Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09478


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Full Text
Mil XXXVI. HUMERO 250
Por tres mezes adiantados 5S000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
SABBADO 27 DE 00T06R0 DE 1861.
Por anno adantado 49$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima:
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Mannhao, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'.Altl lliA.-. IMiS i.UmiKliis.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazoira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista.
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sir'uihem, Rio Formoso, Uns, Barreiros,
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES 1)0 MEZ DE OUTUBRO
7 Quarto antiguante as 8 horas e 45 minutos
da larde.
14 La nova aos 17 minutus da tarde
21 Quarto cresceule as 11 horas e 51
da manha.
La cheia as 4 horas e 30 minutos da l
minutos
horas e
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro ss 3 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tard
G.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do conrmercio : segundas e quintas.
Kelacao torgas, feiras c sabbados.
Fazonda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphaos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vera do civel; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Mara Salom; S. Verecundo b.
23 Terga. S Joao Capistraoo f ; S. Jao Bora.
24 Qu.arta. s Raphael Archanjo; S. Fortunato m.
25 Quinta. Ss. Crispim e Crispiniano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. ; S. Rogaciano m.
27 Sabbado S. Elesbao Imperador ; S. Erolhida.
28 Domingo. Ss. Simo e S. Judas Thadeo app.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr, Jos Martins Ahes; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
E.M PERNAMBUCO.
O proprietario do biahio Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 24 DE OUTOBRO DE 1860.
Oflicio.Ao Exm. commandante superior da
guarda nacional do municipio do Recife.Sirva-
Dito ao director do arsenal de guerra. Em
vista da su a iuformzgao de 23 do crrente, sob
numero 308, o autoriso a mandar alistar na com-
panhia de aprendi/.es desse arsenal, depois de
satlsfazer as condigo es legaes, os menores Jo-
s Mara de Mello, e Francisco Marinho de
Mello.
Dito ao conselho d e compras navaes.Pode o
eooselho de compras navaes promover a compra
so V. Exc. de informar acerca do incluso reque- dos objeclos do material constantes da i
rmenlo do Dr. Joao Mua Seve, cirurgiao do 3 annexaaos
batalhao de infantina da guarda nacional sob S(
commando superior.
Dito ao mesmo.Pode V. Etc., conformo so-
licita em seu offlcio de 23 do correlo, sob n.
183, mandar formar alguna dos corpos da guar-
da nacional sob sen commando superior era suas
respectivas paradas, para revista de armamento.
Dito ao director geral dos Indios.Responden -
do ao oOicio que V. S. dirigio-mc em 23 do cor-
rente, lenho a dizorque o engenheiro encarrega-
i raedico das lesras dos Indios, dove pr-
eu oflicio do 22 do corrente, visto que
sao necessa ras ao almoxarifado do arsenal de
marioha.
Dito ao mesmo.Approvo o contracto que
o conseiho de compras navaes celebrou com di-
versas pessoas para fornecirnento dos objeclos do
material constantes da relagao e termo annoxo
ao seu oflicio de honiein ; cumprindo quo o mes-
mo conselho remella copia dos respectivos ter-
mos ihesoutaria de fazenda.
Dito ao mesmoApprovo o contracto que o
conselho de compras navaes celebrou com Ma-
direclor do arse nal de
sent os menores ao Sr.
guerra.
2048 Manoel Francisco Coelho.O
cante opportuoamenle ser altondido.
2049.Tiburcio Raymundo da Silva Tavsres.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
suppli-
meiramente proceder demarcago da aldeia da i noel Antonio do Jezus, o Manoel Gomes de Mo-
hscada, edepois das Ierras particulares, nao s j "es para o foroocmenlo do material constante
pelas razoes que aprsenla V. S. em seu cidaoo do termo, que veio aunexo ao seu oflicio de 22
oircio, como porque fui especialmente para aquel- des'e mez, para as obras a cargo do arsenal de
le un, que o referido engenheiro veio esta pro- mannha por lempo a decorrer at o m de de-
vincia, carao se v do aviso do imperio expedido ; ^rnbro do corrente anno.Commuuicou-so ao
pela repartiese geral das Ierras publicas em 10 ">spector da thesouraria de fazenda.
do fevereiro do corrente anno. Dito ao couselho administrativo.Recommon-
Dito ao commandante das armas.Sirva-se V. do ao conselho adminislrativo que comprepara
f- /Xp os suas ordens para que 8 o bata- provimento do Almoxarifado do arsenal deguer-
lho de intratara indemnise ao delegado do tor-
mo de Villa Bella da quanlia de73j920, em que
segundo o incluso pret, importa a elape tonada
ao corneta desertor Joaquim Jos de Sania IliU
visto u.ue nos prets do referido batalhao se liro
esse ven^imento. corao consta da informago da
thesouraria de fazenda, junta por copia, devendo
a predlta quautu ser entregue ao corouel Joao
Jos de Gouvea
Dito ao mesmo. Conformando-me com o pa-
recer do conselho de investigago, que julgou li-
vre de culpa o lente commandante da 2 cora-
panhia de pedestres de Tacaratu', Luiz Antonio
Ferraz, em vista ala prova constante dos autos e
defeza allegada pelo accus3do, devolvo a V. S. o
respectivo processo. que acorapanhou ao seu offl
co de 27 deselembro lindo, para que soja archi-
vado, devondo V. S. mandar por em lber
referido lente, como regular.
iberdade o
ra os arligos constantes da relago junta.Com-
muuicou-so a thesouraria de fazenda e ao arse-
nal de guerra.
Dito ao director das obras militaresApprovo
o orcamento da despeza cora o concert a fazer
no quartel de cavallaria, na importancia de.......
453U00, bem como o contracto que Vtas. fez corr
Jos Pereira de Alcntara do O' para execuco
dos referidos concertos:
Fica assim respondido o seu oflicio de hontem.
sob n. 96.Communicou-se a thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. cnncorlar com
urgencia a feehadura da grade da priso dos cal-
ecas no hospital militar.
Dito ao capitao lo porto.Approvando os con-
digoes que Vmc. me remetteu com o seu offlcio
de hontem, sob n. 173, relativas ao contracto
que tom de sor celebrado com o commendador Ma-
C0MMAND0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na ciilade do
Recife, SGdeoutubro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 32.
O coronel commandante das armas faz publico
parasiiencia da guarnigo e effeitos necessarios.
que a presidencia nomeou o Sr. capitao do 8
batalhao de intantaria Temoliao Peres de Albu-
querque Maranho para o cargo de delegado de
polica do termo de Cimbres, e o Sr. alferesdo
mesmo batalhao Luiz Castilho de Aguiar para o
uno ao inspector do arsenal de mannha.-Sir- "oe! Figueiroa do Faria para a publicago do ex-
Goianua ; o que ludo
de 24 do crrente.
Faz publico outrosim. que approvou o engaja-
mento que nesla data conlrohio o soldado da Ia
companhia do 10 batalhao de infautaria Joao
do C*rmo para servir por mais seis annos nos ter-
mos do decreto e regula monto do Io de maio de
1858.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvo
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo
alferes ajudante de ordens interino do
mando.
Urna vez que elle reslitua a Hungra asi propria
o reino Ihe perlencer e cessar de ser um cam-
po de batalha para Garibaldi ou para o czar.
Somos felizes de notar, pelo nosso ultimo te-
legrama, que esta poltica euconlri approvago
ero Vienna ; o se os negocios de ora em diante
entrarera nsta senda, a allianga com a Russia
ou ser superflua, ou receber alguma nova in-
terpretago.
Nao ser dilTicil encontrar nina outra interpre-
lago. O governo austraco j julgou necessario
desmentir toda a intengo de entrar em urna coa-
Ugo contra a Franga ; e j declarou que suas al-
liangas com outras potencias nao devem ser en-
caradas seno como a renovago natural de reto-
cos amigaveis com os principaes C3lados da eu-
ropa.
Os termos da justificaco experimem assaz cl-
mente a natureza daimpresso que domina. Sen-
do a Austria a potencia que mais tora soffrido di.
poltica guerreirada Franga, devia approveitar do
senimeiito de desconlianga, que a Franga inspi-
ra para pr-se frente de urna roalicao", e para
assegurar deste modo, era presenga dasapprehen-
igescommuns na Europa, um grao de sympa-1
de oflicio datado thia, qoe ella nao tem
de subdelegado do dislr.cto Pedrasde Fo'go em i gesomm"uns 'Va'i'^ola,' u
' cara'.rof rV^0 S CnSe8"d b,er P'r e" i ajUd8r-n0S ^"W^Wr^'w^r^
caratter ou por sua propria causa. seu zelo tao nobre
INao tentaremos
coragao os nomes tao doces e tao poderosos de
Jess o do Maria.
Temosa firme conlanga de que a causa da
egreja e da justlga alcancar como sempre um
tropheobrilhante sobre seus iuimigos ; e onto o
Dons justo e misericordioso ou dignar-se ha re-
conduzir ao caminho da sslvagao a esses railha-
res de homens, que dllese alTastaram, como te-I
mos pedido continuamente e com tanta instancia
em nossa3 preces, ou ferir, esmagar e exlermi-j
nar na indignacao do sua colera esses novos '
Sennacheribes. Esta persuasao e esta confianga
tem por firme apoio as suppliras universacs de
toda a egreja, que sobem todos os das como um
luecnso deagradavel odor ao throno da graga ;
depois, a dedicacao toda a prova, a virtude", a
sabedoria o os conselhos de tantos Ilustres dis-
cpulos de Jess Chrislo, e de tantos zelosos fi-
Ihos da egreja caiholica e desla s apostlica, que
empregam toda sua influencia o tlenlo a defen-
der de mil maneiras os direitos da egreja e da
santa s ; finalmente, a dmiravel piedade desses
mesmos filhos, que Ihesfaz alliviar com sua for-
tuna a agona tao grave da santa s.
Nao duvidamos que os deis ronlinuem
com-
EXTERIOR.
Londres 11 de setembro.
A Austria e a Russia estao novaraente alliadas.
O imperador Alexondre annuncion que desejava
seriamente urna reconciliaco perfeila com o
imporador Francisco Jos ; e medidas vo ser to-
_ e l.io digno de elogios, e com
procurar combater a plausib suas pieoosas e generosas emolas ale o momen-
nncrt..a a It0 e,n I"* approuver ao clcmenlssimo e miseri-
epo.s dasdeclaragoes de nossos ministros no | cordiosissimo Pai ordenar aos ventos e aos mares
parlamento, depois das allusoes fetas ha preci- que ponham fira essa furiosa tempestee e
sameite quinze d.a*por um jornal do contmen- conceder sua egreja a paz e a tranquilidade t"ao
te que exprime, como presume-so, os sent.men- desojada. Queira o Deus dos exorcilos em cujas
tos d, corle da Ross.a, depo.s da enlrcv.sla de maos reside a victoria, que commumcou Daid
Teepl tz e depois dos morrnunos inquietos da Eu- urna forga prodigiosa para abater o rebelde Go-
ropa.mpossivel seria negar que a recont poli- lialh, e que concedou Judas Machabeu Irium-
t.ca da Franga nao leona obr.gado todos os esta- ; phar da raiva das nacoes. deixar descer do alto
dos a reconstnuir suas alltangas o a P0r era or- do co sobre o chefe"supremo ds nosso exorcito
TZZXTA a Je ^^lodos os seus generaese soldados as gra-
A tnnexacao da Saboya deu urna nova face cas e o valor necessarios para defender com luc-
guem italiana, e urna nova moralidade campa- i cosso a causa da egreja e desla s apostlica oa-
nha. Assim, em qnanto a Europa suppoz que a ra vergouha dos inimigos da cruz do Chrislo'e da
Franga fizera a guerra por urna idea, couservou- f e religio caiholica I
se assaz tranquilla; mas quando pareceu-lhe que I Tal veneravel irmao, o que jnlgamos de-
a Franca guerreara por urna provincia, a s.luago ver communicar-vos, e como presagio de todos
mudou-se de chofre p as diifleuldades d'Austria ; os dons celestes e como penhor de nossa parti.ul
tornaran -se um perigo para todo o mundo. | lar benevolencia, damos v6
eslago
va-se V. S. de mandar fazer com urgencia os re-
paros necessarios no brigue escuna de guerra
Aing, corao solicita o commandante da cstacao
naval no offlcio constante da copia inclusa".
Comraunicou-se ao commandante da
naval.
Dito ao mesmo. Recomiendo a V. S. que
mande desembarcar opportunamenle as lanchas,
desse arsenal a ala do 2o batalhao de infantana |
bem (Olio que tem do vir depois daquella ; i-uusiueranao qoe levado o exposto ao conhe-
proviaciiciaiido V. S. ao mesmo tempo para que ; cimento do governo imperial por qoeixa de An-
rrira d. Cmaro, >ior.aa HU>eni0
as referidas lanchas para o quartel do Hospicio. 9U,! a predia junta so reunase de novo, e tra-
Commumcou-se ao cornmandanle das armas.. balhasse mais um dia, que faltou para
Dito ao commandante superior da guarda na- tar o segundo praso legal, adando-se
conal da comarca da Boa-Vista.Nao estando a d0 conselho municipal de recurso para oulr
subslituigao proposta por V. S. em seu offlcio de! poca, de modo que loase respeitado o inlersli-
23 de setembrj prximo finio para o commando C(o mrcalo na le. embora nao podossem estar
do batalhao n. 47 de infantaria da guarda naci- I concluidos, os trabadlos da qualificagao, a lempo
nal sob seu commando superior coraprehendida <** por ella fazer-se a eloigao do 7 de ielembro
as previstasjjelo arl. 18 do decreto n 1351 de 6 : caso em que devia esta ser feita pela qualfica-
c.io do anno anterior.
Considerando que recebido aqui o aviso do go-
verno imperial, que conim aquella deciso. de-
pois de hacer sido foita a eleico de sele'rnbro
pela qualilicagao do corrente nno, sera se ler
. supprido a falta alludida, corao determinara o
ene nao principie a funrcionarno praso de 6 me- -governo, e que portanto de nollid.de incansavol
zes, na forma do art. 20 do citado decreto, o par- se resscnle a predila eleicao, resolve annulla-la
ticipar a esta presidencia afim de ser prsenle l,a P^rle dos juizes de p'az do dislrcto to so-
pediente dessa capitana, devolvolhe as mesi
condignos afim de ser em vista dolas lavrado o
comyetenle tormo de contracto.
Portara.0 presidente da provincia, alten-
dendo a que a junta revisora da qualilicagao de
votantes da froguezia de Ha marac nao se reu-
ni por espago de cinco dias completos co-
mo determina o art. 22 da lei do 19 de agosto de
1816, nao tendo por Isso tomado conheciraento
das reclamaces que Ihe foram feilas :
Considerando que levado
coraple-
a reunio
estao
nesta
de maio de 1854, n;io pode ella ler lugar.
Entretaulo, como o tenente-coronol nomeado
para o predilo batalhao, Manoel Lopes de Barros
j solicitou e obteve do governo imperial a su
patrnle, V. S. Ihe dever offlciar para que entre
quanto antes no commando do batalhao, e caso
senta o chefe de polica no offlcio n. 139J. de 2J Jos do municipio, avisos do 21 de fevereiro
do corrente junto por copia; providenciando des-!dp 1853. e de 30 do dezembro de 1856 e
i para que o destacamento do municipio i manda que reunida a predila junta no da 25 de
hecimento
seguindo-
oe logo para que o destacamento do municipio manda que reunida a predila junta no
de Iguarass seja apresenlado ao respectivo de- "ovombro Droximo futuro, tome con
lelegado. Commumcou-se ao Dr. chefe de po- ls reclamaces que Ihe forem feitas,
llcia- se com o intersticio legal a reunio d
Dito ao Sr. Richard A. Edes, cnsul dos Esla-
dos-nidos nomeado para esta provincia. -De-
volvendo ao Sr. Richard A. Edes o sen passa-
porle, lenho dizer-lhe que pode entrar no
exercicio das funeges de cnsul dos Estados-
Unidos nesta provincia, para que fra ultima-
- do conselho
rannicipal de recurso, deveodo-se fazer a nova
eleigo de juizes de paz era aclo successivo a
dos eleitores de parochia marcada para o dia 30
do dezembro do corrente anno.
Dita.O presidente da provincia, allendendo
civel e do jury do termo da Escala, resolve con-
seguranea
perial, que dever ser-rae aprdsentado cora bre-
vidade.
Apresento ao Sr. Richard A. Edes a
de minha dislincta considerago.
Diloao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. satisfazer ao Dr. Jos Denlo da Cu-
nta figueiredo os vencmenlos cujo pagamento
pede no reqnerimento junto, a que so refere a
sua informacao de 12 do corrente. sob n. 1 07(1,
pois que. em visti dos decretos e avisos cita.los
pela conladoria dessa thesouraria no parecer [an-
eado no verso do cilado reqnerimento. nao po-
dem proceder os fundamentos com que impug-
nou o referido pagamento.
Dito so mesmo.Comraunico V. S. que o
Exm. Sr. ministro e secretario de estado dos ne-
gocios do imperio declarou-rao que exped aura
aviso ao ministro da fa/.enda em 8 do corrente,
para mandar por disposigao desla presidencia
quantia de 10.726! 13. afim de occorrer-se ao
pagamento da gra-tillcago do engenheiro fiscal
do governo junto estrada de ferro, e do enge-
nheiro da provincia na parle relativa ao minis-
terio do imperio.
Dito ao iospector da thesouraria provincial.
Em vista das cuntas juntas que me foram remet-
idas pelo chefe do polica rom oflicio de hon-
tem, sob numero 1393, mande V. S. pagar a An-
tonio Augusto Maciel, ou aosou procurador, a
quantia de 150g000 rs. em que importara os alu-
dieres ds casa que serve de cadeia no termo de
Barreiros vencidos nos mezes de Janeiro a se-
tembro deste anno.Communicou-se ao chefe
d polica.
Diio ao mesmo.Devolvo a V. S. os documen-
tos que acompanharam a sua informago de hon-
tem, sob numero 490, sfira de que mande pagar
ao delegado litterario da freguezia da Boa-Vista
desla cidade, ou a pessoa que para isso se mos-
trar habilitada, a quantia de 439$i80 rs., em
que importara os movis fornecinos segunda
aola deinstruego elementar do sexo masculino
naquella freguezia, visto nao haver Inconvenien-
te iesse pagamento, segundo consta da citada
formago.Communicou-se ao director geral da
inslrucgio publica.
Dito ao mesmo.Attendendo ao que me ex-
poz o arrematante da illuminago publica da ci-
dade de Olinda, Joao Francisco Antones, recom-
mendo a V. S. que mande pagar com preferen-
cia o que se Ihe estiver a dever proveniente da-
quella arrematago.
Dito ao mesmo.Para que ae possa resolver
acerca da pretongo de Antonio Rodrigues de
Moraes, conslanto dos inclusos papis, faz-se
necessario que V. S. informe qual a differenca
entre os vencmenlos do emprego do supplican-
te e os do lugar que tem exercido, bem como
qual a razio de ter elle estado oceupando o re-
ferido lugar.
ceder-lhe dona mezes de licenga para tratar de
sua saudo fra da curaarca de Santo Anto.
Dita Os Srs. agentes da companhia' brasilei-
ra de paquetes a vapor mandem dar transporte
para a corle, em lugares destinados para passa-
geiros de esiado era algum dos vapores proce-
dentes do norle a Rita Anglica de Barcellos,
urna sua irma e tres filhos menores.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasi-
lera dos paquetes a vapor mandem dar passagem
para a provincia da Bahia, por conta do ministe-
rio da guerra, no primeiro vapor que passar pa-
ra o sul, ao ex-cadele do 4o batalhao de arti-
Ihina a p Frederico de Cerqueira Lima.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasi-
lera dos paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a corle, por conta do miniaterio da
guerra, no vapor Cruzeiro do Sul, procedente
do norte, ao soldado do 4o batalhao de arlilha-
na a pe, Manoel Francisco do Amor n,no.
Communicou-se ao commandante das armas.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes a vapor Gquem na inleWigencia
de que as passagens do estado concedidas por
portara de 18 do corrente familia do finado ci-
rurgio de diviso Dr. Jos Luiz de Araujo Li-
ma, devem ler lugar no vapor Oyapock e nao
no Tocanlins, como esl declarado ua referida
portara.
Expediente do secretario do governo.
OfflcioAo Sr. Jos Magalhes da Silva Porto.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro
vincia, aecuso recebido o offirio que V. S. Ihe
dirigi em 1 do corronte communicando ler
nesse dia entrado no exercicio do cargo de pro-
motor publico interino da comarca do Brejo, pa-
ra o qual fra nomeado pelo respectivo juiz de
direilo.Fizeram-se as convenientes communi-
cages.
DESPACHOS DO DA 24 DE OUTUBRO.
/f7uertmeno*.
2041.Carlota Joaquina de Carvalho.Re-
meliido a cmara municipal do Recife para que
providencie em ordem a evitar que se obstrua o
esgoto oas aguas de quo trata a suppcaoie o
seja impedido o transito publico.
2042Antero Aprigio Ferrcira Costa.Passe-
se portarn.
2013.Camillo de Lcla Peixolo.Informe o
Sr. insoector da thesouraria de fazenda
.2044.Francisco Verissirao Bandeira.Passe
nao havendo inconveniente.
2045.Frederico de Cerqueira Lima D-se-
lhe passagem.
2046. Jos Maria Figueiredo. Nao tem
lugar._
2047.Joanna Izidora do Nasciraento.Apre-
cora os outros; e feliz do mundo quando
em paz seus soberanos I Mas nao haver .
nova allianga mais alguma cousa alem desses ter- contra a
mos de boa amisade, estada de novo, sroisade,
que conforme hoja so pensa, nunca deveria ter
sido interrumpida ? Nao encerrara esses termos
alguma signiticago respeilo do estado actual
da Europa ?
Eis-aqui questes do urna grave importancia e
que naturalmente provocara graves conjeturas.
O espirito publico achara provavelmente entre
esta noticia e os progressos de Garibaldi, assim
C^o?a^^g.0?:qL,e,d*Ahi,res,,llaml'ra as"s- 8"" seus governos
a coaligo deste genero, menos que nao seja
rigorosamente limilaja a dar garantas mutuas
aggresso, loria por consequeiicia collo-
car Franca i. frente do liberalismo contra o ab-
solutismo em urna guerra de opinies.
Qualquer int-rveng
extenso indefinida e
As ilhas Shelland e sua agricultura.
gao, que marcha hoja
Nesta esbogo que vamos dar do pau tao pone
10 na Hungra dara urna cor.hecido, que tem o nomc de archipelago das
sanguinaria essa revoto- ilhas Shelland, nao ha somento o que pode in
bem a menos visitada pelos estrangeiros por cau
sa de sua posico retirada.
Pelo occidente, a costa est exposla toda
a violencia das grandes vagas do ocano atlnti-
co ; ah o rochedos aparlam-se uns dos outros
era distancia de quasi urna milha da trra as
posigoes mais phanlasticas, formando sombras
cavernas com arcos inumeraveis. A' primeira
Jista parfcem as ruinas que deixa a passagem
de urna violenta inundago, representando co-
lumnas e sumptuosos monumentos d'arte. O es-
pirito commove-se profundamente ao pensar na
torga dos ventos, e na impetuosidade que defina
ler as vagas, que sacudiram esses fragmentos gi-
gantescos, com a mesma facilidadecom qne urna
enanca atira seixos pela praia.
Lerwick, capital e a nica cdade grande desse
grupo de ilhas. est situada quasi no centro de
Maiuland, numa situago feliz e quasi romntica,
tem a forma de um crescento, forma que ella de-
ve u da baha que circular, o neases dous la-
dos que as casas se achara construidas. A ra
principal, so que se Ihe pode dar esse norae,
tao estrella e tortuosa segu em geral as si-
nuosidades da baha, e em lodos os ngulos te-
semboram aleas estreilas. que servem de subida
as casas consiruidas as parles mais alias. A ma-
rieira porque estao dispostas as casas, com os
temados voltados principalmente para o mar
aprsenla, vista do ocano, um golpe de vista"
que nao deixa de ser pittoresco.
A paizagero. porm, deixa sentir aquella cor
que Ihe danam a vivacidade e o movimeuto do
umacidade continental. Alm disso, as casas sao
quasi todas cuberas de ardosias pardas, e offe-
recem assim um aspecto fri e glacial, que nao
agrada certaniente a vista deum artista. As cer-
racc-es e as nuvens hmidas que cobrem-a em
parle, e que sao to rommuns as ngies do
norte, fazem-a primeira vista um lugar triste e
melanclico.
Quanto s casas disseminadas pela praia, en-
tra-se nellas por meio de urna serie de peque-
nos caes de pedra. Como geralmente o mar lera
pomo iluso e refluxo. as doas partes da cidade
commumcam entre si. como em Veneza, por
meio de barcos. Cada familia possue um, ou
totalmente, ou ao menos em parte. Estes barcos
estao em continuo movimeuto. pos as mulheres
e as mangas manejam o rumo com igual destre-
za, e todas essas idas e vindas do scena urna
perpetua animago.
A cidade protegida pelos canhes do forte
Charlatte, que a domina, bem como o porto E'
porem, urna felicidade que nao se precise da pro-
cao desses canhes, pois una descarga faria
um mal maior s murall.as que os susleni do que
ao iniuugo que qoizesse invadir a tlba, e seu pri-
6 seu fin, cora _a sympa- j teressar ao philologo e ao antiquario! Muilos ou
lina universal por si com pouea effusao de san-
tros leitores desejro conherer do um modo um
lanto circumslancado aquelle grupo de ilhas,
que ao menos suppe-sc com excellentes funda-
exercer. lntervenha e|le entre seus subditos hun- metilos ler sido visitado
gue. A uuc intervengan segura a que Fran-
cisco Jos pode por si mesmo immediataraenie
d^S^av.i^0L"!,,,n0i*ft^'Be*,e l'de. seguro em seu'ihrono. esperar o c
ct ^rtJ!tl^"!:.TS-8u^.e,-se r* e" a rmas na Venecia cora a[ coc-iego i
insurreigo da Hungra como era lodos os casos pouco tem a perder,
vira em apoio de seus proiec- 'Times.
d
cont cont com a
acontecimento que vira era apoio oe s
tos. Se a Austria lera de combater os Ilalianos
as provincias Vcnezianas, como poder ella lu-
lar contra um exercito de patrilas ua Theiss ?
111 doze annos apenas que a Austria, ainda que
victoriosa na Lombardia, achou-se absolutamen-
te incapaz de submetier o povo da Hungra que
se havia insurgido contra seu poder ; o razoa-
vei pensar que o que ella ento nao pode fazer
sena anda hoje incapaz de faze-lo em circums-
lannas menos favoraveis.
Mas deve ser lembrado o expediente que re-
correu o governo impenal no meio de seus De-
nsos.
O Jornal de Roma d
. pelos Romanos, e por
impolticos, reslitua elles considerado como a ultima Tlnile, a extre-
lo elle midade dom undo. Un interesse ainda maior an-
hoquejda annexo a essas ilhas. era razo da crenga ge-
> que ral, que foram povoadas pelos Normandos, os
reis do mar dos lempos remotos Os sagas irlan-
dezos conservaram-nos a narraco de suas atre-
vidas emprea por mar, e de suas lerriveis in-
curses em urna mullidao de praias. Essas ilhas
receberam dos homens do norte o nome de Real-
S. F1LIIO.
Je 13 de setembro publica o tland, islo paiz elevado, magesioso, norae que
breve apostlico segujinte, dirigido ao capelln designa admira/elmenle os recifos aleanlilados
em chefe das tropas (omitidas. Cremos dever "
Veneravel irmao,
A corte de Vienna concluio ento com a de S
lelersburgo urna convenco. em virtude da qual
um exercito russo entrara na Hungra, e garanti-
ra por sua intervengo a possesso da cora de
S. Estevoao imperador d'Austria.
limu -a-I rCenle Prereden,e ante "os. seria de7p'os^nirc"a"seus
ilTici nao suppr que urna sbita allianga entre sao ao mesmo tem
fazer notar que esla pega datada de lo de se-
tembro, isto que i nlerior invaso dos esta-
dos pontificios pelo ejercito piemontez.
F. Camus.
A nosso venerave irmo Vicente, arcobispo
de Nissibe, capello-n r das tropas pontificias
saude e bengo apostlica.
que Ihe ornam as extremidades em forma de
denles, e contra os quaes quebram-se dia e noite
as vagas que se erguem do Atlntico, as quaes
relalham-osera urna quantidade infinila de som-
bras arcadas e profundas cavernas
D'ahi foi quo se derivou o nome moderno de
Shelland. Por sua vez o nome de Realtland foi
mudado pelos Hollandezes para o de Yetland,
d onde tiraram o de Zetland que a penna de
---------- j nwww *< '" ov VPVJIUIII.O1 m l| O I ..... ----- (--.. ..,
tstamos cheins di urna tristeza profunda ao w",w*S"t totnou celebre, e quo deu seu nome
r Inn....... It. af_.1. .' 'A II m PHIni-i.l -. C. r>n ..!________- .1.....
ver lempos lio diffice
ao considerar os grave]
causado e continuam
a Austria e a Russia deva novamente garantir a
Hungra contra ameacas, que alem de serem for-
po (
No meio de nossa
S para a christandade, e
s damnos, que nos teem
causar nos e esta s-
mt(is furiosos inimigos, que
s da propria sociedade.
extremas angustias nao
a um condado. S se conhecera de um modo
inexacto e inteiramente incompleto as relages.
que existiam amigamente enlie as ilhas Shelland
e as outras parles das ilhas brilannicas sujeitas
ao sceptro da raioha Victoria. Ha quem pense
que ellas formam urna parte das Highlands da
urna ligeira ronsolac*, nem urna traca comoen-I s. ?ss,a- e 1ue seils habiianles sao de origem
dmosd.rateradore"l0nJa,oV^o de ,ulori?ade ?e um sn^ j?" hTiSHU:w^ieloTa "g^:12J" '^M" Kngua gailica. To':
1 iiiiperauures, nao sao de maneira alguma '
agradaveis poltica tradicional do outro.
Se laea sao no entonto as acommodaces.
de
ca com qne um grande numero de homens pid""' e?:S8 0Pln>ao errnea.
mancebos Ilustres mrismo por seu nasciraento ?"s has na0 f"era absolutamente parte das
,,,. fffluem de todas as paUes do globo para lomar H,8'J'""I. Mtodaa como se achara das Oreados
nestivas?.! tlf aem,0SHd,zer le ao 'Diera- lugar as fileiras de npsso exercito. sob o com- | Pur la? ni,ln8S' e separadas por um mar porigo-
Ihario segundo toda a probabilidade fa- mando de seu generalem chefe, illuslre e va- ? e .che' e tempestades. Os Shetlandezes fal-
Ainda noe a ..Pi. 1. .a,n ,en|e 8ue"eiro, com ol fim do defender corajosa- i 'aiD.da 5-scss|a, como de urna regio distante,
1860 todava li .,?!? """vallo de 1819 mente nossa causa, que a da sede ipostalica e q"?1 podem ,a|Tez ''gados sob o ponto de
Sinil n?. 6 T para ^r ,ermo aos da ereJa wtholica intoira. i v,s!a P?1"":0. mas cora a qual nunca tireram re-
venci Aqn*7n.rfm S* ,,ma la\"~ S"m d,,vida- r"'^ saraos de dirigir Deus' aS00 a|8uraa do consanguinidade ou de paren-
do da .Aao.'nlerven;ao agora a mxima as mais fervorosas supplicas para que se digne >lesco' T"do quanto conservaram do dialecto e
Italia u na 11,. >a -6 Um- e,Cu:li FUSS0 "" ?onceaer-nos lodos ama paz lo dsejada ; n,as d0S cos,umea revela do modo mais claro urna
nana t 1 na Huogna nao sena olhada da parte homens impos, que nao sao oeste momento mais or'gem escandinava Sua lingua. inglez
puro,
toairamr?ii?aC,Sr8*l*r'Sio,-e nem. scria f "f ""1' do q,,e um tiiSASiT^I eDeos ae aerre'pa' I m:"! Puro.ainda .ue fcscossez. de qua"ndo"em'
ia0em para a propria Russia, podemos declara-Io .....-:-------------
com seguran;*.
Com efTeito, a Russia esl apenas acalmada d
indignagao e da colera, que sentio vendo a ex-
ra punir os peccados de lodos, e aos quaes elle 1U8,ndo misturada de palanas e expresses que.
perder e punir por sua vez no dia de sua cole-
ra, calcando aos ps a lei de Dense blasfemando
5 do Sanio Israel, nao cessam de fazer a
a e a santa s
lo de Salan, esses
ado os povos da
toda a jusliga os
- e perturbado to-
das as cousas divinas e humanas ; depois de se
terem precipitado no anno paseado em nosso es-
laao para con urna mao sacrilega usurpar algu-
mas provincias. exforgam- ainrt noI u.,. ,
agitar, invadir e a usurpar as provincias que
aun. E perpetram lodos esses crimes na per-
fados abomina-
provocou esses aentimeutos de desatTelgo. que
hoje a sobresaltara. E por ter a Russia recebido
tao poucos ngrod.-cimn.u... polu su Socrorro e
urna reciprocidaue iao pobre na hora de sen pro-
prio pengo, que eslabeleceu-se entro as duss cor-
les um resfriamento, que agora acaba de termi-
nar. Cerlamente. nenhuma das duas potencias
pode sentir- se milito tentada a tornar a passar
pelas mesmas provas.
Ascondiges acham-se tambera materialmente
mudadas. Da primeira vez linha a Austria uni-
rnT Llri?iB.r Cm S. pien'""le"s sobro as meio de tantos Irvros impos
margena do P ; e agora lera diante de si toda a veis. v
toa. em um.'ot'n0.i.dr ?S*k^ e "pS CSt' Em f,Ce da P"sidade desenfreada de t.es
anda lera urna potencia fnrmidabilissima. impos, de urna siiuaro to denloravel e de
nuao to%Eu2?nlL* k alg.Um cerl samos duvidar um s instante do triumpho da
dentemenle ZZt* h S* subraeUHS9e, P8' "J8. P*mos todava pensar sera senlir a
futKS TTT 6 T DU,r eSlad "a i""5 profunda dr -I"e os cheia e os soldados lio
uia italiana c- so a allianga da Russia por um bem determinados de nosso exercito lero de af-
lato conirabalangada pela hostilidade d. Fran- fronlar gravissiraos pe gos euSe elles devero
f$JE^J3LXTTf*z que a,a"-crbat" in'* 2^^.50^"
u; i!. ganbasse com a combinagao. recouhecidos meslres na arte da malvadnza e da
Melhor sena procurar crear desconfiangas den- fraude. malvadeza e da
Seiro Ttoter^nr^rti,"/ socco"09 ",u M,r8- Por ,8''10 Jugamos dever tonificar quanto
ro. a intervengan dos exercitos estrongeiros, *
se bem que inintellgiveis para Celtas, soarani
com atiractivo luteiramente particular a ouvidos
dinamarquezes.
Ha nisso como que nm accenlo estrangeiro, e
que no* diz que nos acharaos uo meio de um po-
vo inteiramenle differenlo do que acabamos de
deixar na Escossia. Elles fallam baixo. com o
accento doce e agradavel, o que despena inme-
diatamente a idea de um povo de maneiras poli-
das e cortezes. Sao alenlos e servigaes para com
os estrangeiros. e a hospitalidade livro e sera
o/inlrannmA. X ...
uvas

Quanto s suas qualidades sociaes. ludo o que
versa esperanga deque, depms de abalado e des-1 observara- -----------
i iaco esl8b'''"a1e real ao throno aus- munindo-o tambera com soccorros espiriluaos ;
Fs"a'e oor meio d i .- P 6 b'rer nl ?er m'9es,8.Pel8 q"8' m virtude de nossa aulori-
zer dT.sann,ear?ir qUe S? MIre por fa" da4e "P0910"". "nos vos e todos os sacer-
oru3S2!.? ,""l"p, de desaffeigo dotes e esmoleres do nosso exercito o poder de
por uma adminislragao que acarreto o contenta- co.ceder. no acto da conflssio sacramental a in-
'..:.,. .. dulgencia plenaria n articuto morlis todos e
propnos Hngaros acc-nselham a melhor po- cada um dos chefes o soldados de nosso exer-
e,,oed!m.LTP!?r dAu9ln?.de" e Sta r?.T 8TTe 8"a legl,,ma con9li'ui- lond"e postolicaconcedemos 6 lodos os chefes
romo ,, .S^? **a rei'. reconhecem-se e soldados todas as vezesquo. estando ns ultima
r,,!,l0 l'los massomentecomascoudi- exlremidade. nao poderem gozar da assistencia
IV!.. p nUir.M das rel8?oes entre a co- de um ministro sagrado, o poder de ganhar esssa
2V!I? i.]e8 "a0 peaem 0Ut,r 8ober8no indulgencia pleoaria. com tanto que invoquem
se francisco Jos os governa conforme a le. cornos labios sa poderem, e quando menos no
raenlo.
Os
litica
outras
remoes.
As Shelland, tomadas em sua sgnificagao ge-
ral, formam um grupo de ilhas approximadas
urnas das outras era numero de nvenla. Trin-
ta e duas sao deshabitadas. As ouiras, todas
pequeas, sao destinadas pastagem. Encon-
iram-se do todo o lamanho. desde urna ilha pro-
priamente dita al um rochedo que apenas tem
algumas bragas de extenso. A maior, a ilha
principal, chama-se Mainland. E'ahi que acha-se
Lerwick, capital de lodo o grupo Mainland ; tem
55 milhas de comprimenlo e 25 de largura. A
parte meridional acaba pelo promontorio de Dun-
seness, e em sua extremidade, chamada Stern-
burgh, conslruiram um pharol. Em geral, as
linguas do norte, a lerminago ne*s quer dizer
um cabo ou um promontorio. Porto d'ahi jaz Fu-
fo I Head. Foi nessa parte das Shelland que a gra-
ciosa penna de Scoll laogou aquella celebridade
do seu romance o Pirata.
A parle septentrional de Mainland acaba pelo
distncto de Norlh Mavin, separado da ilha por
um isthmo lo estreilo. quo apenas tem uns qua-
tro ceios palmos de largura.
Esse isthmo singular, diz um gracioso autor
indgena, tem o nome de Mavin Grind. ou porta
de Mavin. pois. na lingua do paiz, orina' quer
dizer porta ou abertura E' um lugar selv.gem
onde ninguem deseja estar n'um dia de terapes-
lade ou no invern. Norlh Mavin a parle mais
romntica das Shelland, porm, talvez, seja tam-
miravel no fundo da bahia. d'onde se avista o mar
e o grupo de ilhas que elle rodeia. Sllo,v
gaa-se de possuir um dos anligos monumentos
pouco numeroso verdade, que exislem as
Shelland. O caslello toi construido pelo infame
conde Pate ou, por outra, Satrick Stewart, que
servio-se delle para exercer mais commodamente
suas depredages sobre os pobres habitantes, de-
predages que foram acompanhadas de crueldades
tao atrozes que Jaques VI da Scossia mandou
tropas para prende-lo ecunduzi-lo a Edimburgo,
onde foi executado.
Defronte de Lerwick acha-se a ilha de Bressay
ou tirana. Sep.ara-se da ilha principal por uma
baha ou por um estrello que faz para Lerwick.
um porto ou um ancoradouro perfoitamenle abri-
gado. Bressay km seis milhas de comprimenlo
sobre duas ou tres de largura, e possue os'espe-
cimens da cultura mais bella e mais adiantada
que se acha as Shelland e da qual fallaremos
maisabaixo.
Separada de Bressay por urna eslreita passa-
gem que em cerlos lugares nao lem mais que
uma milha de largura, porm que a forca da
mar e a impetuosidade do vento de leste' nao
deixam s vezes atravessar. a ilheta do Nos3 tor-
na-se principalmente nutavel por um cabo corla-
do a pique quo a termina do lado de leste, e cuja
altura avaliam ora seis ceios ps O Holme de
Noss uma outra de suas curiosidades naturses
e nao menos admiravel. E' urna ilhazinha ro-
chosa, apenas coberta era seu cirao por alguns
ps quadrados de pasto que nao pode ser ulilsado
seno por meio de um processo dos mais ousa-
dos. Ura daquelles habis e temerarios trepa-
dores, cuja vida consiste era exalar os picos mais
vertiginosos desses penhascos semeados pelo
Ocano, afim de tirar os ovos das aves martimas
que branqueam as praias com suas cohortes in-
numeraveis. chega-se a elles cora o auxilio de
um barco e alcanga o rimo subndo perpendicu-
larmente e al as vezes agarrando-se s sues si-
nuosidades. No.anguloda cha. finca uma estaca
com um buraco pelo qual passa um cabo que vem
prender-se slidamente na ierra. Este cabo de
rommunieacao serve de conductor a uraa especie
de cesto no qual pem alguns carneiros que vo
assim comer no cume do penhasco o pasto to
audaciosaraenle conquistado ao velho Ocano. Na
occasio de nossa visita ao Holme. haviaru lirado
o cesto ; porm quando o nosso barco tornou a
passar entre o Holme e a Ierra, vimos por cima
de nossas cabegas aquellas alturas medonhas e
podemos convencer-nos da seguranga do golpe
de vista do hornera que arriscava-se a escalar as-
sim aquelle muro sombro que surge do centro
daa ondas.
A parte meridional de Bressay semeada de
"_m?. m.u.lidao.d,) magnficos cachopos e rochedos
cultura do mez de ouiubro de 1858 a're'lag' de
uma visita a esses lugares e a narraco das cou-
sas admiraveis que l virara os viajantes. a To-
mamos, dizem elles. um barco para fazer essa
explorago. e favorecidos por um dia que em in-
teiramenle propicio a essa excurso, costeamos a
base desses baluartes escarpados, e assim pode-
mos gosar a nossa vonlade de todas as bellezas
dessa scena do mar shetlandez. Na direcgo do
sud-oeste, ha uma especie de cabo em forma de
torre, de qualro ceios a quinhentos ps de al-
tura, a que chamara o Bend de Bressay. Visto
da parte do mar, gravo e magestoso. A frente
esse rochedo lodo branco parece rachar-se para
formar um pico que se assemolha a uma torre, e
ao mesmo tempo aprsenla fondas e cuines que
nao sao calcados seno pelos ps das aves mari-
nhas ou agoutidos pelas azas das aguias. O que
augmenta ainda o interesse desse espectculo sao
duas magnificas arcadas de um golhico perfeito.
Sao ellas formadas de dous pilares ouanie,de
dous arcobobantes perpendiculares que uma vio-
lenta convulsao da natureza parece ler separado
da massa principal e laucado no mar para nelle
formar essas duas arcadas de uma largura e altu-
ra admiraveis, e s..b as quaes os gigantes dos an-
ligos lempos podiam passar sera abaixar a cabe-
ga. Nao longe d'ahi, acha-se uma caverna que
so occessivel em lempo claro. Sua entrada ,
formada por umi arcada magnifica, cojos lados,
feilos de rochedos diversamente coloridos, ofle-
recem um esplendido espectculo. O interior da
caverna estreilo e tortuoso, e s pude ser bem
visitado ao claro de tochas ou de srchntes. A
vista descobre brilhanlea estala, lites ; figuras gi-
gantescas, formas sobrenaturaes parecem langar-
se do centro desses muros de rochedos cinzelados
pelas maos di natureza, talludos desde os tem-




'
DiARtO DE PERKAMBUCQ. SABBADO 27.DK OUTUBRO DE 1860.
pos mais remotos, lavrdos de curiosos de-enhos
e adietando contorsdes phanlaalicas. Ao depois
seguimos a costa por algum lempo atchegarroos
a urna bahia ou angra fechada por negros roche-
dos que sahiam do centro das ondas em linha
tecla cora urna altura, segundo nos disseram, de
seto ceios a uilo ceios ps, isVo duas vezes
a tura de S Paulo de Londres. A frente des-
zar da ausencia do qualquer tentativa anterior,
ba urna uHido de raides que fazem crer que
sob a influencia de urna boa altura, ahi cresce-
riam aores appropriadas ao clima e a trra.
O slo das Shctland geralmente coberto de
de musgo, mas arrancam-no facilmenio. O ins-
trumento mais commum um enxadao g-ossei-
ramtaie feilo. Ao longo das bahas e nos valles
sea medonhos rochedos eslava cheia de buracos que sao numerosos, encontram-se, em grandas
coaio um favo de me!, e a acoo do lempo flzera exiengoes, solos de alluvio de boa qualidade,
os quaes bem cultivados pediam dar vaniajosos
resultados.
A Ierra nao alugada por geiras, mas por me-
didas arbitrarias, que variam de extenso segun-
do as diSerentes localidades, ea que chamam
mar*, palavra que significa, segundo o dialecto
dos habitantes do norte, urna moeda, um peso,
um campo, e que na accepgao presente significa
urna parte ou urna porgao de alguma cousa. As-
sim, urna quantidsdo determinada das ilhas Shet-
land contera qualorze marks o dir-se-ha do um
proprietario rural que elle possue tantos marks,
o nao tantas geiras.
Todo o paiz, a excepto das pequeas ilhas de
pastagem, era antigaraente dividida como ainda
o 6 hoje, em districlos do extensio desigual cha-
ma dos scaltalds, os quaes teem seus limiles e sua
conligurago perfcitamenlo tragadas. Cada um
delles contem um certo numero de marks ; mas
maiores; outros, menores.
Os marks ou porgo de um scattald sao de
igual valor, ainda que possam difirir entre si,
mnrmente si comparam-nos aos de outros scat-
tald. Com effeito, um districto que contiver du-
zentos marks pode ser menos extenso e ter me-
nos valor que oulro que contiver igualmente au-
zentos. Dado o caso de se dividir um scattald
possuido por alguns proprielaros, cada um delles
recebe urna parte que proporcionada ao nume-
ro de naris ou do parles que esto nos registros
de suas rendas.
Esses scallalds soffrem. ao depois urna nova
divisao. Urna parte cercada e cultivada ; ou-
tta lica em aberto e indivisa. Aprimeira con-
lm a ierra aravel o de prados, apenas forma urua
iliminnl* (i-.i.... r, J ----- *- -_________i___ *._
nelles fondas sem numero que serviam de refu-
gio a ni y riadas do passaros marinhos. Quando
os chos repetiara o estampido de nossa espin-
garda, elles alroavam os ares com seus gritos de
espanto nos lons mais discordantes, e fugiam em
numero to consideravet que a luz como que era
interceptada, formando por assim dizer urna nu-
\eta por cima de nossas cabecas. Foi para nos
um tanto curioso encontrar na entrada da angra,
ao pe desses rochedos balidos pelas aguas, e que
cao uffereciam um s lugar onde podesse vege-
tar em seguranza a mais insignificante planta
aquatica, dous ou (res barcos tripulados por al-
guna he mins que pescavam linha.
A oeste de Maioland, a tlgumas dezenas de mi-
lhas de Lerwick, jaz oulro grupo de ilhas; sao
a ilha oriental o a i lia occidental de Burra, e as
de Hevarn e de Papa que. formara juntas a paro-
chia de Burra. A ilha oriental de Burra lem cer-
ca de cinco milhas de comprimento; a ilha occi-
dental, seis. A larguri deltas varia entre meia
e urna idillia. X'um ponto ambas ficam to pr-
ximas urna da outra que sao reunidas por urna
ponte toscamente construida. Todas as costas
sao semeadas de rochedos. A rnaior parte do
solo consta de pastos. A ilha de llevara se pa-
rece com um peuhasco elevado, e por urna an-
gra romntica que se podo chegar s casas que
seacham grupadas na parte anterior. O eslreilo
de Cliil" ou dos Cachopos que separa estas ilhas
da ilha principal, do urna uavegago difcil as
occasies de tempestade; tem meia milha de lar-
gura.
A oeste de Burra, e a cerca de 23 ou 25 mi-
lhas, jaz a ilha de Foula que com a de Papa
Stour e de Vaila, forma a parochia de Walls, diminuta fraeco da propriodade, com relacio s
Foula possue o ouleiro mais elevada de todas as partes aberlas ou communs.
Shelland, o de Proness, do 1,476 ps de altura, Esse meihodo de dividir em scallalds ou dis-
assira como os rochedos mais selvagens o mais | trelos segundo toda a probabilidade, contem-
rnagestosos. Um delles ergue suas torres cima poranco dos primeiros colonos norweguense3.
das agoas altura de 1,200 ps, tres vezes a da Cada um desses aventureiros apoderava-se,
calhcdral de S. Paulo. Os outros teem algumas para si o pbra os que acorapanhavara-na, do cer-
centenns de ps de altura, c todos sao cobertos los lotes que designava, e Uxavam-se limites en-
de aves martimas. Foula tem cerca de 3 mllias tro essas possesses novamanle adqueridas e as
de comprimento e milha e meia de largura ; Papa ( que perlenciam anteriormente a propietarios in-
oa Stour 2 milhas de comprimento e urna de lar-, digenas aflu de prevenir ao depois qualqucr col-
gura. Vaila pequea, porm muito inters- I lisio; a diviso ulterior que teve lugar e que di-
sante. | vidio as propriedades em marks ou porgos, li-
As ilhas do norte sao em numero de tres: Yell,' nha como fim principal facilitar as vendas e as
Unst e Fedar. Yell urna ilha oblonga cujo solo partilhas tornadas necessarias em razao da aber-
quasi por loda a parle coheilo de musgo Ain- ; tura das successes.
da que esteja sob urna latitud alta, aos 61 graos
ao norte, cora ludo o clima nolavelraente ame-
no, e a nev (errete-se com rapidez. Encen-
tramos no diario de um viajante urna nota toma-
di na ilha do Yell na vespera do nalal de 1832,
na qual se l a observado seguinle: Os nabos
acham-se hoje to verdes como no flu de selera-
0 leitor nao deixar de notar aqu alguns pon-
tos curiosos de scraelhanea eulre os principios de
culonisacao platicados pelo scandiuavos c os que
applicain receniemenie.
Chamaremos principalmente a silencio para
para os terrenos cercados; raos a vordad'o que
sao sempre aquellas que tem menos valor. Alm
bro. O raygrass, semeado no campo de centeio,, disso, um solTrivel numero de autoridades aitri-
progressos agrcolas a exis-
bue a lenlido dos
tcncia das cercis.
Ordinariamente sao de relva, e com facilidade
os carneiros Iranspem-nas, sendo olleslo ageis
e al um pouco, selvagens que s seriam doli-
dos por um obstculo maior. Um dos fazendei-
ros mais empreliondedores do paiz dizia que fora
E'em Yell que se criam principalmente aquel- obligado a desfazer-se de seus carneiros, lio
les carneiros pequeos que sao lio celebres pela ( grandes erara os estragos quefaziam em suasco-
; Iheilas e a difficuldade que lio ha de conserva'
suas cercas em hora estado. Todos
tem asteas verdes de oilo a dez polegadas e no
raygrass de um anno veera-se era Inda a parte
margaiidas em flor. A costa oriental de Yell
baixa em algumas partes, a praia arenosa, o
que facilita a entrada nos tempos ordinarios. A
parto meridional offerece dous porlos bons; o
norte tem paisagens trias o selvagens.
finura de sua la.
A ilha de Unst acha-se aos 61 45' de lalilude
septentrional e a 5 graos de longitude occidental.
Seu comprimento do 12 railnas, sua largura
media, de tres. Uraa correle rpida de urna
milha de largura, chamada Blumol Sound, a se-
para da ilha de Yell. Apezar de ser a mais
septentrional do grupo das ilhas Shetland,
aquella cuja popularan mais densa. O aspecto
geral do paiz ahi menos escabroso e menos
selvagem do que nos outros. e pode ser atraves- I
sada n'ura poney de urna exlremidade a outra sem
que so npponham os obstculos que se encontram
a cada passo as estradas das outras ilhas. De-
nominaram-na Balh ou Brighlon das Shelland.
Ella corlada por alguos outeiros de altura me
diana, unidos quaes. o Valley field, dsele ce-
ios ps de altura, segu a direcgo da cosa occi-
dental e forro) urna baireiro aos formidaveis as-
. os annos,
diz urna auloridade importante, o pobre povo
solre por essa causa pardas maiores ou me-
nores, o aquelles que tora cercas raas sao obri-
gados a conservaren) era s?u sorvico um corlo
numero do caes alira do protegerem suas pro-
prieJades. Oulra pessoa, lambem fidedigna, fal-
lando do estado da agricultura em sua parochia,
dizia :
Em o numero dos obstculos que s op-
pem aos melhoramontos agrcolas, deve-se con-
tar em primeiro lugaro actual estado das cercas.
Em parle alguma sao ellas sufficienles, e s-
mente no verio e no lempo da eeita que sao ron-
sei vadas n'ura estado de rnparaco conveniente.
Apenas se recolhem os graos, abrem-se as por-
tas, dcslroem-se as cercas, que continuara a licar
neasa estado al o anuo seguinle, al a poca
eolios do Ailenlico, que, apezar disso, quando e.m 'i"c '"g0 moslra-se algumas polegadas
sopra o vento nordeste, lanca contra ella e com Ja lerra Durante aquello lempo, as vaccas, os
tanta forca as suas enormes vagas, que a espuma (javal'us e os carnoirospastini em plena libcrda-
passa por cima da crista do ouleiro, e vera im- e> os l'orcos fossam a trra e fazem estragos laes
pugnar no valle todas as hervas como que de um fl"e algulls a""os 0 Doa cultura teem as vezes
orvalho de agora salgada. Esse outeiro acaba baslanl< dificuldadeem repara-les.
n'um cumprido promoutorio chamado Hermanis, As herdados sao em geral de Douca e\tencao
do nome do uro hroe quo pensara ter aportado! Sao mu numerosas as de IreseaUs a uatro
a essas praias nos tempos pnraitivos, e forma a cenias geiras; segundo o amigo ystoma sao
parte mais seplenlnonal da ilha o das posses- ordinariamente divididas era duas partes aparte
soes da rainha \ jetona. A casta oriental offere- exterior (oul field) e a parte interior [in field). E
ce ura espectculo magnifico. V urna ominen- esta ultima ohjecto dos maiores cuida -
Ca chamada Saxa de cerca de novecenlos e tria- cebe ascolheilas que lecm mais valor.
ta e oito ps de altura, e que se erguo direita e '
perpendicular do fundo das agoas. Junto desse
outeiro., a nordeste, continuadamente branqueado
pela presenca de urna innumeravel quanlidade
Ouanlo a parle exterior, mui poucas vezes
esfumada.
Nao costme dos habitantes do paiz fazer
arreudainenlos, e a adoprao lao coraraum da
do aves martimas, ha um arcada natural do prova tcsteraunhal indica evidenieraenle a.ie o
'Viri.'llt ru.ilTllllli>uni>il non nm I .... m extrema magnificencia, que em algumas partes
teii cem ps de altura era trezentos de compri-
mento, cuja abertura bastante larga e a agua
bastante lunda para deixarem passar ura barco
quando o lempo favoravel. Os rochedos que
llie formara o cume e os lados, sao nolaveis por
suas bellas cores. A parle septentrional da ilha
abu.ida em paisagens de uraa grandeza raages-
tosa e agreste. A nalureza, diz-nos urna des-
cripeo dessas iihas, ahi reina s com seus ca-
prichos mais selvagens, em loda a mageslade de
una solido que nada vem perturbar^ salvo s
vezes os pasaos o a turbulencia do homem, e
nenhum espectculo mais proprio para dir
una justa iia da grandeza do Creador e da pe-
quenhez da humanidade. E' ahi que est o]
poni mais septentrional das ilhas brilannicas. '
h' um rochedo insular chamado Ulsta ou Oai ks- !
lack, o qual de perfil se parece com um cavallo I
gigantesco, por cima do qual passara muas ve-
zes as furiosas vagas do Atlntico.
A ilha de FeJar, a nica das ilrns seplenlrio-
naes de que nao temos fallado at aqui, jaz a
leste, do Yell, da qual separada pelo estrello
de Yell, da qual separada pelo eslreilo de Col-
grave. Tem sete milhas de comprimento sobre
quatro de largo. A costa toda cheia de bahias
ou cocs, como Ibes chamara na lingoa do paiz;
nome que deu origem ao titulo de vikiugs voe
povo nao os tem em grande contra.
Alguna comtudo que teem ura intimo conheci-
mento dos hbitos do povo e da nalureza do solo,
attribuera em grande parle a falta de arrenda-
menios ao estado atrazado da agricultura.
Por oulro lado, certis pessoas que pretender
conhecer a fundo, nao s o carcter do povo,
mas ainda o solo, dizom que agora nao a occa-
sio de iiilroluzir no paiz o uso dos arrendimen-
los. porm se o exigissem, ouil-os-hio cora
facilidade.
Enconlra-so cal fcilmente, porm raras vezes
a empregam as operaees agrcolas
Misturada com o solo que secco. salgado
musgoso, ella havia de exercer urna influencia
extremamente salular na vegelac.o das co-
lheitas.
Para a edificacao usam de urna pedra calcara
que susceplivl de receber um bello polido.
Para os tediados, empregam ardosias do pedra
silQosa quando sao casas principaes
Nao ha carvo : masa nalureza que acha sem-
pre compensarles, fornece ampias provises de
turfa para conservar quente ao monos os cora-
joea dos Shellandezes, pois nao ha fogaos em
suas choupanas.
Entre os passaros que estrazam os colheitas.
deve-se collocar o pintaroxo ds monlanhas em
que era conferido aos hroes escandinavos e que nun,ero do8 maiores flagellos do cultivador.
significa res da bahia. Na exlremidade orieutal
da ilha, ha uraa grande arcada natural que se
estende por haixo de urna porco de terreno de
pastagem. Quando o lempo mo, o mar eu-
turra-se por essa abertura. Ainda fazendo bom
tempo, a passagem aprsenla difficuldados laes
que al aqui lem sido impossivel alravessa-la.
Das ilhas principaes temos dado urna descrip-
ao tao completa como o perraiuiara os limites
que podemos assignar a este irabalho ; lambem
descrevendo as masuifJLcas jn>ro..1~
mi uuo nuoa tuertada. Varos agora dizer al-
gumas palavras acerca de seu slo, do clima c da
agricultura.
No interior o paiz offoreco principalmente um
aspecto fro e triste; comtudo oslo ondulado
e npreaenta caracteres variados, pois os oitPiros
eos valles succedem-se de um modo agradavel.
Forcoes de pastos verdes, no meio dos quaes si-
gu carneiros acham com grande difficuldade um
alimento escasso e precario, o que so v perfei-
tanaciilf em sua comformaeo mesquioha e Iriste,
nooulas iie urzes e vastae extences de musgo
negro do apenas alguma variedade paizagem,
pois as collinas assim como os valles, em opposi'
5o as dos outros paires, ahi nao teem a graca e o
encanto que ordinariamente produz a presenca
das arvores. He principalmente a completa au-
Eencia desses vegeUes que impressiona o esiran-
geiro quando pela primeira vez eulra as ilhas
bnelland. A oxcepcao dexalgumas.que puderam
medrar sob a ptolccgo dos muros, na visinhan-
qa immediala de urna ou duas casas, a vista nao
eocontra nunca a folhagern de urna arvore pro-
jeclando sua sombra na relva. Comtudo, pare-
ce suTrivelamnle provado que nos lempos pri-
aitivos essis ilhas liveram plaulages queche-
garam a unj mediase creseimeoto. Parece, pois,
rasoavd concluir que na ausencia de quatquer
obstculo porHcular oppoato polo slo ou pelo
clima vegelacao das arvores, seriam fructferas
as tentativas que se fizessem para cobrir do arro-
res esssas ilhas.
A Norwega que est sob urna latitude muito
njaisalta, est cheia de arvores, e notsvel ter-
se encontrado nos pantanos das Orcadei cunos
do pioheuo prateado quo oommum na Norwe-
ga, mas que nio indgena da Escossia. Ape-
Esse passaro gusta particularmente, da sement
de nabos.
Apenas levantase a planta, quindo a sement
acha-se na exlremidade da folha, bandos de
pintaroxo,reunera-se nos sulcos ,apenas ella prin -
cipia a brolar; n'ura instante estragara todas as
lileiras do campo, c os pobres nabinhos licara
espalhados pela ierra como pedacos de cordao.
Pde-se imaginar as perdas e s estragos que
esses passaros causam nos campos em miniatura
dos infelizes habitantes.
campo com (oda a diligencia possivel, at que
os nabos tenham bastante forca e cresciraento
para (Icarem cima de solo.
O corvo tambera conhecido por sua voracda-
de, e nao satufeito do se utir dos corpos morios
ataca os ponoys novos e at s vezes os mata na
primavera quando os rigores do invern os teem
enfraquecido e tornado incapazes de qualauer
defeza. H
Mas sao principalmente os cordeiros e as aves
domesticas que cahem victimas dos ataques au-
daciosos dos corvos.
Quanto a gralha dos trigos, considerada como
passaro de bom agouro : sua presenca nos cam-
pos das ilhas Shelland, onde vista frequente
mente, annuncia urna colheita ao mesmo lempo
precoce e abundante.
Assim, quando alguem enconlra seu ninho
tem o cuidado de o livrar religiosamente de
qualquer offensa.
Se accrescontarmos aqui os ratos campestres
chelrosoe pequeo, a lontra, a doninha e o co-
Iho, teremos citado todos os animaes que cora-
poem a fauna das ilhas Shetland.
Quanto ao clima, algumas palavras serio suffi-
cienles para dar urna idea exacta.
Hmido e variavel. em geral bastante apra-
zivel, e raras vezes offeroce temperaturas es-
tremas.
As costas esto expostw a violentas rajadas de
vento que lanzara em Ierra ondas d'agua do mar
que as vezes destroem as esperances do culti-
vador.
He o paiz dos nevoeiros o dos orvalhos ; re-
pelidas vezes privado daquelles raios de sol que
virificara e tornare outros paizes to bellos e to
felizes.
Ventos,tempestades que erguem-sa de repente
com urna or;a admiravel, varrem do outono oa
campos cobertos de espigas, e algumas rezas
arrancara e espalham a colheita'delalsorta que
as espigas parecem quesahiram de urna machina
de bater.
O invern ordinariamente acorapanbado de
chuvas vio'entas, mas o irovio e o nio alo
comparativamente raros.
Quanto a siluacio de agricultura, se querem
fallar do que ella em geral neasa archipelago,
forcoso reconhecer que muito inforior a dos
districlos merdionaes
Ha comtudo honrosas exceptos; assim, por
exemplo, a herdade do Sr Hay, em Lingrvall, a
qual lem urna boa administraban, Ierras bera en-
xutas, e onde as colheitas sao quasi iguaes em
belleza s de alguma das melhores herdades dos
districlos merdionaes.
Deve-se dar os mesmos elogios ao Sr. Penny,
de Kilderbislon, na ilha do Bressay, onde se
veem campos perfeitamentc lavrdos, e colheitas
que faziam honra a multas herdades situadas em
regies muito mais favorecidas.
Ha lambem na parochia de Binrossness, e a
leste de Bressay excellesexemplos dos resultados
que se podem obter com o auxilio de um juizo
sao o de urna cultura dirigidas por processos
scieniifkos, ainda uas circunstancias mais des-
favoraves.
Mas comtudo, como o disemos cima, agri-
cultura, considerando-a sob um ponto de vista
geral, acha-se nesse archipelago n'um estado do
inferioridade sensivel.
Diversas causas podem ter contribuido ran
sso.
Conteutar-nos-hemos em indicar duas ou
tres.
Assim, por examplo, quasi todos os homens
empregam-se na pesca, eencarregam as m.ulna-
rea do cuidado e dos Irabalhos da cultura.
Nos vimos pessoalmente as mulheres Irabalha-
rera a ierra e puxarem a grande muito mais
vezes do que os homens.
A falta do afolhamenlo regular, o emprego
quasi uullo do enxogamcnlo, o pouco cuidado era
obter eslrumes abundantes e bons, a ausencia dn
cercas sufficienles e de prados artificiaos, laes
sao as causas mais serias e mais importantes que
conservaran! al hoje n'um estado to alrazado a
agricultura das Shelland.
Quanto aos afolhamentos, oque vamosdescre-
ver o mais geralmento seguido em pnmeiro
lugar escourgton, especie de cenleio coberto de
estrume depois da sement ; om seguida, bata-
tas; ao depois, aveia simplesraenlc grafada,
seguida de um pasto, rotagao ossoncial em odas
as culturas shellandezes; Analmente, aveia se-
guida de escourgeon que reronimoca a serie.
Na ilha de Bressay, o afolhainento, qie
seguido de tempo immemorial o seguinle :
ajreia o escourgeon que seguo-so alternaiivatien-
te, salvo urna colheita debtalas que se fiz de
qualro ou de cinco em cinco annos.
Na parochia do Lingroall, introduzirare hi
pouco lempo urna rolacao nltilo mais adiantada,
a saber: 1. nabos e batatas; 2. cevada, com a
qual semeara zelva ; 2. feno ; 4." pasto: 5.
avpi.i.
Era Scolen, urna das ilhas seplenlrionaes, em-
pregam diversas especies de afolhamenlo, ou :
: l. batatas; 2." escourgeon comeslrume: 3."
aveia ; aveia ; depois recoramecam cora
balates.
Ha linalmenle um terceiro genero de ablha-
memo, que osle : 1." batatas ; i." o 3. aveia ;
, ." escourgeon comeslrumo; o depois Latatas
j para recotnecar a rotacao.
O %n field produz alternativamente pasto e
aveia.
No Yell septentrional, a trra d urna colheita
lodos os annos.
lio alternativamente escourgeon, avew e bata-
las, mas preciso adobara Ierra todos es annos,
excepto quanto as batatas, que sao semire plan-
tadas in field.
Na ilha de Unst, oslo de excelleite quali-
dade, e sendo bem cultivado, pode daros resul-
tados mais vaniajosos.
Piaticam ahiosyslema quo explicamos mais
cima, e que consisto na conservacao do in field
e do ont field.
Mui poucas vezes este ultimo recebe estrumo :
contentara-so com revolvl-o todos os annos
enchado.
Apezar disso, fazem excellcntes colheitas de
aveia preta.
Quanto ao in field quo est mais pe-rlo da
herdade, adubam-uo lodos os anno, e elle pro-
produz boas colheilas de escourgeon. e de
batatas.
Os instrumentos que usam era geral, sao era
mui pequeo numero e de consiruc$ao gros-
seira.
E's as herdides melhor dirigidas que em-
pregam a charra, e s mais das vezes a char-
ra escosseza de relha movedica. As Ierras que
temos examinado, nos pareceram perfoilameine
proprias para serem lavrdos peh charra de
jogo dianteiro por Huw-ird, a qual era raaos ha-
bis, como estamos persuadido, havia de fazer
maravilhas,
A relha charra dos Sherlandezes tende a do-
sapparecer quasi completamente. Nos apenas
vimos um modelo, c innutilisado. Por isso live-
mos alguma difficuldade em descobri-lo n'um
monte do movis fra do servieo que enchiam o
elheiro de uraa pequea herdade junto de Scal-
lawav.
E' inslrumenlo de forma exquisita, e que ape-
nas feito para arranhar a trra, t' loda de
maJeira, a excei-co de urna grosseira relha de
ferro.
Nada se parece menos com a charra moderna
e ludo o que so pode dizer que ella derperta a
idea da forma primitiva que esse instrumento de-
via ter antes de haver sido aperfeicoaJo era nos-
sos dias.
O enchado das Shetland instrumento de for-
ma singular, mas, ainda que parega insulficien-
te, nao deixa de servir excelentemente e com
grande rapidez.
O ferro muito eslreilo, nSo tem raas quo cin-
co polegadas de altura, e dimioue cousideravel-
Dieule da parte do fio. O cabo, comprido e c-
nico, tem cerca de quatro ps, mas nao tem pu-
nho nem cruz.
O ferro to estreito que taolo de um lado
como do oulro nao ha lugar para por o p como
em nossas ps. Afim de remediar esse inconve-
niente, fazem no cabo um encaxe no qual pren-
dem um pedaco de madeira que sahe de ura s
lado, do lado dreilo.
Como se v, preciso ura meihodo particular
para se servir desse instrumento primitivo, e ra-
ras vezes pde-se cultivar o solo com urna s
pessoa.
Em geral, veem-se ao mesmo tempo tres Ira-
balhadores no sulco. Enterrara o ferro no solo
com o p direilo, firmando-se no pe lago de ma-
deira que fica snenle, levantam jumos a Ierra
que acaban de separar, voltam-na o separara n3
dando-lhe algumas pancadas na superfic'e ; an-
dam depois da esquerda para a direila e conti-
nuara a mesraa operagao al que tenham traba-
ek\\'Jt~ -"^'r"J uo campo. Au levantar o
solo os dous trabajadores collocados a esquerda
tadireita irapnmera no enchado um movinien-
to particular approximando o corpo eodocompa-
neiro que oceupa o centro. Procura-se habi-
lualmento facilitar o Irabalho de cavar a Ierra
que s faz por meio desse alvio, operando de ci-
ma para baixo no sentido da inclinago do ter-
reno. *
D'ahi resulta que a melhor Ierra ajunta-se no
tundo, no ponto mais baixo e n'uma prcfuudida-
do consideravcl. A grade, de coostruego mui
simples, tem cerca de tres ps de comprimento e
denles de madeira. Nos vimo-la, como dissemos
a cinza, dirigida mais vezes por urna mulher d
que por um hornera.
Por mais grossoiro que seja esse instrumento;
nao comtudo enipregado em todos os districlos.
suDstituom-no por alguma cousa mais primi'iva
ama, por uraappareiho ao qual adaptara urna
vassoura de giesta ou de urze. O seraeador l
quasi desconheciuo.
Quanto a nos, pao nos lembramo3 de ter ouvi-
do fallar de aiguns desses instrumentos como
empregado nessas ilhas, salvo um someador de
nabos de que serva o Sr. Penny era Bressay. e
o uso eram lo pouco condecidos que oSr. Penny
pode adquiri-lo por um quasi nada, n'uma ven-
da de objectos de que fazia parte, pois conside-
ravam-no flnies como cousa incommoda e sen
valor do que como inslrumenlo que poda prestar
alguma utilidade.
Assim como observamos quando fallamos dos
aioihamentos, os productos mais geraimenlo cul-
tivados sao a aveia barbuda faeno slrigosa*
urna das o elhores variedades da aveia prea.er-
vilhas e hlalas. Esta ullima raiz era geral um
encllenle produelo, e cullivam grande quaoti-
dadesoa parochia de Lingwall. Deixam-nasde-
baixo da ierra at que estejam completamente
maduras.. plantam-nas em linha e cultivam-nas
par meio do eniadio tirado a cavallo. fcm
Lingwall esta planta est cxpo.sta aos ataques de
naaello que chamam nevoeiro de trra
(groun fox). E' urna especie de exhalago que
se levania das torras pantanosas depois de urna
peques* geada. Vcm-na subir no ar, similhao-
le a fumaca que produzera muitos fogos, e esten-
der-ae gradualmente por cima de todas as Ierras
hmidas. Por toda a parle por onde passa, des-
troe imoaediatamenlo toda a vegetscio. As co-
lheitas de batatas sao em particular anniquiladas
apenas esse oevoeiro as loca. Nio somente
murcham logo as folhas, mas o veoeno parece
descer at os tubrculos que tornam-se incom-
mivels a tal ponto que em ceos annos os pro-
prios p-ircos recusam-nos. Ura bom enxugamen-
to podenn livrar as raizes desse flagaUo, mas in-
felizmente a falla geral de capilaes nao perraitte
esperar que o enxugamcoto pussa lomar grande
desenvolvimento nessas ilhas. Em toda a parle,
porm, ondo foi empregado, as vanlagens torna-
ram-se summamenle sensiveis. OSr. Hay, em
Laxfrilh, prximo a Lingwall, lera feito numero-
sos enxugamentos, assim como o Sr. Penny em
Bessay.
Experimentaran) algumas vezes, porm sem
resultado, fazer entrar o trigo nos afolhamentos ;
a humidade e a falla do sol que caracterisam o
clima das Shetland, nao lhe sao favoraveis. To-
das as colheitas de coreaos decem chegar a urna
excessiva maturidade, o quo iraz immensos es-
tragos, pois os venios que se levantam repenti-
namente, fazem as espigas o effeito da maquina
do bater, e causam a perda, seno da totalidada
da ceifa, ao menos, o que acontoce muitas vezes,
da malor parle.
Os nabos que sao comparativamente um pro-
ducto novo para os Shellandezes, deram abun-
dantes colheilas por toda a parle onde os inlro-
duziram.
A mosca, que o flagello desla plaa nos dis-
triclos do meio dia, aqui inicuamente desco-
nhecida.
Seu nico iniraigo o pintaroxo das monla-
nhas cujos estragos e doprodages ja referimos.
Todava fazem-se colheitas de nabos que desoja-
ra mais de um rendeiro das regies merdio-
naes.
Recolhem geralmente o feno dos prados natu-
raes, e comparativamente preciso pouco Iraba-
lho para lera certeza de urna boa colheita. Tam-
bera guardam um especie de feno ordinario que
servado cama aos animaos. Do-lhe o nome de
tekk, o compem-se principalmente do urzes e
juncos cortados nos campos da municipalidade.
Deve-se lamentar que nao tenha sido imitado o
exemplo de fazer prados artificiaos, dado por al-
guns fazendeiros mais emprehendedores, e mais
progressislas. Ahi como em qualquer parle, a
adopgo desse meihodo trazia importantes me-
lhoramentos.
O estrume compera-so geralmente de estreo
de herdades o de ervas marinhas, de que se faz
grande consumo, do cinzas e Ierra vegetal
Se o estrangeiro procurar conhecer o gado das
ilhas Shetland, especialmente na primeira par-
te do voro, o primeiro sentimento ser o da sor-
presa e espauto vista daquelles animaos n'ura
estado de magrera e de reduego tal que julga-
garia que sao de nenhum valor e incapazes de
produzir o quer que seja. Comludo, a pezar de
de sua apparencia mesquinha, teem elles mais
valor do que suppor-se-hia a primeira vista. Es-
se gado proto ludo o que ha de mais appro-
priado ao clima no qual vive, e nutrico que
recebe.
Com effeito, nao ha animal que, m proporgo
a estructura corprea, tonha mais gordura ou se-
bo. E' soineule para lastimar que se occuppem
tao pouco de melhorar a raga por meio deselec-
go, o que desprezem lanlo'a arte de criar. As
vaccas sao pequeas, dizem os documentos es-
lalisticos onde tiramos os elementos deste Iraba-
lho, que tambera completamos, enriquecendo-o
de observacoes nossas, e os quarlos da frente
pesara raras vezes mais de dous qninlaes (3 ())
O leito de excellenle qualidade o de extrema
abundancia em comparaco de sua pequeuhez.
Algumas vezes do al tr'ez garrafas por dia. O
bol activo, socegaiio, dcil.
Como animal de carga, convem mais s ilhas
Shelland do que o cavallo.
Os bois, assim como os cavallos, chegam ol-
gnmas vezes a edade de qualorze a quinze annos
antes de serem vendidos para o acougue, e ain-
da nesaa odado a carne desses animaes lenra e
ssborosa. Em consequencia da escassez de ali-
mento no invern, eslo ordinariamente muito
magros quando vio para os pastos no verao. O
hu, como dizem no paiz, enlio novo. A-
limeniam-se nos prados naturaes que contem
muitas plantas aromticas.
E' dilficil descrever exactamente o aspecto es-
Iranho e selvagara de um carneiro shetlandez,
quando endireila-se a vista de alguem que pas-
seia nos pantanos, o levanta, para flxar a vista, o
pescoco comprido e descarnado como o de um
esqueleto. A la em desordera pende em festes
embrulhados ao longo do corpo extremamente
magro.
Era muitos pontos assemelha-se ao carneiro
paizes meredonaes. Sua carne lem um gosto
delicado, e quanto a lia, as senhoras sabein co-
mo sao finos e sedosos os lecidos que delta se
fazem. Quanto mais hmido c pal ondo o
carneiro pasta, tanto mais fina a la.
Os Shellandezes bom conhecem o seu valor o
fazem com esla materia prima urna multido de
objectos lao lindos como uteis. E' impossivel
sabir da choupana de um Sheilandez sem com-
prar, ou sem ser obrigado a trazer alguma da-
quellas obras que os indigecas fazem a agulha,
como chales, cintos, raeias etc. Alguns desses
arligos sao de urna parlbalo extrema. Assim
o carneiro urna origem consideravel de produc-
tos para os propietarios shetlandezes.
Estes ltimos esto s exea oxpostos a perdas,
pois de quando em quando cahem carneiros no
mar do alto dos pncipicios escjrpados por cima
dos quaes procuram a alimentacao. Era algumas
das ilhetas onde o pasto mais abundante do que
na maior parle das outras, a raca de Loicester
pode crearse to bem como as'racas indgenas.
O poney das Shelland quo conhecido de to-
dos, merece quo nos oceupemos delle antes de
acabar esta noticia.
Fortes, anda que pequeos, os poneys sao mui
procurados, para minas de carvao do norte da In-
glaterra onde sao empregados era puxaros wa-
gons em galeras baixas e estrellas. A procura
do que sao objecto para esse Irabalho augraen-
tou-lhes extraordinariamente o prego. Ha pou-
cos annos pouia-se comprar um poney de crinas
bastea por 180 ou 20SO00 (35 a 40 sh); hoje pe-
dem (60 e al) 100i)00 (t a 10 S)
Estes animaes san mui robustos, e dizem os
.shellandezes que elles conservan) estas qualida-
des anda que nao se tome cuidado algura de
seu alimento ou habitago. E' nicamente quan-
do ha grandes tempestades de nev que os impe-
de de encontrar a menor parcella de alimento, que
procurom u caminho oa cnSa e nmramonto
eniao que o dono lhcs manda destribuir urna
pequea raco de feno o reft*.
O poney das Shetland nao chega ao seu com-
pleto desenvolvimento senao na ednde do oito
para novo annos ; tem poucas veze3 mais que
guranla o quatro poliegadas, mas a sua altura
ordinaria de trinta e oito poliegadas, A cor
habitual parda escura, e at os tres annos
coberto de um comprido pello lanoso. Ainda
que quasi sempre sem vicios, est bem longe de
ter a docili lado e principalmente a sagacidade
que destinguem os cavallos quo receberam um
educagao mais perfeila.
Criam-se geralmente porcos as ilhas ; em
muitas parles deixam-nos andar livremente na
choupana do Sheilandez. Vimos alguns descan-
car commodamente no proprio lar. Sao, como
os ouiros animaes do paiz, de urna raca particu-
lar, teem os ossos pequeos, as orelha's era p, o
pello lanoso, sao fortes, engordo cora facilida-
de, e teem urna carno saborosa.
Criam-se palos em numero consideravel, mas
com algum Irabalho poderiam fcilmente aug-
mentar numero, e isso era proveilo dos Shellan-
dezes. A raesina ohservngo applica-se s avez
domesticas que estes, insulares criam igualmente.
[REVUE BIUTAISNIQIE.//. Dupenon.
o
Irahem cora urna Imprudencia sera exemplo as
sociedades chrislas. Um ministro o vende pelo
prego de urna pasta e moslra um cynismo que
ifadaria Dentz. A Inglaterra protege Garibaldi,
a Europa olha.
Francisco II est lio seguro nos lagos armados
sua inexperiencia, que nada mais tem a espe-
rar : at a honra de perecer cora as armas na
mo lhe parece interdicta. A ludo o que recor-
re: concessocs, alliangas, resistencia, respn-
dela-lhe cora o famoso proverbio: muito
tarde I
Abandonado dos homens, volta-sa pare o co :
j rei, dizia ha pouco urna correspondencia do
Jornal des Debis, foi ao altar da virgem do
Pi-di-Grolta. Promelteu a Nossa Senlxira, se
la o salvasse, o manto real de sua raai a rainha
Christina
Seu voto ser ouvido na Ierra? Previnira al-
gnma calastrophe eminente? Certamenle nada
a Dos impossivel; mas elle lambom responde
algumas vezes: muito tarde! Ha um cerlo
momento na vida das nages em que a misericor-
dia nao pode preceder a jusliga. Ajusligade
Dos todava da mais simples. Na poca em
e vivemos, quando elle quer puniros revolu-
ti u
cionarios. deixa fazer a revoluco. Para que o
_--------- ,--------------------__ .u.WB-W( aaiu "le U
remo de aples chegue ao ponto de deixar-se
conquistar por um bando de aventureiros sem f
nem lei, preciso estranhas miserias. Garibaldi
o seus amigos lomaram boas disposiges ; a Sici-
lia j sabe alguma cousa.
O Monde j assignalou algumas das cousas que
Irouxeram a humilhagao da monarchia napolita-
na ; porm a cousa inmediata, o despreso dos
direitos tomporaes da Santa S.
Francisco II castigado por onde seus pas
peccaram. Pagaram-lhe na raodi em que elles
pagaram os beneficios de Roma. Deus tem uraa
predilecgo notavel pelas penas de laliao. Sua
medida para nos a mesma de que nos servi-
mos para outrem. Como queixar-se da indepen-
dencia da Sicilia,quando se lhe lem dado o exem-
plo ? O direilo em toda parle e para todos di -
reilo. Como faz-lo respeitar em proveito, pro-
prio quando nao o respeito por si mesmo?
aples, como sabido, eslava, desde algun3
seculos, sob a suzerania da Santa S. Nao te-
mos necessidade de dizer que trata-se aqui de
um direilo temporal, local, feudal, que nada
tem de commum com os direitos espirituaes da
igreja, e que nao diz respeto s outras nacoes, e
sobre tudo a Franga, como os proprios 'Papas
declararam publicamente.
Apezar de se envergonharem do bemfeitor, os
ris de aples receoiam o beneficio. O leve
tributo que Ihes recordava a origem de seu po-
der, humilhava-os. A despeito da f jurada
recusavam a divida sagrada contrahida por seus
pas.
Conservadores do temporal da igreja, adminis-
tradores do patrimonio do S. Pedro, defensores
dos direitos que dependen) delle, os Papas, todos
os annos, proteslavam excornmungan lo o rei do
aples; porm, turnando em considerago os
elfeitos do tempo, levantavam no mesra dia a
excomraunhara. Pi IX, depois de Gaeta, guar-
do* silencio. Quera evitar at? as apparoncias
de ingratidio, pois este vicio, o mais ahjecto do
todos depoi di hypocrisia, nao seria toleravel
em Roma. Um Papa ingrato mui simplesmen-
te urna irapossibilldade moral.
O silencio do Papa poda obrgar a consciencia
do principe; mas o vigario do Christo, que tem
o poder de alar e desatar, nao tem o de deter
as consequencas temporaes que trazom inevila-
velmenle loda violagao persistente do direilo.
Assim, a raplura dos lagos polticos que uni.io
aples e os Estados da igreja, fui a causa dos
suceessos de Garibaldi.
Com effeito, se aples houvessc conservado
esses lacos cora todo o cuidado que empregou
em dissolv los, os dous Estados achar-se-hiam
na rigorosa obngaco de soccorrem-se mutua-
mente, sem que a Europa livesse a sombra de
ura pretexto para oppor-se. No tnteresse bem
ou mal entendido de seu proprio repouso, ella
pode bem pedir a dous governos independentes
que nao intervenham om nada era seus emba-
racos ntimos, porm obrigada a respeit ir al-
guns ajustes seculares quo fnzem parte do dreito
publico.
Na crise actual, a conservago da suzerania do
papa teria salvado os dous estados. aples era
o mais ioteressado ; pois, para Roma, a tempes-
tado sempre passagoira.
O patrimonio do S. Pedro pode ser invadido,
porm nunca conquistado.
Uom 0 lai,u r... < j.ii, ,i ievutuiau iuiuava-se
impossivel no meio dia da Italia.
aples trazia para a allinng.i sua marinha
seu exercito, seus arsenaes, suas linancas, as
mais prosperas da Europa.
Roma empregava a forca moral; esta direcgo
firme o prudente que, as criticas circumsian-
cias, nunca Iho fallou, a naco precisa do direi-
lo, as sympatliias do todos os catholicos do
mundo, visto que a causa do aples tornava-se
a da igreja.
O exercito napolitano teria visto C3mbatera seu
lado os generaos voluntarios da Franca o da
Blgica, da Irlanda e da Allemanha, e "a nica
presenca desses cruzados de nossa idade lorna-
va impossivel as ignominias e as trahicoes que
deshonrara a bandeira napolitana.
Alera disso, teriam tomado boas disposiges,
pois o general Laraoricire, lornava-se, por
torca das cousas, o chefe dos dous exercitos, e
nesta escola forma r-se-hio os jovtns irmos
do rei.
Francisco II ento poderia sem perigo seguir
em lempo mais opporluno as inspiraces de seu
corago. dar a seus povos as liberdaies que ma-
lam a revoluco, em toda a parlo onde germi-
nara ao sol do catholicisrao, era loda parle onde
Christo quera esclarece; mas at Francisco II
nao leria o Irabalho do combater.
Imaginom l Garibaldi e seus avenlureiros
desembarcando na Sicilia em presenga de cinco-
enta mil homens conimandados polo general La-
moricire ?
E nao digam que o rei de aples poda cha-
mar outro Lamoricire.
Roma s quem pode tomar seus ministros,
seus generaes, saus soldados por todo o univer-
so, porque em Roma, e em Roma smenle, um
catholico nunca estrangeiro.
Todo ocUtholico pode dizer n'um certo senti-
do, com S. Paulo : Eu sou r.idadao romano.
Nao digam tambem que os dous soberanos
podiam alliar-se (cando inteiraraenie indepen-
dante.
Quem ignora as difficutdades de scmelhanles
alliancas, os obstculos da doplomacia, as sus-
ceptibilidades nacionaes e a falta do unidade no
commanJo que a consequencia disso ?
He causa mui diversa quando a allianga de
direilo, em vez de ser facultativa.
He a difterenga que existe entre a nalureza o
a arte, emre urna obra artificial e um corpo
vivo.
Com effeito, antes de chamar a si o soldado
de Alger, o papa appellou para o rei de aples
e o rei de aples, tcitamente exonerado de
eos deveres pelo silencia do papa depois de
Gaeta, oescuipuu-se.
Era seu dreito era prescnSa dos perigos que
ameagavam-no.
Se por sua vez hoje pedir os soccorros do papa
a menos que a causa da igreja universal nao'
esleja em jogo, o papa nao consultar seno os
interosses de seus estados ; pois exoneraram-no
das obngagoes da suzerania.
E seria mui dfTerente para Roma e aples se
O lago que os una, fosse conservado.
Quando o dever falla, domina a prudencia, e
quando rigoroso, a honra nos grita : Fazo o
que deves, succeda o que succeder.
Lastimando de todo o nosso coragao o religioso
(lino de Mana Christina, nao podamos calar a
causa mais iramediata de suas desgracas.
He preciso quo se saiba que para os res como
para os povos, nao ha direilo contra direilo; se
desprezado, cedo ou tarde lera um vingador.
V. DE HAUMIGNY.
[Le Monde.)
a. Duperron.
naja vapor que deixe de levar as novas que por
aqu se derera. r
Meu programo simples, fallar sempro a ver-
dade, e para cumpn-lo tenho em meu favor urna
vaalagem. que vivo alheio as questes. que se
agitara nesta provincia, nao me tenho envolvido
nos paitidosaneuiDeos poroltir que me en-
B por ahi ha lambem partidos? E' persunta
que estou ouvindo-, que me hio de fazer os lei-
lores.
Ha, ao menos cousa, que tem esse nome; e
onde os nao ha?
Quaes as suas feijoes, caractersticos e ban-
(161 TAS /
Nao sei o que vejo, que ha muita gritara; do
que cada um se esforga por se nao mostrar es-
quecido de quequem mais grita mais razao tem.
Outr ora houve por aqui lisos e cabelludos, os
i os Parara em armas procuraran o auxilio do
general Vicente de Paula, e se oppondo ao go-
verno de ento. ven?eram ,e senhores das posi-
goes olciaes. dominarara do 18*4 a 188. forana
cntao ptimos lusias ; mudaram-se as vistas em
ii, mas continuaram licar em scena os mes-
mo, actores; forarn dahi em dianle saquaremas
quand meme, e nessa qualidade cumpre dizer a
CO di Frr'qr"? W"10 ap0 ^Oistra-
gao do Exm Sr. Jos Bento, unidos porm com
vernUta 3qU disPulava-so por ser go-
As cousas coolinuarara assim ate que, sendo
Borneado vice-presidenle da provincia o com-
mendador Jacintlio de Mendonga, o tendo-a go-
veruado por 42 dias, nosse lempo procurou mon-
tar um parado seu, isto ferio susceptibilidades e
enlao mullos lisos unirara se a cabelludos e !i-
gando-se ao partido que se denominava liberal
peqaeuo, porm tenaz, formaran) o que se chama
a liga, que tem por orgo o Jornal de Macei o
por principaes personagens os irmos e cuuhalo
do actual Sr. ministro dos eslrangeiros.
fc. um partido que despido das prelenges de
predominio de ramilla quo tanto mal fez aos ca-
belludos tem ido procurar seiva viial era todas as
lamillas da provincia e individualidades que so
arreceiara do predominio da familia dos Men-
dongas.
Ha perianto duas parcialidades na provincia,
urna cumpoem-se do que era partido liberal
unida a mullos lisos e cabelludos e outra que tem
por cnefes os Mendongas ; arabos apoando, se-
gundo dizem, o gabinete actual, mais sncera-
raenie, porem, aquella em cujas lileiras mililara
os prenlos do conselneiro Causanso.
Ambas (orara as urnas o dispularara a ultima
cleigao e com vigor, porm sera desordem, lou-
vado eos; coraprehenderara que nenhum par-
tido lera a lucrar com o emprego das violencias.
Poda-se dizer que acharam na presidencia a
maior imparcialidado e energa em garantir a li-
berdade das urnas e mauter a ordem.
A presidencia collocada neutral o superior aos
partidos conservou o slalu quo, nao riimillio a
ninguem, excepto o delegado da capital, lugo ao
seu comeco, e um supplente de subdelegado de
Porto Calvo- a conservago do stalu quo (oi fa-
voravel ao partido Mendonga.
\l i->^"'ii renceu ?
,om iuilui-ncias que venecrara as eleces do
1856 ; excepto nesta capital e na Impe'ratriz ;
onde triumpiou a liga, as forgas se equilibrara.
A derrota, porra, da capital desaponlou a gen-
te dos Mendongas,nesta cidade dirigida pelo pro-
prietario do Diario padre Antonio Jos daCo5la,
e este para aparentar a perda assentou de ati-
rar-se furioso sobre o presidente.
Est em tresloucada opposicio, procurando as-
sim desculpar seus revozes;" porra urna op-
posicao acintose, que s tem igual na que eslo
soffrondo ala o Ur. Ambrosio e Araripe por parle
dos liberaes.
8' a novidade da trra, e nica que alias con-
trasta com as adheses quo a presidencia lera fei-
to p'outras localidaJes de fra da capital em vis-
j ta uriparcialiilade, inteireza ccircuinspecco com
que se lem portado.
Admira mesmo a seren lado em que se acham
os cspiitos pois que como sabe, as agoas so
conservan) agitadas depois de uraa tempestade ;
e ninguem ha que em nosso paiz nao seja tem-
pestade era lula elcitoral.
Superior a pnrenelica opposgo o Sr. Leao
Velloso uo tra alterado a sua marcha adminis-
trativa, parece mesmo que cada vez -e reveste do
maior prudencia, seus actos se resentem da maior
mpareialidade.
Lula porra com urna grave difficuldade. a
penuria do tnesouro orovincial. que alcanzado em
mais de cem conloa de ris, causa para que seja
das mais lasliraaveis a siluaco dos emprogidos
provinciaes:
Os opposicionislas fazem carga da situagao ao
Sr. Leo Velloso, que nem venialraente para ella
concorreu ; pois que achou o cofre j oberado de
dividas ; antes lem ceireado despezas, como seja
com uraa celebre repartico de obras publicas,
llumioago, etc.
E o peior qu nao vejo remedio ao mal;
pois que com quanto haja esperanga de boa sa-
fra, esta nao vira se nao para muito tarde, visto
que tardo veio o invefno.
Nessa conjunctura ordenou a presidencia the-
sourana que contraa ura empreslirao de dez a
trinla coritos, para altenuar o mal, duvido que
olio se possa realisar aqui.
Do nosso seito consta que a falla do chuvas,
que forara graes, lera se lomado muito scnsiuel
era algumas localidades onde j ha forae.
Depois da cleigao o partido Mondonga que aqui
se veste com as gallas de conservador'iem trata-
do de dis ipiiiiar-se para a campanha do dezom-
bro, faz bem s quer as honras de partido seja
com as necessarias condignos de vida. Nomeou
um directorio ; nolo-se, porm, que nelle nao
figuran) certos nomesde conservadores prestigio-
sos que aqu lomos, como sao Calheiros, Araujo
Jorge, Cosa Moreira, ele.
Agora mesmo consta-meque se publicar urna
gazoiaDiario Oficial, que se encarregando da
publicagao do expediente do governo, tomar a
defesa de seus actos : dizem-rae que a creaco
da nova gaceta fra promovida pelo Sr. Leo
Velloso, quo nao desojando alirar-se aos bragos
do partido algum, precisa entretanto de defender
seus actos n'ura gazeta i.nparcial, como assevo-
rsra-ma que o ser o Diario Oficial.
Por hoje, adeos.
INTERIOR.
Parteo coragao do infeliz rei de aples a
dolorosa agona. Ella record o abandono e es
alfronias do re dos reis, quando tambem os ju-
deos pediam a anexago e nao queriam oulro rei
sasao Cenar.
O Qlho da Santa nao tem mais amigos: os
desgostos e as enferroidades quebraram-lhe for-
cas d alma o do corpo. Seus cortezos, aeus ge-
neraes, seus serridores, seus proprios paronles o
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
VLVGOVS,
Macei, 22 de outubro de 1860.
Nao me posso recusar a hnnra que me propor-
ciona um amigo, franqueando-me lugar ras res-
peltaveis columnas do Diario de Pernambuco.
Vou-me encarregar de transmittir aos seus lei-
tores noticias desta boa trra.
Fa-lo-hei regularmente, e de moflo que nao
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA*
Por portara de honlera foi considerado ha-
bilitado o professor de instruegao elementar de
Villa-Bella, Joaquim Gongalves Ayres, para per-
cebor as vanlagens consignadas no art. 6 da lei
regulamcntar n. 369.
No dia 24 do corrente, pelas 8 horas da raa-
nha, foi encontrado na estrada do Arraial, en-
foreado em um cajueiro, um 4>reto escravo da
mi do l)r. Brillo, segundo suppde-se.
0 suicida ia levar urna porgao de roupa para
ser lavada, quando realisou aextincco da pro-
pria existencia
Fui levantada a suspenso em que tinha in*
corrido o labelliao Porlo Carreiro, em consequen-
cia do nao haver prestado juramento, quando
fora electivamente encartado no officio respecti-
vo, e que servia interinamente.
Extrahe-se hoje a segunda parte da primei-
ra lotera a beneficio da irmindade do Nossa Se-
nhora do Livrameulo.
Hontem comegiram os actos da faculdade
do dreito desta cidade.
Conta-nos que j appareceram algunsRR.
Forarn recolhidos casa de detengo, no
dia 25 do corrente, 2 homens o 1 mulher, lodos
livres, sendo 1 a ordem do Dr. chefe de polica,
1 a ordem do subdelegado do Recife e 1 a ordem
do de S. Jos.
Lista dos baptisados da fregueza de Santo
Antonio do Recife, de 6 a 20 do corrente :
Liberato, crioulo, filho legitimo do Antonio Pi-
nheiro do Aguiar e Benedicta Nunes do O'.
Primitiva, parda, (ilha natural de Candida Ma-
ra da Conceigo.
Dina, crionia, (ilha legitima de Antonio Fran-
cisco de Souza e Dionizia Francisca de Alraoida.
Vicencia, branca, fliha legitima de Joo d
Cnsta Lisboa, e Sebastiana da Silva Martina Lis-
boa.
Rachel, parda, escrava de Antonio Domingos
PlDtO. 8
Francisca, parda, filha legitima de Joo Mendes
dos Santos e Secundioa Thomazia Mara. ^
Luiza, parda, escrava de Estevao Alexandrino
Coelho e Josephi Flornda Coelho.
Izidra, parda, escrava do Antonio Pnlo.
Antonio o Jcanna, pardos, fillios naturaes de
Luzia Jovina de Paz.


MARIO DE PERrUMWJCO. SABBADO 27 DE OUTUMO DE 1860.
(S)
Benlo. pardo, filhi legitimo de Jos Aires da
SiUa e Florentina Edimrges da Silva.
Cecilio, branco, Olho legitimo de Joaquim Jos
Casare notos :
Maaoel Teixeira de Miranda com Ozoria Um-
belina de Carvalho.
Mximo Jos de Aodrado com Hermeliada Lias
deOliTarn.
HSJITAL BB caridabk. Existen 56 ho-
mens e 53 mulheres naciouaes; 6 horneas es-
trangeiros, total 115.
Na totalidadados doeotes existen 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 6 !/? horas da man ha, pelo Dr.
Dornellas as 7 horas da manria, ti pelo Dr. Fir-
mo, s 6 horas 1/2 da larde de honlem.
CHRONICAJUICIftRtA.
TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 25 DEOUTU-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXX. SU. DESEMBARG1D0R
I. A. DE SOCZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Rogo, Basto, Silveira e Lomos, o Sr. presi-
dente declarou aberla a sesso ; tendo sido lida
e approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Um olTn-io da presidencia da provincia da Pa-
rahiba do 17 de outubro correte, remetiendo um
exemplar do rclatorio cora que o Dr. Antonio
Marcellno Nunes Gon;alves passou a administra-
cao da provincia ao Dr. Joo Jos de Oliveira
Junqucira.Archive-so e aecuse-se a reecpi-ao.
DESBACHOS.
Um requerimento da direceo da associaco
Comroercial Bcneficente da prara, pedindo a
adopeo, como usoscammsrciaes, de dispusieras
que apresenta. Vista ao Sr. desemUargaJor
fiscal.
Outro de Vicente Ferreira da Cosa, pedindo
que seja registrada a nomeacao de seu cafxeiro
Jos Ferreira da Costa.Como requer.
Outro de Joo Jos da Silva Guimares, pedin-
do que se mande junta dos corretores informar
o prego das aeces da companhia Pernambucana.
Como requer.
Outro de Joo Jos de Carvalho Jnior, Bras-
leiro, de 32 anuos de idade, estabelecido com ta-
berna na ra das Cinco Tontas n. 66, pedindo
matricular-se. Vista ao Sr. deserubargador
fiscal.
Sendo conclusos os autos de moratoria reque-
rida por Claudio Diibeux, com presenca do Sr.
desembargador fiscal.O tribunal concedeu.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIAEM 25 DE OUTUBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DBSEMBAnGADOR
80 OU.
A 1 hora, achando-se presentes osSrs desera-
bargadores Villares, Silva Guimares, e os Srs.
e deputados Reg, Basio, Lemos e Silveira, o
Sr. presidente doclaruu aberta a sessao.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
DlSTRIBLtr.OF.S.
Appellantes, Braga & Anluncs; appcllado,
Henrique Gibson.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivo Marlins Pereira.)
PASSAGEXS.
Recorrenle, Jos Teixeira Basto e Silva, socio
liquidante da firma de Bittancourl c Silva ; re-
corrida, D. Maria Carolina de Quadros, herdeira
de Francisco Jos de Riltancourt.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Guimares.
Nada mais houve a tratar.
Reg Rangel,
No impedimento do secretario.
CONSULADO PROVINCIAL.
Altcracdes fcilas no lancamento das
(Imiiias que pagam as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo escripturario
V.M. F. P.da Silva.
[Continuacho.)
Trave3sa do Focinho.
N. 4. Jos Carlos Vieira Teixeira,
casa terrea arrendada por........ 120g000
dem 8.Jeronymo Jos Ferreira.
casa terrea arrendada por........ 120^000
dem 12. Maria Lgypciaca de A-
quino, casa terrea arrendada por 48#000
dem 16.Herdeiros de Josefa Car-
doso de Oliveira, casa terrea ar-
rendada por.................... 120JO00
dem 21.Loria Maria rumraont,
casa terrea arrendada por........ 192$0DO
dem 26. Sebaslio Jos Gomes
Penna, sobrado de 1 andar, soto
e 3 lujas, arrendado ludo por___ 1:120$000
dem 34 Fillms de Jos Pedro da
Silva, ca3a tarrea arrendada por 280000
dem 36. Henrique Jorge, casa
em caixo com 3 meias-aguas
de madeira, arrendado ludo por. 120>000
dem 50.Henrique Jorge. 1 quin-
tal com 4 meias-aguas de madei-
n, arrendado tudo por.......... 252#O0O
dem 52. O mosmo, oma njcia
agua arrendada por.............. 84g000
dem 54. O mesmo, urna meia
agua arreudada por.............. 8i#000
Praia do Caldeireiro.
N. 18.Sebaslio Jos Gomes Pen-
na, casa lerrra arrendada por... 2253000
dem 20.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 225g000
dem 30 mesmo, casa terrea
arrendada por................... 240000
dem 7. O mesmo, casa lerrea
arrendada por.................... 96^000
dem 11.Josefa Feloruena ferrei-
Cisa lerrea arrendada por........ 120$000
Ns. 1 a 3.Joo Manoel de Siquei-
ra, 3 meias-aguas ero um quin-
tal, arrendado ludo por........ 432J000
Cadcia-Nova.
Numero 5. Francisco Pereira da
Silva Santos, 1 quintal com 8
meias-aguas, arrendado ludo por 816JO0O
dem 70 mesmo, casa terrea
cum 5 meias-aguas, arrendado
por.............................. 504#00O
dem 9.o mesrao, casa lerrea cora
1 quarlo contiguo, arrendada por 192#000
dem 11. O mesmo. casa torrea
cora 1 quarlo contiguo arrendada
por.............................. 2401,000
dem 13. O mesmo, casa lerrea
com 1 quarlo contiguo, arrenda-
da por............................ 3603000
Rua do Rangel.
Numero 6. Domingos Jos da Sil-
va, sobrado de 1 andar e loja,
arrendado por.................... 46C5>000
dem 8.Theotonio Flix de Mel-
lo, sobrade de i andar, solio o
loja, arrendado por.............. 400-JOOO
dem 10.Carlota Esmenia da Con-
ceco, sbralo de 1 andar e lo-
ja, arrendado ludo por.......... 600&OO0
dem 12. Htrdeiros de Thereza
de Jess, casa terrea arrendada
por............................... 120S-000
dem 16. Dr. Ignacio Nery da
Fonseca, sobrado com 1 andar,
soto e loja avallado por........ 500#000
dem 18 Jos Joo d'Amorim, so-
brado de 2 andares e loja, arren-
dado tudo por.................... 1:4804000
dem 20.O mesmo sobrado com 2
andares e urna loja, arrendado tu-
do por............................ 1:360*000
Ilem 22.Irmandade das Almas de
Santo Antonio, sobrado de um
andar loja arrendado por...... 505J000
dem 24.Manoel Antonio Moniei-
ro da Andrade, obrado de 2 an-
dares e loja oceupado pelo mes-
mo. avaliado por................. 400g000
dem 26.Antonio Jos Goncahes
de Azevedo, casa lerrea, arrenda-
da por........................... 3501000
dem 52.Maria Joaquina de Ma-
cedo Mello, sobrado de um andar
soto e duas tojas, arrendado por 500&000
Ilero 58.Jos Rodrigues oe Arau-
jo Porto, sobrado de dous andares
e urna loja, arrendado par........ 1:000$000
dem 60.Jos Joaquim deNovaes,
sobrado de tres andares e loja,
arrendado por.................... I:46if000
Idea 7.Jas de Barres Pimertel,
sobrado de 2 andares e loja, ar-
rendado por...................... 8tt000
dem 9.Dr. Benlo Jos da Costa,
sobrado de 3 andares, e loja ar-
rendado ludo por................. t:000#000
Idora 10. Orden terceira de S.
Franciseo sobrado da um andar,
soto e loja arreodado tudo por.. 540*000
dem 13 A roesrna, casa terrea,
arrendada por.................... 360g00O
dem 17.Joao Pinto de Quelroz,
casa terrea, oceupsda pelo mes-
mo, avallada par................ 240#000
dem 37. Ordem terceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
por............................... 420J0OO
dem 39. Herdeiros de Joaquim
Jos de Parias, sobradu da um
andar e loja, arrendado por...... 560*000
dem 41.Guilhei'me Augusto Ro-
drigues Sette, sobrado do 2 an-
dares o loja, arrendado tudo por 649*000
dem 43.Dr. Ludgero Goncalves
da Silva, sobrado de dous andares
e loja arrendado ludo por......... 642*000
dem 49Anacleto Jos de Men-
doza, casa terrea, arrendada por 300*000
dem 53. Herdeiros de Antonio
Francisco Branco, sobrado de um
andar e duas lujas, arreodado lu-
do por............................ 552*000
dem 55.Manoel Figueiroa de Fa-
ria, sobrado de dous andares e
loja arrendado tudo por.......... 728*000
dem 57-Clara Maria do Espirito
Santo, casa terrea, arrendada por 240*000
dem 65.Manoel Goncalves Fer-
reira da Silva, casa terrea arren-
dada por.......................... 168j000
dem 71. Francisco Accioly de
Gouveia Lins, sobrado de dous
andares e loja, arrendado por.... 552*000
dem 73 Manoel Camillo Pires
Falco, sobrado de dous andares
e loja, arrendado tudo por...... 1:040*000
dem 77.Dr. Loii Felippe de Sou-
za Leo, casa terrea com 1 quar-
lo no fundo anendado ludo por.. 2jO*000
^^______________[Continuar-se-ha.)
Communicados.
Novos horisontes da poltica do Brasil.
VII
Alsumas das causas aecumentadas e das theo-
rias do dia. eiso assumplo que promeltt para o
presente artigo.
Longa havia sido a lula, todos eslavam canga-
dos. Quaodo no vrtice da pyramido appareceu
o marquez de Paran, a confianza foi geral, e a
pouco e pouco foi viudo o silencio e o marquez
de Paran foi govemando. Fallaram em concilia-
r.ao, fallaram em eliminago dos partidos, falla-
ran no que quizerai, e o espirito publico nao
se metlia na part la, o a oppinio publica deixa-
va correr o barco ; embora cada um individual-
mente, dizendo-sc liberal ou conservador, pro-
testarse contra as theorias, quecorriam..........
E tinhamos assim feicoes d'um povo conquis-
tado, ou exislindo S3b urna vara desptica.
Nao importara. Governava o marquez de Para-
n Esse sim, era homem firme, quo sabia que-
rer, quo sabia levar ao cabo a vonlade, que sa-
bia aproyeitar os amigos, que sabia inuttlisar os
adversarios, que sabia escolher homens, que era
urna illustraco I
Morreu o marquez de Paran, os nimos estre-
meceram d'uma pools do imperio outra ; mas,
o somno j era profundo, nao se podia acordar de
momento.
Comecou o reinado dos capites. A communi-
dade governaliva baleu palmas, que o guardio
eslava fra. E comecou a tropela.
Os capiles tinhar pressa de aproveitar o som-
no da opinio, e toca asaltar. Alguns dos velhos
cheles, dos mais validas, daquella em que o paiz
linlia rnaisf, foram tendo pejo de fazer parte
dessa larga batuta, at que chegamos ao reinado
dos iedelhos sem mrito e dos velhos papeles ;
com honrosas excepces, mas poucas.
E os homens a jogrera a cabra cega.com tanto
que governassem ; e o paiz a ver em silencio a
mascarada.
E nao havia atlentado, ante o qual recuassem.
Os crditos supplemenlares multiplicavam-se,
passavam a dandysmo governativo.
A|iuscntcirjm j, ,,,i,.., .(.,i<, (neus perdou
ao marquez de Paran) pediara bil de indemni-
dade, riam-se da denuncia e cuspiam na consli-
tuico, proclamando o principio da salvaco, da
ordem publica, a proposito de qualquer fuli'lidadc.
E a coostituicao ia licando mutilada para urna
banda, mutilada, sem que ninguem aecudisse !
Um presideme de provincia feria de frente a
lei. Os aggravados recorriam ao gabinete. O ga-
binete era lgico ; nao havia de reprimir nos
subalternos, o que elle proprio cnsinava. Remet-
tia es queixosos ao querellado, e depois preraia-
vam este com urna feiloria melhor. E foram lo-
dos cooyeucendo-se, de que um presidente um
mandarim, que um presidente r.o conlfece lei,
seoo a propria vonlade, 8 os presidentes foram
enienendu, que era verguohosa servido a scr-
vido da lei.
Afinal (verao-lo hoje) tudo arbitrio. Um pre-
sidente faz o que quer, embarca, desembarca ;
um chefe de polica prende e solta, quando quer ;
um presidente faz viagem, gasta dinheiro at03,
c um ministro quer respoosabilisar o inyector da
thesouraria, como responsabilisaria o iuspector,
se nao dsse o dinheiro ao presidente.
Tnnandro absolvido, e protesta dedicico
sem limites.
O governo cidado moral, deve fazer elei-
coes.
O governo tu lo, sit proralione voluntas.
Per populan reges regnant. Per Deum reges
cadiint......
At o nome do Imperador I E de que ma-
ueira I
Conla-se d'um ministro de Portugal, que, quan-
do a graca era feita, mandava ao pretndeme,
que fusse agradecer ao rei; e quando era recu-
sada, que se queixasse delle ministro, que se ha-
via opposlo.
Os nossos ministrinhos fazem o contrario.
Quando foram tendo receios, de que a opinio
acordasse, foram-se cobriiido com o manto im-
perial.
Esbaniam ros d'ouro com urna commisso de
filliotes [sao estes os verdadeiros lilhotes......)
para apauhar borbolelas. Foi o imperador, que
mandn.
De.spacham um escrivo do commercio, um
guarda da alfandega. Foi o imperador, que
mandn
At candidatos, misericordia Foi o imperador,
que mandn.
Mexenqueiros traidores, que andis expondo
na praga publica as paUvras do monaicha, que
nao deveriam trauspor os muros de S Christo-
vao, que cora o vento das vossas intrigas de rati-
Iher perdida, haveis de desvanecer a nuvem sa-
grada da irresponsal>l agaloados, haveis de doixar amanha o poder,
porque o paiz ha de acordar; mas, o mal estar
feit.....
A raga dos Timandros ter crescido, o encanto
do manto imperial ter sido devassado, o.... nin-
guem ple prevf.r o futuro___ E quando chegar
a posleridade, pedir conlas, nao a vos, que sois
pequeos para esse tribunal, mas ao paiz inlei-
ro, que nao vos azorragou, como a publcanos
do templo da monarchia Carregnem todos, pois,
comigo, cada um a sua pedra, para escaparmos
da tremenda condomnago I
Quem nao v, que tudo est relaxado? Pois
nao vedes, que at um dos nossos chamados pu-
blicistas o proprio. que sahe a dizer, que os
ministros devem ingenr-se nos actos do poder
moderador ? E se apagarcm o ponto flxo, o que
nos llcar nesle ocano de fundo lamoso? Um
navio velho, sem bitacula, sem bussols....
E o nosso heroico Pernambuco ? E o nosso
leo ter sezoe3 permanentes?
Ouerereis esle estado de cousas, liberae3 ? Que-
ris isto conservado-es ?
Nao vedes, que somos chegados poca, em
que governichos quercm encarnecer de todas as
opinies, e goveruar turca ?
Pois nos outros havemos de andar brigando
uns com os outros, para que, por exemplo, o
primeiro novilbo do Piauhy, ou a primeira lar-
taruga do Amazonas, que vestir ama farda bor-
dada, escrnela de todos nos ?
Responderei no artiga seguiste.
A.
Quanda respondamos a censura que aoa Srs.
MedeirosBego.eJ. J. Monteiro, fez n.X.l. aoLi-
beral Pernambucano da 18 do corrents, esla-
vamos persuadidos que respondamos inca-
valheiro, e emprazando-o para asa diseossao
calma e reflectida, esperramos que olla treu-
xesse os fados que servirn da basa a tai aousa-
5S0 ; hoje porra, que.o Y. 1. se aprsenla, oo
trazendo tactos, porm brindanao-an cora *-
licadetas do sua lavra, e em urna linguagem
mu/o plida, nos apresssmss a declarar que
nem asis oma palavra aa tal Sr. Y. Z., pois que
no terreno psra onde nos qoer levar, nao que-
remos carainhar.
Sabemos que esta nossa declararlo nds custa-
r ama boa dose ; nao faz mal, estamos resig-
nados, resta-nos o prazer de ter dado ao Y. Z.
occasio de mostrar sen talento.
Outubro 25 de 1860.
M. E. A.
Publicaces a pedido.
1>. Anna Joaquina de Miranda e Tirito viuva do
negociante Francisco Barbosa de Bnto residente
na cidado de Lisboa, ha mais de 30 annos pro-
testa pelo modo mais solemne que em direito
possa haver, contra a uullidade do inventario e
partilhas a que procedern] na cidade do Recife
de Pernambuco imperio do Brasil, seus irmos
Joaquim Jos de Miranda Jnior e Bernardo An-
tonio de Miranda, quo flgurou nelle como in-
ventariante dos bons, direilos o acedes e escra-
vos, que naquella provincia possuia seu pai o
Sr. Joaquim Jos de Miranda, fallecido com tes-
tamento e codicillos em 18 do mez de junho e
armo de 1848 ; e protesta nao so pela eccuilaeo
de bens que nao se descreversm, nao s pelas
mordentes e decisivas avaliicoes, que fizeram
dar aos bens que descreveram como mais parti-
cularmente pela nullidade com que fizeram con-
siderar a annuncianle naquelle inventario como
ausente cm parte inserta, deligenciando e con-
seguindo que para a representar lhe fosse no-
meado curador ad bona, ao mesmo lempo que
o invenlarianle seu irmo e o proprio curador ad
bona, eslavam em activa correspondencia parti-
cular com a annuncianle sobre assumplos do
inventario; para o qoal todava, a annuncianle
nunca em lempo algum enviou procurago sua.
E como resultado deste protesto a annuncianle
previne o publico, para que ninguem possa con-
tratar com qualquer dos co-herdeiros interessa-
dos naquelle fraudulento inventario, ou com
scus herdeiros, sobre bens que perienceram ao
casal do finado pai da annuncianle o Sr. Joaquim
Jos do Miranda, na certeza de que qualquer que
o faga, tem de sugeitar-se aos resultados da aeco
ou dos meios deque a annuncianle ou seus her-
deiros possam usar para rescindir to nefanda
partillrj, que mais merece o nome do espoliaco.
Lisboa, 6 de setembro do 1860. -
D. Anna Joaquina de Mirando e Brito.
(Eslava reconhecida.]
UM\ LA.GRIM4
Sobre o tmulo do innocente Jos
JLeao da Costa tloreira, e o lie re-
cida a sua carinltosa madrinha a
i:vm Sr." D. Anna Cicllia de
Castro.
Venho hoje chorar a borda de um tmulo,
sombreado por um cypresle.
Eis allio sonho da vida, apagado pelo dedo
do infortunio, eisalli urna illu3o, rota p>la mo
pesada da desventura.
Urna crianza que a vida lhe corrh, como um
rio crystalino de delicias, eis all mora.
No livro do destino esta va escriplo a sua ulti-
ma phrasemorre era um suspiro.
Urna esperanca que mirava os horisontes do
porvir est mora entro a vaslido dos lumulos
silenciosos, que no seu silencio repetem tristeza
Urna illuso, que se robusteca nos carinhos
maiornaes e nos vossos carinhos, contemplando
os affectos magnficos de um beijo, est faada
entre os nevoeiros da mocidade, que desappare-
cem cora o primeiro brilho do sol.
Para urna vida que se perde, s ha una con-
solaco, perdestes o vosso afilhado, tenho urna
consolajo que vos darResignai-vos.

Recife 24 de outubro de 1860.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
tfenhum empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua demissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo sido derrogados o ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de 1er :
tora de duvida que nao deve continuar
a ter inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de eeometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor degeo-
metria do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
Esse funecionario, a despeito dos avi-
sos citaJos, foi nomoado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruce,oe dos cofres pblicos, se acha
lora da sua cadeira, ha 15 annos!!!
(azem hoje 15 d setembro de 1800.)
COMMERCIO.
Gaixa filialdobanco doBrasil
A directora resolveu que nao hou-
vesse disconto no da 30 do correte
mez de outubro.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 25. 322:3563191
dem do dia 26.......12:890725
335:2465916
Camantad provlnoial.
Randlneato lo dia 1 125. 17:1695959
dem do dia 26....... 84S^3
17:254212
Movimento da alfandega.
Voluraes entrados com fazendas.. 285
com gneros.
Volumes sahidos cora fazendas..
cora gneros..
201
------ 486
51
355
------406
Descarregam hoje 27 de outubro
Barca americanaJulia Cobbirilhos de ferro.
Barca americanaAzeliafaiinha de trigo.
Barca inglezafioogenefazendasi
Briguc inglezSpytrilhos de ferro.
Brigue inglezBedouinirilhos de ferro.
Brgue inglezByronidem
Brigue inglezIcenebacalho.
Polaca francezaFameuxburros.
lmpmrtaco.
Brigue escuna Gracioso, viudo do Maranhao,
consignado a Almeida Gomes Alves& C, manl-
festou o seguinle:
750 saceos com arroz, 450 ditos milho ; aos
consignatarios.
300 saceos com arroz; ordem.
1 barril oleo de cupaiba; a Francisco Ferreira
Gomes de Menezes.
81 paneiros com gomma e tapioca ; a Molla
Irmos.
50 ditos dita; a Jos Marcellino da Rosa.
100 ditos dita ; a Palmeira & Beltro.
ceebedorla de rendas internas
greraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dia 24......
Precs comntes dra principaes gene-
ra e prodaeces nacionaes,
que se despachan pela mesa do consu-
lado na semana d
de 22 a 27 de outubro de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente L caada
dem caxaca .(...
dem de cana .
sorte.

botija
caada
garrafa
caada
arroba


dem genebra ,
dem idem. ,
dem licor ,
dem idem. .
dem reslilada e do reino
Algodao empluma 1.
dem idem 2.a dita
dem idem 3.* dita
dem em caroro ,
Arroz pilado......arrba
dem com casca.....alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de tnendoim e de coco.
Borracha fina......arroba
dem grossa......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho
dem idem cora casca
1*130
600
IgOOO
190OO
320
13230
320
1J000
7$800
6J800
5800
1J930
2$500
3J6O0
4$800
2400
19900
23000
7JI00C


>
dem moide .
Carne secca .
Carvo de madeira
Cera de carnauba em >ao
dem idem era velas.
Charutos bons. .
dem ordinarios .
dem regala .
Chifres.....
Cocos seceos. .
Iderc salgados : I, libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes
dem de cabra cortidos
dem deonca .
Doce de calda .
dem deGoiaba ,
Idtm seceos .
Espanadorcs grandes.
dem pequeos .
Esleirs de preperi .
Esloupa nacional
Faiinha de araruta .
Idem de mandioca .
Fefao .....
Fuo em folha bom.
dem idem ordinario.
Iden idem restolho .
Iden em rolo bom .
Iden idem ordinario.
Gomma polvilho .
Ipecicanhua .
lenha em achas grande.-,
Idemidem pequeas,
dem em toros. .
Madeitas cedro taboas d
Louro pranchoes de 2 castados
Cosladinho .
Costado ....
Forro.....
Soalho ....
Varas aguilhadas .
dem quiriz. .
Virnhlico pranchoes de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costada de 35
e forro

cent o


>
um

ar

>
um
>
urna
arroba

alqueire
alqueire
arroba
>

>
arron-
cen t o


urna
um
urna

s



a 3 de
uzuaes
a 40 p. de c. e 21/2
largura .
dem idem dito de dito
dem idem de forro
dem idem soalho de diito
dem em obras eixos (Je secu-
pira para carros. .
dem idem rodas de dita para
ditas ....
Mel ...
Milho.....
Pedras de amolar
dem de filtrar .
dem rebolos .
Piassava em molhos
Sala o.....
Salsa parrilha. .
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta (meio
Tapioca ....
Unhas de boi .
Vinagre ....
Pao brasil .
>



par
>
caada
alqueire
urna
um
libra
arroba

urna
arrba
cento
pipa
quintal
7$500
43500
53OOO
9g60C
43500
13600
93000
133000
2.J50O
IgOOO
38000
53OOO
43000
220
4O0
140
300
103000
500
400
lifOOO
33200
1S600
300
IgOOO
33000
2S5C0
73000
153000
9S000
7300o
16S000
6OC0
4JS000
25SO0O
235OO
18600
12JSC00
33000
93000
68000
83000
235OO
43OOO
23240
18600
205c00
128000
45S000
168000
68000
930c 0
163000
30S00C
40C
33500
80C
9800C
1312C
200
120
258000
53000
28800
3&500
8300
50-3000
100SOOO
Movimeqto do porto.
Navios entrados no dia 26.
Rio Grande do Su I261 das, brigue nacional Ca-
macuam, de 185 toneladas, capito Jos Mon-
teiro de Oliveira, eqtiipagem II, carga 10,000
arrobas de carne seca, a Amorim Irmo.
Baha 7 das, brigue brasileo Marquez de
Olinda, de 208 toneladas, capitao Auastario
Silveira 'Mendo, cqUipagem 12. carga 11,096
arrobas de carne secca; a Manoel Ignacio de
Olveira.
Edftaes.
45:342*426
49U0815
45832*741
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimehto da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de20 do correte, man-
da fazer publico, que no dia 8 de novembro pr-
ximo vindouro, porania a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vai novamentc praca para
ser arrematado, a quem mais der, os imposios
da enmarca da Boa-Vista, no triennio financeiro
de 1860 a 1863, pala q.ianti h Aihng re t.a
o triennio.
As pessoas que se propozerem a osla arrema-
laco comparecer na sala das sessdos da mesma
junta, no dia ncima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores, competentemente habilitados.
E para constar sp mandou afixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de outubro ee 1860-.O secretario,
A. P. da Annunciagao.
ectaracoes.
De ordem do lili 1. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda provincial
Faz-se publico, que a rela-
gao dos devedores do imposto de dcimas da col-
lectora de Olinda, relativa ao anno financeiro
de 1859 a 1860. acha-i.n em juizo ; os interessa-
dos que qnizerem pai;ar com guias da mesma
procursdoria, podem solicita-los no escriptorio
da rua do Imperador n. 41, das 9 1r2 da manhaa
s 3 da tarde, liara o que se Dios d o prazo de
15 das, contados de hoje. Recife 24 de outubro
de 1860.O solicitador da fazenda provincial,
Joao Firnjioo Correia de Araujo.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem rc-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao con tridados os Srs. accionistas do
novo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9,$ por
accao, do dia 10 de setembro em diante.
Censellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem do comprar os objectos
seguintes :
Para o fabrico de velas de composico.
Papel cario resmas 8.
Para a cavallaria de primeira linha.
Luvas de algodao branco pares 66.
faro a companhia de artfices.
Cnldeira de ferro fundido para 50 pravas 1.
Talha do barro com p de madeira 1.
Copo de vidro 1.
Pralo de louca para o dito 1.
Para o concert do cano da latrina dos apren-
dizes menores.
Zinco em lenQol arrobas 2.
Para o rancho dos menores do arsenal de guer-
ra durante os me:es de novembro e desembro
prximos vindouros.
Paes de 4 onijas.
Buladlas.
Caf em grao.
uM hyson.
Manteiga franceza.
Assucar refinado.
Carne verde.
Dita seca.
Farinha de mandioca da terr3.
Arroz do Muranhao.
Bacalho
Azeite doce da Lisboa.
Vinagre de dila.
Feijao preto ou mulatinho.
Toucinho de Lisboa.
Quem quizer vender taes objectos e contratar
os gneros da rancho dos osenores aprsente as
Mu propostas em carta fechada, ns secretaria
do conselho, a 10 horas da manhaa do dia 29
do correle mez.
Sala das seascs do canselho adminitrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 de
outubro de 1860.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Jitaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario Interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para rernecisBento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Psra supprimento dos armazens do arsenal
de guerra.
5 arrobas de oleo de lohaca.
5 duzias de taboas de amarello de assoalho.
lOduzias folhas de papel de liza sortidos.
4 duzias de ferro de plaica com capa de 11|2
pollegada.
5 duzias de limas muras triangulares de 6 pol-
legadas.
5 duzias de limas mucas triangulares de ."> pol-
legadas.
2 arrobas de eslanho em verguiohas.
400 meios de .-ola.
1 duzia pelles de lustre.
50 resmas do papel almajo.
50 garrafas de tinta prela para escrever.
83 covados flanclla para forro de sellins.
1 baca de folha de l'landres dobrada.
Quem quizer vender loes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas do manha do dia.....
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra,26 do
outubro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela administrarlo do correio desta cidade
se faz publico para fins convenientes, que era
virtude do disposto no art. 138 do regulamento
geral dos correios de 21 de dezerabro de 1844 a
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes
riesta administrarlo de outubro de 1859, no dia
3 de novembro prozimo as 11 horas da manhaa
na porta da mesma adniinislraco e a respectiva
lista so acha desde j ezposla'aos inleressados.
Correio de Pernambuco 26 de outubro de 1860.
O administrador, Domingos dos Passos Miranda.
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPlNHIi LYRICiDE GJ4RINANGEL
Sabbado 27 de outubro
Repetir-se-ha a grande opera em dous actos de Bellinif
Principiar s 8 horas era ponto.
Quinta fcira 31 de outubro.
Primeira representado da bjllissima opera de Verdi em quatro actos
ERNANI
Sabbado 3 de novembro.
Ter lugar o beneficio da mui distincta primeira dama absoluta a SraGiCLIA BeltramiI
A distribuirlo do espectculo ser annunciada
Avisos martimos,
REAL COMPANHIA
4nglo-Luso-Brasileira,
O Uilford Haven, pspera-se do Rio de Janeiro
e Bahia do dia 28 a 29 do corrente, e seguir
para a Europa depois da demora do coslume ;
para passagc'ros etc. com os agentes Tasso Ir-
mos.
Rio de Janeiro.
A feles baratos.
O patacho Anna, segu para o Rio de Janei-
ro por estes das, recebe carga por barato fele :
a tratar com Tasso Irmos.
Rio Grande do Norte.
Sahe at o dia 28 do correte a barcaga S.
Bartholomeu, ainda recebe carga a frele ; a Ira-
lar na rua da Madre de Dos u. 2.
Para o Aracaty.
Segu viagem o hiate Santa Anna at o fim
da presente semana : para o restante da carga e
passageiros trata-so no escriptorio de Gurgel Ir-
mos, ruadaCadeia do Recife o. 28, primeiro
andar.
C0HPAM11A 1USI1I1IU
DE
MOTUfBS AIfDl.
Espera-se dos pnrtos do sol at o dia 30 do
crranle o vapor Oyapock, commandante o ca-
pito lente Santa Barbara, o qual depois da
demora do coslume seguir para os porlos do
norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
vora ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia rua da Cruz n. 1, escriptorio ^de Azevedo &
Mendea-
Cear
Segu nestes das o hiate Artista, recebe car-
ga afrete ; a tratar com Francisco Luiz C, ou
ao lado do Corpo Santo n. 23.
Porto por Lisboa.
Vai sabir com brevidsdw para o Porte com as-
cala par Lisboa, o brigue portugus Proraplidao
II, forrado e enravilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE : para carga e passagei-
ros, para os rjuaes tpm excellenles commodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade t
C, na rua da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Cear, Maranhao ePar
Segu com brevidade o bem conheco hiate
Lindo Paquete, capito Jacintho Nones da Costa
por ter parte de seu carregamenlo prompto ; para
o resto e passageiros, trala-se com os consigna-
tarios Almeida Gmes, Ahes & C, no seu es-
criptorio. rua da Cruz n. 27.
Segu em poneos das o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o reslo que ainda pode receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, rua da Madre de Dos n 1-2.
Bahia,
A escuna nacional Carlota, segu em poneos
dias para a Bahia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na rua da Ma-
dre de Deus n. 12.
Cear e Munda.
Sahe impreterivelmente at o dia 27
do corrente o hiate Correio da I nape-
rsferiz, quem quizer carrejar ou ir de
passagem dinja-sea Carvalho, Nogue-
ra & C, rita do Vicario n. 9, primeiro
andar.
Para o Aracaty e Assu',
o hiate Dous Irmos j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Martins& Ir-
mo, rua da Madre de Dos n. 2.
real ronr.iMii.v
DE
Paqneles Dglezes a vapor.
At o rM 28 desle mez, espera-se da Europa
o vapor Tune, commandante Jolliroc, o qual da-
pois da demora di coslume. seguir para o Rio
de Janeiro tocando na Bahia : para passagrns
etc tnta-se rom os agentes Adamson, llovrie
4 C. roa do Trapiche Novo n. 42
______Leiioes.______
U1LA0.
Ter$a-feira 30 do corrente,
O agente Evaristo novamentc Cara leilo da


()
DIARIO DE PERNABMUCO. SABBADO 97 DE OUTUBRO DE 1860.
armaco. gneros e tndns os mais utencilios da
taberna n. 50 da ra Nora, por embargo do Sr
Francisco Alvos Monteiro Jnior a Jos Gomes
da Silva Santos, as 10 horas ero ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Costa Catvalho automado por Manoel
da Silva & C. e seus credores fara' leilo
da sua taberna sita no pateo do Terco
n. 23, consistindo em todos os gneros
que existirem na misma taberna : ter-
ca feira 30 do corrente, as 11 horas
em ponto,
LEILAO
Tisset Fieres coasignatarios da palo-
ca franceza Fameux. farao leilao por
intervencao do agente Hyppolito, de
74 burros mansos para qualquer servi-
co, os quaes acl>am-se em frente do ar-
senal de raarinha armazem do Sr. An
dr de Abreu corto e ah sera' effec-
tuadoo leilo : segunda-teira 29 do cor
rente as 2 horas da tarde.
As 11 horas em ponto.
Ama de leite.
Precisa-se de orna ama de leito sem filho, pre-
ferindo-se captiva : na ra larga do Rosario o.
38, segundo andar.
Na loja n. 41 da ra da Cadeia do Recife,
existe urna carta para ser entregue pessoalmente
ao Illm. Sr. Jos Joaquim de S o Benedes,
alumno da Paculdade de Direito.
Aluga-se a casa n. 84 da ra Augusta, que
esl com limpeza : quem a pretender dirlja-se
mesma ra n. 4, junto ao sobrado amarello onde
est a chave, ou na ra das Cruzes, segundo an-
dar do sobrado o. 41.
Deseja-se saber se existe o padre Eslevo
da Porciuracula Pereira, o no caso de ser falleci-
do a data e o lugar do fallecimento : quein der
niormacoes exactas se recompensar, pudendo
dingir-se esta lypographia com carta fechada
dirigida a Antonio Gomes do Macedo.
Precisa-se de um caixeiio de 12 14 annos
deidaile, para taberna, o qual d fiador a sua
conducta : na ra do Codorniz n. 6, ao p do
Forte do Mattos.
50,000 de gratifi-
caco.
Contina a andar fgido desde o dia 15 do cor-
rente moz, o escravo crioulo de norae Feliciano,
cujo escravo foi comprado aos herdeiros da so-
nhora do engenho S. Paulo, na frejjuezia dos Afo-
gados, e perlence hoje aos herdeiros do finado
Fernando Subida, e desc.onlla-se que ande por
aquelies lugares donde natural e tem prenles,
o qual tem os signaes segtiinlcs : altura regular,
sem barba, lera grande falta de cabellos no alto
da cabca, proveniente de carregar peso, alguns
era vos nos ps que o iiiipnssinililam de andar
apressado, e gosla mullo de batuques: roga-se
as autoridades policiaes, capites do eaaipo. pe-
destres ou qualquer pessoa do povo, que o appre-
heudam e levem ao bulequim da ra Urga do
Rosario n. 25. ou travessa do Queimado n. 3,
que sh gratificar com a quaotia cima.
O annuiicio pcdiudu ao Sr lunucencio da
Cunha Uoianna Jnior para se dirigir ra do
Cabug, luja d. I D, foi para se Ihe pagar o alu-
guel de urna sua casa, de cujos moradores era
fiador o abaixo asslgnado : cuja declaraco faze-
inos a seu pedido.
Jos Antonio de Drilo Bastos.
Vendo-so una vacca de Leite : na ra das
Cinco Puntas n. 11 i.
Vende-se um sobrado de um andar e soto
na ra do Fugo n. 35, chaos proprios : a tratar
na ra do Livramento l. 30.
Vende-se nina grande porcao de lijlos ser-
vidos, por barato proco : a tratar na ra do Pa-
dre Floriano n. 34.
== Veudem-se saceos com farello de Lisboa,
farinha de mandioca e milho, por prego muito
em conla : no pateo de S. Pedro n. 5.
Aluga-se um armazeni na rua da Cruzo.
29. com sahida para a ra dos Tanoeiros : a ira-
lar no Pateo de S. Pedro n. 6,
Aluga-se urna escrava : ns ra da Gloria
n. 18.
= Advcrte-se a cerlos senhores que coslu-
man ir mijar no corredor da escada de urna casa
da ruado Imperador, que acamara municipal
nndesiguou este lugir para tal misler, e os mo-
radores da casa nao eslao contentes cora tal fre-
guezia.
A mesa regedorada irman-
dado do palriarcha Sao Jos de Riba- Mar desta
cidade nao leudo podido, por mais esforcis que
ernpregasse, fazer a fesia do sen padroelro no
dia 17 de seterobro prximo passado como linha
auuunciado, vem de novo visar aos liis calho-
licosque pretende fazer aita feslividade imprete-
rivelmenle no dia 4 de novernbro proxioio futuro
com a pompa que pprmittir a coadjuvaco dos
licis ; assim como ficam avisados para compare-
ceiem no dia 28 do rorrete, s 8 horas da ma-
nhaa. todos os rotos, lano para assislirem ao
bemzimennicnlo da imagen) do Senhor Bora Je-
ss da Caridade, cuino para com seus acertados
volos elegerem a nova direceo que tem de ser-
vir no anuo de 1860 a 1861."
Consistorio da irmandade do palriarcha S. Jos
de Riba Mar, 2} de outubro de 1860. O secre-
tario,
Manuel dos Aojos Torres.
Atteiico.
Faz-se todo o negocio com a cocheira da ra
da Florentina, de grande freguezia para o mato,
rontendo boas vaccas de leile, bois o carros da'
alfandega, a di-iheiro ou a pra/.o : a iralar na
mesma cocheira, a qualquer hora do dia.
O abaixo asignado sendo correspondente
dos curraes da itha de [tamaiac at Poma de
Pedra, avisa que tem agora lodus os das peixe
dos mesmos curraos, em quaniocs entos reina -
rem pelo norte, sendo por mares, o qual desde
sexta-feira at quarla da semana que entra tem
peixe logo pela manhaa multo cedo, sendo o pe-
xe de diversas quahdades menos cacaj ; assim
todas as pessoas quequizerem podem dirigir-se
Pora de Portas n. 95, que escolhero o que qui-
zerem, adverlindo que elle nao se demora mais
do que meia hora em casa por ser um genero que
deve ser logo estraviado.
Domingos da Rosa.
Nao sendo mais prohibido o corlo e venda
do pao-Brasil, o abaixo assignado ollerece urna
porcu de quinians desta madeira : quem quizer
comprar annoncie por esta falla, ou escreva-lhe
parara a cidade da Victoria
O abaixo a signado em virtude do | Claudino Jos de Almeida Lisboa.
despacho do Exm. Sr. Dr. corregedoi I @@@@@@@@@@@-@@@55s@@
da comarca, de 2V do corrente, echase JMUlta alteiiCO para ElQSel
no exerc.cio de su.s funches dar aQ eQgan0 |
O tabel.ao publico, f O Sr. Joio Paes de Ofivei.a queira ler
Luis da Costa Porto-Carreiro. ; a bondade de vira ruada Cadeia do Recite J
Em frente da alfandega
DE
Bolachas de Trieste em barricas.
Fumo americano novo.
Cerveja branca ingteza.
Vinho Bordeaux, em caixas.
Conserva ingleza em frascos, mixed
pieles.
Cognac inglez superior Pal Brandy,
Dito rancez.
Charutos de Ha va na.
Tcrca-feira 30 do corrente.
Antones far leiiao e.n frente da alfandega
dos gneros cima declarados lodos de superior
qualidade que vender em lotes vontade do
comprador.
LEILAO
Segunda-feira 29 do corrente.
DE
Um lindo mulati-
nho de 17 omos
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
A directora faz publico aos senhores associa-
dos, que em ronsequeneia do bataneo que tem
de proceder na bihliotheca, dexa de haverex-
pedioote oes das 25, 26. 27, 38, 29 e 30 do cor-
rate, facultando -se no enianto a leitora dos
jomaos no dia em que chegar o vapor da Europa.
Secretaria do Gabinete Purluguez de Leitura
23 de outubro de 1860.
Antonio Bapsta Nogueira,
1. secretario.
U baclmrrl Francisco Xavier
Pererade Brito, Adriano Xavier
Pereira de Brito, Americo Xavier
Pereira de Brito, Candido Xavier
Pereira de Brito, Dr. Caetano Xa-
vier Pereira de Brito, Dr. Anto-
nio Ag pino Xavier de Brito, Dr,
Cosme de Sa' Pereira, Antonio
Botelho Pinto de i\I esquita Jnior
muito agradecem a todos os seus
amigos que e dignaram asiistir
os ultimo*, sufragios que se fize-
ram a sua muito presada mi e
sogra e acompanharam ao cern*
terio. rogando novamente o obse-
quio de assistirem a urna missa que
tera' lugar no sabbado 27 do cor-
rente as 7 horas do dia no cemi-
terio.
bom bolieiro, copeiro e sem vicio
no armazem do Aniones, ra do
iJ, as 11 horas em puni.
ou achaque :
Imperador n.
Attenco.

Precisa se de urna criada de meia
idade preferndo se portugueza, que
d fiador a sua conducta, para Catada
urna familia distincta, nao se olha a
preco cumprindo os seus deveres que
Iheserao explicados: a tratar na ra
Nova n. 38, loja.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Aluga -se urna boa casa no Cachang mar-
gem do rio, e com excellenlcs commodos para
passar a festa : a tratar na ra da Paz n. 42, ou-
tr'ora ra do Cano.
Manoel da Silva C. fazera sciente a seus
rredores que nao podendo continuar com sua ta-
berna sita na ra co Terco n. 23 entregaram a
chave da mesma taberna ebalancodado nella pe-
lo balanceador juramentado Joo Paulo Hamos
Chaves, em 22 do crrenle aos seus mainre ere-
dures os Srs. Manuel Joaquim de Oliveira & C,
rogando aos mesmos Srs. seus credores de se
reunirem em casa desles senhores para delibe-
raren! o que Ihes convier. Recite 23 de oilubro
de 1860.
Ensino de msica.
OITerece-se para leccionar o solfejo.cono tam-
bem a locar varios instrumentos ; dand) as li-
ces das7 norass9 l\2da noile: atratar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e dou-
Na rus da Cadeia n. 24, deseja-se fallar
com os serrliores :
Baltazir Jos dos Res.
Domingos Caldas Pire Ferreira.
Pinnino Antonio da Silva.
Joaquim Chmenle de Lemos Duarte.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Cosls Campello.
Aolonio de Albuquerque Maranhao.
"~ Precisa-se de um criado que saiba bolear e
de ador a sua conducta : na ra do Queimado
o. 44, primeiro andar.
Aluga-se urna casa terrea com solo. no
sino do Cordeiro, margem do Rio Capibaribe.
com commodos para grande familia, quarto para
criado, cocheira para carro o estribarla para 6
cvanos, urna dita mais pequea, lambem mar-
gem do rio. com commodos para familia, estriba-
ra para 4 cavallos : a tralar no paleo do Car-
mo n. 15.
T
i -ha
uem convier.
Urna pessoa habilitada e que offerece as ne-
cessanas garantas, pedido de alguns amigos
seus.se prope receber era sua casa, do t. de
novernbro proxiikio em dianle, e sobsua direccao,
alguns estudants de preparatorios para a facul-
dade de dueito nao tendo seus pais ou corres-
pondentes o mehor cuidado com elles a tal res-
peiio Uina coba coramoda, bom tralamento,
constante soli.iudo pela applicacao, para que
enham bom resallado nos exames e finalmen-
le urna gratillcdcao a mais mdica e razoavel :
tacs sao as vanUgens que enconlrarao.
Algum senhoij de engenho, pois. ou pessoas de
tora da capital, que quizerem mandar seus filhos
esludar, j.i agora pelas ferias para fazer exame
em marco ; podem-se informar dos Illms. Srs.
commendador Manoel Figueirda de Paria, major
Jiiaquim Jos AMunes, Agostir.ho Eduardo Pina,
no e Luiz Filippe de Souza Leao. senhor
o Ignacio ; devendo dirigir suas
do engenho San .
carias ao pnmtiro desles senhores, para que
possam ser procurados pessoalmente nesta praca,
onde determinaren).
Para
provar a eflicacia
DAS
Pilulas paulistanas.
Fa-co publico o s-uiiiu facto :
Um pobre italiano foi atacado de urna hemor-
rhagia, deiando sangue pela bocea e pelo nariz,
a tal ponto que j se arhava nroslrado e conven-
cido que morriai. Esse pobre homem mandou um
de seus compa iheiros propor-me a molestia ;
logo conheci que e tosso era procedida de urna
suspensao hemurrodial, comocosluma succeder
as pessoas- maicres de 40 anuos
Mandei as pi
urna do n. 1, c
lloras : no lim
agradecer-me,
as paulistanas para que lomasse
ida meia hora, e repetir cada 12
de 5 dias veio o pobre hornero
5 querendo pagar-mn o curativo ;
110
w
nada recebi, porque curo os pobres de graca.
(Extrolj do Jnnal de S. Paulo Crrelo Pau-
hsiano, 29 de i ovembro de 1859).C. P. F.Lchc-
coin.
PSITO GERAL
UA DO PARTO 119
Ri) de Janeiro.
rador.
DE
Uid rico cabriole! e cavado.
Segunda-feira 29 do corrente.
No armazem do Anlunes na ra do Imperador
n. 73, s II horas.
i i maa
Avisos diverso.
Grava-se doura-se em marraore letlras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabalhos
nos turnlos dos Illms. Srs. Vtres, Dr. Aginar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
Precisase alugar um andar de
alguma casa em Santo Anlonio, paga-se
bem : na ra do Trapiche n. 7, arma-
zem de assucar.
^TTrfTrrTTTT TTTTTTT1TTTfyfc
3 DENTISTA FRANCEZ. 3
t Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
"T p dentilico. ^J
i
{Lices de piano
(j canto.
nhia lyrica
Tobas Pi ri arlisla italiano da compa-
endo acabado o contrato com
Aluga-se urna sala com quarto em urna
das primipaes ras do bairro de Santo Antonio,
prepri para escriptorio por eslar aceiada, e n'um
Iirimeiro andar : quem o preUnder, dirija-se a
ja da praca da Iodepondencia n. 33.
O Sr. Francisco Marliniano dos Santos Be-
zerra nao poder vender a sua casa de negocio,
sita na e-Irada nova do Cachang, sem primeiro
se entender com n abaixo assignado. Ileclfe 24
de outubro de 186o.
Joh Manoel Pereira de Mendanha.
Precisa-se de una ama, (prefere-se escra-
Ta) que saiba cozinh ir e engommar : na ra da
Iroperatriz (aterro da Boa-Vista] sobrado n. 49,
primeiro andar.
n.
55, a iralar de negocio que nao ignora. ;;
Prerisa-se de 3005 a juros dando por garan-
te bens de raiz : quem quizer aunuiicie para ser
prucurado.
Bom negocio.
Subloca-se o arrendantento da cocheira da ra
da Imperatiiz n. 38, e lambem vendem-so as
osras e um carro novo, leve e forte : a tratar na
loja da ra cima n. 20.
Pede-se ao
Mello o favor de i
ras n. 15.
Sr. Anlonio Prisco de Franca
ipparecer na ra das Lsr.ingei-
Ra Nova, em Bnixellas (Blgica),
SOB A DIRFOCAO DE E- KH.-YAM)
Este hotel collocado no centro de urna das capites importantes da Europa, torna-sede grande
Valor paraos brasileirose portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar naos prximo asestarles de carainhos de ferro, da
Inmiilii e Franca, como ^or ter a dous minutos de si, todos os theatros e diverliraentos; e,
alem disso, os mdicos procos convidam
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o franeez.allemo, namengo, inglez e por-
uguez, para acorapanhar as tourislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emhm para toda a Europa, por precos que nunca excedera de 8 a 10 francos (3200 43?000)
Durante o espaco de oito a Jez mezes, ahi residir* os Exms. Srs. conselhe.ro Silva Fer-
rao, e seu filhoo Ur. Pedro Agu.toda Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel de Fi^ueira Paria, edeserabargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paia.
Os presos de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 45POOO i 4500.)
No hoielenconirara-seinformacoes exactas acerea de ludo que pode precisar um estrangeiro.
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das lolerias manda fazer pu-
blico que se acham venda lodus os dias no es-
criptorio das mesmas lolerias na ra do Impera-
dor n 36,e as casas commissionadas pelo mesmn
Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da larde, os
tiilhetcs e meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do Livramento, cujas rodas de-
vero andar impreierivelraenle no, dia 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das lolerias 9 de outubro de 1860
O escrivao, /. U. da Cruz.
Atua.
Offzrece-se urna ama para cozinhar ; quem
precisar, dirija-se a ra do Hospicio n. 50.
ASS0CIAQA0
OE *
Soccorros Muaos
E
Lenta Emancipaco dos Caplivos.
De ordem do Sr. presidente sao convidados os
senhores conselheiros para reunio ordinaria do
consellm, amanha as 10 horas do dia.
Secretaiia das Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 24 deoulubro
de 1860.
Albino de Jess Uandeira,
1. secretario.
Precisase do urna ama de leite forra ou
captiva, sem filho o de boa conducta ; c lambem
de urna escrava para o servico interno e externo
de urna casa de pouca familia, paga-se bem :
na roa de S. Cunalo, primeira casa terrea de
solao indo para a igreja.
O Sr. Lourenco Jos das Neves que se acha
nesta cidade, vindo de Macei, hnja de diriglr-se
a ra da Cruz do Recite n. 64, a receber 6 cartas
que dallise tem recebido, e por haver ouiro de
igual norae tem-se aberlo algumas.
O Sr. Antonio Jos Correia, morador em
Olinda, tem urna carta no paleo do TerQo n. 19.
O Sr. Thomaz Tines tem urna caria no pa-
teo do Terco n. 19. '
|g o Sr. Harioanged, pretende dedicar-seao
g ensino de piano e de canto, as pessoas e
J! ospais de familias quequizerem ulilisar-
so como seii prestimo pudem procura-lo
na ra do S. Isabel n 9 para tratar com
Xg o mesmo, quesera mui razoavel nos seus
mmmm-mmm mwit&m
COMFANffllJL
ALLilANCE,
stabeecida m Londres
1/tRQe m mi.
Ciuco m\\\5es de libras
s Ve v Vinas.
Aluga-se
a rasa da na da Praia n. 44 para armazem ou
outro qualquer eslahelecimenio ; a tratar com
Eiras Irmoo na travessa do Paraizo n. 16.
Precisa-sede uraa ama para rompaar e co-
zinhar : na ra do Padr6 Floriano n. 49.
Lava-so e engomma-se por prego commo-
do : na ra do Calabouco Velho n. 14.
J. W. Graf, subdito suisso, rai para Eu-
ropa.
Saunders Brotli
mar aos senhore
casas, e a quem
raetile autorisado
fectuar seguros s
cobertos de telha
que conliverera i
sista em mobiliaj
qualidade.
CAPITAL
ersi C. tem a honra do infor-
negocianies, proprielarios de
ais convier, que eslao pena-
^ pela dita companhia para ef-
bre edificios de lijlo e pedra,
e igualmente sobre osobjectos
s mesmos edificios, quer con-
ou em fazendas de aualquer
Maioel Teixeira de
Andrado faz sci
prinripalmente i>i
seu eatsbelecimei
a ra da Senzala
fazer toda a enco
(isso, ludo a vori
lio na Torre com
a Iralar cora o Sr
nte ao respeitavel publico e
s seos freguezes que mudou o
ta de calcado e a ofilcina para
fiova n. 21, na qual se presta a
menda perlencenle a sua pro-
tade dos freguezes.
Aluga-se por festa ou mesmo anne um si
fresca
ommodos, casa boa a
Jos Azevedo Andrade, na ra
do Crespo, ou com o proprietario Jos Mariano
de Albuquerque, na estrada Nova do Cachang.
agencia dos fabricantes america-
nos Groa ver & Baker.
- Machinas de coser: em casade SamuelP.
ohnston & ra da Senzala Nova n. 52
m wummmm mmmmmn
| Dentista de Pars.
15Ra Nova15 i
m FredericoGaulier, cirurgio dentista,^
3^ faz todas as nperace da suaartee col-*
w locadentes artiflciaes, ludo rom n upo-E
gy rioridade e perfeigao que as pessoasen-lf
J| tendidas Ihe reconhecern. ^
Temazua e ps dentifricios etc. JE
O Dr. Casanova tendo de fazer uma-viagem
a Europa, pele a Indas as pessoas que Ihe eslao
devpnd", o favor de Ihe mandarem pagar at o
tiro do correle outubro, que muito Ihe licar
agradecido.
No dia 16 do corrento por volta de 3 horas
da tarde, sahio da casa de seu pai um menino
branco, com idade de 14 para 15 annos, o qual
se chama JnSo Paulo da Rusa Ceicio, tendo al
sahido descalco e som chapeo, levou camisa do
riscadinho encarnado, caiga parda j usada, jul-
a-se que fui seduzido porque nao a primeira
sahida qu faz e diz do sahisse tinha com quem sahir ; assim pede-
se a todas as pessoas que souberem aonde esl,
de parliciparem a seu pii, em Pora de Portas n!
95, o qual recompensar o trabalho quo tiverem.
-- A pessoa que quizer associar-se
em urna cocheira de carros collocada
em urna das melhores ras desta cidade,
bem montada com cinco carros e bons
cavallos, tambera se vende a dinbeiro
ou a prazo a tratar na ra do Crespo
n. 14.
ARMAZEM DEROIPAFEITA
4 IHM M UMMXD 4
-
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30$, 35$ e 40000
Sobtecasacas de dito dito a 353P000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 2&9, 303P e 35000
Ditos de ca.-emira de cores a 15# e a2000
Ditos de casemiras de cores a 7j e 129000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 129000
Ditos de merino seiim prelo e de cor
a 89 e 9&000
Ditos de alpaca de cores a 3f800 e 59000
Ditos de alpaca preta a 3^500, St,
7?>e 9?500O
Ditos de brim de cores a 39500,
48500e 5*000
Ditos de bramante de nlio brancos a
450O e 69000
Calcas de ca?emira preta e de cores a
9, 109 e 12900Q
Dilas de princeza e alpaca de cordao
pretos a 59000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Dilas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores muito fino a
Dilos de casemira bordados e lisos
pretos e de,cores a 59, 5950O e
Ditos de se lim preto a
Di ios de casemira a
I'los de seda branca s 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fustao brancos e de cores a
39 e
Dilos de brim branco e de cores a 29 e
Selouras de linho a
Dilos de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fusiao branco e
de cores a 29300 e
Ditas de peilo e punhos de linho mui-
to finas inglezas a duzia
Dilas de roadapolo brancas e de cores
a 19800, 29e
Dilas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente e orisontaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
59000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
35900O
29500
19600
9
309000

CASA DE SAUDE
DOS
Sita em Santo Amaro.
Este estabetecimentj continua debaixo da administracao dos pro-
prtetanos a receber doentes de qualquer natuieza ou catheeoria que
seja. o -i
O zelo e cuidado alli empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes egeralmente condecido.
Quem se quizer utilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma deprecas.
Escravos. -..... 2^000
Marujos e criados, .... 2'00
Primeira ctasse ?}$ e. 300
As operaQOes serao previamente ajustadas.
TABAC
ttoposito das mannfaoluras mpcrin^s deFranea,
^.AiD!te^enAe..^m0 ,cha'se ,lePosit3j. diretaraente na ra Nova n. 23 ESOIJINi n
CAMBOJ DOCARMO o ,.,| se venle por masgos Je 2 hectogramos a 19000 e em otode
10 mseos para cima com descomo de 25 porcen.o ; no mesmo estabeleciment acha se SZ
o verdadeiro papel de linho para cigarros. tainoem
Advertencia .
O Sr. Sanios, administrador ou meslre de um
sobrado que se esl edilirando na roa do Rangel,
queira vir ao largo dos Coolhos, fabrica Sebas-
topoo" pagar o saldo dos materiaes que rnmprou
para a casa do Sr. Lages ha mais de 2 annos.
Mull se deseja fallar com os senhores abai-
xo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAraonm.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24. tendo commodos para grande
familia : a tralar na loja do mesmo.
A'uga-se urna casa era Beberibe a tralar
com J. 1. de Medeiros Reg, na ra do Trapiche
n. 3i.
Os abaixo assignados cienlificam ao respei-
lavel publico, e com esperialidade ao respeilavel
corpo do commrrcio, que di>solveram a socieda-
dp q-je linhara no esiabelecimenlo de calcado da
ra da Imperatriz n. 16, que gyrava na razo
Viuva Dias Pereira & Avelar. por accordo de ara-
bos os mesmos abaixo assignados e dos senhores
credores, fcando o esiabelecimenlo perlencenlo
primeira, desligada toda a responsahilidade
osenundo. Rerife, 18 de selembro de 1860.
Marganda Rodrigues Pereira.Joao Ignacio Soa-
res de Avelar.
Precisa-se de um caixeiro com pralica de
taberna, e que afiance a sua conducta : na ra
das Cruzes n. 24.
Precisa-se de urna senhora com as habilita-
ces necessanas, que se queira encarregar da
educacSo de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a Iralar na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Alugam-se com toda mobilia, por seus pro-
prietarios e moradores lerem de se demorar por
algum lempo nos seus engenhos do sul da pro-
vii.cU, o sobrado n. 27 na r ."Nova, de um s
andar e solo com 3 salas, 9 quartos, cozinha e
despensa, lerraco, e por baixo desle, cocheira o
eslribaria, e cacimba com b.imba que toda agua
para toda casa, e eanno de despejo ; e o sitio na
Psssagem da Magdalena, penltimo antes de vi-
rar para a estrada do Remedio, minado, com por-
lao e gradeamenlo de ferro, casa assobradada e
solo, rom 6 salas, 9 quartos, 2 despensas e co-
zinha, grande senzala com muilos quartos, gali-
nheiro, eslribaria, cchera, diversas fiucleiras,
cacimbas com banho o cannos que levam agua
dous jardins, 2 viveiros, baixas de capim e um
cercadinho para animaes : quem pretender, diri-
ja-se a rua do Cabug. loja n. 1 D. Na mesma
loja deseja-se fallir com o Sr. Innocencio da
Cunha Goianna Jnior, cuja morada se ignora
a negocio de seu inieresse.
Aluga-se urna escrava excellenle cozinhei-
ra. engommadeira, e propria para todo servico
de urna casa : na rua da Alegra n. 7.
OITerece-se um menino para caixeiro do ta-
berna ou de padaria; quem precisar, dirija-se
ao becco das Barreiras n. 49.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia Iralar oa rua do Tarabi n. i.
Ana de leile
Precisa-se do urna ama do leite qno tenha bom
leite: atratar na rua do Tambi na Boa-Visia
n. 11.
Projrramma
a
DA
Festa da Virgen? Senhora
do Terco.
a
A mesa regadora, lendo de solemnisar a festa
oe sua excelsa padroein no dia 28, tem resolvi-
uo lazer a festa da marieira seguinte :
,,n, ,d'a "2l ,na,,r"KaJ'1 la logar urna missa
carnada, e flnda a qual sahna a irmandade para
alvorara bandeira com a enisrie da Virgem Se-
nhora em um rico mastrn. a noile lera logaras
vesperas.e no doiLiuco (28) pelas 11 horas lera
lugar a resta, sendo orador della o Rvtn. padre
meslre pregador da (apella imperial Fr. Joaquim
do Espirito Santo. e a noile Te-Deum, sendo
orador o iivm. padre meslre prosador da capelia
imperial Lino do Monte Carmello.
A msica da fesia urna excellente composi-
cao particular, que de bom grado, se proraplifi-
cura para ser tocada na festa de nossa excelca
padrocir', tornanao assim o aclo ma.s esplendi-
do ; a orcheslra ser exe.ulada pelo excellenlo
n.estro de msica da capelia imoerlal Jos Mar-
?5*J Srnd0 comPos, PT encllenles
professores d arles.
A musi-a Militar locar em todos os actos, as-
n^c0,1"0 dominSJ 'arde executar bellas
pecas de msica, seu meslre o Sr. Chagas, do 3
S dae0;isuda"du a fes,a com um eMe,,Mte
A frente e rua estar decentemente decorada.
e para ma.s bnlhantissimo e realce da festa da
Virgem Senhora do Terco, a mesa regedora pede
a todos os moradores illi.minem a frente de suas
casas, para que se tornem os arlos mais esplen-
didos, pagando dessa forma um tributo do devo-
Qao que rendem Virgem Senhora.
Fazem-se
capas, batinas. capas viatorias, chimarras, bar-
retes : na rua do Encantamento n. 7,
Os abaixo assigoados declaram que
o Sr. Polycarpo Luiz da Paz deixou de
ser caixeiro de sua casa desde o dia 2t
de outubro de 1860___J. Soum & C.
Hotel Trovador.
Rua larga do Rosario n. 44.
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
trarn boa commodidade para una "oite. dase
mezes, conforme Ihes convier, enconlrarc tam-
bem a qualquer hora do dia o noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco com-
niodo
Precisa-se de|um pequeo para caixeiro di
taberna ; na rua das Cruzes n. 1.


jm >j.j " '!
Bf"
DIARIO DE fBRNAMBUCO. SBBADO 27 DE UTIJBRO DE 1860.
r*>
-a
Vaccina publica.
Transiisso do fluido de braco braco as
quimas e domingos, no trrelo da alfandega, e
nos sibbados at as 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra eslreita do Rosario nu-
mero 30.
gg O Dr. Cosme de Sa' Peieira da U
S consultas medicas em seu escrip- c
torio, ao bairro do Recife, ma ||
|| da Cruz n. 53, todos os dias,me- |g
nos nos domingos, desde as 6 a
* horas ateas 10 da manhaa, so- *|
breos seguintes pontos
1.* Molestias de olLos ; |s
2,- Molestias de coracao e de <
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da ge- j||
raco e do anus ;
4.- Praticara' toda e qualquer ||
operacao que julgar conve- &
| niente para o restabelecimen- M
Sto dos seus doentes.
O examedaspessoaqueo con- |
H sultarem sera' feito indistincta- ff
|j| mente, e na ordem de suas en- M
< tradas, fazendo excepco os doen- o/
| tes de olhos, ou aauelles que por *|
jg| motivo justo obtiverem hora |t
^ marcada para este fim." 2?
O proprietario do terreno n. 182 sito na ru a
da Concordia do bairro de S. Jos, contina a re -
talhar o mesmo terreno ja beneficiado, com fron-
te para a travessa do Monleiro, dita do Caldei-
rciro e ra projectada : os pielendenles podein
dirigir-se a ra larga do Rosario n. 18, porto do
quartel, que acharao com quera tratar, de ma-
nhaa at as 9 horas, e de larde al as 3.
Manoel Antonio de Jess.
I DENTISTA I
DE
PERftAMIWCO.
3Roacstreita do Rosario-3
Francisco Pinio Ozono continua a col-
locar denles arlillciaes tanto por moio
de molas como pea presso do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao Piquern a vontade de seus donos,
lem potes eoulras preparaces as mais
acreditadas para conservaco da bocea
CASA DE BANHOS
NO
Assignatura de banhos fri?, momos, de cho pie ou chuviscos (para uina pessoa)
tomados ero 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 candes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 8*000
7 ...... 49000
Banhosivulsos, aromticos, silgados esulphurososaosprecos annunciados.
Esta reducto de procos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeura estabeleciment de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:

Compras.
Compra-se ama canoa aberta : na praca do
Corpo Sanio n. 23, loja Je cabos.
Compram-se egcrajroa de ambos os sesos
de 12 a S5 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, lendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, escriptorio de Franci ico Malhias Pereira da
aliOcaco.
Costa, receber 208 de g
Compra-se a
Portugal por Mam
traze-la alivraria n.
Independencia.
Comprase um osera!
ra larga du Rosario n 1
Compra-se urna pf
ja-se a ra da Cruz n. 4
Compra-se urna caa terrea na froguezia de
Santo Antonio ; a trotar
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
APPIOVAC/10E AUTORISAClO
DA
iCAQBf/t IMPERIAL 81 KEDICiSi
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
K dkmann Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praqa das
companhias de seguros maiitimos de
Hamburgo.
Ao senhor
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveira, esludan-
le do terceiro anno da Faculdade de Oireito desta
cidado, pede-se que venha salisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Precisase de um criado para comprar ua
ra, ir a mandados e mais algum servigo, o qual
d conhccimento sobre sua conducta : dirija-se
a ra da IrrTperalriz n. 58.
Ao senhor
Trajano Carneiro Leal, deseja-se fallar : na ra
do Crespo n. 21.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Olivtira &
C regam as pessoas que estao devendo
ao arreazem de trastes da ra Nova n.
2i, qiieiram ir satisfazer seus dbitos
ate o Gm do corrente mez de outubro,
visto que pastado este prazo proceder-
Se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mentj.
A oa de marmore acaba de receber no-
A vas e lindsimas collecges de qnadros @
@ para decoracao de salas do visita, jantar,
@ espera e quarto de dormida.
S3S $$:
Alugam-se 3 casas na Torre para
passamento da festa ou por anno por
preo commodo e com bons commodos
para familia : a (aliar no mesmo lugar
com Francisco Jos Arantes.
Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir aos seus devedores que Ihe venham pagar,
porque teio de concluir o inventario que se esl
fazendo pelo Ulm. Sr. Dr. juiz de orphaos. _e
talvez alguna dos senhores que lhe devem nao
queiram que seu nonie appareca.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
ME
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ncommodo.
AS CHAPAS MEDIC1NAES sao muilo condecidas 110 Rio de Janeiro e era todas as provincias
desle impeiio ha mais de 22 annos, c sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com inuumcros allcstados que exislem de pessoas capa-
zes e de dislincces.
Com e.'tas CiiAP.vs-ELECTno-siACNF.TicAS-FpisPASTiCAS oblem-se urna cura radical e infallivel
em iodos os casos do inflammaco [cansao ou falla de reppiraco), sejam internas ou externas,
como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palptuco de coraco, garganta, olhosi
erysipelas, rheumalismo, paralysia e lodas as afferces. nervosas, ele etc. Igualmente para as
dilferrntes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas ele. seja qual fr o seu lananho e pro-
fundeza, por meio da suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e di>tinels facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicagoes, se as chapas sao para hornero, senhora cu crianga, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabega, pescoco, brago, coxa. perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchages, cridas ou ulceras, o mol je do seu ta-
manho em um pedago de papel e a declaragao onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas serao arompanhadas das competentes explicagoes c tambera de todos os accesso-
rios para a lollorago dellas.
Consultas lodas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, em s escriptorio,
que se achara aberlo todos osdia3. sem excepgao, das 9 horas da manhaa s 2 da ta
Realioenle muilo
barato!!!
Aonde isto?
Na ra da Cadeia do Reci-
fe, loja de Fgueiredo
lrmaon. 55.
Vamos lerpara admirar.
Ricos cortes de vestidos de seda pretos borda-
dos a velludo de 80 o 120, itiios brancos de seda
tiver riiri i 5rdaduS Para Casamento a 150J, ditos de gazes
la, quem tner, din- degPda de cores a H0#, ditos de baranda i Batas
listona dos reis de
quem a tiver pede
6 e 8 da prac^a da
vo quo seja robusto : na
8, no terceiro andar.
na ra do Sol n. 13.
Compram-se moedas de ouro de qualque
qualidade : na ra do Trnpiche Novo n. 42.
Vendas.
I e 3 babados a 10a. 15, 20 e 25, ditos de uslao
com cazaveque bordados muito ricos a 30 o 40g,
vestuarios de seda de qnadros a 10, ditos de
fusto para menina e menino a 3#, 5 e 89, ditos
de cambraia de cores para meninos a 5 ditos de
cambraia bordados a agulha pata baplisado a 18,
cazaveque e basquina de cambraia o fustao para
senhora a 10, 15 e 20, ditos de fustao muilo ri-
cos a 25g. cazaveque de cambraia bordados para :
menina a 6. taimas e manteletes pretusde aros-
denaple para menina a 8 e 10#, visitas de lil :
prelo bordados a 20, visitas de grosdenaple pro- '
to a 25 e 30?, manteletas de seda prela o de co- l
res a 16 e 18 muilo bonilos, visitas de cambraia
de linho bordadas a 3"?, ropdcs de cassa e cam-
braia lisa a 8, 10 c 12?, ealcinhas de cambraia
bordadas para meninas e senhoras a 2, 3 e 5,
manguitos com camisinhas e gilas bordadas a
Chitas largas de bonito goslos a 200 rs. o co- i *** sill,ns. de seda bordados para senhora a8e
?ido, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs Iir^.c*n>*,*.il **? eamhraia dejinhn fnUsimas pa-
pegas de brelanha de ni
dilas de esguiau de algod
cadinho de linho a 160 o
com barra de cor a 120 rs|, ditos brancos com h-
co a 200 rs., algod.io moi
a 610 a vara, lazinhas di
nova para vesiidos a 500
tranga com lago de fita p
| VENDEM-SE
urna linda crioula recolhida, do H annos de da-
j de, costureira *. mui gil no servigo domestico, a
qual escrava s se vender a quem so quizt-r su-
jeitar a condicao de a possufr nesta praca ou seus
suburbios : trata-se na casa n. 1, da ra da Ci'n-
i ceigo.
Pechincha sem
igual.
Pegas de madapolao fino, com um pequeo lo-
que do avaria. por pre;os muilo baratos na loja
do sobrado amarello nos Qualro Cantos da ra
Queimado n. 29 ou 31, de Jos Maa Lopes.
Pechincha
ii
Loja
das seis portas em
frente do Livramemo
Covado a
200 rs.
sem igual
NA LOJA DE
Giiinaraes k Villar.
Cassas matisadas a 260 rs. o covado.
Lencos de seda a I cada um.
Vende-se milho em saceos grandes o mais
novo que ha chegado de Mamanguape : na ra
da Cadeia Velha, esquina do becco Largo, loja
n. 26.
aliento.
Vende-se em porgos grandes roupa feila para
engenho, ou para negocios a 900 rs. rada pena :
na loja da roa do Paaseio Publico n. 11.
lo coa 10 varas a 2, ra .^smenlo de senhora a 30 e 40, dilas de es-
o muito fino a 3g. ris- 5,ao. dc llnho P 10- 15 o 20. ditaa de algo-
covado. lengos brancos i ^a'' lln"s e S- 'nfeiles de flores e frocos de
, ditos brancos com bi- 2 AJ- d."os de vid,lll"> Pre'" e de cores a 2g wes^mtmimrinmmman"taiB em&K&eOZm
stro con, duas larguras c 0500, chapeos de s,da do cores para senho.a gWHWl!^l>WJlWIW W5SB5 Wtm
duas larguras, fazenda a ^ Je 10S. ditos de palha da Italia amarellos II lia pTU VeilUCr Il'l 'I
s. o covado, enfees de e Dra"cos a 20 e 25.J, dilus de seda para baplisa- cy
nra cabeca de senhoras de "langa a 6, 8 e 105, lencos de cambaia e '
ra Nova n. 18, -rimeiro
modo.
Loja das 6 portas J
charutos de Havana a 3-3, obras de ouro e outras '
_ &@-gigi@!@?>- muias fazendas que para menciouar torna-se ^
^ Recebeu-se e continua a receber-se por ) "uuo extenso, e que se.vende por prego com-
lodos os vapores artiios de modas para
@ homens, incluindo ca gado de Melles na
J Lojade mrmorc. g
- Vende-se na escola central do methodo:^"1 "t-U^UU L<1> I dllieillU
castillo, na ra das Ploras, grammalica em ver- LazillliaS 'A oOO I'S
SlTS^teATfetomr^rSr* *"," muito bonitas ,
usi a ouu rs., iisioria nOlDana pelo 1 Iru Sr. l)r nara veeiirtno rfo cn.,i .^ en,. i O i i
Urummond. compendio ar, escola- a 500 rs:. CXSSlVSTKS'Vn'S I deili dere^OS, pulsei-
leitura continua a bailo parr menina a 3*500. das para sTnhora a '
parle, obres pos- 43500 c 5$ ; d-se amostra com penhor A loja
est aberta at as 9 horas da noite.
brinquedjs da Puericia far.i
13, .-imo de Nanlua 1.a e 2."
lumas a \.
s
B
3
cezos,um rico sor ti men-
t de obras de brilhante
e obras de ouro garan- S
ti las pelos mesmos a S
qualidade del8 tiuilates, I
seni bt turne dentro ; os *
mesmos tambera ven- ai
lteccbeu-se e continua a receber-se por 9$
todos >s vapores, ves lmenlas, calcado e @
chapeos para metnos na ji$
Loja de marmore.
Resumo de -oetica.
Indispensarcl para os prximos exarnes de rhe-
torica ; esl a venda na livr ra Jclassica, na pra-
ca do Pedro II n. 2, a 500 r=. cada exemplar.
m
ras, lave do vesuvo
scultadas pelos melho-
res artistas, ditos de
pintura sobre porcela-
na, de xateau, ditos so-
Vcncrm-se na ra
cadeiras novas que se fueran) para urna encom-
nienda cura assenio cheio ce dina e forradas de
>99\
Nova n. 15, loja, lies
Jll WSMM.
DO
ni
UTO ||9
PERTO
DO LARGO
as
CARIOCA
m
m
por
que
RECIFE A S. FRANCISCO.
4viso.
CONSULTORIO
Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. 0.
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volta de sua viagern a Europa, d consullas lodos
os dias uteis desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doenles em seus domicilios de
meio dia em diante, e em cas,p de necessidade a qualquer hora. A senhoras de parlo e
osdoentesde moleslia aguda, que nao tiverem ainia tomado remedio algum allopa-
-. thico ou homeopathico, serao attendidos de preferencia.
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentos homeopalhicos que se renden nesta pharmacia sao preparados
meio de una mai hia que o Dr. Sabino inveniou c fez construir em l'aris, e a
deu o nome de AGITADOR YNAMICO.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, e
capazes de curaras molestias com a manir certeza possivel.
Alem disso. desejando tirar de sua viagern a Europa lodas as vantagens para o
progresso da homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino uo poupou esforcos para obier as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e
para isso enlendeu-se com um dos melhores herboristas d'Allemanha, para lhe man-
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o
aconitu fui mandado vir dos Alpes, a rnica das innnlunhas da Suissa, a belladona,
bryonia, rhamumilla, pulsatila, rhus, hyosciamns. foram colhidos na Allemanba, na
Franca e na Blgica, o veralrum no Monte Jura etc., etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que servirlo para
as experieucias puras de Hahncmann, descriptas as palhogenesias, acharao o medico
e os amigos da homeopalhia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer-
midades.
Os precos sao os seguintes :
Botica de 21 tubos grandes................. 12a 16*000
Dita de 36 a .................. ISg a 22000
Dita de -S .................. 2! a 295000
Dita de 60 t s> .................. 30a a 350OO
N. B. Existem carteiras ricas de velludo, para maior prego.
Cada vidro avulso de lindura....................' 2000
Cada lub avulso.................................. IftiiOO
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas dynamisaces (mais
usadasJ :
e
W9
.* i
m
m
m
sm

damasco cr.carnado, pruurias para
testa re
asoutu dos
senhores sacerdotes cui festa religiosa : por isso
comem a alguma rmanUade ou algum senhor
vigario de ira.
Becebeu-se reccnlt
@ receber-se direitame
& dres por lodosos vap
@ da especial, artigos
nhoras na
Lojade rdarmore.
fift|rt,jJk i < bre D adreperola com as -^
talludo liaralo para bauhas iiesta mtima %
Quem trouxerdinheiro nao
deixa de comprar.
mente e continua a Wfia da \H\\)CVIltrZ U Ift
ile de Taris e Loo- @ I
pres, de encommen <&
Ido modas para se- j
g@@#
Queijosdequalha-
Veiidem-se os Oielhore3 e iiiais uovos queiins
de qnalha que tem vindo
nos, de 12 a 40 libras, e
mimos : na travessa grai
3T
aqu, grandes e peque-
i realho, proprios para
de da Soledado.
II
m

Gorgel k Perdigao
Vendem na sua loja n. ;23 da ra da Cadeia do
Recife, as seguintes azendas :
Saias bulao de nova inveogao e muito commodo
para senhoras e criangds a -j>, 5$ e 8J>.
Visitas de fil prelo e manteletes da mesraa fa-
zenda por 25$.
Chapeos de palha finos enfeitados de flores e
pemos para as senhoras por 35g.
Enfeitese turbantes os miis modernos e perfel-
los a 8j>e l(i$.
Corles de vestidos de grinadime de seda com 9 e
10 b baoinhos a 2aoe 3o?.
Capinhas do seda de croxe branca e do cor bor-
dadas de ricas franjas a 35> e 40f.
Grosdenaples de quadrinlns carmesim c outras
roies, covado 2jf.
Sedas de quadrinho de. (r, o covado 1j)100.
Ricas filas em varas para sinto de senhoras.
. Luvas de Jouvin de todas las cores a 2$.
Completo sorlimenlo de roupa feita, caiga, pa-
letots, sobre asaca, collet. seroulas, camisas de
linho ealgodao.
Palitos do gaz
Botins de bezerro Taris para homem a 5.
Brozeguins do lustre Nantes a 5?.
Dilos de dito P, lisa 5#.
Ditos de castor Paris a '
Ditos de beenu gantes 2 1|2 solas a 7g.
Sapatoes de vaqueta de lustre laxiados a 5$.
Ditos de lustre laxiados a 58.
Ditos de lustre de Nantes a 5S.
Ditos de dito e gaspiados pretos e de cores a
35500.
Ditos de bezerro Nantes para hnnicm a 3J0O.
Sapatos de lustre sMa e vira a '$.
Dilos do bezerro a 33500.
Borzeguins sem salto para senhora a 1 500.
Sapatos de lustre para dila a lg.
Ditos de selim a 13500.
Borzeguins com sallo para meninas a 2.
Dilos para criaocas a 1s500.
j Na roesma loja rrcebe-se constantemente de
I Frnnga todas as qualidades de calcados dos me-
lhores fabricantes, para homens, senhoras, rne-
, ninas e criangas, e que se vendem mais barato
, do 'iue em outra qualquer parle.
Potassa nacional,
; chegada estes dias d Rio de Janeiro, vende-se
por prego muilo commodo : no escriptorio de
Carvalho, Nogueira & C, ra do Vigario n. 9,
primeiro andar.
guerra da Italia e mais
H urna innidade de ob- ||
S jectos, mosai}ue deRo-
g mo e Florenca, casa es
m etc, etudosdomaisapu- *$
M rado gosto possivp' *>*
oouac[utiicia de termos H
W urna pessoa da casa cni jt
5| Paris que se oceupa es-
^ pecialuienle da boa exe-
M cucao destas obras. Os S
.^ ?xesinos se encarregam I
S de qualquer encommen-
^ da para a Europa.
Vende-se urna escrava de
ra Direila n. 6.
meia idade : na
Enfeites de fitas
Na ra do Crespo, loja de miudezas n. 7, ven-
dem-se enfeites pretos e de cores para senhoras
4000 cada um.
Papel proprio para for-
rar salas < om lindo desenho,
por todo preco: na loja de
Alvaro Magalhaes na ra da
Cadeia do Recife n. 53.
3M9
9%
m
V^

m
Do i de noverahro at outro aviso haver um
trom nos domingos e dias santos que sabir da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
tarde o rollar das Cinco Ponas para villa do
Cabo as 6 l|2 horas da tarde.
AssignadoE. II. Bramah,
Superintendente.
Aluga-se um sobrado do um andar na ra
do Amparo da cidade de Olinda, por prego com-
modo : para ver nos Qualro Canlos, botica do Sr.
Rapozo, e para tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 45.
Os apreciadores do theatro ly-
rico sao convidados a' a sist rom
as exequias da opera BEATRICl
DI TED Vna prxima noite, e
condutirem seus restos mortaes
aos pocos do palco.
Precisa-se de urna ama ou do urna prela
escrava par o servigo de urna casa de pouca fa-
milia : na ra da Gamboa do Carmo n. 4.
Precisase de urna ama para casa de peque-
familia, que engomme e cozinhe : na ra do
Hospicio n. 34.
Precisa-se de 2:000$ a premio, dando-se
por seguranga casas ou escravos : na ra do Ran-
gel n. 31, se dir quem precisa.
D. Miguel Valles, subdito hespanhol, reli-
ra-se para os portos do sul.

18

De 21 ditos de dito e 48 tubos zrandes.............188000
De 36 dilos de dito e 56 tubos grandes.......... 640OO
De36 ditos de dito e C8 tubos grandes.......... 70(IOO
De 18 dilos de dilo e S8 tuhds grandes............ 92$000
De bO dilos de dito c 110 tobos grandes.........U5;000
Estas caixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de (^^"
familia, capiles de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pratica Oa ho- fSfjp
meopalhia. fr:*';
_.hr porque trabalh.ini com preparaces quo nao sao nocivas. ^'-^
;^S Cada urna.......'.................................. 5OJO0O f^
0 EMRK-4CT0,
Jornal Litterario Ilustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro om jornal, ?b a direceo de jovens importantes
no mundo das lbltras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimenlo theatral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vm sempre um fgurino, urpa caricatura, urna msica ou um re-
trato, representando personagens importantes dos thealros, o das operas, dramas, comedias etc.,
que snbem scena no Rio de Janeiro, ludo indito, e do melhor gosto possivel.
Os Bgurinos, mandados vir de Paris, s podero ser destnbuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro.
Publicase tres vezes por mez, em frmalo n folio, com oito paginas cada numero, aos
precos seguintes:
Um trimestre......6*000
Um semestre......IOtOOO
Um anno. ....... 20ooo
ssigna-se na livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8.
a 2,000.
Ferreira & Maitins nicos deposita-
rios dos palitos do gaz, fazem publico
que tendo recebido i ns trueques do fa-
bricante estabelecero de hojeem dian
te o preco de 2^ por groza. Achando-
se o deposito suppndo e esperando-se
remessas por lodos es navios e desejan-
do o fabricante elevar o consumo a al-
tura que lhe compete resolveu lazer i s-
ta modifcac,ao ea maneira rjue o con-
tumofor augmentando, ira' declinan
do o preco, porta uto sao convidados os
compradores a virem a travessa da Ala-
dre de Dos armazen, ns. 9 e 16.
Meios de sola.
Vende-se 170 meios desoa : na ra
Nova n. 44, loja.
Com toque de
a varia.
Pocas de madapolao a 18600. 2jJ. 2*600, 3 e
38500. vende-se na loja lia esquina da ra do
Crespo que volta para a ra do Imperador.
Pechinchas.
Pecas de madapolao finoavariado a 3$ e2jf500
na ra do Queimado n. 44.
Bvrzepins de Nelis.
Vende-se a 12$ rs. o pa
rado na ra da Cadeia do
Guimaraes& Reg.
deste magnifico cal-
Recife loja a. 41 de
Loja de fazendas finas.
Ra do Gabug n. 2.
Vendem-se :
oja n. 25 de Joaquina terrena deba, vende- Cortes de vestidos de phantasia.
se por precos baralissimos para acabar : ves- Cortes de vestidos de seda de cor.
lijos de tarlatana bordados de seda a 8?()00. D"sJlr.dilus Je sed'1 prela borJaQ'0 a velludo c
organd do cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de uslao enlejiadas a
StOfO, easaveques de cambraia e fil a 5000,
perneadores de cambraia tordados a 69000,
babados a 3*0 rs a vara, tiras bordadas mui-
to finas a 1$5< 0 a peca, riaeado france/ fino
a 16' rs. o covado, golnhas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 23)000, camisinhas bordadas muilo finas a
2000, chita larga com lustro e muito fina
propria para cobaita e roupes a 320 rs., es-
guio de lindo a 1200 a vara, roupes de
seda feilos a 12^000, \esiidos do seda mofados
a 88000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vesU.los do grocJanoplo fr.ii..., nnm r,-i,- J
cor a 20^000, palitos de pao preto e de core*
de 16#000 a 205000, sobrecasacas de panno
muito fino a 25<00, calcas de casemira preta
e decores de 6fOOO a 1(^5000, ditas de brira
branco e de cores de 2^000 a 55000, palitos
debrim branco e de cores de 5J500 a 5^000,
ditos de alpaca de 3$<>00 a 89000, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 19600 o
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o c>rle, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 32"000 a duzia, pegas de
mada, olo fino a 45O(>, cortes de lanzinha
muilo fina com 15covados a 8^000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 15500 a 39000,
e outras limitas fazendas por menos do sen
valor para fechar con tas.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos novos a 3#.
Manteiga ingleza flor a 19280 a libra.
V'inho engarrafado duque a 19500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson lino a 2400.
a seda.
Ditos de dilos de tarlatana brancos.
Dilos de ditos de cambraia bordado.
Ricos manteletes e lalmas de grado a imitacao
decrochit, peuteadores de cambraia branca
bordado
Ricos vestuarios de cambraia enfeitados para
baplisado.
Chpeos para senhora e crianzas.
Completo sorlimenlo de obras francezas de pan-
no, casemira, hrins, merino, tanto para homens
como para meninos.
Lencos de Wliynniho do toar o francezes.
Assim como outras mudas fazendas de goslo
moderno que se deixa de mencionar as quses se
rnostraro aos compradores.
f#$8*$@@ 9899999$
@ Preparaces inglezas que asseguram ^
SE mortc infallivel a ratos e moscas e toda a @
'4 Recife n. 1.
Vende-se a casa terrea da ra do Colovello
n. 65, freguezia da Boa-Vista ; a tratar na ra
dos Martyrios n. 36.
Xa roa da Cadeia velha n. 27, ha, viudo de en-
commenda.os mais bellos sellins inglezes paten-
tes de cor amarella, muito grandes e proprios
para pessoas gordas, dilos de tamanho romanan
tambera da mesma cor, assim como silh>S lam-
bem ptenle com duas montaras e um (alhu do
sobrecelleule, portn fazendu que anda nao
tem vndo igual, tanto em qunlidade como em
modello, e precos commodos em vista da quali-
dade
A 4,000 rs.
Farinha de mandioca em saceos grandes: ven-
de-se no Forte do Mallos, arraazem n. 18, con-
fronte ao trapiche do aUodSo.
Vende-se urna preta de 25 annos, crioula ; na
ra do Queimado n. 61.
Loja de calcado.
Vende-se urna loja do calcado, muito propria
para qualquer principiante, e por ter poucos fun-
dos, e mesmo para qualquer outro negocio por
ser em boro local: na praca da Independencia v.
39, se dir qual .


{?)
DIARIO DE PERHAMBUCO. SABBADO at DE OTUBRO DE 1*0.
FABRICA
DE
8M0IDIABIIA I fmmLS II XIi,
Sita na ra Imperial n. 118 e IIO junto a fabrica de sbito.
BE
Scbastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa.
Nesle esUbeleciraenlo ha sempre proraptos alambiques de cobre de diferentes dimen-
Qs id 300& a 3:O00#) simples e dobralos, para dislilar agurdenle, aparolhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espiraos cora graduado at 40 graos (pela graduado de Sellen
Carlier. dos melhores sjsternas hoja approvados e condecidos nesta e oulras provincias do imperio
bambas dd tolas as diraonQes, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronza e ferro
torneiras de bronza de todas as dimencdes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d
bronz e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos da ferro, tubos de cobre e
chumbo de tolas as di'inncoas para encammmtos camas de ferro com armacao e scm ella
fu,;5iis da ferro polaveis e econmicos, lachas o tachos de cobre, fundos de alambique, pa3sa-
djiras, espumaderas, coccos para 'engenho, folha de Qandes, chumbo em lonijol e barra, zinco
em lenrol a barra, lences e arroallas da cobre, lanr3i de ferro e lalo, ferro suecia inglez
da tojas as dinnncas, safras, tornos e folies pira ferreiros etc., e outros muitos rticos por
nmos pre^o do que em oulra qualquer parle, desempenhando se tola e qualquer encoramen-
da cera prestasa e perfeicao ja conhecila e para omnodidade dos freguezes que se dignarem
honrarom-nos com a sua confian$a, acho na ra Nova n. 37, toja de ferragans, pessoa habi-
litada para tomar nota das encoraraendas.
Aossenhores de engenho.
Cobertores de 15a escuros com algum deteUo a
19000 : na ni do Crespo U.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e brouze
DB
ranos
Seus proprietarios offerecem aseus numerosos freguezes e ao pubbico emgeral, toda equalquer
obra manufaturada em seu reconhocdo eslabelicimenio a saber: machinas de vapor de todos os la-
manhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madoira, moondas e meias
moendis, lachas de ferro batido e fundido de tolos os tamanhos, guindastes, guinchos e bombas,
rolis, rodales aguilhois e boceas para fornalha, machimspara amassar mandioca e para descansar
alfolio, prendas para manHocae oleo de ncini, porles gradara, columnas e moinho3 de vonto,
arados, cultivadores, pontes, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas as obras de ma-
c'.iinis no. Execula-se qualquar obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fin forera apresentados. Recabera-se encoramendas nesle eslabelecimen lo na rua do Brum n.
28 A o na ruado Co'legio boje do Imperador n.65 moradia docaxeiro do estabelecimenlo Jos
Jaaquim da Costa Pereira, com quera os pretendentes se podsm entender para qualquer obra.
ENDAS
Armazem da rua do Quci-
mado n. 19.
Chitas,
Chitas francozas escuras e claras a 220 rs.
Chales de merino.
Chales le merino bordados finos a 55500, dilos
estampados grandes a 3J500.
Baloes.*
^-4/ios .iberios a 5}, dilos tpalos a 4J.
V CStlQs pwa moninos
Vestidos de seda e laa para meninos e meni-
nas feiloa no Rio de Janeiro a 8 e 10}.
Grosd* ta pie.
Grosl^naple furt.i-cores a lg200 o covado.
Cobertas chita.
Coberlas de chita, gosto chinez, a I.5SOO.
Leii(!es.

Grande pechincha de lences de bramante e
de panno de linho a 1J800.
Colchas de fusto.
Grandes colchas de fustao a 55500.
Lencos brancos.
Lencos brancos para algibeira a 2> e l;8O0.
Fe riles.
Pentes de tartaruga fundida com enfeile pelo
baratissimo preco de 5jKK)0.
: ; :,r: ** v$w*.&i%'&a
G argel & Perdigo.
Receberam p>;la barra Berlha, chega- t
x da ltimamente do Havre as seguales fa- ^
zea Jas ds seu pedido, rua da Cadea do Z
Francisco Antonio Correia Gardozo,
tem 41 m grande sortimento de
tacnas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ruado Quaimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
a, eollete e palitots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3??, 4$, 58.
e 63> a pega, dita lapada, cora 10 varas a 5$ e
63S a peqa, chilas largas da rao lernos e escollados
padrees a 240. 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a ?3 e 89,
dilos bordados oom duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cali um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 88500, ditos lizos com fran-
jas de seda a bt, lentjos de cassa com barra a
100, 120 e 160 oda um, meias muito 6nas pa- I
ra senhoraa 48 a duzia, ditas de boa qualidade'
a 38e 3-5 300 a duzia, chitas francezas de ricos'
desenhos, para coberl a 280 rs. o covado, chi- j
tas escuras inglezas a 5*900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
18200 e 18600 a vara, dito prolo muito encor-!
padoa 18500 a vara brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas dedifferentes cores a360rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2500, 38 e
38500 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras asilas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Gorama.
Vcndem-se saceos com gomma muilo alva,
propria para engomnur e fazor bolinhos, assim
como saceos com milho porpreco comnodo ; na
rua do Queimado, loja n 14.
Para acabar.
Pecas de camhraia de flores a 3920. muito
bonita, ditas de salpico muilo fina a 3j800 ; na
loja da rua do Passeio Publico n. 11.
Vendem-se 4 vaccas muito boas leileires, |
pandas ha pouco lempo : quem as frct-;nder, ;
dirija-se a Passagem da Magdalena, travessa que
volia par os Remedios, que se dir quera vende. 1
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja n. 8, de qna-'
Iro portas, cembraia franceza organdys a 360 o '
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos cadroes e cores fixas : do- se maoslra.
Apechincba, antes que se
acabe.
Na loja do Preguiqa, na rua do Queimado n.
2, tem saias bales abortas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto preco de 5J>.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, nal praca do Corpo Santo d. 11
alguna pianos do ultimo gosto. recentimente
chegados, dos bjm conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Brqadwood 4Sons de Londres.
muito Dropnospara este clima.
Milho.
Vendem-se saceos grandes com muito bom mi-
lho, e saceos com gomma muito alva ; na rua do
Queimado, loja n. 14.
Vende-se na loja de %
Nabuco & C. na rua Nova ^
n. 2, fitas para cartas ||
de hachareis a 5$ rs. a sg
fita. i
!' fe n. 23:
Superiores corles de vestidos branco de
@

i
i
i
i
s
a seda, dilos de blond co:n manta, ca- ^
H polla, flores solas e saia de setira. %l
S Superior.? e modernos chapeos de palha S
X enditados para senhora. 5
i-fscort-s de vestidos de phantasia X
g; cm 5 baba iinhos e de duas saias.
Superiores taimas de seda froxa fmto de
erte brincos e do cores, pelonnzas etc.
Superior cessa de cor do apurado gosto,
organdys, obras do sin Jalo, pulceiras)
estratos etc.
Pan marinha o verdadeiro panno azul es-
coro que s vera a esta praca por en- "
commenda. 59
Chapos do castor prctose brancos forma ^
moderna. 5w
Guimaraes Villlar
Ruado C res ao n. 17.
Vendem-se, para liquidar, cassas de cores e or-
gandiz->s a 36(1 ris o covado.-
1.1 neos de seda a 40 rs. cada um.
Lencos de seda a lgOOO cada um
Cliias ianeezas escuras; bonitos padroes a
2i I r^. o covado.
G illinhas e manguitos, a 5$00G, muilo boa fa-
zenda:
Cansas francezas muito finas a 660 rs. vara.
Vestidos de phantasia de 25J e 30j r3. por 15*
cada um.
Gollinhas n minguitos pretos a 5^ r?. cada um.
Roupas de brim para crianzas a 350f) rs.
Jaqiiatas e caicas para criaeas a 89 rs.
-f---------.... ^_ r. ,j -------o*... ,,
ambos os sexos.
cas chipelinas do seda e de palha de Italia
do melhor gosto possivel.
Corlas de seda prela. bordados e avelludados
de duas saias do melhor possivei.
Cortes de carabraia branca bordada de duas
saias a 263 e 35J rs. cada um.
Superiores manteletes com dous bicos largos
c o-itns compridos, de uliima moda de Paris.
Saias bordadas as melhores que teern vinJo,
de qualro pannos.
Boupes de chita o do cambraia bordados a
83 e 30$ r..
Camisa? para senhora ricamente bordadas.
1 jpartilhos muito superiores a 7$ e 10#rs.
Casa no Cabo.
Vende-se 011 troca-se por urna casa no bairro
da Boa-Vista desta cidade a melhor casa da villa
do Cabo, com oscommodos seguinles : 2 grandes
salas, 5 quartos grandes, cozinha. e na raesma
cobert desla, que ligada casa por um terraco
mau 3 quartos e 1 sala de 30 palmos de frente"
Toda a casa feita com lijlos e calica, feila coni
a maiorseguranca e muilo goato ; alem daquel-
les commodos lera um pequen quintil murado
e banca de capim para 2 aniranes, e a vantagem
de lii:ar mui prxima ds estacao daqaella villa
quem a pretender comprar ou trocar, dirija-se
rua do Hospicio, casa terrea junto do Sr. Thomaz
de Aq'iioo, que achara abi com quem tratar.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caesj feitos, muito proprio para nello
se estabelecer refinagoe?, padarias ou fabrica de
qualquer nalureza. na rua do Brum, bairro do
Recife, junio a fabrica di fundico de ferro, lugar
designado para taes estabelecira^ntos, cujo '.o-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na rua de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbutina prcla superior a 400 rs.
o covado : na rua do Crespo n. 25.
Pechincha
sera igual,
Superiores corte u; d,ta franceza muito fina
oe pairoes muito modernos, com rores matiza-
das muito lindas, de 11 colados cada corte, pelo
baratissimo preco de 2J500. com muita diver-
sidade de gostos para poder escolh*r-se na loja
do sobrado amarello. nos quatro cantos da rua
do Queimado n. 29. de Moreira Lopes.
Attencao.
Uiudczas por metade de
seu valor. !
O arrematante da loja de miudezis da travessa !
do l.ivr.imenlo n. 2, lendo de entregar a chave i
da luja, vende sem limites todas as miudezas
existentes, entre ellas um grande sortimento de
trancas e franjas de seda, lila de velludo e ver- .
bntina. linhas do cirrinhos de cores a 20 rs. o
cnrnnho, carloes de e>lchetes a 40 rs., dednes a
10 rs.. ditos de metal pr3teados a 40 rs.. botes
de ano finos para calca a 20 rs. a duzia. ditos de
louca bran-os e pntalos a 20 rs. a duzia, bicos
de seia perritos a 200, 20 e 320 rs. a vara
phosphoros bons a 20 rs. a ctlsinha, Irancinh-is
SiSh'S'.'S.' '* 3caK 'ioo ^ LJA LARMAZEM
Sl^TS^rSS^^Ur'iS: Jiii* Wrifw Tavares de Mello
diasimas trancasde seda a 80. 100, 120, 180 200 R[JV Dl) QUEIMADO N. 39
210 e 320 a vara, franja muito moderna de seda EM S0A L0JA DE 1i:*tbo portas.
a 120,160,200, 240, 320, 400 e 500 rs. a vara, e em "ra completo sortimenio de roupa feila,
todas as mais miudezas en proporco ; chegum e convida a tolos os seus freguezes e todas as
cora os cobres, qae o fregu, n3o sahe sem fa- perseas quedesejarem ter ura sobrecasaco bera
i feito, ou um caiga ou eollete, do.dirigirem-se a
K llPfllillpli 3 eSla estaDe'ec,rnenlo que encontraro um hbil i
^ p^uitlVUl. art8la> che;,a,l0 uUim,mente de Lisboa, paral
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n. 2.' ^semPennar as obras a vontale dos freguezes.
J tem ura grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dema 129, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 16}, ditos
de merino setira a 123?, ditos de alpaka' muilo
fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 12J i
ditos de panno fino a 20, 259, e 30*. sobre-'
[casacas francezas muito bera feitas a 35, cal-!
fazendas or mpnn lafccuuas pul lllLilb aO SCI! brim ede fustao por prejo cora modo, ura grande
ValoP 11:1 nri i i-ii'jtil'i 80rliment0 deeollatei de casemira a 59, ditos de
',!,n L"It5Ud joutras 'nas por pre5ocomraodo, um grande
llUinerO 68- lOia de Rlao-Qisortraen, desapitos de tpele de gosto muilo
A\. O i apurado a 29, ditos de borracha a 2 J500, cha-
(S Llllia. I Paos decastor muilo superiores a I6, dilos de se-
da, dos melhoresquetera vindoao mercado a 10$,
ditos de sol. ioglezesa 109, ditos muitos bons a
istViiHM r,acC403 a 8, dlt*grandes de pan-
no a 43?, um completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e-mtre raeios muito
12 ati 1 Pann mU fi" e d0 caserair de PrPri P"a coilerinhos de meninos eiravessei-
Aloacadeseda. corado a 500 rs "" Pr PreSkco.mraodo' caraisas bordadas que
Organdys com ricos desenhos, varo a 500 rs- "T S? hHmio d"crian{,is e para passeio
CorTefd^XfiTr1 U.?ab0,t*M a *$**> f, k \ f / 'U' *?" lenos de cambraia da
Cortes de eollete de fusto a 320. linho bordados para senhoras Ai,n* tL. ....
i fiRAKDE SORTIMENTO
|Fazendbe obras feilas.!
na
Lo^a e armazem
DE
fics&BastoJ
Na rua lo Queimad) n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasuca de
panno prelo u de cor a 25J, 28, 30J e
35, casacas i 28, 30 e35a. palitots dos
mesraos pannos20. 22* e 25g, dilos de
casemira de cor a 16j e 183, ditos sac-
eos das meslas caserairas modelo inglez
casemira lina a 10, 12^11 e 153. ditos
saceos de alpaca preto a 4g, dilos sobre
fino de alpaca a 7. 83 c !)->, ditos de me-
rino setira a l0j[. ditos de merino cordao
a 108 e 123, ditos de sarja preta trancada
saceos a G$. < nos sobrecasacos da mes-
ma 'azendaa 8tf, ditos de fustao de cor e
branco a 4. < $500 o 5$, colletes de ca- i
seraira de cor e preto a 59 e 6, ditos de
merino preto para luto a 4 e 5, ditos I
de velludo preto de cor a 9 e 10, dilos
de gorgurao de seda a5> e 6J, dilos de
briu branco u de cor a SgBQO e 3. calcas
de casemira de cor e prelo a 7g. 8#, '9
e 108, dilas para menino a 6) e 7, ditas
de merino de cordao para nomem a 5j o
6j, ditas de biim branco a 5j o 6, dilas
ditd de cor a 3a, 38500, 41 e 5a, e de
todas estas ob as tomos um grande sor-
timento para menino de todos os taraa-
inglezas a 363 a duzia. Na
nhos ; camisas
mesma loja ha
para menino
rasemira pira
preco, ditos
33560, ditos so|
os mesmos, ca
palelots do panno prelo
143, 15g o 16j. ditos de
os mesmos pelo raesrao
de alpaca saceos a 3 e
brecasacos a 54 e 63 para
cas de brim a 23500, 33 e
33500, paletot! saceos de casemira de cor
a 6 e 7, loallias de linho a 800 e 1 ca-
da urna.
No mesrao jsstabelecimento manda-se
aproraptar todas as qualidades de obras
tendentes a roipas feitas,em poucos das,
que para esse fim temos numero suf-
ficiente de per los officiaes de alfaiates
rgidos por uro hbil mestre de serae-
lhante arte, Dcando os donos do estabe-
lecimcoto reslpousaveis pelas mesmas
obras al a sua entrega. 3|
mmmmm nava smmmmk
Sebo e graixa.
Se o coado e gr ixa em bexigas: no armazem
a 3,$ a sacca.
Arroz com casca lendo a maior parle pilado
proprio para galinhas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Vende -se
EM CASA DE
Adamson Howie&C.
Vinho do Porto de superior qualidade em bar-
ra e engarrafado.
Bismutos.
Tiota de todas as couros.
Lona e flele.
Fio.
Sellins, selhes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 42.
Vende-se urna casa terrea, em
cli5os proprios na povoarao da Varzea :
quem a pretender dirija-se a rua que
fica por detraz da greja de Santa The-
reza casa n. 5, das 4 horas da tarde em
diante que ah encontrara' o seu dono
Manoel de lollanda Lobo.
4dniiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dor
res
G1VSDE SORTISENTO
DE
fazendas e roapa feila
Expsito de nielaos.
K' okoxa.io a PSi, ija ,j0 vianna, um riquissi-
mo sortimento do metaes de todos os gneros do
mais bonito que se po le encontrar, tildo a emita-
cao de prata ; na r a Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riqnissimo sortimento de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvados na uliima exposigo de
Paris ; na rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Bomi
lodos ostamanhos,
'ado em lodo o mi
Urar-se agua ; oa rua Nova n. 20,
ua.
as de Japy.
Riquissimo sortimento de bombas de japy' de
as melhores que se tem appro-
nto. pela facilidada que d a
oja do Vian-
Camas de ferro.
Riquisssimo sor
nnas, e para colx;
Nova n. 20, loja d
Na fabrica di
junio a fabrica de
iraento de camas de ferro com
o por preco comraodo ; na rua
i \ annj.
caldeireiroda rua Imperial
sabao. e na rua Nova, loja de
- ----- -----|-~ MMivrM|l VIH JO
ferragens n. 37, h; urna grande porc.to de folhas
de zinco, j prepa ada para telhados, e pelo di-
minuto preco de l40rs. a libr
lera cobertores de algodao de
grandes, proprios para escravos,
mo prec.0 delj.
cores bastante ,
pelo baratissi-
Veodemse
Fet e-se I
Relogios pa|tentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inf lezas.
Peitosparai amisas.
Riscoutos
EmcasadelArkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
ica.
Bartholomeu Fra
icisco de Souza, rua larga do
36, veade-se os segointes medica-
Cortes de vestidos de phaulazia de seda a 20i
Ditos dilos de chaly de seda muito fino a 18*
aaua uc uarege ue Seda e da ultima mo-
da a 12.
44fMo" d8 grosdenaple- obJeclo da raod
a, a
atP4oOde alpaCa preU e de Cores fiaa de 25
Esparlilhos francezes a 3*>00.
Nesta raosma loja vendem-se chitas francezas
ditas inglezas, madapoloes. brins. algodoos e ou-
lras mullas fazendas por preco que admira.
.\fo''u stol.
para senhoras, ditos usos para
hornero por prego commodo, saias bordadas a
39500, d.las muito 6nas a 5H>. AJnda tem um
restmho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 10055, que j se venderam a
150, capot.nhos prelos e manteletes pretos de
neos gostos a 20, 253 e 30. os mais superio-
res chales de Casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 5, ditas
para rosto de linho a 1#, chitas francezas de su-
Rosario n.
menlos :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Br
Dita Sands.
Vermfugo ingle .
Xaropedo Bosqt e.
Pillas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidrosde bocea
e 12 libras.
Assim como tem
| pe para forro de
preco.
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia.diarrha. cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, erupces cutneas, angina, reteD-
c.o do ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophnlosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o sysleraa;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecces do figado e rins,
erysipelas, abeessose ulceras de todas as classes,'
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhercs hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o 3ystema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramente vegelaes favoraveis
; em lodosos casos nunca occasiona nauzeas neni
dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a8purgam. Estas pilulas sao eflicazes as affec-
?oes do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e era todas as enfermidades das mu-
Ihere3, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obslrucces, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrueces impressas que mos-
tram cora a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificarao por s haver venda no
armazem defazeuda's de Raymundo Carlos t.eitP
& Iruiau, ua maili Iraperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival seia segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Mau e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sjpatos de tranca de algodo a 1^.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
^elhos de columnas, made'ira branca, a
Phosphoros com eaixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a -200 rs.
Duzia de Jacas e garfos muilo finos a 35500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colchetfs batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazor cabello correlo a 800 rs.
Sapalos de laa pan enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grarapas muilo boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Percas de franja de laa com 10 varas a 1g.
Pecas de tranca de la com 10 varas a 500 rs.
Petilho para enfeitar vestido (pera) lj>.
Linhas Pedro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias de cores para hornera muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas] 40 rs.
Grammalicaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodnpara aprender a lr,
a esciever e a fallaringlez em 6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
publicse particulares. Vende-se'na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 37, segundo andar.
45Rua Direila 45
ESCOMIDO SORTIMENTO
DE
Aproximando-se o tempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
e necessano para o resguardo dos seus mimosos
e pequeninos ps: attendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de caiga balo
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; considerares tao
acertadas actuaran) no espirito do propietario do
eslabelecimento, j to conhecido pela modici-
de dos precos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munindo-se de um abundante sor-
timento e sem defeito, que aprsenla oos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
precos abaixo:
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. .
Ditos ditos. ......
Ditos ditos.......
Meninas
Boizeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28......
Ditos 18 a 24. '. [
Homem
Borzeguins. f
D.tos.......; m
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos........
Meios borzeguins de lustre. .
Sapatoes com elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
SaPat(>s.......5G00
"<*' .......5'000
lia lambem nm variado sortimento de todas as
classes e precos nfimos, sendo os annunciados
somente de primeira classe
\ endese urna mobilia de amarello por pre-
co commodo, e juntamente cede-se um segundo
andar n quero ficar com a mesma : quem preci-
sar, dinja-sc a rua do Rangel n. 75, que se dir
quem vende,
4.S800
4500
4j0O
3,5800
56-600
3$200

9$500
8S800
8g500
6,$00O
6^000
5$000
5-600
5^(000
RELOGIOS.
Vende-se emeasadeSaunders Brothers 4
"Praca do Corpo Santo, relogios do afrma
dof abracante Roskell. por precos comm. d( s
etsmbem.-ancellins e cadeias paraos mesiLos
aeexceellnte gosto.
1 Seguro contra Fogo
I COMPATIH1A I
MWM
LONDRES I
AGENTES |
C J. Astley & Companhia. i
I
l
3
9
para
Vendem-
casa de N. O. I ieber& C.
n. 4.
prar.
Uma cscrava da melhor conducta, de idade39
miras, a quera se pode encarregar todo o servico ': perior qualidade, tanto e^nTs'cZTlur.o
interno e externo de uma casa. 1 dita de idade Ao 280 W( 4nn a 8
35annos, cozmha, lava e engomma por 900 I I Z', 400 e 4i0 rs- ovado, ricas
caserairas para calca, colletes e palitots a 4 o co-
vado, e ura oompleto sortimerrto de outrasfazen-
*g, e lado se vende par preco barato, qae nao
6possivel aqu se poder mencionar nema quarla
partedellas, no en tanto osfregoezes chegando e
querendo comprar nao iro sen fazenia.
arga com rolhas, de 2 ontjas
um grande sortimento de p-
sala, o qual vende a mdico
se libras sterlinas, em
rua da Cru*
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
bnston & C. r|ua da S-nzala n.42.
A (3
"'"J8 i*,*B a""0 port*50S. 1 linda neri-
nha de idade 9 anoos por 650g. 1 bonito moleque
bom copeiro, 1 negro de idade 35 annos per 800-
oa rua de Aguas Verdes o. 48.
Vende-se uma negnnha de idade de 14
annos bonita Agora : na rua da Santa Crur nu-
mero 64.
Vendem-se car
para cima, assim
nhos de mo a 12g500, do 4
orao concnrlam-8e : na rua da
inheiro.
Concordia n. 19, armazem de madeiras
Vende-se ura i excellenle escravamoca boa
cozinheira, engommadeira. e acosturaada a todo
o servico do urna jasa de familia ; quem a pre-
tender, dirjase a rua da Alegra d. 7.
eobertos edescoberlos, pequeos e grandes dp
ouro patente inglez, para homem e senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
ivndospelo iltimo paquete inglez : em casad*
oSuthall Mellor & C*
Loja das seis porlas em
frentedo Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs o co-
vado, dilas eslreitas a imilacao de laazinhas a
ioii rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
W rs. o covado, pecas de esguido de algodao
muito Uno a 3f pega, dilas de bret.nha de rolo
com 10 vaias a 2. nscadinho de linho a 160 rs
o covado, chales de merm eslampados a 2a'
lencos brancos com barra de cor a 120 rs. ditos
co j bico a mrs algodao monstro de duas lar-
guras o moihor que possivel a 640 rs. a vara
Biussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
! fcoffSS'5?larg0-A loia e8t aberla 8l as
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
Espingardas.
I Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao.
| Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
Couro de lustre.
I Palhinhapara marcinei- !
ro : no armazem de C. 1
J. Astley C. i
SILBO MMM ifirto C!Cll->fla
-Na rua da Cad.ia n. 24, vendem-se as se-
guinles fazendas, por melade de seu valer para
Iiquidacao. *
Bico/de seda brancos e prelos, de todas as
arguras. vara a 160, 240,400, 8C0 e IJCOO
Lm completo sortimento de franjas de seda e
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 35S
Botes de seda, velludo, de lodcn ede fu=l5o
de qnahdades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs
Collarinhoa bordados de 500 rs., 25, 3 e 4-s
Entren eios finos, pecas rom 12 varas a 1^
Folhos bordados tiras a 51 0, l. 2^ 3c500
Camisetas com manguitos a 3?, 4, 5 e 6i.
Enfeites de flores a 6J.
Chapees de seda para senhora a IOS.
Casaveo.ues de velludo a 40 e COfi
Pitos de seda a 25?.
Ditos de fusio a 8 e 12$
Filas de seda e de todas as qualidaJes de 160
ib. 3 lJOliU.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1$.
Rua da Cadcia do Recife
numero (1,
loja de miudezas, contina a vender-se pelo ba-
rato prego, enire todas as fazendas, os seguinles
objectos:
defeUo8ahllPrasr.aenlradadep0rla Cm PeqUeD0
20OBM Para corlinados e toalhas, peca a
Du7ias de lalheres a 2g900.
Uias de ditos finos, cabo de baleia, a 5*500.
Baralhos de carlasde apreciacao a 2.
2ftmQ,,a8 dC vidrilh0- 8sos lodernos, a
Carlas de alfineles a 100 rs,
Massos dejzrampas a 40 rs.
Molduras douradas de todas as larguras a
franjas de seda, laa, algodao e linho, gostos
modernos.
Eneitos para rabera, de Troco, modernos
anua para grvala a Beltramini $
Charutos de economa, caxa com 100, a 28500.
t muitos outros objectos que s -isU dos com-
pradores.
Calcado baralo.
Dinheiro vista.
Borzeguins para senhora a 2*000. *
Ditos para menina a 1500.
Ditos para crianza a 1J.
Dilos de pellica para homem a 8g.
Ditos de bezerro a 7 e 8.
Sapatoes de lustre para homem a 4jl.
Dilos da bezerro a 3$.
Ditos de lustre para menino a 3|.
Sapalos de lustre para senhora a 1J.
Ditos de tranca a 1j500. Na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
IILEGVEL


DIARIO DE FERNN BUCO. ,?. SABBADO 7 DI OUTUBRO DE 1860.
IflMIIf
DE
NA. luOS A. TS. A&MAlZI&M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 MA DO QUEMADO 40
Defronte do beoco da Congregago letreiro verde.
19000
Seda de quadrinhos rauito fina covado
Eafeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2000 e *
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senbora e meninas
Tafeta r\o o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
2550O
89500
29000
55500
5J320
$500
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 satas e de babados
Ditos de gaze e de seda phantssia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
19600
29000
15500
AGENCIA
DA
niNDICM LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42,
Nesle estabeleciment contina a haver um
completo sor limen to de moendas e msias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
de ierro batido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem eonhaeido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verda qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, rna de
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bemco-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
st. Julien
ct. Julien Mdoc.
hateau Loville.
io
P)
Calcado de Milis.
Na loja de Burle Jooio & Martins, ra do Ca-
bug n. W, eiitte un ebmplolo sorliuenlo de
todas aa qualidades.
Attenco.
O absixo assignado faz sciente a todos as pes-
abas que quizerem comprir ou hypolhecara par-
te do sobrado da ra novj de SDla Rita n. 44,
hajam de apparecer as Cinco Tonlaa n. 14.
por preco commodo : no
L. O. Azevedo, na ra da
Pechincha
e arroz
Gomma
com casca.
Vende-se superior gonma e arroz cora cisca,
Terrenos pertoda
pra$a.
Caminho dos mnibus.
arm8zem de Francisco
Madre Deus n. 12.
sein igual.
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo estahelecimenlo saceos
com farelo de Lisboa, arinha de mandioca, rr.i-
Os herdolros do commendador AntonioMa Sil- j 'ho, feijo mulatinho e preto, gon ma de mandio-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa ca, arroz de casca e dilo do Maranhao de su-
Forte, em sortea de trra a voniade dos compra- perior qu,ji(]8de oeo dt u j .
dores com a nica restriccao de dbo lerem menos | 5. p em ~*. ", ^"rr" u" eo'aua v,"
de 30 palmos de frente, e fondo designado pela ao ror, em g"afa do melhor que pode haver
respectiva planta approvada pelas autoridades no mercado, manleiga ingleza e franceza, banha
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano de poico em latas, bolachinhas de soda de todas
Rodrigues Selle o encarregaao das medicoes 8 qualidades, cerveia preta e branca da melhor
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,' .... n,,a\;n* fln^o t.___
ou na ra estrella do Rosario n. 30, tereciro ao- I m,arca 1ue'J0S flamenBts freseses, conservas in-
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim g'ezas e os mais gneros que se vendem per me-
Ignaeio Ribeiro Junior : os prelPiidenles podem nos brero do que se vende em oulra qualquer
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou parle,
esclarecimento so herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga. -%y i
vinagre braneo,
Na mesraa
vender:
casa ha para
PROGRESSO
de
ftUMYB
ci
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamenle sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conta dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porrjao a 850 rs.
MarmeVada imperial
do afamado Abreu, e de oulros mais fabricantes de Lisboa em latas Je i a 2 libras a 800
rs., em porreo de se far algum abatimenlo.
Ma$a de lmale
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
"Lalas com evvilAias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas f raaeezas c nglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lalas de bolaeMaua de soda
com diferentes qualidades a 15G0O a lata
\racixas francezas
as xniis novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3*000 rs.
e era alas del 1|2 libra por 18500 reis
YerdadeVros figos de comadre
em caixa com 16 libras por 3#000 rs. a retalho a 240 res a libra.
Ca'ixuuas eom S \\\ivas de passas
a 3$000 rs. em porc.io se far algum abatimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Maalega ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimenlo.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 2$500 ts a libra dilo hyson a 2$000 rs.
Palitos de denles liehados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
oe'ive savel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era laias grandes por 1$500 rs. cada urna e de
outras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manleiga franeeza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toneinho de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em eaxinbas de 8 libras com deferentes qualidades por 4$000 rs.
Tambem vendem-se os seguintes gneros, tudo recentemenle chegado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica mulla nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fruetas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cuberas, con fe les, pastilhas de varias luslidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, mac,as de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejaa de ditas,
spermacele barato, licores franoezos muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e omos muilos gneros que eneonlrarao tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco orticas eomo
se vie-sem pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
qoeiram mandar anas encoraraenJas no armazem Progresso, que se lhes afDanc,a a boa qualidade e
O aeondieionamento,
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, eresponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
Imperalriz n. 10, antigamente aterro da Boa-
Visla.
Pechincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas francezas matisadas muito finas com pe-
queo loque de avaria a 200 o 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamenle limpa, a 200 rs. o
covado.
Novidade.
De queijos fiamf ngos decentemente chrgados
pelo ultimo vapor da Europa a 2#; e em caixa
se far algum abatimento: vende-se nicamente
noarmaztm progresso de Duarte & Irmao, no
largo da Penha n. 8.
SYSTMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HDLLWOYA-
Este inestimavel espetiGco, competo inleira-
mente de hervas medicimes, nao comm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleicjio mais
delicada igualmente [rompi e seguro para
desarreigar o mal na eorapleico mais robusta ;
entecamente innocente [em suas operaces e ef-
feitos ; pois busca e rempve as doenc,as de qual-
quer especio e grao por| mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que estavam as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcasL depois de haver tenta-
do inuhimenle todos os antros remedios.
As mais afflictas nao letem entregar-se a des-
esperacao ; fagam um, compeienle ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o bneficio da saude.
Nio se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das segu i tas enfermidades:
Vende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praga da Inde-
pendencia, capellasde aljfar eimortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinle
e presos razoaveis :
Capelias dealjofe com iEScripcoes, grandes a 100
Ditas ditas por
Ditas ditas por
Ditas ditas por
Ditas de imorlaile por 2$
Quadros com a imsgem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcoes por baiso a 129 c a 10c
superior.
Vende-se vinagre braneo superior em larris de
Quinto, por preco conirnodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escritorio de Bailar A Oli-
veira.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlirctnlo de
5g icpz, roupa feila,
3 '
calcado fr.n-
miudezas finase perfun arias,
tuo por menos do que cm ouires paites : na lo-
a do vapor lia ra Nova n. 7.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Aniiiolas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exienua-
cjio.
Deb'rlidade ou falla de
for$s para qualquer
cousa. .
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilula
ral de LonJres n. 224,
todos os boticarios drogu
carrejadas de sua vend
'ebreto da especie.
Gotta.
Iemorrhoidas.
yydropesia.
Ictericia.
ndigesloes.
iiflmmar6es.
irregulaiidades
menslrua^ao.
lOmbrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abslrurqao de venlre.
Phlysira ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Bbeumalismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
fcui, tiavana e Hspanha
Vendem-se as bocelfnhas a 800 rs. cada
urna dellas, conlem unja inslruc^So em portu-
*"8 guez para explicar o mudo de se usar deslas pi-
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal- |
cas, ebegadas pelo ultimo vapor ran- 6'deposito geral
cez : na ra da Irrperatriz n. 60, loja | pharmaceutico, na ra
de Gama & Silva.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Esle rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chepar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chila francczi fina a 220 rs. o covsdo, corles
decusa a 2ft-20O. dito de cambraia a 2800, cha-
peos le Miro a 2j800 e 40000, corles de casemi-
ra a 3$000, chuls de la escurosa l,-.bU, ditos
de merino bordados a 5850i', nieias cruas a l800
a duzia, bnns miudos a 160. ditos grnssos a 260,
pecas de cambraia lisa Gna com 12 jardas a 6j>a
per;a, ditas muilo fina a 9:J, camisas francezas de
cores e brancas a l$60O, casemira prela fina a
lj)750 o covado, panno preto fino a 3g, sarpelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
panga amarella a 260 rs. o covado, brim braneo
de lioho puro a 1J100 a vara, cambraia de cores
mono fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
2800a duia, ditos pequeos 2^600, chila pa-
ra coberias a2i0rs. o covado, dita a 160, panno
da costa a 340 rs.
nambuco.
REMEDIO INI EL.
UNGENTO
Suissos.
ra
xerez cm banis, cognac em barris e
Em rasa de Srhafleitlln & C, ra da Cruz n. i
38, vende-se um grande e v< riado sorlimento
de relogios de algibeira liorisontaes, potentes, |
chronometros, roeioschronometros de ouro. pra- ;
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo- '
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se,
vanderao ror precos razoaveis.
Vende
se
arreios para carros e cabriolis, chegados ltima-
mente : na ra Nova n. 59.
Vendem-se
licores extra-finos e de todas as qualidades, em
caixa de urna duzia : na ra da Imperalriz n. 6.
Ra do Crespo n. 4, loja
de quatro portas.
PccWnc\ia
.Era casade N-O. Bieber &Successore
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho
caixas.
Vinagre braneo e linio em barris.
Brilhantea de varias dimeusoes.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Rccire n. 38, primeiro andar.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas deste vinho sem confeico, e proprio de dot-
les : na ra do Vigario n. 19, nrimeiro andar-
para tmulos e catacumbas tanto
aljfar e imortaile com imcripcfxs
ra do Impcratiiz n. 7, loja'do
'cont.
de
na
Le
s no estabelecimento ge-
Strand. e na loja de
sta e oulras pessoas en-
em toda a America do
em casa do Sr. Soum
a Cruz n. 22, em Per-
IOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as noyes
podem testemunhar as virtudes deste remeJio
ineomparavel e provar en caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e
membros inteiramente sos depois de haver em-
pregado intilmente oulros tratamenios. Cada
pessoa poder-se-hn con
ravilhosas pela leilura djis peridicos,
relatam indos os dias
maior parle dellas sao
admiram os mdicos
pessoas recobraram com
o uso de seus bracos e
encer dessas curas ma-
|ue lh'as
ha mui tos anuos; e a
lao sor prndenles que
fnais celebres. Quantas
esle soberano remedio
pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos bos|ites, onde
deviam soffrer aampuDraol Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado| esses. asylos de pade-
limentos, para se nao siibmeterem a essa ope-
ragao dolorosa o>am curadas compltenteme,
mediante o uso desse | recioso remedio. Al-
gomas das taes pessoa n i enfusjo de seu reco-
nhecimento declararan! ettes resultados benfi-
cos diante do lord coirgedor e ouiros magis-
trados, afim de mais ulerilicarem sua a firma-
liva.
Ninguem desesperar a do estado de saude se
i, o covado, pecas de cambraia ,:.._,
branca de quadro muilo finas a 4j com 10 varas "se baslan,e conflanja para encinar este re
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar- meii'0 constantemente seguindo algum lempo o
gura de 4 palmse meio a 4$500.
Borba.
O fabricante deste rap nao faltando a sua pro-
mesa de o melhorar o quanlo lhe fo3SO possivel
urna remeca vinda do Para por esle ultimo va-
por, j muito maisaperfeicoado, e a s-ihnla que
elle de promplo tem tido prova sua excellente
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha de fino, meio grosso e grosso ;
deposito ns ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, era barris de
terco, por pre Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
JOIAS.
Seraphim & /rindo, com tojas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sorlida das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p*ata. epedrns
preciosas ; vendem baralo, trocam e recebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos prelendenles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos reeeberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para homem, tendopntre estes alguns peque-
nos que srrvem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolverao vender pelo
prprjo de 69 e 6S500, c alguns com pequeo do-
feito a 59 '- na ra do Crespo n. 16.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nora n. 7.
tratamento que nece*sl sse
cujo resultado seria pr ivar
Que tudo cura.
O u n ;; a en lo he til, mais particn
a naturez3 do mal,
inconlestavelmente.
lamiente nos
Alporcas
Cairnbras
Callos.
Ancores.
Lorladurts.
Dores de cabera.
das cosas.
dos man bros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupf6es escorbticas.
segunies casos.
Inflammacao da bexiga.
da man i
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
das aniculacoes.
Veas torcidas ou
das as pernas
no-
Fistulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas,
Inehafdes.
Inflamarlo do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand. e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas enearregadas de sua venda era toda a
Amrica do sul, Havana a Hespanba.
Vando-se a 800 rs., cada bocetinha eonlm
urna instrueco em petiuguez para explicar o
modo de ftzer uso desio ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Pecas de madapolo fino avariada ae
OO.
Vende-se urna [reta de meia idade : na ra
Direila n. 8.
Ainda ha algumas caixas com vinho do Por-
to muilo superior a 163 a caixa, e em garrafa a
1*200 at 1JS500, no preciso gaba-lo porque elle mesmo
diz o que 6: vende-se na nn larga do Rosario
numero 23.
Chulillo igll'Z.
Vende-se o muilo conhecido e acredi-
tado cimento para colar louca, vidros,
tartaruga, marfira etc. : na loja' de fazen-
das da ra do Cabug n. 2, a 2# cada um
video dinheiro a visla.
m

Eserados fugitos.
Desapparcceu no dia^lS de oulubro do cor-
renle anno urna muala por nome Alexandrina,
de iilade pouco mais ou menos de 30 nonos, le-
vando vestido de chita, chales de merino estam-
pado, assento braneo, tem urna lisila na rara :
roga-se a quem a pegar levar ra do Arago
n. 14, ou ra o Queimado n. 51, que ser gra-
tificado.
Escrayo fgido.
No dia 20 do correle mez de oulubto fu;iu da
Passagcm da Magdalena um escravo crioulo de
nome Jos com os signaes seguinles : cor fula,
altura regular, cheio do corpo, rosto redundo,
pernas um tant} gambetas, levando em sua cora-
panhia urna muala forra e urna Irouxa de roupa
usada ; desconfla-.se ter ido paro Caruaru' por
lersido de l : roga-?e, portanto, as auloi idades
peliciaes e aos capildes de campo a capiura do
dilo escravo ; e quem o pegar, pode lcva-lo
ra Nova, lejas ns. 12 e 14, que ser recompen-
sado.
Ayso .
aiaK8fiisi
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
BnadaSenzala Novan.42
Vende-se era casa de S. P. Jonhston & C.
vaquetas de lustre para carros, selnse silhoes
inglezes, ondeeiros e castices bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicle para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
Tachas e moendas
BragaSilva &C.,tem sempre no seu deposit
da ra daMoeda n. 3 A,um grande ortinento
de tachase moendas para engenho, do muilo
acrediladofabricanle EdwiY llav a tratar no
mesmo de osito ou narua do Trapiche o 4.
Loja da seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Pallot* de casimira escuras a 45000, ditas de Ca Aurora n. 4, que serao bem recompensados.
alpaca preta 4J000 e 58< 00, camisas brancas I Camiilo Pinto de Lemos.
ede cores a 2000, ditas de fustao a 25?500 Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto
serolas muitas finas a 151600 e 28000, palilots prximo passado, o mulato Francisco, de idade
debrim pardoa 39000 calcas de casemira pre- de38 "O anno, com os signaes segnimes: ,.1(0,
j '.. i. i corpo regular, mualo, de cor pallida, cabellos
tae decores, palilots de panno preto sobre casa- pretos e crespos, com poaca barba e com ama
cas, colleles de casemira prela ede c'es, ditos sicaniz sobre o nariz junto as sobrancelhas
de vellido preto e de cores ; um completo sorti- bem visivcl, levou seroula e camisa e cocuma
mentode roupas feilas f "*"/"1?18! p^r cima da Ci,,a : W-s* as au-
r tondades lano da praca como do malo sua ap-
Vende-se na ra do Livrameuto E"e?Le SaTni "^ rua da lmPeralr,z ,0J
4ft r el .. o. 6, aonde ser gratificado.
n. 19, borzeguins francezes a 6#, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a lf. Con,in" fugido desde-29 dc iu,h desle a-
Fugio no dia 20 de oulubro do correnle anno
o escravo Marcelino, de idade de 28 annos, pouco
mais ou menos, rom os signaes seguinles : altu-
ra regular, barbado, cabellos pretos almelado?,
lovuu comsigo camisa de liscaOinho, urna calca
branca e outra de riscadinho, c dous chapeos,
sendo um le couroc ouiro de feltro braneo, cons-
ta-me qna levara una maca de ovelha e algum
dinheiro, lem um taino na tesla e outro nn n;ao,
sendo o da lesla no lado direilo, e o da ino na
esquerda enlre o dedo pollegar e o outro, e urna
unha srranoda no dedo pollegar. fui em compa-
nbia ae outro mualo pur nnn e Angelo, uMu-
ral da villa de Ex.cidatie flo Ico, onde tem n.u-
lher ; roga-sc as autoridades policiacs, capules
decampo e a qualiuer pessoa a appn lionto do
dito escravo, a entregar no Cear aos Srs. Pa-
checo i Mendrs. e na (idade do Recife ao abaixo
aMuiado, na rua do Trapiche n. 15, ou na rua
Vende-se a dinheiro on
no o escravo pardo araboclado de nomo Joao,
com os signaes seguinles : corpo e estatura re-
a prazo guiares, cor plida por ter soffrido de seses, de
urna serrana com todos os seus perten-i 'Jaae 25 a 30 annos. falla descanrada, mansa e
CeS e COm porcao de madeira Seriada o:f1^fr.cPnr,afe,i,,1- mostrando finaimenln. na-
" > lural de Innamum. foi propriedade de um velho
por serrar : a tratar na typographia da por nome Joao Secundo do mesmo serio, o por
rua da Pra a n. 47. morle desle vendido pelos herdeiros, sendo um
I dos ltimos possuidores Ignacio Ferreira Timu-
Vende-se ou permula-se por casas aqui na | do, senhor de engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-se ter seguido para o Inhamnm
ou oulro qualquer sertao : roga-se aos capites
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu actual
senhor, o major Joao Francisco do Reg Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.
Boa lecompensa
Jos Malheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual tem os
signaes sogulnles : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto e cabeca redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe 1er,
natural do Ico, onde lem familia : na rua da
Caaeia do Recife n. 35, loja.
cidado um grande sitio perlo da cidade, com
grandes baixas de capim, pasto pura vareta de
leite, tem seu coqueiral, algumas fructeiras, ter-
reno para verduras, com bom poco d'agua de
beber e tanque para banho ; quem pretender,
dirija-se a rua dePraia, marcineiria n.59.
A Machinas de vapor,
@ Rodas d'agua.
*$ Moendas de canoa.
Taixas.
J| Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhes.
9$ Alambiques de ferro.
A Crivos, padroes ele, etc."
j* Na fundicaode ferro deD W. Bowraan,
&, rua do Brum passando o chafariz.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitos lindos, de
duas saiaa, pelo baratsimo preco da 10# cada
um corle.
5008000.
Contina a esler fgida a escrava Paula, qfie
diz charnir-se Paulina, tem os signaes seguintes :
fula, alia e muilo magra, representa ter 25 an-
nos de idado ; desconfla-se estar occnlla em al-
guma casa noSarrabaldes desta cidade ; veto do
sertao do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnantia cima, na rua da Cadeia
n. 35,loja.


'

C;
DIRIO DE PERNAMBUCO. SAMADO 47 DE OUTBRO DE 1860.
Variedades.
para seug vestidos ; madeiras para se aquece-
rem ; perdas para conslruirera cabanas para se
abrigarem ; c finalmente ar e sol para manter
suas forcas e sade. Nao vi cemilenos entre
elles, e seria tentado crer que nio morrem.
EFFEITOS DA QUEDA DE MA CHAVE.
(Concluso.)
Moio louco, Arezzo cahio de joelhos dianle Nao teem egreja, mas vivem face de Deus
%!,>-.,. i s;. n t desde aurora al a noite sobre a collina. na
Morrer I disse elle com voz sombra, mor- i ,,
rcr I porque, racu Deus ? plantee ou no rio; e se o vento nao Ins traz aos
Porque I... A chavo que deixasles cahir, ""dos o som de um sino longinquo, elles teem
ferio-me no coragao... Essas feridas nao se para despertar-lhes que preciso orar e adorar
CUE*d%ois do curto silencio a Creadur 3 Srr80S do so1 no campo- os mil
Hoje pela ultima vez," vim passeiar aqui, murmurl0S piedosos da natureza calma e primi-
D* etpi>raoc de ver-vos... O amor conduzie-me llV> e s czesa magest-sa eloquencia do fura-
pela rucio, porque eu v0-lo dissc. eu nao quero cao e da tempeslade.
-vos... eu vos amo... Meu Deus I sou eu As n3bilacocs dessas ,rbu, labor08 0 se_
culpada por amar?
E de novo sorrio-se melanclicamente
Isso foi para mim um peccado mortal... por
dentarias nao sao notaveis pela elegancia da ar
chileclura, nem pela riqueza dos movis, nem
elle me matar, cu o sin lo". Eu era urna pobre pelo coufortavel de que nellas se goza Nao se
menina fraca e dbil : o amor devia fortalecer-' mirr.iri -.i,; n m., _ij
e de urna vez. e est todo t- adm ra al" rmorc pol.do, nem o carvalho
esculpido, nem o ouro brilliante. Algumas pe-
---.......- *" ~- *- %.. W ~... -. ...,. IV.....DWt-
mp ou abaler-me de urna vez, e esl ludo aca-
bado... Ali I se rae tivesseis eslendido a mo...
Arezzo, acabruuhado, apertava ternamenie a
mo de Lucy sol seus labios commovidos
Perco a cabera, contiauou elj> agitando-se
um pouco. Meu Deus I perdoae minha cegueira :
ruis jS que me punistes. que me perdoastes.
Ali disse tristemente Arezzo, sou eu quem
de ve pedir perdi.
Lucy encarou-o com olhar brilhante ; bem de-
prensa pareceu ella sahir 4e urna abstraegao,
o. mais abatida oiuda, murmurou com voz gla-
cial :
Porque viestes,j que me n3o amis !
Arezto conlemplou-a com urna adoiaco reli-
giosa.
Miseu vos amo, com todas as forcas de
mlnha alma !
Amais-mo I responieu Lucy animndose;
nao isso urna mentira ? Por favor, dizei-me
toda a verdade. Amis e deixas-rac morrer em
Silencio 1 Vosso amor me leria salvado I ja me
Sinlo revivar I meu pobre corceo estremi-ce de
esperance. Amais-mel Se soubesses o bem que
isso me faz.
E durante mais de um minuto, elles ficaram
termnente apoiados um no oulro, imraoveis e
silenciosos, como se tivessem receio de repelliro
sonhn e de ver desvanecer-se o encanto.
A brisa cspalhava em torno delles todos os
perfumes embriagadores da noile, a la se linda
amorosamente envolvido em tiuvens, a folhagem
aglava-se brandamonlc.
Mas esse instante de puras delicias passou r-
pido cuno o relmpago, como o som do sino,
como o perfume da congossa. Tendo Arezzo fl-
lalo da alegra de anjos que Deus Ihe reservava.
o encasto dissipou-se de prompto para Lucy,"
q le lembrou-8e que ia-morrer.
a alegra disse ella, vou procura-la n'ou-
tra parte.
E oonieroplou o co ; e aos raios da la, Arez-
M vio duas lagrimas correrem de seus bellos
olhos : a primeira cahio ardente em sua mo,
a outra niolhou a face de Lucy,
Exaltado pela pocsia de sua dr, sorveu essa
lagrima em seus labios ardentes. Esse beijo foi
ligeiro como o rogar das azas de um passaro ;
a alma de Arezzo, mas que seus labios linham
passado pela face de Lucy. Ella mal fui com-
movida por esse beijo casto, o meneando o ca-
ber com urna tristeza enexprimivel, murmu-
rou :
E' muilo tarde !
Nesle momento, ouviu-sc a voz da senho-
ra W.
E' raamai que me chama, disse Lucy.
Arezzo pegou-lhe de novo na mao. murmu-
rando :
Al amanlia.
Lucy apoiou de novo sua fronlo no seio de
Arez/i e disse com um suspiro :
Adeos !
E afasiou-se lentamente como urna amante
que loga para semprc do lugar da entrevista.
Arezzo acompanhou-a com um olhar desolado, e
saino do parqu< chorando. A noite j eslava
adiaolada, guando elle chegou a Pars. Arezzo
durmi apenas urna hora, porque ao alvorecer
foi acordado por um desses sonhos lerriveisque
*eos nos enva em lodas as occasies solemnes
de nossa vida. Elle linha encotilrado Lucy ;em
un sepulchro, e, desoobrando a mortalha, vira
nma chave ardenle que devorava o coricio da
pobra menina.
Logo que o sol nasceu, elle se poz o cami-
nlio para Meudon, seguindo o curso do Sena.
Arezzo ia decidido a arroslar todos os obsta-
culos para ver Lucy. Abjm de Grenello urna
nuvem de corvos langou-lhe no corara j sinis-
tras presentimentos. Elle era, de ha m'uilo, for-
te contra os augurios : entretanto esses prn-
sentimentos, que recordavam-lhe sou mo so-
nho, fizeram desvanecer sua ultima esperanca-
Nao a verei mais disse elle, levantando
os olhns para o co.
A's oito horas da manha, chegou casa da
senhora W, com o ar sombro peculiar dr :
eslava paludo, abatido, com os labios descora-
dos e os olhos espantados. Encontrando as
portsg aberlas, subi a escada: elle vio Lucy
do novo mas Lucy eslava mora I
A senhora Wque, apezar dos rogos de um
reino medico, quera esgolar suas lagrimas no
le o fnebre da filha, correu para Arezzo, lan
rando-se-lhe nos bracos e, drizando roanifes-
ter-se todo o seu desespero, disse com voz en-
trecortada pelos solucos :
Ella acaba de morrer... ella confiou-rae
tudo : vos matastes. mas eu vos agradego...
A seohora W recuou com um movimento
nervoso, lirou do sua algibeiro a chavezinha do
parque, quj ella mesma apanhra na alameda
de tilias e, lancando-a aos ps de Arezzo com o
delirio da dr, conlinuou assim :
Agora que ella mora, ido ao parque :
l encontrareis o tmulo de minha infeliz Lucy!
AnSENE HOI'SSATE.
(Traduixdo.)
TJM r.\lZ DESCONHECIDO.
a>
Descobri um paiz cuja existencia, que eu
saiba, nao foi antes de mim assignalada por via-
janie algum. E' um valle de tres quatro qui-
lmetros de curaprimenlo sobre dous pouco mais
ou menos de largura, cercado de risonhas colli-
Baa, cujo circulo forma em torno delle como que
um cinto natural, destinado isoli-o do resto
da trra ; e banhado por um alegre rio, bor-
dado de urna dupla sebe desalgueiros, cujos ra-
mos pendem com tantos passaros como flores.
Aqu e ali alguns alamos centenarios proje-
tam sua sombra gigantesca sobre a superficie da
agua, e fazem crer, pelosussurro de suas folhas.
cscalas imaginarias. Nos flancos das colainas.
Cornados de bosques espesaos estao suspensas,
como ninhos, em massigos de arvores fructferas
olgumos Una (rooquillaa, uaidas entro si por
eslreitos caminhos bordados de azevinhos e amo
reiras.
Uraa destas aldeias, que foi principalmente o
otyocto de minhas invesligaces e esludos, eo-
cerra urna populacho de 90 almas proveniente
da mesma nrigem, e perlencente mais ou me-
nos mesma familia.
Os habitantes, quem examinei com um cui-
dado particular, como con'm faze-lo quando
trata-se de conhecer urna raga ignorada, t:em
os cabellos pardos e algumas vezes verme-
lhos, devendo obserrar-se que entre elles, cou-
81 nolavel I nao pareco haver edade intermedia-
ria entre vinle e cinco annis e sessenla. Teem
urna estatura Bita e a voz sonora, talvez devida
calma dos objectos exteriores; a linguagem
ossemelha-se um pouoo franceza ; mas os
costumes differem essencialmenle dos nossos ;
sao hospitaleiros, e ao contrario da mor parle
dos nossos camponezes, psrecem sentir mais
prazer em dar do quo em receber ; nao desiu-
leressados por que teem poucas necessidades ;
sao ricos por que vivero, de seu trabalho, que
consiste em cultivar a Ierra, e esta lhes offerece
muilo mais do que consumen) ; teem fructas,
trigo, cenleo, legumes, animaes para seu sus-
tento, vinho para beberem ; luzerna, aveii o
prados para seus rebanhos; canhmo e hnho
dras arrancadas monianha, ulgumas arvores der-
rubadas do vergel, e algumas patitas liradas ao
celleiro ludo quanto ha.
As paredes sao tosras e mal rebocadas, porm
a hera viva as decora com seus caprichosos te-
cidos, as rozeiras trepadeiras prodigam flores e a
parreira suspende seus frescos pmpanos. Que
riqueza de ornato 1 que luxo I aue artista fecun-
do e poderoso que a natureza I
O interior deste* casebres tio modesto como
o exterior, e todos sao edificados pelo mesmo
plano. Elles compem-se de urna vasta peca,
que serve ao mesmo lempo de sala, refeitoro e
quarto do dormida, de urna agua-furtada, de
nma adega, de um celleiro do lado, de urna es-
tribara e um alpendre na frente. A chamin
nao de marmore, mas bastante grande para
que toda a familia possa aquecer-se : a mesa
sobria, mas cada um aJia nolla seu lugar, an-
da mesmo o hospede inesperado ; o leito nao
lera cortinas de cambraia, descaradas pelo lem-
po, mas ahi dorme-se um somno calmo; a
uclia nao de pao J rosa, mas sempre esl
cheia de farinha odorenta. Ainda que estas mo-
radas sejam humildes, vve-se bem nellas, por
que a vida feliz.
Mais de urna vez, sentado ao p do fogo, espe-
rando tardnha que meus hospedesacabassem o
trabalho do da, procurei estudar essa existencia
tao difireme da nossa ; e em quanto meu pen-
samenlo divagava nesse seis mar, deixava errar
a vista por essas paredes nuas ; parava-a sobro
Irez quadros amarellecdos pendurados na cha-
min : urna cibeca do Chrislo, por que elles
sao chrislaos, um retrato iuteiro de Napoleo.
por quo a fama do grande homem se estendeu
at esses paizes, e um conscripto, por que elles
lambem leem conscriptos, que se enfeitam e
cnibebedam, ensinado por um tambor-mr dis-
lncto. Depois olhava para os desenhos de urna
meia duzia de pralos de Faience, poslos sim-
tricamente sobre a calcada de pedra ; e olhava
aind para os ltimos raios do sol, que vinham
alravez das vidragas colorir de rosa as figuras
desenhadas as cortinas do leito. E em quanto
meus olhos vagavam assim em torno de mim, a
enha crepitavs alegremento no fogio, a pendu-
a do velho relogio centava gravemente os se-
gundos, a agua fervendo murmurava sua canti-
ga montona na panella de forro, e involunta-
riamente senta-me apoderado de urna calma
magntica, e experimentara um bem-estar inex-
plicavel: por um momento eu senta como essa
gente viva de sua vida o comprehendia sua
felicidade.
De certo rod sua existencia, e sui prospe-
ridade fazia pouca inveja mor parte d'entre
nos ; entretanto quem ousara affirmar que suas
fadigas, trabalhos e lulas nao valen) mais do
que nossos prazeres, no3sas arabices e nossas
carreiras odenanles apoz a f jrtuna c a gloria ?
Em quanto nossos esforcos se quebram contra
os acasos de toda a soiie, que estao nossas
empresas sujeitas, era quando dispendemos to-
das as forgas corabater, minias vezes em pura
perda, os obstculos do nosso caraioho, elles
nao tem temer mais do que os elementos, cu-
jas iras at sabem aproveitar. Se o sol ardente
queima os pralos, dora os pmpanos c amado-
rece as espigas; sa a gaa e os pecegueiros floridos, purga os vergeis dos
insectos quo os devastan! : se as chuvas muilo
abundantes fazem trasbordar o ro e mudara os
caminhos era torrentes, ferlilisam e fecundan) a
Ierra ; por que a mtureza como urna mae,
que fere com urna das maos e acaricia com a
outra. O esforgo que hoje pirece perdido, ser
approvetado amanha, como o grao de trigo
langado no reg devorante, de'.le sahir mais
larde para transformar-se em espiga.
Logo, essa gente* feliz.
De manha, mal o co branqueja por detraz
da collina, toda a familia est de p. O pai di-
vide cada um a tarefa jornaleira. Os fillios
partem primeiro : este]unge charra ocavallo
e o burro ainda adormecido, e dirige-so lenta-
mente para o prado, que elle deve tavrr ; este
oulro, acocurado sobr9 a pedra de amolar, afta
assobiando 3 foicc, que seus vigorosos bracos
manejarlo em breve sobre o campo de luzerna;
um terceiro prepara na granja feixes seceos de
avoia, que seu pesado raangoal vai bater sera
parar para della separar o gra>. As mocas j se
dispersara : esta destrbue aos hospedes do ler-
reiro o sustento quolidiano, aquella desee ao
rio para lavar a roupa da familia ; a mais moga
conduz as vaccas pastar a borvs ainda numi-
da do orvalho; a me ccende o fogo e se entre-
ga aos cuidados domsticos ; todos trtbalham
Finaimento o pae retira-se lambem com a espin-
garda ou a rede nos hombros : vollara todos
hora do jantar frugal, para depois se dispersa-
ren) e reunirem-se de novo quando o da e a
tarefa estao acabados.
Ento se alguem passa. semore um ami-
go entra e toma parle na ceia coramum, e
irazem da adega urna panellada mais de aguap.
Depois conversan) sobro isto, sobro aquillo, so-
bre o prsenle o o passado, sobro a colheita do
anno e sobre os trabalhos do da, sobre o preco
e sobre os productos da trra. Por fin a con-
versa enlanguesce, os olhos fecham-se, o fogo
extingue-se no fogao e cada qual retira-se para
ir repousar.
Assim correm os das para esta simples gente,
que nada estudou, nada aprendeu do quo temos
orgulho de conhecer; masque sabe viver feliz,
resultado que toda a nossa sciencia nao pode
fazer-nos obter.
Estes valenles filliosdo campo csto tal pon-
i acostumados ao trabalho, que nos domingos
estao roassados e fatigados de sua ociosidade. So
nao fosse a aguap que usam largamente, creio
na verdade que muilo teriam de sentir nestesdias.
Nao pensis porm que elles vo com premedita-
gao, para passar o lempo, embebedar-se na
taberna, como faz a mor parto dos nossos cam-
ponezes. Nada disso I Em primeiro lugar nao
ha taberna na aldeia, visto como lodos elles fo-
zem mais vinho do que poderiam beber ; depois
este vinho benigno ; nao tem nome algum
Celebre ; nao provm de alguma herdade esti-
mada. Nio tratado, cuidado, trabalhado, ca-
labreado como os vinhos de alta origcm : elle
passa do cacho ao lagar, do largar ao tonel, do
tonel ao copo de barro e do copo de barro aos
labios, to naturalmente como a agua da (onte
desee da colina para perder-se na herva, que
* ella desaltera. E'puro como o raio do sol,
| quem deve a forga e a cor, exorno elle aquece
! e alegra ; e inteiramenle cheio de francos
risos, de projectos risonhos, de interminaveis
cantigas.
Nos dias festivos reunem-se na praga, a qual
por pequea que seja assaz vasta para conter
'toda a populagao da aldeia e dangam. Ah
senhora! o baile nao brilhante! Os mais ele-
gantes dansadores vestirn) o casaco sempre
novo, que figurar em lodas as grandes circuns-
tancias de sua vida, e os outros contenlam-s9
com a blusa engommaia dos domingos: as
bailadoras enrolaram mais coqnetemente sobre
os cabellos, perneados com cuidado, seu longo de
algodo de cores vivas, e algumas Irazem o cha-
peo embalsamado. O mencstrel, armado de
urna rabeca gritadora, ou de um pistn rouque-
nho, senla-se em um estrado improvisado com
o soccorro de urna laboa e duas pipas vasias.
Duas candeias, pregadas em cada extremidade
do dito estrado, claream este quadro, que recor-
ds as mais ingenuas composigoes de Teniers.
E dangam, riem-sc, trocam doces frases, ter-
nos olhares, furtivos aportos de mo, como
em qualquer outra parte ; e assim se diver-
lem franca e sinceramente, at quo o cobre-fogo
sa, porque o cobre-fogo sa ainda nesle pniz pri-
mitivo, onde os horaens e as cousas conservaram-
sc o mesmo que eram no lempo de Rabellais, ou
mesmo de Gregorio de Tours.
E quando chegada a hora, apagam-se as lu-
ze3, o menestrcl bebe seu ultimo copo, e cada
qual volla para sua casa ; os mais coosideraveis
d'entre os prximos prenles primeiro, tornando
se reunirem e dividindo-se ; os mancebos de-
pois, se solando, mogos e mocas, cochichando
passos curtos para alongar o caminho.
Assisti urna dossas feslas, e se fique tocado
desse quadro simples e animado, que ella apre-
sentava, oque me pareceu principalmente digno
de nota foi o carcter decente dessa alegra rus-
Uca.
Esses rapazes nio trazem lavas amarellas, nem
pardas, nem teem estradas abertas no meio da
caneca, nem bolas envernsadas ; essas raparigas
nao teem para adornar-se, nem flores, nem ren-
das, nem joias ; nao se nota nellas bellas manei-
ras, graca no porte, nem elegancia na linguagera ;
mas nao pude descubrir no lo de sua ardente
alegra um gesto desconveniente, nem urna atii-
tude equivoca, nem urna palavra grosseira. Po-
der-se-ha dizer o mesmo de todos os nosos bai-
les com grandes orcheslras, grandes illuminages
e enfeiios arrebatadores ?
E bem de suppor que um tal paiz e una tal
populagao, cujo aspecto e coslumesnao mu Jaram
ha seculos, lenha tambem suas legendas religio-
sas e histricas.
Contaram-me urna, sob cuja ingenudade vive
o senlimenlo de orgulho, que inspira essa boa
gente a belleza dos sitios que a cercara, e a felici-
dade de que goza.
Em urna calliginosi manhaa de outubro. linha-
mos partido ao romper do dia para irraos cagar
nos grandes bosejues, que coras as cjllinas. Eu
linha por companhero de caminho o mais lntel-
ligente dos meus hospedes, velho chio de vigor,
de olhar vivo, de penis de bronzo, ao mesmo
lempo agricultor, pescador, cagador e conversa-
dor infaligavel; espirito distinelo sob um grossei-
ro involucro o coraco recto esio, onde a delica-
deza do sentimento mal se encobre sob urna ma-
licia e um scepticismo apparentes : um verda-
dero camponez do bom lempo antigo.
Fazia um desses uevoeirus Uu uuiomno, tu-
humidez penetra, e que entrstecem porque lem-
bram a proximdade do invern. Depois de ter-
mos balido o bosque sem achar a menor caga,
subamos silenciosos um caminho, que devia con-
duzr-nos ao cirao da collina.
As folhas cahiamem redor de nos com um ba-
rulho seuco e triste, e lempos lempos um gaio
passava por cima de nossas cabegas, dando um
sgnal de alarma cora seu grito irritante. Ch-ga-
mos cima, sem que meu guia livesse descerra-
do os labios.
Ora pois disse ou parando para tomar fo-
lego, acaso a nevoa torna-vos mudo, velho phi-
losopho ?
Ah I respondeu elle com urna certa grvi-
da le no accento, a nevoa nada influe em urna
'apoza velha como eu, principalmente quando
nao como esta mais do que urna rnostra do sol
para logo apparecer mais forte e raai brilhante ;
porm. por mais phlosopho que sajamos, ha lu-
gares onde nos sonlimos mais dispostos fazer
trabalhar o espirito do que dar deseuvolvimenlo
lingua.
E este lugar tem esse privilegio I
Cortamente.
O quo, pois, passou-se aqui?
Nao sei ao certo cousa alguma, mas cha-
mam-o o Templo, e vou narrar-vos o que dizem
respeito. Acreditareis o que quizerdes ; mas
deve haver ahi alguma cousa, porjuanlo de paes
filhos todos san accordes era repetir a mesma
historia.
Pronunciando estas palavras meia voz o
bom homem comluzio-mo ao ponto, onde come-
gava o declivo opposto da collina, e mostrndo-
me urna pedra larga como urna mesa de altar,
eslendida na herva j amarellecida, e accres-
ccnlou :
Vedes este pedago de pedra ? Pois bem !
outr'ora ha uns cincoonla annos, nenhuma de
nossas mulheres ou do nossas filhas leria ousado
passar diantc delle som ajoelhar-se para ressr
um paler ou urna ooe ; os homens liravam o cha-
peo ; e hoje, ainda bem quo haja menos crenga
as cousas sobrenaluraes, en nao poderia affir-
mar que lodos que por aqui passam nao fazem
interiormente a supplca, que oulr'ora faziam em
vozes alias.
Eu mesmo n5o passo aqui sozinho sem sentir
alguma emogao.
Vi nao ignoraes. conlinuou elle depois de al-
gn! silencio, que Nosso Senhor Jess Ghristo.
quando ressuscilou quiz perenrrer toda a trra
antes de subir ao co, e que elle foi assim at os
mais longinquos paizes. Pareca que elle vaja-
va p. afiru de sentir como lodos nos a fadiga
do caminho, o calor abrazador do dia, ou o fro
penetrante das noilos. porque quera saber por
si mesmo de todos os soffriineoios, por que pode
o homem passar nesle mundo, fim de Rearmis
disposto orar por elle nos cos.
Assim foi, al que um dia chegou elle este
lugar, extenuado de fadiga, cora os ps rachados
pelas pedras e espinhos do caminho ; o sentou-
se nosta pedra, que os anjos tinham posto aqui
etpressamenle, porque nonhuma forga huma-
na leria podido transportar urna egual rocha
esta altura o adormecen. Quando acordou, j
n sol linha nascido, oa passaros canlavam com
vozes de seralins, e o perfume das plantas eichia
o ar com o odor do incens.
O divino viajor poz-se em p sobre a pedra,
onde gozara de um repouso t5o benfico, e per-
correndo com os olhos o Talle que se domina des-
se lado, procurou o caminho que devia seguir, e
tendo-o achado, flcou ainda muilo lempo de p
contemplar o admiravel ponto de vista, que se
estendia diaote delle, at que emfim se relirou.
Mas, para lembranga da felicidade que tinba ex-
perimentado, quiz deixar um trago indelevel de
sua passagem. e desde ento a pedra conservou o
I signal de seu p.
j Eis 01 ue contam ; agora vede, acresecntou
l gravemente
do-me mui
pedra, que jiareciam com effeito por sua forma e
disposico
gigante na
Vendo q
que sua
ltimos ext
meu companhero ingenuo, mostrar-
as marcas profundas, incruslradas na
o signal, que deixariam dous ps de
areia. "
ie eu guardava comigo as reflexoes,
ngenua narrago tinham-me feito bro-
tar no espirito, o velho narrador quiz levar-me aos
oraos.
Vos,que sois mais sabio do que eu.que peo-
saes de tudn isto? perguntou ello com uraa cer-
ta irona nc acento o no olhar.
Ia responder quando um desses phenomenos
naturaes, q le se dio algumas vezes nessa poca
do anno, veio de repente desviar nossa attencao,
e parar muilo proposito sobre meus labios a
disserlacao poetico-philosophca, com que ia sa-
lisf tzer ao meu malicioso interlocutor.
O nevoeirjo linha-se dissipado sbitamente di-
ante de nos como urna vela, quo uraa mao invi-
sivel tivessa |conduzido no espago, e descobra
gradualmente nossas vislas o horisonte ra-
dioso.
Mas, emojuanto as collinas oppostas em que
esteramos,"se moslravam em lodo o esplendor da
luz, que as innundav*. a nuvem expellida das al-
turas pelos Iraios poderosos do sol, nao echando
sabida bastante larga para fugir da arena onde
eslava encerrada, agglomeravase no fundo do
estrelo, e rolava sobre si mesma como ondas ar-
redondadas^ que o sol prateava e que vinham
quebrarse no flanco das collinas como vagas so-
bre a praia.
Pareca u;m desses lagos encantados, que os
poetas sonham e descrevem. A' cada inslartte
mudava de contornos e de aspecto : ora ora um
promontorio! que surga em lugar de urna bahia
profunda ; oir umailha se destacava da encosta
para logo submergir debaixo das ondas encapel-
ladas. Aquue ali appareca urna flecha de cam-
panario corno o masiro de um navio submer-
gido.
Nao sei qubnlo lempo durou esta esplendida
myragem mas quando ella desvaneceu-se, quan-
do o sol sempre sobindo seccou este laso tantas-
tico, eu puz-rhe chorar minhi illusao, como um
desses sonhos que fazem desojar um somno e-
lerno.
E entretanld, o espectculo novo, que se nos
aprsenla vibla nao era menos arrebatador Nao
assim moitai vezes ? E a realidade que despe-
zarnos nao vale s vezes taolo como o sonho aue
lemos 1
Do ponto culminante, onde estavamos, abraga-
vamos cora a vista lodo o valle com suas aldeias
agrupadas em torno dos modestos campanarios,
seus raraalheles de arvores sombras, seus alegres
jardins e seu ribeiro bordado de urna dupla or-
dem de salguemos.
Por um elTeijo de ptica bem conhecido, os
menores detalhes deste panorama gracioso dese-
nhavam-se pezar da distancia com urna lucidez
exlrema. e senlia-se a vida circular ueste peque-
o mundo, quo surga d'enlre as nevoas da ma-
nhaa.
As chamns das casinhas fomegavam ; meni-
nos agiiavjra-si! as eslreitas ras da aldeia, que
vamos duzen os metros abaixo de nos ; carro-
gas rodavam lolas pelos caminhos poereentos
e grupos de vinhaieiros se dispersavara pelas col-
linas, que nos fleavara em frente. Tudn isto es-
lava cheio demovinv-nlo e de luz. eos concerios
dos passaros, qne festejavam o sol as arvores,
quo nos cercavara, deixava-nos ouvir no entanto
por momentos o murmurio que vinha de baixo.
Eu tera ficado muilo lempo ainda contem-
plar esto quadro magnifico.se meu companhero,
menos sensivel ou mais habituado do que eu
estos espectculos imponentes,naolivessejulgado
opporluno por i m termo meu exlase.
Ora bem I diz elle, vistos bstanlo ?
E' admiravel, exclaraei por nica res-
posta I
Verieis rabilo uniros, se vivesseis com nos-
co ; mas v le.ludo isto sao ademanes da nature-
za, que acabara por nao mais enganar-nos e que
nao devem fazer esquecer o almogo. Assim, vis-
to fazer-se tari i, julgo que melhor seria descer-
raos para a aldeia.
Seniia diliculdadc em arredar meus olhos des
te magnifico poni do vista ; onirelanto foi pre-
ciso resignar-me, e segui meu guia esfa-
mado.
Em que pensis, pergunlou-me esle quan-
do linhamos dado alguns passos ? Nao dizeis mais
nada ? Esqueceis que nao respondestes minha
pergunla de ha pouco ?
A natureza cncarregou-se de responde-la
melhor do que eu le-lo-hia podido fazer. Ha al-
guns instantes vamos diante de nos um espesso
veo de nevoeiro como so o mundo tivesse aca-
bado ah ; depjis leve lugar urna iransforma-
gao, que deixoa-nos ver uina perspectiva mais
extensa, porm sob um aspecto em que con-
fundiam-se a verdade e o erro, poni de no
podermos deslinda-los; finalmente a verdade
sobresahio e a paysagem appareceu-nos lal como
realmente. Nao ella quem niudou ; foram
nossos olhos que nio viam-a, ou que a viam
mal. O mesmo acontece cora as verdades eter-
nis. Por mais que sejam envolvidas em trevas,
ou que a ignora acia lhes preste urna forma men-
tirosa, ellas nsc sao por isso menos vivas ; c
quando chegalo o momento em que apparece
a luz, ellas res landecem aos olhos espantados
de nio as le adevinhado mais cedo. Por mais
vulgar que sejai um symbolo ou urna tradicao,
procurai e ai haris sorapre no fundo alguma "ver-
dade ou algum ensino.
Nio sei se esle discurso satisfaz meu com-
panheiro, mas produrio o eflVilo de torna-lo
pensativo : e romo cu ora muilo disposto
scismar. pouco provavel que nossa conversa
livesse se reanimado sem um incidente, que se
a figura de urna velha sentada
Caminho.
duquesa, diz-lhe meu hospede
caminhar ; lio cedinho ca-
aprosentou sob
na volta de um
Bom dia,
continuando
minho ?
Nao ha cedinho para os que nio dormem
J i a vplha, o em minha edade
r cedinho nao tem certeza de
amis duquesa esla boa ve-
meu ompanheiro depois de
mais, responde
quem nao par
anegar.
Por que ct
Iha ? perguntei
alguns passos.
Ah isto urna historia, que se eu vos
contasse, verieis que se nosso paiz tem legendas
que achais lalrez vulgtres, tem tambem seus
dramas que valera muitos outros.
Um drama aqui! murmurei eu, no meio
desta populagao biblica e arile-diluviana Contai
depressa, eu vos esculo.
Convm, pois, que saibais que n'uma tarde
de invern, ha milito lempo & esta parte, vislo
como a defunla minha mi era ainda urna crian-
ga, dous individuos apresentaram-se em csi
de um dos meus tos, chamado Thomaz, qoe se
linha casado no anno precedente. Estavam en-
volvidos em grandes capotes cacuros, esenrrendo
agua, porque fazia um lempo de cao. Entrados
que foram, o mais velho perguntou meu lo
se era verdade que sua mulher linha parioo, e
inlerrogou-o sobre seu modo de vida, sobre o
produelo de seu irabalho e sobre urna mullidao
de cousas. De tempos lempos vollava-se para
seu companheiro como para iolerroga-lo com o
vista, e este dizia :
Est bem
Quando souberam ludo quanlo queriam saber,
o mais mogo tirou de debaixo do capolo um me-
nino recem-nascido.envolvido em seda e rendas,
e entregoii-o as raaos daquelle que tinha Tal
lado al enlao. Esle apresenlou-o por sua vez
meu lio dizendo-lhe:
Tomai esto menino e educai-o com o vosso.
Eis-a lu nma bolsa que contm com que occor-
rers vossas primoiras despezas, e todos os an-
nos recebereis urna somma egual. Nao procuris
saber quem somos, nem d'onde vos vera este
menino ; nao o conseguiris e-succeder-vos-hia
mal. Cuidai delle como se fosseis seu pai, e vos-
so futuro esl seguro.
Meu tio nao sabia so devesse aceitar o de-
posito, que Ihe confiavam ; mas os dous ho-
mens nio Iho deram tempo para reflectir. O mais
mogo descobrio o rosto vermelho do menino,
deu-lhe um beijo, e sahio dizenJo meu tio
com urna viva emogao :
Vossa fortuna eat na vida deste menino,
como sua vida est as vossas raaos.
Quizeram relirar-se sozinhos; mas a noite es-
lava tau escura que elles nao poderam recusar a
offerta. quo lhes fez meu lio de conduzi-los com
urna lanlerna at abaixo da collina. Urna sege
de viagem esperava-os na borda do rio. Despe-
dirn)-se de Thomaz, recommendando-.lhe ainda
que vellasse bem no menino, sobiram para o car-
ro, e meu lio fechando a portinhola, ouvlo o
mais mogo, que dizia :
Agora, senhor, deve oslar cerlo....
Escapou-lho o rosto da phrase, porque os ca-
vados tinham partido galope.
A enanca que era urna menina plida e deli-
cada como urna flor de estufa, dtsenvolveu-se
bem de pressa com o clima fortificante do paiz.
Chamava-seThereza, segundo a recommendagio
do cstrangeiro, e educavam-a como os oulros
meninos.
Passaram-se os annos sem que ouvissem fal-
lar dos dous desconhecidos ; o somente lodosos
Ires mezes um hornera, que nao dizia quatro pa-
lavras, vinha Irazer dez luizes e urna crta sem
assignatura, cheia de recornmendages, o termi-
nando sempre por esta phrase :
Cuidai da menina ; dever-lhe-heis um
da a fortuna c a felicidade.
Meu lio escrevia urna resposla, na qual dava
todas as informages pedidas obre a menina ; e
o mensageiro mysleriosn levava este bilhete sem
endereeo, e eslava ludo acabado.
Entretanto Thereza crescia, e bem que fosse
mais fraca do que os outros, era urna bouila
moca quando chegou aos dezesele annos.
Assim lodos os rapazes dos arredores vinham
rodar mais vezes do quo eram convidados dian-
le da cazinha de Thomaz, com flns de dizerem
ao passar duas palavrinhas rapariga. Havia um
principalmente que eslava quasi louco por ella.
Era o Ulho de um rico molturo, quera perten-
cia o moinho, cujo lecto vede3 l em baixo sob
as arvores. Chamava-se elle Mathurino, c era
conhecido raiis de dez leguas ao redor como
um bom corajio.
Deve suppor-se que elle nao desagradava
Thereza, porque em urna linda manhaa a mae
de Mathurino, que era viuva, veio pedir ao lio
Thomaz a mao da pequea. Ora, deveis saber
que entre nos estes passos nao se dio sem que
os joyens tenham concordado de aniemao. Tho-
maz flcou muilo alrapalhado, porque n.io tinha o
direilo dedispor da menina, que Ihe tinham con-
fiado e nao podia dar iuformacio alguma sobre
soa familia. Procorou, poisj ganhar lempo ;
mas Mathurino insistid tanto, que o lio fiando-s
na honra do rapaz contou-lhe em segredo o que
sabia da historia de Thereza.
Urna cousa alm dislo tornava menos penivel
esta confidencia para a consciencia de Thomaz
quo era um homem de bem : que por espago
j de um anno elle nao linha recebido carta nem
dnheiro. Vendo que aliavam assim sua pro-
messa. julgnii elle que podia at cerlo poni des-
ligar-se das suas ; e depois, se a pequea cs-
tava abandonada de sua familia ou de seus pro-
lectores, elle era seu nico apoio, e este novo
dover dava-lho urna nova autoridade.
Malhunuo, quem esla narrago tornara bo-
qui-aberto, relirou-se sem proferir uraa palavra,
e durante algumas semanas nao appareceu mais.
Quando voltou, disse Thomaz que tinha lomado
uina grande resolugao, e fez-lho repetir ludo
quanlo j linha ouvdo, interrompendo-o algu-
mas vezes para pergunlar-lhe certas particulari-
dades ; pedio ao tio que mostrasse-lhe asear-
las recobidas ; considerou-as aitentamento em
todos os sentidos ; e tendo dcscoberto em algu-
mas dellas a marca de um Bnete, pedio Tho-
maz que Ihe deixasse tirar esse pedago de obreia.
O tio consenlio. Eolio Mathurino dexou-o,
aporlando-lhe a mao e dizendo adeus. Foi ler
coro Thereza: annunciju-lhe que ia partir por
muilo lempo, e pedio Ihe tremendo que em
sua volla ella conservasse os mesmos senli-
rnentos. Thereza jurou chorando que o amara
al a morte.
Por muilo lempo nnguem mais ouvo fallar
de Mathurino ; o somenie por duas ou tres vezes
o lio recebeu grandes cartas, que o tornavam cui-
dadoso.
Por fim um diaca vespora de NaUI < ;n l,\l:>
nao esquecerei nunca esta data, que meu lio
repeli tintas vezes, no n.omenlo em que a
ceia eslava concluir-so, enlrou um homem
bruscamente em casa de meu lio : era 5lathu-
rino. Seus traeos esUvara contrahidos, e elle pa-
reca subjugado por urna vilenla emocio. Sem
querer lomar outra cousa nao ser um copo de
vinho, pedio quo o deixassera sozinho com
meu lio e Thereza ; e quando os outros retira-
ra m -se :
Thereza, diz elle, agora sei vosso nome ;
pertenceis urna dos familias mais nobres e mais
antigs da Franca....
E onde eslao meus pais ? perguntou viva-
mente a moga.
Mathurino tornnu-se. ainda mais paludo, e s
depois de alguns instantes que podo res-
ponder :
Morroram, ha dous annos, sobre o cada-
falso.
Ilouye um momento de penivel silencio.
E que crime tinham eommeltido ? murmu-
rou emfim Thereza.
Aos olhos dos homens elles s eram cul-
pados do Irazer um nome de principe ; mas aos
olhos de Deus....
Eram innocentes, nao ? exclamou a po-
bre moca.
Mas, disse Thereza de repente, nao pos-
sivel que minha familia tenha morrido toda in-
leira ; quero conhecer os que rstame dizer-lhcs
que existo.
Nio vo-lo aconselho, respondeu tristemen-
te Mathurino ; e um movlmcnlo que fez a in-
feliz moca, elle acrescentou :
Vosso pai viven cercado da veneragio de
lodos que inclinavam-se diante dello como em
presenga de um rei. Morreu mariyr, e ainda
agora seu nome pronunciado com una respei-
tosa tristeza Ide reclamar essa nobre heranga,
dizei que sois a filha desse morlo venerado, c vos
repellirao com indignagio, ou cnlio, se vos ere-
rem, manchareis sua memoria.
Quera era, pois, meu pai ? exclamava a
pobre moga ; quero sabe-lo ; dizei me ao menos
seu nome.
E' melhor que o ignoris sempre, repeli
Mathurino abanando a cabega...
Esentai, Thereza, diz por sua vez o lio Tho-
maz ; fustes criada nesta casa, ondo l hoje
vivesles feliz. Chme-vos sempre minha filha, e
meus filhos vos consideran! como sua rma :
todos nos vos amamos como se fosseis da familia;
adoplai-nos tambera como nos vos adoptamos. Os
que aqu vos irouxeram deram-me muilo mais
luizes de ouro, do que os escudos que despend
coravosco; a liberalidade delles fez-me rico;
mas reslituir-vos-hei ludo quanlo receb de
raais, com o que lereis um bom dol e podereis
iver na abundancia ftcando camponeza. Que-
ris, Thereza ?
Nao, diz ella repelllndo a mao que meu lio
Ihe estendia ; quero saber o nome de meu pai.
Pois bem! exclamou Mathurino levantndo-
se e dando um passo para ella ; vou dizer-
vo-lo....
E disse um nome e um Ululo que meu pai nio
quiz nunca repelir-m'o.
Thereza deu um grande grito e cahio direita,
como se um raio a tivesse fulminado.
Entretanto apenas linha desmaiado : as pessoas
sem corago tem vida longa.
No dia seguinie deixou ella a aldeia, levando
urna parle das economas de meu lio, que o dig-
no homem a obngra acceitar ; e Mathurino
alistava-se como voluntario.
Muitos annos se passaram o tio Thomaz ti-
nha j morrido e Thereza era esquecida, quando
um da urna mulher j velha veio eatabelerer-se
era urna cainna ura liro de espingarda da al-
deia. Pareca pobre, aua physionomta mostrava
tragos de urna dor profunda, e em breve nolou-
se que seu espirito nao eslava sao de lodo.
Pareca conhecer todos, principalmente os
velhos que acabaram lambem por conhec-la
sob suas rugas e cabellos grisalhos. Era Thereza.
Perguntaram-lhe que flru levara desde tanto lem-
po, porm ella recusou sempre responder, limi-
tando-se repetir :
Quero acabar como comecei.
Urna parte de sua historia era conhecida. As-
sim nlilularam-a duquesa, e como a chamam
depois de sua volta.
Mathurino, porm, nunca mais voltou.
Sabis que vossa historia se assemelha mui-
lo um melodrama ? digo eu ao velho narrador
apenas concluida esta longa narragio. Parece
que enlre vos ha tambem paixes comoem qual-
quer outra parle Eu quevosjulgava urna tribu
privilegiada, gozando do lodos os bens deste
mundo, sem conhecer-lhe as agitacoes e mieerias-
eis-mcdesiildido!
Podir-vos-hei que notis, retorquio um pou-
co seccaraente raen interlocutor, que nem Ma-
thurino nem Thereza eram de enlre nos, e que
sua desventura lhes veio de outra parte.
Havia j muito lempo quo eu eslava nesse paiz
afortunado, e quo linha demorado sem cessar
minha partida. Eotretanto tinha comegado a m
estadio ; o sol de dezembro s apperea em lon-
gos inlervallos eo norte gelado soprava triste-
mente as grandes arvores desfolhadas.
Annunciei meu hospede que ia finalmente
deixa-lo. Declarou-me que eu nao podia partir
anles do Natal, vislo como reservava-me para es-
se dia urna sorpreza que Ihe agradecera. Julguei
que iratava-se de urna comida rustica, acompa-
nhada de porco sob todas as maneiras e com to-
dos os molhos ; mas elle garanlio-me que o por-
co nada tinha cora a sorpreza anuunciada e da
qual lodo o beneficio seria para meus olhos e
meu espirito. Como era urna deraura de alguns
dias, decidi-me ficar.
Chegou a vespera do Natal, e durante todo o
da nada vi que podsse presagar-me o genero
de sorpreza, para o qual eslava eo.reservado ; os
preparativos desusados da ceia de familia muda-
rain smente a physionomia interior da casinha
onde o mo lempo rne irazia encerrado. Esla re-
fegao da noile fui copiosa ; e a agua-p que cir-
culava mais tapidamente que decostume, bastou
para por de bom humor os menos alegres convi-
vas. Eu mesmo senlia a influencia desses Iragos
que eramos forgados, bom ou mo grado, reno-
varen) todas as sades.
Foi preciso que cada qual canlasse. Era uraa
sorie iulerminavel de coplas, muilas vezes algum
lauto chulas, adaptadas msicas sentidas, e que
ura esiribilho, laboriosamente repelido em coro
allongava ainda.
Nao sei at quando teria isto durado, se meu
hospede nao se tivesse levantado de repente an-
uunciando que era tempo de partirmos.
Vamos, diz elle vendo que eu nao bebia,
deilai vosso capote, s temos tempo de ebegar.
E onde varaos nos ?
Vinde e veris depois.
Confesso que leria prefprido nio affastar me do
go benfico, que crepitan no fogao ; cntrotan-
znei-me. e naritmna Todos os convivas da
I fogo bonelico, q
lo resignei-me, e partimos
ceia seguiram-nos.
A chava cessra ; mas fazia um tempo escuro,
e era com difliculdade que eu destinguia os ob-
jectos tres passos em frente. Sahindo da aldeia,
deseemos ao rio e lomamos ura caminho quo eu
nao conhecia. A' principio esculei a conversa de
meus compaoheiros, depois preslei-lhe apenas
urna aiteugau vaga, e por fim, ou porque o ca-
minhar pela escondi cm um paiz desconhecido
obrasse sobre minna imaginaco, ou porque as
fumagas traidoras do vinho su"hissem-me ao ce-
rebro acabei por perder al certo pouto a cons-
ciencia da realidade.
Caminhavamos sempre, e parecia-me que
medida que avengamos nossa tropa tornava-se
mais numerosa. O barulho das vozes e dos pas-
sos prolongava-se alraz de mim, muile alm do
espago oceupado pelos meus primeiros comps-
nhoiros de caminho. Voliei-me e meus olhos j
habitados escuridio deslinguiram urna longa
ala de sombras movedigus, que se perda as
profundezas da dislancia da noite. Depois no-
lava eu quo distante oireita e esqoerda diri-
giam-se para nos pequeas luzes que se apaga-
vam do repente quando estavam perto. Ento
. eu va distinctamente outras sombras, dispostas
! em grupos, que juntavam-se nos e cujas vozes
c passos vinham eugrossar o barulho dos uossos.
Eo crescendo subia sempre, e sempre a massa
animada, que nos formavamos tnrnava-se mais
compacta. Enlao, nesse sonho despenado que
se apoderava caja vez maisde minha imaginaco
en assistir urna dessas emigrages de inbus'
empellidas de suas habitagoes por um fligello. por
uina guerra, ou por urna crenga. Pensei nos He-
breus conduzdos para o capliveiro de B.bylonia
nos povos chrislaos indo procurar em algum de-
serlo, ou cm alguma catacumba a liberdade de
seu cullo proscripto.
Houve um momento, que julguei ouvir ao Ion-
ge um canto giave e lento, eufraquecendo-se e
elevnndo-se por intervallos, como o murmurio
do vento no campo. E nos seguamos sempre e
o canto tornava-se mais forte e mais distinti :
era um cntico.
De repente, urna volla que fazia, o caminho
nclinando-se rpidamente, urna luz viva oUus-
counio, c achoi-me era presenga de um estra-
nho e imponente quadro.
No adro de urna modesta egreja de aldeia urna
mullidao compacta se aglomerava immovel e re-
Colhida. No espago, que separava suas pri-
nieiras fileiras do alpendre illumiuado da egreja
um lindo cortejo deslilava lentamente, compos-
to de hornese mulheres. que Camiuhavam aos
pares, e que rcconhcci por cansa dos vestidos
por pastores e pastoras, nio Como sao represen-
tados nos idyltios pintados do seculo passado,
nem como ainda hoje sio vistos na Opera-Cmi-
ca, mas laes como se encontrara as feriis pla-
nicies do nossos campos. Traziam um facho na
mao e um cajado sem fita na uutra. O cortejo
era numeroso. Os dous ltimos pares traziam
em um cesto enfeitado de flores ura cordeiro
nascido nesse mesmo dia
Quando toda a procissao passou a porta da e-
groja, a mullidao entrou tambem e nos a segui-
mos. Ento o pequeo sino deu meia-noile" os
cnticos cessaram.e o officio comegou. Mas ape-
nas linha o padre subido ao aliar, ergueu-se no
silencio urna voz melodiosa, confundindo-se com
os doces sons de urna harpa incistvel. Dir-se-
ha que os arijos queriam tambera tomar parte
nesta festa rustica, como outr'ora elles juntaran
suas adoragoes is dos pastores.
Decididamente julgei-me transportado aos
tempos evanglicos.
Desde as pnmeiras notas do hyrano reconheci
o Natal de Adolpho Adarn, c julguei lambem ro-
conhecer a voz, que eraxie urna de nossas ma>s
lindas cantoras. Isto conduzio-me aosenlimen-
lo da realidade. sem que todava podesse com-
prehender exactamente o que va e ouvia. Fe-
lizmente meu fiel hospede nao me linha "deixa-
do. Pergunlando-lhe. elle respondeu-me que
todos os annos cem pastores e cera pastoras dos
paizes circumvizinhos reuniam-se assim para le-
varen) processionalmente o cordeiro pasca! urna
egreja de anie-mao designada ; que depois da ce-
remonia, o ramalhete que ornavao cesto seria
posto leilao, e que no seguinte anno teria a
festa lugar na parocha do ultimo lancador.
Quanto presenga do artista parisienso, ello
me explicou depois de ter tmbem indagado
dizendo que ella se achava de visita em uro cas-
lello vizinho, e que quizera tomar parle nesta
piedosa festa.
Eis o que vi no paiz ignorado que descobri o
que nio desojara mais deixar. Nao sei se con-
segu traduzir as impresses que soffrT, mas do
que estou cerlo que a vida que ahi se passa
melhor do que a nossa.
Ide ahi o veris I
Exest Lacox.
( Monitor Un'ivertla. S Filho.)
PERN- -TYP. DE U F. DE PARIA.- 1860.
IILEGVEL


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