Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09490


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Full Text
AMO niYIII. MUSO 34.
II
Ftr tres mtitsa 4iaiMs 5 $00o
fw tres eses reicidts 6$000
MARIO
M&Ki
TEtCA FEIHA II DE FEVEREUO DE Mf 2.
Por anuo adiantado 49|00O
Porte fraietoara ogiboeriotor
ESCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga; Ceari o Sr.
J. Jos de Olireira; Maranhao, o Sr. Joaquim
Marque Rodrigue; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Olinda todos os dias as 9X horas dodia.
Igusrass, Goianna, e Parahyba as segundas
sextas-feiras. ,
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altioho
Garanhuns as tercas-feirat.
Pao d'Alho, Nazarelh. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Ex nasquartas-feiras.
Cabo, Sernhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimentelras e Natal quintas eiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO HEZ DE FEYEREIRO
6 Quarto creseente as 5 horas e 30 minetos
manhaa.
14 La cheia as 2 horas a 25 minato da mas.
SI Quarto minguante as 11 horas 46 minutos
da manhaa.
28 La ora as 2 horas e 8 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 1 borss e 42 minutos da manha.
Segando as 1 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S.lEscolaaca t. ; S. Gailberme d
11 Tergs. Ss. Lzaro, Dativo e Clocero bb,
12 Quarte. S. Eulalia v; m.; S. Modesto.
13 Quinta. S, Gregorio II p.; S. Catharioa y.
14 Sexta. S. Valentim m.; S. Aaxencio ab,
15 Sabbado. Ss. Faustino e Jovita mm.
16 Domingo. S. Porfitio m.; S. Samuel.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio: segundas e quinfa.
Relajo: tercas e'sabbadoa s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commereio : aegondas so meio da.
Dito de orphios : tercas e sextas aa 10 horas.
Pnmeira Tare do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda vara do eivel: quartas e sabbados 1
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
ENCARRE0ADO8 ul' SUBSCRIPCAO DO SOL
Alagdaa, o Sr, Claudino P.'eo Diss; Babia
o Sr. Jos Mariias Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Persira Martins.
EM PEHNAMBCO.
Os proprietarios do diario- Manoel Pigusir d
Paria & Filho, na saa livraria praca da Iadeaen-
dencia di. 6 a 8.
Ministerio da fazenda.
N. 16.Ministerio dos negocios da fazenda.
Ro de Janeiro, 17 de jaeiro de 1862. To-
mando em considerado o' que V. S. representa
em seu offlcio o. 435 de 26 de novembro prxi-
mo passado, acerca da conveniencia que havia
para o commereio e para a celeridade do expe-
diente dessa repartirlo, de se arrecadarem ah,
como ji o sao, o imposto do sello, {o dos despa-
chantes as multas,'os emolumentos de vid os pelo
passe concedido aos navios nos despachos
martimos, e que cootinuam a ser pagos na rece-
badoria da corte, em virluJe de disposiges an-
teriores ao novissimo regulamento das alfaode-
gas, desde que todos oa emolumentos que se
cobravam ca secselaria da marioha, pelos actos
que a esta competiam, f oram incluidos na receila
geral do imperio; e teudo igualmente em vista o
que a esse respeito dispdem os arligos 495 a 498
do regulamento n. 2,647 da_ 19 da setembro de
1860, conforme os quaes o'servigo de que se tra-
ta, e que outr'ora se achava a cargo daquella
secretaria de estado, foi incumbido alfaodega,
onde boje iniciado e coocluido, declaro V. S.
que a referida pralica, cuja alteradlo propd >,
nao poda mais subsistir, porque fosa de dun-
da que os emolumtntos em questlo achira-
se compreheodidos nos de que trata o u.
8 do artigo 504 do citado regulamento, pela re-
gra geral de que os impostas desta natureza sao
pagos pro labore s repartieres sobre que pesa o
servigo, e s podiam ser arrecadados pela rece-
bedoria emquanlo Qzessem parle da renda da se-
cretaria da marinha, que paasou a ser receila do
estado pelo artigo 33 do decreto o. 2,359 de 19
de fevereiro de 1859.
Neste sentido, pois, fago expedir as conveni-
entes ordens sobredita recebedoria ; cumprio-
do V. S. providenciar para que a cobraoga do
referido imposto seja d'ora em diaote feita na re-
partirlo a seu cargo.Deus guarde V.S.Jos
Mara da Silva Prannos. Sr. cooselheiro ins-
pector da alfaodega da corte.
N. 5.Ministerio dos negocios da fazenda.
Rio de Janeiro, 17 de Janeiro ds 1861.Tomando
em considerado o que me represeotou o coose-
lheiro inspector da ifandega da corle em seu of-
flcio n; 435 de 26 de novembro ultimo, acerca da
conveniencia que ha vera, jpara o commereio e
para a celeridade do expediente da mesma re-
partido, dse arrecadarem ali, como j o sao o
imposto do sello, o dos despichantes,e as multas,
os emolumentos devidos pelopasseconcedido
aos navios nos despachos martimos, e que coo-
tinuam a ser pagos na recebe loria da corte, em
virtude de disposiges anteriores ao novissimo
regulamento das alfandegas, desde que todos os
emolumentos que se cobravam na secretaria da
marinha pelos actos que a ests competiam, fo-
rana incluidos na receita geral do imperio; e ten-
do igualmente em vista o que a essa respeito dis-
poem os artigos 495 a 498 do regulamento n.
2,647 de 19 de setembro de 1860, conforme os
quaes o servigo da que se trata, e que outr'ora se
achava a cargo daquella secretaria de estado, foi
incumbido A alfandega, onde boje iniciado
e coocluido, resolv declarar nesta data ao mes-
mo inspector que, sendo fra de duvida que os
emolumentos em questlo acham-se cbmprehen-
didos nos de que trata o n. 8 do artigo 504 do
citado regulamento, pela regra geral de que os
impostos desta nalureza sao pagos pro labore s
reparliges sobre que pesa o servigo, e s po-
diam ser arrecadados pela recebedoria emquanlo
flzessem parte da renda da secretaria da mari-
nha, que passou a ser receita do estado pelo ar-
tigo 33 do decreto o. 2,359 de 19 de fevereiro de
1859, a elle cumpria dar as necesarias providen-
cias para que a cobraoga do referido Imposto fos-
se d'ora em diaote feita pela repartigo a seu
cargo. O quecommunico ao Sr. administrador
da mesma recebedoria para su coohecimenlo e
devida execugo na parte que lhe toca.Jos
Maris da Silva Prannos.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia V de fevereiro
de 1862
Offlcio ao chefe de polica.Devolvendo-lbe o
offlcio do delegado de polica do termo de Naza-
relh, que veio junto ao de V. S. n. 193 desta da-
ta teoho a dizer-lhe que por participado do juiz
de direito daquella comarca j loha chegado ao
meu conhecimento a noticia do apparecimeoto
all da epidemia reinante, e acabo Ue dar as pro-
Tidoncias queconvem.
Dito ao mesmo.Envi V. S. para seu co-
nhecimento e direcg&o, copia do aviso expedido
pelo ministerio da guerra em 21 dejaoeiro Qndo,
declarando que Rufino Antonio de Mello deve
provar perante V. S. que o individuo de nome
Ignacio Joaquim Gomes, que se acha com praga
no 10 batalho de infantaria seu escravo.
Dilo ao commandaote superior latericio do Re-
cite. Em.vista de sua informagao datada de 24
de Janeiro ultimo, dada sobre o requerlmeoto do
major ajudante de ordens do commando supe-
rior da comarca da Palma em Goyaz, Joaquim da
Cuoha Figueiredo, tenuo reaolvido prorogar por
um anno o praso que a este foi marcado em 22
de julho do anno prximo passado, para^apreseo-
tar a respectiva guia, aflm de ser aggregado ao
estado maior desse commando superior, como
requereu.
Dito ao commandante superior ae Nazarelh.
Approvo a deliberado que V. S. tomou como
participou-me em offlcio n. 126 de 29 de ianeiro
ultimo, de suspender os exercicios e revistas da
guarda nacional sob seu commando superior em-
quanlo duraarem os receios da epidemia reinante.
Dito ao commandaote superior de Olioda e
Iguarass.Recommendo V. S. que expega as
suas ordens no sentido de serena suspensos os
exercicios e revistas da guarda nacional sob seu
commando superior, emquanlo durarem os re-
celos da epidemia reinante.Igual ao comman-
dante superior do municipio de Goianna, de Pao
d'Alho, do Limoeiro e Bonito.
Dito ao iospeclor da thesouzaria de fazenda.__
Expega V. S. as suas ordens pira que o ministe-
rio da marinha seja indemnisado da quanlia de
105$329 rs despendida com o curativo na en-
fermara do arsenal de marinha, do Io mariohei-
roegrumetre, perteocentes a-guarnigo da es-
cuna Lindoya, Jo3o Ferreira dos Santos e Joo
Raymundo Jos da S'lva, como se ve da coota
junta em duplcala, que me foi remettida pelo
inspector do mesmo irsenal com offlcio de 5 do
torrente sob o. 87.
Dito ao mesmo.Inleirado do conteudo de sua
informagao de 23 de Janeiro ultimo sob n. 42, da-
da acerca dos inclusos papis, nos quaes o ins-
pector do arsenal de marinha, Hermenegildo Ao;
tooio Barbosa de Almeida, pede pagamento da
quantia que se lhe estiver a dever proveniente da
rsUflcacao de 1:200 annuaes a que se julgs com
direito como superintendente das obras do me-
lhoramento do porto desta cidade, tenho a dizer
que achando-se essa gratlcaclo autorisada pelos
avisos do ministerio da marinha de 30 de maio e
7dedezembro de 1853, mande V. S. effacluar
esse pagamento sob minha responsabilidade, cer-
to de que vou levar este negocio ao conhecimento
do gorerno imperial.
Dito ao mesmo.Em vista do incluso requeri-
meoto documentado a que se refere o brigadeiro
commandsnte dss armas em sua informagao de 5
do crrante, sob n. 230, mande V. S. pagar ao l-
ente do 9o batalho de infantaria Manoel de
Azevedo. do Nascimeolo, a quantia a que tiver
direito, por haver apresentado para o servigo do
exercito, na qualidade de recrutador, na fregue-
zia da Boa-Vista nesta cidade, o voluntario Felis-
mioo Honorato da Cuoha Verdete e o recruta Ma-
noel Isidoro de Lima.
Dito ao mesmo. Ao negociante Francisco de
Paula Miodello, mande V. S. pagar oa venc-
mentos relativos ao mez de Janeiro ultimo, dos
guardas naciouaes destacados na cidade de Na-
zareth, urna vez que esteja nos termos legaes o
pret junto em duplcala, que me foi remellido
pelo commando superior daquella municipio com
offlcio de 3 do correte sob o. 127.
Dito ao mesmo.Coovem que esta ihesouraria
faga effectiva pelo modo que for mais convenien-
te a clausula das concessoes de terrenos na parte
em que obriga os coocessionarios ao aterro dos
meamos terrenos dentro de um praso limitado sob
as penas da le.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Tomando em considerarlo o que me expoz o
chefe de polica am offlcio de hoje sob n. 191,
recommendo V. S. que maode foroecer ao ad-
ministrador da casa de deleoco, com destioo a
respectiva iofermaria, os cobertores de la cons-
tantes da relaglo que acompanhou o meu offlcio
de 8 de Janeiro ultimo, e qu se tprnam desde j
oecessarios.
Dito ao mesmo.Atienden Jo ao que expox a
mesa regedora da irmaodade da Santa Casa de
Misericordia de Goianna em offlcio de 4 do cor-
rete, recommendo V. S. que mande entregar
a pessoa que para esse fim se mostrar autorisada
o cooto de ris votado pelo art 27 da le do or-
gamento vigente, para o hospital da mesma San-
ta Casa.
Dito ao mesmo*Recommendo a V. S. que
em vista do incluso attestado, mande pagar ao
lenle coronel Manoel Joaquim do Reg e Al-
buquerque, conforme requesitou o chefe de po-
lica em offlcio de hoolem, sob o. 187, a quantia
de 609 em que importa o alugue) veucido, no
semestre de julho a dezembro do anno prximo
passado, das casas que servem de priso e quar-
tel na freguezia dos Afogados. *
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
requlsitou o director das obras publicas em offlcio
de hontem.sob n. 21, mande V. S. entregar ao
thesoureiro pagador daquella repartigo, .por
conla do pedido deste mez, a quanlia de l:u00&
para pagamento dos operarios e outras despezas
urgeotes nesta semaoa.
Dito -ao provedor interino da santa casa de
misericordiaMande V. S. recolher ao hospital
Pedro II a Joaquim Jos de Sania Anna, que.se-
gundo me partiepou o Dr. chefe de .polica em
offlcio de 6 do correte, existe em um quarlo de
urna casa na ra Direita em completa miseria,
sem recurso algum e gravemente enfermo-Com-
muoicou-ae ao chefe de polica.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. aatisfazer com brevidade o iocluso
pedido de objectos oecessarios ao telegrapho da
torre do Collegio, enviando-me a conta dessa
despeza.
Dito ao director bas obras militares.Recom-
mendo a V. S. que maode fazerquaoto antes, co
mo solicitou o commandante das armas em offlcio
de 6 do correle, os concertos de que necessitam
o Iidrilho e grade da priso do hospital militar.
Dito ao cooselho administrativo.Recommendo
ao cooselho administrativo que compre para for-
necimento do almoxarifado do arsenal de guerra
os objectos meocionados no incluso pedido.
Commonicou-se a ihesouraria de fazenda.
Dilo ao eooselhode compras.Pode o conse-
lho de compras navaea promover nos termos do
sou regulamento, a compra dos objectos mencio-
nados emseu offlcio de 5 do correle, visto que
sao necesssros para foraecimento dos navios da
armada e almoxarifado do arsenal de marinha.
Dito a cmara muoicipal desta cidade.Em
resposta aos offlcios sob n. 2 e 6 que me dirigi a
cmara municipal desla cidade em 2 e 17 de Ja-
neiro ultimo, tenho a dizer-lhe que sendo avul-
lado, como demonstrou o director das obras pu-
blicas, na informagao ecalculo constante das co-
pias inclusas, o orgamento dos atierros de ala-
gados existentes nesta cspilal e suas proximida-
des, nao possivel que pese sobre os cofres p-
blicos semelhante despeza, e por isso deixo de
tomar em coosideraglo a representago contida
no primeiro dos citados offlcios.
Dito s cmara municipal de GaranhunsRes-
pondeodo ao offlcio que me dirigi ao cmara
municipal de Garanhuns, em 15 de Janeiro ulti-
mo, consultando se um individuo offlcial da guar-
da nacional e menor de viole e um annos poda
ser eleitoe exercer o emprego de juiz de paz, te-
nho a dizer, qae embora ooae d a accamula-
go nos cargos de juiz de paz e de offlcial ds
guarda nacional, como declara o aviso o. 300 de
13 de setembro de 1856, comilo o menor de 21
annos oio pode volar era ser votado era face do
artigo 18 da lei de 19 de agosto de 1846, sioda
mesmo sendo offlcial militar, de que trata o 1
do citado artigo 18, {porque nesta denominago
nao se comprebende o offlcial da guarda nacio-
nal como explica o aviso de 21 de abril de 1849
Dito a cmara municipal da villa do Bonito.
Pelo offlcio que me dirigi a eamara municipal
da villa do Bonito em 21 de Janeiro ultimo, fiquei
inteirado das medidas que tomou a mesma c-
mara afirn de evitar o progresso da epidemia que,
segundo consta do citado efficio, j principia a
desenvolver-se oessa villa e em seus suburbios.
Dito ao juiz de orpbos desta cidade.De con-
formidade com o artigo 7 da conveogo celebra-
da em 10 de dezembro de 1860 entre o Brasil e
a Pranga e promulgada pelo decreto n. 2787 de
26 de abril de 1861 acaba de commuoicar-me o
Sr. visconde de Lemonl, cnsul daquella nago
nesta provincia, que em 3 do correte falieceu
o subdito fraocez Gille Paul-Auguste, deixando
presentes todos os seus herdeiros: do que dou
sciencia Vmc. para sua iatelligencia.Respon-
den se ao cnsul de Franga.
Dito a lodos os mdicos commissionados nos
lugares em que reina a epidemia.Recommendo
Vmc. que as communicages qu me dirigir
acerca do estado da epidemia nunca deixe de
apresentar-me no fim dellas urna recapitulago
da mortaldade havida desde o dia em que ma-
oifeston-se o mal al a dala em que offlei-
ar-me.
mia reinante neasa povoago espero que Vmc.
contine aprestaros seus servigos com a mes-
ma solicitude e dedtcago at a extaoso de se-
melhante flagello.
Dito ao juiz de paz presidente da junta qualifi-
cadora do carato da s de Olinda.Responden-
do a duvida proposta por Vmc. em seu offlcio
de 2 do correte tenho a dizer-lhe que as listas
de que trata o artigo 3 do decreto n. 2,865, de
21 de dezembro do anno passado, devem ser an-
gadas no livro da qaalificagao antes da acta de
encerramento dos trabalhos da junta.
Dilo ao delegado de Goianna.Inleirado pelo
seu offlcio de 5 do correte de que a epidemia
contioi a desenvolver-se um pouco benigna
oessa cidade, as povoages de Goiaoninba e
Pilar, e intensa nos eogenhos viziohos, decli-
na em Nossa Seohora do O', Timbaba e Podras
de Pogo, e se acha extiocta em Cruaogy e Serri-
nha, porm j grassa em Tejucupapo, tenho a
dizer-lhe que continu a empregar todo o cuida-
do e actividade na destribuigo dos soccorros aos
desvalidos, e para a completa extinecao do
mal.
Portara.O Sr. gerente da Companhia Per-
nambucana mande dar transporte para o Acara-
c no vapor Iguaratt em um dos lugares des-
tinados para paasageiros de estado ao bachsrel
Pedro de Alboquerque Autran, juiz municipal
do termo do Ip.
Dita.O presidente da provincia attendendo
o que requereu o juiz de direito da comarca do
Bonito, bacharel Julio Barbosa de Vasconcellos.
resolve prorogar poz 30 dias a licenca de igual
lempo com.vencimeotos que lhe foi concedida
por portara de 23 de dezembro ultimo.
Expediente do secretario do go-
verno.
Offlcio ao inspector da ihesouraria de fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia communico V. S. para seo conhecimen-
to, que o bacharel Joaquim Theotonio Soares de
Amellar participou que lendo entrado no dia 23
de Janeiro ultimo no exerciciodo cargo de juiz
municipal e de orpbos do tehaso de Cimbres,
doixou-o na mesma data para assamir as func-
gdes da vara de direito da respectiva comarca.
Despachos do dia 7 de fevereiro.
/?e Absixo assigoadoa moradores na freguezia de
Quipap.Informe o Sr. Dr. director geral da
inslrucgo publica.
Adriaona Mara da Conceigo.Informe o Sr.
inspector do arsenal de marioha.
Camilto da Silveira Borges Tavora Iodigena.
Informe a cmara municipal de Olinda.
Ignacio Jos do Prado.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Major Joaquim da Cuoha Figueiredo.Diri-
ja-se ao commandante superior interino do mu-
nicipio do Recite quem cam expedidas as or-
dens convenientes no sentido que requer.
Dr. Joaquim Pires Carneiro Monleiro.Infor-
me o Sr. inspector da ihesouraria de fazenda.
Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos.Passe
portarla concedendo a prorogago pedida.
Rufino Antonio de Mello.Prore o aupplican-
te o que allega perante o Sr* Dr. chefe de po-
lica.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-general do commando das
armas de Pernambuco na cidade
do Recife em 8 de fevereiro de
186S.
ORDEM DO DIA N. 33.
O general commandante dss armas faz publico
para sciencia da guarnigo, que a presidencia no-
raeou por portara de 4 deste mez, de conformi-
dade com o disposto no artigo 2" do decreto nu-
mero 426 de 24 de julho de 1845, ao Sr. capito
do nono batalno de iofanlaria Joaquim Francis-
co de Oliveira, commandante do destacamento
do termo do Buique, para o lugar de director dos
Indios da aldeia de Panema, comarca de Gara-
nhuns ; o que constou de oficio da mesma pre-
sidencia, firmado naquella data.
Faz outro sim publico, que approvou o enga-
jameoto que hontem contrabio o soldado da com-
panhia de artfices desta provincia Thomaz de
Aquioo Ross, para servir por mais seis annos na
mesma companhia, nos termos do decreto e re-
gulamento do Io de maio de 1858, conforme par-
licipou o respectivo Sr. capitao commandante em
offlcio desta data, sob n. 30.
Assignado. Solidonio Jos Antonio Pereira do
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capito
ajudante de ordens encarregado do detalbe.
INTERIOR.
Dito ao Dr. Francisco Marciano de Araujo Li-
ma.De posse de seus offlcios datados da 2 e 3
do correle mez, e inteirado do qae nelles relata
acerca do estado da epidemia qae grassa nessa
freguezia, declaro-lhe em resposta que em vir-
tude de requisigo do respectivo juiz de direito,
j em data de 13 de Janeiro Ando enviei para ser
entregue Vmc. utna ambulancia conveniente-
mente sortida, pelo que deixo de mandar salis-
fazer por ora o pedido de medicamentos que
velo annexo ao primeiro de seus citados offlcios.
\cac. continuar a prestar ahi os seus servigos
com a maior solicitude e interesse pela sorte dos
desvalidos que forem affeclados do mal reinante ;
communlcando-ma sempre o que for occor-
rido.
Dito ao Dr. Alcebiades Jos de Azevedo Pe-
dra.Recebi o seu offlcio datado de 2 do cor-
rente, e ficando sciente de ir declinando a epide-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba.
8 de fevereiro de 1862.
As flnangss da provincia vo melhoraodo*sen-
sivelmente, e me leva a assim pensar o eslado
dos cofres proviociaes, que se nao lisongeiro.
bastante animador; pois no correr do anno l-
timo tizeram-se todas as despezas e houve um
saldo de 46.8688936. sem incluir o rendimen
das agencias e collectorias.
h Afiro.Cfieollr?nr?hecida e ""dada sobe a cifra
de 362:622#00O, com a qual foi feito o pagamen-
to das despezas decretadas na respectiva lei do
orgamento, e destas, por nao serem urReotes e
por economa deixaram de ter lugar muitas oa
importancia de 113:176*811, quantia eiU que
foi economisada em vaotagem ao futuro da oro-
r^80^So(K).ObrgadS d"d *"*"" se
Se nao hovesse prudencia em gastar, se desde
que foi sentida a deficiencia da receita.'o ex Pre-
sidente Silva Nunes, nao tratssse logo de cer-
Z^'.lTl"' PorT?erl(>, dente, o Sr. Araujo Lima lutaria com difflculda-
des superiores, as que foi-lhe preciso superare
as circunstancias financeiras da provincia se-
rum precanssimas.
^^'n^M6 S\ 5M; Penle melter de
20 a 30.000JKK)0 por todo.este me, para amortisar
parte do em prest mo cootrahldo com o novo banco
dessa provincia ; sendo qae de suppor que den-
tro do preso Oxado para o pagamento. Jeja este
feito integralmente. '
Assim conseguir o Sr. Araujo Lima, dous
flos ; tirar a provincia da obtigaco em qo est
e firmar nessa praga o dito de qae carecemos
se nao para emergencias semelhaules, ao menos
paraqualquer tentativa que possa ser feita no
intuito de empreheoder-se a execugo de melho-
ramentos de que tanto carecemos.
Esta proviocia tem carencia de estradas pois
as quo existem sao pessimas e difflcultam o
transporte dos producios agrcolas, que chegam
so mercado desla capital por alto prego, vndo o
productor a soffrer grandes prejuizos.
A posigo actual dos- proprietarios de enge-
nhoa, a excepgao de alguna, que ao poneos
precatissima, vislo a baixa que ba experimenta-
do o aasucar.. Os agricultores que mandam os
seas assucsres ao mercado desta cspilal vendem-
uos, por pouco mais ou nada e iato tem logar,
aegundo opinies de pessoas entendidas por cau-
sa do monopolio que a casa eommercial de Vic-
torino Maia 4C. exerce, visto ser essa casa a que
gira com mais fundos.
Alem dessa casa ha outros compradores de as-
suear, que nao podem competir oom a mesma,
j pela falta de numerario e ji porque, sendo
bastante antiga, ha ella podido conservar em sua
dependencia o grande numero de proprietarios
de eogenhos, aos quaes quasi impossivel satis- ;
fazer seus dbitos, por causa dos juros de dous i
por canto ao mez.
Psra aggravar esse mal reappareceu o cholera,'
que traz em sustos esses proprietarios que vem
suas fabricas ameagadas. i
V, portento que, quanto a este ramo da pro- '
duego, os; agricultores cabraohados como se '
acham nao podem melhora-la e o que produzem
de pesaima qualidade, no geral.
E'melhor a situacio dos plantadores de algo-'
dSo ; pois alem de nao precisarem quasi em sua
totalidade de supprimeotos, encontram um mer-
cado meaos monopolizado e a venda de seus
productos feita, por assim dizer, em leilo, on-
de os vendedores e compradores com franqueza
realis'am seus contratos.
Se o mesmo se desse em referencia aos assu-
csres, rouito bem estaran os proprietarios de
eogenhos; mas estes remettem seus productos
e s depois de terminada a safra que sabem
elles o quanto valiam os seus assucsres as dif-
fereates pocas; sendo que tenho ouvido queixas
amargas contra certs casa que fax a conta no fim
e o prego mais baixo o geral para a safra, aceres-
cendo queao passo ^ue leva ella juros pelos snp-
primentos que faz durante cada mez, nao o paga
da conservocao do valor dos assucsres que retem
em si.
O que venbo de dizer um polido esbogo do
mal que realmente pesa sobre os nossos agri-
cultores, que trabalham e vivem acabrunhados
psra deixarem suas familias ooeradas de di-
vidas.1
Doe-me no fundo da alma ver esta provincia
acabrunhada pela especulado de tres ou quatro
individuos, que se souberam fazer oecessarios,
para os quaes indiferente o abatimento da a-'
gricultura, que sempre produz bastante para elles
continuarem em seu svstema por demais perni-
cioso. I
Passando de um assumpto a outro fallarei do
cholera-morbos, que assusta toda a gente, qae
nao confia na promessa de urna outra vida. Jul-
go que elles leem razo; entretanto dir-lhe-bei
o que sei.
Dos apontamentos que me fomeceram o cho-
lera tem grassado nos seguintes lugares, e feito
o numero de victimas que passo a mencionar :
Pilar 1, Ranchara 1, Itabaianna 1, Guarila 1,
Pedra Branca 1, Curimatausinho. (estes do Pilar)
Mana de Mello 11. Pedras de Fogo 2, Serrinha
49, (estes de Pedras de Fogo] Inga 4, Serra do
Poniese, Cachoeira de Cebla 55. Mogeiro
55, Natuba 59, e mais lugares. Serra do Urus-
su, Volta do Tavares e Serra Redonda destes nao
sal o numero das victimas (estesdo loga). Fa-
zendss 42 e as proximidades de Campia Gran-
de 1, (eales de dita villa), Alagoa Nova 1, e S.
ardeole sanba sos redactores desses jornaes. O
cemmendador Lindolfo, membro proeminente do
partido, e a mais robusta iotelligencia que aqui
temos ; o padre Francisco Pinto Pessoa, um dos
caracteres mais srzudos dos homens polticos, e
outras nao tsem sido- poopados pela Regentracao
com toda a inconveniencia.
At o Dr. o Martins Pereira, secretario da pre-
sidencia nao tem escapado das aggressoe vehe-
mentes da Regenerago.
Devo porm dizer-lhe que sem razio alguma :
o Dr. Martina desde qae chegou a esta provincia
tem se conservado na vida mais particular que
qualquer pode ter ; nunca deu demonstraco-de
sua cor poltica por actos que revelsssem a me-
nor vootade de hoslilisar a alguem : oceupa-se
to somente de sua fuaego publica, e de corres-
ponder o melhor que pode as vistas das diversas
administrarles com quem serve; deste modo tem
sabido attrabir a benevolencia nio s do governo
atacados da epidemia reinante em Croangi esuss
proximidades.soffrendo de intermitientes, e Rvm.
missionarro capucinho Fr. Egidio. depoiade Irin-
m..e.iTUS ,de """a alli, percorreodo
quasi lodosos logares accommettidos do-mal.
Sa* 6"i a, "minhando 10 a 15 egoag
por dia afirn de ministrar os remedios do titeo
e aa alma, e- encorajar as populagoes com a> oa-
lavra divina a aao temerem o mal que oa aceu-
Bil
. O Sr. Dr. Souza Ribeiro. mudando de esl-
lo, oflereceu-oo o trabalho qae deixsmos trans-
cripto na nossa oitava pagina, e que emJnada di-
minue quanto drssemos seu respeito. Recom-
i en da idos, pois, esse trabalho aos leitores.
Urna carta de Caruar, que temos vista, e
com dala de 4 do eorrente, nos diz assim :
a Desde os meus prmeiros annos qu habi-
luei-me a respeitar o priocipio da autoridade le-
; e de certo bei de ser o ultimo a censurar os
como dos mais. a excepgao da Rtgtneragao, que *'; LL hei de^er a cem
apezarde ser folha offlcial tem certo interesse Ei'iW m*\ *** Ttjo qae ella se
nessa guerra sem motivo. camioha da senda, que lhe traga a le. i
Sebastiao 2 (estes de Alagoa Noval, Alagoa
brande 1, Cruz 6. Caianna 4, Cmara e Vacca
Brava, destes ltimos nao me consta o numero
das victimas (estes da Atea succumblo urna mu-
Iher).
Tiremos hoolem um cholerico as visiahan-
1* da cidade, o qual me dizem morrera ; era
elle da Cachoeira da Cebols. V, pois, quepa-
rece o cholera se avisinha de nos.
Depois de fallar-lhe em cholera nao possivel
deixar de dizer alguma cousa a respeito dos jor-
naes que, sem ser esculaio, declaro-os infectados,
embora semelhante estado seja resultado de pro-
vocares continuados de um dos orgos da im-
prensa que quer para si o orecet de invention ;
pois se declara uoica, exclusiva e competente pa-
ra pugnar pela defeza do alcoro, como guarda
/le das Iradicgdes conservadoras;
Nao sei com que direito qual o titulo sofflcien-
cienta para qualquer dizer-se s eu l E' bem es-
trnbavel ease novo systema e eslraoho a politi-
da, a qual tendo por Dra ensinar ou guiar o go-
verno na melhor escolha dos meios a empregar
para a fiel execugo das leis, repelle toda qaes-
to de pessoalidades e individualismo, em cujo
campo desbaratam-se os partidos e erguem-se as
faegoes.
Admira, por certo, a facilidade com que cada
qual diz a cada um ; vos nao sois dos nossos, re-
lirai-vos I Volta o cada um e diz engaaste-vos,
eu sou e fui sempre das flleiras; mas o cada qual
retorna-lhe a moeda e o pobre homem se nao
acreditasse em si mesmo, ficara duvidaodo de
sua propria conviego.
Nao sei quem que escreve para o Jornal do
Commereio da corte ; mas afiango-lhe que quem
quer que ou tem interesse em inverter os {ac-
tos, ou ha sido presa da malignidade ou miaantro-
Siia de algum subjeito, que se vanglora em of-
ender a seus semelbantes.
Quem quer que elle seja, qualquer que seja o
motivo poderoso que domine o seu espirito, o
que verdade que tres fuoccionarios distinc-
tos tem sido enxovalbados em a bonestidade de
seu proceder ; sao o inspector da thezouraria de
fazenda, o coronel commandante do corpo de guar-
nirlo e secretario do governo.
Afflango-lhe que qualquer delles comprehen-
de perfeitamente a sua posigo eslofieiscumpri-
dores de seus deveres ; admirando sobre tudo
que seja censurado o coronel Ernesto que Pa-
rahybano. bastante conhecido nesta trra, ondeo
egosmo mesquinbo de aiguns conterrneos leva-
os a elassiflearem de eslrangeiros a quem nlo
tem o umbigo enterrado oas margens do para-
hyba.
Pego lhe que considere eomo parte intgrente
desta os tpicos que abaixo sd leem, queex-
trahidos, urna misslva escripia nesta provincia e
publicada no Pedro 11.
cA desarmooia que apareceu entre os membros
conservadores causou indispossiges de algu'mas
influencias para alguna candidatos, resultando
d'aht a preterigo destes.
O Dr. Francisco Jos Rabello tendo obtido vo-
tos que o collocaram em o numero dos eleitos do
Io dislnclo, na apursgo feita pela cmara desta
capital forarn-lhe descontados alguns sob pretex-
to de nullidade dos votos da freguezia de Pedra-
Lavrada de que reaultou sabir elle do numero.
O Dr. Rabello conservador, mas foi um dos guer-
reados com toda a iojustiga.
Ao passo que a cmara proceda assim com p
Dr. Rabello, ella mesma e o sea presidente apu-
ravam os votos deste sem reflexlo algama, ape-
zar de saber-se que o mesmo presidente da c-
mara nao poda ser eleito depilado provincial
pela incompalibilidadeemioue sjcollocou de exer-
cer dentro do praso dos quatro mezes anteriores
a eleigo o cargo de juiz muncipal supplente.
O Dr. Rabello tem discutido na impreusa o seu
direito. e o publico em sea juizo lhe tem sido fa-
voravel.
Essa desarmonia entre os membros do lado
conservador tem produzido na imprensa alguns
choques
A Reg*nerao que quer a todo o transe passar
pelo legitimo e nico orgao do partido, vendo que
o Dierio de Pernambuco o Jfercantii o nao qe-
rem reconhecer seno por orgo da vontade doa 3
deputados do V dislricto tem accommettido com
.

PERNAMBUCO
REVISTA DIARIA-
A companhia da via frrea do Recite ao S.
Francisco paga o seu dcimo segundo dividendo,
relativo ao semestre ultimado no dia 31 do pas-
sado mez.
No impedimento do Sr. Dr. Francisco Ra-
phael de Mello Reg, foi designado o Sr. eoge-
nheiro Pedro de Alcntara dos Guimaraes Peixo-
to para substitui-lo na flscalsago da illumioago
publica.
Havendo pedido o Sr. Dr. Jos Antonio de
Figueiredo exonerago da commisso julgadora
dos exames de preparatorios da faculdade de di-
reito, para que fora nomeado, foi substituido pe-
lo Sr. Dr. Tarquloio Braulio de Souza Ama-
ranto.
Domingo i noite, por obra de nove horas,
foi um individuo accommettido por outro, em
urna das travessas da ra Imperial e delle rece-
beu ama facada abaixo das costellas.
Tendo naquella ocessio o assassino logrado
eva Jir-se, ignoramos se j foi preso afinal.
A missa mensa! que os Srs. Estimas man-
dam celebrar no da II de cada mez, por espagu
de um anno, pela alma de S. M F. o Sr. D. Pe-
dro V, dever ter lugar d'ora avaote na matriz do
Pogo da Panella, pelas 7 horas da manba, onde
ora se acha na qualidade de coadjuctor o Sr. pa-
dre Estima.
Ioformam-nos que continua o morador da
ra da Senzalla-Velha, de que tratamos em urna
de nossas passadas Revistas, a trocar conversas
obscenas com as suas viziohas. olvidando o de-
coro devido s familias que moram prximo, e
deixando do parle o trabalho de aeus freguezes,
para cortar com a lingua costuras que ninguem
lhe encommendou ; pedem-uos, pois, que repi-
tamos a adverteocia, aiim de ver se esse Sr. em-
prega seu lempo melbormente cortando e dando
a fazer casacas e caigas, s&u offlcio habitual.
Anta-hontem domingo oo Hospital Portu-
guez do Beneficencia, teve lugar a sesso da as-
sembla geral dos respectivos senhores associados,
para ser apreciado o relatorio e mais documentos
da administrado fiada, presidida pelo Sr. ex-pro-
redor Jos Antonio de Carvalho.
Feita a leilura da acta da transada sesso, o
dito Sr. ex-provedor leu o relatorio historiando a
marcha administrativa e Qnanceira daquella ca-
ritativa instituirlo durante o anno prximo fio-
do, e depois foi ldo o respectivo parecer da com-
misso de exame de contas.
O relatorio rene singeleza da phrase a con-
viego intima de que se acha possuido o Sr.
ex provedor,pelos bons e relevantes servigos pres-
tados pelos seus zelosos collegas da junta ; prin-
cipiando elle por consagrar algumas poucas, mas
sobre modo tocantea expressdes de verdadeira
saudade e profunda magua pelo fallecimento do
joven monarcha o Sr. D. Pedro V, protector do
mesmo hospital, e uoaliaando por despedir-se
com iatraahavel affecto de seus companbeiros oas
lidas afanosas em prol dos indigentes entregues
aos seas cuidados durante o anno de 1861.
Approvadas plenamente todas as pegas sub-
meitidas apreciago da atsembla geral, o Sr.
Ribeiro Bastos pedio a palavra e entrando em
diversas consideragoes conceroenles as necessi-
dades daquelle pi instituto, apresentou varios
requerimeolos, todos os quaes foram admiltidos
e uoanimemente aceitos, entre elles um, para se
dirigir urna mensagem de psames ao Sr. D. Luiz
I e seu augusto pai pelo prematuro paasamento do
Sr. D. Pedro V, e os auguslosinfanles.de sau-
dosissima memoria, e outro para se mandar col-
locar na galera do hospital o retrato do prcsli-
, moso ex-provedor o Sr. Jos Antonio de Carva-
lho, que na crusada santa do progresso, e na es-
trada esplendida do co juncada das flores da ca-
! ridade evanglica, dislioguio-se sempre na van-
guarda, depositando generosamente no cofre dos
. pobres urna avultada quanlia para occorrer s
despezas iodlspeosaveis do estabelecimento.
Em lugar competente deste Diario encontra-
rao os nossos leitores o relatorio, a que nos re-
ferimos mais cima ; e delle verificarlo o esla-
do prospero daquelle pi estabelecimento.
No anno que terminou tretaram-se ahi 220
doentes dos quaes tiveram alta no decurso desse
periodo 163 por estarem curados, 35 por fallece-
rem, e restsm 22 em tratamenlo actual
A receita montou a 30:i66$356 ; e a respecti-
va despeza com incluso do pagamentos ere-
dores, de concertos de predios e do hospital, de
tratameoto dos doentes e do ordenado dos em-
pregados, orgou por 26:6629612, ficando assim
um saldo em caixa oa importancia de 3:603(744,
alem de 5;43&J000 de mensalidades vencidas,
mas que acham-se ainda em via de recebimento.
A nova junta administrativa compe-se dos
Srs.:
Provedor,
Joo Fernandes Prente Vianna.
Vice-provedor,
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo*
1." secretario,
Joo Carlos Coelho da Silva.
2." secretario,
Miguel Jos Rodrigues Vieira.
Esmoler,
Manoel Jos da Cuoha Porto.
Mordomos,
Jos Aires da Silva Guimaries.
Joaquim Monleiro da Cruz.
Antonio Lopes Braga.
Jos Feroandes Ferreira.
Jos Azevedo de Andrade.
Antonio Fernandes de Azevedo.
Jos Joaquim da Cuoha.
Joaquim Martins Moreira.
Francisco Jos da Costa Araujo.
Teotonio Flix de Mello.
Jos Fernandes Lima.
Manoel Azevedo de Andrade.
Bernardo Alves Pioheiro Jnior.
Joo Baplista Gongalves.
Manoel Fernandes da Costa.
Luiz Jos da Costa Amorim.
Francisco Ignacio Tinoco de Souza.
| Manoel Ribeiro Bastos.
No dia 6 do correte recoliieu.se ao sea
l hospicio, da honrosa commisso de soccorrer aos
desen-
, entendo
que, como bom cldodao, que presumo ser. devo
por advertencias amigaveie, procurar faze-la vol-
tar aos seus deveres, ou eolio promover sua
subsuiuigao por quem por melbor os desempe-
nne. r
Diversas queixas coosta-me que tem subido
ao governo da provincia contra o actual delegado
desle termo ; e sem que me incumba de autori-
sar a procedencia dessas aecusagoes com fados
visto que, nao este o meu Um, nao posso dei-
xar de dizer-lhe que a cooservago do sobredito
delegado nlo me parece acto do prudencia, a me-
nos que se nlo queira (o que ao supponho) que
elle se desmeralise de todo, em manifest pre-
juizo do poder que exerce.
Occorre que a crmsri est quasi em abaodo-
oo: o juiz de direilo aqui veio de relance, e l
est na capital desfructando as delicias de Ca-
pua, sem haver esperaoga de voltar lo cedo.
Mal se pensa no damno que estas iotermittencias
causara ao bem publico; porque, na ausencia
dos juizes lettrados, ficam as localidades eolre-
gues aos juizes leigos, os quaes, de ordinario, s
se regem por caprichos, fructos da igoorancia. E'
verdade que os dous juizes municipaes formados,
que couberam de sorte esta comares, nao pri-
mam, nem pela iotelligeocia, nem pelo zelo na
execugo di jastiga. segundo notorio. A prova
est oa suspenso do doste termo,pena que de-
via ter tambem recahido sobre o de Bonito, pelo
seto asss escandaloso por elle praticado, em
nos do aono Ando. Refiro-me absolvigao. em
grao de recurso, por elle dada a Pedro Paz de
Souza, que se achava pronunciado pelo assassi-
nato do major Joo Guilherme de Azevedo, como
evidentemente consta do procesao, e da maior
ootoriedade em toda esta comarca I Crea que
ainda hoje me parece um sonho o livrameoto do
coronel Pedro Paes, tanto mais pela mpuoidade
em que flcou o juiz que tal escndalo perpetrou I
Se o homicidio comega a nlo ser um crime gra-

viuimo ; se o juiz que o absolve, preteridas to-
das as formulas geraes do direito, nao lenf urna
Aye-Maria de peoilencia, adeos sociedade brasi-
leira I
a No enUnto devo dizer-lhe, que esta impuni-
dade em que se acha o assassioato do JoaoJin
Iherme pode ter aioda consequeocias funestas
todo o mundo sabe qae o morto deixou filhos e
prenles, que tem procurado todo o recurolnas
leis; mas desde que esle falhar, Deus sab
faro.... V. sabe que a Iheoria de vingan,
taes ainda nao est de todo extiocta, e por
muito mo lbe dar pretextos.
Eis os trigeiimo-oitavo
< Boletim offlcial.
dos lugares em que reina o cholera-morbus
nao ebegaram presidencia da provincia com-
municages officiaes.
c Nesta cidade e em suas immediagdes nlo ha
caso algum de cholera-morbus.
a Vai abaixo transcripto um offlcio que, oo dia
7 do correle, dirigi ao Exm. presidente da pro-
vincia o cirargilo Francisco Jos da Silva, en-
carregado do tratameoto dos indigentes na fre-
guezia do Pogo da Panella, e julgamos que me-
rece ser lido.
No boletim da antes de'hontem deu-se um
erro que convem ser corrigido. Em vez de S.
Jos de Barreiros, leia-se S. Jos de Be-
zerros.
Estamos autorisados a-declarar, para esclare-
cimento da populaglo, que nioguem se acha en-
carregado pelo governo de proceder a desinfec-
coes por fumigagdea ou qualquer outro meio ;
nlo correndo k pessoa alguma a obrigaglo de su-
geitar-se a isto.
< A's 6 horas da tarde de 10 de fevereiro de
1862.
a Dr. A quino Fonceca. 9
i*
a Illm. e Exm. Sr.Como encarregado do tra-
tameoto dos individuos atacados do cholera mor-
bus, na freguezia do Pogo da Panella, j levei ao
conhecimento de V. Exc. que no dia 8 de feve-
reiro fallecer um escravo de JosCesario de Mello
noeogenho Dous Irmos, que no mesmo diae no
mesmo eogeobo, em casa de Manoel Peres Cam-
pado, fra atacado de cholerina um seu eslribei-
ro, que hoje se acha perfeilamente bom.
a No dia 5 fui pelo subdelegado do Pogo da
Panella, procurado para ver um trabalhador
de Manoel Peres Campello, que se achava ataca-
do do cholera em Apipucos ; e como estivesse eu
aqu oa cidade, procurou o Dr. Santos, que infe-
lizmente nao se achava em casa.
Tendo sido chamado por V.Exc. e para par-
tir cora toda a brevidade para ver esse doenta,
assim o fie em companhia do subdelegado, que
tinha rindo cidade para o mesmo fim. Ao che-
garmos quasi entrada ds Casa Forte, encontra-
mos Manoel Peres e o Dr. L'rzedo, que nos infor-
mou ter o doeote fallecido logo pela maohla, e
que tinha sido medicado pelo methodo homeo-
patbico, e que por fim appllcaram outros re-
medios.
O Dr. Santos, ssbendo que o lioham procu-
rado para esse doeote, parti para os Apipucos,
porm j o achou morto.
a Constando ao subdelegado que havia um ou-
tro doeote em S. Braz, foi com o Dr. Santos, que
estava em Apipucos, este aconselhou o tratameo-
to que deviam seguir, iretirou-se. O resto do
dia 5 e o da 6 eslive oo Pogo da Panella e ne-
Bhuma participago live do estado desse doeote.
< No dia 6 fui com o Escalada cmara muni-
cipal e o subdelegado examinar os vveres que
eslavam venda as tabernas, os agougues, e
fazer as visitas domiciliarias.
Segui pela estrada do Arraial al a Crux das
Almas, onde divide a freguezia do Pogo com o da
Boa-Vista, voltamos pela estrada de Saul'Anna,
povoago da Casa Forte, etc. etc., e continuare-
mos em outros diaa,aa nossas visitas.
O inspector da* Casa Forte nos disse hsver
em Sant'Anna de dentro urna mulher atacada do
cholera, e que fra echada cahida nos mattos
entre urna* bsnaneiras, voltamos logo o lugar,
e lacio estava ella cahida na estrada em um
lugar lamoso, toda molbada e imporcalhada, por
ter cahide no mesmo lugar, onde tinha feito aa
dijeegoes.
< Ful coDduzi-la para urna casa vizioba ao lu-
gar, recomnendei-a pessoa ds casa, que tam-
bem era muito pobre, mandei dar-lbe urna es-
leir para deitar-se.asslmcoaa remedios e meios
de alimenta-la.

. ;





-,-,, n-,r ^
ss
*
=sr
1>UV10 DE mNAMBUCO. ^ TJEtCVfgltyMl B* mfcRURe DE 18S.
Examioei-a *epois, conhaci que Bao era as infinitas e espontaneas proras de senl'.uitnlo
bolera : esta mulnr padece urna colite clironi-
a em mais (Te 40 diai, que tem peiora Jo. Man-
de! pedir t subdelegado qne a maadasse para o
hospital de caridade.
c No dia 6 aconselhei o tratatnento, que de-
e pesar manifestadas por lio infausto aconteci-
meoto.
Considerando a junta administrativa que toda
a ostentadlo, alm de nao se compadecer cora o
flm da Dossa caritativa associacao, lio pouco po-
dan seguir algumas pessot, que ettavam coro* derla exprimir a intensa mogo da nossa sauda-
ateidaie,
algum la-
W Ja

dyatrha, e oa meio* hygteuicoa
recommendados.
Disseram-me que em Apiducoo
casos de cholerina, um no atiib
Dubeaux, oui.ro em ama
od, nao os fui ver por ni
e eu nao os considetojadi
Voltei no dia 7 s nove
nao tive psrticipacao di har?
cado do cholera.
Depois jae aqui chegttel dlsseram-mo. fer
fallecido o cholenco, que morava em S. 8raz, o
tacada fle cholera, como nao tive participado
lgurqa, nada posso dizercom verdad.
a Aproveilo a occasiio para participara V. Eic,
qire maltas pessoas, moradoras na freguezia do
Poco da Pandla, reunidas em casa do Dr. Joo
Jote Pinto, levados oeto maior zelo e caridade
velos indigentes, que por Infehcidade fossem
atacados do cholera-morbus, depois de descuti-
xem qual a melhor forma de rvccorrera a etses
iufelizes] resolvern nomear quatro commissdes,
toma considerada central e tres parciaes, sendo
urna para Apipucos, outra parra Monleiro o outra
para Poco e Casa Forte, as quaes se encarrega-
ram de agenciar meios para o tratamento dos
que forem atacados.
Declarei essa oecasio que S. Exc. me tioha
antorisado a maodar preparar urna ambulancia
logo que apparecesse algum caso do cholera.
Levarei ao conhecimento de V. Exc, urna
copia da acta, que si lavrou, onde ver os nomes
las pessoas, que forom convidadas, para as
diTerentes commissdes..
Mandei preparar a ambulancia e dividir em
tres partes, para Qcar urna em cada povoado,
assim como darei as precisas iostruccdes. para e
ratamente dos que 'forem atacados por Uso qne
oo tenho o dura da abiquidade.
c Alguns dos membros das commissdes no-
meadas lera tido a bondade de se offerecerem para
erem el I es mesmos que recebam as iustrucges
os remedios para estes tratamentos momen-
tneos.
Tenho dado parle da commissao, de que V.
Uxc. me encarregou al hoje e conlinuarei a par-
ticipar que o f8r occorrendo.
Deus guarde V. Exc. Recife, 7 de feve-
reiro de 1862 Illm. e Exm. Sr. presidente, Dr.
Antonio Marcellino Nunes Googalves__Fransis-
co Jos da S Iva, eocarregado do curativo dos
indigentes da freguezia do Pojo da Panella.
De Apody escrevem-nos em data de 28 de
Janeiro oseguiote ;
O nosso invern (fallo dosla comarca), princl-
pou ha oito dias, e o rio lomou agua duas vezes,
por essa oecasio deu, como costuras, sempre
que recebe agua nova, graode abundancia de pei-
xe. A babugem (come que no serlo seda, e
com mu.la propriedade ao pasto que comee a
brotar) est nascendo com forca, e oestes dez das
j os aoimaes pegam bem [abrase tambem ser-
taneja qne diz rauito.)
A posigo do gado excellente ; e aaaim, nao
falharem os clculos, leremos este armo muito
leite e queijos, o que nao houve em o snno pas-
eado, e tambem abundancia de legames, que
inda estio por baixo prego.
Contina correr por aqui a triste noticia de
que Pornambuco est invadido pelo cholera. D-
zem alguns que os compradores de gados psra as
feiras espalhalha calculadamente essat noticias
ou para afugenlar os concurrentes, ou para obler
Jos criadores moratorias e abates. Dizem al-
guns em tal parte est rcorrendo multa gente
<3iz o gado por nada e fiado Nao creio nisso,
porm j Salomo dizia no lemponikil sub solo
movum.
Por c oeohum (acto ha nolavel.
O Dr. Delfino deve parlir o mais lardar at 25
de fevereiro para essa provincia.
ReparticXo da polica.
Extracto das partes de 8, 9 e 10 de fevereiro :
No dia 7 Toi recolhido casa de deteugo, a or-
--aem do subdelegado do Recife, o Belga Henrique
Deles, de 35 annos, trabalhador da estrada de
ferro; por embriaguez.
No dia 8 foram recolhidos mesma :
Ai ordeai do Sr. Dr. chefe de polica, Manoel
Ferreira dos Santos, semi branco, de 15 annos,
Jos Beierra da Silva, pardo, de 18 annos e Mi-
guel Virissimo de Mello, tambera pardo, de 45
ajrmos, todos dados agricultura, para recrutas,
sealo que os primeiros dous foram remeltidos
la EsCada, e o ultimo foi de Iguarass.
A* ordem do subdelegado do Recife os pardos
^osjFran cisco dos Santos, de 28 annos, sapalei-
basliana Mara da Cooceicao, de 20 annos,
reir, e Angela Mara da Conceico, de 40
ama, o Io por briga e embriaguez e as ul-
imassomeote por briga.
A' ordem do de Sanio Aotonio o Africano Braz,
do 30 annos, gaohador e escravo, que nao decla-
rou quem perlencia.
No dia 9 foram recolhidos :
A' ordem do subdelegado de S. Jos, os par-
dos Jos Francisco de Souza, de 34 annos, csrpi-
na, por insultos, Izidora Mara Cardozo, de 25 an-
nos, Mara Roza Correa Cardozo. de 20 annos e
Cuilhermina Jesuina Estafes Zumba, semi-bran-
a, de 25 annos, todas coatureiras, por perturba-
ren] o socego publico, bem como o crioulo Pau-
lo Eugenio do Carmo, de 14 annos, carpina, por
brigt.
A' ordem do da Boa-Vista, os pardos Manoel
Antonio Ferreira de Moraea, de 35 annos, tapa-
eiro e Je&uino Freir. Bezerra Jnior, de 16 ao-
-uos, alfaiate, ambos para averiguaces policiaes
sobre crime de furto.
O chefe da 2a seceo.J. G. de Mesquita.
_ Uovimeoto da enfermara da casa de deten-
tan do dia 10 de fevereiro de 1862.
Tveram alta da enfermara :
Claudio Jos da Silva, febre.
Jos Vieira de Andrada, siphilit.
Jos Barboza do Nasciraento, febre.
Tiverim alta da enfermara :
Antonio Jos Bernardo.
Flix Jos Leo.
Msnoel Soares
Manoel Lopes Correa do Nasciraento.
Miguel Antonio Ferraz.
francisco Jos Baplista.
HORTALIDADE DO DIA 9 DE FEVEREIRO -
Joao, Pernambuco, 7 mezes, S. Jos
terite. *
Honoratai Luiza Telxeira de Mendonca, Pernam-
buoo- 40 annos, solteira, Santo Antonio ; ery-
Manoel, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; convul-
coea.
francisco Jos Carneiro, Pernambuco, 36 annos
casado, S. Jos ; graogrena.
Dia 10.
Ignacio da Silva Pedroso, Pernambuco, 46 annos,
casado, Boa-vista ; molestia interior.
Francelina (Jmbelina Roza de Macedo, Peroam-
buco, 40 annos, viuva, Recife ; thisica.
Adelia, Pernambuco, 11 mezes, Boa-vista; hemi-
plegia (escravo).
Leocadia, Pernambuco, 14 mezes, Recife ; ver-
mes.
Luiz, Pernambuco, 1 dia, Santo Antonio: hemor-
ragia
Jaciotha, Pernambuco, 7 das, Santo Antonio :
espasmo-
da, resolveu e maodou celebrar na nossa capella
Urna missa solemne, pelo repens eterno do
augusto nado. ^ -
Apeair das mitotes dligepwt* emprejodas,
apenas podemos receber rfo Sr. btisjadeiro tapar
de Manrzes. .V*Bcqpc^Jlos 4**asood a oaatu
de raf:0WPK>0 pW eottat*diHa debito* que
monU>oie a^ra/JiSOlllaW arfra o:.ia*os,.
sendat:5009W), .raoio pretoco vooosde no
ultimo de maio d 1800;e 12:000000, no ultimo
de maio de 1864.
Recebemos rs. i:799jH80, liquido do legado
de Joao da Silva Moreira, e bem assim rs......
45|O00 liquido do de Jaaquim Francisco da Aze-
vedo, fallando cobrar rs. 506J000 do legado de
Jos Antonio da Silva Freitas.
Fizeram-se os concertos tndispensaveis neste
ediQcio, e o mesmo se pratico em algumas casas
perteoeentes ao hospital.
Sstitfazemos a diversos credores t quaetia de
rs. 2 78lg750, importancia do debito do anno
antecedente, achando-ae tambem satiafeilos todos
os dbitos cootrahilos at 31 de deteaabro pr-
ximo passado.
Mandamos collocar na respectiva galera o
retrato do senhor Manoel Joaquina da Silva Leao,
que j no anno antecedente havia airado com
a esraola estabelecida nos estatutos, bem assim
o do fallecido Joio da Silva Moreira a do Sr. Ma-
noel Custodio Peixoto Soares; este cavaiheiro
que tantas pro-ves de sua philaoirofa- tem dado
a esta associacao, cada vez se torna mais credor
d nosso sincero reconhecimeato.
BOTICA.
Pelo balaceo do aono aotoeedeate, v*-se que
existia em drogas o valor do rs. 2:9179010, foi
suprida com drogas no aneo rindo na importan-
cia de rs. 2:33>687; forneceu no mesmo perio-
do as enfermaras com remedios oo valor lie
rs. 2:418g434, tendo o seo administrador entre-
gado em dioheiro rs. 694(780, e receitas para
serem cobradas oa importancia de rs.........
506^780.
ORATORIO.
Tem sido conservado com a devida deeeocia,
e pelo ooaso consocio o Sr. Jos Alves-Lim Ihe
foi offertado um rico frontal, e por esse valioso
donativo Ihe nevemos tributar nossos cordiaes
agradecimentos.
BEMFEITORES E SOCIOS.
Durante o anno decorrido eolraram dous be-
nemritos e 36 bemfeitores; passaram 95 ttulos
representando 96 donativos, foram recusados 5, e
13 anda nao pagaram; o total dos socios de
748 representando 940 donativos.
CLNICA DAS ENFERMARAS.
No decurso do anuo tveram entrada oo hospi-
tal, iocluiodo 30 do anno antecedente 220 doen-
tes de differentes nacionalidades e molestias,
como observareis do mappa que est presente,
dos quaes foram tratados :
tou da presidencia da provincia ordens para que iulgou conveniente calar, e| cuja emlssio torna
fossem desinfectadas as casas em que su doran bem Incompleta sua exposicao.
casos graves ou fallecimont*. de pessoas acwm- Vol cemente qus o flm Sr. B.siliano
mettidasde angina eescarUtina,que por cerlo nlo foi oulro seno maltratar procurar cobrir
nao seelevaram* mil seis cantas e quinze, nao de odioso meu prezado fllho Joio Fernando da
devendo oesse numero ser incluidas aauellaa em Crui'. I"1 no tem para o Sr. B.siliano outro
.. i a. aqueuat em gtaaae crime geflSl0 0 8er por m s ,[ Ba8Ua.
W se naideram^SAa^oai^a^M.AMja faUftci.- ao preferido para.-ma-aJaaelhax. auxiliar ni
mento^laooseiia;B,.#govtjfno,^ftMeQt|dos8. gerencia de meus Mgottoa.
eqta Em
1.a
2.a
3.a
classe....................
Sahiram curados..................
Fa llecersm.......................
Existem da 2.a ciaste............
13
78
129
------2J0
3.a
gastro In-
Selatorio apresentado era assemblca
geral dos socios do Hospital Porta-
gaez de Beneficencia em 9 de feve-
reiro pelo sen provedor Jos Antonio
de Carvalho.
Senhoret tocios do Hospital Porluguez de Be-
neficencia.Em observancia da dlsposico do g 17
^o art. 39 dos estatutos, cabe-me hoje a honra
ows submelter A vo.sa aclarecida sprecaco a
exposicao das occurrencfa#ije tveram lugar no
decurso do anno admioistrfvo lindo.
a*nhn rf fl^i de dar Pri*tPo essa tarefa,
memoraodo o infortunio que acaba de ferir nossa
Sino' qUe U "'-'"" 2 emsen."
J vedes senhoret, que me redro a ineaperada
* sentidissima morte do nosso illuttrtdo e vir
tuoso soberaao Sr. D. Pedro V, nosso augu. 0
protector, tao prematuramente arrebatado ao
afeto de seos subditos.
So para tio grande perda houvesse neste muu-
3o algum lenitivo, nos lalrez o encontrastemos
163
35
6
16
22------220
Oo movimeolo da caixa a cargo do seohor
esmoler, de que anoexo acharis copia, veris
que! a receila monlou a quautia de rs.......
30:2663356, e a despeza de re. 26:62S6l2, re-
sultando por tanto um saldo de rs. 3:603g744 a
favor do hospital, que vai ser entregue a nova
junta, bem como as receitas a que j me refer,
e os recibos das mensalidades dos socios por
cobrar, na importancia de rs. 5:136*000.
' Sendo de urgente necessidade a construccao
do deposito para receber a agua que a junta de
1859 contratara com a companhia de Beberibe,
para cuja obra nao pod-ndo o hospital despender
a quantia de rs. 3:2003000, que Unto importav.
o seu cusi, propuz em sessao da junta de 2 de
abril prximo passado, que fosse ella feita a
expensas de seus membros, proposta que tendo
merecido a aprovacao da maioria, foi realisada a
referila construccao, constando dos livros os
nomes das pes-oas que para ella coocorreram.
Tenho a salisfacao de mencionar aqui que os
empregados cumpriram os respectivos deveres
de seus cargos com zelo e dedicacao.
Termino, seohores, este sucinto e singelo rea
lorio das priocipaes oceurreocias que tveram
lugar durante o aono lindo, para cujas Imperfei-
ces e delicencia solicito a vossa reconocida
indulgencia*.
Se a nossa admioiatraca foi estril, como
reconhego, se nao correspondeu ella, embora me
sobrasse a melbor vontade, a vossa expectativa,
deveis atlribuir esse desagradavel resultado
debilidade de miohas torgas, de certo bem ira-
cas para desempeohar ardua misso com que
a vossa benegnidade me quiz distinguir, entre-
tanto pede a justica, e o fago com o maior prazer,
que fui assiduo e efficazmenle coadjuvado pelos
meus honrados collega?, que sempre se presta-
ran] com exemplar dedicago em prol da pros-
peridade deste estabelecimento ; e aproveilando
esta opportunidade para Ibes testemunhar o meu
profundo reconhecimento pela benevolencia que
lhes merec, delle me despeaso com verdadeira
saudade.
Sala das sessoes do Hospital Porluguez de Be-
neficencia em Pernambuco. aos 9 de fevereiro
de 1862.
Jos Antonio de Carvalho.
qfjo chamando meu
fino para a quesla eptooorando crcalo de
dioso, faria assim urna (JfvoNla no animo do
ublico, e talvez tambeqa Jas jotaes lateii o ne-
ocio est affecto. SateqBlaOj q**'desea> modo po-
Discurso pronunciado por Joo Fernan-
des Prente Vianna na oecasio em
que tomn posse como provedor
do Hospital Portngnez de Benefi-
cencia.
Senhoret. Honrado com os votos de meus
compatriotas socios deste estabelecimento de
piedade e beneficencia que tanto nos honra ter
creado e conservado, para o honroso cargo de
provedor, estive por um momelo indeciso ae
deveria acceltar cargo lo superior as miohas
iforcas, nao ixitei porm desde que soube que
comigo haviam sido eleitos muilos oulroa cava-
Iheiros em quem sobra o merecimento de me
cuadjuvar. /
Confiando pois seohores, na vossa dedicago
e patriotismo, lomo hoje esse cargo lo honroso,
quao difficil de bem desempeohar.
O amor que todos temos a este estabelecimen-
to, ha de ser o mais poderoso incentivo para o
flel desempenho de notsas obrigaget, e se ao
vosso provedor fallar intelligencia e habilitagdes,
contai que lhes sobeja a boa vontade de coo-
correr para a prosperidade da casa dos pobres,
asylo dos desvalidos, on Je os nossos compatrio-
tas na doeoga devem encontrar soccorros alis e
beneficentes em sua penoria.
Pege-vos, seohores, que me coadjuveis com
vossas luzes, que me auxiliis de vossa dedicacao
aos intere.sses deste hospital, e que contis sem-
pre em mim o primeiro oo servigo dos pobres e
o ultimo em esquecer os deveres que nossa
misso da caridade e de honra nos incumbe, e
que vos, senhores, lo bem tendea comprehen-
dido como homens e como portuguezes.
Nao flnalisarei, senhoret, sem em nome deste
hospital dar um voto de gratido aos nnbres ca-
valheiros que lo honrosamente acabam o seu
anoo de servigo.
A posigo ventajosa e prospera em que noa
entregam & admioistrago, convidam-nos a se-
guir aeus passos e a redobrar de exforgos pelo
engrandecimento desta pia inalj^uigo.
PM**. mindou qe eeefa da paJJoia atteade*--
e atociam.g6quesaajte|eo|idja^ssom feita*
po*-ose funccijgo>q^n.osjsar dizer qunt \
leccoet, nem ohrlgava oa prMirtanlM ^B prft.inr.ia "
-a^-w^ccwe'swm ItflrigTrem-se'e'ssa resol ti*"
gao, ese o chefe de polica, ou o Sr. inspec-
tor de saude publica aoceitoa os offerecimeutoe
eavillosos de algoem,nao aulorisanlo-o toda-
va a impor desiofecQoas mesmo quelles que uo
tinbam lido em suas esas casos graves oa falle-
cimentos em consecuencia dessas affecgSes, como
se pralicou, recotrendote mesmo ioterveogo
de inspectores de quarteirlo, do mesmo modo
nao pmcedeu o actual'Exm. presidente da pro-
vincia que, baseaado-se sobre o disposto ao art.
11 do regulamento que baixou cara o decreto o.
2052, de 12 de dezembra de 1857, cercou-se de
urna commissao de cioco mdicos se saa presi-
dencia, e em verdade ao era o voto isolado do
Sr. Dr. Ignacio Firmo Xavier, em apoto das de-
smfecges, que havia de prevalecer, voto que elle,
para ser coherente, devia sustentar, avistado
sua solieitago em 1860; e do altestado, que deu
ej foi publicado, em favor das deaiofeegoes que
produziram o feliz resultado que si mil sis cen-
ias e quinte casa* liveram casos graves ou fal-
lecimentot de pettoas accommtttidat pela angina
e escarlatina.
Eocarregado por S. Exc. de organisar as medi-
das, que deviam ser observadas nao so antes, se-
no depois do ap parec ment do cholera-morbus,
entre estas uto figuraram as deaiofeegoes. Sub-
mettidas essas medidas approvago da com-
missao central de soccorros mdicos, oeohum de
seus rembros se lembrou das salvadoras desin-
fectes ; e, se S. Exc. mandou que essas medidas
fossem observadas, mostrou que llnha cooanca
na commissao, de que fago parte. ha anda
quem se diga encarregado pelo goveroo de pro-
ceder deainfecg5es ?
Se alguem foi encarregado, em 1860, defazer
desinfectos em consequencia da angina e escar-
latina, que ento reioavam epidmicamente,
mesmo admitiindo-se que o foi por autorissgo
do goveroo, tendo cessado a epidemia, cessou o
encargo, e seria absurdo querer-se tornarlo per-
manente, e por isto extensivo ao cbolera-morbua
em 1862; mas, quando baja quem insista em
continuar as desiofecgesf estou persuadido de
que S. Exc. nao subscrever urna medida re-
geitada pelo voto de quatro membros da commis-
sao ceniral de soccorros mdicos desde sua pri-
meiro reuoio na noite de 31 de dezembro do
anno fiado, nem que o Sr. chefe de polica tole-
rar que os inspectores de quarteiro se prestem
que se imponbam as desinfeccoet.
O governo nao encarregou pessoa alguma de
proceder desinfectes, nem poda forgar a po-
pulagao urna despeza sem eatsr para isto auto-
risado por le emanada do poder competente.
Houve, verdade, quem procurasse conseguir da
cmara municipal, por meio de empenhos a ve-
readores, urna postura que obrigasse a populago
s desinfeeges, logo que se manifestasse qual-
quer epidemia nesla cidade e seus suburbios, o
que psra a populago equivaleria um imposto
onerosissimo, e para o propendente,que j se
preparaba para allegar nreilot adqueridos,
seris melhor do que extrabir ouro de alguma ri-
ca mina da California ou da Australia ; mas os
vereadores nao quizeram morder no aozol, e a
reolugo de S. Exc, cercando-se de urna com-
missao ceotral de soccorros mdicos, composta
de cinco membros, deslruio todo o plano, e Inu-
tilisou todos os esforcos.
Assim, pois, se alguem se acha despeitado, nao
son eu. Os votos de quatro membros da com-
missao central de soccorros mdicos contra essas
desinfeeges, sao bastantes para mostrar que mi-
oha opinio nao se acba isolada, e isto justifica
meu procedimento.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca.
9 de fevereiro de 1862.
Illm. e Exm. Sr. presidente da provincia.O
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca, memoro da com-
missao central de soccorros mdicos, precisa,
bem de seu direito. que V. Exc. Ihe mande de-
clarar por quem competir, se Jos da Rocha Pa-
ranbosae acha encarregado peta governo de des-
infectes nests cidade, como elle diz em urna cor-
respondencia publicada no Diario de Pernambuco
de boje ;
P. a V. Exc. que se digne de deferir ao sup-
plicante.E II. M.Dr. Joaquim d'Aquino Fon-
ceca.Recife 6 de fevereiro de 1862.
Declare o que constar. Palacio do governo de
Pernambuco 0 de fevereiro de 1861.Nunes Gon-
calves.
Em cumplimento do despacho suprt, certifico
que do archivo consta que, teodo o inspector de
saude publica tolicUado ordem para serem des-
infectadas as casas embuste deram casos graves
ou fallecimentos de pessoas accommettidas de
angina e escarlatina, quando estas molestias
reinaram neata cidade com carcter epidmico,
ordenara o Exm. Sr. presidente da provincia ao
Dr. chefe de policia que atlendesse s reclamares
quenesle sentido fossem feitas pelo referido tt-
peclor de saude publica, e fizesse aa requisigoet
oecesssrias para ser satisfeita aquella exigencia.
Por offlcio de 6 de fevereiro do anno prximo
passado, o mesmo inspector de saude, remttteu a
S. Exc. um relatorio de Jos da Rocha Paranhos,
dizendo este que,tendo sido eocarregado pelo Dr.
chefe de policia da desinfecto desta cidade e
seus suburbios, havia desinfectado 1615 caaaa as
freguezias desta cidade, Afogados e Capuogs. Bis
o que coasta do archivo.
Secretariado goveroo da provincia de Pernam-
buco, 7 de tevereiro de 1862.0 official archi-
vista, Joo Valenlim Vllela.
persoao-ae de que aquello Helio Joro nio era
fiel r.ias suas contal, coocorreodo com esse mo-
tilo a circumstancia de ir morar a sagra do Sr.
Basiliano cunhada do meu finado fllho, em com-
panhia do mesmo Sr., aquella incumbencia pas-
sou para elle sendo retirada do seu cuohado He-
liodoro. -t
vantagem a descomnjan.l pralangao que anie.
Pens entretanto que essa tctica da parte do
Sr. Basiliano nao abona naaito sua intelligencia.
Se meu fllho obra com rocurago njinhaj se s0
contigo a queatao, para que oto discute o Sr.
Basiliano comigo tmente, para que nao ha de
hmilar-se a por o sea inculcado direito em pa-
ralello com o meu ?
E' verdade que o Sr. Basiliano diz que meu fl-
lho abusa da procurago, que Ihe dei; mais ad-
mira que o Sr: Basiliano assim falle perante o
publico quando est convencido do contrario. Elle
proprto j te ve occtsio de ouvir de miaba bocea
que, muito lembrado do que auccedeu a mea fi-
nado fllho, dispensavs-o de' seas offlciosos sent-
eos; que nao reeoohecia nelle o mnimo direito
a gerir, e administrar o que me perlence. Como,
portaoto, o Sr. Basiliano tem acorsgem deavan-
gar perante o publico, que meu Albo abusa da
procurago que Ihe dei quando elle nao fez mais
do que aobsiabelecer os poderes detta procura-
go em adyogado e procurador, e estes por ora
se tem limitado a empregar os meios para impe-
dir, que o Sr. Basiliano fique administrando e
osufruiodo como est a beranca com manifest
prejuizo meu?
Alm disso, depois de travada a lula, o Sr. Ba-
siliano tem visto outras procurages minhaa cons-
tituiodo direelameote advogado e procurador 1 E
apezar de ludo, certameule porque conbece que
a evidencia de meu bom direito basta para malar
a louca protengo que nutre, afflrma que meu
ulna quem smenle se oppe aos seus desva-
rios I
Quem l a expoiiQo do Sr. Basiliano v clara-
mente que elle nao deu urna s palavra em de-
monslrago do direito com o qual pretende ficar
na posse e adminiatrago de toda a Atronca em-
quanto se faz o inventario de preferencia a mim
nica herdeira necessaria do fallecido. A este
respeito o Sr. Basiliano, antes como quem procu-
ra desculpar um acto mo, do que como quem
sustenta um direito perfeito e vigoroso de que tem
contcieocia, apenas diz que se passuu imraediata-
mente a requerer inventario foi por cooselho do
seo sdvogado para salvar a sua responsabilida-
de, para proceder no interesse de todos e que seu
advogado que estudou a questo aflaoga que ella
gravee que a justica est de sua parle urna
ves que tanto antes como depois do fallecimento
de meu filho Jos Fernando da Crux era elle
quem geria os negocios, e continuava asupprir,
e a dirigir os trabalhos do engenho.
O Sr. Basiliano, ceg pela ambigo, nao v at
o ridiculo de que se cobre na falsa posico em
que se tem eollocado I
O Sr. Basiliano diz quo iniciara o inventario
arrogando-so os direitos de ioventariante para
salvar sua responsabilidade, como se a heraoga
estivesse abandnala seus cuidados. Neste pon-
to o Sr. Basiliano quem se encarrega de des-
raentir-se a si mesmo quando preteodeudo co-
brir meu fllho de odioso diz.que elle logo depois
do fallecimento de seu irmo abrir gavetas, e
procurara revistar todos os papis, e quando re-
coohece que eu morava no mesmo engenho em
companhia de meu (loado fllho; do que ludo resul-
ta que jamis o espolio de meu filho esleve aban-
donado como o figura o Sr. Basiliano
concluir a necessidade
do de
Essa a vetdade dos factos. E nao que o meu
finado lilha precisasse do Sr. Basiliano para ha-
ver-lht O diwoairos que Ihe eram nece/sarios.
Onde foi o Sr. Basiliano buscar crdito a for-J
tuna para polos a disposigoufjB roo filho, pro-
prietana abastado qaa, sar>Barrea, iodivtaodo,
gragas livitatie a prompUao o* gerentes d
stut negoci**, deixuu tad*lftbiUat* ujosq tu
perior ajeases dividas?
Communieados.
Tendo dito em meu commonicado, publicado
no Diario de Pernambuco de 7 do correte, que
o governo nao tioha encarregado pessoa algu-
ma de proceder. deaiofecgea neata cidade,como
se procura fazer crer, na Intengo de illudir-se a
populago, e leva-la i urna despeza intil julgo
conveniente provar minba asserco com publi-
cago do documento official, que aera abaixo
transcripto.
So, em 1860,0 Sr. Dr. Ignacio Firmo Xavier, na
qualid.de d inspector de laude publica, solici-
Correspondencias.
Questo sobre o engenho Pintos.
Sr. redactores.Acabo do lr a looga expo-
sicao, que oo Dxario de qu.rl.-feira 5 do corren-
te fez publicar o Sr. Basiliano de Magalbes Cas-
tro, que se intitula testamntelo de meu finado
filho Jos Fernando da Cruz.
Apezar das arbitrariedades e violencias de que
tenho sido victima, vendo minha propriedade in-
vadida de um modo deacommunsl, oa iovaso-
rea continuando a usufruir os resultados de sua
ousadia, eu havia deliberado nao oceupar a al-
tengao do publico com a questo, que pende pe-
rante oa tnbunaes entre mim e aquello aenhor,
sobre a posse e adminiatrago da heraoga que
me deixoo aquello meu fllho. Ainda nao deacon-
fle da justiga de oeohum dos juizes e trlbunaes,
que tem de conhecer da questo, apezar dos dea-
pachos, que meu contendor al aqui tem sabido
obler subrepticiamente do juizo da segunda vara
municipal desta cidade. Mas, urna vez que esse
senhor tomando por pretexto publicago que
fez um jornal desia capital, como ae ao fora en-
tre nos costume occopar-se a imprensa com
aquellos factos que por qualquer circumstancia
se tornara dignos da atteogo publica, nao duvi-
dou abrir a diacusso sob seu nome, forcoso se
torna, que euo acompaahe, e veuha por minha
rez iotelrar o publico daquillo que o Sr. Basiliano
para dahi
era que diz lerae acha-
nventariar os beos para salvar sua respon-
sabilidade. E se assim procedeu para atoar sua
responsabilidade, porque depois de cooteslada
sua legitimidade para exercer o cargo de ioven-
tariante, tem empregado eaforgos inauditos para
conservar-se nelle, e sem esperar que esse inci-
dente foste decidido, tem lido tanta pressa em
mumr-to de auloritagea para vender assucar,
para comprar roup. para a fabrica, e para fazer
obras e concertos no engenho ? I Um homem de
senso, vendo que se deacoofiava de aua probida-
de, procurara evitar tantas autorisages de que
bem fcil o abuso ; o Sr. Baailiano, quando existe
anda por decidir urna dependencia sobre seu direi-
to a exercer o cargo que querarrogar- se, nao espe-
ra pela decisao e tem lodo o agodameoto em mu-
nir-se de semelhaotes autorisages I Diz que foi le-
vado a.requere* inventario para rilar responso-
oilidade, entretanto o dono da fazeoda oppe se
esse seu procedimento, mostra a m f, o espi-
rito de estrategia que o dictou, que elle offen-
sivo de seus ioleresses e contrario a todo o direi-
to, e o Sr. Baailiano insiste era conslituir-se ad-
ministrador da berenga contra a vontade do ni-
co herdeiro necestano existente oo Jugar allega-
do at o direito de posse sobre o espolio I
lia. o melhor de ludo pretender o Sr. Basi-
liano, como disse em sua exposigo e tem dito
nos autos, que o seu procedimeoto oo interes-
se detodosl De modo que quer o Sr. Basiliano
administrar minha fazeuda contra a minha von-
tade, nao estando eu ainda interdicta, e a razo
de seu procedimento est em que sua adminis-
tragaoser no meu interesse 11
Eis porque digo que o Sr. Basiliano ceg pela
ambigo nao v o papel ridiculo, que est fa-
zendo 1
Diz o Sr. Basiliano que seu advogado estudou
a questo que grave, e aflanca-lhe estar a jus-
tiga de sua parte; creio porm que seu advoga-
do, apezar do muito tlenlo e illustrago que to-
dos Ihe reconheeem, jamis conseguir conven-
cer os juizes de que a Sr. Basiliano como testa-
meoteiro quem tem o direito de flear na posse
e administrago de toda a heranga, apezar de
existir no lugar do inventario, de reclamar pela
inventariancia a mi, a nica herdeira necessaria
do finado I
Se o Sr. Basiliano quizease fallar com o cora-
gao as mos, dira quo se requereu immediata-
mente dar bens% inveutario perante o juizo da
2* va/a foi por estrategia par depois argumentar
dizendo como tem dito em petiges e allegages
que aquella juizo o inoestto no cargo de inven-
tariante quando aquello juizo ainda nao decidi
sobre esse incidente.
Diria que qusndo isso requereu j sabia que eu
estando na administrago do engenho onde con-
fessa que eu morava desde a vida de meu fllho,
o tioha dispensado de todo e qualquer servigo
relativo a essa administrago como verbalmente
Ihe disse.
Diria que isso requereu quando j sabia que eu
tioha dado procurago a meu fllho e at havia
lido no Diario de Pernambuco um annuncio do
mesmo meu fllho convidando oa credores para
urna reuoio em su. casa, sendo este talvez o
motivo que o fez requerer o Inventario imme-
dxatamenle.
Diria Analmente que requerendo subrepticia-
mente ao juizo da 2a vara para vender assucar,
castigar escravos, comprar roupa para a fabrica
e fazer concertos no engenho, tudo requerido e
concedido sem minha audiencia, nao fez mais do
que conUnuar na estrategia planejada, para to-
mar depois, como effectivamente tomou, de as-
sallo e a torga armada, a casa de vivenda; e
para poder argumentar como tem argumentado
com esses despachos, pelos quaes diz que o juizo
o io vectira com posse 1
Essa a verdade dos factos, e como o Sr. Ba-
siliano narrou somonte os que lha fez coota, per-
mittir que eu continu a rectificar ana exposi-
go remootando-me origemMos aconlecimeotos.
Meu fllho nao costumava ter correspondente
nesta prega. Prefera mandar vender por si mes-
mo o assucar, mel, e agurdente, e por si mes-
mo comprar os supprimentos de que precisava,
por mel de agentes ou caixeiro que tinha nesta'
cidade.
Esteva algum lempo empregado nesse servigo
seu irmo natural Manoel Fernandos da Cruz, e
por morte deste seu fllho Heliodoro. Casando o
Sr. Basiliano com a irma deste fllha daquelle
Manoel Fernandos, procurou iosinuar-ae na a rai-
zado de meu fllho Jos, e estes afinal por infor-
mages do Sr. Basiliano rerdadeirai, oh falsas,
O Sr. Basiliano era um mogo pobre vivia e vi-
ve de teu -emprego de amanuense da secretaria
do governo, cujos vencimentps se vinham reunir
as generosidades que Ihe faziaJo mea finado filho.
Se algumas vezes leve o Sal Basiliano de com-
prar crdito alguma couia para meu fllho oo
era seuao crdito oette, que era por todos eo-
nhecido como proprietario abastado, e com quem
nao precisavam eotender-ae aquellas que veodiam
alguns desses objeclos para o engenho.
O Sr. Basiliano nao era maia do qua um sim-
ples caixeiro, oa mogo de ecados, pelo que era
generosamente recompensado. Nao leve jamis
meios para fazer adiantameotoa pelo meu tinado
filho; tanto assim que apesar de blasooar que
fra quem litera as despezks de curativo e en-
terro, lodaa estas existem aiada por pagar; o que
j nao fiz de minha parte/ por que iufelumente
vi-rae at na dura necessidade de deixar o en-
genho, al que as autoridades perante quem li-
tigo venham em meu auxilio.
E' pois, um. basofla digo, de eternas garga-
lhadaa o dizer o Sr. B.siliano que era elle o ge-
rente de todos oa negocios da meu fllho, inclu-
sive a administrago do engenho, como allegou e
suiteuiou em juuo, aova quem nao duvldou es-
severar que at detalbava o servigo no engenho
aos escravos.
Sim, digno de eternas gargalhadas se i
de lastima que o S. Basiliano assevere que.
apesar de ser amanuense da secretariado gover-
oo onde tem obrigago de comparecer lodos os
das, era o gerente de todos os negocios do fina-
do inclusive o delaljle do servigo do engenho,
que Qca oito leguas/ distantes desta cidade I
Desde essa poca! fatal da qual o Sr. Basiliano
faz datar sua gerencia, comegaram as desgragas
de meu fllho I Tridos os dias cresciam os dbitos
e at para maior escndalo, havendo recebido em
julbo de 1860 do Sr. Manoel Ignacio de Oliveira
a grande somma de vinte e seis contos de ris
mediante bypolheca no engenho, ao se sabe o
destino que leve esse dioheiro e o que se apurou
ainda com a vena de urna sorte de ierras, com
a venda e alforril de escravos, com o recebimen-
to de rendas daslcasas adiantadas al por dous
annos, e cora a hypotheca das mesmas, nao fal-
lando do producto das safras.
Se por um lado levava sumico todo o dioheiro
que meu filho pjdia haver, por oulro os geren-
tes que o cercaijam deixavam-no ser citado at
para pagar dividas de ciocoenta mil ris, como
aconteceu ainda, poucos dias antes de sua morte I
O Sr. Basiliano tem a sem cerimonia de dizer
que depois do fa.lecimento de meu filho supprio-
me do que me e a oecessario. E' isso urna fal-
sidade revoltant ; depois dessa poca nao tenho
sido supprida seno por meu filho Joo Fernan-
do da Cruz, e em vida de meu fllho Jos, se
prestiva-me este auxilio pira mioha sustentago,
oem por isso vivia ioteiramente a custa delle,
pois gragas Dei s alguns meios tinha para viver
lndepenuenle deste auxilio.
Se estive em casa do Sr. Basiliano, quando
vita do engenho assistir molestia de me infe-
liz fllho, foi por que falsamente mandou-me di-
zer que elle se chava em sua casa. Mas o que
o Sr. Basiliano pao p le negar que j em vi-
da de meu filhojeu morava no eogeuho, e que
depois de sua morte s eu continuei na adminis-
trago do mesmn engenho at o dia de festa, em
que o Sr. Bisii ano, apresentando-se no enge-
oho com seu padrasto e urna porgo de gente,
apoderou se da/casa de vivenda, cuja chave para
esse flm foi suotrahida de meu poder porum doa
que o acompanbaram residindo eu na casa da
borla.
O Sr. Basiliano nega esse fado, cora quanto
confesse que seu padrasto foi ao engenho no dia
4 ou b de Janeiro. Essa circumstancia de ter sen
padrasto sido) visto pelo Sr. Dr. juiz municipal
da 2a vara, que l foi pessoalmenle com o Sr.
Dr. Feitosa. Mas, se ao Sr. Basiliano falla a co-
ragem de publicar o que fez, nao faltam pessoas
que vissem a maneira por que o Sr. Basiliano
apoderou-se da casa de vivenda.
O Sr. Bisiliaoo dir que eslava no eogenho
por ser o seu testamenteiro, administrador, ge-
rente, ou, amfim, qualquer cousa que suppe
cima de herdeiro nico"e oecessario. Seu pa-
drasto diz que l foi como procurador do testa-
menteiro e linventari.nte ; seu canhado Helio-
doro diz qiio l foi tomar ares pelo seu padeci-
mento do jugado. Mas o que l faziam um Sr.
Punfioago | Gomes, dous irmos do mesmo Sr.
Basiliano, o Roque Jacintho, um tio e um irmo
deste, o Virgilio Pinto, e oulroa que o acompa-
nharam, o l ae conservaran) ? Nao foram todas
eisas pessoas vistas no engenho? Nao foram el-
las que resisliram aos mandados do Sr. Dr. juiz
muoicipal da Ia vara, a quem requer auxilio da
justiga para desforgor-me'.coutra os invasores da
minha propriedade ?
Nao o negu, Sr. Basiliano. Todoa elles l
esliveram. Foram elles que o auxiliaran), e tm
continuado a auxiliar a devorar o que por l
exista, gallinhas, pers, ovelhas, porcos, e at
vitellos qule o Sr. Basiliano pelo direilo de testa-
menteiro ou oerente tem mandado matar para
passar bem, e para distribuir entre os amigos.
Aonde foi o Sr. Basiliano buscar meios para vi-
ver, e passar como tem vivido e passado desde a
sua fallada gerencia ?
Foi em virtude dessa inv.so que, argumen-
tando depois com quelles despachos auteriores
e subrepticiamente adquiridos, conseguio perma-
necer como tem permanecido no engenho, onde
l se acham vendendo, como se diz, aoimaes,
tudo aproveitando econsumindo, tirando at o
assucar aotes de estar purgado, como quem lem
consciencia de que nao atsiste direito para all
permanecer.
E' verdade que o Sr. Basiliano exclama :
a Em que prejudico a Sra. D. Joanna com a ge-
rencia do engenho ? Nfio tenho que dar contas
de tudo ? O Sr. Joo Fernando nao tem verifica-
do por si mesmo o prevo dos assucares ? Nao hei
de ajuntar aa contas de venda ? Nao tem elle um
meio de fazer coocluir o inventario e partilba
com a mxima brevidade? Para que ento todo
esse espalhafato, figurando-me capaz de apode*
rar-me do engenho ? O que eu quero que a
vontade do fallecido seja cumprida ; o que eu
desejo que as cousas caminhem com a deseja-
vel regularidad. E se o Sr. Joo Fernando da
Cruz quera a inveniarianca para al, ou para sua
mi, por que, apenas fallecido Jos Fernando da
Cruz, nao tratou de alimentar a fabrica e de di-
rigir oa trabalhos do engenho? Ah I 0 Sr. Jo8o
Fernando quer os commodos sem os encommo-
dos, quer mesmo que eu livesse feito tantas des-
pezas, e que fleasse privado das garantas que
essa posigo me dava 1 Isso nao serio, nem
grave, o
O que nao grave nem serio que o Sr. Ba-
siliano, ante um publico como o desta capital
falle desemelhante maneira I
Pois acha seriamente o Sr. Basiliano, que pos-
so ser conslrangida a t-lo, cootra a minha von-
tade, como administrador de minha fazenda e
e que nisso nenbum prejuizo existe para mim ?
Acha que devo delxar-Ibe tudo i sua discrigao
esperando depois pelas contas de venda ? Mas*
ah em suaa palavras, o.Sr. Basiliano deixoJ
entrevero pensamenlo inteiro que o dirige elle
que tem feito tantas despetat nao poda ficar
privado das garantas que sua posigo lbe dava I
Acha o Sr. Basiliano extraordinario que al-
guem o chame intitulado de testamenteiro, e pa-
rece que, mortificado pela propria consciencia,
tem desde j o cuidado de protestar que ne-
nAumo tnervaneiio Uve oo testamento de meu
infeliz fllho I Traoquilise-se o Sr. Basiliano : os
tribunaes o que ho de decidir se elle ou
nao intitulado testamenteiro. Nao aqui, mas pe-
rante os tribunaes que ea desejo mostrar qual
foi a ioiarveocao do Sr. Baailiano nesse testa-
mento
Por ora, como pouqaissimos tero lido este
tejtmelo, darei ao-publico conti das su.s prin-
crpaes ditpotiges.
O finado dlspoz de foda a terga e de toda ilu,
como o Sr. Basiliano o primeiro a declarar.
usa outros daos lergos oo se podia dispor, vis-
to_qoe aus tarn-se dignado prolongar miaba
emienda. O Sr. B.siliaoo o primeiro tesla-
moateiro; uot bom legado Ihe dexado ; oulro
aaa sMkora, outro sua togra, outro a se
tMttado, outro a seu padrasto, tambem Hornea-
do ataroooteiro ; outro a um Roque teu com-
pasea; orrtro otoi grandioso e todo o remanes-
cente que houvesse do terca a essa mulher que
foi a casta primaria do infortunio do meo infe-
liz filho ; e finaimnta outro a urna neta della.
Aqui cabe-me declarar quo nao dvi<* de quo
o Sr. Joo Joaquim do Figueiredo, padraato do
Sr. Basiliano, se lenha em graode conta ; mas o
que verdade que nunca me constou quo elle li-
vesse a mnima relago de aomade com o falle-
cido. Sei sim que foi o procurador da parte ad-
versa n'uma importante o reohida demanda, qua
por muitos annos apoqueotoa meu fllho sobre a
demarcago do engenho, e que ainda pende nos
tribunaes; assim como nlo consta qae o mea
fllho nanea o tivesse por procurador em alguma
causa sua ; pois sempre tero- sollicrtador pago
annualmente.
Mas a dlsposigo que mais se recommenda
atteugo publica, que ceri.mente fas o Sr. Ba-
ailiano tanto se intereaasr ( ostia do que oa) pela
ultima vontade de- mea fllho, aquella em que
elle declara que alguma. de auas dividas devem
constar de ttulos assignados pelo Sr. Basiliano I
Muito poderia ainda accrescentar, maa a ex-
tensan da presente nao comporta maior desen-
volvimento.
Apenas farei sentir ao Sr. Basiliano a incon-
veniencia de andar devassando segredos ntimos
de familia alheia, qusndo isso de nennum mo-
do pode aproveitar questo, que entra nos
se agita.
A que vem o Sr. Basiliano fallar tantas vezes
em inimizade de meus dous fllhos entre st ? Fal-
lis verdade, Sr. Basiliano I Meus fllhos nao
eram loimigos m do outro ; oo podi.m s-lo
vista de sous precedentes e da educ.go que
lhes del ; apenas um lameolavs em seu corago
que o oulro tinto mal se estivesse fazeodo a si pro-
prio, etpecialmeole oestes ltimos lempos, dei-
xando-se cercar de gente, cujo contacto a nos
outros da familia sempre repugoou ; mas nao
chegaram a ser nunca inimigos um do outro,.
apesar do muito que para essa inimizade traba-
lhassem pessoas que o Sr. Basiliano bem co-
nhece.
Por hoje terminarei aqui, lamentando que o
Sr. Basiliano, levado de seus planos de ambigo,
nao duvide am.rgurir-me os ltimos di.s da
existencia I Dos, porm, me dar torgas
para defender a heranga que meu fllho deixou-
me.
Pego-Ibes, Srs. redactores, a publicago des-
tas liobas, que muito me obrlgaro.
Recife 8 de fevereiro de 1862.
Joanna Maria das Dores.
ERRATA.
Em a minha correspondencia publicada no Dia-
rio de hoje saino um erro de composigo, quo
altera completamente o sentido, e por este mo-
tivo, rogo-lhe, se digne corrigi-locompreboode-
se que o fluido respiravel estando alterado por
exhalages amrooniacaes, o cholera, em virtude
de sua maior affinidade pelo nydrogenio do que
o azoto, se apodera deste e decompooha aquellas,
deve lr-se :- chloro ; pois aabe-se, que o ara-
moniaco compostoto hydrogeoio e azoto.
Recife 10 de fevereiro de 1862.
Dr. Ferreira. -
i^^-^
Pracado Recife 10 de
fevereiro de 1862.
Vs quatro Vvoras da tarde.
Cotaces da junta de corretores.
Cambio.
Sobre Londres 90 div. 26 d. por 1^000.
Assucar someoos 2ft600 e z$70 por arroba.
Dte do Canal2S por arroba.
Frete.
Assucar para Liverpool45j e 5 OrO por lo-
nellada.
Algodo para Tivorpool 3[4 e 50(0 por to-
nellada.
Dia 8 de tevereiro.
J. da Cruz Mace lopresidente.
John Gatissecretario.
4llandega,
Rendimentodo dia 1 a 8 .
dem do dia; 10......
218:0723608
28.671849
246:744J457
ovlmento das alfandega
Volamos entrados tomfazendas.. 219
a toa ganaros.. 304
Volamet sahidoa com fazendas.. 93
f > com genero... 205
== 523
298
Descarragam hoje 11 de fevereiro.
Brigue porluguez Bella Figueireoseo resto.
Patacho ioglezElizabethfazendas.
Barca inglezaDianedem.
Patacho hamburguezColurobosidem.
Bsrca americanaRichemoodfarinha de trigo.
Patacho americanoAlpinecouros.
Barca francezaSauveursal e cemento.
Barca francezaVergillesal.
Brigue inglezMarybacalbo.
Brigue braslleiro Velozcharque.
Brigue francezBellyo resto.
Hecebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimentodo dia 1 a 8 6:717$430
dem do dia 10.......4.0431319
10:760749
Consalado provincial
Rendimento do da 1 a 8
dem do dia 10.
26:639*302
6:70418tf
33:3439491
Movimento do porto.
Dia 10.
Nao houveram entradas nem sabidas.
Observago.
Bordeja nolamaro urna barca americana mais
nao leve communicago com a trra.
Atmotphera.
pi
Direcco;
58
1
o S J
a a I Intemidade.
S_____5 ,
I
| Parhenheit.
O V
I
58 M !
8 *3 } Centgrado.
3
co

2 S nygromeiro.
_ | Cisterna hydro-
06 g | mtrica.
os
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s
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si si
Francex.
a
S !
Inglex
I
i
- s
i
M
o r*
s
A nolte chuvosa, vento variavel de ir ade
direcgo e assim amanheceu.
OSClLAgXO DA MAR.
Preamar as 1 h. 30' da tarde, altura 6,2 p.
Baixa-mar aa 7 b. 18* da manha altura 1.5 p.
Observatorio do arsenal de marinha, JO de fe-
vereiro de 1862.
KOKAltO STRFrii,
l*tennt.




DU&D BE gWflWyX>>.*- Wtm fUA 11 DE OTEftBIBO Dfi IMf.
?
r*-
M
v**^
tfl I
35
Editaes.
O Illm. Sr. ioipectat da thesoerarU pro-
vincial, b cumprimento da resolojlo da juila
d* fazenda manda fazer publico,.que no dia SO do
correte, porania a meama junta, se ha de arre-
matar a qaeaa per menos Qier, e por tempe de
Ma meses a ooaitar do 1* de mareo prximo (a
turo, o mecimento da alimentario dos orphaos
do collegio de Santa Thereza em Olinda e do de
erpnaas desta eidade, saber:
Pi.
Caf.
Cha preto.
Manletge;
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho.
Arroz.
PM)tO.
Peizofroaco, e misi falta bacalbo.
Aieite doce.
Vinagre de Lisboa.
Panuira,
al.
MMs
Verduras e temperos.
Frudas ou doces.
Batatas.
Dieta para os doeotes.
Frange o* frange.
Gaiiona.
Le te.
Ale tria.
Macarr&o.
Cha.
Doce.
Vinao.
As pessoas que querem contratar dito forne-
cimento apresentem suss propostas em carias
fechadas, no dia suprameocionado, nesta ihesou-
raria pelo meio dia.
O contracto ser feito com s clausula de que,
serio comprados a custa doforoecedor, pelos di-
rectores dos referidos collegtos, os gneros pre-
cisos nos dias que nao forero elles fornecidos de
boa qualldade e de eooformidade com a tabella
que ser ipresentada no acto da arrematadlo.
E para cooatar se maodou afiliar o presente e
publicsr pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Per-
nambuco, 7 de fevereiro de 1861.
O aecretario,
Antonio Ferreira da Aununciaco.
'i O Illm. Sr. inspector da thesoararia pro-
vincial, em eumprimento da ordem do Ezm. Sr.
presidente da'provincia de 24 do correte, man-
da fazer publico que do dia 20de (evereiro pr-
ximo futuro, perante a junta da fazenda da mes-
ma thesourana, se ha de arrematar, quem por
menos flzer a obra dos reparos da primeira parte
da estrada do norte, avahada em 4:0000000 ris.
A arrematadlo ser feita na forma da le pro-
vincial o. 343 de 15 de miio de 1854, e sob as
clausulas eapeciaea abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tagao comparecer ns aata das sessoes da referi-
da prac, no dia cima mencionado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Pcr-
oaaabuco, 27 de Janeiro de 1862.
O secretario,
A. F. d'Annunclacao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo :
1.a As obras dos reparos da primeira parte da
estrada do norte serlo feitas de eooformidade com
a respectiva descripcao e ornamento na importan-
cia de 4:000#000.
2.a Serio principiadas as obras no prazo de 30
dias, e coocluidas bo de quatro metes, contados
ambos os prazos de data da arrematadlo, e no
caso de faltar a qualquer desias condiccoes, ser
applicada a disposicao dos artjgos 31 a 32 da lei
provincial n. 286.
3. No caso de cooceder-ae ao arrematante
qualquer prorogacio de prazo, pagar/ o mesmo
arrematante a multa de trezentos mt. ris, por
cada mes, de prorogacio.
4.a A importancia das obras ser paga em urna
8 preslscio, quando esttverem concluidas, que
ser logo recebida definitivamente.
5.a Para ludo maia quanto nao for estipulado
no ornamento nem nealaa clausulas, seguir-se-ha
o que dispoe a respeito da lei provincial numero
286.
6.a Nao ser altendida reclamadlo alguma ou
em qualquer lempo por parte do arrematante,
tratando a exigencia de indemnisaco, seja qua]
fdr a causa que para tal fias allegar.
Conforme.A. F. d'Aoounciacio.,
mandei passar editaes qae aerio publicados pela
fatfreosa e afiliados nos lugares do costume.
lecife 10 de dezemorv de 1861.Eu Manoel
lefia Rodrigues do Nasolmente, escrivio o sub-
ase*, y .
Tristio de Alencar Ararlpe.
O Dr. Triado de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa e juiz de direito especial
do commercio desta eidade do Recife de Per-
nambuco e aeu termo, por S. M. imperial e
conatituciooal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
Fajo aaber aos que o presente edital virem e
delta noticia tiverem, que no dia 24 de fevereiro
ae ha de arrematar por venda quem mais dr,
em prace publica deste juizo, na aala do audito-
rios, a parte de um sobrado aito na roa de Santa
Rita n. 1, tendo 3 jaolras na frente para cada
urna des ras, tanto de Santa Rita, como de San-
ta Rila.Nova, janellas no oitio e no solio,'com
salas, quartos. alcova, cozioha, avallada dita par-
te por 4:772*730, a qual pertenceote Josa
Joaquina de Oliveira, e val praca por execucao
que Ihe movem Barros & Silva.
E nio h'avendo lancador que cubra o prego da
avallaco, a arrematadlo ser feita pelo valor da
adjwditaQio com o anatimeto 4a lei.
CE para que chegue so coohecimento de lodos
mandei passar editaes que serio publicados pela
imprensa e afflxados nos lugares do costume.
Recife 28 de norembro de 1861. Eu, Matroel
Mara Rodrigues do Nascimento, esetl'ffo o sub-
screvi.
Declaro que val ser aasignado pelo Dr. juiz de
direito da Ia vara criminal em exercicio da do
especial do commercio Bernardo Machado da Cos-
ta Doria. Eu dito escrivio o declarei e escrevi.
Bernardo Hachado da Costa Doria.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico que, no dia 20 do cor-
rente vai novameote a praca para ser arrematado
a quem mais dr, a renda dos predios abaivo de-
clarados pertencentes aopatrimanio dos orpbios:
Ra do ,Sbo.
Casa terrea n. 12, por anno....... 160JOO0
Ra do Rosario.
Casa terrea n. 14, por anno....... 201J000
Ra da Lapa.
Casa terrea n. 41, por anno........ 182&000
Ra da Cacimba.
Casa terrea n. 61, por anno........ 3009000
dem idem n. 66, por anno........ 122#900
Ra dos Burgos.
Csss teres n. 68, por anno......... 205000
dem idem 69, por anno........... 125(000
Ra da Seozala Velha.
Sobrado de dous andares n. 79 por
anno............................. 650*000
dem idem o. 80, por anno........ 6509000
Ra da Guia.
Casa terrean. 83, por anno........ 1625000
dem dem n. 84, por anno........ 168$000
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 96, por anno........ I57J0O0
dem idem n. 98, por anuo....... 2249000
Ra da Madre de Deus.
Casa terrea n. 35, por anno........ 1.6219000
Estrada de Parnamirim.
Sitio n. 1, por aono................ 5O0SO0O
dem idem n. 2. por anoo......... 120(000
Estrada da Mirueira.
Sion. 4. por anno.....'........... 112&000
Foroo da Cal.
Sitio o.5. por anoo................ 3529000
para constar se mandou affixar o publicar
pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 3 de fevereiro de 1862.O secretario*
Antonio Ferreira da Annuociaco.
apreeeate-se nesta subdelegada manido djeos
documentos, ene Ihe ser entregue. Subdeleg*-
cia do Recites) 4e j sneiro de 1862.
Coislko atafeisiraiiro.
O conselho administrativo, para fernecimento
do arsenal do erra, tem de comprar os objeetos
segnintes :'
Para o 10 batalhio de infantarla de linha.
445 bo toes pequeos de metal bromeado com
O n. 10 amarello.
Para provimeio doarmizem doaraenal de
guerra.
6 arrobas de lati em lencl.
2 arrobas de rame de lalao n. 12.
5 duzias de la boas de amarello para forro.
5 arrobas do fio de vela.
5 arrobas de alvalade.
10 arrobas de cabo de linbo braneo de 1 polle-
gada e 14/4de grossura.
Quem quizer vender taes objeetos apreaente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do eooselho, s 10 hows da manha do da 17 do
terrele mez.
Sala das sessdes de conselho administrativo
ara fornecimeoto do arsenal do guerra, 8 de
fevereiro de 1862.
Binio Jott Lamenka Lint,
Coronel presidente.
Franteo Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Sexla-feira 14 do correte as 10 da manha, *
depois de oda a audiencia do Illm. Sr. Dr. jaiz
de orphaos terso de ser arrematados, por ser a
ultima praca os bens, inventariadoa, por falleci-
mento de Joio Miguel Teixeira Lima, de que
inventarame Feliciano da Paz Teixeira, sao os
seguioles:
Um escravo bom fogueleiro, avahado por 4009
ris.
Duas casas de taipa sob pilaros n. 62 sitas no
Camioho Novo da Soled a de conteodo ambas 32
palmoa e meio de frente e 365 de fundo, tendo
mais um telbeiro logo ao sahlr da sala de jantar,
e no meio, entre ama e outra pitarea qae as di-
vide, e no quintal 9 ps de coqueiros e diversos
outros arvoredoa de fructos avahado cada urna
por tOOgOO.
Ouinhentas telhas de barro 109000.
Mil lijlos de lapamento IO9OOO.
Um terreno contiguo as raesmas casas com so-
te palmos e meio, avahado por 379500.
Vio a prac,a estes bens a requerimento do in-
ventarente para melhor poder satiafazer as de seo
fallecido pai. "
alisos martimo.
(CdUtPMIHJL
DAS
Messageries imperiales.
Ateo dia 14 do correte espera-se da Europa
o'vaoor fraocez Deam, commaodante Aubry de
la No, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Babia,
para passagens etc., trata-se na agencia ra do
Trapiche o. 9.
GOMP
UCAIU
Navegado costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte,
Macau do Asu', Araeaty, Cear
e Acaracu'.
O vapor guaras*, commaodante ViaoBa,
sahir para os portos do norte de sua escala at
o Acaraca no dia 20 do corrente mez s $ horaa
da tarde.
Recebe carga at o dia-9 ao meto dia. En-
eomraendas, passageiros o dinheiro a frete al o
dia a sabida s 2 horas: escriplorio ao Forte
do Mattos a. 1.
Rio de Janeiro
o hiate aNovaes, primeira ctasse, forrado de co-
bre, novo, segu com bredade por ter tratado
meio carregamento ; aioda recebe alguma carga
e eacravea a frete ; trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo
numero 6.

por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz da orphaos,
de um carro de 4 rodase nm cavallo pertencen-
tes ao mesmo finado, ae 10 horas do dia cima
mencionado em sea escriplorio ras da Cadeia
UILAO
DE
Sardinhas e cha-
rutos.
Desinfecto.
O Illm. Sr. inspector da thesoararia pro-
vincia! manda fazer publico para coohecimento
dos intdressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de juoho do corrente anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravoa comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independente de re-
validadlo e multa, urna voz que os devedorea
actuaes deste imposta, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que oao o fizerem ficario
sujeitos a revalidadlo e multa em dobro. sendo
nm terco para o denunciante. A thesouraria fa-
r anounciar por edital nos primeiros 10 dias de
cada mez a presente disposicio.
E para constar se man lou affixar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8dejulho de 1861.
O secretario,
A. F. da Assumpcic.
O Dr. Tristio de Alencar Arari pe, official da im-
perial ordem da Rosa, e juiz especial do com-
mercio desta ddade do Recife de Pernambuco,
por S. M. I., qae Deas guarde, ete.
Faco saber aos que o presante edital virem,
qae por ordem do meretissimo tribunal do com-
mercio acha-se aberta a fallnela de Claudio Du-
beaux, pela aentenqa do theor seguinte :
Tendo em consideradlo o estado de insolven-
cia do commerctsnte Ctaudo DubeauX, constante
dos presentes autos, e cumprindo a determina-
cao cootda no despacho do meretissimo tribunal
do commercio, hei por aberta a fallencia do dito
commerciante datar do primeiro de Janeiro pr-
ximo passado, e mando que se ponha sellos em
lodos os bens, livros e papis do fallido para se-
guirem-se os termos legaes. Nomeio carador fis-
cal da maesa fallida ao credor Jle Baptista Fra-
goso, e depositarios interinos aos credores Amo-
rim Irmao, devendo aquelle prestar o juramen-
to do eslylo e esles assigoarem o termo de depo-
sito. FacA-se publica a fallencia por editaes. e
sejam os credores convocados para o dia 12 do
-corrente as 12 horas da manha na sala daa au-
diencias.
Recife 6 de fevereiro de 1862.Tristo de Alen-
car Araripe.
E mais se nio coutinha em tal sentenga aqai
transcripta doS proprios autos, dos quaes consta,
que alo aceitando a nomeacio de depositarios
interinos os refer los credores Amorim & Irmao j,
fra em seu lugar nomeado o credor Joaquim da
Silva Castro.
Por tanto, pelo presente sao convocados todos
os cederos do referido fallido para com parecer
no dia, hora e lugar cima designado, afim de se
proceder a nomeacio de depositarios, que bio de
receber e administrar provisoriamente a casa fal-
lida.
E para que o presente chegue ao coohecimento
de todos, ser publicado e afiliado na forma do
lylo.
Recife 8 de fevereiro de 1862.Eu Adolpho Li-
berato Pereira de OUveiro, escrevente juramen-
tado o escrevi.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento,
escrivio o subscrevl.
Tristio de Alencar Araripe.
O Dr: Tristio de Alencar Araripe, official da im-
perial ordem da Rosa a juiz de direito espe
cial de commercio desta cilade do Recife de
Pernambuco e seu termo, por S. I. e C. o Sr.
D. Pedre II, a quaaa Deus guarde, ele.
Paco saber aos que o presente edital virem e
delle notida liverem. que no dia 24 do correle
mez se ha de arrematar por venda quem mais
ditorios, depois da audiencia, duas pipas de vi-
nho do Porto ; regulando 80 caadas cada um
pipa, avallada a 59 a caada 6009: as quaes sao
perteoceoles a Jos Joaquim da Costa ktactel, e
vae praca por execucio que Ihe movem Pal-
eira & Beltrio. ,
E nao hsvendo laocador que cubra o prego da
avalladlo, a arrematado ser feils pelo valor da
adjudicacio com o abalimeoto da lei.
E psra que chegue ao conhecimento de todos,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da resolucio da junta
da fazenda, manda fazer publico que no dia 20
do correte vai novamenle a praca o contrato do
imposto de 10 por % sobre a renda dos terrenos
oceupados com o planto do capim no municipio
do Recife, avallado aonualmeote em 4*1209.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de fevereiro de 18$2.O secretario,
A. F. d'Aonunciaeio.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
A cmara municipal do Recife, tendo rece-
ido do Instituto Histrico Brasileiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus manicipes, para que concorrim para area-
lisaQo dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria da rrjesma cmara as
quantias de que quizarem dispor, nao podendo
ser menos de mil reis, era mais de dez mil reis.
Certa do patriotismo que caracteriza todos os
Pernabucaaos, a cmara munipal do Recitos-
pera que se prestaro de boa vontade a realisa-
cao deste grandiozo fim.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Beaviagem, official maior servindo
de secretario.
COMPANHIA BRASILEA
DI
JraWDIKm l WQME.
O vapor Oyapock, commandante o capitio
de mar e guerra' Gervazio Mancebo, esperado
dos portes de norte at o dia 15 do corrente, o
qual depois da demora do cusime seguir para
os portos do sal.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e e&commendas at o dia da sabida s
2 horaa da tarde : agencia roa da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira "Azevedo
&C.
Para o Rio de Ja-
neiro,
Rio Grande do Sul sahir imprelerivelmeote no
dia 13 deste mez o patacho nacional \rapehy,
recebe paasageiroi e escravos a frete : trata-se
cora Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no lar-
go do Corpo Santo, escriptorio n. 19, ou com o
capillo na praca do commercio.
Para o Porto.
Segu em poucos dias a barca portugueza
Flor da Maia, por ter parte do sea carregamen-
to prompto ; quem quizer carregar ou ir de pas-
sagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
sea escriplorio da ra do Apollo o. 43, aegundo
andar.
RE4L COlimilU
DE
Paquetesioglezesa vapor
Ateo dia 14 do correte espera-se do sul o
vapor Oncida, commaodante Bevis, o qual de-
ois da demora do costume seguir para Sou-
thompton tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa, para passagens etc., trata-se com os agen-
tes Adsmson towe & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecharen) as malas ou urna ho-
ra antea pagando um palacio alem do respectivo
frete.
Freta-se
Illms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
ro, a que presta Sua Magestade o Imperador a
sua immidiata proteccao, resolveu que se levan-
lasse nesta corle urna estatua a Jos Bonifacio de
Andrada e Silva e se erigisse um tmulo digno
de seus preciosos despojos; sao paginas da his-
toria escripias em bronse e mar rao re pela gral-
do brasileira, e que deveta transmitar a posleri-
dade as tradicoes gloriozas que se ligam a um
dos grandes vultos nacinaes, a um dos primeiros
col laborado res da nossa independencia.
Os abaixo assignados, membros da commis-
so a que o Instituto Histrico incumbi lo
nobre missao, accordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara muoicipaes do imperio, para
que promovam subscripces populares enire os
seus municipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas de povo.
A commissao desejando que todos os Bra-
sileros possara concorrer para lo patritico
monumento, quaes quer que sejam as suas for-
tunas fixou o mnimo e o mximo das quanlias
entre mil e dez mil reis.
Devendo a estatua ser inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anniversario na-
talicio de Jos Bonifacio de Andrada e Silva; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignetn de
coadjnval-a em tao louvavel empenho, activando
e apressando a subscripceo, cujo resultado ser
publicado as folhas diarias d'esia capital.
Deus Guarde Vv S. Rio de Janeiro
18 de agosto de 1861.Illms. Srs. pres lente
e Venadores da cmara municipal da eidade do
Rocife da provincia de Pernambuco. Enzebio
de Queiroz Coulinho Mattozo CmaraJoaquim
Nerberto de Souza Silva,Joo Manoel Pereira
da Silva.Bario de MauJos Ribeiro de
Souza Fonte.Henrique de Beaurrepain Rohan
Doulor Claudio Luiz da CostaThomaz Go-
mes dos SantosF. S. Dias da Motla.
C0MP1MIA PERMItBUCAIU
Navega^ costeira a vapor
O vapor cJaguaribei, eommandante Lobato,
sahir para os portos do sul de sua escala ao
dia 15 do correte as 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 14 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageiros e diuheiro a frete at o dia
da sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
Para a ilha de S.
Miguel
sane com a maior brevidade possivel o patacho
porluguez Limas ; para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se com os seus consignatarios Joo
do Reg Lima & Irmao.
para qualquer dos portos do norte, ou mesmo
para o Rio de S. Francisco e Bahia o bem con he -
cido hiale Nicolao 1 ; trata-se na ra da Ca-
deia n. 57.
Para o Rio Grande do Sal pretende sahir
com brevidade o patacho Gaaranyt, para onde
recebe carga a frete, como escravos : quem no
mesmo quizer carregar pode entender-se com os
consignatarios Amorim Irmios, ra da Cruz nu-
mero 3.
O agente Pestaa vender em leilao publico
per conta e riseo de quem perteDcer, 40 meias
barricas com^sardinhas viodas de Lisboa o de-
sembarcadas hootem, atara eomo 400 caixas com
charutos regala imperial rindas da Bahia, ludo
ser vendido em um ou arats lotea a vontade:
boje 11 do torrete as 10 horas da manhia no
armazem do Sr, Aanes defronte da auandega.
Conlinuacao do leilao
DE TODAS A&
IFAZENDAS
Daloja da ra do Cabug n. 8
muy
s 10 horas do dia at as
8 horas da noite.
Costa Carvalho continua a fazer leilao das fa-
zendas da referida laja ao correr do martellohs
fazendaa grossaa e finas, de algodio, linho e se-
das, como as que sio necessarias para a prxi-
ma quaresma.
Tem muitas cousas proprias para o carnaval
um leilao importante e lio importante que
ninguem dever esperdigar tio boa occasiio de
pechinchar, pois se tem ludo arrematado por
pregos tio baixos qae se admira, somente para
pagamento dos credores. A elle 1 A elle 1
^
Avisos diversos.
L0TEM4
Terca-feira 18 do corrente, andarao
mpreterirelrnente as roda da ultima
parte da nona e primeira da decima
lotera da matriz da Boa-Vista desta
eidade, no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario de S. Antonio.
Os bilbetes, meios e quartos achara-
se a venda na thesouraria das loteras,
ruado Crespo n. 15 e as casas com-
missionadas. Os premios sero pagos
a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
-s- O capillo Alexaodre Barbosa da Silva col-
lector geral e provincial do municipio de Pao
d'Alho, avisa ao respeitavel pnblico que por ha-
ver outro de igual nome se assignar de hoje em
diante Alexaodre Mara Barbosa da Silva.
Precisa-ae alugar um moleque pequeo e
na mesma casa precisa-se alugar um primeiro
andar em qualquer ra do bairro de Santo Anto-
nio ou pequeo ou grande : ni ra das Cruzes
n. 33, segundo andar.
desinfecto acompa-
0 abarlio assignado vende em sua botica o
ra Direifa n. 88, os seguioles desinfectantes por
ter paraisso oaparelho necessario. Chloro parar
deaiofecrar oespaco de 310 ps cabios por 2Jr
Itiaido desinfectante das materias fecaes urna
garrafal^, ps desinfectantes das meamas ata<-
terias uxd libra 1J. liquido para mergour m
ronpe oos*ecommettidos a 640 rs., agoa eMoru-
relJJVue,u,,re a ae abarraque someole apar-
le da dealofeccio pflfer carregada 10 vezes mais
do chloro (petare dechrto que nao se Taca del-
ta uso intern! lj. *
O publicad-** eidade deve estar lerobr.da
de que neste Dtsrle*foi transcripta urna corres-
pondencia do sol, na qual declarou-se, que ana
um dosporlos onda grassava a febre amarela o>
commaodante de um dos navio surtos n'aquelle
conservando chloro em o seu, foro nico pre-
servado do mal, ao passo que os mais sofTrerem
e houveram muitas victimas.
Para o desempenho* da
nbar a explicarlo.
Jos di Rocha Paranhot.
Alfred Leveaux vai ao sal do imperio.
Aluga-se o sobradiobo da roa dos Burgo*
n. 29, em frente a ra da Moeda quem preten-
der dirija-se a ra da Cadeia n. 35, loja de fa-
zendas.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT
Milhares de individuos de todas as naeo
podem testemunharas virtudes desteremedi
incomparaveleprovaremcaso necessario qua
pelo uso que dalle Ozeram tem seu corpo*
membrostnteiramentesaosdepoisdehaver ea-
pregadointilmente outrostratamentos. Cada
pessoa poder-ge-ha convencer deseas curas m*~
ravilhosas pela leitura des peridicos, quelb/a*
relatam todos es dias ha mu tos annos; o a
maior parte deltas sao tao sor prndenles qu*
admiram os mdicos mais celebres. Quema*
pessoas recobraram com este soberano remedw
o uso de seus brasos e pernea, depois dedeo-
permanecido longo tempo nos bospiues.o tes
deviam soffrer a amputado l Dallas ba mus-
cas quehavendodeixadoesses, asylos depade-
timentos, parase nao submeterem a essaope-
racoo dolorosa foram curadas completamente^
mediante o uso desseprecioso remedio. At-
gumas das taes pessoa na enfuso de seureco-
nhecimentodeclararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim le mais autenticarem sua afirmar
tira.
Ninguem desesperara doestado desaude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio conslantemeDteseguindo algnm tempo o
trata ment que neeesstasse a natureza do mal,
cajo resultado seria provarinoontestavelmenle*
Que ludo cura.
O ungento beutil, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammago dajbexiga
LEILAO
DE
Dous carros grandes para passeio e de
duas parelnas de cavallos ; sem ne-
nhuma reserva de preep.
Na cocheira da ra do Imperador n. 12
Hoje 11 do corrente as 11
oras em. ponto.
PELO AGENTE
O referido agente levar em leilao no dia, ho-
ra e lugar cima por conta e risco de quem per-
lencer, dous ptimos carros arreiados, ludo em
perfelo estado e tambem de duas parelhaa de
cavallos:
Ama.
Alporcas
Gaimbras
Gallos.
Anceres.
Cortaduras
Dores de c a beca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de a us.
Erupqoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as exiremida-
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuraroes ptridas.
Tinha, em qualquer -
parle que -seja.
Tremor de ervos.
5 **ieiw a$o*
C0IY1PANHIAJRSLEIRA
E esperado dos portos do sul at o dia 12
do correte, o vapor Tocaotins, eommandante,
o primeiro lente Pedro Hyppolilo Duarte, o
qual depois da demora do costume seguir para
oa portoa do norte
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia da sabida s
3 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
critorio de Antonio!iLuiz] de Oliveira Azevedo
& C.
Para o Porto e Lisboa.

O veleiro e bem conhgcido patacho nacional
Biberibe, pretende seguir com muita brevidade
para os dous portes cima, tem parle de sea car-
regamento a bordo, para o resto que Ihe falla e
passageiros para os qaaea tem eieelleotes com-
modos trata se com os seos consignatarios An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & G, no sea *s-
criplorio ra da Cruz n. 1.
Lisboa.
O brigue portoguez Bella Figueirenee, capi-
tio Jos Ferreira Lessa, sahir com brevidade
por lera maior psrte de seo carregamento prom-
pto : para carga e passageiros, para os quaes
tem excedentes commodos*: trata-se com F. 6
Rabeilo & Filho. largo da Assembla a. 18,
A 11 do corrente.
O agente^Hiveira far leilao por conta e risco
de quem perteocer, precedidas as competentes
autorisaedes dos Illms. Srs. inspector da alfao-
dega e coosul de Franca nesta eidade, em pr-
senos de um empregado pelo primeiro nomeado
e de um delegado do segundo, das fazendaa abai-
xo mencionadas, avinadas a bordo do navio fran-
cez Palestro, capillo Cdrdaan, na sua recente
viagem do Havre para este porto ; a saber
D2 caitas cootendo cutilerias e ferrsgens diver-
sas, consignadas a P. Dubarry.
NOB & C. 1 dita com cortea e pecas de chaly,
2 ditas com camisas p.ara hornero, consignadas
a N. O. Bieber & G. s'uccessores:
Terca-feira 11
do corrente, ao meio dia em ponto, no legar pa-
ra o effeito designado aa referida alfandega.
LEILAO
Na ra do Bangel n. 6, primeiro andar, preci-
sa-se de urna ama qae saina cozinhar e engom-
mar.
Aloga-se um escravo carroceiro do que
tem bastate pratics ou para outro qualquer aer-
vice s na ra do Livramento n. 22, terceiro an-
dar.
Na ra do Queimado o. 10, loja, existe urna
carta para a Sra. D. Joaona Francisca Paes Br-
relo, vinda de S Miguel das Alagoas, mandada
por sua familia.
Heinrich Cassel, Heinrich Niehoff, Conra-
diene Grebe, Conradiene Gatzemeyer, Chrisliane
Friedrichsvao Bahia.
SOCIEDADE
Pelo presente >5o convidados todos oa irmos
da mesma sociedade se apresentarem no dia 13
do corrente, pelas 6 \\t horas da tarde, aQm de
ter lugar a sessao extraordinaria marcada para'
semelnante dia : por eila occasio cumpre-nos
fazer lembrar aos nossos irmos que tenham em
vista o que dispoe o art. 6.* 2. do art. 19 do
tlt. 8 dos nossos estatutos, bem como o que de-
termina o 5 do citado arligo.
Secretaria da sociedade Amor ao Prximo em
20 de fevereiro de 1862.
Theodoro Orestes do Patrocinio.
primeiro secretario.
Grande laboratorio de la-
vagem.
Os donos dos'numeros abaixo declarados po-
dem mandar buscar que est&o promplos : 156,
324, 247, 248, 240,130. 178, 216,190, 175, 122,
326. 172, 231.1S9. 144, 298, 35, 245, 274, 203,
189, 245, 163, 42, 293, 243, 23, 133.
Primeiro andar para alugar,
Aloga-se o primeiro andar do sobrado da pra-
ce da Boa-Vista : a tratar na ra da Imperatriz
numero 46.
Atteneao
DK
mmm
Ulceras na bocea.
Frieiras. do ligado.
Gengivas escaldadas. das aniculares.
Inchaces. Veas torcidas ou no-
Inflamma;ao do ligado. | das pas pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, tStrand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boeelinha conten)
urna instruccao em portuguez para explicar a
modo de fazer uso deste ungento.
O iposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 32, nt
Pernambuco.
SYSTE1A MEDICO HODELLOWAlf
PILULASHOLLWOYA.
Este ineslimavel especifico, composlo inleira-
mente de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compltelo mais
delicada, igualmente prompto e seguro para
desaneigar o mal na complec,o mais robusta,;
enieiramete innocente em suas operagese ef-
feitos; pois busca e remove as doen;as de qual-
quer especie e grao por mais antips e tenazes
qu; sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com esta
remedio, muitas que j estavam s portas da
morie, preservando em seu uso conseguir
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais a frtelas nao devern entregar-se a des
esperacio; facam um competente ensaio do
efficazes effuitos desta assombrosa medicina, a
prestes recuperarlo-o beneficio da saode.
Nao se perca tempo em tomar este remedia
para qualquer das seguintes enfermidades;

Sexta -feira 14 do
corrate.
O agente Pinto far leilao por ordem dos ad-
ministradores da massa fallida de Jos Ribeiro
Pontes, das dividas activas da mesma massa, s
11 horaa do dia cima mencionado em seu es-
criptorio na ruada Cadeia n. 9, onde se poder
dar deade jA qualquer esclarecimeato acerca das
referidas dividas.
LEILO
DS
Subdelegada da polica do
districto de S. Jos 5 de fe-
vereiro de 1862.
Por esta subdelegada se faz publico que ae
acha recolrrida a casa de detenco por andar f-
gida a mulata de nnme Hara, que diz ser escra-
va de Antonio JosJJontelves, morador em Pao
d Alho, quem com direito se julgar a ella pro-
vando aera entregue. Outro sim, acha-se depo-
sitado um cavallo atsa que foi encontrado vagan-
de pelaa ras no dia 4 de dezembro do asna pas-
sado, quem provar ser seu legitimo doo o re-
ceber.O subdelegado,
Correia Aa Silva.
Pela subdelegada do Recife fui apprshen-
dido um cavallo alazo, que aodftva vagando pe-
lo ra : quera se julgar com direito ao. mesmo
Para a Bahia segu o palhbaote Santo Amaro
para alguma pouca carga que Ihe falta trata-se
com sea consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na roa da Uadre de Deus n. 12.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, capitio Augusto Carlos dos Rew,
visto ter prometa- a motor parte da sea carrega-
mento : para o restante e passageiros, para oe
quaes tem excellentes aceommodacoes, trata-se
com Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capillo na |
I >1< VIIIIIOIJ T.
HOJE
Na cocheira da ma do Imperador n. 12
PELO AGENTE
G131MLAHJtaS.
ima
DE
Um carro e um ca-
vallo.
pra;a do commercio.
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Pinto far leilio a requerinrentd d|
| testamenleiro do finado Joo de Pioho Borges
i.
Sapatoes de borracha, ainda nao vistos, cujos
chegaram na occaaio de servir como preserva-
tivo para o cholera, e s os ha na roa di Impe-
ratriz n, 46, loja do Vianna.
23 Ra da Imperatriz 23
Pianos, msicas, afina-
ces e concertos.
J. Leumonier avisa aaeua freguezes que tem
um, bello sortimeolo de pianos dos melhores au-
tores, assim como msicas para canto e piano ;
enearrega-se do concertos e aftnacoes dentro e
tora da eidade, por precoa raznavels.
Quem annunciou por este Diario precisar
de 3:000 a jaroa sobre bypotheca em bens de
raiz, dirjase a loja n. 6, na ra do Cabug, on-
de achara com quem tratar.
T__ a noite de sabbado para domingo desap-
pareceu do sitio de Beoto los da Costa Juuior,
na Ponte dd Uchoa, um escravo pardo claro, de
nome Francisco, tem 17 para 18annos deidade.
cheio do corpo, com othos pardos, as mos e ps
um tanto grandes : quem o pegar e levar ao re-
ferido aitio ser bem recompensado.
__O bacharel Henrique do Reg Barres advo-
ga'no crime e no civel; pode ser procurado to-
dos os dias uteis das 9 as 3 da arde; na ra Es-
trella do Rosario n. 83, escriptorio do Sr. Dr. Fei-
tosa, eem outra qualquer bera na ra da Aurore
n.22. ,
Joaquim Jos de Souza manda a Portugal
saa mulhef Maraarida da Jtacarnaco Portugal.
m Salvador Rodrigues da Silva vai ao Rio de
JnMre.
Vende-so ama cebra bicho com bstanle
letie, propfia para criar doue meninos ; na r
das Cruzes n. 22.
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A raplas.
A reas ( mal de) .
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade eu exlenua-
cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Desnteria.
Dor de garganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidade no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca.
He ry si pela.
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhodas,
Hyiropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Infla mmagSes.
Irregularidades de
menslruacjio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis,
AbsirucQao do venlre.
Phlysica ou consump-
cio pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico daioroso,
Ulceras.
Yenereo (mal)
Febre intermitente.
Vendein-se estas pilulas no eslabelecimeBka
geral de Londres n. 214, SlranlrV, e na loja
de todos os boticarigplogulsla e outras pessoas
encarregadas de suspenda em toda a America)
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-8e as br/cettnhas a 800 rs., cada
urna dallas contera urna instruccao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deaus p>-
lulaa. ^^^
O deposito gtaal em casa do Sr. w
pharmaceutico, na ra da Gru n- 2
nambuco.
Par-


.,. _______________________-I-
-
0UUO W! PIRNAMBUCOi TERCA fU*k 11 DE FBttfttlfcO Ms
0 carnaval!!!
Ordena do da n. 1.
Quartel general do campo do
s arsenal de guerra, 8 de fe
vereirodel862.
O general em chefe de todas as torgas masca-
radas da guaroico desta cidade, manda declarar
aos commandaolea dos differentes corpos monta-
dos ou a p. que, na cooormidade das posturas
municipsea devero uoiformisar-se para marchar
nos diaaS, 3e 4 do prosimo futuro mez de mar-
co, formando 850 divieoes e 1987 brigadas, as
quaes tero anas paradas onde quiterem, e des-
filaro por onde melhor Ihes convier, com tanto
que se conservera em boa ordem e deviitam o
povo desta capital.
O mesmo Etm. maada tambem declarar, que,
as tardea desses mesmos diaa hatera na ra
da.Praii, cavalhadaa corridas por esbeltos cavel-
leiros que farao parle do oais-bello e do mais va-
leute eaquadrao, o qual se formar no referido
campo do arsenal.
O mesmo Exm. julga conveniente convidar a
todos os Srs. officiaes da cavallaria corredora que
aioda queiram incorporarse ao mencionado es-
quadio, para que hajam de Inscrever-se na loja
da ra do Crespo o. 20 A, aQm de opporluna-
mente receberem os cartdes, aem os quaes nao
ser permillido incorporar se e nem correr as so-
breditas cavalhadaa, sendo que nenhuma despeza
faro seoao com os seus vestuarios e laneap.
O mesmo Exm. manda por ultimo declarar que
as 3 horas da tarde de cada uro desses das, o
respectivo esquadrao com o seu commandante ao
lado e o competente clarim na frente, desfilar do
coraoo do arsenal para a ra da Praia, onde o
etlar esperando urna bella msica marcial, para
applaudir aos que tirarem a desejada argolinba.
D. Roberto de Biscaia,
Ajudaote de ordeos de semana.
Publicaces do Instituto Ho-
meopathico do Brasil.
TUESOL'RO H0HlE0PATH.ro
ou
VADE-MECUMDO HOMFOPATHA.
(Segunda edic^ao consi-
deravelmente augmen-
tada.)
Diccionario popular de medicina lio-
meopalhico
RETRATOS
DE
NOVO GOSTO.
Retratos de
Retratos de
Retratos de
Retratos de
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
Hawleyotypo
novo
novo
novo
novo
nova
nova
nova
nova
nova
gosto
gosto
gosto
gosto
invenco
invenco
invenco
invenco
invenco
PELO ER.
SABINO 0-L. PINH0.
Cootinuam as assigoaturas para estas obras a
25{>O00 em brochura al fevereiro.
Ra de Santo Amaro (Hundo Novo) n. 6.
Precos baixado para pouco
tempo.,
Precos baixado para pouco tempo
Presos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3#000 55000 10^000 205000
3JO0O 5000 1030GO 2011000
3O0O 5*000 IftaOOO 20*000
33000 5*000 10/000 20004
3000 5J000 10*000 20*000
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido'quadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido qfiadros dourados
Explendido quadros dourados
Explendido quadros dourados
Vende-se machinas para re-
tratos.
machinas para
machinas para
machinas para
machinas para
Alaga-se um grande armasem defroote da
igreja de S. Francisco : a tratar ua ra do Gras-
po o. 16.
Sociedade trancara.
Arooriro Fragoso,Santos 4 C, acam e tomam
saques sobre a pra;a (Te Lisboa
Preciisa-se de um offtcal de bar-
beiro: na ra dai Cruzes n. 35.
Joo Guilherme Romer, armador de eorti
nadoifoa roa do Hospieio n. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem recebido excellentes
moldaras douradss para cortinados de janellas,
tambem vende borlas, cordo. galleras e patera
de bronze que pnense aos ditos.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorlo o. 19. r
O Sr. Julio que te?e botequm,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Aluga-se o segando andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
Oi Sr. abaixo assigndos So
rogado a comparecer a loja n. 2 B, da
ra do Crespo *
Jos Florencio de Oliveira e Silva.
Lucio Al ve de Oliveira e Silva.
Henrique da Fonceca Coutinho.
Manoel Jeronymo de Albuquerque.
Moleque,
Na ra da Cadeia Velha ?. 52, lercei-
ro andar, precisa-so de um moleque de
de 15 annos para cima, quem o tiver pa-
ra alugar dirija-ae a referida casa.
AGITADO
DO DOKTOR
YMHICO
TO
l
Para a prepraco dos medica-
mentos lioieopalliicos.
_ Os medicamentos preparados por esta machina
sao os uoicos, com que se podem contar no cu-
rativo das molestias perigosar. E como seja o
CHOLERA MORBUS urna ('aquellas que nao
admitiem deloogas e experiencias, cumpre pre-
ferir esses medicamentos a outros quaesquer, se
quizerem tirar da homeopalhia os ventajosos re-
sultados que ella asaegura.
Acham se a venda carteiras e meiss earteiras
especiaes contra o cholera, acompaohadas das
competentes inslruccoes, pelos precos conheci-
dos, oa pharmacia especial homeopathica, rua
de Sanio Amaro (Mundo Novo) "n 6.
N. B. Os homeos de bom aenso reconhetem
certamenle que sendo o Dr. Sabino a fonte pura,
d'ondeemanou a homeopalhia em Pernambuco
e em todo p norte, elle o nico immediala-
menteintereisado 00 seu crdito e no seu pro-
gresso, e por conseguinte to somente nelle
que se_ pode encontrar garantas, quer em rela-
o applicago da sciencia no curativo das mo-
astias, quer em ralaco preparado dos me-
dicamentos.
Na pharmacia do r. Sabino Irabalham cons-
tantemente debaixo de rata vistas immediatas,
nos lempos ordinarios, dous empregados (um
brasileiro e oulro francez quem paga ordena-
dos ventajosos), os quaes sao ajudados por mais
tres ou cinco pessoas, quando o aSTVco o exige,
na destillaco do espirito de vioho e d'agua, no
manejo das machidas, na desecacao dos glbu-
los, na distribuido das dilulcoes ele, etc.
E' evidente que para o Dr. Sabino exercer'a
homeopathia, como geralmente a exercem, e
preparar medicamentos como por ahi preparara,
nem eram precisas tantas despezas com o pes-
aoal, com machinas e com a obtenso das subs-
tancias as mais puras possiveis, e nem tanta vi-
gilancia e trabalho oa prepraco dos medica-
mentos ; mas elle nao se contenta com o bem,
que j tem feilo, dando homeopalhia a oopu-
laridade de que goza: elle quer eleva-la ao
maior grao de perfeico dando aos seus remedios
a maior inrallibilidade possivel em seus effeitos
O Dr. Sabino nao aspira somente os gozos ma-
terlaes da vida ; elle se deivanece.em ler nos li-
vros estrangeiros que a tuapropaganda em Per-
nambuco)foi to brilhante que nao tem na Eu-
ropa nenhuma analoga (JORNAL DE MEDICI-
NA HOMEOPATHICA DE PARS, tomo 4., pa-
gina 691 ; e CONFERENCIAS SOBRE A HOMEO-
PATIIlA, por Granier, pagina 102) ; masa sua
ambico muito mais elevada : ella se dirige a
legar as geraces futuras um nome estimavel
pela gravidade e importancia dos seus servicos
pela sioceridade de suas convicedes, e pela fir-
meza do seu carcter.1'por isso, e para isso
que elle trabalha ; e trabalha muito...
IojeccaoBrow
Remedio infallivel contra as gnor-
rheas antigs e recentes. nico depo-
sito na botica franceza ra da Cruz n.
22. Preco 3#-
Domingos Sorbet, subdito fraocez, vae pa-
ra o Rio de Janeiro.
Delflno Antonio Rodrigues, retire-se para
Portugal, a tratar de sua saude e mais sua familia.
Vende-te
Vende-se
Vende-se
Vende-se
Caixas
Gaixat
Caixas
Caixas
Caixas
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
de
retratos
retratos
retratos
retratos
gostos
gosios
gostos
gosios
gostos
ver
A.
Ra
Ra
Ama.
Precita-te de ama ama para urna casa de pou-
ca familia, prefere-se captiva ; a tratar na loja
da Victoria, na ra do Queimado t. 75.
Nesta typographia, precisa-le fal-
lar ao Sr. Dr. Juvencio Alves da Sil-
va Ribeiro, que reside no Cabo.
Gabinete porUignez de
Leilura.
De ordem do Illm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao de novo convidados 01 senhores
Btelheiros 1 reunirem-te em tetto extraordi-
naria, quarla-eira 12 de fevereiro, s 6 horat da
wrae.na sala das sessoes do mesmo Gibioete.
secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco 5 de fevereiro de 1861.
M. Soares Pinbeiro,
,. tecretario.
Os abaixo assigndos fazem sciente ao pu-
Wtco, e principalmente ao corpo do commercio
que dissolveram amigavelmente a sociedade qu
gyrava na razio tocial de Brindo & Ozorio fl-
cando a cargo do socio los Prancisco Braudo
todo o activo e passivo. Recife 3 de fevereiro de
1862.Jos Francisco Brando.Belarroino Jos
Pinto Ozorio,
lindos
, de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
venham ver
venham ver
venham ver
venham ver
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretot mais proprios
Para tirar retratos
p,ra tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
W. Ornme retratista americano
do Imperador
do Imperador.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar: oa ra do Imperador n. 37, segundo
andar, entrada direila.
-Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Filippe Santiago de Senoa avisa ao publico
que mudou sua residencia para a ra da Impera-
triz (outr'ora aterro da Boa-Vista) n. 42, primei-
ro andar, aonde pode ser procurado.
Aluga-se o segando andar da casa n. 48,
da ra d'Aurora : a tratar no primeiro da rhes-
ma, ou na ra da Cruz, escriptorio dos Srs. Viei-
ra & Amorim.
Aluga-se, vende-se ompermuta-se por ama
casa terrea nesta cidade um bom sitio com casa,
00 lugar da Varzea, conhecido pelo sitioda Cruz,
que foi do padre Jos Simos : a tratar no becco
de S. Pedro n. 8.
gMS9KMN8W3 fiW MttlHIMKK
O bacharel A. F. Trigo de Loureiro
I continua no exercicio do seu magisterio
H de preparatorios por casas particulares e
9 collegios das 4 as 8 horas Aa tarde, para
St o que pode ser procurado, das 9 horas da
manha s 3 da tarde, no seu escripto-
i rio, na ra do Imperador n. 40.
mmmmm-mm-msmmmm
Precisa-se de urna ama para cosiohar e
comprar para casa de solteiros : a tratar na ra
do Crespo n. 1.
Francisco D. Fensrheerd relira-se para a
Europa.

Aos paes de familias I f
A aula particular de instrueco prima- 2
ria na freguezia de S. Jos, dirigida pela S
professora Anna Fausta da Cunha Pern e Z
Souza, acha-se fanecionando na iua Aa- 5
gusta n. 94,
waM9i3 mmmm mmm*
I ziviso.
F Roga-te encarecidamente ao Sr. Jos
I Francisco de Barros Reg Jnior, a bon-
dade de dirigir-se a ra do Crespo n. 17,
B para concluir o negocio que principioa
V em 28 de janho de 1860.
Frtcisa-se de 3:000| a premio sobre hypo-
theca em beos de raiz, livras e desembaracados,
pelo espado de 10 mezes, pagaodo-se juros con-
forme se coovencionar : quem quizer dar, an-
nuncie para ser procurado.
Um mocosolteiro offerecese para leccionar
primeiras letras em qaalquer engenbo : a tratar
na ra Nova o. 51, prfmeiro andar.
Precisa-se de ama ama para todo o servico
de ama casa : na ra das Larangeiras n. 14, se-
gando andar.
Superior rap de Lisboa em
frascos.
Vende-se superior rapprioceza Brasil em fras-
cos, chegadono ultimo vapor inglez cOneida :
na ra do Crespo n. 5, loja de Marcelino & C.
As pessoas que encommeodaram jaracati,
remedio para frialdade ele, podem mandar bus-
car ao collegio da Cooceico na Tamarineira, por
se achar a frucia as condiccoes precisas:
Para qaalquer eetubeteclmento/ te oflereCe
m moco ebegado de Portugal 114 das, falla r
etereve bem inglez e francez i trar na ra d
Apollo n. 8, priaeioo andar

CICERO PEREGRINOr ba-
# cbarel em direito, continua no
9 e escriptorio de advocara, na
$$ ra do Queimado n. 26.
ttoga-se a pessoa que
alugou um moleque ornme
Antonio na ra da Cruz arma-
zem n. 45. de ali aparcer a
negocio de seu interesse.
Segunda-eira 10 do corrahte se deve
celebrar as 8 horas da manht urna rnissa
rejada no convento de N. 8L do.Carmo
pela alma da Exm.* Sr. D. Mara Senho-
rinha de Moraes, consorte do Sr. teoente-
coronel Manoel Florencio Alr{t de Moraes
e convida-se as pessoas da familia do fi-
nado, seus parentes e pessoas
zade para asaistirem.
de sua ami-
ira, ou na
Kalkmann
avisam a
a firma de
Precisa-se alugar um sitio as proximida-
des deata cidade na Soledade, Santo Amaro ou
Magdalena : quem tiver dirija-se a ra da Cruz
do Recife n. 38.
Aluga-se o terceiro andar da cata n. 48 da
ra da Cadeia do Recife; a tratar na loja do
mesmo.
Al o fin desle mez!
ISAHE DO PRLO
o i* volume
do'
Novo melhodo praeo theorico
PARA APRENDER
A ler, fallar, escrever e
traduzir o francez
EM 6 MEZES
Segnndo o facillimo systema
allemao
DO
DR. H. OLLENDORFF
POR
CICERO PEREGRINO.
Obra inteiramente nova e nica escrip-
ia em portugus por esse systema ; ap-
provada pelo conseibo director de ins-
truyo publica desta provincia 2 volu-
ntes Ti.
Recebem-se assigoaturas na ra do
Queimado n. 26, primeiro andar.
fffiHNMIHB MMM MMMMIIM
Na ra da Aurora n. 10, dir-
ehaquem aluga a casa n. 39, da ra
da Uniao.
Precisa-se alagar um prelo, dando-se o
tasteoto, e paga-se mental ou semanal, para o
erv50 deata typographia : na livraria nt. 6 e 8
da prtca da Independencia.
Offerece-se um menino com idade de 12
annos, de boa conducta, que tabe bem ler, es-
crever e contar, para o aervico de loja de fazen-
das. miudezas ou tapatot: na ra do Sebo n. 5.
Deteja-te fallar com a Sr.a Jacintha Erme-
linda de Almeida natural da liba de S. Miguel,
para negocio de tea interette : na ;ua do Apol-
lo d. 8, primeiro adir.
I Attenco. |
@ No da 12 do correte, 1 hora da lar- )
g de, na sala dos auditorios, perante o Dr. 2
? juiz municipal da segunda vara, tem de
W ser arrematados em praga por venda os ^
^ beos seguiotes: a casa de sobrado de um A
andar e soto n. 2, sito na travessa da
matriz de Santo Antonio, avahada em... W
%S 10.0005000 ; outra dita terrea n. 15, sita ti|
S* oa ra das Triocheiras, avaliada em ris
't* 2:000000; outra dita terrea meia agua o; |
S| 1, tita na ra de S. Fraocisco, avaliada SBj
K em 400#000 ; outra dita terrea n. 1, tita SP
? na ra do Areial do Hrum. avaliada em p 1:0009 ; outra dita terrea com pequeo Sk
sot8o n. 3, sita na mesma ra, avaliada Z
em 1:2009 ; e outra dita terrea n. 5, sita
^ na mesma ra, avaliada em 1:0009000, at
sendo essas tres ultimas situadas em ter-
renos de marinha, cujos beos sao perten- w
@ cenes ao espolio do finado padre Jos ^
Ot Leile Pitia Ortigueira, e voa pra?aa re- ,
i querimento do testamenteiro e inventa- 7
w rimte para pagamento dos dbitos do Sfe mesmo Qnado padre Jos Leile.
J FERREIK4 VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba de Cabug n. fH, 1.a andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melaiootypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaes para
pulcelras, alfinetes ou cassoletas. #Ia mesma
casa existe um completo e abundante sorlimento
de artefactos franeezet e americanos para a col-
locago dos retratos. Ha tambem para tste mes-
mo flm cassoletas e delicados alfinetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personagens da Europa,; stereoscopos e vistas
stereoscopicas, assim como vidros para ambrotyp
e chimicas photographicas.
Arrenda-se, a comecar de maio do correte
aono, o escolente engenho S. Gaspar, na fregue-
zia de Serinhem, beira-rio, com ptimas var-
zess lavradiis, grande, e .pingue cercado, lecha
mui prozima, e de mni fcil condacQo, em urna
palavra, com todas e aa melhores proporces
possiveis : a tratar na ra de Hospicio n. 17.
Precisa-se de um criado para o servico de
um caf, que d fiador a sua conducta, prefere-
se que seja portuguez : na ra do Trapiche n
12, hotel da Europa.
-
Gabinete medico cirurgico.J
0 Ra das Flore n. 37. %
9 Seri dada scons&llaa medlcat-cirurgi-#
ca pelo Dr. Estevo Gavalcanti de Alba-
# querque das 6 atiO horas da manha, ac- #
0 cudindo aos chamados com a maior bre-
0 ridade possirel. m
0 Ia* Partos. f
a 2.* Molestias de pella. ^
2 3.* dem do olhot.
S4.# dem dos orgos genitaet.
Praticartoda eqaalquer operaco em Z
^ teu gabinete ou em casa dos doentes con- Z
m forme lhes fr mais conveniente
Aos senhores torneiros.
Defronte do hospital, sos Coelhos, n. 17, ha
para se alagar um torno com as tarramentas do
trabalho, pelo prego que convencionarem as par-
tes,sendo mensalmeote o aluguel; quem o pre-
tenfler, dirija-ae a cata cima mencionada, que
achara com quem tratar.
." prutewor de mutica Uodolpho
Eichbaum, ditcipulo do conservatorio do
Leipsic, acba-se prompto 1 dar lices
de piano e cantona : pode ser procura
do na ra da Cadeia do R cife, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqu '
ra da Cruz n. 10, casa d
Irmaos & C.
O abaixo assignadoi
todos os devedores da extin .
Aranaga & Bryan, queseestk' acabando
de liquidar, tenham a bondade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que altarem, sergo tomada medidas
coercitivas.
Aranaga Hijo & C.
Aluga-se o armazem da ra da Senzalla que
flea por delraz da loja da ra dr Cat eia n. 18 : a
tratar na mesma loja.
Publicado a pedido.
O abaixo assigoado fz acieote ais habitantes
desta provincia e aos da Parabiba lo Norte, e
aos de outra quslquer.que oSr. Mai oel da Trin-
dade Camello Pessoa Ihe devedor da quantia
??. ra. 3:8519795, e que para garanti a desse de-
bito Ihe hypothecra tres escravos, 1 saber: Gal
dio, Francolina e Faustino, aquellBS, mulatos
e de idade de 26 annos, e este, cabrt, e de idade
de 20 annos ; o motivo que impelle j abaixo as-
signado a fazer publico este fado. 4 saber, que
o dito Sr. Manoel da Triodade pretende alienar
esses escravos em prejuizo delle aba xo assigna-
dq, e para que pessoa alguma com lie effeclue
contrato algum relativamente a tais beos, sob
pena de nullidade. Eogenho Iovej< 2 de feve-
reiro de 1862.Joo Bubosa da Sih a.
O abaixo assigoado de novo declara por es-
te jornal que a pessoa que tiver acha lo a cartei-
ra, contendo os 52$ em sedulas, e ai quioze le-
tras, querendo rettitui-la, pode ullistr-'se dos
oS como graticago, e botando a lita carteira
com as letras por baixo da porta do Sr. Hermi-
no junto a igreja do Rosario, ou en ao na ra
nova, terceiro andar n. 44, que se lica eterna-
mente grato, por quanto estaa letras s strvem
ao mesmo abaixo assigoado, visto j boje esla-
rem aviaados os seus devedores.
Jos Lopes Machado.
Aluga-se urna eterava fcoziohi ira para o
servigo interno de casa de familia : a tratar no
principio da estrada de Joo Fernandos Vieira
numero 36.
Gavallo lugido,
Desappareceu na noite de 6 do c irreute, na
estrada de Olinda, um cavallo preto, grande, ar-
ralado, que correu no Jockey Club, lertencente
ao Sr. Oliver : quem o pegar, pode trazer na
ra da Cruz n. 6, que ser bem recompensado.
.J~. a"8e l^lquer quantia aobn Portugal e
Ilha de S. Miguel ; os ra do Vigari) o. 9, pri-
meiro andar, escriptorio deCarvalho, Nogueira &
Companhia.
Precisa-se alugar urna casa terrea na Boa-
Vista, em boa ra, que tenha 3 a 4 qubrtot, quin-
tal, cacimba, etc.; nao se p5e duvidaf em pagar
alguos mezes adlantados, agradan
quem tiver, dirija-se a ra da Guia
nunciepara ser procurado.
Licoes de ingle
D8o-se de noite no hotel fraocez
ruada Cruz n. 1.
Especial
hOineopathico
Ra das Cruzes n. 30.
Nesta consultorio pode ser procurado o respectivo propietario qualquer hor, htvendo
atu sempre grande sorlimento dos verdadeiros medicamentos homeopathieos, preparados em Pa-
r r? por Ca,ellan e Weber 's acreditados pnarmaceotices do uni?erso como
preparadores de remedios de homeopalhia.
infillS,ur!2ar0 ^ c?nsu,tori B0 Pretende, todava, que sejam os seus medicamentos
2 i nri-H ifal,ivel em factos hnmano8; ^m tao pouco superiores aos que por
sena" SSSTu3! "^ qu.! que t6s farem08' omro P^6 **&* 'r ao bom
S mS! manStar"5* 2* S ** ** lraficnci. W* o servico da prep.raca'0 corre
tiazz sis: $liz*coramercio de Mr^ '*-sufSt **
de :JS2wtttrZ2 =~21?-p^ --a mm
medicamentos, todas
que o seu maior prazer ser til humanidade
, ca
gratuitamente o seu propietario, com seus esforcos e
pessoas necesitadas, sera dUtinc^o alguma, que e procurem,
so ff redora.
pon
APPBOVACiO E AlTOWSAClO
CHAPAS MEG161IAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
f.ll.oi&m.1l8SCHiPAS;ELBCTR0"MAGI,ETICAS-EPISPASTlcAS +i na cura radical e in-
fallivel em todos os casos de inflammajao (carwacoo/a/a de respirafao ), sejam interna ou
externas.como do Ggado, bofes, estomago, baSo, rins
ganta, olhos, erysipela, rheumatismo, if**tt*mSSS*SSSS^ J^S^JS'
mente para as dififerentes especies de tumores,------ *
tamaaho e profundeza
o a casa :
5, ou an-
tratar na
Curso de geome
A aberlura do curso particular desta facaldade
annunciada para o da 4 do correte, Oca traos-
lerida para 15 impreterivelmente, se houver nu-
mero sufflciente de alumnos ; os senhores estu-
dantet que quizerem frequenta-lo, dirijam-se
ra Direila n. 74 aleo dia 14 para serem matri-
ria.
comolobinhos 'escrfulas etc.,seja qual foro en
por meio da suppura$o sero radicalmente extirpados.
U uso dellas aconselhado e receitadas por habis e distinclos facultativos, sna efficaia in.
coniestavel, eas innmeras curas obtidas o fazem merecer e conservar a confianca do publSo
que ja tem a honra de merecer, depois de 24 annos de existencia e de pratica P
rl f,S encomin.enda8 Provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado
an?n/!mneCe88ari,aS/XphCas5eS sea^aP ao parahomem, seniora ou crianc., decla-
T%LmE. P"? d 0rp< mim' 8e na cabea' P^b braco coxa, perna, p, o u!n
do corpo, declarando a cicumferencia: e sendo inchaces. feridas ou ulceras, o molde dVS
famanhoem uraHajo de ppele a declaracao onde exislem, aura de que as chapas sejo da
torma da parle affectada e para serem bem applicadas no seu lugar. '
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os acces-'
onos para a collocaclo dellas. M9^
Consulta as pessoae que o dignarem honrar com a sua confianca, em seu esariptorio aue
se achara aberto lodos os dias, sem excepeo, das 9 horas da manha s % da larde.
119 RiLi do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
i m fmmmm
Para as encommenda3 ou nforraagSes diriiam-se a
ra do-Qbeimado n. 15.
pharmacia de JoseAlexandre Ribeiro,
*- Ignacio Pedro Martins, subdito portuguez.
retira-se para o Rio de Janeiro.
Ama de leite.
12, segundo
de leite que
an-
seja
Na ra larga do Rosario n.
dar, preciss-se de urna ama
limpa.
Henrique .Godin e sua mulher, subditos
irancezes retiram-se para fora da provincia.
Escripta.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DA
Recife ao Sao Francisco.
LIMITADA,
Pela superintendencia sao convic ados os se-
Dbores accionistas a virem receber o 12 divi-
deodo de juros de suas aeces, co icernente ao
semestre vencido a 31 de Janeiro ultimo: a ra
do Crespo n. 2, escriptorio dacompa ihia.
Siffoni, subdito italiai o, val para
ano, vai pa
O bacharel Americo Fernanet Trigo
de Loureiro, advoga no civel e no cri-
me, podendo ser procurado para esM
flm, no aeu escriptorio na ra do Impe-
rador n. 40, daa 9 horas da manha ai 3
da tarde.
Aluga-se o sobrado de dous andares lito ni
ra do Arago a. 26, pintado e preparado de no-
vo ; quem o pretender, dirija-se a ra do Creipo,
loja n. 7 A, que achar com quem tratar.
Aluga-ae a cata terrea na ra Bella n. 28;
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo, loja
a. 7 A, que achar eom quem tratar.
O Dr. Rocha Bastos reside na ra da Cruz
n. 16, segundo andar, aonde pode ser procurado
para o ezerclcio de la proiiao.
Nicola
Maceo.
Domenico, Gerbase, subdito itali
ra Maceo.
Philippa Rodrigues retira-ae para a Bahia.
Cuthbert Hall e John Ingleton, subditos in-
glezes, retiram-se para Europa.
Precisa-se saber quem a pesioa habilita-
da para recebe: os foros dos terrenos perleocen-
tes aos herdeiros da finada D. Mara Rosa da
Assumpgao : na ra do Rosario da Boa-Vista n.
36, ou annuncie para s*r procurado.
Precisa-se alugar um preto e urna prela
dlrija-se a ra Augusta n. 89, para tratar.
Quem precisar de 700J com bypotheca em
alguma casa, dinja-se a praca da Boa-Vista, loja
de cera. J
_,-* Alngam-se dous quartos grandes, na ra da
Florentina n. 12 : a tratar na mesma casa.
Manoel Fernandes da Silva, Portuguez, al-
faiate, que veioha pouco do Porto, retlra-se para
o Rio de Janeiro.
Preciaa-ae de urna ama para urna cata de
pouca familia : na ra da Aurora n. 74.
-- O bacharel Bartholomeu Torquato de Souza
e Silva, tendo-ae retirado para a comarca de Flo-
res, ei nao podendo-se despedir de seus parentes
e amigos em coosequencia da presteza de sua
viagem, faz-lo por este meio, offerecendo os seus
limitados prestimos nesse lugar.
TBA'u8s-9e o grande armazem da ra Bella
n. 42-44 que lervio de deposito do oarvo do
Exm. Sr. Bario do Livramento, margem do Ca-
pibaribe, muito proprio para cocheira ; quem o
pretender, dirija-se a ra do Crespo n. 7 A, loja
que achar com quem tratar.
Christovo Prato, subdito italiano, vai ao
Rio de Janeiro tratar de seus negocios.
OSr. JoSo Al ve Ferreira, qi
mora para Santo Amaro da Salina,
queira dirijire a est typographia a
negocio que Ihe diz respeito,
Urna pessoa com muito boa ledra e compe-
tentemente habilitada para encarregar-se de
k qUer "ipturaseo mercantil por partidas
aobradas, offerece seu iogeouo presumo ao cor-
po do commercio dejta cidade ; a mesma pessoa
afflanca e prova a regalaridade de seu trabalho
com pessoas aptas : quem de seu prestiroo qui-
zer utilisar-se ter a bondade de dirigir-se ao
>r. Maooel Fonseca de Medeiros. que ser mi-
nuciosamente informado.
Precisa-se de um ou dous trabalhadores
qae tenham pratica de reBnacao: a tratar na
ra da Lingoeta n. 6,' deposito de pao.
No dia 3 .do ^correte carregaram do sitio
3ue pertenceu ao Sr. Antonio Luiz, denominado
Porta d Agua em Apipucos, um jacamim (ave do
rara) de costas verdes, peilo azul, com ps e
bico de um amrelo esverdeado, tendo o tama-
uno.de urna gallinha : quem o tiver comprado
conduza-o ao mesmo sitio cima ou oa ra da
Cruz no deposito de rap Meuron, que receber a
quantia dada pelo mesmo passaro.
O Sr. Dr. Jos Joaquim Ramos Ferreira
queira ter a bondade de vir a ra da Cruz n. 19,
para receber urna carta viuda de Mamaus e eecla-
rar onde a sua residencia que urna pessoa vin-
da do mesmo lugar Ihe deseja fallar.
Precisa-se de um homem casado que te-
nha as habilitaQdes para ensinar com perfeico as
lioguas portugueza, franceza e latina n*um en-
genho distante desta praca 6 leguas : quem o
pretender dirija-se a botica do Sr. Joaquim de
Almeida Pinto, ra dos Quarteit n. 10, que
tchar com quem tratar.
Jonh Wilson, engenheiro americano, vindo
dos Estidos-Uoidos em companhia do Sr. Anto-
nio Lopes da Silva, para a provincia do Mar-
nho, aonde durante dous annos estove empre-
gado coro subvencao do governo provincial, pa-
ra melhorar nao s o fabrico do assucar como
introduiir tambem outros aperfeicoamentos no
material dos engenhos, participa ao respeitavel
publico deata provincia, que acha-se nesta cida-
de aflm de dedlcar-se ao mesmo fim oerecea-
do-te aos Srs. de engenho nao s para lencio-
nar-ihe os aperfeicoamentos apmitliuos hoje na
fabricacao do assucar, os asseutamentoa das cal-
deiras de qae resulta melhor assucar, augmento
de producto e economa de tempo e de combus-
tivel em cada melladura, foroalhaa de bagaco
com conductores de canna e de bagaco novo sys-
tema do mesmo engeuheiro. Os Srs. de enge-
nhos pois que se quizerem utitisar de|seu pres-
umo, podem procura-lo na ra do Trapiche n.
15, casa da senhora viuva Raymundo.
Fabrica de espiritos na
ra Dirita n.17.
1.0008 rs.
Quem tiver urna eicrava para alugar para
lervir em urna casa de pouca familia, dirija-ae a
i taberna n. 17, airas da matriz da Boa-Vista.
Neste eslabelecimento ha constantemente aor-
timtnto de todaa as qualidades de espiritos co-
o sejam, agurdente do reino, genebra, 'aniz.
licores de todas as qualidades, tanto fina como
mais ordinarias, deade o preco de 240 at 2j> a
garrafa, espirito de vinho de subida graduacao, e
em o menor cheiro, proprio para qualquer com-
poaicao, aendo oa precia oa mais em eoota do
que em qualquer parte.
T Precka-8e de ama ama para comprar e co-
zinhar para rapazas solteiros; n ra das Cruzes
numero 36.
Vende-se um carro patente de 4 rodas com to-
dos os seus perteoces, e urna parelha de cavallot
pretos, pelo barato preco de 1:000$ : quem o
pretender, dirija-se a ra Nova n. 32, que achar
com quem tratar, e mostrar-se-ha o dito, pois
est em urna das cocheiras da mesma ra.
Vende-se
no pateo do Carmo. esquina da ra deHortasn.
2, espermecele a 720, amendoas a 360, figos de
comadre a 480 e 440, passas a 600 rs.. assucar
branco em caroco a 120, arroba a 3J500, gomma
a 120, touemho a 360, arroz a 120, caf em caro-
^.ol40- 280' 320> btls novas a 80 rs., tapioca
a 180, alpista a 180, canella a 960, erva-doce a
400 rs., alfazema a 320. cominhos a 600 rs., velas
to carnauba a 440. e 480 fines, manteiga ingleza
a 640. 800 e 960, muito fina a ljj>120. banha a 440
e 480, bolachiohas de todas as qualidades a 320,
doce de goiaba, um caix.3 1$. cravo da India a
960, palitos do gaz. groza a 2#500. duzia a 240,
vmho de pipa a 400, 480, 560. 640, muito fino a
800 rs., dito engarrafado a 800, 1 e 1200, du-
que do Porto a 1500 a garrafa, azeite doce a 800
rs., azeitonas a 640, cal de Lisboa, barrica de 4
arrobas a 79500.
Na loja ao p do arco de
Santo Antonio.
Chegou pelo ultimo vapor om rico sortimenlo
de chapeos a Garibaldi para senhora, os mala ri-
cos que se tem visto no mercado, assim como ri-
cos enfeites de flores, os mais delicados que te
tem visto, por precos commodos.
Sementes de hortalicesj
Vende-se na ra da Cruz do Hecife, deposito
de pao e bolacha o. 32, sementes de hortalicea de
todas as qualidades, ebegadas no ultimo paquete
da Europa.
Cassas suisas
Vende-se cassa de quadrinhos a imitaco de
sedas de qusdrinhos, propria para vestidos de me-
ninos,covado a 240 rs.; na ra da Imperatriz n
60, loja do pavo.
Chapelinas.
Veodem-se chapelinas muito bem enfeitadat
m"\ZAn "-5* e *: a rua da ImPeratriz n.
oO, loja do pavao,
Sedas.
Yende-"1 grosdenaples pre*tos muito eocor-
pado.al^OO. l600e 1S800,* dito cor de rosa,
cor de canna e azul, sedas lavadas da cores, cha-
malote preto e sarja prela hespaohola 11#800 :
na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavio;
-- Vende-se urna escrava com 20 annos, bai-
lante habilidosa ; na rua da Soledade n. 73.
Fancy a 1#600.
Vende-s fancy, fazenda de lea lisas e mescla-
das, propria para calcas, paletots, colletes e ca-
pas para senboras, e roupas de meninos, tendo
esta fazenda 6 palmos de largara a 19600 : na
rua da Imperatriz n. 60, loja do pavo.
Espartilhos
Vandem-se espartilhos inglezes que sao ot aje-
lhoret: na rua da Imperatriz o. 60 loia do
pavio;
Para meninos.
Vendem-se vestuarios para meninos e menl-
n" nu-Uo bem enfeilados : na rua da Imperatrix
n. 60, loja do pavo.
Madapolo a S$.
Madapolio enfeatado com 14 jardea a 3 a pe-
51 ; na rua da Imperatriz n. 60, loja do pavio.




AUO DI PBMUMBUCO. TlRg fttaU DE FEVfiailRO DE l86i.
Para as provincias de Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norte,*Cear e Alagoas, a saber:
Folhinha de porta, contendo o kalendarjo, pocas geraei, nacionaes, dial
de galla, tabella de salva, noticias planetarias, eclipses, partidas
de correio, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .160
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
- partidas dos correios, tabellas de imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario, administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, delta provincia, a ris......... 1#000
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro,
Vnico deposito na botica de Soaojnm Marnuo
da Cmx Cotreia., ra do Calinga n. 11,
em PernamAmco.
O Dr. H. Thermes (de Chalis) aoligo pharmaceutico apresenta boje urna nova preparago
fia (errocom o nomo de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um meimo medicamento debaixo de frmalas to
variadas, maso homem da sciencia compreheade anecessidade e importancia de ama tal varie-
dle.
A formula um objecto de multa importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, manteado a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preptracoes de ferro al hoje conbecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro-lactacto de ferro. A seu sabor agradare!, rene o tomar-se em urna pe-
quea dose, e ser de urna prompta e fcil dissolugso no estomago, de modo que completamente
assimilado; e o nao produzir por causa da lactina, que coolem em sua composiQao, acoostipago de
rentre (requeniemente provocada pelas outras preparacoes terroginosas.
Estas novas qualidades em nada alterara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qaal o medico se nao pede dspeusaa em sua clnica, de incomparavel ntilidade
qualquer formula que lhe d propriedades taes, qu o pratico possa prescrever sem receio. E' o
qae consegua o pharmaceutico Thermes com a preparado do citro-lactacto de ferro. Assim este
medicamento occupa hoje o prtmeiro lugar entre as numerosas preparares ferruginosas, com o
attesta a pratica de muito mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido em pregado como im-
menso proveito Das molestias de languidez[ chlorose paludas cores ) na debiridade subsequente as
hemorrhagias, as hydropesias que apparecem depois das intermitentes na incontinencia: de urinas
por debilidade, oas peroles brancas, na escrophula, no rachitismo, na parpara hemorrhagica, na
convaleseencia das molestias graves, na chloro anemia das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o saogue-se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas, affeccoes curonicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, sypkililica, excessos venreos, onanismo e oso prolongado das precaoces mer-
curiaea.
Estas enfermidades sendo mui frequentes a sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de langar mo para as debelar, o autor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade, por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio
do ferro.
Ha para alugar um primeiro an*
dar na tua das Cruzes: a tratar na ra
da Cadeia do Hecie n. 33, com Joao Ri-
beiro Lopes.
O Sr. Jo5o Hyppolito de Metra Li-
ma, queira apparece** nesta typograpbia
que se lhe precisa fallar.
Ha para alugar um terceiro an-
dar muito fresco na ra do Encanta-
mento : a tratar na ra da Cadeia do
Reciten. 33.' '.
f O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Cabo, queira dirigirse a esta
typographia para desfazer um engao
que se deu no recibo que hontem se lbe
passou da assignatura do Diario da mes-
ma cmara.
O Sr. Joao Chrlsostomo Cavalcante que
morou na Soledade, e teve taberna na ra das
Aguas-Verdes a tem um filho na academia, ap-
pareca na ra do. Raogel n. 43, a negocio que
nao ignora.
Aluga-se para casa de pouca familia urna
crioulinha de 14 annos : a tratar na ra da Guia
no sobrado n. 26.
Manoel de Jess Ribeiro, subdito porlu-
guez, retira-se para, fora da provincia.
Cortes
de vestidos do pavo
Cortes de vestidos de cambraia branca de ba-
ados a duaa saias, faienda modernissima, o cor-
ta a 4J000.
Cortes de vestidos de phaotazia, fazenda que
se vende em qualquer parte a 1*9, torram-se a
69000.
Ditos de cambraia de seda com babados a
4500.
Ditos de cambraia de carecinbos brancos e de
cores, fazenda muito fina a U.
Ditos de cambraia branca lanada, fazenda in-
teiramente nova, o corte 4.
Cortes de tarlalanaa brancas com babados pro-
prios para asiistir a casamento ou bailes a 10.
Cortes de vestidos de cassa com listras alraves-
sadas a 20240.
Ricos eneites i traviata e ditos a Garibaldi 9
Ditos ditos s Luiz XV a 2.
Lavas de seda para seobora muito boas a 600
rs lencinhos para mo de todos os creeos e qua-
lidades. v *
CAMBRIUS UStS
Pe$as de cambsaias lisas muito finas a 2|000 e
29500. -v
Ditas com 10 jardas a 89, 39500, 40 e 59.
Compras.
Gompra-se moedas de ouro de
20000. na ra Nova n. 23, loja.
Gompra-se urna arithmetica por
Kottinger, em segunda mao: na ra das
Cruzes n. 44, segundo andar.
Compram-ce acces do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compra-se moedas de 20$ '. ni loja da ra
do Queimado n. 46.
Yendas.
\MM
Grosdenaple preto muito encorpado a 1S5C0,
1J600 e 1*800. v
Dito cor de canna, azul e cor de rosa 9.
Seda lavrada muito bonita fazenda a 2g.
Chamalote preto moito enCorpado a 2#.
Sarja preta hespaohola a 19800.
KA M QUEIMADO M?46
Consultorio medico cirurgico
3-IV\]\\ GL.OHIA. CASA. UO \3T\H\0~S
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudenca para a sua nova residencia, o propietario deste eatabeleci-
ment acaba de fazer ama reforma completa em todos os seas medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam o propietario tem tomado
a precaucao de inscrever o sea norne em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresenta dos sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maier certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tincturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa imporUneia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopalhas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento ^anuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
snfficientes para receber alguns escravos de um e outro sexo doentes ou que precisen) de alguma
operaco, affiancando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que i tem tldo eseravc na casa de annunciante.
A aituaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gene para o prompto restabelecimento dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lo de manhaa atll horas
e de tardo das 5 em diante, e fora destas horas acharao em casa pessoa com quem se poderlo en-
tender na ra do Gloria o. 3 casa do Boodo. Dr. -Lobo Moscoxo.
i Consultas medicas.
* Sero dadas todos os dias pelo Dr. Oes- 9
me de S Pereira no seu escriptorio, ra 8
4a Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas g
da manhaa menos aos domingos sobre: mk
1.* Molestias de olhos.
2.* Molestias de corarlo e de peito. m
8." Molestias dos orgos da geracae e 55
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or- 2
dem de suss entradas, comegando-se po- IB
rm por aquelles que soffrerem dos g
olhos. m
Instrumentos chi micos, acsticos e op- 3a
ticos sero empreados em euas cnsul- J
ta;6es e proceder com todo rigor e pru- |
dencia para obter certeza, ou ao menos II
probabilidade sobre a sede, natureza e 92
causa da molestia, e dahi deduzir o plano S
de tratamento que deve destrui-la ou ~2
curar. 9
Varios medicamentos ser oambem SI
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade, |
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar gg
dellea.
Pratiear ahi mesmo, ou em casa dos
doeot&s toda e qualquer opera;e que
julgar coaveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos,para cujo m se acha
prvido de urna completa collecco de
instrumentes indispensirel ao me/lico
operador.
mmZ&SXil} MSSIS-9l6ei69WSI69IUI
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se
bem ;'na ra da Concordia n. 33.
MO dentista NuniaPompilio.J
CONSULTORIO ESPECIAL IQIEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n.<5.
Consultas todos os dias atis desda as 10 horas
t meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molesliat da mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pille, molestias dos olhos,-mo-
lestias syphiliticas,todas as especies de ftbrts,
febres intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA BSPBClL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa, in-
falliveisem seus effeitos, tanto em tintara, como
am (lbulos, pelos presos mais commodos pos-
liveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
anicamonte vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra dellasofalsas.
Todas as carteirss o acompanhadas da um
Impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinito, medico brasileiro. Este emblema posto
Igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
da, As carteiras que nao levaremesseimpresso
usim marcado,amboratennam natampa o no-
ma do Dr. Sabino ao falsos
Vende-se um cabriolet em bom estado com
arreios: na cocheira do Sr. Guedes, em Olinds.
S na loja do pavo, ra
dalmperatriz n. 60,
de Gama Silva,
vendom-se fazendaspelos prec.os seguintes: mus-
animas brancas com 4 1]2 palmos de largura, co-
vado 200 rs., chitas escuras com pequeo toque I
de mofo, covado 140 rs., ditas matizadas a 160,
cortes de chitas oscuras e alegres, fazenda fina a
29600, chitss francezas finas, o covado a 24f>,
260, 280, 300 e 320 rs., aazioha de quadros pTa
vestidos, s 286 e 400 ris o covado, cassas in-
glezinhas de quadros para vestidos, cavado a
360. 280 e 300 rs., ditas garibaldinas, fazenda
muito fina a 320 o covado, saias bordadas, fazen-
da muito fina a 3f e 4$, ditas com arcos de cor-
do de lioha que fazem as vezes de balo a 39200
e 49, ditas de madapolo francez, balos os mais
bem feitos que tem vindo, pelo diminuto prpco
de 39, 39500, 4 e 59, pegas de cambraia lisa mui-
to fina a 2j e 29500. ditas com 10 jardas, fazenda
fioissima, a 3g."3g500, 4 e 59, meias pretas de
seda para senhora a 19 o par, ditas brancas de
algodo para andar em casa a 200 e 240 rs., e
outras muitas fazendas que se vendem por precos
baratissimos, e de todas se do as amostras dei-
xando penbor, ou mandam-se levar em casa dos
freguezes que quizerem comprar : na loja da ra
da Imperatriz n. 60, de Gama & Silva.
Brilbantinus americanas.
Vende-se brilhantina americana com lindissi-
mas cores, sendo fazenda inleirsmente nova e
moderna da 4 l|2 palmos de largura a 400 rt. o
covado : na ra da Imperatriz n. 60, loja do
pavo.
Moirantique.
Acaba de chegar peto ultimo vapor francez es-
ta fazenda de seda com o nume tic moiouiique,
sendo de varias cores e branca, propria para vea-
i tidos de>noiva, e vende-se por prego baratsimo
s na loja do pavo, ra da Imperatriz o. 60.
Pannos a1#600.
Vende-se panno preto e dito cor de caf, fa-
zenda muito encorpada a 19600 o covado para
acabar: narua da Imperatriz n. 60, loja do pavo
Chales pretos a 3$.
Veodem-se chales de fil pretos muito grandes
e finos, fazenda que sempre se veodeu a 89 e 109,
e a 39 ; na ra di Imperatriz n. 60, loja do pavo
Bordados.
* Vendem-se finissimas tiras bordadas tapadas e
transparentes, e entremeios da mesma qnalida-
de : na ra da Imperatriz n. 60, loja do pava.
Manguitos e gollinhas.
Vendem-se gollinhas com manguitos de cm-
braia bordados o 19280, manguitos bordados mui-
to finos a 19, calciohas bordadas para menina a
1$, gollinhas rtuito finas a 320, 500 e 19 ; na ra
da Imperatriz n.O, loja do pavio.
Vende-se urna taberna situada no melhor
lugar da Boa-Vista, ^om propones para habila-
?ao de familia, por ier um bqm soto com quar-
tos e janellas, bom armazem, cozioha
bordadas e de balo.
Saias bordadas, faienda flnissima a 49.
Ditas dita dita a 89.
Ditas comParcos de cordSo de lioho que fazem
as vezes de balo para as senhoras que nao gos-
ttm usar balo a 39200 e 49.
Saias de madapolo francez a balo as mais
bem feitas que tem vindo a este mercado a 39,
39500,48 59.
Ditas para meninas de todos os tamaohos a 39.
Ditas ds arcos simples mas mnilo bem feitas a
29000.
Bordados.
Sortimento completo de sobrecasacos de psnno a 259, 289. 309e 359, caaacos muito bem
taitas a 25, 28J. 308 e 358, paletots acasacados de panDO preto de 16 at 159, ditos de casemira
de cor a 159,188 208. paletots saceos do panno e casemira de 89 al 149, ditos saceos de alpaca
m erin a l da 49 at 69, sobre de alpaca e merino de 79 109, caigas pretas de castmira da
89 al 148, dilo> de cor de 79 at 108, roupas para menino de todos os tamaohos. grande sorti-
mento de roupas de brins como sejam ealjas, paletots e colletes, sortimento de colletes pretos da
setim, sasemira e velludo de 49 a 98, ditos para casamento a 59 e 69, paletots brancos de bra-
mante a 49 e 5f, caigas brancas muito finas a 58. e um grande sortimento de fazendas fina s e mo-
dernas, completo sortimento de casemiras ioglezas para homem, menino a senhora, seroalas de
linho e algodo, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvio para homem e senhora. Te-
mos urna grande fabrica de alfaiate onde recebemos ancommendas de grandes obras, que para
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelhante arle e um pessoal de mais da
clncoenta obreiros eicolhidos, portento executamos qualquer obra com promplidao e mais barato
do queem outra qualquer caaa.
GRANDE DEPOSITO
m
3BU estreita de Rosario
Francisco Pinto zorio continua a col-
locar dentes artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebo paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
outras preparaedesas mais acreditadas
para conservacao da bacca.
Roa estreita do [Rosario n. 22
primeiro* andar. S
Bota dentes artificiaos por molas e li- S
gadurai e pela pressao do ar. Systema 8
americano sem arrancar as raizes, e fas 1
todas as operjeoes de sua srte, com S
promptido e limpeza.
mmmmm tmmm mmmm
Precisa-sede urna ama para casa de peque-
ds familia ; na ra do Hospicio n. 62.
*8S
Ensino de linguas
EM6MEZES
^Italianolatimfrancez,2
g& Pelo methodo 4acillmo
DO DOUTOR
f I. ttiSHKDMI. I
^ _Rua do Queimado n. 26. A
A.A9#s
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
'l fZ0^,1 P; C\m* d0 eslsbelecimeolo
de J. Falque, constando de trea alas e dous ga-
binetes, tudo pintado de novo : pira ver tratar
no mesmo eitabelecimanlo. '
Dentista de Paris.
15Ra dova 15
FrdsricGautier,cirHrgiaodentisu,ftzJ
lo4as as operacoes da sua arta acolloca]
dentesartificiaas, tudocom a supariori-
dads tparfaifio que a pessoa sen tsndi-J
das lhereconhecem.
Teas igua e posdentifricios te.

O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es
quina que volta para a
camboad armo.
;
9999999#99#99am#9#J
Finissimas tiras bordadas de todas as qualida-
des e larguras por precos baratissimos, entre-
meios muito delicados de todas aa larguras e qua-
lidades.
Manguitos com gollinhas de cambraia bordados
a 1*280.
Calciohas bordadas muito finas a 19.
Manguitos bordados para senhora a 19.
Gollinhas muito Unas a 400, 500,800 e 19.
Alem deates arligoa existe nesle estabeleci-
mento um grande numero de fazenUas que sexja
eofadonho menciona-lis, e do-se as amostras
de todas, delxando ficar penhor, ou mandam-se
-levar as fazendas i moslta em casa das familias
que quizerem escolher, pelos caixeiros da loja do
pavo, ra da Imperatriz o. 60, de Gama & Silva
Vende se um inoleque crioulo, de idade de
9 para 10 annos: quem quizer dirija-se a ribeira
da farinba, taberna n. 1.
' HOTMa
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Maia e Silva, esti vendendo
todas as miudezas por precos j sabidos e co-
nhecidos :
Groras de peonas de ac de todas as quali-
dades a 500
Nvelos de lioha que pelo tamanho a todos
admiram a 120
Cixis d. flulboo francezas a ISO
Caixas com alfinetes muito finos a 60
Caixas com apparelbo para entreter me-
ninos a 210
Ditas ditos grandes a 500
Baralhos portuguezes a 120 e 200
Groza de boles pequeos para caiga a 120
Tesouras para unhas muito finas a 400
Ditas para costura muito superiores a 400
Baralhos freucezes para voMarete muiio fi-
nos a 320
Agulheiros com agulhss francezas a 80
Caivetes de aparar pennas de 1 folha a 80
Pegas de tranca de laa com 10 varas a 200
Ditas de traoga de la de todas as cores a 800
Pares de sapatos de tranca de la a 18280
Curtas de alfinetes francezes a 100
Pares de luvae fio da Escocia muito finas a 320
Ditas ditas brancas grossaa a 100
Escovas para limpar denles muito finas a 200
Massos com superiores grampos a 40
Cartes com coixeles de algum defeito a 20
Ditos de ditos superiores a 40 e 60
Dedaes de funde de ago muito superiores a 100
Eafiadores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxetes francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
DE
LOSA M
DO
Charuteiras- muito finas a
murado, e cacimba propria :'a fallar"m o Sr Blelr"d* "dr Com tinla a
Braga, na loja de selleko da ra Nova.
Novas velas ds composico
que do luz igual as .de. espermacete, a 500 rs. a
de
libra, e em caixa de 20 libras a 460 rs.
CALCADO
Preservativo universal.
45Ra Direita45
Oihem !...
Urna das inlelligencias melhcr esclarecidas na
sciencia de Hipcrates, depois de longos annos
de exercicio de-curar e matar coovenceu-se afl-
nal, que o nico preservativo infallivel de qual-
quer epidemia, por maia mortfera que fosse era
eOpsr0.]FNTflSa 'T' TeD.,re^embarac'ado.
LL 9UENTS. Ora, viajando por ah urna
epidemia.que mata gente como qualquer outra
occasiao de pormoa em pratica eates principios
usando pouco do chapeo e sempre sota-
J00?aDK de 15 em 15 d" un nte de
sai ae gitober, o mais acrrimo inimigo da eoi-
.,.,!gu2d0 a opiniao e a P"lica do,
S'KQ02da no,,,a^iatralura ; e laucando
ao cisco lodo o calcado velho, dirigindo-se todos
ao armazemvda ra Direita n.45. onde o reS
ttvo proprielano a todos receber com corlezia
aturar as massadas, a aquecer os ps com ex-
cellente cacado, segundo o gosto, e estado -
nanceiro de cada um, a vejam :
Homens.
B0BZEGU1NS dos melhores fabricantes,
francezes, ioglezes e braslleiros a 138.
129.119. 10|, 99500, 89 e..........,.,f 5*500
S^TOES a 79500, 'oSoOO, 59500, 9 ^
4J0UU ate.................,.........m 2>00()
Meninos.
SAPATOES a 5S5(fe, 59, 49. 39500a...... 1|600
Senhoras
BOTINAS de fabricantes franceses, ingle-
*?V 8!!imaes e mericaDos federaos
69.59500, 59. 45500. 3J5O0 a.... ... 89500
Meninas.
BOTINAS a 49500 e.................. 4*000
Um completo sortimento de sapatos "p'raae-
ora dOAftC0ur de ,agtre Tir,d0 a 500 rs., de ta-
pete a 800 rs., de lustre (os. 32 e 33] a 800
de tranga francezes a I9360, pertuguezes 2, mul-
to couro de lustre, de porco, cordavo, marro-
quim bezerro francez, sola de lustre, curinbos
?aquetas, sola etc., que ludo vende-se como em
nenhuma partf. wa,a 0O1
80
40
80
I9OOO
160
Ditos de barro com tinta superior a 120
Areia preta e azul muito fina a libra a 120
Teoho nova remessa de labyrintho para ven-
der por todo prego, assim como tenbo trancas de
seda diferentes cores para vender por todo di-
nheiro que offerecerem.
Aboafama
vende fivelas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baralissimo prego de 29500
cada urna, carteiras com agulbaa as mais bem
sortidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
prego de 500 rs. cada carteira, pennas de ago ca-
ligrapbia verdadeiras a 29 cada caixinha com 12
duzias, ditas de langa verdadeiras n. 134 a 19200
cada groza, ditaa muito boas anda nao conbeci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Atteoco
Guimaraes & Luz, donos da loja de miudezas
da ruado Queimado n. 35, boa fama, participjm
ao publico que o seu estabelecimento se acha
completamente prvido das melhores mercadorias
tendentes ao mesmo estabelecimento, e muilos
outros objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
idos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteiramente resolvidos a nao veoderem
fiado, afiangam vender mais barato do que outro
qualquer ; e juntamente pedem aos seus devedo-
res que lhes maodem ou venham pagar os seus
dbitos, sob pena de serem instigado.
N. O.Bieber & G.succossores.rua daCrax
n.4,tem PravDderrelogiosparaaIgibeira da
onro o prata.
Fivelas para cinto.
Bicas fivelas de madreperola para cintos pelo
barato prego de 1S600: na loja da victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja da cera. ,
Canoa engarrafada a 200 rs. a garrafa : na
ra das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ou-
vidor.
Vende-se urna bos mobilia de amarello,
constando del sof, 2 cadeiras de nrago, 1 de
balango. 2 consolos, mesa redonda, tudo am bom
estado ; a fallar na roa do Imperador, taberna
numero 28.
Vende-ae a taberna sita na rna da Aurora
n. 74, e tem bons commodos para familia : tra-
ta-se na mesma.
Barbalho (Cabo.)
41-RLA DO 1MPER4D0R-41.
Neste deposito existe grande qoantidade de louca e de todas
" barro,
as qualidades, o que se pode
desejar de bem fabricado e de boa qualidade de bailo, coma propriedade de conaervar a agua
sempre tria, como sejam jarras, resfriadore, muriogues, quartinbas, garrafas, copos para agua etc.
De obras vidradas.
Tem ricos vasos para flores, talhas, alguidares de lodos os lmannos, assadeiras, boies
com lampos esem elles, panellaapara bater-sebolos, cagarolas, enfuzas, frlgideiras e muitas ou-
tras pegas que seria enfadonho mencionar.
. O proprietario desta fabrica a primeira deste genero entre nos espera obter do respeitavel
publico aoimagoe concurrencia e para conseguir es3e fim vende a sua louga mais barata do que
at aqui se venda nesta cidade., .
-. Aprompta qualqu.er factura para exportar, alm dos pregos commodos forque vende j- 10
por cento de abate para quem comprar de 1009 P*ra cima e dessaa.quntia para menos tero 5
por cento.
Qualquer encommenda pode ser entregue no deposito da fabrica ra do Imperador n. 41.
Para os senhores m-
sicos.
No deposito do gelo ra do Apollo
n. 31, vende-se gelo de hoje em diante
arroba a 5^500, e meta arroba 2j|000,
e a libra a 160 ris : tambera recebe-se
assignaturas das pessoas particulares lo
go que seja diariamente, at que se
acabe o gelo.
A 320 rs. o covado, grande
pechinoha.
Vendem-se superiores cambraias francezas de
muito bonitos padres a 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que sempre vendeu-se por 800
e 19 a vara, venham por ellas, antes que se aca-
bare ; na ra do Queimado n. 22, na bem conhe-
cida loja da boa f.
IjCera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porgo e a retalho de urna sacca
psra cima, e por commodo prego : na ra da Ma-
dre de Dos confronte abotica o. 30.
Cal de Lisboa.
Chegou pelo ultimo navio, nova encommenda
de cal virgem para purificar assucar, a qual ven-
de-se muito barato para acabar ; na taberna
n. 47 da ra estreita do Bosario.
LOJA AMARLELA. S
GURGEL & PERDIGAO'.
Ra da Cadeia do Recife n. 23. S
A 35gOOO.
Cortes de vestidos de cambraia bran- |
eos bordados.
A 500 e 640 rs.
Laziohadecores de muito lindos pa-
dres.
A 309, 509 e 6C$.
Capas compridas de gorguro e de
grosdenaples, preto e de cor.
De 2$ a 139.
Manguitos finos e gollinhas de difle-
rentei feitioa modernos.
A I29OOO.
Bolinas de Meli e bezerro.
Da 49 a 89.
Saias balo de muito boa qualidade.
Novidade.
Pentes de tartaruga, omisas para-se-
nhora, meias elsticas, aiotos e enfeiles
de cabega, chales de tudas as qualidades,
chapeos de palha, camisa para meninos,
leques.
Nesse estabelecimento se vende muito
barato, tem um sortimento completo que
seria enfadonho mencionar.
Vende-se papel pautado para msica, pelo ba-
ralissimo prego de 60 rs. a folha para acabar :
na loja do viado, na ra Nova n. 8, confronte 4
camboa do Carmo._______
i
8
Loja das 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4|.
Duzia de meiascruas para homem a
19200 e o par a 120 rs., ditas brancas
muito finas a 2J500 a duzia, lengos de
cassa com barra de corea a 120 rs. cada
um, ditos brancosa 160 rs., bales de
20 e 30 arcos a 3$, lazioha para ves-
tidos a 240 o covado, chales de merino
estampados finos a 59 e 69, larlalana
branca e de cores muito fina com vara
e maia de largura a 480 rs. o covado,
fil de linho liso 640 rs. avara, pe-
gas de cambraia lisa fina a 39, cassas
decores para vestidos a 200 ra. o co-
vado, mussulioa encarnada a 320 rs o
covado, calcinhas para menina de escola
a 15 o par, gravalinhia de tranga a l
rs., petos para camisa a 200 rs. cada
um dusia 29, pegas de cambraia de sal-
pico muito fina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezas a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
aberta das6 horas da manhaa as 9 da
noite.
SMSSNSHSSSMSSNStlSNSI 6W
Grande pechincha na
arara.
Vendem-se cortes de chitas francesas com 14
eovados, com pequeo toqne de cupim, pelo ba-
rato prego de 2| o corte, ditas para covado a 160
e 200 ri- C0T*<"i fl|6 de hnho lavrado muito
"0 a I92OO a vara, manguitos e olla de linho a
29500, gollas com botozinho a 640, ditas de tras-
passo a Igj cortes de cambraia de babados a 3J e
3J500, corteado futto para caiga a 19120, ditos
de brim a if, I9I8O e 1J600, cobertores de algo-
do a 1|, entremeios e liras bordadas a I9 a pe-
ca, colches de crochet a 89.ditss de fosto a 59 e
6$, coberts de chitas a I96OO: na ra da Impe-
ratriz, armazem e loja da arara o. 56, de Maga-
haes & Mo des.
liiaaiTKgaTroilttifgtJLILiillJ*r35Eaag
Rival
sem segund.
Na rna do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por prego que
admira, assim como seja :
Frascos de agua de lavaode muilo gran-
des a
Saboneles o melhor que pode haver a
Ditos grandes muilo finos a
Frascos com rheiros muilo finos a
Ditos dilos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com bsoha muito superior a
Ditos dita de urgo fioissima a
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nito a*
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiroa
Ditos com baoha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, frascos grandes a
Frascos de maca; oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos do dita grandes a
Tem um resto de lavaode ambreada a
Linba branca do gaz a 10 rs., e tres por
dous, e fina a
Dita de carto Pedro V, com 200 jardaa a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreteis de lioha com i00ardas a
Duzia de meiascruas muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dila de ditas brancas para senhora, mui-
to finas a
Vara da bien da largura de 3 dedos a
Dita da franja para toalbaa a
Groza de botos de louga brancos a
Duzia de phospboros do gis a
Dita de ditos de vela muito superiores a
Pegas da fita para cs de* todas as lar-
guras a
800
320
160
500
1*000
IjfOOO
240
600
210
380
500
720
900
900
400
500
1O0
500
800
5C0
20
60
20
30
29400
455OO
31000
120
80
120
240
240
320.


4
v
DIAWO I PERMAMBCO ~ TE1(?a IEIiU 11 DE fBVUHt0 DC 19U
.
ARMAZEM
>B2
RO'JPA PUTA
Joaquim F. dos Santos.
I 40Ra do Queiraado40 \
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde*
Neste estabeleciraento ha sempre um sortimento completo de roupa faite de
toda* as qualidadee e tambem se manda executar por medida a vonta.de dos fregue-
zes para o que tem um dos melhores profesaoras.
Cmarag ae panno prelo a 408,
35| o
Sobrecasacosde dito dito a 359
Paletots de panno preto e de co-
res a 35, 309, 259,109,18 e 20*000
Ditos de casemira de cores a 229,
15S.129.79e
Ditos de alpaca preta golla de
velludo francezas a
Ditos de meriu setim pretos e
de coras a 9$
Ditos de alpaca de cores a 59 e
Ditos de alpaca preta a 99,79,59
Ditos de brim de cores a 5$,
49500, 49 e r
Ditos de bramante delinbo b an-
co a 69, 5( e
Ditos de merino de cordio preto
a 159 e
Caigas de casemira preta ede co-
res a 129, 109, 93, 79 e
Ditas de princeza e merino de
cordo preto a 59, 69500 e
Ditas de brim branco e de cores a
59. 49500 e
Calcas de ganga de cores a
Gollete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 129,99 e
Ditos de cesemira preta e da co-
res lisos e bordados a 69,
58500,59
Ditos de setim pto 59OOO
Ditos Ae seda e setim branco a 6 e 59000
Ditos de gorguro de seda pretos
e de cores a 79, 69, 49 e 59000
Ditos de brim e fustao branco a
355OO, 29500 e 39000
Stroulas da brim de linho a 29 e 29200
Ditas de algodao a I96OO e I928O
Camisas de peito defustao branco
ede cores a 29400 e 29200
Ditas de peito de linho a 59, 4*eSaOOO
Ditas de madapoln brancas e de
cores a 39. 29500, 29 e 1J600
Chapeos pretos de massa frinceza
forma da ultima moda a lOj),
8J50O e 79000
Ditos de feltro a 69, 59. 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda ingleses*
franceses a 14g, 129, US 79000
Colariohos de linbo muito finos
novosfeitios da ultima moda a 9800
Divos de algodao 9500
Relogios de onro patente e hori-
zontal a 100S, 909. 80S e 70SOOO
Ditos de prata galvanisados pa-
tente e horizontaes a 409 e 30500o
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulcelras, rezetas e
aneis ar >
Toalhas de linho dueia IOS, 69 e 95000
35500 Ditas grandes para mese ama 39 e 4*000
309000
309OOO
99000
109000
89000
39500
35500
39500
400O
000
69000
4J9500
|500
J000
1000
Aoi tabaquistas.
Vendem-ee superiotes neos franceses a imi-
tacao dos d* liDbo, sultoprepvoi pm 0i ubi-
quistas por -aereastie cores escoras o fizas, pelo
baratissimo preco de 5 e 65 a duzia : na ra do
Queimada*. *L na bem condecid* laja da boa f.
Ffl.hsoetarlatana.
Vende-* superior fil liso e tarkatana branea
e de corea, pelo barattsatmo preco de 800 n. a
vara ; na bem coohecida loja da boa M na mi
do Queimado n. 22. W> m
Ricos enlates.
Vendem-se ricos superiores eofsites os mal
moderno que bs, pretos e de cores, oelo bara-
Ussimo preco de 6 e 69500 : na loj, da boa fe,'
na ra do Queimado n. 22. J '
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias fraBcezaa da liodaco-
rea, pelo baratUslmo preco de 280 o covado ; 1
ra do Queimado n. 32, na bem coohecida loia
da boa f.
Cambraias francezas finissimas.
Superiores cambraias francezaa muito finas, de
muito bonitos padres, pelo barato preco de 700
fe. a vara : na Iota da boa f, na roa do Queima-
do n. 22.
Cambial* Usa.
Vende-se cambraia lisa transparente muito fi-
na, palo barato prego da 4 e 5J a paca com 8 1)2
varas, dita tapada muito superior, peca da 10
varas a 6| : na ra do Queimado n. 22. na loia
da boa f.
tramante e atoaUvadc de
Unta.
ARMAZEM PROGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
Largo da Penha
Aauca-s a boa qualidade de todo qualquer genero
comprado neste armazem, assim como vendVse por menos 5 a 10 por cento do que em outra
qualquer parte.
*la i\eia ngiea a mals superior d0 mercado a 800 rsa libra, em barril se (ara
abatimento.
ft *ntolg* fr*uzft mais n07a. 600 ., tm bmil> e640 rs., mau
9**os do wUo4h,gld0lollle mUlB0 Tapor por30oo.
\|U.. J US ^tOBarluOS de superor aaaltAafr e muito frescaes a 800 inteiro, em libra
CU ***& hSd11 e ^?ftt .ao 39000, 29600.
2&000 rs. a libra.
Prezunto tara Cambie mut0 novos 500 rs llbra j
PrezuMo do feii\o de >ap,nor qualdade, m r< lnteir0j e m rs> a libra
rsn te! melhor petisco iu9 pode haver por estar pronfpto a toda a hora 19 a libra.
Toueialio do reino 30 r. uBM, a .rrob. .99000
t.hou ?icas e paios cheg.dos n9St0 uUimo ni0t a 720 Me libra
Banua da parco finada 480 r, em lala com 10 libraii pr ^ m .
se for em barril a 440 rs. a libra.
'ftarraelada imo--rv o^n r~x di) afamado Abreu e de outros muitos fabricantes de Lisboa
a 900 rs. a libra, em latas de 2 libras por I96OO aflanca-se a boa qualidade.
Mata de Maate^ ltUf de uma libra por 900 rs>
\mettdoase caneitos e^aU8(U2 Iibra9 conlendo differente,
muito proprio para mimo, a 29000.
VVil \&SVraiieezaa e porluguezas em latas de 1 libra, por 640 rs. ditas em meias
AWa, aUaatM e ta\W. 4M .. libra. w
noiea muit0 Q0Vag a 100rg a libra> e 4Jt000rs< a librs_
V.C em cari5es mut0 enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
' .h.. l11, CZa a mois suPeror aba imenio.
Geuebia de HoUauda. 6S000 a fralqueira e m rg 0 fra8C0
S engaTraiadOS lagrimas do Douro a 19600 rs. a garrafa, Porto Ano, Fei-
tana. Duiue do Porto, a 1900 em caixa se far abatimento.
_ das mais acreditadas marcas a 19 a garrafa e em calta a 9 a daa.
*V 8 C de d.fferenles marcas a 169 a duiia e a 1S500 g garrafa, aflanca-se a boa
qualidade. |
Verdadeita s^veia cabriada e de 0ttlfas muitas marcai a a ,
a 500 rs. a garrafa.
w uuo em i^ipa Pori0> Ligboa e pigaltti a 3|500t it e 4#500 a canada.
luerinasete 8uperl^r a 740 em caixa> e 760 rs>, libra#
Beatas novas emgigosdeumaarroba a ^
UnOCOiate 0, mais sup9rores, hespanhol a 15200. francez a 15. porlaguez a 800 rs. s libra
Figos da cdmmaw muil0 no70l( em caixas de 8 hbra8 eem libra,
JiO rs.
* lllilia de engommar, maito alva a 100 rs. a libra.
meado&s de casca mole a m rg. a libra
IVxeHe doce refltMd0 a 800 rs> a garrara e em caixa a 9
Palitos de deutea lixad03 cotH petfaifii0 a 240 rg_ o mtqo,
Coaieieua mg\exi.s propriaspara iiBbtl. 600 m (libra.
Boiaxiuiia afciieza
* x"u a mais nova do mercado a 49 a barrica e em libra a 320 rs.
^^ tug!??8^sS. llbr"00' mUl "C09 Cm 4l12 ** **W>. dita, por-
* *J**** para lim(r facas s 200 rs. cada um, em por$io se fari abatimento.
Seffejaa em frigcos del e 1(2 libra muito novas a 800 rs.
lo lepen-lente dos gneros anounciados encontrara o respeitavel publico grande sortimen-
to de gneros, tudo de superior qualidade.
Potassa da Biissia
Vende se em casa de N. O Bieber &
C, succeisores, ra da Cruzn. 4-
Sal de Lisboa.
Vende se a borda, da bares portugueza tEspe-
rsoga, sal de Lisboa limpo redondo ; a tratar
na ra do Trapiche o. 17.
Paletots
broncos.
Vendem-se superiores paletots da brim braaeo
de puro linho, pelo baratitaimo preco deM : na
ruado Queimado o. 22, na bem coohecida loia
da boa f.
Vende um escsler por todo o preco :-a tra-
tar na roa do Vigario n. 20.
Vende-se superior bramante de paro linho com
duas varas da largura 1 2j>4O0 a vara, assim como
atoalhado adamascado tambem de puro linho,
com 8 palmos de largura a 29500 a vara : na bem
coohecida loja da boa f, na ra do Queimado nu-
maro 22.
Cartea de ealca.
Vendem-aa corles de calca de meia casemira
de cores asearas a 25 cada corte ; na loia da boa
f, na roa do Queimado n. 22.
Port bouquels,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportunamente para a loja d'egaia
branca os bonitoa port bouqueta dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, conforme
sua propra encommenas, ficando assim remedia-
da a falla que havia dasses port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos casamento a bailes qae ae contara nesses
dias, por iaso aa pessoaa qae por ellea esperavam
e as que de novo os quizerem comprar dirigi-
rem-se munidos de diuheiro loja d'aguia bran-
ca, ra do Queimado al 16, qae eoconlrarao obra
de bom gosto, barateza, agrado e sinceridade.
mk
de cambraieta.
Vendem-se superiores saiaa de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto prec.o de
59; a ellas, que sao muito baratea: na ra do
Queimado n. 22, na bem coohecida loja da boa f*
RuadaSenzalaNoyan.42
Vends-se sos astada S. P Jonhston C,
ellinse silhesQglezes.candaairo;a oasti?aas
bronraados,lonasnglaxss, fio davsls.ohieou
para carros, a nsoniaria.srrsiospsr carro de
aa aous cvalos rslogio ida ouro paient
njlai.
Navalhas d'aco
coaicabodemarfim.
Vende-se na loja d'aguia branca mal finaana-
valhas d'a^o reQoado com cabos de marfim, a
para aasgurar-se a bondade dellaa basta dizer-
se que sao dos afamados e acreditados fabrican-
tes Rodgers & C, custa cada estojo do doasna-
valhas 89OOO: na ra do QueimaJo, loja d'aguia
branca, n. 16.
Libras sterliuns.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, ~prac do Corpo Santo n. 19.
Lientos bTaacos muito
Boa#
Vendem-se lencos brancoa multo finos, pelo
diminuto prego de 29400 duzla, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na raa do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 29 cada uma : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o tempo proprio ; a ellas, freguesas, antes que
se acabem.
Arados americano se machina
paralara roupa remeasa de S.P .Jos
hston & G. ra da lnzala n.48.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia perna de
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecaa com rosto, e
meia perna de porcellanaaosbaratissimos precos
de 240,360.500.560. 640,720. 800 e I9OOO: isso
ni ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-ee aa luvas pretas de pellica com pe-
queo toque de mofo por prego baratissimo ; na
loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Phosphoros de seguranza.
Caisinhaa com mil e tantos phosphoros de ae-
u ranga a 160 rs. a ca i tirina que s pela seg-
renos delles por livrar de incendio sao de graca:
aa loja da victoria na roa do Queimado. n. 75,
junto a toja da cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 120 e 160 rs. o
par, ditas brancis para menina a 180 rs. e par,
ditas de lia para o fri a 500 rs. o par : na loja
da victoria na raa" do Queimado o. 75, junto a
loja de cera.
Galanteras de gosto
E' o que pode haver de mais gosto em gslan-
terias de vidro e porcelana como aejam jarros,
frssquiohos e garrafinhas, manteigoeiras e assu-
careiros, jarrinhos para boqueta de cravo o ou-
tras muitas cousas : na loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Sno armazem da
arara.
Contina vender suas fazendas por procos ba-
ratissimos como sempre venden para agradar
sena freguezes, a ser: pegas de madspolo fino
entestado a 39, ditas de cambraia branca lisa a
1J(600 e 29, ditas finas a 39 e 35500, ditas ada-
mascadas para cortinado, de 20 varea a 89, ditas
de 10 varaa 49500 e 3j. panno preto para calcas
e paletots a I98OO, 29 e 29500 o covado. cortes de
cssemira preta para caiga entestada a 39500 e 45,
brilbaotina branca eofestada para vestidos a 280
o covado, gorguro, fazeoda nova para, vestidos
a 320 o covado, barege de sede a balao para ves-
tidos a 400 rs. o covado, liazinhas para vestidos
a 280 o covado, cortes de ditas Hoss com 13 co-
vado* a 25500, ditoa a 25400 a 19500, fil de 11-
nho de eorea e branco a 900 rs. o covado, chitas
a 160 e 800 ro., ditas largas a 240 e 280. cassas a
turca a 280 e 380 o covado, e ostras muitas fa-
zendas que se dio as amostras psra se TBr : pa
F?; l"P4lri*. iQja da arara o, M, M*g-
lhies & Mondes.
trLZt?&T? ** Santa LazU sito ns
fregeezia da S. Lourengo fia Malta, dlnheiro
?* i**Bf*"* POrxaaaa nesta praga : quem pra-
tsnaer dirija-ee a roa de Hortas n. 7, fias 10 ho-
ras da manha as 4 da tarde.
Wfik
Candeeiros econmicos
a gaz,
e gsz hydrogenio de primeira e segunda auali-
dada : na raa Nova n. 20 e 24 loja do Vianna.
Ruado Queimado n. 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguate:
Esteiraa da India de 4. 5 e 6 palmos de largo
propnas para forrar esmas e salsa.
Lengoea da bramante largos a 39 cada no.
Coberlaa de chita a cbtneza a 15800.
Lencoes de plnno de linho fino a 29.
Toalhas adamascadas de linho para mesa a 49
Chita francesa com defeilo de avaria a 160 n.
o covado.
****** toteo pera mos a 500 rs. cada
Colchas de uslao adamascado grandes a 6.
Cambraias de corea a 160 o covado.
Gglinhaa ricamente bordadas e de trsspssso a
Sebolas a 500 rs. o cento
e em molhos a 800 rs.. em perfelto estado
rna da lmperatrlz q. 49.
na
Bolcinhas de borracha
para fumo.
a.??*9** *nns fie borracha psra auar-
aar lumo pelo baratisaimo prego de 1S200, 15
Lindeza.
J.edV!,8 hm2& denominada lindeza, ptima
para vestidos a 160 rs. o covado : na loja do Du-
arte, ra da Imperatriz n. 20.
Miudezas baratas
Na loja da victoria na ra de
Quleimado junto a Toja de
cera. .
Colohetea francezes em cartSo a 40 rs. '
Aloetea francezas cabfea cbaU a 420rs.a carta.
Papel com cento e Untos alfloetea a 40 rs. p
papeL
Linhas victeria em earrilel com 200 jardas a 60
rs. o earrilel.
Ditas de 100 jardas de Alexander a 900 rs. a do-
zia.
Ditaa de 100 jardas brancaa e de eorea a 30 rs. o
earrilel.
Ditas de Pedro'V brancas e de cores a 40 rs o
asila,
Grampo a 40 ra. o mago.
En0adores brancos a 60 e 80 rs.
Carteti inhaa com agulhas francezas' a 320 rs.
Trangata brancas de linho a 100 rs. a pega.
Agulh, s de enflar vestido a 40 rs. cada urna.
Ja 21 S""1" miue" que se afflanga ven-
ni! a'0P"f A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta) loja por estar constantemente a receber
perfumaras finas de suas propnas encommendas,
bem st pode dizer que est constituida um depo-
sito de ditas, tendo-as sempre dos melhores e
mais a sreditados fabricantes, como Lubi, Piver
Coudray e Societ Hygienique. etc., etc. ; por
q
S
isso, q.iem quizer prover-se do bom, dirigir-se
a ra i o Queimado, loja d'aguia branca n. 16, que
achara sempre um lindo e completo sortimento
leudo re mais a mais a elegancia dos frascos, e a
barateza por que se vendom convida e anima ao
oompndor.
Carros e carrosas.
En casa de N. O.Bieber
C. successores ra da Cruz
numero 4.
Ven lem-aecarroa americanos mui elegantes
a leve para doaa a 4 pessoas e recebem-se en-
commindaaparacujofim elles possuem map-
pas ce m varloa desemhoa, tambem vendem car-
rogaabara conduegao deassucaretc.
Eafeites para senhora.
Lin los enfeites para cabega de gosto o mais
morJei no que tem apparecido a 55, 59500 e 6
na loj i da victoria na ra do Queimado u. 75
unlo i loja de cera. '
Vendem-sp nsinftna .:. "" ren(,e-e um cabriolet em bom estado, com
. Cianea vasiOS propricj arreoi : na cocheira do Sr. Guedes em Olinda.
Bazar decalmgas
e bKnque8os para meninos *
meninas.
Na ra Direita n. 7 defronte da grande
fabrica de tamancos.
..m? ?HP***a*** noro *e ncoatrarac
sempre grande aortimento de caluogas e brin-
quedos de todas as qualidades e pregos psra me-
ninos e meninas, .mos como tambem charutos
muilo bons e baratos,-tanto em can. comVaVa?
taino.
Panno de algodao da
Babia.
V*nde- no escriptorio de Antonio Lulz de
Oliveira Azevedo k C, ra da Crttt n. 1.
Riscado monstro.
Vende-se riscado oonstro, fssenda muito eco-
nmica para o uso domesco por lar f rsnde lar-
gura e o seu prego ser de 200 rs. o covado: na
ra da Imperatriz, loja n. SO, do Duarte.
CA
INDICIO LOW-1O0I
Raa daSenzalla Nota n.42,
Neste *s tsbslecimsn to eontinaa a haver na
*ompletosorliaentodemoendasealeiasmoen-
dasparssngenho,mschinss de vapor etaixas
ta ferro batido o cosdo, da todos ostsmanhos
pars dito,
Souhall Mellors & C, (ando recebldo or-
dem para vender o seu crescido deposito de rslo-
gios vjsto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida, portaoto, ta pessoas que quizerem
possuir um bom relogio de ouro on prata do c-
lebre fabriesnte Kornby. s sproveltar-se da op-
portunidade sem perda de tempo, para vir eom-
pra"i08por con,n>do preco no sea escriptorio
rna do Trapiche n. 28. *
Aliento
para bahulei ros, funileiros etc. a 1*280-
quem pretender dirija-se a esta tipo-
graphia, que ahi se dir' auem natasn
para vender.
> reir.
Sebo em pao,
quemostem! ver de-se sebo em pSo do Porto, caixinhas de
I!".. .!. nS "m"e le ArseD0 Augusto Fer-
rua da Madre de Dos n. 12.
Simo de Nantua,
obrs complete, ntidamente impressa, typo gran-
de e intellegivel. papel claro, formato accommo-
dado o mais possivel. encadernado com meia en-
caderoagao, eom sea rotulo dourado, e pelo an-
tigo prego de 1 cada volme : na ra do Im-
perador n. 15.
Phosphoros do gaz a
2200 a groza.
Bin\\eTo vista.
Na ra da Cadeia do Recife n. 56 A. loia de
ferragens de Vidal & Bastos.
36, ra das
PRO
1
ruzes de Santo Antonio, 36,
RESSIVO
DE
&
dem franiSS TEZ esco,lhifa a 800 6 moo>e em *"" tr abalimDl-
Queyos flameogos chegad08 ^ uUno vapor a 3#000t
UUeiJOS lundnnos omelhor que ha nes.e genero por serem muito frescos a 1*200 a libra.
gueiJO pratO o melhor que se pode desoja, a 1&200 a libra e 1100 o inteiro.
Lna nysson e preto o raeihor do mnJc de woo 2sso a libra.
Presunto fiambre i
nglez s hamburguer a 720 rs. a libra.
n o,~" uaiuuurgueZ a /ZU
rreSUntOS portuguezes vindos do tZ2F22!1 Duque doPo> iwiD-
alMOO.19800 a garrafa, e 13*006 a djzi
Vinho ngarrafados Duaua rln P.i
a l200e 1300 a ]{ genuinf Porto fino* nec,ar' Carcavellos, Cames, Madeira secca, Feitoria velho, seeco e chamisso
Vinho Bordeaux de
Vinhn em 8Uperior ua,da,1 diffrentes marcas a 800 a 1 a garrafa e de 8500 a 10*000 a duzia,
" em Pipa proprios para pasto de 50(1 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 480O a canada.
^ lmP6na aeseo,her s os fabricantes de Lisboa premiada as expsitas universaes de Londres a Paris a
00 rs, a Isla, de uma libra e a 1*700 as de duas libras.
Cetas com doces secco das mais deliceda frutas da Europa, e o mais proprio que ha para mimos, por serem ricamente enfeitadas, e da
muito gosto a 39500 cada uma.
rlgOS em CaXinbaS de 4 libra muito frBseos e gramdes a 2*000.
Peras SeCCa em cauinha-de 4 libras chegadas neste ultimo vapor a 3#500 e 1*200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode haver neste
genero.
AmeixaS francezas em latas de5 libras| por 4*000 e 1*000 por libra.
PaSSaS m eaixinhasdeoitolibras, as melhores do mercado a 3 e a 640 rs. a libra, e em caixa de uma arroba a 9*500.
Latas COm fmctaS 4 todas as qualidade que ha em Portugal de 700 a 1*000 a lata.
CornthiaS em frascos de 1 li2 a 2 libras de 1*600 a 2*200.
LaiXaS SOrtidftS com ameixas, amendeaf, passas figos, peras e nozes o que ha de mais proprio para mimos, de 4*000 a 5*000 rs
por eaixa de 10 a 12 libras, e 320 rs. a libra dos figos.
Lata COD? bolaxinha.de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 1*450. e grandes de 4 a 8 libras de 2*500 a 4*500.
Conservas iDglezaS francezas eponnguezas de 600 a 800 ris o fraseo.
Ervilhas francezas portuguesas a 720 rs. a lata, afianca-se serem as mais bra preparadas que tem vindo ao mercado.
MaSSaS talharim, macarro e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs.* a libra.
AmendOaS de casca molla a 400 ris alibra em porgao ter abatimento.
AZtltOflS de Lisboa novase grandes viadas pela primeira vez ao nosso mercado a 3*500 a ancoris.
Champanhe das marcas mais acreditadas de 15* a 20*000 res o gigo de 1*500 a 2* a garrafa.
GervejaS daS melhores marcas aS60rs. a garrafa e de 5* e 6*000 a duzia da branca.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado a 1*000 a garrafa e a 10*000 adusta;
Genebra de Hollanda a 600 rs. o frascos 6*500 afrasqueira com 12 fraseas.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portugus, hespanhol e francez de l*a l*20t alibra.
Vinagre puro de lisboa a 24* ra. a garrafa e 1*850 a canada,
Espermacete Superior sem avaria a 740 rs. em caixa a a 760 rs. a libra.
ArrOZ o melhor do mareado a 100 rs. a libra e 2*700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Maranhao,
lpsta 6 painCO o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpista e 240 re. a libra do painco.
Vinagre branco o melhor que temos tio no aereado a 400 rs. a garrafa e 2*560 a eanada.
Massa de tomate em latas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa e vinda a primeira vez a nosso marcado, da 1* a lala.
raruta a melhor que se pode desojar a 320 rs. a libra, e 160 rs: a libra dagomma.
ToUCllhO de Lisboa o mais novo do mercado,* 320 reis a libra e arroba a 10*000.
Batatas em gigscom uma arroba, as melhores que ha no mercado a 1*800 o gigo. .
LentilbaS francezas, as melhores e mais saborosas de todos os legumes a 500 rs. a libra,
Nozes as melhores e mais novas por torera chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra.
PatOS HxadOS P*ra denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 massinhos e flor a 280 rs,
Latas com sardinha de Nautas muito novas a 44o rs. a lata.
Velas de carnauba composicao do superior qualidade a 400 rs. alibra e a 12*500 a arroba;
Bolachinha ingleza inglesa a mais nova do mercado a 4* a barriea e 820' rs. a libra.
A. lm dos gneros annuociados encontrara o publico tudo que procurar tendente, a rn.alb.ados, e por manos das por cento do que esa uto
qualquer parte.
t


Cal de
&
i -
era
desembarcada hontem ; vende-ee mais barato do
que em qualquer otra parte : na ra de Apollo
n, 28, armazem de Tarroao.
Mfiias para swa\i*Ya.
Vendem-se auperiores meiaspara aenhora po-
lo baratissimo prego de 89840 a duzia; na loja
da bot f, na ra do Queimado n. 21.
ntremelos
bordados em cambraia
transparente.
No loja d'aguia branca te acha um bollo sorti-
ment de ntremelos bordadoa em floa cambraia
transparente, e como de aeu costurae est Ten-
deado baratamente a 10380 a peca do 3 raras,
tendo quaolidade bastante do cada padreo, para
vestidos : e quem tlver dtoheiro approfeitar a
occasiio, o maoda-los comprarna roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agulbas imperiaes.
Tena o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
Tender o bom, mandou vir, e acabam de chegar
aqui (pela printeira Tez) aa superiores sgalhas
imperiaes, com o fundo dourado o mu bem bi-
tas, sendo para alfaiatea e costureiras, e custa
cada papel 160 ra. A agalba assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratea do que as outras; quem aa com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas..
Zefire para vestido.
Chegou pira a loja da victoria grande sorti-
mento de zefire para enfeites de vestido ou para
outra qualquer obra que se queira butar pelo
barato prego de 500 rs. a peca com 10 Tsras : na
loja da victoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Escencia de
Para engommado.
Vendem-se frasquinhos com escencia de ail
cousa eicellente para engommado porque urna
gota della baatante para dar cor em urna bacia
de gomma tendo de mais a mais s preciosidsde de
nao manchar a roupa como muitas vezes acon-
tece com o p de ail. Custa cada frasquinbo
500 rs.: na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Potassa americana,
Veode-se potassa americana muito nova e de
superior qualidade: ao eseriptorio de Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
DE
VISITA
DE
Chapeos de castor.
Vendem-se chapees deeetor de primeira qua-
lidade a 89, que j se venderana a 16, para
acabar: na ra da Imperatriz, loja n. 20, do
Dejarte. *T
Vcode-se um sebrsdo na roa das Cinco
Pontea d. 2?, com mu i tos ton modos : a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 s 9 da manha, o
de tarde das 3 as 6.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitados multo reoom-
meodaveia para as meoinaa que esto paseando a
festa nos amenos arrebaldes desta heroieacidade,
a prego de 29 cade um : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarle. Na dita loja cima echarlo
continuadamente oa seuhores consumidores um
grande e variado sortlmento de fazendas, tude
baratissimo.
Vende-se um cofre : na na do Queimado
numero 18,
ni Wj jc Hj cbc mi oa dio mkmqw?w
I
Uquidaco.
A loja de marmore.
10
10
5
iot m
Carines de visita da doto goato
Cartoes de visita de novo goato
Carise de visita de aovo goato.
Urna duzia porl6$M)0.
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 16*000
Urna duzia por 168000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
* Ra do Imperador.
Roa do Imperador | -
Ra do Imperador
Ra do Imperador,
Carro e mallos -
Urna pessoa que se vae retirar desta
provincia, vende um elegante carro
americano de bonito modelo feito por-]
encommenda, com pouco uso, com 4
assentos e 4 rodas de sobrecellente, as-
sim como urna boa parelba de cavallos
novos, junto ou separadamente : a ver
e tratar no sitio do Sr. Amorim, estra-
da de JoSo Fernandes Vieira ou na ra
da Cruz n. i.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cnidas e franjas,
a. loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor ioglez os lio procurados e muito bonitos I 36 Larga 00 KOSaPlO OO
cinteiros de fitas com pontas cabidas e franjas, e, Pedro Tinoco, havendo comprado esta loja ao
porisso podem agora ser satisfactoriamente ser- ; gr Vicente Monteiro Borges, pretende Tender
vidas as senboras que a desejavam ; ellesacham- miudezas baratas, e ter sempre bom sortimento,
se nicamente na dita loja d'aguia branca, ruado [ como sejam :
I Misssngas miudasa
f Escoras muito boas psra unhas a 320 e
I Groza de pennaa de ago a 240,320 e
Caixas com alfloetea a
Lamparines do gez muitoboss (caixa) a
n----:. j. i;_l. a. joo jardas a
Bournus de casemirs para aenhora
Manteletes de groadeoaple a
Leques de sndalo a
Bournus de caaemira para meninos
de todaa aa idsdes a 5f
Grande aortimento de caacarrilbaa,
trancas e fitas de todaa aa corea para en-
feites de vestidos por presos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
Rival
sem igual.
Queimado o. 16.
Fitas de chmalo
te muito boas el
bonitas.
Carreteis de Iinha de
Ditos de dita de 200 jardas a
Cartoes de colchetes miudos a
Ditos de ditos maiores a
Tesourss psra coatora a 200 e
Bico preto. Tara, a 180,240, 320, 400 e
Franjas pretaa com vidrilho, rara, a 320,
400 e
Traogaa pretas com dito, e brancas,
Tsra a
GalSo braceo de linbo, Tara, a
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BUSTOS l REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita*
res n. 47.
Um grande e variado aortimento de
roupas tetas, calcados o fazendaa e todoa
estes se vendem por presos muito modi-
ficados cerno, i de seu costurae,assim como I
sejam sobrecasacos de superiores pannos !
e casacos feitos pelos ltimos flgurinoa a :
269,28$, 309 e a359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16f, 18$. 209 e a *49,
ditos de casemira de cor Jnescledo e de
novos padroesa 149.169, 189.209 e 249,
ditos saceos das masmas casemiras de co-
rea a 99, 104.129 a a 149, ditoa preloa pe-
lo dimiouto prego de 89,109, o 12$, ditoa
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
S ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditoa de palha de
| seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brira pardo e de fusilo a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quaotidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditaa
pardas a 39 e a 49, ditas de brlm de cores
unas a 23500, 39, 39500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
I 69, ditas de brim lona a 59 e a 6|, colletea
Sde gorguro preto e de cores a 5g e a 6g,
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
g> e a 59, ditos de fusto branco e de brim
X 33 e a 39500, ditos de brim lona 4|,
B ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
P calcas do merino para luto a 4(500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaohos: caigas de casemira
prefa e de cor a 5f, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2g, 39 e a 39500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6J e a 7, ditoa
de cor a 69 e a 7g, ditoa de alpaca al39,
sobrecasacoa de panno preto a 12 e a
14*, ditoa de alpaca preta a 59, bonef
para menino de todas aaqualidades, ca-
misas para meninos de todoa oatamanboa,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babadoa lisos a 89 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de lia a 59 e a 69, ditoa de
brim a 39, ditos de cambraia rica mente
bordados para baptisadoa,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela aua grandeqmanti-
dade; assim como recebe-setoda equa-
quer encommenda de roupaa para ao
maodar manufacturare que para eate fim
temos um completo sortimento de fazen-
das do gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela suapromptid eperfeic.o nadadei-
xaa deseiar.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta dessa apreciavel opiata iogleza to proveito-
sa e necesearia para oa denles, isso porque a lo-
ja d aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 19500 ra. a
cana: quem quizer conservar aeua dentes per-
feitos prerenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca,ra do Queimado n, 16.
Vende-se
szeite de dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ra do Vigario n.
19, pnmeiro andar.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo Va-
por ioglez sus encommenda de boss, bonitas e
largaa fitas de chamelote brancas e outrss cores,
aa quaes sao excellentes pare cintos, lasos, etc.,
de vestidos para casamentos e bailes, assim como
para lagos de bouquetes, cinteiros de crianzas e
muitas outras diversas cousas, e como de seu Meiaspara senhora, duzia, a
costume os pregoa sao menores do que em* outra Ditas cruas psra hornera a
^qualquer parte; assim quem munido de dinhei- Ditas ditas muito boaa a
ro, dirigir-so a ruado Queimado loja d'aguia #Cartaa de alfinetea cabeca chata a
branca n. 16, ser bem servido. Pecas de tranca de lia (10 raras) a
PntflQqn rOiaSSa ta UUSSia. Apparelhoa de loa5a para nonecas a 500,
Vende-se potassa da Rueaia da mais nova e
superior que ha no mercado e a preco muito
cammodo : no eseriptorio re Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ra da Seuzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chas de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120 rs.
800 o
Ditos de pao muito bons a
Fitas de sarja largas muito boas a
Luvasde seda com toque a
320
500
720
60
160
30
60
40
60
400
500
500
320
80
2|500
25400
39OOO
200
160
30
I920O
640
600
200
Aos Srs. consumi-
dores de gaz
Nos armazena do caes do Ramos ns. 18 e
na ra do Trapiche Novo (00 Recite) n. 8, se
vende gaz liquido americano1 prianeira quslida-
de einocentemente ebegado a 149 a lata de cinco
galles, assim come se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas,
Farelo e mil no.
Vende-se na ra da Imperatriz n. 4 e tabv.
grande da Soledade farele e milho em aaccos
N* jf" Nova n. 19, vende-se velbulio de
ce res a 500 rs. o corado.
j- Veode-se um terreno em Santo AnJaro,
jtanto ao hospital ioglez, com 700 palmoade fren-
te, em muito bom estado; a tratar na ro do
Treffccb* n. 44, armaiem de Braga Son & C-|
Cbegaram de Lisboa no brigue Eugenia,
dous bonitos burros e urna burra, oa qoaes ae
Tendera por barato prego : para ver, na cocheira
do largo da Assembla o. 4, e para tratar, nio es-
eriptorio da Antonio Luiz de Olireira Azeveflo.
n. 1
Grande fabrici
DE
tamancos na esquina da
travessa de S. Pedro
Visto infelizmente existir a epidemia/ em al-
guna pontos deata provincia, e ser por todos sa-
bido que a hmida de nos ps concorre multo pa-
ra ingresso da mesma, visto que a medecioa
aconselha os ps quentes, convida o proprietario
deste estabelecimento o illustrido poklico em
geral, a troco de urna pequea retribuigo, mu-
nirem-se de tamancos, pois se rende tanto a re-
talho como em peqnenaa e grandes porgues, as-
sim como tamancoa de raqueta a moda do Porto,
qe ae vende de todos por menos prego do que
em outra qualquer parte.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do qusrtel, preprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com aliceres : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Banha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a aua boa fregue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a rende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
la do Queimado n. 10,
loja de 4 portas de Fer-
ro vendem-se as seguintes fazendas por metade de
seas valorea somonte com o fim de acabar.
Chalea do touquim o melhor que tem appare-
eido no mercado a 8,10, 15, 20 e 305.
Sedinhaa de quadrioboa, covado, a 800 e ig.
Chaly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs.
Casia ranceza, corado 740 rs.
Cortea de casaa de aalpicos a 3.
Grosdenaple preto, covado 13.
Dito amarello, corado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz a 4g.
Cortes de velludo de cores para colleto a 39.
Peletota de brimde cores a 39.
Lencos de seda de cores, um 600 rs.
Chapeos de palha para aenhora o mais moder-
no e rico que tem apparecido a 12,14 e 159.
Ditos para meninas e meninos por barato preco
Bonets de palha para meninos idem.
Cortes de seda de quad ros, fazenda muito su-
perior a 83.
Paletota de alpaca preta e de cores a 8$.
Tarlatana de lia com palmas matizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de senhora e
menvons, corado 4C0 rs.
Cbapelinhas de seda para aenhora, urna 6g.
Heias para menina de 2 a 8 annoa, duzia 29.
Vestidos pretos bordados a reliado.
Ditos ditos com babados.
Ditoa de cores, riquissima fazenda.
Panno fino de todas as cores, corado 2J500 e
350OO.
Manteletes pretos lisos a 12 e 159*
Ditoa ditos bordados o mais rico posiivel.
Cortes de ora fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de senhora.
Atoalhado de linho com 10 palmos de largura,
rara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
29OOO.
Dito de dito muito fino a 29300.
Chalea de lia e seda a 29.
Alem das fazendas cima mencionadas ha mui-
taa outraa de apuradoa gostos, que se vendem por
diminutos preces.
Aos fabricantes de velas.
O.antigo deposito de cera de carnauba e sebo
em pi e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 28, quasi defronte da igreja, onde conti-
nua a haver um completo sortimento daquelles
gneros, que se vendem por precos razoaveis.
Relogios.
Venda-ss smcass de Johnston Pattr A C.,
na do Vigario n. 3 um bello sortimento de
ralogiosdeouro,patenleinglez,deum dos mais
sismados fabricantes de Liverpool; tamben
ama varieds.de de bonitos trance)B;pra o
mesaos.
E outras muitas miudezas que vista farl f.
LuvasdeJouvin.
Gascarriiha.
Chegou para a loja da victoria grande aorti-
mento de casearrilha de todas as cores e largu-
raa e se vende mais barato do que em parte al-
guma, por uso venhama loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-ee o sobrado n. 23 sito na ra das
Cinco Pontas, com muitoa commodos: a tratar
na rus Imperial n. 108, das 6 aa 9 da manhaa e
de tarde das 3 as 6.
Vende-se urna mulata que sabe coser, en.
gommar e cozlohar com perfeiclo: na ra do
Trapiche n. 18, terceiro andar.
Urna barcaca.
Vende-se urna barcada do porte de 35 caizaa,
encalhada 00 eataleiro do mestre carpioteiro Ja-
ciotho Elesbo, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tea, aoode pode ser vista e examinada pelos pre-
teudentea ; vende-se a prazo ou a dioheiro ; a
tratar com Manoel Atves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
se encontrar! um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precoa baratissimos, como sejam: esireitiohas
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontas
largas a 19500, ditas pretas bordadas a 15600. di-
tas-pretss para duas voltas a 2g ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & ., successores,
ra da Cruz o. 4, vendem-se :
Machinas psra regar borlas e capim.
Ditaa para descarocar milho.
Ditaa para cortar capim.
Selina com pertences a 109 e 209.
Obras de metal principe prateadas.
Alcairao da Suecia.
Veroiz de alcatrio para navios.
Salsa panilhade primeira quaftdade do Par.
Vinho Xerez de 1836 em caias de 1 duzia.
Cognac em caixas del duzia.
Arados e grades.
Brilhsntes.
Carrosas pequeas.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversoa artigo de gosto, e proprios
' para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjas brancas e de cores, trancas brancas com
I vidrilhos e sem elles, cascarrilhaa brancas e mui-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, lu-
vasde pellica enfeitadas primorosamente, mui
bonitas e boaa fitas de chamelote, e emfim mui-
tos outros objectos que a pedido do comprador
serio patentes, e 6 vista do dinheiro nao ae dei-
xara de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quaolidade de fivellas
douradas e esmaltadas para ciotoa, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia ae conhecer nio o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadis, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 2jJ50O rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprio daa meninas irem para a
escola, e por isso bom que vio compostas com
urna das novas e bonitas cestinhas que ae ven-
dem na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'sgnia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, oa
quaes alo agora mui necesianoa para os meni-
nos que vio para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratos dirigir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca o. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber aua
encommenda daa' verdaderas pennas de ac
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que havia deseas boas pennas, com Indo
vendem-se pelo antlgo prego de2/000 a caixinha
d-i urna groza, quaotidade esaa que aa falaiflca-
das nio trazem. Para livrar de engaos, as ca-
xinhas vio marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Na loja da Bda F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontrarlo as verdadeiras luvas de
Jouvin tanto para homem como para aenhora,
advertindo-se que para aquellea ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Queimado n. 22.
IMeswMseM fiKoeeicete mniqi
Interesse publico.
Offerecido pela loja dei
marmore.
A loja de marmore tendo de apreaen-
tar coocurrencia publica o que ha de
maia novo em fazendas, tanto para ae-
nhoras como para homens e meniuos,
sendo que psra este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franca e
Allemanha as remessaa de seus pedidos,
tem resolvido, antea de apresentar o no-
vo sortimento, liquidar aa fazendaa exis-
tentes, o qne effectuari por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por prego mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteiga iogleza especialmente eacolbida a 800 e 960 ra. a libra.
Dita franceta a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos chegadoa no ultimo vapor a 29800 e 3J.
Chi byson e preto a 29 e 29880 a libra.
Vinho engarrafado doa melhores autores a 19 e 19200 a garrafa.
Vioho/le pipa proprios para pialo a 500 e 560 a garrafa.
Marmelada imperial dos melborea aulorea a 900 rs. a libra.
Ameixas portuguezaa a 480 rs. a libra.
Passas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachinbssde differentes qualidades a l$4O0.
Conserva* inglnza* as melhores do mercado a 800 rs. o frasco.
Massas, tamaos, macarrao e alema a 440 ro. Ubre.
Cerveja das melhores marcas a 560 a garrafa.
Genebra de bollanda superior a 500 rs. a botija.
Velas de carnauba a 440 ra. a libra.
Ditas de espermacete a 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 820 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 ra. a libra.
Alm dos gneros annuociadosachara o publico um grande sortimento de um tndo tenden-
te a molhados mais barato do que em outra qualquer parte.
ARIWAZEM
DE
Lotiza vidrada.
8-Rna da Cadeia do Rcife8
Grande liquidacao por
todo pre^o.
Tambem se vende o estabelecimento com aba-
timenlo.
Louga vidrada de differentes qualidades.
Vasos de diversos tamanhos para manteiga, do-
ce etc.
Jarraa fioas grandes e pequeas.
Ditas entre-finas e mMs inferiores.
Potes de differentes tamanhos.
Jarras e jarres para cosinha.
Resfriaderas (ou garrafas) de differentes gostos.
Quartinhas grandes e pequeas.
Copos da Babia e da Ierra.
Muringues finos e enlre-finos;
Fogareros para defumar.
Baldes de pao proprios para compras, cocheiras
e navios.
Escovss de lavar casa e navios.
Vassouras de cabello, piassava e palha para
varrer.
FVpaoadores de cabello para carro, mesa etc.
Carriuhos de differentes tamanhos para menino
ti incar.
C' 'nhas para menina de escolas.
11 s sortidos.
Cestas para compras sortidas.
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro braocaa e de corea para vi-
nho, licores, agurdente etc.
E outras muitas fazendas que seria difficil
mencionar aa quaes se venderao sem reserva de
prego por o dono do etabelecimento ter de re-
tirar-se.
Aos senhores sacerdotes.
Acabara de chegar loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22, meias pretas de seda muito au-
periores, proprias para oa aeobores sacerdotes
por serem bem cmpridase muito elsticas ; ven-
dem-se pelo barato prego de 69 o par, oa men-
cionada loja da boa f, na roa do Queimado nu-
mero 22.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogenho Jurissacs, do Cabo : a tratar all com o
Sr. Domingos Franciaco de Souza Leio.
Ra das Cruzes n. 4,
fabrica de charutos.l vende-se charutos a 15{SIo
milheiro, de fumo da Babia, velas de composi-
5o a 119 a arroba, e em porgio faz-se abati-
mento; afianga-se a boa quslidade.
Esponjas finas
para o rosto.
Vende-se mui finas esponjas para rosto, a 29
(ada urna : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de derpachar car-
teiras com agulhas de mui bda qualidade, e ex-
cellenle sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna; assim como receben igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que continuara 3 ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, oode se achar completo aortimento.
Na loja do vapor.
Ra Novan. 7.
Acha-se barato grande sortimento de caiga lo
francez e ioglez, ronpa feita e perfumarlas mui-
to finas, quem duvidar pode ver.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de diversos tamaohos, e os melhores que lerfl
vindo a este mercado, palo baratissimo preg
600, 700 '00 rs. cada um, e tambem ha cap
chos muitu grandes e proprios para sof e mar-
quezaa para 19400 cada um : na ra do Queima-
do, na bem coohecida loja de mlndezas da boa
fama n. 35.
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officia.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrado os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato do seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todoa os tamanhos.
SEM1CUP1AS idem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem dem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas aa grossuras.
PRATOS imitando em psrfeico a boa porcel-
lana.
CHA LE RAS de todas as qualidades
PANBLLAS idem idem.
COCOS, CANDIEIROS e flandres para qual-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-ae manhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se eoxommendas de qualquer natu-
reza, coocertos, qne tudo ser desempenhado
contento.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova remeasa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de ardinha, doce,
bolachinhas etc., etc. Agora pela feata come-se
muito dessas cousas e porisso 6 neceasario tar
um desses caivetes cujo importe 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte oode oa ha.
Caixinhas vazias
feitos
para con-
Muito lindas caixinhas varias psra se botar
confeitos e dar de preaente a 200, 820 e 400 rs.
cada caixinha: na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Multo boa lioha de croxele para bordado em
nvelos mooatros por serem muito grandea a
400 ra. o novelo : na loja da victoria na ra do
Queimado ni 75, junto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de cascarrilhaa de seda de
muitas e differentes cores, e vende-se 18500
e 295OO ris a peca, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Veode-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade, para aenhoras, e padroa 19000 o
par, por estarem principiando a mofar, e catando
'ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
t mado loja d'aguia branca b. 16.
ATTENQAO
M>i Mil Bk 1PMJIOT:
Escravos fugicojs.
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
MBTft.
da ImperatrizN. 48
Na 48-Rua
Junto qpadaria franceza.
Encontra-se neste estabelecimento um completo sorlimento de roupas de todas as qualida-
des como sejam paletota te alpaca preta de 39 a 109. ditos de merino preto a 79, dito de panno
preto saceos a 79. 89 e 129, ditos de casemira de 79, 99 e 12a, ditos de alpaca de cor a 39500, 49 e
79, ditoa de meia casemira de cor a 49500 e pretos a 5$, ditos de brim pardo e de cores a 39500 e
49, ditoa brancos de bramante a 39500 e 49, de brim trancado a 49500, sobrecasaco de panno preto
a 169,189 e 208> ditos com golla de Velludo a 189, sortimento de caigas brancas de brim a 29500,
89500 e 49. ditaa de cor a 19600, 29, 2f500 e 39. litas de ganga de cor a 2}700, de meia casemira
a 39, 39500 e 69, ditas de casemira superior a 68500, 79500 e 99, ditas pretas a 4S500,79, 89 e 109,
e de outras muitas qualidade, sortimento de collete de todas as qualidades, camisas francezas de
todas as qualidades e precos, serculas de algodo, de bramante e de linbo por precos admirareis.
Um sortimento de roupas para ment >s de diversos tamanhos, chapeos francezea para cabeca de
todas as qualidades, chapeos da sol de seda admiravel pechiocha para liquidar a 59500 e 69, ditos
para aenhora a 48 e 59, e outraa muit s qualidades de fazendas e roupas feitas que se afianca ven-
der por precoa commodos.
Meias pretas de seda. |f f @
Vende-se meias de seda pretas para aenhora
fazenda muito superior pelo baratissimo preco
de 19 o par: na ra do Queimado na bem co-
nhecida loja da boa fama n. 35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhas de corea em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo prego
de 19 a libra : na ra du Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a-Sj a resma.
Vende-ae na ra do Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 35.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito auoerior
pelo baratissimo preco da 240, 320, 400 e 480 rs.
a vara, vende-se por tal prego pela razio de es-
tarem muito ponca cousa ncaldidos, tambem se
vendem pegas de rendes lisas perfeitamente boaa
com 10 varas cada pega a 720, 800 e 19. ditas
com sslpicos multo bonitas e diversss larguras a
I92OO, 19000 e 29 a pega, ditas de seda a 29 ca-
da urna peca: na ra do Queimado na bem co-
ohecida loja de miudetaa da boa fama n. 35.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se superior agaa de lavander iogleza
pelo baratissimo prego de 500 e 640 rs. cada fras
co, pomada muiliasimo floa em paos grandea a
500 e a 19. vndese por tao barato prego pela
grande quantidade que na : na rtia do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n, 55.
ILoja das 6 por-!
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa'fejta muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos, ?
ditoa de caaemira de cor de fuato, ditoa I
de brim de cores e brancos, ditos de !
ganga, caigas de casemira pretas e de *
cores, de brim branco e de cores, de gsn- I
sa, camisas com peilo de linho muito t
finas, ditas de algodao, chapeos de aol "
de alpaca a 49 cada um. I
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender ha rna da
Moeda taixas de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, aa
meamaa que se vendam a 120 rs. : quem preci-
sar dlrija-ae a ra do Trapiche n. 44, armazem
de fazendas.
Fugia no da 20 do corrente de bordo do
patacho Capuama, o escravo crioulo marinhei-
ro de oome Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguos signaes de bexigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac eseriptorio de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
Fugio no dia 6 do corrente as 7 horas da
noite o mulato escravo de nome Izidoro, idade
de 22 a 24 annoa, tem o roato picado de bexigas
que as leve em bastante escala, a pouco menos
de mezes, e por isso anda tem rosto preto das
marcas, escuro da cor, cabellos e barba cortada,
quaodo anda parece puchar de urna perna por
nao poder ainda bem sentar um d,os ps era vir-
tude das bexigas que teve, levou caiga de riscado
e camisa de madapolo, chapeo de feltro, eate
escravo foi recebido em pagamento do Sr. Joio
Jos de Medeiroa Cor:eia, da Parabiba, suppoe-se
que tomara o caminho de Nszarelh ou Lagoa
Secca oode j trabalhou de sapateiro ou mesmo
que tomasse o caminho da loga do Bacamarte,
donde natural e tem prenles e senhores mo-
gos : roga-se as autoridades policiaes e capites
de campo o apprebendam e levem ao Mangui-
nho sitio defronte da capella do mesmo nome
ou ao Recile ra do Amorim o. 27, eseriptorio.
de Jos Nunes de Paula que gratificar com ge-
nerosidad e.
Fuglo no dia 9 do corrente (Janeiro) da en-
genho Santos Mendes, da comarca de Nszarelh.
do abaixo assigoado, um escrtvo de nome Flr-
mino, de 28 a 30 annoa de idsde pouco mais ou
menos, alto, corpolento, bonita figura, nao mui-
to fechada a barba, aera achaque algum, pernaa
grossase um pouco aberlas, ps grandes e cha-
tos, quando falla fecha um pouco um olho,
muito ladino, e falla muito desembaragado,
crioulo, de cor preta, bom carreiro, bom car-
gueiro, sabe comprar e vender, entende de fazer
assucar, de suppor que tenba as nadegas
marcaa de chicote, foi comprado ha 12 ou 14 an-
nos pouco maia ou menos no sngenho Morojo,
desta mesma comarca, onde tem muitas relagoes
assim como ss tem na praia de Itapissuma e
n'outrasno Recite e sertao : roga-se as auto-
ridades policiaes, capites de campo e a qualquer
peasoa em particular a spprehengo de dito es-
cravo e leva-lo ao referido engenho cima men-
cionado, ou ao Recife na praga do Corpo Sanio
aos Srs. Manoel Ignacio de Uliveira & Filho, que
receber 2009 de gralificago. Dito escravo ftira
visto por duas vezes urna em terraa do engenho
Aldeia da comarca de Pao d'Alho,- e outr. em
terraa do engenho Machados limitropbe do mes-
mo engenho Aldeia, por isso de presumir que.
ou esteja acoitado por algum senbor de engenho
visiobo cujo carcter com isto se coadune e cora
algum pensameoto reservado a melhor saptisfa-
ser oa aeua intenios, e conseguir certos fins por
elle a muito desojado, ou por algum de seus
moradores, ou eolo tenha ido para o Recife on-
de tem muitas relagoes, j por ter toda a sema-
na ahi vender agurdente, ja per ir estado all
diversas vezes por 3 e 4 das esperando res-
posta de papis, por isso de suppor que ou es-
teja no ganbo ou em alguma sucia da negros e
de cenalha ou em companhia de alguem ; por-
taoto roga-se sos Srs. de engenho e todas as pes-
soas visiohas doa engenhoa acims mencionados,
assim como aos senhores dos mesmos eneeahoa,
como tambem as pessoas da praga a apprehen-
sio do dito escravo que receberao a paga cima
e flearei muito obligado; assim. como protesta
proceder com todo rigor da lei entra qualquer
individuo que por acaso o tenba em aeu poder
ou oceulto. Recife 24 de Janeiro de 1862.
Lanrentino Gomes da Cunha Pereira Beltrio.
'--



Y
DIARIO DE PERNAMBCO. TERQA FUfiA 11 D mitttftO DE 186i.
Litteratura.

A'proposite dos Primeipos Cantos do
Sr. Epiphanio de Bitencoort.
Quem que falla no m o rmenlo lUterario da
Russia? quaolos So os prosadora! e poetaa que
enriquecem as ledras da Polonia ? que roz polaca
euta agora um hymoo de paz que actente a
pobre escrara atada ao poste da tyrannia, pela
niao do fllho do Neva, inclemente como a steppe
adusta de aeu bergo?Nao sei.
E quando a guilhotni qo terrorismo abalara a
toz da Chnier no tundo de S. Lzaro, e regara
a liberdade com o saogue dos justos ; quando o
triste drama das barricadas de julho rasgara a
pagina de enthusiasmo em que o grande Br'an-
ger escreria seus ciatos amigos do poro; quan-
do a revoluto de fevereiro trocara em Franca a
lyra de Vigny pelo sabr da guerra, quem que
ousa*ra anda n'esss febre das rerolucoes que era
o renorescimento da alma nacional, quem que
ousara na poesa da solido, caotar a natu-
reza e o amor, e os mysterios do corceo, e 01
segredos da iotelligeocia ?Ninguem, porque du-
rante a tempestado as ares nao cantam.
As rezes a sociedade tem soffrido a profanacao
de su as crelas, e os cambiantes de luz de sus f
'tem desmaiado como moribundas: assim como a
creagao se Onda e se renora'todos os dias, pela
eterna ebuligao das forgas do infiatto, que traus-
formara o Qmtismo, ta-ubem o genio das socie-
dades que a parle mais divina d'essa croago,
tem guj? crises de renovagao em que as ideas so-
ciaes e moraes, relhss e carcomidas pelo dente
do passado iofmlil de abusoes e de oebiioas das
nages que jurenescem, lutim com as ideas o-
ras do futuro mais lirre e mais philoaopbico das
geraces que sahem, em todas as eras de gran-
deza, da mo de Deus que abeoga a humaoi-
dade.
Essa lula o espectculo noro e grandioso de
todas as crises sociaes em que os horisootes mais
Tastos que se descobrem, sorpreodem e assus-
tam ; d'essa lata nascem a coofusio, o martyrio e
a duvida da ricloria, emquanto dura o combale;
n'essa lula, que conten em germen a prophecia
de raelbores dias, esto ao mesmo tempo o sof-
frmeolo dos corsges velhos que tem saudades
desse legado de costumes, de ioteressea e de
creabas communs que receberam de seus maiores,
e o atordoamento das caberas anda jorens que
s6 enchergam a desorganisacao apparente da
guerra, e cuidare que a bumanidade nao posse
maisum dogma santo, ama so rerdade grande e
coosoladora que possa aerrir de bandeira de paz
em meio aquella rertigem.
monicamente com patureza em suas perfeiges
mais ilaei.
E quando o callo do bello feflorsce, encontra
da ooro lioguagem da poesa que a sai J>a*
guagem por excellencia : asa lioguagem de ima
gana que ao aeotimeolos, de cores que ajotar*
monias e que a lyra canta lio bem 1
Ora poia: o que bel de dizer da poeaia brasl-
leira ? oude ealao os typos propriamenle ooasoa ?
onde eslo aa aceas de nosaa naciooalidade ame-
ricana, encaixdas do quadro de nonas florestas
rirgens, de nossas muntrnhas e ros, immenaa-
menie ricos e solemnes de mageslade e de gran-
deza ? onde esli as tradiedea poticas que a al-
ma lirre, em urna natureta ora e colorida pela
luz de um aol focando, pelo azul do eu lmpido
do cruzeiro, pelo matiz de ama vegeUelo luxu-
riosa o variada, dereria ter ido recolher, no la-
berynlho das selras, dos primeiroa lhos deste
torro f
tf excepyao daa Poetiai Americana* edos Tym-
bitas do Sr GongaNes Dias, do poema am tanto
Cosmopolita do Sr. Magalhes, de um ou outro
quaJrodo Caramur de Fr. Duro, o do poema
indgena que nos prometa o autor da critica
Confederaco do Tamoyos, eu nada mais aei da
poesa brasiteira, nao ser um cauto ou outro
que anda abi destacado as gazetas, como a fo-
lha secca que o rente arranca do tronco que nao
tem maia seiva.
Temos am Parnaso, rerdade, mas eu nao aei
quem I he aeccou a CaHatia ; ae foi a mo gelada
do egosmo e do inleresse que mureba nossas
los mutila-Ibes as concepedes fras, e j rasadas
am outros moldea O byronismo to btm Moli-
do de A. de Azeredo e de Casimiro d'Abreu que
riram de perto a fealdade de nossas cousas a as
caricaturas de nossoa bomens, lm achado rio
achando, da nosso lampo, jorens martyre do
decrer, rubicundos e ndioa, com urna masa de
hooteffi, i* oo esquife e fingindo-se mora.
O Brasil floro ?aern o aei: mas porque ra-
zio, 'Boro como comeca elle pelo desperdicio
de suas forras, pela mudez de sua roz de gigan-
te ?na infancia qu trovas ingenuas nati-
raa do paiz sao paras e be.'as : alias, elle ooro
s oo slo, a crilisoQo foi Iraoiplaotada.
O poro canta as estancias dos nossos poetas?
bem o aei, e ha algumas bellissimasqae valem
'sse amor doa coracoes singelos: mas isso o que
a. ae o poro lambem cantarola as rimas de
do sertanejo, e quadrinhas de prtstpe
nossos darotos anacrenticos? Alias, como
o reconhecd o Sr. Macado Soares, nao te-
essas tradicoes, eases costumes morios, es-
ida esraecida, esass lendaa queridas que dei-
xam em aeu lagar urna cangio popular: as que
ourimoa aqu de nossas amas, emquanto enan-
ca, sabiram de algum lar isolado das margeos do
Riba-Tejo, ou das planicies visinhas do Vooga a
do Douro.
A explicado dessa mudez, ou peior que mu-
dez, desea dissonancia potica, nao a poseo a u
dar: nao durido qae ande muito lyriamo por al-
ma de nossos poetas, mas, nao fallando as bri-
llantes excepcoes que felizmente se con taro, el-
lea parecern esees habitante do polo do norte de
J"~^ ~* -------
i I ** 1 *"* P najaiiaa m>i*oa
lasiiiuicoea e nossas creoca i nao aei ae a indif- ,ue fs||a 0 capllo Br marmatam de manba
lerenga que nasce da coutemplagao de males estrophes dirinas
que ninguem d remedio, de aspirares que
ninguem d azas, de esperanzas que ninguem
di alelo ; nao sei se o eosurdecimento que pro-
duz nos peosadqres desanimados e mudos, o grs-
Ihar descompassado e cyoico do mercantilismo
que conspures com suas azas de harpa, a polti-
ca, a religio, o amor e o entusiasmo, n'esta
era prosaica doa inlereases materiaes.
E desse pandemonio agitado pela febre dos
systemas, pelas visos dos oovos prophetas, in-
dignado pelo silencio dos Obermanns, pelos l-
mures dos que fogera o terremoto que ha de tirar
do seio da humaoidade urna nova era, nascem
os descridos e os scepticos que nao sabem espe-
rar que surja a ordem do chos, e os iodiffereo-
tes que apeoas murmuram o primeiro vagido de
desanimo e morrena como abortos que ao.
O Renato de Chateaubriand, o llar od de By-
ron, o Adolpho de B. Coostant, o Candido de Vol-
taire, nao sao somenle lhos de urna dOr indi-
vidual e egostica que passaria sem echo, sem la-
grimas, sem sympathias, em urna sociedade por
rentura crete e feliz.
Nao : elles foram lidos, amados, recebidos no
eorago do poro, e festejados em seu lar como
amigos auieotea que Ihe rioham dar "consolago,
acompanhaodo em seus atades fnebres, squel-
le solucar de taoto descrer que trabalhara o se-
cuto.
Se as proprias maguas 'aquellas almas de poe-
ta preparavam o fel, se as orgias que maocharam
de impureza a cabera loira de Musset o fez can-
tar assim, foi a contemplago do mundo exterior
reagindo sobre elles, foi a conviego profunda de
que lnes ia n'aloia um thesouro de estrophes que
nao era s d'elles, e que deviam partilhar com os
pobres, foi a sympathia oceulta de um gemido
que responde ao gemido perdido no espago, foi a
sociedade com os seus males e o seu aociar de
gigante delirando, que os fez escrevr aquellas
paginas.
Foi ella, sim : a lioguagem que se falla na Ita-
lia doce, potica, aonhadora como a rastidao de
seus mares, como a belleza da seu cu, como o
ao
Su i
pleodor de suas mararilhai; a lioguagem da
tasa forle, iodependenle, grandiosa, como a
to/gestode de sua natureza, como a elevacao de
s.montinhas, como o canto dis ares de Deus
'nao pisam a planicie. Do mesmo modo, em
a sociedade agitada e soffredra, a litteratura
que a sua expresso, ha de ser sempre triste
como a prece que pede um sol mais puro, des-
grenhada e sentida como o salgueiro da monla-
nha que repele os quoiiumes do reato rijo do
invern, por horas tardas a noile.
Entretanto, por mais que o bello ideal da hu-
maoidade entrevisto pelos scismas do poeta, pa-
rees trazer em sua froole as nUvens de Jehovah
que ameagam com o raio, o mal s dura o pe-
riodo de urna transigi e o bello acaba por con-
quistar o lugar que lhe compele e que o pri-
meiro na natureza e na alma do hornero : por
isso, diz A. Martin, que a alma em seus transpor-
tes, em sua poesa mais elevada, encootra-se har-
A epopa, nunca a viu o Brasil da 1822: onao
tanto porque entre nos se pense que o poema
reounciou ao individualism> que oeste secuto re-
presenta na historia e na critica o sea papel glo-
rioso, nao: antes tatvez porque anda esto por
rirqs hroes brasileiros que meregam a estrophe
recoohecida do poeta, orgo embastada da gra-
tidodo povo. Nao oque uos tenha faltado gen-
te desse lalhe, mas o beToismo naseente foi es-
magado pela ambigoqse gu-ardou pera si o nos
so paiz como um tropbeu.
A poesa classica deixou o paganismo da trra
do Hellesponto, deixou o polylbeismo das Iyras
romanas, e mais colorida pela luz do geniofran-
cez, mais animada pela vida do drama e do- poe-
ma didctico, repudiou Homero e Sophocles, Lu-
crecio e Virgilio; para lerar ao Panthion d"o se-
culo brilhante, o autor do Ck, o de Alhalia, e
o busto de Moliere. Shakespeareo trgico com
o seu Othello por braso. Milln- com o laurel do
seu Paraso Perdido, Goethe com o seu immortal
Fauto, Klopslock) com a sua divina Missiada,
Wieland com o seu Oberon, Camoes com os seus
Luziadoi e Garren com o seu Cambes, ho de ser
a invejs e o desespero eternos da oos-.ia musa
classica emquanto ella s livera bagagem em nos-
aa trra.
O romantismo potico cantou anas duliarapai-
xonadas na Ierra das crencas e dos loaros do ta-
lento : anda hoje os gondoleiros de Veneza sao
osenos vivos das estaocias do Tasso;, ataderos
labioa ardeolea da Andaluoa scuoaadora murmu-
ram as endenas de amor de Caldern aq dieco
argnteo da la melancholioa do cu hespanhol;
e as imprecajes de odio ao velbo rgimen doj
penitente do padre La Chaise callam-se hoje ante
o eslnbilho popular e alegre da esneoea do ve-
lbo Branger.
E nos? temos a poesa romntica como elles?
perguntarei com madama de Stael r temos nos o
lyrismo que vae errar pelas regioes do espago em
scismar contemplativo, que osquece os rumores
da trra para escutar as barmooias celestes, que
considera o uuiverso ioteiro como um symbolo
dos transportes d'alma?
' certo que ha poetas nossos que valem muito
e comprehendem esse lyrismo : elles sao- essas
aves de bom agouro de que talla Lamartine, aque
se v passar sob tantas nuvens e entre tantas fo-
Ihas seccas : aves raras que nao podem disoipar
i tormenta com as suas azas puras, e cujos can-
tos ethereos ninguem recolbe, oinguem sabe sa-
cular c oa trra; ea que a tem por auditorio
deseua uotevos d'alma o sabia solitario que resa
na malta o seu hymoo de saudades, e o, regalo
medroso que murmura as pedras de seu leito de
violetas, nao sei que queixumes de poesa inti-
ma, de mysterios sem echo, de trovas solugadas
ao spro das brisas do crepsculo.
Oh I mas temos tambem desses vales de H.
Heine, que ao pardees enfezados com phospho-
ros as garras, que querem semelhar a aguia do
cu empolgando o raio de Jpiter. E' que una
a oatureza que, na phrase de Chateaubriand, o
observatorio de onde se estada a bumanidade,
vae animor-lhes o estro, bem longe deale slo
siberiano, onde o manto do trabalho animador e
Ilstralo relalhado as pragai como a tnica
de Cbnsto : esses sao felizes porque aioda os ha
de ouvir o Brasil do futuro, que este agora
sardo. A' outros que nao deixam a trra, que-
br o desanimo o atad6 ; muitos que nao cui-
dam de viver em terreno seu, o furor dos mode-
FOLHETIM
O PAIZ DO MBDO O
que ninguem escata, porque o
fro as rgela na atmosphera, e larde,' quando
algtrm raio tmido, perdido de sol, vae afagar es-
se clima, o degelo deesas estrophes imperfeito
e a d-esbarmonia, inevitavel ;-ouve-sa a voz,
mas nao se v quem falla :de njuem ser a cul-
pa ?doa vates ? nao, mas da atmosphera, da
pobreza do luz em que elles viveor, do gele que
entesa de nrais ao cordaa da harpa, cordaa que
rara mo p-de vibrar sem que se partam.
Um de nosso poetas modernos, o Sr. Epipha-
nio de Bitencoort publicou ltimamente om bo-
nito volume de poeaia ft quedeu o nomedeLu
e Bysterio: porque assim o chamou, di-lo o
poeta em aeu prolego gemido, em que pinta o
negrume de sua vida e le a euena-dicna de sua
musa fnebre e descorada.
Kstylo fiuente e animado lera elle incontesta-
velmente ; mas por ventara ara deleito no poe-
ta, a exagratelo de seu martyrio.
Se nao fosse a instigado daqoelle recordar
pungente, talvez nao tivease elle feito esse pro-
logo, que" mais urna confidencia, ama pagina
inteira, deque a chave de seu livro do mysterios
qae nio sao todos tristes, que nao sao* todos fi-
lhos desse nico episodio qae- sea'pincel tracoa
com lagrimarlo frontespicio da sus obra.
Quererla o poeto com elle que eutendesoem me-
Ihor aquelles gemidos que lheeseapam no trovar
s vezes mereocorio de aeu plectro ?- oh r nao,
que a palavro sae fra, e aa imagen paludas e
es tragos indecisos, quando te diz o que nao rae
o'alma ; nao, que a poeaia o eho do que Aa
verdaderamente divino no eorago do homem, o
como nao ha echo sem voz, niogueo precisa di -
ser que soffre quando gome, porque Dio se erS
maia hoje as carpideirao marcenaras oVs eoter-
roa turcos.
A sua collecgo tem flores bem bonitas, tea
lnspiracoes que prometiera muito se o poeta cul-
tivar o aeu estro : aa poesasElla,O/inoJAia;
a aubsequenle sem epigraphe,So*irAo,N*um
lbum,No Templo,Dadiva,No lbum da
Sr. M. A. Jess Jnior',UmaNoute,Sonhos
Douradoi-,a a Saudaco ao Atheneu, meu
ver, seo as melhores do- rolume.
Se o poeta tiresse feito dolas urna colletcaozi-
nba parte, poda imprimi-las em typos donrs-
dos, por que sao na realidade urna escolha de pe*
rolas do sedimento, engastadas om um boMo tra-
balho-de imagioaco. Gonfesso que tire toveja
do poeta quando li esta eaOophe V
Meu dse jo ?era arraocar dos astros
O astro mais gentil do firmamento,
Para te eorar a fronte altiva :
Meu desojo T>era ser teu pensameoto t
Aquellas estrophes finan--
O homem como a are que anda errante ate*-;
e estr'outa :.
Se nao depara nos tristonbos rmos etc.,
da aua posia intituladaN'hm Alburno-, sao frs-
tes o sentida como o gemer de urna esperaos
esmsgada pelo destino.
No lbum do Sr. Jess- Jnior escreveu o-Sf.
Bitencoort inspiracoea de ama candurs, de orna
felicidade de imagens e de expreases que fazem
dessa poesa, um mimo de gosto da sua lyra :
ahi pinta elle a noute com cores to suaves, a aa-
tureaa com to poeticoa matizes, as rises de
urna teriaoca que dorma, com traeos lo ionocen-
tes, to puros I.... um sonbo de aojo que s6
um pincel raphaelico pedera reproduzir sobre a
tlK
\
Aquellas cinco quadra que se chamamUrna
Noute, sao ioimitaveis; lyrismo saudoso, lngui-
do, bello como um sonhe de amor no corar de
um lyrio animado.
Soxnnu|l o nomo de urna de ai po-
m5^JJ",i* y"*" oielbor saotidaa qie eu te-
nho lido : ouri-a caotar mais de ama vez por
maia de urna roz argentina e doce, em noitea da
luar, dorante a nossa festa.
Sao poesas quui toda sem um pensamenlo
Philosophico, aem pratences didacti, eacrip-
laa como foram sentida, sentidas como a ioani-
ram ao poeta a hora da aolido, a saudade do sea
passado, aa rises de um sonhar aereo! aa notas
de um cantar rago modulado ao acaso. ( Nao que-
ro, porm, dar no defeito dos crticos de encom-
mende que nem cobrem faltas com o seiu silencios
oem curam olhos adoeolados com seas incens,
que insuflara : hei de ser franco. Benj se r qu
esse rolumo do poeta o primeiro qufe lhe sae
da peona : deiejoa de lomar am luga) na cons-
leiiasao de nossos bardos, amor proptlo de autor
que presa ludo o que disse, porque disse ludo
para agradar, andaram ahi instigar, o autor do
lirro nao aupprmir canto algom dos que elle
hara destinado a dar I eatampa. Aioda mal I
que em vario dellea, s ae encontra la obra can-
sada de urna imagioaco urgida pela muita sede
da publicidade, qae foi colbendo as prestas no
campo das imagens, malta moeda ji gasta pela
circulagao de outraa paginas:s .astronoma, a
botnica, e aobreludo a zoologa froeceram ao
poeta a materia dessas lnbas onde [o aentimento
entrn por contrabando. O poeta /nao quiz se
lembrar queso osdeuses homricos poderam per-
correr o universo em qaatro pasaos!: os Apollos
hoje tem a edade das illuses para sentir, e depos
eacreram. Vlem noftes inteiraa [com apeona
Sobre a pagina branca de um lirro esperando $-
se sentir; torturem aimaginago, traoflgurem na
bigorna do rytbmo efflgies j informes dasmuitasl
malhidas qae lhe dram, e eu quero ver qae
poesa ha de aabir d'abi: dessa poeaia que faz
rir 6 Pascal, sem modelo, sem cares, marcheta-
da de termo bizarros,de edades de ooro,de
maravilhas,de estrellase de passaros, poesa
que semetha ama mnrbtr que, para ser admirada
peloa olhos peqoeoitfos daquellesque nunea ri-
ram crystaes, fosse ornsr-se de eapelhos e cadeias
de ouro que la>s encobrem a belleza natural que
por rentura poderia osteorar.
Nao. 6 que eu quiseaae encontrar em cada pa-
gina um tratado de moral oa ana prelecelo de
psychologia, mas a lioguagem qae o poeta dere
fallar a lioguagem de todoe os cultos: a biblia,
por exemplo. um lirro saotode poesiaaede moral,
porque o verdadeiro enthusiasmo do philoaopho
chnstao que falla em nome da alms em todas as
suas manifestares, na regiio celeste onde paira
e onde canta ao universo, nao tem s flegea qae
deslumhran, nio tem s dogmas qae matara a
Verdadeiro para no molo daa msgoMlcenciaa
da cldade de Rom, a mulher era odiosa o dea-
presirel aoa olhos do altivo romano : < do ber-
co i morte ana rida foi ama aerfe nao inter-
rompida de humilhages, da aoffrimentos e le
dores. (Venturo) o paganismo qae minoa a
structuu do edificio romano, aaaeatoa todas aa
suas bateras, deaparou todos oa seus tiros so-
bre a mulher ; porque elle bem aabia que cor-
rompida a companheira
f ;' iho-.r"eVe"gTi::Uqeurea XJSSS'StSiff.
aos na estrada da rida, completa seria a aua vic-
POR
A. DE GONDRECOURT.
(Costumes dos nmades.)
PRIMEIRA PARTE.
(ContinusQo).
XII
Madama de Goollieben encontroa-se com o ba-
ti Arnold, e tomaodo-o pelo braco, o conduziu
quasi raslos at o seu aposento.
Sente-se, meu sobrioho ; tenho de ocenpar
a sua atiengo com um assumpto bom grave, e
bem triste.
Que tora trgico com qae falla, mioha ta I
Ai de mim I Nao faca caso da emogao que
me domina ; atienda nicamente para a terrivel
verdade das michas rerelages. S pego i Deua
que lhe d a calma e sngae fro que faltam ao
meu coracao ulcerado, e tranzido de rergooha.
Sombra pallidez espalhou-se pela fronte de
Arnold.
Acabo de estar com Thereza e Magdalena,
disse elle desassocegado ; nao podem i ellas re-
fertr-se es desgranas com que Vmc. me ameaga,
pois deixei-as em perfeita traoqutllidade.
Coohece esta letra ? pergantou a viura,
mostrando o subscripto da carta dirigida Fran-
cisco Kein.
Ainda o anonymo 1 exclamou o baro. Dei-
xe-me 1er, mioha lia.
lia de 1er ; maa antes dero prepara-lo para
um golpe tremendo.
Nao, nao preciso, replicou Aroold apode-
rando-so da carta que abriu com a mo convulsa,
e leu com roz trmula : o Em Fluelen, esta ooi-
te ou amaoha, 24 de dezembro. O que sig-
nifica este noro mysterio ? Responda-me, ae-
nhora.
__Significa que miaha sobrinba, sua mulher,
ba dous uias espera que o bario Walter de See-
lorf, seu seductor, lbe designe a hora e o lugar
onde dere ir ter com elle, o que succeder 24
de dezembro oo esta noile em Fluelen.
Calumnia I Walter morreo.
Walter est vivo ; apparecer noite em
Fluelen, e se esta menaagem chegaase ao aeu des-
tino, era vez de parar em roinhaa mos, a sua
mulher, opprobio da nossa familia, abandonara
esta casa, aeu marido, sua tia, e talvez tambem
aua filhioha para refogiar-se nos bracos de um mi-
seravel, que jurou fazer a nossa vergonha e des-
espero. _
Arnold nao respoadeu: eatava fulmioado. Seu
bello semblante, qae ae tornara lvido, apresen-
tara o aspecto do marmore : nelle apenaa a rida
se rerelara por certos estreaaecimenloa rpidas,
symptoma dos mais agudos soffnmemos.
Eoto, meu sobrinho, nao compcehendeu o
que ihe disse ? Pois bem ; vou explicar-me me-
Ihor, e darrlhe a chave de toda esta abomioavel
intriga.
Falle, mioha lia, murmurou o baro : ou-
viado-a procurarei readquiriraamiohaa forgas.
Madama de Goollieben narrou com todas as
suas particularidades a historia do mendigo, in-
sistindo as menores declararles no intuito de
convencer um espirito infelizmente lo cioso, que
nao poda distinguir a falsidade da fbula infer-
nal inventada por Francisco.
Bem, disse finalmente Arnold com un re-
serva glacial. Mande chamar esse mendigo ; que-
ro eu mesmo interroga-lo.
Francisco Kein apresentou-se s s-palpadelas
com o seu bordo procurando desviar-sedas me-
sas e cadeiras do aposento. O audaz complico de
Walter nao variou urna s patarra no interroga-
torio que lhe fez Arnol 1; antes desempenhou to
bem o seu papel, fiogiu tanta coutriegao as suas
revelages, encarecendo o servico que com ellas
prestava moral, que o baro disse-lhe :
Agradego-lhe, bom homem ; fique sendo
hospede desta casa at que possam ser reconhe-
cidos os seus bons oliicios.
Eoto, meu charo sobrioho, perguntbu a
barooeza viuva.depois que o mendigo se retirou,
oque pretende fazer agora? Ter bastante animo
para laogar ao desprezo essa vil creatura, que o
illude, e perdoar-me-hacom generosidade a cul-
pa, qus commeitl, aconselhando-lhe semelbaule
unio?
Senhora, ha da ser aquillo que Deus qui-
zar 1 Por ora pode ficar desosegada : ainda aou
bastante senhor de mim mesmo, para nao ac-
crescentar o ridiculo de um rompimeoto desairoao
ao ultrage feito ao meu nome, e ferida aberla
em meu eorago.
Naquelle momento a sinela annunciou a hora
costumada do jaotar, e ao mesmo lempo ouviu-
se a voz pura de Thereza em direecao ao aposen-
to, onde se acha*am seu esposo e sua tia. A no -
bre e casta senhora entoava urna cango infantil,
acariciando a linda Qlhinha que trazia em seus
bragos.
O bario Arnold estreraeceu, voltou o rosto para
oceultar viuva duas lagrimas que foram logo
devoradas pelo seu orgulho e desespero.
Th-rcza enirou no aposento de sua lia quando
conclua urna das coplas innocentes, cujas, notas
harmoniosas nos fazem rir na infancia, caja sua-
ve recordago adoga a nossa velhice.
O desditoso esposo envolveu sua mulher e sua
nlha n'urt mesmo olhar de amor e de assombro.
Nunca Thereza parecer to bella & seas olhos ;
nunca Magdalena se lhe apresentra lio risonha,
tSo linda e lo fresca, como o aojo de urna riso
celeste; e ellecontemplando-assenta* o do-
A poesa dos soes que s tes .
teiros ou frivolos em muitas itoh'
parece-me um instrumento ei
^ue leram urna eternidade a afli
tirem um som melodioso de su
naamentog ras-
alti-sonuantes,
mos inhabeis
v-Io antes qae
a cordas.
tem ao mesmo tempo amor que engrandece, pre-
ces que consolara, imagens que attrahem, e ver-
dades que a humaoidade abraca e que sao a saa
esperanga e o seu thesouro : eis ahi a poasia
que a sombra do infinito na fronte do cantor.
Canto por tanto, mais ralra enlio auspender
urna harpa aos ramos de am aalgueiro e deixar
que suas cordas gemessem ao passar da ven-
tana.
'O poeta pecca anda por exagerado algumas ve-
zes : essas saudages que vera no sea livro, sao
^i?8.'0* Doni'0i hem escrptos, muito imagioosos
ma ser rerdade qae todos aquelles quem
at
Nird pretende qae am pouco de imagioacio
e mulla memoria flzeraar de V. Hago o grande
poeta da Franca ; ae Nisard nao fallaste de Hu-
go; teria razio em condemnar o vate : a imagi-
nagao devoaer a palheta do uatro,iuem se
desecha na teta nao ella, 6 a latureza-, a oatu-
reza sentida, traduzida, transformada pelas apre-
cieces individoaes do poeta.
Neste ponto a poesa calmo a pintara: o
metro, o estylo-, a rima a aa imagens nao bas-
tara para o poeta, assim como neo bastam para
o pintor, o trago,- o relevo e o oolorido : esse
e o processo ; mas quando ao processo falo a
imitago da natureza com as suas cores relativas
e harmnicas, com os seus contornos e rogo de
luz ; quando ao processo e imitacx falta a arfe
que nasce-do eorago e do aentimento e di ao to-
do urna alma, um typo, ama ravelacao indivi-
duaos, ler-se-ha um busto em tarso, am paisa-
porte rimado, ou a cadencia de um vae-vem de
palavras, mas nuncaa poesa.
NaCruz e liberdode-, por exerapio, que,
meu ver, est quem do a su rapto ; lee m-se es-
trophes contra as qaaea nao be que dizer quanto
diego e ao metro ; ma o-que i ios disse o-poe-
ta da expresso da cruz e da mislo da liberdade?
nesse caato cuja epigraprie j de si to-pbi-
losophica, eonta-se apenar a his wria imagiaosa
da vegetagaoae am le ano.
O mesmo- digo daVida e o-Tmulo : aem
ama idea de Dus- e da immortalidade I.... urna
Saudade legando- urna lagrima ajama amiga ig-
nota, e recoramendando-lbe quelafto Ih'a retri-
bu porque quando morre um rooxinol, aquello
que sobrevive vae vi vendo o can
neda aconteeeese.
A aua Amisait uma-casso!
cercado de tulipas : mais nada.
Vejam,o roouucetoSatn e-o|
cesso perfett : tem rajos, tem
tascos : um temporal deafeito q
peior se nao fosse a cadeocia mooi
que mal exprime os estertores di
rolla.
la como se
ia do incens
-: o pro-
ra goes e car-
seria muito
:oaa da rima
natureza re-
Mas a arte ? maa a expresso di
Um peleador vagava um dia descuii
lhe dtsseram quie ia morrer ; urna f
que lhe andar acata e lhe estendi
Satanaz : soube-se depois ), foi afui
apparissgo de um anjo que raapou-
mente, e o soaso homem, sem sabei
rador, foi remando tranquilamente
mares.
quadro ?
quando
t risonha
garra (era
lada pela'
immedia-
de aeu sal-
a seus pal-
E o Confito ?Era do urna rea un. Blho que
chorava no exilio e a queixara de- desalent ;
suame de longe lbe responda que- llresse pa-
ciencia : d'ahi pouco voltou o rapas coroado de
gloria, e a mi ajoelhada e de mo polstaa disse
com o poeta : ainda. bem 1 -Jtvdus le de-
mande ?
Esse e outros cantos, bem v 3 poeta, tem s
por si a execugo que pode ser salva pala lei-
tura.
eomigo a viuva levantaado-se para dirigir-se
aala do jaotar.
Que lens, Arnold ?; Vejo-te to distrabdo e
preoecupado 1 observou Thereza notando o-silen-
cio, immobilidade e fronte pensativa do aeu es.
poso.
Eu I nada teaho, minhs querida amiga, res-
ponden o baro fezendo um esforgo sobre si mes-
mo, e como ae aa quizesse livrar de um sonho
mu. S me oceupo da la serenidad.
Bem reapendido I reamungon baroneza
viuva ; impudencia e serenidade para ella sio ama
e a mesma cousa.
E' singular 1 ponsou Thereza eomaigo mes-
ma. Mioha Ua, quer aervir-se do meu brago?
Obrjgada, obrgada ; acudiu. immediata-
mente madama de Goollieben com.urna expresso
extranha sua prudencia habitual, Gragas 6 Deus
nao estou to velha que nio possa ptssar sem
um arrimo.
Thereza parou para reflectir aestas palanas, e
no tom com que foram ellas pronunciadas..
Arnold percebendo a hesitagoo da esposa, es-
teodeu-lhe a mo. Distrabida de sua r-eflexes
por essa fineza, madama d'Amsladt seguiu sua
tia al sala de janlar, o qual foi silencioso, por
mais que flzesse o bario por interromper o curso
dos seus pensamentos, ou pelo meos.traoquillisar
a sua esposa, que se ha-ria tornado seriamente
cuidadosa vendo-o to pensativo.
Ao levantar-se da mesa, Thereza approximou-
se de seu marido.
Arnold, occullas-me alguma noticia dea-
agradav|el.
Enganas-te, Thereza, nada tenho de des-
agradec para dizer-le ; e se algum de na deus
tem segredos para o outro, nao sou eu de
certo..i
A joiren floou por um momento embaiagada, o
que nio escapou ao olhar cioso do baro ; maa
quasi logo replicou rirsmente :
Eolao julgaa que nio confio em ti ?
h I Deus me lirre de pensar em semelhao-
le cooaa I A menor auspeita & este reapeilo seria
bastante para fazer-me o mais infeliz dos ho-
rneas.
E quereodo eritsr urna conversagio que se ia
tornando difcil, Arnold convidou sua tia para
jogar, exforgando-ae o mais possivel por parecer
alegre.
Antea de oito boraa a aia de Magdalena entrou
oo aalo, trazeodoa menina adormecida nos seus
bragos. Era urna mulher forte e robusta, de urna
physionomia inlelligeote, e muito dedicada i sua
amatas
J dorme I exclamou Thereza.
Sim, senhora ; a pequea adormecen quasi
ceiando.
rseos labios da menioa.entrabarlos aos
maternaes.
Tomem sentido, neo a dispertem, dias
dama de Gootlieben um momento sensibilisada
pelo acord passageiro do joven par naque la sua-
ve contera plagio.. Amanha hio de ter tenpa de
mata para enche-la.de caricias.
Oh I nao se asauste, minha senhor
poodeu a aia ; nem mesrao..um tiro de pee
da-la-hia ;.e su capaz da- apostar em co
raos um aomno para urnas doze horas
logio.
Amanha I murmoiou o baro
sabe o que ser [dito de
elle sauda aeism hroes, columnas de broze,
Atlantes modernos egloriaa futuras?Rien n'ast
btau que le vrai, dizia Boileau com toda a razo,
porque o rerdadeiro, o bem e o bello sio irradia-
goes gemeaa da mesma luz divina que esclarece
o camiobo do pensador.
O aeo Hymno ao 2 de julho [1859),divorciou-
se um pouco da historia : j muitas tropas porr
tuguezas hsriam sabido do Brasil quando Madu-
reira foi expellido da Babia, nio a pela gente
d'essa prorincis, a qual, embora ralate, foi re-
chassada no primeiro assalto para o reconcaro,
maa tambem pelas tropas que rieram do Hio.
Expulso Madureira, ficou ainda D. Alvaro no sal
que foi o ultimo a sabir : nio foi pois a Baha
queremetou a victoria da independencia.
Demais, bastar expellir ama nuvem de bayo -
netas para ser-se realmente livre ? a nica es-
cravido de am poro ser lo aumente a sua re-
duegao ao eaiado de feitoria de outro poro ?
A byperbole do aol parando nesse dia de sober-
ba ede pasmo, faz-me lembrar do assalto de Je-
rich e das moedas de Luiz XIV ;Bi*a veja bem
o poeta, cujoa louroa verdes podem ainda ser
dourados por esse sol americano, veja bem qae
a aua lyra ser mais tmmooiosa, mais brasileira,
se depois de caotar a nossa liberdade poltica, en-
sinar tambem como seganha e ae conserva a li-
berdade civil, e nesses cantos a byperbole pe-
rigosa porque pode o patriota imaginar qae nada
ma reata a fazer quando* o aol applaudo aeus
feitos... Se depois o patriota ae tornar sybarita,
se um fotba de rosa machucada em seu leito;
lhe causar insomnias, mal baja a mo do poeta
quesemesr essas rosas em seu leito de indolencia.
Eu quiz fallar claro ao poeta : se algum dia o
echo de mioha vez resoar-lne na solido feliz de
ees sonhoa de oaro, veja que s o que fez foi
mostrar-lbe aa corea maia carregadas de alguos
sombreadoado quadro ; nao pense elle que ellas
deslustram as bellezas de seu lirro mimoso.
Nio aou frtfao daa musas, mas gosto de escutar
o canto das aves que prometiera Ierra, o dia
bello, o cu puro e oa risos da primavera, e que
ensinam sociedade qual O camioho do futuro
indicado no horisonte pela estrella protectora da
bumanidade.
Recife, feverelro : de 1S02.
Sooia RlBElP.O.
A MULHER. A FAMILIA E A CIVILISACAO
Parte prlmeira.
A mulher antes do christianismo.Degradaco
da familia.Ausencia da eivilisaco.
8-IV
( Continuago. )
Roma;-que comegou por urna injuria eita ao
pudor feminl, pelo roubo das sabinas, nio po-
da ser fivoravel mulher: osea estado abi em
nada difiere da aua condigo o'oatros poros ;
a mesma abjecgo, a mesma absorpgo de
sua dignidad abi se encontra desenliada com
escores maia negraa no-quadro jaai lamen-
tarel.
INa cidade das sete colinas a mulher nao foi
mais feliz : abi como entre as Parlbas, nao era
erme matar a mulher este direito beaeava-se
mesmo na le, a qual consegrava urna especie de
tribunal com otoos poderes para decretar at a
pena de morte coBlra a mulher aecusado. E ver-
dade que esta- fecaldade to ampia foi depois
reaitiogidit porm o tacto existi, porque Pli-
nto, Tcito Valerio Mximo no-lo atteslam ; e
a marcha nao pode ser apagada.- A collecgo
das leis romanas no tempo do paganismo um
verdadeiro libetlo contra a mulber todo contra
ella, nada a seu-favor. Nao queremos entrar em
urna analyse minuciosa deesas-disposigoes l-
gaos : seria fastidioso ; basta-nos observar com
Ttoploog, queo ponto de partida do direito ro-
maoo primitivo era que os Olhos da matrimo-
nio oo esta vasa o familia da. mo; que a
eram lhos familia na familia de seu pae, que a
moeno era capaz de poder,, aioda raeamo a
re8aeito de seu filbos naturaea*Por ahi fcil-
mente ae avaliar qual nao araa sua condigo sob
um tal ayatemadellegislago ; me Hatea espo-
sa ella sempre ae via maosubjugada pela de ferro
do seu cruel enJor; nao poda respirar livre
sequer um momento :.me ou-fiiha, o poder
paterno descarregava sobre ella toda duroza
de seus golpes, eeposa, o poder marital mais ab-
soluto conservava-a sob a maia terrivel su-
jeigo.
loria, alaaogada estara a sua obra de dee-
truigio.
Bem lamentavel na verdade, o eabogo daa
desgragaa porque passra a mulher nessa cidade,
aenbora do muado, maa eacrava de sua paixes.
A ana philosopbia era o meior aguilhio, que fe-
ria o corigio da infeliz berdeira do peccado de
Eva ; as ideas mais.desaslradas e mais perigoaaa
campeavam abi altaneiras aureolando o cu e a
trra pela aua enormidade: eram aa mesmas
idea vlndaa do Oriente, aa idaa paganieaa. No
Oriente ou no Occidente, na Grecia ou em Roma,
sempre prevaleca o nefando seolimento de Pi-
thagoras, para quem o universo a obra do
principio-bom, que crean a ordem, a luz e o ho-
mem, e do prncipio-mu, que fez a daaordem, a
luz, a mulher. Foi eala a philosopbia qae do-
minon em Roma. Seus philosophos nanea cora-
prebenderam o que era a mulber; Cali, o-r-
gido Cato, nio Ignorava menos a sua natureza e
as suas aplidOes, quando, exprobrando-lbes o
quererem se livrar ao poder marital, aventurou o
oqualilicavel absurdoomnium rerum liberta-
tem. im licentiam dtsiderant... et asquari pos-
tremum viris. E porque nio sao ellas aguaos
aos bomeos? que differenca ba em duaa nature-
zas? E' deaconbecer as leis da humandade,
aberrar de lodosos saos principies, que regulam
a ordem da natureza. Semelhante philosopbia nao
poda pretender os foros de mestra da verdade;
era a mestra do erro, recabido na escolas paga-
nicas : para ella a mulher era ama trale ne-
cessidade, um fardo, um lagello, urna calamida-
de na familia, era mesmo am ser imparo, abjec-
lo, mu ; era a origem do mal, e o mal personi-
ficado debaiio de urna forma sensivel. ( Fin-
fura.)
E o qae seria para ella a familia ?
Inlernemo-noa no recinto do lar domestico do
cidado romano, o que vemos ahi? a pobre mu-
lher maculenta e vergada sob o peso do mar du-
ro trabalho; cara rocero mesmo de levantar ae
vistas para sea senhor e antevendo a bora de ora
repudio inesperado, porque ella era al respou-
sarel pelo que fazia a natureza I A velbice,
magreza para ella conaliluera am crios, como se
esliveese em suas mos desvia-la I erase igno-
rancia s propria dos lempos mais barbaros 1
Qbera s t que queres assim fazer recahir sobre
a cabega dessa pobre infortunada o efleitee da
aeco do tempo? Quem s? afiaeravel creatura,
qiM, tratando por esse modo tua companheira,
des-conheces as regras de tua mesma natureza, a
te tornas o escarneo da bumanidade effendids.
Quantar vezes nao tens sido maia digno de casti-
go que ella? Ecom que direito assim procedes?
interroga a tua consciencia, ente degenerado,
despreza os eosinos des* philosopbia corrupta e
corruptora, e rerso gran de abjecgo 4 que te
tens mesmo reduzido. Nao res que opprmindoo
ente mais fraco te rebaixas e te fazer mais fraeo
que elle? Mas nio... tyrannisa a infelizfllhda
desgraga... e abi mesmo onde a vs cabisbsixv *
muda, maia tarde ella erguer a cabega e te dar*
liges... de escrava, que ella boje avjeita ae
azorrague de teu brago, ella paaaar a aera se-
nhora de toa eorago, a mestra de todas-as tuaa
virtudes futieres bonos beatus vir; mime-
rus annorum illius dplex. ( Eecl. lXVr^) E
quando chegar a poca de aua grandeza podes
procura-la, porque ella nio se esquivar ao tea
reclamo: pagar o teu ergalho coma sua hu-
mildade, o teu rigor com a ana manaidio ; o aeu
eorago aera um cofre de liberalidad aem-pre
aberlo s tuas dores, nelie acharas allivio para
todas as magua, nritigages para todos oa sof-
rrimentos; ella cachera tua casa de vida, como o
sol eoche o universo de luz ;sicut sol oriens-in
mundo, sie et mulier bona in ornamentum de-
vos ejus. [Ecel. XXVI.)
E vos philosophos o que raziis em vista de
tanto espezinhamento, de tantos mus-trato, de
taoto escrneos langados o face da mulher ? o
qae era do amor & verdad* de vossa sciencia ?
Aar I toda a responsabilidade da vindicta que pe
sava obre a cabega da mulher recabe aobre vos }-
vos eris os mestres- d seienvia, oa antes, eris
oa corruptores da sciencia, vYque se refe-
rem-mais propriamenle a palavra do grande apos-
tlo dos gemios: elles ae tem evaporado na
vaidade de seus pensamelos ; se julgaodo oa
m.s sabios dos homeos e so figurandoserem ea-
pirito fortes, porque deixaram de crer o que
Deuahavia manifestado todos oa homeos, se
tornaram os mais tolos dohomeos; se esfor-
gaado per sonhar sempre novas -verdades pela ra-
zo, era lugar de-em pregar a razo em despojar
da escoria de todo o erro as verdades antigs,
toda a verdade lhe escapou o elles a ficaram
com a mentira e o erro : evaunerunt in cogi-
totionibus suis dicmles se esse- sapientes, stulti
factisunl. (Rom. r.j Semptr dicentes, et nun-
quam ad \scientiam veritatis pervenientts. II
Jim, 111.) (Ventara La Traditwn ) De roa
que-parta a desgraga da mulher, porque o ensi-
no de todas essas doulrinas desotodora sahia do
vossa boca.
Ei" o que est fra de teda-a contestagio.
J. Gutnnes ia Silva Mello.
loroao soffrer do naufrago, que prestes a ser sub-, Oh I meo Deas 1 estar doente 1 ->
mergido as ondss, encara pela ultima vez a praia .j Doente I Greio que nao. Veja, senhora, como
querida, onde ficam os seus amores. ella respira. Demos hoje am passeio muito lon-
H Vida Diario a. 32,
Boa tarde, papaezloho, boa tarde I disse a
joven baroneza fallando por aua filha, que procu-
rava depr nos bragos immoveis do bario. Saiba
que hoje tire muito juizo ; oo chorel urna vez
s, e j tenho maia dous dentnhos para roer o
chocolate que me di a boa mam&e.
Qaanla per?ertW4e etl ali o^ult I difef
go, e estamos por isso fatigadas ; porque tam-
bem ea sinto urna somnolencia tal que 1 meu pe-
zar fecham-ae-me os olhos.
O bario e baroneza d'Amsladt obserraram o
placido semblante de sua Olblnha entregue ao
aomno tranquillo da innocencia, e ambos escuta-
ram a repirag^q e|ml qae 9 escapara, pelo
zar : amanha s Deus
mim I
Therezalevanlou-aeKe segundo o seu ccistume
subiu ao q,uar.to paradeitar e accommodarla sua
nlhioha.
NSo.ljve razo. ha pouco quando moilrava-
me inquieta, dase a baroneza viura tomolndo as
suas cortas ;. o meu sobrinho dorado da muita
firmeza e philosopbia ; e j ma eslava tardando
feliciU-lo por isso. /
. Mioha tia falla com ixenia ? pergontou o
barao severamente. E' urna censura que me di-
rige ? *
Se a tranquillidade, em que. o vejo, provm
lbe lago ; ao contrario porm, se 4 ella filha da
ttaqueza, se encobre o peedo e a lerou :a : por
que ueste caso semelhante procedimento leria in-
digno de um Seelorf, ede um Amstadt so ireludo.
iMga-rae, meu sobrinho, o que intenta faier?
Se madama d'Amsladt notara minhaau-
aencia, diga-lhe que parli para Lucern i, e que
neeesstdade de fazer semelhante viageti se de-
re attribuir a minha|distracgo, e preoei upagoes
E realmente pretende deixar -no* ?
Sim, minHa. tia.
Mas eoto nao a Lucerna que vae...
Vou Fluelen.
Tome sentido, meu filbo ; nesti
negocios o publico muirarasvezes.se
em favor do marido : olhe que o esca
vinga o infortunio...
-" Senhora, um dever que vou ouaaprir, nao
um negocio.
Mas ao menos espero que leve alguem com
sigo.
Irei 8 ; hei de achsr alguma
Treib. Adeus, mioha querida lia; i V
mendo minha filha, e... mas nao I Eu
lar, porque Deua justo I
O bario correa ao paviihio, que er
bnele de trabalho ; envolreu-se n
carregou duas pistolas que metteu na
e sahiu por urna daa portas principa
fechara a porta sobre si, urna somb
or um dos ngulos da casa e d
ogo.
Pouco depois da partida de Arnold, Thereza
que nao poda repoasar lembrando-aa da inquie-
tago visivel de seu marido, dirigio-se ao aalo
onde o havia deixado : porm apenas descia o
ultimo degra de escada ficou mullo admirada
de ver o cgo ali como que i esper i de alguem.
Como que reiu at aqu s iinho, mea
migo? Acaso perdeu-se?
(C*tar-e-ro.)
E' madama- Thereza quem est fallando ?
perguotou o mendigo em voz batea.
E' ella mesma.
Est s ?
Estoa.
Posso confisr-lhe um segredo ?
Nao teoba receio. <
Pois bem, mioha boa senbora, v ter com
sua lia, e quando lhe perguntar onde esto ma-
rido deV. Exc, nao cre n'Uma s6 palavra do
qae ella lhe responder.
Mas o que quer istodizer? O Sr. d'Amsladt
est no salo.
V ver, minha senhora ; e ae V. Exc. quer
Iriumphar da malradeza de sua lia, Unja que
acredita na historia que ella inventar. Depois,
se quar saber a verdade de todo o que aqu ae
passa, volte a ter commigo, pois dero fazer-lhe
importantes rerelagoes: espera-la-bei nesla mes-
mo lugar.
Sem mais nada ourir, madama d'Amsladt
apressou o passo, e entrou no sali, onda sua lia
entrelinha-se no jogo da paciencia.
Est jogandos, minha tia ?
Sim, minha sobrioha ; estoa me exerci-
taodo.
-r No jogo da paciencia ?
_ E'para ver se ella assim me. chega......
Alm de qoe consulto as cartas respeito de cer-
to negocio em que se acham envolvidos urna vin-
ganga. honaata, e urna acgo vil Minha sobri-
oha aposta pelo vicio ou pela virtude ?
Eu aposto contra minha lia, respoodeu The-
reza com esse tom audaz de que sabia usar quan-
do repellia s injustas aggressoes de madama
de Goollieben.
Isto quer dizer mu polidamente quoeu
nunca estou do lado da virtuHe, nio ver-
dade ?
Oh I nao me faga esta injustiga ; eu sunca
uso de expresses to grosseiras.
Quer aaber de urna cousa ? A cha a muilo
alegre de certos dias oara c. Onde perdeu aquella
timidez de outr'ora ?
verdade que depois da volta de meu ma-
ndo tenho feilo alguma modanga contra o agra-
do de minha tia, segundo parece. A' proposito
onde est Arnold ?
Viajando.
Viajando?
Apenas minha sobriaha aubiu para o seu
aposento, tomeu elle o cbapu para ir Lucerna
onde o chama aquello negocio que a senhora bem
sabe.
Ea nao sei de nada.
E eu muito menos.
Pois possivel que se pozesse camioho
sem me prevenir, sem despedir-se de mim 1
Parece que ha ahi algum mysterio nao v
agora mioha sobrinha ler ciaaea ... '
Ciumes I Porque,e de quem? *
^m1l,f!e*t, a8 moc" npre dio tratos
im.g.S qU"d0 D0aem marido bello e
amavel como o sea,
O ciume um insulto feito lealdade, es-
pecisi.'ajeote. da parte daquelles qae nio tem de
que, aocuaar a sua cooscieocis.
Eii-ahi um pensamenlo qae lhe fax grande
honra, e Deus queira. que lhe posta apr&reitar
sor te de
ronuucia
dalo nao
[ barca oa
pe. recom-
aei de rol-
o aeu 45a-
tma capa,
i algibeiras,
es : quando
escoou-se
isppareceu
Est bom, senhora ; urna rez que Arceld
parta para Lucerna, permita que rolte para jun-
to de minha filha, tanto-mais quanto a mioha
coaipanhia nao lbe 6 muito agradarel.
Pois saiba antes de ir que o meu jog de
paciencia surtiu o roelhor ffeito possivel. Deus-
aeja louvado I E' sempre assim qae succede na
boas comedias o crim punido, a virtud pre-
miada. Perdeu, minha sobrinba ; veja lo que
jogar contra mim....
Vmc. apoetou pela virtude ?
E ganhei.
E' um deates acasos que, com quanto raro,
sempre apparecem. Desejo-lhe urna noile feli,
minha querida tia.
Deixa estar, minha delambida, murmurea
a baroneza offendida com a indirecta de Thereza
haremos do ver amaaba 1 Ah so ella adevi-
nhasse que eu estou ao facto de toda a sua per-
veraidade, e que Arnold foi ajustar contas cea o
seu maito amado Walter I.... Nao sei o que me
releve que nao lhe patenteei a aventara___ maa
nao o melbor esperar em pac que oa acon-
teclmentoa se desenvolvis. Eis-aqu um ai que
foi bem chelo. Agora repousemes.
Madama do Goollieben toceu a conuainha o
logo aoudio a sua criada que ajudou a melte'r-
se no leito.
Thereza lioha voltado toda a pressa para
junto da escada onde a esperava Francisco.
. Eis-mede volta, disse ella preeipitadmea
te; faga-me as revelagoesque prometteu.
OSr. baro ettava na sala?
Nao.
O que respondecam sua pergunta ?
Que Araold parUn para Lucerna,
Muito bem.
E' verdade ?
R' absolutamente falso.
Neste caso onde est elle ?
r..Hm Chm^ Dm Flaelen I O que quer di-
querigoo^0* 8 Cm "b 'hor'.qoi.lo
vT^aV.S'S"1!0. "m qo,rl de koPa" por
V. Exe. i par de toda essa historia tenebrosa. A
sua felicidade, minha senhors, a felicidade da
sea marido e de saa filha eatio ameagadas....
~"* ei\ depresss.... em nome do cu I
O lagar nao bem escolhido : queira V.
Exc. conduzir-me ao seu aposento.
Veoha, venha depresss, disse a baroneza
aprestando o passo.
Ah I senhora I sou cgo.... se V. Exo. qui-
zesse dar-me a mi....
Thereza voltou-se ; e o mendigo, apezar da sua
perversidad, estremecen ao contacto daquella
mi, que so abra em qualquer lempo para soc-
corre-lo.
Em quanto aubism a escada Francisco exami-
nava ludo ao redor de si com bastante cuidado,
e cada passo fszia as suas obaervacoes como om
homem que procura nao esqaecer um caminho
porque passa pela primeirl vez.
;
(CotUiauar--*o.)
PERN, TTP. DE M. F. DE FARIAt FIIO 1802.


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