Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09489


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Full Text

1110 XXXVIII. HOMERO 33
p#f
enes alian tatUs
em veicidos
SEGUIDA FEIBi 10 DE FETEREiRO DE 1862.
i m s
Par ana adiaatada i 9|00O
Parte fraiea tan t subscriptor
DE PEMMBICO.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Amonio Alexaadrioo de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ;
Aracaty, o Sr. A. de Lemoa Braga; Cear o Sr.
J. Jos de Oliveira; Maralo, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Pari, Justino J. Ramoa;
Amazonas, o Sr. Jerooymo da Costa.
PARTIDAS DOS COREIOS.
Olinda todos os dias as 9tf horas do dia.
Iguarass, Goianna, a Parahyba nai segundas
aextaa-feiras.
S. Anlio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho
Garanhuna as tergas-feirai.
Pod'Alho, Nazaretb.'Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Floras, Vilia-Bella, Boa-Vista,
Ouricurye Ex oasquaitas-feiras.
Cabo, Seriobaem, Rio Formoao, Uoa,Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parteas* as 10 horaa da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO
6 Quarto creacente aa 5 horas e 80 minatos
manha.
14 La cheia aa 2 horaa 25 minatos da man.
21 Quarto minguante aa 11 horaa 46 minutos
da manha.
28 La nova as2 horas e 8 minatos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as O horaa e 5i.minutos da manha.
Segundo as O horaa e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA. /
10 Segunda. S.Escolaatica y. ; S. Gailbermed
11 Teres. Ss. Lzaro, Dativo e Clocero bb,
13 Quarta. S. Eulalia v. m.; S. Modeato.
13 Quinta. S, Gregorio II p.; S. Calharina t.
T^gexta. S. Valentim m.; S. Aaiencio ab,
15 sMva4o. Ss. Faustino e Jovita mm.
16 Domingo, S. Porfirio m. ;S. Samuel.
AUDIENCIAS DOS TRIBU NA ES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas e sabbadosslO horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meio dia.
Dito de orphaos : Jergas e sextaa 4a 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas e aextaa ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quarlaae aabbadea l
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL
Abadas, o Sr. Claudino Fsleo DUn nahit
o Sr. Jos Msrtins Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Peraira Martina.
EM PERNAMBUCO. *
Os propietarios do diario Manoel Figneiroa'd*
Faria & Filho, Da aua livraria praea da Indepen-
dencia ns. 0 e 8.
PAITE OFFICIAL.
Ministerio da fazenda.
Decreto-n. 2,874 de 31 de dezembro de 1861,
Regula a execu?o da lei n. 1,099 de 18 de se-
tembro de 1860, que prohibe aa tbterias e rilas
nao aulorisadas, e d ao gorerno faculdade
para conceder loteras.
Uei por bem, teodo em vista o disposto no art.
2', 7, da carta de lei n. 1.099 de 18 de setem-
bro de 1860, e para execucao da mesma lei, de-
cretar o seguiote:
Art. 1. Sao prohibidas em todo o imperio aa
loteras e rifas de qualquer especie, que nao te-
nham sido permiltidas por lei, aioda que corram
annexas a alguma outra autorisada; sob as pe-
nas da lei n. 1,099 de 18 de setembro de 1860,
isto de priso simples por dous a seis mezes,
perda de todos os beose alores sobre que versa-
ren ou forem necessarios para seu curso, e de
multa igual a metade do valor dos bilbetes dis-
tribuidos.
Io. Ser repalada lotera, ou rifs, a venda
de beos, mercadorias ou objectoa de qualquer na-
tureza que se prometter ou effectuar por meio de
aorte ; toda e qualquer openco em que houver
promessa de premio ou de beneficio dependente
de aorte.
_ 2o. as penas indicadas neste artigo incorre-
ro oa autores, emprehendedores ou gentes de
loteras ou nas nao autorisadas pelo poder com-
petente; os que distribuirem, passarem ou ven-
derem bilhetes, e os que por avisos, annuncios,
ou por qualquer oulro meio promoverem e curso
e a exlracgo das mesmas loteras ou rifas.
i 3a. as ditas peoas iocorrerio tarobem os
que, sem previa autorisagao dogoverno na cOrte,
e dos presidentes as provincias, por qualquer
forma expuzerem venda bilhetes de loteras oa
rifas, ou pralicarem estes actos fra dos laga-
res comprehendidos na licenca que Ihe (Ara con-
cedida.
4". Contra os infractores se proceder na for-
ma determinada pela legialaco em vigor para os
delictos policiaes.
Art. 2*. O producto dos bens, valores e multas
resultantes da applicacao das peoas d que trata
o art. 1, deduzdos 50 / de aua importancia a
favor de quem der noticia da lutVaceo ou promo-
ver aua repressio, ser recolhido aoa cofres.do
tbesouro nacional, ou das thesoursrias de fazeo-
da, e ser applieado s despezas dos estabeleci-
mentoa pio*-}u*o governo designar.
Art. 3*. Al ao di Io de setembro do futuro
annoA 1862 os estabelecimentos, irmandades e
copprages comanles da relago innexa, aos
quaes se tem concedido loteras devero enviar
secretaria de fazeoda aeus requerimeolos, devi-
damente instruidos, para que o governo posaa
resolver ros termos do art. 2o 1, da lei o.
1,099 de II de setembro do anno passado, se
deve ser restringido o numero das ditas loteras,
annulladas as concessoes ou modifica las aa suas
clausulas.
Os requerimentos relativos a concessoes feitas
para estabelecimentos, obras, fabricas ou quaes-
quer melhoramentos das- provincia, devero ser
acompanjiados de ioformagao dos preaidente das
mesmas provincias, e das respectivas thesours-
rias de fszenda, que apreciaro se os agraciados
sto ou nao no caso de ubter a coofirmagao que
pretenderem.
Art. 4. Alm das loteras que o governo man-1 a lotera, cujo producto pretendam receber; or- vista da relaco e contas juntas man Je entregsr
dar corser annualmenle, s podero ser extrsbi- i gaoisando por forma que com elle se prove que ao administrador da casa de detenao ou a pessoa
das na corte, como ora se pralica, aa da provin- | o beneficio da ultima lotera foi contemplado em
receita e applicado ao aeu destino legal.
Art. 10. Serlo remettidos, no thesouro direc-
tora geral da tomada de contas, e as thesours-
rias de ftzenda seceo competente, os documen-
tos apreaeotados pelos agraciados, na forma do
artigo antecedente, e ahi ae proceder tomada
das respectivas contas pela seguate forma : da-
cia do Rio de Jeneiro, at ao numero que (6r
compativel com a desigoaco que o mesmo gover-
no tenba feito.
Art. 5o. O governo s conceder loteras al
ao numero de 56 annualmente, em favor de esta-
belecimentos pios de utilidade geral, e para cooa-
truego e reparos de igrejas mafrizes; nao po-
3ww iv^r.iu. *jg jgic|oj iu.iiimj, j ua\J |/v- wa icj^oill'fls bUUIOI y o, porm, fazer novaa concessoes emquaolo qaelles que receberem o beneficio da lotera, logo
o numero das loteras aulorisadas exceder so que
pode correr dentro de um anno. A concessio ser
feila j>or decreto imperial, expedido pelo minis-
terio da fazeoda:
Art. 6. As administrares dos eslabelecimon-
tos e igrejas que se acharem n*s condiges do
artigo antecedente, e carecerem desse auxilio, di-
rigiro seus requerimentos pelo intermedio do
que ferem entregues os documentos probatorios
do emprego dado ao.mesmo beneficio ; e daqael-
les que o receberem por parcellaa, quando forem
entregues os documentos relativos ao dispendio
da ultima prestaco retenida.
Os agraciados, ou quem os representar, nao
podero levantar as Gangas prestadas sem que as
suas coolas sejam julgadas definitivamente pelo
ministeiio do imperio, instruidos com documen- ; tribunal do thesouro, ou pelas juntas de (azenda,
tos aulhenticos, pelos quaes as mesmas admiois-
trscoes provem as circumalanciaa dos estabeleci-
mentos oa das obras de que se tratar, e a falta
de recursos proprio para cooseguirem os fios que
tenham em vista. Quando o beneficio fdr impe-
trado para construccSo ou reparo de obras, de-
vero os requerimentos ser acompanhadoa do
plano das mesmas obras o do orcamento do seu
cusi.
Art. 7a. O producto das loteras concedidas por
lei, ou acto, do governo imperial, ser recolhido
pelo respectivo thesourerro, na corte, aos cofres
do thesouro nacional, e as provincias, aos das
thesoursrias de fazenda, at ao vigsimo dia con-
tado da data da exlraco, sob as penas do art. 33
do decreto n. 357 de 27 de abril de 1844.
Art. 8. Para ser entregue o beneficio de qual-
em conformidade do decreto n. 2,548 de 10 de
marco de 1860.
Art. 11. Na eicripturagao do producto das lo-
teras se observar o seguinle :
1". Se o beneficio das que se extrahirem fdr
destinado psra occorrer a servicos geraes, ou
para iodemoisaco de vincos e supprimentos
feitoa pelo thesouro. ser elle escripturado como
renda do estado, debaixo do ttulo competeote.
g 2. Se pertencer a particulares, ou a qual-
quer estabelecimeolo, ser escripturado como de-
posito.
3*. Se livor de ser empregado em alguma das
provincias, devera passar integralmente para os
cofres da respectiva thesouraria do fazenda,
qual o thesouro dar os precisos esclarecimentos
para a entrega, de accordo com o miuisterio que
quer lotera geral, extrahi4a depois da lei n. 1,099 tiver tomado parle na concesto da lotera, a
de 18 de setembro de 1860, dever a parle inte- quem compele a flscalisago immediata do seu
ressada : 1, requer-lo directamente o ministe-
rio da fazenda, ou pelo intermedio do ministerio
competente, quando se tratar de aervico alheo
acuelle ministerio, em observancia do diaposto
no 5 do art. Io da mesma le; 2, prestar Ban-
ca idnea na directora geral do contencioso, ou
na thesouraria de fazenda respectiva, segundo es-
tiverem os dioheiros recolhidos nos cofres geraes
da corte ou das provincias.
O requerimento ser acompanhado de docu-
mentos que provem.-eonfoame a natureza da des-
peza, a applicacao que tiverem lido aa sommas
da mesma origem anteriormente recebidas pelos
impetrantes.
Art. 9. Sao isentos da obrigagao de nanga,
exigida no artigo antecedente : Io, os estabeleci-
mentos pblicos cuja administragao esleja a car-
go do governo ; 2o. o monte-pio dos servidores
do estado ; 3, a Santa Casa da Misericordia da
corte, o Hospicio de Pedro II e o recolhimeoto
de Santa Tbereza ; 4, ss casas de Misericordia
das provincias, legalmenle estabelecidas, e com
patrimonio proprio, bem como outros estabeleci-
mentoa semelhanles, que porsua organisaco of-
ferecam garanta suficiente da exacta applicacao
dr4)roducto das loteras.
Os estabelecimentos cima nomeados e quaes-
quer outros em que o beneficio das* loteras nao
tenham um Gm especial, e sim faga parte de aua
receita geral nao sero obrgsdos a exhibir docu-
mentos especiaes da despeza feita com o produc-
to das mesmas loteras. Bastar que apreseotem
um batanete damooslralivo e devidamenle au-
thenlifiado, da sua receita e despeza correspon-
dente aos mezes anteriores quelle em-ane correr
Relaco dos estabelecimentos, irmandades e corporaeoes a que se re-
fere o art- n. 3 do decreto n. S,8?-l desta data
emprego
Art. 12. A entrega dos beneficios recolhidos ao
thesouro de loteras extrahidas antes da lei de 18
de setembro de 1860', mediante previo assenti-
mento do ministerio competente, litar sujeita
ao disposto no presente decreto.
Art 13. Logo que o thesoureiro de qualquer
lotera apreaenlar na estacao de fazeoda compe-
teote os documentos relativos a cada ama das lo-
teras extrahidas, nos termos do art 34 do decre-
to de 27 de abril de 1844, proceder so-ha loma-
da da respectiva conta pela forma que se acha
proscripta no mesmo decreto, e mais disposigoes
em vigor. N
Art. 14. Ficam revogadas as disposigoes em
contraro.
Jos Mara da Silva Paraohos, do meu conse-
lho. ministro o secretario de estado dos negocios
da fazenda e presidente do tribunal do thesouro
nacional, assim o teoha entendido e faga exe-
cuiar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 31 de dezem-
bro de 1861, 40 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos
Maria da Silva Paranhos.
GOVERNO DI PROVINCIA.
Expediente do dia 6 de fevereiro
de*18GS
por elle autoriaada conforme requisitou o chefe
de polica em offlcio de hontem aob n. 170 al
quanlia de 102)500 em que imporlam os objectos
comprados para as officioss de marciniro e ca-
rapina daquelle estabelecimeoto.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requi-
sitou o director geral da instrucco publica em
oQlcio de 4 do torrente sob o. 32, recommeodo
V. S. que mande pagar aos negociantes Villaca
Irmoa & Andrade, em vista da inclusa conta, a
quantia de 40)000 despendida com o concert da
machina de lavar roupa do collegio das orphas-
Ditoso provedorda Santa Ciss da Misericor-
dia.Sirva-so V. S. de expedir aa suas ordena a
Bm de ser admitirla no hospital da Caridade a
alienada Antonia Mara, como solicitou o Dr. cha-
fe de policia oesta data.
Dito ao capitio do porto.Com este offlcio se-
r spresentado V. S. o recrula de marinha Joo
I'ereira Bastos para que Ihe d dealino depois de
inspeccionado.
Dito ao director do arsenal de guerra.Pode
Vmc. incumbir so servente desse arsenal Seve-
riaoo Fsrreira de Souza de fazer a escripiuraco
que compete ao respectivo escriptarario em
quanto este estirar doente, sera que poresselra-
balho percebe o mesmo servente outro veocimen-
to alm do seu sslario. Fica assim respondido
o seu offlcio de 5 do correte.Communicou-se
a thesouraria da fazeoda.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Remetta-me Vmc. ama copia do relatorio que
dirigi ao Exm. ministro da agricultura commer-
cio e obras publicas em 31 de Janeiro ultimo
acerca dos negocios da estrada de ferro desta
provincia.
Dito ao mesmo.Ioleirado do que Vmc. me
commuoicoo em seu ofJQcio de boje, sob n. 363,
de ter chegado esti manha a esiagao das Cinco
Ponas um trem de p'ssjgeiros vindo da villa do
Cabo, recommeodo-lhe que me commuoique o
que posteriormente for occarrendo.
Dito ao juiz municipal supplente do Ex.
Com as inclusas copias da informagao ministrada
pelo inspector da thesouraria provincial em 4 do
correte, sob n. 64, e do parecer do respectivo
procurador fiscal, a que ella ae refere, reapondo
a consulta por Vmc. feita em officio de 27 de no-
vembro ellimo, relatiramanle aos bens conside-
rados de evento.
Circular aos juizes de direito.Remella Vmc.
com brevidade o mappa dos officis de justiga
dessa coman exigido por circular de 30 de ou-
lubro ultimo.'
Dita as cmaras municipaes. Communico
cmara municipal da villa do Oiiricury, para o fa-
zer constar a quem convier que por acto desta
data resolv addiar a reunio da assembla legis-
lativa provincial pata o Io de abril do correte
anno.
Dito ao vigaro de Itamarsci.Recebi o seu
officio datado de 3 do correte, e fiesndo ioleira-
do de quanto Vmc. me communica relativamen-
te ao apparocimento do cholera-morbus nessa
freguezia. Del aa providencias necessarias para
Ihe serem enviadas duas pegas de baeta e urna
ambulancia para tratamento das pessoas indi-
gentes accommellidas daquelle mal, cumprindo
Officio ao presidente da provincia das Alagoas.: VSj^'JSSS d \ef9nT0,T?r-o com i,Dlen-
-Ficam expedidas as convenientes ordena para J." l!Sff me ca com presteza a
um de providenciar sobre
Concessionario*.
Matriz da ilha do Governador.....
Associacao de S. Vicente de Paula
Numero at loteras, cuja exlracco nao foi
anda autorisada.
i Duas das tres concedidas pelo decreto d. 237 de
I 27 de ovembro de 1841.
I Urna das dez concedidas pelo decreto n. 881 de
10 de setembro de 1856.
Matriz do Saotisaimo Sacramento da freguezia Uma d oilo concedidas pelo decreto n. 908 de
de Nossa Senhora da Gloria da corte............. 12 de sxosto de 1817
Matriz de Nossa Senhora da Conceico, S. Jo- /
I As duas concedidas pelo decreto n.908 de 12 de
agosto de 1857.
s e S. Benedicto, da cttade de Csxias no Mar-
nho..............................................
Ph.?,anBa"VS,a da Cdad6 d ReCfe' 6m As du" concedidas pelo decreto o. 908 de 12 de
Peroambuco...................................... agosto de 1857.
Associagio Typographica Fluminense.......... ) Du,s das tres concedidas pelo decreto n. 908de
) 22 de agosto de 18">7.
Irmandade de S. Pedro da cidadede Marianna. (Urna das duss concedidas pelo decreto n. 915
i j j j o r> ..... I de 26 de agosto de 1857.
JSZ&* 2- '.'rfr6 aM,ser,cordia da Uma das duas concedidas pelo decreto n. 915 de
cidade de Sabara, em Minas Geraes.............. 26 de attoslo de Xffl
r!;^riaLSr0,CdoaReOn^n^ad0ra daS Ar,eS ** Tre8 d CDC0 concedidas pelo decreto n. 916 de
canicas Liberaos e BeneQcente .................. o6 de .ffn,n d e *
1h.MVm^SdergiVp2l3'NOTB, PC8lUb8' Prl de F(" DuT. *XZ3L pelo decreto n. 917 do
nibi?"10 ^lto'A'^"^'"^': As^u^concdiJa^pelo decreto n. 918 de 26
namDttC0....................................... agosto de 1857.
Associacao de Caridade da Corte.....\...... tilma das quatro concedidas pelo decreto n. 942
S*^&*ZZ*!!Z!!r? ^xir^;^Ma-954d07de
naSGVMs7"d*d!.d."..!H,"d0 &,rTell'em Mi" As duas concedidas pelo decreto n. 954 de 7 de
*^^"^^"^> A q^lh^Pconcedida pelo decreten. 954 de 7
Matriz da p.rochi. S^L^es^mn. A ^^^concldid. pelo decreto n. 954 de 7
<,9ra"............................................ de julho de 1853.
Matrizes da provincia do Piauby .............. (Tres das quatro que Ihes foram concedidas pelo
m..,. aa iifl, cinL. j. M .i I "decreto o. 956 de 14 de julho de 1858.
,rtM. i nd ZiJ Nazarelh da Tre- As duas que lhes foram concedidas pelo decreto
aidella, no Maraohao............................. ( %1Hde 22 de julho de 1858.
Matrizea da provincia do Amazonas............ ITres das quatro que Ibes foram concedidas pelo
pedidas
que regreasem a essa provincia na primeira op-
portuoidade, as tres pragas do contingente da
guarda nacional ahi destacada, a que allude o of-
ficio de V. Exc. de 3 do correle.
Dilo ao Eim. bispo diocesano. Sirva-se V.
Exc. Rvm. de providenciar como convier acerca
do que expe o subdelegado da freguezia do Po-
co da Panella no trecho do officio junto por co-
pia dirigido ao Dr. chefe de polica relativamente
a eoterros feitos as capellas reservadas, como
succedeu na do Mooteiro. Renov V. Exc. os
protestos de mioha estima e conaidera;o.
Dito ao commandante das armas. Respondo
ao officio que V. Exc. me dirigi, sob o. 225, o
a ida de um medico a
esse luRar se por ventara fr isso possivel.
Dito a Jos Feltppede Barros Cavalcanti.Com
a inclusa copia do officio do Dr. chefe de policia
de 23 de dezembro ultimo, sob numero 1310, res-
pondo ao que dirigiu-me Vmc. em 29 de oulu-
bro do anno prximo passado.
Dito cmara municipal do Recife. Remello
cmara municipal do Recife para attenler e
providenciar como convier, copia do officio que
dirigi ao Dr. chefe de policia o subdelegado da
freguezia do Poco da Panella, acerca da limpeza
do terreno destinado por essa cmara para o ce-
miterio daquella freguezia.
Dito
data de 4 do correte, declarando'-lhe que j re- I A u0 af mesraa.-Remelto cmara municipal
melti por copia a essecommando com o meu of- d? Re"fe-afl.ra de lom" Da de7,da considerajao
Ocio de 16 de dezembro ultimo, a corresponden- C0Pla do 1ue a Dr; c,heKfe d? P0,,c,a dl"-
cia official da autoridade do lermo de Caruar, ?.10 Dr; Pe.ire.!2 AthayJe Lobo Hoscoso, rela-
relativamente ao procedimento do alferes refor- ''"nenie ao estado de iasalobridade das ras da
mado do exercito Manoel de Faria Lemos por oc- 5 2: C?t0Tell e Pra,as da PoDte Volna' e b.ecco
Irmandade do Santissimo Sacramento da anli-
ga S, na corle..................................
Matriz de Nossa Senhora das Brotas no"jzei-
ro, na Bahia......................................
Academia de Msica e Opera Nacional, na corte.
Thealro deS. Pedro de Alcntara, para elevar-
se a 4:000 mensaes, a contar de agosto do 1859,
Caetano dos Sio-
decreto n. 963 de 26 de julho de 1858.
Sete das doze que Ihe foram concedidas.pelo de-
creto n 964 de 4 de agosto de 1858.
Uma das tres concedidas pelo decreto n. 981 de
12 de agosto de 1858.
Vinte e duas das triuta e seis coocedidas- p.tlo
decreto n. 979 de 15 de agosto de 1858.
Treze das viole e seis concedidas pelo decreto
n. 979 de 15 de setembro de 1858.
a subvengan concedida a Joo
tos.............
aiM,l||!5"MSennorad^^ Uma das tres concedidas pelo decreto n. 984 de
um, na Babia.................................... de22de setembro de 1858.
Hospital de caridade de Macei, as Alasoas l i"rea da quatro que lhes foram concedidas pelo
I decreto o. 986 de ti de setembro de 1858.
Nova matriz da cidade de Macei. as Alanas \ As daas I"-8 lnes (orara concedidas pelo decreto
1 n. 986 de 22 de setembro de 1858.
Bibliolheca Fluminense................ i As quatro que lhes foram concedidas pelo de-
r..M c creto n. 988 de 22 de setembro de 1858.
Igreis de Nossa Senhora da Conceigao da cidade Tres das quatro que lhes foram concedidas pelo
*- Hospital de Misericordia da cidade de S. Joo Duas ds quatro que lhes foram concedidas pelo
dEI-Rei.em Minas-Geraes....................... decreto n. 994 de 22 de setembro de 1858.
I A que Ihe foi concedida pelo decreto n. 994 de
Matriz da villa de Oliveira, em Mioas-Geraes.
Matriz de Ubaluba, em S. Paulo...............
i 22 de setembro de 1858.
Uma das duas que Ihe foram coocedidas pelo
decreto n. 997 de 22 de setembro de 1858.
uu^uai ae misericordia aa ciaaae ae jacar- as duas que Ihe foram conceiidas pelo decreto.
y?. < a'u.................................. 1.015 de 6 de julho de 1859,
Matrizes de Nossa Senhora da Gloria e de San- (.., ..,
ta Thereza, no municipio de Valenca da orovin- l. '""M8.11" foram concedidas pelo decre-
ca do Rio de Janeiro.!.......................... \ l0D'1.02a de 27 de julho de 1859.
n^nli? !r?" suehor8 l> Livramento das As duas que Ihe foram concedidas pelo decreto
Banineiras, oa Parahyba do Norte............... n. 1,028 de 22 de agosto de 1859.
r. .[fu a. r ,c,dade8 ds Victoria e S. Matheus, Tres da quatro que lhes foram concedidas pelo
i.Hll, L B." Espril SaDl........ decrel W*9 de 22 d0 a610 de 1859-
Matrizes de Montes-CIsros, Contendas, S. Ro- T ,u ,
mao, Januana, Barra do Rio das Valh frio jTres das qualro que Ihe foram concedidas pelo
Mogol e Curvello, em Minas Geraes.!.. .'. ) decreto o. 1,030 de 22 de agosto de 1859.
P T?m lm,trn?J,re,M 6 da fre8uia do Uma das duas que lhes foram concedidas pelo
Passa-Tempo, em M.nas-Geraes................. decra,0 q. i.fai de 22 de agoslo de 1859. V
Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 1861.Jos]Marit da Silva Paranhos.
casiao de ser preso all um alferes da guarda na-
cional.
Dito ao chefe de policia.Para ser tomado em
censiderago a materia do officio de V. S. n. 75,
de 12 do mez passado, convm que o adminis-
trador da casa de detengo precise o numero de
caigas e camisas que se fazem necessarias para
os presos pobres, e com declarado da sua im-
portancia.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. conceder passagem da seccao urbana
para a volante do corpo sob seu commando, ao
guarda Lulz Lopes Frazo, a quem ae refere o
seu offlcio n. 40 de 29 de Janeiro prximo findo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Devolvo V. S. os papis a que allude a sua in-
formagao datada de 6 de dezembro ultimo, sob
o. 1,174, para que mande pagar aos pharmaceu-
ticos Caors & Barboza, uma vez que seja revali-
dado o sello da cerlido aonexa ao incluso officio
do conselho administrativo do arsenal de guerra,
a quanlia de 939#600, em que imporlam os me-
dicamentos vendidos para a enfermara militar do
Rio Grande do Norte, com dedueco do valor das
quatro oncas de arlimria, que nao foram envia-
das para aquella provincia, como consta do ter-
mo deexame a que se procedeu em ditos medi-
camentos. -
Dito ao mesmo.Sendo urgente e indispensa-
vel necessidade fazer novas e repelidas despezas
com soccorros par os habitantes desta provio-
cia emquaolo nella reinar o flagello do cholera-
morbus, e achanJo-se essotado o respectivo cr-
dito, como iuformou V. S. em data de 4 do cor-
rente, de conformidade com o aviso do ministerio
do imperio de 7 de jaoeiro lindo, autoriso V. S.
despender, sob mioha responsabilidade al a
quantia de 10:0000 com aquella applicacao, e
conforme as ordeos especiaes, que para isto Ihe
forem dirigidas.
Dilo ao mesmo.Mande V. S. pagar Ray-
muodo Candido dos Passos, procurador do capi-
to quarlei-mestre da guarda nacional da co-
marca de Garanhuns, conforme requisitou o res-
pectivo commandante superior em officio de 6 de
Janeiro ultimo, sob n. 2, a quantia 5270020, pro-
veniente dos vencimentos relativos ao mez de
dezembro do anno prximo passado, dos guardas
naeiooaes destacados n'aquella villa e na povoa-
co de Correles, uma vez que eslejam nos ter-
mos legaes, os inclusos documentos que acompa-
nharam o citado officio.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo nesla data autorisado a directora do col-
legio das orphaa como solicitou o director geral
da instraego publica em officio de 5 do crreme,
sob n. 33 a mandar concertar o fogo de aguen-
tar ferroa de engommar daquelle estabelecimen-
le> pela quanlia de 20(JOOO assim o communico
V. S. para seu coobecimento e direeso.
Dito ao mesmo.Aos negociantes Andrade &
Reg mande V. S. pagar a quantia de 310000 des-
pendida com o sustento dos presos pobres da ca-
deia de Flores no Hez de dezembro ultimo como
se v da inclusa convoque em duplcala me foi
remettida pelo chefe y policia com ocio de 4
do correle sob n. 167'.
Dito ao mesmo.Recommendo V. S. que em
da Barreiras.
Portara.0 presidente da provincia, alien Jen-
do ao que requereu o Dr. Jos Joaquim de Souza,
cirurgiodo corpo de polica, e informou o res-
pectivo commandante, em data de 3 do correte,
reaolve cooceder-lhe dous mezes de lietnga com
vencimentos para tratar de sua saude.
Despachos do dia 6 de fevereiro.
Requerimentos.
Augusto Ferreira Pinto.Como pede, devendo
o supplicante requerer cmara muoicipal a pre-
cisa cordeago.
Artistas dramticos. Nao tem lugar por se ha-
ver feito igual concesso a Antonio Jos Duarle
Coimbra.
Cirurgio lente Americo Fabiano de Freitas
Brrelo Nobre. Apresente-se o supplicante ao
Dr. juiz de d'reito da comarca do Limoeiro.
. Alferes Antonio Pires Ferreira.Informe o Sr.
administrador do correio.
Antonio Carlos de Almeida. Ioforme o Sr.
juiz municipal do termo do Cabo.
Gregorio Tavares Velloso da Iocarnsgo.Pro-
ve o supplicante que seu irmo acha-se as con-
dignes do art. 15 do decreto n. 2615 de 21 de
julho de 1860.
Dr. Joaquim Gongalves Lyra. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Alferes Jos Longuinho da Costa LeileRe-
queira pelos esnaes competentes.
Arcediaco Joo Jos Pereira. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Padre Jos Antonio dos Santos.J foi alteo-
dido a pretengao do supplicante por ordom desta
presidencia.
Tenente-coronel Mariano Xavier Caroeiro da
Cunha. Informe o Sr. engenheiro fiscal da via-
ferrea.
que em materias cooslilucionaas, absolutamen-
te iodispensavpl, um dever rigoroso de todos
os poderes pblicos, prever o futuro, tanto quan-
to dado ao bomem. para que os vindouros nos
oo aecusem de lhes havermos legado uma he-
ranga cheia de conligenciaa, convulcdes polticas
e perlubacoes civis.
Desde j exprimimos o no sao parecer, n'esta
controversia.Entendemos que as cortes actuies
oo tem poderes para fazerem lea sobre os as-
sumptos da succeaso coroa e da regencia, e
que para isio ccister, conforme os preceitos
coostitucionaes e os proprios precdanles, que
os deputados hajam recebido poderes-especiaes.
Nao este o primeiro caso em que istosuecede.
Se em 1846, houve urnas corles ordinarias que
sejulgaram com poderes para alteraremos arligos
da carta, que regulam a regencia ; ae eolio, se
propoz um principio que fundamental da nossa
orgaoisago poltica, advirla-ae queem 1834 oo
se alropellaram com tanta facilidade as regras
consltacionaes.
Os deputados s cortes de 1831. como se v do
decreto de 3 de junho d'ease auno, irouxeram po-
deres especialmente para decidirem as importan-
tes questes da regencia do reino e do casamento
de S. M. F. eata a forma textual das procu-
rages passadas aos deputados, pelos eleitores.
N'essa poca lioba a regencia do reino, o duqae
de Braganga, pae da rainha, aioda menor. Era
regente o libertador do reino, o monarcha, que
authorgra a carta que a restaurara, que capita-
neara as legioes que haviam restituido lber-
dade ao paiz e a coroa a sua Qlha, e sem embar-
go.elle e o seu governo entenderam que aa cortes
careciam de poderes especiaes para decidirem so-
bre e regencia do reino.
As cortes de 1834 liaham os poderes necessa-
rios para resolverem sobre ease ponto, e para dis-
pensa rem dos arligos da Cuta, mas as de 1816.
oo os tinham.e a lei de 7 de abril d'esse anno, foi
tumultuariamente feita e promulgada.
O principio fundamental da regencia que o
regente o prente maia prximo na ordem da
successo. Na falla d'ease parete, a regencia
regulada nos termos dos arligos 93", 94, e 95,
porque a disposico do artigo 96, chamando
regencia opriocipe real.se formaiorde 18annos,
a conQrmago d'aquelle principio fundamental.
E' obvia a razo porque a Cuta chama re-
gencia o prenle mais prximo Da ordem da suc-
cesso. Aquelle que mais prximo esldoihro-
no, aquelle que mais probalidades tem de gover-
nar, chamado ao governo do reino, a lira de evi-
tar duvidas e leir de occasios empre perigosos
mais ao menos, por eslabelecerem precedente, e
porque a mooarcbia deve reger-se por princici-
pios invariaveis, estando ahi uma das garantas
de etlabidade que ofTerece aos estados ende im-
pera, e porque preferida.
A Carta estabeleceu o principio geral, e deve
applicar-se em todas as hypoiheses, embora oo
estejam previstas, pois que se elle regula nos ca-
aos mais graves, devem (orcosamente -eer appli-
cado nos casos de menos pnderago. Sera ir-
risorio que o regente, na menoridade do rei,
fosse o prente mais prximo na ordem da suc-
cesso, e oslando por exemplo o rei auseute,-fos-
se necesssrio buscar um outro* regente, julgan-
do-se o caso omisso na Carta, seodo este caso
menos ponderoso que o oulro.
E' cerlo, oa queslo actuai, que o acto add-
cional, no 1 do artigo Io sanecionou a lei de 7
de abril de 1846, e que as corles de 1851 tioham
poderes pata a reforma da carta, e portaoto pode
considerar-se sanado o vicio de origem da refe-
rida lei.
Mas essa lei de 1851 era especialissima, foi
feita para o caso da falla ds rainha a Sra. D. Ma-
ra II, e para este effeilo smente foram substi-
tuidas as disposigoes dos arligos 92 e 97 da Carta.
Improprissima.eat a narebica, essa formulado
artigo 6 da citada lei, porquanto, sendo lei de
occaso, ficavam aquellos arligos apena suspen-
sos ou dispensados, mas nunca suftsitutdo, e
aqui temos uma prova da imprevidencia que pre-
sidio afeitura da lei.
O acto addicional, pois, 'sanecionou urna lei
especialissima; mais nao se dando j o caso,
para que fra feita, caducou, e consegintemen-
te a determinsgo do acto addicional j nao pode
ter applicacao. A regencia era deferida a el-rei
o Sr. D. Fernando, na falta da Srs. D. Maria II,
que Deus tenha, Picando osnecessor cor), me-
nor de 18 annos. Este caso deu-se, e foi regen-
te o Sr. D. Fernando A lei desde ento ficou
sem razio de ser, porque j occorera o caso para
que fdra feita. Desde euto igualmente Qcaram
vigorando as disposigoes da Carla .sendo para
notar que o fallecimeoto da Sra. D. Maria II suc-
cedeu j depois da promulgago do acto addi-
cional.
goes e das ambiges. Se a cada passo em cOrtear
ordinarlas. se fazem leis de successo e de re-
gencia, abi temos a mesms inconstancia da demo-
cracia e os mesmos perigos* Porm, como ci-
ma de ludo, est a soberana nacional, esta, no
uso pleno do seus ioaoferiveis direitos, pode al-
terar, como Ihe aprouver, os principios funda-
mentaes do governo do estado. E' comtudo mis-
ter que essa soberana se exercite pelo nico mo-
do geral, para modificar ou annalar quaesquer
prescripges coostitucionaes, que a eleigu da
deputados, cora poderes especiaes para proverem
n'aquelles pontos, em que o povo quer reformas.
* s vezes, bem o sabem todos, o povo, desgra-
gadamente tem de recorrer aouso tumultuario da
sua soberana, para atcancar o que governos fac-
ciossos e anti-patrioticos lbe oegam.
Se pois, na actualidade, se entende. como nos
entendemos que iodispensavel cuidar da regen-
cia do reino, nos impedimentos do re, cumpre
consultara soberana nacional, e convocar cortes
que veoham aulorisadas especialmente para de-
cidirem essa qaesto.
Devemos comtudo notar que nao consideramos
o caso to urgente como a muitos se affigura, ao
contrario da succossao corfta, que njs parece de
maior instancia. Em um paiz, como Portugal
onde as instituiges monarchcio-constituiuiooaes
estao seguras, a carta ofTerece sufficientes garan-
tas ao governo do reino, embora o ihrono viesse
a vagar,
Atropellar a lei, sempre um precedente mo.
A lei nao seodo feila pelos meios constlucio-
naes, sahe eivada de um vicio de origem, que
pode, po futuro trazer temerosas complicagoes
polticas. Vale mais aguardar alguna mezes, a
oo precipitar resoluges illegaes, que estabele-
cer precedentes perniciosos os quaes pdera ssro
de divergencias civis e^polilicas, no seiodo pro-
prio partido liberal.
Nao ha. agora ioleresses partidarios que devam
prevalecer ao exeto camprimento da lei; e n'isto
esi a seguranga do estado, a garanta da sua
tranqulllidade e a Qrmesa do futuro da dyoaslia.
Trataremos da queslo da successo, que "e
mais melindrosa, roas qual sao applicaveis mui-
tos dos principios qde eslabeleceraos.
(Jornal do Commercio, de Lisboa. )
INTERIOR.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
A regencia da successo coroa.
I
Duas questes importantsimas, na nossa opi-W
nio, vo ventilar-ae do parlamentoa da suc-
cesso coroa e a da regencia.
O governo tendo em vistas as circunslancias
que resultarara da enfermidade que desvastou a
familia real, entendeu que era mister desde j
prover a que a successo coroa fosse assegura-
da, e a que a regeocia do reino, nos impedimen-
tos do rei, se regulssse de modo positivo. Este
peniamenio dogoverno era dia lodosos portugue-
zes, porque todos julgaram e julgam que era e
urgenle obviara contingencias na successo, eno
governo do Estado, afim de evitar incertezas, que
podem degenerar em perigos.
Nos, abragando de boa mente as propostas do
governo, discordamos comtudo nos tramites qu<
se pretenden seguir para as reduzir a leis. Ava
liando os perigos presentes, que por ora sao ape-
nas conjecluraveis, entendemos, que ffifjj con
veniente prevenir os futuros, que .eroToojec
turaveis lambem, mas que oojMp vira Mr cer-
dflMTOi
tos e infallivels. Alem
jmoi de voloj
Tem-se dito que se as cortes de 1846 nao lie
nhara polres e fueram aquella lei, lambem ag
actuaos podero fazer outra lei igual, e at s-
llega que as cortes de 1834 s tioham os pode-
res ordinarios. Mas estas ultimas, tiveram po-
deres especiaes, como j dissmos. e as de 1846
procederam anarchicamente. Ora um preceden-
te illegal oo pode justificar nenhuma illegalida-
de posterior, e lendo dois precedentes um legal,
o oulro illegal, qual devoremos seguir: este ou
aquelle? Devoremos antea seguir o exemplo de
1846, ou de 1834? Parece-nos qaeninguem opta-
r pelo primeiro.
Allegara slguns que vista do artigo 144. da
Carta s constitucional o que diz respeito aos
limites e altribuiges respectivas dos poderes po-
lticos, e aos direitos polticos e iodividua e dos
ciJdados, e que as questes da successo e da re-
gencia nao sao questes coostitucionaes.
O art. 4." da carta diz, que o governo d'esles
reinos mooarchico e hereditario, portaoto su-
bordinado a todas as regras mooarchicas estabe-
vecidas na mesma carta ; e essas regras constitu-
a) a base do governo do estado. A Carta esta-
belece principios, que sao o fundamento de todo
P direilo monarchico; esses priocipios sao coos-
ititucionaes. porque envolvem em si a constltui-
Ko, a essencia do governo. Alm d'isso ettabe-
lecem e defioem direitos iodividuaes e polticos,
'que nao podem ser abrogados, sera offensa da
jurisprudencia monarchics, e sem leso dos indi-
viduos, a nao ser que a expressa vootade popular
assim o queira.
Seria extravagante que se oo consideraste
constitucional, ludo quanto conslitae a base do
governo do estado. Se este principio se admits-
se, as corte ordinarias poderiam destruir inde-
pendencia da nago [arl. i.) alienar territorios,
quebrantando a iotegridade do reino (art. 2'
seus ) mudar a forma do governo (art. 4.) des-
ihrouar a dynastia (art. 5.) e abjurar da religio
catgolia (art. 6.") Quem ousar dizer que as cor-
tes ordinarias tem poderes para tantso? E comtu-
do eases arligos podem ernsiderar-se incluidos aa
lettra expressa do art. 144? Por certo que nao.
Has de facto n'elle eslo incluidos, porque os
mandatarios do povo, nao podem, sem que este
Ibes d procurago bastante, alterar, modificar oa
aonullar as.bazes da constituigo poltica doe e-
lado, porque lhes nao permittido tocar na arca
sania, sem que o povo os autorise.
No art. 144 devem pois coraprehender-se, e
nao podem deixar de compreheader-se, todas as
disposigoes que sao relativas aos direitos dynss-
ticos, e forma do governo.
A mornarchia preferivel democracia, por
que, subordinada a regras fundamentaos e inva-
riaveis, nao anda aere dos caprichos das ac-
BIO De JANEIRO.
Exposicao Nacional.
(Conliouacol.
Continuamos hoje a serie de arligos que pelas
razes exhibidas nos vimos fugados a ioter-
romper. Principiaremos agora por passar revista
aos productos expostos, e, sobretodo, examina-
remos quanto for possivel o gru de importancia
e inleresse que offerecem as diversas industrias ^
de que esses objectos procedem.
Nao vamos apresentar aos nossos leitores ni-
camente a nossa opinio individual : em materia
da tanta imporlam ia julgamos que deviamos pro-
curar ioforma'goes de pessoas autorisadas ; con-
sultamos, portaoto, a respeito de cada grupo, lio -
mens dos mais competentes, exprimiremos nao
s o nosso juizo, mas tambem o delles. Resta-
nos o pesar de nao nos ser permittido citsr os Do-
mes dos que dos obsequiaran concorreodo com
suas Iu7.es para a coofecgo destes arligos.
Comegaremos pelos mioeraes; nao smente a
ordem natural, mas tambem a sua importancia
a isso nos convida.
De todos os mioeraes que se eocootram na ex-
posigo o carvo de pedra, sem duvida, o que
ofTerece mais inleresse, nao s por ser um dos
mais bem representados, mas aioda pdrque, da
qualquer lado que o encaremos, o que mais
importancia tem, e que, no estado actual do.paiz
melhor se presta a exlracgo.
As amostras de que vamos tratar, provea) :
1* Da provincia deS. Pedro do Rio Grande do
Sul, da mina conhecida pelo oome deMina de
arroio dos Ratos,perto da pequea villa do
S. Jerooymo do Trumpho, situada margem di- *"
reilado Jacuhy, cima e distante apenas poucas
leguas de Porto-Alegre.
2 De uma mina situada peno do Jaguaro, na
mesma provincia, expostss pelo Sr. Bouliech.
3 Da provincia de S. Calharina, de uma mina
situada na proximidade do pequeo rio Tub.arao,
a alguma distancia do porto da Laguna.
A vista destas amostras suscita uma queslo :'
Qual a natureza, a qualidade do carvao de pe-
dra que temos ?
Oscombusliveis mioeraes que designamos pe-
lo nome vulgar e geral de carvo de pedra es'-o
longe de ter lodos a mesma composicao e o mes-
mo valor, seja qual for a sua spparencia. Em,
verdade lodos tem a mesma origem, todos, evi-
dentemente, sao producto do deposito e trbsfor-
maco de materia vegetal, todos sao compostos
dos mesmos elementoschimicos ; mas alm da
variarem j consideravelmente as proporr.oes des
ses diversos elementos, oam todos podem desen-
volver, seodo igual o peso, a mesma quanlidado
de calor, nem ter o que a sciencia chama a mes-
ma forga calorfica ; nem todos, ardendo, dfio o
mesmo resultado, ou se prstameos mesmo usos
industriaes.-
Esta diverndade parece devida ao que se podo
chamar differeBga de idade do carvo de pedra.
Sabe-se, com effeilo, que a trra nem sempre
apresenlou o aspecto quo boje nos offerece. Ata
certa profundidade, coosideravel rnente em re-
lago a nos e nossa pequeohez, a composicao
do solo ou do que se chama crosta terrestre, re-
sulta da superposico de carnadas successivamen-
te depositadas urna sobre outra. Entre a forma-
gao de uma dessas carnadas e o deposito da que Iba
fica immediatameote sobreposlitem muilas vezes
decorrido umiolervallo de lempo extremamente
longo, e cuja durago nao nos dado calcular.
Comtudo a sciencia est suffictontemenle autori-
sada para fixar a idade relativa dessas differenles
carnadas e para atlribuir-lhes uma anliguidade
lanto mais remota quanto maior o numero da
outras que Ihe eslo sobrepostas, seja qual for a
profundidade em que se encootram.
Pois bem, o valor das diversas qualidades da
carvo de pedra varia precisamente segundo sao
tiradas das carnadas interiores e por coDsequen-
cia mais antigs, ou das superiores e portante*
mais modernas. Estas differengas valeram-lhe
mesmo na industria, diversos nomes.
Aquelle, por exemplo, que se encontra na par-
le inferior do que se chama slratum carbonfero,
em razo mesmo de serem as carnadas continuas
formadas em grande parte de carvo de pedra,
desigoado pelo nome de anthracito. Sua torga
calorfica das mais consideraveis, mas tem o
inconveniente de arder difficilmente dando uma
chamma fraca sem cooglulioar-se nem amollecer
com a acgo do calor; e muilas vezes mesmo re-
duz-se a pequeos fragmentos a primeira aegio
do fogo. Dahi resulta que a applicacao mais
importante que pode ter para squecer as cal-
deiras, e que se nao presta, sem difficuldade, A
forjadura dos mineraes metallicos.
O verdadeiro carvo de pedra encontra-se a
uma profundidade muilo menor do mesmo tra-
tum. Este o carvo de pedra por excellepcia.
A qualidade chamada canntll sobre modo pre-
ciosa. Fornece excellente coke, presta-se muilo
bem as operages metalrgicas, e convm per-
feitamentea produeco do gaz. O carvo de pe-


,himr -r
"*y
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I 'U
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: ;-m:::t.
MAMO DE mNAMBUCO. < SEGVtfH IRA. 10 Di m&RElRO DE 1882.
* in/tammacei que tambera te encoolra no .inferior. K por isso que o ferro fabricado no
meeoio ttrstum, terve atada parr aquuirt*i*ttroTte-d Europa, extrahido de formages eocon-
avsm urna temperatura muito elevad"! mas 6 tros, eos ioglezes fabrican excedente aeo nao
vonco propria para as*optmeo tMtaiietglM*. do stu proprio ferro, mas do ferro da Suecia.
carvao de pedra da Inglaterra ido roelhor. Seja, porm, como or, a formaco deque tra-
anthraerta e o carvao de podra aaconiram.- tamos -ooa presentada como dando 4 por cen-
se m camales multo amigas, oaquellas em qu n> de ferro e vem acompanhado de ferro meta-
a vida primeiro comcgou a apparscer* A tete**?. | lico, es forro. a qualidade de carvao de pedra, o lignito, en- i Plant, franja SKI usa- nos ajasecsa-asunir to
M earaoMes ajeas Me aanniW a do f
dB boa salida
de pedra, o
cooira-se em carnadas, do involucro terrastrs, in-
finitiva mente mais modernas e con osota'as pele
asme de terrenos terciario* ; mama ves* a mes-
mu este carvao de pedra, por-eesinj iswr, bas-
ante novo para a presentar sinos vesttgfosds or-
^a-oisaco vegetal.
Asiin muitas veces tem grando analoga, pela
ua appareoei, coa a carvao da pedra propria-
mente dito. Has, nesmo oeste ultimo caso, a
aua temperatura decombuslo > pouco elevada,
su* forca celoric muilo ralerior. Gomtudo,
pode ainda servir para aquecer caldeires e para
alguna usos indstlriees, como,porexenoplo, quei-
saer lijlos.
Concebe se agora quo interessanle conde-
cora que categora pertence o carvao de pedra
encontrado no p*ii e aiada nao eprnveitado.
Urna pessoa muilo autorisade, que visitn a
asi do arroio dos Ratos, a que poda por este
sneio examinar a natureza dos diversos minenes
que Ihe foi preciso atravessar para chegar ao
carvao de pedra, disse ltimamente : que era
de facetar que o carvao da- podra do arrota dos
Batos perteocesse aos terrenos da poca tercia-
na, a que porxonsequenda nao fosse carvao de
pedra, mas simplesmente lignito.
As mesnia! considerares podem applicar-se
mina da Jaguaro, e as razes que apeiam esta
pinino, bascada precisamente no exame da na-
lareza dos diversos mineraes eicontrsdos na
sarcavago, sao infelizmente corroborados pelos
aludos geolgicos fetos por Al d'Orbigny na-
juetla provincia, e em Enlre-Rios e na Banda
Oriental, que quasi a circumdam, e pelo fado
deque no Chile, onde minas considerareis de
ctrvo esto sendo labradas, o combuslivel lera
sida encontrado em terreno terciario, e nao pas-
Sa de lignito.
Alm disto, parece que as experiencia foitas
com o carvao da mesma procedencia, que os
que vemos boje na exposigao, nao tem dado os
resultados satisfactorios que seriara para de-
soja.
rT poro verdade que, por nutro lado, asse-
jjrure-se que a analyse. taita em Londres, de a-
mosiras fornecidas pela mina do Tubaro, de-
monstra que essasamoatrassajdoverdadeiro carvao
Ve pedra. Nao seria porm temeridade allirmar a
prieri que a mina do Tubaro e a do arroio dos
Batos devem pertencer mesma formaco,
sesma poca, o cooter, por consequeocia, car-
sao de pedra da mesma netureza ?
Felizmente a determinacSo da natureza geolo-
fflca dos terrenos, pela natureza dos mineiral que
alies se encontrara, nao pode considerar-se
carao absolutamente rigorosa.
Portanto, nem possivel aflirraar q ie o car-
olo de pedra que se encunlra na exposigao do
vardaieiro, nem absurlo esperarnos que o
seja. H
Seria porm de summa utilidade que tal du-
sida se resolvesse. Esperemos que a reraessa
para Londres das amostras de que nos exupa-
saosremess com que cootamos do em resul-
tado esclarecer-nos sobre esie ponto.
Esperemos, sobretudo, que as minas do Tu-
baro e de S. Jeronymo sejam em breve tkia e
regularmente lavradas.
Oualquer, porm, quo fr a sus natureza, tem
o carvao de que nos oceuparaos um valor indus-
trial inconlestavel, e urna verdadeira riqueza.
O Clile, iodo* o sabara, tem creado com os seus
lignitos um commercio muito ventajoso e
o le toma incremento de dia para da. Esse mes-
mo combuslivel j empregado misturado com o
carvao de pedra, para aquecer as caldeiras dos
vapores.
A exportago para os nossos vizinhos do Rio
C Prata, por exemplo, a quem comega a faltar a
Jenh, nao oflerecer extraeco vantajosa? O
nosso proprio consumo seria bastante para ali-
jneotaro trabalho das minas, quer oqueimasse-
moss, quer misturado oas devidas proporcoos
com o carvao de pedra ioglez.
Calcula-se era 4$ a 5J000 por tonelada a eco-
-somia que desde logo resultara ao consu-nidor
Jo carvao de pedra das minas brasilelros. so fos-
M lavradas seriamente, e o director dos traba-
lhos al hojo feitos no arroio ijos Ratos affirma
que seria possivel entregar em Porlo-Alegre o
cusabuslivel tralo diquella, pelo preco de 143
por tonelada.
Esta ultima circurasUocii propria pira at-
tir para este pooto a atteocao publica, que
" 2U"srae.nle Dilreco ,er o dirigido psra a mina
JoTuuu i cora exclusas da primeira. Pausamos
que nada hs que se oppooh a que sejam ambas
lraoelhadas. Em todo o ciso, a do arroio dos Ra-
tos aprsenla um interesse especial ; antes de
se chegar ao carvao encootra-se uraa formaco
de ferro (da qual toremos ainda de dizer alguma
cousa), e que afflrmam proluzr44 0|0.
rBa quarta amostra de carvao de pedra se a-
sba na collecgo do Para e Amazonas. O rotulo
tea por unica desgnsco o noma de Pabas. Ora.
nica Pebasconhecida no rio Amazonas uraa
Tiritona sitala entre Nauta e Tabating. e por
conseguinte fra do territorio brasileiro. Um via-
jante ingles j hivia assigoalaJo ali a presenca
oe csrvaode pedra.
8 dessa Pebas que se trata, ou de oulra ?
E* todo o caso a existencia de carvao de pedra
jms meimas margeos do Amazonas, por assim
duer, um facto extremameaie ioteressanle, e
que talvez possa contribuir para apressar a po-
ca era que o ra ais gran dioso rio do mundo seja
eanra perconiJo por um numero de vapores em
retacaj com a sua exteaso, e com a riqueza ia-
celculavel dos paizes que banha;
Da mesma localidaie parece vir umi amostra
ssazbella de turfa, materia tambem nleressan-
le. por que pode ser empregala para aquecer
alieiraa de vapor, sealo a sus forga calorittca
*oai ou mesmo um pouco superior da le-
sna.
A analoga que existe entre os combustiveis
inmersas e certas materias, que, entretanto,
nao leejji a mesma applicagao, indux nos a tra-
*ar deltas; oeste artigo : os schistos bituminosos,
petrleo, etc. E' sabido aue ltimamente teera
ssanes chimicas conseguido extrahir dos sebia-
xos bituminosos alguns productos inleressantes,
mre oulros o aUalrao, e um azeite que serve
pata quemar. O eraprego do azeite deschisto
para a illumioac,ao do casas parece querer elen-
Infelizmente, ignoramos se os schistos, expos-
tos pela proviucia do Espirito Santo, >*e presta-
ra si economicameute a estes emprnos.
O petrleo seria, sem duvida, mais fcilmente
mstena de industria, porque tal qual a natureza
c fornece pode ser empregado na illuminaco
das cidades, e mesmo do interior das casas. E'
tambera sabido, que distillando-o com agua ob-
tem-se azeite de petrleo ou azeile de naphia,
que se emprega na fabricaco dos vernizes, e que
GreaiM que
4r
X
amostre de les*), tante am
* domoaaa rali dMda pAMein c.
.de peds, uat* da ais isderasenles dfesere
as foraasres ass Mena ssatipaarcj.
Minas Geraes recommenda-se pela variedade
A polasia falta na exposlcSo, mas real mea te'I star con grandes dtfflculdades, se dediquen de
nao sabemos se devenios queixar-nos disso.-Ob- preferaocia produccao de obiectos queae
tern-se eita substancia em grosso, como sabido, coneussa mais geral, e portanto drbrioaco
pela Incinaracao das arvore, e parece-nos qus nsaie vulgar e venda mais fcil.
-s-

de todas as maneiras de sproveitar aa matasae-
la a mais barbara. De Minas veio um sal- da
polassa muito interessante, o salitre miodado
pelo Sr, Dr. J. Agostinho Vieira de Hattos com
a iDdtcsQiBiee salitaoaaB). FejjBmgdtMDlos eesa
que eis*asie rede* asesas ndlfiade ssas-
poiicao>aSbKa aVjkudMBcls M|da4> 4s
traospataa Serla Js> ppodscio bamigsscioso pa-
ra o raasko nacioaad dpoWora. Be mesma
provisam vea taoJBU asa tetra' aMsa, mas
seria, aacesiatio oaaartossS'Slinis (riept den salitre
para-drr aproiveilsBe.
A cal urna das substaociaa de emprego maia
asbretudo precioso como dissolrentede gom-
xna elstica e de diversas resinas.
Oulra partitularidade d um um interesse es-
pecial existencia do petrleo. Esta substancia
psaece ter reiagao intima e constante com o sal
jmmnho, de sorte que quasi todos os pazes onde
m emootra porro grande de petrleo contera
xnmasdesal comraum, ou ao menos nascentes
salgadas.
Bocarvo de pedra segue-se o ferro : nem o
salto muito grande, vislo a influencia daquelle
ne produccao deste.
VII
O ferro podia estar mais bera representado
Temo-lo de S. Pedro do Rio Grande do Sul, de
Urnas Geraes, e finalmente do Amasonas e do
Para.
A formaco do Rio Grande pela sua origem
tfesi especial interesse. E' extrahido da mina de
carvao de pedra do arroio dos Ratos e augmenta-
ra extraordinariamente, como fcilmente se com-
*HL ?e' eu Talor' 8e poderem ao mesmo
wmpo lavrar as duas minas de carvao de pedra e
I2aZ.a n concmi'ncia do ferro ede car-
^mfnin- no me8tno oeP'o que dev ido o
1-inTdo^ "i?.6,0?0 que tadueiria o ferro
.^L^lD8ial8r": Se M 'erifkarqueo
carteo, de pedra do arroio dos Ratos verdadei-
ro e nao gnito, a que provem de terrenos car-
JNWiferoa e nao dos terreos mais modernos
chamados terciarios, a f0rma5S0.de ferro que fax
paite da collecco do Sr. conselheiro Anteo tere
um valor considerar el. A formaco de ferro as-
la) como o carvio de pedra, taoto mais pre-
est, quanto mais antigs sao as carnadas terrea
rea onde encontrada.
< erro extrahido deformares provenante de
renos modernos quasi sempre de qutlidade
das san tormaciJes. NlBga2r.lgflX)rj que urna gerar, i cujo uso.nada duac-ae- ;Tfisp"gnrs"tl *"
homem. Coohecemoa as suas numerosas a^pli-
caces as arles cbiraicas, na agricultura, e, so-
bretudo na couitruccSo. Asstm ella urna das
substancias mais communs na natureza.
Gomtudo, est muito mal representada a- expo-
sigao. Algumas amostras da padre opreseolodas
oa exposigao como pedra de cal sao doloma, iste
, urna pedra que de 100 partes de residuo de-
poia de queimada d apenas 56 de eal misturadas
com 42 de oulra, substancia-, a magnesia, que dlf-
faie completamente da cal, tamo chimida como
industrialcente fallando. Acal de marisco, que
est loogede ser um producto puro,' pode semr
pera certas industrias,, como, por exemplo, para
cortumes, mas nao convra a outraa muitas.
A amostra mais importante de pedra de cal
sem duvida a que veio de Sergioa. na forma de
dous pedacos de pedra tarrada, alas infelizmente
ao se lembraram deacompaohar essas pedras de
substancia que elies fornecem depois de quel-
raedaj. E, comtudo, seria til varilicar-se.como
se diz, a cal que produzem esses mineraes by-
dreulice. E* conhecido que a cal essim desigos-
da tem a singular e preciosa propriedade de en-
durecer em pouco lampo sendo posta em contac-
to com a agua. Ha umsem numero de construc-
ces impossiveis sem o emprego da cal hidru-
lica. Se estiraos bem informados, debalde se
tem procurado no paiz urna pedra que possa for-
necer cal bydraulics. ou, meamo cal usceplivel
de prestar-se confecjo de argamassa hydrau-
lica arliQcisl. At hoje temos importado estas
substancies. Parece comtudo que pedra capaz
de fornecer cal, quer hydraulica, quer de outris
qualidales, naodeve ser difflcil de encontrar: os
mineralogistas ao menos tem verificado a exis-
tencia de urna excellente calcara em varias par-
tes do Brasil, e mesmo oas proximidades do Rio
de Janeiro. Eotretsnto nem a exposiejio da cs-
pital nem as das provincias apresentam cousa al-
guma que nos leve a crer que este precioso mi-
neral seja aproveitado 00 paiz.
Apesar de numerosas, as amottrasde pedra de
construcQo nao apresentam grande varedede.
A meior perte das pedreiras dos arrebaldes do
Rio de Janeiro. Ora, sabido que esses chama-
dos granitos empregados em lato granle quan-
tidade, lanto os construccoes publicas como as
particulares, e que pela ana abundancia e pro
ximidade sao to preciosos, esto looge de ser
uraa pedra de construeco da qualidide superior.
Entre outros inconvenientes, tem o de esboroa-
rara-se coosideravelraenle exposto ao ar, o que
abrevia a sua duraco, e por outro lado sao de
dureza tal que torna o trabalha-los extremamente
diffl:il, e por conseguinte augmente-lhes o cuito.
Nao se podem serrar, e o mesmo cinzel com cus-
i penetra nelles, o que faz com quo se oo pos-
sem emprfger para orrralos.
Etas difllculdades que os nessos granitos op-
poera esculpiera, digarno-lo de passegera, do
bastete mereciraenlo eo capital oxposto pelo Sr.
Maooel Jos dos Santos.
Estamos convencidos de que neohum artista
europeo chegaria, como trabalho a faze-lo me-
Ibor, e duvidamos mesmo que na primeira ten-
tativa o flzesse to bem.
A pedra do Para deve, em grao ainda mais alto
o seu valora ausencia de um mineral mais epio-
priado ao seu destino.
Mas a provincia do Ro Grande do Sul possue,
perto de Porto-AIegre, porgoes consideraveis de
um porphyro petrosilicose, e sobretuio de urna
quihdade de metaxyte avermelhada, queseo ma-
tedles excellenles para a coostruego, e que se
prestara bem escultura ornamental. A esle res-
peito portanto sobresaliera aos outros os obiectos
expostos poresta provincia.
Fizerara-nos notar a ausencia dos basaltos que
abundara no Rio, e mesmo bera perto d cidade,
e dos quaes vemos com eileilo veias densidera-
veis nos gneiss que formara os morros e raonti-
nhss que nos rodeiim. Seriara elles comtudo
um recurso precioso para as calcadas.
Nao ha provincia que nao. mandasse numero-
sas amostras de argila. Ha algumas muito bellas,
brancas ou de vares cores. O Sr. Bouliech, en-
tro outras, expoz am bello pedago de keolin tira-
do dos arrebaldes do Rio de Janeiro, onde pare-
ce que esta trra nao rara; da qualidade
mais preciosa, mas infelizmente o seu emprego
industrial o fabrico da porcelana parece-nos
que encontrara difSculdades quesi invenciveis
no alto prego docombustivel e da mo de obra,
que absorvem grande parte do preco pago pela
porcellaoa.
Quanto s argilas de diversas cores que conlm
oca e que sao empregadas as pinturas grosseiras
como materia colorante, oSo nos parecem tam-
bem ter grande importancia commercial.
Das argilas passaremos, por urna traosiego
natural, s obras de barro, que eslo bem repre-
sentadas. A otaria uraa in lustria que pode ser
lucrativa. as aulas da escola central encon-
tra-se grande numero de amostras, entre as quaes
se distinguen! fcilmente as da Baha.
Podia-se talvez desejar mais gosto e elegancie
rros ornatos; o nosso clima obriga-nos a empre-
gar grande numero de objectos de barro, e como
trastes indispensaveis que lera o seu lugar nos
nossos aposentos, e que certa mente na la perdo-
nara cora dar-se-lhes mais elegancia as formas,
mais pureza no desenho. E' para admirar que
se eocontrem oa exposico objectos pouco ou na-
da cozidos, e que por coosequeacia sao apenas r-
gilas.
O Sr. Esberard lho, de S. Christovao, expoz
alguma louga vidrada, que nos pareceu bem feita
e de boa qualidade.
E' este um artigo interessante e de bastante
importancia na economa domestica. As casas
pobres e mesmo as ricas ganhariara, substituindo
a louga a um sem numero de objectos de ferro
fundido ou de folhss de flindres. A louca em
grande uumero de casos, muitissimo preferir!
e, apesar da aua fragilidade, infinitamente mais
barata. Serta para desejar que o fabrico desta
sorte de objectos se generalisasse.
O fabrico de lijlos pode ainda ser melhorado
entre ni. O tijolo um material de construeco
sum.mameote precioso, e cujo emprego poderia
esiender-se muito, se o lornecimento fosse da
boa qualidade. A este respeito nada vimos que
se podesse comparar com os productos expostos
pelo Sr. Mariano Procopio Ferreira Lage vio-
dos da colonia de Pedro H oa provincia d'e Mi-
nas. Sio ao mesmo lempo bons (o menos pelo
que podemos julgar) e bem feitos. Os lijlos oucos
da mesma proveniencia nao sao talvez tao boni-
tos. 1 tubos esto singularmente collocados
das provincias onde abunda o ferro.
Quando um mioeiro deseja trabalhar urna mi-
sa doste arete!, do encontrar uro deposito o
quo mais o preoecupa > achar agaa, porque
quanto ao ferro tem elle certeza de o achar, por
arsim dizerltola a parle.
O ferro oxydade do qtre predomina.
Talvez am parte alguma seja elle lao comroum
como no Brasil, o aa suas amostres, abundante-
mente fornecidas pela proviocia de Minas, sao
bem conhecidaa na Eurepa. All tem ellas sido
avjalyaadoa mais de urna vez e algumas qoalidades
de ferro oligisti forara achadas igaaes s tao co-
nher.das fot macees da ilha d'Elb.
Oulra qualidade'tambera muito interestante
o hemalile perdo, ou lirnooite. Este formago,
qae contera neo somonte o ferro,, rase anda o
raegnose, tem a propriedade de produiir o bqo de
forja, e o mesmo succede com outra formago
que ordinariamente acompaoha aquella, o ferro
spalh O ferro sulphuroso, pyrites, ah se echa repre-
sentado per numerosas amostras, e, em geral,
muilo bellas. O pyrite cubico torna-se notavel
entre todos. Sibe-se que este pyrile de ferro
empregado de preferencia para a produccao do
eoxofre, o nao para o do ferro.
As oariras variedades sao raaisgeralmente em
pregadas para a fabricado do sulphato de ferro
ou vitriolo, em quo se transforma espont-
neamente sendo exposto ao ar hmido, e para a
do alsraon (pedra-hume) substancia de grande
emprego as artes e na medicina. Como forma-
gao &e ferro apresentam estes pyrites, porten-
to, pouos, interesse.
_ A variedade das formicoes de ferro da provin-
cia de Minas Geraes portanto mais notavel pelo
lado mineralgico do que pelo da merellurgie.
Seje-nos, poit, permitudo dizer que urna pro-
vincia lo fecunda esl imperfeilamente repre-
sentada a esle respeito.
Minas Geraes maadoo-nos tambera ferro redu-
zido a barra. Tanto quanto possivel julgar,
de boa qualidade este ferro, se, como "pensamos,
fei dobrado fro.
As pedrs ferruginosas vindas do Para e do
Amazonas sao muilissimo numerosas, mes se,
como devemosacreditar, sao simplesmente pe-
dras liosas ferruginosas que seencontram ento
grande abundancia as mergens do rio, o seu
interesse psra a metallurgia mediocre, para
nao dizer nenhum.
O cobre a custo apparece na exposigao. Pou-
ces amostras de cobre sulphuroso e de cobra
carbooalado o representen! ; nao encontramos o
metal reduzido. Devia isto sorprender-nos. De
ha muilo foi indicada a existencia de for-
raacea de cobre abundantes e preciosas no
Braiih
Parece mesmo que o robre nativo aqu existe
em quantidade notavel, se acreditarmos os mi-
neralogistas, que dizem ler visto pedagos enor-
mes.
E' este um dos metaes mais procurados ni
Europa, onle a produc'go das minas est looge
de corresponder s necessidades. Seria para
nos, quer como metal, quer como formigo, te
a falta de cjrabustivel nos obrigasse a vende-lo
nesle estado, urna excellente mercadoria de ex-
poitigo. O Chile, cujas f jrmages eslo longe
de ser de qualidade superior, faz, ha annos, um*
commercio importante. Era 1857 exportou na-
da menos -162,684 quintaes de formagSo. Na-
quelle paiz achara mesmo vantajoso mandar vir
carvao oe pedra da Inglatena pars reduzir as
formegoes nos sitios onde sao,encontradas,e neste
nesmo aono de 1854 a exportago de cobre met-
lico subi a 75, 416 quintaes. A mesma Bolivia,
apezar da difflculdade das comraunicages, achou
meios de tirarem proveito des suas mines de co-
bre nao obstante esterera pela maior parle mui-
to looge dos porlos de mar. Ella exposla a
formsgoj pulrorisada e purificada, de sorle
que contera al 80 por cenlo de cobre, e a expor-
tago aonual calculada em cerca de 80,000
quintaes.
Creraosque ninguem duvida que ss formages
de cobre no Brasil sejam abundantes e de grande
valor, e entre os diversos ramos da industria ex-
tractiva esta urna das que nos parecem mere-
cer a attengo publica.
O chumbo est um pouco mais bim represen-
tado do que o cobre ; encontramos, com elTeto,
quer do Rio Grande do Sul, quer de Minas, al-
gumas amostras de galena. Minas mandou tam-
bem algumas amostras de chumbo metlico. Eata
forraago de chumbo, a mais commum de tolas,
conlm, quasi sempre, alguns milsimos do pra-
te. Por oulro lado, alm de fabricago do chum-
bo, emprega-se a galena no seu estado natura,
pare vdrar a louga commum.
'Parece lanto mais possivel trabalhar estas mi-
nas, quanto as despezas para extrahir o chumbo
destas galenas sao infinitamente menorea do que
as exigidas pan apurar 09 metaes de que falla-
mos cima.
O zinco falta absolutamente.
As formages de ouro sao bastante numerosas,
e naturalmente Minas-Giraes que nos mandou
1 maior porgo ; sua (natureza hi muito que
determinada e conhecida, nada temos portanto
que aprender por esle lado. O que nos poderia
interessar era conheccr se os methodos seguidos
para a extraeco deste metal sao suscepliveis de
algum melhorameoto, su3ceptiveis de diminuir
aa despezas da extrago ou de augmentar a pro-
daego. A este respeito, porm, nada pode en-
sioar-oos a exposigao, nem temos o direito de
exigir della cousa alguma. E' a commissio a uni-
ca que talvez nos possa orientar a este respeito.
A nossa questo nao ociosa, pois se acredi-1
tarmos documentos ioglezes, e todo o nosso ouro
vendido em Inglaterra, a nossa produego deste
metal precioso est em diraiouigo progressiva.
segundo se collige dos algtrismos seguiotes :
Importego do ouro do Brasil oa Inglaterra.
Ot otjaetoa expostos deixam, comtudo, pouco
<,a? ^J".; provaro que aqui se pede fabricar
ludo lab boro e to bonito como em outra qual-
auer parte, prescindindo sempre da questo do
Prsgo. Talvez sejamoteasearos estabsieceodo
parallelo entre o* protsotps dea osa* fabri-
expositora; com ludo, parssss-nas que os
Sn. Castro Pees 4 6., apesttnltsaaQ urna
a superiondade. 1 ato aa, porta, meses por
apreciar o merecimenis dosobjectoe eipos-
do que o toletese ofataeceae ainados
poto- lado do progresas sotsl e da ttssoia do
nosso paiz.
Eot osle. lado, o- esv aUio se-intormaeooe
com que fomos obsequiados, conclue-sa que o
fabrico do vidro ova lutar no Brasil com difll-
culdades quasi iosuperaveis, laes como o silo
prego do combnstivel, carvao de pedra, o prego
extremamente alto da mo de obra, a importa-
gao de urna proporgo consideravel de materias
primas, o do diminuta extraeco. A produego!
do vidro para a vidrage, a de garrafas e a de co-
1851
1852
1853
1854
1855
1856
11,850,000 frs.
107.500,000
8,000,000
7.750,000
1.500.000
1,000,000
Rs. 3,768:7503
36,012:5003
2,680-0003
2,596:250
502:500g
335.0U03
De 1752 a 1773 subi
12,000 kilogt. por anno.
a nossa produego a
.. Em 1800 era calculada
em 3,706 ktlogs. do velor de 12,229,800 frs. Em
1848 ] tlnha descido a 2,500 kiloga. no valor de
3,250,000 frs. ou 1.088:7.50. E" crivel que subie-
se novamenle durante algum tempo, e que attin-
gsse ou mosmo excedesse o valor primordial,
porque o ou.ro importado do Brasil para Ingla-
terra foi, segundo documentos que temos .vista,
1851, 3,768:750; em 1852. 36,012 500#000: em
1853,2.680:0005; em 185*. 2,596:250000 : em
1855, 502 5OO9OOO; em 1856, 335:000g00O ; e le-
vando em conla como se deve levar, a oscillego
do numerario, aecussria isto de mais acrescimo
de produego. Mas desst. poca em diente a que-
da rpida.
Era 1861 a nossa exportago era p e em barra
j um pouco mais crescida, seria de 1,613 033J.
Ora, bem natural iudagarmos qual cauaa
dessa diminuigo ; se permanente ou simples-
mente accidental.
Ha um metal muito mais precioso que o ouro,
e que rpidamente passar para o numero dos
metaeiusuaes. E' a platina. Este metal, cuja
formago parece dever-se encontrar nicamente
nos lugares onde se acba o ouro a o diamante, j
foi indicado as provincias do Minas-Geraes e
Matto-Grosso, principalmente naquellas rochas a
que os gelogos do o nome de ilacolumilea, da
serra de Itacolumi, rochas que formas no Brasil
um vasto systema. E, comtudo falla a platina ;
disto admiramo-nos tanto maia, porquaoto, se-
gundo alguna documentos, o Brasil, a Columbia
e a Russia forera, por muito tempo, oa nicos
peizes que a produziram em quantidade, o que,
cunhando a Russia este metal, os outros ooua
paizes erara ha algum tempo os nicos que o
lancavam no commercio.
O grande interesse que tem este metal para at
arte, e o papel importante que necestariamoote
desempenheria na industria ae fosee produzido
em maior abundancia, devem estimular urna pro-
ra mais activa do que %pqui leo btrido.
parece-nos que deveriam eslar em sentido oppos-
lo. Estas quelidades de lijlos teera sido lti-
mamente muito empregedes as construccoes,
por causa tanto da sus maior resistencia como
de sus leven e do seu prego inferior ao dos li-
jlos solidos. Osmaleriaes de construego nao
sao no no de Janeiro, nem to variados, nem to
numerosos, nem tao baratos, que a possibilidsde
de achtr um producto desta ordem oo impres-
slone os arebiteelos e os constructores
A fabrica da Sra. D. Carolina Godiuho, man-
dou tijolos prensados que tambem parecer mui-
to bons, asstm como canos para droinoo. que
sem duvida all esto nicamente para que la-
mentemos nao ter a oosaa agricultura ainda che-
gado a estado de utilisa -los.
Sentimos nao ver, neste grupo, tijolos refrac-
tarios. E um arligo de consumo consideravel e
que nos asseguram pode ser.fabricado com van-
tagem e do excellente qualidade.
Aa obfs de vidro, apresentadas por duas fa-
bricas, primam mais pela variedade da frma,
natureza a destino dos productos, do que como
illustrego dos diversos systetaas de fabricago.
A maior parte destes productos compe-se de
objectos de emprego commum, e nenhum se tor-
na notavel como objecto de luxo ; nao urna
censura, mas antes um elogio que por esta razo
fazemos aos expositores. E' esta urna industria
que satisfaz necessidades sentidas igualmente
por todat at classes, e es seus productos desem-
penham am papel importante na economa do-
mestica.
E' natnral, mesmo bem. que oe fabricantes
do Brasil, oode esta industria ainda muito re-
cente, e onde, segundo se noa diz, tem ella de
pos, em condigoes que permutara lutar com- e
impoitacao estrangeira, parece impossivel, mes-
mo quando os direitos de importado fossem ele-
vados de 30 a 40 ou 50 a 60 por cesto. O cora-
bustivel e a mo de obra affectem de um modo
notavel o prego da produccao desta qualidade de
vidro, que justoraente a que tom maior ex-
treego. O combuslivel. por ti s exorce urna in-
fluencia to consideravel, que na Europa ae tem
estas fabricas concentrado as proximidades das
minas de carvao de pedra. Parece por (tanto qae
por muito lempo sioda o fabrico dovidro nao
poder nacionalisar-se ventajosamente no Brasil.
Figurara na exposigao um crescido numero de
amostras de crystal de rocha, e eotre estas tao
notaveis pela sua pureza e transparencia as que
vieram de Goyaz, expostas urna pelo Sr. Ry-
beud e a outra pelo Sr. Jos Maa dos R^is.
Este mineral, porm, tem perdido muito o seu
velor, o ciystel do vidro o tem quasi completa-
mente substituido, e com vntagem, se excep-
tuamos a dureza comparativa. A differenga de
prego tal que se pode dizer quo o crystal de
rocha s lera valor como curiosidade, perdida
toda a sguifleago na industria.
Outras variedades de quattz, agalhas, amelhs-
tes etc., esto tambem reunidas em grande nu-
mero, e ha eotre ellas pedras muilo lindas ;
mas, sem deaosraar estes objectos que o joa-
Iheiro e o gravalor augmeutam o valor, pensa-
mos que sao um accessorio bem pouco conside-
ravel na produego de um povo, e de minima
importancia. Faremos a mesma observago a res-
peito do beril, apezar do seu grande peso [quatro
libras e meia).
Nao se pode tambem dizer que o diamante
esteja representado, apezar de sao faltar com-
pletamente, mas este respeito nada temoa de
lastimar ; meis alguns diamantes, por bellos que
fossem, poderiam apenas rigosijar a vista sem
entinaren! cousa alguma de novo. O commer-
cio de diamaotes alimentado quesi exclusiva-
mente por nos, e um quasi monopolio que te-
mos adquirido. Por tuiro lado nao ha nesia in-
dustria materia para aperfeigoamenlo.
[Jornal do Commercio, do Rio.)
RIO DE JANEIRO,.
Relatorio da estrada de ferro de D.
Pedro II.
Illm. e Exm. Sr.Foi V. Exc. servido de orde-
nar-nos que, lendo em vista os relatnos dosen-
genbeiros Dr. Menoel Buarque de Macedo e Dr.
Joo Ernesto Viriato de Medeiros, e procedendoa
um rigoroso exame, quer no terreno, quer na
escripturago da empreza do caminho de ferro de
D. Pedro II, em sua Ia secgo, informemos ao go-
verno sobre o estado da empreza, e proponha-
mos as medidas que julgarraos conducentes a bem
do servigo publico.
A circumstaoda da ausencia alternada de dous
raembros da commisso, e as oceupagdes de um
Mies na .obra do dique da ilha das Cobres, obs-
tram a que com brevidade nos fosse| possivel
apresenlar V. Exc. o resultado de oOssos tra-
balhos. 1
Em cumprimento das ordens, passam'ois a fazer
a dsscripgo do estado da obra e de sua dmiois-
trago : medida que forraos desenvolveodo o
resultado dos nossos exames, adduzir^moB as re-
flexes que ms occorrem, e terrainaremos com
a enuraerago das consecuencias geraes.
PARTE PRIMEIRA.
ittiiwu.
Io trago"
O trago da estrada do ferro da corte Belem d
lugar a alguoa reparos ao seu deseavolviraento ;
mas, nesla parte, o tacto consummado tornaioop-
portimas administrativamente quaosquer observa-
res, que calera ra melhor em um estudo fech-
nico. Ha com tudo fazer algumas ponderaedes,
que podem ter urna applicogo pratica.
O extremo occidental da 1" secgflo deveria ser
levado ao principio di serra, meia legua ediAnte
de Belm, lugar muito mais apropriado para o
estabelecimento de urna povoaco permanente.
Mal enllocada, em lugar insalubre e alagado! a
povoaco de Belm leude a desapparecer, ou\a
reduzir-se a mesquinhes proporges ; e no\
indifferenie para a riqueza do paiz a desnecessal
ria destruigo ou iautilisago de capilees consil
deraveis que se aniquilam pela remogo de cen\
Iroscommerciaes. \
A extremidade oriental ou da corte deveria lo-
go ter sido estabelecida no litoral para as cargas,
lendo um ramal dirigido a ponto mais central da
cliadepara os passsgeiros. A actual eslaco do
campo de Saot'Anna nao preenche bera os dous
fins, e posto que tivesse em vista coocilia-los,
sacrificou-os mutuamente. Osfretesdos gneros
sao sobrecarregados pelo seu transporte em car-
rogas pare os trapiches, e as tarifas dos passa-
geiros aggravadas peta frequente necessidade de
auxiliares. A proloogago at ao litoral, que se
acha adala, lera necessemente de ser attendi-
da telvez em lempos que exijara mais pesados
sacrificios.
2oAlerro.Lastro.
O lastro em geral deara tina. Esta qualida-
de de material tem inconvenientes : a chuva e o
vento o deslocam, e produz grande quantidade de
poeira, incommoda ao transito e prejudicial s
machinas motoras o de transporte. S com des-
pezaa consideraveis se poderia ter achado outro
msterial mais proprio quando se construisse a
cstrsda.
Alm disto, a especie dos trilhos adoptados
(de Berlow) oo exige para a sua estabilidade ou-
lro mais grosso laslro.
Os sierros ou cavalleiros tem, em geral, as di-
mensoes necessarias, depois que pela compaohia
foram levantados em muilos lugares.
E" verdade que as grandes cheias tem sido em
alguns pontos assaltados pelas aguas : porm o
emprego simultaneo da elevagao dos cavalleiros e
da construego de novos pontilhoes lvram a es-
trada do insulto desaguas, salvo circunstancias
extraordinarias e transitorias.
Oode mais sensivelse torna a aegao das aguas
na travessa do rio de S. Pedro e seus -afilued-
tes. A esnalisago deste rio al a sua confluencia
no de Saut'Anna senaria radicalmente o mal das
endientes, e aproveitaria um extenso territorio,
tornando o assim mais salubre.
Voltaremos a este objecto tratando das pontes.
Os sierros e seus esgotos, se acham geralmen-
te em bom estado ; e o lastro, tendo em vista a
especie de trilhos empregados, que por sua larga
base repartem a pres;o, preenche aufllcienie-
mente o flra.
3.Trilho*.
Os trilhos empregados geralmente pelo conlra-
tadador Price foram os de Barlow. Este syste-f
ma gozou por algum tempo de certa vogs. A sim-
plicidade da collocago, e a sua grande bste, qu
se presta a um lastro meos compacto do qie
outros systemas, sao as suas vantageos. A fajta
de cerlo jogo e elasticidade que facilitem as dita-
tegoes e compressoes da temperatura e do tran-
sito, a difnculdado de obter as curvaturas de pe-
queos raios, a impetfeigo dos cruzamentos, e o
seu grande peso, sao os priocipaes inconvenien-
tes do systema. Por isso ontros- sao hoje prefe-
ridos, especialmente o americano, tambem cha-
mado de Vigoolles ou Groydon.
No entretanto a compaohia, tendo disponivel
alguma porgo de trilhos de Brunet, que sao um
termo medio na qualidade, os tem empregado em
reformas, especialmente nos cruzamentos. A
substituido completa dos trilhos Barlow pelos de
Vignolles, antes qae aquellas -*enham prestado
todo o .servigo, traria gravet; embaragos e des-
pezas.
O lastro, sufficienie psra os trilhos actuaet, lo-
ria de ser tambera substituido por outro mais re-
sistente para tupportar ama preiso meaos re-
partios, e o material teria| de vir de lugares re-
motos. Asim eremos que tal substituigo eu re-
forma s pode ser vantajosameafeeOetloadagra-
dualmente, primeiro nes intersecg3"et, depois oas
cu ivas de pequeo rio.
K idea do Sr. Dr. Buarque de que um to con-
sideravel trabalho, como a substituigo compiis,
sel poderia fazer com a compensagQ econmica
da1 menor detpe em pouco annos do cus tofo,
nio suppotSs, jvs&o dkamos aawlyss, porm a
mais pequsss attSSSio, eapeciatasenle ae accras-
cpntarmosa wnaSjM, hop csssateial, da nao io-
tferrupgo do trafos. A curvss dos tailho nao
sio vigorosas, pacisi asa sigas I u gasas s abat-
luidas- por tcljuasno. Atsia feraaa bitas, a a
orapanhia vsi- tcccBtfotswnta eortvgluso-este
tr-n^lleuif5ifi -'
f Fara faeuilar a coosti'ucgso os* va dupla, tem
reservados corapashie urna zona de 10 bregas de
largura, incluiodo a actual, espago que no pare-
ce sufcieule. Cremoscom tudo que o trafago por
alguna annos nao poder exigir seno parcial-
mente ease accretsimo de construego. Os tele-
graphos elctricos aaaegurim a reguleridade do
transito actual, emeamo"muito rasior, pelarla
singela.
4oPonle.
O aooes.0 n. t con tem urna nota descriptiva de
todas as pontes.
A primeira ou do mngate, a nica de canta-
ra, e somenlo a que tem largura para dupla va.
n? obra monumental. Todas as outraa pontea sao
de ferro oude madeira, e de largura qae admitle
smenla a via iogleza. as pontes de ferro sao era
geral de dous systemss : de travessamentos la-
leraes de vares de ferro, assentadas em caixss
do mesmo metal sobre os encontros, ou de dous
seguimeotos Occos de faina grossa, da mesma
forma assentadas.
As pontes do primeiro systema, especialmente
quando o seu vo consideravel, fazem fleus
sen'siveis pelo peso dos trens.
Para remediar esle inconveniente a compenhia
as tem reforgado provisoriamente por coluonellas
de ferro, sustentando as penduraea dos traveja-
mentos, e apoiados em marcos de cantara, aa-
sentadas no leito em sapstat transversses. Este
Morco auxilia a resistencia dos encontros o di-
miuue as flexas. E como algum dsmno haviam
alguns destes experimentado, quer pelo pheno-
meno apontado de fie 1.lo, quer por defeitos da
construego, quer pela aegao das ages, e neces-
8ilavam de reformas, urnas j foram effectuadas,
e outras se acham em execugo.
As ponles do segundo systema, isto dos se-
guimeotos de olha de ferro, sao muito meis es-
tavels, e s tem necessitado a reforma dos en-
contros, por m construego primitiva, ou cir-
cunstancias extraordinarias.
A maior parle da primeira secgo a do rio de
S. Pedro. Tem nove tangos de travejameolode
ferro sobre cavalleles de madeira, perfazendo um
vo total de quasi oilocenlos palmos. O rio de S.
Pedro, desde que baixa da serra at effluir no de
Sanl'Anna, nao Um kilo certo ; urna graode ba-
da recebe as suas aguas em direcgo vacillante,
produzinJo grandes alegados, contra -correte?,
etc., etc. No lugar onde atravessado pela liona
frrea tem cerca de 600 bragas deste'jleito duvido-
so, aa construego da ponle reduzido eslreila
passagem de 30.
Emquanto oo ha cheias, o esgolo siifTiciente,
posto que a um lado e outro do aterro se for-
mem grandes lagasr porm, quando aschuvas
accumulem as aguas na parte superior do norte,
a ponte, pela falta de canalisego do rio, oo po-
de dar vaso. Por isso se maoifestaram em
grande ponto as deslruigea de aterros da linha
pelas aguas. A compaohia alleou os sierros, e
nelles praticou pontilhoes s um lado e outro da
ponte grande, com o que muilo se tem minorado
o mal ; porm o remedio completo a canalise-
go ou regularisago do rgimen do rio de S. Pe-
dro. Em geral todas ss ponles, com as uiodiu-
esges effectuadas ou em va de execugo pela
compancia, aos pareceram ficar com a liecessa-
ria resistencia.
5o Telegrapho.
O estado deste servigo satisfactorio. Os iios
conductores sustenlaram-se em pegas de madei-
ra que necessilarem de concertos frequeotes. A
compatihii as taz substituir ventajosamente por
postes decos de ferro muilo mais duradouros.
Parece aecessario o estabelecimento de urna ta-
rifa para a correspondencia do publico. A base
dessa tarifa est na experiencia feita de que, com
0 systema adoptado, um recado de viote palavras
incluindo a chamada e aecuao, leva menos de cin-
co minutos na trsnsmissao.
Na marcha regular em que se acha este servi-
go, nao ha vera necessidade de augmento de pes-
soel para lalisfazer a correspondencia particular,
alm de um ou dous carleiros, no caso de nao
servirem para esle lim o carleiro do governo.
Ao principio nao haveria receita notavel ; mas
a facilidade de correspondencia sempre um
henecio publico. Para urna correspondencia
regular e servigo da compsnhia o systema tele-
graphico actual sufficieote.
6oMarcos.
Os regulameolos do governo obrigam collo-
cago de marcos de )( em X de legua (legua de
3,000 bragas). A compaohia aa colloca por a-
inas inglesas) por ser esta uoidade mais usual nos
caminaos de ferro e pouco differeute do }( de
legua estipulado. Nao ha nisto notavel inconve-
niente, mas releva observar que a referida milha
ingleza (saiue mile) equivale a 1,609, 3 metros
731,5 bragas portanto menor 18 }i bragas do
que o nosso quarto de legua (760 bragas). Esta
differenga pouco importante em urna ou duas n,i-
Ihss, no Dm de quesi 39, que tem a primeira sec-
Igo do caminho de ferro, chega a ser de mais de
700 bragas.
1 Se pois a milha ingleza tem sido considerada
como )i de legua para a delermioago das tari-
fa*, convra que ellas sejam reformadas em vista
da differenga notada.
.E' esta urna das consequenciat da anarchia me-
tereoiogica em que oos adiamos, e deque se nao
pode sshirsem urna medida legislativa que re-
glense o nosso enligo systema, or o substitua
par outro como agora se prope.
I 7*Tren rodante.
Exisliam tres locomotivas, das quaes urna in-
til seda, duas em concert e dez em estado de
pr ster servigo regular. Nao smenle se tem cui-
da lo da conservago e concert, como tambera
afumas modiflcages se tem iatroduzidotenden-
tei a diminuir os allrictos e a economisar a des-
pe a do combuslivel. Contina a manifestar-se
o inconveniente da falta de abrigos ou lelheiros
sul lcientes, o que muito tem concorrido par tor-
na difflcil a conservago de todo o trem rodante.
''rata se de desenvolver as offleinas, que tem
sido insuicientes para occorrer aos reparos. Este
objecto merece com effeito mu seria attengo.
O numero de locomotivas existente inferior
ao estipulado no cootrato ; porm o dos carros
de oulras espeoiea muito superior. Parece
que o numero actual de locomotivas sufficieote
para a primeira secgo, 00 estado actual do tran-
sito. A acquiaigo de outras, emquanto o trafa-
go 0^ nao exigir, ser urna sobrecarga na coota de
sacrificio na garanta do governo. Os carros pa-
ra passajgeiros parecem sufficientes ao transito
adtual. Ot anligo carros teem sido reformados
N um modo mais spropriado ao nosso clima e os
cirros de oito rodas, do systema americano, tao
ventajosos, lanto aob este ponto de vista, como
por seu jogo, mui adaptados ao trafego. O car-
ros de earga de geaeroa, agora sufficienle, devem
seguir, como todos os outros, os augmentas e con-
difioes de estado do transito.
Medidas regulamentares, a nao ser a desigotgo
de mnimos,' nao podem ter efScazot : a conve-
niencia do servigo e sua inteosidade modificara
aa exigencias. O combuslivel empregado as
locomotivos o coke. O csrvo de pedra, muito
mais barato o de oo inferior poder calorfico, se-
r muito mais vantajoso sob o ponto de vista d
economa.
A ampliago deste combuslivel offerece alguns
inconvenientes pelo fumo, e o seu uso obrigar a
fazer modificagee as tornaihas porm razo
capital de economa no ousteio do trafego aceres-
ce que as foroalhas assim modificadas se preste-
rao melhor ao uso da linha que, circumatanciss
extraordinarias, no estado poltico do mundo po-
dem tornar necessarlo em substituigo ao com-
buslivel mineral que vem de fra do paii.
SEGUNDA PARTE.
ADHINI3TRAQO.
_ 1" tecretorio.
Nesta reparticao ae ach a esoripturago da
companhta propriamente commercial a cargo de
um guarda-livros, e s do expediente sob a direc-
go de um secretario. A escripturago commer-
cial conforme ao systema geralmente adoptado.
Laogadaa chronologicasaente todas ss iransanc-
goes e mevimentoe, medida que ae effecluam,
do borrador, to d'ahi pastadas para s diario,
que se acha legalisado oa cooformidade da legia-
Isgo commercial. O borrador est em dia e o
diario 4 regalas siente escripto no Ora de cada
mez. Do diario, como fundamental, se derivara.
oa livroa de rvtio, caixa e sstfot auxiliares pars
maior clareza da escriakirega mercantil, a qual
toda se acha em bom estado, limpa e correte.
A.teuetacit^uapxiamenie tal tem lodos ot livros
necessarios, setas, registro da correspondencia,
cooUalot e todos a mais auxiliares. Todot estet
livros se eeawm sstrlpturados limpameote e em
d'a..Bm alguna sscaadariot falta a rubrica do
PregWta exigas pelos regulameolos, o quo
convstts assetiiuir pela de um empregado para
isso comnMstxooado pelo mesmo presidente.
Osofllciss recosidos e ordens do governo sao
Wca*Badvisea\ psriodos. Era geral a escriptu-
rago se acha em bom estado: a commercial 6
oaeorsjs ao*estylos respective, a qin d*e een-
formar-se pele natureza da companhta. A's pes-
aos pouco versadas no systema commercial de
escripturago talvez paregacoofus, mas tom at-
tengo e algum couhecimentodo melhodo ae po-
dem della obter iodos os dados necessarios sobre
o movimeoto em receita, despera.e fundo da
compaohia.
O que relativo a parle tcchnica, que nao po-
de ali eotrar-Ihe seno em globo, se acha esciin-
turado em outra reparlgo que a conladoria.
2oConladoria.
E do principio da administrago : foi estsbeledfa
depui*. Mella se escrpturo todo o movimeoto
ou transporte. Por meta de parles diarias dos
cheles do trem e estages, e petas folhat sema-
uaes destas, se escriptursm em livros os resu-
mo o aa verecam com o laloaa So bilhete.
Por modo que o'ahi se pode obler tudo o que
se desejar sobre o trafego em geral e para cada
estagaoe cada trem auee receitas, ele, etc. E'
urna escripturago completa no systema francet,
o como tal pecea lalvez por minuriosidade, mas
conlm cortamente uraa circunstanciada historia
do trafego ; e hbilmente dirigid, como pode
selisfazer ao exame mais severo.
Os aoligoa bilhetes par o trafego dos pssssgei-
ros passam a ser substituidos pelos cerldes de que
treta o Sr. Dr. Buarque, nao por indicago deste,
mae por eocommenda dos objectos necessarios
feila cinco mezes antes do seu relatorio, como
verificamos pelos registros da eorrespondeocia da
compaohia
aA Imoxarifado.
Acha-se em dia a escripturago desta repart-
gao e limpa. O processo de fornecimento e as-
sentamento excellente, e nada ioferior ao em-
pregado em nossos arseoaes, com a simoliflcego
que resulta da escripturago ora am s livro do
todo o movimeoto dos gneros, o que nao tem
lugar as repariiges publicas, oode a necessida-
de de revisao pelas contaduras torna necessaria
a escripturago por termos duplos de livros.
4Eitacdes.
Apezar de que pelo estabelecimento da coDta-
doria a escriptaregao final das estages lenha lu-
gar naquella repatligo, forem conservados todos
os enligo livro, e sao regularmente escriptos e
em da. Neste arbitrio, urna vez que oto acarra-
la augmento de pessoal, nao vemos inconvenien-
te. A historia das estages se acha localisada e
completa em dez livros que tem cada urna. Des-
tes, nove sao destinados ao movimeoto dos pas-
ssgeiros. begegerrs, aoimaes e cargas, caixa, re-
ceita, registros, etc. Alm destes ha um livro
deslioado para iocripgo das queixas. As pessoas
que tem qual juer motivo de censura sobre o tra-
fego, conducta dos empregados, etc., podem shi
escrever a aecusago com sua assignelurs. Pon-
es e de pequeoa monta se acham exaradas, es
essss logo altendeu a administrago, como se vft
dos registros de ordens contemporneas. E* no-
tavel que, havendo lentas criticas iodividuees so-
bre o trafego, os livros de queixes estejam pela
meior perte lmpos. O publico o meihor fiscal
deste servigo, e quando elle se recusa a formular
as queixas oode se ha de ir buscar a verdade ?
5o Trafego.
O annexo n. 2 conlm, por semestres, a receita
o despeza, e a quota com que o governo geral e o
provincial teem entrado para a garanta dos
juros.
O annexo n. 3 demonstra o mnvimento de pas-
sageiros. Se|o primeiro representa o estado floan-
ceiro da empreza e a hislotia do movimeoto ge-
ral que se effectua por esta importante via de
communicago, o segundo tem um alcance moral:
elle demonstra a crescente conflanga com que
urna grande raasss da populago se entrega a es-
ta maio de transporte, e o augmento des relsges
individuaes, que cerumente urna prova de pro-
gresso, nao smente pelo que toca ao commercio,
como eo trato mutuo, um dos meiores auxiliares
da civilisago.
Do annexo resulta que o rendimento do
transito da estrada foi nos aonos contados do Io
dejulho,
De abril a junho de 1858......
Era 1858 a 1859................
Era 1858 a 1860................
Em 1860 a 1861................
71-.9-22J390
487:9888102
792:592g752
1,060:1675679
Somma em 3 annos e 3 mezes. 2,418:6705923
O augmento aonual de cerca de 300:0005000.
Do annexo se deduz a marcha do numero de
viajantes em toda a estrada, em anuos tambem
contados de Io de julho.
De abril a jnnho de 1858. 35a03l
Em 18581859........... 1645479
Em 1859-1860........... 2195688
Em 1860-1861........... 2498363
Somma...... 6685561
O augmento medio anoull de cerca de 40,000
passageos.
6. Tarifas.
As tarifas do caminho de ferro de D. Pedro II
sao um pouco pesadas, postoque em relago sos
outros meios de transporte por trra usados no
paiz sejam ventajosos.
Como porm estas novas vas de communica-
go nao devem ameato ser substitutivas das
antigs para os meemos fgeoeros e transaeges,
coovem rever as tarifas, aflm deque mallos ob-
jectos, quer de consumo do paiz, quer de ex-
portago, possam aproveitar o novo meio do
transporte.
O caminho de ferro. dve produzic urna revo-
lugo aalutar ao augmento das transaeges ; s
assim poder elle compensar directa ou indirec-
tamente os sacrificios que cusa.
Para que esle flm se possa conseguir, mistar
fazer ama revisan das tarifas, ellectuaudo urna
pequea reduego Jat quatro leguas, e outra
maior, crescendo proporcionaloenle para ss
meiores distancias.
7.* Garanta.
A despeza total feita pelos cofres geral e pro-
vincial do Rio de Janeiro com a garanta de ju-
ros de 7 0)0 foi nos sete semestres que termina-
ran! com o ultimo de junho do crtenle anno da
1,413:977S319, a saber :
Pelo cofre gerel......... 887:6285995
Pelo cofre provincial.... 526:3185354
ot? "S"*"10 da 6"nlta do governo geral foi de
.73:1759505 no primeiro semestre de 1859, efoi-
oulla no segundo semestre de 1860.
A quota semestral da [garanta provincial foi
pouco varate), e o mnimo de 60:7309751 no
referido segundo semestre de 1760.
O annexo n. 2 moslra mais circumstanciada-
mente diatriDuigo da garanta em relago aos
dilierentes periodos.
A despezs em custeo tem sido em os annos
contado de 1 dejulho. *
De abril a junho de 1858 59:167*47783 0/0 de
. renoiraeoto do trafego*
Em 1858-1859.... 35*:122207-72 0/Oidem.
Em 1859-1860.... 642:493297-81 0/0
Em 1860-1861.... 681:2135987-65 0/0
Somma...... 1.736:986968-(mdio 72%f
Se, como de esperar, vista do estado actual
da linha, a porcentagem do custeio fr dimiou-
indo, brevemente atiingir o algarismo quo cor-
responde s estrada bem administradas e cons-
truidas ; e se a renda do trafego continuar a eres-
cer na razo de cerca de 300 conloa sonutes, a
1* secgo em alguns annos oo pesar ao the-"
souro, que lera enlo de supportar a 2a secgo.
C0NCXUSO.
Do exame a quo procedemos, e da exposigao
que acabamoa de fazer, ae cooclue que:
1. A maior parte dos inconveniente que a-
presenta o tem apretentado a le secgo do cami-
nho do ferro de D. Pedro II devida ao aea es-
tabelecimento primitivo, e quasi inevitavel con-
sequeocia dos condlges em que foi contratado e
construido.
3.a Julgou-se conveniente abrir o traoaito an-
tes do se effectuarem algumas obras s, reformas
necessarias asquees depois houveram de ser tai-
tas sem iaterrapgo seosivel do trafego, pois quo
este logo qae foi aborte se tornou iodispen-
savel,
3. Os trilhos actuaet de Barlow devem ae r


-.';;
DIAWO M PBlAaUCO MMAfl MU JO B* r.WWJUIW IM.
.<#
conservados no aliuhamentos as entras de
grandes raio* at seu compiti njo.
A wbstltuiglo por outros mais apnropriados
cas de pequeo ralos.
4.* O trem rodante, qna ufficlente no esta-
do actual de transito, dere scoropaolnr o seu
avsasete steawaoute, atada mais se se al*
tender conveniencia da reduccio da tarifa.
Para suamelhor cooserrsco se dere providen-
ciar" 51 eolaTruccao dos tmgos a dsenrolrimen-
lo das officio ai.
5. A tarifa ctual, calcuVada como vantajosa
tem relaco aea amigos meios le transporte, nlo
esii anda suncientemenle reducida para irazer
abundantemente ao mercado goneros que nio
podlam vir por aqulles meios. Parece necessa-
rh entrar sfootamenit neste ceminho.
6." Os sacriQees que o gorerno geral ;e pr-
*incit[ lete feito par* a garanta do iuro,se nlo
sedeen bravetaente cessar considerando tola a
mprezs, e'm vista do augmento do trafego, de
esperar que delxem de existir em poucos annos
para a Ia scete.
A garanta atlingiri certamente ao ponto de
ser sobriamente Compensada pela maior rtpidez,
multiplicidad.), e economa nos transportes, qe
derem ladubiltvelmente influir sobre a renda
pobtits.
^7.* A 1" seteto da estrada de ferro de D. Pe-
dro II se acha esa bom estado de transito, segu-
ro e correte; elauto na parle technica como na
alministrativa offerece as necessanas garaotiis
ao publico e ao goverao.
Algumis irregularidades que teem havido a-
chara suj explicago as considerandos 1* e 2.*
O que deixamos dito nao impede de relobrar
de vigilancia e aclividade para as evitar.
8." Se a despeza do custeio tem sido consi-
deravel, acha-se a explicarlo deste phenomeno
nos frequeoles servicos de reformas de pontea,
aterros, esgotos e putros, e parece que d'ora em
dianle dever diminuir.
Os serricos que podem perturbar o transito
nao derem ser feitos em empreitada,
9.* Onvem que a companhia eitu Je a questo
de comboslivel, procurando substituir o cok*
pelo carra o de .pedra, muite mais bsrato e nao
inferior en poder calorfico, buscando] remediar
os inconvenientes do seu emprego.
10. Coavem qoe se resolva difloitirameole o
proloogameoto da lioha, na corte, al ao litoral,
que nos parece indispeasarel para o maior des-
eorotriniento dos Qns da empreza. A. demora da
solugao trsz grandes inconvenientes : a compa-
ttia carrega eom ntn consdersvel empate de
capital, pelos edificios desapropriados : erescero
as valores des predios a dessppropriar, ocrea ra-
se intoresses no estado actual do transito.
11. O engenheiro Sr. Dr. Buarque parece ter
tido em vista na sua informadlo mais um typo
de caminho de fero do que o estado pratico do
queexamioou, eno atienden as circumstanciss.
Ero geral, das suas ideas, as que erara immedia-
tamenle applicareis se achavam prevenidas ; as
possireis em via de estudo ; outras envolveran)
urna completa reforma da V seceso, despeza
enorme, e sem conveniencia ortica correspon-
dente.
As respostas do engenheiro Sr. Dr. Viriato de
Medeiros, em geral ajustadas, resentem-se com-
lu Jo de certa aoimosidade inconveniente.
Sao estas, Exm. Sr., as conclusoes que a com-
missao tirou do estudo que foi ordenado, e.que
ora tema honra de apresentar a considerado de
V. ExcOeus guarde a V. ExcRio de Janeiro,
18 de novembro de 1861.lllm. eExm. Sr. con-
selheiro Manoel Felizardo deSouza e Mello, mi-
nistro a secretario de estado dos negocios da a-
gricultura, commercio e obras publicas.Pedro
de Alcntara Bellegarde.Charles Neale.Hen-
ru Law.Conforme. Manoel da Cunha Gal-
Vio.
{Jornal do Commereio, do Rio.)
DIARIO DE PEfiNAMBUCO-
dizime a populacho, e que no referido dia 5 16
urna pessoa liona sido accommettida sem que
aoretenttm patigo, perigo que apenas aprsen-
la va ama dea liberes affectadfs.
a Da povoaclede Bosa-Jardiaa, com data da 3
deste mez, dirigi aS Exc. um Mielo cirur-
giio Francisco Marciano de Aaje Lima, jal-
gamos conveniente que stja publicado.
< Nesta cidade e em anas imoaediaeoes .nao ha
cato algam de cholera-morbas.
a Continua a diarrha, e por isto recommen-
dimos quelles que por esta forem accommetli-
dos, que recorram prompamente a facultativo
para que a faca cessar.
c A's 6 horas da tsrde de 8 de fevereiro de
1862.
a Dr. Iquino Fonceca.n
Nesta cidade e em suaa immedia;5es nao-ha
caso algum de cholera -martas.
c A's 6 horas da tarde de 9 de fevereiro de 186a.
Dr if uino Fonseca.
< lllm. e Exm. Sr. Tenho a honra de levar
ao conhecimento de V. Exc. que desde o dia 29
de jaaeiro a tarde at hootem, foram accommet-
tidos nesta povoageSO doentes do cholera e cho-
leros, dos quies fallecern! 5, e os mais esto
quasi reatabeleeidos ; em Alaga Funda onde fui
ltimamente fallecern) 4 e adoeceram mais 2 ;
em Passassungs teem sido accommetUdoa alguns
doentes, para onde mandei remedios; em Li-
moeiro, segundo nelicias, tem havido algnmas
cholerioas e um ou outro caso defebre amarella.
Com sstisfaco digo V. Exc. que de hootem ao
meio-dia para ci nao tem adoecido ninguem, sig-
nal que elle tem declinado ; a eomroisso iostal-
lada pelo Dr. juiz de direilo quande aqui esteve,
orgaoisou um hospital onde se recolheu hoatem
o ultimo doeote que adoeceu do cholera.
c Os medicamentos que tenho applicado sao-
tintura de nux-vomica com pouco proveito ac-
tato de amonia com mais proveito ; o amoniaco
unido ao oleo commum com taailo proveito;
agua rosada e de flor de laranja com algum pro-
veito ; a tintura de manundro negro com muilo
proveito, principalmente qaando apparece a cons-
tricao do peito e suffocago ; a tintura de can-
trida pouco proveito ; o ludano tem-me falha-
da tanto em porcao como em clyster; o extrato
gemoso d'opio antes da dyarrha e vmitos, te-
nho tirado vaotagem ; a camphera anda nlo ap-
pliquei; a tintura de assafelida sem proveito ; a
linhaga em grao e em p com proveito ; a mos-
tarda em p com muilo proveito ; a macella com
pouco : a tintura de hortelia com muito provei-
to ; a tintara de bella-dooa com albura proveito;
o acido ctrico com muito proveito e o m >lhor
remedio desda o principio em pequea quanli-
dade na dse de 2/8 em urna libra d'agua com
assucar dando d'uma a duas colheres de sopa com
interrallo de meia a urna hora, derendo parar-se
logo que os symptomas deesppare^am.
< Nao tenho noticias de outras partes, mas jul-
go ter amainado.
Daos guarde i V. Exc. Povoagao do Bom-
Jardim 3 de fevereiro de 1862.lllm. e Exm. Sr.
Dr. Antonio Marcelino Nunes Goncalves, muito
digno presidente da provincia. Francisco Mar-
ciano de Araujo Lima, 2 cirurgiio da armada
reformado.
Foi nomeado o Sr. Jos Firmo Pereira do
Lago para ajndante do vaccioador provincial no
termo doOuricury.
Consta-nos que urna sociodade carnavalesca
promove na ra da Praii um brinquedode cava-
lhadas para as tres tardes de entrudo.
Esperamos que esse licito folguedo conserve a
conveniente ordem no seu desenvolvimeoto ; e as
pessoas que flguram nesss brincadeira sao disto
urna garanta por sua posicao, elucajao emora-
lidade.
De Cimbres escrevem-nos :
Sr. redactor da Revista Diaria.Sendo Vmc.
o nico orgo, por onde podemos fazer chegar aos
ouvidos de S. Exc, procuramos por esse meio
para ver se alguma medida se tama no sentido
d'alguma cautela a respeito da epidemia, que lao
inesperadamente invade ji alguns pontos desia
provincia, e que na direcelo em que est, podo
fcilmente chegar ao sertlo.
Nao porque, grajos a Dos, tenha appare-
cido nesta freguezia caso algum, que mostr ser
dessa doenga, que levamos o expendido S. Exc.
mas sim, porque elle pode chegar.
a E' certo que desdo o principio deste mez rei-
na quasi em todas as casas urna diarrha forte ;
eu mesmo j& a tenho observado ser muito aquosa,
abundsnle e quasi sempre branca, ou parda escu-
ra, em alguns doentes, principalmente as crian-
gas d com vmitos, dores de ventre e de costas,
assim como em algumas alterscoes de pnlso. 11 a
noiles, quando sempre mais apparece, que este
mal di em toda familia, Ignoramos com o que
tem sido combatida ; pptm certo que nlo tem
morto a ningnem, e dura de cinco a oito das. O
povo attribuia isso ao forte calor; potra com a
Matricula de vehculo./ .
Sateras s favor de pifies.
11111191......
87
Somata. 1,567
fecraUja de polica de-ernambtico, 1 de fo-
vareiro 3n86J.
. Q secretario,
Dr. Jouquim Jos dt Campo*.
O palhabote nacional Sbrateme, sahido
Para o Acarac, lerou os pasageiros snguiotes :
Tranquilino Jos Das Fernandas, Francisco
Ferreira Gomes de Medezea.
O vapor nacional Iguarassu, entrado dos
portos do norte, trouxe os seguales passegeiroa:
Jos Pereira Jaciotho Janior, Manoel da Silva
Sanios, Jos Bento de Souza e 1 escravo, Manoel
Bptiata Barboza, Joaqoim Cabrarda Mello, Joao
Firmlno Carvalho de Araujo, Jaaquim Leocadio
de Souza Caldas, Joao Manoel de Carvalho, Gus
lavo L. Furtado de Mandones e 4 escravo, Pedro
Lopes Rodrigues, Francisco Beroardipe Pinbeiro,
Jos Loursoco de Vascoocellos Chaes, Jos Ruli-
no de Souza Raogel, Antonio Alexandrino de li-
sta al fllho, Joaquim Antonio Pereira Vinagre,
Luttgardo Poggi de Figueiredo sua aenhora e 1
escrava, Fredarieo UHisses de Albuquerque, Wil-
liamt Florence.
Hovimeoto da enfermara da casa de deten-
lo do dia 8 de fevereiro de 1862.
Tete alta da enfermara :
Venceslao, escravo de Jos de tal.
Matadoro ruBuco :
Malarsan-se para consumo dests cidade no dia
7 do carrate 71 rezes.
No dia 8 94 ditas.
M0RTAL1DADE 00 01* 8 DE VEVERE1R0 :
Gaspar, frica, 50 annos, solteiro, escravo, Boa-
Vista, febra catharal.
Jcauna Mara do Sacramento. Peroambuco, 40
annos, casada, cidade de Olioda, phtisica.
Agosiinbo Senelks, Belga, Santo Antonio, igoo-
ra-se a molestia.
Rosa, Peroambuco, 18 metes, escrara, Boa-Vista,
anemia.
Um parvwlo encontrado morto no adro do con-
vente de S. Francisco, Santo Antonio.
Temos i vista, Irazldos pelo guoratsu', cartas
e jomaes, do Oar at 4, do Rio-Grande al 7, e
d Parahyba al 8 do corrente.
i No primeiro e na ultima nada havia occorri-
do aps a sahida do vapor Paran.
Da segunda escreve-nos o nosso correspon-
dente :
Talo marcha na paz dosenhor.
As churas vao cahindo regular e geralmen-
to, o que faz que se dispertem fagueiras as espe-
rances da provincia.
A' falla dallas j o galo morria no sertlo do
Poftugi.
Sa nio vierem as cheiss, como no anno
passaJo, ser prodigiosa aprodocio do assucar ;
do que muilo precisamos i ver se nos remimoa
da penuria em que nos achimes i mais de anno.
O presidente, j c est desde odia 30dj- not,cia rec.et 1 seja algummgresso.desse visi-
paseadocom sua Eima. familia, e dizem-me qoe
oceupado na confeegao lo relatorio,. com que
tem de abrir a assembla a 15 do corrente.
c Falla-se muito por aqui de sua subsiituic&o,
nlo sei com que fundamento ; por minha parto
sinto, porque nao gosto de mudanzas ; e acho
Jue o.Sr. Lelo Vel'ozo tem sido um bom presi-
ente, econmico, imparcial e justo ; e como
dello nada quero para minha pessoa, nem tenho
pretenedes poltica, estou silisfeito.
c Foi supprimido o termo judiciario de S. Gon-
zalo, e reunido ao da capital, visto que na ulti-
ma revislo nao deu o numero legal de jurados.
PERMMBCOr"
h
REVISTA DlKRIA-
A semana Goda foi toda chuvosa, e o estado
da atmosphera Arma o juizo de ter-se manifesta-
do o invern entre nos, que ji era por cerlo
precise para neutralisar os effeitos de um sol
abrasador, que sobre nos vibrara eeus raios de
fogo, ludo erestando.
As carrega;6es que tem sido Impellidas pelo
vento, fazem crer quo as chuvas se tem eslendido
para o centro, anda que por ora nio tenhamos
noticias a respeito.
Esse becco formado pela casa incendiada
na ra do Imperador, acha-se convertido na es-
terquetra maior possivel, sendo at inacredila-
vel o estado em que est elle a nio ter-se o *s-
senso dos proprios olhos.
Todava, nio sabemos o que deva admirar
mais, se ease estado, ou se o deleixo, incuria ou
o nlo sei que daquelle a quem cumpre vigiar e
providenciar sobre isto I
Que taes coulas se deem para um canto, anda
pode ha ver alguma desculpa, mas na ra da Im-
peratriz, em u*m dos lugares mais pblicos,
por certo a negligencia maior possivel, que nao
ha nome, nem elassifleaelo.
Limpam-see areiam-se as praias, pretende-se
fazer aterros como medida de limpeza : mas con -
vertem-se as ruasem despejos pblicos, e nellas
se deixam rasar materias fecaes e lancar lixos e
outras immundicies.
Sao anomalas, que registramos para ver se
apparecem algumas providencias.
Eis os irigesimo-sexto e stimo
c Boletins officiaei.
Em um officio de 8 do corrente, dirigido da
freguezia de S. Jos de Barreiros ao Exm. pre-
sidente da provincia, communica o respectivo
vigario Trajano de Figueiredo Lima, que Manoel
Quirino, morador em Caxoeira, qualro leguas
distante daquella poroacio, tendo ido Naza-
reth, logo que dalli rollara fors accommettido
por um mal, que apresentava -symptomas do
cholere-merbus, e o levara sepultura no dia 29
do mez Dndo, e que do mesmo mal suecumbiram
depois no mesmo lugar qualro pessoas, das quaes
tres eram creancas e urna adulta
i Em um officio de 5 do corrente, dirigido de
Njzareth S.Exc, drz o juiz municipal, Dr. Joa-
quim Jos de Olveira Aodrade, que, aabendo
que o respectivo juiz de direilo tem sompre e
opportunameote feito todas as communicaedes e
.reqois6es relativas a epidemia desde que appa-
reeeu em S. Vieente, tan deixado de irazer ao
conhecimento de S. Exc. o que ha occorrido :
mas que, nio obstante continuar a ser isto feito
do melhor modo, curapria-lhe vir-assererar que
tambern elle se nio. esqaecia da seusdev6res em
semelbante poca.
_Dz mais que ao dia antecedente o cholera
se lioha manifestado naqnella cidade em seis
peasoas, dos quaes haviam fallecido duar no
mesmo da, tendo antas morrdo urna preta vo-
tiva a eacrava, que, par aoffrer desde muito mui-
to de outros incommodos menos gravas, deixra
doritla a respeito da molestia, e termina dizeudo
o.w esperava qae a madama da estaclo, que
parecia querer effecluar-se cosa rapidez avista
das chuvas que tinliam cnido o continuaran),
trouxesse o desapparecimeirto do mal antea que
lante cruel.
< E' para temer, e ebservar-mos, que era todo
este termo, nio baja o menor recurso nem corpo-
ral, nem espiritual, no que falla o povo sempre,
pois existe um nico clrigo, o reverendo padre
Estanislao na villa de Cimbres, em um ponto on-
de por cerlo nio pode acudir a todos.
Quaoto ao corporal a execucio da algum tu-
bo homeopathico nada existe ; por tanto nio ser
mo que S. Exc. anda quando nao possa ji man-
dar um medico em quem confie o povo, ao me-
nos mande urna ambulancia a disposicio do Sr.
Dr. juiz municipal e algumas instracces.
o Temos lidocom grado as-rostruccoesdo Dr.
Sabino, a quem pergunlamos, que destruiodo,
qualquer ebeiro aacco homeopathica, como se
combina o preservativo com o eoxofre por S. S.
aconselhado. *
Nesta freguezia so a Misericordia nos poder!
valer.
No mez de fevereiro, mez de perigo, pelo ca-
lor, foi quando elle fez estragos era 1856 aqui ;
ser este anno o mesmo.
Pesqueira, 30 de Janeiro da 1862.
< Um communicanle do povo.
Refarticao da polica.Resumo do expe-
diente feito pela secretaria da polica durante o
mez de Janeiro prximo Qndo.
Oficios dirigidos N. 4c offi.
CHRONICA JUD CURIA.
Tribunal da Rclaco.
SESSAO EM 8 DE FEVEREIRO DE 1862.
Presidencia interina do Exm. Sr. desembargador
Catlano Santiago.
.A's 10 horas da manhaa, presentes os senhares
deaembargadores Silveira, Gilirana, Lourenco
Santiago, feretli e Multa, faltando o Sr. desem-
bargador Guerra, procurador da cor, abrio-se
a sessio.
Passados os feitos, e entregues os distribuidos
Nao houveram julgamentos.
DISTRIBUigES.
Ao Sr desembargador Gitiraoa :
O conflicto de jurisdiccao entre os julzes muni-
cipaes da primeira e segunda vara desta ci-
dade.
Aggravo depetigao.
Aggravante, Jos Nsrciso Camello ; sggravado,
o juizo.
Recursos crimes.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Maooel Ferrei-
ra de Mello.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joaquim dos
Santos Mello.
Ao Sr. desembargador Silveira :
Denuncia contra o juiz de direilo da comarca
do Pombsl, bacbarel Jos Marques Camache.
Recursos crimes.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Jos Fer-
nandes.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos Mara
Brsyuer.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago :
Aggravo depelicao.
Aggravante, Jeronymo Barreiros de Maraes
Raogel ; aggravado, o juizo.
Recursos crimes.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joao. Jos de
Araujo.
Recorrente, o juizo ; recorrjdo, Francisco Ma-
noel da Cunha.
Ao Sr. desembargador Motta :
Aqgravo de pelico.
Aggravante, Francisco Antonio Hartins ; ag-
gravado, o juizo.
Recursos crimes.
Recrtente, o juixo ;. recorrido. Antonio Ma-
noel de Sanl'Annaf
Recrrante, o juizo; recorrido, Manoel da Cos-
ta Soares.
Ao Sr. desembargador Peretti :
Recursos crimes.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Francisco Jos
dos Santos.
Recorrente, o juizo; recorrido, Jos da Hora.
Habeas-corpus.
Foi proposta a peticio de Caetano Mendea Del-
gado, pedindo ordem de habeas-corpus, que Ihe
foi concedida para o dia 11 do corrente, s 11 ho-
ras da manhaa, ouvido o Dr. chefe de polica.
Encerrou-ae a sessio ?o meio-dia.
A presidencia.
Ao commandante das armas: ....
Ao Exm. bispo diocesano. .....
Ao Dr. chefe de polica da corte. .
Ao a Baha. .
Ao a < Alagdas. .
Ao a c Parahiba. .
Ao c c Sergipe. .
Ao a < Cesr.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Na-
zarelh......., .
Ao a Santo Anlo.
Ao a Brejo. .
Ao a c Limoeire. .
Ao c c Boa-Vista. .
Ao promotor publico da capital. .
Ao t c < Rio Formoso.
Ao juiz municipal da primeira vara. .
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
Ao
<
<


a

c





a
c
V vara.
Barreiros.. ."
Bonito .
Ro Formoso.
Cab?. .
Ltmoeiro .
Seriohaem. .
Santo Anlio.
Ao cnsul da Franca........
Ao consnl da Inglaterra.......
Ao commandante do corpo de policis. .
Ao capillo do porto. ......
Ao inspector do arsenal de maripha. .
Ao c thesouraria de fazeuda. .
Ao saude publica.....
Ao rovedor da Santa Casa da Miseri-
cordia/..........
A cmara municipal do Rcife. .
A a Seriohaem. .
Ao agente da companhia brasileira de pa-
quetes vapor........
Ao commandante do terceiro batalho de
artilharia ds guarda nacional. .-
Ao oficial da visita do porto.....
Ao commandante da terceira companhia
de urbanos.........
Aos mdicos dos districtos sanitarios. .
Aos delegados de polica .
Aos subdelegados de polioia, ....
Ao admioieirador da casa de detencao.
Ao foroecedor da dita .- ,
Copias de diversas pecas officiaes '.
Mappas de crimes e tactos notareis. .
Olficios reservnos ........
Registro de ttulos de delegados. .
t c subdelegados. .
Termos de juramento.......
t flanea. *. ,.....
Passaportes...........
L*gtimef;oes.......; .
VitAo em passaportes.......
156
35
1
1
3
4
6
1
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1
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48
473
139
86
1
845
3
8
2
5
5
2
41
CAH1R1 MUNICIPAL DO RECIPE.
A cmara municipal do Recife, lendo rece-
lado do Instituto Histrico Brasiteiro o officio
que abaixo vai transcripto, convida a todos os
seus raanieipes, para que concorram para area-
lisacio dessa obra de tanta honra para o Brasil,
subscrevendo na secretaria di mesma cmara as
quanlias de que quizerem dispor, nao podendo
ser menos de mil res, nem mais de dez mil res.
Certa do patriotismo que caracteriza lodos os
Pernabucaiws, a cmara munipal do Recife es-
pera que se presta rao de boa vontade a rea lis-
gao deste grandiozo fim.
Pagoda cmara municipal do Recife, em ses-
sio de 28 de oulubro de 1861.Luiz Fran-
cisco de Barros Reg, presidente.Francisco
Canuto da Boavitgem, official maior servindo
de secretario.
IIIms. Srs.O Instituto Histrico brasilei-
.ro, a que presta Sua Magestade o Imperador a
sua immidiata proteccao, resolveu qae se levan-
taste nest corte urna estatua a Jos Bonifacio de
Anirada.e Silva e se erigisse um tmulo digno
de seos preciosos despojos; sao paginas da his-
toria escriptas em bronse e marmore pela grali-
do brasileira, e que devem transmiuir a posteri-
dade as tradieoes glorilas que se ligam a um
dos grandes \uttos nscionaes, e um dos primeiros
colaboradores da nossa independencia.
Os abaixo assigoados, me'mbros da coramis-
so a que o Instituto Histrico incumbi lao
nobre misso, aceordaram recorrer ao auxilio
de todas as cmara raunicipses do imperio, para
que promovam subscripces populares enire os
seus municipes, visto como o monumento deva
ser feito a expensas d) povo.
A commissao desojando que lodos os Bra-
sileros ponan oonooner para lio patritico
monumento, qu jes quer que sejam as suas for-
tunas flxou o mnimo e o mximo das quanlias
entre mil.e dez muris.
Devendo a estatua m inaugurada no dia 13
de Junho de 1863, centesimo anniversario na-
talicio de Jos Bonifacio de And rada e Silva; a
commissao espera que Vv. Ss. se dignen de
coadjnval-a em tao loavarel empenho, activando
e apressarido a subscripcao, cujo resultado
publicado as folbas diarias d'esla capital.
Deas Guarde Vv St. Rio de Janeiro'
18 de agosto de 1861.Illras. Srs. preslente
e Venadores da cmara municipal da cidade do
Rocife da provincia de Pernamb'jco. Ensebio
de Queiroz Coulirrho Mattozo Cmara Joaquim
Nerberto de Souza Silva,JSo Manoel Pereira
da Silva.Bario de Mau Jos Ribeiro 4a
Souza Fonte.Henriqu da Beaurrepain Roan
311 -Douior Claudio Luie da Costa --Thomaz Go-
l mes dos SantosF. S. Diaa da Motta.
Revisa 4 jiry feitaaos 13 de
Janeiro de 1862.
Foram ^ualicados uizes de fado 01 oidaios
eguiotes;
(Conclusao).
Luu Antonio Siqueira.
Loureoco Lu das Nevea.
Luir Aotouio Vieira.
Leebioo Hearjquet Mafra.
Luiz Antonio Goncdree Peana.
Luis Pereira de Parlas.
Eix Cesado do.Reg.
Luis de Franca Seuta.
Luis Jos Pereira Sisadas.
Ladislao Jos Ferreira.
Luiz Jeronymo Igoacio dos Santos.
Luiz Borges de Cerqueirt.
Luiz Manoel Rodrigues.
Luis da Veiga Pessoa.
Dr. Luiz Salazar Moscoso da Veiga Pessoa.
Dr. Luiz de Carralho Paea de Aodrad
Luit o Reg Barros.
Luiz Melonio Franco.
Luiz Antonio Aones Jacome.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Dr? Luiz Carlos de Migalhes Breres.
Dr. Lourengo Trigo de Loureiro.
Luiz Amarel Dubourg Jnior.
Lula de Maraes Gomes Ferreira.
Leopoldo do Reg Barros.
Lalt Candido Ferreira.
Luir Francisco Mendes da Silva.
Luii Francisco de Barros Reg,
lttu Antonio da Silva.
Maooel FraocisM Marques.
Manoel Luit Gotcalves.
Manoel Cerdoso Ayres.
Marlinho de Olireira Borges.
Manoel Vieira Perdigio.
Dr. Manoel Francisco Teiieire.
Manoel Jos Correa.
Manoel Bastos de Olireira Lima.
Manoel Estanislao da Cesta.
Manoel Jos Baplista
Maooel da Silva Nev*.
Manoel da Silva Neves Jnior.
Manoel Osmundo da Cmara Pimental
Miguel da Fooceca Soares e Silva.
Dr. Manoel de Figueiroa Faria.
Maooel Igoacio de Olireira Lebo.
Maooel Jos de Abreu.
Miguel Vieira de Mello.
Miooet Ignacio de Torrea Baodeira.
Maooel Amonio da Jess Jnior.
Maooel Simplicio Correa Leal.
Maooel Antonio Viegas.
Dr. Maooel Jos Pereira de Mello.
Manoel de Souza Cirdeiro Simes.
Manoel Ferreira Aotunes Villaca.
Dr. Miguel Jos de Almeida Peroambuco.
Manoel Lopes Machado.
Dr. Manoel Pereira de Moraes Pinhleiro.
Miguel Bernardo Quioteiro. t
Dr. Maooel Jos Uomisgues Godeceira.
Miguel Francisco de Soma Reg.
Mauoel Romo de Carvalho.
Miguel Jos da Mota Jnior.
Manoel Jurencio de Saboia.
Mancel Jos de Oliveira.
Manoel Joaquim da Silva Ribeir
Miguel Jos de Almeida Peroambuco.
Miguel da l'jfilicace Gomes.
Maooel da Costa Ribeiro.
Dr. Miguel Joaquim de Castro Maacarenhas.
Manoel Isidoro de Olireira Lobo.
Dr. Manoel Buarque de Macedo.
Dr. Manoel Aires da Cosa Brattcaote.
Manoel Thomaz de Souza Magalnaes.
MaximlaDO Francisco das NevesJ
Manoel Ferreira dos Santos Pilenle!.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Maooel Jos Teixeira Bastos.
Maooel Joaqun) Ferreira Esteves.]
Maooel Eleulerio do Reg Barras.
Manoel Antonio Goo;alves Juniqr.
Manoel Antonio Viegas Jnior.
Manoel Coelho Cintra.
Dr. Maooel Ferreira da Silva.
Marcomiro Paocracio Poreira do Santos.
Manoel Peregrino da Silva.
Dr. Maooel Moreira Guerra.
Manoel Jos de Azeredo Santos.
Maximiano Francisco Rigueira I'uart.
Maooel Gomes Viegas.
Mauoel Policarpo Moreira de Ai ivedo.
Manoel Francisco Schefler.
Manoel Gomes de S.
Major Manoel do Nascimento da Costa Monteiro.
Manoel Caroeiro de Souza Lacer la.
Manoel Antonio Simes do Amanl.
Commendador Manoel Gsngalre i da Silra.
Manoel dos Sanios Nunes de Oliveira.
Mauoel Antonio da Silva Rios.
Miguel Falicio da Silva.
Mauoel Luiz Viriles.
Dr. Maooel do Nascimento Mach do Portella.
t). tlanoel Gentil da Casta Alves.
Miguel Archaojo de Figueiredo.
Manoel Ephigenio da Silva.
Miguel Affonso Farreira.
Dr. Miximiano Francisco Duarte
Dr. Miguel Bernardo Vieira de Ajuorira.
Manoel Alves Guerra.
Manoel Joaquim do Reg e Albuquerque.
Manoel Fortunato de Oliveira Mello.
Manoel Soares Mendes.
Manoel Jurencio de Meneaos Jun ior.
Manoel Romo Correa de Araujo.
Maooel Thomaz de Barros Campillo.
Manoel Francisco de Carvalho Paes de'Andrsde.
Manoel Peres Campello de Almeida.
Mauoel Caroeiro Leo. ,
Mariano de Si e Albuquerque.
Maooel Nunes Correa.
Miguel Nuoes Correa.
Miguel Mendes da Silva.
Manoel da Vera Cruz.
Maooel Pires Ferreira.
Miguel Gomes dos Sanios Pereira Bastos.
Mauoel Gomes dos Santos Peveira Bastos.
Manoel de Souza Leao.
Maooel de Souza Leo Junio;
Dr. Miguel Fellppe de Souza/Leao.
Maooel Caralcanti de Albuquerque Lins.
Manoel Jacinlho Pereira. /
Maooel Julio da Fonceca (nnho.
Miguel Joaquim do Reg Barros.
Nicomedes Mara Freir.
Nicolao Tolentino do Carra'lho.
Nereu de S e Albuquerqu
Octarianoo de Souza Franca.
Pedro Lopes Rodrigues.
Pedro Alexandrino Orliz Uamargo
Dr. Pedro Aolonio Cesar. |
Pedro de Alcntara Pinbeiro.
Pedro de Alcntara Monte Lima.
Dr. Pedro 1)amellas Pessta.
Pedro Duarie Rodrigues Branca.
Pedro Alexandrino de Barros Caralcanti de La-
cerda.
Dr. Pedro de Atbayde Lbo Moscoso.
Dr. Prxedes Comes de /Souza Pitanga.
Conselheiro Dr. Pedro [Aulran da Matlae Albu-
querque.
Dr. Pamphilio Manoel Freir de Carvalho.
Porfirio da Cunha Moreira Aires.
Pedro de Alcxolara dosl Guimaraes Peixoto.
Pedro Celestino Mindello.
Rodolpho Joo Barata de Almeida.
Dr. Rufino Augusto de Almeida.
Raimundo da Silva Maia.
Severiano Bandeira deMello.
Satyro Seraflm da Silri.
Tenente-coronel Sebasilao Lopes Guimaraes.
Sebaslio Lopes Guimaraes Jnior.
Sil vino Guilberme de Barros.
Simplicio Ferreira Coellho.
Sererioo Jos de Moura.
Dr. Sabino Olegario Luigero Pinbo.
Sebaslio Jos Gomes Peona Jnior.
Simplicio Jos de Mello.
Simplicio da Gruc Ribeiro.
Dr. Silvio.Tarquinio Villas-Boas.
Sabaslio Mendos da Silva.
Thomaz de Almeida Antunes.
Teodoro Joaquim Airas.
Torquato da Silva Campos.
Tiburcio Valeriano Baplista. k
Thomaz Caroeiro da Cunha.
Thomaz Garren.
Tiburcie Valeriano doi Santos.
Thom CarlosPerelli. 1
Dr. Tarquinio Braulio de Souza Amaranto.
Thomaz d Aquino Volteaos.
Theodoro Machado Freir Pereirt da Silva
Thomaz Antonio Maciell Monteiro.
Thomaz de Carvaltio Soares BrandSo.
Trajano Evaristo Ferro Ctstello BranCO.
Thom Correa ae Araujo.
Thom Rodrigues da ( unba.
Thomaz de Aquino Fonceca Jnior.
Ulllsaet Pernambucano de afelio.
Ullisies Justinlanno d Oliveira.
Vicente Ferrea Lopes Guimaraes.
Viceote Licinio da Costa Campello.
Virgilio Jos da Molla,
Vera lo de FreiUs Tararea.
Wenceslao Machado Freir Pereira da Silra.
Victorino Jos 4e Souza Travasso
Victorino Jos de Souza Trarasso Jnior.
Vicente Machado Freir Pereira da Silva.
Vicente de Paula Olireira Villas Boas.
Dr. Virgilio de Gusmio Coelho.
Dr. Vicente Pereira do Reg.
Virgioio Carneiro Leo.
Dr. Vicente Jerooymo Waoderley.
Communicados.
para trata-la conr(rafea*
Molestia de olhos.
Clnica medico-cirurgica do Dr.
CoatatMB de S Pereira na capital
da provincia de Pernambueo.
Catarata lenticular dura em ambos os olhos, ope-
rada por txtraeco. Segunda operacopratica-
da pelo Sr. Dr. Sa Pereira.=Resultade feliz
tm um olho.= Obs. n. 1167.
(Conlinuecae do Diario n. 17.)
Esta quarta obserrscao que rou dar ao conhe-
cimento do publico importante em mais de um
ponto de riata ; e para ella eu chamarei mni par-
ticularmente a aitenco doscollegss : as circums-
tancias que se deram durante o tratamenlo deste
operado, es iacommodos, deagostos, direi mes-
mo, a as dores porque passei, para conseguir
um bom resultado, que seria certo, se a isto se
nao oppuzesse o proprio doente, o resultado em-
flm deste trabarho, todo digno do particular
menclo. Os mdicos acharao nelle mais um
exemplo a lembrar aos seus doentes, em prora
de que o bom resultado de urna operaco nao de-
pende s da sciencia de operador ; para elle con-
corre poderosamente a paciencia, a conQao(a, o
respeito que o doenle dere ter com seus incom-
modos, e as prescripcoes que o seu medico Ihe
dita : ns assistentes rero tambern que preju-
dicial prestar servicos aoa doentes, que oo fo-
ram proscriptos pelo medico, mui principalmen-
te se estes servicos precisara de delicadeza, de
pratica, direi mesmo de sciencia.
O Sr. Jos Bernardo Ventura, de 44 annos de
idale, natural de Peroambuco, branco, viuro,
morador na Boa-Vista, contultou-me sobre sua
falla de visla, que dalava ae lempos, e j havia
chegado ao ponto de precisar de um conductor
para sabir & ra. Todos os ostudos foram feitos
para se recoohecer sua molestia, e delles resul-
tara que o Sr. Ventura otlria de cataratas lenti-
culares duras em ambos os olhos, sem complica -
cao alguma local, ou geral; em consequeucia do
que Ihe dei o parecer de que s urna operaco
poderia resliluir-lbe a vista. Tal fora o meu con
selho dado em dezembro de 1859 ; eniao o Sr.
Ventura informou-me que um outro medico tam-
bero Ihe havia dado igual parecer.
De vez em quando apparecia o Sr. Ventura em
meu escriptono, sempre a tratar dos seus incom-
modos de olhos, lastlmando-se de sua sorle ; e
em urna dessas rezes, perguulei-lhe porque nao
tentara a operaQo que Ihe haviam aconselhado?
ao que respendeu-me, que circunstancias par-
ticulares o iropediam. Quaes seriam essas cir-
cumstanciss ? nao Ih'as pergunlei; a una dellas
que foi dita a meu particular amigo, e collega o
Dr. Joo Mara Seve, nao prevaleca ; poique
posso aQirmar que de mioha parle nenhum obs-
tculo oppuz ; e so em miohas operaces nao
desprzo os meus interesses, sobra-me comalo
boa vontade para faze-las gratuitamente com o
maior cuidado, e o mesmo gosto quelles, cujas
posses me nao podem' indeainisar devida e hon-
rosamente ; devo dize-lo aqui mesmo, e lavo
este gosto a tai ponto, que em minha propria ca-
sa bs um quarto, e um leito para os doentes-de
olhos, pobres, aos quaes urna operaco possa res-
tituir-Ihe a. visla : eu me considero feliz ,
mesmo ensoberbecido, quando vejo os doentes
que recebo retirarem-serendopara o seio de
suas familias O'onJe vieram iouliltsados por ce-
gos ; o que por mais de ama vez tem acontecido.
Tambern conslou-me quo o Sr. Ventura dese-
java ir ao Rio de Janeiro para ser operado, e Ul-
vez que esse fosse o seu maior embaraco ; e com-
quanto pareas que esta circumstaoca revelatse
pouca confianza em mim ; comludo, eu dava ra-
zio ao Sr. Ventura, e uem por isso me mostrei
jamis offendido*,; tranquilliaara-me a confiansa
que eu em mim mesmo deposito, ouria-o sem-
pre com attencao, repelia-lhe o meu parecer, e
deixava-o proceder como fosse de seu agrado.
Um anno depois de mioha volta da Europa,
quando j oram sabidas vatias operagoes por mim
praticadas, e o seu bom resultado, o Sr. Ventura
decidio-se cooQar-se aos meus cuidados ; j en -
lo sus cegueira de dia em dia mais o mortifi-
cara, e sem fazer a menor reflecto acceitei es-
te trabalho : foi marcado o dia 10 de oulubro do
auno de 1860 para effectua-lo, e convidado o Dr.
Caetano Xavier Pereira de Brilo pata assisli-lo, e
sjudar-me : e nesle mesmo dia extrahi em dez
minutos com a maior (elicidade as duas catara-
tas do Sr. Ventura. O doeote vio dislinctamenle
por ambos os olhos operados os objectos-quelhe
moslrei, ficou mui contente e admirado, por ver
a promptido e a delicadeza com que lora opera-
do, sem sentir a mais tere dor, ou o menor in-
commodo. quando, segundo o que Ihe bariam
informado, esperava grandes trabalhoa e soffri-
mentos.
Conclu 1n a, operaco, o doento foi devidamen-
te tratado, e recolhido ao seu leito ; ludo correr
bem at hi. O doente prestara-se corajosamen-
te, nenhum accidente apparecera, por isso o mais
feliz resultado era esperado ; porem. assim oo
succedeu, e desde este dia em diante comegaram
os meus desgoslos.
Persuadio-seeste doente, quederiamser exa-
geradas e mesmo falsas as prescripcoes rigorosas,
que Ihe ditei, visto que falsas tinhamsido aquel-
las que curiosos obserradores Ihe haviam dado,
como elle mesmo em si verificara ; e que por
isso poda alargar, e mesmo transgridi-las : mas
caro Ihe ia isto custando, se minha reputaco, se
0 meu dever, se mioha, compaixo sa nao
ajuntassem para protege-lo, reparando asconse-
queocias de suas filias.
Deixando o doenle em seu leito, recommen-
dei-lbe muito e muito, que nao tocasse em seus
olhos por qualquer que fosse o motivo ; que
conserrasse o maior repouso possivel, devendo
estar deilado de costas, e com a cabera um poi-
co levantada ; que tiresse tranquilidade ae es-
pirito ; que nao reoebesse visita alguma; e que
mantivesse urna .rigorosa dieta : tacs foram as mi-
nhas prescripcoes ; sao ellas ulnas da pratica, e
exigidas por todos os mdicos, que se oceupam
desias molestias : eu as dito a todos os meus
operados.
Vejamos agora o resultado das miohas pres-
cripcoes, e conforme se achara notadas em meu
diario medico ; a operaco, como flca dito, fura
feila sem accidente algum no dia 10, e o doente
ficara satisfeilissimo.
Dia 11.As horas'da manhaa, o doente vi-
sitado, e nota-se que o apparelho contensivo ap-
plicado para manter os olhos fechados, e favore-
cer assim a unio das corneas, estara todo des-
arrapado; o doente estar sentado, e constan-
temente enxugava as lagrimas que Ihe corrlam
pela face, e.iara morhar a barba : nao seguio
pois o doente as minbas preserip^es, nada sen-
ta em seus olhos ; ludo foi de uoro mudado, e
recommendsdo.
Dia 12.Tudo, quauto eu havia de vespera af-
ranjado, enconlrei desarranjada: o doenle na-
da sentio em seua olhos : repito os mesmos
conselhos, e renov o apparelho.
Dia 19.O doeote continua nos seus desvos, e
informa que estando dormindo fora dispertado
do seu somno por urna dor fortissima que senti-
r no olho esquerdo ; mas que Ihe havia pas-
sado logo, sem deixar-lhe encommedo algum.
Arrangei de novo o apparelho, Dz ver ao doente
que a dor que elle senlira.talvoz fosse precurso-
ra de conpliceees e roguei-lhe qoe allendesse
as miohas recommendac.6es, e se deixasse de
enancadas.
Dia 14Os mesmos desarranjos anda ; a pa-
ciencia comecava a laltar-me, e talvez que por
isso me fizesse aborrecido : feitas algumas ad-
vertencias ao doenle, passei a examinaros olhos,
que os nao tinha anda vigo desde o dia da opera-.
Sao, lemende magua-Ios, e perturbar a marcha
a unlo da abertura da cornea; a obsrvelo se-
guirte :
Olho direito.A cornea eslava traospareete,
aua cmara anterior bem chtia.
Olho esquerdo.Cornea anherente, e hernia
da iris (lembramos ao leitor que fora no olho
esquerdo que o doentesentira urna dor viva que
despertara do somno no dia 13, ou no tercei-
1 ro depois de operado], Tentei reduzir a hernia
da iris, eme sendo tolo impossirel, deixei o
I doente neste estado, atjpraQdo que maiore ad-
herencias se uzeasen
iatraeota.
Bit 15.O doente incorrigWel, e nada ten-
liado m seus olhos, otiles eu nao lequei.
Dia 16.Os mesmos desmandos da pjrt do>
doenle, reparo o apparelho desarrapado, mas
nio examino ot olhos.
Da 17.Leraoto o apparelho, laro os olbasv
e desprego os cabellos, unidos entre si pela r-
mella, e pela gomma do tafet, que mantinba ast
palpebras fechadas ; feito iste, me preparara par*
examinar a ferida dos corneas, e o estado dos o-
Ihos : e quande j tinha levantado urna ata
palpebras superiores com a pinca,' e estava ven-
da a cornea subjacenle, eis que a pessoa que ti-
nha a vela acesa por detraz da cabeca do doeote.
acommetlida de symeope, deixa cahrr a vetar
aopre o doeote. e cahe no chao dandi um graudo-
gnto, e levando urna grande queda : o doeote>
assuslsdo pelo grito, pelo caror da rea levan-
tj-aedacama precipitadamente, e abre os olhos
para ver o que se p assa em derredor delle.
Nao Qquei fora de mim, puriu eia ceo* mb
pressiepou-me profundamente ; agarreio doen-
te, e deitei e en. sua cama ; e condazi a pessow
que ti vera o syncopo para a sala onde ji a es-
peraran) pessoas de sua familia : iranquiltisei a
todos, e relirei-me sem mais querer ver o oslad
dos olhos do operado, deixando os apenas manti
dos com novo tlela.
Da 18.O doenle ioferma que nada sentir
em seus;olhos (o que admirou-me); e examiasu-
do-os encontr ambas as corneas inteirameoiej
abatidas.
Dia 19.O mesmo estado dos olhos, e os mes--
mos desarranjos do doenle.
Da 20.O mesmo estado.
Da 22.No dia 21 nao pude visitar o doente1.
por um grave e doloroso eocommodo auccedide*
em minha familia porm o doeote julgou qu
minha falta p00ia ser substituida por mar
pessoa de sua casa, a quem chamara, e ordenara
qua Ihe apphcasae novo lafel nos olhoso
que fui execulado(lo melindroso o estado de
um olbo operado da catarata por extraeco, qua o
proprio medico teme tcalo mesmo de lera...
teria o mesmo temor a pessoa que me substi-
tuir '.'; passei a examinar os olhos, e notei o se-
guite: cornea esqoerda ioteiraxente opae,.
e separada em toda a eatenso da ioco feila, o
urna poreo de lympha coagulada, deposi-
tada entre os labios da ferida talvez que ohu-
mor vitrio l eUivesse tambern:olho direito,
cornea nao adherida, e hernia volumosa da iri*.
Eslava portanta consumado o mal : dahi pur
dianle, nao fiz mais observa$o diaria. O doen-
le coniinuou em seus desmandos, e atlribuis-os
ao seu estado nervoso ; e quando repro'ava o,
respondia-me que outros doentes Uzeram outri
tanto : estes outros doentes foram operados na
Europa, e no Rio, e esta um cegos: o olho esquer-
do ficou inteirameute perdido; e o direito alcao-
qou a vista, porm com urna graola hernia da
iris, e urna grande opacidade da cornea, queche-
gava quasi ao seu terco superior : a hernia impe-
dia que a palpebrs snperior podesse desembara-
zadamente cobrr o globo do olho, cousequencia
do que com seus rnovimeotos muilo encommeo-
dava o doenle : foi neste estado que este con-
sultara ao meu amigo o Dr. Cuulino ; nao
sei qual fora o juizo deste colleg*. Propuz n
mez de novembro por rezes so doente fazer
a exigao da iris, ao que consentir ( no mez de
dezembro.
Esta operaco restilulo-lhe a Hberdsde dos mo-
vimenlos da palpebra ; jento o doenle gozando
dafsla deste olho, passeava, e poda ler com
oculos apropiiados, e para ver melhor era preciso-
que os objeclos fossem collucados abaixo do eixo
aoteroposlerior do olbo, visto que cima deste
eixo a eornea estava opaca, e por detraz delta Oca-
va grande paite da pupilla : e como o restante da
cornea estivesse bem transparente, e as cmaras
em perfeilo estado, haveria o recurso de urna pa-
pilla artificial, caso a natural se fosse escoodendo
por detraz da opacidade superior, ou por aug-
mento desta, ou allrahida pelas-suas adherencias ;
caso que foi preristo e declarado ao doeote.
O leitor nao faz urna idea do quanto roe ago-
nfei com este doenle, e de quo grande fdra o>
meu trabalho e a minha paciencia, por espacode.
dous mezes: que poderia ter feito mais este doen-
te para perder a visla, e martyrsar o seu opera-
dor? digam os mdicos especialistas; que pode-
ria eu fazer de mais para salvar a vista oeste ope-
rado? digam os mdicos consoienciosos, diga a
familis do doente, diga o proprio operado : todo
o mal sobrevindo neste caso nao proveio, nem do
operador, nem do organismo ; porque a opernc.o
foi feila em ieta, e sem accidente algum ; e o
doeote nao sotfreu, oo obstante tantos desman-
dos, nem febre, nem dor de cabera, nem dor agu-
da e constante nos olhos, nem inflammaco nos
mesmos: e se nao obtere um completo e feliz
resultado, foi someute por nao sujoilar-se eos pre-
citos que se Ihe impoz ; sirva^pois, de exemplo
aos outros.
Em abril do anno passado o eslsdo do olho
salvo era lisoogeiro ; o Sr. Ventura passeava so-
zinho na ra, sendo que ante de operado pre-
cisava de conductor; e mais larde deu-me a gra-
ta noticia de que ia lomar novo estado, o quo
effectura poucos dias depois do seu aviso.
Em oulubro do mesmo aono, oSr. Ventura ms
procurara para informar -n,e de que sua vista tor-
oara -se de.dia em dia mais dificultosa ; a obser-
vaco que Gz euto conQrmou-me no juizo feito.
de que a popula se ia escondendo por detraz da
opacidade da cornea, em consequencia do que
toroava-senecessaria a operaco da pupilla ar-
tificial. De enlo para c nao tenho mais visto
este doenle.
Tal o resultado desta importante historia ;
cont com Qdeldade e minuciosamente as obser-
vacoes do meu diario, aira de que nao se inter-
prete mal, o que nao foi devidarnenle contado ;
nesle caso o medico e a medicioa fizeram o quo
humanamente possivel fazer em beneficio da
um doente tratado gratuitamente. Til fdra o re-
sulta lo da mioha quarta operaco.
Catarata lenticular dura em ambos os olhos,
operada por exlracgo, pelo Dr. S Pereira
completo resultado.
(Obs. n. 9 de 1861 )
Beroardino Ribeiro, pardo, de 36 annos de ida-
de, casado, e morador no engenho Garap da
villa do Cabo, veio consultar-me sobre sua falta
de vista a 18 de fevereiro do anno passado.
Informou que nunca tirera molestia de olhos ;
porm que ha dous annos comecra a sentir falta
de vista no olho direilo, acompanhado de um em-
bagamento, de modo que quando descobria qual-
quer objecto, via este como mettido em um ne-
voeiro ou fumaceira, e que ha quatro mezes o
olbo esquerdo comecra a Qcsr no mesmo esta-
do ; e que tudo isso fdra augmentando a poni
de que hoje nada eoxerga por ambos os olbos ; a
te algum vulto grande descobre, este visto ver-
melho; a propria la, ou um panno branco Iho
parecem vermelhos. Nada mais senlia em sea
corpo ; gozara sempre de boa sa le, sua profts-
s3o a de agricultor.
Pelo exame presencial, e obserraces qoe fiz.
eonclui que este doentesoffria de estralas len-
ticulares duras em ambos os olhos, sem compli-
cado alguma ; em consequencia do que ua
operaco Ihe foi propoata tara resliluir-lhe a
vista: o doenle aceitara o meu parecer, e foi
marcado o dia 26 para se effectuar este trabalho.
e convidados os Srs. Drs. Silusliano Perreira Sou-
to, meu digno professor da faculdade medica da
Baha, que enlo se achara nesta cidade, Carlos
Frederico. Xavier de Brito, Goocalves de Moraes.
Reg Valeoca, Pereira de Brito e Jos Joaquina
de Souza ; alguns destes collegas nao poderam
comparecer.
A operaco foi praticada as ooze horas do dia
marcado, em presenca da quatro collegas, e as
duss cataratas que iropediam a visla foram extra-
hidas com toda a felicidade. Nao bouve acci-
dente algum ; somenle Uve de lular com movt-
mentos continuos que o doante fazia em seus
olhos, pelos quaes parecia nu ter torga bastante
de vontade para Qxa-los em urna direceo dada,
sendo-me por isso preciso recomegar por vezesa
operago. e condescender com o doeule qua pedia
esperas ; tuJo effeilo do seu moral, por persua-
dir-so que ia soffrer grandes dores, e longo tra-
balho, idea errnea que lodos os doeoles oestes
casos tem.
Todo este trabalho, eincluido ss esperas conce-
didas ao doente,e enlrelenimenlo com os collegas.
queoae hooraram, assistindo a esta operago, le-
vara urna hora; lio ja a qual, o doenle foi recolhi-
do ao seu quarto, e tratado convenientemente,n
s neste dia, como aos segeiotes
No oitaro dia elle estar completamente cura-
do, restando-Ihe apenas urna conjuncliniis, qua
dias depois tornara-se mais intensai; e urna pe-
quea hernia de iris, que no dfa 14 de ugo fura
excitada ; quando i nio hara mats stgoat a
Aoi Irinta dita, depois da opras4o, o doeuta



^


j passaiava sozioho nas ras desta cidade, com-
pletamente rearabelecido ; e fora visto por muitai
peisoaa. A' 13 de abril retirara-ae para su a-casa
coatenlissiajo, leodo antea da partir. Titilado e
gradeado os collegat que assisliram i su* ope-
rario.
Kste doenle, pela tua paciencia, e cuidado em
observar o que Ihe prescreris, e o aea prampto e
feliz resultado. veio indemoisar-me dos iocom-
moloi, f trabalhos que madera o doenle da mi-
aba quarlaobsetvaco : sim diste, com quaoto
pobre, tero sido reconheoM pelo servico que Ihe
prestei, o que 6 bem raro encontrar se ; tem por
Tezes vindo eipressameote viiilar-me, e sempre
com suas mios cbeiaa do que pode, em sigoal do
quanto se julga devedor. O estado de aeus olhos
ptimo observei-o anda em dtzembro pro-
'xtrno passado v clara e distioctameole ludo.
O resultado, pois, desta operaco, fdra o mais
feliz e completo, que se poda deaejar.
Dr. S Pereira.
DIARIO t)B MMUrtCHSb. BfcrWDi #1111 10 DE FETEREIRO DE 18i
Conlinuar-seha.
Correspondencias!
Provocado por msis de ums Tez do Diario
fe Pernambuco, teuho querido guardar silencio,
cao porque recela a pablicidade de meus actos,
quer em relaco* vida de em pregado publico,
quer como de particular; mas pelo motivo de
que estas discusses digeneram quasi sempre em
ataques pessoaes em os quaes jamis entrarei.
Em o Diario de Pernambuco de 6 do correte,
o Sr. Paranbos julgaodo-so prejudicado em suas
pretencoes, achou que devia ceosurar-me por
nao ter concordado na commissao central de
occorros mdicos com a medida das desiofecces
tao decantadas por elle para destruir o germen do
cholera-morbos.
Aproveitaodo a occasio declaro, que nao sou
intenso s desinfectes, e mesmo as Julgo ne-
cessarias em certas circumstancias, bem como,
quaodo se nao pJe empregar um proceaso de
ventllaco capaz de Tarrer os miasmas, que se
<3epreodem de materias em decoroposico ; mas
oeste caso convm conhecer a natureza da vicia-
co do ar, para escolber-se o reagente que com-
iinaodo-se com as materias extraohas em virtu-
tude de aaa affiuidade, terrda a destru-las, resli-
tuiodo ao ar a sua pureza. CDmprehende-se que
o fluido respiravl estando alterado por exhla-
teos ammoniacae?, o cholera em virlude de sua
xnaior afnnidade pelo hydrogeoio. do que o
ezoto, se apodere deste e decompooha aquellas,
ou que um acido combinando-se com urna base
possa mudar de naiurezi a sua composico ; se
a viciaco do ar for por effeilo de mistura do ar
com um acido bem como o carbnico ou sulphy-
drico, j nao coovir os mesmos reagentes, ser
preciso lancar mo de um oxido, que ss abaor-
vendo formem saes, e que estes nao tenham
sobre o organismo influencia nociva.
E' portento de absoluta necessidade o conheci-
mento previo da inteccao para a escolha dos
desenfectantes ; e o melhor como dissemos a
renoveco do ar. As desinfectes sao indispen-
saveis bordo dos navio, para destruir os mias-
mas provenientes da decomposico d'agua do
poro, das materias orgnicas que fazem parte
oo rancho, quando exhalam maio cheiro ; toda-
va tem-se procurado substitu las pela renovado
do ar.
O Dr. Van-Hecke conseguio por um processo,
quo Ihe particular, extrahir o ar viciado do
navio Maria Luiza em tres minutos e desoito
sexuodos, subslituindo por novo ar puro eA tres
minutos e qaatro segundo.
Se nos fosse dado coohecer as causas efficien-
tes das epidemias, talvez achsssemos meios de
neulralisa-las ; mas se nao obstante os louvaveis
esforcos de homeos competentes na sciencia Dio
nos achamos boje mais adiantados respeito, do
que no primeiro dia de seu apparecimeoto,
forcoso confeasar que nada podemos fazer para
destruir os sena principios e natureza.
A viciaco do sr nao explica o seu appareci-
meoto ou propagaco, e as snalyses as mais bem
feilss nao tem podido descobrir na athmosphera
alteraco aotavel Da sua composico em tempos
que reinam as epidemias.
A vista pois ditlo, como querer destruir por
meios de evaporaces de substancias chimicas ou
com lavagens de lquidos cooteodo em dissoluc-
cd materias mineraes, principios ignorados e
que nao sao apreciaveis por nenhum reagente
conhecido?
Depois, a causa das epidemias nao pode ser a
tnesma para todos; porque se as nao conhece-
mos, epreciamo la pelos seus effeitos, e estes
sendo muito diversos nao podem proceder do
urna mesms causa, como destruir o principio da
febre amareHa, da bexiga, do sarampo, da escar-
latina, do cholera, da peste etc. com o chloro e
seus compostos. alguna cidos ou elcalis, por .,;
estes lem a propriedade de decompor gizes, que
se despreodem de materias orgnicas em decom-
posico.
Pergunlarei mais, a que classe pertence cada
um destes principios, sao formados de um ele-
mento, de dotis combinados, de um oxido, um
acido?
Se nao sabis responder-me, como podis es-
colher o reagente preciso para oeutralisar os seus
effeitos nocivos, pois nao ignoraes que o effeilo do
acido opposto ao do lcali etc. I
Anda quando quizesse admittir este empyris-
nw, era precisa a aceta permanente e constante
do reagenle ; porqusnto, logo que viesse a ces-
sar, a causa da epidemia cootinuando os seus ef
feitos devem maoifestar-se.
Se as desiofecces servissem para alguma cou-
sa nas epidemias, nao teriamos presenciado tan-
tas calamidades na Europa causadas por estas
molestias I
Ha pouco, a estatislica demonstrou que no
terrivel cerco de Sebastopool as mortes causadas
pelo cholera no exercito aliado excederam as pro-
duzidas pelos instrumentos de guerra 1 Por ven-
tura nao seriam conhecidas all as desinfectos ?
E' verdade, como disse o Sr. Paranho?, como
provedor da saude do Porto mandei em 1855 e
56 proceder desiofecces e como membro da
commissao de hygienne publica estive de accordo
acerca do emprego destes meios, por esta mes-
tna razoque pens differntemente.
Em dezembro de 1856 appareceu nas tripola-
coees dos navios a febre amarella, todos os das
se faziam fumegaces bordo, e nestes mesmos
navios e ao mesmo lempo cahiam outros doeotes,
a julgar-se pelo rerultado pareca produzir o ef-
feilo opposlo ; esta epidemia prolongou-se at
abril do anno seguiule.
Em 1858 principou de novo bordo a febre
amarella ; o resultado de 1856 me nao animou a
continuar nas desinfectes e a epidemia nao foi
longa.
Em 1859 o meu collega o Dr. Pereira do Cor-
roo substtuindo-me, msndou fazer desinfecces
bordoTlos navios que procediam de portos era
que reinava a febre amarella, o que nao impedio
no porto desta cidade.
Em 1860 priocipiou a tnesma epidemia ata-
cando quasi todos os navios estrangeiros, que es-
tavam ancorados no porlo, os doeotes foram pa-
ra o hospital, nenhuma fumegacose fez bordo,
os casos de febre limitaram-se, e em breve ex-
tinguio-se. eat hoje, gracas Divioa Providen-
cia, nao appareceu.
Tendo em considerado este resallado que foi
referido em os meus relatnos annuaes a presi-
dencia da provincia desde o anno de 1837, pde-
se dizerque infrinjo a le, e que ou infiel ao iu-
Tameotode empregado publico 1
No Fio de Janeiro, onde laWez estejam era uso
as desinfecces bordo, a febre amarella quasi
que nao desapparece, fazendo constantemente
victimas, nao obstante ter um bello hospital, ser-
vido de habis mdicos, existindo para maior
promptido dos soccorres, um vapor psra trans-
porte dos doeotes, aonde se Ibes prestara ss pri-
maras precsripceg I
Est me pareceodo, que quem dictou os diver-
sos regulamcntos sanitarios que esto em vigor
oeste imperio, nos i das desinfecces, como meio seguro de impedir a
importarlo das epidemias, hoje peosa de modo
da accusicao que me foi (lia, nao pretendo res-
ponder mais sobre este assumpte.
Recife 7 de fevereiro de 1802.
Dr. Jota Perrelra da Silva.
Srs. raactore.So terreno da indigntdade,
e groiseria acbar-se-ba sempre s, quem para
elle quizer arrastar-me.
Se, atsim que se eosina a delicadeza, quem
acbar bom o compendio que o siga.
Nao mais teoho, que lr, nom dizer, e menos
discutir, quem n'isso liver ioleresse, que o faca;
T1*'0 5oino no diccionario poltico ser atrevido
depender usa amigo ausente: o que eu igoorava
at hontem.
Continuo na eotrvteco de que o Dr. Joio
Francisco Duarte nao denuncame, e isso mes-
mo assevera o Sr. Dr. odoy na segunda lioha do
quarto periodo da sua digna, delicada, e silen-
ciosa correspondencia de hoje; podendo o mes-
mo Sr. Dr. fallar-me nos termos, que Ihe aprou-
ver, pois que bastante resigoago tenho.
Pela ultima vez. a lal respeito, pede-lhes,
senhores redaclores. a impresao destas li-
obas o
Sea assignante.
Jonoei orta Rodrigue do Nascimenlo.
Publica^oes a pedido.
SAUDADE DE IM HEZ.
Urna violeta lanzada sjobre a loaza
que esconde os restos do Inno-
cente .lorge, illho do mea amigo
o Sr. Jorge Clemente de Borba
Cavalcante e sua consorte a Sra.
D. Maria da Conceicao de Borba
Cavalcante.
EPIGBAPHE.
Assim como as flores vivem
Elle viveu
Assim como as flores morrem
Elle morrea.
Agurdente
Couros------------
60SOOO
venderam-
a libra.
obteve de
por arroba,
de 8|10O a
A sepuliura baixou
Um ojo que tanto amei
Deixou saudades e penas
Que em meu peilo gravei.
Tristurou meu coracao
Que quasi estala de dr
Pois le de santa amisade
Me guiara em seu amor.
Viva pois Jorge querido
Na patria eterna e feliz
Por teus pas, roga ao Senhor
E por quem tanto te quiz.
9 de fevereiro de 1862.
Bo*age.
vado pargado de U300 t 89400
rs.. e broto de 1950 a 29000
rs. por arro"
Vendeu-ae
rs. a pipa.
Osfsecco sala?-
se de 180 a 185
Arroz-----------O pilado da lo
2*800 a 39000 rs
e o do Maraobo
39800 rs,
Bacalho--------Em aiacTWo veodea-ie de 139
a 169 rs., e a retalho de 13 a
169500 rs. por barrica, flcaodo
em ser 15,000 barricas.
Vendeo-se a 49500 rs. a bsr-
riquiohe.
Vendeu-se de 69500 a 7*500 rs
por arroba.
A do Rio Grande vendeu-se
de 39600 a 45200 r. por arro-
ba, e a do Rio da Prata de
29600 a 352OO rs., flcando em
ser 20,000 arrobas da primeira
e 5,000 da segunda.
Vendea-se de 2J150 a 20500
o hyssoo.
O de munigo vendeu-se
235 por quintal.
Carvao de pedra- Vendeu-se de 149 159 rs. a
tonelada.
Cerreja----------Vendeu-se de 49000 a 6J0O0 rs.
_ duzia de garrafas.
rannba de Ingo-A de Phadelphia retalhou-se
de 179 a 22$ rs. a barrios, a
de New-York a 229 rs., a hes-
panhola a 18J rs.. a franceza a
20g rs., e a de Trieste a 25g
ra.. flcando em ser : 14,000
barricas da primeira, 1,500 da
segunda, 1,800 da terceira,
3,700 da qoarta, e 5,800 da
u quinta, ao todo 26,800 barricas.
Manteiga---------A inglesa Tendeu-se de 700 a
740 rs. a libra, e a franceza a
540 rs., flcando em ser 2,500
barris.
Massas- Venderam-se a 695OO rs.
Oleo de Imhaca- Vendeu-se a 19700 rs. o galo
Bolaxinha -
Caf----------------
Carne secca- -
Cha......
#
Chumbo- -
75 rs a caixa.
Tenderam-se
Toucinho- -
P. S.
Elei$o dos juizes, thesourei-
ro, escrives, procuradores
e mordomos, que ho de
festejar ao Glorioso Santo
Amaro de Jaboato, no anno
de 1863.
Jaz por eleico.
O Illm. Sr. commendador Joo Colho da Silra.
Juiz por devoco.
O Illm. Sr. major Antonio dos Sanios de Souza
Leo.
Jutza por eleigo.
A Exma. Sra. D. Julia Anglica Pires Ferreira.
Juiza por devoco.
A Exm. Sra. D. Firmina, malher do Sr. major
Antonio Francisco Paes de Mello Brrelo.
Juiz protector.
O Illm. Sr. Miguel Augusto de Oliveira.
Eiervao por eleico.
O Illm. Sr. capitao Manoel de Souza Leao J-
nior.
Escrivao por devogo.
O Illm. Sr. coronel Jos Gomes dos Santos Pe-
reira de Bastos.
Escriva por eleijo.
A Exma. Sra. D. Libania, mulher do Sr. major
Joaquim de Albuquerque Mello.
Escriva por devoco.
A Exma. Sra. D. Anna, mulher do1 Sr. Ignacio
Fraocisco Pereira da Silva.
Thesoureiro.
0 Illm. Sr. ZeQrioo Ferreira Velloso.
Procuradores.
Os Illm. Srs. :
Jos Manoel Gomes.
Manoel Malaquias Franco.
Tenenle Jovino Colho da Silva.
Mordomos. \
Todos os moradores e devotos da freguezia.
O vigario, Manoel Experidiao Ofuniz.
Passas------------Venderam-se a
Queijos Os flameogos
25800 rs.
- O de Lisboa vendeu-se a7J500
rs. por arroba.
Vinagre----------o de Portugal vendeo-se de
1209 a 140000 rs; a pipa.
Vinbo ----- Ode Lisboa vendeu-se de 2109
a 3209 rs. a pipa, e de outros
paizes de 2209 a 236$0OO rs. a
Velas---------- As de composico venderam-se
de 680 a 700 rs. a libra.
Descont--------o rebate de ledras regulou de
10 a 18 por ceoto ao anno.
Fretes-----------Para o Canal inglez 60 Li-
verpool de 40 a 50Genova em
dirctura a 65, Estados-Uni-
dos 50- C por sacco, Rio da
Prata 1 1/4 por barrica ; do al-
godao para Liverpool 3/4 poa
libra.
* no''^uvosa, venlo varisvel d
?nUhad"l,le d0 NE fl"nndo-se
amanhecer.
OSCILACXO DA HAR.
Observalnrin An ...-----1 A ,*,' P
de mariDbta, 8 de fe-
Observatorio do arsenal
vereiro de 1862.
ioteosidade
no terral ao
Correio
Pela adminUtraco do correio desta cidade se
az publico, qoa oo se admittir i seguro caria
algoma sem que esleja lacrada, e com o compe-
teata sinete do oso do segurador pelo meos em
tres lugares TizUeis.
ia?orren h6 pfrn,buco l. de evereiro d
1862.O administrador,
Domiqgos dos Passos Miranda
--------------
Para o Rio Grande do Sol pretenda sabir
com oreTidade o patacho Gaarany, psra onde
recebe carga a frele, cono esclavos : quem do
mesmo quher carregar pode enUnder-se con os
consignatarios Arnorim Irmos, rus da Cr nu-
mero 3.
Leudes.
Alisos martimos.
>>'., ,
aosAHo sti:pplk,
llnente.
ditaes.
vinTi.? lll^' Sr# '.D,Peclor d thesuraria aro-
da (Zhj"mcurDP"menl i* resoluto da junta
ALFANDEGA DE PERAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeitos a direito
de exportacclo. Semana de 10 a 15 do mez de
fevereiro de 1862.
Mercaduras. Unidades. Valores.
caada
>
arroba
9.
>



COWHKftCIO
Praca do Recife 7 de
fevereiro de 1862.
rVs (|\iatTo Yioras da tarde.
Colaces da junta de crretores.
Assucarsomenos88600 por arroba.
Dito mascavado 1J950 por arroba.
Dia 8 de fevereiro.
Cambio.
Sobre Londres 90 djv. 26 d. por 19000. -
J. da Cruz Macelo presidente.
John Gatissecretario.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 7 .
dem do dia 8.....
174:873602
43:199j>006
218 072J608
Hovlmeolo da alfandesjra'
volamesentrados comfazendas.. 254
cora gneros.. 410
Volames sahidos
c a
com fazendas..
com gneros..
63
298
664
diverso; porquanto em um parecer dirigido ao
ministro do imperio acerca ds epidemia, que in-
felizmente reina nesta provincia, diz: que as me-
didas empregsdas para evitar a iroporlaco das
epidemias naquella corle, acham-se por tal for-
ma translornadas. que, se chegar 4 baha do Rio
de Janeiro nada poder impedir que passe a
teres*
Teoho lido os principaes autores, que tratara
a respeito do cholera-morbus, em oeobum en-
contrei indicado as desinfecces como meio pre-
ventivo, ou necessario para impedir a sua pro-
pagaco.
Haveodo respondido quanto julguei bastante
yara eicluecimeoto do publico, e em refutaco
-----361
Desearregam hoje 10 de fevereiro.
Bngu6 porluguez Bella Figueirense vinho
e cal.
Brigua portuguezConslanteo resto.
Brigue brssileiroEugenia mercadorias.
Barca inglezaDianeidem.
Patacho hamburguezColumbosidem.
Barca americanaRlchemondidem.
Barca francezaSauveurvinho.
Brigue francezBellydem.
Brigue braslleiro Velozcharque.
Barca francezaVergillesal.
Kecebedorla de rendas Internas
sjeraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 7 6.1039401
dem do dia 8...... 614}029
6:717J430
Consulado provincial.
Rendimento do da 1 a 7
dem do dia 8
32:8099799
3.8295357
26:6399156
PRAA DO RECIFE
8 DE FEVEREIRO DE 186S.
A'S 3 HOTIAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-se sobre Londres a 26
e 26 1/4 d. por 19000, sobre
Pars a 362 por f.; sobre Lisboa
de 106 a 108 por cento de pre-
mio, regulando os saques por
& 70.000, e o sobre Rio de
Janeiro de 1 a 8 por cento.
AlgodSo Foi procurado vedeu-se de
119500 a 119800 rs. por arroba
o escolbido e de llfOOO a
II940O rs. o regular. O de Ma-
celo posto a bordo a 129150 rs.,
e da Parahiba tambem a bor-
do a I295OO rs. por arroba,
Assucar O braoeo vendeu-se de 29800 a
39800 rs. por arroba, o somenos
de 29600 a 25650 rs.. masca-
Abanos .....: t cento
Agurdenle de caoa. .
dem restilada ou do reino. .
dem caxaca ......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodo em carojo ....
dem em rama oum la. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco ......
dem refinado......
Azite de amendoim ou mon-
dobim........ caada
dem de coco......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina........ >
Caf bom.....; ; >
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal........... arroba
dem branca...... >
Carne secca charque. ...
Carvao vegetal......
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ;
Charutos. ...... cento
Cocos seceos....... a
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
dem verdes...... >
dem de cabra cortidos um
dem de onca...... >
Doces seceos"...... libra
dem em geleia ou massa
dem em calda.
Espahadores grandes. um
dem pequeos ..... >
Esteiras para forro ou estiva de
nio ,....... Cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. Mqueire
dem de araruta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade. a
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. ... >
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom >
dem ordinaro restolho... >
Gomma ,....... arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........ 9
Lenhas e esteios..... um
Hcloumelaco...... canada
U?,ho. ....... arroba.
br ,...... quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo ... ,
Piassava. | [ molho3
fontas ou chifres de vaccas e
novilhos ,...... cenlo
Praoches de amarelo "de"
rjlous custados...... uma
dem louro....... ,
Sabao. ....,.- ibra
Salsa parrilha .....'." arroba
sebo em rama.
dem Hi6 am"rell0i daZM
iaem diversas
Tapioca
Travs. ,' arroba
Unhas de boi .'...... "\
Vinagre ceat
...... canada
ha de arre-
or/tempo de
prximo fu
dos orphos
inda edo de
e na sua falta bacalho.
290OO
19280
1280
19000
48000
8O00
8fl000
5o000
300
360
160
320
4SOO0
10600
240
400
29500
4JI000
150
230
120
300
nsooo
19000
500
500
4S000
28000
2O9OOO
1J600
28500
48000
28000
58000
213000
78500
138000
58000
29000
25JO0O
28000
119000
58000
200
800
59000
800
48000
18200
120
39000
I69OOO
88000
ICO
258000
2600
909000
509000
392OO
89OOO
8320
9208
corrento, perante a mesma junta", se
niatar a quem por menos fizer. e 1
Seis mezes a conlar do Io de marco
turo, o Lrnecimento da alimenlacao
do collegto de Santa Thereza em "
orphaas desta cidade, a saber:
Pao.
Caf.
Cha preto.
Manteiga;
Assucar.
Carne fresca.
Toucinho.
Arroz.
Feijo.
Peixe fresco,
Azelte doce.
Vinagre de Lisboa.
Farinha.
Sal.
Lenha.
Verduras e temperos.
Fruclas ou doces.
Batatas.
Dieta para os doent(jf.
Frango ou franga.
Galiana.
Leite.
Aletria.
Macarro.
Cha.
Doce.
Viuho.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento apreseotem suas propjoslas em cartas
fechadas, no dia suprameocionalo, nesta thesou-
rana pelo meio dia.
O contracto ser feito com a clausula de que,
serao comprados a custado fornscedor, pelos di-
rectores dos referidos collegios,1 os gneros pre-
cisos nos das que nao" forem el es fornecidos de
boa qualidade e de conformidace com a tabella
que ser {presentada no acto da arrematado.
E para constar se mandou afi xar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria prmncial de Per-
nambuco, 7 de fevereiro de 1861.
Osecreario,
Antonio Ferreira da
O Illm. Sr. inspector da
Tincial, em cumprimenlo da ord
cospiseu rntiuiBuau
iNavegauao costeira avapor
nll correnAe 5 "<> Recebe carga at o da 14 ao meio dia. Encom-
mendas passageirose diuhero a frete at o dia
da sabida as 2 horas: escriptorio no Forte do
saltos D. I.
Para o Porto
segu al o dia 13 de fevereiro o brigue portu-
guez Amalia I por ter j seu carregamento
prosapia; para pasaageiros, trata-se com Cunha
Irmao & C, ra da Madre de Dos n. 3.
Para a ilha de S.
Miguel
sahe com a maor brevidade possivel o patacho
portuguez Lima ; para o reste da carga e pas-
sageiros, trata-se com os seus consignatarios Joo
do Reg Lima & Irmao.
~ COMPANHU BRSLEIRA
DE
mmm mm.
E esperado dos portos do sul at o dia 12
do correte, o vapor Tocantins, commandaote
o primeiro tenenle Pedro Hyppolito Duarle, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do norte
Despeja recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendase dinheiro a frete at o dia da sabida s
3 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de AntocioiLuizJ de Oliveira Azevedo
iX Ge
Para o Porto e Lisboa.
? T?leiro e beni conhecido patacho nacional
tfeoenfte, pretende seguir com muita brevidade
para os dous portos cima, tem parte de seu car-
regamento a bordo, para o resto que Ihe falta e
passageiros para os quaes tem excelleotes com-
modos trata-se com os seus consignatarios An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo & C no seu es-
criptorio ra da Cruz d. 1.
LEILO
HOJE
O agente Pestaa vender por costa da quem
pertencer, 68 barricas desardinhas em barri-
cas e meias, em perfeito estado ; hoje 10 do cor-
rente pelas 10 horas da maoba no armazem do
Sr. Annes defronte da alfandegs.
LEILAO
DE
Phosphoros.
HOJE
O agente Pestaa vender hoje pelas 10 hora
da manha e por conta de quem pertencer caixas
com phosphoros em perfeito estado, na porla do
armazem do Sr. Annes defronte da alfandega
LEILAO
DE
OLLA
Lisboa.
Alfandega de Pernambuco 8 de fevereiro de 1862
Movimento do porloT
JVavtos entrados no dia 8.
Penedo-5 das, hate brasileiro Capibaribe. de
38 toneladas, capitn Virglno JustiDiaoo dos
Snh, "h qU'Pf?m 6> carga 8rro*. milho e fa-
queira. ataiiou' s Loi Bo'rges de Si-
Navios sahidos no dia8.
*.Griilfa(,AN nte-Brigoe in8lex WaUtr Sai-
nt, epitao A. Brovn, em lastro de assucar.
Navio entrado no dia 9.
Porlos do norle,-7 dias rapor nacional Iguarassu,
commandante M. de M. Vianna. "ll3Hara"*1
Naatos sahidos no mesmo dia.
Acarac,palhabote nacional So&rofence, meslre
Francisco Jos da Silva Ratis, carai diversos
gneros.
Baha.palbabote nacional Santo kmaro, mos-
tr Manoel da Silva Santos, carga diveros g-
neros. "
Paraibs.-brigua ioglez Ge carga parte da que trouxe de Terra Nora.
Aonunciacao.
Ihesouraria pro-
-..m do Exm. Sr.
presidente da provincia de 24 d< correte, man-
da fazer publico que no dia 20 d i fevereiro pr-
ximo futuro, perante a junta da fazenda da mes-
ma theaourana, se ha renos fizer a obra dos reparos da primeira parte
da estrada do norte, avahada em 4:0009000 res.
A arrematarlo ser feita na firma da lei pro-
vincial n. 343 de 15Te msio del 1854, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tacao comparecam ns sala, das sessoes da referi-
da prags, no dia cima mencionado, pelo meio
da, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de Janeiro de 1862.
O secretario,
A. F. d'Annunciac3o.
Clausulas especiaes para a arrematarlo :
1. As obras dos reparos da primeira parle da
estrada do norte sarao feitas de cooformidade com
a respectiva descripeo e orcamenlo na importan-
cia de 4:0009000.
2.a Sero principiadas as obras no prazo de 30
das, e coocluidas no de quatro mezes, contados
ambos os prazos de data da arrematado, e no
caso de faltar a qualquer destas coodieces, ser
applicada a disposico dos artigos 31 a 32 da lei
provincial n. 286.
3. No caso de conceder-se ao arrematante
qualquer prorogaco de prazo, pagar o mesmo
arrematante a multa de Irezentos mil ris, por
cada mez, de prorogaco.
4.* A importancia das obras ser paga em uma
so prestago, quando estiverem concluidas, que
ser logo recebida definitivamente.
5.* Para ludo mais quanto nao for estipulado
no orcamenlo nem neslas clausulas, seguir- se-ha
o que dispoe a respeito da lei provincial numero
286.
6.* Nao ser altendida reclamaso alguma ou
em qualquer lempo por parle do arrematante,
tratando a eiigencia de indemnisaco, seja qual
for a causa que para tal m allegar.
Conforme.A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico para conhecimento
dos intdressados o art. 48 da lei provincial n.
510 de 18 de junho do correte anno.
Art. 48. E' permittido pagar-se a meia siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior adata da presente lei independonte de re-
validarlo e mulla, uma voz que os devedores
acluaes deste imposto, o facam dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nao o zerem ficaro
sujeitos a revalidaco e multa em dobro. sendo
um terco para o denunciante. A ihesouraria fa-
r annunciar por edital nos primeiroj 10 dias de
cada mez a presente disposico.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 dejulho de 1861.
O secretario,
^^^^^^^^^^ A. F. da Assumpco.
O brigue portuguez Bella Figueirense, capi-
tao Jos Ferreira Lessa, sahir com brevidade
por lera maior parle de seu carregamento prom-
plo : para carga e passageiros, para os auaes
lem excllentes commodos : trala-se com F. S
Rabello &. Filho. largo da Assembla n. 12,
O agente Pestaa vender por conta de quem
pertencer de-200 caixas com sebolss vindas em
o navio Eugenia, com 21 dias de visgem e
por isso ellas se acham no mais perfeito estado
e sero vendidas a vontade em um ou mais lo-
tes : boje 10 do correte pelas 10 horas da ma-
nha, no armazem do Sr. Annes defronte da al-
fandega. "
LEILAO
Para a Baha segu o palhabole Santo Amaro
para alguma pouca carga que Ihe falla trata-se
com seu consignatario Francisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Deus d. 12.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portuguez
Constante, capilo 'Augusto Carlos dos Res,
visto ter prompta a maior parte do sea carrega-
mento : para o restante e passageiros, para os
quaes tem excellentes accommodacoes, trata-se
com Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, largo do
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capilo na
praca do commercio.
COMPaU BICANA
DE
IMavegacao costeira a vapoi
O agente Pestaa far leilio por conta e risco
de quem pertencer de 300 ctixas com massas
muito novas cbegsdas prximamente e desem-
barcadas sexta-feira passada e ser effectuado o
leilao hoje 10 do corrente pelas 11 horas da ma-
nha no armazem do Sr. Annes defronte da al-
fandega.
LEILAO
DE
Dous carros grandes para passeio e de
duas parelnas de cavarlos ; sem ne-
nhuma reserva de preco.
Na cocheira da ra do Imperador a. 12
Terca- feira 11 do corrente as i i
horas em ponto. '*"' .
PELO AGESTE S
^
Norte,
Cear
Oeeiara Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneclmento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguinles :
Para a fortaleza'do Bram.
40 arrobas de plvora grosss.
1,800 covados de baetilha.
1 livro grande com 300 folhas de papel pauta-
do, para registro das parts diarias.
Para provimento do armazem do arsenal de
guerra.
500 caadas de azeite de carraf ato.
96 libras de fio de algodlo.
Para a companiia de cavallaria.
75 mantas, de algodo paraservirem de cherga.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conseibo, is 10 horas da manha do dia 10 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 3 de
fevereiro de 1862.
Bsnto Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogsl secretario interino.
Parahiba, Rio Grande do
Macau do Assu', 'Aracaty,
e Acaracu'.
O vapor lguarass, commandante Vianna,
sahir para os portos do Dorte de sua escala al
o Acarac no dia 20 do corrente mez s 5 horas
da tarde.
Recebe carga al o dia 19 ao meio di. Eo-
commendas, passageirose dinheiro a frete at o
diada sabida s 2 horas: escriplorio ao Forte
do Mallos d. 1..
Rio de Janeiro
o hiate Novaes, primeira classe, forrado de co-
bre, novo, segu com brevidade por ter tratado
meio carregamento ; anda recebe alguma carga
e escravos a frele ; trata-se com os consignata-
rios Marques, Barros At C, largo do Corpo Santo
numero 6.
O referido agente levar em leilo no dia, ho-
ra e lugar cima por conta e risco de quem per-
tencer, dous ptimos carros arreiados, tudo em
perfeito estado e tambem de duas parelnas de
cavallos;
COMPANHIA BRASILE1RA
DE
MMIfJKS & 7JUP.
O vapor Oyapock, commandante o espito
de mar e guerra Gervazio Mancebo, esperado
dos portos do norte at o dia 15 do corrente, o
qual depois da demora do cusidme seguir para
os portos do sul.
Desde i recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas al o dia da sabida s
2 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
Para o Rio de Ja-
neiro,
e Rio Grande do Sul sah'r impreterivslmente no
dia 13 deste mez o patacho nacional rapen?,
recebe passageiros e escravos a frete : trata-se
cora Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no lar-
go do Corpo Santo, escriptorio o. 19, on com o
capilo na praca do commercio.
Para o Porto.
Segu em poucos dias a barca portugueza
Flor da Maia, por ter parte do sea carregamen-
to promplo ; quem quizer oerregar oa ir de pas-
agem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
ea escriptorio da ra de Apollo n. 43, segundo
andar.
A 11 do corrente.
O agente Oliveira far leilao por conta e risco
de quem pertencer, precedidas as competentes
autorisaedes dos Illms. Srs. inspector da alfan-
dega e cnsul de Franca nesta cidade, em pre-
senta de um empregado pelo primeiro nomeado
e de um delegado do segundo, das fazendas abai-
xo mencionadas, avinadas a bordo do navio fran-
cez Palestro. capilo Corduan, na sua rcenle
viagem do Havre para este porto ; a saber
D2 caixas cooteodo cutilerias e ferragens diver-
sas, consignadas a F. Dubarty.
NOB & C. 1 dita com cortes e pec'as de chaly,
2 ditas com camisas para bomem, consignadas
a N. O. deber & C. successores :
Terc/a-feira 11
do correle, ao meio dia em ponto, no legar pa-
ra o effeilo designado ea referida alfandega.
LEILAO
A 10 do corrente.
Izidoro, Hallday&C. continuarao por inter-
vencao do agente Oliveira, o seu leilao das me-
lhores fazendas inglezas, que vem a este mer-
ctdo, principalmente de lioho, bem conhecidas
de seus freguezes :
Segunda-feira 10
do corrente, s 10 horas da manha, em eu ar-
mazem, ra da Cruz do Recife.
OY*
Avisos dirersos.
Grande laboratorio de la-
po-
137,
318,
vagem.
Os donos dos nmeros abaixo declarados
dem mandar buscar que esto promptos :
283,149,87,157,181, 129, 144,35. 298,
101, loa.
iOTBIl
Terca-feira 18 do corrente, andarlo
mpretemelinente as rodas da ultima
parte da nona e primeira da decima
lotera da matriz da Boa-Vista desta
cidade, no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario de S. Antonio;
Os bilfaetes, meios e quartos acham-
se a venda na thesouraria das loteras,
ra do Crespo n. 15 e nas casas com-
missionadas. Os premios serao pagos
a entrega das listas.
O thesoureiro,
Antonio Jos' Rodrigues de Souza.
.OSr. JoSo Alves Ferreira, que
mora para Santo Amaro da Salinas,
queira dirijir-se'a esta typographia a
negocio que Ihe diz respeito i


-^7

i.



DURIO E PEBUAMBOp. SEGBS0A RA 10 DE MVE&IIRO DE 1801.
Qrdemdodian.l.
Quartel general do- campo do
arsenal de guerra, 8 de fe-
vereiro de 1862.
O genaral eos chefa de toda torca msfca-
radas da guarnicio desta cidade, manda declarar
aoi comraandaQtes dos differentes corpos monta
dos ou a p, que, na confor raidade das posturas
muaicipaas devero uniformisar-se para marchar
nos das 2, 3 e 4 do prximo futuro mez de mar-
go, formando 850 dlvises e 1987 brigadas, as
quaes terao suas paradas onde quizerem, e des-
filado por oode melhor Ibes conrier, com tanto
que se conservera era boa ordem e deviriam o
poro desta capital.
O mesmo Exm. maada tambem declarar, que,
as tardes desses meamos dias haveri na ra
da Praia, cavalhadas corridas por esbeltos caval-
leiroa que faro parte do mais bello e do mais f-
lente esquadrao, o qual se formar no referido
campo do arseual.
O mesmo Exm. julga convidar a todos os Srs.
officiaes da cavallaria corredora que anda quel-
ram incorporar-se ao meociooado esquadrao, pata
Que hajam de inscrever-se na loja da ra do
Crespo n. 16, aQm de opporlunamente recebe-
iem os cartes, sem os quaes nao ser permiti-
do incorporarse e nem correr as sobreditas ca-
valhadas, sendo que nenhuma despeza faro ser
nao com orseus vestuarios e lancas.
O mesmo Exm. manda por ultimo declarar qua
as 3 horas da tarde de cada um desses dias, o
respectivo esquadrao com o seu commandaote ao
lado e o competente clarim na frente, desfilar do
campo do arsenal para a ra da Praia, onde o
estar esperando urna bella msica marcial, para
applaudir aos que lirarem a desejada argolinba.
D. Roberto de Discaia,
Ajudante de ordens de semana.
Fagio no dia 6 do corrente as 7 horas da
noite o mulato escravo de noma Izidoro, idade
de 22 a 21 anuos, tem o rosto picado da bexigas I
3ue as teve em bastante escala, a pouco menos
e mezes, e por issu ainda tem rosto preto das
marcas, escuro da cor, cabellos e barba cortada,
quaodo anda parece puchar de urna perna por
nao poder ainda bem sentar um dos ps em tir-
tude das bexigas que teve, levou calca de riscado
e camisa de madapolo, chapeo de feltro, este
escravo foi receido em pagamento do Sr. Joao
Josa de Medeiros Cor:eia, da Parahiba, suppoese
que tomsria o caminho de Nazareth ou Lagoa
Secca onde j trabalhou de sapateiro ou mesmo
que tomssse o caminho do loga do Bacamarte,
donde natural e tem prenles e senhores mof
qos : roga-ae as autoridades policiaes e capites
de campo o apprehendam e levem ao Maogui-
nho sino defronte da capella do mesmo uome
ou ao Recite ra do Amorim n. '27, escriptorio
de Jos Nunes de Piula que gratificar com ge-
nerosidad.
Fugio no dia 9 do corrente (Janeiro) do ep-
genho Santos Rendes, da comarca de Nazareth,
do abalxo assignado, um escravo de nome Fr-
xnino, de 28 a 30 annos de idsde pouco mais ou
menos, alto, corpolento, bonita figura, nao moi-
to (echada a barba, sem achaque algum, pernas
grossase um pouco abertas, ps grandes e cha-
tos, quaodo falla fecha um pouco um olho,
muito ladino, e falla muilo desembarazado,
crioulo, de cor preta, bom carreiro, bom car-
gueiro, sabe comprar e vender, entende de fazer
assucar, de suppor que tenha as nadegas
marcas de chicote, foi comprado ha 12 ou 14 an-
nos pouco mais ou menos no tngenho Morojo,
desta mesma comarca, onde tem multas relacoes
assim come as tem na praia de Itapissuma e
n'outrasno Recite e serto : roga-se as auto-
ridades policiaes, capites de campo e a qua lquer
pessea em particular a appreheocio de dito es-
cravo e leva-lo ao referido eogenho cima men-
cionado, ou ao Recite oa praga do Corpo Santo
aos Srs. Maooel Ignacio de uhveira & Filho, que
recebar 200$ de graticoc,ao. Dito escravo fra
- visto por duas vezes umsem Ierras do engenho
Aldeia da comarca de Pao d'Alho, e oulra em
trras do engenho Machados limitrophe do mes-
mo eageoho Aldeia, por isso de presumir que,
ou esteja acollado por algum seahor de engenho
Tisioho cujo carcter com isto se coaduoe e com
algum peosasaento reservado a melhor saplisfa-
zcr os seus intentos, e conseguir certos Qns por
ello a muito desojado, ou per algum de seus
moradores, ou ento tenha ido para o Recife on-
de tem muitas relac.de, j por ter toda a sema-
na ahi vender agurdente, ja por ir estado all
diversas veces por 3 e 4 dias esperando res-
posta de papis, por isso de suppor que ou es-
teja no ganho ou em alguma sucia de negros e
de canalha ouem companhia de alguem ; por-
tanto roga-se aos Srs. de engenho e todas as pes-
soas visinhas dos engenhos cima mencionados,
assim como aos senhores dos meamos engenhos,
como timbera as pessoas da praca a apprehen-
so do dito escravo que recebero a paga cima
6 flcarei muito obrigado ; assim como protesta
proceder com todo rigor da lei contra qualquer
individuo que por acaso o tenha era "seu poder
ou occulto. Recife 24 de Janeiro de 1862.
Laureotioo Gomes da Cunha Pereira Beitro.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Crespo n. 4, por cima do estabelecimento
de J. Falque, constando de tres salas e dous ga-
biaetes, tudo piolado de novo: pira ver e tratar,
no mesmo estabelecimento.
Domingos Sorbet, subdito francez., rae pa-
ra o Rio de Janeiro.
Cal de Lisboa.
Chegou pelo ultimo navio, nova encommeada
de cal virgem para purificar assucar, a qual ven-
de-so muito barato para acabar ; na taberna
n, 47 da ra estreita do Rosario.
Deifico Antonio Rodrigues, relire-se para
Portugal, a tratar de sua saude e mais sua familia.
Attenco.
Tasso Irmioa fazem publico que o convento de
S. Bento da Parabyba Ibes devedor da quantia
de vinte contos novecentos e dezenove mil do-
zentos e dex ris ( 20:9199210), por transferencia
de urna conta correte com Jos Luiz Pereira
Lima & C, sssignsda e conferida pelo ex-D.
abbade Fr. Jos da Exaltcio Marques, em 12
de marco do 1860. Alm do premio de um e meio
por ceoto ao mez a que flcoi obrigado o referido
convento a psgar, conforme a clausula exarsds
na referida conta corrente. E como at o prsen-
te nao lhes tenha sido possivel receber a referida
importancia e os juro* decorridos, nio obstante
as diligencias empregadaa para ese fira, fazem
publico que nio por sua vootsde>que estao sof-
frendo tal desembolso, para' que em lempo al-
gum se empregue o argument do grande aug-
mento dos juros, para o qual nao concorrem os
abaixo assiguados, que sempre esliveram e esto
promptos a receber s referida conta e os juros
vencidos, e protestara nada abater em lempo al-
gum ; declarando mais que nio deiooeram os
codeles da referida conta os Srs. Jos Luiz
Pereira Lima & C. e Maooel Rabello de Oliveira
Gaboclo. Recife 15 de Janeiro de 1862.
Tasso Irmios. i
Precisa-se alugar um preto, daodo-se o
sustento, e paga-se mental oh semanal, para o
servido desta typographia : na livraria ns. 6 e 8
da praosMla Independencia.
Offerece-se um menino cas idade de 1
annos, de boa conducta, que sabe tem 1er, es-
crever e contar, para o servico de loja de laxen*
^as, miudezas ou sapatos : na ra do Sebo- n. 5.
-< Deseja-se falta/ com i Sr.* Jaciiioa Erme-
lin4a>d AIsmMs natural da Ilha de S. Miguel,
para Mgt>ojo de sea intereste : na ras do Apol-
lo o. 8, primeiro andar.
. Alega-te uro grande armasem defroote da
igreja de S. Francisco : a tratar na ra do Cres-
po o. 16.
Soeiedade bancaria.
a me,
9 flm>
X rado
B da t
Desinfecto.
O abaixo assigoado vende em sua botica na
ra Direita n. 88, os seguinles desinfectantes por
ter para isso o apajelho necessario. Chloro para
desinfectar o espaco de 340 ps cbicos por 2*,
liquido desinfectante das materias fecaes urna
garrafa 19, pos desinfectantes das mesmas ma-
terias tima libra 18, liquido para. mergulhar a
roupa dos accommellidos a 640 rs., agoa chloru-
retada que supre a de labarraque someute na par-
le da desinfeccao por ser carregada 10 vezos mais
do chloro (pelo que declaro que nao se faga del-
ta uso interno) 1*.
O publico desta cidad6 deve estar lembrado
dequeneste Diario foi transcripta urna corres-
pondencia do sul, oa qual declarou-se, que, em
um dos portos onde grassava a febre amarella o
commaudante de um dos navios surtos n'aquelle,
conservando o chloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal, ao passo que os mais soffreram
e houveram muitas victimas.
Para o desempeoho da desinfecto acompa-
nhara explicaco.
Jos da Rocha Prannos.
Precisa-se de urna ams para cozinbar e
comprar: na roa do Imperador o. 37, seguodo
andar, entrada direita.
Aranaga, Hijo & C sacam sobre
o Rio de Janeiro.
mmmm ommmk mmmmm
REscriptorio de advoca-|
ca.
O Dr. Aprigio Justioiano da Silva Gui-
maraes pode ser procurado das 9 horas
da manhia as 3 da tarde, na ra estreita
do Rosario n. Si, primeiro andar.
Filippe Santiago de Senoa avisa ao publico
qae mudou sua residencia para a ra da Impera-
triz (outr'ora aterro da Boi-Vista) n. 42, primei-
ro andar, aonde pode ser procurado.
" Una pessoa habilitada offerece-se para fa-
zer escrlpturaces mercantis : quera precisar di-
rija-se a ra Direita- n. 72, em carta fechada,
com as ioiciaes P. J. S.
O abaixo assigoado ageole do banco
mercantil Portueose nesla xidade, saca
efectivamente por todos os paquetes so-
bre o mesmo banco por qualquer som-
mi vista ou a prazo para o Porto e
Lisboa : dirijam-se as ras do Crespo n.
8 ou do Imperador n. 51.
Jusquim da Silva Castro.
Aluga-se o segundo andar da coe n. 48,
da ra d'Aurora : a tratar no primeiro da mes-
ma, ou na ra da Cruz, escriptorio dos Srs. Viei-
ra & Amorim.
Aluga-se, vende-se om permula-se por urna
casa terrea nesla cidade um bom sitio com cata,
no lugar da Varzea, conhecido pelo sitio da Cruz,
que foi do padre Jos Simoes : a tratar no becco
de S. Pedro n. 8.
Preclsa-se de urna ama para casa de peque-
a familia : na ra do Queimado n. 28, primeiro
O bacharel A. F. Trigo de Loureiro
continua no exercicio do seu magisterio
de preparatorias por casas particulares e
collegios das 4 as 8 horas da tarde, para
8 o que pode ser procurado, das 9 horas da
manhia s 3 da tarde, no seu escriplo-
E rio, na ra do Imperador n. 40.
KfiMfiMfii6&i6-aVCMB-aifiQI6aKaifiQ
Precisa-se de urna ama para cosiohar e
comprar para casa de solteiros : a tratar na ra
do Crespo n. 1.
Francisco D. Fenarheerd retira-se para a
Europa.
Amorim, Fragoso,Santos di C. acam e tomam
saques sobres praga de Lisboa.
Preciia-se de um official de bar-
beiro: na ruadas Cruzes n. 35.
Joao Guilherme Romer, armador de corti-
nados (da ra do Hospicio n. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem recebido excellentes
molduras douradas para cortinados de janellas,
tambem vende borlas, cordio, galleras e patera
de bronze que pertence aos ditos.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam so-
bre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19.
O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a nego-
cio.
Aluga-se o segando andar do sobrado da
ra Nova a. 19 : a tratar oa loja.
O Srs. abaixo assigndos sao
rogados a comparecer a loja n. 2 B, da
ra do Crespo
Jos Florencio de Oliveira e Silva.
Lucio Alves de Oliveira e Silva.
Henrique da Fonceca Coutinbo.
Manoel Jeronymo de Albuquerque.
Arreoda-se por 3 annos o sitio Invisivel de
Stnto Amaro, com cinco viveiros, mais de 100
ps de coqueiros com fructos, e terreno grnale
para plantario de capim : quera quizar dirija-se
so seu proprielario Antonio Jos Gomes do Cot-
reio-
JamesOlirer vai ao Rio de Janeiro.
Precita-se de urna ama para urna cata de
dott pettoas : oa ra ettreita do Rosario, loja
de ealca
r urna escrava para o servico
o da cata : na ra ettreils do
imeiro andsr.
^tW^^^^aaw^SWtai
rserico Fernaodet Trigo ||
de Loureiro, advoga no civel e no cri- *
me, podando ter procurado para esse o
, oo seu escriptorio na ra do Impe- 8
rador o. 40, das 9 horas da manhaa as 3 1
da larde. g
Para qualquer esUbelecimento se offerece
um mogo cbegado de Portugal a 14 dias, falla r
escreve bem inglez e francei 1 a tratar oa ra d
Apollo o. 8, primeloo andar.
O CICERO PEREGRINO, ba-
0 cha re em direito, continua no
0 seu escriptorio de advocada, na
efe ra do Queimado n. 2ti-
##*&,###* fc*#
Roga-se a pessoa que
alugou um moleque por nome
Antonio na ra da Cruz arma-
Mokque,
Na ra da Cadeia Velhs n. 52, tercei-
ro andar, precisa-se de um moleque de
de 15 annos para cima, quem o liver pa-
ra alugar dirija-se a referida casa.
Freta-se
zem n. 45. de all appareeer a
negocio de seu interesse.
Segunda-feira 10 do corrente se deve
celebrar as 8 horas da manhia urna missa
rezada no convento de N. S. do Carmo,
pela alma da Exm.* Sr.a D. Mara Senho-
rinha de Horaes, consorte do Sr. tenenle-
coronel Uanoel Florencio Alves de Moraes,
e convida-se as pessoas da familia do fi-
nado, seus prenles e pessoas de sua ami-
zade para assistirem.
Os abaixo aasigoados tazem sciente ao pu-
blico, com especialidade ao corpo do commercio,
que no dia 31 de dezembro prximo passado dis-
tolveram amigavelmeote a soeiedade que linham
na loja da ra larga do Rosario n. 23, que gyra-
va na raziode Guimaraes & Souza, Qcando o so-
cio Souza com dita loja e responsavel por todo o
passivo tendente a mesma firma, e o socio Gui-
maraes sem respoosabilidade alguma. Recite 4
de fevereiro de 1862. Por procuracio de Diogo
os Leite Guimaraes.
Francisco Jos dos Passos Guimaraes.
Joao de Oliveira Leite a Souza.
Kakttdattaatt aKiMS'tf'fl t*MS&CV
8
Aviso,
i
i
Ama.
Precita-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia, prefere-se captiva ; a tratar na loja
da Victoria, na ra do Qitimalo n. 75.
Nesta typographia, precisa-te fal-
lar ao Sr. Dr. Juvencio Alves da Sil-
va Ribeiro, que reside no Cabo.
Gabinete porlupez de
Leilura,
De ordem do Illm. Sr. presidente do conselho
deliberativo sao de novo convidados os senhore
consslheiros a reuniram-se em sessio extraordi-
naria, quarta-feira 12 de fevereiro, is 6 horas da
tarde, na sala das sestes do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco 5 de fevereiro de 1862.
M. Soares Piobeiro,
1." secretario.
Os abaixo assigndos fazem sciente ao pu-
blico, e principalmente ao corpo do commercio,
que dissolveram smigavelmeote a soeiedade que
gyravana razio social de Braadio & Ozorio, ti-
cando a cargo do socio Jos Fraocisco Braudio
todo o activo e passivo. Recife 3 de fevereiro de
1862.Jos Fraocisco Brandao.Belarmino Jos
Pinto Ozorio.
Na ra do Crespo n. 2, primeiro andar, te
dir quem quer alugar um andar com sotao, ou
dous aodares, sendo um com cozinha, em qual-
quer das principaes ras do bairro de Santo An-
tonio, e que eslejam em bom estado.
0

Aos paes'de familias
A aula particular de iostruccao prima-
2 ra na freguezia de S. Jos, dirigida pela
, professora Anna. Fausta da Cunha Pern e
Souza, acha-ss funecionando na ra Au-
S gusta n. 94,
*
Precisa-se alugar um sitio as proximida-
des desta cidade na Soledade, Santo Amaro ou
Magdalena : quem tiver dirija-se a ra da Cruz
do Recife. n. 38
Aloga-se o terceiro andar da casa n. 48 da
ra da Cadeia do Recife; a tratar na loja do
mesmo.
^fitMftMS9@aiS &132i62siS MSSMsat
/*"-*! wMw tP- m VLstj coT3 snrV PH Bjsls^tjsj psutj tj jajat pism^
!4l o b
SAHE
deste mez
DO PRLO
- volume
DO
Xovo melhodo pratico theoricoS
PARA APRENDER %
|A 1er, fallar, escrever
tradzir o francez
EM 6 MEZES *
Segnudo o acillimo systema
allemao
DO
DR. H. OLLENDORFF
POR
CICERO PEREGRINO.
Obra.inteiramenle nova e nica escrip-
ia em portuguez por etse systema ; p-
provada pelo conselho director de ins-
trucao publica desta provincia 2 volu-
me? 7$.
Recebem-se assignaturas na ra do
Queimado n. 26, primeiro andar.
- Na ra da Aurora n. 10, dir-
se-ba quem aluga a casa n. 39, da ra
da Uniao.
Para as provincias de Pernambuco, Parabiba, Rio
Grande do Norte, Cear e Alagoas, a saber:
Folbinha de porta, contendo o kalendario, pocas geraes, nacionaes, dias
de galla, tabella de salvas, noticiis planetarias, eclipses, partidas
de correios, audiencias, e resumo de chronologia, a ris .160
Dita com almanak, contendo o kalendario, pocas, noticias planetarias,
partidas dos correios, tabellas de, imposto, etc. etc. e o almanak
cevil, judiciario,. administrativo, agrcola, commercial, e indus-
trial, desta provincia, a r2 x x ,|0QO
Roga-se encarecidamente ao Sr. Jos
Francisco de Barros Reg Jnior, a hon-
dada de dirigir-se a ra do Crespo n. 17,
para concluir o negocio que principiou |
em28 de junbo de 1860.
&MS53MS CWaUS^ fta!35siGSfieei6&
minwo5iT7ww wwmifB ni ^wm w.w^ t^w^f **\
Precisa-se de 3:000f a premio sobre hypo-
theca em beos de rsiz, livres e desembarazados,
pelo-espaco de 10 mezes, pagando-se juros con-
forme se convencionar : quem quizer dar, an-
nuncie para ser procurado.
Um moco solleiro offerece'se para leccionar
primeiras letras em qualquer eogenho : a tratar
na rua-Nova o. 51, primeiro andar.
. Precisa-se de urna ama para todo o servico
de urna cassftMaa ra das Laraogeiras o. 14, se-
gundo andar/7
Superior rap de Lisboa em
, frascos.
Vende-se supeue fap princeza Brasil em fras-
cos, chegado no nllimjtrapor inglez Ooeida :
na ra do Crespo n. 5, loja de Marcelino & C.
Nos abaixo assigndos participamos ao cor-
po do commercio, que arAgavelmeote dissolve-
mos a soeiedade que tiohamos na taberna da tra-
vessa do Queimado o. 1, a qual gyrava na firma
de Fon tes & Araujo, ficaado lodo o activo e pas-
sivo a cargo do socio Araujo, edesonerado de to-
do onus o socio Fon tes. Recife 2 de fevereiro
de 1862.Joio Manoel da Cunha Araujo.Jos
Rodrigues da Cunha Fontes.
.O protessor de msica Kodolpho'
Eichbaum, discpulo do conservatorio do
Leipsic, adiase prompto a dar liqoes
de piano e cantoria : pode ser procura-
do na ra da Cadeia do Recite, loja do
Sr. Antonio Luiz de Siqueira, ou na
ra da Cruz n. 10, casa de Kalkmann
limaos & C.
Os abaixos assigndos, avisam a
todos os devedores da extincta firma de
Aranaga & Bryan, quefc^^' acabando
de liquidar, tenham a Doodade de vir
saldar seus dbitos dentro de 15 dias, na
ra do Trapiche Novo n. 6, e para os
que faltarem, serao tomadas medidas
coercitivas.
Aranaga Hijo & C.
Aluga-se o armazem da ra da Senzalla que
(ka por delraz da loja da ruada Cadeia c. 18 : a
tratar na mesma loja.
Publicado a pedido.
O abaixo assigoado faz sciente aos Habitantes
desta provincia e aos da Parahiba do Norte, e
aos de outra qualquer, que o Sr. Maooel da Trin-
dade Camello Pessoa lhe devedor da quantia
de rs. 3:8519795, e que para garanta desse de-
bito lbe bypothecra tres escravos, a saber: Gal-
diuo, Francelina e Faustino, aquellos, mulatos,
e de idade de 26 annos, e este, cabra, e de idade
de 20 anuos ; o motivo que impel'.e o abaixo-as-
signado a fazer publico esle tacto, saber, que
o dito Sr. Manoel da Triodade pretende alienar
esses escravos em prejuizo delle abaixo assigna-
do, e para que pessoa alguma com elle effectue
contrato algum relativamente a taes bens, sob
pena de nullidade. Eogenho Ioveja 2 de feve-
reiro de 1862.Joio Barbosa da Silva.
O abaixo assigoado de novo declara por es-
te jornal que a pessoa que liver achado a cartei-
ra, contendo os 52$ em sedulas, e as quioze le-
tras, querendo reslilui-la, pode utilisar-se dos
529 como gratificado, e botando a dita carteira
com aa letras por baixo da porta do Sr. Hermi-
no junto a igreja do Rosario, ou entao na ra
Nova, terceiro andar n. 4i, que se fice eterna-
mente grato, por quanto estas letras s servem
ao mesmo abaixo assigoado, visto j hoje esta-
rem avisados os seus devedoret.
Jos Loues Machado.
Dominique .Sorbet, subdito francez, vai para
o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna eicrava cozinheira para o
servido interno de casa de familia : a tratar no
principio da estrada de Joio Feroandes Vieira
numero 36.
para qualquar dot portos do norte, ou mesmo
para o Rio de S. Francisco e Bahis o bem conhe-
cido hiale Nicolao 1 ; trata-se na ra da Ca-
deia o. 57. -
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se
bem ; na ra da Concordia o. 33.
Precisa-te de urna ama para cata de peque-
a familia ; na ra do Hospicio o. 62.
Aluga-se o sobrado de dous andares tito oa
ra do Aragio o. 26, pintado e preparado de no-
vo ; quem o pretender, dirija-se a ra do Crespo,
loja n. 7 A, que achara com quem tratar.
Aluga-se a asa terrea na ra Bella n. 28;
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo, loja
o. 7 A, que achara com quem tratar.
O Dr. Rocha Bastos reside na ra da Croz
o. 16, segundo andar, aonde pode ser procurado
para o exercicio de sua proQssao.
* Alogam-ae dous quartos grandes, oa ra da
Florentina n. 12 : a tratar na mesma casa.
Maooel Feroandes da Silva, Portuguez, al-
taiate, que veio ha pouco do Porto, relira-se para
o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama para urna casa de
pouca familia : na ra da Aurora n. 74.
O bacharel Bartholomeu Torqualo de Souza
e Silva, tendo-se retirado para a comarca de Flo-
res, e nio podendo-se despedir de seus prenles
e amigos em consequencia da presteza de sua
viagem, faz -lo por este meio, offerecendo os seus
limitados prestimos oesse lugar.
Aluga-se o grande armazem da ra Bella
n. 42-44 que servio de deposito de carvio do
Exm. Sr. Bario do Livramento, margem do Ca-
pibaribe, muito proprio para cocheira ; quem o
pretender, dirija se a ra do Crespo n. 7 A, loja,
que achara com quem tratar.
Chrislovio Prato, subdito italiano, vai 90
Rio de Janeiro tratar de seus negocios.
Aos seuhores toraeiros
Defronte do hospital, bos Coelhos, n. 17, ha
para se alugar um torno com as tarramentas do
trabalho, pelo preco que convencionarem as par-
tes,sendo mensalmente o aluguel ; quem o pre-
tender, dirija-se a casa cima mencionada, que
achara com quem tratar.
Cirro e cavallos;
Urna pessoa que se vae retirar desta
provincia, vende um elegante carro
americano de bonito modelo feito por
encommenda, com pouco uto, com 4
assentos e 4 rodas de sobrecellente, as-
sim como urna bos pareina de cavallos
novos, junto ou separadamente : a ver
e tratar no sitio do Sr. Amorim, estra-
da de Joao Fernandes Vieira ou na ra
da Cruz n.4.
S
Gabinete medico cirurgico.
1 Ra das Flores n. 37.
9
S
X
Serio dadasconse.llas medlcas-cirurgi- tj
cas pelo Dr. Estevao Cavalcanti de Albu- f)
querque das 6 ai 10 horas da manhia, ac- *g
cudiodo aos chamados com a maior bre- gj
vidade possivel. tj|
9 l-o Partos.
tm 2.* Molestias de pello. gj
g) 3.* dem do olhot. 9
q 4.* dem dos orgios genilaes. 9
fg Praticartoda equalquer operario em
gj seu gabinete ou em casa dos doentes con- a
sj forme lhes fr mais conveniente. gj
______Compras._____
Compra-se moedas de ouro de
20#000. na ra Nova n. 23, loja.
Compra-se urna arithmetica por
Kottinger, em secunda mao: na ra das
Cruzes n. 44, segundo andar.
Compram-ce acc5es do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio n. 14.
Compra-se moedas de 20$ ns loja da ra
do Queimado n. 46.
LOJA AMRLELA."
GURGELt PERDIGAO*.
Rus da Cadeia do Recife n. 23.
A 35SO0O
Cortes de vestidos de cambraia bran-
cos bordados. j
A 500 e 640 rs.
Lazinha de cores de muilo lindos pa-
droes.
A 309, 50| e 6C$. ,
Capas compridas de gorguro e de 1
grosdenaples, preto e de cor.
De 2J a 13*.
Manguitos Anos e gollinhas de diffe-
rentes feiiios modernos.
A 129000.
Botinas de Melie bezerro.
De 49 a 89.
Saias balio de muito boa qualidade.
Novidade.
Pentes de tartaruga, camisas para se-
nhora, rceias elsticas, siolos e enfeites
de cabera, chales de todas as qualidades,
chapeos de palha, camisa para meninos,
ieques.
Nesse estabelecimento se vende muilo
barato, lem um sortimenlo completo que
seria enfadooho mencionar.
aHSMtSSSttSMtSSMSt Grande pechincl na
arara .
Vendem se cortes de chitas francezas cora 14
eovados, com pequeo toque de cupim, pelo ba-
rato preco de 2$ o corte, ditas para covado a 160
e 200 rs. o covado, fil de lmho lavrado muito
tino a 1$200 a vara, manguitos e olla de linho a
25500, gollas com botiozinho a 640, ditas de tras-
passo a Ig, cortes.de cambraia de babados a 3J e
3J500, corles de fustao para caiga a 1J120, dilos
de brim a \$, 1*280 e 1S600, cobertores de algo-
dao a 19, ntremelos e tiras bordadas a 1* a pe-
ga,colchas de crochet a 8#.ditas de fuslio a 5* e
6g, cobertas de chitas a 1$800: oa ra da Impe-
ra triz, armazem e loja da arara o. 56, de Maga-
haes & Heades.
Vende-se um moleque crioulo, de idade de
9 para 10 annos : quem quizer dirija-se a rjbeira
da farinba, taberna n. 1.
Aluga-se
Urna casa em Olinda no desembarque a pri-
meira casa terrea com 4 janellas de irente e com
portio ao lado: a tratar na ra da Moeda no
Recife com Manoel Marques de Oliveira ou em
Olinda com oSr. Luiz Jos Pinto da Costa.
As pessoas que encommendaram jaracatii,
remedio para frialdade etc., podem mandar bus-
car ao collegio da Cooceico oa Tamarineira, por
se acbar a fructa as condicedes precisas.
L. Raunhain vai para o Rio-Grande do Sul.
Vtendas,.
S Attenco. g
% No dia 12 do corrente, 1 hora da lar- f|
& de, na sala dos auditorios, perante o Dr. s*
? juiz municipal da segunda vara, tem de '
? ser arrematados era praca por veoda os @
:& bens seguinles: a casa de sobrado de um g
andar e soli o. 2, silo oa travessa da JS?
3 10:000^000 : outra dita terrea n. 15, sita @
Mtk na ra das Triocheiras, avsliada em ris
V 2:000#000 ; outra dita terrea meia agua n. tp
&& 1, sita na ra de S. Francisco, avaliada gg>
#w em 400;fr000 ; outra dita terrea n. 1, sita 5?
na ra do Areial do Brum, avaliada em 9
^ 1:0009 ; ulra dita terrea cora pequeo d&
g sotao n. 3, sita na mesma ra, avaliada
'BP em 1:2003 ; e outra dita terrea n. 5. sita
g& na mesma ra, avaliada em 1:0003000,
sendo essas tres ultimas situadas em ter-
renos de marioha, cujos bens sao perten-
5! cenes ao espolio do finado padre Jos
g Leite Pilla Ortigueira, e vio a praca a re-
P querimento do testamenteiro e invenla-
9 riante para pagamento dos dbitos do
mesmo Uado padre Jos Leile.
Cavallo fgido.
Desappareceu na noite de 6 do correute, na
estrada de Olinda, um cavallo preto, grande, ar-
reiado, que correu no Jockey Clob, pertenceute
ao Sr. liver: quem o pegar, pode trazer na
ra da Cruz n. 6, que ser bem recompensado.
Saca-se qualquer quantia sobre Portugal e
Ilha de S. Miguel ; ns ra do Vigario n. 9, pri-
meiro andsr, escriptorio de Carvallo, Nogueira &
Companhia.
Procisa-se alugar urna casa terrea na Boa-
Vista, em boa ra, que tenha 3 a 4 quartos, quin-
tal, cacimba, ele. ; nao so pos duvida em pagar
alguns mezet adiantados, agradando a casa :
quem tiver, dirija-se a ra da Guia n. 5, ou an-
nuncie para ser procurado.
Lices de inglez.
Dao-se de noite 00 hotel francez ; a tratar
ruada Cruz o. 1.
Vende-se urna taberna situada no melhor
lugar da Boa-Vista, com proporces para habita-
cao de familia, por ter um bom solio com quar-
tos e janellas, bom armazem, cozinha, quintal
murado, e cacimba propria : a fallar com o Sr.
Braga, na loja de selleiro da ra Nova.
Vende-se a taberna sita na ra da Aurora
o. 74, e tem bons commodos para familia : tra-
ta-se na mesma.
Novas velas ds composico
que dio luz igual as de espermacole, a 500 rs. a
libra, e em caixa de 20 libras a 460 rs.
Caona engarrafada a 200 rs. a garrafa ; na
ra das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ou-
vidor.
Vende-se urna boa mobilia de amarello,
constando de 1 sof, 2 cadeiras de brac,o, 1 de
balanco, 2 consolos, mesa redonda, tudoem bom
estado ; a fallar na ra do Imperador, taberna
numero 28.
Fivelas para cinto.
Ricas fivelas de madreperola para cinlos pelo
barato preco de 1J600: na* loja da victoria na
ra do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
na
Aviso.
J FEMIEMA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Boa do Cabug o, 18, 1/ amalar.
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos por ambrotypo, por melainotypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaetr^para
pulcelras, allnetes ou caasolelas. Na mesma
cata existe um completo e abundante tortimento
de artefactos trancezes e americanos para a col-
locacao dos retratos. Ha tambem para iste mes-
mo flm cassoletaa e delicados aloetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaes
personageos da Europa ; stereoscopot e vistas
stereoscopicaa, assim como vidrot para ambrotyp
e chimicas pholograpbicas.
Arrenda-se.a comecar de maio do corrente
anno, o excellenle engenho S. Gaspar, na fregue-
zia de Serinbaem, beira-rio, com ptimas var-
zeas lavradiii, grande, e pingue cercado, lenha
mui prxima, e de mui fcil coodncco, em urna
palavra, com todas as melhores proporces
possiveis : a tratar na ra de Hospicio o. 17.
Precita-se de um priado para o servico de
um caf, que d fiador a sua conducs, prefere-
se que teja portuguez 1 na ra do Trapiche n,
12, bote) da Europa.
Vai se praceder judicialmente contra
todos os devedores do patrimonio da
rmandsde de Nossa Senhora da Boa-
Viagem, o estado deploravel da igreja,
e a mdifferenca dos devedores, a tanto
obriga a mesa regedora.
Curso de geometra.
A abertura do curso particular desta faculdade
annunciada para o dia "4 do corrente, fica traot-
ferida para 15 Impreterivelmente, se houver nu-
mero sufficiente de alumnos ; os senhores estu-
dantes que quizerem frequenta-lo, dirijam-se
ra Direita n. 74 ateo dia 14 para serem matri-
culados.
COHPANHIADI VIA FRREA
DA
Recife ao Sao Francisco.
LIMITADA,
Pela superintendencia sao convidados os se-
nhores accionistas a vlrem receber o 12* divi-
dendo de juros de suas acc5es, concernente ao
semestre vencido a 31 de Janeiro ultimo : a ra
do Crespo o. 2, escriptorio da companhia.
Nicola Siffoni, subdito italiano, val para
Maco. >
Domenico Gerbase, subdito italiano, vai pa-
ra Maco. ,
Philippa Rodrigues retira-te para a Babia.
- Cuthbert Hall e John Ingleton, subditos in-
glezes, retirara -se para Europa.
Precisa-se saber quem a pesioa habilita-
da para receber os faros dos terrenos perteocen-
les aos herdeiros da floada D. Harta Rosa da
Assumpcio: na ra do Rosario da Boa-Vista o.
36, ou aonuncie para ser procurado.
Preciss-se alugar um preto e urna preta :
dirija-se a ra Auguslrj. 9, para tralar.
Quem precisar,dTOOS com hypotheca em
alguna casa, dirija-se a praca da Boa-Vista, loja
de cera.
sem segundo
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezas
de Jos de Azevodo Maia e Silva, est vendendo
todas as miudezas por precos j sabidos e co-
ohecidos :
Grotas depennas de ac de todas.as quali-
dades a
Nvelos do linha que pelo tamtnho a todos
admiram a
Caixas de sgulhas francezas a
Caixas com alnetes muito finos a
Caixas com spparelho para entreter me-
ninos a
Ditas ditos grandes a
Baralhos portuguezes a 120 e
Groza de boles pequeoos para caiga a
Tesouras para unhas muito Unas a
Ditas para costura muito superiores a
Baralhos francezes para voltarel6 muito fi-
nos a
Agulheiros com sgulhas francezas a
Caivetes de aparar peonas de 1 folha a
Pegas de tranca de lia com 10 varas a
Ditas de tranca de lia de todas as cores a
Pares de sapatos de tranca de la a
Cortes
de vestidos do pa\o-
Cortes de vestidos de cambraia branca de ba-
bados e duas saias, fazenda moderoissima. o cor-
te a 4000.
Corles de vestidos de phantazia, fazenda que
se vende em qualquer parte a 1C, torram-se a
6000.
Dilos de cambraia de seda com babados
4*500.
Ditos de cambraia de carocinhos brancos er de
cores, fazenda muito fina a 4J.
Ditoa de cambraia branca lavrada, fazenda in-
tegramente nova, o corte 4$.
Cortes de tarlatanas brancas com babados pro-
prios para aasistir a casamento ou bailes a 10$.
Cortes de vestidos de cassa com lislras atraves-
sadas a 2*240.
Ricos enfeites traviala e ditos a Garibaldi
Dilos ditos a Luiz XV a 2.
Luvas do seda para senhora muilo boas a 600
rs lencinbos para mao de lodos os precos e qua-
lidades.
CASBB.1IAS LIS1S
Pegas de cambraias lisas muito finas a 2000 e
2#500. ^
Ditss com 10 jardas a 38, 3*500, 4* e 5*.
muito encorpado a 1*5C0,
Grosdenaple preto
1S600 e 1*800.
Dito corde canoa, azul e cor de rosa *.
Seda lavrada muilo bonita fazenda a 2J.
Chamalote preto muito encorpado a 2*.
Sarja prela hespanhola a 1*800.
bordadas e de balo.
Saias bordadas, fazenda finissima a 4*.
Ditas ditas dita a 3*.
Ditas com arcos de cordio de linho que fazem
as vezes de balio para as senboras que nao gos-
tam usar balio a 3*200 e 4*.
Saias de madapolo francez a balio as mais
bem feitas que tem vindo a este mercado a 3
3*500,45 e 5. *'
Ditaa para meoinas de todos os lmannos a 3*
Ditas de arcot simples mas muito bem feitas a
2|O00.
Bordados.
Finissimas tiras bordsdss de todat ai qualida-
des e larguras por pre?ot baratissimo, ntre-
melos muito delicados de todas as larguras e aua-
hdades. *
?2?uUo' com 8ti"has de esmbraia bordadot
a j'JW.
Calciobat bordadas muilo finas a 1*.
Manguitos bordados para tenhora a 1*.
Gollinhas muito finas a 400, 500,800 e 1*.
Alem destes arligot existe oeste estabeleci-
mento um grande numero de fazendas que seria
enfadonho menciona-las, e dio-te tt amostras
de todit, deixando Bear penhor, eu mandara-se
levar at faze idas mostra em casa das familias
que quizerem escolher, pelos caixelros da loja do
pavao, ra d 1 lmptratrii r. 60, de Gama & Silva
500
1-20
120
60
240
500
200
120
400
400
320
80
80
200
800
1S280
100
320
100
200
40
20
60
100
*'
Cartas de alnetes francezes a
Pares de luvas fio da Escocia muilo finas a
Ditas ditas brancas grossat a
Escosas pira limpar dentes muilo finas a
Massoscom superiores grampos a
Cartoes com colxetes de algum defeilo a
Ditos de ditos superiores a 40 e
Dedaes de fundo de ac muilo superiores a
Enfladores para vestidos de senhora com 4
varas a
Caixas com colxeles francezes a
Cartas de alfinetes de ferro a
Charuteiras muito finas a
Tinteirasde vidro com tinla a
Ditos de barro com tinta superior a
Areia preta e azul muito fina a libra a
Tenbo nova remessa de labyrintho
der por todo preco, assim como lenho trancas de
seda diOerenles cores para vender por lodo' di-
nheiro que offerecerem.
Attenco.
Jos Ignacio Avilla, com armazem na ra nova
de Santa Rita n. 47, vende travs, enchams,
maos-lravessas, cabros, tenas e lijlos de todas
as qualidades, tudo muito barato ; assim corro
vende lijlos dosApipucos a 22* descarregados
no porto.
Aboafama
vende fivelas para cintos o mais bem dourado que
possivel e dos mais lindos gostos que tem vindo
a este mercado, pelo baratissimo preco de 2*500
cada urna, carteiras com agulbas as mais bem
sorlidas que se pode desejar, e em quanto a qua-
lidade nao pode haver nada melhor, pelo barato
prego de 500 rs. cada carteira, pennasde ac ca-
ligraphia verdadeiras a 2* cada caixinha com 12
duzias, ditas de lanca verdadeiras n. 134 a 1*200
cada groza, ditas muito boas ainda nio conheci-
das a 500 rs. a groza : na ra do Queimado,.na
bem conhecida loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Attenco
Guimaraes & Luz, donos da loja de miudezas
da ruado Queimado n. 35, boa fama, participam
ao publico que o seu estabelecimento se acha
completamente prvido das melhores roercadorias
tendentes ao mesmo estabelecimento, e muitos
outros objectos de gosto, sendo quasi todos rece-
idos de suas proprias encommendas ; e estando
elles inteiramente resolvidos a nio venderem
fiado, aflangam vender mais barato do que outro
qaalquer ; e juntamente pedem aos seus devedo-
res que lhes mandem ou venbam pagar os seus
dbitos, sob pena de serem justicadot.
Vende-se ama victoria em bom estado, com
arreios de dous e um cavallo e tambem troca-te
por um cabriolet de duas rodas estando bom : na
ra estreita do Rosario d. 29.
Madapolo
3^000 rs.
Vendem-se pecas de madapolo com 14 jardas
Panno a 1,800 rs.
Vende se para liquidar urna conta. panno pre-
to, cor de rap, lateada muito superior, a 1*800
o covado, afiancando-se que sempre se vendes a
3*000 : na ra dt Imperatriz o. 60, loja do pa-
vao, de Gama & Silva.
N. O.Biebar & C.tecatorea,rua daCrai
n.4, tem para vender relogioa para algibeira de
ouro praia.


GE LO
No deposito do gelo roa do Apollo
n. 31, rendeie pelo de hoie em diante
arroba a 50500, e meia arroba 2*000, Na ra. do Qu.im.do
e a libra a 160 res : tambem recebe-se
asignaturas das pessoas particulares io.
go que soja diariamente, ate que se
acabe o gelo.
Rival
sem segundo.
Loja djs 6 por-
tas em frente do
Livramento.
Chapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meiascruat para homem a
1,200 e o par a 130 r... dita, brancas
muito Qoas a 2S500 a duzia, leonas de
cassa com barra ae corea a 110 ra. cada
um, (litos brancosa 160 ra., balea de
20 e 30 arcos a 3J, lasioha para ves-
tidos a 240 o corado, chales de merino
estampado, finos a 5* e 6,, tarlatana
branca e de core, muito fina com rara
e meia de largura a 480 rs. o covado.
fil de lioho liso 640 r*. a vara, pe-
Qasde cambrai. lis fina a 3$, cassas
decore, para vellidos a 200 rs. o co-
vado, mussulina encarnada 320 r. o
covado, calcinh.s par. menina de escola
a i$ o par, gravatinba. de tr.nga a 160
rs., pelos para camisa a 200 r. cada
um duzia 29, pegas decambraia desal-
pico muito fina a 3500, pe?as de bre-
tanhaderolo a 29, chitas francezas a
220 e 240 rs. o covado, loja est
aberta das6 horas da manhaas 9 d.
noite.
Sal de Lisboa.
Vende se a bordo da barca porlugueza Espe-
ranga, sai de Lisboa limpo e redondo ; tratar
na ra do Trapiche n. 17.
Para os senhores m-
sicos.
Vende-se papel pautado para msica, pelo ba-
ratsimo preco de 60 rs. a folha para acabar:
na loja do viado, na ra Nova n. 8, confronte a
camboa do Carmo.
-- n. 55, defronte do sobrado
novo, eeti disposlo a vender taio por preco^ue
admira, assim como sej:
Frasco, de agua de l.v.nd. muito gr.n-
des a "
Sabonele. o melhor que poda h.v.r a
Ditos grande, mallo fino. .
Frasco, com cheiros muito Ocres a
Dito dito, muito boniloi a
Garrafas de agua celeste a melhor a
Frascos com banha muito superior a
Dito, dila de urqo flnissima a
Frascos de oleo babosa com chairo a
Ditas dito dito a
Ditos dilo nito a
Dito. par. limpar a cabera e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiro a
Diios com banha transparente a
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, trastos grandes a
Frasco, de maca; oleo a
Ditos da opiata pequeo. 320 e
Ditos de dita grande. .
Tem um resto de lavando ambreada a
Linhs branca de gata 10 rs., o tres por
dous, e floa" a
Dita de carto Pedro V, com-200 jardas a
Dita dito dito com 50 jarda, a
Carreteis de liona com lOOjard.s a
Duzia de meta.crua. muito encorp.da. a
Dita de ditas muito superiores a
Dila de ditas brancas para senhora, mul-
to fina, a
Vara de bien da largara de 3 dedo, a
Dita da franja para toalba. a
Groza de botos de louga braoco. a
Duzia de phosphoros do giz a
Dita de ditos de vela muito superiores a
Pegas de fita para c. de toda, as lar-
guras a
800
880
160
500
1*000
l$ooo
240
600
240
320
500
720
000
900
400
500
1
800
5C0
20
ce
20
so
21400
4g500
3J0O0
120
80
120
240
240
320
Gera de carnauba de pri-
meira qualidade.
Vende-se em porrSo e a relalho de urna saces
para cima, e por commodo prjo: na ra da Ma-
dre de Dos confronte abotica b. 80.
A 320 rs. o covado, grande
pechinoha.
Vendom-ae superiores esmbraias francezas de
muito bonitos padroes 320 rs. o covado, fa-
zenda muito fina que sempre vendeu-se por 800
e 1| a vara, venham por ellas, antes que se aca-
bem ; na roa do Queimado n. 22, na bem coohe-
cida loja da boa f.
diawom mmumm
zaS
**5ftM|uitat.
ta5io dos de lioho, muito proprios para o. Uta*
pwuapor .eren, de core.settta fin. nele
baraWmo prego de 5 o 9$ a oSS," !f nil
Queimado 22 na bem ntaedfojiL3l.fi
*1K> liso e tarlatana.
a???J* "1pei6r fihLli0 tariatana branca
v.rJ n i^'0 brt,h?. ***> < *
s Q^ar.fst"**io,a d b
Ricos eafeites.
mnawl!!."'6 LiCM "Pri,or- ataitea os mal.
moderno, que ha, pretos e de cores, pelo bara-
tiMimo pre-o de e 8*900 : o. loj. Pd?bo ?.,
na roa do Qaeimade d. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-.e cmbralas francezas da lindas co-
rea, pelo baraliMimo prego de 280 o covado : n*
daaba?"em D*22, Dab,m-e-nc>'l- 'i
Cambraias francezas finissimas.
Superiores cambraias franceza. muito Anas, de
muito bonito, padroes, pela barato preco de 700
?o' 32* ; M J" d* *a 6, n* "' d0 0i-
Cambtala lisa.
Vende-se oambraia H84 transparente mutto fl-
oa, pelo barate prego de 4 e 51 a poda com 8 li2
varas, dita tapada muito superior, peca da 10
dTboVf1: """ O-64" K E aa laja
Bramante e atoaYhaaa de
Veude-ae.Uperlor bramante de paro lioho cm
duas vara, de largura a 2*400 a vara, assim coate
atoalhado adamascado tambem de poro lioho
com 8 palmo, de largura a 2,500 a vara: na tata
coohecida loja da boa f, na rna do Queimado at-
olero 22.
Cortes de eale.
Vendem-aa cortea de calca de meia ctsemira
Port bouquets,
Dourados com cabos de ma-

ARMAZEM2R06RESS0
Francisco Fernandes Duarte
3 largo m Penlia &
por cento
do que em ootra
muito novos a 500 rs. a libra.
4*500 rs. o
comprad
qualquer parle.
Macetea insrlea, m.
.batimento? "'" ,upenor do mercado rsa libra, em barril ae tara
Queipa do Tei*oshegadosn<,le mltimo Tapor^m
\*n*ii *s loadriaos Aa
i 1*000. Per'0r ttalld,d e frwcaes a 800 inteiro, em libra
-k \>ro\a, hy^son e preto ma1h
2*000 rs. a libra. melhores que ha no mercado 3*000, 2*600,
^rexunto para Wambre
?roxunt\i d reino A
Salame ** 4W r.. inteiro. e 480 rl. libra.
^6k |. raeIr PelU.C 1U9 Pda h"" Pr 6S,ar promPl tod ho a 1. libra.
1 oueinuo -lo reina ,i ....
0, 3M r.. a libra, e arroba a9*000
VI A1.A I cb.eg.doii neste ultimo navio, a 720 rs. a libra.
isaaaa de parco refinada. an
so for^em barril a 440 r.. a ir.." 48 '" ,al1 Cm 10 Ub"''
^larnaeltida imcsrial ^
a 900 rs. a uj, em Utas e ^^StSSSffZ %SS "*"
Slnfift ** tm^em hlM de nma libra por 900 rg>
A.miTido^se cdne\tospm ,.,..,. 0 1Ik
muito ptoprio para mimo, a 2*000.'" d- Iltal C00tendo diffetenl" VUa.dM.
Ervilhas ?aucezas a ,
a 500 rs. portuguesa em latas de 1 libra, por 6i0 rs. ditas em meias
Metria, memfe* e tt\urin. im m Ih
NthVASl a 40 fs-a libra e em caixa a 8*.
it 11 rit0 nv""100rs*'lib"'e 8000rs-"lbrs-
em carines muito enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
l*enebra maleza. "
aba.imenS. mS 8Up8nr que ha a l&m rafa o em caita se far
Genebra de Hollanda. rtfii
Vinhosengarrafados-, T7''f",que,ra'e56" 'u"co-
v Inno Bordeinx A
^firlMBft ma" acre ada"marcas a n a garraa e em eaiia a 9a dazla-
v s VAsa'marc" *16*aduzia e aiS50 g"rafa- aba
Verdadeira serven c ^brinlia. ,
a 500 rs. a garrafa. d8 Utr" muilM marca, a a du. I
Vinnoem nina D, r-fc .
Y*V* Porlo, Lisboa e Figuetra a 3.500. 4* e 4*500 a caada.
^ yrmasete 8uper0-r. 740 em M|M a 760 ^ ^
^tatas novas emgigosdeumaaprobaal^
VuVm**X hespanh01 a ,S200'francez"1S--a 80 -a *
em cana, de 8 libras por 2*500
320. f-^.
VKt*mma de engommar, muito aira a 100 r. a libra.
A.mendoas de cac, moIe a m rs> a libra .-
-*.. **0C^ renado a 800 rs. a garrafa e em caixa a M.
r utos de dentes. a
s^ i ^ -"*w tizado, com perfaico a 240 rs. o maco.
Co9teleUi ingleas
o em libra a
propnas para fiambre a 800 rs. a libra,
a mais nova do mercado a 4* a barrica em libra a 320 rs.
Boiaxinha ingleza
m4x*s franeexas.,
tuguezas a 480 rs. albr. C' mU,l nCM Cm *ll2 libr" por 3500' dita* Por-
lJ*. P" mpar facas a 200 rs. cada um, emporgo se fsr abatimento.
J* em frascos del e 1|2 libra muito novas a 800 rs
io jo w^VwSSwmu!"" eQConlrara re'spell"Telpublico r"d '
Polassa da Rssia
V.;ndt
&
novo, rece-
torrado de
ioa praleados,
eemeasa deN. O Bieber
C, succehores, r-ua da Cruz n. 4-
* vnda-ae um carro de 4 rodas
bido uli.oi.aisote de Franca, todo
b^da. cjqi os pompeteoles ari
obrdle mu-.loaom gosto, .eodo este c
mais bonito que hoje existe ne,u cldade : i t!
lar aa ra doTraplHte n. 14, primeiro andar.
- Venie-se oeBfoaho Santa Luzi 8to n.
teguezia de S. Lourenc da Matl, a dinbelro
?iroc?.*"f por CS" ne8la PrC tuem pre-
jender dinja-.e a ra de Hortts n. 7, des 10 bo-
"damaBhaa u4da tarde.
Paletots
brancos.
Vendem-aesuperiores paleton de brim braoco
do puro lioho, pelo baratissimo preco de5J : na
ra do Queimado n. 22, na bem condecida loia
da boa t. '
dreperola.
Chegaram opportunamente para a loia d'aguia
branca os bonitos port bouquols dourados en-
manados, com cabos de madreperola, conforme
sua propna encommenda, fiesndo assim remedia-
ba a falta que havia desses port bouquets de gos-
lo, os quaes chgaram bem a lempo para os di-
versos caaamhloa e baile, qae se cootam nesses
oas, por isso as pessoas qae por elles esperavam
e as que de novo os quherem comprar dirig-
rem-se munidos de dinbeiro loia d'agui. bran-
ca, ra do Queimado a. 16. qae encontrarlo obra
de bom goslo, baratza, agrado e ainceridade.
aMAL
de cambraieta.
Vendem-se superiores safas de cambraieta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto preco de
D*; a ellas, que sao muito baratas: na ra do
Queimado n. 22, na bem conheeida loja da boa f-
RnadaSenzalaNoYaii.42
Vende-se em easadeS.E.Jonhston 4C,
llins. silh5esnglezes,eandeiroa easti;aet
bronzeados.lonas ngl.r.s, fio^jvsla,chicoU
paracarros, emoniaria.arreiopsra carrods
um .loui sanios r.logio id ooro eai.nti
nzl.r. r
Navalhas d'aco
comcabodemarfim.
..Vk n.d2."se Da Iia d'guia branca mui finaana-
raihasdago refloado com cabos de marflm. e
para assegurar-se a boodade della. basta dize-
se que sao dos afamados e acreditados fabrican-
tes,.R0doe" c-. "'a da estojo de duas na-
valbas 8*000: na ra do QueimaJo, loja d'airuia
braoca, n. 16. 6
Libras sterliatis.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, pra?a do Corpo Saoto n. 19.
len$os braneos mnilo
Unos.
Vendem-.e lencos branco. muito finos, pelo
diminuto pre^o de 2*400 a duzia, graude pe-
chincha : na loja da boa f, na ra do Queimado
numero 22.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
cambraia fina
Vendem-se a 2* cada urna : na rus do Quei-
mado, loja d'aguia branca o. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, regueza, antes que
se acaben).
Arados americano se machina-
paralara roupa:emcasadeS.P.Jos
hston 4 C. ra daionzala n.42.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
porcelana.
Candeeiros econmicos
agaz,
Ba do Oueimado n. 19.
Santos Coelho tem para
vender o seguinte:
Esleirs da India de 4, 5 e6 pilmoa d lrn
prop/ias para forrar amase .al.. larg0
Lengoe. de bramante largos a 3 ead* nm
Gobertas de chita chines. .Sfio
t^.I0" d,e pano de ,inho a.
Toalhas adamascadas de linho para^esa *
o s&ir"*oom dofeu *- -' iAft
Joan., defustao pdra mi. a 500 r.. ead.
SSte* ug,ao d""eado grande, a t
2 fitas largas
l Si r*- Tara de fl,a ,ar8 ed. de 4
Sebolas a 500 rs. o cento
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Miudezas baratas
iVa loja da victoria na ra do
Queimado junto a loja de
ceral
Clchele. raocexea em c.rlao 40 ra. '
p^ieie* T0!"1 c?bea ch,l t20rs.a carlai
Papel com cento e tanto, alfioete. a 40 r. o
papel.
U" Mfrid. em "rHlel Cm ** ,rda" M
DIt. de 200[jara. de Alex.nder a 900 rs. a du-
Dca,rritee0^rdaa branC"a e de corea a w n'
Ditas de Pe'dja V brancas e de cores a 40 rs. o
carino.
Grampos a 40 r. o maco.
Eofladore, bisocos a 60 e 80 Ti.
T":'1!inh"lcom.aulh franceza. 320 r.
n^ld*:\* f,,eJ1At dn<>Bin.da lindeza, ptima
Si? rn'.'H"ia 160 S C?ad0 : D Oa d? DU
arle, ra da Imperatriz n. 20.
ltenlo
Vendem-se caixes vasios proprios
para bahuleiros,funiIeros etc. a 1280-
quem pretender dirija-se a esta tipo'
graphia, que ah se dir' quem ostem
pararender.
Trm/... T 8..'u" iranceza. a iw
AKUlh d tCflde UDh0 l00 PC.
A loja d'aguia
branca um deposito de
perfumaras finas.
Esta loja por e.tar constantemente recebar
bam.?"'.? flDasde8n Propria, encommenda,
SH! ?,Ze; que e,, C0D'ida um depo-
sito de ditai, tendo-a. sempre dos melhores e
mais acredi;ados fabricantes, como Labio Pirer
Coudraye iociet Hygienique. etc.. ele'. ; por
- elegancia dos frascos, e
baraleza ppr que ae vendem convida e
oampradoc
anima ao
Bazar de caluijgas
^ Mmtt'i& jiata tinos e
meniuas.
Na ra Dlfeita n. V defronte da grande
.S2S!? ^'belacimento oto a-a-Mraran
saz jfsawaaas .-ss^
nnoa e menina., aaslm con SSE p," Be-
ui,o bons e I^US ^ft
PaDD de algodao da
Miad
0.iVveal8p0Tc^
Riscado monstro.
Vende-.e riscado monstro, fazenda muito eco.
nomioparao u dome.eo por laSadalar
gura e oseu preCo .er de 200 rs. "col?
ra da Im.er.triz. loj. D. ,, dr0 BuS "a
mm% low-moor
RadaSemaliaNevaa.42
su ssubelecimento contina ahavarum
omple,osorti..ntodraoend..am.imc.
Carros e carrosas.
Emjcasade N. O. Bieber
4 C. sjuccessores ra da Cruz
numero 4.
lIveaden?rV5"r08/merC,D08 mal egantea
''3"dnas e 4 pessoas e recebem-se en-
?3d"p,r CUJ fim elle Possuem map-
pas com varios desenhos. tambero vendem car-
rogaapjra conduccao de a.sucaretc.
Eufeites para senhora.
Lindes enfeites para cabeca de goslo o mais
moderao que tem apparecido a 5f, 5500 e 6
uan J!da- TllorU Da rua do oShSST 11! 75!
unto a loja de cera. *
Sebo em pao,
.r^ehD.d.e",e ,eb0 em p5 d0 Port0' csizinhas de
arroba no armazem de Arsenio Augusto Fer-
reira, rua da Madre de Dos n. 12 8U8" da^m.9n?,nho'*"hinas da t ,ixa.
ikoi
> or-
X? K?!* ? ucrescido deposito de
. ---ov,imnis aa vj
ridiio!1"0" eo,dod,udo "a
BrnS."h'"lenor & c- "o recebido
0' VnVa fab7a^Vir:;7reriralodo"nre^:
.'ai ? i V porla,nt. spesso.. que quizer.m
uir um bom reloeio de nnm An n..i. ^ .*
reb"U,fabrTcabr?u ?lo8l i,t0n0 *" pra?a do c"
DortoDMad. .o Kor.DbyV a Proveitar-.e da op-
,.? *tf* d ten>PO. para viteom-
com meia en-
0 an-
do Im-
SimSo de Nantua,
Aal .Cn?lef. Huidamente impre... I
atrnaSo,8 ffft SS^;;
XdPoTn0dradaTOlDme:Daad
Phosphoros do gaz a
2*200 a groza.
IHnneiro k vista.
Na ru. da Cadeia do Recife n. 56 A, loia de
ferragena de Vidal & Bastos. '
t>, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESSIVO
Manteiga ingleza
dem franceza a m
Queijos flamengos ^
A DE
MiftlK 4 (ga
dem franceza. lZC(aImente/SC0,,h^aa 80e m>eem ba"u ter **""*
malhor do mercado a 700 ". a libra e em barris razao de 600 rs. a hbra.
a libra.
rs. a libra,
rio de casa particular a 560 rs. por libra ainteiro a 460 rs.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto, e
me,?e25 ii PrM"ana os baratsimos precos
de 240 360,500.560. 640.720, 800 e 1000: iiso
ni rua do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de pellica pretas.
Vendem-.e .. luvas pretas da pellica com pe-
queo toque de mofo por prego baratissimo ; na
loja d agu, de ouro, ru. do Gabag n. 1 B.
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de se-
guranza a 160 rs. a caixinha que s pela segu-
ranza delles por livrar de iocendio sao de (traca:
na ojj da victoria na roa do Queimado n. 75,
junto a loja de cera.
Meias baratas.
Meias pintadas para homem a 110 e 160 rs. o
par, ditas branca, para menina a 180 r. o par,
ditas de 18a para o fro a 500 rs. o par: na loja
da victoria na rua do Queimado o. 75. unto a
loja de cera. *
Galanteras de gosto
E" o que pode haver de mais gosto em galan-
teras deividro e porcelana como ejam farros,
frasquinhos e garrafinha, manteigueiras e assu-
careiros. jarnnho. par. boqueta de cr.vo a ou-
Sno armazem da
arara,
Contin a vender su*, razend.a por pracos ba-
ralissimos como sempre venden para agradar
seos freguezes, a ter: peca, de madapoln fino
ffi!,Ud2 a ^ dl" de "brala branca lisa a
19600 e 23, ditas finas a 3# e 32500, ditas Irda"
mascada, para cortinado, de 20 vara, a 9a ditaa
de 10 varaa 4*500 e 3f, panno preto para calca,
e paletots a 1800,2 e 2#500 o corado, cortes de
casemira preta para caiga entestada a 311500 e 4fl,
brilhantina branca eofestada par. vestidos a 280
o covado, gorgurao, fazend. nova p.r. vestidos
a 320 o covado, barege de seda a bu lio para ves-
tidos a 400 rs. o covado, laazinhas para veatidoa
a 280 o covado, cortes de ditas tinas com 13 co-
Vende-se um avallo sellado e enfreiado. '001 a 2S50. dito 2J400 e 150O, fil de ll-
anda balso e meio, em boas carne, a sem .cha- nho de cores e braoco a 200 rs. o covado, chita,
ques, cor rosilrro : na raa do Gazometro, a tratar' a 160 e 200 ra., dita, largsa a 240 e 280, eneas a
com o Sr. Valenca. turca a 280 e 320 o covado, e outraa multa, fa-
... y sehdss que se dio as amostras oara m ver na
tposl55as universaes de Londres Pars a
vapor a 3#500 e 1200 a libra, afianca-se ser o melhor que pode haver neste
neste ultbo vapor a 3#000.
Que o pr"?o To melh0r '"'"' '!l* ge"er p' Mr"" .....
Presuntos SSSSSSSt"
VIUDO engarrafados Duque de Pama
.19200 a iMoo 7^tMm!3*^ ^ ^r'CtiwB^C^^*N mc. Feitori. velho, se^ e chamUso
Villho em Dina nJrir"10' qUa'dada diffrentea maro *00 a l a garrafa e de 8,500 10,000 a dusia,
liTarrnLu -P P P- ? P"8 P8Sl da 5 600 "' a "* ede 800 a 4,800 a caada
Ror-Pt e a 00" de duasJlbr*s-
mulfo ZtTiSm caad,rauIde,CCd4 "" da "^ e W* V Pa Pr sorem ricaotente enfeiudas, e d.
FlgOS em CaxiuhaS de 4 Uto muu, (reseos e gr.mdes a 2,000.
reras secca em caixinha de 4 libras chegadas neste ultimo
genero.
Ameixas francezas em latas de5 libras por 49000 e 1,000 por libra.
I SZ C rXDha* J,,b/88' "S me,hreS d merCad 3 640 rs. libra, a em caixa de um. arroba a 99500.
Isaas COm trUCtaS <> todas as qualidades que ha em Portugal da 700 a 1,000 a lata.
GorinthiaS em frascos de 1 1(3 a 2 libras de 1,600 a 29200.
^Jfczs& rS Bis*p9ras a nozes que ha de mau proprpara *-* m <*
Lata COm bolaxinha de SOda de diversas qualidades, e muito novas a 19450. a grandes de 4 a 8 libras de 3,500 4,500.
L,ODServaS lDgleZaS francezas a portuguesas de 600 a 800 ris o frasco.
ErVllhaS francezas e portuguesas a 720 rs. a U, afianca-se serem a, mais bem preparadas que tem vindo ao mercado.
MaSSaS talharim, macarrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.
AmendoaS de casca molla a 400 ris alibrai em porjao ter abatimento.
AzeitODaS de Lisboa novas egrandes vindas pela primeira vez ao nosso mercado a 3,500 a ancoreta.
CDampaDDe d.s marcas mais acreditadas de 15, a 20,000 reisogigo de 1,500 a 3, a garrafa.
CerVejaS das melhores marcas 560 rs. a garrafa < de 5, 69000 a duzia da branca.
CogDaC a melhor qualidade que temos no mercado* 13000 a garrafa e a 109000 a dusia.
Geoebra de Hollanda aOOO rs. o frasco e 60500 a frasqueira oom 12 frascos.
Chocolate o mais superior que temos tido no mercado portugus, hespsnhol e francez da 19 a 1,300 a libra.
Vinagre puro de lisboa a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada,
Espermacete Superior sem avaria a 740 rs. em caixa a a 760 rs. a libra.
Arroz o melhor do marcado a 100 rs. a libra e 2,700 a arroba do da India e 120 rs. a libra do Marnho,
Alpista 6 pataco o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpiata a 240 re. a libra do painen.
Vinagre branco o melhor que tamos tido no mercado a 400 rs. a garrafa 2,560 a caada.
MaSSa de tomate em latas de urna libra do mais acreditado sulor de Lisboa a vinda a primeira vas a sosse mere do da 1, a lata.
Araruta a melhor que se pode desejar a 320 rs. a libra, e 160 rs: a libra da goram.
TouCnb.0 de Lisboa o mais novo do mercado a 320 res a libra e arroba a 109000.
Batatos em gigoseom urna arroba, as melhores qu.ha no mercado a 1,800 ogigo.
LeotllhaS francezas, as melhores emais saborosasde todos os legamos a 500 rs. a libra
JNOZeS as melhores e mais novas por terem chegado neste ultimo vapor a 200 rs, a libra.
Palitos XadOS para dentes a 200 e 160 rs. o maco- com 20 massinhos 4 flor a 280 rs
Latas com sardinha de Nantes muito novas a 44o rs. a lata.
Velas de Carnauba ecomposicSo de superior qualidade a 400 rs. aliara e a 13,500 a arroba;
Bolachinha ingleza ingleza .mais nova do mercado a 49 a barrio* 320 rs. a libra.
i leindos gneros .anunciados encontrar o publico todo que preearar tendente molhades, a |r r manos des por canto da qoe em ata




DIARIO

FfUU 10 DE FEVEREIRO DE tt.
Cal de Lisboa em
pedra,
desembarcada honiem ; vende-ie mais barato do
qse em qaalquer outra parte : na ra de Apollo
o. 28, armazem de Terroso.
Meias t*ra senAioira.
Vendem-e superiores meias para senhora pe-
lo baratissireo preco de 3#840 a duzia; na loja
da boe f, na ra do Queimado n. 21.
Entremetes
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca se acha um bello sorti-
meoto de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est ven-
dendo baratamente a 19200 a pega de 3 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrio, para
vestidos ; e quem tiver dinheiro approveilar a
occasio, e manda-Ios comprar na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Agitas imperiaes.
Tcm o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistas sempre
vender o bom, mandou ir, e acabam de chegar
aqui [pela primeira tez] as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem hi-
tas, sendo para altaiates e coslureirns, e custa
cada papel 160 rs. A agulha assim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
prar na ra do Queimado, loja d'aguia branca n
16, dir sempre bem deltas.
Zefire para vestido.
Chegou pira a loja da victoria grande sorli-
mento de zefirepara eofeites de vestido ou para
outra qualquer obra que ae queira butar pelo
barato prego de 500 rs. a pega com 10 varas : na
loja da victoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Kscencia de ail.
Para engommado.
Vendem-se Crasquinbos com escencia de ail
cousa excellente para engommado porque urna
gota delta bastante para dar cor em urna bacia
de gomma tendo de mais a maiaa preciosidad* de
nao manchar a roupa como militas vezes acon-
tece com o p de ail. Custa cada frasquinho
500 rs. : na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Pota americana.
Vende-se potaesa americana inulto nova e de
superior qualidade : no escritorio de Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
o n. 19.
Jt 913 M3 SStt di9" MS SJ MR93 S$3 9MHE
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
bistos & reg i
Na ra Nova junto a Con- ]
ceico dos Milita-
res n. 47.
Om grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos j
estes st veodem por precos mui lo modi- '
ttcados como de seu coslume,assiro como !
aejam sobrecasaco* de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a i
269. 289, 309 e a359, paletots dos mesmos ',
pannos preto a 16f, 18J. 209 e a 249, '
ditos de casemira de cdr mesclado e de !
novos ptdres a 149,169. 189,209 e 249,
ditos saceos das mesraas casemiras de co-
res a 99.109.129 e a 149, ditos pretos pe-
lo dimiouto preco de 89, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
[ ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 10,
' ditos saceos pretos a 49. ditos de palba de
seda fazeada omito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de (usto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto braceo a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 109, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditas de brim decores
oasa2g500, 39, 39500 e a 4J, ditas de
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorguro preto ede cores a 5ge a 61,
ditos de casemira de cor pretos a 4 $500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500'
caigas de merino para 1 uto a 4$500 e a 55)
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa e de cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500, paletols sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 79, ditos
de cor a 69 e-a 7$, ditos de alpaca al39,
sobrecasaeos de panno preto al29e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoslisosa89ea 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 69, ditoa de
brim a 39, ditos de cambraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outraa
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas peU sua grande quanti-
dade; assim como rece&e-se toda equal-
quer encommenda. de roupas para se
mandar manufacturar e que para est fim
temos um completo sortimento defazen- !
das do gosto e urna grande offlciaadt al- L
faiate dirigida porum hbil mestre que I
pela suapromptid eperfeigaonadadei-2
zaadesejar. m
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta dessa apreciavel opiata ingleza ti o proveito-
sa e necessana para os dentes, isso porque a lo-
ja d aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 19500 rs. a
cana: quem qnizer conservar seus dentes per-
eitos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se
szeitede dend ou palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer outra parte; na ru do Vigario n.
19, pnmeiro andar. 1
Chapeos de castor.
Veodem-se chapees de castor de primeira qua-
lidade a 89, que jsetenderam a 169, para
acabar: na ra da Imperatriz, loja n. SO, do
Duarte.
Aos.Srs. consurtii-
dores de gaz.
Nos armazens do caes do Ramos ns. 18 e 36 e
na ra do Trapiche Noto (00 Recite) n. 8, se
vende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recentemeote ebegado a 149 a lata da cinco
galles, assim como ae vendem lataa de cinco
garrafas e em garrafas.
Novos cinteiros de fitas com
pontas cnidas e franjas,
K loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor ingles os lio procurados e muito bonitos
cinteiros de fitas com pontas cabidas e franjas, e
por isso podem agora ser sstisfactoriamente ser-
vdss s senhoras que a desejavam ; elles achara-
se nicamente nadita loja d'aguia branca, ruado
Queimado n. 16.
Fitas de chmalo-
te muito boas e
bonitas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber pelo va-
por ioglez sua encommenda de boas, bonitas e
larga fitas de chamalote brancas e outras cores,
as quaes sao eicellentes para cintos, lagos, etc.,
de vestidos para casa melos e bailes, assim como
para lagos de bouquetes, cinteiros de criaogas e
muitaa outras diversas cousas, e como de seu
costume os pregos sao meneres do que em outra
qualquer parte; assim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a ra do Queimado loja d'aguia
branca o. 16, ser bem servido.
Potassa da Russia.
Vende-se potassa da Russia da mais nova e
superior que ha no mercado e a prego muito
cammodo : no escriptorio rfe Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ruada Senzalla Nova n. 42. Groza de peno8i de co, 240 320 e
Neste estabelectmento vende-se: ta-,' Caixas com alflnetes a
chas de ferro coado libra 110 rs. idem" i??*.^l_,i;??a "^iL0,1?0?* Vende-se um obrado na roa das Ciaco
Poetas n. 23, com muito commodos : a tratar
na ra Imperial n. 148 das 6 a 9 da aaaohaa, e
de tarde daa 3 s 6.
Chapeos enfeitadns.
Vendem-se chapeos enfeitados muito recom-
meodaveU para as inquinas que eslo paseando a
testa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a prego de 29 cada um : na ra da Imperatriz,
loja n. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharao
continuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimento de fazendas, tudo
baratsimo.
Vendem-se burros gordos e mansos : do
engonho Jurissacs, do Cabo: a tratar all com o
Sr. Oomiogos Francisco de Souza Leo.
-- Vende-e um cofre : na ra do Queimado
numero 12.
I IJquidacSo.
A loja de marmore.
Bournus de casemira para senhora a 109
Manteletes de grosdeoaple a 109
1 Leques de sndalo a 59
* Bournus de casemira para meninos
% de todas as idsdtts a 5J
fi Grande sortimento de cascarrilhas,
H trangas e fitas de todas as cores para ec-
feites de vestidos por pregos mais bara-
tos do que em outra qualquer parte.
KvWWHV 9W9W V9v9n MvCKviavX
Rival
sem igual.
36 Larga do Rosario 36
Pedro Tinoco, havendo comprado esta loja ao
Sr. Vicente Hunteiro Borges, pretende vender
j miudezas baratas, e ter sempre bem sortimento,
como sejam :
Missangaa miadas a
Escovas muilojioss para nnhas a 320 e
. Carreteis delinha de 100 jardas a
[ Ditos de dita de 200 jardas a
Carios de colchetes miudos a
Ditos de ditos maiorea a
Tesourt s para costura a 200 e
Bico preto, vara, a 180,240, 320, 400 e
Franjas pretas com vidrilho, vara, a 320,
400 e
Trangas pretas com dito, e brancas,
vara a
Galao branco de linbo, vara, a
Meias para senhora, duzia, a
Ditas.cruas para homem a
Ditas ditas muito boas a
Carlaa de alflnetes cabega chata a
Na loja da boa f, na ra do Queimado b. 22, F?c?s de lr*D?a de la (10 *>
se encontrar um completo sortimento de grava- Sanee do gde cores branca e preta a
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por. pfipn*nrelhos de lo"5a Para bonec 500,
pregos baratissimos, como sejam: eslreiliohas ,> e ...
pretas e de lindas cores a 19, ditas com pontas s de P m,ao bon' a
largas a 1*500, ditas pretas bordadas a 19600, di- fltas d? M,i ,ar8a8 m"il0 bo a
tas pretas para duas voltas a 2g ; na mencionada _" de 8eda .com t0 loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
de Low Moor libra a 120 rs.
Urna bar caca o
Vende-se ima bsreaga do porte de 35 caixas,
encalhada no estaleiro do mestre carpinleiro Ja-
ciotho Eleabao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-'
tss, aoode pode ser vista e examinada pelos pre-
tendemos ; vende-se a prazo ou a dinheiro ; a
tratar com Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Grvalas da moda. '
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de casearrilha de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parte al-
guma, por isso venham a loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-se o sobrado n. 23 sito na ra das
Cinco Fontas, com muitos commodos: a tratar
na ra Imperial n. 108, das 6 as 9 da raanhas e
de tarde das 3 as 6.
Vende-se urna mulita que sabe coser en-
gommar e cozlnhar com perfeicao na ra do
Trapiehe d. 18, terceiro andar.
Machinas americanas.
Em casa de N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4, vendem-se :
Machinas para regar hortas e capim.
Ditas para descarogar milho.
Ditas para cortar capim.
Selins com pertences a 109 e 209.
Obras de metal principe prateadas.
Alcatro da Suecia.
Verniz de alcatro para navios.
Salsa parrhade primeira qualidade do Para.
Vinho Xerez de 1836 em caixas de 1 duzia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Arados e grades.
Brilhantes.
Carrogaa pequeas.
Muitas fazendas
baratas na ra da Impera-
triz n. 60, loja do pavo.
Gama & Silva, donos deste estabelecimento,
tem resolvido vender as suas fazendas por pregos
baratissimos como sejam: I
Musselios branca com 4 1)2 palmos de largu-
ra, covado a 240 rs.
Ghitas escuras com pequeo toque de mofo,
covado a 160 rs.
Ditas matizadas sem mofo, covado a 160 rs.
Corles de ditas com 10 corados a 19500.
Cortes de chitas francezas escuras e alegres,'
fazenda muito fina e de cores seguras, com 10
covados, 29600. |
Chitas francezas, fazenda superior, corado a I
260,280, 300 e 320 rs. (
Lazioha de quadros para vestidos, corado a <
280 rs. |
Ditas muito finas e modernas, covado a 440 rs.
Cassas de cores, fazenda ioteiramentt nova,
covado a 260, 280 e 300 rs.
Ditas garibaldinas, fazenda Qnissims, covado a
360 re.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos artigos de gosto, e proprios
| para eofeites de vestidos de noivss ou convida-'
j das, sendo bicoi de blond de diversas larguras,
: franjas brancas e de cores, trangas brancas com
vidrilhos e sem elles, cascarrilhas brancas e mui-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos eofeites de flores e cachos sollos, lu-
vas de pellica enfeitadas primorosamente, mui
bonitas e boas filas de chamalote. e emfim mui-
tos outros objectos que a pedido- do comprador
serio patentes, e vista do dinheiro nao se dei-
xar de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostra urna pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para cintos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e tambem douradas que
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia so conhecer nao o serem, estando no mesmo
caso as esmaltad is, e assim mesmo vendem-se
pelo bsrato prego de 2f500 rs. cada urna, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Cestinhas ou cabases para as
meninas de escola.
O tempo proprio das meninas irem para a
escola, e por isso bom que vo compostas com
ama das novas e bonitas cestinhas que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'agaia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, oa
quaes sao agora mui necesisrios para os meni-
nos que vao para a escola e quem os quizer com-
prar mais baratea dirigir-se ruado Queimado
loja d aguia branca o. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber a sua
encommenda das verdadeiras pennas de ac
ioglezas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry & C, e apesar da
falta que havia dessas boas peonas, com tudo
vendem-se pelo antigo prego de2/00O a caixinha
do urna groza, quantidade essa que as falsifica-
das nao trazem. Para livrar de engaos, as ca-
lichas vo marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado o. 16.
320
500
720
60
160
30
60
40
60
400
500
500
320
80
2J50O
28400
39000
200
160
30
19200
640
600
200
E outras muitas miudezas que vista farf.
Vendem-se 6 cadeiras a Luiz XV, novas :
na ra das Cruzes n. ],
LuvasdeJouvin.
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 22
sempre se encontrarlo as verdadeiras luvaa de
Jouvin tanto para homem como para senhora,
advertindo-se que para aquelles ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Ba F na
ru do Queimado n. 22.
luleresse publico.
[Offerecido pela loja
i
de*
i
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen-
tar concurrencia publica o que ha de
mais novo em fazendas, tanto para se-
nhoras como para homens e meninos,
sendo que para este fim espera de seus
correspondentes de Inglaterra, Franga e
Allemanha a' remessss de seus pedidos,
tem resolvidu, antes de apresentar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effecluar por pregos mo-
| dicos e para cujo fim convida o respeita-
O vel publico a aproreitar-se desta emer-
8 gencia.
m*xMmmmm9mm ame*
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova ofiicina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contrarlo os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas as qualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os tamanhos.
SEMIC0P1AS idem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em caixas de todas as grossuras.
PRATOS imitando em perfeigo a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas as qualidades.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIEIROS e flandres para qaal-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
mandando-semanhos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommendas de qualquer natu-
reza, concertos, que tudo ser desempenhado a
contento.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova recnessa desses preciosos cai-
vetes fixos para abrir latas de sardioha, doce,
bolachinhas etc., etc. Agora pela festa cmese
muito dessas cousas e por isso necessario ter
um desses caivetes cujo importe 19, compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os ha.
Caixinhas vazias para cou-
feitos.
Muito lindas caixinhas vazias para se botar
confeitos e dar de presente a 200, 320 e 400 rs.
cada caixinha: na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Linhas de croxele em nve-
los monstros.
Muito boa lioha de croxele para bordado em
nvelos monstroa por aerem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da vieloria na ra do
Queimado n. 75, janto a loja de cera.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'agnia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de cascarrilhas de seda de
muitas o difiranles edres, e vende-se i 19500
e 295OO ris a pega, na ra do Queimado loja
d'aguia branca n. 16. #
Meias pretas de seda 1:000
o par.
Vende-se meias pretas de seda, e de mui boa
qualidade,* para senhoras, padres 19000 o
par, por esUrem priocipisndo a mofar, e estando
ellas calcadas nada se coohece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca a. 16.
Farelo e milho.
Vende-se na ra da Imperatriz n. 4 e taberna
grande da Soledade trelo e milho em saceos.
""" \J2* NoTi D- ,9 Tende-se velbntina de
crea a 500 rs, o covado.
7 IrS**"?,"." Urreno em sDt0 Al"o.
junto ao hospital ingles, com 700 palmos de fren-
te, em muito bom estado: a tratar na ra do
Trapicha o. 44, armazem de Braga Son &C-
tnegaram de Lisboa 00 brigue Eugenia,
dous bonitos burros e ama burra, os qaes se
vendem por barato prego : para ver. na cocheira
do largo da Assembla n. *, e para trotar, no es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Direita n. 16,
Grande fabrica
DE
tamancos ha esquina da
travessa de S. Pedro
Visto infelizmente existir a epidemia em al-
guna pontos desta provincia, e ser por todos sa-
bido que a humidade nos ps coocorre muito pa-
ra ingresso da mesma, visto que a medecioa
aconselha os pea quentes, convida o proprietario
deste oatabelecimenlo o lllustrido puVHco em
geral, a troco de urna pequea retribuigao, mu-
nirem-se de tamancos, pois se vende tanto a re-
talho como em pequeas e grandes porges, as-
sim como tamancos de vaqueta a moda do Porto
que se vende de todos por menos prego do qu
em outra qualquer parle.
Funilaria.
Na ra Direita n. 2, ha um grande sortimento
de obras de folha de todas as qualidades, e o pro-
pnetano deste estabelecimento garante aos fre-
guezea a boa qualidade e fortido das ditas obras,
asiim como tem um grande sortimento de vidros
e vende tudo por menos do que em outra qual-
quer parle.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio,
quasi defronte do quarte, praprio para edificar-
se urna casa, tendo 40 palmos de frente e 146 de
fundo, com alicerce : a tratar na ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Banba fina
em copos grandes.
A* loja d'aguia branca avisa a sua boa fregue-
zia que chegada a apreciavel bajiha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Sua do Queimado n. f 0,
loja de 4 portas de Fer-
ro Maia,
. i
vendem-se as seguinles fazendas por metade de
seus valores somente com o fim de acabar.
Chales da touquim o melhor que tem sppare-
cido no mercado a 8,10, 15, 20e 30?.
Sedinbas de quadriobos, covado, a 800 e i.
Chaly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs. --
Csea francesa, covado 740 rs.
Cortes de cassa de salpicos a 39>
Grosdeoaple preto, covado 19
Dito amarello, covado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz a 4f.
Cortes de velludo de cores para collete a 39.
Paletols de brim de cores a 39.
Lengos de seda do cores, um 60Ort.
Chapeos de palha para senhora o mais moder-
no e rico que tem apparecido a 12,14 e 159.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
Bonets de palha para meninos idem.
Cortes de seda de quadros, fazenda muito su-
perior a 89.
Paletqts de alpaca preta e de cores a 8$.
Tailalana de 18a com palmas mstizadas, fazen-
da moderna e propria para vestidos de senhora e
menions, covado 400 rS.
Chapelinhas de seda para senhora, urna 6$.
Meias para menina de 2 a 8 annos, duzia 29.
Vestidos pretos bordados a velludo.
Ditos ditos com babados.
Ditos de cores, riquissima fazenda.
Panno fino de todas as cores, covado 2|500 e
3JO00.
Manteletes pretos lisos a 12 e 15J.
Ditos ditos bordados o mais rico possivel.
Cortes do nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para vestidos de senhora.
Atoalhado de linho com 10 palmos de largura,
vara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
29<00.
Dito de dito muito fino a 29300.
Chales de la e seda a 29.
Alem das fazendas cima mencionadas ha mui-
taa outras de apurados gostos, que se vendem por
diminutos pregos.
ios fabricantes de velas.
antigo deposito de cera de caroau*ba e sebo
em pao e em velas, estabelecido no largo da As-
sembla n.9, mudou-se para a ra da Madre de
Dos n. 98, quasi defronte da igrejs, onde conti-
na a haver um completo sortimento daquelles
eros, que se veodem por pregos razoaveis.
CARTOES
Relogios,
Vtnda-se amcasa de Johnston Pater & C.,
ta do Vigario n. 3 um bello sortimento da
logiosdeouro,patente inglez, de um dos mais
llamados fabricantes de Liverpool; tamben
ta varisdade de bonitos trancelinfpara os
tesaos.
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por prego mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteiga iogleza especialmente escolhida a 800 p 960 rs. a libra.
Dita franceza a melbor do mercado a 720 rs. a li
Queijos flamengos chegados no ultimo vapor a
Cha hyson e Lreto a 29 e 29880 a libra.
Vinho engarrafado dos melhores autores a 19 e
Vinho de pipa proprios para pasto a 500 e 560
Marmelada imperial dos melhores autores a 80
Ameizas portuguezas a 480 rs. a libra.
Psssas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachinhas de differentes qualidade
Conservas inglezas as melhores do mercado a f
Maesas, talharim, macarro e alelria a 440 rs
Cerveja das. melhores marcas a 560 agarrafa.
Genebra de hollanda superior a 500 rs. a bolij
Velas de carnauba a 440 rs. a libra.
Ditas de espermacetea 760 rs. a libra.
Vinagre puro de Lisboa a 320rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiste a 160 rs. a libra.
Toucioho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Alm dos gneros annunciados achara o publico um grande sortimento de um ludo tenden
te a molhados mais barato do que em /outra qualquer parte.
00 e 3J.
1*200 a garrafa.
1 garrafa.
rs. a libra.
a 1J40O.
00 rs. o frasco.
a libra.
ATTENQAO
km M HL MBJSfOT!
Sortimento completo-de fazendas e roupas feitas
I NiVrLOaiA. ira
fmm piloto.
N. 48-Rua da lmperatriz-N. 48
Junto apadaria franceza.
Enconlra-se neste estabelecimenti um completo sortimento de roupas de todas as qualida-
des como sejam paletols de alpaca preta de 39a 109, ditos de merino preto a 79, dito de panno
prelo saceos a 79. 89 e 129, ditos de casimira de 79, 99 e 129, ditos de alpaca de cor a 39500, 49 e
79, ditos de meia casemira de cdr a 49500 e pretos a5$, ditos de brim pardo e de cores a 31500 e
49. ditos brancos de bramante a 39500 e[49, de brim trangado a 49500, sobrecasaco de panno preto
a 169. 89 e 20$, ditos com golla de veWudo a 189, sortimento de caigas brancas de brim a 28500
8*50V li* dLtM de c6r a ,*600' ** i0 e 3*- it" de 8*" de cor a 2>700, de meia casemira
a 39, 39oOO e 69, ditas de casemira superior a 6$500, 79500 e 99, ditas pretas a 48500,79, 89 e 10a
e de outras muitas qualidades, sorlimen o de collete de todas as qualidades, camisas francezas d
todss as qualidades e pregos, serenes de algodao, de bramante e de linho por pregos admiraveis.
Um sortimento de roupas para meninos de diversos tamanhos, chapeos francezes para cabega de
todas as qualidades, chapeos deso de iedaadmiravel pechincha para liquidar a 59500 e 69, ditos
para senhora a 48 e 59, e outras muitas qualidades de fazendas e roupas feitas que se afianga ven-
der por pregos commodos.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazenda muito superior pelo baratissiino prego
de I90 par : na ra do Queimado na! bem co-
nhecida loja da boa fama n.35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhaa.de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baralissimo prego
de 19 a libra : na roa do Queimado lojnde miu-
dezas da boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-se na ra do Queimado toja i le miude-
zas da boa fama n. 35.
Bicos de linho barato
Vende-se bonitos bicos de linho
quatro dedos de largura fazenda mui
pelo baralissimo prego da 240, 320, 40
a vara, vende-se por tal prego pela ra:
tarem muito pouca cousa encaldidos,
vendem pegas de rendas lisas perfeitai
com 10 varas cada pega a 720, 800 e
com salpicos muito bonitas o diversas
19200, 19600 e 29 a pega, ditas de sed
da urna pega : na ra do Queimado na
nhecida loja de miudezas da boa fama
i te
Agua de lavander e p<
e dous a
superior
t) e 480 rs.
So de es-
ambem se
lente boas
19. ditas
larguras o
a 29 ca-
bero co-
n. 35.
mada.
Vende-se superior agua de lavander inglesa
pelo baralissimo prego de 500 e 640 rs. cada fras
co, pomada muitissimo fin em paos] grandes a
500e a 19, vende-se por lio barato prego pela
grande quantidade que ha : na ra do Queimado
na loja de miudezas da boa fama o, 51 >.
ILoja das 6 por-|
tas em frente do Li-
vramento.
Roupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasaco, ^
I ditos de casemira de cor de fusilo, ditos f
de brim de cores e brancos, ditos de
1 ganga, calcas de casemira pretas e de *
l cores, de brim branco ede cores, degsn- i
ga, camisas com peito de linho muito g
finas, ditas de algodo, chapeos de sol "
de alpaca a 49 cada um.
DE
VISITA
DE
Carloes de visita de novo gosto
Car oes de visita de novo gosto
Cartoesde visita de novo gosto.
Urna duzia por 16#000.
Urna duzia por 168000
Urna duzia por 16J0OO
Urna duzia por 168000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Ra do Imperador
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
ARMAZEM
DE
Lou^a vidrada.
8--Rna da Cadeia do Recife-8
Grande liquidacao por
todo preco.
Tambem se vende o estabelecimenlo cora abs-
limento.
Louga vidrada de differentes qualidades.
Vasos de diversos tamanhos para manteiga do-
ce etc. *
Jarras fioas grandes e pequeas^
Ditas entre-Anas e ostia inferiores.
Potes de difiranles tamanhos.
Jarras e jarres para cosinha.
Reafriadelras (ou garrafas) de differentes KOStOS.
guartiohas grandes e pequeas.
Copos da Baha e da trra.
Muringues finos e enlre-Dnos
Fogareiros para defumar.
Baldes de pao proprios para compras, cochei-as
e navios.
Escovas de lavar casa e navios.
Vassouras de cabello,, piasaava e palha para
Espadadores de cabello para carro, mesa etc
Carnnhos de differentes tamanhos para menino
brincar.
Cestinhas para menina de escolas.
Balaios sortidos.
Cestas para compras sorlidas..
Capachos redondos para meio de sala.
Garrafas de vidro brancas e de cores para vi-
nho, licores, agurdente etc.
E outras muitas fazendas que seria difficil
mencionar as quaes se venderao sera reserva de
prego por o dono do tabelecimento ter de re-
tirar-se.
Aos senhores sacerdotes.
Acabara de chegar loja da boa f, na ra do
yueimadon. 22, meias pretas de seda muito su-
periores, propriss para os senhores sacerdotes
por serem bem compridase muito elsticas ; ven-
dem-se pelo barato prego de 69 o par, na men-
cionada loja da boa f, na ra do Queimado nu-
mero 22.
Ra das Cruzes n. 4,
fabrica de charutos,! vende-se charutos a 15'o
milheiro, de fumo da Bahia, velas de compos'i-
go a 119 a arroba, e em porgo faz-se abat-
meato ; efianga-se a boa quslidade.
Esponjas filias
para o rosto.
Vende-se mui finas esponjas para rosto, a 2
cada urna : na ra do Queimado, loja d'aouia
branca n. 16.
Carteiras com agulhas.
Aloja d'agufa branca acaba de despachar car-
teiras com agulha3 de mui boa qualidade, e ex-
cellente sortimento, e as est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como recebeu igualmente no-
vo sortimento das agulhas imperiaes, fundo dou-
rado, que coolinuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aeuiB
branca n. 16.
Argolas de ac para chaves
vendem-se 200, 240, 320. 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino: e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, onde se achara completo sortimento.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de clcalo
francez e inglez, roupa feita e perfumaras mui-
to finas, quem duvidar pode ver.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos e compridos e
de diversos tamanhos, e os melhores que tem
vindo a este mercado, pelo baralissimo preco de
600, 700 e 800 r. cada um, e tambem ha capa-
chos muito grandes e proprios para sof e mar-
quezas para 1*400 cada um : na rus do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 35.
Vendem-se os utencilios de um taino de
agougue, e cede-se a casa : na ra do Vigario d.
24: a tratar na ra da Cadeia do Recife o. 13.
Escravosfugicios.
Attenco,
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Son & C. tem para vender "na ra da
Hoeda taixas .de ferro cuado do mui acreditado
fabricante Edwin Maw, a 100 rs. por libra, as
mesmas que se ven'diam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra do Trapiche n. 44, armazem
de fazendas.
A quatro dias ausentou-se de casa de seu je-
nhor, na Ponte de Uchoa, o escravo mulato de
nome Leoncio, idade 16 annos, tem os calcanha-
res um pouco grossos, duas cicatrizes provenien-
tea de_ fogo oa perna esquerda, levou camisa do
algodo branco, caiga asul desbotada e chapeo de
palha de carnauba, bastante machucado, por so-
bre elle carregar caneco dagua, e urna cesta de
palha a imilagao de taboleiro; foi visto nos dous
primeiros dias na estrada do Haoguinho : roga-
se as autoridades policiaes, capilesde campo o
apprehendam e levem a ra da Cadeia Velha n.
35, que ser recompensado.
Fugio no dia 20 do passado urna escrava
velha de nome Isabel, magra, de idade de 60 an-
nos, dos Afogados, cuja escrava consta que an-
da polas Cinco Pontas ; quem a aprehender po-
der levar nos Afogados a sua senhora D. Gui-
Ihermina Flora Lagos, que ser recompensado.
Fugio no dia 10 do crrante de bordo do
patacho Capuam, o escravo crioulo marinhei-
ro donme Antonio, idade 19 annos pouco mais
ou menos, altura regular, rosto comprido e com
alguos signaos de bezigas, levou caiga e camisa
azul : quem o pegar leve-o ac escriptorio de
Antoio Luiz de Oliveira Azevedo e> C. ra da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patacho que ser
generosamente recompensado.
No dia S de fevereiro crrante fugiram do
engenho Bento-Valho em Santo Antio, dous es-
cravos pertencentes a Herculano de Barros Lima
lavrador do mesmo engenho, um de nome Justi-
no, crioulo, de 20 annos, sem barba, bochechudo,
cor fula, olhos pequeo* beigos grossos, estatu-
ra regular, com caiga de castor, camisa de ma-
dapelo e chapeo de baeta, roupa em frouxa e
outro chapeo de palha velho ; e Vicente crioulo,
de 24 annos, com pouco bugo, baixo, ps zrossos.
dentes limados, olhos e bocea regulares e bem
parecido, levou trouxa de roupa, nao a poden-
do afiirmar com que se vestio ; Justino foi eoaa-
prsdp em Biixa-Verde de Camoteas, o Vicente
foi cria do Sr. Jos Pedro de Mes storador em
Cacimbas ou Caioeres, sahirasa Juntos de noUe
e suppoe-se terem descido paso apartas do sur:
roga-se as autoridades e pedestres a captura dos
mesmos escravosque sendo conduzidosa sen se-
nhor no referido engenho ello gratificara dveida-
mente.


DIARIO DE PERNAMBUCO -
Lilteratura.
VolUire.
ESTUDOS SOBRE A lBMEUDA.
Nao somenle eolre os mis tibios prosadores
frncese, mas ainda entre os mals distioctos e
ajamados poetas, lugar honroso occupou sem-
pre o digno,antagonista de Cornelio e Racine.
Voliairo nao proseguiu smente em uro genero]
para atiingir a sua perfeigao, ao cootrario oi em
quasi ludo superior.
Uevostilo com as nnis brilhanles cores de urna
imsginago inspira Ja," as mais altas i leas da sci-
eocia, popularisava elle sua iatelligencia, pelo
prestigio de seus bellos versos, emquanto Fonte-
oelle a propagara pel claridade de sua prosa
fcil.
Reuniodo em si urna prodigiosa rariedade de
talentos, que dissemioados aeriam bastantes para
a illustracao de muttos horneas, pode com a for-
tuna, adquirida por trabalhos grandiosos, aug-
mentar de tal sorte a sua preponderancia, que
maior fundamento lem na opinij, que a sus vi-
da foi occupada por mullos e distinctos escrip-
tores.
Sua infidencia, eiercida sobre o espirito fran-
eez, oo poda deixar deiuduzir La Harpe, Ducis,
Fontane, e sobrelulo Condorcet, a se occuparem
de seu vulto grandioso, que tanto soube sobresa-
lir e se elevar as poesas didcticas.
Admirador tin:ero desse grande posta, e ex-
tremoso amante de suas novas e ardenlissimas
concepces. Le Brue coosagrou-lhe urna de suas
primeiras e importantes, onde ao brilho de seus
Tersos, juotara-se muitas vezes a nobreza de seus
sentimeulos.
Voltaire teria sido.sem duvida, muito mais fe-
liz na sua aldeia de Chateoay, ou em Pars, onde
se diz ter elle morrido, se, fuodindo o gracejo
com a malicia, no tiresse offeuaiio a moral,
a virtude e a religio.
Al sua hora suprema saudado e admirado foi
tempre-por urna turba arrebatada, que no maior
ardor do enthusiasuao, o applaudia pelo iriumpho
de novas ideas.
AmoliJ*huanidaj.e ; e mais do que esta, a
gloria, a fama, o nome, e tudo que ha de mais
salido e estimare!, do que a gloria, para um hu-
mero de lettras e prestigio.
Ao sol dos sus dezenove annos, depois da su-
blime producgo da tragedia de Uilipe, equando
aiada Ihe esroagavam della peto pensamento ai
granles e ardenlissimas ideas, e tumultuaram-lhe
no corago as esperanzas de um futuro de ouro,
as escuridoes de um carcere na Baitilha, com-
pez Voltaire a sua admirada Heoriada, cuja
coucepgo deve, sem duvida, ao sabio velho Mr.
de Caumartin, quem elle nao cessava de cha-
mar seu doce e grande mestre o mais intrpido
e liberal politico de seu secuto.
E' parto lo sublime de urna imagioaco to
abrasada pelo fogo da iuspmcao, ao mesmo lem-
po que moderada pelas retlexes de urna razo
perfeila e esclarecida, a Henriads, que o patriar-
cha do legilimisaio tomou sea nome para domar
urna das paginas do seu Genie du Chrislia-
nisme.
Estabeleceodo um curioso parallelo entre si e
a Pharsalia de Lucaao, ella antes urna liada
discripco de passageos preciosas, onde se admi-
ra em mais de um encontr fluidez de eslylo,
faciiidade de verso, riqueza o elevago de pintu-
ra, do que mesmo um poema.
O talento de seu autor e o primor dessa eoge-
nhosa e gigantesca coucepcao, resallam com as
mais vivas e animadas cores, j de sublime e
grandioso de cala urna de suas discri^es, j da
cadencia e harmona com que elle as rae tra-
bando.
La Harpe, fallan lo da versificado dessa obra,
diz : ella occupa um lugar bem reservado entre
os mais notareis monumentos da poesia fran-
ceza.
Uelille se remetiendo ao talento do autor, diz :
um genio ; e Villemaio, pintando o quadro do
seculo XVIII, escreve: Voltaire, nao tanto pelo
seu talento potico, como pelo seu predominio
sobre o espirito francez.
Em um poema, de corto, consagrado gloria
de um mooareln, que, como diz Bossuet, pro-
Curaudo por sua bondade engeohosa e perseve-
rante, remedio para os males do. estado, achou
um meo de tornar os povos felizes, e de Ihesfa-
zer sentir ecoaessar sus felicidade, Luiz XII, nao
podia deixar de occupar na Henriada, o lugar,
que Cato fra assignado na Eneida.
E foi o que fez esse graode poeta, cujas eiozas
em signal de admiraco o resuelto seu nome,
forara com as de J. i. Rouseau, levadas para o
Pantaeoo, relevando desta sorte quanlo de feliz,
de immenso o bello tervia-lhe no cerebro.
Pintando Richilieu. como grande, sublime e
implacavel ioimigo ; Mazzarin, dcil, sagaz e ami-
go desdiloso, e Colbert, acerca de quem, a posle-
ndade, lamentando o, acema a ingratidao de seu
seculo, que Voltaire se conformou com o gosto
de seu lempo, onde aquellos ministros conserva-
ran! alguraa cousa do favor singular, de que ha-
Tiara gozado no seculo XVII ; e nao meos cheias
de interesse sao a maueira admirarele bella, por
que, elle, imitando Saint Simn e ao abbade de
Marcel, pinta em seus Tersos delicadsimos a
morte de Luiz XIV, e as sentidissimas contem-
plages sobre a morte prematura do duque de
Borgoogoe.
A discripQo do cavallo de guerra na batalha
de Ivre, galopando fogoso, a escumar sangue, e
postergando as margeos do Euse, no rapto da
carreira, ea amabilidade com que o rei acalenta
aos filnos da Franga os seus lamentos, e aconse-
lha-os que sao lhe imputem suas lagrimas, por
quanto, se elle procura os combates para res-
titui-los paz, sao pintaras lo vivas e animadas
queparece estarse vendo.
E' um quadro, onde a iraaginacao ardente e
abundante do poeta, reveste das mil formas mul-
ticores e brilhanles as ideas, as formas nuas e
despidas da realidado. '
Como o pintor Voltaire, certo, o carallo da
guerra oo era to risivel no lirro de Job. e oom
o foi, imitado por Lizsrin em sua ode sobre a ba-
talha de Lens, fallando do principe de Conde.
Tomando o tom de Homero para eiprimir o
choque de dous exorcilos por urna comparacao,
que fazresa.tar toda a grandeza do objecto, Vol-
taire sahiu em Tersos cadenciosos e sublimes, e
IOIJ1LTBY1
ORIGINAL 00 DIARIO DE PERNAMBUCO.
>
umujtkmm
XCVIII
scMMAivto.Viagem de inalrucgo.
Digam o que quizerem osdesatlectos do gorer-
no actual, que nao lhe podero roubar a gloria
de ser eminentemente progressista. creador, in-
cessante no desenrolrimento do paiz, de sua ci-
rilisago, por meio da industria e das scieocias.
Os fados fallam mais alio do que todas as di-
vagares, e teem sua lgica ioexorarel, cujo
rigor nioguem se pode eximir, e elle que pro-
clamara aquella rerdade iocontestarel.
Cada um dos membros desle governo conoprre
com nobre contingente para aquelle grande fli
que predomina em todos os seus actos, como
peusamento, a idea do syslema adoptado.
Seoo vade. E' assim que o Sr. ministro u
agricultura, commercie e obras publicas, calca-
lando bem, como estadista de vistas profund;
as torcas productiras desle gigante que se ch-
ma Brasil, d um passo que alguns classiQcaram
logo de temerario, de. precipitado, inaugurando
urna pnmeira exeosigo nacional, e rsuas pre-
risoes excedidas pelos resaltados brilhanles obti-
dos, que juitiQcarsm plenamente a sua bella m
dida.
Qual o braaileiro que nao se lenha regosijaao
com esta magnifica feata da industria, reveladora
de nossa inteligencia, aplido ao trabalho e adan-
tamento na civilisago?
E'asaira que o Sr. ministro do imperio ordena
a-mn sabio europeu, ajudado por dous disliocios
ioveos officiaes do nosso corpo de engeoheiros o
raconhecimento do importante rio de S. Francis-
co, urna das mais preciosas arterial fluviaes que
e-
do
descrereu, como se pode desojar, a lu ti dos Fran-
ceses, encorajados por Heorique, contra os Afri-
canos, seus loimigoi; e descrerendo as cootem-
plagoea de Heorique IV, e as bellezas dos luga-
res felizes, em que reina a innocencia, e o pala-
cio dos deslios, onde ease contemporneo de
Guise e Bossuet, no collegio de Navarro observa-
ra 01 grandes homaos, que lem honrado a Fran-
ca, e os que um da deven oascar para sua glo-
ria, apptoxima-se muito e muito de Feoeloo na
pintara dos campos Elyseos.
E' urna perfeila e lindissima enargueia.
Aqui, Telemaco, sahindo do inferno e entran-
do nos campos Elyseos, distioguiu j ao looge a
docee pura luz da morada dos hroes, mil rega-
tos de urna onda pura, banhando esses lugares,
um ar cheiroso, urna brisa deliciosa e terna, e um
numero de passaros infinitos, fazendo resoar os
bosques de seus cantos e harmoniaa ; illi, logo
que Henrique entra no cu, sent correr em aua
alma urna alegra deiconhecida ; os cuidados e
as peoses nao perturbarais mais seu corceo, e
o fogo santo de um amor sagrado loma-lhe o
crneo e o peito enregelado.
Recife em 1862.
Cromwel.
A MULHER, A FAMILIA E A CIVILlSAgO.
Parte primera.
A mulher antes do christianismo.Degradaco
da familia.Ausencia da civilisaco.
II
[ Cooiiouago. )
A scena do paraizo deria ter consequencias
bem funestas nao. podia ser estril de resultados
terrireis : a amaca havia sido formal, a trans-
gresso da lei nao o foca menos, e a jusliga divi-
na completa o ioleira em seus juizos. In quo-
cumque enim die comederis ex eo morte morie-
ris, issera o Creador ; e do despreso da sua pa-
larra oasceu a desgrana para o mundo e especial-
mente para a mulher. Este golpe descarregado
sobre a caboga de Era peccadora foi a fonte pri-
mordial d'onde mais tarde brotou a impetuosa
correle de todos os seus malea, de lodos os seus
infortunios.
In dolore parietis filios titos.... Medile-se no
sentido mais aprofuojado desta phrase, combne-
se a interpretarlo deltas com o curso que lerou
a rida da mulher na antiguidade e mesmo pre-
sentemente em certos paizea, atlendendo-se que
toda a sua degradaco foi oriunda no seio da so-
eiedade domestica que todos os seus males se
concentraran] quasi exclusivamente nesse centro
de rida, que para ella se transformara no lugar
de seu patbulo, de auas miserias e de sua morte,
e a razo humana investigando as cousas deste
rebaixameoto total (1) que descera esla parte to
importante da humauilade, chega pela cadeia de
suas iuduccoes essa terrivel seoleoca lavrada
no meio das delicias do paraizo ; ella onrigada
a remootar-se at o ultimo ponto da espiral, por-
que do contrario bao consegue sabir do intrinca-
do labyrinlho de suas duridaS condemna-se a
permanecer engolphado no mais medonho scep-
ticismo.
Com effeilo, se a mulher foi a primeira crimi-
nosa, se oi ella a causa prxima da queda do
homem, o mais rigoroso da pena deria descarre-
gar-se sobre ella, a ruptura do pacto devia lhe
ser mais pungente, por isso que ella foi a moto-
ra do viciamento do primeiro principio, do que-
brntamelo do primeiro preceito. E desde en-
to nao admira qne ella descesse to baixo.
O cloquete padre Lacordaireem suasConfe-
rencien de Nossa Senhora de Parstratando da
influencia, que o catliolicismo exerceu soDre a
coudio da familia piala exactamente e com as
cores mais viras este estado de abatimeoto phi-
sico o moral que chegra a mulher.
O homem, histricamente considerado, diz
elle, accumiilou para oppresso de sua compa-
nheira quaotos rigores e defeitos se podem ima-
ginar. Reduziu-a ao estado de captiva, cobriu-a
com um denso veo e oi occulla-la no lugar mais
recndito da sua casa, como se fra urna deidade
malazeja ou uraaescrava suspeita ; encurtou-lbe
os ps ainda infante, para impossibilita-la de an-
dar e de poder levar o seu corago o'ode desejas-
se; como se fura urna serra iocumbiu-lhe os mais
penosos trabalhos; redou-lhe a instruego e os
prazeres do espirito, a ponto tal que em certos
paies, encontrando o viajante esse ente degra-
dado e perguntando lhe por onde era o caminho,
a mulher responda : a e nao sei, sou apenas
urna pobre mulher. O que nao zerara contra
ella os homeos ? lleduziram o casamento s
formulas de um contrato de compra e venda ; de-
clararam a mulher iuhabil para succeder seus
paes, inhbil para testar, inhbil para ser tutdra
de seus filbos, sujeitando-a mesmo. luidla, de-
pois de dissolvido seu consorcio pela morte do
marido. Finalmente as disposicoes, que lhe eram
relativas uas diversas legislacoes pagas, sao ou-
tras lanas relagoes perpetuas da sua ignominia,
e algumas dellas, levando a desconfianza ao ex-
tremo da liberdade forcaram a infeliz seguir o
cadver de seu marido, cheia de mocidade e de
rida, e sepullar-se na sua fogueira, para que,
como obserra um Jurisconsulto, oo correase ris-
co a rida do esposo, sabendo a esposa que nao
podia em caso algum sobrerirer-lhe.
Que injuria, que espantosa degradarlo! po-
rm ainda aqui nao Oca. A mulher avittada j
por tantos ultrajes fotos sua raqueza, estara
de mais mais sujeita ser repudiada. Ella que
tioha entrado moga e bella em casa de seu ma-
rido, era por elle langada pela porta tora mur-
ena pelos annos ou pelas enfermedades, como se
fra um traste de que o homem se desfaz quando
esl gasto pelo uso, ou quando seu dono te abor-
rece de o rer em casa. Os satyricos latinos nos
Iransmillirara a discripeo de alguma dessas sce-
nas de infamia, e al o insolente discurso de um
escraro, dizendo que era sua senhora ainda oa
vespera, que ella oem j era escrara como elle.
Ainda mais a simultaneidadade no casamen-
to 1 rebanhos desses entes lo dignos aos olhos
de Deus do nosso corago, rebanhos de mulheres
encurraladas como aoimaes entre quatro paredes
e reduzidas, no aborrecimento de seus das e de*
(1) Convm observar que fallamos aqui os ge-
oeralidade ; nao iognoramos que a dureza da sor-
te da mulher foi mitigada no poro e3colhido ; o
poro judeusempre fez da mulher urna idea bem
differente da dos outros povos, como adiante mos-
traremos.
possuimos, e que merece continuas e iotelligen-
tes explorages, para serem bem conhecidas as
rantagens que sua naregago, que ioteressa a va-
nai(provincias, nos pode trazer.
E' ainda cedeodo este impulso que o minis-
terio da fazenda, estudando a opioio publica,
rae effectuando as modiQcagoes que ella exiges
as medidas econmicas do syslema restrictiro
ltimamente adoptado, obleodo geral applauso,
animando o commercio nacional e estrangeiro
que, por ellas peado, defiohara completamente!
depois de ter gozado da mais ampia liberdade.
Deste modo domioado pelo mesmo espirito de
progresso, a roparligo da msrinha se deslingue
pelas expediges scienlieas que ordena, polas
conquistas pacficas, mas nem por isso menos glo-
riosas que empreheode, uteis no interior, de re-
nome do exterior, fazendo j explorara costa, le-
raatar planos, esludar os portos e as barras, j
derassar as profundidades do ocano, penetran-
do-lhe os segredos, procurando em au leito urna
lioha de maior utilidade para o estabelecimento
da telegraphia elctrica submarinha, que deve
unir este continente Europa,convencido de que
o littoral do Brasil o melhor collocado, feliz-
mente, para a realisago deste; extraordinario
acontecimento, que alguns espritus acaohados
ainda consideram urna utopia, e que nos julga-
mos um fado inteiramente circuBjecriplo nos li-
mites do possirel, dependente apenis de urna cir-
cum8tancia secundaria, lempo.
Fra longo ennumerar todos osflions serricos
prestados aiodaaar estas pastas e petas outras', e
nem nosso proKsij fai-lo. Esla tarefa per-
tence escriplorn polticos acostumados a se-
melhante apreciarlo.
O que nos conrn agora somenle fazer res-
saltar esla tendencia feliz da admioiatraco, nao
contestando, todaria, que ella teoha commettido
seus erros ;* porque fra urna inepcia preteod-lo,
ou ama lisonja muilo infame.
Consola notar que, no estado de ebulligo em
que se acha todo o mundo, no immenso abalo
que o perturba e o transforma, o Brasil., o mais
suas noites, ao triste estado de indecente objecto, i
j nao digo de urna affelcio, mas de um monea-
10 DE FEVEREIRO DE 1162
de seculos de taquea- >, por lJJTUraneot.
exame severo e de algumas contsta-
lo de capricho no meio
ment I
Eis-aqui como nos apparece a mtfl
scena histrica., Sempre abatida, temer
pendiada, com as vistas esperaogosas no fii
sem que tivesse urna certeza de aua rehabilta-
go, e racillando n'um vasto mar de deridaa com
inteiro pesar de aua sorte.
O mando se achara diridido em homen$ e mu-
Iheres ; de um lado todos os gozos matenaes, to-
da (orea, todo poder, acompanhado da mais fer-
renha domioagio ; de oulro lado toda txcluso
dos gozos da vida, toda fraqueza, toda stjeigo,
seguida da mais humilhante submisso: ludo pa-
ra o homem, nada para sua companheira. E' o
que dio bem & entender at seguales pala vras de
S. Paulo : Em Jess Christo nao ha mais dis-
tioeco entre o senhor e o escraro, entre o homem
e a mu /ter ; ros soit todot um s corpo em Jess
Christo.IGalatai cap. III v. 28).
III
Acqmpaohemo-la em aua decepgo, deplore-
mos a sua queda ; e depois enloaremos hymnos
sua grandeza, sua rehabilitacao.
O Oriente principalmente e o ibeatro de suas
dores, o lugar de sua morte moral.
Nao possirel considerar neslas scenat de bar-
baria, sem que um estremecimeotode cholera e
horror ao mesmo lempo perpasae pelo corago
do christo, ferindo todas as sua fibras. O amor,
este suare seotimento do corago humano, era
inteiramente desconhecido e menoscabado nessas
pocas de descommunal selrageria. O seotimeo-
lo da maternidade achara-se abalado pelo rigo-
rismo das leis da familia, se que leis hariam ;
o lo que prende as relagoes da filiago em teus
respeitos e reverencia para com aquella de quem
se receben a existencia, tioha inteiramente de-
saapparecido, dando lugar mais aciolosa indif-
fereoga, com menosprego formal das mais sagra-
das leis da nalureza.
O que pensar dos desregrados costumes e hbi-
tos de um harem oriental ? E' a expoliago dos
mais imprescriptireis direitos do consorte, o
desregramento iofrene do mais T6rgonhoso sen-
sualismo, a consequencia iofallirel e certa da
iberraco das leis do casamento: O seotimento
do odio oo pode ahi deixar de enraizar-se no
corago da mulher, sujeita, como s eroluges
apaixoaadat; nesse receptculo de vicios e de
crimes, ellasconsideram-se reciprocamente como
rivaes, dependentes dos arraocos caprichosos de
um lyranoo : as leis mais santas da hamanidade
desnaturam-se completamente aessa nova espe-
cie de Babel, formada pela maior variedade de
sentimentos.
A ordem, a paz, e a traoquillidade sociaes sao
o resultado consequencial da boa harmona na
familia ; mas que harmona, diremos mesmo.
que familia pode haver oo foco da polygamia ?
familia e polygamia sao ideas contradictorias,
que se repeliere, por isso que a base da familia,
o seu elemento vital a base do lago a rarie
dado, a multiplicidade oeste ponto a fonte
d'onde dimanam todas as desordeos, todas as
desiotelligencias, que mais tarde leram-n'a
urna morte inerilarel. E nada dioso de estre-
char, porque de ordinario a desordem a con-
sequencia da variedade.
E que papel pode a mulher'representar nesse
drama miseravel ? o que ropresentou no Orien-
te? o que represenlou dos paites em que a sua
condigo nao foi mitigada pela benfica e salutar
influencia da religio do Calvario.
No Oriente ella nunca foi esposa, nem podia
sd-lo; uuoca passou de urna triste escrava, e
estamos quasi crer que o eatado de escraro era
melhor que o seu. E com effeito, que respailo
podia ter o escraro sua senhora, ella que do
da seguiote talrez deixasse de o ser, e pelo mo-
do mais afrontoso, pela ignominia de um repu-
dio? E quasi sempre assim auccedia.
Eis-aqui urna ancdota, cuja realidade pas-
sou-se no Cairo, e que asss demonstra o ponto
de enormidade que chegou a sensuslidade no
Oriente ; ella nos referida por Aim-Martn
em sua Educacao das mes de familia.
a Todos nos conhecemos este amar| artista,
este rpido viajante que, para embellecer o seu
lbum, parece dotado das aculdades do passaro.'
Elle parte llgeiro como a aodorinha. roa Cons-
tantinopla, Tbebas, Jerusalm, o p das Py-
ramides : ahi se assenta, traga sua pagina, perfaz
sua obra ; depois um dia se o torna rer em
Paria publicando um lirro, compondo um traba-
lho, dmgiodo nnssos espectculos, e fallando
com seus amigos de suaa exeurtoet pelo Egyplo
e pela Grecia, como fallara de um lugar de cam-
po. Ha poucos mezet, se adundo oo Cairo, onde
sua equipagem de artista .f-lo tomar por um
medico, m dos mais ricos hsbitaolet mandou
de noite procura-lo. Iotroduzido em urna sala
muito rasta, elle achou esteodido em coxins um
velbo quasi moribundo, porm do mais renera-
vel aspecto : sua barba branca e cerrada cobria
todo seu peito. Seut prorisioneiros lhe rieram
trazer ama joreo e bella escrara, cuja presooga
intilmente despertou seus desejos. a Vos outros
Francos, diz elle com urna roz quasi extiocta,
tendes segredos mararilhosos I Quanto mim,
recompensara ricamente aquella que me dsse o
poder de possuir minha bella escrara 1 E o ho-
mem, que assim fallara, estar ahi jazeodo ob-
jecto de piedade e de desgoslo. O viajaote lhe
respoodeu : O segredo que peds eu nao o te-
cho ; e quando mesmo estivesse em meu poder,
eu me guardara bem de ro-locommuoicar, por-
que custar-ros-hia a rida 1 Ah I que importa?
balbuciou o rejho, fazendo um esforco para se
levantar, que importa, com tanto que eu a pos-
sua ? E fallando assim, elle cahiu desfallecido
nos bracos de suas escraras I Degradaco da es-
pecie I nem a mais ligeira appareocia da rida
intellqclual; o animal haria matado c homem.
E' oa verdade, a ultima degradado que pode
chegar a oatureza humam : nunca ella se de-
gradar mais.
E nao s; estara aiada reserrado mulher
ser entregue rergooha de urna venda! O mes-
mo escriptor nos refere urna deslassceoas que
fazem confraoger o corago calholico, e que foi
preseoceada por um medico ioglez, cuja curiosi-
dade o levara ao Orieole : a Iotroduzido por
csso n'um mercado de escravos, elle viu urna
vin ten a de mulheres gregas, meio-nuas, deitadas
na trra, e que eaperaram um comprador. Uma
dellas hara fizado a atteogo de um reino tur-
co : o brbaro tocou suas espaduas, suas pernas,
suas orelhas, examiaou sua bocea e seu pescogo
com um cuidado minucioso, como se examina
um carallo, e durante essa inspecgo, o merc'ador
tazia raler a belleza dos olhos, a elegancia do
lalhe e outras pequeas perfeiget ; protesiava
que a pobre rapariga nolinha mais do quetreze
anuos; que era rirgem ; e que de noite noso-
nhara, nem resonara. Em poucos momentos, de-
eobree prego, ella foi vendida,
A alau, 4 rerdade, pouco
iaHnioadj I meio des-
corpo e al-
rteu no aerctdo. E _
da no bragoa de tua mi ( porque este pse-
taternal se conclua aob ot olhos de uma
! ) implorara com ama roz dilaceradora o
auxilio de tuas tristes compaoheiratj como ella
arrebatadas ia doces regides da Grecia. Mas, ces-
ta trra barbara, todos os coragoes estaram fe-
chados : a lei torna-se insensirel ais males que
permute. Concluido o negocio, a rapariga foi en-
tregue. Assim se esraia pira ella, attim se es-
rae para todas as mulheres, nesta pirte do mun-
do, este futuro encantador de amor, (felicidades
qoe lhes preparara a nalureza I atncidade exe-
crare! I crime de lesa humanidade I quem pode-
r jmala acredita-lo ? Entretanto, a exeres-
sao da verdade. E conrem observar que esta ace-*
na nao remota, de 1829 1
Foi este o grao de rebsixamento i que abalea-
se a mulher e com ella a familia. C casamento
desceu at onde podia desear, mala nao era pos-
sirel Unta baixeza, tanta degradsgo eram a con-
sequencia do nefando crime que a fez a ruina de
Baoylooia oos sumptuosos jardios, de Neoire a
soberba, de Persepolis a lilha do so de Mem-
phis a cidade dos mysterios, de Soda ma a impu-
ra, de Alhenas a ligeira, dt Jerusal im a infiel;
de Roma a grande. {Marquz de Vadegamas ) >
o sensualismo ioradindo o mondo intigo e per-
rertendo todos os costamos nao podia deixar a
mulher intacta : foi de sua aujeigo elle que
provieram todat as suas angustias, .i Uma mu-
lher para ser sabia em seus costume diz F. de
urenaille, nao deve ignorar o que i sabedoria ;
e para que imilte a pureza dos ao os, convm
muito que seus pensameolos nao fiquem en-
terrados na materia. Ora cestas pocas de tris-
tes recordagoes o espirito da mulhi r gyrara no
estrenado circulo do mais deplorarel sensualis-
mo: s o materialismo lhe era con adido, por-
que ella mesma era considerada como um de
seus mais faroritos instrumentos; o ida de moral
deixava-se ver em sua conducta : o embruteci-
meoto nella era total. Qual a aun educago?
qual a sua instruego? qual a tradiico do seu
passado? qual a garanta do seu fot iro?carai-
oheiro sem norte na jornada da vida, romeiro,
aoaodonado das esperaogas, ella vi< la desgosto-
sa, oao lhe era permitlido desempe hat os im-
portantes misteres para que fra f irmada mar-
chara para a completa inrerso de seus destinos,
preria o precipicio qua se achara iob teus ps.
Com estas ideas, com essas leis, cm ettet eos
turnes o que dereria ser a familia t| fcil pre-
renir:um rebanbo de escravos seb as ordene
de um sonhor,e nada mais. A idea de liber-
dade domestica era inteiramente exlineta ; a li-
berdade a vida da familia; por isso que a
familia nada foi para esses povos barbaros; por
isso que entre elles nunca houve verdadeira
familia : que oo baria liberdade na familia.
E que liberdade era possirel onde l familia as-
sentara n'uma compra?
Queris rer como se formara a familia?
este modo
noro imperio d'America, marcha, senao lirre-
mente, ao menos com algum desembaraco para a
realisago de seus grandes destinos.
A corrupgo que larra por toda a humanidade
tambera atacou-nos, uma rerdade ; ella de-
reraosji immensos desastres, o eoto'rpeciraeoto
de nossos morimeatos, a paralysigo de forgas
rtaes ha pouco potentes; porm a honestidade
ainda se aninha em alguns coragoes, e faz de vez
tm quando admirareis milagres.
Esta corrupgo por sua parte, a impreridenca,
por outra, a inexperiencia tambera levaram-nos
a urna situago Onaoceira desastrosa ; o mal j
est coahecido e determinado ; sua marcha rae
sendo com persereranga combatida, e, gragas
Proridencla, que nuoca nos abandona, que ios-
pirou ao ministerio de 2 de margo uma rigorosa
economa, ella j oo tem a iotensidade que se
jeconhecera a um anoo. Um paiz pobre nio se
levantara da crise ; o Brasil nao est neste caso,
e promptamente repara suas forgas escotadas com
a seivs dos recursos de que dispe.
Tem sido necessario, certameote, ao mioistro
da marinha, official do marioha, impr-se a uma
luta de todos os momentos cootra seu corago,
para sustentar aquelle preceito, risto que elle ha
de querer restaurar a marinha com oras cons-
Irucges. que substtuam o grande numero -de na-
nos ltimamente eliminados do nosso quadro ac-
tivo.
Mas elle nao tem racillado um s instante :
satisfago de seu patritico deaejo, como official
da armada, antepe o cumprmenio do drer, o
regosijode ipresentar ao parlamento nacional a
realisago de uma economa de perlo de dous
mil contos de ris, no curto periodo de um exer-
cicio, embora este grande serrigo nao lhe ganhe
popularidade e oem prestigio.
Temos j etcriplo taoto, e ainda nada diasemos
respeito do.objecto qoe indicamos em nosso
summario, como assumplo desta Resenta.
E' anda em virtude deste systema de progres-
So qua camela actualmente a crvela Imperial
c Na edade de quiote annoa o ma eebo comeca
eacarregar-se da sua familia ; enlo se lhe faz
compreheoder a necessidade de se i rear uma po-
sigo, que consiste em tomsr ama i lalhr.
A me ou o pae do mancebo, com o seu con-
sentimento, pe-ae em procura de ama mulher,
e, quando entender ter adiado, te apresen la m
ao pae da moga. O seguiote dialogo se estabe-
por
las.
nos entender.
as vossas con-
', sabe tecer
em uma pa-
permillido ao
a tribu uma
oto mais im-
hs filha nao
lece depois das saudages cosluma
Tendes uma filha ?
Sim.
E nos temos um filho.
Ah I
e Que queremos caaar.
< Ah
Com voss3;Cllia, se sois um homem com
quem se possa fazer negocio.
< Algumas vezes; poderla moa
Quanlo queris? qusesso
diges?
Minha filha sabe cosioha
admirarelmente, lara bem, reunt
larra, todas as qualidades que
homem desejar.
Sim, eu o sei; mas ros bao me diris
rossas condigOes.
a Minha filha tem em toda
graode reputigo de rirtude....
Vossas condiges 1 eis o po
porlaote.
Todas as qualidades de mi
podiam aer deridamente pagas; entretanto como
eu sou muito fcil em negocios e desejo tratar
comrosco,a prora que um tal, um tal e tal
outro ainda esto em instanciasvos darei a pre-
ferencia por 40 duros.
* E' uma somma fabulosa, e nao seria pos-
sirel nos emndennos seoo reduzisseis rossas
pretengoes.
< Para encurlar o dialogo, o
cooclue ordinaiiamente com um a
rarel. Assim de 40 duros desee muias vezes i
10 e algumas rezes cinco.
A rapariga eoto cooduzida para casa de
seu comprador, de seu marido, quero dizer, e
ahi entra immediatamente em funegoes.
a A mulher rabe, na tenda de seu marido,
occupa o lugar de moleira (lera a maior parte do
dia moer seu trigo entre as duas ms de um
pequeo moinho de mo), de padeira, de cosi-
nheira, de pasteleira, de cafeteira, de lecelo,
de alfaiate, at mesmo de pedreirp, E' tambem
ella que rai processar a lenha, que conduz os
animaes do campo, etc.
0 homem nada faz absolutamente : emquan-
to sua mulher trabalha, elle se conserva absen-
tado junto da barraca e absorre as tagas de caf
que ella lhe prepara.
a Eis a posigo que se cri o mancebo se ca-
sando, (jornal Patria de 26 de abril de 1854.)
Firmada em uma base to frgil, a familia nao
poda prosperar a sua existencia era sempre pre-
caria e incompleta : a me despresada, o pae ly-
ranoo, os filhos ignorantes de sua posigo e cal-
cadores de seut devere?.
Eu Roma oo se passaram melhor as cousas.
{Continuarse -ha.)
i. Guennet da Silva Mello.
casamento se
bate conside-
DA RIQUEZA AS SOCIEDADES CHRISTAS.
(Concluso.)
Do proprioseio de seu progresso naseer para
os poros christos um perigo maior que lodos
os perigos do isolamento, ignorancia e barbaria.
AYarmAeiro sua viagem deinslrucco, combinado
com a caohonheira Belmonte.
As instruegoes dadas directamente a uma e a
outra pelo Sr. mioistro da marinha com o fiea
duplo de fazer colher o paiz, e os joreos officiaes
o maior effeito til della, devera ter coohecidas
do Ilustrado publico, e com o maior prazer ra-
mos fazer uma reseoha aellas.
Os dous Daros sahiram do porto do Rio de Ja-
neiro oo dia 11 do correte. A crvela, estorrada
pelos reotos do NE, que eocootrou, s pode
aportar aqui oo dia 26, oo encontrando mais a
Belmonte, que, usaodo da machina, por oo ter
reoto favorarel, aportara em 17, e seguir para
Peroambuco em 25, d'onde cooliouar par o
norte al o Para, locaodo tambem oo porto do
Maraoho.
Ali dere esperar a crrela, da qual ha de re-
cebar os guardas mariohas, alumoos do 4 anoo
da escola, e o respecliro professor.
Partir com elles pelo rio Amazonas alMa-
oaus, tocando em todos os poroados mais nota-
reis que lhe fiquem em caminho, em cada um
dos quaesae demorar o tempo preciso para fa-
zer as triangularles, e obserragoes .necessrias
para o leraotamento da planta do lugar, e deter-
mioago da respectiva posigo geograpbica.
O commiodante da canhonheira est especial-
mente incumbido do fazer notaros diversos ru-
mos percorridos durante a naregago de um ou-
tro ponto em que tocar, e a distancia que i taes
rumos se narega, a profuodidade d'agua que en-
contrar, tragando, ainda que ligeiramente seja, a
derrota de semelhante riagem, rectificando na
sua rolla estes trabalhos, tanto quanto seja pos-
sirel.
Cada guarda-marioha alm disso, far sobre si
um relatoriodesta riagem, que unir aos traba-
lhos que tem de aprseotsr.
O commandtnte da Belmonte tem de regular
sua demora nos diversos pontos em que tocar, de
forma que oo gaste mais do que tres roezes,
contados desde o dia em que sabir do Para al
O orgulho e a sensualidade invadirlo as almas e
ametgario a cirilisscio em sua propria origem,
Para salva-la ser preciso, pela hamildade e pelo
despreso dos gosos, prender dos lagos de Deus
esta sociedade que tudo lera a concentrar-se em
-;, mesma, e deleitar-te em suas prosperidades.
_ue de mais difficil, n'um mundo entregue i
todos os delirios de uma cirilisagio que acaba
de reoaseer, e onde se osteatam todas ss seduc-
goes do espirito e dos sentidos. Custar mais i
vootade sacrificar-se, no meio dessaa magnifi-
cencias e delicias do que currar-se, nos lempos
Ja barbaria, jugo do trabalho mais grosseiro e
as mais extremas prirages. Como ftzer-te hu-
milde no meio dos trumpbos do espirito bu-
_iano, que torna a entrar na posse de si mesmo,
da creagao material ? Como] desapegar-se dos
sentidos em am mando onde a industria e o
commercio, ajudados pelo prestigio da arte, es-
palbam todoa os gozos do laxo ? Restaurar em
ama semelhante sociedade o verdadeiro espirito
do chrislianiamo, ser a obra mais penosa a que
possa dar-se a rontade humana. Mat, por irso
mesmo que ella reclama uma abnegago extra
ordinaria, encontrar-se-hao sob o sopro do espi-
rito de Deus, muitos homeos promptos a ten-
O seculo XIII reza, & roz de S. Domingos e
Francisco de Assis, milharet de homem
pregarem o profettarem a cruz at com loucura,
e dessa loucurs, ultimo termo da paixo da ab-
negago sahir um dos mais admirareis perio-
dos da cirilisago.
Siga-se o.curso dos seculos.je rer se-ha sempre
chrislianiamo, por meio dessa rirtude da ab-
negago, concluir a obra de cada poca, impellir
a humanidade toda a sorte de progresso, e at
sal va-la do perigo que estes sempre trazem com-
sigo. Percorra-se as sociedades de hoje, em to-
dos os dirertot graos de cirilisago, onde o man-
do contemporneo nos faz rer de um s golpe
de rista, em um mesmo quadro, as dirersaspha-
ses percorridas pelas nossas sociedades, rer-se-
ht sempre o christianismo proporcionar sua ac-
go s circunstancias ; re-lo-ho sempre esfor-
gar-sepor imprimir em todos os paites e em to-
das as ragas o salutar estimulo do progresso,
por meio dessa forca da abnegago, sempre a
mesma em seu principio, e sempre infinitamen-
te rariada em auas applicagoes e fecunda em seus
e (Yeitos.
E' assim qae, dos soflmenlos, das ignominias
e humildades da cruz, tem sahido e sahem todos
os das, os progressos e grandezas da humani-
dade.
O progresso a redempgao da humanidade, e
esta opera-te por meio da cruz. A humanidade,
peccadora desde o seu primeiro pae, est con-
detonada a expiar sos desobediencia em quanto
existir. Ha aeit mil annos que ella tenta, por lo-
dos os meiot, furtar-se a esse jugo da expiago
que pesa sobre o seu destino, e, sempre que se
julga lirre delle, quando com espanto sent du-
plicar o peso. Mas se nao lhe 6 dado subtrahir-se
lei da expiago, pelo menos lhe concedido
modificar-lhe as eondigoes e substituir ao fardo
da expiago por meio do arillameoto, da prira-
gao e de todos os males que acompanbam a rida
loculta e miseravel, o da peoa voluntariamente
aceita pelo espirito de sacrificio, que mais fcil
deaupportar.
Quanto mais o homem se approximar de Deus
pelas abnegagoes voluntarias do amor, menos ne-
cessrias lhe serio as abnegsgoes obrigadas, por
meio das quaes lhe abate Deus o orgulho. Ser-
lhe-ha permittido rollar s grandezas e felicida-
des de seu estado de innocencia, proporgo que,
por seu sacrificio, reate com Deut esta unio oa
qual fra destinado rirer se a sua soberba nao
houresse desalado o lago.
Mas nao esquegamot dizer que a grandeza e
felicidade do homem decahido nao correro pa-
cificas e iseotas de perturbarles e perigos: como
as do homem innoceote. O Jiomem decahido po-
der aspirar todas as grandezas, com a condigo
porm de nao arrogar-se nenhuma; porque se
deixar a soberba apoderar-se de seu corago, re-
re inmediatamente dissipar-se toda essa gloria
cuja origem est na abnegago de si mesmo. A'
felicidade nao lhe ser recusada, mas com a con-
digo de oo abrir sua alma ao gozo, e servir-se
smeote dos beos da rida como temor e tremor ;
porque se teotasse desvia-las de Deus em risla
de sua propria satisfago, e oelles procurar um
refugio cootra a lei da expiago que a oatureza s
de sua roolade supports, bem depressa oo en-
contrara mais do que a inquietarlo, o enfado e
desgoslo, inevitaveis tormentos do homem quem
a abocgago nao approxima de Deus. Grandeza,
felicidade, tudo esl sujeito corrupgo, quando
o divino aroma da abnegago nao corarouoica
rirtude do homem alguma cousa da incorrupti-
bilidade do proprio Deus.
Nao porlanio bastante excitar os homens ao
progresso ; islo seria quasi nada se oo se lhes
desse ao mesmo tempo a torga que cooserre as
conquistas feitat pelo progresso.
O progretto urna obra lenta e tuccessira, em
que preciso que s riclorias se ajuntem sempre
novas victorias ; a rictoria de amaoha s pos-
sirel quando a de hootem teoha sido consolidada
e defioitirameote adqairida com todos os seus
fructos.
Sem esse poder de cooserragio, a obra da ciri-
lisago estara sempre por comegar em cada pe-
riodo da rida dos poros. Sempre continuada,
nanea acabada, ella nao terit para a humanidade
mais do que um iocessante esforco, tendeodo a
uma decepgo eterna.
O homem por si mesmo procura a perfeigao, e,
por conseguinle, o progresso ; al mesmo oo meio
de seus mais deplorareis desrarios, na grande
apostazia da idolatra, a humanidade nunca per-
deu esse principio de rirtude e poder racional
querecebeu da diriodade.
Dessas rirtudes, desse poder natural para o
bem, dessa aspirago instincti'a de toda a rerda-
de e grandeza, nasce um certo morimenlo p.-o-
gressiro que pode conduzir os poros favorecidos
pels oatureza a uma grande perfeigao na scien-
cia, arte, riqueza, em tudo o que faz a gloria da
cirilisago A abnegago tanto a lei do destino
humano ; a condigo de toda a rirtude e graude-
za, que oo ha sociedade," por mais obscurecido
que seja o seu sentimento moral, que nao possua
della um certo iosliocto.
Bastar esse iosliocto, unido ao poder natural
da intelligencia, para tornar os poros capazos
desse esforgo para a grandeza e felicidade, que o
duplo brilho do poder iotellectual e material d
s sociedades.
. Has rem as sedueges da civilisago, as exigen-
cias do orgulho e da sensualidade, acompanha-
das de todo o poder e deleite que o progresso d
a rida humana.
Que podero as rirtudes naturaes contra ioimi-
gos to poderosos e armados de tantas sedueges ?
Sua forga augmentar oa mesma proporgo dos
progressos da civilisago, e ao seio das socieda-
w pparecerao como que duas correntes em
seatido contrario : urna do progresso outra do re-
gresto.
Emquanto o brilho exterior da vida augmentar
pelos requintes da drilisagio, a forga intima, a
propria rida da sociedade, ir enfraquecendo i
proporgio que declinar o espirito de abnegago.
n-. .6,-,r '"i0 inTer" d" laM Jo
?HmInu h"m' e bem de" estas, que se
'?'".'mBd0> rosos esforgotda rirtude, de-
lofcario e pereeerio por falta dessa seira divina,
sem a qual nao podem rirer. y,7r?
Ver-se-ha onto a sociedade, estacionaria e bem
depressa retrograda, extinguir-^ ieQta e triste-
mente no meio das magnificencias da civilisscao
que pareciam prometter-lhe uma dureco oer-
petua. K
Assim acabaram todas as sociedades antigs a
assim acabaran!, sem duvida alguma, as nossas
sociedades modernas se nao encontrassem oo
christianismo o que faltara As sociedades antigs-
uma forga que garantisse a cirilisago de suaa
proprias teduegoes, e pela qual a rirtude, sem
cessar fortalecida e renovada, esteja sobranceira
a todos os perigos que possana ameagar as socie-
dades era sua marcha progressiva.
Em todos os lempos, e em nossos dias talvez
mais que nunca, as doutrinas queso reconhecem
oo mundo a soberana do homem, que s reco-
nhecem por flm do homem o proprio homem,
teotaram fazer derivar o progresso do desejo de
felicidade inherente a nossa alma, e da vaga ne-
cessidade de perfeigao.que a agita. Mas nao vi-
ram que fazeBdo consistir assim a forga impalsiva
do progresso no desejo das salisfagdet, apoiaram-
se n'um poder ephemero que em si mesmo trazfa
o germen que deria paralysa-la e acabar por des-
trui-la.
Urna rez chegado ao xito, o amor dos goso,
bescanca em suas conquistas. Esl satisfeitos
dar que ir mais longe ? Para que affrootar tra-
palhoscuja fadiga o habito dos gosos torna mais
diQlcil de supporlar? O seosaalismo, ultima ex-
pressao dessas doutrinas, nunca tero forga bas-
tante para fazer alguma cousa durare!; o sen-
sualismo deslre e nao conserva. O esplritualis-
mo racionalista oo menos fraco, bem que pro-
cure eocobrir sua fraqutza sob uma icconsequen-
cia, appellando para a idea do sacrificio. S a
humanidade existe por ai e para ti metma para
que essa abnegago".' Para um homem que se
julga ; por sua razo, partecipante da soberana
divina, o sacrificio um absurdo. Quando o es-
plritualismo invoca a idea do sacrificio, sem fun-
dt-lo na sujeicao do homem a um ente creador o
por islo mesmo soberano, lo fraco quanto id-
consequenle; porque a forga das circumstancias,
pelo irresistirel atlractiro da lgica de aecrdo
com o das paixoes, conduzir tudo ao priocipio
do gso. E, de feito, como temos risto oa aoli-
guidade, ni o foi sempre esse priocipio que trium-
phoo as doutrinas, bem como na rida das socie-
dades racionalistas? Sensualismo ou esplritua-
lismo sem a abnega;o christa, sao simples for-
gas que o successo enfraquece, e que nao se re-
habilitara por si mesmss.
O christianismo que abriu ao homem, pelo sa-
crificio do Homem-Deus, -uma origem inexgota-
rel de abnegago, ao mesmo tempo que operara
na ordem dos interesses eternos a redempgao
das almas, cuidoo, pelo que diz respailo a ordem
inferior dos ioteresses do tempo, as oecessida-
des de toda a cirilisago progressiva, isto de
toda a verdadeira cirilisago. Elle 4 ao mesmo
tempo torga motriz e priocipio de conserrago.
O christo, estimulado constantemente por am
ideal de rerdade, belleza e amor infinito, sentir-
te-ha sempre inferior ao seu modelo. A propor-
go que seu espirito, aperfeigoado pelo sacrifi-
cio, apaobar melhor os tragos detse divino ideal,
melhor tambem conhecer a distancia que delle
o separa. Porem, ao mesmo tempo que mais
convicto ficar de seu nada, mais a graga do infi-
nito> encher tua alma. Quanto mais o christo
coohecer a Deus, tanto mais sentir a impresso
de seu amor. Ora, como abnegago e amor ao
uma e a mesma cousa, como um suppe necea-
sariamenle o outro, a proporgo que a abnega-
do desenvolver as almas o conhecimento do
imor de Deus, este, mais coohecido e amado,
commuoicar s almas uma forga de abuegago.
que s lera por limites a paixo do infinito que
a sua origem. Bem differeote das paixet que s
lem por objecto as felicidades da tetra, e extin-
guem-se com a posse de seu objecto, a do infini-
to reoascer iocessantemente de si mesma. As
consequenciss indirectas que esta paixo produz
n.a rdem humana, que to tojos os fructos da
cirilisago, vivificados e conserrados pelo mesmo
principio que os gera, juntar-se ho urnas s ou-
tras, e daro s sociedades esse podor illimitado
de progresso, que, em nossos dias, faz crer a
muitos que a humanidade traz em si o proprio
priocipio da rida iofioita.
Esse poder de progresso cootinuo pela aboega-
gao, oo o possue a humanidade por si mesma,
mas recebe-a de Deus. que lh'o|deu unindo-se
ella pelo Verbo incarnado. Sem durid a liber-
dade humana conservar sempre os seus direitos,
at o de se perder, recusando a mo que Deas
lhe estende. Has basta que o9o regeite o dom
de Deus, para qoesiota-se elevada a cima de si
mesma, e sustentada, em seu caminhar para a
perfeigao, por uma forga quo desconhecia antes
de o Homem-Deus lh'a ter dado. Por Christo o
sacrificio continuo se acha realisado, as socie-
dades cbristas, em espirito e verdade. Por isso
que se v nellas crescer e conservar-se a civi-
lisago, o que nunca acontotera as sociedades
que s eram sustentadas pelas rirtudes naturaes.
Gragas ao espirito (e abnegago, que rive com
Christo no corago dos poros christos, a cirili-
sago nao ter mais que temer suas proprias for-
gas. A sciencia, a arle e a riqueza, podero os-
tentar todas as suas magnificencias, sem que os
poros sejam coodemoados a s usar dellas empe-
rchando as rirtudes, sem as quaes nao ha no mun-
do rerdadeira grandeza, nem progresso estarel.
Os poros que souberem fazer abnegago de si
meamos podero conservar, oo meio das maravi-
llas da civilisago, as fortes virtudes dos poros
simples e selragens.
Nao ser preciso mais, como em Sparta, redu-
zir o poro pobresa perpetua, para conservar-
Ule a principal de todas as forgas, a moral. A
humanidade poder desenrolrer com toda a li-
berdade toJss as suas potencias ; poder recorrer,
para cumprir a missao de progresso moral que
lhe deu a Proridencia, a todos os dons de Daus,
na ordem natural; a abnegago, trazeodo-os
aempre para sua origem, a lhes deixar poder
para o bem.
aquelle em que ali tundear de rolla de Ma-
naus.
Regressando pissata para a crrela os referi-
dos guardas-mariohas e professor, e rollar para
a corte com a mesma escala, tocando, alm del-
la, as prorincias do Cear, Rio Graode do Norie
e Parabiba.
A crrela Imperial Marinheiro, que pretende
sabir desle porto oo dia 3 de ferereiro prximo,
tocar em Peroambuco, Maraobo e Para. Logo
que receber ali ot guardas mariohas, de rolla da
eicursao ao Amazonas, seguir para o Porto, oo
reino de Portugal; depois seguir para Lisboa,
dahi para Cadix, de Cadix para a Madeira, desta
Teoeriffe, de Teoeriffe S. Vicente de Cabo
Verde, dahi Fernando de Noronha, donde na-
vegar para o ancoradouro de Jaragu, oa pro-
vincia das Alagoas, recolheodo-se depois corle
oo dia 30 de oorembro prximo futuro. Em to-
dos estes porlos far-se-hao os trabalhos hydro-
graphicos que o tempo permiltir.
E' um itinerario inleressaote, como se nota.
Se a commisso da Belmonte se loma recom-
mendarel pelo reconhecimeoto do Amazooas, a
da crrela se torna saliente pelas seguintes in-
cumbencias que dere seu commaodanie desem-
penhar em Fernando:
1. Far uma completa collecgo de seixos de
dirersas qualidades de que a mesma ilha abunda
e das pedras que extrahem dos montes, com es-
pecialidade do chamado Pyramide ou Pico.
2. Eguslmente da dos recites e lagas "solas,
que exitiem perto do forte, e da praia do porto,
e da de quaesquer outras eoseadas da ilha, oao
requeBtadas pelos navios que ella se costumsm
dirigir.
3o. Das differeoles especies de limos, que se en-
contrara as praiasem forma de largas fitas ver-
des, e de outras diferentes configuracoea, e mea-
mo do que poder obier do fuodo.
4". De dirersas qualidades do trra de difren-
tes lugares, com especialidade daquelles sond
se crea ter existido lara volcnicas, que parece
ser ali eonhecida,
[MondeUlisses.)
Um official, ou mesmo guarda marinha, que
lenha gosto elas selencias, deve ser encarrega-
do pelo commandaote de organisar o catalogo
destes objectos, contendo em substancia, e com
possirel clareza, tolas as informagoes. que pos-
sam concorrer para a analyse que na corte se tem
de proceder sobre elles.
E' um estudo geolgico mui curioso que seco-
mega emprehender o qual nos habilitar para
a resolugo de muitos importantes problemas
acerca da conitituigo orgnica de nosso paiz.
Comminda a crrela o Sr. capito lente
Joaquim Rodriguea da Costa, e a canhonheira o
Sr. teoente Antonio Carlos Mara de Barros.
O primeiro official aoligo de firmada reputago ;
o segundo, bem que mui joren. rae seguiodo os
tragos de seu distinelo pae, que se illustrou na
carreira da marinha, e'tem hoje assenio derida-
mente nos conselhos da cora, como ministro de
sua orporago. Arabos levam sob suas ordena
uma distincta e inlelligenle officialidade, a por-
tento devemos esperar o melhor xito de com-
misso que lhes foi dignamente confiada.
Acorapaoha os guardas mariohas como profes-
sor o Sr. 2 tenente Fraocisco Antonio de Frei-
tas, do qual temos ouvido fazer-se muitos elo-
gios.
Desojamos que esla riagem seja mui gloriosa
para nossa bandeira, e mui instructira para os
jorens guardas marinhas, e como prova do ule-
rease qua ella ligamos, acompanharemos sem-
pre com sollicitude as suas peripecias : o que nao
podemos fazer na que lerminou ltimamente a
crvela Bahianna; porque nio houve um ca-
marade qoe se incumbase de dar-nos informa-
goes e noticias de que carecamos, para transmit-
ti-las aos nossos affeigoados leitores.
B. A.
Babia, 29 de Janeiro.
PERN. TYP. DEM. P, DE FARlA&FILUO 1862;
a


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