta, os preten
denles entendam-se com os seus consignatarios
Aotonio Luiz de Oliveira Azevedo & C no seu
escriptorio ra da Cruz o. 1.
REAL COHPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor
At'o dia 14 do correte
espera-se di sul o
vapor Oneida, commandante Bevis, o qi al de-
ois da demora do costme seguir pa
thorapton tocando nos portos de S. V
Lisboa, para passagens etc., trata-se com 1 s agen
tes Adamson Howie &C, na ra do Trapiche
Novo o. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem ai dnas
horas antes de se fecharem as malas ou urna ho-
ra antes pagando um pataco aleo do respectivo
frete.
GOlPANim PERIUMBUGAF
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor cJaguaribe, commaodaote/Lobato,
sahir para os portos do sul de sua escala no
dia 15 do correte as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o da 14 ao meio dia. Encom-
mendas. passageiros e diubeiro a freteat o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Lisboa.
O brigue portuguez cBella Figueirehse, capi-
to Jos Ferreira Leasa, sahir com brevidade
por ter a maior parte de sea' carregamento prom-
pto : para carga e passageiros, para os quaea
tem excellentes commodos : trala-se com F. S
Rabelrb & Filho, largo da Assembla n. 12,
Para a Bahia segu o palhbsote Santo Amaro
para alguma pouca carga que Ibe falta trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Deus n. 12.
L*iioe.
LILAO
HOJE
n.?i.!&!Dlrees,aDa andera por conta de quem
pertencer 150 saceos com milho desembarcado
hoolem emum ou mais lotes a vontade : hoje
13 pelas 12 horas da maoha, no arraazem do
barao do Livramento, Forte do Mallo;
LEILAO
Charutos
DE
e gneros.
O agenle Pestaa vender por conta de quem
pertencer 400 csixas com charutos da Babia, 150
garratoes e 30 canas com ameixas : hoje 13 do
correte pelas 10 horas da maoha no armazem
do Annes defronte da alfanrtega.
------_-~e
LEILAO
DI
Chitas inglezas e trancezas, madapolao,
cortes de brimpara calca, duzias de
camisas francezas, grav'atas de setim,
visitas de seda para senhora, pate-
tots de panno fino, metas para ho-
mem e senhora e outras muitas fa-
zendas. V
AOGORRER DO MARTELLO.
Sexta.leira 14 do corrente ao meio dia.
PELO AGENTE
GV5IMAJsA^S.
Na ra do Imperador n. 37.
n LEILAO
AO CORRER DO MARTELLO.
DE
Obras de brilhantes e diamantes, ade-
reqos. rozetas, aneis, trancehns e ca-
zoletas para senhora etc.
HOJE
Na ra do Imperador n. 37.
PELO AGENTE
,Jj .^ajfjt. H *JE '^. ~ "<"" sa^d
LEILAO'
DE
Um ptimo carro para passeio arreiado
e de um cabriolet com cberta, ar-
reios e cavallo, a dinheiro ou a pra-
zo, na cochera da ra do Imperador
n. 12.
Sabbado 1,6 do corrate ao
eiodia.
ELO AGENTE
GUIMARES.
Coittinuacao do leilo
DE
today as fazendas da lojada
ra do Cabug d. 8
as/10 horas do dia at as 8
horas da noite.
osla Carvalho continua a fazer leilao das fa-
zendas da referida loja ao correr do martellohs
fa/zendas grossas e floas.de algodo, linho e se-
<*a8, como as que sao necessarias para a oroxi-
n quareama.
Tem muitas cousas proprias para o carnaval
um leilao importante e to importante quea
oguem dever esperdicar to boa occasiao dea
echinchar, pois se lem ludo arrematado pora
eros tao baixos que.se sdmira, somente paraaa
gamenlo dos credores. A elle I A elle I
LEILAO
A 14 do corrate.
Daniel.Killman, capilo do brigue americano
Alpine>, (consignatarios Henry Forster & C.)
far leilao por intervengo do agente Olivetra, e
por conta e risco de quem pertencer, precedida
a aulorisseo do Illm. Sr. inspector da atfande-
ga e em preseoca de um empregado para o ef-
feito nomeadopelo mesmo, e do Sr. cnsul dos
Estados-Uoidos, de cerca mil couros seceos do
carregamento do dito brigue e para occorrer aos
gastos oeste porto, oodearribou por forca maior
na sua actual viagem, procedente do Rio Grande
do Sul, com destino a Antuerpia :
Sexta-feira 14
do corrente, so meio dia em ponto, no armazem
alfandegado do Exm. baro do Livramento, silo
no caes d'Apollo.
LEILAO
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Pinto far leilao a reqnerimeoto de
Parete Vianna & C. e por despacho do Illm.
Sr. juiz especial do commercio das dividas acti-
vas dos aosentes Manoel Joaquim de Oliveira 4
C, s 11 horas do dia cima mencionado em seu
escriptorio ra da Cadeia n. 9.
Os papis e alguna documeotos das referidas
dividas podero ser examinadas desde j no es-
cnptorio do referido agente das 9 as 3 da tarde.
LEILAO
DE
Louca iogleza
Qumta-feira 13 do corrente.
O agente Pestsna vender em leilao por conta
de quem pertencer porcio de loica ioglexa, co-
mo seja chicaras e pires, bales, assucareiros,
mantegueiras, tigelas, copas de vidro etc., qoe
ludo ser vendido em lotes a vootade : quinta-
feira 13 do corrente pelas 10 horas da manbia
oo armazem do Sr, Anata defronte da altandega.
Um carro e um ca-
vallo.
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Pinto (ara leilao a requerimento da
testamenleiro do finado JoSo de Pioho Borges e
por despacho do IUrs. Sr. Dr. juis da orphios,
de um carro de 4 rodas e um cavallo pertencen-
tes ao mesmo finado, aa 10 horas do dia cima
mencionado em seu escriptorio ra da Cadeia
LEILAO
Sexta
corrate.
O agente Pinto far leilao por ordem dos ad-
ministradores da massa fallida de Jos Ribeiro
Pontes, das dividas activas da mesma] massa, s
ti horas do dia cima mencionado em seu es-
criplorio na ra da Cadeia o. 9, onde se poder
dar desde j qualqaer esclarecimenlo acerca das
referidas dividas.
LEILAO
Segunda-feira 17 do corrente.
PELO AGENTE
Alerta Srs.|marcineiros e paes
de familia.
O agente cima fat leilSo por conta
e risco de quem pertencer dos movis
abaixo declaradso,ao correr do martel-
lo, na ra do Imperador n. 20, arma-
zem que foi de Joaquim Pereira Silva
Santos, consistindo noseguinte:
Armarios.
Guarda roupa.
Mobilia completa.
Secretaria.
Bids.
Toalhetes.
Guarda roupa com espelho.
Lavatorios.
Tocadores muito ricos com espelho.
Commodas.
Quadros com lindas estampas.
Espelhos diversos
As 11 horas em ponto no menciona-
do dia.
Terca-teira 18 do corrente as
11 horas em ponto.
Alerta Srs. trapichen os e ven-
delhes que ao correr do
martello sem limite olgum.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer do se-
guinte na ra da Senzala n. 12 :
50 barricas com serv]a.
Vinho Bordeaux em barris.
Dito em caixa de 1 duzia.
Cognac em barris.
Dito superior em caixa.
Vinho Xerez em barris.
Vinagre.
Sardinhas em latas e meias latas.
No mencionado da as 11 horas em
ponto, a elles Srs. trapicheiros e ven-
delhoes que sera limite algum, ao cor-
rer do martello.
Avkcs liTferso&.
Por muitas vezes se tem annun-
ciadoque somente se recebem assignatu-
ras deste Diario a oi'OOO por trimestre
sendo pago dentro de 15 dias do come-
90, mas acontece que alguns de eus
assignantes demorem o pagamento alem
daquelles dias, e se julguem com direi*
to a paga-lo a dito preco ainda mesmo
que falte meia duzia de dias para se
vencer o trimestre ; por tanto de novo
se declara que nenhum direito tem o
subscriptor de pagar a subscripcao a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
nao servindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receberse na livraria ns. 6 e
8, da prac,a da Independencia, por n5o
haverem tantos recebedores, quantos
seriare precisos para encontrar em
suas casas, a alguns assignantes.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os dooos dos nmeros abaixo declarados po-
dem mandar buscar que esto promplos : 137
283,156,324. 248. 247, 175. 182. 326. 149. 87!
231, 189, 144. 298, 274, 183, 163. 42, 243, 23.
aLOTIBIl
Terca-feira 18 do corrente, andarao
impreterivelmente as rodas da ultima
parte da nona e primeira da decima
lotera da matriz da Boa-Vista desta
cidade, no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Bosario de S. Antonio.
Os bilbetes, meios e quartos achara-
se a venda na thesourana das loteras,
ruado Crespo n. 15 e as casas com-
missionadas. Os premios serao pagos
a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos' Rodrigues de Souza.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
ca da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatrix
numero 46.
Em praca publica do juizo de orphios do
termo de Olinda se ha de arrematar no dia lid
crranle s 4 horas da tarde, a porta da caaa da
residencia do mesmo juis, un casa terrea da
podra ocal, sita na ra do Cotxo da dita cidade,
em chaos proprios com 81 palmos de fundo e 34
ditos de frente, com sala e gabinete oa freole, 4
quartos, ssle alrax assoalhada, com sen quintal
Taluda por 5009.



w
DIARIO DE PEKNAMBOCO. Q LISTA IRA 13 DE FEVERfcIRO DE 186i,
Ama de leite.
Ni roa larga do Rosario n. 18, segundo
dar, precisa-se de urna ama de leite que
limpa.
Henrique ;GoJo e .sua mulher, subditoi
francezes retirsm-sr pira fora da provincia.
80-
seja
Escripia.
Ama.
Urna pessoa com muito boa ledra e compe-
tentemente habilitada para eocarregar-se de
Jualquer escripluragso mercantil por partidas
obradas, offerece sea ingenuo presumo ao cor-
po do commeroio deita cidade ; a meama pessoa
afflanca e prora a regularidade de seo tribalho
com pessoas aptas : quem de seu presumo qui-
zer utilisar-se ter a bondade de dirigir-sa ao
Sr. liaooel Fooseca de Medeiros, que ser mi-
nuciosamente informado.
Precisarse de um ou dous trabalhadoi68
que tenham pratica de retinado: a tratar na
ra da Liogoeta d. 6, deposito de pao.
No dia 3 .do corrente carregaram do sitio
fue perUnceu ao Sr. Antonio Luis, denominado
orla d'Agua em Apipucos, um jacamtm [ave do
Para) de costas verdes, peito azul, com ps e
blco de um amareilo eaverdeado, tendo o tama-
nho de urna gallinba : quem o tiver comprado
conduia-o ao mesmo sitio cima ou na ra da
Cruz no deposito de rap Meuroo, que receber a
qaanlia dada pelo mesmo passaro.
O Sr. Dr. Jos Joaquim Ramos Ferreira
queira ter a bondade de vir a ra da Cruz 19,
para receber urna carta vinda de Hanaus e eecla-
rar onde a sua residencia que urna pessoa vin-
da do mesmo lugar lbe deseja fallar.
Precisa-sede um hornera caaado que te-
nha as habilitagoes para ensinar com perfeigo as
linguas portugueza, franceza e>latina n'um en-
geoho distante desta praca 6 leguas : quem o
pretender dirija-se a botica do Sr. Joaquim de
Almeida Pinto, ra dos QuSrleia n. 10, que
ochar com quem tratar.
_ Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar para rapazessolleiros ; na ra das Cruzes
numero 36.
Precisa-se alugar um prelo, dando-se o
sustento, e paga-se mensa! ou semanal, para o
servigo desta typographia : na livraria ns. 6 e 8
da praja da Independencia.
23 Ra da Imperalriz 23
Pianos, msicas, afina-
$6es e coQcertos.
J. Laumonier avisa a seus freguezes que tem
um bello sortimeoto de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto e piano ;
encarrega-se de concertos e sfioacoes dentro e
ora da cidade, por precos razoaveis.
Ha para alugar um primeiro an-
dar na iua das Cruzes : a tratar na ra
da Gadeiado Recife n. 33, com Joao Ri-
beiro Lopes.
Ha para alugar um terceiro an-
dar muito fresco na ra do Encanta-
mento : a tratar na ra da Cadea do
Recife n. 33.
Ignacio Pedro Martins, subdito portuguez,
retira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se o sobfadioho da ra dos Burgos
n. 29, em frente a ra da Moeda ; quem preten-
der dlrija-se a ra da Cadeia n. 35, loja de fa-
zendas.
Aluga-se urna meia-agoa nos fundes da ra
do Nogueira por 8JO00 meosalmenle: a tratar na
ra do Quemado n, 71,
Festa de S. Gonzalo na
Boa Viagem
Sabbsdo levarrtar-se-ha a bandeira, e do-
mingo 16 do corerMe ter lugar a feeta, sendo
orador o Rvm. Frei Joaquim do Espirito Santo.
No dia 15 do corrente depois da audiencia
do Dr. juiz muaicipel da segunda vara, tem de
ir a praca a escrava Joaquina, idade 26 annos,
servigo domestico, peohorada ao Dr. Candido Jo-
s Casado Lima por execugio de.Luiz de Franja
Souto.Escrivo Athayde.
Precisa-se de urna (ama de leite, p)ga-es
bem : na ra da Concordia n. 33.
^- a *>**
Aluga-ae um 4o andar com excelentes #
Scommodos : na ra da Cruz u. 53. #$
Alfred Leveaui vae ao sul do imperio.
Fabrica de espiritos na
ruaDireita n.17.
Neste estabelecimeoto ha constantemente sor-
timeoto de todas as quatidades de espiritos, co-
mo sejam, agurdente do reino, genebra, aniz,
licores de todas as qualidades, tanto Anas como
mais ordinarios, desde o prego de 240 at 2j> a
garrafa, espirito de vioho de subida graduaclo, e
aem o menor cheiro, proprio para qualquer com-
poaigo, sendo os precos os mais em conta do
que em qualquer parte.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragoso,Santos & C. acam e tomam
saques sobre a praga de Lisboa.
Aluga-se um bom sitio com muitas arvores
de fructo, bem como um bello jardim no lugar
do Caldereiro, esquina da ra da Maogueira, cora
ama boa cass para grande familia, pintada de
novo e forrada da papel, ao lado cocheira para
cajro, quartos para pretos, estribiria para qualro
ou -seis cavallos : quem o pretender pode dirigir-
ae ra da Cruz do Recife -o. 63, para tratar.
Na ra do Rangel n.67, primeiro andar, preci-
sa-se de urna ama que saiba cozinhar e eogom-
mar.
Aluga-se um escravo carroceiro do que
tem bastante pratica ou para oulro qualquer ser-
vigo : na ra do Livramento n. 22, terceiro an-
dar.
Na ra do Queimado n. 10, loja. existe urna
carta para a Sra. D. Joaooa Francisca Paes Br-
relo, vinda de S. Miguel das Alagoas, mandada
por sua familia.
Heinrich Ctssel, Heinrich Nieboff, Coora-
diene Grebe, Cooradiene Gatzemeyer, Chrisliane
Friedricha vo Babia.
* O capilo Alexaodre Barbosa da Silva col-
lector geral e provincial do municipio de Pao
d'Alho, avisa ao respeilavel publico que por ha-
ver outro de igual nome se aasigotr de hoja em
diante Alexaodre Hara Barbosa da S Iva.
Precisa-se alugar um moleque pequeo e
na meama casa precisa-se alugar um primeiro
andar am qualquer ra do bairro de Santo Anto-
nio ou pequeo ou grande : na ra daa Cruzes
n. 33, segundo andar.
SOCIEDADE
GRANDE DEPOSITO
D" I
Pelo presente sao convidados todos os irmos
da mesma sociedade i se apreseutarem no dia 13
do corrente, pelas 6 1|S horas da tarde, aQm da
ter lugar a sessao extraordinaria marcada para
senrelnante dia : por eita occasiao cumpre-oos
fazer lembrar aos nossos irmaos que tenham em
vista o que disp6e o arl. 6.* 2." do art. 19 do
tlt. 8 dos nossos estatutos, bem como o que de-
termina o 5 do citado artigo.
Secretaria da sociedade Amor ao Prximo em
20 defevereirode 1862.
Theodoro Oresles do Patrocinio,
primeiro secretario.
Attenco.
Sapates de borracha ainda nao vistos, cojos
chegaram na occasiao de servir como preserva-
tivo para o cholera, e i os ha na ra da Impe-
ralriz n. 46, loja do Vianna.
Ensino particular.
Urna pessoa habilitada propde-se a leccionar
noile aos que se dedicam ao coramerrio, fraocez.
ioglez, grammatica porlugueza, e arilhmetica : a
fallar na ra do Cabug n. 3, segundo andar.
Na livraria da praca da Iudependencia ns.
6 e 8, precisa-se fallar ao reverendo padre An-
tonio de Mello Albuquerque, capello do exercito
que veio ha pouco de Therezina do Piauhy.
Fugio o prelo Jos, de nacao, idade de 45
a 50 annos, pouco mais ou menos, tem o p di-
reito bastante virado para fora, e faltam-lhe bas-
tantes denles, levou chapeo de palha, calca de
brim preto, e camisa de riscado azul com boleos:
quem o pegar leve ra larga do Rosario o. 18,
terceiro andar, que ser recompensado.
OsSrs. Celestino Carlos Coelho Galo e Ma-
ximiano Francisco Duarle leem carias na ra do
Trapiche Novo n. 6.
Attencao
Em S. Jos do Manguinho aluga-se um sitio
com boa casa, cocheira e quartos fora para pre-
tos, cacimba com boa agua, e tanque para banhos,
bastantes e boos arvoredos de fructo : quem o
pretender, dirija-se a ra da Cadeia do Recife,
loja o. 24, ou a ra Augusta n. 43, primeiro an-
dar, que achara com quem tratar.
Aos serradores.
Precisa-se de urna parelha de serra para des-
dobrar urna porcode amarello e louro : os pre-
tndanles dirijam-se a travessa da ra da Con-
cordia a fallar com o Sr. Henrique Jorge.
O &r. Jos' Al ves Ferreira, que
morou ou mora, para estrada de Santo
Amaro da Salina: queira vir a esta tv-
pographia a negocio que llie diz respei-
to. \
Precisa se de urna amia para com
prar e cozinhar para urna i pessoa : na
ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar.
loma m mimca
DO 1
Barbalho (Cabo.)!
41-RUA DO IMPERADOR-
Neste deposito existe grande quantidade de louc e de todas as qualidades, o que
desejarde bem fabricado e de boa qualidade de barro, com a propriedade da conservar
aempre fra, como sejam jarras, resfriadores, muringues. quartinhas, garrafas, copos para a
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares d todos os lmannos, assadeiras, poies
com lampos esem elles, paoellas para baler-se bolos, cicarolas, enfuzas, frigideias e muitas ou-
tras pecas que seria enfadooho mencionar.
O proprietario desta fabrica a primeira deste genero entre nos espera obter do respeilavel
publico animaco a concurrencia e para conseguir essefim vende a sua louga mais barata d
at aqu se venda cesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos precos commodos porque vende
por cento de abate para quem comprar de 1009 para cima e dessa quanlia para menos '
por cento.
Qualquer encommenda pode ser entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
> que
II 10
rio 5
Aviso.
Ninguem faga negocio com algum dos bens do
casal do finado Joo Hanoel de Siqueira sem que
se acabe o inventario, sobre penna de o perder.
Um berdeiro.
Oabaixo assignado deixou de ser caixeiro
do Sr. Joaquim Esperidio da Silva Guimaraes.
Joaquim Gomes da Silva.
Acha-e um menino de cor preta no sitio
do Sr. Ignacio Francisco de Mello, na estrada dos
Afllictos, que se achoo perdido no dia 5 do cor-
rente mez, as S para 10 horas da noite, no prin-
cipio da mesma estrada : quem se ulgar com
direilo a elle, dirija-se ao mesmo sitio junto ao
Sr. major Antuaea.
Eduardo Ratos, norle americano, parta pa-
ra o Maranho.
Aluga-se o terceiro andar da casa n.48 da
ra do Trapiche, esquina do Corpo Santo,
Aluga-se urna escrava que sabe lavar a en-
gommar, a coziohar: as pessoas que pretende-
ren), dirrjam-se a ra da Sania Cruz n. 30, pre-
lerindo-se casa de pouca familia.
O bilhete 2705 da ultima parta da 9.*, el.*
da 10/ lotera em beneficio da matriz da Boa-
.Vista, perteoce a Illma. e Exma. Sra. D. Adelina
Gomes de Miranda, residente na provincia do
Amazonas.
Atteoco
No dia 9 da fevereiro desapparecea urna espin-
garda de dous canos muito finos, de dentro do
omoibus que governa o boleeiro Francisco da
Luz, e desuppdr que dila espingarda foi fu ria-
da por algum dellea ou estribeires: quem a des-
cubrir queira entregar em Apipucos ao adminis-
trador de Claudio Dubeux, no Recife a seu dono
Candido Pertira Honteiro, na ra do caes 22
da Novembro n. 32, que ser recompensado.
Real english boots.
Campos & Pereira beg lo aonounce lo their
numerous friend and lbe pubtic generlly, Ihat
they have just received a small lot of Ladies and
Genltemens Boots of rhe best english manufactu-
re, very suitable for Winter Wear, wbich Ihey
are selling at ihe following lou prices
Genltemens bes patent covrhide boots 1OJ000
por pair.
L,ie* TerJ superior calf boots 7$000 por pair.
n. 32Ra da Cadeia do Recife.
Nesta typographia, precisa-se fal-
lar ao Sr. Dr. Juvencio Alves da Su-
ya Ribeiro, que reside no Cabo.
A festa do glorioso Santo Ama-
ro, ser celebrada com toda aso-
0 Iemnidade devida em sua capella
3 da Cidade Nova, no prximo do-
mingo 16 do coi rente.
Aluga-se o armazem, 1* e 2* an-
dar e sotao. da casa n. 60, da ra da
Cadeia do Recife, esquina do becco do
Capim : a tratar na ra da Cruz n. 63.
Venda de urna escrava.
Pelo juizo de orphos de Olinda vai em praca
por arrematado urna escrava peen 'de vinle e lan-
os annos, no dia 15 do correle ; coovida-se,
portento, a quem inleresse tiver, para que appa-
reca.
Preclsa-se de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar, comprar e engommar : na
ra da Cruz do Recife n. 25, primeiro andar.
Aluga-se a casa a.. 11, ni Passagem da
Magdalena, entra as duas pontes, pequea e
grande : dirijam-se ao pateo do Carmo. loja de
tarlarugueiro n. 2, ou no sitio do Cajueiro o. 1.
Joaquim Esperidio da Silva Guimaraes faz
publico que o Sr. Joaquim Gomes da Silva dei-
xou de ser seu caixeiro desde o dia 11 de feve-
reiro do corrente anno.
Attencao.
a
D. Anna Francolina da Cunba viava de Anto-
nio Jos da Cucha avisa ao respeilavel publico
Roga-se a pessoa que
ahigouuin mleque poruome
Antonio na ra da Cruz arma-
zem n. 45. de aili apparecer a
negocio de seu iateresse.
- Aluga-se o primeiro indar do sobiadrjla|
ra do Crespo n. 4, por cima do estabelecimeoto
de J. Falque, constando de tres alas e dous ga-
binetes, ludo pintado de novo : pira ver e tralar,
no mosmo estabelecimeoto.
0 professor de msica Rodolpho
Eichbaum, discpulo do conservatoi io do
Leipsic, acha-se prompto a dar liqoes
de piano e cantor i a : pode ser procura
do na ra da Cadeia do Recite, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqueira, ou na
ra da Cruz n. 10, casa de Kalkmann
Irmaos i C.
0$ abaixos assignados, avisam a
todos os devedot es da extincta firma de
Ara naga & Bryan, que se esta' acabando
de liquidar, tenham a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que faltarem, serao tomadas medidas
CJrcitivas.
Aranaga Hijo & C.
Aluga-se o armazem da ra da Senzalla que
tica por detraz da loja da ra di Cadeia n. 18 : a
tratar na mesma loja.
Saca-se qaalquer quanlia sobre Portugal e
Una de S. Miguel ; na ra do Vigario o. 9, pri-
meiro andar, escritorio deCarvalho, Nogueira &
Companhia.
Lices de inglez.
DSo-se de noite no hotel francez ; a tratar na
ra da Cruz n 1.
Aluga-se o grande armazem da ra Bella
n. 42-44 que servio de deposito de carvo do
Exro. Sr. Barao do Livramento, margem do Ca-
pibaribe, muito proprio para cocheira ; quem o
pretender, dirija-se a ra do Crespo n. 7 A, loja,
que achara com quem tratar.
S O bacharel Americo Fernandes Trigo
RA SO
GRU
IAD0 N?A6 r
mmmn
pksPG1
itfi
I
Sortimeoto complete de sobrecasacos de panno a 259, 289, 309 e 359, casacoa muito bem
faitaa a 258, 28$, 30g e 35$, .paleiots acasacadoade panno preto de 16 at-259, ditos de casmira
de cor a 159,18$ e 2Ug, paletots saceos do panno e casemira de 89 at 149, ditos saceos de alpaca
m erin a la da 49 at 69, sobre de alpaca e merino da 79 at 109, caigas pretas de casemira de
89 at 14$, dito da cor de 79 at 10$, roupas para menino de todos os tmennos, grande sprti-
mento de roupas de brins como sejam calcas, palelots e colletes, sorlimento de colletes pretos di
setim, casemira a velludo de 49 a 9$, ailus para caaamenlo a 59 e 69, paletots brincos de bra-
mante a 49e 5/, caigas brancas muilo Unas a 5$, e um grande sorlimento de fazendasflns s e mo-
dernas, completo sortimeoto de casemiras inglezaa para homem, menino a senhora, aeroulasTde
linho e algodo, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvio para homem e-senhora. Ye-
rnos urna grande fabrica de alfaiale onde recebe isso est sendo administrada por um hbil onestre de aemelhante arte e um pessoal da maisvda
cineoonta obreiroi escolhidos, poriaoto executamos qualquer obra com promptido e raaia barato
da que em outra aualquer casa.
de Loureiro, advoga no civel e no cri-
me, podeodo ser procurado para esse
fim.no se.u escriplorio na ra do Impe
rador n. 40, das 9 horas da manha as 3
da larde.
O Sr. Joao Al ves Ferreira, que
mora para Santo Amaro da Salinas,
queira dirijir-se a esta typographia a
negocio que lhe diz respeito,
Quem tiver urna escrava para alugar para
servir em urna casa de pouca familia, dirija-so a
taberna n. 27, atraz da matriz da Boa-Visia.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar : na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, entrada direila.
Aranaga, Hijo & C sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Aluga-se, vende-se oa permutase por urna
casa terrea nesta ci.'ade um bom sitio com casa,
no lugar da Varzea, conhecido pelo sitio da Cruz,
que foi do padre Jos Simoes : a tratar no becco
de S. Pedro n. 8.
CICERO PEREGRINO, ba-
charel em direito, continua no
seu escriptorio de'advocada, n.i
ra do Queimado n. 26.
mmmm
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo qkalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticias planetarias, eclipses, partidas
de cofreio, audiencias, e resumo de chronologia, a re'is 1. 160
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a ris......... l^OO
ELIXIR DE S4UDE
WMWB2
Citrolactato de ferro
l]nieo dcyo^lu ua botica de Joaquim MartiitVi
da Cruz Correia., ra do Cabug n. IV,
em Pernambuco.
O Dr. H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceulico aprsenla boje um
de ferrocom o nome de elixir de'ciiro-lactato de ferro.
a nova preparagao
Parecer ao publico um luxo emprecar-se um mesmo medicamento debaiio de formulas lo
variadas, mas o homem da sciencia compreheode a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de multa importancia em therapeulica ; um progresso immenso,
m finadn m.rr^C,!. ui!.- temp2 1* i V*?*0 M'' ?"nl8Ddo ""il do medJcmeoto. o toroa agradavel, fcil e possivel para todas as
seu uado marido por urna lettra o sobrado da idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos
!12sTuL? Apunta riTr,a.ueoDot0K V ?3, P"" D" "V0"' Preparares de ferro t hoje conhecidas neohuma rene lo bellas qualida-
encen.le a Luiz Antonio Goncalves Ferreira coja I des como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sibor agradavel. rene o tomar-se em urna pe-
d*r fazer nesocio com a diin anhr,U tamaa ttmiH* nn, mmiMuU. Qm .H. .11: v BraV0,?s "rroginosas.
usas novas qualidades em nada alteram a scieocia medicamentosas do ferro, que sendo um
ocia daqiial o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de iocomparavel utilidad
1er formula que lhe de propriedades taes, que o pratico possa preacrever aem receio E'
d*r fazer negocio com o dito sobrado
satisfaga a importancia da dila lettra.
sem que
Na noite de tabbado para domingo desap-
pareceu do sitio de Beato Jos da Costa Jnior,
oa Ponte de Uchoa, um escravo pardo claro, de
noma Francisco, tem 17 para 18 annos de idade,
cheio do corpo, com olhos pardos, as roaos e ps
um tanto grandes : quem o pegar e levar ao re-
ferido sitio ser bem recompensado.
Joaquim Jos de Souza manda a Portugal
sua mulher Uargarida da Encarnacao Portugal.
Salvador Rodrigues da Silva val ao Rio de
Janeiro.
o&pras,
Compra-se moedas de ouro de
20$000. na ra Nova n. 23, loja.
Compram-ce aeces do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
lorio n. 14.
Compra-se moedas de 20# : ns loja da ra
do Queimado p. 46.
Compra-se a overlura Zinelta para piano
impresso ou manusciipto do maestro Auber na
ra estreita do Rozario n. 31.
Moedas de ouro.
Compram-se moedas de ouro de 203 e 10# com
cambio : na ra da Cruz do Recife n. 50, pri-
meiro andar.
Compra-se urna preta de 16 a 18 annos de
idade, que seja sadia e nao tenha vicio : na ra
do Jardim n. 42.
4tteucAo a li-
quidaco.
Na loja do divinte ra do Cabug n. 2 t,
vende-se as seguintes miudezas pelos diminutos
precos para acabar: pecinhas de cafado com 15
varas de 3 a 4 dedos de largura a 460 rs., ditas
com 30 varas de differentes larguras a 9(200 rs.,
candes de colxete para vestido a 40 rs., fraojsa
de linho muilo finas para casaveque tendo cada
pega 15 varas a 1600 a pega, ditas de algodio
para toalhas a 100 r*. a vara, ditas de seda pre-
tas de 2 dedos a 3 a 240 e 320 rs., ditas dla
2 dedos a 160 re., tranga de seda branca com vfc*
drilho differenle largura a 320 rs. a vara, dita di-
la preta a 300 r*. a vari, caivetes de 1 e 2 fo-
lhas muito fino a 160 e 240 rs., tesouras muito
oas para costara a 320. 400 e 500 rs., enfladures-
de linho pan vestido a 40 rs.. caixas de bfalo
para rap difl-reiiles modelo a 500 rs., carreteis
de linha de 200 jardas aulor Alexander a 8z0 rs.'
a duzii e 70 rs. o emite], linha preta de miadi-
nha o masso com 60 pegas e 96 a 500 e 600 rs.,
etcovas para casaca o mais fino que ha a 2jf, lu-
vas de lioho Oo de Escossia branca muito flirts
a 600 rs. o par, ditas de cores a 500 rs. o par,
"ditas de algodo a 160 rs., franjas largas de cores
proprias para cortinados U;ndo cada pega 15 va-
ras a Sf e em vara a 160 rs., espelhos de damas
de diversos lmannos a 800,1 e 19280, botes
de porcelana brancos para camisa a 120 e 160 rs.
a groza, ditos hrancos, pretos e de cores proprio
para caiga a 240 rs., nenies de tartaruga para
tranca os melhores que pode haver a 3J500, ditos
para alisar a 2ft, ditos de marQm de differentes
tamanhose modelos a 500 rs., Ubyriolho de to-
das as larguras a 120, 160, 200 e 40 r., penles
muilo fios fingindo unicorne tanto para suissa
como para calieca a 320 rs., meias de cores para
homem muito linas a 1JI280 rs. a duzia e o pra
120 rs., caixa de colxeles francezea a 40 rs gar-
rafas grandes de agua de colonia muito fina a 3-3,
dita com agua de lavande a 1$, ditas do Oriente
a 800 rs frascos de bandoln para segurar ca-
bello a 640 rs., dita de flor de laraoja frascos
grandes a 500 rs., bandeijas de differentes tama -
ohosa i$20,1J600 e 2$, gsrrafas de porcelana
douradaa para mesa sendo garrafas grandes a 2$
e pequeas a 1$, charuleiras muito linas diver-
sos tamanhos a 2je 23500, lu?as pretas e de co-
res eefeitadas para senhora a 800 rs., peilos para
camisa muilo finos brancos e de cores a 2#500 a
duzia e 220 rs. cada um, zeliras de todas as co-
res fizenda de muito bom goato a 1> a pega, e
um completo sorlimento de Otas da sarja e cha-
malote assetlnadas de todas as cores e largurzs,
assim como bicos de blonde brancos e pretos, di-
tos de linho de todas es larguras, e rnuilos ouUos
objectos que se vende por metade de seu valor.
Loja do viado,
Ra No van. 8,
Nova loja de miudezas con-
fronte a camboa do Carmo
Grande sortimento de objectos finos pa-
ra noivas, como bem :
Ricas capellas brancfs o que se pode encontrar
de mais moderno, e o mais delicado que se pode
dar, pois quem as vir nao deixar de comprar tao
delicada obra, e por baralissimo prego vista da
qualidade, ricos lengos de linho e algodo lodos
bordados, de apurado deseoho, e pelo prego ani-
ma o comprador, ricos jafros de porcellana para
adornos desala,mui delicadas meias de seda pa-
ra senhora a 2$ e 3$ o par, bicos de seda com
vidrilbo e sem vidrilho por baratos precos, franja
de seda de todas as cores e larguras, ditas para
cortinados mui largas e delicados gostos a 3$5C0 a
pega, ricas caixiohas de marisco proprias para
dadiva a 83, camisas bordadas para senhora, ul-
timo gosto, a 83 cada urna, guaruiges para se-
nhora, camisas e manguitos a 8| cada urna, gol-
linhas a croch para senhora a 20 cada urna, ri-
cos lpques de madrenerola pelo diminuto prego
de 14j cada um. bandos de dios para senhora a
500 rs. o par, que em outra parte 1J; e outros
muitos objectos que vista dos compradores nao
se engeita dinheiro.
Loja do viado.
Nova loja de miudezas, perfumadas, e outros
objectos teodenles a miudezas, como bem :
Mui linas escovas para fado pelo b.iratssimo
prego de 13 ca ;a urna, pois quem as vir nao dei-
vara de comprar, ditas muito (loas para cabello a
13. 18500. 23 e 38, ditas muito finas para denles
a 240, 320, 400 e 500 rs^ opiata ingleza o que
mais tom approvaio para eonservago dos den-
tes a 13500, pos de arroz em caixiohas com sua
escovinha s 18, dito flilo sem escovinha a 500 rs.
de graga, camisas frincezas brancas e de cores
a 13500 e 23, ceroulas francezts de lioho e algo-
do por baratissimos pregos, que avista dos com-
pradores nao se engeila dinheiro, e oulros ob-
jectos por menos 10 0(0 do que em outra qual-
quer parle. Este novo estabelecimento torna-se
bem conhecido para as pessoas que quizerem
mandar buscar amostras, por flcar bem confronte
emboa do Carmo, e ler um liado viado na la-
boleta.
Vendas.
Taberna.
MM
Atiim est
subslanci
qualquer
que coosegiiio o pharmaceulico Thermes com pVeparafiiodo ci"tr-lt7c7o"de ferro.' .
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparagoea ferroginosas, com o
mena a pratica de muilo mdicos distinclos que o tem eosaiido. Tem sido empregado como im
kLIr.-Teit0 n". 0,e8lias de languidez(chlorose paludas cores ) oa debilidad* subsequenle as
? ffi hLd'T/L" 5" 8p.p,"c.em ^Poi'das intermitentes na incontinencia: V urina!
Precisa-se de urna ama para o servlgo interno
e externo para casa de um homem solteiro, pre-
ferindo-se urna seohora de idade e de boa con-
ducta : quem esliver neslas circumslanciis diri- Por debilidade, as peroles brancas, nVescrophui'oo'raThTlisworna' Droiira'h^morVliaoiM^
ja-se a ra do Rangel u. 39 ou a ra da Prjia n., convalescencia das molestias graves, na chloro anemia das mulhers grvidas em tdo*o*^
36 A, que achara com quem tratar.
kMk
Preeisa-sa de orna ama que saiba coziohar com
perfeigao para urna casa de familia ; a tralar na
TM larga do Rosario, fabrica de cigarros o. SI.
Maooel Lopes subdito portuguez retira-se
para fora da proviocii.
Precisa-se.de urna ama preferindo-se es-
crava para o servigo de urna casa: a tralar na
ra do Sol taberna n. 29.
Preciisa se de um omcial de bar-
beiro: na ruadas Cruzes n. 35.
Joo Guilherme Romer, armador de corti-
nados (oa ra do Hospicio n. 37) participa ao res-
peilavel publico que tem recebido excelleolea
molduraa douradas para cortinados de janellas,
tambero vende borlas, cordo, galleras e palera
de brooze que pertnse aos Silos.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho aaccam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio o. 19.
Manoel de Jess Ribeiro, subdito portu-
guez, retira-se para fora da provincia.
O Sr. Julio que te?e botequim,
queira vir a este typographia, a nego-
cio.
Prtcisa-se de 3:000f a premio sobre bypo-
iheca am beoa de raz, livras e deaembaragados,
pelo espago de 10 mezes, pagando-se juros con-
forma se convencionar : quem quizer dar, an-
nuocie pira ser procurado.
em que o sangeso acha empobrecido ou viciado pelaaf.digas, affecees hroica Tcachexi. lubii
CcUU?faae8;.C"Cr0"' *1' eXCe880' 'flQere08' **" uso prXigSdo Im^S.. mSl
Estas enfermidades sendo mui frequ.enies
m. medico tem de langar mao para as debelar, o aulor do citro-lactato de ferro merece louvore!
reconhec.mento da humanidade. por ter de.coberlo um. formula pela qual ,e pode sem red
Moleque,
Na ra da Cadeia Velha n. 52, tercei-
ro andar, precisa-se de um moleque de
de 15 annos psra cima, quem o tiver pa-
ra alugar dirija-se a referida casa.
O Dr. Rocha Reatos reside na ra da
Cruz n. 16, segundo andar, sonde pode
ser progursdo para o etercicio de sua
profissao.
''
m mogo solteiro offerece'se para leccionar
primeiras letras em qualquer engenho a tratar
na ra Nova o. 51, primeiro andar.
Precisa-se da um criado para o servico de
um caf, que d Mador a sua cooducta, prefere-
se que seja portuguez : na roa do Trapicho n
12, hotel da Europa.
Aluga-se a casa terrea na rus Bella n. 28;
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo, loja
d. 7 A, que achar com quem tratar.
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 48 da
ra da Ctdeia do Recife: a tratar na loja do
1*0, J
AP.?a i'a10, Chri,M,0BI0 Cavalcante que
Aguaa-Verdea e tem um filho na academia, ap-
Dff/B".!ud0RaDgeln' i* q!
Aluga-se o aobrado de dous andares sito na
ra do Aragao n. 26, pialado e preparado de no-
vo ; quem o pretender. Mia-ae a ra do Crespo.
VilIIM achara com quem tralar. ~
O bacharel Henrique do Reg Barros advo-
ga no ciime e no civel; pode aer procurador to-
dos os das olis daa 9 as 3 da tarde ; na ra Ba-
treita do Roaario n. 23, escriptorio do Sr. DrJ Fei-
tosa e em outra qualquer hora na ra da Aurora
* o* zz.
Vende-se urna taberna muilo afreguezada para
o mar e para a Ierra, no Forte do Mallos, ra
do Codorniz n. 4 : a tratar na mesma.
Vende-se urna porca com 5 leitoas, muilo
barato : no lugar das Barreiras em Olinda.
O LOJA AMARLELA. "^S
GURGEL& PEKDIGAO*.
Ra da Cadeia do Recife n. 23.
A 35$0U0.
Corles de vestidos de cambraia bran-
cos bordados.
A 500 e 640 rs.
Laazinha de cores de muio lindos oa-
drdes. v
A 30. 50J e 6C$.
C3pas compridas de gorguro e de
grosdenaples, preto e de cor
De 2} a 13.
Manguitos Dnos e golliohas de difi-
reme) Ceitios modernos.
A 12J0U0.
Rotinas de Mell e bezerro.
De 49 a 8#.
Salas balo de muito boa qualidade.
Novidade.
Pentes de tartaruga, omisas para se-
f. nhora, meias elsticas, siotos e eofeites
!de cabega, chales de todas as qualidades
chapeos de palha, camisa para meninos!
leqoes.
Nesse estabelecimento se vende muito
e barato, tem um sortimeoto completo que
m sena enfadooho mencionar.
naKSHMQ fjeaKewNSMnw eiei
Vende-se um escravo de nacao,
moco, ladino, sem achaques, nem de-
feitos, o qual sabe tratar de mesa :
ra do Imperador, a fallar com o
nente-coronel Barata.
Rival
sem igual.
na
te-
No deposito .do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 3jj(500, e meia arroba 2000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo.
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo,
36 Larga do Rosario 36
Mascaras de cera boas a
Dins de massa a
Carreteis de linha de corete brancas a
Ditos de dita branca de 200 jardas a
Agulhas curtas com toque a 40 rs. e
limpas a '
Carines de clcheles miudos a
Ditos de ditos maiores a
Missangas miudas (macinbo) a
Pegas de tranga de ciracol de la deco-
res com 13 e 15 varas a
Duzia de meias para senhora a
Ditas cruas para homem a 2J400 e
Linhasdo gaz pretas, brancas e de cores a
Malungas de porcellana com 6 pollegadas
para cima de mesa a
Jarros de dita pequeos, um por
Tranga de seda cor de rosi, a vara
Dila dita de diversas corea a
Filas de velludo de cores a 200, 300 e
Toucas de la para senhora a
Apparelhos de pao, loaga. e folha
de 240 a
Franja de seda a 320 e
Pegas de bico eslreitinho com 20 varas a
Enfeites moderos muito bonsa
Gollinhas de traspuso com bolo a
Alem destas miudezas, esta loja conserva sem-
j>re um bom sorlimento e por baratos prego.
Farelo de Lisboa.
Vendem Oliveira & Carvalho, na travessa da
Madre de Dos n. 5.
Grande pechincha oa
arara .
Vendem se cortes de chitas francezas com 14
eovadojLem pequeo toque de cupim, pei0 ba-
rato orejo de 2J o corte, ditas para covado a 160
e 200 rs. o covado,1 fil de hnho lavrado muilo
t^^.V^ manRU,Uos e > delmhoS
640
480
30
60
60
40
60
160
ICO
25500
35OOO
30
40O
500
160
200
400
500
2JJ000
400
720
5500
89000
2**, goll.a rtabotozinho a 640. dita.Ve a."
passo a ff. cortes de cambraia de babados a 3 e
3J5JJ0, cortes de fuslo p,r. caiga a l#lo. dito.
iifTvS!*; iW? e 1S60' bertore. ^.0-
dao a 1&, eolremeoa e tiras bordadas a 1 a pe-
ca.colchas de crochet a 8.ditss de fusto a 5 e
05, cobertas de chitas a I98OO: na ra da Impe-
ralriz, armazem e loja da arara n. 56, de Haga-
bies & Mendos.
Vende-se urna taberna com poucoa fundos,
muilo propria para principiante, na povoigao do
Barro : quem a pretender, dirija-ae ao mesmo
lugar, passaodo a ladein.


Bmio-BB-MMuncroo
pummi u m tbkii* de mi
Para tempo de chuva.
Calcas, colletes, paletots e esticas, apromptam-
se com brevidade pela machina de coatara ; na
ro Nova d. 47. tenda de J. Honder, alfaiate.
Vende-ge urna armacao de louro envidra-
ca la, propria para asaenlo de qualquer negocio :
na ra estrella do Rosario n. S9.
Phosphatode ferro de Leras
Vndese com razoavel batimento de preco
para fechar contaa ; no eacriptorio de Almeida
.Gomes, Airea & C, ra da Crus n. 27.
Venda.
Anda est por vender taberna da roa da lrn-
peratriz n. 4, um dos boas lugares da Boa-Vista,
e nao apparece sempre urna casa destaa nessa
ra : os pretenderles apparecam por que todo o
negocio se faz ; a tratar na taberna grande da
Soledade.
I naloja do pavao, ra
dalmperatriz n. 60,
de Gama Silva,
vendom-se fazendas pelos precos seguales: mus-
sulinas brancas com 4 1|2 palmos de largura, co-
vado 200 rs., -chitas escuras com pequeo toque
de mofo, covado 140 rs.,- ditas matizadas a 160,
cortes de chitas escuras e alegres, fazenda na a
28600. chitas francesas finas, o covado a 840
"260, 280, 300 e 320 rs., lSazioha de quadros para
vestidos, a 280 e 400 ris o covado, cassas in-
gleziohs de quadros pera vestidos, covado a
260. 280 e 300 rs.. ditas garibaldlnas, fazenda
muito una a 320 o covado, saiss bordadas, fazen-
da n.uito fina a 3$ e 4J, ditas com arcos de cor-
dio de liona que fazem aa vezes de balao a 3$200
o 49, ditas de madapolo francez, baldes os mais
iran feitos que tem vindo, pelo diminuto prego
de 33, 3J>500, 4 e 5*, pegas decambraia lisa mui-
to fina a 29 e 29500. ditas com 10 jardas, fazenda
fioisaima, a 38. 38500, 4 e 59, meias pretas de
seda para aenhora al} o par, ditas brancas de
algodo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
nutras rouitas fazendas que se vendem por precos
baratissimos, e de todas se do as amostras dei-
\- .. lo penhor, ou mandam-se levar em casa dos
freguezes que quizerem comprar : na loja da ra
da lrnperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Brithantinas americanas.
Vende-se brilhanlina americana com liodissi- i
mas cores, sendo fazenda inteiramente nova e !
moderna de 41|2 palmos de largura a 400 rs. o
covado : na ra da lrnperatriz n. 60, loja do
pavo.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez es-
la fazenda de seda com o nome de moirantique,
sendo de varias cores e branca, propria para ves-
tidos de noiva, e vende-se por prego baratissimo
s na loja do pavo, ra da lrnperatriz n. 60.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgo e a retatho Anto-
nio Luiz de Oliveira Atevedo & C., no ara ea-
criptorio ra da Crnz n. 1.
As senhoras de
bom gosto.
Vendem-se esparlilhos preguicosa dos me-
lhorea que ha a 29800 e 3* : na ra da lrnpera-
triz n. 48, junto a padaria franoeza. Esli se
acabando.
Parros a 1600.
Vende-se panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpada a 1*600 o corado para
acabar: na rna da lrnperatriz n. 60, loja do patio
Chales pretos a 3$.
Vendem-se chalea de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se venden a 8* e IOS,
e a 3* ; na raa da lrnperatriz n. 60, loja do pav
Bordados.
Vendem-ae finiasimas tiraa bordadas tapadas e
transparentes, e enlremeios da mtsma qnalida-
de : ni roa da lrnperatriz n. 60, loja do pavao.
Manguitos e gollinhas.
Vendem-se gollinhas com manguitos de cim-
braia bordados a 19280, manguitos bordados mui-
to finos a 19, calcinhas bordadas para menina a
10, gollinhas muito finas a 320, 500 e 19 ; na roa
da lrnperatriz n. 60, loja do pari.
Novas velas ds composicao
que dao luz igual as de espermacele, a 500 rs. a
libra, e em caita de 20 libras a 460 rs., cona en-
garrafada a 200 rs. a garrafa ; na ra das Crnzes
n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
A 320 rs. o covado, grande
pechinoha.
Vendem-se superiores cambraias francezas de
muito bonitos padroes a 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que aempre venden-so por 800
e 19 a vara, venbam por ellas, antes que se aca-
ben) ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porgo e a retalho de urna sacca
pira cima, e por commodo prego: ua ra da Ma-
dre de Dos confronte abotica n. 30.
Cal de Lisboa.
Chegou pelo ultimo navio, nova encommenda
de cal virgem para purificar assucar, a qual ven-
de-se muito barato para acabar ; na taberna
n. 47 da raa estrella do Rosario.
RMAZEII PROGRESSO
Francisco Fernmdes Duarte i
Aargo -fe Penliit 8
Afianca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado nesle armazem, assim como vonde-se por menos 5 a 10 por cenlo do que em outra
qualquer parte. r "
Jamelgo. ingUia
abatimento.
a mais superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
;
11
ntoiga franga a mais D0?a, 600 r9 tm barr1> e-640 rg> t libr8>
ll]ft4 lO ?*.* chegados neale ultimo vapor por 3*000.
Qu*j<)s Youdv&oa de
a 1&000.
superior qualidade e muito frescaes a 800 intelro, em libra

os melhores que ha no mercado 39000, 29600,
de superior qualidade a 4W rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
\>?o\a, \\y's*m e pre^o
2^000 rs. a'libra.
PreiuMo pa*a alambre muil0 novos 500 rs a libra
Pr^zunto do reino
o melhor peliaco jue podo haver por estar prompto a toda a hora a 19 a libra.
'C0Ulnh0 lO reilO 320 rs. a libra, e.rroba. 9*000
CVlOUr^aS C paiOS chegados neite ultimo navio, a 720 rs. a libra.
Baaua a* porco refinada 480 rs. e emUll com 10 llbriii por, m ,
se for em barril a 440 rs. a libra.
TOarmelada lm^rl*A d0 8famad0 Abrau e d80atr0S muilos fabricante, de Lisboa
a 900 rs. a IibrSj, em Utas de 2 libras por 19600 aflaoca-se a boa qualidade.
Bl9t de tomate em Ull- de ama Ubra por 900 .
i\.n\^ndO^S C COneUOS em ,at d9 2 UbM8 contando diferantes quaUdades,
muito proprio para mimo, a 2*000.
EirVllUaS iraneCZa e portUgUezas em latas de 1 libra, por 610 rs. ditas em meias
a 500 rs.
fWetrta, maearrao e talh rim
Nazca
* em cart5es muit0 enfeila(jos propr08 para jimo a aoOrs.
1 ugieza a mois superor que ha a lsooo r3 f aita f
aba'imento.
Genenra de iloUania,
Vinhos engarrafados
a 400 rs. a libra e em caixa a 89.
muito ooraa a 100 rs. a libra, e 4*000 rs. a libra.
6J000 rs. a frasqueira, e 560 rs. o frasco.
marcaa a 09 a duzia, e
Porto, Liaboa e Figueira a 3,500, 49 e 49500 a caada.
lagrimas do Douro a 19600 rs. a garrafa, Porto fino, Fei-
taria. Duque do Porto, a 1*800 em caixa se far abatimento.
n "OrU^aUX. das mais 3Crediadas marcas a 19 a garrafa e em caixa a 99 a duzia.
r ** de differentes marcaa a I69 a duzia e a 18500 g garrafa, afflanga-se a boa
qualidade.
\ erdadeira arveja cubriana e de outrM muU
, a 500 rs. a garrafa.
VinYio em nina
^nermasete ,uperior, 740 r9 e D caiISi e 760 m a
B blatas novas em.gigos de uma arroba a ^
jnOCO\aie os mais superiores, heapanhol a l|a00, francez a lfl. porteguez a 800 rs. a libra
igos 4* camm^dre muit0 UOOit em caiI de 8 librag por fm e em Ubra a
j\) rs.
'"**n^ de engommar, muito alva a 100 rs. a libra.
inenloas de casc. mle a m ra> a bra
A.zeite doce reflQad0,800 r3# a garrafa e em caixa a 9fl
Paiitos de demes liiados com perf3fiSo 99mm9 maco>
Costeletu ingUzas propria9 para flambfe m n libra#
noiaxinna ingieza a mais nova d0 mercad0 a 4 a barrica (em libra 320 rs
\neix.a francezas ef? frC0I muUo riC08 com 412 llbra ^m dit
- tuguezas a 480 rs. a libra.
* J***^* para limpar facas a 200 ra. cala um, em porgSo se far abatimento.
merejas em frasc)S de \ e i(2 libra muito novas a 800 ra.
Intepeo lente dos gneros anounciados encontrara o reapeitavel publico grande sortimen-
to de gneros, ludo de superior qualidade.
i7,f,,l6"?, eBgea*, "* Lotl" iuiii
rrrguezia de 9. Lourence da Malta, a dinheiro
tender dlrija-ae a ra de Hortaa n. 7, das 10 ho-
fM da machas as 4 da tarde.
mi a
EXPOSICAO
DE
Candeeiros econmicos
a ^az'
e gas nydrogenlo de primeira e segunda quali-
dade : na raa Nova n. 20 e 24 loja do Vienne.
Ra do Queimado n. 19.
Santos Coeiho tem para
vender o seguinte:
Esleirs da India de 4, 5 e6 palmos de largo
propnas para forrar camas e salas.
Lengoes de bramante largos a 3* cada um.
tobertas de chita a cbineza a lg800.
Lencoes de panno de linho fino a 29.
Toalhas adamascadas de linho para mesa a 49
Cbita franceza com dofeito de arara a 160 rs
o covado.
Toalhaa de fuatio para maos a 500 rs. cada
nma.
Colchas de fusta o adamascado grandes a 6*.
Cambraias de cores a 160 o covado.
2000 h" "CameDle bordao de traspasso a
Sebplas a 500 rs. o cento
e em molhos a 800 rs.. em perfeito estado : na
rna da lrnperatriz n. 49.
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha para guar-
dar tumo pelo baratissimo preco de 18J00 1fl
testtra?S fcs.m-*
Lindeza.
Vende-se fazenda denominada lindeza, ootima
para vestidos a 160 ra. o covado : na loja do D
arte, ra da lrnperatriz n. 20.
4tlen$o
Vendem-se caixSes vasio* propri
para bahuleitos,funileiros etc. a 1#28(
quem pretender dirija-se a est ti
graphia, que ah se dir' quem osl
para vender.
Miudezas baratas
loja da victoria na ra do
Queimado junto a loja de
cera.
Clcheles francezes em carto a 40 rs. '
lfinetes francezea cabega chata a 120 rs. a caria,
apel com cenlo e tantos alflnatei 40 ra. o
papel.
L nhas victoria em carrilel com 200 jardas a W
rs. o carritel.
Ditas de 200 Jardas de Alexander a 900 ra. a du-
zia.
Itas de 100 jardas brancas e de cores a 30 rs. o
carritel.
tas de Pedro V brancas e de cores a 40 rs. o
.cartio.
Grampos a40 rs. o mago.
Eofiadore brancos a 60 e 80 rs.
Cirteirinhea com agulbaa francezas a 320 rs.
i nocas brancas de linho a 100 rs. a peca.
ftlrJi- 8D?.'r wUd0 a 40 cada urna,
dlf?..?' mu mi" que se affiaoga ven-
"fT^o'^of^ce.'.""" d Q-Bim'd
Alojad'aguia
1 ranea um deposito de
perfumaras finas.
Bata loja por estar coottaotemeate a receber
p rfumariaa finas de anas proprias eneommendas,
bem ae pode dizer que est constituida um depo-
sl o de ditas, tendo-as aempre dos melbores e
mais acreditados fabricantes, como Lobio, Piver
Ccudray e Sociel Hygieniqoe, ele, etc. ; por
iso, quem quizer prover-ae do bom, dirigir-se
a toa do Queimado, loja d'aguia braoca n. 16. qae
adhar aempre um lindo e completo sortimento
teludo de mais a mais a elegancia dos frascos, e a
Wraleza por que se vendem convida e anima ao
opmprador.
modernc
Vendem-se carros americanos mui elegantes
e leves para dnaa e 4 pessoase recebem-se en-
eommendas para cujo fim ellea possuem mao-
pas com vanoa deseohoa, tambera vendem car-
rogaapara condcelo de assucaretc.
Enfeites para senhora.
- enfeites para cabega de gosto o mais
que tem apparecido a 5J, 59500 e 69 :
a da victoria na ra do Queimado u. 75
a loja de cera.
Sebo em pao,
|Vende-se sebo em pao do Porto, caizinhas de
r no armazem de Arsenio Augusto Fer-
ros da Madre de Dos o. 12.
I
Ir
Potassa da Kussia
Vende-se em casa de N. O Bieber &
C, successores, ra da Cruzn. 4-
- Sal de Lisboa
Vende se a bordo da barca portngueza Eiae-
raoga, sal de Lisboa limpo e redondo ; i tratar
na rus do Trapiche n. 17.
Paletots
brancos.
andem-ae superiores paletots de brim branco
Ao tabaquistas.
Vendem-ae saperioraa lengoa francas! a Imi-
tagao dos de linho, muito proprio* para os taba-
quiataa por aerea de rea escuraa e fliaa, pelo
baratiaaimo prego de Te 6J a duzia : ni ra do
Queimado n. 22, na bem condecida laja da boa f.
Fil liso e tar la tana.
Vende-ao, superior fil liso e tarlatana branca
e do coros, pelo baratiaaimo prego de 800 ra. a
vara ; na bem mohecida loja da boa f, na ra
do Queimado n. 25.
Ricos enfeites.
Vendem-se ricos o superiores enfeites os mais
modernoa que ha, pretos e de cores, pe bara-
tissimo prego de 6 o 6*500 : na loja da boa 4,
na roa do Queimado o. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraiaa francezas da litdas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o covado ; M
ra do Queimado n. 22, na bem conhecita loja
da boa f.
Cambraias francezas finissimai.
Superiores cambraiaa francezas muito finia, de
muito bonitos padrea, pelo barato prego de 700
ra. a vara : na loja da boa f, na ra do Qoeirna-
do D. 22.
Cambraia Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente muib fi-
na, pelo barato prego de 4 e 5J pega com 81|2
varaa, dita tapada muito superior, pega d 10
varaa a 6J : na ra do Qaeimado n. 22, na loja
da boa f.
Bramante e atoaViado de
Uab.
Vende-ae superior bramante de paro linbo com
duas varaa de largura a 29400 a vara, assim como
atoalhado adamascado tambero de puro linbo,
com 8 palmoa de largura a 29500 a vara: na bem
coohecida loja da boa f, na roa do Qaeimado nu-
mero 22.
Corteo de ealcju
Venden-so cortes de caiga de meia easemira
de cores escaras a 2g cada corte ; na loja da boa
fe, na ra do Queimado n. 22.
Porl bouquets,
Dourados com cabos dema-
dreperola.
Cbegaram opportuoamente para a loja d'agnii
branca os bonitos port bouquets dourados e es-
maltados, com esbos de madreperola, conforme
sua propria encommenda, licando assim remedia-
da a falla que havia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos cosameotoe e bailes qae se contam nesses
diaa, por isso as pessoas que por ellea esperavam
eaa que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinheiro loja d'aguia bran-
ca, roa do Queimado a. 16, que encontrarlo obra
de bom gosto, barateza, agrado e sinceridade.
d cambraieta.
Vendem-se superiores saias de cambraieta mui'
lo fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muito baratas: na ra do
Queimado n. 22, na bem condecida loja da boa f*
Ruada 8enzala Nova n.42
Vondo-se em casada S. P. Jonhston AC,
allins a silh5asnglozes,candeoiro(o castigaos
bromeados,lonas agitaos, fio devela,chicla
psrtcarros, tmon*rit,arroi05para carroda
aa loas avalos relogio do ouro patenta
Dglox.
Navalhas d'aco
comcabodemarfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
valhas d'ago refinado com cabos de marfim, e
para assegurar-ae a bondade dellaa basta dizer-
ae qae sao dos afamados e acreditadea fabrican-
tes Rodgers & C, cusa cada eatojo de duas na-
valhas 89000: na ra do Queimalo, loja d'aguia
braoca, n. 16.
Libras sterlioas.
Vendem-se no eacriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, praga do Corpo Santo n. 19.
L.en$s trmeos muito
litios.
Veodem-se leogos brancos muito finos, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa T, na rna do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordad-as em
cambraia fina.
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezas, antes que
se acabem.
Arado americano e machina-
paialava roupa:emcasadeS.P.Jos
hston di C. ra da i rzala n.42.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia perna de porcellana aos baratissimos precos
de 240,360,500,560. 640,720, 800 e 19000: isso
na ra do Qaeimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se as luvaa pretas de pellica com pe-
queo loque de mofo por prego baratissimo ; na
loja d'aguia de ouro, ra do Gabugi n. 1 B.
Phosphoros de seguranca.
Caizinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranza a 160 rs. a caizinha que s pela segu-
ranza delles por lirrar de incendio sio de graga:
na loja da victoria na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera..
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 120 e 160 rs. o.
par, ditas brancas para menina a 180 rs. o par,
ditas de la para o fri a 500 rs. o par: na Toja
ds victoria na roa do Queimado n. 75, junto a
loja de cera.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais gosto em galan-
teras de vidro e porcelaoa como aejam jarros,
frasquinhos e garrafiohat, manleigueiras e assu-
careiros, jarriohos para boqueta de cravo a ou-
tras muitas couaia : na loja da victoria oa ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Sno armazem da
airara.
Contin a vender suas fazendaa por precos bar
ralissimos como sempre venden para agradar
seos freguezes, a aer: pegas de madapolo fino
entestado a 39, ditas de cambraia 'branca liaa a
19600 e 29, ditaa finas a 3a e 3g500, ditas ada-
mascadas para cortinado, de 20 varaa a 9#, ditas
de 10 varas 49500 e 3f, panno preto para calgaa
e paletots a I98OO, 29 e 29500 o covado, cortea de.
easemira preta para caiga enfeateda a 39500 e 4f,
brilhanlina branca entestada para vestidoa a280
o covado, gorgoro. fazenda nova para vestidos NOZOS as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra,
a UiOo covado, barege deseda a balao para vea-ln ... ,. r -i.. _. 1 '
tidoa a 400 ra. o covado, laazinbas para vestidos j r all IOS llXadOS pat* denles a 200 e 160 ra. o mago com 20 massinhos e flor a 280 ra,
a 280 o covado, cortea de ditas finas com 13 co-'
vados a 2g5O0, ditos a 95*00 e 19500, fil de li-
nho de cores e braoco a 200 rs. o covado, chitas
Bazar de catangas
e brinquedos para meninos e
meninas.
Na ra Direita n. 7 defronte da grande
fabrica de tama neos.
Neste estabelacimeoto novo ae encoalrarSo
sempre grande eortioeoto de calnngaa e bro-
quedos de todaa aa qualidsdes o precos para me-
ninos e memaaa, assim como tambe charutos
muilo boas o boratos, tanto em caixa como a ro-
talno.
Panno de algodao da
Baha. I
Vende-se no eacriptorio de Antonio Luiz do
Oliveira Azeredo & C, ra da Cruz n. 1.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro, fazenda muito eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gura e o seu prego aer de 200 rs. o covado: aa
ra da lrnperatriz, loja o. 20, do Duarte.
Rna daSenzalla Rtva n.42.
Rosto s s l a be I ociaran to contina a havar tm
eomploto sortimento damoendaseaaeiasmoen-
daa parangenho,achinas do vapor ataizas
tfarro batido o coado.de todos ostamanhoi
para dito,
Soohall Hellora & C, tando recosido or-
dem para vender o seu crescido deposito derslo-
gios visto o fabricante ter-se retirado do nego-
cio ; convida, portanto, s pessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveitar-ae da 00-
arros e carrocas.
Em casa de N. O. Bieber
C Sllffpc.c.-irpe ni t\a p__|Portan,dad88em perda de lempo, para.vir com-
u. suuibbSOreS rut (Ja Lruz pra-los por commodo preso no seu escrlptorio
numero 4. ,rus do Trapichen. 28.
Na loja da diligencia, na
ra do Queimado n. 65
tem pera vender cascarrilha redonda de nova in-
vaocaoa 400 rs. a peca.
Phosphoros do gaz a
21200a groza.
YHnueiro \isla.
Na ra da Cadeia do Becife n. 56 A,
ferragena de Vidal & Bastos.
Iota de
36, roa dds Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
Manteiga iugleza
DE
I
n tetro.
4 S
7em7rTnoA7Ca ffpeCa,m#n,e 4,,hida 8 l0O. em barril tora .batimento:
Queijos flameogos chegados J uIlmo vapor. 3f0oo.
UUeijOS lUQdriOOS o melhor qae ha neste genero por serem muito frescos a 1*200 a libra.
UueijO pratO o melhor que se pode desejar a 15200 a libra e 1&100 o in
t ySSOU 6 preto o melhor do mUado de 1*700 a 2*880 a libra.
S fiambre hamburg] a 720 ra. a Ubra.
Vnh0 en a!rP ZCS Vndos doPorlode casParticul 560 rs. por libra .inteiro 460 rs.
a iaaLr?! Du^ua d Por,. genuino, Porto fino, nctar, Carcav.llos, Cmes,'Mad.ira secca, Feitoria velho, secco e chambeo
Vinho R A *ga" *' 13*00 'duzia-
VinhA a mX deSUper0r ualid8d diffrentes marcas a 800 e 1 a garrafa oda 8500 a 101000 a duiia,
v II1UO em pipa proprios para pasto do 500 a 600 rs. a garrafa ede 3800 a 4800 a caada.
Marmelaia imperial a eseolher de todos os fabricantes de Lisboa premiada as expsitas universaes de Londres Paris a
900 rs. a lata, de uma libra e a 1*700 as de duas libras. [
Bocetas com doces secco das mais deliceda frutas da Europa, e o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enfeitadas, e da
muito gosto a 39500 cada uma.
rlgOS em CaXinaaS de 4 libra muito frseos e gramdes a 2|000.
Peras seCCa em caixloha de 4 libras chegsdas neste ultimo vapor a 3|500 e 1*200 a libra, afianca-se ser o melhor qae poda have neste
genero.
AmeixaS francezas em latas de5 LakM por 4*000 e 1000 por libra.
Passas em eaixinhas deoito libras, as melhores do mercado a 3 o a 640 rs. a libra, a em caixa de uma arroba a 9*500.
Latas COm fructas <" loJas as qualidades que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
CorinthaS em frascos de 1 l[2 a 2 libras de 1*600 a 2*200.
Gaixas Surtidas com ameixas, amendoas, passas figos, peras e nozes o que ha da mais proprio para mimos, de 4*000 a 5*000 rs.
por eaixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COm DOlaxinha de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 3*500 a 4*500.
Conservas OglezaS francezas portagaezts de 600 a 800 ris o frasco.
Ervilhas francezas portuguesas a 720 rs. a lata, afianca-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Masas talharim, macarrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris alibra em porgo ter abatimento.
AZ6ltonaS de Lisboa novas e grandes vindas pela primeira vez ao nosso mercado a 3*500 a ancoreta.
Ghampaohe das marcas mais acreditadas de 15* a 20*000 reis o gigo de 1*500 a 2* a garrafa.
Cervejas das melhores marcas a 560 rs. a garrafa a de 5* 6*000 a duzia da branca.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a l-*OO0 agarrafa o a 10*000 a duzia;
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 6*500 a frasqueira oom 12 frascos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercadoportuguez, hespanhol efraneez de l*a 1*200 alibra.
Vinagre puro de lisboa a 240 ra. a garrafa e 1*850 a caada.
Espermacete Superior sem averia a 740 rs. em caixa e a 760 rs. a libra.
Arroz o melhor do mercado a 10O rs. a libra e 2*700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Maranhao,
Alpista O painc.0 o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista o 240 re. a libra do painco.
Vinagre branco o melhor que temos (ido no mercado a 400 rs. a garrafa o 2*560 a caada.
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa o vinda a primeira vaz a nosso aereado, do 1* a lata,
Araruta a melhor queso pode desejar a 320 rs. a libra, e 160 rs. a libra da gomma.
TdUCQhO de Lisboa o mais novo do mercado a 320 reis a libra e arroba a 10*000.
Batatas em gigos com uma arroba, as melhores que ha no mercado a 1*800 o gigo.
LOOtilhaS fraacezas, as melhores e mais saborosas de todos os legumes a 500 rs. a libra.
de puro tobo, pelo baratissimo preco de 5g : na a lfiO e 200 w., ditos largas a 240 e 280, cassas a
na do (Jueimado o. 22, na bem coohecida loja j turca a 260 e 330 o covado, e oulraa muitas fa-
da boa f. i zendas que se dio as amostras para se ver : na
Vende-se um cabriolet em bom estado comlrua da Imperalriz, loja da arara o. 56. de Maga-
arreios; oa cocheira do Sr. Guadas, em Oliads.llhaes 4 alendes.
Latas com sardinha de Nantes muito novas a 44o rs. a lata.
Velas de carnauba ecomposicao do superior qualidade a 400 rs. aliara e a 11*500 a arroba. '
Bolachinha iugleza togleza a mais nova do mercado a 4* a barriea e 330 rs. a libra. ,
k lm dos gneros annunciadot encontrar publico ludo que procurar tendente a molhados, e por menos dez por eanto do que tm ata
qualquer parte.


ifam tt ^^AlK20 Q
k 18 Bfc FBVmo Di tftt.

i

Cal de Lisboa em
pedra,
desembarcada hontem ; rende-te maii barato do
Qie o qoalquer outra parte : na ra de Apollo
o. 38, armazem de Tarroso.
Meias pava senYvata.
Vendem-ae auperiorea meias para senhora pe-
lo baratiaiBo prego de 89840 a dusie ; na loja
da boa fe, na ruedo Queimado n. 39.
Etotremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se aeha uro bello sorij-
mento de ntremelos bordados em floa cambraia
transpareate, e como de aeu costume esti Ten-
deado baratamente a 1*200 a peca d 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padro, para
vestidos ; e quem tlver dtnbeiro approveitar a
occasiao, e manda-loa comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca v. 16.
Agulhas mperiaes.
Tero o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
Tender o bom, mandou vir, e acabam de ebegar
aqui (pela primeira Tez] as superiores agulhas
imperiaes, com o fondo dourado e mui bem fal-
tas, sendo para alaiatts e costureirn, e custa
cada papel 160 rs. A agulba aasim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra ao
mala baratas, do que as outras; quem as com-
prar ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem dellas.
Zefire para vestido.
Chegu pira a loja da victoria grande sorli-
mento de zefire para eofeites de vestido ou para
outra qualquer obra quo se quefra butar pelo
barato prego de 500 rs. a pega com 10 varas : na
loja'da victoria na ra do Queimado n. 75, jiuito
a loja de cera.
scencia de ail
Para engommado.
Vendem-ae fraaquinbos com scencia de ail
cousa excellente para engommado porque urna
gota della 6 bastante para dar cor em urna bacia
de gomma tendodemaisa maiaa preciosidad de
nao manchar a roupa como maitaa vezes acon-
tece com o p de ail. Cuata cada fraaquinbo
500 rs.: na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca d. 16?
Polassa americana,
Vende-se potassa americana multo nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Haooel
Ignacio de Oliveira & Pilho, largo do Corpo San-
o n. 19.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
B4ST0S k REG
Na ra Nova junto a Con-
cei$o dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado aortimento de
roupas feitas, calcados a fazendaa e todoa
estes sevendem por pregos multo modi-
cadoa como de seu costume,assim cor
sejam sob'recasacos de superiores pannos
e casacoa feitoa peloa ltimos figurinos a
269,28$, 309 e a359, paletots dos meamos
pannos preto a 16J, 18|. 10| e a 249,
ditos de case mira de cor mesclado e de
no vos padroes a 149.169. 189.209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
rea a 99.109,129 o a 149, ditos relos pe- !
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
do sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditoa de merino de cordato a 129, ditos
de merino chines de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49. ditoa de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fuslao a 89500, 49
e a 49500, ditoa de fusto braoco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditaa
pardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
Moas a 28500, 39, 39500 e a 42, ditas de
brim brancoa finas a 49500,5$, 59500 1
69, ditaa de brim lona a 59 e a 68, colle tea
de gorguro preto e de corea a 5$ e a 6|,
ditos de casemira de cor e pretoa a 4J500
e a 59, ditos de fuslao branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 41,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4 500 ea5f,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhoa : calcas de casemira
preta e da cor a 58, 69 e a 79, ditaa ditaa
de brim a 2J, 3fl e a 39500, paletota sac-
eos de casemira preta a 68 e a 7, ditos
de cor a 69 ta7|, ditoa de alpaca a|8#t
sobrecasacoa de panno preto a 129 a a
14, ditoa de alpaca preta a 59, boneta
para menino de todaa aaqualidades, ca-
misas para meninos de todoa os tamanhoa,
meios ricos vestidos de cambraia feitoa
Sara meninas de 5 a 8 annoa com cinco
abados lisos a 89 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de lia a 59 e a 69, ditos da
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptiaadoa,e muitaa outraa
fazendaa e roupas feitas que deiiam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; asiimcomorecebe-setoda equal- 1
quer encommenda de roupas para se "
mandar manufacturar e que para eate flm
temos um completo sortimento de f azen- !
das do gosto e urna grande oficina da al-
faiata dirigida por um hbil meatre que
pela auapromptid eperfeicao nadadei-j
xa a deaejar.
Opiata ingleza
para dentes.
Bata finalmente remediada a falla que ae sen-
lia dessa apreciavel opiata inglesa tao proveito-
sa e neeessaria para os dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca aciba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 19500 ra. a
eaa ; quem quizer conservar seus dentes per-
feitos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Quaimado n. 16.
Vende-se
zeite de dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, maia barato do que
em qoalquer outra parte; na ma do Vigario n.
19, primeiro andar.
a
odi- j
orno I
moa *
ds a m
mn. ^
Nada mais barato -do que
x urna armaco
por 30,000 rs.
Ha para vender urna bonita armas*0 nova,
muito propria para deposito ou fiWica de cha-
rutos, ou meamo taberna, aendo pequea : tra~
tar na ra do Aragao n. 36
Aos enhores padeiros.
um cy'iQdro de padaria em mullo
; na ra da Guia, taberna n. 9.
Vende-ae
bom estado
Atten?o
Urna pesaos que retirare para (ora da provin-
cia, vende urna meia nobilia, constando de um
aof de Jacaranda, 6 cadeiraa, 2 contlos, urna
mesa redonda coa lampo de pedra, urna excel-
lente cama francesa lambem de acarrada, 1
guarda louca, novo, de amarello, 1 lavatofio da
mesma uiadeira com lampo de pedra marmora,
S cabidea, 1 berreo, e mais alguna objeelos que se
mostrar ao comprador : a tratar na ra das La-
rangeiraa n. 5.
Chapeos de castor.
Verjem-8e chapeos de castor de primeira qua-
lid^e a 89, que j ae venderam a I69, para
acabar : na ru da Imperalriz, loja n. 20, do
Duarte.
Vende-se um sobrado na ra das Cinco
PnntaS o. 23, com muilos commodos : a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 fia 9 da manilla, e
de tarde das 3 fis 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recom-
mendaveis para as meninas que eslo passando a
(esta nos amenos arrebaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cada um : na ra da Imperalriz,
loja o. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharlo
continuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimento de fazendas, ludo
barstissimo.
Vende-se um cofre : na ra do Queimado
numero 12.
I Liquidado.
A loja de marmore.
1.000$ rs.
Bouroua de casemira para aenhora a 109
Manteletes de grosdeaaple a 109.1
Leques de sndalo a 59
Bournus de casemira psra meninos
de todas as idsdesa 5$
Grande sortimento de casesrrilhas,
trancas e litas de todas as cores para eo-
feites de vestidos por pregos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
Vende-se um carro patente de 4 rodas com lo-
dos os seus pertences, e urna parelha de cavallos
pretos, pelo barato preco de l.COOg : quem o
pretender, dirija-se a ra Nova n. 32, que acharfi
com quem tratar, e mostrar-se-ha o dito, pois
estfi em urna daa cocheiraa da mesma ra.
Vende-se
no pateo do Carreo esquina da rus de Horlasn.
2, espermecete a 720, amendoas a 360, figos de
comadre a 480 e 440, passas a 600 rs.,
branco em enroco al 20, arroba a 38500, gomma 1 C08 que e tero isto no mercado, assim como ri-
iStTmmf&SXJRA^tSS: !** flores, os mais delicados que se
5MnM i & %n 1-I n "SaSi80 2pi" tem "8,. Pr P'ecus commodos.
a 180, alpiste a 180, ccnella a 960, erva-doce a J ri 1 1
Sementes de hortahees.
Na loja ao p do arco de
Santo Antonio
Chegou pelo ultimo vapor um rico sortimento
assucar de chapeos a Garibaldi para seohora, oa mais ri-
400 rs.. alfazema a 320. cominhos a 600 rs., velas
de carnauba a 440, e 480 finas, manteiga ingleza
a 6t0, 800 e 960, muito fina a 19120, banha a 440
e 480, bolachinhas de todas aaqualidades a 320,
doce de goiaba, um caizo 18, cravo da India a
960, palitos do gas, groza a 29500, duzia a 240,
vinho de pipa a 400, 480, 560. 640, muito fino a
800 rs.. dito engarrafado a 800, 19 e 1^200, du-
que do Porto a 19500 a garrafa, azeite doce a 800
rs., szeitonas a 640, cal de Lisboa, barrica
arrobas a 79500.
N. O.Bieber & G.successores.rna da Craz .
n. 4, tem para vender relogios para algibeira da
oaro e prata.
Noves cinteiros de fitas
ponas cahidas e franjas,
A. loja d'aguia branca acaba de receber pelo I
vapor ioglez os tao procurados e muito bonitos
cinteiros de fitas cora pontas cahidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas assenhoras que a desejavam ; elles acbam-
se nicamente na dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16. t
Fitas de chmalo-
te muito boas e
bonitas.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por ioglez sua encommenda de boas, bonitas e
largas fitas de chamelote brancas e oulras cores,
as quaes sao excedentes para cintos, lagos, etc.,
de vestidos para casamentos e bailes, assim como
para lasos de bouquetes, cinteiros de enancas e
muilaa oulras diversas couaaa, e como de aeu
costume os precos sao menores do que em outra
qualquer parte; aaaim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a rus do Queimado 4oja d'aguia
branca n. 16, aera bem servido.
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a preco mullo
cammodo : no escriptorio Oliveira A Filho, largo do Corpo Sante.
Ra da Seazalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. dem
de Low Moor libra a 120 rs.
Umabarcaca.
Vende-se na ra da Cruz do Recife, deposito
de pao e bolacha n. 32, sementes de horlslices de
todas aa qualidades, ebegadaa no ultimo paqaete
da Europa.
Cassas suis*as
Vende-se oassa de quadrinhos a imitacao de
'8uy i sedas de quadrinhos, propria para vestidos de me-
e : nioos, colado a 240 rs.; na ra da Imperalriz n.
""i, loja do parlo.
Chapelinas.
Vendem-se chapelinas muito bem enfeitadaa
. 'oara 8enhora a 59 e 89: na ra da Imperalriz n.
COm ; 60, loja do pavio.
Sedas.
Vendem-se grosdenaplea pretos muito encor-
pados a 19500, 19600 e 1J800. dito cor de rosa,
cor de canoa e azul, sedas lavradas de cores, cha-
malote preto e sarja preta hespaohola a I98OO :
na ra da Impertira o. 60, loja do pavao.
Fancy a 1#600.
Vende-sa fancy, fazenda de lia lisas e msela -
daa, propria para caigas, palelots, colletes e ca-
pas para senhoras, e roupas de meninos, tendo
esta fazenda 6 palmos do largura a I96OO : na
ra da Imperalriz n. 60, loja dopavo.
Espartilhos
Vendem-se esparlilhosinglezes que sao os me-
lhores : na ra da Imperalriz o. 60 loja do
pavao.
Para meninos.
Vendem-se vesluarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeilados : na ra da Imperalriz
n. 60, loja do pavo.
Madapolo a 3$.
Hadapolo entestado com 14 jardaa a 39 a pe-
ga ; na ra da Imperalriz n. 60, loja do pavo.
Aos Srs. consumi-
dores de gaz.
Nos armazens do ces do Ramos ns. 18 e 36 e
oa ra do Trapiche Novo (oe Recife) n. 8. se
vende gaz liquida americano primeira qualida-
de e recentemeote chegado a 149 a lata de cinco
galloes, aasim como se veodem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Farelo e milho.
Vende-se na ma da Imperalriz d. 4 e taberna
grande da Soledade farelo e milho em saceos.
'' No o. 19, vende-se velbatina de
crea a 500 ra. o covade.
Vende-ae nm terreno em Santo Amaro,
junto ao hospital inglet. com 700 palmos de fren-
te, em muiio bom estado: a tratar na ra do
Trapiche d. 44, armazem de Rraga Son & C-
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os quaes ae
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla n. *, e psra tralar, noes-
cripiorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Direita n. 16.
Grande fabrica
DE
tamancos na esquina da
travesea de S. Pedro
Visto infelizmente existir a epidemia em al-
guna pontos desta provincia, e ser por todos* sa-
bido que a humidade nos ps concorre mullo pa-
ra iogresso da mesma, visto que a medecina
aconseiha os ps quentes, convida o proprielario
deste estabelecimento o illustrado pualico em
geral, a troco de urna pequea retribuicao, mu-
nirem-se de tamancos, pois se vende tanto a re-
talho como em pequeas e grandes porgoes, ss-
sim como tamancos de vaqueta a moda do Porto,
que se vende de todos por menos prego do que
em outra qualquer parte.
Venle-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quarlel, prsprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fondo, com alicerce : a tratar oa ra do Trapi-
chen. 14, primeiro andar.
Banha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a sua boa fregue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Calcado inglez
Campos* Pereira, novameole participara o
seus freguezes e amigos, que reeebersm porgao
de pares de borseauins ingleses de vaqueta, entre
elles alguna de sola frosa, todos proprios para
invern, e os vende peto benlissimo prego de
10J000 o par; assim como receberam lambem
urna pequea porgo de parea de botinaa inglezaa
para Seoboras, obra muilo superior, e eoto ven-
dando a 7J000 e par, na aua loja, na ra da Ca-
deia n. 32
Gaz liquido
Samuel Johnston & C. vendem em seu arma-
zem : ra da Sosala o. 43 latas com 5 galea de
gaz a 149000.
Para os senhores m-
sicos.
Vende-ae papel pautado para msica, pelo ba-
ratiaaimo prego de 60 rs. a folha para acabar:
na loja do viado, na ma Nova n. 8, confronte a
camboa do Carao.
Superior rap de Lisboa em
frascos.
Vende-se superior rap princesa Brasil em fras-
cos, chegado no nltimo vapor ioglez Oneida> :
na ra do Crespo n. 5, loja de Marcelino tt C.
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-se mui finas esponjas para tost, a 29
cada ama : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Garteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiraa com agulhas de mui boa qualidade, e ex-
cellente sortimento, e as esl vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das sgulhaa Imperiaes, fundo dou-
rado, que continuam s ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320, 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Aos fabricantes de velas.
O antigo depoaito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, eslabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Deoa n. 28, quaai defronle da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que ae vendem por precos razoav.eis.
Relogios
Vende-se em casa da Johnston Pattr & C,
ma do Vigario n. 3 nm bello sortimento de
relogiosdeouro, patente inglcz, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamban
uata varisdade da bonitos trancelies para o
meamos.
Attencao
Guimaraes & Luz, donos da loja de miudezas
da ra do Queimado n. 35, boa fama, participara
ao publico que o sen estabelecimento se acba
completamente prvido daa melhorea mercadoriaa
tendentes ao meamo estabelecimento, e muilos
ouiros objeelos de gosto, sendo quasi todos rece-
idos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteirameote resolvidoa a Dio venderem
fiado, aflangam vender mais barato do que outro
qoalquer ; e juntamente pedem aos seus devedo-
res que lhes mandem ou venham pagar os seus
, Vende-se urna bsreaca do porte de 35 calas, dbitos, sot> pena deserem justigados.
ncalhada no estaleiro do meatre carpioteiro Ja-
cintho Elesbao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde pode ser vista e examinada peloa pre- i
tendentes; vende-se a prszo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alvea Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Grvalas fia moda.
Novo paquete das novidades
23- Ra Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o public um grande sortimento tendente a molhados
ludo por prego mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteiga ingleza especialmente escolhida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita francea a melhordo mercado a 720 ra. a libra.
Queijos flamengos chegados do ultimo vapor a 29800 e 3.
Cha hyaon e preto a S e 29880 a libra.
Vioho engarrafado dos melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vinho de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra.
Ameixaa portuguezaa a 480 rs. a libra.
Psssas muile novas a 500 ra. a libra.
Latas com bolachinhas de diferentes qualidades a 1$400.
Conservas Inglezas as melhores do mercado a 800 ra. o frasco.
Massas, talharirs, macarrao e alelria a 440 rs. a libra.
Ceneja daa melhorea marcas a 560 agarrafa.
Geoebra de hollanda auperior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 ra. a libra.
Uiasde espermacete a 760 ra. a libra.
Vinagre puro de Liaboa a 320ra. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpista a 160 rs. a libra.
Toucioho de Liaboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros anounciados achara o publico um grande sortimento de um ludo tenden-
te a molhados maia barato do que em outra qoalquer parte.
ARMAZEM
DE A
Lou<;a vidrada.
8-Roa da Cadeia do Recife8
Grande liquidacao por
todo pre^o.
Tainbemse vende o estabelecimento com eba-
limenlo.
Louga vidrada de differentea qualidades.
Vasos de diversos tamanhoa para manleiga, do-
C6 CiC.
Jarras finas grandes e pequeas.
Ditas entre-finas e mus inferiores.
Potes de differenles lmannos.
Jarras e jarroes para coainba.
Resfriadelras (ou garrafas) de differentes goslos.
Quartinhas grandes e pequeas.
Copos da Babia e da Ierra.
Muringues finos e entre-lino.
Pogareros para defumar.
Baldes de pao proprios para compras, cocheirzs
e navios.
Escovas de lavar casa e navios.
Vaasouras de cabello, piassava e palha para
varrer. r
Espadadores de cabello para carro, mesa etc.
Carnnhos de differentea tamanhos para menino
crinen. .y
Cestinhaa para menina de escolas.
Bala ios soitidos.
Ceslaa para compras sorlidas. ,
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro brancaa e de cores para vi-
nho, licores, agurdente etc.
E outras muitas fazendas que seria difflcil
mencionar as quaes se venderlo sera resea de
prego por o dono do eitabelecimento ter de re-
tirar-se.
Aos senhores sacerdotes.
Acabara de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, metas pretas de seda mnito su-
periores, proprias para os senhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; fen-
dem-se pelo barato prego de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
-^ Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogeoho Jurissaca, do Cabo : a tratar ai com o
Sr. Domiogoa Franciaco de Souza Leo.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
Na loja to vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se baralo grande sortimento de clcalo
francez e mglez, roopa feita o perfumadas mui-
to finas, quem davidar pode ver.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de diversos tamanhoa, e os melhores que tem
Van 7f1ne8tanmerCad0.- p,l b"ati 600, 700 e 800 rs. cada um, e lambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 19400 cada um : na ra do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 3o.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de madreperola para cintos pelo
barato preco de 1 600 : na loja da victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Luv&sdeJouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 2!
sempre se encontrarao as verdadeiraa luvaa de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquellea ha de muito
na
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretaa e de cores, que se vendem por
pregos baratissimos, como sejam: esireitinnas
Tetas e de lindas corea a 19, ditas com pontas "odas cores, na mencionada loja da Boa F
argas a 19500, ditas pretas bordadas a I96OO. di- ru* do Queimado n. 22.
iat^^;r^.MoXdon^ ***************** M**
Mui bonitas
Interesse publico.
e boas fitas brancas de chama-1 Offerecido pela loja
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de casearrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais-barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-se urna mulata que sabe coaer, en-
gommar cozlnhar com perfeigo'. na ra do
Trapiche o. 18, terceiro andar.
Vende-ae urna cabra bicho com bastante
leite. propria para criar dous mentos ; na ra
flas Cruzes n, 22. '
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos artigos de gosto, e proprios
para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trancas brancas com '
vidhlhose sem elles, cascarrilhas brancas e mui-
laa oulras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos eofeites de flores e cachos sollos, lu-
vaa de pellica enfeitadaa primorosamente, mui
bonitaa e boaa tilas de chamelote, e emm mul-
los outros objeelos que a pedido do comprador
serio patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
voa e bonitoa moldes, e lambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conbecer nao o serem, estando no meamo
caso as esmaltadta, e aasim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 25500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprlo das meninas irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas com
ama daa novas e bonitas cestinhaa que ae ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
o. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, oa
quaes sao agora mui nscesssrios para os meni-
nos que vao para a escola e quem os quizer com-
prar mala baratos dirigir-ae ra do Queimado
loja d'aguia branca o. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A' loja d'aguia branca acaba de receber sus
encommenda daa verdadeiraa pennas de ac
inglezaa caligraphicas, 4>s bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apeaar da
falla que havia dessaa boas pennas, con ludo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a caixinha
de urna groza, quantidade essa que aa falsifica-
daa nao trazem. Para llvrsr de engaos, aa ca-
xnhas vio marcadas com o rotulo que diz. Leja
d'aguia branca ra do Queimado n. 19,
del
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar i concurrencia publica o que ba de
mais novo em fazendas, tanto para se-
nhoras como para Iiomens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remessaa de seus pedidos,
tem reaolvido, antes de apresentar o no-
vo aortimento, liquidar aa fazendaa exis-
tentes, o que effectuar por pregos m-
dicos e para cujo fim eonvida o respeita-
vel publico a aproveitar-ae desta emer-
gencia.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova remeasa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardinha, doce,
bolachinhas etc., etc. Agora pela festa cmese
muito dessas cousas e por isso necessario ter
um desses caivetes cujo importe 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os na.
Caixinbas vazias para con-
vazias
feitos.
Muito lindaa caitinbas vazias para ae botar
confeitos e dar de presente a 200, 320 e 400 rs.
cada caixinha: na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junte a loja de cera.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa lioha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da victoria na ra do
Queimado o. 75, junto a loja de ceri.
Novo sortimento de cascarri -
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello aortimento de cascarrilhas de aeda de
muitas e diffetentes corea, e vende-se I96OO
e 29500 ris a pega, oa ma do Queimado loja
d'aguia branca o. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de^eda, e de mui boa
qualidade, para aenboras, e padres 19000 o
par, por eatarem principiando a motar, e estando
ellas calgadas nada se cochee*, na ra do Quei-
l piado loia d'aguia branca a. 16,
ATTENQAO
N.
N.
48
AM.MWUHiL IPMJSWff
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
rara
48Ra da lmperatriz-
Junto a padaria franceza.
Encontra-se neste estabelecimento um completo sorlimento de roupas de todas as qualida
des conio sejam paletots de alpaca preta de 39 a 109, ditos de merino preto a 79, dito de panno
prelo saceos a 79.89 e I29, ditos de casemira de 79, 99 e 129, ditos de alpaca de cor a 39500. 49 e
79, ditoa de meia casemira de cor a 49500 e pretos a 5J, ditos de brim pardo e de cores a 39500 e
49, ditos brancos de bramante a 39500 e 49, de brim trancado a 49500, sobrecasaco de panno preto
a 169, 189 e 20$, ditos com golla de velludo a 189, sortimento de caigas brancas de brim a 29500,
89500 49. ditas de cor a 19600, 29, 2J500 e 39. ditaa de ganga de cor a 2jT00, de meia casemira
a 39, 39500 e 69, ditas de casemira superior a 6g500, 79500 e 99. ditas pretas a 40500,79, 89 e 10,
e de outras multas qualidades, sortimento de collete de todas as qualidades, camisas francezaa de
todaa as quatidadea e pregos, seroulas de algodio, de bramante e d linho por precos admirareis.
Um sortimento de roupas para mentos de diversos tamanhos, chapeos francezes para cabega de
todas as qualidades, chapeos de sol de seda admiravel pechincha para liquidar a 59500 e 69, ditos
para aenhora a 4$ e 59, e oulras muitas qualidadea de fazendas e roupas feitas que se afianga ven-
der por arecos commodos.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baralissimo preco
de 19 o par : na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de corea em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 Ubra : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a2|a resma.
Vende-ae na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de doejs a
quatro dedos de largura fazenda muito auperior
pelo baratiasirm prego da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-ae por tal prego pela razio de es-
tarem muito pouea cousa encaldidoa, tambem se
vendem pegas de rendas liaas perfeitamente boas
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 19. ditas
com salpicoa muito bonitaa e diversas larguraa a
I92OO, 19600 e 29 a pega, ditaa de seda a 29 ca-
da urna pega : na ra do Queimado na bem co-
nheaida loja de miudezas da boa fama n. 35.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agua de lavander iDgleza
pelo baraliasimo prego de 500 e 640 rs. cada tras
co, pomada mailissimo fina em paos grandes a
500 e a 19, vende-ae por to barato prego pela
grande quantidade que ha': na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o. 55.
fLoja das 6 por-
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos, v
ditoa de casemira de cor de fusto, ditoa fj|
de brim de cores e brancoa, ditos de Z
ganga, caigas de casemira pretaa e de w
cores, de brim branco e de cores, degan- A
ga, camlaas com peito de linho muito ajfe
finaa, ditas de algodio, chapeos de sol "
de alpaca a 49 cada um. A
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edvrin Mair. a 100 rs. por librs, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche n. 44, armazem
de fazendas.
Escravos fgidos.
Attenco

No dia 11 do correte desappareceu pelas 5112
horas da madrugada a escrava Delmira, e tem os
seguinles sigoaes : altura regular, secca do cor-
po, reprsenla ter de 25 a 30 anoos, quando an-
da muito apressadae muito direita,.parece ser
cabrocha por ter bom cabello, e costura* arru-
ma-lo da moda qu<5 quer, tem falta de 2 deates
na frentudo lado de cima, levon um mani de
cbia preta e um de camuraia cor do azeitona,
chale preto adamascado, usado, muito desemba-
ragada e bem fallante, capaz de illuair a qual-
quer jiessoa, iotilula-se Luiza e natural do Ma-
ranhio, sabe todos os arrabaldes da cidade, e
mesmo fora dola por ter andado embarcada
quando foi escrava do tenente Jos Bernardino
de Queiroz : roga-se aos senhores mesin ? de
biates, barcagas e caooaa nao lhe darem sabida, e
pretesta-se contra qualquer pessoa que a liver
occultado ; igualmente se pede s autoridades
policiaes e capites de campo a prendam e le-
vem a taberna da ra das Cruzes n. 42, junto ao
sobrado do Sr. Fjgueiroa, que serio generosa-
mente recompensados.
Fugio no dia 20 do correte de bordo do
patacho Capuams, o escravo crioulo marinhei-
ro de noma Antonio, idsde 19 annoa pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguna signaes de bexigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. roa da
Cruz n. 1, eu a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio no dia 6 do correte as 7 horas da
noite o mulato escravo de nome Izidoro, idade
de 22 a 24 annos, tem o rosto picado de bexigts
que as teve em bstante escala, a pouco menos
de mezes, e por isso anda tem rosto preto das
marcas, escuro da cor, cabellos e barba cortada,
quando anda parece puchar de urna perna por
nio poder anda bem sentar um dos ps em vir-
tude das bexigas que teve, levou caiga de riscado
e camisa de madapolo, chapeo fie feltro, est
escravo foi recebido em pagamento do Sr. Joio
Jos de Medeiros Crela, da Parahiba, suppoe se
que tomara o caminbo de Nazareln ou Lagoa
Secca onde ja trabalhou de sapateiro ou mesmo
que tomssse o caminbo do Ing do Bacamarte,
donde natural e tem parentes e senhores mo-
gos : roga-se as autoridades policiaes e capites
de campo o apprebendam e levem ao Mangui-
nho sitio defronte da capella do mesmo nome
ou ao Recife ra do Amorim n. 27, escriptorio
de Jos Nunes de Paula quegrillficar com ge-
nerosidade.
Fugio no dia 9 do corrente (janeiro] do en-
genho Santos tiendes, da comarca de Nazareih,
do abaixo assignado, um escravo de nome Flr-
mioo, de 28 a 30 annoa de idade pouco mais ou
menos, alto, corpolento, bonita figura, nao mui-
to fechada a barba, sem achaque algum, pernaa
grossase um pouco abertas, ps grandes e cha-
tos, quando falla fecha um pouco* um olho,
muito ladioo, e falla muito desembaragado,
crioulo, de cor prels, bom carreiro, bom car-
gueiro, sabe comprar e vender, entende de fazer
assucar. de suppor que tenha as nadegas
marcas de chicote, foi comprado ha 12 ou 14 an-
nos pouco maia ou menoa no eogenho Morojo,
desta mesma comarca, onde tem multas relagoes
sssim como aa tem na praia de Itapissuma e
n'outrasno Recite e serlio : roga-se as auto-
ridades policiaes, capities de campo e a qualquer
pessoa em particular a appreheogao de -dito es-
cravo e leva-lo ao referido eogenho cima men-
cionado, ou ao Recife na praga do Corpo Santo
aos Srs. Haooel Ignacio de Oliveira Si Filho, que
receber 2009 de gratificagao'. Dito escravo fora
visto por duaa vezes urna em terraa do engenho
Aldeia da comarca de Pao d'Alho, e outra em
trras do engenho Hachados limitropbe do mes-
mo engenho Aldeia; por isso de presumir que,
ou esteja acollado por algum senbor de engenho
visinho cujo carcter com isto se coadune e com
algum peosamento reaervado a melhor ssptisfa-
zer oa aeus iotentoa, e conaeguir certos flns por
elle a muito desojado, ou por algum de seus
moradores, ou entio tenha ido para o Recife on-
de tem muitas relagea, j por ter toda a sema-
na ahi vender agurdente, ja por ir estado all
diversas vezes por ;3 e 4 dias esperando res-
posta de papis, por isso de suppor que ou es-
teja no gaoho ou em alguma sucia de negros e
de canalha oa em companhia de algoem ; por-
tanto roga-se aos Srs. de eogenho e todas as pes-
soas visinhaa dos engeohoa cima mencionados,
assim como aos senhores dos meamos engentaos,
como tambem as peasoas da praga a appreheo-
sio do dito escravo que receberio a paga cima
e Qcarei manto obrigado; assim como protesta
proceder con todo rigor da lei centra qualqaer
individuo que por acaso o tenha em seu poder
ou oceulto. Recife 24 de Janeiro de 1862.
LaurenllBO Gomes da Cuoha Pereira Beltro.



DORIO DE PERNAMBUCO. QQUtTA FMfiA 13 DE I>REIRO DE 1161.
Litteraiura.
-----------
0 principe Alberto de Sai Coburgo
Gotha.
A caa de Saxe Cnburgo-Golha soTreu no an-
do de 1861 numerosas e terriveis pardas, a maior
parte repentinas e imprevista!. A duqueza da
Kent, me da rainha de Inglaterra, morreu em
Londres no met de mar;. O joven rei de Por
tugal D. Pedro e seu irmo o infante f). Feman-
do raorrenm no mez de novembro: o i- (ante
D. Joo o.-.cambio ha poneos das ; e finalmente
opnucipe Alburio foi, pouco antes, arrebatado
subilaroenlu ternura da rainha sua esposa e
pdese dizer, aleigo recouhecida e respeto-
sa da nagao logleza, que o chora e abeneda a
sua memoria. *
A morte do principe Alberto tambem produziu
profuoda ropressBo em toda a Europa, que se
Moma ao luto da Inglaterra ; e em toda a par-
te ae faz jusliga s nobres virtudes, s boas qua-
Udadei deste hornera que. joven ainda, quando
lot cha nado oceupar urna das maiores posiges
a que um principe pode aspirar, desde ento at
noje, por eapago de 22 annos, nunca commetteu
urna taita grave, nem odiapoz niuguem con-
ifl ti
Alberto de Saxe-Coburgo perteocia urna das
mais antigs e illustres casas da Allemanha ; e
era memoro do ramo mis,velho da cas de Sa-
xe, cujos avs remonlam al o celebre VYitikindo
hroe saxonio, contemporneo e adversario de
Gados Magno.
. N.VmU no casle|l de Rosenau 26 de agosto
ue 1819, tres mezes depois do nascimento da
princeza \icturia. sua prima, j herdeira pre-
sumpliva da corda de Inglalorra. Era lho se-
gundo do duque Ernesto I de Saxe Coburgo-Go-
tha e irmao do duque Ernesto II, hoje reiuante.
brnesto II nao leui lhos ea sua successo re-
cabe actualmente era Alfredo, principe d*e In-
glaterra e duque de Saxe, fillio segundo da rai-
nha Victoria.
Alberto de Saxji-Coburgo recebeu excellente
educagao pelos cuidados e sob a vista de seu
pae ; era um mancebo dislioclo ; e, quando, pe-
la priraeira vez ippareceu na corte do re de In-
glaterra, entao Guilherrae IV (em 1836) tornou-se
ali notavel, tanto pela sua agrsdavel e solida
converssgo, como pelos encantos da sua pessoa
e elegincia das suas maneiras. Habita cora seu
pae no palacio da duqueza de Kent, sua lia, cuja
fllha elle via frecuentes vezes e familiarmente :
estes dous jovens coragoes atlrahiram se por
urna sympathia mutua, e foi assim que princi-
piou a affeigo profuoda que devia uni-los du-
rante a vida.
Esta affeico nao deixava, porm, de conter-se
dos limites d'uma paixo honesta, delicada e dis-
creta, as que se maoiestava as occasies pro-
prias por preveocoes e attences um pouco ro-
maneaos.
Assim em 1839, o principe Alberto, regressan-
do de urna viagem que tinha feito Italia, en-
controu no seu-quarlo, em Coburgo, um retrato
de Victoria, j raioha, que ella tinha ali manda-
do collocar sem seu primo o saber. E quando
um pouco mais tarde a rainha quiz dar Ihe a co
Dhecer que o desejava para seu esposo, usou de
un meio remito simples e ao mesmo lempo ex-
presivo, que foi dar-lho ora occasio de baile
de corte, quaolo andava dansaruma quadrilha
cora elle, o ramo que comsigo trasia. O prnci-
pe, ebrio de alegra, rasgou a sua farda, e collo-
cou sobre o coraco o presente da rainha.
No m do anno de 1839 a rainha annuociou
ao seu conselho privado a intengo que linha de
casar cora o principe Alberto. Estou convenci-
da, disse ella, que Deus ebengoar esta allianga,
a qual assegurar a roinha felicidade e servir os
meihores interesses do paiz. Ella annunJou
oQkialmenle o seu consorcio ao parlamento no
dia 16 de Janeiro de 1810, no discurso da aber-
tura "da sesso.
Pareca que este cisamento devia agradar a
todos os loglezes, porque a rainha obedecii s
impresses do seu corago, e segua ao mesmo
teaipo as^ooveniencias e as tradiges da poltica
ingleza. Cora luJu encontrou D'uma e n'outra c-
mara viva opposigo da qual o partido tory so fez
orgao. Durante a discussao na cmara dos lord!,
o duque de Wellington quixou-se de que, an-
ounciando seu casamento, a raioha nao tivesse
dito que o principe Alberto era protestante.
o >ei que o principe .protestante, disse o du-
que ; tenhp lido a honra de conhecv* muitns
memoros da sua tomn.., e sei que o proiooiOQ
tumo a religio do principe. O publico sen
inleressado em sab-lo offlcialmente, e deveriam,
por um acto eccordado em conselho, dar parte
desta circu instancia nago. Porque que os
ministros o cao fkeram ? E o duque de Weling-
ton propoz urna emenda que foi adoptada, apesar
da resistencia do governo e das explicagoes dos
ministros.
A cmara dos communs avangou mais. Tendo
o gorerno proposto que se concedesse urna pen-
ao vitalicia de 50,000 libras esterlinas ao mari-
do da rainha, que nao tiuha patrimonio, tala-
tindo sobre o que esta circumstancia linha de fe-
liz para a reino, o pedido foi combalido pelos
torys, aos quaesos radicaes se juntaram.
Mr. Hume disse que era perigoso dar tanto di-
jthei'o um mancebo, e que, longe de assegurar
a felicidade da rainha, a compremetiia grave-
mente A discussao aclarou-se, e lord John Rus-
scll oo receiou declarar que urna redcelo, co-
mo urna recusa absoluta, nao podia conciliar-ie
com o respeito quediziam ler corda. Sir James
Graham responden : a Cheio de respeito pela
c pessoa da raioha, dedicado ella como um
leal subdito, nao esquejo, porm, que son aqui
a o representante do povo ioglez. E Sir Ro-
ber Peel reprovou amargamente lord John
Russell a sua lioguagem como imparlameotar,
intil e Injusta. Elle accresceotou : a Dizeis que
a o meu voto de despeito. Nao, o meu voto
a expresso das miohas convieces ; o paiz
bastante rico para que possa conceder ludo o
que necessario ao marido da nossa soberana,
a mas necessario que esta coocesso nao exci
te o seu descontentamento: o meu vol pode
fzer-me mal visto ; pouco importa, terei cum-
< prido o meu dever. A dolaco foi reduzida
30,000 libras. ,
Estraohamos hoje esles debates, porque nao se
podem conciliar com o profundo aenlimenlo que
a Inglaterra manifeslou pela morte do principe :
porque se operou urna grande mudanca neste
paiz. O principe linha cooqtrtstado lodos os co-
ragoes ; tinha reunido em volta delle os chefes
de todos os partidos ; inspirava-lhes egual coo-
fianga e egual respeito : tanto os conservadores,
como os radicaes faziam-lbe jusliga, e coosidera-
vam-o como o revreseulante imparcial e sincero
do principio constitucional que se personifica na
mageslade real. Sir Robert Peel, o duque de
Welliogton e lord Alberden pensavam, nos seus
ltimos annos; como lord John Russell e lord
Palmerston ? e esta uoanimidade de opinioes o
mais bello elogio que se pode f.zer da sabedoria
e da habilidade do principe.
Coolrahiu o casamento i 10 de ferereiro de
1840, na real capella de Saint-James, com gran-
de pompa. Poram convidados para assisiirem
ceremonia os maiores peraonagens, porm no-
tou-se. entre outras faltas a dos duques de Wel-
lington e de Norlhumberland. Depois da cere-
monia os dous conjuges abandooaram o palacio
6 foram habitar o castello de Wiodaor, cojas por-
tas se fecharam noa primeirosdiaa etiqueta.
Vinte e dous annos decorreram depuis, e a
rainha Victoria pode dizer de seu marido que a
morte d'elle foi o primeiro pesar que Ihe causou
Hoje nao se pire reeordar sem emocio esta
- ceremonia em presenca desse tmulo Uo ioopi-
na lamente aberto. Com ludo o coragao sensivel
n3o pode deizar de sentir urna especie de con-
solayo pensando que, por eipaco de 22 annos,
os reaes conjuges gosaram da maior felicidade
que pode haver na Ierra, no cumprimento dos
seus ompromissos recprocos e jna dogura de
urna vida exeroplar, sempre simples e sempre
soregada ; confiando no sea i mor e na sua
lHeii lade, e descansando das fadi{ as do governo
no lar domestico.
O arcebispo de Caotorbery casou os segundo o
lilo da egreja anglicana.
Da descripcao do casamento q te correu im-
presas n'egja pocf, extrahimos o seguidle :
........Teodo coinec.ado o aelvigo, o prela-
'do disse so principe : Alberto.qudres tomar esta
-< mulher por tua esposa, flu de mer com Ha
segundo a vootade de Deus no sboto estado do
casamento? Querea ama-1, jaeompanha-la
hoora-la, tanto ai como doenie, e, abando-
nando qualqoer outra pesaos, ldedicar-te ex-
clusivamente a ella em quaotq. viverdes am-
bos ? > S. A. S. respondeu em vox forte -
Quero. O prelado eootinuou :t Victoria que-
res tomar Alberto por esposo, para virer com
a elle segundo a vootade de Deua no santo es-
a lado do casamento T Queres obedecer-Ihe, ser-
< vi-lo, ama-lo, e honra-lo, quer ato, quer do-
a ente, e, abandonando qualquer outra pessoa,
dedicares- te exclusiva mente a elle em quaolo
nverdes ambos? a rainha olbou com urna
todenivel expresso de ternura para o principe e
respoodeu em voz alta para que podeise ser ou-
la em toda a capella : t Quero.......S. A.
s. repetiu-com o arcebispo a formula seguate :
cu, Alberto, tomo a Victoria por esposa, a
lira de virer com ligo de hoje em di inte, bem
rou mal, rica ou pobre, doente ou s, e smar
te al que a morte nos separe sgundr> a on-
*-la,'.e Deus, para oque empeoho a minha f.
A rantu repetiu esta formula de maneiro a pro-
var que o seu coraco eslava animado de eguaea
seotimeutos.....O principe Alberto mellen o
seu aoel no dedo da raiuha dizendo-lhe : Toma
este annel, penhor da miaba f, da minha ho-
< raenagem e de tudo o que posso dar-la e que
c te dou.
Assim se levou a cabo esta unio* debaixo dos
meihores auspicios.
Pouco depois do seu casamento a rainha cor-
reu um grande perigo. A 11 de junho, quando
ella dava o aeu passeio do costme com o pria-
cipe Alberto, aproximou-se de; repente um as-
sassioo, que disparou sobre ella urna pistola, e,
'endo que nao linha acertado no alvo, deu se-
gundo liro, que felizmente tambem nao acertou.
Ao raido da primeira exploso, o principe Al-
berto impurrou repentinamente a rainha para o
fundo da carroagem e collocou-se entre ella e o
assassiuo, de tal modo que se este livesse feito
melhor a pontaria no segundo tiro o principe
teria sjdo infallivelmenle a victima.
Depois da primeira emoco, a raiohi derra-
mou abundantea lagrimas pensando na dedica-
rlo de seu marido.
A noticia do attentado espalhou-se rpidamen-
te por toda a Inglaterra, e a opioio publica a-
valiou deridamente osaogue fro e coragem do
principe.
Ainda que os conjuges reaes vivessem em boa
harmona, de vez em quando passageiras nuvens
obscureciam a sua Iraoquillidade, mas isto mes-
mo seria para arraigar a ternura de arabos e fa-
zer-lhes sentir quanto elles tinham preciso um
do outro. Um da, depois da rainha ler pro-
nunciado serlas palavras irrefletidaraenle, o prin-
cipe Alberto retirou-se pera os seas aposentos.
Pouco depois a propria rainha foi baler i porta.
Quem 1 disse o principe.E' a rainh.Peco
a desculpa rainha, mas preciso de estar so.
A raiohi replicou com extrema docara : Alher-
( to, sou eu ; vosas mulher.o A porta abriu-
se logo, o principe apertou a rainha nos seas
bracos, e a reconciliado fez-se
A rainha tem rauitos fllhos, os quaes se fazem
notaveis pela reunio de bellisslmas qualidades.
Casou a sua dina mais velha com o principe real
da Prussia, herdeiro presumptivo da corda; a sua
segunda fllha, a princeza Alice, esta prometlida
ao principe Carlos de Hesse-Darmestadt, tilho
primognito do gro-Uoque reinante, cuja fami-
lia se assegura remontar a Carlos Magno. Falla-
se do prximo caaamenlo do principe de Galles
com a princeza Alexanirins de Dinamarca, filha
do principe heridiiario, dotado de nobre coraco,
muiio espirito, e belleza. Nao fallava pois nada
felicidade da rainha Victoria, e ninguem presen-
ta a horrorosa desgraca que a feria. Esss felicida-
de hoje desappareceu.
Quanto s coosequencias polticas da morte do
principe Alberto, diffkil pieve-las desde j. O
principe, digam o que quizerem, tomava urna
grande parte no governo da Inglaterra em tudo
quanlo era da competencia da rainha. Pouco
importava que elle fosse excluido dtsso pala cons-
tiiuico, a natareza das cousas era mais forte
que o principio legal : e effeclivamenle nao ae
podia combinar que o marido da rainha lo ter-
nemente amado e lo digno de o ser, nao fosse
sempre informado das questes do dia, e mul-
tas rezes consultado sobre a melhor soluto que
se lhes devia dar, e que a sua opioio nao livesse
um grande pezo no espirito da sua compaoheira.
Os homens d'estado nglezes, ministros passados,
e preseotes nao ignoravam a influencia do prin-
cipe no governo do paiz ; elles aceitavam-o'a
porque recooheciam ser vantajosa aos uegocios
do paiz.
Alberto de Saxe Coburgo Qzera-se ioglez ; ti-
nha abrcalo sem reserva a sua nova patria ; e
servia os seus ioteresses que se tornaram os seus
propros, com um conhecimenlo perfeito de to-
das as cousas e um zelo que egualava ao menos
o dos meihores patriotas.
O principe tinha sobre todos os horneas pol-
ticos da Inglaterra a grinde vantsgem de ser es-
Iranho a todos os partidos ; nao era lory, nem
wgh, nem radical, o que o habililava a servir,
as occasies criticas, de mediador e de inter-
mediario ; elle aproxiroava todas as opinioes e
coociliava-aa ; eosinava os homens de opinioes
mais opposlas a traosigirem e a unirem -se quan-
do o ulerease da patria o exiga, e pederamos
citar numerosos exemplos disso.
O principe desempenhava este papel sem espa-
hafato, com urna simplicidade e aboegaco que
Ihe aagmentava o valor. Como era extremamen-
te altencioso para com a rainha exfori;ava-se
sempre era fazer acreditar que era a ella que se
deviam estes benelicios. A Providencia pareca
ler creado a rainha e o principe um para o oulro;
efquaodo a raioha, doente ou, fatigada quera
descansar alguna dias, o principe fazia as suas
vezes._ A morte do principe Alberto, ser, sob
este ponto.de vista urna grande perda para o
estado. A Inglaterra nao tardar, segundo nos
parece, a senii-la.
(Extrahido do Jornal des Debis.)
Variedades.
FOR POUCO NAO MORRERAM.
A Correspondencia de Hespanna publica a se-
guate noticia, que, mais urna ver, mostra o pe-
rigo que ba em ae adormecer com lame dentro
do quart) :
Na noute passada occorreu um lance que po-
dia ler fataes consequencias para S. A. R. o in-
fante D. Heorique. S. A. dorme n'um quarto q%e
se aquece por meio de um calorfero porttil. As
circunstancias da crueza do lempo, de ser urna
habita;o bastante fra e de achar-se o infante
ainda nao completamente restsbelecido da sua
ultima indisposigao tizeram que recommeodaase
S. A. que se desse o maior gru de.calor possi-
vel ao quarto
a O lho mais velho de S. A., que dorme no
mesmo quarto, deitou-se urna hora antes de seu
pae. A' meia noite pae e Dlho principiaram a
experimentar os effeitos ds asphixia : S. A. seo-
to seu fllho queixar-se com summa oppresso e
agilar-se com grande angustia. Quiz ento le-
vantarse mas nao pode. Por ultimo o fiiho ca-
hiu da cama ao chao, aonde priocipiou a lutar
com a agona.
a O pae, fazendo um supremo esforco, saltou
fra da cama e quiz correr para a de aeu fllho,
mas nao podeodo susler-se as pernas, perdeu o
equilibrio e cahiu de eacoulro a um movel, ma-
goando-ae na cabeca e no peito. Permaneceu
porum pouco assim eslendido, mas follando al-
gum tanto a si e arrastando-se, foi tropezando de
movel em movel at poder apoderar-se do cor-
dao da campainha, que agitoa com violencia,
tornando a cabir. Conhecendo que oo tinham
ouvido o toque da campainha, arrastou-se como
pode na obsruridade em busca de sea fllho e da
porta. Trupejou no fllho, passando por cima
delle, e conseguio abrir a porta. Agarrando en-
to desesperadamente seu Qlho e arrastaqdo se
sempre, chegou al ao quarto mais prximo, em
que pediu auxilh). Todos os servos se pozeram
a p e gracas aos cuidados logo subministrados,
s cinco horas da madrugada tanto S. A. como
seu fllho puderam recolher-se livres dos effeitos
da asphyxia. Tanto um como outro continuam
bem.
NANA-SAHIB.
O brbaro chele indiano Nana-Sahib, que na
ultima ravolaco da India ingleza se tornou cle-
bre pela sua craeldade, e. sobretudo, pela car-
nificina de Cawnpore, cabiu, finalmente, em po-
der dos seus inimigos, e to ioimigos, que, re-
presentndole em Inglaterra um drama que se
intitulava Nana-Sahib o actor que fez o pa-
pel de protogooista estere para ser victima da
indignado do publico.
O Morning Pott coala aaain o modo por que
aquello chele iodiaoo cahiu em poder dos ngle-
zes : .
c A situajo do brbaro Nana-Sahib era evi-
dentemente desesperada. Ha tres anuos andava
errante na India com a desesperado do desgra-
nado que sent a corda ao pescoceo.
Parece que, finalmente, tomou urna resoluco
suprema.
O seu ultimo recurso era ganhar a coita do
mar e embarcar, fugindo juriadicsio ioglaxa
para onde o n8o recoohecessem".
Em consequencia dalo, disfarcou-ae com o tra-
go de mercador e diriglo-ae para Kurrac'hee, on-
de devia embarcar para a Persia, mas foi reco-
nhecido por um criado indgena de urna das da-
mas inglezas que elle mandara trucidar.
A ser verdade, podeaa os nglezes da India
manda-lo para Londres n'uraa gaiola de ferro,
como diaiam ao tempo em que lutram com
aquella terrivel inimigo.
FALLECIMENTO.
Um telegramma que honiem recebemos e boje
publicamos Irouxe a triste noticia da morte do
Sr. Manoel da Silva Passos, que teve lugar, em
Sanlarem. no sabbido, 19 de Janeiro.
E' um aconlecimento muilo para se sentir e
muito seotido doi homens de todos os partidos,
porque o Sr. Pasaos (MeooelJ era um liberal ain-
eero, amante do paix -conciliador por ndole.
Gozara de geraes sympathias e tol um dos
principaea ornamental do parlamento porluguez
O Sr. Manoel Ja Silva Pasaos foi, durante o
careo do Porto, capillo d'um doa balalhea pro-
visorios orgaoisados nesta cidade.
Eleito deputado, foi a alma do ministerio que
e seguiu revolucio de 9 de setembro de 1836,
e, na qualidade de ministro do reino dessa po-
ca, lancou aa bazes (fe importantes reformas.
Creou as academias de bellas-artes de Lisboa e
Porto e deu valioso Impulso i reforma da ins-
t ruega o superior.
Foi deputado em quasi todas as legislaturas
desde 1834 e como orador eloqoeole oceupou
sempre lugar enlre os priroeiros.
O Sr. Manoel da Silva Paasos era oalural do
conceibo de Boucas.
Casou em Alpiarca, no diafricto de Santarem,
com urna reapeitavel aeohora. rica proprietaria
d'aquella localidade, e ali defioitivamente esta-
beleceu a sua residencia. ;
O anno passado veto a esta cidade e foi alguns
mezes hospede de sua prima a Sra. viuva Car-
dlo.
S*Exc. pad6cia ha cousa de quatro annos de
febre intermitiente a que aflrial saecumbiu.
Na ultima nomeaco de paires do reino foi um
dos comeados, porm recusou a nomeaco por
coherencia com os seus principios.
.. c.SrD* Pedro V a8cou a fllha mais velha
do Sr. Passos (Maooel), a Eima. Sr. D. Deatriz,
com o titulo de viscondessa de Passos.
. O Sr. Passos (Manoel) nunca quiz, nem axcei-
tou condecoracoes nem ttulos.
Era um homem de bem e foi um ministro
honrado. Era dos irmaos Passos o mais novo.
TREMOR DE TERRA.
A's 9 horas e 10 minutos da noute de 18 de de-
zembro houve em Agram (Croacia) um tremor de
trra. A violencia das oscillages abriu fendas
as egrejas e muilos edificios, derribando um
grande numero de chamlns.
TELEGRAPHO SUBMARINO.
A commisso ingleza encarregada de estudar a
Ulegraphia submarina apresentou ltimamente s
duas cmaras do parlamento o seu relatorio, que
compreheode a historia da telegrapbia submari-
na at ao Io de Janeiro de 1861. At essa poca
tinham-se emergido 18:884 kilmetros de cabos
dos quaes s funecionavam 4,800 : 12,000 perde-
ram-se e s urna pequea parte se pode retirar.
Os cabos postos nos msres cuja profuodeza nao
excede a 100 bragas, e que, por conseguate, po-
dem ser tocados pelas ancoras e dragas, sao em
nmeros de 30.
Dos cabos postos nos mares profundos os prio-
cipaes sao os cabos transatlnticos e a linha do
mar Vermelho, que por si s tem um deseovol-
vimento de 5,600 kilmetros.
CASAMENTO NOTAVEL.
Celebrou-se em Bruxellas um casamento no-
tavel.
Dous srtistas msicos, ambos atacados de ce-
gueira, Carlos Vctor Dubois e Eliza Josephina
Pelijean, uniram a aua sorte, sendo urna das tes-
temunhas do casamento o deputado Mr. Boden-
bach, que egualmente tem a iofelicidade de ser
ceg..
A ESPADA HISTRICA.
Na quarla-feira ao meio dia foi entregue ao re-
giment de laoceiros da rainha a espada que Ihe
deixra o aeu chorado commandaote oSr. infante
D. Joo. O Jornal do Commercio d assim a oo-
tlcia da ceremonia da eolrega :
Segundo nos informa um amigo nosso, s ce-
remonia da entrega da espada deixada pelo Sr.
infante D. Joo ao regiment de cavallaria n. 2,
lanceiros da raioha, effectuoa-se hontem mesmo
ao meio dia ao pago de Caxias.
Pouco antes desta hora entraram na sala onde
fra depositada a espada, o Sr. coronel Bornes,
actual commandaote do regiment, os dous oli-
t'.iaes superiores seus immediatos, um capito, um
lente, um alteres, um* official inferior de todas
as gradasgoes, um cabo de esquadra, um aospe-
gada e um soldado.
Formados lodos na sala, segundo a ordem das
suasgraduages, e apresentaodo-se el-rei o Se-
nhor D. Luiz para cumprir a ultima vootade de
seu augusto e chorado irmo, o Sr. general Pas-
sos dirigu-se mesa onde se achava a espada e
a entregou a Sua Hageatade.
El-rei adiantou-se para o estado-maior do re-
giment, entregou-a immediatameole ao Sr. co-
ronel Borges, fazendo ao mesmo tempo urna al-
locugo em brevea e sentidas palavraa, a lodos
os representantes do regimeoto ali presentes e
muito commovidos.
Quando el-rei acabou de fallar suffocavara-no
as lagrimas, e maia de um dos militares presen-
tea o acompanbu na sua justa raagoa. >
INCENDIO DE CHRLESTON.
Acerca do incendio desta cidade da America,
deque hontem demos conhecimenlo aos leitores
aa secgo exterior, l-se o seguinte no Correio
dos Estados Unidos, de 19 de dezembro:
Chega-nos do sul urna lgubre noticia ; a
cidade de Charleston est meia reduzida a ciozas.
. Como rebenton o iuceodio e quaes sao as suas
verdadeiras proporges ? Sao duas perguntaa a
que por agora impoasivel responder com certe-
za. Um doa primeiros effeitos do desastre foi
oecessariimenleileatruir a communicago telegra-
ph ca, de sorte que as noticias chegsvam a Nor-
folk em segunda ou terceira mo.' Communica-
daaao forte Monroe por urna bandeira parlamen-
taria; aioda soffreram Iransformagoes, passando
de bocea em bocea e despacho em despacho. Se-
na, pois, temerario querer procurar nellas, at
que hajam informales mais precisas, outra cou-
sa que nao soja o faci, desgragadamente iocou-
lestabilissimo, de urna grande calamidade.
As informagOet sao concordes em dizer que o
fogo se declarou quarla-feira pelas 9 horas da
noute. n'uma fabrica de caixilhos da rea de Ha-
zel. Alimentadas pelo material do estabelecimen-
to e augmentadas por um vento forte-, as cham-
las atrsvessaram dontro em pouco a ra. Des-
de enlo, os aeus progressos, combalidos por
meios insuffkientes, foram rpidos e lerriveis.
Anda contiousvam quinta-feira, s 5 horas da
tarde, data das ultimas noticias que temos
vista.
Neale intervallo de vinte sete horas, o fogo
varreu o espago comprehendido entra Hazel
stretet ao norte, Broad atreet ao sol, Cast-vsy
streel a eate e Kiog-street ao oeste. Parece al
que suba a encosta septentrional de Boarl street,
para alm de Kiog, e que correu nesta direcgo
al Mazyk street.
Aspriocipaes ras compreheodidaa oesle vasto
permetro sao, do oocleao sul: Hazel,Piuckoey,
Hayne, Market, Cumberlando, Queen, Chambers',
Broad ; do nascenle para o poente East-bay,
State, Church, Meetiog e Ring.
Esta simples enumerago sufficiente para dar
idea da extenao do sioislro.
jje verdade, como acresceott um despacho,
que o incendio acabasse por atraveasar Boards-
treet.a reparligo do telegraphofr'oa escriptorios
dos prlncipaes joroaes da cidade, dos bancos e
das companhias de legaros devem ter sido en-
volvidos na conflagragio.
B' tambem nesta parte da cidade que se acha-
vam duas fundlcdes empregadas em fundir pegas
deartilharia, balas e bombas para os confedera-
do!. Nao seria esta i perda menor, no ponto de
vista da causa do tul.
A'a ultimas noliciaa, aa bombas de Savaunah,
de Augusta e de Columbia tinham viudo juntar
os seus esforgos s de Charleston para deter a
a marcha do flagello.
Estas tres cidades tinham tambem expedido
soccorros pira os milbares de habitantes que o
desastre deixava sem pao e sem abrigo.
Taea s&o os dados que temos acerca da calami-
dade em si mesma: em redor azr.n.n 1.
To. confuso, que Ihe .umeaK^,ehofr0V
Falla-ae de tochas incendiarias appllc^W:
mao dos negwi, que teriam procurado n*/,,!!
am auxiliar part S 8eus projec,0, de /0kw
O Htrald, sempre o primeiro em malria da
noticias aventuradas proprias pira exaglrar as
emogoes publica,, dUpeber que foi iffeeUirW-
(e descoberta entre o eseravos urna vasta cons-
piragao, gragas denuncia de um de entre elle
A autondade militar, assim avisada, parece oue
preveniu apenas por algumas horas a txplosa >
desta conspirago, que devia reunir os fegros da
cidade. e do campo n'um nsurreigo simultanea
Kiieram-se prisoes e appreheosoea de armas, e a'
justiga laogon mesmo mo do autor do [incendio.
Esla lgubre historia coroada peloboato de um
levanlamenlo dos eseravos no interior do paiz.
a li"?"0^' 0,M4nao ao largo desta deagraga-
aa cidade, observou eata immensa conflagragao
que illuminava toda a bahia. c Nunci, disse
capitao deste paquete, fui testemunba de um es-
pectculo semelhaole, bem propo pira eocher
de angustias e de horror o corago iotifferente,
o mais irresistivel a todas as emogoes. Sabba-
do, na bolsa de Nova-York, afflxou-se bm cartaz
convidando os cidadaos a tomar paite n'uma
subscripto para te ir em auxilio das victimas da
catastrophe.
Osjornaes da Charleston avallara eun 516 o
vatro dos edificios preza das chamma, e em 7
milhoes de dollars o montante das perdis.
INCIDENTE SINGULAR.
Jornal do Havre conta o seguinte : I
t Deu-se hoje (3 do correte), .depois do meio
oa, um singular incidente na partida da galera
americana Swalow. \
Quando o navio ia4iia do porto, um dos tripa-
laniea langou-ae da borda ao mar. Muitos botes
sa nram do caes em soccorro do marinheiio, mas
este, em vez de os'tomar como salvadores, op-
punha-se com todas as forgaa a que o agarraa-
sem para dentro dos botes que o cercavan e na-
da va sempre, fazendo todos os esforgos pata lhes
escapar. Finalmente, depois de um banho pro-
longado por^sua obstinago, o mariaheiro foi
agarrado forga e conduzido para ierra, [a ga-
lera ; denoia de esperar algum tempo na osea-
da, seguiu viagem para o seu deslino.
Segundo aa explicagoes que deu o marinheiro,
que porluguez, foi do vootade propria \e com
mtengao determinada que se langou agua para
se subirahir aos mus tratos. T
O immediato do navio tioha-lbe balido com
urna cavilha de ferro, e lemeodo a renovkco de
eguaes violencias, preeriu a todo o riscojlaocar-
se ao mar no momento em que tinha mais p'ro-
babilidade de nao ser recooduzido para bordo.
INNUNDACA Na"caLIFORNIa[
Nos primeiros das de>dezembro as chovas lor-
renciaes> continuadas produziram ums-grande
cheia no rio Americana.
A cidade do Sacramento flcou ltteralmjenle de-
baixo de agua.
Calculam-se em mais de meio milhao de dol-
lars os prejuizos que soffreram os hibitJotes.
Todas as communicaces ficaram inVerronipi-
das. Muilos oulros valles foram innundtadose as
colheitas destruidas- Sobre as aguas flfcluavam
at grandes casas de madeira.
As cidades de Marysville e Slockton iveram a
mesma sorte que a do Sacramento.
Os monumentos pblicos, minados pela agua,
desabavam a todo o momento. Perece am mul-
tas pessoas.
A 13 de dezembro o tempo tinha melhorado, e
as aguas comegavam a decrescer gradualmente,
porm ainda urna terga parle da cidade do Sa-
cramento se achava coberla pela ionuoago.
Era S. Francisco abriu-se uroa subscripgo a
favor das victimas do sinistro, e chegava f 20.000
dollars. 1
Receiavam-se noticias desastrosos dos dislric-
tos mineiros.
linha 21,970 kilmetros de liohaa telegraphicas,
com 364 esUges, que transmitliram durante o
anno711.552 letegrammas, cajo producto foi de
4,144;082 francos.
OS JOBNALISTAS DA ALLEMANA.
ao Jor-
le Wies
iblicado
pela ci-
>or elle,
Dizem de Wiesbaden, em 5 de Janeiro
nal de Francfurt:
t Mr. Laoweolhal, redactor da Gazela
badn, preso por um artigo irreligioso, p
oo seu jornal, foi conduzido duas vezei
dade cora as mosalgemadas.
Naturalmente todos tomaram partido
nestas circumstancia!, que excitaram em] seu fa-
vor sympathias de que ante nlo gozavaJ
A Gazela de Wiesbaden, o jornal ministerial
que lem sempre sualentadu asmadidaa miii reac-
cionarias do governo.
Mr. Laweoihal e seu collega foram pastos em
liberdade pelo tribuoal.
peregrinaq"o~d\ Terra santa.
Le-se no Courrxer de Lyon :
o Todos Os annos se organisara peregrioages
para a Terra Saota.
A que se organis para este anno ser feita as
seguintes condiges:
Os peregrinos reunir-se-ho 30 di margo em
Marselha, d'onde parliro no mesmo dial para
chegarera 9 de abril Jaffa.
A viagem durar perto de dous mezes e se ef-
fectuar mediante ums despeza total de 1 250
1,300 francos para os viajantes de primeira cla-
se e de 1,000 1,100 francos para os de se-
gunda.
CARICATURA.
O Puncft, jornal satyrrco de Londres, celobrou
o desenlace da questo anglo-americana com urna
caricatura.
Mr. S-ward, ministro dos negocios eslrspgei-
ros dos Estados-Unidos, represeutado n'uma ra-
posa, cuja cara o retrato do ministro.
A raposa est enesrrapitada na copa de ama
arvore, e junto desta John-Bull apontandp-lhe
um rewolver.
Mr. Sevrard pergunla-lhe se apona de veras,
oque John-Bull Ihe respnnde que sim, sa nao
desee depressa da posico elevada a que subir.
, Pois ento nao disparis, diz Mr. Sewarq, que
eu vou descer.
O QUE VALEM OS PIANOS.
Fallecen ltimamente em Londres Mr. Ttiomsz
Broadwood, am dos mais ricos fabricantes de
pianos.
Pelo seu testamento veriQcou-se que asila for-
ll>na pessoal nao baixa de 350,000 libras: ( ris
1,575:0009( em valor movel, sem conlar a pro-
priedade immovel, que naturalmente, em pro-
porgo.
Que qnantidade de piaoos oo venden e le pa-
ra alcaogar lo considersvel fortuna !
EFFEITOS DA PRF.CIPITACO.
L-se no Jornal do Havre :
presenteoa sua mulher, no dia de Anno-Bom,
com urna duzia de pares de lavas.
A esposa, indignada pela insignificancia do
presente, apenas cou s, langou aa lqvas ao
fogo.
A' mesa houve explicagoes, e qual nao foi a
admirago da irrascivel esposa, sabendo que cada
par de luvas estava embrulhado n'uma nota de
100 florins I
SERVE PARA LICO.
L-se na Gazela Medica de Lyon :
a Os jornses nglezes annunciam a norte de
urna rapariga de 19 aonos, obreira n'um* fabrica
de flores artiflciaes, que ha 16 mezes se Decapa-
ra .na preparago das folhas.
O arseoite de cobre, substancia que se empre-
ga na cor verde das folhas, appareceu era consi-
dersvel quaolidade nos intestinos.
Pouco tempo antes linha-Ihe morrido lama ir-
ma, as mesmas condiges, e como ella, d'uma
gastro-interile.
O PRINCIPE DE GALLES.
O principe de Galles est em Osborne coma
raiuha al chegada de sea irmo o prircipe Al-
fredo, que esperado em Inglaterra por lodo es-
te, mez.
O principe de Galles, preeneberi depois o pro-
gramma tragado pela rainha para o complemento
da sua educagao, fazendo urna excurao Terra
Santa, e oulros paites histricos do Oriente.
A viagem do principe devia ter lugar no lira do
anno ultimo, e como as viagem do Orieote s po-
dem fazer-se nos mezes mais trios do anno, a
raioha decidiu que os desejos e disposiiges do
principe esposo, que sao preceitos agrado! para
a rainha e principe de Galles, se realiiem promp-
tamonte.
O principe viajar com o mais rigoros
DitO.
TELEGRAPHO DE FRANCA.
Segundo a eitatlstica official, a Franja
p incog-
em 1861
VICISSITUDES DO MAR.
Sob eiti epigraphe coala o Jornal do Com-
mercio o seguate:
l patacho Jfario Camilla, da prae de Lii-
Doa, e partenceote ao Sr. Jos Mara Camillo de
Mendonga, M,egava de Santos para Falmouth a
dVcaf *e COta am carre8aineDl0 complolo
iri a's8 de^^bro. na altura da ilha das
Horese depois de 49 da de viagem soffrea um
tremendo temporal de O e ONO. "A violeocia do
vento e s aria das ondas alertaran por tal mo-
do a tnpulagM, que, jnlgaodo-ae perdida, pro-
metteu a veila do estai do convez N. S. da Bo-
oanga, se podsie ucapar a to medooho tempo-
I A la
< Nesta occasio o pancho d-itava doze milhas
por bora s com o velacho nos ltimos riozes e
um punho da traquete.
. *,^0annd00 le"P0. e espado j socegada
1% "tou-w no dia 1 .m'goie carre-
gado com 17 pessoas, e lutando com as ondas
anda encapelladas. Era a tripolago de am, .
lera ingleza que se submergira na vspero \m
consequencia do temporal.
O Sr. Antonio Sabino Googalves, capitao do
patacho, logo que avistou os pobre nufragos
tratou mmeJiaiamente de os salvare recebeu-os
bordo.
Infelizmente, tornando-se os ventos pontei-
ros, e proloogando-se a viagem, os manlimentos
e aguada comegaram a fallar. Quando faltaram
de todo, a tripolago do patacho e a tripolago
naufragada vism-se em grande aparo e cruel af-
flicgo.
Depois ds vinte e dous dias de crueliss-mas
privagoes, os ltimos dos quaes haviam j deses-
perado todos os martimos, chegou o patacho
Hara Camilla Falmouth com a sua Iripolagaa
e a da galera ingleza, extenuadas de torcas e quasi
mortas de fome e de sede.
NAVIO NOVO.
No dia 18de jaoeiro foi com o mais feliz xito
laucada agua oo estaleiro do Ouro, no Porto,
nova barca portugueza meta, propriedade do
commerciaoto desta praga o Sr. Manoel Gualber-
to Soares. que a este seu navio deu o oome de
sua esposa, como penbor de boa sin.
i/' Va linil DaTt 1ue reuno elegancia a so
lidez daconstruego, pela boa qualidade dasma-
deiras, forte pregadura e excedente cavilhame de
cobre.
Esta conslrucgo robustece ainda mais os cr-
ditos j bem merecidos do hbil constructor o Sr.
Canos Joaquina de Azevedo Vareta.
A CIDADE DO TURIN.
O ultimo recenseamento da cidade de Turin in-
dica um augmento de 90,000 almas desde 1858.
Turin lera actualmente 210.000 almas, e como
a esperanga de que a capital de Italia seja muda-
-n"a Roma '" com 1ue poucas casas novas se
edifiquem.os alugueis chegaram a um prego ez-
cessivo.
EXPLOSO DE GAZ EM PARS.
Os joroaes de l'aris do alguns pormenores
respeito da exploso de gaz que teve lugar na tar-
de do da 1 de Janeiro no Cassioo da ra Cadet.
Na tarde auterior o Sr. Peregalla, director
daquelle eatabelecimeolo, julgou ouvir um silvo
nos tubos conductores, e avisou o administrador o
Sr. Oand, o qual deu immediatameole cooheci-
mento deste fado ao operario da companhia de
gaz, Basta, encarregado especialmente por aquel-
la companhia da conservago dos apparelhos do
Cassino. O operario depois da examinar o conta-.
dor, eollocado no interior deste estabelecimenlo,
reconhecendu a necessidade de o lin>par e esta-
va a faz-lo na raanha seguinte.
Seriam cinco horas da larde, achando-se o Sr.
Dando trabalhando no sou escriplorio em frente
do contador e o operario neste apparelho, sentiu-
se repentinamente urna terrivel commogo que
moslrou uma fuga perigosa, e ao mesmo tempo
subiu um empregado do estabelecimeuto para
abrir as chaves de seguraogas estsbelecidas nos
recipientes situados no tecto do primeiro salo do
Cassino contiguo ao grande Oriento da Franca.
Este empregado teve ainda tempo de descer, e
ento uma detonago formidavel assustou todo o
bairro. O tecto desabou sobre o soalho destruin-
do completamente o sali exterior do eslabeleci-
mento. As lojas contiguas soffreram egualmenie;
o mostrador de um armazem de vinhos immedia-
to ao Cassioo foi arrojado a um metro de distan-
cia e matou um operario que estava bebendo um
copo de vioho diante do mostrador.
Tambem se reseoliram as casas immediatas que
soffreram grandes prejuizos.
Ha a deplorar grandes desgragas.- O opersrio
Basta morreu, e o seu cadver foj encontrado no
quarto em que trabalhava junto ao contador e ni
tetramente cirbooisado. Ura empregado do ban-
co de Franga foi ferido gravemente na cabega, e
cita-se tambera entre os feridos o vendedor de
peridicos na praga de Cadet e 17 ou 18 traseun-
les.
Immediatamente acudiu ao sitio da catastro-
phe o commissario de polica e organisou o ser-
vigo para os feridos que receberam as primeiras
curas as boticas prximas.
O linio salo do Cassino flcou convertido em
um raonto de ruinas e varioi tectoa ameagavam
deaabar ainda. Tinha-se estabelecido uma com-
panhia de bombeiros para evitar novos acci-
dente.
imperial de Pars am magnifico exemplar do dic-
cionario chioez em 95 volumes.
Este vasto lexicn encerra quasi a totalidada
das ionumeraveis expressoes compostas da Ra-
gua chineza, acompanhadas de uma multido de
exemplos tirados dos livros sagrados e elassfeos,
doa historiadores, das phylosophos e dos poetas.
n u NOVO REINO DE*ITALIA.
I ublfcou-se em Turin a estatistica administra-
i^VcJ6'00 de Ila,ia- D P l<>i o rei-
no Xl:b28:529 habitantes, sendo 7:106:696 do an-
tlgo Piemonte e Lombardia ; 3522:904 da Emi-
lia, Marcas, e Ombra ; 1:815:243 da Toscana, e
9:883:686 do antigo reioode aples.
. As cidades que tem mais de cera mil habitan-
te s sao :
Napole 417:000 ;
Milo, com Corpo-Saoto, 220:000 ;
Palermo 186:000 ,
Turin 180:000;
Genova 120 000 ;
Florenga 115^000.
Messioa tem 4)1.080 almas ;
Lime 80:000 :
Bolonia 75:000.
DESASTRE.
O principe de Salms-Lich morreu do um de-
sastre.
A carruagem, arrasuda pelos cavallos, cahiu
abaizo de am talude tndo o principe victima
d'este desastre.
Ficaram mais quatro pessoa feridas.
O principe de Ysemburgo escooou saltando da
carruagem.
O principe Fernando de Salms-Litb. linha 21
annos.
REUNIAO SIGNIFICATIVA.
Conta um jornal de Madrid que no dia 14 tira-
ra lugar n'aquella capital, em casa do.Sr. Marco-
artu, a primeira reuoiao das pessoss que se pro-
pozeram associar-se para preparar uma serie de
trabalhos conducentes a toroar mais intimas as
relages enlre Hespanha e Portugal.
A Correspondencia de Hespanha de 13 diz:
Agita-se o proj'do de organisar um centro,
onde prescindiodo da questo poltica, se reunam
peridicamente todas as pessoas influentes nis
sciencia.nas artes, letraa, commercio e industria,
e que aspirara a eslreitar as relages entre Portu-
gal e Hespanha.
N'estas reunioes se estudaro e escogila-
ro os meios que, sem prejuizo de ioteresses
respeilaveis. posssm contribuir a que se aper-
tem cada dia mais os lagos que devem unir os
dous povos.
Nao faltar quem queira descobrir n'este pro-
jecto ideias de fuso que o tornem suspeilo.
OFFERTA:
Diz a Correspondencia de Hespanha :
Consta-nos que doutor Palomar e Caballero,
bastante conhecido hoje pelas curaa obtidas, como
especialista nasdoengas de peito e ligado, dirigiu
uma attenciosa carta, offereceodo o Seu novo me-
dicamenio ao infante D. Augusto de Portugal, no
caso de que seusdignissimos mdicos asslstentes
receiem em S. A. R como dizem os peridicos,
alguma leso pulmonar.
A offerts em lodo o caso, muito para agra-
decer, mas para desejar que aeja desaecessaria
a acceitago a'ella.
UM AVARENTO.
Morrea ltimamente no hospital geral de Ma-
drid um homem que, hora da morte, declarou
possuir maia de tres milhoes de reales.
Tiohs urna grande somma n'uma casa de com-
mercio, onde pedia 9 duros cada mez para tolas
as suas despezas.
Um dia pediu mais tres duros, e, como o ban-
queiro admirou o augmento, declarou o avaro
que era para fazer uma jornada a Badajoz (90 le-
guas), onde Jhe deviam urna quiulia impor-
tante.
O avaro fez a jornada pernoitando as cavalla-
rigas ou em campo raso, regolou o seu negocio
em Badajoz, e, voltando a Madrid, ainda restitua
ao seu banqueiro algumas sobras dos tres duros.
A vista d'isto, o proprlo Harpagon tica a per-
der de vista I
NAUFRAGIO.
O director da alfandega grande de Lisboa par-
tecipou lerem entrado no respectivo porto, no dia
14 do correte, uma lancha e dous escaleres com
dez homens, pertencentes tripulago da barca
sueca Skandinaviam a qual com carga de varios
generos,sshira de Londres com destino para o Rio
de Janeiro,e fora abandonada a 60 milhas ao mar
do Cabo da Roca, teado j oito pea d'agua no
poro.
ARRIBADA.
No dia 14 eotrou no Tejo o patacho inglez Sa-
inle Helier, capitao W. Willing, Swaosea em 27
dias, com carvao, a G. A. Hancock 4 C. sete pes
sos de tripulego. Destioava-se para ilha de
Fernando P, e arribou com avaria que soffreu
na mastreagio- no dia 25 de dezembro do anoo
fiado, 130 milhas a O. da ilha da Madeira. Eo-
trou a reboque do vapor i/manor.daxorananbia
do Tejo.
NECROLOGIO REAL DO ANNO DE 1861.
No anno que fladou, temos a registrsr os falle-
cimentos dos seguintes soberauos, principes e
princesas.
Frederico Guilherme IV. rei da Pressia;
Thcla, prindesa viuva de Schsenbourg-Wal-
denbourg, que nascera princesa de Schwartzbur-
go Rudulstadt;
O iofante D Fernando d'Hespanha, 3. Qlho
de D. Cailos, irmo de Fernando VII,
Carlos-Luiz-Maria-Feroando, irmo do antece-
dente ;
Maria-Carolina-Fernanda, irmia do rei Fer-
nando II das Duas Sicilias, e mulher do antece-
dente ;
A princesa Mara, filha do principa Jorge da.
Saxonia ;
Victoria-Maria-Luiza, duqueza de Hent, mi
da rainha Victoria, e irma do rei dos Belgas ;
A prioceza Sophia de Schkwig-Holstein-Son-
derborgo-Augustenbourg:
A princeza Culote de Furstamberg, fllha do
principe Heorique XIX de Keuss-Greiz t
O suItio-Abdul-Medjid ;
Francisco Augusto de Hesse-Philipsthal, anti-
go roajor ao servigo da Austria, retirado para
Vancy ;
Mehemet-Ali, irmo do vice-rei do Eiypto ;
A infanta Mara de Regla, filha do duque de
Montpensier, eda infanta Luiza-Fernanda, irroa
da rainha Isabel ;
Hien-Fung, imperador da China ;
Mara da Conceigo, terceira filha da rainha
Isabel;
principe Henrique XXIII, irroeo de Henrique
XxII, principe regente de Reus ;
O iofante de Portugal D. Fernando ;
D. Pedro V. ni de Portugal ;
O principe Alberto de Saxe Cobourg-Gotha,
marido da rainha Victoria de Inglaterra ;
Sidi-Mimouo, irmavjdo bey deTuois ;
O infante de Portugil. D. Joo, irmo do rei
D. Luiz I.
DICCIONARIO CHINEZ.
O doutor Bssillevrskl, antigo menibro da mis-
lio de Pekn, cedeu ltimamente i blbljotheca
NAUFRAGIOS.
Hontem depois das 2 horas da tarde houve tres
naufragios na barra do Porto.
. Apparecendo no castello aigoal de entrada, o
navio ioglez Pearles que estava mais prximo,
aproou barra e eotrou sem novidade.
Atraz d'este veio o patacho porluguez Abalisa-
do, procedente de Selubal, que, faltaodo-lhe O
vento ao ch'egar barra, nao poude seguir nem
retroceder, como o castello Ihe mandou, arrian-
do a bandeia.
A este tempo vinham tambem, j sobre a barra
a escuoa e patacho ingieres Aones e Jditn.
Um d'estes abalroou com o patacho Abalisado
e srrombou-lhe a borda falsa, em consequeneia
do que, foi o patacho eacalhar em frente das pe-
drs de Felgueiras.
Os dous navios nglezes, que pelo mesmo moti-
vo de Ihe faltar o vento, nao podiam entrar nem
desandar, poderam ainda assim, encalhar no Ca-
bedello, sslvando-se as tripulages sem perigo.
Nao se deu infelizmente o mesmo caso com a
tripulagio do Abalisado, que flcou eocalhado
muito ao mar, e sobre o qual se quebravam va-
gas allerozas e repelidas.
Qustro dos tripulantes, vendo o grande perigo
em que ae achavam, quizeram salvarse no bote,
mas mal o arrearara dos turcos, foi envolvido
pelo mar, que o virou, levando tres dos infelzes
marinheiros, que nao tornaram a apparecer. O
4." como sabia nadar, sustentou-se ao turne de
agua, al que uma vaga o arrojou para a praia,
onde pode flrmar-se, salvando-se, porque logo
Ihe acudiram.
Dentro do navio achavam-se o capitao 4 tripu-
lantes, que nao veado outro meio de salvago lan-
garam ao mar uma pipa com um cabo amarrado.
A pipa ebegou praia, onde se segurou a extre-
midade da corda, porm a distancia era grande,
e o mar levando o cabo para o sul, n'uma grande
curva, nao se^podia estabelecer o cabo de va-vem.
O salva-vidas sahiu, mas conservou-se sempre
a muita distancia do navio, tornando-so por isso
intil para salvago dos nufragos.
Na praia do Cabedello comparecern) os Srs.
intendente da marinha e pilotos da barra.
_ Alguns capites de navios ingieres, e um capi-
tao americano, vendo que o salva-vidas se nao
aveoturava aproximarse do navio naufragado,
offereceram-se para com alguns dos seus mari-
nheiros tripular o aalva-vidas, e ir a bordo do A-
balisado.
O Sr. intendente objectou dizendo que os o(Te-
rentes se expuoham a uma morte certa, e que se
perdera o salva-vidas, nico recurso para a sal-
vago dos nufragos.
O Sr. Machado, de Gaya, ouviodo isto, desap-
pareceu d'alli, e.p assados alguns minutos, foi
visto j dentro d'um barco, com cinco ou seis
barqueiros portuguezes, remando na direcgo do
navio, e, chegando a uma corda de arela que Q-
cava a pouca distancia d'este, saltaram n'ells,
comquanto ainda eativesse coberta d'agua, e dili-
genciaran) agarraro cabo que estava preso ao na-
vio, o que conseguirn) com o auxilio d'um cora-
joso varioo, d'eotre uns poucos que tambem se-
guiram o barco do Sr. Machado, e que, nadanlo,
pode prender uma corda ao oabo, e puxado este
para a corda de areia, p le entao atezar-se, e por
elle ae salvaram os naufrago.
S depois que o salva-vidas se aproximou da
corda de areia, onde se achavam o Sr. Machado,
os barqueiros e vareiroa que o acompanharam.
O naufrago que pelo mar foi arrojado praia,
flcou muito maltratado, e foi recolhido no hos-
pital do.salva-vida*.
O patacho Abalisado era propriedade do Sr.
Joo Francisco Gomes & Irmo, e vinba carrega-
do de sal e arroz, Nao se salva o casco nem a car-
ga.
Os navioanglezes Agnes e Bdith, ficaram direi-
tos no ailioem que eocalharaos.e conta-se com a
salvago da. carga, que material para o caminho
de ferro.
O primeiro rinha de Cardiff, i consigo.ac.ao dos
Sr. Chamico Filho & Silva.
O segundo vinha de Nieport, consignado ao
Sr. Coverley. O capitio d'este ultimo, est gra-
vemente ferido oa cabega, porque vindo aoleme
uma vaga de mar o alirou d'enconlro ao molioe-
to*
Durante a mar da noite atvou-ae o veame
dos navios naufragados. Hoje continuam as deli-
gencias para salvago da carga dos navioa logle-
zes.
[Commercio do Porto,)
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA & FILHO 1862.
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