Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09491


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Full Text
-


ilIO imin. BOMEBO 38.
Por tres mstdiantados 5J0C0
Por tres aezes veicidos 68000

OilTA FifiA 12 DE FEYEREIRO DE 1862.
Ptnnt adunia*"* i9|00O
Porte fraice fara t subscriptor
-MU
T^-
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexandrioo de Li-
ma ; Natal, o Sr. Aotonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga; Cear o Sr.
J. Jos de Oliveira; Maranho, o Sr. Joaquim
Uarqaes Rodrigues; Par, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Cosa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias as 9X horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
e sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
e Garanhuns as torgas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex nasquaitas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una,Barreiros
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHBMERIDES DO MEZ DE FBVEREIRO
6 Quarto crescente as 5 horas e 30 mioatos
manha.
14 La ebeia as 2 horas 25 rain tos da man.
21 Quarto mioguaote as 11 horas e 46 minutos
da manha.
28 La nova as2 horas e 8 minutos da manha;
PREAMAR DE UOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 54 minutos^da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S.[Escolstica v. ; S. Gnilherme d
11 Teres. Ss. Lzaro, Dativo e Clocero bb,
12 Quarts. S. Eulalia v; m.; S.Modesto.
13 Quinta. S, Gregorio 11 p.; S. Catharina y.
14 Sexta. S. Valeotim m.; S. Asiendo ab,
15 Sabbado. Ss. Faustino e Jovita mu.
16 Domingo. S. Porfirio m.;S. Samnel.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintal.
Relago: tergas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphSos: tercas e sextas s 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas e sextas ao mel
dia.
Segunda rara do cirel: qoartase aabbados i 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA 8UBSCRIPC0 DO SL
AlagOas, o Sr. Clandino Paldo Dias R>hi.
o fr. Jos Uartins Alrei; Rio de Janeiro o s
Joo Peroira Martins. r
EM PERNAMBUCO,
- Os proprletarios do puni Manoel tigueira da
Fina & Filho, na aaa livraria praca da Indepen-
dencia ni. 6 e 8.
PARTE OFFICUL.
60VERN0 DA PROVINCIA.
Expediente do da 8 de fevereiro
de 18GS
Officio ao brigadeiro commandanto das armas.
Queira V. S. mandar apresentar ao joiz mu-
nicipal da 2a vara desta cidade um soldado de
caTallaria para lear i diferentes freguezias a
correspondencia official para reunio do jury des-
te termo. Communicou-se ao juiz municipal.
Dito ao chele de polica.Respondo ao officio
de V. S. n. 1173 de 22 de novembro, ultimo, de-
ciarando-lhe que nao pode ser aceita, como in-
forma o inspector da thesouraria provincial em
data de hontem, a proposta feila por Jos Jero-
nymo Bastos, para o fornecimento de um fogo
de ferro, de que precisa a casa de detengo, visto
i* se ler resolvido que fosse elle manllacturado
naquelle estabelecimento, para o que ordenou-se
a entrega da quantia de 4009000 ao respectivo
administrador para compra dos materiaes e ou-
tros accessorios necessarios a esse fabrico.
Dito ao mesmo.Ordene V. S. ao subdelega-
do do 2o districto da freguezia da Boa-Vista que
recolha ao respectivo quartel a praca de cavila-
ra queserve-lhe de ordenanza.Communicou-
se ao brigadeiro commaodante das armas.
Dito a thesouraris de fazenda. Communico
V. S. que o paisano Joo Cancio da Silva, ad-
mitlido ao hospital militar no dia 4 do corrente
na qualidade de ajudsnte do eofermeiro, como
declarel V. S. em officio de 5, foi considerado
despedido oaquella data por nao tervoltado para
o estabelecimeoto, como icipou o brigadeiro
commaodante das armas era officio de 7 deste
siez.
Dito ao mesmo.Tendo o inspector do arsenal
do marinba, em virtude de ordem desta presi-
dencia, contraciado com Antonio Ribeiro Lopes,
capito da barca portugueza Flor da Slaia pela
uanlia de 50(000 ris a passagem para a citado
o Porto do carpioteiro Jos Martins Morim que
bavia sido engajado para o servico do mesmo
arsenal, recommendo V. S., em vista do que
soiicitou o mesmo inspector em olficio de hontem
sob n. 88, que mande entregar ao predito capi-
to a importancia de tal passagem, que devi-
da nos termos do contracto celebrado com o re-
ferido Morim.Communicou-se ao inspector do
arsenal de marioha.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar
assim fr necessario, eotudendo-se ao mesmo
tempo com ss autoridades locaes & semelhanls
respeitot
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Pelo seu oLio de 7 do correle fiquei inteirado
de ter ebegado na tarde do dia 6 i eslaco das
Cinco Ponas, meia hora depois da marcada na
tabella, o trem da estrada de ferro, bem como
haver partido da mesan estaco, tambera com
meia hora do atrazo, mas que na manha seguio-
ta ebegaram s horas do cosame os trens de pas-
sageiros e mercaduras, o que levsram a crer
Vmc, que se acha restabelecido definitivamente o
trafego da mesma estrada.
Dito acamara municipal do Cabo.A' vista do
que representou-me Francisco Pedro Advincula,
arrematante das obras dos reparos da respectiva
cadeia, recommendo cmara municipal da vil-
la do Cabo que mande retirar d'aqaelle edificio a
mobilia e utensilios perteocentes mesma, Qm
de se effectuarem os concertos de que precisa a
referida cadeia.Officiou-se tambera ao chefe de
polica para fazer remover os presos alli-exUten-
les para a casi de deleoco.
Dito cmara municipal do Limoeiro.Com a
inclusa copia da informaco do inspector de sa-
de publica, respondo ao officio que me dirigi a
cmara municipal da villa do Limoeiro em 21 de
Janeiro ultimo, cobrinlo o incluso requerimeoto
do Dr. em medicina Vicente Jeronymo Wander-
ley, que pedelicenca pira estabelecer urna boti-
ca sob sua direccao na mesma villa.
Po'taria.O presidente da provincia, tendo em
vista o que represeotou a cmara municipal do
Recie era officio de 3 do corrente, sob n. 9, re-
solve approvar provisoriamente o seguate artigo
de posturas:
Art. nico. A disposico do art. 9 das postu-
ras addicionaes de 10 de novembro de 1855, que
prohibe a ereaco de porcos dentro da cidade ti-
ca extensiva d'ora em diaote todos os povoados
das freguezias deste municipio; os infractores
soffrero a multa de 30$ e o dobro na reinci-
dencia.
Dita.O presidente da provincia tendo em vis-
ta o que requeren o Io escripturario da thesou-
raria provincial, Alexandre Americo de Caldas
Brando, resolve de conformidade com b artigo
Io da le o. 513 de 18 de junho do anno prximo
psssado, prorogar por mais seis raezes com veo-
cimeolos as liceocas que lhe foram concedidas
por portara de 31 julho e 18 de setembro do
mesmo aono, para tratar de sua sauda
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
pagar ao pharmaceutico Joaquim de Almeida >o que requereu Jesuioo Ferreirada Silva, alfa-
Pinto, como pede no incluso roquerimento do-
cumentado, a quantia de 825J800 ris, em que
importara as ambulancias por elle foroecidas de
urdem desta presidencis pata trataraeoto das
pessoas pobres accommettidas do cholera mor-
bus, era Iguarass, as cidades de Goianna e
Nazareth como se v das conlas juntas ao mes-
mo requerimento.
Dito ao mesmo.Respondeodo u officio de V.
S., datado de Io do corrente e sob o. 78, tenho
a dizer que em vista das razdes expostas pelo
engenheiro Martineau ns informaco junta por
copia mande pagar de conformidade cora as or-
dena anteriores a importancia das duas presta-
rles dovidas sos empreiteiros da ponte de ferro
sobre o rio Cipibaribe entre os bairros de Santo
Antonio e o da Boa-Vista.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia.Pelo seu officio de 6 do correte fico intei-
rado de haver V. S. reaasumido oaquella data o
cargo de provedor da Santa Casa da Misericordia.
Dito ao inspector do arsenal de marinba.
Mande V. S. apresentar hoje junto ao caes de 22
res reformado da guarda nacional deste munici-
pio, resolve conceder-Ule seis mezes de licenca
para tratar da sua saude, na Europa.
Expediente do secretario 4o go-
verno.
Officio do juiz dedireito do Limoeiro.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia, manda aocusar re-
cebido o officio de 4 do corrente em que V. S.
participou ter adiado a 2* sesio do jury dessa
comarca para o dia 28 de abril por causa de nao
ter comparecido juizes de factos sufficentes.
Despachos do dia 8 de fe vereiro.
Requerimentos.
Padre Antonio Eustaquio Alves da Silva.J
se provideociou como conviuha.
Alexandre Americo de Caldas Brando.Passe
portara concedende a licenca requerida.
Ernesto Alves Pacheco.Infern o Sr. director
geral da instrueco publica.
Jos Augusto de Araujo.Compareca o aup-
de Novembro urna lancha equipada para trans- plicante a nova prnga annunciada para 13 do cor
portar varios objectos, que o director do arsenal
de guerra tem de remetter para o hospital de Ca-
ridade.Communicou-se ao director do arseoal
de guerra.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Nos termos de sua informaco de hontem, sob o.
70, mande V. S. pagar a quantia de530j200 rs.,
em que, segundo a conli que devolvo, importara
asdespezas feitis com o sustento dos presos po-
bres da cadeia do Limoeiro nos mezes de outu-
bro dezembro do anno prximo passado ; de-
vendo essa quantia ser entregue do foroecedor dos
meamos presos, Joo Jos Ferreira de Mello, ou
a pessos por elle autorisida conforme requisitou
o ebefe de polica em officio o. 66 de 16 de Ja-
neiro ultimo.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao commaodante do corpo de polica.A
vista da informaco do Dr. chefe de polica de 31
de Janeiro prximo lindo, e da de V. S. de hon-
tem datado, autoriso-o a excluir do corpo sob seu
commando o guarda da scelo urbana Joo Bap-
tista do Nascimeoto, que devera ser substituido
pelo paizano Manoel Pedro da Silva.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao director geral da iostruccao publica
Mande Vmc. admittir no collegio das orphas, na
primeira vaga que se der. a menor Donata Qlha
de Maris Joaquina da Cooceico, a que se refere
a sua informaco datada de 10 de Janeiro ultimo,
sob o. 10.
Dito ao mesmo.Emita Vmc. o seu parecer a-
cerca da conveniencia do casamento da orpha
Severina Diogo, para o que pede pela licenja
Diogo Jos da Costa, como se v dosinclusos pa-
pis que me sero devolvidos.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. entregar ao provedor da Santa Casa de Mi-
sericordia duas palilas para o servico do hospi-
tal de caridade.Communicou-se ao provedor da
Santa Casa.
Dito ao director das obras publicas. Mande
Vmc. fazer com urgencia um pequeo concert
na ponte velha do Recife, que segundo publicara
o Diario de l'ernambuco e Jornal do Recife de
hoje, est com urea grande abertura, que offerece
perigo aos que por all transitam.
Dito ao mesmo.De conformidade com o offi-
cio do delegado do termo de Pao d'Alho, constan-
te da copia junta, mande Vmc. tazer os concertos
o limpeza de que necessita a cadeia daquella vil-
la. Comraunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao juiz municipal do Brejo.Com o offi-
cio de Vmc, datado de 27 de novembro ultimo,
recebi o requerimeoto de Leonilo deOlveira Mel-
lo, em que pede a S. M. o Imperador a serven-
ta vitalicia dos officios de partidor e contador
desse termo, nao podendo ter elle conveniente
destino por nao declarar Vmc. se esse o nico
pretndeme aos referidos officios, cumpre que o
faca quinto antes ; lembraodo-ihe por esta oc-
casio que por portara de 5 de agosto do anno
prximo passado nomeei provisoriamente para os
de partidor e distribuidor S Aotonio Prescitiano
Ferreira Patriota, que soiicitou o respectivo titu-
lo em data de 21 de outubro ultimo.
Dito ao vigario da freguezia de Bezrros.
Respondo o seu officio de 3 *este mez, commu-
nicando-lhe que se desenvolver nessa freguezia
urna enfermidade com os symptomasde cholera
morbos, de que haviam j fallecido cinco pes-
soas, dizendo-lhe que nesta data enro a lhe ser
entregue urna ambulancia surtida, e duas pecas
de bata de que Vmc. far uso, soccorrendo com
solicirude e interesse os desvalidos, e aconse-
lhando naapplicaco dos remedios com algumas
pessoas para isso habilitadas, que ahi se poisa
-encontrar. r
Vmc. me communicar frequentemente oque
for occorrendo acerca do progresao da epidemia
anca de fazer seguir para ahi um facultativo se*
rente.
Lourenco, Africano livre.Requeira ao gover-
no imperial.
Manoel Joaquim de Souza.Passe portara
concedendo dous mezes de licenca com venci-
mentos.
Mara Joaquina da ConceiQo.Eupedio-se or-
dem no sentido que requer.
Tboraaz de Brrelo Lins de Barros. Informe
o Sr. director geral da ia-strueco publica.
Zeferioo Rodolfo Delgado de Borba.Opportu-
namente sero aproveilados os servicos do sup-
plicante se forem necessarios.
EXTERIOR.
A cansa italiana e o P. Passaglia.
Sua eminencia o cardeal Matheju*, arcebispo
de Besancon, acaba de publicar sob este titulo
urna refutaco do advogado (autor) da causa ita-
liana.
E' urna resposta viva, clara e precisa, que nao
deixa passar argumento algura falso, e que faz
justica a tolos os sophismaseapparenleerudicco
o do grande lheologf>, oo esquecendo mostrar de
passagem a negra iogralido de alguns desses pa-
dres apostatas, quo se rojam aos ps da revolucao
para nella a juntar a lama com que cobremseu pai
e bemfeitor.
Monsenhor Malheus consagrou ao prefacio do
traductor francez algumas paginas que recom-
mendamos as meditares deM. Greoier, do Con$-
tilucional; M. Greoier poder tirar proveito del-
tas, e nao ser muito para elle a para o traductor
se ambos se ajuntarem para soccorrerem ao infeliz
autor, tao rudemente guiado como elles.
fiis como monsenhor Malheus da a conhecer a
ingratido do P. Passaglia :
Lastimo que o proprio traductor mostre-me
no P. Passaglia um grande defeito, o da ingrati-
do. Realmente, elle assegura que o P. Passa-
glia foi o intimo conselheiro de PioIX.possuiosua
coQanca, tomou parle nos segredos do seu p'en-
samento e do seu coraco e delle receben multi-
plicados e preciosos Biguaes de amisade. E
nessa situaco que o P. Passaglia levanta contra
seu chefe espiritual, seu soberano e bemfeitor o
estandarte da rovolta 1 Vos firmis era que sua
voz s poderia ser suspeiti de parcialidade em
favor do papa no conflicto que suscitou-se entre
a corte de Roma e a independencia da Italia ; e
de tomar elle o partido contrario, concluio, em
favor da obra, e nao vedes que marcis o seu au-
tor na fronte como o estigma d'iofamia. Qae I
o.conselheiro intimo, o amigo do coraco que
possue todos os seus segredos, que vem-se cons-
tituir em adversario, reprovador ioimigo I Em
vao dizeisque sem despojar a veoeraco, o re-
coohecimenlo e a felicidade, com os olhos ni-
camente Qxns em seu dever e a alma tocada das
provas da igreja e da Italia, o P. Passaglia expri-
mi seus aentimentos com um nobre desdem de
todos os perigo'i. Elle nao tioha que correr pe-
rigos pela sua pessoa, bem o sabia, e o que Cue-
ra a prova disto. Chamado Roma por causa
senca, representares francas e sinceras. Porm
confiar tudo ao publico, a Europa eao mundo in-
teiro, o mais simples sentimento de honra, se elle
o livesse em seu coraco, nao o teria permittido.
Se ha devores geraes que obrigam, nao o fazem
em todas ss circumstancias ; deste modo o dever
da familia dispensa o filho de ofender o pai, o
dever do aegredo impede o ministro privado de
suas funecoes de encelar a este respeito o exame
e a diseusso com outro qualquer quanoseja
seu principe ; assim o dever da conveniencia
isempta o obsequiado de levantar-se contra seu
bemfeitor.
o 0 P. Passaglia tioha de camprir lodos esses
deveres, e no entretanto elle se havia isemptado
dlles para levar, oo a luz, porm a tocha e o
incendio na questo presente. Por ventura aera
isto proprio de um homem honrado, de um co-
raco sem rancor nem vioganca, e de urna alma
reconheeida 1
cDeixo as pessoas rectas e de boa seoso o cui-
dado de me respooderem >.
O cardeal Matheus, di.-igindo-se ao traductor,
deslre de urna vez esta ridicula utopia, que con-
siste em defender a independencia do papa, des-
truindo assim o que existe, sem substituir por al-
guma cousa seria.
Depois de se ter esfuresdo, diz elle, a com-
bater de morte o poder temporal como dogma,
etergaoho a este respeito ums fcil victoria,
nosso traductor se acha um tanto embarazado pe-
lo que toca a independencia do papa. Se viesse
na idade media, teria sido o mais altivo campeo
do poder temporal; viveodo do espirito de sen
seclo, acha inleirameote superfino deliberarse
o papa conservar ou oo seu poder ; porm a
independencia para elle urna cousa sagrada, e
quer absolutamente que a assegurem. Elle o
querde tal forma que, no caso de que o poder
temporal formasse a nica salvaguarda desta in-
dependencia, julga que seria para o mundo ca-
tholico urna obriga;o essencial manter o poder
temporal.
< Isto grave, e nos mesmos nao poderiamos
exprimir .nossos pensamentos em termos mais
preciosos ; porm o traductor que parece anima-
do de urna completa coofianca pelos Italianos,
nao pode crer que se o papado coodescende cora
eeu desejo, descansa sobre sua f, e se, por ou-
tra parte, o catbolicismo inteiro combloa um sys-
lema de garantas, ese presta cauco disto, oo
se pode crer que nao se consiga fundir esta in-
dependencia sobre urna base solida.
Exlranha illuso aquella que quer substituir
um systema simples e claro, coormado porse-
culoi e pelo uso, um systema de garantas mul-
tiplicadas, e que so enfraquecem por suas com-
plicarles reciprocas ; systema que s subsistira
sobre o papel, que estarla a cada instante em pe-
rigo de ser quebrantado, e que cortamente nao
dorara seis mezes sem ser destruido da maoei*
ra mais completa pela parte ioteresssda na absorp-
cao do poder temporal. Este, vendo elevar-sa a
seu lado a grande figura do papado queatcaoca-
ria todas as homeoageos, e tolos os respeilos,
oo poderia viver a sua sombra, e algaria o braco
para abate-lo e torna-lo aujeito, at em suas sa-
gradas funecoes. Se o mundo indignado se re-
voltease, seriam precisas novas expedi;es, e des-
pezas para voltar ao poder temporal, ou para ser
a independencia apenas res'.abelecida.desappare-
cer de novo no mesmo abismo, e pela mesma
causa .
Desojaramos agora poler reproduzir toda io-
teirs a analyse feila brochura de M. Passaglia,
pelo cardeal Matheus. Nao subsiste nada mais
desta brochura, j to completamente aniquila-
da por monsenhor o bispo de Quimper, a falsa
bumiidade do ex-jesuita, sua falsa erudico, a
pouca lealdade das citicdes que elle desperdiga,
a fraqueza e mediocridade de seus argumentos, a
perfidia de seus sophismas, a estudada obscuri-
dade de seus racioetnios, tudo ahi demonstrado
com urna admiravel clareza, e Implacavel lgica.
Roproduzimos as ultimas paginas, nss quaes o
eminente cardeal oceupa-se da famoza formula da
igreja livre, pelo estado livre, e manifesta toda a
ingratido de que um ouiro padre, Liverani,
compaoheiro de infamia de M. Passaglia, toruou-
se culpado a respeito de Po IX. J se disse, e
se repetir anda que, na causa actual, s se de-
ve dar attenco aos argumentos, e nao as pes-
soas : esta urna coocesso que temos direito de
recusar a nossos advenirlos ; respondemos aos
seus argumentos, e mostramos a fraqueza delles,
porm oo indifierente mostrar ao mesmo tem-
po quaes sio os padres cuja rebellio euche de
alegra aos inimigos da igreja. Os argumentos
dos Liverani, e Passaglia, bem fracos por sua
natureza, parecera anda mais fracos quaodo se
conhecem aquelles que os pozeram em pratica.
Por mais que se faca, a autoridade do escriptor
influe alguma cousa na importancia de urna obra;
nossos adversarios o reconhecem : pois que fazem
tanto barolho pelas desgranadas fadigas que lhes
eobrevem ; temos muito direito de mostrar que
erram em arrogaren) isto a si.
J. Chanbret.
Eis o fim da brochura de sua eminencia o car-
deal Matheus :
< Estamos agora no ultimo e msis importante ;
pois que diz respeito nicamente a igreja e seu
sagrado ministerio ; i a igreja livre no estado
livre ;_ muitas patavras e pouco resultado, por
que nao se v de modo nenhum como, na prati-
ca poderia essa utopia realizar-se.
O P. Passaglia empreg* urna palavra bastante
uloquente para converter a sua opinio os bispos
e o soberano pontfice. Nao de elocuencia que
elle precisa, de razio ; e o negocio, debaixo
deste ponto de vists, to impossivel que se per-
de em digressOes e oo allinge de forma algu-
ma a questo.
Nada mais insignificante que o que elle es-
creve a este respeito ; ora dizendo, como S. A-
gostioho, que o amor nao pode estar ioactivo,
como se se trataste de fazer aqu, pelo amor de
Daus, o sacrificio da Independencia da igreja ;
ora dizendo que os bispos s illudem e nao po-
dem crer que a independencia sagrada subsistir
com a perda do poder pontificio. Mas nunca
houve bispo que dissesse ou pensasse que, sup-
posta esta perda, haveria mais independencia na
igreja. Haver sempre a independencia que sub-
siste na alma, o fogo sagrado que nao pode ser
encadeado o raio de luz que penetra as mais es-
pessas trovas : isto cetto porque necessario a
igreja, e se todo o poler vtesse cahir ao redor
della, ve-la-hiam .anda, filha docu, appoiar-se
sobre a cruz, e continuar com ella sua peregrina-
co. Porm a V6rdadeira questo nao est aqui;
est completamente na pratica, e prudencia. Pois
que nao se quer tornar, ao menos na apparei-
ca, perseguidor da igreja ; j que a querem li-
vre, como lhe asseguram a sua liberdade? Por
tratados ? Porm tem-se visto, oeste seculo so-
das essas bellss palavras que s tem som, e que saglia pretende que o papa, dando impulso aos
de nada valen ? bispos afasta-so do camioho de Jess Chrislo e
Para mostrar que esta proposicio pode ler fun- da igreja, e que looge de retirar as populacoes
lamento sena preciso que o P. Passaglia formu- italianas do schisma, leva-as para abi com urna
lasse claramente os tarmos, o que nao se achara obsti nacao sem nome, einflexibilidadesem ius-
era parle alguma de sua brochura. O mais claro tica.
de tudo o qua elle diz. e a nica palavra pratica, I c Roma oo mais, segundo a opinio deste
a necessidade de Po IX renunciar, pelo inte- padre, nem o boulevard da verdadera cidadella
resse da igreja eda socledade, a todo o cuidado da justica, nem a gloria do povo chfislo e seu
poltico pelo que diz respeito ao governo dos es- abrigo ; um estado onde domina o temporal,
lados romanos, para acceilar immediatamente onde elle reina, onde s ha vistas para elle
um outro bem equivalente e de maior impor- Dahi a repulso de Roma como centroidos cos-
lancia. Po IX tem agora estes dous bens. a in- turnes, da disciplina eda f, bem depresss nao
dependencia e o poder o esforco do P. Passa- haver mais que um passo
glia coostste era dizer-lhe que sacrifique o poder c O prelado Liverani ataca-a sob urna outra
e_ conserve a independencia, que ser apoiada conformidade, sooshomoes que a conduzem. aos
nao se sabe por quera, nem porque. Elle em- differentes degros da escada hierarchica, que
prega depois frazes banaes sobre o livre arbitrio.' elle toma a parte, que entrega a vergonha e a ia-
sobre a magestade, grandeza, honra, e gloria do oomioia, a eomecar pelo proprio papa I Quera
P ,,,.rfk 5 :. offerece somente este prelado Liverani ? Um privilegiadolde Pi
.T I?> lJ? ?6, Pal".r" ;por V O"""" IX tanto ou mais do que o P. Passaglia ; descen-
8 f^.7Plet!meDte :, 2aem the. ",e8f* | dente de urna familia obscura, queaprendeu com
sua liberdade ? Atormentado por esta pergunta | o P. Baltelli, familiar do cardeal Mastai, ento
o P. Passaglia recorro as distingues que nao sao bispo delmola, este bom cardeal tomou-lhe af-
um mel bastante luminoso em um negocio que feico e mandou-o estudar. em 1832. na acade-
exigina tanta claresa. Disse que a \ palavra li- mii dos nobres eeclesiasticos. em Roma, depois
nbem o direito e o jfeio | de o ter feito receber, e a sua familia no patri-
re-
podar de fazer e ter unta cousa com d facilidade
de fazer e ter urna cousa que encontra poucos ou
nenhuns obstculos.
Accrescenta queiesta dupla signifleagao da pala-
vra liberdade confirmada pela linguagem usual.
Peco-lhe perdo, porm nao comprehendo abso-
lutamente sua distineco nem sua definido,
verdade que oo se falla assim. Por veolura se
se quizesse fazer urna cousa que offerece obst-
culos, poder-se-hia deixar de faze-la ? E' aqui
precisamente o tacto que destra a these que
prope agora o P. Passaglia, de que a liberdade
poltica oo de forma alguma oecessaria oo til
para impedir o enfraquecimento ou destruico
da liberdade espiritual do papa, que consiste em
ligar, e desligar, em confirmar seus irmos na
f, e em apascentar o rebaoho. Os catholicos
admiltem todos estes poderes, portanto todos
estes poderes .ero sempre confiados ao sobera-
no pontfice, e nao soffrero eclipse da destrui-
co de sua autoridade temporal. Porm, meu
padre, nao pensaes no que dizeis I Se se trata
de excommuugar, por um fado grave contra a
disciplina ou costumes, talvez mesmo contra a
f, o soberano que reina em lugar do papa, e
sob a egide do qual vos o collocais, julgais por
veotura que o pontifico ter a masma liberdade,
para faze-lo estando sob seu domioio, como go-
zaolo do siu poder iodepeodenle ? Nao vou
mesmo to longe. O papa nao sendo mais so-
berano temporal, nao ter tribunaes, nem admi-
nistracoes, nem postas. Se elle esliver em re-
lacio com paizes suspeitos ao novo principe,
quem impedir a este de deter em camioho sua
correspondencia activa o passiva, tomar conhe-
cimenio della, aequettra-la e impedir a execu-
go de suas ordeos ? Seria uuiaenormidade, di-
ciado de Sioigaglia, para se cooformar
gra do estabelecimeoto.
Liverani, durante o tempo que estere na aca-
demia, entreteve urna correspondencia filial com
o seu bemfeitor, que sendo papa, o fez ficar em
Roma, como conego de Santa Mara in via lata,
depois de Santa Maria Maior, e depois como pre-
lado, a pedido pessoal de Liverani.
a Este, tem a iogeouidade de dizer que, depois
deste lempo, ouoca mais pedio nem desejou na-
da, a nao ser o anditorato de Rota pela provin-
cia de Ravenoa, aionda mais para fazer honra a
seu paiz, que sua propria sstisfaco.
Sua postulaco para este lugar, nao sendo
bem succedidida, nomeiaram-no protonotario
participante, o que lhe pareceu pouca cousa,
anda que eeclesiasticos de boa familia so coosi-
derem muito honrados com o que desdenhou
o obscuro estudaote de Cistel-Boloynese. En-
trou ento no numero dos descontentes, demit-
tio-se de sua coodico de prelado, eoceupou-se
somente em suas fuoccoes de conego, de Santa
Maria Msior.
Ahi, elle seapreseota, como leudo arruina-
do a saude sbreos linos, oo meio de privacoes
e aoffrimeotos de toda a especie, que elle, sem
duvida, soffria voluntariamente, como um peoi-
leute recolhido, porque seu canonicato fornecia-
lhe com que prover abundantemente as suas ne-
cessidades. Porm um traco muito singular
deste retrato pintado por elle mesmo, o por na
ordem de suas tribuales a visinhanca de um
quartel militar francez, collocado no canonicato
de Santa Maria Maior, onde o ruido das trombe-
tas e dos tambores vinham distrahi-lo de sua so-
lideo.
Se esta soliuo llia eslava eocarregadae mo-
ris, que ouoca ser permiltida. Sa vos respoo- lestava-o, como nao partecipou elle volunlaria-
dessem que j se tem commettido outras muitas?
Oque ser maior enormidade, apoderar-se da
urna carta ou de urna cidade? Se, com todo
desejo que sa tem de unificar a Italia e com toda
a necessidade que se deveria ter da cooduzir
para ahi os bispos por meio de procedimentos de
braodura, foram tratadas to mal, cativando-os
sob o jugo de prescripedes mioisleriaes, que ma-
nifestamenle estorvavam seu sacerdocio, porque
razo seriam mais generosos com o papa, se um
interessa .poltico exigisse Ique se tizesse para
com elle o que se tem praticado para com os
bispos ? Vedes por tanto, meu padre, que a
difficuldade mais seria do que o julgavei3 a
principio
mente aos bons francezas que protegendo seu
pai e seu bemfeitor, vinham divertir seu retiro
com seus exereiciose suas msicas?
S. Semeo Stelilla sobre saa columna dava
excelentes e caridosos conselhos a todos aquel-
les que vinham procura-lo, at aos guerreiros ;
e se o prelado Liverani eslava inspirado pelo
seu espirito deveria achar algumas palavras ama
veise pledosas para dizer a estes excellentes mli-
tares, que fazem tao pouco rumor em seu quartel,
como fazem muito, e nobremente, sobre o cam-
po de balelba.
Espirito atrabiliario, maligno, iolratavel, o
conego Liverani s sabe derramar fel sobre tudo
o que o rodeia, elle confunde Pi IX seu bem-
Apezar das nurens com que gosta de envolver- feitor, depois de ter comegado pelos mais ama-
== o_P. Passaglia, elle vio a objeceo, e proteo- veis protestos de recoohecimeoto ; falla depois
atado de modo neohum. Pri- sobre sua casa particular, sobra seus prelados do-
meiramente elle perguota de um molo claro e
luscioto qual a facilidade que o pontifico re-
clama no cumprimento das funecoes de seu mi-
nisterio. Ser para dizer que tudo deve ir a sua
satisfaco, e que todos esto obrigados a con-
tribuir para sua felicidade ? Porm tudo est em
opposiQo com os orculos de Jess Christo, e
com os exemplos da historia. A igreja, oeste
muodo deve percorrer um camioho penoso e
suiteotar urna rude guerra. Francamente, meu
padre, quem leve nunca a pretengode isemptar
o soberano pontfice de todo o trabalho e de (oda
a difficuldade ? o mais nobre principe tem as
suas, Nao se trata da forma alguma deste curso
das cousas humanas, que se complici de tantos
mesticos, que offende com seus gracejse ata-
ques odiosos. Nao poupa os cardeaes, nem mes-
mo os mais veneraveis, os empregados da ad-
ministraco, o clero de Roma, que segundo sua
opioio, nao mais que um receptculo onde se
acham todos os vicios.
Felizmente para a igreja, este quadro oo
verdadeiro ; lodos aquelles que tem estado em
Roma e que procedem com-cuidado oo exame
das cousas e das pessoas, nao tem encontrado
nenhuma dessas enormidades que enchem a obra
do prelado Liverani; elle tem procurado alean-
car o lira que deseja com as pessoas simples e
crdulas, que oo procuraodo levantar a masca-
ra que cobre o autor, pensam que um prelado
embaracos ; trata-so nicamente desta facilida- ; romano s pode dizer a verdade a respeito de
de ordinaria que todo poder deve procurar para Roma. Porem este prelado retira-se para os
assegurar seus actos, de sorte que, por sua admi-1 estados piemontezes, onde acha asylo e soscorro,
oistraco habiliral, esobre tudo as circums- j porque ha deste lado um inleresse immenso em
tancias graves, delicadas, e necessarias, nofi-jforcar a soluco da quesio romana, e por-
que impedido de proceder como o pede o bem que os ataques moraes podero ahi contribuir
S""". chegou, e fallou ao cardeal pro-, bre tudo, os tratados s obrigarem
felo do catalogo com a altivez e arrogancia que^
se v do resultado dessa conferencia que termioa
o volme. Anda mais, poude subtrair-se a toda
a pesquiza, e relrar-se sem difficuldade doi es-
tados pontificios, para aquelles que esto sob o
dominio piemontez. Nao preciso pressa em fa-
zer della um martyr: porm nHo se pode impellir
de faze-lo parecer o que elle um ingrato.
0 cidado inflammado pelo seu dever, como o
pretende o traductor, o fervoroso calholico, como
elle o chama;deveria seguir outro camioho : diri-
gir ao papa.de viva voz.ou por eacripto no caso de
estar looge e nao poder comparecer em sua pre-
pontfice, que a elles se mostrara fiel; viram-
nos despedajidos, despresados, e postos de lado
por aquelles que os tioham contratado. Quem
pode assegurar que o novo tratado da liberdade
da igreja ser mais fielmente observado e manti-
do ? Fsro um novo pacto, estatuto ou consli-
luico, saneciooada pelos poderes do estado ?
Porm, como o proprio P. Passiglia dizia-o a
pouco, oo ha nada que oo possa ser mudado
em| urna declararlo e al n'um acto muito so-
lemne.
Ser pois admiravel qae os bispos e o papa
nao se deisem engaar, e que desconem de to-
de seu cargo
Ha oada mais indispenssvel do que urna li-
berdade ou facilidade deste genero ?
Acha-se no fim desla obra urna outra pro-
posico do P, Passaglia : que a liberdade do
ministerio apostlico nao poderia estar em pe-
rigo, se o pontifico se achar como cidado, sub-
metlido ao principe de instituico humana. Por
tanto o P. Passaglia acceila ver o soberano pon-
tfice sujeito aos tribunaes da trra, e, como sua
proposico geral, o papa poderia ahi ser cita-
do pelo menor delicio, como pelo maior, pelo
mais ridiculo inleresse, como pelo mais consi-
deravel.
O P. Passaglia nao receia diante dessas conse-
quencias, e diz claramente que, comtaoto qde
a liberdade do pontfice fique salva pelo que diz
respeito ao culto sagrado, muito simples que
fique sujeito no mais. Bem I o que o senti-
mento catbolico nunca admillir ; at o ^ue
repugnara ao sentimento das confirmaces sepa-
radas ; preciso que o P. Passaglia tenha anda-
do em grande camioho em pouco tempo para se
achar a sua vonlade com urna seraelhanle conse-
quencla.
Emquanlo ao mais, para a liberdade ecclesias-
tica, elle volla sempre sua panacea de urna
lei inviolavel que aaocciooaria a neccessidade,
para o estado o para a igreja, de gosar urna
igual liberdade no limite de suas altribuices.
Porm esta lei aioda nao est feita, anda nao se
encontrou no parlamento que deve estabelece-la,
e pdo-se dizer, sem receio de engaar-se, que
custar-sa-hia anda mais a|achar o priocipe que
a executasse exactamente em seus menores de-
talhes.
< eiumo.-Tal a obra do P. Passaglia, ana-
lysadacom constante Qdelidade, e que moslra as
aberracoes, as quaes conduz o espirito de par-
tido.
< Nao se pode deixar de notar urna grave coin-
cidencia entre dous factos que se produziram
quasi oa mesma poca : a obra doP. Pwsaglia
e a do prelado Liveraoi.
A igreja romaoa foi, oesses ltimos lempos,
atacada de urna maoeira furiosa em seu tempo-
ral ; elle foi-lhe subtrahido em grande parle, da
maneira odiosa que sabe, o ella vio-se obrigada a
implorar o soccorro de seus filhs para pagar o
que ha de mais sagrado, as dividas e os encar-
gos do estado, para o que nao sao mais suffi-
centes suas provincias diminuidas; mas em sua
miseria, conservou ao menos duas cousas : a
honra da f, o ama repatacao intseta.
lis que apparecem dous oovos adversarios
para lho arrebataran! estes doqi bem. O P. Pas-
taoto e mais que oa militares, o que a p'rivaQo
Qnanceira.
c-Ers pois o soberano pontfice rodeiado de
dous judas : um que se ajoelha, fore-o oa fron-
te sobre sua coroade espinos, ediz-lhe : Ade-
vlnna quem te ferio, oh I Christo, porque sedi-
zem que fui eu, illudem-te; eu s quiz honrar-
te, entregar-te o leu manto de purpura meos ig-
nominioso e a coroa meaos doloross, tirsodo-
lhe os cuidados do poder. O outro, como Hero-
des, zomba do ioooceote coberto de urna toga
branca toroa-o a mandar ao goveroador, para
fazer pazei com elle, cuja seoteoca que oo tar-
dar a ser pronuociada, elle applaudtr.
< Taes sao os dous campeoes da causa italiao-
oa I M causa, mos clientes e moa advoga-
dos
(a/onde.Emilia Luna.)
Talvez que nunca nos mostrassemos mais zelo-
sos pelos direitos da lei ; reclamamos urna sub-
misso, e um respeito absoluto a lei; tudo deve
nclinar-se ante ella ; duvidar de aua exceilencia
e duculi-la seria um crime. Entretanto, pegun-
tarnos, est o respeito da lei, profuodamtnte sta-
belocido as consciencias ? O povo teme a forca
que irapoe a lei. mas ella para os povos objec-
to de verdadeiro respeito?... Nada boje mais
difficil do que persuadir s massas de que a lei
um laco para as consciencias ; quando muito ellas
o admitiera qanto a lei de Deus, onde os progres-
sos de urna pretendida civilisaco oo lhes tem
feito perder de vista a existencia de urna legis-
lado divina; mas nao podem pensar da mesma
forma a respeito da que chamara lei dos homens.
Em verdade, oo e porque quramos diminuir
o respeito que se deve as leis civls e polticas, e
enfraquecr sua autoridade: pelo contrario de-
ploramos o arrefeclmeoto desse respeito ea fra-
queza dessa autoridade por ser um dos presagios
msis desagradareis de nosso tempo, e urna das
causas mais funestas das desordens que abalam
a sociedade at os mais profundos alicorees. Mas
devomos censurar por isso os povos? Sao elles
os verdadiros culpados? o se esto em erro re-
cusando respeitar a lei, que feita pelos homens
o para os interesses temporaes. sua inteiramea-
te a falta?.
Tem-se-lhes dito que a lei alhelsla; dau-se-
Ihes o anda se lhes d o espectculo de legisla-
coes em que de forma alguma le atteode i mais
conhecidas e manifestas leis de Deus; empregam
lodo o cuidado aura de que s sa veja n'ellis a
aeco do homem ; a ana, maior preaoccupacSo
eitabeleeerp.ma sepajaeja ca ? mili tonga en-1 citnciM ?,,
" "" cou""POMrisi o eternas, entre r de-
veres da rel.giao o os da eidade.entre os queatoda
.,eemKqQe pe/leD5a 8 Deas, oo que taoto
KrT.,,. "T 'J^P0"1: 'emom de tal forma
lT*tJ\ab0T*m',motea,1'01'1 o espiritual
nn.1a9. Igr?a' (Jue 8em ""> embaraco-
urn?.?T..m de lu como 8e nSo hoveesem
urna autoridade que do proprio Deut recebe, o
direito e dever de intimar o interpretar aobera- -
mente toda le divina ; o, quanta. vezes" em
mais do um paiz. nao foi a lei feita de proposito
para affligir, sujeitar. o contrariar essa autoridade
a primeira de todas ?
A lei sem duvida em laco moral quo allin-
ge as almas e.pronde as consciencias : mas para
atlingir aquellas e prender estas absolutamen-
te necessario que emane de urna autoridade que
tenha a precisa capacidadede attingir as almas e
prender as consciencias : o effeito nao podo ser
mais efficaz do que a causa ; assim se o legisla-
dor nao tem poder algara sobro as almas o In-
capaz de locar a consciencia, nao pode dar lei
a virtude de attingi-las e prende-las.
Ora, qual a autoridade que tem o poder de im-
por-se as almas e fazer-se s limas o fazer-se
respeitar pelas consciencias ? Quem que v&
peritamente no meio das trovas, conhece o qae
ninguem sabe, l o que se passa as almas, pres-
cruta os segredos dos corsQdes, penetra no inti-
mo dos consciencias, e etl livre das resistencias
da torca e das astucias da fraude t
Certamente contestam-se mullos direitos de
ueus, e pratendem chamar a si urna grande par-
te de seu dominio; mas a|rbzar de todos os nos-
sos progressos, o orgulho do homem, por mais
extraordinario que seja, nunca ousou usurpar
esse altnbulo da diviodade.
A lei nao pode portanto sar somente trabalho
do lionera, nao pode simplemente emaoar do
autoridade humana, nem ser paramente a expres-
sao de sua vonlade ; absolutamente necessario
que venha de Daus 5 que, de ulna maneira mais
u ,.meog directa, se prenda a sua vontade
u ella dimane mais ou.menos immediatamenta.
Alera 'isso, s Deus, creador e redemptor do
hornera, tem o direito de prdscrover limites a aua.
liberdade e sujeitar-lhe o exercicio. .
Os homens, iguaes por natureza, f pam lar
politicamente subordinados uns aos otro* gm.
virtude da vonlade d'aquelle que tem sobro elles
urna autoridade absoluta, quer como scu&or
redemptor, quer por causada exceilencia oSfepe-
noridade iocommuoicavel de sua natureza. Essa.
subordinago, oo pode provir da forca, tantas
vezes separada do direito, e qae alera o'isso
pode destruir, mas Lno aubmetler; nem da
excelleocia das qualidades, to movel o difficil
de reconhecer ; nem do contracto e consenti-
mento obtdo por meio de votos e suffragios.ttu-
los sem valor algura, quando se oo apoiam so-
bre um principio superior, urna vootade sobera-
os por si mesma. que imponha o dever de res-
peitar a palavra dada o a f jurada.
Os proprios pagaos reconheceram tambera que a
le devia vr de Deus, e fioalmeote que s poda
vir d'elle. Assim, na antiga China, Confucio
ensioa que as leis ao decretos do co.
Foi elle que estabeleceu a dstioeco dos do-
veres, dos estados, das ceremonias; ... emfim
todas as funecoes publicas sao commistea ce-
lestes.
Na douta Grecia, Plato proclama que Dous
e nao o homem que eslabeleoa a legialacao. Por
consequencia, a ordem que o legislador humaoofi
deve seguir o prescrever a todos subordinar aa^
cousas humaoas as divinas, e oslas indiligen-
cia soberana.
Na Ilustrada e poderosa Roma, Cicero afirma
que para estabelecer e direito, deve-se remontar
essa lei soberana, que ji existia aotes de ser es-
cripia qualquer outra lei, e fuodada cidade algu-
ma. Para isso conseguir, preciso primera-
mente crer que a natureza toda governadi pela
Divina providencia. Em outra parte elle diz :
Vejo que o peosameoto doa sabios era que a lei
oo invenco do espirito do homem, nem or-
denanza dos povos, mas alguma cousa de eterno
que rege todo o universo por meio de preceitos
e prohibicoes cheios de sabedoria.
E' por Isso que elles dizem que essa lei primei-
ra o nica o proprio juizo de Deus, que tudo
regula segundo a razo, e d'ella que vem essa
que os deuses deram ao genero humano.
Eitamos, accresceota elle, costamados desde
a infancia a chamar aa leis ordenaocas dos ho-
mens ; mas, quando asaim fallamos, devomos
sempre ter em memoria que os preceitos e pro-
hibicoes dos povos oo tem a forca de obrigsr i
se praticar o bem o evitar o mal: essa forca
mais aoliga que todas as nacOes e cidades, da
mesma idade que esse Deus que sustenta e rege
o co o a Ierra.
A verdadeiro lei, diz elle anda, a justa razo
de conformidade com a natureza, lei espalhada,
por todo genero humano, lei constante e eterna
que chama ao dever e desvia do mal por seus
preceitos o prohibicoes, e que, quer prohiba,
quer ordene, sempre ouvida pelos bons e des-
piezada pelos mos.
Substituir essa lei por oulra uma impiedade;
oo permetlido derogar d'ella souza alguma e
muito meos abroga-la. D'essa lei nao podemos
ser desligados nem pelo sanado, nam pelo po-
vo. Ella nao precisa de outro interprete, quo a
explique; nao haver urna lei em Roma, outro
em Alhenas, urna hoje, outro amanha ; mas urna
mesma lei, eterna o mmutavel reger todos os
povos, em lodos os lempos, o Aquelle, que pro-
duzio, maoifettou epromulgou essa lei, Deus,
ser o uoico seohor commum e soberano mooar-
clia de todos aquelles, quejrecusar obedecer-lhe,
fugir, e, renunciando por isso mesmo natureza
humana, soffrer horriveis penas, quando esca-
passe do que se chama n'este mondo supplicios.
Por consequencia roda a lei que nao esliver
em harmonio com a vontade de Deus ; que se
oppozer aos seus designios o impedir o desenvol-
vimento de suas instituicoes, nao ser mais urna
lei: poder pretender conservar esse nome, po-
rm oo o ser na realidade; oo ter forca al-
guma para unir aa almas, o aa coosequencias j- -
mais podero roconhec-la ; porque urna tal lei
oo poder de maneira alguma partir de Deua e
sustentar-so em sua vontade, uoica soberana das
vootades humanas. Em verdade Deus ne ad-
miti o sim e o nao, Elle a ordem, o principio.
o o exemplo de toda a ordem ; o esta oo pode
conceber-se entre elementos que se deatroem..
Deus nao pode, por tanto, sanecionar urna lei em.
contradicQo.e oposicao com urna de suas voota-
des, j manifestadas, da qual msntm o vigor a
quer a execuc,o ; nao se pode, pois, apresentar
urna tal lei como consentida por Deus, nem essa.
lei urna priso para as conscieocias.
Comprehende-se, pois, o que se deve pensar
de urna legislaco, (que oo livor em considora-
co as vontades manifestadas por Deus, as insti-
luicooa por ello fundadas, os direitos que. n*
plooitude de sua omnipotencia, lhe aprouve con-
ferir autoridade eocarregada de dirigir os ho-
mens. ao fim supremo para que foram creados.
Taes preceitos podero ter o nome de lei, maot
esse nome nao ter realjajle. Como podero es-
ses preceitos ser #HaWta rectido, aa penx
os que a elles se submS fe em opposico a Deas.
que a propria justica? Como poderlo ser urna,
priso para as consciencias, quando a saa exeou-
co aera um acto de desobediencia ao nico so-
berano Senhor que poden reconhecer as. coas,-


mfrfViTT
diario de feinambuco. quaita buba 12 de fevereiro de
~j&&~
-T--I.r-iirr.
/-
lo queremos coro issr aiaB^rS. teU* 1":
lija uro. approvag&o pR p0,ilU. da
2 ,reUo impoi o daver. de cpnduair o
.?.T. D. -mtm-r Ifio xplicar-lhe
"' ,.jto soberaos*. Msi m que toda lei
*onap.Bluda e reprovada pot esa auloridade,
.* lie mesmo, perde immediaUmente toda a sua
* fcacia para preoder as conscieuciaa ; qua, s i
orga.procurar imporseroelhante lei, devet ne-
cessariamente sahir d todo o fieito em que bate
m coracSo de homem, que. tem setitimenlo'd
sua digoidade, esse non posiumus, que poder
ser desdenhado, dsprezado talvez, /mas cojo po-
3er iovencivel os seculos o alteslam.
Nao rcceiaraos duelo : no esquecimenlo 'des-
afia principios que se deve buscar a causa
principal das desordena que caracterisam a nos-
va poca e oem em perigo a sociedade toda;
vma volta soria e completa a esses meamos
principio. A paz a Iranqnillidade da ordero,
pax tranquilinas ordinis ; a orden s existe
onde cada cousa es em seu lugar; ora, o lugar
de divina, da qual deve recebar todas as ordeos,
respeitar todas aa inslituigoes, e auxiliar to-
tos planos. Tai a couligo iudiipensavel do
respailo que o poder tem direito e deve exigir ;
porque o poder, qualquer que elle seja, s res-
pcitavel para o hornera, porque o coasidera urna
lelegacSo da autoridade u'Aquelle a quem so-
meoteeile pertence, como sua obra e conquista.
Consequeutemeute, quaoto ma9 se deixtr ver a
sentir o poder do verdadeiro Soberano, tanta
-mais dignos de respailo e submissao se tornsm
os que reinara por elle, e tanto mais sincera ser
ssa submissao, a per isso mesmo elBcaz. .
pois, a causa do poder que defendemos, e sua
autoridade que procuramos reeUbelecer.
Se parecemos restringir o seu dominio, e ferir
a sus independencia^ nicamente no iuteresse
de sua torga e considerarlo. Satanaz, lo grande
e feliz, desceu to baixo, somonte porque, des-
*iando-se da verdade, quiz o que nao perlencia.
a venate non slelit.
Blaviel.
( Monde. Uliitet.
DIARIO DE PERNAIY1BUC0-
Pelo vapor (rancez Bern, chegado hontem
tarde com 14 das de Lisboa, ultimo porto em que
tocou na Europa, recebemos carias ejornaes com
datas : de llarotjurgo 20, de Bruxellase Paria 24,
Je Londres 23, de Hespanba 24, do Potlo 25 e de
Lisboa 28 do passado.
fia letlura 'uas e de outras colhemos o que
Km toda a provincia meridional da Italia grn-
ale o eotbusiasmo na sustentarlo das ideas exis-
tentes. O povo comegou era geral a conhecer as
vantageos donovo syslema e convence-se da ue-
esstdade que lem da abandomr e mesmo de con-
correr para a destruidlo do principio reaccionario
que o opprime. irabalhando ao mesmo lempo
para que se consoliden! as ideas de liberdade e as
novas instituicoes que lbe offerecem lodas as ga-
rantas.
Em aples o recrutaraeolo prosegue activa-
mente, e os povos aceitam com eolhusiasmo e
iuteresse as medidas que lem por fim chamar s
armas todos os que devem sustentar a liberdade
Jo paiz.
O resultado da conscripto excede toda a es-
peclativa; nao consta^uroa uuica desergo nos de-
paaitos, oem urna infraego de disciplina. Ha,
pois, toda a esperaoga de que no flm de feveretro
alejan em armas no exercito italiano oilenta mil
apolttaoos, sendo 41 mil soldados velhos e 36
anil conscriptos.
E'notavel o espirito militar que se observa em
toda a parte.
A reaego acha-se quasi aniquilada. O bando
jue infeslava Eboli,provincia de Saleroo, foi com-
pletamente destruido pela tropa de lioha e pela
guarda racional, depois de um aturado combate
em que as guerriibas solreram perdas impoilan-
tes. Os prisioneiros foram conduzidos para Com-
pagna. O chefe de guerrilhas Daniel Ctcchinelli
foi fuziado, leudo sido preso em urna embosca-
da. Aquello guerrilheiro era o temor do valle de
Roveto, e aiuda ltimamente liaba assassinado
dous viajantes capturados por elle.
Dos baudos que infestaran) aquella provincia,
tnuitos se tem constituido presos voluntariamen-
te. O ebefe Antonio Botta apreseniou-se com dez
soldados desertores que o acompaohavam.
Tamben j nao existe a guerrilna que se reu-
ni no bosque de Coseoza. Desles alguna foram
fuzilados.
Entretanto urna carta de aples diz que se or-
{anisa actualmente urna expedido em que de
ovo figurara elementos carlistas hespaoboes.
.JCB-aphael Trislaog e seu irmo sahiram de Roma,
seguidos do coronel Huertos e mais alguna olTi-
iaes hespanhoes, francezes, prussianos e belgas.
Trislaog o general deste ncleo de ficgo que
se presume ter fim desastroso, porque entre os
seus recrutas ha agentes piemontezes.
O goveroo imperial insiste junto do gabinete
pontificio em fazer oceupar Alatri pelas tropas
fraocezas, para deste modo obstar iovasao da
ajuerrilhagem.
Um jornal de Milo diz que Mr. de Lavalette,
mbaixador fraocez, esl eocarregado de declarar
ao cardeal Anlonelli, que no caso de recuas to-
das as tropas francezaa seriam concentradas em
Boma.
A' ser yerdadeira esla noticia fcil de avallar
quaes seriam as cooseqoeocias no dia em que as
provincias pontificias deixassem de ser protegi-
das pelas torcas francezas.
Em Roma houve urna maiiifestsgao popular :
povo gritava : Viva Vctor Emmanuel Viva o
Papa, nao rei I Viva a igreja livre !
O sumiiio pontfice publicou um breve apost-
lico dizeodo que continua a consagrar todos os
feos cuidados reunio da Igreja grega com a
igreja latina. Crepu-se urna commissao espe-
cial permanente eolre a propaganda, a qual se de-
ye exclusivamente oceupar do3 negocios da igre-
ja do Oriente. Foi supprimida a commissao en-
arregada do exama dos livros orienlaes.
A Russia consentio oesse restabelecimento de
aunciaturas apostlicas em Petersburgo. Assim
a declarou S. Santidade aos cardeaes, acrescen-
tando nessa occasto que esperava que aquella
oncesso do imperador Alexandre fosse seguida
de outras que resullassem -a favor dos infelizes
Polacos.
Consta que o papa pedir ao imperador da
Russia que dsse a liberdade aos eclesisticos,
jue estavam presos na cidadella de Varsovia, e o
aegresso dos que foram mandados cumprir 6en-
teoca para a Siberia.
As noticias da Polonia cootiouam a ser mais ou
aneos contra lilorias. Consta que alli foram pre-
sos alguos Polacos, por se nao deicobrirem em
rente da igreja russa, e na Croacia alguos fiis
porentoaram na igreja os chamados hymnos pro-
iribidoa-
Todos reconhecem que urna semelhante silua-
<;ao, looge de traoquilisar os nimos, excita os
espirito, e desenvolve o movimeoto nacional.
Todava as autoridades'russas obraran com
aiais prudencia respeitodos quafrocenl09 estu-
danles presos pelas desorden de aetembro e ou-
tubro. ividio-os em tres classes, a primeirs, em
pequeo numero, dos que qaizeram envolver a
palitica as manifesta;es, foi baonida da capital
porquatro annos, Meando debaixo da vigilancia
detiva da polica. A segunda, dos que resistirn
s autoridades, deportada por um anoo. A ulli-
na e mais numerosa, dos que s infringiram os
vegulamenlos, foi sola, cootaodo-ae-lhe como
castigo o lempo que tem tido deprisio.
Um dos chefes o movimeoto da Hungra es-
creveu um de seus amigos de Paris urna carta
notavel, em que diz que os negocios da Hungra
presentan um aspecto mais satisfactorio do que
geraijneole se peosa. S o dficit de trezeotoa
aoilhes, o qual dentro em pouco se achara du-
plicado, sufficiente para resolver a queslo. Se
os patriotas e liberaea hngaros trabalhain para
aaiisazer aos desejos que nutren de se manifes-
tar ; que antes de flm de margo o imperador ter
conhecido que oa seus actuaes conselheiros ac-
ometierama moaarcuia urna ruina completa, e
ue,tera de recorrer de aovo ao povo.e ento ser
aovamente convocada^ dieta, eos seus pedido
erao attentidos, e que as mais naciooalidades
eguirao o exemplo da Haogria, aTaslaodo b-
uenciaa impuraa, e reconhecero o ioterease
<|e tem de permanecerem anida, tratando-se
como irmaas.
O diacurao do rei da Prutaia na abertura do
parlamento declara que oa projectos de lei qne
sarao presentados pelo goveroo moslraro
que segie a obra constitucional comecada ; que
ca rendimentos do estado haviam augmentado,
permittiado isao a demiuuisao doa eoeargos pu-
blicos exigidos pelas reformas militares. O rei |
re.ere-se alm disso aos atreos que ae fazem
para a defia da corte da Allemanha e do des-
envolvimcnto da sua marinha militar ; diz que
continan as negociares paj o tratado entre o
2olllrerein e a Franca, e lamenta que nio tenha
anda solnglo oo conflicto da hesse eleitoral, es-
perando que ae reslabeleca a coostitui^So de
1831.
A' reapito da queslo pendente entre oa" go-
veraos da Dinamarca, Austria e Prussia parece
qe os representante destsa dust Pltimaa 8^18-
cras tranamittlram ao presida*le 4j gabiotrtMi-
tiimarqdez, ana ntt em fu s creclara w os
mandatarios tfl cjjgdeTajjr^ geiica iW*po-
diam eo1iside?W8^r>imctsvWMltidM9 fWpos-
tas, relativas ae ajuale provisorio dos ducados al-
ie raes.
Oa ministros dinamarquezes reuniram-ae em
conaelho que presidio el-rei, e decidirn nao
faier mai* eoocesso do que as que Ihe haviam
sido inspiradas por um eapirito altamente libe-
ral. Parece que este problema Acara sujeito ao
dominio da diplomacia.
A queslo relativa ao valle de Dappes e a villa
la Grand, foi aubmeltida a pedido do goveroo
francez.i urna commissao nomeada pela Suisaa e
pela Vranga. Aceitando o conaelho federal cala
proposta, ha esperanza de que a deaiotelligeosia
existente eateja dentro em pouco reaolvida por
meio d'aquella arbitragem.
Os funeraes do principe Alberto tiveram ltigar
no dia 23. Segundo o uso estabelecido ha sa-
nos, o corpo de S. A. nao foi exposto. O en-
terro fez-se na capella de S. Jorge em Windsor.
S. A. o priocipe de Galles, acompanhado de de-
que de Cambridge e do principe herdeiro da
Prussia seguirm o fretro. O crpo do principe
foi encerrado n'um quadruplicado caixo de ms-
deira o chumbo,coberto de velludo cartnezim com
adornes de prata massissa edourada.
O caixSo de chumbo lioha urna lamina de pra-
ta com os ttulos do principe. O caixo exterior
tinha outra lamina com o nome e data do aen
nascimento e, morle.
A ceremonia foi era pleno dia, pois o costume
de eoterrar-se os membros da familia real i luz
das lochas, foi abandonado depois dos funeraes
de Guilherme 111.
O tribunal de ca*sa;3o oSo tomou coorfecimen-
to do recurso de Doussios. A raioba conseguio
que o reo seja apenas condemoado prisao per-
petua.
A folha oflicial hespsohola publicou o tratado
de Madrid, que decide a queslo pendente com o
imperio marroquino, ractifleado por ambas as
partes contratantes.
A praga do Tetuo ser evacuada, logo que se
realise a entrega de tres mtlhoes de duros aos
coraroissarios do governo da raioha.
O resto da indemnisa;o dezmilbdes de duros,
sero pagos com o producto .de metade dos ren-
dimentos da alfandega, sendo cobrados por em-
pregado Hornea )o pela raiuha.
A demarcaco dos limites da praga de Melillo
ser feiti de accordo com o convenio de 1853,
confirmado pelo tratado de paz de 26 de abril de
1860. A eotrega dos mesmos limites ao governo
executar-se-ha precisameote antes da evacuaco
da praca de Tetuo.
Approvou-se oss cortes portuguezss o projec-
to de reaposta falla do ibrono ; sem discusso,
votando o projecto que d a regencia, quando lr
preciso, a el-rei D. Fernando. Discutia-se aca-
loradamente o relatorio do governo sobre os
tumultos do natal. S. A oiofante D. Augusto es-
lava em plena convaiescenga, pelo que linham
da rainha cessado os boletins especiaes dos m-
dicos do paco.
Fallava-se em reconst-tuigo ministerial. O
celebre orador parlamentar Jos Eslevo abaodo-
dra a opposigao, apoiando notavelmenle o go-
verno. Este apreseotou um projeclo importante
sobre arrozaes e pantanos.
O general ottoraaoo Ooier Pacha mandou aos
osufgeotes urna nova proclamacao em que se
promelte amoislia todos aquelles que se sub-
melterem. Em vinude da- resolujo O'aquelle
general, a Turqua suspeodeu todas as suas ope-
rares de guerra, al que chegasse umaresposta.
Por noticias di India consta a importante no-
ticia da prisao do celebre Nana-Sahib. Andava
disfamado, e cora nome supposto, procurando
um refugio em Zaoziber ou era Mscate, sendo
preso em Kurrachee. Vgo ser julgado, para po-
der soffrer o castigo dos seus crimea.
O goveroo de Washiogton j eotregou os com-
missarios do sul, ao goveroo inglez. Estes sao
esperados em Inglaterra ura oavio americaoo.
Urna carta de Kichmood d a entender que
dentro em pouco se dar urna batalha oas mar-
geos do Polomac. Para que se verifique esta ope-
rago provavel que haja em movimeoto simul-
tanoo em tres pootos : Seesburgo, Goausport e
Lentreville. *
Os boatos bellicos circulam por toda a parte, e
em lodos os nimos se observa um espirito guer-
reiro.
Os estados do norte deslruiram o porto de Char-
lestowa, afuodando dezeseis navios de grande lo-
te, carregados de podras.
O senado americano volou a quantia de um
milbao e meio de dollars para a cooatrucco de
chalupas caohooeiraa deslioadas aoa mares oc-
cideotaes.
Parece decidido que as tropas brilsnnicas oc-
cuparao Matamoiros, para se porem em relelo
com os estados rebelles por via de Brunswelle,
aun de facilitar a exportago dos algoddes.
Reina o terror no Mxico; sao presos lodos os
nespaohoes que se encontrara, e todas as pes-
soas que elles se mostram affectas
O presidente Jurez publicou um manifest ex-
tremamente -bellicoso e inslenla.
A sabida do ministro francez do Mxico causou
grande impresso naquelle paiz. '
O presidente Jurez deu ordem aos generaes
mexicanos para que nao aceilem batalhas cam-
paes, e que fagam por todas as partes guerra de
guerrilhas.
0 nosso correspondente de Lisboa, diz-nos:
A' ultima hora.-
Lisboa, 28 de jaoeiro, 12 da noite.
Acabo de recebar o seguale despacho telegra-
phico :
Madrjd 28, s 4 horas e 46 mioutos da tarde :
O discurso pronunciado pelo imperador Na-
poleao na abertura das sesses legislativas, agra-
dou muilo.
Acompanharsm o general Prim dous mil
hespanhoes
a Os mexicanos resistiram em Tamplco.
Na Cochiochina activara-se as operaces e
oa alliadoa tomaram a cidade'de Hu. '
Fundos eftrangeiros.
Bolsa de Madrid, 28 de Janeiro :
3 O/o consolidadoa 48,503 O/o diTerido 42,40
e 44,35.
Bolsa de Paris, 28 de Janeiro :
3 O/o francez 71,154 1/2 dito, ?9,50.
Bolsa de Londres, 28 de Janeiro t
Consolidados de 93 a 93 1/8.
P. S.Na cmara doa deputados continuou
aioda hoje a discusso doa tumultos dos dias 25
e 26 de dezembro.
Fallou o Sr. Lopes Braoco a horas. A cmara
provavermeote julgar amanhaa a materia disen-
tida, e votar,
O prior de S. Julilo beozeu hoje a curveta
Yisconde de S e a escuoa Napier que nao de ser
langados a nado no dia 30.
Londret 23 de Janeiro.
Aa aeges das nossas estradas de ferro conti-
nuara descont, menos da Babia, que tem ai-
caneado o premio de Jf 1(8. As de Pernambu-
co ficam com o descont de 3 3 a 3 1|2 a as
de S. Paulo com o de S 112 a S li4,
Os fundos de 5 0[0 brasileiros tem sido cota-
dos a 99 e-100 e os de 4 1|2 por cento a 89.
Oa 3 0|Oinglezes consolidadoa a 92; e a renda
franceza de 3 0(0 a 70 fr. 20 c.' Os portuguezes
3 0i0 a 46 1(2 ; e os hespanhoes 3 por cento a
52. Oa6 0[0 de Buenos-Ayrea tem aido nego-
ciados ltimamente a 89 0[0.
De Inglaterra para o Brasil seguirn na ultima
quinzena os seguinles navios : Evangelina, Al-
oma, Hmdoo e Jom para Pernambuco, e Miga-
dore Packet para a Baha.
Do Brasil chegou o Fanny Sonnee, de Liver-
pool, procedente do Rio Grande.
Os noasos gneros conservam-se nesle mercado
pela cotagao da minha carta anterior. Oalgodao
tem tido todava menor procura.
Hamburgo 20 de Janeiro.
Deade meado do mez a navegago ae acha com-
pletamente interrompida por causa doj gelo, e
nao pode partir o afio Otto dealinado para eaae
porto.
No mercado nio houve mudanca notavel: os.
prioeipaee gneros tem urna extraerlo regular.
Ca.Ka) consequencia das noticias pacificas
receidas dea Estados-Unidos, o mercado de ca-
f eateve bastante animado durante aJgnna dias,
agora porm elle ae acha mais tranquillo e pou-
cas transaoses tiveram lugar, excepto para o
consumo.
Colamos : caf regular do Rio de Janeiro 5 7i8
6 118 ach UioHI
Assucar.O mercado eateve mais firme nos
ltimos dial, e venderam-ae cerca de 1500 cal-
as de assuicar, daa quaea 20 di Baha.
, Tib"L0T-Veodea.?:?L7JO pacotea de tMC0
do Braa: Os praf MttSntasa a saa '.o.ica,
Alg*prdcur^-B ^22-1-
ser Mgcdao'do BTCrl.
A
aio
AVENTURA DA PRlSA'o. .... j.L :
que coolraseoso I ~ ,'* **en'?" d.atfr '
atilfetanlo nada mais
verdadeuo ; explio- ..*".
mee 6 um ir-1 lC-,|!1D-n-
Tr^^:^: --oalnsr oonatai
I
=
A vida do
constante em busca
.- ae e
sobre oa meioa; c
s.-^Senv^nassjaioa seraiaaad.ncs.
Do Brasil entraran neate porto deade o prin-
cipie do mas, aa seguetee navios :
O navio Impartenee do Rio e de Santos com
5450 aaccaa de caf.
O navio Marxannt do Rio de Janeiro com 316*
aaccoa de taf.
O navio Otto da Babia com 13*4 saceos de ca-
f, twO cauros, 188 pegas de Jacaranda, 825 pe-
tas de madeiras e 83 balas de tabaco.
Embarcacues entrada^no porto de Lieboa, viudas
do* diferentei portos do Brasil.
12 de janeire.Patacho brtsileiro Barro I, do
Rio de Jaoeiro, em 86 dias.
dem.Patacho portugus Terceirtns, do Pa-
ra, em 38 dias.
17.Vapor-paquete francez Eslrtmadure, do
Rio de Janeiro, Babia e Pernambuco.
19.Galera portugueza Amizade, do Rio de
Janeiro, em 53 diaa.
22.Galera portugueza Cidode efe Belem, do
Rio de Jaoeiro, em 46 diaa.
27.Barca portugueza S. Manoel 11, do Rio
de Jaoeiro.
Embarcagoes sahidat do porto de Lisboa para os
diferentes portos do Brasil.
13 de Janeiro Brigue brasileiro Eugenia, pa-
ra Pernambuco.
14.Barca portugueza Liada, para o Para.
dem.Brigue portuguez Florinda, para Per-
nambuco.
15.Vapor-paquete inglez Oneida, para Per-
nambuco, Baha e Rio de Janeiro.
dem.Brigue portuguez Unido, para o Rio de
Janeiro.
1"- Patacho portuguez Unido, para a Bahia.
ERNaIMBUCQ.
IEVISTA DIARIA.
Da ra k Jo8o Fernandes Vieira ao sabir na
pontezinha do Manguinho, acha-se este espago
na maior immundicia que possivel imaginar-se.
Alm de graede copia de lixo amontoado, v-ae
porgao de ro ipa atirada alli; a qual porcerto
nao pode deixir de ter sido de morphelicos, pht-
sicos, e de oa ros doentes de molestias anlogas
em repugnancia, aaquerosidade, e infleona-
meolo.
Ora, essas materias alli accumuladas hao de
produzir por ufallive.l com assuas exhalagoes a
viciagao do ar; e d'abi deve provir urna causa
de Qsalubti j ile, por tal modo sempre men-
tida.
fc.' importante, pois, que o respectivo fiscal d
alguma providencia, que removendo a causa, fa-
ga cessar os rffeiloa immioenles de prejuizo
sade publica de que hoje se deve retirar ludo
quanto a posaa alTectar.
Em data de 6 do correte, remetlem-noa o
seguidle de Pedirs de Fogo :
Fados ha de tanta importancia e transcen-
dencia, que nao poden passar desappercebidod ;
tal certameola o seguiote :
Apparecendo o cholera-morbus em Cruangy,
Aoioga, Mocse suasimmediagea, viram-se os
habitantes desle lugre aa necessidade de emi-
graren! para Peers de Fogo, onde missionava o
Rvd. Fr. Seriflm de Catania, que antevendo nes-
sa emigracao a infeceo de visus morbus nos ha-
bitantes deata pbvoaglo, retirou-se para o seu
hospicio da Peona na cidade do Recite, no intui-
to de prevenir e arredar o cootseto dos emigra-
dos com o povo do lugar.
A retirada do Rvd. mssioosrio foi, como
este bera peosoui a causa immediata da dos emi-
grados, j lo aiectados do mal epidmico que
aqu morreram dous 1
Apezar dessa provdeucla to acertada coran
julicioia do Rvd. missionario, continuaran, as
relagoes daquelles para este lugar, onde morre-
ram mais tres vindosdo Coco epidmico.
Estendendo-ae a epidemia, e iuvadiado as
povoages da Lapa, Serrioha, Pilar, Taip, Goian-
na. Cmara (em urna legua de distancia) nao dei-
xando de havtir (ommuniesgoes diarias para Pe-
draa de Fogo, inda eat esta livre at hoje 11
c Mandando 0 mesmo Rvd. missionario parar
cora a obra da igreja da Conceiglo que elle pro-
moveu, e adminislrou com telo apostlico e
christo, respoodeu o povo, que eram Irabalha-
dores de Nossa Senbora, e que Ella nao consen-
tira que seus trabalhadores adoecessem, e me-
os morressera no servigo de sua casa ; [e nessa
f explcita continuaran al hoje, e continuam a
trabalbar reaando sempre o lorgo que o mesmo
missionario instituio e recommendou, e coodu,-
zindo materiaes para a igreja em edicaco. Lou-
vando o Rvd. missionario essa boa disposigo e
melhor vontade do povo, msnlou-lhe dizer que
Nossi Senhora os havia livrar do mal epidmico,
eo nao lhe fallasse a f : e com effeito apezar de
lanas e to aggravaotes circunstancias que se
lem dado para ser e.'te lugar victima do mal rei-
nante, anda se acha ilieso.
c Nao me dado, pela minha inepcia, qualifl-
car este facto em milagro ou em' mero acaso ;
mas se me dado emittir a minha humilde opi-
oio, direi sempre que, milagro, e mu vi-
sivel.
Te, Deum laudamus,
Et Miriam matrera ejus.
A. C. A.
Eoviam-oos o seguate :
Hontem, pelas 9 horas e 50 minutos da ma-
linas, sppareceu ama tromba que seguio para
ONO, passindo pelo S da fortaleza do Pico ein-
tornou se.
Com esta tromba temos um iodicio quasi que
iofallivel da mudaoga de eslago ; phenomeoe
este que se d as ruis daa vezea as baixas lati-
tudes.
Eis os trigsimo-nono
; Boletim oficial.
morbus.
Tendo sido communicado hoje, depois de
meio dia ao Exm. presidente da provincia que na
estrada do Pombal achava-se um portuguez, que
se dizia eflectado do cholera-morbus S. Exc. fez
seguir para o lugar indicado os Drs. Ferreira e
Firmo Xavier; e estes partindo s duas horas e
meta da tarde, e examinando o doente de que se
tratava, informaran qne encontraram alli um in-
dividuo, de trinta innosde idade, pouco mais ou
menos, carrogeiro de profissao. que, havendo co-
mido hootem noile bacalho com piro, tivera
horas depois trea dijecgdes. e, tomindo pe'la ma-
nba urna chicara de caf preto, por julgar-se
em estado de continuar em sen trabalho, come-
gou a Soffrer de vmitos o diarrha, e apreseo-
lavasymptomas do cholera-morbus; pareceodo
ao Dr. Hoscoso, que tinha tinha sido chamado em
seu soccorro e o havia medicado, que o doente
la melhor.
DS-A's6 horas'da larde de U de fevereiro de
looz.
a Dr. iouino Fonceca.
Repartiqao da polica.
Extracto da parte do dia 11 de fevereiro :
No dia 10 oram recolhidoa caaa de delenglo,
ordem do Sr. Dr. chefe de polica, Manoel Pedro
Pereira, crioulo, de 26 annos, canoeiro, por feri-
mento grave.
A* ordem do delegado do 3o districto, JoSo
Baptista Carneiroda Cunha, pardo, de 25 annos,
pintor, pelo crime previsto no arl. 116 do cdigo
criminal.
A" orden do subdelegado do Recite, Me. Done-
ley, Hollanda, de 22 annos, marojo, por embria-
guez e Antonio, pardo, de 30 annos, ferreiro,
eacravo de Jos Flix da Cmara, por insultos.
A' ordem do subdelegado de Saato Antonio,
Henrique.crioulo.de 20 annos, eacravo de An-
tonio Joaqun de Mello, por infraego de pos-
turas, Romlo Maximiano da Cunha, pardo, de 32
annos, marcineiro, por embriagues.
A' orden do subdelegado de S. Jos, Jote
Francisco de Lima, crioulo, de 18 annos, poron-
ga, Jos Pedro de Oliveiri, pardo, de 20 annoa,
pedreiro e Joaqun Pacheco de Lyra, pardo, de
24 annoa, ambos para'averiguaeoes polioiaes.
A' orden do subdelegado do Pogo daPanella,
Marcellino, pardo, de 28 annoa, eacravo de Fran-
cisco Carlos Brandao, por andar fgido.O chefe
da 2a seito, J. G, de Mesquita.
t.
pofc
qu ;
bo-
la
i toas algumaa vexea elle ae enga-
ja lobre o Bm, j sobre oa meios; caTmi-
bha auax de chimera, -en vez de procurar
a Verdadeira felicidade. A Telicidade deste mfun-
M un engodo ; a verdsaletra felicidade esi no
co. O csninhodeDeus 4 portento o nico bbm,
?que se deve preferira lados os ulroa. A r-
alo, essa patria do desensao, de meto por [ex-
illencia para estudar as verdades christas. A
isao cellular um.a The*tid*ao meio.do muo-
i, o melhor lugar em que o hataemest eolio-
sedo para meditar sobra o seu destino. Feliz
aquelle que sabe aproveitar-ae dessa posicopara
voltarsBeael Fouqae+, U Harpo, Silvia Pel-
lico, Oroboni, o convencional Ianard, e mnilos
outroa homeoa Ilustres ou desconbecidos deven
ao capliveiro a sua volla a virlude e felicidade
E' um prisioneiro que falla, e cita a ai proprio
como exemplo : Logo que ebeguei a minha celia
de Mazas.com a desesperago nocoragio, e quasi
que insultando a divindade, o nico object> de
dislragao queachei oa minha aolidao, foi um li-
sta de m apparencia todo empoeirado, deiado
talvez alli por acaso: Abro-o machinalmerjle e
leio-o ; conliaao a le-lo com maia atteogo, es-
quscendo pezares, sustento e somoo ; leio at o
flm, torno a 1er esse precioso livro e anda urna
vez o releio. Oh I sorpresa I um livro que no
mundo lera con iodiflerenga me electrisara oa
prisao; nelleencontrara a panacea moral de mi-
nhaa desgragas, e o verdadeiro caminho que o
homem deve seguir para chegar ao seu detno
Que livro era eaae ? O Evangelho. Todava a
mioha antiga ineredulidade, ou antes a niinha
antiga ignorancia sobre a religio calholcajven-
cida sobre muiloa pootos, eslava apenaa abatida
aobre oulros. Certoa argumentos do philoaophis-
mo do seculo XVIII, anda me tornavam perple-
xo ; porm um grandepasso estava dado mi de-
aejo sincero e ardeote de penetrar a verlade.
Por um favor especial pozeram minha dispo-
sigo a bibliolheoa da prisao. Alguna amigos de
Paria me offereceram aeus livrqs, entre ojulros
um Lyonner, escriptor catholico, que ha qiiaae
annoa se impozera a santa, mais iofructosa are-
fa de mioha conversao. Aproveitando-me desses
offerocimeatos, pedi as obras proprias a me[ es-
clarecerem os pontos anda dnvidosos para mim.
l.i, reli, medilei, exanioei o pro e o contra ;Torei
especialmente, e; se bem que combatesse elde-
fendesse o terreno palmo a palmo, a nsiohalin-
credultdade foi veocida. Oh I minha prisao,! s
mil vezes bemdita, sob este ponto de vista. 1
Posea este exemplo da leitura atienta daa ver-
dades de nossa sania religio servir a outros in-
felizes I Para seu exemplo indicarei anda os fafc-
tos seguinles, que de novo alteslam a verdade
destas palavrss do Messias : procurai oie
acharis.
Anda que adepto sincero dessa doutrina u
mundo que faz consentir toda a religio nos de
veres sociaes, especialmente da probidadade
honra, desojara aobretudo conhecer a verdade
desde longos annos, com a prece que fazia po
oieus pais, j fallecidos, s fazia outra em quc
pedia a Sintissima Virgem, aquella que, segund i
se diz, nunca Wra de balde invocada, que me col-
locasse no verdadeiro caminho, se o que eu segus
se fosse realmente falso. Todos os dias invoca
va poderoaamente a Mado Redemplor. Applica-
va com a mesma inteoglo ludo o que, em atea
conducta e aeges podesse ser agradavel a Deus
Quando a minba mo se approxirasva da de um]
pobre, tinha esse pensamento, lioha-o tambera
na pritica da honra e probidade que foram sem-
pre a norma de miaba vida.
Fui atlendido, e se a Divina Providencia em-
pregou o meio doloroso da prisao, apezar de urna
vida de lealdade, foi sem duvtda porque nao
havia outro meio de salvaglo para mim. ou tai-
vez porque eu fora rebelde aos oulros. Encon-
trara em um digno ministro de Deus caridade ;
nao gostava dos padres; tinha alguma preveoglo
cootra elles; entretanto o de que fallo produzira
em mim urna impresso favoravel e profunda.
Era um homem de phisionomia celeste ; era seu
semblante se reflectia a belleza de sua alma. A
mira mesmo perguntava muitas vezes se nao se-
ria algum aoj enviado pela Raioha do Co para
a mioha cooverso. Todava em oossas coover-
sagoes a respeito do mundo nunca me fallou de
religio ; mas por causa desse ascendente que
tem sempre ama elevada virlude, seu nico as-
pecto era como urna predica salutar e mais eEfi-
caz para mim que muitos oulros meios de con-
versao.
O meu corago eslava convertido, mas nao o
espirito. Eu amava urna religio que flzera um
homem tao perfeito, o n-enaava em entrar, por
ua loterveogao, no tamioho da pralica do ca-
tolicismo. Errei em nao realisar esse bom de-
sejo. Ob I veoeravel sacerdote por que nao es-
taes com os Feneloo, Francisco Xavier, Francisco
de .Salles e Vicente de Paula, em una posigo
que vos permuta fzer mais bera anda I'
A prece a que altribuo especialmeote a felici-
dade de minba cooverso a extrahida de S.
Bernardo : Memorare oh 1 piissitna Virgo Maa.
Paise mis que lerdes estas linhas ensinaiessa
prece lo efBcaz a vossos filhos ; fazei que pro-
raeltam dize-la emquanto viverem. A veneran-
da Mara destinada pela divioa Providencia a
ser o canal pelo qual a adoravel Trindade derra-
ma suas gtacas e misericordias. Por isso ella
chamada pela igreja Rainha e Mi de Miiericor-
dia, e nao Raioha e Mi da justics; ella cha-
mada a porta aberla do co, por que por ai mes-
ma Sania Mara est sempre prorapta a soccor-
rer os mtseraveia para faze-los nelle entrar. Oh I
quantos santos devem sua oroteegao a felicida-
de que gosam na morada celeste I
Ob I minha prisao, s bem dita, pois que fosti
para mim um meio de salvago e felicidade I Moni
de.Ulytses.
Passageiros do vapor flearr, entrado de
Bordeux e portos intermedios:Manuel Joan
Joseoh, Joseph Chenlury, Theodoro Jos da Sil-
va Gama Jnior, Ernesto Augusto Mavigoier,
Joaqun da Costa Maia Jnior, Jos Pedro dos
saotos Jnior, Joaquim Ferreira Valste, Freda-
rico Guilherme e Augusto Tappembeck.
HORTALIDADE DO DIA 11 DE FEVEREIRO !
Autonia Fraacelioa de Mello, Pernambuco, 40
aooos, viuva, Sanio Antonio ; vmica.
Joo, Pwroambuco, 6 mezes. S. Jos ; ioterite.
Leopoldioa, Pernambuco, 23 annos, solteira, ei-
crava, Boa-Vista; parlisis.
Roque, Peroambuco, 5 mezes, escravo, Sanlto
Antooio ; espasmo.
Luiza. Pernambuco, 6 mezes, s. Jos ; desen-
tena.
Polonia, Pernambuco, 30 annoa, solteira, escra-
va. Foco di Panella ; pneumonite chronica.
Manoel Xavier Candido Feitoaa, Pernambuco, 44
annos, casado, Santo Antonio ; ascite.
Manoel, Pernambuco, 13 dias, S. Jos ; convul-
soea.
Mara, Pernambuco, 2 diaa, Boa-Vais; eapasmo.
Velutina, Pernambuco, 16 mezes, Boa-Vista;
convulsdes.
Candida Maximiniana Martiosde Almeida, 41 ai
nos, caaada, Boa-Vista ; eclampsia.
CHRONICA JUDlCIARIA.
Tribunal da Relac.
SESSiO EM 11 DE FEVEREIRO DE 1862.
Presidencia interina do Exm. Sr. desembargador
| Caetano Santiago.
A a-10 horas da manhta, presentes os senhorea
desembargadores Silveira, Gitirana, Lourengo
Santiago, Peretli e Hotta, faltando o Sr. desem-
bargador Guerra, procarador da cords, abrio-se
a aesslo.
Paasados os feitos, e entregues oa distribuidos
deram-se os seguinles
JULGAMENTOS.
Recursos crime.
Recrrante, o juizo ; recorrido, Jos Mara
Brayner.
Relator o Sr. desembargador Silveira,
Sorteados os Srs. desembargadores Mottn,
Lourengo Santiago e Gitirana.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Jos Fer-
rados.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteadoa oa Sra. deaembargadorea Loaren
Santiago, Gitirana e Peretli
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, padre Gr
no Gomes de S Leito.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Pere ti,
Molta e Lourengo Santiago.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Ferrei-
ra de Mello.
Ralataro Sr. desembargador GUiraoa.
na
Sorteadoa oa Sra* desembargadores Lourengo
Santiago, Peret.\ e Molta.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joaqaim doa
Santos Mello.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados oa Sra- deaembargadorea Perettl,
Molta e Silveira. ^" s
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joao Jos de
Araujo.
Relato*, o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteadoa os Sra. deaembargadorea Motta, Pe-
retli e Gitirana.
Improcedente.
Recorrente. o juizo ; recorrido, Francisco Ma-
noel da Cunha.
Relator o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteadoa os Srs. desembargadores Gitirana,
Motta e Peretli.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio Ma-
noel de Sant'Anna.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Sra. deaembargadorea Lourengo
Saotiago, Peretli e Gilirana.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel da Coa-
la Soarea.
Relator o Sr. desembargador Motta.
sorteados os Srs. desembargadores Peretli,
Gitirana e Lourengo Santiago.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Francisco Jos
dos Saotoa.
Relator o Sr. desembargador Perelti.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Giliran e Motta.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos da Hora.
Relator o Sr. desembargador Peretti.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Lourengo Santiago e Gilirana.
Deu-se provimento.
Aggravo de peligao.
Aggravante, Jos Narciso Camello ; aggravado,
o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Molta e
Lourengo Santiago.
Addiado.
Aggravanle, Jeronymo Barreiroa de Moraes
Rangel ; aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana e
Motta.
Deu-se provimento.
Aggravante, Franciaco Antonio Martlns ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretti e
Silveira.
Negcu-se provimento.
\Appellacdo civel.
Appellante, Joo Alves de Albuquerque ; ap-
pelladoMauoel Florencio do Reg.
Desprezaram-sa os embargos.
A' urna hora e meia da tarde encerrou-sa a
sesso.
COMMgMClO.
Gaixa Filial do Banco.
EM 11 DE FEVEREIRO DE 1862.
A caixa desconta letras a 10 / at 4 mezes,
e recebe diuheiro ao premio de 8 "/,.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
EM 11 DE FEVEREIRO DE 1862.
O banco desconta na presente semana a 10*/o
so aono al o prazo de 4 mezes, e a 12 % al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correte?
simples e com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
Praca do Recife 11 de
fevereiro de 1862.
\s ^ualro lloras da tarde.
Cotaces da junta de corretores.
Nao nou veram cotages.
Dia 8 de fevereiro.
J. da Cruz Maeedopresidente.
John Gatissecretario.
aVIfondesjrsi,
Rendimentodo dial a 10. 246.744S457
Idam do dia, 11.....; 25577J172
272 3215629
617
368
rengo
Hit*
Hoflmento da alfandesga-
Volamesentradoacomfazendaa.. 260
aom gneros.. 357
Volamos sahidos com fdzendas.. 198
t > com generoe.. 170
Deacarregam hoje 18 de fevereiro.
Brigue brasileiroEugeniamercadorias.
Patacho inglezMarselladem.
Barca inglezaDianedem.
Patacho inglezElizabethidem.
Brigue inglezMarybacalho.
Brigue brasileiroVelozcharque. n
Importa^ao.
Brigue inglez Jfary, vindo de Terra-Nova,
consignado a James Crabtree & C, manifestou o
seguiote:
3,500 barricas bacalho : aos mesmos.
Brigue francez Belty. vindo de Marseille e de
Cette, consignado a N. O. Bieber & C, manifes-
tou o seguiote:
125 pipas, 42 meias e 875 bsrris vinhos, 50
fardos papel, 20 caixas velas; aos consigna-
tarios.
15 fardos passas; a E. D. Medeiroa.
1 dito pelles; a Malheus & Gaminha.
30 caixas vermouth, 10 ditas cognac, 6 ditas
marroquim, 7 ditas vinho ; ao capilao.
30,000 kilogramraas de sal; a ordem.
Exportado
Do dia 8 de fevereiro.
Brigue inglez Trym, para Liverpool, carre-
garam :
Sanndera Brothers & C, 600 saceos com 3000
arrobas de assucar.
Barca franceza George, para Marseille, carre-
gara.m a
N. O. Bieber & C, 600 saceos com 3,000 arro-
bas de assucar.
Barca franceza Magendi, para Marseille, carre-
garam :
N. O Bieber & C., 700 saceos com 3,500 arro-
bas de assucar.
Brigue portuguez Amalia I, para o Porto, car-
regara m :
Garvalho Nogueira & C 300 sacco8com 1,500
arrobas de assucar.
Feliciano Jos Gomes, 16 barricas e 1 sacco
com assucar.
Dia'10.
Barca ingleza Patmotia, para Liverpool, car-
regara m :
Kalkmann Irmaos.119 saceos com 614 arrobaa
e 19 libras de algodao.
Tasso Irmoa, 68 ditos com 401 arrobaa e 5
libras de dito.
Brigue inglez Trim, para" Liverpool, csrre-
garam :
Sauaders Brothers & C., ,J00 saceos com
11,000 arrobaa de assucar.
Barca ingleza Linda, para Liverpool carre-
garam :
Patn Naah & C...W0 aaccoa com 11,200 ar-
robas de assucar.
Brigue inglez Crecan, para o Canal, csrre-
garam :
Krabb Thom & C., 8,000 aaccoa com 10,000
arrobaa de asaucar.
Galera ingleza Dolphim, para o Canal, carre-
garara :
C. J. Aslley & C, 2,600 aaccoa com 13,000 ar-
robas de assucar.
Lugre inglez JV. B. V. A, para Gilbraltar, car-
regaram :
Johnaton Pater & C, 1,700 saceos com 8,500
arrobas de assucar.
Lugr inglez Ripplt, para Genova, carre-
garsm :
Bastoa <% Leaos, 120 saceos com 600 arrobaa
de asaucar.
Barca franceza Magendi, para Marseille, car-
regara m :
W. O. Bieber & C, 800 saceos com 4.000 arro-
bas de assucar*
Galera franceza Solferino, para o Havre, car-
rosArstn
Tieeet trrea, 1,300 aaccoa com 6,500 arrobaa
de aaaocar.
Denket 4 Barroso, 180 aaccoa com 900 arro-
bas de asaucar.
Patacho dinamarquez Kaabet, para o Rio da
Prata, carregaram:
Amorim Irmaos, 180 barriese e 55 aaccoa coas
assucar.
Brigue americano Volante, para o Rio da Pra-
ta, carregaram:
Amorim Irmoa, 475 barricas com aaaucar.
Patacho portuguez Lima, para a ilha de S.
Miguel, carregaram :
Joo do Reg Lima & Irmio, 64 barricae com
aaaucar.
Carvalho Nogueira & C, 63 ditas com dita.
Brigue portuguez Constante, paro Lisboa, car-
rogara m i
Joo BaptUta de Oliveira, 19 pranehea de vi-
nbalico e de pao d'oleo.
Dia II.
Bnsue inglez Spy, para Liverpool, carre-
garam :
Patn Naah &C, 1,848 aaccoa com 8,240 ar-
robas de assucar.
Barca ingleza Palmatta, para Liverpool, car-
regoram :
Jamea Byder & C 1000 siccos com 5,000 ar-
robas de dito.
Galera iogleza Dolphim, para Liverpool, carre-
garam :
Jamea Crabtree & C. 200 saceos com 1,039 ar-
robaa e 23 libras de algodo.
Brigue portuguez Constante, para Lisboa, car-
regaram :
Jes Fernandes Ferreira, 14 prenchoes de
amarello.
Patacho portuguez Lima, para liba de S. Mi-
guel, carregaram :
Antonio Luiz de Audrade, 12 volumes com
2,260 pelles de cabra.
Antonio Luiz de Andrade, 2 birria com 88 me-
didas de agurdente.
Barca franceza Solferino, para o Havre, car-
regaram :
Almeida Gomes, Alves & C, 30 saceos com,
146 arrobaa e 16 libras de algodo.
Brgue americano Volante, para o Rio da Pra-
ta, carregaram :
Amorim lrmos, 400 barricas com 3,076 arro-
bas e 15 libras de asaucar.
Patacho nacional Beberibe, para o Rio da Pra-
ta, carregaram:
Amorim Irmoa, 54 pipas com 9,936 medidaa
de cachaca.
ttecebe.ioria de rendas internas
ajeraes de Peruambueo
Rendimentodo dia 1 a 10. 10:760^749
dem do dia 11. fja^ .... 2.01JJ10
12:775$869-
Consnlado provincial.
Rendimento do da 1 a 10. 33 343*451
dem do da 11......: 2:7808305
36:1239756-
Movimento do porto.
Navios entrado no dia 11.
New Bedford48 dias, barca iogleza Ornega, de
396 toneladas, capito G. W. S. Guerber, equi-
pagem 12, carga fazeodas e outros gneros ; a
Ilcory Forster & C.; veio refrescar.
Bordeaux e portos intermedios18 diss, vapor
francez Bearn, commandanle Ambrosy de L
No, equipagem 114, carga differentea merca-
dorias.
-Vatios tahidos no mesmo dia.
Lisboa.Brigue brasileiro Norma, capito Jos
de Abreu, carga assucar e goma.
Pa a pesca.Palhabote americano Oxf rd, capi-
to O. S. Snow, carga a mesma que trouxe.
os eo
O C5
I
| Horas.
I

S
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Almosphera.
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M
pa
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Direcco;
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Intensidade.
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| Farhenheit.
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Centgrado.
I fygrometro.
| Cisterna hydro-
mtrica.
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Francs.
Ingles
o
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Vi
PS
Sd
S|
2 c
pi
s
a pa
i S
3 2
A noite clara a principio e depois chuvosa
vento bonanga do SE at ao amanhecer, que re-
frescou rondando para E.
A's 9 h. 45' damanha appareceu urna tromba
que seguio para ONO com grande velocidade e
raostrava ir diminuindo de torga.
OSCILAgXO DA HAR.
Preamar aa 2h. 18' da tarda, altura 6,6 p.
Baixs-mar as 8 b. 6' da manha altura 1.3 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 11 de fe-
vereiro de 1862.
ROMANO STEPPLE,
____________________________ltenente.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector dathesouraria provin-
cial manda fazer publico que, no dia 20 do cor-
rente vai novamente a praga para ser arrematado
a quem mais dr, a renda dos predios abaivo de-
clarados perteocentes aopatrimaoio doa orphos:
Ra do .Sebo.
Casa terrea n. 12, por aono....... 160JO0O
Ra do Rozario.
Casa terrea n. 14, por anoo....... 2018000
Roa da Lapa.
Caaa terrea n. 41, por aono........ 182J00O
Ra da Cacimba.
Caaa terrea n. 61, por snno........ 3000000
dem dem n. 66, por aono........ 122$900
Ra dos Burgos.
Casa terea n. 68, por anno......... 2059000
dem idem 69, por anno........... 125sOCO
Ra da Senzala Velha.
Sobrado de doua andares n. 79 por
nno:.......".................. 650|0C3
dem dem o. 80, por aono........ 65OSO0D
Ra da Guia.
Casa terrea n. 83, por anoo........ 162jO0O
dem dem n. 84, por aono........ 16S200O
Ra do Pilar.
Casa lerrea o. 96, por aono........ iSItjOOO
dem idem n. 98, por aono....... 2240000
Ra da Madre de Deus.
Casa terrean.35. por aono........ 1:6319000
Estrada de Parnamirim.
Sitio n. 1, por aono................ 5O0S00O
dem idem o. 2. por anno......... 120*000
Estrada da Mirueira.
Sitio n. 4. por anoo................ 1120000
Fortfo da Cal.
Sitio n.5. poraooo................ 352J00O
E para cooslar se mandou afflxar o publicar
pelo Otario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 3 de fevereiro da 1862.O aecretario"
Antooio Ferreira da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da reaolugo da junta
da fszenda, manda fazer publico qne no dia 20
do correte vai novamente a praga o contrato do
imposto de 10 por % sobre a renda dos terreos
oceupados com o planto do capim no municipio
do Recife, avahado aonualmeole em 4-1209.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesourara provincial de Per-
nambuco, 3 de fevereiro de 1862.O aecretario,
A. F, 'Anuurjciago.


diario m pEWfAMScd *o*aTA fim is de nmuiio de imi.
O Illm. Sr. inspector di thesouraria pro-
vincial, en cumprimento da resolujao da junta
dafazenda manda fazer publico, que no da SO do
correte, pecante a mesma junta, se ha de arre-
matar a quem por menos flxer, e por lempo de
seis mezes a costar do 1* de marco prximo fu
taro, of irnecimento da alimentario dos orphaos
do collegio de Santa Therexa em Olinda e do de
rpbaas desta cidade, a saber:
Pi.
Gaf.
Cha preo.
Manteiga.
Assuctr.
Carne fresca.
Toacioko.
Arroz.
Ferjlo.
Peix fresco, e na saa falta bacalhio.
Atelte doce.
Vinagra de Lisboa.
Farinha.
. Sal.
Leaha.
Verduras e temperos.
Fruetas ou doces.
Batatas.
Dieta para os doenle?.
Frango ou franga.
Mm.
Leite.
Aleiria.
Macarro. /
Cha.
Deee.
Viuho.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
ctmeoto apresentem suas propostas em cartas
fechadas, no dia supramencionado, nesta thesou-
raria pelo meio dia.
O contracto ser feHo com a clausula de que,
serao comprados a custa do foroecedor, pelos di-
rectores dos referidos collegios, os gneros pre-
cisos nos das que nao forera elles foroecidos de
boa qualidade e de conformidade com a tabella
que ser (presentada no acto da arrematadlo.
E para constar se mandou afBiar o presente-e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
oambuco, 7 de fevereiro de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Aonuuciacio.
_ O Illm. Sr. inspector da thesourarta pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Ezm. Sr.
presidente da provincia de 84 do correte, man-
da fazer publico que no dia 20 de fevereiro pr-
ximo futuro, perante a junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se ha de arrematar, quem por
menos fizer a obra dos reparos da primeira parte
4a estrada do norte, avallada em 4:000$000 ris.
A arrematarlo ser feita na forma da lei pro-
vincial o. 343 de 15 de miio de 1854, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tarlo comparegam na saia das sessdes da referi-
da prag, no dia cima mencionado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de Janeiro de 1862.
O secretario,
A. F. d'AnnunclacSo.
Clausulas especiaes para a arrematarlo :
i.* As obraa dos reparos da primeira parte da
-estrada do norte serao feitaa de conformidade com
a respectiva descripcao e ornamento na importan-
cia de 4:000*000.
2. Serio principiadas as obras no prazo de 30
das, e concluidas no de quatro mezes, contados
ambos os prazos de dala da arcetoalac,io, e no
caso de faltar a qualquer destas condicces, ser
applicada disposico dos artigos 31 a 32 da lei
provincial n. 286.
3.* No caso de conceder-se ao arrematante
qualquer prorogacio da prazo, pagar o mesmo
arrematante a multa de Irezentos mil ris, por
cada mez, de prorogacio.
4.* A importancia das obras ser paga em ama
s prestadlo, quando estiverem concluidas, que
ser logo recetla definitivamente.
5.* Para tudo mais quanto nio fr estipulado
? o ornamento nem nestas clausulas, seguir-se-ha
o que dispoe a reipeilo da lei provincial numero
286.
6.a Nao ser attendida reclamadlo alguma ou
em qualquer lempo por parte do arrematante,
tratando a exigencia da indemnisaco, seja qusj
fr a causa que para tal fim allegar.
Conforme.A. F. d'Annanciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos intdressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correle anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer tempo an-
terior a data da presente lei independcnte de re-
validarlo e multa, urna voz que os devedores
actuaos deste imposto, o facara dentro do exerci-
cin de 1861 a 1862, es que nao o fizerem fcaro
sujeitos a revalidarlo e mulla em dobro. sendo
um terco para o denunciante. A thesouraria fa-
r annunciar por edital nos primeiros 10 das de
cada mez a presente disposico.
E para constar se maolou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O secretario,
A. F. da Aasumpcac.
O Dr. TristSo de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa, e joiz especial do com-
mercio desta cidade do Recife de Peraambuco,
por S. M. I., que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o prsenle edital virem,
que por ordem do meretisiimo tribunal do com-
mercio acha-se aberla a fallencia de Claudio Du-
beaux, pela seolenca do theor seguinte :
Tendo em consideracao o estado de insolven-
cia do commerclanle Claudo Dubeaux, constante
dos presentes autos, e cumprindo a determina-
cao contida no despacho do meretissimo tribunal
do commercio, hei por aberla a fallencia do dito
coramercianle dalar do primeiro de Janeiro pro-
simo passado, e mando que se ponha sellos em
todos os bens, livros e papis do fallido para se-
guirem-se os termos legaes. Nom-eio carador fis-
cal da massa fallida ao credor Joo Baptisla Fra-
gozo, e depositarios interinos aos credores Amo-
no & Irmo, devendo aquello prestar o juramen-
to do estyloe estes assigoarem o termo de depo-
sito. Faca-se publica a falleocia por editaes. e
sejatn oa credores convocados para o dia 12 do
correte as 12 horas da manba na sala das au-
diencias.
Recife 6 de fevereiro de 1862.Tristio de Alen-
car Araripe.
E mais se nao continha em tal senlenca aqai
transcripta dos proprios autos, dos quaes consta,
que nao aceitando a nomeaco de depositarios
interinos os reteios credores Amorim & Irmios,
fra em seu lugar nomeado o credor Joaquim da
Silva, Castre.
Par lano, pelo presente sao convocados todos
os credores do referido fallido para comparecerem
no dia, hora e lugar cima designado, aOm de se
proceder a nomeacao de depositarios, que ho de
receber e administrar provisoriamente a casa fal-
lida.
E para que o presente chegue ao conhecimento
de lodos, ser publicado e afBxado na forma do
eslylo.
Recife 8 de fevereiro de 1862.Eu Adolpho Li-
berato Pereira de Oliveirs, escrevente juramen-
tado o escrevi.
Eu Manoel Maris Rodrigues do Naseimnto,
escrivo o subscrevt.
Tristao de Alencar Araripe.
O Dr. Tiislio de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa e julz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife de
Pernambuco e seu termo, por S. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, a quem Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem e
delle'noticia ti veten, que no dia 24 do correle
nez se ba de arrematar por venda quem mais I
*er, em praca publica desle joizo, na eala dos au-
ditorios, depois da audiencia, duas pipas de vi-
nho do Porto; regulando 80 caadas cada urna
pipi, avaliada a 5 a caada 6009; quaes sao
pertencentes a Jos Joaquim da Costa Uaciel, e
vio praga por execucio que lhe movem Pal-
meira & Beltro. *%
E nao havendo lanzador que cabra o preceda
avaliagao, a arrematado ser feita pelo valor oa
adjudicado com o abalimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
naodei eassar editaes que serio publicados pela
im prensa e afBxados nos lugares do costume.
Recite 16 de dezembro de 1861.Eu Manoel
O Dr. Trislao de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem ds Roca e juix de direito especial
do commercio desta cidade do Recife de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. imperial e
constitucional o Sr. i>. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
Fa^o saber eos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 34 de fevereiro
seia de arrematar por venda quem mais dr,
em praca publica deste juizo, na sala dos audito-
rios, a parte de um sobrado sito na ra de Santa
Rita n. 1, tendo 3 jaoellas oa frente para cada
una das ras, tanto de Saeta Rita, como de San-
ta Rita Nova, janelUs no oilio e no solio, con
salas, quartos, alcova, cozioha, avaliada dita par-
le por 4:772)730, a qual pertenceote Jos
Joaquim de Oliveira, e vai praga por execugo
que lhe movem Barros & Silva.
E nio havendo lanzador que cubra o prego da
avaliagao, a arrematarlo ser feita pelo-valor da
adjudicacio com o abatimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei paasar editaes que serio publicados pela
imprensa e afBxados nos lugares do costume.
Recite 29 de nevembro de 1861. Eu, Manoel
Mara Rodrigues do Nascimenlo, escilvao o aub-
acrevi.
Declaro que val ser auignado pelo Dr. juiz de
direito da Ia vara criminal em exercicio da do
especial do commercio Bernardo Machado da Cos-
ta Doria. Eu dito escrivo o declarei e escrevi.
Bernardo Hachad* da Coala Doria.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, tendo rece-
bido do Instituto Histrico Brasileiro o offieio
que abaixo vai transcripto, convida a lodos os
seus manicipes, para que concorrm para area-
lisa$o dessa obra de unta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da mesma cmara as
quanas de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernabucanos, a cmara munipal do Recife es-
pera que se prestaro de boa vontade a re alisa-
gao deste grandiozo fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em se 3-
sao de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente."Francisco
Canuto da Boaviagem, official maior servindo
de secretario.
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Mageslade o Imperador a
sua immidiaia protecgao, resolveu que se levan-
taste nesta corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigisse um tmulo digno
de seus preciosos despojos ; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e marmore pela grali-
do brasileira, e que devem iransmittir a posteri-
dade as tradicoes gloriozas que se ligam a um
dos grandes vultos nacin aes, e um dos primeiros
collaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assignados, membros da commis-
so a que o Instituto Histrico incumbi lo
nob-e' misso, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara municipaes do imperio, para
que promovam subscripces populares entre os
seus munieipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas cU povo.
A commlssao desejando que todos os Bra-
sileros possam concorrer para to patritico
monumento, quaes quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quanlias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anniversario na-
talicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva ; a
commisso espera que Yv. Ss. se dignem de
coadjnval-a em to louvavel empenho, activando
e apressando a subscripcao, cujo resultado ser
publicado as folhas diarias d'esia capital.
Deis Guardo Vv Sb. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. pres lente
e Yeriadores da cmara municipal da cidade do
Rocife da provincia de Pernambuco. Euzebio
de Queiroz Coulinho Maltozo CmaraJoaquim
Nerberlo de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Barao de MauJos Ribeiro de
Souza Fonle.Henrique de Beaurrepain Roban
Doutor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SantosF. S. Das da Molla.
Pela subdelegada do Recife ol aoprehen
dido um ca vallo] fflazo, queadava vagando pe-
la ra : quem se julgar com direito ao me.mo
apresente-se nesta subdelegada manido de sea*
documentos, que lhe ser entregue. Subdelega-
da do Recite6 de Janeiro de 1862.
Conselh* administrativo.
O conselho administrativo, para fornectmento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguales :
Pera o 16* batalhio de infantera de linha.
445 botdes pequeos de metal bromeado com
o n. 10 amarello.
Para provimeoto do armizem do arsenal de
guerra.
6 arrobas de lati em lencl.
3 arrobas de rame de lalio n. 12.
5 duzias de laboas de amarello para forro.
5 arrobas de fio de vela.
5 arroba de alvaiide.
10 arrobas de cabo de linho branco de 1 polle-
gada el 1/4 de grossura.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
aa suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, is 10 horas da manhia do dia 17 do
correte mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 8 de
fevereiro de 1862.
Btnto Jote Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vocal secretario interino
Sexla-feira 14 do correte as 10 da manhia, e
depois de fiada a audiencia do Illm. Sr. Dr. jaiz
do orphaos terio de ser arrematados, por ser a
ultima pra^a os bens, inventariados, por fallec -
ment de Joo Miguel Teixeira Lima, de que
invenlariante Feliciano da Paz Teixeira, aio os
seguintes:
m escravo bom fogaeteiro, avahado por 40035
ris.
Duas casas de laipa sob pilares n. 62 sitas no
Caminbo Novo da Soledade contando ambas 32
palmos e meio de frente e 365 de fundo, tendo
mais um telheiro logo ao sahlr da sala de Jamar,
e no meio, entre urna e outra pilares que as di-
vide, e no quintal 9 ps de coqueiros e diversos
outros arvoredoa de fructos araliado csda ama
por 4005000.
Ouiohentastelhas de barro O&OOO.
Mil tijolos de tapamento iOjpOOO.
Um terreno contiguo as mesmaa casas com so-
te palmos e meio, avahado por 37*500.
-Vio a praga estes bens a rcquerimento do in-
ventarente para melhor poder satisfazer as divi-
das de seu fallecido-pai.
Pela administrarlo do crrelo desta cidade
se faz publico que em virtude da convenci pos-
tal celebrada pelos go-eros brasileiro e francez
serio expedidas malas para a Europa no dia
14 oa 15 do corrente pelo vapor inglez Oneida.
As cartas serio recebidas at duas horas antes
da que for marcada para a sabida do vapor e os
jornaes al 4 horas antes. |
Correio de Pernambuco 11 de fevereiro de 1S62
O administrador,
Domiogos dos Pasaos Miranda.
Avisos martimos.
I
COMPAN BUCU
DE
Navegado costeira a vapor
Parabiba, Bio Grande do Norte,
Macau do Assu', Aracaty, Cear
e Acarara'.
O vapor guaran*, corow andan te Viaoaa,
sahir para oa porto do- norte de sua escala at
o Acaraci no dia 20 da correirte mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o dta> 10 ao meio dia. 3.a-
commendas, paasageirosedinbeiro a frete ase o
dia da sabida s 2 horas: esxriptorio ao Forte
de Mallos n. 1.
Rio de Janeiro
o hiate aNoraes, primeira claase, forrado- lie co-
bre, novo, segu com brevidade por ter tratado
meio carregamento ; ainda recebe alguma carga
e escravoa a frete ; trata-ae com os coasigwata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.
ministradores da missa fallida de Jos Ribeiro
Pontes, das dividas activa da mesma massa, i
11 horas do dia cima mencionado em seu es-
criptorlo oa ra da Cideia n. 9, onde se poder
dar desde j qualquer esclarecimeoto acerca das
referidas dividas.
Gontiuoacao do leilao
DE
todas as fazendas da lojada
ra do Cabug n. 8
M^m
as 8
i>eeiara$oes.
Correio.
(CffiffllPMfflltlL
DAS
Messageries imperiales.
Ateo dia 1( do corrente espera-se da Earopa
o vapor francez Bearn, commandanle Aubry de
(a Noe, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Rahia,
para passsgsns etc., trata-se na agencia ra do
Trapiche o. 9.
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MOTST1ES l IMm.
O vapor Oyapock, eomnandante o capitio
de mar e guerra Gervazio Mancebo, esperado-
dos portos do norte at o- dia 15 do corrente, o
qual depois da demora do eostome seguir para
os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder eonduzir, a qual de-
veri se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e eocommendas at o dia da sabida i
2 horas da tarde : agencia roa da Cruz n. 1, es-
criplorio de Antonio Luiz de Oliveira Azeyedo
&c. ^
Para o Rio de Ja-
neiro, \
Rio Grande do Sul sahir impreterivelmente no
dia 13 deste mez o patacho nacional aArapehy,
recebe passageiros e escravos a frete : trata-se
com Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no lar-
go do Corpo Santo, escriptorio n. 1^, oa com o
capitio na praga do commercio.
Para o Porto.
Segu em poucos dias a barca portugueza
Flor da Maia, por ter parte do seu carregamen-
lo prompto ; quem quizer carregar oa ir de pas-
ssgem, dirija-ae ao consignatario do mesmo em
sea escriptorio da ra do Apollo n. 43, segundo
andar.
as 10 horas do dia at
horas da noite.
CosteCervaldo continua a fazer leilao das fa-
zendas da referida loja ao correr do martelloha
fazendasgrossas e finas, de algodUro, linho e se-
das, como a* rjee sao necessarias para a prxi-
ma queretma.
Tem mvitas comas proprias para o carnaval
um leilao- importante e tio importante quea
ioguem deveri esperdiear tio boa occasiio dea
echiochar, pois se tem tudo arrematado pora
ecos tio baisns que se admira, somente- paraaa
gamento dos credores. A elle I A elle I
LEILAO
A 14 do corrente^
Daniel Killmau, capillo do brigoe americano
Alpine, [consignatarios Henvy Porster & C.)
far leilao por intervenco do agente Oliveira, e
por conta e risco de quem pertencer, precedida
a autoiisacff do Illm. Sr. inspector da alfande-
ga e em presenca de uai empregado para o ef-
feito nomeado pelo mesmo; e do Sr. cnsul dos
Estados-Uoidos, de cerca mil couros seceos do
carregameoto do dito brigue o para occorrer aos
gastos neste porto, onde arribou por for?a maior
na sua actual viagem, procedente do Rio Grande
do Sul, com destino a Antuerpia:
Sexta-feira l
do corrente, ao meio dia em ponto, no armazem
aifanaegado do Exm. bario do Livrameeto, sito
no ees d'Apollo.
LEILAO
Desinfecto.
O abelxo assigaado veirde n sua botfea'B*
ra Direila o. 88, os seguinies desinfectantes por
ter para isso o aparelbo necessario. thloro para
desinfectar oespaeo de 810 ps rbicos por 2
liquido desinfctame das materias fecaes una
garrafa 1J. ps desinfectantes dss mesma ma-
terias urna libra 1$, liquido para mergalhar a
roupa dos accommetlldos a 640 r.., a-foa chioru-
retada que supre a de labarraque someate na par-
te da desinfecto por ser carregada 10vez*s mais
do ehloro (pelo que declaro que nao se foca del-
la uso interno) 1J>.
O publico desta cidade deve estar lemferal
de.que rreste Diario fot transcripla urna corre-
pondenci do sul, oa qoirl declarou-se. qoe, trt
um dos portos onde grassrrva a febre amarella
commaodaote de um dos navio sorlos n'aquell.
conservando o cnloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal, ao passo qoe os mais soffrerana
e houveram meilas victimas.
Para o deserapenho da dosinfecgo acomp*
ohar a expcacw.
Jos da Rocha Parsnhos.
Alfred Leveavx vai ao sul do imperio.
Aluga-se o sooradinho da ra dos Burgo*
n20, em frente a rae da Moeda ; quem preten-
der dirija-ae a ra da- Cadeia n. 35 loja de *-
zeadas.
REMEDIO IUSOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Mrlhares deindividaos da todas as nacoaar
podera tes'eitHnbar as vrrludes deste remedio
incoroperaveleprovarara caso necessa.o,qut,
pelo use que delle fizerem teto sea arpo
membrosinteirenentesosdepoisdehater em-
pregado inalmeme ou'.rostratanienios. Cad
pessoa poder-ie-baconvencer dessascurasma-
rtvihoas peleitra dos peridicos, quelh'a
relatam todos or dias ha muitos annos;
maior parte dellas sao to sor prndenles qu
admiram os mdicos mais celebres. Quantaa*
pessoasrecobrarsm com es.e soberano remedio
o uso da seus bracos e pernac, depois, dedar
permanecido longo temo no? bospitaes.o te
deviam sofirer aampoteao I Deltas ba mui-
casqueliavendodeixacvoe3es, asylos depade-
timeniee, para se nao sbme;eren aessaope-*
raco dolorosa feram coradas comple:amen,
mediante o uso dess9pree:oso remedio. AI-
gumas astaespesoana en'uso de seu reeo-
nhec'ime-itodeclararam estes resultados benefi-
cosdiante do lord eorre[,edor e outros-magis-
trados, afimda maisautentrearem sua afirma-
tiva. #
Niosuem desesperara do estado desande se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantementfcseguindo algnm tempo o
tratamenio que necesetasse a natureza do mal,
cujo resu'lado seria provarincontesiavelmente,
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segwlntes casos.
Freta-se
Pela administracio do correio se faz publico,
que boje (12) pelas 10 horas da manhia em pon-
to serio fechadas as malas que deve eonduzir o
vapor francez Bearn, chegado hontem da Europa
e com destino a Bahia e Rio de Janeiro.
Pela administracio do correio de Pernam-
buco se faz publico que em conformidade do de-
creto n. 787 d9 15 de maio de 1851 e respectivas
iostruccoes teve boje lugar o processo de aber-
tura das cartas atrasadas pertencentes ao mez
Janeiro de 1861 condemnadas a consumo pelo art.
138 do regulamnto dos correios de 21 de de-
zembro de 1844, assislio o commerclanle Miguel
Jos Barbosa Guimaraes. Desta abertura resul-
tou acharem-se 8 cartas com documentos des-
criptos em livro proprio para esle Um destinado,
Meando recolhido convenientemente para ser en-
tregue a quem direito pertencer : urna carta de
J. I. S. Sobral para D. Anna Victoria de Souza
Uagalhies com urna sedula de 2# ; dita de Pro-
pia de Liobino Jos Correia de Almeida para
Carlos Jos Francisco de Medeiros com urna s-
dala de 25; dita de Bezerros de Trsjano para
Manoel Leocadio de Lima com urna sedula de
59 ; dita de Jos Antonio de Figueiredo Jnior
do Rio de Janeiro para Marcelino Jos Silveira
com um recibo de 1:7009 ; dita de Jos Fernan-
dos da Fonseca do Rio de Janeiro para Manoel
Jos Correia com um recibo de um escravo ; di-
ta de Norberto da provincia do Cear para Joio
Marques Costa Reis com urna ordem ; dita de
l-'aria & lrmo do Rio de Janeiro para Faustina
Maria do Espirito Santo com urna leltra dita
de Gandra (reino de Portugal) para Fortnalo
Luiz Barboza com urna eeilidio. Por ultimo
procedeu-se a queima das carias mencionadas de
que se lavrou o respectivo termo que o que se
segu.
Correio de Pernambuco 5 de fevereiro de 1862.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
TERMO DE CONSUMO DAS CARTAS ATRAZA-
DAS DO MEZ DE JANEIRO DE 1861.
Aos 5 dias do mes de Janeiro de 1862 nesta
administrarlo do correio as 11 horas do dia es-
tando presente o Sr. administrador Domiogos dos
Passos Miranda e mais empregados abaixo de-
clarados procedeu-se em virtude do art. 138 do
regulamnto dos correios de 1844 o consumo de
342 cartas e 66 jornaes, sendo 174 selladas ; 168
e 66 jornaes com portes na importancia de 25J600
rs. como consta da factura abaixo declarada cu-
ja importancia vae descarregada nesta data ao
referido administrador e theaoureiro.
E para conitar lavrou-se esle termo em que
assigoou o retadlo administrador.E eu Fran-
cisco Simdes da Silva, ajudante contador o es-
crevi.
O administrador,
Domingos doe Passos Miranda.
O official papelista,
Eduardo Firmino da Silva.
O official papelista,
Luiz de Franca de Oliveira Lima.
O porteiro,
Manoel Harinbo de Souza Pimental.
Subdelegada da polica do
districto de S. Jos 5 de fe-
vereiro de 1862.
Por esta subdelegada se faz publico que se
acha recclhida a casa de delencio por andar f-
gida a mulata de nnme Maria, que diz ser escra-
va de Antonio Jos Gongalvea, morador en Pao
d'Alho, quem com direilo sa julgar a ella pro-
va odo ser entregue. Qotrosim. acha-ae depo-
sitado um cavallo assa que foi encontrado vagan-
do pelas ras no dia 4 de dezembro do anno paa-
- o re-
REVL COHPAMIIA
DE
Paquetes ingleses a vapor
At o dia 14 do correte espera-se do sul o
vapor Oneida, commandante Bevis, o qual de-
ois da demora do costume seguir para Sou-
thompton tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa, para passageos etc., trata-se com os agen-
tes Adsmson Howie & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecbarem as malas ou urna ho-
ra antes pagando um palacio alem do respectivo
frete.
para qualquer dos portos do norte, ou mesmo
para o Rio de S. Frandsco e Bihia o bem coche-
cido hiate Nicolao 1 ; trata-se na ra da Ca-
deia n. 57.
Para o Bio Grande do Sal pretende sahir
com brevidade o patacho Gaarany, para onde
recebe carga a frete, como escravos : quem no
mesmo quizer carregar pode entender-se com os
consignatarios Amorim Irmos, ra da Caz nu-
mero 3.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue porluguez
Constante, capilao Augusto Carlos dos Reis,
visto ter prompta a maior parte do sea carrega-
mento: para o restante e passageiros, para os
quaes tem excellentes accommodacoes,. trata-se
com Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Corno Santo, no escriptorio, ou com o capitio na
praga do commercio.
Para
Sexta -feira 14 do corrente.
O agente Pinto far leilao a reqaerimento de
Parete Tianna & C. e por despacho do Illm.
Sr. juiz especial do commercio das dividas-acti-
vas dos ausentes Manoel Joaquim de Oliveira &
C, s 11 horas do dia cima mencionado em sea
escriptorio ra da Cadeia n. 9.
Os papis e alguna documentos das referidas
dividas poderio ser examinadas desde j no es-
criptorio do referido agente das 9 as 3 da tarde.
LEILAO
DE
Louca iogleza
Quintafeira lo do correte.
O agente Pestaa ven lr em leilao por conta
de quem pertencer porcio de louca iogleza, co-
mo seja chicaras e pires, bules, sssucareiro,
mantegueiras, ligelas, copas de vidro etc., que
tudo ser vendido em lotes a vontade : quinta-
feira 13 do corrente pelas 10 horas da maoha
no armazem do Sr. Aones defron te da alfandega.
Avisos diTersos.
Por militas vezes se tem annun-
ciadoque somente se recebem asignatu-
ras deste Diario a 5#000_ por trimestre,.j America do sul, Havana Hespanha.
VenJe-se a 800 rs,, cada boaetinha
\ ;
C0XP1NHU PERNA1BUG4IU
DI *
Navegacao cosleira a vapor
O vapor cJaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do sol de sua eacala no
dia 15 do correte as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 14 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para a ilha de S.
Miguel
sahe com a maior brevidade possivel o patacho
porluguez Lima ; para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se com os seus consignatarios Joio
do Reg Lima & Irmao.
Rio de Janeiro,
O veleire patacho nacional Capuan. de pri-
meira marcha, pretende seguir com muita brevi-
dade, tem a seu bordo dous tercos de seu carre-
gameoto : para o resto que lhe falta, passageiros
e escravos a frete, para os quaes tem excellentes
commodos, trata-se com os seas consignatarios
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ance?es.
Cortaduras
Dores de cabe-a.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da calis
em geral.
Ditas de anua
Erupe,5es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta det
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
I chaces.
Inflammacao do 6gado.| das as pernas.
Yende-se este ungento no estabelecimeato>
geral de Londres o. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregades de sua venda em toda a
Inflammacao da{bexig-
da matriz
Lepra.
Maleadas pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.-
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supu:ae5es ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do Sgado.
das articulaces.
Veias toreidas ou no-
Rio de Janeiro
O bem conheeido e veleiro brigue nacional
Damioa'preteode aeguir com muita brevidade,
tem parte de seu carregamento engajado : para o
rastoque lhe falla, trata-se com osmus consigna-
tarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, no
sea escriptorio ra da Cruz n.l.
Rio de Janeiro
sendo pago dentro de 15 das do come-
co, mas acontece que alguna de seus
assignantes demorein o pagamento alem
daquelles dias, e se ulguent com direi-
to a paga-lo a dito preco ainda mesmo
que falte meia duzia de dias para se
rencer o trimestre; por tanto de novo
se declara que nenhum direito tem o
subscriptor de pagar a subscripcao a
seu arbitrio, e sim como est estipulado,
nao servindo de desculpa o nao ter sido
procurado, por quanto nenhuma duvi-
da ha em receber-se na liviana ns. 6 e
8, da praca da Independencia, por nao
haverem tantos recebedores, quantos
seriare precisos para encontrar em
suas casas, a alguns assignantes.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Osdonos dos nmeros abaixo declarados po-
dem mandar buscar que estio promptos : 137,
283, 156, 324; 848. 247,175, 1S2 326, 172, 149,
87, 231.129, 144, 298, 274, 103f 189. 249, 13,
42, 243, 23.
LOTIRIi
COMPANHA BRSLEIRA
DE
E esperado dos portos do sul al o dia 12
do correte, o vapor Tocantins, commandante,
o primeiro lente Pedro Hyppolito Duarle, o
qual depois da demora do costume seguir para
os\portos do norte
()esde ji recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder eonduzir a qual deveri
aerlemuarcada no dia de sua chegada, encom-
raendas e dinheiro a frete al o dia da sahida s
3 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antocio^iLuizJ de Oliveira Azevedo
& el
Para o Porto e Lisboa,
eleiro e bem conheeido patacho- nacional
6e, pretende aeguir com muita brevidade
pralos dous portos cima, tem parte de sea car-
regamento a bordo, para o resto que lhe falta e
passageiros para os quaes tem exceHentes com-
modos trata-se com oa (seas consignatarios An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C., no sea es-
criptorio ra da Croe. n. 1.
Lisboa.
O brigue porluguez Bella Figueirense, capi-
tio Jos Ferreira Lesss, sahir com brevidade
por ter a maior parle de seu carregameoto prom-
pto : para carga e passageiros, para os aoaes
tem excellentes commodos : trata-se com F. S,
Rabello & Filho. largo da Assembla n. 12,
A barca nacional Amelia tendo parte de seu
carregamento tratado, pretende seguir eom muita
brevidade t para o resto que lhe falta, os preten-
dentes enleadam-se com es seus consignatarios
Antonio Laiz de Oliveira Azevedo & G no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Leiioes.
ca-
m carro e ui
vallo.
Sexta-feira 14 do corenle.
O agente Finio far leilao a requerimeeto do
lestamenteiro do Aado Joio de rinhjo Borges e
por despicho do Illm. Sr. Dr. juiz d* orphaos,
de um carro de 4 rodase um cavallo i pertencen-
tes ao mesmo finado, aa 10 horas do/dia cima
mencionado em aeu escriptorio rus; da Cadeia
n.9.
&MIiL
Rodrigues do Haseimente, escrivio o eubs-lsado, quem provar ser seu legitimo dono
crevi. 1 cebera.O subdelegado,
Tristao de Alencar Araripe. I
Correia da Silva.
Fara a Bahia segu o palhbaote Santo Amaro
para alguma pouca carga que lhe falla trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
I na ra da Madre de Deus o. 12.
Ter^a-feira 18 do cerrente, andarSo
impreterivelmente as. podas da ultima
parte-da nona e primeira da decima
lotera da matriz da Boa-Vista desta
cidade, no consistorio da igreja de Nossa
Sen hora do Rosario de S. Antonio.
O bilbetes, meios- e quartos achara-
se a venda na thesouraria da loteras,
ra do Crespo n. 15 e as casas com-
raissionadas. Os premios serSo pagos
& entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
' O Sr.JoSo Hyppolito de Meira Li-
ma, queira apparece- nesta typographia
que se lhe precisa fallar.
Quem precisar alugar um moleque : dirja-
se, a ra da Imperatriz o. 86 hotel da Aurora.
Alaga-se urna meia-agoa nos fundos da ra
do Nogueira per 8#000 mensalmente : a tratar na
roa do Quemado n. 71,
Festa de S. Gonzalo na
Boa Viagem
Sabbsdo levantar-se-ha a bandeira, e do-
mingo 16 do crenle lera lugar a {eala, sendo
orador o Rrro. Frei Joaquim do Espirito Santo.
No dia 15 do correle depois da audiencia
do Dr. juiz municipal da segunda vara, tem de
ira praca a escrava Joaquina, idade 26 asnos,
servico domestico, peohorada ao Dr. Candido Jo-
s Casado Lima por execucio de Luiz de Franca
Souto.Escrivo Athayde.
Precisa-se de urna |ama de leite, paga-es
bem : na ra da Concordia o. 33.
m
Sexta-f ira 14 d corrate.
agente Piolo far leilao /por ordem dos ad-
conlra
urna instrueco em portuguez para explicar
modo de fazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Souna,
pharmaceutico, na ra de Gru n. 32, tu
Pernambuco.
Atteneo
No dia 11 do corrente desappareeeu pelas 5 Ij2
horas da madrugada a escrava Detmirs, e tem os-
seguintes sizoaes : altura regular, secca do cor-
pe, representa ter de 25 a 30 aeoos, quando oa-
da muilo apressada e muilo direita, parece ser
cabrocha por ter bom cabelle, e cosluma arre-
ma-lo da moda que quer, tem'falla de 2 denles
na frente do lado de cima, levo* um roupio 4a
chita preta e um de cambraia cor do azeiton*
cbale preto adamascado, usado, otuito desemba-
razada e bem faUanle, capaz de Iludir a qual-
quer pessoa, iotitula-se Luiza a natural do Ma-
raohio, sabe todos os arrabaldes da cidade, e
mesmo fora dola por ter aneado embarcada
quando foi escrava do lenle Jos Bernardioo
de Queiroz : roga-se aea senheres mealrts de
biates, barcadas e canoas nao lhe darem sabida,e
protesta-se contra qualquer pessoa que a tiver
oceultado ; igualmente se pede s autoridades
policiaes e capitaes de campo a prendare e le-
ven-, i laberaa da ra das Crujes n. 42, junto ao
sobrado do Sr> .Figueiroa qe serio generosa-
mente recompensados.
O Sr. Celestino Garlos Coelho Gio e ilixi-
miano Francisco Dusrts, teem carta.-, na ra do-
Trapiche Novo o. 6.
Aluga-se o solio do sobrado da ra do
QueimadO que faz quina para o bScco do Peixa
Frito : a tratar no terceiro andar do mesmo, do
*manhaa at as 9 bojee, e a lardo das 3 horaav
em diante.
Aluga-se o terceiro andar de casa n.48 dav
ra do Trapiche, esquina do Corpo Santo.
Aluga-se urna eserava que sabe lavar e en
gommar, e coziahar: as pessoas- que pretende-
ren), dirijam-ss a ra da Santa Cruz n. 30, pre-
lerindo-se casa de pouca familia.
O bilbeto 2705 da ultima, parle da 9.', e 1.*
da 10." lotera em beneficio da matriz da Boa-
Vista, perlence a Illma. e Exeas. Sra. Di Adelina
Gomes de Miranda, residente na provincia do,
Amazonas.
Atteocao
No di 9 de fevereiro deeapoarecea, urna espin-
garda de dous canos muilo finos de dentro do.
mnibus que governa o boleeiro Francisco da-
Luz, e desuppor que dita espiM*rda foi furia-
da per algum delles oa eslribeiro: quem .des-
cubrir queira entregar em Apipucos ao adminis-
trador de Claudio Duaenx, no ataclfe a seu, dono-
Cndido Pereira Mooteiio, m ra do caes 24
de Novembro n. 32, que ser* recompensado.
Esti para alugar-ae o segundo andar do so-
brado n. 193, e a casa terree n. 191 da raa Im-
perial : a tratar na ra da Aurora n. 8S.
_ O padre leio Jos da Costa Ribeiro. subs-
tituto da aula de lalim desta cidade, leccin
particularmente em sua casa no pateo do Carmo
numero 16.
S Aluga-se um 4* andar coro excellenlea #
cemmodoa : pa ra da Cruz n. 81.
aaux vae ao sul ib imperio,
Alfred Leraaux'
Real engttsh bbots.
Campos & Pereira beg to ennounce lo Ibeir
numeros friend and thu publie generally, that
they have juat received a aanail lol of Ladies anl
Genttemew Bools of the besl eoglisb manufactu-
re, very suiteble for Wiater Wear. waicb iy
are selling al lhe foilowieg lou prlces Genltemena bes palent cowhide bools ujruws
Ladtes^ery superior calf boots 7JJ0O0 por pair,
N. 32-Rua .da Cadeia do Recife,


O carnaval!!!
Ordemdodi n. \u
Quartel general do campo do
arsenal de guerra, 8 de f-
vereirode 1862.
O general em cbefe de todas as forjas masca-
radas da guarnigao desta cidade, manda declarar
aos commaodaalea dos dilerentes corpos monta-
dos ou a p. que, oa con[orraidade das posturas
municipaes devero uniformisar-se para enarenar
nos dias i, 3 e 4 do prximo futuro mez de mar-
go, formando 850 Ji?isjr>es e 1987 brigadas, as
Suaes terao suas paradas onde*quizerem, e des-
laro por onde melhor Ihes coovier, com tanto
que se conservera em boa ordem e devirtam o
povo desta capital. s
O mesmo Eim. manda tambero declarar, que,
as lardes desses meamos dias haver Da ra
da Prais,' cavalhadas corridas por esbeltos caval-
leiros que farao parle do mais Cello e do*-mais T-
lenle esquadrSo, o qual se formar no referido
campo do arsenal.
O mesmo Exm. julga conveniente convidar a
todos os Srs. officiaes da cavallaria corredora que
ainda queiram incorporar-se ao mencionado es-
quadro, para que hajam de inscrever-se na leja
da ra do Crespo o. 20 A, afim de opportuna-
mente receberem os cartes, sem os quaes nao
aera permillido incorporar se e nem correr as so-
nreditas cavalhadas, sendo qne nenhuma despeza
aro seoo cora os seus vestuarios e laDca?.
O mesmo Exm. manda por ultimo declarar que
as 3 horas da tarde de cada ura desses dias, o
respectivo esquadro com o seu commandaote ao
lado e o competente clarim na frente, desfilar do
Caraoo do arsenal para a ra da Praia, onde o
estar esperando urna bella msica marcial, para
applaudir aos que tirarem a desojada argolinha.
D. Roberto de liiscaia,
Ajudaote de ordens de semana.
Publicages do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TUES01R0 HOIEOPATHirO
ou
VADE-MECIMDO HOMFOPATHA.
(Segunda ediccao consi-
deravelaiente augmen-
tada.)
Diccionario, popular de medicina lio-
meopalhico
PELO ER.
SABINO OL.PINHO.
Gontinuam as assigaaturas para estas obras a
25^000 em brochura at fevereiro.
Ra de Santo Amaro (Mundo Novo) n. 6.
AGITADO!! YWHICil
DO DOUTOR
MMM L IPHKD.
Para a preparaco dos medica-
mentos homeopalli icos.
Os medicamentos preparados por esta machina
sao os uoicos, com que se podem coatar no cu-
rativo das molestias perigosa. E como seja o
CHOl.lglA MORBUS ama d'aqnellas que nao
admittem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a oulros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopalhia os ventajosos re-
sultados que ella assegura.
Acham-se a venda carleiraa e meits earteiras
especiaes contra o cholera, acompanhadas das
competentes insiruccoe, pelos pregos conheci-
dos, na pharmacia especial homopathica, ra
de Sanio Amaro (Mundo Novo) n. 6.
N; B. Os homens de bom senso reconhecem
certamente que sendo o Dr. Sabino a fonle pura,
d'ondeemanou a homeopalhia em Peroambuc
e em todo o norte, elle o nico immediata-
mente interessado no seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte lo somonte nelle
que se pode encontrar garantas, quer em rela-
co applicaco da acieocia no curativo das mo-
lestias, quer em relacao preparago dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do l)r. Sabino trabalham cons-
tantemente debaizo de snas vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro o outro francez quem paga ordena-
dos vantajosos), os quaes sao ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quando o servico o exige,
na deslillaco do espirito de vinho e d'agua, n
manejo das machinas, na desecacao dos glbu-
los, na distribuido das dilulc/jes etc., etc.
E" evidente que para o Dr. Sabino exercer a
homeopalhia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
soal.com machinas e coma obtensSo das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho na preparagao dos medica-
mentos ; mis elle nao se contenta com o bem,
queja tem feilo, dando homeopalhia a nopu-
lsridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeigao dando aos seus remedios
a maior infallibilidade possivel em seus effeitos
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
teriaes da vida ; elle se desvanece em ler nos li-
aros estrangeiros que a suapropaganda em Per-
nambuco]foi lio brilhante que nao tem na Eu-
ropa wnnuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMOPATHICA DE PARS, tomo 4 pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A IIMEO-
PATHIA, por Granier, pagina 102); mas a sua
ambigo muito mais elevada : ella se dirige a
legar as gerages futuras um nome eslimavel
pela gravidade e importancia dos seus servigos,
jiela sioceridade de suas convieges, e pela fir-
meza do sea caracter.E' por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muilo...
Injecco Brow
TRemedio infallivel contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza ra da Cruz n.
22. Preco Z$-
Domingos Sorbet, subdito francez, vae pa-
ra o Rio de Janeiro.
Delflno Antonio Rodrigues, retire-se para
Tortuga!, a tratar de sua saude e mais sua familia.
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de novo gosto
Retratos de novo gosto
Reiralos de novo goito
Retratos de novo gosto
Hawleyotypo nova invengao
Hawleyotypo nova invengSo
Hawleyotypo nova invengao
Hawleyotypo nova invengao
Hawleyotypo nova invengao
Precos baixado para pouco
tempo.
Pregos baixado para pouco
Pregos baixado para pouco
Pregos baixado para pouco
Pregos baixado para pouco
3#00G 5#000 10#000 20#000
3JO0O 55J000 103000 20000
35000 5000 10*000
3S000 5^^000 10/000
3$000 5J000 IO3OOO
Para retratos
Para retratos
Para / retratos
Para retratos
tempo
lempo
tempo
tempo
209OOO
20*004
20#000
Para retratos
Explendido]quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido qQadros dourados
Espleudido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
machinas para retratos
machinas para retratos
machinas para retratos
machinas para retratos
de lindos gostos
lindos gostos
lindos gostos
lindos gostos
lindos gostos
venham ver
Vende-se
Vende-se
Vende-se
Vende-se
Gaixas
Caixas
Caixas
Caixas
Caixas
Todos
de
de
de
de
Todos
Todos
Todos
Todos
venham
venham
venham
venham
ver
ver
ver
ver
Ama.
Precisa-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia, prefere-se captiva ; a tratar na loja
4a Victoria, na ra do Queimado n. 75.
Nesta typographia, precisa-je fal-
lar ao Sr. Dr. Juvencio Alves da Sil-
va Ribeiro, que reside no Cabo.
Gabinete porlugnez de
Leilura.
De ordem do Illm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao de novo convidados oa senhores
conselheiros a reunirjm-se em sesso extraordi-
naria, quarta-feira 12 de fevereiro, s 6 horaa da
"rae, na sala das sessoes do mesmo Gabinete.
enl "V d0 .Gabinelo Portuguez de Leitara
em Pernambuco 5 de fevereiro de 1868.
M. Soares Pioheiro,
1 *" secretario.
Os abaixo assignados fazem atienta 10 pu-
blico, e principalmente ao corpo do commercio
gyrava na razio social de Brandio 4 Ozorio, fi-
jando a cargo do socio Jos Francisco Braudao
todo o activo e pasiivo. Recife 3 dafeversiro de
1862.Jos Francisco Brando.Belarmino Jos
Pinto Ozoritr,
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
p*ra tirar retratos
A. W.-Osborne retratista ame-
ricano
A. W. Orborne retratista americano
Ru* do. Imperador
Ra do Imperador.
Precisa-se de uras ama para coziohar e
comprar: na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, entrada direfla.
-Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Filippe Santiago de Senna avisa ao publico
que mudou sua residencia para a ra da Impera-
triz (outr'ora aterro da Boa-Vista) n. 42, priraei-
ro andar, aonde pode ser procurado.
Aluga-se, vende-se 01 permuta-se por urna
casa terrea nesta cidade um bom sitio com casa,
no lugar dj Varzea, conhecido pelo sitio da Crui,
quo foi do padre Jos Sim5es : a tratar no becco
de S. Pedro n. 8.
xmmmmmm mmmmm
*""] O bacharel A. F. Trigo de Loureiro A
continua no exercicio do seu magisterio
I de preparatorios por casas particulares e
1 collegios das 4 as 8 horas da tarde, para
o que pode ser procurado, das 9 horas da
manha s 3 da tarde, no seu escriplo-
rio, na ra do Imperador n. 40.
mPBWfBvnvm mmw wttt* WWWWWWB9WMB
Na noite de aabbado para domingo dessp-
pareceu do sitio de Dent Jos da Costa Jnior,
na Ponte de L'choa, um escravo pardo claro, de
nome Francisco, tem 17 para 18annos de idade,
cheio do corpo, com olhos pardos, as mos e ps
um tanto grandes : quem o pegar e levar ao re-
ferido sitio ser bem recompensado.
O bacharel Henrique do Reg Barros advo-
ga no crime e no civel ; pode ser procurado to-
dos os dias uleis das 9 as 3 da tarde ; na ra Es-
treita do Rosario n. 23, escritorio do Sr. Dr. Fei-
tosa, e em outra qualquer hora na ra da Aurora
n.22.
Joaquim Jos de Souza manila a Portugal
sua mulher Margarida da Eocamago Portugal.
Salvador Rodrigues da Silva-vai ao Rio de
Janeiro.
***B9*.l***a;*a|
X


ej
9
9


O hachare! Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es
quina que volta para a
camboad Carmo.
3
9
i
:
9
9
999999$$$99999$99>9*
Aluga-se o terceiru andar da casa n. 48 da
ra da Cideia do Recife; a tratar na loja do
mesmo.
mmmsmm mmm mmm
Al o fim deste mez!
SAHE DO PRLO
o vol
ume
DO
Hoyo mellioilo pratico thcoi-Lco S
PARA APRENDER .2
!A ler, fallar, escrever e
traduzir o francez
. EM 6 MEZES
Segnndo o facillimo systema
allemSo
DO
DR. H. OLLENDORFF.
r-OR
CICERO PEREGRINO.
Obra inteiramente nova e nica escrip-
ia em portuguez por eue systema ; p-
provada pelo conselho director de ins-
truyo publica desta provincia 2 rola-
mes 79.
Recebem-se assigaaturas na ra do
Queimado n. 26, primeiro andar.
Precisa-se alagar um preto, dando-se o
gstenlo, e paga-se mensal oa semanal, para o
servigo desta typographia : na lirraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
OrTerece-se um menino eom idade de 13
anuos, de boa conducta, que sabe bem ler, es-
crever e contar, para o servico de loja de (alen-
das, miudss ou sapatos ; oa roa do Sebo n. 5.
DIAIIO DE PERNAMBUCO QUARTA F1UU 12 DE FEVIRBIRO BE 1*63.
Sociedade bancaria.
Amorta, Fragoso, Sintos Je G. acam e tornare
saques aabre a graga da Lisboa.
wecf-ie de um oflicial de bar-
beiro : na,*la das Cruces n. 35.
Joo Guilherme Romer, armador de corti-
nados (na ra do Hospicio n. 87) participa ao res-
peitavel publico que tem recabido excellentea
molduras douradas para cortinados de ianellas,
tambera vende borlas, cordo. galleras e paters
de bronze que pertenze aos ditos.
Saques sobre Portugal.
Hanoel Ignacio de Oliveira & Filhosaecam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio o. 19.
mmm mmmmmmmm*
1
s
Dentista de Paris.
15 Ra Nova-* 15
FredericGauterirBrgiodantisu,!a*
todas as oparac5es da sua arta acolloca
dentestrtificiaes, tudocom a supariori-
dada sp arfeigo que a pessoaskntendi-
das lhereconhscem.
Ten agua e psdentifricios le.
mmmmmmmmmmm*
Aluga-se para casa de pouca familia urna
cdoulinha de 14 annos : a tratar na ra da Guia
no sobrado n. '26.
Manoel de Jasas.Ribeiro, subdito portu-
gus, retira-se para lora da provincia.
O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
CONSULTORIO ESPECIALJIOIEIPATHICO
BO DOUTO
_ SABINO O.LfmHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) nJ6.
Consultas todos os diaa alela desda aa 10 horas
at meio dia, acerca daa seguales molestias
molestias da mulhsres, molestias das crian-
cas, moktltas da ptllt, mokptiat dos olhos, mo-
Uttias syphxhticat, todas as especies dt ftbres
[tbrtt xnttrmttentet a suas consequencias,
V /jA^"ACU MPEau- HOMOrATHICA .
verdadeiros medicamentos Ihomeopathicoa pre-
parados som todas as cautela a necessariaa. in-
lalliveis em seus effeitos,tanto em tintura, como
!us P Prefi" mV* commodos poa-
N. B. Oa medicamentos \> Dr. Sabino sao
anuamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora dellaaofalsas.
Todasaacarteirss ao acoriipanhadas da um
tmpresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa^lDr. Sabino O. L.
Pinho, medico braaileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
da, As carleiraa qae nao levaram essa impresso
uaim marcado, emboratenham Watampa o no-
na do Dr. Sabino sao falsos
Mole que.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, tercei-
ro andar.^precisa-se de ura moleque de
de 15 aons para cima, quem o tiver pa-
ra alugardirija-sea referida casa.
Alaga-seum grande armasem defronte da
igreja de S. Francisco : a tratar na ra do Cris-
KMesM mmtmm Meanisut
Aviso.
i
Roga-se encarecidamente ao Sr. Jos
Francisco de Barros Reg Jnior, a hon-
dada de dirigir-se a ra do Crespo n. 17,
para coocluir o negocio que priocipiou
E em 28 de juoho de 1860. S
&mmm mmm mmmm&
Precisa-se de 3:0005 premio sobre hypo-
iheca em bees de raiz, livres e desembarajados,
pelo espa-jo de 10 mezes, pagando-se juros con-
forme se convenciooar : quera quizer dar, an-
nuncie para ser procurado.
Um mocosolteiro offerece-se para leccionar
pnmeiras letras em qualquer eogenbo : a tratar
na ra Nova o. 51, primeiro andar.
! Attenco.
I No dia 12 do corrale, 1 hora da tar-
de, na ski dos auditorios, peranle o Dr.
juiz municipal da segunda vara, tem de
ser arrematados em praca por venda os
bens seguintes: a casa de sobrado de um
andar e solo n. 2, sito na travessa da
matriz de Santo Antonio, avahada em...
10:000;jOOO ; outra dita terrea n. 15, sita
na ra das Trincheiras, avaliada em ris
2:000$000; oulra dita terrea meia agua o:
1, sita na ra de S. Francisco, avaliada
em 400o000 ; outrs dita terrea n. 1, sita
na ra do Areial do Brum, avaliada em
1:000$ ; outra dita terrea com pequeo
so'.o o. 3, sita na niesrr.a ra, avaliada
em l:200.j ; e outra dita terrea n. 5. sita
na. mesma ra, avaliada em 1:0000000,
sendo essas tres ultimas situadas em ter-
renos de marinha, cujos bens sao porten- '
centes ao espolio do finado padre Jos I
Leile Pilta Ortigueira, e vio a praca a re* .
querimento do testamenteiro e inventa-
riante para pagamento dos dbitos do
mesmo finado padre Jos Leile.
Especial hOiiieoiiatiieo
Ra das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo propietario qualquer hora, havendo
abi sempre grande sorlimento dos verdadeiros medicamentos homeopathieos, preparados em Pa
ns (as tinturas) por Calillan e Weber, os mais acredilados nharmaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopalhia.
nfallv.ur0^etrO ^ wnsultorio nio pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
iu dinveis, porque nada ha infallivel em fados humanos; nem to pouco superiores aos que por.
ian E" m PTe cerl que qua DS faMmos ou,ro P^6 egualmente fazer lo bom
"JT-.'^y- ?"** qua nelle nao ha traficancia, e que o servico da preparaco corra
tesa^^^ .*ss ^^jl. P,ra
de quS2r^toJ5 "Ji* elemeDlS da homeoPlhia' commodados intelligencia
mXSni \'J pr6SU,'S.e 8'inteoieupropriettrio, com seus esforcos e
madieamenios. a todas as pessoas necessitadas, sem distineco alguma, que o procurem, pois
que o seu maior prazer ser ultl humanidade soffredora. P surera, puis
3Rna estreita de Rosario--3
Francisco Pinto Ozorio continua ta eol- w
locar dentes artificiaos tanto por mpio de
J molas como pela presso do ar, no re-
a cene paga alguma sem que aa obrak nao-A
W quem a vonUde de seusdonoa, ten pos
outras preparagoea as mais acreditadas #
0 para conservaco da bocea; m
issa ^
O Sr.'Joao Chrisostomo Cavalcatte que
morou na Soledade, 6 leve laberna na la das
Aguas-Verdes e tem um fllho na academia, ap
pareca na roa do Rangel n. 43, a negoi io que
nao ignora.
CICERO PEREGRINO,
cha re em direito, continua
seu escriptorio de advocacia,
ra do Queimado n. 2\
Roga-se a pessoai que
alugou um moleque porijome
Antonio na ra da Cruzarma-
zem n. 45. de aili apparecer a
negocio de seu inters se.
Segunda-reira 10 do corrente |se deve
celebrar as 8 horas da manhaa urba missa
rezada no convento de N. S. db Carmo,
pea alma da Eira.* Sr." D. Mari Senho-
rinha de Moraes, consorte do Sr.jtenenle-
coronel Manoel Florencio Alves d Moraes,
e convida-se as peasoas da familia do fi-
nado, seus prenles e pessoas de sua ami-
zade para asaistirem.
J FERREIRA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cabug u. 18, .1.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulceiras, alfineles ou cassolelas. Na mesma
casa existe nm completo e abundante sorlimento
de artefactos francezes e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para este mes-
mo fim cassolelas e delicados alQnetea de ouro
de lei; retratos em photographia daa principaes
personagens da Europa ; slereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros para ambroiyp
e chimicas photographicas.
Arrenda-se, a comecar de maio do corrente
anno, o eicellente engenno S. Gaspar, na fregue-
zia de Seriohem, beira-rio, com ptimas var-
zess lavradivs, grande, e pingue cercado, lenha
mu prxima, e de mu fcil condaccao, em urna
palavra, com todas a as melhores proporces
possiveis : a tratar na ra do Hospicio n. 17.
Precisa-se de um criado para o servigo de
um caf, qae de fiador a sua conducta, prefere-
se que seja portuguez : na ra do Trapiche n
12, hotel da Europa.
-*
Gabinete medico cirurgico.
9 Ra das Flores n. 57.
# Serio dadasconsfcltae medlcas-cirurgi-
cas pelo Dr. Estevo Cavalcanti de Albu-
9 querque daa 6 as 10 horas da manhia, ac-
al cudindo aoa chamados com a maior bre-
vidade possivel.
a I' Partos,
flj 2.* Molestias de pella.
3.* dem do olhos.
S4.# dem dos orgoa genitaes.
Praticarfttoda equalquer operaco em
O seu gabinete ou em casa doa doantea con-
ga, forme Ihes fdr mais conveniente
!#,
Aos senhores torneiros.
Defronte do hospital, nos Coelhos, n. 17, na
para se alugar um torno com as tarramentas do
trabalho, pelo prego que convencionarem as par-
tes, sendo mensslmente o aluguel ; quem o pre-
tenfier, diriia-se a cssi cima mencionada, que
achara com quem tratar.
$mmmmmmvmmmm*
O bacharel Amenco remandes Trigo
| de Loureiro, advoga no civel e no cri-
me, podando ser procurado para esse
fim, no seu esoriptorio na ra do Impe-
rador n. 40, das 9 boraa da manhaa as 3
da tarde.
l"
Aluga-se a casa terrea na roa Bella n. 28;
quem a pretender dirija-ae a roa do Crespo, loja
n. 7 A, que achara com quem tratar.
-oBisgojd
stif ep oppmo o sjtd opunod iat
^ apod epnoe 'paa opjunSas 9, -a 1*13
p ^m bu opiso^ soista Bqaoa 'JO O "
O protessor de muic^l Rodolpho
Eichbaum, discpulo do conservatorio do
Leipsic, acha-e prompto ai dar licoes
de piano e cantona : pode ser procura
do na ra da Cadeia do Re cife, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqueira, ou na
ra da Cruz n. 10, casa dd Kalkmann
Irmaos & G.
Os abaixos assignadot, avisam a
todos os devedoi es da extincta firma de
Aranaga & Rryan, que se esta' acabando
de liquidar, tenbam a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. (i, e para os
que faltarem, serao tomadas medidas
caercitivas.
Aranaga Hijo & C.
. Aluga-se o armazem da ra da Senzalla que
Dea por detraz da loja da ra di Cadeia n. 18 : a
tratar na mesma loja.
Publicado a piedido.
O abaixo assigoado faz scieote aos habitantes
desta provincia e aos da Parahilta do Norte, e
aos de outra qualquer, que o Sr. lanoel da Trio-
dada Camello Pessoa lhe devudor da quantia
de rs. 3:851^795, e que para gar intia desse de-
bito lhe hypothecra tres escravqs, a saber: Gal-
dio, Francolina e Faustino-, aquelles, mulatos,
e de idade de 26 annos, e este, cabra, e de idade
de 20 annos ; .0 motivo que tmpille o abaixo as-
signado a fazer publico este faci, saber, que
o dito Sr. Hanoel da Trindade pretende alienar
esses escravos em prejoizo delle abaixo assigna-
do, e para que pessoa alguma com elle effectut
contrato algum relativamente a taes bens, sob
pena de nullidade. Engenho Inveja 2 de feve-
reiro de 1862.Joo Barbosa da Silva.
Saca-se qualquer quantia sobre Portugal e
Ilha da S. Miguel ; ns ra do Vigario n. 9, pri-
meiro andar, escriptorio fieCiiivalho, Nogueira &
Companhia.
Procisa-se alugar urna casa terrea na Boa-
Vista, em boa ra, que lnha 3 a 4 quartoa, quin-
tal, cacimba, etc.; nao se pdelduvida em pagar
alguos mezes adlantados, agradando a casa
quem tiver, dirija-ae a ra da' Guia n. 5, ou an
nuncie para ser procurado.
Lices de inglez.
Dao-se de noite no hotel francez ; a tratar na
ra da Cruz n. 1.
Nicola Sifioni, subiito
Maco.
Domenico Gerbase, subdito italiano, vai pa
ra Maco. -
Philippa Rodrigues reli
!
I
I
italiano, val para
......r-v. vdis^uvd -* m-ma puta a uaiiic
Cathbert Hall e John logletoo, subditos in
a-se para a Baha
a.
a pessoa habilita-
terrenos pertencen-
D. alarla Rosa da
m
s
glezes, retiram-se para Europ
Precisa-se aaber quem
da para receber os foros dos
tes aos herdeiros da finada .
Assumpco: na na do Rosario da Boa-Vista n
36, ou annuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar um .preto e urna preta
dirlja-se a ra Augusta o. 29, para tratar.
Quem precisar de 700$] com bypotheca er_
alguma casa, dirija-ae a praca da Boa-Vista, loja
de cera.
Hanoel Fernandes da Silva, .Portuguez, al-
faiate, que veio ha pouco do Porto, retira-se para
o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama' para urna casa de
pouca familia : ni roa da Aurora n. 74.
Aluga-se o grande srntazem da roa Bella
n. 42-44 que' servio de deposito de carvio
Exm. Sr. Baro do Livramen o, margem do Ca
pibaribe, muilo proprio pata cocheira ; quem o
pretender, dirija-se a ra do Crespo n. 7 A, loja,
I que achara com quem tratar
Christovo Prato, sub lito italiano, vai ao
Rio de Janeiro tratar de seai negocios.
OSr. Joao Alvts Ferreira, que
mora para Santo Amaro da Salinas,
queira dirijirse a esta! typographia a
negocio que lhe diz respeito,
Quem tiver urna escrava para alugar para
aervir em ama casa de pouca 1 familia, dirija-se a
taberna n. 87, atrs da matriz |la Boa-Vista.
do
APPROVACiO E AIITORISACIO
DA
"rmffimu jhp*
CHAPAS MCG1611ACS
ELECTRO-MAGNETieAS EPISPASTICAS
De Ricardo ttirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
,.u;vaiCOm. T3 CflAPA8;ELBnCTE-MAGNETiCAS-ErisPASTicAs obtem-se urna cura radical ein-
g*!1".1!*!1*^11" *lmfil*ie rminti* ), sejam internas ou
?. 8S1'.COmodo SSfSS .estomag' baco, rins/ ulero, pello, palpitado de coraco?gar-
ganta, olhos, erys.pela, rheumatismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., ele kual-
meniepara asd.fferentes espec.es de tumores, comolobinhos escrfulas elc.,seia qual foro seu
tamartoe profundeza por meto da suppuraco serao radicalmente extirpados.
O uso dallas aconselhado e receitadas por habis e distinctos facultativos, sna efficala in.
contesUvel, e as innmeras curas obtldas o fazem merecer e conservar a confianca do nubliro
que ja tem a honra de merecer, depols de 24 annos de existencia e de pratica.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado
de fazer as necessar.as explicaedes, se as chapas sao para horaem, senhora ou enanca, deela-
rtzirspar? orpo> exise*se na c8bea' p680050' bra cxa' perna p>twn
do corpo, declarando a cmumferencia: e sendo nchac.oes, feridas ou ulceras, o molde do seu
amanho em um pedaeo de papel e a declaraco .onde existem, afim de que as chapas sejo da
torma da parte aneciada e para serem bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes exnlicacoes e tambem de todos os acces-
orios para a collocajao dellas.
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianca, em seu esariptorio, que
se achara aberto todos os das, sem excepto, das 9 horas da manha s 2 da larde.
119 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
iflIJsiVy
Para as encommendas ou informaces dirijam-se a pharmacia de JoseAlexandre Ribeiro,
ra do Qbeimado n. lp\ '
f\
^- Ignacio Pedro Hartins, subdito portuguez,
relira-se para o Rio de Janeiro.
Ama de leite.
Na ra larga do Rosario n. 12, segundo
dar, preciss-se de urna ama de leite que
limpa.
Henrique Godin e sua mulher, subditos
francezes retiram-se para fora da provincia.
an-
seja
Escripia.
Urna pessoa com muito boa leltra e compe-
tentemente habilitada para encarregar-se de
qualqaer escripturaggo mercantil por partidas
dobradas, offerece seu iogenuo presumo ao cor-
po do commercio deita cidade ; a mesma pessoa
affiansa e prova a regularidade de seu trabalho
com peasoas aptas : quem de seu presumo qui-
zer utilisar-se ter a bondade de dirigir-se ao
Sr. Hanoel Fonseca de Medeiros, que ser mi-
nuciosamente informado.
Precisa-se de um ou dous trabalhadores
que tenham pratica de refinaco: a tratar na
ra da Liogoeta n. 6, deposito de pao.
No dia 3 ;do vcorrente carregaram do sitio
que pertenceu ao Sr. Antonio Luiz, denominado
Porta d'Agua em Apipucos, nm jacamim (ave do
Para) de costas verdes, peilo azul, com ps e
bico de um amarejlo esverdeado, tendo o tama-
nho de urna gallinha : quem o tiver comprado
conduza-o ao mesmo sitio cima ou na ra da
Cruz jo deposito de rap Meuron, que receber a
quantia dada pelo mesmo passaro.
O Sr. Dr. Jos Joaquim Ramos Ferreira
queira ter a bondade de vir a ra da Cruz n. 19,
para receber urna carta vinda de Manaus e eecla-
rar onde a sua residencia que urna pessoa rin-
da do mesmo lugar lhe deseja fallar. .
Precisa-sede um homem casado que te-
nha as habililacoes para ensinar com perfei;o as
lioguas portugueza, franceza e latina n'um en-
genho distante desta praga 6 leguas : quem o
preteoder dirija-se a botica do Sr. Joaquim de
Almeida Pinto, ra dos Quarteis n. 10, que
achara com quem tratar.
Jonh Witsoo, engenheiro americano, vindo
dos Estados-Unidos em companhia do Sr. Anto-
nio^ Lopes da Silva, para a provincia do liara-
nho, aonfa durante dous annos esleve empre-
gado com subvencao do goveroo provincial, pa-
ra melhorar nao s o fabrico do assucar como
introduiir tambem outros aperfeicoamentos no
material dos engeobot, piriicipa ao respeitavel
publico desla provincia, que acha-se nesta cida-
de afim de dedicar-se ao mesmo fim offerecen-
do-se aos Srs. de engenho nao s para lencio-
nar-lheoa aperfeicoamentos apmiiliuos hoje na
tabricaco do assucar, os asseotamentos das cal-
deiras de qae resulta melhor assucar, augmento
de producto e economa de tempo e de combus-
livel em cada melladura, tomainas de bagago
com conductores deTanna e de bagago novo sys-
tema do mesmo engenheiro. Os Srs. de enge-
nhos pois que se quizerem ulilisar de|seu pres-
umo, podem procura-lo na ra do Trapiche n
15, casa da senhora viuva Raymundo.
Fabrica de espiritos na
ruaDireita n.17.
Neste estabelecimento ba constantemente sor-
tmenlo de todas as qaalidades de espiritos, co-
mo sejam, agurdente do reino, genebra, aniz,
licores de todas as qualidades, tanlo finas como
mais ordinarias, desde o prego de 240 at 29 a
garrafa, espirito de vinho de subida graduaco, e
sem o menor cheiro, proprio para qualquer com-
posigao, aendo os precos os mais em conta do
que em qualquer parte.
_ Precisa-se de ama ama para comprar e co-
ziohar para rapszes solteiros i na ra das Cruzes
numero 31,
Ama,
Na ra do Rangel n.67, primeiro andar, preci-
sa-se de urna ama que saiba cozinhar e engom-
mar.
Aluga-se ura escravo carroceiro do que
tem bastante pralica ou para outro qaslquer ser-
vigo : na ra do Livramenlo n. 22, terceiro an-
dar.
Na ra do Queimado n. 10, loja, diste urna
carta para a Sra. D. Joanna Francisca Paes Br-
relo, vinda de S. Miguel das Alagoas, mandada
por sua familia.
Heinrich Cassel, Heinrich Nieboff, Conra-
diene Grebe, Conradiene Gatzemeyer, Christiane
Friedrichs vo Bahia.
*- O capilo Alexandre Barbosa da Silva col-
lector geral e provincial do municipio de Pao
d'Alho, avisa ao respeitavel publico que por ha-
ver outro de igual uome se assignar de hoje em
diante Alexandre Maria Barbosa da Silva.
Precisa-se alugar um moleque pequeo e
na mesma casa precisa-se alugar um primeiro
andar em qualquer ra do bairro de Santo Anto-
nio ou pequeo ou grande : na ra das Cruzes
n. 33, segundo andar.
SOCIEDADE
ii m iPKDiai.
Pelo presente sao convidados todos os irmaos
da mesma sociedade i se apresentarem no dia 13
do corrente, pelas 6 1|2 horas da tarde, afim de
ter lugar a sesso extraordinaria marcada para
semelnante dia : por eata occasio cumpre-nos
fazer lembrar aos nossos irmaos que tenham em
vista o que dispe o art. 6.* 2. do art. 19 do
til. 8 dos nossos estatutos, bem como o que de-
termina o 5 do cilado artigo.
Secretaria da sociedade Amor ao Prximo em
20 de fevereiro de 1862.
Theodoro Orestes do Patrocinio,
primeiro secretario.
Primeiro andar para alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
ga da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
numero 46.
Attenco.
Sapatea de borracha ainda nao vistos, cujos
chegaram na occasio de servir como preserva-
tivo para o cholera, e s os ha na ra da Impe-
ratriz n. 46, loja do Vianna.
23 Ra da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afna-
coes e concertos.
J. Laumooier avisa a seus freguezea que tem
um bello sorlimento de pianos doa melhoresau-
tores, assim como msicas para canto ellano ;
enearrega-se de concertos e afioages dentro e
ora da cidade, por pregos razoaveis.
Ha para alugar um primeiro an-
dar na iua das Cruzes : a tratar na ra
da Cadeia do Recife n. 33, com Joao Ri-
beiro Lopes.
Ha para alugar um terceujb an-
dar muito fresco na ra do Encanta-
mento : a tratar na ra da Cadeia do
Recife n, 33.
/
________


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA MIRA 12 DE PEVEI
Para as proviacias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha d porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dial
de galla, tabella de salvas, noticia! planetarias, eclipse, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agricola, commercial, e indus-
160
Calcado inglez
Campos & rereira, novamente participam o
aeui freguezes e amigos, que receberim porcao
de prea de borseguios ioglezea de vaqueta, entre
elles alguna de ola groaaa, todos proprioa para
invern, e os vende pelo baratsimo prego de
lOjJOOO o par; asaim como receberam tambem
urna pequea porco de parea de bolinaa inglez8
para Senhoras, obra muito superior, e eBlo Ten-
deado a 71000 o par, na sua loja, na ra da Ca-
deia o. 32
trial, delta provincia, a ris.
10000
Gaz liquido
Samuel Johoaton & C. venden) em aeu arraa-
zem : ra da Senzala n. 43 latas com 5 galea de
gaza 14^000.
ELIXIR DE SAME
Citrolactato de ferro
l3nico def osito n* botica do Joa^xnm Mar Uno. o
do Crox Crtela., tuo do Cabog n. 11,
em VernamViiico.
O Dr. H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutico apresenta boje ama nova preparacao
di ferrocom o nome de elixir de cilro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo emprear-se um meimo medicamento debaiio de formulas lio
variadas, maio homem da ciencia comprehende a oecessidade e importancia d urna tal varie-
dade.
A formula um objeclo de muita importancia em tberapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, manteado a cssencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparages de ferro at boje conhecidasnenhuma rene lio bellas qualida-
tles como o elixir de ci tro-laclado de ferro. A seu sabor agradare!, rene o tomar-seem urna pe-
quena dose, e ser de urna prompta e fcil dissolucao no estomago, de modo que completamente
aasimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coolem em sua composigo, aconslipago de
vetlre frequentemente provocada pelas outras preparares lerroginosas.
Estas novas qualidades em nada alleram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
'substancia da qual o medico se nao pode dispeusaa em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taes, que o pralico possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermes com a preparacao do citro-lactacto de ferro. Atsim este
medicamento oceupa boje o primeiro lagar entre as numerosas preparaces ferroginosas, com o
atiesta a pratica de muito mdicos dislinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
rneeso proveito as molestias de languidez{ colorse paludas cores ) na debilidade subsequente as
hemorrfaagias, as bydropesias que apparecem depoisdas intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, as perolaa brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalecencia das molestias graves, na chloro-anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affecaes chronicas, cachexia tuber-
culosas, caocrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das precaaces mer-
curio* s.
Estas enfermidades sendo mu freqentes a sendo o ferro a principal substancia da que o
medico tem de laucar mao para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
receruheciraento da humanidade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio
de ferro.
Superior rap de Lisboa em
frascos.
Vende-se superior rapprinceza Braalfem fras-
cos, chegadono ultimo vapor infles ttoeida
dr roa do Crespo n. 5, lo}* de Marcelino & C.
8UWAI
sem segundo
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Haia e Silva, est vendendo
todas as miudezas por presos ja sabidos e co-
nhecidos
Consultorio medico-cirurgico
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudenca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum oulro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucio de ioscrever o sen nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquellos que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao tao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopalhas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em linduras custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
enfcientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que preclsem de alguma
operaco, affiangando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquellos que itemtido escraje I na casa do annunciante. .
A suuaco magnifica da casa, a commodidade dos baubos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha at 11 horas
e de tardo das 5 em diante, e fora d estas horas acnarao em casa pessoa com quem se poderao en-
tender na ra da Glora n. 3 casa do Fundi. Dr. Lobo Moscozo.
2K2fA6iS 913312313 *i56e26.-
I Consultas medicas. |
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- K
me de S Pereira no seu escritorio, ra S
da Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas *
da manha menos aos domingos sobre : m
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de coragao e de peito. m
3.* Molestias dos ofgaos da geracao e
do anus. je
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegando-se po- f
rm por aquellos que solTrerem dos gt
olhos. g
Instrumentos chimicos,acsticos e op- o
ticos sero empregados em suas cnsul- R
tagoes e proceder com todo rigor e pru- i
deocia para obter certeza, ou ao menos |
probabilidade sobre a sede, natureza e &
causa da molestia, e dahi deduzir o plano I
de tratamento que deve destrui-la ou S
curar. 9
Varios medicamentos ser oambem tt
S empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade, 3
promptido em seus effeitos, e a necessi- 3
dade do seu emprego urgente que se usar M
dellea. g
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos Jt
doeotee toda e qualquer operaco que S
julgar conveniente para o restabeleci-
ment dos mesmos, para cujo fim se acha 2
prvido de urna completa collecgo de 11
instrumentos indispensivel ao medico
operador. X
Precisa-se de urna ama de lelte, paga-se
bem ; na ra da Concordia n. 33.
lO dentista Numa Pompilio.
Aviso.
. Ninguem faga negocio com algum dos bens do
casal do finado Joo Manoel de Siqueira sem que
se acabe o inventario, sobre penoa de o perder.
Um herdeiro.
Oabaixo assignado {deixou de ser caixeiro
do Sr. Joaquim Esperidio da Silva Guimares.
Joaquim Gomes da Silva.
Acha-se um menino de cor preta no sitio
do Sr. Ignacio Francisco de Mello, na estrada dos
A (Hielos, que se achou perdido no dia 5 do cor-
rente mez, as 9 para 10 horas da noite, no prin-
cipio da mesma estrada : quem se julgar com
direito a elle, dirija-se ao meamo sitio junto ao
Sr. major Aotune9.
Quem precisar de lavadeira, dirija-se a ra
dos Prazeresn. 14, que se dir quem .
Aluga-se um primeiro andar com bastantes
commodos, na ra de Apollo n. 53 : a tratar na
ra do Amorim n. 46.
Eduardo Fales, norte americano, parte pa-
ra o Maranbao.
Attenco
Urna pessoa que retira-se para fora da provin-
cia, vende urna meia mobilia, constando de um
sola de Jacaranda, 6 cadeirai, 2 consolos, orna
mesa redonda com tampo de pedra, urna excel-
lente cama franceza tambem de Jacaranda, 1
guarda louga, novo, de amarello, 1 lavatorio da
mesma madeira com tampo de pedra marmore,
2 cabides, 1 bergo, e mais alguna objectos que se
mostrar ao comprador : a tratar na ra das La-
rangeiras n. 5.
Nada mais barato do que
urna armando
por 30,000 rs.
Ha para vender urna bonita armacao nova,
multo propria para deposito ou fabrica d cha-
rutos, ou mesmo taberna, sendo pequea : a tra-
tar na ra do Arago n. 36
Na loja da diligencia, na
ra do'Queimado n 65
tem pera vender cascarrilha redonda de nova in-
vtncao a 400 rs. a peca.
Aos enhores pa de i ros.
Vende-se um cylindro de padaria em muito
bom estado ; ni ra da Guia, taberna n. 9.
Aluga-se o sobrado de dous andares sito na
ra do Arago n. 26, pintado e preparado de no-
vo ; quem o pretender, dirija-se a ra do Crespo,
loja n. 7 A, que achara com quem tratar.
na loja do pavo, ra
dalmperatriz n. 60,
de Gama Silva,
vendom-se fazendaspelos pregos seguales: mus-
suliaas brancas com 4 li2 palmos de largura, co-
vado 200 rs., chitas escuras com pequeo toque
de mofo, covado 140 rs., ditas matizadas a 160,
cortes deshilas escuras e alegres, fazeuda lina a
2J600, chitas francesas finas, o covado a 240
260, 280, 300 e 320 rs., laazinha de quadros para
vestidos, s 280 e 400 ris o covado, csssas in-
gleziohas de quadros para vestidos, covado a
260. 280 e 300 rs., ditas garibaldinas, fazenda
muito fina a 320 o covado, saias bordadas, fazen-
da mnito fina a 3g e 4$, ditas com arcos de cor-
do de linha que fazem as vezes de balo a 3$200
e 4J>, ditas de madapolo fraocez, baldes os mais
bem feitos que tem vindo,i pelo diminuto prego
de 3#, 3J500, 4 e 5$, pegas de cambraia liaa mui-
to fina a 2 e?J500. ditas com 10 jardas, fazenda
Qoissima, a 3$, 3$500, 4 e*59, meias pretas de
'seda para senhora a lJJ o par, ditas brancas de
algodo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras muitas fazendas que se vendem por precos
baratissimos, e de todas se do as amostras d'ei-
xando peohor, ou mandam-se levar em casa dos
freguezes que quizerem comprar : na loja da ra
da Imperatriz n. 60, de Gama &. Silva.
Brilhantinas americanas.
Vende-se brilhantina americaoa com liodissi-
mas cores, sendo fazenda ioteiramente nova e
moderna de 4 i|2 palmos de largura a 400 rs. o
covado : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo.
Moirantique.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor francez es-
ta fazenda de seda com o nome da moiraotique,
sendo de varias cores e branca, propria para ves-
tidos de noiva, e vende-se por prego baratissimo
s na loja do pavo, ra da Imperatriz n. 60.
Pannos a1#600
Vende-se panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito eocorpala a I96OQ o covado para
acabar : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Chales pretos a 3$.
Veodem-se chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se veodeu a 8 e 10$,
39 ; na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Bordados.
Groias de peonas de ac de todas s quall-
dades a
Nvelos de linha que pelo tamanhc a todos
admirara a
Caixas de agulhas rancezas a
Caixas com alune tes muito finos
Caixas com apparelho para entre ei
nios a \
Ditas ditos grandes a
Baralhos portugueses a 120 e
Groza de hotoes-pequeos para caiga a
Tesouras para unhas mnito finas a
Ditas parajcoslura muito superiores
Biralhos frsncezes para voltarete
nos a
Agulheiros com agulhas francezas
Caivetes de aparar pennas de 1 fd/lha a
Pecas de tranca de la com 10 var
Ditas de traoga de la de todas as
Pares desapaios de tranca de la a
Cartas de alfloetes francezes a
Pares de tovas lio da Escocia mu
Ditas ditas brancas grossas a
Eicovas ptra limpar dentes muit
Masaos com superiores grampos a
Cartoes com colxetes de algum deleito a
Ditos de ditos superiores a 40 e [
Dedaes de fundo de ac muito superiores
Bufiadores para vestidos de senbjora com
varas a
Caixas com colxete% francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
Charuleiras muito finas a
Tinteirai de vidro com tintas
Ditos de barro com tinta auperior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenho nova remessa de labyrinlho
nuilo Q-
s a
cores a
o finas a
finas a
500
120
UO
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
1J2S0
100
320
100
200
40
20
60
1 100
wa m uei
VBW
MA6
ER0UPK&
80
40
80
1#000
160
120
120
para ven-
der por todo prego, assim com tenho trancas de
seda diferentes cores para vender por todo di-
nheiro que offerecerem.
A boa fama
vende Qvelas para ciatos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gastos que temvindo
a este mercado, pelo baratissimo prego de 2*500
cada ama, carteiras com agulhas as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidada nao pode haver Dada caelhor, pelo barato
prego de 500 rs. cada earleira, peonas de ago ca-
ligraphia verdadeiras a 2$ cala caixinha com 12
duzias, ditas de laoca verdaderas n. 134 a l$200
cada groza, ditas mito boas ainda nao conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Attenco
Sortimenlo completo de sobrecasacos de panno a 25$, 28$, 30$ e 35$, casacos muito bem
taitas a 25$, 28g, 30$ e 35$, paletots acasacadosde panno preto de 16 at 25$, ditos de casemira
de cor a 15$, 18$ e 20$, paletots saceos do panno e casemira de 8$ at 14$, ditos saceos de alpaca
merino o l de 4$ at6$, sobre de alpaca e merino da 7$ al 10$, caigas pretas de caiemira de
8$ at 14$, ditos de cor do 7$ at 10$, roupas para menino de todos os tamanhos, grande sorti-
meoto de roupas de brins como sejam caigas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos da
setim, casemira e velludo de 4| a 9f, ditos para casamento a 9$ e 6$, paletots brancos de bra-
mante a 45 e 5|, caigas brancas muito linas a 5$, e um grande sortimento de fazendas finas e mo-
dernas, completo sortimento de casemiraa ioglezas para homem, menino o senhora, seroulas de
linho e algodo, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Joovio para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiale onde recebemos ncommendas de grandes obras, que pnra
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelhante arte e um pessoal de mais de
cincoenla obreiros escolhidos, porlanlo execulamos qualquer obra com promptido e mais barato
do queem outra gualquer casa.
GRANDE DEPOSITO
DE
C ompras.
Compra-se moedas de ouro de
200000, na ra Nova n. 23, loja.
Compram-ce aeges do novo banco de Per-
nambuco ; no escritorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compra-se moedas de 20$ ns loja da ra
do Queimado n. 46.
Compra-se a overlura Zanetta para piano
impresso ou maouscripto do maestro Auber na
ra estreita do Rozario n. 31.
Moedas de ouro.
Compram-se moedas de ouro dej20$ e 10$ com
eambio : na ra da Cruz do Recite n. 50, pri-
meiro andar.
Roa estreita do [Rosario n. 22
primeiro 'andar.
Bota dentes artificiaos por molas e li-
gaduras e pela presso do ar. Systema
anaercano sem arrancar as raizes, e fax
todas as operagoes de sua arte, com
promptido e limpeza.
xmmvmm mmm mhnqnh
Precisa-sede urna ama para casa de peque
na familia ; na ra do Hospicio o. 62.
Ensino de linguas
EM 6 MEZES
^Italianolatimfrancez,
i Pelo methodo facillimo
Vendas.
Para tempo de chuva.
Caigas, colletes, paletots e casacas, apromptam-
se com brevidade pela machina de costura ; na
ra Nova n. 67. tenda de J. Hunder, alfaiate.
Vende-se urna armago de louro envidra-
cada, propria para assento de qualquer negocio
na ra estreita do Rosario n. 29.
Phosphato de ferro de Leras
Vndese com razoavel batimento de. preco
para fechar cootas ; no escriplorio de Almeida
Gomes, Alves & C, ra da Cruz o. 27.
Venda.
I,
DO DOCTOR
Ra do Queimado n. 26.
""*^Loga_,e ?ri,neir "dar do sobrado da
ra dto Crespo n. 4, por cima do estabelecimento
de J.Jaique, constando de tres salas e dous ga-
binete^ ludo pintado de novo: pira ver e tratar
no toossbo eiUblecimenlo. v f* 19X9 i"w'
Anda est por vender taberna da ra da Im-
peratriz o. 4, um dos bons lugares da Boa-Vista,
e nao apparece sempre ama casa destai nessa
ra : os pretendenles apparegam porque todo o
negocio se faz ; a tratar na taberna grande da
Soledade.
s Taberna.
Vende-se urna taberna muito sfreguezada para
o mar e para a trra, no Porte do Mattos, ra
do Codorniz n. 4 : a tratar na mesma.
Superior cal de Lisboa.
Tem para vender em porgo e a retalho Abto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo & C-, no seu ea-
cnptryo ra da Cruz n. 1.
As senhoras de
bom gosto.
Vendem-se espartilhos preguigosa dos me-
Ihores qua ha a 2$600 e 3$ : na ra da Impera-
triz n. 48, junto a padaria franceza. Esto se
acabando.
a loja de miudezas
a fama, participam
Guimares & Luz, donos
da ruado Queimado n. 35, b
ao publico que o sea estabelecimento se acha
completamente prvido das melhres raercadorias
tendeles ao mesmo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
bidos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteiramente resolvidos a nao venderem
fiado, afiangam vender mais barato do que outro
qualquer ; e juntamente pedem aoi seus devedo-
res que lhes mandem ou venham pagar os seus
dbitos, sob pena de serem justiciados.
N. O.Biebar & C.saccessores.rna da Cruz
n.4, tem pararenderrelogios para algibeira do
ouro e prota.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de madrperola para cintos pelo
barato prego de 1$600 : na loja da victoria na
ra do Queimado n. 75, Junto a loja de cera.
Canoa engarrafada a 200 rs. a garrafa ; na
ra das Crazesn. 24, esquina da travessa do Ou-
vidor.
e a
Vendem-se finissiraas tiras bordadas lapadas e
transparentes, e entremeios da mesma qoalid-
de : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
Manguitos e gollinhas.
Vendem-se gollinhas com manguitos de cam-
braia bordados a 1$280, manguitos bordados mui-
to finos a 1$, calciohas bordadas para menina a
1$, gollinhas n uito finas a 320. 500 e 1$ ; na ra
da Imperatriz o. 60, loja do pavo. v
' Vende-se urna taberna situada no melhor
1000$ rs.
Vende-se um carro patente de4 rodas com to-
dos os seus pertences, e urna parelha de cavalloi
pretos, pelo barato prego de 1:0! )$ : quem o
pretender, dirija-se a roa Nova n. 32, que achara
com quem tratar, e mostrar-se-ba o dito, pois
est em urna das cocheiras da mesma ra.
Vende-se
no pateo do Carmo. esquina da ra de Hortasn.
2, espermecete a 720, amendoas a 360, figos de
comadre a 480 e 440, passas a 600 rs., assucar
braoco em carogo a 120, arroba a 3$500, gomma
a 120, toucinho a 360, arroz a 120, caf em caro-
go a 240. 2S0, 320, batatas novas a 80 rs tapioca
a 180, alpista a 180, canella a 960, erva-doce a
lugar drB.^tatareoTprop^siV f.bS-' "" ^V^ 'ST**" 60 'e'as
gao de fmula, por ter um bom^onf^ ^^&tSBOSIS
eonoha. quintal e 480, bolachinh.s de todas as qu.ldades a 320
doce de goiaba, um caixo \$, cravo da India
960, palitos do gaz, groza a 2$500, duzia a 240,
tos e janellas, bem armazero,
murado, e cacimba propria : a fallar cm o Sr
Braga, na loja de selleiro da ra Nova.
Novas velas ds composico
que do luz igual as de espermacote, a 500 rs. a
libra, e em caixa de 20 libras a 460 rs.
CALCADO
Preservativo universal,
45Ra Direita45
Oihem !...
Urna das iolelligencias melhor esclarecidas na
sciencia de Hipcrates, depois do longos annos
de exercicio de curar e matar conveneeu-se afi-
na!, que o nico preserativo infallivel de qual-
quer epidemia, por mais mortfera que fosse era
COdRf nV.r.l'n51 t Teotre desembaracado.
e PES QUENTES. Ora, viajando por ahi urna
epidemia,que mata gente como qualquer outra
occasio de pormos em pratica estes principios,
usando pouco do chapeo e sempre som-
bra; lomando de 15 em 15 dias um laxante de
sal de gliuber, e mais acrrimo inimigo da epi-
demia, segundo a opinio e a pratica de um des
ornamentos da nossa magistratura ; e laucando
ao cisco todo o calgido-yelho, dirigindo-se lodos
ao armazemvda ra Direita n. 45, onde o respec-
tivo proprietario a todos receber com cortezia
aturar as massadas, e aquecer os ps com ex-
cellente calgado, segundo o gosto, e estado fi-
naoceiro de cada um, e vejam :
Homens.
BORZEGUINS dos melhres fabricantes,
francezes, ioglezea e brasileos a 138.
12$, 11$, 10, 9$500, 8$e........... 5a500
SAPATOES 7$500, '6S500, 5*500,5. ^
4J500 at................................ 2ooo
Meninos.
SAPATOES a 5g500, 5$, 4. 3j50a...... l60O
Senhoras
BOTINAS de fabricantes francezes, iogle-
zea, allemes e americanos federaes
6$,5$500, 5, 4S500, 3J500 a........... 2500
Meninas.
BOTINAS a 4$500 e...................... 4^000
Um completo sortimenlo de sapatos para se-
nhora de courode lustre virado a 500 rs d ta-
pete a 800 rs., de lastre (os. 32 e 33) a 800 rs.,
de tranca francezes a 1$300, portaguezes 2$, mui-
to couro de lustre, de porco, cotdavo, marro-
quim, bezerro francez, sola de lastre, courinhos,
vaquetas, sola etc., que tadQ ve.qde-se como em
nenbuma parta.
vinho de pipa a 400, 480, 560.~640| muito fino a
800 rs., dito engarrafado a 800, 1$ e 1$200, du-
que do Porto a 1$500 a garrafa, azeite doce 800
rs., azeitonas a 640, cal de Lisboa, barrica de 4
arrobas a 7$500.
Na loja ao p do arco de
Santo Antonio.
Ch-flgou pelo ultimo vapor um rico "sortimento
de chapeos a Garibaldi para senhora, os mais ri-
cos que se tem visto no mercado, assim como ri-
cos enteiles de flores, os mais delicados que se
tem visto, por precos commodos.
gementes de hortalices,
Vende-se na ra da Cruz do Reclfe, deposito
de pao e bolacha n. 32, sementes de hortalices de
todas as qualidades, chegadas no ultimo paquete
da Europa.
Cassas suis?as
Vende-se cassa de quadrinhos a imitago de
sedas de quadrinhos, propria para vestidos de me-
ninos, covado a 240 rs.; na ra da Imperatriz n.
60, loja do pavao.
Chapel iras.
Vendem-se chapelioas muito bem enfeitadas
para senhora aS* e 8$: na ra da Imperatriz n.
60, loja do pavo,
Sedas.
Yende.:" gf?sdenaples pretos muito e
padoaal$500, 1$600 e 1J800, dito cor de rosa,
cor de canoa e azul, sedas lanadas de cores, cha-
malote preto e sarja prela hespanhola a 1*800 :
na ruada Imperstrii n. 60, loja do pavo.
Ve?.d1e;e uma jescrava com 20 annos, bas-
tante habilidosa ; na ra da Soledade n. 73.
Fancy a 1#600.
Vende-se fancy, fazenda de la lisas e mescla-
das, propria para caigas, paletots, colletes e ca-
pas para senhoras, e roupas de meninos, tendo
esta fazenda 6 palmos de largura a 1$600 : na
ra da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Espartilhos
Vendem-se espartilhos inglezes que sao os me-
Ihores : na ra da Imperatriz o. 60 loja do
pavao.
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e meni-
nas muito bem enfeilados : na ra da Imperatriz
u. 60, loja do pavo.
Madapolo a 3$.
Madapolo enfeatado com 14 jardas a 3$ a pe-
ga ; o roa da Imperatriz n. 60, loja do pavao.
M
DO
Barbalho (Cabo.)
4I-RIA DO IMPERADOR-41.
Neste deposito existe grande quantidade de louca e de todas as qualidades, o que se pode
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, com a propriedade de conservar a agua
sempre tria, como sejam jarras, resfriadore, muringues, quarlinbas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de todos os tamanhos, assadoiras, boioes
com lampos esem elles, panellas para bater-se bolos, cacarolas, entuzas, frigideiras e muilas ou-
tras pegas que seria enfadonho mencionar.
O proprietario desta fabrica a primeira deste genero enlre nos espera obter do rspeitavel
publico aoimaco e concurrencia e para conseguir es3e fim vende a sua louga mais barata do qua
at aqui se venda nesta cidade.
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos pregos commodos porque vende d 10
por cento de abate para quem comprar de 100$ para cima dessa quantia para menos tero 5
por cento.
Qualquer encommenda pode ser entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 5j500, e meia arroba 2^(000,
e a libra a 160 ris : tambem vecebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo*
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
A 320 rs. o covado, grande
pechineha.
Vendem-se superiores cambraias francezas de
muito bonitos.padroes a 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que sempre vendeu-se por 800
e 1$ a vara, venham por ellas, antes que se aca-
bem ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa (.
Cera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porcao e a retalho de urna sacca
psra cima, e por commodo prego : na ra da Ma-
dre de Dos confronte abotica n. 30.
Cal de Lisboa.
Chegou pelo ultimo navio, nova encommenda
de cal virgem para purificar assucar, a qual ven-
de-se muito barato para acabar ; na taberna
n. 47 da ra estreita do Rosario.
&9MSM3N .*68K3IE3ie-3K)t2MB3g
8 LOJA AMARLELA.
GURGEL & PERDIGAO*.
H Ra da Cadeia do Recife n. 25.
A 35SO0O.
Cortes de vestidos de cambraia bran-
& cos bordados.
A5O0e640rs. .
Lazioha de cores de muito lindos pa-
drdes.
A 30$, 50 e 60$.
Capas compridas de gorguro e de
grosdenaples, preto e de cor.
, De 2J a 13*.
g Manguitos finos e golliDhas de diffe-
renles feilios modernos.
A 12S000.
Bolinas de Meli e bezerro.
Da 49 a 89.
Saias balo de muito boa qualidade.
Novidade.
Pentes de tartaruga, omisas para se-
3V nhora, meias elsticas, sintos e enfeites
de cabega, chales de luds as qualidades,
chapeos de palha, camisa para meninos,
Sleques.
Nessa estabelecimento se vende muilo
barato, tem um sortimento completo que
seria enfadonho mencionar.
BaHaNM9-aHaaKiNaKfesimK
Grande pechinchana
arara .
Vendem se cortes de chitas francezas com 14
eovados, com pequeo toque de cupim, pelo ba-
rato prego de 2$ o corte, ditas para covado a 160
e 200 rs. o covado, fil de linho lavrado muito
fino a I92OO a vara, manguitos e olla de linho a
29500, gollas com bolozinho a 640, ditas de'tras-
passo a 18, corles de cambraia de babados a 3$ e
3J500, cortes de fusta o para caiga a 19120, ditos
de brim a lf, I9I8O e lg600, cobertores de algo-
do a 19, entremeios e liras bordadas a 19 a pe-
ga,colchas de crochet a 89,ditas de fusto a 59 e
6g, cobertas de chitas a I98OO : na ra da Impe-
ratriz, armazem e loja da arara ?. 56, de Maga-
bies & Mead es.
Para os senhores m-
sicos.
Vende-se papel pautado para msica, pelo ba-
ratissimo prego de 60 rs. a folha para acabar:
na loja do viado, na iua Nova n. 8, confronte a
camboa do Carmo._______
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meiascruas para homem a
15200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 23500 a duzia, lengos de
cassa com barra decorosa 120 rs. cada
um, ditos brancos a 160 ra., baldes de
20 e 30 arcos a 38, lazinha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, tarlatana
branca e de cores muito fina com vara
e meia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso a 640 rs. s vara, pe-
gas do cambraia lisa fina a 39, cassas
decores para vestidos a 200 ra. o co-
|> vado, mussulina encarnada a 320 rs. o
covado, calcinhas para menina de escola
a 18 o par, gravatinbas de tranga a 160
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um dusia 29, pegas decambraia desal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezas a
220 240 rs. o covado, a loja est
aberta das6 horas da manbaaas 9 da
noite.
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado o. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender ludo por prego que
admira, asiim como seja :
Frascos de agua de lavande muito gran-
des a
Sabonetes o melhor que pode haver a
Ditos grandes muito finos a
Frascos com rheiros muilo finos a
Ditos ditos muito bonitos a
Garraas de agua celeste o melhor a
Frascos cora baoha muilo superior a
Ditos dita de urgo fioissima a
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a
Ditos dito pbilocome do verdadeiro a
Ditos com baoha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de macaca oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto de lavande ambreada a
Linha branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e Moa a
Dita de carlo Pedro V, com 200 jardas a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreteii de linha com 100 jardas a
Duzia de meiascruas muito encorpadas a
Dita de ditas muilo superiores a
Dita de ditas brancas para senhora, mui-
to finas a
Vara de bico da largara de 3 dedos a
Dila de franja para toalhas a
Groza de botos de louga braoces a
Duzia de phosphoros do gaz a
Dita de ditos de vela muito superiores a
Pegas de fita para cs de todas as lar-
guras a 320.
800
320
160
500
isooo
19000
240
600
240
320
500
720
900
900
400
500
100
500
800
5C0
20
60
20
30
29400
4|500
SJOOO
120
80
120
240
240





MAMOS FEHK1MBUCO QtttBffi fUfiA 12 DE flVEltllrJ BE 18H
ARMAZEffl
ROUPA FWPA
Joaquim F. dos Santos.
40-Rna di Queintado40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roapa falta de
todas as qualidades e tambem se manda eiecutar por medida vontade dos frecue-
xes para o que tem um dos melhores professores.
Sk
Casacas ue panno preto a 40$,
35f e
Sobrecasacosda dito dito a 35, e
Paleiots de panno preto e de co-
res a 35, 30, 25$, 109,18$ e 205000
Ditos de casemira de coras a 228,
15$, 123.7 e
Ditos de alpaca preta golla de
velludo fraacezas a
Ditos de meriu setim prelos e
de cores a 9$ a
Ditos de alpaca do cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a 99,79,59 a
Ditos de brim de cores a 5|,
49500, 49 e r
Ditos da bramante delinho b an-
co a 69, 55 e
Ditos de merino de cordao preto
a 159 e
Caigas de casemira preta ede co-
res a 125, 109, 9, 79 e
Ditas de prioceza e merino de
cordao preto a 59, 69500 e
Ditas de brim branco ede cores a
59. 49500 e
Calces de ganga de cores a
Collete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e
Ditos de casemira preta e ds co-
res lisis e bordados a 62.
53500,59
jSa@2>SZ5ji
30900 o
309000
99000
109000
8S000
39500
3S500
395OO
49000
89OOO
69000
49500
2S500
39000
89000
3J500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco a 6 e
Ditos de gorgurao de seda pratoa
da cores a 79, 69, 49
Ditos de brim e fustao branco a
3J500, 29500 e
Stroulaa da brim de linho a 29 e
Ditas de algodo a I96OO e
Camisas de peito defusto branco
e de cores a 29400 e
Ditas de peito delinho a 59, 49 e 89000
Ditas da madapolao brancas e de
cores a 39, 28500, 29 a
Chapaos pretos de massa franceza
forma da ultima moda a 109,
8500e
Ditos de feltro a 69, 59, 49 e
Ditos de sol de seda ingleses a
francezes a 145,129. 118
Colarinhos de linho muito finos
novoseitios daultima moda a
Dos de algodo
Relogios de onro patente e hori-
zontal a 1008, 909. 80fl a 70$000
Ditos de prata galvanisados pa-
tente e horizontaes a 409 30800o
Obras de oaro, aderemos e meios
aderecoa, pulceiras, rozataa e
aneia a 9
Toalhas de linho duzia 108, 9 o 98000
Ditas grandes para mesa urna 39 e 4J(000
59000
59OOO
59OOO, i
39OOO
29200
19280
2920O
lgftOO
79OOO
29OOO
79000
9800
9500
ARMAZEM JJOGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
largo d Penlta
Afianca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado neste armazem, assim como vende-se por menos 5 a 10 por cento do queem outra
e\ga ngiexa a ma(s superior d0 mercad0, 800 rsa lib em barril f
auaumonto.
SAUnt alga f ivuuez* a mais n0Ta, 600 rs>> em bmil> e 640 rs; a 1bra
Quoijos do reUofhegtd0I11Mle ultimo Tapor por35m
a 19000 8 de superior qualidade o muito frescaes a 800 inteiro, em libra
GU Pfe^^** ^Ct0 s melhores -'" -o mercado 3*000. 29600,
Priuto para tiamlm muil0 novos. 500 libra#
U O UO reitlO de ,nparor quaijdade a 440 rs. inteiro, e 480 rs. a libra.
' 11! melhr oalico lu* Pode haver por estar prompto a toda a hora a 19 a Ubra.
Xoueiabo do reino ,,M r8 llbr, t arroba t9000
C \101meas e palos chegldos neste oltimo na?i0f a m rs a libra
se tor em barril a 440 rs. a libra.
, onn ,. m. 7. ?fa.?iado Ab"u e de oalros muitos fabricantes de Lisboa
a yoo rs. a libra, em Utas de 2 libras por I96OO afianca-se a boa qualidade.
aac* de tomate om lalt, de ama 1bra por 900 rs>
\mendoftse caiieUos ,atJ8dg2 Iibras conteado difIetente| alLdades
muito proprio para mimo, a 29000.
a 500 fsftllCel,a8 e porluguezas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas em meias
Metria, maearrao e UUnrsn ..
^ ^ u "* a 400 rs. a libra a emcaixa a 89.
C mut0 noya8 a 100 rs. a libra, e 49000rs. a librs.
em cartoes muilo enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
abamentf. mS superior 1ue h* *aW a arrafa e em caita se far
Genebta de HoUania, 6m 6 560 amm
% naos engarrafados,
tari. r..., a n %K!?Mdo Doaro l5>600 a garrafa, P"to fino. Fei-
'uris- Ouiue do Porto, a 19200 em caixa se far abatimento.
_ dss m acreditadas marcas a 1} a garrafa e em cala a 99 a duzia.
.ampagae toffewnla marcas a 169 a duzia e a 18500 g garrafa, afflanSa-se a boa
(jUailUaUV*
Verdadeira serveja ctlmaVia .
a 500 rs. a ga^fa / *& U" mUl"9 m"C" duzia' "
1 O f im pipa Porl0i Lisboa e Fi^eira a 3|500i ^ e ^m a canada
^spermasete Iuperior a 740 rs em caii8t e 760 rg> a 1brg>
Batatas novas em gigos de uma atroba a 9
I JO a e os mais superioroj, hespanhol a 18200, francez a 1$. porlaguez a 800 rs. a libra
I? igon da wmmtdTe muit0 B0?0ii em cslag de 8 libra8 por ^ e em libra a
de engommar, mnilo aira a 100 rs. a libra.
A.mendoa\s de casca mole a 400 rs> a 1bra
\xeVt doce teflnad0 a 800 ta a garrafa e em caixa a n
Paitos de dentes liiad0J com petfai5o a 240 m o \
Costelet^s insVeas n \
_ propnas para fiambre a 800 rs. a libra.
Bolaxinna tnsleza n m.!o A .
. a mais n lo mercado a 49 a barrica e em libra a 320 rs.
a*ix*s ,**f s 11 j 010 para iimpar facas s 200 rs. cada um, em por5ao se far abatimento.
^Orejas em fraSCos de 1 e 1(2 libra muito novas a 800 rs
to de nrl.^^^^ eQCQtr"4 reSpeUaTel PublC0 "nde ""*
A01 tabaquistas.
Vendem-se superiores lencas francezes a imi-
tagao doa de linho, aullo proprios para os taba-
quistas par aereas de caree escuras e flxas. pelo
baratissisao preeo de 5 a 6J a duzia : na ra do
Queisaado a. 22, na bem conhecida laja da boa f.
Fil liso e tarlatana.
Vende-ae uaarior fil liso e tarlatana branca
e de corea, pelo baratissimo preeo de 800 rs. a
Tara ; na bem coohecida loia da boa f na rna
do Qaeimado o. 28. '
Ricos eneites.
Vendem-se ricos a superiores entaltea os mais
modernos que ha, pretos e de corea, pelo bara-
tsimo preeo de 6 e 69500 : na loja da boa f,
na raa do Qaeimado n. 29.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias francezes da lindas co-
res, pelo baratissimo prego de 280 o corado : na
ra do Quaimado n.22, na bem coohecida loja
da boa f.
Cambraias francesas fusimas.
Superiores cambraiaa francezas muito finas, de
muito bonitos padroes, pelo barato prego de 700
rs. a Tara : na loja da boa f, na na do Qaeima-
do n. 22.
Cantbraia Usa.
Vende-se cambala lisa transparente muito fi-
na, pelo barato prego da 4 e 5| a pega com 8 lj&
Taras, dita tapada muito superior, paga da 10
Taras a 6f : na ra do Qaeimado n. 22. na loia
da boa f.
Bramante e atoaVnado de
Unno.
Vende-ae auperior bramante de paro linho com
daas varaa de largura a 29400 a Tara, aasim como
atoalhado adamascado tambern de paro linbo,
com 8 palmos de largara a 29500 s Tari: na bem
conhecida loja da boa f.na rna do Qdfeimado nu-
mero 22.
Cortes .de ealea.
Vendem-aa cortes de caiga de meia casemira
de cores escaras a 28 cada corte ; na loja da boa
f, na raa do Quelmado n. 22.
Port bouqud
8.
Pota) da Russia.
Vndese emeasa deN. O Bieber C, successores, ra da Cruz n. 4-
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da bares por'.ugueza cEspe-
ranga, sal de Lisboa limpo e redondo ; a tratar
na rus do Trapiche n. 17.
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores psletots de brim branco
do puro linho, pelo baratissimo prego de 5$ : na
ruado Queimado o. 22, na bem conhecida loia'
da boa f. '
Vende-ae om cabriolet em bom estado com
arreioa: na cocheira do Sr. Guedes, em Olindi.
Dourados com cabos de na-
dreperola.
Chegaram opportuoamenle pera a loja d'aguia
branca os bonitos port bouquets dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sus propria encommenda, fiesndo assim remedia-
da a falta que havia desses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem tempo para os di-
Tersos casamentos e bailes que se contara nesses
dias, por isso as pessoas que por elles esperaam
eaa que de itoto os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de dinbeiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado a. 16, que encontraroobra
de bom gosto, barateza, agrado e aiaceridtde.
" ASA!.
de cambraieta.
Vendem-se superiores salas de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prego de
59; a ellas, que sao muilo baratas: na ra do
Queimado n. 22, na bam conhecida loja da boa f'
RuadaSenzalaNoYan.42
Vanda-ss 10 osssdaS.E.Jonhston4C,
alliasa silh5esnglzes,candeoirote castigaos
bromeados,lonas uglszas, fio davala,chicota
P*r*carros, a moniaria.srrsio spsrs carro da
un olous aavalos ralogio sda ouro patenta
fas.
Navalhas d'aco
com cabo de marfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mui finas na-
valhas d'ago reinado com cabos de marfim, o
para assegurar-se a bondade deltas basta dizer-
se que sao dos afamados e acreditado* fabrican-
tes Roders & C, casta cada estojo de doss ns-
ralhas 89000: na roa do Queimaiq, loja d'sguia
branca, n. 16.
Libras sterlinas.
Vandem-se no escrptorio do Manoel Ignacio
de OlWeira 4 Filho, prags do Corpo Santo n. 19.
llneos brancos muito
unos.
Vendem-se langos brsncos miito fios, pelo
diminuto prego de 29400 a duzia, graade pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
de traspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguezai, antes que
se acabem.
Arados americano se mchina-
paralava rouparemeasa deS.P. Jos
hston 4 C. ra daenzala n.48.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
meia perna de porcellsna aos baratissimos oreos
de 240,360,500.560. 640,720, 800 e I9OOO: isso
ni ra do Qaeimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se as luvas prelas de pellica com pe-
queo toque de mofo por prego baratissimo ; na
loja d aguia de ouro, raa do Cabug o. 1 B.
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranga a 160 rs. a caizinha que s pela segu-
ranza delles por liTrar de incendio sao de graga:
na loja da victoria na ra do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a ISO e 160 rs. o
par, ditas brancas psra menina a 180 rs. o par,
ditas de la para o fri a 500 rs. o par: na loja
da victoria na na do Qaeimado o. 75, junto a
loja de cera.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de .mais gosto em galsn-
terias de vidro e porcelana como aejam jarros,
frasquinhos e garraflnhas, manteigoeiras e assa-
carelros, jarriohos para boqueta de cravo a ou-
tra moitas cousas : na loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Sno armazem da
arara,
Contin a Tender auas fazendas por pracos ba-
ratissimos como sempre vendeu para agradar
sens freguezes, a ser: pegas de madapolao fino
entestado a 39, ditas de cambraia branca liss a
19600 e 29, ditas finas a 39 e 88500, ditas ada-
mascadas para cortinado, de 20 varaa a 99, ditas
de 10 varas 49500 e 3J, panno preto para caigas
e paletots a I98OO, 29 e 29500 o covado, cortes de
casemira preta psra caiga enfestsda a 39500 e 48,
brilhantina branca entestada para vestidos a 280
o covado, gorgurao, fazenda nova para vestidos
a 320 o covado, barege de seda a balao para ves-
tidos a 400 rs. o covado, laazinhas para vestidos
a 280 o covado, cortes de ditas finas com 13 co-
rados a 28500, ditos a 2|400 e 19500, fil de li-
nho de cores e branco a 200 ra. o covado, chilaa
a 160 e 200 rs., ditas largas a 240 e 280, caaaaa a
turca a 280 e 320 o covado, e outras muitaa fa-
zendas que se dio as amostras para se ver : na
roa da Imperatriz, loja da arara a. 56, de Msga-
lhies k Meo da*.
Vende-se o engesho Santa Luzia sito na
freguasla da 8. Laarengo da alta, a dioheiro
ou iroca-ae por casas neata praga : quem pre-
tender dirija-se a ra de Hortaa n. 7, das 10 ho-
ras da maohaa as 4 da tarde.
mwA
EXPOSICAO
DE *
Candeeiros econmicos
a 8az>
Ra do Queimado n, 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguiote:
Esteiraa da India de 4, 5 e6 palmos de largo
proprias para forrar camaa e salas.
Lengoes de bramante largos a 39 cada um.
CoberUa de chita a cbineza a 18800.
jLangoea de panno de linho fioo a 29.
Toalhas adamascadas de linho para mess a 49
o covado X" Cm deeU de "aria a 160 "
una.*111" de U,l0 p,ra n,*M a 50 cada
Colchaa de fustao adamascado grandes a 6.
Cambraias de cores a 160 o coTado.
ajOlunhaa ricamente bordadas e de traspasso a
Sebolas a 500 rs. o cento
iTjfSttrperfeito e,,ad: n-
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha paragaar-
800 r,mrJ! ^"atM,mo ?re de >IM0? 18,
rSSJL rma.: Da loja da vic,0"a n rus do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-se fazenda denominada lindeza, ontima
se rs,aats^: na ^ A-
Vendem-se caixSes vasios proprios
parabahuletroi,funileirosetc.aip80-
quem pretender dirija-se a esta tipo'
graphia, que ahi se dir' quem ostem
para vender.
Miudezas baratas
Na loja da victoria ira ra do
Queimado juuto a loja de
cera.
Clcheles francezes em carlo a 40 rs. '
A l fine tes francezes cabeca chata a 120 rs. a carta.
Papel sosa cento e tantea alfinetea a 40 rs. o
papel.
Lionas victoria em carrilel com 200 jardas a 60
rs. o carntel.
Ditaa de 200 Jardaa de Alexander a 900 rs. a du-
Z1B.
Ditaa de 100 jardaa brancas e de corea a 90 rs. o
carritel.
Ditaa de Pedro V brancas a de cores a 40 rs. o
cartao.
Grampoa a 40 rs. o mago.
Eofladores brancos a 60 e 80 rs.
Carteirinhaa com agulbaa francezas a 320 rs.
Trsngaa brancas de linbo a 100 rs. a pega.
Agulhsa de enfiar vesdo a 40 rs. cada ama.
d-f h>r.a* mUil" n,iueta que o affiaoga Ten-
!' ral Pfa ae? comprar victoria sempre
rftitf is;m,m do oueimad
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas proprias encommendas,
bem se pode dizer que est coostituida um depo-
sito de ditas, tendo-aa sempre dos melnores e
mato acreditados fabricantes, como Lubin, Piver,
Coudray e Societ Hygieniqae, etc., etc. ; por
uso, quem quizer proer-se do bom, dirigir-se
a ra do Queimado. loja d'aguia branca n 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimento
leudo de mama mais a elegancia dos frascos, e
baratei por que se vendem convida e anima ao
oomprador.
Carros e car rocas.
Emeasa de N. O. Bieber
4 C. successores rut da Cruz
numero 4.
udem",e.earros americanos mui elegantes
rnmmS,Larada"e,pesS088e ceben, Je en-
commendas para cujo fin, elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rogaspara conduegao deassucaretc.
Eufeites para senhora.
Lindos enhiles para cabega de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 58, 5500 e 6a
na oja da victoria na ra do Queimado u. 75
unto a loja de cera.
=
Bazar de caluugat
e brinquedos para meninos e
meninas.
Na ra Direita n. 7 defroirte. da grande
fabrica de ta mancos.
.mm? iZt?*?*01* no* eoeotraro
sempre grande sortimento da csluosas e brln-
S,-end.0,,.iM ""es e pre$ psrt 22-
^bo^K^^^^-
Panno de algodo da
Sebo em pao,
Vende-se sebo em pao do Porto, caiiinbas de
arroba : no armazem de. Arsenio Aurusio Fer-
reira, ra da Madre de Dos n. 12.
Vende-se no escrptorio de Antonio Laii da
Oliveira Azevedo & C, raa da Cruz n. 1.
Riscado monstro.
Vende-se riscado monstro, fazenda muito eco-
nmica para o uso domestico por ter grande lar-
gura a o aeu prego ser de 200 rs. o covado: oa
ra da Imperatriz, loja n. 20, do Duarte.
fUNDIGiO LOWMOOR
Raa daSenzalla Nova n.42,
If asta aatabalacimanto contina a ka ver usa
omplatosortiaentodemoendassBiasmoen-
dasparaaaganho,aaachinas da vapor etsixas
ia farro batido a coado,da todos oslamauhos
psra dito,
Soahall Hellors & C, tando recebido or-
dem para vender o seu crescido deposito da rslo-
gios visto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portento, s pessoas que quizerem
EES? 5 u m bom reloBl0 d onro ou prata do c-
lebre fabricante Kornby, a aproveilar-ae da op-
portunldade sem perda de tempo, para vir com-
pra-Ios por commodo preeo no sea escrptorio
Iras do Trapiche n..
Vende-se fams boa mobilia de amarello.
constando de 1 sof, 2 cadeiras de brago, 1 de
balango. 2 consolos, mesa redonda, tudo em bom
eitado ; a fallar #na rna do Imperador, taberna
numero 28.
Vende-se a taberna sita na ra da Aurora
n. 74, e tem bons commodos para familia : tra-
ta-se na mesma.
Phosphoros do gaz a
2l200agroza.
BinUeiro vista.
Na ra da Cadeia do Recite n. 56 A. loia de
ferragena de Vidal & Bastos.
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
DE

IL
dem francef a E?***!"***a 800 e moo>eem ba"u te" abatimento.
(S3EZ 1flameD^0S *** ultimo vapor a 3,000,
ni 1 rm0S 0melhr qU9 ha ne8,e g6nero Pr muit0 a 1200 a libra.
rhfwf "e,hr qU9 Pde deSeJ'ar a m a ,ibra e >00 o inteiro.
LM ysson e preto o meihor do D
Presunto fiambre si L ^
Vnho ~2-^ -gUeZe! VndMdoP^'o ^ casa particular. 560 rs. por libra a inteiro a 460 rs.
Pr^to-portS^
inO engarrafados Duoue l* P,.~ .....r
19200 6 1,300 *lJ*tZ'JlaaT'. Por,ofiao- nWa^Carcavellos.Camoes, Madaira secca, Feoria velho, secco e chamisso
rs.
Vil Ol*300a8arrafa.3000aduzia.
Vinho Pm n.nUX SUperir qua,idade diffrentes marcas/a 80 a 15 a garrafa eda 8500 a 10000 a du.
Marmol i PrP"iS pa" pa8l da 500 a 600 "' a T* ede 3*800 a 4800 c,Dada-
oi i lmPen a eseolher de lodos o fabricante/ de Lisboa premiada as expsitas universaes da Londres a Pars a
W rs. a lat,. de uma libra e a 1*700 as de duas libras./
0 mult amTmSl da1,madeleCdt '""" ** ^"t ma'S pr0p" qU6 ha par8 mim*' Pr Serem "cameDla "TlUalll, e da
FigOS em Caxinha.S de 4 libra muito frescos e grrmdi a 2,000.
Peras SeCCa em caixinha de 4 libras chegadas neste ultim vapor a 3,500 e 1200 a libra, afianca-se ser o meihor que pode haver neste
genero. I
AmeixaS francezas em latas de5 libras por 000 i 1,000 por libra. '
PaSSaS em caixinhas da oito libras, as melhoresdo mercado a 3, a a 640 rs. a libra, e emcaixa da uma arroba a 93500.
Latas COm fructas da l0<*as as qualidades que ha eq Portugal da 700 a 1,000 a lata.
Corlnthias em frascos de 1 1[2 a 2 libras de 1,600 a 29200.
LaiXaS SOrtidaS com ameixas, amendoas, passas figos, peras e nozes oque ha de mais proprio para mimos, da 49000 a 59000
por caixa da 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figps.
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 19450. e grandes de 4 a 8 libras de 2,500 a 4,500.
Conservas inglezas francezas a portnguezas de 600 a 800 ris o frasco.
ErVllnaS francezas a portuguesas a 720 rs. a lata, aflanea-se serem as mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
Massas talbarim, macarrao e aletria as mais novas qul temos no mercado a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris alibra em porjlo ter abatimento. *
Azeitonas de Lisboa novas egrandes vindas pela priooira vezao nosso mercado a 3,500 a ancoreta.
Champaahe das marcas mais acreditadas de 15, a 209000 res o gigo de 1,500 a 2, a garrafa.
CeiTejaS das melhoreS marcas a 560 rs. a garrafa e de 5, 69000 a duzia da branca.
Cognac a meihor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e a 109000 a duzia.
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frasco a 65500 a frasqueira com 12 frascos;
Chocolate o mais superior que temos tido no mrcaloportuguez. hespanhol efrancez de 19a 1,20, alibra.
Vinagre puro de lisboa a 240 rs. a garrafa eil9850 a canada,
Espermacete Superior sem avaria a 740 rs. em caixa a a 760 rs. a libra.
Arroz o meihor do mercado a 100 rs. a libra e 2,700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Marnhao,
Al pista 6 painc.0 o mais limpo que ha a 160 rs. a libra.do alpista a 240 re. a libra do painco.
Vinagre branco o meihor que tamos tido no mercado a 400 rs. a garrafa a 2,560 a caada.
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vaz a nosse mercado, da 1, a lata.
Aramta a meihor que se pode desojar a 320 rs. a libra, e 160 rs: a libra da gomma.
Toucinho de Lisboa o mais novo do mercado a 320 res a Kbra e arroba a 109000.
BatattS em gigos com uma arroba, as melhores que ha no mercado a 1,800 o gigo.
LentilhaS fraacezas, as melhores emais saborosas de todos os legumes a 500 rs. a libra.
NOZeS as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra.
Palitos lixados para denles a 200 e 160 rs. o mago com 20 massinhos a flor a 280 ra,
Latas com sardinha de Nantes muito novas a 440 rs. a uta.
Velas de carnauba ecomposicao de superior qualijUde a 400 rs. alihra e a 18,500 a arroba,
Bolachinha ingleza ugleza a mais nova do mercado a 49 a barrica e 320 rs. a libra.
k lm dos ganaros annunciadoa encontrar o publico t|udo que procurar tendente a molhados, e por manos des por canto do qna aa ata
qualquer parte.


DIARIO D PERRAM1UCO OOAtTA FURA Ift DE MVERE1RO DE 1861.


Cal de Lisboa em
pedra,
desembarcada hontem ; vende-se mais barato do
1e em qualqaer oulra parte : na ra de Apollo
n. 98, armazem de Tarroso.
Meias paTa seuA\*ra.
Vendem-se superiores meiaspara senhora pe-
lo baratsimo pre^o de 88840 a duzia; na loja
da bot na ra do Queimado n. 2?.
Eatremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca ae acha um bello sorli-
meoto de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est veo-
dendo baratamenU a 18200 a pega de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrao, para
vestidos ; e quem tlver dinheiro approveitar a
occasio, e manda-Ib* comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Aguluas imperiaes.
Tem o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandou vir, e acabam de chegar
aqui (pela primeira vei] as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo.dourado e mui bem (ti-
tas, sendo para alfaiatts e costureiras, o custa
cada papel 160 rs. A agulba aasim boa anima
c adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais barata do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir aempre bem deas.
Zefire para vestido.
Chegou pira a loja da victoria grande sorti-
mento de zefire para enfeites de vestido ou para
outra qualquer obra qae se queira butar pelo
barato prego de 500 rs. a pega com 10 varas : na
loja da victoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Escencia de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escencia de ail
coasa excellente para engommado porque urna
gota delta baatante para dar cor em urna bacia
de gomma tendo de mais a mais a preciosidade de
nao maochar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail. Custa cada frasquinbo
500 rs. : na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Potassa americana.
Veade-se potassa americana muito nova de
superior.qualidade: no escrptorio de Maooel
Ignacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
o o. 19.
*w^,-q>^sflm%a^-ais^afl^-a>at^aa^aa,wsaim
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento da
roupas tei tas, calgadoa fazendas e todos
estes aa vendem por pregos mui to modi-
ficados como de seu cosiume,assim como
sejam sobrecasacoa de superiores pannos
casacos feitos pelos ultimos-4aurlnos
268, 288. 30!) e a358. paleots dos meemos
pannos preto a 16J, 18|. 20 e a 248,
ditos de case mira de cor mesclado e de
novos pedrdes a 148. 16*. 189,209 e 24*.
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99,109,128 a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 88,109, o 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasseados a 129,
ditos de merino de cordo a 128, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 158,
ditos de alpaca preta a 78, 89, 98 e a 108,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 48500, di-
tos de brim pardo e de fu e a 48500, ditos de fusto brsnco a 48, 1
grande quantidade de caigas decasemira *
preta e de cores a 79, 88, 98 e a 10, ditas m
pardas a 38 e a 48, ditas de brim decores *
finas a 2(500, 38, 38503 e a 4J, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 58500 e a
68, ditas de brim lona a 58 e a 6$, eolletes
de gorguro preto e de coras a 5g e a 65,
ditos de casemira de cor pretos a 4g500
e a 58, ditos de fusto branco e de brim
a 38 e a 38500, ditos de brim lona a 4J,
ditos de merino para luto a 48 e a 48500,
caigas de merino para l uto a 4 $500 e a 55,
capas de borracha a 99* Para meninos
de todos os tamaohos: calgas'de casemira
preta e de cor a 55, 68 e a 79, ditas ditas
de brim a 25, 39 e a 38500, paletots sac-
eos de casemira preta a 65 e a 79), ditos
de cor a 68 e a 75, ditos de alpaca a|38,
sobrecasacos de panno preto al28e a
14, ditos de alpaca preta a 58, boneta
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos ostamanbos,
meios ricos vestidos de cambraia (eitos
Eara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 88 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 58 e a 68, ditos de
brim a38, ditos de cambraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas tei tas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como reeebe-se toda equal-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das do gosto e urna grande oficina d a al-
aiata dirigida porum hbil mestre que
pela suapromptid eperfeigo nadadei-
za% desojar.
CARTOES
DE
VISITA
DE
Carios de visita de novo gosto
Carles de visita de novo gosto
Carioca de visita de novo gosto.
Umaduzia por 16#000.
Urna duzia po/ lfjjOOO
Urna duzia por 161000
Urna duzia por 16J000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ruado Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Roa do Imperador.-
Garro e cavados-
Urna pessoa que se vae retirar desta
provincia, vende um elegante carro
americano de bonito modelo feito por
encommenda, com pouco uso, com 4
assentos e 4 rodas de sobrecellente, as-
sim como urna boa parelha de cavados
novos, junto ou separadamente : a ver
e tratar no sitio do Sr. Araorim, estra-
da de Joao Fernandes Vieira ou na ra
da Cruz n. 4.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cahidas e franjas,
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor inglez os to procurados e muito bonitos
cinteiros de fitas com pontas cahidas e franjas, e
por isso podem agora ser satisfactoriamente ser-
vidas assenhoras que a desejavam ; elles acham-1 miudezas baratas, "ter sempre omsorlimento,
se nicamente nadita loja d'aguia branca, ruado I como sejam :
Queimado o. 16. j Missaogas miudas a
17 !* J n. I* --^ 1 Escovas muito boas para unhas a 320 e
bitas ae cnamaio- ^** **
i Cuzas com alQoetes a
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira qua-
lidade a 88, que ji se venderam a 169, par
acabar: na ra da Impertriz, loja n. 20, do
Ovarte,
Vende-sa im sobrado na ra das Cinco
Pontas n. 23, com muitos commodos : a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 s 9 da manhaa, a
de tarde das 3 s 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo reeom-
mendaveis para as meninas que esto psssando a
festa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cada um : na ra da Impertriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharao
continuadamente os senhores consumidores m
grande e variado sortimento de fazendas, rudo
baralissimo.
Vende-se um cofre : na ra do Queimado
numero 12.
Liquidado.
A loja de marmore.
Bournus de casemira para senhora a 108
Manteletes de grosdeoaple'a 108
Leques de sndalo a 59
Bournus de casemira para meninos
de todas as Jdadesa 5g
Grande sortimento de caacarrilhas,
trangas e fitas de todas as cores para en-
feltes de vestidos por pregos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
Rival
se 111 igual.
36 Larga do Rosario 36
Pedro Tinoco, havendo comprado esta loja ao
Sr. Vicente Montelro Burges, pretende vender
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta dessa apreciavel opiata ogleza to proveilo-
sa enecessaria para os dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia brenca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-ila a 19500 rs. a
caixa: quem quizer conservar seus dentes per-
fetos 6 prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se
zeitede dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzese machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario n.
1, primeiro andar.
Cascarrilha.
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de cascarrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-se urna mulata que sabe coser, en-
gommar a cozinhar com perfeigo'. na ra do
Trapiche o. 18, terceiro andar.
Vende-se urna cabra bicho com bastante
leite, propria para criar dous meninos : na ra
das Cruzes o. 22.
te muito boas e
bonitas, i
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo va-
por inglez sua encommenda de boas, bonitas e
largas fitas de chamalote brancas e outras cores,
aa quaes sao excedentes psra cintos, lagos, etc.,
de vestidos psra casamentos e bailea, assim como
para lagos de bouquetes, cinteiros de criangas e
muitas outras diversas cousas, e como de seu
costume os pregos sao menores do que em outra
qualquer parte; assim quem munido de diohei-
ro, dirgir-se a rus do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
Potassa daRussia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo : 00 escrptorio de Hanoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas* de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120 rs.
Urna barcada.
Vende-se ama barcaga do porte de 35 caixaa,
eocalhada no estaleiro do mestre carpinteiro Ja-
cintho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, aonde pode ser vista e examinada pelos pre-
teudentes ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Uanoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Grvalas damoda.
Na loja da boa t, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
pregos baralissimos, como sejam: estreilinhas
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontas
largas a 19500, ditas pretas bordadas a 19600. di-
tas pretas para duas voltas a 2$ ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22. i
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C, successores,'
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descarogar milho.
Dilas para corlar capim.
Selios com pertences a 108 o 208.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatro da Suecia. *
Veroiz de alcatro para navios.
Salsa parrilhade primeira qualidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhanles.
(arrogas pequeas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos arligos de gosto, e proprios
I para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
, das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trangas brancas com
, vidrilhose sem elles, cascarrilhas brancas e mui-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfe i tes de flores e cachos sollos, lu-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, mui
bonitas e boas filas de chamalote, e emfim mui-
tosoutros objectos que a pedido do comprador
sero patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de flvelbs
douradas e esmaltadas para cintos, todss de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conhecer nao o seren, estando no mesmo
caso as esmaltadla, e aasim mesmo vendem-se
pelo barato prego de 25500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
' meninas de escola.
O lempo proprio das meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
urna das novas e bonitas cestiohss que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
booels de velludo, e marroquim dourado, os
quaes sao agora mui necesiarios para os meni-
nos que vo para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos diriftir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sua
encommenda das verdadeiras pennas de ac
inglezas caligraphicas, dos bem conhec'idos e
acreditados f>bricaaUes Perry 4 C, e apesar da
falla que havia deseas boas pennas, com tudo
vendem-se pelo antigo prego de2/000 a caixinha
de urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para livrsr de engaos, as ca-
llonas vio marcadas com o rotulo que diz. Loja
< d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
; Lamparines do gaz muito boas (ca'xa) a
Carreteis de linba de 100 jardas a
! Ditos de dita de 200 jardas a
i Cartoes de clcheles miudos a
Ditos de ditos maiores a
i Tesouras para costura a 200 o
Bico preto, vara, a 180,240, 320, 400 e
Franjas pretas com vidrilho, vara, a 320,
400 e
Trangas pretas com dito, e brancas,
vara a
Galao branco de linho, vara, a
Meias para senhora, duzia, a
Ditas cruas para homem a
Dilas ditas muito boas a
Carlas de alfinetes cabega chata a
Pegas de tranga de la (10 varas) a
Linbas do gaz de cores branca e prela a
Apparelhos de loiga para bonecas a 500,
800 e
Ditos de pao muito bona a
Fitas da sarja largas miito boas a
Luvssde seda com toque a
320
500
720
60
160
30
60
40
60
400
500
500
320
80
2J500
2J4O0
38000
200
160
30
18200
640
600
200
Aos Srs. consumi-
dores de gaz..
Nos armareos do caes do Ramos ns. 18 a 36 e
na ra do Trapiche Novo (na Recife) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeote chegado a 148 a lata de cinco
galloes, assim como te vendam latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Farelo e milho.
Vande-se na ra da Impertriz o. 4 e taberna
grande da Soledade farelo e milho em saceos.
Na ra Nova n. 19, vende-se velbutina da
carea a 600 rs. a covado.
*- Vende-se um terreno em Santo Amaro,
junto ao hospital ingles, com 700 palmos de fren-
te, em muito bom estado: a tratar na ra do
Trapiche n. 44, armazem de Braga Son & C
Chegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os quaea se
vendem por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla n. 4, e para tratar, no es-
crptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Direita n. 16,
Grande fabrica
DE
tamancos na esquina da
travessa de S. Pedro
Visto infelizmente existir a epidemia em al-
guna pontos desta provincia, e ser por todos sa-
bido que a humidade nos ps concorre muito pa-
ra iogresso da mesma, visto que a medecina
aconselha os ps queme, convida o proprietario
deste estabelecimento o iUustrsdo pufelico em
geni, a troce de urna pequea retribuido, mu-
nirem-se de tamancos, pois se vende tanto a re-
talho como em pequeas e grandes porgoes, as-
aim como tamancos de vaqueta a moda do Porto,
qae ae vende de todos por menos prego do que
em outra qualquer parte.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quartel, proprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
lan lia fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a ana boa fregue-
zia que ebegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
la do Queimado n. 10,
loja de 4 portas de Fer-
ro Maia,
vendem-iso sssegointes fazendas por motada de
seus valorea aomeote com o fim de acabar.
Chales da tpuquim o melhor que tem appare-
cido no mercado a 8,10, 15, 20e 30f.
Sedinhas de quadriobos, cavado, a 800 e 1J.
ChalyTa barege, eovado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs.
Cassa] francesa, covado 740 rs.
Cortes de cassa de salpicos a 38.
Grosflenaple preto, covado lg.
Dito/amarello, covado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz a 45.
Corlea de velludo da cores para collete a 38*
Paletots de brim da cores a 38.
Lengos de seda de cores, um 600 rs.
Chpeos da palha para aenhora o mais moder-
no e rico que tem apparecido a 12,14 e 158.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
Donis de palha para meninos idem.
Cortes de seda de quadros, fazenda muito su-
perior a 88.
Paletots de alpaca preta e de cores a 8g.
Tarlatana de la com palmas matizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de senhora e
meninos, covado 4C0 rs.
Cbapelinhaa de seda para senhora, urna 6$.
Meias para menina de 2 a 8 annos, dazia 28.
Vestidos pretos bordados a velludo.
Ditos ditos com babados.
Ditos de cores, riquissima fazenda.
Panno fino de todas as corea, covado 2J500 e
350OO.
Manteletes pretos lisos a 12 e 158.
Diloa ditos bordadoa o mais rico possivel.
Cortes de nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de senhora.
Atoalhado de linho com 10 palmos de largura,
vara 28.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
28000.
Dito de dito muito fino a 28300.
Chales de la e seda a 28.
Alem das fazendas cima mencionadas ha mui-
tas outras de apurados gostos, que se veudem por
diminuios pregos.
4os fabricantes de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por pregos razoaveis.
Relogios.
Vsndi-sa em casa de Johnston Patar & C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
ralogiosdeouro,patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamban
urna variedade da bonitos tranceln;para 01
meamos.
ARMAZEM
DE
Lou^a vidrada.
8-Rua.da Cadeia do Recife-8
Grande liquidaco por
todo pre$o.
Tambem se vende o estabelecimento com aba-
limenlo.
Louga vidrada de diferentes qualidades.
Vasos de diversos tamanhos para manleiea do-
ce etc. '
Jarras finas grandes e pequenaa.
Ditas entre-finaa e mus inferiores.
Potes de differenlestamanbos.
Jarras e jarres para cosinha.
Resfriaderas ou garrafas) de differentes goslos.
Quarlinhas grandes e pequeas.
Copos da Babia e da lerr.
Muringues finos e eolre-finos.-
Fogareiros para defumar.
Baldes de pao proprios para compras, cocheiras
e navios.
Escovas de lavar casa e navios.
Vassouras de cabello, piassava e palha para
varrer.
Espanadores de cabello para carro, mesa etc.
Carriohos de differentes tamanhos para menino
brincar.
Cestinhas para menina de escolas.
Balaios soitidos.
Cestas para compras sortidas.
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro brancas e de cores para vi-
nho, licores, agurdente etc.
E outras muitas fazendas que seria difficil
mencionar as quaes se venderlo aera reserva de
prego por o dono do estabelecimento ter de re-
tirar-se.
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f, na ruado
Queimado n. 22, meias pretas de seda mnito su-
periores, propriis para os senhores sacerdotes
porserem bem compridase muito elsticas ; ven-
dem-se pelo barato prego de 68 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jurissacs, do Cabo : a tratar alli com o
Sr. Domingos Francisco de Souza Leo.
E outras muitas miudezas que vista far f.
LuvasdeJouviiL
Na loja da 66a F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontraro as verdadeiras luvas de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
a*raN3ef-M59MfiMfia otre*
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
I Interesse publico.
Offerecido pela loja dei
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
lar concurrencia publica o que ha de
i mais novo em fazendas, tanto para se-
nhores como para homens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
AMemacha as remessas de seus pedidos,
tem 1 esolvido, antes de apresentar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que tffectuar por pregos m-
dicos e para cujo fim convida o resperta-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia. .
M'Ji^iCO CMiJffiriiiricgii qmmsS
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31Ra Direita31.
Nesle rico e bem montado estabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHElRUSde todos 01 tamanhos.
SEUICUP1AS idem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigo a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas as qualidades.
PANELLA.S idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandrea para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho*de todos os ta-
mandando-ae manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, concertos, que tudo ser desempenbado a
contento.
Caivetes fixos paraabrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardinha, doce,
bolacbinhas etc., etc. Agora pela festa cmese
muito deseas cousas e por isso necessario ter
um desses caivetes cujo importe 18, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os ha.
Caixinhas vazias para con-
feitos.
Muilo lindas caixinhas vazias para se botar
confeitos e dar de presente a 200, 320 e 400 rs.
cada caixinha: na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa Iioha de croxele para bordado em
nvelos monstros por serem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da victoria na ra do
Queimado a. 75, junto a loja de cara.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de casearrilhss de seda da
muitas e differentes cores, e veode-se 18500
e 28500 ris a pega, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para aeahoras, e padres 18000 o
par, por eatarem principiando a mofar, e estando
ellas calgadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
tudo por prego mais barato do que em oulra qualquer parte :
Manteiga ingleza especialmente escolbida a 800 o 960 rs. a libra.
Dita franceza a melhor do morcado a 720 rs. a libra.
Queijos fiamengos chegados no ultimo vapor a 28800 e 3fl.
Cha byson e preto a 28 e 28880 a libra.
Vinho engarrafado dos melhores autores a 18 e 18200 a garrafa.
Vinbo de pipa proprios para pasto a 500 e 560 a garrafa. "
Marmelada imperial dos melhores autores a 900 rs. a libra;
Ameixas portuguezas a 480 rs. a libra.
Psssss muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachinhasde differentes qualidades a l$40O.
Conservas inglezas as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, talharim, macarro e aletria a 440 rs. a libra.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra dehollaoda superior e 500 r. a botija.
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacetea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos geoeros annunciados achara o publico um grande sortimento de um tadjp tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
Sortimento completo
Ma.
rara
48-Rua
Junto aj
ATTENQAO
Ra das Cruzes u. 4,
fabrica de charutos,! vende-se charutos a 15SJo
milheiro, de fumo da Bahia, velas de composi-
go a 118 a arroba, e em porgo faz-se abati-
mento; afianga-se a boa qualidade.
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-se mui finas esponjas para rosto, a 28
cada urna : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui boa qualidade, e ex-
cellente sorlimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sorlimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que conliouam s ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sorlimento.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de calgado
francez e inglez, roopa feita e perfumarias mui-
to finas, quem davidar pode ver.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de diversos tamanhos, e os melhores que tem
vindo a este mercado, pelo baralissimo prego da
600, 700 e 800 rs. cada um, e tambem ba capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 18*00 cada um : na rna do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 35.
Escravos fgidos.
Na
de fazendas e roupas feitas
Mam
a ImpertrizN.
adaria franceza.
48
Encontra-se neste estabelecimento um completo sortimento de roupas de todas as qualida-
des como sejam paletots de alpaca preta de 38 a 108, ditos de merino preto a 78, dito de panno
preto saceos a 78. 88 e 128, ditos de casimira de 78, 98e 123, ditos de alpaca de cor a 38500, 48 e
78, ditos de meia casemira de edr a 48500 e pretos a 5g, ditos de brim pardo e de cores a 38500 e
48, ditos brancos de bramante a 38500 el48 de brim trangado a 48500, sobrecaaaco de panno preto
a 168, 188 e 20$, ditos com Rolla de velludo a 188, sorlimento de caigas brancas de brim a 28500,
88500 e 48. ditas de cor a 1JG00, 28, 2J500 e 38. aitas de ganga de cor a 2700, de meia casemira
a 38, 38509 e 68, ditas de casemira supetior a 6$500, 78500 e 98, dilas pretas a 4)500,78, 88 e 108,
e de ouirasmuilas qualidades, sortimento de collete de todas as qualidades, camisas francezas de
todas asqutlidades e pregos, seroulas de.algodao, de bramante o de linbo por pregos admiraveis.
Um sortimeilo de roupas para meninos de diversos tamanhos, chapeos francezes para cabega de
todas as qualidades, chapeos de sol de seda admiravel pechincha para liquidar a 58500 e 68, ditos
para seohori a 4$ e 58, e outras muitas qualidadea de fazendas e roupas feitas que se afianga ven-
der por pregas commodos.
> Meias pretas de sed;
Vende-se meias de seda pretas para selnhora
fazenda muilo superior \>elo baralissimo Brego
de 18o par ; na roa do Queimado na bem', co-
nhecida toja da boa fama n.35.
Linhas de cores em novelas.
Vendo-st linhas de cores em nvelos fazenda
em perfeiliisimo estado pelo baralissimo piego
de 18 a libra : na ra do Queimado loja de a iu-
dezaa da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2j a resma.
Vende-se na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Bicos de linho barato.
Veode-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito superior
pelo baralissimo pregp da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal prego pela razio de es-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambam se
vendem pagas de rendas lisas perfeitamente boas
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 18J ditas
com salpicoa nuito bonitas e diversas larguras a
ca-
im co-
35.
iada.
18200, 18600 e 28 a pega, ditas de seda
da urna pega : na ra do Queimado na
nhecida loja de miudezas da boa fama n.
Agua de lavander e po
Vende-se saperior agua de lavanderf iogleza
pelo baralissiaio prego de 500 e 640 rs. cada fras
co, pomada maitissimo fina em paos grandes a
500 e a 18. vende-se por lio barato prego peda
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o.
s
a das 6 por-
tas em frente do Li- j
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos,
ditos de casemira de cor de fusto, ditos i
de brim de cores e Brancos, ditos de .
ganga,caigas decasemira pretas e de I
cores, de brim branco e de cores, de gan- (
aa, camisas com peito de linho muito i
finas, ditas de algodo, chapeoa da aol"
de alpaca a 48 cada um. 4
m
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender na ra da
Moeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a roa do Trapicha n. 44, armazem
de fazendas.
Fugio no dia 20 do corrente de bordo do
patacho Capuam, o escravo crioulo marinhei-
ro de nome Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguos signaes de bexigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac eseriptono de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. roa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio no dia 6 do corrente aa 7 horaa da
noite o mulato escravo de nome Izidoro, idade
de 22 a 24 annos, tem o rosto picado de bexigas
que as leve em bastante escala, a pouco menos
de mezes, e por isso ainda tem rosto preto das
marcas, escuro da cor, cabellos e barba cortada,
quando anda parece puchar de ama perna por
nao poder ainda bem sentar um dos ps em vir-
tude das bexigas que leve, levou caiga deriscado
e camisa de madapolo, chapeo de feltro, este
escravo foi recebido em pagamento do Sr. Joo
Jos de Medeiros Corris, da Parahibs, suppoe-sa
que lomara o caminho de Nszareth ou Lagoa
Secca onde j trabalhou de sapateiro ou mesmo
que tomssse o caminho do Inga do Bacamarte,
donde natural e tem prenles e senhores mo-
gos : roga-se as autoridades policiaes e capites
de campo o apprebendam e levem ao Hangui-
nho sitio defronte da capella do mesmo nome
ou ao Recife ra do Amorim n. 27, escrptorio
de Jos Nunes de Paula que gratificar com ge-
nerosidade.
Fugio no dia 9 do corrente (Janeiro) do en-
genho Santos Mendes, da comarca de Nazareth,
do abaixo assignado, um escravo de nome Fu-
mino, de 28 a 30 annos de idade pouco mais ou
menos, alto, corpulento, bonita figura, nao mui-
to fechada a barba, sem achaque algum, pernas
grossase um pouco abertas, ps grandes e cha-
tos, quando falla fecha um pouco um olho,
muito ladino, e falla muito desembaragado,
crioulo, de cor preta, bom carreiro, bom car-
gueiro, sabe comprar e vender, entende de fazer
assucar, de auppor que tenha as nadegas
marcas de chicote, foi comprado ha 12 ou 14 an-
nos pouco mais ou menos no engenho Morojo,
desta mesma comarca, onde tem muitas relages
ssim como as tem na praia de Itapissuma e
n'outrasno Recife e serto : roga-se as auto-
ridades policiaes, capules de campo e a qualquer
pessoa em particular a aporehengo de dito es-
cravo e leva-lo ao referido engenho cima men-
cionado, ou ao Recife na praga do Corpo Santo
aos Srs. Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, que
receber 2008 de gratificago. Dito escravo fdra
visto por duas vezes urna em trras do engenho
Aldeia da comarca de Pao d'Alho, e oulra em
trras do engenho Machados limitropbe do mes-
mo engenho Aldeia, por isso de presumir que,
ou esteja acoitado por algum senbor de engenho
visioho cojo carcter com isto se coadune e com
algum pensamento reservado a melhor ssptisfa-
zer os seus intentos, e conseguir certos fins por
elle a muito desojado, ou por algum de seua
moradores, ou ento tenha ido para o Recife on-
de tem muitas relacoes, j por ter toda a sema-
na ahi vender agurdente, ja por ir estado alli
diversas vezef por 3 e 4 dias esperando res-
posta de papis, por isso de suppor que ou es-
teja no ganho ou em alguma sucia da negros e
de esnalha ou em companhia de algoem ; por-
tanto roga-se aos Srs. de engenho e todas as pes-
soas visiohas dos engenhos cima mencionados,
assim como aos senhores dos meamos engenhos,
como tambem as pessoss da praga a apprehen-
so do dito escravo que recebero a paga cima
e ficarei muito obrigado ; assim como protesta
proceder com todo rigor da lei contra qualquer
individuo que por acaso o tenha em seu poder
ou oceulto. Reci{ej24 de Janeiro de 1862.
Laurentiao Gomes da Cunha Pereira Belttao,



DIARIO DE PEENAMBCO. ** QUAETA FEifiA II DE EEVEEEIEO DE JMt.
Litteralura.
Arcebispado da Bahia.
PASTORAL.
Dom Manoel Joaquim da Silveir; pot merced*
Deus, e da santa si apostlica, arcebispo da
Bahia, metropolitano e prim0t da Brasil, do
contelho de Sua Magestade o Vltperador, eom-
intndador da oritm de Christo, etc., ele, etc.
A' egreja da Bahia (traca e paz da parte de
Deus Padre, e da de Nosso Senhor Je sus Christo.
O lempo da quaresma, fllhos muilo amados,
destinado a um solemne jejum de quarenla'dias,
que te observa em toda a egreja de Jess Chris-
to aotes da festa da Paschoa, exemplo do que
praticou o nosso Divino Mestre, que antes de
completar o grande sacrificio da nossa redemp-
cao jejuou qusrenta dias, e quarenta noiles; es-
tes das sao de verdadeira penitencia, porque du-
rante elles mortificamos o nosso corpo, e doma-
mos a rebelda da nossa carne, afim de que por
meio de urna sincera confisso de nossos pecca-
dos possamos alcangar de Deas o perdo delles;
e de misericordia, porque tambem neste lempo a
saot egreja como me pia, e depositara dos po-
deres, que recebeu de Jesui Christo, abreosseus
thesouros, e dispensa as suas gragas com aquel-
es de seus fllhos, que se doem de suas culpas,
que as confessam com um corarlo conlricto e hu-
Hjilhado, e procuram satisfazer Deut, cum-
priodo as saudaveis penitencias, que lhes sao
impostas por seus ministros.
Eis pois que se aproxima esse lempo favor jvel,
eis que esto prximos os dias de sslvagao E
anda que nao haja algum lempo, em que Deus
nos nao cumule de beneficios, e em que por sua
graca nao poasamos ter accesso junto do throno
de sua misericordia, convm entretanto, diz S.
Laao Magno, que nos excitemos a fazer maiores
progressos na piedade, e nos animemos de urna
cooQanQa mais viva, esforcando-nos no retorno
aonirersario do grande dia em que se operou a
nossa redempgo, multiplicar nossas boas obras,
alim de nos dispormos celebrar o augusto e
sublime mysterio da Paixo do nosso Salvador,
com urna aantidade, que se derrame egualmente
em nosso corpo, e em nossa alma, purificndo-
nos das manchas, que contraamos por nossa
fragilidade, e solliciiudes da vida, na poeira do
mundo, em que somos forjados a perigrinar, e
assim preparados possamos dignamente receber
em nossos peitos a Jess Christo, que se immo-
lou por nos, e que a nossa Paschoa, como nos
ensina S. Paulo. E' por tanto por um effeito sa-^
lutar da Providencia, que a santa egreja tem or-
denado, que para reparar ludo quanto tenha po-
dido alterar a pureza de nossas almas, passasse-
mos quarenta dias em exerciciosde piedade, afim
de expiar por um jejum santo as faltas, que ti-
yermos commettido em o curso do anno, e de as
reparar por nossas boas obras.
O jejum quaresmal to antigo como o ebris-
tianismo, elle data do tempo dos apostlos, e en-
tre as leis ecclesiaslicas por cerlo que se nao co-
nhece oenhuma nem mais santa, nem mais res-
peitavel tanto pela sua aotiguidade, e universa-
lidade, como pelo seu prego, e valor, e pelos
neos espiriluaes, que ella nos traz. Foram a in-
temueran;a, o orgulho, e a desobediencia, que
precipitaram nossos primeiros paes, e toda a sua
posteridade no abysmo do peccado, causa fatal
do sem numero de males, sob os quaes geme-
mos. Jess Cbrislo, verdadejro, Deus, e verda-
deiro Homem, por seus mritos, e soflmenlos,
salizfez superabuodautemenle seu Eterno Pae
por todos nos, verdade, mas tambem neces-
sario, para que nos seja applicado o fructo de
suas satisfacoes em reparago de nossos crimes,
que fagamos penilencia por elles, e que tornan-
do-nos copias vivas do- seu procedlmento, con-
demnemos os nossos corpos i alguma mortifica-
cao em pena de nossos dolidos ; e porque o pec-
cado no sentir de S. Agoslinho, ou ha de ser pu-
nido nesle mundo, ou nooutro, indispensavel,
que procuremos satisfazer justas Divina fezen-
Co dignos fructos de penitencia, e mortificando a
nossa carne, e a penitencia sem o jejum infruc-
tuosa, diz o grande S. Basilio.
A obrigago do jejum, e da penitencia im-
posto todos, porque todos somos mais ou me-
nos peccadores, e nioguem ha, que seja absolu-
tamente innocente. E pois quo vamos comecar
esla quarenlena mysteriosa consagrada sauda-
veis jejuos, sejatnos sollicitos, fllhos dilectos,
em obedecer ao preceito do apostlo purificando
nossas almas, e nossos corpos de toda a iniqui-
dade, e jejuando fagamos os maiores esforcos pa-
ra que os nossos costumes correspondm a pure-
sa, que exige urna perfeita continencia, certos
de que o marecimento do jejum nao consiste s
na abstinencia dos alimentos, e em vio se recu-
sar ao corpo urna parle de sua nutricio, se nao
se purificar o coragao de toda a iniquidade, con-
tina o mesmo santo pontfice, e doulor da egre-
ja S. Leao Magno.
Quando os Uebreus opprimidos pelos Philis-
teus, em punigo de seus peccados, gemiam sob
nm jugo cruel, refera a historia santa, que para
recobraren) sua liberdade, c triumpharem de seus
inimigos, se resolveram eslabelecer um jejum
geral que todos se submettessem : o infortunio
os havia instruido, que elles deviam todas as
suas humilhacoes, e suas desgranas ao esqueci-
raento dos preceilos de Deus, que debalde em-
pregariam suas armas contra seus inimigos, e
inuteis seriam todos os seus esforcos, em quan-
to se nao corrigissem de seus vicios; e na sua
proprla sensualidado foram os inimigos atacados
por urna severa abslinencia no comer, e no be-
ber. E o que acontecea ? Este mesmo povo ven-
cido, quaado so achava na abundancia, retomou
o seu ascendente, logo que se submetteu urna
indigencia voluntaria. assim como o povo He-
breo, nos achamos nos tambem sob o peso das
adversidades; ha vera quem o nao reconhega? I
Appliquemos pois os mesmos remedios, se que-
remos ser curados, e salvos dos males, que nos
opprimem, empreguemos o jejum, cuja obser-
vancia nos aproxima de Deus, e o fortifiquemos
com a esmola, applicando refeigao do pobre o
que subtrahirmos ao deleite e prazer das comi-
das com a nossa abstinencia. Usemos de canda-
da para com todos, de paciencia, a de misericor-
dia, promovendoa paz ntreos dessidenles, per-
doando as injurias aos iuimigos, e as ofleosas,
que nostiverem feito, e nio oftendendo nos mes-
mos ninguem : assim conseguiremos desarmar
o brago de Deu, arredar de nos a sua colera, e
mover a sua piedade, e a sai clemencia.
Nos primeiros seculos do ebristianismo, quan-
do os fiis erara mais fervorosos, o jejum da qua-
resma se observava com o maior rigor; os chris-
tos se abstioham de carnes, de leile, de ovos,
c de vinho, e nao tomavam no dia seno urna re-
feigao ao por do sol, e na egreja do Oriente era
ainda maior o rigor; durante a quaresma nao se
tomava oulro alimento, que nao fosse pao, truc-
tas seccas, e legumes, e nao se beba seno agm :
e nao ficava na observancia do jejum, e na abs-
tinencia das carnes, o cumprimetto dos precei-
los quaresmaes, ia-se mais longe; o povo se
abslinha dos jogos, a dos divertimentos, parava
mesmo o estrepito do foro, e at estavam sus-
pensos os casamentas. Mas a egreja como urna
ffOLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNUBUCO.
mi desvelada, e providente, tem deixado aoi
bispos o poder de moderar asta rigor por causas
gravas, a ponderosas, a por isso algumas vasas
dispensa o bispo toda a sua diocese alguma par-
te da abstinencia pela falla, e escassex das comi-
das magras, do que temos exemplo em a nossa
agreja brasileira, aoode alguna prelados recom-
mendaveis pelo seu saber, e pela sua piedade,
tem usado deste poder em beneficio das coas-
ciencias de seus diocesanos, e para previnir a
transgrassao da lai. Da mesma maneira nos tan-
do em consideragio as difficuldadei. que experi-
mentara os Seis deata diocese em obter alimen-
tos magros para poeterem cumprir o preceito da
abstinencia das carnea no tempo da quaieama,
pela notoria escassez, que ha do peixe, pelo que
se nao de ver muitos obrigados transgredir o
preceito recorrendo comida da carne, que ae
tem tornado a mais usual; considerando tam-
bem, que o preceito do jejum se poda cumprir
com a alimentiQao de carne, quando para isso
ha causas justas, e razoaveis ; attendendo, qua o
poder noa foi dado nao para destruir, anas para
edificar, e que devemos ter a maior sellicitude
em previnir as faltas, e peccados, e usando das
faculdades, qua nos foram concedidas pelo SS.
padra Po IX, e que ccompanbaram aa bullaa de
nossa confirmagao dispensamos benignamente em
o Senhor aos fiis de um e outro sexo desta oossa
diocese o preceito da abstinencia das carnea na
quaresma deste anno, com as declaragoes, e mo-
difkacoes, que se aeguem.
Io Que a dispensa de comer carne s para oa
cinco primeiroa diaa de cada semana, e que com
a comida de carne nao se poder misturar peixe
de qualidade alguma.
2 Que nos dous ltimos dias de cada semana,
islo as sextas feiras, e nos sabbadoa, ae de-
ver guardar a abstinencia da carne : e o mesmo
se observar nos primeiros quatro dias da qua-
resma, e em todos os seto dias da semana santa.
3o Que por esta dispensa se nao deve enten-
der, que fique tirada a obrigago do jejum, co-
mo por varias vezes o tem decidido a aanta
egreja.
4 Que esta dispensa concedida em favor dos
moradores desta cidade, e de todo o arcebispado,
mas somente para a quaresma do preseote anno ;
e jamis ae dever entender prorogada para os
annos futuros, sem que exnressamente a conce-
damos.
Relevai, amajlos fllhos, quo vos dirijamos este
pastoral sobre um assumpto difterente d'aquelle
sobre o qusl primeiro vos deveriamos ter escrip-
to ; mas elle nao interessa menos a vossa consci-
encia do que a nossa, e nao podia por isso ser es
pagado. A' correrem as cousas regularmente, s
em setembro do anno passado se deveria tratar
em Roma da nossa confirmagao, e contra toda
a expectagio recebemos em jucho as respectivas
Bullas, eno curto praso de sete dias tiremos da
entregar a admioislrago da diocese que regamos,
escrever a pastoral de despedida, arraojar a nos-
sa visgam, e partir para esta capital.
Nao era nossa iotengo tomar logo posse do
arcebispado porm na volta da viagem, que pre-
tendamos fazer corle; mas tendo sido recei-
dos nesta capital no carcter de Prelado, nella
penetrado com todo o apparato e solemoidade de
orna entrada publica, fazendo-se-nos logo sentar
no solio de nossos filustres predecessores, forgo-
so nos foi tomar entao posse do arcebispado,
e comecar a sua administrsgio: o contrario seria
urna anomala.
Fizemos a viagem, que lencionavamos, e de
volta nos temos achado por tal modo oceupados
com os negocios da diocese, que com elles nos
temos empregado dia, e noite. Em tempo op-
portuno pois vos dirigiramos nossas letras, e vos
manifestaremos ossentimenlos, que nutrimos pa-
ra comvosco, e que nao podem ser mais puros,
mais benvolos, e mais afTectuosof, como nasci-
dos da craridade, qne se acha derramada em
nosso cora;ao, e com a qual ardentemente vos
amamos em Nosso Senhor Jess Christo. E a
gragad o mesmo Senhor Jess Christo, o amor de
Deus, e a commaoicago do Espirito Santo seja
em vos todos. Amen.
E para que chegue noticia de todos manda-
mos aos reverendos parochos quepubliquem esta
nossa pastoral eslago da missa conventual, e a
regislem nos livros de suas paroehtas.
i) ida nesta cidade de S. Salvador da Bahia sob
nosso sigoal, e sello de nossas armas aos 8 do
mez de Janeiro de 1SG2.
Lugar f do sello.
f Manoel, Arcebispo da Baha.
[Diario da Bahia)
Por causa de urna anglica.
Ha dias eslava eu oa melhor disposigo de es-
pirito, rindo com Hirecourt de Mr. de Uirardio
com a sua rosa dos venios politica, e eotoando
com o autor do Don Dieu essas velhas cangOes
que allegraram tanto a Franca, feliz quando la
apolaudir da platea do Palals-Royala bella actriz
Djazet, disfargada em Frlillon.
Quando menos esperava, senti-me abragadode
sorpreza por um personagem estouvado que fez
saltar para urna banla os meus Contemporneos
e o seu chapeo para oulra.
O Sr. eoganou-ae de porta, disse-lbe eu.
que islo ?.... mas, d'onde vom, meo senhor ?
Ah I nio me conheces mais?
Senhor, bem me querparecer que.... mas,
eu nao me lembro.... nao seise por algum tem-
po, repliquei-lhe um tanto desmontado por aquel-
la familiaridade que o descohhecidc cootinuava a
moslrar-me, trataodo-me per t e sentando-se
sem ceremonia meu lado, conservando um dos
seus bragos sobre o meu no obro.
Pois lembra-te melho*, consulta tua me-
moria e dize-me que fim levou o leu melhor
amigo ?
' Oh I quanto esse. sei, sim|senhor, anda
em urna romsria ; viaja ha quasi um anno, e at
agora nem novas nem mandados....
E o que foi elle fazer nessa romana ?
Mas, senhor, perdo 1 um segredo que eu
mesmo nao sei.
Sabes, sim, e eu tambem: leu amigo anda-
va em proenra da urna anglica, estave em Olio-
da, contou-te a historia daquelle solitario das mi-
nas de Palmyra e depois partiu para a Europa, a
hoja....
Senhor, se sabis delle alguma cousa, pois
vejo que o devieis ter conhecido bem de perlo,
dizei-me o que feito de meu charo Eugenio ?
O pobre diabo vae vivendo.
E" feliz ?
Ob 1 muito 1 respondeu-me o mogo com
um sorriso tristissimo, muilo 1 feliz como o ren-
te de um dia quem partiram o dolo; feliz como
um romeiro sem br/rdo em um camioho sem
termo, rasgando nos garges suas plantas machu-
cadas ; feliz como a hymno de morte do simoun
que canta no deserto sem um echo I oh I o leu
amigo nao to feliz ?
Eugenio, t s Eugenio 1 foi s o que
pude dizer-lhe : abracei-o vivamente, contem-
plei-o em silencio longos e dolorosos minutos,
& elle, esse mogo enlhusiasta lio risonho, to
fresco, to diverso outr'dra desse cadver de Eu-
genio magro e pallido,.taciturno e profundamente
triste.
A CARAPICA DE MEU TO
ou
RECORDARES DE tM HOMEM YELUO.
Eugenio I perdoa-me, assim como estis,
nao te podia eu conhecer eu j sei, amigo, eu
j adevinho que aina funesta, deveris ter feito
murchar em ten peito a flor da vida. Coota-me
tudo, meu Eugenio.
O mogo quiz comecar a fallar, a palavra faltou-
lbe ; tornou-se pallido, mais pallido, e um tr-
mulo movimento de seus labios qne elle morda
com phreneal denotara a sua agitagao, e o esforgo
que fazia por conler-se ; carregou os sobr'olbos,
quiz sorrir depois, partiu entre os dedos um Iran-
celim preto que trazia, levantou-se, sentn se,
amarroton o seu chapeo de feltro depois sero-
nou, fltando-me em silencio com seus olhos azu-
lados e melanclicos, como o raio desmaiado de
urna la de Invern, rompendo no cu por entre
nuvens brancas.
Eoto? disse eu, aparlando-o contra mim:
a sua historia devia ser bem dolorosa porque oas
rugas da qu el la fronte, a dr tinba escripia em
um anno toda a historia de aaus negros mysterios,
mas eu receiava qne se partisse na exploso aquel-
la pobre alma que aoffria, por isso s Ihe pude
repetir brandamente umapergunta :ento?
Ah 1 meu amigo 1 respondeu o mogo com
um gemido abafado que vinha d'alma, e callou-
se esfregaodo as mioa e lazando estalar os dedos
em rpido movimeoto.
-Ei anglica aehasle-a ?
Eugenio respondeu affirmativamente com a ca-
bega, encostando-a depois sobre meu peito.
Naturalmente conseguiste trai-la, hein?
Sent Eugenio apertar-me com um movimento
convulso, levantou meio a cabega, respon-
deu-me ntreos denles um nao sumido ede-
satou a solucar : era um pranto mudo que tem
um inferno em cada lagrima, desses que chora
na solido o infortunio sem beogao, desses que
regam o travasaeiro em noutes de iesomnia, e
que nioguem pode ver, porque o marmore do
egosmo pedantescamente indifferente e gelado,
s sabe rir das fraquazas do coragao humano.
Eslou envergonbado 1 parego-le ridiculo,
nao ? eu nao devia mais ter lagrimas....
nao quero mais t-las, die elle enchufando os
olhos: j que s ruge agora em mim a tempes-
tado, ho de conhecer-me os homens pelo raio.
A minha historia simples :
.''*#
Depois que vim de Olinda, desenganei-me
respeito dos nossos jardas : fui viajar como
Harold.... vi os campos dourados do velho Por-
tugal ; vi os carramaochdes floridos dss poticas
Qlhas da Iberia, e as flores desbotadas das esta-
fas de Albion, mergulhadas em nma cerragio da
nevoeiro e de fumiga de carvo de padra, pra-
teiada longos inlervallos porum raio trmulo e
senil do sol londrino que me parece mais um
lampeo de azeite : nada da anglica I
c Em Franja percorri todos os taboleiros de
jsrdins, estire no Luxemburgo, no parque das
Tuilberias e at no Pre-la-Chaise: nada I
Comegava a zangar-me com a madona invi-
sivo! que nao me quera dar o seu emblema de
antemo, e j nao pensava em aer paladino ; jul-
gava absurdo que alguem dsse por urna mulher
o salto de Leucates, e j sombava de V. Hugo
por haver exaltado em sua legenda dos seculos,
os trovadores da edade media.
Um dia vi n'um museu perto do Louvre um
traslado do processo hollandez movido contra o
genio da inveja pelo roubo da tulipa negra que
Mr. Dumas descobriu em seu romance.
a Tulipa negra em Hollanda I pensei eu, por
mais que Mr. de Voltaire a chamasse a Ierra des
caars, es canaux, de la canaille, um paiz de
tulipas negras deve ter a anglica que busco.
< Meu amigo, Mr. de Voltaire ainda foi muito
lisongelro para com aquella gente : nao sem
rszao que Beioe diz que a Hollanda 6 a|terra de
exilio do deus Mercurio que o padroeiro dos fli-
busteiros.
Na Alleminha nao querii eu pisar: tenho
raiva d'essa gente de gaz que habita urna regio
de neblioas, que pbilosopha sobre flores de nev,
e converte em dialctica o fumo metaphysico de
seus cachimbos, e cultiva as nuvens o myosolis
pensativo que, agitado pela brisa gelada daquella
floresta de phanlasmas, murmura argumentos
vaporosos de Kant e dialoga abstractamente com
a sombra de Leibnltz-: ali eu era capaz de volali-
lisar-me.
< Passei os Alpes e ia entrar na Italia : Salve I
reino sublime de coragOes livres I Ierra laureada
de tradiccoes riquissimas como as glorias do
mundo cesarano de seus grandes fllhos, trra
esplendida de maravilhas lio grandiosas como os
quadros da natureza firmados por Deus 1eis ah
o que eu ia dizendo comigo, emquaoto me apro-
ximara do mosleiro de S. Bernardo.
a Urna cerrago espessa apressou a chegada da
noute, e eu que ia repatlndo interiormente um
canto de Cesarotti Casta diva do cu italiano,
s dei por essa noite ficticia no fim do mea
canto :
Figlia d'el ciel, sei bella I
. Ma verra noite ancor che tu, (u stitsa;
Carai per sempre i lascierai n'el cielo
11 tito aturro sentier.....
E por fallar em caminho azul qsiz ver as es-
trellas e levaatei os olhos: que estrellas I eram
montes de gelo que se erguiam sobre minha ca-
bega, eram abysmos cavados pela torrente da
mootanha; e urna morlalha fumecenta oceultava
essa figlia d'el ciel, como o alberoer ciozento da
Emminencia parda de Richelieu veatia, no tem-
po de Luiz XIII, o padre Jos, espoleta do car-
dea 1.
D'abi nada rugia o vendaral, os montes de
gelo comegaram a eatalar e eu a tremer pelos
meus dias : de repente, faltou-me a trra debal-
xo dos ps, Uve urna vertigem e cahi.
Quando abr os olhos depareicom urna enor-
me cabega branqueada pelo gelo, pelluda, Lorri-
vel, farejando-me o rosto : fechei de novo os
olhos e comecei a resar o credo porque me julga-
va prisiooeiro de um lobo.
Como nao me devoravam aila, cobrei ani-
no e fitei* o meu vizioho : era um cao com um
barrilzinho de agurdente ao pescoco. Depois que
elle me revirn em todos os sentidos, comecou a
sacudir a cabega lazendo tintinar ama campai'nba :
ainda hoje 14 estara provavelmente se nio
fossem dous collegas do cao que vieram ao recla-
mo e me arrastaram para S. Bernardo.
_ Oh 1 meu amigo I s o marlyr da Cruz pode-
ra ter inspirado aquellos homens caridosos o
amigos disvalados do prozimo: cor^ges pulidos
no combate da vida, almas espedagadas nos sgros
espiohos dos deseoganos da sociedade que allu-
cina com seu iris de grandezas, fugiram para o
remanso do claustro onde imitam o Cordeiro Di-
vino : assim, meu charo, as ruinas do cora-
gao humano de onde pndem moras suas illu-
ses de outr'ora, s sombra da craz acham por-
to seguro onda nao vae o insulto a felizes do
mundo.
Quando eu ia partir de S. Bernardo, parta
comigo um florentino qua segua caninbo deTu-
rin : t'f signor Giacomo Carroti era um homem-
zinho barbudo e moteno, da olhoi pequeninos,
vivos, boligosos, physionomia de raposa, lesto
como um azougue e brusco como um boneco de
ac obedecendo acgo da mola distendida que
retrahe seus msculos em todos os sentidos.
a Nos Pyreneus, seria elle um contrabandista
de Andorra, ou pelo menos, um caldetreiro am-
bulante, mas nos Alpes, esse personamos de cha-
pu de alio de camurga, de botaa de couro de
raposa, a de fraque dobrado cor de azeitona que
lhe deacia aoa calcanhares, pareca-me um mia-
sionarlo aecreto de Garibaldi, trazendo despachos
da Londres.
< Como eu ia sem guia nem roleiro, acellei-o
por companheiro de viagem : partimos. Duraute
a jornada, foi silencioso como um vinario de A.
de Azevedo: era urna alma acea, inculta e aven-
turera, que s tinha chos qosndo lhe tinia aos
ouvidos um pedago de metal: havia nelle panno
para um excelleole baro. \
t Perto de Turin.perguotou-meellelde repen-
te com urna voz de clarineta e piscatado-me os
olhinhos : T
- O senhor um voluntario de Garibaldi ?
Nada : um simples (ourtsla. \
Hein ? em tempo de revolugo ? vem ver
os monumentos de nossa trra ? Escuta :\eu vou
agora Caprera, espere-me em FlorengaAiremos
la Feneca, oh I la Feneca I en quero ser seu
eicerone... la Venecia I quando me lembro qae
o taco da bota austraca nio ae quer tirar do
pescogo daquelle bello paiz I... cappo'de Baccho i
e o homem comegou a cantar com um gesto co
mico virado para a Aastria :
Trema, proterva Sapho,
Gia lutti l'odio mi
Ti st sul cappo I...
Ora, Sr. Garrotti, nao me importo cora
seus monumentos, vim procurar urna flor.
Ah I ah urna flor I,., naturalista, aporto
en : quer alguma raridade ?... oh I oh 1 la Ve-
necia tem, signor... mas nao lhe perdo o d
prezo dos nossos monumentos.
Haver anglica em Veneza ?
TrovaU i fiore I per la madona I..: tenko
em la Venecia um compadre que possue em seu
jardim as mais bellas anglicas do mundo. (//
signor GiuseppelGallini Saracataviola ha de fjs-
zer-lhe a vootade e mostrar-lh'as um dia.
Na(,"t eu quero possuir nma dellas.
O Sr. Giacomo olhou-me aorrindo e aba
a cabega :
Impossivel I
Compra -la-hei.
O meu companheiro abanara sempre a
bega e dizia-me com urna nova ioflezo de
Impossivel I
Coniutsta-la-hei.
Como? ditse-me elle espantado.
Com o meu mrito, com o meu nome
o meu trabalho, com o meu futuro.
a Giacomo desta vez deu urna grande
respondeu-me da novo :
Impossivel!
Com mil raios 1 disse eu batendo <
e esmagando com o meu desdem squelle
te Giacomo :
Impossivel, porque ?
. Porque meu compadre il signorGiuseppe
Gattinx Saracataviola nio quer saber d'esses bo-
nitos nomes: um homem positivo, [secco, ca-
prichoso, caronchoso, e...
Diabo I Sr. Giacomo, se o seor/or o pri-
meiro a dizer isso do seu compadre o/senhor... o
senhor... /
II signor Giuseppe Gattlni Saracataviola l
... O Sr. Sara... gata... cata.A viola, ima-
gino que elle hade ser um sandeu perfeito e oesse
caso bavemos de ver.
Ha um meio, disse o outro depois de pen-
sar algum tempo, diga-me : o senhor ita-
liano ?
NSo, sou brasileiro, sou Eugenio de S*.
toda a ordem familiar, e de toda a segurings so-
cial.
Inaugurando assim o ulhlcidio em vlrtude, vos
quebraveis toda a moralidad fanmana, e deita-
veis por trra todo o edificio da familia ; porque
a maternidade nao podia resistir Unto. E co-
mo daixsr cafair spbre vos a resoonsablidade do
?i!? m\teLno V*n Philaaophia barbara, phi-
osoph.a estH.t, soterrada dos mais recndi-
tos antros do i<
-pelos afamados
com
sada e
m o p
nsolen-
quando eu
Ah I ah 1 oh 1 oh I sim, sim
estive no Brasil... I Etc. eu vou...
Mu 1 eu nao sou Exc. ponha o seu chapeo,
Sr. Giacomo, e diga-me qual o seu meio ?
Eu lhe apreseoto ao meu compadre il sig-
nor Guistppe Gattini Saracataviola, tornam-se
amigos em quatro dias ; se o senhor tiver pacien-
cia para supportar durante horas* esquecidas a
sua conversado aturada sobre o cautivo das cebo-
las e aobre as penitencias da quaresma, ha de ga-
nbar a anglica.
Oh I Sr. Giacomo, como, SrJ Giacomo 1
Como 1 aproveitaodo a licenga que elle lhe
ha de dar para visitar o jardim o furtando-lhe a
flor.
Furtando, Sr. Giacomo, furtando ?... nun-
ca 1 ae eu nio poder merece-la, I nao hei de fur-
ta-la.
Cappo di Baccho I que rual faz ?..; o senhor
no italiano, bem se v : crime machioar-se
coutra o goverao, mas furtar s um peccado que
no coDssionario se apaga : em Roma at isso
assim.
Nao importa I I
_ Ento o senhor nao botnico I eu Uve um
vizinho invejoso de um vizinhoTnaturalista, que
cultivava os mais bonitos cravop da Italia : pois
sabe o que fez o invejoso ? deitou-lhe noite por
cima do muro muitos gatos amarrados uns aos
oulros, que revolveram os canteiros do pobre
bomem, e lhe esmagaram todo* os eraros.
Ah 1... e o naturalista ?
Poveretto I senbor, matou-se com nm pon-
te, serrando o pescogo. Mas vamos, eu quero ver
se o senbor... a tentagio ha de ser forte.
_ Sr. Giacomo, eu conhegd as leis da honra :
ninguem m'as pode lembrar, porque -me mais
fcil morrer do que curvar a cabegar essas ten-
tares e pactuar com um rustica.
Eufl oufl per Dio I grunhio Giacomo.
Calei-me d'ahi por diante : vi Turin como
um viajante enfadado, passei por Florenga com o
spleen, e quando Giacomo vollqu, part com elle
para Veneza. Veneza I... o leu sceptro rutilan-
te de rainha dos mares commandou em outras
eras os pavilhes de todas as cores que tremula-
vam sobre o ocano ; boje, cidade potica naaci-
da de urna concha aobre o crystal do Adritico, s
conservas leus pslacioa ermos, tuas riquezas pro-
fanadas, ruinas de la grandeza que immolaram
como victima, sobre o tmulo < o tou leo de S.
Marcos 1...
c Parce sepultis 1
Boml... Sr. Giacomo, vamos casa do seu
compadre, j... oh 1 Sr. Giacono, onde mora
elle ?
Piano, piano 1 o meu compadre il signor
Giuseppe Gattini Saracataviola mora peno da
ponte dos Suspiros, l iremos.
Eu vi, meu amigo I
O que ?
Primeiramenle o Sr SaracaA.ta... que dia-
bo de nome 1 ... o Sr. Gattini, emfim : um
hojiem cheio, de estatura media, j grisalho,
physionomia vulgar : traz sempre um gibio cor
de cereja, e um chapeo de palha tradiccional.
Conversava com um latzarone sobre o pian-
ito das ceblas, e emquanto o aeu\ interlocutor
lhe responda em Colyseos, em Foruns, em S.
Angelos, elle contava a paixo de Jesus-Christo,
rindo-se nos inlervallos com um riso estulto, e
flxsndo entre os olhos um velho par de oculos
que lhe dista rea va o olhar tmido eitrapaceiro
que errava em todas as direeges. \
a Gattini esteva to arrebatado em suas ima-
gecs de ceblas e de malrizes qua nao dea por
nos : assim era, e al muilas vezes, segundo ou-
vi dlzar, psssava dias inleiros ao aol e sem co-
mer, se achava eom quem taramelar.
a Vi o jardim: estatuas de marmore que nio
tiuham que invejar o cinzel de Miguel Angelo,
columnas de bronze, vasos de flores, canteiros ri-
qusimos de conchas azues e cor de roaa com
os maia belloa encantoa de Flora I nm aonho de
fadas, deslumbrante, um quadro oriental tragado
por mo divina, agitada pelas vises celestes do
hmtchis 1 ... e o dono era Gattini, mea Deus I
< Vi aflnal n'uma jardineira de alabastro sus-
tentada por quatro leezinhos de marmore negro,
com as jubas doiradas, um arbusto lindissimo,
sustentando entre sua folhagem verde-clara ama
fiordo paraizo que s um aojo potera ter plan-
tado e cultivado com seas dedos candidos, regan-
do-a as horas doira las da aurora purpurina com
oa orvalhos do cea I
Oh I ella era pura e ssnta como um riso de
Deus I ers potica em sua alvura, em seu perfu-
me, como urna aspirsgao do cu, como a lyra da
primavera cantando aos amores do universo, o
cont myslerioso do nascimento das flores :
era o poema lyrico do amor que um lerephim
escrevera 1
Eu desejei essa flor como a planta murcha
deseja o sereno das ooites, como um lago de ail
deseja um raio da la.
Eu desejei-a porque essa flor era aquella
que eu sonhra para meu ideal... era a ang-
lica I
Mas... a porta do jardim eslava sempre fe-
chada e o Sr. Gattini j emfim, tinha visto.o seu
compadre Giacomo Carrotli.
c Fui apresentado a Gattini : tinha urna rnao
fra e dura, pulsara como o coragao de ama ri
augurei mal do bomem.
Perguntou-me em primeiro lugar d'onde eu
era; em segundo lugar, quanias vezes me havia
confessado ; e em terceiro lugar, se o terreno
brasileiro era proprio para o cultivo das ceblas.
E sobre esses themas fallou... falln... fal-
lou horas e horas, e eu aturando ; fallou... fal-
lou... fallou dias e dias, e eu resignado porta
do pavilho ; mas nem urna palavra sobre o
jardim.
Emfim, Carrotli ioterveio em mea favor (an-
tes nao ioterviesse 1J, e en pude no dcimo dia
penetrar naquelle retiro onde eslava a minha
flor I Mioha flor ? era urna liceaga de lingaa-
gem, era o echo de um sooho, era a sombra de
urna aspiragao louca : a flor nio era mioha.
Entrei: nao quiz ver maia nada, vi s a an-
glica ; nao ouvi mais nada, ouvi a os aegredos
que a poesa do zephiro murmurava-lhe em pr-
ce no seu leito de folhsgeos, emquanto langue e
aonhadora, ella escutava aquellas doces e inti-
mas harmonas... se eu podesse ser o zepehiro I
a Assim aconteceu duas vezes. tres, quatro :
Gattini podia quebrar-me a cabega com as. suas
ceblas, parlir-me os bragos com o seu S. Jerony-
mo,podia passar de Santo Agoslinho as cecens, do
Deuteronomio aos regadores venezianos, eu
nao e va, nao o ouvia... Ah I Carrotli, a tenta-
gio quiz vencer-me, e emquanto na maia cmica
falsa posigio, conversaras com leu compadre Gat-
tini, indignado contra ti por aquelle conhecimen-
to perigoso que lhe dste, eu ia sonhando na-
quelle jardim com a madona que seria digna da-
quella anglica divina : Gattini andava sobre
brasas.
a Afiaal nio se contere, e chamou de parte o
Sr. Carrotli:
O teu amigo um miseravel, um ladro 1
Hein?
Repito qae um miseravel e um ladro !
// atanor Eugenio de 8**1 I porque 1
Nao vs como elle cobiga a minha flor ?
Signor Guiseppe Gattini Saracataviola ,
elle quer pagar-fa.
Nao quero.
Elle quer conquista-la : tem um nome pu-
ro e urna familia sem mancha, e um futuro de
um botnico Ilustro.
Nao quero.
Nao temes que a tua flor faneca em sua
eterna jardineira ? porque nio lhe das o sol, a
luz da vida ? porque a occullssao caito do bo-
tnico 1
N3o quero : nem quero que pise mais aqui
esse botnico, ou. eu retirarei de ti, a minha gra-
ga, eolendes-me Carrolti 1
Nao, nao: faga-se a tua vontade, Saracata-
viola I
Eu que ia chegando ouvi ludo, e retirei-me
logo sem ser visto.
< Inferno mil vezes inferno 1 para esta bru-
talidadeno ha commeolarios, e quaodo o o Hen-
dido nao pode enviar ao ultimo circulo da cilla
dtenle do Dante o sandeu que o repelle, retra-
se, esmagado, perdido, louco, sim, mas retira-se
em nome de sua digoidade.
o Nao pude mais ver Carrotti nem Veneza,
nem a Italia: no mesmo dia embarquei para Mar-
seiba, corri ao Havre, Southamplon e estou
aqui.
c Venho conquistar um nome, meu amigo, um
nome respeitado que esmague esse Gattini :
quero aprofundar o estudo da bolaoica e hei de
fazer aabir das minbas estufas plantas curiosas,
caricaturas de Gattini em forma de cebla, que
ho de ser o mais bello triumpho das sciencias
nataraes; e se algum dia fr Italia precedido por
urna .urea ganha assim, como elle fantico
pelas ceblas, hei-de vedar-lhe durante urna
eternidade a vista da minha raridade, quo ha de
esmaga-lo no fim quando nella enchergar a sua
miniatura vegetal.
O meu amigo callou-ae, e eu conserrei-me em
silencio : por causa de urna anglica, aquella
scena triste de Palmyra ; p*or causa de ama an-
glica, um coragao de botnico partido I ... se is-
lo nao para a gente respeitar as anglicas d'a-
qui por diante I ...
O botnico enganou-se, querendo ser ainda pa-
ladino nesta era de almas bastardas, que tem mo-
do de Santa Barbara, porque ella traz comaigo a
idea de Irovoada.
Mas o amor da botnica d para taes lou-
curaa 1
D, sim ; eu j ouvi dizer qae um collega de
Eugenio apaixonou-ae tanto pela sciencia, que
quiz baptizar urna filha com o nome de pequea
centaurea que urna herva febrifuga, horri-
velmente amargosa. v
Recite, fevereiro de 1862.
Souza Ribeiro.
boje repellida
sagao '
trazida i face do mundo
4o paganismo 1 quanto s
ata pela verdadeira cirili-
Que aalisfago poderla ter ama mae, que' ca-
da momento esperava o termo da existencia do
fllho trazido pela ferocidade e lyrannia de seu
pae? Ella viva sempre sobresaltada porque o
aguilbo da dr ameagava constantementeTa paz
de sea coragao; se que paz podia ella ter com
a vida que levavj, com a vida de eacrava, oa
mais deploravel ainda. Figure-se um dettes mo-
mentos em que o cidadio romano sordo aoa re-
clamos da natureza e i voz do seu coragao dea-
carrega o golpe fatal sobre seu fllho em presenga
de sua propria mi.... coosidere-se oo desola-
mento do coraco materno vendo o fructo de suas
entranhas inerme e sem vida, victima do capri-
cho e da aelvageria da um pae deshumano...
entretanto ella nio pode remediar; s com o
suicidio se furia presencear novas aceas eguaes.
Fnilosophla satnica forjada e orinada no civili-
saao ente; philosophia que philosophia nio
e, por que forma a anthitesa romplela de todas
aa leis da humanldade.
Nao eris vos que ensinaveis que no casa-
mento nao se procura urna esposa, porm sim
um rosto; e que quando os olhos perdem um
pouco de aua grandeza, quando o esmalte dos
denles se daslutrs, quando a pelle se murcha.
quando sppsrecem duas ou tres rugas, est tudo
acabado entre marido e mulher. IJuvenal) ?
Nao esta a theoria do divorcio elevado sua
mais alta fealdade? E qual o fundamento, qual a
base deesa philosophia. falsa e traigoeira ? Ella
nao acha um ponto de moral em qae ae arrime ;
o divorcio acaba com a permanencia da familia e
tere de frente os mais santos instinctos do cora-
gao humano : baseando-se no amor das partes
^aa 2 1-es .malmooio repelle at a mesma
idea do divorcio : o amor nao prev um termo.
Uuatser o ente bastante cobarde quando ama
para calcular o momento em que nao amar mais?
Qual ser o ser bastante indigno de conceber e
merecer a affeigo qae vira com aquelle quem
ama, como se devesse um dia baoir de seu cora-
gao esse sentimenlo ? Qual a pessoa. pelo con-
trario, llusao muitas vezes destruida mas que
honra o coragao. qual a pessoa, digo, que, che-
gando urna vez amar, se nio persuada, ao me-
nos nesses momentos, que ha de sentir sempre
essa affeigo com todo o ardor, com toda a robus-
tez de seu coragao ? Qne seja fallaz essa persua-
sao, sere eu o primeiro reconhece-lo, mas nem
por isso deixa de ser esse o carcter ingnito de
toda a nclmagao humana (Lacoraire). > Eis
como a voz da natureza se patenleia pela\occa
,V -2 J* Pre8dor francez, baseando a lndisso-
tubiiidade do lago malrimonial em motivos ra-
cionaos tirados do mesmo coragao do homem.
O divorcio a gangrena da familia : na socie-
aaoe em que permitlida a aeparago dos con-
juges a familia caminha inevitavelmenle para a
sua ruina ; o resultado dasolidariedade huma-
na : os males do individuo affectam a ordem do
lar domestico, as desgragas da familia transtor-
prejudicam o livre curso da sociedade ci-
JjJ E o que succedeu Roma, muito embora
I hiercelio em seus Principes du droil o ne-
gu. O facto nio admilte sophismas.
E' bello, na verdade ouvir este escriptor dizer
que em Roma nao era o divorcio que produzia
a dissolugao dos costumes, mas sim a corrupeo
geral, que fazia abusar do divorcio. Bem ; nao
entendemos a importancia desla assergo ; acha-
mo-la mesmo de alguma maneira contradictoria,
he antes do abuso do divorcio j havia ama eor-
rupgao geral, e porque os costumes j se achavam
alterados, porque j esiavam dissolutos : visto
como em oulra cousa nao podeassentar essa cor-
rupgao, reconhecida pelo citado escriptor, seno
na perversao dos costumes ; do contrario puros
os costumes impossivel que a sociedade se
aprsente corrompida. Nao negamos que o abuso
do divorcio dsse causa maior dilatago do des-
entrmenlo das ms paixdes; mas forga reco-
ntiecer e confeasar que a ioslituigio do divorcio
consagrado na lei romana sendo m em si e li-
songeando as paixdes do coragao humano, era
urna cousa de que fcilmente se abusara e que
dara largas ensanchas s ms inclinaces, o aoa
caprichos do homem; forgoso nio contestar
que se nao fra a consagragao do divorcio pela
iei, se elle fosse rigorosamente punido, desappa-
recia a causa do abuso; e ento mesmo pensan-
ao com Tbiercelin deve-se olhar o divorcio como
a principal causa da decadencia da moral roma-
na,'como a fonte inexgotavel de todas as desgra-
gas, que atordoaram o borisoole da cidade das
seie colimas. Foi o divorcio a causa mais im-
portante da perversao dos costumes do
POR
YOUMA.LE.
(Conlinusgio do n. 29.)
X
Quaodo o maldito sertanejo fallara nsi preten-
coes de seu compadre, eu estremecer e nio f-
ra sem razio qae meu Uo notara o meu sobre-
salto.
Eu amava ; e amava com esse amor sincero,
profundo e santo, que s se d urna nica vez na
vida do homem.
Joven e bastante exaltado, possuindo um cora-
gao de artista, prestes a desabrochar todas as
aspirages do amor e da poesa, e urna imagina-
gao viva, ardeote e apaixonada, eu nio podra
ver Laura sem lhe consagrar desde logo a mais
entbusiisla e sincera adorafiio.
Se ella era lio bella III....
Formas esveltas e graciosas, que fariam o deses-
pero do mais sublime Canova.... formas model-
ladas com o mais aecurado desvelo pelo Artista
Supremo ; feigoes puras, correctas e delicadas ;
urna bocea pequea o mimosa, que, pela fres-
cura e colorido faria empallidecer de raiva a gar-
bosa reinba das flores; e uns olhos meigos, vi-
ros, traveseos o bullanles, fsziam dalla a mais
suave e feillceira morena que jamis exlstiu.
Oh I quando mo lembro das vezes sem nume-
ro em que, cnlagaodo-a pela esvelta e flexivel
cintura, unidos os nossos coragdes n'um mesmo
amplexo, eu a senta eatremecer.... palpitar de
desejos e voluptuosidade, se lhe acariciara as ne-
gras e bastas traogas, que lhe cahiam pelo gra-
cioso eolio ; ou quaodo,louco.... perdido.... f-
ra de mim, eu a eslreitava com forga em meas
bragos esobre os seus labios hmidos, ver melos
e portrnosos, saboreava e retribuia os seus ar-
dentes e estremecidos beijos I
Oh I qusndo me lembro de ludo isso, quando
me record de todas essas felicidades gozadas e
para sempre perdidas; dessas horas de doce em-
briaguez e delirio, em que as nossas almas, ac-
cordesem um bymno de amor, unidas em ama
leoracio, voavam al os ps do Eterno!..,.
quando me lembro de tudo isso, digo : desejra
adormecer e morrer.
Que de vezes, em momentos de adoravel capri-
cho e lyrannia femioil, ella esqoivava-se de re-
pente aos meus bragos, quando tentiva beija-ls,
e, procurando mostrar-se enfadad*, dizia-me:
fazendo com oa beigoa um dos mais eogrsgados
momos:
Tenha modo, Julio 1.... ah
Vendo, porm, entristecer-me, chegara-se lo-
go para junio de mim : o mais amoravel sorriso
entreabria-lbe os labios, pondo-lheem exbibigio
os pequeos denles, airse deslumbrantes, co-
mo urna Dada de perolas de Ceylio.
Est boml.... um s; mais.... nio-
Quede vezea tambem, vencido___ aubjugado
pelo poder fascinador de seus olhos, eu cahia sem
torgas.... anhelante seus ps: pedindo-lhe
graga :
Laura I Laura I exclamara; sor compaixio,
nio me olhesassim I....
E pensar que tudo isso acabou; que tudo se
desvaneceu, cerno se desvanecen os vaporosos
sonhos da noite; que tudo se dtsfez, como se
desfaz o ligeiro famo lersdo impetuosamente as
azas da brisa.... ou como acaba a frgil planta
arrancada, despadageda e arrojada ao infinito pe-
o temeroso bnlciol....

A MULHER. A FAMILIA E A CIVILlSAgiO.
Parte prltneira.
A. mulher antes do christianismo.Degradando
da familia.Ausencia a civilisacao.
IV
( Continuagio.)
-Nao eris vos que ensinaveis que se matar
um homem muitas vezes um crime, matar seus
proprios fllhos muilas ceses urna aegio mui bel
la ? (Quii.) Por este modo abafaveis o sen ti-
ment da paternidade, sentimento tao natural
ao coragio do homem, e cravaveis a salta mais
agula no peito da infeliz mi, que mailaa vezes
se suicidava para nio aer espectalora de seme-
Ihante atroeidade, attentatoria e aubservora de
povo
mais que
guando se li-
um casamento.
A consequencia immediata do divorcio o
adulterio : o que vemos em Roma, onde o adul-
terio perdeu toda a sua enormidade. Haver
hoje quem tenha o menor pejo de ser adultero ?
perguntava Sneca ; a castidade nao
a prova da fealdade : o adulterio
mita un s amante, quasi
(De 6ene/ ///, 16.)
Que costumes que sociedade 1
Sao curiosas as palavras que Javenal faz pro-
ferir um adultero : De que te queixas, in-
grato? s pae: fui eu quem te deu ojuraparen-
tes; por mim que poderes ser instituido her-
deiro. Podes haver nao s os legados, que le
forem deixados, como o doce emolumenta dos
caducos: e se eu chegar dar tres fllhos la
casa, nao vs as outras vantsgens que deves es-
perar alm dos caducos?
Que tal o escarneo feito ao cassmento ?
Havemos esbogado o quadro da mulher e do
casamento em Roma ; e do que havemos se col-
|Uge o ponto de ebjecgio ,a qne chegou ah a fa-
milia : os senlimentos mais inherentes ao cora-
gio humano foram calcados aos ps da prepoten-
cia ; ah, como no Oriente, todo o edificio domes-
tico assentou sobre o temor, desprezando-ae o
amor, sua base natural. O pater-familias era o
supremo despola da familia, o aeu grande espe-
ainhador ; todos os direitos da mulher e dos fl-
lhos se viam sabjugados debaixo de suas plantas :
s elle gozara, todos os outros soffriam. Toda a
estractada da familia descangava, como nos en-
sina o padre Ventura em duas palavras : 6ru-
talidade de urna parle e temor servil de outra.
[Continuar se ha.)
E pensar que essa mulher, que eu giorificava
cima de tudo e de lodos; que eu adoratra como
urna santa ; que amava com paixio, fanatismo e
loucura.... que esse aojo, emfim, de ferinas lio
suaves e puras, de aspirages lio potica* e bel-
las; esteja agora.... i esta hora lalvez, entre oa
bragos de um velho estupido, ridiculo le nau-
seabundo I....
Ohl que para enlouquecer de raiva i sen-
(ir-se agitado por todas as torteras do infemo 1...
Maldito seja o dia, em que a vi pela prmeira
vez 1 Desgraga sobre desgraga tem sido des le en-
tao o meu a pao agio Ah 1 qua nio pe isa eu
quebrar, anniquilar e arremeasar s profundas do
abysmo aquelles que a apartaram para sem are de
mira I Amaldigoados elles....
Meu Deus! meu Deus 1 lende piedade d mim I
meu Deus, pecdoae-me 1 Dae-me o esquecimen-
to, essa voragem que tudo consume: honras,
gloria, amor e felicidade 1 Dae-me o esquecimen-
to, meu Deusl.... o esqucimento, alus sodoi-
degolll....
Filhtsda gentil Maurica,perdoae u
velho o lembrar-se um instante das loas
de rapaz.
pobre
paixdes
Nio zombeis, ae me ouvis fallar de amor; nio
vos riaes, se vos digo que eu tambem j amsi;
antes, boaa e compassivas, quanto sois bellas e
teiticeiras, acolhei-me e defendei-me contra
aquelles que me aecusarem.
Crede-me: o corpo podo envelhecer; a alm.a...
nunca.
Rugas profundas sulcam-me, verdade, a
fronte encannecida e a minha cabega se inclina,
mu grado meu, sobre a mesa em que trabalho.
Mas, debaixo dessas rugas precoces, sob o peso
deste corpo alquebrado pela doenga e pelos pe-
zares, a minha imaginagio a v, e, ao seu nome,
o mea coragio palpita e bate apressado, como nos
primeiros annos da minha mocidade.
Ah! nio vos riaes.... nao! soffrol.... a
peona cae-me d'entre os dedos inertes e.... si-
lencioso e acabrunhado pelo peso de tantas e tan-
tas recordages, deixo vaguear a imaginagio por
um sem numero de ideas bizarras e phaatasli-
cas, qae se succedem urnas s outras e desappa-
recem, como aa caprichosas e esbraoquigadaa nu-
vens em urna bella noite de la.
Vele!.... Olhae, agora meamo 1. .. Essas on-
das vaporosas e alvacantaa oorrem, avangam urnas
sobre as outras, trausformao3-.se de mil molos
diversos, e, afina!, ae esvsecem sob esse espago
etbereo e indefinito, i que chamara cus!
Quantas vezes, ao segui-las com os olhos, ao
contemplar essa toalha immensa e azotada es-
tendida por cima de nossas cabegas, nio me re-
cordei eu com tristeza e melancholia dos tempos
passados ?!....
Que de doces illusoes, que de brilhaolee chi-
maras as da juveolude Urna aerie immensa do
lembrangas apraziveis e charas ae me apreaenti
sgora aos sentidos: vejo desfilar por diante de
mim as sombras d'equelles quo j l foram ; pa-
rece-me est-los ouvindo fallar e contar os aeus
projectos; julgo estar vendo meu velho lio, com
a sua linda barba, tao branca e alvejante, e com
o%seu sorriso, tio franco e Uo alegre ; vejo....
ah I basta I... baata I... Para que dizer mais? {..'.
haver palavras que possam exprimir o que aoa-
te a nossa imaginagio? I,.,.
IConfinnar-se-Aa.J
PERN. TTP. DE H, P, DE FARU &FILHO 1819.
FAl
*


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