Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09479


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Full Text
Mil XXXT1. BDMEW 251
Pop tres mezes ai*,lta,,os 5$000.
Pop tres me*" uncidos 6$000.
SEGUNDA FEIBi 29 DE 00T0SR0 DE 1861.
Por anno ail imitado 19$000
Porte franco papa o subscritor.
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paraliba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima '.
Nata', o Sr. Antonio Mar pies da Silva ; Aracaty, o
Sr A. de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
teira; Maranhao, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares. Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amainas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKlIDA uua lAlntttlii.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna o Paralaba as segundas
e sextas reiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Na/.arelli, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-teiras.
Cabo, Sirinhera, Bio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas feir.is.
(Todos os correios parlem as 10 horas da raanha
EPHEMERIDES 1)0 MEZ DE OUTBRO.
7 Quarto rainguante as 8 horas e 45 minutos
Ja larde.
14 La nova aos 17 minutus da tarde.
21 Quarlo cresceute as 11 horas e 51 minutos
da manha.
39 La cheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primoiro as 4 horas e54 minutos da manh5a.
Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relajao terjas, feiras e sabbados.
Fazonda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito do orphaos: terjas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: terjas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quarlase sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
(invern da provincia.
EXCEDIENTE DO DIA 25 DE OL'TUBRO DE 1860.
Olficoao Exm. presdeme do Maraoho.Ac-
cuso recebido o officio de 12 do corrente cm que
V. Exc. se servio romraunicar-me ler marrado ao
juiz do dfrcito Francisco Domingues da Silva o
prazo de tres mezes para entrar em exercicio na
comarca desla capital, para onde foi removido.
Communicou-se a ihesouraria de (azenda.
Dito ao coronel commandante das armas.
Oueira V. S. expedir as suas ordens para que so-
jam recebidos o conservados presos na fortaleza
do Brum, a disposico do diere de oolicia os reos
coronel Jos Severo Granja, tenonle-coronel Al-
Taro Ernesto de Carvalho Granja e capilAo Zefe-
rino Goncalves Lima Granja, lodos da guarda na-
cional.Coramunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao niesino.Sirva-se V. S. de mandar
Inspeccionar e abrir assentamenlo de praca, se
for para isso considerado apto, ao paizano Anto-
nio Frederico de Senna, que no requerimenlo
junto so ollerece voluntariamente para servir no
exercito.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Rio Formoso.Em vista dos documen-
tos com que V. S. informou em 18 de seteinbro
ultimo, a preteucao do bacharel Lourenjo Ave-
lino de Albuquerque Mello, capito da 1.a com-
paylna do balalhao n. 45 da guarda nacional do
municipio de Barreiros, resolv atlendor ao ms-
alo capito somcnle na parle conceruente a do-
meaco do conseltio de disciplina, a que lera de
responder, e para o qual recnmmendo a V. S.
que designe na forma da lei oficiaes do mesmo
balalhao ou do mesmo municipio, e s na falla
desles, o que nao se veriiica em face dos docu-
mentos apresentados pelo peticionario, se dever
requisilar do municipio visinho, como expresso
na ultima parle do art. 113 da lei u. 602 de 19 de
setembro de 1850 e aii. 3 do decreto n 1.335 de
18 de fevereiro de 1854.
Dilo ao commandante de polica.Pode V. S.
mandar engajar o paizano Francisco Flix da
Cosa, que segundo o allestado junto ao seu offi-
cio n. 457 desla dala for cousiderado apto para o
servjo do corpo sob seu rom mando.
Dito ao mesmo.Mande V. S. apresentarao
Dr. chefe de polica no da 26 do corrente urna
escolta do dez pracas do corpo sob seu comman-
do, afim de acompanhar a dous reos que vao res-
ponder ao jury no lermo de Caruai.Communi-
cou-se ao Dr. chele de polica.
Dito ao mesmo.Faca V.S. apresentnr ao Dr.
cliefe do polica duas piafas do corpo sob seu
comnundo para escoltaren, uin sentenciado para
a provincia do Rio de Janeiro, no vapor que par-
te hoje.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao inspector do arsenal de marinha. De
conformidade com oque solicitou o provedor da
Santa Casa de Misericordia em officio de hontem.
mande V. S. aprosenlar ao mesmo provedor duas
africanas livres para o sen ico do grande hospital
de caridade, devendo V. S." commuoirar ao res-
pectivo curador nao s essa, como oul-a qual-
quer ordem, tendente ao deslino de africanos li-
vres.Communicou-se ao provedor da Santa Ca-
sa de Misecordia.
Dito ao inspector da thesouraria de fizpnda.
Remello por copia a V. S. para sua inteiligencia
c era resposla ao seu offiei'i dirigido om 27 de ju-
lho ultimo ao Exm. Sr. ministro da justija, o avi-
so por esle expodido em 8 do corrente declaran-
do ter solicitado do ministerio da f.izenda'a ex-
ped jao de ordens para o lira de sor o cofre des-
sa roparlijao indemnisado da quantin de ris
3:648^1811, despendida cora o que no citado aviso
se menciona.
Dito ao mesmo.Remeti por copia a V. S.,
para o seu conhecimenlo o execujao, copia do
aviso da repartijo da guerra de 4 deste mez au-
torisando me a mandar pagar, no anno financei-
ro corrente, a gralilieacao mensai de 50g000, con-
cedida a Joaquira Jos de Carvalho Siqueira Va-
rejo, encarregalo de leccionar geomeiria e ou-
tras doulrinasaos aprendiz.es menores do arsenal
de guerra"Cororaunicou-sc lambeui a esta re-
particao.
Dilo ao mesmo.Annuindo ao que me requi-
sitou o Exm. presidente do Cear era officio de
15 do corrente, sob n. 41, recommendo a V. S.
a expedijo de suas ordens para que pela alfan-
dega desla capital sejam ministrados os esclare-
cimentos pedidos pela contidoria da thesouraria
de fazenda daquella provincia, no ofcio junio
por copia, que vai cobrindo a demonstrado que
devolvo, e que acompanhou o de V. S. de 2 de
agosio desto anno, n. 863.
Dilo ao conselho de compras navaes.Auloriso
o conselho de compras navaes a efectuar a com-
pra das duas boias, de que Irata o gerente da
companhia Pernambucana, no officio junto, urna
vez que ella as queira vender pelos prejos indi-
cados pelo inspector do arseual de marinha no
uHi-io junto por copia.
Dito ao conselho administravo do patrimonio
dos orphaos.Recommendo ao conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphaos que mande
recolher ao collegio das orphas, vislo achar-se
em desamparo, como declarou em sua informa-
cao de 23 ao corrente, a menor Felippa, irma
do soldado do 9 balalhao do infanlaria Jos Luiz
dos Anjos
Dilo ao diroctor do arsenal de guerra. Faca
Vmc. alistar na companhia de educandos desse
arsenal na qualidade de addido, nao havendo va-
ga, o menor desvalido Feiippe de Oliveira, qne
lhe foi apresenlado por parle do Dr. choto de po-
lica.
Dilo ao promotor de Santo Antao Dr. Jos Ma-
rta Ribeiro Paraguass.Siga Vmc. com a maior
brevidade a reassumir o exercicio de seu cargo,
conforme requisitou o respectivo juiz de dircito.
Porlaria.Os senhores agentes da companhia
Brasilcira de paquetes a vapor mandem dar Irans-
porte para a corleTio vapor Cruzeiro do Sul,
por conla do ministerio da marinha, ao imperial
marinheiro Hornem Bom Forges Laraogcira.
Dita.Os senhores agentes da companhia Bra-
seira de paquetes a vapor mandem dir trans-
porte para a corte, por conta do ministerio da
marinha, no vapor Cuuzeiro do Sul ao Io sar-
gento da companhia de imperiaes marinheiros,
Galdino Jos Francisco; licando sem efeito a
portara expedida oeste sentido em 17 de agoslo
ultimo.Commuoicon-sc ao inspector do arse-
nal de marinha.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira de paqueles a vapor mandem dar trans-
porte para a provincia de Rio de Janeiro, no va-
por que parle hoje, ao sentenciado Antonio
Eduardo Papolio e as duas pracas do corpo de
polica, que o vao escollando ; sendo as respec-
tivas pos9agens pagas naquella proviocia.Com-
municou-se ao cnefo de polica.
Expediente do tecretario do governo.
Officio ao juiz municipal do lermo de Seri-
uhaero, Dr. Gervasio Campello Pires Ferreira.
S. Exc. o Sr presidente da provincia manda ac-
ensar recebido o officio de 15 do crrente, em
xrue V: S. participen ler assumido naquella data
o exercicio do cargo de juiz municipal do termo
de Serinhem, em que foi reconduzdo por de-
creto de 't de agosto ultimo.Fizeram-se as
convenientes communicaedes.
Dilo ao bacharel Cesar Oclaviano de Oliveira.
S. Exc. o Sr. presidente da proviocia manda
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S. Feliciano m. ; S. Zenobio m.
30 Terca. S. Serapiao b. c. ; S. Lucano ni.
31 Quarta. s. Quinlino m. ; S. Lucilla v. m.
1 Quinta, cji Fesla de todos os Sanios.
2 Sexta. Commemoracao de todos os defunlos.
3 Sabbado. S. Malaquias b. primaz da Irlanda.
4 Domingo. S Carlos Borromeu cardeal.
I OCA RUEGA DOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do dimuo Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
aecusar o officio do 16 do corrente, em que V.
S. communica ler entrado naquella data, no go-
zo da lir.enca de dous mezes, que lhe foi conce-
dida.Fizeram-se as convenientes communica-
jes.
DESPACHOS DO DA 25 DE OUTUBRO.
Requerxmentos.
2050.Filippa Josepha dos Prazeres SaDlos.
Como requer, sendo esle despacho apresenlado
ao Sr. director gerai da instrueco poblica para o
tim conveniente.
2051 Americo Fernandes Trigo de Lourtiro.
Como requer, sendo esle despacho apresentedo
ao Sr. director geral dainslrucjo publica para o
lim conveniente.
2052.Francisca Martille do Sacramento.
Nao lera lugar.
2053 Francisco de Paula e Andrade.Osup-
plicante deve cobrar o subsidio de todo o gado
que for muri para consumo.
2054 Guilhermina Maria da Conceijao.Nao
tem lugar.
2055.Pedido do balalhao de arlilharia a p n.
4.Fornec.a-sc
2056.llfiiriqueta Maria da Concaicao.Inde-
finido.
2057.Hermenegildo de Souza Lobo.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria do ta-
zenda.
058.Jos Luiz dos Anjos.Dirija-seao con-
selho administrativo do patrimonio dos or-
phaos, quem so expede ordem uo sentido em
que requer.
2059.Jos Francisco da Silva Guimares.
Em rulada informacao nao tem lugar.
2060.John Donnelly.Informe o conselho
administrativo de compras navaes.
2061.Jos Muniz Teixeira Guimares.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
2062.Sonhotinha Maiia da Conceicao.Jun-
te certidao de casamento.
2063.Vicente Alves Bezerra,Ao Sr. Dr.
chefe de policia, para que lomando ronhecimen-
lo expela as mais lermidanles ordens, para que
ao supplicaiile nao se deixe de fazer a juslica que
lhe assisie na quesiao que allude.
2064.Viceule Ferreira da Costa.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
2065.Maria Francisca da Conceicao Ro-
racltido ao Sr. promotor publico de Goiauna,
para que tomaudu conhecinienio do fado pro-
ceda como lhe cumpre na forma da lei, devendo
dar-me parte do que occorrer.
COMN DO DAS ARMAS.
Quartel d commando das armas
em l'ernambiico, na cidade do
Recita, S7 deuutubro de 1S60.
ORDEM DO DIA N. 33.
O coronel commandante das armas dando pu-
blicidade na presento ordem do dia ao oflicio que
na oala de honiera lhe cuderecou a presidencia,
julga nada ter que acrescentar as expresses lau-
datorias com que a presidencia saudou o regres-
so da forca que em marco deste anno expedi-
ciouou ao lermo de Oricury sob o commando do
Sr. major Joao do Rogo Barros Falcao, visto co-
mo nellas se achara bem aquilatados o cumpor-
laniento dessa foiQa, e os importantes servidos
que presin cm desafronta a lei conculcada pelo
baibaro assassinato perpetrado na pessoa do in-
feliz capito Domingos Alvps Branco Muniz Bar-
reto, delegado de polica naquelle turmo.
Ia Seccio.Palacio do govorno de Pernarabu-
co 26 de outubro de 1860 Illra. Sr. scienle pelo
oflicio de V. S. de 24 deste raez de haver che-
gado a esta capital a forja do 8o balalhao de iu-
fantaria, que sol o commando do major Joao do
Reg Barros Falcao, havia marchado em diligen-
cia para o lrmo de Ouricury, tenho a dizer-lhe
que haja V. S. de mandar louvar era nome des-
la presidencia o relirido major, e olRciae3, pe
maueira digna e briosa por que se porlaram na
commissao de que regressararn, c cojo feliz xito
se deve em boa parle ao zelo e disciplina com
que se distingui a forca expedicionaria.Deus
guarde a V. S, Aatbrozo LeilO da Cunha Sr.
coronel commaudanto das armas.
Assignado Jos 4nfono da Fonceca Galvo
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudanle de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
No estado em que se acha a questao italiana,
quando aples auxilia a causa nacional cora um
reforco consideravel de tropas de Ierra c de mar.
a vista das insurreii;oes que arrebentam em todos
os pontos das Marcas, e das consequencias que
podem ler relativamente ao poder temporal do
Papa, lalvez nao seja intil, nem fra de propo-
sito passar em revista sumniaria, porm geral, as
relaces actuaos das grandes potencias eujopas,
com os governos e com os povos da Italia, e
examinar que modificaces Ihes aconselhara seus
interesseS polilicos o suas Iradicces.
Ninguem pode negar que a situaco da Franca
particularmente delicada. E' principal, sen.io
complelaniputt, por seus esforcos que 22 milhoes
de hnbilanles poderam entregar-se a Vctor Em-
manuel. E' a ella que a Italia deve a fundacao
de um grande reino italiano, pouco inferior em
populaco ao proprio imperio francez, porm
muito superior a elle sob o ponto de vista da .ri-
queza e dos recursos; igual pelo menos quanto
inteiligencia o engenho de seus habitantes. Pe-
la felicidar'o do povo italiano, no interesse da
paz europea, convem desfjar ardenlemente oes-
labelecimeuto desse reino. Mas sem duvida al-
uma no Io de Janeiro ninguem pensava na fun-
dacao desse reino senao pela base dos ajustes
feitos em Villafrnnca.
Seria desconhecer os primeiros principios da
nalureza humana, e, arcrescenlemo-lo, ns mais
vivas iradigoes da poltica franceza admitr que
o soberano, que reina as Tulherias, quizesse
elevar ao pinculo, quasi ao mesmo nivel que
elle, um principe italiano, e consolidar seu im-
perio nesse formoso reino cercado pelos Alpes e
pelo mar Nao fazer injuria poltica do im-
perador dos Francezes o allirmar que nunca, an-
da quando elle quena tornar mais livre a Italia,
pretenden fazo-la poderosa. Quando em 1848 o
Sr. Lnunnine declarou franca e lealmonte que a
poltica da Franja era diametralmenle opposla a
creaco de um poderoso governo na Italia, achou
indubitavelmente echo entre os estadistas fran-
ceces de todas as opinies e de todas as cores,
republicanas, assim como imperialistas, otleaois-
tas assim como legiiimislas.
Um principio comrario, enunciado ha pouco
pela primeira vez, foi emitlido pelo universo cum
toda a reserva e discricao de urna theoria no n e
mullo admiravel, o duvidamos bastante que haja
era Franja outro hornera poltico lo favoravel-
mente disposto, como Napoleo III, a provocar a
prosperidade e o poder do povo italiano E' mui-
to possivel quo a autipaihia conlra a Austria le-
nha tido grande influencia em sua resolujao e
em sua sympathia pela Italia. Mas os resultados
foram os mesmos, quaesquer que (ossem as cau-
1 sas que os tivessem produzido. Apenas os acon-
leciraenlos seguiram urna marcha diversa da que
se Ihes havia previsto no cornejo. A campanha
do anno passado acabou. dando Italia menos
liberdade e independencia, ao passoquedeua
um principe italiano mais poder do que se queria
ao principio.
Mas, se a Franca Iludi a especlatva da Ita-
lia, fuzendo menos do qne esta esperava, fez
muito mais durante a guerra ; e tambera, pela
annexacao da Saboya, mais depois da guerra do
que o quereriam tres pelo menos das outras qua-
tro grandes potencias, h' intil insistir sobre as
disposijoes 0'Auslria, quando cessou a lula.
Engaada, humilhada, abalida e enfrnquecida,
a casa de Habsburgo deixou no campo de baiclha'
seu prestigio poltico muio mais ao que sen po-
der militar. As fendas que ella receben, pare-
ciam dever ser os precuisores de golpes mais l-
taos, ainda e mais terrlveis. sob os quas o impe-
rio devia suecumbir para sempre.
Entretanto, nao duvidoso que a entrevista
do Toeplilz lornou mais estreila a allianja dos
governos da Prussia e da Austria, e cri-se geral-
mcnle que a conferencia de Varsovia fornecer
ao czar a occasio desanecionar e reformar o Re-
cord j concluido entre as corles de V'ienna e
Berln. Seria, lalvez, prematuro qualificar as reu-
nies imperiaes e reaes de colligacao ; porm el-
las teom evidentemente por causa as complica-
joes da Italia, a espantosa fnlicidade do Gari-
baldi, o aniquilamento completo de toda a in-
fluencii austraca na Italia central, de toda a in-
fluencia russa na Italia meridional. Mas, pri-
meiro que ludo, ellas tem por causa a es'lreita'
connexao que ha entre a queslao hungera e a !
questao veneziana, e o partido que a Franca p-1
de querer tomar, uo caso de ser ameacada'a paz
geral da Europa.
Ha numerososos indicios da harmona, que
existe enlre os chefes do partido nacional italiano
e os do partido nacional hngaro. O estado
maior do Garibaldi composlo de quasi lanos
Hngaros, como de Italianos. A julgar pelas ap-
parencias, exiremamente provavel. senao ceno,
que urna insurreicao geral na Hungria preceder
e facilitar a insurreirao da Venecia. Mas a Rus-
sia, a Prussia, bera como a Austria, nao podem
encarar a possibilidade de una nsorreicSo na
Hungra sem pensar no echo que isso poderia lea
na Polonia E' nesse sentido, que nos parece o
mais inlelligivel o claro, que interpretamos
communicacao feilas ha pouco pela corte de S.
Pelersburgo de V'ienna, e cujos termos, segun-
do dizeta, sao estes : A siiuaco aclnal nao
tolera vel por mais lempo; deveni-se lomar me-
didas para tornar a por Europa no que parece
a essas cortes o estado de tranquilidade nor-
mal.
No meio de todos esses inleresses oppostos, e
de lodas essas hospitalidades, a poltica da In- '
glalerra c bem simples e clara. Ninguem duvi-1
dar do seu apego ordem e paz da Europa ;
o governo actual usou de lodo o peso de sua in-.
fluencia moral para ir em soccorro da causa ita-
liana. A Inglaterra acaba do concluir com a Fran-
ja um tratado de commercio, que considera um
grande meio de augmentar sua prosperidade ma-
terial. Est ligada Prussia por iradices de fa-
milia e por lacos de parentesco. Pela'conserva-
cao da Turqua, nao pode querer ver a Austria
mutilada no que conslilue sua forja principal.
Ella s pode ver cora salisfajo os esforjos da '
da Russia para melhorar a condijo de seus'
servos. Todas essas razoes fazem delta a media- !
neira enlre os estados rivaes, e sua mediajo
nao pe ler porobjecto senao reconciliar os in-'
teresses delles, e firmar a paz e a propriedado de
seus povos.
[ilorning-Posl. II. Dcpeiuiox.}
A Roma est ligada nao sei que forca secreta
que seu proprio nome indica. Desde'Romilo,
que proclama-se a cidade cierna, a cidade raicha
Os poclas e os historiadores, os principes e os
povos, as sybillas c os padres sao unnimes a
esse respoito, e quando Virgilio escreveu este fa-
moso verso :
Imperium sine fine dedi,
era o echo de urna tradico consagrada depois
pela Iradieao apostlica.
Esse unico fado explica a importancia tempo-
ral de Roma, c porque os successores de Carlos
Magno viam nisso um titulo ao imperio do mun-
do. Os legislas faziam brilnar a seus olhos a
purpura dos Cesares e a dorainajao do universo.
Os Papas Uveram a gloria de salvar a liberdade
d i Europa, nao s lutando pelos direiios da igreja
calholica, mas ainda conservando os direilos de
S. Pedro sobre seu patrimonio. Era preciso im-
pedir os novos Cesares de se apodenrem do ta-
lismn do poder: deixem passar essa expres^ao.
Os lugares, assim como os povos, leem seus des-
linos providenciaes. Ora, a sabedoria que ludo
dispoem com forja e brandura quiz que fosse
rainha a cidade das sele collin*s. Pelo simples
facto de reinar era Roma temporalmente, sem
estender seu reino alera do patrimonio de S. Pe-
dro, o Papa faz por lano um grande servijo a
liberdade da Europa. Tode-se comprehender
que os Romanos em seu orgnlho queirara depor
um monarcha santo e pacifico, e que sonhera a
unilicajao da Italia, islo a repblica romana e
os antigos Cesares ; mas que a Europa se preste
a isso, impossivel, pois se, grajas revoluto,
a repblica romana sahir do tmulo, loriamos por
consoles Mazzini, Garibaldi, e s Deus sabe o que
seria feto da Europa, entregue, como j est, s
agilajes da propaganda I En lodo o caso, s Fran-
ja nao pode suicidar-se; ella nao se curvar
maisem ptesenca dos italianissimos do que o fez
a vista dos imperadores allemes. Garibaldi nao
o ignora. D'ahi seu odio: lembra-so do cerco
de Roma.
Eleitos, sagrados para proleger a igreja, os im-
peradores allemes atacavara-ua. Comtudo, o
papado defendeu o imperio, pois nao fazit urna
instituijao calholica responsavel do crime dos
hornens.
A chnstandade lign-se so velho imperio roma-
no. E' pela Franja e peio rei Pontfice que elle
se rehabilita. Em quanto os Cesares lomam o
caminho do Oriente e se estabelecem era Cons-
lantinopla, o santo imperio forma-so pouco a
pouco.
Deus havia encarregado Clovis do voto dos po-
vos. J um grande numero de Gaulezes, diz
Gregorio de Tours, desejavam ardenlemente ser
subditos dos Francos. Por essa razo, Quintia-
no, bispo de Rodcz, foi expulso (pelos Godos
arianos) de sua cidade episcopal, pois aecusavam-
no de querer a dominajo dos Francos...
Naquelle lempo, disse Clovis aos seus Ion-
dos : impacienta-me ver os Arianos oceuparem
urna parle das Gallias ; marchemos contra elles,
e com o auxilio de Deus havemos de conquistar-
Ihes o paiz.
Os Godos foram vencidos em Vougl, e as ci-
dades que oceupavara, cahiram as mos de Clo-
vis.
De tal sorle o senhor o favoreca, contina
Gregorio de Tours, que os muros das cidades pa-
reciam cahir sua presenja. Depois da lomada
de Angoulme, o rei vollou para Tours. Ah re-
cebeu cartas do imperador Anastacio que lhe
conferiara o titulo de cnsul. Na baailisca de S.
Martinho, reveslio-se da tnica de purpura e da
chlamyde, e poz o diadema na cabeja. Ao de-
pois, lendo montado a cavallo, percorreu a cida-
de destnbuindo pela mullido moedas de ouro e
prala. Doixando Tours, dirigio-se para Paris on-
de estabeleceu a cipital de seu reino.
Clovis trazia um sceptro terminado por urna
aguja romana, insignia da dignidade consular, e
cora esse emblema que acha-se representado
noanligo prtico de Saint-Germain-des-Prs. A
historia ainna a alegra desse principo, j rei
dos Francos e senhor da Gallia. ao receber as in-
signias do consulado, e a tradijo nos d a razo
disso : essas insignias annunciavam o imperio a
seus successores. A' dignidade de Augusto, que
tinham os filho3 de Clovis, os Carlovingianos
juntaran a de Patricio que Ihes confirirara os
Papas ; antes de Carlos Magno ser sagrade por
Leo III, Adriano I raandara-lho o titulo que ha-
via tido seu pai.
Por essas dignidades, os res barbaros tinham-
se tornardo principes dos Romanos e participavam
do mysterioso poder da cidade eterna. A pree-
minencia da Franca devida mais do que pen-
sara aos lejos de toda a sorte que desde a origem
prendem-na a Roma, a Roma temporal assim
como a Roma espiritual. E isso nos deve fazer
comprehender quo lamontavel que S. Luiz
nao tivesse aceito as proposicoes de Gregorio IX
em favor de seu irmo Roberto. Na casa de
Franja, o imperio teria cnto cumprido a sua
nnssao.
Ainda mais se o santo imperio comecou Da i
pessoa de um rei de Franca, annuncia una an- I
liga tradijo que elle hade acabar tambera por
un re de Franja que ser o grande monarcha
annunciado ha lanos seculos.
Se em vez de combaler seus chefes. Roma hou-
vesso destruido o sanio imperio ; se, por outro
lado, os polilicos daquellc lempo houvessem so-
nhado a separajo completa da igreja e do esta-
do, e a deslmijo do poder temporal do Papa,
desappareceria a sanfa allianca dos povos chris-
los, o adeus civilisajo. A Europa seria hoje
musulmana. Paris e V'ienna tenam a sorte de
Cunstanlinopla ou da Syria.
Dous nao o quiz, pois se o mundo agita-so,
sempre elle quera o dirige. Assim, quando
permitlia a formacao do terrivel imperio de Ma-
hurael, preparava em silencio os exercilos que
deviara comb.ite-lo, as dynaslias que deviara re-
chaja-lo; prepirava a christandade e as grandes
raras de Carlos Magno e de S. Luiz : preparava o
marlello que devia esmagar os Sarracenos e os
hroes das cruzadas. Eolio lulou a cruz com o
crescenle, c a f verjeeu a supeislico. Obrar
de outra sorle, opporja forcas mais qu'e humanas
as simples forcas de ftossa fraca nalureza. ba-
ler-se com flechas contra arlilharh raiada. S a
verdadeira religio pode lutar com o fanatismo.
Mahomel, nao se illudam, nao um impo-tor
vulgar, um charlalo! de encruzilhada. As mais
das vezes, foi elle o primeiro seduzido por aquelle
que sabe transform*r-se cm anjo de luz. O
homem, por mais osllo que seja, nao lera a vir-
lude de produziraqufllle fanatismo sanguinario e
cegu que ainda nao poderam enfraquecer o espa-
co de doze seculos e o contacto da civilisaco eu-
ropea. Sera a realeza temporal de Chrisl ; sem
a christandade, foral do duvida que o islamismo
lena devorado a terral Julguem seu poder nos
das da mocidade pelos perigos que suscita em
sua decrepitude. Os Inglezes ja sabera alguma
cousa, pois d'ahi proveio a revolta da India.
A invaso dos Barbaros foi um brinco em com-
porajao a dos Sarracenos e Turcos. Da primeira !
sanio a christandade, pois o allivo Sicambro ado i
roo o que havia quelmado, c r.aiiia tow- !
a I ranja. Mas o Torco parece inconvc rlivel :
nunca urna naco musulmana tornou-se chnsla
O imperio de Constantinopla velo pois a se
Turqua ; Deus liiiho entregado ao inimigo
najos separadas de Roma.
Por urna disposico providencial, o islamismo'
e a repblica chnstaa caminham por duas liohas !
parallelas. Clovis apenas precede a Mahomel de i
um seculo, e em quaito o crescenle recebe em !
Lepanto urna ferida nortal, a christandade por
seu lado ferida pflo protestantismo. Impo-
tente contra a igreja propriamente dita, o pro-
testantismo retalhou a christandade. Foi abalada
a obra de Carlos Magnj e de Leao III. A realeza
dos S. Luiz, e dos S. Eduardo, dos Sanio AfToiiso
e dos S. Henriquc cedeu o lugar a realezas pura-
mente humanas. Sob novas deiieminacoes, o
direilo de supremaca da geniilidade achou ac-
por sua posijo e belleza.
As 9 teve cornejo o btile, tendo-se dancado 3
contradansass franceza, 3 imperiaes, 3 de liincei-
ros e duas valsas.
O Illrn. frei Ernesto, carmelita do convento
dessa cidade, dignou-se tocar ao piano pedacos
importantes das operas de mais gusto e do m'ais
aunen exerujao de seu variado repertorio con-
complea Cm pedti^ a 'cucao foi
Referir o que se passa em um baile muito im-
possivel, alera de sercorr.mum a lodos os bailes-
pois sendo minias as impresses, sempre agr- "
daveis para quem lem o coracao livre, c motiva-
Ooras de decepjoes para quera o possue captivo
servou-se a verdadera idea da realeza chnsla ; < Nao quero mesmo oceunar me rom
mmmm mmmm
ali
V V iiiii I i I I I I l i i i \j
nico raeio de combaie-la tirar lhe a verdade
queoossa, e deixor-lho a menlira que sua
tilha. Se, cm vez disso ocasionar-mos a menti-
ra que agrada ao nosso orgulho, repellindo as
verdades que nos offende. perder-nns hemos
pois a verdade invencivel. Assim, diz-nos
revolujao que lodos somos iguaes livres. irmos
eis a dura verdade que ella converte n'uma ar-
ma ternvel conlra os ricos e poderosos ; ella
accrescenla que o poder vem de nos : mentira.
Ora, nos acceilamos essa mentira, negando o
direitu divino, e repellimos a verdade que ella
lhe ajunla, tgualdade. a liberdade a fratemi-
dade. Adn,irem-se depois que os conservado-
res sejam em loda a parte balidos I
Porm se grajas a defeilos seculares, desaba
:mlirrn rAci.... ...__ J .*
mas de que tanto precisamos. Ah refugiou-se
presentemente a vida di Europa chrisla. O
inimigo bem o sabe ; por isso apona elle ao co-
rajao. Se Roma viesse a suecumbir, ai, nao da
igreja, que nada lera que recear.mas da civilisa-
jo, de loda a aulondade e de toda a liberdade
humanas.
O momento mal escollado para deixar ar-
rancar a peJra angular de edificio social. E'
., I t r I n *4 .._________?_1 -
seus pensamentos o sira como noliciador oc-
cupar-mc-hei com a parle positiva do baile'
O salao eslava preparado, como o havia sido
para o baile dado ao nosso adorado monarcha
cora muito goslo ; a abunoancia de luzes concor-
na para que as vanadas cores dos toilettes so
brniiras8ein c"mo se osse dia' era todo seu
As onze horas servio-se o cha, que circulou
evidente que lodos os inimlgoarqe a i-r, iasuc- ea^XttaT-rtlZ? 1 -V* ClrCUlou
Barrar.j b ff&aSaSS&SS
bolos gosiosos que as cnchiam.
Pouco depois de mcia noite eram ocrupados
os lugares, cojo numero subia a cem na me triltlera que cnnliuha ludo quanto a gastronomia
anrAk?ia a .11 rom,...\,. M-_ r_:. "*i-
evaniam a cabeca c preparam eolligaces te-
miveis.
Tem a igreja duas especies de inimigos : a he-
nsia que ataca a alma, islo os fiis e ns ire-
jas; o ainlidelidadc quo ataca principalmente
n4 .,. ic., a i-"""'"'"c'"e ..iicii,-iu .ou cuniiuna ludo quanto a
ZZ^ ? : M:.? "?"'!, 9.JP a"r."cia i a arrumaeo fra ?ei.anco,n
um lado, todas as heresias veera fundir-se n'ura
erro universal cujo preludio o pensamento li-
vre, e que sob o nome de religio do futuro
prepara-ge pan macaquear o calholecismo dei-
licaudo a humanidade.
Os progressistas leera oulros alvos que nao
toen un liberalismo decrepito, e os principios
de 89 estao hoje mui remotos. Anda r*llao. ai-
gumas vezes das liberdades da consviencia e do
pensamenlo das liberdades polticas c civis
nieslria.
Ao principiar ura dos offlciaes pedindo ver
ao br. Siha Nunes. leu urna allorucao e recitou
a poesa que lomo a liberdade d 'incluir nesta
lllm. -Exm. Sr. O Brasil mostrando len-
encias mu pronunciadas para allingir um dia o
lastimo da gloria a par do movimento progressis-
ta e civihsador das velhas e collas nacoes oor
ler era son solo-ferlilidado e riqueza, "era' seu
monarchasabedoria o poder, em seu pov0_in-
dependenc.ae patriotismo, precisa no entanto do
t a
as
na razao da liuman.dade. a absorpeo de lodas dores, que STT^/^J^"!?*"
sssrsK aawsaa: sss SsSSSS?
Sgro-iif-: M ss.".- *:.. :yi~
humanidade anda. No campo revolucionario, lente humilhado pelo cov rd ^ orle 1 "
o.mpenosera daquelle que se enn-ssar su lemnemente contra tarZh!tJ?T*Ji
i ncarnacao ; religiao, pensamento. nacionalida- mera a verdade, fltn, ;,;"'"
-doto 'e" frfSnd!2 commercio. industria, nesse terreno irnpo XZ\ floVosff be'.K
fundir-se n um monstruoso com- das nossas mais bellas instituices, em que Sil
temos crenca e f. Pensando nos tacamente
assim, e ao mesmo lempo reeonheeendo em V
Exc. a par de urna esclarecida inteiligencia os
,.- ^ uvvruutuita memores deseos de t....,. ;,!-,. .. i .___- -
adorar o espirito humano sob a Ogor. de nao podemos Tjde sahif hoje't SSfi
munisrao. ao qual succeder um cesansmo mais
monstruoso anda. O individualismo acabou sua
missao Nossos pas adoravam a razao sob a
i una prostitua ; nossos dccendenles
h{
de
Ihimenlo. As amigas
A revoluco contiuu
nome dos direilos do
que as corles disserani
prerogativas succumbirain
um despola.
Em quanto o erro se estende pela Europa, os
inimigos do exterior sacodem a morlalha, e sur-
gen na sombra ensanguentados phanlasmas. Meca
recomer seu prosebyiisrao de encoutineucw,
roubo e sangue.
Os carbunari da Italia sonhara a ressurreico
do imperio romano. Os indios voltmi de novo
os ulhos para Jerusalera, e o ervo da guerra
ajunla-se em suas mos inlelligentes. Por cal-
culo ou generosidade, elles lomam sob sua pro-
tecco os crhistos da Syria, e lalvez que ura dia
seja preciso depender delles era Jerusalem como
sucede hoje com a Inglaterra e a Russia.
WjlSf ?w PP^'.r.a^aadmin.stracn rf
Por sermos pobres soldados"," iibiVuad's'a
solfrer, e alheios as vantagens e gosos do poder
nao se segu por isso. que devamos abafar no
fundo d'alma as emocoes do corajo em favor
daquelles. que comoV. Exc comprehendem o
amor da gloria ; lano mais porque, sendo nos
firmes sustentculos do governo, temos orgulho
em defender os seus ocios, quando estes teem
por fim nao s o bem da provincia, como larn-
bem oengrandecimento da patria, que amamos
como lilhos e adoramos como soldados.
Firmados, pois, nestes principios ousamos
vir felicitar a V. Exc. pelo feliz regresso da lon-
a vista da colligajo d >s legislas e cortezos.
au a obra de destruicao em
homem. Desde a reforma
Chrislo : Teu reino nao
deste mundo ; deixa-nos reinar sos Era des-
truir o rgimen da christandade, o rgimen pre-
parado por Carlos Mag o, santificado por S Luiz ;
era soltar os ferros ao inimigo. Veio entao a re-
voluco e disse s cor es : Todos os homeris sao
livres, iguaes, irmos ; nao lendes direito; se-
nhores e reis, part I
Os governos do an igo rgimen foram des-
truidos, pois elles repelliram a Chrislo, nosso
unico Senhor. Desiie enlo. a revolujao tiuha
etTectivamente em seu favor a lgica, e a lgica
governa o mundo. E' fora de duvida que na or-
dem moral, e d'ahi ven o impulso, sernos lodos
iguaes e independemos como indiriduos. A
mageslade dos reinos, como diz Bossuet, em-
prestada. De sorle que repellindo o direiio divi-
no, o qual inseparav 'I dos direilos de Chrislo
e da igreja as muan hias chrislas, elles que-
bramcorn as proprias mos seu sceptro, o entre-
ga m-se de ps e maos atadas a revolujao. Alm
disso. lendo deixado destruir ludo abaixo de si, e
centralisado em suas mos para nao solTrerem
resistencia, acharam-c no dia do perigo sem o
menor soccorro. Ainda era possivel morrer por
elles, mas nao podiain ser defendidos ; pois no
moral como no phys|co s o que pode resislir,
pode sustentar.
Se postrera de parte o direilo divino islo
o direilos de Deus e de Chrislo, a independen-
cia moral e a liberdade de pensamento sao de
pleno direilo, hoje i que se aboli o dominio.
Nao vos chamues mestre, disse Chrislo, s ten-
des um s mestre : dou eu. Nao chamei i nin-
guem vosso pai, s tendea um pai que est nos
otas. Que o maior ile entre vos seja vosso ser-
vo, pois aquelle qu se levanlir descera. Vos
me chimaes Senlicf o mesire, e (Usis bem ;
pois eu o sou. Imilai o exemplo que vos lenho
dado ; eu vo-lo digoj, na verdade, o servo nao
mais que o amo. Os reis das najes dominam
sobre ellas e ellas esto em poder de seus prin-
cipes Nao seja assim entre vos ; o que ehi
quizer ser o primeilro, seja o servo de todos .
Tal^ o coaigo aa philosophia e da realeza
chnsla. Se os re s da inteiligencia e das na-
Qoes esquecem-no, stao perdidos ; porque o ho-
rnera nao pode mais dominar ao homem. Des-
earles malou o dui linio de flalo e de Aristo-
lelis ; o mesire disse nao mais sufficien-
le, roisler provur ue o mesire tem rasao. De
hoje emdiante, pois, ou a liberdade soh a autori-
dade de Chrislo. luz do mundo ou o pensa-
menlo livre em toda a sua independencia. 89 ma-
lou o dominio das ra^as reaes, de hoje emdian-
te, ou liberdade sob a realeza de Christo, ou a
monarchia revolucionaria moderada pelo despo-
tismo legal. Os res e os sabios s teom um
meio de reahabilirein-se; di/erem a multido :
Sira, todos somos irmos ; sira, os res sao
feitos paraos poros ;o nosso unico previlegio
servir-vos e somos os primeiros servidores de
Ueus. Y
Ao mesmo lempo, nao sei que altracjo im- \" Cllar a V V ExCl ,'e'0 ''12 re8resso da Ion
pello uns para os oulros lodos os inimigos da *';'S''m ?"e, f'xen,Pl0 ,d nusso '"clito mo-
egreja. Racionalistas e protestantes darn-se as "dnrch. aba de fazer por todo centro da pro-
moos sera rebuco. O racionalismo d os pri- I"C"5 e V* **** "ao fa"mos do
meiros passos para os filhos de Mahomel que por .^'v "S?,^'"S*!*! meri,- e
sua parle a.irahem os nossos instructores e man- Ti^nLil^rVJTT ?S ,W2en8'
dara seus filhos para a Europa instruir-se as .ir- h? nislradnres e destes lilhos queridos,
tes de guerra e no mechanismo do nossa admi- SL^f ZZ S "SS \*^*
nistraco, repellindo sempre a nossa f Infeliz v'* Pt'nsan,t''" 'l"e inspiraram o canto,
da Europa se todos esees inimigos vieren, n q V Lxc va, ouvir no meto deste fest.m. o
dia a co.ligar se ? Ora, a Inglaterra nao ll.es ^41. o oldd*' n'm V' ** e nem
deu j o exemplo ?
Quem a vio receber Orsini, proleger Garibaldi,
paralysar O tratado de Villa-franca, animar a li-
ga, cujo pretexto foi o jovem Mortara, lisongiar
a incuria do sullao, excita'- os Druzzos. impedir
tanto quanto poude as expedijes d'Alger, de
Marrocos e da Syria, nao v mais collig.ajes im- '
possveis. i
S os polilicos julgam em questao ou empori-
go a nica cousa que nunca eslar em tal esta-
do, a vida de egreja.
Em sua indefferenja, deixam obrar o inimigo, e
s vezes acorojoam-no, quer por, hoslilidade,'
quer na esperanja de herdar alguma cousa dos
seus despojos o dos da Franja que, depois de '
Roma, o vexa mais.
Que urna cruel experiencia nao desengae os
guias cegos que conduzem os povos aos abysmos.!
Que as supplicas e as virtudes dos calholicos in- |
glezes pussam impedir que a medida se encha, i
n'um paiz que se lornou e flagello do mundo, o[
que por seu egosmo provoca cegamenleas rin-
gancas da trra e do co I I
Alem disso, suceda o que suceder, estamos
tranquillos pelo que diz respeilo a egreja, um ;
antes estamos chcios de esperancas. E', com ef- '.
felo, proprio da egreja vencerqnando est fe-
rlda, submetler inteiligencia quando se v ac-
cusada, ganliar ludo quanto abandonam-na.
Esperaca, pois, vislo como o que lhe contestam
como mais encarnicetnento em nossos dias,
justamente o que Deus lhe reservou n'ura prxi-
mo futuro.
V. de Manmignv.
.Monde.//. Ouperron.J
Aos 24 de outubro de 1860.
HOMENAGEM POTICA
AO ll.LM. E EtX. Slt.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba, 26 de outubro de 1860.
A provincia contina tranquilla enenhum fac-
to q ie mereja as honras da pubcidade chegou
a meu conhecimento.
, Realisou-se na noite de 24 o baile annunciado
o ofTerecido pela officialidade do meio botalhao
ao presidente da provincia, o qual teve lugar no
pajo provincial.
numero de convidados foi crescido, subi a
trezentos o das pessoas presentes, sendo um tor-
jo de senhoras, cojos toilettes de gosto e de alio
preco, muito coucorreraro para abrilhantar a reu-
nio, que se conservou sempre muito animada,
tendo durado at 3 horas da madrugada, occasio
em que o Sr. Silva Nunes e sua Exma. familia
deixeram o pa^o provincial.
Di*. Luiz Antonio da Silva Vunes.
O soldado leal e valente
(.loando canta signsl de victoria ;
E' por isso que morre e nao mente,
Quando falla de amore de gloria.
Eia, bravos companheiros,
Haja prazer enlre nos ;
Sejamos hoje os primeiros
Em erguer a rude vozl
Se nos, pois, acostumados
Cora os tratos de soldados
Nao sabemos fingir, nao;
Tambem ajusto, que um dia
Co'a doce voz da poesa
Por nos falle a gratido.
A' vos, senhor, nosso canto,
Que lisongeiro nao ;
Se ello to pobre de encante,
E' porm rico de f !
De T, sim, porque nos vimos
Proferir o que sentimos
Neste feslim militar
Sem vistas na recompensa ;
Pois diversa nossa .crensa.
Diverso nosso pensar.
Acceitai, senhor, portanto
Como um tributo, ou dever,
Este nosso humilde canto
De lealdade ao poder;
Ao poder inlelligente.
Que procura fielmente
Honrar to nobre misso,
Cumprindo santos deveres
Sem abusar dos poderes,
Que lhe confero a najo !
A provincia reconheco
Todo o bera que ihe fazeis
Tomando vivo interesse
No cumprimeuto das leis I
E o povo vive contente
Tendo em vos um presidente
Que nao o sabe engaar:
Que coofunde os hornees pobres
Com grandes, ricos e nobres ;
Que-sobe assim governar 1


'


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 29 Dfi OUTUBRO DE 1860.
Alm de tu Jo a viagem.
Que fizesles ao serlo,
Mstra bem vossa coragem
Revela dedicaco 1
Fur essas longas jornadas
Qoantas nuiles mal passadas!
(juanlos esforgos de raais ?
Em paga dos sacrificios
Colhestca mil beneficios,
Qu'a provincia hoje legase.
Praza a Dos, que os delegados
Do governo imperial
Sejam lio inleressados
Pelo nosso bem geral,
Como vos. em cuja mente
Gira u bem constantemente
Do povo que governaes 1
Em nome, pois. desla crenga
Aceita i a recompensa
De oossos votos leaes.
Nem o soldado suspeilo,
Porque nao corteio !
Elle estando sempro afeito
As fallas do coracao
Nao se despe de seus brios
Para vestir alarios,
S proprios de adulador,
Que acostumado as salas.
Vive mudando de fallas.
Sera mudar da face a cor.
Somos soldados e basta...
Para que nos conhecaes :
O nosso amor nao se gasta,
Cada vez so acende maisl
E-te amor tograndeeocerra
O porvir da nossa Ierra,
A gloria deste paizi
Este amor vos consagramos,
Pelo que vos auguramos
Porvir ditoso e feliz.
Ao terminar o digno commandonte do moio
liaialhuo fez o primeiro brinde e com esto nove,
que sao os que se seguem.
1.Ao presidente da provincia, pelo tenenle-
coronel Ernesto Emiliano de Medeiros, foi muilo
correspondido.
2.*Ao mesmo Sr., pelo Dr. Francisco Pinto
Pessoa, que pedio a S. Exc. a garanta do voto
livre, foi igualmente correspondido.
3."Ao Dr. L. A. Martina Percira, secretario
do guverno, pelo lenente-coronel Ernesto, foi
correspondido.
4.Ao lenente-coronel Ernesto, pelo Exm.
Sr. Dr. Silva Nunes, foi correspondido.
5.A provincia da Paraluba, romo um voto
pelo professor Cnagas, do 3o balalho da guarda
nacional deste municipio.
A noite achavam-se Iluminadas todas as caas
do pateo em s uas frentes
Amanilla fioalisa a*suspensao em que es-
lava desde o da 25 o expediente do Gabinete
por tugue: de textura desta cidade, em conse-
quencia do balanco, que n'ello tem se procedido
na respectiva bibliolheca.
Nesse espado todava era facultada a leitura
dos jornaes no dia em que chegasse o rapor da
Europa.
Nos dias 26 6 27 fizeram actos vinte e seis
estudanles, e o resultado da volado foi o se-
guinte :
Primeiro anno. 4 approvados plenamente.
Segundo dito. 4 approvados plenamente.
Terceiro dito. 5 approvados plenamente e um
simplicitor
Qnarto dito. 8 approvados plenamente.
Quinto dito. 4 approvados plenamente.
A noticia do recrulamenlo de Antonio Sa-
bino, inforniam-nos que nao exacta. Sabino
foi recrutado, nao por vinganca de alguera,
mas por estar as condices da lei : quando
foi conduzido i priso nao eslava aoenle e
sendo nella acomeltido da golta, foi ira-
mediatamente posto era liberdade, fallecendo-
aias depois, o tendo estado poucas horas na pri-
so. O actual subdelegado de Muribeca inca-
paz de conslituir-se instrumento de vingangas,
bastante humano para nao recrutar um hornera
doente, como pretende o Liberal estar Antonio
Sabino na occasio da prisSo,
Foram reioihidos casa de detengo. no
dia 26 do correnle, 3 homens. sendo 2 livres e
1 escravo,a saber: a ordem do Dr. delegado do
1. districto lea ordem do subdelegado de S.
Jos 2.
Passageiros do vapor inglez Tyne, entra-
do de Soulhampton o portos intermedios : John
Oliver Surlees, Williim Evans esua senhora, Ma-
nool Jos Rodrigues Pereira, Joao Pereira Mouti-
nho, sua senhora o 1 criada, Joao Carlos Coelho,
Joaquira Ferreira Ramos, Joaquina Luiz Vieira,
Joao Ferreira da Silva, Antonio H. Nogueira Lei-
te, Jos Francisco Carneiro Monleiro, Joaquim An-
tonio Dias de Caslro, Frederico Slebbeeng Holl-
negswurih, Richard Charles Franeis Annel, Dr.
Vicente Saboia, Samuel P. Evans, Jos Luiz Areal,
D. Har Danieles, Luiz Margth, W. Annitage
Brown, e Auguslo da Cunha.
Passageiros entrados do Granja e portos
intermedios no vapor nacin al Ignarass :
Simio Joaquim de Souza, Luiz Francisco de
Araujo Pacheco, Pedro Antonio Lino Pereira,
Francisco Jos Rodrigues Bastos, Francisco Jos
Alves Barbosa, Joao Alves Fernandos, Julin
Carlos Wandcrley, Joao da Cunha Machado, Na-
ide 13.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por........
Coii(inuar-*e-/ia. )
| com bravura. Era seguida ao combale de Mu-
3099600 rale se poz sitio o bloqueio Ancona, que em
pela sua prosperidade, pelo secretario, foi muilo noel Jeronymo C. R. da Cmara, Joao Torquato
correspondido.
6.Ao honrado barao de Muritiba, pelo te-
nente-coronel Ernesto, foi muito correspondido.
DIARIO DE PEBNAMMIttr.
Estamos aulorisados para declarar que os pro-
fessores, ltimamente nomeados para as cadei-
ras de liapissuma, Grvala e Rio Formozo, foram
lodos approvados plenamente no coocurso que
se proposeram para provimenlo daquellas cadei-
ras, sendo os respectivos papis remetlidos S.
Exc. o Sr. presidente da provincia pelo Conselho
Direcetor da insiruccao publica, por intermedio do
director geral com a melhor informarlo possivel
sobre qualquer dos candidatos.
Se, portento, como se suppe em urna folha
desta cidade, de 27 do correnle. naturalmente
por equivoco ou por informarlo inexacta, forana
aquelles candidatos rrprovados, nao foi certa-
menle no ultimo concurso como ali se diz. infe-
rindo-se que elles foram nomeados apezar da
reprovago.
Oulro sim que a represcnlaco contra um del-
les qbe se allude anda nao chegou piescoca
de S. Exc. *
jpouco lempo capituloii como j dissemos. O ge-
neral Pimodao do exercito pontificio,que seacha-
y* na acejo de Muzerate cou gravemente feri-
do, morrendo pouco depois.
Vctor Emmanuel issumio o commando do
exercito em Anconi', resolve nao aUcar Romr, e,
reconciliado com Garlbaldi, eel promplo
coadjuval-o.
Por outro lado Garibaldi desembarcando em
Marzala, conquista rpidamente a Sicilia, desem-
barca na Cnlabrla e marcha pura aples; orga-
nlsa-se, abandona ,i idea do ir atacar presente-
mente Roma e Veneza. e resta-lrw um exercito
valenle, mas desroe-ralisado, deTendondo Fran-
cisco II. Diz se al que necessario fecharas
porlas de Capua para evitar as continuas
desercoes.
0 exercito fortifica as margeos do Volturno
que corro perto de Capua e esperam Garibal-
di. Este ataca a linha ao Volturno, tornea-a e
vai corlar a commuiicago enlre Capua e Gaeta
O exercito realista, reconquista Cajazzo a cusa
de muilo ganguedd urna e outra parte ; derro-
tando completaraen e as torgas gaiibaldinas que
7.Ao Dr. Antonio da Costa Pinlo Silva, pelo
mesmo senhnr, foi muilo correspondido.
8.A S. M. a rainha Victoria, pelo secretario
com permisso do digno presidente, foi muilo
correspondido.
9.Ao melhor dos monarchas, ao poderoso
soberano que cingo o nico diadema da Ameri-
ca, a S. M. o Sr D. Pedro II, pelo Exm. Sr. Dr.
L. A Silva Nunes, foi com multo enthusiasmo
correspondido.
A msica marcial tocou o hymno nacional as
occasies das saudes a rainha de Inglaterra e a
do nosso Imperador, tendo tocado uas dirigidas
ao digno presidento da provincia.
Tenho-me alongado com o que se passou na
noite de 24 ; pois a falta de outros noticias con-
correu para isto, e a importancia do ojelo me
obiigou faze-lo.
Eram tres horas quando termlnou o baile que
permanecer por muilo lempo indclevel na me-
moria daquelles que tiveram a honra de mere-
cer um convite.
PERNAMBUCO.
RECIPE, 27 DE OUTUBRO DE 1860.
S SEIS HORAS DA TAROE.
Retrospecto semanal.
Na semana, que hoje termina, uo recebemos
noticias do exterior; e se bem que chcgasern
dos portos do norte, o paquete Cruceiro do Sul
e o vapor Iguarass, da companhia pernambu-
cana, as noticias recebidas das provincias desse
lado do imperio sao destituidas de inleresso.
No Cruzeiro do Sul veio da capital do Cear o
Sr. Dr. llenriquo Pereira da Loceos, que, leu-
do ido do Ouriniry para o Aracaty, foi depois
para aquella cidade esperar pelo paquete para
se transportar para esta cidade.
S. S. chegou pouco mais de vinte e qualro
horas depois de ler chegado o Sr. major Joao do
Reg Barros Falcan com a torga, quo linha ido
para o Ourkury, e cora elle chegaram tambera
as pessoas condeninadas pelo ju-y como autores
e cmplices do assassinato do capilo Muniz Bar-
loHo.
Do interior da provincia temos recebido regu-
larmente noticias.
A ordem e a tranqnillidade publica Do tem
sido alterada em parte alguma.
Nenhnm aHenlado contra a seguranca indivi-
dual e de propriedade.
O estado sanitario da provincia nao tem sofri-
do alteraco. As epidemias, que se desenvol-
van^ parecem completamente exlinctas.
Demandaran) o nosso porto, do dia 20 al o
dia 26 do correnle, 19 eaibarcaces mercantes,
com a lotacao de 6,017 toneladas. Entrou tam-
bem o brigue escuna de guerra Xing. Sahiram,
durante os mesmos 7 dias. 11 embarcaces mer-
cantes, com a lotacao de 2,887 toneladas.
Renderaro. desde o dia 20 al o dia 26 do cor-
renle: a alfandega, 75:4 i2l 12 ris.;o consola-
do geral 1:229:397 ris;a recobedoria das rendas
geracs internas, I1:0I5;211 res ;o consulado
provincial, 4:273:060 ris.
O movimento geral da alfandega, foi de
4,597 voluntes, a saber :volumes entrados com
azeiidas, 367cora gneros, 436;total dos
volumes entrados, 803. Volumes sahidos com
lazeiidas. 68;com gneros, 3,146:total dos
volumes sahidos 3.791.
- Falleceram durante a semana 43 pessoas;
sendo, livres : 14 homens, 6 mulherese 14 pr-
vulos, escravos; 6 homens, 1 raulher e 3 pr-
vulo. K
O vapor inglez Tyne, vindo da Europa, trouxe-
nos cartas jornaes, de Hamburgo at 5, de Lon-
dres al 8, de Paris al 7 e de Portugal al 13 do
crreme; eis o que dellas e delles colhemos:
A queslao que oceupa quasi exclusivamente
as attencoes da Europa, sem duvida alguma a
queslao italiana que est pouto de ser comple-
tamente esolvida. O que hoje Taita a concluir
sao como os retoques de um grande quadro.
Francisco II conserva-se anda em Gaeta. O
exercito realista apezar da derrota soffrida em
Casera em que perdeu dous mil prisioaeires,
alora grande numero do morios e feridos de um
e outro campo, conserva-se em Capua, tendo
sido desalojado da linha do Volturno.
Vctor Emmanuel, depois da capitulago de
Aiicona, tomouo commando das tropas Hornean-
do lugar-tcnente do Piemonte ao principe de Ca-
rignan. A guarnigo de Ancona capitulou, dei-
xando lodo o material de guerra, vveres e mu-
nices em poder dos piemontezes; a guarnico
prtsioneira sahio com as honras da guerra, de-
pondo as armas n'um sitio pouco distante da
praca ; devendo depois ser eonduzidos aos seus
paizes Dataos os soldados e ofGriaes. sendo esles
ltimos obligados nao tomnrem armas conlra o
l'ieraoiite pelo espaco de um anno. O general
Lamoricire vencido e prisioneiro foi tratado com
todas as honras que Ihe pertencia
.. m, e foi condu-
C. R. da Ca'mara, Manoel Leo de Castro sua Sra. I zldo ,url"; diz-se que enlre os seus papis se
cun criado, capitn Vicente Gurgel do Amaral, j enen*raram os Ros de urna conspiraio contra o
Antonio de Sa Leitao, Benjamim Theofilo A. lmperador dos Francezes, de accordo com os ul-
Ribeiro, Raymundo A. Ribeiio, Antonio I.eite lra^'o'a"os e republicanos exaltados.
60 annos,
casado, 60
ropesia.
REVISTA DIARIA.
Amanha nao realisa a caixa filial do Ban-
co descintos de lettra*. por deliberarlo tomada
pela respectiva direceo.
_ Acham-se Lomeados para os lugares po-
liciaes os Srs. capilao Temoleo Peres d'Albu-
querque Maranhao e altores Luiz Caslilho d'A-
guiar, sendo este para subdelegado do districto de
Pedras de Fogo, e aquello para delegado da ter-
mo do Cimbres.
- Contina o St. Dr. Carolino Francisco de
Lima Sanios a praticar n'esia cidade as raais im-
portantes operacoes cirurgicas.
Alm de varas operacoes de talha, de cancros,
ureta. e etc., que com feliz exilo tem sido por
elle execuladas no corter deste anno, acaba no
dia 25 do correnle, de praticar duss opera-
coes da catarata pelo methodo chamado de abai-
xamonlo [sclro-liconyxin), ero duas mulheres.
ambas naturaes desta cidade, sendo urna a Sra.
Luisa Francisca de Jess, de sessenla annos de
dade, e moradora na ra do Pilar n 53 ; e ou-
tra, a Sra. Apolonaria Mara da Conccicao, de
50 annos, residente na ra do Pharol n 48.
Qur urna, qur outra doente soffriam do am-
bos os olhos, e foram sojpitas ao mesmo me-
thodo operatorio por nao ser n'ellas appropriado
o chamado de exlracfo.
Destas operacoes, que correram sem incidente
algum, foram assisientes os Srs. Drs, Pereira do
Carmo, Coitigipe, e Brancanta, que cuidadosa-
mente presenciaram as manobras em todos os
seus divertos lempos.
Homero houve lugar a festividade religiosa
da Senhora do Terco, tendo sido ao amarillecer
do da anterior celebrada urna mlssa, aps a
qual foi elevada a nandeira.
A esta festividade presidio a magnificencia
condigna dos actos religioso? da igreja christaa
tendo orado na festa o pregador da capella im-
perial Fr. Joaquim do Espirito Santo e no Te-
Deum o padre Lino do Monte Carmello, tambera
pregador da mesma capella imperial
A orchestra foi regida pelo roeslre de msica
da capella impen'al Jos Marcelino da Cosa, e a
msica era urna corf/posicio particular, que
prompiilicara-se cora o flm esprrial de ser to-
cada ero estra n'esla olerarjidade ; a msica
militar, que tocn em todos os actos era dirigida
Chaves Mello Jnior, Francisco Ignacio Tinoco
de Souza, Joanna Brasilina de Castro e Silva.
Joao Carlos de Lemos, Idelfonso llenriques de
Hollanda, Dr. Teituliano Ambrosio de S. Ma-
chado, Manoel Alexandre da Cruz, Joo Ferreira
da Silva, Vicente Jos Borges de Crastro, Jos
Joao de Pinheiro Moraes, Kslevo d'Oliveira,
Manoel Leoplodo R. Cmara, Francisco Dionisio.
Antonio Marques di Sila, vigario Jos Alexan-
dre Gomes de Mello e um criado, Andreia A.
I Cosa Reg, Alexandre francisco Telles, Anto-
, nio Jos de Bastos, Francisco Cantoso do Mello,
Jos G. de Goes Lyra e um criado, Mara Pul-
gencia, Joaquim Anlunes de oliveira, padre
j Antonio de Oliveira Antunes, Manoel Joaquim
de Amorim Garca, Francisco Carneiro R. Barros
Manoel Themotco Ferreira Lustosa, Manoel, es-
cravo do Dr. Gabriel, Rila, escrava de D. E. de
S Pereira, duas pracas de polica, Manoel de
Paiva Dias, Joo Esteves de Souza. Manoel de
Oliveira Braga, Amzio L. Carneiro da Cunha e
um escravo, Luiz Bernardino da Cosa, um es-
cravo do Dr. Pinto Pessoa, Dr. Francisco Pinto
Pessoa, Amaro G Correa Cesar, Amonio Custo-
dio Moreira, Dr. Tertuliano Ambrosio de Souza,
amio Francisco Jos do Brilo.
Passageiro entrados de Hamburgo no bri-
gue americano Amelle :
w. Spieler.
.Mataoolro publico :
Mataram-se no dia 27 do correnle para consu-
mo desla cidade 107 rezes
MORTALIOAOF. DO DIA 25
Manoel Jos do Nascimenlo, pardo, sollero, 39
annos. febre lyphoide.
Benedi to, preto escravo, solteiro,
erysipela.
Francisco de Paula Graca, branco,
annos, hydropesia.
Romana, preta, escrava, 4 annos, hy
Emilio Jos dos Santos, preto, solteiro, 18 annos
apoplexia.
Francisco Custodio de Sampaio, branco, casado,
40 annos. gastro inlerilo.
loo, pardo, 4 mezes, convnlcoes.
Elvira, brnnca IRiM"*. ----""
u.-i.au Dorges L'choa, branco, casado, 36 annos,
febre intermitente.
CONSULADO PROVINCIAL.
teraces feitas no lancamento das
dcimas qnepagam as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo cscripturario
V. H. F. P. da Silva.
Travessa do Carcereiro.
Numero 8. Joo Pedro da Ro-
cha, casa terrea arrendada por
dem 3. Justino da Silva Boa-
Visla, casa terrea arrendada por
dem 5. Andr Manoel d'Arruda,
casa terroi arrendada por .
dem 7. Joo Malheus, casa ter-
rea arrendada por.....
Travessa do Arsenal.
N'. 5. Dr Rento Jos da Costa,
casa terrea arrendada por .
dem 7. O mesmo, casa terrea
arrendada por.......
dem 9. O mesmo, casa terrea
arrendada por.......
dem 11. O me3rao, casa terrea
arrendada por .......
dem 13. O mesmo, casa terrea
arrendada par.......
dem 15. o mesmo, casa terrea
arrendada por.....
dem 17. Antonio Pires do Oli-
yeira, sobrado com um andar e
loja, arrendado por.....
Ra da Praia.
N. 2. Ordem Terceira de S. Fran-
cisco, casa terrea arrendada por
dem 4. A mesma, casa terrea ar-
rendada por.......
dem 6. A mesma, casa terrea
arrendada por.....
dem 10. A mesma, casa terrea
arrendada por ...
Rna da Praia. '
N. 14. Dr. Jos Quiniino de Cas-
tro Leo, casa terrea arrendada
por.......
dem 22 Jos Domingues Code-
ceira e Francisco Jos Vianna, ca-
so leirea arrendada por
dem 34. Ordem Terceira de 8.
Francisco, casa terrea arrenda por
dem 36. Bernardino Antonio Ra-
mos, casa terrea arrendada por
dem 42. Francisca Ignez de Je-
ss, casa terrea arrendada por .
dem 46. Mara do Carmo Nunes
Ferreira, casa terrea arrendada
por.........
dem 48. Paulo Caetano deAl'bu-
querque, casa terrea arrrendada
por ......
dem 50. Thomaz d'Aquino Fon-
ceca, casa terrea arrendada por .
dem. 56. Francisca Mara de Je-
ss, casa terrrea arrendada por .
dem 64. Francisco Jos Dias da
Costa, casa terrea era 2 arrendada
por.........
dem 1. Dr. Bcnto Jos da' Costa',
casa terrea arrtndada por .
dem 3. O mesmo, casa terrea' ar-
rendada por.
dem. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por ......
dem 7O mesmo cata terrea ar-
rendada por......
dem 9.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.....
dem 110 mesmo, casa terrea ar-
rendada por. .....
o deve guiar em sua difflcil e perigosa derrota.
Sao verdades, que nao eram. para deiiar de
ter sua consagrado pratica n'unia constituido
lo liberal, como a nossa : ahi est o 4o do
arl. 179 que o demonstra.
Tara que, porm, o direto nao degenere em
a buso, a prerogativa ero excesso, o dever em
q essemeo e prejuizo do paiz, censura nao
deve faltar o cunho da justga, o opposico
curopre que seja inspirada por inleresses uobres
e elevados, que outros nao podero ser seoo os
inleresses geraes,os inleresses do paiz.
Esta doutrina, ero toda a sua extenso verda-
deira em relaco aos individuos, com sobrade
razo epp licavel aos partidos.
E' h defensa dos inleresses sociaes, que os
partidos tem a razo de sua existencia ; e fra
'ahi nao ha se nao faege.
As faccoes sao molestias que solapara a vida
do corpo social condozindo-o urna raorle cer-
ta, ain.la que lenta; conlra ellas cumpre aos
governos eslar do brago erguido e applicar re-
medios enrgicos.
O interesse publico reclama que os partidos
modelem seu proceder pelas regras da moral e
da justica, exige que por roeros caprichos nao
tr1.n*i ldoda1uVla cidade ao seu encontr;, sacrifique principios, que por sua santidade
as tropas levavam pbucas municoes e nenhuraa devera estar cima de
artilharia, iisrealist
is
do bocas de fogo.
ildinos sofTrerem grandes
erem acabado as municoes,
ios ~"
lia i
pequeas considerages
edindo-me nubllcouo Dr. Parias; rogo a V. S.
^nublicagio.
**' 24 de outubro de 1860.
IHm. Sr n Pj- 4n|on'o z de Souza Seixas.
ras.Prestef no*' Antonio Marques de Fa-
que como prova1vlda B"e"o a caria de V. S.,
blicado do jornal s.ua n? educaco saino pu-
mez prximo passado,"* De***ro de 14 do.
responder-lho, muito e?^e (-umPre-e dever
nosejaro do vosso flgrado.orprimillnJ)as Phrases
no pri-
Uoutor
dar provas do seu vasto
enirjrneipia
roeiro tpico que eu me occufo nd
dos seua actos mdicos
modo Sr. secretario
muilo desejava eu coro o roeu suene o dar-"fJi
resposta, porm preeso que .CSedo"o rea
peitavel publico algumas p.lavrasT^nd,
A infamia nunca achou morada nos meus ^'etr...
V. S., o, tem dado exuberantes pro".s de seus
fe. tos mdicos, nao sou eu que me "c" do
seu nome pois quo sendo lo pequenini nao me
rece as honras de ser discutido. Bem nbe V %
queqi.em o recommenda ao publico o V Ma
noel Januario das Neves, que peranle Dos e o
mundo gra bem alto e diz que V. S. foi a>\
iroolou a ignorancia a sua intelii mulher D
Depois dos Garib
estragos e dse lhe
levawra'grande numero | "gy. <^ d*Soa'dO ^V"pWprio raa'lo ^ISA'SiAS^
carregam baioneta os realistas; a carnificina
geral,os voluntarios italianos sao dispersos, reli-
ram depois de urna lula desesperada cidade, e
vem-se agredidos lelos habitantes; mettidos
entre dois fogos coristruem barricadas rpida-
mente, que sao deslrl.idas pela artilharia inimi-
ga anda mais rpidamente. O massacre geral,
escapando desla divts.'to uns quarenla soldados
que se salvaram nado.
Foram feilos s dois prisioneros que nao que-
rendo dar vivas Francisco II, foram logo fuzila-
dos. Das depois tornaran) os garibaldinos a
desforra; sendo de novoatacados pelos realistas,
destrocoram-os completamente, e.xpellindo-os
da liona do rioVallurro e fazendo-os encerrar em
Capua.
Esta accao que foi decisiva, teve um golpe
mtito serio no partido realista. As perdas foram
coisideraveis, flcando prsioneiros para cima de
do s mil homens.
Capua esteve para ser entregue Garbaldi sem
ettusao de sai.gue. O governador escreveu urna
carta Garibaldi, e mandou-a por um soldado;
nesta carta lhe facilitava a entrada na praca; em
lugar de o soldado levar ao seu destino,' diri-
Gaeta c e entregon ao rei Este parti
Arcar com a auloridade, quando ella fiel
sua miso, nao por certo aitender aos recla-
mos dos interesses sociaes, sro, um proceder
anarchico e faccioso.
Se era geral nao poda deixar de ser faccioso o
proceder do partido que, caprichosamente e
sem razo plausivel, se arremessa contra a au-
toridaue
:onse1Uencia de um parto, tendo *&$
arrancado-lhe o tero, arrastando-a assir, Cq[
tada I I., pouce depois a sepultura !! !
Em seu ofrono ahi eslo cobertos de lulo e cho.
raudo sem remedio a viuva e Qlhos do infeliz Sil-
veira Borges, dizendo que seu esposo e pai fdra
victima da ignorancia e imprudencia de V. S
apphcando-lhe um forle drstico, o oleo decro-
So consideracoes que nos correram ao bco
da penna ao refleclir.nos
justa, desarrazoada e cap
esl fazendo adminislraco da provincia, op-
posico que nao asseula e'ra nenhum motivo de
utilidade publica e lem sua origem era seiili-
menlos menos nobres. senao, consultemos os
tactos, esludemos a marcha da adminislraco
desde os seus primeiros dias.
Nao fallemos das oceurrencias que precederam
a chegada de S. Exc. nesta provincia
um veo sobro a recordaco desse
lo
-o com
exagorada
asruces e pedantismo, deu-lhe ,
sobre a oppos.cao ,n- dse de um forle narctico, que afinal com oda
ruhosa, que o xano sua secretaria sciencia quera envia-lo desta pa-
ra melhor vida I... F
Vamos ao seu segundo tpico. Quer licenra
para discutir meus actos e concede-mo a mesma
para os seus. s>
Ora Sr. Dr. secretario, pois quom tem cora-
rreilido tantas faltas, como dizem os seus doen-
les: quem principia por insultar aiirando lama
corramos a seu contendor e se acha copiando o oue ha es-
r r I n i1 I 11 i r i i .. ..a___j: .
O Padre Santo dirtgip um memorndum ..
tranca fazendo-llie sentir que eslava resolvido
abandonar Roma, se nao obtivesse a salisfaco
da aggretsio feta pelo Piemonlo. O presidente
do senado francez foi encarregado de responder
sua santidade, dirigindo-lhe urna nota em quo o --, ... Piy.>mu u u<
governo francci repellia toda a responsabilidade nir.iI "ma 'Pz 1"e es,as livr
no procedimenlodo Piemor.le. epro urava tran- "' t.*!'_ PP' sulTragio universal, a
quilisar o animo do ch para cnegar a um aecrdo.
O general Guyon acha-se em Roma coramnn-
l.indo as tropas francesas de oceupaco, e com
nstraceoes para defender a pessoa do Papa, e a
gridade do t-rritorio que anda conserva, par-
lo chamado patrimonio' de S. Pedro.
9GSO00
120J>000
liSOOO
taafrMo
809|5fl0
3u9&500
309;500
3095500
nafsoo
309?500
38S000
520^000
50OSOO0
500000
500gO 3005OO0
350JOOO
45OJ000
480}t00
168000
300#0GO
300J?000
72000
96000
1925000
inl
le
A guarnico franceza de Roma vai ser reforca-
da, e partir um destes dias de Toulon a diviso
Gerandon.
Cavour declarou no parlamento sardo que de-
fender sempre o poder espiritual do Summo
Pontfice, e que a Sardenha jamis deixar de
respeitar a sua santidade como chefe da igreja
calholica ; e disse mais que respeitaria Roma
anda em atlenco s banileiras basteadas pelas
tropas que a guarnecan), pois urna lula conlra a
Franca seria monstruosa ingratido, que traria
patria urn syslema afronloso que longos seculos
de solTrimento nao f.iriam desapparecer.
Declarou mais que nenhuraa tentativa se elTec- ,
luaria contra os dominios austracos de Veneza, i i 7 pi,ro
pois as grandes potencias o veriam com mos1
olhos, eera prudente evitar Italia urna colliso
com a Europa.
Por outro lado o partido mazzinsta Irabalbava
com acividade uas Duas Sicilia*, involvendo Ga-
ritialdi com a sua influencia, representada por
Beitani secretario do diclador, e querendo todo
o cusi a Ilaha urna e s, comprehendendo Ro-
ma e Veneza.
Em Palermo, entrada dos voluntarios organi-
sados na Toseara por Nicoiera, houve serias des-
ordens promovida pelos partidarios da annexa-
to immedialada Italia an Piemonte. Os volun-
larios liuham ordem de nao arvorarem a sua ban-
deira, que linha por divisa a unidade italiana,
para nao h.ci edervescencia de nimos, mas
os annexionistas amolinaram-se gritando Viva
i Italia u-na e s com Vctor Emmanuel.
Garibaldi fez ento urna proclamaco ao povo
de Palermo em que lhe promellia que a unidade
italiana, e a annexacao de toda a Dalia Sarde-
nha havia de ser proclamada por elle em Roma
das janellas Jo Quirinal, residencia do Papa.
Estas inttnces deGaribaldi.de eslender os
beneficios da liberdade, aos seus irmos de Ro-
ma c de Veneza, poderiam acarretar nesla occa-
sio serios embaracos obra de liberdade con-
quistada custa de tantos sacrificios para a Ita-
lia central e meridional ; o ataque immediato
de Veneza e Roma poderia at mesmo destruir
Judo o que se lera conseguido at hoje cora lo
bora exilo.
lo, mn r, ,'?'" """ "." "' "inM|-.....-.------- .. ,...u..vav mm espectculo cripio para poder discutir, pode merecer as io-
o_o para Capua. e foi encontrar parle da am- ""'ca visto de ser um presidente hoslilisado "<"'-----".....-
mana cheia de palha. em lugar de eslar carrega-
oa. O general foi immedillmenle fuzilado.
A derrota e expulso completa dos realistas de
Capua c Gaela um negorio simples, e que em
poneos dias se resolver se esta hora se nao
acharja inteiramenle cumprido.
Cavoor apresentou ao parlamento um projeclo
de le para o governo ser auiorisado aceitar
e estnbelecer por meio de decretos, a annexacao
ao l lemonte, das provincias da Italia central e
vremente ma-
vonlade que
os povos lem de fazer parte integrante da mo-
narcnia conlitucional sarda.
Esto projecto foi recebido com enthusiasmo.
No relatorio faou Cavour dos servicos de-
r'ii j Ga.r'a,di e os viv''S foram unnimes,
fallou da niengo do governo do nao alacar
Roma, e foram approvalas as razoes quo o go-
verno apresentava. Declarou lanibcm que nao
atacara a Austria e esta lembranca foi recebida
framente,
. ,A.'?ura em 1"e recebemos os jornaes. eo dia,
inliibiram-nos de dar as cartas dos nossos cor-
respondenles, o faremos no numero seguinte N.
Trata-se de propor Austri.ia cessao de Vene-
za, mediante urna indmnisac.rin jecuniaria. A Aus-
tria [alia um bom negocio abandonando aquel-
la provincia, a pois para sustentar conlr aa von-
ladedos povos, precisa de ter ali um grosso ex-
ercito que reprima as manifeslacoes populares
A Franca deseja um congreso das gran les po-
as. para regular os negocios italianos,
que Vctor Emmanuel, Garibaldi e
, nao esper.aro o resultado do congresso,
e cnnsultaro a vontade do povo na urna, orga-
nizando logo depois a Italia.
Vctor Emmanuel ainda nao .atravessou as fron-
teiras napolitanas, por urna manobra poli tica de
Francisco II; este dirigi um protesto Vctor
Eramanoel, dizrndo-lhe que nao poda receber os
estados de um rei amigo tirados por um usurpa-
dor. As relaces entre o gabinete de Turina e de
Gaeta anda senuacham interrompidas EmTu-
rim, do mesmo dia da retirada de Francisco II
para Gaela. foi acreditado um minislro deste so-
berano. Estes escrpulos ultima hora podem
demorar anda a completa execuco dos projec-
tos de Garibaldi. "
, ras de urna
antes mesmo de ser conhecido ; olvidemo-nos
dessas reumoes era que se ouvjram os nossos
deputados levantar imprecacoes contra o go-
verno, fulminar ameacas contra o gabinete,
que foram d"pois apoiar com luda a efuso do
coracao, com a maix acrisolada sinceridade.
O Exm. Sr. Lelo Velloso apenas tomonas re-
deas da adminislraco tracou-lhe um program-
ma, e voso applaudisles, o fizesles entusis-
ticamente.
Reunio-se vossa assembla provincial, o com
a presidencia viveo na mais completa harmona,
acabando por votar-lhe urna mensagem.
Em sua po-ico de imparcialidade, a presiden-
cia foi accessivel lodos, guelfos e gibelinos
eram tratados no mesmo p de igualdade ; de-
verms mesmo dizer, a3 maiores attencoes eram
para vos o yossos amigos ; e nos nunca murmu-
ramos queixas, porque nunca pedimos seno
um governo que nos deixasse exercer nossos
dtreitos.
Aioda mais, nunca os favores da adminislraco
foram para os nossos.
E seno vejamos foram prvidos os empregos
do inspector da lliesouraria provincial, de olleial
maior da secretaria, de um chefe de seccao e
tres segundos olTtciaes da mes7ia e de um alfa-
res de polica ; e em quem recahiram as nomea-
Qes?
Nenhum coube i amigo nosso, excepto o do of-
ficial maior que foi prvido em ura cidado esli-
mavel, completami*nle alheio aos nossos partidos;
lodos os oulrosforaui parlilha de vossos amigos
o amigos do peito.
Vagarara ainda algumas promolorias ; quem
foram ellas dadas '?
Nenhuraa a uigo nosso, seno agora depois
que rom pestes cora a adminislraco, que foi no-
meado p?ra a da capital o Sr. Dr! Ambrozio, que
aceirou a nomeaco por deferencia quem o no-
meou ; e para o de Pao de Assucaro Sr. Dr. De-
rusthencs da Silveira Lobo
de aceitar: e se o (izer ser ta
CU ao Exm Sr. Leo Velloso
Destes differentes modos de querer conseguir
a liberdade da unidade italiana, nasceu urna se-
ria desinlelligencia entro Garibaldi e Cavour.
Diz-se que Garibaldi dirigir urna carta a Viclor
Emmanuel pedindo-lhe a subslituigo do presi-
dente de ministros conde de Cavour. o de Fari-
ni, e que Viclor Emmanuel responder em lin
giiagem, severa que era antes de ludo rei consti-
tucional, e por isso obrigado conformar os seus
actos com a vontade do paiz, devendo aquelles
dous ministros permanecer nos seus conselhns era
quanlo livessem a conlianca dos representantes
do povo. Espalhou-se tambera que o governo
piemonlez fazia marchar um corpo de cinco mil
homens para a Sicil, para restabelecer a au-
loridade de Vctor Emmanuel,
Os napolitanos vi0m com desgosto esta desin-
lelligencia dos seus mais queridos hroes, e a in-
fluencia de Mazzini nos negocios da Italia, e cha-
maram a atlenco do Garibaldi para os perigos
que traria tal desintelligencia liberdade ita-
liana.
Garibaldi como verdadeiro apostlo da liber-
dade quebrou por si, e altendeu representado
da muncipalidade de aples, recompnndo o
ministerio, em sentido mais moderado, ou antes
formando um ministerio de transicgo, encarre-
gado dos negocios al a organisagao da Da-
lia, affastando de si Bertani, e adiando a queslao
de Roma e Veneza Estando accordes nos meios,
como o eslavam nos tlns, Cavour e Garibaldi
reconciliaram-se, e trabalham de commura accor-
do na l.bertaco da Dalia.
Houve lambem pelo quo parece oulro motivo
para Garibaldi affaslar de si a Bertani. Diz-se
que Bertani procurava contrariar as ideas de Ga-
ribaldi, nutrindo oceultaraente o projeclo defor-
mar urna commisso de seguranga publica, para
concentrar todos os poderes civis as mos dos
mazinistas, e deixar Garbaldi nicamente a
direcgo das operagoes militares. O secretario
geral ordenava aos governadores das provincias
septenirionaes que se oppozessem entrada dos
Piemor.lezes, quando G.inbaldi diriga a Cialdini,
commandanto dessas forcas, um convite para qu
alravessasse as fronteiras com as suas tropas, e
quando annunciava aos seus voluntarios que den-
tro em pouco npertarjam asmaos victoriosas dos
soldados de Viclor Emmanuel.
A questo italiana acha-se quasi resolvida.
Por un. lado as tropas piemontezas acodem ao
chamamento dos povos das provincias romanas,
oceupam civil e militarmente as Marcas e a Om-
bra, promovem e auxiliara o levantamiento de
quasi todo o territorio que fazia parte do reino de
Roma, e destrogam completamente as tropas
mercenariaseslrangeiras que oppnmiaro os povos.
3C9J500 O general Fanii chegou 16 Folignan corlando
a retirada Larooricire: a guarnico de Soolmo
capitulou 18 ; acampando ah depois a diviso
Cialdini, Lamorii ire atacou Cialdini a 19,e depois
de urna encarnigada batalha, en que por tres ve-
zes consecutivasaccooimetleu as linhas piemoe-
lezas, conseguio com urna pequea forga de ca-
vallaria com por as linhas e recolher-se a Ancona,
onde tinha o grosso do exercito; as forcas qu
com elle iaro, forana completamente derrotadas, a
acjio foi sanguinolenta, eLamoriciro portou-s
3055000
309#000
309&500
3095OO
309500
Communicados.
Alagoas.
su
Pelo Persinunga entrado hontem dosporlosdo
vierara-nos s mos alguns nmeros dos jor-
naes. que se publicam em Macei.
O Diario das Alagas, que at bem pouco*
das cobria de elogios a imparcial admrnistraco
do P.xm. Sr. Dr. Leo Velloso, acaba de romper
em hostilidades conlra S. Exc. E porqu6 assim
procede o Diario? Ter elle algum motivo jus-
tificativo ? Nao, cerlamente. O Diario assim
procede porque S. Exc. fiel ao seu programma,
observo.) religiosameule ras passadas eleiges a
liberdtde de voto por si proclamada 1 porque s
com a intervengan absurda das bayonetas pole-
ria o lado, que all se denominaconservador,
e de que o Oiarto se diz orgo, alcancar victoria
sobre os seus adversarios !
Mas como o Exm. Sr. Dr. Velloso tornou-se in-
difiorento s lulas polticas, administrando e des-
Iribuindo jusliga com toda imparcialidade, dei-
xando que as urnas exprraissem a vontade ge-
nuina do povo votante, s gente do Diario, esses
fiis servidores do energmeno Jacimho de Men-
donca, esse punhado de homens faciosus, sem
principios e sem lei, grita, blasphema e vocifera,
nao apresentando porm, no meio de todo o seu
desespero um s fado que desvirtuar possa a ad-
ininisirago de S. Exc.
O que se S no Diario ? Fofas e banaes de-
cUmages, injuriosas insnuagoes, miseraveis in-
venios, calumnias, diatribes e insultos, como mui-
to bem disse algueni, e repetem todos os espiri-
tos calmos.
O Exm. Sr. Dr. Velloso, tendo-se collocado
cima dos partidos, administrando jusliga com
toda imparcialidade e igualdade, lem grangeado
vedadeira affeico de quasi toda a tolalidade da
provincia, merecendo o apoio de lodos os ho-
mens honestos de ambas as cores polticas.
Prosiga o Exm. Sr. Dr. Velloso na gloriosa
marcha por si incetada, despresando os fementi-
dos uivos do Diario que a provincia, cuja direc-
go lhe foi confiada, agradecida, erguer sempre
em prol de sua imparcial, justa e Ilustrada ad-
minislragao ura bra/o enthusiasco quo o cobri-
r, de glorias.
E' cora todo prazer que a raocidade alagoana
que aqui se educa ; v que em sua provincia rei-
na hoje o imperio da jusliga ; c essa pleiade de
jovens esperangosos nao ceses de applaudir e
bem dizer a mu justa, enrgica e esclarecida ad-
minislrago do Exm. Sr. Dr. Vel.oso, e ao gover-
no geral pela acerladissima escolha que d'elle
fez para presidir os destinos d'aquetla provincia.
Por agora conieotamo-nos com estas poucas
linhas, chamando a altengo do publico Ilus-
trado para o bem elaborado artigo abaixa trans-
cripto do Jornal do Macei, onde ver a sem
razao com que procede o Diario das Alagas em
suas diatribes contra o carcter sincero do mui-
to honrado e jusliceiro presidente das Alagas
Recite 26 de ouiubrode 1860.
J.
discusso franca e leal?... Ento j
a sua lealdade est nos insultos?... A sua sa-
bedoria ero miseraveis plagalos?... A-jora ao
terceiro tpico. Diz V. S. que nao sou me-
dico e que lenlo um pergaminho.disponho afou-
lamente de humanas vidas
Se a miriha educacao fra a sua, eu j lhe te-
na dado a resposla devida a quera por falla do
dignidade e na carencia de honra ataca a alhcra ;
porm respeilador das leis, j o chamei a re;..!
ponsabilidade, e perante ellas pretendo cora a
calma e a corisciencia de hornem sensato ver-vos
curvado vergonhosimeute ao peso de vossa au-
dacia, e do vosso criminoso insulto, esperae.
Antes porm que respondaos peranle as leis
do paiz, eu vos perguntarei,m',u secretario dou-
tor. Se sabis ler eu um pergaminho e nao ser
medico, para que e-lando vosso irmao murtal-
mente de cama me mar.dasles chamar por urna
carta, pedtndo para ve-loe medtca-lo?
De duas urna ; ou V S. linha em menos prego
a vida de seu irmao co..liando-a a um hornera
que sabia afoulamente que dispunha de huma-
nas vidas ; ou enlo bom irmo, corno o consi-
dero, vendo-o as porlas da raorte e crendo em
meus recursos mdicos e experiencia, chamou-
me como de fado o fez.
Se V. S. Sr. secretario as escuras saba que eu
nao era medico, p.ira que instou cora o Sr. Dr.
Ocldviano Riposo da Cmara, para roe convidar
a urna conferencia na pessoa do Sr. Bariholo-
meu, que jazia em perigo de vida com um gran-
de abeesso debaixo da larga aponevroze da fossa
Iliaca direila, e que s com a minha indicaco
foi salvo? Ento Sr. secretario pro formula,
era cu medico, mereca as honras de ser con-
sultado por sua sapientissimapessoa e ensinar-
Ihe o que doria fazer, depois do ve-lo lodo ver-
melhiuho e desapuntado do perigo do3 seus
doenles I...
Ento era eu medico linha a dignidade de ser
vosso collega.... hoje porm.... oh! tmpora!
que esl ora duvida jroulamemo disponho do humanas vidas !! 1 o
mbem por deferen- i dePuls Je a-severardes isto, sabeodo que nao sou
: homens novos ,ne',V'?- ."fi convidaos para urna discusso fran-
resfvlto de quem nada podereis dizer.
Ser que em nosso lado nao haja cidados mui-
to e muilo habilitados para os cargos pblicos?
Nao o diris por certo. E' que nao brigamos
pelas migalhas do orgaraenlo ; nossa queslao
outra.S exigimos as garantas que a coristilui-
g.io nos d, e de raais nao precisamos.
A opposico que fazeis ao Exm. Sr. Leo Vel-
loso, o que denuncia queou sois uns pobres
de espirito, ou em materia de poltica sois a gen-
te raais ingrata, mais exigente, mais intolleranle
que o co cobre.
Sois mesmo um grupo de facciosos.
Acensis a presidencia de parcial, e que dos
fados ?
Consulta; ao que dizem vossos amigos, no Pc-
nedo, no Pilar, na Aialaia e era Alago'as, e elles
protestaro conlra o vosso comportamcilo.
Comt'inai ainda vossa conducta com as pal.avras
que, ao sabir desta cidade, diriga o vosso chefe,
o Sr. Jacinlho de Mendonca, ao Exm. Sr. Leo
Velloso.
Elle dizia : nao temos razo alguma para
rompermos em hostilidades com a presidencia ;
sua linha do conducta at hoje nao pode, com
justiga, ser laxada do parcial; 3e temos alguma
razo para queixas. feitas amigavelmenle, por
nao ler antes das eleiges demiliido os delegados
de Pao de Assucar e Imperatriz; o resultado do
pleito eleitoral, nesla cidade, nao pode ser altri-
buido inlervengo da auloridade, foi a conse-
quencia da inepcia dos uossos, e principalmente
da inercia do Sr. Call. (O Sr. Jacinlho de Men-
donca nao quiz dizer quo foi antes a consequeu-
cia da fraqueza e nullidade dos seus I)
Combinai, pois, essas palavrascom o vosso pro-
ceder, e a inexhorabilidade da lgica deduzir
osla conseqitencia,ou ha mais satnica desleal-
dade, ou ento para vos, assim como para nin-
guem, nada vale a palavra do vosso chefe.
Que dos factos que possam justificar vossa op-
posico ao presidente, quem por raais de cinco
mezes apoiastes e elogiastes?
Nao sabis que anies da eleico nao fez S. Exc.
seno qualro demisses em toda a polica da pro-
vincia ?
E' isto bem significativo.
E foram ellas :a do delegado desla cidade, a
de dous subdelegados de Anadia e Palrneira e a
de um supplcnte de Porlo Calvo !
Se nao assim, contesiai-o.
E nao sabis que desses lugares, antes da ele-
co s foi prvido um, o da capital? E o foi no
juiz municipal que estranlio poltica desla
provincia.
E um presidente que parcial,
caelill .. risum teucalis I
Sr. secretario doutor, condo-me muilo do
vosso desuno/ Bem seique loda vossa ira. todo
este desespero devido a nao ganhardes dinkei-
ro pela vossa especifica clnica] \ I
J/eit secretario medico lenha paciencia, espe-
re e chore bem, que quem nao chora nao'mama.
Torneo meu conselho, d-se n.ais ao esludo
de sua secretaria, eslude e aprenda a fazer o lu-
cios e parles j que hoje osla .a sua profisso,
visto a ella se ler dedicado a fim de aliviar o
nosso digno presidente da horrivel raassada que
lera iodos 03 dias, por nao descobr.r era V. S.
aplido para cousa alguma !! V. S. sim, meu
moco que nao parece medico, pois tanta cons-
ciencia tem disto, que deixou de se-lo, para
martello encaixar-se de secretario! I e que
otjttidjjos I
Oue tspectaculo d V. S., que figura misera-
vel e tristissirna faz ahi entre eslas qualro pa-
redes para com o Exm. Sr. presidente, para com
lodos os empreados que se riern de V. S.. para
com o publico quo o embrulha no ridiculo e faz-
Ihe caretas lo feias meu secretario doutor W l
Assim pois da posico em que me eho, nao
posso descrale vos que de rastos me pretendis
sujsr de lama ; apenas o vento levar de miriha
bolas o p que vos ir cahir as laces, appellan-
do eu nicamente para o publico que nos co-
nhece e nosavalia, quando altivo diaule vos, sub-
misso diaule dos homens sensatos e justos, tc-
r.ho esperance era Dos zorobar dos vossos'lati-
dos, a que protesto nao mais responder.
Natal 5 de outubro de 1860.
Dr. Antonio Lu; de Souza Seixas.
Eslava reconhecida.)
em
Macei, 17 de outubro,
A censura dos actos do poder um direilo do
cidido.
A opposigao urna prerogativa dos povos li-
vres: al um dever.
E' um direito, urna prerogativa ;nro dever
que nasce oom a peraonahdade humana : proveio
da liberdade de pensar, e denvou-sn da facul-
dado que todo e cidado assiste de intervir
nos negocios de seu paiz.
. que tem
mira auxiliar uro partido, assim que pratica ?
Nao sabis que a provincia official foi por vos-
so chefe montada ora p de guerra para vosso
iriumpho?
A justiga nao pedia mesmo que a presidencia
reparasse os estragos que deixou esso vendaval,
que por quarenla e dous dias acoilou a provin-
cia ? r
era mesmo nesse sentido nada fez o Sr. Leo
Velloso.
Mas par que dizer mais ?... A historia dos par-
tidos na provincia nos auiorisava rrer,que
urna vez que presidente houvesse que nao se
Constituisse o chefe do partido, que tera domina-
do a provincia de 1841 1848 cora os liberaos, e
d'ahi para c cura os saquaremao, conciliadores e
ui quanti tem governado o paiz, esse partido
perdera a tramontana e dara por paos e por pe-
dras : e o espectculo que estamos vendo.
Nao podem tolerar quo so Ihes conteste o di-
reito que se julgam terna dominagao absoluta e
perpetua da provinci*. e ento como certo rei da
amiga Albion exclaraam :
Prerogativam nemo audeat disputare.
Correspondencias.
5r. redactarte do Diario de Pernnmbuco
Nao querendo os dous peridicos desta cidade
por ventura uro. necessidade nos governo,, (.alv^zcom raedo.de desag daVern ao secretario
coja vtda a lutado pensamento e para quem, da presidencia) publicaren, o 10 |OM0 em
a op.n.ao e a vontade do pa.r slo o pharol que resposta a outro que no Doxn deDuSro ag-
Publicaces a pedido.
Accordam em relago etc. Que feito o sorleo,
o relatorio do esiyllo, do provimenlo ao recur-
so int-rposto pelo recrreme, bacharel Antonio
Baptista Gitirana Costa, para o despronunciar da
pronuncia proferida pela juiz de direilo, folha ;
visto como dos autos nao consta, que o recorren-
te tivesse abandonado a comarca, para ir defen-
der criminosos em outra comarca ; antes, pelo
contrario, evidencia-se de folha a folha que so
deixava o exercicio de seu cargo fura impellido
pelos conselhosdos mdicos, atl-nio o seu osla-
do de sado; acresceriJo que, logo que deixava
o seu exercicio, dera parte e pedir sua deroisso
pnanlo despronunriando. romo o despronun-
ciam, mandam. que se lhe d baixa na culpa, e
con leranam o cofre da muncipalidade as cusas.
Recife, 20 de outubro de I860.-Leo presi-
dente. Lourengo Santiago. Guerra. Silva
Gomes.
Mandando publicar o accordam supra, nao pos-
so furtar-me ao desojo de significar ao egregio
tribunal da relago, o meu sincero reconheci-
mento. pela despronunoa concedida em favor
de meu irmo e amigo, Antonio Baptista Gitirana
Cosa, no proresso.de responsabilidade. que con-
tra elle mandara instaurar, o Exm. presidente do
Cear. Dr. Antonio Marcelino Nunes Gongalves,
a pretexto de ter o mesmo meu irmao, deixado
a comarca em que oceupava o lugar de promo-
tor publico, para defender reos em outra.
Qualquer que fosse o motivo particular, que
actuou no animo do Sr. Dr. Antonio Marcelino,
para assim proceder, nao cumpre-roe agora in-
dagar, apenas mostrando-me reconhecido aoado
de jusliga dos conspicuos magistrados da relago
do districto, folgo por ler mais urna occasiu do
crer, que esto egregio tribunal nao paclua com
odios particulares, despeito e conveniencias pes-
soaes, de personagem algum.
Dignem-se os Exms, Srs. desembarga dores
aceitar as presentes 1.ribas, como expresso fiel
do reconhecimento, quo Ihes tributo, pelo acto
de justiga a que me retiro, e ao qual ceriarnenie
nao poderia cunservar-me indiferente.
Recife, 24 de outubro de 1860.
Francisco Jos Fernandes Gitirana.
Exra. e Rvm. Sr. Ante [o acatamento de V.
Exc. Rvma. veem os abulto assigaados, mondo-


U"PW
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DIARIO DE PEftHAMBOCO. SEGUNDA PEffiA 20 DE OUTUBRO DR fWfc
W

tm na fregueztaHe vttla Flor, animados das mais
piedosas inten?es, representar conlra que deu oBm. Sr. izilador desia provincia, e
que foi-lida a eslavo da missa parochial na villa
da Penlia desta fn'guezia, dceisao que, opponJo-
se o direilo cannico, ao concilio Iridentino e ao
bom senso, eslabeleceu a sede di matriz desta
freguezia na villa da Tenlia I
Em virlude de urna lei provincial, Exm. e Rvm.
Sr., foi elevada caihegoria de villa, denomina-
da da Penha, a povcacao do Uru ; mas enlen-
dendo-se que osla cathegoria devia levar aps de
s! a transferencia tfa nutriz que esti edificada em
villa Flor, assim se legislou ; mas com a condi-
cao (condicao loda orinodoxa) de so edificar pri-
meramente o templo, onde podessem ser cele-
brados os actos do culto divino com a precisa
c indispensavcl decencia.
O corpo-legislativo provincial nao poda legis-
lar de um modo mais conveniente. Mas, Exm. e
Rvm. Sr., de que ruancira se cumprio a lei que
eslabeleceu urna lao expressa conaicao ? O paro-
dio queento regia esta freguezia, o Rvd. Jos
de Mallos Silva i>ara logo transfiri sua residen-
cia para a villa da Penha 1 E porque esta mudan-
ca ia de encontr a hilera! disposicao do til. 29
J588 livro 3o da const. synod., elle "procurou co-
limar o scu desvio com o nome dedesobriga__
vislo como villa da Pcuha dista da matriz da
de villa Flor tres leguas.
Esto negocio foi levado ao conhecimento de V.
Exc. Rvma., e a doeiso tenJo sido a mais justa
o cannica, ordenando que aq.ielle parodio lizes-
se a sua residencia em villa Flor, ficou loda via
sem effeilo. conservando-se o parocho onde qniz
com roanifesla desobediencia as ordeas prelati-
cias.
Acnnteceu, porm, que se realisou a permuta
entre os parochos desta freguezia e da cidade do
Ass, correndo ainda a duvida sobre a sede da
matriz em queslao, fui deciilido pelo Rvm. Sr.
vizilador que se consideras3e ella na villa da
Penha I
E'sobre isto, Exm e Rvm. Sr., que os abaixo
assignados, protestando ainda sobre sua boa f
supplicam a paternal soli'-itude de V. Exc. Rvma,
a quem mais que rouio importa velar atienta-
mente sobro uro negocio de lo singular trans-
cendencia como o primeiro responsavcl peranle
Dos.
Na villa da Penha nao ha urna s capella for-
viudo de mairiz, urna pequea casa de taipa
que ha pouco era una salgadeira earma/.em de
couros, propriejado do um individuo da cidade
querqne e Silva, porquera fui arrendada seis
mil res mensaes I
Ne.-H salgadeira melamorphoseada em matriz
{pro oh dolor !) serve de aliar urna pequea me-
sa, de pia baplismal urna baca, c, o que. mais
para lamentar-se nao hi um sacrario.onde estejam
depositadas as sagradas formas para serem admi-
nistradas aos fiis in articulo mortis. Dt< sorte
que nenhuma significaQao tern aqni a disposicao
do tit 17 688 liv. 4o d'a consl. synod.. o iit^7
94 liv. Io da mesma consl. e sagrados c-
nones.
Mas, alm do que cstao sendo postergadas as
doutrinas citados pelos abaixo assignados, deve
merecer muito peso e rnpresso no animo de
V. Exc. Itvrn. o menoscabo que se faz do lit, 4o
liro 2o da mesraa Constituirn, onde tratando
do lugar em que se ha de celebrar o sacrificio da
missa expressamente diz que nenhura sacerdo-
te secutar ou recular diga missa cm casas parti-
culares o fora da igreja, no campo ou ouiro qual-
quer lugar, posto que ahi seja convocado o
povo.
E' bem notavel, F.xm.e Rvm. Sr., a contrarie-
dade que se observa dos sagrados caones, const.
synod. e concilio trid com a transferencia da
matriz de villa Flcr para urna casa immunda e
cuja serventa era a mais desprezivel !
Os abaixo assignados nao procuram impedir
que se realise a transferencia em queslao ; de-
Sejam (fui que ella lenha lugar, quando se veri
ficar a condicao com que a lei foi confecionada
c lao longe eslao de faltar a verdade em sua re-
presentaco, que desde ja deixam aqu hypotne-
cadns a sincendade de suas eonsciencias na pro-
va que se obrigam apreseniar se V. Exc Rvma. o
exigir.
Cnnfiam tanto na rectidao do juizo de V. Exc.
Rvma. e no zelo verdaderamente apostlico com
que apascenla o rebanhu que a Providencia Divi-
na Ihe confiou que desd- j descansara na deciso
de to importante cans
Assim o esperara.
Flor, 29 de seiembro de 1860.
(Assignaram 25 pessoas.)
Aos ficis devotos ta Sanlissima Virgcui
alaria Senhora dasGracas,
Desde os pnmeiros seculos da igieja catholica,
que o Sanlissimo nome de Maria lem sido invo-
cado, felicitado e honrado, no mais universal e
harrannioso concert, pelos verladeiros chnslaos!
Na verdade, desde que a Virgem de N'izarelh, era
sua habilacao humilde rec^eu a sndalo c fe-
licitaco do arebanjo S. Gabriel, embaixador da
Sanlissima TnnJale, que a sua fronte circurn-
dou-sc de um diadema de luzdesignando ser
ella desdo logo raiulia dos cos, senhora soberana
do todas as crealuras, a escollada de Deus para
gozar gloriosa e eternamente do augustissirao pri
vilegio da rnateruid.ide divina !
E no, filhos fle Jess Christo, que lao pater-
nalmente nos ama a pinito de ter solTndo, pide-
cido e morrido em urna cruz por nos, nao inve-
nios de amar, respeitar. felicitar B honrara essa
tres vezes virgem, sempre tres vezes sania, mi-
sericordiosa e lenitsaima Mi do dosso Chnsto
nosso pai. nosso redcrnptor, dosso salvador e
nosso bemeiior eterno ?
Sao de cier I e pelo contrario senlimo-nos
Sempre inclinados a invocar esse milagroso nome
de Mariaem todos os nossos perigos, tentaces,
enfermidades, afllicces, e priiicipalineiiie na ho-
ra da raorie ; porque, como diz um santoO au-
gusto nome de Maria signa) de vida, fonle de
alegra c inanancial de grabas.
Pois bem, com a invocaban da Senhora das
Gracasque se est edificando urna egreja na
Capungaum dos mais prximos arrabaldes des-
ta capitale lalvez o mais ameno e populoso
O fundador dessa igreja, extremamente grato
aos lanos c milagrosos o-neiicioslanas vezes
recebido da nossa Misericordiosa Mia Senhora
das G ragasnao tern poupado esforcos p var ao lerrao a mesma igreja. Os seus recursos
particulares se achara como que escotados : q
pequeo numero de esmolas, com qun tern con-
corrido alguns fiisja livnram a devida applica-
qSo na c iriinniai.'o da obra.
Urna lotera concedida pela assembla provin-
cial para auxilio da mesma olin, nao leve anda
lugar de correrdcvido lalvez a falta de prutec-
eiu. S resta um meioauxiliar a mesraa obra
que pode recorrer o fundador, ainda nao esmo-
recido, pelo co'ntrario cada ez mais ardenleraen-
te develado a concluso daquella igreja : esse
meio auxiliar a esruola dos liis devotos da Se-
nhora cas Crasas.
A todo* os devotos, pois, da Purissima Virgem
Mara, Gloriosa Mi de Deus o dos peccadores,
recorre o fundador daquella mesma igreja pedio-
dourna csmola para o lira acuna indicado : e
convida ao mesmo lempo aos mesmos devotos a
Irem visitar aquella igreja, e com os proprios
olhos observaretn o pe em que ella se acha.
1>. Anna Joaquina de Miranda e Brito viuva do
negociante Francisco Barbosa de Brito residente
na cidade ue Lisboa, ha mais de 30 annos pro-
testa pelo modo mais solemne que em direilo
possa haver, conlra a nullidade do inventario e
pariilhas a que procederarn na cidade do Recite
de Pernambnco imperio do Brasil, seus irmaos
Joaquina Jos de Miranda Jnior e Bernardo An-
tonio de Miranda, que ligurou nelle como in-
ventariante dos nona, direiios o acedes e escra-
vos, que naquella provincia possuia seu pai o
Sr. Joaquina Jos de Miranda, fallecido com tes-
lameuto e codicillos em 28 do mez de junho e
annode18f8; e prolesla nao so pela occuliaco
de bens que nao se descrev^ram, nao s pelas
mordenfa e decisivas avaliacoes, que fizeram
dar aos bens que descreveram como ma>s parii-
cularmrrile pela nullidade com que fizeram con-
siderar a annunciante naquelle inventario como
ausente em parle inserta, deligenciando c oon-
seguindo que para a representar Ihe fosse no-
meado curador ad bona, ao mesmo lempo que
o inventarame seu irmo e o proprio curador ad
bona. estavam em activa correspondencia parii-
cular com a annunciante sobre assumplos do
inventaiio; para o qual todava a annunciante
nunca em lempo algum enviou procuraco sua.
E como resultado deste prulestv a annunciante
previne o publico, para que muguen posea con-
tratar com quelquer dos co-berdeiros interessa-
dos naquelle fraudulento inventario, ou com
seus herdeiros, sobre bens que pertenceram ao
casal do finado pai da annunciante o Sr. Joaquim
Jos do Miranda, na certeza de que qualauerque
o faca, lem de sugeitar-seaosTCsultados da acgo
ou dos meios de que a annunciante ou seus her-
deiros possara usar para rescindir to nefanda
partilha, que mais merece o nome de espoliadlo.
Lisboa, 6 de setembro de 1860.
D. Anna Joaquina de Miranda e Brito.
(Estava reconhecida.)
COMMEttClO
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 26. 335:246916
dem do dia 27.......7:992j>672
343:239588
Novimento da alfandega.
Volumes entrados com fazeodas.. 201
com gneros.
Volumes sabidos com fazendas..
com gneros..
5
------ 255
83
352
------435
Descarregam hoje 29 de outubro.
Barca inglezaIioogenemercadonas.
Barca americanaJulia CobbIrilhos de ferro.
BrigueinglezLembaymercadorias.
Brigue ioglezSpytnlhos de ferro.
Brigue InglezByrondem
Brigue inglezBedouintrilhos do ferro.
Consulado geral.
Rendimentpdo dia 1 a 26. 10 3645060
dem do dia 27....... 119jl75
10:483*265
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 26. 676^943
dem do dia 27....... 63j637
740J630
Rccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rcndimeuto do dia 1
dem do dia 27
a 26.
45.832741
586J260
46:419#U01
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 26. 17:2543212
dem do dia 27....... 74748
17:328^900
PIUCA DO RECIPE
SS DE OUTUBRO DE 18GO>
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccnu-se sobre Londres de 26
1/2 a 26 3/4 d. por l000, sobre
Pars a 370 por franco sobre
llamburso a 680 rs. por M.
Agurdente- -
B. c sobre Lisboa a 110
de premio regulando por
45,000 < o valor das transac-
Ces elTecluadas para o vapor
francez.
Algodo----------O superior vendeo-sc a 7800
e o regular a 7600 por arroba.
Assucar Mui pouco tem entrado, por
isso pouco se tem vendido,
sendo o branco a 4$8O0, mas-
cavado a 35000, e bruio a 2$2D0
rs. por arroba.
Vendeti-sc de 120000 rs. a
pipa, c ha falta.
Couros Os seceos salgados venderara-
se de 220 a 2-5 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se de 2g200 a 2?800 rs.
por arroba.
Azeile doce-------Vendeu-se de 2^500 rs. por
galio.
Bacalho----------Em atacado vendeu-se a 9J000
rs. e a realho de 9^000 a 10"
rs., (cando em deposito cerca
do 11,000 4u:ulaea.
Carvao depedra- A ultima venda regulou por
22;000 rs. a tonelada, preco
que hoje nominal.
Cha----------------dem 1S700 rs. por libra.
Caf----------------Vendeu-se de 6j500 a 7j000 por
arroba.
Cerveja------------Vendeu-se de 4$000a 5$0J0 rs.
por duzia de garrafas, confor-
me a qualidade.
Parinlia de Irgo Tivemos um carregamenlo do
Philadelphia, com o qual o de-
% psito hoje subi a 13,400 bar-
ricas; serulo : 10,00(1 de Balti-
moro, 5,500de Riclimond. i,500
de Trieste, e 2.400 de Phila-
delphia, tendn-se retalhado oc
175 a 193 rs. da priraeira, de
18J a 20-5 da segunda, de 21
a 22g da terceira, e de I83 a
205 da uilima,
Far. de mandioca Vendeu-se a 53000 por sacca.
Peijao--------------Vendeu-se a 1?280 rs. por ar-
roba.
Manteiga----------A ingleza vendeu-se a 800 rs.
p a libra, e a franceza de 520 a
50 rs., ftcando em ser cerca
de 1800 Larris.
Vinagre----------Vendeu-se de 100? a IIO5 rs.
a pipa.
Desconlos llegulou de 10 a 18 porcento
ao anuo, discontando a caixa
cerca ae 500 coritos, ao pri-
meiro
Freles-------------50/vdp,e3/8 pelo algodo para
Liverpool.
Acedes Da cana filial venderam-se com
703o00 de premio, e do novo
banco ao par:
Carne secca- A do Rio Grande Vendeu-se de
3-^500 a 4J500 rs. por arroba,
filando e n ser 65,000 arrobas.
Hauburgo C de outubro de 18GO.
Boletiiii commercial.
O mercado se conservou na mesma firmeza
como no principio do mez, sem que tendamos
de fallar de grandes trausarcoes, una vez que os
depsitos continuam diminuios. Em geral dire-
mos que nao houve mudanca notavel.
Caf.Como de coslume nest< poca, o mer-
cado se conservou tranquillo no meado do mez
de setembro, espera do resultado do leilo na
llollanda, havendo os preeos tomado urna posi-
cao era proporQo no supposto resultado do
mesmo leilo.
Quando se soube desse sollado (os 557,022
saceos forara vendidos pela laxa, e alguns n-
meros preeos ainda mais altos) se leve a prova de
haver aqu feiio bous jmzos da situaco.
Em consequencia o'lSSO se concderam rnm
promi'lido os preeos ullimamenie aqui eslabe-
lecidos, porm apezar de lor sido grande a procura
nao tiveram lugar Iransacces de monlna vislo a
falla de genero.
As ultimas noticias que o MagaaltM nos trou-
xe do Rio de Janeiro nao produzram nenhuma
mudanca.
Os cafs de Java do ultimo leilo hollandez,
agora entregues aocommer.io, desviaran! ti 1 ti
mmente do nosso mercado a attnc.o do inte-
rior, e por esse motivo tambera que as iran-
sacces foram limitadas, nos ltimos das porm
huove mais animaran.
O deposito se acha aqui cm mos seguras ; os
motivos que do ao genero o seu presente valor,
ainda existem hoje era sua plena exlenso, de
modo que se deve esperar antes um negocio vivo
pe os procos existentes, do que urna baixa dos
mesmos.
Durante o mez de setembro se venderam 50
mil saceos de caf do Brasil.
Colamos: caf do Rio de Janeiro e de Santos,
real ordinario 6 5(8, 6 11|16 schilllngs.
Importarn de caf al lins de setembro:
1657 67.500.000 libras.
1658 50.-tK).tKM)
1859 62,500.000
1860 63.200,000
Em ser em flns do sel^oto :
1657 24.000.000 libras.
1858 U.oOo.OW)
1850 10.500.000
1860 8.000.0JM)
Assucar.Durante todo o mez de setembro o
mercado nao mostrou muitaanimaco, e as Irans-
acces se limitaram supprir as fabricas de rofl-
nago. Nao houve negocio em assucar do Brasil.
Colamos : assucar da Baha e Maroim em cai-
xas, mascavado 16 1/218 1/2 mreos de banco,
em saceos branco (falla) 2023, dem em saceos
mascavado 17 1/4-181/4 idem. de Pernambu-
co, Macei e Parahiba em saceos branco, nomi-
nal, 2123, idem mascavado 17 1/218 1/4,
idem.
Importarlo do assucar al flns de setembro:
1857 36 mithoes de libras.
1858 31
1859 43
1860 37 d
Em ser em fins de setembro:
1857 3 mil lides de libras.
1858 3
1859 II
1860 12
Tabaco.Vislo o diminuto deposito de tabaco
do Brasil era 1 mo, as vcnda3s6 foram de 1,000
paroles, a qualidade superior 9, e a outras
5 3/4 at 6 7/8 schilllngs de banco. 300 rolos cm
viagem se venoeram 10 l/2schillings.
A importaran em setembro foi s de 298 paco-
tes oo^Brasil, o fu-am em ser 2.231 pacotes.
Algodo.Foi procurado o subiram os preeos.
As noticias da America acerca da colheita sao
muito differentes, porm concordam era que ella
sera em lodo o caso inferior do anno passado.
Os americanos parecem ter este genero em muito
favoravel opiniao, porque continuara a fazer era
Liverpool grandes compras por especulado. Se-
gundo os dados, o consumo neste anno ser maior
de 300 mil balas na Inglaterra, e maior de 100
mil balas no America. Neste mercado as Irans-
acces foram moho animadas, subindo os preeos
de *|43|8 schilling.i para todas as qualidades.
Os depsitos de algodo norte-americano di-
minuiram consideravelmenle, e sobretudo as qua-
lidades linas comecam tornar-se raras. As
iransacoes durame o mez de setembro foram de
5,206 balas dos Estados-Unidos. 16 bolas da Ame-
ricaido Sul, 724 balas das Indias Occidei.tacs c
I.JS8 balas das Indias Orientaes. Era ser 82 ba-
las do Brasil.
Col unos: algodo de Pernambnco, Cear e Pa-
ralaba 7 1[2, 8 1|4 schilling; do Maranhaoe Para
6 3|4 7 1[2; da Bahia e Marei 7 1|2, 8.
Importaco de algodo at lins de setembro:
1857 56,500 balas.
1S58 39.000
1859 37.000
1860 74.326
Era ser em lins de setembro:
1857 3.800 balas.
1658 4,000
1859 7,000
1860 16,624
Arroz.Tambem ltimamente o negocio foi do
pouca importancia, e o mercado esl excessiva-
| mente firme, porque os possuidores se conservam
em reserva e nada olTerecem preeos inferio-
res.
Couros.0 negocio em segunda mi para o
consumo do otitomno se conserva animado. Vpn-
deram-se em prirneira mo 3,700 enuros 00 Rio
Grande viudos no navio Ceorge 6 3|4 schilliics
termo medio.
Colamos: do Rio Grande do Sul 11 1|2, lilla
schillings de banco, de Montevideo e Buenos-Ay-
res 11 3|4 13, de Pernambuco e Baha 9.
Cacao.Os 670 saceos ltimamente vindosdo
Para foram vendidos 5[8 schillings ; das outras
i qualidades nao houverara iransacces.
Colamos : cacao do Mnranhao e Para 6 7i8 7
schillings, di Babia 0 3(4.7.
Moviiuento do porto.
A'aiio entrado no dia 28.
Southamplon e portos intermedios19 dias, va-
por inglez 7'yiif, comniandanle J. II. Jel'licoe.
Editaes.
O l)r. Innocencio Se rali no de Assis Carvalho,
juiz municipal supplente da prirneira vara do
termo da cidade do Recito, etc.
Faco saber que pelo Dr. juiz de direilo da
prirneira vara criminal Bernardo Machado da
Costa Doria, me foi coraraunicado que de confor-
midadecom n artigo 3 do Decreto n. 831 de 2 de
outubro de 18it, designou o dia 31 do crrente
para a audiencia eral do encerramiento da cor-
reirr.0, a qual lera lugar na casa du reuniao do
jury as 10 horas oa mariha.
Devem comparecer chamada no dia, hora
e lugar designados os senliores juizes muiiiiipa-
es de orplios, delegados, subdelegados, juizes
de paz. promotor publico, promotor de capellas
e residuos, curadores, thesoureiro de orphos,
sollicitadorcs dos residuos, tahelliaes, escrives'
deslribuidores, contadores, partidores, avaluado-
res, depositarios pblicos, oliciaes de justica,
carcereiros, porleiros, ad ministradores das ca-
pellas, juizes, syndicus. Ihcsoureirosou procura-
dores das ordens terceiras, irmandades e contra-
rias, 011 quaesqner ofTiciaes d'ellas compelenles
para reprsenla-las, alirn de ter lugar a resiilm-
go dos processos, depois de publicadas as tolas
despachos, sentencas e provimenlos ; (icanio su-
jeilas, no caso de fallarem, s penas dsciplina-
res determinadas no artigo 5 do citado decreto,
as quaes sao : 1. advertencia cora comiuaco
e censura ; 2o mulla al IOOjOOO ; 3o suspenso
at doos mezes.
E para que cheguc a noticia todos, mandei
passar o presente, que ser publicado pela im-
pri'nsa e alixado no lugar mais publico.
Recite, 27 de outubro de l860sEu Antonio
Joaquim Pereira de Ohveira, escrivo interino do
jury o csrrevi.
Znnocencio Serifao de Assis Carvalho,
O IIIm. Sr. inspector da Ihesourana pro-
vincial, em curaprimento d8 ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 20 do crreme, man-
da fazer publico, que no dia 8 de noverabro pr-
ximo viudouro, peranle a junta da hienda da
mesma Ihesouraria, vai novaraente praca para
ser arrematado, a quem mais der. os imposios
da comarca da Boa-Vista, no triennio linanceiro
de 1860 a 1863, pela quaulia de 4:500g rs. todo
o triennio.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo compaifcam na sala das sess'-s da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores, competentemente habilitados.
E para constar se mandou efiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de outubro ce 1860.O secretario,
A. P. da Anniiiiciaco.
0 Dr. Ernesto de Aquino Fonceca, cavalhei-
ro da orden de Christo, juiz de or|J.ios e
ausentes da cidade do Recife e seu lermo por
Sua Mageslade o Imperador, que Deus Guar-
de, etc.
Faco saber que peranle este juifco se ha de
arrematar em asta publica, Indo os dias da
lei, a renda do sitio abaixo declarado:
Um sitio na Capunga assento em sollo pro-
prio com IOS palmos de frente e 24 1 de fun-
do, cuja largura de 34 e 1|2 palmos, com 18
larangeiras, 1 mangueira, 1 pitombeira, 1 l-
moeiro doce, 6 romeiras, 18 cafezeiros, 1 ca-
cimba com 5 palmos de bocea, sitio que se
acha murado na frente ao nasconte e em parle
de fundo com muro proprio, e polo lado do
poente com muro meieiro a Sebasuo Penna,
com casa de lijlo e cal, que precisa de reparos
e tem 40 palmus de frente e 25 de fundo, co-
zinha interna, 2 quarlos, sotao coberto sobre
a sala de janlar somente.
Servir da base aos preges o aluguel de
duzenlos mil rs. annuaes.
A arrematarlo sefar com as seguintes con-
diedes.
O prazo da arrematarlo ser de tres annos
a contar do dia em que ella se effectuar ; o
rendeiro preslai banca idonia e ficar obrigado
a fazer, logo que lome posse do silio e sob a
inspeccao do tutor de orpho os concertos de
que precisa dilo sitio, e a respectiva casa de vi-
venda, bem como a madsr caar e pintar a
mencionada casa sem direilo a indemnisseo da
despeza que para curoprir esta clausula houver
de far; a renda ser paga a mezes vencidos
ao tutor ou a quem legslmenie o represente ou
baja de substitui-lo.
Findo o irrendamento a propriedade deve ser
entregue em perfeito estado de concervacao- e
aceio.
O rendeiro e seu fiador respoosabilisar-se bao
pelo cabal comprimen 10 de cada urna deslas
condicoes, sobre as penas de fiis depositarios
de pe' de juizo.
E pera constar mandei pastar o prsenle que
ser afinado no lugar do coslume.
Dado e passado obre ineu signal e sello ou
vallia sera sello ex causa.
Cidade do Recife 18 de oulubro de 1860.
Eu Floiiano Correia de Brillo esetivo o fiz
escrever e subscrevo.
_^____ Ernesto tTAquino Fonceca
Declaracoes.
Novo Banco de
Pernambuco,
, Sao coneidados os Srs. accionistas do
novo banco de pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9$ por
accao, do dia 10 de setembro em diante.
Consellio administrativo.
0 conselhu admlnistiaiivo, para fornecimento
do arsenal de guer,ra, tem de comprar os objeclos
seguintes :
I'ara o fabrico de velas de cotnposico.
Papel carlo resmas 8.
Para a cava
Luvas de algodo
Para a co
loria de prirneira linha.
iranco pares 66.
. mpmihia de artfices.
Caldeira de ferro lundido para 50 pracas 1.
Tallin de barro con p de madciral.
Copo de vioro 1.
I'rato de louca par
rara o concert d
d
a o dilo 1.
i cano da lalrina dos apren-
izes menores
Zinco em lencol arrobas 2.
Para o rancho dos menores do arsenal de guer-
ra durante os mezes de norembro e dezembro
prximos vindouros.
Pes de 4 ongas.
Bolachas.
Caf era grao,
-h liyson.
Manleiga franceza.
Assucar refinado.
Carne verde.
Dila seca.
I" u'iiiln de mandio
Arroz do Muranhol
Bacalho
Azeile doce de Lisboa.
Vinagre de dila.
Feijo prelo 011 roulatinho.
Toucinho de Lisboa
Quera quizer vender taes objectos e contratar
o dos menores aprsenle as
carta fechada, 113 secretaria
loras da maiiliaa do dia 29
:a da ierra.
os gneros do ranrl
suas proposlas em
do conselho, slO
do correte mez. --" w luiurnint-iiiu aio uezemuro ptoxm
Sala das sessoes do conselho adminitralivo i dp e,'" de bnm, dilas de panno azul, e fardas
n I n rl _.^._^-l J ___.__' 1 I I l!\ I '>. TI 1 (l f 1 -i t\ I> ,\ 1, -. .-.. f..sil<:a.> .________. ...
Pela administraeao do correio desta cidade
se faz publico para fins convenientes, que em
virlude do disposto no art. 138 do regulamenio
(eral dos correios de 21 de dezembro de 1844 o
ar. 9 00 decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das carias existentes
nesta adroinistrncao de outubro de 1859, no dia
3 de novembro prximo as 11 horas da manha
na porta da mesma administraeao e a respectiva
lista so acha desde j exposta aos ioteressados.
Correio de Pernambnco 26 de outubro do 1860.
O administrador, Domingos dos Passos Miranda.
Arsenal de guerra.
0 arsenal de guerra precisa mandar manufac-
turar as pecas de fardamento seguintes :
Para a companhia de artfices.
Sobrccasacas de panno azu!8i; capotes do
mesmo panno 84.
Para a compar.hia de cavallaria.
Sobrecasacas de panno azul 70.
Para o 4." batalho de artilharia.
Capoles de panno azul 225.
Quem pretender arremnlar ditas pecas de far-
damento, nos termos do aviso circulai do minis-
terio da (tuerta de 17 de marco docorrenle anno.
no prazo de 30 dias as sobrecasacas, e 110 de 50
os capotes, aprsenle as suas proposlas na direc-
tora do mesmo arsenal, em carta fechada no dia
31 do correnle, com dcclarae&o de fiador idneo ;
o que se annuncia de ordetu do lllm. Sr. coronel
director.
Directora do arsenal de guerra, 27 de outubro
de 1860.Oscripturario, Piancisco Serfico de
Assis Carvalho.
De ordem do lllm. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda provincial faz-se publico, que a rela-
co dos devedores do imposto de declinas da col-
!fClarn dC 0li"da> reli"iv'a o anno finanreiro
de lb59 a 1860, acha-se em juizo ; os interessa-
do. que quizerem pagar com finias da mesma
procuradura, podem solicila-los no escrplorio
da ra do Imperador n. 41. das 9 1,2 da manha
asada larde, para o que se Ibes d o prazo de
15 lias cornados de boj*. Recife 24 de oulubro
de Ibo.O soliritador da fazenda pro incial,
Joo Prmtoo Cnrreia de Araojo.
Conselho de compras navaes.
Promove este conselho em sesso de 5 de no-
vembro prximo a compra dos seguintes objectos
do material da armada.
Para os navios.
Lencos de seda preta 60, linleiros de estanto
10 jogos, tinta preta 20 latas, dita verde 10 ditas
e plvora grossa 33 arrobase 12 libras.
Tara os navios e arsenal.
Oleo de linhaca 50 arrobas, fio de vela 4 arro-
bas, papel baca para forro de navio 8 arrobas
vergonteas de pinho de 4 a 6 pollegadas 50.
Tara o arsenal
Bigornas dethfre c penna 3. escrivanias de
melal 2. folhas de Flcndres dobradas 3 caixa
Imhas cru.s 6 libras, Lxa ae esmeril em panno
00 folhas, pires e chicaras de metal 24 casaes
pregos ripares de cobre, soitidos, 20 libras tor-
nos de mo de 4 a 6 pollegadas 10, e torno para
buxa 1. r
Para os aprendizes artfices.
Ironhas 30, e lenees 00.
Para a enfermara de marinha.
Ourines de tonga 21.
AIem disso contrata o mesmo conselho era di-
ta so.so o fornecimento at dezembro prximo
.1 u.ia waavci uu cuuseino aamirniralivo IMi unus ue panno azu, e laraas
fornecimento do arsenal de guerra, 24 de Jo mesr" pnuno para os fuzileiros navaes ; sen-
w\ tic 1 vr.11 I do une a cerc nm ^.^.^.., .i. nnn.
para
oulubro de 1860.
Denlo Jr.sf Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisca Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2to,ooo da
emissao do banco.
. do que a cerca deste contrato, bem corno da'cora-
! pra, devora os pretendentes apreseniar naquelle
dia at as 11 horas da manha as suas proposlas
em cartas fechadas, acompanhadas das amostras
dos objectos.
Sao as condicoes para a compra c o contralo,
serem os objeclos pagos, logo no mez seguinle
da venda ser o fornecimento. bem como sujeita
tem-se o vendedor e
por rento do valor d
torera entregues na porroeda qu
tajas, islo, alera de ficar-lhes cargo o exce
denle do pr*co delles no mercado, caso o baja,
por motivarem essas faltas que ahi sejara ob-
lidos.
Sala do conselho de compras navaes em 26 de
oulubro de 1860.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
COJiPAMHIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia Io de novembro espera-se dos por-
kd0 *.u', *apor frncej! Bearn, commandante
Aubry de la No. o qual depois da demora do
coslume seguir para Bordeaux tocando em S.
Vicente e Lisboa, para passagens, encommendas
etc. a tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Segundo o tratado do correio con-
cluido em 7 de jullio ultimo (1860) en-
tre o Brasil e a Franca, as cartas e jor-
naes para os paizes da Europa serao re-
cebidos no correio de Pernambuco e
nao mais como anteriormente no con-
sulado de Frrfnca o qual se acha exone-
rado desse servico visto o dito tratado.
Leudes.
LEiiO.
Ter^a-feira 30 do corrente,
O agente Evaristo novamente fai leilo da
armario, generse todos os mais Htencilios da
taberna n. 50 da ra Nova, por embargo do Sr.
Francisro Abes Monteiro Jnior a Jos Gomes
da Silva Santos, as 10 horas em ponto.
LEILO
DE
Urna taberna.
Costa Carvalho autorizado por Manoel
da Silva & C. e seus ctedores fara' leilo
da sua taberna sita no pateo do Terco
n. 23, consistndo em todos os gneros
que existirem na mesma taberna : ter-
ca eira 30 do corrente, as 11 horas
em ponto,
Tisset Freres consignatarios da palo-
ca franceza Fameux. arao leilo por
orr.io e da qualidade contra- '* ourros mansos para qualquer servi-
co, os quaes acham-se em frente do ar-
senal de marinha armazem do Sr. An-
dr de Abreu Korlo e ahi sera' efce-
tuadoo leilo : segunda-teira 29 do cor-
rente as 2 horas da tarde.
TSIE4T
S. ISABEL
0.UPANHI4 LYRIGA l)E 6. MIRINiNGELl
Quinta feira 31 de outtturo.
Prirneira represenlscio d> fellisiim opera d Verdi em (ualro actos
Principiar s 8 horas em ponto
Sabbado 3 de novembro.
Ter lugar o beneficio da mui distincia prirneira dama absoluta a Sra.G.CLlA Beltrvmimi
A clisinbtiirao lo espectculo ser annunciada
A visos iiaritiiuo^
REAL COMPANHIA
Anslo-Luso-Brasileira.
O Milford aven, espera-se do Rio de Janeiro
e Baha do du 28 a 29 do correnle, e seguir
para a Europa depnis da demora do
uara passage'ros ele.
raaos.
cora os senles
costme ;
Tasso Ir-
Rio de Janeiro.
A fretes baratos.
O patacho Anr.i, segu para o Rio de Janei-
ro por estes dias. veebe carga por barato frete :
a tratar com Tass > limaos.
Para o Aracaty.
Segu viagem o hiate Santa Anna at o fim
da (Tsente semana : para o restante da carga e
passageiros trata-;e no esrriplorio de Gurgel Ir-
mos, ruadaCadeia do Recife n. 28, primeiro
andar.
be, pretende seguir enm milita brevidade, lem
parle de seu carregamenlo prompto : para ores-
l_). ffla-se cora os seus consignatarios Aievodo
x Mendos, no seu escriptorio ra da Cruzn. 1.
Porto p>ir Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brisue portnguez Promplido
II, forra-tii e pncavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA BCLASSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles commodos,
trata-se com Ellas Jos, dos Sanios Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Cear, Maranho ePar
Segu com brevidade o bem conheeMo hiate
Lindo roquete, capilao Jacntho Nones da Costa
por ter parte de seu carregamenlo prompto ; para
o resto e passngeuos, trata-se rom os consiana-
tarios Almeida Gomes, Alvos & C, no scu es-
criptorio. ra da Cruzn. 27.
As 11 horas em ponto.
I!
Baha.
CIHIPAMIIA BRASILEIRA
DE
A escuna nacional Carlota, segu em poneos
dias para a Rabia, lera parle de sua carga en-
gajada ; para o resto traa-se com o sen consig-
natario Francisco L. O. Azevcdo, na ru. da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Aracaty e Assu\
o hiale Dotis rmeos j tem a maior parle da
carga ; para o resto trata-se cora Martins & Ir-
mo, ra da Madre de Dos n. 2.
Para o Rio de Janeiro
segu cm poneos dias o veleiro patacho nacional
Taldo ; para o resto da carga que Ihe falta,
trata-S cora os seus consicnatarios Azevedo &
Menrli-i, no ceo pecriplorin ron da Cruz n. I.
Em fren (c da alfandega
DE
Bolachas de Trieste em barricas.
Fumo americano novo.
Cerveja branca ingleza.
Vinho Bordeaux, em caixas.
Conserva ingleza em frascos, mixed
pieles.
Cognac inglez superior Pal Brandy.
Dito francez.
Charutos de Havnna.
Terra-fcira 30 do corrente.
Antones far leilo e.n frente da alfandega
dos gneros cima declarados Unios de superior
qualidade que vender em lotes vontade do
comprador.
LEILO
Segn da-fe ira 29 do corrate.
DE
Um lindo mulali-
11 ho de 17 anuos
bom bolieiro. copeiro e sem vicio ou achaque :
no ann.-i/om do Antones, ra do Imperador n.
"3, as 11 horas era ponto.
Ifflrico cabriole! cea vallo.
Segunda-feira 2!) do corrente.
No arraazem do Antones na ra do Imperador
n. 73, sll horas._______
Avisos Roga-se ao Sr. alteres Joo Baptista de Me-
nezes, do 9 batalho de infantaria, o obsequio
de mandar pagar o que deve na ra Nova n. 55
Espera-se dos plirios do sol at o dia 30 do '
crrante o vapor Oyapock, commandante o ca ,
pitao lente Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para os porto do
norte.
Reccbem-se des lo j passageiros e engaja-sa
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra daCiuz n. I, escriptorio de Azevedo &
Mendos.
Fara
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido patacho Beberi-
Joaquim Bernardo dos Res estabeleci'lo com loja de calcado francez na ra larga do
Rosario n. 32, tendo emvi-ta acabar com este eslabeliecimento o mais breve possivel, reslten-
se a vender todo o calcado que tem pelos preeos abaixo mencionados, a saber:
Borzeguins de bezerro com duraque. 6< 00
Ditos ditos com pellica. 79000
Ditos de ditos com panno. 7000
Ditos de vaqueta sola patente. 7J05OO
Ditos de canturca. 75"00
Ditos de ames sola patente. DSO^O
Ditos de dito sola fina, 8&00U
Dilos Pradelle. 8000
Ditos lodo de duraque, 7350U
Ditos de ditos dilo. 79000
Ditos de INanles. 9C0i'0
Diios lodo de pellica. 109000
Ditos de cordavo. HJPOOO
Ditos de lustre de Meli. 125000
Bolas de bezerro 89000
Sanatoes de lustre de Nantes. G?00O
Ditos Fanien. 49nO
Daos de ditos. 39500
Ditos de bezerro. 39500
Ditos de ditos com panno. 39000
Ditos de dito para menino. 29500
Sapates de tranca francee. 19280
Dilos de tapete. 100O
Ditos de marOquim para Snra. 19u00
Ditos de bezerros duas solas. 49500
Ditos dilo de urna sola cora s*Ito 39500
Ditos dito de urna sola sem nito 29800
Ditos de lustre com duas solas 5| i 00
Ditos dito com urna sula e salto 49000
Ditos dito com urna sola sem dito 39200
~-----.-w o0\i\j\j i-iius mo coin uiiib avia unu ow\j\t
O annunciante roga as pessoas que Ihe devein o favor de Virem saldar seus dbitos, fisto
let ae satisazer a qoem deve.


<)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEGUNDA FURA 29 DE OT
D. Miguel Valles, subdito
ra-se para os portos do sul.
bespaohol, reli-
BRO DE 1860.
. ~ Precisa-se de urna ama para casa de poquc-
amilia, que engomme coziahe : ta ra do
Hospicio d. 34.
A DE BANHOS
RECIFE
DO
A S. FRANCISCO.
Aviso,
Do Io de novemhro al oulro aviso llavera um
trem nos domingos e das santos que sahir da
Tilla do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
tarde o vollar das Cinco Ponas para villa do
Cabo as 6 112 horas da larde.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
Domingos da Silva Campos contina a pe-
dir eos seus devedores que Ihe venham pagar,
porque lera de concluir o inventario que se est
hiendo pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos, e
tlvez alguns dos senhores que Ihe devem nao
queiram que seu noine apparega.
Ao senhor
NO
se:
Assignatura Je banhos frios, momos, da choque ou chuviscos (para urna pessoal
tomados em 30 das consecutivos. ...
i5D"oseSP8raSdUOSb8Dh0S,0mad0emqUalq^ 3*000
105W00
dito
dito
dito
89000
4*000
Banhosavnlsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados. '
da frenl^UH?0 W acUh"* ^speitavel publico ogozo das vantagens queresultam
unT;rl^ ??Mf VT10 d6Uraa "''niest.vel.HiM que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
EAU RIINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Na ra da Cadeia
com os senhores :
Balllzir Jo9 dos Reia.
Domingos Caldas Pires Ferrara.
Firmino Antonio da Silva.
Joaquim Clemente de Leinos' Duarlc.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Costa Campello.
Antonio de Albuquerque Matanhao.
HA"".?recS8"se de um criad3 1ue a>ba bolear e
d Dador a sua conducta
n. 44, primeiro andar.
Aluga-se
na ra do Queimado
i do rnr,io; Umi casa l sino ao Lordeiro, margen
com commodos para grande
criado, cocheira para carro
eem do3,rinmLdla mais PHena, tambera amar-
ga oa 4 ;ivT.Cmm?d0S "'"" ami,i-. es,riba-
ria para 4 cavallos : a tratar
ido n. 15.
A
Urna pessoa
cessarias garantas.
do Rio Capibaribe,
ramilia, quaito para
o estribara para 6
no paleo do Car-
Trajano Carneiro
do Crespo n. 21.
Leal, deseja-se fallar : na ra
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliv< ira Si
C regara as pessoas que estao devendo
ao armazem de trastes da ra Nova n.
2\, queirara ir satisfazer scus dbitos
at o lira do cor rente mez de outubro,
visto que passado este prazo proceder-
se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mentj.
9 m s s; $ 9 @ @ @ s h
@ A loja de ni .ir m o re acaba de receber no- Q*
i3t vas e lindssimas collecroes de quadros $
g para decoraciio de salas de visita, janlar, &
espera e quarto de dormida. Nv
@@@@g %*: @@@@g
APP1 OVAfiO E AITORISACAO
DA
mm tmmmi m mmmm
JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
quem cOnvier.
habilitada e que ofcrece as ne-
a pedido de alguns emitios
nnl' h PrUPea receber "" casa, do OTe
novembro prximo em dianti, esobsua direceo
u 8dendSrtUr7,leS "-0 PreP"^rios para a far-
dada de direito ; nao lendo seus pas ou crres-
elo* U. menr cuidad"l eomdles a la. c -
peno Urna casa coromoda, bom iralamento
ThlnlK so""lu1ao P>'a tplicacao. paTa que*
e",mT om.nre8 "0S elX8mes : e finalmen-
te urna gratificado a mais mdica e razoavel :
taes sao as vantagens que e icontrarao.
Algum senhor de engenho. pois. ou pessoas de
p f,d-,rcTa'quc estudar, j agora pelas feribs para fzer exame
em marco; podem-se infama? dos Ulna Srs
commendador Manoel Figue roa de Para maior
nrq'-4Vi 5 ^n",ne1s- Agostinho Eduardo Pina.
do entnh" '-"uTFlliPP < Souza Lcio. senho
f"*enho S,1I1[0 Ig0BC|0 l|ovef|do djr s(jas
' primeiro desles senhores. para que
CASA DE SAUDE
DOS
Sita em Santo Amaro.
carias
nndoa!T f" '.rocurados Posso.lmente esta praca,
onde delerroinarem. *
Para provar a elficacia
DAS
HSK8K
DENTISTA

ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
u
lCi\
Para
DE
! PEniVAMBlICO.
3Ra eslreita do Ilosario-3
Francisco Piulo Ozono continua a col-
locar denles arllliciaes lanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sera que as obras
nao Piquera a vuntade de seus dono?,
tcm pozeseoulras preparacoes as mais
acreditadas para conservacao da bocea..
ES
1
K dkraann Irmaos ti C. avisam ao
respeitavel corpo do comrnercio que
foram nomeados agentes nesta pra^a das
companlnas de seguros matitimos de
Hamburgo.
Ao senhor
serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommoclo.
AS CHAPAS ME0IC1NAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro
'8%
Este estabeledmentj continua debaixo da administracao dos
ios a receber doenles de qualquer natureza ou catbegoria
sea.
pro-
que
nnen-
ln 1 Za1 C. cuidad0Ialli empregados para o prompto restabelecii
to dos doentes egeralmente conhecido.
Quera seqoizerutiIisarpodedirigir.se escasas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regLTno a-
tabelecimento.
Reforma depreeos.
m

Escravos. -..... 2$000
Marujos e criados, .... 2$00
Primeira classe .3$ e. 5^500
As operaQes serao previamente ajustadas.
desle imperio ha m\d227Dnn l ^^'a, u ,!ej3ne,ro e era ""'s as provincias
arias abaixo "serio as; o me nr L ? '*' Polas1b,,as 4c,,ras 1ue ? *> b'ido as enfer-
mes o de disiinccoes P innmeros attcslados que cxislem de pessoas capa-
em .0dn^=entdClHAPASn"ELECTR0-51ACN'ET,,:AS-E,'ISI,*STicAS
em .ouos os casos de inflammaco
t pro
uso aconselhado por
"brn"Srine0n,{UP"a dePi\a!i">): *!"'UtuSlTm externas,
ta zk,zSB:zssssss&zu: -
m
d
bDemna0p^cad"sPrse0,,dB.el **"** <** <
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
Pilulas pakistanas.
Fa?o publico o sagUinte facto :
Um pobre italiano foi alacLdo de urna hemor-
rhagia. de-iando saogue pelafbocca e pelo nariz,
a tal ponto que j se achavaVostrado e conven:
cido que moma Esse pobre homem mandou um
lVo .coml>a"he.ros propjir-mo a molestia ;
logo conhpci que e losse er* procedida de tima
supensao hemorrodial. compcosluma succeder
as pessoas maiores de 40 anuos
Mndelas pilulas paulislanis para que lomasse
hh do n. 1 cada me.a hor i, o repetir cada 12
.L Um de 5 "aS Vei0 Pb" "
agradecer-nie. e querendo pagar-mo o curativo ;
la recebi. porque curo os ; obres de qraca.
iJlt Jrnal ,dC S" latt, Corr" Pr-
usiano, i9 de novembro de 1859).C. P.F.tche-
com.
AL
Deposito das manufacturas imperiaes deFraaca.
CAMfioiWDO"c?RwF. 8Ch",'Se depta]0* diretaraenle na ra Nova n. 23, ESOUINA DA
L.AMHUA, DOCARMO, o q.ial se ven.le por mseos de 2 hecio?ramos a Inn7.m *
10 mseos para cima com descont da 25 porcen.o ; no mesmo
o verdadeiro papel de linho
para cigarros.
e em porgo de
estabeleciment acha-se tambera
119

DEPOSITO GERAL
RA DO PAlRTO
Rio de Janeiro.
M9
que as chapas possam ser
iflS^'hi^'.!! PCSS0?.s,Iue a dSrem honrar com a sua confianea, em s
e achara aberto todos os das, sera excepr.ao, das 9 horas da manhaa s 2 da la
os accesso-
escriplorio,
Antonio Joaquim Fcrnandes de Oliveira, esludan-
to do terceiro anno da Faculdade do Direito desla
cidade, pede-se que venha salisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
O proprietario do terreno n. 182 sito na ra
da Concordia do bairro de S. Jos, contina a re-
talhar o mesmo terreno j beneliciado, com fren-
te para a travessa do Mouteiro, diti do Caldei-
reiro e ra projectada : os nretendentes podem
dirgir-se a ra larga do Rosario n. 18, perto do
quarlel, que acharo com quera tratar, do ma-
nhaa at as 9 horas, e de larde al as 3.
Manoel Antonio de Jess.
msKsmwffsm mm vGmmmx
O l)c. Cosme deSa' Peieirada' dt
consultas medicas em seu escrip- jg
torio, no bairro do Recite, iua 8
* da Cruz n. 53, todos os dias,me- p
g nos nos domingos, desde as (i ,\>
K lioras ateas 10 da manliaa, so- 9
breos seguintei pontos jg-
|Lices de piano
I e canlo.
I Tobas Pieri artista italialno da compa-
n lynca tendo acabado ocontralo com
o ar. Marinangeli. preiende dedicar-seao
ensmo de piano e .Je cantJ. as pessoas e
ospais de familias quequiierem uiilsar-
so como seu prest rao podbm procura-lo
amados. Isabel n 9 paira tratar com
o mesmo, quesera mui razliavel nos seus
Os abaixo assignados declaram que
o Sr. Poljcarpo Lua da Paz deixou de
ser caixeiro de sua casa desde o da 21
de outubro de 1860J. Soum & C.
Hotel Trovador.
do Rosario n. 44,
Ra larga
As pessoas que recorrerem a este hotel eneon-
trarao boa conimodidade para una noite, dias e
rnezes, conforme lhesronvicr, encontratc tam-
bem a qualquer hora do dia e noite lanche
re. O dono do respectivo hotel se obriga
comida para fra as pessoas,
segurando todo o asseio.
modo.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se era marmore ledras nro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs cida
urna o annunciante aprsenla seus tra'bai'hos
nos tmulos dos Illms. Srs. Viraes, Dr Aeuiar
d'Agr"a DTa52e Cm "lr0S ma'S r"a d" Caix^
Altenco.
e ca-
a dar
liecisasede urna criada de
idade preeri ndo se portugueza,
: de fiador a sua conducta,
urna fami"
Precisa-se dc'um pequeo para caixeiro dj
aberna ; na ra das Cruzcs n. 1.
t
Oflerece-sc um menino para caixeiro de ta-
berna ou de padarin ; quem
ao beccodas Barreiras n. 9.
meia
que
para c-sa da
ia distincta, nao se olba a
as, que quizerem, as- r.i-0,*- ,>.,.___ j u,"<*
Tudo por prego com- {** e^ cupi''ndo os scus deveres
Ihe serao explicados: a tratar na
Nova n. 58, toja.
Precisa-se a"
ra
igar urna prela que
sirva para vender na ra : nesta
precisar, dinja-se grapliia se dir'.
typo-
2.
Molestias de olbot
de coracao e de
ge"
Molestias
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da
racao e do anua ;
i.' fraticara' toda e cjualquer \t
operaQao que julg..r conve-
niente para o restabelecimen- 3
to dos seus doentes.
O e\ame das pessoafqueo con- *l
sultarem sera' feito indistincta- a
II mente, e na ordem de suas en- 31
8 trallas, fazendo excepcao os doen- qj/
tes de olhos, ou arjuelles que por 8
\ motivo justo obtiverem hora |f
marcada para este tim.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braco braco as
quintas e domingos, no torreao d'a alfand'ega. e
nos sibbados ateas 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do comimssario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra eslreita do Rosario nu-
mero 30.
CQftSULTOtUO 1
Especial homcopatliico, ra de Santo Amaro S
(Mundo Novo)
L. Pinho, de volla de sua
n. 6.
Unco ou homeopalhico, serao altendidos de preferencia. ,e,tul0 alu
a|p- m>
Ib

Pharmacia especial hoineopathica.
Os medicamentoshomeopatliicos que se vendem npet-i r,hir..n;. ,-, ., fS*=:
Alem disso. desejando tirar ip sua
maior certeza possivel.
.ara o fe
."d poprioVioT.Ve";'; ondcXPsOU--f S P-"" b'er 8S ^
fe) Prog"ssodahomeopalhia no Brasil
viagem a Europa todas as vantagens
o Dr. Sabino -
Si^
provida a phai macia do
' *P midodea homeopathia 03 meios seguros e verdader
iros de curarem as enfer-
N. B.
Os precos so os seguintes :
Botica de %\ tubos grandes.................. i2a 16J000
.................. 188 a 22S000
................ 2-# a 29$.(IOO
................ JOo a 35t000
udo, para maior prego.
2000
lyuoo
Dita de 36
Dita de 48
Dita de 00
Existera carleiras ricas de vi
Cada vidro avulso de lindura..............!...
Cada tubo avulso..................
Caixas com medicamentos em glbulos etincturasd
usadasJ :
e diversas dynamisaces [mais ^bD
Ama.
Precisa-se de
prar e cosinhar
rianno n. 49.
urna ama para com-
: na ra do Padre Flo-
Precisa-se de um rapaz para cria-
do: na ra da Cadeia, armazem n. 36.
Furtaram de ura ilio em Parnameirim 2
cavalloa de carro, ambos pedrezes, com 2 cor-
das tinas no pescoco, o maior est magro, o
menor bem carnudo, ellos foram vistos na estra-
da pistando buscando o Arraial. e dahi desappa-
receram : quem os apprehender ou descubrir
quem os lem. dinja-se ao mesmo sitio a fallar
com Amaro Gongalves dos Santos, ou a ra da
Praia n. 31, onde ser bem gratificado.
Quem tiver urna escrava que seja desem-
barazada para o servico domestico de urna casa
dirija'-se a ra das Aguas-Verdes n. 5.
Altenco.
Na praQa da Independencia na* 23 e 25 multo
se desoja fallar aos seguintes senhores: Eusta-
quio Antonio Gomes o Joio de Barros Araujo, a
negocio de seu particular interesse.
Offereco-se urna mulher para ama de leite:
na u do Queimado n. 3, segundo andar.
De 21 ditos dedi(oe48 tubos grandes............ 488000
De 36 dilosde dilo e 56lulios grandes.......... 64*000
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 70*000
De 48ditosde dilo e 88 lubds grandes........ 92*000
DeeO ditos de dito c 110 tubos grandes.......... 115-000
& rti,. n,.,7- .......# Mwua granues.......... 1191000 SU
US? fami- f.Ixas ao IHPIS aos ""o^cos. aos Srs. de engenho, fazendeiros chefes de Ssg
fig mTop;thiaaP,laeS dnaV, eCm gefal l0d0S ^ue se q^'erem'dedicar a pratica da ho- g
nnr,ye ?T lambem machinas elctricas porlateis para tratamenlo
^rt. p Es,af "hias ao mais modernas o as mais usadas
nnr.a i rhPiK P commodidade de poderem ser irezidas na
porque trabalham com preparacoes que nao sao nocivas.
Cada uma......................................... 50SO0O
stabeccida mLo|n(lres
iip m mi.
CAPITAL
Cinco miYhoes de liaras
sterWuas.
Saunders Brothers & C. tem
mar aos senhores nenociantes,
casas, e a quem mais convier,
mente aulorisados pela dila co
foctuar seguros sobre edificios de lijlo e ped
cobertos de lelha. e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os raesmos edificios, quer con-
sista em mobiha ou em faze idas de qualquer
qualidade. ^
i honra de infor-
proprietarios de
que eslao plena-
mpanhia para ef-
W. Graf, subdito suisso, vai para Eu-
J.
ropa.
Aluga-se por festa ou
lio na Torre com ommodos.
a tratar com o Sr. Jos Azeved
do Crespo, ou com o proprieta!
de Albuquerque, na estrada N
mpsmo anuo ura si-
asa boa e fresca :
Andrade. na rua
no Jos Mariano
iva do Cachang.
agencia los fabrican tes america-
nos Grouver&
Machinas de coser: em
OBBSton & rua da Senzala
i
m.
Dentista de
Advertencia
Itaker.
cisaae SamuelP.
Nova n.52
Pars, j
das molestias j';
15 Rua Nolva15
FredericoGautier, cirurgi3o dentista *
faz todas as operac.de da suaartee col-
locadentes artificiaes. tudo com a upe-
noridade e perfeicao que as pessoasen-l
tendidas Ihe reconhecem,
Tem agua e pos dentifrjcios etc.
actualmente em
algibeira, como
m
0 EMBK-4CT0,
Jornal Litterario Ilustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direejao de jovens importante,
no mundo das Ultras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimenio thealral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vm sempre um figurino, uma caricatura, uma msica ou um re
trato, representando personagens importantes dos theatros, o das operas, dramas, comedias etr
que sobem a scena no Rio de Janeiro, tudo indito, e do melhor gosto possivel.
prximo vinTuo. m8ndadS d* P"i'' 8 Poder0 8ef imbuidos no principio de Janeiro
Publicase tres vezas
precos seguinles:
Um trimestre......69000
Um semestre......lOrOOO
. m anno- .. 2OJS00O
Assigna-se na livrtru da praca da Independencia ns. 6 e 8.
Aluga-so um armazem na rua da Cruz n-
29. com sahida para a rua dos Tanoeiros : a tra-
tar no Pateo de S. Pedro n. 6,
= Adverle-se a certos senhores que costu-
mam ir mijar no corredor da escada de uma casa
da rua do Imperador, que acamara municipal
naodes'gnou este lugar para tal mister.e os mo-
radores da casa nao estao contentes com tal fre-
guezia.
O Sr. Sanios, administrador ou mestre do um
sobrado que se esl ediirando na rua do Ftangel,
quena vir ao larKo dos Coolhos. fabrica Sebas-
topool, pagar o saldo dos materiaes que romprou
para a casa do Sr. Lages ha mais de 2 annos.
Multo se deseja fallar rom os senhores abai-
xo declarados, na roa do Queimado n. 39, loia.
Antonio Jos de Amurim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Hlete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
, ~ Alugam-se dous andares do sobrado da ru
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tralar na loja do mesmo.
A'uga-se uma casa era Beberibe : a tralar
com J. I. de Medeiros Reg, na rua do Trapiche
n. di. r
Trecisa-se de um caixeiro cora pratica de
taberna, c que afiance a sua conducta : na rua
das Cruzes n. 2i.
Precisa-se de tima senhora com as habilita-
coes necessanas, que se queira enfarregar da
educado do meninas no engenho Tentugal da
freguezis de Barreiros : a tralar na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Alugam-se com toda mobilia, por seus pro-
prietarios e moradores lerom de se demorar por
algn tempo nos seus engenhos do sul da pro-
vincia, o sobrado n. 27 na rua Nova, da um s
andar e sol.io com 3 salas, 9 quartos, cozinha e
despensa, lerraco. o por baixo desle, coiheia e
estribara, e cacimba com bomba que lud3 agua
para toda casa, e canno de despejo ; e o sitio na
Passagem da Magdalena, penltimo antes de vi-
rar para 3 estrada do Remedio, minado, com por-
lao c gradeamenlo de ferro, casa assobradada e
sotao, com 6 salas, 9 quartos, 2 despensas e co-
zinha, grande senzala com muitos quartos, gali-
nheiro, estribara, cocheira, diversas frucleiras,
cacimbas com banho e cannos que levam agua
dous jardms, 2 viveiros, baixas de capim e um
cerradinho para animaes : quera pretender diri-
ja-se a rua do Cabug, loja n. 1 I). Na mesma
I O] a deseja-se fallar com o Sr. Innocencio da
Cunhs Goianna Jnior, cuja morada so ignora
a negocio de seu interesse.
Ama de le le
Precisa-sede uma ama do leite que lenha bom
leite : a tratar na rua do Tambi na Doa-Visia
n. 11.
- Aluga-se uma boa casa no Cachang 5 mar-
gom do rio, o com exeellenles commodos para
Pr'SS'rS.^ tn^'" "a rua da Paz D' 42> ou"
GAjNIETE PORTUGEZ
DE
r LEITVHl.
A directora faz publico aos senhores associa-
dos, que em consequencia do balaneo qe tem
de proceder na bihliotheca. deixa de haverex-
rJST la^S*1 -6' 27' 28-29 e 30 do cr-
reme, facultando -seno enianto a le tora do?
joruaes no dia em que chegar o vapor da Europa
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leilur
23 de outubro de 1860.
ra
Amonio Bapttsta Nogueira,
1." secretario.
no.
Precisa-se de una ama, (prefere-se escra-
va) que saiba coz.nh.r c engommar : na ruada
imperatrii (..ierro da Boa -Vista) sobrado
pnmeiro andar.
n. 49,
O abaixo asignado em virlude do
despHcIiodoExra. Sr. Dr. corregedoi
da comarca, de 2 i- do corren te, acha-se
no exerciciode sups funecocs.
O tabeliao publico,
Luis da Costa Porto-Carreiro.
Aluga-se uma sala com quarto era uma
das pnnc.paes roas do bairro de Santo Antonio
propria para eseriptorio por estar aceiada, e ,,'um
pnme.ro andar : quem o pr.-Under, dinja-se a
loja da praca da Independencia n. 33.
gfttuita attencao para naose|
darao eogaoo. S
0 Sr. Joo Paes de Oliveia queira ler *
i bnndade de vir a rua da Cadeia do Recife '
i
a bnndade de
n. 55, a tratar
quem
por mez, em formato in folio, con ito paginas cada numero.
aos
Attencao.
Fz-sc todo o negocio com a cocheira da rua
aa Florentina, de grande freguezia para o mato
contendo boas vacras deleite, bois o carros da
alfandega. a dinlieiro ou a prazo : a tralar na
mesma cocheira, a qualquer hora do di.
Attencao.
O abaixo assignado faz scienle a todas as pes-
soas que quizerem comprar ou hypolhecar a par-
te do sobrado da rua nova de Sania Rila n. 44
hajam de apparecer as Cinco Ponas n. 14.
Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto
5roXorDO,npas,a'l' mu,a, F"ncsco. de idade
ae d a40 anoos, com os signaes seguintes: alto
corpo regular, mulato, de cor paluda, cabellos
pretos e crespos, com pouca barba e com urna
aicatru sobre o nariz junto as sobrancrlhas
bem vii.el. levou seronla e camisa e cotuma
a usar camisa por cima da caiga : roga-se as au-
toridades tanto da praca como do mato sua au-
prehenso e entrega-lo na rua da loiperalriz |0ja
n. 6, aonde aer gratificado.
Ama.
OflV.rece-se uma ama para cozinhar ;
precisar, dirja-se a rua do Hospicio n. 50.
- Precisa-se do uma ama de leite forra ou
capliva.sem fllho n de boa conducta ; c tambera
de uma escrava para o servico interno o externo
de uma casa de pouca familia, paga-se bem
nai roa de S. Goncalo, primeira casa terrea de'
solao indo para a igreja.
m~. .Sr-Antonio Jos crreia, morador
Olinda, lera uma caria no pateo do Trro n.
O Sr. Thomaz Tines
leo do Trro n. 19.
n. 55, a tratar de negocio que rio i "nora M
- Precisa-se de 3003 a juros dando por garan-
p%bCTadtra,Z:'1UemqU,Zerannunf0^-r
Bom negocio.
Subloca-se o rrnndamenlo da cocheira da rua
da Imperatnz n. 38, -
oaras e um carro novo, le
loja da rua cima n. 20.
e lambem vendem-so
b
ve e forie : a tralar na
em
19.
lera uma caria no pa-
Aluga-se
a casa da rua da Praia n. 44 para
oulro qualquer eslabelerimenio
armazem ou
tratar cora
Eiras & Irmao na Iravessa do Par'aizo n. 16.
gTTrTTTTrTTTTTTTYTTTYTTTTTrfc
DENTISTA FRANCE2. 1
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e 2
p denlifico. <
Ensino de msica.
2"l'.7 W9 ,l,da noite: a tr,a?
_. Pede-se ao Sr. Ar.lonio Prisco de Franca
Meno o favor de apparecer na rua das Larauaei-
ras n. lo. 6
. Nao sendo mais prohibido o corle e venda
do po-Hrasil, o abaixo assigoado ofTerece urna
porcao de qumlaes desla madeira : quem quizer
comnrar annuncie poresla folha, ou escreva-lho
parara a cidade da Victoria.
Claudino Jos de Almeida Lisboa.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho pre
fenndo-se capliva : na rua larga do Rosario n.
oo, segondo andar.
Na loja n. 41 da rua da Cadeia do Recife,
existe urna carta para ser eutregue pessoalmenio
ao lllra. Sr. Jos Joaquim de S e Bcnevides.
alumno da Faculdade de Direito.
Aluga-se a casa n. 84 da rua Augusta, que
esia com limpeza : quem a pretender dirjase
mesma rua n. 4, junto ao sobrado amareHo ondo
est a chave, ou na rua das Cruzes, segundo an-
dar do sobrado n. 41.
Deseja-se saber se existe o padre Esteva
da Porciumcula Pereira, e no caso de ser falleci-
do a data_ e o lugar do fallecimento : quem der
nformacoes exactas se recompt-nsar, podendo-
Oingir-se esla lypographla com caita feea.da
dirigida a Anlonio Gomes de Macedo.
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos
de idade, para taberna, o qual d fiador
conducta : na rua do Codorniz n. 6,
Fono do Mattos.
ao
a sua
p do


**- '!'"" '" -
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGDNOA FEIRA 29 DE OUTUBRO DE 1860.
(S)
Nsabaxo assignados aonunciamos aocor-
po do commercio que temos dis-olvido amigs-
velmenle em 20 do setembro, a aociedade no ar-
mazem da ra da Cruz n. 21, em que gyrava sob
a flrrtn de Pinto & Irmo, flcando o socio Gui-
Ihermo Ferren-a Pinto rcsponsavel pelo activo e
passivo da exjiocta firma. Recife 20 de outubro
' de 1860. -="1liguel Perreira Pinto. Guilherme
Ferreira Pinto.
Miguel Ferreira Pinto participa ao respei-
tavcl corpo do commercio e a seus freguezes
desla praga, quo achando-se extincia a firma de
Pinto & Irmao, de que fazia parle, se tem esta-
belecido com o mesmo negocio na ra da Cruz
numero 13.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga mudou-
se para a ra da Gloria n.94, onde pode ser pro-
, curado das 6 horas s 9 da manhan, todos os dias.
Os subditos inglezesW. P. Harris e Charles
Diasques retirara se para Europa.
Nao 6 ao Sr. Joaquira Salvador que me
proponho responder as asquerosas asserses in-
sertas no Diario do Recite de li do crreme,
porque sempre devotei-o ao desprezo, mas ao
publico, que nao pode avaliar do homem que
nao conhece, e que langa a negra e venenosa ^-
lis. que se acha extravasada contra meu pai o".
Joo Florentino Cavalcanli de Alququerquo e
meu cunhado Cnrvalho, e deixando ludo mais
quanlo despejadamente diz nessa immunda cor-
respondencia, somente. direi que sendo en o ni-
co Pilho casado a quem alude ter meu pai absor-
vido o dote, que urna falsidade proprii do seu
carcter. Tcnho anda em meu poder o dote
que recebi, e urna pequea quanlia que tinlia em
-dinheiro offereci a meu pai a premio, e elle nao
exitou em aceita-la, coovencionnndo o premio
que pago, e me dando urna letra que a possuo
tudo em meu. proveilo ; ora, sendo nicamente
o que se deu entro mim e meu pai, se ve de que
quilalesao as historias do Sr. Joaciuim, que nao
se farta era morder na reputag.io alheia, porni
nos o desbrozamos. Juvenal 22 de setembro de
1860.Joao Florentino Cavalcanli do Albuquer-
que Jnior.
Na ra do Rangel n. 2, taberna, precisa-se
"de um menino para caixeiro, de idade 14 artnos,
, poueo mais nu menos, aindi sendo chogado ha i
pouco : quem precisir, dirija-se a mesrua.
Psecisa-se de 1:600$ a 2:000g a juros, dan- j
do-se por seguranca um sohririo : quem liver, I
dirija-se a ra da Praia n. -17, primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro para taberna e
com pratica da mesma, dando fiador a sua con-
. duela, d se bom ordenado : a tratar na ra Im-
perial n. 33.
'Avisa-se a quem ronvier que at o dia 30
do corrente mez se decidiro as propostas que
forem apresentadas para a compra do esinbele-
cimenlo do finado Antonio Francisco Pereira. e
definitivamente. Recife 27 de outubro de 1860.
O lestamenteiro.
Jos Bernardo G. Alcoforado.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
^ de urna casa, excepto de cozinha : na ra do Ca-
bng n. 18. entrada pelo paleo da matriz, sobrado
de um andar.
DE
NiV L,05\ 15. IRMiZEM
DE
Tachas e moendas
BragaSilva & C.tem sempre no seu deposit
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar do
mesmo de osito ou narua doTrapicbe a 4.
Luja da seis portas em
Trente do Ligamento.
Joaquim Francisco dos Santos.
40
QUEMADO 40
Realmente muito
barato!!!
Aonde isto?
Na rua da Cadeia do Reci-
fe, loja deFiguciredo
$ Irmo n. 55.
Vamos lev para admirar.
efroute do beeco da Congregaco letreiro verde.
Seda Je quadrinltos muilo Gna covado
Enfeiles de velludo cora froco pretos e
de cores para caheca desenhora da
uliima moda
Fazendas para vestidos, sendo soda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
31000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades .
Chapeo francez forma modrrna
Lengos de gurgurao prelos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafea rxo o covado
Chitas francesa a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
18000
29500
8*500
2$000
C ompras.
Compra-se a historia dos res de
Portugal por Mariz : quem a ti ver pode
traze la a livrariu n. G e 8 da praca da
Independencia.
Compra-se urna casa terrea na freguozia de
Sinto Antonio ; a tratar na rua do Sol u. 13.
Compra-se
a PRESSE, jornal francez que se pu-
blica em Paris, dos dias 8 e 9 de agosto
do corrente atino : na praca da Inde-
pendencia, livraria n. 6 e 8.
Comprase um guindaste em segunda mao
estando em bom estado ; no caes do Ramos nu-
mero 6.
Compra-se urna escrava de meia idade, pa-
ga-se bem agradando em ludo ; na rua das Cru-
zes n. 22.
Vendas.

Cera de carnauba
da nova safra, qualidade especial : no largo da
Assemhla n. 19, armazem de Antunes Guima-
laes A; C.
Com toque de avaria,
Pecas de madapolao de 2# a 4&000. vendem-se
na rua do Crespo, loja de qualro portas n. 8.
Vende-se por lodo o prego a armacao da
loja da rua da Praia n. 27, propria para qnalquer
negocio que se queira botar e paga apenas I5J
* do aluguel por mez : a tratar na praca da Inde-
penda ns. 19 e 21.
Vende-se urna divida justificada
por sentencia da quantia de 400$ pouco
mais ou menos, o devedor Antonio
Jos de Azevedo com loja de miudezas
na rua da Imperalriz, consta qje o
mesmo comprou outra loja na ruado
Li'ramento, de um seu collega em esla-
belecimento, costume e carcter cuja
divida e da prirneira fallencia que fez
o mesmo Azevedo, faz-se todo negocio
a tratar na rua da Cruz n. 48.
Vende-se milito de primeira sorte
' a -< a sacca : na rua da Praia armazem
n. II.
Veude-se urna mulata moca, que engom-
ma, cose e cozinha : na rua do Queimado n. 46,
loja.
Vende-se, de urna casa estrangeira, urna
mulalinha de idade de 12 a 13 annos, tem prin-
cipio de costura e sabe fazer renda ; para ver.
na rua da Imperalriz n. 47, primeiro andar, as
9 horas da manhaa.
Vendem-se 2 carros, cala um com arreios
para 2 cavallos, e amitos para 6 pe3soas ; um
mais pequeo e mais usado, outro maior. de vi-
dracas e com muito pouco oso : na rua das Flo-
res n. 6.
Bournus de soda otomana de cores proprios
para passeio, e sabida de baile, ultimo goslo : na
loja de marmoro.
Vende-se urna moler crioula de 11 a 12
annos, sera vicios nem achaques : na rua do Pi-
lar n. 54.
Vende-se ou arrenda se o sitio denominado
do Reduto, muito perto da praca, em chaos pro-
' prios. em Santo Amaro junto ponte do Madu-
ro, do ldo de Belem.com boa casa de vivenda,
muilo fresca, boa vista, e excedente agua para
gasto, grande baxa de capim para 4 cavallos. e
urna planta com 10,000 ovas de mandioca, gran-
de porcao de arvores de fructo de todas as qua-
lidades, boa noria, etc. : na rua de Apollo, ar-
mazem n. 33.
Rua do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriaderas para a praca o senhores
de engenho, obras que podem estar patentes em
qnalquer sala ornada, do melhor goslo pela sua
del.icadeza, como sejarn : as bonitas buhas ham-
burguezas, tanto em porcao como a relalho, e as
expelientes jarras finas e entro-lina?, proprias
para os lugares mencionados, de todos os lma-
nnos que o freguez queira, e depsitos para com-
modidade, jarrai o potes, tudo marcas reforjadas,
e outros muitos objeclos.
#500
93:0
#00
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prelos e de coros
com '2 saias o de babados
Ditos de ga/.e e de seda phantasia
Chales de toquim muilo finos
Grosdenaple preto e de cores de (odas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda pela
cora froco
19600
2*000
19500
Roupa feita barata.
Paliloude casimira escuras a 49000, ditas de
alpaca prela 49000 e 59*00, camisas brancas'
i a. a*.nnn ,-. i nn\ Klcos cortes de vestidos de seda trelos borda-
e de cores a 2000, dilas de fuslao a 23>o00 dos a velludo de 80 a 1-20.J. ditos brincos de seda
serolas rauilas finas a 1?5G00 e 2*000, palilols' bordados para casamento a 150$, ditos de gazes
de brim pardo a 38000 calcas de casemira pie-' de SPda de corcs a 3,)#. ditos de barege de. 2 saias
. *m. P.H.U ... r,T s.b,c c.=., ifiXt;JL .'.?*,r. ti iuS
cas, colletes do casemira preta e de cores, -dTMs. veMuarios de seda de quadros a 10. ditos de
de vellido preto e de cores ; um completo sorti-, tosi'aa para menina e menino a aj, 5 e 89, ditos
menlode roup.-.s^-feilas (lft cai,l!""a'a de cures para meninos a b$. dilus de
\r.._ j_ 1- 1 cambraia burdadus a ngulha paia baplisado a 18S.
Vende-se a diohen o on a prazo caiavequc e b..qi,,e0do cambraia e fustao para
urna serrana com todos jos seus perten- senhora a 10, 15 c 20, ditos de fustao muilo ri-
ces e com porcao de mrjdeira serrada e ros a 25f. cazaveque de cambraia bordados para 1
_______ : \ 1 i- "-'Crna a oj), taimase manteletes pretos de aros-,
por sen ai a tratar na lypograplna da denaple para menina a 8 e 10v\ visitas de fil)
rua da Praia n. 47. | preto bordados a 209, visitaste grosdenaple pre-
to a SS o 30?, manteletas de seda preta e de co- i
Vende-sena rua do Livrameuto|rps a '> e 1^ muito bonitos, visitas de cambraia '
u. 19, borzeguins francezes a CA, dito1 ^t^S'in ,'?' T?'\ ''e \asS5 e"m
, ". "* ; nraia usa a 8, 10 o |z#, c.ilcinhas de cambraia
de bezeri'O a b$, UltO de vaqueta a t. \ bordadas para meninas e senhoras a 2, 3 e 5,
i manguitos com camisinhas e gollas bordadas a
9 @@a|,@##|5.sint08dsed borddos para senhora a8e
S Machinas de vapor. 8 10*, camisas de cambraia de linho linissimas pa-
? ra casamento de senhora a 30 e 0-5, ditas de es-
VENDEM-SE
urna linda crioula recolhida, de 14 annos do ida-
de, cosiureira mu gil no servico domestico, a
qual escrava s so vender a quem se quiztr su-
jvildr a condicio de a possuir nesla praga ou seus
suburbios : trata-se na casa n. 4, da rua da Cuti-
cei';o.
Pechincha sem
igual.
Pegas de madapolao fino, com um pequeo lo-
que de avaria, por prejos muito baratos : na loja
do sobrado amarello nos Q-jalro Cantos da rua
Queimado n 29 ou 31, de Jos Mara Lopes.
Pechincha
sem igual
NA LOJA DE
Guirnaraes k Villar.
Cassas matisadas a 260 rs. o covado.
Lencos de seda a 1# cada um.
Vende-se millio em saceos grandes o mais
~ novo que ha chegado de Mamanguape : na rua
da Cadeia Velha, esquina do becco Largo, leja
n. 26.
Grande atlencao.
S-J Rodas d'agua.
@ Moendas decanna.
@ Taixas.
}* Rodas dentadas.
j. Rronzes c aguilhes.
Alambiques de ferro.
@ Crivos, padres etc., etc.
S Na fundicao de fe
@ rua do Brum passai
Loja das seis porte em
frente do Livamento
Vende-se em porcoes grandes roupa feila para
engenho, ou paro negocios a 900 rs. rada pega :
na luja da rua do Passeio Publico n. 11.
c. etc. @
ferro de p W. Bowman,
indo o abafariz. 4>
vender na
rhneiro
@ I cuiao de linho para 10. 15 e 20, ditas de algo-
{ i do linas a 4 e 5J, enfeiles de llores o frocos de
@ i 2 3 e 5, ditos de vidrilho prelo e de cores a 2jj '< tGg&eg&eBSHIBBi ful?
29500, chapeos de seda de cores para senhora **8*f&S*tttt E
a S, 9 e lOg, ditos de palha da Italia amarcllos -l^ pll'a
e bramos a 20 e 25S, ditos de seda para baplisa- y? i*no Mav n 1 Q
do de crianga a 6, 8 e 10g, lencos de cambaia e R u" iT"uv de Imho a 2500, ditos de relioi a 1C500, eoslu- S 111(1.11* Pfil Pflflfl (tf iVdl'l 1 ^
reir dejacarand para senhora a 8. 10 c 18, f$ C (,0i>U,al
cortes de collel.-s de velludo a 4$, malas para IflBaOS, OalheirOS fmil- 3|
vngem, completo sortimenlo de perfumaras, 3K ,. '>
charutos de FJavana a 3*. obras de ouro e ostras CeZOS, UIIl TICO SOI'timeil- ^
muilas fazendas que para mencionar lorna-se ; n iU nhi'flC itp hri I ran te P
muilo extenso, e quo se vende por pre.co com- '"
lit
de
co a200 rs., algodo monslro fcom duas larguras
a 610 a vara, lazinhas de duas larguras, fa/.enda
nova para vestidos a 500 rs. o cuvado, enfeiles de
tranca com laco de fita para cabega de senhoras
a 2$500, corles de risiado para vestidos a "2$, pe-
cas de madapolao com.4 1(2 palmos de largura a
4$40O, rilles de mcnr. estampados muilo linos
a 6$. A loja est auerla. aleas 9 horas da noile.
Os proprietarios deste estabele-s
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmenle aoe amigos do,bom e barato, que se
sebaro em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a esie mercado, por serem esculhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por coma dos proprietarios.
C\io colate .
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 850 rs.
M.avie\a&a imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porgao de se far algum abatimento.
M.aa de tamate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
lalas ce m erviWias
vende-se unicamenle no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Couser\as francesas e inglezas
as mais aovas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lalas de l>o\ac\\in\\a de soda
com diferentes qualidades a l&GGOa tala
Vmexas francezas
s \nais novas que tem vindo a este mercado em compoleiras, coniendo 3 libras por 33OOO rs.
eem alas de 1 1|2 libra por IftOO reis
Verdadevros figos de comadre
era caixa com 16 libras por 3?f000 rs. a relalho a 240 teis a libra.
aix'm\\as coi 8 libias de passas
a 33000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se tambem a relalho a libra a 500 rs.
laiitelga uiglexa
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 18000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola <>
o melhor que ha neste genero a 2$500 rs. a libra dito hyson a 2S9000 rs.
Palitos de denles licuados
a 200 rs. cera 20 raacinhos.
peive sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal em latas grandes por 18500 rs. cada urna e de
outras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Ttniciulio de l^isboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4$000 rs.
Tambem vendem-se os seguimos gneros, tudo recentemente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica rauila nova, marmeUda do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, para secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre hraneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas &s qualidades,
gomma muilo Gna, emitas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezas muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de poreo refinada e outros muitos gneros que onconlraro tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios ven Jerem por muito menos do que outro qualquer,
prometiem mais tambera servirem aquellas pessoas que raandarera por outras pouco praticas eorao
se vie-sem pessoalroenle; rogam tsmbem a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queirara mandar suas encoramenlas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e
o aeondicionamenlo,
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
les de riscado francez para vestido a 29, a'as
balao parr menina a 3c500, di'as para senhora a
4g5(IO e 5JJ ; d-50 amostra com penhor A loja
est aberta al as 1) horas da noile.


ralo para
Resumo de potica.
Indspensavul para os r.roximos examesde rhc-
loiica ; esl venda na livrria ^classica, na pra-
^@Pi@@gS fr8##toad$$ cade Pedro Un. 2, a 500 rs. cada excmplar.
;-;j Rccabeu-se e continua a roceber-se por ^
{$ todos os vapores arligos di modas pura gi
@ homens, iocluindo calcado de Uclis na
J Lojade marmore.
Vende-se na escola crilral do methodo
castilho, na rua das Flores, gn mmatica em ver-
so com exemplos de analise, lgica e grammati-
CJl aSOD rs., Historia Romana pelo Illm Sr. I)r
Drummond, compendio para escolas a 500 rs.,
brinquedos da Puericia para leitura continua a
.-imao de Nanlua 1.a e 2.a parte, obras pos-
tumas a 1.
i. Recrbeu-se recelltenlCIll^, e continua a ^
@ receber-se directamente de Pars e Lon- $*
tg) dres por lodosos vapores,
m
da especial, arligos
nhoras na
le encomuieo
do modas para se-
dalmperntriz n 16 i etc., etmlosdi.maisapu-
le bezerro l'aris para hornera a 5g. 1 ra,Jo gOStO JlOSSlVel eil
Lojade marmore.
999m&99mm*
@@3

Queijosdequalha-
Vendem-se os melhore3 c mais novos queijos
de qualha que tem vindo aquj, grandes c peque-
nos, de 12 a 40 libras, e a relalho, proprios para
mimos : na taberna grande d Soledade.
W^"
Gurgel & f erdigo
e muito commoda
-1S, 59 e 8*.
mesma fa-
Vendem na sua loja n. 23 da rua da Cadeia do
Recife, as seguintes fazendas :
Saias balao de nova invenco <
para senhoras e cranQts a 4
VmUs de fil prelo e msnleljelcs da
zenda por 25S-
Chapeos de palha finos enleitados de flores e
peonas para as senhoras por 35$.
Enfeiles e turbantes os mais modernos e porfol-
ios a 89 e 10*.
Corles de vestidos de grnadime de seda com 9 e
10 b badnhos a 25c c ;lo>.
Capinhas do seda de croxe branca c de cor bor-
dadas de ricas franjas a 3.jJ e 40$.
Grosdenaples dequadrinhos carmesim e oulras
cores, covado 2j}.
Sedas de quadnnho de cor, 3 covado 1JJ100.
Ricas fitas em varas para sin .o de senhoras.
Luvas de Jouvin de todas as cores a 2$.
Completo sorlimcnlo de roupa feila^ calca, pa-
letois, sobrecasaca, collete. seroulas. camisas de
linho ealgodao.
Palitos h gaz
a 2,000.
Ferreira & Martina nicos deposita-
rios dos palitos do gaz, fazem publico
que tendo recebido instrucQoes do fa-
bricante estabelccerao de hojeem dian
te o preco de 2$ por g-oza. Acliando-
se o deposito suppndo e esperando-se
remessas por todos os navios e desojan-
do o fabricante elevar o consumo a al-
tura que lhe compete resolveu lazer es-
ta modificacao e a matieira que o con-
sumo for augmentando, ira' declinan-
do o preco, portanto s5o convidados os
compradores a virem a travessa da Ma-
dre de Dos armazen. ns. 9 e 16.
Cora to^ue de
avaria.
Pegas de madapolao a l 00. 2j. 2J500, 3J e
350O, vende-se na loja i a esquina da rua do
Crespo que volla para a ru do Imperador.
Pechinphas.
Pecas de madapolao fino averiado a 3$ e2#50O
na rua do Queimado n. 44. !
Borzeguios de Melis.
Vende-se a 12$ rs. o pal deslo magnifico cal-
gado na rim da Cadeia do Recife loja d. 41 de
Guirnaraes & Reg.
Quem Irouxer dinheiro nao
deixa de comprar.
Una
Rolins de Dezerro Paria p
Rrozegoins de lustre Nantes a 5?.
Ditos rJe dilo 1'. risa 59.
Ditos de castor Paris a j}.
Ditos de bezerro Nanles 2 1|2 solas a "g.
Sapaloes de vaqueta de lustre taxiadus a 5#.
Ditos de lustre laxiadoa a 5j>.
Ditos de lustre de Nanles a 53.
Ditos de dilo e gaspiados prelos e. de cores a
3^500.
Dilos de bezerro Nanles para homem a 35500.
Sapatos de lustre sola e vira a 3.
Dilos do bezerro a 35500.
Borzeguins sem sallo para senhora a 1$C0.
Sapalos de lustre para dila a Ig.
Dilos de selim a 1JJ500.
Borzeguins corn sallo para meninas a 2JS.
Dilos para chancas a 15500.
Na mesma loja recebe-se constantemente de
Franca (odas as qualidades de calcados dos me-
lhores fabricantes, para
ninas e criancas, e que se
do <;ue em outra qualquer parle.
dem aderecos, pulsei-
ras, la\e do vesuvio
scultadas pelos melho-
res artistas, ditos de
pintura sobre porcela-
g na, de xateau, ditos so-
S hre o adreperola com as
II batalhas desta ultima
S guerra da Italia e mais
^ urna innidade de ob-
^ jacios, mosai|ue deRo-
S mo e Floronea, casacs
-i"-;
' \
.".1
1
consequencia de termos
h urna pessoa da casaem
8 Paris que se oceuna es-
|| pecialmente da boa exe-
|| cucao destas obras. Os
H iLesiiios se encarregam
^ de qualquer encommn-
jg ta par a Europa.
Potassa nacional,
chegada esles dias do Rio de Janeiro, vende-se
por preco muito enmmodo : no escriplorio de
Cnrvalho, Nogueira & C, rua do Vigario n. 9,
primeiro andar.
Papel proprio para for-
lomens. senhoras. Me- ra* SahlS COI11 JllltlO deseilho,
" vendem mais barato i i .
por todo prego: na loja de
Alvaro & Magalhes na rua da
Cadeia do Recife n. 53.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
se por pregos baraiissimes para acabar : ves-
tidos de tarlatana bordados de seda a 8*OOO,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeiladas a
o0P0, casaveques de cambraia e fil a 5000,
perneadores de cambraia bordados a 6C000,
.babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
lo finas a 13?5( 0 a cega, ri3cado francez fino
a 161/ rs. o covado, golnhas de ponas bor-
darlas a 250o, manguitos de cambraia e fil
a 2&000, camisinhas bordadas muilo finos a
2000, chita larga com lustro e muito fina
propria para cobaila e roupoes a 3-20 rs es-
guiao de linho a 10200 a vara, roupoes de
seda feitos a 12?Ji)00, vestidos de seda mofados
a 88000, luvas arrendadas a 00 rs. o par,
vestido* de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20:>000, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a 209000, sobrecasacas de panno
muilo fino a 25()00, caigas do casemira prela
e decores de OfOOO a 10*9000, dilas de brim
branco e do cores de 2^000 a 5*2000, palitos
de brim branco e de cores de 2!>500 a 5000,
ditos de alpaca de 39000 a 89000, brim
trangado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de largura a 19600 o
covado, velbutina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o orle, meias cruast
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 329000 a duzia, pe$as de
madapolao fino a 49500, cortes de lanzinha
muilo fina com 15covados a 8#O00 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 39000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar con las.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos novos a 3.
Manteiga ingleza flor a 19280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 1}>500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cli hysson fino a 23-100.
ltecebcu-se e continua a receber-se por $g
todos os vapores, vestimentas, calgado e #
chapeos para meninos na &
Loja de marmore.
-
A 2#500 a sacca.
Farinha de mandiora com loque de mofo em
saceos grandes, no largo da Assemhla n. 19
armazem de Anlunes Guirnaraes & C.
Vende-se ou permula-se por casas aqu na
cidade um grande sitio perlo da cidade, com
grandes bailas de capim, pasto para vareas de
leite, tem seu coqoeiral, algumas fructeras, ter-
reno psra verduras, com bom pdgo d'agua de
beber e tanque para banho ; quem pretender,
dirija-se a rua de Praia, marcintiria n.5'J.
Loja de fazendas finas,
Rua do Gabug n. 2.
I Vendem-se :
Cortes de vestidos de phanlasia.
! Cortes de vestidos de seda de cor.
, Dilos dedilsde seda preta bordado "a velluJo o
a seda.
Ditos de ditos de larlalana brancos".
Dilos de dilos de cambraia bordado.
Ricos manteletes c taimas de grade a imiiario
decrochil, pensadores de cambraia branca
bordado
Ricos vestuarios de combraia enfeitados para
baplisado.
Chapeos para senhora e criangas.
Completo sortimento de obras francezas de pan-
no, casemira, brins, merino, tanto para homens
como para meninos.
Lencos de hbyriniho do Cear o francezes.
Assim como oulras muilas fazendas de goslo
moderno que se deixa de mencionar as qu?es se
moslrarao aos compradores.
s i'rcparacoes inglezas que asseguram -jj
Si mortc infallivel a ratos e moscas e loda a @
casia de insectos : na rua da Cadeia do @)
@ Recife n. 1. tg
Meios de sola.
Vende-$e 170 meios de jola
Novan. 44, loja.
na rua
Na rua da Cadeia velha n. 27, ha, vindo do en-
commenda.os mais bellos sellinsinglezes paten-
tes de cor amarella, muito grandes e proprios
para pessoas gordas, dilos de tamanho eommuin
lambero da mesma cor, assim como silhes lam-
bem patenle cora duas montaras o um saib de
sobrecelleote, porm fazenda que anda nao
tem vindo igual, lano em qualidade como em
modello, e pregos commodos em vista da quali-
dade
A 4,000 rs.
Farinha de mandioca em saceos grandes : ven-
de-se no Forte do Mallos, armazem n. 18, con-
fronte ao trapiche do aleodao.
Vende-se urna prela de 25 annos, crioula ; na
rua do Queimado n. 61.
Loja de calcado.
Vende-se urna loja do calgado, muito propria
para qualquer principitnte, e por ter poucos fun-
dos, e mesmo para qualquer outro negocio por
serem bom local: .os praca da Icdependencia d.
39, se dir qual c. .


1
()
DIARIO DE PERHAMWJCO. SEGUNDA FEIRA 29 DE OUTBRO DE 1860.
FABRICA
DE
&mmmw i fmm%i m irais.
Sita na ra Imperial n. 118 e lio junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida porFraociseo Belmiro da Costa.
Nesle estabelecimenlo ha sempre proraptos alambiques de cobre de diflerentes diraeo-
goasde 300 a 3:O00ftj simples e dobralos, para distilar oguftdenle. aparelhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espirites cora graduado at 40 graos (pela graduado de Sellen
Cantar dos melhores systernas hoje approvados e conliecidos nesta e outras provincias do imperio
tarabas di tolas as dimemjoes, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronze e ferro'
lorneiras de bronze de todas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronze e ferro para rodas d agua, partas para fornalhas e crivos da ferro, tuboi de cobre e
chum i de todas as dtmencoei para encammmtos camas de ferro cora armacao e scm ella
fu-oesde ferro potaveis e econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambique, passa-
etras, espumaderas, coccos para engenho, folha de Bandos, chumbo em lencol c barra zinco
era le.col a barra, lences o arroallas da cobre. leacooj de ferro e lato, ferro suecia'inHez
de todas asd.mjnces, safras, tornos e folies pira ferreiros etc., e outros tnuitos artigopor
miaosprec.0 do que em outra qualquer parte, desempenhanlo se toda e qualquer encoraraen-
da ccm prestasa e perfeico ja conheci la e para oirmodidade dos freguezes que se dignaren
bonrsremnee cora a sua confianca. achao na ra Nova n. 37, toja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encomraendas.
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado ran-
cez, roupa feita, miudezas linas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes: na lo-
a do vaiior na ra Nova n. 7.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
Seus propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico emgeral, toda cqualquer
obra ra3nufaturada em seu reconhecido eslabelicimenlo a saber: machinas da vapor de lodos os ta-
manfios, rodas d'agua para engenhos, lodas de ferro ou para cubas de madeira, moendas e meias
moendas, taclias de ferro batido e fundido de lo los os tamanhos, guindastes, guinchos e bombas,
ralis, rodiles aguilhoise boceas para fornalha, machio.spara amassar mandioca e para descarocar
algodo. preen para man lioca e olea de ric.ni, porloes gradara, columnas o moinhos de venlo,
arado;, cultivadores, ponas, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, boles e todas as obras de ma-
chinismo. Execula-se qualquar obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fin firen aprestados. Kecmem-se encoramendas neste<-siabeleciinenlo na ra do Brum n.
28 A c na ruado Coegio boje do Imperador n.65 moradia docaxeiro do estabeleciraento Jos
J o lUUB da Costa Pereira, com quera os (irelandentes se poden entender para qualquer obra.
Pianos
Irothers & C. tem para
em
FAZENDAS
Armazem dama do Quei-
mado n. 19.
Chitas,
Chitas francezas escuras o claras a 220 rs.
Clules de merino.
Chales de merino bordados finos a 5-2500, dilos
estampados graodes a 3J500.
Bales.
Baldes abnrios a 5j, ditos tapados a 4{i.
Vestidos para meninos
Vestidos de seda e la para meninos o meni-
nas feitus no Rio de Janeiro a 8 e 10}.
Grosdenaple.
Grosdenaple furtn-cores a lgOO o covado.
Cobertas chita.
Coberlas de chita, goslo rhinez, a 18300.
Lences.
Grande pechinoha de lenzcs de bramanle e
de panno do linlio a 1J800.
Colchas de ustao.
Grandes colchas do fuslao a 5}500.
Lencos brancos.
Lencos brancos para algibeira a 2> e 1-5800.
Pcntes.
Pentes de tartaruga fundida com enfeile pelo
baratissimo preco de 58000.
i

o
9

i

m
G'trgel & Perdigao
Reieberam pela barca Bertha, chega-
da ullim imente do Havre as seguales fa-
zo las di seu pedido, ra da Cadea do
R uife n. 23:
Superiores cortes de voslidos branco de
seda, ditos da blond com mana, ca-
p-Ma. llores solas e saia de setira.
Su.icriiir.'s e modernos chapeos de palha
enfullados para sonhora.
S inri.nos cortos de vestidos do phantasia
rom babadinhos o do duas saias.
Superiores tilmas de seda frota felo de
.r ix- brincos e do cores, pelonezas ele.
Superior c.essa de cor do apurado gosto,
organdys. obras de sndalo, pulceiras,
psir ilis etc.
Para mannha o verdadeiro panno azul es-
coro que s vem a esta praca por en-
cumnieiida. -"^
Qhappos do castor prelose francos forma !f
moderna. *
.i
n
5-fi

Guirnares Villlar
Ra do Cresmn 17.
VonWn-so. para liquidar, cassas de cures e or-
gandizaa a 36o ris o covado.
I. neos de seda a 450 rs. cada um.
Lencos de soda a 18000 cada ura
Chitas francezas escuras; bonitos padres a
2i ) rs. o covado.
Guillabas e manguitos, a 58000, muito boa fa-
ZCH'la:
Casa< francezas muito finas a 660 rs. a" vara.
Vestidos de phantasia de 258 e 303 rs. por 15
cala un.
Collinhas o manguitos preos a 5# rs. cada ura.
E tupas de brim para criancas a 39500 rs.
Ja lelas o calcas para criancas a 8 rs.
Yi'stii ros de seda para crianzas a 38 rs. para
am'ms os sexos.
Ra* chipeifnas do seda e de palha de Italia
do melhor gosto possivel.
Corles de seda preta, bordados e avollndados
d" dnas saias do melhor possivel.
Cortes dn cirnbraia branca bordada de duas
saias a 26j e 35J> rs. cada um.
Superiores manteletes com dous bicos largos
e o 'Ir >s cutnpridos, de ullima moda de Paris.
Saias bordadas as melhores que teem vindo,
de iiuairo pannos.
Roui'oes de chita o de cambraia bordados a
83 e 3(1 r..
Camisas para senhora ricamente bordadas.
Esparlilhos muilo superiores a 78 e 108 rs.
Vinagre branco,
superior.
Vende-so vinagre branro superior em barrisde
Quinto, por prego commodo ; na ra da Cadea
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
ve! ra.
Anda ha alguraascaixas com vinho do Por-
to milito superior a 168 a caira, e em garrafa a
18500, no preciso gaba-lo porque elle mesmn
piz o qnp : Tcnde-se na ra larga do Rosario
numero 23.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
trentoe300 do fundo, ludo aterrado o com 50
palmus de eaesj feitos, muito propro para nelle
se eslabelecer refinacoes, padirias ou fabrica de
qualquer natureza, na ra do Brum, bairro do
Recife, junto a fabrica di fundicao de ferro, lugar
designado para taes estabelecimenlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra do Apollo, armazem nu-
mero 38.
Aos senhores armadores e
proprietarios do carros
fnebres.
Vende-se verbutina prola superior a 400 rs
o covado : na ra do Crespo n. 25.
Attenco.
Miudezas por metade de
seu valor.
O arrematante da toja de miudezis da travessa
do Uvramento n. 8, leudo do entregar a chave
da loja, vendo sera limites todas as miudezas
existentes, entre ellas um gruido sorlimento de
trancas e franjas de seda, tila de velludo e ver-
bnlina. lionas de cirrinlios de cores a 20 rs. o
carrinho, carios de c debeles a 40 rs., dedaes a
10 rs.. ditos do metal prateados a 40 rs., boles
de ano tinos para calca a 20 rs. a duzia. ditos de
louca bram-os e pinlalos a 20 rs. a duzia, bicos
de seda porfeitos a 200, 20 e 320 rs. a vara
phosphoros bons a 20 rs. a c.ixinha, trancnhas
de linlia lisas decores a 40 rs. a pega, ditas de
caracol a 60 rs.. estampas de cantos a 100 rs.
cada urna, meias para lioraem a 80 rs. o par, di-
tas pintadas finas muito encornadas a 20 lio-
2'4A,m22J'ran5asde ^da a 80. 10O, 120. 180. 200.
,.,o SE'Z't'.*"4! n,'li'" mo1"'n "o seda
140. 160.2)0, 240. 320, 400 e 500 rs. a vara e
todas as mais miudezas em proporc.io ; chegum
com os cobres, que o froguez nao 'saho sera fa-
zonda.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Qierando n. 2
tem cobertores de algodao de cores bastante!
grandes, propnos para escravos, pelo baratissi-
mo preco de \$.
Veoderase
fazendas por menos do seu
valor, na ra Direita
numero 68, loja de Braga
(Lima
Cortes de vestidos do phautazia de seda a 20}
Ditos ditos de chaly de seds muito fino a 18a.
unos ditos de barege de seda o da ultima mo-
da a 128.
Polacas de grosdenaple, objeclo da moda, a
i-.!!''Ie'0-.lr,'ll! Panno rauill> fin o de caserairas de
128 ate 208-
Alpaca de seda, covado a500rs.
Organdys com ricos desenhos, vara a 500 rs-
Grosdenaple prelo muilo bom do 1800 a 22501
Cortes de collete de fuello a 32 I.
paleto! de alpaca preta e de cores fina de 28
ale 4)000.
E-partilhos francezes a 38">00.
Nesta m-sma loja vendem-se chitas francezas
ditas mglezas, madapoloes. brins. algodes c ou-
tras mullas fazendas por preco que admira.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
dea do Recife n. 38, pnmeiro andar.
Pateo de S. Pedro n 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslaheleciment saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, rr.i-
Iho, fejo muUiinho e preto, goman de mandio-
ca, arroz de casca edito do Maranhao de su-
perior qualidade, doce da casca da Koiaba, vinho
do Porto em garrafa do melhor que poda haver
no mercado, manteiga ingleza e franceza, banha
de porco em latas, bolachinhas de soda de todas
as qualidades, cerveja prela e branca da melhor
marca, queijos flamengos fraseaos, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendern por me-
nos brego do que se vende em outra qualquer
parte. n n
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasio, muitos lindos, de
duas saias, pelo baratissimo preco da 109 cada
um crc.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de bretanha dorlo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada rlropria para cai-
ga, colleio e palitots a 930 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3J>, 4, 6,
eG$a peca, dita tapada, com 10 varas a 5# e
63 a peci, chitas largas da rao lernos e escomidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de luorin estampado a ?* e 83,
ditos bordados cora duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi um. dilos com urna s pal-
ma, muito finos a 82>o00, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120 e I 60 c ida um, meias muilo finas pa-
ra senhora j4I a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 o 39500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para cobert a 280 rs. o covado, chi-
tal escuras inglezas a 59900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,1
18200 e 13S600 a vara, dito proto muito encor-1
padoa t#500 a vara brillantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de lifferentes cores a 360 rs. o
covado, casemiras pretas finas a 29500. 3ff e
38500 o covado, carabria preta e de salpico* a
OO rs. a vara, e outras nuitas fazendas que sel 5
far patente ao comprador, e de todas se daro'3
amostras com penhor.
Gomma.
Vendem-se saceos com gomma muito alva,
prapria para engommar e fazer bolinhos, assim
como saceos com milho porpreco commodo; na
ra do Queimado, loja n l.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 3*200. muito
bonita, ditas de salpico muilo fina a 3j800 ; na
toja da ra do Passeio Publico n. 11.
Cambraia organ-
dys a 300 o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas. CBinhraia franceza organdys a 360 o '
covado, para acabar urna factura ; assim como,
boas chitas francezas o 240 e 300 rs., fazenda de
lindos padres e cores fixas : do- se maestra. !
Apechincba, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na
Saunders Brothers & c. tem para vender
ea armazem, na praga do Corpo Santo n 11
alguna pianos do ultimo gosto. recentimente
ebegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Brokdwood drSons de Londres.
muilo DroDnos ara este clima.
asas? e^^e^g^a
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
las desle vinho sem confegao, e proprio de doen-
les : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Capellas
para tmulos e catacumbas tanto de
aljfar e mortaile com inscripcoes : na
ra do Imperatriz n. 7, loja'do Le-
conte.
45RnDirrita-45
ESCOLniDO S0RTI1EKT0
DE
CUNDE S0RTI3IENT0
[Fazendas e obraseitas
Ha
l-oya e armazem
DE
IGues&BastoJ
Na roa do Queimad) n.
46,frenteamarella.
Sorlimento complelo do sobrecasaca de
panno prelo c de cor a 25, 28$, 30 e
3o. casacas ti 28*. 30* e35S. palitolsdos
mesmos panqos20*. 22* e 253, dilos de i
casemira do odr a 16$ e 18*. ditos sac- ]
eos das mosa as casemiras modolo inglez 1
casemira fina a 10, \lg 1 i* e 153, ditos '
saceos de lpica proto a 43, dilos sobre !
fino dealpac.i a 7*. 8->e9#, dilos de me-
ri selim a 03. dilos de merino cordo ;
alOJe 12*. d los de sarja preta trancada <
saceos a 6J. ditos sobrecasacos da mes- \
ma 'azenda a 8j, ditos de fuslao de cor e *
branco 1 43. 4 3500 e 53, colloles de ca- s
semira de cor e prelo a 5* o C*. ditos de '
merino preto para lulo a 4* e 5*. ditos 3
de velludo pr'to decr a 9Se 10*. ditos i
de gorgurao ce seda a5* e 6*. ditos de |
briai bronco c de cor a (KOll e 3*. calcas 3
de casemira do cor e proto a 73. 83, '9* |
e 10*. ditas piara menino a 65 e 7*. ditas ^
de merino de eordao para nomem a 53 e k
6J, ditas de brim branco a 53 o 6#, ditas
dild de cor a 3*. 3*500, 4 e 5*. e de |
todas estas obi as tomos um grande sor- *
tmenlo para rienino de todos os tama-
inglezas a 36* t duzia. Na 5
paletots de panno prelo f
143. 15J o 16j. ditos do
os rnesmos pelo mesmo J
(de alpaca saceos a 3* e SS
brecas.icos a 5j e 63 para g
cas do brim a 2*50'T, 3* e S
saceos de casemira do edr
inho a80e 13 ca- S
nhos ; camisas]
mesma luja ha
para menino 1
casemira para
preco, ditos
33560, dilos si
os mesmos, ca
3*500, paletut
a 6 e 7*, loal las de
da urna.
No mesmo
apromplar tod
tendentes a ro
que para esse
(cenle de per
rigidus por un
Ihante arte, fli
lecimento re-
obras ate a si
2, tem.i.t.s ba.oos abortas. SmJ^SMi Ef? g'"
lo diminuto preco do 5*.
Exposic
E* chegado a esl
mo sortimento do
mais bonito que se
cao de prata ; na r
_ M
Vende-se na loja de
NabucoA C. na ra Nova
n. 2, fitas para cartas
! de hachareis a 5$ rs. a
| fita
Vende -se
EM CASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade em bar-
rise engarrafado.
Biscoulos.
Tintada lodas as couros.
Lona e (Hele.
Fio.
Sollins, selhoes, arreios e chicotes.
Ruinas.
Ra do Trapiche n. 42.
4dmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de famMia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
e necessar.o par. o resguardo dos seus mimosos
opequenlnos ps; atlendendo tambera a que
una crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna bolina acalranhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca belao
rom um borzeguim estragado, far urna trUto"
figura vis-a-visde urna bella; considerarles lao
acertada actuaran) no espirito do proprielaro do
estabelec.mento, j lao conhecido pela roodici-
de dos pregos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munmdo-se de um abundante sor-
imento e sem defeito. que aprsenla aos seus
ben^nos freguezes (moeda em punho) pelos
as quaes se cura
leslias
s com
eficazmente as principaes mo-
stabelecimento manda-se
las as qualidades de obras
ipas feitas.era poucoS das, 3
fim tomos numero suf-
los ofRciaes de alfaialcs
hbil ra*slre de seme-
ando os donos do eslabe-
iponsaveis pelas mesmas
i entrega.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contusots,
qiieiraadura, erupcoes cutneas, angina, rete-
Cao de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
mcas esyp hlilicas; resolve os depsitos de m.ios
humores, purilica o sanaue, renova o syslcma;
promplo e radicalmente cura, escro'phulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aforcoes do (gado e rins,
erysipelas.abcessose ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difculdade das regras das
mulhetes hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o 3ystema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramente vegelaes favoraveis
presos obaixo:
Senhoras
Borzeguins 52 a 59. .
Ditos ditos......
Ditos ditos. .
Meninas
Boizeguins29 a 51.
Ditos 25 a 28. .
Ditos 18 a 24. '.
Homem
Borzeguins. .
Ditos. .... [
Ditos prova de fogo e d'ap
Ditos. .......
Mt-ios borzeguins de luttre! ".
SapatOes com elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro.
Meninos
Sapato^s. ,
Ditos. .
ua.
4.S800
4J500
4^000
5fS-800
5^600
5/^200
9i'50O
8fs800
86-500
6OOO
6;000
5#000
5^600
5^000
5S600
5$000
Dbena nm variado sorlimento de todas as
annunciados
classes e presos nfimos, sendo
somente de primeira classe
os
HELOlilftS.
- emeasa de Saun
- Corpo Santo, re
ao abncante toskell, por p
e tambemrancellins e cadeias
naWSHail S$3&3 SHSKSISaKl "m todsos casos nunca occasiona na.17.eas nem
dores do ventre. dses de 1 a 3 resularisam, de 4
Sebo e graixa.
Se' o coado e gr ixa em bexigas: no armazem
o" Tasso Irmos, ao caes de Apollo.
a3^
Arroz cora casca
a sacca.
tendo a maior parte pilado
no Caes do Ra-
5o 'de melaes.
.1 loja do Vanna, um riqoissi-
neiaes de todos os gneros do
p le encontrar, todo a emita-
ua Nova n. 20, loja do Vianna.
C1.SDE SORTIIEWO
DE
e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
RU.V DO OUEIMADO N. 39
EM SUA LOJ.V DE Q1ATR0 rORIAS.
Tem um completo sortimento da roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pencas que desojaren! ler um sobrecasaco bem
feilo, ou um caiga ou collete, do dirigrem-se a
este estabelecimento que encontrarao um hbil
ariista. chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontada dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros oscuros, que se ven-
dern a 129, outros do casemira de quadrinhos
Ja mais fina que ha no mercado a I69, ditos
de merino stima 129, dilos de alpaka muilo
fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 12,
ditos de panno fino a i0#, 258, e 30. sobre-
casacas francezas muito bem feilas a 35, cal-
gas feitas da mais fina casemira a 105, ditas de
brim ede fusiopar prego commodo, um grande
sortimento de .-olletes de cisemira a 59, dilos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sorlimento de sapatos de tpele de gosto muilo
apurado a 29, ditos de borracha a 29500, cha-
peos decaslor rnuitosuperiores a 1G$, litos de se-
da, dos melhorosquetem vindo ao mercados 10,
dilos de sol. inglezesa 109, ditos rauitosbons a
129, dilos francezes a 89, ditos grandes de pan -
no a 43, ura complelo sortimento degollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e-intre raeios muito
proprio para collerinhos de meninos etravessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servera para batisado decriangas e para passeio
a 89, 10 129. ricos longos de cambraia da
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito finas a 59. Ainda tera um
restinho de chales de toquim a 30, corles de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 1009, que j se vendeaam a
150, capotinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gnsios a 20, 259 e 309. os mais superio-
res chales de Casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho da vara e tres quar-
tas, adamascadas, muilo superiores a 59, ditas
para rosto de linho a \9, chitas franrem de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200.280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e palitots 3 49 o co-
vado, e ura completo sortimento de outrasfazen-
das, e ludo se vende por prego barato, eqne nao
possivel aqu se poder mencionar nema quarla
partedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
Born
Riquissimo 3orli
lodos osla raanhos,
Cafe a vapor.
Riquissimo sortimento do mnrhinasde fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposico de
Pars ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
as de Japy.
monto de bombas do japy' de
is melhores que se lem appro-
vadoem lodo o mundo, pela facilidada que d a
tuar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Canias de ferro.
Ril'iUssimo sort.ment de camas de ferro com
as, e para colxib porpreco commodo ; na ra
Nova n. 20, loja do| Vianna.
Na fabrica de caldeireiro la ra Imperial
junto a fabrica de sabao, c na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna rande porefto de olhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de 140rs. a libra
?*SP & & -II $2M .ai h as
I mt nm m ^m ^H Wm Wa
eile-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosoaracamisas,
Biscoulos
Emeasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
ra la
os segnmtes
rga do
medica-
Birlholomeu Francisco de Souza
Rosario n. 36, vende-se
memos :
Uobl'Affecleur.
Titulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarupedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
e albrts" bCCa Urga Cm rIhaS' de 2 on"
Assim como tem um grande sorliraenlo de na-
pe I para forro de sala, o qual vende a mdico
pre^o.
Vendem-se libras sternas, em
casa de V. O. Bieber& C. : ra daCru-
n- 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ^ua da Senzala n.i2.
A dinheiro.
Vendem-se carrinhos de mo a 128500. de 4
para cima, assim como conrerlam-se ; na'rua da
Concordia n. 19, armazem de madniras
Vende-se umi excellenle escrava moga, boa
cozinheira, engommadeira, e acostumada a todo
o servgo do urna casa de familia ; quem a pre-
tender, dirjase ra da Alegra n. 7.
a8purgam. Estas pilulas sao efficazes as atlee-
soes do ligado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digesto, e era todas as enfermidados das mu-
Ineres, a saber : irregularidades, fluxo, relen-
goes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc..
sao do mais prompto effeilo"na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em lodas as febres ma-
ignas.
Esteslres importantes medicamentos vem a-
(ncupanhodos de iustruceos impressas que me-
tra m com a maior minueiosidade a maneira de
apphca los em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos de falsificarao por srt haver a venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leiie
& trmao, na ra di Imperatriz n. 10. nico
agentes em Pernarabuco-
Rival sera segundo.
Na ra doQuaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguiuies artigos
abano declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sipatos de tranca de algooao a lp.
Canas de alflnetea finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, o
13*40.
Phosphoros com caixa de folha a 120 is.
Frascos de macass perula a 21)0 rs.
Duzia de facas e garfos muilo finos a 3^5*00.
Clchelos em canao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obrejas muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa pora criancas e 200 rs.
Paros de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.'
Agulneiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito Gnus a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la com 10 varas a 1g.
Pegas de tranca de la com 13 varas a 500 rs.
Pelitho para enfeitar vestido (peca) 1.
Linhas Pe Iro V, cartaocum 2UO jardas, a 60 rs.
Dilas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito linas a 200 rs.
Pares ae meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (peras] 40 rs.
-Gramrnaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os istabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
VoaraedSner^mCaSca de Saund"s Brothers 4
Corpo Santo, relogios do af*ma
regos con un dos
deexceellniV-gostr/ l"1UeiaS Par8CS Be8IU0S
I**** " Ci-S
Seguro contra Fog
COJMI'AHBIA
LONDRES
e
y
e
1
F
1
i
UMBOO
eobertosedescobertos, pequeos e grandes,d?
ouro patente inglez, para homem e senhora.
de um dos melhores fabricantes le Liverpool
ivndospelo iltimo paquete inglez : emeasa d
oSuthall Mellor A C.
Loja das seis porlas em
frente do Livramenlo.
Covfldo a 200 rs
Chilas largas de bonitos guato* a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a imitado de Iazmhas a
ib rs., cassaa de salpicos brancas e Oe cores a
.." "'"o, pegas de esguiSo de algodar.
muito lino a 3ff a pega, ditas de bretanha de rolo
com 10 vai as a S. riscadinho de linho a 160 r
o covado, chales de merm estamosdos a 8a
lengos brancos com barra de cor a 120 rs.. ditos
cooi bico a OOrs., algodao monslro de duas lar-
garas o mmhor que possivel a 640 rs. a vara,
aiiiisulina encarnada a S40 o covado. fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est abarla al as
y boras da noite.
0
AGENTES I
|C J. Astley Companhia.G
I Vende-se
! Formas de ferro para
purgar assucar.
Encmelas de ferro.
I Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
1 Pregos de cobre de com-
posicao.
i Barrilha e cabos.
1 Brim de vela.
Couro de lustre.
I Palhinha para marciriei- i
I ro : do armazem de C. I
i J. Astley 4 C. i
- Na, na da Cadea n. 24, veiiOem-M w se-
guintes fazendas, por metade de seu valor, para
liquidacao. '
Ricos'de seda brancos e pretos, de lodas as
arguras. vara a 160. 240,400. 8C0 e lCOO
de aliooSol SOrlme'"0 de f"J Je seda e
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 3S*
Botos deseda, filudo, de louca ede fuslao
de qualidades finas, duda a 2C0. 400 o 600 rs.
Colloriiihi.s bordados de 500 rs. 2S 3 e 4
Entren eios finos, pegas com 12 ral a 1b!
rolhos bordados tiras a 5i 0. 1 2 3*500
Camisetas com mangnios a 3, 4, 5 c 6a.'
Enfeites de flores a 6f. *
Chapees de seda para senhora a IOS.
Casaveques de velludo a 40 e 608
Ditos de seda a 25*.
Ditos de fosioo a 8 e 12*
faUMOCd" 6 dC ldaS cIualidaJes e 160
Ditas de velludo de 240 rs. a lg
Ra da Cadea do Reeifc
numero II.
loja de miudezas, conlina a vender-se relo ba-
objecPt(K "' ei"re 'dSS 3S f8ZeDdas. os Sfg'-intes
defe"to?i!oPr? en'rada d porla com pr1ueD0
2500nJaS P*r* corlinados e toalhas, peca a
Duziasde talbeivs a 2J900.
Dilas de dilos finos, cabo de baleia, a 5*500.
Iiaralhos de Carlas de apreciagao a 2*.
28300 haS de Tidrilh0- eos'os modernos, a
Carlas de alfinetes a 100 rs,
Massos de grampas a 40 rs.
Molduras dooradas de todas as larguras a g
Franjas de seda, laa, algodao e linho, costos
modernos.
Eiifeites para rabega. de froco, modernos
MantS para ftravala a Beltramini J
Charutos de economa, caixa com 100 a 25O0
h muitos outros objectos que s Tala os com-
pradores.
Vende-se um sobrado de um andar c solao
na ra do F..g0 n. 35, chaos proprios : a tratar
na ra ao Livramenlo n.30.
_ Vende-se urna grande porgao de lijlos ser-
vidos por barato preco : a tratar na ra do Pa-
dre M.inano n.34.
f vciidem-se saceos rom farello de Lisboa
arinha de mandioca e milho, por prego aiuilo
m ronta : no pateo de S. Pt-dio n 6.
. ~~ Em casa de N. O. Dieber &Successores ru
;da Cruz n. 4. vende-se :
Champanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadas marcas, mu contiendas no ItiodeJa-
Vinho xerez em barris, cognac em barrs e
caixas
Vinagre branco e Unto em barris.
Hrilhantes de variasdimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ago ae Hilan
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.





.-" ..*."
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BPIW
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DUBIO DE FERlUMBUCG. SEGUHDA FE1RA 19 DE OUTUBRO DE 1860.
(V
xgesvlx
>A
FUMIGO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nora n. 42,

Neste eslabelecimento contina a haver iim
completo sotti mente de rooendas e roeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
dejerro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potass* da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tamben) cal virgeni em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Yiiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bemco-
nhecidas marca dos Srs. Braodenburg Frres
e dos Srs. ldekop Mareilhac &C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braadenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Leville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
ft. Julien
bt. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris quadade fin
Cognac em caixasqualidad-e inferior.
Cerveia branca.
As melhores machina* de coser dos m.is
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wbeeler & Wilsen.
Neste estabeVsci-
menlo vendem-se as
machinas destc-s dous
atores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
r.e armazem deazc-ndas
do Bayraundo Cario.
Leite & Irmaos ra da
Imperatriz n. 10, antiga-menle aterro da Boa-
Yisla.
Pechincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas trncelas matisadas muilo finas com pe-
queo toque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeilameale limpa, a 200 re. o
covado.
SYSTEHA HEDICO DE IIOLLOWAY.
ULULAS HOLLWOtA-
Este nestimavel especifico, coro pesio inteira-
menle de hervas medicinaos, n5o conim mercu-
rio ero alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a eompleicjio mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicio mais robusta ;
enteiramenle innocente em suas operaces e ef-
feilos \ pois busca e remove as doengas de qual-
quer especit e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tema-
do inullimenle todos osoulros remedios.
As mis afilelas nao devem enlregar-se a des-
esperado ; facam um compe eflicazes effeitos desla assombrosa medicina, e
pie?les recuperaran o beneficio da saude.
Nao 5e perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
cao.
Debilidade ou falla de
lonjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venire.
Enfermidades ne MU.
Di las no figado.
Dilas venreas.
Eiichaqneca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto da especie.
Goita.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
I nfl.1 ni ni <;cs.
Irregularidades
menslruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abslruccao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retente de ourina.
Bbeumstismo.
Sympioro&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de ehegar e ven-
de-se no deposito, ra do Yigario n. 23, escrip-
torio.
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita francez* fina a 220 rs. o covdo, corles
de cassa a 220O, dito de cambraia a 2*800, cha-
peos de feltro a 2800 e 49000, corles de caseml-
ra a 3$000, i-hules de la escuros a 1*800, ditos
de merino bordados a 550", meias cjuas a 18800
a duzia, brins miudos a 160, dilos grossos a 260,
pegas de cambraia lisa, Ana cora 12 jardas a 68 a
pega, dilas muilo fina i 9, camisas francezns de
cores e brancas a 1$600, casemira preta fina a
1750 o i-ovado, panno preto fino a 3$, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covado, brim branco
de linho puro a 1J100 a vara, cambraia de cores
minio fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos o
25800 a duzia, dilflfl pequeos 28600, chita pa-
ra coberlas a240rs. o rovado, dita a 160, panno
da cosa a 340 rs. o covado, pecas de cambraia
branca de quadro muilo finas a 49 com 10 varas
cada pega, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar-
gura de 4 palmos e meio a 4J500.
Borba.
O fabricante deste rap nao faltando a sua pro-
mesa de o melhorar o quanlo lhe fo3se possivol
urna rcmeca vinda do Para por esle ullimo va-
por, j muilo maisapereieoado, ea sabida que
el I* de promplo lem lido prova sua excellenle
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha defino, meiogrosso e grosso ;
deposito na ra da Cadeia n, 17.
Cerveja branca su-
perior.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWA.T.
Milhares de individuos de todas as na;5es
podem testemonhar jas virtudes desie remedio
incomparavel e provar em eaio necessario, que,
pelo uso que delle; fizeram lera seu corpo e
siembros inieirament saos depois de haver em-
preado intilmente 'ouiroa Uatament06. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas m-
ravilhosas pela leiiura dos peiiodicos, que lh'as
relaiam iodos os dias ha muilos annos ; e a
maior parle deltas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quanlas
pessoas recobraran cora este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos hospiues, onde
deviam soffrer a amputado 1 Deltas ha mti-
cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
timenios, para se nao submelerem a essa ope-
rado dolorosa foiam curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pesso na enfusao de seu reco-
nhecimento declararara estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ouiros magis-
trados, afim de mate aulenlicarem sua a firma-
liva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo alguna lempo o
iralamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar inconteslavelmente.
Que ludo cura.
til, mais particn
seguintes casos.
Inflaiomaijao da bexiga.
Terrenos per lo da
pra?a.
Caminho dos mnibus.
Os herdelros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em serles de ierra a voniade dos coropra-
doreacem a nica restricto de Do lerero menos
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano
Rodrigues Selte 6 o encarregaoo das medicocs
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
Escravos fgidos.
50,000 de gratifi-
cacao.
Contina a andar fgido desde o dia 15 do cr-
ranle mez, o escravo crioulo de nome Feliciano,
cujo escravo fui comprado aos herdeiros da se-
nhora do cn-enlo S. Paulo, na freguezia o Afo-
Feliii.inoados, e pertence hoje aos herdeiros do finado
Fernando Subida, e desconlia-sa que andi- per
aquelles lugares donde 6 natural e tom prenles.
ou na ra eslreita doRostrio n. 30, terceiro an-jo qual lem os signaes seguintes : altura regular,
dar, ou na praga da Boa-Visla, botica de Joaquina sem barba, lem grande falla de cabellos do alio
Ignacio Ribeiro Junior : os pretendentes podem | da cabi'ga, proveniente de carregar peso, alguna
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou t eravos nos ps que o iiupossibililam de andar
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no j apressado, e gusta muilo dei batuques : roga-so
seu sitio na Capunga. as autoridades policiaes, capillos do campo, pe-
destres ou qualquer pessoa do po*o, que o appre-
hendam e levern ao bolequim da na larga do
Rosario n. 25. ou travessa do Queiraado n. 3,
que se gratificar com a qu3ntia cima.
Vende-sena leja de Anlonio Auguslo dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellasde aljfar e morale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seauinle
e precos razoaveis :
Capelas dealjofe com iEScripges, grandes a 10
Aviso.
Febreto intermitente.
Vende-se estas pillas no eslabelecimento ge-
ral de Londresn. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em loda a America de ra
tu\, Havana e Hspanha.
Vendem-se as boceiinhes a 800 rs. cada
urna dallas, conlem urna instruego em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas >i-
lulas.
O deposito geral era casa do Sr. Soura
pharmaceutico, na ra da Ouz n. 22, em Per-
nambuco.
JOIAS.
Vende-se cerveja branca superior, era barris de
t:rgo, por prego mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio d Rallar & Oliveira.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as xlremida-
Seraphim & Irmo, com tojas de ewives na des.
a do Muga na. 9 e 11. sonidos das mais Frieiras
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala, e pedras r> "
preciosas vendem barato, irocam erecebem pa-ibng,va e9caldadas.
ra fazer -se quaesquer joias com presteza, a von- I*i tade dos pretendentes, -e se responsctbisam pelas Inflamacao do figado.
auahdades. ti _j
^ i Vende-se este i nsu
O ungento he
larmente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancore*.
Cortadurts.
Dores de cabera.
das cosas.
- dos merrbros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
ErupgSes escorbticas.
Dilas ditas por
Ditas ditas por
Dilasdilos por
Ditas de imorlaile por
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado cominscripges porbaixo a 129 e a
103
da matrii
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinta, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
-do figado.
das arlicnlagoes.
"V-cias torcidas ou no-
das as pernas.
elogios
Suissos.
Fugio no dia 20 de oulubro do correnlo anno
o escravo Marcelino, de idade de 28 anuos, peuco
mais ou menos, rom os signaes argales : allu-
ra regular, barbado, cabellos preos almelados,
levuu cumsigo camisa de riscadinho, una caiga
branca e oulra de riscadinho, e dous chapeo.1',
sondo um de couroe oulro de fellro branco, cons-
ta-me que levara urna maca de ovelha e ulgum
*& Idinhdro, lem um lalho na testa e oulro na nao,
29 j sendo o da lesla no lado direilo, e o da mao na
esqoerda entre o d>*do pollegar c o oulro, e urna
unha arrancada no dedo pollegar, fui om compa-
nhia de oulro mualo por nome Aniielu, 6 lalo-
rail da villa de Ex.ridadedo Ico, onde lem bu-
Iht-r ; roga-se as auiuridades policiat-s, capilaea
decampo e a qualiuer pessoa a appn hensao do
dito escravo, a entregar no Cear aus Sis. Pa-
checo & Mendos, e na cidude do Recife ao abaixo
assignado, na ra do Trapiche n. 15, ou na ni
da Aurora 11. 4, que serao bem recumpensados.
Camillo Pinto de Lenius.
Em casa de Srhafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimenlo
de relogios de aljjibeira horisontaes, palenies,
Conna fgido desde 29 de julho deste an-
no o escravo pardo acaboclado de non.o Joo,
com os signaes seguintes : corpo e estatura re-
gulares, cor plida por ler soffrido de sesoes, de
chronometros, meioschronometros de ouro. pra-1 idade 25 a JO annos. falla descancada, mansa a
la dourada e Meados a ouro, sendo estes relo- semine conirafeila, mostrando fingimenlo, na-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderao por precos razoaveis.
Campos Gomma e arroz
com casca.
Vende-se superior gomrr-a e arroz com casca,
por prego commodo : no armazem de Francisco
L. O. Azevedo, na ra da Madre Deus u. 12.
rato no eslabelecimento
geral de ^Londres ri. 244, Slrand, e na loja
' le lodos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de -sua venda etn toda a
receberam urna factura de chapeos de sol de se- America do sul, Havana e Hesparvha.
da para heraern, leuda entre estes alguns peque- Vende-se a 8001 rs., cada bocetinha conim
vao para o ma instruego em portURiiez para explicar o
modo de fazer uso desto ungento.
Vende
se
nos qup sorvem para
campo tomar banhos-ee cobrirem do sol, e como
a porcao seja grande se resolverao vender pelo
prego de 69 e 6S500, o alguns com pequeo de-
feito a 5$ : na ra do Crespo n. 16.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bou plano com pouco uso : na ra TSova n. 7.
O deposito geril em casa do Sr. Soum,
pharmaoeulico,
Per na m buco.
na
PiiDcha sem igual.
Vende-se
ra da Cruz n. 22.
era
Relogios.
em cjsa de Johnslon Paier & C,
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhsion & C.
.. 1 vaquetas de lustre para carros,-sellinse ailhec I ra do Vigario h. 3, ura bello sorlimenlo de
De queijos fiamengos recentemenle chegados n- ezes Cindoeiros o-rasiieaes h.n,QJr,. in-! 1 1 """"""
pelo ul.imo vapor da Europa a 2-5; e om caixa { !' JSST^ ~8ll8es broozeados, lonas relog.os de ouro, paterrta inglez, de um dos mais
se far algum abalimento : vnde-se nicamente in8lezes- o de vela, chicote paracarros, e mon-afamados fabricanjes de Liverpool ; tambera
no armazem prosresso de Duarte & Irmo, no | ,ar|a. arreos para carro de um e dous cvalos ma variedade da bonitos irancelins paraos
largo da Penha n. 8.
'e relogios de ouro paiento inglez.
para
arreios para carros e cabriolis, chegados ultima-
mente : na ra Nova 11. 59.
Vendem-sc
licores extra-finos e de todas as qualidades, em
caixa de urna duzia : na ra da Imperatriz n. G.
Ra do Crespo n. 4, loja
de quatro portas.
Vec\ilnc\\a.
Pecas de madapulo fino avariada ae 1#200 at
430O.
I Cimento io^lez, I
S Vende-se o muilo conhecido e acredi-
^ tado cimenlo para colar louca, vidros, ^
tartaruga, marfim etc. : na loja' de fazen- ^
lias da ra do Gabug n. 2, a 2# cada um ^
<4g vidro dinheiro a vista. >
lural de Inhamum. foi propriedade de um vclho
por nome Joo Secundo do mesmo serlao, e por
morle desle vendido pelos herdeiros, sendo um
dos uliimos possuidorrs Ignacio Ferreira Tiran-
do, senhor oe engenho do Sul, que lamben) o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Inbamnm
ou outro qualquer serto : roga-se aos espiles
de campo ou qualquer pessoa que delle soul-t-r,
o apprehendam e ievem Apipucos a si-u 01 lui
senhor, o major Joo Francisco do Reg Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Qutiruya;
que se recompensar generosamente.
Boa recompensa
Jos Matheus Ferreira recompensa bem a quera,
lhe trouxcr o seu escravo Leandro, o qual trm os
signaes seguintes : idade 20 annos, pouco D sis
ou menos, baixo, rusto e cabega redonda, sardas
! no rosto, polica barba e ruiva, quando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe 1er.
natural do lo, onde em famili* : na ra da
Cadeia do Recife n. 35, loja.
SOOsOOO.
Contina a esler fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, lem os signaes segoinies :
fula, alta e muilo magra, representa if r 25 an-
nos de idade ; descunlia-se estar occulla em al-
guma casa nosarrabaldes desla cidadi; ; veiodo
serto do Cear, d'onde. natural : quera a pe-
gar, receber a qnantia cima, na ra da Cadtia
n. 35. leja.
Dos premios da segimdaparle da primeira lotera, concedida a beneficio de Nossa Senhora do Livramento
extrahida em 27 de outubro de 1860.
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PRE.MS. ^S.PRE.MS. NS. PRE.MS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREM. NS. PREl
1 5 187
7 94
12 95
14 98
19 99
2:1 201
26 2
30 3
31 9
36 11
39 13
42 14
43 __ 15
15 ... 18
46 _ 25
48 __ 33
* __ 34
53 _ 36
56 39
59 __ 49
1.1 _ 60
70 64
75 68
78 __ 7i
79 86
87 80
90 92
91 96
95 __ 97
99 98
103 _ 301
5 6
13 __ 7
11 io> II
17 5 14
18 15
19 16
24 19
30 20
31 23
32 31
35 33
36 35
38 37
39 39
40 46
41 51
43 53
46 57
49 62
50 63
52 10& 65
54 5 66
55 68
57 70
59 . 72
63 75
67 77
73 78
76 20 84
81 'o* 88
84 93
5J
394 5. 589 5
95 202 90
400 5 91
1 %
3 603 ^^
4 6 _
o 8 __
8 9
12 10
13 19 24 13 14 16 10$ 59
29 18
34 20
35 29
36 31
37 35 ^^
42 36 _, _
48 38 __
60 39
61 40
63 42 _
68 45 ^
69 47 _
70 59 __
71 60 io#
72 61 5*
73 70
81 80 .
82 81 fc_
89 84
90 92 _
94 93 M
95 701
501 3
3 _ 4
7 _ 17
15 _ 22
23 . 27
32 _ 34
33 __ 35
34 __ 37
35 __ 39
39 M_ 45
41 55
42 _ 61
43 __ 65
47 --- 70
48 __ 75
54 _ 78
55 __ 80
56 __ 81
57 __ 89
59 90
60 93
61 94
67 -- 96
69 97
71 800
76 1
85 7
87 11
815
17
18
20
24
25
37
38
40
43
47
56
60
61
62
64
68
69
73
74
80
86.
87
88
90
93
96
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2
4
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9
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14
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45
50
56
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70
72
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87
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1001
2
4
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1005
7
10
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35
38
40
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47
49
52
53
54
56
59
10ft 64
65
69
83
84
85
86
87
95
99
10g
53
20
53
10
5
1101
2
3
6
8
9
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18
20
21
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28
30
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36
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43
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57
64
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70
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76
77
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80
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10
5
1185
91
92
93
95
1200
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4
6
10
16
24
28
47
49
54
58
59
65
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74
77
78
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86
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91
92
95
1302
3
4
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55
1005
IOS
5
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5
20J
5
100
5
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5$
50
5$
1381
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2
3
9
10
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17
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95
97
99
1500
1
15
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32
33
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47
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50
57
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5S
50g
5
100$
5
1564
66
67
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76
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90
96
1603
6
7
15
27
29
31
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34
36
37
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48
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56
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72
73
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99
1700
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5
10
5
1746
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99
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3
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9
5
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90
91
94
98
2001
4
6
7
9
11
19
23
25
28
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44
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74
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4
9
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20$
5 2125
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35
37
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44
48
52
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10
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20;
5
10
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-
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-
10
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33
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48
49
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57
61
62
64
66
68
70
71
72
79
80
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95
97
2406
9
10
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19
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26
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33
34
35
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44
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49
50
60
64
67
68
77
78
80
85
87
88
91
92
93 -
95 -
96 -
97 -
2503
NS. PREA1S. NS. PREMS. NS.
2507
12
18
20
23
33
35
36
42
43
47
49
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55
59
(0
63
64
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89
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93
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98
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1
6
7
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31
34
35
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59
62
67
70
73
78
80
82
83
84
5
20g
20$
5
0 escrivSo Jos Mara da Cruz.
2687
88
94
98
2700
1
12
14
16
17
18
21
22
27
29
33
35
37
38
39
41
44
48
49
.52
55
56
59
65
69
71
72
77
96
2808
9
13
16
18
20
23
29
31
35
39
46
47
53
58
64
66
68
71
74
76
79
80
82
89
95
96
5
l ---I.-T. 'o. . H1L.I1>,' na. n tca?.
900 5 3103 50 3299 5
1 J 5$
3 _ 8 3304
6 __ 9 m^ 10
11 __ 12 ^^ 14
12 _ 14 __ 15
15 ^^^ 15 19
18 . 16 22
28 18 __ 26
33 19 20 27 30 --
38 20 5 m
39 400 24 __ 35 40 42 ~~
42 5 26
43 29 47 50 55
45 55 _^ 33 39 _
57 _ 40 _
59 61 45 54 O 60 63 205 55
62 59 69
66 62 70
68 71 76 79 SO
71 800 74 ^
76 5 77
81 82
85 86 91 2:000 83 89 91 84 85 87 88
93 5 92 89
3000 1 93 94 200 5 93 97 20 5$
4 ,.,, 3201 98 --
8 __ 5 99
12 7
14 _ 11 __ 3406 9 --
15 __ 12 M_
19 kM 20 __ 10 11 16 ^"*
20 --- 27 5:000$ ^
24 wmm 30 5 ^^
25 ,|, 31 18 20 23 "
26 34 50
27 35 5 24
37 37 27
43 40 28
46 42 31 _
48 50 46 32 _
57 5 49 36 ^
58 50 49 MM
61 57 50 __
63 60 51
66 70 55
67 72 60
72 74 _ 61 ^m
74 76 62 ~_
75 79 63 MH
81 82 69 mmm
82 83 __ 78 - ,
84 89 _ 84 ^^
85 90 __ 86 . L
93 10$ 94 __ 88 ^^
98 5 96 89
NS. PREMS.
3492
93
94
96
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3
NS. PREMS. NS. PBEMS.
10
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8
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72
73
74
79
83
84
88
89
92
95
5
10
5J
Pernambuco:Tifp. de M. F. de Paria.1860.


(8;
DIRIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 49 DE OUTBRO DE 1860.
Litteratura.
0 casamento considerado debaixo do
ponto de vista de sna institoicao.
Aussilt que Deu eut
form Evo d'une des cotes
d'Ailam, et qu'il la lui eul
presente, nos deux pre-
miers parens lirnt ensem-
ble um conlrat de ma-
riage.
(Pothier.)
O casamento, e nao pode deixar de ser reco-
nhecido um fado de grande alcance social, quer
o consideremos debaixo do ponto de vista de sua
insliluigo, quer do de sua nalureza, quer do de
seu firo, elle se nos aprsenla sompre como um
tacto inseparavel da vida do bomcm, de sorte
que pde-se dizer, sem temor de errar, que o ca-
samento a base de toda a sociedade, porque
unindo um homem ums raulher, elle estabele-
ce entre elles lagos lo estreilos que sao os priraeiros
everdadeiros fundamentos da sociedade humana.
E, o que vem ser o casamento ? nada mais e na*
da menos do que o lo sagrado que entrelaza to-
da a familia humana, co este que fui instituido
por Deus logo na creaco dos nossos primeiros
paos como passamos provar. Para islo basta
altcndermos para as palavras divinas que prece-
deram orroago de Eva de urna das coslellas
de Adao, e par as desle quando lhe foi apresen-
tada a sua nova o desconhecida companheira.
Com cfTeilo, vendo Deus que nao era possivel a
existencia do homem no mundo s, isolado, sem
a existencia de um ser a quem manifestasse os
scus senlimentos e enlregasse por assim dizer o
seu corago, fez que desle primeiro ser, sahisse
um ouiro ; mas atlendamos bem aos designios da
Providencia, qu6 formando este oulro ser, nao o
fez do mesmo sexo c dolado de qualidades idn-
ticas s do primeiro ; porquanio desla separarn
originaram-se dous sexos difTerenles, que, na j
phrasc da condessa de Bradi representaram a
orga ea gracia, a coragem e a prudencia, a jusli-
5a e a misericordia, apresentando mesmo por
seus contrastes o resultado de ludo que havia de
bom e de bello: qui fecit hominem ab inilio
wasculum et faiminem feciteos.
Anda nao 6 ludo ; quando Ado vio dianle de
si este novo ser, cm ludo scmolhante elle no
pode deixar de proferir, tomado da mais viva ad-
miracao, estas mysteriosas palavrashoc mine
os ex ossibus meis et caro de carne mea ; guamo-
brem relinquet homo patrem suum et malrem et
adherebit uxori suw el erunl duoin carne una.
Ora, eslas palavras bem significativas do fim para
que foi creada a mulher, e que, no sentir d"
Santo Asierio, sao destinadas 5 exprimir os sen-
tinentos de todos os homens para com a mulher
de quem resolveram fazer sua legitima compa-
nheira, nos apresentam cm relevo a insliluicao do
casamento tal como elle ainda hoje deve ser con-
siderado ; ellas encerram toda-a conslituico da
familia, a dignidade reciproca do homem e da
mulher,m indissolubilidade de sua unio c esta
unio cm duas pessnas somente, (l.aeordoirc)
esta saudacao de Ado Eva facilmeutc deixa
ver que a todos os homens nasccm de um s ca- j
smenlo fim de formar para sempre por mais
dispersos o mulliplicados umas o a mesma fami-
lia. [Bossuet, discurso sobre a historia ttrti-l
versal.)
O casiraento, pois, repousa em urna origem '
toda divina e nem podia ser de outra sorte ; um
acto lo importante s podia partir de Deus, s
elle ira capaz do Instituir e consolidar esla uniao
inrtivisivel dos corpos edos espinlos. A creago
de Eva, para servir de companheira Ado. urna
prova de que o casamento 6 cunhado como o sel-
lo divino ; Eva adjudicada ^Ado para cumpli-
mento do crescile et mulliplicaiuini corrobora
nossa assereo, porque nao era possivel que esla i
uniao esperada oabenroada por Deus, fosse um
mero concubinato; ,10o era possivel que a pro-
paglo do genero humano, obra de um Deus,
comerasse por um crime. E' pois, intuitiva a
importancia que est inherente ao casamento.
I" do casamanlo que nasccm estas relaces de
familia, sem as quaes a sociedade nao leria una
existencia real e verdadeira, e tanto islo verda-
de que nao consta que a sociedade tenha podido
prosperar onde as leis do casameolo tem sido
posterg3das. O quadio da humanidade nos pa-
tentes esta verdade.
Antes de Moyss as legslaces humanas est-
vrram muilo longo de serem completas e as so-
ciedades em perfeito estado; chega Moyss e
reformando a constituigo de um povo fa-lo
vanear mais um passo na catreira da civilisacao.
Hoyscs, na verdade, com o seu genio inspirado
aprcsenlou ao mundo urna legislacao, que nada
deixava desejar era relago ao povo para quem
fura feita : toda3 as outras naces em suas leis
FOLDETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
procuram um modello pelo qual regulem ahon-
dado deltas a repblica jassaica, para quem foi
estabelcdda a lei de Moyss, nao; sua lei
completa, nao se recente de alguna lacuna, ella
dar norma aos povos que quizerem, e nao pre-
cisar de nenhumfieneraberis gentibus mulitset
tpsatt nulla accipres mutuum.(Dcut. XV, v.
6). Quando dizemos que a legislacao de Moyss
fora perfeita, nao queremos em nada prejudicar
aquella que, no correr dos lempos tinha de ser
plantada pelo proprio Filhode Deus; a legislagao
mosaica fora cunhada cora o sello da perfeigo, em
relago um povo, para o qual fora estatuida ; a
legislarlo chrislaa, que nao fora destinada para
servir de regra um povo especial, e que
pelo contrario fora formulada para toda a huma-
nidade, necessaamente mais completa, 6 mais
perfeila do que a de Moyss: urna conserva a
sua perfeigo absoluta. Porm nem por islo a
legislagao mosaica deixa de ser urna legislagao
completa quando se a considera relativamente
ao povo que tinha de reger-se por ella ; o mes-
mo Moyss quem o diz entregando a lei ao seu
povonon addelis ad verbum quod vobis lo-
quor, nec auferelis ex eo(Deut IV, v. 2); que
a sua legislagao nao como todas as outras le-
gislaces o complexo dos coslumes, usos e at
da corrupgo dos amigos ; ello contradiz os cos-
lumes e a corrupcao geral e os subslituc por
coslumes opposlos, c por urna severidade
rara para o lempo, como] nos diz o abbadc Cie-
rnen!em sua obrarhilosophie sociale de la
bible.
Quinze seculos snles do Chrislo a escravisada
descendencia de Heber havia sido resgaiada e
lomada livro por um s homem. Mas donde
provinha ludo islo? nao era este homem como
qualquer oulro legislador? nao; Moyss, o ho-
mem inspirado,renovlas leis do casamento e por-
tanto reergueu a sociedade do despenhadeiroem
que se la aniquilando. Na lei das taboas, que
elle recebeu das raaos do proprio Deus, achava-
se escriptonon mwchaberisnon concupi*ces
quidquam proximi lui ; e sendo essas as bases
de suas regras domesticas, era tambera o susten-
tculo da boa harmona em que viviao seu povo
c que fazia toda sua felieidade.
Nao possivel contrariar que a base da felici-
dade domestica d a felieidade dos esposos; olla
o fanal da tranquilidade familiar, a origem
da felieidade social; quando os esposos nutrem
entre si reciprocidades de affeclos em suas rela-
ces. quando elles se embalara nos fagueirosso-
nhos de urna vida sem perturbagds, lima de
loda a dissencao, e entregues ao mais prasenlei-
ro goso da vida matrimonial, os filhos, seguiodo
as pegadas de seus paes, conservam tambera en-
tre si a mesma boa harmona e ordem, feliz presa-
gio de urna eslabilidade pacifica na sociedade :
di fidelidade dos esposos depende a fraternidade
bem entendida dos filhos e desla resulla a feliei-
dade social. E' por Islo que as naces baqueana
011 florescem, segundo a constituigo das familias
que as compoem ; e foi tambera por islo que res-
labeleccndo a tranquilidade familiar sob a egide
da fidelidade. Moyss pode formar o mais com-
pleto e perfeito cdigo do seu lempo.
Mesmo depois do Moyss nao houve outra le-
gislagao egual dclle. Porvenlura Grecia e Ro-
ma conseguiram fazer alguma cousa ? que fize-
rara os seus Licurgo, Soln, Numas, etc. ? Nada,
ou quasi nada; apresenlaram alravez de mil tre-
vas a estructura do edificio social, e mais nao po-
dia m fazer.
Roma toma emprestadas as luzes da Grecia, a
Grecia serve-se das luzes do Egypto ; e por isto
foi que osles dous povos n5o poderam completar
sua legislagao, apezar de ser reformada continua-
mente.
Roma, per fim, conseguc renovar suas leis ;
a era deilar o fardo sobre a figura lvida do 11 m
moribundo. que estes povos nao sabiam corn-
prehender a magnitude do casamenlo ; que el-
les nao sabiam o que urna familia fundada nos
sagrados lagos de urna uniao lo fecunda.
Roma, esta grande potencia que foi considera-
da como urna poderosa alavanca da civilisacao an-
tiga, esta Roma que tem sido a patria de tantos
homens celebres as letlras c as artes, don-nos
um bem triste espectculo de suas luzes e de sua
civilisagao.
Roma, na verdade, e m seu paganismo, nos offe-
receu um panorama bem desolador do casamen-
to, elle ahi se rebalsara ao ultimo ponto : a rau-
lher fra desprezada, velipendiada, vendida, sof-
frera osullrages mais repugnantes ; pde-se di-
zer que Roma paga foi ojlogsr dos maiores sof-
riraentos para a mulher, e da maior decadencia
para o casamenlo ; que ella nao se quz com-
penetrar de que o casamento, alm de ser um
elemento material para o cumpriraenlo do cresci-
le elmulliplicamini, lambem um poderosissimo
elemento moral para a r.generagao social de um
povo ; que ahi o casamenlo nao tinha allin-
gido as eminencias da egualdade, da unidade e
da indissolubilidade, triloga mystica que traduz
a santidade, a excellencia, a belleza moral do ca-
samenlo catholico (Caloaans).
A familia ahi desceu aos derradeiroa apuros da
degradagao : propriedade por assim dizer de um
s, ella se achava escravisada ao poder do pater,
que'quasi sempre se constitua o seu maior ly-
ranno, exercendo um poder descricionario sobre
aquella quo lhe foi dada para compaaheira de la-
digas e consoladora de seus males : assim, nao
do extranhar quo Roma nao podsse altingir a
veidadeira estrada do progresso, aquella que
conduz directamente civilisagao ; degenerada a
posgo que competa mulher, a(Trouxaram-se
as regras do cdigo domestico, e por conseguinto
as do mesmo cdigo social, e ludo islo provm
de que os Romanos nao linhain as ideas, filhas
do catholicismo, sobre a formago e nao-dissolu-
go do casamento; que na eloquenle phrasc do
grande Ventura o paiz que nao eleva a mulher
mais alta posigao selgavera.
Em Roma comecou-se por corromper e aca-
bou-se por desprezar a mulher; quando ahi che-
gou o christianismo ella era, como todos sabem,
a humilde, oscrava do hornera, haviara-a leva-
do ultima escalla da degradagao moral, ha-
viam-lho infiltrado n'alma todos os vicios, ha-
viam-na feilo esquecer sua dignidado, sua inde-
pendencia, sua virtude, para depois do despojada
de ludo quanlo conslituia seu poder e sua grande-
za obrigarem-a a soffrer todos os tormentos, tp-
dos os males que podiara lembrar senhores
corruptos de corruptos escravos.
Roma, senhora do mundo, nac o era de si mes-
ma ; conquistadora das liberdades e das rique-
zas, fra tambom infelizmente conquistadora e
herdeira de lodos os crimes dos povos que ven-
cera ; por isso, como elles ella opprimia a mu-
lher sem refleclir que arrastando-a ao abysmo
abysmra-se lambem [Ovidio da G. L )
Sim, a deg'adaeo da mulher origina a degra-
dado do matrimonio, porque a mulher o seu
mais poderoso elemento constitutivo, e a degra-
dagao do matrimonio traz a degradagao das ins-
lituiges sociaes, porque o matrimonio o prin-
cipal sustentculo da sociedade ; reconhecendo
esta verdade, Horacio assigna (I) como causa dos
males que lano abaleram Roma, e das guerras
civis que tanto assolarara o seu territorio, a pos-
tergagao das leis reguladoras do matrimonio.
Esla mesma decadencia que chegou o casa-
mento em Roma paga serve par revelar-nos
sua origem divina. Desde que Adao e Eva trans-
gredindo o preceilo divino ouviram o seu tre-
arando castigo da bocea do proprio Deus ; desde
quo elle fui obrigado tirar sua subsistencia da
ierra com o suor do seu rosto, e ella parir cora
os raaisalrozes soffrimenlos, com as mais agu-
das dores et parietis in dolorem filioi tuos
desde este momento,dizemos, foram lambem de-
cretadas as lerrves vicisitudes porque devera
passar o casamonto ; porque na primitiva pure-
za matrimonial a eslava mais completa felieidade
de Eva, como companheira inseparavel do ho-
rnera adjutorium simile sibe, e na desapparicao
desta pureza que fra ligada unio era urna s
carne do par innocente el erunt do in carne
una, desla grandeza ineffavel que dorara formar
de loda a Ierra um paraizo de celestiaes delicias,
se achava o mais pungente aguilho que de con-
tinuo lembraria mulher os terriveis eftVitos do
peccado de Eva, e mesrao porque era este o prin-
cipal vehicu'o por onde se poderla derramar so-
bre a humanidade decahida as funestas conse-
quencias do peccado original : Roma, pois, foi o I
lugar onde mais rigorosamente se exuuuiou o I
sentenga punidora da formal desobediencia o da
fatal fraqueza de Eva.
Eis o ponto de abjego que tocou o casamenlo
tomanot
Tuto isto, porm, devera assim succeder; a
mulher devera soffrer, devera ser levada ul-
tima escala do despreso para que podessem ter
tugaros effeitos do peccado de Eva, para que
mais resplandecesse a sua rehabilitago por Mara
Sanlissiraa; ocasamntono paganismo devera'
ser levado ao extremo da degradagao, para quo
no christianismo ressurgisso em loda a sua su-
blimidade santa; Roma, emlim, devera passar
por esta horrorosa phase de cruel decepgao, para
que depois no reinado da cruz, servisse do nor-
te eguia civilisagao moderna, que caminha
sombra da relgiao calholica, apostlica, romana ;
eslavam, pois, nos livros da Providencia todos es-
tes tactos, que deveriam servir para dar maior
realce graca de Deus: erara factos necessarios
que nao eslavam ao alcance da comprehensao
humana: alia sunt judicia Dei.
Por muias phases tem, na verdade, o casa-
mento passado, nenhuma porm lao signiflcali-
va da vontade divina, nenhuma tao brilhanle co-
rao que lhe creou Jess Christo clevando-o
(1) Oe VI, liv. 3
altura de um sacramento; dando-lhe esta supre-
maca, o Filho conirmou in totum o que havia
seu Pae celeste eslabelecido em o paraso ter-
restre na pessoa de Adi. Subindo ahi o casa-
mento altura de uniao indiasoluvel, impossvel
de ser disolvida pela vontade do homem, rece-
beu o que de maior, mais sublime e grandioso
lhe podia offerecer na plenitude dos lempos o
Filho do |Eteruo. Foi as sumptuosas bodas de
Canaan qijio elle mostrou sua yonlade divina no
contrato portentoso do casamenlo ; e esta mis-
sao ospe^ial eslava reservada ao fundador do
gremio catholico, s elle poderia com sua von-
tade inabaiavel e com seu poder sem limites res-
tabelccer o casamenlo de sua queda primitiva, e
livrar a rculher, o seu mais importante elemen
lo, dojerivel pesadello, que sobre ella se acha-
va, mostrando assim que esla bella parto da
creaco ora destinada para grandes cousas, e fa-
zendo ere: que 30 o casamento seria capaz de a
reerguer, ao passo que dava bem entender que
fra do christianismo o casamento jamis se po-
deria rehabilitar. O casamento elevado sa-
cramento e tornado indissoluvcl, foi o verbo do
liberlamento da raulher, marcou para o mundo
urna noval era de civilisagao; o mundo, na ver-
dade, rebibilitou-se com a rehabililagao da rau-
lher; qjue a mulher nos governa ;" o com a
mulher que a nalureza cscreve no corago do
homem. Sheridan ]
O casanjienlosera o manto salutfero do chris-
tianismo terde muilo de sua nalural grande e
dosua exfema primazia; o christianismo que
Iho empresta todo o valor de que elle se reveste
no recinto da familia : o casamento christao dis-
ta tanto do casamento antes do Salvador, quanto
a materia dista do espirito; no velho testamen-
to, o primeiro Ado, o Ado da queda, dizia
sua esposi significando loda a forga do casamen-
to carne, que veio Idvar em Rengue a culpa do primeiro,
elevando esla insliluicao divina ao maior grao de
importancia o brilhantismo, renova e aperfeigoa
esta phrasu significativa de urna grande verdad",
dizendo sua esposa bem amada tu s alma de
minha al a.Levantar a sociedade do funesto
e degradante lelhargo em que ella se achava
adormecid, restiluindo ao casamento toda a sua
sublimidad9, renovando as bases sobre as quaes
se deveria sustentar o edificio familiar, reunin-
do na mulher todos os beneficios quo a nalureza
havia prod
na Eva red
galisado Eva innoceute, e repetido
>mptora, foi obra de um momento pa-1
ra o Esperado das naces, para o enviado do
F.terno; st elle eslava habilitado para firmar
em solidas 1 bases, e reslabelecer era loda a sua
plenitude o| que seu Pae celeste havia instituido
logo que tirara do nada o mundo e os primeiros
BSMH& HIRTMA
XL
SiMjUHio Scenas contemporneas da vida
martima. Un homem ao mar!
II
O commandante da crvela era o Sr. capilo
de fragata Francisco da Silva Lobo, hoje chefe
de divisan graduado.
A armada o conhece perfeilanienle, mas fra
da classe muita gente nao lem esla hon>a.
As suas delicadas roneiras o tornaram bs-
tanla estimado de seus subordinados. Era com
a maior soliciiude que elle relava nos jovens que
Iho foram confiados.
Nosta commissao, porm, esla solicitude tor-
nava-so prejudicial em mais de um ponto de
vista, porque nullificava em parte o fim princi-
pal dellao desenvolvimento dos meninos na
nobre e inleressante prosso do m'arinheiro.
De um carader brando loda prora, e de urna
prudencia as vezes excessiva, foi a riagpm um
pouco maislonga do que poda e devia ser bem
quo sua derrota tenha sido excellente.
Segua-se o Sr. capiio-ieneule Crista d'Ouro
enlo 1o lenle. '
A franqueza de seu carcter, a natural viveza
que pnssuia, que nao o deixava um instante em
socego, o sangue fro com que manobrava as
mais difficeis occasios, tudo isso fazia olvidar
certos assomos violentos que por momentos o
avassalavam, mas que cediam fcilmente aos
sentimeiilos oppostos; pelo quo notava-se nos
jovens espirantes urna tal ou qual sympathia pe-
las suas qualidades brilhanles, que o cercavam
deum nvejavel prestigio, bem entendido, quan-
do psssavam as taes trovoadas. e apparecia o
homem de educago, o militar oisiincio.
Depois delle havia tambem o Sr primeiro le-
nonte Joo Carlos Tarares capio-lenenlc
agora.
I.', comose sabe, um perfeito offirial de ma-
nobra, e calcula muilo bem. Durante loda a
riagem inrumbio-se deensinar fazer derrota
tros aspirantes com quem mais sympalhisou
pela applicaco que nhain, e vtu seus esforgos
cordados do mais bello resultado.
Estes aspirantes rram o actual Io lenle Mal-
te, director da oOicina de machinas do arsenal
de marinha da corte, e o ex Io lente Rocha
Faria.
Tinhamos mais o Io tenenlc Soverano Nunes,
sahido da classe dos pillos, e homom cujos co-
nhecimontos se liniitavam apenas aos que havia
adquirido na pralica.
Ora, em consecuencia do ter feto anterior-
mente algumas viagens India, ede ser um ofi-
cial antigo, lornou-se o Sr. Severiano Nones
um orculo cada passo consultado pelo cora-
mandante e pelos companheiros de navega-
gaco.
Suas prophecas, porm, quasi nunca se reali-
savam, e portanlo, para o fim da viagem deca-
hio muitodo conecilo extraordinario em que era
lido.
Chamavam-lhe os aspirantes a ave agoureira
de bord: na realidade, quando se revesta de
nina clebre jxpona coinprida de cor duvidosa,
que poda itrurar entre urna collecgo de precio-
sas antiguidades, o de um dosabado sueste (es-
pecie de chapeo para agasalhar a cabega, de que
usam os inarilimosj contemporneo do grande
Mitrco Paolo, o que azia quasi lodos os das,
predizendo temporaes, nao sabemos que de si-
nistru se lhe nolava as feices, que nada deviam
formosura.
Qual inspirada sybiya (desculpe-nos comparar
um hornera rom urna mulher] cousullava o reo,
o ocano, os passaros, emfim, toda a natureza, &
espera da realisago de seus vaticinios, mas tu-
do pareca ler-se de proposito conspirado para
desvanecer a pretendida experiencia do navegan-
te da India.
Apparecia a japona e o sueste desabado,
raiava o sol rom todo o seu esplendor; a brisa
docemenle enfuara as velas, o mar lornava-se
de rosas, a alegra, emfim, expandia-so em lo-
dosos rostos bordo, vista do semblante des-
peitado do prophela I
Ateos rallos, este thormomelro infallivel que
constantemente trazia comsigo, o mais exacto
instrumento metereologico, Taziam-lhe pirrabas
capazos de desesperar um santo I
Porm o Sr. Soverano Nunes vingava-se des-
las pequeas contrariedades.
De dia, quando eslava do quario, nao dei-
xava em socego quem descanjava na praga
d'armas.
Sua voz de trovo e aterradora enchia de so-
bresalto ; a penna tremi na mo dos que cal-
culavam ; os mais forles erapallideciam.
A' iiolte, peior ainda : pareca que um tempo-
ral dtsfeito aubmergia a crvela, o enlo, mais
de urna vez. fez elle sallar do beliche in viino-
rtbus os mais ousados, para indagarem da cousa
de tamanho tumulto : nada era : a noite eslava
serena e clara, as estrellas scinlillavam com to-
do o seu esplendor: elle braceava melhor o
panno, para enlreler a guarnigo disperta.
propagadores da especie humana; s o Filho era
competente para completar a obra do Pae: que
s o Filho donhece 3s secretas vontades e os re-
conditos pensaracntos do Pae, de quem emanara I
para reergujer a humanidade do precipicio em
que se havia resvalado cora o peccado- do pri-
meiro par. Eis o que fez o christianismo em fa-
vor da muliier e do casamento.
Tudo quanto haremos dito al aqu concorre
para provar que o casamenlo tem urna origem
divina.
A humanidade iolcira se levanta para procla-
mar esla verdade.
a Tolos os povos, Porlalis quem falla, lem
feilo inlervir o co em um contrato que deve ter
urna lao grande influencia na sorte dos esposos,
e que ligando o futuro ao presente, parece fazer
depender sua felieidade de urna serie de aconie-
cimentos injertos, cujo resultado a aprsenla ao
espirito como o fructo de urna bengo par-
ticular. I. os factos atlestam eslo dito" de Por-
lalis.
Os Ilebroius seguindo as divinas tradicos, os
Chinezes soccorrendo-se aos manes de seus an-
tepassados, os Egypcios invocando a deusa Isis
os Medos cisando-se peranle o sol sua dirinda-
de, os Alheniejises exigindo a presenga de Mi-
manos cora seus penates c'com suas
xanientaes, 03 Persas com o seu Or-
uja presenta o sacerdote dizia aos;
itfe bens, filhos euma langa vida,__\
i Phenicios, todos os povos anligos e
larbaros ou civilisados, comprova n
imonio de insliluicao divina, quo
re sobo dominio da relgiao c que a
lei que o estabeleceu foi e ha de
ser sempre a causa principal da ruina das na-
ges.
Islo no terreno da historia ; raciocinemos urn
pouco.
E' possivdque o homem se posea dpsprender
de todo da dea de religiao ? Poder elle ahs-
Irahir-so inleiramento' desla idea que chamare
mos innata ? Em outras palavras, a religiao
til e necessaria aos estados ? Ainda cm outros
tormos, potlera as naces subsistir sera a reli-
giao? Tal a grande questao que logo se nos
aprsenla quando consideramos na religiao em
geral.
Ninguem de boa f duvdar que todo e qual-
quer homen: tem urna idea qualquer da religiao ;
seus costumjos, seus hbitos, suas maneiras de
obrar e de fnllar bem o mostram ; que a idea
de Deus Inseparavel do hornera, e elle lando i
uerva, os R
formulas sa
muzd em
espososle
os Syrios, o
modernos,
que o niat
esleve seni|
violagao da
alguma idea de Deus nao pode desconhecer a
sua uniao com o ente perfeito, primeiro funda-
mento da verdadeira religiao, assim como que
esta idea a mais solida base de qualquer socie-
dade.
Ora, so a sociedade lora por inconlrastavel
apoio a religiao, que manlm nella s moral, e se
a sociedade nao pode ser moralisada, nao pode
alcangar o apogeo da civilisacao so os seus mem-
bros, se as parles do seu todo, nao forera indi-
vidualmente dotadas de bons hbitos e coslumes,
que s no seio da familia podem ser adquiridos]
nao possivel, sem sophisnia, negar a grande
influencia que a religiao exerce sobro o casa-
menlo, que alias o primeiro elemento da so-
ciedade.
Se nao leraossemos a prolixidade neslo nosso
escripto, iramos buscar urna prova frisante deste
nosso dito na vontade de Deus se manifestando
nos casamenlos de Booz, Rebccca, Abraho e
de rouilos outros santos, personagens que Qgu-
ram no magestoso drama da antiguidade ; en-
xergariamos neslas nvnifestages o dedo divino
prestando sua annuencia esla sania e abengoa-
da uniao que no primeiro homem formou o n
dairraandade humana.
Mais urna reflexo.
Passa illeso de loda a conlestagao que o ho-
rnera um ser emminentcmenle social, que na
sociedade est o complemento do seu destino,
que este lago que prende o homem aos seus se-
mejantes uro resultado da unidade da nalu-
reza humana, unidade esta que se nos revela
pela mesma razo, pelas raesmas faculdades, pe-
lo mesmo lim, e emfim, que s em sociedade o
homem pode viver e co.-iservar-se. Esta ver-
dade to palpavel aos olhos da clara razao de
um roerecimento inconlrastavel para o nosso
proposito.
Interroguemos, cora efeilo. onde comega ter
uro principio protico o tspirito de sociabilidade
lo natural ao homem, e sem custo enconlra-
lo-hemos no seio da familia, no sagrado lo do
matrimonio que constiiue a harmona do homem
o a gloria de Deus.
Ora. nao se pode por em duvida que sahndo o
homem das maos de Deus, esla nclinago que o
leva congregarse com os scus semelhantes
lambem lhe veio de Deus ; porque ella um tac-
to necessario que nao pode ser separado de sua
nalureza, um principio mesmo inherente sua
constituigo, de maneira que quem diz homem,
ji suppe a idea de umser sociavel e social, de'
um ser que desligado das relaces que deve nu-
trir com os outros, nao ple ex'istir nem um mi-
nuto.
Esta tenlencia no hornera, nao lhe pode pro-
vrsenao da religiao ; e se olase manifesla pri-
meramente pelo casamento, segue-se, corao
consequencia irrecusarol, que o casamenlo tem
urna origem to divina quanlo a da souiabili-
dade 00 homem que se manifesla em toda a sua
plenitude nonon est bonum esse honnncm so-
lum da eseripturs.
O espirito de sociabilidade nos raostra adi-
vina origem do matrimonio, porque o matrimo-
nio a unio completa na qual todas as faces
da natureza humana sao comprehendldas em
unidade.
O casamento, pois, filho de Deus; urna
unio lao pura e tao santa nao podia ser obra so-
nao das puras e santissimas maos de Deus. Con-
cluiremos dizendo, com um fervoroso defensor
das verdades religiosas, o llim.Sr. Dr. Braz, que
para que se possa recusar a insliluicao divina do
casamento, mister rcpellir o christianismo, e
confessar-se francamente desta ou alho, ou
cousa peior ainda ser possivel.
Em oulro artigo encararemos es'.a mesma ma-
teria debaixo de oulro ponto de vista.
Recife,27 deoulubro do 1860.
Joaquim Cuennesda Silva Mello.
A" seus olhos o mais bello titulo da casa de
! Saboya, aer nacional.
Se esse ttulo fosse o nico, sera pouco.
As dynaslias que reinara em Inglaterra, Rus-
sia, Hespanna, e Suecia sao de origem eslran-
geira.
O rei da Blgica allemo, e julgamos que-
nunca os Belgas tiverara que queixar-se delle
O re e a rainha da Grecia, egualmente alie- '
maes, sao lalvez mais gregos do quo seus pro-
prios subditos. r
Urna dynaslia espousa as opinies e intsresses
do paiz onde se acha, esc|ue:e bem de pressa sua
origem, e basta meia geraco para fezer-Ihe es-
quecer sua propria lingua.
Nada mais natural, porque se a dynaslia
eslrangeira, os que a cercara, serrem e dirigom
sao nacionaes.
Nao estamos mais 110 lempo em que um Carl03
d'Anjou, seguido de um bando de areniureiros,
podia arremegar-se um paiz. dvid-lo era feu-
dos, distribu-lo a seus cortezos e opprirair a
populago at provocar Vesperas Sicilianas.
Hoje as dynastias velhasou novas, quando dei-
xara um livre cuno opinio publica, s se sus-
tentan! idenlificando-so com as necessidades.ins-
tinxiiis e aspiraces do paiz.
Te
Consegua, porm, lalvez involuntariamente
que ninguem dormase n'aquellas qualro horas.
Ao pobre escrivo, principalmente, c.ausavam
estas scenas sustos de matar ; o desgragado ho-
mem suppunha-se prximo sua ultima hora
cada instante, e nao desejava por forma alguma
ler por sepultura o bucho de algn trbarao.
Nalureza fraca, de dia e de not, com bom ou
mo tempo volvia-se constantemente da tolda
para o camarote o vce-versa: sempre aboloa'lo
todo, inquieto, sobresaltado, acompanhava o of-
ficial de quarlo como sua sombra, importunan-
do-o frequenlemenle. e nao o deixando socegar
emquanto elle nao roandava ferrar os paneles,
pois que nunca pode comprehender a utilidad
de semelhantes velas, lo altas o prenhes do pe-
rigos como fantasiava em sua atribulada imagi-
nagao.
Oulro motivo mais forte anda tinha elle para
se mortificar. Era a grossa e pesada arlilharia
da curvla.
Em sua opinio ella comprometlia a se-
gurarles, do navio, e apenas o horisonte se
enfarruscava, ou o seu Cabriou presagiava tem-
po, principiara elle com suas tristes laraenia-
cesesla arlilharia / esta arlilharia Inao era
melhor guarda-la no poro "?
Falla-nos fallar nos segundos lenles Olivei-
ra e Accioli, quo sao capazos de fazer rir s pe-
drs, o em diversos guardas-marinlias, entre el-
les o pelii, os dous Ribeiros Gumaies e os Tr-
tanos.
O lenle Olveles tinha pretenges do con-
quistador; andava no apuro da moda, cora gros-
sa corrente de ouro ao relogio, e saina anedoc-
(as o pilherias, que muilo agradavara aos ra-
pazes.
O lenle Accioli, joven tambem, e o que se
pode chamar um bonito homem, sendo mais fe-
liz junto s bellas do que aquelle, comludo af-
f-clava menos de D. Joo ; porque era discreto,
e nocontava as suas aventuras, seno depois de
muilo instado
Ou porque quizesse imitar o Sr. Severiano
Nunes. ou porque realmente dsse crdito um
sem numero de proverbios usados pelos mari-
nheiros, nao era raro ouvir-.se da bocea dello
eslas senlengas:
Vermelhdes ao mar, .reinas ao soalhar
isto indicio de bom tempo.
Vermt Ihcs ao serto, velhas ao fogo,
mu tempo.
Sol espocado, mu lempo annunciado.
Arco ira por la manha, na la sera tormen-
tana, arco Iris a la sera,.bueno tiempo espera.
Vento primeiro que a chuva, deixa correr
que nao tem duvida ; a chuva primeiro quo o
vento, forra ludo e melle dentro.
E orna infioidade de owtras que seria longo
enumerronos e que os aspirantes vidamente
aprendiam, suppondo quo nellas se encerrava
loda a sci.'ik ii do mar.
A's vezes p acaso se encarregava de justifica-
las-, fazendo pincidir o lempo cora o annuncio,
mas em quaiilas outras occasies succedeu exac-
tamente o cr|nlrario?
Os guardai-mariiihas nao eram os persona-
gens menos importantes do nosso drama real
e os qualro cujos nomes moreeeram de nos una
honrosa mensa o, foram uns endiabrados que ex-
cedern! tildo quanlo do perfeilo em guardas
mariuhas lem produzido todas as potencias ma-
rtimas; ponqu se sabe que esta classe sin-
gularmente soberana no espaco em que vive e
ainda nao pode ser bem descripli. por penna al-
guma.
Elles so fine tn privagas horrivois, nao teem
descango, nem folga, mas ninguem ple com a
yida de um guarda marinha, principalmente se
inlelligenie o gaalo, como eram, nao sor pos-
sivel exceder-so aquellos qualro, que deixaram
na armada urna reputagao solida c um typo ini-
milavel.
Emfim, pnssuia a crvela urna officalidade
magnifica, ce mposta de caracteres lo aprecia-
veis, que desle o principio da viagem se reco-
nheceu existir bordo os elementos necessarios
para desterrar a tristeza, inseparavel da ausencia
da patria e di urna longa travossia.
Tambom. devenios fazer-lhes justics: cada uro
procurou dan todo o contingente quea sociedade
exiga, desenipenhar o papel que lhe tocara com
a melhor vontade possivel.
Assim, os ialembourgs ferviam, o riso nao pas-
sava, e o lempo voava.
Ora, com esla officalidade cujos principaes
caracteres temo-nos esforgado em descrever suc-
cintamonle e com fidelidade, augmentada com os
vinte e cncolgalhardos aspirantes, todos jovens,
e de plano mimado approveilarem-se de quaes-
qiier incidenljes para rir e tornar mais cultos os
dias quo tinham de passat no immenso ocano,
de cerlo quo a viagem se transformara em um
prazer, cada instante removido, como do fado
succedeu.
O enjo. esse lerrvel inmigo do navegante,
para o qual nao ha mais agua de melissa doscar-
melitas que preste, que o enlaga e prosla com
seus bracos ote ferro uo estreilo e incoramodo be-
hche, foi veiJcido, e banidu para bem longe, e
cora elle o abbrrecimenio e tedio, seus conslaBles
e insupportaveis companheiros.
Smenlc oj lancheiro, que era una official de
artilharia aa marinha, corpo que depois foi reor-
gamsado com o titulo de hatatho naval, que
nao Ocou mu salisfeilo com isso, pois lhe trans-
lornou de alguma sorte os planos assentados no
pouco appetite supposlo dos priraeiros dias, que
vio substituido por um iosaciarel desejo de co-
mer.
Historia da casa de Sabova, pela Rra.
princeza Clmstina Tivnlce de Bel-
giojoso.
Este livro, diz madama de Belgiojoso, dero
confossa-lo. para mirn ura arguraanto destina-
do a sustentar um paitido que meu.
O argumento tem mais de quinhenlas paginas ;
era difiicil quo fosse mais longo, porm podia ser
mais concludente
Midamade Belgiojoso quer provar quo a casa
deSaboya foi ha oilocentos annos predestinada
pela Proridenca para livrar a Italia da oppres-
sao eslrangeira, e que nunca lanas virtudes,
genio e paciencia foram empregadas bem de
raelhor causa.
Ignorados 5 principio de todos, diz ella, mas
entretanto servidos com perseveranga por seus
principaes instrumentos; comprehendidos mais
torde por urna s familia, quo conlinuiiu a segu-
la como o fizeram ale entao ; chegados depois
um principio de execugo, eu os va romper len-
lamonle as trovas da ignorancia e dominar as
paixes humanas at o momento em que um po-
vo inteiro os roconheceu, abracou com transpor-
te o seu pensamento o apoderou-se delle como
de urna tarefa, quo lhe ora confiada o srdenle-
racnte erapenhou-se a leva-Ios ao fim.
Tudo islo apparocia-me com urna lucidez,
que como que, olfuscava-me os olhos e enchia-
me de conteniamenlo, porque esees designios da
Providencia tinham sido o sonho do minha vida:
elles encerravara a regeneracao o a liberdade de
meu paiz.
A simplicdade, que o carador essencial do es-
tylo histrico, nao exclue cerlamente, nem a
energa das expresses nem o brilho das imaiteus ;
mas o enlhusiasmo, que resplende assim desde
as primeiras linhas de um livro, raramente se
concilla com o lora necessario ao historiador, que
quer obter a conlianga do Ichor.
Madama Belgiojoso pela oxcessiva vivacidade
de seus sentimenlus comprometleu de alguna mo-
do o effeito do seu argumento, deixando ver mu-
tas vezes que ella se exforga por embelleza-lo.
eopoldo, rei de occasio e estrangeiro, hoje
mais popular queem 1830; Carlos X, descenden-
te de S. Luiz, morreu no exilio.
Vctor Emmanuel II conquistou justamente as
syrnpaihyas dos Italianos, porque tem governado
sem leis de excepeo, sera estado de cerco, sem
, exilios, sem cadafalsos, porque iogou heroica-
: mente sua coia e sua vida pela defeza da inde-
I pendencia nacional.
Eis seus ttulos, que felizmente para ello po-
dem dispensar genealogas, porque a causa da
liberdade e da independencia nem sempre leve,
ainda que o diga madama Belgiojoso, de lomar-
se de seus avs.
Entretanto elles tiverara de representar um lin-
do papel era ura paiz, mde a vida poltica at
estes ltimos lempos nao pode desenvolver-se e
aperfeicoar-se sob forma alguma.
Os Romanos fizeram dos Italianos urna s ra-
ga, mas as inundages dos barbaros e as misturas
dos povos fizeram prevalecer o elemento germa-'
nico em loda a Italia superior, o elemento grego
e rabe na Italia meridional.
E' inconlcstavel que nem os Godos, nem os
Lombardos, nem os Francezes, nem os Gregos,
nem os Arabos, uom os Normandos poderam
transformar os caracteres nacionaes das popula-
cues italianas, e que elle proprios, ao contrario
lornaram-se profunda e prompiamente italianos,
modificados pelo contado dessas populages. .
Entretanto os tragos das diversidades dessa an-
liga origem do raga e de ludas as diversidades
niroduzdas posteriormente pelas inrasdes es-
irangeiras nao desappareceram completamente, e
resta delles anda um grande numero no espirito
e carcter das pupulaces italianas.
Mas, justo reconhecer que, guardada toda 3
proporgo, essas diversidades erara maiores em
Franca, antes que ella [ormasse umas anarcliia,
e quo na Alluuiauha sao anida hoje mullo mais
salientes,
Neste momento a principal diversidade consis-
te as tradiges relativas organisago pol-
tica.
O espirito monarchico domina na Italia Meri-
dional, e o espirito republicano uas outras panes
da Pennsula.
O systema monarchico quasi indgena na Si-
cilia, u anda mesmo as mais remotas pocas as
repblicas ahi fcilmente degeneraran] em mo-
narchias.
a mesma tendencia flagrante do lado de
queui do Pharol, e pode duer-se que ah man-
leve-se a monarchia desde o da era que (01 in-
Iroduzija pelos Lombardos.
No norte pelo contrario e na Toscana a monar-
chia lombarda assemelhava-se a urna coofedera-
cao ue duques e a urna repblica de chefes mili-
tares, que elegiam um chefe cemmuui ; mas nao
havia aristocracia, uem privilegios.
Na Italia meridional os dinsticos mudaram
tantas vezes, lo repentinamente e com tanla vio- .
leticia, que nenhuma leve tempo de nacionali-
sar-se e encorporar-se com as populages.
Mais de urna vez senhorese subditos formaram
faeces opposlas, e no meio das Utas, que lantas
vezes o despedagaram e translurnaram, viven o
paiz como debaixo do jugo de um governo eslran-
Irangeiro.
Mais tardo, a monarchia introduzio-se em di-
versos estados da Italia superior o na Toscana.
Mas as dynastias nacionaes ahi duraram pouco e '
nao se fizeram chorar.
A dos Visconti por seu espirito guerreiro o por
sua ambigo de fundar um grande poder na Italia
loria sido a mais illuslre, porm ella manchou-
se de miiitos crimes ; e o Eslado dividido era
urna multido de pequeas repblicas, curvadas
ao sceptro Urnico de um dictador, leve todos os
vicios das duas formas de governossem nenhuma
de suas vanlagens.
As tradieces republicanas, ainda que mu ?
corrompidas e com formas quo impossvel seria
hojs reslabelecer, conservaram-se na Italia at
a ultima inraso franceza. Lucas tinha una
obscura olygarchia de nobres, e Genova urna
aristocracia feudal e mercantil. Veneza, com
urna aristocracia do um carcter particular, linha
debaixo de sua dominago as outras cidados do
eslado veneziano, as quaes entretanto governa-
vam-se republicauamenie, cada urna conforme
suas antigs leis o seus velhos coslumes,quasi <
democrticas em Bergamo, aristocrticas em
Brescia, mixtas em Verona.
Em resumo, as repblicas italianas sempre fo-
ram desordenadas e inconsistentes, e as monar-
chias representadas por dymnastias eslrangeiras,
e impostas pela torca.
tConuuiar-se-/ia.)
Ello, porm, como general experiente naquelle
campo de balalha, fez face siluaco e cumprio
o seu doror.
Nenhum aconlccimonlo de importancia ou ex-
traordinario tiremos de consignar :os dias, ora
radiantes pela belleza do lempo, ora obscurecidos
por pesadas nurens, que se cnlrechocavam aba
lando toda a natureza, e que dosfaziam-se em
temporaes mais ou menos forles, passavam, le-
vando comsigo as impresses fracas que produ-
ziara, e que esvaiam-se ao seu ocaso ou quando
muilo ao alborecer da manha seguinle.
- Para nos signifi.'avara apenas enl.ao urna sin-
gradura maior ou menor, que nos approximava
desta ierra africana lao desojada, onde e notos
ares novosclimas iamos respirar.
As conversaces rosenliam-se de sua influen-
cia e versa ram boje sobre alegres assumptos,
amanhaa sonre medonhas eatastrophes e horri-
vois naufragios, apavorados polo zuido do von-
10, que sibitlava nos cabos, e pelas ragas espumo-
sas e empolladas, que, enfurecidas parociam que-
rer castigar a nossa audacia em afronta-las.
Sempre havia materia I As chronicas se rela-
lavim com todos os seus desenvolvimenlos, nin-
guem era poupado. tudo se offerecia em holo-
causto, e muilos mysierios da nossa boa capital I
foram conhecidos no meio do ocano I
Era mister eslar sempre alegre I Quera nada
sabia, inventara, menta um pooco, commenta-
ra... fazia rir em lira, que era o geral deside-
ratum.
Todos pagaram o seu Iribulo, sem distinecao
de classes ; esforgavam-se al em exceder-se ns |
aos outros, e a rabeca continuara sempre dar
Sons mais ou menos harmoniosos c informe a ha-
bilidade do quem feria suas cordas I
Ah I pragas do armas I pracas de armas Quan-
tas exhumages, quantus go'lpes profundos nao
soffrera cm teu acauhado recinto pobres victimas,
que nem se quer suspeilam que tonham sido of-
ferecidas em sacrificio tyranna densa quem
ahi se fazem offorendas hilaridsde I
E realmente assim : quera nao se aprsenla
frivolo, leviano, inconsiderado, critico mordaz,
nao sabe referir com chiste algumas chronicas
vergonhosas, no ah apreciado ; torna-.o um
ente aborrecido, indigno de ser admiltido na so-
ciedade geral, est deslocado nesia, como em
qualquer outra reunio de rapazes, que s que-
rem folgar o gozar da vida longos tragos, sem
attenderem que a sociedade chega de pressa.
Oprogramma querido reduz-se ao seguidle :
A os vivos nao poupar
Aop mortosnao perdoar.
Sobre este Ihema se pode variar em lodos os
sentidos, com plena liberdade do pensamento e
do dovaneio.
E nossos jorens acharara bnns meslres, e foram
lo bons discpulos, que por fim j os excediam
na ferlildade dos assumptos e na vanedds dos
episodios.
Com 12 dias de viagem vimos que a folhinha
marca va ograndedia do christianisn.esse dia de
Natal que em todas as cidados catkolicas do mun-
do sau la Jo com tanto enlhuiasmo, festejado
com tanto encanto, celebrado no lar domestico
ao mesmo lempo que. na egreja com egual adora-
go e fervor.
A solido era qu no3 acharamos, o mo tem-
po que fazia, os balangos descompassados do
navio que seria entregue s vagas alterosas le-
vantadas pela tempesta Je, que se deixava succe-
der imperiosa delerminago de um novo Quos-
atgo por urna calma enfadonha e aborrecida, que
trazia pendentes e Inertes ao longo dos mas tros,
as velas ha pouco choias de ma's, ludo ist-i nos
irapressionava inc*ommodamooio, e nos obrigava
olhar para a patria e para a familia com sauda-
de, dando treguas por momentos ao espirito ver- t
tiginoso de folguedo que de nos se haviam apo-
derado.
Mas de pressa coinprehondemos que nesta no-
va disposico de espirito nada havia gauhar, e
por tanto resolvemos aturdir-nos, e assim se
fez.
Era pouco agradavel passar um dia de festa
sem ter cozinha, sem se poder sentar urna boa
mesa, nem se poder andar al sem levar um fu-
rioso tombo.
De todas estas contrariedades tiramos proveito,
e com vontade, ou sem ella lodo o dia rimo-nos
como uns loncos que eramos.
Admiramos a agilidade do aiguns companhei-
ros que, com uro prato na mo, onde tinham ac-
cuinulado a raco do janlar, cahirana, por causa
do balance, mas se levantaram conservando em
perroito equilibrio o mesmo pralo, quo nao aban-
donavam de forma alguma. Faga-se idea do
quantas scenas grotescas nao se originariam
d'ahi.
Em quanto na praga de armas se passava islo,
na auto praga de armas, os aspirantes montados
nos hahs, corriam com elles merc do balan-
go de bombordo para eslibordo e vice-versa, ma-
chucando as pernasdos que se atreviam passar
por meio desie espago.
E assim se passou to bello dia, de que tinha-
mos tantas fecordages, em quanlo nossas mes
o prenles nos dedicavam todos os seus pensa-
menlos.
. A.
Continuar-se-ha)
PERN- TYP. DE M F. DE FARIA. 1860.


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