Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09483


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Full Text
f -- r;
\
AIIO mVlll. BDMEBO 27.
Ptr Ires Mezes adan lados 8$ 000
Par tres aezes reacidas 6J000
SEGOHDA fEiBi 3 DE FBIERE1R0 DE IU1.
Psra.it adiaaUda f9$00O
Prte fraiea para t nbteripUr
ESCAUREGADOS DA SUBSCRIPQAO DO NORTE
Parahyba, o Sr. Antonio Alexaodrioo de Li-
ma ; Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;
Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga; Cear o Sr!
J. Jos de OliTelra; Maranhio, o Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; Para, Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
DIARIO DE PERM1HDHCO.

PARTIDAS DOS CQRREIOS.
Olinda todos os dias as 9)4 horas do dia.
Iguarass, Goianna, e Parahyba as segundas
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caraar, Altinho
Garanhuna as tergas-feiraa.
Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista.
Ouncory e Ex n as quai tas-feiras.
Cabo, Seriohiem, Rio Formoso. Uoa.Barreiros
Agua Preta, Pimeoteiras e Natal quintas feiras.
Todos os correios partem as 10 horas da manhia
EPHEMERIDES DO MEZ DB FE?EREIRO.
6 Quarto crescente as 5 horas e SO mioitos
manhia.
U La cbeia as 9 horas 25 mina tos da man.
SI Quarto mingoante as 11 horas 46 mnalos
da manhia.
28 La ora as S horas e 8 minlos da manhia:
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhs.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Braz b. m. ; S. Odorico f.
4 Tere. S. Andr Corsino b. c; S. Gilberto;
5 Quarla. S. gueda t; m.; S. Pedro Baptista.
6 Quinta. As Chsgas de Cbri'ato; S. Dorotha.
7 Sexta. S. Romualdo ab. ; S Ricardo rei.
8 Sabbado. S. Joao da Malta fundador.
9 Domingo. S. Apollonla v.m.; S. Ansbertob.
I AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relagao: tercas e sabbados s 10 horas.
Fazenda : quintas s 10 horas.
Juizo do commercio : segundas ao meii
Dito de orphios; tercas e sextaa s 10 horas.
Primeira rara do civel: torgas e sextaa ao
dia.
o meio dia.
s.
meio
PMTE 0FFICUL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 30 de Janeiro de
186S
Officio ao brigadeiro commandante das armas.
Uevolvo V. Exc. o relatorio do cooselbo eco-
comico do corpo de guarnigio desta provincia,
relativo ao 1 semestre do ajino civil de 1861,
afim de que o reverta ao respectivo commaodao-
te para retificar de conformidade cora o aviso di
repartido da guerra de 17 do correte, couslante
da copia junta, o erro de 50 que se nota na sua
receiia.
Ditoao mesmo.-Eovio V. Exc, para terem
o conveniento destino, as cerlidoes dos assenla-
menlos dos alteres do 10 batalhao de infantaria
Larlos Cesar Maciel Araoha e Carlos Jos Van-
nes, e do cabo de esquadra Jos Francisco Ra-
mo*.
Dito ao mesmo. Traosmitto V. Exc. para
ter o conveniente destino a Inclusa guia de soc-
?J"|>o fo icldado do 4 batalhao de arlilhe-
mapJos Joaquim da Silva, que retirou-se
do eo Cim mo ao mesno batalhao, em 8
rf ?eSimoU~ Tend0 Eim- Sr- ministro
da guerra declarado em aviso de 10 do corrente.
que bem resolveu asta presidencia quando arbi-
trou vantagens de commisso de residencia aos
olnciaes eocarregados de examinar o estado das
fortiDcacoes desta proviocia; assim o communico
L ,u para S8U coonecimento.Coramunicou-
se thesoararia de fazenda.
Dito ao mesmo. Passo s mos de V. Exc.
para ler o conveniente destino a ioclusa certido
dos asseotameotos do Io cadete Marcelino Jorge
de Campos, que, sendo do 6o batalhao de iofan-
mafm traDsferido em ,86 P o 9o da mes-
Dito ao mesmo.-Queira V.Exc. informar acer-
a do qgepej8 Adqs The()(lora Caroeiro de Al-
meida no incluso requerimento.
c, rti0.?,0.meSm0-~Ql,eira V- Elc- ^formar acer-
m?rn.?L c/equer,Bient0 de Hermano Jos
oEfi. S'1?' C0Dhecid0 or Aiaro Jos da
o21S'?D0 >speccionar o paisano que
To.PftimHff8re.C0 pa" ul>stituir a aeu Olho
Jos Anselmo da Conceigio, que se acba cora
praga no 2o batalhao de infantaria.
Dito ao mesmo. Para cumprimeolo do dis-
posto no aviso da repartido da guerra de 17 do
corrente, haja V. Exc de ordenado 2 tenenle
do 4 batalhao de artilheria a p Alexandre Ro-
drigues de Souza, que siga para a corte na pri-
meira opporlunidade, lm de esludar na escola
central no correte anno lectivo.
Dito ao chefe de polica.Remello V. S. co-
pia da representasen que em 9 do correte oiri-
gio-me Miguel de arros Silva Jnior, collector
a.reodas gerses do muoicipio do Buique contra
o delegado capitio Jos Pedro Nolasco Pereira
aa Lunha, fim de que tome em consideraco as
graves aecusagoesque ao mesmo ex-delegado faz
o sobredito collector, e constara dos documentos
que em original Ihe envi.
Dito ao commanaanie superior da suarda na-
ci-nal do Recite. Expeca V. S as suas ordens,
para que o 4* batalhao de infantaria da guarda
nacional desle municipio preste urna guarda de
feoara para assislir aos actos da fasta de N Se-
nhora da Saude da freguezia do Pogo da Panella,
que deve ter lugar no dia 2 de fevereiro prximo
viodouro.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
De cooformidado com o officio do brigadeiro com-
mandante das armas datado de 29 do correle,
espe$s V. S. as suas ordens, para que a collec-
toria de reodas geraes da cidade de Goianna pa-
gue os vencimentos do destacamento de primeira
nona da povoagao de N. Seohora do O, tendo em
vista que o predito destacamento foi aoccorrido
por esta capital at 15 de dezembro ultimo, e
dah em diaote o tem sido pelos subdelegados dos
destacamentos onde se acham as respectivas pra-
SS.
Dito ao mesmo. Em visla da inclusa conla,
mando V. S. pagara Manoel Figueirua de Faria &
Fiiho a quanlia de 100 rs.. proveniente de di-
versas impressoes feitas na typographia do Diario
ae rernambuco, para o Iratamenlo do cholera-
mo-rbus.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S.em visla de
us oformagao de honlem, sobo. 61, a mandar
f."8 a Antonio dos Saotos Oliveira & C, a quan-
1L a l.',*.^, em1U9. segundo a conla junta
em duplcala, que, me foi remettida pelo presi-
dente do conselho admiuistrativo do arsenal de
guerra cora officio tambera junto de 15 do cor-
rete e n. 6, importara varias bacas de rame
por elles vendidas ao mesmo conselho para o hos-
pital militar.
Dito ao mesmo. Remello por copia V. S.,
para seu conhecimento e devida execucao o avi-
so de Id do correle no qual o Exm. mioistro do
imperio declara haver naquella data solicitado da
lazenda a expediso das convenientes ordeo para
que do Iode julho do anoo paseado em diaote
por conla da verba seminarios episcopaes-do
corrente exercicio, ao Dr. Joaquim Francisco de
aris, lente jubilado da cadeira detheologia dog-
mtica do semioario de Olinda, a gratiQcacao an-
nual de 400 rs. que lhe foi marcada por portara
de23dejuohodel860 .porcontioaar noexerci-
cicio da dita cadeira ; cumprindo que essa the-
souraria, liquide, como se determina no fioal do
citado aviso, o vencimenlo dessa gratiQcacao do
da emquedepoisde jubilado continuou elle no
referido exercicio..
Dito ao mesmo.Para os convenientes exames
transmuto V. S. as inclusas copias das actas do
conselho administrativo do arsenal de guerra da-
tadas de 20, 22 e 23 do corrente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Becommendo V. S. que. nao obstante o que
pooderou em sua informado [de 28 do corrente.
son n. 46, mande fornecer os duzeotos leocee
cera camisolas, e mais objectos constantes do in-
cluso pedido, os quaes forera requisitidos pelo
chefe de polica em officio n. 1198, de 29 de no-
vembro do anno prximo passado para a enfer-
mara da casa de detengo; podeodo, se convier
aceitar a proposta junta feita por Candido Rodol-
pho Pires.
Dito ao mesmo.Mande V. S. por em arrema-
tago o fornecimento de 30 colchoes e igual nu-
mero de travseseiros que sao necessarios para as
camas de ferro dos educandos docolUgio dosor-
phaos de Saota Thereza em Olinda, como requi-
lou o director geral da ioslrucco publica em
officio de 25 do correle, sob n. 27.
Dito ao mesmo.- Tendo resolvido, em vista do
que oformou a thesouraria de (azeoda em 25 do
corrente, que sejsm psgas por essa Ihesoursria
as despezaa a que aliad a sua informacao de 21
?,eV0B D# 33' e foram fei' do lea 15 de
,.,r3n ni0 ?D0.proxi010 P""do com a con-
h/Vnm^nVra,dV,ed. ponte deMotocolom-
b, recommendo V. S. que mande entregar ao
direclor da repartido dasVbra. publicas confor-
me requisitou em officio n. 26 de 20 doSo
mez de novembro, a quanlia de 1:187180 em
tr;5efpUeDzd.s.C0D,U di "^.SriS
Fm'f.!0 I1"6'0'- gr"al *\ OlCO publica
Era vista da sua mformacio de 27 do corrente
aob n. 28, mande Vmc. admiltir do collegio dos"
Seh8orn.dd.T.ardde ^"' '""""-do. l
orphaos o menor Landelino, fllho de Alexandrina
Maria do Espirito-Santo.
Dito ao juiz de direito de Goianna.Para cum-
primento do aviso do ministerio da justisa de 7
do correle, haja Vmc. de informar e mandar ins-
truir nos termos do decreto de 28 de margo de
1860. o incluso requerimento em que Alejandre
Mannho da Costa pede perdi do reslo da pena
de prisao com trabalho e multa a que foi con-
demnado pelo jury desse termo.
Dito ao juiz de direito ioterioo, juiz municipal
supplente e ao delegado do Bonito.Ioteirado do
que Vmcs. me commuoicam em seu officio de 27
do correte, com teferencia a epidemia do chole-
ra, teoho a dizcr-lhes que Ibes remetto oesta oc-
siaouma ambulancia com os remedios apropia-
dos paro iratamenlo dos indigentes que forem
delta accommeliidos, e recommendo Vmcs. que
com a maior solicilule e de accordo com a c-
mara municipal e cuurgioes a que alludem pro-
curem tomar todas as.providencias que julgarem
necessaries para combater o mal e evitar que elle
tome maiores propones, esforcaodo-se para que
se faga com a presteza que convm, os enlerra-
meotos dos que infelizmente suecurobirem, e
dando-me immediatamente parte do desenvolvi-
mento do mesmo mal, para providenciar como
MI conveniente, se os cirurgies ahi existentes
nao forera bastantes para soccorrer a populacio
desa comarca.
Dito ao juiz de direito de Garanhuos.Iotei-
rado pelo seu officio de 23 do corrente de se te-
rem dado tres casos falaes da febra amarella no
dislncto da Palmeira do termo de Garanhuns
lenho a dizer-lhe que approvo as medidas pre-
ventivas por Vmc. tomadas, e lhe recommendo
que me communique immediatamente o desen-
volvimento de qualquer enfermidade com o ca-
rador epidmico.
Dito ao commandante do destacamento do Bo-
nito.Respondo ao seu officio de 27 deste mez
dizeodo-lne que nesta data envo urna ambulan-
cia commisso nomeada pela cmara munici-
pal para o iratamenlo do3 desvalidos, que forem
aneciados da epidemia ; e recommendo-lhe que
de sua parte auxilie a mesma commissio e mais
autoridades desse termo no soccorro da popula-
gao, aura de que ludo se faga com regularidade
e presteza, como convm.
Dito ao bacharel Vicente Ferreira Lima.
Conslaorto de parlicipago da secretaria de esta-
do dos negocios da justiga de 7, que por decreto
de 4 do correle S. M. o Imperador houve por
bem nomear Vmc. para juiz municipal e de
orphaos do termo de Tacaral, assim Ih'o com-
muoico para seu coohecimento, eafijideque
prestado o juramento do estylo, entre logo em
exercicio independeote de Ululo, que apresentar
00 P"w de 3 mezes. contados desta data.
1.2? a bacha.rel Angelo Jos-Gonzaga.Cons-
tando de parlicipago da secretaria de estado
dos negocios da justiga de 10, quo por decreto
de 8 do corrente. S. M. o Imperador bouve por
bem nomear Vmc. para juiz municipal e de
orphaos do termo do Baique nesta proviocia ;
assim Ib o communico para seu cotrhecimento.
afiai de que, prestado o devido juramento, en-
tre logo em exercicio iodependente de titulo, que
apresentar no prazo de 3 mezes contado, desta
Oala.
Ditoi cmara municipal da villa do Bonito.
Receb o officio que me dirigi a cmara munici-
pal da villa do Bonito em 27 do correte, e fl-
cando scienle. nao s das providencias que ha
dado aflm de serem soccorrido os habitantes
desse municipio, que forem infelizmente accom-
meliidos do cholera, mas tambera do resultado
dos exames que se procedeu em duas pessoas
que se suppoz terem sido attacadas desse mal,
teoho a dizer-lhe em resposts, que acabo de ex-
pedir ordem para serremettiia com urgencia
commisso nomeada por essa cmara urna ambu-
lancia provida dos medicamentos oecessaiios, os
quaes devem ser applicados aes indigentes pelas
pessoas que ahi exis'lem para isto habilitados. No
caso, porm, de que a epidemia se toroeintensa e
seja necessano a presenga de um medico para oc-
corrar ao Iratamenlo das pessoas pobres accom-
mettidas do mal, cumpre que essa cmara assim
m o faga constar com presteza, afim de providen-
ciar como fdr de necessidade. -
Dito ao juiz de paz mais votado da freguezia
do Limoeiro.Ioteirado de se nao ter installado
a junta revisora de qualiQcago dessa freguezia
pelos motivos declarados em seu officio de 23 do
corrente, recommendo; Vmc que, fazendo a
convocajao de que trata o art. 4 da le de 19
do agosto de 1846, rena a referida junta no dia
a de margo prximo vindouro que para isso de-
signo, e prosiga dos demais termos do processo
da qualicagao, ludo de conformidade com as
disposigoes em vigor.
' Portara.O presidente da provincia atlendeo-
ao ao que informou o respectivo commandante
superior, em data de 13 do corrente, sobre o re-
querimento do capitio secretario geral da guarda
nacional dos muoicipios de Olinda e Iguarass
Eduardo Daniel Cavalvanti Vellez de Guivara
resolve conceder a este 6 mezes de licengs.
Dita.O presidente da provincia attendendo ao
que expoz o inspector da thesouraria provincial
em sua informagio de 28 do correle aob.n. 44,
resolvei abrir um crdito supplementar na impor-
tancia de 423J para occorrer-se as|despezas com
o sustento dos presos pobres da cadeia da cidade
da Victoria no restante do corrente exercicio.
Dita.O presidente da provincia attendendo ao
que requereu o juiz de direito da comarca do
Cabo, bacharel Jos Baodeira de Mello, resolve
conceder-lhe dez dias de licenca com vencimen-
tos para tratar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia tendo em vis-
ta o que represenlou o vigario da freguezia da
neada em data de 24 do corrente, acerca do ca-
lado de ruma em que se acba a respectiva ma-
triz, e attendendo a deficiencia de fundos dos co-
fres provinciaes, resolve nomear urna commis-
so composla dos Srs. bario de Ulinga, coronel
Francisco Antonio de Barros e Silva, Roque Fer-
"" da Costa, Manoel Alves da Silva, Antonio
Jos dos Sanios e o vigario Simio de Azevedo
i-ampos, para com urgencia encarregar-se das
obras de que necessila a mesma matriz ; prorao-
vendo para esse Qm urna subscripgao pelos ha-
bitantes da referida freguezia.
Dita.OSr. gerente da companhia pernambu-
cana mande dar transporte de volta do porto de
Tsmandar para esta capital no vapor Jaguaribe.
em lagar destinado para passageiros de estado ao
ajudaote de engenheiro Flix Ramos Lieuthier.
Despachos do dia 30 de Janeiro.
Requerimentot.
Alexandrina Maria do Espirito Sanio.Dirja-
se ao Sr. director-gerel da instruccio publica.
Africano livre Adao.-Ioforme o Sr. Dr. cura-
dor dos africanos livrea.
Coime Flix Correa de Mello.-No tem lugar
.Pu0or.d8.erprgIe,,:fiCaQl qUepede
Francisco Pedro Adviocula.- Informe oSr.
Dr. chefe de polica, oovindo o delegado do
Cabo. ^
Dr. Luiz Antonio Pires. Passe portarla con-
cedendo a ilceoga pedida cora veocmentoc
Sociedade Uoiio Beoeficente Martima.Passe
provisio approvando os estatutos e coacedendo a
autorisagio pedida.
Pedro Baptista de Santa Roa. Sellado vol.
Thomaz de AquiDO Carvalho. Ioforme o Sr.
provedor da Sania Casa de Misericordis.
Veneravel irmandade de Nossa SeDhora da
saude do Pogo da Panella. Dirija se ao Sr.
commandante superior da guarda nacional desle
municipio.
Felippe Menos Callado da Fonseca.Passe.
Francisco de Amorim Lima.Volte ao Sr. Ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Horace Creen & C. Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda, sobre a isencio de di-
reito a que alludem os supplentes
Dr. Jos Bandeira de Mello. Passe portarla
concedendo a licenga pedida com vencimenlos.
Joaquim Jo.s dos Reis. Junte altestado do
cnsul de sua nago.
Jos Fernandes Monteiro.Informe o Sr. direc-
tor das obras publicas.
COMBANDO DAS ARMAS.
Qaartel-general do commando das
armas de Pernambaco na cidade
do Recife em l de fevereiro de
186*.
ORDEM DO DA N. 31.
O general commandante das armas, faz publi-
co para sciencia da guarnigio e devido efleito.
Io Que por aviso do ministerio da guerra de 10
de Janeiro ultimo foi declarado que bem resolveu
a presidencia quando arbitrou vantagens de com-
misso de residencia aos Srs. officiaes eocarre-
gados de examinar o estado das fortiQcagoes
destas provincias.
2o Que por aviso do mesmo ministerio de 17
do mez passado se determioou que siga para
corte na primeira'opporlunidade, o Sr. 2o te-
nenle do 4" batalhio de artilhara ap Alexandre
Rodrigues de Souza, aflm de estudar na escola
central no corrente anno lectivo.
3 Que por aviso do sobredito ministerio tam-
bem datado de 17 de Janeiro, se deu solugio a
devida proposta pelo Sr. commandante da For-
taleza do Brum, relativamente ao modo porque
devia proceder em relago ao furriel do dcimo
batalhao de infantaria Jos Joaquim Lucas, sen-
teociado a 6 mezes de prizio com trabalho em
urna fortaleza, declarando-se que o mencionado
furriel.devejcumprir a|seo(enga que lhe foi impos-
ta tendo baixa do poslo, preenchendo-se a sua
vaga na companhia a que perlence.
4o Que a presidencia por officio de honlem
datado, determinen que o Sr. major do corpo de
estado maior de 2a classe Sebastiao Antonio do
Reg Barros, entre no exercicio de vogal do con-
selho administrativo do arsenal de guerra para
que foi nomeado pelo o goveroo imporial segundo
constou da ordem do dia do quartel geoeral do
exercito de 21 de outubro do aono passado sob o
o. 298, sendo despensado de vogal do mesmo
conselho o S. major da guarda nacional, len-
te do referido corpo Alexandre Augusto de Frias
Villar.
5 Finalmeole, que a 1, e 2", disposigdes fo-
ram commuBicadas a quartel general em officio
da presidencia datado de 30. e a 3a de 81 lado
do mez prximo flodo.
a.oo;6o.jo. ..-j,.;u s0j Aiviv rciB*ro ao
Lago.
Conforme.Candido Leal Ferreira, capitio
ajudante de ordens encarregado do delalhe.
ENCARREGADOS DA SUBSCRlfCAO DO 801
Aliadas, o Sr. Claudino Falcao Dte a.tu
o Sr. Jod Martina Airas; Rio deJaid Va!'
Joo Parilra MirUoi. ^m 8r-
EM PERNAMBUGO.
.?'.WilUrio'ctl *"** fardar I
dren'ci.n..,lo0.' '" *"+ *
Approvoa-se urna mogio para que o presi-
dente fosse convidado a tratar Mr. Masn e Slid-
dell, como o sao nos Estados confederados os
coronis Corcoran e Wood.
EXTERIOR.
O \forning Post publica as seguiotes informa-
goes sobre as causas da baixa recente do papel-
moeda em Constantinopla e sobre as medidas
que a Porta eotendeu dever lomar em conse-
cuencia disso :
t Os ioimigos mais perigosos da Turqua nao
se enconirsm as mootanbas da Herzegovina,
nem no Montenegro, mas no proprio coragio do
imperio, que sugam ; sio os prgadores gregos
de Galata. O novo sultao resolvea desfazer-se
dos seus servigos. Mas nio se desembarajou
d'aquelle fardo n'um s dia, e elles naturalmen-
te teem tentado conservara sua presa :
Durante o ultimo reinado, as suas concus-
ses nao tiveram limites. Os negocios de diohei-
ro passavam pelas suas mios com detrimento do
thesouro e do estado. A maneira habitual por
que faziam os negocios consista em emprestar
dinheiro ao sultao para o ajudar a construir um
palacio, ou para favorecer qualquer outra das
suas maoias. Emprestavam-lbe dioheiro a 25
por ceoto, e oblinham estes fundos combinando
entre si no meio de appresenlar certos ttulos
circulagio na Europa.
Desta maneira, sem capital verdadeiro, em-
bolsaran) um juro consideravel. A sua ultima
tentativa foi urna audaciosa especulagio sobre os
cami e metlicos, que sio o papel-moeda do
imperio. Sabiam que este papel-moeda seria
dentro em pouco retirado por meio de rendi-
mentos que tinham sido indicados para o juro Jo
ultimo emprestimo ; nao saleado este empresti-
mo levado a effeito, aquellos rendimentos deviam
servir para a extinegaodo papel-moeda.
a O seu Qm pois foi depreciar quanto fosse
posstvel aquello papel-moeda, e consegoiram a
ponte de que o cambio foi colado a 270 piastras
por libra esterlina. E' evidente que seria urna
cousa excellente comprar 270 piastras por um
soberano, e receber dentro em pouco dous sobe-
ranos e 5 sh. Todava a Porta tomou com fir-
mesa e resoluso medidas para pdr termo a ou-
tras trapagas, para lhe nio chimar o1
Fechou-s a bolsa, e amitos
sos.
c E' para admirar quo nuoca po
gar tanto poder ; urna das qud
do ultimo reinado. A sua ioilu
cessou com este reinado. Espera
tornar a ouvir mais fallar de
laeicomo as que se impozeram i Porta. Fizmo
receneraeote conhecer o estado exacHVdas fi-
nangas do imperio turco, segundo a Verirlcacio
dos nossos commissarios, e temos razio de accre-
ditar que se persistir com firmesa as medidas
de reforma qne felizmente foram emprehen-
t Os conselheiros acluaes do sullao parecem
ser nomens capazos, e a resoluglo do sultao pa-
rece basear-se n'om carcter enrgico.
i flii?* p0S> em qae ela8 triile "as
serio as ultimas, que jamis se tornar a ouvir
gre
algan-
t desastrosas
prejudicial
fse do
s de juros
fallar de usuras
; e que as suas pernicioias ma-
nobras,-.assim como outros flagellos de imoerio
turco, serao dentro em pouco apenas urna re-
tardagao do paisado.
Nos ltimos jornaes dos Estados-Unidos l-se
o seguinte :
Ocongresso renoiu-se em Washington a 2
de dezembro, e entrou immediatameote em tra.
balboa. "
f,acama" dos represntenles, Mr. Love-
joy d Illinois, apresentoo urna roogio pedlndo om
voto de agradecimento para o capitio Wilkes
que appreheodeu Mrs. Masoo e Sllddell. '
Mr. Edgerton, deOhio, propoz qne pelo pre-
sidente fosse offerecida urna medalha de ouro ao
capitio Wilkea. afim de lhe testemunhara arali-
dao do congresso. 6
Esta segunda propoita foi regeitada, e a pri-
meira adoptada ; mas anda nio foi tomada em
consideragio pelo senado.
O New-York-Timts faz as seguintes observa-
ges a respeilo do voto de agradecimento diri-
gido pelo congresso ao capitio Wilkes :
O congresso assigoalou a sua primeira ses-
sio por um voto de agradecimento mensagem
do capilao Wilhes. E' muito natural que o fado
que mais preocupa o espirito publico se tratese
oa cmara dos representantes. Mas dando a ap-
provagao formal a um acto que causou do publi-
co ums satisfago geral, oxongresso nio pJe
querer prejudicar um negocio a respeilo do qual
nem o governo americaoo, nem o goveroo in-
gles flzeram anda conhecer a sua opiniio, e que
nao pode ser resolvido seoao pela diplomacia.
Todos nos lemos approvado um acto audaz que
nos parece conforme com as priocipios e prece-
dentes internacionaes. Mas se se coohecer que
nio assim, nao poder haver hesitagao quanto
a conducta que se deve adoptar. Por mais sa-
tisfactoria que seja a captura dos embajadores
rebeldes, nio vale o sscriflcio de um nico prin-
cipio de moralidade publica.
Quanto actualidadeoio podemos deixr de
aguardar a marcha dos acontecimenlos. Ovlo'
de agradecimento do congresso pois a exprs-
sao de um senlimento muito justo, mas que nio
liga de maneira alguraa o governo. e que em
nada embaraga o secretario de estado. Este est
hvre para seguir a conducta que lhe parecer dic-
tada pelo direito das gentes, depois de ltenlo
exame da questao por todas as suas faces
Em
consecuencia d'estas noticias, mandei
para o campo urna forte pafralb, commaodada
por um sargento, com destino a Scargola, espe-
raodo eocontra los. e outra patrufba para Santa
Mana commaodada por cabo de esqoadra afim
de saber se os guerrillas ali Moham atravessado.
ms estes antes de se receber
a ordem, tinham
ella do nosso venerando prelado. Iba
na deseulpa, anda qae resintamos os .
'" ue,B et' I"9 to^" freaaaa
bem administradas cono esta
tao
Ple-
effei-
aaaaaa
da QWpap-
entio o
FaaAWCA.
Escrevem de aples ao Siecle :
a Eis ludo qaaoto pude obter a respeilo de Bor-
ges, aeu desembarque, expedigao, passsgem.ope-
rasoes e seu fim.
a Borges parti de Pars e de Marselha, a 10
de setembro ; a commisso borbnica expedio-o
para Malta ; a auceursale da repartigio de alista-
mento cootou-lhe 400,000 fr. A frente de urna
columna de 22 companheiros d'arraas e organi-
zados, sallou em trra do lado da Calabria entre
Gerace e Pizzo.
Cora o seu desembarque comegaram as de-
cepges. Em lugar de provincias em agitagio,
em vez de bandos de voluntarios realistas que o
esperassem com impaciencia para o saudarem
como seu chefe, e como muitas vezes tioha ouvi-
do em Roma, deu com destacamentos de guardas
eaauem S&fSS "" d6 **&**> 55* d.Tard^Vp.a^ser^r de* exeraPl
annpuf h8 tf!.U,ler0i correram ." Pnmeiro ioimigos do goveroo do rei, e da resurraic
appello do governo local, perseguind-os nos
bosques.
a Foi n'um dos primeiros encontros jue um
dos seus, tomado por Borges, foi teito pnsioneiro
e passado pelas armas ; este episodio que com-
plicado pela semelbanga da naciooalidade e por
analoga de outros indicios, fez por toda a parte
acreditar deste logo na morte do seu chefe.
ja atravessado Tagliacozzo. psasando tranquilla
l6u HSaiDta.MaJa.5a direegio d Lupo, prom
da hsrdade de M. Mastroddi.
Certo da passagem dos gaarrilhai, levei
comigo uns tnota bersagliers, o primeiros que
encontrei. e o ieoeole Staderioi que estava de
piquete, e duas horas antes de romper o dia co-
mecei a perseguir os malfeitores.
Chegado a Saota Maria, encontrei ali a es-
colta que eu havia mandado, e tanlo d'sta como
lh0..P0'^0, 'i'V cer.tesa da P" dos grri-
mas. Auxiliado pela oevoa, dedoisde urna curia
marcha, em breve segu os seus passoa sobre
Eram urnas dez horas da manhia cruando
cheguei herdade de M. Mastroddi; mas nada
navia que me dssea entender que tora oceupa-
da pelos guerrilhas, quando de repente, a uns
(incenla metros, vi fugir do lado opposto um
hornera armado. Puz-me a camioho para lhe em-
bargar a passagem. O bersagliers correram atraz
de mim ; mis o malfeilor vendo cortada a sua
fuga apontou coolra mira a sua carabioa, mas a
arma nao disparou. Pela minha parle puchei da
minha pistolia, mas live a mesma sorte. Mas um
Uro que depois lhe apontei sobre a cabega nao
errou, e o hornera cahiu por trra. Os raeus ber-
sagliers reunem-se em volta de mira, e bayo-
netada malam todos quantos encontrara, cinco
guerrilhas. Outros cercara a herdade: mas os
guerrilhas. segando as suas graduagoes, fazem fo-
go pelas janellas, e conseguem matar-me cinco
bersagliers.
a Empenboo-se cntao um vivo combate, e os
guerrilhas defeodiam-se encarnigadameote. Afi
nal, depois de meia hora de fogo, obrigueios a
reoderem-se, ameagando-os de langar fogo ca-
sa. Recusaram com obstinagio. Querendo entio
poupar quanto fosse possivel a vida dos meus
bravos bersagliers ordenei que se langasse fogo
casa. Os guerrilhas renderam-se entio descrio-
cio. *
t Cahiram em meu poder 33 carabinas. 3 sabres,
17 cavallos e muitos papis importantes ; 3 bsn-
deiras tricolores cora a cruz de Saboya, sera da-
vida para engaaras nossos. e o proprio gene-
ral Borges e os seus compaoheiros, cuja lista vae
""lusa. Levei-os todos comigo para Tagliacozzo
n de 5 mortos). e mandei-os fusilar s qaa-
o aoi
._ Jgo da-
patria.
Alguns guardas nacionaes de Sania Maria, com
o seu capitio que me tinha seguido, comporta-
ram-se hoorosamente. Reservo-ms fazer pro-
postas ao prefeito da provincia, para as recom-
pensas quelhes devem ser coocedidas.
O tenenle Staderini conduziu-se como ho-
mo-lo em tamanho atrazo, como 'val
rentes lugares, e lalvez ue 'acera i
0 Desle Quipap.
o-c'hVfe da.! sm.n".edefro0.ner'mueiuS.S"6 Cm ^V'
guerrilh*. Hltlica, qne, na sua deaconBaoca com
os estrangeiros, debutou por fazer Borges prisio-
nero com todos os seus. Forgado so principio a
seguir Millica, o hespsnhol assistio tambera as
pnmeiras explorages dos guerrilhas iddraanas
que nao tratavam seoio de saquear as povoaces
que oa passagem encoitravara sua defeza.
a Desgoloso e desanimado, Borges chegou a
abandona-los. Foi entio que dorante um mez er-
rou pelas montan has, oio tendo ostro ponto de
apoio mais do que a cooperagio de alguns emis-
sanos. que foram apprehendidos coojuoctamente
com elle: e todava eslava muoido de numerosas
cartas de recordagio, para os bandidos dos bos-
ques e das cidades.
as
Todos oa bersagliers ae diatioguiram muito.
Remetto a V. S. a lista dos candidatos
. para
recompensas, assim cerno todos os papis e
correspondencias muito interessantes do general
Borges eidoa seus co'mpanheiros, persuadido de
que o governo poder tirar d'elles um grande pro-
reilo. r
Franchini
n .. Hespanha.
uo jornal hespanhol El Porvenir, do dia 29 do
mez passado, extractamos o seguale :
O telegrspho traz-nos urna noticia de summa
gravidade e traoscendencia. Diz-oos que o povo
de Lisboa se lngara desatinadamente a commet-
meus correios ioslav.m comigo. para que aban- das n'.queu csaiui
donasse a floresta chamada Sila, onde todos os i 7 4a-ue"a.caP"'-
propnelarios e habitantes das immediagoes, ? snspeitas indicavam os hespanhoes como
t italianos revoltosos, me cercariam iofallivel- ?\ 2a '/"'"eis desgragas, que umajsorte de-
mente. > sapiedada fez em pouco dias cahir sobre a Ilustre
familia reinante de Portugal,
Tendo afloal encontrado os bandos de Croeco
Dooatello e outros na Baailicata, nio s esles o
prenderam
as suis arma
por Borges _
sold, fizeram os chefes dos guerrilhas obstinada
nhara dado lugar ao crime que contra elles ae
con?melleu. toda a nagao se levantar como um
so hornera para exigir do governo que pega com-
SSSSS ?^S5=f
metlida em Liaboa ; estava_preparada dehamui-
0 8..Te.r.n. d'aqoella nagao e ai autoridades
ganharaos ra.is. dizi.m elles. ^^^^^^^^i^^^^
Esta perspectiva e esta promessa era o attra- Z L'-Vh^TJT00^' ; 8e ,"elleD',0.,!;
tivo mais poderoso. or u aura ^ HOiMb a, ou se dormiu na sua insensivel indif-
a Afinal entregaram aos hesnanhes as .ua' Y^''? D-$S deTe desperta-lo, mas com tal
armas que j nao erara a, mesmsTporqu as t" Sift.?"8- P0"1 P0r muUo lemP
nhara trocado pelas peiors que o bando possuia.'
aSn" Bor?es Podldo 8aUar mais do quelt
4.000*francos, nio ------------- --
?o outro recurso senio
vessar a fronteira e ir, segundo
pressao, para Roma, onde teria
tos na mi, provado a Francisco
prego que se fazia do aeu dinheiro, e em urna
palavra a maneira indigna porque o ex-rei e elle
mesmo haviam sido eogaoados.
Atrsvessei todo o reioo, disse elle, desde
gBasriicata at Carsoli, confim pontificio.
aafiaanio a mim, vosso correspondente, que
coaneco todas as nossas provincias meridiooaes :
oque sai as difficuldades, interrupg5os continuas
de estradas e perigos que elle deve ter soffrido,
sou o primeiro a admirar a energa da sua con-
ducta.
Borges, entre outras apreciages, trata no
seu relatorio o chamado Langlois de impostor e
de fanfarreo.
Aqui, em aples, na occaiiio era que vos
escrevo, o senlimento mais geral a commisera-
gao por aqueta infeliz, apezar de todo o mal de
que foi causa n'um grande numero de pequeas
communas do ex-reino. Hornera exaltado por sua
natureza, foi de principio faoatisado ; depois ex-
plorou e abusou, e foi causa da sua morte por
urna causa que nio sua nem da Hespanha.
a E' urna victima dessas legitimidades que se
cobrem com a proteegio franceza para fazer der-
ramar rios de singue no seu proprio paiz, a favor
de urna causa perdida ara sempre.o
De aples escrevem Preste o segualo:
Teeho hoje um documento precioso a ofle-
recer-vos; o relatorio do major Franchini,
commandante do Ia. batalhio de bersagliers, so-
br a captura de Borges. Transmilto-o sem mais
prembulo. E datado d Tagliacozzo, em 9 de
dezembro. Vede que anda muito recente;
No da 7, s onze da noite. prevenio-meo
sub-perfeito do districlo, por meio de urna carti
que Borges com viole e dous dos seus compa-
nheiros a cavallo, tinham passado por Paterno,
dirgtndo-se para Scurzols. A 8. s trez horas
meta da mann.a ums carta do commandante
de carabineros reaes de Cappella me anuuocia-
va qae na vespera, s sete horas da oolte tioha
a mesma gente atravessado o pau, e que ludo
razia acreditar que terlam tomado o camnho de
Scanoli, e de Santa Maria no Tufo. fc"UUUH UB
iliar o somno.
N'este momento toda a razio esta da nossa
; como Asemos a Marrocos, deremos ext-
ra ; e onde est a honra de Hespanha, ali vio os
seus soldado colloca-Ia com a ponas das suas
bayonetas sobre as cabegas de quera ousou oflen-
de-la.
Confiamoi em Deus, que as cousss nao hao
de chegsr a este extremo, e que o governo de Por-
tugal se aprestara, sem quebra da toa dignidade.
a satisfazer s justas reclamages que o nosso lhe
dirigir, antecipando-se a praticar um acto de jus-
tiga, que todos os homens sensatos dos povosir-
maos lhe hao de agradecer.
[Jornal do Commercio, de Lisboa).
PEBIHWBUCO.
REVISTA DIARIA.
Acaba de ser exooerado do lugar de parocho
encommendado da freguezia de Quipap o Rvm.
Sr. Joaquim Bellarmioo de Miranda, que all bem
servio com satisfactoria distribuido do pasto es-
piritual aquella porgao de fles ; de sorte que ad-
mira ler-se dado inesperadamente a aua substi-
tuigio, quando ao contrario era para suppr-s
a continuagio de sua permanencia.
Devidaraente acatado pelos seus parochiaoos,
tudo envidando para sustentarlo do culto e boa*
harmona do seu rehantio, o Sr. padre Bellar-
mlno havia adquirido sobre o animo das ovelhas
o ascendente moral, que cumpre ao pastor ter.
E pois. o prazer qne experimeotaram estas por
occasiao de sua posse e administragio parochial,
acha-se agora convertido no pungir da saudade,
que alldeixa a sua exoneragao inesperada, sen-
do Isto j ums doce recompensa para o Sr. pa-
dre Bellarmioo, que nella ter por certo om es-
timulo para Dio desviar-se jamis da senda se-
guida naquella localidade.
Em urna carta dalli, sobre essa exoneragao,
lemos o seguate trecho ;
< Lamentamos profundampnte a ioiailica qae,
durante o rgimen do padre Miranda;
dfaTa-
aleaio
- entrad, da rjra do C*bug a^ .1H foi forsEsto
pele- calgamento ensaiada- oesaVrtM ; a costa w
mus effe.tos contrauam a maorfe.tar-te da na*
incommodo para orransita, a daasoaaapara.
ude publica, volvemos de aovo sobraa mesa
saumplo. adra de iaatar par q.rtqa^pJ^!
e. que remora taes iucoMeaianeas. F"T*"*B
i tan-sa algoma agua al, mas wbrevinda' loia\
aol.rornioii.s3e um lamag.l lofecto e m.l elri-
ra IMma -r o que ha de por certo reprodazr-sa
cora quaesquer churas cojas agaas empocem .T
quilla lugar pela falta quVlea5 de mmmmti
Ora, ao passo que acha-se ahi formado asee aX
go e que se vdescalgado esse peqaaoo^sB.
Otea-M montoe. de pedrs, pe!. \rda Z^S:
seos lateraea da ra do Rosario: aa qu.es so
oaraP"r.PO','ri" "" em abr
Attend.-se a isto. qut merece-o.
--Hoje abrem-saaa aulas do Curso Commer-
TrlorimlnKano'bt S fiSS
Pelat 9 horas da maoba do dia de hoi
misil cantad, como precedencia a exposieao d
STa "fogtdo "=S ""
da bengao das gargintas. uaua
Sr-nrDa?0KDr8\PagiI,aa,,? Wo trabalho do
.vu. ISST' ,,a,l por "' "tare"
Urna idea suceinta de Pernambuco um es-
1222Sem ,empo'ein p> Dr- &>*
era estudite da nossa Faculdade; omissoeosa
que i hilo este trabalho de historia, asa os-
drao de gloria para o sea autor, a quera felicita-
mos, e desejamos novos fructas
Na sexta-feira ultima, depois das *S hora
rfnl"* d' U.a> "***" d0 M"i irtta d>
Linco-Pool.s, encootroa n. altura do naladea-
ro urna mulher, que alravessava o trilho. a qaal
levou de rojo, occasiooaodo-lhe a aorta.
Com a deoomioaga de Conlo$ do lio Jo.
qu\m acaba de sabir do prlo ees Lisboa asta
xcellenle prodoegio do nosso amigo o Sr. Dr
Rodrigo Paganina.
Pola deoomioagio v-se, qae ella ana col-
lecgao de cootos simples, morsas, alsa da aer
um ensaio Iliterario digno de a prego pela narra-
gao e dicgao amenas e propriasaeole portuaueza
como sabe escrever o Dr. P.gioioo.
Sendo o tio Joaquim um hornera de campo
Ulano nos cottumes a sinaello nos fallas : con-
tando o que vto o que ohservou $o qut te Um.
passado com elle, em urna linguagem que caca.
bexra do lar, rodeado da familia da aldei*. qut
urna santa gente sem refolhot. Dio pode por
ESStt ,Tro 0 Dr- P8ino deix.r de
inspirar intere.se. e de deleitar a quera o ler.
Consta-nos que o Sr. Nogueira do Soasa -.n-
dra yir de Lisboa essa obra, que breve estar
exposta venda em sua livrarta.
O Sr. Dr. Souza Ribeiro, cojo talento re-
conhecido. dirige-noi o artigo que segu sob dT
nomin.gao-S/ecto no Farol; olasl ama
PiI'hd?i'K,e me,m ,a,enl0' <>oe -
testa brilbantemente.
silencio ^o tono.
I
a Mr. Dupin est aposentado.
Mr. Dupin ? este preclara lela friacez qae
escreveu um volumoso tratado ebeio de cooseihoe
e de mximas pars servirem de orenlos pro-
flssao do advogado ?
c Esse mesmo.
A razio, por mais medo qae ea tanha de di-
zer certas verdades, a razio 6 triste: tem-se re-
coohecido que elle s disse ioatilidades. Se el-
le ensin.sse a maneira d pescar corretorea de
causas, d la bonne heure I mas vir ahi cootar ee
se deve ser assim e asisdo, qae se dase eitud.r
e escrever muito para ser bem advegsdo, que se
deve ser coosciencioso a probo para ter antee
clientes Ora I Mr. Dupia aunes- lea Eegeeie
Sue, ou se o leu. nio se lembra qae o astrnomo.
Kumphius. s por amor da disltecica, enchergaaa
nos conselhos que se lhe dsvsm, outr.s tintas
censuras implcitas, nem sabe qae a dialctica
de Rumphius endmica no foro.
Eis um advogado americaoo que oflerece sea
loquell. ao respeitavel publico e sonancia, i
guisa do Sr. Osborne, que em sos banca se vea-
dem argucias jurdicas de todo o proco: o mee
hornera etpera dias e dias peta app.ricio des
clientes: quil I todos elles trizan a bengala de
Mr. de Balsac oa mo eiqaerda.
c Um bello dis o nosso Cujaccio tira-se das
seus cuidados e vai buscar freguezia ao foro t
acha a porta fechada, espreits pela tachadora a
ve o toro deserto, ss cadeirss carnes, pcelas.
o banco dos procuradores, j csroacnoso, a eo-
contra na ra osescrivies sen oculos a sen sa-
tos debaixo do brago. E* um milagro : prosa el-
le, a chicana morreu, e como em sua vida den
de comer a muitageote, vamos fazer-lbe asa psae-
gyrico tarjado de negro e con en fraelosekte
de lagrimaa.
Aasim foi: mas a oragio fnebre nio sabia
porque o grande sacerdote da imprensa seo e
folbinhi io nosso Bossuet torease, e nostree-
Ihe que a chicana estava apenas de ferias. late
quer dizer qae, emquanto se festeja o nssd-
meoto de Nosso Seohor Jess Christo niocoesa
pode quebrar a cabega do vizinho, aen daitar ee
de'fb \l* P"* rU*' D,m e,cr,Ter-*ro,'*f
E'um Iriaitorno: oijaizei vio pssssr a tae-
li, o eicrivaes entregan os carlorios s ara-
nhas, os advogados ap.nham aaoacas a os og-
ciaes de justiga vio User palitos.Depois. traes-
torno anda maior: fecba-ae a templo de Syga-
lio, dos do sileocio, abre-so o de Jaae, (e-
Iheam-se ordenages e Lobes, o Dr. Corpus
Jurit abre a seasao, e eis ahi do aove ama ac-
tividade febril enebendo resmas a reanas de pa-
pel de pslavres medonhos com gosto de reaaet
trot, de urrettot, com um chaire de itaeoipea
que fazem tremer at partes qu.odo ae talle en)
cusas. Oh I as cusas sio o>spauUlho das de-
mandas : um pobre credor vai ter ce a as ci-
cero a quem prometi ama iospiraclo metallica
e qae lbe d carrada da riti, pelo qae elta
rnostraAs cousullai Jwtalicao, o estado des
praxi.tas Guerreiro^Bar^P^ Vae-Goerva e aa-
tros monstros que Tace : r fie. para dsaeS-
como me dizia um de neei disttactas niitiit!
censurando o nosso l.byrintho legal, peras ee
rerdada o mnlioreai carratareas asesse oss-
8".i9'1 d razio s todos, deixaado aos Apolles o
cuidado de fazer justiga a poacs.
c Tnta-se cama : ana aetle fimium -
gundorum, oa urna familia eroitcuudim, ee ea-
com t seus p.rocbi.nos, soffreu o ICrm.^padr I io um interdicto uii ptttUttit. Ah i i Ct-
Mirao.di; e convicto de que por cedo nio parti 1 cero ao teu cliente aterrada ao ottvir iqatlles


T r~;
ro
DIARIO DE PEBNMBUCO. SEGUNDA FIllU 3 DE FEVERRIEO DE 186%.
nomes barbaros qee So parecern
Telacao con a sua prelencio.
fcheica a concfliacio : o juizo de paz a utu
TidirCa oode quwem ioyjlautar .a ( (lomada era bota sentido), oeste reculo de (erro ;
vem a hora *a audiencia, e Aspis que m dii
vetolio, *"e, tnia ert.Tesnoade o juiz e estar
preetfchida a formalidad* Ora urna cousa as-
sim urna baria : qvem quer paz cao 44 aro a
demandas ; quena quer demeadar, nao se cooci-
lia : arttea fosse aqu como a Blgico, efu qwe o
juizo conciliatorio 6 o jiae jlas desistencia*
transac^oes que podem ter lugar .em fusique*
atado da causa, m vez de sor, copao o aosso,
prtico forjado do raudo juiwcorsistfeioae.
K bem vaio negocio quando Jiz depee,
pretexto de guspeicaa, atada as causas que Ibe
nao cabem aa aleada, inauda as partos de //ero-
gas para Pimos por urna vida eterna, ta atien-
do aos suoplicados: ahi por (ora, qtaoto mais
continental 4 o dwtrcto, maisem toga anda esea
moda que quer-parecer um fac-shnit dos pei-
"xes de abril : dtabo I quando eu aouber que-o
meu cliente vem por adveraario um compadre de
algura juiz de>paz do reconcavo, mando embera
cliente, aioda que me prometa a California,
porque preciso da paciaocia pata a mioha casao-
niaocio.
Suppetrharaos vencida a prianeira ditflcelda-
de : vem del um escrivio a ocher papel de
fiemos 'teas, que oada diaem, e depois de ss-
aassiuar sem piedade a caligtaphia, m.nda ao
Cicero na collecgo de termos de data, de juu-
lada, e de recebimejilos, ebeios de f sem a me-
nor caridade para com os olhos do pobre Icio ;
vem depois o adrogado com urna inuuodagao de
artigo, que, segundo elle, sao conbecidos pela
fama jrublica, a para recuperar o lempo perdido
com as (eriaa da chicaaa, replican] per aegacao
os um dia, Dooulro leam ao cartorio meia u-
zia de pessoas que dos eostumes nada dizem, e
untaJo. Alguos arracoam anal em uome de
Deus e da Sanlissima Trindade, aobreludo em
sansas de orphaos e viuras (os viuros que se ar-
rangem) ; outros citam o cdigo da l'russia ou
ta China ; alguos remetam-se Papniano, ou-
tros invocara as Pandectas, e por enlre um liro-
teio de oomes proprios e urna iovaso sem noroe
de trechos do Sr. Pedro, do Sr. Paulo, do Sr-.
Saucho e do Sr. Uartios, concluem mullas vejes
pedindo a nlerpretifio da lei. Quando con-
cluem pedindo justic, oada mais razoavel; mas
urna interpretado? lenbo mais medo das in-
terpretares doulrinaes, das inlerpretacoes de
uso e de jurisprudencia do quedo cholera-mer
bus de Cruaogy : agora, Do sei porque, mas em
$t me (aliando de iulerprelages, vem-me logo
idea a (abula de Protheo que os cem anuos da
lei da boa razo nao poderam explicar.
D'hi |oada chega o juiz : vem togado, traz
urna venda nos olhos, urna espada na rao es-
querda, e ums penoa na direlta, escoplo os que
sao canhotos : vejam-lhe as sobraocelhaa : tra-
jera uma borrasca em projecto ; vejam-lhe os
labios : Irazem o sello da sapiencia gravado na
parle interior pelo sinele do intelleclo ; vejam-
llie o ordnanos : um beleguim empavezado
com um mandado de priso contra os recalcitran-
tes : tudo isto precedido de um sacco para as
cusas e ce dous saceos para o e'molumeotos,
sem fallar no preparo da causa, porque como
ninguem pode ter razio gratis, o fisco quer a
sua gorgeta para que a mi patria ande sempre de
botas eovernisadas.
Quera o juiz? um homem de honra que
cumpre seriamente o sen dever, e dicta a juslica
lo throno augusto da imparcialidad ? Ser as-
sim ? Nem mais oem menos : esse o homem,
equem pensar que ha alguos que decidem ques-
toea om estado de innocencia, depois que boce-
jam ou antes de esfregarem os olhoa, analhema
BU.
Na mioha Ierra, um juiz publicou um feilo
com a maior seriedade do munio, regeilando uus
embargoa a uma senteoja de um seu predecessor
e depois dirigiodo-se ao escrivao:
~ Sr. F. intime asentena ao embargante :
o tal testamento nada prova.
Que testamento?
Esse que deu lugar esla petico de he-
TSOC5.
..." Perdi, senhor, uma escriptura pu-
blica. v
Ah nlo liona reparado... sim... mas...
intimo o embargante.
O que ialo 1 o juiz nao leu os autos?
Leu, masesqueceu-se por ter comido queijo fla-
zuengo ao tlmoco.
Um outro, estando a escrever ao mesrao
lempo uma sentenca e uma caria a um compa-
dre, coutinuou nos autos a missiva e depois de
mandar lembrancas ao aniado, eoncluio con-
lemoando oreo apagar o pedido, e o autor a
pagar as cusas.
O que islo ? o juiz era somnan.bulo ?
Qual somnmbulo I quera encarregar as par-
tes da remessa da carta : por se ser juiz nao se
est impedido de ter correspondencias.
Dem por onde derem, um dos litigantes
Tcm a pagar as cusas: horrivel a prosopopeia
do coodemoado 1 ir buscar lia, ir estnagar o con-
trario com os rajos dovaticaoo forense, esahir
de l como Vulcaoo, coxeando, encarvoado !, ha
nisso com que fazer perder a bemaveolurenes,
alvo quando ao tal j pertence o reino dos cos.
por direilo de naacimenlo.
bava cora as demandas de um modo muito sim-
ples : mandara escrever na fachada de lodas as
casas onde houvessem tribunaes, ou de todos os
tribun.ies que tivessem casas proprias, duas ni-
cas palavras : O autor e o reo pagaro cusas
jguses, e hao de paga-las ao escrivao.
Forem mais de duas patarras ; nao imporla,
ecoslume (azer-se dessas.
a Ainda bem quando o negocio tica oslo, por
que s vezes ha causas em vinte volumes ih-folio,
cora om volume de artigo, dous de provas, dez
de lermoa. quatro de excepcoe, om de razdes
ioaes, e dous de iodices, com um appendice con-
tando a seoleoQa final: nessas causaa trabalham
urna dymnastia de advogados, uma geracao de
litiganles, uma grozade eacrivaes e duzia e meia
de juizes : ullimamente deeidio-se em Hadagas-
car ama demanda que foi contempornea de Ma-
thusalem.
Dizem que nao vale nada uma apn*ellacao
para casos taes : vale muito ao contrario : lu-
crara lodos : uos aperfeicoam-se em sua arte,
otros gaehara honorarios maiores, outros flesm
sabeodo o que a chancellara, e at as partes
ficam na expectativa, o que roelhor para ellas,
porque vale mais para a illusao uma esperanza
prolongada, do que um deseogano pelo methodo
de Castilbo.
Se as causas sao crimes, (soto melhor para
os reos : apreadem os pacientes o camioho do
co ; os impacientes alquirem o habito da resig-
nacao ; uns e outros em suas celias de estado,
esto ao abrigo das tenbeoes do inimigo, que
tanto persegue a sociedade.
Os cidadaosse dividem em presos e sollos ;
os presos se subdiridem em simplesmente indi-
ciados, em pronunciados, em julgados e sppel-
lados, e em coodemnados propriamente ditos.
Doa indiciados nada digo : quisqus estjus-
tu,doee, ele ... slelos sabem o resto.
Os pronunciados, esses sso uns tigres, salvo
Be prestara Baoca e abrem o carcere com uma
chave de ouro, ou al de papel ; os julgados e
appellados queixtm-se da eloqueoeta do promo-
tor, da cooscieocia do jais, do acaohameoto do
patrono : quixera-se, mas Itnham (i e eiperewt,
que tal o grande segredo da philosophia hu-
mana.
Has desde que a vejo um coodemoado sem
appello nem sggfavo, entro em ama sorte de fu-
ror pi contra elle, porque sei respailar os fados
censummados : acho que ainda foram poucos os
mezes de priso preventiva, que as spostrophes
do ministerio publico forim elogios, que o de-
fensor devia ser declarado cmplice do cliente,
que os beos desle deviam ser confiscados, e elle,
jualicado no imperio de Tippos-Sslb. So uma
csmi pode modiflear-me esse estado de convic-
cio : a remiasio da pena ao coodemoado, o
jual tem aioda na fuga um recurso exlra-jadi-
SMl de rehaailitacio.
Todos esses pheoomenos forenses examina-
dos em detalheaao fastidiosos, rudes, e immolet-
eu como a platina, mas 'isla do alio, a paysa-
gem pittoreaca a nao poder mais : o foro e em
lemplo, osjuizes sao os sacerdote, oa escrives
"?' lul. o advogados .ervem s ga-
ikotao, os procuradorea modam o missal, e os
sMriohos andam potModo para as almas de porta
MD perla -^m Mdiencia ama misa, o jury um
TeDeum, & Piltro mora no Porum.
lsto qoer dixer que a justi;a do evangelho
evangelko da juslica sie o qne devem ser : a
**"* aeanso Deus, o Iriumphoda mesma lei, a
da nnocsneia, a palma da virtnde, mal-
-_--------------------------- ,r-----------------------------------------
ttinima difio do crlme, e a pnrttt de ambos os sacerdo-
cios ; e senem sempre aisim nao sen eu o cul-
pado.
Soacharem qne este cont vat sem ps nem
cabera, paciencia 1 alguma alma piedoss que lhe
empreste o que faltar : eu por mim, s me ar-
rependo de ter dado por epigraphe estas liohas
'Silencio no foro.
Janeiro, 1861.
Sousa Mibeiro.
"ti* o#ri|etjiM) e K-i^eaitoOprimeiro
Setai* fFciajt
9m um offei> 294jaaaBO odo, tangi-
do de Nazafptb V. xc., lia M3f. Abo Jo
Tavatos darita ff scas>i1es*tolh.r-s|juel-
la cideie o t^MerasaiV viraos qfMvdsraDVj^i das
estivoea em S. 'Vfienti joeelando xeoereoe^pi-
rituaes s victimas do cholera-morbos, -e que de
oeu ffleio, de ^1-!* oopw. e *ia q*w-e
mal achava-ae quaai extiocto naquelte dislriclo e
leus suburbios-; mu que, percorrendo o mesmo
vigarfo outros pontos nos dislrtctos da Vicencia,
Larangetras, Alliaoca e Alagda-Secca, verifico
que o matia fazendo victimas, anda que nao las
numerosas quanto era S. Vicente, pelo que se
ootava desaoimo nos que anda oso lioham sido
accomraettidos e abandono da parle (lestes para
com os infelizes; sendo de opinio, com a qual
se conformara o dito juiz de direito, que os mdi-
cos que se achavam em S. Viceote deixassem este
lugar e partissem para a que lies dous ltimos
ponlos, em que sua presenca era necessaria, po-
dando os mesmos mdicos confiar alguos medi-
camentos ao pharmaceulico Joo de Lima Freir,
capitso Jos Faustino de Alfeuquorque Cavalcan-
ti e ao aubdelegado do diatrcto, os quaes conti-
nuaran] a ptestar-se eomo at eolio, cora todo
o zelo e dedieacao quelles que ainda viessem a
ser atacados do mal.
No meamo officio diz o Dr, Abilio que a ci Ja-
de de Nazareth continua isenta do mal, nio obs-
tante j terem morrido seis escravos no engnho
Alcaparra, meia legua distaule, e um no engenho
Buraco fundo, duas leguas distantes da mesma
cidade, pelo que elle fora, em companhia do Dr.
Symphronio Cesar Coutinho. aquello engenho
examinar o mal que, segundo as observares
desse facultativo feitas sobre o cadver de um
prelo que fallecer na noite antecedente, era
cora effeito o cholera niorbus ; e acrescenla que
a morlalidade segundo clculos e assentos do
respectivo vigario, de 400 pessoas. sendo 300 em
S. Vicente e seus arredores, e 100 pelos outros
pontos que o mesmo vigario percorreu.
Em um officio de 30 do mesmo mez, dirigido
da mesma cidade, S. Exc, diz ocapio Fran-
cisco Antonio de S Brrelo, delegado de polica,
que o cholera-morbus, que pareca ter declinado
e achar-se quasi extiocto no 3 dislriclo de S.
Vicente, segundo lhe havia commuoicado verbil-
mente o reverendo vigario da tregen.) dessa ci-
dade, lioha apparecido em oulros poutos, confor-
me communicac,o dos medico em commisso ao
respectivo juiz de direilo, e do delegado daquelle
dislriclo ao mesmo delegado ; de sorte que o
mal ia grassando por diversos pontos, como fos-
sem o 2o dislriclo de Linugeiras, o 4 de Alliao-
ca e no Io daquella cidade em o engenho Alca-
parra, em que o mal j linha feilo seis victimas
entre os escravos; e acrescenla que a dita cida-
de, que tem estado livre do cholera, pareca vir
a ser invadida, porquaoto na distancia de 400
bragas e quasi nos suburbios, foi assaltada uma
OiUlher que se aihava em perigo e estava sendo
tratada pelo Dr. Symphronio Coutinho, mulher
procedente, segundo iuformacoes que temos, de
Larangeiras, onde reina a epidemia.
c Era um officio de 8 de Janeiro Godo, diri-
gido do Brejo de S. Vicente ao Exm. presidente
da provincia, dizem os Drs. Espindola e Ermirio
Cesar Coutinho que a epidemia comecava a fazer
estragos em diversos poutos desse dislriclo, como
sejamPao de Grito, Zabel, Cilumbi. Pirana,
Monte-Alegre, Oito Pnrcos, Serid e Iliuma ; mas
que declinava onde tinha comecado a desenvol-
ver-so, como seja essi yoroagao, Pindoba, Jus-
sra, Palma, Bonito, Pedra d'Anolar, Folgudo,
Canoa-brava. Macacas, Uruc, e Pimenti, fazendo
ahi uma ou outra victima. Dizem mais que tl-
nhara percorrido e cooliouavam a percurrer os
tugares alacados, enviando constantemente ins-
iruc-:oes e medicamentos aos respectivos inspec-
tores e outras pessoas inteligentes dessas locali-
dades, para que em sua ausencia e nos casos re-
pentinos fossem os accommellidos p rom pamente
soccorridos, e que naquella data remetliam ao
respectivo juiz de direito um pedido dos medica-
mentos mais necessarios, porque destes j li-
oham falta.
Dos outros pontos desla provincia, em que
lavra o cholera-morbus au chegaram couimuni-
cacoesofliciaes presidencia da provincia.
Nesta cidade e em suas immediacoes nio ha
caso algum de cholera-morbus.
A's 6 horas da tarde do-l. de feverciro de
1862.
Iba legitima de Firmlno Francisco deCatTalhe e
Rosalina Maria daGoncei^io.
Maria, branca, nucida em t4 de abril Se I85,
fllha legitima de Antonio Monleiro de Mello e
Thereza Carolina Monleiro.
Isabel, branca, oascida em 14 de marco do
1T
Alrno,. r i
Poaaiaoo, brajifio, Mtwido eaj lt de novtNobf pe
t*? Pa^,-flUatAgitirtie 4* Jdanoel Ae- ter
gMto de Neoeis Co#U Afcrla Aagosta Pereire cid
a Dr. i^utno Fonteca.
a Nesta c'dade o em suas immediacoes nio ha
caso algum de cholera-morbus.
A's 6 horas da tarde de 2 de fevereiro de
1862.
Dr. Aquino Fonseca.
Lisia dos bsplisados e casamentes havidos
na freguezia da Boa-Vista do 1. de Janeiro ao
ultimo.
Julo, brauco, nascido em 10 de novembro do
anuo passado, Glho legitimo de Antonio de Sou-
za e S e Josepba Egidia Silveira e S.
Amalia, branca, nescida em 24 de novembro
do 1860, lha legitima de Jos Vctor da Silva
Pimenlel, e Maria Mxima do Carvalho Pi-
mentel.
Maria, branca, com (res semanas de nascida,
fllha legitima de Joao Pedro da Costa Cardozo e
Francisca Candida de Jess.
Virginia, preta, com 4 semanas de nascids, fl-
lha natural de Josepha Maria dos Santos.
Manoel, brinco, nascido em 26 de dezembro
de 1860, filbo legitimo de Jos Luiz Alves Vilel-
la e Francisca Luminata de Jess.
Ernesto, braoco, nascido em 15 de dezembro
do anno passado. Glho legitimo do Dr. Theodoro
Machado Freir Pereira da Silva e Amelia Dulce
Barros da Silva.
Maria, prela, 9 annos de nascida, fllha natural
de Marcelina, escrava.
Ludgero, branco, nascido em 27 de margo de
1860, filho natural de Bernardino Jos da Costa e
Aona Joaquina do Sacramento.
Manoel, branco, nascido em 3 de oulubro do
anno passado, filho natural da Manoel Pereira de
Figueiredo Toodella e Marcionilla Francisca
Soares.
Umbelina, parda, nove mezes de nascida, fllha
natural de Maria Francisca da Cooceicio
Etelvina, branca, com 5 annos de nascida. fl-
lha natural de Candida Claudina da Silva e Jor-
ge Quiolan Marlhur.
Manoel, branco, nascido no 1.a de dezembro
do anno passado, Glho legitimo de Jos Fernan-
dos Ferreira e Aona da Silva Ferreira.
Jos, branco, nascido ao.s 24 de setembro do
anno passado, filho legitimo do capilio Trajano
Alipio de Carvalho Mendooca e Maya Temporal
de Carvalho Mendonca. ,
Josepha, parda, com 3 mezes de nascida, fllha
natural de Marcelino Jos de Santa Aona e Lu-
cinda Ferreira dos Santos.
Mara, branca, nascida em 11 .de dezembro de
1860, fllha legitima de Pedro Celestino Mindello
e Joaquina Bezerra de Hollanda.
Anna, branca, nascida em 23 de junho de 1859,
fllha legitima de Pedro Celestino Mindello e Joa-
quina Bezerra de Hollanda.
Candida, parda, cora 8 annos de nascida, fllha
legitima de Joaquina Jos da Costa e Paulina Ca-
rolina de Azevedo.
Carolina, parda, com 5 annos de nascida, fllha
legitima de Joaquim Jos da Costa e Paulina Ca-
rolina de Azevedo.
Leobino, preto, com dous mezes de nascido, G-
Iho natural de Rosa, escrava.
Theodora, pards.com lies mezes de nascida,
fllha legitima de Joio Antonio deOliveira e Can-
dida Monteiro Siqueira.
Maria, preta, com 6 mezes de nascida,Glha na-
tural de Vicencia, scrava.
Luiz, branco, nascido em 29 de novembro do
anno pateado, Glho legitimo de Lniz Amavel Du-
bourcq e Harta Josephina Dubourcq. ,
Mara, braoca, nascida em 23 de feveriiro
de 1860, fllha legitima de Gemioiaoo Joaquim
de Miranda e Olimpia de Souza Gomes de Mi-
randa.
Jos, branco, de novo mezas de nascido. filho
legitimo de Jos Francisco Goncalves Orm e
Theodora Maria Guimaraes Orm.
Belmira. braoca, nascida em 25 de oulubro do
anno passsdo, fllha legitima de Antonio Mar-
ques Soares e Amelia de Mello Marques Soares.
Aona, branca, com um anno e oito mezes de
nascida, fllha legitima de Hermenegildo Henri-
que Teixeira e Lucia Mara Henrique Teixeira.
Maria, parda, com quatro mezes de oascida, fl-
..._., _..., uo.i>ua e, 14 ae mgr;o o vr a providencia contra a qual tao catbegoca
anno Psaeh>. Qiha legitima de Antonio Monteiro e dogmticamente se levanton o Sr. inspector da
de Mello e Thereza Carolina Monteiro. thesouraria, que pretendou contrastar oom a sua
joap^bynco, rsisruuafo MWatutt nascidj. -fl- opiniio siogular, w amtoruada, a oca que
lho l<*JPtao do Antonio Coste i a ornes 4t Al- vigora em todo o mundo e losas as sumidades
"n^Jaqu*Ni Bsjisrira de Mefto GosMs do scientifleas parl.lham e dalendeo.
Nio obstante, pois, a aasevoragio do Sr. ins-
ctor, cmara obstino-so ss pensar que o al-
rrodos alagados que exiotem nocorego desla
HT" *""^ v-dfd e as suas immQoiofas, a j>rovidencia
^Lj ", tts,s P'oDcua e ttncaz, osn rlacao a bygienue
msitna, parda com um amo de nascida.H- publica, que por ventura possa ser ingerida e rea-
lha legitima de Simpln hq n|irar, Maria 4f '
Emilia, parda, com dous anos e meio de nas-
cida. Glha legitima de Mariano Teixeira de Bar-
ros e Deolinda da Cmara Sette. eiia e aamissivel e praiicatel, que dous lercos
Geraldo, preto, nascido em 10 de oulubro do seguramente do terreno que oceupa eala cidade,
anno passado, filho natural de Luzla, escrava. sao conquistas feitas aos alagados.
Delfiaa, crtoula, nascida em 12 de maio do A cmara nao contesta que a limpeza dos caes,
anno passado, fllha natural de Benedicta, es- e das praias seja de extrema ulilidade, mas oio
cra*a-. isto cousa tio fcil, como se presume, em quan-
Domingos, branco, nascido era 12 de julho do lo nio forera alteados esses terrenos alagados e
anno passado, filho legitimo de Domingos da cercados de muralhas, que impegam que
Neves Teixeira Bastse Constanza Januaria Mon- nrin
leiro de Andrade Bastos.
FJtraeralda, branca, com um mez de nascida, fl-
lha legitima de Jos Baptista Braga e Joaona
Maria Pessoa Braga.
Amonio, pardo, com 4 mezes de nascido, filho
legitimo da Jos Francisco do Nascmento e
Francisca Mara da Conceicao.
Amelia, branca, nascida em 22 de Janeiro de
1860, fllha legitima do lenle Aetooio Diooizio
de Soulo Gondia e Mara Hentiqueta de Souto
Gondin.
Filomena, b.anca, com um mez de nascida, fl-
lha legitima de Joao Comea dos Santo e Maria
Francisca de Mello.
Cafamenlos:
" Luiz Francisco Bernardo Cavalcanti com Maria
da llora Wanderley, brancos.
Fernando Romano da Silva com Virginia Ame-
lia Dubourcq, brancos.
Antonio Romo da Silva Martina com Ertia
Mana Carneiro. de Oliveira, pardos.
Marcomiro Psncracio Pereira doa Santo, com
Luiza Maria de Freitas. brancos.
Antonio Pereira de Mendos, com Romana Ro-
sa da Cuoha, pardos.
Joao Silvestre de Oliveira e Silva, com Maria
Carolina de Souza Magalhies, branoos.
Manoel da Cusa, com Caetana Maria de Jess,
pretos,
Minervino da Motla Silveira, com Cordolina
Maria Augusto de Oliveira L-iio, brancos.
Mormenlo da enfermara da caaa de deten-
gao do dia 31 de Janeiro :
Tiveram alta da enfermara :
Vctor Jos Ferreira.
Palquer ((raocez.)
Joaquim, afilcano livre.
Josefa, escrava de Francisco Ferreira de Mello,
lauo, escravo de Joao Francisco Cavalcaoii.
Tiveram baixa:,
Maih83 Antonio Ferreira, diartha.
Joaquirn Leandro Barbosa, fbre intermitcnle.
1.a de fevereiro.
Tiveram baixa para a enfermara :
Manoel Antonio Ferras. diarrha.
Jos Martins Ribeiro, idem.
Joao Antooio Teixeira, anemia.
Tiveram alta :
Antooio Jos de Souza Barbosa.
Antonio Jos Ignacio.
Jos Barbosa do Nascimeoto.
Lista doa rassageiros do vapor /aouart'oe.
sahido para os porlos do sul:
Francisco Antonio CTuni, Antonio de Almeida
Darreto, Dr. Miguel Felicio Bastos da Silva, 1
cnado e 1 escrava, Dr. Manoel Antonio da Fon-
ceca Mello, Vicente de Paula Cascaea Teiles, An-
tonio Lios de Albuquerque, Joaquim SeraOm da
Silva Cravo, Manoel Gomes de Almeida Leile,
Henrique da Cunha Rodrigues, Joao Leocadio
Vieira e sua cunhada, Daniel Jos Pereira Lima,
Jos Olton Freir, os Belgas Fireman, Van Geud,
De Viller, A. D. Raedl, P. Verschnereo, Fr Noy-
leo, 6 Pfas, 1 furriel e 2 criminosos, Jos An-
tonio deDliveira e Manoel Polycarpo Moreira de
Azevedo-
Lista dos paaaageiros da barca americana
.-lieia, entrada de Philadelphla :
O cnsul americano Thomaz Adamson e as Sras.
A. Wilham e S. F. Odeli.
Lista dos passageiros do brigue b>a . Affonto, sabido para o Rio Grande do Sul:
Antonio Luiz da Foaceca Bastos e 1 escravo a
entregar.
JaflKTALIDADK 00 OU 1 DE FEVEREIRO
Firmioo, Peroambuco, 4 raezes, S. Jos ; re-
pentinamente.
Padre Lourengo Lopes de Carvalho, Pernam-
co, 68 anno, S.Jos; cangeslao cerebral.
Luiza Mara da Conceicao, Peroambuco, 36
annos, solteira, Santo Antonio; congesiio ce-
rebral.
Uma mulher.de cor branca, S. Jos ; conges-
iio cerebral.
Beolo de tal, 55 annos, S. Jos ; hydropesia.
Maria Francisca de- Saul'Anna, Pernambuco,
14 annos, solteira, S. Jos : gastro encephalile.
CHRONICAJUD CIARA.
Ti-ibunal da Relaco.
DIA Ia DE FEVEREIRO E1862.
Presidencia interina do Exm. Sr. desembargador
Caetano Santiago.
A's 10 horas da manhia, presentas os senhores
deembargadores Gilrans, Lourengo Santiago,
Motta, e Pereti
Nao pode haver casa.
CAARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSO EXTRAORDINARIA AOS 13 DE
JANEIRO DE 1862.
Presidencia do Sr. Barro Rtgo.
Presentes os Srs. Cezario de Mello, Uenriqaes
da Silva, Maia, Reg e Mello.
Abrio-se a sessio.
Elidae approvada a acta da antecedente.
Le-se o aeguinte
EXPEDIENTE.
Uma pelicio com despacho da presidencia pa-
ra cmara alteodei, como (dr de juatiga, a pre-
leogao de Joio Carlos Augusto da Silva, que re-
quereu para expdr a venda no mercado publico
uma porgao d farinha que linha em deposito,
sobre cuja preteogao j havia a mesma cmara r
informado na sesso ullima ao Exm. preaideote Fredetico Lopes Guimaraes.
da provincia.Posta em discusso ; reolveu-se Francisco Sergio de Mallos,
ordenar ao fiscal de S. Jos para consentir que o
rettido Joio Carlos expozesse a venda no mer-
cado daquella freguezia a farinha de que se
trata.
Entra em discusso o officio do Exm. presiden-
te da provincia, adiado oa sessao ultima, no qual
declara S. Exc, em reaposta ao officio da cma-
ra, que pelo motivo ponderado na ioformaeio in-
clusa por copia do inspector da thesouraria de
fazenda, nao podera ser alterrados por cents da
fazenda. os alagados de que trata o citado officio,
coovindo que a mesma cmara compilla, pelo
meios regulares, os proprietarios a fazer laes at-
""'" Ti" a "^""ios a tazer taes ai- rrancisco Jos da silva.
trros.O Sr. Reg, padiodo a palavra, declawu Francisco Mariobo de Albuquerque Mello.
QUe eOlendifl Se deVU reflexionar da nnn i S Pranriorn lia D.l. 4. D.. D...__
Francisco de Paula do Reg Barros.
Francisco Jos Vianna.
Francisco Antonio Pontual.
Francisco Xavier Caroeiro da Cunha Miranda.
Francisco de Paula Cortea de Araujo.
Francisco Xavier Carneiro Lina.
Dr. Felippe Carneiro de Olioda Campello.
Francisco Soller de Figueiredo Castro.
que entenda se devia reflexionar de novo S.
Exc. sobre a medida apresenlad, de serem os
alagadoa alterrados pela fazenda por cont dos
proprietarios, e nesle sentido aprsenlo o suto-
grapho do officio, o qual foi approvado, e man-
dou-se passar a limpo remellar ao Exm. pre-
sidente da provincia.
O mesrao Sr. Reg- requereu e foi spprovado, r
que o officio cima citado se traoacrevesse na ac- Firmioo dos Santos Vieira.
la, bem como a informasio. do inspector da lhe- Dr. Francisco do Reg Barros Lacerda.
souraria de fazenda dada ao Exm. presidente da Fernando Francisco de Aguiar Montarroios
provincia, os quaes e segueni: Francisco Carneiro Soares Brandao.
N. 6.Illm. e Exm. Sr. -De posse do.offlcio Francisco Cavalcanli de Lacerda.
de V. Exc, datado de 14 do corente, cobrindo o Francisco Meodes da Silva,
parecer do inspector da thesouraria de fazenda, Dr. Pernando de S e Albuquerque.
junio por copia, a cmara municipal desla cida- Dr. Felippe de Souza Leao.
de pede licenca Y. Eic. para voltar a materia Dr. Francisco do Reg Barros Brrelo.
de sua prmeira communicagio, a que V. Exc. Francisco Cavalcanti de Souza Leao.
responden. Fraocitco de S Brrelo.
Solicita, como lhe cumpre ser, pela salubrida- Francisco' Antonio Pereira da Silva,
de publica, e juntamente preoecupadacomo alias Francelino Caroeiro de Lacerda.
ae acha, com os assaltos eminentes do cholera, Dr. Francisco Joio Caroeiro da Cunha.
que consta lavrar com certa iotensidade em va- Francisco Pereira de Azevedo Giman,
nos pontos da provincia, cmara nio pode dei- Francisco Correa de Barros.
zar de chamar a alteocio de V. Exc. para um aa- Gedeio Forjaz de Lacerda. -
aumpto reputado da aalor importancia para todos "
os homens da scienci.
Que a existencia de alagados, e oulros focos
semilhantea de exhalages miasmticas, pre-
judicial a laude, ntoguem ha ahi que duvide ou
mesmo se atreva a coatestar com spparencias se
quer-de razio.
E foi estribada na opiniio de todoa os hornees
competentes, e at na experiencia universal, que
aoimou-se, nao a reclamar, mas a indicar e lem-
a providencia contra a qual tio catbegorica
Quairtrr ImpratlcaTOtaade da medida a cma-
ra pensa aioda por modo integramente diverso do
Sr. inspector, e para convencer-se slguem que
illa admissivel e praiicatel, que dous lergos
pno movimento das sguas, oas enebentes da ma
t, tragara uma quantidade de immundices que
as vgzaotes se depositara nessas paragens, e a-
juntam-se aos principios deleterios que natural-
mete encerrara.
B assim, sendo notorio que os alagados sao ob-
noxios a saude do homem, e eatando por um la-
do demonstrada a pralicabilidade da medida, e
manifesla por oulro a impoasibtlidade de ser o
mal remediado mediante o emprego dos miogua-
doa recursos municipaes, ao Estado corre o dever
de acodir a populagio, tanto mais qnanlo o au-
xilio prestado sera apenas em adiantament, ae
a providencia fosse execulada pelo Ihsor indica-
do pela cmara.
Finalmente, ainda mesmoadmiltiodo-sea pro-
Qcuidade do meio lembrado por V. Exc, de com-
pulsio pelos tramites regulares para conseguir-
se doa proprietarios fazer tae atterrps, i fazenda,
e nao cmara, compete empenha'r-se nesta t-
rela, por quanlo, dos contratos de afforamento
ella consigna a clausula de beneflciar-se os ala-
gados aflorados dentro do prazo determinado,
prazo que sem duvida j foi excedido, e clausula
que lhe cumpre fazer respeitar, tornando-a effac-
tiva. \
Quejra V. Exc. relevar o enfado do longo ar-
raioado com que procurou acamara apoiar a be-
nfica providencia, que.teve a honra de sabmet-
ter ao illustrado criterio de V. Exc, acreditando
que neohum oulro motivo a iospirou se nio o
bem publico que lhe incumbe promover por lo-
dos os meios ao seu alcance.
Deus guarde V. ExcIoformaco do inspec-
tor da thesouraria.
Illm. e Exm. Sr.Alm de serioadmissivel
e impraticavel a providencia que reclama c-
mara municipal deata capital no officio incluso
V. Exc. dirigido de atlerrar a fazenda os alaga-
dos afforsdos, como terreno de marinha, para
posteriormente ir haver dos respectivos foreiros
a importancia que se gastar com esses atierros,
me parece que neohum ou muito pouco damno
pode provir aos habitantes desla capital da exis-
tencia de taes alagado, uma vez que elle, bem
como aa praias e os caes sejam desembaragados
de tanta immundicia que os obstrue, e que os po-
de lomar focos de iofecgio. ^
Teoho assim saliafeito o respeitavel despacho
de V. Exc, langacono referido olflcio da cmara
municipal, sobre cuja materia resolver V. Exc.
o que a sua sabedoria psrecer mais conveniente.
Deus guarde V. Exc, etc. >
Resolveu-se crear provisoriamente dous guar-
das municipaes em cada freguezia da cidade, que
se encarregassem de vigiar de dia e noite as
praias onde se esl fazendo a limpeza e arearaen-
to dos entulhos, aflm de evitar a conlinuagio dos
despejos sobre ellas, os qnaes derem ser feitos
oo rio, e officiou-se ao Exm. presidente da pro-
vincia, pedindo approvngao desta medida, e bem
assim anlorissrao para a despeza do pagamento
cora laes empregados.
Despacharam-se as peligoes de Francisco Gar-
da Chaves, Joio Luiz Vianna e Mara Joaquina
do Palrocinio Dutra. e levaotou-se a sessao.
Eu Francisco Canuto da Boa-viagem, offlcial-
maior a cscrevi no impedimento do secretario.
Declaro em lempo que foi approvado um pa-
recer da commisso de peligoes sobre a prelen-
gao do fiscal supplenle da freguezia do Reci(e ea
cmara, recolveu levantar a suspeocio do mesmo
Oeral.
Bua-Visgem o declarei.Barros Reg, presi-
deute.-Heurques da Silva.Reg. Mello.
Leal Seve. ...
Rcviso (lo jury feita aos 13 de
Janeiro de 1862.
(Cooliouacao.)
Foram qualifleados juizes de fado oa cidadaoa
seguintes ;
Francisco da Costa Ribeiro.
Florencio Domiogues da Silva.
Francisco Borges Leal.
Francisco Lucio de Castro.
Dr. Francisco de Paula Sales.
Francisco de Paula Sales Baviers.
Francisco Colho da Silva.
Francisco Quiotino Rodrigues Estoves.
Francisco Antonio Pereira de Brito.
Francisco Antonio das Chagas.
Francisco Sabino de Aasis Carvalho.
Francisco Igoacio de Medeiros.
Francisco da Silva Reg.
Frederico de Souza Gomes.
Flix Paes da Silva Pereira.
Francisco de Paula Queiroz Fonseca.
Dr. Francisco Antooio Cesarlo de Azevedo.
Francisco de Lemos uarle.
Firmino Herculaoo Baptisla Ribeiro.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Faustioo Jos dos Santos.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Francisco Joaquim de Oliveira Baduem.
Francisco Jos Alves de Albuquerque.
Dr. Francisco de Paula Baptisla.
Francisco de Barros FalcSo de Albuquerque La-
cerda.
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Firmino Rodrigues da Cruz.
Francisco Joaquim T. de Mello.
Felippe Antonio Teixeira de Albuquerque.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Francisco de Paula Goncalves da Silva.
Francisco Jos Arantes.
Francisco de Miranda Leal.
Fransciico Martina Raposo.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Franciaco Cavalcanli de Albuquerque Lias.
Francisco Acioll de Gouveia Lins.
Frederico Carneiro Leao.
Dr. Francisco Gomes Velloso de Albuquerque Lins.
Francisco Antooio da Silva Cavalcanli.
Francisco Cavalcanti de Albuquerque.
Francisco Caroeiro Machado Rioa Jnior.
Franciaco de Paula Borges Ucboa.
Francolino Americo de Albuquerque Mello
Francisco Jos da Silva.
Gougalo Jos Alfonso.
Geraldo Heoriquee de Miranda.
Genuino Joa Tarare.
Dr. Galdino Ferreira Guarnes.
Gustavo Jos do Reg.
Geminiano Joaquim de Miraod.
Qaldioo dos Santos Nuoes de Oliveira.
Brigadeiro Gaapar de Meoezes Vasconcello de
Drommond.
Herculano Rodrigues Pinbeiro:
Capitio de fragata Hermenegildo Antonio Bar-
bosa de Almeida.
Hypolito Jos Roberto.
Heorique Joai Alves Ferreira.
Hermino Ferreira da Silva.
Herculano* Deedato dos Santos.
HermeMgBdo fiodlbo da Silvs.
Henrique ilepple.
Hypolito Machado Freir Pertira da 8ilva.
Horacio de GuejoSo Colho.
HypolitoGassieno de Vascencsllos Albuquerque
Maranbio.
HercuUno-Alvierda Silva.
Herculaoo Egldio de Figueiredo.
Herculano Duarte-de Miranda Henriques.
Henrique de Miranda Henriques.
Hefculeno Antonio de Moraea Carvalho.
i Continuar-te- ha. \
-------------------
Rentliuiento da alfaadega dePernam-
bnco no mez de jaaeiro do corrente
auno linanceiro.
Importaran.
Direltos de imporlacao para con-
8un>......................... 306.1368-201
Ditos addicionaerde 5a/0......... 35:109*T3
Ditos addiciouaesde 2 %......... 158310
Ditos de baldeacao e reexportagao 520848
Expediente dos gneros estrsftgei-
ros navegados por caboUgem.. 963681
Ditos dos gneros do paiz........ 2:017803
Ditos dos gneros livres........... 35J521
Armazenagem.................... l:66683
Premio dosassigeados............ 179)859
Despucho maritimo.
Ancoragem........................ 2:4933870
Direitos de 5 /, na compra e ven-
da das embarcares............ 1:3058000
Exportacao,
Direitos de 15 /, exportagao do
po-brasil.......................
Direitos de 5 /0 de 6xporlagao...
Ditos de 2 % addicionaes.........
Expediente da capalaiia..........
Interior.
Multas............................
Sello do papel flxo................
Dito do papel proporcional.......
Emolumentos ....................
Imposto dos despachamos........
Extraordinaria.
Receita eventual..................
Dizimos da proriocia d'Alagoas...
Ditos da provincia da Parahiba....
Ditos da provincia do Rio Grande
do Norte........................
Contribuigo de caridade..........
Rendimenlo do mez de Janeiro
de 1860al861..................
Rendimento lo mez de Janeiro
de 1859 a 1860..................
3/8500
69:9250982
27.9693368
1:375*580
464*085
6838600
319*592
25000
4819250
33-29016
451:9998165
5:0719133
1:6829461
1:9679983
1399260
460:8609002
365:6219538
469:59i9452
Alfandega de Pernambuco 31 de Janeiro de
1862. o 4 escriplurario,
Bazilio B. Furlado.
Correspondencias.
Francisco Martins dos Aojos Paula
Srs. redactores.Uma vez que o Sr. Francisco
Martins dos Aojos Paula, deixou de refutar qual-
quer das assergoes coolidas em o nosso primeiro
artigo, sob pretexto do anonymo que guardamos
e de Ignorar se somos dignos de entreter com
Smc. uma discusso cavalhexrosa e leal, oada
mais acrescen taremos por lora respeito ; mesmo
porque oio desejamos aggravar a critica posigio.
em que se acha collocado o mesmo Sr. Martins.
O que Osemos nos? limitamo-oos a provara
inlidelidade da narragao feita pelo Sr. Martins.
Nio estamos nos em um paiz constitucional,
onde todos sao iguaes peranle a lei? Se um Qgu
rio, por mais enfatuado que seja, mente ; diri-
gindo-se ao publico : qualquer homem do povo
pdedesmenli-lo, se para isso tiver provas. Se
elie nio poder destruir essa refulacao, melrur
melter a yiola no sacco ; e nio arrotar dignidade
o ravalKoiriarao que OUOCa pOSSUn. injuriando O
contrario : a Injuria a arma dos traeos, e o ho-
mem forte pela pureza de sua consciencia jamis
della ae serve.
O nosso nico flm, repelimo-lo, foi restabele-
cer a verdade dos factos. Smc. nada pdde negar,
visto ler contra si o lestemunho de sua propria
consciencia, e aquello de lodos os empregado
das obras publicas e algunas pessoas de fra,
por isso recorreu a evasivas. Damos-Ibe os nos-
sos aioceros parabens: estamos plenamente sa-
tisfeito.
Se nos aposentarnos de vizeira cahida, foi por-
pue j previamos o que baria de succeder : Smc.
nao podando destruir a menor phrase do nosso
artigo, injuriar-nus-hia, como ji prncipioua fa-
ze-lo, e como sdem faier todos quelles que se
veem aecusados de factos que oio podera negar.
Se Smc. nos propozesse uma discusso franca e
leal, prometiendo-nos refutar inleiramente o que
dissemos, se nos apresenlassemos com a nossa
verdadeira assignalura, nenhuma duvida tea-
mos nisso; porque, gragas a Dees, conservmo-
nos perfeilamente exlraohos qualquer dos casos
que por ventura possam vir luz da publicidade.
Nao o entendeu, porm, assim ; preferio antes
enxovalhar-se; que lhe faga muito bom provei-
to : tudo quanto dissemos ainda permanece de [
E preciso nao confundir os innocentes com o
culpados. Se Smc tem revelages a fazer, nos
muito fulgiremos com isso. Porm, oada de
evasivas, nada de subterfugios e tergiversagoe, e
sobre tudo nao injurie ninguem : cont os fados
nua e cruamente, e prove-os em seguida. Assim
que pratiea um homem consciencioso e hon-
rado.
Faga-as, Sr. Martins; faga essas revelages,
sobre as quaes ba tanto lempo guarda um tio ad-
miravel silencio. O publico deve estar ancioso
por conhecer todos esses mysteriosos segredo.
Ji que levaniou a lebre, necessario corre-la ;
cuidado, porm, nio lhe succeda ir buscar lia e
sabir tosqueado.
Araoum Al Raschid.
Recie, 31 de Janeiro de 1862.
Contina ainda a apresentar-se em scena no pe-
ridicoLiberalo desertor do exercitoCanu-
to Jos Pereira de Lacena III....
O Sr. teaente coronel Joio Barboza da Silva,
subdelegado de polica do Bom-Jardim, comarca
do Limoeiro, j tem felto sentir em varias cor-
respondencias, publicadas naste mesmo Diario,
ao governo da provincia, que esse individuo, ten-
do tido recrutado em fevereiro de 1849, nesla ci-
dade, e sentado praca naPrsla Vermelhafoi
remeltido para o Rio Grande do Sul, d'onde
delectara, em companhia d oulros ; e, no entre-
tanto, nao nos consts que se lenha expedido or-
den, para elle ser capturado, aflm de se desag-
gravar d'esta arte, a' tnoralidade publica II I....
Esperamos aioda esta vez, que a auloridade
uperior tratar de se informar melhormente
deste fado, e providenciar, como o caso requer.
Mas, voltsndo correspondencia ou aranzel,
publicado no peridico cima indicado, de 18 do
corrente, v-se que esse reo de polica persiste
era se inculcar homem de bem, e panegyrista de
seu finado ogro, o dialindo coronel Henrique
Pereira de Lucena, contra qoem esse homem
sem brio e sem alma escrevera, seis mezes de-
pois do seu consorcio, sua eiposa uma carta de
um caderno de papel, na qual nio se enconira
uma palavra, que nao seja uma calumnia pungen -
e um insulto atroz por motivos de srdido inte-
resse, desse mesmo srdido interesse, que o im-
pellioa desquitsr-ae boje de sua familia, e re-
presentar o trate papel, que est alleito III...
Nesie ion mundo arratoado nota-se que os epl
thetosmonslro, falsario, Herodes, etc., ele con-
tra o seu finado sogro, se encontra s dezeoas, e
no entretanto esse homem ioiquo sedis hoje pa-
negyritta de sua memoria, esquecendo-se, sem
duvida, de quo neaaa inmunda carta declarara
ew nunca utat* oaerlara, eomo amigo, a tua
mao III...
Esta earts acha-se hoje competentemente re-
conhecida, em poder do dito leoente-coronel, as-
sim cerno orto Hlhttinko por milhafre et-
criptos pessoa quem appallida de Jactuss
Ftrrand Portuguex, e quera selles se coolaisa
m amif o *v atonto mvo for ; f u soiuodor a
i toda tua familia! I!...
Ea oncluaao, aupplicamos ao Esas. Sr. pre-
sidente da provincia e so Sr. Dr. chele de | "
a, que bem da morslidade peblica,
unta, que, por mats lempo um rrimioose
ordem se conserve de publico oo eotjooho Pa-
roes, do capitio Antonio da Motta Silvtira Ca-
valcanti, qne talvez igoore essa cireumstaeri, o
percorra i noite aaruas desla cidade, sempre qe
a ella vem. lato espera e confiao
Jactes Ftrrand Portututx. '
Sn. rtdaciorts do Diario 4 Pernamhseo.
VV. SS. deixaram de declarar os oomes doeca-
valheiroe que oraram na aolemoidade do dia 17
do correle pela moite do Sr. D. Pedro V rea
de Portugal, oceupando-se nicamente do ora-
dor sagrado : se foi proposito oo esqoecimosjto
VV. SS. esli no seu direilo : mas faz admira-
os o que a commissio eocarregada da'moomo
solemoidade, agradecendo por este Otar* i
quelles oradores, o niu flzesse noroinalaaeole,
j que r,ao deu muilos que nio poderam turn-
ios, o gosto de lerimpresso o bem que diaaerana
do chorado re. Esaas oficiosi Jades pagase do
melhor modo, ao menos com agradeciaaaelos
d'outro fetio.e que nio compromeltasa ao cava-
lheirismo de
Portugutzet.
Recite, 29 de Janeiro de 1802.
tOMMtRClO.
i
Pra^a do Recife 1 de
fevereiro de i862.
cVs quatro lloras da tarde.
(lo tac oes da junta de correlores.
Cambio.
Sobre Londres -90 dtv. 25 1|2 d. por IJJOOO.
J. da Cruz Maeedopresidoato.
John Gatissecretario.
.tandeara.
Rendimento do da 1.....18;
Movimento da alfandesia-
Volemessntradoscomfaxendas.. 332
> com genero.. 414
Volimes sahidos com fazenda.. 145
c com gneros.. 137
74
282
iF.S.
Deaearregam hoje 3 de fevereiro.
Brigue portuguezConstanteraercadorias.
Barca inglozaLindacarvlo.
Brigue inglezGrecianbacalho.
Barca francezaMagoodiecarvao.
Patacho francezGecrgecemento.
Barca ioglezaNauphanleo reato.
Lugre inglezNevamercadorias.
Barca fraocezaSolferinomercadorias.
Brigue bespanholDoua de Janeirocharque.
Brigue braslleiroVelozcharque.
Importayo.
Barca iogleza /Jinda, vioda de Liverpool, coa-
signado a James Crabtree de C, manifestou o se-
guala :
400 toneladas de carvao de pedra ; aos aa es te os
consignatarios.
Brigue inglez Grecian, vindo de Bario, con-
signada a Krabb Tbom & (,., manifestou o se-
gu nte :
2,124 barricas com bacalho ; aos mesmos con-
signatarios.
Vapor ingles Onetda, vindo da Eoropa, mani-
festou o seguiole :
6 caizas chapeos de sol de seda, luvas, fsten-
das de algodo e de seda ; a J. Keller 4 C
2 ditas fazendas de Isa, de dita e algodo, cfta-
phos de sol de alpaca de leda, peonas ele, 1
embrulho amostras ; a Ferreira A Araujo.
12 ciixas queijos ; a BraoJer Braodis.
1 barrica presuntos, IQeaxa queijos, 1 dita
carnizas, 2 ditaa fazendas de seda, 1 embrulho
amostras ; a D. P. Wild& C.
2 caixas roupa, etc. ; a Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva.
1 volume publicacoes ; J. H. Ferreira.
t caixa livros ; a N. O. Bieber &C.
51 ditas cha, 2 embrulhos amostra ; a Ueory
Gibson.
25 carias queijo, 1 dila objectos de escriptorio ;
a Tasso & Irmaos.
1 caixa couros, 2 volumes amostras : a Seve A
Filhos..
49 caixas cha, 1 embrulho amostras : Henry
Forster.
15 barricas castanhas 14 caixas cbi :
Rabello & Filho.
36 caixas doces, 2 ditaa maesa de tomaste, t
ditas linguicas ; a Marquea Barros & C.
15 caixas queijos ; a Kratb Thom & C.
3 caixas calcado ; a W. Rawliosoo.
2 ditas tecidos de seda e reodas: a F. Saava-
ge & C.
6 barra pregos, 1 caixa stereoscopos ; a Kalk-
man Irmio.
1 dita mercadorias; a Altes A C.
1 dita sedas, 1 embrulho amostras ; a E. A.
Burle & C.
1 dita modas ; a Augusto C. de Abre*.
3 ditas cabello; a Monleiro Lopes & C.
1 dita um relogio de ouro e livros; a J. W.
Wats.
4 ditas calcado; a Patn Nash & C.
1 dita instrumentos para reloioeiro ; a C.
Walter.
4 ditas presuntos, 2 ditas queijos ; ill.J.C
Fonte.
50 barra manleiga.l volume amostras ; a Sano-
ders Brothers & C.
1 caixa roupa ; a E. H. Col.
1 volume amostras ; C. L. Cambronne.
1 dito papis; aJ. Whilefleld.
1 caixa obras de metal; a Vaz S. Leal.
1 dila objectos de escriptorio ; a L. A. Si-
queira.
1 dita sabio ; a J. B. G. Alcoforado.
1 volume livros ; a A. M. Soares.
1 caixa ditos; a J. E. Sleveosoo.
1 embrulho msicas ; a A. Gollaod.
3 volumes amostras ; a Adamson Howie V C.
16 caixas rap ; a Thomaz de Aqaioo Foa-
ceca.
4 caixas retroz ; a Malheas & Rodrigues.
8 volumes castanhas, (metas sectas e verdes,
doces, etc. ; a Marques Barros & C.
1 eaixa mercurio doce; a Azevedo & Mandas.
1 dita obras do ferro ; a M. J. do Oliveira &
Filho.
1 caixa joias, 1 volume amostrss ; a Rabo Sch-
meltau.
' 2 caixas queijos ; a Southall Meliors & C
1 volume amostrss ; a Atkwrighl & C.
1 caixa roupa ; a W. Martineau.
1 embrolho amostras, e 1 volume cenfeita-
rias ; a C. J. Astley & C.
1 dito cotilerias ; a Mello Lobo & C
1 dito objectos psrliculsres ; a G. r!. Hoe-
herer.
1 dito amoalras ; s Schafheiilim & C.
2 ditos ditas ; a Roslron Rooker t C.
2 caixaa roupa e objectoa particulares o
Bramab & C.
1 embrulho amostras ; a J. Ryder & C.
1 dito livros e 2 volumes papis; i C. W. I.
Chapman.
1 dite rsp ; a P. J. Needham.
1 caixs livros ; a S. P. Johoeton & C
1 volume amostrss ; a J. Crabtree 4 C.
I eaixa roupa ; a J. Oliver.
1 dita livros ; a Almeida Gomes lveo k C.
1 dita calcado ; a J. P. Arantes.
Barca americana Aztlia, viada do Philadel-
phia, consignada 4 Malheus Vuslin & C, sea
fettou o siguite :
4481 barricas farinha de trigo, 500 rasases pa-
pel de embrulho, 15 eatxas oleo le veraifoge.
12 ditas salta parrilba, 12 diUa oleo, 1 tito ca
preto, 1 dila pilulaa, 5 barricas eerveja.Jl diU
tripa conservadas, 100 barris loucoho, 1 poto
le goora-se ; aoa consignatarios.
50 fardos papel, 8 ditos erras medicinaos, 1
caixa caodieiros, 100 barris oleo, 4 calzas dito
de carvao, 1 dita um fogao ; i ordem.
Exportarlo
Do dia 31 de jaaeiro de IMf.
Barca nacional Norma, para Lisboa carro-
garam : .
Antooio Ferreira Mooteiro, 300 saceos com ij*)
arrobas de assaear.
Carvalho Nogueira di C, 95 barricas coa 748
arrobas e 4 libras de assucsr.
Bailar & Oliveira, 100 saceos com 560
bss de asiucar.
Barca ira aceza Colifny para Marsetha,
garam :
4
1 a.
-
^


ft.ua.iuiwnmtma ^ iiguto* iba te nmmu db mt
l
.-_.
Titset freres, 100V ateces cem 800 robu do
ataacar.
Brigue portegaaz JsnaKa 7, pan o Parlo, est-
regara m :
Candi Irmios & G7 600 sccos com 9,000'ar-
robas do auacar.
Barca americana Adeline, para New-York, car-
egaram :
,.,!*"* aUrmjto, 40 taccna p>m 224 arrobas e 14
I da refreir. 1
Batea americana Adeline, para New-York, car-
regaran :
Henv Foraler & C. 200 aaccos com 959 arrobas
37 libras de algodao.
Pataca portugus Uma.'para ilha de S. Miguel
carregaram :
Juio do Reg Urna & Irmios; 80 barra com
2,520 medidas de mel, 12 praochdea de amarello
e vinbntico.
Brigue portugoez Amalia I, para o Porto ear-
regtneaB.
Canoa Irmaos & C, 100 saecoscom 500 arro-
bas de assocar.
Beeebasaorla de rendas Internas
rentes de Pernambuco
Rendimento dodia 1..... 396S670
(f retes Para o Csaak ingles baodelra
da Uaiio 52- f, baodeira in-
gleza 60 a 8*^4$ Liverpool. 60.
baodeira ioc'tiK e 41-6-bso-
tfetra Ha Uello-; e do algolio
de 3/4 a 7/8,
Consalado
Rendimento do da 1 .
provincial.
.... 2:1649169
RENDIMENTO DA. MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE JANEIRO DE 1861.
A SABER:
Direilos de 90 rs. por (> do as.
sucar exportado......... 47:824g977
Dito de SO rs: por caada d'aguar-
dento, etc...................... 1:166*365
Dito de 7 01o do mel....... 1159864
Dito de 8 por ceoto de couros
seceos, verdes e espichados..... 2:435J993
Dito 2 01o idem do algodao expor-
tado ............... 3:0979012
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados....... 3789983
Capaiazia de 320 rs. por sacca de
aigodio exportado ....... 1:170$240
Decima dos predios urbanos .' 28:5288689
Escravos despachados............ 1:443*000
209 rs. per meia siza do es-
cravos.............. 1:858}JOOO
Emolumentos de polica..... 109200
10 por cento de novos e velhos di- r
reitos dos empregados provin-
ciaes............... 218$751
Meio 0|p sobre o producto de ca-
da leilp.............;.......... 91054
Sello de heranras c legados. 453J190
SO 01o do consumo d'aguardente 3:6269000
Imposiodel2 0,0................ 5:0539126
Dito de 4 0|0........... 2429600
Dito de 2 0|0 sobre os premios
maiores das loteras............ 420jO00
Imposio 509 rs sobre casas de
chpeos, perfumaras e roupa
taita............................ 3009000
Imposto de Corretores............ 100JOOO
5008 ra. sobre cada casa de des-
cont sem previlegio.......... 500g000
Dito sobre cambios.............. 4009000
Imposto sobre carros de particu-
lares............................ 4489000
8 0|0 sobra consultorios mdicos. 1449000
Matriculas das aulas do curso
commercial .................... 29000
Multas por intracr6es ...... 1089203
Cusas............................ 339660
5 0,0 sobre as reodas dos bensde
raz das corporsroes de mao
mora -........ 2369700
100:3239207
AFANDEA DE PERAMBUGO.
Pauts' do precoejk fe%ero tujeitoe a dirtito
deixprlaco. Semana dt 3 a 8 do mes de
fevereiro de \m.
Mercado ras.
Abanos i .... i ,
Agurdenle de cana. .
dem resillada ou do reino.
dem caxaee.....
dem genebra.....
dem alcool ou espirito
agurdente......
Algodio em caro{0 ....
dem em rama ou em li. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco ......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........caada
dem de coco......
dem de mamona .....
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
t[5atr9
1(3 2|3
0*8 a 1,1
36 20 a S? 26
S 14 O a 19
*3l
a St 17 10|
Unidades. Valores.
. cento 19000
. cantee 9280
> &-280
8240
280
de
9500
. arroba 38800
> 118500
1SO00
3SO00
28000
39IOO
49500
29000
19280
19280
I9OOO
>


embarque. ...... >
dem fina. .......
Caf bom..... -o
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca ......
Carne seces charque. ... >
Carvo vegetal...... >
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ;
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
dem verdes......
dem de cabra cortidos um
dem de onca.....-.
Doces seceos'...... libra
dem em geleia ou massa a
dem em calda. .,..-.
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
Esleirs para forro ou estivo de
navio......; cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. ajqueire
dem de araruta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho... >
Gomma........ arroba
Mesa do consulado provincial 1.* de fevereiro
de 1861.
O 3_escripturario,
Antonio Rodrigues de Albuquerque.
PRAA DO RECIPE
1 |DE FEVEREIRO DE 1868.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios---------- A semana abriu-se a 25 1/2 d.
19000 rs, sobre Londres, e na
quinta-feira tomou a thesoura-
ria ledras a 25 3/4. depois do
que siccou-se a 26 d. ; hoja
porm gmente se fez urna pe-
quea trausago a 25 1/2.
Sobre Paris aaccou-se a 367 por
f.,|esobre Lisboa de 106 a 107 por
cento de premio, oreando os
saques da semana por Sf
120.000.
Algodao O de Pernambuco escolhido ven-
deu-se a 119500 rs. por arroba;
e o regular a 118300; o de Ma-
celo posto a bordo veodeu-se a
129300, e o de Alagoas a
12*500.
Assucar A entrada foi pequea, e as
vendas regularam: branco de
29300 a 3/600 rs. por arroba,
aomeoos de 29500 a 29600 rs.,
mascavado purgado de 29100 a
29300 rs.. e bruto de 19850 a
. 29IOO rs. por arroba.
Agurdente Vendeu-se de 509000 a 558000
rs. a pipa.
Couros-----------Os seceos salgados venderam-
se da 180 a 185 rs. a libra.
Arroz------------O pilado da India veodeu-se de
28600 a 298OO rs. por arroba.
Azeite doce-------O de Lisboa vendeu-se a 38300
rs. o galio.
Bacalho---------O carregamenlo do Crecan
vendeu-se cerca de 159000 rs.
Relalhou-se de 159 a 168 rs.
Sor quintal, ficando em ser
.500 qnintaes.
Venderam-se a 18000 rs. por
arroba.
Veodeu-se a 49500 rs. a bsr-
riquiolta.
Retalhou-se de 3g70O a 38800
rs. por arroba do Rio Grande,
de 29800 a 39200rs. a do Rio da
Prata, ficando em ser 30,000
arrobas da primeira, e 9,000 da
segunda.
Vendeu-se de 69800 a 79500 rs,
por arroba.
Cha------------------Vendeu-se de 28400 a 298OO
rs. por libra.
Chumbo---------O de muoicio vendeu-se a
228 Por quintal.
Carvio de pedra- Vendeu-se de 149 a 159 rs. a
tonellda.
Cerveja----------yendeu-se de 49500 a 68000 rs.
a duzia de garrafas.
Farinha de trigo-Tiremos tres carregamantos
nesta semana, des quaes um
entrou, e dous seguiram para o
al: relalhau-se de 179 a 239
ra por barrica de Philadelphia,
228 rs. a de New-York, 189 a
bespanhola, 208 a franceza e
259 a de Trieste, cando em ser
27,306 barricas, sendo 14.500
barricas da primeira, 1,500 da
segunda,l,800da lerceira, 3,700
, iw c, I"""' e 5-800 da ultime.
Folha de Flandres-Vendeu-se de 20f a219rs. a
caixa.
Louga- A ingleza ordinaria vendeu-se
de 300 a 310 por cento de pre-
mio sobre a factura.
al aoteiga--------A francesa vendeu-se de 560 rs.
a 580 rs. a libra, a ingleza de
680 a 700 rs., ficando em ser
2^00 barris.
Massas-------------Venderam-se a 6*500 rs.
Oleo de liohaga- Vendeu-se a 19700 rs, o galio.
Passas- -Venderam-se a 78 rs a caixa.
Venderam-se a 29800 rs. os
fia mangos.
A ultima venda do de pinbo,
foi a 289 rs. a duzta.
O de Lisboa veodeu-se de 7f
79500 rs. por arroba,
Oda Portugal vendeu-se de
1209 a 130*000 rs. a pipa.
O de Lisboa veodeu-se de 9409
a 2709 rs. a pipa, de oulros
portos de 2369 rs.
Velas ----- As de edmpoticao venderam-se
de 680 a 700 rs. a libra.
Oeeeoolo- O rebate de latirs regulou de
10 18 por canto ao auno, des-
contando a calza, tornate ceo-
to e cincoeota contos de ris,
por alo ter naior tomma,
Batatas -
Bolaxioha -
Carne secca- -
Caf-----------------
Oueijos-------
Taboado- -
Toucinho- -
Vinagre--------
Vinhos- -
9* dita .
3* dita. .
Bagre, 1* **>
Jacaranda por tonelaa do R'9,
dem da Baha. t
Piasiava por 2240 Ib. de Para.
da Babia..... 1/
Pixurim, por 1121b. bom 12)6
Salsa parrilha per libra boa. (3
' Inferior.....l|t
Tapioca por 112* Rio superior. 50| a 56(
Ordinaria 40| 45i
Urue por do Para bom Nenhume
Fandot e Cambio.
Fnndds ingleses.
Banco de Inglaterra (aceces) Por 0|0235 a 237
Consolidados
Reduiidos. .
Fandot novos.
Ipecacuanha (raz)
Lenha em achas
Toros. .
Lenhas e esteios.
Mel ou melaco.
Milho ....
Pao brasil
Pedras de amolar ". .
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........
Puntas ou cintres de vaccas e
% novilhos..... .
Pranchoes de amarello de
dous custados......
dem louro. ......
Sabio........I
Salsa parrilha......
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta ...",* .'
Taboas de amarelloj '. .
dem diversas.....;
Tapioca ....
Travs.........
Dnhas de boi ." ." .'
Vinagre
cento

um
caada
arroba,
quintal
urna
>

molhos
cento
urna

libra
arroba

urna
duzias

arroba
urna
cento
caada
48000
88000
88000
59OOO
300
360
160
320
48000
18600
240
400
29500
4$O00
195
230
120
300
118000
I9OOO
500
500
48000
28000
2O9OOO
18800
2500
48000
58000
218000
78500
138000
58000
29000
258000
28000
119000
58000
18200
800
89OOO
800
48000
18200
120
39000
169000
88000
ICO
258000
51000
28600
9O9OOU
5O9OOO
39200
89000
8320
Belgas. .
Brasileirot ....
a
Dinamarqueses ....
Hespanhes......
Difftridos .
Passivos. ,
Hollandezes.....
.....
Mexicanos......
Portuguezes 1856 1857..
1859..
1853..
Rssoi.......
......
Banco de Franca (acedes).
3 92 318 a 92 1 \2
. ,. 91 7i8 a 92 I18
. 92a92 1|3
Estrangeiros.
. .4li2
. 597 a 99
, 41|2S8I1I a 89112
. 3 83 a 84
3 50 a 50 1[2
341 1 lia 41 3|4
3 16 a 17
2I|263 1)2 a 64 lt2
4 99 a 100 \{%
3 281i4a281[S
3 44 3i4 a 45 1)4
345 3|4a461i4
5-97 a 99
4 1(2891|2a 90 li2
Ir. 2930
Fundos francezes. 4 1|2 95,25
c 3 67.60
* Melaes preciosos.
Ouro em btrra.....P. onc,a 77$
Portuguez tm raoeda. 77{6
Brasil.....a
Ongas hetpanbolat.
h americanas. *
-Prata em barra
Patacas brasilelras ... 0
Pesos columnarios hespau.
Pesos das repblicas hesp.
mexicanos.....
77|7
75i0
D
i)
73i9
5|17i8
4illli4
b 4[U 1|2
. b 4(11 1[2
. b 4ill Ii2
Cambios.
90 d.d.513)4 a 51 7i8
i 517|8a52
Moedas de 5 fr.
Crazadss novos
Lisboa.....
Porto. .
Rio de Janeiro, o. 60 d. v. 24 a'24 l|i
Amsterdam.
Hamburgo
Pars.
;
3 m.
d. 11.19
. -13,8
b 25,57 li2 a 25,60
. ; 3d. v. 25,25 a 25.30
NIVIOS A' CARGA PARA O BRASIL.
ParSCupid30 de Janeiro,
demAracaty10.
PernambucoElizabeth11.
demTrinculo 8.
demCoila15.
demHermiodedem,
demRhondda20.
Numerario. A circumstanoia de mais impor-
portancia que concorreu para produzir grande
desarranjo no mercado, foi a pequea colheita de
cereaes em 1860, e que tambem foi de inferior
qualidade. O resultado foi presenciamos urna
exportarlo enorme de ouro para pagar pelos que
importamos do decurso do anno. Para dar ama
idea da magoitude das traosaeces, basia s men-
cionar que o valor dos cereaes, edi farinha im-
portadas em 1861, montou em Sf 29,074,852 con-
tra S 22,862,961 no mes roo periodo de 1869.
Com urna tal exportacio de especie, a laxa do ju-
ry foi proporcionalmente elevada, impondo res-
iriccoes mai onerosas marcha regular do com-
mercio do paiz. '
As seguinles sao as fluctuares na taxa do juro
em 1861, comparadas com as do anno aterior, a
saber :
1 1|3
i Negro m
; 1
,r j .......canaaa jszou
Alfandega de Pernambuco 1 de fevereiro de 1862
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE JANEIRO DE 1862.
Importacao.
Livret de direilos para o vendedor.
Gneros. Pregoi.
Algodao de Pernambuco por lib.:
Bom. 13 3|4dal4d
Mediano.. 13 d a 13 1|4d
. Ordinario. 121i2d
dem da Baha, bom. 12i4dal2 1[2
Mediano .. 12 d a 12 1(2 d
_, Ordinario 11 3|4 d a 12 d
dem do Maranhao, fibra longa
Alcntara 141[4 d
Ilapienr 13dal31[2d
Casias 12 3(4 d
dem de machina bom ... 13 d
Mediano 12 d
Ordinario. 11 Ii9 d
Assucar por!12* do Rio, b. 24i6 a 290
Louro. 23)6 29|0
Mascavado 20|0 a 23|0
Idtm de Pernambuco branco. 24|6 a 29|0
Loaro: 23,6 a 24|0
Mascavado 26f9 a 23t0
dem da Bahia e Macei b. 24)6 a. 25(0
Loaro. 23(6 a 24)0
Mascavado 19)6 a 23i6
Mela?o.........9|6 a 12^6
Agurdente cachac, por gal 119 a .4(9
BalsamodecupaibaporS.claro 1]7
Torvo. lpS
Borracha por fina. 1|9 1(2
Mediana. ijf
Ordinaria
Cabera de
Sarnamby
dem do Csar, pellas. ...
Sarnamby. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom .....
Bahis, b .
Caf, por 112-s Kio l.i sorle.
Segunda .
BtflihMe
dem da Bahia primeira sorte.
Segunda
Escolhido .
dem do Cear.......
Castanha por 112 % do Par n.
Cebo por 112 do Rio Grande
Bom e doro.. .
Mediano.. .
Escaro. .
Cera de carnauba, por 112 .
Chifres, por 123 % de vacea .
Da boi. .
Cinzas de otsos por tonelada:
Branca. .
Preta .
Clina por de eavallo .
de vacea ...
Couroi por do Rio,
Seceos de 30 a 35 .
de 20 a 24
de toares, 35 a 40 a
dem de Rio Grande, por :
Salgados.de 65 a 70 .
b de 45 a 50
Bde vaeca 40 a 48*
Cavallo,iecco.,10al3
%. nm .
dem salgadas, 23 a
30 .
dem idem, 16 a 20 .
dem de Pernambuco, Bahia,
Maranhao e Para por
Seceos salg., 26a30 61l2da7d
b espichados 16 a 20
Cortidos 7 a 2 .
Molhades silgados, 40
a 40fl>i...............
dem do Cear, Parahybt e
Macei por*.. .
Seceos salg. 30a82.
Moldados s,45 a 50
Gamma eo bueno dt paite por'%
Garojabt, 1* quilid. 7 a 3|11
2* dita. 2|lt)ar2
8*441. i!?
Pescada, 1 qejitidado 3i7 W
2dHa. MtW
dita. 2ita8{2
PirUbt, rama 3*8 3i0
lll a 1(0
Oill
62|0 a 63|0
55(0 a 56(0
55| a58i
50| a 54(
it& e67i6
53[ s55|
46[ a50(
58[ a60(
60| a68[
Neohuma.
511 a 5116
50[
48,6
1^1
25[a40(
4 15[ a 5 2$
3 10| a S4 101
ItOdalil
10 d a liO
9 d a 10 1(3 d
9 d a 10 d
7 d a 9d
tl4da8i4d
6da 6 1|2d
5Si4d a61[4d
61O a 7i0
7|6 a 11(0
5[0 6(9
9 d
41ttda5 t4d
7 d 17 5|8 d
4 f9 d a 6 1*9 d
1860
Janeiro

Margo
Abril
Haio '

Novembro
D

a
19 2}{
31 5
9 *}
12 5
i\ **
24 4
A**
13 5
15 6
29 5
.'
Dezembro 31 6
1861
Janeiro
Fevereiro
Marc.o
Abril

Haio
Agosto
Setembro
Novembro
7 7
14 8
ol
21
4
11
14
1
7
6
5
6
5
15 4){
29 4
19 3^'
7 3
As entradas e sahidas de ouro e prata durante
o segundo semestre de 1860 sao as seguintes :
Entradas.
. 55 505,983
Da Blgica
FraoQa ....
b Rossia ....
> Holiaada .
Portugal etc. .
B Turqua. .
Alexandria. .
Cabo-Verde .
Estados-Unidos .
West Indias, etc.
Brasil .
Australia .
Canad, etc. .
869,494
525.738
79,071
50.622
294,994
43.804
72.260
12.850
2,769,589
502.631
3.413,330
64,800
Total
dem
em
em
Para a Blgica
Franga
1861 1-9,148,261
1860 5f 22,941,341
Sahidas.
490.758
490,758
265,133
557,996
Hollanda.....
b Portugal, etc. .
Oulros portos da Eu-
ropa ...... 85.425
b India e China ; 2,770,479
Serra-Lefla, ele. : 126.134
Mxico, etc. 157,018
a America do Norte 405,237
, Brasil..... 98.139
Estados-Unidos 1,525,121
Total das sahidas em
lodo o anno de 1861 ... 20,183\728
dem em 1860 5f 26,009,160
Mas, nao obstante a prestnca de tao gravea
obstaculot, impostos pelas circumstancias que
notamos, Andamos o anno com a taxa do juro a
3 por cento, e um total de ouro, etc., no banco
de Inglaterra de 6 15,755,933, tendo comegado o
anno com o juro a 7 por cento, e s f........
12,798,124 de ouro, etc., mostrando urna difft-
renga a favor do fim do anno dt quati t.....
3,000,000.
Algodio.Nos anoaes do mercado de algodao
naopossivel achar-se um exemplo de lio gran-
des fluctuagdes nos pregos, de tao grande anxie-
dade, e de especularles (ao gigantescas, como se
acnam recordadas no decurso do anno que n-
dou em 31 do passado. De tao pouca monta se
considerava o movimeoto de desuoio que j
nos dos de 1860 priocipiava a agitar os Estados-
Unidos, que muios dos impressos mercanlls da-
quella poca nem mesmo o mencionaram.
O mercado comegou em Janeiro com bastante
actividade ao prego de 7 1(4 d. e7 1|2d. pelo
mediano de Orleans e 8 d. pelo mediano de Per-
aambuco, e a colheita reputava-se acerca de
4,000,8000 de aaccos. Foi neste lempo que os
especuladores tonlaram eaUbelacer um movi-
meoto a favor de algodio, oodando suas opera-
rles na probabilidade qut as dissengoes polticas
eslabeleceriam,obstculos no embarque do algo-
dio, mas nesta occasio as tentativas nso tive-
ram resultado favoravel, porque o mercado de
Mmchestef passava por urna crise tal que fez
desvanecer o que restara daquella proaperidade
que tioba dominado acerca da tres bobos. De to-
das as parles do mundo os mercados para manu-
facturas de algodio nao apresentavam seoio
grandes depsitos de foseadas em ser, e difflcul-
dado de se realisarem vendas, mesmo a pregos
mu radozidos. Junto a esta circumstancia, os
exportedorea na America eomegaram a mandar
para a Europa avalladas porgte de algodio,
mostrando por tal movimento, que um doapri-
meiros resultados das dissengoes polticas era
precipitar a exportagio em grandes quantidadea
que, debaixo de oulros circuaottiocias, teria sido
gradual e e eepagada ; e para tomar anda mais
perplexa a marcha do commercio, 0 banco ele-
vou a tata do juro para 8 por cento, resultando
de ludo lato urna baixa de qosti 3j4 d., ficando
ao Isa de fevereiro o algodio mediano de Or-
leans a i7 d. por Ub., o de Surat a 5 d. per lib.,
a o de Pernambuco a 81(2 d. por lib. Estes fo-
ram os pregos mais baiso's durante lodo o anno.
. Em marjo abril a subida foi mui gradual,
Sois mesmo naquella poca o estado poltico dos
stadot-Uoidoi nao concorreu para influir mnitVt
oa pregos, e prevaleca a idea que t desavengas
lerlam de prompto um' xito pacifica. O que
ttmbem deu estabilidade ao mercado foi o faci
que a colheita oio era lio.grande como de prin-
cipio sasupBuuba, fue o coasumo semtaaj q^ut
e".!0fB,*0, "^^wi^seneifal dimiouloio as
qoantidadet em ter ; mas, mesmo com todos es-
tes elementos favor, levow at o Qm de abril
para recapeur p que se uha perdido do prego
no princisio de jatieiro.
Foi por este.lempo quehegoj a noticia a Eu-
ropa do rompraeoto de hostilidades, e a expec-
tativa de urna solugo pacifica foi gradualmente
(Hmiouindo, em c-uaoto que t iwprewio diarla-
menle ganhava p em como a grande repblica
doa Estados-Bidos estara as vetpefss da pas-
tar pelo fisgello de ama guerra civil. Todos os
paquetes traziem noticias que mais ou meos da-
vam impulso aos pregos,- mas mesmo aesim os
fitlo nio darara indicio de lio grande eleva-
gao de pre?os Como depois acconlaceu. Foi sd
no mez de julho qud se pflncipiaram e enlreter
graves recelos que ums cc-httnusgo da guerra
teria um effeito mui prejudicial ao ramo do com-
mercio o mais importante desle paiz, e tio gran-
de foi o furor de fabricantes e especuladores
parasenhorearem-se do artigo, que as vendas
durante o mez passararo alm de 500,000 saccas i
sem se contar nesta quanlidade vendas de avul-
tsdas porgeos de Surat em viagem. Neste mez
algodao mediano Orleans subi para 8 3|(d por
Ib. e de Pernambuco para 9d. por Ib. e Sural pa-
ra 6d. por Ib.
Em setembro o prego de Orleans subi para 9
l|8 d.. e o de Psrosmtruco Gcava anda a 9 d. ;
e 00 fim deste mei cotava-ae o da Orleans a 10 d,
e o de Pernambuco a 9 3(4 d. Mas o prego mais
alto foi realisado em outubro 25 quaodo e me-
diio de Orleans foi pago ais. por Ib. leo mes-
mo prego pelo de Pernambuco. Nao cabe nos
limites de um prego correte entrar na ques poltica, que tem dado causa a resultados de tio
grande importancia a um dos principaes ramos
de industria, alm de simplesmenle recortar os
fados que tem coocorrido para taes resultados,
por tanto affsttamo-nos de especular sobre as
provaveis oceurrencias do futuro.
As entradas de algodio em Liverpool durante
o anno lindo comparadas com as dos ltimos tres
ann js, sao as seguiotes, a saber :
De 1858 i 1861.
Saceos. Saceos.
Eolraram 2334.393 incluindo 105.827 do Brasil.
b 2708.672. 123,999
3169.669 101.613 a
2794,001 b 99,224
E ficavam em ser no flm.de cada um anno as
seguintes qualidades, a saber:
De 1858 1861.
Saceos.
Ficavam em
ser... 348.900
441,710
515,670
622,560
Sccos.
incluindo 19,020 do Brasil.
30.690
12.080
27,250
At entradas de algodao do Bresrl em 1861,
moulsra em 98.543 saccas, contra 103.050 em
1860. a saber :
De Pernambuco, & 48,259 contra 55.221 em 1860.
Da Bahis, ele......28.869 8 20.753 a
Do Maranhao......21,415 b 27,066 b
As vendas durante o mesmo periodo, mantam
em 101,430 aaccas, contra 117,040 em 1860, a
saber:
De Pernambuco, etc. 44,490conlra 67,330 em 1860
Da Baha etc........28.640 28,940 >
Do Maranhao....... 28.350 26,980
Em ser em 31 de dezembro 1861, Ucavam de
algodao do Brasil, 27,250 saccas, contra 12,090
em 1860, a saber :
De Pernambuco etc. 11,890 contra 3.540 em 1860.
Da Bania, ele......13,480 a 630
Do Maranhao....... 1,880 b 7,920
Os seguinles sao os pregos das differeoles qua-
lidades.medianas do algodio em 31 de dezem-
ao1 multo mdteo, e.MtJit ntiao pree at ven-
datfforam' moderadas.
oPw?\T0' 0*lll,' do mercado durante
1861 foi de.paqawneviniporUncia, e os pregos va-
riaram muito pouco'. X pequea procura que
nourepo principio, foi fl*raeirmprir ordens para
o Coolloenle r
Em 1861.
etc 7,600
1860.
7,035
1859.
7600
Entraran), saceos,
e ficaram em ter
Era 31 de dezembro 715 1.000 3,600
Caf.O resallado das transaeges do anno
devem ser de grande proveito aos importadores,
porque os pregos qdasisempre semprese susten-
taran) a um ponto que deixava urna boa msrgem
de lucre. Referimo-os as tabellas mostrando as
entradas, e quantidades em ser no anno de
1861.
Cebo.Em jaoeiro o prego de sebo 9om do Rio
de la Plata em 58|6 por 112 libras e deolioou
gradualmente at o mezdejunho, quando tioba
baixadopara 53 a cujo prego bouveram avulta-
das compras. Logo depois as grandes vendas
que tiveram lugar em Loodrea concorreram para
anda maior depressio nos pregos, que baixaram
para 45 por 112 libras. Esla reduego produzio
um consumo para o Continente, e o Qm de snno
ro o prego elevadopara 51|6 pels qualidade boa
saladero.
Couros.Durante o anno passado entraran
neste porto os seguintes couros, a saber :
Em 1861. Em 1860.
Couros seceos do
4763 contra 3319
do Rio ds Prata
dem salgados
ditos '. .
dem idem do Rio
Grande. .
205633
291147
Observatorio do *mS* "irt,to *'
vereiro de 1869.
*ap atwna.
la*
Navios entrados no di 1.
Burin30 diat, brigue ioalez Grecm,
toneladas. c*pitao Felippe le Groas, equipams.""
7. carga 2,124 barricas com b.icalhio ; a Kra.
be Thom 4 C.
Philadelphia30 diss, bsrea amerieaaa Aitlim.
de 265 toneladas, capillo C. W. Kelia. ecjmV-
pagem 10, carga 2.250 barrioat com farieb* da
trigo e oulros gneros ; i Matheoa Aammi
& C.
Bneaos-Ayres17 din, brigae imeriesno Tty-
lanle, de 307 toneladas, capitio ToIsfjisl. tsjj
pagem 9. em lastro f a Amorim & Ir m o.
Navios sahidot no mesmo dim.
Rio Grande do SuiBrigue nacional D. Affuo
capitio Loureogo Juslioitno de Sonza Loa**
carga assucar.
Msrseille Barca franceza Cotignf, capitia Rt-
colio. carga assucar.
demBares fraueeza Itard, cipitio C. L. Roy.
carga assucar.
LiverpoolBarca ingleza izabelia Ridlcy, eaei-
tio Richard Buley, carga estacar.
Macei e portos intermedios.Vapor nica>aa1
Jaguaribt, cqjumaedanle Maaoel Jaeavim La-
bato. "*
contra
45294 b 13623
Em Londres aa entradas foram as seguintes, a
saber :
Em 1861.
Couros seceos do
Rio ds Prars. 14732
dem salgados di-
tos..... 160677
dem idem do Rio
Grande 82323
dem seceos di-
tos..... 16237
Nos outros portos da Gria-Brelanha,
ram os seguiotes, a saber :
Em 1861. Em 1860.
Couros salgados
do Rio da Prata 53447 contra 88297
Idemidem do Rio
Grande 67883 113714
As entradas na Graa-Brelanha em 1861 do Rio
Grande e do Rio de la Plata, sio as seguintes:
Em 1860.
12244
94175
39254
998
entra-
bro 1859
Mediano Orleans. 6 7[81
dem Pernambuco 7 1(2
Babia.......67|8
Maranhao... 7 5|8
Demerara... 7
Surat........4 3|8
Egypto......7 3i4

1860
7 1(21
8 3)5
8 1|2
8 5i8
8 1i4-
4 3i4
8 12
1861.
11 7t8d.
11 3(4
11 1(2
11 3(4
12
7 3|8
11 I [2
Coaros seceos do
Rio da Prata
Rio G r a n d e e
Montevdeosal-
gados. .' .
E as vendas sao
Em 1861.
35742 contra
Em 1860.
16561
632210
Couros [seceos. .
dem salgados. .
As vendaa desde
sado, oontim em
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615257 contra
as seguintes :
Em 1861. Em 1860.
22990 conta 21011
612055 537606
a nossa ultima em8 do pas-
761 couros, seceos e 24734
salgados, aos seguinles pregos, a saber:
Pelos de Buenos-Ayres, de boi, de 61 a 61 li-
bras, de 6 7[8 a 7 d. por libra, 5 libras tara ; de
boi 48 lj2 libras, de 6 5[8 d. a 6 7i8 d. porllibre,
com 4 libros de tara ; de boi de 82 libras a 6 7|8
d. por libra, com 7 libras de tara ; pelos de Mon-
tevideo, de vacea de45 a49 librase 6 1(4 d. por
libra, com 4 libras de tara. Pelos do Rio grao-
de, de boi, de 63 a 68 libras, de 6 5(8 d. a 6 3|4
d. por libra de tara ; de vacea de 46 libras, 6 1|1
d. por libra e4 libras de tara.
Em coaros do Brasil, as entradas montam em
8350 desde a nossa ultima, e as vendas em 5592;
e o total daa entradas em 1851, montam em.....
99639, contra 101885 em 1860. A procura du-
rante todo o anno foi para o Continente. Ficam
21943 desles Couros em ser.
As seguiotes sao as eniradas e vendas de cou-
ros desde o anno de 1S9 at 1861 com as quan-
tidades em ser no fim de cada anno, a saber :
ENTRADAS.
Miiae*.
par
Anno. Seceos. Salgados.
1861 35742 615257
1860 16561 632210
1859 15785 634244
1858 17495 448227
1857 11118 695122
1858 12245 516805
1855 4349 568367
1851 7195 491479
1853 61698 745053
1852 24192 604386
1851 56154 759995
1850 29826 630450
1849 95699 901400
VENDAS EMSER
Aono. Seceos. Silgados. Seceos.
1861 22990 612065 12752
1860 21011 547606
1859 12067 640989 5448
1858 2429i 573534 1730
1857 3696 492603 8529
1856 12237 526840 1107
1855 3386 594478 1099
1854 10293 529323 636
1853 65232 665196 3734
1852 29478 691084 4277
1851 56029 648392 9554
1H50 25710 686265 9129
1849 125958 955000 5213
Salgad
171096
167904
83310
90055
205362
2843
10878
36989
113863
64006
150704
39100
95640
As seguintes sao as entradas, e quantidadesera
ser de couros seceos e salgados do Brasil e Rio
Grande, Buenos-Ayres e Montevideo, a saber:
De Buenos-yres e
Montevideo Do Rio Grande Do Brasil.
Seceos. Salgados. Seceos. Salgados.
Entradas em
1861 4763 205633
1860 3319 289147
1859 74 i 226918
1858 3716 171482
1857 2556 254657
1485
45294
13623
2154
23282
20695
99639
101885
32552
63183
73860
Em primeiras mios, em
1861 334 42600 24638 73860
1860 80881 9084 15438
1859 36922 2154 3900
1858 550 22034 22780 20473
1857 2011 62193 9666 25007
Os pregos de couros de differeoles qualidades
do Rio Grande, durante os ltimos 5 aonos sio
ostegaiotea :
Anno. De boi pesados.
1861 6 1(4 d a 7 d
O Illm. Sr. inspector da thesouraria nra-
vincial, em cumprimento da ordena do Exea. Sr.
presidente da provincia de 24 do correle Bati-
da fazer publico que no dia 20 de fevereiro pr-
ximo futuro, perante a junta da hienda da saea-
ma thesouraria,'se ha de arrematar, i quena ps-
menos fuer a obra dos repsros da primeira parta
da estrada do norle, avaliada em 4:0OO|O0O reta.
A arrematado ser feita na forma da les pro-
vincial n. 343 de 15 de msio de 1854, c tukas
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a essa arrema-
tarlo comparecam ns sala das sessdes da referi-
da prar), oo da cima mencionado, pelo meto
dia, competentemente habilitadas.
E paraconslar se mandn afiliar o preseata
publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
nambuco, 27 de Janeiro de 1862.
secretario,'
A. F. d'Aoouoctacao.
Clausulas especiaea para a arrcmatscao :
1.a As obras dos reparos da primeira parte da
estrada do norte serio feilas de cooformitede coea
a respectiva descripcao e orcamento oa importan-
cia de 4:000*000.
2.a Serio principiadas as obras no prazo da30
das, e concluidas no de quatro metes, cooltaet)
ambos os prazus de data da arremanga', e ae>
caso de fallar a qualquer deslas condicq6's. ser
appticada a disposicao dos arligos 31 a 32 da le
proviocial n. 286.
3. No caso de cooceder-se ao arrematan!
qualquer prorogagio de prazo, pagar o me
arremataute a multa de Irezentos mil ris,
cada mez, de prorogago.
4.a A mportmcia das obras ser paga em
s prestas&o, quando esliterem concluidas, qe
ser logo receida definitivamente.
5.a Para tudo mais qnanlo nSo for estipulado
no ornamento oem nestas clausulas, seguir se-ha
oque dispoe a respeito da lei provincial notaer*
286.
6.a Nao ser altendida reclamado alguma oa
em qualquer lempo por parle do arrematante.
(ratando a exigencia de indemnisacio, srjs qaaf
fdr a causa que para tal lim allegar.
Conforme.A. F. O'Aononciacio.
O Dr. Trislao de Alencar Araripe, ofllcial aa im-
perial ordem da Rosa e juiz de direilo espacial
do commercio desta cidade do Recite de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. imperial
constitucional o Sr. V. Pedro II, a quem Deqa
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virent
delle nolicia livrem, que no dia 24 de fevereiro
se ha de arrematar por venda quem mai* < r,
em praga publica desle juizo, na sala dos audito-
rios, a parle de um sobrado silo na roa de Ssnta
Rita n. 1, tendo S jaoellas oa frente para rada
urna das ras, lano de Sania Rita, como de San-
ta Rila Nova, janellas no oitio e no solio, cosa
salas, quartQS, alcova, cozioha, avallada dita par-
t por 4:772)70, a qual prtenceoie Jos
Joaqaim de Oliveira, o vai praga por execuco
que Ihe raovem Barros & Silva.
E nso havendo lanzador que cubra o prega da
avaliagao, a arremalagao ser feila pelo valar da
adjudicagao com o abatimenlo da lei.
E para que ebegue ao coohecimento de toJoar
mao Jei passar editaes que serio publicados pola
imprensa e affixados ooa lugares do cosiume.
Recife 23 de novembro de 1861. Eu, Mano*!
Maris Rodrigues do Niscimento, esciho o sua-
screvi.
Declaro que vai ser assignado pelo Dr. juix dn
direilo da Ia vara criminal em exercicio da do>
especial do commercio Bernardo Machado da Ca-
la Doria. Eu diio escrivio o declarei e escrevi.
Bernardo Machada da Costa Doria.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial maoda fazer publico para coobeeiaealo
dos iotdressadus o art. 48 da lei proviocial a.
510 de 18 de juoho do correle anoo.
* Art. 48. E' permittido pagar-so a meia sita
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a dala da preaente lei independente de re-
vjRdago e multa, urna voz que os devedorea
acluaes deste imposto, o faca tu dentro do exerci-
cio de 1861 a 1862, os que nio o fizerean Acaras
sujeitos a revalidaeie e malla em dobra. se*
um lergo para o denunciante. A ihesoararia ta-
ra anouociar por edital oes primeiro* lOdiaa sVa
cada mez a presente disposicio.
E para constar se maolou affixar o presenta
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
aambuco, 8 dejulhe de 1861.
J O secretario,
A. F. da Auumpgic.
Assucar.As entradas de assucar na Gria-
Brelanha durante 1861 foram mui grandes mon-
tando em 570,000 toneladas, e mostrando um ae-
eretsimo de 70,000 toneladas naa de 1854, n an-
no em que a importango foi maior. A quanti- I
dade que icou consumo calculada em 490,000
toneladas, sendo esta 30,000 loneladss^cima da
de 1860. A porgio exportada excede por 10,000
toneladas a do anoo anterior, todava a quanli-
dade em ser grande, exceden lo talez 115,000
toneladas, conlra 88,000 toneladas em 1 de Ja-
neiro, 1861. Com urna quanlidade em ser tio m-
dica, nao se esperavam baixos pregos, mas o al-
te juro, obrigou os especuladores a realisar as
cooipras fetas no mez de outubro 1860 ; e posto
que os importadores nio tioham desajos de vee-
dor a pregos baixos, todava virasa-a* obrigados
sugeitarem-se ao prego do dia. Em todo o aono
a tendencia foi aempre a favor de pregos baixos,
e como quasi certo que at entrada em 1861
tem de ter avalladas, de suppor que ot pregos
se conservarlo tambem baixos. Porm ae neg-
ror guerra entre este paiz e America, o effeito
S6r offerecerem-se impedimento* s importagao.
e com elevados freles, o seguros contra riscos de
guerra, os precos sern a tvor do trligo. Nio
ha dnrida que a producas de assucar vai cres-
cendo, a que aa entrad** serio maiores este an-
oo que as do anno passado.
Borracha. lEnlrtmo* oo anno da 1861 com
um total de 270 toneladas de borracha do Para,
e o prego eolio regulara 1(11 por libra pela loa ;
a em conaequenci* de continuadas ohegadas, e o
pequeo consume, baixou para 1(9 4(2 por libra
pela flna.'em principios de margo. Logo depoia
Coi mais procurada para consumo a expertaco,asu-
bi para 2(2 em Abril, Esto foi o ponto mais alio
qua ella chegou em todo o anao. Com a guerra
oa America priucipiaram a vir porgdea dos Esta-
dos Unilos, e tendo -se aceumulado aa Importa-
gees do Para, nesta o Londres, sem haver urna
sahida proporcional, a baixa foi continua, al que
oo m da setembro a quanlidade em ser, taoto
aqu como aa Londrea, montara em quaai 1,100
toneladas, entrando atsta tonta para cima de
200 toaelidas da Watt, Indias, lava, AWta.eU.
O prego desda aquee data at p fim do ajino
fluctu Dte lia lp or Hora co* yB coatu-
1860
1859
1858
1857
Aono.
1861
1860
1859
1858
1857
1856
6 1|2
5
5 3(4
6
De
5 3(4 d
6 1(4
5
o
6
6
a 8 1|4
7 3(4
a 6 5(8
a 10 1(4
vacea.
a 61(2 d
a 8
a 7
a 6
a 10 1|4
a 8 3(4
De boi laveiros.
6 d a 6 3i4 d
6 1|4a 8
5 a 7 3(4
a 6 1(4
6 a 8 3(4
De toaros.
6 3(8 d a 6 3(4 d.
6 1,4 a8
4li2 a 6 1(2
0 a 5 3(4
6 a 9
5 3(4 a 8.
Declara?oes.
MoTimento do porto,
lo
o. 7o
1 &

f
3
a
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Tij-OS
3 S
Horas.
Athmosphtra
Dirtceii,
1----------m
| Intensidad.
J___

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| Farntnhiit.
8 as
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Ctnftfrade.
5
gytramtiro.
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I
diurna hydre-
strtea.
r
i

* 9 9
immm
S Francex.
Ilajte.
P3
^WWIP^
A novle clara co alguna nevoeiros, venlo
vt/iarel de uUeosidad* e asaim amaaheceu.
oscilaqXo nt suni.
Pre.mar s 6 b- 30' da tasahia, altura 6.6 p.
fru^MT m b, 4f d tolda, aittira 1,2 p,
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illms. junta administrativa da santa cetmtm
misericordia do Recife, manda fasar publico ene)
nio se tendo effecloado hoje o arreasalacio 4*
fornecimento de carnes verdee para ot estancia
cimeotos de caridade, fora transferido para a ate.
6 do correle do lugar a horas j anonadadas.
Secretaria da santa casa de misericordia io>
Recife 30 de Janeiro de 186S.
O eeeiivao,
P. A. Q.valcanli Csasteire.
Pelo Curso Commercial
Peroambucaiiosefaz publico,
que no dia 3 do cor rente tem
comeco os respectivos traba-
lhos deste anno lectivo.
Curso Commercial Pernam-
bucano. 1 de fevereiro da
1862. O professor encarre-
gado da directo, A Witruvio
Pinto Bantjeira e Accioli de
Vasconcellos.
O Illm. Sr. inspector dt theseararia nra-
vincial manda fazer publico que de asa 1
correnle por diante ae pagaos oa ordeoaaee ano
empregados prorinciaes, vencidos oo saos de Ja-
neiro prximo Dado. Secretaria da theaestrasia
prorioeisl de Pernambuco 1* de fevereiro da
1862. O tecretario, Antonio Ferreira da
ciacio.
Correiflk^adA
Pela admiaittrtcao do corrata
faz publico, que oio te admiuir i
alguma tem que estejt lacrada, e i
lente sinete da uto o tegurtdor
tret lugares viziveis.
fig"-* d PartetalMiea L* tul
1862.0 adtataiatrador.
Domiago das Pa
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial te faa m


DUWO D PKRNAMBCO. SGUHD*V ffllH 3 DI FEYEMIRO DE 1162.
Meo que os 3f) dUa uUU
ran{a a bocee do cofre
caiio obre os estibe'
de, prenses de el?'
cavaJtaices de
.arcados para aco-
dos impostos de 4 por
,ecimeotoe de ore de citfa-
jdio, typograpbiaa, eocheiras,
pealo e i'' aluguel, hots. bolequios, caui
sultorios tfericas, de 8 per cento sobre os con-
isti mdicos ,e clrur|lcos, cartorios e escrip-
de de 12 por cento obre os eslabelecimentea
>-' commercio em grosso e e retalho, rmateos
de recolher, de deposit e trapiches, de 50(000
reis sobre cssss de modas,, de bilhar e lojas
-que venderem chapeos e roopa feita eatraogei-
is, de 1.0001 sobre casas laocarias.com emissao
e privilegios, de 500f sobre caaaa baocarias com
emissao e sem.privilegios, de 300$ sobre casas
_ bsocariaa sem emissao, companhias anonymas e
agencias, de 200*sobre casas de cambio, de 500 rs
~por tonellada das alvarengas e canoas emprega-
ds no trafico da carga e descarga, de 308 por
escravo empregado no servido das mesmas alva-
reogas, de 100* sobre correlores commerciaes,
b-50* sobre corretores de eseravos, e finalmen-
te o imposto sobre carros de aluguel e particu-
lares de 2 e 4 rodas, carrosas, .vehculos de con-
duele e mnibus se principian) a contar do dia
16 de Janeiro correte.
. Mesa do consulado provincial de Peroambuco
15 de Janeiro de 1862.
n T. M. F. Pereira da Silva.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo para foroecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectoa
seguinles :
Para o hospital militar.
24 garrafas 'aua inglezs.
24 caixas de capsulas de copabiba.
16 libras de crmor de trtaro.
1 ooca de ceoteio espigado.
1 libra de cravos da India.
2 ODcaa de vergamola.
2 oncaa de essencia de louro cerejo.
2 libras de folhas de belladona.
12 libras de tezes d'ouro.
24 libras de os de lioho:
1 arroba de manleiga de porco.
12 vidros de oleo de maslrusso.
10 libras de papoulas.
12 garrafas de robe de Laffecleur.
24 vidros grandes de prompto allivio de Ra-
duay.
24 vidros grandes de resolvente renovador de
Raduay.
24 caixas de plalas de Raduay.
50 vidros de xarope de Naife d'Arbica.
24 vidros de xarope peoral ioglez.
4 libras de pedra ume.
Quem qoizer vender Ues objectos aprsente
as suas propostas em carta (echada na secretaria
do conselho, s 10 horaa da manha do dia 5 de
fevereiro prximo viodouro.
Sala das sesses do conselho administrativo
para foroecimento do arsenal de guerra, 30 de
Janeiro de 1862.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Altxandre Auguilo de Frias Villar,
Major vogal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de arrematar novamente, em sessao
de 5 de fevereiro prximo, a compra, para os na-
vios da armada e araeoal de roarinha, de 200
navalhas de marioheiro, 2,000 libras de tinta
branca de xinco, e 2 lentes de ferro de 1 1/2
polegada de grosso, 4 ps e 8 polegada de lar-
gara, bem como fazer-se o contrato concernente
ao foroecimento at margo prximo de cal preta
e branca para as obras a cargo do arsenal de
marioha; camisas de algodosiolio branco, e
saias de algodao a- servico do raesmo arsenal; camisas e calcas de
algodao azul para os imperiaes marinheiros, e
aprendizes ditos; convida o conselho aos pre-
tendeDles quer a urna como a outra cousa 5
apresentarem suas propostas, em cartas fechadas,
naquelle dia at s 11 horas da manha.
Secretaria do conselho de compras navaes em
Pernambuco 30 de Janeiro de 1862.O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Aojos.
atsos maritimos.
Veode-se o hiale cjaguaribe, novo, de pri-
meira viagem, a dinheiro, a prazo, a troco de
eseravos ou proprledades, o qual acba-se defron-
le. do caes do Ramos : a tratar na ra do Crespo
numero 14, loja.
Para o Porto
segu at o dia 13 de fevereiro o brigue portu-
guez Amalia I por ter ja seu carregameoto
prompto; para passageiros, trata-se com Cunba
Irmao & C, ra da Madre de Dos n. 3.
Para a iUTde S.
Miguel
sahe com a maior brevidade possivel o patacho
portuguez Lima ; para o resto da carga e pas-
sageiros, trata-se com os seus consignatarios Joao
do Reg Lima & Irmao.
ASSAo
Para a Baha segu o paihabote cSanlo A
para alguma pouca carga que lhe falta tr
com aeu consignatario Francisco L. O. Aievedo,
na roa da Madre de Deus o. 12,
10 horas da manha na porta do armazem do
Sr. Anoea defronte da alfandege.
COMPANHIA BRSLEIRA
DE
api? i a m&m,
E esperado dos portos do sul at o dia 12
do correte, o Tapor Tocaotins, commandante,
o primeiro lenle Pedro Uyppolito Duarte, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do norte-
Desde j recebem-se passageiros e eDgaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada, encom-
mendas e dinheiro a frete at o dia ds sahida s
3 horas da larde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
critorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C.
Patacho portuguez Lima
Os consignatarios do patacho portuguez Lima,
scientifleam ao reapeitavel publico que se nao
responsabilitam por cootas contrahidas, por oe-
nbum dos oiTiciaes do referido navio e que s se
responsabilissm pelos objectos que forem com-
prados com ordem por escripta dos annuncian-
tea. Recite 29 de Janeiro de 1862.
Joo do Reg Lima & Irmo.
Para o Porto e Lisboa.
O veleiro e bem conhecilo patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com muita brevidade
para oa doas portos cima, tem parle de sen car-
regameoto a bordo, para o resto que lhe falta e
passageiros pora os quaes tem excellentes com-
modos trata-se com os seus consignatarios An-
tonio Luiz de oliveira Azevedo 4 C no seu es-
critorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro,
aegue com brevidade o palhsbote Piedade, ca-
pilo Jos Mrquea Vianna ; para carga e passa-
geiros, trata-se com Caetano C. da C. Moreira
Irmo, no lado do Corpo Santo n. 23.
COIPAMIA niMlBGilU
DI
IMavegaco costeira avapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cau do Assu', Aracaty, Ceara',
Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga commandante Moura, aa-
hir para os portos do norte al a Granja no dia
5 de fevereiro as 5 horas da tarde.
Recebe carga at odia 4ao meio dia, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
da sahida aa 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
em direilurs, o palhabole Santa Cruz ; para o
resto da carga e passageiros, trata-se com Cae-
tano Cysiaco da C. M., no lado do Corpo Santo
numero 23.
Para Lisboa.
Pretende seguir com muita brevidade o velei-
ro patscj ?nacional fle6eri, iem parie de seu
i"/*?! I romPto P"rao resto que lhe fal-
v-u ? ?EL#? ,eu? e."?i"rtoi Antonio
Para o Porto.
-- Segus em poneos diss s barca portugueza
Flor da Ataia, por ter parte do aeu carregameo-
to prompto ; quem quizer carrejar oa ir de pas-
sagem, dirija-se ao consignatario do mesmo em
sen escriotorio da raa do Apollo a. 43, segundo
odsr.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem coohecido brigue nacional
DamioD pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de seu carregameoto prompto ; para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
no seu escriptorio ra da Cruz o. 1,
LEILAO
A. 3 do corrente.
Seve. Filhos & C. farlo leilao por iotervencao
do agente Oliveira, do mais bello sortimeoto de
fszeodas inglesas e francesas tanto de algo^a0|
lioho e lia, como de seda milito apreciadas oes-
te mercado :
Segunda-feira 3
do corrente, s 10 horas da machis, em seu ar-
mazem da raa da Cruz, no Recite.
LEILAO
Segunda feira 3 do corrente.
Em continuado ao do dia 29 do
mez prximo passado.
O agente Pinto far leilao s 10 horaa do dia
cima mencionado, do reato dos objectos perten-
centes ao Sr. Thomaz Harrisson existentes no ar-
mazem da ra do Imperador n. 73.
Nesta mesma occasio
vender trea excellentes lustres, [globos, arande-
las, cadeiras e outros objectos pertencenles a
urna sal* de daosa.
Em lempo declara-se aos arrematantes que
serio obrigados a retirarem seus lotes em 24
horas visto ter-se de entregar as chaves do re-
ferido armazem no dia 5 do corrate a quem as
emprestou.
LEILAO
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
' At o dia 3 de fevereiro esperado dos portos
do norte o vapor nacional Paran, commandan-
te o primeiro-tenenta Joaquim de Paula Guedea
Alcanforado, o qual depois da demora do costu-
me seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros, e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver se embarcar no dia de sua chegada, dinhei-
ro a frete e encommendas at o dia da sahida i
3 horas da tarde : agencia ra da Cruz n. 1, es-
criptorio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
&C.
Rio de Janeiro
Pretende seguir com muita brevidade o patacho
nacional Capuam, tem parle de seu carrega-
meoto prompto : para o resto que lhe falta, tra-
ta-se com os seus consignatarios Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo & C., no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Ceara e Acarac
No dia 8 de fevereiro o paihabote Sobralen-
sp segu com a cargs que tiver a bordo ; para
carga e passageiros, trata-se com Caetano Cyris-
co da C. M.,no lado do Corpo .Santo n. 23.
Para o Rio Grande do Sul
sabiri com loda a brevidade o muito veleiro pa-
tacho nacional Arapebya; recebe carga e esera-
vos a frete, psra o que trata-se com Manoel Ig-
nacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo,
escriptorio o. 19, ou com o capiiao a bordo.
Para Lisboa
sahir com toda a brevidade o brigue portugnez
Constante, capiiao Augusto Culos dos Reis,
visto ter prompta a maior parle do sen carrega-
meoto : para o reatante e passageiros, para os
quaes tem excellentes accommodacoes, irala-se
com Manoel Ignacio de Olivtira & Filho, largo do
Corpo Santo, no escriptorio, ou com o capitao na
pracadocommercio.
Para o Rio Grande do Sul pretende sahir
com brevidade o patacho Gaarany, psra onde
recebe carga a frete, como eseravos: quem no
mesmo quizer carregar pode enteoder-se com os
conaigoalarios Amorim Irmaos, ra da Cruz nu-
mero 3.
Porto.
Segu com brevidade para o indicado porto o
brigue portuguez Amalia Id, de primeira claase:
para o resto da carga e passageiros, trata-se com
Cunha Irmaos & C, ra da Madre de Dees n. 3,
ou com o capiiao na praca.
Lttile*.
LEILAO
Quinta- feira 6 do corrente
Para os senhores taberneiros.
O dono do estabelecimento do bazar
pernambucano da ra do Imperador n.
6, far leilao por intervenco do agente
Costa Carralho, de tudo quanto existe
no seu estabebelecimento consistindo
em urna porcao de ferro para navios,
barricas com serveja, marasquino, cai-
xas com licor, e outros muitos objectos,
que estaro patentes no acto do leilao.
Esplendido leilao
DE
Completas mobilias de Jacaranda' e
amarello [com tampos de marmore,
ricos espelhos com molduras doura-
das, apparadores, lavatorios, corti-
nados, crystaes, quadros e outras
muitas peqas avulsas de apurado
gosto.
Terca-feira A de fevereiro as 11
horas em ponto.
No primeiro andar do sobrado da roa
da Cadeia do Recife n. 60, entrada
pela roa da Senzala Velha.
O agente Guimaraea autorisado pela madama
Margarida Leonard que se retira psra o Rio de
Janeiro, far leilao em sua casa de residencia no
lugar cima, de todos seus bons movis cima
declarados. O referido sgeole confia ainda ter
occasiio de agradecer a proteccio de seus ami-
gos e freguezes e do respeilsvel publico pelo que
compromette-se bem os servir como costuma.
Terminara' o leilao
com lindas joiaa de ouro de apurado goalo.
LEILAO
DE
Batatas e sebolas.
Segunda feira 3 do corrente.
Franciaco Severiano Rabello & Filho.fario lei-
lao por conts e risco de qam perteocer e por
intervencio do agente Pestaa, de 100 caixaa
com superiores batatas e 100 ditas com excellen-
tea sebolas viudas de Lisboa no brigue portuguez
Constante, desembarcadas bontem, tudo ser
vendido em un oa mais lotes a ventade dos
omprsdorss: seguoda-felra 3 do corrente pelas
DE
Movis, joias e
urna escrava.
Quarta-feira 5 do corrente
Costa Carvalho autorisado pelos ad-
ministradores da mssa fallida de Jos
Antonio da Silva Araujo, consistindo em
urna rica mobilia de mogno com tampo
de pedra, guarda vestidos, apparadores
para louca, mesa elstica, candelabro,
serpentina, louc,a, vidros, e differentes
obras de ouro e prat, e um rico appa-
relho de brilhante para senhora, assim
como vender urna escrava, devendo o
leilao ter lugar no primeiro andar do
sobrado da ra do Imperador n. 37,
entrada a direita.
Avisos dirersos.
LOTIRI4
As rodas da quarta parte da primeira
loteria do Gymnazio Pernambucano
terceira concessSo, andarao impreter
velmente quinta-feira, 6 do presente
mez no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario de S. Antonio.
Os pouces bilhetes que restam,
acham se a venda somente at a vespe-
ra. Os premios sero pagos a entrega
das listas.
O thesoureirc,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Ama.
Precisa-se He urna ama para o servico de urna
casa de pouca familia: na praca do Corpo Santc
n. 17.
Aviso.
Preciaa-se alagar um sobrado de um andar em
qaalquer dos dous bairroa, Santo Antonio ou S.
Jos, que tenha commodos suffecienles para urna
familia, paga-se bem : quem tiver dirija-sa a ra
Augusta n. 92, ou no passeio loja n. 11, para
ajustar.
Pede se ao Sr. Elias Pereira Gon-
calves da Cunha, que chegue a ra
Direita n. 55, para a decisao de um
negocio de grande importancia, para
mesmo senhor.
O bacharel A. R. de Torres P- ,,- ...
feaaor de geographla e historia .Um n r"
n.sio dest. p?ov?nci.,conu>aa afinar E
paratorios seguinles: Minar os pre-
Lingus tir;ceu .
L'08U 'ingleza ;
cbgraphia e historia;
Fhilosopbia;
Rbelorica e potica.
. maia commodidade das alumnos que se
a.'i.tserem habilitar para exames no mes de mar-
co futuro, tem resolvido oo somente abrir cur-
aos eapeciaes de qualquer das disciplioas indica-
das, maia ainda preatar-se a dar licdea em sepa-
rado, mediante um ajuste razoavel.
Est prompto para leceionar em qualquer col-
legio ou casa de educacao, bem como em caaas
particulares.
Pode ser procurado em sua residencia, na ra
do Imperador n. 37, segundo andar, entrada &
direita.
Ma pharmacia de Borgea & Soarss, praca da
Boa-Vista n. 84, esquina da raa do Tambi, ven-
de-ae a imcomparavel lnjeccao deBrowa3$o
frasco.
Preciaa-ae de 3:000$ a premio sobro bypo-
theca em bens de raiz que garante sufBciente-
mente : a pessoa que convier declare em carta
fechada nesta typographia com as iniciaes A. I.,
ou aonuncie.
Attenco
o
A fabrica do alfaiale pernambucano, na raa
Nova n. 67. est montada aonvenientemente de
machinas de costura, pelo que bem servir aos
freguezes pela presteza que prsporcionsm aa di-
tas machinas ; e ao publico, amiglos novida-
des, se convidam para ae prefazerem de roupas
feitas na meama, e por preco muito razoavel.
Alugs-ae urna boa escrava para todo ser-
vico de urna casa : na ra do Imperador n. 50,
lercelro indar.
GRANDE DEPOSITO
m
DO
Barba mo (Cabo.)
4I-RIA DO IMPERADOR-41.
Neste deposito existe grande qnanlidade de louca de todas as qualidades, wo m pakls)
deaejar de bem fabricado e de boa qualidade de barro, coma propriedade da conservar a asna
sempre rna, como sejam jarras, resrisdores, muringues, qusrtiohas, garrafas, copos para agaa te
De obras vidradas.
.i.Ie^.,C08 Tas8 pa" fl,0.re,' M\n' a,uH" com tampos esem elles, paoellaa parabater-aebolos, cacerolas, eofuzss. friaideiras moiUs ai-
tras pegas que seria enfadonho mencionar.
... Pr.Pelario desta fabrica a primeira deate genero entre nos espera obter do resneiUvel
publico aoimacaoe concurrencia e para conseguir esseflm vende a sua louca mais barata de
al aqui ae venda nesta cidade. w "- %wm
Aprompta qualquer factura para exportar, alm dos presos commodos porque vende 44 10
por cento de abale para quem comprar de 1009 para cima e deaaa qaantia para menos Urao 5
Qualquer encommenda pode aer entregue no depoaito da fabrica ra do Imperador a. 41.
O bacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova ?. 23,sobrado da es
quina que volta para a
cambo a d Carme
Heorique Kbenigk retira-se para o Assu.
O abaixo assignado declara que tendo-se
desencaminbado de seu poder umfleada
quanlia de 1500, paasado ao annuncianle pelo
Illm. Sr. Joaquim de Mello Lopaa Ferreira e
vencido em 15 do corrente ; boje, ae acha j pa-
go e salisfeilo da referida quantis, pelo que fies
sera valor algum o supra citado titulo caso por
ventura appareca, o que faco publico para que ae
oo oflereci duvida alguma para o futuro. Enge-
nho Culegida freguezia da Eacada 16 de Janeiro
de 1862.Florencio Gomes Bezerra.
.1 FEBRE1HA VILLELA
RETRATISTA
DA
AUGUSTA CASA IMPERIAL,
Ba do Cahug n. 18, t.* andar,
entrada pelo pateo da matriz.
Retratos porambrotypo, por melaiootypo, so-
bre panno encerado, sobre talco, especiaos para
pulcelras, alQnetes .ou caasoletas. Na mesma
casa existe um completo e abundante sortimeoto
de artefactos francezes e americanos para a col-
locaclo dos retratos. Ha tambero para este mes-
mo fim csssoletas e delicados "alQnetes de ouro
de lei; retratos em photographia das principaea
personagens da Europa ; stereoscopos e vistas
atereoscopicaa, assim como vidros para ambrotyp
A chimicas pbolographicas.
Precisa-se de um hornera com
capacidade e intelligencia, para enfer-
meiro afim de ir para um engenho
distante 5 leguas d'aqui : quem estiver
tiestas cirCumstancias, procure o Dr.
Lcbo Moscozo na ra da Gloria n. 3,
para tratar do ajuste.
O Srs. abaixo assigndos s5o
rogados a comparecer a loja n. 2 B, da
ra do Crespo
Jos Florencio de Oliveira e Silva.
Lucio Al ves de Oliveira e Silva.
Henrique da Fonceca Coutinho.
Manoel Jeronymo de Albuquerque.
Precisa.se de um moco que escre-
va bem e correctamente a lingua por-r
tugueza para escrever duas hora por
dia, das 6 as 8 da noite, o que se Ibe
dictar ; quem se achar nessas circuns-
tancias dcixe carta na livraria ns. 6 e 8
da praqa da Independencia, dizendo seu
nome, ra em que mora e preco porque
se incumbe do trabalho, com as ini-
ciaes M. F.
Precisa-se de trabalhadoras e officiaea da
ferreito para trabalhar na ponte de ferro : a tra-
tar no aodur terreo da caaa n.10, raa da Aurora.
Oa Srs. Horace Green & C, pedem a todas
aa pessoas a quem os mesmos senhores sao de-
vedores que mindem as anas coalas para serem
satiafeitas, na ra da Aurora o. 10, anear terreo.
Precisa se de ama ama preferindo-3e es-
crava : ao pateo do Terco n. 26.
RETRATOS
Retratos de novo
Retratos de novo
Retratos de novo
Retratos de novo
Hawleytypo nova ]
Hawleyolypo nova
Hawleytypo nova
Hawleytypo nova
Hawleyolypo nova
DE
NOVO GOSTO.
gosto
gosto
gosto
gosto
mven^o
inveocao
invenco
invencao
invenjo
Presos baixado para pouco
tempo.
Precos baixado para pouco tempo
Presos baixado para pouco tempo
Presos bailado para pouco tempo
Precos baixado para pouco tempo
3#00 5#000 10#000 20$000
30C0 5000 10*000 20000
3000 5000 10*000 20*000
3000 5*000 10/000 20*004
3*000 54000 10*000 20*000
Para retratos .
Para retratos
Psra retratos
Para retratos
Para retratos
Explendido quadros dourados
Explendido qoadros douradoa
Explendido quadros dourados
Explendido quadros douradoa
Explendido ~ quadros douradoa
Vende-se machinas para re-
tratos.
machinas para
machinas para
machinaa para
machinas para
Vende-se
Vende-ae
Vende-se
Vende-se
Caixas
Caixas
Caixas
Caixas
Caixas
Todos
Todos
Todos
Todos
Todos
retratos
retrslos
retratos
.retratos
gostos
gosios
gostos
gostos
gostos
ver
ver
ver
ver
ver
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
de lindos
venham
venham
venham
venham
venham
Vestidos pretos mais proprios
Vestidos pretos mais proprios
Para tirar retratos
P*ra tirar retratos
A. W. Osborne retratista ame-
ricano
A. w. Orborne retratista americano
Ra do Imperador
Ra do Imperador.
# 3Roa estreita do Rosario3
: Francisco Pinto uxorio continua a col-
locar dentes artiQciaea tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
* cebo paga alguma sem que as obras nio
# fiquem a vontade de seusdooos, tem pos
# outras preparaces as maia acreditadas
# para conservarlo da bocea.
ARMAZEM
Joaquim F. dos Santos.
40-Rua U QiMimdMO
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimeoto completo da roupa feita 4
todas as qualidades e tambem se manda executar por medida 4 vontade doa frene-
xea para o que tem um dos melhores proessorea.
Casacas ue panno preto a 405,
35$ e
Sobrecaaacoade dito dito a 35* e
30*000
30*000
Paletola de panno preto e de co-
res a 35*. 30*. 25*. 10*. 18* e 20*000
Ditos de casemira de cores a 22*.
15|,12*. 7* e 9*000
Ditos de alpaca preta golla de
velludo fraacezas a lOjjOOO
Ditos de merino selim pretos e
de cores a 9f e 8J0OO
Ditos de alpaca de cores a 5* e 3*500
Ditos de alpaca preta a9*. 7*. 5* e 8f500
Ditos de brim de cores a 5$,
4*500,4* e r 3*500
Ditos da bramante delinho b an-
co a 6*, 5|e 4*000
Ditos de merino de cordao preto
a 15* e 8*000
Calcas de casemira preta ede co-
rea a 11*. 10*, 9f, 7* a 6*000
Ditas de prioceza e merino de
cordo preto a 5*. 6*500 e 4*500
Ditas de brim branco ede cores a
5*. 4*500 e 2S500
Calca*de ganga da cores a 33000
Gollete de velludo preto e de co-
res lisose bordados a 12*,9jf e 8*000
Ditos da caaemira preta e da co-
rea liaos e bordadoa a 6*,
5*500,5* 3J500
5*000
5*000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco a 6 e
Ditos de gorgoreo de seda pretos
e de cores a 7*. 6*, 4*
Ditos de brim e fuslao branco a
31500,2*500e
Simulas do brim de liobo s 2* e
Ditas de algodao a 1*000 a
Camiaaa de peito defuatio branco
ede cores s 2*400 '2*200
Ditas de peito delinho a 5*. 4* e 3M00
Dltaa da madapolao brancas e da
cores a 3*. 2*500, 2*
Chapeoapretoa de masaa francesa
forma da ultima moda a 101,
8$500e
Ditos de fellro a 6*. 5|, 4* e
Ditos de sol de seda ingleses e
francezes a 14f, 12*. 115
Colarinhoa de linho muito finos
novosfeitioa da ultima moda a
Di.os de algodao
Relogios de ouro pstente e hori-
zontal a 1008, 90*. 80| e 7O|OO0
Ditos de prata galvaniaados p-
tente e horizontaea a 40* SOfOOo
Obras de ouro, aderecos e meioa
aderecos, pulcelras, rzalas
aneis a y
Toalhas de linho duzie lOf, 6* a 9|000
Ditas graodes para meaa urna 3* e 4*000]
5*000
3*000
2*200
1*280
l|6O0
7*000
2*000
7*000
*800
*500
Especial hOnieopathleo
Ra das Cruzes n. 30.
Neste consultorio pode ser procurado o respectivo propietario qualquer hors, haveado
ahi sempre grande sortimento dos verdadeiros mdicamentes homeopatbieos, preparados esa Pa-
rs (as tinturas) por Catellan e Weber, os mais acreditados pharraaceuticos do universo como
preparadores de remedios de homeopathia.
O propcielario dests consultorio nio pretende, todava, que sejam os seus raedicaoaentos
inf&lveis, porque nada ha infalltvel em fados humanos; nem lio pouco superiores aos que por
ah se preconisam, porque ceno que o que nos fazemos, oulro o pode igualmente faxer lio bem
se nao melhor. Mas afianca que nelle nao ha traficancia, e que o servico da treparssjio corra
pelo mesmo propietario, que nao tendo grandes commercio de carteiras, acha se sufBciente para
satisfazer is necessidades daquella preparacao.
Neste consultorio scham-se venda elementos da homeopathia, seommodados i intelligaccia
de qualquer pessoa ; assim como presta-se gratuitamente o seu propietario, com seus forcee
medicamentos, todas as pessoas necessitadas, sem distineco alguma,- que o proeuran, pois
que o seu maior prazer ser til hamanidade soffredora.
Na ra do Crespn. 17, Giiimaraes& Villar.
Vendem maoteletes pretoa de guiper a 15$ cada um.
Cortea de la com babados tendo 25 oovadoa cada corte para 5| cada asa.
Cortes de vestido de phanlasia em cartea fazeoda de muito goato a 15* o corle.
Manguitos de cambraia a balo bordados a 3| o par.
Baldea de musselioa cum babados a 5$500.
Chapelinas de seda.para senhora a 10* cada ama.
Chapelinaa de palh de Italia a 25* cada urna.
Uutras muitas fazendas que se venderao por presos bsratissimos, s psra acabar.
*
Aluguel.
Aluga-se o segundo.andar do sobrado da ra
estreita do Rosario que volta para a roa daa Trio-
cheiras, com muiloa commodoa : quem preten-
der, dirija-se ao paleo do Livramento n. 31, se-
gundo andar.
Precisa-se de am amassador de pi e bo-
lacha que entenda perfeitameote deste fabrico ;
o que ae acbar na; cirxumstanciss de reaponder
por este servigo, pode diiigir-se a raa larga'do
Rosario n. 16, padaria, que achara com quem
tratar. O proprietario deste estabelecimento inda
tem 25 a 30 terrenos com 30 palmos de frente e
150 de fundo para dispor no 2. quarteirio por
detras da ra da Concordia do bairro de S. Jos.
Um cavalheiro, solteiro e>tildante
de boa posicao e conducta, deseja en*
contrar perto da academia urna peque-
a familia para vlver com ella, informa-
rlo na ra do Trapiche novo n. 6.
Gabinete poriognez de
Leitura.
De ordem do Illm. Sr. presidente de eaaselbe
deliberativo, sao convidados os aenbores caase-
Iheirosa reunirem-se em seaso exiraordioari,
quarta-feira 5 do correte, as 6 horas da larde,
aa sala das sesadas do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Porlogiti da Laliara
em Pernambuco 1.a de fevereiro da 18M.
M. Soares Piabcsr*.
1.* secretario.
Aluga-se
umanegrinha de 14 a 15anaos.de bou caota-
mea, cose softrivalmenta, a mallo naaSaaseia aa
servico do interior de ama cata: na raa M 9*1
na mero SI.
I.
Mi f Si f|T|-|


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FSIR1 3 DE FEVERURO DE 186i.
Jos Soares de Azevedo, profes-
sor de lingua e litteratura nacional no
Gymnasio Provincial de Pernambuco,
tem aberto em tua residencia, ra nota
de Santa Rita n. 47, as aulas de
GEOGRAPHIA E HISTORIA
LINGUA FRANCEZ\
PHILOSOPWA.
ORATORIA E POTICA
As aulas sao todas de tarde: come-.
eam s 2 horas e acaban s 7.
Atten Tasso lrmaosfazem publico que o convento de
S. Beato da Parabyba Ihes 6 devedor da quaotia
de Tinte conloa noveceotos e dezenove mil du-
zentoi e dez tif ( 20:9199210), por tranaferencis
de urna conta correte com Jos Luiz Pereira
Lima & C, assignada e conferida pelo ez-D.
abbade Fr. Jos da Exaltaco Marque, em 12
de marco de 1860. Alm do premio de um e meio
por cento ao mez a que ficou obrigado o referido
convento a pagar, conforme a clausula ezarada
na referida conta correte. E como at o presen-
te nao Ibes leona sido possivel receber a referida
importancia e os juros decorridos, nao obstante
as diligencias empregadaa para esse fira, fazem
publieo que nao por aua vootsde que esto sof-
frendo tal desembolso, para que em lempo al-
guna se empregue o argument do grande aug-
ment dos juros, para o qual nao concorrem oa
abaixo assiguados, que sempre estiveram e eato
promptos a reoeber a referida coota e os juros
vencidos, e proleslam nada abaler em lempo al-
gum ; declarando mais que nao deaoneram os
cedeotes da referida conta os Srs. Jos Luiz
Pereira Lima & C. e Uaooel Rabello de Oliveira
Gaboclo. Recite 15 de Janeiro de 1862.
Tasto rmeos.
O Sr. JoSo Hyppolito de Meira Li-
ma, queira appaiecc nesta typographia
que se lhe precisa fallar.
{Medico. 2
O Dr. Brancante pode ser procurado- a
9) qualquer hora na casa de sua residencia, O
os) na ra do Imperador n. 37, segundo an- #
dar, para o exercicio de sua prosso.
c
Sitio.
'J
Aluga-se um excelleote sitio na estrada dos
Afictos, o quarto depois da capella, com muitos
arvoredosde fructo, reedificado e pintado de no-
vo, .com bom poco d'agua de beber e outras com-
modidades: a tratar no mesmo com sua propie-
taria D. Hargarida Francisca Xavier, ou na ra
Augusta n. 60.
Precisa-se alugar um preto, dando-se o
asiento, e paga-se mensal ou semanal, para o
servico desta typographia : na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
jPrecisa-se
de urna ama que saiba eogommar ou cozinhar
psrapouca familia : na ra do Trapiche n. 18.
***
9J O Dr. Caroliao francisco de Lima San- 9)
0 tos, mudou-ss da ra das Cruzes para a tj
0 do Imperador, sobrado n. 17, em frente Q
da igreja de S. Francisco, onde continua tj
# no exercicio de sna profisiode medico, tt
*
Precisa-se de urna criada portogueza, que
saiba cozer e eogommar: na ra do Queimado
n. 12.
Aluga-se o primeiro andar da roa da Im-
peratriz n. 40 ; a tratar no mesmo.
Sociedade bancaria.
Asaoriro, Fragoso,Santos & G. acara e toman
laques sobre a praca de Lisboa.
Consultorio
Medico-cirurgico
DO DOUTOR
3--Rua da Gloria casa do fundo--3
Existem medicamentos homeopilhicos os mala
bem preparados e da toda a efficacia. sempre re-
novados, pela muito grande exlracco e procura
que temdevido isso ao MXIMO CRDITO
de que gozam em todas as provincias do Brasil.
Continna-ae a vender pelos pregos do cost-
me e achar-se-ha as carteiras especiaes para o
tratamento do cholera-morbus, com os seus com-
petentes folhetos e separadamente os preserva-
tivos em tinturas e glbulos, conforme quizerem.
O crdito de que goxam estes remedios e a
preferencia com que sio procurados, pela certe-
za de seus effeilos e pela ioalterabilidade dos
glbulos, dispensam de quaesquer recommeo-
daces.
quo bom e est provado, leva comsigo as
recominendacSes.
- Preciisa-se de um oicial de bar-
beiro : na ra das Cruzes n. 35.
Offerece-se um menino para caixelro de
qualquer eatabeleeimeoto, exceptaando-se taber-
na e padaria ; oa travesa das Cruzes, segundo
andar, n. 14 se dir*.
Precisa se de urna pessoa que esteja crian-
do, para tomar contado urna cria para acabar de
criar de leite, e te-la em seu poder para crirr
por alguna tempos: no becco Largo o. 1, pri-
meiro andar.
Aloga-ae o armazem do aobrado da ra do
Apollo o. 47, proprio para qualquer estabeleci-
mento : quem o pretender eritenda-se com Jos
AntuoesGuimaraes, a chave est no deposito da
ra da Senzala n. 48.
Precisa-se de um caixelro portuguez de 18
annos para cima,
taberna: em
Precisa-se de um moleque qoe sirva para
mandado : na roa da Aurora 0. 44.
J dentista Nimia Pompilio.i
Desinfecto.
O abaixo assignado vende em sua botica na
ra Direila n. 88, os seguiotes desinfectantes por
ter para iao o aparelho necessario. Chloro para
desinfectar o espago de 310 ps cbicos por 2#,
liquido desinfectante das materias fecaes urna
garrafa 1$, pos desinfectantes das mesmas ma-
terias urna libra Ig, liquido para mergalhar a
roupa dos accommetlidos a 640 rs., agoa chloru-
retada que supre a de (abarraque someole na par-
te da desinfecgao por ser carregada 10 vezes mais
do chloro (pelo que declaro que nao se fac,a dol-
a uso interno) 1$.
O publico desta cidade deve estar lembrado
deque neste Diario foi transcripta urna corres-
pondencia do su I, na qual declarou-se, que, em
um dos portos onde grassava a febre amarella o
commaodaote de um dos navios surtos n'aquelle,
conservando o chloro em o seu, foi o nico pre-
servado do mal. ao passo que os mais soffreram
e houveram muitas victimas.
Para o desempeoho da desinfecto acompa-
nhara explicaco.
Jos da Rocha Prannos;
Precisa-se para Macei de um praticante
ou de um official de pharmacia : a tratar na bo-'
tica franceza da ra da Cruz n. 22.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar: na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, entrada direita.
Precisa-se de urna ama que saiba engom-
mar, preferiodo-se escrava ; na ra da Impera,
triz n. 40, segundo aodar.
Aranaga, Hijo & C. sacam sobre
o Rio de Janeiro.
Precisa se de ama ama s para cozinhar e
eogommar, sendo para cozinhar com perfeigao,
nao se olhando a preco: a tratar oa loja da ra
do Queimado n. 46.
Aluga-se o srmazem do sobrado da ruado
Brum n. 34, proprio para qualquer estabeleei-
mento : quem o pretender entenda-se com Jos
Aotunes Guimares, e as chaves existem na re-
finaco n. 2 ao p do mesmo.
Alugam-se 3 casas terreas meis-aguas na
ra da Atraigo n. 1 : a tratar na ra do Raogel
d. 7.
Alten Precisa-se alugar ama casa com commodos
para seis pessoas, no biirro de Santo Antonio,
preferindo-se terrea, com quintil, e que seu alu-
guel nao exceda da rs. 209 a 25# por mez : quem
tiver annuncie por este Diario, ou falle na ra
arga do Rosario d| 20, loja de funileiro.
-&
{Gabinete medico cirurgico.*
0 Ra das Flores n. 37.
0 Serio dadasconsiltas medlcas-cirurgi- m
cas pelo Dr. Estevo Gavalcanti de Albu-
0 querque das 6 as 10 horas da man na, ac- jt
0 cudindo aos chamados com a maior bre- 0
0 vidade possivel.
m l-o Partos. Z
lj 2.* Molestias de pelle. m
aj 3.* dem do olhos. >
O 4.# dem dos orgos genitaes.
q Praticartoda equalquer operacao em >
Sseu gabinete ou em casa dos doentes con- Z
forme Ibes fdr mais conveniente.
0009.00000
Ra estreita do [Rosario n. 22
primeiro andar.
Bota denles artificiaos por molas e li- I
gaduras e pela presso do s'r. Systema I
americano sem arrancar as raizes, e fas m
todas as operages de sua arte, com **
promptido e limpeza. p
m msmmm mmm emmm*
Aluga-se o primeiro andar do sobrado -
37 da ra do Imperador: a tratar no segundo an-
dar do mesmo.
Joo Guilherme Romer, armador de corti-
nados (oa ra do Hospicio n. 37) participa ao res-
peitavel publico que tem recebido excelleotes
molduras douradaa para cortinados de janellas,
tambem vende borlas, cordao, galleras e patera
de bronze que pertence aos ditos.
Saques sobre Portugal.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filhosaccam so-
bre Lisboa e Porto : nj largo do Corpo Santo,
escriptorio n. 19.
Precisa-se
alugar urna escrava para o servico interno e ex-
terno de casa de familia : na ra da Cadeia do
Recite n. 53, terceiro aodar.
Precisa-se de ums ama que saiba cozinhar
e fazer a compra : na ra Nova o. 67.
Aluga-se um sitio
mutto bem afranjado,
casa, coxeira, estribara etc. etc. Os
pretendentes queiram dirigir-se a ter-
cetra casa, passando a ponte pequea
da passagem da Mdaglena.
- O Sr. Julio que teve botequim,
queira vir a esta typographia, a neg-
ci.
D. Mara dos Anjos da Silva Tavares. fiha le-
gitima do Sr. Vicente Jos da Silva Tavares e
sobrinba legitima do Rvm. conego da S de La-
mego o Sr. Dr. Bernardo Jos da Silva Tavares,
aviaa ao annunciante do Diario de Pernambuco
a. MO de 19 dejunho de 1861 que se acha ca-
ssda com o Sr. Manoel Gon$alvs Telles, pre-
sentemente residindo na Barra Vermelba fregue-
zia de Afogados, se o dito aonunciante ou alguem
por elle tiver algum negocio pode dirigir-se ao
dito logar a tratar com a mesma ou na falla em
casa do Sr. Francisco Goncalves Servina mora-
dor nos Afogados que fara as minhas vezes. Bar-
ro Vermelho 30 de Janeiro de 1862.
alaria dos Aojos da Silva Tavares.
Aluga-se um armazem na ra do ces de
Apollo o. 7 : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
na Soledade,
com ptima
Miudezas baratas
Na loja da victoria na ra do
Queimado jauto a loja de
cera.
Clcheles francezes em earllo a 40 rs. |
Aloetea francezes cibica cbata a 190rs. a carta.
Papel com cento e tantos alfloetei a 40 rt. o
papel.
Lionas victoria em eirritel com 800 jardas a 60
ri. o carmel. .
Ditas de 200 jardas de Alexander 900 tr. a do-
^^^^.^^^cairtL00 j"d" br,D"8 6 d6 COrei "'
Ditas de Pedro V brancas e de cores a 40 rs. o
cartio.
Grampos a 40 fl. o maco.
Eofladorea braicos a 60 e 80 rs.
Garteirinhas cim agulhas francezas a 320 rs.
Transas branciade linho a 100 rs. a pega.
Agulhas de erar vestido a 40 rs. cada ums. .
E outras miitas miu-ezas que se afanca ven-
der barato para quem comprar victoria sempre
cootar: na Iqa da victork na ra do Queimado
n. 75, junto a loja de cera.
xmmmmmm mmmm*
Loja amarella.
Ra da Cadeia confronte ao becco
Largo.
Ricas capas pretas compridas, mante-
letes rodemos de seda e fil.
Vestidos bordados de cambraia, duas
saias, jatos e babadinhos.
Vesdos de seda cores escoltadas e de
phsnltsia, laasioha de cor a 500.
Sedis de quadrinbos, grosdenaples e
morentique, laa matiaada a 640 rt.
Maiguitos e gollas bordadas com per-
fecac.la transparente a 640 rs. .
Caiaas decores,chitaa linas, tarlatana, '
Alele., baregede la a 640 rs; ____ !
Para as noivas.
Vestidos de blonde com saia de setim
m/nta, capella, todos os pertence.
Novidade.
Ciapeos de palha fino, leqaes, man-
guitos, pentes, espartilbos, chales pona
redonda, perfumara etc.
| ff O advogado Eduardo de #
Barros pode ser procurado
* 0 das 9 horas da maoha s IB
\ 9 3 da tarde dos dias uleis : #
>aj na ra do Queimado n. 26, 0
0 primeiro andar. 49
J
Na ra da Cruz n. 45, precisa-se
ama deleite que nao tenha filho.
de urna
S. Braz.
I Ensino de linguas
f EM6MEZES
^Italianolatim francez,!
i Pelo methodo facillimo '.
DO DOUTOR
l I. HLUMil
Ra do Queimado n. 26.
Aviso,
Os abaixo assignados participam aos apaixona-
dos do calcado inglez, e particularmente aos seus
reguezes.'que liveram pelo vapor Oneida ni-
camente 100 pares dos afamados borzeguins in-
flezea, que de a muilo costumam vender em sua
Dja na ra da Cadeia o. 32, pelo baralissimo pre-
go de 12 o par.Campos & Pereira.
Advocada.
O advogado A. R. de Torres Bandeira tem o
sen escriptorio na casa de sua residencia na ra
do Imperador o. 37, segundo aodar, entrada a
direita ; e ahi pode ser procuradoras o exerci-
cio de sua proflssao. Est prompto para eocar-
regar-ae de qualquer defeza e para tratar de
queites forenses, em qualquer lugar fora desta
cidade e protesta a maior solicitado no desem-
penho de su as obrigaedes.
= Antonio Silvino da Costa Braga pude enca-
recidamente as autoridsdes policiaes e a qual-
quer pessoa que conher.am ao menos seu sobri-
nbo de nome Filippe, o especial obsequio de
apreheode-lo e de conduzi-lo a casa de sua re-
sidencia, ra Augusta n. 85, por iaso que o re-
ferido menor ausentou-se de sua compaohia. O
menor tem os sigoaes seguiotes: representa ter
9 annos", cor morena, algumas marcas de bexiga e
de pannos pelo rosto e pescoco, falla pausada e
na.
Joaquim Jos Coelbo, cidadao brasileiro
relira-ae para o Rio de Janeiro.
O arrematante da massa fallida de Manoel
Jos da Cuoha Faria, que leve loja de ourivea na
ra do estrella do Rosario n. 6 avisa a todos os
devedoresda mesma msssa, que se quierem evi-
tar o dissabor de serem chamados nominalmente
por esta folha, venhim no improrogavel praso'de
oito dias pagar na praga da independencia n. 22,
assim como adverle a todas as pessoas que teem
concertos na mesma casa os venha tirar no mes-
mo praso do contrario sero vendidos para pags-
menlo dos meamos.
Antonio Damaaceoo dos Santos, subdito
portuguez menor, tegue para o Rio de Janeiro.
Agencia de passaporte.
Clandlno do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo prego e
presteza: na ra da Praia n. 47, primeiro andar.
Precisa se de urna criada forra ou captiva
para o servido interno de urna casa de pouca fa-
milia ; a tratar na ra do Amorim n. 54, ou es-
trida de Joo de Barros, sitio de Candido Aleo-
forado.
A pessoa que annuuclou empregar se em
trsbalhoa de escripia, qualquer quefossem, tirar
balancos, etc., etc., queira apparecer na livraria
da praca da Independencia ns. 6 e 8.
Advogado da garganta na igre-
ja de N. S. do Terco.
Segunda-eira 3 do correte ter lugar pelas
9 horas da maoha missa cantada e a noite pe-
las 7 horas ladaioha, Anda a qual ficar o glo-
rioso marlyr exposto no meio da igreja por al-
guna dias, Isndo em todas as noites bengso de
garganta, por isso a mesa espera a concurrencia
dos neis.
Precisa-se de um criado para homem sol-
teiro : oa ra do Imperador n. 34, das 9 horas
da machia as 3 ds tarde.
Joaquim Patricio da Costa Valente, subdito
portuguez, retira-se para a cidade do Porto, le-
vando em aua compaohia o seu criado Jos An-
tonio do Res, tambem portuguez, deixa por seo
primeiro procurador o Sr. Bernardo Jos da Cos-
ta Valente, e segundo o Sr Jos \ntooio da Cos
ta Valente ; julga nada dever pessoa alguma,
mas se alguem se julgar com direito a qualquer
divida haja do apresentar seas documentos legaes
no prazo de tres dias em sua casa, no largo do
Paraizo ?. 2.
As pessoas que incommendaram jaracali,
remedio para frialdade, etc., podem manaar bus
car ao collegio da Cnceico, na Tamarioeira,
por se achar a fructa oas condigoes precisas.
O abaixo assignado, tendo de seguir com
destino a provincia do Paran, pretende embar-
car no primeiro vapor que se espera do norie, e
por isso agradece a todos os seus compaoheiros
de armas existentes nesta guarnigao as maneiras
delicadas e affaveis com que sempre a trataram,
agradecendo especialmente as finezas que rece-
beu de alguns. Jguaes agradecimentos dirige a
todas as pessoas de sua amizade, nao militares,
residentes nesta capital e fora della, e pede a
todos que dignem-se aceitar suas despedidas,
acreditando que em qualquer parte aoode se
achar estar seu acanhado nxeatimo ao dispr de
todos elles.
Manoel Augusto Barbalho Picango.
Precisa-se de ama ama para todo servico
de ama casa de duas pessoas : oa ra do Sebo
numero 15.
No dia 4 ao meio dia, fioda a audiencia do
Sr. Dr. jniz de ausentes, se ha de arrematar o
espolio do finado Dr. Francisco Jaciothoda Siivi
Coelho, o qual contm alguma ferramenta de ci-
rurgia.
Preciaa-se de urna ama ; no paleo do Terco
numero 26.
O juiz de paz do segundo anoo do 1. dis-
tricto da freguezia da Boa-Vista d audieucia osa
quarlas e sabbados as 10 horas da uiinhaa, na
sala publica das sudiencias.
OSr. Joaquim Hileto Mariz queira appare-
cer na ra do Raogel d; 41, primeiro andar, pa-
ra tratar de certo negocio que o mesmo nao dee
ignorar.
O solicitador Joaquim de Albuquerque Mel-
lo.mudou sua reaidencia para o primeiro andar
da casa n. 75 da ra do Imperador, aoode pode
er procurado em todos os dias uleis das 9 horaa
da manha 6s 4 da larde. Em sua auaiencia, os
seus coostituintes sero altendidos pelo Sr. Dr.
Nelto, com escriptorio no mesmo andar.
O abaixo assignado faz sciente que nao se
responsabitisa por debito contrahido em seu no-
me por qualquer de seus esersvos, salvo se fo-
rem miudos com documento assignado pelo an-H
nunciante. Recife 31 de Janeiro de 1862.
Antonio Alberto de Souza Aguiar.
Seraphim Gomes, subdito portuguez, vai ao
Rio de Janeiro;
Appareceu no Camioho Novo um carneiro:
quem for seu dono procure a casa n. 8, que dan-
do os sigoaes; cerlos e pagando a despeza. ser
entregue.
Desappareceu desta cidade"um cavallo mel-
lado levando um par de cassuaes com 30 saceos
vasios, eum encerado, e 1 fechadura : quem o
tiver pegado leve-o ao escriptorio de Manoel Ig-
oacio de Oliveira e Filho, largo do Corpo Sanio
n. 19, ou ao eDgenho Camassary, freguezia de
Santo Amaro de Jaboatao, ao Sr. Miguel Augus-
to de Oliveira, que ser recompensado.
Os credores da massa fallida de Lima &
Martina sio convdalos a receber o segundo di-
videndo em casa dos administradores., na ruada
Cadeia n. 4.
Tompson Pal', subdito inglez, 'retira-se
para a Baha.
Roupa feita.
V esse estabelecimento o especial em
roapa feita j em prego como na quati-
dide, palitots, caigas, colleles, sobreca-
ces, sobretudo, capas de borracha etc.
Calcado.
Bolinas de Meli muito frescas a 12$:
* sa ra da Cadeia n. 23, de Gurgel & .
m Perdigo. M
SKiwaiwwpw vvivf swww*wWvm
RA BO QUEIMADO N.46
.GRANDEoORTIMENTo
OASEROUPKSf
Sortimento completo de sobrecasacos de plnno a 25#, 28, 30$ e 35, casacos muito ata
taitas a 25g, 28g. 30S e^g, paletols acasacados de panno preto de 16 at xU. ditos de causara
de cor a 15, 18g e 20g. paletots sacos de panno e casemira de 8 al 14, ditos saceos da alpaca
^%1x64?\^'^al6*,^br^d!*JpaeaemerD6d,7atl(,.c1C" Pretas de caatmir* 3*
8 al 14g, ditos de corae7 at lOg, roupas para menino de todos os tamaobos, fraude sarti-
mento de roupaa de bros como sejam caigas, paletots e colletss, sortimento de col Id. preto da
setim, casemira e velludo de 4 a 9g, ditos para ca.menlo a 5 e 6, paletots bra neos de bra-
mante a 4 e5f, caigas brancas muito fioas a 5g,e um grande sortimenttj de fazendas flni s e mo-
dernas, completo sortimento de casemiraa inglezas para homem. menino e aeohors seroala Am
linho ealgodo, chapeos de sol de seda, luvas de seda de Jouvin para homem e s'eobora Te-
mos urna grande fabrica de alfaiale onde recebemos encommendas de grandes obras au n-a
isso est sendo administrada por um hbil mestre de samelhante arte e um nessoal da mi '
cincoenla obreuoa eacolhidos, portaoto executamos qualquer obra com promptido e mais knu
do que em outra qualquer casa. v m '" "r>*>
Cascarriiha.
Caixeiro.
Na ra da Cruz armazem o. 33 existe um mogo
de 19 anuos, vindo do Porto e com pralica de
negocio de fazenda, o qual se deseja arrumar em
loja de fazendas on oolro qualquer estabeleci-
mento.
Aluga-se um srmazem na ra do Apollo n.
13, defroote ao thealro, muito proprio e com
commodo para receber quaesquer gneros : a
tratar com seu dono na ra da Gloria n. 87, se-
gundo aodar.
Precisa-se de um menino portuguez de 10
a 12 annos para caixeiro de urna loja na villa da
Escsda : quem pretender, dirija-se a rur de Ca-
bug n. 1 B.
Precisa-se de 3:000 por espago de 11 me-
zas* pagando-se os juros em quarteis, ou confor-
me ae convencionar, dando-se por seguran;
predios netta cidade livres e desembarazados :
quem eate negocio quizer fazer, annuncie para
ser procurado.
Compras.
sem segundo
Na ra do Queimado n. 55 loja de miudezaa
de Jos de Azevodo Maia e Silva, est vendendo
tedas as miudezas por pregos j sabidos e co-
ndecidos :
Groas de peonas de ac de todas as quali-
dades a 500
Nvelos do lioha que pelo tamanho a todos
admiram a 120
Caixas de agulhas francezas a 120
Caixas com alfinetes muito finos a 60
Caixas com apparelho para entreter me-
ninos a 240
Ditas ditos grandes a 500
Baralhos portuguezes a 120 e 200
Groza de boles pequeos para caiga a 120
Tesouras para unhas muito finas a 400
Ditas para costura muito superiores a 400
Baralhos francezes para voltarete muilo fi-
nos a 320
Agulheiros com agulhas francezas a 80
Caivetes de aparar pennas de 1 folha a 80
Pegas de tranga de la com 10 varas a 200
Dilaa de tranga de la de todas as cores a 800
Pares deapMo* de iranc* do la a 11280
Cartaa de alfinetes francezes a ioo
Pares de Iuvjs fio da Escocia muito finas a 320
Ditas ditaa brancas grosaaa a 100
Escotas pira lirnpar denles muito finas a 200
Massos com superiores grampos a 40
Cartees com colxetea de algum deleito a 20
Ditos de ditos superiores a 40 e 60
Dedaes de fundo de ago muito superiores a 100
Eofiadores para vestidos de senhora com i
varas a 80
Ciixas com colxetes francezes a 40
Cartas de alfinetes de ferro a 80
Charutairas muilo fioas a 1;00
Tinleirasde vidro com tinta a 160
Ditos de barro cora tinta superior a 120
Areia prela e azul muito fina a libra a 120
Teoho nova remesaa de labyriniho para ven-
der por todo prego.assim como teoho trancas de
seda differentes cores para vender por todo d-
nheiro que offerecerem.
Fivelas para cinto.
Vende-se
Compram-ce aeges do novo banco de Per-
oambuco ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio o. 14.
Compra-ae ama escrava de meia idade que
cosinhe o diario e faga o mais erranjo de urna
casa : na ra da Palma n. 23.
- Compra se o calculo differencial
e integral por Surn e Lacroix, anda
mesmo usado: na praca da Indepen-
dencia ns. 6 e 8.
Atteinjo
Cooira-se urna casa terrea com commodos e
quintal, no bairro da Boa-Vista, em bom local:
a tratar oa ra do Amorim, na loja n. '25, que se
dir quem precisa.
Vendas.
S no armazem da
arara
Contina a vender auas fazendas por pregos
baratlssimos, como sempre vondeu, para agradar
seus freguezes, a ser: pecas de mandapolo floo
en/eA^ a "' P(C"de cambraias brancas liis
a 1K600 e 2g, ditas finas a 3 e 3500, ditas ada-
mascadaa para cortioado de 20 varas a 9g. ditas
de 10 varas a 4}500 e 3. panno prelo para calca
e paletot a 18C0, 2 e 2g500 o covado. corlea de
casemira prela entestada para caiga a 3500 e 4,
brilhantina branca entestada para vealidoa a 280
o covado, gorguro, fazenda nova para vestidos a
320 o covado, barege de seda a balo para vesti-
dos a 00 rs. o covado, liaziohaa para vestidos a
280 o covado, cortes de chitas Onss com 13 co-
vados a 2g500. ditos a 2400 e lg500, fil de li-
nho de cores e branco a 200 rs. o covado, chitas
a 160 e 200 rs ditas largas a 240 e 280 rs., cas-
saa a turca a 280 e 320 o covado, e outras muitaa
fazendas que se dao as amostras para se ver: na
ra da Imperatrtz, loja-' da arara n. 56, de Maga-
lhaes & Meodei.
Vende-se um boi novo e de earroga em
boas carnes, por prego muito commodo : na es-
trada de Joo de Barros, segundo porto paisan-
do a capella do lado da mesma capella.
um piano inglez, velho, por muito barato prego,
bem como urna porgo de canos de ferro de 1)2
polegada, proprios para canalisago d'agua ou
gaz ; n raa do Sol n. 21.
Continua-se afvender leite puro a 320 rs. a
garrafa : na calcada da casa de banhos, no pateo
do Carmo,
Rival
sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, defronte do sobrado
novo, est disposto a vender tudo por prego que
admir.*, assim como seja :
Frascos de agua de lavaode muito gran-
des a
Saboheles o melhorque pode haver a
Ditos grandes multo finos a
Frascos com rheiros muito finos a
Ditos ditos muito bonitos a
Garrafas de agua celeste o melhor a
Frascos com banha muito superior a
Ditos dita de urco floissima a
Frascos de oleo babosa com cheiro a
Ditos dito dito a
Ditos dito nilo a
Ditos para limpar a cabega e tirar caspas a
Ditos dito philocome do verdadeiio a
Ditos com baoha transparentes
Ditos com superior agua de colonia a
Dita, fraseos grandes a
Frascos de macag oleo a
Ditos de opiata pequeos a 320 e
Ditos de dita grandes a
Tem um resto de lavande embreada a
Lioha branca do gaz a 10 rs., e ttes por
dous, e fina a
Dita de cartao Pedro V, com 200 jardaa a
Dita dito dito com 50 jardas a
Carreteis de lioha com 100jardas a
Duzia de metas cruss muito encorpadas a
Dita de ditas muito superiores a
Dita de ditas brancas para senhora, mui-
to fioas a
Vara de bien da largura de 3 dedos a
Dita de franja para toalbas a
Groza de botos de louga braoces a
Duzia de phosphoros do gaz a
Dita dediles de vela muito superiores a
Pegas de fita para cs de todas as lar-
guras a
Vende-ae urna taberna situada no melhor
lugar da Boa-Vista, com proporgdes para habita-
gao de familia por terom bom solio com qtiartos
e janellas, bom armazem, c oainha, quintal mu-
rado, e cacimba propria : a fallar com o Sr. Bra-
ga na loja de selleiro da raa Nova.
Ra Novan. 18.
M. A. Caj avisa a seus aotigos freguezes que
nao podeodo acabar com seu eatabeleeimeoto de
fazendas e roupa feita contina sempre em li-
quidaco. Recebe eocoromeodas de qualquer
obra de alfaiste, e para isso lem um contra-mes-
tre prompto para receber qualquer encommenda,
sendo servidos com promplidio, que ir tendo
em sua toja um grande sortimento de toupe feita
e faitndas, pelo mais bsixo prego (a dinbeiro)
que se pode encontrar.
Chegou para a loja da victoria grande sorti-
mento de casearrilba de todas as cores e largu-
ras e se vende mais barato do que em parle al-
guma, por isso venham a loja da victoria na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Cheguem s fazendas ba-
ratas, antes que se aca-
l)em.
Na loja de fazendas da ra da Madre de
Dos n. 16, defronte da guarda da
alfandega.
Madapolo fino a pega 4&800.
Chitas finas escuras a 160 rs. o covado.
Ditas francezas campo branco a 200 rs.
Ditas escuras muito finas a 240,260 e 280.
Pegas de ditas rOxas com 32 covados por 6.
Alpaca fina de cor a 360 e 400 rs. o covado.
Cortes de seda pretos para collete a 2.
Casemira preta, fazenda superior, o covado a
1*800.
Longos de seda de cores 500 rs. um.
Chales de cassa pintados um 5C0 rs.
Veibutina pintada para vestido a 400 rs. o co-
vado. E outras muitas fazendas que se vendem
barato para acabar (dinheiro vista) ; de todas
se darao amoatras com penhor
Bazar de caluugas
e brinquedos para meninos e
meninas.
Na ra Direita n. 7 de fronte da grande
fabrica de tarrancos.
Neste estabelecimento novo se encottraro
sempre grande sortimento de esluogas e brin-
quedos de todas as qualidades e pregos para me-
ninos e meninas, assim como tambem charutos
muito-bons e baratos, tanto em caixa como a re-
lalho.
Opiata ingleza
para dentes.
Est finalmente remediada a falta que se sen-
ta dessa apreciavel opiata iogleza to proveito-
sa e necessaria para oa dentes, isso porque a lo-
ja d'aguia branca acaba de recebe-la de sua en-
commenda, e continua a vende-la a 1500 rs. a
caixa ; quem quizer conservar seus dente per-
feitos prevenir-se mandando-a comprar em
dita loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Vende-se
azeitede dend oa palma, dito de amendoim que
serve para luzes e machinas, mais barato do que
em qualquer ouira parte ; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Ricas fivelas de madreperola para
barato prego de lg600: na loja da
ra do Queimado n. 75, junto a loja
cinta* pe
victoria 3a
de cera.
Cortes
de vestidos do pavao.
Cortes de vestidos de cambraia branca de i-
b*d0i*ftno,a8 ""*' fIend noderaisstsia, o cor-
Cortes de vestidos
babados a
brinco a
de phantazia, fasenda c:i
Lm* em 1U8l1uer parte a 1(1, torrass-se a
Ditos de cambraia de seda coi
4#500.
Ditos de cambraia de carocinhos
cores, fazenda muito fina a 4g.
Ditos de cambraia branca lavrads, lascada c-
leiramente nova, o corte 4$.
Cortes de tarlatanas brancas com babados p-j-
prios para aaiislir a casamento oa bailesa 10c.
Cortes de vestidos de cassa con listras slrsvea-
sadas a 20240.
Ricos enfeites traiu e ditos a Garikaldi a
Ditos ditos a Luiz XV a 2$.
Luvas de seda para senhora muito boa a 600
rs., lencinhos para mao de lodos os preces e q.a-
hdades.
800
320
.160
500
l#0O0
1*000
240
600
240
320
500
720
900
900
400
500
100
500
> 800
50
20
60
20
30
29400
4g500
3f000
120
80
120
240
240
320
Loja das 6 por-|
tas em frente do Li-
vramento.
' Eoupa feita muito barata.
Paletots de panno fino sobrecasacos,
| ditos de casemira de cor de fuslo, ditos
. de brim de cores e brancos, ditos de
' ganga, caigas de casemira pretas e de
| cores, de brim branco e de cores, degan-
ga, camisas com peito de linho muito
finas, ditas de algodao, chapeos de sol
I de alpaca a 49 cada um.
Esponjas fioas
para o rosto.
Vende-se mu fioas esponjas para rosto, a 2$
cada urna : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Carteiras com agulhas.
A loja d'aguia branca acaba de despachar car-
teiras com agulhas de mui boa qualidade, e ex-
celleote sortimento, e aa est vendendo a 500 rs.
cada urna ; assim como receben igualmente no-
vo sortimento das agulhas Imperiaes, fundo dou-
rado, que cootinuam a ser vendidas a 160 ris o
papel, isso na ra do Queimado loja d'aguia
branca n. 16.
Argolas de ago para chaves
vendem-se 6 200, 240, 320. 400 e 500 ris, ua ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Froco fino, e seda frouxa para
bordar
vende-se na ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16, qnde se acbsr completo sortimento.
Leandro Miranda
?Rua do Crespo n. 8 A.-
Venden saias de cambraia bordada '
9 Pelo baralissimo preco de 8#500. W
Vende-se o eegesho Santa Luzia sito na
freguezia de S. Lourenco da Malla, a dinheiro
ou Iroca-se por casas nesta praca : quem pre-
tender dirija-se a rea de Hortis n. 7, das 10 ho-
ras da manhea as 4 da trale.
bordadas e de balo.
Saias bordadas, fazenda fioissisaa a 4f.
Ditas din dita 3y.
Ditas com arcos de cordao de linho que fszea
as vezes de balo para as senhoras que nao gas-
tara usar balo a 3*200 4.
Saias de madapolo francez s balio ss
w5weiS* '2lem Til",0 mm mercado
->5HJU, 4g e 5$.
Ditaa para meninas de todos os tamsnbos a 1%.
J d 'eos simples mas muito bem feitas *
D CAMBRAIAS LISlS
Tecas de cambraias lisas muito fioas s ZtOOO a
2#500.
Ditas com 10 jardas a 39, 39500, 4* e 5*.
B1.J
3.
HAi
Groadenaple prelo muitu encornado a 1S5C0,
15600 e t400. *^
Dito cor de canoa, azul e cer de rosa 9.
Seda lavrada muito bonita fazenda a 2g.
Chamalote preto nuito encorpado a 2.
Sarja preta hespaohola a 1)800.
Bordados.
Finissimas tiras bordadas de todas ss qmalidz-
des e larguras por pregos baraliasisBo, et.-e-
meios muito delicados de todas ss largara e a ca-
lidades.
Manguitos com golliohas de cambraia bordadla
a 19280.
Calcinbas bordadas muito Onss a if.
Manguitos bordados para senhora a if.
Gollinhaa muilo fioas a 400. 500,890 e 19.
Alem destes artigo existe neste estabeleci-
mento um grande numero de fazendas qoe savia
enfadonho menciona-las, e dio-se aa amostras
de todas, deixsndo ficar penhor, oa saastdasave*
levar as fazendas & mostra em casa das familias
que quizerem escolher, pelos caixeiros da loja do
pavo, ra da lmperalriz o. 0, de Gasas & Silva
Madapolo
3^000 rs.
Vendem-se pecas de madapolo com 14 jardas
pelo baralissimo preco de 39 a peca : na na da
lmperalriz n. 60, loja do pavo. de Gasea & Silra
Panno a 1,800 rs.
Vende-se para liquidar una cosita, panno pre-
to, cor de rap, fazenda moilo superior, a ftjSOS)
o covado, afiaocsndo-se qoe seseara so veadea a
3)000 : na ra da lmperalriz a. 90, laja da pa-
vo, de Gama & Silva.
Urna taberna.
Vende-se ama taberna sita ese frisaaga, mili-
to a fregueza da e propria para principiante, ->
motivo 6 to someole pars o doao amarar ra-
rar-se do lagar: a tratar na roa Nava a. 99.
Aboafama
vende fivelas para cintos o mais bem amerada qae
possivel e^dos mais liados gastos qae Ua "
a este mercado, pelo beraliaei
cada ama, carteiras c
aorlidas que ee pode dt
lidade nao pode haver
preco de 500 rs. cada ca
ligrtphia verdadeiras ai
duzias, dilaa de lauca vi
cada groza, ditaa moilo I
das a 500 rs. a groxs : a
bem conhecida loja de miodosas da ftaa I
mero 35.
com



6
PUMO PK PBBSAMttftO SEGNbA FttKA 8 DE #VB*HId D 1882
GELO
No depotito do gelo run do Apollo
n. 31, vndese gelo de beje em diante
arroba a ojjROO, e meit arroba 2$000,
e a libra a 160 ris : tambem recebe-te
assignaturas dat pettoat prticularet lo-
go que teja diariamente, ate' que te
acabe o gelo.

Loja das 6 por-
tas em frente do
Livrainento.
Cbapeos de sol de alpaca a 4$.
Duzia de meias crasa para hornera a
19200 e o parN 120 n., ditas brancas
muito finas a2(500 a dazia, lencoa de
cassa com barra de corea a 120 rs. cada
un, ditos brancosa 160 ra., baldes de
20 e 30 arcos a 3f, lazinha para ves-
tidos a 240 o coTsdo, chales de merino
estampados fiaos s 5J e 6}, larlalana
branca e de cores milito fina com Tara
e msia de largura a 480 rs. o corado,
tilde linho liso 640 ra. avara, pe-
C.aa de eambraia lisa fina a 39, cassas
decores para vestidos a 200 rs. o co-
vado, mussulioa encarnada a 820 rs. o
co?ado,calcinhas para menina de escola
a lf o par, gravatiohas de tranca a 160
rs., pelos para camisa a 200 rs. cada
- um dusia 2}, pecas de eambraia de sal-
pico muito tina a 39500, pegas de bre-
tanha de rolo a 29, chitas francezas a
220 e 240 rs. o covado, a loja est
aberta das6 horas da maahia as 9 da
ooite.
Calcado
45 Ra Direita 4
Ougaml.. Ou$am!..
0 traste indispensavel ao homem civilisado
sem contradicho o sapato 1 E' elle tao necessa-
no como o pi ao estomago. Tolera-se um
chapeo jaca ; urna casaca de sjastar taboado ;
um vestido desbotado; mas o sapato acaleanha-
do e roido, a botina sem lustre e j descosida
urna indecencia, um insulto ao orgia visual de
um chrstao. E' pos to graves coosideraedes
que o proprietario deste eatabelecimFDto.
acabando de receber um magnifico sortimento,
roga aos aeus fregueses sa apressem em renovar
o calcado velho visto estar-mos na esta ;
vejam:
Homem.
M1LIES (chagre privilegiado) frascos co-
mo a agua do Prata...... 149900
BORZEGUINSinteiricos (RocthildJ 99500
diversos fabricantes. 89000
, lustre pechincha. 51500
Sapatoes de Nantes, vaqueta do lastro
batera .
Ditoa Nantes batera.



i)


Grande
WMMBaUk
ingleses.......
Nantes meninos. .
lustre (sola e vira. .
(urna sola). .
de tranca portuguesa. .
ranceza. .
Senhoras.
BOTINAS'gaspa alta e laco inglezes
duragio incalculavel. .
franceas (lacol.....
sem laco. .-...;,
> gaspa baiza......
outros (32, 33 e 34). : .
de menina (Joly). .
Sapatos (Joly) com salto.....
( ) sem salto.....
'pete........
lustre (32, 33, 34). .
econmicos para casa.
de
69900
59500
59*00
49900
39900
59*00
31000
2g000
19500
6J0OO
58500
5J000
4J800
4f500
49500
392OO
28000
800
800
500
sorti-
Alem disso um variado e abuodante .
ment de tudo o que oecessario a sapateiro pa-
ra executar aualquer obra.
.letots de panno p S,,' A 3i0 M' ^ado, grande
obra muito bem feita, pelo baratissimo prego do! peCDinOlia.
doVloi. dU.aboa ?ueimad0 n- 22' na bem conhe- Vendem-se superiores cambraias francezas de
_ Vpd m, ...l-t. h o mu b0D,t08 P"tr5e8 320 o covado. fa-
do f. m lala d? 24 aonos de lda" reDda muit0 fin i empre vendeu-se por 800
1 H^ lSa"dl8' en8mma mu" >em e cozinha I e 19 a vara, venh.m por ellas, Lesque se aea-
dn R*r ( n 5" :h" '".'" Da rua da Cadeia I *??; na rua d0 Q-eim^o n. 22. na bem conhe-
do Recite n. 62. segando andar. | cida loja da boa f.
------------- **----------------------------------
ARMAZEM JPGRESSO
Francisco Fernandes Duarte
rg da Penlia
a mals superior do mercado a 800 rsa libra, em barril se far
A'ianca-se a boa qualidade de todo qualquer genero
qlqerp.nre!e ^"'^ aSSm como '"*>- Pr menos 5 a 10 por cento do que em outra
*iam\eig& ingleza
abatimento.
MstuUiga Cimiim msi3 n0Ta. 600 rSi> m barr1( e 640 m a ibra<
JWfW ,d *ft1* Cegado, n.ste ..timo vapor por 3,000.
Ohmios londrlaos *
a iftOOO. superior qualidade e muito frescaes a 800 nteiro. em libra
pro.a, uvasou resto
29000 rs. a libra. os melhores que ha no mercado 39000, 2960O.
^* rejunto pa?a fiambre ,
,_ uUa-<. muto nQVOS 50q rs a 1bra_
' rifllUO de ,nptror qualidade a 4o ra. ioteiro, e 480 rs. a libra.
le 0 ma|h0r [)PliC0 quo p(J(ie naver por estar prompto toda a h0M f| a uhtf
C Wic^as e palos cheg,dos D9Sl9 ultimo navi0t m r> a ^ '
Banlia da poreo retinada mlm
se fdr e barril 440 rs. Tubr..' <8 "' 6B UU Cm 10 **> Pf *500 "' e
Marmelada kmeiitl,,,., ^ k
qnn r 1 k r 7/ lf,aad0 Abrau deoutroa muitos fabricantes de Lisboa
mm a em l,tM de 2 ,lbrM por l9600 Qca-se a boa qualidade.
W de tmatfjem lalM deuma libra por 900
A.madoas e eonCeUos om ..... h. ..L
muito proprio para mimo, a 5|M0. br" Cntend tmWntW V""'
Kmltaaf raucezaa e porlug(iezas em ItlM de, ^ por m r>< ^ em me.a8
AA*tria, macavrao e ta\\i%riin 400 rs Iihr /.
rea "^ a 400 rs. a libra e em caixa a 89.
2 J?8 muit0 D07ai a 100rs- bra, e 49000rs. a libra.
em carloes muito enfeitados proprios para mimo a 600 rs.
enebra ingleza. mnio
abamenl?. 8UP"10r que ha a '000 a 8arraf e em caita se f.rl
Genebra de Hollanda. ^ft
Vinnos engarrafados TZ "' r"C-
Viano Bordeanx *
das mais acreditadas marcas a 19 a garrafa e em caiza a 9 a dazia.
IWf Ift de'jUmgm m.rcso Itf > diU e a lg500 g garrafa, affiaoc.-se a boa
Verdadeira srvela cabrinUa e ^
" 500 rs. a garrafa.
? lf* Porto. Lisboa e Figueira a 3.500, 49 e 4#500 a caada.
i.9nermasete inperior, 740 em caixa| e 760 u a Ubra<
Batatas novas em3ig08de omair(|8 a w
" os mais superiores, hespanhol a 1J200. francez a i$. porlagoez a 800 rs. a libra
r iaros da commadre
J,, nof0,, em c*iXM de 8 libr"por t*500'eem libra a
mma de engommar, mnito alva a 100 rs. a libra. '
Umendoas de CMca mi)le a m rs a libra
rkeite doce reanaao a 800 rs> a garrafa e em caiia a H
Palitos de denles l5lidos com perWfi5o a 2W r( o maco;
CosteleUs ^inglexas propria8 para flambre a m n libra>
Bolaxlnba ingleza. mais Dora d. mercido a a barrlca # em |ibra t m m
Ameixas Jff^* *m neo. com m ubr..p0r *m m* ^
V1JO10 para Ii(Dpar raca a 200 rs. cada um, em porcio se fari abatimento.
*ja eai frascos de 1 e 1(2 libra muito novas a 800 rs.
to d n1.0,!?6.";."!* dOS genero" ana!,ciados encontrara o respeitavel publico grande sorlimen-
'o ae gneros, tudo de superior qualidade. "
1 ostras muitas marcas a 09 a dazia, o
P#tassa da Russia.
Vende-se emeata deN. O Bieber &
C.k succetsores, rua da Cruz n. 4-
Gomma lacea.
. Vode-e na rua Novan. 44, em casa
de Chrisani & IrmSo.
36Rua Nova -36
En ca de J. Soaoefond vende-se cotveutM
fuhadoa a 7, M e 10|. relogios de prata doura-
Paletots
brancos.
Vendem-se superiores paletots de brim branco
da poro linho, peto baratiseims preoo de 5| oa
rua do Queimado o. 22, oa bem cocheada loja
da boa fd. ^
Af tahafuistas.
taco doa da Imhe muHo pr.prios para os taba-
quistas por sereos de coreo oscuras e fljuL palo
Wrattaaime proco de 5 e 6| i duzia SaTu do
elmado n. 22, na bem conbecida laja da boa f.
Filo liso e ta ra tana.
Vende-se aaporior fil liaoo tarlalaoa branca
e do corea pelo baratUaimo preco de SiT
wy^recida loja daba.""
Ricos enettes.
^l!^;!6 '0' PMl?r> oslles os mala
E?0,,U6 ha'JPrel08 e de "re, pelo bara^
Tr. di n5- de S 6? : na ,0* d b> f*>
na rua do Queimado n. 22.
Cambraias de cores.
Vendem-se cambraias francezas de lindas co-
rsa, pelo baratissimo preco de 280 covado ; a
rua do Queimado n. 22, na bem conbecida loia
da boa f. '
Cambraias francezas fusimas.
Superiores cambraias francezas mato Hna de
muito bonitos padrdes, pelo barato eco de 700
rs. a vara : na loja de boa f, na rua lo Queima-
do n. 22. .
Cambrala Usa,
Tende-se eambraia lisa transparente muito fi-
na, pelo barato preco da 4 e 5$ a peetcom 8 1|2
varaa, dita tapada muito superior, rtca de 10
varaa a 6f : na rua do Queimado n. 52, na loia
da boa f. .
Bramante e aloalnad* de
linho.
Vende-se superior bramante de paro Lnho com
das varaa de largura a 2400 a vara, asiim como
atoilnado adamascado tambem de puro lioho.
coni 8 palmos de largura a 29500 a vara : oa bem
conhecida loja da boa f, na rua do Queiaado nu-
maro 22.
Cortes de calca.
Vendem-sa cortes de calca de meia cssemira
de cores escaras a 25 cada corte ; oa loit da boa
te, na rua do Queimado n. 22.
Port bouquets,
Dourados com cabos de ma-
dreperola.
Chegaram opportunameotepara a loja d'agnia
branca os booitos port bouquots dourados e es-
maltados, com cabos de madreperola, tonbrme
sua propria encommenda, ficando assim remedia-
da a falla que havia desees port bouquets de gos-
to, os quaes chegaram bem a tempo para os di-
versos casameatoa e bailes que se contara neses
diaa, por sso as pessoaa que por elles esperanto
e as que de novo os quizerem comprar diri-
rem-se munidos de dioheiro loja d'aguia bran-
ca, rua do Queimado n. 16, que eoconlraro obra
de bom gosto, barateza, agrado e ainceridade.
de cambraietaa
Vendem-se superiores saias de cambraleta mui-
to fina, com 4 pannos, pelo diminuto preco dt
59; a ellas, que sao muito baratas: na rua da
Queimado n. 22, na bemeonhecida loja da boa f'
RuadaSenzaiaNoYan.42
Vends-se m casada S. P .Joaston 4 C,
ellinse silhsnglezes,csrjdaairoa essti(ses
bronzsados,lonas aglexes, fio dgvsla.chicots
parcarros, eMontanajtrreiopara carrods
na elous cvalos ralogio ida ouro paionte
Qglsz.
Navalhas d'aco
s
comcabodemarfim.
Vende-se na loja d'aguia braoca mui finas a-
tainas d 850 refinado com cabos de marfim, e
para assegurar-se a bondade dellas basta dizer-
se qo eSu uus afamadoa e acrediladoa fabrican-
tes Rodgerg & c, custa cada eatojo de duai na-
valhas 89000: na rua do QueimaJo. loia d'acuia
branca, n. 16. ^
Libras sterlioas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Ohveira & Filbo, prsgi do Corpo Santo n. 19.
Colla de Hamburgo
Na rua Nova n. 4*, na loja e fabrica
de chapeos, vende-s-j colla de Hambur-
go por preco commodo, tanto em re-
talho, como em porcao.
H ne torrador
23Largo do Terco23
O proprietario deste estabeleclmento de mo-
lhados vende os gneros mais baratos do que em
outra qualquer parte e affiaocando a boa quali-
dade : manteigaiogleza flor a 800 rs., dita ran-
ceza- a 600 e 640 rs. a libra, assim como se ven-
der outros muitos gneros que, enfadonho
menciona-los; assim como lingui;a do serto
primeira qualidade a 400 rs. a libra, caf primei-
ra e segunda sorle, arroz pilado, velas de sper-
macete e carnauba, vinhos de diversas qualida-
des, finalmente se vende no largo do Tergo n.
23 no torrador e se alguem duvidar venha ver, a
dinheiro a vista.
Gollinhas
detraspasso bordadas em
eambraia fina.
Vendem-se a 29 cada urna : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16 A obra boa e
o lempo proprio ; a ellas, reguezas, antes que
se acabem.
-* Arado s americano se machina-
paralava rouparemeasa deS.P J01
hston 4 C. rua daSenzala n..
E' bom negocio.
Ainda est por vender a taberna da rua da Im-
peratnz n. 4, muito bem aortida, e afregoezada
para a Ierra e mato, vende-se com fundos a von-
tade do comprador; ou di-se sociedade a um
homem de boa eondacta : trata-se na taberna
grande da Soledade.
Bonecas bonitas
com rosto, e meia pernade
porcelana.
Vende-se mui bonitas bonecas com rosto e
meia perna de porcallana aosbaratissimos nrerna
de 240.360.500.560. 640,720. 800 e 190M-^g0
na rua do Queimado, loja d'aguia branca n 16
Luvas de pellica pretas.
Vendem-se as luvas pretas de pellica com pe-
queo toque de mofo por preco baratissimo na
loja d aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B '
1OT^ I Cera de carnauba de pri
EXPOSICAO
# DE
Candeeiros econmicos
a gaz,
Ba do Queimado n. (9.
Santos Coelho tem para
vender o seguinte:
rS?.1!" d' Dd,a ^ *' 5 6< P,,IB0 O gO
prppnas para forrar camas e salas.
fl D"n>Mte largos a 3 cada um.
Coberlas de chita a chineza a 1S800
Lencoea de panno de lioho fiooaSl.
rhiu rr8.,n,"n88Ca,laJ, deIinh0 P mesa a 49.
o covido Cm d0feil d8 "aria O".
^ Toalhaa de fusilo para mioa a 500 rs. cada
Colchaa de fusto adamascado Brandes a fin
Smih.*!'de cores a 160 SJ. ''
2JOO0 ncani<""e bordada, e do trp.0 ,
Presunto fiambre.
fi.^rr.rOO;r.D-!ibnr;/u^drco...rr-
nadoqueriv.Usao sal injrlez. fumo di Cars-
nhuns, vinho doPortoa 800 rs. a garrafa licor
en, garr.fa.de crySul,|mr..qutn0 de a a
verd.deua fannha deararuta a 40 rt. a libra'
qu.8eugPr.r{;squ!d..eDle> n,o,hadoa <&
Bolcinhas de borracha
para fumo.
Muito lindas bolcinhas de borracha paraguar-
800 rs. cada urna : na toj. da victoria na rua do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vende-se fasenda denominada lindea ootima
Ittencao
Vendem-se caixfies vasios proprios
parabahuleiros,funleirosetc.al280-
quem pretender dirija-se a esta tipo'
graphia, qUe ahi se dir' quem ostem
para vender.
meira qualidade.
Vende-se em porcio e aretalho de urna sacca
para cima, e por commodo preco : na rus da Ma-
dre da Dos confronto abotica o. 30
A loja d'aguia
branca nm deposito de
perfumaras finas.
KEsta loia por estar eooilaotemenie a receber
rim.ria. finas de sa.fc propraa acotamendas
n> ae pode dizer que eatl coo.lituid. um depo-
sito de ditas, teodo-aa aempre do. melhores e
m.is .creditados fabricantes, como Lubio, Piver,
iZ Z S0Cet Hvei*iq"e. etc., etc.; por
E3f quue.r W'-m lo bom. dirigir-ae
tefd di m.P,.e.Um ',Dd0,e co riJ. S. ." B)au ejegaocia dos frascos, e
tSSUZq "nde,B conTida e anin,i ao
Carros e carrosas.
Em casa de N. O. Bieber
A C. successores rut da Cruz
numero A.
Vendem-se carros americanos mui elegantea
a leves para dua. e 4pessoa*se recebem-te en-
commendaa para cujo fim elles possuem map-
pas com varios desenhos, tambem vendem car-
rocaapara condueco deasaacaretc.
Panno de algodo da
Baha.
de
ranA:
Vendem-se bombas e assentam-se em cacim-
ba^ e concertam-se de todas as (nulidades, fa-
iem-se eocanamentos de ehnmbo. de ferro e de
folha para aguas, concertam-se obras de loucas,
assim como jarros, boccaes de lanterna. e appa-
relhos Anos, e vendem-se obras de folha de Flan-
ires por preco moito commodo : as pessots qus
pretenderen! algum de.tes objectos, dirija-se a
rua da Imperatris n. 43, loja de funileiro /unto a
padana do Costa.
Enfeites para senhora.
Lindos enfeites para caneca de gosto o mais
moderno que tem apparecido a 5f, 5500 e 6
na toja da victoria oa rua do Queimado u. 75
unto a loja de cera. '
Sebo em pao,
OStem 1 V(n(le-" eo em po do Porto, caixinhas'de
arroba : no armazem de Arsenio Augusto Fer-
reira, rua da Hadre de Dos n. 12.
Vende-se farnha
de mandioca de superior quaUd.de en
saceos, por preco muito com modos:
nos armazem de Antunes Guimaries &
C. confronte ao trapiche de algodSo.
Riscado monstro.
Vende-ss riscado mouUro. faxend. muito m.
nomica para o uso dome.co por ter craada llr
gara e o sea preco ser de MO rs. o covade n
rua da Imperatris, loja n. JO, do Duarte
na padaria de Antonio Fernandes da Silva
Beir:,ros dos Pire. n. 41, rende-toa muito
acreditada bolaehinha igual a inglexa, dito de
araruta, todo o trabalho netta casa baa como o
pao e bolacha feito das melhores fariohaa o
fUHDICliO LOW-MOOB
RaadaSeBitHtlITti42.
Rosto labslacimsn to c0 n tina a ka ver usa
omplotosortisientodemoendasoBoiasBMai-
sparssngenho,aiachinas de vapor eiaixas
( farro batidoe coado,d. todos ost.msnhos
psrs dito,
Souhall Mellors & C, tendo recebido or-
dem par. vender o seu cre.cido deposito de rslo-
gios v[sto o fabricante ter-ae retirado do nego-
cio ; convida portento, s pessoaa que quiorooi
possuir um bom ralogio de ouro ou praU do c-
L,e ,!.brJcante Kornby- proveit.r-se ds op-
portunid.de aem perda de lempo, para vir eom-
ffftKi?rs6preso do ,eo e,cr,piori*
Simo de Nantua,
AbJl ""P^fa.DiUdamenle impressa, typo gran-
de e intellegivel. papel cl.ro. form.t accommo-
qaao o mais possivel, encadernado com meia 00-
cadernagao, eom sen rotulo dourado, o pelo an-
pegradPor?n V* "da Tln,Be : '""
Cal e potassa.
Vendem-se estes dous gneros no bem coohe-
cido e acreditado deposito da roa da Cadeia do
Recite n. 12, por menos proco do que em oatra
qualquer parte, aQancando-se a boa qualidade.
A cal chegou a quatro diaa polo brigoe aSobe-
ranot, e a potasss legitima da Ruaaia, che..da
pelos ltimos navios de Hamburgo.
llantas de retroz.
Vendem-se mantas de ratros para grvalas a
00 rs. : na rua do Queimado n. 2. na loia da
00a fe.
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
PROGRESIVO
DE
i**.**. -U1IMTIS & c
n|.in l J.- ,iX "" uUta0 "P" 3*000.
S XVrato m,lh' *""' M,'e 88Mro por ~ **
PresSa o fiaXe I! T ="* W7' mM'm"
Presuntos portugue es3R ? ""' S
VinhomrninanUX d* !PS,ir'""'""" diS,81M ""'8M' m'""" d 850l> '0o. d.,..
de
Lisboa premiada as exposi;Ses universses de Londres o Pars
A 2,250
Lava, do Jevin motlo freses para bemens e
Phosphoros de seguranca.
Caixinhas com mil e tantos phosphoros de 'se-
guraos. 160 rs. a caixinha que s pela iegu-
raaca dellea por livrar de incendio sao de sraca
na loja da victoria na rua do Queimado a 75
junto a loja do cera. "*
Meias baratas.
Heias pintadas para homem a ISO e 160 ra o
par, ditas brancas para meniaa a 180 r o nr
ditea de lia pora o fri a 500 rs. e par: na loja'
da victoria na ras do Queimado o. 75, iuntoa
loja do cera. *
Galanteras de gosto
I* o que pode h.var de m.is gosto em g.l.n-
terios de vidroe porcelana como sejam jarros,
fraaqii'ahos e garran oh as, manteigueiras o aoau-
caretroa. jarrinhos para boqueta de cravo o ea-
tras muitas cousss : na loja da victoria na rua
do Queimado o. 75, junto a loja de cera.
Marmelada imperial a es,iher de todos os minM
Bocetas*" UU'de Uma "^ m de duas 1bm*
muito gosto risSOO ttZL?*** ^^ EUrP8' ma'8 pr0p" qfl h* P"a mm0S' por serem ric,,nenl Wl-ola, e do
Figos em caxinhas de 4 libr. t, tiescos e grDldes, 2,000<
gl!r!CCa em CaX,Dha ^ 4 Ibr'S Ch6g,daS DeSle Uhm V8p0r 3t50 e ,*0 ,ib"' fin"-M V P^ ts^f -.
AmeixaS francezas em latas de5 libras por 4000 e 18000 por Hbr..
f ?f^ CfnhafSd,0^0,b;as' ** n-resdo a 3 es 640 rs. Hbrs, c.ix.d. ... .rrob. 9500.
Lata^S COm truCtaS de todas as qualidades que ha em Portugal de 700 a i #000 a lata.
GorinthiaS em frascos de 1 Irl a 2 libras de 19600 a 29200
Ms^?i?ia r.t;a T:rp9ras; nMM qua h> da "*p>r- -^ -
fWC b?lanha de SOda dedivers" ***** novss. 1450. a gr.nd^ do 4 8 Hbr.s do 19500 49500.
conservas mglezaS francezas 9f*tm&m de 600 a 800 ris o fraseo.
Mol l ,fran0eZaS Pr,UgUe"8 72 "' aUta ***" -r* b bem prspsradas qne tem vindo so morcada.
massas talharim, macarrao e aletria as mais novas que temos no mercado a 400 rs. a libra.
Amendoas de casca molla a 400 ris alibra em porcao ter abatimento.
Azeitonas de Lisboa nov.se grandes rindas pe|, primeira voz ao nosso mercado a 39500 a sncoret.
Lampaane d.s marcas mais acreditadas de 159 a 20900O res o gigo do 19500 a 29 a garrafa.
Cervejas das melhores marcas 160 r... g,rr.f.. do 59 09000. dazi. d. br.nc.
Cognac a melhor qualidade que temos no mercado 19000 a garrafa o a 109009 a dtuia.
Genebra de Hollanda a 000 rs. o frasco a 695OO a frasqueta com 12 fraseos;
Chocolate o mais superior que temos tido no mercadoportuguez. hespanhol efrancez de 19. 19299 libra.
Vinagre puro de lisboa a 249 rs. a garrafa 19850 a eantfa.
Espermaceto Superior sem avari. 740 rs. em caixa o a 760 rs. a libra.
AlTOZ o melhor do mercado a 100 rs. a libra e 29700 a arroba do da India e 120 ra. a libra do Marinbio,
AlpiSta e paiUCO o mais limpo que ha a 160 rs. a libra do alpiste o 240 re. a libra do painoo.
Vmagre rasco o melhor que temos tido no morcado a 400 rs. a garrafa o 29560 a aada.
MaSSa de tomate em Mtas de uma libra do mais acreditado autor de Lisboa vinda a primeira tu a nosse mercado, ds 19 a lata.
Araruta a molhor que se pode desojar a 320 rs. a libra, e 160 rs: a libra da gomma.
TouCnho de Lisboa o mais novo do mercado a 320 reis a libra o arroba a 109009.
Batatas em gigoscom uma arroba, as melhores que ha no mercado a 19800 o gigo.
Lentilhas francezas, as melhores e mais ssboresas do todos os legumes a 590 rs. a libra.
NOZOS as melhores e mais mih por terem dragado neste ultimo Tapar a 200 rs, libra.
PalitOS lxados para demos a 200 e 160 rs. o maco com 20 massinhos e flor a 280 rs,
Latas com sardinha de Nantes muito novas440 rs. lata.
Velas de Carnauba e composieao de superior qualidade a 400 rs. libra o IMS* arroba;
Bolaehinha ingleza mg*aaa a mais nova do mercado a 49 a barrica e 820 rs. a libra. '
qnalqueAr paief *""" UnWit0> "rt o publico tudo que procurar undante molhados, por m.no, dea por canto doqM i
.
-



BUR1 DE mNAUitiO *- SEGADA ftlfU 3 DE FEVEREmO DE 1864
Entremeios
bordados em cambraia
transparente.
Na loja d'aguia branca te acha um bello orti-
meoto de ntremelos bordados em fina cambraia
transparente, e como de seu costume est veo-
dendo baratamente a 1200 a pega da 8 raras,
tendo quantidade bastante de cada padrao, para
vellidos ; e quem tiver dtnheiro approveitar a
occasiao, e maoda-los comprar na ra do Quei-
mado, loja d'agaia branca n. 16.
- Agulhas imperaes.
Tern o fundo dourado.
A loja d'aguia branca tendo em vistsa sempre
vender o bom, mandn vir, acabam de cbegar
aqui (pela primeira vez] as superiores agulhas
imperiaes, com o fundo dourado e mui bem hi-
tas, sendo para alfaiataa e costureir.it, e custa
cada papel 160 ra. A sgulha aasim boa anima
e adianta a quem cose com ella, e em regra sao
mais baratas do que as outras; quem as com-
rar na ra do Queimido, loja d'aguia branca n
6, dir sempre bem dellss.
Batatas.
Vende-se batatas ltimamente chegadas de
Lisboa a 640rs. a arroba: no armazem n. 10,
travessa da Madre de Dos.
Cal de Lisboa em
Aos Srs. eonsumi-L ?srt0 de vinho
dores de gaz.
Nos rmateos do caes do Ramos ns. 18 e SO e
na ra do Trapiche Noto (oo Recife) n. 8, se
rende gaz liquido americano primeira qualida-
de e recntemele chegado a 149 a 1 de cinco
galles, aislo como se vendem latas de cinco
garrafas e em garrafas.
Novos ciateiros de fitas com
pontas cahidas e franjas,
k loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor ingles os lio procurados mullo bonitos
cinteiros de fitss com pontas cahidas e franjas, e
por isso podem agora aer satisfactoria meo te ser-
vidaa as seoboras que a deaejavam ; elles achara-
se nicamente nadita loja d'aguia branea, ruado
Queimado n. 16.
Fitas de -chamalo-
te milito boas e
bonitas.
pedra,
desembarcada honlem ; vende-se mais barato do
que em qoalquer outra parte : na ra de Apollo
d. 28, armazem de Tarroso.
Zefire para vestido.
Ghegoa pira a loja da victoria grande sorli-
menlo de zefire para enfeitea de vestido ou para
outra qualquer obra qae se queira bular pelo
barato preso de 500 rs. a peca com 10 varas : ns
loja da victoria na ra do Queimado n. 75, junto
a loja de cera.
Escencia de ail.
Para engommado.
Vendem-se frasquinbos com escencia de ail
cousa excellente para engommado porque urna
gota della 6 bastante para dar cor em urna bacia
da gomma tendo de mais a mais a preciosidade de
nao manchar a roupa como muitas vezea acon-
tece com o p de ail. Custa cada frasquiobo
500 rs. : na ra do Queimado loja da aguia bran-
ca n. 16.
Potassa americana,
Vende-se potassa americana muito nova e de
superior qualidade: no escriptorio de Hanoel
Igoacio de Oliveira & Pilho, largo do Corpo San-
o n. 19.
*5[ a*TnTrW fW WfftW BtIfW *
S & i
.Acaba de
chegar
ao novo armazen
DE
B.13T0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Dm grande e variado sortimento da
raupas feitas, calcados fazendaa e todos
estes ss vendem por presos muito modi-
licado como de seu costo, me,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos guriuoa
269,S8, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 18j, 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padrees a 149.16, 189,20*e 249,
ditoa aaccos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 e a 149, ditoa pretos pe- j
lo diminuto prego de 89, 109, e 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditoa de fusto branco a 49,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
Sardas a 39 e a 49, ditas de brlm de cores
as a 28500, 39, 39500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 49500,.5$, 59500 a
69, ditas de brim loni a 59 e a 6$, cclletes
de gorgurlo preto e de cores a 5$ e a 6
ditos de casemira de cor e pretos a 4J500
a a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditoa de brim lona a 4|,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de meriu para luto a 45500 ea5f,
capas de borracha a 99; Para meninos
de todos os tamanhos: calcas de casemira
prefa eda cor a 58, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2$, 39 e a 39500, p ale tots sac-
eos de casemira preta a 65 e a 7, ditos ]
de cor a 69 a 75, ditos de alpaca a|3a
sobrecasacos de panno preto al2e a
149, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidadea, ca-
misas para meninos de todos os tamanboa,
meios ricos vestidos d cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 anuos com cinco
babadoslisosa89ea 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 69, ditos de
brim a39, ditos de cambraiaricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
temos um completo sortimento de f azen- !
das do gosto e urna grande officina da al-
iante dirigida por un hbil mestre que
pela suapromptid e perfeco nadadel-i
xa a desojar.
MNQSMSMflft-NS MettSMHKCttK
A loja d'aguia branca aeaba de reeeber pelo va-
por inglez sua encommenda de boas, bonitas e
largas fitas de chamelote brancas e outraa cores,
ss quaes sao excellentes para cintos, lacea, etc.,
de vealidoa para caaamenlos e bailes, assim como
para lagos de bouquetes, cinteiros de criancaa e
muitas outras diversss cousas, e como de seu
costume os precos sao menores do qae em outra
qualquer parte; assim quem munido de dinhei-
ro, dirigir-se a roa do Queimado loja d'aguia
branca n. 16, ser bem servido.
Potassa da Russia.
Vende-se potasss da Russia da mais nova e ,
superior que ha no mercado e a preco muito i
cammodo : no escriptorio re Hanoel Ignacio de I
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ra da Senzalla Nova n. 42. |
Neste estabelecimento vende-se: ta-
chai de ferro coado libra 110 rs. idem
de Low Moor libra a 120 rs.
1MSM OTULIQ
do Rio, muito novo e barato.
Farfolla de mandioca |
de Santa Gatharioa, a mais nova que ha.
Vende-se um e outro generes ; na ra nova
de Santa Rila, armazem n. 19.
Manteiga ingleza flor a
800 rs. a libra,
fraoceza a 640. toucioho de Lisboa a 320, caita-
nhas a 200 rs., ervilhss a 100 rs., gomma de ara- i
ruta a 100 rs., sevadinha a 200 rs., alpiata e paio- !
co a 180 rs. : na ra das Cruzes o. 24, esquina
da travessa do Oavidor.
^6Ra Nova36
Em casa de J. Boonefond vende-se correotdes
fuliados a 79, 89 e 109, relogios de prata dou-
rados a 109, 159, 209 e 259, afanca-se a quali-
dade.
D. Pedro V.
}
Vtrrdem-se folhelos com o retrato do Sr. D.
Pedro V, contendo o seu reinado e ltimos mo-
mentos, obra mui apreciavel para os Pottugue-
zes, pela barato prego de 19: na ra do Queima-
do, loja de miudezas da boa fama n. 35.
Vendem-se 6 cadeiras .a Luiz XV, novas :
na ra das.Crnzes n. 1.
Vende-se um sitio
pequeo na estrada de Joo de Barros, em fren-
te do da Exma. viscondesss de Goianna, com
muitos ps de larangeira, coqueiro, .mangueiras
e outras arvores de fructos : a tratar no mesmo
sitio.
Muitas fazendas
baratas na ra da Impera-
triz n. 60, loja do pavo.
Gama & Silva, dnaos dsste estabelecimento,
tem resolvido vender as suas fasooda por presos
bsralissimos como sejam:
Musselios branca com 4 1,2 palmos de largu-
ra, covadoa 240 rs.
Chitas escuras com pequeo toque de mofo,'
covado a 160 rs.
Ditas mslizadaa sem mofo, covado a 160 rs.
Corles de ditas com 10 corados a 19500.
Cortea de chitas francezaa escaras e alegres,'
fazenda muito una e de cores seguras, com 10
covados, 29600.
Chitas francezas, fazenda superior, covado a
260.280, 300 e 320 rs.
Lazinha de quadros para vestidos, covado a
280 rs.
Ditas muito finas e modernas, covado a 440 rs.
Casias de cores, fazenda ioteiramente nova,
covado a 260, 280 e 300 rs.
Ditasgaribaldinas, fazenda fioissima, covadoa
360 rs.
de 38 graos a 156OO a esnada ; na ra das Cru-
zes n. 24, esquina da travessa do Oiividor.
Vendem-se quatro casas terreas sitss na
cidade de Olroda, sendo uma na ra do Bomfim
confronte o oilaoda capella denominada Bomfim,
com seu quintal, duas na ra Nova da mesma ci-
dade junto ao orao da S, com seua competentes
sitios, e outra no Destino, em Santa Thereza, e
um terreno sito osa Berlingas que foram do lfon-
seohur Antonio Jos Coelho : quem ss preten-
der, pode dirigirse ao Forte do Mallos n. 10,
que achara com quem tratar.
Vende-se a loja de miudezas da roa do Ca-
bug n. 2 B: quem a pretender, dirija-se a mes-
la ra n. 4, que achara com quem tratar.
Chapeos enfeitados.
Vendem-se chapeos enfeitsdos muito reeom-
meodaveis para as meninas que esto passando a
testa nos amenos arrabaldes desta heroica cidade,
a preco de 29 cada um : na ra da Imperatriz,
loja p. 20, do Duarte. Na dita loja cima acharao
cootinuadamente os senhores consumidores um
grande e variado sortimento de fazendaa, tudo
baratlssimo.
Meias para stulvara.
Vendem-se superiores meisspsra senhora pe-
lo baratissimo preco de 89840 a duzia; na loja
da boa f, na ra do Queimado n. 21.
Vendem-se burros gordos e mansos : no
eogeoho Jurissaea, do Cabo : a tratar alli com o
Sr. Domiogos Francisco d*e Souza Leo.
N. O.Biebar & C.seccessorei.rna da Craz
. 4, tem para vender relogios para algibeira da
onro e prata.
weaHMMHie-aMeKMeM tmmn
S
Macella.
No armazem da ra do Vigario n. 8 de T. A.
de Pinho, vende-se a commodo preco, em por-
coes queconvier vender.
Macella de Lisboa.
Banha para cabello em latas de 2, *, 6, 8 e 12
P? 1 el tranco greve.
Dito de peso greve de quadrinho.
No possivel que se venda
gneros mais baratos do
que do armazem da estrel-
la do largo do Paraizo nu-
mero 14.
> Manteiga ingleza boa a 800 e 720 rs., franceza
a 640 rs. cha a 29700, cat a 840 rs., qoeijoa do
vapor a 29500, spermacete a 760 rs., arroz a 100
rs. a libra, toucioho a 320 rs., batatas a 40 rs.,
sabio maasa a 160 rs.. aletria e talharim 400
rs., alpiata a 160 rs., arroz de casca a 200 rs. a
cuta, fejao a 800 rs vinho da Lisboa a 480e 400
rs.. vinagre a 240 rs.,azeite doce a 860 rt., de
carrapato a 400 rs., genebra a 500 rs. o frasco.
Na loja do vapor.
Ra Nova n. 7.
Acha-se barato grande sortimento de calcado
cu e ioglez. rotpa feiu e perfumariis tnai-
re anas, quem davidar pode vsr.
Mui bonitas
e boas fitas brancas de chama-
lote, franjas e trancas.
Aloja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda diversos arligoa de gosto, e proprios
para enfeites de vestidos de noivas ou convida-
das, sendo bicos de blond de diversas larguras,
franjea brancas e de cores, trancas brancas com
vidrilboae aem elles, cascarrilhaa brancas e mui-
tas outras cores, finas e delicadas capellas bran-
cas, bonitos enfeites de flores e cachos sollos, lu-
vaa de pellica enfeiladas primorosamente, mui
bonitas e boaa fitas de chmatela, e.emfim mui-
tosoutros objectos que a pedido do'.comprador
serio patentes, e i vista do diobeiro nao se dei-
xsr de negociar : na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Fivellas douradas e esmalta-
das, para cintos.
A loja d'aguia branca acaba de receber por
amostre uma pequea quantidade de fivellas
douradas e esmaltadas para ciatos, todas de no-
vos e bonitos moldes, e lambem douradas qae
parecem de ouro de lei, o que s com experien-
cia se conheceri nao o serem, estando no mesmo
caso as esmaltadas, e assim mesmo vendem-se
pelo barato preco de 25500 rs. cada uma, na ra
do Queimado loja d'aguia branca n. 16.
Gestiuhas ou cabases para as
meninas de escola.
O lempo proprlo das meninas irem para s
escola, e por isso bom que vio compostas com
ama das novss e bonitas cesliobas que se ven-
dem ca ra do Queimado loja d'aguia branca
n. 16.
Novos bonets de velludo, e
marroquim dourado.
Na loja d'aguia branca vende-se mui bonitos
bonets de velludo, e marroquim dourado, os
quaes aao agora mui necessarios psra os meni-
nos que vio psra a eacola e quem os quizer com-
prar mala baratoa 6 dinnir-se ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16.
As verdadeiras pennas ingle-
zas caligraphicas.
A loja d'aguia branca acaba de receber sns
encommenda daa verdadeiras peonas de ac
inglesas caligraphicas, dos bem conhecidos e
acreditados fabricantes Perry 4 d, e apesar da
falta que havia desasa boas peanas, com tudo
vendem-se pelo antlgo preso de2/000 a calxiuba
de uma groza, quantidade essa que as falalfica-
disjoo trazem. Psra livnr de engaos, as ca-
xiohasvao marcadas com o rotulo que diz. Loja
d'aguia branca ra do Queimado n. 16.
Interesse publico.
Offerecido pela loja dej
marmore.
A loja de marmore tendo de apresen- j
tar concurrencia publica o que ha de 1
mais novo em fazendaa, tanto para se-
nhorss como para homens e meninos, j
sendo que para este fim espera de seus i
correspondentes de Inglaterra, Franca e 2
Allemanha as remessas de seus pedidos,
tem resolvido, antes de apresenlar o no-
vo sortimento, liquidar as fazendas exis-
tentes, o que effectuar por precos m-
dicos e para cujo fim convida o respeita-
vel publico a aproveitar-se desta emer-
gencia.
BMaMUm ammgmmmmm^mm mumS
N> vbTVWVWViTbsW alu* arsflV BVVBW VW WW* aVIUV aWR
Funileiro e vidraceiro.
Grande e nova officina.
Tres portas.
31RuaDireita31.
Neste rico e bem montado estabelecimento en-
contr.ario os freguezes o mais perfeito, bem aca-
bado e barato no seu genero.
URNAS de todas aaqualidades.
SANTUARIOS que rivalisam com o Jacaranda.
BANHEIRUSde todos os tamanhos.
SEMICUP1AS dem idem.
BALDES idem idem.
BACAS idem idem.
BAHUS idem idem.
FOLHA em csixss de todas ss grossuras.
PRATOS imitando em perieicao a boa porcel-
lana.
CHALEIRAS de todas as qualidadea.
PANELLAS idem idem.
COCOS. CANDIE1ROS e (landres psra qaal-
quer sortimento.
VIDROS em caixas e a retalho de todos os ta-
msodando-se maohos, botar dentro da cidade,
em toda a parte.
Recebem-se encommeodas de qoalquer natu-
reza, concertos, que Indo ser desempenhsdo a
contento.
. SABAO.
Joaqalm Francisco da Heno aamus a.va aua
sousfreguezes desta prega e oade fra, que tem
axposto i venda sabio de i a fabrica denominada
Recifenoarmazem dosSrs. Travassos Janior
& C, na ra do Amortann.58; massaamarella,
castanha,prata a outras qualidadea por menor
preco qae de oatrasfabricas. No mesmo arma-
tem tem feito oseu deposito devalas decarnaa-
zasimplessem mistara ilgsma, como as da
compoaifiio.
Grvalas da moda.
Na loja da boa f, na ra do Queimado b. 22,
se encontrar um completo sortimento de grava-
tas de seda pretas e de cores, que se vendem por
precos baratiasimos, como aejam: esireiliobas
pretaa e de lindas corea a 13, dias com pontas
largas a 1&5O0, ditas pretas bordadas a 1$600. di-
tas pretas para duas volias a 2g ; na mencionada
loja da boa f, na ra do Queimado n. 22.
Urna barcaca.
Vende-se ama barcaca do porte de 35 caixas,
encslhada no estaleiro do mestre carpinteiro Ja-
cintho Elesbao, ao p da fortaleza das Cinco Pon-
tas, sonde pode ser vista e examinada pelos pre-
tndeme ; vende-se a prazo ou a dioheiro ; a
tratar com Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14.
Lten^os bvameos muito
unos.
Vendem-se lencos brancos muito finos, pelo
diminuto preco de ?54O0 a duzia, grande pe-
chincha : na loja da boa f, na roa do Queimado
numere 22.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Chegou nova remessa desses preciosoa cai-
vetes fixos para abrir latas de aardinha, doce,
bolachiohas etc., etc. Agora pela feata cmese
muito dessas cousas e por isso neceasario ter
um desses caivetes cujo importe 1$; compran-
do-se na ra do Queimado loja da aguia branca
n. 16, nica parte onde os ha.
Caixintaas vazias para con-
feitos.
Muito liodas caisinhas vazias para se botar
confeitose dar de presentes 200, 320 e 400 rs.
cada caixinha : na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Liiihas de croxele em nve-
los moustros.
Muito boa linha de croxele para bordado em
nvelos moostros por serem muito grandes a
400 rs. o novelo : na loja da victoria na ra do
Queimado n. 75, junto a loja de cera.
r Vnde-ae um carro de 4 rodas novo, rece-
ido ltimamente de France, todo forrado de
seda, com os competentea arreios prateados,
obra de multo bom gosto, sendo este esleehe o
mais bonito que hoje exista nesla cidade : a tra-
tar na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Novo sortimento de cascarri-
lhas de seda.
A loja d'agaia branca acaba de receber um novo
e bello sortimento de caicarriihas da seda de
multas e differenles cores, e vende-sa 19500
e S|50O ris a.peca, na roa do Queimado loja
d'aguia branca n. 16.
Meias pretas de seda 1:00Q
o par.
Vende-se meias pretas deseds, e de mui boa
quelidade, para seohoras, e padrea 1J000 o
par, por esterera principiando a mofar, e estando
ellas calcadas nada se conhece, na ra do Quei-
mado loja d'aguia branca n. 16.
Oleo de linhaca.
Em barris, galss ou librea, polo preco o mais
bVt{ R*irel : **' d "> <> CaMel-
elro n. 94.
mmmmmmsm mmmm
4 loja da bandeira
tem para vender de boa
qualidade folha, estanho-
e bacas de
senecwpa, pr eco favorito.
|Nova loj* de funileiro da]
ra da Cruz do Recife
numero 37.
Manoel Jos da Fonsees participa a
, todos os seus freguezes tanto da prega
cmodo mato.ej untamente ac reapeiu-
i velpubhcj.que tomou a deliberaco de
I baixaro pre?o de todas assuaaobras,por
cujo motivo tem para vender em grande
''timenl0 debaha e bacas, tudo de L.
differenles tsmanhos e dediverass cores o
, am pinturas, e juntamentum grande X
MO'iimento dellversas obres,contendo
oanneiroa egamelascompridas.grandes
e peqaeaaa, machinas psra caf e cane-
cas para conduzr agua grandes e peque-
as, lats grandes para conservar fari-
nna e rugadoresao uso da Europa, ditos
grandes e pequeos ao uso do Brasil a
camas de vento, talas de arrobas 1,
nabs grandes a 4 o peqae nos a 600
a 8rn wu rs. .cocos de aza a 19 a duzia re-
gadores regulares muito bsrato, ditos
pequeos a 400 rs., de todos este objec-
tos ba pintados e em branco e tudo mais
se vende pelo menos preco possivel: na
ioj da bandeira da ra da Cruz do Re-
M&tt6^M8MB M3tte9MMSNd
LuvssdeJouvin,
Na loja da Boa F na ra do Queimado n. 21
sempre se encontraro as verdadeiras luvas de
Jouvn tanto psra homem como para eeohore
advertindD-se que para aquelles ha de muito
lindas cores, na mencionada loja da Boa F na
ra do Qieimado n. 22.
Banha fina
em copos grandes.
A' loja d'aguia branca avisa a sua boa fregue-
zia que chegada a apreciavel banha fina em co-
pos grandes, e contina a vende-la mais barato
do que em outra qualquer parte : na ra do Quei-
mado leja d'aguia branca n. 16.
la do Oeimado n. 10,
i loja de 4 portas de Fer-
ro Maia,
vendem-se sssegulntee fazendas por melada de
seus valorea aomente com o flm de acabar.
Chales da touquim o melhor ijue tem appare-
cido no mercado a 8,10, 15, 20 e 30J.
Sedinbas de qoadrinhos, covado, a 800 e If.
Chaly e barege, covado 500 rs.
Mimo do co, covado 500 rs. ^
Casss francezs, covado 740 rs.
Corles de cassa de salpicos a 39.
Grosdensple preto, covado lj>.
Dito amarello, eovado 600 rs.
Chales de merino bordados a matiz a 4|.
Cortea de velludo de cores para collete a 39.
Paletola de brim de cores a 39.
Leocoa de seda de cores, um 600 rs.
Chapeos de palba para senhora o mais moder-
no e rico que tem apparecido a 12,14 e 159.
Ditos para meninas e meninos por barato prego
Bonets de pslhs para meninos idem.
Cortes de seda de quadros, fazenda muito su-
perior a 89.
Paletota de alpaca preta e de cores a 8$.
Tailalana de la com palmea matizadas, fazen-
da moderna e propria pars vestidos de senhora e
meninos, covado 400 rs.
Cbapelinhas de seda para senbora, uma 6|.
Meias para menina de 2 a 8 annoa, duzia 29.
Vestidos pretos bordados a velludo.
'Ditos ditos com babados.
Ditos de cores, riquissims fazenda.
Panno fino de todas as cores, covado 21500 e
3SO0O.
Manteletes pretos lisos a 12 e 159.
Ditos ditos bordados o mais rico possivel.
Cortes de nova fazenda intitulada mossambi-
que, propria para veatidos de senhora.
Atoalhado de linho com 10 palmos de largura,
vara 29.
Bramante de linho, 12 palmos de largura, vara
29000.
Dito de dito muito fino a 29300.
Chalea de lia e seda a 29.-
Alem das fazendas cima mencionadas ha mui-
tas outras de apurados gosto, que se vendem por
diminutos presos.
Chapeos do ChylL
Na ra Direita n. 76, esquina do becco dos
Peccados Mortaes, vende-se chapeos do Chyli
muito finos de copa alta e aba larga a Garibaldi
e de outras muitas qualidades de gosto modernos,
assim como um grsnde sortimento de livros em
branco para escripturaco, ludo por precos ra-
zoaveis.
Relogios.
Vende-is smcas de Johnston Paler & C.,
roa do Vigario n. 3 um bello sortimento de
rslogiosdaouro,patente inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamban
uses variedade da bonitos tranceln;para os
mssssos.
CARTOES
DE
VISITA
DE
Novo paquete das novidades
23-Rua Direita-23
Neste novo estabelecimento achara o publico um grande sortimento tendente a molhados
ludo por preco mais barato do que em outra qualquer parte :
Manteiga inglesa especialmente escolbida a 800 e 960 rs. a libra.
Dita francea a melhor do mercado a 720 rs. a libra.
Queijos flamengos ebegados no nltimo vapor a 29800 e 3i.
Cha hysoo e preto a 29 e 29880 a libra.
Vinho engarrafado dos melhorea autores a 1$ e 1#200 a garrafa.
Vinao de pipa proprios psra pisto a 500 e 560 a garrafa.
Maimelada imperial dos melhores autores a 900 rs a libra.
Amenas portuguezas a 480 rs. a libra.
Paseas muito novas a 500 rs. a libra.
Latas com bolachiohas de differentes qualidades a 1J4O0.
Conservas inglezss as melhores do mercado a 800 rs. o frasco. *
Hassas, taibarim, macarro e aletria a 440 rs. a libra.
fVZi d* meln rnsrcss a 560 a garrafa.
oenera da bollanda sup*'1" uija.
Velas de caruauua a 440 rs. a libra.
Dilasde eapermacelea 760 rs. a libra.
Vinagre pur. de Lisboa a 320 rs. a garrafa.
Arroz a 100 e 120 rs. a libra.
Alpiata a 160rs. libra.
Toucioho de Lisboi a 360 rs. a libra.
Alm dos geouos annunciados achara o publico um grande sortimento de um todo tenden-
te a moldados mais barato do que em outra qualquer parte.
ATTENQAO
M)l ii BUL PMJSTDT!
Sortimento completo de fazendas e roupas feitas
N\ ItOJA. .
fim
N. 8-Ra
Cartoes de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto
Cartoes de visita de novo gosto.
Uma duzia por 16^000.
Urna duzia por 16|000
Urna duzia por 161000
Uma duzia por 16J000.
Retratista americano.
Retratista americano
Retratista americano
Retratista americano.
Ra do Imperador.
Roa do Imperador
Ra do Imperador
Roa do Imperador:
Attenco.
^Assvsrjrssers. ,m,':
Armazem de louca vidrada
8--Rua da Cadeia do Recife-8
Grande liquidado por
todo pre^o.
Tambem se vende o estabelecimento com i<-
limento.
LouQa vidrada de differentes qualidades.
Vasos de diversos tamanhos para manteiga no-
ce etc. *
Jarras finas grandes e pequeas.
Ditas entre-finas e meis inferiores.
Potes de differentes tsmanhos.
Jarrea e jarrdes para coiinba
Resfriadelras too garrafas) de dincrentes gosiv;.
Qusrlinhas grandes e pequeas. --------
Copos da Babia e da lerr.
Muringues finos e entre-finos.
Fogareiros para defumar.
Bildes de pao proprios para compras, cecbeius
O D3VIO?.
Escovss de lavar casa e navios.
VaMMMl de cabello, piassava e palha para
rf Priti0/? daef"bell P rro. mesa etc.
MsmT Ummtm manbos para memac
Ceslinbas para menina de escolte.
Balaios sortidos.
Cestas para compras sortidas.
Capachos redondos psra meio de sala.
Garrafas de vidro brancas e de cores psra vi-
nho, licores, agurdente etc.
I outras muitas fazendas que seria diffl'1
mencionar saquaea se veoderio sem reserva m
preso por o dono do estabelecimento ter da re-
Aos senhores sacerdotes.
Acabam de chegar loja da boa f. na na Jr.
Queimado n. 22. meias pretas de sed; .o ,-
penores, proprns para os senhores urerdolcs
porserem bem compridase muito elsticas ; ven-
Aos fabricanles de velas.
O antigo deposito de cera de carnauba e seDo
em pao e em velas, estabelecido oo largo da %$-
sembla n.9, mudou-te para a ra da Madre da
Dos n 28, quasi defronte da igreja. onde conu-
nta a baver um completo sortimento daqoelt.'
gneros, que se vendem por presos razoaveis.
Aos portugueses
Acaba de chegar a ra do Queimado. loia ae
miudezas n. 51. os retratos da familia real por-
tugaeza. Aoccasio opportona para ac ario-
g-etwo miDira da mooarchia ornartoa sais salsa
com os quadros de to lluitrea principes. Sao
poucos e o preso diminutsimo esa waJ ,
estima que geraimente se tributa aos aucoalM
tszsrsitsr* "iob'de ***& -
Vende-se a casa terrea da rea Vela, m.
a tratar na ra do Rosario n. 56, defronte 4a aa
do Aragao. '""
Chapeos de castor.
Vendem-se chapeos de castor de primeira u-
hdade a 8#. que j se venderam a 16, para
acabar : na ra da Imperatriz, loja n. ^o
uuari8.
Attenco
Vende-se uma barcasa nova com apparelbo -u
sem elle, de lotago de 25 caixas, e construida
com as melhores madeiras : quem pretende- di-
rija-se a.ra da Priia o., armazem.
Vende-ae um excellente carro de earre-ar
generoa para ser pusado a dous bois ou dousca-
vallos, muito forte e bem construido ; vende-*r
por muito commodo preso : a tratar spate? c>
s. Pedro, sobrado n. 4.
da ImperatrizN. 48
Junto apadaria franceza.
Encontra-se neste estabelecimento um completo sortimento de roupas de todas ss aualida-
des como sejampaletols de alpaca preta de 3$ a 10. ditos de merino preto a 7, dito de panno
preto saceos a 7. 8 e 15, ditos de semira de 7, 9e m, ditos de alpaca de cor a 38500 4 e
3* -, u meia C88einira cr 4500 Pre'f 5$. ditos de brim pardo e de cores a350O e
4*V* /"ISSf dJe..Dramante S*500 e 4, de brim transado a 4*500, sobrecaaaco de pannbpreto
fJSk 18S.eS. ditos com golla de velludo a 18. sortimento de calcas brancas de brim a 2*500
^sJUrfc f !,! C6 a l600' '* S*5? e %lS1,2 de 8Da de c0r 27J. de meia casrnirs'
a a, 9bw e 6, ditas de casemira superior a 6g500, 7500 e 9, ditas pretas a 48500,7, 8 e 10.
e de outras muitas qualidades, sortimento de collete de todas as qualidades. cibim francezas de
todas as qualidades e presos, seroules de algodo, de bramante e de linho por precos admiraveis
Um sortimento de roupas para meninos de diversos tamanhos, chapeos frsncezes para cabeca de'
todaa as qualidadea, chapeos de sol de seda admirsvel pechincha para liquidar a 5500 e 6, ditos
para senhora a 4$ e 5, e outras muitas qualidades de fazendas e roupas feitas aue se afianca ven.
der porpresoacommodos.
Meias pretas de seda.
Vende-se meias de seda pretas para senhora
fazeoda muito superior pelo baratissimo prego
de lo par : na ra do Queimado na bem co-
nhesidalojada boa fama n.35.
Linhas de cores em nvelos.
Vende-se linhss de cores em nvelos fazenda
em perfeitissimo estado pelo baratissimo preso
de 1 a libra : na roa do Queimado loja de miu-
dezas ds boa fama n. 35.
Papel de peso a 2$ a resma.
Vende-se oa ra de Queimado toja de miude-
zas da boa fama n. 85.
Bicos de linho barato.
Vende-se bonitos bicos de linho de dous a
quatro dedos de largura fazenda muito superior
pelo baratissimo preso da 240, 320, 400 e 480 rs
a vara, vende-se por tsl preco pela razio de es-
tarem muito pouca cousa encaldidos, tambem ae
vendem pesas de rendas lisas perfeitamente boas
com 10 vara a cada pesa a 720, 800 e 1. ditas
com salpicos muito bonitas e diversas larguras a
1100, l000 e 2 a peca, ditas de seda a 2 ra-
da uma pega : ns rna do Queimado na bem co
nheeida loja de miudezas da boa fama n. 85.
Agua de lavander e pomada.
Vende-se aupeiioc agua de lavander iogleza
pelo baratissimo preco de 500 e 640 rs. cada fras
co, pomada maitiasimo fina em paos grandes a
500 a 1, vende- ae por lio barato preco pela
grande quantidade que ha: na ra do Queimado
-- loja de miudesaa da boa fama o. 55.
Tentos para voltarete.
Vendem-se superiores tentos para voltarete
pelo baratissimo preso de 4 cada caixa : na roa
do Queimado loja de miudezas da boa fama nu-
mero 35.
Leques de madreperola.
Vende-se mai lindos e fioiasimos leqnea de
madreperola pelo barato preso de 16 cada nm :
oa toa do Queimado loja de miudezas da boa fa-
ma n. 35.
Excencia de ail para engom-
mado.
Vende-se cada um frasquinho pelo barato
preso de 500 rs. : na roa do Queimado loja de
miudezas da boa fama n. 35.
Taixas
para engenho.
Grande redueco nos precos
para acabar.
Braga, Sen & C. tem pare vender na roa da
atoada taixaa da farro auado do mui acreditado
fabricante Edwin law, a 100 rs. por libra, aa
mesase que ae-vendiam a 120 rs. : quem preci-
sar dirija-se a ra de Trapiche o. 44, armazem
de fazendas.
Escravosfugico*
Tendo-se ausentado da casa de sea seohjr
o preto crioulo de nome Bonifacio, que repieaeb-
ta ter 30 annoa, pouco maia ou aseos, albos
grandea, baixo e grosso do corpa), nadeg.s grao-
des, ps apalhelsdos, muito regnsla, a cosiuas
andar de paleto! de riscado e booet de aaraliv
oa chspo de palha, coslussa a fugir para aa
bandas de Beberibe e Olinda : roga-s aa animi-
dades policiaca e espilles de campo o aaade
pegare levara aeu seohor no caes do Ramoa u.
4, que serio generosamente recompansatsae.
Fugio no dia 20 do crranle de burdo Je
patacho Capuama, o escravo erioato aaaiinbei-
ro de Doma Antonio, idade 19 anees pouco mais
odmenos, altara regular, reato censprleo o cas
atgeos signaes de besigas, levos catee e ceatisa
azul : quem o pegar leve-o ac eecrietori Ce
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo 4 C raa da
Cruz n. 1, ou a bordo do dito patache qee sea
generosamente recompensado.
Fugio no dia 19 do correte o escravo Be-
nedicto, tem os aigoaes seguintea: criaalo,
cor preta, estatura regular, peaeefo keiie e groa-
so, poaca barba, tem falla de denles, olhsr som-
bro, representa ter 36 annoa de idaae, tees e
dado ndex da mi esqerrds maia corto aese
unha, tem uma costera de ftida na eaerlla da
peroa direita anda por acabar de fechar a Iras
sempre a cala da dita perna maia descaes, lavo*
vestido calca de algodo azul e camisa do caita
rdxa e chapeo de baeta preta j velho roa a*aa-
chaa de tinta verde, desconfa se qee eesaja tra-
balhando em alguna olerta por entender do al-
ucio ou qee este ja em algum sitio, o daeda j se
protesta contra quem o ti ver : rega-se se aate-
ridades policiaes, espitara de esmpo a captara
do meamo, a entregar na rea dos Gaararapee a>.
S8 em Fora de Portas, que se pegar generosa-
mente.
Attenco.
49
Est fgida desde a larde de S7 do correte a
preta eviena de nome Delflna, de) catatara raga-
lar a bastante cheia do^corpo, tem per teilanae
vender agua dos chafaTizea doa eeirree de Santo
Antelo ou S. Jos desta cidade, besa como esci-
ta de carrapato todas as Urdes, awluaada ese
oa em que fugio levou co resigo so compasaste
fia odres uma e me cesada rasseiie asese ;
sendo esta a primeira ves seo ss> assos de
caes a referida preta, julga-se qee gstor teleta
occalta ou mesmo eoeote eas etgeesTflaB| eor
isso roga-ae aa reapeetivae antertdadw. eaaoteee
de campo e mesmo a qoslqeor psesea ese e eo-
nhecer a sua aprebescao masdasda a estregat
Francisco Antonio CorraU Carelo, sa rea de
lima ns. 88 e 84, qee se gratificar km.
J II gPW .aSSkw.afsi a7a.al L



8
DIARIO Dt PEWAMBUCO SEGUDA FEIRA 3 DI FEVEMIRO DE 1861.
Litteratura.
Histeria de nm anjo.
O' moa aege, veillez sur moi!...
E. Sus.
Era bello ver ai geotii formal ddlsa virgem,
faltada por mo divina, envolta em alvas roapa-
gens, coberta con as galas da lougania, deixando
conceber o mais sublime ideal da Virgem de Ra-
phael: dos olhos cues, como o azul do lirma-
citMilo, fisrioava um certo coodo, que vibrava
i.'alms, como una harmona de Lamartine, que
enrolla em formas vaporosas, bem depr.es.a aeu
apparecia oa extensao do espago. Sua linguagem
meliflua insinuante, como ai poeiias de Gesseoer,
apresenlava um nao sel que de agradavel e per-
suasivo, que arrebatara eelevava o eipirito, fa-
zeodo-o tocar essas regies ethereas, onde em
formas voluptuosas adejaoi ai harmonas sagra-
das, laogjdaa por coros de anjot. Um olbar seu
impressiooav. a alma,como do coragio do mouro
cala respeitosa a voz d'Allah I Era um anjo, sob
forma humana, que tomando aa seductoras poi-
<03s de fada, oos imprima a Arme creoga d'uma
belleza extraordinaria 1
Era ao aNorecer da edade, quando Elvira, pos-
auir.do lo raros encantos, foi encontrada oa vi-
so dos amores por Carlos, mancebo generoso, e
sobremaneira delicado, que labia comprehender
a poesia de urna paixao. A sympalhia ao divisa-
rem-se pela vez primeira, foi por tal guiza, que
breve um amor puro e firme se pateoleou eotre
aquelle. dous cor.goes.
Assim as paixoes, nascidas de verdadeira sym-
pathia, arreigam-ae geralmeote por orna maoeira
to solida, que diflicil contraria-las, quaudo j
na sua passagem, ellas deixam um vestigio qual-
quer. O amor aos 20 aoaos, toraa-s necessario ;
impedi-lo, querer despreader um lago santo,
o mesmo que extiogir urna planta miogua de
seiva. Que milhare de exemplos terriveis nos
nao aprsenla a historia dossss mulheres iofcli-
zes, que sujeilas vil crueldade de urna familia,
viram perder sna belleza n'uma clausura, ou en-
tao, julgando achar o termo a seus males, procu-
ran) idas o suicidio I O qual, diz algures, no
seu Conde de Monte Christo, A. Dumas, a que
um mar de leite, para onde o nadador se seote
altrahido, mas que o eocadeia e arrasta para o
meio da voragem, sumindo-o no mais escuro
abysmo.
Infames 1 que assim cobardemente zombam da
mulher frgil, e que nao pode apresentar-lhes
outra viaganga, mais do que prantos, trocando
muitas vezes a sua felicidade pelo crep mor-
luario I
Um verdadeiro sceplicismo se apossa ento
dellas, e as faz perpetrar os horrores da infamia,
e do icio, transmudando assim a imagem da
candura em nodoa indelevel e ferrete ignominoso
E na verdade, Elvira, esse anjo baixado dos
cus sob forma humaua, que havia entregado seu
coraco ao mancebo, que a amava em extremo,
tributaodo-lhe lodo o recato deque ella era dig-
na, soffria amargamente um presente horrivel, e
que sem duvida julgava mudar por um futuro ri-
lonho ; e as imprecages horrsonas, que ella de-
vera soltar nesta situago contra urna expiago,
cootra um holocausto, que della se ia fazer, tro-
cava-as por um sorrir anglico, que bem mostra-
ra a pureza do seus nobres seotimentos.
Cedeu por tim sanha cruenta de um homem
brbaro e desnaturado, e os risos se lhe transfor-
maran! em pranto amargo ; o carmim de suas fi-
ces lornou-se de urna pallidez uotavel, e essa bel-
leza peregrina ia desapparecendo pouco a pouco,
bem como nalureza succede as amenas tardes
de outooo
Elvira era cooluzida a urna clausura.
As vestes mundanas eram trocadas pelo duro
burel, que d'ora avante devia envolver aquello
corpo airoso, e a fina tranca deixava de aformo-
soar aquella doozella casta. Soou a hora fatal de
consummar aquello transe, que a devia roubar
de urna vez para sempre ao regajo de sui fa-
milia.
Electivamente no dia... dedezembro do anno
de 18..., via-se no convento de......monumento
grandioso, e cuja archilectura da edade media,
azia laogar um rpido oihar sobre o passado
dessas eras, lo feriis em aventuras maravilho-
sas, urna virgem de joelbos ante a imagem do
marlyr do Golgolha, luz de algumas lochas,
cujo pallor diffuodia um terror pela multido t-
mida e preoccupada por este acontecimeoto.
Os psalnros sagrados, casados aosom do orgao
semelhantes s rerpeitosas e suaves harmonias
de Mozart, espalhavam-se pela uave da egreia, e
Saudavam o aimioaho de Elrir. ao ro8fo d, M-
Jigiao : e quando cessava aquella cntico sacro,
ouvia-se o solugar continuo eolre lagrimas de
saogue, desse aojo roubado ao amor ae um ho-
mem, que a amava deveras, e para quem fra fa-
dada c oa trra.
Elvira havia ciogiJo o escapulario!
Calaram-se de todo esses sons harmooioso.,
girou sobre os ferreos gonzos a porta do templo
e um silencio sepulchral reioava pelo interior
daquelle vasto edificio, apeua interrompido pelo
sioillar da coruja, ou pelo pi phreneiico do mo-
cho ia alta a noite ; a la espalhando seus raios
sobre as avenidas dos claustros, causara pelo re-
flexo sombras to medonhas, que semelhavam
phantasmas horrendos, leraotado das lousss que
por ali jaziam.
as celias nao soara um leve murmurio, o sino
j se havia corrido, passada a hora da resa ; so-
mente Elvira aioda rellava asseotada junto a ja-
nella da sua celia : as feicoes juvenis j de todo
lhe haviam desapparecido, e urna lividez de mor-
te as substituir. Com os olhos fitos no cu, ele-
vando sua mente ao Eterno em oracao fervorosa,
passra assim algum lempo, at que orna morte'
prematura arrebatou para o aepulcbro seu corpo
gentil e para a manso celeste aquella alma tao
pura.
Carlos era ausente I i
Propalou-se em breve esta triste nova ; o mao-
cebo ao ouri-la, um suor fri lhe escoou pelo cor-
po, correu prestes ao lugar onde se finara Elvira
foi.ao cemileno. procuroa-a entre as cruzes qu
ah se erguiam tremendas ; achou-a, porque um
nome singello que lhe era loconheeido. lh'oio-
dicou fielmente ; ajoelhou, murmurou alKumas
preces : no rosto se lhe decirava urna pallidez de
morle, urna contracgo nervosa se aposiou delle
o pensamento variara-se-lhe, as ideas que lhe
tumuliuavam n alma eram ragas e confusas.
Enloquecer!
Poucos das depois um presiiV'fnebre.'o'soi
do lgubre bronze, conduzia ultima morada o
cadver de Carlos. Assim fiodaram dous iofeli-
zes : e os lagos que nao poderam estreita-los c
ca trra, os estreilam com certeza l no cu.
(Brax Tisana.)
Urna idea succinta de Pernambuco.
No P* mais clllisado da Europa sao laotas ai
lluslracoes e to imminenles, que o numero
demais avultado s nos permitte cita-laa,
4 ellas nos queremos referir.
Eotre os autores de Rapbael, de Nossa____
de Paris, do Judeu Errante da Peccadora, ergue-
se, occupando o primeiro lugar oa escolromo-
tica, o insigne autor do Conde de Moeie Chrislo,
que to farroroaos applausos ha merecido em to-
da a parte do mundo.
Claro eat, que fallamos do illuslre Alexandre
Dumas, e como j livessemos dado luz da pu-
blicidade um artigo com a mesma epigraphe,
evidente que em um sem numero, de romances
escripios por to distiocio autor, merece-nos es-
pecial menio o que tem por tituloOlympia de
Clores, no qual claramente te revela a subli-
midade d'um genio explendente.
As primeiraa Itohn tragadas nesse primor de
obra nao pdam deixar de excitar eothusiasmo e
admirago no espirito do leitor, que conhece a
belleza do pansamenlo, e aprocla o gosto do es-
tylo fundido no crisol da maia elegante forma.
Eis como elle comega :
Ver aples e roorrer, dizem os Napolitanos.
Quem nao riu Sevilha, nada viu, dizem os Anda-
luzos. Ficar porta de Avinhao e nao entrar,
ticar porta do paraiio terreal, dizem os Provn-
gaos.
Com effeilo, prosegue o celebre romancista
dar-se crdito ao historiador da cidade papal
Avinhao n5o s a primeira cidade do Meio-dia'
seoao tambera da Franga e at do universo in-
ieiro.
Ougamos o seu pomposo elogio :
Avinhao nobre por sua antiguidade, agra-
davel por seu aiseio, "soberba pelos seus muros
risonba pela fertilidade do seu solo, encantadora
pe a meiguice dos seus habitantes, magnifica
pelos seus palacios, bella pelas suas grandes
ras, maravilhosa pela estructura da sna ponte,
rica pelo seu commercio e conhecida por toda a
Ierra.
Na realidade parece nos ver esbogado ueste con-
ciso quadro a bella cidade do Recite, capital da
provincia de Pernambuco.
Seji-oos licito, porm, guardando a mesma or-
dem, descrever, posto que mui imperfeita e per-
functoriamenle, essa amena capital, sem que to-
dava deixemos de observar as regras da exictidao
ailendei-no.
O Recife nobre pelo seu herosmo, aprazivel
pelo seu clima e localidade, orgulhoso por urna
muralhs natural de rochedos, que abriga o seu
porto dos furores das ondas e defeode todo o seu
littorai, risonbo pelo piltoresco dos seus arrabal-
des, sttracvo pela affabilidade dos seus habita-
dores, sumptuoso pela elegancia dos seus edifi-
cios, lindo pela regularidade de algumas das suas
espagosas raas, maravilhoso pela estructura das
suas magnificas ponles, opulento pela constante
attividade do seu trafico, invejado e celebrado
pelas nacces cultas.
Sao tas os encantos do Recife, que comparati-
vamente fallando, excedem aos da antiga e decre-
pita cidade do Avinhao.
E pois oo se pode laxar de exagerada a des-
cripgo que faiemos, era receiamos mesmo in-
vocar o valioso teslemunho de lodoa. que os tem
contemplado com seria atteoco e olhos despreve-
nidos.
II
Entremos agora na apreciago hittorica do que
Oca exposio, e declinemos alguna nomes proprios,
que seria injustiga condemna-los ao olvido, se-
no faze-los apparecer em relero.
O nauta Christovo Jacques, sulcando depois de
Pedro Alvares Cabral as marulhosai vagas do
ocano atlntico, explorou as diversas costas do
Pr"|. o primeiro porluguez que no anno de
1504 desembarcou em varios pontos do Pernam-
buco.
Qual ser a origem deste nome ? Sero por ven-
tura os cachopos e arrecifes, que lhe do o nome
que tem ?
Dgamo-lo. se nos permitte a indulgencia do
tenor benvolo, escudado na historia, urna vez que
a raiao s por si nao pJe servir de bussola para
chegar-se ao dtsidtratum, que temos em mira.
Buscando a elymologia, escaptores ha, e de
rande nomeada, que o fazem derivar de Parana-
buca, palavra do idioma dos indios cahets que
estavam de posse deste paiz, ao tempo em que foi
descoberto, e que significava Rochedo cavado
das aguas do rio ou de mar.
Sendo dahi pois, que se deriva o nome da pro-
vincia, que nos temos referido, vejamos agora
com o recurso da mesma historia patria, qual a
razo porque Olinda assim conhecida.
iJl nu.mero d3 dades mais antieas dn vIa
imperio do cruzeiro deve ser classicada, com pri-
mordial direito, a velha Olinda, que soodo a pri-
meira metropole de Pernambuco, jem 1531, sob
o dominio de Duarte Coelho^ereira, gozava dos
foros de capitana, e com esse carcter foi de im-
proviso povoada pelo seu donatario, que lhe deu
ento o nome, porque ainda hoje conhecida em
virtude da sua situago alegre e potica.
Nene estado permanente florescia a colonia de
Duarte, al que assomou o anno de 1830 em um
horizonte sempre tenebroso e funesto.
J eram decorridos alguna lustros, e a patria
que embalou em seu seio o bergo dos Canecas,
Uamaroes e Henriques Dias apreseotara um as-
pecto sobremodo dilTerenle ; nao reinava mais a
innocencia e pureza dos seus primitivos fundado-
res, e urna guerra cruenta e mortfera derramava
o terror e a desolago era urna atmosphera de es-
pesso fumo, queso os gemidos pcoetravam no
meio de um cbuveiro de balas e metralhas.
Com o apparecimento de todesdilosa guerra
nao tardou que os elementos de riqueza e pros-
pendade fossera transformados em alojamento e
substituidos pelas ruinas e pela confusio de m
combate renhido e violento.
O porluguez Joio Feroandes Vieira na.o conta-
va entao mais do que 17 anoos de edade, e parece
ncnrel que a sua jurentude fosse capaz de gran-
des accoes ; mas to desliando era elle, que nao
pode ver impassivel a obra da destruicao de colla
levantado; reuniu pois 20voluntarios, e. armado
com elles. bateu corajosamente os hollaodezes,
pondo-os logo em vergoohosa debandada, e cin-
gindo-se dos louros com que lo gloriosa victo-
ria veiu mimosear a sua fronte, apontando mais
um here. E foi este primeiro feito d'armas pre-
cursor de empreza mais brilhante. em a qual por
sua intrepidez, alcangou Vieira o honorfico ti-
tulo deRestaurador de Pernambuco, e assim
perpetuou seu nome, ligando-o s douradas pa-
gina* da nossa historia. Sao aegoes por certo dig-
nas de serem imitadas, por todo aquelle que qui-
zer com triumpho ensoberbecer sua patria.
, III
Gragas ao genio creador do priucipe Mauricio
de Nassan, quem seja feila a devida justica. o
banco da aia estril foi dentro em pouco conver-
tido em urna das mais ricas e edificaliras cidades
de primognita de Cabral.
0
FOLHETIH
ORIGINAL 00 DIARIO DE PERNAMBUCO.
XCV1I *"
somiurio.Um drama do mar.
XII
r,EH.0n,^^i0tt^de.n0T0n"e no atlntico, que, tantas^vezes j havi, percorriio
em todos os aeotldos Como o brioso ginete que
ao rollar para casa de seu senhor parece redo-
Ira r de velondade, afim de gozar do repouso que
ella lbe onerece, do mesmo modo elle Binara
urna derrota admirarel, que cada dia o affaita
bastante do ponto de partida, para o approximar
da Europa, onde o espera tambem o descango.
Elvira, passada a primeira emogo do senti-
mento de deixar sua m&e e sna familia, mostra-
se alegre, praseoteira e feliz ao lado de seu espo-
Sw?iUe embrU8a en nas inefareis caricias.
isua se enlhusiasma com o espectculo gran-
jea alVnat" lhe Penla todos os inftan-
iho'rrPrtmtni 2fi eC0Ql""" monotona, enfado,
tu.S STiSS S rcerdo0 '.BT'-0 ^e le-
effeito da .cena mai, aponen ?. ?. ,8 nV Cm
desenlia vi... fm Xu*ZLTT
nbaas, em que o adro do dia, aargiudo Z ^.
globo de fogo, do meio da/agua^lS.Te
um mar leremeote ondulado pela influencia l
urna branda brisa que eoche as reas do navio e
o impelle, Ilumina lodo o espago immenso aua
o horiaoDte abr.nge. H
. Oatraa rezea aprecia o nascer da la, a apna-
"fiao dos brilhaotes. planelai e estrellas, que
aformoseam a abobada celeste, e cujos nomes de
orna lhe eo.ma, ponder.ndo-lhe quSo uteis
sao par. o. navegantes, nao s pela luz aue re-
aectem as escuras noites em que servem como
outros tantos phares, como pela indicagio se-
gura que Ins d do lugar em que se acham nes-
ta sohdo pavorosa.
Estas explicagdes mararilham joven e o tem-
poptssi-ie no maia egradavel enlretenimeato.
Nada perturba nos primeiros dias de viagem a
ventura em que ae acharo engolphados, a ludo
parecen, nalureza cantar um hymno festivo
sua uoiao ; porque mar, cu e rento riaonho e
favoiavelmente te manitest.m sempre, como que
embelesando su. la de mel.
Quando por accaio encontrara algum navio es-
te acontecimento 6 urna fesla par. Elvira, urna
oceupagao para seu espirito em todo o di. D.l*
novH.de o espectculo. '
Entreunto um olhar sinislro constantemente os
espa ; urna rootade de ferro calcula aaosue
fro urna vingsnga estrondosa; a irealura, emfim
oh?ied ranDqUUr B,uella Perei,a eg"cios
obra do Creador, e na aua soberba ousa arrollar
a Providencia divina e desafia-la.
. Aproximo-Bie agora da parte mais importante
deita historia rerdadeira, e ainto racillarem-me
as torgas para de.crev-l. al o fim : a pen, tre-
me-me na mo, a imaginago luecumbe ao re-
cordar esta ingente desgraga.
Porm nao pos.ivel maia recuar: conrm
complet.r eatanarr.gao, embora comprima o co-
rago que pula dedr. .
De Morv.n costumara estar na tolda at aadez
horas da noite; quasi empreElvira lhe fazia
companhia. A" esia hora elles ae reeo'.hiam ;
ma a meia noite de Morvan tornav. apparecer-
observar, a n.v.gago feila ; o eatado do tempo;
o rumo que se segua ; fazia suas recommen-
a.gei ao offlcial de quarto, e depoii ia desean-
Cota, a retirada de Nsjsaa para a Europa onde
ordeo. uperiore reel.DNv.m a aua preaeoca. as
arm.i holl.ndezas jmai. tiveram m qaer um
fell., e urna derrota completa foi a cansa-
da desuniao e da ioaubordinacio, que au-
ra disciplina por falta de am ceotro em
seapoiasae, e par. ende convergissem loda
as vistas acompanhadas do respeito proprlo d.
rida militar. r v
J se deprehende, poii, aue Nassan symboli-
aava urna forte columna, e austeolava a gente e as
armas, por elle dirigidas, com tino e felicid.de
admirareis.
Foi fcil aos porluguezes aonhecerem a fraque-
za e desanimo dos adreraarios, e tanto que de-
terminaran! afadig.-loa com repetidos Bisaltos,
nos quaes foram efllcazmente auxiliados pelos in-
dios commandados por Antonio Philippe Cmaras
e pelo laclyto coronel Heoriqse Dias. homens de
aegao e adestrados no campo 4a batalba.
Joao Fern.ndes Vieira e Alar Vital de Negrei-
rossao dous nomes, que muita se Ilustraran] tam-
bem pela constancia e valor, com que se portaram
nesa. luta.
E' visto que no herosmo dos horneo est a
maior gloria que a historia pote registrar. (']
A populosa e pittoresca cidade do Recife ,
como ninguem o ignora, a capital da heroica pro-
vincia de Pernamboco. Cercada d'agua por toda
a parte, e aformoseada pela ramificago do rio
tapibaribe, osteota-ae radiante degrac.s, e u-
queslionavelmenle a Veneza Americana.
Quo bella a sua plaoice cobetla de verdean-
te relva e frondosos arvoredos no centro de crya-
talinos ribeiros, que a regara con suas aguas I
E como nao ser assim, se a prodocglo do al-
godao aboftdaote e excellente a.ponto de ser
preferido nos principaes mercados da Europa I
E como nao ser aasim, ae a canoa de assucar
germioa e creace prodigiosamente, nao obUante
a incuria do agricultor pouco laborioso !
Eia pois oa dous ramos da indistria agrcola,
que coostituem a rerdadeira riqueza da provin-
cia ; assim como o caf e o fumo Lrmam o gran-
de cabedal da provincia do Minn-Geraes, oole
os fazendeiros e lavradores tiram das entranhas
da ierra a fortuna coloiaal, que fertelisa a pingue
bolsa doavarentos.
Passemos entretanto aos encantos e altraclivos
da nossa Veneza.
V.
O navegante que demanda pela primeira vez o
ancoradouro do Recife, pasma ne;essariameote
ao ver surgir d'um presuppesta enseada a mas-
ireagao dos navios que esto ali tundeados, e
pouco a pouco a immensldade de casas que se
ra aobi erguendo flor o'.gua, at que a prisca
e decadente Olinda, como que por encanto, apr-
senla o seus olhos o mais rico e rartegado pano-
rama. r
Ali pouco se ve a arle de mios dadas com a
industria humana ; aqui nao appatece seoao a
rUbi11 Baluteza- Proaig'isando infinitas mara-
Olinda, porm, .pozar de ser. priaeira e mais
aniig. cidade de Pernambuco, teve eomtudo de
ceder a primazia cidade do Recife.
Assim que attrahio todo o esple.dor e bri-
mauismo de Olinda e esta pobre cidace, despin-
as gallas da infancia, nao hoje mais do que urna
habitaeao abandonada, e monstica om toda a
extensao da palavra.
Igual aorte tem os astros que brllham no Ori-
ente, e se eclipsara apedrejados no occjso ; e se
um terremoto derribou o colosso de Rhodes, a
exaltagao do Recife fez com que Olinda decabisse
cruel decepgo I
E* pois verdade, que o silencio do tempo en-
votre ludo em nublada atmosphers, e faz com
que fagueira. esperangar, fenecam dtbaixo de
seu manto mysterioso.
Dissemos aoteriormeole e com intimo pozar
que Olinda nos offerece urna situago triste e
deplorarel.
E de feito, a transferencia da Faculdade de
Uireito para cidade do Recife deixou solado
aquelle outeirode tantas recordages; U exutem
entretanto a S, e o palacio episcopal, templos
raagestosos, mosteiros estupendos, conventos de
freirs, casas de educandos, seminarios e um es-
tabelecimenio religioso de caridad.
Dest'arte a taciturna Olinda representa o soce-
go clerical.
n VI.
O porvir de Pernambuco, desta trra cieia de
monumentos e rica de tradiges heroicas, saltava
mgicamente aos olhos de todos que o viam com
protunda- reflexo, e ninguem podia duiidar se-
riamente, de que elia seria o que actualmente,
e oque ser d'aqui um seeulo.
Apezar do seu desenvolvimento moral e roaje-
''' V"T Sr**** fnl >' longo le"P Pre9ldld0
por ms estrella, e o espirito sammco baixou so-
ore elle para amolina-lo e fazer com que os ho-
mens em continua e eocarnigada guerra se des-
Iruissem como animaes braviM. Aioda nao ba
decorrido muito tempo, que^aixes febrise odios
inveterados brotaram torpe vioganga |..
lsto posto, cumpre-no observar aqui, que Per-
nambuco nao hoje una trra de barbaros e dis-
solutos. A educagociril, moral e religiosa tem
sido ltimamente caltiradss com tanto afn, que
aa trevas se dissipam do noaso espirito, e o'arre-
dam do abysmoda ignorancia.
E' urna ora era que ae abre nos fados daci-
vilisagao, mais um triumpho brilhante que o
christianismo consegue, em seus salutarea ef-
feitos.
A lei previdencial nos conduz felicidade, e
nos a devemos;aguardar com f aempre robusta e
esperanga nunca desmentida.
AsidBaaquiemittidsa sao filbas de conric-
goes inconcu8sas, e portauto merecer a descul-
pa de urna primeira tentativa nesle genero Ilite-
rario.
F. F. Correia. ,
.. h! io,,"lcCio d agricultorea. que na maior
parte desconhecem o uso e mecanismo dos mo-
dernoi apparelhoa inventados em faror da aari-
cullura.
I ne br?58 *lU9 e dedique laroura.
d De ru de communicago qua tragara em
brere tempo e sem grandes dispendios, os pro-
ductos da cultura do interior daa prorincias pera
ascapitaes, ou para os outros centros mais po-
pulosos. r
nnrfl,-.re.er?l,cI, ."I'"" do algodSo. depende
quasi exclusirameote do gorerno a remogo des-
les grandes embaragos que retardam o seu me-
Ihorameotoeteodem a comerva-la em um esta-
rnmn ao?i0nar'0,-,e m,S l"rde dfi aPlh O talvez
completo aniquilamento.
Levantq o governo do Brasil o seu poderoso
S8 me?r i0600 7eremo eDlre ^ Pro-
pagado o uso nao s do arado revolver a trra
tados-Uoidoa para descarogar e emballaro algo-
dao; veremos urna correte de emigragSo enca-
minnar-se espontneamente para lodos os pon-
tos do Brasil; veremos finalmente estsbelecido
no paiz um syslema regular de vias de communi-
cago e de Iraosporle.
Utopias I diro os incrdulos e commodistas
que consomem o seu tempo na edificante leitur
das colossaes produeges romnticas da escola
moderna.
-^?q a0 ha utopia' ha Terdade, ha realidade
em ludo.
Queir. negar que no Brasil nada se move sem
o.. J! dUs: K0,erno exerue influencia
na. .ciencias, as artes, na litteratura. na indus-
tria, na agnoullure, em ludo.
E nem isto para admirar, porque na Euro-
h'.f. J9 Da da me,,no Phenomeoo, j
i.hB,,P0, 6m qUB "o era o principal
agente de toda a sorte de emprezas. e de melrio
mv.?10' em ,0d0S 0S ramo oa Cridade hu-
ID a nfl a
Explcaremosmelhor o nosso'pensamento.
fIn,dn,gmr"0 d0.Bf8?l mandaase aoa Ealados-
intlint? CK0mn"8a,r,' mas u commis.ario
intelligenlo, homem honesto sobretodo, que fos-
*iBn""eadode estader. e de eaerer.r a m.r-
fuLJ deseD'o^'niento da culturado algodo
t.r?H.Prep,r0 d l9rreD0 8, MC0lD BE
.gao dassementes, dahi at colheila. e depois
Inh..? PrCf8^ dS machi0 de descarogir e
embailar o algodao al ao momento da sua ex-
cultivadores, por meio das noges dad., e das
instrucgoeseicnpt.a por esse commiss.rio. lodos
rrah^0.!egoddeao0?nheClmeQt ^ 0" da Cul"
a^1, 68e comaiiso fosse tambem incumbi-
,.. m.Ilar Pa" Br**il modelos das melho-
,i' lD" aPParel,>' W dos, e fizesse
SSuS 01emPre8 d". Por meio de urna
descnpgao clara e systemalica do de.tioo de c.da
urna das pegas componente, e do modo mais
dor.s de.se geoero, tenha decahido muito de ra-
lor em relagio ao ralor do que exportado dos
Es adoe-Uoidos, do Egypto e da outros paizes
cultivadores. r
Entretanto, ipeiar de todea os bices oppostos
ao adiaotameoto dests cultura entre nos, o certo
que ella tem prosperado, e produzio um avul-
tado algarismo, tanto a faror dos culliradores,
como a faror do Estado, nio a, qosnto a este
ultimo, com relagio aos direitos de exportaco
cobrados as repartigos fisca.s, como principal-
mente atlendendo-se s consequeocias que di-
manara para a riqueza nacional da
lementes ali cultivadas ; aa do algodio ia Caar-
ia e das ilhaa do mar (SealiUoda) ai excat-
lentes, e podem flore.eer muito entre aa aa
rorem transplantada.eonveoieotemeaU.
Eoaale-aa t.mbeai em ooir.s prorladea a
cultura do algodio herbcea, que ji Um ara-
duzdo bons fructos no M.raabao a aa 5;
Pedro.
-IalTez. a, .foMe IBi, eonrealaata eoaiecax
agora pela cultora deisa especie, porqaa sendo
mais rpido o crescimento da planta e brevissiaa
Bita, possirel que a promptido con. qae
""" ki "4ueza nacional da BaTitenca nolfA.lt Possirel que a promptid.o ca
equilibrio da balaoga do eommercio aeaqt fr.m endoa o* lucro, inflo, no .oirao dos
culliradores para o fim de tentarem novo* e.for-
gos, e assim melbor e mais su.remenle se
conseguir o projectado intento.
J temos dito de mais para convencer oa
nossos agricultorea da utilidade da callara do
Se as causas precedentemente apona jas oo
exerceasem a su. perniciosa influencia sobre a
nosia industria agrcola, calcule-se a quanto nao
subira o algarismo da exportaco dos productos
da agricultura no Brasil 1
Basta aitentar um pouco para as cifraa de.t.
laen., qae foram extrahidas dos documentos
olBclaes existentes no thesouro nacional, para
?He.Um r.ubi1?80 "orri0 "some ao labio de
um h \ "\ elr,0' amai> do seu paiz. pois
n .!,,r d "".. preT8"ao dos allos deslios
que asilo -reierrados ao Brasil, se mudarem
senaUmenateC''8ft '" *"! Se aCha- e l^ -"
seriamente de remediar os males
pecem a aegao dos seus passos
progresso.
Eis tabella :
Exportagao geral do algodo doporto do Brasil
desde 18391840 at 1859-1860
Exercicios. Quanlid. de arrobas. Valores.
no
que entor-
caminho do
722?SH 8ppl!Car os 8eus "O'imenlos. nao
L..a q a '8noraDC'a dos nossos culliradores
nesse ponto seria substituida por um discrelo
nffS d/' ?aDl8en 1" resultara da adopgo
P iCaAeiSes PleDles elementos de progresso ?
^Acreditamos que ha realidade nes.a supposi-
nn?U!m falla de b"5s- nSo nos Pece me-
rnnt,!3c",a 'o'erferencia do goreroo. e pelo
eal ,S0,Hlgam08 qUe s6elle Paer "enerar a
realisagao desse grande desidertum do Brasil
a emigragao espontanea.
O meio para isso na nossa opinilo, bem sim-
1839
1840
18*1
1842
1843
1844
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Nao
697.985....
191.871....
639,580....
685.149....
814.255....
826.445....
645,346....
608 890....
639 267....
854.829....
1,109.313....
883,439....
898.249....
997.908....
891.273....
877,177....
1.024,800....
1,088,024....
1.014,550....
1,142,909....
846,773....
no
3,984:1243000
3,919:9978000
3,223 95^000
3,452:1739000
3.649.-8748000
3276:774*000
2,912 208|000
3.152:1901000
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4.288:302SO0O
5,091:831*000
4,902:091*000
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6 990:403*000
6,655:821*000
5.524:676*000
6,375:895*000
thesouro
os
pies.
Formule o governo um
de colonias em todas
plano bem combinado
as provincias, mande pro-
aTt/rr.. r;?ODhec)oto e demarcago de toda
dn f lhl !XI,tenl. Perteocentes ao dominio
am Ini.. r'--n"i TeDda' m" f*5a Penle dellas,
Tm *.'!&'"' aos eroi8"ntes que procara-
rem estas regioes com o animo deliberado de de-
dn -""ff" "m e?Pecialidada cultura do algo-
<2'-i?.ereSa -tlm di8' premi08 Pecuniarios
aquelle. que m.is se avautajarem nessa cultura.
Mande aonunciar na Europa esta resolugo, le-
zendo a acomp.nhar de um. notici. cireumstan-
ciada das dimeoso.s do territorio do Brasil; da
ESrSi: d, 8eu cV,ma- e da maravilhosa ferti-
i. li. : ou.mu,, os engaamos, ou por
! me,0jconWr o Brasil attrahir para o seu
Unea. emigrago-a emigrago espon-
roCnU.Pra ru?cao governo essas promessa, nao
-rra subterfugios quando se tratar da exe-
encia d!. m^V8 aCC0S Vir8 iuslificar a excel-
leocia aa medida.
Mi. I..J.
Recife, 1857.
(Do Correio oficial, de Coritiba).
Agricultura.
Breves consideraedes sobre a utilidade
da cultura do algodo no Brasil.
(Concluso.)
Ha portanlo no Brasil, ninguem o negar, ele-
mentos naturaes proprios para elevar a industria
agrcola ao maior grao de desenvolvimento de que
e susceptivel, -bastando para isso que se trate
seriamente de remover os embaragoa que impe-
dem a sua marcha regular.
Esses embaragos consiitem principalmente na
() Omiltimos alguns faltos, porque oo in-
tuito nosso escrever a historia de Fern.mbuco,
desmeotindo a epigraphe do presente artigo, que
entrelanto maii completo do que o primeiro aue
demos & luz da publicidade.
gar outra vez at s quatro horas da maoha. ho-
ra em que defloitivamoole sobia.
Eduardo, no seu emprego de mogo das luzes.
de duas em duss horas cuidava de atice-Isa. e
assim frequentemenle entrara na cmara noite
sem que os doos esposos podessem suspeitar oue
linham assim to prximo este ioimigo audar.
Elle dorma de da para velar noite : portan-
SJi" "'"I"160 aT8la?a na Prta. ebaia de
casiello, onde se reuniam todos os oulros m-
mente!" P"a C0Yer8ar e fttniar. nao rara-
Quasi sempre escolhia a hora em que de Mor-
van aubia para penetrar no aposento onde Elvira
tranquillamenle se entregava ao somno, e ento
elle contemplara a sua vontade a joven senbora,
cojos altraclivosi naturaes mais formesos se os-
tentavam naquelle suave e delicioso abandono.
Ksta vida conlemplago avigorav. cada rez mais
o seu ciume indmito, e robusteca o seu intento
de unganga. De Morvan fora uro obstculo que
H1.r.^rP-CV !,nlre.e,le e 4ua Prims ; era mi.ter
de.trui-lo, lodo o transe.
Em urna noite, Elvira se achara sob a presso
de um aonno angustiado, quando elle appareceu :
vendo-a agit.r-ae convulsamente, e proferir al-
gumas palavraa. parou para ouvi-l
A coberta correr um pouco, o deixar aperceber
um pedago de sua perna admiravelmenle con-
tornada e divinamente colorida os eios ibe ar-
favam extraordinariamente, demonstrando o pen-
samento que a affligia.
Pode ento Eduardo perceber que ella chama-
va por seu nome, que Ibe pedia que a deixasse,
qae a perdoasse que oo matasse seu esposo : por
que elle neuhuma colpa tinha porharer mereci-
do o seuamor. '
Eduardo esta vista flcou allucinado. deslum-
brado, e sem retleetir no acto temerario que ia
pratcar, ceg pela paixao sensual qae lhe refer-
ros.dade ha de no futuro ser traduzida e conver-
te r-se era augmento e prosperidade da nagio.
minin ??"' Pe' q!8 re8peUa ao "elhora-
iT.r. L aClaes T,as de communicago e aber-
erminan,0?3' ba8'ara ??e "no d aaaaaa
lerraioantes nesse sentido aos presidentes das
K5 '!" r/odaBdo-lhea que empreguem
lTr?U"l0t e fa5am "ergir-lhea todo.o
estorgos para esse ponto, ua certeza deque es-
ta urna dasnecessidades mais reaes que seote o
Brasil; e que. emquaoto 080 a< empreheode-
rem e executarem em grande escala os trabalhos
desta oalureza em todas as provincias, bem pre-
caria ha de ser. ou pelo meos flear estaciona-
ria a posigao do imperio, principalmente pelo
que concerne aos productos da industria agrco-
la,a qual, cumpre nao esquecer. a base es-
seocial da nossa nqueza.-P.ra evitar a repro-
duegao de abusos e fraudes qae se tm dado fre-
quentemenle na execugao desta idea, tora da
maior conveniencia que os presidentes, alm de
ceierarem sempre com homens reconhecidamen-
te honestos os respectivos contratos, exercessem
a mais severa flsealisagao e constante inspeccao
sobre o andamento e perfeigo das obras re.li-
ZBQjS.
Do que temos dito nao se inra que a cultura
do algodo est em embryo eotre nos; no ao
menos essa a nossa intengo, pots at colligimos
os algarismos oecessarios para prorar o desen-
volvimenio que ella tem tido.
O que asseveramos que esse producto da nos-
sa industria pode elevar-se a nm grao extraordi-
nario de augmento e perfeigo, que o ponto
de que anda estamos bem longe, mas a que po-
demos aspirar e a que compre que cheguemos.
was provincias do Maranho, Pernambuco. Ba-
ha e Parahyba do Norle aobretudo, tem havido
aesde o principio deste seeulo um verdadeiro em-
penho de cultivar o algodo ; ha. abi cultivado-
res conscienciosos e dedicados, mas infelizmente
a rotma converteu-se em systema, e nenhum me-
lboramenlo ha sido introduzido
aperfeigoar a cultura.
Alm disso a ignorancia dos melhores proces-
aos e a ausencia das machinaaaperfeigoaiJas, cu-
jo uso foi to generalisado oos Estados-Uidos
tem concorrido para que o algodo exportado
dessas prorincias, que sao as principaes exporta-
dora m ainda recebido*
mappas de exportaco da alfandega da Pora-
l8b9-mOVOS a$ exercicios de 1858-1859 e
Outros productos da industria agrcola, como o
cate, o assucar, o fumo, o mais alguns. teem se-
guido a meara, marcha progressiva oas tabellas
a. exportagao, conforme foi ltimamente de-
monstrado pelo Sr. Soares na sua excellente obra
intitulada Notas eslatislicas sobre a produeco
agrcola do Brasil.
O Brasil um paiz novo, que ha de natural-
mente engrandecer-se, a despeito de ludo, porque
contem em si os germens da maior riqueza: a
vastido do terrilorio, a fertilidade do solo e a
amenldade do clima. Hoje quem se utllise des-
tes preciosos dons. venham povoa-lo homens
industriosos e trabalhadores, trave-se renhido
combate contra as forgas productivas da nalure-
za, e ver-se-ha como o Brasil ha de marchar na
senda do fuluro, cooqustando para si a aureola
da fortuna representada pelos virentes fiordes da
civilissco e do progresso I
E' preciso, porm, nao perder tempo, preciso
ir plantando desde j para que a colheila seja
mais breve, mais abundante.
Fagam os nossos cultivadores causa commum
para o fia de engrandecer o Brasil, engrandecen-
do-se a si proprios, dediquem-se com afinco
cultura do algodo, que um genero importan-
tsimo de commercio, e que s por si podoria
collocar o Imperio em urna posigo muito venta-
josa de fortuna.
Os tristes aconlecimentos que se esto paisan-
do na America do norte offerecem um ensejo
opportuno para tenlar-se em lar*, escala o res-
tabelecjmenlo dessa cultura, para a qual o clima
e o terreno do Brasil sao muito proprios, segundo
a experiencia tem demonstrado exuberante-
mente.
Alm disso a molestia que acaba de atacar com
tanta intensidade os nossos cafesaes acooseiha o
prudente arbitrio de explorar outra fonte de ri-
queza que possa substituir esse ramo de indus-
tria, se por fotalidade a reincidencia da mal de-
terminar 8 CCSSftC dola por algum tempo.
Acoraem, pois. os nossos cultivadores do
le.nargo em que parecem jazer, e que pode
acarretar fatalissimas consequencias em um
roturo maisou menos prximo.
Ainda" aqui o appello para o governo nao pode
deixar de fazer-ae ouvir; o essencial que as
suas mtenges sejam boas, como devem ser e
como eremos que sao.
Mande vir o governo da America do norle um
ou mais jogos completos daa melhorea machinas
ah usadas para descarogar e emballar o algo-
do; ponha eropratica em algumas ou em todas
as provincias a idea de creago de tazendas-mo-
delos imitagao da que ltimamente se estabe-
leceu 00 Para, e da escola rural dos aprendizes
agrcolas do Maranho; mande montar em cada
urna aellas essas machioas de modo que os cul-
tivadores possam compreheoder as vantagens que
do seu emprego resultara, e se aninem a fazer
por sua conta egual acquisigo Se a creago das
fazendas-modelos r muito dispeodiosa, e o go-
verno nao se julgar habilitado para realisa-la,
mande montar as machinas em quaesquer fa-
zendas de particularidades.para o que oblar fcil-
mente a concesso. conlanto, porm, que o tra-
balho della se faga publicamente, e todos os cul-
tivadores dos lugares visiobos sejam convidados
a examinar por si a excellencia desse grande
melhoraraento. Assim poder supprimir-se, com
urna deapeza comparatiramente insignificante, a
creagao das fazendas-modelos, que alias o es-
tado da nossa industria agrcola ha tanto tempo
reclama;
algodo no Brasil, principalmente na actu.lida-
de, a vista do esmorecimenio qae essa industria
v.i tendo na America do norte, donde quasi
todas as fabricaa de tecidos da Europa tiraran o
seu maior supprimento.
Nao foi nossa intengo escrever nm tratado
sobre a cultora do algodo, nem para tanto li-
nh.mo. o cabedal indiapoo.vel de conhecimen-
tos: apenas tiremos em mente chamar a alten-
gao do governo e dos agricultores para este ramo
da industria agrcola, que pode, sem randa
esrorgo, tornar-se o principal elemento da
riqueza publica.
Com o que (lea dito parece que alcancaaioa o
n a que nos tlohamo. propoato.
Antonio Luis Fernanda da Cunha
Rio de J.oeiro, 29 de julho de 1801.
fim
Variedades.
TRIBUNAL DO POVO.
Le-se no Jornal de Eraocforl :
No districto de Tegernsee. a tras diaa de
marcha de Munich (Baera), deu-se ha poucos
das um fado de selragem crueldade.
Por rolta da meia noute ouviu-ae ama fozils-
na nasimmediages do palacio que habita o prin-
cipe Cario.
A gendarmera foi a toda a pressa reconhecer
a causa da fuzilaria, porm o geodarme que se
adianlou viu a 100 metros da aldeia 200 a 900
pessoas, que formavam urna massa compacta a
que estavam armadas de espadas, espingardaa e
pislolas. Tinham o rosto coberto com mascaras
negras e urna bandeira e em que se liam estas
palavras-Tribunal do povo.
O gendarme perguntou a causa doajuntameolo
e respooderam-lhe com urna descarga geral. que
o langou por tetra ferido mortalmenie com mul-
tas balas.
O bando penetron na aldea, fez levantar daa
suas camas o adjunto, um outro empregado da
communa, a riura do chefe do correio, e collo-
cando-os meios ns, no largo, um membro do
Dando Ihes leu um longo factum, com a enume-
ragao das fallas e escndalos que praticar.m ;
concluindo por orna exhortago par. que mud.a-
sem de vida, sob pena de morte a qua seriara
sentenciados pelo tribunal do povo. se se nao
emendassem.
Todo este longo monitorio foi lido no meio da
fuzilaria e gritos do bando.
A mesma scena foi renovada n'uma outra al-
deia ; e dispersou-se depois antes que aa autori-
dades podessem descubrir os cmplices de to
brutal demooslrago.
Parece qae todos os cinco eu seis snnos se re-
nova, com mais ou menos apparalo, o enligo cos-
ame do tri&unaf do povo, e o governo nio con-
seguir desenr.iz.-lo.
Assegura-ae que d'esta rez se proceder com
toda a energa, para impedir a renoraco.
EXPOSICAO DE LONDRES.
O palacio qne se lerant. em Londres para a
exposigo univers.l de 1861, sob a direcgo do
caplo Fowke, progride com rapidez.
Atod. mesmo depois de concluidos os trab.lbos
iue se acham agora em andamento, serio apeoas
o esbogo de uro projeclo mais grandioso, que os
emprezsrios completaro mais tarde, para que
seja um monumento nacional, medida que os
lucros Ih'o permiuaro, porm, desde ji pJe jol-
gar-.e da importaocia da obra reas seaointea
parlicul.rid.de.
N. obra da grande galera enlram 10 nilhues
de lijlo. Ai galeras e corredores coberto. team
qu.si 60,000 meiros qusdr.do. de viaraca.. Con-
tam-se 1,000 columna, de ferro fuodido com 16
a 32 centmetros de dimetro.
A conatrucco d. galera das machinas exigi
1,105 poste, de madeira. Finalmente, no todo do
palacio, entrara 4 milhes de kitogrsmm.s de
ferro fundido e perto de 1 milho e meio de ferro
forjado.
para o fim de
ria n'alma, ousoo approximar seu rosto do da jo-
ven p.ra furt.r-Iheum beijo.
Seja que o hlito de fogo de Eduardo queimas-
se os labios puros da casta aenbora, seja que o
pesadello que a acabrunhava houvesse chegado
ao seu termo, ou que Deua nao quizesse permit-
ur aquella profanaco, o fado quo Elvira dea-
pertou, e deu um grito de horror vendo os dous
olhos ch.mmej.ntes de Eduardo, do demonio
que a estar perseguindo, cravados nella ; no-
lando diante de si este mesmo homem que em
sonno tanto a atormentara um instante.
Mais rpido que o pensamento Eduardo apagoo
8iur'.e coou-se de manso. Aquelle grito de
afflicgao ecboou logo em todo o nario, e quebrou
sinistramente o silencio que Ireinara abordo na-
quella hora adiantada da noite.
De Morv.n promptamente correu para o lado
de aua mulher, i quem aqhou fra e inanimada.
Fediu luz, que inmediatamente lhe foi aore-
sentada, eesforgou-se em faz-Ia tornar a ai
Klla pouco i pouco ae foi reanimando, e
nhecendo aeu marido, abragou-o com
coohegou-o bem si, e debulhou-se
mas.
A' instancias delle, depois de algoma hesita-
gao contou o aeu sonho e a visio extraordinaria
que lbe assombrou quando acordira, riso de que
oo podia duvidar, porque tirera tempo de ro-
conhecer aeu primo no homem que ae debrucra
no aeu leito.
Da Morvan diesu.diu-a com todo o esforgo:
mostrou a impossibilidade de semelhanle appa-
rigo, que oo podia ser effeilo seoao 'de urna
imaginago aobreexilada.
Aisegurou-a de que nenhum perigo corriam
ali, oode todos lhes ersm dedicados e fiis ; que
portento ella deria completamente tranquiliiar o
seu eipirito.
Has Klriranao se currara & estas sensatas con-
Nos nao lemoa falta de semeotes de algodo, e
at as poisuimos em abundancia e da melhor
qualidade ; o que parece necessario, porm, 6
fazer permutas peridicas das semeotes de urnas
provincias para outras, porque est reconhecido,
conforme aa obserrages do Sr. Lasteyre, que a
plantagio da sement de uma s especie na
mesma Ierra, durante muitos annos seguidos,
produz a sua degeoeragao.
Fura, portanlo, da maior conveniencia que ai
provincias de Pernambuco, Maranho e Paraby-
ba do Norte, fornecessem semeotes para as ou-
Iras proriQcias culliradoras. com sejam a. do
P.r, Rio-Grande do Norte, B.hia, Aleadas, Mi-
nas-Geraes, S. Pedro S. Paulo, Rio de Janeiro, e
vice-verss.
Isto, porm, nao quer dizer que nao mande-
mos viudos Estados- Uui Jos nenhuma especie das
reco-
fervor,
em I.gri-
sider.gdes, e iosisti. sempre oa sua desconflanga;
o excesso de sua felicidade a assustava agora,
remembrando os pressentimenlos da sen pae os
proprios pressentimeotosde seu marido, quando
partir para Buenos-Ayres, julgava-os oulros
laotoa argumentoa que que lhe prer.r.m a exis-
tencia de uma desgraga eminente para elles.
Aquelle sonho ella considerara um aviso ce-
leste, e queira premunir-sa tempo.
Toda esta ooite passou-a na maior afflicgo, e
de forma slguma conseutiu que de Morvan se af-
fastasse de seu lado.
O amanhecer do dia trouxe-lhe alguma tran-
quiiidade, e um somno reparador reio bem de-
pressa d.r-lhe a calma e repouso de que careca.
De Morvan sentiu muito este primeiro desgos-
to que bordo soffria su. mulher.; foi com ella
brando, paciente e amoroso, e nao podia acredi-
tar 00 f.cto extraordinario que ella lhe contara.
Para eritsr-lhe porm, um novo ansio, deu
ordem para que o mogo daa luzes nio enirasse
mais na cmara, e subsfiluiu ocaodieiro qae ahi
ae aecendia noite por amaLmparioa.
Se al ento Eduardo eslava ioflexivel nos sene
desejos vingalivoi, aquelle acontedmenlo maia
o acorogoou. EU. avatiava bem 'eqoelle grito
partido do coragio, o griu de horror em que o
tinha tua prima, e que nunca, por vontade della,
a poderia possair.
Mai que lhe importa esta vontade, com Unt
que renca aua obstinago e triumphe, embora
ella o cobra de deiprezo e deidens ?
Mette mios a obra immediatamente. Em
qaanto metade da guarnigao eslava de qaarto na
tolda, ea outra metade dorma oa coberta, onde
apeu.s os plantes vigiavaro, elle podia traba-
lbar no purio, sua rireoda favorita, sem ser in-
terrompido nem pressentido ; porque quaiquer
rumor era abafado pelo borbulhar das ondas ten-
didas pelo nario.
UM CASAL VENERANDO.
L se no Jornal do Havre :
uV* da Eschola-v'augir.rd, n. 54, em Pa-
rs, habitam marido e mulher', cada om com 103
aaoa de edade. A mulher, ainda que sem ea-
iermidadesconhecidas, and. com difficuid.de. ha
alguns annos para c ; porem o homem, .oizo
militar, soda ainda os seus 40 kilmetros ( 8 le-
gua. J sem experimentar mulla fadiga. Cha-
rna"Svwra,,0i e serT' aele ""'"N no tempe de
.UU a ,' F" todas campanhas da repbli-
ca e do imperio at 1815. Na ponte "rcale
Kf^.lB bande.ira que ">" d era, o
geoer.l Bon.parle, e eale por aua mo o coode-
corou com a med.lba de ferro. Foi depois con-
decorado com a legio de honra, pelo marecfaal
Moocey, oa b.rreira de Clichy. porem o gorerno
da restauragao nao sanecionou esta recompens.
f Ha annos Gallot empregou 40,000 francos
que era toda a aua fortuna, na compra d'um
motaho, no departamento de Saooe Uma io-
nundacao levou-lhe o moioho. Pode ser ad-
mittido no azylo do. velho, mas recu.ou aapa-
r>r-se de su. mulher, com a qual vive na mala
perfeita uniao ha 52 annos. que tantos ao os que
contam de caaados. Amam-se como no ori-
meiro dia.
a Este exemplo bem
que nao commum. a
pri-
1 ser citado, por-
P-
tra-
SENTENQA NOTAVEL.
Pela primeira vez nos Estados-Uoidos se
pllcou, com todo o seu rigor, a lei contra o
fleo dos negros.
O capitio Nalhapiel Gordon. a quem o jary dea
por provado o crime de trafico de escraratnra foi
sentenciado pena capital.
A execugao foi fixada para sexta feira 7 de fe-
vereiro de 1861.
{Commercio do Porto.)
Naturalmente estaro cogitando os leitores qual
sena este trabalho, e curiosos por coohec-Io :
o que vamos explicar-lhes agora.
Ao principio pensara Eduardo que ser-Iba-hia
fcil sublevar a guarnigao do brigue cootra o
commaodante e officiaea, fazendo-a acreditar
em embustes, e seduegoes. Mas reconhecen lo-
go qne se perdera naquelle camiuho; porque
esta guarnigao era dedicada e fiel a seos superio-
res. Decida, pois, mellar a pique o brigue, em-
bora fossem victimas deste sinislro todos aa que
nelle se acbavam. Deixava ao acaso o resto. Sa-
boreando a lenta agonia. de de Morvan e de Elvi-
ra ; o desespero daquelle por oio a poder salvar
a uma morte lio cruel, Atara satisfeilo sea
odio.
Era aasim que compreheodia a riog.oga aaia
homem feroz, que oio duvidava immolar tantos
ionocentes por nio ter podido aaciar sna p.ixio
infernal.
Elle dizia comaigo que, tormento por tormen-
to, o que estar padecendo por ver todos oa diaa
Elvira alegre ao lado de aeu rival preterida era
superior i aquelle.
Infelizmente a socied.de contm nio pasean
individuos deste perverso carcter, que a danlna-
tr.m, e lngara por sobre tod. a hum.nid.d. aa.
etygma de reprovagao, uma nodoa nextintui'.l
que pasaa de geragio em geracao, a aa a per-
petuando, como legado tunalo da nossos primei-
ros paes.ou feudo pernicioso da larvore do mal.
Coulinua.
**. A.
PERN. TTP. DE M. F. DE FAMA dt PILHO.


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