Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09476


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Full Text
'Tm
lili XXXTI. HUMERO 248
Por tres mezes adianlados 5$000.
Pr tres mezes vencidos 6$000.
QUINTA FEIRA 25 DE 0DT0BR0 DE 1861.
Por anno adinntado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCA.RREGAD03 DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A, de Lemo3 Braga; Cear, o Sr J. Jos do Oli-
veira; Maranho, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares ; Pauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'AKlluAs uo uxtuhioa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as lergas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-feras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMEMDES DO MEZ DE OUTUBRO.
7 Quarlo minguante as 8 horas e 45 minutos
da tarde.
14 La nova aos 17 minulus da tarde.
21 Quarlo cresceute as 11 horas e 51 minutos
da manha.
29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Priraeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relagao torgas, feiras e sabbados.
Fazcnda : tercas, quintas e sabbadusas 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergase sextas ao meio dia
Segunda rara do civel; quartasosabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Maria Salom; S. Verecundo b.
23 Terca. S. Joo Capistrano f. ; S. Jao Rom.
24 Quarta. s Raphael Archanjo; S. Fortunato m.
2j Quinta. Ss. Crispim e Crispiniano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. S. Rogaciano m.
27 Sabbado S. Elesbo Imperador; S. Erolhida
i 28 Domingo. Ss. Simio e S. Judas Thadeo app.
ENCJw RUEGA DOS DA SUBSCRIPgO NO SOL
Alagoas, o Sr. Claudino FatcSo Dias; Bahia,
Sr, Jos Martins Abes; Rio de JaDelro, o Sr.
Joao l'ercira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiros da
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 22 DE OUTUBHO DE 1860.
Officio ao Sr. Juan Anglada Hijo, rice cnsul
de Hespanha.Em salisfago ao que solicitou o
Sr. Juan Anglada Hijo, vke-consufte Hespanha
cm seu officio de 19 do crreme dmi, cabe-me
declarar ao mesmo Sr. vice-consul que liz ss con-
venientes rocommendages a fim de que sejam
remeltidos a csse consulado os passaportes dos
subditos hespaohoes, que chegarem a este porto.
Reitero ao Sr. rice-consul do Hespanha os vo- do director geral interino
tos de minha estima e considerago.
Dito ao Sr. Henry Forstcr Hit'ch, cnsul dos
Estados-Unidos.Respondo ao officio que nesta
data me dirigi o Sr. Henry Forster Hilch, cn-
sul dos Estados-Unidos, declarando que no dia
24 do correte una hora da tarde, lerei a sa-
tisfaco de receberna conipauhia do mesmo Sr.
cnsul o Sr. R. A. Edes, ltimamente Doeado
para o substituir.
Renov ao Sr. Henry Forster Hilen, a seguran-
za de minha distincta considerarlo e estima.
Dito ao coronel commandante das armas;De
claro a V. S. em resposta ao seu officio n. 1,088,
de 18 do correnle, e para o fim de corrigir-se o
respectivo assenlamenlo de praca, que o soldado
do corpo de polica, Trajano Rodrigues do N'as-
cimeulo, a qua se refere o meu officio de 15 des-
te mez, nao pode ser cousiderado volunlario, por
ter sido apresentado pelo respectivo comraaudan-
le, o era virlude do arl. 137 do regulameuto do
corpo.
Dito ao Dr. chefe de polica.Sirva-se V. S.
de nobiliiar-mo cora asna inforraago a sat9a-
zer o aviso junto por copia, expedido pelo minis-
terio da jusliga em 11 de maio ultimo, relativo
ao requerimento, que me devolver, dos reos F-
lix do Araujo Los, Sabino Linsde Araujo e Her-
culano Dias Correa, ten Jo em vista o que refere
o Exm. presidente da Parahiba no otcio em
original incluso, n. 580, de 29 do mez pasudo,
que me ser resiiluido.
Dilo ao commandante superior da comarca da
Boa-vista.Devendo as numeaces para officiaes
pensosdo exerclcio de seus cargos pelo juiz de
direito da primeira vara em correcgo, nao po-
dem ser substituidos pelos cscrivacs companhei-
ros, em conseqoencia do avultado expedienle dos
respectivos carlorios, conforme represenlou o juiz
municipal da segunda vara em officio de 20 do
torrente, resolve nomear a Manoel Jos da Molla
Jnior para exercer temporariamente o cargo do
primeiro d'aqoelles escrives, e a Joao de Barros
Brando para substituir a segundo durante seus
impedimentos, de conformidade com o arl. Io do
decreto 1294 de 16 de dezembro de 18.'3.Ftze-
ram-se as necessarias commuuicages.
Dila.0 presidente da provincia, sob proposla
da instruego publica
de 19 do correte, resolve nomear delegados Ili-
terarios os cidados seguinles :
Para a tragueas da Boa-Vista.
Amaro Joaquim Fonseca de Albuquerque.
Para a de Una.
Henrique Augusio Mi le.
Para a de Caruar.
Antonio Jos Nunes do Valle.
Corumunicou-se ao director geral da instrue-
go publica.
Dita.O presidente da provincia attendondo
ao querequereu o professor pnblico de instrue-
go elementar da freguezia do Ex, Jos Peixolo
da guerra. Enlo, alguns adeptos das socieda-
des secretas, ja iniciados no protestantismo e em
alguns processos ia arte militar europea, levan-
taran) o estandarte da revolta, no qual linham
inscripto quatro caracteres de um elleito mgi-
co : mi tein hin han, isto : Aos Trtaros I
Reslauraco do throno chine:.
Pareca que elles deviaui inaugurar urna revo-
lugo civil e religiosa no imperio. Seu chefe,
qual outro Mahomed, oceultava sua ambicio de-
baixo do devolismo methodista, e pretenda um
lempo fundar um novo imperio e urna nova re-
ligio. Esie partido levou suas destruicoes
multas provincios, fez soffrer grandes perdas ao
exordio imperial, esgotou seus thesooros e sol-
dados, e boje parece ter-se eslabelecido em Nari-
kin, ilonde manda de lempos a te nipos a saquear
as provincias vizinhas, sem comtudo submelle-
las sua dorninago.
Os Chinezes enrulaos, que todos sao catholi-
cos foiam principio aecusados de azer causa
comnium com os rebeldes ; mais tardo porem
rccoDheceu-se que a aecusaco era calumniosa,
mas nem por isso deixararode ser olhados co-
mo, um perigo para o governo.
E certo entretanto que elles viam com anxie-
dade a heresia ameacando dominar na China, e
a liberdade religiosa que ella promelte pareca-
e Silva, e lendo cm vista a informago ministra- lhes mullos respeitos maisleinivel do que os
da pelo director geral da instruego publica, re- rigores da idolatra. A causa dos rebeldes por
solve considera-lo habilitado para perceber as conseguinte nao poda inspirar-lhessympalhia al-
vanlagens do art. 26 da le n. 369 do 14 de maio guma. Sabiam, e nao ha duvida alguma esle
de 1855_Communicou-se ao director geral da respeilo, que o protestantismo americano ou eu-
instruego publica. I ropeo favoreceu o seu precursor no imperio ehi-
Expediente do secretario do governo. lnez de um modo mais eficaz do que por votos.
Officio ao inspector do arsenal de marmita Alera disso, este partido, pezar de seus conli-
S. Exc. o Sr. presidento da provincia manda de- nuos successos s levou por toda a parte a deso-
clarar V. S., em resposta ao seo officio de 20 lagao e a morle ; sempre mostrou-se destruidor
do correnle, sob-numero 430, que fica inteirado
de so acharem concluidos os reparos precisos no
vapor Viamo, bem como de ter-se fornecido ao
mesmo navio novos toldos e capas para as trin-
cheiras.Coinmuiiicou-so ao commandante di
diviso naval.
DESPACHOS DO DA 22 DE OITX'BIIO.
Requenmentos.
2021.Padre Fraucsco Jos Tarares da
Ga-
SuDaiieinos ser eilas sob proposta dos respeeti- ma.Informo o Sr. iospector da lliesouraria de sos da revolta. Mas na China
t- no o,........ ,...... ;. r_______ -2 j _______.___ ir.... ^-.- *
e nunca restaurador:
A fraqueza do governo imperial, a impotencia
de seu exercilo, enervado pela febre do opio, a
cobiga iusaeiavel dos mandarins, cujas concur-
sles linhara provocado um odio to vivo, que
; todo o imperio suspirava por urna mudanga du
governo ; os iruposlos onerosos da guerra e as
taxas arbitrarias levantadas sobre todas as clas-
ses da sociedade, fonle de urna doeaga univer-
sal, taes sao as causas que explicam os progres-
Tos corpos com informago dos commandantes
superiores, (art. 48 da lei'n. 602 de 19 deselem
bro de 1850.) a V. S. devolvo a proposta, que
acompauhou o seu officio de 23 de selembro pr-
ximo findo, am de ser organisada naquella con-
formidade.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
A vista do aviso junto por copia expedido pela I de guerra,
reparligao da jusliga cm 6 do correnle, mande V. j 2025 Jos Peixolo e Silva.Passc
S. abonar, sob^ininha responsabllidade se for no- considerando o supplicanto habilitado.
fazenda.
2022.Capilo Joaquim Cardoso da Costa.
Dirija-se lliesouraria de fazenda.
2023.Joanna Isidora do Nascimento.In-
forme o Sr. director do arsenal de guerra.
2024.Jos de Sooza Monteiro.Sejam os
menores apresentados ao Sr. director do arsenal
portara
cessano, ao juiz de direito, Abilio Jos Tavares
da Silva, chefe de polica nomcado ha pouco pa-
ra a provincia do Marauho, a quanlia de l:60g
de ojuda de cusi.
Dito ao mesmoO aviso de 21 de abril de
1849 refere-se claramente ao ciupiegao que,
lendo gozado de licenga com ordenado por iuiei- i forme
ro, e pelo lempo maikino do prazo marcado no zenda.
2026.Joaquim Theodoro de Vascoocellos A-
rago.Passe-se portara concedendo a licenea
pedida.
2027. Manoel Thomaz dos Santos. Po-
de ir.
SC20. raicino Vlvuua <\. ov...rv..i.tH. *..
o Sr inspector da ihesouraria de fa-
14 do arl. 5 da le de 3 de oulubro de 1834, dei-
xa, acabado elle, de entrar em exercicio de seu
emprego ; e nao pode porlaulo fundamentar a
opposigo feita por essa Ihesouraria ao pagamen-
to pedido pelo juiz de direito do Limoeiro de seus
veneimentos, a contar de 13 de agosto ao 1 de
setembro ultimo, em que, depois de urna licenga
apenas de dous mezes, deixou de reas.-uu.ir as
funeges de seo cargo por doente, como ludo fui
communicado a V. S. em 27 de ayusto e 10 de se-
lembro lindos.
Haja pois V. S. de mandar pagar os referidos
vencimenlos, nao obstante airapugnago da con-
tadura, a que se refere a sua inforraago de 18
deste mez, relativa & esse objecto, e que nao
procedente.
Dito ao mesmoAo negociante Claudio Du-
beux, ou pessoa que para isso se nos mostrar
habilitada, maride V. S. nao s pagar os venci-
menlos relativos ao mez de selembro ultimo, do
destacamento de guardas nacionaes da villa do
Bonito, urna rez que eslejam nos termos legses
a folha, relagao e pret juntos era duplcala, que
me foram remetiidos pe' respectivo comman-
dante superior com officio de 30 do citado mez de
selembro, mas tambera a qiwulia de 30j, dispen-
dida com o f'irnecimenlo de luz para o quarlel
do mesmo destacamento, a contar de marco e se-
tembro deste aono.como se v da inclusa conla
Communicou-se ao commandante superior
respectivo.
Dito ao mesmo. Simplicio Jos de Mello
mande V. S. pagar os vencimenlos, relalivos ao
mez de agosto ultimo, dos guardas nacionaes des-
tacados na villa do Brejo, urna vez que eslejam
nos termos legaes a relagao e prels juntos.
Dito ao mesmo.Pode V. S. conforme indica
em sua informago de 20 do correnle, sob n. 1095,
mandar remeller do capilo director da colonia
militar de Pimenleiras, por intermedio do res-
pectivo lenle ajudaute, a (uanlii de 3:1003000
para as despezas da mesma colonia nos mezes de
oulubro a dezembro desle anuo. Comui'iiicou-
se ao supradilo director.
D.to ao mesmo.Era vista dos documentos
juntos, estando elles nos termos legaes, mande
V. S pagar ao lenle Manoel Fernandes de Al-
buquerque Mello, os vencimenlos relativos ao
2029 Themisloclesd'Orange dos Reis Lima.
Dirija-se ihesouraria de fazenda.
EXTERIOR.
. como em toda a
parte, a revolta um remedio peior que o mal;
islo o que proclamara bem alto as ruinas de
um grande numero de cidades no Kouang-Sy,
no Kiang-Sy, no Hou-Nan, a devastago dos
campos, a espolacao das familias ricas, o mas-
sacre das populages inoffensivas, a emigra;o
iucessante de tamas familias, que evilam o llia-
tro da guerra civil.
Depois da passagem dos rebeldes, que plha-
yarn o incendiaram o paiz, vinham os manda-
rins do imperador e seus vidos soldados, que o
punham em contribuicao e o apertavam com mais
rigor anda.
-A verligera da revolugo ganhou, qual cente-
Iha elctrica, todas as.oartes do imperio. O Fou-
,-;-.. ...ola agitagao rercmTUuuuihr,^-p..,-
vincia de Canlo, fortsmerite agitada, aindiL
alrarpssada par bandos de ladres. O KouiH
Icheou, era fogo ha rnuitos anuos, devastado
pelas tribus nao submettidas de Miao-Ts, encer-
radas no s. u territorio, e por seus proprios habi-
tantes revoltados cora asr injusiicas clamorosas
commeltidas Dlos funecionarios do governo im-
perial. No Yunnan, os irnperiaes o os mahome-
tanos ciinezes, rivalisando em crueldade e bar-
baria, estrangulara-se sem distineco de sexo
era idade.
' Mas em parte nenhuma di imperio esto com-
pletos os quadros; ea razjjo simples, o chefe
recebe os emolumentos de sua tropa como se es-
livesse completa, e emblsalo sold dos soldados
que fali-im.
Alera disso, as guerras tem reduzido por toda
a pai$ a guarnigo das cidades alguns sol-
dados.
Cinco dias depois das Baganhas, que temos
narrado ( 14 oe outubro) os ladres chegaram
junio aos muros da calera do governo do
Su-Tcheou-Fou.
O numero delles nao exceda cem ; entretan-
to bem leriam podido sorbrehendr a cidade e
entrar, to mal organisada a polica cbinezn,
se nao se houvessem divertido a saquear os
arredores.
O chefe principal, Lan-tii-ye-ma-ta-ye-chouan-
tien-ouaug-ly-lou-an la-la (.y. cauda curta) quiz
entretanto assaltar inmediatamente a cidade,
mas seu conselheiro, Ten-pel-jen, temendo que
as riquezas do um arrabalde, ondem residem os
mais abastados commerciantcs Ihe escapassem,
fez prevalecer o partido coi trario.
Mal comecou o saque, lcanta-se o alarma na
povoago, cada qual toma o que tem de mais
precioso; uns fogem para i cidade; outros ten-
tara passar o rio. que a cena por tres lados.
As portas da cidade se fechara ; os balis nao
bastam para conter lodos os fugitivos, e mullos
afundam-se por muitos carregados.
Houve ento um espectculo horrivel: as
mis assombradas carregarJi seus filhos banhadas
em pranto, ou nao adiando mais em parte algu-
ma refugio, precipilam-se! as aguas, cheias de
terror, menos para eviiarjem a morte, do que
para escaparem aos ultrajes e brulalidado dos
ladres.
Em breve o rio s carregja cadveres.
Algumas pessoas obtiverjam (brea de dinheiro
fazer-se issar por cima dos muros da cidade.
O chefe do posto militar quiz atacar os ladres
com sua pequea tropa fle soldados o alguns
recrutas; mas seu pequen!) numero e sua co-
barda nao poderam susteolar-se contra esses
ladres determinados.
Pagina, e seu chefe, Tdho-san-yuen, ferido
para
gravemonto, foi prezo e
vingarem os dous ladres
Vito em postas
decapitados.
e as muralhas altas e
a entrada do ini-
e levando comsigo
(nocas e rapazes, aos
e alislar-se em suas
obligado a coriarem
deriam faze-lo chamar o Luiz XVI da
zoilo annos de urna revolugo, em ludo serae-
., Ihaule actual, perturbaram ludas as provincias,
mez de setembro ultimo, aos 10 guardas naci- Os generaos do imperio chinez eram batidos por
naos destacados na villa de Iugazeira, segundo toda a parte pelos cheles dos oilo
me declarou o respectivo commandante superior
era officio de 5 do crrente.Commuiiicou-se ao
commandante superior respectivo.
Dito ao mesmo.Auloriso a V. S. a mandar
pagar de conformidade cora a sua informago de
20 oo crrente, sob n. 1096, a quanlia de 729000
rs. que despendeu o capilo do 8 baialh&o de in-
fanta ra. Joaquim Carduzo da Costa, com o trans-
porte de sua compauhia da povoago de Piranhas
para a cidade do Penedo, e condugo de sua ba-
gageixi e da mencionada companhia de Tacarat
para aquella povoago, como se v dos documen-
tos que devolvo.
Dilo ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S, excluir do servigo sob seu commando
os soldados Severino Jos de Almeid3 Leal e Tra-
jano Rodrigues do Nascimento, que foram julga-
dos aptos para o do exercilo; cerlo de que nesta
data declaro ao commandante das armas que o
.segundo d'aqueliss pragas nao voluntaria, por
ter sido apresenlada por V. S. era virlude do arl.
137 do regulamenio do corpo.
Dito ao director do arsenal de guerra..Era vis-
la de sua informago de 2 do correnle, sob n. 300,
o auloriso a mandar alistar na compauhia de a-
prendizes desse arsenal, depois de satisfeitas as
ondiges legaes, os menores Francisco de Sou-
za Monteiro, e Ciciliano de Souza Monteiro
Dilo ao director das obras militares.Mande
Vmc. fazer com urgencia no quartel da compa-
nhia lixa de cvallara os concertos indicados pu-
lo respectivo commandante no officio consume
da copia juntaCommunicou-se ao commandan-
te das armas e ihesouraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, attenden-
do ao que requereu Manoel da Cunha Figuclredo,
amanuense da secretaria do goremo. resolve con-
ceder-lhe tres mezes de licenga cora os respec-
tivos vencimenlos para tratar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia, altendendo a
que o escrivu do cirel Manoel Jos da Molla e o
de residuos, capellas e ausentes GaldinoThemis-
tocles Cabra! de Vasconcellos. achaudo-se sus-
A China c a ilMiinuslia trtara. Ori-
gera da revoloco actual.Episodios
da guerra entre os rebeldes e os irn-
periaes.
Su-Tehuen na China 28 de fevereiro de 1860.
Todos sabem que a dymnastta imperial, quo
reina na China desde 164, estrauha ao paiz, e
que ella veio da Tartaria mandehoua. Ella nao
eve a poiilca de fazer esquecer sua origem ;
anles rnuito pelo contraro levou a inepcia pon-
to do impor aos Chinezes seu traje trtaro. Quera
poderia dizer o numero de Chinezes mandados
matar no primeiro anno da dymnastia por causa
de sua obslinaeo em couservar o traje nacional,
recusando raspar raetade da cabega e usar da
tranca de cabellos langada para as costas ?
Os edictos irnperiaes sao sempre publicados
as duas linguas trtara e chineza. Na3 altas dig-
nidades um lartaro sempre associado um chi-
nez, e tem sempre a preeminencia sobre este : e
ha cortos lugares e dignidades exclusivamente
reservados para os trtaros.
Os Trtaros, soldados nalos do imperador, for-
man] urna cidade distincta era todas as capitaes
das provincias, que sao confiadas sua guarda e
recebem urna paga dupla da dos soldados chine-
zes, anda mesmo que sejam dispeusados do ser
mandados para a guerra.
Todas eslas dislincges e preferencias, quo
subsisten! anda hoie. e bem assim a maneira
subrepticia, pela qual a dymnasli" impz-s ta^SJ^mVL^T^Y^*^^
China, tornaran, Insupportavel aos Chinezes sua 2DS,nT|^S^^l^^l^JSS^SuS!"
dorainago usurpadora, porquanto ella nem mes- SSWSS^tfc'S Solo" froqentl
mo merece fazer valer o dir lo de conquista. rnminoonio., aL -ij \ lro1uen)es
No reinado de Tsong-Tcl.en. ultimo imperador 2i?!Li. I V P."a da"
da dymnastia M... cuja bondade e desgragas po- Luerr, ?mna P,rov,,as. ,e f" las,1e
ii:m r..-.i -ul.r China de- h ,mP0S,a3 annualmenle seus contri-
Eis aqui como surgi o incendio que assolou
esta provincia, o cujas funestas consequencias eu
ri com meus proprios olhos.
Os bandidos que exwrciam seus latrocinios na
canon i*^^?SZA& fSSSbSe JS"?JS1 TMS
a invaso ameagadora do mais hbil ou mais fe- Sa.THmJ! P,* *? dU9 2 T8 80
dos oilo cheles. Lv-Ts-T.hen p nrinr"..!. r.:.Jc.h0!'en Para yenderem seu roubo. O pre-
Aqui, como cm toda a parte, iorara os mnda-
nos, que accenderam o fugo da guerra civil,
prendendo pessoas inoffensivas ou desarmadas,
em menos-prezo as couvenges juradas, e recor-
rendo s mais odiosas traiges.
Bandos de Chinezes, as^oldadados por elles, li-
nhara-lhes principio servido de auxiliares con-
tra os mahometanos ; mas em breve debandados
por causa da sombra desconfianca desses fune-
cionarios, que alern de ludo dexavam-os sem
paga sufficiente, acabaram por organisar-se era
corpo de partidarios, que pilhara as aldeias, ex-
torquen) os ricos, roub-im ludo que lhes conven)
e commeitem todas as sorles de horrores. Os
mais sagrados sentimentos da natureza nada sao
para esses bandidos ; urna joven mai chorava
seu filho anda muilo crianga, que tirina sido
mmolado sua vista ; ella eslava grvida ; o
monstro anda sedento de sangue, rasga-lhe as
entranhas, arranca sou iriieto, o espeta na ponta
do urna langa, e o leva triuraphantemente s fi-
leirasde duzentos cannibaes como elle.
Os Chinezes, bem como os Annamilas, crem
incorporar em si a valenlia e iotrepidez daquel-
les que morrem com algum herosmo comen-
du-lhes o coracao e o lgido. Este rasgo de bar-
baria tere lugar rauitasj vezes uessas horriveis
scenas de guerra civil.
No meio da commocao geral, e al os priraei-
ros dias do mez de oulubro de 1859,
clnanos
bandos revolu-
chegada, a capital tinha sido invadida pelos re-
beldes. O imperador Tsong-Tchen linha-se as-
sassinado cm seu palacio ; Ly-Ts-Tchen linha-
se proclamado iraporador, e dppois retirra-se da
capital, perseguido por Ou-San-Koui.
O trtaro adiando a capital sem guarnigo, ne-
nhuma demora teve em eslabelecer-se e sentar-
se no throno vasio, e para aplacar o general chi-
nez, que o chamara em seu soccorro. concordou
era dividir com elle pelo meio todo o imperio, e
dres, e enviou-os ao mandarn superior de Sn-
Tcheou-Fuu, governo, deque depende e seu dt-
partimento ; e este mandou lhes cortar a cabega
sem forma alguma de process. O chefe do ban-
do que elles pertenciam jurn tirar vinganga
de sua morte, e para isso ligou-se com dous ou-
tros bandos ; e a 9 de outubro passando a fron-
teira os tres corpos reunidos arremessaram-se de
chofre sobre a cidade de Kuin-Lien, que nao
murada. O prefeito nenhuma demora teve em
Durante o combate as portas da cidade linham
sido moradas por dentro,
em bom estado impedirn
migo.
E arregados de despojo
um granae numero de
quaes forcavarn a seguil-oi
l'leiras, depois de lel-os
suas trangas de cabello, o ladres intrincheira-
ram-se sobre a moulanna icheou uu Cham, onde
esl o cemiterio publico, e que domina pelo
norte a cidade e os arrabal Jes.
Ahi vieram junlarem-se-lhes todos os ladres,
meudigos e avenlureiros di paiz.
A auluridade por sua paite mandou incendiar
as casas parlculares ao ndor da cidade, paro
'l^lrV'irC as '""""">" com ni...l.i que os
reb^beS''riellas se inlrinchuirassera : finalmente,
nao tralou de salar, e con ente por conservar-se
na defensiva, fazia guardar as triucheiras de dia
e de noite pelos habitante) armados de esptu-
gardas e langas.
Os rebeldes, cntrincheirallos na raontanha vi-
nham de continuo rodar em lomo das muralhas.
tratar tretelos,
escaladas.
fazer alg
ins assaltos e lenlar
Procuram at usar de as ucias, mas nao pode-
de alguma.
raro conseguir o resultado
Finalmente imaginaran) Levantar urna maquina
tres ps mais alta que as tiocheirss, e a appro-
ximaram della para subir
situados queiraaram-a.
Entretanto lavrava o terr
nhangas do paiz. e por lod
ver cada momento chegai os rebeldes.
Ninguera cria-se asss se juro era sua casa, e
cada qual encerrava seu dir heiro, mercadorias e
ludo quanlo poda.
Da cidaJe emigravam pata o campo, o os ha-
bitantes da campo buscavar
muros das cidades.
Por toda a parte, mudan
para paizes longinquos.
Os ladres approveitaran
perturbago para roubarem
ao assallo ; mas os
br por todas as visi-
i s parte julgava-su
i um asylo juuto dos
as e eraigrages, at
de
esses momentos
aos emigrados.
A' urna roeia legua de I u-Tcheou-Fou, que
os ladres siliavam, Lau-Kc
no flanco de urna monla^hi, sobre um pequeo
e rio Azul, disperla,
gritos do :
es chegam I
lodos saliera para
no na embocadura do gram
urna noile, sobresaltada aos
Eis os rebeldes 1 os rebeh
A confuso extrema
fugir; ha empurres e quedas; as mis chamam
por seus filhos, e estes p
correm ao acaso, e muitos d
le ao terror, e crealo chegada a sua hora derra-
deira, arremessam-se ao rio!
morte.
uang, cidade situada
ir suas mus, todos
indo ouvidos smen-
aoude encontram a
Era um falso alerta provavolmcnte dado pela
malvadeza.
Ao
pnico succoderam
cenas de desolago,
nto poucas familias
horar um ou muitos
indo a nao ser em
domsticos tinhara
fica islo sem pu-
difliceis de dscrever, mas q le podera ser fcil-
mente imaginadas, por qui
haviara que nao livessem a
de seus membros.
Os rebeldes nao linham
imaginago ; mas os ladres|
por elles obrado: na China
nigo.
Neslas occasies rungue
dirigr-so jusliga, que n
casos fortuitos.
Desgragados dos imprudb
medrosos I
Quaes foram as medidas
sulfocar esta rebel io?
A provincia eslava desgua
a mor parte dos quaes tinha
dos annos precedentes, ou
outros lugares para suster a r
Cada prefeito em seu d
trata mesmo de
se oceupa desses
necida de soldados,
morrido as guerras
lioha sido enviada a
nda da revolugo.
parlamento alstou
quiohentus mil voluntarios segundo a impor-
Tndolna. SUa 'ha 6ra a8ameUlVvUefnro9ls i-'' reSSlr* P"a Cabe5a d 8-
O lartaro reinou em Pekn, ao norte da China, i U1 ou"
e o chinez em Yunnan, ao sul ; mas a boa en-j Os habitantes, principalmente os rico, aban-
tentei entre os dous associados pouca durago le- donando suas lojas e casas, fugiram deixando
ve. A insaciavelambico do Trtaro produzo lo-
go a guerra entregues ; a fortuna favoreceu ao
estrangeiro, quem a derrota de seu rival dei-
xou muro senhor do imperio.
)s Chinezes soffreram sempre com pezar o ju-
go dos trtaros, e mais de urna vez tentaran) sa-
eudi-lo. Mas o patriotismo chinez to fraco ; o
carcter nacional, incapaz de segredo, de Odell-
dade e de dedicago ; a traigan, a venalidade, e
a vantagem do numero, lornaram sempre vas
estas tentativas.
excepgo desias sublevages parciaes e mais
ou menos lorigas e importantes, a dymnastia
actual tinha reinado gloriosa e pacificamente.
Os patriotas chinezes viram-se oorgados a oc-
cullar seu odio pela usurpigu ; entretanto per-
petuaram-o por meio de sociedades secretas at
o dia, em que a guerra dos inglezes Com a China
veio rerelar-lhes um methodo superior na arte
aos ladres um rico despojo.
Animados por este sW.esso, attacaram nos
seguinles das a cidade de Keo-Hien, cujo man-
darn nao fez mais resistencia do que seu co-ir-
mo e fugio como elle.
Marcharan) depois para a cidade de Kin-Fou,
cujo prefeito. Chin, nao lendo meios para de-
fender a cidade, quiz ao menos morrer no posto
de honra.
Vestido com sua farda, sentado em seu tribu-
nal, esperou assim os ladres, os quaes tendo
forgado as portas da cidade, saquearam-a e mata-
ram o corajoso prefeito, cuja mulher enforcou-se
em seu quarlo.
Esto fuccionario era digno de mellior sorto;
sem fallar da sua intrepidez, era um homem
integro para um madario.
Na China cada cabega de departamento tem
um destacamento de 2 homens.
lais e extenso de sua juri
Islas levas corapunham-si
fumadores de opio, e de lodi s
diados, que nao linham
rebeldes.
Deram-lhes um chapu e
forme, e 15 20 francos pa
equipamento.
Venciam o sold de C6m tapeques por dia (10
1-2sidos) com o que se suUeniavarn.
Uns sao armados com es
o maior numero com urna la
comprimento, terminada pe
de um alfange.
Ha tambem algumas canh
.._ ineiras de cinco ps
decumpriniento, cujo orificio tem pouco mais ou
menos o dimetro de nossas espingardas do in-
famara, as quaes sao levantadas sobre os hom-
bros de dous rllenles ; e -assim assestadas que
as fszem servir.
Imagine-se a posigo, r ue tomam os dous
bravos para manieren) seu aplomb, o esforgo
nervoso de sua figura por c inserrarem um san-
gue-frio impossivel, e a certeza do tiro desses
canhes quadrupedes.
Esses milicianos derem
todos os das, oso pontariaj, mas na esgrima :
quem braodir com mai? destreza a langa,
nles, dos tolos, e
do governo para
di co.
do lodos os vadios,
os jovens debo-
ido juntar-se aos
um jaleco por uni-
a completaren] seu
lingardas, outros, e
rica de seis ps de
r um ferro aado, e
MUTLALA)
quem dar ou aparar melhor os gdlpos, quem
piroelar com mais agilidade.
Estas justas pareceran) aos nossos soldados
da Europa jogos rauito quem dos amigos
torneos.
Na China os milicianos voluntarios fazem um
exercicio serio.
Estes bravos se exercitaram assim por esp3go
iiv alguns mezes, o os mandarins approveitaram
urna occasio to belh para encher seus cofres.
Elles pediram aos propietarios e aos com-
merciantes subsidios extraordinarios: um
ni i I bares de tael (o lael vale 7 fr. 50 c), outros
centenas, este algumas dezenas. ludo arbitra-
riamente e com o maior rigor, sob o pretexto de
coiitribuirem para a leva dos militares e para seu
sustento.
O commercio por toda a parte era absoluta-
mente nenhurn e os tribunaeseslavam vagos.
O mandarn, juiz nico de todas as causas, s
oceupava-se em juntar dinheiro, em alistar mi-
licianos e mandar quo lizessem exercicio.
Os mandarins ealavam sem conselho?, cora a
cabega perdida, e sobrecarregando o povo de im-
postes e de corveas.
as cidades e aldeias entre dez casas, duas
deviam fornecer alternativamente dous homens
todos os dias para velarem toda a noite diante
da porta, o primeiro com urna langa na mo, e
o segundo locando urna matraca, o que dar
todo o paiz um ar guerreiro o o aspecto de um
acampamento.
Va precaugo I o cerco de Su-Tcheou-Fou
continuara.
Alguns militares de soldados de diversos pos-
tos affaslados. ou trazidos da capital da provincia
sob as ordens do tenente general militar Suautu-
tou, vieram depois do urna longa espera em
soccorro da praca sitiada.
O coronel Min, que outr'ora combatiera as!
fileiras dos rebeldes de Nankin, mas que depois
se submettera o se rehabilitara por servigos e
urna li.-;liilidade mais que ordinarias, conseguio
arremessar-se na praga franqueando os muros.
Cootam que de um pulo elle pode saltar da
trra sobre as muralhas, que tem bem vinle ps
de altura; destreza esta, muilo comraura enlre
os ladres da China, consummados na sua arie ;
e como esta habilidade pode ser til guerra,
nao raro que os mais faro >sos sejam agraciados
por esta considerago e obtetihain um posto ele-
vado na hierarchia militar.
nanlo ao lente general, elle conservou-se
cora sua tropa quatro ou cinco leguas de dis-
tancia, e nunca quiz consentir em um combate
serio com os rebeldes, aos quaes leria podido
esmagar pelo numero.
Conleiitoo-se de ficar na expectativa, quer
tivesse medo de compromellor-sa em um ataque,
quer esperasse que com o lempo a rebelliao se
dissiparia por si mesma.
Diraute mais de dous mezes nada mais hou-
ve do queescaramugas. onde os milicianos nacio-
nes e os soldadjs irnperiaes mosiraram era to-
da occasio a mesma cobarda.
Os rebeldes conservavaro manifeslamente- urna
grande supehoridade; entretanto fallavara-lhe
muniges e armas de fogo ; quase todos s li-
nham langas e facas ; mas avangando de cabe-
ga baixa e cora intrepidez contra seus adversa-
rios, mataran alguns o punham outros em fuga.
Eis como se trava na China um combate serio :
avangam com o estandarte frente, rufando
o tambor, com o morro acceso e uns atraz dos
outros na mesma fila; una grande distancia
do inimigo fazem partir para espantal-o al-
guns tiros dessa famosas espingardas canhes,
sentados sobre os hombros de dous homens. A-
vangarn sempre, quando esto ao alcance de um
tiro, do urna discarga se trazem espingardas, e
depois soltara o grito de guerra : Cha cha !
Morte Morle Approvimam-se com a langa em
riste, trava-se o combate, cada qual peleja em
sua leira, e esgrima contra um ou muitos adver-
sarios ; urna confuso que s termina pela fuga
do partido mais fraco ou mais cobarde.
0 cerco nao avangando, e nao tendo os rebel-
des, ou nao sabendo os meios de fazer cahir as
muralhas da cidade, ou de escala-Ios, tralararn
de affastar-se. A' principio malaram todas as
mulheres, qua linham roubado ; depois ngiram
entrar em conferencias e querer submetler-se,
e engaando aos irnperiaes inspiraram-lhes urna
fsisa conlianga e urna falsa seguranga : ento,
illudinda sua fraca vigilancia, deixaram n'uma
linda noite seu acampamento, deixando suas ban-
deiras arvor.idas comode coslume, e algumas du-
zias dos seus para engaar aos irnperiaes.
Foi rauito tarde que notaram em sua partida,
"orno : um christo nao podendo resignar-
se a uar 500 taels, que Ihe pedia o mandarn pa-
rs a contribuigo da guerra, recebeu ordem de
levantar sua cusa 200 milicianos, o que elle
pretorio. Depois de havel-os exereilado, os con-
duzio ao mandarn superior, que exigi anda
que elle os dirigisse, posto que fosse apenas um
simples burguez ; e os conduzisse ao combate.
Ora, um dia, notando menos movimeuio no a-
campamento dos rebeldes sobre a montaoha, elle
fez com que sua tropa alravessasse.o rioe passasse
ao campo. Urna duzia de rebeldes se dirige
elles, convencidos que iam recuar como linham
o costurae do fazer os outros irnperiaes ; mas a
tropa animada por seu chefe chrsio, avanga
sempre ; os rebeldes recuam pela primeira vez,
o depois vollam um pouco mais numerosos. O
christo e os seus nao se intimidaram. Trava-se
o combale ; o os rebeldes, espautados da resis-
tencia fra de coslume, que eucontraram, pera-
se em fgida. Perseguindo-os, enlram em seus
inlrincheiramenlos, onde nao encontram mais
ninguna.
Os rebeldes tinhara-se separado em dous ban-
dos ; uns tomirarn a estrada do norte e dirig-
ram-se para os lagos salgados de Ou-Tong-Kias ;
e outros para os de Ts-Lieou-Tsin, onde espe-
ravam engrossar sou bando, e levar ricos resga-
les. por que ahi abundara os velhacos e os ri-
cacos. Esta dupla esperanga realisou-se.
A tomada desle campo evacuado foiolhada co-
mo o fado mais glorioso da campanha, e taino
ao chrisio. quem foi devida, o titulo primei-
ra recompensa.
Faziam-lhe esperar o globosinho de cristal, e
elle s esperava esta condecorago para pedir sua
retirada, o entrar em urna vida menos arriscada.
Mas anda espera a retirada e a condecorago.
A noticia da marcha dos rebeldes sobr Ts-
Lioeu-Tsin os preceder ahi, e duas vezes um
falso alerta pelo meio da noite tinha renovado
as scenas de Lan-Kouang. QuanUs crUncas af-
fogads por sua rues quantas mulheres que se
enforcararn I quantos rapazes e raparigas ; cor-
rendo ao acaso, fra da casa paterna, desappa-
recerara para sempre I
No meio destas scenas trgicas, de que tantos
pagaos foram victimas, nenhurn christo de am-
bos os sexos pereceo, uem em Kuin-Lien, pri-
meira cidade attacada, nem em Su-Tcheou-Fou.
cercada por mais de dsus mezes, e que contem
para mais de duzentos christos, sem contar os
mininos, em seus arrabaldes, como no recinto
da cidade Todos ficaram saos e salvos, e s
tiverara a soffrer perdas maleriaes : o incendio
ou a destruigo de suas casas, a perda de seus
rnoveis ou de seus objectos preciosos. E' mani-"
fastamente um effeito da protec.no do cu, que
distingue sempre o Israelita do Egypcio.
Reina por toda a parle o terror; por toda par-
te fazem-se preparativos de defeza. Os manda-
rins organisaram urna polica minuciosa em to-
das as cidades, em todas as estradas e em todos
os nos, o a brutaldsde, com a qual os milicia-
nos a desepenham torna difiiciliinas e multo in-
commodas as communicaces e as viagens.
Toda 3 provincia est em alarmas e confuso.
Terne-seque outros sublevaraenlos tenham lugar
principalmente na capital, cujas circumvisinha-
Cas sempre abundaram em ladres. Hoje, dizem
que os recbeles, cercados finalmento, soffre-
ram ura choque : mas que um oulro bando, em
reserva as fronteiras do Yunnam, vem em soc-
corro de seus companheiros. As populages ve-
xadas ha muilo lempo com mposto3 pelo's man-
darins ambiciosos e impotentes" para deffende-las,
desejam ardenlemente urna mtidang de gover-
no Se os rebeldes nao obrassem como ladres,
leriam grande probabilidade de consegui-lo.
Barrier.
[Le MondeS. FilhoJ
Foi o protestantismo que creou a sciencia co-
nhecida pelo norae de direito da natureza e das
genios. > Grolus foi o primeiro, que em seu
Confuso lirro do direito de pa: e de guerra, es-
tabeleceu os principios que depois delle deviam
desenvolver os Pullendorff, os Wallel, os Burla-
maqui, os Barbeyrac, ele. foram lodos protes-
tantes e professores. Sao as universidades alle-
maes que elaborara este novo direilo, o qual pas-
8a d'ahi pouco alterado para o ensino da Italia,
Franga, etc. A hypolhese fundamental, que Ihe
serve de ponto do partida, a communho pri-
mitiva do genero numano ura estado de natu-
reza anterior todas as les, e todas as conven-
goes enlre os homens.
Os legistas, que appresentaram-no3 o direito
romano como a razio escripia, chegaram assim a
criar a razo nao escripia ob o uoroe de direilo
natural. Constituirn! de hypothese em hypo-
lhese um ideial de rgimen poltico, donde ba-
nido o catholicismo, e que subsiste apenas pela
reunio dos dous poderes na pessoa do principe.
Construindo fra de Deus sua sociedade, chega-
ram a subordinar Deus ao homem. Que podia
resultar de urna sciencia fundada sobro a menti-
ra ? Grotius admitle a legilirnidade da escravido.
Os Jetos Romanos liveram ideas mais lumino-
sas. Para elles o direito natural o ostincto do
homem, o homem encarado em sua condco
de animal, o direito natural, segundo elles",
commum aos homens e aos outros animaes.
Como ser racional, e fra da cidade o homem
regido pelo direito das gentes.
Esle direito das gentes o direito natural dos
nossos modernos; mas os Romanos induziam-o
nicamente do3 coslumes geraes da humanidade.
Era um direilo real, nascido de usos e conven-
ces, e nao esse direito abstracto e philosoplnco,
com cujo auxilio to fcil minar todas as insti-
luiges positivas.
Toullier, nosso mais eminente legista do se-
culo XIX, invoca incessantemente o direito na-
tural ; donde v-se que elle nicamente inven-
tado para dar a sociedade urna base racional in-
teiramenie humana. Sao de instiluico divina
ou humana a propriedade e a familia? Eis o
grande problema anda hoje debalido com a'rdor.
As antigs tradigos aliestam que a sociedade
e urna obra divina;rerdade a rriais clara de
nossos das e inseparavel do chrislianismo.
Cahe peranle a historia a hypolhese de Grotius
e seus successores. Os homens nao foram cria-
dos nem na igualdade de direilo, nem na com-
munho dos bens. Esses individuos errantes,
selvagens, que os poetas e legistas figurara no
principio das cousas, sao puramente imaginarios.
0 primeiro hornera nao igual ninguem; o
pai da familia humana ; e com elle se estabele-
ce a primeira familia, lypo de todas as oulras :
elle nao o homem isolado, mas o homem so-
cial ; e essa sociedade por elle constituida est
em relagao directa cjm Deus. Os filhos de Adata
nascem na familia.
Ouanlo ao direilo de propriedade, elle dimana
da familia primitiva :Adam o rei, o proprie-
tario do mundo. Quem disputar-lhe-hia esse
titulo ? Em que poca teria existido urna com-
munho entre elle e seus lilhos, de sorte que es-
tes poderiam procurar sahir da indiviso? Foi
a autoridade do pai de familia, quo operou as
divises, e deu cada ura sua parte medida
que as familias se multiplicara. Ser isto urna
queslo ociosa ?E' a questo de saber se os in-
dividuos leera o direito de mudar a ordem social,
se ha ura direiio xo, irnrautavel e divino, ou se
as institojees nao sao mais do que fados transi-
torios, cuja nica razo est no capricho ou acaso
que os produzio. Adam foi divinamente inves-
tido de seus direitos; e desta fonle divina dima-
na na humanidade o direilo, sem que voolade
alguma possa legtimamente desviar-lheo curso.
E' assim que os principios da familia e da pro-
priedade se elevam rima das leis e dos gover-
nos, de que elles sao a causa efficiente em lugar
de serem seus effeitos.
Se ao contrario os homens voluntariamente
escolheram o estado de familia e de propriedade,
segue-se que esse estado nao lera oulro funda-
mento a nao ser a voutade humana. Elle subsis-
te por ella, desapparece se ella muda, e seu des-
apparecimenlo tao legitimo como o sua appa-
ngao :consequencias, que se tornaram visiveis
uesies ltimos temuos.
Os doulores do direilo natural inspiravam todo
o raovimento revolucionario. A propriedade e a
familia entrara na calhegoria dos tactos consum-
rnados, e nao teera ms outra legitunidade a
nao ser a forga. Como ligara a vontade de um
hornera um oulro homem'? Posto Deus de parte,
s a forga a nica relagao possivel de homem
homem.
Toda a discusso termina por pancada se nao
se bastante prudente para ceder; alm disso,
o raciocinio prova ludo que quer; e nunca os
forles deixaram de ter apologistas. S em Deus
esl a idea do direilo ; o homem Do a fornece.
O direilo suppe um superior, ums regra; o
quem superior ao homem seuo Deus? quem
lera auloridade sobre o homem seno seu crea-
dor? o dogma da creago implica as leis sociaes,
visto como o hornera foi creado com pleno co-
nhecimenio das leis, que deviam reg-lo ; e csse
Coiihecimeiiio foi, nao exmelo, mas enfraque-
cido por sua queda.
Na Allemanha foi que floresceu a sciencia mo-
derna do direilo natural. Urna philosophii sem
Deus. um direito sem Deus 1 A Allemanha per-
correu o eyelo completo do erro ; seu panlheis-
mo recebeu as ultimas formulas ; e ella entre-
gou-se mais do que alguma outra nagao ao eslu-
do especulativo do direilo romano, de cujos prin-
cipios nao difiere essencialmenle o direilo natu-
ral de seus legistas. A origem hypolheiica dos-
te nao deixa de offerecer numerosas analogas; e
em ambos, ha unta mullido, creando por um
acto de sua voolade seu governo e instiiuices:
a religio, negocio de estado, objecto de re-
gulameuto publico ou privado;a famalia sem
a i ti violad 11 da de do matrimonio, associago pre-
caria e fugitiva.
Os legislas do direito natural rejeitam a in-
dissolubiltdade do matrimonio. O matrimonio
catbolico indlssoluvel, por que divino, por
que a applicago de urna le divina: urna
unio natural e divina ao mesmo lempo. Fura
da igrejn calholica o divorcio de direilo com-


V
<*)
-
a_
pr
I ."

DIARIO DE PERHAMBUCO. QUIMA fEIRA 25 DE OUTUBRO DE 1860
mun; como diziam os Jetos Romanos, o
fructo do matrimonio.
O que pensara os doulores do direito natural
sobre o poder paterno f Que mandato recebeu o
pai de seus Albos? files balbuciam, e nao ousam
ferir bellamente o tenso commum, reduzindo
esse poder a zero 0 poder conjugal os emba-
race un pouco menos. A mor parte delles pre-
tende que as niulheres conferiram-oaos maridos.
v con fea* a m que elle nao txistiiia ge as mulhe-
wra eeu contrato de casamento declarassim
raaeivar todoa os seus direilos.
Eis por cooseguinte anmquilada em nome da
natureza a inslituiio do cazamento I e iilo. por
m buscar a origem e a lei della na voolade do
horneo), em urna transmisso de poderes, em um
mandato ficticio. Por nina conaequei cia lgica,
a propriedado nascida de um acto de vonisde
achar-se-ha rcvogavpl ao belprazer dessa von-
tade ; e tanto por direito natural como por di-
reito romano ser o estado, por vida de delega-
cao, o supremo conceasor della.
O socialismo do direito romano acabou por
transformar-se em direito natural. A reforma
deu um prodigioso impulso silencia do direito
romano, cujos principios polticos ella pi em
realidade. Os leglas foram abeitamcnte o que
erani. De mongos disfamados da egreja, mos-
traram-se inimigos olciaes em sua qualidade
de protestantes. Tinham trabalhado durante
eeculos por arruinaras bases da familia chrisla,
professaram abeitamente o divorcio, e altaracam
a propriedado das egrejas e das corporales.
Os philosophos abusaram destas palavras di-
reito natural, lei natural para darem s suas
lucubrares um viso deinfallibilidade. So Dos
uao iiiallivel, se-lo-ba o homem. O philoso-
pho s er na razo, dizeudo : a razo sou eu.
E convem que elle o diga, por que se nao fr
elle, ser um outro que valere menos do que
elle. Que sociedade resistira razo indivi-
dual, nico juiz do bem e do mal ? ou antes essa
autonoma absoluta da razo individual n-
compativel com a ideia da sociedade. A Alle-
manha por causa destas doutrinas fui arrancada
de seus fundamentos, e nao sabe mais como ha
de conservar-se : siluago j enliga.
Oxal, diz Heinecio, que os Allemes lion-
vessem conservado as leis, que seus antepassa-
doslbes transmittiram como de mo em mc !
Oxal que elles nao tivessem deixado perecer
tantos monumentos da sabeduria dos antigos
Germanes I Quanto nao leriam elles a oppor
gloria das outras naeoes e dos proprios Roma-
nos Acommeltda ha alguns seculos nao sei
de que dociica. nossa nagao, alias lo sabia, ab-
jurou essa simplicidade de coslumes, que torna-
va nossos pas loillusires ; c lancou-se a imi-
tar oulros povos ; de tal modo dissiruilhante
de si proprio, que se nossos antepassados resus-
citassem procuraran) Germanos na Gerraania.
A mor parlo despreza ludo que nacional. Como
pois admirar que essas leis g^mnnicas. que rei-
navaiu outr'ora em toda a Europa, tenham sido
postas em desprezo em consequencia da intro-
dueco de um direito estrangeiro De lene s-
lica ) *
Heinecio tem razo ; mas quera deslru-o o
direito antigo? a Reforma. E quem tinha
preparado a Reforma ? o direito romano.
Leibnitzcri em um direito diviuo nao escrip-
to ; e acrescenta :
Os ehristos teem um outro laco commum,
o direito divino positivo, que consiste as es-
cripturas, caones da egreja e direitos do Som-
mo rotiilce no occidente. Em geral, e nao
sem raziio, antes do schisma do seculo prece-
dente comjraziam-se com urna sorte de rep-
blica christaa, tendo dous chefes sua frente,
o Summo Pontfice na orden) espiritual, e o im-
perador dos Romanos para o temporal, conser-
qando este do direito da antiga monarchia roma-
na somente aquillo, que era til communho
Christaa, salvos o direito dos reis e a liberdade
dos principes... Verdade dizer-se que o impe-
radora o chefe nato dos christaos contra os in-
flis ; e multas vezes chamara-o tambera o advo-
cado da s romana e da egreja universal. (Co-
dex diplomalicus, prefacio.)
Todo o direito suppe um tribunal que o in-
terprete. Quem interpretar o direito natural ?
Se inlerrogarmosaos autores, vc-los-hemos em op-
- posieo eiiirc si, ou se eslo accordes contra a
propria religiao ea moral. Sendo o direito natural
um direito de razo, parece que ello deve ler o
mesmo valorquea razao,islo e.um valor restricto.
A razo individual nao omni potente; arrogan-
do-se o poder absoluto, ella anniquilla toda a
sciencia c t oda a verdade. Ella se exercita no
circulo limitado de antemn pelas grandes Ips
da ordem religiosa e social.
Se abrimos a thcologia, encontnmos um di-
reito natural inteiramente difireme do dos legis-
tas. Segundo a doutrina de S. Thomaz, os pre-
ceitos da lei natural sao para o hornero, quanto
vida pratica, o qne sao os primeiros principios
as scieneias de demonstrarlo, Uns e outros sao
conhecidos por si mesmo. Somm. heol, quest.
9-f de la Lot Nalurelle.)
D'onde concluiramos que o direito natural nao
forma urna sciencia ; que perignso tirar dos
preceitos da lei natural as consequencias que
elles parerera comportar. Ha rauilo risco de
cahir-se em conlradico com outros principios,
que por nao serem evidentes e conhecidos por
simesmos sao muitas vezes de urna importancia
mais alta-
os primeiros preceitos sao verdadeiros, e o
homem menos cultivado os comprehende ao pri-
meira aspecto. S. Thomaz os resume assim :
fazero bem, evitar o mal. conservar a vida, vi-
ver era familia e em sociedade, educar os Glhos,
conhecer a verdade em Dos, instruir-se. Ah
termina o direito natural; desenvolver estes
principies, desnatura-lo e entrar em uraaoulra
ordem de ideias.
O homem v essas verdades elementares,
poucouteis por si mesmas, porm que Ihe ser-
vem para abracar as verdades mais essenciar-s,
que elle deve conhecer e pratkar. O houiem
sabe que deve viver em sociedade ; mas nao o
direito natural que lho ensina que deveres a so-
ciedade Ihe impe : a religiao e a historia ensi-
nar-lhe-hao o que a sociedade, quem ella
remonta, c quem seu instituidor. O homem
sabe que ha um Dos, mas o direito natural
mudo respeito das relaces de Dos com o
homem e do culto que elle do nos exige: D3
mesma maneira a conservarlo de nossa vida
um preceto, que cede em certas circunstancias
ao dever de sacrifica-la.
A verdade conhecida por si mesma, que S.
Thomaz enlloca frente dos preceitos do direito
natural, que se deve fazer o bem e eviiar o
mal. O homem (irata-se aqu do homem viven-
do em sociedade) tem, pois, logo desde o prin-
cipio, nao o conhecimento de ludo que bem
e do todo que mal, mas o conhecimento que
ha, isto urna dislingo entro o bem e o mal.
A moral e principalmente a moral religiosa se-
cundar esse germen.
Donde resulla que os argumenios tirados do
direito natural sao de um fraco alcance; com
effeito, ninguem nega os primeiros preceitos;
soraenle sobre a applieaco que se levantan)
as difiiculdades. Mas a applieaco nao mais
da competencia do direito natural.
Um exemplo antigo e sem cessar lembrado
rnostra-nos o erro em que pode deixar-se cahir
a ignorancia ou a m f. O que nao se tem dito
do pequeo judeu Mortara? Com que invectivas
nao foi acabrunhada a deciso do governo ro-
' mano, que o metteu em urna casa de edueaco
rarisia ? O snphisma lo grosseiro que hesita-
mos em assignala-lo ; mas os proprios catholicos
parecern) indignado*!
O que de direito natural que o pai deve
durar seu filho ; verdade esta ensinada em Ro-
ma ha 1860 r.nnos. Mas que relaco ha entre
essa verdade puramente abstracta e peral, e esta
questode applieaco. deve o joven Mortara fi-
car a disposico de seu pai ? E urna questo de
appli-acao e de direito civil, que s pode ser
julgada pelas leis que vrgoram em Roma e se-
gundo as formas da administraco romana. De-
cid:o-ge em Roma como cem vezes tem sido de-
cidido em Franca onde meninos por causas gra-
-ves sao subtrahidos vigilancia de seos pas, e
nos-os por auiondade de jostra em casas de
educaco. o mteresse do menino, a m con-
tJucta dos pas, a possibilldade de mos tratos
ao. nos olhos da lei franceza e de todas as leis
motivos sufncienles para suspender o exercici
da autnrioade paterna.
Os inimigos do Papa foram obligados a inven-
tar um direito natural seu modo, e a euppor,
com o antigo direito da Grecia e de Roma, qu
o filho era a propriedade de seus pais. tcti-
ca velha essa de pAr em luta a egreja e o direito
Batoral: nenhuma luta, porm. possirel
*>e qwiresseoios apoiar-nos sobre o dtreito
natural, fcilmente encontraramos a jusliflcaco
o governo romano A pretendida Tiolago de
direito natural era a primeira perte do acto de
aecuaco contra a egreja. Resisliro os estados
europeuS 4 essas doutrinas? Todas as manhaas
sabemos que nascido um direito novo ; fallam-
nos dos immorlaes principios de 89, presente-
mente com 70 anuos. O direito das gentes que
repousava em tratados declarado sem effeito.
Al o tratado de Weatphalia houve um direito
christao internacional, entio urna questo de
urga e de equilibrio substituio dos principios.
As revolucoes desorganisaram o equilibrio, e
diz-se : nao ha mais direito ; ou antes, ha um
direito novo. Grande nova certamente I O bem
e o mal abra;aram-se e mudaram-se de nome.
Imminet armorum rabies, ferriqoe potestas
Confundet jus omne manu, scelerique nefando
Nomtn erit vutus, mullos que exibifin annos
Hic furor.
(I.iCAiN. Pharsale. 1. I. In fine.)
A Europa vive nesla confusio, qae foi levada
pelo ensino publico, pelas abslraces de seus
doutores. Direito natural, direito das gentes,
philosophia do direito Ipalavras sonoras que
iiiflamnjam os aos espiritos, laucara-os fra da
realidade e os predispem para as revolucoes.
A Allemanha em 1848 sofTreu um abalo, eest
sendo victima das mais vivas apprehensoes. A
unidade allema inquieta os soberanos. O
lempo do inquietacoes I Era forcosa a inquie-
taco quando a razo humana era exaltada naa
cadeiras da philosophia e ultrajado o direito
histrico. Rota esta barreira das tradieges,
quem ponera suster os espiritos? Os direitos
consagrados pelo lempo nao eram mais que siro-
fles antigualhas : o direito novo reclamava seu
tigar; e esse direito novo, nascido da philoso-
ohia, criado pela razo puta, pede a applicago
mais ampia possivcl. Ante elle extinguem-se
as divisoes de estados. E o que lucraro os
Allemes com a unidade?Impostos mais one-
rosos, mais lorigas revolucoes
Pela confuso de tanlos estados diversos esla-
va quebrada e annullada a aeran revolucionaria :
a simplificado de rodas resti'tuir-lhe-ha toda a
liberdade- Os pequeos estados allemes sao
a liberdade da Allemanha e a seguranca da Eu-
ropa. Mas com que fin discutir? Ha direitos
novos, e sem duvida tambera urna nova lgica ;
onlhares de jornalistas pugnara pela unidade
italiana e a da Allemanha ; pugnaro depois pe-
la unidade de Europa, o os argumentos empre-
gados contrajo diviso da Allemanha ou da Da-
lia valero contra a diviso da Europa. Vai-
dade da sciencia : a liberdade, que tem sido
pregada loda esta gerago inleira, que se pre-
cipita sob o mais grosseiro desposlismo, aquello
que exercido em nome do povo.
A unidade europea est em vias de executar-
se. Os camiuhos de ferro, os thelegraphos. o
cosmopolitismo do capital, a imprensa de to-
dos os palzes obedecendo mesma palavra de
ordem, preparara o triunipho da idea democr-
tica. Por urna loucura inexplicavel a Inglater-
ra trabalha para isso como se estivesse ao abri-
go das revolucoes.
As falsas doutrinas produzcm as revolucoes:
e se hoje a revoluco lera um carcter eral,
universal, porque toma sua origem na idea
da igualdade absoluta dos homens;ida, que
nos veio do direito natural, desenvolvido pelos
legislas.
O direito natural, dz Toullier, faz nascer todos
os homens livres, iguacs e indcpendenles (Des
obligotions, cap. 2o). Tudo que se desvia deste
resultado, porlanlo, contrario natureza. Os
governos sao olhados cora suspela e condem-
nades a girar no circulo das revolucoes at que
tenham realisado a igualdade.
Estas doutrinas de igualdade, renegadas quan-
do eslo prestes a serem applicadas, sao siega-
das pelas classes oQiciaes no dominio da os-
peculacao. Diz-se. E' bora em theoria; na
pratica diferente. Este pobre raciocinio
inspirado pelo dcspreio das cousas religiosas.
Os homens do governo creram-sc pontfices, e
quizeram fazer concurrencia igreja, e levan-
taran) cadeira contra cadeira, doutrina coutra
doulrina ; nao notando que se a igreja tinha
doulrinas do ordem c do conservacao a doutri-
na ; nao notando que se a igreja liiiha doutrinas
de ordem e de conservacao a doutrina contraria
seria urna doutrina de "deslruico, elles torna-
ram-se indcpendenles de Dos, e assim relaxou-
se o laco que os continha em sua dependencia;
minando o direito divino, elles apagara o pres-
tigio e o fundamento de sua auloridade. Nao
ha mais direito divino : por conseguinle, aballa-
mos a igreja e reduzaraos a religiao a ser um
.-iini.li's negocio de enlodo. Oa chailolacs o os
sectarios dizem de seu lado aos povos: Nao ha
mais direito divino: por conseguJutc o poder
dos principes usurpado, e ludas as emprezas
contra os governos regulajes sao legitimas.
Eis actualmente a questo.
Coquille.
(Le MondeS. Filho.)
*
nos mercados da Europa,
verno inlerviesse eslabele
INTERIOR.
Esbozo histrico sobro a provincia
do Cear pelo Dr, Pedro Tbe-
berge.
(Continuacao do 243.)
A secca lodavia nao foi capaz de acalmar a ex-
( dllacao dos partidos, de modo que as recrimina-
ces foram continuando de parte parte.
Os cliiu.angos nao querendo mais parlilhar o
mando cora os equilibristas, procuraran) meio de
segregaren)-se dellcs, apezar de se reputarem
estes ainda necessarios, do que.porcrr, nao lar-
daram muito em desengaiiarem-se. Cora etleilo,
os chimangos exigirn) em seu orgo na impren-
sa, que declarassem a que lado poltico perten-
ciara ; c esta sollicilaco os equilibisias defi-
nirara-sc saquaremas descontentes do exclusivis-
mo de seu chefe. c que por esta razo lentavam
constituir um novo partido, excluindo-o dos go-
zos que monopolisava para si e para seus paten-
tes, de modo que este fra o m de sua juncc.au
a elles, junego que deverarnjos inierpellanles o
torera, no seu conceito, prevalecido na lula elei-
| toral. A islo foi-lhes respondido pelos chimangos,
! que nao podiam ruis continuar fazer liga com
elles, a nao se pronunciaren) chimangos puros ;
e que se illudiam se persuadiam-se serem neces-
sarios, para que o partido chimango ganhasse as
; eleicoes ; ao que os equlibrUUs. redargirn)
seu turno, que antes dissulveran unio, do que
muduiam os seus principios. Nesla atlitude dos
, negocios, foi que o peridico Cearense sahio-se
! com o seu famoso Ide-vos Suissos engajados] ar-
tigo que Irouxe a ruptura completa dos colli-
gados.
Os equilibrlas nraram n'uma posigo falsissi-
ma, porque, repe'lidos pelos dous partidos, ai ha-
ram-se mettidos enire dous fogos : lalvez que
alcancassem melhor resultado do sua defeceo
( cora o lempo, seno se hnuvessem unido com"os
cniraangos Os ministerios subsequentes debal-
I de tentaran) reconcilia-los com seus antigos cor-
religionarios; os saquaremas recusaran) conslan-
! lemenle a recebe-los at que prevalecern) as
1 ideas de contiliajao, ahrindo es paco prelendi-
da uniao. Todava, no decurso de Todo este lem-
po, em virtude das tendencias que appareciam
para esta ronciliacao, e mesmo pela importancia
das pessoas que compunham esta seccao do par-
tido, nunca os equilibristas deixararn de exercer
influencia sobre a maior parte dos presidentes
que vieram dirigir os negocios da provincia ; o
que deu grandes desgostos aos saquaremas
puros.
A assembla provincial reunio-se em julho, <
Irabalhou durante dous mezes sem grande int'e-
resse. Os equilibristas izeram urna forte oppo-
siao ; mas sem resultado, poisestavam em nu-
mero diminuto.
Crearam-se nesta sesso termos, removerara-
fe freguezias, slleraram-so os limites de algumas
e lxou-se finalmente o orcamento doannose-
guinte ero 125:0499197 rs. '
A 17 de novembro deste anno os contratantes
entregaran) o pharol de Mucuripe, que logo en-
trou a prestar servigos. O edificio conslava de
urna calumna deforma rotunda do 39 palmos de
altura sobre a qual est collocada a lanterna
com 15 palmos de proceiidade. Fiea elle plan-
tado sobre unii agglomeraco de areias, que in-
vadi e cobno um amigo forte ah construido.
ua base ou pedestal oclognal econta!83 pal-
mos de CKcumfereucia ; no interior da columna
nn P1?8S- 0andar do chao o um priroeiro
anoar, ambos tambera octognos, inscriptos na co-
lumna, tem 144 palmos de circunferencia O
i.ln87 S0br? Si em 8|8"DS >nH>. apresen-
la?! o alternaiivamente tres cores, branco, ama-
relio e encarnado. A altura total do edificio in-
cluindo a lanterna, de 53 palmos.
Dizem os entendedores que est muito bem col-
locado, e presta relevantes servicos nivegacao
1 osteira, tendo esta obra costado, at a poca
da respectiva entrega a quantia de 8:5509000.
A' 19 de outubro deu-se principio ao nevo
quarlel militar, feilo em forma quadrangular.
Tres lados constam de rasas terreas -para o t*tc
jmenlo dos soldados, e o quarto que olha para
o nascenle a fachada principal, e consta de um
pavimento terreo e de um andar, onde funccio-
nam o estado-maior e a secretaria. E-la facha-
da aberta em janellas ogivaes, e arha-se ador-
nada de columnas sem eslylo de arehilectura ;
na sua frente tem urna esplanada, que desee por
uro rampado ingreme para a rna.
O local foi muito mal escolhido, porque a fa-
chada septentrional, demorando mui pouca
distancia dos parapeilos da cortina da fortaleza,
acha-se assim exposla, e tica ao alcance dequal-
quer forga naval, que venha atacar o porto; e
portarrto, por poneos instantes, poderia resistir
descargas bem dirigidas. Alm disto, occorre
que as descargas, que se do nos das de testa
nacional na fortaleza abalam o edificio ; incon-
veniente este que at j occasionou ser elle ten-
dido em diversas partes; de modo que, pora re-
mediar semelbante inconveniente, tratou-se de
dar essas descargas oa batera baixa, tcmendu-se,
todava, que ascommocoes abalem a rauralha da
cortina. Sahe-se de um mal e cahe-se n'outro,
em consequencia da m escolha da localidade
para a referida construeco.
A secca, tendo arruinado os fazendeims. o di-
zimo do gado conseguiutemente nao rendan na-
da ; o que contribuio para augmentar ainda mais
os apuros da Ihesouraria provincial. Os criado-
res lancaram onto suas valas para o Piauhv
com o lim de repovoarem suas fazeudas ; e todo
o dinheiro que poderam adquirir foi empregado
na compra de gado.
O invern de 1846 para 1847 foi poueo abun-
dante ; todava, sempre deu para crea?, pasto o
produzir os legumes, que a populagSo, escar-
mentada pela tome do anno precedente, semera
cm quanlidade, de maneira que a colheita trou-
xe a abundancia ; mas o pasto pouco servio por
falta de gado que aproveitasse.
As obras principiadas na capital detiveram ahi
muitos retirantes do serlo, e outros muitos flca-
rara no litoral por acharen) muitos recursos.
Esta abundancia de bracos deu impulso agri-
cultura nestes pontos ; porque muitos se appli-
caram exlraccu da borracha, outros cultura
da canna e do caf; e assim, desla secca de
1845 prinripiou na capital o seus arredores urna
nova era industrial. Com efleito, derribaram-se
as maltas da serra de Baturit, Aratonha e Ma-
ranguape, para substitui-las por planlaces do
caf e de canna ; os brejos, lagOas, olhos d'agua,
c outros terrenos frescos das areias do litoral foram
aproveilados. e desta bonificaco proveio-ihes
niaior valor.lambem. A cultura"do ilgodao. que
baria sido quasi abandonada desde mullos an-
nos por causa do mofo, molestia que dra nos
algodoeiros, lorncu ser encelada pelos habi-
tantes de algumas serras e regioes. lauto do in-
terior, como do tloral; e este ramo at agricul-
tura foi tomando cada vez maior incremento. A
borracha decahio logo pelo pouco cuidado, que
se lornava na respectiva extraeco, nao obstante
,ser tila nesla provincia de lo boa qualidade
como em parle alguma ; mas, sendo recolhida
1 em excavaces felas na trra, ia sempre cheia
de areia e de ciscos ; o que ainda em principio a
[desacreditou ponto de nao ser mais acceita
No entanlo, se o go-
beleceudo urna inspeceo
zclosa deste genero, lalvez assim nao succe-
! desse, posto que lenhamos de ver que, nao obs-
tante a inspeceo do algodo, teem ido para a
Europa saccas de !fla cheias de pedra e de se-
ment" defeilo sem duvida do modo dessa ins-
peceo, o qual temos ainda de ver eslender-se
, al ao assucar, dando eguaes resultados.
, A assembla provincial Irabalhou durante os
mezes de julho e agosto, sendo ainda esta vez
aborta pelo teuente coronel Ignacio Correa de
: vasconcellos.
Poucaa leis importantes fez, a despeza foi Ilxa-
d3 na quantia de 157:950'296 ris, que sendo
superior receila, dara um dficit espantoso,
nao ser elle supprido pelo auxilio dos 66:000:0(K),
fornecidos pelo thesouro geral em virtude de um
artigo especial da lei do orcamento.
Durante a adminstraco'desse senhor viveram
.simultneamente diverses peridicos.
Bxisliade muito o Pedro II, peridico da op-
posico, no qual cscrevia era versos satiryeos o
brcharel Pedro Pereira da Silva Ummarae?, uc
ndiculaiisou a pessoa e os actos do presidente.
Como liiHibum o* dopuivdve t-------:- nn o cinc
obras : ero este bacharel juiz municipal da capi-
tal, e as portes que contra elle deu o presidente
ao ministro valeram-lhe a remoco para um ter-
rao da provincia do Para, onde fui concluir o seu
I qoslrienio.
0 Cearense cora o novo ttulo de Fidelidade,
[ susleniava as doutrinas do ministerio e os acto
de governo.
O equilibrio conlinuava sustentar com pou-
ca vaniagera o liroteio dos oulros dous.
O padre Verdeixa publicou debaixo do titulo
de 7 de selembro urna folha como elle ardente e
sediciosa, aUcando indislinctaniente os correli-
gionarios e seus adversos; coniinuou os mesmos
t excessos n'oulra folha inlilulada Juiz do Povo,
ainda mais incendiaria que a primeira.
No da 3 de agosto do n esmo anno de 1847 o
tinento coronel Vasconcellos passou a adminis-
tracto da provincia ao 1. vice-presidente Joao
j Chrysostorao de Oliveira, que a conservou s-
menle at o firn do mez. entregando-a 31 ao
] 2.a, Dr. Frederico Augusto Pamplona ; o qual
pura predispor o terreno das elecoes primarias,
, que devlam ter lugar afim de elegerem-se depu-
( lados para a futura legis atura o dous senadores
por morle e era substituico do raarquez de La-
; es e do conselheiro Manoel do Nascimento
Castro e Silva, desmonlou loda a policia, subsli-
. toirido os erapregados suspeitos de equilibriimo
j por chimangos decididos ; p.is temiam a nter-
, venci destes seus antigos alliados da alei^o
{ passda ; e esse receio era fundado, visto como
.elles Icnlarain ligar-se desta vez com os saqua-
I remas para guerrearem os governistas.
i As eleijoes primarias foram effeclivamenle
mui calorosas era certos- pontos ; mas as secun-
daras os governistas levaram a palma.
A 4 de outubro o vice-uresideule Frederico
Augusto Pamplona fez entrega da administraco
ao novo presidente Casimiro Jos de Moraes Sar-
ment ; o qual logo nos primeiros dias prosle-
riores sua posse leve de iiilervir poderosamente
lias eleices.
O novo presidente coniinuou a poltica de re-
aeco encelada pelos vice-presidentes, que o ha-
va m precedido. Encontrou-se na capital com
o senador Alencar, que fiera tomar os ares pa-
trios, em consequencia de^ urna molestia grave
de que padeca, e como quizesse, na qualidade
de chefe do partido chimango, influir na marcha
da administraco, o presidente fez garbo de
conservar sua independencia; mas pouco du-
rou na direceo dos negocios.
As eleices que se fizeram na provincia no
lempo d3 sua presidencia, dero em resultado
sahirern deputadosos Srs. Dr. Jos d'Assiz Alves
Branco Monu Brrelo. Dr. Frederico Augusto
Paniploiif, Dr. Joaqun) Saldanha Marinho, Dr.
Joao Fernandes Barros, Dr. Miguel Joaquira Ay-
res do Nascimento, padre Thomaz Pompeu de
Souza Brasil, vlgario Carlos Augusto Peixoto de
Alencar evigano Domingos Carlos de Saboia ; e
na lista sxtupla para dous senadores obiiverm
grande raaioria de votos o vigario Carlos Au-
gusto Peixoto d'Alencar e o cooselheiro Candido
Baplista d'Oliveira, sendo os outros quatro vo-
lados pessoas pouco conhecidas fra da provin-
cia ; combinago classica em taes occasies, e
que fra ento fela de proposito pasa obri'gar
moralmenle o imperador escolher os dous
mais votados; o que todava nao sahio assim
no acto da corda. Foi este procraslinado, e
quanoo foi publicado, recahio a escolha nos Srs
Candido Baplista de Oliveira e Francisco de
Paula Pessoa.
Este faci produzio urna forte sensaco na
provincia, e desoponlou cruelmente ao vigario
Alencar, queconlava com a senatoria.
A proposito, devemosaqui a consignncao de
um facto histrico. Quando na administraco, o
Dr. Pamplona, para aplainar difiiculdades que
se levantavum, dispoz de fundos proviociaes, que
sob sua responsabilidade mandou dar aos chefes
de diversos pontos para occorrerem e subven-
cionaren! os gastos eleitoraes, e de cerca de cin-
co conlos do ris de socerros pblicos, que ha-
vendo sobrado no anno da socca de 1845, tinha-
se mandado entregar comraisso encarregada
da obra do hospital de caridade. Esta quantia
ordeoou elle referida commissao, que a pas-
sasse ao vigario Carlos Augusto Peixoto de Alen-
car, que por ella responsabillsou-se, prometien-
do satisfaze-la se sahisse eleito. Ora, com a
mudanca da poltica, vendo-so o Dr. Pamplo-
na increpado toadapasso poresse duplo extra-
vio de dinheiros pblicos, teve a honradez de
pilar-ae a tirar urna subscripto entre seus
amigo do Ar icaly e de outros pontos da pro-
5-' de indemnisar thesouraria os
d.tWtKKM), qu 5 mandara entregar sob sua res-
ponsabilidade. Os 5:00f000, porm, dados ao
reteriflo tigario Carlos, foram restituidos pelo
senador escolhido Francisco de Paula Pessoa,
que por elles era o responsavel, porque, nao
obstante ter sido o vigario Carlos o mais votado
na lista sextu|ila, negou-sc paga-Ios por nao
haver sido escolhido.
O presidenta demittido passou as redeas do
governo ao \ lee-presidente Joo Chrysoslomo
de Oliveira nc da 14 do abril de 1848, Dcando
este a testa des negocios apenas um mez; visto
que no da 13jde maio fez entrega do poder ao
new presjfrenie Dr. Fausto Augusto de Aguiar
representante das ideas do visconde de Mara,
que o nomoou pouco depois que tomou cont
da pasta.
Em principios de maio appareceram alguns
actos ottentat"jrios da ordem publica na povoa-
cao de Maranj uape, perto da capital, motiva-
dos pela susceptibilidade dos partidos polticos.
Os campees eos dous lados, em consequencia
da modificacaa ministerial, se gruparam para
dar demonstra ;5cs de suas opinioes ; e encon-
trando-se esle grupos as mas da povoaco,
chegaram vusde facto, donde resnllaram fri-
mentos e pane idas de parte parte. O chefe de
polica marchou para all, conseguio restabele-
cer a ordem, o processou as pessoas que liveram
parte neste tumulto.
A asserabl geral tendo sido dissolvida no
principio do ce rrente anno, veio o novo presi-
dente encontrar-so logo em comeco de sua ad-
ministraco com as ditBculdade"s do processo
eleitoral da no^a legislatura, cujas eleices pri
manas tiveram lugar em julho, sendo forlemen-
te pleiteada pelos dous partidos. As autorida-
des policaes e os mais recursos eslavam todos a
favor dos chimangos; roas os saquaremas ani-
mados pelo programraa do visconde de Macah,
que promettia justka todos, dispozeram-se a
disputar o campo eleitoral, e conseguiram u vic-
toria, mas nao sem graves tumultos.
Na capital houve rixas, que fizeram receiar
graves acontecimenlos; mas o governo deixou
os partidos lularem, sem inlervencao da forca
armada. O padre Verdeixa, que seachava sem-
pre 4 testa dos turbulentos onde havia probabi-
lidades de des rdens, deixou-se levar excessos,
que foram todava reprimidos pelos raembros
da mesa.
No Ico os membros da BMM sendo todos chi-
mangos, foram obrigados deixar a ni8lriz pelos
saquaremas, capitaneados pelo bacharel Ray-
mundo Ferreira de Araujo Lima ; o qual nao
pudendo com razo langar fra seus adversarios,
mandn puxar por punhaes; o que elTectiva-
menle leve effeito mais concludente do que sua
eloquenria. Reliraram-se, pois, da matriz no
meio das apupadas, e foram para una casa
fronteira, dondo um tiro disparado imprudente-
raenie, recebeu em resposta urna descarga dada
no paleo da igreja sobre a dita casa : esta suc-
cederam-se numerosos tiros de parte parle,
porm com (al felicidade que nao houve feri-
menlo algum.
A tropa commandada por um offlcial saquare-
raa, o lente Jataliy, presenciou esta lula, es-
tando formada perto do iheatro della, sem usar
das armas; e um ofcial reformado, que tinha
seduzido parte della, quiz ir lomar coma des-
sa porco de pracas sobre quem contava ; neste
intento atravessou ainda o largo no meio das
balas, que se Ihe dirigiam em grande numero,
sem ser offenddo ; mas n3o pode alcancar seu
fim pela presonca d'espirito do commandante.
Os saquaremas victoriososentrarara ufanor-seda
sua victoria, e era curioso ve-Ios marchar da ca-
sa do seu chefe, que os conduzia para a matriz
nos dios subsequentes, puxando una peca de
campanha, carregada raetralha e com o morro
acceso !
Como j disse, vencerara geralmenle os saqua-
remas que tinham seu favor a cmara da ca-
pital ; do cuja apuraco resullou a eleicao dos
Srs. seguinles para depulados ; Dr. Miguel Fer-
nandes Vieira, Dr. Antonio Jos Machado. Dr.
Andr Bastos de Oliveira, Doulor Jos Perei-
ra da Graca, Dr. Pedro Pereira da Silva Gnima-
raes, Dr. Raymundo Ferreira de Araujo Lima,
Dr. Francisco Domingues da Silva e Dr. Joao
Capistrano Bandeira de Mello: assim como ficou
t>.i..ilo murvtiriiic o br. Ignacio narooso, on.,
HJia tomou assento na cmara.
LConlinuar-se-ha )
Montera funijeou no nosso porto o vapor Cru-
zeirodo Sul, indo dos portos do norte, trazen-
do-nosjornaes e cartas com as datas seginles:
Para 9, Marantoo 19, Piauhy 12, Cear 21, Rio
Orando do Nodle 22, e Parahyba 23 do corrente.
Para.Nad 1
sabida do ultii 1
va-se para a fes
ali grande nuoero de devotos.
Maranhdo.
nhese:
Na ncite 1
em sua residen
Izidoro Jansen
lanea concurre]
a sua importar
As bandas
corpo dos ed
porta por conl
bindo aos ares
de foguetes
S. S. apre
torial, e fra
plice, para o q
provincia.
Durante a
lisfaco enlre
de importante occorreu depois da
o vapor. A populacao prepara-
la de N. S. de Naz.ireth, que tem
L-se no Publicador Alara-
e 7 do corrente foi cumprimentado
cia, ra Grande o Sr. coronel
Pereira, por urna grande e espon-
ncia ; o que altamente manifesta
cia e grandes sympathias.
de msicas do 5. balalhao, e do
icandos ahi estiveruin tocando a
ato de seus numerosos amigos, su-
nos intervalos rauilas girndolas
enla-se a pleitear a eleicao sea-
le duvida que corapor a lista Iri-
io encootra elementos em loda a
reunio reinou milita alegra e sa-
todos, e o dislinclo cavalheiro a
quem se obsequiava correspondeu de sua parte
a todas essas "* a- ------
sade.
Dea
Nos felicit
trenes.
Teve hontij
inauguraco do
provas de consiJeraco e ami-
a S. S. pela sua estada en-
ra(15)lugar,como annunciamos, 1
__ novo passeio da praca de N. S.
dos remedios, cuese poza disposico do publico,
sendo grande a concurrencia de m'->nha, o anda
maior a de tarde, a qual foi avallada em cerca
de duas a tres mil pessoas de ambos os sexos.
As bandas de msica militar que locavam nler-
poladamenle, e as girndolas de foguetes que fen-
diam os ares, canlribuiam para deleitar os pas-
seantes, e despertar a sua attenco. Foi um bel-
lo dia passado hiui agradavelmente.
De raanhi o Sr. Joaquira Marques Rodri-
gues olTereceu um esplendido atmoco a alguns
cavalheiros e a nigos que'se rcuniram no palan-
quo collocado im frente de sua casa. Assistiram
ao mesmo, enl e outras pessoas distii.ctas, Ss.
txes. os Srs. p esidente da provincia, e presiden-
te nomeado paia a provincia do Amazonas e che-
fe de polica desta.
Esse elegante passeio publico, com que se
dotou a nossa capital lo falta de lugares e re-
creo, e cuja diicripgaoj fizemos succintamenie
em outro arlig 1, loi concluido dentro emires
mezes para poder servir na prxima feslivdade
da Senhora dos Remedios, cuja ermida se acha
situada na refeiids pra^a.
Oxal que o Sr. Slveira de Souza, cujos
esrorcos elle levido, possa auxiliado pelos par-
ticulares, emprohender, como acaba de praticar
cora a dos Rem dios, o terraplenameuto e regu-
lansago dems alguma das pracasdesla cidade
como por exem >Io a da fren'e do quarlel do cam-
po d Ounque, que tanto necessla de um tal me-
Ihoramenlo; pjis o aformoseamento de nossa
capital, foi por esta forma com mdico dispendio
da fazeuda publica, por certo, entre oulros um
nao pequeo aervico prestado provincia em
sua Ilustrada e previdente administraco.
* T Na noiu de 13 Jo corrente teve lugar no
edificio do cstat elecimenlo desle jornal sesso
solemne do posse dos funecionaros que devem
servir deste ao anno de 1861, sendo o acto presi-
dido pelo Sr. Di. Antonio Henriques Leal, presi-
dente honorario da associago.
Houve grande concurrencia nao so de socios
como de especti dores ; a sala, a mesma do tra-
balho lypographico, eslava bem illnrainada o pre-
parada. r
O Sr. captao Ignacio Jos Ferreira, presidente
eflectivo ao enlragar esle cargo a seu successor o
Sr. Belarmindo 1 o Mallosdirigioum bello diseurso
de agradeciaieiito sociedade pelos auxilios que
presura sua administraco ; em seguida os so-
cios honorarios os Srs. Jos de Carvalbo Estrella
e Antonio Berna dio Jorge Sobnuho, e o i.' se-
cretario Joo Fn cisco Bezerra de Mermes pro-
nunciaran) discursos anlogos, que serio publi-
cados. "~ '
Esleve piesente urna commissao por parte
da sociedade litleraria Atheneu Maranhense,
sendo o discurso do seu relator o Sr. Alexandre
Magno Rodrigues, agradecido muilisongeiramen-
to pela associago por intermedio do Sr. presi-
dente honorario.
Durante o acto os prelos do eslabelecimento
unccionaram imprimindo algumas poesias, en-
tre as quaes notamos o segrate improviso do
socio eflectivo Antonio da Rocha Borba :
Eis o artista no viver diario.
Do mundo vario qu'esquecidonst 1
E do seu viver de sotlrer elvado,
Ei-lo olvidadonem se lembra j.
Nem d'opulencia osalo dourado,
Lhe ha quebrado do trabalho a f ;
S lembra agora qu'o suor do rosto,
Ao pao d goslos'elle honrado 1

Pobrequ'imporla ?s*o trabalho honra,
Se s a deshonra da riqueza vem ;
O rico inqu'elo n'opiilencia jaz,
A paz vossa, qu'a pobreza a tem.
Eis o artista no viver diario.
Do mundo vatio que contente est 1
Banham-lhe ondas de auor o rosto,
M*s sent o gosto que o trabalho d.
Concluio-se o festejo com um bellissimo
copo d'agua ofiortado expensas dos socios ef-
feclivos a lodas as pessoas que se acaavarn pre-
sentes.
b' de esperar que o novo conselho director
esforce-se, para que cada vez mais Associago
Typographica Maranhense, nao s se mantenha,
como progrida grandemente.
Segu para Pcrnambuco no vapor Cruseiro
do Sul o Sr. chefe de diviso Jos Mara Fetrei-
ra a loraar conta do lugar de capito do respec-
tivo porto, para onde foi removido.
Durante os annos quese deraorou ntrenos
no exercicio de tal lugar, purtou-se cora geral
salisfsQao. bem desempcnhanJo as suas funecoes;
o, esta remoco anda urna prova do apreco
em que o governo imperial lera os seus servigos.
Por suas qualidades pessoaes, deixa entre os
maranhenses muitas sympathias, e um norne
beraquisto e lembrauo.
Piauhy. O nosso correspondente, diz-nos e
segu o te :
O dia de nossa gloriosa eraancipacao politi-
ce, nao passou desapercebido, houve geral illu-
minacao na capital ; porta de pulacio tocaram
variadas pecas, tanto a msica dos educandos,
como a banda de msica do meio balalhao : nessa
mesma noile, S. Ex. oflercceu um esplendido
baile as pessoas gradas de ambas as parcialidades
polticas, e creou um eslabelecimento de carida-
de ; o Expecta lor de hontem pr V. S. bem ao
alcance deste assumplo, que por si s recora-
mendavel a favor da presidencia.
O Exm. Dr. Azcvedo, lem al hoje guiado
ptimamente o batel da governanga, sua prin-
cipal tendencia, a represso dos crimes, eco-
noma dos dinheiros pblicos, e jus tica a quera
delta se Taz credor; nao lem infinido as elei-
ces, os polilcos eslao entregues aos .seus pro-
prios recursos, e s contara com elle para raa-
DUlenQo da ordem publica.
O digno Dr. chefe de polica, Francisco de Fa-
rras Leaos, nutre o mesmo pensamenlo, a meu
ver, e o primeiro magistrado da provincia, seus
actos sao refleclidos, e (ilhos legtimos da verda-
deira justca, nao s pelos seus precedentes
honrosos, como por que estranho as lulas po-
lticas; pelo que. lano elle como S. Ex., sao
dignos de toda estima e consideraeo. Agora
mesmo procede-se na igreja matriz dista capital,
aapuracao dos votos da eleicao primaria para
juizesde paz e vareadores; o grande partido
I conservador, leve urna raaioria espaulosa, e
venceu por conseguinle a eleicao sem recorrer
as tricas elcitoraes que esto en'i voga no paiz.
Todos os cidados qualificados, cuja identi-
dade era reconhecida pela mesa, ou mediante
informacocsinsuspeitas, depositavam livremenle
seus votos na urna, sto quer conservadores, qur
liberaes; se bem que estes ltimos recorrern)
a todos os meios para inpingirem seus Ambrosios,
( gente nao qualificada ), jogaram mesmo a ulti-
ma carta, sera embargo perderam at a supplen-
cia. Por snm duvida, elles appellnrara para as
incas, allegando que jio houve ii.er i.-hIi- na
cApicssuo uo voto, porem sera urna evaziva so-
mente paia atenuarem a derrota completa que
Ins deram os conservadores.
Pelas noticias que ha do interior da provin-
cia, os conservadores triumpharam igualmente
em Carapo-Maior, nio, P. Imperial, Marvo
e Independencia, e assim ir por dianle.
Durante a 1" chamada, os liberaes dirigirn)
lagumas provucaces a mesa, porm o digno
Dr. Lemos que foi sempre presente, removeu
ludo por meios brandos, maniendo sempre a or-
ern.e estranho aos interesara de qualquer par-
cialidade : honra poisVo digno magistrado, ao
dislinclo Pernambucauo, pelo bem que lera
deaempenhado o lugar de juiz ; cousa se nao
impossivel, ao menos bem difiicil de poder-se
ser nesta trra : isto c para nos que ninguem
nos ouca.
Na noile do da 9, quasi ha urna luta san-
guinolenta entre as duas parcialidades polticas,
upariido liberal conscio de sua derrota, pre-
ter leu segundo corre, interceptar a urna, e con-
tando com o apoio do officiai da guarda, ( um
lente de Ia imha, cujo nomo fica de proposito
notinleiro), dirigia-se a matriz, mas foi lo in-
feliz era sua sorlida, porque lendo-se descoberlo
o trama os conservadores poderarn em lempo
remediar o mal; acharam-sa pois os dous par-
tidos em frnte um do outro, armados de paos
e a nao ser o benemrito Dr. Simplicio de Souza
Mondes e o Dr. Lemos, a esta ora teamos de
lamentar muitas victimas; o partido liberal era
capitaneado pelo Dr. Deoliudo M. da Silva Mou-
rae outros; no dia seguinle, o Dr. Deolindo
indo a palacio jusliflcar-se peranle S. Ex. di-
zem que viera de l pouco contente, pelo que
nao sei. r *
Hoiitem tarde, seguio para Pedro II, o
Dr. Joao Ignacio Bolelho de Magalhcs, (medico
do meio balalhao) onde dizem appareceram urnas
febres acorapanhadas ("e vmitos negros; das
quaes tem inorrido algumas pessoas; os habi-
tantes d'ali suspeitara do febre amarella, porm
odistmcto medico Dr. Simplicio de Souza Men-
des a quem S. Ex. consultou a resncilo, de
opiniao contraria, e diz, lalvez sejarn biliosas,
lyphoide, ou intermilenles podres: emlioi seia
o que for, o certo que S. Ex. nao foi indiTe-
rente ao mal, enviou logo sua ambulancia, e
eren que at dinheiros para soccorrer a pobreza-
e assas louvavel 0 procedimento de S. Ex
Lxm. Sr. Dr. Azevcdo, vai seguindo o pensa-
menlo administrativo do Exm. Sr. Dr. Leilo
actual presidente dessa provincia, cuja impar-
cialidade e seniimentos nobres, sao de mira bem
conhecidos desde o seu paiz nalal.
cr Li no seu Diario o procedimento que S. Ex
leve as nomeacoes dos olficiaes do corpo de po-
lica d ah. fui um acto de verdadeira justica, nao
adrailtir-se pessoas estranhas ao corpo, isso foi um
incentivo poderoso que S. Ex. estabeleceu ; pro-
cedan! arana os presidentes de provincia que
ludo vi bem, nada de render culto i atilhada-
gem, que s querem viver a cusa do governo.
Tem-se desenvolvido aqu urna febre catharral
cora dr de urna banda, de cuja enfermidad*
lera morrido vanas pessoas; lalvez que, a que
appareccu era Pedro II seja da mesma especie
purera raaisconcorrida de circunstancias aggra-
n'.e"..Pe.".",,a- de- Prmpla cura" Erremos
o resultado da sciencia.
A falta de meios circulantes raaterie ve-
Ina, a thesouraria provincial est quasi no 3o
periodo de urna phtysica polmonar, e seu deflet
sobe lalvez a cem conlos de ris : os pobres
erapregados esto soffrerjdo bastante com isso
so governo roparcial poder, se nao extinguir'
ao menos atienuar o mal : pelo que ludo vai-se
tornando cavo o escaseo.
O calor aqui excessivo, tem subido at
Wl gr. l
Falleceu e sspullou-se hoje, a Exm.a Sra
p Joaquina Elias Rayo.unda da Conceico Cas-
tello-BraBCo, viuva do finado commandante su-
perior desta capital, Francisco da Cunha Cas-
lello-Branco, deixando seus charos filhos ma-
goados pela perda irreparavel.
* .Yo' conclBt Pu,,d(> a sua disposico meu
acanhado presumo para o particular sesvico de
V. S a quera desejo m)l prosperidade. -
l. S.Hoje ao meio-dia chegou de Principe
Iroper.nl um crrelo com ofBcius do delegado o
padre Heldeneo Alencar. communicando ao pr-
ndente e Dr chefe de polica, urna triste oceur-
rencia qae all 9e dera no dia 7, enlre os dous
partidos. Eis o facto :
O padre Antonio Cavalcanli de Macedo e Al-
traquerque. vigario de Principe Imperial, consli-
tuio-se chele do partido liberal, e nesse carcter
apresentou-se na igreja com 200 e tantos bomeus a
tarde; houve urna duvida entre ello o a mesa acer-
ca da identidado de um volante, a mesa decidi
contra o vigario, o qual sahindo, porta dirigi-
ra-se aos seus e gntou mioha gente, haja jus-
Mga !Estas palavras lo simples, foi mesmo que
urna faisca de fono em plvora ; dentro ero pou-
co o pao e a faca Irabalhou, e a casa do Senhor
foi convertida em um thealro desangue pelo pro-
prio vigario 1 oh miseria 1 oh I vergonha I
A luta foi lerrivel e desigual, porque o par-
tido opposlo eslava inerme e descuidado; dos
conservadores sahiram 11 feridos, inclusive o
proprio subdelegado Semeaode Souza Lima, que
funecionava na mesa, Semeo e um tal Manoel
Marianno foram os que mais soffreram. levaram
tao pouco peo, que no fim de cinco dias ainda
nao fallavam, e talvez que neste momento este-
jam sepultados I
Diz-se que S. Exc. vai mandar o chefe de
polica tomar conhecimento dos tactos ; bem
acertada esta deliberaco do governo : agora os
homens honestos, e proprio governo quejul-
guera pelos tactos quem sao os desordeiros de
Innope Imperial; os mos por si se des-
troem 1
Tudo vai mal no paiz. porm nao nada que
se compare cora os padres, juizes e militares po-
lticos (salvo as devidas excepcoes), sao uns dia-
, bos vivos, mais ninguem como os taes coroados
fe islo s poderia tomar geito se no Brasl hou-
j vesse para elles. urnas vesperas sicilianas ; ento
1 senhor, os padres eram s padres, os juizes s
juizes, e assim por diante, do contrario malhar
era ferro fri.
I Picando a matriz interdicta, os saquaremas
, foram fazer a eleigo na casa da cmara ; os li-
( beraes depois da desordem abandonaram o cam-
po, donde se conclue que tudo eslava premedi-
, tado.
t Esperemos o resultado dos tactos cora vista
do Dr. Lemos, o de tudo lhe darei conta em tera-
po opportuno.
Cear.Em dala de 22 do corrente diz o nos-
so correspondente :
Nao mui fcil, como parece, ser correspon-
dente de provincia, o tanto mais, para um jor-
nal lo conceituado e importante como incontes-
j lavelmente e reconhecido o seu gigante Diario
de Pernambuco. Dizem alguns, para que noti-
ciar lacios desagradaves para fra da provincia,
que s serve para depr contra nos? Para que
desenvolver esses factos desagradaveis. que so
dao por quesles policas ? I Lampando margern
taes preconcetos, e enlcndendo nos o contrario
do que pensam esses commentadores ; nao s
continuaremos a narrar os tactos que for occor-
: rendo, como mesmo entendemos que. longo de
, trazer dezar provincia a publicidade de todos os
factos ; ter antes vantagens colher-se ; embo-
l ra prejudiquera a esses que, nao respeilando a
! le e nem os direitos de outrem, perteodem ain-
.da coartar ou inhibir qne se censuren) suas tor-
| pezas Temos consciencia de que temos sido o
mais tolerante e imparcial, em referir a oceur-
, rencia dos fados que se tem dado ; e quasi que
t nunca individualiiamos, s o fosemos, quando
j mi raaldade quer conculcar a innocencia, e collocar *
I esta, no lugar do crirae Eno nao podemos
deixar de revoltar-nos contra um proceder lo
perverso quanto iniquo Em taes circumstancias
I nao sabemos recuar ; e menos ter consideraces
I com quera quer que seja.
Eis o exordio para desengao desses sucios
que ainda julgam ler o direito de fazer impor si-
I loncio a que nao so possa dar publicidade a seus
seus artefactos....... eom que fazem jogo 1......
para se elevarem !....
Ha dias sahio o Dr. chefe de polica com di-
recgo villa da Telha para conhecer do grave
atlenlado que alli leve lugar no dia 10 do mez
pretrito. Tera tambem de assislir eleicao na
cidade do Ico que foi marcada para o dia'll de
novembro prximo. Dos queira Iluminar a au-
loridade para que esta fac.a cahir a espada da lei
e da justica sobre os criminosos para servir de
exemplo a esses que entendem que em poltica
tudo permiltido que com desordens o al-
guns vintens podem chegar a ser representantes
da naco I...,
Se pelo lado da lavoura e do commercio. jaz
i tudo nos ltimos paroxismos!...... o contrario
succede pelo lado poltico, o-de ludo vida!___
I A cada urna das tres zonas ou circuios da pro-
, vieta, ha uma duza de candidatos.... alguns
I teem nicamente por elementos, a sua boa von-
llade I Confiini na su singulurissiina coragem....
Quasi lodos j formigam pelas zons onde espe-
rara a victoria Nunca as "fluencias das loca-
lidades foram tao visitadas___ era receberarn
I lautas zumbaias e proraessas.... que tudo desap-
, parecer ultimada -a eleicao, c ter por substi-
tuico os queixumes amargos dos que forem en-
forquilhados que nao ho de ser poucos !......
, Oxal que o nial s se cifre nisso, como fazemos
voto; que assim seja.
Ao passo, pois, que tudo vid em poltica,
como j dissemos, a lavoura vai de mal a peior.
Sem recursos pecuniarios para o trabalho, so-
. brecarregada de dividas que augmentan) pelas
reformas, e sobre um premio sem limites___ eis
I o estado lamentavel da nossa lavoura.
I a O commercio desaba cada vez mais !___ As
banca-rotas succedem-se uma apoz outras. De
, prximo houveram no Atacaly diversas, e algu-
mas era boas sominas.
Nao sei aonde.... que as banca-rotas tera
sua graca Corre-se por loda a parte a lomar di-
; nheiro a premio, grandes e pequeas quanlias ;
ludo serve... Corre enioque se est em um mar
[de rosas.... que se tem ganho tanlos e tantos
j contos de ris e rom pouco___ dcsappareco
! tanta fortuna.... o mesmo dinheiro era avuliada
somma queso tomou.... e apparece ento uma
alluviao de letras de devedores do centro___mas
quasi lodas perdidas !.... Ua afgana bens ava-
hados a la tere Ura ou outro credor que sabe
bem de tuJo.... pago; os mais de dez, rece-
ben) e tarde, um ou dous, ou nada___ e assira
jcomlue-se os bens alheios.... e os pobres que
tinliara o fructo de suas economas de tantos an-
nos, lcam reduzidos miseria___ e cora pouco
sao alcunhados de toleires pelos sabios que com
pouco paraam a lardea, escaruecendo-os I___
Aquelles actos que era outro lempo basla-
vam para qualquer homem ser desprezado e ex-
pulso na boa sociedade, hoje sao motivos de esti-
macao ; comanlo que essas torpezas colloquem
o homem em uma boa posico com fortuna.
A pobreza tida era desconsideraco e des-
prezo, e o hornera honesto que nao sabe recorrer
a meios illicitos, a apossar-se de bens alheios
que lhe foram confiados, chaon-se tolo, e diz-se
que nao sesoube arranjar 1 Grassa um di*cre-
dito mdizivel nesta provincia. Nao apparece di-
nheiro, e ura pauperismo___Para lodos os lados
que encaramos o estado critico de nossa lavoura
o de nosso commercio, s vemes um abysrao an-
te os olhos......
Contra a seguranca individual houveram
dous assassinaios distante desta cerca de tres le-
guas, por causa de adulterio.
Alguns outros se teem dado por outros pon-
tos da provincia
L-se no Pedro 11:
MUTILADO
Na povoacSo de Sant'Anna, em villa Vicosa
e Ip, eslo reinando epidmicamente febres de
mo carcter e pleurires, accommellendo cresci-
do numero de pessoas e matando segundo cons-
ta de duas a tres diariamente. Seria bem con-
veniente aida de algum medico aquelles lugares:
o Dr. Mcdeiros j foi mandado uo principio do
anuo por um molivo scmelhante e prestou bons
servidos.
Na noile de 4 de selembro prximo passado.
no lugar Tobatinga (Villa Vicosa) foi assassinado
francisco Ribeiro de Souza. sendo indiciado no
respectivo processo, que est sendo instaurado,
como autoressua raulher Thereza Maris de Je-
ss, seu irmo Profiri Olyrapio de Oliveira San-
tos e seu cuuhado Desiderio Rodrigues de Me-
deiros, que foram logo presos.
No dia 14 do corrento no lugar Lages do
mesmo termo ; o officiai de jus'.ica Goncalo Jos
Fialho foi ferido com uma faca por Fabricio da
Cosa, que foi preso em flagrante.
Tiio Grande do Norte.Nao occorreu facto do
importancia na capital. Uma caita do Apody diz
o seguinle:
a Dou-lhe parte que o nosso correio contina
no siau quo aulo bellum ; a muito nao o vjanos
e o estafeta que devia locar aqui a 15 ou 16 s
hojo que chega, quando nao o esperavamos
niMs; tenho nolado que este mal do correio
geral, todos por toda a parte se queixam ; afiir-
maro que a tsica a molestia do desta provin-
cia, pois nao ha dinheiro para pasar a quem con-
duza as malas, asquaesmalas ficam no Ass. on-
de exislem muitos papis acumulados, e d'unde
vem rindo por prtstacoes, isto pouco pouco.


DIARIO OS PERIUMBUCO. QWlA, FEHU 15 DE OUTUBRO OS 1860.
A continuar o negocio assim, ou mndo-me pura
o referido Ass, ou dou all procuraco a ilguem
para ler por mun as minhas cartas e respnde-
las ; du contrario hio de vir serapro atrasadas e
foro de lempo. Ou a electricidade ou o correio
do nosso Rio Grande do Norte.
O administrador dcssa repartido nao leva mal
estas linhas ; nao procuro com ellas ofTender a
S. S., de quem faco bom conceito, e se a causa
de ludo a Calta de dinheiro, bem visto que
nao esta em suas ruaos remedia-la.
O nosso Pao dos Perros, que desta vez quiz
dar mostr de valentoco, est quieto e bem soce-
gadinho ; nao se sabe" para quando flcaro as
eleicoes all; e sera durida eulo ha de haver
mais cauleltas para nao se jogor pedradas. O
tempo nao est de martyr e tiesta poca em que
tambero, se declina o swi, sibi, se difBcil um
santo e um santo a rnaxocadellss, de minha par-
te deixo o lugar para quem quizer. As eleicoes
daqui sao de Caraubas, sero feius alideste.fal-
la-se em muilacousa; mas espero in Deo nao ter-
mos na Ja.
No Cear morreram : oilo na Telha e quatro
no Soboeiro.
Nesle Apody, se Deo nao nos acudir era no-
vembro com algumas chuvas, ha era bastante
prejuizo nos gados^-cuidemos antas nisto do que
as eleicoes, por que d por nqui, d por slli,
sejain ellas redondas, quadradas, assim ou assa-
do, ho de dar no mesmo, poda Ihc fallar com
mais franqueza, mas como bem sabe, as conve-
niencias sao a suprema lex ; ellas se devem guar-
dar era tudo, prlncipamente no dizer, e ahi esl
a setenen deste nosso mundo. Ha mais de dous
anuos nao temos jury nesta trra, por falla do
criminosos presos, esl bem visto, por agora fe-
lizmente ha um na cadeia, por honra do qual se
Btareoa a primeira secgo para o Io de novem-
bro deste anno.
No To do Ferros forarn abso!vido3 pelo juiz
de direito Manoel Brasil c Justino Manoel de Ara-
jo, o priraeiro do crime de resistencia e o se-
gundo pelo crirae de morte do delegado Antonio
Cavalcanti em que dizcm lambem fura pronun-
ciado, mas affirinarara-me que o mesmo juiz de
direito o condemnou a tres annos a onze mezes
pelos de resistencia o ferimentos, reQro-me ao
Justino.
Acerca de3sa morte de Cavalcanti ha diver-
sas verses ; porm a mais segura que Vicente
Brasil quo tarabem morreu no acto da priso, fui
o assassino do mesmo delegado.
Parahyba.Eis o que diz nosso corresponden-
te em data de 23 :
O faci mais importante a volta do presi-
dente capital, a 17 do corrente. depois de urna
ausencia de um raez, dia a da, tendo feilo cami-
nhode 262 1/2 leguas.
Por agora nao posso dizer tudo quanto S.
Exc. observou, e o que remediar elle, mas pos-
so desde j referir a Vv. Ss. que nenhum outro
presidente nesta provincia fez viagem igual, que
nenhum outro recebeu provas alto apreco e disiincla consideracao dos Parahy-
barios.
As obras publicas, a inslrucco, o proceder
dos diversos agentes do funecionalisrao. ludo mc-
receu a attenco do Sr. Silva Nunes, que procu-
rou, como disse o mrarcial conhecer por si os
homens o as cousas.
Essa longo e incommoda viagem que os ho-
mens iuteressados no progresso da provincia e
no bera-estar dos Parahybanos julgara proveito-
sa, tem sido applaudida Dlos jornaes da rnesma,
que seapregoan orgoosdas parcialidades quo re-
presentara os partidos pelos benficos resultados
a esperar-se da inspecc,ao oceular da primeira nu-
terldade da provincia," a quem nao falta criterio
e illustrago.
Nao obstante, porm, serera palpaveis os
moliros que levaram o Sr. Silva Nunes ao cen-
tro da provincia, ha alguem aqu que, tilvez nao
Sfii por que, escreve para o Diario do Recife, e
declara como motivo nico d viagem do presi-
dente eleiedes, isto nao s urna cuino outra
vez, diz que crenca qne S. Exc. em suaezcurso
nao levo outro lira que noseja eleiior.il.
Descrento dos resollidos vanlajosos qne co-
iher a provincia da inspe.cc.ao oceular de S.
Exc. quasi todos os pontos da anima. e$se
missirisla considera como coodi^o necessaria,
para a provincia aproveitar cora a viagem do Sr.
Silva Nunes, a existencia de dinheiro nos cofres
provinciaes, o que nao succedendo, nenhum re-
sultado trar essa viagem; a isto responde-se
fcilmente, pois pera melhorar o pessoal e para
conhecer o como os agentes do funccionosmo
publico cumprem cora os deveres dos cargos, nao
preciso dinheiro, quer para substituir os raaos,
qn.r para reprimir abusos e quer para reparar in-
justicias, nao preciso dinheiro A administra-
r o sen dispor de dinheiros nos cofres provin-
cias, nao poder, verdade, dar incremento ao
progresso material da provincia, mas ser o rae-
lhorarnen'.o material da provincia o focto que
deve absorver a itienc dos administradores
to s e nicamente, prejudicando a lodosos d-
mete diversos e variados objeclos do servido pu-
blico ? Nao por certo.
A magistratura, a instruecoo publica, a poli-
ca e a guarda nacional, nao ouVrecem occasies
multas pan um administrador reparar iiijusticos,
reprimir abusos, punir infrac;es, prevenir vio-
loocios e fozer recuar o arbitrio, responsabilisan-
do os prevaricadores ? Se isto assim, se um
presidente de provincia pode e deve lomar rile
resse na oxecucao da le, se para chamar os
agentes dos diversos ramos doservico publico ao
comprmanlo dos deveres do cargo nao preciso
dinheiro, basta a le, por certo que s os aferra-
dos e pertinazes defensores do progresso mate-
rial, sobre tudo podero pensar e escrever que a
provincia nao aproveitar com a incoromoda via-
gem que fez o Sr. Sina Nunes socen.ro da pro-
vincia em lempo estril.
O missivista talvez quizesse que o Sr. Sil-
va Nunes se guardarse para o tempo d3s vaccas
gordas, mas aquelles que pensam comnosco,
julgam que o lempo das voceas magras o ra-
lhor para ser esludodo : quem est no go?o de
abundancia nao se lerobra das privarles de
miseria e sim quem supporto privacoes, os hor-
rores de miseria, que se terebra com inveja e
saudade dos gosos que permitte a abundancia.
A redaeco de dito jornal que deve recoer
inform icoes do sen missivisla, foi alm ; pois diz
qne as contribuicoes por que passarara as loca-
lidades que foro ni honrados com s presenca do
digno administrador, sao um mal que nao lei
compensaco. E mais quo o Sr. Silva Nunes fa-
zia paeseio aparatoso pelo centro da provincia,
onde ii senJo recebido cora honras imperiaes ;
isto nao exacto, permitanos a redaeco deste
jornal, que Ih'o digamos.
Onde o apparalo quando o Sr. Silva Nunes
sahio da capital coro o chefe de secc.oT)r. An-
tonio de Souza Carvalho, com o ajudante de or-
dens, e com* tres ordenanzas, que o acompanha-
ram em toda a viagem? Quorer a redacQoo
deste jornal, que o apparatosodo passeioseja
por que S. Exc. era acompanhado por muilas
pessoas distinclas quer ao entrar, quer ao sahir
das diversas cidades, villas e povoaijoes por on-
de S. Exc. passou e demorou-se 1
Quaes as honras recebidas pelo Sr. Silva
Nones que as nao tchha um presidente de pro-
vincia? Onde essas honrasimperiaesdo que
falla essa redaeco?
Se esse jornal pertencesse a esta provincia eu
explicara perfeitamenle esso modo incompleto
e errado de expor os fados cora que me teaho
oceupado, mas nao tendo o mesmo interesse
aqu s muito boa f em aceeitor iiiformacesin-
vindicas, sendo que eu julgo inconveniente que
se transmita aos leitores noticias cuja verdade
carece de provas e podem ser contrariadas com
todos os jornaes de3ta provincia.
Entre estas felicilaces julgo conveniente
transcrevrr para aqu i que dirigi ao Sr. Sil-
va Nunes, cmara municipal do Pianr, cojos
mciribros sao rasgados (liberaes ahi) habilitan-
do a seus leitores avaliarem com criterio dos
resultados que espera a provincia da viagem do
presidente.
Illm. e Exc. Sr.Os abaixo assignados re-
presentantes do municipio do Pianc, choios do
maior jubilo, por verom pela primeira vez entre
si a primeira autordade da provincia, vem por
si eem uome de seus niunicipes congratular-se
com V. Exc. por to novo, quo faustoso aconta-
cimento.
Este tacto. Exra. Sr., revelando o interesse
que V. Exc. toma pelo bem estar do povo que
too digna e nabiaman'ie adminietrs, otaria digno
do mais profundo reconhecimeuto dos adminis-
tridos de V Eic, se outros neo menos equvo-
cos j o nao livesseno feilo creddr do mais acri-
solado amor e profundo respeito de toda a pro-
vincia
O socego que reina era toda a provincia, nao
obstmle a eleieo a que acaba de prveeder-se,
urna prova perfeila de quanto vimos de dizer.
Ao paseo que as provincias irraias, tactos
la menta veis, vem enluctar os corsces, a Para-
laba usa do direito sagrado de depositar seus
votos as urnas sem a menor commocao 1
< S isto nao i tt nao o resultado da poltica
que V. Esc. iniciou e lem feito prevalecer.
c E' por estes e outros ttulos que os vindou-
ros registrarao, que a cmara municipal do
Pianc, vem hoje congratular-se com V. Exc.
confiando que V. Exc. aceitar essas congratu-
larles como nascidss do amor e respeito que gera
o alto funccior.ario, quo sacrifica seus commodos
a bem da seus concidados.
t Sero estae outras provas de consideracao e
api-eco tributados ao Sr. Silva Nunes que* deno-
minahonras imperiaesa redaeco d'aquello
jornal? Quando assim fosse nao o presidente
de provincia delegado do imperador e rio raani-
festariara os povos das diversas localidades do
oeniro da provincia com essas provas de impor-
tante e merecida consideracao ao Sr. Silva Nu-
nes urna prova positiva de amor as instituicoes
e ao nosso adorado monarcha ?
as noticias que publicaran! Vmcs. reeebi-
das do Rio Grande do Norte, consta quo as elei-
coes no Catle do Rocha forano feitas com amo-
linamento, o que nao exacto, pois os tactos que
so deram durante o ultimo processo elcitoral e
que chegaram a meu conhecimento j os trans-
mitti ao Diario de Pernambuco.
Amanha lera lugar o baile que a officiali-
dade do meio bata linio offereceu a S. Exc. nos
sales da assembla provincial.
A 27 lemos no theatro um espectculo que
o digno artista o Sr. Antonio Jos Duarte Coim-
bra pretende realisar em regosijo a feliz viagem
do Sr. Dr. Silva Nunes.
Provas laes, factos semelhantes demonstrara
a evidencia que o procedimento do digno presi-
denls ha sido pautado pelas regras do justo. Era
lodosos pont 's importantes da provincia o Sr.
Silva Nunes foi muito bem recebido e hospeda-
do e ero muitos o rigosijo foi extraordinario ;
msicas, logeles, bailes, acompanhamenlos, lu-
minarias o tudo o mais qoe de occasio se pode
fazer em laes occasies
A provincia goza de perfeito socego, nao
me consta que uestes ltimos dias fosse pratica-
do acto algum contra a segurancia individual e
de^propriedade.
Bem longa ha sido a estada ahi do Sr. Dr.
Neiva, digno chefe de polica desta provincia,
que foi medicor-se ; esperamos que na primeiro
vapor chegar S. S., cujo restabelecimento dese-
jaraos. b
PERNAiYIBUC.
Ilapissuma. Luiz Cyriaco da
-Juviniano da Costa Mon-
m
Sr. majar Joo
dicionaria em Ouricury, conduzindo os presos outros, o que alias seria
que se achara recolhidos i casa de detencao.
Pasaageiros do vapor nacional a Cruzeiro do
Sul vindo do norte j povo voz de Deus. ess itiluico providoncial e
r. Jos ".. Paraguassu', sus senhora o 2 os- segura do pensar d'um pqvo inleiro, nnguem j-
os, Dr. 1 P. de Lucena, e t criado, alteres mis illudio, nem illudira : das rasssas pdo-se
conseguir o silencio, e nalla mais.
a 0;*y>tema eleitoral, joo vai come^ar, sendo
., 1 liwisQ dos circuios tomo recommenda a lei,
balazar, A. R. do Nascimonto, L. B. da Costa, J. | a que resulta naturalroene da extenso, popula-
do Reg Barros, e a forra expe- j Nionos illudamos, nem queiraraos Iludiros
. outros, o que alias seria baldado intento. O sen-
so comraum, ou antes o itxlo sentido das inas-
sas, essa faculdade mysK riosa, que faz da voz do
Manoel G. da S. Jnior e 4 praeas, Fredorico R.
Pimontel, P. R. de Carvalho, F. P. Ribeiro e 1 es-
cravo, T. F de Almoida, e 1 escravo, Satoraio
Autonlo Porto, B. F. de Souza, e 1 criado, F.
Galdino, M. T.de Carvalho, J. da Silva Neves. G.
Senira, D. J. da Cosa, J. \V. Graf, 2 praess de
marinha.
Seguem pira o Sul :
M. Jos da Silva, M. A. de Paiva, J. C. Miran-
da, Antonio P., 1 criminoso, 2 prarjas, e 1 recru-
ta de marinha, 5 imperiaes marinheiros 24escra-
vos a entregar.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia24 do corrente para consu-
mo desta cidade 101 rezes
MORTALIDAllE DO DA 2 !
Joo, pardo, 6 mezes ; espasmo
Luiz, pardo, 9 mezes ; syphilides.
Jos Francisco Lavra, bronco, solleiro, 32 annos ;
pericardito chronica. .
Anna, branca, 4 annos ; hepatite
Honona, branca, 8 mezes ; convulses.
Antonio, preto, escravo, solleiro, 30 annos ; hy-
dropesia.
Jos Francisco do Rosario, pardo, casado, 30 an-
nos ; bexigas.
Hospital db caridade. Existem 56 ho-
mens e 53 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, total 111.
Na totalidadedos doentes existem 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens. .
Foram visitadas s enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s7 horas da manha, pelo Dr.
Dornellas s 7 horas da manha. e pelo Dr. Fir-
mo, s 5 horas 3/4 da tarde do hontem.
Falleceu um homem de varila.
REVISTA DIARIA-
Amanha comeram os actos escolsticos da
Faculdade de Direito desta cidade, de vendo os
pantos ser tirados na vespera s 8 horas da ma-
nha pelos examinandos.
Por portara do governo de 23 foi conside-
rado o professor da 2" cadeira de instruego ele-
mentar desta fregueza, Miguel Archunjo Mindel-
to, habilitado para ensinaras materias adoptadas
para o 2o grao do instrueco primaria desta pro-
vincia.
Foi-lhe igualmente concedida a percepeo das
vantagens consagradas no art. 26 da lei n. 369 de
14 de maio de 1855.
A relaco do debito proveniente do imposto
da dcima da colleclorii de Olinla, e relativo ao
anno llnancoiro do 1859 1863, acha-se j era
poder da procuradura fiscal, aflm de accionaros
respectivos devedores.
Todava, a mesma procuradoria concede o pra-
zo de quinze dias. contar de 21 deste por dian-
te, para o pagamento amigtvel por meio dp guias
della emanadas.
Por portara de 23 do correnle, forsm no-
meado professores de priraeiras letiras :
Povoaco de Grvala. Joaquim Manoel de Olivei-
ra e Silva.
Povoaco de
Silva.
Cidade do Rio Forraoso.
teiro.
llontera entregou o Sr. 2o lenle Manoel
Antonio Viegas Jnior o commando da corapt-
nhi.l de aprendizes artifie."e H.. ara.nal 4o m,r-
nha desta provincia ao Sr Io lenento Jos Rodri-
gues de Souza, e consta-nos que pedir dispensa
do direegao do observatorio astronmico, e de
continuar ajudara nsperco como ajo lauto do
arsenal, lugares que oceupou gratuitamente por
mais de tres ana is, o que na verdodo era uro
completo onachronisrao na poca do mercantilis-
mo era aeco, que muito honra ao sobredito of-
llcial.
No lugar competente acharo os nossos lei-
tores urna corresponlencia da mesa regadora da
irmandade de N. S. do Rosario da Boa-Vista *m
defeza da noticia, que demos sobre o estado em
que se acha esse templo, estado para o qual cha-
mamos a atteoco de quem corapetisse velar so-
bro a decencia dovida aos actos religiosos.
A nossa noticia procedeu effectivamente de in-
lormacao. mas de urna informaro a que nao se
associa nem uro pensamenlo malvolo, nem o
desejo de criticar s por criticar. A observacao
dos factos que suggerio ao nosso informante a
dar-uo-l.is.
Nao querendo addicionar {D.iecvo ao afilelo,
por agora abstemo-nos de mais palavras, mesmo
porque concordamos ina louvaco do arbitro da
irmandado, isto a ida do publico referida
igrejo para reconhecimento da verdade.
Ah ludo ser patente, e veri tica r-se-ha se
houvo inexacttdo, quando se censurou, ou se
pelo contrario ella existe hoje quo apparece a
defeza.
Sobre o facto de existirem differentes bel-
gas esmolaudo o pao da caridade publica, de que
nos havemos oceupado. o Sr. cnsul da Blgica
nesta cidade teve a bondade do dirigir-nos o of-
ficio, que aqu damos publicidade pura e sim-
plesmenle ; pois que elle resume o que publica-
mos respeito, e da explicares sobre o facto :
a Pernambuco. 21 de oulubro de 1860.
Consulat de Belgique Pernambuco.
Numero 13*.
i Illm. Sfr redactor.
J*oad*riido na Revista Diaria do scu concei-
tuadjj.Trnal algnroos linhas relativas varios
belgas que divagara pelas ras desta cidade es-
molando o pao da candado publica, e vendo que
ahise reclama especialmente attenco do cnsul,
juljio do meu dever fazer umligeiro quadro, bom
trisle. sera ducida, porra liel, da couducta de
meus subditos, e coramunicor-lhe os motivos
que tem concomio para o estado de miseria e
privaces que estao reduzidos.
Ellos soffrern nem mais nem menos as conse-
queocias de uraa conduele desregrada, e do urna
extrema indolencia : habitando no Brasil ha j
alguns annos, lenho sempre trabalhado ca be-
nelicio de meus compatriotas desvalidos, e con-
tinuo .linda a fazer iodos os esfore.os para empre-
xa-los de urna maneira conveniente : ellos, po-
rm, abandonam An. pouco lempo os seus luga-
res, para se entregaren} inteiramente ao excesso
de bebidas alcoolicas, e a mais completa inacQo ;
o que me causa tanto maior pezar quanto esta-
mos em um paiz sonde a necessidade de bracos
se faz geralmento sontir.
As proprias asmlas que recebem nao tm
outro fira seno o de continuar libarles.
Deixo em silencio as scenas escandalosas
que disso se originara, limitando-me a observar
que maneiras to reprehensiveis e proeedimeot)
to vergonhoso me levara por retes a duvidarda
nacionalidade que toes individuos affectam.
Emquanlo ao governo que represento, nao
iudemnisa despeza alguraa que possa por ventu-
ra fazer ora beneficio de tal gente, a menos que
nao saja com verdaderos desgraciados.
Tendo feito ver ero poucas palavras o que
sao a maior parle dos Belgas em Pernambuco, em
individuos da mais baixa extracto Je men paiz,
espero que comprehender a razo pela qual j
por lino vejo cora algumi indifterenga o estado de
meus compstriotis ; antrel3iito, lomaxei em con-
sideracao as observaces de S. S., e farei ludo
que puder para melhorar a sorle desees io-
felizea.
Dando publicidade, Sr. redactor, as reQexes
que ora fago, folgo de acreditar que o publico
sensato, ddvidamente informado, me far plena
juslica.
Aprovelto a occasio para renovar ao Sr. ro-
dador os protestos de minha eslima e conside-
racao.
o O vice-consul da Blgica, Cor/o lfart'e Col-
soul.
Hontem ehegou de volta do Ouricury, son-
de exereca o cargo de delegado, o Sr. Dr. Hen-
rique Pereira de Lucena.
Ante-honlem recolheu-se da commissao o
300J000
180000
120*000
192J0U0
344|000
192JC00
7449000
200g000
180J0OO
240000
168J000
240J000
168^000
20>000
300000
166S000
CONSULADO P1L0VINCIAL.
Alteracoes feitas no lancameato das
decimas que pagam as casas da fre-
gueza de S. Jos, pelo cscripturario
V.M. F. P.da Silva.
Praia do Caldeireiro.
Numero 24.ioo Baptisla Cam-
pos, casa terrea arrendada por...
dem 19. Jos Hygino de Miran-
da, casa terrea arrendada por..
dem 23 Jos Joaquim Ferreira
de Souza, casa terrea arrendada
por...............................
dem 29. Anna do Santa rsula,
casa terrea arrendada por........
dem II. Thereza Francisca de
Jess, cosa terrea arrendada por.
Ra do Caldeireiro.
Numero 4.Jos Anastacio Camello
Pessoe, sobrado de 1 andar e lo-
ja, arrendado tudo por..........
dem 8.Joo da Silva Loureiro,
casa terrea arrendada por........
dem 12.Anna de Santa rsula,
sobrado de 2 andares, loja e 2
casinhas no quintal, arrendado
ludo por..........................
dem 18Joo Jos da Cruz Mu-
niz outros, casa terrea arrenda-
jo por............................
Idom 22.Mara das Neves Cruz,
casa terrea arrendada por......
dem 52.Viuva e herdeiras do Jo-
s Diogo da Silva, casa torrea
arrendada por....................
dem 60.Jos Carlos Vieira Tei-
xcira, casa terrea arrendada por
dem 6*. Herdeiros de Thereza
de Jess, casa terrea arrendada
, Por...............................
dem 68.Maria dos Prazeres de
Jesos, casa terrea arrendada por
dem 72. Antonio Joaiuim dos
Santos Andraee, casa terrea ar-
rendada por......;...............
dem 76.Jos Carlos Vieira Tei-
xeira, cisa terrea a"on.iH por
tdea 'i.Antonio Jos de Farias
Lins, casa terrea arrendada por.,
dem 82. Joaquim Luiz Vieira
e outros, casa terrea arrendada
por...............................
dem 90.Jos Lins Bezcrra, casa
terrea arrendada por............
dem 5.Viuva de Custodio Domin-
gues Codeceira, casa terrea arr-
rendada por......................
dem 23.Joaquim Dias Fernan-
des, casa terrea arrendada por..
Travesea doMonteiro.
Numero 2.Manuel Firmuio For-
reira, casa terrea arrendada por.
dem 4. O mesmo, asa teriea
arrendla por.....v... ..........
dem 12.O raesmo, aaea terrea
arrendada por....................
Idera 3 Joo Francisco Monleiro,
casa terrea arreadfdB por........
Idera 5.O mesmo, 1 porto com
urna meia agua que serve de co-
cheira, arrendada por............
Idera 7.O mesmo, 1 porto cora
20 raeias-aguas, arrendado ludo
por...............................
dem 82.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 31.Matheus Austin & C.^
casa terrea cora 6 uartos no oi-
to, arrendada ludo por.........
Ra do Alecrim.
Numero 6Filhos de Manoel Jos,
Bastos e Mello, casa terrea ar
rendada por......................
dem 8.Os mesraos, cosa terrea
arrendada por....................
dem 20.Antonio Martins de Car-
valho Azevedo, meia agua, ar-
rendada por......................
Idera 22.Antonio Sergio da Cruz
Muniz. casa terrea arrendada por
dem 28 Herdeiros de Jos Maria
de Josus Muniz, casa terrea ar-
rendada por....................
Idom 5. Salustiouo Zelirino dos
Sontos e ouiros, casa terrea ar-
rendada por......................
Idera 9. Joo Duarte Maginario,
casa terrea arrendada por........
dem 19.Antonio Manoel de Cam
pos, casa terrea arrendad 1
dem 21.Bernardo da Cosa
lente, casa terrea arrendad
Numero 23. Goilherme A
Rodrigues Selle, sobrad
andar e loja arrendado tudo por
dem 29. Viuva e herdeiros de
Ezequiel Pessoa do Rogo Gama,
casa terrea arrendada por........
dem 31.Maria Eugenia da Cruz,
casa terrea arrendada por........
dem 31. Viuva e herdeiros do
Manoel Joaquim Pinla Machado,
casa terrea arrendada por.......
Numero 39.Manoel Pereira Le-
mos, casa teriea arrendada por.,
dem 41. O raesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 51. Joo Pinto de Lemos,
casa terrea arrendada por........
dem 54.Joo Simes de Almoi-
casa terrea arrendada por........
dem 53. Joo Francisco Poetes,
casa terret arrendada por........
dem 73. Themoleo Pinto Leal,
casa terrea arrendada por......
Travessa do Caldeireiro.
Numero 5. Francisco Joso Yian-
na, casa terrea arrendada'por....
dem 7.Jos Domingoes Codecei-
ra, casa terrea arrendada por....
rao e visinhanca des lugalres, lera como conse-
quencia, a nao haer indevida interferencia do
governo, a reprcsentacSo de todas as opinies e
interesses. O districlo liberal eleger um libe-
ral, o agrcola um agricultor etc.
E coro isto fazia a mtuha meia saudacfto ao
gabinete d'eniao, mas, ao mesmo tempo declara-
ra, que o gabinete havia llcado no meio do ca-
minho.
Reclaraei pela eleicao di ecta ; argumeolei, que
se esta era contra a constituirlo, lambem o era
a eleiQo a dous graos por circuios ; e predsse,
que a sorte do voto continuara a mesma.
Diziam, que escapsvamis da influencia do go-
verno, e eu diza. que desvaraos n'um desfila-
dero, entre o governo e o potentado d'aldeia,
em quanto aquelle nao absorvia este, como aft-
nnl absorveu; e que pois, a nao conlarmos. co-
mo nao deviamos contar, com escrupulosa di vi-
sao dos circuios (era feila )or um gabinete ampu-
tado, que quera fazer muletts de nomes proprios
e adhesoes ficticias) o vote permanecera no an-
ligo estado, seno peior.
E vendo os liberaes ufar os com a nova lei, em-
pertigando-se, e trazendo na bocea ura animado
nos quoque, e vendo do outra parte o governo
com medo dos liberaes, eu dizia comigopobres
liberaes I pobre governo I Os liberaes tero o
scu desengao ms urnas, e o governo ter o seu
desengao as cmaras... E para que o castigo
fosse completo, o governo quo havia escarneci-
do do nos quoque dos libeiaes, leve tambero osen
da de latino. anda bem a cmara dos deputodos
nao tinha aberto a bocea, j o governo cobria-se
cora o parce da demisso, bradandoa essa cma-
ra sua lllha tu quoque !
E viu-se, e flcou muito claro para todos, que
a lei dos circuios havia s;do na execuQo urna
erabagadella; ero gregos, nem troyanos ticaram
satisfeitos ; os potentados ocaes ergueram o eol-
io, o governo atou-as ao mais do que nunca do goerno.
Os proprios vencedorescomecaram a brigar pe-
los despojos ; os vencidos, caneados da lula, en-
travam noite no campo do adversario, e sahiam
i levando era baixo do capole, urna cadeira de se-
2521000odor, um bispado do theiouro, e outras miga-
Ihas assim ; no campo do vencedores a voz dos
velhos chefrs foi sendo deirespeilada, e muilos
foram deixando de dar orrlens; em summa, era
a diviso do imperio d'Alexandre o marques de
Paran eslava morto, a baialha eslava perdida
E eis que foram surcidendo-se gabinetes, e
comecou urna msela, em um charivari infernal
de nomes o de Ideas. O Sr marquez de Olinda
era coito damnado com o $r. Souza'Franco, nomo
contra uome, idea contra i lea.
Finalmente, para transtornar tod^s as cabecas,
e enso decer todos osouv dos. o gabinete actual,
sonido dae (ileiras do oppcsico ao sen anleres-
sor, aprsenla-se acceihn
projectos; e como venia
xandre, pasando cada um
su : ora Alagos, ns liberad?, porque assim
"m a um ministro ; em Pernambuco nem
raes, nem conservadores,
las, porque assim convm
por dente, olho porolho.
denle, candidatura por ca
tudo?....
! Ec
COIOIERCIO.
NOVO BANCO
DB
PERXAHBIJCO.
EM 24 DE OUTUBRO DE 1860.
O Banco desconta na prsenle semana a 10 O/o
al o prazo de quatro mezes, e a 12 O/o at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo que
se convencionar.
Alian ilesa.
Rend ment do da 1 a 23. .
dem do dia 2-1......
3t0:1578103
11:975*950
312:1335053
Movimenio da alfandegra.
Voluraes entrados com fazendas..
coro gneros..
Volumes sahidos com fazendas..
cora gneros..
45
49
151
121
------ 272
94
Descarregam hoje 25 de oulubro
Brigue inglozleenebacalho.
Briguo inglezBedouintrilhos do ferro.
Brigue inglezByrondem
Barca americanaAzeliadiversos gneros.
Barca inglezaIraogenefazendas.
Consulado feral.
Rendimento do da 1 a 23. .
dem do da 24.......
9:234*083
50j29U
9:275j|-273
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 23. .
dem do dia 2.......
674063
9
0745063
Rccebetloria de rendas internas
geraes de Pernanibuco.
Uendimenlo do dia 1 a 23. 43.930j80cl
Idera do dia 24....... 1:0202550
419519358
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 23. 13:8(139731
Idera do dia 2.......2:388^255
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serena re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciroeato
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectoa
seguinles :
Para o fabrico dt velat de composicao.
Papel carto resmas 8.
Para a cavallaria de primeira linha.
Luvas de algodo bronco pares 66.
Para a companhia de arti/icei.
Caldeira de ferro fundido para 50 praeas 1.
Talha de barro com p de madeiral.
Copo de viuro 1.
Pralo de louga para o dito 1.
Para o concert do cano da latrina dos apren-
dizes menores.
Zinco em lencol arrobas 2.
Para o rancho dos menores do arsenal de guer-
ra durante os mezes de novembro e dezembro
prximos vindouros.
Pes de 4 oncas.
Bolachas.
Caf em grao.
i-h hyson.
Manleiga franceza.
Assucar retinado.
Carne verde.
Dita seca.
Farinha de mandioca da trra.
Arroz do Muranho.
Bacalho
Aceite doce de Lisboa.
Vinagre de dila.
Feijo preto ou mulatinho.
Toucinho de Lisboa.
Quem quizer vender taes objeclos e contratar
os gneros do rancho dos menores aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 29
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho adminitrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra. 24 da
oulubro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Avisos uiar i timos.
O Milford //aren, espera-se do Rio de Janeiro
e Baha do da 28 a 29 do corrente, e seguir
para a Europa depois da demora do costume ;
16 1915986' ara passage'roi ele. com os agentes Tasso lr-
mos.
lo-lhe as ideas, at os
leiros capiloes d'Ale-
para o seu lado a pre-
con-
lbe-
Dorm cabos governis-
a oulro espit3, denle
presdeme por preti-
ndidatura. o governo
ue governo ? Poisde-
0 governo tudo
veras hovera liberal, haver conservador, que
queira isto assim ?
A gaita, porm mais desafinada de toda a ins-
trumentlo do charivari foi a legislatura de
185660, quecuspiu para
fronta na face.... Houvg1
nhavado, quo disse face
culos, que os crculos s
ca, deshriada, e ciceros 0'
cmara de crculos, a prim
cima, e recebeu a a-
um governo desali-
d'uraa cmara do cir-
nandavam 'gente nes-
jldeia, c hoovo urna
ogenita, a filha de ben-
c,o, que baleu palmas anda no berco, e de
tornado estoil com
Ho Que dsbro I
roU, que sua infie se havi;
o trabalho do primeiro pa
Nono havia tempo para arjoberlar urna mentira
E'demias, Srs. capital s! Nao respetuosas
cinzas do chefe? Nao vedes ahi perlo o
"HXW d'Alexandre? Silencio!
clarins ? Esto all os vel
ra l, de l, que partiri
nao queris assim ; enlo
1419000
168>0:0
2305000
240S000
192J0O0
216g000
20OJO0
1:200J000
120j000
720JW00
adversarios; que exercito
Moviaiento do porto.
Navios entrados no dia 24.
Par o portos intermedios15 dios, vapor nacio-
nacional Crusetro do Sul, commandonle o
capilo de maro guerra G. Mancebo.
Antlaboo.76 dios, barca americana Arlhur, de
553 toneladas, capilo Hayl, equipagem 18,
carga piraenta ; ao capilo. Veio refrescar.
Cardiir 49 das, brigue inglez Bedouin, do 293
toneladas, capilo \V Monoel Kciizic, equipa-
geni 9, carga trilhos para a estrada de ferro ;
a It. Bidoulac.
Liverpool49 das, brigue Lamley, de 285 to-
neladas, capilo John Lawson. equipagem 11,
carga fazendas ; a Soulhall Mollors & Com-
panhia.
Bristol40 das, barca ameriecna Julia Coob,
de 377 toneladas, capilo IL.race Staples, equi-
pagem 11. cargo trilho para a estrada de fer-
ro ; n Rothe Bidoulac.
combater___
J tico, porm, avossal
o chefe do partido*, ro
Em quanto o nao fazeis,
reforma sliloral.
tmulo
Nao ouvis os velhos
ios chefes ; vamos pa-
0 nioviraento. E se
jabaixo, lugar para os
sem chefe, nao pode
Correspoti
Srs. redactoresVme dade de N^s^taSenliori do Rosa io da Boa-Vfslo
vendo na Revista Diaria de 8 do correle a
noticia de que a$gf,oja peilencento mencionada
irmandade se tclw ero es ado de negligencia, e
qnasl immundicie, at us otlicios divinos, e do
3005000
3OO5OOO
llilfifJ -
ISOjOOO.v
1 mu
;.uai
que as polcas alfaias b ancas querestam das
muilas que outr'oru uxisltam, esto n'um estado
de consporcaQo pffensiva
resposla :O.^one.rno
favor, dizei sso alilW
analysar a nova
A.
Navio sahido
BarbadesBrigue iug
furn, em lastro.
no mesmo dia.
icz Una. capilo R. Whit
4-
JSditaes.
vpu
1 f
dencias.
dos actos religiosos %
que ellas sao destinadas, seapressa crff7declarar 'gao de hoje se deliberou que os artos desta ta-
que esta noticia menos cjxactay e que sem du-
vida procedeu de informa^ oes infundadas ou en-
pnr uro | eusam-nio malvolo
porquanto.se bem que a<;uella reja nao apr-
sente anda esse aspecto sublime que deve ler a
casa de Dos.visto, omuitc que resta a fazer para
a sua concbalo, todava se conserva no seu es-
tado actual, sr-mpae. Jalado e bem cuidada, como
podero i*.tei7as as psssoas quo ella con-
corom, e ornesmo a resi eito do sssei" das al-
1N15.. brancas,.-que WP' servera nos ollitios di-
vinos... j
*g publico podert se convencer da verdaie do
q/ ijue tica dito, dlrigindo-se mesma igreja e exa-
8j000
144*000
1445000
1565000,
132JO00
72S000
96O0O
1440OO
725OOO
141J00O
I923OOO
2165000
I205OOO
1445000
I2O5OOO
I205OOO
minando os objeclos denunciados, 011 enlo in-
formando-sedas pessoas q ie a frequentam.
Os senhores redselores Jignem-se do publicar
pstos ihospara restatieU cimento da reyutaco
da actual iesa da .rmandide de Nossa Senhora
do Rosario da Boa-Vista, iresentemente abalada
cam a publjcaco daquella no.ic.ia no seu too
couceiluado Diario.
ManoellJoaquii da Hora,
', 'liesoureiro.
t
.0 Illm.;Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, pnifuroprimeiito da ordem do Exra. Sr.
pre'rTJenle^a proviucia de 20 do corrente, man-
da fazer publico, que 110 dia 8 de novembro pro-
ximo^^ndouro, peranle a junta da fazenda da
mesma ihcsoururo, va novaincnlc praea para
ser arfemalado, a quem mais der, os impnsios
da comarca da Boa-Vista, no triennio linaiiceiro
de 1860 a 1863, pela quautia de 4:500g rs. todo
o triennio.
As pessoas que so propozerem a esta arrema-
lacao coroparecam na sala das sessoes da mesma
junta, 110 rfio aeiraa declarado, pelo meio dia,
com seos fiadores, competentemente habilitados.
' E para^onatar se rnandou aflxor o presente e
publicar pel Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de oulubro ee 1860.O secretario,
A. F. da Aiinuiiciacoo.
De ordem do Earo. Sr. visconde de Cama-
ragibo, director desta faculdade, se faz publico
por esta secretara, que na sesso da congrega-
Rio Grande do Norte.
Sahe at o dia 28 do corrente a barcaca S.
Bariholomeu, ainda recebe carga a frete ; a tra-
tar na ra da Madre de Dos n. 2.
Para o Aracaty.
Segu vhgem o hiale Sania Anna at o fim
da presente semana : pora o restante da carga a
passogeiros trata-se no escripiorio de Gurgel Ir-
mos, ra da Cadeia do Recife n. 28, primeiro
andar.
Publicaces a pedido.
ParaoSr. min
perio
istrodoim-
ver.
cuidado tr-em de comecar no dia 26 do corrente,
deveado ser sempre dado o ponto, para nelle se-
ren examinados os estudautes, oa vespera. s 8
horas'da noauha, indo o prim^ir segundo ari-
*oo-por turmas de quatro.alternadmo'gta^vo lei*--
cero anno a tres ; o quarl.a quaj)r.o, 'o plM
a dous. Os actos do primeijo e,se^ndp a'mio ?
11 horas, na segunda sala ; do terceiro s 9, DA
sala grande ; do quarto s 9 na-tereira'sala*e]do
quinto ao meio dio na sola grande^ ,
E para que cheguo ao conhccimettfV de todcV
se puj^^ca. o presente. i /
Secretaria da faculdade de direito dv'Reyft',
22 de oulubro de 1860O ofiiciol-maior se/virr-
do de secretario, MarToel Antonio dos Passos e
Silva Juuior
"-
Perante a camera municipal da cidade de
Olinda, eslar anda em prego nos dias 25 do
corrente, 8 e 15 do mez de nov6mbro prximo
j vindonro para ser arrematado por venda por quem
mais der? na forma do ort.2S da lei provincial n.
i 474 de 5 de maio de 1859, o predio contiguo igre-
ja de S.-Sebaslioo da mesma cidade. em chaos fo-
reiros, com 62 palmos de frente, avaliado em ris
2.0005 rs., visto nao terera apparecido licitantes
as praeas que se procederam jjara esse Gm.
Os pretendentes podem dmnparecer no paco
das sessoes da nfesma cmara uos teferdos dias.
Paco "daicsmara municipal da ci.lade de Olinda
em sesso ordinaria de 18 de outubro de 1860.
Manoel Antonio dos Passos e Silva, pro-presiden-
te.Eduardo Daniel Cavalcanti Vellez de Gui-
rara, secretario.
CONPAMIIA BMASILEIRA
DE
IPUCIIJIETSS IfANt.
Espera-se dos porlos do sul at o dia 30 do
correnle o vapor Oyapock, commandante o ca-
pll.'lU tenonla inls Birhirs, o qual depOlS da
demora do costurae seguir para os portos du
sul.
Rerebem-se desde j passogeiros e engaja-sa
a csrga que o vapor pder ronduzir a qual de-
ver ser embarcada no da de sua chegada : agen-
cia rua daCiuz n. 1, escripiorio ^de Azevedo &
Mendos.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e tem conhecido brigue nacional
Eugenia, pretendo seg\iir com milita brevidade,
tem parle de seu cairegameulo a bordo ; para o
resto que 1 he folla trata-se com os seus consig-
natarios A/ovedOi& Alendes, no seu escripiorio
rua da Cruz ru.1.
Para o Rio dJaneirq.^.V '-?
O bem conhecido patacho nicioiul ttebsrxe,
de primeira marcha, pre'lende eg*ircom multa
brevidade, tem paiTdesau carregamenlo enga-
jado, para o rEso-que. Ihtf*faft tala-* com os
seus con^gnatros*Aze?r3do &iHcndesA|BO seu
cscriptoriu fue do Cruz k. 1. tJTa. ,
Segu nestps 3:'o^iaTfl|ArfisU)>, recebe car-
ga a frete -a tratar -*orr%fi5pciTOJ.uiz C., ou ,
ao ladrado ft.djm^*b*fl. 23.V .
A>-FMMtiv *
leica%ejj" ciheuFo,JpalUo pacional
|iU'^djegd]^c*)uitni ,1 bofdb panfoT^; su,u.tkt-r^|aiQS^la fiabja o resto
'|uo lii" alla tra*^!^o-rfios'^tfs'roiisin::torii?s '
AzeVedb & 'alaVdesV^o-'jeu esefiBWrViV rua o,
Cruzn. 1. ? #V<. *'
* .%
Porto pgrLiAoa.
'^'asa-Hir com roreiidade parfjp'Pifrwrcom esf-
cala por Lisboa,*b bisu flfltigue^Promflido
II, forrado* pnai\o?Jo^cpjAe^lle PRfMW-4
RA MAttCIJA't'II.ASS^^IL'TWo'e pa-.fcfgeV
ros, para os quaes t&m.u]n.uTlM((tB commodos,
trata-se com Elias JosB s. Sa
C, na rua da Midru d< Dos fc
pito.
O ve
V
.1
i i
(Coniinuor-se-fca.)
Novoti horisontes da poltica do
Brasil.
V.
A lei dos circuios nao era o meio adoptado pa-
ra o fim de sereno representados todos os inte-
resses e todas as opinies do paiz. Esta pro-
posito, em cuja demonstrarlo prometti entrar
no presente artigo :
Disse eu, no tempo em que a lei se rotou:
Nenhum empreado geral pode
aceitar emprego algm provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua dewissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e de outubro de
1845.
Declarares.
De ordem do Illm. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda profSncial faz-se publico, que a rela-
co dos devedores do imposto de dcimas da col-
lectora de Olinda, relativa ao anno fiianreiro
de 1859 b 1860. acha-se em juizo ; o inieressa-
dos que quizerem pagar com guias da mesma
procuradura, podem solicita-los no escripiorio
da rua do Imperador n. 41, das 9 1)2 da manha
s 3 da tarde, para o que se Ihes d o prazo de
|5 dias, contados de hoje. Recife 24 de oulubro
de 1860.O solicitador da fazenda provincial,
Joo Firmino Correia de Araujo.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
afos*Andrade &
31 ou cumito-
Cear, Sfaranhao qPar
Segu com brevidade o bem eronhcoHo hiale
Lindo Paquete, capilo JacinlhQfA'unes da Costa
por ler parte de scu carregam^ul prompto ; para
o resto e passogeiros, traJ.a-srcom os consigna-
tarios Almeda Gomes, Al ves & C, no su es-
cripiorio. rua da Cruzn. 27.
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto que ainda pode receper, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azerc-
do, rua da Madre de Dos n 12.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci
tados avisos, cuja tac sabia, quao ter>j
minante disposicao se acaba de ler : e
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser proesso degeo;
metria do collegio das artes o nspec-ij
tor da thesouraria provincial )
Ese fu necio nario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Peroambuco;
e, em prejuizo do seu substituto, da ^aneo de Pernambuco-para v.rem
nstruccloe dos cofr. pblicos, se acha receber o quinto dividendo de 9J por
tor. da sua cadeira, ha 15 annos 1II aC(^0' do dla i de *embro em d.ante.
( lazem hoje 15 de setembro de 1860.)
I O novo banco de
Baha.
ILEGVEL
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Baha, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o scu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na rua da Ma-
dre de Deus n. 12.
Cear e|Muiu]aii.
Sahe impreterivelraente at o dia 27
do corrente o hiate Correio da Impe-
ratriz, quem quizer carregar ou ir de
passagem dirija-se a Carvalho, Noguei-
ra & C, rua do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Para o Aracaty e Assu',
o hiate Dons IrmSos j tem a maior parte da
carga; para o resto trata-se com Martins & Ir-
mo, rua da Madre de Dos n. 2.
T


(*)
DIARIO DE PERNABMUCO. QUINTA FEIRA 25
Vllcncfto.
A barcada Idalina segu para a Parahiba, e
j tem a m&ior parle da carga, a qual se cha na
escadinha, aoode se achara com quem tratar.
REAL COJIPASHI.V
D
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 deste mez, espera-se da Europa
O vapor Tyne, commandante Jcllicoc, o qual da-
pois da demora di coslume seguir para o Rio
de Janeiro tocando na Bahia : para passagens
ele, irata-se rom os agentes Adamson, Ilowie
& C. ra do Trapiche Novo n. 42.
Leiles.
LEIL40
DE
Chapeos de palha de Pa-
Quinta-feira 25 do correte.
PELO AGENTE
PESTAA.
Brander a Brandis farao Ieilao por conta de
quem perrencer e em lotes a vontade dos com-
pradores, em seu armazern na ra do Trapiche
n. 16 o por inlervenco do mencionado agenle
s 10 liorcs da ruania do referido dia
DE
Urna caixa com elegantes chapeos de palha finis-
sima de Panamo, muilo propria para a cstacao
calmosa e para o goslo da moda.
LEILAO
Programla
DA
Festa da Virgem Scnhora
do Terco.

A mesa regedora, lendo de solemoisar a festa
de sua exrelea padroeiri no dia 28, tem resolv-
do fazer a fesia da maneira seguinle :
No dia 27 de madrugada ter lugar urna missa
canlada. e Anda a qual sahir a irroandade para
alvorara bandoira com a efigie da Virgem Se-
nhora em um rico mastro, a noite ter lugar as
vesperas. e no domingo (28) pelas 11 horas ter
logara fesla, sendo orador della o Rvm. padre
mestre pregador da capella imperial Fr. Joaquim
do Espirito Santo, e a noite Te-Deum, sendo
orador o Rvm. padre meslre progador da capelia
imperial Lino do Monte Carmello.
A msica da fesla urna excellcnle coraposi-
co particular, quo de bom grado, se promptifi-
cra para sor locada na fesla de nossa excelca
padroeir.', tornando assim o acto mais esplendi-
do ; a orchestra ser execulada pelo excellente
meslre de msica da capella imperial Jos Mar-
celino da Costa, sendo composlo por eicelleules
professores d'artes.
A msica militar tocar em todos os actos, as-
sim como no domingo de tarde exeeular bellas
pocas de msica, seu meslre oSr. Chagas, do 3
batalho, lindando a fesla com um excellente
fugo de vista.
A frente e ru3 estar decentemente decorada,
e para roais brilhanlissimo e realce da fesla da
Virgem Senhora do Terco, a mesa regedora pede
a lodos os moradores Iluminen) a frente de suas
casas, para quo se lornem os actos mais esplen-
didos, pagando dessa forma um tributo de devo-
Cao que rendem Virgem Senhora.
A pessoa que quizer dar 20g a juros sobre
penhores auuuncio sua inorada.
Fazem-se
Ama.
Procisa-se de urna ama com bom leite, e pa-
ga-se bern ; na ra Nova n. 7, primeiro andar.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITIRA.
A directora faz publico os senhores associa-
dos, que em consequencia do balando que tem
de proceder na bihliotheea, deixa de haver ex-
pediento nos das 25, 26, 27 e 28 do correle, fa-
cultando-seno enlanto a leilura dos joruaes no
dia em que chegar o vapor da Europa.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
23 de outubro de 1860.
Antonio Baptista Nogueira,
1. secretario.
Uro mogo chegado ha pouco da Europa offe-
rece-se para copeiro, pois para isso tem bstanle
pratica; quem precisar, dirija-se a ra dos Pi-
res n 28.
- Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
53 da ra do Rosario da Boa-Vista, confronte o
sobrado da esquina do paleo da Santa Cruz :
quem o pretender, falle na taberna do raesmo
sobrado.
DE OUTTJBRO DE 1880.
capas, balinas. capas viatorias, chimarras,
retes : na ra do Encantamento n. 7.
bar-
D. Francisco Balthazar da Silveira e sua
familia agradecen) a ludas as pessoas que
os honraram com suas visitas por occasio
dos fallecimenlos de seu honrado lio e pai.o
que assistiram as niissas dilas por suas almas
U bich.iivl Francisco Xavier
facera de Brito, Adriano Xavier
Pereira de Brito, Arnerico Xavier
Pereira de Brito, Candido Xavier
Pereira de Brito, Dr. Caetano Xa-
vier Pereira de Brito, r. Anto-
nio Agiipino Xavier de Brito, Dr,
Cosme de Sa' Pereira, Antonio
Botelho Pinto de Mesquita Jnnior
muito agradecem a todos os seus
amigos que se dignaram assistir
os ltimos sufragios que se fize-
ram a sua muito presada roi e
sogra e acompanharam ao cemi-
terio, rogando novamente o obse-
quio de assistirem a urna missa que
tera' lugar no sabbado 27 do cor-
rente as 7 horas do dia no cerai-
terio.
Na ra da Cad'eia n. 24, deseja-se fallar
com os senhores :
Baliazir Jos dos Reis. ** .
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino AntoniJ da Silva.
Marcelino de Soiuza Pereira de Brito.
Joaquim Clemente de Lemos Duarle.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Costa Campello.
Antonio de AlbiquerqueMaranho.
Os abaixo assignados dissolveram amiga-
velmenlea socidade que tinhara na taberna sita
na ra do Rangnl n. 18. que gyrava sob a razo
de Souza & Peiioto, fleando todo o activo e pas-
sivo smenle cargo e responsabilidade do socio
osf_.Lol,os D'"s Peixolo. Recife 22 de outubro
de 1860 Jes Lopes Das Peixolo.Manoel A\-
ves de Souza.
a casa da ra
Aluga-se
acha-se em estado de nmpeza
der, dirija-se a mesma casa.
Augusta n. 84,
quem a preten-
Aluga-se
sitio do Cordei
com commodos!
ria para 4 cava
mo n. 15.
A
Urna pessoa
cessarias garan
seus, se propoe
novembro proxi
de urna ama forra ou captiva,
e engommar : quem quizer iri-
Precisa-so!
que saiba cozer
ja-se ra do lospicio n. 21.
,."T Precsa-sc de um eriado que saiba bolear e
de Dador a sua conducta : na ra do Queimado
o. 44, primeiro andar.
Deseja-se fallar com Manoel Ferreira Cha-
ves, a negocio de seu interesse: na ra estreita
do Rosario, em casa do Sr. Pocas.
urna casa terrea com solo, no
ro, margem do Rio Capibaribe,
para grande familia, quarto para
criado, cocheia para carro o estribarla para 6
cavarlos, urna dita mais pequea, tambero mar-
gem do no, con commodos para familia, estrba-
los : a tratar no paleo do Car-
DE
A 26 do correte.
O preposlo do agente
porcao de mobili
Oliveira far leilao de
Aviso.
Na ra 4a Imperan i n. 5i-, pre-
cisa-se fallar com os Srs. abaixo decla-
rados, a negocio que os mesmes nao
ignoram :
Jos Gomes Ferreira.
Luiz A yes Pereira.
Jos Alfredo de Oliveira.
Os abaixo assignados declara m que
o Sr. Polycarpo Luiz da Paz deixou de Francisco Xavier de Sa'.
ser caixeiro de sua casa desde o dia 21 Jos Lino de Castro,
de outubro de 1860.J. Soum & C.
->- A pessoa que quizer associar-se
em urna cocheia de carros collocada
em urna das melhores ras desta cidade,
bem montada com cinco carros e bons
ou a prazo
n. 14.
a tratar na ra do Crespo
quemudoude res figStUT. SffS I CaVa"S' 'T^ "" *** ***
sof, mesa de dito, consolos, banca redonda e '
cadeirns, ludo de Jacaranda, cadeiras de ferro
com molas, bancas de jogo, guarda roupa, com-
moda: loucadores. lavatorios, leitos para casal e
de ferro para meninos, marqueza, mesa de jan-
lar, guarda louca, aparador, cadeiras do amsrel-
lo, banqninhas, rologio americano, cadeiras de
balanco americanas, louca, vidros etc. : soxta-
eira 26 do rorrente, s 10 horas da manha, no
salo de bailes do caes d'Apollo.
Quiota-feira 25 do correte
as 11 horas em ponto,
O agente Uclioa fara' Ieilao no seu
armazern na ra do Vigario n. 20, de
vanas obras de marcineiria.
LEILAO
'reres arao Ieilao por nter-1*
venco do agente Hjppolito de 74 bur- a|
ros mansos viudos de Montevideo, na g
polactsfranceka Fameur, .os preten-' f
denles podero ex|mina-losabordo do B
referido navio que se aci,a fundeado em I &
frente do penal sendo effectuado o I
Ieilao quinta fer* 2o de outubro, as
11 horas em ponto, na ra do Trapiche
i). 9, escriptorio daq;r5elles senhores.
Mobilias, ^paradores, guarda-
loucas,^uarda-roupas, ca-
deiras avulsa,' candela-
bros, fttyentipas de crys-
tal, salvas de* prata grao-
des e pequeas, muirs
obras deste metale de gran-
de quantidade de livros de
medicina homeopathica.
Quinta-feira 25 do crvente
Aniones (ir leilao em seu armazern na ra do
Imperador n. 73, dos objectos cima menciona-
dos que serao entregues sem reserva depreco
as II horas em punto. v '
Precisase alugar um andar de
alguma casa em Santo Anlonio, paga-se
bem : na ra do Trapiche n. 7, arma-
zern de assucar.
mmmmmm $mm msmmm
M Ha para vender n 8
ra Nova n. 18, primeiro gg
$g andar, em casa de Norat s
B Iranios, joalheiros fran-
ja cezes,umrico sortimen-
8 to de obras de brilhante
2 e obris de ouro garan-
S tilas pelos mesmos a
i qualidadedel8 g sem betume dentro ; os
mesmos tambem ven-
S dein aderemos, pulsei-
ras, lave do vesuvio
| scultadas pelos melho-
res artistas, ditos de
pintura sobre porcela-
na, de xateau, ditos so-
bre D adreperola cora as
batalhas desta ultima
I guerra da Italia e mais
I urna intinidade de ob-
Ijectos^mosaiiue deRo-
| mo e Florenca, oasaes
| tc.,et<>dosd<>uiaisapu-
| rado gosto possivei em
k consequencia de termos
urna pessoa (Ja casaem
Pars que se oceupa es-
l pecialmente da boa exe-
cu^ao destas obras. Os
| mesmos se encarregaui
j dequalquerencommen-
j da para a Europa.
Um rapaz solteiro, estrangero, precisa alu-
gar urna sala o quarto ou alcosa, fresca e decen-
te quem tiver dirija-se casa de Rabe Scha-
metlau & C, ra da Cadea n. 37.
Offerecc-se urna ama que engomma, cozi-
nha e faz o servigo de urna casa de pouco fami-
lia ; na ruada casa de detengao n. 48.
Joaquim da Silva Tones vai a Macci cora
sua familia, levando em sua companhia seus cs-
cravos Joao e Anna com urna cria.
Precisa-se
Direita n. 60.
de urna ama de leite : na ra
0 Sr. Jos Izidoro Boiges Leal, de Olinda,
queira vir acabar o negocio que tralou, do con-
trario se far o negocio na ra do Rosario n. 56
defronle da ra do Arago
- O abaixo assignado encarregado da desin-
fi'CQao desla cidade, avisa a alguna senhores ins-
pectores de quarteirao que hajam de Ihe reml-
lela relaco das fumogacoes desinfectantes, quo
se lizernm cm seus quarliroes durante a quadra
da epidemia e cujas notas ficaram em seu poder,
alim de dar conta ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia dostrabalhos que fizerara naquella occa-
sio.
Jos da Rocha Prannos.
Aluga-se um segundo andar e solo com
grandes commodos, e berr. assim un sitio muilo
perlo da cidade, cora muilo boa casa de vivenda,
casa para pretos e paia fcitor, com muitos arvo-
redos de frunto, boa baixa para capim, cambua
para desembarque ; a tratar na serrara da ra
da Praia n. 59.
Attenco.
Consiando ao abaixo assignado que
alguem, inculcndose de capito do
navio Uuas Luizas, tem assignado
contal e contrahi io dbitos, allegando j
icarem elles garantidos pelo njesmo
navio, de que proprio o abaixo assig-
i nado, que nada conlratou com quem
quer queseja, e menos o assallariou pa-
ra coinmanJar o referido navio uas
Luizas, vem pelo presente declarar
'que nao se re'.ponsabilisa por dividaal-
!gumaqueera seu nome ou sob a ga-
j rantia do navio, seja contrahida por
qualquer pessoa, visto como a ninguem
autorisou para faze-lo e nehhuns pode-
res delegou para que se contratasse ca-
pito ou mais membros de tripolacao,
para^seu navio, que at era concert!,
como esta', nao reclama ainda taes of-
ficiaes por nao fer feito e era poder
por ora fazer viagem. E para que nin-
guem de futuro se queira soccorrer a
ignorancia se faz o presente. Kecife
22 de outubro de 1860. Andr de
Abreu Porto.
quem convier.
habilitada e que oTcrece as ne-
ias, pedido de alguns amigos
a receber em sua casa, do 1. de
rao era dianle, e sob sua direceo,
alguns estudantes de preparatorios para a facul-
dade de direito ; nao tendo seus pais ou corres-
pondentes o mtjnor cuidado cora elles a lal res-
peilo Urna c^sa commoda, bom iraiamenlo,
constante soliritudo pela applicacao, para que
tenham bora re ultado nos exames"; e finalmen-
te urna gratifleco amis mdica e razoavel :
taes sao as vaniagens que encontraro.
Algum senho de engenho, pois, ou pessoas de
lora da capital, quo quizerem mandar seus filhos
esludar, j agora pelas ferias para Tazer exame
em marco; podem-se informar dos Illms. Srs.
commendador S anoel Figueira de Faria. major
Joaquim Jos Antunes, Agostiuho Eduardo Pina.
iz Filippe de Souza Leao, senhor
lo Ignacio ; devendo dirigir suas
iro desles senhores, para que
urados pessoalmente Besta praca,
Irem.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRCCAO DE E- hlliVAMI
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes imporlantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua psito
urna das melhores da cidade, por se achar nao so prximo s eslaroes de caroinhos de ferro, da
Allemanhae Franga, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e divertimentos e
alera disso, os mdicos precos convidam '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemo, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as tourisias, qur era suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3&200 45000)
por dia.
Durante o aspago de oito a Jez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seufilhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lotes
Netto, Manoel de F.gueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os preros de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 45OOO 4500.)
No holel ncontram-se informacoes exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangero.
Drs. Sabino e I.
do engenho San
carias ao prim
possam ser procj
onde delerraioa
Para
Pilofa
Siai2al
Atraale francez, residente na ra da Cadeia do Recire, tem a honra de avisar ao respeitavel
publico desta cidade, que, desde 15 de agoslo deixou de fazer parle da casa do Sr. Mercier e que
acaba de abrir um estabelerimcnto em grande ponto, no n. 16 da ra da Cada do Recife asegu-
rando desde ja aos concurrentes que esforcar-se-ha pela perfeicio, barateza e prorantidao das en-
encommendas que Ihe forem feitas. Igualmente temum rico soitimenlo de fazendas de todos os
gostose de pnmeiras qualidades, para calcasjpor precos commodos.
provar a eflicacia
DAS
s paulistanas.
Fa?o publico o saguinte facto :
Um pobre juliano foi atacado de urna hemor-
rnagva, deiland > sangue pela bocea e pelo nariz,
poni que j se achava prostrado econven-
3 tal
cido que morna Esse pobre hornera mandou um
de seus compai heiros propor-me a molestia-
logo conheci que e tosse era procedida de urna
suspensao hemorrodial. comocostuma succeder
as pessoas maioesde 40annos
Mandei as pili las paulislanas para que tomasse
urna do n. 1, cada meia hora, e repetir cada 12
horas : no fim de 5 dias veio o pobre hornera
ngradecer-me, e querendo pagar-me o curativo
nada recebi, poique curo os pobres de graca.
(Exlralo do Jornal de S. Paulo Correio Pau-
listano, 29 de novembro de 1859).C. P. Elche-
coin.
DEPOSITO GERAL
110 RA DO PARTO 119
de Janeiro.
OIPAFEITA
mi m
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Rio
. O Sr. Candido
ter a bondade d
piche n. 6, casa
asiumplo do seu
apresentando-se,
Precisa-e de
de casa de poucal
mero 54
da Silva Penante, alfaiate.
apresentarse. na ra do Tra-
de Aranaga Hijo & C, para um
interesse e previne-se, que nao
Oca prejudicado.
urna ama para
familia ; oa ra
todo serviro
da Roda du-
Casacasde panno preto a 30$, 35* e 40000
Sobtecasacas de dito dito a 355HJ00
Paleiots de panno pretos e de cores a
20, 259, 305? e 358000
Ditos de ca?emira de cores a 15$ e 9-2*000
Ditos de casemiras de cores a/}e 128000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 12&0OU
Ditos de merino selim prelo e de cor
a 83? e 9*000
Ditos de alpaca d3 cores a 39300 e 59000
Diios de alpaca preta a 3*-500, 5??,
755 e 9#000
Ditos de brim de cores a 33500,
4500 e 58000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 6*000
Calcas de casemira preta e de cores a
98, 10? e 128000
Ditas de uiioeos* c olpoea da oordao
pretos a 58000
Ditas de brirn branco e de cores a
28500 45*500 e 5000
Dilas de ganga de cores a 38000
Dilas de casemira a 5*500
("c leles de velludo decores mu i lo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5?, 55500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Hilos de seda branca ;*e
Ditos de gurgurao de seda a 555 e
Ditos de fusiao brancos e decores a
33? e
Di ios de brim branco e decores a2*e
Selouras de linho a
Dilas de algodo a 1*000 e
Camisas de peito de fuslo branco e
de cores a 29300 e
Ditas de peilo e punhos de linho mui-
lo finas ingleas a duzia
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 1880", 25? e
Dilas de meia a 18 e
Relogios de ouro patenle e orisonlaes
Dilos de prata galvanisados a 258 e
Obra?de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
103W0O
tooo
5000
33?500
63?00O
6*000
33?50O
23500
2350O
2?000
25500
35800O
28500
135600
3?
30900O
9
^^^m^IM&^
Lices de piano
e canto.
Tobas Pieri
nhia lyrica tei
arlista italiano da compa-
do acabado o contrato com
o .>r. Marinan) oh, pretende dedicar-seao
ensino de piai o e de canto, as pessoas e
os pais de fam lias que quizerem ulilisar-
so como seu preslimo podem procura-lo
na ra do S. I abel n. 9 para tratar com
o mesmo, que ser mui razoavel nos seus
ajustes .
COMPiiHli

stabeecjida m Londres
Avisos diversos.
Traspassa-se oestabelecimento de Jos Joa-
quim de CarvalhoSiqueira, da Passagera de Olin-
da. leudo 20 vaccas de leite, plantajes e ulen-
cilios : a tratar no mesmo sitio.
Na ra do Livramenlo tem um morador que
se persuade que pagando o aluguel da casa onde
mora, pode dispr c seu bel prazer da casa em
criar gaiinhas e carneiros, e que bella idea para
se zelar os predios alheiosl pois nao era rao
que o fiscal da freguezia se dirigisse a dila ra a
tirar as informacoes necessarias para poder apre-
ciar do asseio da casa. F
O Sr. Manoel dos Santos Azovedo queira
SUELTE Y p*g'Ia quaniu iue pedio pm-
presUda ha 3 para 4 annos em Apipucos, pois no
mesmo lugar ha quera esleja aulorsado para re-
cebe-la. r
No dia 26 do corrente, depois da audiencia
doDr.juiz doorphos, vai praca de venda o
prelo Antonio, meslre cozinheiro.
Aluga-se urna escrava excellente cozinhei-
ra, engommadeira, e propria para lodo servico
de urna casa : na ra da Alegra n. 7.
Offerece-se um menino para caixeiro do ta-
berna ou de padaria; quem precisar, dirija-se
o becco das Barreiras.
Guimaraes ViUJar
Ruado Crespn. 17.
Vendern-se para liquidar, cassas de cores e or
gandizes a 360 ris o covado f
Lencos de seda a 4M) rs. rada um.
Loncos do seda a I9OOO cada um
torTo crovaCdo:S 6SCUraS: bnil;s P"*e. a
Goil.nhas e manguilos. a 59000, muilo boa fa-
zenda:
Casas francezas muito finas a t
rs. vara.
Vestidos de phanlasia de 258 e 308 rs.' por'lSa
cada um. H *"*
Gollmhas o manguilos pretos a 5 rs. cada uro
Houpas de brim para criancas a 350O rs
Jaquetas e calcas para maricas a 88 rs
Vestuarios do seda para criancas a r. cara
ambos os sexos. y *
Ricas1 chapellnas do seda e de palha de Italia
do melhor gosto possivei.
Corles de seda prels. bordados e avelludados
de duas saias do melhor possivei.
Cortes de ctmbraia branca
saias a 26JJ e 358 rs. cada um.
Superiores manteletes com dous bicos largos
e outrs coinpridos. de ultima moda de Paris.
Saias bordadas as melhores que teem vindo,
de qualro pannos. '
8Re308er,/S Ch"a cambraia bordados a
Camisaa para senhora ricamente bordadas.
.sparliinos multo .superiores a 78 e 108rs.
Vende se una eixo novo de ferro
da Suecia, para carroca : na ra do
Rangel n 45.
O arrematante d taberna do Sr.
Paulo Francisco Rezende, sita na ra
Ja Iroperatriz, roga pela ultima ez
ao Srs. que tem contas e vales na mes-
ma venham o quanto antes satisfazerem
do contrario se publica os seus nomes
por este jornal e cobrado judicialmente.
Attenco.

Piecisa-se de urna criada de meia
idade prelerindo se portugueza, que
d fiador a sua conducta, para c isa do
urna familia distincta, nao se olba a
preco cumprindo os seus deveres que
Iheser5o explicados: a tratar na ra
Nova n. 38, Ioja.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
. Aluga-se ums boa casa no Cachang mar-
bordadi de duas gem do rio, e com exccllenles commodos para
passar a festa : a tratar na ra da Paz o. 42, ou-
tr'ora ra do Cano.
Manoel da Silva & C. fazem sciente a seus
credores que nao podendo continuar com sua ta-
berna sita na ra do Terco n. 23 entregaran) a
chave da mesmi taborna e balanco dado nella pe-
lo balanceador juramentado Joo Paulo Ramos
Chaves, era 22 do corrente aos seus mainres rre-
drires os Srs. Manoel Joaquim de Oliveira & C,
rogando aos mesmos Srs. seus credores do s
reunirera em casa desles senhores para delibe-
raren) o quo lhes convier. Recife 23 de oulubro
de 1860.
Cinc
CAPITAL
iftilaocs de Ubras
U:r\iias.
mmm
CASA DE SAIDE
DOS

Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentJ continua dcbaixo da administraco dos pro-
^^ pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou catliegoria que
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes feralmente conliecido.
Quem se quizer utilai podediiigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2jj(>00
Marujos e criados, .... 2500
Primeira classe $ e. .ItfOO
As operaqoes serao previamente ajustadas.
Saunders BroWprbA C. tem a honra de infor-
mar aos senhores nugociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier. que esio plena-
mente autonsados p )la dita companhia para ef-
feciuar seguros sobr > edificios de lijlo e pedra
cobertos de telha, e gualraente sobre os objectos
que conliverem os nesmos edificios, quer con-
sista ern mobilia ou em fazendas de qualquer
quahdade.
Man
el Teixeira de
6&&$%m^
ySr v
w*
: -sesy. V*S >,<* tr.
:.^;
^Wfr
TABAC
Andrade faz scient ao respeilavel publico e
principalmente aos ssus freguezesque rotidou o
seu cslibeleciroenie le calcado e a offlcina para
a roa da SenzalaNo
fazer toda 3 encommsnda pertencente a sua pro-
fisso, ludo a voniade dos freguezes.
Aluga-se por f ;sta ou mesmo anuo um si-
tio na Torre com oinmodos. casa boa e fresca :
a tratar com o Sr. Joi Azevedo Andrade, na ra
do Crespo, ou com < propietario Jos Mariano
de Albuquerque, na estrada Nova do Cachang.
Precisa-se de im caixeiro com pratica de
taberna ; na ra do Livramenlo n. 16.
Precisa-se de um criado forro ou captivo
para cozmhar. comprar, e mais servico de pouca
familia estrangeira ; a trotar no becco do Capim
n. 52, primeiro andat.
Prepararo-se bandejas enfoitadas com di-
versos gostos, dos melhores boliohos que se pro-
curan) era nosso mercado, assim como pudins,
bolo inglez, francez, ii da nossa mandioca di me-
lhor perfeigao, para easamentos, bailes. Testas de
igreja, e tambem pan festejar as formaturas dos
senhores acadmicos : as pessoas que quizerem
procuren) na ra da Penlia n. 25.
Precisa-se do urna ama que saiba cozinhar
e ensaboar : na ra do Hospicio defronte da c#sa
numero 15.
<
ILEGVEL
Deposito das mana facturas iaiuerlaes deF ranea.
Este excelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Vova n. 23, ES0UINA DA
6AMB0A DO CARMO, o qual se ven.ie por masgos de 2 heciogranios a 12*000 e em porcao de
10 mseos para cima com descomo de 25 porcenlo ; no mesmo estabeleciment acha-se tambem,
(Prerdadeiro papel de linho para cigarros.
A'uga-se urna casa era Beberibe : a tralar
com J. I. de Medeiros Rogo, na ra do Trapiche
n. 34.
Os abaixo assignados scientificam ao respei-
lavel publico, e com especialidade ao respeilavel
corpo do commcrcio, que dissolveram a socieda-
deque linham no estabeleciineiito de calcado da
ra da Imperatriz n. 16, que gyrava na razo
Viuva Dias Pereira & Avelar, por accordo de am-
bos os mesmos abaixo assignados e dos senhores
credores, fleando o eslnbelecimenlo perlencenJo
primeira, o desligada toda a responsabilidade
o segundo. Recife, 18 de seteinbro de 1860.
Margarida Rodrigues Pereira.Joao Ignacio Soa-
res de Avelar.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : a Iratar oa ra do Tambi n. 4.
Ama de leite
Precisa-ae de urna ama do leite que lenha bom
leite : a tratar na ra do Tambi na Boa-Visia
n. 4.
Desappareceu no dia 18 de outubro do cor-
rente anuo urna mulata por nome Alexsndrina,
de idade pouro mais ou menos de 30 annos. le-
vando vestido de chita, chales de merino estam-
pado, assento branco, tem urna listla na cara :
roga-se a quero a pegar levar ra do Arago
n. 14. ou ra do Queimado n. 51, que ser gra-
liGcado.
O Dr. Casanova lendo de fazer urna viagem
a Europa, pede a todas as pessoas quo Ihe estao
deveiid.i, o favor de Ihe mandarem pagar at o
flm do crreme outubro, que muito Ihe ficar
agradecido.
Na ra das Cruzes n. 30, tera para vender
urna negra cosinheira e perfeita engommadeira
e propria para lodos os servicos de urna casa.
- Yende-se a dinheiro on a prazo
urna serrana com todos os seus perten-
ees e com porcao de madeira serrad! e
por serrar: a tratar na typographiada
ra da Praia n. 47.


DIARIO DE PERNAMBDCO. QUINTA FE1RA 25 DE 0UTUBRO DE 1860.
3
r)
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordom da direcloria taco saber aos Srs. as-
sociados, que eslo ciu debito por mensalidades
vencidas, que, para mais commodidado dos mes-
mos senbores, tem aulorisado, aleen do era-
pregado o Sr. Estima, o ajudante do bibliotheca-
rio Antonio de Souza Pinto, para receber no ga-
binete as sobredilas mensalidades, era poder do
qual enconlraro os competentes recibos.
Recife 17 de oulubro de 1860.
O Io secretario
Antonio Baplista \Noguiera.
iTTfTTTTTTTTTTTTT-rrrrTTTTTT*
t DENTISTA FRANCEZ. 3
K Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
T rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
"i p denlico. ^
O Dr. Manoel Moreira Guerra presta-se este
auno, como nos anteriores, a servir de explicador
aos senhores estudantes da Faculdade de Direilo
na occasiao de esludarem os pontos para os seus
actos, mediante um rxodico honorario: pude,
para este fin, ser procurado em sua residencia,
ruada matriz da Boa-Vista n.24, ou no seu es-
criptorio, ra estreita do Rosario n. 22, primeiro
andar.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braco braco as
quintas e domingos, no torreo a alfandega, e
nos sibbados aleas 11 horas da inanha, na re-
sidencia do commtssario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra estreita do Rosario nu-
mero 30.
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no cs-
criplorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesrao
Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os
blhelese meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do tivramento, cujas rodas de-
verao andar impreierivelraenle no da 27 de
oulubro prximo futuro.
Thesouraria das loteras 9 de oulubro de 1860
O escrivao. /. M. da Cruz.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44
As pessoas que recorrerera a este hotel encon-
lraro boa commndidale para una noite, dias e
mezes, conforme lhesconvier, enconlrarc tam-
bera a qualquer hora do dia o noite lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
seguran lo todo o asseio. Tudo por preco com-
roodo
Muit) se deseja fallar rom os senhores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Donzio Antonio de Oliveira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaqum Jos Botelho.
P>lo juizo dos feitos da fazenda nacional,
depois da audiencia do Dr. iuiz dos feitos, vao
praca no da 25 do corrontc mez os tres segua-
les escravos : Jeronymo, avaliado por 9009000 ;
Pedro, avaliado por 500$ ; Roque, avaliado por
6009 ; todos de servido de campo, pcrlencentes
a Joaquira Cavalcanli de Albuquerque, como fia-
dor do ex-collotor do Cabo Francisco Antonio de
S Brrelo.O solicitador interio,
Caetano Pereira de Brito.
do
O Dr. Cosme de Sa' Peieira du' 3
consultas medicas em seu escrip-
torio, no hairro do Recife, ,ua^
da Cruz n. 53, todos os dias,me- ||
nos nos domingos, desde as b ^>
horas ateas 10 da manhaa, so- ff
breos seguintes pontos
i." Molestias de olhos ; ||
2.- Molestias de coracao e de w
peito ; 5
3.- Molestias dos igaos da ge- ||
racao e do anus ; ||
H? 4.- Praticara* toda e qualquer '
operacao que julg>r conve- B
H nientc para o restabelecimen- ||
to dos seus doenlts. ||
MJ O examedaspessoaqueo con- j
tf sultarem sera' feito indhtincta- ft
H mente, e na ordem de suas en- ||
u atlas, fazendo excepcao os doen- w
t tes de olhos, ou aquelles que por g
f motivo justo obtiveretn bora j
$ marcada para este llm. e
wmmmmm'mmem m&mm
Precisa-se de una ama que saiba hem co-
zinhar : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, pagan-
do-se-lhe bem o seu trabalho.
s
CASA DE BA
RO
je:
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para una pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,.....
30 cartes paraos ditos banhos tomados era qualquer lempo
15 Ditos dito dito dito
7 a 9
Banhos ivulsos, aromticos, silgados esulphurososnosprecos annunci*dos
Esta reduccao de precos facilitar ao respeiiavel publico ogozo das vaniagerjs que resultara
da frequenciadeum eslabelecimento de urna utilidadeincontestavel.raas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
109000
159000
89000
4*000
EA MINERALE
NATURADLE DE VICHY.
Deposito na botica franerza ra da Cruz n. 22
DENTISTA
< DE
| PERNAHJ111TCO.
5 3Ra estreita do Rosario--3
3| Francisco Pinto Ozorio continua a col-
alocar denles arlificiaes lano por meio
|a de molas como pela pressao do ar, nao
?5 recebe paga alguma sem que as obras
H nao fiquem a vonlatle de seus donos,
9 tem pozes e outras preparacoes as mais
ffi acreditadas para consertaco da bocea
- Kilkmann limaos & C avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta pracadas
companhias de seguros maitimos de
Mam burgo.
Ao senhor
Antonio Joaqun Fernandes de Oliveira, estudan-
tc do terceiro anno da Faculdade de Direilo desta
cidade, pede-se que venha satisfazer o que nao
APPI OVACiO E AUTORISACiO
tmmUi SI MDICIHA
JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
fiiik
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS AiEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mpis de 22 antros, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros atlestados que cxslem de pessoas capa-
zes e de dislincces.
Com estas Cii.\rAS-r.LECTno-ji.\GNETiCAS-EHSPASTicAS obtem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammaro (cansoro ou falla de respiraco), sejam internas ou externas,
como do ligado, bofes, estomago, baco. rins, ulero, peito, palpita cao de coraco, garganta, olhos,
erysipelas, rheumalismn, paralysia e todas as affercoes, nervosas, ele etc. Igualmente para as
differenlcs especies de tumores, como lubinhos, escrfulas etc.. seja qual (or o seu larxanho e pro-
fundeza, por meio da suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselliado por
habis e di^tinclos farultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicaces, se as chapas san para homem, senhora ou crianca, declarando a
ignora ; nestes termos pela segunda vez:" na ra molestia em que parte do corpo existe, se na rabeen, pescoco, braco, coxa, perna, p, ou tronco
do Crespo n. 21. i do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o mol le do seu l-
ser
Precisase de
ra, ir a mandados
I d conliecimenlo sobre sua conducta : dirija-se
a ra da Iraperatriz n. 58.
um criado para comprar na
e mais algum servico, o qual
Ao senhor
Trajano Carneiro
do Crespo a. 21.
Leal, deseja-se fallar : na ra
Grande iiiflammaco ua bocea
estomas.
Nao posso deixar em silencio o curativo feliz
feito pelo Sr. Ricardo Kirk, escriplorio na ra do
Parlo n. 119, por meio das suas muito acredita-
das chapas medicinaes, as quaes me pozeram
pefi'ilamente born de urna grande inflammacao
na boceado estomago, que me tomava quasi a
respingo, causndome assim um cansac.0 in-
suporlavel durante o lempo de 4 mezes consecu-
tivos, pelo que serei eternamente grato.
(Penitiba) Manoel da Silva Raposo.
Reconheci'la verdadeira a assignlura supra
pelo labelliao Justino Antonio Lopes
Precisa-se de um caixeiro para a taberna da
ra de Horlas n. 39, caixeiro que nao seja preci-
so levar ferro.
Os abaixo assignados declaram ao arr.ma-
tanle das agurdenles desla praca, que Alinea
venderam e nem vendem dito genero em seu ar-
mazem da ra da Cruz n. 5, e por isso fazem o
prsenle annuncio para que nao se lhe cobre o
imposto. Recife 22 de oulubro de 1860.
Gustavo Bousset & C.
Biagia Antonio Fioreto e Felice de Ispnni
Comune, subditos napolitanos, relram-se para
fra do imperio.
Na povoaco dos Afogados, paleo da Paz,
aluga-se urna casa terrea com soto e commodos
para grande familia, quart>s para criados, estri-
bara, quintal cercado e bastante graode, com
muilos arvoredos de fructo : a tratar no pateo do
Terqo h. 44
Aluga-se um preto para o servido de urna
casa de familia ; a tratar na ra das Cruzcs n.
36, terceiro andar.
Ensino de msica.
OTerece-sc para lecconarosolfejo.como tam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
ces das7 oras s 9 1 ^2 da noite: a tratar na ra
da Roda n 50.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o anriuncijnle aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
Dentista de Faris,
15Ru Nova15
FredericoGautier, cirurgiao dentista,|
faz todas as operace da suaarlee col-|g
loca denles arlificiaes, tudo com a upe v
^i rioridade e perfeico que as pessoasen-|i
> tendidas lhe reconhecem. S
JE Tem agua e pos dentfricios etc. 3$
Precsa-se do urna ama para casa de fami-
lia ; na ra das Cruzes o. 34, terceiro andar.
Precisase urna preta cscrava para o servico
de urna casa do puuca familia ; na rua da Cam-
boa do Carmo n. 4.
O Sr. M. O S. Guerra lem
rua de Abollo n. 39, taberna.
---- US administradoica'da mata Ac
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C ivgam as pessoas que esto devendo
ao arrrazem de trastes da rua Nova n.
2i, queiram ir satisfazer seus dbitos
at o fyn do corrente mez de ou rubro,
visto qupassado este prazo proceder-
*e-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mento.
5S8^
A loja de marmore acaba de receber no- @
* vas e lindissimas collecroes de quadros @
@ para decoracao de salas de visita, janlar,
S espera e qurlo de dormida.
-.> : ..' ".* w '- -.' & :"* ft <'.' gsafl
do corpo, declarando a circumferencia e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o mol Je do seu
manho ero um pedaco de papel c a declarac.io onde existen*, afim de que as chapas possam
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer potito do imperio do Brasil-
As chapas serao aeompanhadas das competentes explicaces c lambem de lodos os accesso-
rios para aiollocarao deltas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, em seu escriplorio,
que se achara aborto lodos osdia3, sera excepeo, das 9 horas da manhaa s 2 da larde.
119* Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO A CARIOCA
Escravo fgido.
No dia 20 do correte mez de oulubro fugo da
Passagem da Magdalena um escravo crioulo de
nome Jos com os signaes seguintes: edr fula,
altura regular, cheio do corpo, rosto redondo,
pernas um tanto gambetas, levando em sua com-
panhia urna mulata forra e urna trouxa de roupa
usada ; descona-se ler ido para Caruaru' por
ter sido d l : roga-se, portanto, as autoridades
peliciaes e aos capiles de campo a captura do
dito escravo ; e quero'o pegar, pode Ica-lo
rua Nova, lojas ns. 12 e 14, que ser recompen-
sado.
Aluga-se urna sala com quarto em urna
das principaes ras do bairro de Santo Antonio,
propria para escriplorio por estar aceiada, e u'um
primeiro andar : qoem o pretender, dirija-se a
loja da praca da Independencia n. 43.
O Sr. Francisco Martiniano dos Santos Bc-
zerra nao poder vender a sua casa de negocio,
sita na estrada nova do Cachang, sem primeiro
se entender com o abaixo assignado. Recife 24
de oulubro de 1860.
Manuel Ferreira de Mendanha.
Pelo presente declaram Prente Vianna
C, que o annuncio sabido no I.ibcial Pernam-
bncano sobre o areslo da loja de Manoel Fran-
cisco de Moraes, na rua Dreil*, nao se enlnnde
com o Sr. Manoel Francisco de Moraes, morador
em Sobral, provincia do Cear.
uem achou urna carta para o Sr. Dr. Jos
Bernardo Gahao Alcoforado, queira entregar ao
mestno senhor, ou entao dirija se rua do Quei-
mado n. 27, que ser recompensado.
FAZENDA
Aluga-se
a rasa da rua da Traa n. 44 para armaicm ou
oulro qualquer eslabelec iniento ; a tratar com
Eiras & Irmao na travessa do Paraizo n. 16.
Precsa-se de urna ama para compaar e co-
zinhar : na rua do Padre Floriano n. 49.
O abaixo assignado declara que nao se res-
ponsauilisa por divida algumn que seja conlrahi-
da em seu nome, por isso recoinmenda que nin-
guera confie fazendas ou outra qualquer consa a
quem quer que seja sem ordem por es ripio do
mesmo abaixo assignado. Oulro sim, declara o
mesmo abaixo assignado que do dia 29 do cor-
rele em diante pode ser procurado das 4 horas
em diante na rua da Imperatriz n. 28, segundo
andar.Augusto Elisio de Cai-tru Ponseca.
O fim para que foi chamado o Sr. Dr. Au-
gusto Elizio de Castro Ponseca a loja da rua do
Crespo n. 17, foi rolver uina duvida, da qual ne-
nhum desar resulta a S. S.
Lava-so e engomma-se por preco commo- i
do : na rua do Calabouro Velho n. l4
Esl juila e contratada por compra a casa
do Sr. Francisco Marlins Adao, sila na ruados'
Pra/eres n. 5 : quem se jnlgar com direilo a
mesma casa por qualquer titulo, haja de o decla-
rar por esle mesmo lJorio* no pr^zo de 5 dias.
Precisa se de. um caixeiro que d fiador a
sua conduela, para \im armazcm de carne secca :
na rua da Praia n. 84.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou
captiva, sem lilho o de boa conducta ; e lambem
de urna escrava para o servico interno e externo
de urna casa de pouca familia, paga-se bem :
na rua de S. Cunalo, primeira casa lerrea de
solao indo para a igreja.
O abaixo assignado, em virtude do despa-
cho do Exm Sr. Dr. corregedor da comarca, de
24 do corrente, acha se no exert'cio de suas func-
coes.O tabelliao publico,
Luiz da Cosa Portocarreiro.
O Sr. Lourenco Jos das Hevea que se acha
nesla cidade, viudo de Macei, baja de dingir-se
a rua da Cruz do Recife n. 61, a receber 6 cartas
que llalli se tem recebido, e por haver oulro de
igual nome tem-se auerto atgumas.
U Sr. Joao Botelho de Souza procure urna
carta sua vinda da Bahia, na rua da Aurora nu-
mero 42.
Aluga-se para passar a festa um sllio na
Varzea com casa, banbo de agua doce e cacimba
de agua de beber; a fallar no Cachang com o
Sr. Kibeiro, que tem taberna.
m

CONSULTORIO
Especial homeopathico, rua de Safilo Amaro
(Mundo Novo) n. G.
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua vagcm a Europa,
? '.
d consultas todos
if.
Alurjam-se o casas na Tone para
passameiito da festa ou por anno por
preco commodp e com bons commodos
para familia : a fallar no mesmo lugar .^V
os dias utes desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doentes eoi seus domicilios de
S' '
C ompras.
Armazem da rua do Quei-
mado n. 19.
Chitas,
Chitas francezas escuras e claras a 220 rs.
Chales de merino.
Chales de merino bordados finos a 5?f500, ditos
estampados grandes a 3{(00.
Bales.
Balos abertos a 5#, ditos lapados a 4jf.
Vestidos para meninos
Vestidos de seda e laa para meninos e meni-
nas feitos no Bio de Janeiro a 8 e 10$.
Grosdtnaple.
Grosdenaple furta-cores a lg200 o corado.
Coberlas chita.
Cobertas de chita, gosto chi'nez, a IJJ800.
Lenees.
Grande pe-hincha ile lenees de bramanlc c
de panno de linho a 1J800.
Colchas de fiistiio.
Grandes colchas de fnstao a 5J500.
Lencos brancos.
Lencos brancos para alyibeira a 2$ e ljSOO.
Pe rites.
P-'nlesde tarlaruga fundida com eneile pelo
baratissmo preco de gOOO.
Calcado barato para
acabar.
Quem trouxerdinheiro nao
deixa de comprar.
Una da Impe?ntriz, n. 1G
Botins de bezerro Pars para hornero a 5g.
Brozeguins de lustre Nantes a 5?t.
Dilos de dito P. risa 5$.
Ditos de castor Paris a #.
Dilos de bezerro Nantes 2 1|2 solas a 7g.
Sapates de vaqueta de lustre laxiados a 5J).
Dilos de lustre laxiados a 50.
Dilos de lustre de Nantes a .
Ditos de dito e gaspiados prelos e de cores a
3;50O.
Dilos de bezerro Nantes para homem a 3$50O.
Sapatos de lustre sola e vira a 3g.
Ditos de bezerro a 3J500.
Borzeguins sem sallo para senhora a lgCO.
Sapalos de lustre para dita a 1$.
Dilos de selim a 1J-500.
Borzeguins com sallo para meninas a 2?.
Ditos para criancas a 15500.
Na mesma loja nebe-se constantemente do
Franca todas as qualidades de calcados dos rrc-
Ihores fabricantes, para homens, senhoras, i. e-
ninase criancas, e que se vendem mais barato
do que em oulra qualquer parte.
Potassa nacional,
chegada estes dias do Rio de Janeiro, vende-se
por preco muito commodo: no escriplorio de
Carvalho, Nngueira & C, rua do Vigario n. 9,
primeiro andar.
Vende-se urua escrava de recia idade : na
rua Direita n. 6.
Compra-se ama canoa aborta : na prana do
Corpo Sanio n. 23, loja de cabos.
Compram-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, leudo boas figuras e sadius, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na rua Direita n.
66, escriplorio de Francisco Malhias Pereira da
'Costa, recebar 20g de gralicacao.
- Compra-se. a historia dos res de
Portugal porMariz^: quem a .ti ver pode
traze-la aturrara f3>'e.,8 da praca da
Independencia. .
Enfeites de fitas.
S
mero da em dianlc, e em caso de necessidade a qualquer hora. A
os doentes de molestia aguda, que nao liverem aiiua tomado rem
thico ouliomeopalhco,serao atttndidos de preferencia.
com Francisco Jcse Arantes.
Atienco.
Aluga-se urna casa em Fra de Porlas confron-
te ao pharol : tratase no boceo doCampello nu-
mero 4.

Pharmacia especial homeopattica.
por
que
Os medicamentoshojueopathiros que se vendem nesla phar
senhoras de parto e
edio algum aopa-
mi
rua
Compra se.um escravo que seiajobu"sm.Nna ? "Sri
i lirn. .1.. llne-.-.n ., IU .... I....... ,1! ..J._ ^ C OBISO O
Na rua do Crespo, loja demiudezas n. 7, ven-
dem-se enfeites prctos e de cores para senhoras
5-000 cada um.
.Casa no Cabo.
Vende-se uu trorn-se por urna casa no bairro
da Boa-\i-ta desta cidade a melhor casa da rula
do C;ibo, com os com modos seguintes : 2 grandes
salas, 5 quatlos grandes, cozinha, e na mesrxa
coberta detla, que ligada casa por um lerraco,
n.ais 3 quartos e 1 sala de 30 palmos de frente!
Toda a casa frita com lijlos e caliga, feila com
a maiorsegiiranca e muilo goslo ; alem daquel-
ls. com^ipaos lem um pequeo quintal murado
vanlag m
arga dojlosaiio n 18, no te,^,ro andar. V$ b^de capim para 2 animaos e a
* K *% -.^ V -^de licar mu prxima da estacan dnque
la viiia
ja-se%a rua da Cru
lerrea na fr^guezia Je
naca s*.preparados
m
m
Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir aos seus devedores que lhe venham pagar,
porque tem d concluir o inventario que se esl
fazendo pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos, _e
liliez alguns dos senhores que lhe devem nao
queiram que seu nome appareca.
Manoel Jos de Miranda faz publico que em
consequencia de ter fallecido na cidade do Porto
0 Sr. Joao Pires de Almeida Lopes, (o exmela
no dia 17 do corrente a sociedade que ambos li-
ulinin coulrahidu nosla cidade em um armazem
de carne secca na. rua da Praia n. 10, que gyrava
sob a razao Je Pires & Miranda, lcaudo o au-
nuneantn desde cssa dala com o mesmo eslabe-
lec.iuienlo negociando por sua propria conta, e
nica responsabilidadc ; com o encargo porm
da liquidscAo da exiincla firma, isto deconformi-
dade e era virtude das disposioes de um artigo v?3
0
m
SB
-:?
__ para
^nte nascem ; e ^^
lar* lhe man- 2=%
E' assim que o ^
,a, belladona,
Allemanha, na
meio de urna machina que o Dr. Sabino nventou c fez cons-truir em Pars, e a
deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Estes medicamenfos sao os nicos que desenvolvem proprifedades ^wiformes, e
';-^v?,' capazes de curaras molestias com a maior certeza possivel. 4 *?, %
Alem disso. desejando lirar de sua viagem a Europa todas jas vanlagejis para
progrfssoda hoineopathia uo Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esfu"rr.os para obter as
substancias medicamentosas dos proprios jugares, onde ellas
para isso entendeu-se com um dos melhores herboristas d'All
dar vlr as plantas frescas alim de preparar elle mesmo ai li
acnito foi mandado vir dos Alpes, a srnic:i das m^nldnybsJdi
bryonia, chamomilla, pulsalila, ihus, hyosciamus, foram ^mi_
Franja e ua Blgica, o veratrum no Monto Jura elcr, etc. 9 I
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das subsW&ft's que servir
as experieucias puras de Hahncmann, descriptas as pathoge^jjas, acha rao o
e os amigos da homeopathia os meios seguros e verdadciros^(e*-curarem as
midades.
Os precos sao os seguir.
Botica de 2i tubos grandes................. .
Dita de 36 .................. 18|
Dita de 48 .................. 21
Dita do 60 .................. 30;_
N. B. Existem carteiras ricas de vellido, para, maior pre^o.
Cada vidro avulso de lindura.
m

- Compra-se Jim'a'pavoa ;.q*ufrfr^vc>,,diri-4 'l"fm a pretender comprar o trocar, dirija-se A
Cruz u. 1.*. *" '" rua do Hospicio, casa terrea junio do Sr. Thomaz
de Aquino, que achara ah com quem tratar.
Vinde se urna casa terna, cm
chaos proprios na povoaco da Va i zea :
quem a pretender dirija se a rua que
ica por detrae da igreja de Santa Tlie-
reza casa n. 5, das i horas da tar.de em
dianteque ah encontrara' o seu dono
Manoel de i'ollanda Lobo.
"^ Compra-se jjpijlVasa
Sinto Antonio ; rifa lar na rua do Sol n. 13.
Compram-se moedas de ouro de qualque
qualdade : na rua do Trapiche Novo n. 42.
Yendas.

6000
2S00
95000
5J000
m
de seu papel de contrato, e commum accordo do
Sr. Joainim Ras Fernandes, procurador bastan-
te dos herdeiros daquelle fallecido
Manoel GonraKes de Mallos. Portu
vai para o Rio de Janeiro.
juez.
TA wmm
DO
urna carta na

Aluga-se um sobrado do um aojWj^ia rua
do Amparo da cidade de Olinda, por pr?Plom-
modo : para er nos Qualro Cantos, botica do Sr.
Rapozo.e para tratar na rua da Cadeia do Recito
n. 4r

lela dos fabricantes amerita
nos Grouier & Baker.
Machinas de cosj: em casade Samuel?.
Joinston cj rua d/ Senzala Nova n. 53
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso.
Do 1 de novemhro al outro aviso b'aver um
trem nos domingos e das santos que sahir da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
larde o voltar das Cinco Ponas para villa do
Cabo as 6 lr2 horas da larde.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
1 Eu abaixo assignado declaro que desped
de meu servico na alfandega ao Sr. Benedicto
Dias dos Santos desde o da 18 do corrente, e o
motivo de ser despedido foi por oo cumprir sua
obrigaco. Recife 22 de oulubro de 1860.
Joaqum Ruarle dos Santos
Ha para alugar-se-um solao com janpllas
em boa rua e commodos para urna pequea fa-
milia ; na rua Nova n. 16, se dir quem aluga.

<..............V- 2CO0O
Cada tubo avulso................................ tyjOO
Caixas com medicamentos em globulosae'tinclurasde divergs dynamisacoes (mais
usadasJ : **"*
Vende-se umi escolenle escrava moja, boa
co/.iiihera, engommadeira, e acosturaada a lodo
o servico de urna casa de familia ; quem a pre-
tender, dirija-seja rua "da Alegra n. 7.
\iDguciy;:Jeaa de com-
, Urna escrava daVrnWho
resDo

De 21 dilos de dito e 48 tubos grandes............
De 36 dilos de dito e 56 tubos grandes..........
De36 ditos de dito e 68 liiLps gfndes..........
De 48 ditos de dito e 88 lubdsAaindes........___
De (i ditos de dito e 110 ti*fgrajides.........
Estas caixas sao uieis aos mdicos} as\rs. de engenho,
48S000
6tfe000
70*000
92S000
J03OOO
frzendeiros, cheles de
^^ familia, capila.es de navio eemgeral a todos que se quizerem'dedicar a pratica oa ho- fvs"
%@ meopathia. gg
Vendem-se tambem machinas elctricas portateis para trtkmerfto das molesli
nervozas. Estas machinas sao is mais modernas e as mais usadas actualmente em
toda a Europa, tanto pela commodidadede poderem ser trazidas
fc porque trabalham com preparacoes quo nao sao nocivas.
iSe) Cada urna.................................
|K3S: [i-x -v ?'/>'.*.''v ? -i-V *}!& *'/ *? :ttkMl
anuos, a quem se p%^le"mi'c<
inieriy^e externo^de'ima'c
35anrfbs, coinha-^ava
diia de idade 29 anrigs
nlia de idade 9 simios
nducla, de idade 30
gar todo o servico
a"fV 1 iiiia de idade
ovrVswflima por 9009, 1
nr&50T'l linda negri-
r '650S,T.bonlc moleque
...A. .je*"___i'__. cm
na algbeira, como w%
5O3OOO
0 ENTRE-ACm ,
Jornal Litterariolllustra
Biro* um jornal, sb
do.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro* um jornal, sb a dir cao de jovens importantes
no mundo das Ibltxas, que se oceupa especialmente de criticas e reyisias mensaes acercado
movimento ilieatra) do Brasil e Europa.
Junto cada Quinero vm sempre um figurino, urna caricaluit-, urna msica ou um re-
amando personagens iropatenles dos lheatros,.o das opens, 1
trato, represeniand
dramas, comedias etc.,
nom
que sbem scena no Rip de Janeiro|\tuJo indito, ejo melhor gosto! possivel.
Os figurinos, mandados vir de Pars, s poJeraaser daswibuijias no principio de Janeiro
prximo vindouro. ( V"- 9
Publicase tree vezes por mez, em forrrhlo in|plio, com oilo aginas cada numero, aos
presos seguintes: .^
Um trimestre......t>*000
Um Semestre.......IOOOO
Um anno. ....... 20*000
Assigna-se n livraria da prara da Independencia ns. 6 e 8.
ILEGJVEL.
dre
bom.copeiro.l negfo fl idddV35""annii por 800:
na rua de Agoas Verdes n4o. v
Salo Ass.
Vende-se sal do AssiL; a tratar na ra da Ma-
e de Dos n. %\ 'I '.
Anda ha algumaTcaixIas com-Vjnho do Por-
to muilojuperior a lya'caixi, ueT garrafa a
1?|500, nao taveiso gaba k^porjjjfi'^lle.mesmo seda
diz o que : viyide-se lialrua larga do Rosario
numero 23, ** \ Jy
Vendem-se 4 vaccas mj^to* boas ^eileires,
paridas ha pouco lempo ; nem *as pretender,
dirija-se a Passagem da Mgdalo, travessa que
volla pan os Rcmedlos^a.ne semlsi .qu'cm vende.
Vende-se urna iiegrinha de idade de 14
annos, bonita Dgura : na rua da Santa Cruz nu-
mero 64.
Vende-se
arreios para carros e cabriolis, chegados ltima-
mente : na rua Nova n. 59.
Vendem-se
licores extra-finos e de todas as qualidades, em
caixa de urna duzia : na rua da Imperalriz n. 6.
Vend-le urna escrava crioula de 25 a 30
annos, cozinha, engomma e faz todo o servido
de urna casa, nao lem vicio- algum, nascida e
CTiadi nesla praca ; na rua da Cadeia velha nu-
mero 27.
Modas.
Pelo navio Havre madama Millochcau Bues-
sard reeebau vestidos, veos e capellas para noiva,
chapeos e enfeites para cabeca, camisiuhas, gol-
linhas e manguitos, espartilhos, veos para chm-
peos, filos, *ppes, bordados, blces, fitas e ren-
das, luva*de Jouvio, franjas, gales e trancas,
boles e Ifvelas para vestidos, etc. ; na loja n. 1
na rua da Imperalriz. ^.
loja n. 25 de Joaquira Ferreira de S, ven.le-
so por precos baraiissimos para acabar : ves-
tidos de larlalana bordados de seda a 8rC0O,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
, 200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitadas o
oOt 0, easaveques de cambraia e fil a 59100,
penleadores de cambraia bordados a 65000,
babados a 3'0 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a lSP5('0 a peca, riacado francez fino
a 16i; rs. o covado, golinhas de ponas bor-
dadas a 2500|Nnanguitos de cambraia e fil
a 2J)000, camisinlias bordadas muito finas a
2#O0O, chita larga com lustro e muito fina
propria para cubarla e roupes a 320 rs es-
guio de linho a 10200 a vara, roupoes do
feitos a 129000, itfUdOI de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o psr,
vestidos de grosdenaple prelos com barra di
cor a SOFODO, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a 2050U0, sobrecasacas de panno
muito lino a 25>(00, calcas do casemira preta
e decores de 69000 a 1 C$000, ditas de br'uu
bronco e de cores de 2^000 a 59000, palitos
debrim branco e de cores de 29500 a 000,
ditos de alpaca de 39000 a 89000, brim
trancado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de largura a 1&G00 o
covado, velbutina preta a 400 rs., brim do
linho de core* a 19500 o orle, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas do
linho inglesas a 329000 a duzia, pe$as de
madajolo/fino a 49500, corles de lanzinha
muilo fina'com 15covados a 8$000 rs., ca-
misas dar cores e brancas de 19500 a 39000,
e outrts muilas fazendas por menos do sen
valor/para fechar con tas.
/ Na Lingoeta n. 5, veude-se :
/Oueijos novos a 3$.
, Manleiga ingleza flor a 19280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 19500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson fino a 400.
Vende-se a casa terrea da rua, do Colovello
n. 65, freguezn da Boa-Vista ; a tratar na rua
dos Mariyrios n. 36.
^


(o)
DIARIO DE PRRH4MBCO. QUINTA FEIRA 25 DE OTBO DE 1860.
FABRICA
DE
mwmmk i fmmm m mtm.
Sita na ra Imperial n. H8 e HO junto a fabrica de sabo.
DE
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Nesie estsbelecimento ha sempre proraptos alambiques de cobre de dilerentes dimen-
res de 3009 a 3:0009) simples e dobra los, para distilar agurdenla, aparelhos destilalerios
cominuos para rcslar e destilar espiritos cora graduago at 40 graos (pela graduagao de Sellen
Cartier dos melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio
bjrabas de todas as diraenges, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de hronze e ferro'
torneras de bronze de todas as dimencdes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d
broiui e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as di-nangdas para encanimmtos camas de ferro cora armago e scm ella,
fu,;;s de ferro potaveis e econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, epumadeiras, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo era lengol e barra, zinco
em lencol a barra, lenrjes e arroellas da cobre, lenge* de ferro e lalo, ferro suecia in"lez
da todas as dimanges, safras, tornos e folies para ferreiros etc., e outros mu tos artigospor
minos prego do que era outrai qualquer parle, desempenhando se toda e qualquer encomraen-
da ccm prestasa e perfeigao ja conhecida e para comuodidade dos freguezes que se dignarem
hmarera-nos com a sua confianca. achao na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encommendas.
Aos senhores de engenho.
Cobertores de lita escuros com algum deleito a
IJOOO : na rua do Crespo o. 14.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
AURORA.
Seus propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda e qualquer
obra raanufaturada em seu reconhacido estabelicimenlo a saber : machinas de vapor de todos os ta-
manhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de raadeira, moendas e meias
moendas, tachas de ferro balido e fundido de tolos os tamanhos, guindastes, guinchos e bombas,
rodas, rodetes aguilhis e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para descarogar
algodao. pringas para manlioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e raoiohos de vento,
arados, cultivadores, ponte?, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas as obras de raa-
chinismo. Eiecuta-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fin forera apresentados. Recebem-se encommendas neste estabelecirnento na ra do Brum n.
28 A e na ruado Collegio hoje do Imperador n.65 moradiadocaxeiro do estsbelecimento Jos
Joaquira da Costa Pereira, cora quem os pretendentes se podem entender para qualquer obra.
Calcado barato a diuheiro
vista.
Na loa do Arantes vendem se :
Bolins de bezerro a 55.
Borzeguins de bezerro para hornera a 7-J
Dilos de lustre a 7g e 8$.
Sapatoes de lustro para homem a 3J.
Dilos de dilo para menino a 2j>.
Spalos de tranca a 1J280.
Ditos de lustre para .senhora a 1J.
Di loa de duraquea 640.
Ditos de marroquim a 1J.
Sapaies de camurga com elstico proprios
pari calos a 3#.
Sapalos de lustre, entrada baixa, de duas solas
com sallo a 3, 4j> e 5$.
Gurgel fe Pcrdigao.
Recberam pela barca sBerlha, chega-
da ltimamente do Havre as seguinles fa-
z>'i jas d? seu pedido, ra da Cadea do
Recite n. 23 :
Superiores cortes de vestidos bronco de
eda, dilos de blond com manta, ca-
P'-a, fioces solas e saia de setim.
Superiores e molernos chapeos de paiha
enfeilados pan senhora.
Superiores cortos de vestidos de phanlasia
com 5 babadinho8 e de duas saias.
Superiores taimas de seda froxa frito de
crox" brincos e do cores, jielonezas ele.
Superior cussa de cor do apurado gusto,
organdys, obras de sndalo, pulceiras,
estratos etc.
Pan marinha o verdadeiro panno azul es-
curo que s vera a esta praca por en-
commenda.
Chapeos de caslor prelos e brancos forma
moderna.

9

i
m
9
m
i

9
9
m
@@S@@@@@@ @t@@3
A duh iro.
Uua Oireita n. 103.
Calgado para homem, senhora e meninos, pa-
telols de panno, casemira o brim, calcas da mes-
ma aien la, corles para colletes, e casemira para
caigas, caucas com msica para costura, eslojos
para viagens, perfumaras de todas as qualida-
des, enfcites de porcelana para mesas, sapalos
do tap le eslampados e de velludo preto. diffe-
rentes oiiras de ouro e a imilaco, relogios de
prali e doorados, bengalas e chicotes, e outras
in lili.; miudezas que se vendem ao primeiro
prego :.lim de liquidar conla.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 3&2O0. muilo
bonita, ditas de salpico muilo fina a 3&800 ; na
loja da ra do Passeio Publico n. ti.
Calcado barato.
a
Dinheiro vista.
Borzeguins para senhora a 2J000.
Ditos para menina a t$500.
Ditos pan enanca a 1
Ditos le pellica para hornera a 8$.
Ditos ie bezerro a 7 e 8$.
Sipues de lustro para homem a 4$.
Ditos de bezerro a 3jJ.
Ditos de lustre para menino a 3f
Sapaios de lustre para senhora a 1#.
Ditos de tranca a tz>500. Na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Vende-se ura terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caes j5 feitos, muito proprio para nelle
se estabelecer refnagoes, padarias ou fabrica de
qualquer nalureza, a ra do Brum, bairro do
Recite, junio a fabrica da fundico de ferro, lugar
designado para laes estabeleci'mentos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazera nu-
mero 38.
Loja de fazendas finas!
1 40-Rna da Cadea do Recife-40 |
PMartnho Oliveira.S
w Recoberam ltimamente de Londres a|
tf, pelo paquete inglez ura grande sorti- 2.
if ment de costames de casemira le cores as
* P,lra bomens o outros muitos objectos de ^
ffi seda, la e liulia, lano para hornera como Jg
jg para as senhoras, de gosto e do grande (|>
3> mundo. gfg
HBan M
Aos senhores armadores e
ppoprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbulina prela superior a 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
Pechinclia
scm igual,
Superiores corles de chita franceza muito fina '.
de pa^roes milito modernos, com cores matiza- '
das muito lindas, de 11 corados cada corle, pelo \
baratsimo prego de 2gr)0, com muila diver- j
sidade' de gustos para poder escolhpr-se na loja
dolobrado amarelte^ios quatro cantos da ra!
do Queiraado"o,29, T Moreira Lopes.
Atteiicao.
Hiudezas por metade de
seu valor.
O arrematante da loja de miudezas da Iravessa
do Livramento n. 2, lendo de entregar a chave
da loja, vende sera limites lodas as miuJezas
existentes, entre ellas
DB
Francisco Antonio Gorreia Gardozo,
tem um grande sortimeuto de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguigaest queimando, em sua loja na
ruado Queiraado a, 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 45, 59,
e 63? a pega, dita tapada, cora 10 varas a 59 e
69 a pega, chitas largas da rao lernos e escomidos
aadroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
siraos chales de marin estampado a ?? e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5#, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida ura, meias muilo finas pa-
ra senhora ai a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 o 3)500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberta a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
19200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
padoa 19500 a vara, brillantina azula 400, rs.
o covado, alpacas dedifferentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e
39500 ocovado, cambria prota e desalpicos a
500 rs. a vara, e outras nuitas fazendas que se
far patenle ao comprador, e da todas se daro
amostras cora penhr.
Gomma.
Vendem-se saceos com gomma .muilo aU-a,
propria para engommar e fazer bolinhos, assim
como saceos com milho por proco commodo ; na
ra do Queimado, loja n 14.
Vendem -se duas casas reedificadas de novo
na cidado de Olinda : a tratar na mesma cidade,
ru dos Quatro Cantos n. 21.
Vende-se urna escrava parda, do 22 annos,
bem reforcada esadia, cozinha bem o diario de
urna casa, engomma e ensaboa, e 6 muito can-
nhosa para meninos, com urna filha de 8 annos
moilo esperta e com principio da costura; na
ra da Imperatriz n. 3, segundo andar.
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cembraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 210 e 300 rs., fazenda de
lindos padrees e cores flxas : do- se maostra.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, ti-m saias baloes aberlas, do ultimo gosto, pe-
iu uiuiiuiuo preQO ue 09.
V
**
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Brqadwood &Sons de Londres,
muito DroDriosara este clima.
GRANDE S0RT1MT0
i DB
jfazendas e obrasfeitasJ
S Loja earmazem
jjj DE
GOcs &Basto.!
5 Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
al Sorlimenlc completo de sobrecasaca de
panno preto 3 de cor a 259, 289, 30J e
3 359, casacas a 289. 309 e35$. palilols dos
mesmos pannos209. 229 e 85f, ditos de
X casemira dc:Or a 16$ e 189, ditos sac-
J eos das mesoias casemiras modelo inglez
g casemira fin a 109. 12/149 e lj, dilos
saceos de alpaca preto a -jj. ditos sobre
fino dealpach a 79. 8je99, dlos dme-
le ri selim a 0, ditos de raerim'i cordlo
V alOJe 125, ditos de sarja prela trangada
i* saceos a 0$, ditos sobrecasacos da mes-
ma fazenda a 8S, ditos^de fusta o de cor e
branco a 49. <|S50O e 58. colletes de ca-
e preto a 59 e 69, dilos de
para luto a 44 e 59, ditos
>to de cor a 9J e 10>, dilos
e seda a 59 e 69, dilos de ;
de cor a 29501 e 39, calcas '
b cor e preto a 7g. 8g, '99 |
ara menino a 65 e 79, ditas \
:ordo para nomem a 5J e :
69, ditas de biim branco a 5j e 69, ditas !
ditd de cor a 3>, 39500, 4 e 59, e de ;
todas estas obias temos ura grande sor-
tmenlo para menino.de todos os tama-
nhos; camisas inglezas a 369 a duzia. Na 1
mesma loja ha palelots de panno prelo
para menino a 1 -j, 15j o I65. ditos do 1
casemira para os mesmos pelo mesmo
prego, ditos lo alpaca sacco3 a 3-j e ;
3j500, ditos sobrecasacos a 5j e 6$ para 1
os mesmos, caigas de brim a 2J50I), 3ft e 1
39500, paletot: saceos de casemira de cor
a 6} e "5, loal tas de linho a 800 e 1J ca-
Milho.
Vendem-se saceos grandes com moilo bom mi-
lho, e saceos com gomma muito alva ; na ra do
Queimado, loja n. 11.
H Vente-se na loja de
Nabuco & C. na ra Nova
n. % fitas para cartas
de hachareis a 5$ rs. a
fita.
45~RuaDireita--45
ESCOLHIDO SOHTIMEXTO
seraira de cor
merino preto
de velludo pr
de gorguro c
brim branco e
de casemira d
e 109, ditas p|
de merino de
da urna.
No mesmo
aproraptar tod
stabelecimento manda-se
lis as qualidades de obras
tendentes a ro ipasfeilas.em poucos das,
que para. esse
ficieole de per
rgidos por umj
Ihanle arle, fli
lecimeoto respousaveis pelas mesmas
obras al a su
1 enirega.
Se' o coadoe gn
ue Tasso Irmos,
a3?
Arroz com casca
proprio para saln
mos n. 6.
Qm temos numero suf-
tos ofliciaes de alfaiatos
hbil meslre de serae-
ando os donos do estabe-
jffm TB^r rvmm "Tam zJS j UW "735W z/X'-m jTW 7?r*V ?nWfvE
Sebo e graixa.
ixa em bexigas: no armazem
no caes de Apollo,
a sacca.
lendo a maior parl pilado
isa e cavallos ; no Caes do Ra-
irle
Exposico de nielaos.
E' chejado a est
mo sortimenlo do
mais bonito que se
cao de prata ; na r
loja do Vianna, um riquissi-
7i"!.es de lodos os gneros do
pode encontrar, ludo a emita-
a Nova n. 20, loja do Vianna.
Cafe
fiLtRN S0RT1MEM0
DE
&B9999999 '1#:
Q.'y Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Moendas decanna.
Ql Taixas.
fj$ II.i las dentadas.
tllronzHs e aguilhoes.
Alambiques de ferro.
@ Crivos, padroes etc., etc.
Na fundigao de ferro de O W. Bowman,
@ ra do Itrum passando o chafariz.
Por metade do seu
valor.
R'ia do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phamasia, muitos lindos, de
duas saias, pelo baratissimo prego da 109 cada
um corle.
A dinheiro.
Vendem-se carrinhos de mi a 12S500, de 4
para cima, assim como concertam-se ; na ra da
Concordia n. 19, armazem de madeiras.
Vende-se urna grande loja de calgado com
pepo-no sorliraento, propria para algum novo
estsbelecimento por ser no malhor lugar da rna
do Livramento ; faz se negocio a dinheiro ou
m^smo a prazo ; a tratar na ra do Livramento,
loja n. 33.
Fazeorlas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Helio
RA 00 QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJA DE QUATRO P0R1AS.
Tem ura completo soUimento de roupa feila,
e convida a todos es seas freguezes e todas as
pessoas quedesejarem ter um sobrecasaco bem
um grande sortimenlo de fet0 0u umi calca ou colfctfl*. dadingirem-se a
trancas e franjas de seda, flla de velludo e ver- ..i "' .
bntina. linhas de carrnlios de cores a 20 rs. o es'aheleciraento que encontrarao um hbil
carrinho, cartoes de c tichelas a 40 rs., dedaes a artista, chegado ltimamente, de Lisboa, para
10 rs.. ditos de metal pratoados a JO rs.. botes! ileserapenhar as obras a vontaie dos freeuezes.
a50brarosPerpint& ?**r$!>l t9m ""t^ **"* ***** ""
dsela perf.'iios a 200..210 e :J20 rs. avara, sernira cor de rape e outros escudos, que se ven-
phosphoros bons a 20 rs."a eminha, lrancinhas|^m a 123, outros de caseq^a|j|e quadrinhos
de linha lisas decores a 10 rs- a peca, dilas de da mais fina que ha no mertado 169 ditos
S2 SSB'.SS.VSSl m,rT ??"" '* <["#''k' "'"'
tas pintadas finas muilo enoorpadas a 2i0, un .; nna a Ov, ditos francezes sobrSfcssacados a 129,
dissimas trancas de seda a 80, tOO, 120, 180*. 200, J'tos de panno fino a 209, 25!P', e 309, sobre-
V\*n mi nl%Aa^&klaM> T i&%*ft8L&fus*ft a-a p'* i- '-'" *
cora os cobres, que o freguoz nao' sahe sem fa- Dr,m e de rusta0 Por Pr65 commodo, um graride
zenda. sortimenlo de colletes de casemira a 53>, ditos de
outras fazendas por preco commodo, ura grande
sorliraento de sapalos de tapete de gosto muilo
apurado a 2$, ditos de borracha a 29500, cha-
peos decaslor muilo superiores a 169, ditos de se-
da, dos melhoresquelem vi adoso mereadoal09,
dilos de sol. inglezesa 10$, ditos muitos bons a
12??, ditos francezes a 83>, ditos grandes de pan -
no a 4$, um completo sorliraento de gollinhas e
manguito, tiras bordadas, eentre meios muito
proprio para collerinhos de meninos elravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
n iservem para batisado decriancas e para passeio
IdZendaSpOrmenOSaOSeu!. 109 ncoslencosde cambraia de
linho bordados para senhoras, dilos lisos para
homem por pre^o commodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 593*. Anda tem ura
restinho de chales de toquim 309,4eortes de
vestido de seds de cores muito lindase superio-
res qualidades a 100J, que j se vondersm a
150, espotinhog pretos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 259 e 80, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
S9 e a 109, toalhas de linho datara e tres quar-
pechincha.
Na loja do Preguiga; na ra do Queimado n.2.
tem cobertores de algodao de cores bstanle
grandes, proprios para esersvos, pelo baratissi-
mo prejo de lg.
Yendemse
valor, na rua Direita
numero 68, loja de Braga
(fe Lima.
Cortes de vestidos de phaulazia de seda a 20J.
Dilos dilos de chaly de seda muito Qno a 18j.
Dilos ditos de barege de seda e da ultima mo-
da a 12}.
Polacas de grosdenaple, objeclo da moda, a
Pletot de panno muilo uno e de casemiras de' Us' 4'1*rnMC'1*. muito superiores a 5$,'ditas
Riquissimo sorti
f a vapor, approi
Pars ; na rua Nov
Bomtl
Riquissimo sorti
lodos ostaraanhos,
vado era lodo o mu
lirar-se agua ; na
na.
Rquisssimo sort
onas, e para colxa
Nova o. 20, loja dd
Na fabrica de
junto a fabrica de
ferragens n. 37, h
de zinco, j prepa
minuto oreco de
a vapor.
lento do machinas de fazer ca-
dos na ultima exposic,o de
i n. 20 loja do Vianna.
as de Japy.
nenio de bombas de japy* de
s melhores que se leraappro-
ndo. peta facilidade que d a
a Nova n. 20, loja do Vian-
ru
Camas de ferro.
ment do camas de ferro cora
j por preco commodo ; na rua
Vianna.
caldeireiro da rua Imperial
abao, e na rua Nova, loja de
i. urna grande porcao defolhas
nada para lelhados, e pelo di-
l)40ts. a libr
mm-m-mmm
IVeaile-se
Relogios pa
Estopas.
Lonas.
Camisas ing
Peitospara
Biscoutos
Emcasa de
Cruz n.
lentes.
lezas.
amisas.
ArkwightiC, ruada
61.
Bbtica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, veade-se os segninles medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo ingle;:.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Unguenlo Holloivay.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmsthico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de i oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grando sorliraento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vende -se
EM CASA DE
Ailaiiisoii Howie&G.
Vinho do Porto de superior qualidade em bar-
rise engarrafado.
Biscoutos.
Titila de todas as couros.
Lona e fille.
Fio.
Sellins, selhes, arreios e chicles.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 42.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se um escravo ptimo carreiro e traba-
Ihador de cuchada : na rua do Trapiche n. 8, ou
na rna Augusla n. 61.
4dmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os ajoa.es se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, erupcoes cutaoeas, angina, reten-
Co de ourina, etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp bliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
promplo e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeges do figado e rins,
erysipelas.abcessose ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difculdadc das regras das
aiii 1 lieres hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inleiramente vegelaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas nem
dores do veotre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
aSpurgam. Estas pilulas sao elicazes as alTec-
es do gado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e em todas -83 eofermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obsiruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeito "na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres mportanioo me ii> .niii'uiiis vem a-
companhados de instrueces impressas que mos-
trara com a maior miouciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda no
armazem defazeudos de ftaymundo Carlos Leite
& Irraao, na ruada Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender 03 seguinjes artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapalos de tranca de algodo a 19.
Cartas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
1J40.
Phosphoroscom caia de folha a120rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garios muito finos a 39500.
Colchetes em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colchetes balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapalos de la para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravat3sde seda muilo finas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a lg.
Pe3S de tranca de la com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) 19.
Linhas Pedro V.carlaocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muito linas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordo imoerial (pecas] 40 rs.
Grammaticaingle
za de Ollendorff.
Novo methodnpara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os ettabelecimentos de nstrucejio,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavet que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
e nocessario para o resguardo dos seus mimosos
e pequentnos ps; altendendo tambero a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalhciro de cahja balao,
com um borzeguim estragado, far urna triste
hgura vis-a-vis de urna bella ; considerares tao
acertadas actuaram noespirilo do propietario do
estabelecimenlo, j l&o conhecido pela roodici-
de dos precos do seu calcado, para redozi-los
jaiada mais, munindo-se de um abundante sor-
mento e sem defeito, que aprsenla aos seus
"emgnos freguezes (moeda em punho) pelos
precos abaixo:
Senhoras
Borzeguim 52 a 59. 4800
Dito ditos.......4#500
Ditos ditos.......4#000
Meninas
Borzeguins 29 a 51. 5#800
Ditos 25 a 28......5g600
Ditos 18 a 24......3200
Homem
Borzeguins...... 9^500
D!to8.........8#800
Ditos prova de fogo e d'agua. 8$500
Dtos......... 6/000
Meios borzeguins de bistre. 6#000
Sapatoes com elstico c lustre. 5#000
Ditos arranca pelle, bezerros. 5#600
Ditos de bezerro. 5.S000
Meninos
Sapatdf........5600
D,,os.........3jjf000
Ha tambera nm variado sorlimento de todas as
classes e precos nfimos, sendo os annunciados
smente de drimeira classo
Vende-so urna moblia de amarello por pre-
co commodo, e juntamente cede-se um segundo
andar quem ficar com a mesma : quem preci-
sar, dirija-se a rua do Rangel n. 75, que se dir
quem vende,
RELOGIOS.
Vende-se emcasa de Saunders Brother' 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do. abncante Roskell, por presos comm e tambernrancellins e cadeias paraos mesrros
deexceellnle gosto.
:*1:CMi3icaC]MD3 CBC5S
Seguro contra Fogo
COMPAJVH1A
LONDRES
o
8
AGENTES
J. Astley & CompaDhia. C
9
Vende-se
| Formas de ferro para f
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
Espingardas.
3 Ac de Trieste.
i Pregos de cobre de com- f
posicto.
Barrilha e cabos.
i Brim de vela.
i Couro de lustre.
I Palhinha para marciiiei-
ro : no armazem de C.
| J. Astley A C. t
MMMNMMitMMI Cffl3ci |
-- Na rna da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guinles fazendas, por melade de seu valor, cara
liquidarlo. *
Bicos de seda brancos o prelos, de todas as
arguras, vara a 160, 240,400, 8C0 e 1JC0O
Um completo scrlimento de franjas de seda e
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15. 20 e 35.
Botoes deseda, velludo, de louca c de fuslo
de qnalidades finas, duzia a 200, 400 o C00 rs.
Collarinhns bordados de 500 rs., 2g, 3 e 4j>!
Entren eios finos, pecas com 12 vsias a Ifi
Folhos bordados liras"a 510, 1, 2. 3^500.
Camisetas com manguitos a 3$, 4, 5 e 6a.
Enfeites de flores a 0f.
Chapeos de seda para senhora a 10.
Casaveques de velludo a 40 e 60S.
Ditos de seda a 25j>.
Dilos de fuslo a 8 e 12JJ
.Fil!-l5seda e de lodas as qualidades de 160
Dilas de velludo de 240 rs. a 1J.
Rua da Cadeia do Recite
lOfiM}
Vender-
casa de N. O.
n. 4.
Arados
pata lavarrou
se libras sterlinas, em
I eber & C. : rua da Cru?
12 at 20.
Aloaca de seda, covado a 500rs.
Organdys com ricos desenhos, vara a 500 rs-
Grosdenaple preto muito bom de 800 a 23500
Cortas de collete de fustao a 3).
.i>i!^de alp,ca preta e de cores n de 2#
at 4^4)00.
Espartilhes francezes a 3*500.
Nesta mesma loja vendem-se chiUs francerss,
ditas inglezas, madapoles. brins, aigdes eou-
Iras rauias fazendas por prego que admira.
para rosto de linho a 1, chitas francezas de su
periorsjuadade, Unto escuras como datas a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palilols s 49 ofo-
vaddf e ura completo sorliraento de outrssfazen-
das, e ludo se vende por prego barato, sqo lo
po-sivel aqui se poder mencionar nema quarta
partedellas, no emanto os freguezes ctiegandoe
querendocomprar nao trossra fazenda.
'inston cVC. r
Na taberna
ron grandes com
saceos com fario
menanos e machinas
ba: em casa de S. P. Jo-
aa da Senzalan. 42.
bi
Vende-se un
. mos de frente e 17
i rua Imperial do la
I que pretender, dir j
granjde da Soledad* vendem-se sac-
milho, o melhor possivel, e
de Goianna, tudo barato.
terreno proprio, com 32 pal-
) de fundo, quasi aterrado, na
lo da mar pequea : a pessea
a-se a mesms rua n. 197.
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,d?
ouro patente inglez, para homem e senhora.
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
ivndos pelo i (timo paquete inglez : em casa d<
oSuthall Mellor 4 C.
Loja das seis portas em
frentedo Livramento.
Covado a 200 rs.
Chilas largas de bonitos gosios a 200 rs. o co-
/fdo, ditas estrellas a iroilagao de lazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs, o covado, pegas de esguiao de algodao
muito fino a 3| a pega, ditas de bretanha de rolo
com 10 vatasa 2$. riscadinho do linho a 160 rs
o covado, chales de merm estampados a 2!
lengos brancos cora barra de cor a 120 rs., ditos
coji bico a 200 rs., algodao monslro de duas lar-
guras o moihor que possivel a 640 rs. a vara
mussulina encarnada a S40 o ovado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla at as
9 horas da noile.
numero 11.
loja de miudezas, conlina a vender-se pelo ba-
rato prego, entre lodas as fazendas, os seauintes
objeclos:
Capachos para entrada de porta com pequeo
defeito a 120 rs.
*Jnjas para "rt'oados e toalhas, peca a
Durias de talheres a 2J900.
Dilas de ditos finos, cabo de baleia, a 5fc500.
Baralhos de carias de apreciago a 2#.
2a500UhaS de vid^ilh<, gos,os modernos, a
Carlas de alineles a 100 rs,
Massos de grampas a 40.rs.
Molduras douradas de todas as larguras a 5
Franjas de seda, la, algodo e linho, gostos
modernos.
Enfeites para cabega, de froco, modernos 8
Mantas para grvala a Beltramini %
Charutos de economa, caixa com 100, a 2500.
E minios oulros objeclos que s "isU dos com-
pradores.
VENDEM-SE
duas moradas de casas terreas em Olinda, sendo
urna na rua do Amparo, rom bons cummodos,
esl-ibaria e quintal murado ; e a outra na rua de
S. Francisco, com bom quintal e cacimba, propria
para quem pretender lomar banhos salgad por
ser muito perto ; ambas por prego commtfMA: a
tratar aa rua de Amparo, casa contigua a estada
que sobe para s igreja de N. S. do Amparo.
Vende-se urna canoa rmva que pega 1^200
lijlos : na rua Imperial n. 117.

ILEGVEL
#


T"
DUAIO DE PERNAMBUGO. QUINTA FE1RA 25 Al OOTUBRO HE 1860.
S3TO SfMflMipif
VGENCIY
(*)
DA
DE
N\ LOJ\ \RM\ZEM
BE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco
Suda de quaJiinhos rauilo fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca desenhora da
ultima moda
FazenJas para vestidos, sendo seda i
e seda, cambraas e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Longos de seda rxos para senbora a
29000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurguro p reos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
da Congrega^o
1000
letreiro verde.
23)500
8950O
29001)
55500
3320
&500
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantssia
Chales de toquim muilo finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
29000
18500
&M
PR00RESS0
de
rgod
Os proprietarios deste estele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamente sortido de gneros, os melhores que tem
viudo a esle mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conla dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8o0 rs.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas Je 1 a 2 libras a 800
rs., em porc,o de se far algum abaiiraento.
Maca de lmate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
lalas c<>m er\i\Vias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de nolacninna de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
Ameixas francezas
as mais novas que tem vinJo a este mercado em compoleiras, contendo 3 libras por 33?000 rs.
e em atas de 1 1)2 libra por 19500 reis
Verdadeiros figos de comadre
em caixa com 16 libras por 3?000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixinnas com 8 libras de passas
a 35OOO rs. em porcao se far algum abalimenlo, vende-se lambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha nerola
o mellior que ha neste genero a 25500 rs. a libra dito hyson a 25000 rs.
Palitos de dentes licuados
a 200 rs. cem 20 macinhos. ..,,
neixe sarel em posta
o mellior peixe que exziste em Portugal em latas grandes por 19500 rs. cada urna e de
outras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toncinho delAsboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#000 rs.
Tambem vendem-se os seguintes gneros, lujo recentemenle chegado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muia nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fruclas em calda, amendoas, nozas, frascos com
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias quididades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as qualidades,
gomma muilo fina, ervillias francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermcete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao tendentes a
molMos, por isso prometiem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
promeliem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas orno
se vie-sera pessoalmenle; rogam umbem a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar .suas encommeuias no armazem Progresso, que se lhes affianga a boa qualidade e
o acondicionamento,
FINDIC10 LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nora n. 42.
Nesteestabeleiment contina a haver um
completo suriiinerito de moendas e meias moen-
daspara engenho, machinas de vapor e taixas
dejerro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bera conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cal virgem em
pedra, ledo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Violto de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bemeo-
ohecidas marca doe Srs. Brandeoburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St.-Julien.
Margaux.
Liroso.
Chteau Loville.
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
s, ,
gt. Julien
l. Julien Hdoc.
hateau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mai8
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranea:
no armazem de fazendas
do Rayroundo Carlos
Leite 4 Irmos ra da
Jmperatnz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Pechincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
qiiafro portas.
Chitas francezas matisadas muito finas com pe-
queo toque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamente limpa, a 200 rs. o
Gomma e arroz
com casca,
Vende-se superior gomma e arroz eos casca,
por praco commodo : no armazem de Francisco
L. O. Azevedo, na ra da Madre Oeus u. 12.
Vendem-se duas com modas de
Jacaranda' e um gnarda-Iouc i de ama-
relio, assim ejomo se troca'um lindo
sanctuario coni diversas imagens, tudo
por preqo commodo : na ra da Palma
n. 61.
Vende-
cervejs superior a
1800 : na trav
se
320 a garrafa, e em caada a
essa da ra das Cruzes u. 6.
Pechincha sein igual.
De queijos fame ngos recentemenle chegados
pelo ultimo vapoda Europa a 2; e em caixa
se far algum abolimento: vende-se nicamente
lio armazem progresso de Duarle & lroio. no
largo da Penha n 8.
SYSTEMA MEDICO DEUOLLOWAT.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavjjl especifico, compesto inteirs-
raente de hervas nedicinaes, nao contm mercu-
rio nem algunia outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenr infancia, e a compleic,5o mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na completcao mais robusta ;
enieiramente innocente em suas operaces e ef-
feilos ; pois busca e remove as doenc,as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que estavara as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude n forjas, depois de haver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperajao. ; fac,sm um compeienia ensaiodos
efBcazes effeilos desta assombrosa medicina, e
preMes recuperarlo o beneficio da saude.
lempo em tomar este remedio
> seguintes enfermidades:
Febreto da especie.
covado.
enua-
la de
Nao se perca
para qualquer da
Accidentes epilep icos.
Alporcas.
Ampolas.
A reas (mal de).
Asihma.
Clicas.
Ccnvulses.
Oebilidadeou.ex
cao.
Dbilidade ou fa
foress para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no Ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Heryspela,
Febre biliosa.
Gotta.
Heraorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Iiiflammaces.
Irregularidades
menslruarfio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rbeumalismo.
Symplomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
[\ovidade
Ven Je-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal!
cas, chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado ueste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
lorio.
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita franceza una a 220 rs. o covado, corles
decassa a 29200. dito de cambraia a 25800, cha-
peos lo Miro a 2800 e .{$000, cortes do casemi-
ra a 38000. chales de 15a escuros a 1J800, ditos
de merino bordados a 5J50", meias croas a 1800
a duzia, brins miudos a 160, ditos grossos a 260,
pegas de cambraia lisa fina com 12 jardas a 6$ a
peca, dilas muito fina a 9#, camisas francezas de
cores e brancas a 1S60O, casemira preta fina a
1750 o covado, panno preto fino a 38, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga araarella a 260 rs. o covado. brim braneo
de linho puro a ljjlOO a vara, cambraia de cores
muilo fina a 600 rs. a vara, lengos brancos finos a
2^800 a duzia, ditos pequeos a 2600, chila pa-
ra cobertas a2Ors. o covado, dita a 160, panno
da costa a 340 rs. o covado, pecas do esmbraia
branca de quadro muito finas a 48 com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar-
gura de 4p3lmose meio a 4g500.
Borba.
O fabricante deste rap nao faltando a sua pro-
mega de o melhorar o quanlo Ihe fo3se possivel
urna remeca vinda do Para por este ultimo va-
por, j muito maisaperfeicoado, e a sahida que
elle de prompto tem lido prova sua excellente
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha de fino, meio arosso e grosso ;
deposito ns ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico ; na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
JOIAS.
Seraphim & Irmao, com lajas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, surtidas das mais
bellas t delicadas obras de aura, prala. epedras
preciosas; vendem barato, trocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
lade dos prelendenles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos ( Lima
receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, lendo entre estes alguna peque-
nos que 8ervem para as senhoras que yao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seje grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 68500, n alguna com pequeo de-
feito s 5$ : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nova n. 7.
Febreto intermilente,
Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boiicarios droguista e outras pessoas en-
carreg&das de sua venda em toda a America do
bul, Havana e Ilspaulia.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem urna ustruccao em portu-
guez para explicar o modo de se usar desls pi-
lulas. r
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de lodas as najoes
podem lestemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso quo delle fizeram tem seu corpo e
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tratamenios. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peiiodicos, que lli'as
relatam lodos os das ha muitos anuos ; e a
maior parle deltas sao tao sor prndenles que
admiran) os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o uso de seus braejos e pernas, depois Je ler
permanecido longo; lempo nos bospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao 1 Deltas ha mui-
cas quehavendo de xado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submelerem a essa ope-
rago dolorosa fo ara curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessloa na enfusao de seu reco-
nhecimento declarajrara estes resultados benfi-
cos diante do lord orregedor e outros magis-
trados, afim de mi is autenlicarem sua a firma-
liva.
Ninguem desesr erara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemeileseguindo algum lempo o
Intmenlo que ne:esslasse a naturez3 do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento lie til, mais particu
rmente n seguintes casos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortadurts.
Dores de cabeca.
das costas.
dos ine-ibros. i
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
de
n lia i ni aguo da bexig.i.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
l'ulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articlaseos.
Veas torcidas ou no-
das as pernas
Fialdade ou falta
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengva escaldadas?.
Inehages.
lnflamagao do figado.
Vende-se esle ungento no eslabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas; de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conim
urna inslrucgo em portugus para explicar o
modo de fazer usojdesto ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na1 ra da Cruz n. 22. em
Peroambuco.
Terrenos pertoda
pra Caminho dos mnibus.
Os herdelros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sorles de ierra a voniade dos compra-
dores com n nica restriegio de nao terem menos
de 80 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliiiano
Rodrigues Selle o encarregaao das medices
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreita do Rosario n. 30, terceiro an-
dar, ou Da praga da Boa-Yisla, botica de Joaqum
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu silio na Capunga.
Vende-se na loja de Antonio Augusto dos San-
ios Porto na loja ns. 37 e 39 na praga da Inde-
pendencia, capellas de aljfar eimortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma se^uinle
e precos razoaveis :
Capellas dealjofe com iEscripgoes, grandes a 10j>
Ditas dilas por 8jj
Dilas ditas por 50
Ditas dilas por 3jj
Ditas de imortaile por 2#
Quadros cora a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcOes por baixo a 12 e a 108
Relogios
Suissos.
Era casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisouloes, ptenles,
chronomelros, meioschronomelros de ouro. pra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderopor precos razoaveis.
Chapeos de sol de seda in-
glezes a 8$
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5. de Guimarr.es & Lima,
vendem-se chapeos de sol de seda inglezes a 8
cada um ; na mesma loja vendem-se cortes de
collente de tustao finos a 500 rs. cada um.
Gollinhasde contas para
senhoras e meninas
Vendem-se gollinhas da conlas para senhoras
e meninas, do muilo bom gosto, a 3 cada urna,
ditas de cambraia lina a 1$ cada urna, e man-
guitos a 2$ o par ; na loja de fazendas da ra do
Crespo, esquina da ra do Imperador n. 5.
Vestidos de phantazia
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ruado Imperadora. 5, vendero-se vestidos de
phantazia de 3 babados, 2 saias e aquille. por
168 Cflda um, ditos do cambraia bordados mullo
finos de duas saias a 20 cada um.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esqnina
da ra do Imperador n. 5, vendem-se mantele-
tes de seda para meninas a 8 cada um, e dilos
para senhora muilo superiores a SO e 2500
cada um.
Sahidas de baile
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5, vtndem-se sahidas de
baile a IOS cada urna.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnsion Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C.
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhes
inglezes, Cindeeiros e casligaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicle para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro patente inglez.
Tachas e moendas
BragaSilva & C.tem sempre no seu deposit
da ra daMoeda n. 3 A,um grande ortimento
detachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Uaw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Loja da seis portas em
frente do Livnnenlo.
Roupa feita barata.
Palilolsde casimira escuras a 4J50OO, dilas de
alpaca prela 45OOO e 55? 00, camisas brancas
ede cores a 2O00, ditas de fustao a 29500
serolas muitas finas a 15600 e 2000, palilols
de brim pardo a 3000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palilols de panno preto sobre casa-
cas, colletes de casemira preta ede cores, ditos
de vellido preto e de cores ; um completo sorli-
menlode roupas feitas
Vinbo Bordeaux
Na prtja da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se vinho Bordeaux a 500 rs. a gar-
rafa, o melhor que pode haver peste
genero.
Vende se urna rica mobilia de ja-
Caranda' com pedras brancas, a moda
de Luiz XV : a tratar na ra Direita n.
68, primeiro andar.
Atteneo.
Vende-se urna taberna com poneos fundos, si-
tuada no melhor local que se pode desejar por
flcar em esquina, e amenidade do luflar convida
aos freguezes a desejarrm fazer pousada na rasa,
pois tem grandes commndoa para esse lim, como
sej um grande solo corrido, e ni lim basta dizer
que o lugar as Cinco Puntas junto as casas
cabidas para flcar n'uma posigio de abraoger to-
das vitas : porlanlo quem desejar gaubar di-
nheiro dirigir-se ao mesmo lugar, as Cinco
Ponas ns 80 e 82, que todo negocio se far.
Vende-se na ra do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$, dito de vaqueta a 7$.
Vende-se salitre pardo de pri-
meira qualidade muito secco em bar-
ricas : na botica de Bartholomeu Fran-
cisco de Souza.
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslabelecimento saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
ino, fe.jao muUtinbo e preto, gon ma de mandio-
ca, arroz de casca edito do Maranho de su-
perior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho
do Porto em garrafa do melhor que pode haver
no mercado, manteiga ingleza e franceza, banha
de poico em latas, bolachnhas de soda de todas
as qualidades, cerveja prela.e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas n-
glezas e os mais gneros que se vendem por me-
nos bre^o do que se vende em oulra qualquer
parle.
Vinagre braneo,
superior.
Vende-se vinagre branro superior em barris de
SBtfivspa'ara-fse
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calcado fr/m
cez, roupa fe.ta, miudezas finas e pe un a"""
ludo por menos do que em outra* parle Va I?'
a do vaiior na ra Nova n. 7.
hTiA n.a?. venIdeseB:eber & Su '
mJSSff'^* mn* Farre&C., urna dasm.-is
acreditadas marcas, mu conhecidas no Rio de Ja!
caha XCreZ Cm barrS' cenac em barris c
Vinagre braneo e tinto em banis.
Bnlbantes de varias dimeuses.
tiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, bruios e brins.
Ac de Slilo
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife o. 38, primeiro andar
Vinlio genuino.
,-,ld,a h? l"713 f'p1"e,ia quantidode de anrorc-
a desle vinho sem confeicao, e proprio de docn-
tes : na ra do Zigano n. 19, nrimeiroandar-
Cu pell
91
para tmulos e catacumbas tanto do
aljfar e imortaile com MCripces : na
ra do Imperatt iz n. 7, loja'do Le-
conte.
Vende-se urna preta de meia idade ; na ra
lJill'lla D. O.
\ende-se ou permuta-se por casas aaui na
cidado um grande sitio perto da cidadp, com
grandes bauas de capim, pasto p^.ra vareas de
lene, tem seu coqueiral, algum as fructeiras ter-
reno para verduras, com bom poco d'ag.ia de
beber e tanque para banho ; quem pretender
dirjase a ra de Praia, marcineiria n. 59.
Calcado de Milis.
Na loja de Burle Jnior & Martina, ru do Ca-
bug n. 16, existe um completo sortimento lodas as qualidades.
Eseravos fu cios
Aviso.
Fugio do dia 20 de outubro do correte anno
o cscravo Marcelino, de idade deSSannos, pouco
mais ou menos.com os signaes seguintes : altu-
ra regular, barbado, cabellos pretos almelados,
levou comsigo camisa de riscadioho, um calca
branca e outra de risradinho, e dous chapeos,
sondo um de couroc outro de feltro braneo, cons-
ta-m que levara una maca de ovelha e algum
dinheiro, tem um talho na testa e outro na ijo,
sendo o da tesla no lado direito, e o da mao na
esquerda entre o dedo pollegar c o outro, e urra
unha arrancada no dedo pullegar, fui em conipa-
nhia de outro mulato por nome Angelo, 6 uatu-
ral da villa de Ex.cidadedo Ico, onde leni rru-
Iher ; roga-se as autoridades policiars, capilcs
decampo e a qualjuer pessoa a apprehenso do
dito escraro, a entregar no Cear aos Srs. Pa-
checo o Mendes. e na cidade do Rerife ao abaixo
assignado, na ra do Trapiche n. 15, ou na ruu
da Aurora u. 4, que sero bem lecompensaJos.
Camiilo Pinto de Lemos.
Fugio hoje do poder do abaixo assignado a
(sua escrava Ignez, prela fula, de t7 anuos. Sabio
I com vestido de riscadinho roxo e chale encarna-
Ido, e leveu una trouxa com diversas pecas, in-
Iclusive um vestido de cambraia branca aida por
, acabar de fazer. Esla esrrava foi comprada em
25 de fevereiro do correle anno ao Sr. Sebastiio
Antonio de Mello ftego, morador em (guarass :
; quem a regar e entregar na ra do Hospicio n.
,21. sera Lera recompensado por
Augusto P. de Lomos.
Acha-se fgido desde o dia 26 do agosto
prximo passado, o mulato Francisco, de idado
de 38 a -0 annos, com os signaes seguales : alto,
corpo regular, mualo, de cor paluda, cabellos
pretos o crespos, com pouca burba e rom urna
infria sobre o nariz junto as sobrancolhas
bem visivo!, levou seroula e camisa e cu>tuma
a usar camisa por cima da calca : roga-se as au-
toridades lano da praca como do mato sua ap-
prohens3o e enlrega-lo na ra da Imperatriz loja
n. 6, aonde ser gralilkado.
Contina fgido desdo 29 do julho deste an-
no o escravo pardo acaboclado de nono Joao,
com os signaes seguinles : corpo e estatura re-
gulares, cor plida por ter soffrido de sesdes, de
idade 25 a 30 aunos, falla descaocada, mansa e
sempre contrafeita, mostrando fingimenlo, na-
tural de Inhanium. foi propriedade de um vclho
por nome Joao Secundo do mesmo serlao, o por
i morle doste vendido pelos herdeiros, sendo urn
j dos ltimos possuidoros Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor ae engenho do Sul, que tambi-m o
vendeu ; julga-se ter seguido para o Inhami>m
ou outro qualquer serlio : roga-se aos cpiiais
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu artual
senhor, o major Joao Francisco do Rpro Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiro^a,
que se recompensar generosamente.
Boa ecompensa
Jos Mathous Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual tem os
signaes seguinles : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo. rosto e cabera redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aada ar-
amia um pouco os bracos, falla bem e sabe lor.
natural do Ir, onde tem familia : na ra da
Caacia do Recife n. 35, loja.
5O0SO0O.
Contina a esler fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, lera os signaes seguintes :
fula, alia e muito magra, representa ler 25 an-
nos de idado ; desconfla-se estar oceulta em al-
guna casa nos arrabaldes desta cidade ; veio serlao do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnantia cima, na ra da Cadeia
n. 35, loja.
*



(8;
DIARIO DE PEENAMBUCO. QUINTA FEIRA S DE OUTUBRO DE 1860.
Litteratura.
A CALCADA.
Ab I que horriveis iofameazinhas se praticam
lodos os das Da calcada em nome do direito, e
(Mulo me flzeram.desgragado ess? calcada e es-
se direito I
licitemos correr as minhas recordages re-
dea .-ola ; estou muilo ccrto que ninguem as
contradir.
Eis aqui por exernplo um gordo burguez, que
vai na frente muilo docemenle, com as pernns
abcrlas c cora os dous bracos bataneando por
rrcos.-idade de um equilibrio diOicil.* Elle po-
da tomar n direila ou a esquerda da calcada,
e deixar assim a melado livre. Niio. Vai'pelo
meio ; islo quer dizerque sendo a calgada eslrei-
I, elle a loma loda inleira. Este senhor vai vi-
siiar os jornaes do gabineta de leilura, que lho
Irazem os apressados I
E depois! vos ros arraslaes atraz doli na
distancia de oilo dez passos, cobrindo-o de
maldicoes, porque eslais ou pederis estar dc-
morado na hora de um rendei-vous, e o bom
homem gordo vos anlecipa no direito. Em um
corlo momento puxa pelo lenco de quadros de
cor; assoa-se muilo vontade, com urna segu-
ranga profunda. Nesle momento passais I O as-
soador interrompido leva um rudo tombo, que o
obriga fazer urna piruelta algum tanto coro-
prci'iietti dora. Quasi cabe ; nao sabe mais onde
esta : os passeantes riem-se I mas lhe dissestes :
Perdo I Esto salisfeilas as exigencias da
suciedade e o vosso direito est salvo.
Um pouco adiante est a calgada guarnecida
de pessoasque vo e que veem ; preciso pr-
so a gente de csguelhn, e depois romper pelas
cslr-iias passagens, alertes pelo principio da
CODcessto mutua. Eis um individuo que cami-
i.lij olhando para traz, de modo que os ps vao
de um lado e os olhos de outro. Um tul des-
preso de toda a precauco no meio dos obst-
culos bem estupido ou bem impudente I Esse
homem se arroga um privilegio de faluidade.
Merece orna liro ; e vai recebe-la. pois que vos
adiriiilais na mesma linha que elle, mas em sen-
tido contrario.O choque foi horrivel Apdiiba
leu chapeo imbcil, e lemhra-te que a calcada
nao 6 a grande estrada de Paris a Melum.
Elle apanha o chapeo, resmunga, e procura-
ves com um olhar, que deixa adevinbar que tima
boa cacelada sobre vossa cabeca seria para elle
urna duce consolago. Elle injusto : o cami-
nhante de quem se queixa nao eslava em seu
direito ?
E esses camponozes dos arrabaldes, arrogantes
carregadores de cestos, que nao se importara
com a multido : 'e esses pedreiros salpicados
e cal, que vos sujam com um tranquillo pra-
zer; c essas mulhercs horriveis, de prollsso
Miysteriosa, carregadas com urna enorme caixa
de ngulos agudos, guarnecidos de cobre, que
vos maguara os flancos ; e o homem da esca-
da, que grita arreda! justamente no momento
em que vos bate I
Mas destes ninguem poderia queixar-se. Elles
representan) e exercera o novo direito da demo-
cracia, que nossa liberal sociedade philosophica-
menle aceita, como cada um aceita o fri do in-
vern e os aguaceiros de marco.
Com eflVito I chamai a um delles estpido, por
causa de sua benvola insolencia, ou de sua en-
graciada crueldade.... Desviai s mente o cesto
di uina mtilher com um gesto um tanto prorop-
to ; o cesto pende, o a mulher lem preparada
urna boa invectiva!
Limitando minhas observacoes s pessoas,
comme t faul, islo s pessoas bem vestidas,
aflirmo a permanencia de urna pequea guerra
Viviana sobre a coleada. Sane a gente do
lugar, arreda-se, mas nicamente por um ius-
tiucto, sem pensar nisso, em virtude de um
principio horrivel, o egosmo, que nos leva
evitar loda a especie de desagrado. Em urna
paiavra, algn as vezes o direito esquecido,
mas a concesso reflectida nao existe nunca ou
quasi nunca. A calcada todos os dias tesle-
munha de milhares de imperceptiveis disputas,
nao comprehendidos os pequeos mos actos e
odiosidades, que a aclividade da locomocao pes-
Sual carrega.
Eu linha visto ludo islo e linha soffrido extra-
ordinariamente. Urna reflexo de alguns minu-
tos poz-me em paz com a calcada e comigo
mesmo.
Lembro-me que a mr parte dos enibararos da
vida nos veem de urna paiavra, o direito ; e co-
nlicci que, se cada um desde o mais alio at o
mais baixo da hyerarchia social subsliluisse ao
direito o dever, as cousas deste mundo caminha-
riam por si, e provavelmente eolheriamos prazer
onde s encontramos dillicutdades : eu disse com-
migo que a caridad christaa, no poulo de vista
das reiages sociaes ordinarias, resuma-se em
definitiva neste fado bem simples : Occupar-se
ca la um pouco de si, e muilo dos oulros, com a
iil-nrao de Ihes ser agradavel.
Oitimenle eu nada invenlava: a egreja de
Deus nos tem ensinado ludo, e quando um pen-
tamenlo inlelligenle, forte e fecundo noschega,
qualiuer que elle seja, nao fazemos mais do que
recordar-nos.
Eis-me, pois, em um bello dia resolvido to-
mar essa desgranada calcada pelo lado opposto
do direito. *t dito ; meu pobre Jayme Moral,
velhinhu magro c iraseivel, nao deves mais irri-
tar-te contra ninguem Perdoars todos os im-
pertinentes, al aos chapeos de sol, aos caes de
colleira, aos conservadores, que lomain toda a
calcada eabi se eslabelecem ; aos velhos de oca-
los de ouro, que, cora a bengala debaixo do bra-
co, oceupam o permetro de um grupo de curio-
sos c vos empurrara como Polichinello ; exerc-
ls na mais doce paciencia, onde com grande
dilTiculdade compiimias a mais legitima indig-
HDcao.
Ciedes que isto me foi diflicil ? meu Deus !...
nao .. Demais, eu linha anda a salisfaco da
lula. O basbaque, o importuno, o maroo nao
se me represcnlavam mais como aggressores vic-
toriosos de um direito, mas sim, como adversa-
rios benvolos de meu dever, cujos desafos eu
alegremente acceitava, porque o successo desta
lula dependa de n i:n s.
Nao sabeiieis comprehunder o numero c a va-
riedade dos pequeos conteutamentos, que se ex-
perimentan! na pratlca da abnogseo e da offlcio-
sidade sobre a calcada I
Sigamos esta, que das mais estreilas.
Um insolente vos v vir, e indica por sua
atalude urna certa resolugao impolidez Des-
eis framente, e: Passa sem obstculo, homem
valente, eu thumpbo de ti e do mira I
Um pouco mais longe urna pobre mulher,
mal vestida e com o rosto muito modesto, vos
vir lambem ; ella procura j por o p na ra es-
corregadia ; mas vos deseis primeiro. Urna
homenagera pobreza modesta e fraca, que todo
o mundo opprime e despieza, cousa lio bo-
nita !
Mais longo ainda a passagem escabrosa :
no meio da ra lama, calceleiros, e urna car-
rosa de lixo seguida de militas carrocas. Um ar-
tiga se adianla, enm um chapeo novo, com urna
rosa na aboloadura, e na mo um guarda-chuva
hermticamente enrolado como o boto de cravo.
Honremos seropre o guarda-chuva do artista ; elle
atiesta o cuidado, a economa e a ordem 1 O
bom mojo hesitava. Ei-lo tranquillo. Para vos
o perigo e a lima da ra, para elle s a calcada.
Elle coroprehendeu, e vos tira seu chapeo novo.
Mas vossa recompensa est nisto : urna joven
mae, carregando seu filhinho e urna trouxa, es-
pera com angustia dous pequeos, que a seguem
tremendo com a approximacao dos cavallos. Vos
os conduzis at oulra calcada. A joven mae
vos d agradecimentos, cuja promplidao prova
que bem poucas occasioes se Um de agradecer
as ras publicas.
Ah muilo esqueciamos a maravlhosa fecun-
didade dos principios chrstos. O menor dever
lem consectarios imprevistos, que nasccm sob
nossos passos para produzr-nos um accrcscimo
de mrito e um salario de prazeres deliciosos I
Querieis ser apenas soffredor corajoso e vos tor-
nis de repente benvolo sem esforco, e depois
vossa benevolencia vai transformar-so em urna
sorle de virtude graciosa, que determinar a ap-
parigo de urna multido de pequeos factos en-
cantijores. A calgada era honlem urna arena
onde vosso orgulho soffria um pugilato oneroso,
boje o algrete de um jardim, onde as flores
desabrorham em mnitas.
Meu ponto de vista urna vez acceilo, desafio
que se encontr urna situaco e um lugar mais
commodos para adquirir o go'slo do dever, e for-
tificar-se pouco pouco. Indo para os vossos
negocios pralicais urna porco de artos benvo-
los, que deixam atraz de vos urna sement pre-
ciosa. Com o direito semeareis pedras, com o
dever someais bous exemplos ; migalhas de
pao christao, que os vosses obrigados apanham I
Alem disto, fortifica-se-vos a paciencia, e fazeis
sem desprazer algum a conquista da humildade,
agradavel e poticamente.
Assim, quando os nossos inimigos, os homens
da libordade moderna, esto na posse da forca
social, podemos ainda carainhar no meio delles
utilisando-os.
Mas cu fallava da sement christaa I Succe-
deu-me deixar cahir urna, que produzio quasi
urna arvore sem que eu principio o notasse.
Conheceis a ra do Forno, urna ra esireila,
que corta de lado lado um enorme bolo de ca-
sas velbas, perlencenles parochia de S. Sulpi-
cio? E a amiga Paris do povo e Jo commercio
a retalho. Ha nhi becos, becos sera sahidas e
alpendres sombros. Contedlos e conlinenles,
islo habilacoes e habitantes, ludo islo est
aperlado, misiurado e entrelazado da maneira a
mais anarchica ; e as calcadas desta ra leen a
largura de um degro de oseada, justamente
quanto preciso para que a roda do mnibus
vos roce na passagem, se vos nao conchegais es-
trictamente parede. E" um trabalho sera fim
subir para a calgada, poriue lodo o instaule
preciso descer.
Justamenle por causa disto alguns individuos
atTectam tomar posse dola. V se-os caminhar
l com a fronte erguida, e adevinbar-se que dizem
' comsigo : Eu nao descerei.!
! Todas as manhaas passava eu pela ra do
i Forno, c muilas vezes encontrava um desses in-
dividuos, ura homem, cojo esbozo vou Iragar
i com algumas peonadas. Traje de artista sim-
! oles, nariz grande, grandes olhos, grandes bar-
bas negras, faces rubicundas, indar teso, com-
pletamente feio ; entretanto, alguma cousa de
leal e mesmo de bom no resumo do sua phy-
sionomia.
Encontravamo-nos : eu descia sempre da cal-
cada ; elle sempre com seu pasan vencedor.
Urna manha estiva a ra mais porca o mais
obstruida do que nunca. Havia na verdade m-
rito em ceder o lugar bom. Eu via vir o meu so-
berbo artista. Elle julgou que eu uao cedera de
boa vontade, sorria-se insolentemente e dispu-
uha-se fazer-me obedecer.
Eu me sacrifique) proposito, sem hesitaco,
mas nao sem dignidade.
Islo o sorprenden. Vollou-se e seguio-me
com os olhos gozatido das minhas difliculdades
com ar de bravata.
Eu tinba larabem rollado a cabeca ; seu orgu-
lho imbcil quebrou-se contra um* olhar lixo e
fri que eu mantive sobre elle duranta slgunsse-
gundos. Senli que elle guardar me-hia odio.
Cora effeito, no dia seguinte e no oulro dia de-
pois appareceu-me elle enraivecido. Una re-
sistencia de minha parle (er-lhe-hia sido bem
agradavel I Em vao esperou-a. A Providencia
zombou delle mais do que de mm, e reservou-
Ihi)urna sorprendedra p un gao.
Em um dos dias seguintes comegou cahir a
Chova de repente. A ra do Forno assemelhava-
se um desses caminhos do districlo da Brie,
que o camponez no invern nao arriscara mon-
tado em seu burro, com tnedo de perder sua ca-
valgndura.
Os pees, bem ou mal vestidos, e os mercado-
res de nozes se resguardaran) nos corredores das
casas. Eu fiz o mesmo ainda que munido de ura
guarda-chuva e me introduzi em um grupo de
alguns pobres, que esperavam o fim do aaua-
ceiro.
O senhor meu homem ah eslava I Olhamo-nos
com o rabo do olho. Elle pareca de mo humor
e a cnuva evidentemente o contrariava mais do
que qualqner dos seus vizinhos.
Pronunciei em sua inlencao alguma phrase ba-
nal sobre o lempo
Respondeu como se fallasse comsigo :
Sim, bom lempo quando se lem pressa !
sou esperado em una casa A eem passos d'aqul
em casa de burguezes. Quera chegar lmpo, e
FOlLUETIiU
Gl\ LEYIXGSTONE
oc
A'TODO TRANSE.
POR
Jorge Alfredo Lawrence,
(Continuaco.)
Era curioso reparar como reinava cm toda essa
galera de relratos de anU passa Jos, a mesma ex-
presso de vigor e de resoluco dos labios e da
parle inferior do rosto que lo notavel era no seu
descendente. Achava-se sob a viseira nieia er-
guida de Sr Malise, appellidadoo punho de
ferro que subi brecha de Ascalon, lado la-
do com o valente rei Ricardo ; achava-se ainda
mais tenivelmenle sob o capuz do prior Bernar-
i, o ambicioso asceta, em quem segundo disse,
o grande conde de Warwick se flava como na sua
mao direila ; depois um pouco altenuada, porm
ainda perfeiiaraenie visivel sob os longos cachos do
ajudinte de campo do principe Ruperl, que mor-
reo debaixo das armas, em Naseby, como um
verdadeiro bravo ; emlim era ella que se encon-
trava presentando um contraste singular com a
-cabelleira laboriosamente empoeirada e os ele-
gantes manguitos do bello Leringslone, o mara-
vilhoso de mos brancas, do roz suave, e mais
ormoso esrriptor de sonetos, a espada mais pe-
rigo'a da corte da boa raioha Anna. E anda se
poda encontrar as feigoes de urna linda moga,
de um Edith ou de urna Alice, combinando-so de
modo singular com a ailracgo magntica de seus
olhos feiticeros.
Do lado do sul, exposlo ao sol, e dando para
os jaroins, acha-se o aposento de lady Catharina
Levingslone, ondeinfaiigarel como Mathilde e
suas damas de honor, janella no rero, so in-
vern ao p do lar, a paluda castellaa conserva-
C) Vide Diario'a. 247.
so senlada com o seu boodado. Quo ondas de
tapegana nao sahiram desses dedos finos e bran-
cos, durante o seu labor incessante de vinle an-
nos I
Ninguem pode di/er todo o bem que ella fazia
as vizinhangas de Kerlon-Manor. Era boa hos-
pilaleira para com as mulheres que recebia, ain-
da que osicolhe.ssecom modo altivo e pouco de-
roonstrativo. Todava as mulheres casadas e sol-
telras da nobreza provinciana olhavam-a com
cerlo receio e muilo respeito. Talvez ella co-
nhecesse essa reserva, porm talvez tambera a
consciencia do seu isolamento tornasse anda
mais expressas as sombras que enlristeciam osen
bello rosto. No mundo s havia um ente sobre
quem se concentravara todas as suas ifTeicoes, e
esse ella adorava com um amor mais forte do q'ue
o sentimenlo do dever, porque, desde a morle de
seu pne, nunca tivera forcas para contrariar por
um instante os caprichos de Cuy.
Quando havia reunio para cagada no castello,
ella levava muitos dias sem apparecer. Enlrc-
tanto. por mais material que fosse Guy, nunca
sahio doseu quarlosem ter recebido um b*ijo de
sua mae. Ella sabia raelhor que ninguem com
que lemeridade seu filho montava cavallo. Mais
de urna vez s a hal.ilidade do mancebo, seu sin-
gue fro e o vigor com que se segurava na sella,
e haviam podido preservar de terriveis acciden-
tes.
Muilas vezes no meio de urna cagada, assalla-
va-me o espirito, o pfnsamenlo dessa pobre mae
que devia estar tremer no seu aposento solita-
rio e que, cortamente, orava pelo filho do seu
corago.
Do lado opposto do paleo era o aposento parti-
cular de Guy. o que ce chamava por corlesia seu
quarto de trabalho, verdadeiro arsenal de espin-
Rirdas e outras armas, cansa em que os objectos
disparalados eslavam reunidos, porque elle nun-
ca tivera a menor idea de ordem ; depois segua-
se a sala de fumar, com seus vastos dirn.*, e
mesas de fogo dispersadas direila e esquerda ;
emlim o quarto de dormir e o gabinete de vestir
de Levingslone.
Ensuideceram suicientemenle a distancia
e as portas inlerpostas sgargalhadas e amatina-
da das orgias que se prolongaran) pela noite fra,
para impedir de perturbar o sonino de lady Ca-
tharina ?
Receio que.no.
forgoso que aqui Oque esperar horas esqueci-
das I Vou perder sem duvida um bom negocio.
Adevinhei que meu guarda-chuva lhe fazia in-
veja, e collocando-me bruscamente bem diante
delle :
Senhor, lhe digo affectando urna polidez ti-
sonha, se sois esperado aqui perto, tomai meu
chapeo de rhuva. M'o enviareis por um criado ou
por uro porteiro : basta que notis o numero da
casa sahindo d'iqui.
Mas, senhor, se eu accellasse vosso guarda-
chuva I., ros nao me conheceis.
Se vos conheco...
O artista pensou que eu alludia suas arrogan-
cias passadas para comigo, o corcu. Eu prosegu
no mesmo lom amarel:
Conhego-ros tanto como ros me conheceis e
eslou certo que me enviareis quanto antes meu
guarda-chuva. Ei-lo, parti de pressa.
Assim fez. No fim de dez minutos meu gmr-
da-chua voltou com urna boa mulher, que muito
prolixamentedesempenhou acommisso de agra-
decimento.
Devia esperar urna radical mudanga nos aclos
do meu homem. Elle esperava um novo encon-
tr. Quanto mira, pouco se me dava com urna
amizade quasi intil. No primeiro encontr pas-
sei de pressa. Elle apenas pode fazer-me urna
lida cortezia, que eu respond com um gesto
civtl: urna cortezia de egual para cgual.
Desde esta minima officosidade, de que honrei
seu carcter, notei que meu artista nao s descia
pressa da calgada para dar-me lugar, mas ain-
da que tnha renunciado suas antigs prelenges,
por que divertia-me em estuda-lo e vi-o mais de
urna vez, distancia, parar com urna pressa
egual minha. Christianisara-se sera sab-lo I
As leis de Deus sao grandes 0 menor acto,
impregnado do sentimentochristao, tem algumas
rezes conseqaencias de urna extenso extraordi-
naria. Nem sempre somos disso testemunhas.
Um domingo, em um lindo da de abril passeia-
ra eu largura da praca de S. Sulpicio esperan-
do a misso das nove horas.
Por pouca altengo que dsse s pessoas que
passaram junto de mira, era-me impossivcl nao
rer a barretada profunda que fazia-me um pas-
seiador.
Nao reconheci-o, o esperei para sauda-lo e re-
conhe-lo na volta.
Necessito ainda dizer quo era o meu artista ?
Sen confortavel toilette, a ablugo e barbeago
do domingo linham-o transformado!
Cheguei-me elle, certamenle por que pare-
ceu-me disposto discrigo, se nao ao respeito
Tinha o sorriso fino e fallava pouco. Suas pa-
la vras nao erara frivolas, eeu gastei as banalida-
des da conversago sem que elle responJesse
mais do que monossyllabos. Por fim calet-me.
Ento elle para. Vejo-o tirar o chapeo incli-
nando-o um pouco para o lado, como faz o ho-
mem do povo quando vai dizer alguma cousa
grave.
A reprodueco de um dialogo, corlado por
posigoes theatraes, tomar-me-hia muito lugar ;
prefiro contar.
0 bom homem declarou-rac que minha perse-
veranga em descer da calgada para dar-lhe lugar,
iiiili.i-o sorprendido e indignado muito, e que fi-
nalmente, quando elle suppunha -me irritado por
sua insolencia directa, minha officosidade extre-
ma resposta do guarda-chuva tranatornra sua
humilde razo. Suppunha que eu linha algum
fim, algum motivo ; procurava-o.e nao compre-
heudia.
Eu lhe pegue no brago rudo-me:
Como vos chamis ?
Joao.
um bom nome... Senhor Joao, outr'ora a
calgada da ra do Forno era para vos o instru-
mento de um orgulhoso despotismo. Todos sen-
liam-se obrigados a descer a vossa approxima-
co. Depois que vos emprestei meu chapeo de
ebuva...
Por Deus, senhor, depois da historia do cha-
peo dechuvaobro muito pelo contrario.Tencionei
fazer como vos I principio coraecei descer
por causa das mulheres e dos velhos, e pouco
pouco cheguei descer por causa do todo o mun-
do ; e, nao cr-lo-hieis I hoje se alguem desee
primeiro do que cu, fico encoramodado ; parece-
me quo fazem m opinio de mim, e que me to-
mara por um homem do um carcter muito vil.
Muito bem 1 vosso orgulho cedeu ao espiri-
to de dogura ; melhorasles; entrasles no cami-
nho da perfeicao, na qual iris talvez longo, e on-
de se colhera prazeres, purificando e engrande-
cendq seu carcter. Est conseguido o meu fim,
Mas o que ganhus com isto ? o que vos im-
porta ?
Moslrei-lhe a egreja. Elle respondeu-me com
urna expressiva careta.
Havia ahi ura banco, onde fui sentar-me. A
um imperceplivel signal amigavel, o bom Joao
veio sentar-se junto de mim, nao sem rir-se s
fui la dolas, convencido como eslava de que eu
ia pregar-lhe um sermo.
Pregar-lhe ura sermo 1 A occasio nao era
propiia : ha tempo para tudo ; alera deque ca-
da um sua funego. Meu neophyto era um ho-
mem de quarenla annos, um valente artista ; seu
inslincto levava-o mu directamente ao bem ; as
falsas ideas tinham-lhe malineote rogado pela
iutelligencia ; e por conseguinte anda nao se li-
nha aferrado partido algum, nem o virus da
coirupgo lhe entrara no coracao. Elle de-
via ser inclinado boa-f ; e urna "vez que eu o
dorainava pela aristocracia relativa de meu ex-
terior e de minha linguagem, bastava obrar mu
simplesmenle.
Seuhor Joao, eu vos moslrava com o dedo
a egreja, onde vou daqui ha pouco ouvir missa.
Vos nao ides missa, bom o vejo ; comprehendi
pela careta que lizesies : mas iris um dia co-
mo eu.
Causar-rae-ha isso muila admirago : vos
j lizesles um milagre em meu beneficio.
Eu nao fui sempre piedoso, mas tornei-me
lal cusa da reflexo. Deus quiz levar-me por
esle caminho, e meu nico mrito ter obede-
cido seu impulso : nem poder3mos nos em pre-
serva delle ter prelenges algum outro merilo,
que nao fosse a obediencia. Eu linha filhos, e
multas ; perdi grande parte do meu patrimonio,
e o futuro me assuslava. Felizmente tinha pas-
sado quasi loda a minha vida em urna pequea
cidade de provincia, onde se pode seguir passo
passo or destinos das familias. Concentre! ludas as
minhas lembrangas ; e algumas iioras de estudo
VI
Nao le enxergas em
dourada languidez, nao
conheces os tranquillos
extases do vero, s
sempro mudavcl, Made-
lina.
No da seguinte ao da nossa chegada, depois do
alraogo o apesar de haver reunio era urna flo-
resta muito distante do castello, leudo Guy de
dar audiencia guardas e outras pessoas de ser-
vigo, fui com Forresler de charuto na bocea, pas-
sear pelas estribaras do castello. Raras vezes
tenho visto cavallos em que se achassem to per-
feilaraente reunidas a finura das formas ea rae*.
Levingslone nao olhava ao prego delles; lamben)
pouco lhe importava o carcter delles ; e por isso
mais de ura nao poda ser montado por cavalleiro
medroso, e urna barreirade pao que se balangava
atraz delles prerinia o visitante contra qualquer
approxim*g&o imprudente.
Depois de ter tongamente discutido e admirado
o merilo desses magnficos animaes, sf ntamo-nos
no banco de pedra quo (cava mais exposlo ao
sol. Ahi, ped ao meu corapanheiro que me dis-
ssse em poucas patarras o que fizera Guy du-
rante a minha ausencia.
E' dilBcil disso, respondeu Charley ; elle
nunca se d ao trabalho de oceultar nada, porm
lamben) nunca diz o que faz; em summa', res-
peito delle, nao ha remedio senao recorrer s
supposices. Vive pouco mais ou menos como
os seus camarades de regiment ; joga forte, ain-
da que nao jogue regularmente, e lem sempre
pelo menos dous negocios de coracao ao mesmo
lempo; um limite alm do qual nunca passa.
Ento persegue sempre o bello sexo todo
o transe? perguolei eu rindo-me.
E de um modo que lhe particular, disse
Forresler. E' seropre perfeitamente polido, po-
rm ainda mais zombeieiro, o isso de proposito.
Pobres mulheres I qualquer lhes impe fcilmen-
te. Elle lem-as na mo promptamenle e depois
ellas nao podem mais erguer a cabeca. Suppooho
que as mocas gost3m disso, porque me parece
| que o syslema delle tem um xito admirnvel.
. Durante o verao pessado, elle se panilhou de um
modo perfeilamente egual entre Constanga Bran-
j don e Flora Bellasys, as duas bellas da eilaco
( ainda que sejara to opposlas urna outra, sob
todas as relagoes, como os dous polos. Para fa-
zer justica roiss Brandun, pens que ella nao
bastaram para prorar-me que a mor parte dos
contemporneos de meu pae, que tinham gasto
nos Irabalhos a mocdade afim de enriquecerem-
se e ennquecerem seus filhos, tinham-a gasto
em pura perda.
Os Olhos rirerara na indolencia, no prazer,
ou na desordem. e esbanjaram mais ou menos
depressa a heranga paterna. Vi o enorme capital
araontoado por quarenla paes de familia dissol-
rer-se em alguns anno3 ; depois ri acontecer
essas familias.o mesmo que ao capital, islo vi-
as d'S9olverom-se egualmente, e passarem longo
de seu paiz urna existencia desgracada, immoral
e abjecla.
Sabe Deus o numero d'aquellas que assim ca-
hiram era trinta annos I Nonhuma se levanta,
nem mesmo o lenta.
Senhor Joiio, o que at aqui tenho dito na-
da lem de alegrs. Nao vos enfada isto ainda ?
Nao, nao. senhor 1 Tarabem tenho filhos.
Boro. Conheci quo antes de capitalisar urna
fortuna para m-us filhos, eralroister capitalisar
bons principios < bons hsbitos no carcter delles,
de sorle que principio possara usar da fortuna
cora prudencia < coiuerra-la ; depois, no caso do
que sobrevenha a indigencia, possam resignada-
mente soffre-la sem perda da considerago pu-
blica, cousa fac, o rencer a indigencia pouco
pouco, lomando por ponto de apoioo trabalho e
a honra do catacter. Que dizeis disto, senhor
Joao ?
E' muilo bjnilo, mas...
Mas onde se encontram as torgas proprias,
a substancia moral, os senlimentos e a3 ideas,
que fazem a intelligencia sa, os coraedes honra-
dos e os caraclures robustos? Vos s'orris. Ten-
des algum desojo de rollar para a egreja, que ve-
mos ambos atis de nos ? Pois bem, meu bra-
vo, eu nao o tive tao depressa. Examinei um por
um os diversos principios, que pro vera do queso
Chama razao dohomem, taleci-vos, palpei-os e
dissequei-os afini de saber o que dentro delles
havia ; e recon(iec que todos continhain urna
idea perniciosa :; o direito, e que nenhura conti-
nha o dever. Ru eslava na soleira da verdade.
Dando um passo mais, descubr que nossa repug-
nancia para com a egreja provinha, de quo ella
talla-nos incessantemente de nossos deveres, ex-
cita-nos sem cessar ao sacrificio, compresso
de nosso orgulho e de nossas ms propenses, ao
amor do bem, e
nalraenle atlrahc-nos com todas as suas torgas
para a porfeico, que nos repugna, quando entre-
tanto nao enfraqueceria a nossa indiligencia,
visto como, desprendida dos bices do vicio, nos-
sa iutelligencia i So teria mais do que vos e fle-
xbilidade. O q ie dizeis disto ainda?
E sempre muito bonito ; mas...
Mas para ti
ja, mistar crer
de de nos. cre-1
Justamente
Meu charo
dizer nada da Gr;
predica, alflrrao-
Ento nada
ao odio do mal ; de que ella Ti-
rar proveito dos eosinos da egre-
nelia e cm Deus ; e nao depen-
l ?
Joao, enganais-vos. Sem vos
ga, o que se assemelharia urna
vos que de nos depende cre-lo.
disso comprehendo.
Compreher dies minha pressa era descer da
calcada quando vos approximaveis, e o olTereci-
roento de raeu |parda sol I
Emfim, seihor, por ventura queris tazer-
me devoto ?
Nao ride. J vos tornasles paciente e at
ollicioso sobre a calgada, onde ha seis semanas
vos pavoneareis como um re.
Ora boa muilo engraendo. Se ha nis
so um segredo, dizei-m'o. Compromelto-rae
nao fazer cousa Iguraa contraria s minhas opi-
nies.
Ah teadesopinies! Dizei-aie, tendestam-
bem probidade t
Para isto, tabo-mc.
- Basta. Emiiuanlo o hornera conserra urna
s virtude catholca, ella pode lornar-se, c torna-
se tarde ou cedo| urna base, sobre a qual a Pro-
videncia Divina reslabelece lodo o edificio arrui-
nado. Ah! sois probo 1 Pois bem, Deus vos co-
nliece. vos segu pelu mundo e vos ajudar.
Meu charo senhor, vos balis com todas as
forgas ludo quanto eu tinha na cabega. Por um
nada eu me irritiria ; mas nao quero ser ingrato
para com vosee. Cumpri vossa misso ; desta
vez vos ougo mu sinceramente.
Bem. Um deraonstragao vos enfadara ;
encolherieisas enpaduas. Longas explicages re-
ligiosas e raoraes teriam talvez o mesmo resulta-
do : bocejirieis tle massado I
E' verdado.
Entretanto, se vos dissessem : Tereis fcora
acto simples e leal, pralicado
minutos, e que s lera por les-
a condic;o de um
era menos de de: ..
teraunha Deus, cceitareis f
Accila-la-hlia
Levanlei-me,
Passe meu brac>
me com todas a's
pensamentos e rr
va pendrado nesse momento de ura profundo
amor de Deus, e
rdade raelancol
leriano de sorrU
eu fosse assim p;
porquanto havia
tago. Caminha
meu rosto exprima urna auste-
ra, que teria impedido um vol-
Era preciso sem duvida que
ra determinar minha confianga,
nisso certamenle Iguraa affec-
amos passos miuJos e ollia-
vamos para a egreja.
Sr. Joao, anda sabis vosso Paler ?
Oh!..
E podereis
Sim, ainda
Eis a egrejaj
le. Se um mu
zei-o calar ; dzek
devo ser leal.
Se-lo-hei.
Iris pa
os fiis rodeiam
paciencia egual
sobre a calgada
signal da cruz le
da, como um
uina obrigago e
ra. nem mesmo
da multido, e
se sempre cedo,
oceupar da sua r
vez cm quando
olhares que pa
ver os olhos de
accender-se,
afinal de conlas
o artista levantou-se tambem.
por baixo do delle, apoiando-
forgas. eue minha fadiga, meus
nha velhice precoce. Eu esla-
corajosamente recita-lo ?
_ Ique isso nao me tenha succedi-
do tres vezes de|tois de minha primeiracommu-
nhio.
dante de nos. Entra friamen-
inurio surgir-vos no espirito, fa-
convosco : Prometti ser leal.
Tagua benta, que algumas vezes
approximar-vos-heis com urna
que me vistes por em pralica
; tomareis agua benta ; fareis o
lilamente e com a cabega eigui-
hmnem disposto, que coulratou
que a curapre. Nada de censu-
le reflexo ; mas sim frieza pa-
cifica e nada mais. Depois separai-vos do meio
econcenirai-vos por espaco de
um minuto ; comprim as palpitaces de 'vosso
coracao ; lembra.-vos da promessa que vos obri-
ga, e que vos comprometieses cumprr estrie-
mente. Fazei njvamente o signal da cruz- e
tinha idea nenhuma do outro namoro ; retirava-
e Guy tinha o costurae de s se
val durante o resto da noite.
Porm com|o occullava essa rival a parlilha
dos seus cuidados ?
No principio, nao a a cousa muito bem. De
illa deilava Guy Levingslone
eciam tiros de pistola; voc
misa Bellasys quanJo comegam
as ella os abrandava sempre, e
ella acelou o fado como urna
cousa muito natural. Reservara religiosamenle
elle todas us ralsas depois da ceia. apesar
gos que faziam os homens da ci-
blfeumas. Nao compreheude isso.
que 3 sua belleza viril c a sua
jrle nessa fascinacao? O que diz?
unciou estas ultimas palavrass-
I 2
de todos os esfoi
dade para obter
Dar-se-ha caso
forga leu ha m pa
Forresler prorj
rio e pensativo.
Sem duvid
audacia e vigor
) nenhuma, repliquei eu,com
ilcanga-se muilo das mulheres,
mesmo quem nao tem um espirito egual ao delle
para apoiar esso principio. Nao se lembra da-
quella herona de Juvenal, dessa mulher de es-
pirito lo forte, que abandonou a casa e o marido
para seguir um gladiador enfermo e coberto do
feridas ? Duvido] muilo que a eompanhia desse
Mirmillion fosstf agradavel e espirituosa. Qui-
zera agora que Voc me dissesse alguma cousa
respeito da prima de Guy e de seu pai. Chegaro
manha, segundo soube, e nunca me encon-
irei Com elles.
0 Sr. Ramond, replicou Forrester, como
lodos esses pacficos velhos que tem duas mil li-
bras esterlinas de rendas vitalicias. E' talvez
ainda mais fino e impassivel do que a generali-
dade de seus Beinelhanles. Deve ser esperto,
porque joga o whist como ninguem ; porm est
longe de ser brilhante. A filha...
Aqui corou el e de ura modo muito visivel.
... A filha encantadora, na opinio un-
nime, e nao tentarei pinta-la porque de um re-
trato fago sempre urna caricatura. Vocjulgar
ao jantar. Vohemos para casa. Iremos bater o
roatto depois do segundo almogo e precisamos
calgar polainas por causa dos tojos
Tivemos urna; belhssnia cagada. Vollaramos
pelo parque, levantando de vez em quando algum
coelho escondido no mallo. Partir um na frente
de Forresler e elle estar quasi puchar o gali-
Iho da espingarda, quando Leringslone disse-lhe
de repente :
em p, com as mos postas, recitai o Paler em
roz baixa, doce, mui docemenle. Paris ainda um
signal da cruz e sahireis da egreja.
Depois disto ?
Nada.
Comprehendo.
Porque hesitis ?
E mais difflcil do que parece.
Menos do que ceder o lugar na calgada.
E se eu fizer como me tendes dito, peu-
saes?...
Pens que esle acto bem simples ser um
dia para ros a maior e mais linda recordado.
Mas se agora ros nao sents com a energa e leal-
dade necessarias...
Ah 1 nao dero deixar estas cousas para a-
roanha.
Adeus. Predigo-ros que era breve seris um
solid e altivo calholico.
Apertei-lhea mo, e ausentei-me rpidamente
sem voltar o roslo.
Elle tambero tinha me apresentado a mo ; eu
levava comigo seu aperto de mo, e ausentndo-
me seguia-o : nossos eopiritos nao se deixa-
ram.
O agricultor que semeou o grao espera sol e
lempo
Eu tnha semeado proposito e com cuidado ;
o resto pertencia lei de Deus.
Durante um mez a ra do Forno nao recebeu
mais de duas ou trez vezes minha visita. Longe
de procurar Joao, eu o eritava Mas Paris
urna cidade muito menor do que se pensa. Joo
rae hara espiado, seguido, e chegou saber meu
nome a minha morada, mais adiantado nisto do
que eu, que s delle sabia o nome de Joo.
Urna manha recebo urna carta de partecpa-
go. Tralava-se de um casamento para o dia
seguinte entre Mr. Marleau e mademoisele Gil-
quin.que convidara-me assistir bengo nup-
cial. Nomes desconhecidos. Isto succede de
lempos lempos. Indaga-se : ser meu pa-
deiro, raeu rendedor de fructas, meu especeiro ?
Aqui encontrara-se um obstculo engracado: Mr.
Marleau exercia a profisso de fabricante de for-
mas para sapato I
Eu afilara minhas lembrangas. Nem urna luz !
Por fim notei que o fabricante de formas do sa-
palos linha entre outros nomes o de Joo. Mas,
uina obserrago do outro Joo tinha-me ficado
na memoria : Tenho tambera filhos. O Joo
da calcada porlanlo era casado. Teria inviuva-
do ? Cinco semanas entre urna morte e um se-
gundo casamento !... nao tinha muito cabi-
mento Nao podia ser o meu neophyto, e en-
tretanto alguma cousa me dizia quo devia ser
elle...
Minha incerteza cessou em breve.
Eu acabara de jantar. e ia sahir. Um fraco to-
que de carapainha annunciou-me urna risita.
Abrio-se a porta ; e ouco o nome : Mr. Joo
Marleau.
Era elle I Era o raeu arlisla da ra do Forno
e da praca de S. Sulpicio.
Entre, senhor Joo, e senle-se. Ah I ides
ento casar-ros ?
Meu Deus, sim, senhor, amanha.
Mas julgava eu que j eris casado ? I
Nao tamo. Se rae permittis, explicar-ros-
hei o caso. Remelti-vos urna carta de partecipa-
cao na esperanza de que irieis egreja, porque
sosvs quem fez meu casamento ; e tambera
por vossa causa quo mandei imprimir cartas de
partecipago.
Eu eu fiz vosso casamento ?
e certo. Ah um tanto longa a expl-
cago.
Resumi-a, e nao levis mal que eu ago-
ra mo ria essa idea de que liz o vosso casa-
mento, sem saber vosso nome, nem vossa profis-
so, nem rossa marada.
O bom Deus sabe o nome e a morada de lo-
dos. Elle leve sua boa parle no negocio.
O honrado rapaz eslava mudado : nao tinha
dito Deus, mas sim o bom Deus. Nunca senli to
bem a differenca Deus as mais das vezes o
termo mais ou menos banal dos panlheislas e dos
philosophos, que lizeram-o o synonimo do Ser
Supremo dos republicanos de 93. O bom Deus
o termo predilecto dos calholicos, quo nao te-
rnera patentear urna f ingenua de mulher ou
de menino : desde que um hornera, fallando de
Deus. diz o bom Deus, eu vejo-lhe o fundo do co-
rago c posso eslender-lhe a mo.
Estendi a mo Joo ; comprehendi cora urna
alegra intima que a providencia de Deus linha
felo amadurecer o grao, que eu linha semeado.
bis-ine poitanto silencioso ao p da miuha
chara visita, cujo rosto resplandece desde as
primeiras palanas da historia, que ella vai
contar.
Senhor I antes do nosso encontr da ra
do Forno e da praca de S. Sulpicio, eu tinha de-
fetos insupportareis. Tenho direito de acsa-
los, porque j nao os tenho. Embnagava-me al-
gumas vezes, o dava em minha boa mulher de
lempos lempos. Eiismasies-me o uso da pa-
ciencia, o que para mim foi o melhor dos prepa-
rativos ; e depois izestes-me ir egreja no u.o-
meuto feliz. r"oi como um milagre. Mas vosso
Paler, eu o confesso, fez-me passar um dia bem
mo Para cumprr lealmenie minha palana,
precisei de mais forca e coragem do que ser-me-
hia preciso em urna lula contra dez homens.
Esquecesles talvez ?
Nao esqueci uraa s sylbba de nossa ul-
tima conversa, e vejo quo o Paler foi bem re-
sado.
Ah senhor! Sera duvida rese-o, como
nunca se resa, poriue sahindo da egreja, eu nao
sabia o que seria de mim. Senlia-me meio fe-f
liz, meio desesperado. De repente acho-me cora
grande sorpreza minha diaute da casa que ha-
bita. Julgava procurar um bolequim para embe-
bedar-me, e vollava para casa. Subo, entro,
senlo-me n'uma cadeira e nao digo paiavra. Mi-
nha mulher olha para mim e exclama : Meu
Deus, Joo dar-se-ha que eslejas doente? P-
de-so por islo fazer urna idea de que o Pa-
ler era urna
cousa insignificante
Tinha-me
iranstornado tanto, que j'ilgavam-me doente!
Tranquilliso minha mulher. digo-lhe que se
sent junio de mim c conto-lhe o que acabava
Ali vem o carro de raeu to descendo a ave-
nida do norte.
Com quanto o tiro fosse dos mais facis, Char-
ley errou-o completamente.
Que olhos tem voc, Guy I disse-lhe elle
um tanto zangado. Nao devia fallar um homem
que est aponlando I
A grande espingarda de Lancastre que Guy
(razia disparou com o eslrondu de urna peca de
artilharia, c o coelho cahio com a cabega cra'vada
de chumbo, antes que Levingslone respondesse :
Sim, meus olhos sao bons, vejo umita cous;
mas nao vejo porque razo errou voc um tiro
destes, porque, emfim, a noticia que eu dava era
sabida por lodos em geral e me parece que nao
linha nada que admirasse.
Charley nao replicou. licou com a sua cara de
innocencia opprimida e continuou o seu caminho
fumando silenciosamente o seu charuto. A fa-
milia Raymond chegou ao castello antes de nos;
mas como eu nao eslava em termos de appare-
cer. nao a vi antes do jantar.
Forrester tnha razo. Nao havia nada de no-
tavel na pessoa do Sr. Raymond. Tinha urna
dessas caras magras, do ar distincto, em quero
imaginamos que poderia assenlar admiravelmen-
te o polvlho e os manguitos do secnlo paseado.
Essa physionomia nao linha expresso, nfto ser
urna tranquillidade absoluta e quando fallava, 0
que era muilo raronenhuma luz extraordinaria
illurainava os seus olhos zoes escuros.
A filha formava com elle contraste admirare!.
Era urna moga encantadora e delicada, de cabel-
los sedosos e caslaiihos : seus olhos eram muito
expressiros. a lez que mudara de cor rinte rezes
em urna hora, nunca perda a frescura Tinha as
maneiras de una crianga perdida de mimos, e a
quem urna paiavra brutal assuslaria a poni de
mata-la. Pareca ter muila nffeigao Guy, inda
que fosse eridenle que por instantes quasi que
tinha medo.
Nada se passou do notarel oo jantar ; mas ape-
nas as senhoras se retiravam. Mr. Raymond ri-
rou-se negligentemente para o sobrinho dizendo-
lhe:
Guy, conrido Bruce vir passar alguns dias
em Kerton. Elle deve chegar estas rizinhan-
gas logo depois do Natal.
Esse homem singular pareceu nao lomar inte-
resse nenhum na resposta que lhe foi dada.
Estimarei muito faze-lo, respondeu Guy ain-
da que o nao mostrasse, se isso causa algum pra-
do acontecer-me. Bem comprehendeis que eu
lhe linha fallado muilas vezes de vos e que ella
oem ros conhecia sera ros ler ounca rslo. Ella
escutara-me sem dizer palarra, abrndo uns
olhos enormes ; e quando acabei, sabis o que
fez minha mulher ? Poz-se chorar, mas cho-
rar de todo o corago E eu. Joo. um homem,
fiz o mesmo que ella. Isto nao me aconlecia
talrez ha vinte e cinco annos. Emfim calmo-
nos e achei-me alliviado : pequea chuva faz
cessar grande vento. Via minha mulher, eu es-
lava tambem muito alegre e muito feliz. Fo-
mos passeiar fora da barrera com os meninos.
Lembnis-vos que era um domingo ?
Lembro-me.
Conversa vamos vosso respeito, respeito
de vosso guarda-chuva, da calgada, da egreja dos
signaes da cruz que eu linha feito, e qua'por
ura nada eu teria repelido todos os dez minutos.
Sim, senhor I eu senlia urna tal necessidade
d.lles, que vendo o calvario do Vaugirard, ba-
leu-rae o corago e apressei os passos como
pezar raeu para saudar o calvario e fazer o signal
da cruz.
Bom lh'o devieis.
x ~~ f verdade i justamenle o que eu disse
a minha mulher. Eslavamos por esse lempo cm
fins de mao, porque ora parece-me que foi hon-
tem, ora que foi ha dez annos. A'noite, vollan-
do do passeio, vimos defronte de nos urna egreja.
Resara-se o mez de Mara. Entramos com os
meninos, e... repilo meu Paler, meu Paer Ah
senhor, como o resei bem desta vez, e que pra-
zer causou-rao I Meus iilhos vendo-mo orar,
oraram tambem com um cerlo modo grave. Eu',
Joo, um artista, em p no meio desses me-
ninos e de sua mi, que orava na egreja, senli
pela priraeira vez a importancia de um pae
de familia e de ura cidado.Nao vos incom-
modo ?
Oh !...
Emfim, entramos em casa, e antes de nos
de'xarmos, minha mulher eeu fizemos urna cou-
vengao : que eu nao me embebedaria mais, e
que nunca mais daria em minha mulher. Havia,
porm, mais urna cousa, da qual minha Francis-
ca nao ousava fallar-me, porque della me havia
fallado cera vezes, e outras tantas eu a fiz beijar
redondamente a Ierra. Fallei primeiro, e dis-
se-lhe : Francisca, nada tens pedir-me ?
Francisca saltou-me ao pescogo. Vos nao adevi-
nhais I
T3lvez, conlinuai.
Ora pois J nos eramos casados na cidade,
roas nao na egreja. Agora, roeu charo seuhor,
sabis tanto como eu.
Eu eslava enthusiasmado e senta as lagrimas
nos olhos. Joo ria-se de praser.com ura pou-
co de orgulho e cora o ar de ura boraem que es-
t certo de. lornar-se infinitamente agradarel.
Elle continuou.
Bem redes, senhor, que fosles ros quem
fez meu casamento, e que eu deria convidar-
vos para ir egreja amauha.
= Ah! meu bom Joo, irei. Irei com mais
satisfaco e mais pressa, diz, mil vezes, do que
se fosseis um roillionaro ou um principe.
Estava cerlo disso. Mas devo dizer-vos
urna pequea paiavra. Cazarmo-nos na egreja.
nao era nada ; fizemos mais do que islo : eu
nao gosto de meias medidas. Adivinhaes, ah?. .
Sim, ah I
Caluda! Nao devemos fallar nisto rindo;
sabeis melhor do quo ninguem. Minha mulher
e eu coromungamos esta manha, e ambos com-
rnungaraos bem, eu vol-o garanto. Assim, se-
nhor, tinheis razo de prophetisar dexando-me
ha cinco semanas na praga do S. Sulpicio. Oh !
ainda ouco vossa ultima "paiavra : Joo, pre-
digo-vos que seris um dia ura solido e altivo
christao! Sou I e meus filhos se-lo-ho como
seu pai e nu ser mis'.er que os insultadores
riara-se muito alto, nem se cheguem muito per-
to Joo o catholico lem bons punhos as ex-
tremidades dos bragos para defender sua f e
servir seu Deus.
Tomai sentido A rooderago tarabem
urna virtude.
Sim. na calgada. Ha tempo para tudo :
tenho reflectido. Nada peco pessoa alguma,
nem enleudoque perturbo quero quer que se-
ja. Vejo uraa cousa soraenlo ; fazer raeu dever
minha vontade. Uto educar urna familia de
pessoas honradas : rapazes de Dora proceder e
mocas sem mancha, em bem da Franca, que dis-
so muito precisa. Nao ha motivos para que se-
riara de mim, nem rae insullem.
Mas vos, Joo, muilas vezes nao gracejastes
d'aquelles, cuja f agora seguis ?
Sira ; nem isso me constrangia.
Ento.....
Ento, aquelles, pequeos ou grandes, aos
quaes eu offendi em sua crenga religiosa deve-
riam punir-me com ura sopapo nas rentas : tal-
rez tivessem a resposta, mas ao menos teriam
minha estima, e sua santa colera me leriam da-
do urna ligo.
Joo Joo 1
Nao tive a triste coragem de reprehende-Io,
aloro de que, procurando objeeges. nao me era
possivel encoiitral-as. Parec assombrado. Col-
loquei minha mo sobre seu hombro sorrindo :
solido c altivo
Ah bem o vedes, senhor meu nadrinho,
porque sois o padriuho de minha converso ;
nao por miuha culpa, fustes vos mesmo quem
o predisse : Solido e allivo Al ama-
nha por tanto.
No dia seguinte asssti missa do casamento.
Havia pouca gente : urna duzia de pessoas e
cinco ou seis meninos. Eu fazia, com todo o
cuidado possivel, honra aos casados pela aris-
tocracia de meu trajar. Pela primeira e nica
vez em minha vida, senti nao ter uraa fila ver-
melha e una cruz cm minha aboloadura I
Depois da missa fui visitar os noivos na sa-
crista. Esperavam-me de cerlo. Fui saudado
como nunca o foi personagem algum de impor-
tancia. Os meninos principalmente olhavara me
com um ar de veneraco muito encantador.
[CoMii/iuar-se-/ta.J
zer a Vroc. ou o Bella. Quer que lhe escrera im-
mediatainenle ?
Agradego lne muilo, disse Ravmond com ar
distrahdo. Sei que roc nao pode supporta-lo,
o que nao me admira, mas eu devo ser polido
para com o meu futuro genro. Nao. nao no-
cessario que voc se incommodc. Bella pode
convida-lo da sua parte quando lhe escrever;
suppooho que ella d-lhe algumas vezes noticias
suas.
Era a primeira vez que eu ouvia fallar dos em-
penhos de raiss Raymond. Olhei para Forresler.
Ellesuslentou o meu olhar com modo indiferen-
te e continuou com o mais vivo inleresse des-
cascar nozes e deila-las em um copo de sherry.
Nao lhe aconlecia muito corar duas vezes em
vinto e qualro horas.
Logo depois comegou-se fallar era cavallos e
ero cagadas.
Depois de termos tomado caf na sala, Guy
comecou jugar osenlos com o lio. Raymond
gustara de utilisar as suas notes e sjogava
muilo forte. Era certamenle o bello ideal do jo-
gador; nem mudanca, nem persistencia de for-
tuna nunca perlurbaram a calma do seu rosto
cortes, Ganharia o dnheiro do seu amigo mais
intimo ou perdera o seu com a primeira pessoa
que lhe apparecesse, com a mesma placidez. E'
verdade que al certo ponto, linha encadeado a
fortuna ; entretanto jogava sempre muilo leal-
menie e, algumas vezes mesroo abandonara
urna vantagemque poderia muilo bem reclamar,
certo como estava de que a sua rara sciencia pora
quasi sempre fra de duvida o resultado final da
partida. Do mais elle nunca aniscava um golpe
de puro acaso.
Contaiam-me urna historia curiosa que lhe
succedeu em Paris. Jogava-se um jogo seme-
Ihanle ao Brag ; a regra quer que os jogadores
augmenten) suas paradas sem ver as carias uns
dos outros, al que um deles recuse ir mais lon-
ge. e renuncie ou mostr o seu ponto. Raymond,
no fim, nao linha mais que um adversario eas
paradas se tinham elevado urna somma fabulosa
e elle linha a esculla de dobrar o jogo ou mostrar
as carta-i. Era, pois, da maior importancia para
ambos descobrir aquelle que tinha bom jogo.
(Continuar-se-ha.)
PEKN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860.


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