Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09481


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Full Text

AIII XXXY1. HUMERO 2S3
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres meses vencidos 6(000

COARTA FEBEA 3! DE 0OTBR0 DE 1861.
Por auno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAD03 DA SIBSCRU'CAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima '.
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Ol*
veira; Maranhao, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
o Gui maraes; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKUUAs US CORKElO.
Olinda todos os diasjsO 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e l'arahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Uns, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPIIEMERIDES DO MEZ DE OUTUBRO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 45 minutos
>la larde.
14 La nova aos 17 minutus da larde.
21 Quarto cresceute as 11 horas e 51 minutos
da manha.
29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
* PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas o 30 minutos da tardo.
AUDINECIAS DOS jrRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do comraerbio : segundas e quintas.
Kelago lerdas, feiras e sabbados.
Fazonda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commerciot quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do cvql: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil ; quartase sabbados a urna
hor3 da tarde.
PARTE 0FFICIAL
Cotii<> da provincia
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE Ol Tilinto DE 1860.
OOlrio ao Exm visconde commandanta supe-
rior da guarda nacional do Recite.Sirva-se V.
Ese. de informar sobre o que pede o lente
ajudante do quinto batalhao de infamara da
guarda nacional deste municipio, Caetano Quin-
teiro Galhardo, no incluso requerimento docu-
mentado.
Dito ao coronel commandante das armas.
Sirva-se V. R. de informar sobre os qualro in-
clusos requorimentos em que Fielden Brothers,
emprezanosda illuminaco a gaz pedem o pag^,
ment do que fui consumido nos quarteis da So-
ledade e Hospicio e no hospital militar durante
o moz desetombro ultimo.
Diloao mesrao.Sirva-se V. S. de mandar
por em liberdade, visto ter provado isencao le-
gal o recrula Angelo da Silva Guimares.
Dito ao chcfe de polica.Queira V. S. expedir
suas ordens para que os subdelegados da polica
auxiliados pelos respectivos inspectores de quar-
leirao, por intermedio de V S. ministren), al o
im de Janeiro prximo vinduuro impreterivel-
menta os ioformages constantes dos mappas in-
clusos relativamente a engenhos, estabeleeimen-
tos ruraes, induslriaes e fazendas de creaco
existentes nos dislriclos do sua jurisdiego.
Dte ao commandante superior do Bonito.
Devolvo a V. S. a inclusa conta da despeza frita
cora o fornecimrnto de luzes ao quartel do des-
tacamento da guarda nacional do municipio do
Bonito, a qual veio annexa ao seu officio de 30
de selerabro ultimo, afim de mandar reforma-la
no sentido da informado junta por copia do ins-
pector da Ihesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Devolvendoa V. S. a pretem duplcala, a que si
refere a sua informaco de 25 do corrente, sob
n. 1115, o auiorisoa mandar pagar ao negocian-
te Jos de Olivara Ramos e Silva a quantia de
4023300 rs. em que importara os vencimentos
relativos ao mez de setembro ultimo do destaca-
mento de guardas nacionaes de Pao d'Alho, con-
formo me requisitou o respectivo comroandanle
superior em oficio de 6 desle mez.Communi-
cou-seao suprtdito commandante supesior.
Dito ao mesrao.Transmiti a V. S. para os
ins convenientes as inclusas copias das actas do
conselho administrativo para foroecimento do
arsenal de guerra datadas de 3,10 e 19 do cr-
reme.
Dito ao mesmo. -Visto que segundo consta de -.'
sua informaco de 25 do corrente, sob n. 1117,;
nao existe o crdito para pagamento da quantia
de 3878670 rs., d3pendida pelo primeiro eufer
eslylo ao 2 tcnente do 1 batalhao de arlilharia
da guarda nacional Mililo Borges Ut-ha, cujo
cadver so cha depositado na matriz da Ba-
Visla.
Dito aojuiz de direilo interino da comarca do
Brejo.De ordem de S. Exc. o Sn presidente da
provincia, aecuso
dirigi, no Io do
noroeado o cidadao Jos Magalhes da Silva
Porto, para servir interinamente o lugar de pro-
motor publico dessa comarca.
COMiNDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na ciilade do
Recite, 30de outubro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 3i.
O coronel commandante das armas-faz publico
para sciencia da guarnicao que de conforrnida-
le com as ordens do governo, desembarcou hoje,
vinda da Baha, a primelra alia do 2o batalhao
do infantaria do exercilo, coraposia do estado
maiar e menor do batalhao, e da 1, 2a, 3a e 4a
companhias, tendo-se-lhe destinado paraailoja-
menlo o quartel das Cinco Ponas.
O commandante das armas conscio dos bons
servicos prestados por este batalhao, e tendo
perfeilo conhecimento do seu digno comman-
dante d Sr. coronel l.uiz Jos Ferreira, e de sua
briosa offcialidadc, conta com a cnntinuaco
desses servicos em prol da tranquilidade publi-
ca, e das instiloiges do paiz.
Assgnado.Jos Antonio da Fonceca Galvo
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alfrres ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Paris, 9 de outubro de 1860.
Meu caro correspondente.Grande tem sido o
impulso dado aos negocios sobre a unidade da
Italia, cuja importancia domina todos os outros
acontecimcnloseuropeos; como bem se pode col*
ligir do projecto de le aoresentado ltimamente
ao parlamento italiano pelo Sr. de Cavour, pro-
jecto que encerra a autorisago ao governo para
ecretar e proceder novas annexagOes, e que
que nao pole deixar de referir-so a Sicilia, no
estado de aples, as Marchas e Ombra.
meiro do arsenal de marinha, Ca'raillo de Lelis Para aqueHes que sao por sympalhia dedicados
Peixoto com a respectiva enfermara e a dos a reSe"e<"cao italiana, os primeiros das da uli-
africanos ivres no mez de junho desie armo, au- ma 1ulu-ea foram abundantes de vezes nppre-
loriso a V. S. a mandar effrcluar esse pagamen- j n.'rn*?s- anla2"ismo ja despertado entre Ga-
to sob minha responsabilidado nos termos do "baldl conde de Cavour augmentou ponto
art 1" 12 do decreto de 7 de maio de 1812. i de ,,or mnn>entos suppr-se, avista dos rumores
Dito ao mesmo.Segundo consta da informa- I fs.Palhados, que esses dous horneas aperar de in-
- tetramente devotados a essa obra de emancipa-
cao da contaaoria dessa thesouraria, a que se re-
fere a de V. S. de 18 do corrente, sob n. 1086,
se esta a dever ao capito delegado do Cabo, Jos
Pereira Teixeira a quantia de 90S. por haver
capturado para exercilo os 9 recrulas raeneio-
nados na relago junta, mas tambera a de 16j
pela priso de dous desertores contemplados na
mesma relagao e perlcncenles aos balalhcs nono
de infamara e quarto de arlilharia a p, aos
quaes se rccolheram em 18 de abril e 30 de maio
desle anno, conforme declarou o coronel com-
ponlo e anda o ministro piemoniez que tem to-1 raro, os marinheiros t a esquadra sarda, quiz ren-
daa razao. e Garibaldi neuhuraa; porque nalu-, der-sc ao almirante Persano, a qual em atten-
raimenle se acha esquecid desta verdadque cao elle enviara i recebe-lo a sua gndola
o bora successo e a forga da revoluto aliana pozera a guarnigo en armas para fazer as honras
loram deudas possibilidade de apoiar-se ella devidas, e offereceu- he o seu proprio aposento
sobre o exercilo, adminislrago e diplomacia pie- a bordo da nao Almirante. OSr. de Lamoricire
1 I1*6/-,8- "la. ass.ra como encontrar elementos promp- mostrou-se cordialm;n.e agrado ido eTscssig!
-C ^'x. T-UniCHndc-,ter t0\de f*Wf* e advogados autorisados e re- naes de cortezia, e mbarcou-se bordo do va-
- conhecidos junto aos governos da Europa. \ por Conde de Cavou que o aonduzio Turim
U primeiro. o mator mleresse da Italia con3s- No dia 29 Victor limlmanoel deixou a sua ca-
le em acabar com o estado provisorio tanto pital para ir visitar ts Marcas c a Ombra. An-
quento for possivel : a presenca em aples e tes de sua partida recebeo urna supplica dirigida
faermo de um governo inconiestado dar fim a! pelos napolitanos, qi e assim se exprimiam Se-
J' hI'1;"!.^..?? 1 receis: arregimentar debai-I nhor, vinde: nos que-erbios que venhacs a Napo-
de ita-
xo doeslandarle da eraancipaco nacional todas ; les sellar cora os vos ios subditos a unidac
as actividades consumidas sem fruclo as lulas i liana etc. etc. Urna eintacao siciliana c
intestinas. O prolongamento indefinido da anne-1 perada em Genova. Victor Emtnanuel fui
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S. Feliciano m. ; S. Zenobia m.
30 Terrea. S. Serapiao b. c. ; S. Lucano ni.
31 Quarla. s. Quiolino m. ; S. Lucida v. m.
1 Quinta, c^i Fesia de lodos os Sanios.
2 Sexta. Commemoracao de lodos os defunlos
3 Sabbado. S. Malaquias b. primaz da Irlanda.
4 Domingo. S Carlos Borromeu cardeal.
E.NCARKEGAOS DA SUBSCRIPQO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino FakSo Dias ; Baha,
Sr, Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do mano Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
era es-
rece-
bidoem Bolonha, Rive|nna, e mais por onde
passou, com cnlhusi;isnlo, e os italianos nao du-
vidam deque ello ir al aples, e mesmo at
Palermo.
as graves circnraktahcias do momento era es-
respondeu as cartas de Ganbaldi oppondo a re- perado cora anciedace d dia da abertura da ses-
cusa a mais absoluta sobre o querer estedisculir sao do parlamento ialilOO, e a liiiguagem de
a sua prerogativa real, e declarando que conscr- ique usara o ministerio para com as cmaras,
vana no gabinete a Cavour, ajudado de Fariu e Esse dia chegou ; o 2 de outubro a nova
Kanti. Ganbaldi recebeu das mos de Pallivicino isesso foi aborta ; os dcpulados affluiram em
10 a resposta do re sera manifestar gran- grande numero ; entre |elles o aimiranle Persa-
xagao e urna porta aberla para a auarchia, para
as reaccoes.
A verdade acaba sempre por triumphar; quan-
do Vctor Emmanuel, obrigado a escolher entre
os douspriucipaes campees da causa nacional.
a ausen-
apresentou o
da ditadura.
Finalmente
itano. Esqueceu-sc desse desastrado discurso I geral do reino, depo s de ter explicado
dirigido ao povo de Palenno, no qual pronun-, cia dos ministros Faitne Farini
ciara que no caso do nao ser addiada a annexa- i seguale projecto de le -
cao elle deporta a sua espada o demitlir-se-hia Arligo uoico.O ;overuo do rei fica autorisa-
i do a accoitar e estabele :er por decretos rea es a
conlinuou a sua campanha nos aonexacao ao estado da! provincias da Italia cen-
Aoruzos. Ale o proprio Kossul Ihe rerommen-'. tral o meridional, en que se manifestar livre-
dara em nomo dos destinos da Hungra que se ; mente pelo sulfragio directo universal a vonlade
conservasse ligado da mancira a mais intima i dis populaces em fizei parto integral de nossa
victor tuiruanuel c ao seu governo, porque, dizia nonarcliia constitucin
elle.dasmaosdesse principe dependiam a liberdade! Este projecto de I !, uja leitura fui saudada
alia : convidara-o a" re- tom rauilos applaus )S, ^ra precedido de um re-
empreza revolucionaria relativamente Hungra, guerra Auslria cohlr a vontade quatt unani-
pjrque nao era anda chegado o momento favo- rae das potencias europeas : semelhante empro-
'*" za occasionaria urna co
t, realmente se ha um homem da cuja sinceri- ira a Italia : ntrela ito
dade nao deva Ganbaldt suspeilar era lies cir- lia urna naco forte
cu instancias, esse hornera Kos.ut. O patriota Veneza. Rasessunreias nos impoem tambera
huugaro do volla de sua viagera Suissa e lia- dever de respeilar a Roma : a queslao sobre
lia demorou-se era Pars por alguns dias, e du- esta provincia nao pode ser determinada s pelo
t a sua viagem encontrara sempre a mesma! fio da espada ; essa qu< slao encontra obstacu-
vina rli.olii.nr. .*-. II.K. J_ II .___ l "
ligacao formidavel con-
ique fazendo nos da lia -
servimos assim a causa de
cao da sua patria, cujas deslinos delles dependera,
iriam arriscar u'uma lula de influencia o fruclo
do urna sabia paciencia, e de heroicos esforcos.
I Algumas pessoas mal intencionadas que cer-
cara a Garibaldi, procuraram persuadi-lo do que
Cavour era um traidor vendido a diplomacia es-
trangeira ; e Garibaldi ainda todo ofendido pela
alienacao de Nice. sua provincia natal, leve a
[raqueta de dar-lhes ouvido. Da mesma sorle o
Sr. de Cavour dora ouvidos a outros que abusa-
I vam da apparencia um pouco mazzinisla que li-
I nham os actos de alguns dos amigos ntimos de
i Garibaldi, e das palavres imprudentes proferidas
mandinie das armas em officio de honlem, sob
n. 1131, junto por copia.
Aulonso, pois, a V. S. a mandar pagar da pri-
meira das mcnc.onadas quanlas a importancia por esle u,llmo- "ros I"9 S9 eq-fciam ou f.n-
de 20000 rs. para que ha crdito, segundo cons- 8i.am esquecer-se de que Garibaldi proclama.!i na
ta da citada informaco, bem como a segunda, b,cllia cm NaP0le3 a aulondado do Vctor Em-
que reunidas prefazem a somma de 369000 rs. man,'e|. e que pozera a esquadra napolitana sob
as ordens do almirante Persano. Dehi ongmou-
se urna indisposir;ao reciproca, e vivas suscepti-
bilidades appareceram que deram lugar momen-
tneamente a urna djssenco real.
Tralava-se de saber se j era tempo de anne-
xar o reino das Duas-Sicilias ao reino da Italia
Central. Garibaldi era do opinio que* esse acto
fosse addiado para mais tarde ; Cavour pelo con-
trario quera que elle fosse logo etlcctuado.
Garibaldi linha urna Ua : conservando as suas
forjas em disponibilidade conlava obrigar o con-
de de Cavour a empenhar-se contra a Austria :
elle pensava em Veneza ; e como dissera que
Roma viria a ser muito breve a capital da Italia
unificada, entenderam dever attribuir-lhc o lou-
co e temerario projeelo de atacar aquella cidade
antes mesrao de tomar a offensiva contra a Aus-
lria.
Ora, era preciso que Garibaldi estivesse com-
pletamente Iludido pelos seus para pensar um
so momento em por em pralica semelhante pro-
jecto de ataque contra Roma, defendida por nos-
sa guarnirlo franceza. Os soldados da Franca
nao deixanara assim insultar a sua bandeira I E
se elles chegassem a desembaiohar a espada po-
derla isto suspender a marcha que tem levado a
rs.,
icando 8 mais para ser satisfeilo quando houver
quota
Convm, outrosim, que V. S. providencie
acerca do pagamento do que se estiver o dever
ao mesmo capillo pela priso do desertor da es-
cuna Lindoya Joo Johson e dos dous recrutas
da armada Zeferino Jos e Jos Roberto dos
Santos.
Re'acoes de que trata o officio supra.
Recrulas.
Jos Braz da Cunha.
Innorencio Antonio Narciso.
Antonii Francisco da Silva.
-Joao Alves de Campos.
Antonio Fernando.
Joaquim Jos Germano.
Manoel Antonio dos Santos.
Pedro Lopes da Silva.
Domingos Jos de Macedo.
Desertores.
9o batalhao de infantaria.
Manoel Quintiliaoo.
4o de arlilharia a p.
Joo Luiz de Paula Cavalcanti.
Dito ao director do arsenal de guerra.Respon-
-------------- ..r_ patita um estig
de reorgantsar o* gabinetes d > vergonhosa ingralidalo. c ue longos seculos de sof-
s a. u .h aPle Vo .d? P'lermo cora os fomentos nao seriar* bastantes para extinguir.
dn\V!d" ViPfrfnn1' Par'!., LBma-i 0flan- Sr- d Cavour t rminou assira :
Sr e Ugdnlena ; o de aples com os O parlamento convdalo a declarar se o
,;J-BrV?? c Ferrin- Mignona, Lulicelli, e I ministerio actual go aioda da sua coniianca :
t2*ZukSL e an !.S : eS,fS atS COm- eSta d'aCao tai to mais nocessaria. quando
p o5,reV l Pr?T,""a? e,dcram 08 uma I "ma voz, aue por oiuitsp razos qu^rioa das
o u o S2S?fti demlra- a "r : cCo"- n-<-"ides, acaba de ergaer-se e manifestar pe-
nfi, L ,? 'a "8S .braS Pub,.,cas. sui I corda e o pa z a sua desconfianca a nosso
n iiVoca.Pllao Anguisola na mariuha. Sane- ; respeito. Semelhartc n.anfesta-o nos conven-
Itsna instrucciO publica. |Ceo profundamente mes ella nao leve frreas pa-
0 dictadorproseguiona sua marcha franquean-; ra desviar-nos da nussa resoluto, convictos co-
do Vulturno : um destacamento dos seus presu- mo estamos de que a palavra de um cidadao,
mindo rauto da sua audacia leve perto de Ta- qnaesquer que sejai a os servidos importantes por
jasso um encontr com as tropas reaes em gran- | e"e prestados pst ia, o deve prevalecer so-
de numero, e o resultado fo ser completamente Dre a auloridade dos gr mdes poderes do estado.
derrotado. Esta derrota causou dolorosa im-' O voto de confian ;a e ligido eo voto de ap-
pressao, o decidi Garibaldi proceder era regra j prova^So ao project) di lei parecer desde j
na lomada de C*pua, que nao lhe linha sido pos-! muito cerlos.
sivel ainda tomar de improviso ; lalvez mesrao AS declarages det Gi ibaldi, e ao mesmo letu-
que essa demora concorresso para completar a P os feilos e acedis dos soldados piemonlezes
obra de rcconciliacao entre aples o Turim, e sobre o territorio ptnlifiral, provocarara da par-
desse lempo a Garibaldi reflectir sobre o con-ile >- gabinete das Tulh;nas uma enrgica ma-
curso que poda es>,rar de homens quem n'um "ifesta^o em favor do I 'apa. Napoleo III en-
momentode ressenl^iento suppozera traidores Vi0a uma diviso di; inlanlaria, dous esquadroes
palria italiana, assim a sabedoria para pensar de Cavallara, e um :orpO de arlilharia para re-
com mais prudencia em Roma e em Veneza. forcarera as tropas lie ofccupscao em Roma. O
A' 25 de setembro as operacoes do cerco de Monitor declara que o aovern'o da Sardenha se
Capua pro3eguiam com muila actividade, a cida-1 acr,a ja prevenido de que as inslruccoes dadas
de eslava quasi impreceplada, restando apenas \ ao general de Goyon a oriaaaa esle offieial a cs-
livro a estrada que va Gaela. Os soldados se tender a sua ac^o at onde o pormittirem as
?k ", J prol^,b'ndo 3V,S de ,5 de ou" ?as de regeneraco ; se a Franca retinase o seu
m. hrd.^.a, ;a0inp.ra t,TeM *-**. a Fe"insula ,icaria a tipcao da Europa
ma para tardamento do exercilo relativo ao se- absolutista I
gundo semestre do corrente anoo, nao funda-
menta a impugnacode Vmc. ao pedido, que fez
o commandante do 10 batalhao de infaataria,
de fardacuenlo para as pracas recruladas, as
quaes indo alistadas posteriormente, nao po-
diam ter sido contempladas no pedido ordinario
para aquello seguudo semestre. Deve, pois,
Vmc. mandar fornecer cora toda brevidade, co-
mo convm. o tardamente, que for iadispensa-
vel para as referidas pracas, contempladas no
pedido que junto devolvo.'
Dilo ao director das obras publicas.Annun-
do ao que me requisitou o chcfe de polica, em
officio da honlem, sob n. 1410, recommendo a
Vmc.qie mande fornecer casa do detenco
uma mesa de madeira com 6 palmos de cura-
primento sobre quatro de largura, com 2 gave-
tas e chaves, 2 mochos com asseoto de palhi-
nlia, bem como 50 colches e igual numero de
travesseiros para a respectiva enfermara, apo-
sentando a compleme conta, afim de ser satis-
feita.Communicou-se ao chefe do polica.
Dilo ao mesmo.Reslituindo a Vmc. o reque-
rimento do preso Benedicto Jos da Silva, o au-
teriso a mandar pagar nos termos de sua infor-
maco de hontem. sob n. 279, a quanlia de....
118200 rs. que se lhe est a dever como serven-
te das obras da casa de detengo.
Dito a cmara municipal do Cabo.Em res-
posta ao officio, que me dirigi a cmara muni-
cipal do Cabo, em 23 do corrale, tenho a di-
zer-lhe, que approvo a arrematado dos impos-
tos, que menciona no citado officio.
Dito ao major Manoel Figueiroa de Faria.At-
tendendoaoque Vmc. expeem sua petigo, da-
tada de 26 do corrente, resolv prnrogar, por
mais cinco mezes, o prazo marcado por officio
de 16 de junho ultimo, para concluso da im-
presso da eslatislica da provincia, o que lhe
declaro para seu conhecimento.
Expediente do itcritario do governo.
Officio ao commandante superior da guarda
nacional do Recite.S. Exc. o Sr. presidente
da provincia manda recommendar a V. Exc. a
expedirco do suas ordens para que, hoje s 4
horas da tarde se fagam as honras fnebres do
achavam aquartelados era Magdalena, Casero
ele. No da 29 de setembro Garibaldi publicou
era Casero, onde se acha o seu quarlel general,
urna ordem do dia, na qual com expressses mu
significativas exprima
condieces militare i a cjue se acha ella subordi-
nada ; e accrescenti
S As grandes poteheias reunidas em con-
, gresso compele o irom nciarem sen juizo so-
l completa reconciliacao.i bre as questoes pr .venientes dos s-ccessos da
s7m8urH"do'iP.iein0,,lfzeid,Zia "?' pi-,lalia i cra I-""* Prl esl* acto nao lera In-
*. *.r- ~"0"aPl,ta".e bera dePr1ssa ?" gar, o governo do Imperjador continuar a preen-
;ir,!"ra le."^ a nisspde que se eocarregou.
os deveres que lhe mpopra assuas syrapathiasao
cez
riosaslIsto fez al mesmo pensar-sequeo exer-
mi?ie^nr7rihe,Hanre.g"".8e"h dC concluir I Sa' PadreTea p eteuK" S'e^tadart'irM
s tropas de na capital do cathi licisfeo.
Os estraugeiros i ira mico m uma certa apprehon-
Mas Garibaldi nunca pensou em insultar a ban-
deira franceza ; isio nem se discute mais por ser
uma cousa a que mesmo nao podemos dar crdi-
to* O que concorrera para dar alguraa consis-
tencia a esse boato fot a noticia de haver chega-
do em aples o grande poeta Victor Hugo, e o
demcrata francez Lcdru Rollin : porm dias de-
pois veriflcou-se que Victor Hugo nao havia dei-
xado Guernesey, e que Ledru Rollin se achava
em Londres, ambos sem inlenco alguma de sa*
hir desses lugares.
As apparencias socialistas da resistencia de
dilador 4 poltica do gabinete de Turin eram
pois uma pura invenco : elle pensava em Ve-
neza, por que quera aproveitar o estado em que
se acha a Austria, de desorganisaro e desmn-
te-lo, quera mais aproveitar o enthusiasmo oc-
casionado pelos successos recentes na Italia, a lira
de proseguir na sua empresa ao norte da Penn-
sula, e completar a obra de emancipacao nacio-
nal. O Sr. de Cavour porm entendeu quecum-
pria organisar a Italia poltica e militarmente,
antes do arriscar-se n'uraa guerra contra o exer-
cilo da Auslria e as fortalezas do quadrilatero :
tanto mais quanlo os successos at enlo favora-
veis Italia e contrarios Austria, poderiam
crear tal necessidade, poderiam fazer que germi-
nasse no pensamenlo dos estadistas austracos
tal idea rasoavel, que viesse a lula a toroar-se
intil.
Assim pois desviada essa idea de um ataque
contra Veneza, resta a sorte de aples e de ra*
lermo. Garibaldi um valente soldado, um pa-
triota rdeme ; mas nem elle, nem os seus pos-
suem conhecimentos sobre a adminislracio, so-
bre as (mancas e a diplomacia. So com o seu
senso poltico elle guiado por uma sabia inspira
cao, comprehendeu que a repblica as Duas
Sicilias anniquilaria para a Italia as sympalhias
do goveroo fraocez, e que sera um dissolvento
para a monarchia lio nacional de Victor Emma-
nuel, nao deve desfazer com orna mi aquillo
que fez cera a outra.
O conde de Cavour tem insistido para acabar
com esse estado de cousas provisorio, que nao
pode deixar de promover a araorchia. Sobre este
Francisco II que, segundo consta, corape-se na
maior parle de Bavaros e Suissos O territorio
de Labour que se cstende desde Capua, Gaeta c
Sora al a fronlera pontifical achou-se oceupado
pelas tropas que se conservaram fiis a Francis-
co II, e que so avalia cra cerca de 32,000 ho-
mtns. Era Gaeta o joven rei de aples organi-
sou um ministerio que proclamou a dissoluco da
guarda nacional em lodo o reino. Entre os
membros do ministerio contam-se o raarechal
Outrafiano, o coronel Severino, Del-Re, e o ve-
Iho marechal Casello ; a marinha abandonou a
Francisco II, e collocou-se unanemomenle sob o
commaudo do almirante Persano.
O assedio de Ancona durou apenas dez dias :
a 23 pela manha o fogo comecou por trra e
por mar contra a fortaleza e fmraediacoes da
praca. As tropas sardas lomaram o forle do
S. Leo, cuja guarnido se renden discriPo :.#M.,
logo nos pnmeiros roovimontos as columnas s faria izzVva-li
movis sob as ordens de Brignone apr3Sionaram
grande numero de ponliicaes ; as seis fragatas
Afana Adelaide, Victor Emmanuel, Carlos Al-
berto, S. Miguel, Governolo, e Constiluico,
prestaram o auxilio dos 3eus canhes. 22 o
general Cialdini assentava baleras conlra o lado
dosul, edava comeco um fojo violento afim
de abrir uma brecha : logo no da 26 dous fortes
da praga-Pelago* e Relilo foram assaltados pe-
los Bersaglianos e pela brigada de Bolonha :
-Ksumouiro ataque delermtnou a tomada do for-
te das Grag-s, e ainstallac.o da (orga do general
Cada nos suburbios da Porta Pia : fo esse o pre-
ludio para a capitulado da praga : a esquadra
usando de urna manobra arrojada destruio todas
as fortiIic-Qoes do porlo. Na noile de 28 para
29 o geueral Laraoricri enviou parlamentarios
ao general Fanli ; pela manha era redigidos os
amigos da ctpilulaco, e Lamoricire declarado
pnsioneiro de guerra com toda a guarnicao. A to
raada de Anconvconcluio a campanha dos Pie-
monlezes nos estados pontificios, onde as popu-
lares de Saboia e Lacio seguiram por si raesmas
o exemplo dade pelas Marcas e Ombra. Desta
sorle o governo pontifical se vio reduztdo a rei-
nar smente sobre 420,000 habitantes, e as tres
cidades Roma, Civita-Vechia e Viterbo.
Fizeram-ae todas as honras militares era taes
casos exigidas a Lamoricire e 4 guarnicao de
Ancona ; porm a pretenco emiliida pelos pri-
siooiros de vollarem ellos para Roma foi julga-
da inadmissivei, e a sua posico contina ser
de prisioneiros de guerra, tratados com as maio-
res attencoes.
Dizem es despachos que o general das tropas
pontificias tocado da bravura, com que se porta-
sao esse augmento de 20.000 homens no exercilo
francez de occupaio cjm Roma. Elles suspei-
lam que o Imperador ^apoleo so quiz hbil-
mente aproveitar (Jas proclamaces inconsidera-
das de Garibaldi p ra reunir no"centro da Italia
umeorpo de exerc to pfomtpo a ir de enconlro
Austria, no cazo de nacessidade ; demais elles
nao querera r.ompiehenjJer como seja possivel
Franja reforcar as mas kuarnQes sem offender
o principio de nao inleivenco. Os joruaes in-
glezes pretendern! corihecr a resposta. que e
duque de Cadore f< i enrarregado de levar San-
ta S, quanto s ii lentes da Franco relativa-
mente o objecto < a rejquisico daquella corle.
Segundo leem elle i publicado, o governo fran-
cez considerou, e nais .iue ninguem continua|a
considerar, que "a i ouddcla da Sardenha, empre-
gando a forca, em lujjpu de remediar a situaco,
ainda mais, o talvez em'pe-
nhar a Italia n uim lua; cujo resultado seria uma
conflagrc.o geral : assim pois para conceder
Santa S uma proleccq efficaz o exercilo fran-
cez nos estados pontificios ia ser elevado a......
21.000 homens que) garntirlam Roma, Civita Ve-
cha, e Vilorbo, podendo o marechal Vail-
lant assumir o commai do em chefe no caso de
ura ataque por parte du Garibaldi ou de Po-
monte.
O movimenlo du unificarlo italiana se acha
hoje de tal maneia ad ntado que ir a seu Qm,
apezar da presenta do Sa.iio Padre em Roma sob
a salva guarda das tropas francezas.
Como mais acina diisemos, Roma, Civita-Ve-
chia, Viterbo, conteni estas tres provincias
420,000 habilantesj e nada de linancas. eis o or-
namento dessa sobcrauia, para a salvarn da qual
era uma s potencia calholica quiz tentar o me-
nor esforco. Todava digamos era abono da ver-
dade e para desencargo dessas potencias, que a
espada a mais valente nad* teria podido contra o
enthusiasmo eminentemente nacional e todo po-
deroso que arrastra aos seus destinos os povos
italianos ; e digamos limbem qne a poltica da
Sania S do alguns an ios para c tem sido o
maior inimigo de si propria. A Santa S poda-
ra ter-se col locado I rente do movimenlo reas-
sumindo as grandes inspiraces que guiaram Po
IX no comeco do seu Pontificado. Se osle pont-
fice se livesse compenetrado em lempo das re-
formas iodispensaveis, teria na sua marcha reu-
nido ao redor de si os povos, que o saudariam
com enthusiasmo e reconhecimento. Porm o
cardeal Anlonelli assim nao quiz : foi elle por
conseguidle o genio rajo do Papado t
Em Roma mesmo se diz que o cardeal sacrifi-
cou o soberano pontfice ; e nesta hora suprema
em que se consuma a sua obra fatal, nao fora
de proposito que digamos tus tambera duas pa-
lavras sobro o conselhciro de Po IX. O pnbli- ]
cisla Hyppolto Castillo escreveu sobre elle uma
memoria, em que se o descobre pintando com
lodot os seus traeos.
O cardeal Anlonelli nao um homem ordi-
nario ; a censura em que tem elle incurrido nao
Se liga habilualmenle a sores vulgares ; a sua
impopularidade, que tem chegado s maiores'
proporqes, prova que existe da parle daquelle '
que a inspirou defeitos pouco communs, ou en- i
to calculo poltico de anie-mo combinado e
to vigoroso a poni de nao se importar cora a
opinio publica. Fiino do suas proprias obras o
cardeal Anlonelli deve sem duvida alguraa
aquillo quo elle s circunstancias do acaso ;
porque parlndode to baixo, como elle parti, o
acaso smenle o poderia elevar.
Nasceu em 1802 ua aldea de Sonnino pequea
povoaco encravada u'um dos sitios os maissel-
vagens das monianhas visinhas s fronteiras dos
Estados das Duas Sicilias. Filho de um lenha-
dor passou a sua infancia ao ar hvre das flores-1
las, e ah adquiri essa coragem e vigor corpo-i
ral, que o distingiiera. Mas larde, quando sel
Ihcs disperlou a inlellgencia, foi mandado por
sen pai para o grande seminario de Roma. Nao
foi certamente a vocico religiosa que para ahi.
gulou seus passos ; porque sabido que com
quanto cardeal, todava elle nunca recebeccra os
ordens. Essa sorle de elevaco ao cardinalato ;
uma das mais incomprehensiveis liccoes do reg-
men pontifical.
O joven Giacomo toroou-se logo um dos mais
notaveis estudantes do seminaria ; fez tapidos o
brlhantes estudos ; e ludo isio junto s faculda-
des polticas, financeiras e administrativas, que
nello se desenvolveram, o elevou de promplo
prelatura ; foi successivamente prefeito, secreta-
rio geral do ministro do interior, e do ministro
da fazenda ; trilhou com aduiiravel rapidez a
senda de uma fortuna poltica c privada, duran-
la os pontificados de Leo XII e de Gregorio VI;
couiava apenas 26 annos quando esle ultimo su-
bio cadeira pontifical ; e 14 annos mais larde a
pratca dos negocios, o conhecimento da poltica
e dos homens, o tinham maravillosamente pro-
parado para representar o grande papel para que
a sua ambico o convidava.'
Elle havia contado urna por una as palpitacoes
de coraco do partido nacional italiano ; elle ha-
via estudado o carcter do novo Papa sua sant-
dade Pi IX Comprehendeu para logo que es- :
lava prxima a hora em que poderia reinar sob o
mani do soberano poniilice ; fingi associa--se
ao movimenlo desde os pnmeiros dias desse pon-
tificado, e, totalmente enlatado no enthusiasmo
exiraordinaiio com que era acolhido, fez-so li-
beral, e to liberal, que por isto mereceu das
mos de Po IX contenlissirao o brrele de car-
deal, o uma pasta do ministro I
Bem depressa se desvaneceram as illusoes do
Papa Desde lins do anuo de 1847 comprehen-
deu estoquea democracia o impellio para muito
ajm do que desejava ; assuslou-se com as ques-
toes j euto suscitadas sob a dualidadedo poder
temporal e do poder espiritual ; e era principios '
de 1858 vio com terror o arrojo das exigencias
populares I
O cardeal Anlonelli havia observado lodos os '
movimentos de seu amo, eomprehendera os seus
pensamemos, incerlos, tmidos, irresolutos e em
face da lempeslade ameacadora retirou-se pru-
dentemente do governo, muito persuadido deque
nao tendo Po IX vonlade forte e energa, assim
como os seus conselheiros oflkiacs, para elle se- |
ra em taes circumstancias muito mais vanlajosa
a posico de conseiheiro intimo do que a de tilu- ]
lar do poder. Foi no exilio de Gaela que elle
persuadi a Pi IX de ter este compromeltido o
deposilp sagrado da huranca de S. Pedro e de
que para reparar seraelhanle falla cumpra-lhe
desde logo recusar toda c qualquer concesso.
por mais rauderada que fosse, e romper com al
poltica franceza, aceitando nao obstante o soc- j
corro das armas da Franja para rchaver a posses-
Bao dos seus Estados.
O cardeal ha dez annos que se conserva fiel a :
essa poltica inaugurada naquella poca, con- i
firmando o soberano pontfice na lamentico do
seu passado, e lingindo-se a seus olhos anjo !
bora redomptor da sua consciencia. Arraigado !
ao seu systema de impassibilidade, dolado de
umasoberba desprezadora, lera feito frente a to-
dos os diplmalas da Europa, negando at o ulti-
mo nstame a possibilidade dos successos ha
pouco consumados, e dizendo aquelles que so
lhe approximavam que os povos submettidos ao
sceplro pontifical nao tinham necessidade de re-
formas, uma vez que nao ihes fsltava o pao !
Dez annos sao decorridos em que o cardeal
lera empregado todos os recursos de sua grande
inlelligencia para conservar-se nessa allitude de
passiva inercia, que nada tem podido abalar
nem as representacoes, nem os conselhos ; o
anda hoje envolvido n'uma obstinada serenidade
marcha impvido sobre esse mesrao solo era
que cavou com suas proprias mos insondaveis
abysmos I
A entrevista da Varsovia tem, assim como os
negocios da Italia, grande parle as preoecupa-
coes europeas.
Essa entrevista foi adiada para 14 do corrente ;
mas desde j o espirito publico da Allemanha se
rigosija, como se della tenha de sahir uma amea-
ca seria para a Franga
Eis aqui uma noticia bstanle importante e
significativa publicada por um dos jornaes de
alm do Rheno :
O secretario da embaixada da Franca em S.
Petersburgo acaba de chegar com despachos da-
quella corte que annunciam ter havido uma lou-
ga conferencia entre o principe Gortschakoff e o
embaixador da Franga, duque de Montebello, re-
lativamente siluaco geral dos negocios na
Europa, e om particular dos negocios da Ita-
lia.
O duque depois de exprimir o desejo da
Russia de manter com a Franca relacoes amiga-
veis, ponderou que a allianca entre a Franga e a
Sardenha linha alimentado a propagago de dou-
trinas que constituiam um perigo permanente
para o equilibrio poltico, e para a estabilidade
oos thronos : que, pois, a Russia faltara com-
pletamente ao seu dever, se concorde cora os
entres estados ameacados nao elevasse sua voz
em defeza da ordem social, e dos interesses mo-
narchicos.
O principe acrescentou que esse era o Dm da
entrevista de Varsovia
A especie de collgagao eventual e preventiva
da Prusaia, Russia e Austria seria uma queslao
de multa gravidade. Ella nao implicara uma
guerra geral que as grandes potencias pelo con-
trario esforcar-se-hiara por evitar ; mas contri-
buira para excitar paixes ciosas do germanis-
mo de veiha data : essa tendencia se tem j ma-
nifestado
Appareceu nestes ltimos diasem casa do li-
vreiro da casa real do Hanover uma nova carta
europea, na qual o geographo allemo risca a
Franga do numero das nacoes. e a divido da ma-
ncira seguate: para a Blgica os departamen-
tos do norte ; para a Alleminha a Lorraine, a
Alsacia, e uma parte de Franche-Comt ; para a
Suissa a Baca do Rhodaoo ; e para a Uespaoha
a de Garonne, etc. etc.
Por occasiao do anniversario ia batalha de
Leipsick procuram provocar no territorio germ-
nico uma grande manifeslago, ou anles uma
grande festa nacional.
Era 18 de.Outubro de 1813 a batalha de Leip-
sick decidi da invaso do territorio francez. E c
nesto seculo do expanso civilisadora, neste s-
culo de tendencias liberaes que uma associaco
bavara procura irapellir a Allemanha a festja*r o
anniversario dessa batalha smenle para hosti-
lsar a Franga I
Anda mais um principe allemo, o principe
Frederico Carlos da Prussia acaba de compor e
publicar uma memoria intitulada Arte de coni-
baler o exercilo francez. O autor declara que
a sua obra nao encerra pensamenlo algum po-
ltico ; mas basta smente o ttulo do livro para
excitar a paixo anle-franceza do mundo ger-
mnico ; tamo mais quanto o principe depois de
ter indicado os inelhores meios, a seu ver. para
baler os Fraucezes, termina manifestando ura
desejo que parece trahir secretas inquiela-
goes.
Oxalquo meditemos sobre esses principios
emquanlo anda lempo 1
Quanto nos. esperamos que lodas essas ten-
tativas para crear um estado de agitago desfa-
voravel Franca irn bater de encontr e despe-
dagar-se ante o bom-senso das populages.
Quando ellas virem que essa Franga que se lhes
procura pintar como devorada da sede de con-
quistas, como ameacador e prejudicial inde-
pendencia europea, nao irala seno de si, o bom
exomplo dessa tranquillidade acabar por con-
vence-las.
A Franga olha para todas essas cousas com a
firmeza quo possue aqutlle que se acha seguro
de ll Q}esm._ Ella bem sabe que a poca" de
1813 nao a poca actual; sabe que esses tres
soberanos colligados sob a impresso da um mo-
do sera fundamento que lhes inspira a recorda-
cao infeliz do passado. e o espectculo para el-
les inajomprehensivel do presente, sao incapazes
de concertaren! enlre si algnrae cousa seria e
efficazincnte hostil contra a naco franceza, e
contra os interesses que esta traz* sob a sua pro-
teego. Finalmente ella est tanto mais segura
quanto espera que o apoio da Inglaterra ser a
sou favor ; porque no estado actual das cousas
no Oriente nao possivel urna allianca entre a
Inglaterra que teme na Turqua as ambicoes da
Russia, e a Russia que teme, quanlo ses pro-
jeclos na mesma Turqua, a resistencia obstina-
da da Inglaterra. Uemais que allianca pode-
ra haver entre a Austria, que quer ser domi-
nadora no Baixo-Danubio, e a Russia que quer
por sua corita apoderar-se tambera desse ponto?
Que allianga poder haver entre a Austria, que
quer conservar o systema federativo da Allema-
nha, pondo-se frente delle, e a Prussia, cujos
homens polticos procurara altrahir para Berln
a hegemona da Allemanha?
A' 27 de setembro leve lugar em Vienna o en-
cerramento das sessoes do grande conselho do
imperio austraco. Os debales, que ahi se agla-
ram, trouxerain luz do ia rauitas verdades
bastante peniveis para o governo ; e pela pri-
meira vez lalvez na Auslria se erguerair. vozes
euergicas e ousadas que nao receiaram exprimir
ideas liberaes e desejos de reformas. Seme-
lhante franqueza muito significativa : e della
daremos apenas um exemplo. O conde de Re-
chberg linha declarado o governo disposto a pro-
seguir em outras vistas; e eis aqui o resumo da
resposla do conde Hartig, um dos membros mais
dtspostos da opposigo.
Sr. conde, podis continuar a fazer-nos as
promessas que julgardes a proposito; porm
permilti-me.queeu vos diga queja nao acredi-
tamos nessas promessas : porquamo lemos sido
muito Iludidos. Lembrai vos do manifest de
21 de dezembro de 1851 : ludo o que agora nos
promeitois so acha ahi consignado, e com mais
preciso e clareza : entretanto qual tem sido o
resuliado desse manifest?
a Nenhum I
Esse descrdito em que canto o governo aus-
traco, e porque aecusado, aggrava mais a si-
tuacau j to gravo sob todos os pontos de vista.
comegando pelas Doangas.
Um escripio de Mr. Horn acaba de esclarecer
esse ponto de (nangas austracas. O escriptoi
baseado em documentos officiaes mostra o accres-
cimrji que lera lido as despezas da monarchia des-
de 1347 at 1857 ; acha-se que o estado nesses
dez annos despender 314 milhes mais do quo
anteriormente ; que para fazer face formidaveis
dficits desfrz-se dos caminhos de ferro, qne nos
seus raelhores dias mandara construir com enor-
me dispendio; era 1855 cedeu as linhas da Bo-
hemia e Hungra pelo prego de 200 milhes do
francos ; em 1856 vendeu a linha Lombardo-
Veneziana por 33,300.000 florins ; ero 1858 ce-
den a linha do sul 100.000,000 florins. Foi para
o mesmo fim que se alienaram os dominios da
cora na Hungra e na Transylvania, e se pro-
moveu nma divida fabulosa a ponto de perder-
se completamente o crdito. O dficit para 1860
avahado pelo ministro da fazenda em 90,000,000
de florins, e para 1861 em 40.000,000. De 1849
para c a divida elevou-se de dous mil milhes e
meio pito mil milhes e meio ; e hoje em
Vienna nao se pode recorrer ao crdito na falta
de imposto para obter-so um supprimento : os fi-
nanceiros se retirara, e no exterior, como todos
sabem, impossivel o empresiimo da mesma
forma quo no interior.
Esse mal quasi remedio concorrer talvez para
simplificar um dos pontos mais espinhosos da
queslao italiana. A necessidade da cesso to
desejada de Veneza tornou-se ruui popular a pon-
to de se esperar que a opinio publica opera uma
reaeco sobre a Austria, e lhe faca comprehender
a vantagem que para ella resultara de receber
em seus cofres vasios uma somma do centenas de
milhes cm troca de uma provincia que ella vira
a perder mais cedo ou mais tarde, se a nao ven-
der. Dizem mesmo que o gabinete de Turin di-
rigir ao das Tulherias um memorial, pedindo a
este que tomasse a iniciativa de um congresso
para persuadir Austria a ceder a Venecia.
Fuad-Pacha Iriumphou na Syria das prelen-
ges de cerlos gabinetes. A commisso europea
estender as suas averiguages sobre lodos 03
pontos em que o sangue correu ; porm a sua
obra de reorganisago dever limitar-se ao Liba-
no propriaroenle dito. Todava -ahi mesmo os
Druzzos parecem preparar-se para opporem uma
resistencia determinada; seus chefes enviados
para a Porta recusaram obedecer a esse appello
suas torgas sao avahadas em 60,000 homens,
as tropas francezas de accordo com as tropas
turcas leem de envolver-se n'uma expedigio in-
mediata. Annuncia-se com effeito o comego'das
operagoes.
G. M.
INTERIOR.
lo de Janeiro 10 de outubro
de leseo.
Ante-hontem, das 5 para 6 horas da tarde, cm
razo do lufao que caho do O., virou-se a ga-
lera franceza Lusitana, que eslava descarregando
carvao defronle do caes da Imperatriz.
A galera eslava toda cunha ; s linha 30 to-
neladas de carvo a bordo, e outras 30 de lastro
de pedra.


(*)

MARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA Si
O capillo nao se arhava a bordo TWSSa CC8-
siio ; dirigia-se porm para a galera, quando,
virando esla sobre o lado de que elle seappru-
ximava, pode a custo salvar-se cog os quairo
remadores do seu escalcr, que sossobrou com o
navio.
l)escor.la-se que a galera, estando atravessada
quindo cahio o tufao, cahira sobre um dos fer-
5798
4809
4754
4545
4367
4107
3821
3766
3762
3321
3300
3238
3100
2875
2845
2743
No lugar em que se afuodou tcm o mar 31
palmos de profundidade.
Honlem demanha comparecen alli o capito
do porto com o seu ajudanlo, levando lanchas
para se desembarazar a galera du apparelho.
Appareceu depois urna lancha da fragata fran-
cesa 1.a Pandore, para lmbete prestar os soccor-
ras possiveis.
Trata-so agora de preparar as barcacas para
proceder suspenslo do navio.
Forano condecorados os Srs. Joaquim Jos
Ferreira Bello e o tenenle-coronel Thomaz Alves
Maciel com o habito da Rosa.
Foi concedido o foro de moco Qdalgo com exer-
cirio ao Sr. Manoei Ignacio Conzaga.
Foi nomeado subdirector da colonia militar
Leopoldina, na provincia das AlaKoas, o alteres
reformado Leopoldino Venancio Honorato da
Costa.
A Illma. cmara municipal elTecluou honlem a
appuroco final dos volos das diversas (reguezias
do municipio para vereadores.
O resultado foi oseguinie :
1. Jos Joao da Cunha Telles ....
2. Dr. Roberto Jorge Haddock Lobo .
3. Dr. Jos Marianno da Costa Velho. .
A. Dr. Jos Marianno da Silva .
5. Comm Jeronyroo Jos de Mesquita .
6. r. Adolpho Bezerra de Menezes .
7. Tenenle-coronel Manoel de Fras Vas-
concellos ... ......4091
8. Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz 3885
9. Dr. Joao de Oliveira Fausto ....
Supplentes.
t. Commendador Jos Lopes Pereira Ba-
liia............
2. Dr. Jos Joaquim Monteiro dos San-
tos ............
3. Dr. Antonio Jos Goncalves Fontes .
4. Dr. Claudino Jos Viegas ....
5. Jos Justino da Silveira Machado .
C. Francisco Cardoso dos Santos Peixoto
7. Dr. Albino Moreira da Costa Lima .
8- Dr. Francisco Lopes da Cunha .
9. Antonio Jos da Costa Ferreira .
12
Por decreto de 15 do correte, foran nomoa-
doB:
Oppositor de mathematica da escola de mari-
nha, oguarda-marinha Joao Velloso Tavares ;
4o cscriplurario da conladoria da marinha, o
pralicante da mesma Leonardo Pioheiro de Mello
Carrao.
O Sr. Joaquim Goncalves de Moracs foi agra-
ciado com a commeuda da ordem de hristu.
13
Por decreto de 5 do crrente, foi demitli>io
Francisco Bernardino de Moura do lugar de aju-
mante dos escrivaes do almoxarfado de marinha
da corte.
15
Enlrou anle-honlcm de noile arribada.e fundeou
entre as fortalezas do Santa Cruz e da Lage, a
barca norte-americana Meaco, capito V. E.
Josselyne, que tinha sahido desle porto para
New-Orlcans no da 9 do crrante.
Achando-se a barca vista de Cabo-Fri na
noile de 11 foi o capito sobitamente. aggredido.
estando o dormir no seu caraaroic, pelo piloto
Davies, recebendo dous graves ferimentos de
faca, um na cabega o outro no venlre. Parece
quo uma dispula havia entro os dous na manha
daquelle dia dra causa a esse ailenlado.
- A (ri ulago acudi imruedialamente aos gri-
tos do ferido, mas o aggressor, favorecido pela
escuridao, pode evadir-se, e refugiou-so no
cesto da gavia do traquete. Sendo ah descober-
to na madrugada do 12, foi logo preso e posto a
ferros.
O Sr. Dr. 1 delegado de polica, avisado pelo
Sr. secretario da visita, drgio-se honlem a bor-
do da Ileaco para lomar coubecimcnlo do fado,
o verificando ter-se elle dado a 25 milhis de
Cabo-Frio, era mar nao territorial do imperio,
mandn conduzir o pillo Davies para pordo da
fragata norle-araericana Congress
O foi .Jo acha-se em perigo de vida.
17 -
Foi condecorado com o habito da ordem de
S. Benlo de Aviz o Sr. capillo Manoel Porfi io
de Castro Araujo.
Hontem tomou possn e en'.rou em exercicio de
desembargador da relaco do Rio o Sr. Dr. Af-
fonso Airfiur de Almeida Albuquerque. inde-
pendente di apresentacao da carta imperial de
sua noraeacao.
18
Tf>ms datas de S. Paulo at 14 do correntc.
O Sr. Dr. Polyrarpo Lopes de Ltlo. presiden-
te da provincia, tirina partido para Sanios no dia
12 i ir i...
Anles de sabir da capital deliberou S. Exr.
suspenler do emprego de secretario do governo
o Sr Dr. Silva Telles e demillir do commando
do corpo de permanentes o Sr. tenenle-coronel.
Ganan.'a ; do lugar de fiscal do mesmo corpo o
Sr. mejor Smiza Chichorro, e dos respcciivos
poslos iim canillo e dous tenentes.
Depjis dcsUs, lendo-se j ausentado o Sr. Dr.
Lelo, foran publicadas as demissoes do promo-
tor publico da capital, o Sr Dr Pedro Taques,
e do Io escriplurario da conladoria da ihesoura-
ria provincial, o Sr. Paulo Delphino da Fon-
seca.
Foram agraciados os seohores
Capilo-Unente loaquira Lucio de Araujo J-
nior, com o habito da ordem de S. Benlo de
Atiz;
Joaquim Jos Goncalves de Moraes, com o
habito a ordem de Christo :
Amonio Naclerio, consul-geral em aples, e
Edward Fri.iholm. vice-consul em Marselha, com
o habilu da ordem da Rosa.
Falla-se na nomeaclo do Sr. Dr. juiz do d-
reito Luz Carlos de Paiva Teixeira para presi-
der.le da provincia de S. Paulo.
19
Um nosso assignanle da Cachoera enviou-nos
hoalem a seguinle carta :
Triste e desanimador o esledo do centro de
uossa provincia.
Grupos numeresos de homens laboriosos des-
cera quutidianameiite de nossos .serloes, e vio se
agglnmcrando na feira de Sani'Anna, Tapera,
Cachoera, e outros povoados, onde os rigores da
secca, que vai ludo devastando, anda inteira-
menle nao lem mostrado sua forga.
Esses individuos na mais lastimosa miseria
esmolam a caridade publica, vagando pelas es-
tradas ; procurara Irabalho, quo lhes nao pode
sor dado, porque a estaco ingrata para os
agricultores, que nao lem possibilidade de apro-
veilar aquellas disposiges, ou falia-lhes a to-
ragem, recciando quo conlnue o sol a creslar
seus campos.
Redusidos miseria, exhaustos de forae e de
fidiga, serio por corto levados ao desespero e
em muito breve lempo.
Caneados de soITrer, e peregrinar, ignorantes,
evitando as proximidades da capital, onde se
lhes afiguia rigoroso recrularaento, que ron i s os
apavora que a propria morle, esses pobres ho-
mens se atirarao ao crime, bandos de faccinoro-
sns em punco tempo infestarlo nossas estradas
do lidoral, e a garanta da vida e propriedade
desappa rece rao.
Impossivel que a mo protectora do governo
lhes uferega lenitivo a lanos males.
Os cofres abarlos do thesouro seriara insull-
ccntes^ para abastecer uma numerosa populago
disseminada por uma vastido do mais de cera
leguas.
A impossbilidade cresce pela avidez do3 ler-
renos por onde devera transitar as tropas con-
ductoras de mnntimentos, que extenuadas o mor-
as infeslaro nossasestreita* estradas do serto
Os bous desejos do nosso comprovinciano o
benemrito Sr. bario de S. Lourenpo sero ine-
ficazes : a mo de um particular nao pode des-
tribuir o pao a lo crescido numero de pes-
soss.
Sabemos que criis de 200 individuos tem
ido enviados para a propriedade de S. Louren-
co, onde achando Irabalho lero nieios de con-
tinuar uma vida morigerada. Outros se iroen-
caminhando para all, e em breve nao lera S.
Exc. em que oceupe tanta gente.
Seria uma aptopriads occasio para os pro-
prielarios da provincia, possuidores de feriis
terrenos principiaren! a fundar colunias nacio-
uaes ; mas era lodos tem a corag.-m, perseve-
ranga e meihodo do senhor de S. Locrcnco.
A nolicia esmagadora do nossos agricultores
nao osJeixa compenetrar-so de seus verdadei-
ros nter esses ; o desanimo que lhes arrescenta
a irregularidad* das eslagoes dos ltimos anuos,
01 vai aniquilando.
As vantagens da colonisa;io nacional tem sido
por mais de uma vez demonstradas; e seria ob-
jecto de artigo especial.
Em erro permaoecem aquelles que irrogara
injuria a nossos compatriotas, sustentando que
so indol<>tiles, e avessos ao Irabalho, como af-
firmra um depulado no recinto da assembla
provincial ; falia-lhes somento direceo e edu-
cagao : a necessidade hoje, os inconi modos que
tem supportado fszem-lb.es conhecer que s no
Irabalho encontrarlo remedio a seus infortu-
nios.
O governo seno deve descuidar, aproveite as
boas disposices d*esses individuos, funde colo-
nias as margens de nossos importamos ros,
despenda assim o dinheiro, e nao improfieua-
mente, mandando transportar por enormes fre-
tes insuflic-ienle quanlidade de farinha, que nao
pde ser aproveilada pelos que mais necesstam,
e que esperanzados por novas remessas deixam
do procurar os lugares ondo obteriam Irabalho,
e com elle os meios de subsistencia.
21
Pelo Apa, entrado hontem, recebemos folhas
de Montevideo al 13 do crrante, de Buenos-
Ayres at 9, e de Santa-F ate 4.
Da ultima deslas capilaes chega-nos a grande
noticia da concluso dos trabalhos da convenci
ad hoc, lendo sido acceilas com pequeas modi-
flcages as reformas apresentadas por Ruenos-
Ayres, e proclamada a incorporaco daquella
provincia confed*raco Argentina.
Na sesso de 22 de setombro a coraniisso en-
carregada de examinar aquellas reformas, o que
secompunha dos Srs. Salvador Carril. Velez
Sarzfield, Jos Marmol. Rufino Elzaldo. Joao F.
Segu, Luiz Caceres, J B. Gorasliaga, apresenlou
consideraco da convenr.o as seguiules al-
teracoes :
1.a Em vez do titulo de Confederaco Argen-
tina, a acceitago como nomes oficiaes das de-
nomina?oes adoptadas successivamente desde
1810 at ao prsenlo ; a saber ; trovncias uni-
das do Rio da Prata, repblica Argentina, con-
federarlo Argentina, empregando-se porm
na fnrmaro e saneco das leis as palavrasNa-
o Argentina ;
2.a Modificar a reforma proposla ao art. 31
oestes termos : A provincia de Ruenos-Ayres
nao fica obngada aos tratados ratificados pela
coofederaco depois do pacto de II de novem-
bro;
3.a O poder jurticario da nago ser exercido
por uma corte suprema dejustica e pelo deraais
Iribunaes inferiores que o congresso estabelecer
no territorio da naco ;
4.a Para ser deputado ou senador se requer
haver completado a idade de 25 annos, ler 4 an-
nos de cidado era exercicio, ser nalural da pro-
vincia que o eleja, ou ler dous annos de resi-
dencia immediata nella.
Apresentadas essas alteraces, o Sr. Victoria
pedio a palavra, e em um pequeo discurso cheio
de enlhusiasmo propoz que o parecer da com-
misso fosse approvado por acclamaco.
Nessa occasio todos os membrosda conven-
cao levanlaram-se, e acclnmaram no mcio de
vivas e de applausos a incorporado de Buenos-
Ayres.
Nao se confirma pois a nolicia, Irazida pelo
paquete passado, de ler a convencao ad hoc -ip
provado a inicaco de nao ficar'Bupnos-Ayres
obrigado aos tratados celebrados pela confedera-
cao durante o seu apartamento. Somonte ao
tratado ltimamente celebrado cora a Hespa-
nha nao se acha aquella provincia sujeita ; acha-
j se porrn aos nossos.
Em Montevideo continuavam os nimos ex-
clusivamente oceupados cora os negocios eleito-
raes. Tinha-se fundado para esse tim um club
central na capital, sol) a denominarlo de Inde-
I pendencia e Constiluico, sendo eleito presidente
: o Sr. Gabriel Amonio Pereira, ex-presidenle da
I repblica. O programma desse club, apresinla-
do por uma commisso encarregada especial-
mente de confecciona-lo, nao revela cor alguma
poltica ; o partido opposio fallara a mesma lin-
guagera. Pelos seus membrns porm recotihu-
ce-se que goveruisla e que prope-se a fazer
Inurnphar a cansa dos amigos da situaco actual
Irabalhando rio sentido das ideas do partido 6/an-
co.
ha
Tol
Eis-a lu o programma :
Devendo proceder-se a eleicio de represen-
lantes para a 9.a legislatura, nos os cidados
abaixoassignados, em exercicio do direilo que
nos reconh''cem o garantem as inslituicoes pa-
trias, resolvemos constilnir-nos em club* oleito-
ral, sob a divisa Independencia e consliluiro.
* Ella ser a nossa bandeira nos prximos co-
micios.
Ella deve se-lo para todos os uaas-ridados
e verdadeiros patriotas.
a Independencia e constitiiicao.
E' dizei dignidade nacional, respeito mutuo,
paz, ordem, progresso e liDerdade.
Eis os nossos fins
Nossos meios sero ;
Maulero respeito le e s autoridades cons-
tituidas, tornando impossivel a repetirlo de to-
da a reaccao dissolvenle ;
Garantir a propriedade ;
Fomentar a industria, a agricultura eo cora-
mercio ;
E pugnar pela pratica de uma poltica para-
mente oriental, mas nobre o discreta, que, es-
treilando as relaces amigareis com todas naroes
estrangeiras, cousorve illesa a independencia e
.-oberauia nacional.
Os candidatos que se prnponham serlo pois
escolhido3 denlro os cidados mais apios para
pot em aeco esses meios e para conseguir esses
ns.
Montevideo. 2 de oulubro de 1860. Ga-
briel Antonio Pereira, presidente ; Candido Jua-
nico, M. J. /irrazquin. Adelo Medina, Joa-
quim fegueira, Jos Maria Reis, J. Brilodo Pi-
no, Jaime lina e Viamonl, U F. Echenique,
Joao Jos lluiz, membros fundadores .
Segue-se uma longa lista de socios adhe-
reules ).
Em Buenos-Ayres linham sido prorogadss as
cmaras al o 1." de novembro prximo.
O general Urquiza era ali esperado para s fes*
tas do juramento oa constiluicio federal.
Segnndo o Nacional, o general Mitre, actual
governador, havia sido elevado ao posto de bri-
gadeiro-general pelo congresso nacional.
J se achavam de volla oa convencionaes, ha-
vendo resssumido as sues pastas os ministros do
governo e da fazenda.
Das oulras provincias argentinas as noticias
mais salientes sao as segulmes:
Havia fallecido em EntreRos o general Ma-
noel Martnez, chefe de diviso da Concordia.
Tinha sido nomeado governador de Cordova o
Sr. Flix Penba.
Fdra assassinado em Corrientes o Sr. Jlo Ro-
lou, um dos fazendeiros mais abastados de Curu-
zucuali.
o dia 1 de oulubro ucerrra-se o
do Paran.
Assumra o governo da provincia de S. Jlo
o general Vrasoro.
Do Paraguay nlo dio as folhas do Rio da Tra-
a noticias modernas.
congresso
Paulo.
Concedeu-se
Siqueira Maciel
DE OUTUBRO DE 1860.

-
villa das Barras, da provincia do
e orphosd
Piauhy.
Por decretos de 12 e 13 de oulubro corrale :
Foi aposentado o padre Dr. Maicellino Ferrei-
Bueno em unja cadeira de conego da sede S.
io bacharel Leandro Ribeiro de
a demisso que pedio do lugar
de juiz municipal e de orphos do termo do Ro-
sario, da provinca de Sergipe.
Foi removido,-por assim o haver pedido, o juiz
municipal e de oitohlos Francisco Mendes Perei-
ra Jnior, do termo de Gurupa para os de Obi-
dos e Faro, ia provincia do Para.
Foram norteados :
O hachare] Jos Joaquim Rodrigues Lopes,
Juiz municipal o de orphlos do termo de Ita-
guahy, da provincia do Rio de Janeiro ;
O majar lefonhsdo Antonio de Mascarenhas
Camello Jnior, coronel rommandante superior
da guarda nacional do municipio do Passo-Fun-
do, na provincia deJS. Pedro do Rio-rande do
Sul ;
O capillo Vasdo do Nascimenlo Lima, major
ajudante de orduns do commando superior da
guarda nacional db municipio do Rio-Pardo e En-
cruzlhada, da mesma provincia.
Foi reformado no mesmo posto o capito Joa-
quim Jos l'erroira Bello, secretario geral do
commando superior da guarda nacional da co-
marca da capital da provincia do Paran.
Fez-se merc jLuiz Francisco Fortes de Bu3-
tatsanle da serventa vitalicia dos oflicios de Io
tabellio do publico judicial e notas e esenvo
do civel e a anexos do termo de Santo Antonio
de S, da provincia do Rio de Janeiro.
Foiperdoada a Manoel Jos Pamplona Corte-
Real eJoanoi Rosa Pamplona Corte-Real a pena
de dous mezs de prso e mulla correspondente
metade do erapd, que lhes foi imposta por sen-
lenca do subdelegado de polica da freguezia de
Inhauma, dt municipio oa corle.
Por decre os du 15 e 16 do correnle :
l'ermiilio-se aos padres Francisco da Madre de
Deus Cunha e Jo- de Almeida Lisboa, vigarios
collados, e.-t da fceguezia de S. Jos do Barreto,
do municip de Macah, e aquello da de Santa
Magdalena, do municipio do Cantagatlo, da
provincia do Rio (e Janeiro, pcrmular eulre si
as referidas iregueiias.
Foram rec mduzidos :
O conselheiro de estado Euzebo de Queiroz
Dando noticias do Rio-Pardo, diz o Mercantil: Coutinho Ma loso (amara, desembargador da re-
Ao amanhecer do da 8, estando o coronel lacao do Rio de Janeiro, no lugar de presidente
Temos datas de Porto-Alegre al 13, do Ro-
Grande at 16, e de Santo Calharina al 18 do
correnle.
Nao se confirmaran! felizmente os boatos de
que demos nolicia, sobre excessos praticados em
Algrele por occasio das eleicoes, municipes :
essas eleicoes pelo contrario, cotreram pacifica-
mente. O mesmo succedeu em Uruguayaoa, S.
Borja e Ilaquy.
O Mercantil noticia que linham sido aculla-
dos era S. Gabriel o major Serafira Caetano e o
lente Baripuna, porm nao d os permenores
desse altenlado por faltar-lhe, segundo diz, uma
caria de 21 do passado quo devia narra-Ios.
Ficavam presos na Cachoera, ordem do che-
fe de polica e em processo por tentativa de mor-
le, alem de outros cidados, os Srs. coronel Hi-
lario Pereira Fortes e fazendiro Felisberlo de
Carvalho Ourique.
Este procedimenlo foi devido aos lamentaveis
conflictos que se deram naquclla localidade por
occosio das eleic.6es, e de que os leilores j te-i Maria
em nolicia.
O estado do Sr. commandador Fontoura, gra-
vemente ferido naquelles conflictos, anda nlo
era salisfatorio
Joo Gomes nessa cidade, de volla de sua residen-
cia as Ouveiras, foi acommeltido por um desco-
da mesma telacao ;
O desembi rgador da
uhocido que Ihe disparou um tiro que felizmente j Agoslioho Emelnlo de Leo" no lugar de presi-
nao acertou." I denle da meiir.a re laclo ;
u coronel cora csvallo cansado da viagera O desemb irgador da relacao de Pernambuco
nao pode perseguir o assassino, que bera monla- Agostinho Er|melino de Lelo, no lugar de presi-
do pode escapar-se. I dente da mpsma relaclo.
Por que motivo se erguera essa braro hom- Concedeu-sc a d;misslo que pediraro .
cida ? que fado dira origem a procurar-so a | O conselhiiro B( nevulo Augusto de Magalhes
tnorte de um pae de familia um cidadao honesto Taques, do |lugor de juiz de direilo da comarca
e lo estimado? Sao perguuias que por loda a de N'azareth.i de 3' enlraucia, da provincia da
parlo se ouvera, mas a qu ninguom pode res- B.ihia ;
ponder. No enlanlo a polica dove estar em guar- O bacliarcll Gaspatino Moreira de Castro, do lu^
da, porque o assassino pode tentar salisfazer seus [ gar de juiz d e direilto da comarca do rio de Cen-
ias, de Ia ertranci, da dita provincia.
planos o ser bera succedido.
| No llni-Gr.ii.de tentaram, no noile de 5 para
, 6 do correute ruubar a casa bancaria Duarle Sou-
, za, Kranuichfeldt & C. Os galunus, diz o D-
rio, pretenderam arrancar a (echadura da pona
, da ra. furando-a derredor com um instrumci-
, io pe furente que quebrou-sn ante as chapas de
ferro que cruzara a mesma porta.
L-se na mesma olha a segunte caria d
Bag.
L'in tatriridio acaba de commetter-se no 1.'
jdistriclo da cidade de Bag.
I Acha va-se hontem de manha Hippolylo .
Jos Martius, conjuutainenle com spu tilho Jos vincia de S.
Foi remov do, a pedido seu, o juiz de direilo
Hilario Gomes Nogjeira Barbosa, da comarca do
Aracaly, de !a enlrancia, na provincia do Cear,
para a de Jeiuilinhonha, de Ia enlraucia, na de
Minas-Gerac: i.
Foi removido o jiiiz de direilo Vicente Ferreira
de Algrete, de Ia entrancia,
Pedro do Rio-Giande do Sul,
para a do Ancaiy, de 2a entrancia, na do Cear.
Foram noiueados
l Antonio de Souza Martins,
Gomes, da comarca
na provincia de S.

juiz municipa
Hippolylo de Oliveira Mdrtins, escravos, etc.,
( etc., traballiaudo com gados denlro de uma man-
gueira na estancia da quelle, sita na costa de Ca-
maqulziuho, conservando distancia de algu-
mast quadras um pasloreio ao cuidado de um
Hippolylo Jos Martins, deixan-
juiz do direilo da omarca de Algrete, da pro-
vincia de S. Pedro do Rio-Grande do Sul ;
Jlo de Lima Vtlverde, tenenle-coronel com-
mandanle d) 7o bbtallio da reserva da guarde
nacional da provincia da Bahia ;
O capillo
audiiKinuo no semniodas ideas do partido ian-
>. A d.ir-se crdito ao que diz a Repblica,
mam a-lherido a esse club as secces da Unil'o,
jledo, Paso del Molino, Aguada, e Cordn.
crioulo menor.
do o servico que se eslava fazeudo na manguei-lda dita provincia
ra, dirigio-se para o pasloreio, e alli chegando J O capillo ce Ia li
chegou a pos elle seu irmlo, o Dr. Antonio Josj major do 1 tataib
.Martins Coelho, acompanhado de capataz e um (ional da provincia
aggregado : conservan Jo-se estes dous i cavado, Conctderaiu-se u|
aperam-se os dous irmaos, que coinecarain a | fiues da Cosa, lene
I conversar. Hippolylo passeiando de ra para
; ouiro lado, e o doutor parado. Em uma das oc-
J casies que Hippolylo -lava as costas a seu ir-
mo, esle dirigiu-lhc uma palavra insultante ;
ao que voltando-se, recebeu da doulor um tiro,
dj
nal da provincia
mesmo posta
Por decrelos de H
Foi recomluzido
Pinheiro do
cuja bala entrando no peto, ou pouco abaixo do tribunal de justica
hombro (nao se sabo bem o lugar), foi sahir mesmo tribuna
na cabera morreado inslaulanearnento MI Foi nome; do
Aiuoajnao se sabe o motivo por que o doutor Peixolo Mir;
as procuraroes r
dirigio-se casa do seu irino pois lia muito que
eram iuinigos capilaes por causa de uma do-
manda que o doulor e oulros irmaos proposerara
a Hippolylo no foro de Pellas, e que foi sen-
tenciada contra este, e da qual dependa sua for-
tuna; porm amigos de Hippulyto puderam conse-
guir uma corapo.-ico ou desistencia a favor des--
te, e nesle sentido enviaram suas
para o Rio de Janeiro, onde se a
tribunal da relaco.
-.- Ambos eram fazendeiros nesle municipio.
O douior c viuvo e tem cinco ilhos menores, lera
alguma Tortuna. Hippolylo dcixou uma viuva
e numerosa familia. Sua vida eslava bstanle
alrapalhada, c sua fortuna talvez nao chegue pa-
ra salisfazer o que devia.
Tomou-se todas as providencias para a cap-
tura do doutor, que se espera conseguir.
Do dia 7 para 8 cahio no Rio-Grande um tem-
poral de. NNE e ENE, que felumeule nao cau- I
son desastres, apezar de eslarem Tundeados fura I
d barra alguns navios, Ura delles, a barca i
poitugueza Allianca, procedente do Porto, pas-|
sou no dia 6 para o vapor de reboque o avulla- .
do numero de passageiros quo coaduzia, e s
' pode entrar no dia lt.
Carlas de Mosiardasde 29 do passado noticia-
ra m o apparecimenio de alguns fragmentos de
navio na praia. pelo que se deprehendia ler ha-
vido naquella costa algum naufragio.
O Commercial de 11 diz :
A escuna hollandeza Willen, capillo Mole-
pliaos do li rmo
Pernambuco.
composla do
reanlo de Pernambuco
Joaqu
m [tibeiro de Vasconcellos,
major ajudarjlo d'orjdens do commando superior
da guarda nnrionaljdo municipio do Alagoinhas,
nha Jos Leilo de Almeida
> de infamara da guarda na-
de Santa Calharina.
Francisco Bernardo Rodri-
ale da antiga guarda nacio-
Minas-Geraes, as honras do
o
Vascon-ellos, minisiro do supremo
20 do correte :
conselheiro Joaquim Jos
no lugar de presidente do
bacharel Pedro de Aic3nlan
oda Veras, juiz municipal e de ur-
d Ouricury, da provincia de
O Exm. pdesidentt da provincia, querendo ap-
plicar todas as medidas a fazer minorar os males
quesolrem ta habitantes do interior da provin-
cia era virluile daserca, nomeouuma commisso
Srs. laro de S. Lourenco, baro
conselheiro Saraiva, afim'de apre-
a I tal reppeilo as ideas mais pro-
ficuas, e solicitou que os nomeados lhe indi-
cassem :
1." Os meios de atenuar os males do interior
da provincia proveni ?ntes da secca e da fome, em
relaco s diversas localidades.
ser poslos em pratica para
o de sua chegada os indivi-
comeram a emigrar para as
has do liitoral, como na Fei-
2. Os que devem
soccorrer no momea
dos e familias que
povoacoes m a visin
ra de Sani'Ari
3." O que julga
provenir a enpregar
divduos, ou fami"
O governo havia oomeado *s seguales com-
missoes de peritos para a avaliaclo de terrenos
destinados ao imposto directo, sobre proposla do
chefe de polica de Durazno.
i. scelo. Os Srs. Euzebo Pires, Manoel
A. Pires, Faustino San Marlin, e Pedro Hicarde.
2.a seecao. Manoel Adana, Jos Arrsesela,
Carlos Corsee, Maano Brufado, o Joao Garca.
3 seecao. Jlo A. Reus. Bernardino Da-
guerry, Cesario Ferreira, e J. M. Kotan'a.
4." seecao. a. Machado, Bartolo Laguna,
M. A. Duvante, Henriquc Pacharoly.
Tinham sido presos nos ltimos dias, ordem
do juiz do crime, os Srs. Jorge Ballesteros.es-
crivao de Buenos-Ayres, Jacimh Goncalves Ro-
drigues, escrivao de Montevideo, e os coronis
AnsBimo Dupon e Augusto Pozlo. As folhas
clao o motivo dessas prises, lmitando-se a
classifica-las de prioe3 preventivas. Fallava-
so em oulras
Hava-se descoberlo uma subrselo de docu-
mentos de propriedades territoriae dos archivos
pblicos. A polica proceda a averiguar/de*.
Fra approvado pelo governo o privilegio para
o telegrapho elctrico de que j demos noticia,
entre Montevideo e as provincias de Coufcdera-
jlo Argentina.
Hvia fallecido o dslincto mdico Dr. llenri-
quo Muoz.
Tinha sido eliminado das festas publicas o
aonivorsario da batalha de Sarandi.
A proposito desea medida sensata do governo-
oriental diz o seu orgao official na imprensa :
< 4 de oulubroSaudando hoje esle anniver-
sario do da em que foram trocados os tratados
preliminares de paz com o imperio do Brasil em
1828, congratuUmo-nos em advertir que esta
celebradlo foi riscada dos fastos oficiaes pela le
de 10 de maio do presente anno.
Nossos legisladores, langando um olhar so-
bre a historia de nossa independencia, eocooln-
rao que os das 25 de maio, 25 de agosto, e 18
de julho eram os dias c'.assicos que symbolisam
a nossa nacionalidade. Elles representara o t.
capitulo dessa obra imperecedera que compcnu a
independencia da America no anuo de 1810. eon-
timiou com a solemne declaradlo de nossa inde-
pendencia no anne de 1825 dando por Om em re-
suliado ojuraroeolo* de nossa consiituicao em
looli.
- O da 4 de oulubro, assim como o dia 8, que
foram celebrados at o anno passado, nao o serlo
mais. A le o determino.
Nio ha mais festas ordinarias, alero das de
25 de agosto, 25 de maio, e 18 do julho.
Que nos resta fazer Cumprir.
A presidencia conl
commisso qjie se e
lhe incumbido, c q|
brevidade que o caso
na. Tapiera, Cachoera, ele.
commisso indispensavel
para accomraodacao dos in-
as emigradas, enccupaces
que importa dar-lhes, se em estabelecimentos
particulares (u se em alguma colonia.
mal do
I.C-se no Jo
Consta-nos
ciantes e probrielarios
preparam-se para abi^
vista do esla
originado pe
em grande es
- No dia 1
linba periencMiios
tacionada na Villa
se aqu por alguns
maior numero
possa engajar,
das luzes e patriotismo da
icarregar do irabalho que
ue dar o seu parecer com a
urge.
Cachoera :
que ni,a grande parle dos nego-
maar, nitrada ante-honlem de Hamburgo, sen-
do rebocada pelo vapor Perseveranca, cojo ma-
chinista, contra as oidens expressas da prjtica-
gem, olfereceu um s cabo, rebentou-o e ficou
abandonada pelo vapor sobre o banco, em peri-
go i mulliente de perder se : felizmente Iranspz
o banco sem o menor auxilio do reboque. Sua
sulvaco foi em grande parle devida o ler inves-
tido a barra do sul por ser a sua entrada em li-
li ha recia.
Por semelhante ocrurrencia, deleixo o deso-
bediencias s ordens dadas, foi demltiido o pra-
tico do vapor, e oulro nomeado em sen seu lu-
gar.
a Aguardamos as providencias que dar o Sr.
proprietario dos vapores de reboques para quo
se nao reproduzam essee fados escandalosos,
promovidos pelo proccdimento acinloso e refrac- |
lari do machinista do vapor /"erseveranca, d0 *0iro fs das
quo no futuro poderlo dar occasio a lamen-: Possado, nos asseve
governo aos voluntarios.
do Joas
dicto F
da Villa-Nova da Raiuha
ndonarem aquella villa, em
do depljiravel em que ella se acha,
secca e pela fome que alli assola
cala.
7 chegajram da capital 12 pracas de
corapanhia de pedestres es-
di Barra, lendo de demorar-
ilias, al ver so sbem cora
de pricas, que. por ventura aqui
medisnle a gralificaglo que d o
pelo eslado em que se acha, duvida-se se esca-
par.
O delegado supplenle Cselano Jos Marques de
Leao, logo que leve sciencia do tacto, dirigio-se
dila fazenda acompanhado do escrivlo, do alfe-
res commandanlo ao destacamento e mais pes-
soas do poyo, e passando s informar-se do oc-
corrido, foi-lhe dito pelo proprio Jos Candido,
que de sua livre vontade havia lomado o ve-
neno para por termo a sua existencia aborre-
cida.
No dia 4 do correnle o Sr. Vinhas, commau-
dante do Sania Cruz, em viagem para esla cida-
de, promoveu entre os passageiros, uma subs-
cripto para ajuda da liberdade de uma menina
quasi branca, escrava do Sr. Egas Jos Guedes e
conseguio tirar 140aOOO, que delle fez entrega
ao Sr. Dr. juiz municipal Trasibulo da Rocha
Passos.
O procedimcrjto do Sr. capito Vinhas digno
dos maiores elogios.
- 23
L-se no Maragogipano :
Vimos em aiao do Sr. Dr. delegado desta cida-
de e que vai ser enviada ao Sr. Dr. chefe de po-
lica, uma nota falsificada de IOjJOO para 50S01O
uvemos occasio de tomar os seguales signaos :
papel verdadeiro de 10J00O do baoco do Brasil!
leodo os quatro algarismos transferidos de 10
para 50, apparecendo bem salientes a raspa que
soffreu a letra1a palavra dez escripia na
tarja esl emeodada para cincoekta, assim
mais a do centro sobre que esl esciipioAo por-
tador etc.que vista contra a luz apparece visi-
velmeale a primeira escripia dedez; aesies
falsos, ou emendados fallam as lellras d'agua que
no verJadeiro de cincoenia se lebanco racio-
nal0 ultimoAdd do escriplo do centro na
emendada mais grosso, malfeilo, e bordado no
seu ello, o que se nlo d na verdadeira, que
elle mais bem feito e sem bordado no alto deA
emfini a cor igual aos verdadeiros de 50^000,
sendo ludo o mais iraiiado muito mal feio, a
ponto de, com qualquer alinelo que se preste,
conhece-se logo a falsidade.
A cmara municipal designou o dia 23 do
correnle para a apuraeo geral da eleiclo dos uo-
vos vereadores.
No dia 15 do corrate Antonio de tal Aguiar
porluguez, morador no Caquende na Cachoera,
dirigiudo-se venda do Sr. capillo Aoiaocio ties-
ta cidade, pedio em eonflanca aocexeiro do mes-
mo, 4 arrobas de assucar de um que ajusiou a 65
asquaes ia levara uma venda ao porto do Caja,
prometiendo voltar logo com a importancia ael-
las ; porm depois advertido o caxeiro foi ler cora
o sujeito em nome de quem aquello Aguiar tinha
tomado o assucar, o qual assegurando que oo
sabia de tal assucar fez cora que o dito caixeiro
fosse ao caes, onde soube hsrer partido para a
Cachoera o novo especulador. O caixeiro par'i-
cipou ao amo, o qual delerminou-lhe que tomas-
so um cavallo e toda bride pariisse para a Ca-
choera.
Felizmente ao passar o caxeiro pela povoac.au
de Nag vio o dilo Aguiar e a canoa com o assu-
car, que foi lomado e depositado em mo de pes-
soa capaz para faze-lo transportar para esta ci-
dade.
Acaulelera-se os incautos, para que nao stjara
victimas desses larapios.
Temos noticias da provincia do Espirito
Santo al 18 do correnle. Nada occorrera de im-
portancia, alm de um assassiaato no distrteto da
Cachoeiro
De S. Paulo alcancam as datas al 19. Di-
zia-se em Sanios que Sr. Dr. Polycarpo Lopes
de Lelo, presdeme da provincia, c que se aclia-
va naquella cidade desde o da 14, embarcara
honlem para esta corle.
- 24 -
L-sc no Lidador de Sinlo Amaro:
Um quadro bera triste e doloroso nos contrista
agora o coraclo ; um painel, vivo retrato da mi-
seria, nos cuche de do e de pena.
Ninguem ha por mais refractario que se nlo
commova ante o sentir da humanidade, e muiia
mais ante os soffriraenlos da innocencia;
l'ercurre as ras desla cidade um grupo de 8 a
10 meninas, lodas de 6 a 10 annos esmolando o
pao da caridade : seus roslos pela palidez que ira-
zem demonstran! quamo paueccm : os os esfar-
rapados andrajos que as cobrern, mais pungente
as tornam.
Da Villa Velha da Jacobina vieram essas or-
phas era compauhia de urna raulher e lies me-
ninas que igual compaixo merecern.
Sio os restos de familias qoe suecumbiram vic-
timas da fome.
Condoe-uos similhanle scena ; rimo-las estirar
a mo da meudicidade para receber a esraola que
lhe dava mo caridosa.
Nao sao esses os ltimos emigrados que para
aqui lem vindo ; mullos oulros por alii andan).
Os nossos serloes, oulr'ora lo feriis e abun-
dantes, apresenlaiu boje o mais lerrivel aspecto ;
a secca os lem completamente devastado.
E qual o meio que proporcione esses infoli-
zes um alivio a seus peuosos males?
Onde atharo elles um recurso que minore
suas desgranas ?
Na Cachoeire para onde emigrara continua-
mente esses perseguidos da fome, encontrara el-
les a Sania Casa de Misericordia que lhe obre os
bragos da caridade e recebe-os em seu seio.
O Sr. Assis, digno provedor daqucllc pi esta-
belecimcnio os recolhe e lhe ministra cora c ali-
mento os soccorrosde que necessitara.
Nao porveulura um acto meritorio digno de
todo louvor esse que pratica o Sr. provedor na
Santa Casa de Misericordia da Cachoera ?
Por cerlo que sim ; ninguejn dir o contrario.
Ao passo que Santa Casa se presla essa obra de
caridade, ella busca tambera tirar em compensa-
dlo irabalho dos que lhe podera utilisar empro-
gando-os 00 seu servico.
Aqu nem esse lenitivo elles encontram ; aqui
s a piedade dos christos que se compadece de
sua penuria.
Nao appellamos para a nossa Santa Casa de Mi-
sericordia ; os actos de caridade sao espontneos,
e nem de outra sorle poderiam ter mereci-
mento.
No enlanlo nenhum remedio ha para esses in-
felizes expostos fome c ao fro ; elles quo con-
linuem sua vida do peregrinaco e de d, at que
a Providencia divina se amefeie de suas mise-
rias.
governo para que a sua execugao se faca regular
e convenientemente como deve ser.
A reforma das alfaodegas e coosulados ha tan-
to tempo promeltida, anda nao foi publicada ;
mas espera-se que o seja todos os dias, assegu-
raoao-se mesmo que j merecer a assignalura
imperial. A julgar pelos dados que poasue o seu
autor (o actual ministro da fazenda), pelos estu-
dos que tem feilo sobre estas materias e pelos
conheciroenlos tbeorros e pralicos que tem ad-
quirido nos importantes cargos que lem lido, es-
ta reforma deve ser una obra magistral e cons-
cienciose, que muilo hade melhorar a iscalisa-
go e arrecadaglo dos direitos de imporiaco e
exportagao. Dizom que a folha official ter que
fazer por dous ou tres dias para publicar o ex-
tenso regulamento que deve reger as repartigoes
reformadas, e que senlao depois disto feito po-
dera ser conhecido o pessoal nomeado e carabea-
do para essas estacos fiscaes, quo deve ser cer-
tami-ule muito numeroso. Por mais numeroso
porm que seja. Picar muito a quem das preieu-
ges e empenhos a que lem dado lugar, oque lal-
vez nao lenha contribuido pouco para crear em-
baragos ao ministro que lem de fazer as nomes-
ges c provimenlos dos novos lugares creados o
as transferencias e collocagdes d'aquelles que j
existiam
Fora disto nao me parece que haja no movi-
mento administrativo das oulras secretarias de
Eslado cousa alguma que possa communicar-lhe
como importante, e com que me seja perrailiido
alargar um pouco mais os limites da correspon-
dencia de hoje. O ministro do imperio est an-
da oceupado na diviso dos disirklos eleiloraes
do imperio, e deve-se reconhecor que s com is-
lo nao lera pouco que fazer, oem poucas impor-
tuoagdes que supportar; quaoto mais que dizera
que lhe esl igualmente incumbida a confecgo
do regolamento para a stima secretaria de Esla-
do uovameote creada, e que est a ponto de fa-
zer a sua irrupgo no munio poltico, lendo feilo
o acervo de suas atiribuigoes das que sobravam
da pasta do imperio, que mesmo assim, nao ca-
r anda muilo folgada para um ministro que nao
seja to migo e oem lo amigo do irabalho como
o actual. No que nao se falla porm aluda com
seguranca possivel para que eu possa Iransroiliir-
Ihe desde j a nolicia, em quera ser o noif
ministro a quem destinada esla nova pasta, (ou^
posta, se assim lhe agradar raais.) Talvez nlo
esleja milito fora dos clculos d'aquelles que po-
dera resolver sobre o ohjecto o esperara prxima
reuniao da nova cmara, c fazer de 1 Igum dos
deputados novos o novo ministro, coutiomudc
ella entretanto d'aqui al l a carga de algum dos
actuaes ministros. Ora, nlo somentc assim a es-
colha do novo conselheiro da cora seria mais
parlamentar c mais constitucionalmente feta ;
como tambera o novo ministro poderia trazar de
urna ouira legislatura nova seiva e nova vida que
communicaria aos seus collejas, e fortalecera
desle modo as condiges de exisiencia do gabine-
te. Alm de que uma candidatura de mais quo
cresceria, e que devia ser muilo cobigada por a-
quelles que eslivessem em caso de pretende-la.
A marcha da irnprensa que hosllisa o governo
rilo aprsenla cousa alguma nolavel de que se
possa fazer menglo. O Diario contina sempre
na guerra louca e apaixonada que tem feilo desde
o seu principio, e vai por dianle sem se importar
com os desmentidos que constantemente recebe
pelas aecusaces absurdas e extravagantes que
levanta contra os ministros. Anda ha poucos
das pretendeu elle ferir a reputagao do ministro
da fazenda proposito de uns saques de quanlia
avultada lomados pelo thesouro nesla praga sobre
a de Londres; mas ura correspondente do Jemal
do Commercio fez tao completamente a defeza do
ministro a respeilo da operagao argida, que o
aecusador licou plenameute convencido perante
o publico nao somenle de calumniador indiscre-
to, como tambera de inepto e ignorante das ma-
terias de que quiz tratar. Corre por aqui que o
redactor do Diario se aprsenla candidato por um
dos districios d'essa provincia, d'onde diz serna-
jtural; e que espera iriumphar, diz elle, apezar
I de dizerem lodos o contrario. Seria realmeute
umaescolha qne nao honrara nada o bora senso
I e patriotismo dos eleitores Pernambuco; ainda
nao estamos em circuinstancias de elevar a auar-
chia representaco nacional.
JO Correio Mercantil, cujo principal rodador
iTmbera candidato pelo i'.islriito eleitoral desta
corle, depois de urna solemne corrida que lhe tem
passado com mo de mestre ura comraunicanle
do Jornal do Commercio que so assignaOs
Consiucionaes, cojos artigos lhe recommendo,
licou manso como u u cordeiro, melleu-se as
I cnculhas e a viola no sacco, e dizera que agora
'pretende ver se consegue lambendo aquillo que
I nao pode conseguir mordendo. O Jegenerador
i torriou-se completamente governista depois do
ni toifeslo dos partidos polticos e sua restauragao
espozando sempre as i.las conservadoras, o ago-
ra publica-se dioriamente, trazendo sempre boas
anigos. E' escripto pelo Justiniano Jos da Ro-
cha, amigo redactor do Brasil. O Correio da Tar-
de lambem se declara governista, cooi quanlo d6
algumas vezes suas bicadiohas ; oas esle jor-
nal de mu pouca influencia.
As noticias quo nos chegaram ltimamente dr>
R10 da l'raia nao tem grjndo interesse para nos
no ponto de vista politico e nacional, pois lo las so
referen) aos trabalhos de organisae.io interna com
que aquelles povos eslo sempre tabulando.
jOuanto aos direitos cinteresses dos subditos bra-
sili'iros alli residentes parece que o nosso gover-
; no lem lomado o vai tomar providencias enrgi-
cas e decisivas para chamar razio e aocompri-
mento de seus deveres esses nussos inquietos vi-
siuhos.
Consta que o Imperador e a Familia Imperial
parlen) no principio do prximo mez de novem-
bro para o seu palacio de Pelropolis para passa-
rem alli o verlo.
X.
Na vina
de non e B1 111
feito na pesse a de
mo da Villa-Nova da
melldo.
Pessoas aqui chingadas que sahiram da villa
j e 10 de selembro prximo
ram ser falso os boatos adrede
tiro foi preso um individuo
lix, reo de crime de morle
ntono de Oliveira, no ter-
Rainha, para onde fra re-
annos algum sinistro, perda de vida e
ao commercio desta praga.
Em Santa Calharina nada occorrera de impor-
tante.
O Sr. Antonio Dias da Costa, capillo do corpo
de engenheiros, foi nomeado cavallciro da or-
dem de S. Rento de Avj*.
S. M. F. o Sr. D. Pedro V. houve pnrbnm re-
conhecer por carta regia o foro grande de fidal-
go, cora uso de brazo de armas, ao Sr. Rodri-
go Jos de Mello Souza, proprietario nesta corle.
preju 9 i espalhados as provincias de Pernambuco e Cea-
r, de ler all Inaquelli villa havidu muitas (nor-
tes por occasijo das e eicoes primarias ; antes pe-
lo contrario ellas alli foram eilas na melhor or-
dem possivel.
L-se no Progresso
No dia 14 d ) corren!
22
Por decrelos de 5 do correnle foram removidos :
0 juiz de direilo Antonio Agnello Ribeiro, d
comarca do rio Paran para a de Cavalcanli. da .
provincia de Goyaz. sobre represenlago do pre- T V na eStaV* PrePBrada- Prel
sideme da mesma provincia e ouvido o conselho I 2. ,"',* a > ,n
de estado ; ~ ,Na lar,l8l d0 d 13 marchou para a villa do
Ojuiz de direUo Joao Salom Oueiroga, da co-UrUbC*--.0 de-Sa-anient0-dB l'edoslres de linha
da Cachoera
le pelas 6 horas da manilla
, no lugar da Pedra Branca,
loda e o prejulzo foi maior
houvo explosio oa falirica de plvora do Sr. Do-
mingos Antn o Nclto
A fabrica penleu-se
de 8:000jJ.
Duas criandas de 8 annos foram encontradas
carbonisadas n urna de 2 annos, bstame queima-
da, morreu duas horas depois. Dizem que cau-
sara esle desastro uro preto que entrara ua fabri-
ca e que cora um charuto fra experimentar a
marca de Jequitinhonha, de Ia entrancia! para a i SSfwff*1*
1 n;_ \'___ j ., i_____.1 [fr3r.il*.
cid
pro-
do Rio-Verde, de 2a entrancia, ambas na
vincia de Minas-Geraes ;
O juiz municipal e de orphlos Jos Jorge de
Carvalhal, do termo do Ro-Grande, na provincia
do Rio-Grande do Sol, para a de Maragogipe, na
provincia da Baha, por assim o haver pedido';
Foram nomeados:
Ojuiz municipal Luiz Pinto de Miranda Mon-
tenegro, para o logar de juiz de direito da co-
marca de Iguape, na provincia de S. Paulo ;
O juiz municipal Carlos de Cerqueira Pinto, pa-
ra o lugar de juiz de direito da comarca dorio
Paran, na provincia de Goyaz.
Fez-se merc a Jos Francisco Villa-Nova da
serventa \iialieia dos oflicios de tabellio do pu-
blico judicial e notas e escrivao do civel, crime
ade se achava, em numero de 40
pracas
Assassinhlo. No dia 23 do selembro ero
Monte Alegre, na fazenda denominadaTauque
Novofoi brbaramente assassinado o septuage-
nario Antonio Manoel da Cuaba. Arham-se pre-
sos dous escravos da victima, de nomes Vicente o
Izidoro, e ma 8 oulros de D. Maria Anglica, mo-
radora na freguezia do Gavio, de nome Pedro,
que se presume seren os autores de to brbaro
alternado.
O Sr. delegado ero exercicio tem mostrado so-
licito na indagagao do verdadeiro autor de seme-
lhante crime.
"fnenameno. No dia 1. do rorrelo,
Jos Candido Vieira Mrlins, maior de 50 annos,
onerado de familia e morador na fazenda do Sal-
gado, envenenou-se cem um pouco de selimao, e
BAHA,
1G de oulubro de IStiO.
Em virlude de cumniunicages oficiaes dirigi-
das de Paris ao governo imperial, em que se pre-
vena que um agenle do francez Fevrier, com ho-
tel Desta capital, alli encommendara a om abri-
dor chapas para notas de 5, aguardava a polica
a sua chegada, o que lendo honlem logar no va-
por franrtc, e depois de se tomarem as conve-
nientes camellas sobre sua bagagem naalfande-
ga, foi o hotel de Universo ou Figueircdo, de que
ora proprietario o mesmo Fevrier, immediata-
mente posto em cerco por ordem do Sr. Dr. che-
fe de polica, que alli comparecen logo acompa-
nhado do escrivao e procedeu a mais rigorosa
busca, e inlerrogou a Fevrier ; depois do que di-
rigio-se alfandega. e alli fez tambem minucioso
exame em sua bagagem, e nada at agora con-
seguio descobrir acerca da veracidade da impu-
lacao
O Sr. Dr. Moraes, houve-se nessa diligencia
com louvavel ?ctividade, e muila camella.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
RIO DE .1A MI 114
25 de outubro de 1H0.
Depois que levo lugar a publicago da le do
orgamento, que j desde a correspondencia pas-
sada lhe annunciei, e que, como ter ah visto, pe-
la numerosa variedade de seus arligos e das dis-
posiges legislativas que encerra, podo ser con-
siderada romo um immenso arsenal de providen-
cias administrativas de lodo genero, o governo
se lem principalmente oceupado da confecgo e
expedigao de regulamenlos e instruegoes neces-
sarias sua boa exeengo, oque entretanto in-
da assim nao lhe ser muilo fcil. E' innegavel
que o ministerio actual um dos mais trabalha-
dures, e talvez mesmo o mais trabalhadir que
temos lido; innegavel que tem ello dirigido
sua alinelo e os seos cuidados para lodos osob-
jeclos do servico publico quo os reclamavam, e
que al alguns que nunca foram lembrados nm
contemplados pela solicilude administrativa dos
nossos governoa lea huje merecido um olhar pro-
lector, e tem sido melhorados no que era rompa-
tivel cora o seu estado e com o seu deslino. Mas
igualmente cerlo que por mais trabnlhador o
enrgico que seja o Roverno por mais dedicados
que sejam os i>eus delegados e autoridades subal-
ternas, a uluma lei do orgamento por si s darla
muilo que pensar e que (azer a lodos elles e che-
garia para absorver a aclividade e cuidados do
DIARIO DE PERNAMBUCO-
O vapor Oyapock, entrado dos portes do sul,
Irouxe-oos jomaos e cartas com as seguinles da-
tas : Rio de Janeiro 23, Bahia 27,. e Alrgoas 29
do correnle Alm das noticias que se achara
transcriptas sobo lilulo de Interior, eis o que
de mais encontramos :
Pelo ministerio da fazenda baixarara os decre-
tos : ns. 2,66i marcando o prazo o regulando o
processo das substiiuic,es das notas dos bancos
menores de 5t'a ua corte e proviuca do Rio do
Janeiro e de 253 as deraais provincias ; 2,611
autorisando a incorporaco e approvando os es-
tatuios da corapanhia Transportes martimos ;
2.665 estabelecendo novo plano para a exlrac-
co das loteras ; 2,666 declarando qual o modo
porque se devem executar os arts. 20 do decreto
n. 2,549 e 16 do don. 2,551.
Pelo do imperio baixaram : n. 1,096 regulando
os direitos civis e polticos dos ilhos de esiran-
geiros nascdos no Brasil, cujos pas nao estive-
rem em servigo de sua naco e das estrangeiras
que casaram com Hra.-ilriros, c vice-versa ; 1,099
prohibindo as loteras e rifas de qualquer espe-
cie, nao aulorisadcs por lei, e d faculdade 10
governo para conceder loleriis ; 1.106 approvan-
do a pensau de 400^ concedida Pedro Jos Car-
doso ; 1,098. marcando o subsidio e as despezas
de ida e volla dos deputados geracs ; 1,111 e
1,115 mandando admiltir h matricula as acui-
dades de direilo do Rccife e S. Paulo, e de me-
dicina do Rio e Baha, aos seguales estudaoles :
Vicente Jausen Pereira, Manoel de Souza Ro-
lim de Alencar, Manoel Soares da Rocha, Candi-
do Vilenano da Silva Freir, Joaquim Alves Coa-
t, Antonio Espendio .Mallos do Prado, Jacinlho
Cardoso da Silva, Jos Lino Pereira Jnior, Ole-
garlo Feneira Bandeira, Joo Augusto Nepomu-
ceno Machado, Relarmino Jos Ferreira da Sil-
va. Jeronymo Lourenco de Araujo, Manoel Ig-
nacio Lisboa, Marcos de Oliveira Arruda Filho,
Jos Marciano da Silva Poutes, Antonio Simes
de I-'aria, Ladislao Ribeiro de Novaes, Venancio
de Oliveira Ayres, Venancio de Oliveira Ayres,
Francisco de Assis Pereira Bocha Jnior, Jos
Peo reir Franga e Luiz Jos Pereira de Carvalho.
Pelo da guerra, baixuu o de n. 1,116 mandan-
do maliicular na escola central a Joao Alves Pi-
nheiro de Carvalho, Alcino Raptisla Monteiro o
Antonio Luiz da Cunha Babianno.
Em Alsgoas nada de importante occorreu, aps
a vinda do Persinunga. Nao recebemos a caria
do nosso correspondente ; suppomos que vera
por mo particular.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Hontem desembarcou, procedente da capi-
tal da Bahia, a ala direiia do 2a balalhlo de fu-


I
MARIO ME FERNAMBC. ftARTA fEIRA 31 DE OTUBRO DE 1860.
W
eileiros. qu vem estacionar oesta provincia, em
snbslituico do 8 balalhao que para all de ve
seguir.
O Exm. Sr. presidente da provincia, por
acto de 29 do que hoje Bnda, approvou un no-
vo plano, que Ihe foi subraeltido pelo theaourei-
ro das loteras, afim do por ello serem exlrahi-
das as loteras, que houverem de correr de agora
em diante.
Segundo este novo plano, deve compor-se a
lotera de 2.400 bilhetes, que dao um producto
liquido de 9:600$, que ser distribuido por lodos
os 2,400 bilhetes do modo seguale :
Um promiadocom.................. 4:0009000
Um premiado core.................. 9d0<]000
Um premiado cam.................. 5000000
Tre3 premiados com 200*........... 60o$000
Cinco premiados com 100*.......... BOOOO
Soto premiados com 50............ SiUDOOO
Oito premiados coro 20............ 16ojji>00
Vinto e quatro premiados com 10.. 2403000
Dous mil Irezentos e cincuenta pre-
miados coral*.................... 2:350*000
Desta dslribuigo, pois, fiea manifest que nao
ha bilhetc que deixe de sur premiado ; e assim
o jogador raj do antemao cerlo, de que nao per-
der todo o capital erapregado, ao passo que
corro o risco de haver qualquer dos premios
maiores.
Com a dlminuigao da importancia da lotera 5
proporcoes que esto ao alcance do consumo dos
jogadores, e cora esse plano que seajpre deixa
um recurso ao que perde, de suppor que a cx-
tracgo torne-se mais regular e menos prejudi-
cial para o respectivo thesoiireiro no grande nu-
mero de bilhetes cora que Qcava.
Informara-nos que na ra Imperial existe
urna casa de plvora, que porsua natureza im-
porta ser removida para a localidade que j ltie
foi marcada ns condigoes das posturas muoci-
paes.
Estas dispdem que lacs depsitos estejam se-
parados duzentos palmos de toda a edilicacao ou
conslruego qualquer; ora, esta casa de que tra-
tamos, nao guarda esta distancia; portanto a su
permanencia, alm de infractora da le, cura pe-
rigo constante que alli existe entre a popolago.
Simultneamente foi-nos informado, que o
fiscal j marcara o ponto para a remoco. ponto
que acha-se uaquella distancia ; e pois ao roes-
mo lembramos a necessidade do fazer effectiva
aquella medida.
Pelo Sr. Dr. juiz de direito da Ia vera cri-
minal Bernardo Machado da Costa Doria, foi con-
vocada a 5* sesso jndiciaria do termo do Recite
para o da 12 do prximo futuro novembro. Pro-
ceden hontem o mesmo juiz ao sorieio dos 48
juizesde fjclo. que devoran servir em dita ses-
so, assisiindo ao acto do sorleamenlo o Sr. pre-
sidente da cmara municip&l Gustavo Jos do
Reg e o Sr. l)r. promotor publico Francisco
Leopoldino de Gusrao Lobo.
Ter hoje lugar na sala dassessoes do Ju-
ry a audiencia geral de encerramenlo da correi-
cao, que no da 1 deste mez fura aberta pelo
Dr. juiz de direilo da Ia rara.
CHRONICA JUICIARU.
] j estovamos autorsados para declarar muito po-
| sitivamehte quo essa Delicia nao tinha o menor
Nos dias 29 e 30 fizerara aclos vinte e seis
estudantes, e o resultado da volaco foi o se-
guinte :
Primeiro anno, 4 approvados plenamente.
Segn lo anno, 2 approvados plenamente, 1
simpliciler e 1 reprovado.
Terceiro anno, 5 approvados plenamente o 1
simpliciler.
Quarto anno, 8 approvados plenamente.
Quinto anno. 4 approvados plenamente.
Baptisados da freguezia de Santo Antonio do
Recife, de 20 a 28 de oulubro.
Manoel, pardo, ti I lio natural de Kaymunda Mara
da Conccigo.
Antonio, croulo, lilho natural de Calharna, li-
berta.
Antonio, branco, filho legitimo de Antonio Flix
Cardoso Macbsdo e Marcelina Leopoldina Ma-
chado.
Cosaria, parda, fi'.ha legtima de Cypriano Jos
da Conceigo o Manoella Francisca de Olivoira.
Floriano, branco, filho legitimo do capilo Jos
Pereira Teixeira e sua mulher Umbelina Ama-
la Burlamaque Teixeira.
Ernesto, branco, filho legitimo de Candido Jos
Mirtina e Maa Amalia.
Jos, branco, Qlho legitimo do Jos da Cruz San-
tos e Francisca Senhorinha de Oliveira Santos.
Jo nina, branca, tilha legitima de Joao Felippe
da Costa Cordciro e Antonia Candida Cordeiro
Jos, pardo, filho legitimo de Domingos Suriano
Pinto e Joaqui'ia Mara Theodora ; Santo Oleo.
Hara, branca, fllha legitima de Jos de Azeredo
Mtia e Silva e Floruida Adelaida de Azevedo
Maia.
Leocadia, parda, lilha legitima de Semino Jos
deSant'Anna e Carolina Severina da Silva.
Cicila, branca, filha legitima de Manuel Correa
da Silva Lobato e Antonia Gertrudes Lobato
Catharin, crioula, cscrava de Joaiuira de Al-
meida Pinto ; Sanio Oleo.
Urna filha legitima do Joo Felippe da Costa Cor-
deiio.
Um filho legitimo de Francisco Luiz Rbeiro
Casamentos:
Mximo Jos de Andrade com Hermelnda Lins
Oliveira
Joo Manoel Hartins Carreiro com Francolna
Mara dos Prazeres.
Passageiros do vapor nacional Oyapock, en-
trado do Rio de Janeiro : Antonio Jos Rodri-
gues de Moraes, D. Francisca Carolina e 1 escra-
va, Joao Jactntho Muniz Feij e um escravo,
Adolpho Arlhur. Innocencio de S Ferreira, Dr.
Julio Augusto Cunha Guimaraes,.sua seahora |
1 filha, 1 criado e2 escravos, ex Io clele Cas-
trciano M. Couveia, Jos Francisco Maia, guar-
dio de mannha Manoel Joaquim, Tliomaz Clef-
fe, soldados Manoel Flix do Nascimeuto, Pedro
do Alcantira, Francisco Jos Barboza, dezembar-
gador Jo>'quim Rodrigues deSouza, sua senhora,
1 lilha 4 escravos, ura escravo do lenle An-
tonio C Pereira, Bento Gongalves, BalbinaOlym-
pia do Espirito Sanio e 4 filhos, Emilia das No-
ves, francisco do Paula Andrade. Aprigin Jos
da Silva, T. B Broume, sua senhora, 3 filhos e
urna criada, Aureliano da Silva Rabello, Joaquim
Cajueiro de Campos, Augusto Ernesto de Siquei-
ra, Joo Rodolpho daSilveira, Joaquim Rbeiro
de Souza Proase um escravo, Groveano Luea-
no Stof-no, a alta direila do balalhao de in-
fanian'a n. 2composlade 1 coronel, Scapilaes, 1
jecretario, 3 lenles, 3 alferos, I capello, 3
senhoras dos ofliciaes, 5 filhos, 2>8 pracas de
pret, 25 mulheres dos soldados e 15 lilhos, ex-
praea Estanislao d- Abrou e sua senhora, Joo
Jos de Miranda, Caetano Ferreira Pinto Goelho,
Jos de Souza Guimaraes Jnior, Jos Rbeiro
Lopes, Antonio Jos da Silva Figueirdo, Jos
Vicente Fernandos da Silva Gomes, Manoel An-
tonio reas, Jos Amonio da Silva Jnior, Jos
de Souza Correa e sua lilha, Joo Antonio dos
Santos Andrade, commendadoros Francisco Jos
de Magalhes Bastos, Salvador Leito Vidual, soa
senhoia el lilha, Francisco de Paula Nevos, An-
tonio Jos de Aveiros Sabugo. J. Theodoro de
Almoida, Joao Accioli, Jos Francisco Taboca,
joaquim Jos Ferreira da Costa Rebimba.sua se-
nhora e um escravo, Joaquim Francisco dos San-
tos Maia.
Seguem para o norte : Deputado V. do R.
Toscano Brrelo e um escravo, cabo Anastacio
Rodrigues de Souza, Dr Felisberlo Hcnrique de
Almeidi e um *cravo, Joaquim Francisco Cara-
ciole, Hermargino R. do Silva, commendador
Manoel da Rocha Miranda c 4 escravos, 0 Luiza
Clemetitini ua Cucetelo e seu filho, Ferreira
Marques, imperial marinheiro Antonio Pereira do
Espirito Santo, 2 soldados, o particular Lidio
Gomes Veras, D. Angonlinha Rodrigues de Sou-
za Cernas e urna criada.
Passageiro do hyate nacional Correio da
Imperalrii, sahido para o Maranhao : Frans-
Diasda Cosa.
Matadouro ri'Biico:
Maiaram-se no dia3J,do corrente para consu-
mo desta cidade 94 rezes
HORTALIDAHE DO DA 30 :
Mara, prela, escrava, 22 aunos, tubrculo pul-
monar.
Cecilio Antonio da Encarnagco, pardo, solteiro,
40 annos, congesio cerebral
Caldino Jos de Santa Anna, pardo, solleiro, 31
annos, venerio.
Hospital de caridad!. Existem 56 ho-
mens e. 51 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, lotal 113.
Na totalidadedos doentes existem 39 aliena-
dos, sendo 3o mulheres e 9 homens.
Foram visitada is enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 7 huras da manha, pelo Dr.
Dorrrellas s 7 e meia da manha, e pelo
Dr. Firmo, s 5 e 1/2 horas da larda de hontem.
N. B. Os dous priineiros mdicos vieitaram de
maoba.
TRIBUNAL DA RELC0.
SESS.V0 EM 30 DE OfJTUBRO DE 1860.
PRESIDENCIA. DO EXM. SR. CONSELHEIRO ERXKMNO
DE LEiO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os senhores desembargadores Villares, G-
trana, Guerra, I.ourenco Santiago^ Silva Go-
mes e Caelano Santiago, procurador da co-
rda, foi aherla a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguales
JULGAMENTOS.
RECURSOS CftrMBS.
Recorrente, o juizo ; recorridos, Camiaha &
Filhos e outros.
Relator o Sr. deserabargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Villares eSilva Gomes.
Reformada a sentenca.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Luiz Correia
da Silva. "
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourengo
Santiago, Guerra e Villares
Improcedente.
Recurrente, o juizo ; recorrido, Joo Carlos de
Saboia.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Gitirana, e Villares.
Improcedente.
Recorrente, o juizo; recorrido, Joaquim Fran-
cisco Garcez dos Santos.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Villares, Gi-
tirana e Lourenco Santiago.
Improcedente.
Concedeu-se ordem de habeas-corpus pedida
por Raphael Archanjo, marcado o da 3 de no-
vembro futuro, pan ser apresentado em sesso,
sendo ouvda a competente auloridade.
DISTRIBUiqdES.
Ao Sr. desembargador Gitirana, o recurso de
eleico :
Recorrente, Vilaliano de Oliveira Guimaraes :
recorrido, o cnnselho
O recurso crinie :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Luiz Jos Bel-
miro Pereira.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, os
recursos crimes:
Recrreme, o juizo ; recorrido, Jos Rbeiro
Lima.
O recorso commercial :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Ignacio Nery
Ferreira da Silva Lopes.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recrreme, Antonio Vctor de S Brrelo e ou-
tros ; recorrido, o juizo.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Luiz Jos de
Franca.
ravo de pelico :
raante, Jos Narciso Camello ; aggrava-
do, o juizo.
A 1 hora de tarda cncerrou-se a ses3o.
fundamenro : hoje, porm, reforcaram-se todas
as razdes, que tinhamns para pensar daqualle
modo: e, por tanto, affirmamosque inexacta a
noticia da candidatura daquelle Sr pela Para-
hyba, continuando a ser cerlo que elle, anima-
do pela estima, sympalhia, e nunca desmentida
benevolencia de seus prestrnosos patricios e ami-
gos, contina a ser candidato pelos crculos de
Olnd, Limoelro, e Goianna.
Se a intriga que forjou aquella noticia, fi-
que desmascarda por esta declararlo.
Recife, 30 de outubro de 1860
O aggr
Dito da rJi DMtlo ... tQ00
Dito de Cabb Verde ..... 2J500
Alpisla .|. .1.....A 700
'(oa).'
La a Para
tup.
CONSULADO PROVINCIAL.
terares feilas no lancaracnto das
dcimas que pagan as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo escripturario
Y. H. F. P. da Silva.
Roa da Praia.
Numero 13. Dr. Bento Jos da
Costa, casa terrea arrondada por 309^500
dem 17.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 309J300
Mein 19.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 309J5OO
dem 21.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 309$500
dem 23.O raes no, casa tarrea ar-
rendada por...................... 309J500
dem 23 O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 309S500
dem 27.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 309*300
dem 29 Guilhermo Augusto Ro-
drigues Seltc. sobrado de 1 andar
com 4 tojas arrendado ludo por.. 1.422J000
dem 31.Joao Tliomaz Pereira, so-
brado de 2 andares e laja arren-
dado por......................... 93OS00O
Mera 33.O mesmo, sobrado de 2
andares a loja arrondado por..... l:19GgO00
dem 33. Herdeiros de Couslanlino
Jos Rapozo, sobrado de 2 andares
e soio, e urna loja, com I telhei-
ro no fundo arrendado ludo por.. 8003000
dem 30.Manoel Joaquim Ramos
e Silva, urna casiuha do madeira
arrendada por..................... 100j>000
dem 41.0 mesmo, urna terrea de
madiera arrendad por........... 100JOOO
dem 43.Manoel fioficalves da Sil-
va, sobrado de 2 andares solao e
4 lojas arrendado ludo por........ t:f4O|0M
Ilem 45.Jos lligino de Minnda,
casa torrea arrendada por........ 200JO0!)
dem 47.--Manoel da Costa Goima-
res Ferreira, sobrado da 2 anda-
ros soto cuma loja arrendado tu -
do por............................ 1:0928000
dem 49.Ignacia Claudina de Mi-
randa, e Mara Claulina de Mi-
randa, sobrado de 2 andares so-
to e urna loja arrendado ludo
por............................... 1:250*000
dem 33.Manoel Luiz de Mello, so-
brado de 3 andares sotao e loja e
1 telheiro no fundo arrendajo tu-
dopor............................ 1:420*000
dem 53.Francisco Jos Raposo, o
filhos, sobrado de 3 andares so-
to o loja, e 1 lelh 'iro no fundo
arrendado ludo por............... 1:150*000
llera 59Jos Higiuo de Miranda,
sobrado de 3 andares e loja ar-
rendado ludo por................. 1:5400000
Ra Nova da Praia.
Numero 4.Dr. Bento Jos da Cos-
ta, sobrado de 1 andar com slao
e loja arrendado ludo por........ 1:100*000
dem 14.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 500*000
llera 16.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 500;000
dem 18.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 5001000
dem 20.Guilh'-rme Augusto Ro-
drigues Sello, casa terrea em cai-
xo arrendada por................ 180*000
dem 24 Candido Jos Raposo, ca-
sa Ierra arrendada por........... 250*000
dem 26.Manoel Jos Pacheco de
Mello, sobrado de 1 andar c loja
arrendado por.................... 370*000
dem 30.Manoel Goncalves da Sil-
va, casa Ierres arrendada por.... 600JOOO
dem 40.Jos Hygino de Miranda,
sobrado de I andar e loja arren-
dado por.......................... 900*000
1* Travessa da ra da Praia.
Numero 2Berilo Jos Ramos de
Oliveira, casa terrea arrendada
por............................... 400JOOO
dem 1.Guilherme Augusto Ro-
drigues Selle, casa terrea com
soto arrendada por..............
Ideai 3. O mesmo, casa lerrea
com soto arren lada por.........
dem 5. O mesmo, casa terrea
por........
casa terrea
por.........
casa terrea
O Liberal Pernambucano, cuja deficiencia de
assuujptos graves o fez andar apauhmdo as bor-
boletas que Ihe esvoa^a'm pelos olhos, julgou
proporcionar-se-lhe um nova fonte, que explo-
rar, em materia de atusos insignificantes, em
al gnus arligos communicados, que nesles ultimas
das foram insertos oeste Diario, sob o titulo de
novos horisonles polticos.
Nao vemos ah cousa que possa deprimir seria-
mente a actualdade, era nenhum daquellesque
a dirigem. Notando-so alguns ditos espirituosos,
que outros chamaran) inconsiderados, que ne-
nlmma verdade poltica incerram, no sentido de
aprnveitar aos intuitos do Liberal. certo que a
gente que o dirigo nao dos que se oecupam
multo: o seu lito voltio, e sdico innovellar o
espirito publico as redes do engao, do artificio
e das falsas declaraacoes ; e dah o gosto parti-
cular que essa gente mauifesta por tudo o que
declamatorio, superficial e al insidioso. Islo
um protesto contra a sua lealdado e bom senso.
O juizo de nm individuo, por miis compleme
que o seja a outros respeitos, nao p le ser con-
siderado como regra iofallivel, no tocante apre-
ciarlo racional e verdica de alguns homens e de
alguns fictos da poca.
E pois nao exulte o Liberal com triumphos
epheracros, nem lo poueo se persuada do que
alluses sem mrito e justica, possara damnificar
a posico social de certos individuos ; de sua bir-
ra e odio. u'ouiro campo que deve estabeleccr
a discusso o nada do fazer de lobo, que tenia
malar aquillo que nao pode comer.
Cremos ler dito quauto basta para convencer
so Liberal do menhura effeito de seus commen-
tarios, os quaes at nos quer parecer, que sao in-
fidelissimos. O que se escreveu naquclles artigos
que lauto Ihe rieran a sabor, nao passou de ge-
neralidades abstraas, etc., etc., ele.
D.
Publicacoes a pedido.
UMi jL*xlVa
Sobre o tmulo do innocente va-
noel Firmino de Mello Jnior
Urna crianca, que a vida Ihe corra como
a sombra gentil do amor querido, com um
riso de delicias, v-se alli mora !...
Que 3 das passados entre os mais crueis
soffriioenlos da febre amarella, s 6 horas
da larde do dia 24 de outubro presente,
essa estrella d'alva escondeu-so no seu
horisonle para nunca mais vollar; Dos
foi assim servido, resignerao-nos I...
Mais urna esperauga de purvir esvaeceu-
se m vastido dos tmulos!... Urna es-
peranza, dizemns, porque esta crianga tra-
zia irapresso em seu corago os mais bem
pronunciados sentimenlos moraes c por
isso regisiemo-los aqui para allivio e
nossas saudades. Era o primeiro filho do
bacharel Manuel Firmino de Mello e de
sua mulher D. Umbelina Firmina de Sa-
boia Pigueira de Mello, e contando 8 an-
nos e meio deidade.j cnsaiava progressos
na cultura das letras. Dolado de urna sen-
sibilidade as-as delicada a exprima na fami-
lia, na ternura que experimentava para seus
paes, mesires, prenles, collegas e para lo-
dos os mesraos do sua cisa e mormente na
pralica da religio Todos os domingos e
dias sanios de guarda pedia e ia ourir mis-
sa, depois do que visitava os amigos e p-
renles de seu pai, sera que o mandassem,
bem como ao seu mesire, logo que senta-
se enfermo amparou-se com a medida do
inartyr S. Sebastio tiran lo-a du oratorio
de sua mi e araarrando-a na cabeca por
lembram;a propria.
Nos ltimos momentos foi sua ultima
expresso, ah mcmi/.imia !... E privado
j da falla s tinha os olhos fil03 era Dos,
e em seus paes !... Sabia tanto con (listar
o amor de seus jovens collegas, que tolos
a poru vieram expoutaneamonte visita-lo,
e acorupanua-lo ao ultimo jazigo, orva-
Ihando ah seus restos morlaes cora o sau-
doso praulo da despedida.
Sentindo o precentimenlo da morto sous
ltimos pciijaracntos foram as letras ;
despedindo-se do mundo escreveu o seu
nome em todos os livros de seu pai e as
vosperas de adoecersahio a escreve-lo pe-
las calcadase ras da visnhanga, que lo-
dos observaran] com sorpreza.
Ah! meu anjo I j que viesles ao mundo
para subiros ao co : na presenc.a de Dos,
que le chamou para sua gloria, ruga por
nos, e por leus amargura Jos pais, aliin de
que alivie suas ponas...
Por imi amigo e collega.
Arroz da India
Ditod^MtraJihj
Orn dilo b>m
Dito dita ordinario.
Oito dilo mta lo. .
Caf do Rio primeira sor le
Dito dito segunda dita.
Dilo dito leroeira dita. .... a
Dito da Cabo Verde..... d
Dito ds S. T: a Principa.
Dito d Angola. J.....
Cacao do Parj.......b
D.lo da S;ui Thom.....d
Cera amarella de Angola ar.
Dila diU di Bengaela. .
Cravo do M^ranMo......
Cravo de Gircjfe .1. ar.
C -uros uceo! da Rio; ... ar
Dito verdes do Para o
Dilu e.iicliadm das Minas...
Dilo ditos da BatiU,. ..
Ditos ditos de Angula......
Ditos s Ditos l. de Pernambuco .
I)ilo* dit>f d.i Baha.......
Ditos ditos d Aagola.....
Dilos ditoi delCabo Verde..
Ditos dito* dak Ilhai...... a
Dito dilos muoros.......
6S>00
5J603
o 5*200
a^tlOO
ii) 39800
3*100
a 39100
d 58100
4i00
D
D

D
D

Cominlioi
Denles de marlim lei... .
Dilos dito mniflo......
Ditos dito esrravellio. .
E' va -doce.. ,......
I'arinha de Do .
Gomma copal mperior...
Dila tilla r?guiar.. L .
Dila dila ordinaria.. .
Melago. ..........
0lO d Clip lilil 1 .'. ,
Ouruc. J......
Pimenta da Iridia......
Salsa^parrilhsi aupaatior.
Dita dita recular ..|. .
Dita dila ordinaria,. ,
Trico eslrandeiro rijo.. .
T*pOCa lua.......
Urzella da Angola.l .
Dita de Bengua J. ,
Dila de Cabo Verde, .,
Vaquetas do Maranhlo.
Dita da Pernambuco .

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a

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217
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217
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160
207
220
4*200
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19350
1*250
4*200
1*000
5*200
4*000
2*000
459000
509008
Melago.O prego colado o que obtivaram 25 dores das ordens terceiras, irmandades e confra"
pipas ltimamente ohogdas de Iiulalerra. ; ras, ou quaesquer ofliciaes d'ellas competentes
De Pernambuco chogaram 98 cascos, e do Gil- para representa-las, afim de ter lugar a restitui-
REVISTA.COMMERCIAL.
De 12 ile setembro a 11 de outubro.
Earpcrlarao.
. Alm.
Agurdenle
Azeile doce
Amen,loa dore un milo
Banha de puro.
Raalas...... .1.
Cera branca em grutn
Dita dita em velas
Ceblas .
Cenleio.
Ovad 1 .
Carne de vacen.
de porc >
Choiiriciis
Farinha de lr
Milho. .
Paios. .
Presuntos
Sal. .
Trigo rijo do Reino.
Dito mulle .1. [. .
Toucinho. .....!..
Viiiho de Lisboa linio .
Uilo dito branco .
Vinagre de Lisboa tinto
Dito dilo branco
t
a.


ar.
a

M
A
A
6 @
o
I

A
Duz.

Moio
A
a
i
brallar 1 pipa.
Marlim.Vieram de Loanda 304 ponas, e de
Renguella 86) e 9 saceos com ditas. Este gene-
ro nao leve alleragao do que annuncamos om
nossa anterior revista.
Ourucu'.Nio procurado. Do ParS entra-
ra m 372 paneiros.
Salsa parrilha.Poucas vendss. Entraram do
Para 192 rollos.
Sal.Alguns embarques lem tido logar aos
procos de nossa colago,
Urzella.Foram as entradas duranlo esta re-
vista de 722 suecas de Loanda, 1375 de Beoguet-
la, e 281 de Cabo-Verde.
Em coniinuago aos ltimos avisos, tivemos
transaegoes de alguna importancia mais como o
deposito grande, os pregos nao tiveram alle-
ragao.
A sahida 110 mez passado elevou-se a 1836
saccas.
Vinhos.A noticias que tivemos do Rrasil
lem desanimado este genero, que continua f-ou-
xo, sendo os embarques de pouca importancia.
Pernamb jco.Flor de S. Simo (barc. port.)
com 36 pipas, 4 caixas e 123 barris de vnho, 50
pipas, 20 meias ditas e 143 barris de vinagre, 3
barris d azeite, 256 de carnes 1,080 saccas de
seraeas, 7 fardos, IX caixas, 3 barricas e 1 barril
de drogase medicamento', 7 caixas de calcado,
! 10 barricas de p de carvo animal, 40 de alpisla,
36 de sardinhas, 66 voluntes e 48 caixas cora mo-
bilia, 5 caixas de doce, 270 barris de cal, 120 la-
vatorios, 478 caixas de batatas, 1,000 mullios de
cebollas e 30 vo'umes diversos.
Relmpago (brig. port.) com 60 barris e 20
ancoreras de vinho,80caixotes de dito de Br-
deos, 18 pipas, 12 meas ditas e 31 barris de vi-
nagre, 10 barris de azeile, 400 barris de touci-
nho, 100 de chourigos, 2 de presuntos. 20 barri-
cas, 44 meias dilas e 16 saccas de carvo animal,
I II) ti barricas e 2 saccas de dilo vegetal, 2 barris de
140 carnes, 5 caixas de vidros, 78 do cera em vellas,
16*000 17*000 16 de doce, 16 de louca ordinaria, 300 barricas e
12*300 13*000 100 barris de cal era p'edra, 350 barris, 97 caixas
SjOOO 11*000 e 479 caixinhas de figos, 21 barris e 214 saccas
510 6)0 de semeas, 8 caixas de peixe. 300 varas de lage-
1*200 2*'0 do, 12 saccadas, 426 caixas e 700 molhos de ce-
' bollas, 230 caixas e 36 canaslras de btalas, 13
barricas de linhaca, 19 de erva-docc, 33 de ol-
pisia,20 de cera em grume, 10 saccas de comi-
nos, 18 de feijo, 31 barricas e 34 barris de ce-
vada, 46 voluntes de drogas, medicamentos, etc.,
33 diversos, 2 vaccas e 2 crias, 1 viiello e 3 ju-
mentos:
Par Ligeiro (brig. porl.) com 6 pipas, 286
barris e 62 ancoretas de vnho. 200 barris de vi-
nagre, 35 de azeile 190 de toucinho, 40 de pre-
suntos, 45 barus e 50 ancorlas de chourigos, 15
barris de banha, 5 barris e 12 caixas de peixe
om conserva, 25 voluntes do dr-'gas e medica-
mentos, 269 caixas e 20 telas ditas de cera em
vallas, 43 caixas de doce, 10 grades de queijos,
2 barris de cal. 10 caixas de vidros, 4) de mas-
ui 11*000 13*000
. 129000 13*500
a 11*000 12*)00
urna 1*600 2*200
a 28200 29500
3*500
3*000
260
3 SO
400
120
30
270
320
610
620
6-3000
39OOO
3S*Oo
4*000
280
400
420
130
380
300
12*000
18*000
396OO
9*000
370
*900
4*i00
1*600
670
670
2*800
gao dos processos, depois de publicadas as cotas,
despachos, sentencas e provimentos ; ffcanio su-
jeltas, no caso de fallarem, s penas dseipliD-
res determinadas no artigo 5 do citado decreto,
as quaes sao : Io. advertencia com cominago
e censura ; 2 multa at 100*000 ; 3 suspenso
at dous mezes.
E para que cheguc a noticia lodos, mandet
passar o prsenle, que ser publicado pela im-
pronsa e alxado no lugar mais publico.
- Recife, 27 de outubro 4e 1860sEu Antonio
Joaquim Pereira de Oliveira, escrivao interino do
jury o escrevi.
Innocencia Serifico de Assis Carvalho,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em curaprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 20 do corrente, man-
da fazer publico, que no dia 8 de novembro pr-
ximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vai novameote i praga para
ser arrematado, -a quem mais der, os imposios
da enmarca da Boa-Vista, no Iriennio (inanceiro
de 1860 a 1863, pela quaotia de 4:5008 rs. todo
o Iriennio.
As pessoas que se propozercra a esta arrema-
tarlo coraparecara na sala das sessoes da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio da,
com seus fiadores, competentemente habilitados.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de oulubro ee 1860.O secretario,
A. P. da Aonunciago.
Declaracoes.
Correio geral.
Relaco das cartas seguras vindas do sul pelo
vapor Oyapock, para os senhores abaixo decla-
rados :
Antonio Carlos Collim
Padre amonio Francisco Aras.
Belarmino Rrasilionse de Mello.
Carlos Justiniano Rodrigues.
Francisco Marlins de Amorim
.Francisco de Paula de Albuquerqne Maranhao.
Concalo Jos Alfonso.
Juviuo Eduardo Pina
Joo Baptista Pereira Lobo.
Dr. Joo Capistrano Bandeira de Mello.
Dr. Jos Antonio de Figueiredo.
Fructuoso Jos Pereira Dutra.
Dr. Manoel Luiz de Azevedo Araujo.
Malhias da Veiga Ornellas.
Pela administrago do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de couduzir
o vapor Oyapoek paraos portes do norte sero
fechadas hoje (31) as 3 horas da tarde.
sas, 15 de massinhas. 15 saccas e 10 meias-bar- __
ricas de comiuhos, 91 caixas o 603 raninos de ce-
bollas, 91 2/5 meios de sal, 100 barris e 359 cai-
xas de figos, 15 saccas e 10 meias barricas de cr-
va doce, 15 caixas de frurtas, 7 saccas de alfaze-
raa. 10 do emitas, 10 de grao, 30 djs feijo, 10
barricas de bacalho, 200 canaslras de btalas,
111 lases, 498 voluraes do louga faiance e 111
voluntes diversos.
Maranhao.Trovador (pal. port.) com 5 pipas,
30 caixas o 115 barris de vinho, 5 pipas, 30 nteias
dilas c 25 barris de vinagre, 60 barris de azeile,
1 do carno de porco, 8 de cabocas e chispes. 25 do malerial da armada,
de chourigos. 130 de toucinho, 100 saixis e 200 Para os r
O Illm. Sr. regodor do Gymnasio manda
declarar quo no dia 3 de novembro prximo vin-
dooro, principiam os exames nestn eslabeleci-
raenlo. Secretaria do Gymnasio Provincial de
Pernambuco 29 de outubro de 1860.
Antonio d'Assumpgo Cabral
Secretario.
Consellio lo compras navaes.
Promove este consolho cm sesso de 5 de no-
vemb/o prximo a compra dos seguintesobject03
Londres 90 d|.| .
Pars 100 d|d. .
Genova 3 nipl. .
Uamburgo 3 mpl.
Amslerddra 3 mid.
Madrid 8div. .
PortoSdtv.
Cambios.
... 54 a
. 530
... 528
. 48
... 42 Ii2
, ... 940
. psr.
Melaes.
P 90*000 1003000
120*000 130*000
P. 4't00l> 50*000
453000 50*000
canaslras de batatas, 60 caixas e 133 caixoies de
cera em vellas. 20 caixas de doce, 23 de frtelas.
Lengos de seda prela 60, linteiros de estanho
10 jogos, tinta prela 20 latas, dita verde 10 ditas.
54 18
Pegas de 8*000 .... 83O2O
Oucus lifp.1nind.1s. l'>i000
Dilas mexicanas. 14*000
Aaui.is de ouro dosEala-
do,-Unidos 18*250
Soberanos (a prata) 4-5490
Ouro cerceadola otro) 1*980
Palacat Itespaiiolaa 940
Dilas brastleiras 930
Dilas mexicanas 910
Cinco franooa .... 880
Praia (marco). 1 .... 8*000
I Fundos e acgO's.
3 por cenlo de sseutam. 47 1|2 a 47_3ii
Coupons I J 46 3;4 47
Divida d.trerioa .1 36 3(4 37
! Banco de Porlugali 552*000 a 5545000
Dito rnereanlill idedl 258//000
Dilo commerci! do Porto 250*000
8*050
15*200
14*200
18*400
4*500
2*000
960
950
960
890
8^030
20 caixas e 1,000 molhos de cebolas, 2 caixas de e plvora grossa 33 arrobas e 12 libras.
azuleijos. 5 caixoies de vidro. 5 caixas do can ella,
50 pocas de cabos do cairo, 478 lagos, 68 canas-
tras de allios, II barricas e 20 saceos de grao, 10
barricas e 80 caixas de bacalho, 4 barricas de
corteja, 700 fijles refractarios, 298 garrafoes
empaduados, 100 barris, 323 caxinhas e 10 cai-
xoies do llgos, 8 voluntes do drogas e 56 di-
versos.
BARRA DE LISBOA.
ESTIlAOAS.
Setembro 14 Rasil fv) Campos
15 Estromadiire (v) Trolier
l! Aurora, Lopes
26 Flor do Vez, Nevos
23 T.rujo & Filhos. Piuhero Pornamb.
28 Magdalena 14) Woolward Brasil
Outubro 9 Soberano, Almoida
SAIMIIAS.
Setembro 14 Oueid 1 (v) Bovs
20 S.iulonge (v) Goorge
trovador, Teixeira
Ligeiro, Santos
30 Relmpago, Fonsoca
Outubro
6 Flor de S. Simo, Simo
Brasil.

Maranhao
Para.
Pernamb.
Brasil

Maranhao
Para
Pernamb.

COMMEMCIO.
Al fundo jara.
Rendimiento do da 1 a 29. .
Llera do da 30......
358:5079I6
13:361*109
371:872*025
Moviuiento da nlfandesa.
Voluraes entrados com fazendas..
com gneros..
Volumes sabidos cora fazendas..
com gneros..
144
95
------- 239
212
311
523
2608000
251*000
REVISIA COMMERCIAL.
DE 12 DE SETlilianO x
2405000
216$000
240S030
240*000
2I6J0OO
com sotan arrendada
dem 7. O mosmo,
cora soio arrendada
dem 11.O mesmo,
cora soto arrendada por.........
V Traessa da mesma rus.
Numero 1. Manoel Gongalves da
Silva, casa lerrea arrendada por. 12O*0CO
dem 3.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 144*000
Ra Nova da Praia
Numero 28 Gongalves da Silva,
sobrado de um andar e loja ar-
rendado tudo por..,.............. 400*000
[Continuar-se-ha.)
Coiimiiiiiicatios.
Um peridico desta cidade, em urna corres-
pondencia da Parahyoa, d a noticia, de que e
Exm. Sr. Dr. Antonio Alves de Souza Carvatho
era candidato pelo 2 circulo daquella provincia '
Descarregam hoje 31 de outubro
Barca inglesaIwogenemercadorias.
Barca americanaJulia Cobbtrilitos de ferro.
Brigue americanoAnnettmercaduras.
Brigue inglezLembaymorcadorias.
Brigue inglezVirilcerveja.
Brigue inglez BedouinIrilhos de ferro.
Brigue inglezSpyirilhos de ferro.
Brigue inglezRyrondem
Brigue inglezSilvamdem.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 29. 12 389*020
dem do dia 30.......1:948)011
14:337J061
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 29. 750*250
dem do dia 30....... 56*112
80^8362
Despachos de exportaeo pela me-
sa do consulado desta cidade n
. dia 30 de outubro de 18BO
ValparaizoBrigue Inglez Cynlhia, A. Irmaos,
1,080 saceos assucar branco.
LiverpoolBrigue inglez Icene, James Crab-
tree & C, 7U# saceos assucar mascavado Sou-
thall Mellors & C, 130 saccas algodo
ccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1
dem do dia 30.
a 29.
4*476*121
1:189*865
49.666*286
Consulado provincial.
Randimento do dia 1 a 29. 18188*910
Idera do da 30.......I:107g459
19:296*399
LISBOA, ti DE SETEMBRO DE 1860.
Precos corrtntes dos gneros de importarlo do
Brasil.
Algodlo de Pernambuco. % 135 150
Dilo da Maranhao a 135 145
sanear de Pernambuco b. > 2#300 2*900
Dito mascavado .....o 1*600 2*100
Dilo da Rio de Jansiro m. a 1W0 180O
Dilo da Babia b.....a 2*000 2*300
Dilo dilo mascavado .... o 1*500 1900
11 DEOLTLBaO
Durante o penod 1 desla nossa revista, o mor-
cado leve pouc ammago, e as transaegoes effec-
tiiadas foram riela maior parle destinadas ao con-
sumo.
O mercado i fundos conserva-so regular era
suas opcragoesL
Assucar.Entraran) no decurso dosta revista
20S4 saccas e 2 bairicas de Pernambuco, 58 bar-
ricas do Para, 449 saccas de Goa, 919 caixas c
321 saccas de Londres, 2185 saccas de Liverpool,
lli6 ditas da Madeirn, e 131 volumes de Tnger.
Nos brancos uoucas transacedes se effectuaram:
Estas qualidadejs continuaram a ser suppridaspo-
los assucares iiigleies n.ue licam aos progos de
2*200 a 2*5i>0 rs. Nos mascavados baixos hou-
ve mais movimiento aos mnimos pregos de nos-
sas cotages, sitttentaado-ae os mascavados bons
que nao tem a comoeteuca dos inglezes. O mer-
cado om geral esl em m posigo, e mesmo nao
ha esperanga d mjlhora este auno, porque te-
mos no depositd asquear para 6 mezes.
A exisiencia calcjila-se hoje em
Barricas Saccas Canaslras
2*24 36746 25
polrgoes que se esperam, e a
em tido, conserva os consu-
tiva. Entraram de Pernam-
Goa 111 fardos, e de Liver-
Caixas Fexes
1817 569
Algodo.As
tonca sabida que
MiMores em esp'Cta
buco 121 saccas, de
pool 155 dilos.
Agurdenle do B asil.Nao lia.
De Gla gow
[la Liverpool 6, e do Londres
rques que teem havido, ou
interiores, ou de conla pro-
onsla que lenham havido, ao
ca.
ocas vendas para consumo.
|l saccas. e de Liverpool 100
vendas. De Gibraltar vieram
vieram 189 casos,
10 pipa.
Azeile.Os eraban
sao de transaegoes
pria. Vendas n 10
menos de importar!
Arroz.Multo pe
De Goa entraran 7
dilas.
Alpisla.Poufcas
46 barris.
Caf.Os supbrijnentos chegados durante esta
revista foram de|58 saccas e 24 barricas do Rio
de Janeiro, 112 sac :as de Loanda, 187 de Cabo-
Verde, o 1706 dej S. Thom.
Apena a primer; sorle se sustenta, porque ha-
vendo pouoo do de abo-Verde, lom aquelle subs-
tituido o desla ptoejedencia. Todas as maisqua-
lidades lem soffrtdo continuadas redurgos nos
pregos, e assim ra de esperar, porque nao ha-
vendo reexportactaq e lendo baixado o preg do
de S. Thom dilncllmente se podiara sustentar.
Cera.Astmtiiaulas foram do 294 gamellas de
Loanda, e7l0 de Renguella. No decurso desla
revista cffectuaijarri-se vendas abultadas para
reexportar, nao naiendn comtudn alleragao nos
precos, porque o detposito solliivel, e os com-
pradores recusara-$e a qualquer exigencia a mais
das nossas cotacoes.
EMBARCACA A CARGA.
Pernambucobrigue Laia III, o Bell Figuoiren-
se, Para brigue Ligeiro II. Loanda.brigue
Julia.
RIO DE JANEIRO.
Praea, 85 de outubro de 18BO.
COTACOES OFPICIAES DA ICSTi DOS C0RRET0RF.5.
Cambios.
Londres27 d. a 90 dias.
Melaes.
Oncas da patria a 305500.
Benjamim Moniz Brrelo,
Presidente.
Diocleciano Bruce,
Secretario.
Lintilaram-se boje os saques sobre Londres a
S 15,000 cotago ofBcial.
Negociaran-se 28 apolces gpraes de 6 O'q ao
par. 300 ongas da patria a 305200 e 1,000 ditas a
30*500.
Venderam-sc 11,300 saceos de caf.
BAHA,
SC de outubro de 18GO.
Cambios e melaes.
Londres 60 e 90 ds. v.27 d.
Pars 360 a 365 rs. o fr. nom.
Hamburgo 68i> a 700.
Lisboa 105 a 110 nom.
Doblos hespanhes32J a 32*500.
da palria 32^000.
Pocas de 6SI0O velhas.
de 4*000.
Soberanos.
Pataces brasleiros2g100.
hespanhocs2*100.
mexicanos1*900 a 1*960.
Movimiento do porto.
Navio entrado no dia 30.
Rio de Janeiro e portos intermedios 6 dias o
16 horas, vapor brasiloiro Oyapoek. comman-
dante o capilo lente Amonio Joaquim de
Santa Barbara.
Navio sahido no mesmo dia.
Mundah pelo Cear. Hiate nrasiloiro Correio
da Imperalriz. capilo Manoel Barboza Rbei-
ro, carga fazendas
Ro de Janeiro Barca, francpza Franc, espi-
llo Lrtuis David, carga a mesma que irouxe de
Marselha. Suspenden do lamaro.
Cacao.Do Paira
Thom 113 dilas]
ram logar a baixa ql
As vendas comllu
vieram 1610 saccas, e da S
Os grandes supprimenlos de-
ue so nota.
lo nao teem sido era grande
escaila, mas os pnssui lores parece que sustenta-
ran! os precos colados
Couros.Teera Havido diversas transaegoes as
diferentos qualii altes e procedencias.
As entradas consjistiran em 800 de Pernambu-
co, 4i4 do Pata, 078 do Luanda, 645 de Benguel-
la, 128 de MadeitaJ 156 e 165 fardos de Gibraltar,
{ e 92 fardos de Tnger.
Entraram apenas de Benguel-
Ejsta genero continua a sor pro-
as qualidades baixas tem tido
Gomma copal.-f-
la 365 saccas.
curado, e mosmo
alguma sahida
Gomma do Brasil
amo.
MUTILADO,
Editaes.
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplente da primeira vara do
termo da cidade do Recite, ele.
Fago saber que pelo Dr. juiz de direito da
orimeira vara criminal Bornnrdo Machado da
Costa Doria, me foi eomrnunicado que de confor-
midade com o aitigo 3 do Decreto n. 831 de 2 de
outubro de 18l, designou o dia 31 do corrente
para a audiencia goral do cncerramento da cor-
reigo, a qual lera tugar na casa da rettniao de
jury s 10 horas da manha.
Dcvem comparecer chamada rio da, hora
o lugar designados os senhores juizes niunvcipa-
os de orphos, delegados, subdolegados, juizes
de paz. promotor publico, promotor de espolias
e residuos, curadores, Ihesoureiro de orphos,
si'.lliciladores dos residuos, tahelliies, ecrivaes,
distribuidores, contadores, partidorea, avallado-
res, depositarios pblicos, ortkiaes de justtga
-Vendas regulares para con- carcereiros, porteiros, administradores das ca-
' pellas, juizes, syndtcos, thesoureirosou procura-
Para os navios e arsenal
Oleo de linhaga 50 arrobas, fio de vela 4 arro-
bas, papel baOia para forro de navio 8 arrobas,
vergonteas de pinito de 4 a 6 pollegadas 50.
Para o arsenal
Bigornas de chitre e peona 3, escrivanias de
metal 2, folhas de Flandres dobradas 3 caixas,
linhas cruts 6 libras, lixa de esmeril era panno
200 folhas, pires e chicaras de metal 24 casaes,
pregos ripares de cobre, sorlidos, 20 libras, tor-
nos de mo do 4 a 6 pollegadas 10, e torno para
buxa 1.
Para os aprendizes artfices.
Fronhas 30, e lences 60.
Para a enformari.t de marinha.
Ourn-'S de louga 24.
Alont disso contraa o mesmo consolho em di-
la sesso o forneciniento al dezembro ptoximo
de calcas de brim, dilas de panno azul, e fardas
do mesmo panno para os fuzleiros navaes ; sen-
do que a cerca dosio contrato, bem como da com-
pra, d*vcm os pretendemos aprcsenlar Daquelle
d3 aleas II horas da manha as suas propostas
om carias fechadas, acompanltadas das amostras
dos ol'jectos.
Sao as condigoes para a compra e o contrato
seren os objectos pagos,-logo no mez seguint
da venda sr o fornecimeuto. bem como sujeita-
rem-so o vendedor e o contraanle multa de 50
por cento do valor di-s mismos objectos, se nao
lorem entregues na porco e da qualidade contra-
tadas, islo, alem de car-lhes cargo o exce-
dente do proco delles no morcado, caso o haja.
por motivarem essas fallas que ah sojam ob-
lidos.
Sala do conselho de compras nataes em 26 de
outubro de 1860.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
coihidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectes
seguidles :
Para completar o fardamento dos corpos de pri-
motra linha.
Panno mselo alvadio, envados 49 3;4
Tranga de retroz, varas 71.
Fila de la conformo o ftgurno, varas 37 1/2.
Par a cavalliria de primeira linha.
Luvas de algodo branco pares C6.
Para a rompanhia de arlillces.
Caldeira de ferro fundido par 50 pracasl.
Talha de barro com pe de madeira 1.
Copo de viuro 1.
Prato de louga para o dilo 1.
Para a casa de delenco.
Camas de ferro com colclies e travesseirosl5.
Para o laboratorio.
Papel carluchiriho resmas 8.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
juas propostas em carta fechada, na secretaria
Jo conselho, s 10 horas da manha do dia 7
de novembro prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho adminitrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 29 de
oulubro de 1860.
Bento Jos Lamen As Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Arsenal de guerra.
O arsenal de guerra precisa mandar manufac-
turar as pocas de fardamonto seguidles :
Para a companhia de arlillces.
Sobrecasacas de panno azul .Si ; capotes do
mesmo panno 84.
Para a companhia de cavallaria.
Sobrecasacas de panno azul 70.
Para o 4." balalhao de artilharis.
Capoles de panno azul 225.
Quem pretender arrematar ditas pecas de far-
damento, nos termos do aviso circular do minis-
terio da guerra de 17 de margo doeorrenle anno,
no prazo de 30 dias os sobrecasacas, e no de 50
os capoles, aprsente as suas proposlas na direc-
tora do mesmo arsenal, ero carta fechada no dia
31 do corrent6, com declararlo de dador idneo ;
o que se annuncia de ordem do Illm. Sr. coronel
diroclor.
Diroctoria do arsenal de guerra, 7 de cmtubro
de 1860.Oscripturario, Francisco Serfico de
Assis Carvalho.
Censeaho administrativo.
O eonseUto adoiieielrativo, pare fornecimente
do arsenal de guerra, tem -de comprar os obiec-
los seguintes :


(*)
DIABH) DE FERNiBMUCO. QUARTA FEIRA 31 DE
M&P iUMPVHi
OUTUBRO DE 1860.
Para supprimento dos arroazens do arsenal
de guerra.
5 arrobas de oleo de linhsQa.
5 duzias de laboas de aroarello do assoalho
lOduzs fulhasde papel de lixa sortidos.
4 duzias de ferro de plaica com capa de 1 Ui
allegada.
5 duzias de limas mucas triangulares de6 pol-
legadas.
5 duzias de limas mucas triangulares de ."> pol-
legadas. r
arrobas de estanho cm verguinhas.
400meios desoa.
1 duzia pelles de lustre.
50 resmas de papel alraiqo.
50 garrafas de tinta pela para escrever.
85 covados flanella para forro de sellins.
1 baca de folha de Flandres dobrada.
Qnem quzcr vender taes objectos aprsenle
as suas piopostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manhaa no dia 5 do
tK>embro prximo futuro.
Sala das sesses de conselho administrativo,
para fornaciment do arsenal de guerra. 26 de
outubro de 1860.
Benlo Jos Lamenha Line,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Ptreira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
De ordem do Illm. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda provincial faz-se publico, que a rela-
ao dos devedores do imposto de dcimas da col-
ectoria de Olioda. relativa ao anno Qnanceiro
de 1859 a 1860. acha-so em juizo ; o interessa-
dos que quizerem pagar com guias da mcsma
procuradura, podem solicita-los no escritorio
da ra do Imperador n. 41, das 9 1(2 da manhaa
s3da tarde, para o que se Ihes d o prazo de
15 dios, contados de hoje. Recite 24 de ouiubro
de 1860.O solicitador da fazenda proncial,
________i_5_o Firmino Corn-ia de Araujo.
era quatro aclos
TIIEATRO DE S. IS4BEL.
tmma imam a.mnmu
Hoje 31 de outubro.
Priraeira representago da bellissiroa opera de Verdi en
,. ERNANI
Principiara as 8 horas era ponto.
Sabbado 3 de novembro.
?JiiTi "S d8, 2 dS,nCU Primeira daraa absoluU a Sra.G.DLix Beltramin.
____A distribuirlo do espectculo ser annunciada
Para o Aracaty e Assu',
o hiato Dous Irmos j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Marlins&Ir-
mao, ra da Madre de Dos o. 2.
ASSOCUfjAO POPULAR
DE
Soecorros Mutuos.
Quinla-fcira [1.- de novembro) haver sessao
daassembla geral, paraempossar a administra-
dlo ltimamente eleila. Todos os senhores so-
cios ellectivos sao perianto convidados a compa-
recei s 10 horas da manhaa, na casa das ses-
ses.
Secretaria da Associacao Popular de Soecorros
Mutuos 30 de outubro de 1860.
Bernardlno do Senna Ribeiro,
1." secretario.
Vaccjna publica.
Transmisso do fluido de braco braco as
quintase domingos, no torreo da alfandega, e
nos sabbados at a; 11 horas da manhaa, na re-
sideucta do corar ussario vaccinador segundo
andar do sobrado < a ra estreita do Rosario nu-
mero 30.
Avisos martimos.
Rio de Janeiro.
A fretes baratos.
O patacho Anna. segu para o Rio de Janei-
ro por estes das, recebe carga por barato frele
a tratar com Tasso Irmos.
Para o Aracaty.
Segu viagem o hiale Sania Anna al o fim
oa presente semana: para o restante da carga e
passageiros Irata-se no escriptorio de Gurgel Ir-
mos, ra da Cadeia do Recife n. 28, priraciro
CO.YIiMYIIIA
Para
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido patacho Beberi-
ne, pretende seguir cora muita brevidade, tem
parle de sen carregamenlo prompto : para o res-
to, trata-se cora os seus consignatarios Azevedo
& Mendes, no seu escriptorio ra da Cruzn. 1.
Porto p.>r Libboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o bricue portuguez Promplido
JI, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE : para carga e passagei-
ros. para os quaes tem excellenles commndos
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madru de Dos n. 32, ou com o ca-
pitao.
Cea ni, liara nlio ePar
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Lindo Paquete, capitao Jacinlho Nunes da Cosa
por lor parle de seu cairegamcnto promplo para
o resto e passageiros, trata-se com os consiaoa-
tanos Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio. ra da Cruz n. 27.
Para Macei e Pilar de Alagoas, segu com
brevidade n barcaca Firmeza de Jaragu por j
ter parte de seu carregamenlo piomplo ; para o
resto e passageiros, trata-se com o mestre Ma-
Doel Candido de Oliveira, a bordo da mesma na
escadinha, onde se acha fundeada, promelte-se
bom traiamenlo aos passageiros e bom acondi-
conamenlo na carga.
DAS
Jlessageries imperiales.
At o dia Io do novembro espera-se dos por-
tos do sul o vapor francez Bearn, commandante
Aubry de la No, o qual depois da demora do
eos tu me seguir para Bnrdeuux tocando em S.
Vicente e Lisboa, para passagens, enrommendas
ele a tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Segundo o tratado do correio con-
cluido em 7 de julho ultimo (180) en-
tre o Brasil e a Franca, as cartas e jor-
naes para os paizes da"Europa serao re-
ceidos no correio de Pernambuco e
nao mais como anteriormente no con-
sulado de Franca o qual se acha exone-
rado desse servico visto o dito tratado.
Leiles.
Manoel Alves Guerra far leilo por conla o
risco de quera pertencer e por inlervenrao do
agenie Pmlo. de 19 meias pipas com vinagre de
Lisboa : quarta-feira 31 do correte em frente a
allandega, as 10 horas.
Transferencia
tenJo effectuado
pateo do Terco
COMPAMIIA PER\4MBUCm
DE
Navega^ao costeira a vapor.
O vapor guarass, commandante Moreira se-
gu viagem para os portos do norte at o Aca-
raru no da 7 de novembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para o Acarac, Cear e Ara-
caty nos das 30 e 31, at 2 para o Macau do
Assu Rio Grande do Norte e Parahiba, nos dias
5 e 6 ate ao meio dia.
O expediente na gerencia ser at ao meio dia
e depois de fechado nada mais se adraitlir Es-
criptorio no Foite do Malto o. 1.
Cosfa Carvallio nao
o leilao da taberna do
n. 23, drdem de Manoel da Silva &
C, o fara' no da 3 do corrente as 11
horas em ponto.
Avisos diversos.
Irmandade de Nossa Se-
nhora do Bom Parto
erecta na igreja de S. Jos de Riba-mar,
convida aosirmaos Dar no dia 5 de no-
para
horas da
vembro as 8
corporados assistirem
ment por alma dos
COMPAMIIA
PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Lobato,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 5 de novembro s 6 horas da tarde.
Recebe carga para Macei e outros portos at o
dia 3 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al s 2 horas
e depois d fechado Dada mais se admiltir.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do norte o vapor Tocan-
iiu. at o dia 2 do novembro, commandante o
primeiro-tenente Pedro Hypoto Duarte, o qual
oepoie da demora do costume seguir para os
porto* do sul
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carea que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
' Cruz n. 1. escritorio de Azevedo &
ca ra da
Meodei.
Bahia.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
das para a Bahia. tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se coro o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, oa ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Ro de Janeiro
segu em poucos dias o veleiro patacho nacional
Julio; para o resto da carga que )he falta
trata-se com oa seus consignatarios Azeraft i
alendes, oo seu escriptono ra da Cruz n. 1, i
manhaa en-
a missa com rae-
irmaos fallecidos,
esperamos que nao faltem a um im to
justo tanto para os presentes como para
os fallecidos. Recife 28 de outubro de
1860.Glaudino Jos Das, escrivao.
Seso ct Aco Cqijo g vapliica
IJcvnamhucaiiA.
Domingo. 4 de novembro, haver sessao ordl-
omhiA conse,ho director e extraordinaria da as-
e aquella as lo ; estando em execuco as ultimas
00 trh-?hS TrVi",aS para a b"a gulariscao
dos trabalhos da assembla geral.
Secretaria da Associacao Typogranhica Per-
nambucana, 30 de outubro de 1860
Jivencio Cesar,
... Io secretario.
lir7nm. a i*"* Pr "lugar a casa da Ilh'1 do "-
dc\A 1 eQm.anD^cado, e que fie a raargem
tt^L e" 3T ponle dil Passagem da
ue, vi : a fallar com Ltti" Ma"el oJri-
gues Valenca. ao norle da fabrica do gaz
hlinn abaiI.<> assignatlos fazem sciente ao pu-
1f Pwialmemo ao respeitavel corpo do
sSado10; q"r disso|eram migavehnLnte a
Ferreira cqa'!e/yraVa 8ob. a "rma de Campos &
tins da S,l" r d 8 Car,g0 d" S0ci Anlonio ar-
1 n h, r Campos a liquidado do activo e pas-
delSfiO IT soc'eda,le- R^'fe 27 de outubro
aei8bU.-An onio Martina da Silva Campos.-
Anlonio Rodrigues Martina Ferreira.
n.^ "I"n Rulton' subd'l,> inglez, retira-se
para a Luropa.
Fugio no dia 29 de outubro do corrente
anno o escravo Torquato, com os signaes seguin-
pooco "---*'' eS'.alura res"lar- cabe"os um
castor
ou menos
Antonio do Couto Vieira scientilica aos seus
numerosos amigos o freguezes que trensferio a
sua oflicina de uiercineiro e carapina da ra do
Itangel n. 36 para a mesraa ra n. 60, aonde
contina a aceitar toda a sorte de encommends
de obras e concertos de objectos, como armagoes
para quaesquer eslabeleciraenlos, envernisadas e
em brauco, concertos do sobrados tetideules a
sua arte.
Alugam-seo 2. e 3." andares da casan.
38 da ra da Imperalriz : a fallar na mesma.
Tehgramas va Lisboa.
Joao Dauiel Frick, tendo que retirar-so de Lis-
boa, annuncia que descontina a agencia thele-
graphica, referida na sua circular do i. de abril
passado, e pede que se Ihe nao mandem mais
despachos. Lisboa 12 de outubro de 1860.
Despachos thelegaaphicos por
via de Lisboa. .
Ricardo Knorles, negociante da praca de Lis-
boa, previne aos seus correspondentes e mais
senhores de Pernambuco que tiverem demandar
despachos llielegraphicos por sua inlcrvenco.
que necesario para assegurar prompta Irans-
misso dirig los nos substtriplus proprios. Esses
subscriptos comas inslruccoes e modelos; para os
despachos se podem procurar no escriptorio dos
Sr*. Roslron, Ilooker & C, ra do Trapiche nu-
mero 48.
Na ra da Cadeia do Recite, Ioja n. 41,
existe urna carta para ser entregue pessoalmenlo
ao !jr. Joaquim Machado Vieira de Aragao.
Manoel Joaquim Alvares de Oliveira vai ao
Rio de Janeiro.
Oll"crece-se urna raulher de respeito para
ser ama de casa de hornera solteiro ; a tratar na
ra do Hospicio n. 50.
Precisa-se de um sitio na Cananera ou So-
ledade, ou suas proximidades, que teuha estri-
bara para 1 ou 2 cavados ; a Iratar na ra da
Cruz n. 5i.
Vendo um annuncio no Diario de hontem
em que dizdesejar-se fallar ao Sr. Jos dos San-
tos Moreira, na ra Nova n. 7, declara pelo pre-
sente c a quem convier, aue o dile annuncio nao
se enlcnde com o abaixo assignado, estabelecido
com taberna na ra do (aldeireiro n. 60, e sim
com ontro de igual nome.
Jos dos Santos Moreira.
Na ra das Aguas-Verdes n. 2'>, d-se bo-
los de vendagem a 80 rs. a pataca, armam-se
bandejas cora lodo gosio c perfeicao, fazera-se
pasleis de nata e pudins, e toda a qualidadc de
sequilho por menos prego do que em oulra parto
Um moco chegado ha pomo do fra, fallan-
do i dilferenies linguas, alferece-so para encar-
regar-se de qualquer servico raarilimo : quera
precisar da seus semeos, pode deixar carta ft-
cnada cora as iniciaos A. E., na linaria ns. 6e
o da prac da Independencia.
Roga-se a pessoa quo achou era casa do Sr.
Mata Porcosou pelas suas fronleiris, urr.
lenco cora duas papeletas, um altestado e urna
carta, todo portuguez, queira ter a bondade de
as entregar na taberna do sr. Luu de Pinho Ta-
vaies, na ra do Codorniz n: 4, que ser bem
gratilicado.
Precisa-se arrendar um engenho que tenha
boas Ierras, e se for d'agua ser melhor : quem
quizer arrendar, annuncie para se tratar.
F^z-se sciente ao publico que o abaixo as-
signado comprou a seu sobrinho Manoel do Nas-
cimento de Siqueira Barbosa Cavalcanli a 20 Je
fevereiro de 1859, duas escravinhas, urna de no-
me Luiza, de 15 anuos, e outra de nome Joanna
de 6 annos. ambas crioulas, pelo preco, a 1.a por
80S e a 2." por 300S, as quaes por equidade do
abaixo assignado licaratn em poder da mulhcrdo
dito Nascimento, por ser ella sua sobrinha, e
nao Ihe licar ouiros esclavos para o servico ;
e constando ao abaixo assignado que elle Nasci-
mento inculca-sc de senhor das mesraas escra-
vas. prevme por este ao publico da capital, e
mnsmo do centro quo nao se illudam. Olho d'A-
gua dos Bredos6 de outubro de 1860.
Joo Salgado Cavalcanli.
No dia 28 de agosto do corrente anno fugio
a escrava Mana, de meh idade, com os signaes
seguintes : baixa, grossa o j lera alguns cabel-
los brancos, bem fallante e inlitula-se forra,
dizendo que sua seohora Ihe dora a carta de li-
bordade. o consta andar pelos Afogados e Api-
pucos ; rogase as autoridades policiaes o capi-
tacs de campo que a appreheudam o levem-na
iravessada ra Bella n. 12, que sero bem ra-
tificados.
SOCIEDAD!,
/?ecreio Zitterario e Be-
neficente
exai
SO-
Dr. Cosrjae de Sa' Pereira da
consultas medicas em seu escrip-
torio, no biiiTO do Recife, za
da Cruz n. !k todos os dias.me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas 10.da manhaa,
breos seguint.es pontos
1.- Molestias le olhos ;
2.- Molestias de
peito ;
3.* Molestias Idos orgaos da
racao e do anus ;
i.- Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seuls doentes.
coracao e
de
8e-
medss pessoafque o con-
0
sultarem serta!" feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, faze'o
tes de olhos,
motivo justo
do excepcao os doen-
ou aquelles que por
obtiverem hora
CASA DE SAUDE
;
?n
Sila em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administrarao dos Dro-
| pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
tn rlS etcudad0.all "Pregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes eferalmente conhecido.
Qrrnnr\SaeiqUZerUlISap0ded1gr'Se M CM" dos proprietarios
s moradores na ra Nnva. mi nipnHr..a---------------r
tabelecimento.
moradores na ra Nova, ou ciender-secom o regente noTsta'-
Reforma deprecos.
9&
Escravos. .....
Marujos e criados.....
Primeira classe $ e. ,
As operac/ies serao previamente ajustadas.
2^000
2.S-500
5^-500
H marcada para este fim.
Ao senhor
Antonio Joaquim Fi rhandes de Oliveira, estudan-
te do terceiro anno d i Faculdade de Direito desta
cidade, pede-se qui renha salisfazer o que nao
ignora ; nestes lern os pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
O proprietario d) terreno n. 182 sito na ra
da Concordia do bai n de S. Jos, contina a re-
lalliar o mesrno lemnk) j beneficiado, com fren-
lepara a travesea ilcJMonleiro, dita do Caldei-
reiro e ra project.da : os prelendenles podem
dingir-se a ra larg Jo Rosario n. 18, perlo do
SKTftS'~S!ffJSl ^ m- overdad'-o'Ppel de"lnho^Tga";;;:
Manciel Antonio de Jess.
Pernambuco British Clerks
Provider t Associatioo.
The quaterly trieeting of thes society
will be held on Friday nov. 2 nd, at 40
p. m.
Sociedade de
nada Ifdva-Umao.
A direccao degta socielade em sessao
de hoje deliberoj que amanha quinta-
fetra i- de novembro as 10 hores do
dia na sala da m^siaa sociedade llavera'
assembla geral x raordinaria e por is-
so espera que totjloi os socios da mesma
comparecam.
Manoel NdWi es da Costa deixou
de ser caixeiru do estabelecimento de
carros unebre* do pateo do Paraizo n.
10, pertencente la los Pinto de Maga-
Ihesdesdeo ultilms de julho p. p.
ssignado previne as
renhores de ouro em
ixo assignado de os
ti este a um oiez, do
vendidos para paga-
e juros, e para que
ignorancia faz o pre-
TABAC CAPORAL
deposito das manufacturas impcrlass deFran^a.
CAMBOA mrTSJfT. aCha|S9 dePi,,d0' diretamente na ra Nova n. 23. ESQUINA DA
3SIZ1XTZ2 de5COn de25 P0rcent0 no mesmo estabelecimento
porrao i
acha-se tambem
Os abaixo assignados declaram que
lo Sr. Polycarpo Luiz da Paz deixou de
ansa enOUll- ser caixeiro de sua casa desde
de outubro de 1860.J. Souin & C.
coropridos, levou camisa azul, calcas de
representa 26 annos de idade, pouco mais
os: quera o pegar leve-o so largo do
Lorpo Santo n. 13, aonde ser recompensado.
Precsa-sadeuma ama qneentenda do ser-
vico para urna casa de pouca familia : na ra da
uuiao, penltima casa do lado esquerdo, deron-
le do portao do collegio das orph.ias.
anZ rrecisa"se do uma arai para cozinhar cen-
gommar; na ra das Auguas-Verdes n. 26.
.T.r.Sn HA0al,-8ubdito heapanhol, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Jos Francisco Bedrc-Ios, retira-se para o
Rio de Janeiro. *
Venoam-se saceos com farelo de Lisboa
com 4 arrobas e algwos tem mais. por preco com-
modo em grandes pequeas porcia: na ra
Mr VelBd?-o C8sa t"ea n. 2j, da roa do Pi-
fes : a Iratar na roa Nora n. 51.
De ordem do Sr. presidenlo effeclivo, scienti-
lico a lodos os senhores socios, que quinta-feira
1.- de novembro. haver sessao de assembla ge-
ral s 10 horas da manhaa.
Ksia sessao ter por im o encerramcnlo do
trabalhos por este anno ; por isso espera-se que
todos os senhores socios comparecam, aim de
assistirem a esse acto.
Secretaria da sociedade Recreio Lillcrario e
Benoicente 29 de outubro de 1860.
Sesostris Silvio do Moraes Sarment.
t.' secretario
No da 16 do corrente, por volta do 3 horas
da tarde, sahio da casa de seu pai um menino
branco com idado de t4 para 15 annos. o qual se
chama Joao l'aulo da Rosa Ceicio, tendo al sa-
hido descalco e sem chapeo, levou camisa de
riscadinho encarnado, calca parda j usada, jul-
ga-so que foi seduzido porque nao primeira
sahida quefazedlzia aos manos que agora quan-
do sahissetinha com quem sahir; assim pede-se
a lodas as pessoas que sonberem aonde est de
parlhcipar a seu pai, em Fra de Portas n 95 o
qua recompensar o trabalho que tiverem,
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mui bem appa-
relhados e elegantemente pintados : no laro do
Corpo Santo, escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho.
Escrava.
Vende-se uma mulata, moga, que engoinma
cose o cozmha : na ra do Queimado n 46. Ioja
Os subditos inglezes U. P. Harria e Charles
blasques, reliram-se para a Europa.
Os abano asssignados, encarregados nesta
praca, de consignaces de assucir de cerlos en-
genhos, fazem scienlo. que mudarara a sua re-
sidencia da roa da Cadeia para a de Apollo n 43
Os mesmos abaixo assignados acham-se autotl-
sados a contralarem um estrangeiro que oueira
se ocenpar em felorisar um engenho perlo desta
praca -Joaquim Cavalcanli de Albuquerque Mel-
lu J'ilho.Joao Jos Pereira de Lyra? '
NOVO BANCO
ffJII \A UBICO.
EM 30 DE OUTUBRO DE 1860.
o Banco descoma na presente semana a 10 0/n
anno at o prazo de 4 mezes. e a 12 0/n at o
de 6 meses, e toma dinhe.ro era contas correles
simples ou cora juros pelo premio
se convencionar.
abaixo
pessoas que tem
mao do mesmo a!aa
vir tirar da data
contrario serao
ment do principa
se noo cha me m a
sent annuncio.
RomJio
Na ra da Cadjei
com os senhores :
Ballazir Jos dos Res
Domingos Caldas Pires
Firmino Anlonio da Sil
Joaquim Clemente de l
Jos Rodrigues Cordeir).
Cleto da Costa Campell.
Antonio de Albuquerqi eMaranhao.
COMIMl^HIA
alliiAnce,
stabeecirla m Londres
Hoel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44.
As pessoas que rocorrerem a este hotel encon-
irarao boa commodidade para una noite, dase
mezes, conforme Ihes convier, enconlrarac tam-
bera a qualquer hora do dia c noite lanche e ca-
te. 0 dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que
segurando lodo o asseio. Tudo
modo.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore letlras Dro-
Odia 2ipriasParac'1,a(unil,aoulum"'o a 100 rs. cada
uma, o annunciante aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguiar
Guerra, Tasso e em outros mais ra da Caix
d Agua o. 52.
Altenco.
quizerem. as-
por prego com-
Piecisa se de uma
idade prelerindose
d fiador a sua conducta,
uma familia distincta,
criada de
portugueza,
para
nao se
meia
que
casa da
ollia a
Serapiao Gomes,
n. 24, deseja-Se fallar
Ferreira.
va.
emos Duarte.
ittei
. m mu.
CA?|lTAL
Cinco miiuoes de libras
s lev Vi as,
Saunders Brothers A C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e aquem mais (oivicr, que eslao plena-
mente autorisados pe- c ita companhia para ef-
fectuar seguros sobre (dilcios de lijlo e pedra
cobertos de lelha, e ig ti Iraente sobre os objectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
Aluga-se por fes a ou mesmo anno um si-
lio na Torre com comm idos, casa boa e fresca :
a tratar com o Sr. Jos .izevedo Andrade, na ra
do Crespo, ou cora o roprietario Jos Mariano
de Albuquerque, na estrada Nova do Cachang.
agencia dos tal i icantes america-
nos (i ron i er & Baker.
Machinas de cose: em casa de SamuelP.
oUnston & ra da ?t nzala Nova n. 52
W A Ioja de marmore acaba de receber no- @
vas e lindissiraas collecces de quadros ^
para decoracao de salas do visita, jantar
espera e quarto de dormida. -'
@@@ft5: mnfme
Muiti se deseja fallar rom os senhores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, Ioja
Antonio Jos de Araorim.
Anlonio Francisco
Manoel Jos
da Silva.
Milele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na Ioja do mesmo.
_ Precisa-se de uma senhora com aa habilita-
coes necessarias. que se queira encarregar da
educacao de meninas no engenho Tentogal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Alugam-se com toda mobilia, por seus pro- 38, 8e8.,,nl,0 andar,
pnetanos e moradores lerem de se demorar por' T
e prazo quo
Burros baratos
de 70# para cima por todo preco a vis-
ta para acabar, a tratar com Andr de
Abreu Porto na ra do Trapiche rtovo
d. 14|ou defronte do arsenal de mari-
na cata ama relia.
O professor Miguel Jos di Motta
qaudou-se da ra do Liv*inento para
a traveMa do Pocinho sobrado n. 26.
Dentista
15-Rua
FredericoGauli
faz lodas as oprale
tu,
de Paris.,
Nova15 i
cirurgio dentista,
Be da suaartee col-1
locadentes artificlaes, ludo com a upe-JC
rioridade e perfeiao que as pessoasen-lf
tendidas Ihe reconliecem. J
Tem anua e pos dentifricios etc. Jf
Hotel Sastopool.
Neste novo cstabelec n ento, collocado em uma
das mclhores lojas da na do Imperador n 16
encontra-se a qualquer hora os bellos petiscos
papas, das 6 horas da manhaa em diante, forne-
ce-se comedonas para casas particulares com
asseio e barato, assim domo mao de vacca lodos
os domingos o dias santos.
= Aluga-se uma casa com uma baixa de ca-
pim, em Sanl'Anna de.le-nlro. propria para pas-
s*ra festi ou por anno Jqnem a pretender di-
rija-se a Joao Venancio Machado da Paz.
ATTE
ICIO.

Perdeu-se da ra da Palma at a praca da In-
&2e?ncVV ,quai1'8J,1t 30* em 8edul e
A>8. 10 e 5, tendo sido perdido pelas ras da
Palma oa do Cano, camboa do Carmo, ra Nova
Cabug, atoa praca : qufeto arhar o quizer resli-
tuir, dinja-ae a praga da Independencia n 17
que se gratifica generosamente alem do eterna
gratidio. pois quem os perdeu bastante fcu0
de.mvios,
MUTILADO
algum lempo nos seusengenhos do sul da pro-
vincia, o sobrado n. 27 na ra Nova, de um s
andar esotaocom 3 salas, 9 quarios, cozmha e
despensa, terraco, e por baixo desle, cocheira o
estribara, e cacimba com bomba que toda agua
para loda casa, e canno do despejo ; e o sitio na
Fassagem da Magdalena, penltimo antes de vi-
rar para s estrada do Remedio, murado, com por-
tao e gradeamento de ferro, casa assobradada e
soiao, com 6 salas, 9 quartos, 2 despensas e co-
lnna, grande senzala com muilos quailos, gali-
nheiro, eslribaria, cocheira, diversas fructeiras
cacimbas com banho e cannos que levam aua
dousjardins, 2 viveiros, baixas de capiro e um
cerradinho para animaos : quem pretender diri-
ja-se a ra do Cabug, Ioja n. 1 D. Na mesma
Ioja deseja-se fallar com o Sr. Innocencio da
Cunha Goianna Jnior, coja morada se ignora
a negocio de seu interesse.
^T f rTTTTTTTTTT TTTTTTT-? T7TTY>;
3 DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 2
>^ rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
p dentifico. .
Ensino de msica.
OfTerece-separa leccionarosolfejo.comotam-
bematocar varios instrumentos ; dando as li-
coesdas7norass9 1|2 da noite: a tratar na rui
da Roda n. 50.
Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir nos seus devedores que Ihe venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que se est
fazendo pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, e
talvez alguns dos senhores que Ihe devem nao
queiram que seu nome apparega.
Ao senhor
Trajano Carneiro Leal, deseja-sc fallar na ra
do Crespo n. 21.
K*lkmann Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
forana nomeados agentes nesta praca das
companluas de seguros martimos de
Haubtirgo.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C, regam as pessoas que esto devendo
ao arreazem de trastes da ra Nova n.
24, queiram ir satisfazer seus dbitos
ate o fin do corrente mez de outubro,
visto que passado este prazo proceder-
le-haa cobrar judicialmente todas
dividas activas do
ment.
Aluga-se Um armazem na ra da Cruzn.
z. com sahida para a ra dos Tanoeiros :
tar no Paleo de S. Pedro n. 6,
preco cumprindo os seus deveres que
he serao explicados: a tratar na ra
Nova n. 38, Ioja.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
A directora faz publico aos senhores associa-
dos, que em consequencia do balanco que tem
de proceder na bihliolheca. deixa d'e haver ex-
pediento nos dias 25, 6, 27, 28, 29 e 30 do cor-
rente, facultando -se no entanto a leilura dos
joruaes no da em quo chepar o vapor da Eurona
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
23 de outubro de 1860. *
Anlonio Baptista Nogueira,
1. secretario.
Ama de leite.
segundo andar.
Aluga-se a casa n. 8 da ra Augusta, aue--
eslcomlimpeza: quem a pretender dirlja-se
mesma ra n. 4, junto ao sohrado amarello ondo
?'* ch"c'O "a,.rua as Cruzes. segundo an-
dar do sobrado n. 41.
rm huma
no
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso.
Do Io de novembro at outro aviso haver
trem nos domingos e dias santos que Sai,jr
um
da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 hoias.
larde o vollar das Cinco Ponas para villa q
Cabo as 6 i[2 horas da tarde.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Empieza da illu-
minaco a gaz.
Constando empreza da lluminacao a gaz aua
algumas pessoas tem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamentos em suos casas
por machinislas (alias avcnlureiros) que nao sao
empregados seus. e com apparelhos nao ramea-
dos por ella, tem resolvido. para acabar com es-
te abuso pr em rigorosa pratica oaitso7do
seu regulamento. o qual do iheor seguinte :
o No escriptorio da empreza conrerla-se e re-^
ponde-sepel.icfr.cacia dos apparelhos all ven-
didos ; potm de ntmiK -Iguma-s eearrega
de collocar, concertar. respnnsabili=ar-se ou sup-
pnr gaz pelos apparelhos alheios.
.. V'.Slu que sTdo a ""PrP", tanto pelo seu
contrato como pelo regulamento do govemo res-
ponsavel pelos damnos esinislros occorridosno
servico e fornecimento do gaz aos parlicularos
essa responsabilidade nao poderia existir desda
le o material noo fosse fornecido por ella, e a
de sua
nao fosse feila por operarios
mesmo
as
estabeleci-
a ira-
Attenco.
,0F"_se tdo negocio com a cocheira da n
" fj?!:fln,l.na' de ^ne fr'e Para o malo
enmend boas raceas deteftrToiaV^","!?,;
alfandega. d.nheiro nu a prazo a tratar na
mesma cocheira -------
ou a prazo : a tratar
a qualquer hora do dia.
Aluga-se uma casa margom do Capibari-
collocaco
confianca,
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consumm.dores que d'ora svanle um minucioso
mach.niMas e achando este apparelhos ou qual-
quer objectos que nao tenham sido fornecidos
corlar "^"3' mand" es,a imo'edialamento
Portanto para evitar duvidas e reclamaces pe-
.toSLtlyeH7?. senhorps q"e quizerem qualquer
alteracao na llummacao de suas casas, queiram
por escnplo dar as suasordens, em um livro pa-
ra esse lim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o aue
nao serao Hendidos. H
Recife, 30de outbnxdo 1860.
Rostron, Rookerl& C.
Precisa-se alugar uma preta que
sirva para vender na ra : nesta tvpo-
graphia se dir*.
Precisa-se de um rapaz para cria-
do : na ra da Cadeia, armazem n, 36.
#


WTTW-w
Jf
D1AKI0 DE PERNAMBCO. QUARTA FEIRA 31 DE OUTUBRO DE 1860.
CASA DE BANHO
NO
Assignaiura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessos)
tomados em 30 dias consecutivos* ,.........
30 carios paraos ditos banhos tomados era qualquer lempo......
15 Ditos dito dito dito ......
7 n > > ...;..
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estareducgao de pregos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultan,
da frequenciade um eslabeleciment de urna utHidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
109000
159000
89000
4*000
'-
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
APPIiOVACiO E AlTORISA(liO
DA
ac&qii tmmmi m mmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
SKI
Nos abaixo assignndos annunciamos ao cor-
po do cornmercro que temos disselvido amiga-
velmenle em 20 de se timbro, a sociedade no ar-
mazem da ruada Cruz n. 21, em que gyrava sob
a lirrai do Pinto & Inno, fleando o socio Gui-
lliermc Ferreira Pinto rcsponsarel pelo activo e
passivo da cxlincta Arma. Kecifo 20 de outubro
de 1860. Miguel Ferreira Pinto. Guilherme
Ferreira Pinto.
Miguel Ferreira Pinto participa ao respei-
tavel corpo do commercio e a seua freguezes
dpsta prara, que ach Pinto & lrmao, de que fazia parle, se lem esta-
belecido com o mesmo negocio na ra da Cruz
numero 13.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga mudou-
se para a ra da Gloria n. 1)4, onde pode ser pro-
curado das 6 horas s 9 da nianhaa, lodos os dias.
Os subditos inglezes W. P. llarns e Charles
Diasques rctirarase para Europa.
Precisa-se de um caixeiro para taberna e
com pratica da mesma, dando Fiador a sua con-
ducta, dase bom ordenado : a tratar na ra Im-
perial n. 33.
J. Falque tendo de fazer urna
viagem ao Pa^a' no vapor Uyapock,
deixa por seus procuradores durante a
sua ausencia em pri'meiro lugar sua
mullier V" Falque gerente de sua casa,
em segundo lugar os Srs. r"elx Souvage
& C, e em terceiro o Sr. Antonio M.
G. da Silva.
Furlaram de um titio era Parnaraeirim 2
cavallns de carro, ambos pedrezes, com 2 cor-
das finas no pesclo, o maior est magro, o
menor bem carnudo, ellos foram vistos na estra-
da postando buscando o Arraial, o dahi desnppa-
receram : quem os apprehender ou descubrir
quem os teni, dirija-se ao mesmo sitio a fallar
com Amaro Gongalves dos Santos, ou a ra da
Praia n. 34, onde ser bem gratificado.
Quejn,tiver urna escrava que se ja desem-
barazada para o servico domestico de urna casa,
dirija-se a ra das Aguas-Verdes n 5.
Altenco.
Na praga da Independencia na" 23 e 25 muito
se deseja fallar aos segulntes senhores: Eusta-
quio Antonio Gomes e Joo de Darros Araujo, a
, negocio de seu particular interesse.
f>
iwa
DE
ASSOCIAQAO

L L,OJ\ fe \UM\Z,M
DE
Joaquini Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte d
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era lorias as provincias
desl imperio ha raais de 22 anuos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova cora innmeros altcstados que existem de pessoas capa-
zos e de distinecoes.
Com estas Chapas-electuo-jugneticas-epispasticas tfbtem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammagao [cansoso ou falla de respiraro), sejam internas ou externas,
como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palpilacao de coraco, garganta, olhos,
erysipelas, rheumalismo, paralysia e todas as affercoes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
dilerentes especies do tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual fr o seu lartanho e pro-
fundeza, por mcio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis c distinclns facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabera, pescoco, braco, coxa, perna," p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o mol Je do seu ta-
manho em um pedacode papel e a declarag.io onde exisiem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas sero acompanhadas das competentes explicarocs o tambera de lodos os accesso-
rios para a lollocago deltas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, em s escriplorio,
que se achara aberto todos os dia3, sem excepeo, das 9 horas da manha s 2 da ta
||9 Ra do Pauto ||0
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Ama.
Precisa-se de
prar e cosinhar
Seda de quadrinhos mu o fina covado
Eofeites de velludo cora nco prelos e
de coros para caneca ilesenhora ria
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, carabraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, horaens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qual dades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurguro prelos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 28|0, 300, e
Cassas francezas, a vari i
beeco da Congregacao
19000
letreiro verde.
2^500
S500
2*000
S&fflBF

,-**y*hh2

CONSULTORIO


g| Especial homeopathico, ra de Santo Amaro g|
(Mundo Novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Tinho, de volta de sua viagem a Europa, d consultas todos g.'i4
os dias uteis desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doenles em seus domicilios de (J?*.
meio dia em diantc, e era caso de necessidade a qualquer hora, A senhoras de parto e ^%'
osdoentes de molestia aguda, que nao tiverem anda tomado remedio algum aopa- ^
S73 thico ou homeopathico, sero atlendidos de preferencia. 2fs
*
fifi
-:.?
W
'._;
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentos homeopathicos que se. vrndem nesta pharniaria o preparados
por meio de urna marhina que o Dr. Sabino inventou c fez construir em Paris, e a
que deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, e
}&$) capazes de curaras molestias com a maior certeza possivel.
' >*) Alem disso. desejando tirar de sua viagem a Europa todas as vantagens pareo
progresso da homeopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obier as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e
para isso entendeu-se com um dos melhores herboristas d'Allemanha, para lhe man-
dar vir as plantas frescas aura de preparar elle mesmo as tincluras. E' assim que o
i'+'Q acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das raonUnhas da Suissa, a belladona,
f^) uryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus. foram colhidos na Allemanha, na
>
/ m
?.
1

Sm
m
Franca e na Blgica, o veratrum no Monto Jura ele, etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que servirlo para
as experiencias puras de Hahnemann, descripus as palhogcncsias, acharo o medico
e os amigos da homeopathia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer-
midades.
Os precos sao os seguinles :
Botica de 24 tubos grandes.................. 12a 16^000
Dita de 36 .................. 188 a 22S0O
Dita de 48 .................. 21*8 295000
Dita do 60 .................. 309 a 35{000
N. B. Existem carteiras ricas de velludo, para maior pre^o.
Cadi vidro avulso de lindura.................... 2g000
Cada tubo avulso.................................. IJWjOO
Caixas com medicamentos em glbulos e lincturasde diversas dynamisncoes (mais ts-
usadas J:
De 24 ditos de dito e 48 tubos grandes............ 488000
De 36 ditos de dito e 56 tubos grandes.......... 64$000
De36 ditos de dilo e 68 tubos grandes.......... 709000
De 48 ditos de dito e 88 tubds grandes............ 92J000
Do 60 ditos de dito e 110 tubos grandes.......... 115}000
Estas caixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capites de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pratica da lio- >5:
urna ama para com-
: na ra do Padre Flo-
rianno n. 49.
Roga-so ao Sr. alferes Joo Baptista de Me-
inv.es, do 9 baialho de infantaria, o obsequio
de mandar pagar o quo deve na ra Nova n. 55.
Aluga-se urna exceltenle e frasca sala, com
urna boa alcova, 3quaituse cozinha, ludo do la-
do do caes, c na ra do Imperador n. 75, pri-
raeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro que tenha bas-
tante pratica de taberna e que d fiador a sua
conducta, nao se duvida dar-so bom ordenado :
na ra do Rosario da Boa-Vista n. 54.
Quem precisar de um homem de meia ida-
de, nascido em Portugal,para caiteiro, c al mes-
mo se sujeila para criado do alguma casa parti-
cular, para ronipras, recados e cobranzas, queda
liador a sua conducta: dirija-so ao beceo da
lloraba, no pateo do Carmo n. 5.
Joo Lowis; subdito britannico, rclira-se
para a Europa.
Roga-se ao Sr. Jos Dias Alves do Quintal
o favor apparecerna ra dos Marlyios n. 36, a
negocio de seu interesse.
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Santos Uoreira e Francisco de Oli-
veira Jnior.
Irmandade das almas do Re-
cife.
A mesa regedora da irmandade das almas,
erecta na matriz do Corpo Santo, convida a seus
irmos a comparecerera no consistorio da irman-
dade as 10 horas da manha do dia 1. de no-
vembro, afim de eleger-se a nova mesa que tem
de reger a irmandade no seguinte anno de 1861.
Manuel Moreira Campos,
Escrivao
Deseja-se fallar ao Sr. JoAo Manoel de Bar-
ros Wanderley a seu bem, e por nao saber-se sua
residencia, por islo annuncia-se ; pedindo-so ao
mesmo senhor que apenas esle virou souber, ou
algum prenle do senhor, a tiondade de declarar
sua morata para ser procurada.
Lrnesto de Mello Albuquerque S declara
| ao respeitavel publico, que mandando tirar sua
cerlido de idade, vio que se chamava Etneslino,
pelo que faz a presente declararlo ; o aproveia
a orcasio para participar ao mesmo respeitavel
| publico, que de hojo em diantc se assignar Er-
: neslino Cavalcauti de Albuquerque, como vero
a cerlido transcripta no Diario do Recife.
O Sr. Francisco Manoel dos Passos Coelho
, venda pagar na olaria n. 13 da ra do Mnndego
i os lijlos que levou de ordem da Sra. Joanna dos
Passos para os concertos do sobrado da Trerape
da mesma senhora.
OITerece-se urna ama para cozinhar e lavar
para casa de homem solteiro ; na ra do Alecrim
n. 49.
Quem liver urna escrava que seja desem-
barazada, para o servico domestico de una casa,
dirija-se a ra das Aguas-Verdes n. 5.
Na ra Dircita n. 52, se offerece urna mu-
Iher viuva para aljjum senhor solteiro que quei-
ra mandar fazer sua comida lora : dirija-se a
mesma casa, que achara com quem tratar.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 19 na
ra das Trincheiras ; a tratar no cartorio da mes
raa casa, ou na ra nova de Santa Rila, casa o. 5.
Olinda.
Os senhores que esli devendo na taberna que
foi de Joo Simoes Pimenta. sita no Varadouro
de Olinda, lenham a bondade do virem pagar na
mesma, ou no Recife, ra do Codorniz n. 10, isto
al o dia 15 de novembro. Outro sim tambem se
faz scienle a algons dos fatuos da veneravel or-
dem terceira que esto devendo suas eutradas e
profisso, e mesmo joias c csmolas prometlidas
pata a fesla de S. Roque, e se assim o n3o fize-
rem lero de ver os seusnomes por extenso (sem
reserva) neste Diario.
9500
33:<0
SOO
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles deseJa prelos e de coros
com 2 saias e de balados
Ditos de ga/.e e de seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Grosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visilas desedaprela
com froco
DE
Soccorros Mutuos
E
Leuta Euiancipaco dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente sao pelo prsenle
convidados lodos os senhores socios efectivos
para que se dignem de comparecer domingo 4 de
novembro, as 10 horas da mauhaa.aflm de func-
Conar a assembla geral, devendo ter lugar a
eleiio do novo conselho, sendo que haja nume-
ro de socios quites com a sociedade, para sahi-
rera eleitos, na forma do art. 37 dos estatutos.
Secretaria das Associaco de Soccorros Muluos
e Lenta Eraancipaso dos Captivos 30 de outubro
de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario
Troca-se por telhas o lijlos de ladrilho 4
hombreiras com as competentes vergas e solei-
ras para 2 porlas ; a fallar na fabrica Sebaslopool
no largo dos Coelhos, com Antonio Carnciro da
Cunda.
C ompras.
Compra-s
19600
2000
l$500
a PRESS?, jornal francez que se pu-
blica em Paris, dos dias 8 e 9 de agosto
do corrente anno : na praca da Inde-
pendencia, livraria n. 6 e 8.
Comprase um guindaste em segunda mo,
estando em bom estado ; no caes do Ramos nu-
mero 6.
Compra-se urna escrava de racia idade, pa-
ga-se bem agradando em ludo ; na ra das Cru-
zes n. 22.
Compram-se moedas deouro bra-
xileiras e portuguezas: em casa ae
Arkw'ip.ht & C, ra da Cruz n. 01.
Compra se um cabriolct que seja coberto e
de bom uso, com o competente cavallo e mais ar-
rcios ; quem o tiver, dirija-se a ra do Livra-
rr.en'o. loja de calcado n. 33, achara com quem
tratar.
Comprase urna radeirinha de bra^o para
sahirna ra, que esleja em bom estado ; na r.ia
larga do Rosario n. 34.
Vendas.
PROGRESSO
de
Lices de piano
e canto.
meopathia.
S&SS Vendem-se tambem machinas elctricas porlaleis para
H5^ nervozas. Estas machinas sao as mais modernas o as mais usadas
toa a Europa, lano pela commodidade de poderem ser irazidas na
porque trabalham com preparaces que nao sao nocivas.
Cada urna......................................... 5O300O
vSft
trata ment das molestias &z*&
actualmente em
algibeira, como
tete
0 ENTRE-ACTO,
Jornal Litterario Illustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direccao de jovens importantes
no mundo das Uttras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimanto theatral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vrn sempre um Ggurino, urna caricatura, urna msica ou um re-
trato, representando personagens importantes dos theatros, o das operas, dramas, comedias etc.,
que sbem i seena no Rio de Janeiro, ludo indito, e do melhor gosto possivel.
Os figurinos, mandados vir de Paris, s podero ser destribuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro.
Publica-se tres vezes por mez, em formato in folio, com oiio paginas cada numero, aos
precos seguinles:
Um trimestre......69000
Um semestre......10)000
Um anno. ....... 20000
Asgna-se ni livraria da prac.3 da Independencia ns. 6 e 8.

ti Madcmoselle de la Chae, discipula
Q premeada do conservatorio de msica de
& Paris, conliuua a ensinar e tocar piano c g
cantar, conforme o gosto moderno e pode
^ ser procurado em casa da ra residencia a
@ ra Nova n. 23, regundo andar, por cima s>
da loja de chapeos de sol esquina da ra
* da Can Ima do Carmo. 'I
# 8-^|
A iraandade das almas da matriz da Boa-
Vista convida a todos os seus irmSos para cora-
parererem no consistorio da mesma matriz no
dia 1. de novembro prximo futuro, as 9 horas
da manha, para elegerem a nova mesa que tem
de reger a mesma irmandade no anno de 1961.
Precisa-so de urna senhora de idade para
fazer companhia e tratar de urna senhora que se
acha doenle : no paleo do Carmo n. 1,fabrica de
charutos,
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
urna C3sa de pequea familia ; na ra do Cabu-
g, loja n. 11.
Aluga-se urna casa terrea nova e pintada
de novo, cora bons commodos para familia, e
em boa ra no bairro da Boa-Vista ; a tratar na
roa do Queimado n. 43, loja do l.avra.
Aluga-se um moleque de 15 auno?; na ra
Direila n 120.
Precisa-se aluggr um preto carregador, de
conducta afianzada ; na ra do Imperador n. 55.
segundo andar.
Perdeu-se na sezts-feira a norte um lenco
de labyrintho cheio, guarnecido com bico d
trra, e com as letras M. A. S., desde o paloo do
Carmo at a ra de Hortas; quem achou. que-
rendo restituir, levo ra das Cruzes n. 30, pri-
meiro andar, que ser bem recompensado.
A'uga-se urna caga em Beberibe a tratar
com J. I. de Medeiroa Reg, na ra do Trapiche
n. 34.
rgo da Pen
Os jtooprielarios deste estabele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazerii de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que lem
vindo a este mercado, por serem escomidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles -vinejos por conla dos proprielarios.
CAiocoVate
Europa a 900 rs. a libra em porjao a 8oO rs.
Mermelada 'imperial
LL-boa em latas de 1 a -2 libras a 800
dos melhores autores de
do afamado Abren,
rs., em porc,o de se
vende-se nicamente
no
i da oulros
mais fabricantes de
aba lmenlo.
fa algum
Ma?a de tomate
is de 1 libra par 900 rs., em por$ao vende-se a 850 rs.
luatas ccm ervv\\\as
armazem progjesso a 640 rs. cada huma.
nservas raneezas e \ng\ezas
mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de \>o\ae\i'mlva de soda
as mais novas que ha
com diferentes qualidad
is mus novas que tm
eem atas de 1 i|2
em caixa com 16 libras
a 3?000 rs. em por^ac
es a 19600 a lata
.Ymcixas raueezas
vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3#000 rs.
ib-a por 1^500 reis
lerdadeiros Wgos de comadre
por 35OOO rs. a relalho a 240 reis a libra.
Ca \in\\as com 8 libras de passas
se far algum abatimento, vende-se tambem a relalho a libra a 500 rs.
Mante'iga ingleza
1000 rs. a libra, em barril se far al-
o melhor peixe que
outras militas qualidad
o mais novo que ha i o
perfeitamenle flor a nai; nova que ha no mercado a
gum abatimento.
Cha perola
o melhor que ha nestt enero a 2&500 rs. a libra dilo hyson a 25>000 rs.
Palitos de dentes liebados
200 rs. cera 20 raacinho?.
peixe sarcl" em posta
^xziste em Portugal era latas grandes por 1^500 rs. cada urna e de
es que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga (raneeza
560 rs. a libra em barril se far abatiraenio.
Toucinlio de Lisboa
mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinbas de 8 libias com deferentes qualidades por 4J>000 rs.
Tambem venduta-seos seguinles gneros, ludo recntenteme chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. a libra, chouriga rauila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, cplnfeites, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charuW dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades,
gomma muito fina, erfilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azet-
tonas muito novas, banha de porco refinada e ou tros muitos gneros que encontrarao tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprielarios venderem por muito menos do que outro qualquer
proraettem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas eom
seviessera pessoalraente; rogam tambera a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas QcorametvJas no armazera Progresso, que se Ihes amanea a boa qualidade
o acondicionamento,
I
ir-
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro porlas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVaRES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleciment um
completo surtiiiienlo de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene
dem a 7000, ditos a 8000, ditos a 9^000,
dilos muito superior a 108000, ditos de castor
drelos e breos a 1 C$000, o melhor que se
pode desejar, chapeos do Miro a Garibal ii de
muito superior massa a 78000, dilos de copa
baixa para diversos pregos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a o&OOO,
ditos de palha escuras e claras a 4$000, ditos
de panno muito bem arranjados a 3*500
chapeos de seda para senhoras a 259000 muito,
superares, dilos de palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninas a 10*000,
chapeos de sol de seda inglezes a 10* e a 12*
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de voludo a 25000. ditos de tranca a
1*600, sinlos de grugurao para senhoras o me-
ninas a *00O, oeiros do casemira ricamente
bordados a 129000, e oulras rauita fazondas
que a vista dos fregu^es nao deixarao de com-
prar.
Vendem-se
fazendas c roupa feila por
menos ra Direila n. 68, loja
de Braga Lima,
Riqusimo cortes de vestidos de pupu-
lina da china 20*000
Dilo dito de dito de phanlasia imperial IOOOO
Dito dito de dito de chaly de seda 16*000
Vestidas de grosdinapUs preto a moja
franceza 44*000
Palitots de panno muito fino e Je gaze-
mira de 16*000 a 229000
Ditod'alpaca preta e de cores 2*500 e i*000
Espartilhos francez
Cortes de colletes do fuslao
Alparca de seda para vestidos de senhor as
covado a
Bonets para meninos
Chales de de mirin ponta reJonda bor-
dado a froco lodo em roda, e outras mui-
tas fazendas que se loma enfadonho mencio-
na-las afiangando-se que nao se enjeila dinheiro.
- N. 9.
39500
*400
9500
9500
Ra do Queimado n. 9, loja de Francisco Pe-
reira da Silva, vendem-se lenres de brim do
lmlio a I96OO cada um.
Aviso para o publico.
Vende-se leito liquido de vocea a 320 rs. e
de cabra a 40U rs. : na casa de banhos no paleo
do Carmo.
Pechincha.
Na ra da Cadr-ia n. 24, vendem-se pegas de
algodao rom 17 varas, tendo 4 palmos de largu-
ra, pelo barato prego de 4*.
Casa <*m Olinda
Vende-se urna casa terrea sita na ra dos Qua-
tro Cantos em Olinda ; o tratar na ra do Lirra-
mento, sobrado n. 8.
Bom e barato.
Manteiga ingleza a IjJ, dita franceza a 600 rs.,
espermaceti a 680, doco de goiaba a 1* o caixao,
cha hysson a 1*920, dilo perola a 2?560, vinho'
do Porto lino a 1* e 800 rs. a garrafa, ligos de
commadre a 240 a libra, paingo a 160, loucinho
a 360 : na iravessa do paleo do Paraizo n. 16
casa pintada de amarello. '
Azeite de carra-
pato.
Vende-se a 440 rs. ; na Iravessa do paleo do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
A 21400 o corte.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado o. 19.
Cortes de chita franceza pelo baratissimo prego
de 2*O0, antes que se acabem.


--------
m
DIAAIO DE PEaSAMBUCp. QUARTa REIR U DE ODTOBIO fit] 860.
FABRICA
DE
mmmmk i mmiu bi ifais.
Sita na ra Imperial a. 118 e lio junto a fabrica de safe&o.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa.
Nesle esubelecinienlo ha sempre proraptos alambiques de cobre de di Arenles dimen-
ces de 300 3:0009) simples e dobrados, para distilar agurdenle, aparemos Jesiilaiorios
continuos para resillar e destilar espiritos cora graduado al 40 graos (pela graduado de Sellen
Cariier dos melhores sjstomas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio,
bambas de todas as diraemjes, aspirantes e de repucho, tanlo de cobre como de bronze e ferro,
lorneiras de bronie de todas asdiiuenooes e feitios para alambiques, tanques ele, parafusos de
brean e ferro para rodas d'agua, ponas para fornalhas e crivos de forro, tubos de cobre e
chumbo de todas as diuiences para encaninuntos camas de. ferro com armado e sera ella,
fu ;5es de ferro potaveis e econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, espumaderas, coccos para engenho, folha de landes, chumbo era lancol e barra, zinco
era lencol a barra, lenc/ies e arroellas de cobre, lenges de ferro e lato, ferro suecia inglez.
de todas as dimences, safras, tornos e folies para ferreiroi etc., e ouiros muitos arligos por
menos prego do que eraouira qualquer parte, desempenhando-se toda-e qualquer encommen-
da cem prestesa e perfeicao ja conheci la e para cjmnodidade dos freguezes que se dignare
hanrarem-nos com a sua confianza, acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encommendas.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimenlo de calgado tran-
ce*, roupa foita, miudezas finas e perfumaras,
tudo por menos do que em outras partes: na lo-
a do vapor na ra Nova n. 7.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
ranos

Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equalquer
obra manufaturada em seu reconhocido eslabelicimento a saber: machinas de vapor de todos os l-
mannos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e raeias
moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodosos lmannos, guindastes, guinchos e bombas,
rodas, rodetes aguilhois e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para descarogar
algodo. prengas para mandioca e oleo de remi, portoes gradara, columnas e moinhos de vento,
arados, cultivadores, pontea, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas as obras de ma-
chinismo. Execula-se qualquer obra saja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fin forev apresnlados. Recebem-se encommendas estei-slabelecimento na ra do Brum n.
28 A o na ruado Collegio boje do Imperador n.65 moradia docaxeiro do estabelecimento Jos
Joaquim da Costa Pereira, com queraos pretendentes se podem entender para qualquer obra.
Palitos do gaz
a 2,000.
Ferrara & Martins nicos deposita-
rios Jos palitos io gaz, fazora publico
que tea Jo receb'ido nstrucc/>es do f-
brcante estabelecerao de bojeem dian
te o pr.jqo de 2 por groza. Achando-
se o deposito supprtdo e esperando-se
remes*** por todos os navios e desojan-
do o fjbricaote elevar o consumo a ai-
tur?, que lhe compete resolveu fazer cs-
ta mo I icacao e a tnaneira que o T:on-
uno for augmentando, ira' declinan-
do o preco, portanto sao convidados os
compra dores a virem a travessa da Ma-
dre de Dos armazen. ns. 9 e 1G.
99 Z999999 999z:9n9999
Recnban-se e continua a receber-se por
toilos os vapores arligos do mojas para
liomeus, iorluindo calcado do Molis na

Loja de marmore.
Para principiante.
Vende-s* a luja de funileiro da ra eslreit.i do
Rosario n. 10, rom poucos 'fundos, on s a ar-
maran, e o motivo se dir ao comprador ; a tra-
tar na mcsna, ou no palco do Terco n. 1(5.
%)99 9*19$9tStd
I o -.-.
Gargel & Perdigo.

9
&
9
IWeberam pela barca Bertha, chega-
da ltimamente do Havre as seguinles fa-
7"i lis de son pedido, ra da CaJeia do
Rocife n. 23 :
Superiores corles de vestidos branco de
serta, ditos do blond com manta, ca-
p.-lla. flotes solas e saia de setim.
Superiores e modernos chapeos de palha a,
enditados parr senliora. ij?
Superiores cortos de vestidos de phantasia S,
co i] ") bab.itinhos o de duas taias. 2
Superiores tilmas de seda froxa frito de 9:
crot bnneos e de cores, pelonez3S etc. ~
Superior cessa de cor do apurado gosto, *
organdys, obras de sndalo, pulceiras,
estratos etc.
Para marinha o verdadeiro panno azul es-
curo rjue s vem a osla praca por en-
c imnaenda.
Chpeos de castor prelose brancos forma
moderna.
v:v
\ende-se um terreno com 105 palmos de
frente e3l)0 de fondo, tudo aterrado e com 50
palmos de caesj feitos, muito proprio para nello
se eslabelecer refinaces, pal iras ou fabrica de
qualquer natureza, a ra do Brum, bairro do
Recife, junto a fabrica di fundico de ferro, lugar
designado para taes estabeleciraenlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Aos senhores armadores e
proprietarios de earros
fnebres.
Vende-se verbutina preta superior a 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
AtteneAo.
Miudezas por metude de
seu valor.
O arrematante da loja de miudezas da travessa
do Livramenlo n. 2, tende) de entregar a chave
da loja, vende sera limites todas a miudezas
existentes, enlre ellas um grande sortimento de
trancas e franjas de. seda, fila de velludo e ver-
botina, linhas de Cirrinhos de cores a 20 rs. o
carrinho, cartoes de cachetes a 40 rs., dedaes a
10 rs.. ditos de metal prateados a 40 rs., boles
de ac finos par calca a 20 rs. a duzia. ditos de
louca bram-os o pintados a 20 rs. a duzia, bicos
de seda pnrfeitos a 200, 2i() e 320 rs. avara
phosphoros bons a 20 rs. a eaixinha, trancinlus
de lmha lisas decores a 40 rs. a pega, ditas de
caracol a 60 rs., estampas de cantos a 100 rs.
cada urna, metas para hornera a 80 rs. o par, di-
tas pintadas finas rauito encornadas a 2i0, lin-
dsimas laancasde seda a 80. 100, 120, 180*. 200.
240 e 32fl "vira, franja muito moiema de seda'
a 120,160.200, 2i0. 320, 400 e 500 rs. a vara, e '
todas as mais miudezas em proporgao ; cheguem j
cornos cobres, que o freguez nao sah'o sem fa-
zenda.

E pechincha.
Na loja do Preguica, na r>ia do Queimado n. 2.
tem cobertores de algodao de cores bstanle
grandes, proprios para escravos, polo baratissi-
mo preQo de lg.
Vendem-se espolias de flor, de la para
tmulos por ser a flor suspiro, pelo diminuto
proco de 5* a 5JJ500 ; no armazem de louca ua
ra larga do Rosario n. 23.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz eco ncerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Gheguem ao barato
O Preguijaest queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
29, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente rauito 6na a -39, 48, 6J>,
e6#a pega, dita lapada, cora 10 varas a 5> e
6? a paga, chitas largas da molernos e escolhidos
padroesa 240. 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino eslampado a 70 e 89,
ditos borda los com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi um, ditos com umas pal-
ma, rauito finos a 88500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 50, lencos de cassa com barra a
100, 120 a 160 c ida um, meias rauito Gnas pa-
ra senhora a 43> a duzia, ditas de boa qualidade
a 38 e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 ts. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5&900 a pora, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
18200 e 18600 a vara, dito proto muito encor-
padoa 18500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de (Arenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2500, 38 e
38500 o covado, carabria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras nuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e da todas se daro
amostras com penhr.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 35200. malte
bonita, ditas de salpico muito fina a 3^800 ; na
loja da ra do Passeio Publico n. 11.
Cambraia orgaq-
dysa360o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cembraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como'
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos nadrdes e cores fixas : do- se maoslra.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ru3 do Queimado n.
2, tem saias baldes-ateras, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto proco de jf.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eji armazem, na pra?a do Corpo Santo n. 11
&UnH Pia?.d0 ultimo gosto. tecentimente
chegados, do bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Ilroadvrood 4Sons de Londres.
muito nrooripsoara este clima.
fiBANDE SORTIMENTO
I DE
iFazendaseobrasfeilasJ
Loja
HA
e armazem
DE
Yinho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas desle vinho sem confeico, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Capellas
para tmulo e catacumbas tanto de
aljfar e mortaile com imcripcCes : na
ra do Imperatriz n. 7, loja do Le-
conte.
4i~lnMmU--4S
ESC0LH1D0 SORTIMENTO
DE
v
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavel que as lindas e amareis ilhns da
opulenta e potica Mauricea se provinsm do oue
nocessano para o resguardo dos seus mimosos
o pequeolnos ps; attendendo tambera
urna crinolina empavesada
que
H Vente-Se na loja (le s,da' asslm como ura cavalheiro de calca balao
1\T i. o ~< t com um borzesnim estragado fjr nm iu..l
Nabuco n. 2, fitas para cartas
de hachareis a 5$ rs. a
fita.
Ges&BastoJ
Narui
46,
Sortimen
panno prel
35J>, casaca
do Queimad) n.
Irente amarella.
o completo do sobrecasaca de
e de cor a 25, 28$. 30 e
a 28. 30^ e 353. palitots dos
mesmos pajinos 20, 22> e 25J, ditos de
casemira di* cor a 16j e 18, ditos sac-
eos das mesttas casimiras modelo inglez
casemira fia a 10, 12/14 e lj, ditos
saceos de alpaca prelo a 43, ditos sobre
Ono de alp :a a 7, 8 e 9, ditos de me-
i ri setim < lOg, ditos de merino cordao
a tOS e t9fe\ titos de sarja preta trancada
saceos a 6J.I ditos sobrecasacos da mes- i
raa fazenda i 8, ditos de fustn de edr e
branco a 4. 4f500 e 5g. colleles de ca- |
semira de ci r e preto a 5 e 6, ditos de '
merino pret) para lulo a 4 e 5, ditos 2
de velludo f reto de cor a 9 e 10. ditos >
de gorguro de seda a5 e 6, ditos de |
brioi branco e de cor a 25ni e3, calcas *
de casemira lo cor e prelo a 7$, 8S, '9
e 10, dilas para menino a 6 e 7, ditas 3
de merino di cordao para nomem a 5J o 3
e, dilas de I rim branco a 5 e 6, ditas
dild de cor
3, 3500, 4* e 5. e de
todas estas o ras lemos ura grande sor-
r"2

tmenlo para menino de todos os tama-
nhos ; camis; s inglezas a 36 i duzia. Na
mesmalojaha paletots de panno preto
para menino a Mf, 15J o 16. ditos de
casemira par os mesmos pelo mesrao
proco, ditos do alpaca sacco3 a 3 e
33500, ditos Jobrecasacos a 5 e 6$ para
OS meamos,ehigas de brim a 2500, 3 e
3500, paleta s saceos de casemira decdr
a 6 e 7, Io Ibas de linho a SOrJ e 1 ca-
da urna.
No raesrao estabelecimento mnnda-se
apromptar tollas as qualidades de obras
tendentes a r upas feitas.em poucos dias,
quo para essn flm temos numero suf-
Qcienle de pe ilos officiaes de alfaiales
rigidos por u 1 hbil meslre de seme-
Ihante arte, fijando os donos do estabe-
lecimento re iponsave3 pelas mesmas
25 obras at a sua entrega. Jr
Se)io e graixa.
Se'o coado e g-aixa em bexigas: no armazem
DO
uf Tasso Irmaos,
caes de Apollo.
a \$ a sacca.
Arroz com cascsltendo a maior parle pilado
proprio para galitiHas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Expnsiu de metaes.
E' chegado a eta loja do Vianna, um riquissi-
etaes de todos 09 gneros do
de encontrar, todo a eraila-
rub Nova n. 20, loja do Vianna.
mo sortimento d
mais bonito que s|e
cao de prata ; na
Vende-se urna vacca
Cinco Ponas n. 114.
de leile : na ra das
SS %9-@%9 999998
Guiiiares Villlar
Ra do Crespn. 17.
Vend. m-se, para liquidar, cassas de cOres e or-
gandizes a '6 ris o covado.
Lencos de seda a 450 rs. cada um.
Lenfos de seda a lO00 cada um
Chitas francezas escuras; bonitos padroes a
289 r<. o covado.
Gollinhas e manguitos, a 5000, rauito boa fa-
senda:
Cavis fncezas muito finas a 660 rs. vara.
Vestidos de phantasia de 25 e 30 rs. por 15
ca la um.
Golhnhas e manguitos pretos a 5 rs. cada ura.
Houpas de brim para craneaa a 3500 rs.
Ja nulas e calcas para enancas a 8 rs.
Vestu ros de seda para crianzas a 3 rs. para
ambos os sexos.
Ricas chapellnas do seda e de palha de Italia
do oielhor gosto possivel.
Cortes de seda preta. bordados e avclludados
de duas saias do melhor possirei.
Cortes le cambraia branca bordad'! de duas
saias a 26! e 35 rs. cada um.
Superiores manteletes com dous bicos largos
e o itr >s cunpridos, de ullima moda de Taris.
Saias bordadas as meljiures que toem vindo,
de i|uatro pannos.
Rumies de chtla o de cambraia bordados a
8 e 30 rs.
Camisas para senhora ricamente bordadas.
Espnrlilhos rauito superiores a 7 e 10 rs.
Vinagre branco,
superior.
Vende-so vinagre branro superior om barrisde
amnto. por preco comraodo ; na ra da Carteia
do Recife n. 12, escriplorio de Bailar & oi-
veira. w
Anda ha algumas caixas com vinho do Tor-
io muito superior a 16 a caixa, e em garrafa a
1500, nao preciso gaba-lo porqun elle mesmo
pizoqoe. vende-se na ra larga do Rosario
numero 23.
Queijosdequalha.
Vendum-se os melhores e mais noros queijos
de qnalha que tem vindo qui, grandes e peque-
os, de 12 a 40 libras, e a retslho, proprios para
mimos : na taberna grande da Soledade.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ. DE QL'ATRO P0U7AS.
Tem um completosortimento de roupa feila,
convida a lodos os seus freguezes e a todos
que desejarem ter um uniforme foito com todo o
gosto dirijanwe a ete e>tabelicimenlo que em-
conlraro um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
lade dos freguezes, j lem um complelo sorti-
mento de palitots de fina caemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16jOO, ditos
de merino setim a 12*000, ditos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com g Ha de velado a 9000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590 0, ditos de brim de linho tranca-
do a 6000, caiga de brim de linho rauito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
99000 o a 109.-00, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a I2000, palitots fran-
~.y,i!ldj~s-eJura flM! de escravo?i sendo umcezes de panno fino fazenda rauito fina a 259
sobre casacas de panno muilo superiores a 359
e a 409000, um completo sorlimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodao
Ca
t
a vapor, apprbva
Taris ; na ra Nova
a vapor.
Rni'itssimo sortimento do machinas de fazer ca-
los na ultima exposicao de
n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sorlimbnto de bombas de japy' de
lodos osiaraanhos, a< melhores quo se lem appro-
munlo. pela faeilidade que d a
vado em todo o
Urar-se agua
ua.
na ra Nova n. 20, loja do Vian-
Caijia
s de ferro.
iUlenoo.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, pro-
pria para qualqner principiante por ser situada
no melhor local que so pode desojar por ficar era
esquina, e a ameninidade do lugar canvida aos
freguezes a fazorem pousada na casa, pois lem
gran les commodos para esse fun, como soja, um
grande soto corrido, emlim basta dizer que o
lugar 6 as Cinco Ponas junto as casas cabidas
para Bear n'uma posicao de abrangor todas ns
vistas portanto quim quizer ganhar diuheiro
dirigirse ao mosrno lugar as Cinco Puntas ns.
80 e 82 que todo negocio se far.
mulatinho deidade 13 annos e urna negra com
28 annos ; no boceo do Pombal confronte o sitio
do visconde de Suassuna, casa pintada de encar-
nado.
CAL DE LISBOA,
ora e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo esiohelecimenlo saceos
e fusio vende-se muito em conta, afim de que-
rer-se liqiudar com as camisas,
po IX pontfice e re
PELO SENHOn
D. Antonio de Macedo Costa,
Bispoeleito do Para.
Eloquente demonstracao do poder
tete pora 1 do Papa.
,u,,mm ,,D3l "u,u luiieiecimento saceos Vpnrt *ar.n U -jo
cora farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi- f ? bairro de Santo Antonio
Iho, feijao mulatinho e preto, gomma de mandio- "" livrar,as d?s S,"S- Guimaraes & Oli-
ca, arroz de casca edilo do Maranho de su-
perior qualidade, doce da casca da golaba, vinho
do Porto em garrafa do melhor que pode haver
no mercado, manteiga ingleza e franceza, banha I __ VP A
de porco em latas, bolachinhas de soda de todas
as qualidades, cerveja prea e branca da mefhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por me-
nos brego do que se vende em oulra qualquer
parle.
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
burro do Keciena livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2^(.
RiquUssimo s[uldiento de camas de ferro com
onas, e para co x.io por preco comraodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Yianna.
ra Imperial
Na fabricajdecpldeireiroda
junto a fabrica de sauo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha i raa grande porgao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto creco dje 140. a libra
II __
^elaiile-se
i
Relogiosl
Estopas
Lonas.
Camisas
Peitospa1
patentes.
w
ingldzas.
racamisas,
Riscoutos
Emcasade Aikwight & C, ruada
Cruzn. 61.
Botica.
Francisco de Souza, ra larga do
vende-se os segointes medica-
Pormetadedoseu
valor,
RuadoQiirtiroadon. 19.
rostidos de gaze e phantasia, muitos lindos, de
duas saias, pelo baratissirao preco da 10 rada
um corte.
e urna rica rnobilia de ja-
caranda'com pedras brancas a moda
de La XV: a tratar na ra Direita n.
68, primeiro andar*
Bartholomeu
Rosario n. 36,
metilos :
Robl'Affocteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento llillowav.
Pilulas do d lo.
EMixir aiiti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e lzjibras. v
Vssim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Venddm-se libras sterlinas, em
casa de N. C Bieber & C. : ra da Cru--
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar rjoupa: em casa de S. P. Jo-
hnston 4 C. ra da Senzala n.i2.
Vende-sa ou arronda so o sitio denominado
do Reduto, multo pertn da praga, em chaos pro-
prios. em Sanlri Amaro junto a ponte do Madu-
ro, do lado de B"lem, com boa casa de vivenda
muito fresca, boa vista, e exrellente agua para
asi, grande naizn do capira para 4 cavallos. e
-- rende-sp urna duzia de cadeiras, 1 mesa
redonda de columna e i consolos, tudo de ama-
relio, e 2 camas de armaeo, de condur, tudo
tnvernisado de novo e em muito bom estado : na
ra do Aragio n. 8
VENDEM-S
milho novo a 4J a sicca : na ra da Madre do
Dos n. 10.
tr. j um" planta cor 10,000 civos de matidinen" rn"
;TMVde"?e-Uma mollc' Cri0u,a dea12 de porcin de aTorw de rruetc.dMod Rasmia
TV'iT T1CWS "em aCb8tr,eS : a "" d Pi' ,id,"- bM hot,a- etc- : ra de Apollo *
"* matcm n. 33.


Vende -se
EM CASA DE
Ailamson Howie&C.
rinho do Porto de superior qualidade em bar-
rise engarrafado.
Biscoulos.
Tinta de todas as couros.
Lona e flele.
Fio.
Sellins, selhoes, arrcios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos cotx
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo. dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, ndigeslao, crup, dores nos ossos, contuses,
queiraadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
Co de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todasas enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp Mticas; resolve os depsitos de mos
humores, puriQca o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecces do ligado e rins.
erysipelas.abcossose ulceras de todasas classes
molestias d'olhos, didiculdade das regras daa
raulhetes hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
j pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inicuamente vegetaes favoraveis
I em lodosos casos nunca occasiona nauzeas nem
dores do veotre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao efficazes nns atloc-
oes do ligado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digeslo, e em todas a3 enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, Qores brancas, obstruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeito na escarlatina, febro
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de inslrucros impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a raaneira df
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos defalsificago por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leito
& Irmao, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sem segundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
dono vo. loja de miudezas de Jos de Azevedo
Mau e Silva, ha para vender os sezuinies artigos
abano declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algouao a 1#.
Cartas de alfloetea finos a 100 rs.
P44fjelhS de Columnas madeira branca, a
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macassi perula a 200 rs.
Duzu de facas e garfos muito flnosa 3*500.
Clcheles era carto de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dito para fazer cabello corrn'dio a 800 rs.
Sapatos de laa par,, enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de lavas de fio do Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 1$.
Pegas de tranca de laa com Vi varas a 500 rs
Fotilho para enfeilar vestido (peca) 1$.
Linhas Pedro V, cartaocm 2(K) jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Paros de meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pegas) 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes,
obraintetramente nova, para uso de
todosos estabelecimentos de instruccao
publicse particulares. Vende-se* na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
SIL
eobertosedescobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem e senhora
de um dos melhores fabricantes le Liverpool
ivndospelo iltimo paquete inglez remcasadi
nSuthall Mellor & C."
Loja das seis portas em
Trente do LivrameDo.
Covado a 200 rs
Chilas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado. ditas estrellas a iroilncio de lSazinhasa
b"rs-. cassas de salpicos brancas e De cores a
200 rs. o covado, pocas de esguiao do algodao
muito fino a 33 a pega, ditas de brolanha do rolo
com 10 vaias a 2. riscadinho de linho a 160 rs
o covado. chales de merm estampados a 2a'
Iengos brancos cora barra de cor a 120 rs. ditos
coji bico a 800 rs algodo monslrn de dtis lar-
guras o mo'hor que possivel a 40 rs. a vara
niussultna encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla at as
9 boras da noile.
egmm estragado, far urna triste
figura vis-a-vude urna bolla; consideracoes ISn
acertadas actuaram noespirilo do proprielario do
estabelecimento. j to conhecido pela roodici-
de dos precos do seu calcado, para roduzi-los
aioaa mais, munindo-se de um abundante sor-
limenlo e sem defoilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
pregos abaixo : rcluo
Senhoras
Borzeguins 32 a 39. .
Ditos ditos. ....
Ditos ditos.....
Meninas
Borzeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28." .
Ditos 18 a 24. ,
Homem
Borzeguins. ...... 9.5C0
?/.os- .....8*800
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos.......
Meios borzeguins de lustre.
SapatGes com elstico e lustre!
Ditos arranca pelle, bezerro.
Ditos de bezerro. ....
Meninos
Sapatoos........5m()
1 ?*.; \ 3000
rl,V. ?D oanado sorl"ento de (odas as
ciasses e pregos nfimos, sendo n. ,,,:.
4.S8C0
4$500
4*000
36-800
3*600
5j}200
8s500
6*000
6*000
5*000
5*600
5^000
pregos ntimos, sendo
somenle de primeira classe
os annunciados
C Vn8^",Seremcas8(le Saunders Brother A
c. praca do Corpo Santo, relogios do af-m
TsrnhriCnante RnSke11' por P?09 coudos
seguro cofltra Fogo
COM-"ANUA i
jj
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley & CompaubiaJ
- S >
para
Veode-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
I Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao. I
I
8
i
& Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
Couro de lustre.
a Palhinha para marciuei-
ro : no armazem de C.
f J. Astlev Si C. I
ootnnncntntjiooctno S
- Na ra da Cadeia n. 24, venderr.-se os se-
guimos fazendas, por melade de seu valer rora
lujuidagao. '
Bicos de seda brancos e prelos, de todasas
argoras. vara a 160. 240,400, SCO e 1?0CC
de aTgodio! Srlimcn, de fra"Js ^ da e
Chales de louquini a 10, 15, 20
Botoes desoda, velludo, do louca c de fustao
-nguiiosa 35, 4, 5 e Ca.
Lnfeilos de flores a 6fl.
Chapees do soda paro senhora a IOS
Casavoques de velludo a 40 e 60S
Ditos do seda a 25*.
Ditos de fusio a 8 e 12$
K.F,?500,eda 6 dC ldaS ^ualidaJcs de O
Ditas de velludo de 240 rs. a i$.
Ra da Cadeia do Recife
numero II,
loja de miudezas, continua a vender-se pelo ba-
rato proco, enlre todas as fazendas, os seguinles
oDjeclos :
Capachos para entrada de porta com pequeo
defeiioa 120 rs. H
2fi500nJ,S P"ra corlDados e toalhaa, pega a
Du?iasde lalhoros a 2J900.
Ditas do ditos finos, cabo do baleia, a 5*500.
Baralhos de carias de apreciagao a 2.
laTaDO*"**" de V,idrilho' 6slos odernos, a
Carlas de alfineles a 100 rs,
Massos do grampas a 40 rs.
Molduras douradas de lodas as larguras a f
Franjas de seda, la, algodao e linho, goslos
modernos.
Ei.foitrs para raboga, de troco, modernos
Mants para grvala a Bellramini $
Charutos de etonomia, caixa com 100, a 2&M0.
h mullos oulros objectos que s Tisla dos com-
pradores.
Vendom-se saceos com farello de Lisboa,
farinha de mandioca c milho, por preco Quito
om corta : no pateo do S. Pedro n. 6.
Era casa de N. O. Bieber & Successores, ra
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre 4 C, urna das mais
acreditadas marcas, mu condecidas no Bio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre'tfioco e linio em barris.
Brilhanles de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gamma laere clara.
Lonas, brlnzaos e brins.
Aro O Millo
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.


rrS



DIARIO IDE HERBAlf8U0Q. *- QUlRTA FEA
n OTDBBO DE 1860.
AlCH&KC1\
DA
FMG10 LOW-MOH,
loa a Swualla Nora b. 42.
i
Ueste estabeleei ment contina a haver um
ompleio sorlimento de nioendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laix.s
dejerro batido e coado, de todos os lmannos
para dito,
Potasffa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem eonhseido e acreditado deposito da
na da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira polassa da Russia nova e de superior
quaiidade, assim como lamberu cal virgen* em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Vi nlio de Bordeaox.
Em casa de Kalkmann IrraaosA C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. OIdekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braadenburg frres.
St. Eatph.
St. Julicn.
Margau.
Larose.
ChAteau Loville.
Chaleau Margaux.
De OIdekop <& Mareilhac.
st, Julien
ct. Julien Mdoc.
Shateau Loville.
casa ha para
Na mesma
vender:
Sherry em barrs.
Madcira em barris.
Cognac em barris quaiidade Gna
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler &Wilson.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
! tutores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
ds noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
quaiidade e seguranza:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmaos ra da
Imperatnz n.10, amigamente aterro da Boa-
Yisla.
Pechincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
quatro portas.
Chitas francezas malisadas muito finas com pe-
queo loque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamenle limpa, a 200 r9. o
covado.
Pechincha sem
igual.
Pecas de madapolo fino, com um pequeo to-
que de avaria, por presos muito baratos : na loj
do sobrado am.-irello us Qualro Cantos da ra
Queirnado n. 29 ou 31, de Jos Mara Lopes.
SSTEHA MEDICO DE HOLLUWAY.
PILLAS HOLLWOTA.-
Este inestiraavel especifico, coroposlo integra-
mente de hervas nwdkinaes, nao conten mercu-
rio nem aJguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada 6 igualmente promplo e segure para
desarraigar o mal na compltelo mais robusta ;
enteitamenle innocente em suas operares e e-
feilos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e leases
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrar a saude e Torgas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos &s outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperago ; fagam um competente ensaio dos
efficazes elTeitos desta assorobrosa*medicina, e
pie.'tes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se parca lempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Ccnvulsoes.
Oebidadeou extena-
gao.
Debilidade ou Talla de
forcas para qualquer
eousa.
Desin loria.
Dor de garganta.
de barriga.,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herygipela,
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Goita.
Hemorrhoidas.
Hydrc pesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla ni mages.
Irregularidades
menslruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonsr.
Retengo de ourina.
Rbeumatismo.
Symptoroas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febrcto intermitente,
Vende-se estas pilulas no cstabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
bul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocelinhas a 80G rs. cada
urna dolas-, coniem urna inslrucgao em porlu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Rapp nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem durida o de melhor quaiidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, eafrlp-
torio.
_
Barato para acabar. ~
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico D. 11.
Chita francez* fina a 220 rs. o covado, corles
de cassa a 2*200. dito de cambraia a 2*800, cha-
peos de fellro a 2*800 e 49000, cortes de casemi-
ra a 3$000, chales de la escuros a 1*800, ditos
a duzia, bnns miudos a 160, ditos grossos a 260,
peras de cambraia lisa Gna com 12 jardas a 6 a
pega, ditas muito fina a 99, camisas francezas de
cores e brancas a 1$600, casemira preta fina a
1*750 o covado, panno preto 6no a 3g, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covauo, brim branco
de ln.hu puro a lglO a vara, cambraia da cores
muiio fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
2*800 a duzia, ditos pequeos a 2*600, chita pa-
ra cobertas a 240 rs. o covado. dita 160, panno
da costa a 340 rs. 6 covado, pegas do cambraia
branca de quadro muito finas a 4 com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar-
gura do 4 palmos e meio a 4g500.
Borba.
O fabricante deste rop nao fallando a sua pro-
mesa de o melhorai o quanto Ihe foase possivel
urna remega vinda do Para por este ultimo va-
por, j muito maisaperfeigoado, ea saluda que
elle de promplo tem lido prova sua encllente
quaiidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
rnamesa escolha de fino, moio grosso e grosso ;
deposito na ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por prego mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
REMEDIO INCOfflPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podera tesleraunhar is virtudes deste remedio
ncomparavel e prova em caso necesario, que,
pelo uso que] delle fizerara tem seu corpo e
roembros in leirament i saos depone haver era-
pregado intilmente outros tratamenlos. ada
pessoa pader-e-ha convencer efessas curas ma-
ravilhosas pela leilurai dos neriodicos. Tana lh'aa
Terrenos* terlo da
w.v.
Camufl dos o
Os herd^lwtf^ommcnfodTr'
ores d
dores com a nica reslticgao rft
va ve'ndefi
Ferler em sortea "de ierra a vonl
"Com toque de uvai
,4, .h"M?eg. de roadapoliQ de 2 a 4*008. ver.
J^ Ji* ra do Qre6po, loja rje quatro portas u. S74
S, J^fjdfi.se por ledo o prego aJarmaco da
... .-loja da_ rjuT&aiPraia./. 27, propria pira qualquer
pela leilurai dos per iod icos, .^lue'lh'as
relatara todos os dis ha muitos annos ; e a
maior parle dellas sao to sor prndenles que
admiram os raedicoi mais celebres. Quantas
pessoas recobraran. cm este soberado jemedio
o uso de seusj bracos e pernas, aepois. de ter
permanecido ongo te(mpo nos hospitaes* onde .dirigir-se i|
soffrer a amputado I Dellas ha .mui-
da*nova safra, rrua1rTJ#W*special : no jjHrfj'da
> .^f* tt.: Wi armazm fie Jtntunes'Guirna-
Lbu napiaeslroia.tWi'Rostrio-'. fg>r*lereir^J Jiji-^ JWWs 6. \
wr, ou na praga da Bea-tf'sta, botica''AeJoaqnjm ,. ; *?
artrraei Ri.beiro J.fnicrr :%'^ht6Ms^mS' 7 '
a a ojjwuu, romes ae iaa escurosa UeUW, ditus 7r[. v' ."""
de merino bordados a 5j50n, meias cruas a 1J800 1U0 navenifO deixajlo asses. asylos de pade-
mediante o uso desse
gumas das laes pessoa
lmenlos, para se nao submelerem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completaineate,
precioso remedio. Al-
pa enfusao de seu reco-
nhecimento declararan estes, reliados bepeD-
cosdiantedo jord conegedos outros ma|vs
Irados, afim de mais
ti va.
Ninguem desespera!
livesse bastante confinnga para encinar este
medio constantemente
) quie xeceslasse a natureza do mal,
rovar inconleslavelmenle.
JOIAS.
com lojas de ovrives na
e 11, sortidas dos mais
cujo resultado seria
Que ludo cura.
O ungento lie
rmente nos
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortadurts.
Dores de cabera.
das costas.
dos me/ibrbs.
Emfermidades da cul
em gera"
Ditas do anus
Erupg5es escorbtica .
Fstulas no abdomen.
auleotaarera, sua,a firn->
^
ria do estado de saude se
re-
seguindo algum terapo o
Fialdade-ou falta de
calor as extremid;
des.
Frieiras.
Seraphim & Irmo,
ra do Cabug ns. 9
bellas e delicadas obras de uro, p'oo. epedras r<
preciosas ; vendem barato, troca m e recebem pa- Uen8lvs esca't adass.
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von- \ Inchages.
ladeaospretendentes, ese responsabilisampelas Indamacao do1 finado.
guahdades.
til, mais particu
seajuintes casos.
Iiiainmagao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuragoes ptridas
Tinl'a, em'r qlilquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do flgado.
das articulagoes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Campos <& Lima
Pechincha sera igual.
geral de Londlres n.
de todos os boticarios
S08S encarroadas de
receberam urna factura de chapeos de sol de se-' America do su
da para homr-m, lendo entre esles alguns peque- ; Vende-se a 300 rs.
nos que servem para as senhoras que vo para o urna instruegab em
Campo lomar banhoa se cobrirem do sol, e como
a porgo seja grande se resolverao vender pelo
De queijos flamengos recentemente cheeados ?r-^ dL6* e 6S500, i a,guns com Pcqueno de-
pelo ultimo vapor da Europa a 23>; e em caixa | fe" a 5 : na rua do Crespo n. 16.
se far algum abalimento : vende-se nicamente j v
noarmaztm progresso de Duarte & Irmo no 'en(Ie-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
largo da Penha n. 8. om plano com P"co uso : na rua Nova n. 7.
Vende-se, de urna casa eslrangeira, urna n f-v -t ~
Rua da Senzala Nova n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston 4 C.
Vende-se este ungento no estabeleeimenlo
. i
9 Recebeu-se recentemente e continua a
@ receber-se directamente de Paris o Lon-
@ dres por lodosos vapores, de encoroaflen
@ da especial, artigos de modas para se-
nhoras na
8 Lojade raarmore.
raulalinha de idade de 12 a 13 annos, tem prin-
cipio de costura e sabe fazer renda; para ver.
na rua da Imperatriz n. 47, piimeiro andar, as
9 horas da manha.
Vendem-se 2 carros, caa um com arreios
para 2 cavallos, c ambos para 6 pe3soas ; um
mais ptqueno e mais usado, outro maior, de vi-
draess ecom muito pouco aso : na rua das Flo-
res n. 6.
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhes
modo de fazer uso de
O deposito geral
pharmaceutico,
Pernambuco.
'da SU- ngoci*qu*se q^ieira botar e paga apenas't5
propned.de, nMom da Cu, de alugJettbrmoi: tratar na praca da Inde-
bidos 5*fft,1|#ncia nsflO,e 2.1, " _. baifterem fflflioTf ** '' '" "
de8) pilraos de frente^e fnhdor defsigrfd^pela "* fo ^ CariliSa *-
respectiv) planta apprdvada pelas au^frrtlmlcs
competentes, o engenbeiro A'tonio Peflrftoq
Rodrigues Setle o'ncarregaao'das mdfgojes
precisas^ e potle ser procurado no mesmo sitio,
esclrecimento ao herdeiro U.
seu sitio na Capunga.
ualquer^ropsta ou
A. ubourca,*no
frteSfbC.- -- V \
Re^ujo -dp* potica".
Indispefisajel para os prpximos exames de rhe-"
lorira ; est venda nalivroria classica-na pia-
catfe Pedro II p. 2, a 500 rs. cada excmplar. -^
por
Ditaf ditas por
Dita*ditas por
O as de imoitaile por
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-^a,
cado com inscripcoes por baixo a 12fl e a 105
Potasa D.acionajv
egada cste^Ji.
f
cjjegada estes>ias do Rio de Janeto^ vende'-se
pgr p4rego mu|lo cornniodo: no. escriploub do
C. rua oo Vigari^n. 9,
^*-
58
25
244, Strand, e na loja
roguistas e outras pes-
sua venda em toda a
Ha va la e Hespanha.
, cada bocelinha coniem
ortuguez para explicar o
l ungento,
em casa do Sr. Soum,
na na da Cruz n. 22. em
Relogios.
s> t'.' var,vA/o,,Nnpeiy ,(
Vei^ie-sena loU de ^nlonio Augusto dossan- primeiro andarT
(os Porto na loja ns. 37 e 39 rfa praga da J^iSe- **' j. v
pendancia.capellasde aljfar*imortalejiara^aj T^ri/ih rv^r *i -* *~i --m- 7 ^-.
tacabas, tmulos etc., etc., da forma seguinfe I dCIIcta C IllOClXOaS
e precos razoaveis : "^ \< t ,.
Capellas dealjofe cofb iEscriproes,grandes a 10 R,ciw-,r i_"___ m
Ditas ditas por ^'' 88 -"rf82f1!!lfC:,l!Illseinpre n0 sf" d<,PO"'o
' i da rua daMqaa n. 3 A,um grande ortmei to
detachase moeedas para engenho, do mvifo
acreditadotabricairt Edwin Mav a traiar co
mesmo de osito ou narua do Trapiche n 4
Loja da seis portas, em
frente do Livranido.

Roupa feit barata.
Paltotsde casimira escuras a 45000, dilasde
alpaca preta 45?000 e 5< 00, camisas brancas
ede cores a 28000, ditas de fusto a 27500
serolas muilas finas a 1?600 e 200, palilcls
de brim pardo a 38000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palilolsde panno preto sobre casa-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se:cas, colleles de casemira preta ede edres, diios
um completo sorti-
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlln & C, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande variado sorlimento
de relogios de algibeira horisonl.nes, patentes,
ChtOBq/fitf/m, meioschronomelros de ouro. pra-
ta dourafla e foleados a ouro, sendo estes relo-
vonderao ror precos razoaveis.
Vende-se
arreios para carros e cabriolis, chegados ltima-
mente : na rua Nova n. 59.
Vendem-se
licores extra-finos e
caixa de urna duzia :
de todas as qualidades, em
na rua da Imperatriz n.6.
Rua do Crespo n. 4, loja
de quatro portas.
Pec\iVc\\a
Pecas de madapolo uno avadada ae 1200 al
45000.
de Johnston Paier & C,
3, um bello sorlimento de
inglezes, cndeeiros e castigaes bronzeados, lonas re,g's Je O"f0. patente inglez, de um dos mais
Vende-se em casa
rua do Vigario n.
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
afamados fabricantes
urna vatitdade de
mesmos.
Rosario
oaauim Bernardo dos Res
oagmi
estabelecido com loja de calgado francez na rua larga do
resol veu-
aT, lendo em vita acabar eom este eslabellecimenlo o mais breve possivel
se a vender lodo o calgado que tem pelos pregos abaixo mencionados, a saber:
@@@sa @@@ s<

(S^~
Gorgel k Perdigao
Vendem na sua loja n. 23 da rua da Cadeia do
Recife, as seguintes fazendas :
Saias bulao de nova invencoo e muito commodo
para sonlioras e crianets a 4-J, 5j>e 88-
Visitas de fil preto e manteletes da mesma fa-
zenda por 25$.
Chapeos de palha finos enfeitidos de flores e
peonas para as senhoras por 35jJ.
Enfeitese turbantes os mais modernos e perfcl-
tos a 8$e 10$.
Cortes de vestidos degrinadimo de seda com 9 e
10 b-badnhos a 2&# c :u.~,
Capinhas do seda de croxe branca e de cor bor-
dadas de ricas franjas a 3j# o 40$.
Grosdenaples dequadrinhos carmesim c outras
cores, covado 2-j.
Sedas de quadnnho do cor, o covado 1&100.
Ricas filas em varas para sinto de senhoras.
Luvas de Jouvin de todas as cores a 2g.
Completo sorlimento de roupa feita, calca, pa-
lelots, sobrecasaca, collcte. scroulas, camisas de
linho e algodo.
Com toque de
avaria.
Tecas de madapolo a l^COO, 2g, 28500, 38 e
38500, vende-se na loja da esquina da rua do
Crespo que volta para a rua do Imperador.
Pechincha^.
Pegas de madapolo fino averiado a 3g c 2$500
na rua do Queimado n. 44.
Borzeguios de Heiis.
norzeguins de becerro com durarjue.
; Ditos ditos com pellica.
@ i Ditos de ditos com panno.
(& j Ditos (le vaqueta sola patente.
Ditos de camurga.
2 | Di los de JNantes sola palenle.
Ditos de dito sola fina.
Ditos Ptadelle.
Ditos todo de duraque,
Ditos de ditos dito.
Ditos de Nanles.
Ditos lodo de pellica.
Dlos de cordavao.
Diiosde lustre de Meli.
Bolas de bezerro.
Vende-sc a !2J rs. o
gado na rua da Cadeia
umaraes A" Reg.
par deste magnifico cal-
do Recife loja n. 41 de
68000 Sapaioesde lustre de Sanies.
78000 Dlos Fanien.
78000 Ditos de ditos.
7JJ500 Ditos de bezerro.
75SO00 Ditos de ditos com panno.
98000 Ditos de dito para menino.
85OOO Sapatos de tranga francez.
88U04^Dios de tapete.
7350O pitos de maroquim para Snra.
78000 Ditos de bezerros duas selas.
9&0n0 Ditos dito de urna sola com slto
1 Off'OO Dilos dilo de urna sola sem dito
115000 Ditos de lustre com duas solas
129000 Ditos dito com urna sola esalto
88000 Ditos dito com urna sola sem dito
65000
455110
35560
35500
35000
25500
18280
15000
1500
45500
3*500
28800
5*000
45000
35200
O annuncianteroga as pessoas ler de satisfazer a queni deve.
o favor de viran saldar seus dbitos, visto
Pechincha
sem igual
NA LOJA DE
Guimaracs & Villar.
Cassas matisadas a 260 rs. o covado.
Lencos de seda a 18 cada um.
Bournus de seda otomana de cores proprios
para passeio, e sabida da baile, uliiBego4*: b.
loja de marmore.
Papel proprio para for-
rar salas coui lindo desenlio,
por todo prego : na loja de
Alvaro & Magalhes na rua da
Cadeia do Recife n. 53.
A 2|500 a sacca.
Farinha de mandioca com loque de mofo em
saceos grandes, no largo da Assembla n. 19,
armozem de Anlune. Guimares & C.
Vende-se ou permula-se por casas aqu na
cidado um grande sitio perlo da cidade, com
grandes baixaa de capim, pasto para vareas de
leite, tem seu coqueiral, algumas fructeiras, ter-
reno para verduras, com bom pgo d'agna de
beber e taoque para banho ; quem pretender,
dirija-se a rua de Praia, marcinciria n.59.
Loja de fazendas finas.
Rua do Cabug n. 2.
Vendem-se :
Cortes de vestidos de phaolasia.
Cortes de vestidos de seda de cor.
Dilos de dilos de seda preta bordado a velludo e
a seda.
Ditos de ditos de tarlatana brancos.
Bilos de ditos de cambraia bordado.
Ricos manteletes e taimas de grado a imilago
decroenit, peuteadores de cambraia branca
bordado
Ricos vestuarios de cambraia enfeitados para
baptisado.
Chapeos parasenhora e mangas.
Completo sorlimento de obras francezas de pan-
no, casemira, bnns, merino, tanto para homens
como para meninos.
Lencos de labyrinlho do Cear o francezes.
Assim como outras muilas fazendas de gosto
moderno que se deixa de mencionar as quaes se
moslraro aos compradores.
A 4,000 rs.
Farinha de mandioca em saceos grandes : ven-
de-se no Forte do Mallos, armazem n. 18, con-
fronte ao trapiche do algodSo.
Loja de calcado.
Vende-se urna loja de calgado, muiio propria
para qualquer principiante, e por ter poucos fun-
dos, e mesmo para qualquer outro negocio por
ser em bom loral: ns praga da Independencia n.
39, se dir quil
f 8@@@ @@ gt@@@
Prepnrages inglczas que asseguram
ralos e moscas e loda a
: na rua da Cadeia do
39 mortc infsllivel
@ casia de insectos
@ Recife n. 1.
6@@S@88@@@ g@@i
NORATIIMAOS
de Liverpool
bjonitos irancens
Armazem de
tambem
para os
19.
fazendas ba-
ratos, na na do Quoi-
niado.
Ricos cortes da gazc
duas saias, (pela
cada corle.
terga
de seda e phanlazia com
parte do seu valor) a 108
Lences
l.encoes de br imanld
cobertas a diinea pelo
Vestidos de seda.
Ricos vestidos
ores
as, fazenda superior,
Dor urna das me
prego de 8?.
Chi
de seta para meninos e meni-
feitos no Rio ere Janeiro
modislas, c pelo barato
as francezas.
Chitas francezajs proprias para casa por serem
escuras, e dilas niaras "
Colchas
220 rs. o covado.
[de fustao.
58500, ditos esta
Pal
Palelots escuro
orgnudys a 500 r
640 rs., baloes de
lengos brancos a 1
mos de largo a 60
Rico
Os mais raoder
30^000
Vendem-se
Piekles) em caixas
caixas com latas di
ltimamente, e der
Soulhall Mellors &
FRAXCEZES
um rico sorti
joias
Na rua da Cadeia velha n. 27, ha, vindo do en-
commenda, os mais bellos sellins inglezes paten-
tes de cf)r amarella, muito grandes e proprios
para pessoas gordas, ditos de tamanbo commum
tambem da mesma cor, assim como .ilhoes tam-
bem patente com duas montaras e uro albo de
sobrecellejite, porin fazenda que aiuda nao
tem vindo Igual, lano em quaiidade como em
modello, e pregos commodos em visla da quaii-
dade
JOALIIEIROS
Tem estabelecido
ment de
NA
Rua Nova n. 18, primeiro andar.
No qual se enenntrarao obras de brilhantes e
ouro garantidas pelos annuncianles com 18 qui-
lates, sem belume ou qualquer oulro vicio. Ven-
dem aderegos e pulceiras de tudos os gostos eje-
cutadas pelos melhores artistas, conlendo algu-
mas batalhas da actual guerra da Italia, pinturas
de Vatellu e lavas do Vesuvio. e urna infinidade
de objeetos Mosaico, de Roma, Florenga etc.,
etc. Os annuncianles eucarregam-se de mandar
nr de Paris qualquer encomroenda, o que con-
servan! naquella capital urna pessoa de sua casa,
podendo garantir a promptido e boa execuco.
Loyd esperanca.
Vende-se borracha de seda preta para borze-
guins a 2200 o rovado, graixa ern barris muiio
boa a 640 rs., est acabando se, flautas do obirio
de Gaulrot a 18 e 20*. br. elotes de mozaico a
6J, la para bordar a 610 a libra, trangas do li-
nho brancas para as roupas da fesia a 800, I,
1*200 e 1#600 pega, seta padrOes diTereotes.
colheres finas, facas, Iriochantes. etc.: na rua
do Queimado n. 33 ?. Guimares & Bocha
Vende-se por 15 a collecgo da LegisUgo
Brasileira de 1855, bem encadernada : na loja d.
rua do Cabug a. 18.
Loja das
em frente
e coberfas.
, dilo de panno de linho,
barato prego de lg&00.
Grandes colchas de f slo com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de meriij bordados, franja do seda, a
pados a 3;50O.
ot escuros.
a 2; 600 cada um, cambraia
a vira, ditas muito Cnas a
ialh i a 5J. ditos tapados a 4jJ,
1800 o 2g, algodo com 8 pai-
ra, a vara.
manteletes.
nanleletes pelo preco de
de velado prefco e de cores
menlode roupas feilas
Vende-se a dinhero on a prazo
urna serrana com todos os seus perteri'
ees e com porcao de madeira serrada e
porseirar: a tratar na typographia da
rua da Praia n, 47.
Vende-se na rua do Livrrmeuto
n. 19, borzeguins francezes a 0, dito
de bezerro a 0$, dito de vaqueta a 7|.
. W4W#
@ Machinas de vapor. @
@ Rodas d'agua. yj
1 Moendas decanna. ?j
l Taixas. m
@ Rodas dentadas.
. w. Bronzes e aguilhoes. m
1 (g. Alambiques de ferro. Z
' Criyos, padroes etc., etc.
JA Ifff fundigao de ferro de D W. Bowman, h
rua do Brum passando o chafariz.
@@@ @@ @@t@
Loja das seis portas era
frente do Livramenio
Covado a 200 rs.
Chitas largas dn bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, dilas estrellas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanha de rolo com 10 varas 2
dilas de esguij de algodo muiio fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com bsrra de cor i 120 rs dilos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 610 a vara, lazinhaade duas larguras, fazenda
nova para veslidos a 500 rs. o covado, enfecs do
tidos de tarlatana bordados de seda a 89000. lr!lr'S,Lfom la d fila I"""" bega de senhoras
organd de cores muito finas a 320 rs. o co- I
vado ,cassas de cores a 240 rs., c^ larga a
200, e 2-O rs., capas de fustao enlejiadas a j
50f 0, easaveques de cambraia e fil a 59000, i
perneadores de cambraia bordados a 60,
babados a 3v0 rs a vara, liras bordadas mui- j
to finas a 1??5< 0 a pega, rucado francez fino
a 16i> rs. o covado, golnbas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camisinhas bordadas muito finas a
29000, chita larga com lastro e muito fina
propria para coberta e roupoes a 320 rs., es-
guio de linho a 1$200 a vara, roupoes de
seda feitosa 12$n00, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
veslidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20?5000, palitos de pao preto e de cores
de 160000 a 2080UC, sobrecasacas de panno
muito fino a 259^00, caigas de casemira preta
e decores de 69000 a 1(9000, ditas de brim
branco e de cores de 2^000 a 59000, palitos
de brim branco ede cores de $J500 a 59000,
ditos de alpaca de 39"00 a 89000, brim
Cimento ingle/, f
Vende-se o muito conhecido e acredi- *
lado cimento para colar looca, vid ros, ig
tartaruga, ruaran ele. : na loja" de fazen- db
das da rua do Cabug n. 2, a 29 cada um
vidro a dinheiro a vista. S
m do Crespo
n. 25 de Joaquim Ferreira de S. vende-
por pregos baratissimos para acabar : ves-
a ^5500. cortes de riscado para veslidos a 2g, pe-
cas de madapolo com 4 1(2 palmos de largura a
49UIO, chales de merino eslampados muiio tinos
a 65. A loja esl aberla al as 9 horas da noite
Eseravos fgidos.
50,000 de gralii-
caco.
i
Contina a andar fgido desde o da 15 do cor-
, rente miz, o escravo crioulo de rime Feliciano
I cojo escravo fui comprado aos herdeiros dn so-
rrtiora do engenho S. Paulo, na freguezia dos Afo-
sados, c perlence hoje aos herdeiros do finado
Femando Subila, e desconlia-se que and.-por
aqi;el;es lugares donde natural e tem prenles,
O qual teni os signaos scguinles : altura regular'
sem barba, tem grande falla de cabellos no alto
da cab-ga, proveniente de carregar peso, alguns
cravos nos ps que o impossibililam de andar
apressado, egosla muiio de batuques : roga-so
t as autoridades policiaca, capilaes do campo" pe-
trangado de algodo com 9 palmos de'largura Sam"'^^^';''^ T,0'1 d Ph0' qUP apvn~
proprio para toalhas a 900 rsra vara, damas- Bos 1!rio n.25. bo,equ,m da r"a '"" do
)nstrvas de horlalice (Mixed
de duas duzias de frascos, e
bolachinha sortidas chegadas
prego com modo : em casa de
t., ua do Torres n. 38.
Na rua da Florentina n. 32, ha para ven-
der-se urna porgSu di ferramenta tendente a
proflssaodo lorneirb, bem como machinas de fa-
zer parofusosj; a Iratar
quer hora do dial
na mesma casa a qual-
6 portas
Idb Livramento
Laziobas a 500 rs.
Camisinhas muilolbenitas com duas larguras
para vestidos de senbora a 500 rs. o covado, cor-
les de riscado franceiz par. vestido a 29, aaas
M*AftP\n mpni"a 8 3a500, das para senhora a
4$500 e 59 ; d-se arntlstra com penhor A loja
est aberta al as 9 hqras da noile.
Rangel
nu^ro 28.
Delicadas resfriade ris para a praga e senhores
de engenho, obras que podem estar patentes em
qualquer sala ornada lo melhor gosto pela sua
delicadeza, como sejam : aa bonita, hilhas ham-
burguezas. tanto em irgo como a retalho, e as
expelientes jarras Gnu e -entre-Unas, proprias
para os lugares mencionados, de todos os lama-
arios que ofreguez quaira, a deposito, para com-
modidade, jarras e polos, ludo marcas reforgadas,
e outros muitoa objec i*.
vara,
co de la com 9 palmos de largura a I96OO o
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o corle, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas d<;
linho inglezas a 329000 a duzia, pegas de
madapolo fino a 4950(1, corles de lanzinlia
muito fina com 15covados a 8#000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 39000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar con tas.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos novos a 39.
Manteiga ingle?a flor a 1*280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 1*500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson fino a 2*400.
f @@@@J!t- @g 9 Heccbcu-se e continua a receber-se por i | dos ltimos possuidores
todos os vapores, vesiinieutas, calgado e '
; chapeos para meninos na
Lojade marmore.
Rua
*------
ILEGVEL
1
-
Me ios de sola.
Vende-se 170 meios de sola : na rua
Nova n. 44, loja.
Vende-se urna divida justificada
por sentenca da quantia de 400' pouco
mais ou menos, o devedor Antonio
Jos de Azevedo com loja de miudezas
na rua da Imperatriz, consta qae o
mesmo comprou outra loja na rua do Caae,a d Recie "' 35, loia'
Ligamento, de um seu collega em esla-
belecimento, costume e carcter cuja
divida da pnmeira fallencia que fez
o mesmo Azevedo, faz-se todo negocio
a tratar na rua da Cruz n. 48.
irga
ou a Iravessa do Queimado n. 3,
que se gratificar com a quantia cima.
i Arha-se fugido desde o dia26 de agosto
prximo passado, o mualo Francisco, do idsde
de 38 a 40 annos, com os signaos seguintes : alto
corpo regular, mulato, de cor paluda, cabellos'
pretos e crespos, com pouca barba e com urna
sicatriz sobre o nariz junio as sobrancelhas
( bem visivel. levou srosla e camisa e cu-luma
; a usar camisa por cima da caiga : roga-ae as ati-
toridadea tanto da praga como do mato sua ap-
prehensSo e enlrega-lo na rua da Imperatriz loja
n. 6, aonde ser gratificado.
Contina fugido desde -29 de julho desle au-
no o escravo pardo araboclado de nomo Joao
com os signaes seguintes : corpo e estatura re-
gulares cor plida por ter suffrido de sesoes. de
daoeioad annos. falla descaneada, mansa e
sempre conlrafeita, mosirendo fingimenio, na-
tural de Inhamum. foi propriedade de um velho
por nome Juao Secundo do mesmo serlao, e por
roorle deste vendido pelos herdeiros. sendo um
es Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor oe engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-se ter seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serlao : roga-se eos capilaes
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o npprehendam e levem Apipucos a seu aciual
senhor, o major Joio Francisco do Reg Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.
Boa tecompensa
Jos Malheus Ferreira recompensa bem a quem
Ihe trouxero seu escravo Leandro, o qual tem os
signaes seguintes : idade 20 anuos, pouco mais
ou menos, baixo. rosto e cabega redonda, sardos
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aada ar-
quea um pouco os bragos, falla bem e sabe ler.
natural do Ico, onde tem familia : na rua da
Vende-se millio de primeira sorte
a 4$ a sacca : na rua da Praia armazem
n. 11.
00*000.
Contina a eslsr fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, tem os signaes seguintes:
fula, alta e muiio magra, representa ter 25 an-
nos de idade; desconfa-se estar occolta em al-
guma casa oosarrabaldes desta cidade ; vriodo
serlao do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnanlia cima, na rua da Cadeia
n. 35, loja.


(;
IAMBUGO.

1*
Litteratura.
.C>
V,
Historia da casa deSaboya, pelagra.
' princeza Christina Tivulce de Bel-
giojoso.
*
(Concluto.)
A monaecbia eslabeleceu-se 80 p dos Al(*o*
mais somynrnte do que m qualquer ontra
parte/b Italia, gracas uma dymnaslia de algu-
nia sorte permanece e que s'oube idenlificar-se
cura as populages.* Iras essa dyunastia Coi al-
terrlativameatc muilo tmida, muilo circumspec-
tw, iiiuiu egosta, e por lano lempo oceupada
de cousas pequeas, que perdeu cem occasi6es
de fazer grandes cousas.
Ha setenta annos principalmente e al Vctor
Emmanuel II ella s mostrou res pusillaniroes,
da maior incapacidade, ou do carcter mais mi-
seraml ; e se o Piemonte faz hoje -o mundo
poltico urna figura bastante grande, devo-o
forga das circumstancias, Vctor Emmanuel
e a um desses ministros que eram raros mesmo
* i) s pocas que, ao menos debaixo desta relago,
valia ui mais do que a nossa. # **
Madama de Bclgiojoso pretende que sem
re*lu:5o franceza a Italia marchara talvez
frente das nacoes qe consliluem a sociedade
roodcrh. > 9
Esta mentPice, indigna de um espirito 15o
distincto, nao se explicara som a uecessidade
cm que se vio madama de Bclgiojoso de desna-
turar os faelos para fazer esquecer o papel anUV
liberal, uti-nacional, e por lodos os modos mi-
scravel, que representaran) eulau os res do Pie-
monte.
Ellos enlraram na coaligo com vistas interes-
sadas e processos indignos, quo forgaram a
Franca a inflingir-lhes um castigo lao prpmpto
como merecido. *
Os estados sardos tornaram-se o refugio dos
mais perigosos emigrados, c a invasao rcorgaoi-
sou-se ahi aberla e efficazmeole.
Acolhrudo os condes de Provenca e d'Artois,
diz madama de Belgiojoso, Viclor-randeu quiz
somenle cumprir um acto ordinario de hospi-
lalidade para com lao prximos prenles e seus
servidores. Finalmente quando mandou tropas
para a Sardenha eo condado da Nize, fui verda-
doiraaiente por medida de seguranea respeito
du um paz tao agitado como a Franga, e para
impedir que os perturbadores francezes se refu-
giassera em caso de necessidade no sen territo-
rio, ou que abi momentneamente penetrassem
para comraetler desordens.
Nao posso durdar da boa-f de madama de
Belgiojoso; mas torca confessar que ella igno-
ra enlao ou que esquece os fados mais conbe-
oidos, mais aulhenlicos mais enconteslados.
Quando Vctor Amadeu acolheu os condes de
Provenca e de Aitois c seu cortejo do emigrados
e intrigantes de todos os paizes, muilo bem sabia
que vinham para o Piemonte organisar a invasao,
preparar a parlilha da Franca, e que nessa par-
til ha seu quinbo eslava feto de ante-mo. E
quando enviou tropas Nise e Saboia, operava
um movimento previsto, combinado, e que pren-
danse ao plano gcral de invasao, que devia si-
multneamente operar-se em todas as nossas
fronleiras. Era elle que excitava o ardor e exal-
tava as esperangas dos emigrados ; elle gosava de
anle-mao da conquista da Provenga e do Delphi-
nado. De um lado porimpostos extraordinarios,
emisses repetidas de papel-raoeda, e*de urna
moeda de cobre, cujo valor real eslava para o
valor nominal na proporgao de um para quatro,
ello preparava-se para sustentar as despezas da
guerra ; de outro lado por meio de levas extraor-
dinarias de tropas, elle se punha em estado de
sustenta-la vigorosamente. O forte de Monle-
meillan era reparado contra a f dos tratados ;
ludo eslava prompto ; e s fallava a ejdem de
marcha para invadir nosso territorio, quando o
governo francez, para fazer com que o rei de Sar-
denha aberlamenlese desmascarasse,nomeou Mr.
de Semonville, ento ministro de Franga em Ce-
nova, seu ministro extraordinario em Turin.
Mr. de Semonville chega Alexandria, onde
dctiilo pelo governadur da cidade, e por urna or-
den) viuda de Turin forrado a sabir imuiedala-
niente dos estados do rei.
Nao era possivcl hesitar: foi declarada a guer-
ra Sardenha. O general Monlesquieu, que cora-
mandava o campo de Barreaux, entra na Saboia,
e o general Anselmo assenhorea-se de Nise.
As tropas piemontezas, sorprendidas c mal
commandadas, fogem em desordem dianle dos
Francezes. Toda a Saboia oecupada al ao p
do monto Cenis e do Pequeo S. Bernardo, o paz
de Nise at Saorgio.
Estes acontecimentos sao do mez de selembro
de 1792.
Sle mezes mais larde, 20 de abril de 1793,
concluido em Londres um tratado entre lord
Granville pela Inglaterra e o conde S Martin de
Front pela Sardenha. Em virlude deste tratado
a Inglaterra obriga-se pagar ao rei da Sardenha,
ern quanto durar a guerra, um subsidio aunual de
200,000 libras esterlinas, e o rei da Sardenha
sustentar contra a Franca um exercilo de 500.000
homens.
Estas tropas, commandadas por generaes aus-
tracos, invaden) o territorio francez, aproveilan-
obligado desguarnecer as fronleiras do monte
Branco, dos Altos e Baixos Alpes para ruforgar o
exercilo que sitiava Lyun.
Aterrado por continuas derrotas e aineagado
por urna insurreigao, Vctor Amadeu pede a paz,
obeni-a 26 floreal auno IV,e morre no seguate
invern.
Carlos Emmanuel III, seu successor, concluio
16 germinal anno V um Iratado com a Franca,
pelo qual obrigou-se fornecer repblica d'ez
mil homens e quarenla boceas de fogo. Apesar
porm deste tratado, elle contuuou entender-
se com a coalicao. Elle devia cahir sobre a rec-
taguarda dos Francezes, em quanto os Austracos
os atacavam do lado do Adige e os Napolitanos
do lado da Romagna. A traigo foi lempo des-
coberla, e depois de urna proclamado, na qual o
general Jouberl examinava todos os crimes da
corte de Turin, Carlos Emmanuel foi obrigado
abdicar.
Vctor Emmanuel I, seu successor, era um mo-
nomaniaco ou idiota, que cria, diz madama de
Bclgiojoso ter comegado um mo sonho em
1798 e nao ler acordado senao om 1814.
Para lisongcar sua monomana seus cortezos
tiveram por um momento o pensamenio de
risrar dos almanacks os annos decorridos desde
1798 ; e se no pozeram um tal projecto em exe-
cuco foi smente por causa das difficuldades,
que d'ahi resultaran) para suas correspondencias
no exterior.
Este delirio, a expressio de madama de Bel-
gosojo, durou at 1821.
As insurreicdes da Hespanha e da Grecia vie-
ran) echoar no Piemonte, onde os liberaes julga-
ram o momento favoravel para pedir algumas ga-
rantas. Vctor Emmanuel antes quiz renunciar
corda, do que dar urna constituicao. Relirou-
se, e morreu em um convenio de jesutas.
Carlos Flix cortou pela raiz osla efervescencia
liberal, declarando que liuha trezeulas mil baio-
nelas austracas.
Quanio Carlos Alberto, sua morte, que leve
lugar no Porlo e nao ecn Lisboa, como diz mada-
ma de Belgiojoso, resgatou sua vida: nao falle-
mos delle.
Esla conducta dos rcis de Sardenha nao justi-
fica milito, como bem se v, o enlhusiasmo de
madama de Belgiojoso. E' verdade que para de-
fende-los ella calumnia a revolucao franceza, que
-tinha, se Ihe devemos crdito, declarado guerra
ao mundo inteiro,
A tronca, diz ella, collocada fra de todas as
ideas, de ludas as crencas e de todos os hbitos
estabelecidos na Europa inteira, viose na neces-
sidade de lutar contra todos os seus vizinhos, de
destruir ludo, de derribar indo por toda a parle
que ella podia chegar, se nao quizesse ser repel-
lida pela Europa, nao s nos limites da honesli-
dade, da justica e da verdade, que clin acabava
de violar, mas tambera contra os proprios emba-
razos, contra os quaes ella se havia pouco antes
^ levantado com tanto herosmo e successo.
Taes declamagoes, que por muilo lempo foram
ultrages c calumnias, nao sao do ha muilo mais
do que lugares communs, desprezados por todos
os e.-criptores de qualquer valor; e admirmo-
nos de eucoolra-los sob a peona de madama do
Belgiojoso, como indignos que sao de seu tlenlo,
carcter e opinies conhecidas.
A Franca desde 1792 1799 s fez a guerra
para destruir urna coalicao monstruosa ; usou de
sua superioridade militar com tanta moderagao
como desinteresse, e quasi sempre preferio as
alliangas s conquistas. Os apartes, alias rana-
simos de sua poltica exterior, explicam-se pela
DEMANDA NOTAVEL.
obsllnagio, com que nao cessram ultraja-la em
seu direito, araeaga-la em seu territorio e pro-
curar impor-lha leis e um governo, que ella nao
quera por forma alguma. Mad\ma de Belfeiojoso
nao devia esqnece-lo : da parte de um Italiano,
be entendido, de um Italiano liberal, esse es
quecimenb\as3cmelha-e i Ma ingratid.io.
O que ha de menos censuren*, oeste livro o
ultimo capitulo, no qual madama de Belgiojoso India,
conta eemmariamcnle a caiffpMiha de 1859, e I Ouandn ioven viuva se afTasinn ,iinrM
ret.de honwnagem A conducta dos Italianos an- uand J.oren ^luva 8e 3rast0 d Londres
ies e depois da guerra. para ir &S. ,1'eierburgo acompanhada de sua
O passado e o prsenle, diz ella concluindo,' "*'< e quando o joven offlcial pardo,' na mesma
'*o._ga.r-anlcs.,8eguros. do -futuro. Aquelles'poca, para as Indias, convieram em que aquel-
la dara lotos os dias esle noticias suas, e que
examinar que
Urna questao judciaria muito curiosa est rtm M bmVJi In- nM "T0 TaPor- *>-
. ... inrimpositfel andar com o bote, noraue um
presentemente travada, perante um dos tribu- individuo se ipoderou de um dos dous remos, e
naes de Inglaterra, entre urna encantadora iu- Pf,, 1ue cheassemos s rodas, as ondas nos im-
81 DE OUTUBRO DE 1860.
Pouco depo s deitamos um bote agua para ir
va irlandeza, lady Crown, que habita a Russia
ha tres annos, e um joven official ioglez, hoje na
que executaram tao grandes cousas nao necessi-
tam de repouso, por que o successo nao falga,
nem esgota-os homens feiios para able-o. O
impulso foi dado, e elle poderoso. A palavra
de ordem na Italia boje ; unio. Nem Vifc-
daedaiie da decadencia, emais, a casajje
Saboya nao ameaca exlinguir-se e se um da
elra devesse coniar-se entre as nacoes do pasa-
do; ao monos nao seria antes que um de seus rc-
bent^ houvesse sMo saudado rei da Italia, da
Italm inleira.
Sao estes os volos, as esperangas do patriotis-
mo italiano; e de lamentar que madama de
, Belgiojoso nada tenha dito aos obstculos, que
.necessariaraente retardar-lhe-hao a realisago.
madama do Belgiojoso exprime a opiniao de um
numero mui grande deeus compatriotas,pedindo
a opiniao de toda a Italia sob urna s firma (fe
goeruo. Ser hoje possivel esta desejavol uoio ?
Eis a questao, que cortada talvez muilo caval-
leiramente. .A Europa est sujeila anda esse
syslema de equilibrio, q%e o proprio NapoleSo
tem em vao tentado romper. Seguramente, nes-
se syslema bem entendido eequitalivamente pra-
ticado, a Italia independente e unida seria um
conlrapeso preponderancia sempro oscilante
dasqual'o ou cinco grandes potencias da Euro-
pa ; mas pode-se esperar que a diplomacia re-
nuncie sbitamente 6 suas prevencoes? Poder
ella por urna sorle do inspiracao divina pdr-se
de accordo sobre urna questao, que diz respeito
a tao grandes interesses ? Os Italianos querem,
o desta vez parecem querer firmemente ; mas,
em um negocio desta importancia, nao basta
querer, preciso urna forja correspondente
esta vontade. Convm porlanto preparar essa
forja, organisa-la progressivameulc, ganhar
terreno no interior e no estrangeiro, e nao ante-
cipar a obra do lempo. Convni crear am estado
respeitavel, estende-lo, augmenta-lo e fortifca-
lo. Querem que o rei da Sardenha seja re da
Italia : enlao, nao dovem impor-lhe condicOes
moralmente impossiveis. E' de mister ajud-lo
irmar-se nos estados annexados. A formar um
corpo desses membros espalhados e ainda mal
affeicoados, e sobro ludo du mister ajuda-lo a
formar um exercilo numeroso, instruido, solido,
e capaz de lutar s contra o exercilo auslriaco.
Com um tal exercilo, mas somente com um tal
exercilo, podero os Italianos emprehender a obra
de sua completa independencia e de sua unao
definitiva.
A Franca, a Inglaterra e a Hespanha, Iraba-
lharam muilos seclos antes de chegar a sua mu-
dado nacional. E' possivel, gracas i circums-
tancias difieren les e mais favoraveis, que a crea-
gao da unidade italiana seja menos penivcl e me-
nos longa ; mas, so estamos convictos bastante
do que osle projecto nao chimerico, egualmen-
te o estamos de que a unidade nao ser impro-
visada, e que ser necessaria a obra do lempo.
Sentimos que madama de Belgiojoso nao se le-
iiha explicado com clareza esle respeito. Al-
gumas paginas boas sobro esta importante ques-
tao teriam relevado sen livro, que por si s nao
offerece todo ioleresse, quo delle se podia es-
perar.
Madama de Belgiojoso diz que o compoz
pressa e que submelte desde j s severidades
da critica as faltas de lodo o genero, que a pre-
cipitago nao Ihe permillio corrigir.
A modestia de um tal voto dve desarmar a
critica. Quando um autor acha-se assim de boa
f corasigo mesio, quando lem tlenlo bislenlc
para nao ser cegado por seu amor proprio, elle
nao poderia ter melliorjuiz do que sua conscien-
cia e seu gosto.
A. Pf.vrat.
[Presse.S. Filho.)
Variedades.
O YACHT MIRAGE.
Esleve fundeado dous dias no Tejo o yacht
inglez Mirage, que se deslina Italia, afim de
tomar parte na guerra em que Garibaldise acha
ompenhido.
Achamo-lo de lao elegante forma e lo extra-
ordinar o fado de um lord se offerecer com o
seu rico ach para o semjo de Garibaldi, que
nos moveu a curiosidade ir bordo para darmos
delle conta aos nossos lcitores.
Felizmente encontramo-nos ali com o seu
proprietario Capt Lovetl, de Liscombes Park-
Buckingshre, que plenamente nos salisfez o
nosso nlenlo, nao s mostrndonos todo o seu
navio, e dando-nos os esclarecimentos que exi-
gimos, mas fornecendo-nos jornaes em quo
a historia deste barqunho vem relatada des-
de que se Ihe assenlou a quilha no esta-
leiro.
Segundo, pos, estes esclarecimentos, devidos
extrema benevolencia daquelle cavalleiro, po-
demos saber que o Mirage foi construido as
Bermudas, mede 105 toneladas, lodo de cedro,
monta seis pegas raiadas, feitas por Mr. Barues
de Londres, e tem 14 armas Mini, revolvors,
bombas, 14 barris d-plvora, e mantimentos pa-
ra seis mezes. Em riqueza e esplendor urna
verdadeira raaravilha.
Antes de se armar em guerra foi cortado, ac-
crescenlado 12 ps em comprimento, e recons-
truido desde quasi a quilha al borda.
Nos jornaes que nos foram presentes fazem-se
os maiores elogios s qualidades nuticas deste
yacht, assegurnndo que considerado de primei-
ra marcha.
Esta circumstancia fez com que o seu pro-
prietario se abalangasse organisar urna peque-
a expedicao, para ir ajudar Garibaldi na queslo
da liberdade da Italia.
Na cabega do leme tem as armas da familia
Lovetl, cuja oobreza dala de 1101, gravadas em
urna brilhanle chapa de metal com a seguinte
inscripgo : A Inglaterra espera que cada um
faca o seu dever. A canna do leme s por si
um primor d'arte pela obra de talha cora que
adornada.
Toda a coberta atapetada, e sumptuosaniente
mobilada.
A guarnirlo composla de dez habis e cor-
pulentos marinheiros, escolhidos oadextrados no
exercicio das armas.
Capt Lovett concorreu s por si cora todos os
meios neccssaios para se eftectuar esta expedi-
cao, entregando o seu com mando 5 Cap Smiih,
seu particular amigo ; e, alm deslf caval-
leiro, ainda conduz oulro bordo, Capt Madder,
que se olereceu para acorapanhar a exped-
gao, e servir de pralico nos porlos do Mediter-
rneo.
Para nao esquecer cousa alguma para se vi-
ver bordo deste pequeo navio, sem maior
recelo dos revezas que se enconlram no mar,
anda Capt Lovett se fez acornpanr r por dous
caes para auxiliaren! a salvaco dos que cahi-
rem agua.
Disseram-nos que ara partir directamente
apresenlar-so Garibaldi, depois iro Malta,
donde seguirn para aples, pira lhes ser de-
terminado o particular servigo que lhes deve ser
ser incumbido, e concluirn por nos observaron
que, se os Irlandezes de Ierra estavam represen-
tados em Spoleto, os do mar iara tei seus repre-
sentantes em Gacta e Ancona.
A sorte da guerra lhes seja (avoravel!
este nunca respondera aquella por causa da
vigilancia exorcida em redor della por sua me,
senhora exce,ssivamento puritana, pico de Tee-
rifle era materia de altas conveniencias. A via
da telegraphia elctrica foi preferida qualquer
outra. pela joven viuva, por nao deixar nenhum
vestigio de escripia emanado de sua mao. Um
migo commum cstabelecido em Londres foi
encarregado de expedir para a India as ternas
palavras medida da sua chegada Ingla-
terra.
Talvez achem que muito escrever todos os
dias. mesmo ao homem quo mais se ama na
trra. Isto verificou-se todava e lettra, podo
dzer-se com razo, pois traase furiosamente de
carias no processo eulre a vuva irlandeza. e o
bello offlcial inglez.E' bello ? Deve s-lo E-
al lao bello, que forga de ser adorado, idola-
trado por urna franceza domiciliada em Madras,
acabou por casar com ella, esquecendo a viuva
irlandeza, os juramentos que Ihe prodigalisou, a
sua correspondencia della, e ludo o que se esque-
ce quando se est na'mar de esquecer todas es-
tas cousas.
A colera da mulher semelhante doleo,
disse o grande Salomo, lao versado na e3pe-
cialidade feminina.
A colera da Irlandeza lomou as proporges
colossaes d'um processo em reparacao, em que
ella pede 25,000 libras esterlinas ao reo. E sa-
bis para que reparago esta fabulosa somraa ?
Ser para apasiguar a mai'puritana ? Nao, por-
que tinha morrido antes do processo. motivo por
que sua Olha o intentou. Ser para consolar a
betla desprezada do prejuizo causado sua repu-
tagao ? Nao, porque sabido o pouco que ella
se expunha nos diversos enconlros cora o inimigo
do seu repouso.
Entao que vem o pedido das 25,000 libras ?
Para indemnisagao, diz ella, das sommas que
gaslou na adrainislracao da telegraphia elc-
trica cora as uolicias que deu ao seu infiel
amante.
Ella expo e prova quo cada palavra trans-
mitida do S. Pelersburgo a Londres pelo invento
de Morse, para alravessar a Russia, a Allema-
nha, a Blgica, a Franca a Mancha, etc custra
dous schellings.
Resta agora a conta das palavras transmittidas
do corago fiel ao coragao voluvel por despachos
telegraphicos.
Um estatislico fez o calculo, pelo qual a pala-
Hraa'nAnfo em dous 8nn0J ransmitlida perlo
ae 0,000 vezes ; a palavra constancia, 4,000 ve-
les ; a palavra charo (dear), muilo cara a tele-
graphia elctrica, 6,000 vozes.
Finalmente, addicionando o que custaram as
palavras sempre, felicidade, minha alma, minha
vida, esperanca, lagrimas, estrellas, horisonte,
brisa da larde, elemidade, oh ci, tua, Johh.
nomeesquecas, alm da campa,r.\ieSe.-se cifra
redonda, j citada, de 23,000 libras, quo o ingrato
official nao quer pagar.
D'aqui rosullou o processo.
Ello nao quer pagar, porque sustenta que se
nao tinha convencionado entre as partes que a
mulher amada empregasse com elle tanta tele-
graphia elctrica para transmiltir os movimentos
perpetuos do coragao, e porque era principio o
homem amado nao obrigado pagar as expan-
ses de amor do urna mulher.
Eis ahi,
mentos do
tenga ? O
pois, a historici causa e os argu-
processo elctrico. Qual ser a sen-
amor espera ; a justica, os lelegra-
phos terrestres e submarinos interessam na de-
ciso.
A FORCA DO HOMEM.
O Great Eastern foi posto e ra secco, em Mil-
ford-Haven (Londres), para se Ihe limpar o fundo
pelo exterior.
Esta operaco, sempre difficl, e, ueste caso,
muito mais pela grandeza colossal do navio, ef-
fectuou-secora raaravilhosa destreza, como sera
com um pequeo navio.
Em quanto-durar o trabalho da limpadura e
calafelagao, pode ver-se aquella construego co-
lossal, interamente era secco, desde a quilha
borda, espectculo assorabroso quo d urna per-
feita ideado predominio do hornera sobre a ma-
teria.
cessadoj de
fogo se liuha
pelliram para longo e tomos dar praia de Wi-
netka.
S dous bolas flearam bordo : em um delles
embarcaran! |3 pessoaj que se salvaran), e no
oulro 8 : d'ejjjas quatro afogaram-se e qualro
c||pgaram salvas aterra.
Quando delxei o vapor, tinha
funecionar machina, porque o
apagado.
Era lao forU o vento, que todos os boles e frag-
mentos do vapar naufragado foram arreraessados
al as praias dio W'inelka.
Quando me achava na praia, contemplando
com desespera jao a parte do Lago que acabra-
mos de percor er impedidos pelo furacao,conse-
gu ver froui a luz da raanha, alguus objectos
fluctuantes sotre a agua, e que as vezes me pa-
recan! seres humanos, que estavam tuctando
com as ondas.
Eis o relatorio desta terrivel calastrophe que
tantos custou i vida.
Entre as victimas contam-se o capito do va-
por, que se p< rtou com muila serenidade e valor,
segundo o tegtemunho dos que sobrevveram
um filho de Mr. lnnraham, proprietario do lllus-
irated News de Londres, que estavam tambera
bordo ; porm conseguio salvar-se um dos redac-
tores do Picaynne, o Nova Orleans e sua fami-
lia, e variaj pessoas notaveis de Milwankee e
Chicago.
Aperla-se o :orag3o ao considerar qoe|perto de
100 nufragos Conseguirn! chegar como a 50 va-
ras da praia, e que foram enlao repellidos furio-
samente pelas! ondas, e que nao podendo reco-
brar as torcas,
salvos
morreram quando se julgavain j
NOVO PAPEL.
Descobrio-se um novo papel para os cigarros e
em Argel estabeleceu-se urna fabrica par ex-
plorar esta nova invencao.
Este papel fabrica-se com os talos e restos
imitis da folha do tabaco, que at aqu se des-
aproveitavam.
Calcula-se que o valor dos trapos empregados
em Pranca na fabricaco de papel para cigarros
anda annualmente por nove dez railhoes de
francos.
E\ portanlo de grande vantagem para os fu-
mistas e para os fabricanlos de papel destinado
Qns maisintellectuaes, pos lhes augmenta a
materia prima, quo tanto ia escaceando pelo ex-
traordinario consumo.
NAUFRAGIO.
A' respeito do naufragio do vapor Lady Elgin,
que ulilimamenle levo regar nos Estados-Unidos!
e no qual morreram 300 pessrrs, d um jornal
estrangeiro os seguinles pormenores :
Diz o capitao da escuna Augusta em um re-
latorio rjue publicou, que quando pela prmeira
vez conseguio ver as luzes do vapor, pareceu-lhe
que este eslava um quarto de milha ou meia
milha de distancia, que chovia muilo, e qup, quan-
do Ihe pareceu possivel abordar, virou de bordo,
e Ires minutos depois, sem saber como, abalroou
contra o vapor, soffrendo a escuna grandes aa-
rias na proa, motivo porque o capitao a fez diri-
gir costa mais prxima, perdendo de vista em
menos de cinco minutos o vapor.
Es-aqui agora a descripgo que publicou o his-
toriador do Lady Elgin.
O Lady Elgin sahio do porro do Chicago para
o lago superior, s lt e meia, levando bordo,
enlro eutros passageiros, a guarda da Unao, de
Milwankee, era numero de uns 250 individuos
que viajavam por merorecreio.
A's 11 e meia da manha, quando nos achava-
mos dez mllbas da cosa, abalroou cora o Lady
Elgin, pelo lado de estibordo, a escuna Augusta
de Oswego.
I m mediata mente separarara-se os dous navios
e dentro em pouco desappareceu a Augusta do
meio da obscuridade.
Na momento do choque estavam dangando os
passageiros na cmara de proa : um momento
depois ludo eslava em silencio e meia para urna
hora nauragou o vapor. t
Passei por todas as cmaras e observei que to-
das as senhoras estavam paludas, porm calla-
das : nao poderei diterse era por ignoraren) tj
GRANDE SINISTRO.
O Plaustoun, navio da marinha imperial russa,
da esquadrilha que voliava doAdour, foi destrui-
do no Ballicoj por urna explosao, na altura da
ilha de Golhland.
Perecern) o! capitao Disterlo, commandantedo
navio, 4 oflkiales e uns 60 homens.
S se salvarn) uns 30 marinheiros e 4 offi-
ciaes : Ignora-ie a causa do sinislro.
NECROLOGIO.
Falleceu em |Paris, nodia 16. a duquesa d'Alba.
D. Mara Francisca de Sales Porto Carreiro e Kirk
Patrik, filha primognita do conde de Teba de
Mastigi e de Miranda, herdindo por morte de seu
pai, alem destes litlos, os de duquesa do Pene-
randa, marquesa de Algaba, de Baneza, de Bar-
carola, de Mirallo, de Valdunquillo, de Valder-
rabano, de Villanueve do Fresno ; condessa de
Casarubins do Monte, de Fuentedueua, de Santo
Esievio de Gonnaz, e viscondessa de Palacios da
Balduerna. ,
Nasceu em Granada em 1825 e casou em 1813
com D. Sant'Ia;o Fitz James, duque de Berwik, ]
de Alba de Tornes, do Liria, de Monloro, de Ol-!
vares, ele. etc. unindo-se assim as duas maisil-
lusirese mais roderosas casas de Hespanha.
UM GUARDA ROUPA SEM EGUAL.
Os lestamenleiros do madama Deemand, falle-
cida ulliraameate em Bromplon, na Inglaterra,
mandaran) vender 1,800 vestidos de seda, 700 so-
bre-tudos.capa; e manteletes de velludo.200 cha-
peos e 100 pares de botinas ludo isto acompa-
nhado de urna qjuantidade prodigiosa de lengos de
algibeira de todas as cores.
Estes objectos forma vara o guarda roupa de
madama Deemind e tii.ham sido comprados no
espago dos dez ullimos annos
A CIDADE DE ANCONA.
A costados estados da Egreja, rro mar Adriti-
co abraca lodo; o litoral comprehendido entre a
embocadura do rio Trono e a pona de Maestra,
isto perto de 180 kilmetros.
O porto de ^ncona est no centro e o mais
importante, o mais seguro o o nico porto que
possue o Papa fio mar Adritico e que possa ad-
mittir navios de grande tonelagera.
Situado por jbaixo da cidade, que se estend^
em amphiothealro, tem a forma de ferradura.
lodo bordado de caes e muros que o isolam da
cidade o protegido por um marechao de 700 me-
tros de comprimento, na exlremidade do qual
vao ancorar os navios.
A cidade de Ancona, construida sobre a encos-
ta de urna collina, nolavel pela brancura do seu
terreno, eleva-se entre duas montanhas.
Na do sul est a cidadella que defende a cida-
de e o porto e ua do norte est a egreia de S.
Cyriaco.
A praga est bem fortificada c o seu arsenal
o mais importante dos eslados romanos. Tem
perto de 25,000 habibantes O seu porto centra-
lisa todo o commercio daquella parte do Adri-
tico.
Ancona foi muitas vezes sitiada. Os Francezes
tomaram-i em, 1797 e procuraram-a desde
1831 a 1838.
Depois da carjipanha da Ilala, o general La-
moricire, commaudanle do exercilo pontificio,
mandou fazer o|br. cluirn! recenteijiente, e que consislem u'um ron-
torno de bastiles, protegido por foriificages
exteriores pouco numerosas, mas bem flan-
quea das.
03 Austracos iinham formado um plano, que
nao tiveram temlpo de comegar, muito desenvol-
vido, mas que liuha o inconveniente de precisar
de 30,000 homens para a defeza da praca.
Lamoricire alloplou oulro systema! e o seu
plano muilo inelhor, pois permute a defeza
com urna guarnibo do 7 a 8 mil homens.
Diz-se que a cidade lem viveres e provises de
loda a especie para 6 mezes ; porm como vai
ser investida por Ierra e por mar se a defeza nao
dispozer de urna forca sufficiento. suecurabir
provavelmenle diantc do numero, apezar do m-
rito e coragem dio seu general e da do seu pe-
queo exercilo. :
SANCHO PANGA NA ILHA BARATARA.
Qudndoeu era i pequeo, havia treslivros para
leiiura. dos quaes comegava espontneamente a
instrucgao secundaria de quasi lodosos rapazes :
o Carlos Magno, o Gil Braz do Saulilhana e o D.
Quizte.
Os dous primeiros eram lidos de fio pavio,
como vulgarmenta se diz, e s vezes repelida
leiiura.
No terceiro l mordiam menos, nao por serem
massadoros alguus dos episodios, mas porque a
mana criticada por Cervantes nao se emende no
nosso lempo, sean no sentido figurado.
Entretanto se jlguem deixou de ler a novella
episdica do Curioso impertinente, e as lamen-
tages do Ilustre cavalleiro da Mancha na Serra
Morena,ficaram na geral lerabranga a balalha con-
tra os garneiros, o ataque dos moinhos de venlo,
o combate com a bacharel Sanso Carrasco, e as
pilherias assisadas do boffl escudeiro de D. Qui-
zle.
O governo da Upa Baratara, esse lo popular
so tornou, que sit nelle falla muila genle sem
saber o que i-, e a mim me perguntou j una
pessoa discrea, se a flha partencia Angola ou
Mozambique.
E' que o goverjoo do pachorrento escudeiro
manchego foi muito mais senaalo do que outros
muilos do 'nosso cpiihetiiuienlo, e as suas dncises
judiciaes lio acertadas, que algumas pareciam
fructo da immensa sabedona de Salomao, ou pa-
raphrasede sontepgas que a Escriptura comrae-
roora.
Nao sei se o immortal soldado de Lepanlo se
recordou do julgimento de Salomo na questao
entre a duas omitieres, acerca do menino de
quem ambas se diziam raes, quando escreveu a
scena da rapariga queixoza de slupro no tribunal
de Sancho Panga, mas o triste banquete do can-
gado governador, esse original de todos os
quatro costados e urna das mais lindas creagoes
de Cervantes.
Estou a vero pobre escudeiro elevado cathe-
goria de governador do urna ilha, quasi a acredi-
tar quo onde os escudeiros governam ilhas, os
cavalleiros sao res o imperadores, e alcangam
pelo menos a mao de urna princeza, j se sabe
formosissima.e cora riquezas innumeraveis.e coi-
tado I cahir de fraqueza, seolar-se mesa com
o conlenlamenlo burgus do marido da Thereza,
esperando pelo melhor da testa, que eram os gui-
zados e manjares do festim offlcial de S. Exc
governador da illa sem excellencia nao pode
ser.
Perdoem o anachronismo do tratamento. A
prmeira obrigago do escriptor fazer com que
o entendam.
Pobrn Sancho I Mal sabes (u o que le espera.
Nao vs" o medica que assisle ? Talvez cuides
Por ventura pansas que est all para te sangrar,
se algum excesso gastronmico te Gzer cahir em
syncops apopltica ?
Imaginas que na sua solicitude scienlica te es-
colher os pratos mais saborosose delicados, e
os que forero menos indigestos, e que se incum-
bir de combinar ospiazeres da mesa com as exi-
gencias da hygiene f Pobre Sancho I Esse mons-
tro nao te deixar comer f
Esse guizado indigesto, tirera-lh'o I Esle
pesado I Esl'outro reimoso Esfoulro rao
para o ligado I Aquella pernicioso para o ba-
go I Aquelle arruina as enlranhas E o seguinte
causa pesadello, e um provoca inflamraagoes, eo
outro enfraqnece o estomago, e assim por dian-
le t deixar o triste governador no mesmo es-
lado de torne insuporlavel, aggravada agora com
o cheiro o com a vista de manjares opparos,
como nunca o bom Sancho vira na sua mesa,
quando a singela Thereza a preparava e fornecia,
nem quando por montes e valles corra no rugo
atraz do seu iracomparavel amo.
Boa historia essa Na verdade divertida e
curiosa !
Nem necessario ter um D. Quizte com es-
lampa dos que Ibarra imprimi, ou de qualquer
ouira edigao menos cuslosa, para qne cada um
de nos faca idea da triste cara do S. Exc. gover-
nador nesteto amargo transe da sua vida e go-
verno.
Haa a genle, o sobreludo a genle que 16 esta
curiosa scena nos seus mais verdes annos, a gen-
te l e ri, torna ler e torna rir. Cont o caso,
com sinceridade juvenil quem o sabe e quem
o ignora ; ri de novo ao conta-lo e torna a rir
com o riso dos outros. mas nao passa disso.
Corre m anno, e outro, e outro, e muilos. A
historia do banquete vem muitas vezes terreiro,
mas no fim de tudo conlo de um livro de pe-
tas, c chega esquecer.
Pois grande erro esqucce-la, que to avisa-
damente delineou o escreveu essa historia o ce-
lebre Cervantes, que ainda hoje verdadeira no
seu sentido moral, mais completo e mais fecun-
do. Quem tal o havia de dizer? Sancho Pan-
sa nao morreu A ilha Baratara nao urna
ilha cncoberta : existe como qualquer outro pon-
i geographico O manso escudeiro do muilo
alio e muilo poderoso cavalleiro da triste figura
ainda all governa como em outras eras! Ainda
o physico de m morte Ihe manda co'a tremenda
varinha retirar os pratos perniciosos, que sao
principalmente. lodos.
Duvdam ? Pos acompanhem-me, como se
fossem D.CIeophas e eu o diabo cexo,humilde ser-
vo de vossas excellencias, e vamos por cima des-
ses telhados de qualquer capital da Europa es-
preitar o que se passa, e verse com effeito en-
contramos o nosso bom amigo Sancho na plena
fruicao dos seus dreitos administrativos, e na
impossibilidade nao menos plena de satisfazer a
sua vontade.
L est um ministro do estado. O decreto que
o nomeou de hontem. Vem hoje pela prmei-
ra vez secretara. Fervem-lhc na cabega as
mais santas ideas de justiga, de raoralidade e de
reforma. Subeja-lhe firmeza para as por por
obra. Inlelligento. instruido, versado nos nego-
cios seu cargo e de probidade nunca desmenti-
da. Nao Cato, porque os Cales apodrece-
ram, mas um homem de bom senso e honrado.
Entra no gabinete, recebe os cumprimentos
dos empregados, assenla-se na cadeira ministe-
rial, e comega o servigo. O empregado compe-'
tenle aprsenla os papis j preparados e refe-
rendados pelo antecessor de S. Exc, os quaes
do estylo e de boa cortezia que o novo ministro
leve sanego real. Triste estylo I Mal aven-
turada cortezia ? Ha nesses papei3 tres nomeagrs
impossiveis I Emim v. Pague-se custa de
servigo publico essa divida-de boa educago,
cumpra-se o testamento do adversario poltico
que o ministro substituio. E' o primeiro prato.
Concluido este acto de lestamenleiro [oreado,
segue-se a parte activa e nobre das funeges mi-
nisieriaes. Volta a pasta cora os papis. O mi-
nistro examina-os com attenco concentrada. O
official de secretaria aguarda* em silencio as or-
dens de S. Exc.
Mande lavrar o decreto de deraissao de tal
empregado. E' incorrigivel com effeito.
V. Exc. quer o decreto motivado ou em
termos geraes ?
Motivado o em termos fortes. E' necessa-
rio dar exemplo de severidade e de firmeza.
Eu pergunlava isto, porque esse rapaz, que
realmente incorrigivel, como V. Exc. muito bem
disse, vem a ser sobrinho do chefe da maioria,
do Sr. epulado Fulano, e casado com a filha
do par do reino o Sr....
Que me importa mim isso? Eu nao sou
como os meus predecessores.
Isso vejo eu, Exm. Sr., quando era ministro
desta repartico o Sr. ministro que hoje presi-
dente do conselho, j se Iralou deJho dar a de-
missao, porque este pobre empregdo cada vez
procede peor, mas S. Exc. nao ousou. Sobri-
nho do depuiado mais influente, com dous cu-
nhados deputados, genro de um par, e com cin-
co ou seis prenles na cmara alia, um nego-
cio serio I S. Exc. tinha-lhe vontade, mas nao se
atreveu .
Pois airevo-rae eu .
Nesse momenlo entra o continuo com urna
carta e o ministro inlerrompe a conversaco. A
carta do presidente do conselho e diz : *
Amigo e collega.
Amanha aprsenlo na cmara o projecto que
sabes para inaugurar a nova poltica. E' indis-
ponsavcl ruelhorar de posicao o empregado Fu-
lano. E' prelengao do lio" e do sogro, e sem
elles nao ha ministerio possivel. 0 decreto deve
ir hoje assignalura. V se mudas o rapaz para
Lisboa.
Teu do coracao,
F.
pies cadeira o secretario de S. Exc. Falla o pre-
lado .
Este abbade est-nos dando que fazer. Fer-
vem as quenas dos freguezes. A informagao do
vigano da vara terminante. At o governador
civil nieofficiou contra elle.
. "~ V. Exc. tem usado de cardade e de mise-
ricordia, se naoj o tinha tirado da egreja, edei-
xado 18 o cura que um clrigo muito sizudo.
L verdade, verdade. Teoho tido carida,-
de e misericordia. Domis a lenho tido, porrtjj
elle nao se emenda. Islo nao pode er assim. So"
eu deixar o lobo no curral, fallo ao meu dever de
bom pastor.
Tambem nao sei como o Sr. nuncio se em-
penha por semejante padre.- irraao do secre-
tario delle, mas isso que lem. Un bom, ou-
lro mo. A cada um o que cada um '
tence.
per-
Assim o quer a justiga, e assim o disse Deus
que o principio de toda justica e de verda-
de. Elle nos illuminar a tal respeito. Em ou-
lro dia nos oceuparemos desse padre. Escreva-
Ihe entretanto urna carta de advertencias sauda-
veis, ver se se emenda.
Eulao este tambera Sancho ? E' como estao
vendo. E por mais que o nao queira ser, nao
ha-de encontrar mudo de tocar nos guisados que
o physico manda levantar da mesa.
O procurador regio junto urna relagao con-
versa com o seu ajudante. Houve desordem na
cadeia. Tres dos cabegas de motim foram para
o segredo, mas um que est presu por culpas le-
ves filho do criado grave do ministro das justi-
gas. A esposa do minislro escreveu favor del-
le, e este ministro foi quem despachou o procu-
rador regio, que eslava fra do servigo havia 6
anuos por urna intriga.
Sr, ajudante, mande-os tirar do segredo to-
dos tres.
Sr. procurador regio, ainda ha duas ho-
ras para l enlraram. Assim perde-se todo o
respeito autoridaue, e o proprio carecreiro po-
de pedir a sua demissao. J elle se queixa do
que se Ihe d pouca forga.
Ento quer que mande sahir o verdadeiro
cabega de motim, e que deixe l os outros ?
Mas pde-se mudar de pri-
Nao digo isso.
sao ou___
Nada, nada. Faga o que eu ordeno. O car-
cerero que lhes diga que intercedeu por elles
todos.
Outro Sancho! Aqu o medico foi a mulher do
ministro.
(Do Commercio do Porlo).
(Contina.)
ADAGIOS DO PAO.
Muito pao, m colheila.
Muito pao lem Castella, mas quem o nao tem
lesera.
Nao ha mo anno por muilo pao.
O pao pucha, que nao a herva muila.
Outubro, uoverabro, dezembro, nao busques o
pao no mar, mas torna leu celleiro, e abre teu
mealheiro.
Pao nascido, nunca perdido.
Quem d o pao sem castigo, nao vai ao Pa-
raizo.
Melhor um pao com Deus, que dous com o
demo.
Pao e vnho anda camnho, que nao moco gar-
rido.
Pao o vnho, um armo meu, oulro do meu vi-
zinho.
Bem sei o que digo, quando pao pido.
Bole com o rabo o cao, nao por ti, seno pelo
pao.
Nao te d maior mal, que muitos filhos c pouco
pao.
Nao facas do queijo barca, era do pao S. Bar-
tholomcu.
Nem mesa sem pao, nem exercilo sem capito.
O pao pela cor, o vnho pelo sabor.
Por carne, vinho o pao, deixo quantos manja-
res sao.
carne que baste
e vinho que
no ventre que no
grande perigo, ou se a consciencia que d'elle ti- que para te arrancar as espinhas da garganta,
nham as privava do uso da palavra, I se comeres peixe Com soffreguido ?
Ora, o rapaz, sobrinho do tio c genro do so-
gro, o tal incorregvel, nem mais nem
menos I O ministro amarrla a carta na mo
direita com zanga evidente, firma o cotove-
lo_ esquerdo sobre a mesa, pousa a testa na
mao aberla e tica pensativo. O empregado da
secretara immovcl, talvez sorri. A meditaco
prulonga-se. O empregado tem que fazer, impa-
cienta-se, e nao pode ficar mais lempo nesta si-
tuago.
V. Exc. manda mais alguma cousa ?
K' verdade I Nao senhor. Nao quero mais
nada. Deixe-mo ver a lista dos lugares vagos em
Lisboa.
O empregado vai e volta com a lista. POem-a
sobre a mesa defrontc do ministro, que a
corro com os olhos, e pedo algumas explica-
ges.
Mande lavrar um decreto transferindo para
este lugar em Lisboa o empregado F. Qucro-o
aqui debaixo das vistas do governo. Ha de cor-
rigir-se por torga. Esse decreto ha de ir hoje
assignalura.
Vai lavrar-se j. responde o official de se-
cretaria, sauda e retira-se desta vez sorrindo
braodarrenle depois de fechar a porla do gabi-
nete. Ahi est o segundo prato.
E' verdade, dizem agora os leilores. A' esse
pobre Sancho Pansa na Baratara da sua secre-
taria tiram-lne os pratos sem misericordia Cou-
sa singular I
E' para que vejara 1
Acola est um general. Parece de mo hu-
mor. Arreda de si os papis que tem dian-
te, levanta-se, passeia na casa, accende um ci-
garro, volta sentar-so mesa, e loca acam-
painha.
A porta abre-se, e d passagem um sar-
gento, que se perfila, esperando as ordens do ge-
neral.
Diga ao Sr. chefe de estado-maior que Ihe
desejo fallar.
Dah um instante entra o chefo de estado-
maior, e o general d-lhe ordem de mandar des-
tacado para uma villa 6 leguas de distancia o
offlcial Fulano.
- Mas esse offlcial, disse o official de estado-
maior, j l esleve destacado duas vezes neste
anno.
Enlao quo quer ? Vai mais outra,
Todos os outros officiaes teem los, cunha-
dos, sogros, primos e amigos poderosos, e ha
perigo poltico em os desgostar. O general
tem esse respeito recoraraendaces, dessas que
para serem ordens s lhes talla a forma offi-
cial.
Ento outro Sancho ? Nem mais nem me-
cos. E os medios sao os lios, os cunhados,
os sogros, os primos e os amigos, que nao
deixam locar nos pratos que elles prote-
gem.
Aquelle gabinete o de uro prelado da egre-
ja. L est com a cruz, e com as suspiradas
meias do cor, enlevo de todo o padre que
anda nao ao menos conego ou pregador re-
Do oulro lado da mesa senta-se ero sim-
Pao que sobre, carne que
falte.
Pao de centeio melhor
seio.
Pao comesto (comido), companhia desfeita.
Pao do vizinho tira o faslio.
Pao e vinho e parle no Paraizo.
Pao alheio, caro custa.
Pao molle e uvas, s mocas po mudas, e s
velhas tira as rugas.
Pao qtieole muito na mao o pouco no venlre.
Pao quente, fome mette.
Pao com pao, e a serra com a mao.
Pao com olhos, queijo sem olhos, e vinho que
salte nOfS olhos.
Papas sem pao, abaixo se vo.
Quem mal informa, tira os paes torios.
Queijo, pao e pero, comer de cavalleiro.
Queijo. pero e pao, comer de villo.
Prova tao caldo, nao perders teu pao.
Do pao do meu compadre, grande pedaco meu
ailhado.
A creado novo, pao e ovo ; depois de velho,
pao e demo;
Andar a pao emprestado, fome poe.
A pao de quinte dias fome de tres semanas.
A pao duro, dente agudo.
Bem baja o pao que presta.
Bom um pao com dous pedacos.
Bom saber que pao le ha de man'er.
Em casa do sisudo se faz o pao roiudo.
Pao de padeira, nem farta nem governa;
Tambem os ameacados comem pao.
Um dia de jejum, ires das mos para o pao.
Mal baja o veulre, que do pao comido se es-
quece.
Inveja traz o pao limpeza, e o nobre mais
nobreza.
Bocado do meu pao, nao o comas, nem o des
a teu ir ii; a o.
O pao poe forca, e nao outra cousa.
Pao de hoje, carne de hontem, vinho de outro
vero, fizera o homem sao.
Pao da ilha, arca cheia, barriga vazia.
Tanto pao, como um pollegar, torna a alma 5.
seu lugar.
Pao e queijo, mesa posta .
Pao afatiado, nao farla rapaz esfaimado.
Quem em maio relva, nao tem pao nem erva.
Semeia cedo, colhe tardo, colhers pao e vi-
nho.
Trigo centeioso, pao proveitoso.
Trigo de cesiro, pequea massa, grande pao.
A mingua de pao, boas sao tortas.
Cada um veja o pao, que Ihe ha de abastar.
Seja o marido cao, e lenha pao.
Melhor pao duro, que figo maduro.
Mais vale pedago de pao com amor, que galli-
nha com dr.
A teu filho e a teu amigo, pao e castigo.
Dos cheiros o pao, e do sabor o sal.
Ainda que enlres na vinha e voltes 0 gibo, se-
nao trabalhares, nao te daro pao.
MISSELANEA.
No principio do seculo XVII, uma nao para a
navegago da India, posta vella, cora suas en-
xarcias, ancoras e mantimentos para a gente de
mar,custava51 contos, aforaos manlimeniosdos
soldados.
Em 1620 exportaram-se de Setubal 200,000
moios de sal.
O disimo do pescado rendeu 16 contos, e o do
sal 70 mil cruzados.
A siza, nesso lempo, andava arrendada por 23
contos.
Os dreitos do carvao e da lenha rendiam 3
conloa.
De azeite exportavam-se, s para Flandres.
3,000 pipas. Na cidade entravam 1,400 toneis, e
a Casa do Azeite renda, por arrendamenlo, 5
contos. Entrava muito azeite livre de dreitos
para as casas dos coaimendadorcs e para os cl-
rigos, religiosos e outras pessoas que o recebiam
das suas rendas, jurando que o traziam para suas
casas, e nao para vender ; e tambem ontrava li-
vre para as armadas reaes.
Na airaras quasi todas as casas linham fonte:
(Jornal do Commercio do Lisboa.)
PERN. TYP. DE M. F. DE FARU. 1860,
'.
\ ILE6VEL


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