Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09475


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Full Text

lfll XXXY1. SOMERO 247.

Por tres raezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6&000.
QOARTA FEIRA 24 DE 00TD6R0 DE ftM.
Por auno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
l'AKllDAa DOS CHH
ENCARREGAD09 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE 01inda todos os das as 9 1/2 horasdo dia.
Iguar.iss, Goianna o Paralaba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima!
Natal, o Sr. Antonio Margues da Silva ; Aracaty, o
Sr. A. de Lcmos Draga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Maranhao, oSr. Manoel Jos MaitinsRiboi-
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
e sextas reiras.
S. Auto, Bezerros, Donito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas tetras.
Pao d' Alho, Na/.areth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Iiigazoira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinh.iem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feir.is.
(Todos os corrcios partem as 10 horas da manba
EPHEMERIDES 1)0 MEZ DE OUTL'BRO.
7 Ouatlo minguante as 8 horas e 45 minutos
da (arde.
14 La nova aos 17 minulus da tarde.
121 Quarto crescoule as 11 horas e 51 minutos
da manha.
| 29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAHAR DE IIOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manha.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
AUDINBCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Heladio lerdas, feiras c sabbados.
Fazcnda : ternas, quintas e sabbadosas 10 horas.
Juizo do commercio: quaitas ao meio dia.
Dito de ofphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira ?ara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Mara Salom ; S. Verecundo b.
23 Torga. S. Joao Capistrano f. ; S. Joao Boro.
24 Quarta. S Itaphael Archanjo; S.Fortunato m.
25 Quinta. Ss. Crispim c Crnpiniano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. S. Roga'ciano ra.
27 Sabbado S. Elcsbao Imperador ;S. Erolhida.
28 Domingo. Ss. Sinio c S. Judas Thadeo app.
ENCARREGAOOS DA SLBSCRIPgO NO SIL
Alagnas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Babia,
Sr, Jos Martins Alves Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do ni.uuo Manoel Figueiroa da
Paria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincial
EXPEDIENTE DO DIA 20 DE OUTUBR DE 1860.
Oflicio ao coronel commandanlc das armas.
Sirva-se V. S. de informar acerca do que ponde-
ra no incluso oflicio o director do arsenal de
guerra.
Dito ao Dr. chele de polica.Expeca V, S. as
suas ordeus para que sejain recolhidos compa-
nhia, a que pcrtencem, os soldados de avallara
que foram em deligencias da polica aos termos
de Cabrob e Caruar.Communicou-se ao com-
mandanlc das armas.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar
se durante o mez de agosto ultimo consumio-se
na casa de delenco a quantidado de gaz, cujo
pagamento pedem os empresarios da respectiva
illumin.icao, Ficlden Brothers, no requorimento
incluso ; e d'ora em dame deve V. S. remeller
ruensalnienie thosouraria provincial, para sen
conhecimento, a nota verificada pela forma cons-
tante do meo officio do 22 do mez passado, do
gaz consumido no me/, anterior.
Dito ao delegado da repartirlo especial das
trras publicas.Em solugao ao que consulta V.
S. era seu offlcio de 16desto mez, tenho a dizor-
Hie que, em vista da terminante disposico do
art_. 30 do decreto n 1,318 de 30 de Janeiro de
1854, o 2o lenlo Henriquo Jos da Silva Quin-
tanilha, como juiz commissario da 'Espada, tem
jurisdiccao em lodo esse municipio, e que as suas
altribuices referidas uo art. 31 do citado decreto
e ampliadas pelo de 13 de fevereiroaie 1838 nao
podem restringir-se somenie ao que disser res-
peilo s ierras de indios.
Dito ao mesmo.Podo V. S., conformo me re-
quisito)] em ollcio de hontem, sob n. 79, mandar
publicar os trabilhos po expediente dessa repar-
ligo, urna vez que de semelhantc pubticaco nao
resulte despeza alguma para os cofres pblicos.
Dito ao inspector da ihesouraria de fazenda
Faz-se preciso que V. S. d o scu parecer acerca
da compra das duas boias, de que trata o gerente
da companhia Pernambucana no ollicio junto,
que ra coberio com
Dita.-O presidente da provincia, sob proposla i dispor de canhes que teriam lancado viva luz" O general rqaiza, principal personagem da Con-1 pre pode abafar a anarchia, pelo
do chelo de polica de 19 do corrente, sob n. sobre esses debates: mas os canhOes nao par- federa cao, o qual acaba de dixar a cadeira pre-
IJ70 resolre considerar vago o lugar de 3o sup- liara, e as cousas ero nada adiantavam. Os pro- sidencalj conservndose todava no commando
peme do delegado do termo do Rio Formoso, jeclos sobre tratados baqueavam uns aps ouiros. em chefe das forcas republicanas de trra e de
por ler Francisco de Albuquerque Maranhao Ca- N'uma paluvra, imprensa, cmaras, ministros, lo-' mar, parece almejar sinceramente a ortica do
vaicanli mudado do domicilio, o nomeado para do mundo emim comegava j enfadar-sc des- i rgimen federativo, e em todo o caso abstem-so
o mesmo cargo a Leandro Jos da Silva Santiago., sa cierna questo. a qua ninguem sabia do que : de ameafar o Estado Oriental ou o Paraguay. Seu
Conmunicou-ao ao chora de polica modo acabara, quando por um aciao inesperado SuceeW. D. Santiago Derqui, profesas os raes-
D'ta -O pres dente da provincia, sob proposla fo. ella resolvnla em mui pouco lempo. i mos senliraenlos, e asi pretences de Buenos-
do chele do polica da lo do corrento, sob n. Rosas provocara loucamenle ao Brasil que se Ayres. que nao quer a Qonfedera'cao e ncm desoja
ii n J ,nomoai' a Antonio Btasilino do decidi a obrar. Em poucas semanas um revo-1 acarrelar com as suas cc-nsequencias, complicam
lollauda Cavalcanle para o cargo de Io supplen-, lucao so operou, e o dictador foi derribado. A allamenle o cuidado que ambos deven ter em
lo do subdelegado do dislncto de Tabocas, 2o da Europa mariliina applaudio esse successo que el- nao perlirbarem os seus vizinhos
freguezia de Santo Anto.Communicou-se ao la nao soubera, o nem lalvez tivesso podido obter
chefe de polica.
Como lisse, com a queda de Rosas dcsapparc-
sorn suscitar pergosas reaeces ; porquanlo ceu um das elementos essenciaes de perturbaces
una.Us senhores agentes da companhia bra- vonlade bera manifestados povos do oulra he-! as repullicas do Prata ; mas existe entro e vem
sileira do paquetes a vapor mandem dar Irans mispherio, e creio mesmo ser urna le do seu
porto para a corto, por conU
guerra, no vapor que so e
soldados Antonio Augusto de
Antonio do Nascimculo.
i sera farraa de governo, que assegura ao mes-
Expediente do secretario do governo.
Ollicio cmara municipal de Olinda.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia, manda declarar
cmara municipal de Olinda, que, com seu olli-
cio de 18 do crrenlo, sol) u. 14 j, recebeu a co-
pia da parte da acta em que leve lugar a apura-
cao que fez a mesma cmara dos volos dos ve-
readores, que teem de fuuccionar no quadriennio
prximo vidouro.
DESPACHOS DO DIA 20 DE OUTL'BUO.
Ilequcrimentos.
2005.Maria Francisca das Chagas.Informo
o Sr. director do arsenal de guerra.
em virtudo da differenga de raeas, coslumes e re- ma convicio de que, se nesses paizes mo o
ligiao se professo all pouca sympathia pelos ; systema lepublicano, o mal sem remedio. Aci-
Araencanos do norte. ma da rekublica ha para todos os cJadaos do
Nao se supponha que vou aqu reproduzir pssa Novo-Humo a independencia que ellos eonquis-
, antiga historia de Rosas e scu ajudante Oribe, tarara justa do scu sajngue, e que nenhum cal-
] de Montevideo, nova Troia, com o seu assedio doculo inleiesseiro ou vil far-lhes-ha abdicar. Se
| dez anuos, em summa de todas as tentativas de os paizesl do Prata livessern tido, como leve o
pacilicacao, onde se vio naufragarem a habilidade Brasil, afelcidade de possuir um prncipe rei-
; e a paciencia mais consumidas. Nao juigo pru-i naritc que houvesse como sua propria a causa dos
denle tentar por segunda vez a paciencia do pu-! mesroos paizes, e os ajudasse sacudir o jugo da
j blico com a narragao dos mesmos tactos ; e dc-| metropole, provavel que desde a sua origem se
I mais, nesses paizes modernos e bastante fogosos,1 constiluissemmonarchia ; porque esses povos,
as cousas marcham com tanta rapidez que se ain- anda muilo imbuidos dos principios de aulor-
-000 -Antonio Ferreira Lustosa.Indo nova- da hoja ha quera alli pronuncie o nome do Rosas dado, amam apaixonadaraenle aquillo que a r-
eme a praca os imposlos. de que so trata, p- seguramente algutn excellento burguez relira- publica lhes nao pode dar, islo a etiqueta a
de o supplicanle concorrer & ella, se assim lho do dos negocios com urna fortuna solTrivel para! hierarchia, as distinrges honorficas. Heje, que
an' ,. -,r i.n ji> n 'r acabar seus das ora qualquer canto de Sou-I os lagos cora o passado se despedacaram, o retep-
rn T: T ,Carl0S ?CTV* d,a Burg?- P" ,l,an,P|on- 0ulrs nomos, outras arabicoes pre- cesso para as pessoas seria considerado como -
ceue Leao.-Junto o supplicante certidao do oceupam os espirilos. O que vou aqu apresen- tentado contra as cousas, como anniquilaraento
-juna r.. a *, ;l"" e a situacao actual das ires repblicas sem-1 da independencia tanto custo adquirida, e os
yOS.j-Lstevao dos Arijos da Porciuncula. pre em perpetuas commoces. e tambera as suas IIispano-Arnericanos opporao formldavel o inven-
Naoi pode ser attendido em vista das terminantes relaces com o Brasil, a que se achara ligadas civel resistencia qualquer plano de restauraeao,
u f".iuf Vfm0 ,I,,Pcrial.deve P,r conseguin-! pe p estado de vizinhmea, e pelos servicos que por mais engenhoso c por mais bem combinado
le o supplicante esperar pelo crdito j pedido. > delle hao recebido. Procu
me i
2009.Firiniano Soares Villela. Nao tem lu-
gar o que requer o supplicantc. ^
2010.Henry Gibsuu.Como pede, sendo a
direcea da repart-
inforraaco do inspector do
arsenal do marinha, declarando ao mesmo terapo^e^ feiu sote alnsijccoo i
se ha verba para essa despeza.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o (lm
conveniente, a inclusa coota, que me foi rcmet-
tida pelo presidente do conselho administrativo
do arsenal de guerra com otlicio de hontem, sob
n. 61, relativamente aos medicamentos sompra-
dos a Joao Ignacio Ribeiro Roma para o hospilil
militar.Communicou-se ao presidente do su-
pradilo conselho.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. s. do dar o seu
parecer acerca do que no ocio junto, coberto
com informacao do inspector do arsenal de ma-
rinha, expoe o chefe de polica, relativamente
elimenlacao do africano livre Joaq irn Io.
Dilo jo rr.esmo.Estando nos termos legacs a
folha e pret juntos em duplcala, man Jo V. S.
pagar ao leme Luiz-Jeruoymo Ignacio dos San-
tos os vencimeulos relativos ao mez de selern-
bro ultimo, do destacamento de guardas nacio-
naesdacidade do Rio Formoso, conforme requi-
s:'~
c
irarei expor em poucas que esto fosse para raanter urna nova monarchia
paiavras o com clareza as opinioes que se ag- nos seus dtrcilos de plena soberana : pelo me-
tam no Prata, os fados que as comprovam, e os nos esta a mirilla ennviccao intima, anda que,
resultados futuros que presagiam taes symplo- levo confessar, nao estojan de accordo com ella
raas rsuitos espirilos eminentes. (Juanto ao dar-se
A I-ranea tem multo interesse em observar o um sceplro hereditario qualquer delles
que se passa nessas longincuas trras, e por es- : fosse reconhecido como re por aquellos de quer
ta razao, ainda que muilo se impacientasse, foi a i fra igual ainda na vespera, o que nao se dev
ca) das obras publicas, e obrigando-se o suppli- \
cante por um tormo, assignado naquella repar-
tieao, repor ludo no estido em quu so acha
actual mete.
2011. Jos Gomes de Souza Feroz.Passo
portara Horneando o supplicanto professor da
cadita do primeiras letlras da povaocao do Sal- levido,
gueiro.
2012.Bacharel Joeqm Barboza Lima.In-
frr.?. St,' u.,s,?"aor da thesouraria de f.zenda. qualquer oulro ponto do globo ; e do nico dos I mente em notis perlurbces. lie ha de forne-
-ou.jse francisco de Souza.Dinja-se aos nossos departamentos, que se dedica a emigra-1 cer os meios que devem conduzi-lo sua segu-
tues da companl i brasileira de paque-. cao, partem para alli todos os anuos milhaics do ranea sem que deixem as cousas de prosperar.
| trabalhadores. A razao fcil de conceber-so : ( Podc-se j levantar urna pona do veo que cobre
rmc o os paizes da America do sul, saber o Estado '. os destinos do Novo-Mundo, e entrever a accao
Sr. inspector da lliosouraria do lazenda. Oriental, a Confederarlo Argentina, o Paraguay. s.o flovem exercor sobre os membros dispersos
2li).LuiZ Caslilti'i ,1^ .1 Biii,ir lleiiin.ira p. ; p a< provinr-i.o rf Hrooil, mo OidiiUe Uo Sul, Pa-, do antia0 rono das lJi,s hpsnanholas nin A a
los canaes competentes. : rana, a Santa Calharina. sao situados entre o 26 propagdVamilo.aaXu oaraTCeriL ceolral
Sttl6.-MaooelAolon,ode Jess-Informe o e o 33" do lalilude meridional; e por eon- orno tebVmTcleme*Uo ra ^ calmo e ma! set
Sr. inspector da thesouraria de fazenda. ; seguinle se prestara quasi todas as culturas eu- sato a emigracao europea . que
m
- c
ultima om retirar-so do conflicto cora Rosas. Em j esperar do orgulhi) e altivez dos Ilispano-Ameri-
parie alguma lemos um commercio de permutas canos. Cumpre-lhes por tanto que se accomrao-
s extenso, do que em Buenos-Ayres e Mon- dera i sua forma de governo, e vivam satisfeiios
guardadas,bem entendido, as proporcoes com repblica como um inimigo de quem se
da populagao. Alem dislo os colonos de origem 'em aecessidade. Detis, que nao creou esse im-
franceza sao mais nunierosos.no Prata do que em menso continente para que elle persista eterna-
tes a vapor.
201 i. Jos
menos repri-
mi-a victoriosamente ; se nao pode acabar
com a origem das desordena, conteve-as, fazen-
do os perturbadores ehegacem ao senilmente de
sua fraqueza ; conseguio formar um verdadeiro
partido conservador que se compoedo quasi to-
da unanimidodo da gente do campo, e na cidado
de Montevideo, anligo centro do parlldu vrma.
lho, contra pessoas que teem alguma cousa
perder,e que s ambicionan) um pouco de segu-
ranza para desenvolveren) a prosperidade reser-
vada esse rico paiz com o emprego dos seus
capitaes. de sua intelligencia, e dos seus bra-
cos. Foi nessas boas inlencoes que o novo pre-
sidente D. Bernardo Barro assumio ao poder; c
elle tambero pertencente ao partido branco, e
servio n'ootro tempo de ministro do general Ori-
be, durante o assedio ; mas i: um homem sabio
e resoluto que parece disposlo seguir, quanto
aos negocios interiores, as pisadas do seu pre-
decessor, mostrando-se pouco accessivel s sug-
gesles de aventuras para que o querem impe-
lir no exterior.
No curto resumo, que acabo de expor, da si-
tnaco do Estado Oriental nestes ltimos oito i zer o commercio com a metropole." Depots"da e-
nvel energa de Rosas, nem lerabrar as suas
rancorosas represalias, que Irazem era suslo per-
petuo as campias de Buenos-Ayres por suas
razzias espoliadoras. Ouero cingir-me capi-
tal que depois da queda de Rosas, conslituindo
um estado de cousas provisorio, que nao leen
cessado, creou para a Confederacao urna desor-
iiem ;..-.. -,>,.,,,, iacitou duas guerras iniestu
as. das quaes a ultima deu em resultado urna
paz que parece pouco duradoura : fallo do acto
pelo qual a provincia de Buenos-Ayres se sc-
parou desde 1852, da Confederacao Argen-
tina.
-n^A^01'"0'3 dc Bueoos-Ayrcs conta cerca do
500,000 habitantes; c quasi o terco da popuU-
cao total dos estados argentinos'que avalia-
dj. era 1.700,000 almas. Todo o movimonto
intellertu.il e commereial das quatorzo provin-
cias so acha concentrado ni cidade de Buenos-
Ayres, que possue polo menos 100,000 habitan-
tes. Sob o rgimen do monopolio colonial, essa
cidade, capital da vice-realeza e sede do gover-
no, era 0 que enlao se chamava um porto ha-
bilitado, isto exclusivamente aulorisado a fa-
annos, devo mencionar um fado, em que loroi
de insistir, e vem ser : a inlerveucao armada
do Brasil, requisitada seguidamente pelos presi-
dentes Gir e Flores, e concedida pelo governo
l'rasileiro. Essa intervenco que foi entao ex-
plicada e notificada pelo gabinete do Rio de Ja-
neiro todos os representantes ali das potencias
e.strangeiras. e que de nenhum delles mereceu
opposigo alguma, foi verificada mediante a re-
messa de um corpo de 4,000 honiens que che-
gou Montevideo no mez de abril do i85. o
que ali se conservou em guarnicfto al novem-
bro de 1853. Durante este tempo reinou na ci-
dade a mais completa tranquillidade, apesar da
manctpacaotal privilegio Iheficou com um direito
adquirido,e Rosas, apesar de suas pretences de
federalismo, nao procurou mudar o estado de
cousas, por que reinav como senhor absoluto
em Buenos-Ayres, e ali estabelecera o seu go-
verno. Longo de suscitar para esse porto con-
currencias comraerciaes, no interior da Confede-
racao, agarrra-se pelo contrario ideia de ro-
mover a concurrencia de Montevideo, e foi esta
cerlamente o Um que se propoz na sua guerra
encarnicada contra esta ultima cidade.
Com a queda de Rosas ludo mudou do face
em Buenos-Ayres, e o perigo que corra o seu
monopolio adocou-se bem depressa com a alc-
elTervescencia dos parli ios, e nem urna s quei- gria pur se ver ivre do tyranno. O general Ur-
xa houve contra a disciplina das tropas brasilei- i 'loi-fa era da provincia de Entre-Rios ; bstanlo
ras. Quando (ora mandado retirar esse corpo, o poderosa apressra-se logo depo3 da victoria
presidente interino Bustamenle dirigi ao go-1 proceder organisaco do paiz. Reuni em S.
verno imperial a solemne expresso do re;onhe- Nicolao de las Arroyos osgovernadores das qua-
cimento publico pela exemplar conduela dos of-j tore provincias, afnn de estabelecerem urna
ficiaes e soldanos, e pelos servicos prestados! a>'loridade central, encarregada, segundo
pelo mesmo corpo auxiliar. O Brasil nao so li-
mitara prestar ao seu alliado do l'rala a assis-
tencia das suas tropas nesses lempos do calanii-
dade, abrio-lhe timbem os seus cofres : durante
um anno inteiro concedeu ao Estado de Uruguay
um subsidio mensal de 00.000 piastras fortes.
Esse soccorro pecuniario, que se tornava muito
precioso pela penuria do thesouro oriental, de-
Vcu necessriainente terminar, e as 720,000 pi-
astras devidas ao Brazil teem de perder-se, corno
tantas outras dividas, no imraeuso sorvedouro
dos atrasos da repblica
Digamos algumas paiavras respeito desse a-
OS
n^ciui pvji, nica, dn lupieacuiai a n.icao para
co;n o eslrangeiro, do velar nos interesses com-
muns. de maiiler a paz interior e a uuioo entre
as provincias
Estas bases foram reguladas n'uma concorda-
ta do 30 de maio de 1852, que encarregou o
general Urquiza das funeces de director provi-
sorio da Confederacao-Argentina.
O estado do Buenos-Ayres recusou obstinada-
mente reconhecer esta noraeac,ao.
O coagresso federal, reunido em Santa Fe,
revalidou con seu vol as decises registradas
na concrdala de 30 de maio. A Confederacao
traso. por quanto as (naneas se ligam poltica Araenlinai foi constituida, e Urquiza nomeado
maio de 1812, ao ajudante da 2a companaia de
pedrestesde Tacarat, Francisco do RegoJ^rTes,
a quantia de 2.0003 rs., alim de ser entregue c
commandante daquella companhia para paga-
mento das respectivas pracas ai o im de dezem-
bro prximo vindouro, conforme requisilou o
commandarite das armas em cilicio de 8 do cor-
rente, sob n. 1,070.Communicou-se a este.
Oito ao inspector da thesouraria provincial.--
est affecto .decisiio do governo imperial, por
O^o haver crdito para o pagamento pedido.
2020.Viccncia Maria .do Cirmo Cezar.In-
forme o Sr. director da iuslruceo publica.
Nos termos de sua informacao de 18 do corrente/ "i"!"? SOrB MI*" u e.!'iraaaf
sob n. 481. mande V. S. pr novamente em pral o1 dirigido oo respectivo engenhe.ro f
ca os impastos provinciaes da comarca da Botf.S0 wpermtgndente. como por eqaivo
ERRATA.
O officio da presidencia publicado no Diario
de hontem sobre negocios da estrada de ferro,
Gscal, e nao
co sanio.
Vista, servindo de baso essa arrematadlo a
quantia do 4:d00-j offerecida por Antonio Ferrei-
ra l.ustosa, no requeriraento a que se refere a ci-
tada informacao.
Dito ao mesmo.A pessoa que for anlorisada
EXTERIOR.
pelo provedor da Sarita Casa da Misericordia man- Discurso pronunciado por j. SI. o imperador
de V. S. entregar o cofre, que requisilou o mes-
mo provedor, no ollicio a que se refere a sua in-
lormacao de hontem. sob n. 483, visto nao ser
elle preciso essa ihesouraria/^gundo consta
da citada inormac.Jo.Oeu-se sciencia ao supra-
dilo provedor.
Dito ao mesmo. Mande V. S. fornecer ao
commandanle do corpo de polica que assim me
requi.MtQu em oflicio de hontem, sob n. 4i7, cin-
co livros de papel almasso pautado.com 300 fo-
llias cada um, sendo para as ordensdo dia das
companhias daquelle corpo'e um para o registro
da correspondencia cora o cheie de polica.
C.ornmunicou-se ao couiioandante do corpo de
polica.
Dito.Devolvo ao conselho administrativo para
orneemenlo do arsenal de goerra s contas que
vieram annexas ao seu 'officio de 8 do corrente,
sob n. 57, afim de quo o conselho satisfaga o que
exige a conladoria ta sua informacao constante
da copia inclusa.
Dito ao director do arsanal do guerra.Mande
Vmc. apromptar e por a dlsposico do conselho
administrativo, os obieelos mencionados no olfi-
cio junio por copia, enviaodo-rad" as conias era
separado dessas desnezas, afim de elTeciuar-se a
competente inJeranisa^o-
Dito ao director das oirs publicas Concetti
nesta data a permissao que pedip Henry Gibson
para rebaixar urna das compotfas do Varadouro
de Olinda, com as condices indicadas na infor-
macao dada hontem por essa directora com re-
ferencia a esse objeclo: o que communiQo a
Vmc. para sua intelligencia.
Dito ao delegado do termo de Olinda.Ao ba-
rao da Livramerito, ou pessoa por elle anlorisa-
da, pode Vrnc. entregar a chavo do quaitel des-
sa cidade, afim de serem tirados alguns objectos
de propriedade da associacao de colouisacao, que
alli eslo guardados, destinados para a Santa
Casa da Misericordia.
dos Francezes, por
occasiao
... j
banquete que
commercio de
de de crencas, e urna lnguagem que clles com-
prehendem.
Esse desojo de emigrar, que todo o governo
respeilador do direito individual nao procura
obstar, e que alem do ludo o mais traz comstgo a
grande compensaco de urna propaganda fecunda
para o commercio da mai palria, provoca a soli-
citude do paiz, a vigilancia sympalhica e persis-
tente' do governo ; e foi para proteger e garan-
tir os interesses e a vida dos nossos compatrio-
tas que 03 navios da armada franceza lanas ve-
zes, durante a dictadura de Rosas, levaran) as
aguas do Prata o nosso pavilhao. Hoje as neces-
sidades uo sao as mesmas : nesses paizes nao
existem mais lyrannos. que cora tanto descaro
calquem aos pes o direito das naces. Mas neai
por isso torna-se menos importante conhecer-se
nova situaeao das cousas alli, e saber-so, nao
s pelo interesse geral das nossas relages corno
do
llie foi o/ferecido pelo corpo do
Marseille, respondendo ao brinde do Sr. Pas- larabem pelo interesse especial dos nossos com- Era preciso ao estado um presidente, e a no
Ir, presidente da junta do commercio. patrilas, qual a razio de continuaren! os mes- j cao deste compela assembla geral, eleita
Senhores.O presente banquete d-me lugar
que eu agradeca em publico a maneira enlhu-
siastica pela qual acolhestes mira o impe-
ratriz.
As demonslracoes tao unnimes de dedicaco
que hemos recebido desde que encelamos nossa
viagem, cornmoveni em extremo, mas nao me
vangloram, porque meu nico mrito foi scrapre
ter f inteira na proteccao divina e no patriotis-
mo e tino do povo franco/..
Da uniaoimtma do povo com nasce noss forca, quer interior, quer exterior, e
que nos permiti, superando grandes difficulda-
des, nunca parar nossa macha progressiva
mos paizes em estado de perlurbces, u se
possivel que estas desapparegam.
Sernelhanto averiguaco em que o nosso go-
verno prosegue, mediante o concurso ds seus
agentes, vou eu emprehender para o publico, oo
tido raneo o o partido vermelho, os quaes am-
bos ruuca cessam de dsputarcm o poder. Dizer
o que lo esses dous partidos e era que presen-
temenlv elles se destiuguem, seria cousa impos-
sivel. '
Entre nos as denominaQes do branco e do
vermelho teem um sentido significativo ; no Pra-
ta nao teem significaco alguma. Na poca, em
que Montevideo sustenlava o seu assedio, a pra-
ca era tecupada pelos vermelhos {colorados) e
atacada pelos broncos; aconteceu enlao um des-
sos (aelos excepcionaes que abundara muito no
Prata, edue salii se observam. Quando Monte-
video fot livre. e Rosas suecumbio, a causa dos
vermelhos, seus inimigos irreconciliaveis. se
'- "n inamphante, e por urna raziio mui natural
o poder lies devia tocar ; pelo menos em toda a
p*rl esli a consequencia da victoria ; porm
^v. i.epublica Oriental succodeu de oulro modo.
mea-
a pelo
sulTragio universal ; ora os vermelhos, ainda to-
dos embebidos no prazer da sua gloria, foram
vergonhosainente vencidos no escrutinio ; Gir,
candidato do partido branco. foi o eleilo, e o seu
primeiro cuidado consisti em nomear ministros
mais completo espirito de imparcialidade. : do seu partido. Os vermelhos do Estado Oriental,
Anda' qae os oito annos que se hao seguido r neste ponto seraelhantes aos dosoutros lugares,
queda do Rosas lenhara abundado era agilaces! s recorrem ao .sulTragio universal quando d'ahi
de toda a especie, comtudo nao se podo deseo- lhes pode resultar beneficio : elles tinham a sua-
nhecer que esse acto, em virtude do qual foi elle disposcio um estado-maior bem organisado,
deposlo do poder, supprimio urna das causas
essenciaes do perturbacoes. As tres repblicas
do Prata, Paraguay, Confederagao Argenlina e
' Uruguay .erara desmembramentos da antiga vice-
0 desejo de beneficiar, c 0 impulso proprio pa- realeza hespanhola do Buenos-Ayre3 ; sua eman-
ra ludo que nobre e util, nao poder (raquear
presentemente que as circunstancias sao mais
avoraveis, e que a iranqoilrldade o voto de
lodos.
Se alguns murmurios nvpjosos vem', de quan-
do em quando, ferr nossos ouvidos, nao nos
perturbara, e ao contrario fazemo-los quebrar-se
de encontr a nossa indilferenca, assim como as
vagas do ocearro ao tonzt de "ndlsw |in.
Erapreguemos, pois, todas no3sas forcas no
iirseiiv|nineiiio das fontes de riqueza de nosso
cipacoda metropole se effectura distnciamen-
te, pur esforcos isol,ados. em pocas diversas ; fi-
nalmente se haviam tornado independentes. Ro-
sas formara o projecto de reunt-las n'uma s
confederacao, e foi este projecto a causa de sua
longa guerra com o Estado Oriental: contevo-o
priocipio o respeito que tribulava Francia,
dictador do Paraguay, cujo genio desptico elle
nao deixava de ler em alguma
composto do ofieiaes muito disposlos a lula, e
depois de se lerem por alguns mezes refrealo,
organisarara aliual urna revolucao, cujo (im (o
dtrnbar o presidente Gir; o coronel Flores,
chefe desse movimento, subi ao poder. A as-
sembla, so^ a pressao dos successos, Ihe conce-
den definitivamente a presidencia, "vaga por de-
missao de Gir. Mas, se possivel urna mi-
nora qualquer, por seu denodo derribar um go-
verno, todava nao lhe tao (acil conservar-se no
ppder.
Guerreado pela iraprensa, Flores tomou o par-
tido de suoprimi-la, e esta medida suscitou con-
em todos os paizes, e muito mais naquelles,
onde a aeco incessante dos partidos tornam a
seguranca duvidosa. Depois de saa emancipa-
cao, e principalmente depois das miserias do
seu assedio, Montevideo conlrahira emprestimos
com lodo o n>""J". o--- ^_l_ ,-. r ,-,
..haiiuo sempre quem lhe ernprestasse, como o
lho-faralia que negocia por conta de sua suc-
cessao futura; e quando a ciuade se vio livre do
assedio o total do suas dividas exceda o fabulo-
so algarismo do 360 milhes de francos 360 m<-
Ihes para urna populacao que entao contava a-
pcuas cera mil almas, e que hoje nao poder
ter augmentado mais quo com um terco, vinha a
ser 3,600 francos de divida por cada um habitan-
te, isto seis vezes mais do que deve a Ingla-
terra por caa cidado, esse grando paiz o mais
ctidividado do mundo, vintu o duas vezes mais
do que devo a Franca tambem por cada um ci-
dado, e sessenla e quatro vezes mais do que
deve o Brazil por cada habitante seu, incluiudo
mesmo a sua divida sem juros, pela emissao do
papel moeda. A situ.ic.ao nao podia durar, e
cumpra quanto antes tomar um partido Con-
solidou-se a divida atrasada, assignando-se-lhe
um inter-sse de 1 por i0 que devia progressi-
vamente elevar-se at3 por t Era isto urna
presidente definitivamente.
O estado de Buenos-Ayres persisti em nao
reconhecer nada do que se havia decidido em
nomo da coramundade argentina, e nem mes-
mo enviou seus depuladOs ao congreeao. Ur-
(in7n ......i.mu cr ni" i.- ii i'i '.i.I.'- Hflf"
estado o que era no tempo de Rosassimples
governadorda provincia de Entre-Ros, o nao o
d ictador provisorio, nao o presidente definitivo
da Confederacao. Dahi comecou a discordia o
Buenos-Ayres se separou da Confederacao Ar-
ge nlina.
Em todas as determinarles polticas ha duas
especies do razes : razes que cumpre mani-
festar, e razos quo podem passar desapercebi-
das : as priuieiras sao as melhores, e quando se
julgara os fados hisioricaroente, convm dar-so
dellas urna idea qualquer. Oras verdadeira ra-
s.io da separac-aodo Buenos-Ayres, ei-la : o fac-
i de urna possesso prolongada sob todos os r-
gimen*, asim romo a sua inmensa importan-
cia, desgnavam essa cidade para a capital da
Confederacao reorganisada, o sede do governo ;
porrn esta honra linha os seus inconvenientes :
em virtude do s/stema das repblicas federativas,
o lugar em quo fuDCciona o governo caulral, era
quo o congresso faz as suas sesses, deve ser
verdadeira revolucao iinanceira" mas nao rapos- -fedcralisado. isto collocado soo a adminisira-
nvelvi
gencia de sua populaban, bera como por sua po-
stean geographca. Sua proximidade do porto
militar de Toulon, fazem-a parecer Restas praias
o genio da Franca sustendo com urna mSo o ra-
mo de oliveras, tendo h cinta sua espada.
Reine ella em paz sobre estes mares, a cidade
| phocea, pela doce influencia do commercio ; ci-
ito ao capitno do porto.Faco apresentar a vilise pela multiplca<;ao das relaces, as naces
Vmc, para ser inspeccionado, o recruta Jos barbaras ; estreite os lacos das naces civifisa-
Texeira. I das ; empoohe os povos da Europa vireni aper-
Dilo aos agentes da companhia brasileira de tar-se as maos as poticas margens deste mar,
paquetes a vapor.Represenlando o juiz de paz e sepultarem as profundezas de suas aguas as
do Tijucupapo, Jos Francisco do Souza. que ; zelosas queixas de outras eras ; eratira que Mar-
ainda est por pagar da jjuantia de cincoenta mil se|le mostre-stj sempre, lal como eu a vejo, isto
ris, despendida com una jangada, que mandou '
a esta capital era setembro de 1858. com olcios
participando ler eucalhado nos baixos do littoral
consideracao. etra elle lanos odios, e tornou a opinio publica
muilo mais o cuidado por Francia empregado era Ipor tal forma araeacadora, que nao se julgou
fechar hermticamente os seus estados, o prohi- com animo de arrostrara tempestade ; milou por
pau ;^ trabalhos da paz tem, meu ver, co- j birlaos suoditos do Paraguay, toda e qualquer re-1 conseguinto o exomplo do seu predecessor, e ce-
rosa tSo belln como S" forara de louros. j lacao com os seus vizinhos. Porem quando a deu voluntarcainenle a cadeira presidencial. Foi
Marseille oceupa, no futuro de prosperidades e dicladurase enfraqueceu por morle daquelle que enlao que, depois de urna inlerinida le de pou-
engranleciraenlo que eu almejo para a Franca, ', a tinha tao vigorosamente mantido, quando, su-feos mezes, foi eleilo o-presidente Pereira, nico
um lugar importante por sua energa e a intelli- j hindo Lpez 3o poder, pareceu abater-se a mu- dos dictes do poder executivo que soube pre-
ralha chineza, Rosas palenteou inmediatamente I encher suas funcres at o termo legar marcado
sua poltica, c fez com que a sua cmara dc re- para margo deste anno. Pereira moslrou, du-
prosenlanlcs lhe concedesse um crodito franco,! rante o lempo de sua presidencia, muito senso,
militare financeiro, afim dc preparar-se contra o i e urna resoluco pouc commum : ello pert-n-
l'araguay. A intervenco do Brasil e a queda do j ca ao partido" branco como Gir, mas procurou
chefe argentino anniquilaram todos esses pro- attrahir para o seu lado os seus adversarios,
JSClos. I permfltindo-lhcs o accesso aos empreges publi-
Era um hornera estran.ho esse Rosas'. Eis a di-' eos Nao tendo produzido bom effeito essa iu-
visa m nome da qual derramara jorros de san- tencops, e 09 vermelho* tornando nos seus mei-
Vica a Confederacao Argentina I Horram ] os favorilis, e tentando movmentos insurreccio-
daquella freguezia o vapor Princesa de Joinville,
hajam Vmcs. de providenciar para que so ellei-
tuo a indemnisaco daquella quantia, visto que
o referido vapor'pertence, como Vmcs. nao igno-
rara, & companhia brasileira do paquetes a vapor.
PortarlaO presidente da provincia, tendo
era vista o que informou o director da inslruc5.au
iblica em oTR<:io de 19 do crreme, resolve no-
>ar para o lugar de professor da cadeira de
ucc.'io elementar da povoacao do Salgueiro a
Gomes de Souza Ferraz, que assim o pedio,
rando por documentos ter sido approvado
ame, a que se procedeu para provimento
Bom Jardra. Fzetam-so as comrauniea-
i estylo.
, na postgo d cidade importante da FranQa, e
ura dos meus mais onihusaslicos desejos cum-
prir-se-ha.
Eu offereco ura brinde A cidade de Marseille.
( Wonieur.M. de F. )
As repblicas do Prata e o Brasil.
A questao do Prata muilo abserveu a attencao
do publico europeo n'uma poca em que a Euro-
pa se nao achava envolvida em graves complica-
ntes. Esta questo pelo espaco de dez annos foi
o objecto nao s de coulradit trias dispulas da
parte da-imprensa, que conseguio enreda-la per-
feitamenle, como tarabom dos esforgos pacifica-
dores dos grandes governos, que de seu moto
proprio se ingeriram no labyrintho de taes nego-
ciaces. Os diplmalas do ve,lho mundo podiam
os selvagens unitarios Consagrou loda a sua vi-
da urna obra dc eentralisacao no interior, e do
asteaste no exterior. Nao resta duvida que com
viiznhos procurava reconstituir sob um ttulo de-
mocrtico, a unidade da antiga vice-realeza hes-
panhola. Sem ter com a Unio Americana do
Norte oulra analoga mais do que su forma
republicana, a Confedwaco Argentin* na dicta-
dura de Rosas tinha as mesmss nrcMaidades de
expanso. as mesmas ambiQcs de conquista,
como se fosse lei fatal das repblicas a tendencia
irresistivel para o engrandecimtnto.
Esse motivo de periurbacao nao se faz mais
temido : o mo xito das omprezas do Rosas fez
que os homans influentes'n.o Prata se desgostas-
sem por longo te.Tipo desse systenaa de incorpo-
rarles por mel da forca : o seu peusamento
outro, como se ver no decurso deste trabalho.
naes, Pereira fez face rebellio comindomavel
eaergia, e mandou castigar aos membros da ul-
tima revolta cora atroz inflexibilidade. Os in-
0 seu extravagante despotismo ello jamis ad- snVgenles depozeram as armas em Quinteros, e
miiiira, ainda rarsmo era tempos os mais pacifi- todos os ofli' iaes, por ordem ^xpressa do presi-
cos, o livro ajiercicio da soberana provincial ; denle, foram fusilados immediatamente. O cor-
porra corto que por suas emprezas contra os po diplomtico ero pezo solicitara de Pereira que
fosse elemente ; elle fingi acceder es3es votos
de humanidade; porem as cousas se erranjaram
de tal sorte que a ordem suspendendo as execu-
ces chegou ao campo na hora em que estas a-
chavam-se concluidas.
Esses holocaustos sanguinolentos, que a bran-
dura dos nossos coslumes repelle, o que sao jul-
gados com menos sevetidade no Prala, onde so
tem em pouca conta a vida humana, pelo me-
nos produziram o effeito de amodronlar os che-
fes da insurreiQo, e de assegurar Montevideo
longos dias de paz. e do conflanca. Os quatro
annos da presidencia de Pereira forsra em sum-
ma os melhores que vio a Repblica do Uru-
guay : elle governoucom firmeza, e se nem sem-
sivel. As capacidades, que tinham aconselha-
do esse expediente larneutavel e toreado, suppu-
nham que emprestadores, os quaes nada rece-
biam, e nao linliam outros lituios seuat ilutis
farrapos de papel, resignar-se-hiam essa pin-
gue remuneracao dos s:us capitaes ; suppu-
nham mais que com muita ordem e economa,
licenciando o estado maior militar e administra-
tivo que j entao era intil, o Estado Oriental,
cujas receitas annuacs ero avaliadas em 10 mi-
lhes do francos,e deviam augmentar com a paz.
podoria collocar-se em estado de fazer face aos
juros da divida antiga, reduzidas a 3,600,000
francos. Nao quero aflirmar, mas incliuo-mo a
acreditar que esses juros nao teem sido pagos 1
desde o momento em que cessou o subsidio 1
mensal das 60,000 piastras, adiantidas pelo Bra-
sil ; e a prova disto vejo nos pedidos reiterados
do governo oriental para continuaco desse sub-
sidio, e na exposico que ah encontr da silua-
co linanceira da repblica, que nao possuia en-
tao ( 1855 ) mais quo 183.000 piastras disponi-
veis afim de prover aos juros de sua divida con
solidada.
Alm da divida antiga, pela qual nenhum fi-
nanceiro daria rauita cousa, o Uruguay conta
outros credores, mais favorecidos, porque pos-
suera penhores, e mais temiveis, por que em
caso do necessidade faro apoiar os seus direilos
pela diplomacia ; sao estes, enlre outros, nego-
ciantes inglezcs quo teem um privilegio sobre
as rendas das alfandegas, e que consegulram
gerencia destas para malhor fazerem valer esse
privilegio. O presidente Pereira, que se appli-
cou com louvavcl solicitude e com algara suc-
cesso ao melhoramento do estado linaiceiro,
conseguio depois de inultos esforcos quo passas-
se oulra vez para o estado a administradlo do
seu mais poderoso instrumento de receitas, per-
suadindo esses credores privilegiados aceita-1
rem outras garantas, especialmente o imposto
do selo. Apesar desla excellento operaijo, o
bem que a tranqullidade relativa dc que gosou
o Estado Oriental durante a ultima presidencia
devesse augmentar as rendas, todava a questo
de (inanias em Montevideo contina ser um
problema difllcil e complicado senao inso-
luvel.
A ConfeleraQao Argentina nao tero sido menos
que o Estado Oriental o theatro de militas com-
moces, depois da queda de Rosas, que parecia
ser o inimigo declarado de todo o mundo
ponto de nao ter urna s pessoa que sentisse o
seu desastre, urna s sympathia que o acom-
panhasse no seu exilio. Nao obstante inegavel
que Rosas com o seu despotismo selvagem pu-
nha freio anarchia, e despedazado este freio,
as tendencias desordenadas do paiz so desen vol-
ver ra seu belprazer, Nao pretendo men-
cionar todas as insurreicoes insignificantes, to-
das aspequenas revoluceslocaesiiue sesoccede-
ram neste ultimo periodo de desoito annos na
mor parlo da3 qualorzn provincias que corapoom
a Confederacao. Tudo isto de pouca monta,
ainda que por murtas vezes tenha o sanguo cor-
rido, o que nao para admirar vista dj3 cos-
lumes ferozes dos guachos, sempre do faca aleada
e proraptos a assigualarem os seus adversarios,
isto imprimindo-lhes na face o sigual de suas
facas,quaniiS*no as possara enterrar no coraco.
Tambera nao pretendo tocar as frequentes in-
vases dos Indios, al entao comidos pela ter-
cao inmediata do chefe das provincias unidas.
Essa atitiiquillaco da vida local n'uma cidado
rica e altiva, onde" se despertam arabicoes de todo
o genero, nao podia ser aeccita pelas pnneipaes
influencias da Buenos-Ayres por preco algum.
Por oulro lado nao convinha esta cidade, de-
pois de ter sempre dominado, reduzir-se ao sim-
ples papel de cabeca de provincia, sem influen-
cia directa sobre apoltica geral que devia ferir
de tao perto os seus interesses, e entregar as
mos da comiounidade argentina as receitas da
sua productiva alfaniega como rendas federaes.
E' verdade que a Uniao Americana nao se dra
mal com una pratica anloga, e New-York nun-
ca cessou de prosperar, ainda que a America do
Norte tenha a sua capital poltica em Washington.
Porm o exemplo da prosperidade espantosa do
Ncw-York provavelmente nao excilava a emula-
co da rainha do Prata, que tinha al entao vi-
vido do monopolio, e nao contiava muilo as
suas torgas proprias para abdicar, nem se havia
resignado suflicientemente passar sem ellas.
Em summa, Buenos-Ayres, possuia insiinctos, e
jnlgava tambera possuir interesses unitarios: s
admittia a fedoracao para absorv-U emseu pro-
veito.
Quanto Urqniza, tinha mui fortes razes para
nao consentir que Buenos-Ayres continuasse se-
parado da Confederacao Argentina. Sua repbli-
ca acephala, como a deriominavam no Prata, es-
tva condemi.ada perecer do fome, se aquella
provincia nao passasse a fazer parte della para
prover as suas despezas geraes. Os estados do
novo mundo oo contara impostos serios e regu-
lares, senao os provenientes da imporlaco ; po-
de-se mosrno dizer que desla liram elles quasi
todas as suas rendas.
Ora, o commercio cora o estrangeiro achava-
so concentrado era Buenos-Ayres, cm cuja* al-
fandega eram arrecadados os direilos sobre as
mercadorias eslrangeiras impoitadas ali para se-
rem depois destribuidas pelos diversos Estados
Argentinos. E' fra de duvida que esses direilos
arrecacttidossahiam em grando parte das algibei-
ras de milhares de consumidores, que nao per-
tenciara Buenos-Ayres ; nada pois mais justo
do que servirem elles tambem para cobrirera as
despezas geraes do seu governo. Foi nesse in-
tuito de reconquistar os rend oentos da alfande-
ga federal quo o general Urquiza quiz por bem
ou por forga, chamar a provincia de Buenos-Ay-
res ao seio da Confederacao ; se elle podsse re-
cuperar a importancia por sis desses rendimen-
los, lalvez que pouco se importasso com a ci-
dade.
Como quer quo seja appareceu o primeiro rom-
pmento; todas as tentativas de reconciliagao
foram baldadas ; Urquiza recorreu s armas, isto
em 1853, e fez bloquear o porto do Buenos-Ay-
res; porm o ofcial estrangeiro quecommanda-
va as suas torgas navaes deixou-se ganhar por es-
ta ultima cidade, a quem entregou a sua peque-
a esquadra.
Esie desastre, que Urquiza nao podo reparar
vista do mo estado financeiro, o obrigou a ad-
diar para mais tarde toda e qualquer empreza
militar; roas nao o impedio de langar mo de
ura outro expediente, quo occasionou grandes
clamores no commercio buenos-ayrense. 0 porto
do Rosario, situado na embocadura do Paran a-
preseniava melhoramentos consideraveis depois
que Buenos-Ayres se separou da Confederacao.
MUTILADO
ILEGrVEL


f
w
DIARIO DE PERHAMBUCO. QUARTA fERA 24 DE OUTUBRO DE 1860.
Essa pebre e pequeua aldea tornara-se uroacda-
de imponente de 10 a 15 mil habitantes, onde
ninava urna aclividade commercial sempre em
-augmento. Para favorecer a esse progresso, e
para mostrar ao Estado refractario os |>rejuizos
que poderiam resultar para elle de sua separa-
Sao, o presidente argentino fez que o congresso
adoptasse urna lei que sobrecarregava de enor-
mes direitos ditferenciaes as mercaduras de ori-
Kcni estrangeira importadas de qualquer dos [.or-
los do Prata.
O fim desta medida era empobrecer a alfaode-
ga de Buenos-Ayres em proveito do thesouro ar-
gentino, provocando a navegacao e o commercio
directo cora a Europa, que nao desprezaria uro
mercado de mais de niilhao de consumidores :
fio ha duvida que era urna medida excedente, e
bem lembrada; e pelo tempo adiante Buenos-
Ayres ver-se-hia obrigado a capitular. Porm
a paciencia nao urna das qualidades de Urqui-
za, lalvez porque se julgue elle muito volho pa-
ra esperar ; e demais approxiniava-se o momen-
10 em que iam espirar os seus poderes presid n-
ciaes, e nao quera deixar incompleta a sua obra.
Resolveu-se pois no auno passado a fazer ao Es-
lado de Buenos-Ayres urna ultima e calhegorica
inliniacao para que entrasse na Confederacao Ar-
gentiua, convidando-o a pronunciar-se por al-
guma deslastres alternativas: ou aaccetajo
completa da constituicao federal, e neslo caso
seria esquecido todo o passado ; ou a acceilaco
em parle dessa constituicao, e neste caso discu-
tir-se-hia, aflm de se chegar a ura. acord ; ou
finalmente a rejeicao absoluta, e neste o gover-
iio federal e o congresso tomariam as suas pro-
videncias.
Nao sendo satisfatoria a resposla de Buenos-
Ayres, leve lugar um rompimento, seguido ira-
uiedialamente da guerra, a qu.il, depois do uuia
victoria decisiva ganha por Urquiza, terminou
no acto que foi appcllidado o Pacto de unido de
11 do noven.lno ue I80.
Al o presente nao se realsaram as esperancas
concebidas sobre esse tratado, as quaes parecm
enfraquecer de da em dia : o pecio existe, mas
nao existe a un jo : a paz material se restabele-
ecu entre esF.es irmos inimigos uns de outros,
porm o vinculo frgil, e as relaces entre os
tiousgovernos sao o mais possivel pouco cordeaes.
Buenos-Ayrcs nao quer vera sua aliandega sub-
meiiida ao poder federal, e este que tinha sup-
primido suas tarifas differenciaesvaide novo res-
tabelece-las.
E' verdade que Urquiza foi substituido na pre-
sidencia, mas lauibem verdade que elle conti-
na no cumulando geral do exercilo e da armada,
o D. Bernardo erqui, seu successor, nao mani-
festou anda a sua poltica interior senao por esta
nomeafo.
Resulta de todos estes tactos que venho de ex-
pender que a principal repblica do Prala alra-
vessa anda urna poca de crise ; que alm dos
embarazos e perigos provenientes da sua forma
de governo, exislem mais difficuldades interiores
que nao eslao revolvidas; finalmente que a dea
unitaria e a idea federalista, apoiando-se sobro
iuleresses diversos e persistentes, se achara an-
da entre maos, e assim conservar-so-ho por mui-
lo tempo.
O Paraguay, de quem me resta fallar, na rea-
lidade um paiz curioso, urna repblica que nao
conhece as aguatos republicanas, tanto ali so
acham arraigadas no coraco das populacoes o
espirito de disciplina e o rgimen da auloridade.
-------------------------
deu todas as satisfaces que portal motivo lhe igem hespanhola. encontrando um viajor nos se tem nronairArlr, h ., un i
dn^'-.'rfSfh.8;,.8 S PaAV"h b-raSler fi Sauda-1 f am'as e ^"gan'do-o a pronunciar a Jp.l rie.s dd.de,gepopulosas Seme*d de
do pela art.lharia da Assumpcao. Quanlo ao Ira- harina nao o assignalem com as suas facas, se Neste ponto ,u,.ie'm .a i,
1^?=?.oe.drJ,0/,ein esta pendencia, o digno elle nao pronunciar o h com c-paro somgut.u- Itfciro t,podonovo? SEA.*"!* "a*'
isto de ral espanhol. sera deixar nercebeTo.eaenta or- r^h\il^ TZV.0.8 "V'l_lsados' e*,n<" d.aS
irli r;V8 wia pemjMicie. o oigno ene nao pronunciar o h com o-puro somgutlu- deiro tfpo dos novnspTi.. Y
hSfr a term1,nad0 ,ao bem <>ue8lao Je ral espanhol. sera deixar percebeToaceento por- \ repoblas do Prala com?A aXIgind -S
honra, quiz de igual modo resolver a questao di- tuguez. 'fleciv. -Ii como PreQ da *<** accao
plumalica ; mas a sua pouca experiencia em tal Pactos ainda nao esquecidos. posto que per- principio de iibardadll'd. nd' -qUe Dmno
caso favorecen moilo ao seu hbil adversario : tencam j ao dominio da historia, bao avivado mercio. I da navegacao e do com-
caso fovoreceu muio ao seu hbil adversario
elle excedeu as iostruecosque lavava, e por isso
foi retirado ; a negociado que concluir nao foi
rictiflcada, e comele dous annos depois, em vir-
tude de diceis combinaces e alguroas dellas
violentas, tora assignado e promulgado o tratado
de navegacao fluvial entre os dous paizes. Cian-
do todava reservada a questao sobre limites.
A segunda pendencio deu-se com a America
do Norte. Haviam disparado um tiro de peca
contra o vapor Warterwch da Uniao Americana,
quando se achava este no desempenho de urna rm a confederado argentina dispulava com as
commissao scientiuca. explorando as aguas do armas na mao a possede Mjntcvideo. Seguio-se
ano i arana; e desse tiro resultara o feriniento : urna successo de guerras nao interrumpidas du-
dosnomens da equipagem do referido rante urna dezena de annos o D. Pedro I, cn-
or. Sr. de Hopkins. cnsul dos Estados- ao imperador constitucional depois da Macla-
* ~.v0 wm uww w0<4ut.i.iuvo, puo.u 4ud pe piineipio
tencam j ao dominio da historia, bao avivado mercio.
essas velhas anlipathiaa no aeio das populacoes Por esa brecha aue o imnorin ,k,in a
do Prala. Na epoca em que as colonias" hespa- 1851 tem S, bucees." .mente Franca6
nholas sesepararam da me patria, o Brasil nao a Inglaterra, a Unio American a Sardenba
havia proclamado a sua independencia, e o re- Hespanha, etc., etc. '
gente, depois o rei D. Joao VI, flrnando-se so-
bre direitos mais que equvocos que poderia ter
sua mulher como irina de Femando Vil, enlo
prisioneiro em Valengay, se apodorira do estado
oriental. A restaurado de Fernando VII em
nada altern as pretenc,de3 desse principe; po-
Lnidos, tendo insistido fortemente para obter
urna reparado, recebeu ordem de deixar o paiz;
e por esto facto julgou-se oilendido nos seus in-
leresses, di/endo soffrer perdas consideraveis.
era una empreza de navegacao, de que era ge-
rente o mesmo cnsul. O negocio fra desde logo
discutido enire os dous governos, stm que po-
dessem cliegar ora acord amigavel.
O presidente dos Estados-Unidos oblove do
congresso que lhe consignasse um crdito para
poder enviar ao Paraguay urna esquadra, que
apoiaria, em caso de necessidade, o diplmala
encarregado de levar ali o seu ultimtum. A
apparicao dessa esquadra no Prala causou a
principio "grande terror; mas soube-se logo que
o enviado americanoo Sr. de Bowlin eslava
disposto
governo
------r------- w uk|rwi. ua |',\*-t
majo da independencia, julgou que du>era per-
sistir as vistas de seu pae: at mesmo trutou
por algn) tempo de incorporar o Uruguay ao
imperio, sob o nome de provincia citplatina. Po-
rm a lula durara sempre, e tinha j esgotado
as forgas dos dous belligerantes. A raediagao da
Inglaterra vcio por fim a ella. Umi convencao
preliminar de paz, concluida no Rio de Janeiro a
27 de agosto de 1828, levou as duaj potencias a
urna especie de accordo. Nessa canvengo' se
assentou que o territorio oriental n.\o seria nem
brisileiro nem argentino, mas que formara urna
repblica independente sob a trplice garanlia
de Brasil, da confederacao argentina,e da poten-
cia mediadora.
sido execulada semelhanle convengo
O velho systema do prohibico dos rios aos
pavuhoa esirangeiros, instrumentos do mono-
polio colonial, lo fielmente mantido por Fran-
cia o Rqsas, foi riscado do direito publico da
America ido Sul para ahi nao mais apparecer.
a poltica brasileira tem especialmente con-
sistido nestes ltimos annos em por em pratica
o principio de liberdade dos rios e do commercio
reconhecido em 1851, o a que s faltava a appli-
C3CU. rr
nssas questoes. e a questao sobre a Oxacao dos
s t*rnioriaes, nica garanta de urna boa
quim Thoraaz do Amaral tanto desagradara ao
goveno argentino, era paraexlranhar que este nao
desse a conhecer mais cedo as suas pretendidas
queixas, e sira dous mezes depois da nomeaeo
daquelle diplmala para preencher a missao de
mediador.
O governo do imperio tinha razio de no crr
nos pretextos allegados em nome de Urquiza O
cnee argentino tinha outros motivos para recu-
sar a mediacao do Brasil, e esses motivos nao
assavara de prevcn.es injusliQceveis, de urna
a vontadeiaaeiraraenle intratavel.
As provaMessas disposices hostia abunda-
vam no Prala ; era publico'e notorio que o ge-
neral Guido, enviado de Urquiza junto ao presi-
dente do Estado Oriental, trabalhava no intuito
de induzr essa repblica a entrar n'um plano de
colhgacao contra o Brasil, e as palavras por elle
pronunciadas no acto de sua apresentacao oiTicial
nenhuma duvida deixavara de que outro fosse o
objeelo de sua missSo.
Accresce mais que, sendo encarregado de ne-
gociar o tratado do paz com Buenos-Ayres, ten-
tara t'idos os esforcos imaginaveis para que fosse

visinhanrk pom o.'. V- ?'"a uu u,na B"a i,ard l,uos s esiorcos imaginaveis para que fosse
Rociaces df ?, i h-J dG 'ncessanles ne- consignado o facto dessa colligaco nos propros
hociacoes, de que se hao oceupado successiva- protocolos do tratado. v^num
entre elle. tT.T T?'8 eulio?".lt>s do rapero,; Com esses antecedentes significativos, o geue-
cios es ir nJffr?aue j fram mimslros dos neg- ral Urquiza Uvera a idea de uomea-lo seu rep e-
viscondoufifEll* lscnde, de Uruguay, o enlardo oo Rio do Janeiro, pois sabia perfei a-
As nec S^Jf L* il: ,Pai;a"h0-a- l-,",c; 1U( "^ Podh fazer urna escolha mais ,
nientes %, mfn?I f,Uild" Sem '"^nvc- sagradavel para o Brasil. Era sumnia em 18J7
ellas rirem J ,S tratads.. 1ue deram dous tratados foram concluidos por Urquiza com
ractlficads ^ Blnda ld3 Sd i?-.^rn0lmKcrial.: .como J aeraos, elle se
Apetar da
demora que cosluraa haver por
soluroosVfiuiv^8g0n?cmOS doh,Prala em suas^nnuencaparaonstarqueserealisasse au
v i?m nn n L SSaS fePubllcas e o imperio forrnalidade, islo -a lancean do congresso
.... 3.uu ccUlaul semeinante convencao OEsta "oZ^S. titulo^ i ,0S1e.n,c,hnte. fa<,os frammaia claros que a luz
aceitar a intervencao do Brasil e do coro a mais escrupulosa fldelidade p todos os Brasil pro. iialSa ^ passava por urna
argentino, manifestando alm disto as : gabinetes brasileiros, que se hao sucedido des- : nhos os m if x 1 S "l'1S os'es emi- randa prova : todava elle esperou.
.rilia.l,.ra; enn, .a At- u..!,ui;".u,u?. u "s..,s ls oxpiessivos do seu recinhecimen-1 A repblica rienial e a Coufederaco Ar"en-
moslrri muito satisfeilo a principio com
negociado, e no eolaiito empregra toda a sua
influencia para obstar que se realisasse a ultima
I. i r ..i i I i I ^ I i :
. u,5, ......>,, H,.alWM>.OT, iuu uimo as eouiueiea urasiieiros, que se hao succedido des-, ni
-^^onoamaiorparte da sua esquadra. 0 turas, se tem exforcado. peP.a iua modar-cao | mnJ^jS^ZSTSg %& ttl^SZ^TSAVSS'ISi
I 1.1 1 j l)>tn
nhfu0 J0 j!?m* lia.lamenle incluido ; reco- I exemplar, em nao' dar aos seus visiones turof- I estretaV oVlacoV" de toaT o
',Ue Tl!?^ ^ra..V[:S SS- ",ai3 P?eno motivo para urna queixa guay, ^,^^^X^V^l"l
piriir cora elle, lambein llio manifestaba os
-^--_- r---- D.. -^.--------- .u> |.'-'4110110 uioino .ara ubi*
por isso que nao houvera insul- contra o imperio, procurando al mismo arro-
dar dalles a guerra que alertamente provocavam.
Occorre-me agora urna circumstaicia a esse
respailo. Era 1850, quando Rosas, 1 quera um
Iouco orgulho irapellia sua perda. interrompe- ."vestigios dosVoicls'anterior
ra as negoc.aces, a que se proceda no Ro de'
urna reparaco.
lo voluntario; e quanto's indemnisacoes rc-
solveu-se que a importancia dellas seria' deter-
minada por comroissarios de ambos os paizes
os quaes reuiiir-se-hiam em Washington, sendo
quo no caso de nao combinarem entre si seria
escollado um terceiro arbitro. Com esse passo
o governo ameiicano conseguir lograr o seu
um, que eradar urna alia idea da sua forca, e
ao mesmo lempo nina prova da sua nioderaao e
e do espirito de jusca, que o distingue, se-
lada do Prala.
Fez ainda mais : no seu amor sincero pela paz
mclhnmVTTir*. -------'" """ us 1U1/- desarmar a imprensa argentina de lodo o
muite"1?8! e "pr?de"'e '-"P" ro- Prelext0 'uc podosse fornecer elementos para as
fnnin m coru",|,ne"|e o Sr. Paranhos. enviado suas aecusacoes : prclcndiara alli que os envi
junio a sua pessoa para Caer desaparecer os|dps do Brasil exerclam um ascendente Jr^jodil
Tal
era c
__ o-w.-jw^o, u -|uo se [iiueiuia uu nio uci un era
ZVlTM-,B,p''h88'0 1nno Pasado, islo ele a poca em
Pouuno n w,P?u i S ,mTTs~ Sr 1'," Sone"al Ur,l"i" lom" resoluc de en-
1 UIIIIO UC SOUZa. 10 VKI'nlli u luUriliill.1V n l',ir.,,,r r ..._____:_ ._ e *""
Paulino uc Souza, hoje visconde de Uruguay, o corporar pr|
imperador quiz ver o general Guido, enviado dolfederacSo
^^ss^rSs^^ v":' Sssatfa ste. Sraejou las > isas*'
necss.iaLd e nin I, m Pr'eU0 dU "** M exf"rSs Psslvcis P'lra d'-raonsL? quanlo de amii.de
(Merrnun l nf^^V?'^' eram '"Juslis as Pretendes do Rosas, e quao fu-
oela Cuurr, ib.?h. T*?*a f' esPer,aJo "tslas "'" podenam ser'as viciss.ludis da gucr-
riu r;..^ "^ anida pendente. As, ra para que elle se precipita, comaima cegt
envo! ido r.-mr,V ,g ,7 '?er8m P,nuer' CT nllt'nCia- Esla inferencia fo. publicada em
te umlndiv uL T^ :'r T!* Pres" cn- Be.,os-Ayres cora os despachos do general Gu-
.^.^i^u^^eCanslatt,,e9aduia do, ., tlcira sensiveluienle abalado com essa a
Mnguagom do soberano ; porm Rosas se achava
fatalmente no estado de nada poder comprenen-
der. Por ilutse a guerra era mu para llosas,
pelo contrario era boa para o Drasil, e o impe-
rador conlava enlo apenas 25 annos de idade
estado das cousas al os primeiros
tino passado, islo at a poca em
subdito inglez, posto que passasse na Assump-
cao por cidadao de Montevideo.
O consol inglez requisileu mmediatamente a
soltura desse individuo ; mas, recebendo do go-
verno do Paraguay, urna recusa formal, enten-
dera-se com o commindanlo das forgas naraes
doua mageslado bnlannica do Prata, o qual cimentoassim como nao a
procurou logo tirar una desforra por um acto %mpanha contra llosas nova
cial sobre os governos junto aos quaes erara acre-
dilados ; mas a allitude desses governos prova-
vam o contrario, e pois era un absurdo ossa pre-
tencao : nao obstante, o governo imperial para
destruir esses boatos, o tambera para evitar toda
o qualquer occasiao de ura rompiraento irreme-
-1 diavel, fez retirar os seus enviados, e os inters.
'lie como entao traanos deallianca e ses do imperio passarara a serlraladospor.aen-
,-p ct"n.,esso "npeno. O caso era que. tes secundarios das legacdes. Bradavam Tara-
'. verdadj quo se tralava de questoes pura-le r raeio da forja Buenos-Ayres Gon-
Vrgeutina. Nunca foi ello tao alien-
Brasil como nessa poca ; nun-
ores, o.cra casos taes, urna impie-
uaoe altrah ra iutervenc.io estrangeira ; mas Ur-
quiza com
Cousas ness
ria recebidu
vando be
1 governu do Brasil nao quer mais engrande- pitar contra
O absolutismo catholco dos jesutas deixra gra-
vada nessas parngens profunda impressao, que
se nao acha de todo extincla, ainda que cossou
ha mais de um seculo o dominio daquelles. Eram
habis instructores dos povos esses'missionarios
que enlranhand'-se em solos habitados por ho-
mensselvagens, e de urna ignorancia toda pri-
mitiva, occopavam-se ura pouco docorpo destes,
muito da alma, e ainda mais da inlcllgencia ;
fundavan o seu systema poltico Sobre a base da
I I. .. ..---..i-. < l l k .. .1 _;__-Aa-____________ __ -
; de represalia na realidade bastante inslito.
general Solano Lpez, lilho do presidente, acha-
! va-se enlo em Buenos-Ayres, onde acabava de
I desempenhar a sua missao de mediador enlre
1 esse estado e o governo argentino.
Erabareou-se ahi n'um vapor paraguayo de
volla para Assumpgao; mas esse vapor fra
j.eisegui.io por dous navios de guerra imriezes,
que deram-lhe caca mesmo dentro da ensoada
e obriKaram a vullar para o porto. oppouJo-
iheocracia pura, submeli.ra' mansaiWn.VeVos1 houvesse o"menor Kio de decidi T\'l"C
homens le do trabalho, que repugnava in- ra. e n'orna necariao em o fl c"ter d?Z"
dolencia delles.de quera se faziam amados pelo malico, do que se achava revendo o e icrii
apparato e pela forma exterior do culto. Lpez. 0 razia respeitavel sVoliS S
Para mais de quarenla annos depois gue foram esse acto foi um simples uso da forca ento nfo
os padres expellidos, o Dr. Irancia encontrn o kis que se deve chamar abuso
Paraguay absolutamente affeito obediencia, e En.reanlo o presi tanto do Parajraay aueren-
sera saber qual sern o seu destino ; por quanlo, do ao mesmo tempo salisfszer s? eiiwriciasda
sob apressaodosseusvizinhos.-ehav.al.beria- jusiKasemafironar urna Iota mpo^sive com
do sera l,.ta do dominio hespanhol. a Inglaterra, fe, que fossem julg. Tos C ns aU e
Aprove..ando-se da super.oridade que d urna seus co-ros. 0^pretendido'subdito USl
inteligencia bastante esclarecida, e urna vontadn conden.nado : porm Lpez uso rpei o
quer a guerra
como
o essa
dcsiute
iirme, Francia apoderou-se da dictadura, enolla
se conservou, sem opposicjo dealgueni, durante
o periodo de mais de Irina annos. Era homem
Ul/uuu ud iiiua tuuniiu.^liu .!.....-,, i|ud lu.pi-
rava mu grande terror, e respeito ainda maior.
que, passmido sem cmaras, sem ministros, e al
mesmo sera secretario, por si SO supporlou sobre
seus hombros o peso dos negocios pblicos al o
derradeiro momento da sua vida, quando conta-
va noventa e dous annos Bem que no decurso
dessa vida so leam paginas sombras esanguino-
Icntas, todava nao so pode negar que elle [.res-
tara ao son paiz ser vicos eminentes, e lhe den a
paz e a IranquilliJade. deque tanto necessilava
toda a America hespanhola. Seu proprio sysle
na, com quanto especial e anti-civilisador, por
que prohiba a entrada e sriiiJa livr no Para-
guay aos eslrangeiros e aos indgenas, pelo me-
nos tinha a vantagem de obrigar o povo fazer
com que a ierra produzisse no*as riquezas para
subslitiiirera aquellas de que necessilavam do es-
trangeiro.
Sua muralha chineza produzla tambera o Ba-
lotar elfeito de defender o Paraguay do contado
de seus vizinhos turbulentos que nunca perdan)
n esperanen de encorporar o estado paraguayons<>
5 Confederar.10 Argentina Rosas, personagem
nao menos excntrica, se afflfgia por ver os seus
prolesiose as suas ameacas quebrarem-sc ante o
desdr-nhoso silencio de Francia, por ruja politi-
ce, nao obstante, professava a mais viva admi-
racao.
presidente Lpez, quo succedeu Fr.incii
modificou sensivelmoiile o systema de>te ultimo'
A riqueza do Paraguay augmentara sob o enrgi-
co impulso do seu predecessor ; enlendeu, pois
que era lempo de abrir urna brecha na muralha'
o procurar ter com o eslrangeiro relaces. Sendo
o Paraguay urna repblica, era tamben) preciso
oar-Ihe apparencias um pouco mais republicanas
Por conseguinte poz em pratica'uma constituicao
que confiara o poder legislativo uma cmara
electiva, deiando ao pod<-r execulivo as mais
ampias altribuicoes ; e inslituo urna prosiden.-ia
de dez era dez annos,a qual fo-lhc logo deferida.
F.sta funeco suprema, que por varas vezes
tem elle fingido resignar, ha dezeseis annos que
se acha enire suas maos; o no da em que elle
se resolver seriamente abdicar, podersem dif-
nculdade n'guma transmitii-la a seu filho o "0-
neral D. Francisco Solano Lpez. V-so pois
delle do direito'quo lhe assste, de perdoar c
orde-nou que fjsso promplameute posto em ii-
Tal ata.ca/do fmtUT fM>'USS^i
ah os inconvenientes proprios das repblicas
porque, soba forma democrtica, suas institu-!
>:oes assim como astenicncias da sua popularan
fazem dclla urna especie de monarcha pouco
mais ou menos absoluta. Porm exislem os in-
convenientes proprios da sua fraquezs, que
ODTigamo cada passo lutar con. um estado
mais iorle que do elle, o os inconvenientes pro-
prios de um poder sera equilibrio, quera falta
um pouco de coohcciraenio das cousas geraes do
mundo civilisado, e que por isso se v exposlo
errar, e a pagar caro os seos erios.
O quadro que acabo de esbocar das complica- juiz
oes occasionadas no Prala, e das causas, qnr | para
re-salo, o Iheio lodo o peusiraenlo de ambi-
C80. iriumphsndo os colligados, gracas a pode
rosa assistencia das tropas brasleiras." rada un
j delles tratou de colher os fruclos imporlcnles d
I victoria. O general Urquiza toriiou-se chef su-
premo da confederacao argentina. Uontevid)
reconquistou a sua independencia. O Piraguay.
que naoeoiiibatera, vio-se livredas ameagadores
; pretengoes de Rosas que quena forca ericor-
pora-lo confederarlo. S o Brasil fiao lirou
outra vantagem senao do pacificar seus inquietos
visinlios e dar mais seguranza ,'is suas roateiras :
nada pedio nem mesmo uma indamnisaco dos
gastos da guerra, que ello fez por s, e lalvez
ura pouco pelos outros ; c quando se achou lu-
do concluido, as suas tropas ganharam a frontei-
r.i alravessando o territorio argentino, ande o
Brasil reinara como seuhor trila anuos antes,
sera para elle lancarern ura s oihar de cobica .'
Iouco depois apresentou-soouiia circunstan-
cia quo forneceu uma prova mais especiil ainda
do desinteresse do imperio.
Montevideo vase aineacado de uma guerra
civil. D
Os dous partidos, de accordo nesse unioo pon,
invocaran) a iutervencao do Brasil, o qual no
poda recusar-se a esse appello. por isso que o
tratado de 1831 o obrigava em laes casus a al-
lemier ao ^jjo ju governo legal.
Quo tro mil soldados brasileiros foram enviados
a .Montevideo : elles ali manlneram a ordem as
ras publicas; nao eslava porm no sou poder
acalmar os nimos.
Os partidos combateram-se na mprensa. o
governo quiz em vao servr-se da forc.a auxiliar
para apoiar os seus golpes de estado, a opposi-
cao ergua a voz conlra as bayonetas esiran-
geiras.
urein, anda que live6 boas razes
mira Buenos-Ayres depois de sua sc-
I os ouvidos & todas as insinua-
lodas as propostas ainda as mais
to su patriotismo nao encarara as
poni, e cora os bracos abortos te-
jos Brasileiros como auxiliares, reser-
!" cntciiJilo a nter enri do sus-
esles, depois que fosse befo succedi-
do, os antigs odios hespanhes.
O Brasil, |
de qucixasc
paracao, cer
roes, e rrcusjo'j
precisas.
Nao era dds suas inlcnces entreraelter-se as
questoes dos visinhos ; fra sempre o sou svste-
ma adoptar Mima poltica de neulralidade para
com o Prala, b eslava firme no proposito de con-
servarle lielf esso systema.
Dessa poaa era dimite, completamente des-
contado, co necou a ver o Brasil com outros
ODOS.
Os tratados, que elle havia concluido com o go-
verno brasilemo de tao boa vontade, estavam an-
da por serem racilficadus pelo congresso ; procu-
rou por conseguinte raeios de retardar a sua
apreseniarao 111.leliniia ment.
Fez mais ainda : tendo muita influencia do Pa-
raguay a juntd ao governo oriental, eovi.lou os
seos oxforcos para fazer quo ambos osles parli-
Ih'.ssem o seaf des pe los o as suas ras, em cojo
emperiho nao berdeu de lo lo o seu tempo : dis-
pondo da impjronsa do Paran semeou o odio
as o r"r, '',or c"lro as PPloes argenti-
das'tea rpoucas. 'i,U,l lemP u,na Clli*^
Quando a ubrra comcrou, Urquiza nao poden-
do atacar o Brbsil por seus actos, atacou-o por
sua inaeco. As suas relaces om o enviado do
overno imperial forara-se tornando cada vez
face de obstculos ncerca dos quaes nao quere-
mos argumentar. H
. Digam-nos qual o homem de boa f e de
juizo a quem possam melter na cabeca que Ga-
ribaldi. parlindo para a guerra com 800 homens,
representa o que se chama em linguagem de
melodrama uma horda de eslangeiros? Quando
desembarca na trra da Sicilia ou da Calabria,
pisa o solo do seu paiz, a ierra da Italia ; falla
italiano, e respondem-lhe em italiano ; e quan-
do olla o grito da redempcao, os eccos das
serras, dos montes, dos rios. das muralhas, res-
pondera-lhe na lingua natal. As hordas extran-
Sfciras eram esses mercenarios de todas as pro-
cedencias, quo ha tantos annos acampavam e so
lorlilicavam as priocipaes cidades da Italia, o
que escorchavam os ouvidos nacionaes com as
suas linguas barbaras, e communicavam com o
povo por intermedio dos drogmans, dos inter-
pretes, como os turcos. E' mister, na verdade
urna siugular perturbaco de ideas para affirmar
que na Italia, os estrangeiros sao os italianos, o
que os suissos, os bavaros que sao os natu-
raes. Porm, a historia por tal modo costumara
a lodos a ver na Italia uma presa, que parece
que os italianos se apossam de uma propriedade
alheia, quando eolram ua posse da sua pal.ia.
Cumpre pois dirigir a quem as merece essas
reprehensoes de invasao, de violacao de direi-
tos nlernanonaes, e outros palavres r"e que
pretendera servr-se como de csp.nl.lbos. Os
que pnmeiro quebranlam o direito, sao aquellos
que oceupam um paiz conlra a sua vontade. Ora
como seria possivel duvidar da vontade dos ita-
lianos, vendo se o impulso immeiiso cera que
elles correm unidade? Nao sabemoi o que rr
a acontecer; mas o que vemos que o pen*a-
mento irresistivel e nvencivel da uniao se apo-
derou da Italia, porque senlio que era o nico
meio de se emancipar.
Garibaldi uma espada; mas na ponta dessa
espada esta uma idea; e ainda quando a espada
se quebr a idea ser levantada do sangue e pro-
seguir na mesma marcha. Chamar expedi-
ao de Garibaldi uma invasao um insulto ao
mais vulgar bom senso. E' provavel que cora
os seus 800 homens nao so teria apossado de um
reino- do ramios milhes de homens, se esses
milhoes de homens nao quzessera qie assim
108M; e ura desosado conquistador mao ar-
mada aquello quo enlre sosnho na capital do
paiz conquistado sem armas, sem se expor a
outro pengo senao ao de ser esmagado debaxo
de llores.
Nao foi Garibaldi que entrou em aples, foi
aples que foi ao seu encontr ; foi o Vesuvio
quo fui ao encontr Je Mahemet.
Este impulso da Italia para a unidade, esl por
:at turma manifest, tao uuiversai, que na
actual conjuclura, a intervencao do Picmonto
jonsiderada como um aclo revolucioiiBrio, ,
segundo o nosso pensar, um acto contra-revo-
lucionario.
O rei Vctor Emmanuel e Mr. de Cavourprati-
cain, oesla hora, ura aclo de reacio.
O movjmento que levasse Gaiibaldi at s
portas do Roma, seria em demasa violento
Era costurar estabelecido do longo lempo,
nunca provocara uma s qaeixa, eoviir o
Brasil, tolos os anuos, uma esquadra do evolu-
rao a embocadura do Prata para ahi se exerci-
taremem lodosas manobras e exercicios marti-
mos os oiciaes e marinheiros do imperio. Nao W^BDraZ'^uA^. V'S*1' n*^0 pa-ra
obstante, a esquadra foi retirada, o passou a es- s cofteTa ll*\i!?Z?SaT?'1 6 tr) aovnao
lacionar no porto de Santa Cathanna com "ran- IV* 1,- ,' ra's B da Lurop3' llcanani
dedesapootamento e prejuizo dos !oSlten- ^ToluSS.JIS.'S!*; .
Ks do .Montevideo que com ella fozam xcel rn aun nVn Pi Ja pel Kov(>rno P'emontez,
tes negociaces. e con, g^me alegrada prli,,: YliftZZl'nT mv",ie", Para a Sica'
ca brasileira que com isto gndara muij moo ", "IT6"10 Csl1c,onario
As cousas so .chavara neste estado : as novos o \33llJffJffS| |T' Pr em >uto-
mais despeilos
Urna das sua
loi a oceupagao
Iropas de Buen
pas, e nada ma
s.
queixas, nica que menciono,
da lha de Marlin-Garcia pelas
is-Ayres
Ora, s a forra poda' repellir dalli essas tro-
Nada era pois mais fcil nesse confelo do
cordias do que assumir o papel de
que engolo a ostra e deixa a concha
s pleiteadores ; porm o Brasil ao quiz
s-s-^ ^5JSS&^
s faltava do que o Brasil,
1 quena conserve.-neutro, lornar-so beligerante 4
,seu pozar sme ite para salisfazer a Urquiza !
I Um iRcidenlo mais grave so deu. o qual con-
, correu para mai ifeslar mais plenamente a indis-
pos.rao do chefe argenti..,.. Os governos da Fran-
ja oda Inglaterra resolvern) ofterecer a su. me-
filfd^JIn? 1beJlHeM"lea do Prata, e por um pio-
corlez, convidarim o governo do
--^ &f aa arcas a-*^^^^*s .afiSiasc1^
ram a Urquiza receberam- deste ultimo um ac
Brasil a junUr-ie a ellos, o Brasil accedeu ira-
esia proposic.io.
fronvir cooflnB1 Por "** pontos de suas "i* 1e o governo brnsileiro responde s Ihi-nenio ra podo o ? 4ner rT,
fromeiras cora o Paraguay, a Confederacao Ar- ccusacoeainsensatas que conlra elle sfl aecumu- 'culpou-se n'sPC'n? ? ,r*!n,.,nu dps-
gentioa, e ramio especialmente cora o Uruguay, '" Jornaes do Prala. KSS aaucUitr ^ T"'-P<" "' Pi"
rm com lodos esses pa.zes relaces de comme- ', N- alidade raelhor occasiao nao poderia elle I feit" Jela rto mu ZFTT, 1U ""-'
raonZncJ,anrirhTS,K,,rPKlOS inc^Stavo8 CO- de es.ei.der as suas fron.eiras al o grande recusado raed !r; o d^Par- ,v na,Cr,nda
me1 potencia nbe.i.nha sobre os tres ros princi- rl- 80 **** pensainento o preocupasse ; porq-ie -Vl^uns das deMi^ph^m. 7'
"?: pJ',S ;*,unidas formara o'rio da ^.^fp^^om^l^A^^\tJ^^J^0 srThnm,,CZtiP,Cn,p0"
Por outro lado o Brasil nao tem dspen- *?!+_* f senao para pregar uma quera rircu^'iatcias0 a^^'lij
que para abreviar as formali-
ao pastar por Buenos-Ay-
presidcnies turara eleitos. I). Bernardo Berro
eleito em Montevideo, parece animado de senti-
mcnlos mais pacficos do que o seu predecessor
todava, a cmara dos depoiadus, seguindo o im-
pulso dado pela ultima administrado, acaba de
recusar a sua sanrcao a ura tratado com o Bra-
sil, quo dovera regular os effetos da convenci
preliminar de paz do 1828, e o presidente Berro
Jse julgou obrigado, sem duvida para evitar um
vol semelhanle, a retirar um outro tratado leu-
dante a raclilicaras fronleiras cora o imperio por
raeio de troca de lerrilorio, tratado este que li-
nha sido sobmellido sancQO do senado, Quan-
lo ao novo chele da Confederacao ArgentinaD.
Santiago Dcrqui, ainda que cratura de Urquiza
comtudo tem declarado que ser seu prmeiro
cuidado empregadn em terminar, mediante ne-
gociaros, as desavencas havidas com o soverno
imperial.
Assim, [luis, a id.i do colligaco nao lera g.i-
nho terreno tanto mais quanlo presidente L-
pez, do Paraguay, declarou que desejavo muio
lazer liga cora os seus vizinhos, porm nunca
Nos lempos em que estamos, de commoeao "o-
ral dos poros lalvez paraca fora do proposito!
resumo que acabamos de fazer das agitares que
se passam tolonge de nos n'ouiro hemispberio
A i)3ssas1esriilpa consiste em que cada qual se
iiiieressa pelo assumpto .110 mais lera estudado
aiem de que por muito preoccupido que se ache
o leitor cora as ideas contradictorias do que v
passar-se em lorno do si, sem duvida nao des-
costara do conhecer uma parto da historia con-
temporneo, da qual pouco ou nada tem ouvido
tallar : analmente esses paizes da America do
->ui que so icem de grande o seu territorio, sao
destinados.! mmenosos progressos e desenvohi-
mentos, cujas vantagens a Franca devei rolher
mais que qualquer oulra potencia martima,
quando for completa a euiancipcao coramercial
dos mesroos paes.
Quanlo aodesfe.ho das enmplicaces que nar-
rei ueste trabalho, de suppr, ecreio firraem. n-
te, que ser pacifico, nao s porque o Brasil lera
_ o direito do seu lado, como tambera porque pos-
,_ suo elle a forca material e a unidado de accao.
-Se alguem tem o direito de se queixar, e o
partido que esperava a completa unidade da
Iialia ; mas aquelles que apodam o ro Vctor
bmmanuel e o seu ministro de revolucionarios
inrorrcm era uma grande injustica, porque a
occupzcao das Marcas e da Umbra pelas tropas
regulares do Piemonte justamente o quo podo
suspender a revoluco na Italia e a guerra na
turopa.
Para a propria Italia, esta estacao na sua
m.irelia, c a cousa mais prudente.
Deixa ainda as maos do inimgo uma das
mais ricas perolas da sua cori, a perol.i prea
do Adritico; mas o raptador tem-na encerrada
era tao fortes cofres de ferro, que muito lempo
sera necessano, muitos homens, muito sanauo
o muito dinhoiro para a rehaver.
Esse dia chegar lalvez.
No entretanto, o que aos italianos mais con-
vem disciplinarem-se, organisarem-se, e uui-
rtm-se cada vez mais, queimando os cadveres
dossas pequeas autonomas no aliar da grando
autonoma italiana, e nos temos f que dentro
re da llalla coroado em Florenra.
JOHN LEM01NNE.
^.^^_____1 iin.i, yrnal a Debuts.)
PEBNMBUCO. '
l(n 8C0- I Tnit ------'i- ....vi.... c a uiliu.mu Ut
nodes-i l0,'laV,ase a uta Mr indispensavel. o iraporio
sui-aracricano nao a teme ; o nem os governos
era os povos da Europa, que nao deixarao d
meressar-se nessas questoes. podero recusar
suas vassympalhias ao instrumento o mais po-
deroso da civihsaco o da liberdado pratica na
America meridional.
CHAM.ES HEVHAL.
[Revista Europea. Silveia.)
aceilarao da mediagao por
O Brasil tem muito que fazer sobre o inmenso
-----------,-- rv. au uuvi-riiiiu uasiar
para lun.iar e consolidar a boa intellcenrin unir i.
os estados do Prata e o impr io suLarnnc.- no /"i"0 3 J Posaue. o muita necessidade da
compre acrescen.ar que este" imperio cojos ^ P"PaPa",f ?"' "r os seus recursos.
cursos e prosperidade augmentara lodos os dias mST^SlL*!?1* na? c mais do 'lue um mol-
possue uma armada respeitavel, um exercilo re- ..i. J22 1 Se9' rde ''"e P'oi;,"'a livrar-se o
guiar bem disciplinado, ura orc.menfo en, "qul- I s Z*" lll \m<> ,h'" "! omeaf entregue a
l'bno, ura crdito bem fundado na Europa, cou- :f]esin,fe fn : h?,'|,ie,1VesS0JU"t0 asi '"""'""o
icas do Prata eiln i.il <-, ,, ^ uu"OaO.
que, ..ua,.,,, ao faci relativo ao poder opremo, e.o7 se^vPi^1rreecTb:doJse
ludo se passa amirave mente nn Par.M J erv|50S recebidos,
indo se passa amiravelmcnte no Paraguay e em
familia, nao havendo por este lado compeliiores
a lemer-se.
A brandura das popuhces. seu respeito Ira-
dic.ional pela auloridade, que loma fcil a obe-
diencia, sao uma oulra garanlia. e nao menos se-
gura de cstabilid.de no interior. Assim, poii
nao na pengo para essa repblica excepcional
se alg.im ha s pode ser proveniente das difllcul-
daries vmdas do exterior, as quaes Francia tinha
sabido conjurar cora as suas muralhas as fron-
No Paraguay, por enalto da longa nterrupc.io
das relaces internacionaes, estava-se tao poeo
habituado s regras do direito publico e do di-
reito das gentes, que mais de uma vez se tem ali
suscitado questoes com os diplmalas estran-
geiros.
J tres dessas questoes liveram lugar, sendo
que duas terminanm felizmente, mas nao sem
que as potencias contra quem foram ellas susci-
tadas cmpregasseni ura tal ou qual apparato de
torcas navaes : e a terceira nao est ainda for-
malmente concluida.
A primeira questao deu-se com o Brasil. Na
occasiao era que se negDciava na Asumprio ura
ira ado de navegacao e sobre limites, o presiden-
te opoz irritado naosei porque, rompeu prece-
pi.adamen.e com a negocalo, e de urna raanei-
seus o.iT'..U a P'^'-P^nciario brasileiro os
seus p,saaportes ; era1 entao plenipotenciario o
polido dC b88taDte Pruencia e muito
Semelhanle pfocedimenlo do governo de Pa-
raguay sem motivo, e sem desculpa. erigia uma
reparaco e o chefe da esquadra brasil!Ira fe"
encarregado de obt-la. Fiel aos hbitos de raodel
"cao que deaiinguem o Brasil as suas relares
com as repblicas vizinhas, esse offical dexou
os seus navios na embocadura do rio, e elle s
prsenlo-se no porto da Assumpcao abordo
imnU,?a-P!,l,eno Vapor- A "'gociaces tiveram
aTh fJ Tenle de comf,8r. "So duraram nem
iuVi.fi?., governo do Paraguay nao procurou
jusiiflc.r o seu procedimenlo com o Sr. Leal ;
sas estas que as repblicas do Prata eslao mu
! possuirem ; de sorle que, se a gratidao
, e o inleresse, que deve
ier todo o governo sw.udo era viver bem com os
seus fizinhos, nao forera suficientes para manler
esses paizes era paz cora o imperio, pelo menos
:alcu!os mais vulgares do bom senso deve
apparecer ao plenipoten-
. indo este que chegasse ao
-- juelle a proposta de mediacao,
recebeu uma recusa peremptoria, fundada era qu
exis iam quesles pendentes enlre o Brasil e a
Co'ifederaraoArgtiilina.
Peiliram-se debois explicncoes a respeilo : or
quo seraelhanle froredimento era de lai sortc
inqualidcavel que convinha pelo menos saber-so
le que pretextos lo poderiam colorir : mas ne terreno nao faltaiii recursos diplomacia araen-
na irae.slrad.uL aslicesde Rozas. O m.nis-
11 o do Urquiza, e^n uma ola bastante deseovol-
Md, pretendeu :|
.'ami?"? a.nofmoa^ do Sr. Joiquim Thoraaz
1 .Vinaral n.in fur ii.r...i. .. _.
So elle so preoecupa raais particularmente
com o Estado Oriental, se dexou consigo a r-ae
nos traalos cora esso oslado u.na disposico
amearada. porjue o mesmo estado confina por lino ; uolihcad! ao governo argen-
naminspirar-lhes o rpeta7%7iTd7!S tas da KS^ ^S" mai.s bllas Pro*- L *'-<)* o plenipotenciario brasileiro faltar.
de cdteervar cuidadosamente as mehores re- ^SSSSS^S^!^ drSu g0" S tonveiencias evidas ao mes rao -overn o
io mesmo imperio. |J ^^Z^'^^:^^^^ "^^ ^^(n priueiro lugar "as, niediago ao
governo de Buen is-Ayres ;
3.Que era eaencial te'r-se anles uma
C,oes com o mesmo imperio.
Entreaoto assim nao acontece. Pouco m.isKcHin. ProPr,elarios {estanceiros) seu*
ou monos de um anno para c se manifestara na (rl 1 S ',UaeS Possuorn "slabeleclmenios na
fronleira, era certas partes de territorio orienUI
a expli-
cacao sbreos medentes havidas era Montevideo
Pr-.ta so 1 k "lunuesiam no fronleira e
capital da confederacao argentina, precan con-1 m'dC nnaimenie porque, em virlude de ,
^assrass.triraE S52s?srtssst..i
chagas que precisara cicatrizar. ForIc-Toucif a 1 P ?'* Imp0^a COm I*"? S Passa "> Prata.
Par. ess^s manifeslaces ha uma clusa oer' nSLS"^^ ro"b*rli"*" todas essas
manenle e profunda, ha ura pretexto que Ta?^^JT^9 -UnCa,"8 comP""aria.
conforme as c.rcumstancias. A causa na ver- I se rnJ," r"'.' Saa pollllca d B,'a91. iue
dada insensata), que deslustra a nossa a ilisal I m "" Perfeilamenle cora o pensamento,
cao moderna, fcil de indicar-so pois que TnZV."n1uel,as ^P^'.'cas. de todos os homens
olla o antagonismo de origera, que no outro he-! iuizos l qJ!LSe naodeuam .""' P'os pre-
mispheno so perpetua, enlre os HespanhesTe oa nem rnre,a0.'Se,n> qUe mas ac-,ma mencionamos,
Portuguezes. O pretexto acciden.aldescobre-s^ I ao^na?E consc,encia Para agradarem
nesses numerosos documentos a que o "overno i l'flliVl ,
brasileiro manda dar publicidade instante me"- ente"dT Ll^T'0 ^ de lodosos
le, e que lenho vista. \ vfj J graDdes P'encias maniimas no
Os Hespanhes e os Portuguezes de lon-as iar m .Ur.'"^!"1.0outr0s.tPmP3 se deixavara
erasgosaradafamade mos visinhos entres"'cae" P mvencoes das paixes lo-
essa fama remonta usurpaco do throno lusi-l Mii' se o Rrisil nn nni. i- >
lao por P.lippe II. e ao dorainio da Hespanha qu s as u.r mbkSea e fe f'mb'Cn0 ^ COn'
aobre Portugal prolongado por Ires quartos de i esiam em odos os eus cioem" que-se raan-
seculo, e abundante de miserias e vergonhas nao i cao Rosegue com inaba alel'r^ Ja.real.sa-
com o tera/,0, e cre.o mesmo que nao tenham I mundo. mmercaes .e martimas do
cado traaos profundos no scio das dos dous po-
os que tao desproporcionadamente partilham da
pemosula ibrica.
Na America do Sul a accao" do toropo e da ci-
ihsacao tem sido mais lenta. N* sou capaz
* .-.^zjr: .sl-^! ss-a-- ~ .agsg
Para felicitar as relates, e au*gmoi,tar o com-
mercio de. permutas com esses p..urs selvaeens
e fecundos situados na America interior do que
possue oBrasiluma paite consideravel,procura elle
nos mesmos paizes essa civilisarao
gradsvel ao governo a/genlino, ora virlude da
parte que elle tomara nesses incidentes como
ministro do Brasil em Montevideo.
0 gabinete do Hio de Janeiro respondeu a esses
quMro pontos da maneira segnlntc :
1 .Que o assnlimeoto do Brasil a fazer par-
te da mediacao anglo-franceza, c a oome.cSo do
br. Amaral para mediador, ambos estes fados
torara mmediatamente communica.los legacao
argentina no Rio.e ao ministro do Brasil no Pa-
ran ; e por conseguinte por essas duas vas o
geverno argentino derera ter delles pleno conhe-
ciraenio ;
3 Que o mediador seguir, era tolos os pon-
toso exemplo dos seus collegas da Franca e da
Inglaterra, apresentando ao goverqo de Buenos-
Avres por intermedio do cnsul geral do Basil o
seu offerecimenlo de mediacao, e que munido de
urna carta credencial para Urquiza quiz entrega-
la pessoalmente, resolucao esta que nao podera
ellectqar senao um pouco tarde ede uma manei-
ra incompleta em consequencia decircumslancias
de forca maior pelas quaes nem o seu governo,
nem ello podera ser responsaveis;
3.Quo o Biasil havia .Jado tantas provas nao
equivocas das suas boas disposices para cora
a repblica argentina, que nao era admissivel o
pretexto de que incidentes secundarios, os quaes
so serviarn para confirmar a sua neulralidade,
podesse forneccr ura motivo justo rejeicao de
sua intervencao;
4o. Finalmente.Que sea escolha do Sr. Joa-
Desde o dia era que uma guerra, que approva-
mos no seu principio, e quo continuamos a ap-
provar as suas consequencias, libertou os ita-
lianos da oppressao, e Ihes reslituio o sen livre
arbitrio, nao temos deixado de pedir que os dei-
xassem regular entre si os seus proprios nego-
cios E islo o que anda hoje pedimos. Cora-
preheiidemos fcilmente quo um governo regu-
lar .anda que nao fosse mais quo cora a presen-
ta do seu representante, 0 queira ganecionar
actos, que nao sao em ludo conformes s regras
ordinarias ; mas cremos^ue se enganam aquelles
que desojaran) tranformar uma simples negativa
de cooperario em uma araeaca do repressao.
Estamos convencidos quo o principio da nao in-
tervencao, quo esl intimamente ligado ao prin-
cipio da soberana nacional, continala a ser res-
peitado, esperamos conliados que as rpidas 3l-
ter.icoes por |iie a Italia esl passando. nao tra-
r.n para a Europa ouiras raaiores e mais graves.
Keferimo-nos naturalmente a actual conjunci.i-
ra: eslatuos convencido* qua os italianos saberao
parar quando fr mister, assim como lera sabido
avancar a proporco que assira era nocessario e
que serao bastantes prudentes, assisados e pre-
vistos para, por una parte aggredirem a bandeira
que oulr ora foi seu norte, e hoje sua salva-
guara, e por outra parle, provocarem urna ae-
gressao contra a qual no csto ainda bem pre-
venidos. r
Porm. dentro destes limites, procedom legti-
mamente, o a ninguem, seja i quem tor, do o
direilo de se envolver nos.seus negocios.
Sabemos que revindicindo por esse modo o
principio da nao intervencao. nos exporaos a que
nos digam que estamos em um circulo vicioso
todera dizer-nos que a Franja intcniou a guer-
ra da Italia. Mas nos responderemos que 1 em-
prehendea principalmonte para restaurar e fazer
rospeilar esse principio quo estabelecemos: Era a
Italia quo entao se achava em uma situaco op-
posta a todos os direitos das najes ; eslava ou
oceupada por forcas eslrangeiras. ou governada
por principes, cujo poder s assentava na protec-
cfto estrangeira. A Franga libeilou os captivos,
soltou-lhes os bracos e disse-lhe: Agora de-
lendei-vos. E elles comprehendem o dilo.
Tambera nos podem dizer que o Pie monta, en-
trando nos Estadns que os charaam, pralica um
acto de intervencao. E' isto um sophisma a que
6 lempo de responder. Dirao que o Piemonle
inlervera da Sicilia, em aples, nos Estados Ro-
manos, e como se so dissesse que os italianos in-
lervera na Italia, Nos nao dssemos o contrario
d.sso. Int^rvem pro dommo SM0, pr ar e
Aew. Entao em sua casa; combatiera pelos seus
lares, combatiera pela sua ierra. A Italia do!
italiano, como a Franca dos trsncezos. a ?n!
S11 dos,nBlMes- Hespanha dos hespa
nhoes. e diremos como Roma dos romanos, mas
crescer
que pro-
distrac-
as farai-
quereraque seja^de todos, e nos paramos em durante seus impedraenlos.
REVISTA DIARIA.
.li.^.AT-eid0 xExva' Sr: Pres|donte manifestado
'f dc teaUa" o calcamento da ra do Ira-
peraaor.para o queja ordenou a repacUcao das
obras publicas a cunfeccao de ura or{amenlo ; c
parecendo-nos que essa obra ter ciilo, visto
que do iraposlo de 15 por cen.o, com quo con!
corren os Proprietanos, na forma da le n. 35(1
iic ZZde agosto de 18^} e regulamento de 22 de
dezembro do mesmo anno. ha un produelo dc
ceica do doze cotilos de ris parasubvenro del-
ta ; e opportuno que suggiramos a idea" de fa-
blico S p"nceM8 um passeio pu-
Para este fim devora ser esso largo rodeado
duma ra raleada, tendo a largura de sessenta
palmos, e os respectivos ngulos arredondados,
uuarando perianto esta dimensao. quer era
treme do palacio do governo, quer do theatro de
sama Isabel, do qnarlel de S. Francisco, do
taes. e em conlinuagao da ra do Imperador al
o amigo palacio do governo ou largo de Pedro
11, o passeio poderia sur desde j circulado por
um muro de um p dezoiio polegadas de al-
tura do passeio da ra, e planudo de arvores do
especie frondosa, de tolhagera constante, e do
uma procernlade conveniente, podendo ellas ser
erradicadas com a SOcitude, e transplanladas
secundum artem para alli na eslacao chuvosa
como pratica-se era todas as cidades da Eu'
ropa.
Isto nao rom eTeito impralicavel, porque
voera-se era diversos passeios de Pars arvores
do oilo dze polegadas de dimetro, que foram
arrancadas e transplanladas para urnas poucas de
eguas do lugor em que nasceram. e nao obs-
tante oegarem e vegetareni ptimamente em suas
novas siluaroes.
Cora a adopcao do que ahi fica dito,
o embcllecimcnto da cidade, ao passo
porcionar ao publico um lugar de
ao, um verdadeiro apontamenlo para
lias. *
Por portara da inspectora da thesoursria
provincial 101 nomeado Leoncio Ribeiro Campos
de V ascor.colios para escrivo da collrcloria do
tlio rormoso.
Informam-nos que segunda feira noita
rera-so uma exploso em uma casa da ra da
Imperalriz, gue Iluminada gaz.
Nenhnin desastre occasionou ella, alm do
despedar.amento de todos os viaros do lustre
pendemo do teclo. Ignora-se qual a causa que a
provocara. '
Tem do ir praca, por arremalaco
iriennal. perante a junta da f.izenda provin-
cal, os impostas da comarca da Boa-Vista
A arremataci lera lugar no dia 8 do futuro
m; servmdo de base licilac.10 a quantia do
4.aaO(K) pelos tres annos linanceros de 1860 .
Por acto da presidcncia.de 22 do correute
foram noraeados delegados luteranos '
Freguezia da Boa-Vsla desta cidade.-Amaro
Joaquim Fonseca de Albuquerque.
Freguezia de Uca.Henrique Augusta Mi-
Freguezia de Caruar Antonio Jos Nunes
do Valle.
1 7~..I,orPr,ar'a da mesma data foi considerado
habilitado para perceber as vantagens do art. 26
da le n. 36') de 14 de maio de 1855, o professor
puulico do Ex Jos Psixoto e Silva. -
A presidencia da provincia altendendo
que so achara suspensos do exercicio de suas
funecs, pelo juiz de direito da primeira vara
em correigao, o escrivo do civel Manoel Jos
da Molla, e o de residuos, capellas o ausentes
Galdino Themistocles Cabral de Vasconcellos r
lendo em vista oavultado expediente que cor
pelos respectivos carinos, resolveu. de ron'
mid.de mm o art 1." do decreto 1,924 de 1
de dezembro de 1853. Hornear Manoel Jo
Molla Jnior para exercer temporari.me.
cargo do pnmeiro daquelles escrivaes, e r
de Barros Br.indo para substituir o se
MUTILADO
1 ILEGfVEL
V


DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 21 DE OUTUBRO DE 1860.

Hontem chegou de Macei o brigue-escuna
de juerra nacional Xing, tendo d'alli sahido no
da 20 do correnle, delxando a prorioeta em
tranquilidad?, mas mu exaltados os nimos por
causa das eleices passadas o das qua so appro-
ximam.
O brigue-barca Itamarac tinha entrado na-
quelle porto no dia 18, e tornara a sahir
em breve para continuar o cruzeiro sobre a
costa.
Ja vista desle porto cahio ao mar do bordo
do mencionado brigue-escuna o grumete Vicente
Luiz Ferreira, que nao pode ser salvo, nao obs-
tante todos os esforcos empregados pelo com-
mandante.
O navio navegara enlao pdpa, e inmediata-
mente orenu, alravessou o arraou os seus esca-
lores; mas o Infeliz nao sabia nadar c desappa-
reccu vista das vigilias que observavom da ga-
via em quanlo rpidamente se manobrava para
acudir-lhc.
E" mais urna victima que o ocano devorou,
tanto mais de lastimar, porquanto reinava bom
lempo, e nooccorreu sinislro algum.
Foram recolhidos casa de detengo nos
dias 21 e 22 do corrento 23 horaens e 2 mulhe-
res, sendo 16 livres e 9 escravos, a saber : 4
orden do Dr. ohefe de polica, 11 ordera do
subdelegado da freguezia do S Jos, 8 ork'm
dodt freguezia de Santo Antonio. 1 ordem do
freguezia de Afogados.
Passageiro da barca ingleza Imagen, en-
trada de Liverpool :Luiz de Oliveira Lima.
Matadouro publico :
Mataram-se no da99 do correnle para consu-
mo desta cidade 95 rozes
MORTALID.UIE DO DIA 23 '.
Jos, pardo, 4 mezes ; espasmo
Jos, braoeo, 19 mezes ; convulsoes.
Tliomaz, prelo, escravo, solleiro, 40 annos ;
cengestao pulmonar.
M moel, pardo, 7 dias ; coovulses.
Amaro, pardo, escravo, solleiro, 16 annos ; tu-
brculo pulmonar.
Rosa, preta, escrava, 53 annos; pneumona chro-
nica.
Hospital de caridade. Existem 56 h-
mense 53 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, total 111.
Na totalidadedos doentes existen) 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
mcnlo Filhu, .s 7 1|2 horas da manhaa, pelo
Dr. Dornollas s 7 1/4 horas di raanhaa. e
pelo Dr. Firmo, s 5 horas da tarde de hontem.
CHR0NlcTJUUlClAft.il.
do, linhas 3, onde se 16 nova aspirando leia-se
nobre aspirando.
P S. Acabo do lr no Liberal de hojo (23) um
arligo.de soldado liberal, que nao toraou o meu
conselho... Porque vera o camarada interrom-
per-me na minhir barraca ? Porque nao conver-
sa com os do seu regiment I Nao v, que es-
tamos polindo as armas, e podomos apanha-los
desprevenidos?
Nao sei o nome do eseriptor, era quero sa-
bor, porque sei, quanto me basta: vejo, que
um zuavo, franco e destemido, leo no coraba-^
ter, mas plido e generoso. S6 Hules conten-
dores aceit i ro d'ora avante.
Mas, permita o collega, que eu decline por
ora a resposla, que Ihe devo. Registro apenas,
que, so Dos quizer, tenho do chama-lo a coa-
las sobre a sua theoria de jponarchia do direito
divino e de direilo huraaao ; e qfcanto a nao
existencia dos partidos reraeftlo-o por ora a exis-
tencia do seu Liberal e ao collega Omicron.
Pois o collega, que soldado, esabe que a re-
vista est prxima, vem distrahir os camaradas,
quecuidam do armamento ? Cuide de si. con-
verse no seu abarracamenlo, e cont que logo
que eu icabar do limpar o corrame e de res-
ponder a revista, doJicar-lhe-hei o primeiro dia
de folga.
C fica na mochila o Liberal de 23, e so o col-
lega insistir, para a mochila iro os que se se-
guirem, al depois da revista.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 22 DE OUTU-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
s 10 horas da m.inha, reunidos os Srs. depu-
tados Basto, Silveira, e Lemos, o senhor presi-
dente declarou aberla a sesso ; tendo sido lida
e approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Foi presente a cotaeo oficia! dos procos cor-
rentes da piara, relativa a semana liada.Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
L'm cequerimento de Sebastio Jos da Silva e
Miguel Ferreira Velbzo, pedindo o registro do
seu contrato de sociedade.Visia ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Ouiro de Sebastio Jos da Silva e Fortnalo
Ribciro Basto, pedindo tambem o registro do seu
cuntalo social. O mesmo despacho.
Vistos pelo Sr. desembargador lis jal, os seguin-
es rcquenmenlos :
Um de E. A. Burle & Companhia, pedindo o
registro do seu contrato de sociedade. Regis-
Ire-sc.
Oolrode Manoel Jo3quira Rolrigues de Souza
e Luiz Antonio de Souza Ribeiro, pedindo tam-
bem o registro do seu" contrato de sociedade.
RcR*tre-se.
Oulro de Antonio Joaquina do Vasconcellos,
pedindo igualmente O registro de seu contrato de
sociedade com Rostron Itooker A; Companhia.
Ilegistre-se.
Outro do Fraga A; Cabral, pedindo tambem o
registro de seu contrato social.Regislre-se.
Oulro de Manuel Tavares Cordeiro, pedindo o
registro di procuraeao de Antonio Joaquim Re-
belio Bastos.Como requer.
Outio n Dem'ifido Curgci do Amara! e bduar-
do Goncalves Valente, salisfazendo o despacho
deste tribunal datado de 4 do correnle.Presta-
do o juramento, como requer.
Sendo conclusos <-s autos de moratoria reque-
rida por Claudio D ibeux, Ccou adiada por nao es-
tjr presente o Sr. desembargador fiscal.
Nada mais houve.
A. elei^ao de Papacaca e o subilo-
Icgado Antonio Goncalves de
Mello.
Srs. redactores.Sob aquella cpigraphe le-so
no seu acreditado Diario de hoje urna extensa
correspondencia, que se suppe escripia em Pa-
pacaca a lodo corrento, a qual conclue polindo
a dmissao d respectivo subdelegado o Sr. An-
tonio Goncalves do Mello, por ter elle coagido o
voto as ultimas oleicoes que so procederam
naquella freguezia.
Cremos bem queoExm. Sr. presidente da fJro-
vincia e Dr. chefe de polica darao a devida im-
portancia essa correspondencia cssencialmcnte
! contradictoria, c nao descerad a incitar ciumes
|e rixas puramente pessoaes, segundo os desejos
do correspondente; mas forc,a dzcrmos duas
palavras a proposito.
Lutam ni freguezia de Papacaca duas Caceos
capitaneadas tima pelos capitacs Firmiuo Soares
Vilella, Anloni i Anselmo da Cruz Vitalia e seus
pirentes, e oulra pelo lente coronel Mauoel
Cavdlcanti de Albuquerque eco, professor. ca-
pito Lourenco Mililao e outros, ambo3 porm
liis ao governo : nao ha, prtanlo, pensrnoslo
poltico. As eleicoes de s-'tembro foram ganhas
pelo lente-coronal eco e seus alliados, sc-
nhores da mesa e de outros recursos.
Do que tica dito j se conclue a nenhuma im-
portancia que se deve ligar a correspondencia de
que tratamos Passareraos porm, a notar al-
gons tpicos delta, que claramente provara a
pliantasia com que foi ditada.
Nao sabemos o Sr. subdelegado a qual dos la-
dos perlence, e cremos, pelo carcter prudente
e muitissimo honesto que o distingue, quo elle
se nao euvolve em (aes negocios, ao menos os-
tensivamente, como quer (azer crer o correspon-
dente e a prora de que o Sr. Antonio Goncalves
n.io coagio, nein coagir o voto dos cidadaos da-
quella freguezia est nao s no carcter nobre e
pacifico desle honrado cidado, como nos factos
relatados em dita correspondencia.
Com effeilu, um subdelegado que sola imme-
diatamenle um criminoso, ou suspeito de se-lo,
a vista das enrgicas observac.es fetas pelo im-
pvido capit'io Lourenco Mililao, nao era capaz
de pralicar violencias inauditas contra urna gran-
de parle da freguezia, que conla em seu seio
homens hercleos, e que a despeto dos baca-
martes, faces, punhaes, violencias etc., vencem
as eleicoes.
Esla'correspondensa olerece mullos commen-
tarios a qualquer que a ser com calma e impar-
cialidade, notan lose sobretodo o egosmo do
seu autor em ambicionar mesrno aquillo de que
nao tem a menor necessidide !. .
Muilo confiamos nos Exra. presidente da pro-
vincia e Illm. Dr. chele de polieia pira esperar-
mus que despresar as insinuaeoes do correspon-
dente.
Com a p ibli-acao da presente muilo obriga-
rao, Srs. redactores ao de Vrocs. etc.
I. Cruz.
Rife 23 de outubro de 1860.
Lilly Tolendnl no parlamento de Dijon em 16
de agosto de 1783, defenden lo a seu pai, dlsse :
A historia simples e fiel de um fado, a maior
defeza que um aceusado pode ofterecer em seu
favor.
Essa historia, consent que eu a reproduza
tambem succintamente com algumas pequeas
reflexes sobre a regrase preceitos militares.
Sabis, senhores, que nem a sabedoria, por
mais elevada queseja, nem a mais nobre hyerar-
chia social, desobriga aquelle que tem a dita de
as possuir, das disposigoes legaes.
As leis militares de todos os povos e as nos-
sas mandam, que o subdito preste sempre todo
o respeilo, e obediencia a seus offlciaesdo 1 at
o nltimo em geral (art. 7. dos de guerra ) do
regulamento de infantera de 18 de Janeiro de
1763, c de cavallaria de 25 de agosto de 1761
Esles mesraos rogulamentos, quando tratam
da suboadina^ao aquello no cap. 23, arls. 8. e
11., e este no cap. 22 a mesraos arligos, nao
s estabeleceram o respeilo que deve haver de
subdito a superior, como o procedimonlo da-
quelle no caso d algum excesso deste.
Infelizmente, sinle diz-lo, c nao o faco seno
mui constrangidamente, por amor da defeza : o
Sr. major Lobo, tendo era maior aliencdo seus
vastos cenhecimentos profissionaes, .sem duvi-
da muito respeilaveis e preciaveis, que os pre-
ceitos militares, esqueceu os deveres do respeilo
c subordinaeao para com um seu seperior, o^Sr.
coronel Burlamarque, superior era idade, supe-
rior era posto, e superior emim pela commisso
deassislente do Sr. ajudante general do exercilo.
Nao consideris, senhores, que fallo no Sr.
major Lobo com o menor designio do o aecusar.
A defeza nao precisara disto : mas v-se torea-
da, porque o Sr. major Lobo eniendeu que sua
defeza nao lera baso sem aecusar o Sr. coronel,
e, nesse seu pensamento errneo, leve o des-
cuido de se culpaj a si mesmn de una maneira
indefcnsnvel, tornando-so confesso em culpa mi-
litar de bastante gravidade, e de mo exemplo
para a discipliua do exercilo.
O processo vos diz, senhores. que o Sr. coro-
nel Burlamarque, o Sr. capitio de faagaia Anto-
nio Carlos Figueira de Figueiredo, o O Sr. major
Dr. Joao Luiz Oliveira Lobo, foram nomeados
pelo Exm. presidente da provineia membros de
urna com nisso militar scientifica.
Sabis, senhores, que praxe, que dos osly-
los e preceitos militares, que neslas commisses
o official mais graduado sempre aquelle que
dirige a ordem dos trabalhos, quem os preside.
O Sr. major Lobo, assim o nao quera consi-
derar, e nutrindo m vonlade ao Sr. coronel
Burlamarque, cujas causas nao compre aqu apre-
ciar, principiou, rcunindo-se cm commisso, por
desconsiderar seu superior. Leva redigido um
ollicio, ou relalorio dos trabalhos ou exames pre-
vios da commisso para ser cncaminhado pre-
sidencia, e o aprsenla ao capito de fragata
tambem membro da commisso, e quer man-
da-lo copiar.
O Sr. coronel Burlamarque que tinha de fir-
mar esse officio, e nao devora figurar nelle corno
authomato, pede-o a ver e faz-lhe algumas ob-
servaroes, que deveriam parecer altendiveis, ou,
quando o nao fossem, ser rospeitadas pelos prin-
ram o facto, por serem as nicas presentes a elle, I A noite nublada vento SE, velo para o terral
fazem a mais plena e perfeila prava em favor del assim amanheceo.
meu constituinie : ellas nao viram nem ferro em oscillac.ao da har.
sua mao e nem ferimeDto no Sr. major Lobo. I Preamar a 10 h 18' da manhaa, altura 5.90 p.
Que importa esse exame por elle frito depois i Baixamar as 4 h 30' da larde, altura 1.75 p
de Ires mezes que mostra urna cicatriz?
E' isso urna prova deque ella fosseo effrito de
um ferimenlo d-dc polo meu constituate '.' Onde
est essa prova ?
No processo? Nao, senhores ?
Nesse cortejo de 14 teslemunhas de ouvida
vaga ?
E isso urna prova que o direito reconheca ?
Pode ella elidir perfeila, que offerece o pro-
cesso com di. as testemunhas de visla ? Nao, se-
nhores.
Trova, dizem todos 03 jurisconsultos c crimi-
nalistas, a alma do processo, o fanal que de-
ve guiar osjuizes em suas decisoes.
Ella completa por bocea de duas testemu-
nhas como existem no processo da iustrucco da
colpa completa porque assim o tem estabole-
cido as leis divinas e humanas.Assim nos livros
de Moyss, e no dos Santos Evangellios. S no
lempo de Tiberio so quiz fazer excepeo desta
sublime doutrina sobre a provs, pelo tyrannico
preceilo : ln atrocissimie leviores conjeclurcc
su/Uciunl, el licet judiis jura transgreda
Mas osla le barbara foi repellida mesmo na
antiguidade e pela civilisaco.
Naantiguidade de Trajano que era um impe-
rador pago, linha estabelecido em suas leis co-
mo refere o Sr. Barbier d'Aucour no XVIII se-
cuto em favor de Jacquos Lebrun presumido as-
ssssino :
On fie doit point condamner personne sur de
prsoviplions, car xlvaut mieitx que le cotipable
de meurimpuni, que si l'innocent lail con-
damn.
Pela civilisacao porque todas asnacoes cultas a
lera banido, e o nosso cdigo criminal no artigo
36, quando diz: Nenhuma presumpcao por
mais vehemente que soja dar lugar a imposico
de pena.
Ora, senhores, o que colheis do processo pelo
dito dessasl4 testemunhas do ouvida '? Ditos va-
gos discordes, incertos : meras presumpeoes I O
que sao presumpeoes ? sao incertezas. militas
incertezas podem produzir urna certeza?
Nao, assin como muitas Irevas nao podem pro-
duzir una uz, como bem disse um dislincto es-
eriptor, creo que o Sr. Filangiere, se me nao en-
gao.
Era lamiera preceito do direito romano :
testes qm adversas fidem teslutionis vacillant,
audiendi >im sunt.
Como, prs, se querar dar peso a ditos vaccil-
lanles de testemunhas para promover-se orna ac-
cusacao e oandemnacao de meu hodralo coiisli-
tuinl'e, como quero Sr. major Lobo !
Juizes, militares honrados, vos leudes prestado
um juramento sagrado.
Nao sois juizes deconsciencia seno para pe-
sardes o valor das provas, testemunhas, como
doutrina o Sr. Bentham, nao se contam, pesam-
se ; pesai as provas do duas teslemunhas contes-
tes vosso dever vos irapoc de jiganles s
com ellas.
Os juizes podem ter duas conviccoes, una co-
Observatorio do arsenal de marinha 23 de ou-
tubro de 1860 VlKfiAS JiJNIOR.
Navios entrados no dia 23.
Liverpool29 dias, barca ingleza Imogene, de
311 toneladas, capito William Williams,
equipagem 14, carga fazendas e mais gneros ;
a Suuth.il Meilors & C.
Maceio3 dias, brigue-escuna de guerra nacio-
nal Xing, commandanle o 1. lente No-
lasco
Nao houveram sahidas.
Observaro.
Fundearam no Limaran dous brigues ingle-
ees, que nao tiveram communicacao com a
trra.
carga ; para o resto trala-se com Martios & Ir-
mo, ruada Madre do Dos n. 2.
A lien filo.
A barcaca Idalina segu para a Parahiba, e
j tem a maior parte da carea, a qual se acha na
escadinha, sonde se achara com quem tratar.
REAL COMPANHIA
DE
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 20 do correnle, man-
da fazer publico, que no dia 8 de novembro pr-
ximo vindoiiro, perante n junta da fazenda da
mesraa thesouraria, vai novamento praca para
ser arrematado, a quem mais der, os imposios
da comarca da Boa-Vista, no triennio (iuaneeiro
le 1861 a 1863, pela qnanlia de 4:500g rs. todo
0 Irtcnnio.
As pessoas quo se propozerem a esta arrema-
laco comparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia,
enm seus fiadores, competentemente habilitados. :
E para constar se mandou offixar o presente e '
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de outubro ee 1860.U secretario,
A. F. da Annunciac&o.
De ordern do Exm. Sr. visconde de Cama-
ragibe, director desta faculdade, se fiz publico
por esta secretaria, que na sosso da congrega-
co de hoje se deliberou que os artos desta fa-
culdade t-em de comecar no dia 26 do crrente,
devendo ser sempre dado o ponto, para nelle se-
rem examinados os estudautes, na espera, s 8
horas da n'aiihaa, indo o primeiro e segundo an-
oo por turmas de quatro alternadamente ; o ter-
ceiro anno a tres; o quarlo a quatro, e o quinto
a dous. Os actos do primeiro e segundo anno s
11 horas, na segunda sala ; do terceiro s (J, na
sala grande ; do quarlo s 9 na lerceira sala e do
quinio ao meio da na sala grande.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
se publiea o presente.
Secretaria da faculdade de direito do Recife,
22 de outubro de 1860.0 official-maior ser viu-
do de secretario, Mauoel Antonio dos Passos e
Silva Jnior^
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 28 desle mez, espera-se da Europa
o vapor Tyne, commandanlo Jellicoc, o qual da-
pois da demora d > costme seguir para o Rij
de Janeiro tocando na Bahia : pan passagens
etc., lraia-se rom os agentes Adamson, Ilowie
& C. ra do Trapiche Novo n. 42.
cipios da sciencia, mas nao pela incivilidade, oe- lio homens e oulra como juizes mas esU lir-
io desrespeilo, pela insubordinacao. n,ada na prova. 6 a nica que os pode salvar pe-
0 Sr. major Lobo julga fendo seu amor pro- ranie o preceito da lei
ii mais escndalos do Sr. major Lobo em valiossimos importantes servidos ao estado _
senca, c a este eiprobrou o seo irrefleo- Senhores, vosso julgamcnto ser um padrao
aceJimento e pede-lhe urna salisfaco. glorioso as causas celebres da crinnnalidade mi-
ica-3-.r-, r,~3- ri^.-^.-j
Communicados.
prio por estas observacoes do Sr. coronel, escm
altenco idade, capaz de ser seu pai, a seo
posto superior, a seus camaradas, um delles
lanibcm superior, o, o que mais 6, em presenca
de pracas de pret, arrcbalidamente lauca mo
do officio, despedaca-o, c atira os fragmentos pa-
ra o lado do Sr. coronel 1 I !
Este fado inqualificavel, improprio de um ho-
nieni prudente o de urna eduraco acadmica,
de um subdito emim,"molesten gravissimamente
o Sr. coronel Burlamarque.
Esle em face de lal provocaco levanla-se,
lauca fra os inferiores, para que nao se repro-
duzisseni
sua pres
tilo proc
Qual foi ella, senhores, adrairai-vos, o mes-
mo Sr. maior Lobo quem de si sera temer esem
tremer o diz, e est no processo escriplo Lan-
car o Sr. major Lobo mos vilenlas sobre uru
velho COberto de caas veneran las, sobre um co-
ronel, seu superior legitimo, e o esbarra pon-
to de o dexar em trra !
Basta, senhores, vos que conheceis as leis mi-
niares, pesai bem o que importa esto fado con-
fessado pelo proprio Sr, major Lobo 1
Reconhero, senhores, no Sr. coronel B irlama-
4'ic uiuu ba, nao urna colpa, nao um crime,
falla desculpavel e JHSliQcsbillissima. Foi a de
nao ler iromedialamente prendido a ordem de S.
Exc. o Sr. ajudante general do exercilo ao Sr.
major Lobo; porque assim teria lalvez evitido
o solTrimento de um desaeato ; e todas as con-
scqiicncias seriam somonte Falsos ao Sr. major
Lobo, se depois d preso rccalcilrasse, ou prati-
casso qualquer oulra accao.
Mas. senhores, podaremos em circumslancias
de nossas ac-
prova aqu toda em favor de meu honrado
constituinie e contra, infelizmente, o Sr. mnj.f
Lobo pela indiscripeo de sua propria confisso
culposa.
Senhores, j muilo lenho abusado da vossa in-
dulgencia. Perdoti a ousadia, a sem saboria de
um amontoaJo de palavras sem valor algum ju-
rdico pela deffieiencia de conhecimenlo de quem
as enuncia, masallondei a inlenco, a Conscien
ca pura daquolle que se presa de estar pagando
um trbulo aquellas caes respeilaveis e veveran-
das, que stlestain o bro e a honra nunca man-
chada, nn decurso de mais de quarenla annos de
Deelaraeo^s,
COHIMMIIA BR1SILEIU
DE
MftQRB ITlfM.
Espera-se dos portos do sul at o dia 30 do
correnle o vapor Oyapock. rnmmandante n ca-
pUu lenle santa Barbara, o qual depois da
demora do coslume seguir para os portos do
sul.
Becebem-se desde j passageiros c cngaja-s9
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio {de Azcvedo &
Mendes.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro c bem conhecido brigue nacional
Eugenia, pretende seguir com muita brevidade,
tem parto do seu carregamento a bordo ; para o
resto que Ihe falla Irali-secom os seus consig-
natarios Azevedo x Mondes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1
Para o Rio de Janeiro.
O bem conherilo patacho nacional Beberibe,
de primeira marcha, pretende segvir com muita
brevidade, tem parle de seu carregamento enga-
jado, para o resto que Iba falta tratarse com os
seus consignatarios Azevedo & Mendej, no seu
escriptorio ru da Cnu n. 1.
Cear
IVUYO.S
poli tica do
Iiorisontcs l.'i
Brasil.
IV
O que devia ser a lei dos circuios?
Salvemos a memoria do marquez de Paran,
eu sou um soldido fiel e e principalmente junto
ao tmulo do ura sunerioridade, que me apraz
crusar o ferro para defende-la ; entilo sinlo-rae
mais valente, porque nao me apouquenta a idea,
de que zoilos chamar-me-hao ioteressado
O marquez de Paran nao guiou os primeiros
passos da lei ; e quando o tivesse frito e o mes-
mo tivesse sido o resultado, nao haveria desar
para elle, porque o intuito havia sido altamente
poltico o moralisador. Repito : era urna nobre
aspiraco essa de sabir das latas improficuas do
Sjstema deleterio das pessoalida les.
Quando os Inmins s^ uera, disse lord Pal-
merston, para urna causa justa, para fazer o
bem, qualquer que soja o resultado dessa allian-
. bascada sobre a justici e sobro a honra, ella
sobrevive a derrota, o tira do proprio desastre
novo esplendor e nova solidez.
Eis 3 defeza do marquez de Paran, do gene-
ral d'olh i d'aguia que baUou ao tmulo,quando
levantava o oculo para examinar o campo, em
quo ia dar a sua bililha decisiva. Cuidado, Srs.
herdeiros! Horreu o general na vespera d'Aus-
lerlitz; c nao irapossivel, que os prnssianos,
nao o adiando, convertarn Auslerlitz em Wiler-
loo : a distancia a mesma do capitolio 5 Tarpa.
O que devia ser a lei dos circuios ?
Foi um debate luminoso e de nlta'imporlan-
c.H, esse que -e travou as duas cmaras em
1855. O projecto passou ; mas alm de que, na
phrase de um autorisado publicista, a Bocio das
naorias dessis, que nao se d-vern aprofundar
muito, sob pena de conhecer-lhes o vasio, acon-
tece, que ppqueno foi o numera de votos, que
decidi da victoria.
Nao era de esiranhar. ahi estavam fazendo
barreirs os espiritos irresolutos e os interesses
radicados; ahi estavam estadistas ilhislrcs e ve-
neraveis, que viam a cousa por oulro prisma.
De 15o minguada maioria, dobrados embara-
ces para O governo Quando, em syslema como
nosso, una lei e lei desta importancia passa
nos corpos legislativos sem muito pronunciada
adheso, como que rceebida com desconfianza.
Has, o governo d'enlo nao desanimnu, nem
seria de cavalleiro- a retirada.
A lei dos circuios foi proposta, como meio de
Publicantes a pedido.
Defeza oral que no dia 5 de ftulibro
de 1860 perante o conselho de guer-
ra produzo o ttente coronel Do-
mingos Monilim Pestaa em favor
do coronel Trajano Cczar Durlama-
qne rciluz'nla a escrino instancias! ermM s-rai,re ^guiadores
i j -i i.-oes'
do mesmo coronel pelas ideas capi-
taes que Ihe lie a rain.
Senhores do conselho de guerrra.
Seria em mim urna temeridade, urna inqualifi-
cavel ousadia, se me eorresse a fatni lado de me
querer ostentar habilitado para fazer defeza a meu
honrado constituinie, Sr. coronel Trajano Cez-ir
Burlamaque, depois que ouvi, o vos, a lumino-
sa, jurdica e relevanlissima defeza escripia, que
acaba de ler-vos, meu nobre e Ilustrado amigo
Sr. Dr. Marianno Joaquim da Silva.
A narraco lucida do facto ; a analyse a mais
minuciosa do processo ; a exposlco profunda do
direito ; a demonsiraco poderosa da verdade ; a
argumenlaco lgica eloquenle e convincente da
ianocencia'de meu Ilustre constituinie, era bas-
tante para quebrar as (oreas do mais alentado
defensor que tivesse de succeder-lhe.
Ah senhores. minha razio traqueara ; m-
nha lingua seria muda e silenciosa hoje, se me entre os iniquos.
Homo sum enihilame, humani alienum
pulo.
O Sr. coronel cedeu a (ragilidade humana.
Quiz ver se seu c imarada se retraliva ou cor-
ria-se de sua precipitaro.
Eis a falla do Sr. coronel. Falta j bem puni-
da por tantos dissabores e priso larga.
Nao procuro, senhor-s, a m vonlade do Sr.
major Lobo contra o Sr. coronel Burlamaque,
em d-sconsidera-lo lo cruamente dentro du
quatro paredes e perante poucos, onde devera
ser licado perpetuamente sepultada sua impru-
dencia : ella se estendeu ainda a muito
Peranle o exercilo, perante o publico, quiz ex-
pr o Sr. coronel como um assassino, tentando
contra sua existencia, ferindo-o !'.!...
Ah senhores. .Nada mais doo ao hornera que
se presa de consideraco entre seus corapanhe-
rosd'armas e concidadaos do que ser reputado
litar : elle ser digno da parcialidade que vos
caracterisa.Vossos camaradas vosesrulam at-
tenlos ; a posteridade vos bem dir, porque esse
julgamenlo se conformar com a juslica.
Sal vai a innocencia do meu constituinie ; e
mesmo, senhores, salvai aquella que nao pesou,
nSo soube o que fez Imitai ao pedido do lle-
demplor do mundo ao Pai Celeste no ultimo mo-
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia, se faz publico
que, tendo sido avallada em C 000?) a casa de so-
brado de dous andares n. 29 sita na ra d < Guia,
e pertencendo a fazenda nacional, em virtude de
adjudicarlo, urna parte desse sobrado no valor
de 1.155162, tem esta de ir prara no dia 27
do corrento mez s 2 horas da tarde, perante a
mesma thesouraria para pagamento do que ficou
devendo o finado Antonio Ferreira Duarte Vel-
loso. Secretaria da Ihesouraria de fazenda de
l'ernambuco 20 de outubro de 1860. O official
maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio (Silia.
Tribunal lo cnmnieri'io
Pela secretaria do tribunal do commcrcio da
provincia de l'ernambuco se laz publico que nes-
ta data fica registrado no rompefenle livro o con-
trato de sociedade de capital e industria celebra-
Seguo nesles dias o hiate Artista, recebe car-
ga a frote ; a tratar com Francisco Luiz C, ou
ao lado do Corpo Santo n. 23.
COMPANHIA BRASILE1RA
DE
PAQUETES \ VAPOR-
Fspera-se at o dia 24 do correnle dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandanle
o capitao de mar e guerra Gervazio Mancebo, o
doemo I." dcorrento mez por Rostron Itooker; qual depois da demora do coslume seguir para
& C. e Antonio Joaquim de Vasconcellos, para o os porlos do sul.
im de manipular sabo por lempo de 3 annos,
contados do dito dia, na saboaria sita na ra Im-
perial, pertencente aos meamos Rostron Rooker
i C, com o capital d 110:00o fornecidos por
estes, sendo 6:0003no valor da referida saboa-
ment : Senhor perdoai-lhes que nao sabem na, sob a firma dos supraditos Rostron Rooker \
ou ao menos, senliores, implo-
;ardes culpado, imperial mu-
o que fazem ,
ra, qnnndo o ju
nilicencia.
E' um militar, moQO intelligente, instruido, de
muilas esoeraneas para patria c assim o me-
rece.
Disse.
Macei,5 de outubro de 1860
Domingos Mondim Pestaa.
nao eorresse um dever sagrado,
Um dever do honra o gratido.
Assim pois, senhores, nao esperis o
A calumnia, a lemivel calumnia pretenden tis-
nara repulacio do um velho, de um militar dis-
lincto, de tima espada gloriosa de nosso bravo
defeza ; ella esl frita, completa e biilhantiss- exercilo, espada fiel na defesa dolhror.o e da pa
mmente pelo meu nobre amigo que ha pouco
acabou de se fazer ouvir com lamanha allencao
vossa
I les ouvir a [raquissimt e rule voz de um ve-
lho soldado da independencia patria, levanlan-
do-se trmulo de dor, mas nao de medo, para
acompanhar no infortunio, na sahaco de urna
inmerecida peona, aquello quo com elle, a seu
lado nos campos gloriosos de Piraj em 1822,
expoz a vida cm prol de nossa emancipacao po-
ltica .
Eu, brasileiro, eu haitiano, que me orgulho de
ser um dos lidadores nessa lao gloriosa poca,
do paiz poderla, vendo um veterano meu compa-
nheito, acorvado ao enorme peso de urna aecu-
saco injusta, deixa-lo, sem Ihe aecudir, sera o
acompanhar em sua penosa siluacao, ainda que,
como sabis, apenas chegado hontem de urna
commisso do governo, som ver o processo, sera
esluda-lo 1
Nao senhores, cu seria um ingrato um mo Ir-
rao d'armas.
Assim me considero, permitli que o diga, cheo
da maior salisfaco.
Pcrtenci ao bravo exercilo brasileiro, deixei-o
voluntariamente por circumstancias poderosissi-
mas, mas meu coraco l ficou ; de coracao Ihe
pertenco, sua honra, sua gloria, a minha lloa-
ra, a minha gloria. Vos senhores, sois meus
Praca do Recife 23 de ou-
* tubrodcl860.
Vs tres \\oras i\a t^vde.
Cotacoes ofHeiaes.
Cambio sobre Londres20 3| d. !K> d|V.
CoIacOrts officiaes no dia 22 depois de tres
horas da tarde.
Frete de algodo para Liverpool 3|8 d. por li-
bra 5 0i0
George PatcheltPresidente.
ubourcqSecretario.
Renlraento do
dem do dia
Alfaiidega,
dia 1 a 22. 282:6645847
23.......17:4925256
300:1573103
C. da qual s ellos podem usar.
Secretaria do l-ibnnal do commercio de Per-
narabuco 23 de outubro de 1860.
Dame ico Agoio Jt. noo n<.gi-
No impedimento do official-niaior.
De ordem do Illm. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda provincialfaz-se publico, que a rela-
cao dos devedores do imposto de dcimas da col-
ecloria de Olioda. relativa ao anno nanreiro
de 1859 a 1860, acha-se em juizo ; os interessa-
doa que qnizerem pagar com guias da mrsir.a
precuradoria, podem solicila-los no escriptorio
da ra do Imperador n. 41, das 9 1(2 da maoha
s 3 da tarde, para 0 que se Ibes d o prazo de
15 dias, contados de boje. Recife 21 d- outubro
do 1860.U solicitador da fazeula pro incial,
Joo l'irraino Concia de Araujo.
loviniento da alfanilesfa.
Voluntes entrados com fazendas..
cora gneros..

getaerar o voto, como meio de serem represen- camaradas, at mesmo porque como tenenle-co-
ladas as cmaras todas as opinies c interesses ronei da guarda nacional sou auxiliar do exerci-
do paiz. Disse-o o marquez de Paran, disseo t' ; gozo das mesmas honras militares que vos,
toda a discusso ento havida.
So o marquez de Paran quera a representa-
cao de todas as opinies, porque reconhec'a a
existencia de3las, porque quena que ellas fos-
sem frrir sua batalht na grande tribuna da na-
ci, porque quera evitar as posices dubias c
indefinidas. Como aconteceu, pois, que os le-
gatarios andassera a dizer, que a poltica do mar-
quez de Paran era a negoeo de opinies ?
E sea lei dos circuios nao devia ser isso, en-
to por favor digam a que veio ella? As vezs
acho-me em riscos de ensandecer no vrtice da
poltica actual... Como que o orgo de um
paitido sabe a alacar-nue, pelo principio de que
nao ha partidos?
A lei dos cir-.luos deveria ser isso ; mas, po-
deria ser isso ?Nao : disse-o ento, digo-o he-
je ; salvei enlao e salvo hoje a inlenco ; raas ne-
gnei entao e neg hoje, que o meio fosse adap-
tado ao flm. Tentarei demonslra-lo no artigo
seguinie, sempre as proporges lacnicas que
me prescrevi. Nao quero, que ninguem lenha
preguiga de ler-me ; procuro syllogisar, porque
escrevo para todos.
K. B. No artigo aalecedente, penltimo perio-
e BSStm ouvi, attendci, nao a um advogado, nao
a um defensor ; mas a um vosso cornpanliciro
d'armas, a um vosso camarada fiel, em defeza de
oulro camarada que 6 infelizmente reo peranle
vos, e felizmente vos, to circumspeclos e Ilus-
trados, sois seus dignos juizes.
Algumas consideraces smente, senhores.
Vossa indulgencia" peco, porque bem sabis
vira sem esludo da causa.
La trompeuse apparente couta plus d'une fois
la vie a l'innocence.
Disse Delrien na tragedia de Artaxerxes.
E urna verdade, senhores. Quantas appa-
rencias decriraes nao tem costado a vida a inno-
cente?. A historia dos fados judiciarios esl
chenK numerosissimos desgranados exemplos.
Tendes, pois, ante vos senhores. hoje um lio-
mem, que pela engaosa apparencia de um cri-
me, se pretende que seja condemnado.
Ja vistes, como essa aecusaco se acha debili-
tada pela defeza escripia de meu illuslre collo-
ga : quanto ella se ach comprovada pelo ple-
nario.
OdStstes, senhores, a historia del do facto oc-
corrido entre meu honrado constituinte,fc o meu
nobre camarada Sr. major Lobo.
tria, bem experimentada e conherida em refregas Volumes
bem difficieis, em que sua bravura servia de ad-
miraco a outros bravos.
Nao sei, senhores, quem o calumniador, qual
o seu im : s sei que o calumniador, como bem
disse o sabio e immortal visconde de Cayr,
tanto se nao mais lemivel inimig que o assassi-
no, por que esle rouba somonte a vida, c aquello
a honra que mais que a vida :que basla s
um inimigo milvado para roubac a opinio a
qualquer homem como o enunciou o profundo
coronel Weis que urna palavra um rasgo de
penn sufficienle para levar o descrdito vida
do mais honesto homem : entretanto que para a
defrsa mister muilo escrever, empregar volu-
mes ; como um grao de veneno que sufficien-
le para dar a morfr. a qualquer hornero; entre-
tanto que para sust->nhr-lhe a vida muibs lbras
de materia alimenticia Iho sao precisas, como
bem o descreveu o visconde de Bonald-tratando
da calumnia na sua opposico a desreglada li-
berdade da imprensa.
Assim senhores, que se v hoje meu honra-
do conslituinte, calumniado e perseguido.
Mas a seu respeilo eu olfereco em defesa o di-
to de Mr. Bonet defensor de urna das glorias mi-
litares da Franca. O general Moreauatlribuin-
do-o a seu defendido : v^
Examinez ma vie, e Smngezqueje suis.
Tal deve ser sempre a primeira palavra do ho-
mem innoceole a magistrados intesros.
Examinai a vida inteira do Sr. coronel Burla-
maque, e vede se nella achaes um s passo que
Ihe empreste os instinctos de fereza que se Ihe
quiz ttribuir.
Ainda bem se Ihe podem applicar eslas pala-
vras do mesmo general Moreau defendendo-se:
Bes circumstances tnalhereuset, produites
par le hasard ei deprpares par la haine, peu-
vent obicureir quelques instants dla vie duplus
homtl homtne... une vie enture et toujours le
plus sur lmoignage coutre el ou faveur d'une
aecus.
Aqu terminara eu, senhores, se nao temesse
passar por oraisso a respeilo das provas do pro-
cesso.
Fallando deltas, quem melhor do que o meu
Ilustrado collega poderia demUnslra-las, quem
melhor poderia pulverisar a aecusaco, como elle
to brilhanle e victoriosamente o fez?
Nao por que Ihe falte o menor alent quo eu
vou tambem sobre ellas filiar ; para cumprir
meu dever, por preglar este servico ao defen-
sor do meus lares natalicios, do lidadnr valente,
do veterano meu companheiro do exeteilo paci-
ficador.
Vede, senhores, que duas testemunhas visuaes
maiores de toda excepqo, uuicas que presencia- <
sahdos com fazendas..
com gneros..
35
143
------ 178
237
139
------376
Reccbem-se desde j passageiros e engaja-se
a carca que. o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1. escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Para a Bahia
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Juna, pretende seguir com uiuiio uicJudr icm
a bordo parle de seu carregamento para o resto
que Ihe falla trala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriplorio ra da
Cruz n. 1.
Porto por Lisboa.
Vai sabir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Prnmplid
If, forra toe enravilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA E CLASSE : para carga e passagei-
ros, para os quaes lem excellentes rommodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos ti. 32, ou com o ca-
pito.
Cear, Maranhio ePar
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
/.indo Paquete, capito Jacinlho Nones da Costa
por ter parte de sen carregamento prompto ; para
o resto e passageiros, trala-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Aires & C., no seu es-
criptorio, ra da Cruz n. 27.
^ --
o
3 =
i-----------1 2. T

Descarregam hoje 2 de outubro
Brigue inglezIcene bacalho.
Barca americanaAmeliadiversos gneros.
Consulado geral.
Rendirnento do dia 1 a 22. 9:200573
dem do dia 23....... 2>410
9-221:933
Diversas provincias.
Rendirnento do dia 1 a 22. .
dem do dia 23.......
66$513
279550
C7J063
Bccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendirnento do dial a 22. 41 648j612
dem do dia 23....... 2:2825-196
43:930-5808
C C3 t
O -1
0 |
3 o
en
X =
^asp*"


S
Segu em poucos dias o palhabote nacional
cDous Amigos* por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto queaiuda podo receber, mia-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
2 o
!(s>s
o
tr;
~-
5
es
o
i.1
cr
es
Consulado provincial
Rendirnento do dia 1
dem do dia 23. .
a 22.
13379153
424578
13:8039731
Avisos martimos
Movraento do porto.
O os o. 0 MI O. p CO 2 s- 1 B 1 Horas
* * 1 1 n i M 1 tmosphera.
Dxreccao. < -i O
* f W V S3 I V 1 1 Intensidade
O \9 14) O 3 1 Centgrado. -s R Si B O K f O
o 00 ?0 MI M> Reaumur.
-1 00 3 8 oo -I Fahrenheit
-4 O 3 3 .1 Hygrometro
w S!3 1 Barotnttrc ,
c
a
j
-
-<
c
*< &
1 V
I
35
C
t-
C
i
v.
Cear e Aearaci,
O patacho Emulaco segu com brevidade, pa-
ra carga e passageiros trala-se com o capitao a
bordo ou no escriptorio de Manoel Goncalves da
Silva.
Cear/ie Munda.
Salie impreterivelmente at o dia 27
do correnteo hiate iCorreio da Impe-
ratriz, (juera quizer carregar ou ir de
! passagem dinja-se a Carvallio, Noguei-
[ ra & C, rua do Vigario n. >, primeiro
i andar.
iiioes.
Chapeos de palha de Pa-
Bahia.
(nuil*
Quinta-feira 25 do correute.
PELO 4GENTE
PESTAA.
Brander a Rranlis far.io lcilao por conla de
quem petreneer e em lotes a vonlade dos com-
pradores, em seu armazem na rua do Trapiche
n. 16 o por intervencao do mencionado agente
s 10 hores da manhaa do referido dia
DE
Urna cala com elegantes chapeos de palha fin-
sima de Panam, muito propria para a eslac.o
calmosa e para o gusto da moda.
LEILAO
-"> os
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Bahia, tem parle de sua carga en-
gajada ; para o resto trala-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na rua da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Aracaty e Assu',
o hiate Dous Irmaos ja tem a maior tatte da
A 26 do corrente.
O preposlo do agente Oliveira far leilo de
porco de mobilU pertencente a um estr^ngeiro
que murtn de residencia, consiste a mesma em
sof, mesa de dito, consolos, banca redonda e
cadeirns, ludo de Jacaranda, cadeiras de ferro
com molas, bancas de jugo, guarda roupa, com-
moda: loucadores lavatorios, kilos para casal e
de forro para meninos, maaaiueza, mesa de po-
tar, guarda louca, aparador, cadeiras do amarel-
lo, bans,Hlakas, rolofio asericano, cadeira de
ILEGVEL



()
DIARIO DE PERNABMUCO. QUARTA FEIRA 24 DE OUTUBRO DE 1860.
balango americanas, louca, vidros etc.: sexla-
icira 26 do correnle. As 10 horas da manhaa, no
sjlao de bailes do caes d'Apollo.
*\
Quarta-fera 24 do corrente.
Costa Carvalho far leilao em sou armazem na
ra Nova n. 65. do urna escrava de nago di
Costa, de meia idade, a qual ser entregue pelo
maior preco que for achado.
Quinta-feira 25 do corrente
as 11 horas em ponto,
O agente Uohoa fara' leilao no seu
armazem na ra do Vigario n. 20, de
varias obras de marcineiria.
Consulado de Franca
uiUo.
O cnsul de Franca declara que nao
tem lugar a venda dos burros em leilao
na cbincellaria do consulado de Fran-
ca, por ter havido urna discordancia
entre elle e u capito do navio, e outro
sim declara nao se incumbir de negocio
algum que d'ga respeito a esta venda.
LEILAO
boas vozes, bids e outros
artigos que se tornara des-
necessario mencionar, s
11 horas em ponto.
Ama
Tisset Freres farao leilao por inter-
vencao do agente Hyppolito de 74 bur-
ros mansos vindos de Montevideo, na
polaca franceza Fameur, os preten-
dentes poderao examina-losa bordo do
referido navio que se aclia fundeado em
frente do arsenal sendo elFectuado o
leilao quinta feira 25 de outubro, as
11 horas em ponto, na ra do Trapiche
Da 9, escriptorio d'aquelles senhores.
LEmiii
DE
Atsos diversos.
Prepararo-se bandejas enfoitadas com di-
versos gostos, dos raelliores bolinhos que se pro-
curam em nosso mercudo, assim como pudins,
bolo inglcz, francez, c da nossa mandioca di me-
lhor perfeicao, para casamenlos, bailes, festas de
igreja, e tambem para festejar as formaturas dos
senhores acadmicos : as pessoas que quizercm,
procurem na ra da Penha n. 25.
Precisa-se do urna ama qu saiba cozinhar
e ensaboar : na ra do Hospicio defronte da cssa
numero 15.
Attenco.
Aluga-se urna casa em Fra de Portas confron-
te ao pliarol : irala-se no becco do Campello nu-
mero 4.
Domingos da Silva Campos coi)lna a pe-
dir aosseus dovedores que lhc venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que se est
azendo pelo Illra. Sr. Dr. juiz de orphos, e
lilvez alguns dos senhores que Ihe devem nao
queiram que seu nome appareca.
Manoel Jos de Miranda faz publico que em
consequencia de ter fallecido na cidade do Porto
I o Sr. Joo Pires de Almeida Lopes, foi exlincla
no dia 17 do corrente a sociedade que ambos li-
nham contrahidn nosla cidade em utn armazem
I de carne seco na ra da Praia n. 10, que gyrava
j sob a raz.io de Pires & Miranda, ticando o an-
nuncianiH desde cssa data com o mesmo estabe-
leciraento negociando por sua propria contal e
nica responsabilidado ; com o encargo porm
da liquidiQSo da extincta firma, isto deconformi-
dade e era virlude das disposices de um artigo
de sen papel de contrato, e conimum accordo do
Sr. Joaquim Dias Fernandos, procurador bastan-
te dos herdeiros daqnelle fallecido
Manoel Goncalves de Mallos. Porluguez,
vai para o Ilio de Janeiro.
OlTerece-se urna ama que engomma. cozi- fino de Andrada Luna.
nha e faz o servico de urna casa do pouca fami- |
lia ; na ruada casa de detencao n. 48.
Joaquim da Silva Tonos vai a Macei com
sua familia, levando em sua companhia seus es-
cravos Joo e Arma com urna cria.
Eu abaixo assignado declaro que desped
de nicu servigo na alfandega ao Sr. Benedicto
Dias dos Santos desde o dia 18 do corrente. e o
motivo de ser despe lido foi por nao cumprir sua
obrigacao. Recite 22 de outubro de 1860.
Joaquim Duarte dos Santos
O abaixo assignado declara que no dia da
prisao desua mulhor I). llosa da Cunha Miranda,
na cidade de Ulinda, desappareceu de seu bali o
papel de urna casa sita na ra de S. Joao da
mosma cidade, com a assignalura de Rosa Mara
Na ra da Cadeia n. 24, deseja-se fallar
cora os senhores :
Baliazir Jos dos Reis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino deSouz Pereira dnBrito.
Joaquim Clemente de Lemos Duarlc.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cleto da Costa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranho.
ATTENCiO.
Na ra da Cadeia do Recite n. 11, segundo an-
dar, se contina a dar comida por mdicos pro-
cos e com todo o aceio, previne-so de vespera ;
na mesma se conlinna a fazer por encommendas
oexcelleute doce chamado fatias do China.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de
taberna ; na ra do Livramcnto n. 16.
Precisa-se de um criado forro ou captivo
para cozinhar. comprar, e mais servico do pouca
familia estrangeira ; a tratar no becco do Capim
n. 52, primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro que tenha bas-
a Pr*'ic* de laberna ou mesmo dcstos che-
gados ha pouco : na ra do Rosario da Boa-Vis-
ta n. 54.
Attenco.
0 Sr. onente Jos Manoel da Silveira, queira
ter a bondade de vir ra do Rosario da Boa-
visia n. 54.
Os abaixo assignados dissolveram amiga-
vetniente a sociedade que tiohara na taberna sita
Da ra do Rangel n. 18. que gyrava sob a razao
de s,ouza & Peixolo, Ocando lodo o aclivo e pas-
sivo smente cargo e responsabilidado do socio
aS4Qv0pPS Dias Veitolo. Recife 22 de oulubro
de 1800Jes Lopes Dias Peixolo.Manoel 41-
ves de Souza.
Aluga-se a casa
acha-se em estado de
dor, dirija-se a mesmn casa.
da rua Augusta n. 84,
limpeza : quem a preten-
do
Offerece-so para ama do casa de rapaz soltei-
ro ou de pouca familia, urna mulher de boa con-
ducta ; na ra da Cadeia Nova n 46.
-~- O abaixo assignado declara que o
menor Alexandre, caboclo, que estava
se empregando no servico de sua casa
como criado, ausentoiAe della hontem
a noite esuppoe se que seguio para a
companhia de urna irmaa, que procura-
va chama-lo a si, pelo que nao se res-
ponsabilisa o mesmo abaixo asignado
por qualquercousa que o dito Alexan-
dre possa pedir em seu nome. Recife
19 deoutubrode 18G0.Antonio Ru-
Precisa-se do urna ama forra ou captiva
que saiba cozer e engfimmar : quem quizer diri-
ja-se a ra do Hospicio n. 21.
haT Precsa-so do um criado que saiba .bolear e
oe liador a sua conducta : na ra do Queimado
n. 44, primeiro andar.
Dcsoja-se fallar com Manoel Ferreira Cha-
ves, a negocio do seu intoresse: na ra eslreita
do Rosario, era casa do Sr. Pocas.
s,7 dlU?a"f um casa lerrea com sol. "o
sino do Cordeiro, margem do Rio Capibaribe
con, commodos para grande familia, qnarto para por dia.
criado, cocheira para carro o estribara para 6
cavallos, urna dita mais pequea, tambera
>aaF3
Ra Nova, ern Bruxellas (Beleica),
SOB A WRECCAO DE E- KfcRYAW
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes mporiantes da Europa, torna-sede grande
or paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posico
urna das melhores da cidade,
. posicac
por se achar nao so prximo asestarles de caminhos de ferro, da
Allemanha e tranca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e diverlimentos e
alero disso, os mdicos precos convidara
uRuez
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemao, flamengo, inglez e por-
:, paraacompanhar as louristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no reino qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 10 francos (3200 klOO)
Durante o aspaco de oito a Jez raezes ahi residirara os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
gera do no. com commodos para familia, estriba-i nlhoo Dr. Pe.dro AuSusl <* Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deF.gueira Faria, edeserabargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e militas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de lodo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4000 4500.)
i\o hotel encontram-se informales exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro.
na para 4 cavallos
DO n. 15.
a tratar no paleo do Car-
A quem convier.
Una pessoa habilitada e que offorece as ne-
cessanas garantas, pedido de alguns amigos
scus.se prope a receber em sua casa, do 1. de
novembro prximo em diante, o sob sua direcro
alguns esludantes de preparatorios para a facul-
dade de direito ; nao lendo seus pais ou corres-
pondentes o menor cuidado com ellos a lal res-
peito Urna casa commoda, bom Iratamenlo,
constante solicitudo pela applicacao, para que
lenhara bom resultado nos exames"; e finalmen-
te urna gratilicacao a mais mdica e razoavel :
taes sao as vanugens que cnconlraro.
Algum senhor do engenho, pois, ou pessoas de
mandar seus ilhos
para fazer exame
em marco ; podem-se informar dos lllms. Srs.
O abatxo assignado encarregado da dosin- ^ommendador Manoell Figueira de Faria, major
ins- Joa,l""n_Jose Antuncs, A
Precisa-se
Direita n. 60.
de urna ama de leita : na ra
OSr. Jos Izidoro Boiges Lesl, deOlinda,
Ul
queira vir acabare negocio que trat., do con- fra da canilal ao S '
s,t:;aiuaS^oa rua do r*D- Ha3S5C&
Alfaiale francez, residente na ra da Cadeia do Recife, tem a honra de a
publico desta cidade, que, desde 15 de agosto deixou de fazer parte da casa do Sr. Morder enue
acaba de abrir.imestabclecimcnloem grande ponto, no n. 16 da ra da Cadea do Recife asegu-
rando desde ja aos concurrentes que esforcar-se-ha pela perfeicao, baratoza e pr'omplidao'das en-
cncommendas que lho lorem letas. Igualmente tomum rico sorlimenlo de fazendas de todos os
gostos e de primeiras quahdades, para calcas|por precos commodos.
Quarta-feiri M do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao em seu
armazem na ra Nova n. 65, de varias
obras de marcineiria de apurado gosto,
as 11 horas em ponto.
Tambem
vender' um escravo de meia idade o
qual sera' entregne sem reserva de
preco.
t Justiniana das Neves, u no" valor de 300#: quem \ ,?c,a
: o tiver arhado, e quoira restituir, ser generosa- j slao-
i monte recompensado, ficando cerlo de que todo !
e qualquor negocio com o referido papel ser
nullo. Olinda 22 de oulubro de 1860.
Arsenio Amonio C. C. de Miranda.
Ha para 3lugar-se um solao com janellas
cm boa ra e commodos para una pequea fa-
milia ; tu ra Nova n. 16, se dir quem aluga.
feccao desta cidade, avisa a alguns senhores
peclores de quarteirao que hajam de Ihe remel-
ler a reUc.io das fumogaces desinfoctantes, que
se iizerara em seus quaitires durante a quadra
da epidemia e cujas notas ficaram em seu poder,
alim de dar conta ao F.xm. Sr. presidente da pro-
; Drs. Sabino e Luiz F
do engenho Santo Ig
cartas ao primeiro
dos tiabalhos que fizeram naquella occa-
Josda Rocha Paranhos.
Vgostnho Eduardo Pina,
lippo de Souza Leao, senhor
naci ; devendo dirigir suas
desles senhores, para que
Ama.
Yrende-se na loja de
Na buco & C. na ra Nova
n. 2, utas para cartas
de Lachareis a 5$ rs. a
fita.
Pilulas
possam sor procurados pessoalmente nesla praca,
onde determinaren!.
Para privar a eflicacia
paulistanas.
OIPA FEITA
Mal
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30, 355 e 40000Colletes de velludo decores muiofino a 105000
Vendem-se duas commodas de
Precisa-se de urna ama com bom leile, e pa- i
ga-se bom ; na ra Nova n. 7, primeiro andar, j
- Pergunta-se ao >r. John Andrews, quem o '
auionsou a escrever no seu proco correnle de 20 Jacaranda' e um narda-louci de ama-' n
deste mez o pnele se le-acerca de nao se con- relJo assim -,.? t- -*--- -
tinuar as provincias vizinhas em primeiro de COm. Se f
novembro em diante a se carregar nos cosleies Mnctuano com diversas
dos navios as laxas do enfardamento as saccas
dealgodao e do embarque nos saceos do assucar,
assim como se todos os negociantes asignaram
esse convenio, e se elle est definitivamente pos- r
to em pratica. Vende-se urna rica mobiha deja-
caranda' com pedras brancas, a moda
de Luiz XV : a tratar na ra Direita n.
68, primeiro andar.
por prerocoramodo
a. 61.
troca l
ima
na ra da Palma
Fa^o imMiooos.-uiute facto :
L'm pobre italiano foi atacado de urna hemor-
rnagia, deitando sangue pela bocea e pelo nariz,
a tal ponto que ja se achava prostrado e conven-
cido que morria. Esse pobre homem mandou um
de seus companheros propor-me a molestia
logo conheci que c losso era procedida de urna
suspensao hemorrodial. comocosluma succeder
is pessoas maiores de 40annos
Mandei as pilulas paulistanas para que lomasse
urna do n. 1, cada meia hora, e repetir cada 12
no lim de 5 dias veio o pobre hornera
lindo agradecer-me, e querendo pagar-mo o curativo
gens, tudo ""ilf recebi.' Pr1ue cur<> os pobres de graca.
di .. (Lxlrat0 do Jornal de S. Paulo Crrelo I
Pan-
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LIUIHA.
A directora faz publico aos senliores associa-
do>-, que em consequencia do balanco que tem
de proceder na bhliothoca, doixa de haver ex-
pediente nos dias 25, 26, 27 e 26 do corrente. fa-
cultndole no enlanto a loitura dosjoruaes no
dia em que chegar o vapor da Europa.
Secretaria do Gahnele Porluguez de Leitura
23 de outubro de 1860.
Anlooio Baptista Nogueira,
tal, Salvas de prata gran-! Um moco chegado ha poucorda1rEurop.i ofTo-
deS e neailPTia< mu tac rei^._9e Para copeiro, pois para isso tem bastante
uc.o c pe<|Ueiiat>, mUirflS pratica; quem precisar, dirija-se a ra dos Pi-
obras deste metal e de eran-;rcs n\f-
Annii i ,. b .0 7 AluSa-se o segundo andar do sobrado n.
UeqUantlade de IlVrOS de 53udarua do Rosario daBoa-Vista, confronto o
sobrado da esquina do paleo da Santa Cruz :
quem o pretender, falle na taberna do mesmo
sobrado.
Mobilias, aparadores, guarda-
loucas, guarda-roupas, ca-
deiras avulsas, candela-
bros, serpentinas de crys-
Vende-se salitre pardo de'pri-
uic'ua <|i.:, 11, l:,,),. multo secco em bar-
ricas : na botica de Bartholomeu Fran-
cisco de Souza.
listano, 29 de novembro de 1859).C. P. Fiche- n ,,
coin. Laicas de
DEPOSITO GERAL
110 RA DO PARTO 119
Rio de Janeiro.
, T Sr' Ca,ld(Jo da Silva Penante, alfaiale,
lera a bonda.lc de apresentar-se na ra do Tra- i
piche n. 6 casa de Aranaga Hijo & C, para um '
assumplo do seu interesse e prevjne-se, que nao ?
apresenlando-se, Dea prejudicado.
Precsa-se de urna ama
| Sobtecasacas de dito dito a
Paletots de panno prelos ede cores a
20, 255, 305 e
Dilos de ca?emira de cores a 158 e
Oilos de C3semiras de cores a 7$ e
Ditos de alpaca.prela gola de velludo a
Ditos de merino setim preto e de cor
a 85 e
Ditos de alpaca de cores a 3$300 e
Dilos de alpaca prela a 35500, 55,
75 e
Ditos de brira de cores a 395 00,
45500e
Dilos de bramante de linho brancos a
49500 e
casemira prela e de cores a
9, I05e
Dilas de princeza e alpaca de cordao
prelos a
Ditas de brim branco e de cores a
2500 45500 e
Dilas de ganga de cores
355000
353000
225000
12000
10000
95000
5000
95000
53000
68000
128000
58000
55000
38000
fOO
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 58, 55500
Dilos de selim preto a
Ditos de casemira a
Hitos de seda branca s 55 e
Ditos de gurgurao de seda a 55 e
Ditos de fustio brancose decores a
35 o
Ditos de brim branco e decores a25e
Selouras de linho a
Dilas de algodo a 15600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 28300 e
Dilas de peilo e punhos de linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 18800, 25e
Ditas de meia a 18 e
Relogios de curo patenle e orisontaes
Dilos do prata calvanisados a 258 e
Obras de ouro, ajerecos, pulseiras e
rosetas
65000
58000
35500
65000
65000
35500
25500
25500
25000
25500
358000
28500
15600
9
30800O
para
Compra.se a historia dos reis de.
i ortugal por Mam : quem a tiver podeIa ***** pouca familia; "a ra da Rod
traze-la alivraria n. 6 e 8 da praca da '
Independencia.
todo servido
a nu-
medicina homeopathica.
Quinta-feira 25 do corrente
Anlunes hr leilao ero seu armazem na ra do
Imperador n. 73, dos ohjectos cima menciona-
dos que serao entregues sem reserva de preco
as 11 horas em poni. *
LEILAO
Ima
DE
escrava.
Xavier
Xavier
Xavier
Xavier
Cosa Carvalho far leilao em seu armazem na
ra Nova n. 65, de u.na escrava de 10 anuos
bonita figura : quarta-feira 2i do corrente s 11
horas em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 24 do corrente.
O agente Evaristo por intervencao do Sr. Ma-
noel Tavares Cordeiro, far leilao da taberna n
11 do pateo do Terco, da armacao e diversos g-
neros por junto ou em lotes a'vontade do com-
prador a dinheiro vista, no dia cima as 10
horas em poni.
LEILAO
Tijset Freres vendero em leilao por
intervencao do agente Hyppolito, cer
ca de 20 caixas com queijos desembar-
cados ltimamente : quarta-feira 24 do
corrente as 11 horas em ponto, no ar-
mazem do Sr. Annes confronte a alfan-
dega.
LEILAO
Quarta-feira 24 do corrente.
O agente Ca margo far lei-
lao em seu armazem na ra
do Viga rio n. 19
DE
Differentes obras de marci-
neiria como sejam: com-
modas, meias commodas,
guarda roupa, cadeiras
avulsas, toucadore*. cama
para casal e um piano de
U baebarel Francisco
Perera de Brito, Adriano
Pereira de Brito, America
Pereira de B. ito, Candido
Pereira de Brito, Dr. Caetano Xa-
vier Pereira de Brito, Dr. Anto-
nio Ag pino Xavier de Brito, Dr,
Cosme de Sa' Pereira, Antonio
Botelho Pinto de Mesquita Jnnior
muito agradecem a todos os seus
amigos que se dignaram asiistir
os ltimos sufragios que se fize-
ram a sua muito presada mai e
sogra e acompanharam ao cern-
terio, rogando novamente o obse-
quio de assistirem a urna missa que
"tera' lugar no sahbado 27 do cor-
rente as 7 horas do dia no cemi-
terio.
Attenco.
Na ra da Imperatriz n. 54-, me
cisa-se fallar com os Srs. abaixo decla-
rados, a negocio que os mesmes nao
ignoram :
Jos Gomes Ferreira.
Luiz Ayres Pereira.
Jos Alfredo de Oliveira.
Francisco Xavier de Sa'.
Jos Lino de Castro.
Um rapaz solleiro, estrangeiro, precisa alu-
gar urna sala e'quarlo ou alcova, fresca e decen-
te quem tiver drija-se casa de Rabe Scha-
roellau & C, ra da Cadeia n. 37.
Traspassa-se o estabelecimento de Jos Joa-
quim de Carvalho Siqueira, da Passagem de Olin-
da, leudo 20 vaccas de leile, plantajes e uten-
cilios : a tratar no mesmo sitio.
Nao se entende com o Sr. Dr. Joo Caval-
cant de Albuquerque o annuncio neste Diario
de 20 do corrente, e sim com um senhor se ignal
nome que tem taberna em Olinda nos Quatro
Cantos, com o qual j nos entendemos. Recife,
23 de outubro de 1860.Manoel Joaquim de Oli-
veira & C.
Peranle a camera municipal da cidade de
Olinda, esl3r ainda em pregao nos dias 25 do
corrente, 8 e 15 do mez de novembro prximo
vindonro para ser arrematado por venda por quem
maisder, na forma do art. 28 da lei provincial n.
474 de 5 de maio de 1859, o predio contiguo igre-
ja de S. Sebasliao da mesma cidade. em chaos fo-
Consiando ao abaixo assignado que
alguem, inculcndose de apito do
navio Duas Luizas, tem assignado
contas e contrahi lo dbitos, allegando
icarem elles garantidos pelo nj'esmo
navio, de que proprio o abaixo assig-
nado, que nada conlratou cora quem
quer queseja, e menos o assallariou pa-
ra commandar o referido navio Duas
Luizas, vera pelo presente declarar
que nao se re:ponsabilisa por divida al-
guma que em seu nome ou sob a ga-
ranta do navio, seja contrahida por
i qualquer pessoa, visto corno a ninguem
autorisou para faze-lo e nenhuns pode-
res delegou para que se contratasse ca-
pstao ou mais membros de tripolacao
para seu navio, que at em concertse
como esta', nao reclama ainda taes o(-
' ficiaes por nao ter feito e era poder
i por ora fazer viagem. E para que nin-
guem de futuro se queira soccorrer a
! ignorancia se faz o presente. Kecife
[22 de outubro de 1860. Andr de
Abreu Porto.
Licoes de piano
e canto,
Tobas Pieriartista italiano da compa-
nhia lyrica tendo acabado o contrato com
o ->r. Marinangeli, pretendo dedicar-seao
ensino de piano e de canto, as pessoas e
ofcpais de familias que quizercm utilisar-
so como seu preslimo podem procura-lo
na ra do S. Isabel n. 9 para tratar com
o mesmo, quesera mui razoavel nos seus
ajustes
COMPANHIA
O arrematante da taberna do Sr.
Paulo Francisco Bezende, sita na ra"
da Imperatriz, roga pela ultima vez
ao Srs. que tem contas e vales na mes-
ma venham o quanto antes sa.tisfazerem
do contrario se publica os seus no mes
por este jornal e cobrado judicialmente.
Attenco.
stabeecida m Londres
CAPITAL
Cinco itiftnoes de libras
stevlmas.
CASA DE SALDE
DOS
m
Sila em Sanio Amaro.
Este estabelecimentj continua debaixoda administracao dos
pnetarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria qu(
seja. '
O zelo e cuidado alli empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem sequizerutilifai pode dirigir-se as casas dos proprietarios
->^4 am'Jos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma deprecas.
Saanders Brothers & Cj tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convior, que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas "
qualidade.
de qualquer
Escravos. .....
Marujos e criados.....
Primeira classe o# e. ,
As operaQOes serao previamente ajustadas.
W2V.
2^000
200
3500
x-
^+m ^M^&MZMM 2S
^i
Manoel Teixeira de
Andrade faz sciente ao respeitavel publico e
P. ooio ,a A principalmente aos seu|jreguezes que mudou o
riLUsa-se ae uma criada de meia seu cstsbelecimeniode Wfcado e a officina para
idade preferindo se portusueza mu rua d! Senzala Ndva 21, na qual se presta a
d fiador a na --< azer loda 3 cncommenda pertencenle a
ueuaaoi a sua conducta, para cisa da "
uma familia distincta, nao se olha
sua pro-
a
que
rua
preco cumprindo os seus deveres
I lie serao explicados: a tratar na
Nova n. 38, loja.
Precisa-se aligar uma preta que
sirva para vender na rua : nesta typo-
graphia se dir'.
Aluga-se uma boa casa no Caerangi mar-
gem do rio, o com exccllenles commodos para
passar a festa : a tratar na rua da Paz n {2 ou-
tr'ora rua do Cano. '
Manoel da Silva & C. fazera sciente a seus
fissao, tudo a vonlade dos freguezes.
tttSfea m 62,Pal,?0Sd0 fren,e. ""lo em ri8 I credores que nao podndo"oHnuarMm'',Ui"u!
IX nl\ r!W aPParec,d0 ^*"l "na sita na rua do Terco n. 23 entregaii
as pracas que se procederam para esse Om.
Os pretendenles podem comparecer no paco
das sessoesda mesma cmara nos referidos dias.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda
em sessao ordinaria de 18 de oulubro de 1860
Manoel Antonia dos Passos e Silva, pro-presiden-
le.Eduardo Daniel Cavalcanll Vellez de Gui-
vara, secretano.
chave da mesan taberna e balanco dado nella pe-
lo balanceador juramentado Joao Paulo Ramos
Chaves, em 22 do correnle aos sen*maiores cre-
dores os Srs. Manoel Joaquim de Oliveira & C
rogando aos mesmos Srs. seus credores de s
reunirem em casa destes senhores para dolibe-
y* f Ihes convier. Recife 23 de outubro
de 1B60.
Attenco!
a cocheira nova. P
\Rua do Tambi n. \ \ M
Alugam-se cavallos proprios para pas- |i
seios. arriado de novo e tambem recebe-
se cavallos de trato por mez ou por dia H
por menos preco do que om oulra qual- 5
quer parte. *
Aluga-se um segundo andar e soio com
grandes commodos, e.bem assim um sitio muito
perto da cidade, com muito boa casa do vivenda,
casa para pretoa e paia feilor, com muitos arvo-
redos de fructo, boa baixa para capim. camboa
para desembarque; a tratar na serrada da rua
da Praia n. 59.
Attenco.
Chegando aos ouvidos do abaixo assignado, que
alguns espirilos intrigantes e mesquinho3, andam
propalando que o mesmo abaixo assignado depo-
zera com nomes Injuriosos na familia do Illm.
Sr. Francisco Jos Coelho, conhecido por Fran
cisco do hotel, por isto vera por meio da impren-
sa protestar conlra semclhantes calumnias, le-
vando ao conhecmenlo daautondade compelen-
te o nomo de seus autores, soque est proce-
dendo, para serem devidamenle punidos, por
quanto o abaixo assignado acala orespeita a faro'-
lia do mesmo lllm. Sr. Coelho,e em lempo algum
seria capaz de sobre a sua honra fallar, mesmo
porque nao tom a subida honra de conhece-la.
O abaixo assignado preza muito a verdade, e por
isso deseja de proroplo confundir a seus vis de-
tractores. Recife 22 de outubro de 1860
Frederico Skner Shphin Muniz.
Aluga-se um preto para o servico de uma
casa de familia ; a tratar na rua das Cruzcs n
36, terceiro andar.
Ensino de msica.
OTerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
?oesdas7horass91(2da noite: atratarna rus
da Roda n. 50.
Gravador e
rador.
Grava-se e doura-se em marmore letlras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
uma, o annunciante aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Agoiar,
Guerra, Tasso e em outros mais rua da Cajxa
d'Agua n. 52.
Precisase de uma ama para casa de fami-
lia ; na rua das Cruzcs n. 34. terceiro andar.
Precsase uma preta escrava para o servico
de urna casi de pouca familia ; na 'ua da Cam-
boa do Carino n. 4.
Lava-se e engomma-se com perfeicao ; na
rua do mtovello n 30.
O Sr. M. O S. Guerra tem uma carta
rua de Apollo n 39, taberna.
na
dOu-
Aluga-se um sobrado de um andar na rua
do Amparo da cidade de Olinda, por preco com-
modo : para ver nos Quatro Canlos, botica do Sr.
Rapozo, e para tratar na rua da Cadeia do Recito
n. 45.
a yencla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker,
Machinas de coser: em casade SamuelP.
Jobnston 4 rua da Senzala Nova n. 52
Denlisa de Pars.
| 15Rua Nova15
3 FredericoGautier, crurgio dentista,*
jg faz todas as operacoe da suaarlee co1-|
SS rioridade e perfeicao que as pessoas en-j
5 tendidasIhereeonhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
O abaixo assignado participa aos seus fre-
guezes que tem mudado a sua loja de trastes da
rua das Flores pan a rua estreita do Rosario nu-
mero 43.Theodore Beuzen.
Aluga-se por festa ou mesmo anno um s-
lio na Torre com ommodos, casa boa e fresca :
a tratar com o Sr. Jos Azevedo Andrade, na rua
do Crespo, ou com o proprielario Jos Manan
de Albuquerque, na estrada Nova do Cachanga.


DIARIO DE PERNAI4BUCO. QUARTA FHRA 24 DE OUTUBRO DE 1860.
r)
r
>-
>
y.
T
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordem da directora faco saber aos Srs. as-
sociados, que eslao ciu debito por mensalidades
vencidas, que, para mais commodidadc dos mcs-
dios senbores, tem aulorisado, aim do em-
bregado o Sr. Esliraa, o ajudante do bibliotheca-
rio Antonio de Souza Pinto, para receber no ga-
binete as sobredilas mensalidades, cid poder do
qual encontrarlo os competentes recibos.
Recite 17 de outubro de 1860.
O Io societario
Antonio Baplista\Noguiera.
X TT rt*TTTTTTTTTTTTTTTT TTTTYfc
DENTISTA FRANCEZ. 2
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *4
p dentico. 2|
JLti.i..XLX.JLXtXXJLAi.JLXXLjLXXX *|
O Dr. Manoel Moreira Guerra presta-se este :
anno, corno nos anteriores, a servir de explicador I
aos senbores estudantes da Faculdade de Direito I
na occasio de estudarem os pontos para os seus |
actos, mediante um rxodico honorario: pode,
para este im, ser procurado em sua residencia, i
ruada matriz da Coa-Vista n.24, ou no seu es-'
crintorio, ra cstreitado Rosario n. 22, primeiro
andar.
Aluga-S6 urna boa casa com muitos com-
modos para familia, pintada de novo, com um
sitio de muito bons .irroredos de fructo e agua
de beber: do Manguinho, principio da estrado
dos Afflictos, para passar a testa : a tratar no si-
lio do Chora meninos,
Vaccina publica.
TrsnsraissSo do fluido de braco braco as
quintas e domingos, no lorreo a altandega, c
nos sibbados aleas 11 horas da tnanha, na re-
sidencia do comiiii.ss.irio vaccinador segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
M O Dr. Cosme de Sa' Peteiradu' M
r. consultas medicas em seu escrip- <
torio, no bairro do Recife, ra
8 da Cruz n. 53, lodos os dias,me- ||
3 nos nos domingos, desde as 6 ||
^ horas ateas lO.da manliaa, so- ^
R breos seguintes pontos
M I.' Molestias de ol,os ; M
oj 2.- Molestias de coracao e de w
$ peito ; 5
If 5." Molestias dos orgacs da ge- ||
^ raco e do a us ; |
M 4-.- Pi-aticara' toda e qualquer &
d operacao que julg.tr conve- *>
H niente para o restabelecimen- jj|
to dos seus doentes. ||
O examedaspessoaJqueo con- 8
sultarem sera' feito indistincta- ?f
mente, e na ordem de suas en- *
tradas, fazendo excepco os doen- tes de olhos, ou aquelles que por g
motivo justo obtiverem hora {
M marcada para csteliro.
P__ _____
USA DE BA
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna! pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 canoas paraos ditos banhos tomados em qualquer tecapo L 15J6000
lo Dilos dito dito dito ...... 88000
7 ...... 4&000
Banhosavulsos, aromticos, silgados esulphurososaosprecos annunciados.
EstareducQo de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum eslabelecimento de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
SOCIEDADE
INIAO BE!SEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Era Pernamfouco.
Por ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios efterliros para sesso extraordina-
ria da assembla peral para tratar de negocio de
urgencia, quinta-feira, 25 do corrente, s 6 1|2
horas da tarde.
Secretario da sociedade Unioo Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 22 de oulu-
bro de 1860.
Auspicio Antonio de Abren Guimaraes.
1. secretorio,
FAZENDAS
Aviso.

*
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na pra;a da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horas da manha s 6 da tarde, os
bilhetese meios da segunda parte da primeira
lotera de N. S. do Livrmento, cujas rodas de-
veraa andar impreterivelmenlo no da 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das loterias 9 de outubro de 1860
O es:rivao, J. M. da Cruz.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. Ai
As possoas que recorrerem a este hotel encon-
trarao boa commndidale para urna noile, dias e
rnezes, conforme Ihesconvier, encontrarse tam-
bera a qualquer hora do dia c noite lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
seguran Jo todo o asseio. Tudo por preco cora-
ra od o
Muito se deseja fallar com os senbores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorira.
Donizio Antonio de Oliveira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquim Jos Bolelho.
Pelo juizo dos fetos da fazenda nacional,
depois da audiencia do Dr. uiz dos feilos, vio a
pra^a no dia 25 do corrale mez os Ires seguin-
tes escravos : Jeronymo, avahado por 9008000 ;
Pedro, avaliado por 500$ ; Roque, avaliado por
600J ; todos de servido de campo, pertencentes
a Joaquim Cavalcanl de Albuquerque, como fia-
dor do ox-colletor do Cabo Francisco Antonio de
S BarreteO solicitador iuterio,
CaeUno Pereira de Brito.
Attenco.
Na ra do Cabug n. 1 C, loja dos Srs. Ramos
i! Lima, achara-se venda ornamentos de da-
masco de Lisboa de todas as quadadcs c cores,
o fazem-se com promptido c perfeicao quaes-
quer encommendas para fra, tudo islc por mo-
dos preco que em outra parle.
Offerece-se urna mulher de bons costumes
para casa de horacm solteiro, sendo s para co-
zinhar, e nao sahindo a rna : quem precisar, di-
rija-se a ra do Hospicio n. 5, que ahi achara
com quem tratar.
Precisa-se de urna ama para tratar de urna
senhora : na ra do Pilar n. 116, logo passando
o arsenal de marinha, lado esquerdo.
Roga-se ao Sr ChrislovoSantiago do Nas-
cimenlo o favor dirigir-se a roa dos Marlyrios,
taberna n. 36, para se lhe entregar urna carta.
O rnpilao I. O. Cox avisa s pessoas que se
julgarem credoras da galera americana Galden
Hora, apresentem no prizo de Ires dias suas
contas no escnplorio do Sr. Henry Forster & C,
ra do Trapiche n. 8.
Sem resguardo nem incommodo.
Erisipela u'uma pema.
Desejoso de cumprir com meu dever vou por
meio de sb acreditada folha agradecer ao Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra do Parlo n. 119,
por ler curado perfeitamente em 32 dias a minha
senhora com a applicaco de suasChapas me*
dicinaesde utna erysipela em urna pema, que
solrendo muilissimos dores e usando intilmen-
te de lodos os remedios possiveis, arha-sc agora
livre do lao terrivel molestia. Portanlo aceite o
meu rcconherimerilo o Sr. Ricardo Kirk, pela
invenco de lo til remedio, cujo merecimento
superior a todos os elogios.
Augusto C. Pread-
Ra do ColOTello n.27.
O caoitao R. II. Gould avisa s pessoas que
tiverem conlas contra elle ou contra a b3rca
americana Roanok, que apresentem ellas no
prnzo de tres dias no escriptorio do Sr. Henry
Forsler & C ra do Trapiche n. 8.
(Juera tiver roupa para lavar c engommar.
lano de homem como de mulher, com toda a
perfeicao, proco commodo, dirija-sc a ra de S.
GonQalo n. 21.
Aluga-se urna mui fresca, grande e excel-
lente sala.com rozioha e 4 quarlos ; do primei-
ro andar da ra do Imperador n. 75.
O abaixo assignado faz ver ao res
peital publico que o Sr Manoel Das
Finito deixoude ser seu caixeiro desde
odia 18 do corrente. Recife 20 de ou-
tubro de 1860.
Antonio Pereira Vianna.
Antonio Pereira Vianna, tendo
justo e contratado a compra de urna
taberna sita na travessa do Queimado
n. 7, com o Sr. Jos Pedro Fernandes,
quem se julgar credor da dita taberna
queiram apresentar suas contas no pra-
zo de o dias, findo o dito tempo o an-
nunciante nao attendera' a reclamacao
alguma. Recife 22 de outubro de 1800.
Prccisa-se Tallar ao correspondente do Sr.
Jos Peres de Albuquerque Maranho, na livraria
ns. 6 e8 da praga da Independencia.
Engomraa se com perfeQo : no pateo do
Terc.0 n. 5.
Precisa-se de una ama que saiba bem co-
zinhar : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, p.tgan-
do-sc-lhe bem o seu Irabalho.
DENTISTA
DE
FERNAMlllJCO.
3Ra csti'cila do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaes lano por meio
de molas como pea pressiio do ar, nao
recebe paga alguma sera que as obras
nao fiquem a vontade de seus donos,
tem pozes c outras preparacoes as mais
acreditadas para conserracao da bocea
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
APPI!OVA(liO E AlTORISACiO
DA
4C1BEJIA fffPERIiL DE BaCllA
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
Fugio no dia 20 de outubro do corrente anno
o escravo Marcelino, de idade de28annos, pouco
mais ou menos, cora os signaes seguintes : altu-
ra regular, barbado, cabellos prctos anneladus,
levou comsigo raniisa de riscadinho, urna calca
branca e outra de risradinlio, c dous chapeos,
sendo um de couroc outro de feltro branco, cons-
tarme que levara urna maca de ovelha e algum
dinheiro, tem um talho na tosa c outro na mao,
sendo o da testa no lado direito, e o da mao na
esquerda entre o dedo pollegar e o outro, e urna
unha arrancada no dedo pollegar, foi em compa-
nbia de outro mulato por nome Angelo, uatu-
ral da villa de lix, cidade do Ico, onde tem mu-
lher ; roga-so as autoridades policiaes, capites
decampo e a quoliuer pessoa a apprehcnsao do
dito escravo, a entregar no Ccar aos Srs. Pa-
checo & Mondrs. na rulado do Recife ao abaixo
assignado, na ra do Trapiche n. 15, ou na m,
da Aurora n. -I, qoe serao bem recompensados.
Camillo Pinto de Lemos.
Graliii.to.
do
* r
K>lkmann lrmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
com pan I nas de seguros maiitimos de
Hainburgo.
Ao senhor
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveiro, esludan-
le do lerceiro anno da Faculdade de Direito desla
cidade, pede-se que venha salisfozer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Domingos da Silva Campos est proceden-
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
e roga a seus devedores que venhara saldar seus
dbitos.
Ao senhor
Trajano Carneiro Leal, deseja-sc fallar : na ra
do Crespo n. 21.
c=*- A 320 rs.
Aluga se bichas de Ilamburgu, na
ruada Imperatriz n. lo.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira
C regara as pessoas que estao deveudo
ao arirazem de trastes da ra Nova n.
2i, queiram ir satisfazer seus dbitos
at o (im do corrente mez de outubro,
visto que passado este prazo proceder-
se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mento.
Aluga-se o sobrado de um andar
com um soto muito grande, com quin-
tal, cacimba eo armazemdo mesmo si-
to na ra do Drum confronte ao cha-
fariz : a tratar na ra da Cruz n. 3G.
;
J A loja de maroiore acaba de receber no- @
s* vas e Uodissimas colleceoes de quadros &
@ para decoraco de salas do visita, jantar, @
@ espera e quarlo de dormida. g
Alugam-se o casas na Torre pata
passaraento da lesta ou por anno por
preco commodo e com bons coramodos
para familia : a (aliar no mesmo lugar
com Francisco Jos Arantes.
Nos ltimos das de outubro at o 1. de
novemuro vai praca por 2:0U0S um sobrado
grande, vclho, com alguma ruina, na imite da
ladcira do Varadouro na ra de S. Rento ; alm
do quintal que 6 comprido, tem um terreno mu-
rado adjacente e cacimba.
Precsa-se de una ama forra ou captiva
para lodo o servido de urna casa de pouca fami-
lia na ra de Horlas n. iC, sobrado.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAF.S sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e ern todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 anuos, e siio afamadas, pelas boas curas que se tem obtido nas enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros alteslados que Oxslem de pessoas copa-
zcs c de distinecoes.
Com estas CBAPS-ELBCTRO-aafiliBTiCAS-EriSPA8TlC*a oblem-se urna cura radical e infallivel
cm Iodos os casos de iiiflammarao (cansaco ou falla de respiraco), sejarn internas ou fxternas,
como do ligado, bofes, eslomogo, bacc-, rins, ulero, peilo, palpilagao de coraco, garganta, olhos,
erysipelas, rheumatismo, paralysa e todas as ofcccoes, nervosas, etc., etc. 'igualmente para as
dilferentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas ele. seja qual fr o seu tananho c pro-
fundeza, por meio da suppuraco serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e distinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripia, tendo todo o cuidado de
fazer os necessarias explicoces, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabeca, pescoco, braco, coxal, pema, p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia e sendo inchacoes, feridasou ulceras, o mol le do seu la-
manho em um pedacode papel e a declararao onde existem, afim de qua as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces c tambara de todos os accesso-
rios para a tollocacao dellas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confa ira,
que se achara aberto lodos osdia3, sem excepcao, das 9 horas da manha
Grande inflammncao a liocca
estomas*.
Nao posso deixar em silencio o curativo fIiz
feilo pelo >r. Ricardo Kirk, escriptorio na ra do
Parlo n. 119, ror meio das suas muito acredita-
das chapas medicinaes. as quaes m pozeram
pefeiamcnlc bora de urna grande inuamma;ao
na boceado estomago, que me tomava quasi a
respirico, causando-me assim um cansaco in-
suportavel durante o lempo de 4 mezes consecu-
tivos, pelo que serei eternamente grato.
(Penilibn) Manoel da Silva Raposo.
Reconhecida verdadeira a assignclura supra
pelo tabcllio Justino Antonio Lopes
Precisa-se de um caixeiro para a taberna da
ra de Horlas n. 39,^|ixeiro que nao seja preci-
so levar ferrao. ^
abaixo assignados declaram ao arr. ma-
tante das agurdenles desla praca, que nunca
venderam e nem vendem dito genero em seu ar-
mazcm da ra da Cruz n. 5, e por isso fazem o
presente onnuncio para que no se lhe cobre o
imposto. Recife 22 de oulubro de 1800.
Gustavo Boussel & C.
Biagia Antonio Fiorelo e Felice de Ispani
Comune, subditos napolitanos, rctirani-se para
fra do imperio.
No povoacoo dos Afngados, potco da Taz,
aluga-se urna casa terrea com soloo e commodos
para grande familia, quarlos para criados, estri-
bara, quintal cercado e bastante grande, com
muitos arvoredos de fructo : a tratar no pateo do
Terco h. 44.
Armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Chitas,
Chitas francezas escuras e claras a 220 rs.
Chales de merino.
Chales de merino bordados finos a 5$500, dito?
estampados grandes a 33500.
Bales.
Balos abertos a 5j, ditos tapados a 4$.
Vestidos para meninos
Vestidos de seda e liia para meninos e meni-
nas feilos no Rio de Janeiro a 8 e 10#.
Grosdenaple.
Grosdenople furia-cores a ljf200 ocovado.
Cobertas chita.
Coberlas de chito, goslo chinez, a 1$800.
Lences.
Grande pechincha de lenges de bramante e
de panno do linho a l'800.
Colchas de fusiao.
Grandes colchas de fustio a 5;50O.
Leos brancos.
LenQOl brancos para algibeira a 23 e 1{800
Pentes.
Peniesdc tartaruga fundida com enfeile pe!
baratissimo preco de $000.
Calcado barato para
acabar,
0'
G ompras.
em seu escriptorio,
s 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA



:r.<^


CONSULTORIO
Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. 0.
: ?:-
5S ?a. ?."
O Dr. Sabino O. L. Pnho, de rolla de sua viagem a Europa, d consultos todos a
os dias uleis oesde as 10 horas ale meio dio. Visita aos doenles eui seus domicilios de *
meio dia cm diante, e em caso de neressidade a qualquer hora. A senlioras de parto c r"-
nda, que nao tiverem ainda tomado remedio algum allopa- 8M*.

?:
Pharuiacia especial homeopathica.
ntoshomcopa'.hiros que se vendem nesto pharmaria sao preparados ^@:
machina que o Dr. Sabino inventou c fez construir em Paris, c a W-Vl
, li-itiiiau nVBiuirn l.V*

[m
31 WBMM
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso.
Do Io de novemhro al outro aviso haver um
trem nos domingos c dios santos que sahir da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
tarde c rollar das Cinco Ponas para villa do
Csbo as G 1)2 horas da larde.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente
Quem precisar de urna ama secca para casa
de homem solteiro, dirija-sc a ra da Cadeio o-
ra n. 46.
ja.luga-se urna mulali para o serrico inter-
no di urna casa de familia : na ra do Rongel,
segundo andar n. 60.
Attenc/o.
Na ra do Vicario n. 29, precisa-se de ura pre-
to ou moleque para o serrino interno e externo
de urna casa de poucas pessoas, que saiba cozi-
Bhdr o diario ; quem tirer e queira alugar, pa-
ga-se bem ; a tratar na mesma.
O capillo R. H. Gould relrra-se para fra
do imperio.
osdoentes de molestia a
v'' ihico ou homeopathico, serao attendiaos de preferencia.
m
5hPn Os medicme
?*;> por meio de urna
.:g:w que deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
y.(S Estes medicamentos sao os nicos que desenvolver propriedades uniformes, c
l^ijZ) capazes de curaras molestias com a moior certeza possivel.
,v^>;) Alem disso. desojando tirar de sua viage-m a Europa todas os vantagens para o
bj*, progrrssoda homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino noo poupou es orcos pora obter as .
igfc\ substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e ,-^-''
{>f para isso cntendeu-se com um dos melhores hcrboritlas d'Allemar ha, para lhe man- v^;
::^. dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o tJ5'-
: acnito foi mandodo vir dos Alpes, a rnica das monlanhas da Suissa, a belladona, Sf^i
V bryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus, forom colindes na Allcmanha, na (2^S
Franca e na Blgica, o veralrum no Monte Jura ele, etc. ^s
esta sorle provida pharmacia do Dr. Sabino dos substancias que serviro pora Q.':'.
as experieocias puras de Halmcmann, descripias nas palhogcncsia, achar.io o medico f^'
e os amigos da homeopalhia os meius seguros e verdadeiros de curarem os enfer- ?;
midodcs.
Os precos sao os seguintes 3
Botica de 24 tubos grandes.................. 12jia 16JO0O
Dila de 30 .................. 18f a! 2f000
Dita de 48 .................. 2i?> a 'JjOOO
Dita de 60 .................. 30-J a
N. B. Existem corteiros ricas de velludo, para maior prer;o
Cada vidro avulso de lioclura....................*
Cada tubo avulso..................................
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas
usadasJ
Compram-se cscravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Ro de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, escriptorio de Francisco Malhias Tercira da
Costa, receber 20$ de graliCcacao.
Compra-se urna pardinlia ou mes-
mo crioula que saiba al^uroa cousa de
ler e escrever a nossa lingua, mas que
nao exceda a idnde de 13 annos : quem
tiver e qulzer vender avise por este
Diario ou dirija-te a praca da Boa-
Vista n. 6 (botica) que adiara' com
quem tratar.
Compra-sc sem se olhar a preco um escra-
vo mojo, boa ligura, sem virios e bem comporto-
do, que execule pe (filamente a orle de cozi-
nhar; na ra da Cndeia do Recife n. 12, escrip-
torio de Bailar & Oliveira.
Compra se um escravo que seja robusto : na
ra larga do Rosario n 18, no terceiro andar.
Compra-se urna pava ; quem tiver, diri-
ja-sc a ra da Cruz n. 4.
Compra-se urna rasa terrea na froguezia de
Santo Antonio ; a tratar na ra do Sol n. 13.
Compramsc moedas de ouro de qualque
qualidade : na ra do Trapiche Novo u. 42.
Vendas.
?
11
Vendcm-se duascasas reedificadas de novo
na cidade de Olinda : a tritar na mesma cidade,
ra dos (Jualro Cantos n. 21.
Vendc-se urna escrava parda, de 22 annos,
bem reforcada esadia, cozinha bem o diario de
urna casa, engorr.ma e ensaboa, c muito cari-
nhoss para meninos, com urna filha de 8 annos
i muilo esperta o com principio da costura ; na
ra da Imperalriz n. 3, segundo andar.
ucm trouxerdinheiro nao
deixa de comprar.
Ana da Im^ctnlrii n# \&
Rolins de bezerro Pars pora horncm a 5g.
Ilrozeguins de lustre Nanles a 5.-.
Ditos d>' dito P.-risa .
Hitos de castor Paris a jg.
Dilos de bezerro Nanles 2 1|2 solos a 7g.
Sapatoes de vaqueta de lustre laxiudos a 5$,
Dilos de lustre laxiodos o 05.
Ditos de lustre de Nanles a 5.
Dilos de dilo e gaspiados prelos e de ocres a
39500.
Dilos de bezerro Nanles para hornera a 3}500.
Sapatos de lustre sola e*vira a 3$.
Dilos de bezerro a 3S500.
Borzeguins sem sallo para senhora a 1$3G0.
Sapalos de lustre para dita a Ig.
Ditos de setim o ljjoOO.
Borzeguins com sallo para meninas a 2?.
Ditos para criancas a 1^500.
Na mesma loja recobe-se constanlemenle Franca todas as qualidades de calcados dos n;e-
, lhores fabricantes, para homens, senhoras. me-
ninas e criancas, o que se vendem mais barato
do que em outra qualquer parte.
Potassa nacional,
chegada esles das do Ilio do Janeiro, rende-so
por preco muilo commodo : no e=criptorio de
Carvolho, Nogucira & C., ra do Yigario n. 9,
primeiro andar.
Vcnde-se urna escrava de meia idade na
ra Dircita n. 6.
Enfeites de fitas.
No ra do Crespo, loja de miudezas n. 7, ven-
dem-se enfeites prrtos e do cores para senhoras
a 3j}c 4*003 cada um.
Casa no Cabo.
Vcnde-se ou Iroca-se por urna casa no bairro
da Boa-\isti desla cidade a melhor casa da -.illa
do Cabo, com os commodos seguintes : 2 grandes
salas, 5 quartos grandes, cozinha, e na .mesma
coberta desla, que ligada a casa por um terrajo,
mais 3 quarlos e 1 sala de 30 palmos de frente.
Toda a cosa frita com lijlos e clica, feila com
o maior segranos e muilo gusto ; olcm doquel-
les commodos le'm um pequeo quintal murado
e baixa de capio tiara 2 animaes, e a v.ini.igpm
de ficar ruui prxima da cslaeao daquella .illa :
quem a pretender comprar oi trocar, dirijo-sea
ra do Hospicio, casa terrea junto do Sr. Ihnmaz
de Aquino, que achar ahi com quem tratar.
Vcnde-se urna casa ten;., em
; chaos proprios na povoariio da Varzea :
quem a pretender dirija se a ra que
(ica pordetraz da igreja de Sjnta Tie-
reza casa n. 5, das 4 horas da tarde em
diante que ahi encontrara' o seu dono
Manoel de follanda Lobo.
Milho.
v. *-
De 24 ditos de dito e 48 tubos grandes.
De 36 ditos de dilo e 56 tubos grandes.......... (1*000
De36 ditos de dilo e 68 tubos grandes.......... IOOOO
De 48 dilos de dito e 88 lubds grandes............ 92$O00
Do 60 ditos de dito e 110 tubos grandes.........115$000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
~W? familia, capiles de navio e em geral a todos que se quizerem ded car a pralica da ho-
tjiffj meopalhia. ()*-
m. ____u___........t........!.....S
5J0OO
2000
1000
dynamisaccs [mais
SI

488000
nerv
V'endem-se tambem machinas elctricas portateis para tralaiento das molestias p^g
vozas. Esta9 machinas sao s mais modernas e as mais usadlas actualmente em ^^
;>;* toda a Europa, tanto pela commodidade de poderem ser trazidas na algibei
r^Jg porque trabalham com preparacoes que nao sao nocivas.
urna......."..................'................ 90JOOO
.H'ira, como
Cada
0 ENTKE-ACTO,
O.
urna msica ou ura re-
dramas, comedas etc.,
Jornal Lilterario II lustrad
Acha-se publicando no Rio de Janeiro tim jornal, sb a directo de jovens imporlantes
no mundo das leltras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimento thealral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vm sempre um figurino, urna caricatura,
trato, representando personagens importantes dos iheatros, e das operas
que sbem scena no Rio de Janeiro, ludo indito, e do melhor gosto possivel.
Os figurinos, mandados rir do Paris, s poderao ser* deslribudos no principio de Janeiro
prximo vndouro.
Publicase tres vezas por mez, em formato in folio, com oilo paginas cada numero, aos
precos seguintes:
Um trimestre......69000
Um semestre......IOOOO
Um anno. ....... 20*000
Assgna-se na livraria da pra;a da Independencia ns. 6 e 8.
Vendem-se soceos grandes com muilo bom mi-
lho, e saceos com gomraa muito alva ; na ra do
Queimado, loja n. 14.
G or ma.
Vendem-se 'saceos com gomma muilo alva,
propria para engommar c fazer bolinhos, assim
como saceos com milbo por proco commodo; na
ra do Queimado, loja n H.
Calcado barato a diaheiro
vista.
Xa loja do Arantes vendem se :
Bolins de bezerro a 5*.
Boizeguins de bezerro poro homem a 7*.
Dilos de lustre a 7g e 8$.
SapatOes de lustre para homem a 3}.
Ditos de dilo para menino a 2*.
Sapatos de tranca a 1$280.
Ditos de lustre para senhora a 1$.
Ditos de duraque a G."
Ditos de morroquini a 1.
Sapatoes de camurca cora elstico proprios
para calos a 3.
Sapalos de lustre, entrada baixa, de duas solas
com salto a 3g, 4* e 5.
- Vende-te urna escrara crioula de 25 a 30
annos, cozinha, engomma e faz lodo o servico
de urna casa, nao tem vicio algum, 6 nsseida e
criad- nesla praca ; na ra da Cadeia velha nu-
mero 27.
Vende-se urna grande loja de calcado com
pepueno sorlimento, propria para algum noro
eslahelecimenlo por ser no raalhor lugar da roa
do Livramenlo ; faz-se negocio a dinheiro ou
mesmo a prazo ; a tratar na ra do Livrmento,
loja n. 33.
Modas.
Pelo nario Havre madama Millochoau Bues-
sard recebau vestidos, veos ccopellas para noiva,
chapeos e enfeites para cabera, camisinhas, gol-
linhas e manguitos, esparttlhos, reos para cha-
peos, filos, creps, bordados, bicas, fitas e ren-
das, luras de Jourio, franjas, gales c. trancas,
botes e fivelas para rostidos, etc. ; na loja n. 1
na ra da Imperatriz.
A dinheiro.
Vendem-se carrinhos de mao a 12JJ500, de 4
para cima, assim como concertam-se ; na ra da
Concordia n. 19, armazem de madeiras.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vnde-
se por precos baralissimos para acabar: ves-
tidos de larlatana bordados de seda a 85*009,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., caita larga a
200, e 240 rs., capas de fus lao enfeitadas a
\ 53O0O, easaveques de cambraia e fil a 5$i)00,
perneadores de cambraia Lordados a 65000,
babados a 3-20 rs a vara, tiras bordadas mui-
to finas a 15*500 a pega, riscado trance/ fino
a I61 rs. o cova'do, golnhas de ponas bor-
dadas a 2500, manguitos de cambraia e fro
a 25)000, camisinhas bordadas mnto finas a
2&000, chita larga com lustro e muito fina
propria para cobarta e roupoes a 320 rs, es-
guiao de linho a l'200 a vara, roupoes de
se la feilos a 125000, vestidos de seda mofados
a 88000, luvas arrendadas a 100 rs. o pir,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20fj000, palitos de pao preto e de cores
de 16->000 a 205*000, sobrecasacas de panno
muilo fino a 258000, caigas de casemira preta
e de cores de 68000 a 109000, ditas de b'im
branco e de cores de 2#000 a 53*000, palitos
de brim branco e de cores de #500 a 58000,
ditos de alpaca de 38000 a 88000, brim
trancado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 18600 o
covado, relbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 18500 o orle, meias cruas
para homem a 18200 a duzia, camisas de
linho ingieras a 339000 a duzia, pecas de
madapolao fino a 45*500, corles de lanzinha
muilo fina rom 15covados a 8f5O00 rs., ca-
misas de cores e brancas de HP500 a 38000,
e outras umitas fazendas por. menos do sen
valor para fechar conlas.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos noros a 3$.
Manleiga ingleza flor a 18280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 18500.
Presuntos noros a 500 rs. a libra.
Cha hysson fino a S840O.
Vende-se a casa terrea da ra do Colovello
n. 65, freguezia da Boa-Vista ; a tratar na ra
dos Marlyrios n. 36.


()
DIARIO DE PEflHAMBUCO. QUARTA PEIRA 24 DE OTWtO DB 1880.
FABRICA
DE
Sita na ra Imperial n. 118 e lio junto a fabrica de sabio.
DE
Scbasao J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa.
Nesle eslabelecimenlo ha serapre'promptos alambiques de cobre da diflerenles dimen-
Qo&9 da 300 a 3:001)9; simples e dobralos, para distilar agurdenlo, aparellios destilatorios
Aos seobores de engenho.
Cobertores de lia escuros cora algum deeito a
1J000 : na ra do Crespo n. 14.
51 Vcnde-se urna esrrava de meia idade e de
muilo boas cosiumes : na ra Velha n. 67.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
tomeiras de bronze de todas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d
bronce ferro para rodas d'agua, pmas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chiimb) de todas as ditnencoas para encanimnitos camas de ferro com armacao e scm ella
fu'ow de ferro potaveis e econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambique, nassa-
dJiras, espumaderas, coccos p,ira engenho, folha de llandas, chumbo cm lenco! e barra, zinco
era tengo! e barra, len5es e arroellas de cobre, loncos de ferro e lato, ferro suecia inglez
I dimanas, safras, tornos e folies pa ferreiros etc., e oulros mullos artigos por
do que era outra qualquer parte, desemponhan lo se toda e qualquer >n-
jsa e perfeicoja conheciJa e para ommodidade dosfreguezes que se dignarem
minos preco
da
konrarom-nos com a sua confianga. achao na ra Nova n. 37, loia de"ferrageli" p'essoa"habi-
litada para tomar nota das encommendas.
Seus propnelarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico emgeral, toda equalquer
obra raanufaturada em seu reconhocido estabelicimento a saber: machinas de vapor de lodos os l-
mannos, rodas d'agua para engaitos, todas de ferro ou para cubas de madeira, moendas meiSs
moendas,tachas de ferro balido e fundido de toJosos tamaitos, guindastes, guinchos o bombas
radas, rodetes aguilhois c boceas para fornalha, machina para amissar mandioca e para descarocar
algodo. prendas para manlioca e oleo de ricini, portos graiaria, columnas e raoinhos de vento
arados, cultivadores, ponte*, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, boles e tojas as obras de ma-
rinismo. Escuta-s qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenlio; ou moldes que para
tal uno Torera aprestados, llecibera-se encommendas nesle eslabeleci ment na ra do Brum n
28 A e na ra do Co'.legio boje do Imperador n. 65 morad do caxeiro do estabelecimenio Jos
J-jaquim da Costa l'ereira, com quera os pretendentes
Francisco Antonio Correia Carduzo,
tem um grande sor tmenlo de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tauto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Pregui.jaest queimando, em sua Ioja na
ruado Queimado n. 2.
Pegas de bretanha dorlo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 9S0 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente multo fina a 3??, 43?, 55?,
e6#a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 el <
63? a poca, chitas largas da rao lernos e escolhidos
padros a 210, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
limos chales de merino estampado a ?# e 83?,i
ditos borda los com duas palmas, fazenda muilo | a
delicada a 93 cali um, ditos com urna s pal-, '
ma, rauitonos a 83500, ditos tizos com fran- *
jas de seda a 59, longos de cassa com birra a ]
100, 120 e 160 cida um, meias muilo fins pa-
ra senhora a 43? a duzia, ditas de boa qualidade 3
a 3? o 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-'
tas escuras inglezas a 5&900 a poga, e a ItiO rs. f
o covado, brim branco de puro linho a 1,
Pianos
Saunders Brothers & c. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons do Londres
muito oroDriosoara este clima.
gi89^9s^ mn esenessssieB
GRANDE SRTMENTO
fFazendas e obrasfeitasJ
l^oja earmazem
I DE
Ges&BastoJ
Tabac coporal
Deposito das manufacturas
imperiaes de Franca.
Este eicellenle fumo acha-se depositado di-
rectamente na ra Nova n.23, esquina da Cam-
boa do Carrao. o qual se vende por macos de 2
hectogrames al# e era porgo de 10 macos para
cima com descont de 25 0|0 : no mesmo eslabe-
leclmenlo acha-se tambem o verdadeiro papel de
linho para cigarros.
Vende -se
EM CASA DE
Adamson Howie&C.
45Roa Direila ~ 45
ESCOLIHDO SORTMEMO
DE
se podem entender para qualquer obra.
Vcnde-se ou permnla-se por silios c casas
nesla prari um dos melhorcs engenhos d'agua,
com expelientes Ierras de plantaeae, moenle e
crreme, e q\e Boa lego e meia distante da es-
taque da estrada de ferro d'Agua Preta : quem
pretender fazer negocio, dinja-se a ra larga do
B isario n. 28, primeiro andar, que achara com
qicm tratar.
g Gurgel & Perdigo.
g Receberam pela barca Berlha, choga- fe
,g da ltimamente do Havre as aeguintes fa- g
a zen las de s?u pedido, ra da Cadea do 53
g Rocife n. 23 : ;:;
j: ipenorea cortes de rostidos branco de .
sola, ditos de blond com manta, ca- !j|
pella, flores solas e saia de selira.
Superiores e modernos chapeos de palha ||
enf.'ilados para senhora. .*
Superiores cortos de vestidos de phantasia ||
com 5 babadiohos c de duas saias.
Superiores taimas de seda froxa jeito de
croza bnneos e do cores, pelonozas etc.
Superior cessa de cor do apurado gosto,
organdys, obras de sndalo, pulceiras,
estratos etc.
Tjr. marinha o verdadeiro panno azul es-
curo que s vera a esta praca por en-
conimenda.
is;.posdii castor prelose brancos forma
moderna.
Vende-se um terreno com 105 palmos do
trente e3J0 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caesj feitos, muilo proprio para nelle
se estabelecer refinacoes, padirias ou fabrica de
qualquer natureza, na na do Rrurn, bairro do
Recife.juntoa fabrica da fundigao de ferro, lugar
designado para taes eslabelecimenlos, cujo '.er-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada uro : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 33.

m
(:
:;-
1
K
5

de fazcailas linas!
40-Rua da Cadciado Rccife-40 i
DE
acaes,
\ nde-se ao cento por 10J : na ra estrella do
rio n. lt.
pa-
A diiiliriro.
l\ua Hircita n. IOS.
Calcado pira hornero, senhora e meninos,
lelols de panno, casemira e brim, calcas da mes-
mn fazen la, corles para colletes, e casemira para
cj.j.s, caixas cora msica para costura, eslojos
para riagens, perfumariis de todas as qualida-
d I, entalles do porcelana para mesas, sapatos
de tapete estampados e de velludo prelo. diffe-
is obras de ouro e a imitaran, relogios de
prali e d turados, bengalas e chi-soles, e nutras
mullas miudezag que se vcudem
proro atlm do liquidar conlas.
Lija
|Marlinlio Oliveira.l
Jg Receberam ltimamente de Londres !
^ polo paquete ingle/, um grande sorti- *J
je ment de costoraes de casemira 1e cores M
_S Para homens e oulros mallos objectos de 5*
g seda, la c linha, tanto para homem como H
^g para as senhoras, de gosto e do grande eS
?g mundo. -jw;
Aos senhores armadores e
proprietarios do carros
fu nebres.
Vende-se verbutina preta superior a 400 rs
o covado : na ra do Crespo n. 25.
sftm igual,
13200e 1*600 a vara, dito prelo rauitoencor-
padoa 13?500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de difiranles cores a3G0rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 23500, 39 e
33?00 o covado, carnbria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e outras nuitas fazendas que se
fara palente ao comprador, e de todas se daro
amostras cora penhr.
Oueijos do serlo.
Na taberna grande da Soledide vendem-se
quiijos dosertao muito novos. inteiros e a rela-
tno, proprios para raima por serem grandes c
Iresraes. assun romo manleiga ingleza flor, o
franceza nova, vinhos finos do Porto em caixis
de urna duzia. e a retalho, ditos da Figueira e de
Lisboa, do pipa, cha muilo fino e mais baixo,
dito preto, queijos do reino, saceos cora urca ar-
roba de alfazema, ludo por commodo prero.
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cemhraia franceza organdys a 360 o
ovado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos padres e cores fixas : do- se maoslra.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, lem saias balos abortas, do ultimo gosto pe-
lo diminuto proco do 5$.
i -- :r --: ~L
Superiores cortes de chita franceza muito fina
de pa-iroes muilo modernos, com cores matiza-
das muito lindas, de 11 corados cada corte, pelo! '1
baratsimo preco de 2g500. com muita di^er-*
sidade de goslos para poder escolher-se na loja
do sobrado amarollo. nos quatro canlos da ra
do Queimado n. 2(J, de Moreira Lope
ao pnmoiro
Para acabar.
Pegas de carabraia de flores a 3j200. muito
bonita, ditas de salpico muito fina a 3?800 ; na
loja da ra do Passcio Publico n. II.
Ven ie se una escrava parda mo
9a, que sabe engomraar, coahar eli-
var :11a ra da Camhoa do Carrao casa
n. 23, a vista docouiDrador se dir'o
motivo da venda.
Calcado barato.
Dinheiro vta.
Borzeguins para senhora a 2$00i).
Ditos para nieaina a t{$500.
Ditos par crianca a lg
Ditos de pellica para hornera a 8j.
Iii'os de bezerro a 7 e 8j.
Sapatoea de lustre para homem a 4S.
Ditos do bezerro a 33.
lutos de lustre para menino a 3j .
Sapalos de lustre para senhora a 1#. ,
Ditos do tranca a 1500. Na praca^da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
5f Machinas de vapor. @
( Bodas d'agua. 2
@ Moendas decanna. a
(f Taixas. **
Il.das dentadas. # Hronzos e aguilhes.
@ Alambiques de ferro. Z
@ Crivos, padros etc., etc. &,
(5^ Na fundijiiode ferro del) \V. Bowraan, s
r ra do Brum passando o chafariz.
# #t#i
Na ra da Cadeia Velha n 27, ha vlndo de
encommenda os mais bellos selins patentes de
Cor amarellos muilo grandes c proprios para
pessoas gordas, ditos tamanho commum tam-
bem da mesmi cor, assim como silbos lambem
patele com duas moniarias e um galho de so-
brecelenle porm fatenda que ainda nao lera
vindo isoal, tanto em qualidade como era mo-
dello e pregos commodos a vista da qualidade.
Pormetade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, rauitos lindos, de
duas saina, pelo baralissimo preco da 10> cada
um corle.
GlUSDE SORTIMEMO
AtleilCO. | hudu e'roopa feia
NA LOJA E ARMAZEM
UiudezaS por metade de Joaqnim Rodrigues Tavares de Mello
RU.V DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJA DE Qi:.\TR0 POniAS.
scu valor.
O arrematante da loja de raiudezis da travessa
do Livramento n. 2*lendo de entregar a chave
da loja, vende
Tara um completo sorlimento de roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
ntroCnnLli,",',LeS l"J,'1S as1.n,iudezas P9*0" Vdesejarem ter um sobrecasaco bem
^^ir^^i^Tt^XT^ i fe,0> 0U um 'S- ou M,ietc. ** bntma. linhas decirrinhis de cores a 0 rs 0 esla es'abeleciment que encontrarao um hab
carrinho
10 rs.. d
de ac B
lo'irabran:-os o pntalos .aV) rs.' a duzia. bici
de seda pcrfeilos a 203, 20 e 320 rs. avara
phosphoros b.ins a 20 rs. a ciliinha, irancinhis
de linhajms decores a 40 rs- a pon, ditas de
caracol a 60 rs., estampas de canlos a 100 r
cada urna, meias para hornera a 80 rs. o par di-
! Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sorlimento completo do sobrecasaca de
panno preto elde cor a 253, 233. 30? e
JoJ, casacas a 283. 30* e 353. palitots dos
mesmos pannos20*. 22So25t. ditos de
casemira do cor a 163 e 183. ditos sac-
eos das mesraas caserairas modelo inglez
casemira fina a 10. 12/143 e 153, ditos
saceos de alpaca preto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca la 73. 83e93, ditos de me-
rino selim a 1( j, ditos de merino cordao
a 10g e 123, dilos de sarja preta trancada
saceos a 63, di os sobrecasacos da nies-
raa fazenda a 8}, ditos de fustao do cor e
branco a49, 4500 o 53, colleles de ca-
semira de cor ( preto a 5J o 63, ditos de
menn5 preto para luto a 43 e 53, ditos
de velludo prelo de cor a 9je 10-3, dilos
de gorgurao de seda a53 e 63, ditos de
brim branco e de cor a 2J50D e 3j, cairas
de casemira de cor e prelo a 7g. 8. '93
e IO3, ditas pa a menino a 63 e 73. ditas
de merino de cordao para homem a 5J o
63, ditas de brim branco a 5J e 63, ditas '
dild de cor a 33, 33500, 4} e 53. e de
lodas estas obris temos um grande sor-
tinento para menino de todos os lama- I
olios ; camisas inglezas a 363 1 duzia. Na !
misma loja ha paletots do panno prelo !
para menino a 14J, 15J o 16j. ditos de i
75 casemira para os raesmos pelo mesmo
greco, ditos do alpaca saceos a 3-3 e
33*00, dilos sobrecasacos a 5j e 63 para \
\Z osmesmos, calqas de brim a 23500, 3 o >.
ik 3}50O, paletots saceos de casemira de cor rtfe
m a 63 e 73, toalhas de linho a 800 e Itf ca- a|
V da urna. fg
% No mesmo estabelecimento manda-so |
^ aproraptar todas as qualidades de obras 5*
| tendentes a roupasfeitas.em poucos dias, *~M
X quo para esse fim temos numero suf- *f
3% Uciente de peritos ociaes de alfaiates M
^ rgidos por um hbil raeslre de serae- S
^ lhante arte, flcando os donos do estabe- jjg
hf leciraento rosponsaveis pelas mesmas cm
7$ obras at a sua enirega. gf
Sebo e graixa.
Se' o coadoe graixa em bexigas: no armazem
a 3^ a saeca.
Arroz com casca tondo a maior parte pilado
proprio para galinhas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Expsito de inetaes.
E' chegado a esta loja do Vianna, um riquissi-
mo sorlimento de raeiaes de todos os gneros do
rnais bonito que se pode encontrar, ludo a emita-
cao de prata ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sorlimento de machinas de fazer ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposicao de
l'aris ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sorlimento de bombas do japy' de
lodos ostaminhos, as mclhores que se lem appro-
vado era lodo o mundo, pela facilidade que d a
urar*se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
Ri luisssimo sorlimento de camas de ferro com
onas, e para col xa o por preco commodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro la ra Imperial
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
terragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto Dreco de 140rs. a libr
Vinho do Torio de superior qualidade em b3r-
ris e engarrafado.
Biscoulos.
Tinta de todas as couros.
Lona e ulule.
Fio.
Sellins, selhes, arreios c chicotes.
Rolhas.
llua do Trapiche n. 42.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se ura escravo ptimo carreiro e traba-
jador de enchada : na ra do Trapiche n. 8 ou
na rna Augusta n. 61.
Admiraveis remeilios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc. devem estar prevenidos
com esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiorcs casos de rheumatismo, dor de
caneca nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contuses
queimadura, erupces cutneas, angina, reten-
rao de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadcsescrophulosas.chro-
| nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema
prompto e radicalmente cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
osos, tumores brancos, afecres do figado e rins
j erysipelas.abcessose ulceras de todas as classe'
| molestias d'olhos. difficuldade das regras das
raulheres hipocondra, venreo, etc
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavol que as lindas e amareis filhas da
opulenta e potica Hauricea se previnani do quo
e nocessano para o resguardo dos seus mimosos
c pequentnos ps; attondendo tambera a oue
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balao
com ura borzeguim estragado, far urna tristo
hgura vis-a-visde urna bella; considerarles tao
acertadas actuaram no espirito do proprie'tariodo
estabelecimento, j tao conhecido pela modici-
de dos presos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munindo-se de um abundante sor-
limento e sera deleito, que aprsenla oos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
preros abaixo : ; F
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. .
Ditos ditos......
Dilos ditos......
Meninas
Botzeguins 29 a 51. .
;.itos^a28.".....
Dilos 18 a 24. .

Homem
Borzenuins.
Ditos. ...'"

Ditos prova de fooro e d'arua.
Ditos. ........
Meios borzeguins de lustre. .
SapalCes com elstico c lustre.
Ditos arranca pelle, foezerros. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
Sapate-. -.....5i.60o
l.os- 1 ...... 5<{000
Ha tambem nm variado sorlimento de todas 3c
ca?CS,eSrT-S,nfi,"os'S(>ndo os annunciados
somente de drimeira rlassa
rn"^n,,;ndie'S0 Uma Wmit de araarello por pre-
nd r a nlmerJ',n,amCn,P "^s* um "8Undo
andar a quera ficar com a mesma : quem preci-
4.S-800
4-500
4^000
5.S800
5600
5#200
9o00
8|800
8^500
Op'OOO
C.S000
5<000
5$600
5SO0O
.cartOesdecilchetea a 40 rs., dedaes a artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
,n'os dp6ara'cat? a 20 f: \ &-!fS i 0*?^ *S f 3 "*< ^. W*.
Ja tem um grande sorlimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dema 129, oulros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 16:*, ditos
11* ^il0 ?*: a '25, dit0s de a,l^a'muito
tas pmiadas Onas muito encorpadaa a 20 lin- r"la a o^i ditosfrancezes sobrecasacalos a 12$
Sinim5lrran5a8dS s'a:> a 80- t00- 12!)- l3()'. MO. 'li'os de panno fino a 20, 25, e 30* sobral
MS;i^iUTft%"dy/eJ?^ franc"'s muito bem fei.as a359,ca.-.
todas as mais miudezas em pToporcao;' chegura S. 'e,laS d rails fin'' C3S9mra a 10*. ditas de i
coraos cobres, que o frejuez nao saho scm fa-! br,m ede fustao por prego com modo, um grande
I sorlimento de colletes decisemira a 5, ditos de
""*3
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscootos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
.138
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rna do Queimado n 2
tem cobertores de algodo de
grandes, proprios para escravos,
mo prero de lg.
Botica.
cores bastante
pelo baratissi-
Vendem-se
outras fazenlas por prejo commodo, um grande
sorlimento de sapitos de tapete de gosto muilo
apurado a 2. dilos de borracha a 2*500, cha-i Rosar o" M SC.da, *^*> rua larga do
/ i i '"* i tosano n. o, vende-se os sesnmios n!i;r,
pos decastor muito superiores a 16S, ditos dse-! mentes: segmmes medica-
da, dos malhoresquetem vinloao mercadoalQ Uobl'Affocteur.
dilos de sol. inglezesa 105, dilos muitosbons P|lulas contra sezoes.
IflMta francezas a 8, ditos grandes da pan- K&W.I.
no a 4??, um completo sorlimento de gollinhas e I Oi'a Sands.
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito .
proprio para collerinhos de meninos elravessei-i
ros por prego commodo, camisas bordadas quV
f^7PnlacrvAin-A^,l w___'SerVira Para alisado decriangas e para passeio
IdZenUaS pOr IlienOS (I(J SCU '8^. 10 el2, ncoslencosde cambraia de'
valor, na rua Dimfi Bh0 borJados para senhoras'dilos "sos psra
l> homera Por preco commodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 5. Ainda tem um
; restinho de chales de toquim a 30J, cortes de
numero 68, loja de Braga
<& Lima. veslido de seda de cores muito lindase superio"
Corles de vestidos de phaulazia de seda a 20* res^a,,dade* a <, que j se venderam a
Ditos ditos de chaly de sedi muito lino a 18} 15* capoimhoa pretos e manteletes pretosde
Ditos ditos de barege de seda e da ultima mo-' r'cos gostos a 20, 255 e 309, os mais superio-
'!_-_,, I ni,,!,,- 1, rt f. ^ i-.-i *
ale}JjJe P*nno muito Qno e de casemiras de ,as-damascadas, muito superiores a 19, ditas
para rosto de linho a 1, chitas franelas d
12 at 20.
Alpaca de seda, eovado a 500 rs
Organdys cora ricos desenhos, vara o 500 rs
Orosdenaple preto muilo bo
---------e su-
perior qualidade, tamo escuras como claras a
1200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
Cortes do collete de fustao a 321. I casemiras para calca, colletes e palitots a 4?> o co-
- vado, e ura completo sorlimento de outrasfazen-
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pillas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras. *
Assim como tem um grande sorlimento de pa -
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de P. O. Bieber i C. : rua da Crir
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
fcaston & C. rua daSenzalan. 42.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
era todos os casos nunca occasiona nauzeas nem
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a o purgara.. Estas pilulas sao eflicazes as all'ec-
coes do gado, bilis, dor do cabera, ictericia, in-
digeslao, e era todas a3 enfermidades das mu-
llieres, a saber : irregularidades, fluxo. reten-
goes, Hores brancas, Obstrucces, histerismo, etc.,
sao do maisprorapto elTeitoia escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
gnas.
Estestros importantes medicamentos, vem a-
companhados de instrucroos impressas que mos-
trara com a ranior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Esto ga-
rantidos de falsificarao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
Slrmao, na ruada Iraperatriz n. 10, nico'
agentes em Pernambuco-
Rival seiH segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azcvedo
Maia e Silva, ha para vender os seguiojes artigos
abano declarados : 6
Gaixas de agulhas francezas a 120 rs,
Sapatos de tranca de algodo a 1.
Carlas de alAnet-s finos a KM) rs.
llI440elhOS d ClmQas maileira branca, a
Phosphoros com caixa de folha a 120 rs.
Irascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muito finos a S^OO.
Clcheles era carto de boa qualidade a 40 rs.
taixas de colchles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corrodio a 800 rs
Sapalos de laa para crianras e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de lavas de fio de Escocia a 320
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a ICOrs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda minio finas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs
Ditas para unhas a 5U0 rs.
Pegas de franja de laa com 10 varas a 1 Pegas de tranra de laa com 10 varas a 500 rs
Pelilho para enfeitar vestido (pero) 1#.
l.inhas Pedro V, cartaoc.m 200 jardas" a 60 rs.
Ditas dito cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares do meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (peras) 40 rs.
Grammalicaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a
Vende-se emeasa de Saunders Brother* &
G.prara do Corpo Santo, relogios do afama
do abr.can.e Rpskell, por preces con-modos
Seguro coaira I ogo
m esa g
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley & Companhia.
para
a esetever e a fallaringlez em
obr
er,
mezes,
a inteiramenle nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-$e na
prara de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
25
alpaca preta e de cores fina de
Espartilhos francezes a 3J00
*S* i0""*' l0' T?nilem-8e chitas francezas,
ditas inglezas, mad.poloes. brins. algodoes e ou-
tras multas fazendas por preco que admira.
Na taberna grande da Soledad* vendem-se sac-
eos grandes com milho, o melhor possivel e
saceos com farinha de Goianna, tudo barato. '
Vende-se om terreno proprio, com 32 pal-
parle dellas, no enlamo 03 freguezes chefjandn a msTde fre.n'e e l70 de fundo, quasi aterrado, na
quereniocomprar nao iraosera fazenda. | Z X"-. rij V&SgS^W'
das, e ludo se vende por prego barato, e que na.
po?sivel aquise poder mencionar nema qnart
cobertos e desccenos, pequeos e grandes de-
ouro patente inglez, para homem 9 senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
l7i,d,2sP,eL0,"imopaqueteinKlez:emcad<
oSuthall Mellor & C*
Loja das seis porlas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs o co-
vado, ditas eslreilas a imilacao de Iaazmhas a
inn S'' casS8s de salpicos brancas e ae cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodo
muilo fino a 3J a pega, ditas de bretanha de rolo
comlOIvaiaaaS*. riscadinho de linho a 160 r
o covado. chales de merm estampados a 2'
lengos brancos com barra de cor a 120 rs rliins
coji b.co a 200 rs., algodo monstro de de; la?!
guras o melhor que possivel a 640 rs a vara
mussulina encarnada a 240 o covado, 016 de li-
;hoor,TMre?,'^-A,ol,Mti^,'-,^
i Vende-se
I Formas de ferro
| purgar assucar.
! Enchadas de ferro
I Ferro sueco.
Espingardas.
! Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
I J. Astlev A C.
para
-Na rna da Cadeia n. 21, vendem-se as se-
guimos fazendas, pornieladc de seu valer
liquidado. *
Ricos de soda broncos e pretos. de toda= a*
arguraa, vara a 1(30, 240, 400, 810 e lCCC
L'n. completo scrtimcnlo de franjas de seda e
de algodo. L
Chales de loiiquim a 10, 15, 20 e 3r*
Bulos de seda, velludo, de louca e de fustao
de qnalidades finas, duzia a 2C0, 400 o CCO rs.
Enfeilos de fluresa 6$.
Chapeca de soda para senhora a 10<
Lasaveqnes do velludo a 40 c CO
Ditos do seda a 25*.
Ditiis de fustao a 8 e 123
tfUsaf*e de todas 1ua,daJcs de ico
Ditas de velludo de 240 rs. a 13.
Rua da Cadeia do fiecife
numero M,
loja de miudezas, contina a vender-se pelo ba-
rato proco, enire todas as fazendas, os seguintes
objectos:
tuKenlrada de por,a com pe^ueno
250o"JSS Para cor,Dndos e toalhas. peca a
Duzias de talheros a ?S900.
Duas de ditos finos, cabo de baleia. a 5&500
Barnlhos de cartas de apreciacao a 2
^Gollinhas de vidrilho, gostos modernos, a
Carlas de lmeles a 100 rs,
Massos de grampas a 40 rs.'
Molduras douradas de todas as larguras a g
modernos 8lSd50 C h' g0S,0S
Enfeites pnra cabeca, de froco, modernos jj
MMU8 para grvala a Bellramini $
Charutos de eennomia, caixa com 100, a 25O0.
t muitos oulros objectos que s vista dos com-
pradores.
VENDEM-SE
duas moradas de casas terreas em Olinda, sendo
uma na rua do Amparo, com bons commodos,
esl-iharia e quintal murado ; o a outra na rua d '
S Francisco, com bem quintal e cacimba, propria
para quem pretender tomar banhos salgados, por
ser muito perlo ; ambas por prer;o comrtodo : a
tratar na rua do Amparo, rasa contigua a escada
que sobe para a igreja de N. S. do Amparo.
Vende-so urna canoa nova que pega 1JJ200
lijlos : na rua Imperial n. 197.


DIABIO DE PERIUM1UCO. QL'ARTl FEIRA 14 DE OUTUBRO DE 1860.
WM
(1)
DE
N^l 1^0 J\ 1 iminn
DE
Joaqum Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUINADO 40
Defronte do beoco da Congregago
19000
letreiro verde.
Seda de quadriahos muito fina covado
Enfeites de velludo cora froco pretos a
de core.; para cabega desenbora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2000 e
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengos de gurgurao pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
23500
8500
2JO0
#500
#3-20
00
Se lira prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Caseraira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de mi ron bordados, lisos ees*
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prolos e de coros
cora 2 saias e de babados
Dilos de ga/e e de seda phantasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
19600
29000
126500
A.GKWC1A
FINDICIO LOWMOW,
Roa da Senzalla Ntva n. 42.
Neste eslabelecimenlo contina a. haver um
completo soniment de moendas e metas moen-
das para en gen h o, machinas de vapor e laixas
dejerro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem era
pedra, ludo por precos mais baratos do que era
oulra qualquer parle.
Viiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmiosd' C., rea da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. r.randenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
SI. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
gt, Julien
ct. Julien Mdoc.
hateau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
PROGRESSO
de
Sherry em Larris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson.
Neste eslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e segranos:
no armazem defazondas
do Raymundo (arlos
Leite & Irmos ra da
amigamente aterro da Boa-
Gomma e arl-oz
com casca.
ende-se 8uPerior gomma e arroz com casca,
por prego commodo : no armazem de Francisco
. u. Azevedo, na ra da Madre Deus n. 12.
unTh J?.nde"e um cabriole! novo e forte, com
ttil^iF*com 8Snle de lei'
Vndese
iSSS" SuPerior a 320 a garrafa, e em caada a
iffouu : na travessa da ra das Cruzes n. 6.
ikT. Vende-*e"um oratorio em bom uso pa
^a' ra,ss. Por ser proprio, e por prego
modo : na casa do sachrislao
de b. Francisco.
Terrenos pertoda
pra$a.
Caminho dos mnibus.
ra ce-
com-
d ordem terceira
sem igual.
De queijos flamcngos recenlemente
Peto ultimo vapor da Europa a 2; e
chegados
; em csixa
nnr 8um l>Uaienlo: vende-se nicamente
10 armazem progresso de Duarte &
largo da Penha n. 8.
Irmo, no
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especiGco, corap.slo inteira-
menle de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta ;
enteiramenie innocente em suas operaci.es e ef-
felos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e lenazes'
que sejam.
Entra mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as ponas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos osoulros remedios.
As mais affliclas nao deveru entregar-se a des-
esperacao ; fagam um compleme ensaiodos
eficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslahelerimento saceos
com farelo de Lisboa, f.rinha de mandioca, rr.i-
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil- ,no "fijo mulatinbo e prelo, coama de man,t;
dores com a nica reslriccao de nao lercrn menos ; 5 n 1ua!,dade' doce da casca d* gob, vinbo
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela : rl em garrafa do melhor que pode haver
respectiva planta approvada pelas autoridades no mercado, manteiga ingleza e franceza hnl,a
sssArnsst ssacioats ^Dhe\* s^ -
precisas, e pode ser procurado no mesnTo ?Uo (Jl,al,dadf' rveja prela e branca da melhor
ou na ra eslreila do Rossrio n. 30, terceiro an- ( "jarea, queijos ilamengos frescaes, conservas in-
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaquim 8lezas e os mais gneros que se vendem or ma
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem nos brego do que se vende em outra nuMm.Ir
dingir-se igualmente para qualquer proposta ou nan < veuue em oulra qualquer
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
^ ende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praga da InJc-
pendencia, capellas de aljfar e morale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinle
e pregos razoaveis :
Capellas dealjofe com iEscripcoes, grandes a 10
Dilas ditas por
Ditas ditas por
Ditasdilas por
Ditas deimorlaile por
Quadros com a imagem do Senhor Crucifi-
cado com inscripgoes por baixo a 12 e a
8
3
2
Vinagre branco,
superior.
teudi. .i, t!i,<,,io d. B.u.r n,c
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimenlo de calcado frsn-
eez, roupaftita, miudezas finas e vlfion u"
ludo por menos do que em outu-
a do vapor na ra Nova n. 7.
las partes: na lo-
Imperatriz n
Vista.
Os proprietarfos deste estabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalonenle aoe amigos do bom e barato nue se
achara em seu armazem de molhados de novamente ortido de gneros, os melhores que tem
viudo a este mercado, por serem escollados por um dos socios na canial de Lisboa e por erem
a maior parle delles vindos por conta dos propietarios. V
CViocolatc
eciiincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas francezas matisadas muito finas com pe-
queo Mquc de ovara a 200 o 220 rs. o covado
mussuhna azul perfeitamenle limpa, a 200 rs. o
covado.
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porreo a 850 r*s.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de. oulros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a
rs., era porcao de se far algura abaiiraento.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., era porcao vende-se a 850 rs.
Isaas com er\i\\ias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas traneezas e nglexas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bolaclikvYia Ae soda
com diferentes qualidades a 1J?600 a lata
iVmeVvas francezas
as mais novas que lera vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 35W)00 rs
eem atas del 1|2 libra por 1500 reis '
YerdadeVros figos de comadre
em caixa corn.16 libras por 355000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caxiunas com 8 li\m\s de passas
a 3J000 rs. em porcao se far algum abaliraenlo, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1#000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento. m
Cha nerla
o melhor que ha nesle genero a 2S>500 rs. a libra dilo hyson a 2#000 rs.
Palitos de dentes licuados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
neixe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Tortugal era latas grandes por 1*500 rs. cada urna e de
oulras mnitas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinho de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas ara sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#000 rs.
X*I..
Alo vidal
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Aieias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou exlenua-
go.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febro intermitente.
Febrelo da especie.
Golt8.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inlammaces.
Irregularidades
menslruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de peJro.
Manchas na culis.
Abslruccao de venlre.
Phlysiia ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symplom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(rnal).
Suissos.
Em casa de SchafleitHn & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viriado sortimenlo
de relogios de algibeira horisonlnes, patentes,
chronometros, meioschronometros de ouro ra-
la dourada e fo'
gios dos primei
vonderor
108 lto! CaS4a. c nNde?eB:Ieber & *'""'"> ^
Chanipanha marea Farre & C, urna das m-.i
aguadas marcas, mui conhecida.""o!j '""!
caixa0 XCreZ Cm banis' cen em barris e
Vinagre branco e tinto em barra,
Brilhantes de varias dimenses.
tiner sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzoos e brins.
Ac de Slilao
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
CAL DE LISBOA.
e foleados a ouro, sendo estes rclo- nova e muito brawAnS/'
imeiros fabricantes da Suissa, que se deia'do Recife 1f nrim 3da U Da
or precos razoaveis. "eciien. J8, pnmeiro andar.
Chapeos de sol de seda in
glezes a
na ra da Ca-
%M\J>
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal-
cas, enejadas pelo ultimo vapor ran- [ o'deposito geral
cea : na rus da Irrperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
A -se P.slae pilulos no oslobclccimcnio go-
ral -Jres n. 22-1, Strand, e na loja de
tod< 'arios droguista e oulras pessoas en-
Mr ue sua venda em loda a America do
' 1i. II;iV^iiia e Hspanha.
% \ endem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
ma dellas, coniem urna instruegao em portu-
,uez para explicar o modo de se usar destas pi-
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5. de Guimaries & Lima,
vendem-se chapeos de sol ae seda inglezes t 8S
cada um ; na mesma loja vendem-se corles de
collente de luslao linos a 500 rs. cada um.
Gollinhasde cantas para
senhoras e meninas
Vendem-se gollinhas da contas para senhoras
e meninas, de muito bom gostu, a 2; cada urna,
ditas de cambraia lina a 1* rada urna, c man-
guitos a 2# o par ; na loja de fazendas da ra u
Crespo, esquina da ra do Imperador n. 5.
Vestidos dcphantazia
Na luja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ruado Imperadorn. 5, vendem-se vestidos de
phanlazia de 3 babados, 2 saias e aquiile. por
lGg cada um, dilos de cambraia bordados muito
Anos de duas saias a 205 cada um.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esqnina
da ra do Imperador n. 5, vendem-se manlele-
lesdeseda para meninas a 8J cada um, e ditos
para senhora muito superiores a SOJ e 25^000
Vmiio genuino.
1 i 1 '':1 lma ""i"?" quanlidade de ancore-
DaVua 5 V "' COnfCr' 6 PrPrl dodSl-
na ra do \1gar10 n. 19, primeiro anda
lar-
Vendem-se na roa Nova n. 15. loia tresca-
deiras novas aue se f.Tnr.im ... '. "esci
monda.
's que se fizernm
para urna encom-
com assenlo cheio de dina e forradas do
vera a alguma
de fura.
proprios
em testa religiosa
irmandade ou al
por sso con-
um Sr. vigario
tanl.. .'
para dirruios
aljfar 1 mortale com nscripcocs : ir
^a do Ircp -ratriz n. 7, loja'do Le
cente.
e catacumbas
Vende-se urna reta de meia idade
Direita n. 8.
na ra
cada um.
Tambera vendem-se os seguintes gneros, tudo recenlemente ch9gado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, ma?a de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas coartas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux nronrio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades
gomma muito Gna, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas'
spermacete barato, licores francezas muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros rauitos gneros que encontrarlo tendemos a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
prometiera mais tambera servirera aquellas pessoas que raandarem por outras pouco orticas eom
sa Tieaem pessoaloaente 5 rogara tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiran mandar suas eacommenias no armazem Progresso. que se Ibes affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo, v iuaae e
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
iabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23. escrip-
tono.
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita franceza fina 1 220 rs. o covado, corles
decassa a 2&200. dito de cambraia a 2#800, cha-
peos de feltro a 2S800 e 4S0OO, cortes de casemi-
ra a SfOOO, chales de laa escurosa 1&800, ditos
de merm bordados a 550, mcias cruas a lj}800
a diizia, brins miudos a 160, dilos grossos a 260,
pee-os de cambraia lisa Fina cora 12 jardas a 6 a
peca, diias muito Cria a 9, camisas francezas de
cores c brancas a lgOOO. casemira preta fina a
I?) o covado, panno preto fino a 3g, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado
ganga araarella a 260 rs. o covado. brim branco
delinho puro a lglOO a vara, cambraia de cores
S.HL1? fina a 600 rs- a vara. lengos brancos finos a
?800a duza, dilos pequeos a 2j}600, chila pa-
ra coberias a20rs. o covado, dita 160, panno
da cosa a 340 rs. o covado, pecas de cambraia
branca de quadro muilo finas a 4$ com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas lar-
gura de 4 palmos e meio a 4JJ500.
Borba.
O fabricante deste rap nao faltando a sua pro-
mesa de o melhorar o quanto lhe fo3se possivel
urna remeca vinda do Para por este ultimo va-
por, j muito maisaperfeicoado, e a sahida que
elle de promplo tem lido prova sua excellenle
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha de fino, meio grosso e croso
deposito na ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
tergo, por prego mdico : na ra da Cadeia do
Recife n 12, escriptorio de Bailar & Oliveiro.
ulas.
em casa do Sr Soum
hcwnaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
ambuco.
nagoes
, REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Bflibares de individuos de lodas as
podfrm testemunhar as virtudes desle remedio
incdmparovel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo
membros inteiramente saos depois de haver era-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muilos annos; e a
maior parte dellas sao lao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o ,uso de seus bragos e pernas, depois de ler
ermanecido longo lempo nos hospitaes, onde
eviam soffrer a ampulagao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
timentos, para se nao submeierem a essa ope-
rag3o dolorosa forara cu/adas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das loes pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua a firraa-
liva.
Ninguem desesperara do esiado de saude se
livesse bastante confianga para encinar esle re-
medio coustaniemenle seguindo algum lempo o
trataraento que necesslasse a natureza do
cujo resultado seria
Que tudo cura.
O ungento he til, mais
lamiente no.s seguintes
Sahidss de baile
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5, vendem-se sabidas do
baile alOg cada urna.
Relogios,
mal
provar ncontestavelraenie.
JOIVS
Seraphim & Irmo, com fojas de ourives na
ra do Cabugns.9e 11, sortiddi das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedras
preciosas ; vendem barato, trocam c receban pa-
ra/5er"e ?uaei7uer;oa com presteza, a von-
tadedos prelendentes, ese responsabilisam pelas
qualidades.
Campos receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para hornera, tendo entre esles alguns peque-
os que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao seja (rando se resolvero vender pelo
prego de 6$ e 6g500, e alguns com pequeo de-
feito a 59 : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou o dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nova n. 7.
particu
casos<
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aliceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos me.xbros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchages.
Inflamagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contm
urna instruegao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desto ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pbarmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
inlaramago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculages.
Veas torcidas ou
das as pernas
Vende-se em casa de Johnsion Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello soriimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricamos de Liverpool ; tambem
urna varkdade de bonitos irancelins para os
mesmos.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C.
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhoes
inglezes, cndeeiros e castigaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicle para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
Tachas e moendas
BragaSilva & C.tem sempre no seu deposit
da ra da Moeda n. 3 A.um grande ortimento
detachase moendas para engenho, do muito
acreditadofabricante Edvin Mavr a tratar no
mesmo de osito ou narua do Trapiche n 4.
Loja da seis portas cm
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palitoi de casimira escuras a 43?000, ditas de
Luvas de pellica.
Na ra do Crespo n. 7, loja de miudezas, ven-
dem-se luvas de pellica muito frescas, rela
de cores o brancas, para hornera o senhora. '
W pC!i. "SC a C8Sa U'm* DllS da ruadas
unco Ponas : quera quizer comprar, pode ve-!a
eifo Cm H,,r"">nps,ldo Eduardo itpg mob
Vende-se ou permula-se por casas aqu na
cidado um grande sitio perto da cidade, cora
grandes baixas de capim, pasto para vareas de
leile, tem seu coqueiral, algumas fructeiras ter-
reno para verduras, com bom poco d'n-ia de
beber e tanque para bauho ; que'm pretender
dirija -se a ra de Praia, marcineiria n. 59
Aviso.
Na ra Nova \\J&, vende-se louca, copos e
mais object.s dft-fidro, por menos preco que em
oulra parte, pr querer-se acabar.

VenoW-se una mulatinha de 18annoe, bo-
nita lisura, cora habilidades : na ra da Impera-
tnzn. 5, segundo andar; e tambera um lindo
moleque de 20 anuos e um negro de 30 anuos.
Calcado de Milis.
Na loja de Burle Juoior & Martins, ra do Ca-
bug n. 16, exisie um completo sortimenlo do
todas as qualidades.
Escravos fugioos^
-\
Fugio hoja do poder do abaixo assigrrado a
sua escrava Ignez, preta fula, de 17 anuos. Sabio
com vestido de riscadinho rxo e chale encarna-
do, e leveu urna Irouxa com diversas pecas, in-
clusive um vestido de cambraia branca ainda por
acabar de fazer. Esta escrava foi comprada eni
de fevereiro do correle anno ao Sr Sebaslio
i Antonio de Mello Reg, morador em Iguarass
I quera a pegar e entregar na ra do Hospicio n.
1 21. ser bem recompensado por
I Augusto P. de Lomos.
Acha-se fgido desde o dia 26 de agoslo
prximo passado, o mulato Francisco, de idado
de 3S a 40 annos, com os signaos seguintes : lio
corpo regular, mulato, de cor paluda, cabellos'
pretos e crespos, com pouca barba e com urna
sicatnz sobre o nariz junio os sobrancelhas
bem visivel, levou seroula e camisa e co-Uuma
_ a usar camisa por cima da caiga : roga-se as au-
alpaca preta 4$00O e o 00, camisas brancas lori'lades lanl da praca como do mato sna ap-
ede cores a 2000, ditas de fuslao a 2MM> I T^^^g^^^^^^^^
serolas muitas finas a 15600 e 2000, palilots1
de brim pardo a 3000 calcas de casemira pre-! ~" Con,lllua fug'do d(?sde 29 de julho deste an-
,a e de c6res palitots de panno prelo sobre csa- ^ ZSRJSFZ.** Sft
cas, colletes de casemira preta ede co-es, dilos gulares.cr plida por ter soffrido de sesoes.
um completo sorli-
no-
de vellido preto e da cores
mentode roupjs feilas
Vinho Bordeaux
Na prqa da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se vinho Bordeaux a 500 rs. a gar-
rafa, o melhor que pode Iiaver neste
genero.
Um casal de escravos, de bonita figura, de
idade de 30 annos, vende-se por prego commo-
do ; na ra Direita n. 3.
Attenco.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, si-
tuada no melhor local que
do Livrameuto
n. 19, borzeguin* francezes a 6$, dito
de bezerro a 6#. dito de vaqueta a 7jj(.
r de
idade 25 a 30 annos, falla descancafla, mansa e
sempre conlrafeila, mostrando fingimenlo, na-
tural de Inhamum, foi propriedade de um velho
por lime Joao Secundo do mesmo serlao, c por
morte deslo vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ullimos possuidores Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor de engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serto : roga-se aos Cspitaes
de campo ou qualquer pessoa que delle souber
o apprehendam e levem Apipucos a seu aciua
senhor, o major Joao Francisco do Reg Maia
ou no- Recite a Symphronio Olympio de Queiroea'
que se recompensar generosamente. '
Boa 1 ecompensa
Jos Matheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual tfm os
signaes seguintes : idade 20 annos, pouc/ mais
sardas
queia um pouco os bragos, falla "bem e sabe ler,
natural do Ico, onde tem familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 35. loja.
.ie se pode desejar por ,ou menos, baixo, rosto e cabega redonda.'
Ilcar em esquina e amenidade do lugar convida no rosto, pouca barba e ruiva nuando a
oos freguezes a desejarnm fazer pousada na casa
pois tem grandes coramndos para esse fim, como
sej um grande sotan corrido, emlm basta dizer
que o lugar 6 as Cinco Puntas junto as casas
cnidas para flcar n'uma posigo de abranger to-
das os vitas : portanto quem desejar gauhar di-
nheiro dingir-se ao mesmo lugar, as Cinco
Ponas ns 80 e 82, que lodo negocio so far.
yend-se urna taberna na ra das Cinco
Ponas n. 20, cora poucos fundos, islo era g-
neros : a tratar na mesma ra n. 16.
- Vende-se na ra
aOOSMO.
Contina a eslcr fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, tefli os signaes seguinles :
fula, alta e muito magra, representa ter 25 an-
nos de idade; desconfla-se estar occulla em al-
guma casa nos arrabaldet desta cidade ; veiodo
serlao do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnanlia cima, na ra da Cadeia
n. 35, loja.
MUTILADO


(*;
a
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA PEIRA 24 DE OUTUBRO DE 180.

Litteratura.
Projecto do cdigo civil brasileiro, do
Dr. A. T. de Freitas.
IV
Mais um florao que oscilla na grimpa do so-
berbo monumenlo erigido sciencia, e que | SUa iniciativa gra cm si a uecessidade do sua ap-
pola independencia, mas unidos pela harmona,
funcionara um pelo outro. O poder legislativo,
quando vota a lei, suppoe a existencia da juris-
dicgo quo a deve applicar: o poder judiciario
nao julgaria se nao Urcsso urna norma pela qual
apreciasse os factos submettidos ao seu conheci-
inenlo.
Se um cdigo civil, quo desde o momento da
menor lutada d elenuo brisa pende o rola no des-
troco de maleriaes que serviram-lhe recente
construcao.
O monumento, cujo base o direito e a lei cu-
pula, representa-o aosolhos do espirito o projec-
to do cdigo civil brasileiro. A pedra que so
desprende, nem que lhe falte a cohesao ou o
equilibrio, adisposigio que neste momento exa-
mino.
E porque assim tombaria ella?
Porque car6ce da forca creadora de Benlham
(1), do jusdare de Bacon (2), da vim ac potesta-
tem de Celso (3), porque carece da virlude da lei.
Virttu legis hosc est imperare, vetare, permitie-
re, punir [i).
Marco apposto para indicar o rumo que seguio o
legislador, simples ennunciado do raciocinio que
conduzio o jurisconsulto no ddalo de questoes
suscitadas pelo conflicto das legislaces, esse tre-
cho do projecto contrasta em um cdigo, pela sua
impropriedade.
Rcalmento que duvido da minha reflexio,
quando, se iufluindo das ideas de to illustrado
pensador e apurando a nlienrno no seu trabalho,
me arrasta acinte a concluir pela surperfluidade
de qtianto leio ; mas a prova to valida o ro-
busta que frga n|convccao.
Julgue-se pela palavra do texto.
< Oseffeitos do lugar sao :
1." Determinar a legislaco civil applicavel,
ou deste cedigo ou do paiz eslrangeiro.
2." Determinar em geral ajurisdiccao das
autoridades judiciaes do imperio.
3. Determinar a competencia das autorida-
des judiciaes do imperio entre si. (Art. 4 do pro-
jecto.)
Resumo : o lugar determina a lei e a jurs-
diecao.
Competencia, segundo Regnard, a medida da
jurisdiccao delegada cada tribunal (5); segundo
ogron, 8 o direito que cabe um tribunal de co-
nhecer de urna qtiestio, era virlude da jurisdic-
cao que lhe foi concedida (6).
Nesta ou naquella retarlo a competencia nao
mais do que um limite ou um modo do sor da
jurisdiccao, e, como me proponha demonstrar
que essa nao entra na esphera de um cdigo ci-
vil, escusado parece deslinguir no ponto cm que
colloco a questo. Trovada a exorbitancia do
eeucro, prova-se a da especio. Ineo quodplus
sil, semper inesl el minus (7).
A lei e a jurisdiccaoeis, portanto, os dous
termos da analyse.
Jurisdiccao, ejus dicere, 6 na significagio pri-
mitiva e originaria da palavra, afaculdade de di-
zer o direito, o actus jus dicendi de Cicero. Os
autores a denem o poder de julgar, o poder de
deslnbuir justica (8). Na phrase dos glosadores
propri est nolio jure magistralus compelens,
quee consisiil in decernendo et dandi judici-
bus (9).
A' parto a diversidade da expresso, a idea
permanece a mesma. Jurisdiccao o direito de
applicar a lei; a delegagio da sociedade um
poder, quem incumbe a acgo regular e cons-
tante di vontade soberana sobre cada tacto par-
cial que se passa no seu dominio e a provoca.
Easu U tituicio politica do estado, quando divide o poder
social em ramos diversos o designa ao judicial a
allribuiglo de conhecer das ca usas (10). E' feita
especialmente pela legislaco que organisa os Iri-
bunaes, marca-lhes a competencia e regula as
formas do processo.
No primeiro aspecto ajurisdiccao vem de ori-
gem politica ; emana directamente da constitui-
rlo ; urna das bases da organisaco da socieda-
de. O legislador civil nao pode altera-la ; nao
ha misler repeli-la. O dogma nao ganha ma3
solidez com ser reproduzido, e arrvisca-se per-
der no prestigio quando desee da esfera eleva-
da em que o collocou a soberana naaional para
confuodir-se com as leis ordinarias, que\repousam
nclle e delle derivam sua torga. \
Consummado publicista, o autor do\projecto
nao pode desconhecer que a jurisdiccao 'absoluta
das autoridades do imperio coeva da faculdade
legislativa. Nasceram ambas do mesmo, princi-
pio orgnico : meios de um flm nico, separados
[1] Benlham, principios de legislaga/6, cap. 13.
(2) Bacon, aphorismos. /
(3 Celso. Digesto, liv. 21. /
" Tv.""i,*&%. !/* iflSf 'uva. '
Organisalion judciare, n. 125.
Coi), civil expliqu, introd.
L. 110, Dig. de reg; juris.
Rogron e llegnard, cit.
Cujac. e Pothier, Pand, liv: 2, pag. 53.
10) Const. bras., arls. 151 a 164.
FOiLUETUl"
GUY LEVINGSTONE
ou
ATODO TRANSE.
POR
Jorge Alfredo Lawrence,
Emquanto elle cavalgava
pelo bairro dos Santos, as ve-
lhas amaldicoavam-o sacudindo
a cabega; porm asjovens pu-
ritanas sorriam- lhe, cochichan-
do : Se feliz, Flor dos Mosque-
teros .
No outomno do raesmo anno, o meu peito co-
mecou soffter tanto, que decidi-me experi-
mentar o clima da Italia. Dirigi-me para l o
nessa mesma poca foi publicado na Gazelta uo-
rr.eaglo de Guy para as Life Gard. A lula etitre o
clima ea minha constituido enferma prolongou-
sc e esteve por muito tempo duvidosa ; porm
alguns invernos sera nevoeiros, algumas prima-
veras sem vento glacial, fizeram milagres e aca-
baram por triumphar do mal.
Ao cabo da quatro annos, pode eu sem perico
voltar Inglaterra e de novo affronlar o seu cli-
ma. Tomei pequea jornadas o caminho do
meu paiz o achei-me em Londres no principio
de dezembro, estaco das mais Cavoraveis, ver-
dade ; mis eu eslava caneado de andar por paizes
cstrangeiros e sernsaber ainda justamente onde
ira, eu desejava passar a festa de Natal em qual-
quer parte na minha patria.
Eu tinha recebido militas vezes noticias de Le-
vingstone durante a minha ausencia ; suas car-
tas erara muito divertidas e cantinham noticias e
plicaglo, declarasse que as autoridades do estado
tinham jurisdiccao para elle, amontoaria palavras
inuleis para exprimir o que mais eloquente diz o
facto da existencia da lei, a sua razo de ser.
Se esse cdigo de um paiz constitucional pre-
tendesse deduzir a jurisdiccao geral das autori-
dades nacionas, que um effeito da soberania ter-
ritorial, como simples effeito civil do lugar, fal-
seara o direito publico, desprezando as nocoes
mais comezinhas da organisagio politica e sacri-
ficando urna these escolstica o principio vital
da diviso e independencia dos poderes.
A disposicSo da ultima parte do art. 4 do pro-
jecto nao pode escapar aquella saneco.
O commentario que nesto ponto Ilumina o
pensamento do texto, desnuda-lhe o erro. O au-
homens a/ie apreciem com a razo da lei, mas
com os olhos do corpo, os factos citis.
Assim, quanto respeta diviso territorial,
organisaco dos tribunaes, competencia das
autoridades judiciaes, pertenco ao processo, e
nao ao direito. Eoxerlar am um cdigo civil da-
posices sobro aquelle assumpto, alera de indes-
culpavcl xcesso, offender a nobreza da lei.
Nada de leis inuleis, disse Portalis ellas
enfraqueceriam as leis necessarias e comproraet-
teriaam certeza e a mageslade da legislaco.
(12)
O effeito civil do lugar, depurado da lia, est,
pois, reduzido lei.
E' o proprio jurisconsulto autor do projecto
quem vai demonstrar-nos a evidencia, com a
sua valente dialecto, com a sua phrase de cu-
nho, que esse effeito do lugaj em referencia
legislaco nao passa do urna repelilo banal e
desnecessaria, de um capricho de espirito me-
thodista alumbrado pela belleza da syalhese as
dedueces scientiOcas, enleiado com as ionova-
coes do germanismo jurdico.
Tenho por lembrado que o art. 1. do projecto
circumscreve a applicago das leis do cdigo aos
Cooclue um despropsito.
Torae-se um qualquer lugar, sede de urna re-
lagio jurdica. 9eja o domicilio de um Inglez,
estabelecido do seu paiz, mas residente no im-
perio. Que esse lugar determine a legislaco es-
trangeira applicavel para o julgamento daquel-
la relacao de direito, comprehende-so mas que
a Ingluterra, porque serve de domicilio um in-
dividuo, determioe a jurisdiccao geral das
hoje pela vez primeira oceupar as bem concei-
tuadas columnas deste Diario com um humilde
e pobre trabalho ; posto que j abalisados es-
criptores tenbara bastanlemeato tratado delle, e
de urna maneira tal nada deixarem que de-
sojar.
Talvez nos aecusem os crticos de temerario,
por querermos navegar em um mar to vasto,
onde tantas e to grandes naos, e de primeiro
toridades naconaes e a competencia de um tri- I 'ule, j leem inteiramenle naufragado, por en-
au-
tor referio-se residencia quaudo altribuio ao i sous limites locaes, e que, lida essa cifra pela
lugar o effeito de determinar a jurisdiccao geral! chave que nos d o commentario, e sobretuflo o
das autoridades nacionaes quando concedeu aos tratado de D. Romano de Sarigoy, limite local
tribunaes brasileiros o poder de applicar dentro quer dizer o limite que cerlo lugar, sede de urna
/
do imperio as leis eslrangeiras (11).
Mais tarde apreciarei e3se novo syslema de le-
gislar por enigmas, cuja declfrago esgueira-se
por notas o commentos, systema que faz da lei
urna sphinge e do legislador um orculo sybilli-
no, duclil varia interpretado.
Nao devo agora desviar-me da trilha que
sigo.
Era vrludo de quo principio, ho de ser as leis
eslrangeiras applicadas no imperio do Brasil!
Nao ser em viitude do cdigo, que as declara
competentes para o julgamento das relagoes de
direito que se gerarara no seu dominio? Nao
ser em virtudo do primeiro effeito do lugar, que
determinaos limites da legislaco?
Nao ha contestar. Aforra coactiva da lei de-
riva da forja obrgatoria ; e, pois, desde que o le-
gislador nacional ordena que urna let estrangera
reguleccrlas relacesde direito dentro do seu esta-
do,constitue essa lei materia da jurisdiccao terri-
torial ; conferes autoridades judiciaes do paiz o
poder de applica-las, em virlude da delegagio
anteriormente feita pela soberania politica.
De todas estas considerares couclucm a razo
e o bom sonso que o effeito do lugar respeito
da jurisdicglo geral, repellido pelo nosso direito
publico constitucional como urna aberraeo da
verdade poltica, na esphera do direilo civil
urna phrase va e Ilusoria, que se pode eliminar
sem ccrceamento de idea.
Actuara no espirito do autor o pensemento de
desenvolver no seu cdigo a these enunciada
nesle artigo, e regular n modo por que as auto-
ridades judiciaes do imperio devem exercer a ju-
risdiccao que lhes concedida?
Admiltida essa supposko, que me parece ra-
zoavel, o projecto fagina censura da superflui-
dade mas para cahr na pecha de impropriedade
e exorbitancia : sahiria do crculo do cdigo civil
para rotear campo nteiramente eslranho.
O direilo civil e o processo civil formara duas
ordeos de ideas dislinctas, embora nteiramente
ligadas pelo objecto commura : um nao possi-
vel sem o outro ; mas gyra cada um na sua rbi-
ta. O direilo civil limita as relacoes individuaes;
o processo civil manlm essas relacoes no seu
justo limite. L'm regia, luimovel, tixa, nal-
icravci, que se impoe corao a norma absoluta de
cidado ; o outro a acgo parcial da forca coac-
liva.- a presso ou a resistencia do poder social,
provocado pelo inleresse individual, coulra a li-
berdadeque exorbita.
D'aqui surge urna ditierenca capital.
O direilo, ura e indivisivel. plaina sobre o es-
paco oceupado pela soberania, de que emana.
Dentro do circulo quo lhe traga a naturezado seu
objecto e o contacto das diversas nacionalidades,
sempreo raesmo, aqui ou ali, nesta ou naquella
extrema, elle enche o vasto mbito das relages
individuaes. Onde quer que se gere um direilo
sob o imperio da sua lei, esse direilo irame-
diataraenle, e independenlo da vontade humana,
absorvido e moldado pelo principio fecundo que
lhe deu origen).
O porcesso, ao contrario, nao represanla essa
forga moral que domina a uruversalidade dos fac-
tos civis ; representa a forra material destinada
funecionar sobre cada facto, embora com urna
acgo uniforme. O poder social, pondo-so em
actividade, j nao pode conservar a unidide e a
omnipotencia abstracta : soffre a condigo huma-
na ; sujeita-se natureza. Divide-se em frac-
goes, que, se exercendo em um circulo determi-
nado attenuem pelo movimento harmnico a
mulliplicidade da acgo. Delega a soberauia
relacjio de direilo, impoe legislago que teria
pela soberana lerritorial de julgar essa relaclo.
E' o meu ponto de partida. *
Ou falha-me a comprehenso em face da su-
blimidade da inoovaco ; ou qualquer espirito
quem se d a proposigo solada do art. 1. do
projecto, e a quera se pergunte qual o effeito
do lugar sobre a lei civil, responder sem hesita-
go que limita-la. E. como as legslages se
limitara urnas pelas outras, percober intuitiva-
mente que nesse effeito do lugar est implcita
a necessidade da applcago da lei local.
Mas, se isso nao fosse bstanle, teria luz de
sobra em outras disposces.
Nao deve estar esquecida a proraessa que fez
o autor no seu art. 2." de marcar em cada lei es-
pecial os seus respoclivos limites locaes. Da ma-
neira por que realizar ello o sou compromisso
j temos a amostra na parle publicada da obra,
em que leio respeito da capacidade das pessoas
um trecho assim concebido :
Art. 26. A capacidade ou incapacidade quan-
to s pessoas domiciliadas era qualquer sec-
co do territorio do Brasil, ou sejo nacionaes
ou eslrangeiras serlo julgadas pelas leis desle
cdigo, ainda que se trate de actos praticados
em paiz eslrangeiro ou de bens existentes em paiz
estraiisciro.
bunal brasileiro, um monstro quo arripia o mais
ousado sophista.
E' preciso ir buscar no commentario a pona
do fio para sahir do labyrinlho.
Cada ura dos Ires effeitos, nao obstante se a-
charera englobados e dependentes de urna mes-
ma causa, se refere urna especie distincla do
genero. O que determina a legislaco a sede
da relago de direilo ; o que determina a ju-
risdicgSo a residencia: o que determina a
competencia o foro (13)
E' impossivel mais clireza na obscuridade.
Quanto seria maior lucido, mais expressivo,
mais eloquente, que o autor apagasse ludo isto,
e, na impossibilidade de reduzir theses o seu
syslema, procedesse analyicaraente, como altas
foi obrigado fazer, marcando em cada lei o seu
limite local?
E' verdado que arriscava-se que o suppuzes-
sem ainda prezs da craveira artificial dos estatu-
ios ; e oumpria abrir o seu cdigo com urna in-
Dovago grande, nao desflorada pelas legislacoes
existonles, cora urna reforma radical no direito
internacional privado.
Asintelligencias brilhantes sao assim fascina-
das pelo esplendor da luz que lhe queima as
azas.
J. de A.
(Correio Mercantil, do Rio.)
A CALCADA.
O que a calgada ?
O philosopho liberal responder que ura en-
genhoso producto da civilisago moderna,, ap-
plicado commodidade, e acrescentar que as
melhores sao as mais largas.
O chrisio nunca pode estar accorde no
quer que seja com o philosopho liberal. Eu res-
ponder! que a calgada urai invengo perni-
ciosa ao carcter da mullidlo; que, pelo contra-
rio, para o chrisio a escola rudimental da vir-
lude, eacrescenlareique as mais estreitas sao as
melhores.
Muito se parece isto com um paradoxo ; entre-
laulo nada ha mais verdadeiro.A verdade tera
um vil renome junto de urna mullidlo de bons
espiritos, que s odiosamente o observara ; e nlo
menos cerlo que ella toma s vezes aspectos
muilo lindos, muilo pittorescos e muilo po-
ticos !
Ouvisem impaciencia a narrado de meu pri-
J expressivos; rao Jayme Morel.
Este Jayme Morel um bom velhinho de ses-
senta annos, que conduzcomsigo por toda a par-
te o desejo da perfeiclo chrislla; e quando se lhe
sua
jes.
ao
(11) Prop., not. ao art. 4 2.
mas basta-me oste.
Lde aq uelle artigo do projeclo, juiz que leu-
des de applicar a lei e cidadlo que obedecis
ella. Se a uulureza nlo vos negou inleiraraen-
te a faculdade inlellectual, doveis ter comprehen-
dido que a lei donicilio que regula a capaci-
dade das pessoas.
Que vos importa a vos, que nlo sois philoso-
phos, era jurisconsultos, conhecer a razio que
leve o legislador quando dispoz que a caepaci-
dade se regulasso pela lei do domicilio ? Que
lucris era saber que o lugar tera o effeito de de-
terminar a lei, e que, sendo o lugar da relaglo
jurdica chamada capacidade, o domicilio, a
lei do domicilio que rege aquella relaglo ?
Guarde o autor de um cdigo os raciocinios e
as reflexoes que o auxiliaram na invcstigaglo da
verdade, como o esculptor guarda o rao' cm
que lUiidiu a estatua. Nao osle a bel1
obra, cobrindo-a de frandulagens
Nlo desga do sugesto augusto do
thelonio do advogado e cathedra do h
Leges non decet esse disquitantes, sekjubent
disse Bacon. Que ordena o art. 4. 1.
projecto ? Nada, nlo ser que o juiz e o cid
dio devem fazer ura syllogismo para se compe
nelrarem da lgica cora que o jurisconsult
chegou ao resultado do art. 26 e apreciarem
doulrina de Savigny respeilo dos limites ld?a
do imperio das leis.
Ccrto, quo o lesgislador tinha inleresses mai
graves de que se oceupar.
DesGzeram-se urna aps outras as tres partea
do artigo : e dellas nlo resta senlo a phrase
perluxa e ouca, intil envolucro de urna lides
ausente ; passe o legislador a esponja sobre es-
se fnmilho de esbogo, sem receio de alterar o
desenho. O cidadlo brasileiro nao perder com
isso o mnimo direito, menor sombra de garan-
ta ; lucrar, porm, a vanlagem de comprehen-
der melhor a lei do seu paiz.
Alludi em principio ao carcter enigmtico da
disposiglo : occasilo de descarna-la.
Quando so assignam positiva eindislinctamente
urna causa certos effeitos, axioma que, actu-
ando essa causa, ella pode ou deve produzir
serapre aquelles effeitos. Applicando : quera
l o art. 4. do projecto conclue que o lugar de-
termina sempro a legislaglo, a jurisdiccao e a
competencia.
xima rabe: AquellShailan apressar-seo
diabo De modo que as intrigas amorosas que
compunham os negocios serios de sua vida, dei-
xava sempro que os peixes raordessem na sea e
depoissse dava ao trabalho de chama-Ios si.
Ao cabo de 10 minutos, eramos bons amigos e
conversavamos familiarmente sobre ludo. For-
rester tornara sua posigo negligente. Cora-
prehendi que s um grande esforgo de polidez e
o sentimenlo das conveniencias podiam-o torna-
objecla que elle parece ter colhido poucos ruc-
los desle desejo, desculpa-se com o seu tempe-
ramento, com seu typo de velhinho nervoso, in-
clinado ao mo humor, impaciencia, colera
febril, urna multido dessas pequeas fallas
quotidianas, que hoje langamo3 fra pela porta,
para ve-las entrar araanha pela janella.
Mas dcixemos-lhe a palavra, ejoraaiopouco
que acabo de dizer por ura pequeo prefacio.
o fim de seu estudo sobre a calgada ha urna
historiazinha assaz inleressante.
Quando olhamos ura pouco de perto e por al-
gum lempo nlo importa que cousa humana, ella
parece-nos principio dcsagradavel, e depois
eia mais ou menos.
Antes de haverem calgadas em nossa boa cida-
de de Pars, o pelo dispunha de toda a largura
da roa al mesmo do reg. Sem duvida elle
devia contar com os carros e com os lugares la-
roacenlos; mas eram cousas e nao pessoas : elle
poda sahir dessas difficuldades com alguma pru-
dencia, para o que nlo hara luta alguma; ha-
va s fadiga.
epoisd. tuclo social da..,calcadas, o.
peo caiuinha iucessanteniento em intima cora-
panhia ; deve contar nao mais com cousas, po-
rm cora massasdo pessoas, cada uraa das quaes
se aprsenla munida das faltas de seu caracletw!
provida de seu direito.Notai nesta palavra, eu
vos rogo.Ha fadiga ainda e a luta incessanle
por supplemento ; nlo ha mais lama porm ha
muita genle frequentar. Reconhecer-serha
que o beneficio pode parecer duvdoso.
Durante minios annos tinha eu comraellido o
erro de seguir instinclamente o curso das idtas
geraes, quasi sempre contrario aos bons princi-
pios : andar pela calgada escollado como rmpu
direito I Se minha timidez natural ulo o defen-
da, miuha sabedoria nada sacrificava delle sora
fazer mil e um protestos muilos sangados, ainda
que tcitos.
[Continuar-se-ha.]
contrarera, oceultas s suas vislas, debaixo des-
tas mesmas aguas, grandes e lerriveis esclitos ;
mas do que. nlo so criticar nesle mundo ? Por
isso desde j lhes declaramos, que nao nos ira-
portando de suas censuras, proseguiremos com
firmeza na carreira que encetamos, para o que
pedimos venia.
Que o hornera nasceu para a sociedade, um
fado geralraente reconhecido e incooteslavel ;
mas que infelizmente no seculo actual, no se-
cuto chimado do progresso a suscite questoes este respeito.
Se prescindamos dos argumentos da razio,
argumentos asss valiosos que ella nos offerece,
e procurarmos na tradiegio bblica as verdades
desta proposigo, isto que o estado social
natural ao homom ; (1) so formos aos primitivos
lempos ; se finalmente procurarmos os annaes
da historia de lodos os povos, egualmente che-
garemos s raesraas concluses. Entreunto re-
jamos.
Se corapendiarmo3 os livros santos, estes for-
tes baluartes do christianismo, verdadeiras fon-
tes de crenga, onde o chrisio vai beber os pu-
ros principios de urna doulrina saudavel, apren-
dendo ali o que lhe preciso para bem dirigir-
se no escabroso caminho que tem de trilhar
nesta vida de peregrinago, oestes livros nos vo-
remos que o mesmo Deus, depois de ter creado o
homom, notou que estava s ; 6 reconhecendo
logo a absoluta necessidade em que ello so acha-
va de urna companhia, disse : non est bonum
esse hominem solum. (2) a E derramou, pois,
sobre suas palpebras um somno mysterioso, e
pondo, omquanto ello dorma, a mo sobre seu
coragio, arrancou urna parte do escudo natural
que o cobre, o delta formou ura novo ser, e ten-
do despertado o homem, lhe apresontou a com-
panheira da sua vida. (3)
Ora, j por estas poucas palavras que cora co-
res to brilhantes nos pinta o grande padre La-
cordaire, us podemos ver que o estado social
natural ao hornera, quo o horaem nasceu para a
sociedade, e que o proprio Deus foi o seu princi-
pal instituidor.
Depois, se rcmonlarraos aos primitivos lem-
pos, que nao nos offerecera provas ainda menos
equivocas, observaremos tambera quo naquella
poca o genero humano outra sociedade nlo ti-
nha senio a das familias, nao havia outras leis
senao a lei natural, essa lei que uasce gravada
no corarlo do homem, e pela qual sometite eo-
lio elle se regia ; mas que depois pelo correr
dos seculos, augmentando-se consideravclmente
o genero humano, nlo era j possivel quo elle
se conlivesse nos estretos limites da sociedade
domestica: os individuos, as familias, se reu-
uem, pois, as naces comegara, e cada urna
dellas foi dado um priocipe para reger por a-
quelle que o chefe supremo o arbitro do mun- | melhantes.
do. Aos olhos de um chrisio, diz Tertuliano,
o mundo Inteiro nao senio uraa V3sla rep-
blica, que comprehende lodos os homens unam
omnium rempublicam avnoscimus muudum.
(4) Finalmente se recorrermos aos annaes da
historia de lodos os povos e de todos os terapos,
qual nlo se podo contestar, sob pena de repu-
tar-se como falso todo e qualquer livro da anti-
guidade, se recorrermos, encontraremos sempre
-a mesma cousa, isto que oa homens leem'
sempro vivido em sociedade ; pois ah que o
hornera se conserva, ah que elle se eleva, a
sociedade finalmente quem lhe presta os meios
de que elle necessita para chegar seus fins : o
estado social portanto a condicio nativa do ho-
mem.
E, organisada a sociedade, nlo bastar so-
mente que em seu seio, para que ella consiga os
seus fins, coutenha magistrados, leis e subditos ;
aquelles, para regerera e governarera, estas, pa-
ra servirem de norma por onde devem pafltar o
seu comportamenlo, e os ltimos que obede-
cam ?
E ser por ventura por que os magistrados nao
tenham empregado todo o seu poder, afim do
conterem o homem nos limites do seus deve-
res ? Por cerlo que nlo ; roas porque o poder
dos magistrados por si s nlo sufficiente para
deter o homem uo commellimenlo dos seus de-
udos.
Pelo que respeita ao-rigor das leis, estas,
diz um escriptor contemporneo, ou muilas vo-
zes reera tardo, ou por muilos modos o homem
o podo evitar, j oceultando o seu crime as
trevasda soldio e da noite, j subornando tes-
temuuhas que deponham seu favor, j procu-
rando patronatos, quo o livrem da aegio de jus-
tga : portanto tarabem nlo bastante someote
o rigor das leis para conter o hornera na liona
dos seus deveres.
Mas se nem a auloridade dos magistrados, nem
o rigor das leis bastara para conterem o horaem
nos lmites da prudencia e no circulo do seus
deveres ; o que necessario entao sociedade,
para que prospere e torne-se capaz de concor-
rer para o bera-estar da hnmanidade ? E' neces-
sario uraa outra lei, urna outra auloridade que
era toda a parle, em todo o lugar, em toda a
hora erafim nos apona para urna eternidade,
para um Deus vingador do crime e da traicio, e
remunerador da virlude ; para um juiz inflexi-
vel e inexoravel que conhece os mais recnditos
segredos de nosso coraco, e os mais oceultos
pensamentos da nossa alma: e esta le, esta au-
loridade nlo pode ser outra senio a religio,
sem a qual nlo ha sociedade possivel.
O horaem, esse composto de duas substancias
realmente bem distinclas, porm ntimamente
to ligadas entre si, que jamis urna pode fune-
cionar sera a outra, o homem deseja sor feliz ;
e nio o senio quando elle goza pacificamente
dos beos que correspondem avidez dos seus
desejos. (5) O raesmo a sociedade : ella tam-
ben] quer ser feliz ; mas onde encontrar ella,
assira corao o homem, a felicidade, senlo na re-
ligiio, sem a qual, na phrase de ura grande
escriptor, nao haver mais nem patria, nem so-
ciedade para os homens I I Por toda a parte,
diz Voltaire, onde houvcr uraa sociedadd estabe-
lecida. a religo necessaria. (6)
E na verdade. Jamis o equilibrio do edificio
social poder ser sustentado sera religo ; por
isso quo a religio lera sido desde os lempos
mais remotos considerada como a base primor-
dial deste edificio : .... acha-se em todas as
boceas, e tornou-se como urna formula obrigada
em todos os actos pblicos que a religo o
fundamento das sociedades, principio muito ver-
dadeiro, quando lomada era seu sonlido natu-
ral, e quaudo se contm era seus justos limi-
tes. (7) Jamis fundou-se um estado, diz J. J.
Rousseau, que a religio lhe servisse de ba-
se. (8)
E com effeito. Entre todas as nages antigs e
modernas, as leis civis sio saneconadas pela re-
ligue Nenhum legislador ha que nio chame a
religo era soccorro de alguma lei quando tem
de a fazer.
A religo somente a nica, ainda repeli-
mos, e necessaria para contero homem no cum-
primento de seus deveres, j para com Deus, j
para corasgo raesmo, e j para com os seus se-
A religio o fundamento da
sociedade.
O simples desejo que ha muito nos assiste,
raesmo antes de assurairraos o estado ecclcslas-
lico, (estado por demais sublime, e que por isso
mesmo torna-so indigno de nos) de, pelo orgio>
da imprensa, manifestar os nossos sentiracnlos
todas as vezes quo se trata da religio ou de
materia tendente mesma, que nos leva vir
() Vide Diario n. 246.
\-
\
mente a cabega para o meu lado. Ao ver um ex-
Iranho, senlou-se. Quando ouvo o meu nome
levantou-se o veio ao meu encontr
Levngstono estimar muilo v-lo, Sr.
Ilammond, disse-mo elle.com voz muito hamo-
niosa, ainda que um pouco arrastada e ligera-
mente affectada. Nao sei se elle j lhe fallou em
Carlos Forrester, que na sua ausencia ter muilo
prazer era lhe fazer as honras da casa.
Eu tinha ouvido fallar muilas vezes no capillo
Forrester, e anda que nao fizesse muito alta idea
de suas perfeigoes, confesso que o primeiro golpe
do vista nio me desapontou. Forrester tinha vin-
te e tres annos, pouco mais ou menos; era bas-
tante alto, tinha olhos rasgados, agradaveis e de
um azul quasi cor de vilela. As egoes eram fi-
nas o delicadamenlo desenliadas; a tez era lio
clara e lisa que s o seu bgode sedoso impedia
aquelle rosto parecer um pouco effeminado. Seus
ps e mos leriam satsfeito" o pacha de Tebelen
pela pureza de sua raga. De cerlo, com quanto
Carlos nao eslivesse disposto depreciar nenhu-
ma das suas vnnlagens physicas, lenho razes para
crer que olhava as suas extremidades como oque
tinha de melhor. Suas maneiras eram muito at-
tractivas, e desenvolva com as mulhcres um nao
sei que de acariciador que seria difflcil descrever,
ainda que, em geral, a pouco trabalho se dsse,
mesmo com ellas, preferindo positivamente o pa-
pel passivo, urna parte activa na conversago.
A regra fundamental da sua conducta era a ma-
(12
(13
Motifs e Rapports, Dsc. prelira.
Proj., Nol ao art. 4."
observacocs sobre as pessoa3 o as cousas do da.
Entretanto, lor-me-hiam agradado mais, se nlo
trahissem ura cerlo humor zombetero e sarcs-
toco, que quasi tocavam o cynisrao.
Eu estava quasi isolado no mundo e tinha pou-
cas visitas de familia que me podessem reter ; e
por sso, logo no da seguinle ao da minha che-
gada, fui ao quartel de Kinoyhtsbrdge onde o
regiment de Guy se achava de guarnigio.
Era da de parada, disse-me o criadoe seu
amo eslava fra com o seu esquadrao, mas devia lo capaz de responder-mo serapre a proposito,
voltar em um instante e o capillo Forresler es- Nio levamos muito tempo que nao ouvissemos
lava I espera delle para alraogar. No momento j no paleo o estrepito de palas de cavallos e o das
em que eu a entrando na sala, um official, que | bambas das espadas batendo nos estribos. Olhei
> no canap, vrou negligente- j pela janella os esquadroes que entravara para o
quartel, atraz um dos oulros. Os meus olhos fi-
taram-se logo em Levingstone. Nao era difflcil
destingui-lo, porque nenhum desses cavalleiros,
embora recrutados entre os mais bellos homens
dos condados situados ao norte do Ilumber, nio
podiam entrar em comparagao com elle pelo seu
vigor atlhelico e andar magesloso. Senli-me or-
gulhoso delle, como do hroe da minha mocida-
de, conlemplando-o sobre o seu grande cavallo
do batnlha, negro de jaspe, to solido na sella,
como a torre de um castello sobre a sua base do
rochedos.
O seu criado fallou-lhe apenas elle se apeou ;
vi sbitamente esclarecer-se-lheealegrar-se-lho
o rosto e em um abrir e fechar de olhos eslava
no quarto. Tinha nesso momento esse ar de fran-
queza e lealdado do que me agrada lano lembrar.
Ao entrar dirigio-se para mira, e apertou-me cor-
dialmenle as duas mos.
Estava mudado, mas com vanlagem. Suas fei-
ges muilo rudes e accenluadas muito vigorosa-
mente quando era muito mogo, harmonisavam-
se entao perfcitamenlo cora a sua estatura que
tinha altingido o seu inteiro desonvolvimento :
anda que continuasse ser muito magro. A dura
expresso de sua bocea era mais decidida, mais
accusad'i do que nunca, esse effeito ainda era
augmentado por um bigode prelo como o de ura
cuuraceiro da velha guarda. Era a figura de um
desses Cruzados velhos de marraore, que nos
olham descu leito de descango, na rotunda da
egreja do templo.
Nlo ; porque a auloridade dos magistrados
nao infunde no coracio do homora ura poder tal
que os obsle de perpelrarem os mais enormes
criraes e os maiores attenlados : e appellamos,
sem precisarmos de ir aos tempos mais remo-
tos, para o que mesmo em nossos djas tera-so
praticado de mais execrando e do mais abomi-
navel.
(1) O cardeal Gousset no seu Comp. do Theo.
Dog., Ir. da re. art. 2., desenvlve muito bera
esta questio.
(2) Gnesis, cap. 2o, v. 18.
(3) Lacordaire, Confer. tora. 2o.
(4) Apolog. cap. 38.
Dai, diz o nosso actual ministro da jusliga,
educagao moral e religiosa ao povo, assegurai-
Ihe o bera-estar, e o numero dos crimes dimi-
nuir sensivelmente Ora, por que nio disse
esse mesmo ministro: tirai a religio socie-
dade, fazei os homens sentir somente o rigor das
leis, fazei-lhes soffrer ura outro jugo mais pe-
sado que a religo, se queris que o numero dos
crimes v diminuindo consideravelraente ? I Por
que querer tirar-se a religio ao homem, que-
rer ao mesmo lempo tirar-se a sua liberdade, es-
ta prenda de que -o dolou a natureza ; e querer
rar-sc a liberdade ao homem, querer ser su-
perior aquelle de quera emana esta mesma
liberdade^: mas o homem sem liberd 'de o que
seria ? nio seria mais do que urna machina sem-
pre prompta obedecer qualquer impulso que
se lhe de.
Aquello que nio tem de todo religo, diz
Monlesquieu, um animal lerrivel que somente
conhece a sua liberdade, quando despedaga ou
devora. (9)
Que mais forte obstculo para deter a licenga
dos povos, que esta grande mageslade, donde
emanara todas as magcslades secundarias
regem o mundo !
Porquaiilo assim corao as artes e as sciencias
sio elementos principaes da civilisago, assirf a
religo a base fundamental da socieda-
de ; porque sem ella nenhuma jamis poder
existir.
Assira concluiremos com Platlo, quando diz
que aquelle que derriba a religo, derriba o
fundamento de toda a sociedade humana :
Omnis humana: societatis fundamentum convel-
a, qui religionem convellit. (10)
l'adre Oxthermino dos S. Muniz Tacares.
Recife, 12 de outubro de 1860.
Antes que livessemos acabado de trocar as pri
meiras palavras Forrester tinha feito um exfor-
go sobre si mesmo para erguer-se e preparava-se
deixar-nos.
Vosss devera ter muita cousa que dizer,
disse elle. Enconlrar-me-hio na mess do regi-
ment. Nio se demore muito, Guy. Estamanhia
nlo estou cora muito apetite, mas elle ha de ap-
parecer vendo-os alraogar.
Dirigi se lentamente para a porta e deixou-
nos sos.
Que tal o acha disse-mo Guy do seu gabi-
nete de vestir onde estiva mudando de uniforme. I va"os de sobresalenle ; ah est o prazer que se
Nao lio enfatuado como devia s-lo, ao ver o lem om ostar-se n'ura regiment escolhido, e es-
Faz muilo bera em dizer nossos cavallos
interrompeu Forrester. A minha estribara con-
siste em um poltro que em sua vida nao lera pu-
lado mais de oito barreras e em uraa egua que
se chama a Judia Errante, porque nlo creio que
deva morrer, e estou cerlo que nao dcscangar
antes desse momento. Monto-a no parque du-
rante o vero, as estradas durante o invern, e
por vezes na caga quando o campo nio esl mui-
to hmido ; erafira, o melhor exemplo que co-
nhego do movimento perpetuo. Pois o nosso
coronel nio quer que cagemos com os nossos ca-
modo porque as mulheres o deilam I perder. Pa-
rece indolente, mas um excellente official. J
lhe fallei da primeira aventura que fez a sua rc-
putagio ?
Nlo ; mas estimara conhec-la.
Pois bem I Era em um pique-nique em Clief-
den. Charley linha apenas dezenove annos e jun-
tava-se ao 10 de lanceiros em IJamlow ; affas-
lou-se passoiando com miss Calharina Har-
court, belleza calma e fra, e todava as melho-
res condigi>s para arranjar bem urna intriga de
amor ; empregra tres estages era adquirir urna
experiencia solida era taes materias. Ora, de-
pois de se terem affastado da companhia quo ia
com elles, durante algumas horas, ella compre-
hendeu o embaraco de sua situago, e perguntou
ao seu cavalleiro com um tora cheo de encanto
o que iara fazer:
Nao sei, disse lnguidamente Forrester, mas,
nlo hesito em pr-mc sua disposico.
Nlo era m resposta para um rapazola sem
experiencia, nio assim ? Foi pelo menos o que
pensou e disse miss Harcourt, por que no da se-
guinte, Charley accordou com urna das melhores
reputagoes. Vamos ter cora elle?
Depois do almogo, Guy trouxe-nos aoseu apo-
sento para fumarraos um charuto.
Sei, Franck, que voc nio tem projecto ne-
nhum formado, disse Levnigstone, e por isso j
dispuz de voc. Vira comnosco Kerton. Aca-
bamos de obler a nossa licenga e os nossos caval-
los j l esli ha tres das.
que
5) Gousset, no lugar citado.
6 Traite de la lolerance.
7) M. de Pradl du jesuilisme, cap. 2."
8j Contrato social, livro 4." cap. 8."
9) Espirito das leis.
10) Liv. 10 das leis.
ton sempre cora ura dos meus cavallos estragados
por quo ninguem [quer me vender cavallos de
caga crdito.
Nao se lastime tanto, Charley ; lera quasi
Iodos os meus s suas ordens. nma fusta pa-
ra esses pobres animaes sentirera a ligeireza de
sua raao e de seu peso, depois de torera carrega-
do a minha enorme pessoa. Est feito, Franck,
vera comnosco, nlo assim ? disse-me Guy.
Com o maior prazer. Basta-me apenas um
da para terminar alguns negocios.
Em consequencia, dous das depois, partimos
lodos Ires para Kerton Manor. Nio era a priraei- do pai de Guy, essa espada lhe linha perlencido.
figuravam os ltimos restos do esqueleto de um
gigante morto, por que o dominio de Kerton fi-
cava outt'ora no centro de urna flores'a regia.
Um vestbulo immenso, ma pouco elevado,
cujo teclo de carvalho escuro era sustentado por
grossas travs da mesma cor, conduzia aos apo-
sentos. Os muros desse vestbulo eram ornados
de innumeraveis trophos de caga e de guerra,
porque, de lempo imroeraoral os Levingtone
erara caradores e soldados.
Multas vezes atravessando essa sala em urna
noite de invern, parei para observar os effeitos
caprichosos que produziam os lampejos mori-
bundos das grandes achas de lenha que ardiam
no fogo. Sua luz que allumiava fracamente as
pellos do ursoe os phantaslicos esgalhos, brinca-
va por vezes singularmente sobre as cotas de
malhas o os cossoletes dos cruzados e dos caval-
leiros.
Tambera all se viam muitos retratos. O mais
nutavel, queadmirava apenas so enlrava, era a
de um horaem magnfico, cora uniforme do dra-
gio. Embaiio desse quadro achava-se pendu-
rada urna espada de cavallaria ; por cima um ca-
pacete cora sua negra crina. Esse retrato era o
ra vez que eu ia casa de Levingstone, mas 3nda
nio descrovi essa residencia.
Imagine-se urna casa vasta, baixa, dividida em
quatro edificios quadrados, no mais pequeuo e
mais affastado da porta principal Dcavara a copa
e as eslribarias ; era construida (a casa) com essa
pedra parda, lio commura no condado de N'or-
thampton, tendo nos ngulos e nos arcos volan-
tes cores verraelhas, verdes e roxas, que consta-
tavam as tempestades de tres seculos. Do lado
do sul, um jardm someado de brilhantes canlei-
ros de flores, desda em declive para um rio lar-
go e quieto. Era todos os terapos cysnes raages-
losos nadavam aqu e ali, gallinhas d'agua mer-
gulharam e appareciam por entre os cangos. Do
lado opposto, um parque consideravel, porm de
aspecto mais selvagera, mostrava ao longe, era
torno do seu ponto central, soberbas avenidas,
cujas linha, tragadas como outros tantos raios,
e o capacete era o do couracero que o tinha
morto.
Era era urna escaramuga com urna partida
de brigada Kellerraann, para o Ora da guerra
da Pennsula. O coronel Levingstone estava fren-
te frente e s voltas com um soldado inimigo
quando um cavalleiro deu-lhe por traz e alrares-
sou-lhc o corpo com a espada. Elle linha rece-
bido ura golpe mortal c sabia-0 ; mas era filho
do urna raga que sempre soube morrer com co-
ragera tomando a sua desforra. Rangeu imper-
coptivelmenle os denles e voltou-se na sella, deu
com o seu adversario em trra.
Olhai para esse capacete e-essa funda que vae
at a jugular ; o velho e valente lord de Colon-
nay nio dava de cerlo mais rudes golpes.
(Cenlmuar-se-na.)
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860.
-W.
.
MUTILADO


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