Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09477


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Full Text
pw*
-""*-**m.

lili XXXVI. HUMERO 249
Por tres mezes adiantados 5$000.
Per tres meze* yencidos 6$000.
SEXTA FEIR1 26 DE OTBRO DE 1861.
Por anno adiantado i 9$000
Porte fraDCO para o subscritor.
ENCARREGAD05 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima !
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
vera; Maranho, oSr. Manoel Jos MartnsRibei-
ro Guiraaraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARllUAs DOS CHKfclOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas Feiras.
S. Anto, Dezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury.o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
F.PHEMERIDES 1)0 HEZ DE OTBRO
7 Quarlo minguante as 8 horas e 45 minutos
ua tarde.
14 La nova aos 17 minulus da larde
21 Quarlo cresceute as 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da
tarde
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro u 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
|AUDINECIAS
Tribunal do
Relacao terga
Fazonda terg
Juizo do com
Dito de orph
Primeira vara d
Segunda vara
hora da tard
PARTE OFFICIAL.
Govcmo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 23 DE 0UIUBR0 DE 1860.
Cilicio ao cnsul de Portugal.Respoodendo
ao otlicio que me dirigi o Sr. Dr. Jos Henri-
que Ferretra, cnsul de Portugal, em 17 do
correte mez, cabe-me dizer ao mesmo Sr. cn-
sul que nesta data expeco ordera para que seja
posto em liberdadoo recrula Joaquim Jos Aran-
tes, visto ser subdito portuguez, conforme decla-
ra o Sr. cnsul em seu citado officio.
Renov ao Sr. cnsul de Purtugal os votos de
minha subida eslima e considersco.Expedio-se
a ordem de que se trata.
Dito ao coronel comraandante das armas.
Respondo aoseu officio de hootera, sob numero
1100, declarando que pode V. S. mandar regres-
sar ao servigo do nono batalhao, a que perten-
cc, o lente Antonio dos Santos Caria, que se
achava encarregado do recrulamento nesta ci-
dado.
Dito ao mesmo.A' vista dos inclusos papis
que rae serio devolvidos, sirva-se V. S. de dc-
clarar-me era que data foram entregues aos ba-
talhes qu.irto do artilharia e nono de infama-
ra, os desertores Manoel Quintiliano o Joao Luiz
de Paula Cavalcanti, a que se refere o seu officio
n. 9il de 28 de agosto ultimo.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. os documen-
tos que acompanharam o oflicio do seu anteces-
sor de 9 de maio ultimo, sob numero 514, rela-
tivos ao pagamento das gratiticages e presla-
coes devidas oo cabo de esquadra Carlos Hono-
rato da Silva, na qualidade de engajado, aiim de
que esle proceda de conformidade com a infor-
mado da ihesourana do fazenda constante da
copia junta.
Dito ao mesmo.Mande V. S. inspeccionar, e
abrir asseotamento de praca, se para isso for
julgado apto, ao soldado do corpode polica Jos
Antonio Bezerra, que se olTerece volunt.iriam en-
te para o servigo do exercito, e Ihe ser apresen
lado por parte ao rnspectiuo comma ndante.Of-
ucou-se ao commandanle de polica para a a-
presentaco do soldado.
Dito aocommandanie superior da Boa-Vista.__
Scienle do conteudo do seu officio de 27 de se-
tembro findo. devo dizer-lhe que, se o guarda
nrcional Francisco Alvos da Silva, que fazia par-
le do destacamento da villa de Cobrob acora-
panhou o comtnandanle da companhia de pe-
destros dessa comarca, e nella seniou praga vo-
luntariamente, nenhuma irregularidade ha nes-
se procedimenlo, que alias perraiuido por
161.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
A' vista dos inclusos requerimentos, mande V.
S. abonar nos devidos lempos as prestages que
pretendem consignar do seus sidos nesta pro-
vincia os alteres do oilavo baialhao de infanla-
ria Luiz Firmino de Souza Caldas, Joaquim Mu-
noel da Silva c S, e do nono da mesma arma !
Polycarpo Jorgo de Campos, que rao servir ua :
provincia daBihia Communicou-seao corrman-
dante das armas.
Dito ao mesmo.Coramunico a V. S., para seu
conhecimenio o direcgo, que o Exm. Sr. mi-
nistro do imperio decla'rou-rae em aviso de 6 do
correte, sob numero 28, haver solicitado do da !
fazenda a expedicao das convenientes ordens pa- i
ra que pola verbacalechese, no corrale exer-!
cicio, seja posta dsposicao da presidencia nes- '
sa thesouraria a quanlia de 5 OOOjfOOO rs. para
occorrer as despezes com as raediees das trras
nesta provincia.
Dilo ao mesmo.Remetiendo V. S. os re-
quirimentos inclusos dos capiles do oitavo ba- i
lalho de infanlaria Jos Muniz Tavares e An- i
tonio Jos Langa, que pretendem consignaros!
seus sidos nesla provincia para sustento das
respectivas familias, o auloriso a mandar abonar'
mensalmenle aos procuradores desses officiaes a '
importancia de duas tercas partes do sold que
elles vencem.
Dilo ao commandanle de polica. Pode V. S.
mandar engajar os paisainos Jos Gomes d
Araujo e Firmino Alves Pimenlel, que, segundo :
os atlestados junios ao seu officio, n. 45f, desta'
dala, foram julgados aptos para o servico do cor-
po sob seu commando.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tde V. S., nos termos de sua informagao de
hontem, sob n. 487, mandar elevar com 20 por
cento os vencimentos do official da fazenda pro-
vincial Manoel do Nascimenlo Rorigues Franca,
devendo essa despeza ser levada verba consig-
nada no art. 34 da lei do orgamento vigente.
Dilo ao mesmo. Autoriso a V. S., em vista
de sua informagao de hontem, sob n 488, a
mandar pagar pessoa, que para esse lira se
mostrar habilitada a quanlia de lO-JUOO, prove-
niente da dilforenga, que se deu, no pagamento
dos vencimenlos do capitao Francisco das Cha-
gas Pereira, commandanle da escolta do guardas
nacionaes que em julho desle anno conduzio
tres criminosos da comarca do Btejo para esta
capital.
Dilo ao director do arsenal de guerra. Em
vista de sua informagao da 22 do crreme, sob
n. 304. o autoriso a mandar alistar na compa-
nhia de aprendizes desse arsenal, depois de sa-
tisfelas as coudic.es legaes, o menor de norae
Jos Augusto.
Dito ao mesmo. Respondo ao officio que
Vine, me dirigi em 22 do correule, sob n. 305,
declarsndo-lhe que deve por a dsposicao do
conselho admnistrativo os 40 pares de sapalos
requisilados para as sececs de pedestres desta
capital, enviando-me a conia da respectiva im-
portancia allm de ser indemnisada pela thesou-
raria provincial.
Quanto a prensa e regoas de madeira pedidas
pelo commandanle superior da guarda nacional
de Garanhuns, nao podem por ora ser fornecidas,
Communicou-se ao conselho administrativo.
Dito ao mesmo. Mande Vmc. entregar ao
agente da provincia do Rio Grande do Norte,
am de ser enviada ao Exm. presidente da mes-
ma provincia a pasta que, segundo o seu officio
de 20 do correnti existe prompta nesse arsenal,
eviando-me a coma da respectiva de3peza.
Ofliciou-se ao conselho administrativo e ao su-
pradito agente.
Dito ao juiz de direilo do Brejo. Remello a
Vmc. o requerimento com certidao do respec-
tivo processo, em que a sentenciada Francisca
Mana de Jess, pede a S. M. o Iroperadar per-
di da pena que est cumprindo em Fernando,
afim de que o informe, lendo em vista o decret
n. 2566 de 28 de margo desle anno.
Dito ao mesmo. Curopre que Vmc remella
com urgencia a informagao de que trata o art.
38 do regularoento n. 120 de 31 de Janeiro d
1812, relativa ao semestre Ando, afim de poder
salisfazer-se o disposto no art. 37 do mesmo re-
gulamento; ficando na intelligencia de que s*-
melhaote reroessa deve ser regular e opportuna-
mente feila independentcmeute de recoromen-
dago. Iguaes sos juizes d direilo da 1* e 2a
?ara, Cabo, Pfio d'Alho, Goianna, Rio Formoso,
Limoeiro, Bonito, Brejo, Flores e Tacaral.
Dilo. Promova o conselho administrativo,
para provimento do almoxarifado do arsenal de
guerra, a compra de |8 resmas de papel carto,
constantes do pedido junto, afim de serem em-
pregadas no fabrico de velas de compogigo.
Comraunicou-so thesouraria de fazenda, e ao
director do arsenal de guerra.
Dilo. Approvo o conlrato que celebrou o
conselho de compras navaes com Manoel de Sou-
za Tavares para o foroecimentj de carne verde
aos navios da armada e estabelecimentos de ma-
rinha, pelo lempo a decorrer ate aezembro do
correute anno, como consta do termo que veio
annexo ao seu officio de hontem. Communi-
cou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras militares. Haja
Vmc. de orgar a despeza que se tem de fazer
com a mudanga da porta de um quarlo no quar-
lel do 9o batalhao de infanlaria, que serve de
morada aos respectivos sargentos ojudanle e
quarlel-meslrc, e de qua Irata o officio junto por
copia dovendo Vmc. dar logo comego referida
transferencia. Communicou-se ao commandan-
le das armas c thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras publicas. Para
cumprimenlo das ordens imperiaes faz-se neces-
sario, que Vmc. remella a esta presidencia al
o da 15 de fevereiro do anno prximo vindouro
DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
mercio : segundas e quintas.
, feiras e sabbados.
, quintas e sabbadosas 10 horas,
atercio: quartas ao meio dia.
: Ierras e sextas as 10 horas,
o civel: tergas e sextas ao meio dia
cirel; quartas e sabbados a urna
com
as.
aos
do
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Mara Salom ; S. Verecundo b.
23 Terga. S. Joao Cnpistraoo f. ; S. Jao Bom.
24 Quarta. S Raphael Archanjo; S. Fortunato m.
25 Quinta. Ss. Crispim e Crispiniano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. ; S. Rogaciano m.
27 Sabbado S. Elcsbo Imperador ; S. Erolhida.
28 Domingo. Ss. Simo e S. Judas Thadeo app.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha
Sr, Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr*
Joao Pereira Marlins.
EM PERXAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Fana, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
DESPACHOS DO DIA 23 DE OUTLBRO.
/reouerinientos.
2030.Alexandrina Candida Gonzaga da Rocha.
Informe o Sr. director geral da instrueco pu-
blica.
2031.Benedicto Jos da Silva Informe o Sr.
director das obras publicas.
2032.Francisco Cabral de Mello. Informe o
Sr. commandanle superior da guarda nacional do
municipio de Nazareth.
2033.Capitao Francisco das Chagas Pereira
Dirija-se 6 thesouraria provincial.
2034.Firmino da Cunha Reg.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
2035.Joaquim Soares da Silva.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
2036.Manoel do Nascimenlo Rodrigues Fran-
ca.Dirija-se thesouraria provincial.
2057 Manoel Joaquim de Oliveira Curchatuz
Em vista da informagao nao tem lugar.
2038.Maria Francisca das ChagasApresen-
le omenor ao Sr. director do arsenal de guerre.
2039.Manoel Figueiroa de Faria. Informe o
----- i. .d.cnu u.i uiiuu firosiiuo vmuouro zuov.aianoei Figueiroa de Faria Infi
urna exposigao circunstanciada relativamente ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
SJ,rre-q"? '-ala lr,fchr0,d0 a,iso circula' 2040,-Miguel Archanjo Mindello.-Pasc ,
an ePda codU IuX* T'"16' CnS" lMf considerando 4plicante habilitado pa a
'a",Lda,COi'd=.=J!Jnl,a- ~^ Oificiou-se no mesmo | ens.oar as materias adoptadas para as escolas do
- -- i i--------. v...v.wu-,o 1,1/ iiieaiuu
sentido ao capilao do porto, inspector de saude
publica, e director da instrueco publica, na
porte que Ihes diz respeito.
Dito ao mesmo. De conformidade com o que
requisilou o chefe de polica em officio de 22 do
corrente, sob n. 1387, mande Vmc. collocar em
seus lugares o cabide o barra de urna das cellu-
las da casa de detencao, que se acham despre-
gadas. Communicou-se ao Dr. chefe de poli-
ca.
Dito cmara municipal de Cimbres. Haven-
2o grao, e perceber as vanlagens do art. 26 da
le n. 369 de 14 de maio de 1855.
EXTERIOR.
Nao avangar muito afumar que 99 inglezes
sobre 100 desejam ver a Italia livre e indepen-
dente, desejam v-la pertencer aos italianos
'ZJ^Ta------1""J*""'"" "* ""u,c?- M'w Nao ir muito longe pretender tambem que todos
H !r' qUaS1 d0US m..CzeSl tepoisda e,eir-5 os ia^ "ra cxcepgao reprovam e aborrecem
sera lP,fh".nVT0/-d0KreS deSSe municiP. a.i^a de urna guerra europea. Anda naoTeN
IdT i lm"lhf P-CSen5n seu,rc- xoll-nos a Nw*o que a cessao da Saboia pro-
"A.'..e E5? r,eP^sen tacoes contra a elei- duzio sobre nos e sobre todos os amigos da rao-
cao dessa freguezia, que tenho de altender co-
mo fr de jusliga, recommendo cmara muni-
cipal de Cimbres que, com toda a energa e na
forma da le. remella a esla presidencia as actas
da eleicao de que trato.
Dito cmara de Barreiros. Declaro c-
mara municipal de Barreiros, em resposta ao seu
ollicio de 19 do corrente, que approvo a diiso
dos dous districtoi de Paz, que fez a mesma c-
mara na freguezia daquelle rime, e que para se
poder resolver acerca dos arligos de posturas, de
que trata o citado officio, faz-sc preciso que a
cmara remella urna copia delles.
)ito mesma. Logo que cesse a deficiencia
narchia sarda.
Nao podomos anda tirar-nos dos inexplicavois
embaragos, que este fado criou para as obriga-
ges contratadas em 1815 pelas grandes polen-
cas para com a Suissa. Todas as Bolsas euro-
peas se resentera ainda dos senlimentos de ap-
prehengo que esle acontecimento fez nascer.
Porconseguinle, quando o Times com a noticia
de um resfriamento enlre a Franga e a Sardenha
diz : A cessao de urna nova provincia poderia
arranjar ludo nao sabemos o que devenios ad-
mirar mais, se a eimplicidade, se a perfidia de
um tal conselho.
Se cada equivoco entre a Franga e seus alliados
do Barroim 1 ?S ^C' da ,can,ara. raun ='P1 c a. bera se pode julgar que esses equivocos se-
PaaraueUseerCeC,;:mU,r frt """ 5T "-N dM : -e ,e "* de mSSSfftmSm
do qum n~w, Sb Q lnspeao c *" "ccionado pelo povo iuglez, se se podesso alle-
ni^sJS ~ gar em seu apoio rccommendaces da imprensa
d^nio ,A3m"ara'J,,lClpaidaEs0ada--Re3Pn- ,n8,eia- csses acontecimentos se reproduzinarn
inal Trn Ia**"*" /amara mu- A cessao das provincias turcas poder.an, a
nh rtii; .i Cm 29 de "tembro ult.rao, te- jaras difficuldadcs com os czares ; a cessao da
imnnliA qu0.approvo ? a.rreiDalaSoes dos maWm esquerda do Rheno poderia parecer urna
irapostos mencionados na relacao, de que traa solugo natural das difficuldades allemes o
quo os soldados Irancezes e a nscao franceza se-
nam sofregos em vingar o menor* insulto feito ao
?eu Pav'"iao ; eiquecem mais que ao primeiro
indicio de um rompimento real com a Franga, a
Austrie, a quem nao susteria mais a lembranga
de Magenta o de Solferino, pegara logo em ar-
mas, e tomara nma vinganca horrivel das humi-
Ihagoes que solTreu ; esquecem finalmente mais
que ludo, do que deveriara lembrar-se. quo a Ita-
lia seria dividid i em dous campos hoslis, quo as
tropas discipliuailas do rei Victor Emraanuel le-
riam de combaler os voluntarios enthusiastas
commandados per Garibaldi, e que a lula fratri-
cida do exercito de accao e do exercito da ordem
acabara pelo esgotamenio e ruina da patria com-
mam.
Para sublrahir a Italia semelhantes calami-
dades, cujos effeilos a Europa inteira sentira,
" 'im obra, e estamos convencidos
de estado da Inglaterra nada
- isto. Mas o primeiro deverde
nossos homens polticos e da imprensa ingleza
r escrpulo ament ludo quanto pode aug-
i e embaragos desta questo to
que, bem que j sejam grandes
proporgoes gigantescas, se se
ente arranja-los cora a cessao
as e novos ducados.
mster por ludo n
que os homens
pouparo para
mentar os perigoi
complicada ; por
elles attingiriam
propozesse seriani
de novas provine
[Morning-Posl.S. Filho.)
Temos avista urna serie de cartas, esoriplas de
Tripoli no im do
que ha fite e ciij
habitado muilas c
lamente os hom
um accento de
de suas observaco
tico dessas provin
duziram as ultima
M. Francisco Len
ra em Damasco e
te dep contra
entre a civilisaca
mana.
mez de junho por um francez,
co anuos tem successivameote
dades da Syria. Este francez,
que se recommenla ao mesmo lempo por sua
posigo, carcter e intelligencia, aproveilou sua
longa estada na Turqua d'Asia estudando alten-
ins e as cousas : e expOe com
lerfeila sinceridadi o resultado
fs sobre o estado moral e poli-
Mas, e sobre as causas que pro-
scatastrophes.
E' um novo testemunho quo vem junlar-se
o citado officio.
Dilo mesma Scienle do quo me commu-
nica a cmara municipal da Escada, em officio
de 19 de setembro ultimo, acerca do imposto de
o n. sobre cabeca de gado vaceum e repesos
do acougue, tenho a diier-lho que ponho nova-
mente em praca com a devida publicidade aquel-
es imposto?, e no caso de nao apparecer quem
.. ------------. v,- ......-.lauuia a i ii- na ->
em breve se apresentaria urna difficuldade, onde
quer que urna cessao podesse ler lugar.
Nao eremos na existencia de urna coaliso con-
tra a Franca; mas se se podesse imaginar um
meio de fazer reviver as coalisoes formadas con-
tra a primeira repblica francezi e o primeiro
Napoleao, seria olTorecendo Europa a perspec-
tiva de urna serie de difficuldades politicas com-
m ;,,,;' "h wpjrecer quem uva uc urna sene de dilhculdades po t cas cora-
mini-.r^ n"' a"de pr0Ceder cobranCa P ad' binadas com o soccorro de sucesssivas cesses de
lumisiracao. territorios.
cDamar'aCZnLm.UHCnal-* B,,i'luer .Dodaro ,abs^do a '"cura desses conselhos saltara
a cmara municipal de Buique. que tico inleira- anda mais aos olhos ao lembrar que os perizos
?en?o Ta,rDa?Pr "X T 0Qk de t0- d COr- raaS 8raves- 1uc **W* actualmente alafia
n r^',11^ ,8,a,.,,1.0.aff?cl0 o goveroo imperial proveem direclamente de urna cessao, queja to
rnviden^ h, ^ T* fre"5uez,a- *< f'ta- O antagonismo entre o conde de Cavour o
Ppr nnKJ,T"Se-' ?ghen<,ral Garibaldi devido transmisso da
f 1~ presidente da provincia resolve Saboia e de IMze, e isto tambera o que o enve-
om I,,"!'! n .""5,1 COn, v,e"cin,en- neDr- oque co,locou 8e"> P"o" em des-
SrdT, agad0r Dr ttancisco Balthazarda confionga respeito do ministro patriota. Esle
S.Ueira.^ueass.rnoped.o. teme a influencia crescente do general.
vi m n TnJZVJiT? Prov,"C>a, tendo em Mostrando que caminham igualmente para um
no dia Imh ^r0' qUe f PrCdeu f'm Pa,rOtCO> a adrai?r.o que professam peb
no da 2b de setembro ultimo, resolve nomear re Vctor Emraanuel, e a dedicaco que os lina
pro essores das cadenas de instrueco elementar sua pessoa. nao impeden^ que naja Tire elle
MorIPfro ^nR,0Forra0fO,JUnV,man0daCos,a uma '"'gencia de vistas j muilo grande,
r A- r "'SSUn LU,,Z. CA'rl0C0 da Silva- Su,nl aos meios de che8ar seguramente ess
wf ,Uim Manoelde 0llve!ra e Silra. fim ; divergencia que pode tornar ludo prxima!
-fizeram-se as necessanas communica^es. mente impossivel.
Dila. O presidente da provincia, conforman- u ,, a
do-se com a propos.a do chefe de polica, de 22 ,r PdP','X'" <*PaCao das Marcas pelas
do crreme, resolve nomear a Antonio Goncal- KJS .'i0,r"' V" or. tmmannel. Era um acto
ves de Moraes para o cargo de subdelegado do SK .* % ,a a Sardenha conservar o pres-
distrieto dos Alegados. V da freguezia do mesrao noTnego ios'da"TulU0"'' qUC '" *** C
nomo.-Communicou-se ao chefe de polica. g* 1E"i! -,"'
Dita.- O presidente da provincia, attendendo ,1 S i! 'r" <>vecon inuar a pro-
no que requereu o professor publico de instruc- SI!! lrTml,em'dlsc,Plma e sabedor.a, se elle
cao primaria da freguezia de Santo Antonio Mi- ,.i ,rlumPnar> mesma pnerS'a Poltica o mo-
Suel Archanjo Mindello, e tendo em vista os'do- 22uWf n SUa 0r,gem' dove dir,gi-10 e
cumentos com que o supplicanle inslruio a sua S hiJT.-A -,-, .
peticae, e a opiniao favoVavel, emi.Uda pelo di- inte eTado H.Xin'lMi'?' Palr,ft,,'m d,eS"
rector geral da insiruego publica em sua iufor- -" Gar,Daldl;. gern sardo pode,
macao de 13 deste mez, ouvido o conselho direc-
tor, acerca de suas habililagoes, resolve conside-
referido professor habilitado para ensinar
nao sem razo, nao ter f na sagacidade poltica
e na presidencia dos conselheiros que cercara
Garibaldi; elle deve ver com um vivo desconten-
lamento que o querem empenhar em ura svste-
!> 1 I..... ( .. i ______ ... n J
as materias adoptadas para as escolas do 2o ero ?a q"! .cluerem empenhar em ura syste-
e a perceber as vanlagens do art S6 da lei n 369 SUS conducta, que poderia por fira fazer que
de 14 de maio de 1855, ficando por'ra obrigado K, "'.T'08 "8 lroP ^guiares ou
a ensinar em sua aula as materias de um c outro S' LT0 corP do exerc" francez **
grao-Communicou-seao director da instrueco T^S nop,ln, ,
publica. A sardenha, oceupandn os estados pontificios,
Hiu rus,. L P.re-7 a necessidade de deixa-los oceupar por
,'',;" frs- aSentes ** companhia brastleiro Garibaldi : ella obler provavelmenle com mais
rn,,PiqH Vap0r '"andcm dar transporte, por facilidade uma satisfago do Papa, quando ex-
rti k,h/i m,n'ster, da 8uerra- Para Provincia cepgo de Roma e de snas circurivizinhancas
uaiiiau, no vapor que se espera do norte, aos mmediatas, nada mais houver a defender Isto
officiaes inferiores musicooe soldados, que com- ja milito. Se a Austria hoje respeita o orincio o
mito 'Vm'nmo^ l'R!0 f *WJ* "f ^f?*0' 6 ^jBS?! S
lo, i m Dumero de 131 pragas, s familias nao pode faze-lo de oulro modo. Ella porra se
i' rmanl, ao cnsul de Inglaler-
muilos oulros, para altaroen-
Turquia nesse grande debate
.id europea e a barbaria musul-
A Turqua nao lera juiz mais severo, nem
mais convencido do que este correspondente,
que nada avanga q ae nao tenha podido por si pro-
prio ver, apreciar e verificar.
a Eu sei por urra longa experiencia, diz elle,
que os Turcos podem ser amaldicoados, mas sei
lambem que imiossivel calumna-los. Sei que
os touristas, viajantes de phantasia, fazem soar
muito alto a urba lidade dos Turcos e o acolho
hospitaleiro, que 1 ios fazem os beys e os pachas.
Acabei ha pouco dj ler um artigo escriplo neste
tora pelos peregrinlos de Jerusalem. Para os es-
trangeiros que passam pelo seu poiz os Turcos
sao admiraves; m is para aquellos que devera ahi
permanecer, elles se apreseniara sob um oulro
aspecto. Os Turcos sao temiveis at era suas
virtudes, se que jlles as trem.
O correspondenld de Tripoli est o mais longe
que posslvel de fartilhar o sentimnto. que ha
a guraas semanas levava lord Palmerston a de-
clarar no parlamento que nenhum paiz na Euro-
pa tinha feito ma s progresso do que a Turqua
depois da raorte d > sulto Mahmond. Segundo
elle, esses progressas to gabados na mor parle
"? escriptos publicados sobre a Turqua desde
1853, esses protend dos melhoramentos, essa pre-
tendida regeneragi o do imperio otlomano, s
existem sobre o papel.
Ha vinle c cinc) annos que habito a Turqua,
diz nosso compatriala, tenho visio de porto os
vicios da administnco turca ; tenho por toda a
parte encontrado a nalversago e a corrupcao, e
para conhecer ainda hoje a verdade respeito
desle paiz, precisn recorrer Volney. A accao
do governo s se fa sentir at a soleira dos Di-
vans ; na ra ella ie reduz pouca cousa ; na
planicie e no campe, inleiramente nulla. Se
ides pedir jusliga ab caimacn, elle responder
sem rebuco : Nad.i posso fazer por vos ; nao ha
governo,ma fich l.ok-hum.
Nao ha governo-- a resposta para todas as
queixas. Assim, di todos os progressos empres-
tados Turqua, o nico realisado, so devemos
crer essa lestemunha oceular e desinteresada,
o que Mr. Proudhor recommendava Franca ha
dozo anuos ; a aiarchia, a ausencia ocial-
mente proclamada i e todo o governo.
A admisso da Turqua no concert europeu
uma illusao desgragjsda i/a diplomacia, aos olhos
de nosso correspondente. Sem reprovar a guer-
ra, que a Franga e a Inglaterra fizeram Russia,
concordando que esta guerra foi legitima e ne-
cessaria no ponto de vista europeu, elle nao teme
affirmar que a Russia estava desde cnlo melhor
iniormada do quo as duas potencias occidentaes
sobre o estado interior da Turqua, era uma pa-
lavra, que ella conhecia melhor o estado do doen
le. Se a guerra da Crimea foi gloriosa para os
alliados. e principalmente para a Franca, a Tur-
ella o direilo de permanecer
triste resultado, diz o cor-
raais triste, quando as po-
do tr.it ido de Pars compro-
nente a nao intervir enlre a
s subditos. E' como se, quan-
pla que um francez insultado, este aclo toma, ciso um volume para responder a toda* r-ssa,
aSJ^0J^x'' Um HUlr a'Cance :~ 0Sn- fa,cidades limi.ar-meheipo? agora e" apre-
auto do insuUo' H ,1'"!'0Uftq" Prege ao se"laral^'"a^ extrahindo-as dosarl gos pXli-
autor do insulto. Em tal caso, os musulmanes cados ha dous mezes na Gazeta de Annthumn
Em d ,. polili : tss^ssjt,s2S jeri'r.1 p
Turqua ; na crise interna que a consume c que convices reli^insn. ni.. W*. ,. Pengosa- As
as combioagoes da diplomacia europea precipita- Polona 0U, fX >?i-\ h S P0UPadasJna
rara sera querer; no moviraento projrice es- de ad-lhecJi n\ x *"* Daciona>lda-
pontaneo do fanatismo rausulraano, que se deve | compara fazer "&? Pol""es sao catholi-
procurar, segundo o correspondente, a causa das ^^^1^" e..a"e Q" RU",a Sch'3mal,C8 e
" rnri0 julga pela influencia e teS.' t^Sg^SE-
responsab lidade. que se lera querido emprestar menta estrangeiro. a'peza d irapossibiUdaSe do"
Russia nestas sansuinolenlas desordens. O fana- renasciraenlo nacional. 'mpo^imiioade do
lisrno musulraano nao carece ser excitado por
uma influencia estranha ; elle se accende e faz
explosao por sua violencia natural. Sem duvida
a Russia pode tirar partido do estado critico, em
que a Turqua cahio, e explora-lo no sentido de
TtrSSL =: =arjS =*= W^^X
a Cjuerem ter um instrumento dcil contra a
Russia, a Prussia e a Austria ; mas nunca ser
nvro um povo que contar com o auxilio do es-
trangeiro. a
Felizmente o grao-ducado de Posen muito"
vel o terreno, ella procura nelle seu ponto de
apoio. Mas accusa-la de ler provocado a lula
entre os Druzzos e os Maronitas, eraprestar-lhe
urna influencia, que ella nao tem e que nunca
ter :tal ao menos a opiniao do correspon-
dente.
Como j dissemos, esta correspondencia re-
monta pela dala aos fins do mez de junho ; pos
tenor aos massacres do Lbano, e alguns dias so- tas. para que a revolugo lhes"ncha Ts aUb a"
begundo a mesma folha. a cdadella de Var-
sovia enche-se de prisoneiros de estado ; a cons-
piracao geral. como dizem, foi descoberta ; lera
por chefe Mieroslowski ; entretanto os Polone-
zes nao querem concordar e proteslam contra es-
se boato ; as tropas russas concentram-se para
conter o espirito turbulento dos habitantes. No
grao-ducado, muitos nobres moslram-se palrio-
vasias. Ate um escriptor francez atreveu-se a
publicar n'uma brochura as ieges de Niego-
lawski; o que e tao honroso para um como para
outro. Quem quizer aprender a mentir deve ir
ao Posen.
Os Allemes e os Inglezos que fallam allemo
e polonez, formara urna respeitavel minora no
mente anterior aos massacres de Damasco. Mas
desde essa poca o correspondente pedia altos
gritos uma intervengo europea.
Sem esla inlervengo, diz elle, deve-se es-
perar ver os rabes do desorto reunir-se aos
Druzzos, quo os cliaruam, e a guerra deextermi-
nio contra os christaos eslender-se-ha desde o
golpho Prsico at O Mar-Vermelho. gro-ducado";""cora que" di'reUoT^; o's Polona-
Nao obstante a data, esta correspondencia offe- zes pedem que sua lingua seja Pa l,n,a offioial
rece per tanto anda ura duplo mteresse : ao pas- nessa provincia da Prusta, que so era raa ilu-
so que connrm. os documentos os mais serios, gua e urna naconalidade prussfanas? O governo
firmado na le e no direito comraum, oppr-se-
hacora toda a energa, pozar de ouvr as justas
rechmacoes era favor da lingua poloneza. A
russia tem subditos que fallara outras linguas
alera do polonez ; os habitantes do Posen querem
ser tratados excepcionalraente Segundo a cons-
tiluicao prussiana, nao ha grao ducado, s existo
uma provincia prussiana cuja lingua alleraa.
laes sao as principaes invenges da Gazeta de
Augsburgo ; seria intil responder-lhe.
Convm dar mais importancia a certas asser-
recommenda aos seus leitores a seguinte carta r'oe.s da G_azeta a Prussia, porque desraascaram
que lhe fura mandada por seu correspondente j3 ""encoes e a poltica do governo de Berlm.
do Berlim j d0 qual esso folha orgao. A Gazeta da Prus-
Pens quo devo hoje voltar aos negocios da s.ia na0 ad,"li,te que se possa comparar o grao-
Posen e a posigao quo de algum lempo loma a ucaao Je Posen em suas relatos com a Prus-
imprensa allema a cerca da Polonia. He preci- Sla,* ? Jllca,Jo de Schleswig-Hulstein em suas
so que o dia de seu renasciraenlo nao esteja Ion- relai.'oos cor" a Dinamarca.
ge para quo taes clamores possam ter lugar. n ? A Allemanha, diz a Gazeta, avanga para o
a perseveranga do deputado. '? nao por moio do conquistas, "mas por
leona grande" luz o proced- sua mma0 decicilisaro e colonisaco, obra de
i trabalho demorado o constante ; essa he-
quo foram publicados sobre os ltimos aconteci-
mentos, justifica a iuiciatva que a Franga toinou,
provocando a inlervengo, cujas consecuencias
nos vamos ver se produzir o desenvolver.
L. Alloury.
Journal des Debats.S. Filho.
Situacao do Ki'au ducado tle Posen.
O Hundo, jornal francez publicado em Paris,
A energa e
Niegolenski palen
uto dos f'inccionarios'do governo prussiano
O odio quo tem o
no grao ducado
funccionalismo prussiano
de Posen. O odio quo tem o """ 'I"e ella deve defender e conservar. O pro-
a lodo o que poio- ercssc'.germnico deve Prussia a direcgo que
nez, lornou-se mais violento. O governo cen- i ^nediou o realharaenlo da Allemanha ; seus
_m poder que se '', ;s flcaram ''"es da vassallagem da Polonia ;
desmoralisa a si mua nn hmiin ..;.. 'S c districlos da Prussia occidental torna-
nlada colonisago
nao produsio nada a devassa que foi ordenada
o Sr. Pullkammer, responsavel como ultimo che
-..0.-------.---- cl superior exiga,
absolutamente uma annexagao ; leve lugar de
modo incompleto pela incorporaco do Posen,
que oflerecc a Prussia e a Allemanha uma fron-
.^ _.---------..,>. .. ** r'' '-i **w i'iiiiiiiii
dos officiaes e mais pracas constantes das rea
coes sob ns. 1 e 2, e bem assim aos officiaes do
5J e 10 batalhes de infanlaria e suas familias,
e que trata a relago, sob n. 3, s bagagons de
todos os officiaes e pragas supramencionadas.
Communicou-se ao coronel commandanle das
armas.
, Expediente do secretario do governo.
Officio ao director do arsenal de guerra.S.
Exc. o Sr. presidenta da provincia, manda com-
municar a V. S., em resposta ao seu officio do 19
do corrente, sob n. 298, que o coronel comman-
danle das armas declarou por officio de 22, sob
na mu feliz de aproveitar a primeira occasio de
entrar novamenle em campanha com rasoaveis
perspectivas do successo.
A disposigo e o aniquilamento do exercito de
Lamoricire desembaragam de um obstculo im-
menso a acgo da poltica sarda. A presenga
oeste exercito perpetuava a oppresso do povo
romano. Elle provocava e necessitava ao mes-
mo lempo marchar ao encontr de Garibaldi.
I or mais difficil que seja ver um meio de che-
gar a uma accommodacao satisfactoria respeito
de Roma, a difficuldade acha-se consideravel-
menle diminuida depois que a Ombria e as Mar-
ti -i t ni -----j ~ ------"----- Miiniiiuiua ui-(itns uue .i uraona cas Mar-
?em di,2nHDa. ha*e,,d? 'conveniente_em se- cas acham-seem poder de um monarcha italiano
rem dispensados do scrvigo da guarnigao, para palnolico e popular
se oceuparem dos trabalhos das officioas desse ar- Mas o caos rena'sceria em breve se Garibaldi
seal, s cinco pragas da companhia de arlifiecs, viosse tentar por em execugo seu designio de
de que trata o seu citado officio, expeda para proclamar a annexagao do cima do Quirin
esse fim as convenientes ordens. outros termos, de declarar a guerra panr-
A % aSVIga8I. fr-e/u"ls d0 Fazenda Gran- E' impossivel duvidar da laldade de Garibaldi.
dr^ii.r v h.P d6"'! hVr?v,"-c"j mS"" Connanlo immediataraente a armoda napolilana
da declarar a V. Rvm. que a defliciencia dos co- ao almirante Persano, elle deu a mais brilhanle
fres provinciaes nao pnrmilte, que se atienda por prova da resolugo era quo estava de obrar leal
ora ao que V. Rvm." solicitou em officio de 2 de e completamente no interesse do rei Victor Em-
junio ultimo. I roanuel. Has a seu lado acham-so pessoas que
Dito ao superintendente da estrada de ferro.- antes quereram ver a Italia sacrificada d que
?nip i I- Presldonle da provincia manda de- ceder um jola de suas loucas chimeras. Por que
nn i rti. *"p.er,nlendenle da f?lrada dc; err. Garibaldi conquistou a Sicilia e aples, ellos de-
nhaa ir inSprirrenle,h4S \ *1 d"- "5" 222 em SUa sabedoria W* elle pode fazer com
"'"',r* ospeccionar as obras da 2a secgao da successo a guerra contra a Austria e a Franga,
mesma estrada, e que nessa occasio asslstir a ou mesmo cona as duas potencias esauecem
Cabo COrara,ssao consulliva D5 m> do| que ha uma grande di(Tereng. entre'exeK e
Pica assim respondido o officio que o Sr. su-1 dYXW^^^^
ffSSSP ga meSm EX"" Sr-, era 22 resultado nPada mai^ do que a va^uarda d um
do corrente. i exercilo de 600,000 homens ; esquecem ainda
quia s g3nhou com
como era d'antes:
respndeme, e tanto!
tencias signatarias
metleram-se formal
Sublime Porta e seu. .
do se reparara as imprudencias e as loucuras de
um menor incapaz, Jepois de feitas por elle des-
pozas iramensas, fosse proclamada sua eraanci-
pagao legal, restiluilido-lhe a gesto de seus ne-
gocios, livre de quafquer impecilio.
Em definitiva, segundo o correspondente, esta
guerra emprehendida para salvar a Turqua nao
fez mais do que enfraquece-la humilhando-a e
dividindo-a. Os mkisulraanos. que at ento
contfniavam-se con odiar e desprezar aos euro-
peus chegarara depois desta guerra a delesta-los,
e aos francezes mais do que todos os outros.
Durante a-guerra da Ii.ilia no anno passado,
elles nao cessavam de fazer votos pela Austria e
contavam com enlhosiasmo suas pretendidas vic-
torias. Quando a verdade foi sabida de maneira
a nao deixar duvida alguma, os musulmanos
ficaram estupefactos. Vi e ouvi diz o corres-
pondente.
A Franga e a Inglaterra declarando a guerra
Russia propunham-se um duplo fim .garantir a
integridade do imrjerio otlomano e melhorar a
posigao social dos rayas. Conseguiram o primei-
ro desses dous fina, ao menos por momento;
quanto ao segundo,! falhou completamente, por
que o estado dos subditos nao musulmanos tor-
nou-se muito menos supportavel quo antes da
guerra. Oulr'ora os rayas pagavam o imposto do
Karady pela isengao do servigo militar depois
da guerra era de esperar que os musulmanos, os
christaos e os judeus fossem iguaes peranto a
ei; mas a Porta retusou constantemente admit-
iros rayas no exercito, o o imposto que elles
lem de pagar pela isengao do servigo militar
muito mais oneroso do que squelle quo antes
della supportavam.
E' assim que a hostilidade dos Haronilas e dos
Druzzos. que desde 11845 apenas se manifestava
por alternados solados, tomou esle anno um ca-
rcter to grave pnduziodo os massacres, que
acabam de espantar a Europa. O governo turco,
guardando as apparencias de neutralijade, acha
sempre o meio de fazer naufragar os osforgos,
que os christaos fazem para defeoder-se
o Quando sei, di: nosso correspondente, que
um francez foi insultado em Londres, ou em
Vienna, nao hesito em dizer que foi um acciden-
te, um caso solado ; roas se em Constanlioo-
fe da Regencia, codeo o logar ao Sr. Banin. som que ofrt'recc a Prussia e a Allemanha uma fron-
ser de modo algum incomraoJado ; o Sr. Bcercns- ,ra raenos iiisufficiente pela construeco de for-
prung, chefe da polica, est hoje cm exerccio lalezas-
como no passado. Esse magistrado vio-seo-; .^ que a Prussia devia Incorporar em 1815
ongado pela evidencia dos fados a fazer algu- nao era um paiz polonez, e hoje ainda menos*
mas revelacoes : declarou a 11 de agosto, no tra balde diro aos Allemes, como faziani-n
jornal polonez JVndrinslamift, que para fazer um fin 1848, que convm reparar o mal folio a Po-
grande servigo ao estado fingi no Posen a exis- lon>a. hoje sabem melhor que nunca que o dever
tencia de uma commissao revolucionaria, appoz da Allemanha animar e defender o fructo de
laisas assignaturas de Polonezcs quo nada linham sua colonisago allemaa no Posen. Depois que
de commiim com esses manejos, estabeleceu re- se consolidou na Prussia o governo constilucio-
lacoes cora a Coruisso demaggica de Londres,, na|. lornou-se impossivel na Allemanha a pro-
c mandou-lhes dinheiro. Veremos como o go- paganda liberal poloneza. Nao objecto de ques-
verno de Berlim apprcciar esses relevantes ser- lao quanto ao Posen uma dominaco estrangeira
vicos, O Sr. Niederstetter, conselheiro de po- i 1"e acabara com a sahida das Iro'pas prussianas
lica e digno socio do Sr. Rojrensprung. j foi '
conderanado a aUuns mezes de priso por ter a-
busado do sua aatoridade em oulro negocio que;
nada tem de commum com este, o principalmen-
te por ter prendido o Sr. Pleszkienvicz sem ter
esse direilo, e extorqudo ao velho Mosczvnski
uma letra de 5,000 escudos a favor de um nego-
ciante chamado Renard. O Sr. Nieders'etler de-
fendeo-se peranle a jusliga invocando a aulori-
dade do Sr. Bcerensprung", seu chele, que tinha
conhecimento de todo o negocio. He a taes
mas trati-se de ura territorio era quo os Polone-
zes formara apenas uraa niaioria comparativa-
mente fraca. Se nao ha funecionarios polonezes
no losen, a culpa da falla de terceiro estado
que Ihes sirva de ncleo. Mas o que falta aos
lolonezes? Nao teem plegadores que pregara
era sua lingua ? A mocidade do Posen obriga-
da a esiudar allemo? Tem por ventura alguera
o direilo de se queixar da germanisaco dessa
provincia ? fco, l nao se exerce cnslrangi-
nlo de especie alguma. Garanliram-se aos
.--------------- D-.. -w .w^j -- ,'. wi6uuja. uaiaiiiiLain-ac aos
lunccionanos que o governo de Berlim confia o russianos-Polonezes seus direitos. sua lingua,
bem estar e a seguranca dos Polonezes no grao sua nacionalidade, uma civilisago que Ihes i
ducado de Posen! Todos lerobrara-se que o P/opria, era relago sua capacidade. Elles se-
condo de Schwerin e osjornaes allemes nega-;rad os priroeiros'em reconhecer esta verdade, o
vaoa veracidade dis revelacOes do Sr. Niego- n5 querero servir de meio para algum fim es-
lewski. Eis aaora o que se l ii'udi des jornaes i 'rangeiro.
mais hostis a Polonia a Gazeta de Augsburgo
de 24 de Agosto.
As queixas dos Polonezes contra certos func-
cionarios teem um carcter bem diverso das
queixas contra a oppresso de sua nacionali-
dade : os Allemes vero com o mesmo pra-
zer que os Polonezes os Srs. Mirbach, Lin-
denberg e Bcerensprung. deixar a provincia do
Posen. A retirada desses funecionarios far
r as queixas fundadas dos Polonezes, e
Tal em substancia o arrazoado do orgo
ministerial prussiano. Seria muito melhor re-
nunciar justifigo da orgem da posse dessa
parte da Polonia, do que faz-la a custa da ver-
dado e da historia : affirma a historia que os Al-
lemes adiantaram-se ao longo do Vstula, nao
pacficamente, mas com as armas na rao, e era
nome da religio que abjuraram mais larde ; foi
por causa desse apostolado que os grao-duques
i nundaram-nos vr para a Polonia.
-----,. l.3 .(uciAaa luiiiiuos uus luiuuczes, u "u m*uti,i nijuuararn-nos vir para a luloni
por isso mesrao revelars extravagancia do ; Que da missao civilisadora de que se iacla
suas exigencias. ] p
A conservago da nacionalidaJe poloneza,
ti I i il i nalno (rnt-i.i A ha -.nnnn,. .4 (*>.^_^.<_
Prussia ?
Nos vemos smente o desejo de augmentar,
garantida pelos tratados, no pensar da Gazeta de alargar suas fronteiras, como ella propria con-
de Augsburgo uma exigencia extravagante. fessa pelo orgo do seu governo. Segundo a Ga-
Tornou-se impossivel a situacao das autori- zeta da Prussia, essas fronteiras sao ainda in-
dades do Posen desde as revelacoes do Sr. Nie- sufficientes. Essa influencia autorisaria, pois,
golewski ; ella cheia de humilhages e em- novas annexages no momento favoravel. E' bor
baragos ; o governo peiorou-a com sa atlitude tomar nota desea confisso do governo prussiano
snspeto e pouco favoravel aos direitos da naci- porm sigamos sua argumentago. Cumprindo'
nalidade poloneza. Os homens de bem nao sua missao civilisadora e colonisadora, a Prussia
querem mais estar em contado com esses func-1 devia necessariamenie augmentar em 1815, in-
ctonarios ; por occasio de abrir-se uma escola corporando o gro-ducado dc Posen, que nao
para as instituicoes primarias, os assistentes se- I era ento polonez, e que hoje ainda o me-
culares e ecclosiasticos declararan! ao presidente; nos
da regencia de Bydgoscz que nao podiara tomar
parte no jan lar a que devia assistir o Sr. Mirba-
ch, gravemente comprometido no negocio Nie-
golewski.
O funecionalismo comprometido vinga-se
dos Polonezes continuando as falsas aecusages
pela imprensa. Esta propaganda faz-se em gran-
do escala ; esli perfeitamente organisada, e tem
a seu servigo os jornaes allemes de todas as
cores. Deram a senha ; preciso continuar a
todo transe a obra nica da agitago, e apresen-
lar a Polonia como um foco de revoluges peri-
gosas para a Allemanha e para a Europa, afim
do provocar medidas de rigor o desviar a atten-
go publica dos abusos do poder impunimente
exercidos no grao ducado de Posen. O tribunal
do espirito publico do funecionalismo prussiano
nao descaoga em sua missao ; tudo lhe convm ;
noticias falsas, relatnos falsos, despachos fal-
sos, mandados at s autoridades de Varsovia,
falsas aecusages, recusas ,de jusliga, calumnias'
ataques dirigidos Franga e a se governo. al-
terago dos factos contemporneos e da historia
negagao dos direitos mais sagrados. Seria pre-
E' assim que a Gazeta da Prussia falla do
uma das mais anligas provincias da Polonia, que
ainda se distingue por uma grande dedicago .
sua nacionalidade.
Essa exagerago to inopportuna em uma fo-
lha semi-official, obriga-nos a lembrar a Prussie
que a missao de colonisago de que ella se ap-
propna. primeiramento devide s instituicoes
liberaes da antiga Polonia e sua tolerancia, as
quaes altrahiam um grande numero de estran-
geiro3 que fugiam das perseguigoes religiosas
cxercidas na Allemanha. Mas tarde, essa obra
civilisadora da Prussia foi a corogoada pelas an-
nexages do Frederico II, por suas confiscages,
pela venda por melado de seu valor dos bens
tomados cora e igreja ; finalmente era nos-
sos dias, era 1833. por um milho de escudos
destinados a compra das propriedades polonezas
reservados aos allemes.
Era assim que se realisara e se realisa ainda a
obra civilisadora da Prussia. Ella segu sem
descango e systematicamente o odioso |plano de
germaoisar um paiz territorialmente polanez,
introduzindo nelle uma populago hostil a sua


(1)

DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 26 DE OUTUBRO DE 1860.
religio e a sua nacionalidade. Admillindo an-
da, o que mu duvidoso, que a populado ale-
mela forme urna minora respeitarel no grao du-
cado de Posen, essa minora nao dever sofTrer
a influencia da maioria em vez de procurar ab-
sorv-la opprimndo-a por todos os meios ?
Adra de augmentar o numero, a Gaseta da
Prussia confunde 08 judeus com os allemaes,
convindo sempre que os primeiros fallam po-
lonet.
Se o grao ducado de Posen nao fosse cm
1815 urna provincia poloneza, ter-lhe-hiam os
tratados assegurado inslituicdes nacionaes como
s outras partes da Polonia? O grao ducado era
polonez em 1815 como o em 1860, e a prova
est nos estorcos da Prussia para destruir-lho a
nacionalidade poloneza, qual, com violaran
dos tratados, nega o uso de sua lingua nos actos
cfficiacs.
Muito estimamos ver que o orgo ofllcial do
governode Bcrlim confirma a opiniao que temos
ha muito do partido allemo que se diz liberal,
e que s quer liberdade para si. Era esse par-
tido quem propunba em Francfort em 1848 eri-
gir em fortaleza federal, e que recusa va a Polo-
nia as pequeas vantagens que lhe havia asse-
gurado o congresso de Vienna.
Devo aqui mencionar a censura que fazera aos
polonezes asfolha allemaes, de serem pro e con-
tra os tratados de Vienna. Em these, nao ha
um s polonez que possa approvar urna sanego
qualquer da diviso da Polonia ; mas isso po-
llera impedi-Ios de reclamar as garantas de na-
cionalidade que esses tratados lhes asseguram ?
O grao ducado de Posen foi incorporado
quadrilha, Raymundo Gadelha, ao qual estendeu
morto. e os assassinos ao depois reliraram-se
tranquilamente ; mas urna tropa mandada em
sea segaimenlo, nlcanr.ou-os e ainda matou a
dous delles em resistencia.
D'ahi origtnou-se urna guerra de exterminio
nos Cratihus entre Mouroes e Mellos; estes au-
xiliados peos Feitosas, e aquellos por membros
da familia do visconde do Ico, moradores no
mesmo territorio de Cratihus, entrelazados por
parentesco com os Mouroes; e assim eram ata-
cadas casas de ambos os lados pelos contrarios,
que matavam a todas as pessoas que nas mesmas
achavam.
Alguns dos chefes destas expedicoes tendo-se
retirado para os Unhamuns, onde eran protegi-
dos por seus prenles, em seguimento desles
criminosos veio de Piranhas para o Tauh, em
virtude do accordo que linliam tomado as duas
provincias de procurarem conjunctamenle effec-
tuar a captura dos autores desles alternados, um
forte destacamento de tropa de linha do Piauhy;
e entrando em territorio desta provincia, as au-
toridades do Tauh recusaram-se deixa-lo
continuar sua commissao pretexto de ter-se
invadido esle territorio sem partecipaco alguma
s autoridades locaes.
Mas certo que o coramandanle mandou par-
tecipar as autoridades do Tauh que se achava
porto, e pois pedia licen^a para entrar na villa,
e esla licenca se lhe negou ; em virtude do que
relirou-se nodia seguinte para Piranhas.
O vigario desta localidude compromettido oes-
tes barulhos, vio-se obrigado abandonar sua
freguezia para nao morrer, e refugiar-so em
ty um ta,l Miguel tres pernas nao deixava sin-
guem transitar impunemente ; no Cariri a com-
panhia dos Serenos levava o roubo uro ponto
inaudito ; e os Mouroes e os Mellos finalmente
continuavam em suas facanhas e linham altrahi-
do para suas Qleiras, estes parte da familia Cara-
cara, e aquellesa familia Feitosa, quo tambera
no sea couto dos Unhamuns. na ribeira o Juca,
intruso. O presidente da asserabla, que era tam-
bera redactor do peridico de seu partido, nao
contente de atacar o homem publico, levou o
rancor ao extremo de atacar o chefe de familia
e o negociante, cuja probidade, acha-se bera
firmada, cobrindoo de epithetos os mais injurio-
sos e at inculcando sua casa commercial fallida.
Na nssembla asdiscussoes foram um pouco mais
formava urna republicazinha independente do conimedidas; com tudo cada deputado aprovei-
Prussia sob condigno de se respeitar sua naci- j Quexaramobira, onde conservou-se por lempos.
naliJade, de se lhe dar instiluicocs nacionaes. i Um padro da familia dos Mellos, chamado
Que dellas? Os habitantes polonezes nao sao Ignacio, depois de soffrer uiuitos ataques nao sem
tratados nem como polonezes nem com prus- sua pessoa, como em sua familia, da qual raata-
sianos, pois recusara -lhes tudo qnanto conslilue ram muiros membros; depois de ler tomado
o livre exercicio da nacionalidade ; assim subs- tambera represalia nao menos barbaras, reconhe-
liluirara a legislaco anliga pelo Landrecht; a cendo que nao podera deixar do ser morlo, re-
lingua poloneza excluida dos tribunaes judi- solveu-se deixar o theatro de tantas atrocida-
ciarios, da adminislrac,o e das principaes esco- ; des ; e assim poz-se de marcha para Pernam-
las; as escolas dotadas cora um fim nacional e buco.
calholico lornaram-se allemaes e protestantes ;' Seus inimigos porm vendo cscapar-lhes esta
supprimiram-se as antigs inslituicdes munici- preza, reuniram gente, e munidos do urna pre-
paes; al recusara aos polonezes o direilo de calora fa'sa ou Ilegal, sahiram em grande nu-
dirigir a sociedado do crdito territorial, reco- t mero pin seguimento do padre,
nhecido em todo o prussiano ; em loda a parte Chegados ao Ico, onde era juiz o Dr. Raymun-
e sempre na luta entre o elemento allemo e o do Ferreira de Araujo Lima, apreseolaram-lhe a
elemento nacioual polonez; sempre e em toda a precaloria que traziam ; e elle, em silencio aos
parle procuram substituir o primeiro ao segundo membros da familia do visconde, que entravam
pela torca ; d'ahi segue-so que os cargos publi- nesta escolta, pz no fatal documento o cun-
eos sao inaccessiveis para os polonezes que nao pra-se.
querem fazer allemaes. Depois disto, conlinuaram os assassinos aps
A Polonia nao linha terceiro estado, porm sua victima, a qual alcancarara no Rio do Peixe,
possuia habis funecionarios ; deixem de oppri- descansando debaixo de urna arvore, o sorpren-
uiir a nacionalidade poloneza no grao ducado de derim sera que ella o esperasse.
governo do paiz. Em todas as partes, pois, en-
contravam-se prepotentes, que protegiam e as
vezes favoreciam os faccinoras, que lhes iam pe-
dir amparo ; e esle mal lornando-se contigioso,
j insinuava-se ata pelas mesmas familias, que
passavam por pacificas ; de maneira que este cos-
tume de receber e favorecer os criminosos, que
nos seus apuros vo implorar o amparo dos po-
derosos sendo um mal antigo, era lambem um
inconveniente poderoso para a regular adminis-
traeo da justica.
lm disto, era Paje o coronel Francisco Bar-
bosa Nogucira Paz, achando-se em luta armada
cora a familia dos Pereiras, a residencia do co-
ronel Simplicio nesta provincia deslocava fre-
quentemenle o Iheatro das rixas para os termos
do Jardim e de Milagrea; porque ahi vinhara
homisiar-se, ou para esses pontos corriam os
autores desles disturbios, quando eram perse-
guidos pelas autoridades, ou quando queriam
rocrutar assocl3s. Estes bandos de criminosos,
aos quaes era familiar o roubo o o assassinio,
atemorisavam excessivameuto a populaco desles
termos, cujas autoridades se nao os favoreciam,
pelo menos os toleravam ou por affeico um
dos lados, ou talvez tambem por temor. Com
effeilo, uns laes Santos da freguozia do Jardim
pareciam porfiar enlre 3 por Jespovoar e cobrir
de lulo esta parte do Cariri ; na barra do rio
Car, um Barrozo protega, no termo da capital,
um grande adjunto de malvados ; e n'outros pon-
tos outros que laes bandos de faccinoras exis-
tiam, de maneira que nao acabara se prelendesse
conta-los um uro. No entanto o presidente
nutrindo sempre boas intenedes, denunciava to-
dos esies abusos assembla provincial nos seus
rehilnos : e abrindo-a no Io de julho, fez una
triste pintura do estado destas cousas, mas esla
nao teudo jurisdieco na administrarlo da justi-
ca, nem na repariic,o da polica, remedio ne-
nluirn poderia dar semelhanles abusos, nem
ainda S. Exc. empregava os meios enrgicos, que
eram necessarios para arrancar o mal pela raiz;
mal que anda progredio por algura lempo nesle
estado assuslador.
Nesta sesso erigo-se em villa a barra do Aca-
lransfero-se a matriz de Meccjaua
lava todas as occasoes de ferir o administrador
da provincia; e finalmente nenhum dos projec-
tos approvados foi-lhe mandado para sanecionar,
Picando demorados at novembro, quando foram
rcniettidos sanecao do novo presidente Dr. Igna-
cio Franciso Silveira da Molla, que chegou da
corle para lomar conta da admini.
vincia a 19 i e novembro do 1850.
iraar conta da administraco da pro-
rain ; iransieno-se a malriz de Mecejaua para a
povoacao de Maranguape, queia enloeni gran-sos muitos membros da familia
de augmento : deterrainou-so que fossem resti- ram-se para Cora da provincia, e
Por decreto de Io do agosto foi transferidas
villa do Riaiho do Sangue para povoacao da
Cachoeira ; i 4 de dezembro foi o governo auto-
risado a des lender 10:000#000 do ris na factura
de urna eslrida da cidade do Ico villa do Gra-
to, o a dar principio a outra enlre a capital e a
povoac.no d i Maranguape; na mesma data foi
transferida malriz deSanta Anna do Brejo Gran-
de para a ci pella da povoacao do Assar ; a 7
desmembrou-se da comarca' da Granja o termo
do villa Vicisa, para annexa-lo a do Ip ; e em-
(lm a lei do orgamoulo fixou a despeza em. .
120.02|*097 ris, e a receita em i 16-481SOOO rs.
O minisic io Euzebio que tinha subido ao po-
der, recoran endou aos presidentes que erapre-
gassem todos os seus cuidados na perse^ucjio in-
cessante dosj criminosos, que infeslavam loda a
superficio di provincia. Em seu relatorio as-
serabla geni havia elle denunciado o estado dos
Unhamuns, onde a familia Feituza nao somenle
coniinuava asun carreira de crimos, comoacoi-
lava por um ftil pundonor todos os criminosos,
que iam implorar a sua proteCQao, formando as-
sim um estado independente no estado. Por for-
ca desla der unca opiniao publica da existen-
cia de urna a mili .i rica e poderosa quo aloman-
do proporces assustadoras, e zera causa cora os
Mellos conlra os Mouroes, foram expodidas ordens
expressas o lerminanies ao vice-presdente Joa-
quim Mendcs de mandar prender lodos os crimi-
nosos desta comarca, e iustaurar processos con-
tra aquellos que o golpe da lei podesse attingir;
e nestas visas foi removido o respectivo juiz do
direilo, Dr. Lcopoldino de Araujo Chaves, ma-
gistrado de una illuslracao e inteireza a toda a
prova, que jendo memoro da familia, cujas ae-
ros reproviva sem que as podesso reprimir ou
punir, (cava coacto no meio della. Effeclivaraen-
te foram instaurados numerosos processos e pre-
oulros evadi-
andaram fora-
Guimares e 1 criado, Joao Julio de Figueira, dem 88. Francisco Muniz do3 An-
Joaquim Lopes da Motta Guimaraes, Pedro Ale-
xandrino Braga, Frederico de Cerqueira Lima,
Joao Candido da Silva, Manoel Goncalves de
Mattos, Agostinho Cocas Cd#a e 1 escravo, Ho-
mem Bom Forges Larangeira, o preto livre Ben-
lo de na;o, e sentenciado e 2 pravas de polica
que o escoltara, o Io sargento da companhia de
imperiaes marinheiros, 3 soldados do 4o bata-
Iho de arlilharia a p e 3e escravos
tregar.
Matadouro publico :
a en-
jos Paula, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 100.Mara Lniza da Purifica-
cao, casa terrea arrendada por
dem 102.Padre Jos Antonio dos
Santn Leisa, casa terrea arren-
dada por.........................
dem 104Jos Pinto de Magalhes,
casa terrea arrendada por........
dem 106. Jos Joaquim de Oli-
veira, casa terrea arrendada por
Mataram-so no da 24 do correte para consu- | dem 114. Antonio Francisco de
168S0O0
192$000
12$000
24O500O
12a000
mo desta cidade 58 rezos
MORTALIDADE DO DA 25 i
Zeferina Mara do Sacramento, parda, casada,
38 anuos, indigestao.
Joanna Maria Beranger, branca, viuva, 70 aDnos,
um cancro uterino.
Joo, prelo, 2 anuos, entorile.
Hospital dk caridade. Existem 56 ho-
mens c 53 mulheres nacionaes; 6 horneas es-
trangeiros, total 115.
Na totalidadedos doeDtes existem 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s6 1/2 horas da manhSa, pelo Dr.
Dornellas s 7 horas da manha, a pelo Dr. Fir-
mo, s 5 horas 1/2 da tarde de hontem.-
Posen, nao faltarao *ons administradores e na- : O padre anda pude correr, mas o cannibaes | [es e Mar-nguape os rendirae
gistrados Se nao ha as igrejas calholicas pro- fizeram-lhe fogo e o mataram brbaramente ; t
gadores allemaes, por que nao ha allemaes sendo proressados por esse fado no foro do cri-
luidos s capellas exlinctas de Arrouches, Son- gidos o perseguidos a todo transe. A maior par-
catholicos no Posen ; porm a ensino feilo om
allemo, e o governo recusa a creaco de urna
faculdade, porque nao quer que se propague a
instrueco nacional.
Taes sao alguns dos vexaraes dos infelizes ha-
bitantes do grao ducado de Posen, os quaes nao
cessam de reclamar com perseveranca seus di-
reilos menosprezados ; laes sao alguns dos ata-
ques de que sao alvo. O jornal do Posen re- de crimes.
pellio-os cora tanta firmeza quaula moderaco :
mas que poder lera a luz em cgos voluntarios?
No entretanto cada um cumpre o seu dever :
demonstracoes legaes o pacificas teera lugar
continuadamente para obter sem restriego o li
me, obliverara todava recurso do juiz de direilo
do Pombal Dr. Manoel Fernandos Vieira, que
por lal acto fui speramente criticado pelas folhas
chimangas, visto quo era prente de grande
parte dos reos.
Estos acontecimeutos liveram urna duracao
que abrangeu o espaco decorrido de 18l718bl;
mais adiante lornarei a tomar o fio desta serie
das trras de Indios perience
las ; e orc.ou-se inalmenlc a despeza em res
116:041*580 e a receita cm 102:075. D'aqoi da-
ta o melhoramento progressivo do estado linan-
ceiro da provincia, melhoramento que nesle an-
uo foi devido rcgularidadc do invern decom-
binarao cora os supprimentos leitos provincia
pelo governo geral nos* annos precedentes ; co-
mo o passarera as congruas dos parochos ser
pagas pelo cofre geral; e finalmente com o gran-
de augmento das renda?,em consequenea da mo-
enlos dos quadros le delles todava livrou-se cora grandes despnzas
nles s mesmas vil- | era um jury presidido por um juiz de direilo n-
Os furtos de gado, aos quaes se linha habita-! dida tomada pelo governo de arrematar gcral-
do, e mesmo lomado gosto a populacao proletv mente lodos os ramos de imposto
ria dos rertoes.com dobrada furia depois d* sueca Nesta sesso a assembla decrelou que se di-
de 1845, da qual se prevaleceram naquella data, j rigisse ao imperador urna representarlo, podin-
iara prejudicando muito a principal industria da do-lho que ronvocasse urna assembla consli-
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 15 DE OU-
TUBRO.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes osSrs. Reg, Barata, Gameiro, Pinto,
o Dr. Nery da Foncoca, abrio-se a sesso, e foi
lida e approvada acta da antucedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do inspector da thesouraiia da fa-
zenda provincial, pedindo que, em virtude da
decso do presidente da provincia, co m ni un i ca-
da aquella inspectora por ofiicio de 15 de se-
tembra ultimo, expedsse a cmara suas ordens,
para que fossera recolhidas thosourarin as le-
tras pertencenles a arremalaco do imposto so-
bro capira de planta, e a rend que houvesse a
cmara cobrado de julho prximo Luido por dian-
te, nao s do mencionado imposto, como dos que,
sendo municipes, passaram a sor provinciacs.
Mandou-se expedir ordem ao procurador nesle
sentido.
Outro do engonlieiro cordeador, informando
sobre o rcqucriraonlo de Domingos Aniones Vil-
Inca, que pede indemnisaco do terreno, que diz
fica coinprehondido no quo est destinado para o
matadouro publico da Cabanga. A'comraisso
terino e leirio, que muito os favoroceu.
Esla persegualo nao cessou por rauilo lempo, d li(.0os (Bjrala Bar R^
alugenlando por isso os numerosos criminosos
homisia
vre uso da lingua poloneza ; e dous eminentes provincia, que tora sido inqueslionavelmenle at ; fuitite para rever a constiluicao, no senlido das
patriotas, o Sr. Potworuwski e o conego Jabc-
zynsk, sao delegados ofliciaes de loda a popu-
lacao poloneza junio ao Sr. Ronin, chefe da re-
gencia de Posen.
(Monde.II. Duperron.)
INTERIOR.
Eskmm histrico sobro a provincia
do Cear pelo Dr. Pedro Tlie-
berge. (*)
(Coniinuaco do 248.)
Esto anno e os precedentes foram fecundos em
fados criminosos perpetrados por quadrilhas de
ladroes e assassinos, que infeslavam a provincia
em todos os seus ngulos.
No Ico foi dispersada em 1846 e 1847 urna
numerosa quadrilha capitaneada por uns intil i- j
lados Tapiocas, que roubavam e assassinavam
sem temor das autoridades.
Na Barra do Seti existia outro coito ainda ,
mais numeroso e composto de pessoas de fami-
lias importantes da provincia : o qual infunda
terror em todas as estradas desdo a capital al
ao Riacho do Sangue, levando o seu arrojo ao
ponto de ir atacar casas, como fizeram na fazen-
da das Almas, perlo da Ba-viagem, freguozia de
Quexeramobim, com a do coronel Victoriano,
o presente a criaco do gado.
Osgovernos roconheciam a urgente necessida-
de de reprimir semelhaules abusos, mas falla-
vam-lhos para isso os meios; porque sendo estes
dolidos particulares, occorria que as partes pre-
judicadas nao queriam recorrer aos meios judi-
ciaes pola razo do excederem as cusas ao pre-
juizo solrido
Esla falla da legislaco causa de grandes
prejuizos e grande desanimo nos criadores.
Os crimes pblicos iam-se deseuvolvendo
ideas do partido praieiro de Pornambuco; o
qual achava-se no ullimo grao de exaliacao e
podra assira insuflar suas ideas aos chimngos
desta provincia. A represenlaco foi assignada
pordezeseis membros do corpu" legislativo pro-
vincial.
Tendo os depulados entendido que a ellos sos
perlencia a creaco d^s freguezias, era virtude
do ari. 10 do acto addicional. assira obraram em
seses passadas, prescindindo da audiencia do
bispo diocesano. E-te, porm, resenlindo-se do
denles, embora convencidos da urgente neccssi-
i dade de lhes oppur urna barreira, nao o podiam
fazer, lano pela fraqueza das autoridades, que,
em virtude da exaliaco dos partidos, sempre
prestavam prolecco "aos correligionarios, por
, nios que elles fossem, como pela con descen-
dencia dos jurados, que nao comprehendeiido a
importancia do seu ministerio, innocenlavam
pela ahsolvicao a mor parte dos reos, ainda quo
nao reslasso duvida alguma sobre a realidade
dos crimes o eulpabilidade do aecusado.
Oulro vicio concoma tambera para o enlorpe-
cimento da acoo da jusltca; era o patronato,
para o qual lera a populacho rica ou influente
do centro um fraco ou cabida, que nao se pode
corapreheder.
Em lodos os discursos de aberlura da assem-
bla, os presidentes lastiraavara este estado de
i nao adiando em casa, mutilaram com 'fa- I C0I1S3S'. lnas nenhum descubri nem applicou-lhe
cadas a mulher para lhes declarar onde se acha- ': inveniente remedio
Reunio-se a assembla provincial em julho, e
trabalhou com regularidade.
tambem n'uma escala espantosa; mas os presi-' que julgava menosprezo de suas attribuicoes, por
do qual roubaram
va escondido o dinheiro,
quanlo poderam.
Estes raesmos ladros haviam jurado a morte
do visitador Antonio Pinto de Hendonca, vigario
de Ouexeramobim ; o qual correu com effeilo !
grandes riscos de ser assassinado por elles.
Os Queirozes j conhecidos por actos anlcrio- .
res, eram patronos ou membros desle coito.
Os ib-es Antonio Cyrillo, Chico-Rui, e oulros
foram presos e condemnados as adminislraccs
posteriores, como teremos eccasio de o dizer,
adiante.
Os Mouroes perseguidos pelo senador Alencar
durante a sua primein administraco, tinham-se
refugiado para bandas do Pianhy.no territorio del
Cratihus ; e lendo-se ahi Miado urna familia
de Mellos, tiverara sem embargo disto intrigas
reciprocas, que produ/.iram acoiilecimonlos lao
graves, que nao posso deixar de relatar os seus i
principaes.
Como corolario desla intriga de familia, fizeram
mullo lempo recusou approvar e prover as que
foram creadas sem sua previa tntervencao. Fo-
ram necessarias supplicas reiteradas dos povos
e pedidos instantes dos presidentes para aliual
alcaucar-se dello o provimento cannico das que
se haviam creado sena esta consulta.
De lempos remotos penda urna quoslo entre
esta e a provincia do Rio-Grande do Norte, rela-
tivamente limites de ambas enlre si. Siin, j
em 1802 as autoridades de I'orlo Alegre haviam
tentado apoderar-so da sorra do Cmara, cuja
chapada constitua o patrimonio da cmara do
Ico; mas os guvernos daquella poca haviam
chegado um accordo amigavel nesla pendencia,
em sentido favoravel ao Cear, por meio da res-
liluico desla Ierra ao seu lerrilorio. Nao me
foi possivel alcangar o decreto que delerminou a
diviso destas duas provincias; com ludo dasdo-
cisoes relativas ella, colligi que fuudou-se na
diviso das veitentes ; o que muito natural, e
lem servido quasi sempre du base para eslabele-
dos nesle teiriluriu ; e o Dr. Silveira da
Molla prusej uo nella cora ardor, e enclieu as
cadeias de irimnosos, que foram julgados por
feitos rece s e anligos. A oonhoraia dos jura-
dos ainda veio em soccorro delles, coniiuuou a
absolve-los mas asappellaces dos magistrados
rieran lamiera temperar e=le vicio dos tnbunaes
e alcangararp pouco e pouco que se inlligissem
ponas aos criminosos, mitigadas siui, porm sem-
pre mais proveilosas para a represso do que a
impunidad,,
Km face i esta siluaco desappareceram como
intoos coitos espalhados pelasuper-
. Segregaram-se os membros da
do Cariri ; dissolveram-
no dorara mais signaos
os do Cur ; finalmente todos os
eral restringiram-se urna ausencia
orque os criminosos reconhecendo
larde cahiriam sob o golpe da lei,
feriando pouco c pouco da carreira de
que por ene
licic do Cea
companhia dos Serenos
se os da baira do Sui
de exsienci i
domis em
de accao ;
que cedo oj
toram-so de
crimes.
Nao prete
recessem
que obteve-d
ido cora Isto inculcar que desappa-
dompletamenle os faccinoras; mas
c um grande decrescimenlo na esta-
do Recite, parlici-
providenciasse. que
canoas, ao lado do
lisc.a dos crimes, que annualmente apresentava
a provincia, decrescimenlo que proseguioem sua
expanso pela escolha que foi faiendo o governo
geral e um i serio de presidentes, que conlinua-
ram porfh na obra da redempeo dos costa-
mas, e na tajref.i encelada de nao deixar descanso
aos criminosos.
FIM.
Nesta sesso aulurisou o presidente abrir
jostradas para Maraoguaque, Balunt o lmpera-
triz ; a 25 de agosto prohibi os enlcrramontos
i dentro das egrejas da capital, e obrigou sepul-
taroni-so os moitos no cemilerio, que se tinha
edificado, embora nao eslivesse completamente
acabado: a 29 creou urna nova freguozia em
Sanl'Anna do Acarac, desmembrada da barra do
mesmo no; e a 31 erigi finalmente una co-
marca lambem nova no termo do Ip, medida
urgentemente reclamada pelos crimes numerosos
que se commelian ol, como j fica esborado.
O estabelecimenlo desta comarca importando
a existencia de autoridades de mais alia cathe-
goria do que aquellas que reclamara utn termo,
presagiava que poderiam pelo seu maior presli-
gio reprimir os criminosos.
A despeza desle anuo foi fixada em 125:0795725
rs., c i recfita om 91:5885; e por isso lena ain-
Na noite de 17 do correnle deu-sc
cor nao s os limites das provincias, como aquel- j ricota um fa
les das freguezias. Ora, o riacho do ruin rece-
be quasi todas as aguas desta torra e vai leva-las
em seu curso ao Jaguaribo ; logo racional que
peitcnca ao Cear, excepeo de urna nesga, on-
de se acha a povoacao periencenle ao Rio-Grao-
de do Norte, denominada S. Miguel, cujas aguas
vo desaguar no rioApoJi.
Ha
pouco
os Mouroes seguir para o Ip um sequilo de ; da nolle spparocido um grande dficit, se nao
assassinos, dirigidos por uns tees Gadelhas, que
ali chegando invadiram a casa de Joo Ribeiro
de Mello, quem sorprenderam o mataram bar-
baramenlc, assim como oulras pessoas de sua
familia, no numero das quaes enlrou urna sua
lilha de menor idade.
O filho do defunlo fez fogo .sobre o chefe da
fossem as proslaces concedidas as anteriores
aos devedoros da fazenda, por prejuizos que al-
legaran! com ou sem razo ; os quaes no crren-
lo priucipiarara pagar as quatro partes, que
^ nao haviam sido cora ludo consignadas era ver-
I ba de receita.
As obras publicas j principiadas andaram com
-----------------------------------------------------. I muita morosidade por falla de meios para a res-
_ ( ) lonho com esla parte terminado a publica- pecliva continuacao ; e oeste mesmo auno sondo
5ao do Esboco Histrico, que o meo honrado i desonerada a commissao encarregada da obra da
amigo Dr. Thoberge leve a complacencia de im- malriz, foi ella confiada outra presidid-i polo
cumbir aos meus cuidados. comraendador Joaquim Mendos da Cruz Guima-
Como d elle se ve, chega o historiado aleo an- raes, que tioha-aj dirigido com muito go.-to, e
no de 18o0. quo apenas foi de novo incumbido do sua adm-
Muitos oulros dados, relativos historia dos an- nislraco, mandou rasgar arcos na3 paredes
nos prximamente posteriores lera elle cnlleccio- principaes do edificio, enlre a nave e os corre-
nado; porm entendeu nao dever lanca-los por dores, afim de augmentar a capacidad* do tem-
i publicidade por melindrosos, em razo de po. que era com effeilo demasiadamente aca-
chado. Estas arcadas todava sahiram em ex-
tremo baixas, e deram obra inteiramente um
ar pesado, que lhe tira muita graca.
A mesma commissao foi tambem incumbida
da coniinuaco do hospital da misericordia.
Eml846 o pros'lente Vasconcellos linha man-
dado vir um engenheiro para a direceo das obras
publicas da provincia ; como elle "se demoras-
se pouco no Cear, o Dr. Fauslo contralou um
outro, cujos servicos pouco aproveilaram. porque
morrea alguns annos depois de sua chegada.
Eotrou o anno do 1849 sem grandes novida-
des, nao obstante o estado de rebellio de Per-
nambuco, que durante alguns mozes tornou-se o
theatro de urna guerra civil destruidora. Os chi-
mangos RChavam-se nesta provincia sob a pres-
i Apc
O governo geral consultado sobre esla mate-
ria, mandou que os governos das duas provincias,
de commum accordo e com intervenco do bispo
diocesano, marcassem estes limites". Assira, o
presidente do Cear estabeleceu que na conlormi-
dade da resolucao de II de outubro de 1831, de-
viam ser determinadas pel eleva^o maior da ser-
ra sobro os valles, isto pela diviso das aguas ;
e gniando-se por este principio, Iraca urna linha
divisoria, a qual submetleu ao bispo, que a ap-
provou, e ao governo do Rio-Grande que a re-
geilnu. O bispo cm definitiva resolveu que tudo
licasse no sou antigo estado, e hoj>i acha-se to-
mada por linha divisoria a que separa as ver-
ten les.
Questo da mesma naturezi por vezes 'ern-se
suscitado sobre os limites entre esta provincia e
a de Piauhy, relativamente ao territorio que o
CoarA possue desdo anliga data na chapada da
serra Grande. Preleudiam os do Piauhy que to-
da a chapada fosse de sua provincia, por causa
das aguas que i orrem para o rio da Parnaluba, e
pois davam por linha divisoria a crisla da serra
e a baria do riacho Temauha ; mas no caso agita-
do existe nina caria reaia de D. Joo V. do mnn
de 1721, citada pelo Rvm. Sr. Thomaz Pompeo
de Souza Rrasil nos seus apontamentos, determi-
nando expressamonle que as aldeias da Ibiapaba
'S. Benedicto, S. Pedro do Ibiapiba
mero de sua
que. por ciu
referido Mei
ser fiagiciad
at com um
REVISTA DIARIA-
Ao oflicial da fazenda provincial Manoel do
Nascimento Rodrigues Franca foi concedida a
elevaco de seus venc memos na proporco de
0 por centc, conforme o art. 31 da lei n."488.
em Ha-
rto, que para ostenlacao o desres-
peito auloridade, lembra esses lempos passa-
dos, de trislt recordae.o.
viera para aquella localidade um
individuo d( norne Mendonca, trazendo no nu-
farailia urna moca chimada Josefa,
mes mal entendidos de um filha do
doea, era maltratada a ponto de
i chicle por vezes, e ameaeada
pistola.
Outro do fiscal de Santo Antonio, informando
que lhe pareca nao poderem ler lugar os con- j
cortos, que pretende fazer em o seu sobrado na !
ra de Hurlas n 30, Joaquim Pacheco da Silva,'.
nao s por ser essa casa bastante velha, e toda
arruinada iuleiranicule, como por nao estar no
caso de receber novo pa miento, segundo odis- :
posto no art. 17 do til 7 das posturas de b'O de
junlio do 1849.Mandou-se ao engenheiro para
informar.
Oulro do fiscal supplenle
pando para que a cmara
tanlo a rampa do porto das
norte, como a da praca do comraercio, se achara
arruinadas, aquella pelo fluxo e refluxo das aguas
da mat, e esta por estar com as pudras deslo-
cadas.Que selevasse a reptesentaco ao gover-
no da provincia para mandar proceder aos repa-
ros por quem compelisse.
Oulro do fiscal de S. Jos, informando que o
lugar na ra Imperial, onde pretende Manoel Ra-
mos de Jess edificar urna casa, no terreno que
ahi tcm, com rinte c tres palmos, dos designa-
dos para a edificaco de vinte e dous palmos
de frente, pelo que julgava nao haver inconve-
niente na prelenco do supplicaule.Mandou-se
dar cordiaco
Leu-se e ficou addiado a requeriraento do Sr.
Barata, um parecer da commissao de polica, op-
pondo-se a proposta apresentada polo dito varea-
dor acerca da desinfecto das casas onde fallece-
r m pessoas tocadas de raoleslia de carcter epi-
dmico.
_ Foram approvados dous pareceres da commis-
sao de peticoes um sobre o requerimenlo viudo
da presidencia, de D. Carila Joaquina de Car-
vajho, e outro acerca da pelico de Manoel Ro-
mo Corroa de Araujo.
Quanlo aquelle, disse a commissao, que, pelo
que locava ao daino que diz a peticionaria ter
causado no seu sitio Manoel Goncalves de Oli-
veira, devia ella uzar dos meios ordinarios con-
tra o danmificador; e pelo quo respeilava ao
bem publico lhe pareca que a cmara devia op-
porlunamcnto tomar as providencias que fossem
aulorisadas por lei, afim de que nao fosse pre-
judicado o Irausilo publico ; e que nesle senlido
nformasse a cmara presidencia.
Quanlo ao segundo, era de vol, vista das
razes expostas vAo peticionario Corroa de
Araujo, e informaces do engenheiro cordeidor,
que, alm da indemnisaco que a cmara man-
dou ltimamente pagar ao mesmo peticionario, e
da que na inforinaco ultima do mesmo enge-
nheiro entendeu este ser de justica pagar-se-lhe.
Mas nao pudendo ella supporlar por mais lem-
po lao bruta
; ama senhor;
nha sorle, r
mIsou-IIio um casamento com
individuo di nome J. Gomos de Souza.
Ora, esle
tudo, pelo
iras do mal
traiamento, retirou-se para casado
que, compadecida de sua raesqui-
ura
licto, que deveria ter posto termo a
:ontrario exacerbou ainda mais as
ado, e no da em que elle loria lu-
gar, fui iutinado que sahisse do lugar, alias leva-
ra urna suri a.
Esla ameica foi ostensivamente cumprida
noile do pro rilado do dia, quando a misera do
voltade vizila feita familia do respectivo sub-
delegado, passava pelo riacho Timb, sendo en-
to lancada ho chao por Mendonca, armado de
caclo e chinte, que poz-lhe uro p sobre o
pescoco a si rrou-a horrivelmenle ; do que re-
sultaram-ltt contusoes e ferimentos !
Nao paran porm ainda ahi a ferocidade e o
cynismo de Mendonca.
Por occaslo do fado achando-se o subdelega-
do nesta cidlade, e quando regressou sabendo
do occorrido, raandou vira olTeudida sua pre-
senca para ser vestoriada ; e ao passar ella pe-
la porla daqijclle, sahiram elle e toda a familia
a encontrarse cora a offendida, que vinha cora
sou marido, e sem respeito auloridade, que j
ahi se achava, de novo a iusultiam e ameaca-
Carvalho, casa terrea arrendada
por .............................. 300000
dem 116. Joaquim de Souza Mi-
randa Couto, casa torrea arren-
dada por.......................... 360^000
dem 124.Antonio Nobre do Al-
meida e oulros, casa terrea ar-
rendada por .................... 300*000
dem 140.Joo do Amaral Rapo-
so, casa terrea arrendada por.. 200&000
dem 142.Marcelino Antonio Pe-
reira, casa terrea arrendada por 24Cft00O
dem 148.Amonio Jos de Maga-
lhes Bastos, casa terrea arren-
dada por.......................... 300JOOO
dem 1.Antonio Francisco Perei-
ra, sobrado de 2 andares e loja,
arrendado tudo por.............. 636>000
dem 3.Mauoel Gongalves Ferrei-
ra e Silva, sobrado de 2 andares
e loja, arrendada por............ 492#000
dem 5 Joaquim Bernardo de Fi-
gueiredo, casa terrea arrendada
por .............................. 2409000
dem 11. Padre Francisco Muniz
lavares, sobrado do 2 andares o
loja, arrendado tudo por ........ 600^000
dem 13.Filhos de Jos Pedro da
Silva, casa terrea arrendada por 240000
dem 19. Irmandadede S. Bom-
Jesus das Dores, casa terrea ar-
endada por ...................... 160g000
dem 33.Anna Joaquina da Santa
Cruz, sobrado de 1 andar e loja
arrendado tudo por............. 93J000
dem 31Viuva e herdeiros de Jo-
s de Olivera, sobrado de 1 an-
dar e loja, arrendado ludo por.... 5525000
dem 45.Jos Muniz da Silva, casa
terrea, arrendada por............ 360g000
dem 57. Manoel Camillo Pires
Falco, casa terrea arrendada
por .............................. '!
dem 59.Joo Baplista Rodrigues
de Souza, casa terrea arrendada
por .............................. X)
dem 61. Maria Theodora d'As-
sumpeo, casa terrea arrendada
por.."............................. Lt
dem 61. O mesma, casa terrea
arrendada por................... 30pOJ0
dem 14.O mesma, casa terrea
arrendada por.................... 2iO$000
dem 71.Augusto Ferreira Pinto
e oujros casa terrea arrondada por 4005000
dem 73. Francisco Jos Das da
Costa, casa terrea arrendad) por. 96J000
dem 75 Manoel Medeiros de Sou-
za, casa terrea arrendada por.. 2165000
dem 79.Candido Jos da Fonseca
casa lerrea arrendada por........ 192g000
dem 38.Jos Joaquim Ferreira de
Mendonca, casa terrea arrendada
por .............................. 2165000
dem 87Padre Luiz de Araujo Bar-
bosa, casa terrea arrendada por. 1443000
dem 91.Juana Francisca de Me-
nezes, sobrado de 1 andar e loja
arrendado ludo por .............. 3425000
dem 95.Companhia da estrada de
ferro, casa terrea de maduira quo
serve de estaeao, avahada por .. SOOgOOO
dem 97. A mesma, casa terrea
que serve de armazera, arrendada
por .............................. 1:000$0&0
dem 101.Ignez Felicia da Costa,
casa lerrea arrendada por....... I8O5OOO
dem 103Joo de Medeiros Raposo
casa terrea arrendada por........ 1205003
Travessa do Dique.
N. 4P. Joaquim Nunes de Oliveira
casa lerre arrendada por........ 84030
dem 12. Joo Bernardo Salgueiro.
casa lerre arreudada por........ 12'lg000
Mera 24. Viuva e herdeiros do
Jos Goncalves Ferreira da Silva,
casa terrea arrendada por......
dem 28. Joo Moreira da Silva,
casa terrea arrendada por .. ..
dem 38.Mara A. da Purificaco,
casa lerrea arrendada por ." ..
9C5000
I445OOO
I2O5OOO
Continuarse-ha.)
Communicados.
Xovos horisontcs da poltica do Brasil.
vi
Que significaco tera a nova reforma clei-
loral 1
Nenhuma ; o estado anterior para peior.
Aborrecesies os depulados de campanario, e
tudo pelo acrese! no de obra que fez tora do or- viudos com a vossa maioria relativa, que vos dar
cntenlo, na construceno da estrada da Varzea, depulados com volacao ainda menor ?
viverem anda quasi todas as persouagen, que
nelles figuram.
O Sr. Dr. Theberge, apezar da franqueza que o
orna, e que resalta do proprio Esboco Histrico,
nao desconhece todava o pensamento de Voltare
on doil des gards aux vivants, mais on ne doit
que la vrit aux mors; e assim guarda o fruclo
de suas lucubracoes c de seus laboriosos esrorc.os
para occasio mais azada, e em que oamorteci-
mento daspaixes e o estudo mais profundo dos
homens, que tenham desapparecido da face do
mundo, garantam a verdade que lhes devida.
Esla reserva racional, e a nossa situago a
inipe. mesmo ao histonographo.
A apreciaco da obra, segundo minhas ideas,
J deixei-a consignada ao comocar a respectiva
publicaco ; e congratulo-me por"v-la esposada I sao de una effervescencia rconslanle""e gra'nde
e Vicosa,
reclamadas pelo governo do Maranho, nao se ram do noval sorra, a nao deixar o lugar.
desaiinexassem do Cear para o Piauhy ; e quel Informara-nos que esle fado escandaloso j
conlinuassem como sempre fura, perlencer se acha alTeilo ao Sr. Dr. chefe de polica, mas
capitana de Pernambuco. Esta decso deslrue que at pouco o referido Meudonca ainda pas-
por todas as nossas illustraces, que sao concor-
des no mrito de um prod'ucto intcllectual quo,
para chegar vivificaco, leve de lular com dif-
ficuldades tamaitas que nem lodos podem ava-
liar devidamenle.
O mundo das letlras entre nos, acha-se ainda
pouco visto ; e o campo da historia patria, e cora
cspecialidade das diltercntes provincias, nao ha
sidoagricultado como fra para desejar.
N'isio consiste o grande mrito, assim como
tara bom nisto est a difBculdade da obra do 3r.
Dr. Theberge; pois que quer como en3aio, auer
como a propna historia ostenta-se em unid'ade
Tegulansada, nao obstante algumas inexaclidoes
que se lhe possam argir, devidas corrupeo da
tradico que elle leva de oonsultar, na falta de
outra origem a que assignasse os tactos nar-
rados.
Apezar do esforco que empreguei, muitos erros
typographicos se acham na publicagao ; os quaes
espero que sejam rectificados pelo seu autor,
quando houver de dar outra edico com amplifi-
cago di materia, cm consequenea dos novos
dados oblidos na coniinuaco de seus estudos.
Isto dispensa-me urna errata, que nem sem-
pre lida.
Wilruvio.
mas com ludo nao foi perturbada a tranquillida-
de publica, muito embora o grito di rebellio
resoasse at ao Ex, as fronleiras desla pro-
vincia com a de Pernambuco, na vizinhanca do
Craio, onde receiou-se que tivesse repercusso a
anarchia. O presidente, porm, pode conler os
turbulentos, tanto do Crato como do Ex, por
inlerraedio de um respeitavel destacamento de
tropas regularos, que mandara estacionar pre-
ventivamente no Calo e no Jardim. Parle desta
tropa marchou anda para o Ex, requisico do
delegado daquelle distrido; e os anarchistas' d'ahi
vendo que esla medida fazia abortar os seus
planos, vingaram-se disto no commandanle des-
ta escolta, > lente Jatahy, quem mandaram
esperar no caminho, e feriram com urna bala
que empregando-se-lhe no peito, occasionou-lho
a morte poucos mozes depois. Esta marcha so-
mente foi pois bastante para suffocar a tentativa,
e restabelecer neslcs lugares a tranquillidade pu
Os roubos e os assassinios nestes annos foram
augmentando n'uma escala espantosa, a ponto de
dar receiar um desmoronamentodoestadosocial
nesta provincia. O coito do Sitia infunda, como
j disse. terror em toda a superficio do Cear at
6 porlas da capital; na estrada desta ao Araca-
tudcs os argumentos produztdos pelo Sr. Alen-
caslre, no fim de urna inlerossanle memoria que
apresentiu ao Instituto Geographico e Histrico
do Brasil, sobro a provincia do Piauhy, memoria
que foi inserida no peridico desta doula corpo-
raQo.
Durante o principio do anno de 1850 os nego-
cios correram sem aconteciraento notavel na
provincia, a nao ser a coniinuaco dos roubos e
assassinios pelos bandos de faccinoras, que j in-
dique). No Cariri, e especialmente no Crato 3
companhia intitulada dos Serenos tornava aquel-
le termo inhabitavel : linha ella sua testa um
famigerado Domingos cxo, membro degenerado
de urna familia u'outru lempo imprtame, e que
alcancou urna triste celebridade. Os roubos de
cavallos particularmente praticavam-se com um
desembarazo extraordinario, ponto de ser tira-
do em caminho o proprio cavallo doolTicial man
dado pejo governo perseguir os membros desta
associajao devastadora ; de maneira que seme-
Ihanle descaramenlo levava o povo argir de
connivencia nelles certas pessoas iufluentes na
p 'litica, que para conciliarem a conliane.a de
guarda-cosas, favoreciam os chefes de taes coi
los. Este estado era desesperante, e reclamava
medidas enrgicas o promptas; que todava anda
demoraram-se lempo bastante era ser traduzidas
em fados.
O Dr. Fauslo Auguslo de Aguiar ainda neste
anno abri a sesso da nova legislatura da assem-
bla provincial no Io de julho ; mas a 10 de a-
gosto, sendo removido para o Para, enlregou a
direceo dos negocios ao vice-presdente Joaquim
Mondos da Cruz Guimaraes.
A assembla toda composta de snquaremas pu-
ros, debaldo quiz oppr-se sua entrada na ad-
mioisiraco; e vendo que por meios legaes nao
era possivel negar-se a dar-lhc a posse, poz-se
logo em guerra aberta com elle, chegando a im-
prensa ao ponto de proclamar a desobediencia
primeiro auloridade da provincia, que arga de
seava all impunemente, acompanhado do dous
sicarios descouhecidos. E pois, reclamamos
por algumas: providencias, que facam tfecliva
a punico de to brbaro criminoso"
Hoje concluimos a publicaco do Esboco
Histrico, do Sr. Dr. Pedro Theberge.
O merecitnenlo desta publicago acha-se ao
alcance de lodos, e o seu Ilustrado autor cre-
dor dos nossjos agradecimentos por osse traba-
Iho tanto m;is importante quanlo sabida a dif-
ficuldade, que para elle devera encontrar o re-
ferido douto -, na procura dos dados constitu-
tivos.
Por polrtarii de 23
do subdeleg
entrado dos
dissemo-lo,
na, a quem
O Sr. Dr.
de polica d
do correte foi noraea-
ido da freguezia dos Afogados o ca-
pito Antonio Goncalves de Moraes.
No vapor Cruzeiro do Sul, ante hontem
portos do norte, chegou, como j
la Sr. Dr. Henrique Pereira do Luce-
'elcitraos pela sua boa vinda.
Lucena exerceu o cargo de delegado
b lermo do Ouricury por espaco de
se lhe desse mais GOO3OOO ris.
Corno nao linha a cmara verba na lei do or-
namento vigente, donde tire osla despeza, re-
solveu pedir autorisaco ao governo da provincia,
para fazo-la.
A requerimenlo do Sr. Barata, rmndou offl -
ciar ao engenheiro cordeador, para, segundo a
planta da cidade, determinar os punios da pra-
ca projectada no Manguinho, e orear a sua des-
poza.
Despacharam-se as peticoes do Alexandre Ro-
drigues de Almeida, Augusto Ferreira Pinto,
Francisco Tavares de Lima, Joaquim Cavslcanle
de Albuquorque, Dr. Joo Pedro Maduro da
Fonceca e outros, Luiz Bento do Nascimento,
Manoel Ramos de Jess, Maria da Conceic,o e
Maria Martins, e levantou-sea sessio.
En Francisco Canuto di Boa Viagem, ofllcial
maior a escrevi. Reg c Albuquerque, presi-
dente.Barros Rogo.Reg.Barata de Almei-
da.Mello.Gameiro.
CONSULADO PilOVIXGIAL.
Altcraces feitas no lancaucnto das
dcimas que pagam as "casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo cscripttirario
V. M. F. P. da Silva.
[Continuadlo.)
Ra das Cinco Ponas.
5 mozes, _e all prestou importantes sarvicos j
em relaco
ao processo e priso dos autores
do assassinato do capito Muniz Brrelo, j em
relaco a 01
antiga data,
Foram
tros graves tactos e criminosos de
que estavam impunes,
recolhidos casa de delengo no
dia 24 do correle, 10 homens, sendo 7 livres e
3 escravos, o saber: a ordem do Dr. chefe de
polica 3, a
ordem do Dr. delegado do Io dis-
tricto 2, a ordem do subdelegado do Recife 1 e
a ordem do
Passa*.
Su/sabido (
qnim de Ol
co de Paula
Or. Eugenio Auguslo de Couto Belmonle e 1 es-
cravo, Jos Jeronyrao Bandeira o sua mulher.
Dezembargador D. Francisco Balthasar da Sil-
veira e3 es:ravos, Isabel Maria de Jess Albu-
querque e 2 escravas, Francisca Joaquina de
de S. Jos 4.
eiros do vapor nacional Cruzeiro do
ara os portos do sul: Bento Joa-
peira, Croze Joo Augusto, Francis-
Amorim, Candido da Silva Penante, 1
N. 4. Luiz de Araujo Barbosa,
casa terrea arrendada por........
dem 12.Joo Chrisoslomo Pache-
co Soares, sobrado de 2 andares
e loja, arrendado tudo por......
dem 14. Herdeiros de Francisco
Gonijalves Rodrigues, casa lerrea
arrendada por....................
dem 18.Jos Rodrigues de Arau-
jo Porto, sobrado del andar, loja
arrendado ludo por..............
dem 28. Jos de Paiva Ferreira
Jnior, sobrado de 1 andar e loja
arrendado tudo por..............
dem 30.Antonio Jos Rodrigues
da Silva, ca33 terrea arreudada
por ..............................
dem 40 Antonio Luiz Goncalves
Ferreira, sobrado do 2 andares e
loja, arrendado tudo por........
dem 42. Luiz Gomes Silverio, so-
brado de 2 andares e 1 loja, ar-
rendado tudo por................
dem 60.Miguel Teixeira da Cos-
ta, casa terrea arrendada por.,
dem 62.Jos Joaquim Pereira de
Mendonca. sobrado de 1 andar,
I soto e loja, arrendado tudo por.
dem 72.Manoel Ferreira Ramos
casa terrea arrendada por.......'
dem 74. Antonio Ignacio Rodri-
gues Maxado, casa terrea arren-
dada por.....................
dem 78. Filhos de Manoel Jos
Bastos e Mello, casa terrea ar-
rendada por ..................
dem 84.Anna Maria do Carvalh
Ucha, casa terrea arrendada por.
2405000
900*000
1525000
744#OOo
600*000
240*000
4OOJSO0O
708*000
24090LX)
720*000
300*000
300*000
192J000
216*000
Quizesies sulfocar as ambioes subalternas, aca-
bando com os supplenlcs, vindes com a vossa
raaioria relativa agiiarcomo nunca o ocano elei-
loral, e cualha-lo de jangadas de pescadores, lo-
dos com a esperanca uns nos outros, todos ali-
rando o anzol, para apanhar essa maioria relati-
va, que lano mais forte engodo para lodos,
quanlo maior o numero de candidatos? Nao
vedes j o enxame de pretendemos?
Ouizestes libeitar o vol, e fizestes urna lei,
em quu o governo, j adestrado em pescar raaio-
ras absolutas, passa a arvorar o seu pendo em
sua jungada almirante, c lauto raelhor comisar
os oulros pescadores, quanlo maior for o numero
desles? Nao sabis, que da corte esto parttn-
do por lodos os vapores copias de diplomas?
Nao livestes razo, senhores ; a experiencia dos
circuios anda nao eslava feita; ou alias, se es-
lava feita, a lgica reclamava, que vollassemos
ao antigo syslcma da solidariedade provincial,
quando os partidos linhara o seu centro, quando
as ideas linham o seu foco, quando o deputado
olhava para toda a provincia, quando o governo
olliava para todo o imperio passando pelos cen-
tros das capilaes.
Era raelhor tempo esse, em que havia urna
solidariedade de honra e de opiniocs.
Foi demais, senhores capilaes... Que Alexan-
dre dividisse, para reinar, v ; que Alexandre
fallasse em liberdade de voto, elle que poda di-
zer aos presidentessilencio deixai votar !.. Mas.
vos III
O resultado que pouco lempo reinareis, o
resultado que nao podis fallar em liberdado
de voto. E se nao, vede.
D'anles os governos viviam sombra de um
partido, nao se levaniavam com a opiuio, quo
os gerara ; e porque tinham, quem militasse por
elles, linham mais pudor, protestavam, que nao
se ingeriam as urnas Hoje, o que vemos? Que-
brou-se i lei da solidariedade, o carro anda adi-
ante dos buis, o governo declara, que intervera,
e que deve intervir, que represntame nao sei
do que, quo cidado moral, e outros despro-
psitos desle jaez. Ento Srs. do Liberal, achais
isto bom? Estis contentes com a liberdade do
voto?
A solidariedade, que lei providencial na vida
humana, foi expelli ta da poltica; e o egosmo
foi enthronisado. Edaqui'
Daqui, o governo, que nao v represenlada e
arreglmeniada urna opiniao, para nella escudar-
se, sahe elle mesmo a combater; e ei-lo pagan-
do o tributo, de quem aberra do dever: nao ha
mais lei, nao ha mais conslituigo, nem honra,
nem moral; s ha... governo. Queris isto as-
sim, liberaes e conservadoree ? Pois bem : len-
dc paciencia, e escutai-me. Quando o cidado
moral estiver as urnas, quando o cidado mo-
ra/ montar e desmontar, embarcar e desembar-
car, para ageitar um nome proprio, quando o
cidado moral fizer-se dictador, sem que ao me-
nos ahi esleja Alexandre [que vergonha!) tende
paciencia, mo na barretina, e dizei (vos, eu nao)
dizei ao governo, como ao senador dizia o cocu
do Beranger:Tanta honra, raeu senhor I
E dizem, que tito liberaes, e zelam urna si-
luaco, em queso ha urna liberdade, c esta para
o governo: a liberdade da dictadura, a liberdade
de ferir o justo e o honesto 1
E dizem, que sao conservadores, e applaudem
urna siluaco, em que tudo vai-se, os principios
da scieucia poltica, e os inslioctos do pudor 1
E haremos de esperar, qae dos capilaes passe


MARIO DE RRAMBOCO. SEXTA FBIfU 36 DE OTUBRO DE 1860.
o coramando aos teneutes, at que cheguem
vez dos anspegadas?
No artigo seguinte reatarei o assnmpto, exa-
minando alguraas das Causas accummuladas, e
(heorias do dia.
Publicaces a pedido.
Para.
L-se no Glasgow Gaztlte de 18 de agosto
ultimo, a proposito de diversas empiezas do
Brasil.
Outro eiemplo asss satisfactorio de empre-
zas brasileiras sustentadas por capitaes do paiz, e
a cmpanhia de navegacio e commercio do Ama-
zonas, cujo relatorio animal encontramos em um
jornal do Rio, recebido por esta mala. A compa-
iihia tem j 8 vapores empregados na navegado
daquelle immenso rio; e seu trafico de cargas e
passageiros vai em grande augmento, em quanto
que os accionistas recebem um bom dividendo
pelo capital empregado.
Entre a sua presento esquadra de vapores fl-
guram o Tapajz, o Manos e o Inca ; todos cons-
truidos em Birkenhoad, e cujos servicos sao
mencionados pelos directores em termos pom-
posos.
0 Inca, o ultimo barco rejnettido pelos Srs.
Laird, destinado navegaoo para o Pec, tinha
encelado seus trabalhos com urna rpida viagem
no Amazonas, e com a marcha de 12 milhas por
hora consummindo 9 toneladas de combuslivel
por dia ; cartas particulares o classiflcam, como
um barco do superiores qualidades. S aquelles
que tem esludado uassumpto do deseuvolvimen-
to desses magestosos rios da America do Sul,
polo meio do vapor, pndero apreciar o valor de
emprezas como a de que tratamos, testa da qual
figura um dos mais talentosos e mais enrgicos
brasileros.O baro de Muu .
[Jornal do Amazonas, do Para).
Maranliao.
DISCURSO,
que por occasio da posse da nova directora da
Associaco Typographica Maranhense, proferio
o socio honorario da mesma, o Sr. Jos de Car-
valho Estrella, no dia 13 do corrente.
Senhores roembros eToctivos da Associaco Ty-
pographica Maranhense .-Cabe-me anda* hoje a
honra de congralular-me comvosco, por occasio
da posse do novo conselho directorio, que tem
funccionar no nnno de 1860 a 1861, quarto da
installago da Associaco Typographica Mara-
nhense.
Limitando-me presentemente a louvar essa
fralernidade. boa ordem e intelligencia, quo tem
reinado entre lodos os membros rffeclivos, dou-
vos ao mesmo tempo os parabens pelas felizes
acquisicoes, que, fra desla provincia, tendea fei-
to de membros honorarios___ Alexindre Magno
deCastilho lamentemos, senhores, por um
pouco a perda de to til socio I...... Seja-lhe
leve a trra, donde surgiram tantos vares as-
signa lados.
Trilhando serapre a mesma estrada de uniao e
fralernidade, e progredindo as raesmas inten-
coes de sollicilude e prosperidade, praza a Deus
que chegueis ao m glorioso, que lodos deso-
jamos.
Nao posso concluir este breve discurso sem di-
rigir as minhas sinceras felicitaces ao IIIm. Sr
capito Ignacio Jos Ferreira, que na quahdade
de presidente effeetivo desla associaco tem sa-
bido ganhar as affeices de todos os membros da
mesma, pelo desvelo, actividado e bellas rnanei-
ras, nao s na manutengo das boas relages que
devem presidir a esta associaco, como no seu
reconhecido extorco para conservacao e engran-
decimento da mesma associaco.
Sao Luiz, 13 de outubro de 1860.Jos de Car-
valho Estrella.
DISCURSO
proferido pelo socio honorario da Associaco Ty-
pographica Maranhense, o Sr. A. D. Jorge So-
brinho, por occasio de ser empossado o con-
selho director da mesma associaco, no dia 13
do corrente.
Illustres consocios.Celebrando-se hoje o ac-
to de pusse dos fuccionarios que devem reger a
utillissiraa Associaco Typographica Maranhense,
deste ao anno de 1861, eu a quem por vossa benig-
nidade collocaste no calhalago dos vossos socios
honorarios sem que para isso tenha legtimos titu-
les, nao poda deixar d. aunuir ao vosse convite,
eding--vos por esta occasio algumas palavras'.
E' sabido, meus illustres .consocios, que por
maior que seja a dedicago dos membros de urna
associaco qualquer para o seu engrandecimento,
pouco fazem se nao houver um ceniro que cure
com desvelo dos seus nteresses ; e,-assim, aos
seus empregados cabendo maior responsabilida-
de, perlence-lhes tambera com primazia os elo-
gios pelo bom resultado que apresentar a corpo-
co. Reconhegoa dedicago daquelles que mere-
ceram os vossos sutlragios para a nova direccao
dos negocios da associaco, porm, cuuipre nao
esquecer os servicos prestados pelos que hoje
deixam o seu governo.
Ura voto de agradecimento entendo deverser
dado ao lllm. Sr. capilao Ignacio Jos Ferreira,
que to dignamente e com o maior desinieresse
se houve por espago de dous annos no cargo de
presidente effectivo, e para o qual, por corto ob-
leria de novo os suffragios da associago a nao
serena as suas instancias pela exoneraco. A pre-
ferencia que dstes para que a rcuni'o de hoje
fosse feita neste cdicio em quo iuncciona a ty-
pographia constitucional, de sua propriodade,
inqueslionavelmenle a maior e mais importante
da provincia, urna prova da vossa eslima e
coosiderago para com o vosso consocio e amigo,
e de muilos meslres quando outr'ora companhei-
ro do trabalho qualidtano. Sua experiencia, seus
prudentes e salutures congelaos de crer nao se
acabem, enera deixem de ser bera aceilos pela
associago.
Ene edificio raeus Ilustres consocios, onde
quasi todos aprendesles, e donde muilos de vos
tiraesos meios da manutengo propria e das pes-
soas que vos sao caras, bera escollado fo para
a reumo magna desla sessao. Ainda hontnrn,
senhores, destinad j para a expiagao do crime e
lalvez tambcm para o testemur.ho dos sofTtimeo-
tos de alguma victima do despotismo, hoje apo-
sento de honesto trabalh > e guarda typos e prlos
syrabolos da liberdade. Outr'ora immunda cadeia
do crime, agora decente o espagoso edificio da ty-
po grapha constitucional.
A fundago desla associago nao s ulil a
vos; se ella presta aos filhos de Guttemberg mu-
tuo auxilio na indigencia e ca cnferraidade, tam-
bcm bastante faz a prol da liberdade, porque
muitas vczes far pela forja da unio de todos
os seus socios conraternissdos com os illus-
tres membros de iguaes associag5es de oulras
provincias, estancar o despotismo daquelles que
desconheceodo os deveres presuriptos na consti-
tuigao queiram fazer nicamente imperar do es-
orgos, para que Associaco Typographica
Maranhense, suba a prosperidade que do de-
sdar.
A bem da mqralidade publica ainda muito po-
dis fazer socios do quadro eTectivo. Lembrai-
vos que a nobre c civilisago do immortal Gut-
temberg nao se casa seno cora o que justo e ho-
nesto, e com o que tende a moralisar e a desenvol-
ver as arles, as sciencias, a illuslragao, finalmen-
te a elevar a civilisago. Nao se preste em vossas
mos o componidor para a publicaco de pape-
luxos, que a razo desvairada as vezes faz appa-
recer para o insulto e a difamago. Haja para
islo urna liga entre vs, que cora honra os vossos
nomes passaro a posteridade.
De raim, que son o ultimo de lodos que figu-
ra m no calhalago dos socios honorarios, nada
pode esperar a Associaco Typographica Mara-
nhese, seno raeus sinceros votos ao Altissimo,
que 03 faga ardentemente por to til associa-
co, c pelo bem estar do cada ura dos seus
membros.
Sala das sesses da Associago Typographica
Maranhense, 13 de outubro de 1860.Antonio
Bornardino Jos Sobrinho.
[Publicador Maranhense).
Rio Grande do Norte.
Forana demittidos o subdelegado de poHria
do dislricto de Nova-Cruz, e o primeiro supplen-
te do de Papari: e nomeados o tenenle Jos
Oiinplio de Paula lloreira para o primeiro dos
referidos cargos, a_o espitao Manoel Perreira
Nobre para o segunWo.
Essas dnas nomeages forana muito convenien-
te* e acertadas, mostrando o Exm. Sr. presi-
dente da provincia com ellas quanto deseja
raanler absoluta imparcialidade no procesvo elei-
tral.
Era o seguinie numero oceupar-nos-hemes das
demissoes desses dous subdelegados, nossos
amigos, destituidos, segundo pensamos, nica-
mente para arredar-se do processo eleiloral
qualquer vislumbre de intervengo ofnciol, sem
que Importen) ellas um desar-aos cidados de-
mittidos, que alias bons servigos prcslaram
causa pnblica.
Forano nomeados promotor publico desla
comarca o Dr. Jeron/mo Cabral Raposo da C-
mara, e delegado de polica deste termo o Dr.
Erncslo Augusto Amorira do.Valle.
A esculla de ura substituto para o Dr. Cisnoi-
ro, que por motivo poderoso vio-se forcado a
deixar de prestar seus bons servigos a este ter-
mo, e desenvolver nelle a justica e imparcia-
lidade que o caracterisa, nao poda recahir em
pessoa mais habilitada do que o Dr. Valle, Hoto
pela intelligencia, como pela moralidade que o
distingue.
O Dr. Amorira do Valle, de ura carcter ho-
nesto, nobre e puro, acceitando o espinhoso car-
go de delegado de polica, nao por estenlaco de
influencia, mas sim por dedicago ao paiz e ao
distincto administrador da provincia, por si s
um garante da justiga e imparcialidade com que
sellar lodos os seus actos.
A nomeago do Dr. Jeruoyrao Cmara podo
dispensar qualquer reflexao. Filho desla pro-
vincia, que toda o conhece e aprecia, um de
seus mais distiuctos tlenlos, probo, Ilustrado e
independente, tendo oecupado elevados cargos
na provincia, nao o Dr. Jeronyrao um mogo
que encele urna carreira com os defeitos inhe-
rentes ao noviciado.
As importantes attribuices de um promotor
publico, que de ordinario sao confiadas a mogos
imberbes logo que sahem das escolas, vo entre
nos sor exercidas por ura homem de talento e
Ilustrado,,que em seu fervor de bem servir ao
paiz, deixa os commodos da vila de proprietario
para enlregar-se as lides do foro.
Esse fado mais um dos ex'cellenles frtelos
da administrado do actual presidente, que por
seus actos teru-so tornado digno do ser acompa-
nhado pelos homens independentes, no em peono
de promover o bem-cstar de todos os rio-gran-
dnnses.
Acreditamos que a provincia toda applaudir
a nomeago do r. Jernimo Cmara, com ex-
cepgo de dons ou tres desaffectos. Com estas
nomeages 8. Exc. dou mais urna prova da boa
intenco que preside suas delibe.acoes, e do
prego em que teera os homens de "verdadeiro
mrito.
Seriamos injustos se nao rendessemos home-
nagem ao r. Pereira de Brito, pela maneira
toda dislincta e honrosa com que desempenhou
inteiramente as funegoes de promotor publico. O
Dr. Pereira de Brito, todos o.sabem, a honra-
dez em pessoa.
Procedeu-se regularmente 4 eleigo de
veroadores ejuizes de paz desla nreguezia*, como
melhormenle vero os leitores do artigo es-
pecial.
^ as freguezlas de Toaros, Cear-mirim, S.
Goncalo, S. Jos de Mipib e Nova Penha ulti-
mou-se a eleigo cora calma o regularidade,
obtendo o partido couservador o triumpho elei-
loral.
Em Goianninha, os conservadores para ta-
laran mais notoria sua influencia, tendo inclui-
do ora sua chapa alguns suistas, nao admilii-
rara desie partido o menor sufragio, cosen
triumpho teria sido ainda maior, se alguem nao
livesse persuadido a muilos volantes do mallo
que a eleigo tinha sido transfenaa para de-
zembro.
O resultado da eleigo o o seguinte :
Padre Joo Jeronymo da Cnnha 252
Terlente-coronel Jos da Cosa Villar 240
Antonio Eufrasmo Bsrbalho ..... 232
Jeronymo Cabral Pereira Fagundes ... 198
Anlouto Bento de Araujo Lima .... 198
Padre Manoel Joaquim da Silva Chacn 186
David Manoel da Silva Jnior .... 172
lUlZBS 0E PAZ.
Capito Sebssliao Luiz Guedes 2
Tenenle Francisco Herculano .... 2i-.
Antonio Luiz ogueira de Moraes : 226
Jos Pedro da Luz.........18(J
Em Papari e Nova-Cruz, em consequencia
de incidentes que se deram no correr ao pro-
cesso di eleigo, nao pd le esta ter lugar, e por
issodesignou-se dia para esse solemne acto.
O partido conservador dispe da maioria dos
votantes das freguezias de Papari o Nova-Cruz,
pelo que espera o triumpho eleiloral, a despei-
lo mesmo de haver o partido sulisla maudado
desta capital dous ouiissarios para o ultimo dis-
lricto.
De Santa Cruz e das diversas freguezia3 do
serto desla provincia ainda nao recebemos o
resultado da eleigo, e por isso deixamos de apre-
senta-lo ao respeitavel publico, o que taremos
no seguinte numero.
O Exm. Sr. presidente da provincia trata
da edificaco do mercado publico e do quarlel da
companhia de polica.
Estas obras sao de indeclinavel necessidade,
e S. Exc. couseguindo realisa-las, far ura rele-
vantsimo servigo provincia, cujos distinos vai
dignamente dirigiado.
S. Exc. coraprehende perfeitamente a elevada
missDo de um presdeme de provincia, e de
lastimar que lude com tantos obstculos na exe-
cuco de seus iiobres peu^araentus.
(Uous de Dezembro.)
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhurn empregado geral pode
aceitar em prego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua demtssao. Avisos de 10 de no-
veinbro de 1837 e 7 de outubro de
18io.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de ler :
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial.)
Esse Funccionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
nstt'ucQo e dos cofres pblicos, se acha
fora da sua cadeira, ha 15 annos!!!
(fazem boje 15 desetembro de 1860)
COMMERCIO.
Praca do Recife 25 de ou-
* tubrodel860.
\s tres \\oras da luvtle.
Cotaeoes offlelaes.
Cambio sobre Londres26 3|4 d. 90 d|v.
Cambio sobre o Rio de Janeiroao par e 10 OnO
de descont.
Descont de letras10 0|0ao anno.
Acgoes da Caixa Filial"O de premio por aego.
Acodes do Novo Bancoao par.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Moviiunnle da stirandega.
Volumes entrados cora fazeudas..
com gneros..
Volumes sahidos com fazendas.. 110
com gneros.. 4U6
516
Descarregam hoje 26 de outubro.
Brigue inglozIceuebacalho.
Barca americanaAzelia farinha de trigo.
Barca americana Juliatrunos de fervo.
Brigue inglezBedouintrilhos do ferro.
Brigue inglezRyron idera
Barca inglezaIraogenemercadorias.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 21. 9:2755273
dem do dia 25. ..... 1:042507
1031778O
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 24. 674S063
dem do dia 25....... 5
"674*063
Despachos de exportaciko pela me-
sa do consalado desta cldade n
dia 85 de outubro de tHtiO
ValparaizoBriaue inglez Cynlhia, A. Irmaos,
800 saceos assucar branco.
PortoBrigue porluRuez aSympalhie, Domin-
gos R. Andrade, 56 couros sainados.
Bceebedoria de rendas internaa
geraes de Pernambuco.
Kondimento do dia 1 a 24. 44:951^358
dem do dia 25....... 39lft068
45:342))426
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a24. 16191S986
dem do dia 25....... 977^973
Navio sabido no mesmo dia.
lito da. Janeiro e portos intermedios. Vapor
naeicmirl Cruzeiro do Sul, commandante o ca-
pilao de mar e guerra G. Mancebo.
Editaes.
17:169{959
Caixa filial do banco do Brasil.
A directora resolveu que nao hou-
vesse disconto ao da 30 do corrente
mez de outubro.
Precos emprentes dos prnclpacs gne-
ros c produccoes nacionaes,
que se despacham peta mesa do consu-
lado na semana de
de 22 a 27 de outubro de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada l#l-20
dem caxaga...... (10
dem de cana...... > ljjOOO
Idemgenebra...... ljjOOO
dem idem ........ botija 320
dem licor....... caada lgzSO
dem idera....... garrafa 320
dem resillada e do reino caada IgOOO
Algodao empluma 1.a sorte. arroba 7$800
dem idem 2.a dita .... 6g800
dem idem 3.a dita .... 5S00
Idera em caroco ..... Ig90
Arroz pilado...... arrba 2g500
dem com casca..... alqueire 3J600
Assucar branco novo arroba 4g800
dem mascavado idem ... 2^400
Azeite de mamona .... caada 1#900
Idera de mendoim e de coco. 2000
Borracha lina...... arroba 7 dem grossa...... 4000
Cal era grao bom..... arroba 7jJ500
Idera idem restolho .... 4^500
dem idem com casca. ... 5g000
dem moide...... 9$600
Carne secca..... 4g500
Carvo de madeira .... lg6G0
Cera de carnauba em pao 9j}000
dem idem em velas. ... 13jJ000
Charutos bons...... cento 29500
Idera ordinarios..... IgOOO
dem regala...... 35000
Chifres........ 5g000
Cocos seceos....... 4g000
dem salgados ..'.'... libra 220
dem idem seceos espichados. > 400 :
dem idem verdes .... 140 i
dem de cabra corlidos um 300
Idera de onga...... 10S000 j
Doce de calda...... ar 500
Idera de Goiaba ..... 400
Idera seceos ...... IgOOO
Espanadores grandes. um 3S200
dem pequeos..... lf600
Esteiras de preperi .... urna 300
Estoupa nacional .... arroba IgOOO
Farinha de araruta .... 3g000
dem de mandioca .... alqueire 2g500
Feijo........ alqueire 7g000,|
Fumo era folha bom. arroba 15f00 0
dem idem ordinario. ... 9g000
dem idem restolho .... 7gOOo
Idera em rolo bom .... 16g000
dem idem ordinario. ... 6}O00
Gomma 1 ol'ilho..... 48000
Ipecaca hua...... arria- 25g00O
lenha m a has grandes cento 2g500
dem i em pequeas. ... 1g600
dem em oros. ... 12(f00
Maderas edro ta-boasde forro urna 3g000
Louro pranchoes de 2custados um 9g000
Costadinho....... urna 6g0O0
Costado........ 8gOCO
Forro......... 2g500
Soalho........ 4g000
Varas aguilhadas..... 2g240
dem quiriz....... lg600
V'irnhlico pranchoes de dous
custados....... 20SCOO
dem idem custadinho de dito v 12g000
dem taboas de costado de 35
a40p. de c. e21/2 a 3 de
largura ....... > 45g000
dem idem dito de dito uzuaes 16g000
dem idem de forro .... 6g00
dem idem soalho de dito 9gOC0
dem em obras eixos de secu-
pira para carros..... par 16g000
dem idem rodas de dita para
ditas........ SOgOOO
Mel ... ..... caada 400
Milito........ alqueire 3$500
Pedras de amolar urna 800
dem de filtrar..... 9g000
dem rebolos...... lgl20
Piassava em molhos .... a m 200
Sabo......... libra 120
Salsa parrilha...... arroba 25g000
Sebo em rama...... 5$00O
Sola ou vaqueta (meio) urna 2g800
Tapioca........ arrba 3&500
Unhas de boi...... cento $300
Vinagre........ pipa 508000
Pao brasil ...... quintal 100*000
MoTmento do porto.
Altandega,
Rendimento do dia 1 a 24. .
Idera do dia 25......
Navios entrados no dia 25.
Macei e portos intermedios. 32 horas, vapor
brasileiro Persiunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato.
Cardil, 35 dias, brigue inglez Spy, de 229 tone-
ladas, capilao Hocquard, equipagem 10, carga
trilhos para a estrada de ferro ; a Rolle B-
doulac. _
312:1338053 Maranhao, 19 dias, brigue-escuna nacional
10:2239138 Grados, de 218 toneladas, capilao Joao Jos
- j de Souza, equipagem 10, c*rga farinha. arroze
322:35681911 mai3 gneros ; a Almeida G. Alves & C.
O lllm. 8r. inspector da thesouraria pro-
vincial, em comprrmento da ordem do Exm. Sr.
presideote da provincia de 20 do corrente. man-
da fazer publico, que no dia 8 de novembro pr-
ximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vai novawente praga para
ser arrematado, a quera mais der, os imposios
da comarca da Boa-Vista, no triennio financeiro
de 1860 a 1863, pela quantia de 4:500$ rs. todo
o triennio.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tagao coraparecarn na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima declarado, pel meio dia,
com seus fiadores, competentemente habilitados.
E para constar se mandou oflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de outubro ec 1860.O secretario,
A. !'. da Annunciago.
De ordem do Exm. Sr. visconde de Cama-
ragibe, director desla faculdade, se im publico
por esta secretaria, que na sessao da congrega-
gao de hoje se deliberou que os artos desta fa-
culdade teem de comegar no dia 26 do correle,
devendo ser sempre dado o ponto, para nelle se-
rem examinados os estudautes, na vespera, s 8
horas da manha, indo o primeiro e segundo an-
no por turmas do quatro alternadamente ; o ler-
ceiro anno a tres ; o quarlo a quatro, e o quinto
a dous. Os actos do primeiro e segundo anno s
11 horas, na segunda sala ; do Icrceiro s 9, na
sala grande ; do quarto s 9 na lerceira sala e do
quinto ao meio dia na sala grande.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
se publica o presente.
Secretaria da faculdade de direilo do Beclfe,
22 do outubro de 1860.O oflkial-maior servin-
do de secretario, Manoel Antonio dos Passos e
Silva Jnior.
Perante a camera municipal da cidade de
Olinda, estar ainda em prego nos dias 25 do
corrente, 8 e 15 do mez de novembro prximo
vindouro para ser arrematado por venda por quem
mais der, na formado art. 28 da lei provincial n.
474 de 5 de maio de 1859, o predio contiguo igre-
ja de S. SeUastiao da mesma cidade, em chaos fo-
reiros, com 62palmos de frente, avaliado em ris
2.0O09 rs., visto nao terem apparecido licitantes
uas pragas que se procedern) para esse fim.
Os prelendenles pdera comparecer no pago
das sesses da mesma cani3ra nos leferidos dias.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda
em sessao ordinaria de 18 de outubro de 1860.
Manoel Antonio dos Passos e Silva, pro-presiden-
te.Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez de Gui-
vara, secretario.
Declaraces.

De ordem do lllm. Sr. Dr. procurador fiscal
da [azenda provincial faz-se publico, que a rela-
co dos devedores do imposto de dcimas da col-
lecloria de Olinda, relativa ao anno financeiro
de 1859 a 1860, acha-se em juizo ; os iiueressa-
dos que qnizerem pagar com guias da mesma
procuradura, podem solicita-los no escriptorio
da ra do Imperador n. 41, das 9 1|2 da manhaa
s 3 da tarde, para o que se lhes d o prazo de
15 dias, contados de hoje. Recife 24 de ouiubro
de 1860.O solicitador da fazenda provincial,
Joo Firmioo Corrcia de Araujo.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Sis- accionistas do
novo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9,< por
acedo, do dia 10 de setembro em diante.
O novo banco de
Pernarlibuco repeteo avi-
so quelfez para serem re-
coihfckis desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
IVi tunal do commercio
Pela secrelaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que na
dala infra foi registrado o papel de accordo que
para concluspo da queslo que havia entro os so-
cios da firma Rodrigues & Ribeiro fizeram Ma-
noel Joaqun Rodrigues de Souza c Luiz Anto-
nio de Souza Ribeiro, estabelecendo-se a separa-
gao das dua: lojas de ferragens que ficam sen-
110 ndmimstr das cada urna de per si pelo socio
que competir, subministrando arabos os socios
as quantias micessarias para integral pagamentos
das letras sooiaes a proporgao que se forem ven-
cendo at coaipletarse a fiquidagao da sobredi-
la sociedade (jue contina a cargo do socio Ro-
drigues.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 23d|e oulobro de 1860.
Dinamerico Augusto do Reao Rangel.
No impedimento do ofcial-maior.
Tribunal do commercio.
Pela secrelaria do tribunal ao commercio da
'ernambuco se faz publico, que foi
ratralo de sociedade feito por An-
Gougalves Fraga c Francisco Gon-
li Cabral, Porluguezes, residentes
endo o lira social a compra e ven-
da de mercado rias de estiva e fazer outros nego-
cios que nao firera prohibidos, por lempo de tres
annos, contados do 1. de outubro crrente, sob
a firma de Fra:a & Cabral, da qual usaro ambos
os socios, gyraido a sociedade com o capital de
os por elles.
tribunal do commercio de Ter-
outubro de 1860
erico Augusto do Reg Rangel.
impedimento do oicial-maior.
provincia de I
registrado o c
Ionio Joaquim
calves da Co.
nesta cidade,
8 0003 rornerit
Secrelaria d
nambuco 23 dd
Dinam
N
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz constar que na
data de hoje foi admillido a registro o papel de
socielade que em dala do 29 de setembro ultimo
a durar tres annos. contados do 1. de Janeiro do
corrente fizeram Eduardo 4lexandre Burle, na-
tural desla prov ncia, e Eduardo Filippe Francis-
co Truchon, de i'aris, sob a Arma de E. A. Bur-
le & C. em Pernambuco, e Ed Tuchon & C. em
Pars, sendo o fim social a venda de fazeudas
mandadas pelo socio Ed Truchon, e oulras que
lhes forero consignadas, e o capital de seu gyro
ser do 237:087*189 furnecidos por ambos os
socios.
Secretaria do iribunal do commercio de Per-
nambuco 24 de outubro de 1860.
Dinamepco Augusto do Reg Rangel,
No impedimento do ofcial-maior.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para o fabiicv de velas de composico.
Papel carto resmas 8.
Para a cat aliara de primeira linha.
Luvas de algodn branco pares 66.
faro a :ompanhia de artfices.
Caldeira de ferro fundido para 50 pragas 1.
Taina de barro c m p de madeira 1.
Copo de vidro 1.
l'ralo de louca para o dito 1.
Para o concert do cano da lalrina dos apren-
dizes menores.
Zinco em lengol
Para o rancho t os menores do arsenal de guer-
ra durante os mezes de nonemaro e de?em6ro
prximos vindouros.
Pes de 4 angas
Bolachas.
-----------------------------i
arrobas 2.
Caf em grao.
Cha hyson.
Manteiga franceza.
Assucar refinado.
Carne verde.
Dita seca.
Farinha de mandioca da (erra.
Arroz do Muranho.
Bacalho
Azeite doce de Lisboa.
Vinagre de dita.
Feijo preto ou mulatinho.
Toucinhode Lisbos.
Quem quizer vender taes objectos e contratar
os gneros do rancho dos menores aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conseiho, slO horas da manha do dia 29
do corrente mez.
Sala das sesses doconselho adrainilralivo
para rornecircenlo do arsenal de guerra, 24 de
outubro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
se com seu consignatario Francisco L. O. Aseve-
do, ra da Madre de Deo n 12.
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em paueos
dias para a Babia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Ceare|Mundaii.
Sabe mi p re ter i vel mente at o dia 27
do corrente o hiate Correio da Impe-
ratriz, quem quizer carregar ou ir de
passagem dinja-sea Carvalho, Noguei-
ra & C, ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Para o Aracatv e Assu',
o hiate Dous Irmos j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Marlins & Ir-
mo, ra da Madre de Dos n. 2.
Para a Baha
O veleiroebem conhecido patacho nacional
Julia, pretende seguir com muila brevidade tem
a bordo parte de seu enrregamento para o reste
que lhe falla trala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendos, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Allcnco.
A barcaca<'Idalina segu para a Parahiba, e
j tem a maior parle da carga, a qual se acha na
escadnha, aonde se achara com quem tratar.
REU IOMPANHIA
DE
Paquetes ngkzes a vapor.
At o dia 28 deste mez, espera-se da Europa
0 vapor Tyne, commandaolc Jellicor, o qual da-
pois da demora di costume seguir para o Ri.i
I de Janeiro tocando na Bahia : para passagens
etc., trata-se rom os agentes Adamson, Ilowie
& C. ra do Trapicho Novo n. 42.
Avisos martimos.
COjUPANIIIA
DAS
Messageries imperiales.
O Milford Harn, espera-so do Rio de Janeiro
e Baha do dia 28 a 29 do corrente, e seguir
para a Europa depois da demora do costume ;
para passagc:ros etc. com os agentes Tasso Ir-
mos.
Rio Grande do Norte.
Sahc at o dia 28 do corrcnle. a barrara S.
Barlholomeu, ainda recebe carga a frete ;*a tra-
tar na ra da Madre de Dos n. 2.
Para o Aracaty.
Sogue viagem o hiate Santa Anna at o fim
da presente semana : para o restante da carga e
passageiros trata-se no escriplorio de Gurgel Ir-
maos, ra da Cadeia do lecife n. 28, primeiro
andar.
Leudes.
DE
COMPASBIA BR4SILE1RA
DE
ranmB atojmr.
Espera-se dos porlos do sul al o dia 30 do
convntc o vapor Oyapock, commandante o ca-
pito tenenle Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos* do
sul.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n.l, escriptorio de Azevedo
Mendos-
Para o Rio de JaDeiro.
O veleiro o bem conhecido brigue nacional
Eugenia, pretende seguir com mnita brevidade,
tem parle de seu carregamento a bordo ; para o
resto que lhe falta trata-se cora os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O bem conhecido patacho nacional Beberibe,
de primeira marcha, prelende segvir com milita
brevidade, tem parte de seu carregamento enga-
jado, para o resto que lhe falta trata-se com os
seus consignatarios Azevedo &. Mendes, no seu
escriptorio ruc da Cruz n. 1.
Cear
Segu nesles dias o hiate Artista, recebe car-
ga a frete ; a tratar com Francisco Luiz C, ou
ao lado do Corpo Santo n. 23.
Porto por Lisboa.
Vaisahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promplidao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem encllenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Cear, Maranhao e Para
Segu com brevidade o bera conhecido hiate
Lindo Paquete, capito Jacintho Nones da Costa
por ler parte de seu carregamento prompto ; para
o resto e passageiros, trata-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio, ra da Cruz n. 27.
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto que ainda pode receber, trala-
A 26 do corrente.
O preposto do agente Oliveira far leilao de
poreo de mobilia pertencente a um eslnngeiro
que mudou de residencia, consiste a mesma em
sof, mesa de dito, consolos, banca redonda e
cadeiras, ludo de Jacaranda, cadeiras de ferro
com molas, bancas de jogo, guarda roupa, com-
raoda: loucadores lavatorios, leitos para casal e
de ferro para meninos, marqueza, mesa de jan-
lar, guarda louca, aparador, cadeiras do amarel-
o, banquinhas, relogio americano, cadeiras de
balancoamericanas, louga. vidros etc.: sexta-
cira 26 do corrente, s 10 horas da manhaa, no
salao de bailes do caes d'Apollo.
AsM lioraseai ponto.
Em frente da alfandega
DE
Bolachas de Trieste em barricas.
Fumo americano novo.
Cerveja branca ingleza.
Vinlio Bordeaux, em caixas.
Conserva ingleza em frascos, mixeJ
pieles.
Cognac inglez superior Pal Brandv.
Dito francez.
Charutos de Havana.
Terga-feira 30 do corrente.
Antones far leilo e.n frente da alfandega
dos gneros cima declarados lodos de superior
qualidade que vender em lotes vuntade do
comprador.
LEILO
Segunda-feira 29 do corrente.
DE
Um lindo mulati-
nho de 17 annos
bom bolieiro, copeiro e sem vicio ou achaque :
no armazem do Antones, ra do Imperador n.
13, as 11 horas em ponto.
DE
Uffl rico cabrioleleca vallo.
Segunda-feira 29 do corrente.
No armazem do Antunes na ra do Imperador
n. 73, s tt horas.
Avisos diversos.
O abaixo assignado, sendo o corresponden-
te dos curraea da ilha de Itamarar at Punta de
Pedra, qoe lera agora todos os dias peine dos
mesmos curraes em quanto os ventos reinarem
por o norte, sendo por ruares, o qual sexta-feira
at quarta da semana que vem. tem pcixo logo
pela manhaa muilo cedo, sendo pewe de diver-
sas qualidades. menos eago; assim todas as pes-
soas que que quizerem, podem dirigir-se F6ia
de Portas n. 95, que escolherSo o que quizer;
adveriindo que elle se aio demora mais do que
meia hora em casa, por ser um genero que deve
ser logo estraviado.
Preeisa-sede uin peqneno para caixeiro de
taberna ; na ra das Cruzes n. 1.


(*)
Cercle du Commerce,
chez Blandin.
Aujour'hui vendredi el Deroain il y aura Bee-
Jleck, Tricandoau, et Soupe la Cortue.
Confiara de N. S. do Li-
vramenlo.
Tendo a mesa aclual da confraria de N. S. do
Livramento marcado fazer a festa da sua padroei-
ra no da 28 do correrte, como tinha annuncia-
oo. e nao Ihe sendo possivel effectua-la no refe-
rido da. em consequencia de nao se acharen)
promptos cerlos preparos que se mandaram re-
parar para servir na mesma fesla ; a mesa en-
tendeu justo transferir a mesma para o die 18
iie novembro prximo viodouro : e para que che-
gue ao conhecimenlo do respeitavel publico
roandou fazer o prsenle. Consistorio 25 de ou-
lubro de 1860.O secretario,
Domingos Jos Ribeiro Gouveia.
DIAfilO M *ER/\BMUCO. SXTl FElkU 46 DE OUTUBRO l>E rtflt.
Os apreciadores do theatro \y-
rico sao convidados a' asistirem
as exequias da opera BEATRICl
DI TENDAna prxima noite, e
condiuirem seus restos mortaes
aos pocos do palco.
O abaixo a signado era virtude do
despacho do Exra. Sr. Dr. corregedoi
da comarca, de 2i do corren te, aclia-se
no exerciciode suas funccoes.
O tabeliao publico,
Luis da Costa Porto-Carreiro.
Aliigam-se com loda mobilia, por seuspro-
prieiarios e moradores terem de se demorar por
sigua lempo nos seus engetihos do sul da pro-
vincia, o sobrado n. 27 na ra Nova, de um s
andar e solao com 3 salas, 9 quartos, cozinha e
despensa, terraco, e por baixo desle, coeheira e
estribara, e cacimba com bomba que loda agua
para loda casa, e canno do despejo ; e o silio na
Passagem da Magdalena, penltimo antes de vi-
rar para a estrada do Reajjjdio, murado, com por-
tao e gradeamento de ferro, casa assobradada o
sutao, com 6 salas, 9 quartos, 2 despensas e co-
zinha, grande senzala com muitos quartos, gali-
nheiro, estribara, coeheira, diversas fructeiras,
carimbas com banho o cannos que levara agua
dous jardins, 2 viveiros, baixas de capiro e um
cercadinho para animaes : quem pretender, dri-
ja-se a ra do Cabug, loja n. 1 D. Na mesma
loja deseja-se fallar com
Os abaixo assignados declaram que
o Sr. Poljcarpo Luiz da Paz deixou de
ser caixeiro de sua casa desde o dia 2i
de outubro de 1860J. Souin & C.
-' A pessoa que quizer associar-se
em urna coeheira de carros collocada
em urna das melhores ras desta cidade,
o Sr. Innocencio da ; bem montada com cinco carros e hnn
uja morada ignora, cava|los> tambein
lou a prazo
Programma
DA
Festa da Virgem Senhora
do Ter^o.
A mesa regedora, lendo de solemnisar a festa
de sua excelca padroeira no dia 28, tem resolv-
do fazer a fesla da maneira seguinle :
No dia 27 de madrugada ter lugar urna missa
cantada, e linda a quaTahir a irmandade para
alvorara bandeira com a efllgie da Virgem Se-
nhora em um rico mastro, a noite ter lugar as
vesperas, e no domingo (28) pelas 11 horas ter
lugar a festa, sendo orador della o Rvm. padre
mestre pregador da capella imperial Fr. Joaquim
do Espirito Santo, e a noite Te-Deum, sendo
orador o Rvm. padre mestre prosador da capella
imperial Lino do Monte Carmell.
A msica da festa urna excellente composi-
cno particular, que de bom grado, so promplifi-
cara para sor tocada na festa de nossa excelca
padroer;', tornando assim o acto mas esplendi-
do ; a orcheslra ser execulada pelo excellente
mestre de msica da capella imperial Jos Mar-
cehno.da Costa, sendo composto por excelleute
professores d'arles.
A msica militar tocar em todos os actos, as-
sim como no domingo de tarde evecutas bellas
pecas de musica, seu mestre o Sr. Chagas, do 3
balalhuo, findando a festa com um excellente
fogo de vista.
A frente e ra estar decentemente decorada,
e para mais brilhantissimo e realce da fesla da
virgem Senhora do Terco, a mesa regedora pede
a lodos os moradores illuminera a frente de suas
casas, para que se lornem os actos mais esplen-
didos, pagandodessa forma um tributo de devo-
Cao que rendem Virgem Senhora.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
,. -LEITURA.
A directora faz publico aos senhores associa-
dos, que em consequencia do balanco que tem
de proceder na bihriolheca, deixa de haver ex-
pediente nos das 25, 26,27 e 28 do correle. a-
cullando-se no entanto a leitura dos joruaes no
da em que chegar o vapor da Europj.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
23 de outubro de 1860.
Antonio Baptlsta Nogueira,
1. secretario.
Um moco chegado ha pouco da Europa offe-
rece-se para copeiro, poia para isso tem bastante
pralica ; quem precisar, dtriia-se a ra dos Pi-
res n 28.
. 7 Alu8a-se o segundo andar do sobrado n.
53 da ra do Rosario da Boa-Vista, confronte o
sobrado da esquina do pateo da Santa Cruz :
quem o pretender, falle na taberna do mesmo
sobrado.
Fazem-se
as, capas vialorias, chim
la do Encanlamenio n. 7
capas, balinas, capas viatorias, chimarras, bar-
retes : na ra do Encantamento n. 7,
O bacharel Francisco Xavier
Pere-rade Brito, Adriano Xavier
Pereira de Brito, Araerico Xavier
Pereira de Brito, Candido Xavier
Pereira de Brito, Dr. Caetano Xa-
vier Pereira de Brito, Dr. Anto-
nio Agripino Xavier de Brito, Dr,
Cosme de Sa' Pereira, Antonio
Botelho Pinto de Mesquita Jnnior
muito agradecem a todos os seus
amigos que se dignaram assistir
os ltimos sufragios que se fize-
ram a sua muito presada mai e
sogra e acompanharam ao cemi-
terio, rogando novamente o obse-
quio de assistirem a urna missa que
tera' lugar no sabbado 27 do cor-
rente as 7 horas do dia no cerai-
terio.
comoI."serhorJelC8,,ea ""'*' "W"
Ballaztr Jos dos Reis.
Domingos Caldas Pires Perreira.
Firmino Antonio da Silva.
Joaquim Clemente de Lemos Duarto.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Costa C
ampello.
Antonio de AlbuquerqueMaranhSo.
de urna ama forra ou captiva,
e engommar : quem cjuizer iri-
a negocio de seu inleressc.
Precisa-se de urna ama ou do urna prcta
escrava para o servigo de urna casa de pouca fa-
milia: na ra da Camboa do Carmo n. 4.
Aluga-se um sobrado com coramodos para
graude familia : a tratar na ra da lmperatriz n.
to, segundo andar.
Precisase de urna ama para casa de peque-
familia, que engomrae e cozinhe : na ra do
Hospicio o. 34.
BONITO 20 DE OUTUBRO. ETC.
Quem pergunta quer saber, pois simplcsmen-
te o que desejo, saber se pode ser juiz de paz
em urna freguezia um individuo de outra? como
se d era Bezerros e se nao podendo ser, assim
licar ? isto desoja que Ihe respondam o
Carcerelro.
Precisa-se de 2:000 a premio, dando-se
por seguranga casas ou escravos : na ra do Ran-
gel n. 31, se dir quem precisa.
No da 16 do correnle por volta de 3 horas
da tarde, sahio da casa de seu pai um menino
branco, comidade de 14 para 15 annos, o qual
se chama Jo5o Pau'o da Rosa Ceicio, tendo ate
suhido descaigo e sera chapeo, levou camisa de
riscadinho encarnado, caiga parda j usada, jul-
ga-se que foi seduzido porque nao a prireira
sahida que faz e dizia aos manos que agora quan-
do sahisse tinha com quem sahir ; assim nede-
se a todas as pessoas que souberem aonde est,
de participaren] a seu p.ii, em Fra de Portas n.'
95, o qual recompensar o trabalho que liverem.
0 proprielario do terreno n. 182 sito na ra
da Concordia do bairro de S. Jos, contina a re-
talliar o mesmo terreno j beneficiado, com fren-
te para a travessa do Monteiro, dili do Caldei-
reiro e ra projectada : os prelendenles podem
dingir-se a ra larga do Rosario n. 18, perto do
quarlel, que acharo com quem tratar, de ma-
ihaa at as 9 horas, e de larde at as 3.
Manoel Antonio de Jess.
i:
14.
vende a dinheiro
a tratar na ra do Crespo
Precs-se lugar um andar de
alguma casa em Santo Anlonio, paga-se
bem : na ra do Trapiche n. 7, arma-
zem de assucar.
Gralido.
Luja de azeodas flnasf
40-Raa da Cadcia do Recfe--40 M
DE O
g.VIartinho OHveiraJ
Receberam ltimamente de Londres M
pelo paqueto inglez um grande sorti- S
ment de costme? de casemira le cores m
para hoir.ens o oulros muitos objeclos de $
seda, l e linha, tanto pira homem como
para as senhoras, de gosto e do grande
munlo.
Vndese urna rica mobilia de ja-
caranda' com pedras brancas, a moda
de Luiz XV : a tratar na ra Direita n.
68, primeiro andar.
Attenco.
Vende-se urna taberna com poucos fund*
tuada no melhor local que se pode desejar'poi
carem esquina, e amenidade do lugar convida
aos freguezes a desejarem fazer pousada
Jos, si-
Dor
Ja
MI (* *l C 'J
pois tem grandes cornmodos para esse'fim. como
seja um grande sotao corrido, emflra basta dizer
que o lUgar 6 as Cinco Ponas junto as casas
cnidas para ficar n'uma posicao de abranner to-
das as vitas : portanto quem desejar gaohar di-
nheiro dirigir-se ao mesmo lugar, as Cinco
Ponas ns. 80 e 82, que todo negocio so fara
Vinho Bordeaux
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se vinho Bordeaux a 500 rs. a gar-
rafa, o melhor que pode haver nste
genero.
Na ra do Livramenlo tem um morador que
se persuade que pagando o alugue.1 da casa onde
mora, pode dispdr ao seu bel prazer da casa em
criar galinhas e carneiros, e que bella idea para
se zelir os predios alheios! pois nao era mo
que o fiscal da freguezia se dirigisse a dita ra a
tirar as informaces necessarias para poder apre-
ciar do asseio da casa.
A pessoa que quizer dar 2O0g a juros sobre
pennores annuncie sua morada.
Fugio hoje do poder do abaixo assignado o
sua escrava Ignez. preta fula, de 17 annos. Sania
con, vestido de riscadinho rdxo e chale encarna-
do, e levou urna trouxa com diversas pecas, in-
clusive um vest.do decambraia branca aind por
acabar de fazer Esta escrava foi comprada em
fjL rrfTuiidoDcorrenle anno ao Sr- Sebastio
Antonio de Mello Reg, morador em Iguaras^
quem a pegar e entregar na ra do Hospicio n'
21. ser bem recompensado por
Augusto P. de Lemos.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de vivenda, arrores defructo e fi-
que prximo ao baoho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco caa terrea nu-
mero 33.
Grande inflammacao ua bocea do
estomago.
Nao posso deixar em silencio o curativo feliz
reno pelo Sr. Ricardo Kirk, escriptorio na ra do
rano n. 11, por meto das suas muito acredita-
das chapas medicmaes, as quaes me pozerara
peritamente bom de urna grande infiammacio
na nocca do estomago, que me tomava quas'i a
respincao, causndome assim vm cansaro in-
snportavel durante o lempo de 4 mezes consecu-
tivos, pelo que serei eternamente grato.
(Peniliba) Manoel da Silva Raposo.
MUtoSlim ai v,erdadieira ssignetura supra
pelo tabelhao Justino Antonio Lopes.
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordem da directora faco saber aos Srs as-
v0^05' 'IUe eSl5 fira debUo Pr mensalidades
vencidas que, para mais coramodidade dos mes-
mos senhores. tem autorisado, alm do em-
rin8Aan.0-SH E|lma' n aJ"di"e'do bibliolhec"-
hi^lon,odcSuza Pinto, para receber no ga-
binete as sobredilas mensalidades, em poder do
qual enconlrarao os competentes recibos
Recife 17 do outubro de 1860.
. O Io secretario
^nonio Daptisla Noguiera.
* TT r rTTTTTTTTT TTTTTTT-?TTTTT>
i DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo Gaignoux, dentista, ra das. .
T rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e ^
2 p dentifico.
Um rapaz solteiro, eslrangeiro, precisa alu-
gar urna sala c quarlo ou alcova, fresca e decen-
t quem tiver dirija-se casa de Rabe Scha-
mellau & C, ra da Cadeia n. 37.
Offerece-se urna ama que engomma, cozi-
nha e faz o servco de urna casa de pouca fami-
lia ; na ruada casa do detengo n. 48.
Joaquim da Silva Torres vai a Macei com
sua familia, levando em sua companhia seus es-
cravos Joao e Anna com urna cria.
Aluga-se um segundo andar e solo com
grandes coramodos, e bem assim um sitio muito
perlo da cidade, com muito boa casa de vivenda,
casa para pretos epara feilor, cora muitos arvo-
redos do fruclo, boa baix para capim, camboa
para desembarque ; a tratar na serrara da ra
da Praia n. 59.
Attenco.
Constando ao abaixo assignado que
alguem, inculcando-se de capitao do
navio Duas Luizas, tem assignado
contas e contrahi lo dbitos, allegando
icarem elles garantidos pelo i
navio, de que proprio o abaixo assig-
nado, que nada contratou com quem
quer queseja, e menos o assallaripu pa-
ra commandar o referido navio Duas
Luizas, vem pelo presente declarar
que nao se responsabilisa por divida al-
guma que em seu nome ou sob a ga-
ranta do navio, seja contrahida por
qualquer pessoa, visto como a ninguem
autorisou para faze-lo e nenhuns pode-
res delegou para que se contratasse ca-
pitao ou mais merabros de tripolacao,
para seu navio, que ate em concertos,
como esta', nao reclama ainda taes of-
ilciaes por nao ter feito e era poder
por ora fazer viagem. E para que nin-
guem de uturo se queira soccorrer a
ignorancia se faz o presente. Recife
22 de outubro de 1860. Andr de
Abreu Porto.
Attenco.
Piecisa-se de urna criada de meia
idade preferindo se portugueza, que
d fiador a sua conducta, para casa da
urna familia distincta, nao se olha a
preco cumprindo os seus deveres que
llieserao explicados: a tratar na ra
Nova n. 38, loja.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Aluga-se um3 boa casa no Cachang mar*
gem do rio, ecora excellentes cornmodos para
passar a festa : a tratar na ra da Paz n.42, ou-
Ir'ora ra do Cano.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer un I ~" Manoc' a Sl'va & c- fazem scienle a seus
bheo que se acham venda todos os dias no es 'creduros 1ue nao podendo continuar cora sua ta-
cnptorio das mesmas loteras na ra do ranera i berna Sl" na rua do Ter?0 "- 23 enlregarf"r'
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesm cnave da mesnn taberna e balanco dado nella pe-
Sr. thesoureiro na praga da Independencia n* ti 9 Dalancea,lor juramentado Joo Paulo Ramos
e 16, das 8 horas da manha s 6 da tarde' n CnaveSi em 22 do corrente aos seus maiores cre-
bilhetese meios da segunda narte da nrim;.! ; dores os Srs- Ma"cl Joaquim de Oliveira & C,
rogando aos roesmos Srs. seus credores de se
reunirem em casa destes senhores para delibe-
raren) o que lhes convier. Recife 23 de outubro
de 1860.
Precisa-se
que saiba cozer
ja-se rua do JJIospcio n.21.
j*T Precisa-8o, d Uador a sua conducta : na rua do Queimado
n. 44, primeiro andar.
;. HUra"f- uma casa lerrea com sola<>. "o
sitio do Cordeiro, margem do Rio Capibaribe
com cornmodos para grande familia, quarto para
criado, cocheirls para carro c estribara para 6
cavallos. uma dita mais pequea, tambera mar-
gem do rio, com cornmodos para familia, estriba-
^ar?K cava^los : a tratar no paleo do Car-
1110 l 10a
A quem convier.
,.a,.CSSOa fabilitada e que ofTerece as ne-
?,..- Saranlas. pedido de alguns amigos
seus, se propoe a receber era sua casa, do 1." de
ZT* I.0, PHOX!r,0Je'D dil"Je. esobsua directo,
*"aelud'nlls d.e Preparatorios para a faul-
dade de direito nao tendo seus pais ou corres-
pondentes o menor cuidado com elles a tal res-
nn.1' ,mac?3a commoda. bom Iralamento,
constante sol.c.ludo pela applicacao, para qu
tenham bom resultado nos exames ; e finalmen-
e uma gratifica :ao a mais mdica e razoavel :
taes sao as vanugens que eocontraro.
frl 5"m Se"h,or de ene"ho, pois. ou pessoas de
P?.rf,r -P' qU0 Vizerem mandar S,US I"1"
em udaar;Jaa50" pelas ferias para fazer exame
r^m!?H Lpod.m"se ,nf"mar dos lllms. Srs.
commendador Mnoel Figueira de Faria. major
nq 5i M ^n!,unes. Agostinho Eduardo Pina.
Te ; u S Lu z FilipPe de Souza Leo. senhor
do eogenho Santi Ignacio ; devendo dirigir suas
.carias ao primeiro destes senhores. para que
nnni8 ferP.ro'w pcssoalmente nesta praca,
onde determinare m. v
Para ]trovar a elcacio
DAS
Pilulas paulistanas.
Fa9o publico o saguinte laclo :
Um pobre ilalimo foi atacado de uma hemor-
r/iagia.de.tando angue pela bocea e pelo nariz
a tal ponto queja se achava prostrado e conven-
cido que morria. isse pobre homem mandou um
ae seus companheiros propor-me a molestia
logo conheci que c losso era procedida do um
suspensao hemorrndial. comocostuma succeder
as pessoas maiorende 40 annos
Mandei as pilulas paulistanas para que tomasse
um a do n. 1 cadi meia hora, o repetir cada 12
horas no fim de 5 das veio o pobre hornera
gradecer-me, e querendo pagar-mo o curativo
nada recebi. porque curo os pobres de graca.
[Estrato do Jornal de S. Paulo Correio Pau-
nstano, 29 de novsmbro de 1859).C. P. Piche-
Rua Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIREfifAO DE E- KERYAM-
SOB
Este hotel collocado no centro de uma d
paraos brasileiros e portuguezes, po
uma das melhores da cidade, por se acha
valor paraos brasileiros e portuguezes, poTseus ^TJS^^^^t^S^
lUm^hlTir 9' ^m***Bm*m*#m de caminbos de ferro da
Allern nha e Fran?a, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e diveriimentos e
alem disso, os mdicos precos convidam m^mumomm, e,
,N hlel haseTe Pessoas especiaes, fallando o francez.allemo, flamengo, in-Iez e nor-
uguez, para acompanhar as touris.as, qur em suas excurses na cidade, -qu7 no reino Su
por d" i"" Pa' Pr PreSS qUe nUDCa 6XCedera de 8 a 10 francos (3200TS)
Durante o aspaco de oito a lez mezes, ahi residiram os Exms. Srs conselheiro Silv For
rao eseufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal^ Oi l^ IWipw Jl
Netto, Manoel de F.gue.ra Faria, edesembargador Pontes Visgueiro (do Bras 1 ) eEtasT
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz. V "",; emuiiasou-
Os precos de todo oservi?o, por dia, regulara de 10 a 12 francos (45OOO 450O 1
So hotel encontrara-se informales exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro.
ARAIAZEM DE ROLPA FEITA
Defronte do becco da Congregacoletreiro verd
e.
rua das La- ^
DA
PROVINCIA.
lo.eria deN. 8. do l^ram^nt^'cujarrodrde" I
no dia 27 de
vero andar impreterivelraente
outubro prximo futuro.
Thesouraria das loteras 9 de outubro de 1860
O esenvao. /. M. da Cruz.
Hotel Trovador.
Rua larga do Rosario n. 44
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
lrarao boa commod.daie pnrn uma ooilo Sf*.
mezes, conforme lhes convier, encontrarse tam
bera a qualquer hora do dia o noite lanche c-"
lmiH resPeclivo hotel se obriga a dar
2SSLS!?J*1! .-.P-^v. g- q"ifeama sa.r
Tudo por preco com-
segurando todo o asseio.
modo.
O Sr. Manoel dos Santos
mandar ou vir pagar a
Azevedo queira
quantia que pedio em-
prestada ha 3 para' 4 annos em Appu^pois no
cebeTa qUem eSleja aulorisado Para re-
rtn"rT^0dai26 d.corrfinlc. depois da audiencia
doDr.juizdeorphaos. vai praca de venda o
prelo Antonio, mestre cozinheiro.
- Aluga-se uma escrava excellente cozinhei-
ra. engommadeira, e propria para todo servco
uma C8M : na r" da Alegra n. 7.
ber^d" p.ed,.Jriamenn P3ra C" d l""
aobeccodrsB,a,rre;ras;.qUe,D PrCC9ar' drJ-e
. Precisa-ae de u
familia
ma m Pra casa de pouca
a tratar na rua do Tambi n. 4.
Ama de leite
Precisa-ee de ana ama de leite quo tenha hom
leile ; a tratar ni rua do Tambia na Boa-Visia
n. 4*
Ensino de musica.
OTerece-sepera leccionarosolfejo.como tam-
bemalocar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 1\2 da noite: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para calacumbaou tmulo a 100 rs. cada
uma, o annunciante aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais rua da Caixa
d'Agua n. 52.
Os abaixo assignados declaram ao arrema-
tante das agurdenles desta praca, que nunca
venderam e nem vendem dito genero em seu ar-
mazem da rua da Cruz n. 5, e por isso fazero o
presente annuncio parafque nao se Ihe cobre o
imposto. Hecifc22 de outubro de 1860.
Gustavo Bousset & C.
Bingia Antonio Fioreto e Felice de Ispani
Comune, subditos napolitanos, rcliram-se para
fra do imperio.
Na povoaco dos Afogados, paleo da Paz
aluga-se uma casa lerrea com soto e cornmodos
para grande familia, quartos para criados, estri-
bara, quiolal cercado e bastante grande, com
muitos arvoredos de fruclo ; a tratar no paleo do
Terco n. 44
Muti se deseja fallar com os senhores abai-
xo declarados, na rua do Queimado n. 89, loja.
Antonio Jos deAraorim.
Dionizio Antonio de Oliveira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Muele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
DEPOSITO GERAL
119 R^ DO PARTO 119
Rio de Janeiro.
Lices de piano
e canto, |
^ Tobas Pieri artista italiano da compa- ||
nliia lynca tendo acabado o contrato com *
o Sr. Mannangeli. pretende dedicar-seao
a ensino de piano e de canto, as pessoas e 5?
g os pas de familias que quizerem utilisar- ||
so cora o seu prestimo podem procura-lo .
na rua de S. Isabel n. 9 para tratar com M
5 o mesmo, quesera mu razoavel nos seus 3?
7f> ajustes $&
mmmm mmm mmmm
03IPA\HIA
ALLIANC .
stabeecida m Londres
*m& m mu.
CAPITAL
Cinco mttlxoes de libras
sterliuas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente autonsados pela dita companhia para ef-
ectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que conliverem os mesraos edificios, qder con-
sista em mobilia ou em fazendas de aualquer
quahdade.
Manoel Teixeira de
Andrade faz scienle ao respeitavel publico e
principalmente aos seus freguezes que mudou o
seu estabelecimenta de calcado e a ofiicina para
a rua da Senzala.Nova n. 21, ua qual se presta a
lazertoda a encommenda pertencente a sua pro-
fissao, ludo a vontade dos freguezes.
Aluga-se por festa ou mesmo anno um si-
no na Torre com "ommodos, casa boa e fresca :
a tratar com o Sr. Jos Azevedo Andrade. na rua
do Crespo, ou com o proprielario Jos Mariano
de Albuquerque, na estrada Nova do Cachang.
Casacas de panno preto a 305?, 355? e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 255?, 305? e
Ditos de casemira de cores a 15$ e
Ditos de casemiras de cores a 7$ e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Dilos de merino setim prelo e de cor
a 83> e
Ditos de alpaca de cores a 3o00 e
Ditos de alpaca preta a 3#500, 5??,
75? e
Ditos de brim de cores a 3S500,
45?500e
Dilos de bramante de linho brancos a
45?500 e
Caigas de casemira prela e de cores a
9, I0e
Ditas de princeza e alpaca de eordao
pretos a
I Ditas de brim branco e de cores a
I 2500 45500 e
i Ditas de ganga de cores a
' Ditas de casemira a
408000
355)000
358000
a2O0O
12*000
128000
955000
58000
95?00O
580O0
68000
128000
58000
5000
38000
55500
Colleles de velludo decores muitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 58, 55?50O e
Ditos de setim prelo a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 55? e
Ditos de gurgurao de seda a 55? e
Ditos de fuslao brancos e decores a
35? e
Ditos de brim branco e de cores a 25? e
Selouras de linho a
Ditas de algodao a 15?600 e
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 28300 e
Ditas de peito e punhos de linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 18800, 25? e
Ditas de meia a 18 e
Relogios de ouro patente e orisontaes
Dilos de prata galvanisados a 258 e
Obras de ouro, aderegos, pulseiras e
rosetas
10500O
e5?ooo
58000
35?500
65JOOO
65JOOO
35?50O
25?50<7
25500
2??000
2550O
35800O
28500
1??600
5?
30800O

CASA DE SAME
DOS
m
Sila em Sanio Amaro.
Este estabelecimentj continua debaixo da administracao dos nro-
pnetanos a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria
O zelo e cuidado alli mpregados para oprompto restabeleci
to dos doentes egeralmente conbecido.
amhQcUem se,fluizeri,tili5a'7 P0dedirigir.se escasas ,
ambos moradores na rua Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Precisa-se de um criado forro ou captivo
para coznhar. cr.mprar, e mais servico de pouca
familia esirangeira ; a trotar no becco do Capim
o. 52, primeiro andar.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar
e ensaboar : na rua do Hospicio defronte da csa
numero 15.
agencia dos fabricantes america-
nos Gronver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnslon & rua da Scnzala Nova n. 52
Dentista de Pars. 1
15Rua Nova15 i
FredericoGautier, cirurgiao dentista,2
faz lodas as operace da suaartee col-ii
loca dentes artificiaes, tudo com a upe-S
rioridade e perfeicao queas pessoasen-lg
tendidas Ihe reconhecm. X
Tem agua e pos dentifricios etc. X
mmmmtmm ^$m&m$%u
Precisa-se de, uma ama para casa de fami-
lia ; na rua das Crluzcs n. 34, lerceiro andar.
Dessppareceu no dia|18 de outubro do cor-
renle anno uma mulata por nome Alejandrina,
de idade pouco mais ou menos de 30 annos, le-
vando vestido de chita, chales de merino estam-
pado, assento branco, tem uma tistula na cara :
roga-se a quem a pegar levar rua do Arago
n. 14, ou rua do Queimado n. 51, que ser gra-
tificado.
O Dr. Casanova tendo de fazer uma viagem
a Europa, pede a todas as pessoas que Ihe esto
devendo, o favor dle Ihe roandarem pagar at o
fim do corrento outubro, que muito Ihe flear
agradecido.
Escravos. .....
Marujos e criados, ....
Primeira classe o# e. ,
As operaQoes serao previamente ajustadas.
2000
26-500
3,9500
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes deFranca.
CXMmT^Twn10 aCha,Se dep0!la'j0' diretaraenle na Non n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DO CARMO. o qual se ven le por mseos do 2 hectogramos a 1??00 e em t^t
10 mseos para cima con, descont de 25 porcenlo ; no mesmo estabelecimento achHe^
o verdadeiro papel de linho para cigarros. "--oimenio achs-se tambem
A'uga-se urna casa era Beberibe
a tratar
com j. I. do Medeiros Reg, na rua do Trapiche
n. 34. v
Os abaixo assignados scienlificara ao respei-
tavel publico, e com especialidade ao respeitavel
corpo do coramercio, que dissolveram a socieda-
de que linhara no estabelecimento de calcado da
rua da lmperatriz n. 16, quo gyrava na razao
Viuva Das Pereira & Avelar, por accordo de am-
bos os mesmos abaixo assignados e dos senhores
credores, ficando o estabelecimento pertencendo
primeira, o desligada toda a responsabilidade
o segundo. Recife, 18 de setembro de 1860.
Margarida Rodrigues Pereira.Joao Ignacio Soa-
res de Avelar.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de
taberna, e que afiance a sua conducta : na rua
das Cruzes n. 24.
Precisa-se de uma senhora com as habilita-
coes necessarias, que se queira encarregar da
educado de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Advertencia.
tn?S.r- Sanlos' administrador ou mestre de um
ne a,iqUe S.6 es, df,rand0 n ru do Range
?nni a '"8" d Colhos, fabrica Sebas-
topool, pagar o saldo dos materiaes que comprou-
para a casa do Sr. Lages ha mais de 2 annos.
OSr. Atifonio Ben-
0} to Frox, queira ir a rua da Cideia do Re-
9 cife n. 23, que se precisa fallar a negocio
@ que nao ignora.
D. FranciscoBalihazar da Silveirafoi obriga-
do a ir a capital da Babia, onde pouca demora
ter ; e como pela celeridade da partida, e por
incommodos, nao pdde dispedir-se de todas as
pessoas que o honrara com seus favores e amiza-
de, o faz pelo preseote, euede desculpa de suas
fallas, alias involuntarias, e offereco seu pequeo
prestimo.
D. Miguel Valles, subdito hespanhol, reli-
ra-se para os porlos do sul.


T

\
DIARIO DE PERNaHBUCO. SEXTA FEIRA 26 DE O
wimiim
UBRO DE 1860.
rs)
Yaccina publica.
Transmisso do fluido de braco braco as
quintas e dominios, no torreo da alfarrdega, e
nos sabbados aleas 11 horas da manh&a.'na re-
sidencia do coiHinissario vacciuador", segundo
andar do sobrado da ra eslreita do Rosario nu-
mero 30.
H O Dr. Cosme de Sa' Pereira da' jfr
a consultas medicas em seu escrip- l
|| da Cruz n. 53, todos os dias.me-
5 nos nos domingos, desde as 6
g horas ate'as 10 da manhaa, so-
J breos seguintes pontos
|| 1.* Molestias de olhos ;
2." Molestias de coracSo e de
* peito ;
3.* Molestias dos orgaos da ge-
racao e do anus ;
i.* Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
l niente para o restabelecimen-
;\| to dos seus doentes.
O exame das pessoasque o con-
cl sultarem sera' feito indistincta-
31 mente, e na ordem de suas en-
r tradas, fazendo excepto os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
H motivo justo obtiverem hora
31 marcada para este fim.
Precisa-se de uma ama que saiba bem co-
tinhar : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, pag3n-
do-se-lhe bera o seu Irabalho.
n Vasm 'Jfcma 1/5 &afc Vlvn vi^ TW eVK 09M v8t%'Np
DENTISTA
DE
PERMMBIXO.
3Ra estreita do Rosario-3
a| Francisco Pinto Ozorio continua a col-
9 locar denles arttficiaes tanto por meio
|r de raoias como pela presso do ar, nao
,2 recebe paga nlguma sem que as obras
^| nao fiquem a vonlade de seus donos, 3|
X lem pozeseoutras preparacoes as mais $
jjj acreditadas para conserraco da bocea jk
v~* ?m> k'A sn, ,*>a^ HBM fifle UMBB ^flM IMW fifflc V".
K ilkmann Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do coramercio que
forara nomeados agentes nesta praca das
companlnas de seguros martimos de
Hatnburgo.
Ao senhor
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveira, esludan-
te do terceiro anno da Faculdade de Direilo desla
cidade, pede-se que venha satisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Precisa-se de um criado para comprar ua
ra, ir a mandados e mais algum servido, o qual
de conhecimento sobre sua conducta : dirija-se
a ra da Jrap<:ralriz n. 58.
Ao senhor
CASA DE BANHO
NO
rMr
m_
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 candes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo......
15 Ditos dito dito dilo ......
7 ......
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurososaospresos annunciados.
Estareducco de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vanlagens que resultara
da frequenciadeura estabelecimento de uma utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
1O00O
155000
89000
4000
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
APPOVAjiO E MTORISACiO
DA
ADMII IMPERIAL DE BEDICIU
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Leal, deseja-se fallar : na ra
Trajano Carneiro
do Crespo n. 21.
Os administradores da mssa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C regam as pessoas que estao devendo
ao armazem de trastes da ra Nova n.
2i, queiram ir satisfazer seus dbitos
at o fim do corrente mez de oiitubro,
visto que passado este prazo proceder-
se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mento.
@ A loja de marmore acaba de receber no-
6 vas e lindissimas cellecces de quadros
para decorago de salas do visita, jamar,
espera e quarto de dormida. @
@^g)@g@6: @@@@@@
Alugam-se 5 casas na Torre para
passamento da festa ou por anno por
preco commodo e com bons commodos
para familia : a fallar no mesmo lugar
com Francisco Jos Arantes.
Domingos da Silva Campos contina a pe-
dir aos seus devedores que Ihe venham pagar,
fiorqueiem de concluir oinventario que se est
uendo pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphos, e
ttlvez alguns dos senliores que Ihe devem nao
queiram que seu nome anparec.
Manoel Jos de Miranda faz publico que em
consequescia de ter fallecido na cidade do l'rto
o Sr. Joo Pires de Almeida Lopes, foi exiincla
no dia 17 do corrente a sociedade que ambos ti-
nham contrahido nosla cidade em um armazem
de ame seeca na ra da Praia o. 10, que gjrsva
sob a razan de Pires & Miranda, ficando o ao-
nunciante desde essa data com o mesmo estabe-
lecimento nogociando por sua propria c'onta, e
nica respnnsabilidade ; com o encargo porra
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Ktrfc
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
diste imperio ha mais de 22 aunos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tero oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros atloslados que existem de pessoas capa-
zese de distineces.
Com estas Ciiapas-electroagnf.ticas-epispasticas obtem-se uma cura radical e infallivel
em lodos os casos de inflammacao [cansaco ou falta de respiraco), sejam internas ou exlernas,
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitado de coraco, garganta olhos'
erysipelas, rheumalismo, paralysia e todos as afferces, nervosas, ele etc. 'igualmente para as
diierentes especies de tumores, como lobiuhos, escrfulas etc.. soja qual fr o seu lamanho c pro-
fundiza, por meio da suppuragao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso ncon3elhado por
habis e distinclns facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicaces. se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molesiia cm que parte do corpo existe, se na cabeca, pescogo, braco, coxa. perno, p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia e sendo inchares, feridas'ou ulceras, o molde do seu la-
manho em um pedazo de papel e a declararlo onde exislcm, afim de que as chapas oossam ser
bem applicadas no seu lugar. '
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaces c tambem de lodos os accesso-
nos para a collocaco dellas.
Consultas todas as pessoasque a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escrinlorio
que se achara aberlo lodos os dias. sem excepcao, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde '
||9 Ra do Parto ||J)
Aluga-se uma sala com quarto cm uma
das priuclpaos ras do tiairro de Santo Antonio,
propria para eacriptorio or estar aceiada, e n'um
primeiro andar : quem lo pretnder, dirija-se a
loja da praca da Independencia n. 63.
O Sr. Francisco Martiniano dos Sanios Be-
zerra nao poder vender, a sua casa de negocio
sita na estrada nova do Cachang, sem primeiro
se eotender com o abaixo assignado. Recite 24
de outulro de 1860.
Jos Manoel fercira de Mendanha.
Pelo presente declram Prenle Vianna &
C, que o aonuncio sala o no Liberal Pornam-
bucano sobre o aresto la loja de Manoel Fran-
cisco de Moraes, na ra )ireil, nao so cntende
com o Sr. Manoel Franci-co de Moraes, morador
em Sobral, provincia do Cear.
(juem achou uma orla para o Sr. Dr. Jos
Bernardo Galvao Alcofon do, queira entregar ao
mesmo senhor, ou rnlaoidinja-se ra do #uei-
mado n. 2i, que ser recompensado.
FAZENDAS
i
Alug^se
a casa da ra da Traia n. 44 para armaiem ou
outro qualquer estabelecimento ; a tratar com
Eiras Si Irmo na travessa do l'araizo D. 16.
Precisa-se de urna ama para compaar e co-
zinhar : na ra do Padr6 Floriano u. 49.
O abaixo assignado declara que nao se res-
ponsabilisa por divida algroa que seja conlrahi-
da em seu nome, por isso recommenda que nin-
guem confie fazendas ou oulra qualquer cousa a
quem quer que seja sem rdem por escripto do
mesmo abaixo assignado. I Outro sim,- declara o
mesmo abaixo assignado 'que do dia 29 do cor-
rente em diante pode ser iprocurado das 4 horas
em dianlc na ra da Impijrairiz n. 28, segundo
andar.Augusto Elizio de Castro Fonseca.
O fim para que foi chamado o Sr. Dr. Au-
gusto Elizio de Castro Fonsec8 a loja da ra do
Crespo n. 17, foi olver una duvida, da qual ne-
nlium desar resulta a S. S.
Lava-so e engomma-so por preco commo-
do : na ra do Calahouco Yelho n. 14
- Est justa e conlra'lada por compra a casa
do Sr. Francisco Marlins Adao, sita na ra dos
Prazeres n. 5 : quem se jnlgar com dircito a
mesma casa por qualqurr titulo, haja de o deca- u ,n de larlar"S2 f""dlda
rar por esto mesmo Diario no pnzo de 5 dias. ibarallssimo Preco de ^5000.
Precisa se de um caixiro que d fiador a
sua conducta, para um armazem de carne secca :
na ra da Praia n. 84.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou
captiva, sem Dlho o de boa conducta ; e tambem
de uma escmva para o servido interno e externo
de urna casa de pouca familia, paga-se bem :
na ra de S. Gonzalo, prinieira casa terrea de
solao indo para a igreja.
O Sr. Lourenco Jos das Nevcs que se acha
nesta cidade, vindo de Macelo, haja de dirigiese
a ra da Cruz do ilecife o. 4, a receber 6 cartas
que dallise lem recebido, etpor haver outro de
igual nome tera-se aberto algumas.
OSr. Joo Botelho de Souza procuro uma
carta sua vinoa da Bahia, na ra da Aurora nu-
mero 42.
Armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Chitas,.
Chitas francezas escuras e claras a 220 rs.
Chales de merino.
Chales de merino bordados finos a 5#500, ditos
estampados grandes a 3$500.
Baloes.
Bales abertos a 5jf, ditos tapados a 4J.
Vestidos para meninos
Vestidos de seda e laa para meninos e meni-
nas feilos no Rio de Janeiro a 8 e lOff.
Grosdenaple.
Grosdenaple furta-cores a lg200 ocovado.
Cobertas chita.
Cuberas de chita, goslo chinez, a IJ800.
Lences.
Grande pechincha de lenjes de bramante e
de panno de linho a lg800.
Colchas de fuslao.
Grandes colchas de fuslao a D;500.
Lencos brancos.
Lengos brancos para algibeira a 2$ e 1$800.
Pentes.
com enfeite pelo
VENDEM-SE
uma liifda crioula recolhida, de 14 annos de ida-
de, costureira e mi gil no servico domestico, a
i qual escrava s se vender a quem se quiz>>r su-
jetar acondicao de a possuir nesta praca ou seus
suburbios : trata-se na casa n. 4, da ra da Con-
ceicao.
Pechincha sem
igual.
Calcado barato para
Quem trouxerdinheiro nao
deixa de comprar.
IVna da \m\>cTntrii n. 16
Bolins de bezerro Paris para homem a 5g.
Aluga-se
para passar
Varzea com casa, banho de agua doce e cacimba
de agua de beber ; a fallar
Sr. Rlbeiro, que lem taberna
a fcsla um stlio na
no Cachang com o
morador cm
Terco n. 19.
carta no pa-
PERTO DO LARGO
CARIOCA
m
CONSULTORIO
Especial honieopathico, ra de Santo Amaro

(Mundo Novo) n. 6.

JfiSi
B
la
O Dr. Sabino O. L. Tinho, de volta de sua viagem a Europa, d consullas lodos
os das uteis desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doentes em seus domicilios de
me:o diaem dianto. e em caso de necessidade a qualquer hora. A senhoras de parto
os doentes de molestia aguda, que nao livorem ainda tomado remedio al"um
Unco ou homeopathico, sero altendidos de preferencia.
f$.
e
ailopa-

Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentos homeopathicos que se vr-ndem nesia pharmacia sao preparados ^
una machina que o Dr. Sabino inventou c fez construir em Pars, o a *$
uniformes, c S"<
m
por meio de
que deu o nome de AGITADOR DY.NAMICO.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades
capazos de curaras molestias com a maior certeza possivel
Alemdiaao. desejando lirar de sua viagem a Europa todas as vanlagens para o
progressodahomeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obter
Brozeguins de lustre Nantes a 58.
Ditos de dilo Pf risa 5J>.
Ditos de castor Paris a 5JJ.
Ditos de bezerro Nantes 2 1|2 solas a 7g.
Sapatoes de vaqueta de lustre taxiados a 5$.
Dilos de lustro taxiados a 5.
Ditos de lustre de Nanles a 5S.
Dilos de dilo c gaspiados pretos e de cores a
3c500.
Ditos de bezerro Nanles para homem a 3J500.
Sapatos de lustre sola e vira a 3g.
Ditos do bezerro a 38500.
Borzeguins sem sallo para senhora a 1S500.
Sapatos de luslre para dita a lg.
Dilos de setim a 1500.
Borzeguins com salto para meninas a 8f.
Ditos para criancas a 12500.
da lmnp?f,i, n"w .mf hda 0ChHra d" rUa < Na raesma lJa '^cobc-se constantemente de
U Imperaltiz n. 38, e tan bem vendem-sc as Franga todas as qaalidades de calcados dos mc-
fj^S n i C G frlC : l,al<,r Da lhrCS fabrican,es. P" ^. enhoras. me-
ojd aa ra cima n. 0. ninas e enancas, e que se vendem mais barato
- Pede-se ao Sr. Antonio Prisco de Franca do que em oulra qualquer parte.
Mello o favor de apparecer Qa ra das Laraogei- i
Precisa-se de uma am. (prefere-se escra- PotBSStt naC01ial,
va) que saiba cozinhir e ertgommar : na ra da cne8ada estes dias do Rio de Janeiro, vende-se
Imperatriz (aterro da Boa-Vjsta) sobrado n. 49, or {*?0n,u*1? commodo : no escriptorio de
O Sr. Antonio Jos C^rreia,
Olinda, tem uma carta no pateo do
O Sr. Thomaz Tines lem uma
teo do Terco n. 19.
Bom negocio
primeiro andar.
J. W. Graf, subdito sbisso, vai para Li-
verpool
A pessoa que annuncioiu precisando de di-
Carvalho, Nogueira
primeiro andar.
& C, ra do Vicario n. 9,
nhoiro a juros, pode dirigir-
n. 27, que ahi achara cora
quizer.
Be ao pateo do Terco
juera tratar no que
Vende-se uma escrava
ra Direila n. 6.
de meia idade : na
C ompras.
66, escriptorio de Francisco Malhias Pereira da
Costa, receber 30f de gratifkaco.
Enfeites de fitas.
Na ra do Crespo, loja de miudezas n. 7, ven-
dem-se enfeites pretos e de cores para senhoras
45000 cada um.
Casa no Cabo.
Compra-scama canoa iberia : na praca do
Corpo Santo n. 23, loja de cabos.
^ToC"cpram'se cscravcs de ambos os sexos Vende-se ou u
ae \ a b annos para se exportar para o Rio de da Boa-Vista desla cidade a melhor casa da villa
Janeiro, tendo boas figura;; e sadios, paga-se | do Cabo, com os commodos seguintes : 2 : quem levar ou inculcar na ra Direila n. salas, 5 quartos grandes, cozinha, e na "raesma
as
M
W& substancias rnedjearnentosas dosproprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e fld&
para Ihe man- %
Gmpra-se a historia dos res
Portugal porMariz : quem a ti ver pode'le? commodos lem um pequeo quii
traze-la alivraria n. 6 8 da praca da t^r^^J^^
Independencia.
- Comprase um escravo ue seja robusto : na
ra larga do Rosario n 18, ni. terceiro andar.
Compra-se uma pavea
:ja-se.a ra da Cruz n. 4.
I Compra-se uma casa le
( Santo Antonio ; a tratar na r
Compram-se moedas
qualidade : na ra do Trapic
Caberla desla, que ligada casa por um lerraco
mais 3 quartos e 1 sala de 30 palmos de frente'
loda a casa feito cora lijlos c calica, feila com
de i iaiorseguranca e muilo gusto ; al'cm daquel-
al murado
vanlagem
quella villa :
quem a prelender comprar ou trocar, dirija-<=e
ra do Hospicio, casa terrea junto do Sr. Thomaz
de Aquino, que achara ahi cora quem tratar.
Vndese uma casa
quem tiver, diri-
rrea na freguezia de
ja do Sol n. 13.
le ouro de qualque
he Novo n. 42.

^?S acon" foi mandado vi
^K9 bryonia, cliamomilla, p
'fj^ Franca e na Blgica, o
sS) Desla sorle provic
para isso cntendeu-se com um dus melhorrs herboristas d'Allemanha
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle jeesmo as linduras E'
aconilo foi mandado vir dos Alpes, a rnica das monlanhas da Suissa a
pulsatila, rhus hyosciamus. foram colhidos na Allemanha, na
veralrum no Monte Jura etc., etc.
provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que servirao para
jg "* expeneucias puras de Hahnemann. descriptas as palhogenesias, acharao o medico
eos amigos da homeopathia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer- |
ass:m que o
belladona, S5^

-i!
da liquidacte da exiincta firma, islo de conformi- I ./?^*br
dade e em viriude das disposicrs de um artigo
de seu papel de contrato, e commum accordo do
Sr. Joaquim Dias Fernandes, procurador bastan-
te dos herdeiros daquelle fallecido.
Manoel Goncalves de
vai para o Rio de Janeiro.
Mallos, Porluguez,
to i mm
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso,
Do i" de novemhro at outro aviso haver um
trem nos domingoe e dias santos que sahir da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
tarde e vollar das Cinco Ponas para villa do
Csbo as 6 1,2 horas da tarde.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Eu abaixo assignado declaro que desped
de meu servico na alfandega ao Sr. Benedicto
Dias dos Sanios desde o dia 18 do corrente. e o
motivo de ser despedido foi por nao cumprir sua
obrigaco. Recite 22 de outubro de 1860.
Joaquim Duarle dos Santos.
Aluga-se um sobrado de um andar na ra
do Amparo da cidade da Olinda, por preco com-
modo : para ver nos Qualro Cantos, botica do Sr.
Rapozo, e para tratar na ra da Cadeia do Recifo
n. 45.
Precisa-se uma preta escrava para o servico
de uma caja de pouca familia ; na ra da Cam-
boa do Carmo o. A.
Os precos sao os seguintes :
Botica de 24 tubos grandes.................. 12^a 16*000
n-'i aS ? .................. lS$n22$000
R'a ?e i .................. 2 a 295000
Dita do 60 .................. 30Sa35{000
N. B. Existem carleiras ricas de velludo, para maior preco.
Cada vidro avulso de lindura..................., 254000
Cada tubo avulso.................................. I()00
usadas^1133 Cm medic3menl0sem glbulos e tindra's"de di've'rsas dynamisacoes (.mais
De 2< ditos de dito e 48 tubos grandes............ 48JJ000
De 36 ditos de dito e 56 tubos grandes.......... 64&0O0
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 70M00
De 48 ditos de dito e 88 tubds grandes............ 92gO00
De 60 ditos de dito e 110 tubos grandes........115*000
Estas caixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros,
familia capillo* de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a
meopalhia.

*

Vendas.
Attenco.
O abaixo assignado faz scinte a todas as pes-
soas que quizerem comprar 0u hypothecar a par-
le do sobrado da ra nova de! Sania Rila n. 44
hajam de apparecer as Cinco Ponas n. 14.
terrea, em
olaos proprtos na povoacao da Varzea :
quem a pretender dirija-se a ra que
ica por detraz da igreja de Santa The-
reza casa n. 5, das i horas da tarde em
dianteque ahi encontrara' o seu dono
Manoel de follanda Lobo.
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vnde-
se por pregos baratissimos para acabar : ves- I Cortes de vestidos descdad'e cSr.
lidos de tarlaiana bordados
Pecas de madapolao Dno.com um pequeo lo-
que de avaria, por pre;os muito baratos : "na loja
do sobrado amarello nos Quatro Cantos da ra
Queimado o. 29 ou 31, de Jos Maa Lopes.
Pechincha
sem igual
NA LOJA DE
Guimares k Villar.
Cassas matisadas a 260 rs. o covado.
Lencos de seda a lj cada um.
Vende-se milho em saceos grandes o mais
novo que ha chegado de Mamanguapa : na ra
da Cadeia Velha, esquina do neceo Largo, loja
n. 26.
Grande alientan.
Vende-se em porcoes grandes roupa feila para
engenho, ou para negocios a 900 rs. cada pe-a ;
na loja da ra do Passeio Publico n. 11.
wmmmmam ^^ mmwsn
m la para vender na i
|| ra Nova n. 18, primeiro
andar, em casa de Norat a
M Irmaos, joalheiros fran- .^
^ cezes, um rico sortimen- 5
S to de obras de Mlhante S
x e obris de ouro garan- S.
S ti'las pelos mesmos a
I qualidade del8quilates, ;
sem betume dentro ; os
mesmos tambem ven- 8
dem aderecos, pulsei- M
ras, lave do vesuvio |
| scultadas pelos melho- 8
res artistas, ditos de S
pintura sobre porcela- S
fe na, de xateau, ditos so- &
H bre i.adreperola com as I
H batalhas desta ultima S
S guerra da Italia e mais S
a* uma infinidade de ob- x
! jectos, mosaique deRo- S
S mo e Florenca, casaes
H etc etodosdomaisapu- ?
J rado gosto possivel em 8
S consequencia de termos I
n uma pessoa da casaem M
8 Paris que se oceupa es- 3
fpecialmente da boa exe- S
cucao destas obras. Os S
S mesmos se encarregam.a
^ de qualquer encommen-p
a da para a Europa.
Papel proprio para for-
rar salas com lindo desenlio,
por todo preco: na loja de
Alvaro A Magalhaes na ra da
Cadeia do Ilecife u. 53.
Loja de fazendas Unas,
Ra do Gabug n. %
Vendem-se :
Cortes de vestidos de phaolasia.
chefes de
pratica da ho-
. ~ Alugam-se dous andares do sobrado da ra
aa Cadeia n. 24, leudo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Ra do Crespo n. 4, loja
de quatro portas.
Pccninclia.
Pecas de madapolao fino avariada ae 1^200 al
Vendem-se tambem machinas elctricas porlateis para tratamenlo das molestias SSf
nervozas. Estas machinas sao u mais modernas e as mais usadas actualmente en Jf
loda a Europa tanto pela commod.dade de poderem ser trazidas na algibeira como
porquetrabalham com preparacoesquo nao sao nocivas.
Cada uraa............. 505000
0 ENTRE-ACTO,
Jornal Litterario [Ilustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a directo de jovens importantes
no mundo das Itttras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimento thealral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vrn sempre um flgurino, urna caricatura, uma msica ou um re-
trato, representando personagens importantes dos theatros, o das operas, dramas, comedias etc.
que sbern scena no Rio de Janeiro, tudo indito, e do melhor gosto possivel.
Os fgurinos, mandados vir de Paris, s podero ser deslribuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro. J
Publicase tres vezes por mez, em formato In folio, com oto paginas cada numero aos
precos seguintes:
Um trimestre. ..... 69000
Um semestre. ..... 10>000
Um anno. ....... 209000
Assigna-se na livrria da praca da Independencia ns. 6 e 8.
Cimento ioglez.
Vende-se o muilo conhecido e acredi-
tado cimento para colar louca, vidros
tartaruga, marfim etc. : na loja de fazen-
das da ra do Gabug n. 2, a 2j)cada um
vidro dinheiro a vista.
Vende-se
arreios para carros e cabriolis, chegados ultima-
mente : na ra Nova n. 59.
Vendem-se
licores extra-finos e
de todas as qualidades, em
caixadeuma duza : na ra da Imperairiz n. 6.
Vende-te uma escrava crioula de 25 a 30
annos, cozinha engomma e faz todo o servico
de urna casa, n3o lem vicio algum, nascida e
criad 1 nesta praca na ra da Cadeia velha nu-
mero 27.
Modas.
Pelo navio Ilavre madame Millocheau Bues-
sard recebau vestidos, veos e capellas para noiva,
chapeos e enfeites para cabeca, camisinbas, gol-
Iiohas e manguitos, esparlilhos, veos para cha-
peos. OIs, creps, bordados, bicas. fitas en-
das. IuvsJo Jouvio, franjas, galocs o trancas,
botoes e fivelas para vestidos! ele. ; na oja n.
na ra da n4ralriz.
de seda a 8&000,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fustao enfeiladas a
5O0O, casaveques de cambraia e fil a 5000,
perneadores de cambraia bordados a 6?000,'
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
to finas a 1&5P0 a pega, riscado francez fino
a I61.1 rs. o covado, golnbas de ponas bor-
darlas a 250O, manguitos de cambraia e fil
a 2000, camisinbas bordadas muito finas a
2000, chita larga com lustro e muito fina
propria para coberta e roupoes a 320 rs es-
guiao de linho a 1^200 a vara, roupoes de
seda feilos a 125JOOO, vestido de seda mofados
a 8000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra d
cor a 20^000, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a 2010000, sobrecasacas de panno
multo fino a 25000, caigas de casera ira preta
e decores de 89000 a 10*000, ditas de brim
branco e de cores de 200O a 593*000, palitos
de brim branco e de cores de 2SP500 a 5#000
ditos de alpaca de 38000 a 89000, brim
trancado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de largura a 19600 o
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1500 o corte, meias cruas
para homem a 19900 a duzia, camisas de
linho inglezas a 32JO0O a duzia, pecas de
madapolao fino a 4#500, corles de lanzinha
muito Gna com 15covados a 8(5000
misas de cores e brancas de I#500
Ditos de ditos de seda preta bordado a velludo o
a seda.
Ditos de ditos de larlalana brancos.
Dilos de ditos de cambraia bordado.
Ricos manteletes e taimas de grade a imitaco
decrochit, perneadores de cambraia branca
bordado
Ricos vestuarios de cambraia enfeitados nara
bapiisado. F
Chapeos para senhora e enancas.
Completo sortimento de obras francezas de pan-
no, caseraira, bnns. merino, tanto para homens
como para meninos.
Lencos de Ubyrinlho do Cear o francezes
Assim como nutras muilas fazendas de costo
moderno que se deixa de mencionar as quaes se
moslrarao aos compradores.
19
i
rs., ca-
39000,
do sen
a
e outras muilas fazendas por menos
valor para fechar comas.
Na Lingoeta n. 5, vende-e :
Queijos novos a 39.
Manteiga'ingleze flor a 1280 a libra.
Vtnho engarrafado duque a 1^500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson fino a 2400.
Vende-se a casa terrea da ra do Colovello
n. 05. freguezia da Boa-Vista ; a tratar na ra
dos Martyrios n. 36.
ireparacoos inglezas que asseguram $
morle infallivel a ratos e moscas e loda a fc
casia de insectos : na ra da Cadeia do &
Recife n. 1. X
<2)
Na ra da Cadeia velha n. 27, ha, vindo de en-
comraenda, os mais bellos sellins inglezes paten-
tes de cor amarella, muito grandes e proprios
para pessoas gordas, ditos de lamanho commurn
tambem da mesma cor, assim como silhes tam-
bem patente com duas montanas o um salho de
sobrecenante, porm fazenda que ainda nao
tem vindo igual, tanto em qualidade como *m
dade 6 ^^ commudos em ** daquali-
"A 1,000 rs.
Farinha de mandioca em saceos grandes : ven-
de-se no Forte do Mallos, armazem n. 18, con-
fronte ao trapiche do algodao.
Vende-se uma preta de 25 annos, crioula : na
ra do Queimado n. 61.
Loja de calcado.
Vende-se uma loja de calcado, muilo propria
para qualquer principiante, e por ter poucos fun-
dos, e mesma para qualquer outro negocio por
serem bom local: na praca da Independencia r.
39, se dir qual .
*T


t f
()
DIARIO DE PERHAMBLCO. SEXTA FEIRA 26 DE OUTUBRO DI 1860.
FABRICA
DE
fiMGCOt ABOA I FfflDljlQ IIIIVAEL
Sita na ra Imperial n. 118 e HO junto a fabrica de sabao.
DE
Sebasliao J. da Silva dirigida porFrancisco Bclmiro da Costa.
Nesle estabelecimenlo ha sempre proraptos alambiques de cobre da diferentes dimen-
ces de 300 a 3:O009) simples e dobrados, para dislilar agurdenlo, aparelhos doslilalorios
continuos para restilar e destilar espirilos com graduago at 40 graos (pela graduago de Sellen
Cartier dos melhores systemas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio,
bambas de todas as dimenges, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de hronze e ferro,
torneiras de bronza de todas asdimencese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
brooza e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as diroences para oncaninnntos camas de ferro com armacao e scm ella,
fu^es de farro potaveis e econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos da alambique, passa-
dairas, espuraadeiras, coccos para engenho, folha da fhnde3, chumbo em lengol e barra, zinco
em lencjol e barra, lenges e arroellas da cobre, lencas de ferro e lato, farro suecia inglez
da todas as dmanc33, safras, tornos e folies p3ra ferreiros etc., e outros muitos artigos por
manos prego do que em outra qualquer parte, desempenhanlo se toda e qualquer encomraen-
da ccm prestesa e perfeicao ja conheciJa e para ommodidade dos freguezes que se dignarem
li:nraram-nos cora a sua confianga, achao na ra Nova n. 37, loja da ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encoraraendas.
Aos senhores de engenho.
Cobertores de la escuros com algum defeito a
l#000 : na ra do Crespo n. 14.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Pianos
DB
Seus proprietarios otTereccm aseus numerosos freguezes e ao pubbico emgeral, toda c qualquer
obra raanufaturada era seu reconhacido ostabelicimento a sabar machinas da vapor de lodos os ta-
manhos, rodas d'agua paraengenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e meias
moendas, lachas de ferro batido e fundido de todos os tamaitos, guindastes, guinchos e bombas,
rolas, rodales aguilhoas o boceas para fornalha, machinas para amissar mandioca e para descarocar
algodo. prengas para mandioca e oleo de ricini, portaes gradara, columnas e moinhos de vento,
arados, cultivadores, ponte;, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas as obras de ma-
chinismo. Execula^e qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal ('un forem apresenlados. Recabem-se encommendas nesle i-slabeloci nenio na na do Brum n.
28 A e na ruado CoMegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do estabelecimenlo Jos
Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podara entender para qualquer obra.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido'como batido.
Cheguem ao barato
O Preguigaest queimando, em sua loja na
ra do Quaimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2>, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muiio fina a 39, 49, 59,
e 69 a pega, dita tapada, cora 10 varas a 59 e
69 a pega, chitas largas da molernos e escomidos
padrees a 240, 960 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 79 e 89,
dilos bordados com duas palmas^ fazenda muito
delicada a 95 cali um, dilos cora uraas pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizas com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 oda um, maias muilo finas pa-
ra senhoraa V$ a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 3$500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 58900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco do puro linho a 1J>,
19200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
padoa 19500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas dedifferenies cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e
39500 o covado, carabria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulrasuuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se darlo |
amostras com penhr.
Calcado barato a diuheiro
vista.
Na loja do Arantes vendera-se :
Bolins de bezerro a 5|>.
Boizeguins de bezerro para homem a 7fl.
Ditos de lustre a 7$ e 8$.
Sapaloes do lustre para homem a 3j>.
Dilos de dito para menino a 2$.
Sapalos de tranca a 1JJ280.
Dilos de lustre para senliora a 1!.
Dilos de duraque a 640.
Ditos le oiarroquim a 1J.
Sapaloes de camurca com elstico proprios
pan calos a 3#.
Sapaios de lustre, entrada baixa, de duas solas
com sallo n 3J, 49 e 5;.



m
i
Gurgel fe Perdigo.
Ri-'Ceberam pela barca Bortha, chega-
j% da ltimamente do Havre as seguinles fa-
zendas de seu pedido, ra da Cadea do
2 Recife n. 23 :
|x Superiores corles de vestidos branco de
J so l.i, dilos de blond com manta, ca-
p 11 a, flores solas e saia de setim.
Superiores e modernos chapeos depalha**
enflatados para seniora.
Superiores cortos de vestidos de phantasia 3
cora 5 baba tinhos c de duas snias. X
Superiores tilmas de seda froxa feto de 5
croxn brincos e de cores, pelonezas etc. *=
Superior ciissa de cur do apurado go?to, ^
organdys, obras do sndalo, pulceiras, |
estratos etc. %
Para marinha o verdadeiro panno azul es- *
ciro que s vem a esta praga por en- !*
commenda. X,
Chapeos do castor prelose brancos forma 5
' moderna. S
3S33@@@@@33 @3S@
Para acabar.
Fe^i: de cambraia de flores a 3>200. muito
bonita, ditas do salpico muito fina a 3#S0O ; na
loja da ra do l'assoio Publico n. 11.
@ Machinas de vapor. m
lidas d'agua. @
Mjeiidas deconna.
Tai xas. @
Rodas dentadas. Q
ltronzes e aguilhes. Q$
flfi Alambiques de Cerro. j
@ Crivos, pairos etc., ele. @
53 Na fnndic.aode ferro de D \V. Bowman, q
@ ra do Brum passando o ehafariz. $*
338).H@@@g?
Pormetade do seu
valor.
Ra do Queimado u. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitos lindos, de
duas saias, pelo baratissimo prego do 10J cada
um corte.
A diuheiro.
Vendem-se carrinhos de mao a 12g500, de 4
para cima, assim como concertam-se ; na ra da
Concordia n. 19, arraazem de madeiras.
Vende-se urna grande loja de calcado com
pepueno sortimento, propria para algra novo
esUt>*le<:mnlo por ser no m.illior lugar da roa
do Livramento ; faz se negocio a dinheiro ou
mesmo a prazo ; a tratar na ra do Livramenlo,
loja n. 33.
Guimaraes Villlar
Ra do Crespo n. 17.
Vendem-se, para liquidar, cassas de cores e or-
gandizes a 36l) ris o covado.
Lengos de seda a 450 rs. cada um.
Lengos do seda a ljjOOO cada um.
Chitas francezas escuras; bonitos padres a
280 rs. o covado.
Guilinhas e manguitos, a 5000, muito boa fa-
zenda:
Crasas francezas muito finas a 660 rs. A vara.
Vesiidos de phantasia de 25JJ e 30j> rs. por 15J
cada um.
Gollinhas o manguitos pretos a 5J5 rs. cada um.
Boupas de brim para criangas a 38500 rs.
JaqiiHtas e caigas para criancas a 8J rs.
Vestu rios do seda para criangas a 3#rs. para
ambos os sexos.
Bicas chipellnas do seda e de palha de Italia
do melhor gosto possivel.
Cortes de seda preta, bordados e avelludados
de duas saias do melhor possivet.
Cortes de cimbraia branca bordad de duas
saias a 263 e 359 rs, cada um.
Superiores manteletes com dous bicos largos
e o'itr >s compridos, de ultima moda de Pars.
Saias bordadas as melhores que leera vindo,
de quairo pannos.
Rou(>es de chtla e de cambraia bordados a
8 e 30 rs.
Camisa3 para senliora ricamente bordadas.
Espartilhos muito superiores a 7 e 10 rs.
Vendem-se 4 vaccas muito boas leiieires,
paridas ha pouco lempo : quem as pretender,
dirija-se a Passagem da Magdalena, travessa que
volta par os Remedios, qoe se dir quem rende.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e3d0 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caes j feitos, muito proprio para nello
se estabelecer refinagoes, padirias ou fabrica de
qualquer natureza, a ra do Brum, bairro do
Recife, junto a fabrica di fundigo de ferro, lugar
designado para taes eslabelecimenlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbutina preta superior a 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
Pechincha
sem igual,
Superiores corles de chita franceza muito fina
de pa''roes muilo modernos, com cores matiza-
das muilo lindas, de 11 eovados cada corte, pelo
baratsimo proco de 2g5lIO, com muita diver-
sidade de goslos para poder escolher-se na loja
do sobrado amarello. nos quatro cantos da ra
do Queimado n. 29. de Moreira Lopes.
Atleaco.
Miudezas por metade de
seu valor.
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres.
muito proprios para este clima.
&3ftsieiesie 9*59*} e&m&z&izm
NA
e armazem
DE
GRAKDE SORTIMENTO
jFazendase obras (eitasJ
l*oja
Gcs&Basto.!
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento complelo do sobrecasaca de S
Gomma.
Vendem-se saceos com gomma muito alva,
propria para engoramar e fazer bolinhos, assim
como saceos com milho porpreco commodo ; na
ra do Queimado, loja n l.
Vendem-se duas casas reedificadas de novo
na cidado de Olinda : a tratar na mesma cidale,
ra dos Quatro Cantos0.21.
Vende-se urna escrava parda, do 22 annos,
bem reforjada esadia, cozinha bom o diario do
urna casa, engomma e ensaboa, e 6 muito can-
iihosa para meninos, com urna filha de 8 annos
muilo esperta e com principio da costura ; na
ra da Imperatriz n. 3, seguodo andar.
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cambraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs.,razeuda de
lindos padres e cores flxas : dao- se maoslra.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ru3 do Queimado n.
2, tem saias bales abortas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto prego de 5tf.
GiSDE SMTUBN
DE
FazeaJas e roiipa feia
O arrematante da loja de miudezas da travessa
do Livramenlo n. 2, leudo do entregar a chave i
da loja, vende sem limites todas as miudezas j
existentes, entre ellas um grande sortimento de
trancas e franjas de seda, lila de veiludo e ver- ,'
bntina. linhas de carrinhos de cores a 20 rs. o '
carrinho, cartes de ccheles a 10 rs., dedaes a
10 r3.. dilos de metal praleados a 40 rs., botes
de ago finos para caiga a 20 rs. a duzia. ditos de
louga branrus o pintados a 20 rs. a duzia, bicos
de seda porfeitos a 200, 210 e 320 rs. avara,:
pho;phoros bons a 20 rs. a cilxinha, Irancinhis
de linha lisas do cores a 40 rs. a peca, ditas de NA LOJA E ABMAZEM
caracol a 60 rs., estampas de cantos a 100 rs. i de
dissimas trancas de seda a 80, 100, 120 180 200 uu ULL1MAUU n. da
240 e 320 a vara, franja muilo moderna de seda' ^ M SLA LA DE Q.,:ATR0 ^"^S.
a 120,160.200, 2(0, 320, 400 e 500 rs. a vara, e iem ura completo sortimento da roufa fela,
todas as mais miudezas em proporco ; cheguem 8 convida a todos os seus freguezes e todas as
com os cobres, que o freguez nao sahe sem fa-1 pessoas quedesejarem ter um sobrecasaco bem
feito, ou urai caiga ou collete, de dirigirem-se a
esta estabelecimenlo que encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 125, outros de casemira de quadrinhos
da mais 6na que ha no mercado a 16j, ditos
de merino* stima 125?, ditos de alpaka muito
fina a 63?, ditos francezes sobrecasacados a 12$,
dilos de panno fino a 20, 255J, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-
fu74rwlac T\ri rr%/\w*rwo iIa sa a3 faitas da raais fina casemira a l0 ditas de
1-iA IKldS U(ir IllCnOS (10 SeU: brim ede fusiopor prego commodo, um grande
sortimento de colleles de casemira a 5$, ditos de
oulras fazendas por prego commodo, um grande
sortimento de sapatos de tapete de gosto muilo
apurado a 2J?, ditos de borracha a 2&500, cha-
peos decastor muito superiores a 16*. ditos de sa-
panno preto e de cor a 25, 28, 30} e
35J, casacas a 283, 30^ e35-3, palitots dos \
mesmos pannos 20. 22 e 25g, ditos de c
casemira de cor a 163 9 18, ditos sac- jj
eos das mesmas caserairas modelo inglez '.
casemira fina a 10, 12/14 e lg, ditos i
saceos de alpaca preto a 4$, ditos sobre jj
fino de alpaca a 7, 8e9, ditos dme- i
ri setim a 10g, ditos de merino cordo |
a lOJe 128, ditos de sarja preta trangada *
saceos a 68, dilos sobrecasacos da me3- %
raa fazenda a 8S, ditos de fustn de cor e
branco a 4. 4500 e 5g, colleles de ca-
semira de edr e preto a 55 o 6, ditos de "
merino preto para lulo a 4 e 5, dilos |
de velludo preto de cor a 99 e 10, dilos
de gorgorao do seda a 5 o 63, dilos do
brim branco e de cor a 250l e 3, calcas
de casemira do cor e prelo a 7g, 8$, '9
Z e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas
* de merino de cordo para nomem a 5J e
, 6$, ditas de brim branco a 5) c 6, ditas
dild de cor a 39, 3500, 4) e 5, e de
*jj todas estas obras temos ura grande sor-
* timento para menino de todos os tama-
nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na
jg| mesma loja lia palelols de panno preto
para menino a \, 15J o 169. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesmo
prego, ditos do alpaca saceos a 3 e
33500, ditos sobrecasacos a 53 e 63 para
os mesmos, caigas de brim a 23500, 3 c
33500, palotots saceos de casemira de cor
S a 69 e 7, loalhas de linho a 800 e 1 ca- ||
j* da urna. *>
%b No mesmo estabelecimenlo manda-se 13
Q apromptar todas as qualidades de obras ^
JH tendentes a roupas feitas.em poucos dias, as
^ que para esso fira tomos numero suf- K
* ficiente de peritos officiaes de alfaiates Se
O rgidos por ura hbil raestre de serae- -^
^| Ihante arle, Qcando os donos do eslabe- 3K
lecimeoto responsaveis pelas mesmas a
^ obras al a sua entrega. g|
Sebo e graixa.
Se'.o coado e graixa em bexigas: no armazem
ue Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parte pilado
proprio para galinhas e cavallos ; no Caes do lla-
mos n. 6.
Expsito de indines,
E' chegado a esta loja do Vianna, um riqnissi-
[ mo sortimento de metaes de todos os gneros do
I mais bonito que se pode encontrar, ludo a eraila-
co de prata ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Biquissimo sortimento de machinasdeazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposigao de
Pars ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Milho.
Vendem-se saceos grandes com muilo bom mi-
lho, e saceos com gomma muito alva ; na ra do
Queimado, loja n. 14.
Vende-se na loja de 8
Nabuco & C. na ra Nova |
n. % fitas para cartas U
de hachareis a 5$ rs. a
fita.
&23i@3ld3f 3&Z
Vende -se
45-RuaDireita-45
ESCOLHIDO SORTIENTO
DE
EM CASA DE
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento de bombas de japy' de
todosostaminhos, as melhores quose tem appro-
vadoeru todo o mundo, pela facilidada que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
Riquisssimo sortimento do camas de ferro cora
onas, e para colxo porpreco commodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna."
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uraa grande porgao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto nreco de 140rs. a libr
pechincha.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n. 2.
tem cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prego de lg.
Vendem-se
e-se
valor, na ra Direita
numero 68, loja de Braga
Lima.
Cortes de vestidos de phaulazia de seda a 20.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par a camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwighl & C, ruada
Cruzn. 61.

Botica,
da, dos melhoresquetem vindo ao mercado a 10,
mo-
Diios ditos de chaly de seda muito Qno a I89! ^ilos de so1- nglezes a 10??, ditos muitos bons a
12$, ditos francezes a 89, ditos grandes de pan-
no a 49, um complelo sortimenlo de gollinhas e
manguito, tiras bordadas, eentre raeios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
| ros por prego commodo, camisas bordadas que
.sarvem para batisado decriangas eparapasseio
Dilos ditos de barege de seda e da ultima
da a 128.
Polacas de grosdenaple, objecto da moda, a
Paletot de panno muito fino e de casemiras dp
12 at 20.
Alpaca de seda, covado a 500 r>.
Organdys com ricos desenhos, vara a 500 rs-
Grosdenaple prelo muito bom de 15800 a 2500
Cortes de collete do fusto a 320.
Paletot de alpaca preta e de cores fina de 2*
at 4000.
Espartilhos francezes a 3)00.
Nesta mesma loja vendem-se chitas francezas,
ditas inglezas, madapoloes. brins, algodoes e ou-
lras rauitas fazendas por prego que admira.
Niiigiiem deixa de com-
prar.
Uraa escrava da melhor conducta, de idadeSO
annos, a quem se pode encarregar todo o serrigo
interno e externo de urna rasa, 1 dita de idade
35 annos. cozinha, Uva e engomma por 900, I
dita de idade 28 annos porlfOg. 1 linda* negri-
nha de idade 9 annos por 650j. 1 bonito moleqne
bom copeiro, 1 negro de idade 35 annos por 800:
na ra de Aguas Verdes n.46.
Vende-se urna negrinha de idade de 14
annos, bonita figura : na ra da Santa Cruz nu-
mero 64.
a 8#, 10 e 12$. ricos lengos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
35300, ditas muito finas a 55?. Anda tem um
restinho de chales de toquim a30, cortes de
vestido de seda decores muito lindase superio-
res qualidades a OOJ?, que j se venderam a
150, capotidhospretos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 253? e 30!?, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas. adamascadas, muito superiores a 59, ditas ha ri Senral
para rosto delinhoa 1??, chitas francezas de su- daheQzaIa*- **
penor qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 49 o co-
vado, e um completo sortimenlo de outrasfasen-
das, e ludo sevende por pre^o barato, eque nao
possivel aqu se poder mencionar nema quarta
parte dallas, no en tanto os freguezes chegando e
quarendo comprar nao iro sera fazenda.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Bosario n. 36, vende-se os segointes medica-
mentos :
Bobl'AfTocleur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vormifugo inglez.
Xaropedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dilo.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sorliraento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Vendem-$e Iibrai sterlinai, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade em bar-
rise engarrafado.
Biscoutos.
Tiuta de todas as couros.
Lona e flele.
Fio.
Sellins, selhes, arrcios e chicotes.
Rolhas.
llua do Trapiche n. 42.
Aos senhores de
engenho,
Vende-se um escravo ptimo carreiro e traba-
lhador do enchada : na ra do Trapiche n. 8, ou
na rna Augusta n. 61.
\diniraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc-, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as priucipaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabega, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, iudigestao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupgoes cutneas, angina, reteD-
go de ourina, etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todasas eufermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do figado e rins,
erysipelas, abeessose ulceras de todasas classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheres hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas nem
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8purgam. Estas pilulas sao efficazes as altec-
fes do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e em todas as enfermidades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obslruccdes, histerismo, ele,
sao do mais prorapto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estestres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucrocs impressas que mos-
tram com a maior raiouciosidade a maneira de
applcalos em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificaro por s haver venda no
armazem de fazendas de Baymundo Carlos Leite
Alrmao, na ruada Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sem segundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Cainas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 1.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
1S440.
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macassa perula a -200 rs.
Duzia de facas e garios muilo finosa3500.
Clcheles era carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa para criangas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de.Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marim a 160 rs,
Canivelesde aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finus a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la com 10 varas a lg.
Pegas detranga de laa com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeilar vestido (peca) 1#.
Linhas Pedro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Dilas dilo cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares do. meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordio imperial (pegas) 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigolargo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
necessario para o resguardo dos seus mimosos
e pequenlnos ps; atlendendo tambera a que
ma crinolina empavesada nao pode estar de
cordo com urna bolina acalcanhada ou desco-
ida, assim como um cavalheiro de caiga balo,
com ura borzeguim estragado, far urna tristo
figura vis-a-vis de urna bella; consideraces1 lao
acertadas actuaram do espirito do proprietario do
estabelecimenlo, j to conhecido pela roodici-
'e dos precos do seu calcado, para reduzi-los
inda mais, mumndo-se d um abundaole sor-
timento e sera defeito', que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
precos abaixo :
Senhoras
Boizeguins 32 a 39.
Ditos ditos. ,
Ditos ditos. .
Meninas
4*800
4*500
4,0000
3*800
Boizeguins 29 a 51. .
Ditos 25 a 28......5^600
Ditos 18 a 24......5*200
te Homem
Boizeguins. ...... 95<)0
D!fos.........8*800
Ditos prova de fogo e d'agua. 8*500
Ditos......... 6*000
Meios borzeguins de lustre.- 6*000
SapatOes com elstico e lustre. 5*000
Ditos arranca pelle, bezerro. 5*600
Ditos de bezerro. 5*000
Meninos
Sapates........5$G0O
D,,os.........5*000
Ha tamban nm variado sortimento de todasas
classes e pregos nfimos, sendo os annunciados
somente de primeira classe.
Vendo-so urna mobilia de amarello por pre-
go commodo, e jumamente cede-se um segundo
andar quem ficar com a mesma : quera preci-
sar, dinja-se a ra do Raugel n. 75, que se dir
quem vende,
(ELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do. abricante Roskell, por pregos conJnJ( dos
e tambeiurancellins e cadeias paraos mesaos
deeiceellDte gosto.
:>"ca
Seguro contra Fogo
i COJMPAHII1A i
LONDRES
i
AGENTES
@G J. Astley & Compahia.
I----------
(J
Vende-se
para
I
9
e
c
F
wm
Na taberna grande da Soledade vendem-ae sac-
eos grandes com milho, o melhor possivel, e
saceos com farioha de Goianna, tudo barato.
Vende-se urna excellenle escrava moga, boa
cozinheira, engommadeira, e acostumada a todo
servgo do urna casa de familia ; quem a pre-
tender, drija-se;a ra da Alegra n. 7.
eobertos edescobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem e senho'ra,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
irndospelo iltimo paquete inglez : em casad
oSuthall Mellor Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos oslos a 200 rs. o co-
rado,dilas estrellas a imitago de lazinhasa
nn rS-' casSBS de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
muito Ono a 3g a pega, ditas de bretanha de rolo
com lOvaias a 2. riscadinho de linho a 160 rs.
o colado, chales de merino estampados a 2.
lengos brancos com barra de cor a 120 rs., dilos
com meo a 200rs., algodao monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo bastante largo. A loja est abarla a4 as
9 horas da noite.
I Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
j Espingardas.
Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com- \
posico.
Barrilha e cabos.
! Brim de vela.
| Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- |
ro : no armazem de C. I
J. Astlev C. I
Na rna da Codeia n. 24, vWm-se as se-
guintes fazendas, pormetade de seu valor, para
liquidacao.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas os
arguras. vara a 160, 240, 400, SCO e lOOO.
Um completo sortimento de franjas de seda e
de algodao.
Chales de louquim a 10, 15, 20 e 35.
Botoes de seda, velludo, de louga e de fuslo
de qnalidades finas, duzia a 2C0, 400 o 6C0 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 4!
Entren eios Onos. pecas com 12 varas a lg.
Fulhos bordados liras a 51 0, 1, 2JS. 3^500.
Camisetas com manguitos a 3jj, 4, 5 e 6a.
Enfeites de flores a 6fl. ,
Chapees de seda para senhora a lOg.
Casaveques de velludo a 40 e 60fi
Ditos de seda a 25?.
Ditos de raalo a 8 e 12JJ.
Filas de seda e de todas as qualidades de 160
rs. a lj500.
Ditas de velludo de 240 rs. a lg.
Ra da Cadeia do Recife
numero II,.
loja de miudezas, contina a vender-se pelo t>a-
ralo preco, enlre lodas as fszendas, os seguinles
objeclos:
Capachos para entrada de porta com peauerfo
defeito a 120 rs.
Finjas para cortinados, e toalhas, peca a
Duzias de talheres a 2g900.
Dilas de dilos Onos, cabo de baleia, a 5500. .
Baralhos de carias de apreciagao a 2#.
*SlI"'"'S de Tidrilh0> gostos modernos, a
Carlas de alfineles a 100 rs,
Massos de grampas a 40 rs.
Molduras douradas de lodas as larguras a $
Franjas de seda, 15a, algodao e linho, gostos
modernos.
Enfeites para cabega, de froco, modernos $ ,
ManUs para grvala a Beltramini g
Charutos de economa, caixa com 100, a 2j>500.
E muitos outros objeclos que s Tista dos com-
pradores.
Calcado barato.
Dinheiro vista.
Borzeguins para senhora a 2J000.
Dilos para menina a 1500.
Ditos par crianga a lf.
Dilos de pellica para homem a 8$.
Dilos de bezerro a 7 e 8.
Sapaloes de lustre para homem a 4$.
Ditos de bezerro a 3$.
Dilos de lustro para menino a 3J.
Sapalos de lustre para senhora a 1J.
Ditos do tranga a 1^00. Na praga da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.


DIARIO DI.-PBMUBUCO..-*-.SEXTA FE1RA 36 0 OUTUBRO DE 1860.
m
mwssmm
DE
NAl liMJk 1 AAMlZ^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
1000
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeit.es de velludo cora froco pretos e
de coras paca cabera desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senboras, homens e meninos
Longos de seda rxos para senbora a
2000e
Manas para grvalas e gravatas de
seda de lo Jas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafea rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
2S500
89500
2$000
0500
3-'0
S^OO
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de loquim muito finos
(irosdenaple prelo e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
29000
1&500
niNNCAo lew -mow,
Roa da Senzalla Nova s. 42,
Neste eslabelecimento contina a haver um
completo sorlimemo de moendas e meias moen-
das para eogenho, machinas de vapor e taixas
dojerro batido e coado, de todos os tamanhcs
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem oonhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgeni em
pedra, ludo por precos mais baratos do que era
outra qualquer parte.
Viuho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. lO.enconlra-se o deposito das bem co-
nhccidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, en Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
PROGR
de
NMn
--fcarg
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
. achara em seu armazem de motilados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a esie mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conta dos proprietarios.
CY10 colate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 830 rs.
Marmelatla imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porco de se far algum aba ti ment.
M.aea Ae tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
L*ates ctvHi er\i\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglexas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
"Latas de nolacninha de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
\meixas francezas
as mais novas que tem Viudo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3$000 rs.
eem talas del 1|2 libra por 19500 reis
Verdadeiros figos de comadre
era caixa-com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixinnas com 8 libras de passas
a 33JOOO rs. era porcao se far algum abatimenlo, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimenlo.
Cn nerola
o melhor que ha nesle genero a 2$500 rs. a libra dito hyson a 23>000 rs.
Palitos de dentes llenados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
neixe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes por 19500 rs. cada urna e de
outras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se fai abatimenlo.
Toncinlio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4$000 rs.
Tambem vendam-se os seguintes gneros, ludo recentemente chegado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maga de tomate, pera seces, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, coafeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas hs qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
sperraacete barato, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontraro tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais tambem servirea aquellas pessoas que mandaren por outras pouco praticas eomo
seviessem pessoalmenie; rogam tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommenias no armazem Progresso, que se lhes affianc,a a boa qualidade e
o acondicionamenlo,
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chtecu Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
s,
gt. Junen
rt. Julien Mdoc.
hateau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
Gomma e arroz Terrenos pertoda
com casca. pra Vende-se superior gomma e arroz com case, r*n~~i~*\*~ A^r, .*.. l_
porprace commodo : no armazem de Francisco LaUlinnO OS ODH11DUS.
Azevedo, na ra da Madre Deus n. 12. 0s herdelros do commendador Antonio da Si -
Vendem-se dua$ commodas de *a Iendem su,8 P|r0Pried"de' n, .lu da Caja
i, i j "" Forte, em sortea de trra a voniade dos comprii-
Vende-se salitre pardo de pri-
meira qualidade muito secco em bar-
ricas : na botica de Bartholomeu Fran-
cisco de Souza.
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
moinacios.
Jacaranda e um gnarda-loucd de ama- dores cem a nica restricQo de nao terem meurlsl Vende-se neste novo estaheleciroenlo saceos
relio, assim como se troca um lindo de 30 palmos de frente, e fnndo designado pella com farelo de Lisboa, farinha de mandioca rr
I5 2? s **ns BSStfTJSss tssunsxst *** r'"iDbo e/,to- -- ^ -*;
por preco commodo: na ra da Palma Rodrigues Sette o encarregaoo das medicoe* ca."roz casca edito do Maranho de su-
ri. 61. precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio, penor qualidade, doce da casca da goiaba vinho
T 1 ou na ra estreita do Rosario n. 30, terceiro anido Porto em garrafa do melhor nue n hav
Vende-se
'v*ij superior a 320 a garrafa, e em caada a
1I&600 : na travessa da ra das Cruzes n. 6.
Peincha sem igual.
De queijos flamengos recentemenle chegados
pelo ultimo vapor da Europa a 2#; e em caixa
se far algum abalimento : vende-se nicamente
no armazem progresso de Duarte & Irnio, no
largo da Penha n. 8.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, corapcslo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno a maistenra infancia, e a compleic,ao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
enteiramenle innocente em suas operarles eef-
feitos ; pois busca e remove as doenras de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que estavara as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos os outros remedios.
As mis afllictas nao deven entregar-se a des-
esperagao ; facam um coropeienle ensaio dos
efficazes effeiios desta assombrosa medicina, e
pre.Mes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar esle remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As mellioresmacliinas de coser dos mais
atamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wbeeler &Wilson
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e responsabili-
samu-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Rayraundo Carlos
Leite & Irmaos ra da
Imperalnz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Yista.
Pecliincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
qnaro portas.
Chitas francezas malisadas muito finas com pe-
queo toque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamente limpa, a 200 rs.
covado.
Novidade.
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal- j
cas, chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez : na rua da Srnperatriz n. 60, loja pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
ti1 (i'ltU.i A* CiltTO li fl fu Imon
Accidenies epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (malde).
Asima.
Clicas.
Ccnvulses.
Debilidade ou extenua-
Qo.
Debilidade ou falta de
forreas para qualquer
colisa.
Desinieria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no venire
Ditas no ligado.
Ditas veneroas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
rebroto da especie. .
(jiolta.
Jlemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
ndigesles.
iiflam niaces.
rregularidades
menslruar;o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Absirucrjao de venire.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
RetenQao de ourina.
Rheumatismo.
Symplom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas piluls no eslabelecimento ge
ral de Londres n. 224, Strand. e na loia de
lnjr '. >"""' "" '"jaue oa loja oe azenuas aa ra do lirespo, esnnin
todos os boticarios droguista e outras pessoas en- da ra do Imperador n. 5, vendem-se manido
C.'irrf"'! carregadas de sua venrfa em toda a America do
fcul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocdtinbas a 800 rs. cada
urna dellas, contera tupa inslrucgao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
de Gama Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vicario n. .23, escrip-
lorio.
Barato para acabar.
Na loja da Rna do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita francezi fina a 220 rs. o covado, corles
decassa a 2}}200. dito de cambraia a 2^800, cha-
peos de feltro a 25800 e -1*000, cortes de caspmi-
ca a 3gt)00, chuls de 15a escuros a U800, ditos
de merino bordados a 5$50n, mpias cruas a ljj800
a duzia, brins miudos a 160, ditos grossos a 260,
pecas de cambraia lisa fina com 12 jardas a 6 a
pega, ditas muito fina a 9#, camisas francezas de
cores e brancas a l$60O, casemira preta fina a
1;5750 o covado, panno prcto fino a 3g, sargolim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covado, brim branco
de linho puro a 1J100 a vara, cambraia de cores
minio fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
89800a diuia, ditos pequeos "a 2600, chita pa-
ra cobertas a2Ors. o covado, dita a 160, panno
da costa a 340 rs. o covado, pecas de cambraia
branca de quadro muilo finas a -t com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar-
gura de 4 palmes c meio a 4$500.
Borba.
O fabricante deste rap nao fallando a sua pro-
mega de o melhorai o quanto lhe fo3so possivel
oma remeca vinda do Para por esle ultimo va-
por, j muito maisaperfeicoado, ea sabida que
elle de promplo tem lido prova sua excellente
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores lo-
mantes a escolha de fino, meio grosso e grosso ;
deposito na ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por prego mdico : na ra da Cadeia do
Recife 11. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
J0I4S,
Seraphim & Irmo, com lojas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortida das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedras
preciosas ; vendem barato, Irocam e recebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos pretenderles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos <&, Lima
receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para honiem, tendo entre estes nlguns peque-
os que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6$500, c alguns com pequeo de-
feito a 58 : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nora n. 7.
nambuco.
REMEDIO INOMPARAVEL.
UVGUENTO HOLLWAY.
Uilliares de individuos de todas as na^oes
podem leslemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovar en caso necessario, que,
pelo uso que delle iicram tem seu corpo
membros inleiramenle saos depois de haver em
pregado intilmente ou.ros tratamenios. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura d is peridicos, que Ih'as
relatan todos os das a muitos annos ; e a
maior parle dellas sao lao sor prendentes que
admiran os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de lar
permanecido longo tem io nos hospitaes, onde
deviam soffrer aampulucol Dellas ha mui-
cas quahavendo deixado esses. asylos de pade-
timenios, para se nao sibmeterem a essa ope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enfusao u seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos dianle do lord corre;edor e ouiros magis-
trados, aim de mais a itenlicarem sua afirma-
tiva.
-Ninguem desesperar do estado de saude se
tivesse bastante confian ja para encinar este re-
medio constaniemenlesfguindo algum tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prcjvar inconteslavelmente.
Que ludo cura.
O ungento lie mil, mais particu
larinente nos s|eguintes casos.
Inflammago da bexiga.
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem
dirigir-se igualmente para rfualquer proposta ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaquim no mercado manieica '-- a uZ.ll u L
Ignacio Bibeiro Jnior : os oretenaentes oodem T Z'TL U. f 1 JS eJ,,n?e. banha
de porco em latas, bolachinhas de soda de todas
as qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por me-
nos brec,o do que se vende em outra qualquer
parle.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por prego commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
Vende-se na loja de Anlonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar eimortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., ele, da forma seauinle
e precos razoaveis :
Capellas dealjofe com Escripcoes, grandes a 10
Ditas dilas por 8$
Ditas ditas por 5g
Ditasdilas por 3jj
Ditas de imorlaile por 2g
Quadros cora a imagem do Senhor Cruxifi-
cadocominscripces por baixo a 123 e a 10
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento ,
de relogios de algibeira horisonlaes, ptenles, i
chronometros, meioschronomelros de ouro, pra- i
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo- i
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderoror precos razoaveis.
Chapeos de sol de seda in-
glezes a 8$
veira.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feta, miudezas finas e perfumara,
ludo por menos do que em outras prle- ]ff'
a do vapor na ra Nova n. 7.
n-rr-n.? "? de Dieber & s"ccessores, ra
ijoa Lruz n. 4, vende-se :
3oLhfD5i",hamarca r"e4C, urna das mais
'.das marcas, mui conhecidas no It,ode Ja!
Ci2f" X"eZ em ba"S' cognac em ba"s e
Vinagre branco e linio em banie
Brilhantea de varias dimeuses.
Liher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
CAL DE LISBOA.
nova e muito bem acondicionada : na ra do Ca-
deia do Recife d. 38, primeiro andar
Vmlio genuino.
Anda ha urna pequea quanlidade de ancor-
is deste vinho sera confeso, c proprio de docn-
N*3 loja de fazendas da rua do Crespo, esquina
da rua do Imperador ti. 5. de Guimares &. Lima,
vendem-se chapeos de sol de seda inglezes a 88 n
cada um ; na mesma loja vendem-se corles de "-* na luaao\igano n. 19, primeiro ai dar-
collcnte de luslao finos a 500 rs. cada um.
Gollinhas de contas para
senhoras e meninas
Vendem-se gollinhas da contas para senhoras
e meninas, de muito bom gosto, a j cada urna,
ditas de cambraia lina a ljj cada urna, e man-
guitos a 2$ o par ; na loja de fazendas da rua do
Crespo, esquina da rua do Imperador n. 5.
Vestidos dcphanlazia
Na loja de fazendas da rua do Crespo, esquina
da ruado Imperadorn. 3, vendem-se vestidos de
phanlazia de 3 babados, 2 saias e aquille. por
168 cada um, ditos de cambraia bordados muito
Anos de duas s^iias a 20jJ cada um.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da rua do Crespo, esqnina
les de seda para meninas a 8jj cada um, e ditos
para senhora muilo superiores a 0 e 25}O0O
.cada um.
Sabidas de baile
Na loja de fazendas da rua do Crespo, esquina
da rua do Imperador n. 5, vendem-se sabidas de
baile a 108 cada urna.
Relogios.
Vende-se em casa de Jobnston Pater & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricanies de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos Irancelins para os
mesmos.
| RnadaSerizaaNovan.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C.
vaquetas de lustre para carros, seilins e silhes
para tmulos e catacumbas tanto de
aljfar e mortaile com inscripcocs : na
rua to Imperanz n. 7, loja'do Le-
cunte.
Vende-se urna preta de meia idade : na rua
Direila n. 8.
Sal do Ass.
Vende-se sal do Ass
dre de Dos n. 2.
a tralir na rua da Ifa-
Anda ha algumascaixas con vinho do Tor-
o muilo superior a 16S a caixa, e em garrafa a
UoOO, nao 6 preciso gaba-lo porque elle mesmo
H'uZmer23.:Vende-ei)arUa ^ d
Eseravos fuenioi
Escravo fgido.
No dia 20 do correle mez de outubro fugiu da
Passagem da Magdalena um escravo crioulo de
nomeJusucom os signaes seguintes: tr fula
altura regular, cheio do corpo, rosto redondo*
pernas um tanti gambetas, levando em sua com-
panhia urna mulata forra e urna trouxa de roupa
usada ; descona-se ter ido para Carusru' por
lersido de li: roga-se. porlanto, as autoridades
peliLiaes e aos capiioes de campo a captura do
dilo escravo ; e quem o pegar, pode Ica-lo A
rua Nova, lojas ns. 12 e 14, que ser recompen-
sado. e
Aviso.
Alporcas
Ca rubras
Callos.
Aneares.
Cortadurs.
Dores de cabera.
das costa?.
dos mertbros.
Emfermidades da culi
em geral.
Ditas do anus.
Eruproes escorbticas
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchacoes.
Inflamaba o do figado.
Vende-se esle ungu
da matriz
Lepra. *
Males das pernas,
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
P ii lines.
Queimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculacoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
nto no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de 3ua venda em toda a
America do su!, Havanae Hespanha.
Yende-se a 800 rs., cada bocetinha conten
urna inslrucgo em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desti ungento.
O deposito geral 6 em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua; da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Fugio no dia 20 de outubro do corrente anno
o escravo Marcelino, de idade de 28 annos, pouco
mais ou menos.com os signaes seguintes : allu-
ra regular, barbado, cabellos pretos almelado
inglezes, c.ndeeiros e caslicaes bronzeados; lonas ^c^^Tr^^o^Z^S
inglezes, bo de vela, chicote para carros, e mon-! sendo um de couroe outro de fellro branco, cons-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos !,a'me- q" levra IIDia "ac de ovelha e 'algum
e relogios de ouro naiente inclez i dinheiro tem um taino na testa e oulro na nao,
o0is ue ouro paientt inglez. sendo 0 da lrsU H0 ,ado itrilft e Q d mbQ ^
rr, querda enlre o dedo pollc^ar e o oulro, e urna
I "SPllJi Q. k ll*-s,.it' > tf-- e* C luf- arranrada no dedopollegar, foi em corona-
1 Ca^llO.3 C IlILC'l-^;C.!3inllla ac 0l,lr0 mualo por nome Aniielo. uatu-
BragaSilva &C.,tem sempre no seu depo.it fer"? SlliStSSSS! oollc?^ T SE
de tachase moendas para engenho, do muito dito escravo, a, ei cgar no Ceori aos S -' Pa!
mCaa0fabrlCante Edwl,n l ."utral" D,ch" Pendes, e na cidade do Be" Lo"abaUo
mesmo de osito ou na rua doTrap,che n 4. assignado, na rua do Trapiche n. 5, ou na rua
da Aurora n. 4, que serao bem recompensados.
Camillo Pinto de Lcmos.
Acha-se fgido desde o dia 26 do agosto
prximo passado, o mulato Francisco, de idado
I de38 a40 annos, com os signaes seguintes: alio,
corpo regular, mualo, do cor paluda, cabellos
pretos e crespos, com pouca barba e com urna
sicatriz sobre o nariz junto as sobrancelhas
Palitotsde eximir .curas a 4^000, ditasde fiSfiS S Z!Sf
alpaca preta 4JJ000 e 59n00, camisas brancas toridades tanto da praca cmodo malo ana ap-
ode cores a 2000, ditas de fuslao a 23500 prehensao e entrega-lo na ruada Imperalnz loja
serolas muilas finas a 156U0 e 2000, palitols n- 6' 0"l3e ser gra,ilit;ado.
de brim pardo a 39000 calcas de casemira pre-i Contina fgido desde 29 de julho deste an-
ta e de cores, palitols de panno prelo sobre casa- no escrav Prdo acaboclado de nomo Joao,
cas, colletes de casemira preta ede odres, dilos ZZZ ^TZuxI^Z'' C0p-, eHcs,a,."ra re-
i .. i i guiares, cor plida por ler sulfrido de se--oes dA
de vellido preto ede cores; um completo sorti- idade 25 a 30 annos. falla descaeada^roan-ae
sempre contrafeila, mostrando fingimenlo, c na-
tural de Inhamura. foi propriedade de um vrlho
Ltvi'ameutO! Por "eme Joao Secundo do mesmo serlao, e por
a .. > rnfirlo rlocdi i-i.i-, ti.I ..!.. L._j_*____
Loja da seis portas em,1 _
frente do LivrameiUo.
Roupa feita barata.
- -----------...~, *<.^i_v i. uua, .iii.i|i>,| {*
raenlode roupas fettas sempre conlrafeila, mostrando fingimenlo, na-
tural de Inhamura. foi propriedade de un vrlho
Vende-se na rua do Livi-ameuto Por "i"i Joao Secundo do mesmo serlao, e por
n. 19. borzepuins francezes a 6. dito morlc, d,'sle vendi,, pelos herdeiros, sendo um
j u cu i. j -u dos ltimos possuidorts Ignacio Ferreira Timu-
de bezerro a 6^,'. UltO de Vaqueta a 7. do, senhor de engenho do Sul. que lambm o
.. n _. venden ; julga-se ler seguido para o Inhamnm
Na rua das Cruzes n. 30. tem iwa vnmtor un nuim ,i,^,i>,^r .in .i ..___...:.-
Na rua das Cruzes n. 30, tem para vender
urna negra cosinheira o perfeita engoramadeira
e propria para lodosos servidos de urna casa.
ou oulro qualquer serlao : roga-se aos ca pitaes
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e leven a Apipucos a seu ariual
,r senhor, o major Joao Francisco do Reg Maia.
Vende-se a dinheiro On a prazo ou no Recite a Syrophronio Olympio de Queiroga*
urna serrana com todos OS seus perten- 1ue sc recompensar generosamente.
ees e com porcao de madeira serrada e
por serrar: a tratar na typographia da
rua da Praia n. 47.
Vende-se um eixo novo de ferro
da Suecia, para can-oca : na rua do
Rangel n 45.
Vende-se ou permula-se por casas aqui na
cidado um grande sitio perlo da cidade, com
grandes baixas de capia, pasto para vareas de
leite, tem seu coqueiral, algumas fructeiras, ter-
reno para verduras, com bom poco d'agua de
beber e tanque para banho ; quem pretender,
dirija-se a rua de Praia, marcineiria n.59.
Boa recompensa
Jos Malheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual tem os
signaes seguintes : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto e cabera redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe 1er,
natural do Ico, onde lem familia : na rua da
Cadeia do Recife n. 35, loja.
(Jaldado de Milis.
Na loja de Burle Jnior & Marlins, rua do Ca-
bug n. 16, existe um completo sorlimento de
i todas as qualidades.
300S000.
Contina a eslsr fugida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, lem os signaes seguintes :
fula, alta e muito magra, representa trr 25 an-
nos de idado : descona-se estar occulia em al-
guma casa nosarrabaldes desta cidade ; veiodo
serto do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnantia cima, na rua da Cadeia
n. 35, loja.


fc
DIARIO DE PBRNAMBUCO. SEXTA FEIRA 6 DE OUTUBIO DE 1860.
Litteratura.
A CALCADA.
[Concluido.)
Mas eis hi Joo de casaca preta, bem enlu-
vado, bem engravatado. gapatos bem feitos. e
cora urna phvsionomia digna, ponto decuslar a
reconhece-lo.
Junto .ielle a noira. Dir-se-hia que ella es-
tiva confusa com sua elegancia ; e sua figura
Morena, de econmica rasoavel, pareca expli-
u-que um toilette Uto lindo era nicamente
para honrar Deus.
Apertoia rnao de Joo como amigo; e nem
mesmo sei porqu razao appresentei a ralo ao
senhorn Joao. Meu coracao nao sabia so escu-
lasse amizade o"u o respeito! O rcspeito rao
inspirou que beijasse a mo laboriosa desta boa
e honrada mulher. Quiz fazer um pequeo dis-
curso afTectuoso, um pequeo cumprimento do
homem da sociedade e de christo : impossivcl 1
A noiva conservava-se direita e firme, os labi-
os nao tinham nem urna palavra, nem um sor-
riso ; mas grossas lagrimas rolavam-lhe silencio-
sas pelo rosto.
Nossa emogo durou bem dous ou trez minu-
tos, dcpois dos quaes cada um enlrou na posse
de sua liberdade de espirito. Pude dizer essa
ba gente : .
Ah I que imperta o que eu disse 1 e como
lerminou isso ese eu aceitei ser um dos con-
vidados para as bodas I e o que Joao depois fez !
Joo prospera sem pressa : Irabalha menos
verno do estado aos cuidados da Providencia, e
oulro discuta seriamente em uro concilio as con-
troversias theologicas, no momonlo em que os
inimigos batiam s portas da capital, eis os prin-
cipaes elementos de que a rano invisivel de Deus
formou quasi imperceplivelmcnte essa sobera-
na, cuja raiz se prende no mesmo plano divino
da fundaoao da egreja.
No meio dos estragos o calamidades, com que
as diversas hordas de barbaros assolavam os po-
vos do occidenlo, o sobreludu a pennsula ita-
liana, desamparados de todo o auxilio dos sobe-
ranos de Constanlinopla, despeito das conti-
nuas reclamagoes dos Papas, elles nao acharam
oulro refugio e defezi seno no poderoso ascen-
dente e heroicas virtudes do pontificado romano.
Nao somos nos que o dizemos, mas o propro
sceptico Gibbon, que nao pode ser suspeito. A
desgraca dos lempos, diz elle, augraentou insen-
sivelraente o poder temporal dos Papas ; os bis-
pos de Roma ertm ento reduzidos eiercer o
poder em qualidade de ministros de candado e
do paz. A egreja de Roma fui dotada de ampias
possessOes na Italia, Sicilia e as mas distantes
provincias, e os seus agentes, quo eram com-
mumento ecclesiaslicos, tinham adquirido a ju-
nsdicgo civil e mesmo criminal sobro os seus
subordinados. (4J
E logo depois, fallando do pontiGcado de S.
Gregorio Magno, cuja administracao ello lece
os maiores elogios, acrescenta, entre nutras ob-
servaces.o seguinle:
Os infortunios de Roma involveram o apos-
tlico pastor nos negocios da paz e da guerra,
obrigando-o oceupar o lugar do seu ausente
soberano. Gregorio despertou o imperador do
por adquirir urna fortuna, do que por constituir i ,, n *re*ono espertou o imperador do
urna familia. Quaudo encont?ardes7358 J5J**"S* poz-lhe o cr.rae ou capaci-
um hornera alto de boa feico, que cede-vbs o :"?" """fc" e d?* eus .nislros inferiores,
sada'deT'eTprTle0 ?DmUU S- Ila'ian.os guardar suas cidades e a
ponuez uesusaaa, aere ser elle. | tares, e nao duvidou na crise do perigo nomear
i os tribunos, e dirigir as operagoes das tropas
a historia de meu primo Jayme Morel, Provinciacs Com laes servicos elle achou no
Aiuda que nao soja romntica, e nao lenha amo- amr e adheso de um povo agradecido a moij
res. ducllos, suicidios, nem roubos, cora ludo pura recompensa e o melhor direito de um so-
leta o mesmo valor que qualquer oulra ; e tem oerano. (5
lugar com urna
Eis
de mais o mrito da brevidade.
Venkt.
Monde. S. Filho.
Insiinc-fu) pastoral do Exm." e
Itfivm. Arcebispo da Bahia. mar-
que/, de Santa Cruz, respondendo
s prineipaes objeveoes que se
tem feito contra o poder tempo
ral dos Papas, e mandando con
tinuar as preces pela paz da
egreja e da Europa.
Dom Romualdo Antonio de Seixas, por merc
de Deus e da santa s apostlica, arcebispo da
Bahia, metropolitano e prima: do Brasil,
Marques de Santa Cruz, do conselho de S. Id.
o Imperador, grande dignitario da impe-
rial ordem da Rosa, grao-cruz da de Chrislo,
etc., ele, etc.
Ao clero e fiis da nossa diocese saude, paz
c benco em Jess Chrislo oosso Divino Sal-
vador.
Anda urna vez, arcados irmaos, invocamos o
auxilio das vossas oracoes pelo triumpho da
causa da egreja e do seu augusto chefe atroz-
mente despojado da maior parte dos seus esta-
dos e pela paz da Europa, cujos horisonles de f-
nebre aspecto parecem annunciar que Deus na
sua colera vem punir.es reis e os povos por urna
gcral conflagrado.
J, mais que muilo, so tem discutido o apre-
sentado debaixo de todas as faces este impor-
lanle assumplo digno do mais serio estudo, e
mal se pode comprehender a obstinada preven-
gao de espiritos rebeldes luz, que resalta dos
mais solidos argumentos o victoriosas apolo-
gas.
E o que que se tem opposlo a tantos escup-
ios luminosos em que, par do urna lgica ir-
rcsslivel, irausluz a mais profunda dedieago a
cadoirade Pedro? Pomposasdeclaraacoes, espe-
ciosas iheorias, manifestas corilradicges, fados
da historia ou desfigurados ou mal applicados,
sem fallarmos as mais ultrajantes diatribes e
prfidas iosinuaces contra o pontificado, in-
dignas da penna de escriptores que se dizem ca-
tholicos, eis era geral o espirito o o carcter da
guerra insana que se faz contra a auloridade tem-
poral dos Papas, eis como se tem pretendido a-
busar da credulidade publica e desacreditar a .so-
berana do pontfice romano !
Estas nqualificaveis aberraces chegaram mes-
mo a ponto de indicar-se era urna ultima bro-
chura (1) urna nova diviso dos estados da Eu-
ropa, lransferindo-se de Roma para Jerusalm a
sJe pontilicia, de Roma onde o Prncipe dos
Apostlos asseutou o cimentou com seu propro
sangue a Pedra, sobre a qual est edificado o
nngestoso edificio do chrislianismo 1 Cidade
eterna e patria commum de lodo3 os fiis, mais
gloriosa ptlas rpidas conquistas da f, do que
pelos magnficos triumphos das aguias dos Cc-
.sares, ella so acha, por urna singular disposico
di Divina Providencia, de tal sorte identificada
com o throuo pontifical, que nunca a ausencia
dos pontfices dexou de ser seguida de immen-
sas calamidades e de urna deploravel e progres-
siva decadencia, que oulr'ora repsssado de dor
descrevia na mais tocante linguagem ante os
Tapas residentes em Avinhao o mais famoso ge-
nio da poca. |2)
Entender o gracioso oulor da brochura que
S. Pedro nunca fo Roma, nem ali sofl'reu o
marlyrio, como ainda hoje preteudem alguns
protestantes com injuria da historia e da tradi-
go universal, ou imitando a impa assercao de
Rosseau quando blasphema que a religio nao
passa do uro negocio de geographia, entender
que a sua suprema cadeira do apostolado est
sujeita s continuas vicissiludes da carta goo-
grapliica do globo ?
Se tocamos nesle ponto, amados irmaos, nao
porque damos a menor importancia extica
brochura geraimenle repellida, mas para mos-
trar-vos que, urna vez transviado o espirito hu-
mano de caminho da verdade e da jusliga, nao
ha mais paradeiro aos desvos e illuses da phan-
tasia ou da paixao.
E' sem duvida com objecr.es mais serias quo
se tem jggredido o poder temporal dos Papas,
mas que nao podem sustontar-se face dos mais
authenlicos teslemunhos da historia, edas mais
obvias noces de direilo, e das concluses que
naturalmente se deduzem da propria constitu-
gao e governo da egreja.
Recopilemos em poucas palavras estas objec-
coes, afira de que o nosso silencio nao seja in-
terpelado como um indicio de assenso s dou-
trinasque altamente reprovaraos.
1.a objeceo.
Os Papas antes do secuto IX nao exerciam
seno o poder espiritual, dependendo quan-
to ao temporal da auloridade dos imperado-
res.
Seguramente elles nao tinham o titulo de so-
beranos, mas um adrairavel concurso de cir-
cunstancias preparadas nos eternos conselhos
da Providencia para proporcionar sua egreja
os nietos de cumprir sua divina misso, foi suc-
cessivamenta rodeando a cadeira de Pedro, des-
de o seu berco, do um prestigio e de um poder
moral que apresentava, diz Bossuet, o carcter
de um sacerdocio lo eminente, que o propro
imperador, que contava entre os seus ttulos o
de Soberano Pontfice, o soffria em Roma com
mas impaciencia, do que nos exercitos um Ce-
sar que lhedispulasso o imperio. (3) O respeito
e a confianca quo inspiravam a rectidao e a m-
parciaiidade dos juizos ou decses arbitraos
proferidas pelos bispos, o muilo mais pelo chefe
do episcopado e vgario de Jess Chrislo as con-
teslages suscitadas entre os fiis; as riquezas
que j no quarto seculo possuiam as pontfices
romanos, provenientes da livre e espontanea li-
beralidade e piedade dos povos que revesliam o
pontificado de grande pompa e esplendor, como
refere S. Jeronymo e o propro pago Araianno
Marcelino, bem quo com alguma exagerago c
parcialiaade ; os relevantes servigos que presla-
vara humanidade ; a transferencia emim da
corte imperial para Constanlinopla, Qcando Ro-
ma como abandonada si mesma, e exposta s
invases dos barbaros pela negligencia ou inep-
cia dos ltimos imperadores, dos quaes um vi'
via com os bragos cruzados entregando, o go-
l) Vide oMundon. 37, de segunda-feira
30 de abril de 1860.
(2) O celebre Petrarca.
(3) Vide o Conde De-Maislredo Papalora.
1., Pg. 243.
Ja. s.e_ve\ Pis, que nessa epor.a (o seculo VI)
a sujoieao da Italia corle byzautina nao erase-
nao nominal, e vista das cartas desse grande
Papa nao se podo duvidar que, nos treze annos
do seu governo, elle excrceu sem nenhnma de-
pendencia as mais alias e extensas atlribuices
da soberana temporal, que so faliava o titulo
da realeza.
Qual foi, exclama oulro escriptor egualmcnte
insuspeto, como protestante, a origem da sobe-
rana temporal dos Papas? Foi o amor de um
povo que lhes era dedicado Os imperadores de
Constanlinopla, querendo resolver questos de
theologia irritramos ospiritos___e os pontfices
que mostravam o mesmo lelo em manter a f e
defender as prerogativas dos Romanos merece-
ram o seu amor. E quando que a sua misso
abusou desse sentimento?.... Assim a Italia nao
reconheceu mais os imperadores, e o pontfice:
licou s testa do urna poderosa liga, isto j
superior eindependente defacto no meio do uirT
povo abandonado s violencias dos barbaros, pe-
la impotencia dos seus principes, cujas vexaces'
tinham j esgotado a sua paciencia. (6) E'co- I
rao affirmar-se que os Papas nao tinham parle
no poder temporal antes do seculo IX? O mes-
mo appello feito aos principes francos, e allian-
ga concluida entre o Papa Eslevo II, que em
pessoa se Iransportou quelle paiz, e o pae de
Carlos Magno, nao provam exuberantemenle que
os lagos, que prendiam Roma Constanlinopla
estavam quasi inteiramenle dissolvdos, e que o
pontfice romano por sis, e sem nenhuma in-
tervenco da corle do agonsanle imperio trata-
va de salvar a sua capital e Italia, invadidas
ou ameagadas pelos Lombardos? Os soccorros
prestados por Pepino restauraiara a auloridade
pontifical, e as provincias ou cidades usurpadas
pelos Lombardos forara generosamente cedidas
egreja por urna doaco espontanea e solemne,
sem nenhum intoresse ou indemnisaco, ratifica-
da por seu magnnimo filho ; e assim esse po-
der temporal, que j exista de fado, foi eleva-
do ao mais subido grao de legilmidade por
urna sene de acontecimentos que escapavam aos
clculos da prudencia humana. A forca das
cousas, diz o conde de Maistre, o tinha comeca-
do, o esta operagao occulta 6 um dos espect-
culos os mais curiosos da historia. Qual en-
tro todas as soberanas, que se levantaram so-
bre as ruinas do imperio romano, a que pode
apresenlar urna origem mais pura, urna anli-
guidade mais veneravel. urna successo mais
brilhanle, eum destino mas fecundo de bene-
ficios humanidade?
Nao desconhecemos. amados irmaos, a encar-
ncada guerra que o interno suscilou em todos
os lempos contra o dominio temporal desta
egreja, como um dos maiores obstculos aos
nefandos projectos da impiedade ; mas o Senhor
que havia predito estas incessantes calamida-
des, tambem assegurou que as portas do abys-
mo uao prevaleceran! contra ella. Stm ; o po-
der temporal dos Papas, preparado e sustentado
pela aeco invisivel da Providencia, que ludo
dispe com forga e suavidade, surgi sempre
victorioso do meio das mais horriveis tempesta-
des, sob os auspicios d'Aquelle, que faz romper
a luz do seio das trenas, e surgir ainda, nos
o confiamos, das sediciosas machinagoes dos
no vos Cresceucios, Arualdos de Brescia, Rien-
zis, c oulros turbulentos agitadores de triste ce-
lebridadc.
2a objeceo.
Nao se contesta ao Soberano Pontifico, di-
zem os adversarios, a independencia do seu po-
der espiritual, e ao contrario ella ser efficaz-
menle protegida, no interesse da sociedade
ehristaa, pelos poderes do estado.
E' com estas capciosas promessas, que se pro-
cura illaquear a ba-f dos povos e dos reis;
mas podero ellas garantir a liberdade essencial
ao exercicio da suprema auloridade do vigaro
de Jesus-Chrslo? O chefe da egreja universal!
subdito de um principe ou de urna repblica po-
der, sera os eslorvos ou embaracos que podem :
offerecer a poltica, a legislago e os inleresses'
peculiares do paiz, desempehar com seguran-
za, e de accordo cora os sagrados caones a sua
alia misso? O jugo, que ainda oppnmeo epis-i
copado em quasi todos os paizes catholicos, bem i
que disfargado com o lituo especioso de pro- |
lecgo, nao vira lambem pesar sobre elle, e :
tanto mais, quanto a sua mas elevada posigo
nao pode deixar de exp-lo a maiores ames e
rivalidades ? Quantas difficuldades, quaolas re-
sistencias e schysmaticas prclengoes nao tem en-
contrado'da parte dos governos as disposiges
do seu poder espiritual, nao obstante estar na I
posse tranquilla da auloridade temporal, e da;
mais ampia independencia ?
Invoquemos ainda o lestemunho da historia, e
dous ou Ires exeraplos bastarao para mostrar a i
insubsistencia de seraelliante objeegao. O go-'
verno imperial de Conslanlinopla, fraco e indo-
lente, como j dssernos, tinha quasi abandona-
do asi mesmas Roma e a Italia, e lodavia elle
foi mais de urna vez fatal aos pontfices romanos
sobre os quaes ainda exercia urna sombra de au-
l oridade. O Santo Papa Martinho I, pelo fado
de haver condemnado a heresia dos monothe-
litas, e o famoso Typo do imperador Constante
foi escandalosamente arrebatado de Roma para
Constanlinopla, e depois de ah soffrer a mais
ignominiosa prso c toda a sorte do ultrages,
foi desterrado para o Chersonezo Turico ( hoje j
Crimea) onde morreu na miseria. O Papa Gr-
gorio II, ameagado de morte por haver condem-i
nado a heresia dos Iconoclasias, protegida pelo i
imperador Leo o Isauro, nao escapou vin- i
ganga deste principe cruel seno pelo naufragio
da frota, quo elle expedir para Roma com o fim
de o punir (7). Quo bella amostra de liberdade
do poder espiritual I E note-se que estes e ou-
tros Papas eram os que mais se esforcavam era
sustentar esse resto da decadente auloridade
dos imperadores, oppondo-se s tentativas, que
por vezes se fizeram para os desthronarl
Parece que sendo a cidade de Avinhao pro-
priedade da egreja romana, adquirida pelos mais
justos ttulos, devera estar so abrigo de qual-
quer intervengao da Tranga, em cujo territorio
se acha encravada ; e comludo esta simples cr-
cumstaucia por vezes causou aos Papas durante
os setenta e dous annos, que ali residirn), se-
rios embaragos na administrarlo espiritual da
(4) Estes agentes, de que trata Gibbon, cha-
mavam-se defensores, e os Papas lhes confia-
vam o conhecimento de causas mui impor-
tantes.
(5) Edward Gibbonhislory of the decline and
fall of the romn Erapire. vol/3., cap. 45.
(6) Muller, hist. univers. citada por D'Azeglio
no 4 tom. do seuDireito Natural.
(7) Vide a obra intituladaHistoria do papa-
do durante o seculo XIV, pelo abbade J. B.
Cnristoyao-tom. l, na introduccao.
egreja. O justo temor da influencia da Franga
foi tal que, nao podeode .concordar os cardeaes
na eleicao do successor de Clemente VI, apenas
constou que o rei de Franca se diriga toda
pressa para Avinhao, no intuito d fazer eleger
urna das suas creaturas, receiosos de que a
presenca do monareba coarctasse a liberdade do
conclave, nao hesitaram em reunir seus suffra-
gios sobre o cardeal Eslevo Auberto, que lomou
o nome do Innocencio VI. E aqui nao pode-
mos deixar de transcrever as judiciosas observa-
ges de um dislincto e moderno escriptor. Era
sem duvida urna grande honra para a Franga a
residencia papal em Avinhao: mas esso tom,
exclusivamente local, nao dava porvenlura
corte romana um ar de nacionalidade, que mal
se compadeca com aquelle carcter de ecume-
nidadequea annunca e deslingue? Nao preju-
dicava elleum pouco a imparcialidade dos seus
conselhos? Nao inspirava alguma desconfianga
aos povos estranhos Franga, ou poderia elle
deixar de ferir o seu amor propro?.... Depois,
nao soffria acaso a sua independencia ? Nao
um tacto notorio, que os res de franga pozeram
tudoem jogo para influir sobre os seus conse-
lhos, e que os meios de persuaso, que elles
empregavam, deixaram mai3 de urna vez trans-
pirar graves ameagas? (8) Como pois, que
vsgalo do rei de Ssrdenha, ou de qualquer ou-
lro principe, poderla o chefe da egreja, sobretudo
lestes perigosos das de amortecimento da f e
lamentavel indifferenga religiosa, contar seguro
cora a liberdade e a independencia do seu apos-
tlico ministerio?
A proximidade de urna grande potencia pode
produzir lo graves inconvenientes, o nao os pro-
duzina em muilo maior escala a effecliva sugei-
gao ao poder secular, especialmente quando de-
positado as mos de Kaunits, de ura Tanucci,
ou de um Cavourl O grande Bossuet, que nn-
guem dir quo foi adulador da curia romana,
comprehendeu e exprimi admiravelmenle esta
verdade. Dous, diz o Ilustrado prelado, que-
rendo que esta egreja, a mi commum de todos
os reinos, nao fosso dependente de nenhum del-
les no temporal, e a sede, onde lodosos fiisde-
viam guardar a unidade, fosse por fim posta ci-
ma das parcialidades, quo os diversos inleresses
e as rivalidades de estado podenam causar, lan-
cou os fundamentos deste grande plano por Pe-
pino e Carlos Magno. por urna feliz consequen-
cia da sua liberdade que a egreja, independeole
no seu chefe de tojas as potencias temporaos, se
ve em estado de exercer mais livremente, para o
bem commum e debaixo da commum proteccao
dos res catholicos, esse poder celeste de reger
as almas, e que, lendo na mo a balanga direita
no meio de tantos imperios muitas vezes inimi-
gos, ella enlretera a unidade em todo o corpo,
ora por inflexiveis decretos, e ora por sabios tem-
peramentos (9). A este luminoso lestemunho
ajumaremos anda o do celeb.e Fleury, que nin-
guem^poder recusar em eguaes controversias.
Depois que a Europa so dividi entre rauitos
principes independenles uos dos oulros, se o Pa-
pa fosse subdito do um delles, seria para recetar
que os oulros duvidassem reconhece-lo por pai
commum, e que osschysraas fossem frequentes.
I ode se, pois, crr, que por um effeito particu-
lar da Providencia, que o Papa se achou indepen-
denie, e senhor de um eslado assaz poderoso pa-
ra nao ser opprimido pelos outros soberanos,
afim de que elle fosse mais livre no exercicio do
seu poJer espiritual, e podesse conter mais fcil-
mente os bispos nos seus deveres (10). Em urna
palavra, o vgario de Jess Chrislo collocado em
tao humilhantes condices icaria reduzido du-
ra alternativa, ou da escravido ou do marlyrio.
3 objeco.
Se conveniente manlr ao Summo Pontifico
o poder temporal, bastar para garaoti-lo que se
Ihe conserve a cidade de Roma cora alguma por-
go desses dominios, que at agora possuia.
Quando Pepino, Carlos Magno e seus successo-
res, impulsos s da sua piedosa munificencia,
dolavam a egreja romana com esse magnifico pa-
trimonio que, as vislas da Providencia, devia
habilitar o pontificado prestar irammensos ser-
vicos humanidade, quem poderia prever, que
depois de mais de mil anuos se levantariam do
seio do proprio catholicismo oulro3 principes, fi-
mos primognitos desta egreja, para derribarom
essa grande obra da sabedoria dos seculos ? Es-
lava reservada aos Gibelinos do seculo XIX, me-
diante a inqualificavel aliunga da demagogia com
a realeza, a triste gloria de "excitar a rovolla con-
tra o successor de S. Pedro, e machinar a vio-
lenta espoliarlo dos seus estados. Ah I urna so-
berana firmada nos ttulos os mais authenlicos e
irrefragaveis, exercida com paternal moderaco c
docura.par daiuflexvel firmeza, com que se ha
opposlo em todos os lempos aos seus injustos ag-
gressores, sem que nunca ambicionasse a exlen-
sao dos limites do seu territorio (11) ; satisfeita
com os quo Ihe forara legados pela piedade dos
res e do3 povos, e que, no pensamenlo de Cha-
teaubriand, sao assaz grandes para a fazerem in-
dependente, e muilo pequeos para que tiaja al-
gum receio ; urna soberana que aprsenla um
lal carcter de dignidade moral, merecera ser
lo sacrilegamente desacatada, e a propria pes-
soa do seu augusto chefe, na sua dupla qualidade
de monarchao pae commum dos fiis, atrozmen-
te ultrajada pelos seus proprios Glhos? Devera
elle deixar-se despojar do sagrado patrimonio,
que jurou defender, e submelter-se mudo e re-
signado sorte, que Ihe quer impor a revoluco
contra o direito das gentes, e a f dos mais so-
lemnes tratados?!
Para cohonestar a cessao, que se pretende es-
torquir do Soberano Pontfice, allega-se o trata-
do, ou antes tregua de Tolenlino, celebrado entre
o Papa Pi VI eo general Bonaparto, pelo qual
oram cedidas as tres legagoes. Mas, era que
circumslancia foi estipulada essa transaegao ver-
daderamente leonina ? N'uma poca u terror,
sem exemplo nos annaes da humanidade, quan-
do o Papa j se achava quasi sem nenhuma au-
loridade, e Roma ameacada de una prxima in-
vasao ; quando traliido'pelos reis da liespanha
de aples, que secretamente se alliavam a Fran-
ga, elle uo podia conlar com oulro recurso; e
quando emlim o proprio exercicio do poder espi-
ritual corria imminente perigo, c o direftorio Ihe
impunha a dura condigo de revogar todas as
bullas ou breves, quo condemnavam os errse
os excessosda revolugo, at recoramendar-so
embaixada de Roma, que, no caso do fallecer
Po VI, gravemente enfermo, se embaragasse por
lodos os meios a eleigo de um novo Papa ; po-
deria o veneravel pontifico era lo dolorosa si-
tugao e apuro ter a oecessaria forga para resistir
violencia, consummando assim oschysraa, que
pareca inovilavel ? A exorbitante conlribuico
detrinla e um milhes exig'da pelo conquistador
victorioso, alm do forneciraento do mil e seis-
centos cavados, conlribuico que esgotou o Ihe-
souro pontifical, e despojou o Papa e as familias
maisconsideraveis e mais ricas de suas joias, de
suasbaixellas e de ludo que possuiam de mais
precioso, pode dar urna idea da liberdade, .com
que o affliclo poutice subscreveu esse ominoso
tratado I
Outro fado mais antgo foi ainda invocado, se
nao estamos engaado, pelo vellio parlamentar
o Sr. Dupin em pro do direito de apoderar-se
dos duminiosjtonlicios. Tal foi a oceupago da
XIV m^ *e da Europa? <
Papa ~mmJ vi! nil^n^"-'-^"**"8'? "be que foi elle quem de 8C0 mola Prorio ioi-
*V-^J""?.J[4L^,PlBdd1Dlunfc,^ cou os projectos de reformas, at incorrer na
poncupiv < T rM, yiocuuiua muiid lena
seu embaixiador em Romal Respeilamos as lu-
| zea do sabio parlamentar, com quanto muito sus-
, penas nesta materia pelo seu conhecido gallica-
msmo; mas pedimos-lhe venia para observar
I quo.. fS8a 0C( uPa?ao arresto nao leve outro
. moirvo, que j reparago, justa ou injusta, do in-
|sulto coramel.ldo contra o embaixador; e dada
i ?..P?a'Ja salsfago, foi poucos annos depois res-
ti utan a mencionada cidade pelo proprio Luiz
, XIV no Pap Alexandre VIII, continuando fa
zer parle dos dominios pontificios al o anno de
n quu um decreto da assembla legisla-
sua reunio ao territorio francez,
justiga, com quo hoje a Roma-
no Piemonle
amados irmaos, que estes e oulros
. -" t
Uva ordenou
com a mesma
nia annexada
J vddes,
364, da j
(8) Vide o tom. 2. paginas 224 a
citadaHistoria do popado.
(9) Obras de Bossuet, tom. 15, pag. 509. pja
obra allribuida ao mesmo prelado, e que tem por
tituloDefensio Declaralionis Conventus Cleri
Gallicani, an. 1682, se l o seguinle, nao menos
frisante, trecho sobro esta materia. Nos enim
satis scismus romauis pontifnflbus et sacerdolali
ordii., regura concessione ac legitima possessto-
ne, bonaquoesla, jura, imperta ita haber! ac pos-
sideri, utiqum nter nomines ptimo juri haben-
tur aepossidentur. Irnoeaomnia, ut dicala Deo,
sacrosancta esse deber, nec sino sacrilegio inva-
d, rapi, el ad scecularia revocari posse. Sedi
vero apostlica} romanas urbis, aliarumque ler-
rarum concessam dilionera, quo liberor ac tutior
poleslatem apostolicam tolo orbe exerceat, non
talum sedi apostlica),, sed etiam toti ecclesim
gratulamur, volisque mnibus precamur, sacrum
principatum mnibus modis salvum el incolumen
esse. Part. 1, lib. Io, sed. 1, cap. 16.
(l) Historia ecclesiastica, tom. 16, 4o discurso
n. 10. ^
(11) Os Papas, diz o conde de Maistre no lugar
citado, reinan) desde o seculo IX pelo menos ;
ora, contar deste tempo, nao se achara em ne-
nhuma dynastia soberana mais respeito ao territo-
rio deoulro.nemmenosdesejode augmentar o seu
Julio II o nico Papa que adquiri um territorio
(o ducado de Parma) pelas regras ordinarias do
direilo publico, em virlude de um tratado, que
terminava urna guerra ; mas esta acquisigo, pos-
to que nao culpavel, escapou logo santa s. S
ella reservada a honra de nao possuir hoje se-
no o que possuia ha dez eeculos.
^ j '""""i 4"c estes u uuiros
precedentes nao podem de maneira alguma ser
applicados presente situagao dos estados da
egreja e provam apenas o abuso da forga, que
nao pode constituir direilo. E so pode conside-
rar-so licito oidosmembraraenlo da Romana im-
posto hoje pni urna faegao poderosa, por que nao
sera licito tentar o mesrao amanha no resto d'a-
quelles estado para fazer um novo presente
algura oulro principe, e por fim, ou j, ou um
pouco mais tarde, proclamar a queda desse thro-
no antgo o iveneravel, cujo destino glorioso
conservare manter inviolavel, com o seu sceptro
oe paz, a uniJade religiosa, o mais seguro pe-
nnor da unidado poltica ? Tanto cerlo que um
erro chama oulro erro, um abysmo oulro abys-
tnoit, na verdade, sobre injusto e sacrilego,
deshonroso propria causa italiana, o pretendido
cerceamenlo da cora pontificia. O territorio,
diz o eloquenle Lacordaire. divisivel, mas o
uireito nao o ; a ierra um campo, que se po-
de partir, mas a honra urna idea que perma-
nece, ou morre tola inteira. A vontade de Deus
tinha preparado egreja um patrimonio; gran-
des homeos a tinham servido nesle designio e
os seculos linhain fortalecido a obra do seu con-
curso, e dado ao pae commum de duzeulos m-
Inoes de homens um povo o urna patria : que
cousa poda haver mais sagrada ? Nem a vacio-
nahdade, nem a unidade da Italia eram interes-
sadas em que se levanlassem mos vilenlas pa-
ra abalar esla grande obra I (12)
Desenvolveudo esle pensamenlo profundo em
todas as magnificas paginas do seu opsculo, o
insigne orador, quo folgaraos de citar como um
dos mais fervurosos amigos da liberdade, excla-
ma com o accento da intima convieco da ver-
dade. Italianos, a vossa causa bella; mas
vos nao sabis honra-la, e ainda peior a ser-
vs .... Por um vo systema de unidade nu-
mrica e absoluta, que nada inleressa, j o liz
ver, a vossa naconalidade o vossa liberdade,
tendes levantado enlre vos e duzenlos railhoes de
catholicos urna barreira, que cresce cada dia.
Vos leudes posto contra vosas mais legitimas es-
perangas alguma cousa mais do que homens,
sim, tendes ahi posto o chrislianismo, isto a
maior obra de Deus sobre a trra, sua luz o sua
bondaJe visveis, o imperio das almas, a pedra
ondo leera viudo quebrar-se todos os projectos
inimigos. Sabei-o bem, Deus quo tem feito
Roma para a sua egreja.
4.a objeego.
O que se pretende fundado no suffrago
universaj, livre e espontaneo dos povos, que,
sera duvida, tem o direito de aspirar aos mclho-
ramentos da sua condigo, e aos beneficios da
liberdade.
-- i-- 0----- w **<* #W0| ***** nn.wiiu( 11a
censura de algumas testas coroadas, coocedendo
amnyslii e proclamando o systema representativo
com urna assembla nacional, conselho d'eslado,
e outras franquezas, dedicado, quanto era com-
pativel com o seu carcter de chefe da egreja,
causa italiana? E1 Pi IX, diz anda o j citado
eximio orador, que, pela forca do seu exemplo,
arrancou s incertezas de Carlos Alberto o esta-
tuto constitucional do Piemonle. E' elle, que re-
suscilando do tmulo de Paulo IV, depois do 300
anuos, as scentlhas sepultadas da liberdade ita-
liana, reaccendeu de urna oulra exlremidade
da pennsula a esperanga e o ardor. Mas por-
que a sua consciencia nao Ihe permittio annuir
todas as exigencias dos demagogos, e declarar
guerra Austria, sacrificando, diz o Sr. de Mou-
talembert, o caracler de soberana neutralidade,
o pacifica imparcialidade, que Ihe impe sua au-
gusta misso sobre a Ierra, Pi IX, at ento ob-
jeclo de estrondosas ovagoes e frenticos applau-
sos, lornou-se victima de profundo odio e tapia-
cavel guerra. Voclfera-so e blasfema-se com
inaudita insolencia contra o piedoso Pontfice ,
assestam-se caohoes em frente do seu mesmo
palacio, e urna bla vai ferir de morte um dos
mais respeitaves prelados da sua cmara ; o il-
lustre Rossi, seu secretario de estado, brbara-
mente assassinado s portas do corpo legislativo,
eseu cadver arrastado pelas ras ; o Santo Pa-
dre emlim dilacerado do dr, mas calmo e resig-
nado com os decretos do co, parte secretamente
correndo mmensos perigos, e guiado nao j pelo
anjo que conduzio Pedro do carcere, mas pelo
propro Deus Sacramentado, que lovava penden-
te sobre o peito (14) chegou inclume ao raz
hospilaletro, que o acolheu com os bragos abor-
tos, e o cercou de toda a sorle de consolagoes !
Ora, depois deste trgico ensaio, poderia elle
conliar nos conselhos que de novo se Ihe tem da-
do, o que, embora oiferecidos por mos mais
puras, deixam entrever, anda aos olhos menos
perspicazes, o mesmo resultado sinistro, seno
mais funesto, se por ventura elle codesse im-
posicao de taes conselhos ? E quaes sao essos
tao fallados abusos da adrainistrago romana,
cujas reformas nocessam de reclamar? Ser a
exclusao dos leigos para os negocios do estado ?
Mas a eslatislica administrativa mostra que o nu-
mero dos empregados leigo3 excede muito o do*
empregados ecclesiaslicos (15) e querer que estes
nao sejam contemplados ou preferidos ao menos
para os altos cargos em um goveruo composto de
ambos os elementos clerical e secular, seria que-
rer transformar ou alterar essencialmenlo a cons-
tituigao de ura rgimen lo sabio e consentaneo
as conveniencias da sociedade chrisla. Ser
inercia ou o deleixo em promover o progresso
material ? Mas nenhum viajante de boa f dei-
xar de confessar que observou notaves raelho-
ramentos, mormente alguns annos esta parlo
medanle mportantissiraas obras ou j conclui-
das, ou continuadas com grande adividade ; que
a seguranca de vida e propriedade protegida
cora sabias medidas para represso dos deudos
e 03 campos expurgados do vadios e malfeitores
que as rendas publicas sao administradas e fisca-
hsadas cora o maior zelo e economa ; que a
populagao de todos os paizes a que paga me-
nos impostos (16) e nao soffre os rigores da cons-
enpeau ou do recrutament. E pelo que toca
aos inleresses moraes, quem nao sabe que Roma
o foco, donde partera constantemente os raios
idorcs da luz evanglica para Iluminar os
in ;;|M|1. L "V,,MUU":S a uz evanglica para Iluminar os
nao contestamos o principio, e sabemos que paizes mais barbaros e longioquos que ella foi
os governos sao feitos para os povos, e nao os sempre, sob os magnnimos auspicios dos Panas
povos para os governos; ma3 nao podemos con- a patria das bellas artes; que ali brilha eni
cordar sobre a legilmidade dos meios. Ser com magnficos estabelecimentos a cultura das letras
eneito verdadeira a esponlaneidado desses lo sagradas e profanas, e que era nenhum outro es-
inculcados e numerosos sufragios? Quem ha ah lado se enconlra maior numero de sublimes ins-
que ignore o processo dessas votagoes, ainda nos tiluiges do beneficencia e cardade chrisla I
paizes que v vem era ura estado normal sob as Quaes sao. pois, os vicios desse tao calumniado
garantas dejordem e tranquillidade publica? governo? Ninguem jamis disse que elle c o
tiilre nos mesrnos que, gragas Providencia, nos typo de urna perfeila adrainistrago ; mas quaes
adiamos constituidos nesla feliz posigo, quantos sao as que se Ihe podem antepOr, como modelos
clamores se hao levantara ordnariamedto sobre na arle difficil de governar ? To desconhe-
a liberdado do voto as eleicoes populares? pida ser a historia contempornea dos mais
yuanlos esforgos, quantas medidas nao tem em- iluslrados e afamados governos que se nao en-
pregado, e agora mesmo eslo empregando os al- chergucm mil defeitos, imperfeiroes e miserias
ios poderes da nacao para assegurar urna elei- que pesara sobre os povos no meio dos esolen-
loral cisa preciosa liberdade, sem a qual o sys- dores da civilisago, e ao som dos cnticos da
tema representativo nao passa de urna farga e ri- liberdade ? E como conter a indignarao 10 re-
d,cula nccao } I bordar a injuria atrocissirna, que i?rogou ao go-
.Considera! ,.gora um paiz agitado pela rcvolu- iSdPd^L "m,fam,8rau0 estadista inglez,
cao. onde nao Jff os partidos que sc^d.putam o ?oi ia "S. "P"lamento-que nunca Roma
terreno, mas o despotismo de urna faego domi- Lfftft!!"* do. qe durante a au-
nante, incute o terror pelos manejos ua intriga, iliniLP,P administracao da republi-
da cabala e da perseguigo. fazendo callar a voz c^?ni^S!l,!5!?0r.l"0tO8r"Mel?-
da imprensa a todas as raanifcstages contrarias S 551'i a? Parece.evidente o nobre estadis-
aos seus mathiavelicos projectos, e julgai que wnrie rfo n. prev*nid.0 Pel seu rancoroso odio
peso podo le: ante o bom senso e a consciencia thl, ,,t S vl > arueiro no olho a-
un.versal o voto desso paiz. Ora lal como ge- !' H, T"rann v SPU Pro.Pr, ssa
ramente se lOriaa, a actual situadlo dos s- }.!.!-?,..,"na' .do.PauPensmo. e de outras
lados-Pontificios, o oulros revoltados contra os df.m J, horrlve,s chagas, que consomem e
seus soberanos, e tocados da vertiginosa inania v mnr0nc30eU,li!n0esmo pau '
de annesac&ei ao Piemonte. A violencia e a ,=i*phlP,S, "?,?""> amados >M. nesta
pressao. i qU se achara submettdos os subditos r ,,?.':* 1"esla. legando sufficiente o pou-
leaes daquell JS estados nem anda lhes conson- =ol14u,.,i? ,^S exPend,do- c 1ue nao seno a
lera passar s mos dos seus amigos ou corres- hora/n^ tem escriPt0
pondentes oi escriptos favoraveis amansada 'm^ .eam"le,les cm saber, para vos compene-
egreja, sern o1 risco de serem apprehendidos pela IiIm dpfVn.if. JUS,.'ca Ia caus"' que com
polica, comoj acaba do acontecer com duas in- i ? i! I M' comPrc^' teressanles b.ocluirs publicadas em Roma, e re- > n,''"' ?J? V* **?""*? "esta questo, co-
meltidas um respctavel eclesiastico desta ci- ??! 'e^ii^?!? 4,a da poli,.iC3' por1ue
dade. que as nao recebeu. a "'^pendencia temporal da santa s urna ne-
Deraais n abloridado temporal do pontifico 10- donSi n-nirS?.?! SU<> hberdade e ndepen-
ano. 6. nM. na inrtnin norial ,.Sn ..m n=_ I ue,'Cia espiritual.
Eslao, pois, em presenca a forca e o direito,
ella apoiada na anarchia e na"usurpago, e
suffragios arrancados s popumi.u''9 muuiuaa _.-...-, Hc ..u, iuuuouo a tace uos
algumas provincias comparados com os altos |reinos mais florescenles, fortalecido pela mo
pronunciamenlos de tantos milhes de calholi- \ d a1uel|e que, soberano arbitrodoimperios.de
eos de lodos1 os paizes o de todas as classes e con- utn momelo oulro, e quando menos se espe-
dtges? Notpvcl inconsequencia dos inimigos da i d'ss,.'" os conselnos dos principes, e confun-
sanla s I j <* os projectos das nares (17).
Quando elles qualificam de tyrannca a supre- i Recorramos por lano, amados irmaos, cle-
macia que ekerceram os Papas sobre as coroas na i raencia desle bom Deus, e redobreraos nossas hu-
meia edadejcohibindoos excessosdos soberanos. m,llJes supplicas, para que restitua a paz Eu-
e conquistando a liberdade dos povos, e se lhes FPa> e a serenidade egreja. Ah que objec-
responde que ella era justificada pelo direito pu- P,,em ser mais dignos dos ardenles volos
hiten flttln rOPali.t/. nn. tnr^QO ao nnr.r,A~ .11*. 1 UO
blico nnto recebido por todas as nagoes; elles |
desdenham esta prova do consenso geral, e des-
peito dos monumentos da historia e opinio dos
mais insuspeitos escriptores dos nossos mesmos
dias, catholicos, e protestantes, nao querem re-
conhecer qiie o pontificado nessa poca da anar-
chia feudal foi como a Providencia, que adogou
a ferocidad dos coslumes, e salvou a civilisago
da Europa, ou na phrase de um dislincto escrip-
tor, servio de carta ou conslituigo, cuja som-
bra se abrigavarn os povos e os mesmos principes
opprimidos
Entretanto, hoje allega-se como argumento va-
lioso, sob o titulo de suffragio universal, contra
a autoridad; temporal dos Papas, o voto, nao do
mundo catHolico, mas do una (raego Iludida dos r.< M Ul_
estados da egreja! E Roma, anliga rainha do nucm as preces publicas em a nossa cath dral
mundolux orbis terrarum,el arx omnium gen- \ nos dl,s que forera annunciados ; e as mais
lium (13)sentindo reviver em seu peito as ve- egrejas da capital e do interior, na forma pres-
illas e nunca esquecidas tradiges da sua passa- crlPla pela nossa pastoral de 16 de Janeiro des-
una verdadeiro christo amigo da huma-
nidade .' Quaudo em lodos os estados catholicos,
que nao geraem debaixo da presso de urna cru-
el intolerancia, e na mesma Franga, apezar das
siiss circumstanciasexcepcionaes, se elevara aos
cos incensos de fervorosas oracoes pelo oppri-
mido chefe da egreja (18) ; nos. filhos do impe-
rio di sania cruz, que lemos a inapreciavel for-
tuna de conservar intacta a pureza da f, e os
seriiiuientos legados pelos nossos maiores, de
respeito o filial amor ao nosso pae commum
seremos insensiveis s angustias, que ora soffre
da ingratido de oulros filhos, o seu paternal co-
racao ? Estamos bem longe de o pensar, o cer-
tos de que nos acompanhareis sempre nesles ac-
de piedade chrisla, ordenamos que comi-
da grandeza, consentir om ser excluida do es-
plendido b;nquele da liumphanlerevolugo, ou,
fiel ainda a o seu rei pontfice, poder ella esca-
par ao fatal contagio da soduego ? E o novo Au-
la, depois (le langar por toda a parte o facho da
guerra civil, suspender seus passos s porlas de
Roma ante a mageslade do successor e herdeiro
da sabedoria e firmeza de Leo Magno? Oh! a
mo do Senhor nao est abreviada para que nao
possa salvar; e como em outras eguaes crizes, el-
le se levan ara e julgar a sua causa I Permitlam
os cos qun essas perigosas theorias desuffra-
gio universal, fados consummados, e outros, de
que tanlo se tem abusado, nao venham cahir
sobro as cnbegas dos seus proprios autores ou
cmplices n fautores, dominados de cega ambi-
go I J a
ha no mund
rlanda as reclama em seu favor, e se
------Jo ura povo que esteja no caso de fa-
zer este apiiello, seguramente o infeliz e heroi-
co povo irlandezl
5.a objeceo.
a Se Pi IX, inslam ainda, tivesse seguido os
conselhos, que Ihe foram dados, reformando os
abusos do eu governo, teria prevenido as cala-
'" que hoje se v ameacado, ou j pesam
midadesde
sobre elle.i
Doude vriai
veneravel
os que assim oosam aecusar o
Pontfice? Sero elles, pois, alguns
------------- ------ w.hv w.iv?, iuio, alguno
eslrangeiros, que chegados do incogoitas regioes,
ignorara os fados aiuda recentes, que se pas-
(12) Da liberdade da Italia e da egreja.
(13) Cice.ro, Catil. 4.a
le anno.
Dada nesta cidade do S. Salvador, sob nosso sig-
nal e sello, aos 14 de agosto de 1860.
Arcebispo, Mrquez de Sania Cruz
Lugar do Sello.
Extractos do abbade Margotti.
Eslalislica dos empregados dos Estados Pontifi-
cios e seus vencimentos.
Exlstem as diversas reparligoes dos Estados
Ponliflc03 7.1)7 empregados pagos pelos cofres
pubicns ; destes sao apenas 303 ecclesiaslicos, que
vencera annualmenle a somma de 1,213,684 fr.
39 cen e 6,854 leigos ou seculares, que vencem
annualmenle a somma de 8.098,536 fr. 35 cent.
No numero dos empregados ecclesiaslicos eslo
(ti) No mesmo relicario, de que se servir o
seu imraorlal predecessor Po VI, as perigrina-
goes do seu longo marlyrio.
(15) Veja-se no fim da pastoral acerca do go-
verno pontificio o extracto da obra do abbade
Margotli intituladaVictorias da egreja durante
os dez primeiros annos do pontificado de Pi IX.
(16) Veja-se no fim da pastoral a j citada no-
ta da obra do abbade Margolti.
(17) Psalmo 32, verso 10.
(18) O cardeal arcebispo de Pars, face do
governo, quo lem feito calar os jornaes que de-
fendan! a casa do Summo Pontfice, acaba de
mandar celebrar preces nss egrejas de Pars. E
no Brasil censura-se um bispo por mandar fa-
zer preces na sua diocese.
comprehondidos 179 capelles de prises e casas
ae correigao, e outros padres empregados exclu-
sivamente no culto, de sorte que os empregados
ecclesiaslicos. propriamenle ditos, inclusive 11
representantes da santa s nos paizes estrangei-
ros, se reduzem a 124 somento ; e no numero
dos empregados leigos ou seculares nao eslo
comprehendidos os professores da universidade.
dos lycus e gymnasios, assim como o exercito
cujos poslos sao oecupados, como natural, por
seculares, alm de mullos operarios de obras pu-
blicas. r
Melhoramentos maleriaes.
Nao obstante grandes difficuldades, o governo
pontifical lem levado ao lira o recenseamento da
populagao segundo as melhores estatisticas: una
linha telegraphica alravessa todo o paiz; trata-
se de um systema uniforme de pezos e medidas :
emprehende-se o nivellamento da viaAppia;o
estado fiuanceiro se tem reorganisado, despei-
to dos limitados recursos doorgamento, eavul-
tadas sommas tem sido applicadas anlmaco
do commercio e das artes, cscrevo Mr. de Ray-
neval. Um grande numero de estradas se tem
aberlo sobre diversos pontos do paiz; o porto
de Terracina se lem alargado ;ntroduzio-se no
ll.br<'a navegaco a vapor; a cidade est Ilu-
minada gaz; tem-se feito concesses de cami-
nhos do ferro; o de Frascati, que deveestender-
se at aples, nao tardar iuaugurar-se; ne-
gocia-se urna linha importante, que deve unir
Roma Ancona e Bolonha, e o de Civit Vechia
vai comegar.
Um diplmala que nao receia applaudir a pol-
tica esclarecida de Po IX. diz o seguinle :
a Depois de ter ordenado a regularidade do
curso do Tibre, a escavago do anligo Porlum
Antxum, a conslrucgao de novas estradas desti-
nadas facilitar e multiplicar ascomraunicagoes,
o estabelecimentoda telegraphia elctrica, o So-
berano Pontfice coocedeu urna companhia de
capitalistas estrangeiros o privilegio de cobrr os
tstados Romanos de urna vasla rede de caminhos
de ferro, que ligaro a capital s legagoes, e os
prineipaes portos romanos do Adritico e do Me-
diterrneo......
Seguranca de vida e propriedade.
As medidas tomadas pelo cardeal Antonelli.
por ordem do Santo Padre, 30 de julho de
looo, com o lira de reprimir cOlcazraonlo o rou-
bo, produzram o melhor efTeilo, drainuindo sen-
sivelraente o numero dos deudos c dos preso.
Nessc anno a cifra das despezas com as prsoes
nos Estados Romanos era de 200,000 fr. menos
que a da 1851, entretanto que a somma consig-
nada para taes despezas no Piemonle augmenta
annualmenle. Nos Estidos Pontificios o decres-
cimenlo das despezas, provra da dimnuico dos
delictos ; no Piemonle, porm, os deliclos o as
despezas relalivas seguranga publica augmentara
ao mesmo tempo.
Era 1847 as despezas cora as prises do Pie-
monte foram de 1,624,778 Ib. ; em 1852de..
2.2C6.8 91b.; em 1853 de 2,353,361 Ib.; em 1854 do.
2.894,764 Ib.; em 1855 de 3,113,997 Ib. e em 1856
de 3,328,241.
A suago do Pieraonte, quanto ladres, de-
xaremos os deputados e os jornae3, que sao os
mais interessado3 em oceultar as chagas do pro-
gresso moderno, fallar esse respeilo
Os roubos uos campos, diz o depulano Mel-
lan, sao urna lepra, que se eslende sobre a su-
perficie do paiz. E' incontestavel que nao ha
urna cidade, urna communa em Piemonle dentro
e fra dos muros, era que se nao encontreni ca-
sas publicaraento conhecidas como exercendo
urna prolissao de comprar os productos dos rou-
bos feitos pelos campos. (Actas officiaes da c-
mara dos deputados, sesso de 24 de maio de
1856.)
O deputado Robecchi faliava no mesmo sent-
do, dizendo que cada dia e de toda a parte,
chegavam quenas de roubos commetlidos nos
campos, e que a depredaro fazia tristes pro-
gressos.
Poder-se-hia nomear certo syndico que, longe
de velar na seguranca publica, meroceu elle mes-
rao ser preso. Oulros que cumpriam com zelo
o seuVlever, foram traidoramenle assassinado3,
e pagaram cora a vida sua dedicaco.
Ha juizos, diz ainda o deputado Mellana, qua
em vez de condemnar, liram dinheiro de sua
propria bolsa para dar aos acensados de roubo
nos campos. Um jornal de Genova (Gazetta dei
Iribunali de 7 e 21 de maio de 1856), depois de
lamentar a mullido dos deudos coramcltidos na
Sardenha, conclue dizendo que o governo po-
derla, se quizesse, destruir os malfeitores, mas
como elle nao se oceupa disto, seja por distrac-
cao, seja por negligeucia, nao se poder subtrahir
a responsabilidade de urna immensa injustiga, e
vergonha de soffrer em urna das mais consid'e-
raveis provincias do reino, actos de ferocidade
dignos da meia edade, e isto no seculo XIX O
facto que no Piemonto ha ladres por toda a
parle: os ha as cidades, nos campos, de dia c
donoite, as egrejas, as pracas publicas, as
satas dos Inbunaes. Os atlentados ao direito de
propriedade eslo na ordem do dia. Assim e
exprime o Independanl, Jornal do ducado d'Ao's-
te em sou numero de 3 de abril de 1857.
Orcamento da receita e despeza dos Estados Pon-
tificios, confrontado com o do reino Sardo
ic,r.e"!"n.d08. Estados Pontificios no anno de
e-MMM1 do67'3J'.26 fr. e no anno de 1857 do
-, 'i^r-: a desPeza do primeiro montou em
74,257,746 e do segundo era 69,208,781. A re-
ceita dos Estados Sardos'no armo de 1853 foi de
106,136,351 e no anuo de 1837 de 135,105,996
fr.; a despeza do primeiro montou em 127 019 837
fr. o do segondo em 139.834,2*9 fr. V-sc por
tanto, que nos Estados Pontificios no anno de
18oi houve dimnuico de irapostos na somma do
165,413 fr. e de despeza na de 5,048,965 fr., ao
passo que nos Estados Sardos nesse mesmo anno
!ou au*mento de impostos na somma de___
23,669,645 fr. e de despeza de 12,861,392 fr.
Variedades.
EFFEITOS DA QUEDA DE UMA CHAVE.
(Concluso.)
O resto da noite, Arezzo passou-a em urna hos-
pedara de Meudon, e no dia seguinle errou como
na vespera ; no outro dia, porem, sua alma foi
seosivol s dores ; seu coracao reanimado, se ac-
cendeu aos labios ardenles do amor.
Elle amava a Lucy, como se ama primera
amante, quando ella nubre e bella, e at quan-
do nao nem nobre e nem bella, porque o pri-
meiro amor tem encantos especiaos.
De balde tentn elle fallar criada ; durante
esse dia ella nao sanio de casa ; de balde mando
elle um cantor de ras cantar sob as janellas de
Lucy anas que lhes eram caras : a janella so a-
brio, atiraram algum dinheiro ao cantor, mas nao
foi Lucy.
Emlim, passaram-sesetc grandes dias para A-
rezzo, com tolos os tormentos da duvida. com
todos os martyrios do amor, com as agonas do
desespero.
N'uma noite sombra, o co nublado e relam-
peando, Arezzo encaminhava-se lentamente para
a portinha, conduzido mais pelo habito qua pela
esperanga, quando, repentinamente, foi sorpren-
dido pelo apparecimenlo de una sombra.
Ello alevinhou que era Lucy, o voou ao seu
encontr.
A menina cambaleava, e apoiava-se a todos os
arbustos ; eslava paluda como urna moribunda,
e embrulhada em urna grande capa de seda bran-
ca, pareca ler-so levaolado do tmulo.
Ella respirava cora amargura os restos seceos
do ramalhele de primavera.
A' vista do Arezzo, ella alirou o capuz sobre as
espaduase inclinou lnguidamente a cabera.
Arezzo alcangou-a dentro em pouco e tomou-
Ihe a mo com ternura : a alva mo de Lucy nao
oppoz a menor resistencia, mas pareceu insen-
sivel.
Elles cnlrarara silenciosamente no parque ;
chegados sob as tilias, Lucyparou repentinamen-
te, mais enfraquecida que antes.
Meu Deus 1 que tendes ? disse Arezzo as-
sustado.
Vos me malastes I murmurou ella com voz
extincla.
E sua nao escapou da de Arezzo.
Ah I eu o sinto bem : eu nao sou mais que
a sombra de mi ni mesma.
E ella suspirou e conlinuou sorrindo :
Como diz o poeta inglez : A morte bafejou
sobre mim > ; eu a respeilo por toda a parte,
al nesle ramalhele que tenho secado com meus'
labios.
Toda desfallecida, Lucy dcixou-se cahir sobre
um banco do pedra.
(Coniniiar-se-/ia,)
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860.


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