Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09474


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Full Text
---------
'.
AHII XXXY1. HUMERO 246.
Por tres mezes adiantados o$000.
Por tres mezes veneidoa 6$000.
TERC4 FEIRi 23 DE 00TOBR0 DE 1861.
Por anno adiantatlo 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREG AD05 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima:
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Juse do 01-
veira; Maranhio, oSr. Manoel Jos MartinsRibci-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de j
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
i'AKIlDA llilS COlt REOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna o Parahiba as segundas
e sextas reiras. ,
S. Auto, Bezcrros, Bonito, Caruaru, Altinho e
Garanhuns as tergas felras.
Pao d' Alho, Na/areth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Viila Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhera, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da roanha
F.PHEMERIDES DO MEZ DE OUTUBRO.
7 Quarlo minguante as 8 horas e 45 minutos
da tarde.
14 La nova aos 17 rainutus da larde.
21 Quarto cremento as 11 horas e 51 minutos
da raanhaa.
29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da larde
PREAMAR DE HOJE.
Priraeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comroercio : segundas e quintas.
Kelaco tergas, feiras c sabbados.
Fazcnda : ternas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do coramercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Maria Salom ; S. Verecundo b.
23 Terca. S Joo Cnpistrano f. ; S. Jao Rom.
24 Quarta. S Raphael Archaojo; S. Fortunato m.
25 Quinta. Ss. Crispim e Crspinano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. ; S. Rogaciano m.
27 Sabbado S. Elcsbo Imperador; S. Erolhida.
28 Domingo. Ss. Simo e S. Judas Thadeo app.
ENCA RUEGA DOS DA SUBSCRIPCAO NO SCL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dial; Baha,
Sr, Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietaro do diaimo Manoel Figueroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Govemo da provincia
EXCEDIENTE DO DIA 19 DE 01 TOBBO DE 1860.
Oflicio ao coronel commandante das armas.
Respondo ao ofikio que V. S. mo dirigi em 17
do corrente, sob numero 1080, declarando que
vista das informages da thesouraria de.fazonda,
constantes das copias juntas, nao pode ter lugar
o adiantamento de 1:0003000 que pedio o almo-
xarife do hospital militar para occorrer as despo-
zas daquelleestabelecimcnto na segunda quinze-
na do presente mez.
Dito ao mesmo.A* vista do que V. S. expoz
cm seu officio de 17 do corrente, sob numero
1085, o nutoriso a mandar por em liberdade o rc-
crula Joo Fructuoso dos Sanios.
Dito ao mesmo.Sirva se V. S. de informar
acerca do que representa o cnsul de Portugal
no incluso officio a que acoropanha informaco
do Dr. chefe de polica.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Constando de sua informaco de honlem. sob nu-
mero 1082, que nao ha inconveniente no paga-
mento da quantia de 3i9600, em que importam
os vencimentos relativos aos mezes de julhoe
agosto deste anno,
2000Manoel Gregorio das Ch.igas. No ha iges eram urna concessao real, revogavel a von-
inconvenienle em responder ao jury como praga '
do exercilo.
2001.Maria Francisca de Jess.Pode ir.
20C2.Maria Antonia do Espirito Santo.Po-
de ir.
2003.Manoel Joaquim Xavier Ribeiro.In-
forme o senhor director ge-ral da instrueco pu-
blica.
2004.Nabuco & Companhia. Espcrem pelo
crdito.
EXTERIOR.
Do direito consuetudinario.
i
A fim de comprehender a influencia excrcida
pelo direito romano, preciso analysar os nos-
sos antigos costumes e o espirito que os animava.
O direito romano c inimigo da egreja, da pro-
predade, da familia e das corporaces. O cos-
lume pelo contrario favoravel a ludo isso. Elle
lendo nrdem e perpeluidado, como o direito
a anarchia e a innovaces. At o dcimo tercei-
ro ceculo, toda a Europa chrisla obedeca a ura
do destacamento de guardas* direito uniforme que nao fra volado ncm decro-
guem recebia lei de um superior. Esse proceder
laae do soberano. Quanto s classes superiores, simples, essa ausencia de rodas c de mechanis-
osyslema imaginado para sujeita-las foi igual- mo olTuscava os legistas. Seu talento quera ser
nenie hbil. empreado. Essa autonoma universal lornava
Nao hara proprietarios inrlepcndcnles no bai- intil a suo espccialidade. Onde nao havia po-
o imperio, porm havia tima nobreza corteza, der legislativo nem leis, juizes, advogados e pro-
xo
lilulos e decoraces. Segundo a nomeaco do
principe, alguem era nobre, illuslre, illustrissi-
mo, etc. Havia privilegios, precedencias, costu-
mes particulares, todo o apparato do poder sem
poder. O ennohrecimento veio transtornar loda
a liierarchia social; liveram ttulos imaginarios ;
em vez de feudos naluroes, feudos no ar, como
diziam. Os duques, marquezes e condes nao ti-
nham ducados, marqupzalosnem condados. Es-
ses novos idalgos eram naturalmente mu i lo al-
tivos ou submissos conforme suas aspirarlos. E
a revolugo jurdica verifica urna classificago de
homens anloga a dos livres o escravos em Ro-
ma. Houve nobreza o plebe, notares e viles
curadores eram demais. Ao principio os legis-
tas persuadirn) ao rei qucselles tinham o po-
der legislativo ; e os rois promulgaran] ordenan-
gas ; ao depois foi preciso juizes para applica-las
e advogados para as embrulhar. Do desmem-
bramenlo das her.inc.as nasceu a immensa classe
de homens de lei que floresceu mais particular-
mente entre nos, e que em nenhum oulro paiz
podo alcangar o grao de influencia o deconside-
rago de que eosou em Franca desde S. Luiz.
I*
As nossas leis actuaes sao urna consequencia
dos nossos costumes ; nao dos nossos verdadeiros
costumes, porm dos nossos coslume codifica-
nacionaes da villa dePesqueira, como se v dos
prels que devobo, aulonso a V. S a mandar ef-
fectuar esse pagameDlo ao cidado Simplicio Jo-
s de Mello, conforme requisitou o respectivo
commandante superior em oflicios de 4 do citado
mez de agosto e 5 de selembro ultimo.Deu-se
sciencia ao predito commandante superior.
Dito ao mesmo. Nos termos de sua informa-
co de honlem. sob numero 1089, mande V S.
pagar ao lente do oilavo balalho de infantana
Jos Anselmo Valejo, a quantia de 54*400, em
que importara as forragens para urna besla que
conduzio a sua bagagera na viagem que fez, ida o
volta villa de Ouricury.
Dito ao mesmo.A'vista dos documentos que
inclusos remeti coberlos com informaco do
commandante das armas, mande V. S. pagar com
urgencia ao capito Jos Rodrigues .Suares, a
quantia de 41*280. que elle dispendeu com I uzea
c alugucl de casas para quarlel do destacamento
que coramandou na villa do Bonito.
Dito ao commandante do rorpo de polica.
PJo V. S. mandar engajar o paisano Jos Vctor
Ramos, que segundo o attestado numero 46des-
ta data foi julgado apto para o servio do corno
sob seu commando.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A' vista dos documentos juntos, mande V. S. pa-
par uo capito Jos Rodrigues Soares a quantia
de 96'jOOO, que dispendeu com o aluguel de ca-
sas para sua residencia na villa do Bonito, de
abril do anno passado marco deste, lempo em
que esteve empregado em diligencias poiiciaes
naquelle termo.
Dito
Con
c.i
tiesta provincio, aim uc ucautelar aconlinuaco
dos abusos e desvos que se teem dado de sua
renda, aggravando assim o onus do juro garanti-
do pelo governo, como me foi recommendado em
aviso do ministerio do imperio de 8 do corrente,
auloriso a Vmc. para em nome do governo do-
clarar ao representmlc da companhia da mesma
estrada :
Primeiro, que t contar do Io do agosto deste I
anno todas as despezas resultantes do trem espe-
cial que conduz nos domingos o ministro protes-
tante da villa do Cabo para esta cdade, sero Jan-
gadas cm conta do capital;
Segundo, que nenhum trem especial poder
ser nxpedido por conta da recolta, para iins es-
tranhos ao aervigo da parle da linha que perce-
ber o juro garantido, exceptos quo forem requi-
ntados pelos fiscaes do governo ;
Terceiro, quo nada lendo o governo com as
(iangas prestadas companhia pelos seus einpre-
lado, o que exprimo exactamente a consciencia
publica, visto como era o produelo expontanco
dessa consciencia e se revelava pela pralica dia-
ria da vida. smenle nesse sentido que foi ver-
dade dizer : o direito a vida. Nesse senlido, a
codificag.io o morle do direito ; a redaegao dos
costumes no decimoquinto seculo foi a primeira
tentativa de legislag.lo geral; ella conlinuou sem
inlerrupco at a revolugo franceza. A diversi-
dade dos costumes apenas apparente. Elles se
approximam pelos principios fundamentaes, e
d'ahi dimana ludo o que ha de bom no cdigo
civil.
Os redactores dos nossos cdigos nao foram fe-
lizes em suas innovages. Admiram-se de que
a Franca livesse trezenlos costumes. Notemos,
entreanto, que cada Francez s obedeca ao seu
costume natal, e que elle o cnnhr-cia mutto rae-
Ihor do que podetia hoje conhecer o complexo
das nossas leis. S os sabios eram obrigados a
saber ludo ; mas ninguem era obrigado a ser
sabio.
Compulsando o Costumeiro geral, nota-se f-
cilmente que reinava em Franca a undade de le-
gislacao ; mas o espirito que presidio por um se-
culo a redaegao dos costumes. foi o espirito do
direi'o romano. Sao os legistas que modificam o
antigo costume, eslcndcndo com halulidade os
principios do igualdade proclamados pelo direito
romano. Salvo excepces insignificantes, todos
os costuraos adimttem a gualda le das partilhas.
Examinemos como so houveram os legistas a es-
se respeito ? Diridiram os bens em nobres e ple-
beus, e submctlcram, pelo nico ficto dessa dis-
Dito ao superintendente da estrada de ferro. 1ncgao. os bens plebeus, partilha. Essa ds-
onvindo tornar cffecliva a mais escrupulosa lis-i l'ncco devirt .............. wriwnr aous
alisago sobre os servicos da pi"" "' *o rwaopposioaI negava a nocao do direito
gados, visto ser ella nica responsavel pelas por- j ga^servidao.
das e dainos por elles causadas, seja retirada
das contas do receita Rtvenue) a somma prove-
niente dos juros de 12 porcento pagos sobre va-
lores que como garanta se acham depositados ;
Quarlo, quesera prejuizo do protesto dirigido
no governo imperial contra o regularaento, deve
a companhia considera-lo era vigor, nao poden-
do era caso algura sobr'eslar na sua execugao,
sob pena de incorrernas multas que, em vrtude
do mesmo regulameuto, possara-lhc ser im-
postas.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.Pela
leitura dos seus qualro oflicios de 17 e 18 do cor-
rente, fiquei intcirado dos actos por Vmv. prati-
cados na correigao a que esl procedendo no ter-
mo desta capital.
Dilo ao director do arsenal do guerra. Pode
Vmc. mandar fizer o concert que de prompto
precisa o cano da latrina da enfermara dos apren-
dizes menores desse arsenal, como declarou em
seu ofiicio de 18 do corrente, sob n. 296.
Dito a cmara municipal do Rocife. De con-
fonnidada com o que me requisita a cmara mu-
nicipal do Recite em officio numero 88 de 16 do
do correnle, autoriso-a a pagar a Manoel Romn
Correia de Araujo, arrematante da-conslrucco
da estrada da Varzea, a quantia de 1:1530J0,
Se a conservado das familias preciosa ao
estado, nao principalmente a conservago das
familias pobres"? O refugio dos pequeos, a sua
nica forga nao esl no principio da familia, na
colieso dos interesses moraes e maleriacs que a
constiluem? As communidades ogiicolas, das
quaes tantos traeos teem permanecido em nossos
costumes, subsisliam pekmesmo principio que a
familia nobre ; a herdade hereditaria iransmittia-
se de pais a filhos. Mas antes dessa dist'nero
das terrea, os legistas haviam inventado una ds-
lineco de pessoas.
A sociedade romana linha homens livres e es-
cravos ; os adscriplilii glebee dalam dos impera-
dores. O que se chamou escravido eslava esta-
belecido em toda a parte quando os Francos en--J
traram as Galias.
Esla propria palavra de escravido (smi/us)
ha de servir de ponto de partida a urna theoria
fraudulenta para reconduzir os homens a anti-
ideas subversivas do rgimen feudal e do direilo dos. arranjados pelos legistas. Comtudo, o nosso
de propneiade. Idea revolucionaria visto que direilo, tal qual merece urna honrosa raensao.
ella divida os homens em duas partes, sem com- Est impregnado de espirito christo. ludo
municacao, sem lago possivel, apresentando co- quanto diz respeito a familia nelle objeclo de
mo inimigo, pela distinegao do direilo, aquellos urna predilecgo particular. A dignidade c os
que a Providencia deslinava a viver unidos. Em direitos da mulher eram rodeados do numerosas
Roma, os patricios e plebeos formaram duas ra- garantas. E'o que o Sr. Sauzet demonstrou em
cas divididas pelo direilo e que nao tinham entre sua exccllente obra: Roma peranle a Europa.
si out as relacea seuo as de urna guerra de ex- Todos os costumes, sem cxcepgo consagravam
terminio, guerra dentro em pouco seguida das as arrhas da mulher. Lemos os Costumes dos
guerras servs, pois os escravos qulzeram tambera
ser senhores.
Essas devises conlribuiraa para derribar a
monarchia franceza. A realeza, deixando de a-
poar-so nodircito de propredade, ficou sem for-
ga contra as faegoes e contra os seus proprios
assomos. A nobreza de Franga nao era rica ;
hayia-se arruinado servinde ; linha continuado
a cumprir as suas obrigaces militares; nao
cumpria mais as suas obrigagoes judiciarias.
Os feudos eslavam destruidos," retalhados. A
indiviso dos feudos, atacada desdo o dcimo
terceiro seculo, nao resista mais no dcimo
quinto. O Costumeiro geral nao conserva a
Germanos por Tcito, que a mulher em vez de
trazer um dol para seu marido, recebia-o delle.
Era o mundo romano s avessa*. Essa consti-
tuico do dote linha o seu effeito pelas arrhas
concedidas a mulher sobrevivenle. Durante o
casamento perlcnccm ao marido lodos os renii-
mentos; mas era preciso que pela morte do ma-
rido a rnulher nao perdesse a posigo que havia
oceupado ; nao convnha lao pouco que ella es-
tivesso a merco de seus lilhos. O costume da-
va-lhe nos bens da successo urna parte do nso-
tructo era rclaco com > antiga posigo do mari-
do ; mas as nossas leis modernas teem presso Je
lancar os bens na crcubeo. As arihas suppoera
sombra do direito de substituirlo, e em todos o principio da conservac'o dos bens as familis.
IK fiKllimnC a ntrlillit .1,. V. .,. ... l._ X J. B11..J. .___ n ,t ,
os costumes, a partilha dos bens nobres de
direilo commum. V-se que os legistas prece-
drara a sua epoclia ; que obrigaram os fados
contemporneos a se collocarem n'um quadro
anlecipadamenle Iracado. O que substituio a
indiviso dos feudos foi o direito de primogeni-
lura. Elle reduzio-se sempre a um precipuo
para o primognito. O resultado dessa poltica
devia ser urna nobreza numerosa, pobre, sem
influencia ; e por consequencia o direito de pro-
predade achava-se sem representante no esta-
do, exposlo a todas as empresas dos legislas.
A explicaco da uos3a historia est alii, e tam-
bara a explcago da revolugo frauceza. At o
dcimo terceiro seculo a Europa chrisla vive
sob a lei do feudo indivisivel. A Inglaterra e
Tirado esse principio," sacriica-se a mulher s
suppostas exigencias do crdito.
Apesar de todas as brechas feitas na ordem so-
cial, a sociedade era chrisla ; ella o era em seus
costumes, em suas insliluicoes. A guerra ao
principio christo encerrava-se em cortos limi-
tes, que ella al nao linha a prelengo de ultra-
pasar. Os edictos atacam as congregaces reli-
giosos, mas Daguesseur nao ousoria r'at o fim
de seus principios. A unidade de urna legisla-
gao escripia anda urna utopia. A unidade mo-
ral existe nos principios comrauns que os parla-
mentos nocessam deapplicar.
A dislincgo entre paiz de direito escripto e
paiz de direito consuetudinario mais apparente
que real. Se o direito romano era invocado as
a Franga sao duas irraans quo marcham urna ao jurisdiegoes do Meio-dia, era como substituto do
d outra ; a linha do parallelisrao curva costume. Nunca os principios do direito romano
M
..--------. ...mr
Esse colono, humildemente designado pelos le
gistas sob o nome de serr, escravo, era porfei-
lamctite livre segundo os principios do direito ro-
mano. Era una pessoa ; gozava da religio, do
casamento, do patrio poder, do direito de pro-
priedade. O campo pertencia-llie, por que nin-
guem podia lh'o lrar, nem augmentar a renda
que elle pagava ao seu co-proprielario que era
o seu senhor.
Na sociedade christa, elle oceupava o ultimo
lugar na vassalagem ; porm o seu direilo nao
era de natureza diversa dos oulros direitos feu-
daes. Todo o senhor linha o seu tribunal jud-
ciario, co qual tinham assenlo os seus vassallos.
O Coeimetro geral (t. Io, p. 158) prova que o
senhor territorial lem o seu iributjal, suas reu-
nies, a que eram obrigados a assislr alternada-
mente seus censuarios, os camponezes que delle
recebiam as herdades.
Faltando ao servigo dasreunies, erara as her-
dades sequestradas. Os balios eram procurado-
res ex-olloio da jurisdieco, exercendo os actos
judciaes, convocando e presidindo o jury. Era
a applicaco do proprio principio da feudalidade.
Cada dependencia de um feudo linha a dupla
obrigago de servir o senhor em suas reunios
judiciarias e na guerra. Abstendo-se de dislri-
.TiiSHfirfi l,arl da Franca e oo cabo de al- forana .id o ni/**--,
ruiis seguios .. mais. Purera foi a Franca quem levou as suas primogenituras e que foi l que o pai dispoz com
eis a Inglaterra, a Chypre, a Jerusalem, a Sici- mais frequencia da parle disponivei em favor de
lia. a Gvnatantinapla. Todas as instituiges des- seu primognito Todos os municipios do Meio-
ses reinos catholicos sao idnticas, e nos seus dia tinham applicado o direito romano antes de
umentos que restara, que se deve estudar virem a ser christaos, al o empregavam no tem-
O mo- po do christianismo, modificado, verdade, pelas
exigencias e pelos dogmas da nova religio.
S o que havia mudado era o espirito anti-
christo do direilo romano ; pelo que diz res-
peito aos contratos, mil applicac.es de detalhe
enlravam no coslume.
Longe de perecer na queda do jmperio, os
municipios romanos furlficaram-se, liveram urna
Mais larde csses mesmos legistas destruirn! lo- existencia mais independente ; os poderes que
das as ai tas da Liga, laucadas nos registros pu- funecionavam sob a direc;o do imperador, con-
l'ltcos. Apagavam atea lembranga do antigo di- tinuaram a faz lo, inspirando-se na propria lo-
reito. A redaego dos Costuraos no dcimo caudado.
quinto seculo linha precisamente em vista esse Esses conselheiros municipaes dos Romanos,
objeclo. Tulo quanto nao recolhia, supprimia- csses scabinos dislribuiatn a juslica nas mesmas
o por isso mesrao. Impunha ao futuro um di- formas, inlerpetrando o costume c"m vez de jul-
reito de alguma sorte novo. Assim Justiniano gar pelo edicto do pretor. Essnsjurisdicges mu-
esperou cora o seu Digesto inutilisar os traba- nicipaes foram abolidas do dcimo sexto seculo
llios dos jurisconsultos que o haviam precedido pelo edicto de Moulins.
e nao se enganou. A sua indigesta compilago O Sr. Savigny cm sua Historia do direito ro-
sobreviveo sadrairaveis obras fcdos jurisconsul- mano na idado media, prova que os Francos
so tira germen. As corporaces administravnm-i V-se em Malheus Pris, que os bares ingle-
se ; o jury, o self-government funecionavam em zes apoiavam a prelorico de nao serem ]uldos
mil ciicumslancias, nao a titulo de lei, mas era i seno por seus iguaes," vista do que se prati-
razao de traduces que infelizmente desappare- cava em Franca. O b3po de Winchester pri-
ciam todos o das | raeiro ministra de Henrique III. responde-lhes
Aa^alatras. mudando de significagao, indu-.que a autoridade do rei da Inglaterra era muito
znm-nos a r.-m*r- jui/.os temerarios. E' incontes- mais extensa que" a do rei do Franca
tavel que a anliga sociedade servio-se de pala-da por Philippe o Bello
vras mal soantes. <> -" ----------- '- > < -:-* -
M 'difica-
as assemblas da nago
Quem nao treraeu a idea dos prediro o seu carcter independente c deixa-
corveaveis a vonladel Pas- rao do participar do governo regular do reino
le isso signilica que o censo Mas o principio do voto do imposto ficra em p"
p.
contam-se quinze sesses de es-
De 1302 a 136
lados geraes.
Dopois dos estados de 1359, diz Mezay, nao
houve jnais era Franca verdadeiro estado geral.
Je 1367 a 1439, quinz'e sesses. No reinado de
Luiz XI, poucos estados geraes, mas 47 assem-
blas e notaveis. Emfim, essas assemblas tor-
nara-se cada vez mais raras ; e de 1626 a787 nao
se ouve mais fallar dolas. Havemos de
servos capila res c
quier ensina-nos qu
do camponez nao podia ser modificado sem o as-
senliraenlo de peritos. O direilo romano legou
aos legislas urna multido de termos que des-
vairaram a historia. O imperador romano linha
um poder absoluto; era isso urna theoria co n-
plota e perfeifamenle deduzida ; prendia-sc aos
antecedentes de urna civilisago eslranha, nica.
Os legistas transportan) a expresso para a so-
ciedade christa, onde ella nao tera sentido. In-
feccionaran) a lingoa por secular. Abri Trata-
do dos senhorios por Loysean. O legista nao he-
sita era conceder ao rei de Franga o poder abso-
luto. Ac:rescenta, porm, que esse poder abso-
luto limitado: \ pela lei de Dos; 2o pela lei
natural; 3o pelas leis fundamentaes do Estado.
Eis um absolutismo que nao mui perigoso; e
desde 1789 tivemos muitos poderes liberaes qie
as mencionadas leis nao incommodaram. E' mis-
ler atrevessar a crusla das terminologas oflioiaes
para ter a rcalidade das cousas, e essa realilade
chrisla, apezar de lodosos desvos que Ihe
quercm assignalar. Luiz XIV, que se Intitulara
rei absoluto, reconhecia mais limites a sua von-
tado, do que lem reconhecido os ris, tribunos,
assemblas ou dictadores modernos.
Havia mais autanomia
nova Franga; hav
e sugeitos'a si pro
dinario cojos inconvenientes foram assignalados mando Progerio, t
depo.s do 1/89, nao os apresontava quando vi- ; seculo. nao levou Sicilia a cornt i, Ico (ZZ-
EV !m,SURima r,"vi.ura vast.ssimo sys- za que ahi durou at 1812? E o parlamento si-
lema do self-government. Fo. n.as assemblas ciliano corapunha-sc de trezenlos e trinla
geraes de cada provincia e locahdade, em pro-
senga dos tres Estados, que os costumes foram
discutidos e redigidos. Esse
pensar
que aquellas assemblas nao valiam as do dci-
mo nono secilo ? Tinham menos patriotismo e
lujes, menos respeito aos dinheiros pblicos?
Cuslaram-nos transtornos sociaes? Se nao re-
mediaram as infelicidades dos lempos, oo as
aggravaram.
A liberdade poltica nao esperou, pois, afira do
nascer, o milsimo de 1789 ; ella reinou em um
lempo era que nao se tralava de progresso e em
quo nao se pretenda inventar a cada nstanto
novas constiluiges. Essa liberdade, baptisada
pela igreja, nao convera aos nossos demcratas,
que apenas reclamara a liberdade de nao seren
calholicos. Ma3, por maior desprezo que affec-
tem Franca antiga os publicistss liberaes, ser-
Ihes-ha forgoso reconhecer que ella foi a mestra
tanonua na antiga do que na de tola a Europa em materia de liberdade.
ia mais poderes indepcndentes Falla-se presentemente cm liberdade siciliana
rtpr.os. Lsse direilo consuetu-: em consliluigo siciliana. Por ventura o nor-
_ e trinla e oito
mombros do clero, da nobreza e das cidades.
Essas constituices eram deliberadas; eram
poder legislativo costuraos guardados pela consciencia de todos, e
ii i,ti nn_ m -n.:_._____ ....... '
- quanto
nao eram o fructo da discusso, "e que so po-
diam perecer com os principios sociaes que Ihe
serviam Je base. As classes do povo se Ihes af-
fegoavana mais do que os grandes. Os jecutos
nao esgotam a popularidado dos costumes, aus-
mentam-as.
As leis escripias cnvolhecem depressa ; bem o
i sabemos. A durago o a popularidade das insli-
|tufces nascidas do catholicismo explicam-sr- pa-
llo modo por que estabeleceu-se o catholicismo.
' tilo diriio-se aos individuos ; converleu pri-
meiro os pequeos e humildes, depois subi
te material de urna le uniforme; sua diversida- '--
qjie hojo o apanagio de um Uo limitado mi- que resistan tanto melhor
mero de homens, pareca enlao pertencer a lo-
dos, e a le nao emanava da especulago do al-
gn?, mas da experiencia de todos. Era a sabe-
doria paterna qne os lilhos recolhiam o que se
empenhavam em seguir. Parliam deste princi-
pio que o hornera deve nao crear, mas observar
o direilo. Se o direito reside na razo, na ra-
z.to manifestada pela experiencia, antes do que
na razao de um pensador solitario. Entre os
Hebreos a mesma palavra significava o direilo e
o costume. A liberdade poltica consiste em fa-
zer o povo a sua vontade, o a vonlade de um
povo a sua tiadigo. A unidade moral dos cos-
2 appropriada s dversi.i-des de usos
icit uaVa ao nireuo urna u
e de ca-
VlUfl llU'llljrt o u 'nii-
sorle nos habitantes de
e intelleclualmento, sa-
o nosso antigo direito consuetudinario,
mmenlos franeczes sao raros : o odio e a m fe
os deixaram perecer ; as ideas que elles lem-
bravam, sofliram urna derrota completa. O
partido vencedor, quanto em si coube, cobrio-as
com o veo da obscundade e do esquecimenfo
sabemos como o testamento de S. Luiz foi ori-
giuariaraenle falsificado pela mo dos legistas.
importancia do acrescimo que fizeranaquella i buir justica, fazedo-sc substituir pelos balios, os
obra, visto nao haver na lei do orgamenlo rauni- [ nobres faitavam ssuasfuncces ; e no rigor do
cipal vigente verba para esta desp'eza. direilo seus feudos poderiara'ser confiscados pelo
Portara.O presidente da provincia, sob pro-
posta do chefe de polica de 16 do corrente. sob
numero 1364, resolve conceder ao capito Jos
Francisco Carneiro Mouteiro a exonerago que
pedio do cargo de delegado de polica do termo
de Cimbres.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda
Incluso transmiti a V. S., de ordem de S. Exc.
a Sr. presidente da provincia, um oflicio da se-
cretaria da fazenda, datado de 5 do correnle, a
que acompanhou alguns exemplares da circular
n. 63, desta dala, enviando a lei n. 1114 de 27 de
6elembro ultimo.
DESPACHOS DO DA 19 DE OL'TLBRO.
/refluertmentos.
1989.Antonio Jos Filippe. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
1990.Amaro Fernando Dallro.Informe o Sr.
director das obras publicas.
1991.Camillo de Lellis Fonseca.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda, ouvindo
o da alfandega.
1992.Cosme Ferrcira Caninana. Informe o
Sr. Dr chefe de polica.
1993Francisco Antonio Corroa Cirdozo.
Informe o Sr. director das obras publicas
1994.Jos Francisco Berilo. Informe o Sr.
director das obras publicas.
senhor suzerano, isto, pelo rei.
Os que fallara da oppresso feudal, ignoram
sem duvida essas cousas. Os historiadores pas-
sam-nas em silencio ; porm as antigs cartas
vem luz, o mil informages langam nova clari-
dade na historia. Lemos em urna brochura inti-
tulada : A Franca peranle a Europa, ha pouco
publicada na Blgica, o seguinle :
Ambo3 os Flandres, florescentes desde o d-
cimo primeiro seculo, anlcciparam-se muito ce-
do aos principios de 89. Na assembla dos esta-
dos de Andernade, eslipulava-se o direito de po-
derem os camponezes ser absolvidos de urna ac-
cusago desde o momento era que doze dos seus
iguaes houvessem reconhecido a sua innocencia.
Ha cartas municipaes que dalam do mesrao lem-
po, meado do dcimo primeiro seculo, e essas
cartas s fuerana confirmar o direito consuetudi-
nario.
Assim, todas as classes da sociedade, anda as
mais nfimas, tinham a sua autonoma ; e o jul-
gamento pelos iguaes exprima essa autonoma.
Igualdade dos homens na liierarchia pelo gozo
do mesmo direito, eis o ideal da sociedade chris-
la. Os artistas cm cada cdade tinham urna au-
tonoma anda mais extensa, e as corporaces
consuman) urna das forras mais conservadas da
sociedade.
Os legislas altefam essa physonomia do raun-
, do chrisio ; os principios byzanlinos transluzem
1995.Joo Fructuoso dos Santos.Nosta da-! em todos os legistas do lempo de S. Luiz ; intro-
tos romanos. Apezar de ludo, nada mais cer-
ta do que o co>tume da indivsibilidade do feu-
do, e a Franga oflercce alguns exemplos disso :
eis um que dado pelo Costumeiro geral ( t. IV,
p. 280 ] urna ordenanza do conde Ge'frog,
promulgando uraadeciso dos Estados da Bre-
lanha de 1185.
Como quer que na Bretanha, em vrtude da
partilha dos senhorios entre irmos, o Estado do
paiz recebesse um prejuizo notavel, eu Jeffroy
lilho do re Henrique. duque da Bretanha, con-
de de Richimont, desojando concorrer para a
ullidado do paiz, e allendcndo ao que me rc-
querram os prelados e lodos os bares da Bre-
tanha, tenho, segundo o seu parecer, feito essa
ordenanga, e disposto que para o futuro nao so cuiiquisia
faca partilha alguraa de baronas ou cavallerias, lias sobro Roma, o triumpho do sua religio c
ou feudos de cavalheiro ; porem o primognito de sua independencia local. Francos e Gaulozes
ter a senhoria por inleiro. e os primognitos tinham j a communidade do sangue; a religio
proverao a seus irmos o Ihes fornecero hon- s fez delles povo.
rosameute o que Ihes for necessario, segundo as Os Francos trouxeram comsgo a organisago
suas posses. territorial, o princio dos feudos que os Romanos,
Esta peca seguida de urna redaegao do eos- alias, applicavam em parte pelo systema dos
turne da Bretanha em 1539, onde nao se faz mais beneficios militares conferidos aos Barbaros a t-
questo da indivivisibilidado dos feudos, e de tulo de defender o imperio.
conservaram a organisago municipal dos Ro-
manos. Por que a teriam destruido ? Ella era
fundada no principio feudal por excedencia, no
goveruo do paiz pelo paiz, no julgamenlo pelos
iguaes.
Dcve-se, pois, reduzir muito o ruido que fi-
zeram acerca da emancipago das municipali-
dades no reinado de Luiz o Gordo : revolugo
sem duvida pouco conhecida. As cartas das
communas sao a prova de direitos que remo
tam aos municipios romanos. A vida municipal
nunca deixou de bater. V-se tambara que a do-
minago dos Francos nao langou ne.nhuma per-
lurbacao nesse paiz, mas para elle trouxe a or-
dem e a cnnsolidBgo dos direitos.
A conquista de Clovis foi o triumpho das Gal-
de a
i .ii ii!i uaVa ao oirciia.
vidualisava de alguma
cada localidade mora
biam o costume de cor, porque tinham vivido
com elle. O direito agora um estudo especial,
urna profisso; a massa dos francezes delle na-
turalmente excluida.
A vida publica um accessorio da vida priva-
da ; a poltica dimana da organisago da familia.
Se nos remontamos s origens, vemos com effei-
to que os principios da vida publica sao anlogos
aos que regem a familia. O Estado tambem tera
o seu costume; e esse costume tom por inter-
prete umgrandejurynacion.il composto dos prin-
cipaes do Estado Sendo cada um julgado por
seus iguaes, era justo que os negocios mais im-
portantes, os negocios de Estado, fossem julga-
pelos homens mais importantes. Todos os
tarios lerritoriaes, representando
o poder pessoal do hornera. As
das altas classes para o povo ; e philosopho se-
pa ra-se_dii_vulgo ua antiguidMe come, rj g;n_
o .... ..im ; o flor da fiumanidade.
As seitas religiosas coraegam pelos principes
no dcimo sexto seculo. Todas as heresias sao
eslal.elecidas pelo braco secular ; na Inglaterra,
na Allemanha, na Suecia, na Noruega, na Rus-
sia, sao os principes quem impe a reforma aos
povos. A violencia e a fraude presidem a essas
transformaces. S os povos calholicos cederam
ao ascendente da verdade ; acharam-se natural-
mente do pouco das nslituijes mais favoraveis
conservago c desenvolvimento da verdade.
Essas tnstituices nao teem data. Como corres-
ponden! consciencia chrisla, esto em exerci-
cicio desde que a consciencia christa livre,
Assim a Europa ficou coberta das mesmas ins-
litHiges. instituices eminentemente populares.
O protestantismo pode afasta-las do seu espi-
rito primitivo em toda a parle onde triumphou ;
mas nao cuidou em substitui-las : s o catholi-
cismo foi fecundo e popular; ese nossa socie-
dade fatigada por lanas agitages aspira a paz
dos
grandes propietarios da Inglaterra leom assenlo
no Parlamento, ahi a lei cleilonl sempro teve
em vistas m.mter a preponderancia dos proprie-
a nrnnriprisH '-----1"_"'""o"""* i"" '"'"" aguijes aspira a paz
nossa. cle.ces l 1.,berdnado- s P^ri encontra-la. quando vol-
deraocraiieas de 1789 charaarara apenas .idvga- I ?*^WnCiai CdlhoU"* 1"e ,izeram Fr^"
dos para nos representar; c desde ento o rgi-
men representativo exerceu-se entre nos s aves- i
sas, levando ao Parlamento funecionarios, pes- |
soas pobres ou intrigantes. O rgimen do self-
government s possivel se os negocios foram
entregues a homens cima das preoccup.aces da |
vida privada. Donde vera a necessidade das subs-
uma redaegao de 1580, anda mais democrtica
do que a primeira. Essas perpetuas innovaces
dos feudos cnervaram o di'eito de propredade,
e introduzram em nossa sociedade o espirito da
instabilidade que Ihe foi lo funesto. A feuda-
Os Gallo-Romanos conservaram as suas muni-
cipalidades ; pois os Romanos s hsviam orga-
nisado ras Gallias muncipalidades. Foi assim
que se conservaram os vestigios do direilo ro-
mano que nao eslavam em opposigo com a f
ldade e, pode-se dizer, lodo o systema de go- christa.
verno livre, da autonoma social, repousa no ; Diz o Sr. Savigny que os padres seguiram sem-
direilo de propredade considerado como origem pre o direito romano: sua asseveraco apenas
dos direitos polticos. Esse direilo, consolidado fracamento verdadeira. O diorito romano segui-
e arraigado pelo lempo, assegura aos direitos do pelos padres nao o que fez irrupeo nomeado
polticos a sua ndestru'tbilidade. O que um do dcimo segundo seculo, sob o patrocinio dos
direito sem sanego ? um direito nao revestido imperadores, e quo o precursor da reforma e do
d una forga capaz de o proteger? O direilo de j despotismo moderno. Esse direito, combatido
propredade conservou so independente na In-: por S. Bernardo, soifreu as censuras dos Papas
glatterra. Houard, jurisconsulto normando, que j c desenvolveu-se contra a igreja c apezar da
estudou nas leis anglo-saxonias as origens do igreja. Os padres, como todas as outras classes
costume do Normandia, reconhece que a grande de cidados, seguiam a lei que se refera a sua
ingleza de l!M5 inteiramenle conforme classe. Era o direito cannico. Esse direilo par-
lituigoes lerritoriaes que infendam um homem
desde o seu nascmeuto nos negocios pblicos;
donde vem a couslilugo da comara dos lords.
Em nossas duas primeiras racas, as ass mblas
geraes eram formadas no mes'nio espidi; seria
dillkil negar que essas assemblas fossem nume-l
rosas, peridicas e necessaras. Os nossos his- I
toriadores apenas as mencionan; isso devido \
a diversas causas: primeiro por ignorancia do
direito feudal; depois porque os chrooislas alei-
coados a fortuna real pozeram de parto os reis j
importunos. Todava pde-se reconstruir essa
ga antiga.
Ainda somos filhos de nossos anlepassados,
pois que temos conservado a religio, que fe o
primeiro elemento de sua grandeza moral e a
base daquelle self gouvernement, que praticaram
durante tantos seculos, e do qual o nosso direilo
consuetudinario conservava ainda um vivo cu-
nti antes de 1789.
COOIILLE.
( Monde. H. Dlperros. ]
Do telesrapho submarino entre a
Fran; i e a America.
I.
Em sua ultima ssso, o corpo legislativo ap-
provou o projecto de conven-o assignado entre
o ministro do interior o urna sociedade anglo-
j br- R3l"ery em seu livro dos estados iranco-amencana composta dos Srs. Ronell Con-
ta se expede ordem para ser o supplicante posto
em liberdade.
1996.Jos Anselmo Valejo.Dirija-se Ihe-
aouraria de fazenda.
1997.O mesmo.Era visla da informaco nao
, tem lugar o que requer o supplicante.
1998.Lourengo Jusiiuiano Nery. Informe o
conselho admislrativo da patrimonio dos or-
phaos.
1999.Manoel Alves Guerra.Volle aoSr. ins-
pector da thesouraria de fazeuda para mandar pas-
sar ttulos na forma podida.
duzem palavras e classilicages que lembram o
paganismo ; sua linguagem equivoca faria crr
que ha escravos ; elles tendera a restabelecer os
direitos du antigo proprielario de homens. Tem
sob os olhos a sociedade chrisla, porm essa
idea Ihes desagrada, sonham oulro ideal. Per-
manecendo sempre christaos, vo modilicando-a
em um senlido pago, porque foram creados nas
doutrinas pagas do direilo. Nao preslaram, pois,
o sen apoio a autonoma das classes inferiores.
At enfraqueceram essa autonoma, proclamando
o poder absoluto. Pretendern! que as corpora-
com os antigos costume s de Franja. Os bares
inglezes eram apenas proprietariosciosos de seus
direitos
Nao ha outra cousa na feudalidade ; e ella nao
comporta outra desigualdade seno a da infeu-
daco. O grao de infeudaco designa a exten-
so do direito de propriedade e o lugar de cada
um. O re tem todo o reino em feudo, e presido
o supremo conselho da nago. Abaixo delle os
duques e condes teem era feudo os seus ducados
ou condados e presidem as sesses judiciarias
onde se disiribue a juslica e se discutem os ne-
gocios particulares aos ducados e condados. No
ultimo grao da infeudago est o colono heredita-
rio; que senhor dono em urna rea do doze
geiras. Todas as classes da sociedade compene-
tram-se mutuamente, o concorrem de harmona
para a obra commum. O rei o chefe, mas
elle concorre com os seus bares para as medi-
das geraes.
O senhor o primeiro da sua aldeia, porm
concorre para a ordem publica cora os homens
do seu feudo, seus censuaris, etc. Nesse systema.
nao preciso homens de lei; ludo se regula eru
familia ; os homens do lugar decidem ; cada um
depende de seus iguaes. Isso de certo igual-
dade. Realisara-se a igualdade, visto que nia-
ticular formou-sc naturalmente em Roma, centro
da catholicidadc; constituio-se pelas decises dos
Papas e dos concilios. Ejcou ludo quanto o an-
tigo direito romano tinha de applicavel socieda-
de civil A que vem mudar um anligo coslume
quando inoffensivo a igreja? O espirito con-
servador da igreja nao podia deixar de arolher
esses restos do mundo pago, livres de lodo o
elemento socialista e cezariano Era mui sim-
ples que os padres cuja acgo estendia-se pelo
mundo inteiro, e que por suas fnneges eslavara,
em relage3 com lodos os paizes, tivessera um
direito uto. Foi o direilo cannico quem absor-
vera o direilo romano, ou ao manos aquella par-
le do direito que nao repugnava razo chrisla.
O 9r. Savigny excedeu-se muito.
As ideas justas e sas predominan) nos costu-
mes, o sentioiento da conservago notavel. O
sentimenio dn familia os caracterisa; elles sao
mais sociaveis do que as nossas leis modernas;
da forma por que protegan) a conservago dos
bens e das familias garantiam a segurnra do
Estado. Em um ponto de vista mais elevado,
constituiam a liberdade geral do paiz; precisa-
vam do urna participagao do paiz era suas pro-
prias retages. Os homens do lugar ainda des-
tribuiam a justiga em certas occasies; havia nis-
tos que atiestam a perpetuidade das assemblas.
E esl longe de haver cxgolado a materia.
Acharaos assemblas na origem de lodos
os povos modernos ; toda3 as instituices mo-
dernas eslavam era acgo na tribu germnica
descrpla por Tcito. Elasdesenvoheram-so em
seu proprio sentido para alargarera-se e flrma-
rem-se, e nao para se modificarem. At as pri-
tneiras assemblas dos francos tinham o poder
judiario como hoje a cmara dos lords na Ingla-
terra. No reinado de Pepino contam-se oilo pl-
citos geraes. Carlos Magno nunca deixa de con-
vocar a assernbla geral. Hincmar, seu historia-
dor, diz que era uso convocar duas por anno.
Fiualmente, o Sr. Ralherv verifica trinla e qualro
durante c reinado de Carlos Magno, que durou
quarenta o cinco annos. Ao mesrao lempo as
assemblas provinciaes organisaram-se debai-
xo da vigilancia dos Missi domini. Luiz o Pi
diz em urna carta de 817, que reuni a assem-
bla no mez de junho, segundo o costume. Foi
em urna dessas assemblas que se elegeu Hugo
Capelo, e que Carlos foi declarado indigno do
throno.
Foi ainda era urna dess.as assemblas. que Hu-
go Capelo fez reconhecer por seu successor e co-
rear seu filho Roberto Dizia elle : Regalipo-
lentia mullo abuli volentes, omnia negotia rei-
publico? tu consullalione el sentenlia fidelium
noslrorum deposuimm. ( Recueil des Histoinens
de Franee, t. X ) Dcvemos estas informages ao
Sr. Rathery ; elle nada nos diz acerca dos dci-
mo priraeiro e o dcimo segundo seculos, porm
nao pro-avel que urna revolugo terifea ani-
quillado o antigo coslume das assemblas; no-
vas pesquizas tanto em Franga como no estran-
geiro nos levaram sem duvida a encontrar-lhes os
vestigios. O Sr Rathery apenas menciona urnas
doz no reinado de S. Luiz. Entretanto, o direito
eslava em vigor e a iradigio viva, pois l-se na
grande chronica de Malheus Pars, a proposito
de S. Luiz : Consilium optimatum suorum quod
non potesi adquis regum subterfugere. ( Edico
de Londres, f 1110. )
Foi nessas assemblas que se redigio um gran-
numero de ordenangas celebres. Algumas
ordenangas de Philippe Augusto, muilas de S.
Luiz trazem estas palavras : Segundo a opinio
dos nossos bares ou esla3 outras; Segundo
a opinio e conselho dos arcebispos, bispos, con-
des, bares e cavalloros do reino. Poder-se-
hisra citar dez ordenangas deste genero.
de
nean, Trosser e Curts, afira de eslabelecerem
urna linha telegraphica submarina, que at as
costas de Franca s dos Estados Unidos, palian-
do por urna dos Agores c terminando na Terra
Nova, que, como sabido j se acha em com-
municago com o continonle americano.
Tal empreza pode parecer temeraria, depois da
derrota soffrida pela companhia ingleza que havia
tentado o mesmo. Mas essa apprehenso em
grande parte dissipada pelos trabalhos dos ho-
mens competentes que procuraran e acharara a
explicaco desse mo xito parcial, devido a cau-
sas especiaes que pensam remediar.
A principal dessas causas foi a construegao dc-
feituosa do cabo inglez em suas partes interior e
exterior. Esse cabo compunha-se de ura mago
de sete dos de cobre, cercado de um envoltorio
de guita -percha, e formando urna corda da gros-
sura de ura dedo. Essa corda tinha em seguida
urna guarnico de dezoilo trangas de ferro, cada
urna formada de sete ios, e enrolada em aspiral.
Tudo eslava coberto de una especie de alcalro.
Essa guarnico linha dous inconvenientes : sub-
meltida a urna decomposigo chimica que produ-
zia por si urna corrente, transmillindo as corren-
les fornecidas por circunstancias locaes, contra-
nava e diminua a energa da corrente interna
quo devia proteger. Alem disso, com o seu pe-
so immenso que nao era menos de 70 (j) ( 1,00o
kilogrammas ) por milha mannha naergulhada,
ella enfraquecia o cabo que devia fortificar. Nao
s essa guarnico tornou as manobras, o colhi-
mento e o langamenlo do cabo nagua extrema-
mente diQceis,* obrigando a ter embarcages e
engeridos de dimenso collossal para regular a
sabida de semelhanle massa, mas ainda as ova-
ras do cabo sao altribuidas ao peso de duas ou
tres mil libras que foi obrigado a supportar an-
tes de chogar ao fundo, e cuja acgo fez-se sentir
nos (ios internos muito mais do que na tranca
exterior, j leneote Maury, da naarinha ameri-
cana, cujo aber e expi riencia fazem-no autori-
dade nesta materia, cita era apoio desta proposi-
go o exemplo do apparelho dos navios cujo na-
game lem as fibras cobertas de urna tranga em as-
piral, como o cabo elctrico da companhia ingle-
za. Quando essas corlas sao subraeltidas a forte
lenso, o centro soffre e parte-so antea da super-
ficie, e o que os marinheiros exprimem dizen-
do que a a vida deixou o coragio.
To grande era a carga imposta ao cabo inglez
por seu proprio peso, que segundo urna lestemu-
nha oceular immensa quantidade de alcatro cor-
ILEGVEL

MUTILADO


(*)
_
DIARIO DE PERHAMBUCO. TERg* fElHA S3 DE OU^UBRO DE 1860.
na do tecido no entrar e sahir do freio distribui-
dor e dous barris de lamariho ordinario enchuta-
se todos os das desse alcalrao, que era langado
ao mar. Havia do cerlo urna pressao suOleienle
para desfaier a guita-percha e avahar ou partir
o mago dos fios conductores da eiertricldatte'.
E provavcl que os sete fios desse maco fossem
atacados separadamente, que partiram-se um
no era quasi melade de scu comprimento, diri-
gindo-se constantemente do occidente para o
oriente.
Essa immensa correte altribuida a aegao das
monges que, soprando quasi continuadamente
do leste a oeste, accumulam as aguas das latitu-
des tropjcaes no golfo circular do Mxico, d'onde
escapom-se por urna tangente inversa das mon-
v-------. ,, H.. ,,>*"* <=o^oHaiii-at! pur uma tngeme inversa das mon-
apoi outro, quer no naino lugar, quer em cer- ges, sob o impulso dos rios Chagrn, Magialena
tas distancias. Essas ovaras successivas exph- Amazonas, Orenoco e Uississipi que desembocara
cam cora o o corrente elctrica, que nnofOracom- na visinbanga ou na bacia do golfo mexicano
pletameiite interrumpida pelas pnmeiras fraclu-j Mas a rapidez e at o comprimenlo do Gulf-
ras, diminuto-a medida que cada o se parta at Stream, sao provas de sua natureta suoerficial o
queasolugao de cont.nuidade absoluta nao lhe esse phenoraeno, restringido a latitudes deler-
penmll.o mais d.r signal algum de vida, minadas, nada tira s pTeaumpcoe.2 perfi .
A conclusao que se deve tirar dessa experien- Luielagao que geralmente deve reinar no fundo
ca oecisiva, que lodo o cabo com urna guarn- dos mares.
cao do ferro partir-se-ha pelo seu proprio peso
quando esliver mergulhado em grandes profun-
didades, e que a piimeira condigao de xito, pa-
ra qualquer empreza nova supprimir essa
guarnido que s tem ulilidade na proximidade
das costas ou nos bracos de mar pouco fundos,
como os que exisicn entre a Franca de um lado
e a Inglaterra, a Sardenha ou a Algeria do
outro.
Patlindo desse lado fundamental, que alias ti-
nha previsto e predito, o capilao Ronett, da ma-
rinha ingleza, leve a idea de substituir o cabo de
oiin mi (Vi 11 In rtocirln lri/i AAmnlmBiln < Al.
Essas presumpeoes nao repousam sement em
deducoes theoricas ; lambem se baseam n'uma
sene de fados entro os quaes citaremos apenas
os seguintes :
Emqiianto o teuente Daymon foza bordo do
lyclope as sondagens destinadas a tirar urna plan-
ta approximada da planura que foi chamada tc-
legraphica, succedeu-lhe um dia retirar de una
vez e do fundo do mar duzentas bracas da linha
formando um embrulho.
Essas duzentas bracas de cordo linhara-se
disposto por si mesmosem arco com urna perfei-
o.--------- -- -*....... v.auu un i "-^iiwoiu pui si mesmos era arco com urna perfei- su._
guarniao, tao pesado, tao Complicado e tao dis- la regula.idade, que demonstrava ou que nao ha- Desta situagao originaria a grande caresta
comple a, provou que em regra podia-se mandar
vinte palavras por minuto. Contando apenas 5 a
5 francos cada urna, prego que parece ser adop-
tado pela companhia franceza o producto bruto
do urna s linha seria 13 milhes por anno, com
despezss geraes insignificantes. Esa* Hnha ren-
deria n'um anno ruis que a somma de seu ca-
pital.
Diminuindo muito nesses clculos, resta anda
um magnifico negocio para os interesses part- i
colares bem como para os interesses eeraes; ha-1
ver honra e lucro para aquellea que coopera- "
rem em bncar entre os dous mundos essa cadeia
intelligenle cujas extremidades sero irancezas.
P. Gaillardet,
{Presse.II. Duperon.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Por vezes havemns lamentado, que nose-
ja a nossa cidade abastecida de peixe senao por
meo de jangadas ; meio este que jamis o pode
fornecer na proporgao qne se faz preciso ao con-
sumo.
.,, i" j i.i. v *^ I -.. luiinnc uessu proiumuuaae, ou
um conductor de cobre dentro de algumas ca- ; que as correntes de cima e de baixo contraba an-
&.',,? gUVa erCha e d/ caou,chUC- Tud0 ?8vai"-. visto como a linha podera passar pe?-
sso faz o centro de um corda cijo canharao pas- pondlcularmente entre ellas como atraves de aso-
sou por urna operagao que o torna imputresci- ra estagnada.
veldeixaodo-lhe comtudo a sua lenacidade na- Os sedimentos trasidos do fundo do Oceauo
tural. Maisflexivelou elstico que qualquer dos pela sonda oiTerecem especimens que tambera
outros que o precedern!, esse cabo nao exigir sao um teslemunho vivo da tranquilidade do lei-
para ser lanzado nagua nenhum aparelho part- to em que jaran.
VS'fi paSS quex SUa lev,eua pacificLa de 20 9 \ Entre especimens enconlraro-se animal-
(400 kilogrammas ) por mVlha mannha mergu- culos microscpicos, cujos orgos aeham-scTer
Ihada de.xa-lo-ha correr como a linha das bar- fetamenle intactos. A carne ou pulpa desses ne~
quimas. Lma s precaucao talvez que seja ulil: quenos seres adhere anda ao sen envoltorioi fe
ao contrario dos freos anteriores, uma roda de- ses sedimentos ocenicos sao relatimenle ta'o le-
vera augmentar a imraersao de um dcimo. ves n'agua como os atnos no ar e se o fui dn
Mas essa consideravel reduco de peso deixa-^dos mares fosse trabalhado pelas correntes wL
ra o cabo gravitar al as profundidades do Ocoa- atoraos martimos seriara varridos em lurbilhe'
no ? Isao nao mais questao para os sabios. como a nev, ou amonloados em dunas como i
Por muito lempo acred.tou-se que a densida- t areia ; alter.r-se-hara os espioTios seus an u
de dagua, em certa profund.dode. era tao grande los arredondar-so-hiam, e as are as o"ras feles
que s os cordos mu. pesados pod.am alcancar do Ocano misturar-se-hiam com a sua subslan
v fundo. Era isso um erro que foi demonstrado ca. Mas nao acontece assim : os animlculos
pelas sondagens felas por conta da companhia lirados dos pontos mais profundos nao aoresen-
atlantica e pelo lenle Dayman, commandante tara essas misturas, e os infusorios mais delira
do navio uirIcz Cyclope. Nessas repitidas ope- i dos nao trazem signal algum de croso Al-iins
rayaes, a sonda nao leve nenhuma diculdade sao tao frescos e tao perfeilos que o'orofe r
una mersu- Ehrenberg. de Berln, pensa que hw conchas
CONSUUDO PhOVINCIAL.
Altcracoes feilas no lancamento das
dcimas que pagm as casas da fre-
pna de*. Jos, pelo escripturario
V.M. F. P.da Silva.
Ra Augusta.
Numero 74. Mana Venancia de
Abreu Lima, casa terrea arren-
dada por................<#--
Idem 86.Francisca Tbioxic "ds
Concei^ao Cunha, casa lerrea ar-
rendada por......
dem 90.-Themolheo"Pinto Leal'
Leal e outros, casa terrea arren-
dada por...............
dem 1 l4.-Herde'i'ros de '/os Ma-
na do Jess Muniz, sobrado de
um andar e loja avallado por....
dem 15.Manoel Ferrera dos San-
tos, casa terrea arrendada por..
dem 17. Viuva o herdeiros de
Jos on^alves Ferrera e Silva,
casa terrea arrendada por ......
dem 19.Os mesmos, casa terrea
arrendada por......... j....
dem 23.-Joaquim Noraia Pontea
e outros, casa terrea com solao e
8 quartos no oilao arrendado por
dem 25.Os mesmos, casa terrea
e 1 portao ao lado com
aguas, arrendado ludo po
dem 29.Pedro deSouza
casa lerrea arrendada per
meias
Tenorio,
Frela Barbo-
4 lojas,
ca Silva,
hada pelo tenenle Dayman cora um peso de96 vivera SUtolSMTa! cora asuste ^"'.1
libras malezas alcancuu o tundo em 2.53 hrm-aa iraram n..in.. .,,..,;,u.______ 3 SUMU0S as i .....^ 7 a> Ln
nSo nos falta elle ; pois que poss'iimos um Uto-
ral assaz piscoso e cora suficiencia para um mer-
cado de grandes forjas.
Este defeito, porm, do que resultava anda
um monopolio horrivel, deve hoje cessar com a "" t-rrea arrendada |
existencia de uma companhia, que dispondo de dem 31.Jos de Frel
um excellente barco de pescara e de todos os 0- sobrado de 1 andar
demais apprestos que lhe sao relativos, deu co- '< ^aliado pur...........
meco na semaua linda seus trabalhos. dem 35.Jos Marlios .
Effecl.8meiileja tem descido de cusi o peixe, "sa terrea arrendada por........
pois essa companhia tem vendido a prec,o com- Idem 43.-Dr. Alexandre I'.ernardi-
modo o que ha pescado, fazendo o seu mercado dns Bota a cn. ..k..j.
em frente da assembla lodos os das entre as 8 e
9 horas da manha.
Importa que sejam animados esses horaens em
sua empreza, da qual se devem remover lodosos
obstculos quo a cobiga e o despeito lhe possam
oppr. Com a permanencia della muilos e pro-
ficuos resultados se colherao, sendo o primeiro
dcllcsesse capital queja se experimenta-a di-
minuQao do custo do genero mais caro que t-
nhamos. Apsvirao os seus consoctarios, e as-
sim Dcar creada urna industria, quo apezar de
nao ser nova, tomar proporces mais latas, per-
dendo a rotina a que ora est sugeit.
Nenhum interesse, alm disto, prjudicado
300000
300000
4O0&O00
61C$000
192JC00
300000
2408000
5O4JO00
504$000
240g000
648*000
300JJ00O
brado de
loja, ar-
a ; o mar est para lodos
!ra\"o[reSmtrgAUlinh?So0 TJf^llT* ZTa n'S .";'l"r"alislas Pensam pelotn-" i aber.o ; o o luc'ro "a"co.;squenc.3'"do"lr"abalho:
ii una nora e meia. A linha s, visto sua lvela, trario quo ellas viveram na superficie e aue fo-
na provaveloiente por si mesma a igual; ram sepultadas no leito do Ocano, onde as pro-
e
_....... r.u.,.'viui[iiiii y-ji ai un-Mijii a igual mu sepui
profund.d.'de era yinte equatro horas; mas ha- (riedades onte-septicas da agua salgada
y.la i6 dlSl"-l-"fa-ilvelmel,,p' P.0,s 0Je? d0 er" Pr.'ssao enorme inipedirara a decomposigaoMi-
ro s fez apressar a sua queda. Tu do quanlo
chega a um fundo de dez ps, chega a um de dez
mil, porisso que a densidade do liquido nao aug-
menta em proporcao de sua elevado. Os mares
mais profundos nao apresentam differnnca algu-
ma a este respeito, porque a agua que quasi in-
compressivel ao ar livre, o completamente
abaixo da influencia atmospherica. As provas
mais rigorosas que foi submetlida, nao deram
uma coropresso de mais de um sexto do seu vo-
lurae, o esse resultado era sera duvida alguna
devido naturezi do ar comido nagua antes do
que a coraposicao da mesma agua. Pode-se,
pois, dizer que a agua materialmente incom-
prossvel, e desde entao toda a questao de im-
mcrsiio reduz-se a de uma gravidade especifica.
Ora, se ha especies de canhamo mais leves
nuca. Os partidarios dessa ultima tieona en-
tre os quaes se acha o ente Maury longe de
admmirem que a agua conserva sua acrao di-
solvente no fundo do mar, pensara, pelo'rontra-
no, que ella nao altera as cousas anda mais pe-
rcatis para as quaes a pressao amblante lorna-
a especie de erabolsamenlo natural. Cilam
Importa que soja removida uma trave, que
ora existe no meio do becco do Sarapatel, a ti ni
de evitarera-se incommodos ao publico.
J lera ulla dado causa a muilas topadas, e
uma deslas ultimas noites alguem ia quasi que-
brando uma perua.
Por mais de uma vez temo-nos oceupado
de objectosque entendem como asseio da cida-
de, e j em uma dolas as eonsideraces que fi-
zemos, mereceram-nos a imputacao" de insesna-
,--------__ ...._... ..,. .o.wo do
que a agua, tambem existen, oulras mais pesadas, futmiwnn
c misturando as duas especies, a companhia Ko- que todos aquellas que sao lancados em sen sei
netl, Connean. Trosser e Curts conseguio regu- com uma bala os ps [como succed? aos ae
Men, i"0 e,SpCC'C0 da",aneira msis ecta. murrem a bordo do algum navio) con%rvarr-Sp
t***?' leiD- Cfl"hamo um,? Propriedade | empeo fundo das aguas, com as feicOM lio
mu oPf oituna aqu : estreita-se 3 0/0 nagua, e perfeitas como no dia era que seus cam ind h
esse estre.tamento uma garanta que o fio elec- zeram-lhes o fuera1
trico nao ser prejudicado pela tensao que deve
avanar ou quebrar qualquer fio de ferro de guar-
nc.io metallica.
Uma grave presumpejio em favor do cabo de
estojo do canhamo da companhia Rowelt podo
deduzir-se desle fado : que no momento em que
esse martimo expunha a sua invencao, e obtinha
n privilegio, um cabo quasi idntico era imagi-
-;j. r---------------....>..,.u natural. -. 11 J ni err.ns
anda, em apoio dessa supposirao oulras mm-hic 7 i
c'agua doce encontradas Wa n rX ^ C0'D ,Pm-S uraa",issao a
dade no Mediterrneo pelo microscooisla Eh en ?W"' e aC"na d ,aS af8ress5es e8, se,,so
berg, conchas conlendo ainda restos de c ?n P l"'0, qUe n8, "u,,atarra ""iitamente, nao fi-
fresca. carne taremos aqueni do nosso tira.
Esse facto, diz o lente Maury uma daiLS. a' ?"r inc,,n.vomenlc Para a mpeza da
doscobertas mais interessantos reudas"nch i r ',"C ^V?0 de P^os as ras de la;
sondagens em grandes profundidades Z 6 Va ? rcf10"hec,do '?ue uma poslura ex,sle
do-Bos levar por elle aoreino disconiectn 'dn.d "> P. parecendo-nos at
dando mais um passo nes direcrTJ no demos T\C """ ha rlf*ueli e? q"e Plicia municiPal
phan.asiar que o mar embalsaran icus mrtos TZ?** ^ I?"3> 'Sl eSlaV" "**"*
I do pira a nossa, onde ulimamenle enconlram-se
porcos a todas as horas pelo paleo do Carino,
ras do Livramenlo e da Concordia, paleo da Pa-
nha e por militas outras localidades.
O raesmo abuso e tolerancia delle reproduz-se
na freguezia de S/Jos, e provavelmenle reflec-
lr-se-ha pelas outras
Islo posto, reclamamos as vistas dos senhores
tiscacs para essse ponto dos seus deveres, pedin-
do-lhes que pouham termo ao referido abuso,
cuja tolerancia traz comsigo o effeilo j assigna-
lado com relacao ao asseio da cidade.
uado peloeapitao Rogers, da marinha americana,
S reccaunejidado como a nica soluco possivei ge
e racional do problema lelngropnico 's....'m..,... i., -t
pelo lente Maury, n'um capitulo supplemen-
tar de sua Geographia physica do mar, capi-
tulo posterior em toda a brochura do capitao
Roye t.
Essa simultanedade de concepeo em homons
do mesmo oflicio o do igual saber c um penhur
do bom xito, cu jo valor ninguera pode negar.
Ambos concordam em reconhecer que a densi-
dade do Ocano nao oppor nenlium obstculo
immereao do fiosimplesmente cercado de canha-
mo, e que essse fio ter alcm disso a immensa
vantagem de poder ser levantado em lodo o seu
A imagem pelo menos pilloresca, e faz do
uceano uma [loclica necrpolis.
Tassandodo phantastico realidade
oceupa conclue o lente Maury que
percha o caont-chouc e o canhamo empreados
em .solar os los dos lelegraphos submarinos, nao
teem, aprwri, que recear qualquer dissolncao
o capilao Koweit corrobora essa conclusao elo
que nos
a gulta-
Pr0.ei ed" f'.U.'!e S."rra insleza o*"Go*r- deira"d'e"srgeiro'"o"s,r" Jos
que tendo sido tirada da enseada de Si.iih- Ferra/.
Por portara de 20, foi moneado professor
de instruccao primaria do sexo masculino da ca-
oraes de Souza
UIJIM .
bracas d'agua, foi
debaixo de mais de cincoenta
encontrada em tao perfeilo estado" como no dia
em que sossebrara. A madeira, e principalmen-
te o mcame, eslava menos alterado que os fer-
ros, e iiiiham conservado uma solidez devida a
preservado da influencia atmospherica.
Se o cabo da companhia Rowolt nao tem qUe
recear nenhum obstculo proveniente da densi-
dade da agua e das correntes submarinas, con-
servando serapre o lucro de sua leveza, pode con-
tar cora oulras vantagens que lhe sao garantidas
pelo itinerario que ha de
lteineltem-nos o segumto escnpio, prum-
do-se-nos a respectiva insercao em nossa co-
lumna :
a Senhor redactor da Revista..Sendo certo
no dos Res e Silva, so
2 andares, solao e uma
rendado ludo por.........".... 1:300000
taem 45.Joaquim Antonio da Sil-
va, casa lerrea arrendada por.,
dem 47.Mara Izidori da Con-
ceiQao, casa lerrea arrendada por
dem 63.Jos Joaquim Dias Fer-
nandes, sobrado cora uma loja c
1 andar, arrendado lude por.. ..
dem 67.-0 mesmo, casa lerrea
arrendada por........
dem 71 Manoel Airea
casa lerrea arrendada p
240SOOO
2405(000
uma machina, cuja mola principal osuffragio
popular, convinha fazer desapparecer o descr-
dito, em que havia elle cahido, pois que a lei de
1 de agosto eslava renegada por seus mesmos
progenitores.
Era, pois, este o primeiro terreno a mondar :
ir em soccorro do vol, a parte mais nobro o im-
portante do nosso organismo poltico.
Difflcil tarefa I A timidez geral dos nimos aht
eslava para se oppor a tao momentos alteracau;
os interesses individuaes radicados, o que iam se
fendos, ah se apresentavam com a feroz energa
do egosmo.
Mas o gabinete eslava adstriclo a um program-
is, este programma havia sido tragado pelo mar-
quez de Paran, devia cumprir-se. Dos archivos
do senado foi evocado um anligo projecto de elei-
cao por crculos, foi discutido, e passou a ser lei
do paz.
Todos vram a energa que desenvolveu o mar-
quez de Paran, para que a tentativa de reforma
eleitoral nao fallecesse ; todos deram teslemu-
nho, de quo s o marquez de Paran, pelo pres-
tigio do setenme e pela forca da sua vontade,
sena capaz de levar ao cabo semelhante empre-
za. Foi o penhor mais valioso da sinceridade do
programma governista, foi a concesso amis
significativa aos homens do partido liberal.
Correspondeu, porm, o resultado expectati-
va ? O gabinete havia sido fiel ao seu program-
ma, era uma nova aspirarlo essa de sahir das lu-
las mproicuas geradas pelo systema deleterio
das pessoahdaecs ; mas, o meio era efficaz ? Ve-
jamos, fazendo ligeira analyse da le dos cr-
culos.
Entretanto, assenlemos desde j, que, quando
esta le foi posta em execugao, o artfice podero-
so havia desaparecido, e a quadra gastadora de
gabinete se havia reapresentado.
A.
N.B.No-artigo antecedente, linha 44, em
vez de preceilos dos publicistas, leia-sepre-
citados publicistas.
uVHiriD ?- -8Temo da honestidade dos
que dirlgem o Umaodo estado, lhes impe o dc-
ver rigoroso de nao ser indifferentes ao movi-
mento poltico da oplno, especialmeulo nos
momentos solemnes, era que esla tem de maui-
feslar-se por meio da urna.
Recife, 22 de oulubro de 1860. 0uica0,f-
Idom 63.Bernardo Jos la Rocha,
Santiago,
ir.
casa terrea arrendada p
dem 93Manoel Pcreiru do Ma-
ga I naes, casa terrea arrendada
por..........................
dem 97.Mara Manoell da'As- "
surnpcao, casa lerrea arrendada
por ....................i..........
dem 99.A mesma, casa terrea
arrendada por.........j.....
dem 101.Antonio Moreira Res*
casa lerrea arrendado por.......
., Travessa da ra Augusta.
Numero 2.Jos de Freitas Barbo-
sa, casa lerrea arrendada por___
dem 4.Joaquim Lobaio Ferre-
ra, casa dividida em 16 com a
numeracao do 1 a 21 ,| e 2 a 10.
arrendado ludo por..J...........
dem I.Padre Joiquim Nunes'de
liveira, casa terrea
por...................
Ra da .
Numero 62.Manoel Firmino Fer-
rera. casa (errea arrendada por
dem 66.Manoel Firmino Ferre-
ra, casa terrea arrendada por___
dem 68. O mesmo, jcasa terrea
com_soto arrendada 'por.........
dem 74.Viuva e herviros de Jo-
s GonQalves Ferrera e Silva,
casa^lerren arrendada por........
dem 76.Os mesraos casa terrea
arrendada por......i.............
dem 78.Os mesmos, casa terrea
arrendada por...................
dem 82.Os mesmok casa terrea
arrendada por...............
dem 92.-os mesms, casa'terrea
arrendada por.....|...............
dem 04.Herdeiros] de Pedro An-
dem 96. Izidoro dos njos da
Iorciuncuta, casa lerrea arrenda-
da por.........
700S00O
2165000
180*000
2163000
A recoustituicao dos partido.
I
Governo representativo sera um partido, que o
sustente pela idenlidade e uniformidade de prin-
cipios e de opinies, e sem uma opposio que o
combata pela diversidade e antagonismo das
ideas e dos principios una cousa eslranha, que
se nao explica era coraprehende. Sem esse cho-
que continuo de deas, que se discutera na m-
prensa e na tribuna, e que formam e esclarecem
a opiniao, o governo representativo uma ano-
mala, uma morislruosidade poltica.
Nos estados regidos pelo systema representati-
vo, o governo sahe da maioria das cmaras, que
reprsenla a opniao da maioria do paz. Essa
opiniao forma-se pela discusso esclarecida de
ideas governalivosoppostas, ou se quer divergen-
tes. A imprens poltica e a tribuna parlamen-
tar sao as que suslenlam essas lulas de palavras
8 lornecem os elementos de que se forma a opi-
niao. Ora, a idea do maioria correlativa da
do minora, e :ima vez reconhecida, nos gover-
nos representativos, a existencia do maiorias o
minoras, isto de porcoes da sociedade, quo
sustentara opinies divergenles ou opposlas, lem-
se por isso mesmo reconhecido a existencia ne-
cessaria de partidos.
1-Qi 1 lb'l. q? a.hi lka dit0- Paroce evidente, parece
ZZ'VJ .V-2."^ l-aWSOOOilncoiilestavel. c. nada obstante, surgi la oito
tinos, nesle imperio, e se tom progado uma no-
1803000
723000
60000
MfOOO
120.3000
arrendada
Palma.
2 'jssst asMu-55?5: ^fmSss&ynoLsssi
ISOcOOO
84gOOO
180JOOO
I8O3OOO
18OS00O
^iniui iv.uu<,.ui un .icix.otu..jcuuu tenu uj pur.........
que a demora nos julgameutos importa denegaciio dem 98. JoaquimTsevcriVno o-
de iuslica, conscio de uue Vmc. lera un coracao eueira un iQJ,, ___j...
........8*"" l"""11 == it-vniuauu em iuuu o seu | pem iiineruiio que ha de senir A dislaiicn ile
compiimonlo. o que permittr reparar as avarias Brest, ponto da partida, a Flore orovisoiiim, n
c renovar certas partes. | le escolhido para eslacao nos Acores de' 1 245
toi por nao poder ser lirado do fundo do abys- millias ; de Flores a S.'Pedro (Mi'iuelonl de i i \k
mo que o cabo que se estendia das costas da Ir-, total 2.0O milhis. E' 300 milhas mais do nuc o
la na as da Ierra Aova, foi abandonado, c que a | comprimenlo do cabo perdido qno reuni a Ir
Inglaterra deixou cabir de suaa raaos enfraqueci-l lauda Terra-Nova ; mas, por um lado S Pe
das, esse fragmento do seu sceplro, o qual a \ dro acba-so mais perto d New-York c'no'r ou-
Franca procura apauhar.
Nosoguinte capitulo corapletiremos os porme-
nores dessa interessante ompreza o o exame de
oulras objeocoes que so lhe podem fazer.
II
Havemos eslabelecido
avthentico8 queadensi-..
opponha nenhum obstculo seno immersao do
cabo lelegraphico, e que este nao precisava de
nenhuma guarnieo de ferro para alcancar as
maiores profundidades. Mas, chegando ah, o
cabo nao lera de lutar cora a violencia de corren-
tes submarinas ?
Na verdade, por muito lempo acriditou-se na
existencia dessas correntes ; boje est em com-
panhia das quimeras, assim como a densidade
progrossiva da agua.
O lenle Maury e o capilao Rowettc encon-
tram-se ainda nessa demonstraqao, bascada rm
suas proprias experiencias e nas do lenle Day-
man, da raarinh britannica. Accordam era reco-
nhecer que residero na superficie os agentes que
perturbara o equilibrio dos grandes mares e le-
vantan) as suas vagas.
Esses agentes sao os proprios seres que habi-
tara os mares : os venios, a influencia lunar, a
evaporacao e a piecipitaco causada pelas mu
dancas de temperatura, causas estas essoncial-
mente superficiaes.
Os raiosdo sol nao podem penetrar as profun- ;
didades d'agua, e ah nao se pode fazer sentir a
radacao ; por consequencia as variages de tem-
peratura de verao em invern e de invern era
verao devem apenas ser apreciaveis. Os ventos
por mais violentos que sejam, nao. trabalhao se-
nao a epiderme da ruassa liquida, e nao penelram
era suas enlranlias.
Pela evaporacao, a agua torna-so mais salgada
e mais pesada nas carnadas superiores, ao passo
que o vapor por ella formado se condensa cm
cnuva e precipila-se era outros pontos da super-
ficie da qual eleva o nivel, lornando-a mais le-
ve e menos salgada do que eslava antes. Esse
duplo phenomeno o gnesis da circularlo ho-
risontal ou da troca d'agua designada pelo no-
me de correle.
Se em consecuencia da e?aporsc,5o, a superfi-
cie d'agua toma-se bastante salgada
de juslica, conscio de que Vmc. lera ura coracao
recto, e que deseja que a juslica seja serapre fol-
la sem vexacao para aquelles sobre quera tem de
actuar, nos lhe pedimos que eleve a voz em seu
conceiluado Diario, para que quanlo antes se
teuna a 3a sessao do jury nesta cidade.
O Diario o disse : Grande numero de procos-
sos existen) preparados para subir ao jury : nao
possivei que linde o anno, ticaudo todos esses
processos para 1861.
Tal demora uao se compadece com a huma-,
nidsde, nem com os principios de juslica.
Se o juiz de direlo de uma das varas est
em servico de correicao, convoque outro o jury.
Assim o deseja um
Amigo da juslica.
tro, a mais compnda das duas parles do cabo se-
ra inferior por 600 milhas, ou quasi metade a
distancia da Irlanda a Terra-Nova. Com essa di-
visao da linha descera a presteza elctrica e do-
brar-se-hao as probabilidades do xito para a
por factos numerosos e "k"S ^ ,Q"a", s P'ottmltdcB que
que a densidade d'agua do mar nao : l a- ',n nefa d''Pla ". "^ excedem as que
hnm nhjta^iiin sor.n i mmor0r..> .i.. nft|a indicado o Sr. Maury na planura lelcra- .
Piuca. Partindo das costos da Franca, o So ^"p" 3 Y^^
ugraen.aprogressivaraen.e para chg r a s d l0 da P.ane"
raa de 2,0u0 bracas 4,500 metros depo.s de tres ~ assa-olro d0
longas inclinacoes, e se a rcelevacao lera lu-ar
mais rpidamente nas proximidades dos Acores
nao e comtudo de recear que o fio eletrico flau
suspenso entre sins montanha3. S a imaeina-
cao produz taes espantalhos.
Dos Acores a S. Pedro, seguindo o arco do
grande circulo, ou, melhor, subindo um pouco
para o norte, anda fica-se em cima da planura
ou cerca de 1,450 bracas (3,200 metros ] Nao ha-
T rela,ivamp,,te ao fundo, nenhuma
dilliculdado sena que vencer ; e a estada nter- I K. Ede
Pe0;;3 SSS^TVSSSS1* Tf ~ P""8 do lliafi aci>"a< I-vencivel,
anlo ameririna nn Cni d -"* I,nh" sa,lido Para Aracal>" Prancltco Soaresde Cas-
inda remefl O 1 S "-ao poude trp Francisco Joaquim Nogueira, Franklin de
'u ; de propria di"globo" elecir.cida- Alelu,a_ Malveira, Creholino Ahes do Valle. Jos
Parece hoje verificado que o nosso planeta
soleado, segundo os paralellos, por correntes;
elctricas regulares c crescer.tos a medida que se
caminha para o norte. Dar a direccao desses pa-
ralelos um fio lelegraphico ex'por-se a ver
correntes estranbas reunir-se s dos signaes n'um
sentido e annulla-las noutro. Assim linha-se
notado em Valencia, na Irlando, uma facilidade
muito maior em receber os signaes do que
raanda-los.
Foram rccolhidos cusa de delenco no da
tS desle mez 8 horaens e I raulher, sendo 3 li-
vres e 6 escravos, a saber: 1 a ordem do Dr che-
fe do polica, 2 a ordem do Dr. delegado do Io
disliclo, -2 a ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, 3 a ordem do de S. Jos ola ordem do
. hiate nacional Santa Cruz
entrado de Mundah : Antonio Francisco Viera.
Passageiros do hiato nacional Santa Rita.
sabido para o Mnndah c Cear : Jos Joanna
Carneiro, Mara da Gloria Carneiro, Joaquina
Marques Carneiro, Vicente Severino Dnarle e um
escravo, Jos Soares de Alraeida. Jos da Silva
Madureira, Joao Antonio C. dos Santos e Bernar-
do Pinto.
Passageiro da barca americana Azelia, en-
Irada de l'hiladelphia : o cnsul Americano A.
Alves Fernandos.
Passageiros do hiale nacional Exalacao
ludo para o Aracaly : Joo da Malta Oliveira]
em
Nas secges proposlas da linha franceza, o an-
glo com o meridiano quasi de 45 graos ; as li-
onas affastam-so do norte e da direicao de um
parallelo evitaram, pois, essas duas' causas do
perturbacao.
A rflalisacao da empreza parece, por conse-
quencu, cerla sob o poni de vista material e
1,Snn,qUVmrrl'1' pois Sob Ponto de vista
commercial e financeiro, seu xito nao pode ser
dnvidoso. A companhia obleve do governo fran-
cez um pnv.legio pelo espaco de cincoenta an-
.-0 ....-ce uaiai>tc suigaua para ser ---- i'.ui-giu peio espaco de cincoent an-
mais pesada que as carnadas inferiores, estas ce- ns. e uma garanta de um mnimo de receitn do
demolugar aquella. Essa mudanca pode dar i 40:0O00O0 rs. (1,050*000 frs.) por anno ,,
lugar a uma circulagao vertical, mas apenas per- '
ceptivel e sem relacao directa com a queslao que
nos ocenpa.
Para convencer que impossivei as correntes
sulcar o Ocano em grandes profundidades, bas-
ta observar a agua que escapa de uma comporta.
(Juando mesmo essa comporta opera a sua des-
carga muito abaixo da superficie, a agua eleva-se
eespajha-se quasi immediatamenle, tendo sua
Sai0 horisorilal en"nli-ado um obstculo im-
-.5'i!Br?1 da nal"ia quer que a pri-
fan. .enCI' dS. "quidos 8PJa ,oma' em 'oda
a parle o seu nivel, e os ocanos nap sao mais
isentos oessa le do que os menores katoa. Por
mais caudaloso que seja um rio que se lanca no
mar, nao pode se nao dilatar-se na superficie da
naca que o recebe, e smenle ah que consli-
tue uma correhle proporcionada ao volume de
suas aguas, e segundo a direeso imposta pelas
necessidades do nivellamento geral.
A maior dessas correles a que designam no
Atlntico pelo nome de Gulf-Stream. e que,
partindo do golpho do Mxico, atravessa ogolph
ua Florida, segu por algumas centenas de milhas
as cosas dos Estados-Unidos e atravessa o Occa-
um s cabo. No caso de linhis 'addiconaes'
que precwar-se-ha certaraente, estipulou-so a
mesma garanta annual por rada novo cabo Se
esse lucro foi julgado sufflciente para as despezas
de installaco, que serao infinitamento menores
que as da compannia ingleza, visto a differenca
de construccao dos dous cabos, essa somma est
longe de approximar-se do producto possivei e
provavwda empreza.
O commercio das Americas com a Europa ex-
ceder 20 milhes por da, ou a 7 milhares e 200
milhoes por anno, movidos por uma frota de
17,000 navios. Nesse total o commercio dos Es-
tados-Unidos entra com 4 milhares, e o que fa-
zem cora a Franja em pariicular com 643 mi-
lhes. Essas trocas eslao bem longo de terem
chegado ao seu apogeo, e as coromunicaces le-
legraphicas seguiram a mesma progresso que as
communigoes postaos.
M^A^nJ' mandi,ram da IngUierra pela porta \
82t470596 carla8 : em 1859 5^3,000,000.
Gonc.illo Jos Seve, Jos Mariano de Sena, Lin
Pedro deOliveira.
Passageiros do hiato nacional Deberibe
saludo para o Ass : Ignacio F. do Amaral, Jus-
tino Pcreira da Cunha, Francisco Salles de Sou-
za, Francisco G. do Nasciraeoto.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 21 do corrente para consu-
mo desta cjdade 104 rezes.
Mataram-se no dia 22, 101 rezes.
MoRTALlDAnF. DO DA 21 !
Mara, parda, 4;mezes, espasmo.
Bernardina de Senna, parda, 7 annos, cscrophn-
las. '
22 -
Blandelina, branca, 1 mez, hidropesa.
Mara Cordero Xavier de Brilo, branca, viuva
70 annos inflammaco do ulero.
Francisco de Stlles dos Santos, pardo, solteiro
24 annos, varila.
guera, casa lerlrea arrendada
por..............!.....
dem 43.- Dr. Joao Antonio'de
Souza Beltrao de Araujo Perci-
ra, casa lerrea arrendada por..
dem 4o.O mesmo,casa terrea ar-
rendada por.....................
dem 51.Manoel Firmino "Ferre-
ra, casa terrea arrendada por....
dem 55.Manoel Goncalves Fer-
rera e Silva, casa te'rrea arren-
dada por..................
dem 57.Amorim Irmao," casa
terrea arrendado por.............
dem 59.Os mesrnos, casa terrea
arrendad^ por....................
dem 61.Aiexandre Jos da Silva'
casa (errea arrendado por........
dem 63, O mesmo, casa terrea
com sotao, arrendada ludo por..
.. Ba da Concordia
Numero 46. Manoel Antonio do
Jess, casa terrea cora 1 taihei-
ro, arendado tudo por...........
dem 62. o mesmo, casa terrea
dividida em tres, arrendado ludo
por....................
dem 64. Bernardo Pcreira lia-
mos, rasa lerrea arrendada por..
dem 66.O mesmo, casa terrea
^arrendada por....................
Ioem 57.Manoel Firmino Ferre-
ra, casa terrea com solao arren-
dada por..........................
dem 65.Joaquim Severiano No-
gueira, casa lerrea arrendada por
dem 67. Antonio Joaquim dos
Santos Andrado, casa terrea era
caix.io com 4 cazinhas oenlro e
12 no fundo, arrendo tudo por..
dem 69. O mesmo, casa lerrea
em caixao, arrendada por........
Travessa do Pocinho.
Numero 5. Victorino Jos de
Souza Travassos, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 23.Antonio Pedro das Ne-
ves, casa terreo arrendada por...
441000 o do edificio social e condiQao para i
e prospendade geral a indfferenca poltica, que
se traduz na condescendencia mutua dos homens
pblicos, ate mesmo contra suas proprias con-
vtcfoes. E esta Iransacciio vergonhosae iinmora-
issima, esta constiluicao caholica da sociedade
iWnft ." .e,.evada al a ura de programma
4-ivluu ministerial, loi proclamada do alto da tribuna
como urna grande medida de salvaco publica '
Apezar do vehemente protesto 'de muilos de
dossos melhores e mais dislinctos estadistas a
nova doulrina, syrabolisada pela palavracon-
ciliarao, toi posta em pralica, e achou infeliz-
mente numerosos adeptos.
A condescendencia mutua dos horaens pbli-
cos comecou a manifestar-se na organsacao dos
18080l0 | ministerios que erara recrutados cm ambos os
ISP^IOO i f i8KS Pf1^03 Polticos, formando um compos-
1813000 lo hybrido de ideas e opinies opposlas, sobre as
j quaes pairava sobranceira e valida a doutrina do
poder?" deseio de conservar a todo o custo o
Redurida i credo e posta em pralica na alta
admioistracao do paix, a indiferenca poltica pro-
pagou-se com incrivel facilidade, como o vene-
no do spide, e como elle ameaca corromper as
geracaes e destruir e aniquilar "as forras indis-
pensaveis a vida poltica do paiz. A cabalstica
e mysierusa palavra conciliario, definida c ex-
plicada de cetn modos diverso^, mas conserva'n-
do-se sempre ncomprchensivel foi ura enodo
para os homens crdulos, um ptimo achado
para os bandoleiros polticos e uma verdadeira
caiamidade p3ra o paz.
Desappareceram os partidos. A lula gloriosa
o moralisadora dos principios foi substituida por
esse pug ato moral, que toma o nome proprio
para baudeira dos contendores, e quo tem or
armas do ataque e de defesa ora a injuria e a ca-
lumnia, ora as epopeias e as lisonjas. Os ho-
t polticos, reunindo-se segundo as sympa-
^ aaniversario do hospital de capidade
Nisce o euro nas entranhas dos montes, e nas
arterias oceultas dos penedos : e subindo como
arvore de profunda raz, donde comeca vai es-
patriando os ramos em desigual medida, con-
vertendo o sol com seus poderes aquellas mate-
rias dispostas e propincuas, at que chega a ser
ouro, e se demonstra por duvidosos signaos na
face da trra : que logo daquellas embrenhidao
se mostra triste, dando por indicios da riqueza
que encerra, herva descorada, delgada, subtil
o sequiosa areia e barro leve, secco e sem pro-
veito ; al as aguas, que por entre as vSas des-
cera, sahem cruas e com sabor pesado, diz Ro-
drigues Lobo.
Nos porm paraphraseando o Ilustre classco
lusitano, diremos:Nasce a caridade dos seios
do noraem bem formado, do coracao magnni-
mo e generoso, do espirito activo e patritico: e
traduzndo-so < m ideas, pensamenlos e palavras
vai subindo at os cos era feitos e aeces que
ennobrecem o hornera, allrahem heneaos de lo-
dos c agrada a Dos: Occulta por largo lempo
as aeces benemritas e caridosas nos seios do
homem, roropera depoiscom todo vico e robus-
tez flor da publcidade, para estimulo de al-
guns para consolo de muilos e para applausos
de todos, que como o vulto mais eloquente do
yelho Portugal, A. Herculano, sabem que cari-
dade e so caridade toda crenca de Jess.
Se o ouro so demonstra por' duvidosos signaes
na face da trra, dando por indicios da riqueza-
que encerra, herva descorada, delgada, subtil e
sequiosa areia, e barro leve, secco e sem provei-
o;asaccoes caridosas se oceultam muita vez
em um aspecto grave, serio e digno, e rorapem
em manifestares solemnes, porm sublimes-
profundas, porm magnificas ; e tristes e meren-
corias, porm graciosas, mimosas e celesliaes.
L assim que tem procedido e demonstrado a
gravidade cavalheirosa do Illm e Exm. Sr. Arn-
br.izio Lena da Cunha; assim que solemne-
mentetemi pralicado, j na criaro da irman-
aade da Misericordia desta capital, e nos nego-
cio.-! que dizem respeito ao hospital da caridade,
do Recife, o mesmo Exm. Sr.
Da accordo com a direccao e o modo sisudo e
christao de S. Exc, leve lugar no da 19 o an-
niversano do hosDital da caridade. Pela ma-
nha, em uma das salas do edificio, leve lugar
uma nnssa, onde o canto sagrado, o acto religio-
so, as flores em grinaldas, os cirios, as imagens,
o recolhinienio solemne, as irmes de caridade,
pallidas, desfeitas, trabaihadas, condizium com
os visitantes vestidos de negro, conpungidos o
sinceramente enlevados nos mvslerios augustos
do clirislianismo.
Depois seguio-se a vsla aos enfermos, zelo-
wmente cuidados, tratados e pensados. Por to-
da a parle pairava nos semblantes enfermos, a
esperanca, a f o o conforto, por toda a parte os
olhos encaravam aceio, commodo, zelo, um cui-
dado filial de gratidao nos desvalidos confiados
aquelle estabelcciraento, e ura amor maternal e
aOl'UUU
156{000
240C000
20#000
240$000
1925000
240OOo
300JOO0
132;C00
252?,000
360500O
73IS000
216^000
96J000
604J000
156S000
1:960000
120SOOO
lo, que da trra s aspirara o bem social, dos
ceos as palmas do raariyno.
Por espaco de todo da 19 ate s 8 horas da
noiie, estovo o eslabeleciraento do hospital de
candide exposlo as visitas do publico desta ca-
pital.
Numerosas familia; para all so encamoharam
levadas do benfico espirito de visitarem os en-
fermos e algumas para verera aquelles que por
muilos sentiraenlos lhes sao gratos aos coraces.
A noite nao houve, coraoem annos transactos,
uma banda de msica a esturgir os ouvidos dos
enfermos, e somentc a excitar dsleiles o profa-
narle-, desrespeilos e indecencias, risos e par-
voices : havia porm, era compensacao, muita
ordem, muita limpia, muita paz o silencio so-
lern, muita gravidade o recolhimenio. que
melhor se casava cora o destino daquella obra
pia e christia, e dos los a que se destina.
Damos emboras aquelles que lantj amor, de-
dicago o verdadeira caridade teora exhibido pa-
presm. a1uel,a P'a inslituigo, como o Exm. Sr.
nioir.iii^^n*? "evincia e digna junla adrai-
ntstratiua e as irrnaes de carioujc. >
Era quanlo ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia o Sr. r^Ambrozio Leito da Cunha, apraz-
nos vc-lo responder as injurias e calumnias do
vingativos despeilados, alirando-se pelos seus
actos magra-miraos e chrstos, aonde nao clie-
gam as larnurias de liberaes-papeis, de papel
era as provocages de almas pervertidas por
corruptos vergonhosas e ruins
Que o Exm. Sr. Leilo da Cunha continu
assignaiar-se clirist.io, probo e sizudo e o =eu
inumpho nao ser duvidoso, era os applausos
escios. porque caridade e s caridade di-lo A
ti. toda a crenca de Jess.
X. X.
120-;000
96J0OO
Continuar-se-ha.)
Communicados.
Notos horisontes da poltica do Brasil.
ni
Nas quadras que recia mam remedios heroicos,
sempre se acha um homem para representar ura
grande papel ; porquo essas quadras sao do gran-
de inspiracao, o desla, disse Lamartine, precisa
lodo o grande papel. O homem foi o marquez de
Paran.
Em organsacao poltica, como a nossa, o voto
| o elemento predominante, o ponto das mais
; senas atlences. O que fez com relacao ao voto
annos, febre perniciosa
Joao, preto, escravo, 50 annos, uma pleumonia.
Cypriana Mara dos Prazeres, parda, solleira 90
annos, diarrhea.
Antonio Joao de Oliveira, pardo, solteiro, 25 an-
nos phlysico.
Francisca das Chagus Bosalina Soslem, parda,
viuva, 21 annos, hepatite.
Honorata, preta, 2 annos, escrava, escorbuto.
Roque, preto, escravo, 18 mezes, bronehile
Jos, prelo, escravo, solteiro, 21 annos um feri-
menlo.
Hospital pi caridade. Existem 55 ho-
mens e o3 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, total 114.
Na totalidadedos doentes existem 39 aliena-
dos, sendo d mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr Sar-
> desde 1851. utos manhaa. e pelo Dr. Firmo, s 3 a 1/2 horas
Avwsi!r^,^'^HSw5MTa!t5S?j:a
Nas ljnhas terrestres podem-so "iransmiltir 60"a
80 palavras por minuto. A experiencia de um
primeiro fio transatlntico, ainda que bem in-
da larde de honlem.
- nhr lib.eral Ptrnambueano de hoje se le uma
luas pessoaes, ou os interesses particuhre* que i P"0"0.^'10 assignada Y Z, era que se censura o
antepoo ao amor di patria e ao bem publico Proi-ediinonto dos Srs. Jos Jeronyrao Monteiro
formara apenas pequeas fraeces, que, inimi- i,Jlr,,clor da M1" r"'al
gas ligadaes em ura dia, reuem-se no dia se-
guinte, segundo as circumstancias do momento!
isto a bem do exacto cumprimento da promessa
do artigo antecedente ; a indagado do destino
qti6 levo o seu grande legado.
Era a magna queixa dos partidos que hontera
se debatiam. a falla de liberdade do voto. Quer
um, quer outro, quando na opposicao, achando
na arrepimeiiocao oficial uma barreira a seus
phrenesis. bradavam rauilo e muito alto, que nao
havia liberdade de voto.
O povo, a forca de ouvir os mesmos orados,
apezar da mudanga de actores no campo opposi-
cionisla, acabou por nao darcredilo a uns nem a
outros. Daqui o sceptieismo em materia de elei-
coes.Quem governa quem vence ; o governo
nunca perde a eleigo.
E a lei de 18 de agosto de 1846, producto de
liberaos, nao salvou o voto ; quando a opniao
liberal deixou o poder, livemos cmara unnime,
fela a eleigao por essa lei.
Em faco de semelhante estado de cousas cm
face do nosso rgimen representativo, o que de
mais urgente necessidade, do que regenerar o
veto, rehabilitar asumas eleitoraes ? Convinha, ,
que se nao repetiasem cmaras unnimes ; em tema repr*enU;^
consliluindo desle modo coallises compostas dos
elementos mais heterogneos.
Ninsuem dir que essas coallises, essoncial-
mentei transitorias, conslituara um grande parti-
do poltico. Para que assim fosse, era rnisler
que a mesma Mea, que as mesmas ronvicees
esvessem na menie de cada um dos col liga-
dos ; mas nesses aggregados hybridos, as frac-
goes unem-se e nao se confundem ; quando es-
lao juntas, o scu campo nao tem uma s bandei-
ra, mas lautas, quantos os grupas que o arcaso
ou o inleresse reuni : se parecern formar hoje
'im so grupo, amanhaa eslarao separadas, olhan-
do-se cora desconfianga. araeacando-se recipro-
camente, ou talvez era guerra 'declarada.
Os pobres homens, que, no governo, represen-
tara e sao apoiados por esse grupo de fraeces
vivero a debater-se em um leito de Procusto". Se
daoum passo que avanca, veem-se logo obliga-
dos a retroceder,: so querem extirpar ura abuso,
apenas so poe era movimento para isso, os cla-
mores dos interesses opposlos forcara-n'os a pa-
rar. Agilando-se no meio de um railhar de in-
teresses diversos, que devem ser concillados
sua marcha um continuo vacillar e una conlra-
dicao permauenle.
E a este tristissirao estado de cousas, que re-
vela os symptomas da decadencia o dissolucao
do corpo poltico, a isto d-se o retumbante'ti-
tulo dotolerancia poltica, de conciliacao]
A palavra j nao engaa ninguem. A conci-
liacao, que anda ha pouco era, para os crdu-
los, urna bandeira poltica, inconlcstavelraenle
reconhecida hoje por uma coberta d relalhos
mal serados. Hoje j ninguem desconhece que
ella irouxe como consequencias deploraveis o
desapp.-irecimento dos partidos organisados e
ei.fraquecimenlo do principio da amoridade, o
desenvolvimento progressivo o assustador da
anarchia, o profundo abalo, finalmente, de todo
o edificio social.
Todos os homens sensato?, conservadores li-
beraes e conciliadores reconhecera. que a socie-
dade brasileira nao pode permanecer, por mais
lempo neste estado anormal; reconhecera o pe-
ngo imramente que correra as instituigoes e
comprehendera que o nico meio de salvar o
paiz e reconstituir os partidos com a antia
uuiao e disciplina, cercar o principio da autori-
dadecom a forga prestigiosa da opiniao e matar
assim o principio anarclnco, que ameaga consli-
tuir-se ura quinto poder ao estado.
Bem convencidos desta necessidade, os mem-
brosma.s proeminentes do partido conservador
reuniram.se ltimamente, na corte do imperio,
era casa do Exm. Sr. consclheiro Sergio Teixei-
ra de Macedo, e ahi decidiram que so organi-
sasse uma directorio central do partido, com o
tim de o reconstituir cora a sua antiga uniao e
desciphna, e de pleitear a prxima eleigao geral
no sentido de levar ao seio da represenlagao na-
cional a opmio conservadora.
Est no inieresse do partido liberal fazer outro
tanto, e assim fode-se esperar que a nroxim
legislatura f.r entrar de novo o eilado nas con-
digoes normaes do rgimen constitucional repre-
i-iSff tas tendencias, e se o nao fizesse daria moslrs
de desconheoer as verdadeiras condigoes do sys-
------do banco ao" Brasil nesta
provincia e Joo Ignacio de Medeiros Reg di-
rector do novo banco do Pernambuco. nao sa-
bemos aloque ponto ser cabivel ao primeiro tal
censura, visto que poucas vezes nos temos diri-
gido a caixa filial durante o lempo que nella
lunccinna o Sr. Monteiro, porm o juizo quo
delle fazomos iuleiramento oposto ao Y. Z.
Quanto porm aoSr. Medeiros Reg podemos
asseverar sem ruedo de sermos contestados, que
nao tem razio o Y. Z. na aecusacao que lhe faz.
remos feto algumas transaeces cora o novo
banco somos delle accionistas, e isso nos lera
habilitado a asseverar que os Srs. Medeiros Rogo
e I.uiz Amonio Vieira dirigem aquelle eslabele-
ciraento que mui dignamente Ibes foi confiado
com o tino de verdadeiros negociantes, sabendo
casar os interesses do eslabelocimento, com o da
aquelles que a elle recorrera de manobra a me-
recer nao s a eslima desles como a confianca
d'aquelles que lhes conliaram a direccao deseos
capiiaos, e isso tanto exacto que recorrendose
aos livros do estabalecimenlo se conhecei, que
nao existem talvez vinte cootos de ris de letras
protestadas nao obstante ler a provincia passado
por uma crise commercial, como linda nao live-
mos noticias desde que existimos.
E' verdade que algumas letras lera sido rejei-
tadas, i por falta de formulas legaes, j por cs-
larem as firmas cora seu crdito preher.chido j
finalmente porque as firmas que nellas figurara
nao eslao no ctso de serem adraittidas ; e dere-
i-ao por isso serem censurados os directores do
banco J nos parece que nao : todos sabem que
os capitalistas escolhem as firmas das letras nue
se lhe offerecem a descont, no entretanto qne o
capital seu, e que a ninguem tem de dar con-
las de seus actos, como porm nao deverao pro-
ceder assim aquelles que dispem de capiUes
alheios que lhe foram confiados, e tem de sub-
metter seus actos a uma commisso de exame, a
assembla dos accionistas e talvez a cada um de
per si.
A vista do que expendemos nos parece que r>
t. Z. nao io\ razoavel cm tal aecusagao, e era
quanlo nao nos convencer cora factos, licaremos
no firme proposito de que somente alguma causa
particular levou o Y. Z. a querer apresentar
o Sr. Medeiros Reg como rao director do banco
de Pernambuco.
Ficareraos a espera do que proraelteti o Y Z
e responderemos, se a calma e relexao presidi-
rera seus escriptos.
Recel8 de outubro de 1860.
Correspondencias.
A clcu'fio de Papaeaca e o
subdelegado
Antonio Goncalves de Mello.
Srs. redactores.Nao podemos deixar de dar
conta ao rcspeltavel publico do resultado da
porfiosa eleigao porque acabamos de uassar em
que o Sr. Antonio Gongalves de Mello, lomando
urna parte infractora da lei, das sabias delibera-
ges do governo, e de seus mais restrictos de-
veres, abusando inleiramenle da autoridade quo
lhe fot confiada, nao hesitou emporem aeco
ludo quanlo Iho pudesse servir deoppresso
0-
1f
MUTILADO
ILEGVEL


"'. .'.
DIARIO DE PBRNJLHBQGO. TERQk FEIRA 23 DE OUTBRO DE 1860.
(3)
contra a liberdade do voto ; mas que, apczar
disso, sahio-lhc o anno bissexto.
. N Como jfi publicamos, enretou a sua polica
Teactoraprendendo o soltando sem discrigo
riem bausa (anda mcsmo apparente.)
Proseguindo em seu delirio, de ordem sua
e com ostentago (!!!) foi publicamente e3panca-
* \ crislura sua ; tanto que.nesse sentido consta-nos,
que esse cidado assim ultrajado intentara urna
queixa documentada ao lllm. Sr. r. juiz do
Encarcerou por 24 horas a Theotonio de tal, a
pretexto de ser criminoso, quando sabia perfei-
tamenie que onao era.
' "^ Violenlou liberdade de Jos da; Paz Passari-
nho, prendendo-o dentro do proprio templo de
Dos (oh! irapiedade !) no momento era que se
opproximava do sagrado deposito, aurnapara
entregar seu vjto livre, sob o falso fundamento
de ter o sobre norae de um outro Passarinlio
criminoso, sendo que o primeiro chama-se Jos,
pardo claro, morador ein Taquari destc termo,
conhecido por lo los o.pelo mesmo subdelegado,
como um cidado pacifico, em quanto o segundo
* chamando-se Manoel, mestigo, residente em
Aguas-bellas, e a prova de nossa assergo assen
ta na sbita resoluco pelo Sr. Antonio Guncal-
ves tomada de restitu-lo sua liberdade ultra-
jada, vista das enrgicas obserraroca que de
momento tambera. Ihe forano, fgilas pelo impvido
capilao Lourengo Mllito.
e eslribuxe como quizar, que serapre ha de
perder a eleigao.
Basta por ora Srs. rodadores. Rogo-lhes de
intercalarem as colunas do seu conceituado
jornal estas mal tragadas linhas e sou
De Vmcs Att. criado.
Papac ac 15 de outubro de 1860.
O amigo da ordem.
Variedades.
Est ou nao demonstrada a violencia ?
Poder-se-ha admittir cquirocago de Jos
para Manoel, sendo este mesligo escuro e aquello
pardo claro.raorador uin na freguezia, conhecido
por todos, e o outro em termo difireme ?!
Prevalecendo-se do urna a procrypha queixa
(quem sabe se adrede) pue Ihe exhibirn] contra
Jos Rarbadinho, por imputago de crims de
furto de cavallos, com o sinistro lira di perse-
guirem Manoel Lourengo, com quera nao con-
tavam, manda-o ver preso, c coagidamente im-
pz-lhe a condigao de declarar em seu interro-
gatorio qnese linha suhtrahido o cavalloha-
via sido por suggestes de Manoel Lourengo,
transmiltinilo-o mais de urna pessoa para ser-
vircra de testemunhas no sumraario.
Com provasdesta ordem instaura um processo,
prn que comprehendidos ambos foram parar no
fundo da enxoria:mas que, a verdade, sendo
como a curtida que sobro nadacom poucas
pallietadas se jusiiliearam e foram restituidos
sua extorquida liberdade.
Pretenden Jo desraoralisar ao nosso digno adiado
o alferes Joo Vieira do Nasciraento, horaem in-
capaz dejrred.tro alheio, phantasiou urna
historia de ladrneiraJe cavallos ; cerca-lhe o
sitio com ostontagflo, e all encontrando alguna
quarfoa que pedido de seus donos, cstavam
pastando npprehende-os, e forma disto um gran-
de arruido, vindo depois esses mesmos donos em
juizo receberera seus auimaes, e reenlrega-los
ao supposto ladro .'
O violentado, islo o mencionado alferes,
afrontado era sua honra, dirigi ao l)r. juiz de
direito urna queixa contra o facto, e acha-sc
tirando o processo.
A raposa tanto fax na semana que no domingo
nao vai a missa.
Durante todo curso da eleieo, sem a mnima
necessidade, conservou sembr cora ostentago
forga armada em grande numero, sob o frivolo
pretexto de para a manutengan da ordem publica
e captura de criminoso, quando a i>a/. pulo nosso
lado sempre eslevo manlida, visto como, alm
absoluta dos voltiles e da mesa.
Se essa forga apresontada era com o fim in-
culcado, porque nao capluron a Antonio Felippo
que se arnanao pronunciado por ferimenlos
graves, e juntamente a um lilho do vcllio Ana-
cilo do tal, assisliram a eleigao do principio
alim confundidos enlrc a muliido ?
l)iz-se que por screm patrocinados do SrJAn-
tonio Gonralves ; al ha quem assevere que um
delira f*o imh;j<> Je Hucbi.u a urna
apoio d3 polica.
EFEITOS MA QUEDA DE UMA CHAVE.
Hadousannos, no primeiro domingo do mez
de maio, Arezzo, tristemente recostado janel-
la do urna velha hospedara do caes Malaquias,
pensava no co claro de Pausilippe olhando o
co nebuloso de sena, quando uaterara docemen-
te em sua porta. Elle estremeceu e raurmurou :
E' sem duvidao bater do urna mulher.
Arezzo era um joveu msico, recentemente
ehegado do aples aParisera busca de fortu-
na. Elle sabia cantar como Italiano que nao sabe
eanlar e a islo juntara tira rosto paludo e me-
lanclico coroado d3 cabellos castanhos e doce-
mente esclarecido por bellos olhos da cor do
mar. Estes olhos (ario seu caminho militas
vezes disse sua madriuha ; e com effeito ellesj
tinham ido at muito longo em cerias corles de
aples. Era Paris, como era aples, ramios
coracoes se abriram a seus odiares. O primeiro,
bcm'preciso dizc-lo, foi simplesmente o de urna
sua vizinlia na hospedara, urna bella campone-
/.j de Villers-Collerets que tambera viera cm
procura de fortuna a Paris.
Entretanto, Arezzo sorprendido por Ihe bale-
rera porta, era a primeira visita que so annun-
ciava desde tres semanas, apressou-so era ir
abrir a porta, depois, todava, de mirar-sc no
spelho o de adrar para detrs da cordita um
chnelo quo eslava no raeio do quarlo.
A visita era sua
via ha alguns dias.
andga viziuha que elle nao
Sr. Arezzo, dissc-lhe ella requebrando-se
um pouco, queris dar liges de piano ? Eslou
era casa de urna viuva. que precisa de um mes-
Ire de msica para sua lidia. Fallei cm vos c
sois esperado. Iris? vinde !
E a bella acariciava cora a mo urna pequea
cruz de jaspe, que Arezzo Ihe dera durante sua
viznhanga e at por causa dessa vizinhauga.
No dia seguintc ao meio-dia, e msico dis-
pendeu seu ultimo escudo para comprar divas,
e. dirigi-se as ponas dos pos para a ra do
Circo, onde morava a senhora W.
A senhora W, viuva de um ourives de Lon-
dres, eslava desde multo lempo era Paris rom a
sua Ionra o plida Lucy. Os mdicos havinm
aconselhado para arabas os climas do sul. A.
senhora Wlinha ficado era Paris para repou-
sar Lucy, e, passado o invern, a menina que
gostara da solido da grande cidade e que se
julgava aclimatada era Pringa, linlia pedido
sua mi qne a nao levasse mais longe.
Arezzo foi inroduzido era um grande salao de
goslo moderno, mas cuja mobilia revelava mais
orgulho que elegancia. Ocpois dealguos min-
los de espera, Lucy. seguida por sua rai, veio
assenlar-se iudiferenlemcnlc ao lado dedo, di-
aiilo de um bello piano de ErarJ. Ella eslava
pensativa como de costme ; mas logo que o
piano rosoou sob seus dedos, animou-se repen-
tinamente, seus olhos bnlharam doccraenle e
seu bello roslo iduminou-se como por encanto.
Arezzo, que fora tocado por sua palidez de mar-
more, pensava ver apparecer a C3talua de Pyg-
malio.
Apenas dezasele annos ; um espirito distrahi-
do ; gracas descuidosas ; tnelancolia no cora-
go c romanre na cabega : urna alma ainda in-
genua e o espirito j elhusiastico ; candura e
verdade; nada de garridieee nada de (Ingiraento:
eis o que era Lucy. Ao primeiro odiar, sua al-
vura e fragilidade (embravara as mis vaporosas
creaoes dos vellios meslres allemcs:
Alguns dias depois canlandp, com-a su o ale-
gra ordinaria, a cavatina da Norma, Arezzo pa-
rou repentinamente : elle acabava de ver, atra-
vs de urna renda, no seio palpitante de Lucy.
ura pequeo ramalhelo j meio secco, que, por
descudio, elle deix.ra na antevespera sobre o
piano ; roflotindo poim um pouco, o msico
aecusou sua raidade.
Eu sou um fatuo, peosou elle; todas as
flores nao se parecem ?
E entao poz-se a cantar urna outra cavatina,
sem todava ousar encarar Lucy, que tinha sua
fronte distrahida lnguidamente inclinada.
A senhora W entrn o beijou os cabellos
luzidos de sua filha, o como por distraego, t-
rou docemente o ramalhete quo perlubava A-
rozzo.
Veda, senhor, quo meninice disse ella
desfolhando urna primavera machucada ; minha
filha tem, gracas a Deus vinte adornos de rai-
nha. Quando vend minha loja em Londres, re-
servei-lhe um magnifico collar de parolas. Valia
bem a pena, nao ? Pois esta minha louquinha a-
dorna-se cora flores velhas 1
Todas as mulheres goslam dos contrastes,
murmurou Avezzo, atormentando com as raaos
trmulas as teclas do piano.
Lucy, muda o immovel. seguia com os olhos
as folhas espalhadas da primavera e respirava com
um encanto infinito o perfume euvelhecido do
ramalhete.
As llores que colhi! pensou Arezzo.
E como elle nao tinha ousaio olha-las, acres-
centou :
impossivel !
E, nao podendo abafar sua agitagao, levan-
tou-se, curaprimenlou esaliio devorado pela du-
vida.
No dia seguinte como elle chegasse mais cedo
que de costuran, encontrou Lucy s no salao. Ella
eslava paluda e sombra ; seu porte mostrava me-
lancola o languidez.
A' vista de Arezzo, a moca levantou-se com
urna vaga inquielago.
Encontrais-mc n'uma simplicidade imper-
doavel.
Sois encantadora assim como estis, mur-
murou Arezzo.
Lucycorou, n o joven msico levo lano medo
de have-la offendido, que leve por um pouco, o
desejo de desculpar-se :
louco, o porte trgico d um desgragado que
procura urna arvore para enforcar-se.
Poz-se o sol; os vapores Hacinantes da noile
sorprendern) o msico no extremo do bosque.
Sem que elle o reconheceasee sentisse, ha muito
que tinha fome, que o ronduzio a Meudon,
primein hospedara quo encontrou, e onde tomou
urna refeigo m.
Quando ellesahio da hospedara, a noile esla-
va escura ; cima dos toctos, a la apenas mos-
lrava-se alravez das nuvens que passavara rpi-
damente. Arezzo encaminhou-so lentamente pa-
ra a habilacao da senhora W voltando-se a
cada momento, estremecendo a cada ruido. Logo
que chegou aos campos que separara a villa do
parque, lomou um pouco de calma e serenidade,
recolheu os mil pensamentos que tivera desde o
raeio dia, reconquistou toda a sua razo, e, as-
senlando-se ao p do una arvore defronte de um
campo de centeio em flor, cujas espigas ondea-
vara, empregou lodas as suas torgas para reflec-
lir, mas a distraego voltava continuadamente.
Elle via Lucy apparecer na escurido da noite,
empalledocida anda mais pela elaridade sombra
da la ; a triste amante vinha com seu abandono
acosturaado proteslar-llie sua ternura, e apodera-
do pela verligem, elle adrava-se a seus pl mais
cora adorago que com amor ; porque a seus
olhos. Lucy nada linha de terrestre ; era um ali-
jo que por accaso, se achava eutre as mulheres ;
elle jamis vira nada lo diaphano.
O pobre msico dizia comsigo mesmo. que des-
pedagaria a mao de Lucy, se aperlasse levemen-
te, e que os olhos delta so fecharam para serapre
ao seu primeiro beijo. Se ella nao mais um
anjo, ainda nao urna mulher ; urna crianga,
que no esperou a hora de amar: eu nao irei ao
parque : seria urna profanagao.
Arezzo conlemplou longo lempo a chave ; le-
vuntou a mo para arroja-la no mnio do centeio,
masa mo prolongou-se com a chave pelo corpo.
Eu divago um pouco, conlinaou elle, sus-
pirando profundamente. Luey simplesmente
urna moga de dezesele annos que segu o mesmo
caminho que lodas as outras ; ella esl apaixo-
nada por ura pobre diabo, por um msico, mas
isso um capricho muilocommum. Ella olfere-
ceu-me a chave de um parque em que pnsseia :
isso prova sua coiianga em mira e lalvez era si
mesma. E demais eu nao amo Lucy....
Por minha fe, que met corado nao diria isso
lo depressa como minha bocc !
Cambaleando, chegou-se elle a porta do par-
que fcapoiou-se contra o muro e conlemplou o
co, como querendo interrogar Dos : o co esla-
va claro. Elle prestou a rnaior altonco e nao
ouvio mais que o susurrar das arvores e as pal-
pitaces do seu rorago. Emlim caneado de com-
bater, levou a mo convulsa [echadura e, abrin-
do lentamente a porta, inlrod jzio-se no parque
e dingindo-se de mausinho para a alameda de
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 20. .
dem do dia 22.......
637213
9^300
646S513
RecebeJoria de rendas internas
greraes de Pernambuco.
llendmenlo do dial a 20. 38:5539148
dem do dia 22....... 3:095jj464
41:648-5612
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 20. 13:141p792
dem do dia 22....... 237$361
13379J153
PIUCA DO RECIPE
SO DE OUTUBRO DE 18GO-
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios- Saccou-se sobre Londres a 26,
1/4 a 26 3/4 d. por 1J000, sobre
Paris de 360 a 36 por franco,
sobre Hamburgo a 678 rs. por
M. 1'.., c sobre Lisboa a 110
% de premio, regulando os sa-
ques por S 30.000.
Apena8lem entrado algum bru-
to, tendo-se vendido para ex-
portar de 2*100 o 2;20 rs.
por arroba.
Assucar----------
Algodao
O superior venden-se a 7g700
por arroba, e o regular a "JOO
res.
Agurdenle-------Vendeu-se de 120^000 a 1303
rs. a pipa.
Couros- Os seceos salgados venderara-
se a 223 rs. por libra.
Azeite doce-------Vendeu-se de 2;600a 3*700 rs.
por galo.
Arroz--------------Vendeu-se de 2g200 a 2$">00 rs. I Sola ou vaqueta
Feijao........
Fumo em folha bom. .
dem dem ordinaria. .
dem dem restolho ....
dem em rolo bom .
dem idem ordinario. .
Gomma poivilho.....
Ipecacanhua......
lenlia cm ochas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros.....
Madeiras cedro taboas de forro
Louro pranchoes de 2custados
Costadinho.......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadus.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranchoes de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a40p. de c. e21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secu-
pira para carros.....
dem idem rodas de dila para
ditas........
Mel........
JMilho........
Pedras do amolar .
: dem de filtrar.....
. dem rebolos......
i Piassava era molhos .
i Sabo........ .
' Salsa parrilha......
| Sebo cm rama......
meio]. .
alqueir 7#00O
arroba 15J00O
> 9J00O
> 7S0Oa
16JO0O
6}0C0
44000
arr r- 250CO
cenlo 2)5500
lgGOO
12JH00
urna 3g000
um 9g000
urna 6g000
8gOCO
2S500
4S0OO
23240
> JJOJ
20SCOO
lgOOO
45g00O
16g000
6gC0 9gOC 0
par

caada
alqueire
urna


um
libra
arroba

urna
Desde hontem, continuou elle, estou quasi
louco. Fui ouvir D. Joo ; noile passada nao i
pude dormir. Eu estava no meio de um con-I
certo phanlastico ; pareca quo os archanjns me | tidas/eslreraeccndo innuiiieraveis vezes. Lucy
circulavam com suas harpas de ouro, e de Paris I no estava l, e nem appareceu.
Meudon, nao deixei de ouvir um s momento
essas melodas celestes.
Bacalho----------
Btalas-----------
Caf-
Carne secca-
Arezzo sacudi a cabega, como querendo li-
vrai-se dos chos de Mozart, e enrvando-se so-
bre o piano, ebandonou-se a todo seu delirio
musical.
Foi um delirio magnifico que langou chu7cros
de rosas e diamantes.
Lucy, que ao principio ouva distradamente,
foi era breve tempo fascinada, inebradi pela har-
mona.
Ella encaminhou-sc rpidamente pira Arezzo,
os olhos brilhantes. a bocea commovida, a gar-
ganta palpitante, e deixmdo-se cahir sobre urna
radeira, inclinou a cabega orno mulher que des-
maia.
Em vo elle procurou -a sob as arvores e nos
bosquezinhos : depois de meia hora de agitago
retirou-se quasi contente, fechou a porla e atirou
a chave, por cima do muro, na alameda de ti-
lias.
Assim, disso elle rcassumindo sua indiffe-
renga e liberdade, livro-rae dessa chave fatal e
demonstro a Lucy que vira : agora lavo as
raaos.
Tendo sahido do Meudon e achando-se livre da
comraoco que oppriinia, elle exclamou cora en-
thusiasmo.
Oh Lucy 1 quanto sois bella I
E entao lamenlou no t-la visto na alameda
soldara...
Insensato! ee
De volta a Paris,
Arezzo. que a nao via, ou que lalvez finga no'; *??-':"? .P?^.^"
ve-la, prosegua c.im paixo suas encantadoras '
pliaulasias.
5ti
v^oiiiiju ues-
pouco, O Olho n -
rC7T.it auu ,1 vestimenta do arclianjo.
A senhora W, quo quera conhecer al o
fundo do coragao o mesire de msica de sua
lidia, fallou muito, lano como em seus bellos
das de raercadora em Londres. Arezzo, em suas
respostas, mostrou tanta caudura e simplicidade
que a senhora W-- licou encantada ; conlou da
mneira mais ingenua e mais vulgar o capitulo
da sua historia : sua mi, desde muito lempo
viuva de um pobre ferreiro de aples, Ihe ti-
nha dado na occasio de sua partida para Paris
oitenla coras, bellos escudos penosa e vagaro-
samente reunidos cusa de vigilias e privagoes
sem cotila e, acompanhando-o cora seus votos e
oraces em sua peregrinarn de artista 110 bello
do novo lerm de Papacara quo.' cora denodada! j'ai^das artes, exclamara como todas as mais
resignago, nos auxiliaran na derrota desse
colossosinho de ps de barro.
Lugo, toda apalacoada do incitador subdele-
gado, s linha por exclusivo intento intimidar
os dous tercos do bri so povo que, fiel ao seu
comprornisso dignamente nos acompanhava, sera
eaquecer o diatiocloHercleolente Jos
Leonardo Francez, que se prestou cora a mais
decidida coragem o firmeza : mas, essa recalci-
trante subdelegado vio com pasmo e dese o_a[ancom que a porcia livre dos cidadaos
desti freguezia repudio sempre com intrepidez
as bravatas, as estultas imposices do Sr. Anto-
nio GongaUes.
Lovoures sejam dados aos honrados habitantes
Emfim, lendo-se vollado para ella, (ico 11 assus-
lado de sua palidez e stalimento.
Soffreis ? pergunlou elle com voz tr-
mula.
ir>'>:> .J.'.'_^':,iL..,ft,." ":~ asus-
tado ainda, Arezzo abri utna janella.
E' isso mesmo ; chamai o^o era mea soc-
corro, disse ella suspirando.
A moga voltou a cabega para o parque c acres-
cenlou :
1 que dizia que a nao amara!
Arezzo ficou perdidamente
a e romntica ingleza. re-
elle vonlade de rollar,
derar-so de novo da chave.
ao peso da fadiga e comino-
gao : deilou-se e adjurmeceu, sendo durante seu
somno acompanhadlo por bellos sonhos relativa-
mente J aventura r>mautica.
pelidissimas vezes tuve
saltar o muro e apc
0 msico suecumbi
por arroba.
Em atacado vendeu-se a 8JJ250
rs. e a relalbo de 8^000 a 12-
rs., licando em ser 12,000 bar-
ricas.
Venderm-se a 1$000 rs. por
arroba.
Vendeu-se de 630O0a680O por
arroba.
A do Ro Grande venleu-se de
3,-800 a 4$800 rs. por arroba,
filando em ser 57.0 arrobas,
no havendo da do Pao da
Prata.
Cha----------------dem 1700 rs. por libra.
Carvo de pedra- A ultima venda reguiuu por
22000 rs. a tonelada.
Cerveja-----------Vendeu-se de 4$0C0 a 50-'0_rs.
por du/.ia de garrafas, confor-
me a qui'Iidade.
Fariuh3 de trigo Retalhou-se de 17} a 19 rs. poa
barrica de Ballimore, de I83 r
20$ de Richmond. a 2 Philadelfia, de 219 a 22j e de
Trieste, e a I85OOO rs. o sacco
de 200 8 do Chili, ficandO cm
ser 1400 barricas da primeira,
6000 da segunda, 700 d3 ter-
ceira, 5000 da quarta, e 400
saceos da quinta.
Tapioca........arrba
Un has de boi...... cento
Vinagre........pipa
Pao brasil .... 0- Quintal
16$00O
30S00O
400
3S500
800
9$000
1S120
200
120
253000
5SU0O
23800
3J*500
g3GO
50-jOOO
10JKKJ0
Far. de mandioca Vendeu-se
Vendeu-se
roba.
Vendeu-se

O Sr. Joaquim Pinto Texera como 2 juiz de
paz votado, presidio a mesa alli a poni d'apu-
raco das chapas para ve readores cora bom com-
porlamento, e continuara a merecer nossos
elogios se ausentando inieiramcnle, lalvez por
malignas suggesies, no tivesse semelhanga
das aves domesticas, desmanchado com os ps o
que liavia feilo com as raaos; porque, reliran-
do-sedos trabadlos (bomzinho desande) oficia
meza que no compareca por incommodado
(Imm modo do escapatoria!) e no fim de 3 a 4
dias cscreve a um dos msanos que ji se achava
bom para continuar, e de restosem peijo nem
robucodi, segundo a notoriedade, um atleslado,
qum, por ventura, Ihe o impoz (sm esperar
por esta....) dizendo :que no compareca mais
era consequencia de terera volado escravos, cri-
minosos e iriuta individnos da provincia de
Alago as.
Que desearle de cabo esquadra !
o querer ser poltico a cusa dos
Ueus te acoinpaulie e ampare
Elle havia lido Gil Braz, e amavel loucamente
as aventuras. Baria-se posto a caminho com
urna companhia de cmicos que, sob a pro-
inessa de dio pagarem com o produelo de suas
representaces em Paris, haviam de alguraa for-
ma comprometido seus escudos.
Chegados, porm, grande cidade, os cmi-
cos voaram com suas bellas illuses, e s no
deserto de pedras enfumar.adas, lamentando
bem depressa a perda dos cuidados de sua mi
e do sol de seu paiz, Arezzo abanlonava-se
com dolorosa indifferenca s fantasas do des-
tino canlando para se distrahir e, como
Sterno, chorando algumas vezes para so con-
solar.
Esla historia, simples c verdadeira, tocou a
senhora W, que coucedeu toda a sua conlianga
ao oven msico.
Triste cousa
mais.
Quem despido de paixo e conhecendo o
que seja processo eleiloral etc. no dir contigo
que o Sr. Joaquim Tinto Teixeira, escorregando,
cahio em urna lasdmavet contradigan ? que
avancen urna proposignhyperbolica? que deu
um completo desfrute, fazernba urna complela
figura de manequim?
Sentimos toda via ser obrigados a nos expres-
sarinos dcsla raaneira : mas quem no quer ser
Jobo no Ihe vista a pede.
Era corroboraco do que resumidamente aca-
bamos da relatir, invocamos o fiel lestemunho
do digno lenle Amonio Baptista Peixoto sub-
delegado de polica de Garanhuns.que era com-
missao. foi assislir a todos os trabadlos de elei-
co; sendo que os ltimos dos mencionados tra-
batitos, por abandono do referido Pinto, foram
presididos pelo prstame capito 4nionio Vctor
Correa, para esse tira convidado como juiz de paz
mais vistnho.
O joma! que diz o presente neressariamente
ha de ser lido por S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, eo lllm. Sr. Dr. chefe de polica, por
tanto sendo reacs todos os fados aqu argidos
e que se achara no dominio publico de que ma-
neira se justificarao Antonio Goncalves, e Joa-
quim Pinto, principalmente o primeiro desses
senhores.
No nosso concedo Do Ihe schamos geito.
l imploramos do govemo da provincia acerca
dos abusos e violencias praiicadas pelo Sr. An-
tonio Gongalvcs, e de novo tornamos a implorar,
vislo como esse homom, pouco se importando
cora a roanutengao da ordem e tranquididade
publica; nada tendo a perder, dispeilado pelo
notorio e legal triumpho que, mo grado seu,
4estemunhou obtermos na urna cometiera, sem
duvidas os matares desalios na eleigao prima-
ria, aflm de barulhar, perder e ficar tamben
perdido.
No primeiro dia, Arezzo qniz assegurar-se
da intelligencia musical de sua discipula. Lucy
nao sabia muito, mas tinha os melhores ins-
linctos e gaguejava a msica como um menino
que falla sua lingua maternal. Ella cantara
mal ; mas que de magias desconhecidas era
seu canto 1 que de perolas que de lagrimas
em sua voz Arezzo, ouvindo-a, esquecia sua
posicSo de raestre e enebriava-se nos melodas
estranhas, que ella lancjiva sera ordem e sem
arte. Elle via fluctuar diante de seus olhos as
confusas esperangas, os temores infinitos, as
coimeras cordadas de rosas, os paludos desen-
cantos, porque o canto de Lucy era a evocago
desses alegres e tristes pliantasmas.
Depois da segunda ligo, a senhora \V par-
ticipou a Arezzo que ia com sua filha para o
campo. Tinham voltado os bellos dias e as
duas exiladas deviam esperar o averno em
Meudon.
Senhor Arezzo,^ disse a senhora W, ide
ver-nos ; nossa solido encantadora.
Era urna quinta-feira, Arezzo prometleu ir a
Meudon no sabbado seguinte ; mas nesse dia o
pobre diabo, que no linha um sold, no qniz
pr-se a caminho, temendo ser sorprendido
pela-fome ou; antes temendo ter apparencias de
ura esfomeado. Em Paris, gracas a sens modo3
amaveis, elle janlava ha alguns dias na hospe-
dara, dizendo que pagara no dia seguinte. O
dia seguinte dos artistas no a mesma cou-
sa que o amanha dos outros homens.
Pela larde, sua antiga vizinha sorprendeu-o
lavada em lagrimas ; ella vinha queixar-se de
sen esquecimenlo ; sua joven ama o linha es-
perado duas grandes horas o a senhora W
Ihe suppticava que nao fosse mais tao capri-
choso. E. para acabar de cumplir sua misso,
a bella filha de Vlers-Colterets depz entre as
mos do joven msico dez pegas de vinte fran-
cos pelas liges passadas e por conta das fu-
turas.
Mamo cusa bem a vollar 1
Arezzo embaragado, vollou ao piano c poz-se
a cantar, sm pensar no que cantara, que nada
menos era quu o romance de Cherubino era II
Nozze de Fgaro.
Recahida no exlase, Lucy olhou lnguidamen-
te para o cantor, e para oceultar sua periurbago,
voltou de novo a cabega e pareceu continuar seu
sonho sob as verdes arcadas do parque.
F.is um bello sol de maio"? raurmurou Arez-
zo, acabando de cantar.
E dizendo estas patarras, elle pensava no sol
do golpho azul, pensava que no ultimo mez de
maio edeamava urna grande dama de aples
que encontrara cm S. Carlos, durante urna tem-
peslade.
Quanto sois feliz, continuou elle dislrali-
damenie, como sois feliz em ter este parque, en-
cantador para vo3os passeios! Tapetes de her-
va, cortinas do folhagem e urna oreheslra agres-
te ; eis tudoo qne eu pego a Dos para a eterni-
dade.
Sim, um rerdadeiro paraizo terrestre, res-
pondeu Lucy cora voz soffocada; ha no fundo
em face da pordnha que d saluda, urna ala-
meda sombra de tilias onde, noite, mudas
vezes eu passeio... para pensar na Inglaterra...
Estas horas de tristeza e solido sao as me-
drares que tenho passado. Olho as estrellas, ou-
co o murmurio das tilias e minha alma va era
delicias.
Oh! oh! eis aqui urna ingleza romntica!
pensou Arezzo.
a Ah disso elle com tristeza, eu tenho ape-
nas as roas de Paris para passeio e minha janella
por solido.
No dia seguinle, quando elle transpz o li
A criadaJui''ci\j*V-G"eiM.'oViTio;-ooau snuav's u'c
inquieiago.
Oh Sr. Arez|zo, por favor ide-vos imme-
diatamente e nunc mais rollis. A senhora esl
furiosa e vos aecus do terdes raorto sua filha
esta manha quasi que me despede.
E continuando com ar myslerioso.
No sabis? Essa pobre Lucy est bem
doente; Ah sentor, se soubesseis!...
Feijao ------------
Genebra-----------
Louga -------------
a 5*000 por sacca.
a loOOO rs. por ar-
a 300 rs. por bo-
de 275 a 285 por
a factura, cambio
lija.
A ingleza
cento sobre
ao Dar.
Manleiga-----------uSrtDW' -?iha vendeu-se a
Hlflrt TtftfJibHi, Serado
O bater d6 urna
A senhora !
porla fez estremecer a criada,
xclamou ella com terror, fa-
nho com que
campo com os pes
do sol andn em
como a mariposa c
Massas- -
Passas -
Queijos----------
Toucinho----------
Vinagre----------
Vinhos-------------
zendo signal a Aretzo para que se relirasse.
Arezzo sabio muito commovido o abalado pelo
que acabava de sader; seguio o primeiro cami- I
deparou, e poz-se a percorrer o Espermacelc No ha.
e com o espirito. Al o pdr
larno do parque da Sra. \V.
11 torno da luz ; mas logo que
cahiram as sombras da noile, encostou-se a por-
dnlia e all esteve at o meio da noile era pro-
fundo lorpor, olhando pelos intersticios dessa
ra compreheude-los, os rurno-
.)2ii a >
880 rs., licando o mercado bem
suprdo.
Venderam-se a 5#500 rs.
Venderam-se a 8$000 reis a
caixa.
Venderam-se 3 2$300 rs. os
fjamengos
Vendeu-se do 8$000 rs. a 8J200
rs. por arroba.
Vendeu-se do 100; a ll-">-> rs.
a pipa.
O tinto de Lisboa de 2209000 a
261)3000 rs. a pipa e branco
de 280J> a 300;? rs.
Morimento do porto.
Navios sabidas no dia 21.
Mundah pelo Cear 14 dias, hiate brasilcirc-
Sana Cruz, de 101 toneladas, capito Josa
Victorino das Neves. equipagem 70, a carg
milho, farinha c mais gneros; a C. da C. Slo-
reira.
Montevideo31 dias, polaca franceza Famenx,
de 228 toneladas, capilao E. Boire, equipagem
10, carga 7 i burros : a Tisset Fre-e & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Mundah e Cear14das, hiate brasdeiro Santa
Hila, capilao Antonio Joaquim Alves, carga
varios gneros.
A'aiios entrados no dia 22
Terra-Nora l dias, brigue inglez iceni, de 238
toneladas, capito Arcliebald Steele. equipa-
13, carga 2175 barricsscoin bacalho; ajames
Cablree ^ C.
Phadelphia48 das, barca americana A:elia.
de 267 toneladas, capilao J. Power, equipa-
gem 10, carga 2120 barricas com farinha do
trigo e mais gneros; a Malheus Auslin & C.
ISristol 48 dias, inglez Uyren, de iuO lonelada?,
capillo Williara G. Jewson, equipagem 10,
carga Iridios de ferro; a llothe Bidoulac.
Una Brava20 dias, barca americana Baruslable,
de 273 toneladas, capilao L. B. Brornand, equi-
pagem 28, carga azeite de peixe ; ao capito.
Vai refrescar e seguir para a pesca.
Rio-Grande do Sul. 24 dias, palhabole nacio-
nal George, duliO toneladas, capilao Jerony-
mo Jos Telles, equipagem 9, carga 1,655 ar-
robas carne secca ; a Tasso Irmo.
Sovios samaos nv mesmo uta
Aracaty Hiale brasdeiro Invencivel, capito'
Jos Joaquim A. da Silva, carga varios g-
neros.
dem Hiate brasdeiro Exhalago, capilao An-
tonio Manoel AITmso, carga varios gneros.
Ass. Hiato brasdeiro Beberibe, capito Ber-
nardino Jos Bandeira, carga varios gneros.
O hiale Co^reio da Imperatriz, ehegado no
dia 20, veio de Uanda e no do Haranho.
ce
ts
a.

01
Horas
Slearinas----------
escontos
porla, ouviudo, se
res dos campos.
[Canlinuar-se-ha.)
F retes -----------
Accoes-----------
Era vedas de 600 a 60 por
libra.
A caixa filial discontou cerca
de 300 contos de reis a 10 por
cenlo, e os discontos em ge-
ral rejulararo de 10 a 18 por
cento ao anno.
No ha para Europa, e para
Valparaizo a 501 por tonelada,
dem transaeces.
_ *=
Atmosphera.
Ainda urna vez repelimos :corram as couins
bem, respeite-sc a liberdade dovoto! no se
praliquem amegas nem extorses do direito
alheio ; no se empregue a forga publica seno pequeo parque,
com legalidade; nose exercitem violencias;11
Em sua primeira riagem a Meudon, Arezzo foi
graciosamente acolhido.
Ah I sois vos l disse Lucy com um sorriso
cheio de candura.
Depois da ligo a senhora W lerou-o ao seu
e fez-lhe admirar todas as
bellezas dessa frirola solido. Fallou-9e moito
permita o Sr. Antonio Goncslres que vote lirre
de amparas e do calculado (porm mal logrado)
estrepito dos bacamarles, dos facoes e punhaes,
de paisagens do -norte o do sul; a proposito de
urna fonie foram at o mar, o nao sei onde pa-
rara m.
Em quanto fallara. Lucy tinha tirado a mo da
cadeira.
Repentinamente, por um movimento rpido
offereceu a Arezzo una pequea chave que ti-
rara da cinturj. O raesira de msica olhou es-
pantado para a alva mo de Lucy; quiz apode-
rar-so della, mas tendo visto a chave e adivi-
uhando quo era da porta do parque, ficou inde-
ciso. Um raio teria passado por elle, sem cau-
sar-lhe rnaior impresso.
Seus labios descoravam e o corago bitia-Iho
descompassadamenlc. Entretanto Lucy era sera-
pre adoravel de candura ; encarando-a, elle com-
prehendeu que anda nenhuma nuvera linha pas-
sado por aquella fronte casta e pura. A chave,
que ella offerecia sem corar, era a chave de seu
corago c no a de sua virtude; sem durida,
ella "amava, mas sen amor anda no havia lo-
cado a trra cora o extremo de suas azas, ella
quera um companheiro para com ella pensar na
sombra alameda, onde tantas vezes tinha pen-
sado s? Os anjos os mais puros no a teriam
condemnado. Arezzo quiz, emlim, tomar a cha-
ve, mas era muito tarde : quando elle avangou
urna mo tmida, a chave cahio a seus ps e
Lucr abatida, com a cabeca currada sob o arre-
pendimenlo, com o coragao despedagado, como
se a charo a tiresse ferido ao cahir. langou ao
msico petrificado um olhar em que haria cole-
ra, desprezo e dor. Toda esla scena se tinha
passado era alguns segundos e s Sterno a leria
narrado bem.
Transpondo o solar do vestbulo, Arezzo tere
o corago despedagodo por um olharjsinistro da
pobre Lucy.
Com a cabega perdida e transtornada, o m-
sico dirigio-se para o bosque de Meudou, onde
se metteu no mais denso, como querendo occul-
tar-se a lodos e at ao sol.
Durante urna hora caminhou sempre diante de
si. sem designio e sem pensamenlo, ou anies as-
soberbado por designios e pensameatos sem uu-
mero. 0 primeiro horaem, que o encontrou,
afaslou-se delle empallidecendo e acompanhou-o
longo tempo com o olhar inquietp. Com ffeito,
Arezzo tinha os olhos espantados, o andar de um
Publicacoes a pedido.
Para o Sr, ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a I
sua demissao. Avisos de 10 de no-j
vembro de 1837 e 7 de outubro de
18io.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao ter-
minante disposico se acaba de 1er : e
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o profeSsor de eeometria do colle-
gio das artes (ou a ser professor degeo-
metria do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
Esse funqcionario, a despeito dos avi-
sos citados, I foi nomeado inspector da i
Precos coircntcs dos principacs genc-
* ros c produccoes nacionaes,
que se despacham pela mesado consu-
lado na semana de
de 22 a 27 de outubro de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca......
dem de ca'na......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......caada
dem idera.......garrafa
dem reslilada e do reino caada
Algodao era pluma 1. sorle. arroba
Idera idem 2.a dila ....
dem idem 3.a dita ....
dem em carogo ....
Arroz pilado......arrba
dem com casca.....alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de m-.tmona .... caada
Idera de mendoim e de coco.
thesouraria provincial de Pernambuco;'rtorrachafina......arroba
e, em prejuizo do seu substituto, da dem grossa......
instrticcoe dos cofres pblicos, se acha Caf em grao bom.....arroba
(ora (i./sua cadeira, lia 15 annos!!! dem idera restolho .
(fazem hoje 15 de setembro de 1860.)! dem idem com casca. .
_^___^_^^_^_______^^_^_-^^^_i! dem moide.....
Carne secca .
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bons.....
dem ordinarios ....
dem regada.....
Chifres.......
Cocos seceos......
dem salgados
dem idem seceos espichados
dem idem verdes
dem de cabra cortidos .
dem de onca.....
Doce de calda.....
Idera deGoiaba .
dem seceos.....
Espanadores grandes. ..
Mem pequeos ,.
Esteiras de preperi .
Estoupa nacional' .
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueioe
V y. rs s I
w 1 1 Direco. 3! H O
w * w e i .5 i i [ntensidade
^1 P .! -T 1 Centgrado. c 5
O c ^-4 IC ;-i ce !- Reaumur.
-1 ce oc 53 -1 Fahrenheit
-i -4 -i -1 ce c -4 3 .1 Hygrometro
?> tn O 13 1 oc Barmetro
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1*1-20
600
1J5000
15C00
320
1$2S0
320
lfiOOO
7$8no
CSSOO;
5$S00
1S930
2g50O!
3S600
43800 ]
a* oo
A noile nublada vento SE, veio para o terral o
assim amanheceu.
05C1LLACV0 DA HAB.
Preamar a 10 h 18' da" manha, aliara 5 00 p.
Baixamar as i h 30' da tarde, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 22 de ou-
tubro de 1860 Viscas Jumor.
Editaes.
GOMMGRGIO.
Alfandega.
Rendraento do dia 1 a 20. .
dem do da
Volumes entr

22.
269:7805071
12:884*776
282:664*847
Movimento da alfanrteira.


O Illra. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zendi desta provincia, mandando publicar a se-
guinte. ordem do Ihcsouro :
Angelo Monizda Silva Ferraz, presidente da i-:
bunal do ihesouro nacional, ordena ao ^r. inspec-
tor da thesouraria de tazenda de Pernambuco, que
aceito quaesquer proposta na conlonnidade do
arl. 5 da lein. 1083 de22 de agosto de3le anno,
para a permuta de aeges da esirada de ferro de
O. Pedro II, dovendo entrar nos cofres da thesou-
1)900 rara 3 diflerenga entre o capital realisado c o no-
minal de cada aeco, o nesla corle serem. visla
de sua participago, transferidas as mesmas ac-
coes ao govemo, passaudo os proponenlos para
sse effeito procurages bastantes a pessoas do
sua confianca para que possam receber as apo-
lices correspondentes. Igualmente ca o mesmo
Sr. inspector autorisado para aceitar semillan-
tes proposlas a respeito das arges da estrada de
ferro dessa provincia, devendo ahi ter lugar a
respectiva transferencia, depois do que, rista
da competente communicagao, sero aq' eutre-

cento


. libra
dos com fazendas..
com gneros..
Volumes saludos cora fazendas..
fe com gneros..
08
636
------734
uescarregam hoje 23 de outubro
Eseuna brasileiraCariladiversos gneros.
Barca americanaAmeliaidem.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 20. .
dem do dia 22.......
9:124*803
^ 75$770
"9:2008573

a
um

ar
>
um

urna
arroba
2$000
7g00C
4S0OO
7S500
4$500
53000
9$600
4S500
13600
93000
13g000
2*501)
1S000
3*000
5g00
43OOO
220
400
140
300
IO3OOO
500
400
1*000
3g200
lg600
300
JSOO
33000
23500
ues as apolices correspondentes.faz constar
,ue em cumprimemo desta ordem, aceitar as
propostas daquelles accionistas das estradas de
ferro de D. Pedio II, e desta provincia, que pre-
tenderen! permutar suas respectivas aeges por
apolices da divida publica nos termos do art. 5."
da'lei n. 1083 de 22 de agosto ullimo.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 19 de agosto de 1860.O oflicial-maior
inierino. Luiz Francisco de S- Paio e Silva.
Tribunal do cominercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se fiz publico, que
ojala dala Tica inscripto no competente livro do
registro publico o contrato de sociedade de capi-
tal e industria, celebrado em 24 de agosto do cor-
rele anno porSalyro Seraphim da Silva e Jos
Francisco Itibeiro Bcrtrand. cidadaos brasilei-
ros, estabelecidos nesla cidade com loja de cal-
gado francez. ronpa, zniudejas e perfumaras,
sob a firma de Sitia & Bibetro. da qnal podem
arabos usar; deverrdo a referida sociedade durar
por espago do tres annos, a contar do dia 3 de
fevereiro'do crrenle com o capital de 12:718*664
em diabeiro, mercadonas, arraago, chave da
MUTILADO
1ILEGVEL


<)
loja e dividas activas perlencenles oo socio capi-
talista Satyro.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 deouKibro de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do olicial maior.
. O Illm. Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial, em curoprimento da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia de20 do crreme, man-
ca fazer publico, que no .lia 8 de novembro pr-
ximo vindouro, pcrante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vai novaraente pra<-o Dar
ser arrematado, a quera mais der. os impostas
S&Tir" B0arVSla-r irtenuio flSSS
o trienni quautu de 4:5O0S ". todo
As pessoas quo se propozerera a esta arrema-
lacao comparara na sala das sesses da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio dia
com seus fiadores, competentemente habilitados.
t para constar se roandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 22 de outubro ee 1860.-0 secretario
A. F. da Annunciaco. '
DIARIO DE PERNABMUCO. TERCA FEOU M DE OUTUBRO DE
1860.
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Declraeoes.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia, se faz publico
que tendo sido avallada em 6 000# a casa de so-
brado de dous andares n. 29 sita na ra d. Guia
epeitencendo a fazenda nacional, em virtude d
adjud.cacao, una parle desse sobrado no valor
do 1 155JM82, lem esta de ir praja no dia 27
do corrrnto mez s 2 horas da tarde, peranto a
mesma thesouraria para pagamento do que firou
devendo o finado Antonio Fcrreira Duarte Vel-
loso. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 20 de outubro de 1860. O oicial
maior interino,
Luiz Francisco de Sarapaio e Siha.
Secretaria do governo de Pernambu-
co em 15 de outubro de 1860.
Tela secretaria do governo se faz publico, pa-
ra coohecimentf. de quem interessar possa, os
despachos constantes da relaro abaixo, 'que
foram proferidas pelo Exm Sr. "ministro dajus-
tica em diversos requerimenios de partes desta
provincia, no mez de setembro prximo (indo.
felaco a que se refere o edital cima.
Malla. Pcrdao. Piao tem
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PACHTES A VAPOR.
Espera-so at o dia 24 do corrente dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandante
o capitao do mar e guerra Gervazio Mancebo, o
quat depois da demora do coslurae seguir para
os portos do sul.
Recebera-se desde j passageiros e engaja-se
4Jos Pinto' da
l = gar.
29 Urbano dos Santos Cardsedem.Cum-
pra o decreto de 28 de marco passado.
29Francisco Antonio de Souza.dem.Inde-
ferido.
22-Jos dos Santos Torres.Ofilcio de justica-
dem. s
6Jos Marianno de Albuquerque.dem.
Prejudicado.
12Cuilhetraino de Albuquerque Marlins Pe-
reira.demIdom.
12Francisco Thom de Paula. -I.iem.Avista
da resoluto de consulta de 1852, nao tem
logar.
O secretario do governo,
Jos Rodrigues Chaves.
Tendo a directora das obras militares de
mandar por urna trave sobre que descancam as
estivas ilo quartel da companhia de cava'llari.
convida as pessoas que deste servico se queiram
encarregar, a co-nparecerem na referida directo-
ra nos das 18, 19 e 20 do correnle mez, das 10
horas da manha em dianle.
Directora das obras militares de Pernambuco
1/ de outubro de 1860.-M. 1. Bricio.
Pela subdelegacia dos ATogados se faz pu-
blico que se acham depositados ambos alasaos.os quaesfuram lomados do Manoei
Antonio de Moraes por se julgir furtados : quem
dirnto liver, compareca, que provando legal-
cente Ihe sera cntreirne. O subdelegado suo-
plenle, Antonio Goncalves de Moraes.
O noy banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serenrre-
coihdas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Novo Banco de
Pernambuco.
-..gaia
caraa que o vapor poder conduzir, a qual de-
era ser embarcada no diadesua chegada : aten-
a ra da Cruz ti. 1. escriptono de Azevedo &
Mondes. w
Para a Bahia
O veleiroebera ennhecido patacho nacional
"*"<*. pretende seguir com muita brevidade lera
a bordo parto de sou carregamento para o resto
que Ihe falla trata-se com os seus consignatarios
Azevedo. < Mendos, no seu escriptorio ra da
Lruz d. l.
Porto por Lisboa.
Vaisahircom brevidade para o Purlo com es-
cala por Lisboa, o brigue pnrtuguez Promptidao
M, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMPI-
RA MARCHA ECLASSE: para carga e passagei-
ros pilra os q lcm exceUen,ea coramodos
irata-se com Llias Jos dos Santos Andrade &
U, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
piMO.
Cear, Maranhao c Para
Segu com brevidade o bem conhecido hiato
Lindo l'aquete, capitao Jacinlho Nunes da Costa
por ter parle de seu cairegamento promplo ; para
o resto e passngeiros, trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio, ra da Cruzn. 27.
Consulado de Franca
LEILAO
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Lious Amigos* por ter sua carga quasi comple-
para o reslo queaind.i podo recebor, trla-
la ;
se com seu consignatario Francisco L. 0.\zevc-
do, ra da Madre de Dos n 12.
Terca-feira 23 do corrente.
O agente Evaristo, nao lendo concluido o lei-
lao da taberna n. 34 da ra da Iniperainz, conti-
nuara a arremataco no dia 23 do corrente de
grande numero do objectos pertencentos a mes-
ma taberna, ludo a rclalho, principiando s 10
horas em ponto.
A requeri ment do capitao do navio
francez Fameur e por autorisacao do
cnsul de Franca e cm sua presenca, o
agente Hyppolito vender' em leilao 7 i
burros de Montevideo, chegados a dous
dias, e sendo a maior parte delles pro-
prios para parelhas, visto serem muito
mansos, os pretendentes poderSo exa-
mina-losa bordo do referido navio que
se acha ancorado em frente do ar.'enal
e o leilao tera' lugir na chancellara
do consulado de Franca : quinta-feira
25 de outubro, as 11 horas em ponto.
LEILO
Tisset Freres venderao em leilao por
intervengo do agente Hyppolito, cer
ca de 20 caixas com queijos desembar-
cados ltimamente : quarta-feira 2t do
corrente as 11 horas em ponto, no ar-
mazem do Sr. Annes confronte a alfan-
dega.
LEILAO
Quarta-feira 24 do corrente.
O agente Caxargo far lei-
lao em seu armazem na ra
do Vigario u. 19
DE
Differentes obras de
neiria orno sejan:
modas, meias commodas,
guarda roupa, cadeiras
avulsas, loucadores. cama
para casal e uin piano de
boas vozes. bids e outros
artigos que se tornara des-
necessario mencionar, s
11 horas em ponto.
Rosa Maria da Conceico, parda ,
viuva, mo-
sageir
SflJfcJfN"* quVs7Vncon'irarrm se,
------ ru. ua i assagem da Mag-
na. Pede e roga todas as pessoas e as an-
de 13 annos, de nomo Jos Paulo t
rfl. Lste menino aprenda o officio de pedreiro
com o mestre Antonio de Paula Boaventura
quaUs.ava actualmente trabalhando na obra 'do
claro,
n.PLI.08S'naJCaPl,n8a- menino p
na o cZnt'olhoa ,grandes- JKiSB
m.rSd l- ar1uedas. cheio docorpo.co
dTiscaJo b-0-,gaS "afaCe; le"uvesl
alcatro :
ciante ou
ser gratificada.
i.Jl 1>rec,l.sa-se de um caixeiro que lenha bas-
doaKa ^ 'aberna U meSrao ^s'esche.
fa n 54. P M rua do Rosario da Ba-Vis-
Attenco.
..Sk,e.ne.nle.Jos Manl da Silveira
ni
Camisa de algodozinho, sujas" d'e
quem o apprehender levo-o a annun-
raestro Paula, em S. Goncalo, que
ter a bondade
Vista n. 5t.
Os abaixo
de vir rua
. queira
do Rosario da Boa-
velmom a3s'*nads dissolverara amiga-
velniente a sociedade que tinharn na taberna sita
! L?.*:.d.0Jl"0' I, 'le gyrava
lodo o activo e pas-
sob
a razao
de Souza & Peixoto, Qcno
a-nenie cargo e responsab.lidado do"socio
\n*fi lnMO n 5 ci'Kua"uiiiuauo UO SOCIO
veVdTsoTr LPeS D'3S ^ixoto.-Manoel Al-
:
Augusta n. 84,
quem a prelen- emfi
marci-
: com-
r* AluSa-se a casa da i
acha-soem est do de limpeza
der, dirija-so a mesma casa.
nu7Ji,laC,Sa"S<1 dc uma araa forra ou wpliva,
l-se ra. ,uu enommar : > Wtor oiri-
ja se ,i rua do Hospicio n 21
liolaATn?r;S,e Pr feSta 'u meSm0 an <" si-
llo na Torro coni ommodos, casa boa e fresca
do CSnn" fc JS AzeVed Andrade- "
de aRr ,n I^Pri^rio Maano
de AlbuHuerque, na estrada Nova do Cachang.
mTiIOEZ J9 d p0dtr do abaixo asignado a
rnm .f .? ?"^' prela fula. de Pannos Sahio
cora vestido de Hscadinho rxo e chale encarna-
r .'.f.I U Un'a ,rouxa corn versas pecas, in-
ac h\r Tr 'Wrl dC Cambraia ""oca aind por
1 r 3ter\ Esla cscrava M comprada em
Vnton o dT.0iiCOrrC,,le an" ao Sr- ******
Antonio de Mello Reg, morador em [guarass :
quera a negar e entregar na rua do Hospicio O
a. sera bero recompensado por
Augusto P. de Lomos.
rio~d mf "Se ,Uma ama Para coz.nhar o dia-
ve7 D'.?a!:Sft ?"ar COm M'lnoel 'erreira Cha-
es, a negocio do seu interesse: na rua eslreila
isa do Sr. Pocas,
ma casa terrea com soto. no
Rua Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRfCCAO BE KtRVAND
Este hotel collocado no cenlro de uma das capitaes iraportanies da Enrona trn9 j- j
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coraraodos e tlSSS. SoT^ST
uraa d,s melhores da edade, por se achar nao s prximo s estafes di aratho^f C? V
Alleraanha e FranQa, corao por ter a dous minutos de si, lodofos ihe t TeTiver.u '
alera disso, os mdicos presos convidara
imentes; e,

por dia.
Durante o aspaco de oito a lez me
(3200 45fOOO)
raceseuGlhooDr. Pedro Aug.^d.s7l F.^Md. Po^
Netto, Manoei deFigueira Faria, edeserabarga or Pon, Vi le (SmS \ PP' ^
tras pessoas tanto de um, corao de outro paiz. V'sgueiro ( do Brasil,) e rauttas ou-
Os presos de todo o servido, por dia, guiara de 10 a 1 -2 francos ( 45OOO 4500 1
No hotelencontrara-se.nformacoes exactas acerca de tudonuende LriJrVJll'L..
Avisos diversos.
Na rua da Cadeia
com os senhores :
Rallazir Jos dos Reis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino de Souza Pereira de Brito.
Joaquim Clemente de l.emos Duarte.
Jos Rodrigues Cordeiro.
Cleto da Costa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranhao.
h
n. 2f, deseja-se fallar
familia, esiriba-
no paleo do Car-
" i l_' febi m
Sao convidados os Srs. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9# por
accao, do dia 10 de setembro em diante.
DE
V" 'iii ,).i CaiIpi An n......
dar, se contina a dar comida por mdicos pre-
finira foM -^/ ,1^ cosc com lodo 8ceio> Previne-se de vespera ;
yuana-ieiri z\ do corrente. i"a mes",a se conlin>?a a fazer por encommjas
' o excellenle doce chamado fatias do China.
Costa Carvalho fara' leilao em seu', J~ Precisa-se de m caixeiro com pralica de
armazem na win Vn a\ A~ taberna na rua do Livramento n. 16.
r,;,l" j devanas, Precisa-se de um ciado forro ou captivo
narcineina de apurado gosto, "*. po"har. comprar, e mais servico de pouca
lamilla eslrangeira ; a tr..lar no becco do Capim
n. 52, primeiro andar.
Aluga-se um segundo andar e soto com
grandes commodos, e bem assim um sitio muito
j perto da cidade, com muito boa casa do vivenda
idade O C para pretps e para feilor, com muitos arvo-
entregne sem reserva de re'*0SJ*e 'roclo, boa baixa para capim, camboa
para desembarque; a tratar na serrara da rua
da Praia n. 59.
do Rosario, em c
Aluga-se uj
com rmCnrder0' n,argom d0 Ri0 Capibaribe.
c?hdS r S Para Srai,d f,mi,ia' I"0 Para
ca.alls I'"','3,1 P"fa Carr c """aria para 6
-em dn H d"a P'ioena. tambem mar-
Dem do rio, com coniruoJos para
na para 4 cavallos : a tratar
mo n. 15.
A quem convier.
ceSriaS ,?lbi,iada e 1 olTorece as ne-
seusspnf -"'"" a,pcdid0 ''ealguns amigos
novomh P "fla l'CCeber era casa, do 1. de
al/uM Z fTox!m,tle'n dante, esobsua direceo,
dad. ,18S- "da/lles d- Pro'atorios para a facoN
denlf. ; *'a0 lend0 se,,s P"is ou CO"M-
Pondentes o mendr cuidado com el les a tal res-
J'i*! coramoJa. bora tralamento,
enhi >L*l "".V0. P0la aPP'icacno. para qu
e uma SCT* "S exames ; e "almen-
aes^n81811 a-a a mi,ls modica e >-"oael :
taes sao as vanlagens que eoconlraro.
fra S ^?h|0r d en8e"1"'. Pois. ou pessoas de
estudar A q" T"Zefrem manJar *" nihos
em .AJ n5'/'1 pe'aS- fferias para fa"r exame
em marco ; podem-se informar dos Illms Srs
Ksrwei *igaeiTo' *njsrys
dTO' fnlU,'elS- -^'ostinho Eduardo Pina.
K^? S LOM/llippo de Souza Leao. senho
Defronte rio becco da Congregacao letreiro verde
S.!.?*?!W.Prei?.- 30^35^e 40S000jColle.es ,le velludo decores muitofino a' 105W0O
Sob'ecasacas de dito dito a
Palelots de panno pretos e de cores a
80, 255), 30w> e
Ditos de ca?emira de cores a 153 e
Dilos de casemiras de cores a 7J e
Diios de alpaca prula gola de velludo a
Ditos de merino setira prelo e de cor
a 83 e
Ditos de alpaca de cores a 3*300 e
Ditos de alpaca nreta a 3^500, 5,
_75Pe
Ditos de brim de cores a 3500,
43500e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
1n M,.i, o T / 'f- u,: ouud Lcao, sennor i 'ww o
SfiT^J2S!m tir't.dirJr CalCM ^e caseraira pre.a e de cores a
primeiro desles senhores. par
ZZ'Z?" "rocurados Possoalmente esta"tn.,
onde determinaren!. p '
DAS
.. ii:,_...
-"
as 11 horas em ponto.
Tambem
vender
ra um escravo de meta
qual sera"
preo.
PELO
SfLM
AGENTE
PESTA
O referido
agente tara' leilao por
conta e risco de quem pertencer, terca-
teira 23 do corrente as 10 horas d
nhaa no armazem do Sr.
fronte da alfindega
DE
20 barr com carne salgada de 200 li-
bras cada barril.
Ama
Plalas paulistana
s.
a ri.-i-
Annes, de-
Mobilias, aparadores, guarda-
loucas, guarda-roupas, ca-
deiras avulsas, candela-
bros, serpentinas de crys-
tal, salvas de prata gran-
des e pequeas, umitas
obras deste metal e de gran-
de quantidade de livrosde
medicina homeopathica.
Quinta-(eir 25 do corrente
l!" 1,oIeJao era spu armazem na rua do
dosPn2 Z 73',dOS beC,0S aci,na '"enciona-
dos que serao entre
Offerece-se para ama do casa de rapaz soltei-
ro ou de pouca familia, uma mulher de boa con-
ducta ; na rua da Cadeia Nova n 46.
-^0 abaixo assignado declara que o
menor Alexandre, caboclo, que estava
se empregando no servico de sua casa
como criado, ausentou s della hontem
a noite esuppoese que seguo para a
companhia de uma irmaa, que procura-
va charaa-lo a si, pelo que nao se res-
ponsabiliza o raesmo abaixo Pssignado
por qualquercousa que o dito Alexan-
dre possa pedir em seu nome. Uece
19 de outubro de 1800.Antonio Ru-
fino de Andrada Luna.
O abaixo assignado ilho do com-
mindantesuperior Joaquim Cavalcanti
de Albuquerque, morador no termo de
Olinda, deseja labei do Sr. annuncian
te da rua do Cordniz n. 18, se o cha-
mado inserido no Diario de Pernam-
buco de 20 do corrente tnez, refere-
se a elle ou a outro de igual nome, es-
pero que faca a sua declaracao pelo
rnesmo Diario. Engenho Paulista
22 deojtubrode 18G0. O bacharal
Joao Cavalcanti de Albuquerque.
O abaixo assignado faz scienle ao autordo
publicado no Liberal Pernimbucano
mez, que verdade ter sido
a
Fa?o publico o ssuinte Cacto
Um pobre italiano foi atacado de uraa he mor-
magia, de.tando sangue pela bocea e pelo ."rU
a tal ponto que j se acha va proalradoecoS
Se seis et'm8-KEsSe P0bre hnmem mand "
de seus companheiros propor-mo a molestia
logo conhec. que e tosso era procedida do umi
suspensao hemorrodial. comocostuma succede?
as pessoas maiores de 40 annos "Cccdtr
Mndelas pillas paulislanas para que toraasse
uma do n. 1, cada meia hora, o reotir rad-i 19
horas: no m de 5 dias vei o pobe hornera
Hgradecer-me, e querendo pagar-mo o curativo
/t^L' f"rV",""- os pobres de graa '
li}^un%? JOrMl ude S" rMl Corre Pr-
usiano, 29 de novembro do 1859).C. P. Elche-
9#, I0e
Ditas de princeza e
prelos a
** hrirrubranco
29500 4?5C0 e~
Ditas de ganga de cores
Ditas de casemira a
alpaca de cordo
e de cores a
a
325000
123000
125*000
95000
5000
95000
5*000
GSOOO
12*000
5*000
355?00O)tos dd casemira bordados e
j prelos e de cores a 5, 55500 e
35*000 Ditos de setim prcto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 55 e
Ditos de gurgurao de seda a 55 e
liitos de fustao brancos e decores a
35 o
Ditos de brim branco e de cores a 25 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 15G00 e
Camisas de peiio de fustao branco e
de cores a 2*300 e
Ditas de peito e punhos de linho mui-
to finas inglezas a duzia
Dilas de raadapolao brancas e de cores
a 1*800, 25e
Dilas de meia a I* e
Relogios de curo patente e orisonlaes
' '&
110
DEPOSITO GER.U
RUA DO PARTO 119
Rio de Janeiro.
ter7a0|mH,Cand,,j0 da Silva pe""nle. alfaiate.
Piche l ti, d h aPresenlar-se na rua do Tra:
picne n. 6, casa de Aranaga Hijo & c
asiuraplo do seu interesse e previne-se
apresentando-se, fica prejudicado
m^Tn f"Se ao Sr- ldante, o favor de
mandar buscar a sua roupa. da casa em que firou
Eutt'dT'Ss-s.nr,ignora- ffi
sPe> rL dla' d Cn rano chamaremoa pelo
para um
que nao
da prata galvanisados a
dCUU.o, 0 etas
-v.:-
25*
coirac
C5000
5*000
35500
65000
65000
35500
25500
25500
25000
25500
35*000
2*500
15600
5
30*000
8
^^^^
SAUDE
Sita era Sanio Amaro.
Este estabelecimentj continua debaixo da
-gues sera
as ii horas em ponto.
reserva de prego,
Avisos martimos.
Cear e Acarac,
O patacho Bmulaco segu com brevidade pa-
ra carga e passageiros trata-se com o capitao a
bordo ou no escriptorio de Manoei Goncalves da
Cear e Muada.
Sahe mpreterivelmente at o dia 27
do corrente o hiate Correio da Impe-
ratriz, quem quizer carregar ou imip
passagem dirjase a Carvalho, Noguei-
ra & C, rua do Vigario n. 9, primeiro
andar.
Bahia.
A escuna nacional Carlota, segu ero poneos
oas para a Bahia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
LEILAO
Lina
DE
escrava.
annuncio
de 22 do andante
dimittidodo lugar dVinapector de"quartelrao"'d
fieguezia do Recife, em consequencia de haver
pedido, e achar-se mudado para a da Boa-Vista
nao houve nistovjnganca alguma da parte do'
Illm. Sr. subdelegado Leal, mas sim juslica da
parte do dito senhor. '
Joaquim Clemente de Lemos Duarte
O Sr. Jos Izidoro Boiges Leal, de Olinda
queira vir acabar o negocio que tratou, do con-
trario se far o negocio na rua do Rosario n 56
defronte da rua do Aragio
rr~x Jab'lixo ssignado encarregado da desin-
fecto desta cidade. avisa a alguna senhores ins-
pectores de quarleirao que hajara de Ihe remel-
ter a relacao das fumegaces desinfectantes, aua
o! opidemiTA^^^^^8^"""16 A
bonita figura : quarta-feira 2 do corrento s 11
horas em ponto.
LEILO
Quarta-feira 24 do corrente.
nn?i*Ten'e E"ri!l P<" nlervencao do Sr. Ha.
11 d a7re9/0Trder0' far lei,0 da taberna
11 do pateo do Terco, da armacao e diversos g-
neros por junto ou era lotes a vontadedo cora-
horas em ponto.
vincia dos trabalhos que'fizerra niiqella" ofe"
., Jos da Rocha Paranhos.
vendem-so armages do cama de vento
bem acabadas e de be a madeira a 2*; na rua d
Praia, typpgraphia da Ordem.
No dia 20 do corrente desappareceu de casa
Je aua senhora D. Antonia Maria de Castro, o mu-
lato escravo por nome Angelo, alio e secco, com
pona de barba, muito moco : roga-se s autori-
dades policmui que o pegarem. leva-lo rua do
Queimado n. 30, terceiro andar.
Comprem-se moedas de ouro de oualauer
qual.dade : na rua do Trapiche Novo n. '
Precisa-se
Direita n. 60.
de uma ama de leile :
na rua
Pf00"? nn>". e depois nao se queixe
- U abaixo assignado retirando para Mcce
aria ao dever da gra.ido se deixasse no olvido'
o seu recpnhecimenio ao bom tralamento que Z
bu no lospi.al Portugus de Beneficencia, p"
cujo motivo sera eternamente grato aos Illms Srs.
prove,lor e membros da actual junta adminisr/:
Uva Rvm. regente Fr. Antonio do S. Anglica
D Praxerfes de Souza Pitanganga (com especia-
lidadej pharaaaeeutieo Antonio Pinto Oz.rio e
riferme.ros Jos Maria de Souza. Antonio Pelei!
w mi v caixeT ,,J nemo hospital o Sr
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phamasia, muitos lindos de
duas saias, pelo baratissimo preco da 10 cada
um corte. ^
Vendem-se na rua Nova n. 15, loja, tres ca-
deiras novas que se lizeram para uma encom-
menda. com assento cheio de dina e forradas de
damasco encarnado proprios para assento dos
Srs. sacerdotes em fesla religiosa, por isso con-
vem a alguma irmandade ou algum Sr. vigario
de fra.
Tabac coporal
Deposito das manufacturas
iraperiaes de Franca.
Este excellenle fumo acha-so depositado, di-
rectamente na rua Nova n. 23, esquina da Cam-
boa do Carreo, o qual se vende por macos de 2
hectogrames a 1* e em por^o de 10 macos para
cima enm descont de 250|0 : no mesm estabe-
lecimenio acha-se tambera o verdadeiro papel de
linho para cigarros.
Gomma e arroz
com casca.
.. admiiiistracao dos nro-
prietanos a receber doentes de qualquer natureza ou catheporia
seja. "
O zelo e cuidado alli empregidos para oprompto restabelecil
to dos doentes e'geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai podediiigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na rua Nova, ou entenderse com o repente no esta
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. -.....
Manijo* e criados, ....
Primeira classe 3$ e. ,
As operac/ies serao previamente ajustadas.
2000
2sh00
3,sr00
:lM$&Mg&
r5SB&
K&
V55
Vende-se superior gomma e arroz com casca,
por preco commodo : no armazem de Francisco
L O. Aievedo, na rua da Madre Deus n. 12.
Atlenco.
b
Chegando aos ouvidos do abaixo assignado. que
nlguns espirilos intrigantes e mesquinhos. andam
propalando que o mesmo abaixo assignado depo-
zera com nomes Injuriosos na familia do Illm.
Sr. Francisco Jos Coelho, conhecido por Fran
cisco do hotel, por isto vem por meio da impren-
sa protestar contra semelhanics calumnias, le-
vando ao conhecimento daautondade competen-
te o nome de seus autores, so que est proce-
dendo, para serem devidamente punidos, por
quanto o abaixo assignado acata erespeita a fami-
lia do mesmo Illm. Sr. Coelho,e em lempo algum
se-ia capaz de sobre a sua honra fallar, mesmo
porque nao tem a subida honra de conhece-la.
O abaixo assignado Dreza muilo a verdade, o por
isso deseja de piompto confundir a seus vis de-
tractores. Recife 22 de outubro de 1860
Frederico Skiner Sliphin Muniz.
Vende -se
EM CASA DE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade em bar-
ns e engarrafado.
Biscoutos.
Tinta de todas as couros.
Lona e Alele.
Fio.
Sellins, selhes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 43.
Aluga-se um preto para o servico de uma
casa de familia ; a tratar na rua das Cruzes n
Jo, terceiro andar.
Precisa-te de urna ama. para lodo servico
de casa de pouca familia ; na rua da Roda nu-
mero 54.
Roga-se
Fonseca o
da rua do
ao Sr. I)r. Augusto Blizio de Castro
favor de dingir-se a loja de fazendas
Crespo n. 17.
Precisa-se do uma ama para casa de fami-
lia ; na rua das Cruzes ...31, terceiro andar.
Aluga-se uma prrta escrava para o servico
de uma casa de pouca familia ; na rua da Cao-
boa do Carmo n. I.
Lava-se e engomma-se com perfeirao ; na
rua do .olovello n 30.
O Sr. M. O S. Guerra lera uma carta na
rua de Apollo n 39, taberna.
Rogase aos Srs. abaixo declarados
de virem a rua do Cordoniz n. 18 :
Francisco Solano da Cruz Ribero.
Vicente, pedreiro morador nos Marty-
rios.
Luiz Ferreira da Costa, morador
pateo do Terco.
Jos Pereira de Magalhaes Bastos, bec-
co da Lenha.
JoSo Cvale? nt de Albuquerque, em
Olinda.
Precisa-se de um pequeo destes
chegados ha pouco do Porto, para ca-
xeiro de uma taberna : quem preten-
der annuncie para ser procurado.
Trocam-se sedulas da Babia, no
largo doCorpo Santo, armazem n. 6.
Precisa-se de umi ama quo cozinhe e en-
gomrae para tomar conta do governo de uma casa
de hornero solteiro ; quem estiver. nestas cir-
curostancias, dinja-se a rua das Cinco Ponas n.
38. Na mesma precisa-se de um preto para todo
servirjo. r
MUTILADO
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. TER^A FEIRA 23 DE OUTUBRO DE 1860.
f)
Ensino de msica.
OtTerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a tocar varios inslramenlos ; dando as li-
ndes das7 horas s 9 11.2 da noite: a tratar na ra
da Roda n. 50.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lellras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o aouunciante aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em outros mais ra da Caixa
d'Agua o. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Joknston & cua da Senzala Nova n. 52
| Dentista de Pars.
& 15Ra Nova15
5 FredericoGautier, cirurgio dentista,.),
|g faz todas as operacoe da suaartee col-|g
am locadentcs artiiciaes, ludo com a upe-gi
jf rioridade c perfeirao que as pessoasen-|i
;Vjg tendidas Ihe reconhecem. S
? Temara e pos dentifricios etc. Ir
O abaixo assignado participa aos seus fre-
guezes que tcm mudado a su a loja de trastes da
ra das Flores para a ra estrella do Rosario nu-
mero 43.Theodore Beuzen.
Precisa-so de um criado que saiba bolear e
de fiador a sua conduela : na ra do Queimado
n. 44, primeiro andar.
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordom da direcloria taco saber aos Srs. as-
sociados, que estao cm debito por mensalidades
vencidas, que, para mais coramodidado dos mes-
mos senhores, tem autorisado, alera do era-
progado o Sr. Estima, o ajudanle do bibliolheca-
rio Antonio de Souza Pinto, para receber no ga-
binete as sobreditas mensalidades, em poder do
qual enconlraro os competentes recibos.
Recite 17 de outubro de 1860.
O Io secretario
ilnonio Baplista'floguiera.
XTTryrTTTTTTTTTTTTTTT"7"?TTT-
l DENTISTA FRANCEZ. 3
y Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
T rangeiras 15. Na mesma. casa tem agua e <
"^ p dentico. ^
Jos Alves Barbosa, subdito, portuguez, ro-j
lira-se para a Europa, e leva em sua companhia]
sua mulher e una filha menor, deixando para |
scu procurador os Srs. Manuel Alves Barbosa e
Antonio Alves Barbosa.
I
- Precisa-se de urna ama para casa de pouca
Familia : na ra larga do Rosario n. 32, se dir j
quem precisa.
O Dr. Manoel Moreira Guerra presla-se este |
anno, como nos anteriores, a servir de oxplicador
aos senbores estudantes da Faculdade de Direito
na occasiao de estudarcm os pontos para os seus
actos, mediante um mdico honorario: pode,
para este fim, ser procurado em sua residencia,
ruada matriz da Boa-Vista n. 24, ou no seu 99-
rriplorio, ra estreitado Kosario n. 22, primeiro
andar.
Aluga-se urna boa casa com muitos com-
modos para familia, pintada de novo, com um
sitio de muito bous arroredos de fructo c agua
de beber: no Manguinho, principio da estrado
dos Atfliclos, para passar a festa : a tratar no si-
tio do Chora meninos.
|Lices de pianol
I e canto*
g Tobas Pieri artista italiano da compa- |g
** obla lyrica tendo acabado o contrato com ^j
o Sr. Marinangeli, pretende dedicar-seao 16
ensino do piano e de canto, as pessoas e ^
os pas de familias que quizerem ulilisar- j*j
p so como seu prestimo podem procura-lo a
^g na ra do S. Isabel n. 9 para tratar com g
cqp o mesmo, quesera mui razoavel nos seus c|>
?j ajustes ?*
mmmmmmm mmmmm
COMP ANUA
Vaccina publica.
TransroissSo do fluido de braco brajo as
quintas e domingos, no torreao da alfandega, e
nos sabbados at as 11 horas da manha, na re-
sidencia do comintssario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra eslreila do Rosario nu-
mero 30. .
M O Dr. Cosme deSa' Feeira da' ||
al consultas medicas em seu escrip- X
* torio, no bairro do Recie, la S
8 da Cruz n. 53, todos osdias.me- ||
^ nos nos domingos, desde as 6
0 horas ateas 10 da manha, so-
f| hreos seguintcs pontos
%. 1.- Molestias de olhos ; ||
<8 2.- Molestias de coracao e de g
1 pe'to ; g
|g o.* Molestias dos orgaos da ge- ||
' raco e do anus ; |
^ i.- Criticara' toda e qualquer
operaeao que julg- j diente para o restabelecimen- ||
^ to dos seus docntes. 9
O e\ame das pessoasqueo con- 2
8 sultarem sera' eito indistincta- ?fc
|1 meu^e. e na ordem de suas en- *
tg> traflas, fazendo excepto os doen- ^
8 tes de olhos, ou aquelles que por
H motivo justo obtiverem hora
H marcada para este fim.
Precisa-se de urna ama que saiba bem co-
zinhar : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3, pagan-
do-sc-lhe beru o seu trabalho.
DE
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de cho-jue ou chuviscos (para urna pessoa)
tomailos em 30 (lias consecutivos. ,........... 105000
30 c8rtoes paraos ditos banhos tomados erfl qualquer lempo...... 155JOOO
15 Ditos dito dito dito ...... 8*004
7 ...... 4Q00
Banhosivulsos, aromticos, s&lgados esuIphurososaospreQO annunciados.
Eslareduccao de presos facilitar ao respeilavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeiiro estabelecimento de urna utilidadeincontestavel.raas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco eonhecida e apreciada:
SOCIEDADE
MO BE\EFICEM
E
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambacoi
Por ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios eftectivos para sessao extraordina-
ria ila assembla ge ral pira tratar de negocio de
urgencia, quinta-eira, 25 do correnle, s G Ii2
horas da tarde.
Secretaria da sociedade Uniao Beneficente dos
Ai listas Sclleiros em Pernambuco 22 de outu-
bro de 1860.
Auspicio Antonio de Abreu Guimarcs.
_________ 1." secretario.
Compras.
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
DA
DENTISTA
DE
3~Rua estreita do Rosario-3

APPtOV4CiO E AlTORISAClO
DA
M\L IMPERIAL SI HlDCt
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
i:';
$
f
stabcecida m Londres
o si m
CAPITAL
Cinco mVWioes de libras
slcvlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores nesociantes, proprietarios de
casas, e a quem mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia pai^a ef-
fecluar seguros sobro edificios de tijol-ifpedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre/os objectos
que conliverem os mesmos edificios; quer con-
sista em mobilia ou em fazendas/de qualquer
qualidade.
Manoel Teixeira de
Andrade faz sciente ao respettavl publico e
principalmente aos seus freguezes <\ seu cstibeleciment.) de calcado e a officina para
a roa da Senzala Nova n. 21, na qual se presta a
fazer toda a cncommenda peitencenle a\^ua pro-
Dssao, ludo a vonlade dos freguezes.
Precisa-se de urna mulher malor de 40\an
nos, de bons costumes, livro. e desembarara'
p3ra cuidar dos Olhos de um viuvo : a fallar tia
ra do Seve ou Uniao, casa de sobrado com 5
varandas, entrada pelo oito, sendo dita casa vi-
zinha do grande edilicio que se est fazendo pa-
ra o Gymnasio Provincial.
k!ls* Atlencoi
a cocheira nova.
9Ra do Tambi n. 11 .|
Alugam-se cavallos proprios para pas- ag
*p soios, arriado de novo e tamben) recebe- o
J|j so cavallos de trato por mez ou por dia j|
tr por menos prero do que em outra qual- gu>
r
. Engomma-se com perfeirao : no pateo do
Tero n. 5.
Precisa-se filiar' ao correspondente do Sr.
Jos Peres de Albuquerque Maranho, na livraria
ns. 6 e 8 da pr,n;a da Independencia.
O abaixo assignado faz ver ao res
peital publico que o Sr Manoel Dias
s f inho deixou de ser seu caixeiro desde
odia 18 do corrate, llecife 20 de ou-
tubro de 18G0.
Antonio Pereira Vtanna.
Antonio Pereira Vianna, tendo
justo e contratado a compra de urna
taberna sita na travessa do Queimado
n. 7, com o Sr. Jos Pedro Fernandes,
^ quem se julgar credor da dita taberna
i queiram apresentar uas contas no pra-
zo de 3 dias, lindo o dito tempo o an-
nunciante nao attendera' a reclamarao
alguma. Recife 22 de outubro de 1800.
Quem precisar de urna ama secca para casa
de homem solteiro, dirija-se a ra da Cadeia no-
va n. 46.
Aluga-sc urna mulata para o servido inter-
> no de urna casa de familia : na ra do Rangel,
* segundo andar n. 60.
Precisa-so de um forneiro : na ra da Sen-
zala Velha n.8.
Joaquira Lopes da Molla Guimares segu
para a Baha.
Jos da Silva Ferreira Porto dissolveu ami-
gavelmei te a sociedade que tinha com o Sr. Jos
Moreira da Ponseca, sita na ra do Rangel n. 2,
ficando responsavel pelo activo e passivo o mes-
mo Sr. Fenseca.
Precisa-se de urna ama que engomme e co-
zinhe para casa de pouca familia, sendo escrava
ser melhor; dirija-se a ra da Senzala Velha
n. 112, primeiro andar.
Atten^o.
Na ra do Vigario n.29, precisa-se de um pre-
to ou moleque para o servido interno e eiterno
de urna caga do poucas pessoas, que saiba cozi-
nhar o diario ; quem liver e queira alugar, pa-
ga-se bem ; a tratar na mesraa.
#t Aluga-se a sala e alcova do primeiro andar
da casa n. 3 da ra do Queimado ; a tratar na lo-
ja da mesma.
O Sr. thesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no es-
criplorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36,c as casas commissionadas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os
blhetese meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do I.ivramenlo, cujas rodas dc-
verao andar impreterivelraente no dia 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das loteras 9 do outubro de 1860
O escrivo, J. M. da Cruz.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. kk
As pessoas que recorrerem a este hotel encon- ,
Irarao boa commodidale para urna noite, dias e
mezes, conforme Ihesconvier, enconlraiao tam-
bera a qualquer hora do dia c noite lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
segurando todo o asseio. Tudo por prec.0 com-
ruodo.
Ifuiti se doseja fallar com os senhores aba-
io declarados, na ra do Queimado u. 39, loja.
Antonio Jos de Aniurim.
Dionizio Antonio de Oliveira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Muele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Precsa-se de urna ama de leite ; no Hospi-
cio, cm casa (lo Sr. coronel Laraeoha.
Pelo juizo dos fcitos da fazenda nacional,
depois d audiencia do Dr. uiz dos feilos, vo a
praca no dia 25 do correle mez os tres seguin-
tes escravus : Jeronymo, avallado poi OCOtOdO ;'
Pedro, avalado por 500$ ", Roque, avallado por
600$ ; todos de servico de campo, pertencentes
a Joaquim Cavalcanti de Albuquerque, como fia-
dor do-ex-collctor do Cabo Francisco Antonio de
arrelo.O solicitador interio,
CaiUuo Pereira de Biito.
Aeneo.
Na roa do Cabug n. 1 C, loja dos Srs. Ramos
& Lima, acham-se 5 venda ornamculos de da-
masco de Lisboa de todas as qualidades e cores,
e fazem-se com promptido e perfeirao quaes-
quer encommendas para fra, tudo iste por me-
nos preco que em outra parte.
Olerece-se urna mulher de bons costumes
para casa de homem solteiro, sendo s pata co-
zinhar, e nao sahindo a rna : quem precisar, di-
rija-se a ra do Hospicio n. 5, que ah achara
com quem tratar.
Precisa-sede, urna ama para tratar de urna
senhora : na ruado Pilar n. 116, logo passando
o arsenal de matiuha, lado esquerdo.
Roga-se ao Sr Chrislovao Santiago do as-
cimento o favor diiigir-se a ra dos Msrtyrios, i
taberna n. 36, para se Ihe entregar urna carta.
O capilo I. O. Coi avisa s pessoas que se
julgrem credoras da galera americana Galden
Horn, spresentem no prazo de tres dias suas
coritas no osenptorio do Sr. Henry For-ter & C,
ra do Trapiche n. 8.
eral cnniu
Sciu resguardo nena incomiiiodo.
Erisipela u'uma perna.
Desejoso de cumprir com meu dever vou por
meio de sua acreditada folha agradecer ao Sr.
Ricardo Rirk, morador na ra do Parto n. 119,
por ler curado perfeilamente em 32 dias a minha
senhora com a applicacio de suasChapas me-
dicinaesde urna erysipela em una perna, que
soffrendo muilissimas dores e usando intilmen-
te de lodos os remedios possiveis, arha-sc agora
livre de tao lerrivel molestia. Portanto aceile o
meu reconhecimento o Sr. Ricardo Kirk, pela
invencao de to til remedio, cojo merecimenlo
superior a todos os elogios.
Augusto C. Prengel.
Ra do Cotovello n. 27.
O caoitao R. II. Gould avisa s pessoas que
tiverem contas contra elle ou contra a baica
americana Roanok, que apresontem ellas no
prazo de tres dias no escriptorio do Sr. Henry
Forster & C ra do Trapiche n. 8.
Quem tiver roupo para lavar e engommar.
tanto do homem como de mulher, cora toda a
perfeicao, preco commodo, dlrija-sc a ra do S.
GonQalo n. 21".
Aluga-se urna escrava disposta para o ser-
vido de urna casa : quem quizer, dirija-se a ra
do Socego, no Campo Verde, na penltima csa
do lado esquerdo.
Os abaixo assignados teem amigavelmenle
dissolvido a sociedade que tinham na loja de
fazendasc roupa feita, na ra Direita n. 71, que
gyrava de baixo da firma do Mendos & Chagas,
licando a cargo do socio Joaquim Manoel da Mlva
Mendes lodo o activo e passivo dn mesma casa
desde o dia 20 de setembro prximo passado.
Recife 19 de outubro de 1860.Jezuino Francisco
das Chagas.Joaquim Mauoel da Silva Mendes.
Aluga-se urna mui fresca, grande e excel-
lente sala, com cozinha e 4 quarlos ; no primei-
ro andar da ua do Imperador d. 75.
O capitio R. H. Gould retira-se para fra
do imperio.
Francisco Pinto Ozorio continua a col- {&
locar denles artificiaos lano por mejo *;
de molas como pela pressao do ar, nao *s
recebe paga alguma sem que as obras 4j
jfe nao fiquern a vonlade do seus donos, *
,S lem pozescoutras preparacoes as mais Jg
^ acreditadas para conserraro da bocea
sS?,' '5i
Compram-se cscravos de ambos os sexos
de 12 a 25annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, poga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direita n.
66, escriptorio de Francisco Malhias Pereira da
Cosa, receber 20$ de gralilicacjio.
Comprase ama pardinlia oa mes-
mo cnoula que saiba alguma censa de
ler e escrever a nossa lmgua, mas que
nao exceda a id;;de de 13 annos : quem
tiver e quizer vender avise por e&le
Diario ou tiiija-se a pivra da Boa-
Vi*! n. 6 (botics) que achata' com
quem tratar.
Compra-sc sem se olhar a preco um escra-
vo moco, boa figura, sem vicios,e bem comporta-
do, que execute perleitamenle a arte do C02i-
ohar; na ra da Cadeia do Recife n. 12, esrrip-
ttrio de Baltar & Oliveira.
Comprase um escravo que seja robusta : na
ra larga do Rosario n 18, no terceiro andar.
Compra-se una pavOa ; quera tiver, diri-
ja-se a ra da Cruz n. 4.
Compra-se urna casa terrea na freguezia do
Santo Antonio ; a tratar na ra do Sol n. 13.
Vendas.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Kiktnann Irmacs & C avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
companlnas de seguros maiitimos de
llatnburgo-
Ao senhor
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveira, esludan-
le do terceiro anno da Faculdade de Direito desta
cidade, pede-se qoe venha salisfazer o que nao
ignora ; uestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Domingos da Silva Campos esl proceden-,
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
e roga a seus devedores que venham saldar seus
dbitos.
Ao senhor
Trajano Carneiro Leal, deseja-se fallar : na ra
do Crespo n. 21.
car A 320 rs.
A luga se bichas de Hamburgo, na
ruada Emperatriz n. lo.
Os administradores da mssa de
Manoel Antonio dos Passos Olivura &
C re gana as pessoas que esto devendo
ao arrnazetn de trastes da ra Nova n.
24-, queiram tr satisfazer seus dbitos
at O fim docorrente mez de outubro,
visto que passado este prazo pro'ceder-
se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mentj.
Aluga-se o sobrado de um andar
com um soto rauito grande, com quin-
tal, cacimba eo armazem do mesmo si-
to na ra do Bium confronte ao cha-
fariz : a tratar na ra da Cruz n. 56.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fra do imperio ; na ra da Praia n.
7, primeiro andir.
!J> A loja de marmore acaba de receber no-
=s vas e lindissiraas colleccoes de quadros fi
@ para decoraco de salas do visita, jjnlar, $
y espera e quarlo de dormida. 33
?: @@@@@@*
Alugam-se 3 casas na Torre para
passamento da festa ou por anno por
preco commodo e com bons commodos
para familia : a tallar no mesmo lugar
com Francisco Jos Arantes. ,
Nos ltimos dias de outubro at o 1. de
novembro vai a praca por 2:000$ um sobiado
rande, velho, com alguma ruina, na frente da
ladeira do Varadouro na ra de S. Rento ; alm
do quintal que comprido, tem um terreno mu-
rado adjacenle e cacimba.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para todo o servico de urna casa de pouca fami-
lia na ra de Hurlas n. 16, sobrado.
Precisa-se de 2:00OS a juros por prazo de
seis mezes, dando-se por seguranca escravos ou
moradas de casas : juera convier, dirija-se a ra
do Rangel n. 31,aondese dir quem precisa.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS alEDICINAES sao muito ronhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
desle imperio ha nuis de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que so lera oblido as enfer-
madas abaixo esrriplas, o que se prova com innmeros altoslados que cxislem de pessoas capa-
zos e de distincroes.
Com otas CiMPAS-KLECTno- magnticas-epispasticas oblem-se urna cura radical e infallivel
em iodos os casos de inf1ammac.ao (cansofo ou falta de respirando), sejam internas ou exlernas,
como do ligado, bofes, estomago, ba?o. rius, ulero, peilo, palpilaco do coracao, garganta, olhos,
erysipelas, rheumalismo, paralysia e todas as afleredes, nervosas, ele etc. Igualmente para as
diirerenles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual r o seu lamanho e pro-
fundeza, por meio da suppuracao scrao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e dittinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicaroes, se as chapas sao para homem, senhora ou crhnca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabega, pescoen, biaco, coxa, perna," p, ou tronco
do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchaces, feridasou ulceras, o mol le do scu ta-
manho era um pedaco de papel e a declarado onde existen), afina de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas serao acompanhadas das competentes explicacoes c tambem de lodos os acceso-
rios para a iolloca<;o dellas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriptorio
que se achara aberto todos os dias. sem excepeo, das 9 horas da manhaa s 2 da larde.
TUL 1UBIESA
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso.
||9 Ra do
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
*^ $*
CONSULTORIO
Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. 0.
O Dr. Sabino O. L Tinho, de volta de sua viagem a Europa, d consullas todos
os dias olis esde as 10 horas al meio din. Visita aos doentes em seus domicilios de
meio dia cm dianle, e em caso de necessidade a qualquer hora, A senhoras de parlo e
os doentes de molestia aguda, que no tiverem anda lomado remedio algum allopa-
thico ou homeopathico, sero altendidos de preferencia.
^'- '
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentos homeopalhicos que se venden) nesta pharmacia sao preparados
por meio de una machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir em Pars, e a
que deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Estes medicamentos o os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, c
capazes de coraras molestias com a maior certeza possivel.
Alem disso. desejando tirar de sua viagem a Europa todas as vantagens para o
progressoda homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obter as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; o
para isso enlendeu-se com um dos melhons herboristas d'Allemanha, para Ihe man-
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o
acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das monlanhns da Suissa, a belladona,
hryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hjosciamus. foram colhidos na Allemanha, na
Franca e na Blgica, o veratrum no Monto Jura etc., etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que servirao para
as experieucias puras de llahncmann, descriptas as palhogencsias, acharao o medico
e os amigos da homeopalhia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer-
midades.
Os precos sao os seguintes :
Botica de 24 tubos grandes.................. 125a 16J00O
Dita de 36 .................. 18g a 22S000
Dita de 48 .................. 2i a 2900
Dita do 60 .................. 30a a 358000
N. B. Exislem carteiras ricas de velludo; para maior preco.
Cadi vidro avulso de tinctura...................." 2j}O0O
Cada tubo avulso.................................. I?>000
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas dynamisacoes mais
usadasj :
De 24 ditos de dito e 48 tubos grandes.............8J0OO
)e 36 ditos de dito e 56 tubos grandes.......... 618000
[)e36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 70s000
)e 48 ditos de dito e 88 tubds grandes............ 92g000
)o 60 ditos de dito e 110 tubos grandes.......... 1158000
Estas cartas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capil s de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pratica da ho-
meopalhia.



m

Do Io de noyemhro at outro aviso haver uro
trem nos domingos e dias santos que sahir da
villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
tarde o vollar das Cinco Ponas para villa do
Cabo as 6 1)2 horas da tarde.
4 AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
A pessoa que por engao trocou no cartorio
j do labelliao Salles uro guarda sol, queira porob-
sequo kva-lo ao mesmo cartorio, onde receber
! o que deixou.
Vendem-se tambem machinas elctricas portaleis para tralamento das molestias
nervozas. "Estas machinas sao 13 mais modernas cas mais usadas actualmente em
toda a Europa, tanto pela commodidade de poderem ser trazidas na algibeira, como
porque trabalham com preparacoes quo nao sao nocivas.
Cada urna......................................... 508000
Aluga-se a loja*da rna do Livramento n. 2,
propria para qualquer negocio: a tratar na ra
do Queimado n. 48. |
Aluga-se pelo lempo da festa ou por anno
o sobrado do Caldeireiro (fregueiia do P090 da
Panella) aonde anda resido o francez Oliver:
quem quizer contrala-lo, dirija-se a Jezuino Fer-
reira da Silva, morador no sobrado da esquina
da ra Bella, ou Da alfandega s horas do expe-
diente.
A familia residente na casa da ra das Cin-
co Ponas n. 67, quo offerece muitos commodos,
a deseja trocar por outra de menos, visto a mes-
ma familia ser muito pequeua : quem a preten-
der dirija-se mesma.
Aluga-se um sobrado do uro andar na ra
do Amparo da cidade de Olinda, por preco com-
modo : para ver nos Qualro Cantos, botica do Sr.
Rapozo, e para tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 45.
cris
Armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Chitas,
Chitas francezas escuras e claras a 220 rs.
Chales de merino.
Chales de merino bordados finos a 5j>50P, ditos
estampados grandes a 38500.
Baloes.
Baloes abortos a 5?, ditos tapados a 4$.
Vestidos para meninos
Vestidos de seda e la para meninos e meni-
nas leitos no Rio de Janeiro a 8 e 10?.
Grosdenaple.
Crosdenaple furta-cores a lj>200 ocovada.
Cobertas chita.
Cobertas de chita, gosto chines, a 1*800.
Lences.
Orando pechincha de lences de bramante c
do panno do linho a 1 800.
Colchas de fus tilo.
Grandes colchas de fuslao a 5350O.
Lencos brancos.
Lencos broncos para algibeira a 2-3 e 18800.
Pentes.
Penlesde tartaruga fundida com enfeite pelo
baratissimo preco de 55000.
Calcados baratos para acabar.
Quem trouxerdinheiro nao
deixa de comprar.
Una da lmperntrU n l
Cotins de bezerro Taris para homem a 53.
Ditos de lustro N01 tes a g-
nitos de dito Pnisa *.
Ditos de ca.-tor Paris a>l.
Ditos de bezerro N'anles 2 I|2 solas a 7g.
Sapates de vaquela de lustre taxiados a 5f.
Hilos de lustre taxiados a 5J.
Ditos de lustre de N.intes a 5J.
Ditos de dito e gaspiados prelos e de cores a
3;t!0.
Dilos de bezerro Nantes para homem a 1;",C0.
Sapatos de lustre sola e vira a 3j.
Ditos de bezerro a 38000.
Boizeguins sem salto para senhora a 4SDC0.
Sapatos de lustre para dita a 1g.
Ditos de selim a 1&500.
Borzeguins com sallo para meninas a 2?.
Ditos para enancas a 1;5G0.
I Na mesma loja recebe-se constantemente de.
Franga todas as qualidades de calcados dos me-
Ihores fabricantes, para horneas, senhoras. me-
ninas e crianzas, e que se vendem mais barato
do que em ouira qualquer parto.
Vende-se urna escrava de meia idade e de
muito bons costumes : na ra Velha n. 87.
Vonde-seum terreno proprio, com 32 pal-
mos de frente e 170 de fundo, quasi aterrado, na
roa Imperial do lado da mar pequea : a nPSa
aue pretender, dirija-se a mesma ra n. 197.
Potassa nacional,
chegada estes dias do Rio de Janeiro, vende-sc
por preco muito commodo: no escriptorio de
Carvalho, Nogueira & C, ra do Vigario n. 9.
primeiro andar.
Vende-so urna mobilia de amarello por pre-
co commodo, e juntamente cede-se um segundo
andar a quera licar com a mesma : quera preci-
sar, dirija-se a ra do Rangel n. 75, que se dir
quem vende,
Vende-se urna escrava de meia idade : na
ra Direita n. 6.
Enfeites de fitas.
. Na ra do Crespo, loja de miudezas n. 7, ven-
dera-se enfeiles prctos e de cores para senhoras
a 39 e i-i 00 cada um.
Casa no Cabo.
Vende-se 011 troca-se por urna casa no bairro
da Boa-Vista desta cidade a melhor casa da villa
do Cabo, com os commodos seguintes: 2 grandes
salas, 5 quartos grandes, cozinha, e na mesma
coberta desta, que ligada casa por um lorraco
mais 3 quartos e 1 sala de 30 palmos de frente!
Toda a casa cita com lijlos e calida, feila cora
a maior seguranca e muito gosto ; alem daquet-
les comm(|dos lem um pequeo quintal murado
e baixa deTapim para 2 animaes, e a vantagem
de ficar mui prxima da eslavo daquella villa :
quem a pretender comprar ou trocar, dirija-se
ra do Hospicio, casa terrea junto do Sr. Thnmaz
de Aquino, que achara ahi com quem tratar.
Vende-se urna casa terrea, em
chaos proprios na povoacao da Varzea :
quem a pretender dirija-se a ra que
lica por detraz da igreja de Santa Ihe
reza casa n. 5, das 4 horas da tarde em
diante que ahi encontrara' o seu dono
Manoel de Hollanda Lobo.


(*)
DIARIO DE PERRMBUCO. TERCA FEIRA 23
DE OTBRO DE 1860.
FABRICA
DE
SMfiCOfiAfiflA I f OBfi|( El !?!$.
Sita na ra Imperial n. 118 e ItO junto a fabrica do sabiio.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa.
Neste est&belecimenlo ha serapre proraptos alambiques de cobre de difiranles diraen-
ofesde 300 a 3:000) simples e dobrados, para disiilar agurdente, aparolhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espirilos cora graduacao al 40 graos (pela graduacao de Sellen
Aos seniores de eogenho.
Cobertores de lia escuros com algum defeito a
1#000 : na ra do Crespo o. 14.
Na ra do Crespo n. 5, ha para vender ex-
cedente gorgurao de seda de todas as cores com
5 palmos de largura, proprio para forrar carros.
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
DE
parafusos de
agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as di manaes para encaniramtos camas de ferro com armago e sem ella,
fugos de ferro potaveis e econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos do alambique, passa-
aeiraa, espumaderas, coccos para engenho, folha de Handes, chumbo em lencol e barra, zinco
em lencol e barra, lonches e armellas de cobre, lenges de ferro e lalo, ferro suecia inglez
de lodosas dimances, safras, lomos e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por
manos prego do que em oulra qualquor parlo, desempenhanlo se -toda e qualquer encommen-
da cera prestesa e perfeicao ja conheciJa e para com uodidade dos freguezes que se di^narem
Btonrirem-nos com a sua confianza, acho na r
litada para tomar nota das encoramendas.
ra Nova n. 37, loja do ferragens, pessoa habi-
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguozes e ao pubbico emgeral, toda e qualquer
obra raanufaturada em seu reconhecido eslabelicimento a saber; machinas de vapor de lodos os l-
mannos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moonJas e meias
moendas, tachas de ferro balido e fundido de lo los os taraanlios, guindastes, guinchos e bombas,
rodas, rodetes aguilho-is e boceas para fornalha, machinas para amissar mandioca e para descaroca-
algodo. prencas para man lioca e oleo de ricini, porloes gradara, columnas e raoinho3 de
!)
.QVU.V. ,,,..VUo pu.a iiixii iim cuco ue riciin, purtues graaana, columnas e raoinh03 de vento,
arado?, cultivadores, pontos cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas as obras de ma-
Chinismo. Evecula-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal im forera apresentados. Recebem-se encommendas nesie estabelecimento na na do Brum n.
28 A o na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65 moradia docaxeiro do estabelecimento Jos
Joaqnini da Costa Peroira, com quem os
Vende-se ou permula-sc por sitios o casas
nesla prac um dos melhores engenhos d'agun,
cot. expelientes trras de planlacae, moenle e'
corrente, e qae fira Iegoa e mcia aislante da es-
tadio da estrada de ferro d'Agua Preta : quera
pretender fazer negocio, dinja-se a ra larga do
3 isario n. 28, prluieiro andar, que achara com
quem Iratar.
i
[irolendentes se podem entender para qualquer obra.
9

::
Gurgel &
Perdigo
P.eceberam pela barca cBerlha, chega-
da ltimamente do Havre as seguintes fa-
7-i: lis de seu pedido, ra da Cadea do
Recite n. 23 :
Superiores corles de vestidos branco de
seda, ditos do blond com mana, ca-
pella, llores solas e saia de selim.
Superiores e modernos chapeos depalha
enffiados para senhora.
r:ores cortos do vestidos de ph.intasia
com 5 babadinhos c de duas saias.
Superiores taimas de seda froxa feito de
croxa brancos e de cores, pelonezas ele.
erior cessa de cor do apurado gosto,
.-rnilys, obras de sndalo, pulceiras,'
eslratos etc.
Para marinha o verdadeiro panno azul es-
curo que s vem a esta praca por en-
commenda.
Chapeos de castor prelos e brancos forma
moderna.
a
s
9

m
m
i
m
'. 3@&999989I99*M
Maces.
\ I i-se ao cento por lOj
Rosario n. II.
na ra eslreila do
iquidacao.
A dinheiro.
Una iueita n. IOS.
Calcado pira hornera, fenhora e meninos, pa-
letols do panno, casemira o brim, calcas da mes-
ma fazenda, cortes para collolcs, e casemira para
calcas, caixas ctmT-rousica para cos'.ura, eslojos
para viageAs, perfumaras de todas as qualida-
des, enfeites de porcelana para mesas, sapatos
(i ( i pete estampados o de velludo preto. diffe-
renles obras de ouro o a iraitarao, relogios de
prata e dourados, bengalas e chicotes, e oulras
muilas miudezas que, se vendem ao
pro;^ a'Ara de liquidar contas.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado o com 50
palmos de caesj feitos. muito proprio para nelle
se eslabelecer refinacoes, padarias ou fabrica de
qualquer natureza, a ra do llrum, bairro do
Recite, junio a fabrica di fundico de ferro, lugar
designado para taes estabeleci'menlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes do 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazera nu-
mero 33.
Loja de fazendas linas!
|| 40Run da Cadeiatlo Rccie-lO g
|>Iartiiiho Oliveira.i
5j| Receberam ltimamente de Londres M
qg pelo paquete inglez um grande sorti- jE
jag menlo de costuraes de casemira le cores m
jS para homens o outros muitos objeclos de 3*
'$ seda, la c luiha, tanto para hornera como K
?J? para as senhoras, de gosto e do grande y>
"** mun ,0"
M%iW?mm siegas saa^^s
Aos senhores
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Gheguem ao barato
O Preguigaest queirnando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo cora 10 varas a
2, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a -i80 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3$, 415, fi.
e 6$ a peca, dita lapada, cora 10 varas a 59 e
6$ a pega, chitas largas de molernos e escolhidos
padres a 240, 260 e 230 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7J e 855,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95) cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 83500, ditos lizos cot fran-
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida ura, meias muito Bnas pa-
ra senhora a 45? a duzia, ditas de boa qualidade
a 35>e 3*500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 58900 a poca, e a lliO rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1, I
15200 e I5JC00 a vara, dito preto muito encor-
padoa 15J500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de di Serenes cores a360rs. o|
covado, cesemiras pretas finas a 2&500, 3? e
33J00 o covado, carabria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e ouiras-nuitas fazendas que sel
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Pianos
em
Saunders Brothers & C. tem pira Tender
eu armazem, na praca do Corpo Santo n !
&rT3^0 uWlmo 8sto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de
muito Drooriospara este clima.
Londres, e
suma SORTIMEKTO
IFazenilase obras leilasj
Loja
IGes&BastoJ
NA
e armazem
DE
Queijos do serlao.
Na taberna grande da Soledide vendera-se
queijos do serlao muito novoa, inteiros e a rola-
Ibo. proprios para mimo por serera grandes e
frescaes, assim como manteiga ingleza flor, o
franceza nova, vinhos finos do Porlo em caixis
de urna duzia, e a retalho, ditos da Pigueira e de
Lisboa, de pipa, cha muito fino e mais bauo,
dito preto, queijos do reino, saceos cora urna ar-
roba de alfazema, tudo por commodo proco.
Cambraia organ-
dysa360o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cembraia franceza organdvs a 360 o
rovado, para acabar urna factura ; assim como
boas cintas francezas a 240 e '00 rs., fazenda de
lindos cadres e cores fixas : dao- se maostra.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, tem saias bales aberlas, do ultimo gosto. pe-
lo diminuto preeo do 53.
g Na ra do Queimado n.
4G, frente amarella.
|| Sortimento completo do sobrecasaca de 1
A panno prelo e dn cor a 253, 283, 30? e
5 SSJ, casacas a 283. 303 e353. palitots dos f
mesmos pannos203. 223 e 25g, dilos de
r| casemira de cor a 163 e 183. ditos sac- S
J| eos das mesraas casemiras modelo inglez a
casemira fina a 103, 13/143 e 153, d'"s I
)X saceos de alpaca prelo a 43, dito3 sobro 3
f* lino de alpaca a 73. 83e!)jj. dilos dme- 5f
|| ri selim a 10g, ditos de merino cordo S
g a 10$ e 123, ditos de sarja preta trancada ; saceos a 6j. ditos sobrecasacos da mes-
* raa 'azenda a 83, ditos de fusto de cor e *
m branco a 43. 4S500 e 53. colletes de ca- U
r semira de edr o preto a 53 c 63, ditos de f
X merino preto para lulo a 43 e 5-3, ditos
g de velludo preto decir a 93 e 103, ditos O
) de gorgurao do seda a53e63, dilos de iS
* brim branco e de cor a 23500 e 33, calcas
H de casemira do core prelo a 73. 8f, 03 S
K e 103, ditas para menino a 63 e 7$, ditas ^
l| de merino de cordao pira nomem a 53 o
63, ditas de brim branco a 5J e 63, ditas 5
ditd de cor a 33, 33500, 4} e 53. e de *
1 todas eslas obras temos um grande sor- E
j} timenlo para menino de todos os tama-
S nhos; camisas inglezas a 363 duzia. Xa A
E mesma loja ha palelots de panno prelo X
{para menino a 143, ^g e 16. ditos de 5
casemira p3ra os mesmos pelo raesmo ^
t preco, ditos do alpaca saceos a 3# e ^g
B 33500, ditos sobrecasacos a 53 e 63 para ^
1 os_mesmos, calcas de brim a 29500, 38 e *>
B 33500, paletots saceos de casemira decr a
i a 63 e 73, loalhas de linho a 800 e IJf ca- S
J da urna. i?
No mosrao estabelecimento manda-se M
. apromplar todas as qualidades de obras 9
I tendentes a roupasfeitas.era poucos dias, m
t que para esse llm temos numero suf- SE
I Ocenle de peritos offiches de alfaiates M
, rgidos por ura hbil meslre de seme- $*
Ihanle arte, fleando os donos do estabe- c
! lecimeDto respousaveis pelas mesmas c
9 obras at a sua entrega. *
Sebo e graixa.
Se' o coadoe graixa em bexigas : no armazem
j ue Tasso 1 rmaos, qo caes de Apollo.
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vendem-
seporprecos baratissimos para acabar: corles
de seda para vestido cora algum mofo a 8*. rou-
poes de seda feito a 15$. luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de barege de laa
com babados a 5J, cassas de cores finas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., cazaveques de cam-
braia bordados a 53, capas do fustao enfeitadas
a 5, perneadores de cambraia bordados a 6
babados bordados a 320 a vara, riscado francez
muito fino a 160, sobrecasacas de panno fino a
2o3, paletots do panno preto e de cores a 18 20
e 223, ditos de casemira de cores a 16J, ditos de
alpaca pretos e de cores de 4 a 83, ditos de brim
branco e de cores de 4 a 63, caigas de casemira
preta o de cores para lodos os pregos, gollinhas
!2JasP,8S0 a 2S500 camisinhas bordadas a
ZfoW, manguitos bordados a 2, chitas francezas
cora lustre propria para roupoes e coberta a 320
esguiao de linho mullo fino a I32OO, calcas d
brim branco e de cores do 2 a 43. bramante de
linho com 5 palmos de largura a 900 rs a vara
damasco de laa com 9 palmos de largura a 2S o
covado. pecnsde madapolao fino a 4^500, chapeos
de fellro Garibaldi a 58500, camisas brancas c
do cores delgaOO a 33. velbulina preta superiora
400 rs.. corles de brim de linho a 13500, meias
eruas para homem a 100 rs. o par, e oulras mul-
tas tazendas por menos do seu valor para fechar
contas.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se ura escravo ptimo carreiro e traba-
Ihador de enchada : na ra do Trapiche n. 8 ou
na roa Augusla n. 61.
Adiniravcis remedios
americanos,
Todas as casas de far
45RnaDireita-45
ESCOMIDO SORTIMEXTO
DE
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do aue
e necessano para o resguardo dos seus mir
e pequcnlnos ps; attendendo tambera
mosos
urna crinolina "empavesada nao 'pode""estarqde
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balao
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-visde urna bella; considerarles tao
acertadas actuaran noespirilo do proprietario do
estabelecimento, j lio conhecido pela modici-
de dos precoa do seu calcado, para reduzi-los
aiuda mais, raunmdo-se de um abundante sor-
imenloe sem defeito, que aprsenla aos seus
ben.gnos freguozes (moeda em punho) pelos
precos abanto : F
Senhoras
Borzeguim 52 a 39. .
Ditos ditos. ....
Ditos ditos.....
Meninas
Bozeguins 29 a 51. .
Ditos 25 a 28.....
Ditos 1-8 a 24. "
Homem
Borzeguins.
raUia, senhores de enge-
nho, fazendetros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente
lestias
as principaes mo-
priraeiro
Para acabar
Pecas de cambraia de flores a 33200. muito
bonila. ditas de salpico muilo fina a 3-3800 ; na
loja da ra do Passeio Publico n. 11.
Vende se uma escrava parda mo
r, quesabeeogommar, eosinhar eli-
v : na ra da Gamboa do Carino casa
n. 25, a vista do comprador se dir'o
motivo da venda.
Calcado barato.
Dinheiro vista.
Borzeguios para senhora a 2J0O0.
D los para menina a 13500. i
Ditos para enanca a Ig
Ditos de pellica para homem a 8$.
Ditos de bezerro a 7 e 83.
Sapnes de lustro para homem a 4jj.
Ditos de bezerro a 3g.
.Ditos doluslro para menino a3j.
Sapalosde lustre para senhora a 13.
Ditos de tranca a 1$500. Na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
@ Machinas de vapor. @
C-> Bodas d'agua. ^
@ Moendas decanna.
fTaixas. S
Rodas dentadas. m
Bronzes e aguilhes. :g
' alambiques de ferro. @
$ Crivos, padres etc., ele. s
C Na fundigao de ferro de D W. Bovman, @
@ ra do Brum passando o chafariz. m
@a99@S9@@g9
Na ra da Cadcia Velha o 27, ha vlndo de
encommenda os mais bellos selins patentes de
cor amarellos muilo grandes c proprios para
pessoas gordas, ditos tamanho commum tam-
ben da mesma cor, assim como silhes tambera
patento com duas montaras e um galho de so-
brecelenle purera faienda que anda o tem
vindo igual, tanto em qualidade como era mo-
dello e pregos commodos a vista da qualidade.
armadores e
proprielarios de carros
fnebres.
Vende-se verbutina prela superior o 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
Pechincha
sem igual,
Superiores cortes de chita franceza muito fina '
de palmes muito modernos, com cores matiza-
das muito lindas, de 11 covados cada corle, pelo
baratsimo preco de 25500, com muita diver-
sidade de goslos para poder esrolhr-se na loja
do sobrado amarello. nos qualro cantos da ra:
do Queimado n. 20, de Horeka Lopes.
Attenco.
Miudezas por nietade de
seu valor.
O arrematante da loja de miudezas da travessa
do I.ivramento n. 2, lendo de entregar a chave
da loja, vende sem limites todas as miudezas
^7\^^:^r::is^T^ i feit- u am ,caa u ciieie. ^ m- a
bntina. litihas do carrinhos >l" carrinho, cartoes de edehel
a 3| a sacca.
Arroz cora casca tendo a maior parte pilado
proprio para galinhbs e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Expsito de melaes.
E' chocado a esta loja do Vianna, um riquissi-
rao sortimento do melaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, tudo a emita-
cao de prata ; na ra Nova n. 23, loja do Vianna.
Caf
a vapor.

GUARDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feia
NA. LOJA E ARMAZEM
DE
Joaijuira Rodrigues lavares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 30
EM SLA LOJA DE QL'ATRO rOIUAS.
Riiiuissimo sortimento de marhinas de fazer ca-
f a vapor, approvudos
Paris na ra Nova
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
caneca, nevralgia.diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, conlusoes
queimadura, erupces cutneas, angina, reteD-
Cao de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todasas enferrridadesescrophulosas.rhro-
nicas esyp hliticas; resolvo os depusilos de mos
1 humores, purilica o sangue, renova o systema-
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
! reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecces do ligado e rins
erysipelas, abeessose ulceras de todasas classes
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheres hipocondra, venreo, etc
Plalas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiraraente vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas nem
dores doventre.doses.de 1 a 3 regularisam, de 4
aopurgam. Estas pilulas sao eficazes as afec-
soes do Ogado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslao, e em todas as enfermidades' das mu-
lheres a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obstruccoes, histerismo, ele,
sao do mais prompto elle i lo "na escarlatina, febr
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
compannados de inslruccoes impressas que mos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos do falsificado por s haver venda no
armazem de fazendas de Ravmundo Carlos Leile
ctlrmao, na ruada Imperatriz n. 10,
agentes em Pernambuco-
j!os- %800
jtos prova de fogo e d'aKua. fixanii
Ditos. .
gua.
iMeios horzeguins de lustre. .
Sapatdei com elstico c lustre.
Ditos arranca pelle, hezerros. .
Ditos de bezerro.
Sapato<>s
Ditos. .
Meninos
8'500
CsOOO
G000
5,^000
5SG00
5*000
E
......6G00
-... o'000
n,ni,m 'm ^ nariad0 SOrl'mcnto de todasas
sompnu CT-S In-fimo,8'SCBd0 os =>nnunciado
somenie de drimeira classo.
em~i,nmer!,(!?m1"Se d!'as moradas le casas terreas
?'; c^du- "tS na ra do Caldeireiro
tu a ea,ficad3S cn solo foreiro acamara
Olmda : quera pretender, dirija-se a ra Augus-
ns.
do
(ELOGIOS.
para os mesmes
nicos
Rival sera secundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
n 2^1oU do vfanna d""o vo loja de miudezas de Jos de Azcvedo
n. Hl toja do \ lanna. Ma.a o Sitofi, ha para veuder os seguintes
abrfixo declarados :
Bombas de Japy.
Riquissimo sorlimento de bombas de japy' de
lodos ostnnnhos, as mclhores que se tem appro-
vadoem todo o muirlo, pela facilidada que d a
tirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
ua.
Camas de ferro.
Riquisssimo sortimento do camas de ferro com
onas, o para colsao por preco commodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna."
Na fabrica de caldeireiroda ra Imperial
junio a fabricad? sabao, e na ra Nova, loja de
lies artigos
madeira branca, a
Tera ura completo sorlimenio de roupa feila, ferragens n. 37, ha urna grande porgao defllias
e convida a lodosos seus freguezes e todas asi ie!"^0;a.prjPaa,d>a P'^.^Hiados, e pelo di-
peoas que desejarera ter um sobrecasaco bem
minuto creco de 140rs. a libra
3
Admiracao
Na ra Direita n. 99, vendem-se saceos cora
farinha da trra fina a 6$ e 5500. ditos de arroz
de casca a 4g500. ditos a 4, ditos de feijo a
lg. mulatinho. linguicas novas a 56o, manteiga
ilgleza a l280. dita franczn a 710 dita a 640
queijos dos ltimos chegados a 2J500 e 2 arroz
a 120. em arroba 3#800. e outros mnito mais g-
neros que nao possivel mencionar.
de cores a 20 rs. o !esie estaDelecimento que encontrarao um hab
- a 40 ra., dedaes a artista, ehegado ltimamente de Lisboa, para
de 5 os ^SK a ftB-fiftt ?"mPaBh 8S th% 3 Vn,a ,6 dS fregUeZeS
louca bran-os e pintados a^O re. a duzia, bicos Um 'rande sortimento de palitots de ca-
de seda perfeilos a J200, 2i0 e 320 rs. a vara semira c<" d rap e outros escuros, que se ven-
phosphoros bons a 2(f rs. a caixinha, trancinhas i dm a 12S, outros de
de linha h caracol a 60 rs., estampas de cantos a 100 r j.
cada uma. meias para homem a 80 \t o par JR f mar,no S.etini a '2?>' dllos ^ alpaka muilo
tas pintadas linas muito eneorpadas a 210 'lin- "na a G^ dilos francezes sobrecasacados a 12 I
dissimas trancas de seda a 80. 100, 120. I80', 200. ditos de panno fino a 20$, 255J,
yara. franja muito moderna de seda casacas francezas muilo bem feitas a 359, cal-
e 500 rs. a vara, e
casemira de quadrinhos
fina que ha no mercado a 16;}, ditos
zenda.
pechincha.
Na loja do Prejiuica, na ra do Queimado n 2
tera cobertores de algod.io de cores bastante'
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo preco delg.
Yeodemse
e30$, sobre-
iiij.i rnuiio "
a 120,100.200, 20 3*0 fOO
todas as mais miudezas em proporgao";' chnTem I?as te'tas da raais fin3 c8semira a '0. d'"as de
cornos cobres, que o freguez nao "sahe sen fa- !i>rim ede iusla0 P" prego commodo, ura grande
sortimento de colletes de casemira a 59, dilos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sorlimento de sapatos de lapete de gosto muilo
apurado a 25>, ditos .le borracha a 2500, cha-
peos decastor muito superiores a 1G, dilos de se-
da, dos melhoresquetem vindoao mercado a 10,
dilos de sol. inglezesa I O, ditos muitos bons a
tS, dilos francezes a 855, ditos grandes de pan-
no a 45, um completo sortimento de gollinhas e
I manguitos, tiras bordadas, eentre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
j ros por prego commodo, camisas bordadas que
fl7PnlCnAPmnnAo,l,^rt 'nnem para batisado decriangas eparapasseio
IdZenaaS pOr menOS (LO SeU | a ?>._ 10 e 123?. ricos len5osde cambraia da
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitospaiacamisas,
Riscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
valor, na ra Direita
linho bordados
para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a :
numero 68, loia de Brasa! r0?* lulTiutfinas a 55>- Ainda lem um
, j Oa rosunho de chales de toquirn a 30, cortes de
L Lima. vestido de seda de cores muito lindase superio-
Corles de vestidos de phaulazia de seda a 20a T"a,,da,le? ,00>. qu ja se venderam a
Dilos dilos de chalv de seda muito fino a 2. 150*' caPolinns pretos e manteletes pretos de
Dilos dilos de barege de seda e da ultima mo- neos gestos a 20, 255 e 30$, os raais imperio-
Dal*: res chales de casemira estampados, muito finn
Polacas de grosdenaple, objecto da moda alR*aoiri* iik- a i" ,k,uos' "iuuo nnos
4f000. J a 8ea 10, toalhasdelinhodevara etresquar-
Paletot de panno muito fino e de casemiras de ,,as' adarnascadas, muito superiores a 53? ditas
12 ale 20. para roslo de linho a 1, chitas francezas de su-
SpaaaEu. ,, brfa z" c"v'""-
Grosdenaple preto muilo bomdelJ800 a2ft500 "', 40 e 440 ". o covado, ricas
Corts de colleio de fuslfio a 320. casemiras para calca, colletes e palitots a M o co-
atP4eode alP8Ca Prela 6 de 0res fln" de 2 | vado, e um completo sortimento de outrasfazen-
Esparlihos francezes a 3K. I JM' ^ se.*ende P" P^QO barato, e qne nao
Nesla mesma loja vendem-se chitas francezas, I p0SS' a(Iul Se P0(ler meneionar nemaquarla
(lilas inglezas, madapoles. brins. algodoos e ou-1 Parle"iellas, no entanto os freguezes cheeando e
tras muitas fazendas por preco que admira. I querendo comprar nao irao sera fazenda
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'AfTecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosajue.
Pilulas americanas (contra febres)
Ungento Hollway.
Pilulas do dito
Ellixir anti-asmplhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como terrt um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-
casa de N. O.
a. 4.
se libras sterlinas, em
eber& C. : ra daCru-
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
haston & C. ra daSenzalan. 42.
Caixas de aguthas francezas a 120 rs.
Sapatos do tranca de algod.io a 1.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas
1JJ440.
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a l)0 rs.
Duzia de [acas o garfos muilo finos a 33500.
Clcheles era cario de boa qualidade a 40 rs
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs
Sapatos de laa para enancas e 200 rs
Pares de meias para meVinasa 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320
Massos de grarapas muito boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fines a 600 rs.
Tesouras para costura muito linas a 500 rs.
Ditas para unhas a 5C0 rs.
Pecas de franja de laa cora 10 varas a lg.
Pecas de tranca de laa com V) varas a 500 rs
Fetilho para enfeilar vestido (peca) 1.
Linhas Pedro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Dilas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito linas a 200 rs.
Pares de meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas] 40 rs.
Graminaticaingle-
za de Ollcndorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc^ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
*^ii>ilT:Tii uninriBcsc!!-
i Seguro contra Fogo" i
COMFAHII1A
i MlTb.
f L0ND8ES
AGENTES
C J. Astley para
F
i
8
?
eobertosedescobertos, pequeos e grandes it
ouro patente inglez, para homem e senhora
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool'
ivndospeloiltimo paquete inglez :emcassd
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
de (odas as
e leCOC.
as de seda e
Na taberna grande da Soledade.vendem.se sac-
eos grandes com riiilho, o melhor posiveI e
saceos com farinha de Goianpa, tudo barato. '
Vendem-se duiseomraodas do jacaraBd e
um guarda-louca ce amarello, assim como se
Iroca um lindo snnt ario com diversas iraasrens :
na ra da Palman. 61.
Covado a 200 rs.
Chilas largas de bonilos goslos a 200 rs o co-
vado, ditas eslreilas a imitacao de laazi'nhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
l rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
muito lino a 3$ a peca, dilas de bretanha de rolo
com 10 ratas a 2*. riscadinho de linho a 160 rs
o covado. chales de merm estampados a 2'
lencos brancos com barra de cor a 120 rs ditos
com bico a 800rs., algodSo monstro de ds lar-
guras o meihor que possivel a 640 rs. s vara
oiussul.na encarnada a 240 o -ovado, fil de II-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
19 horas da noite.
Vende-se
f Formas de ferro
| purgar assucar.
I Enchadasde ferro
| Ferro sueco.
Espingardas.
I Aeo de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
posico.
| Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C. I
J. Astlev A C.
a,,r,af r"a a Cadeia n- 24' Tendem-Se os se-
fqid%^eDd3S'POrmelDdtide >; P-
Bicos de seda brancos e prelo
arguras, vara a 160, 240, 400, 8C'
Um completo sorlimento de frani
de algodao.
Chales de louctuim a 10, 15, 20 e 35s
Rotees de seda, rlludo, de louca eV fu<=lo
de qnalidades finas, duzia a 2C0, 400 o CCO rs
Lollarinhns bordados de 500 rs 2? 3 e 4S
Entrnelos finos, peras com 12 raras a lg'
^olllos bordados liras a o 0, lfi 2s 3'5C0"'
Camisetas com manguitos a 3, 4, 5 e"62.'
Enfeites de flores a 6?. v
Chapees de seda para senhora a 10 Casaveques de velludo a 40 c COS
Ditos de seda a 25-.
Dilos de fuslao a 8 e 12
rS.Fals5loSeda ^ t0d" "" *ualidaJes >e 160
Ditas de velludo de 240 rs. a lg.
Ra da Cadeia do Reeifc
numero 11,
loja de miudezas, contina a vender-se pelo ba-
rato preco, entre todas as fazendas, os secuintes
objeclos:
Capachos para entrada de porta com pequeo
deleito a 120 rs. '
2*500nJaS Pnra cor,Dados e ?"Ihas, peca a
Duzias de talheres a 2g900.
Ditas de dilos finos, cabo de baleia a 5^500
Baralhos de carlasde apreciacao a '**
^Imlias de vidrilho, gosos modernos, a
Carlas de alfineles a 100 rs
Massos degrampas a 40 rs.'
Molduras douradas de todas as larguras a 8
franjas de seda, 15a, algodo e linho, gostos
modernos.
Enfeiles para cabeca, de froco, modernos
Manas para grvala a Bellramini g
Charutos de economa, caixa com 100, a 2ff500.
E muitos outros objeclos que s 7isla dos com-
pradores.
VENDEM-SE
duas moradas do casas terreas em Olinds sendo
uma na ra do Amparo, rom bons commodos
est'ibaria e quintal murado ; e a outra na ra de
S Francisco, com bom quintal e cacimba, propria
pera quem pretender lomar banhos salgados, por
ser muilo perto ; ambas por preco commodo : a
tratar na ra do Amparo, rasa contigua a escada
que sobe para a igreja de N. S. do Amparo.
Vende-se uma canoa nova que pega 1$200
lijlos : na ra Imperial n. 197.
.
-Vs-800
4$500
4000
3-800
3$600
31200
9500 -,v
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C.praca do Corpo Santo, relogios do ahn.a
eUmhICnan,eR?.skdl' Pr Pres coa.rn.dos
etambemranceinse cadeias
deexceellnte eosto.
4



\
DIABIO DE PERJUMBUCO. +* TfiR^l FE1RA 23 DE OUTl
0
BRO DE 1860.
(*)
MU!!!
DE
NA. IOJ\ ^ ^HM\Z^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
19000
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enteilos de velludo com froco pretos a
de core? para cabera desenhora da
ullima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparcnre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2000 e 255500
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna 8&500
Lencos de gurgurao prelos 2f000
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senbora e meninas
Tafeta rxo o covado $500
Chitas francesa a 2G0, 280, 300, e $30
Cassas francezas, a vara $>00
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largara
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
SeJa lisa preta o de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze ede seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple prelo e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
1*600
2000
1500
Vinho fino engarrafado do Al-
to Douro a 1$ a garrafa.
Manteiga ingleza a 19120, trancis a 640 rs.,
boies para a mesrua^le 320 a 6i0, cha muito
ocra a 29240, cat a 280, fariuha de araruta e
Morenbo a 200 rs., batatas a 60 rs., arroz a 100
rs., espermacele a 640, talarim a 360, toucinho
a 360, palitos do gaz a 30 rs. a caixa, alpisia a
160 a libra, sibao niassa a 240, azeile doce a 640
a arrota, vinagre a 240, vluho a 400 rs., millio
a 240 a cuia, arroz a 280 ; de ludo se aflanca a
boa qualidade : na taberna da estrella, largo do
Taraizo n. 14.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem contundo eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, ludo por preces raais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Cbteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
.t, Julien
t. Julien Mdoc.
hateau Loville.
Na mesma
vender:
Vende-se um sellim, manta de panno azul,
e freio em bom uso, na cocheira.da Florentina,
e por mdico preco : a tratar na mesma com o
Sr. Dr. Joo Lias.
Vnde-s* um cabriole! novo e forte, cora
um bonito cavallo : a traterr com o 8gente de lei-
loes Hypoliio da Silva.
Vende-se
cerveja superior a 320 a garrafa, e era caada a
19800 : na travessa da ra das Cruzes n. 6.
Vendem-se 2 carro de 4 rodas proprios
para particulares ou para alugucl, forrados e
preparados de novo, bonitos feilios, e por presos
com modos ; a tratar na cocheira do largo do ar-
senal n. 4.
Vendc-seum oratorio em bom uso para ce-
lebrar missas, por ser pretorio, e por preco com-
modo : na casa do sachrilslao da ordera "terceira
de S. Francisco.
De queijos flamengos recentemenle chegados
pelo ultimo vapor da Europa a 29; e em caixa
se faralgum abalimento : vende-se nicamente
noarma/.im progresso d
largo da Penha n. 8.
SISTEMA MEDICO
sein igual.
Terrenos perto da Pateo de1 s-Pedro u-6arma-
* zem de gneros seceos e
praca. molidos.
n U J !, Vende-s neste novo estahelecimento saceos
Lam nilO OS OmillbUS. m farelo de Lisboa, fariuha de mandioca, rr.i-
Os herdclros do commendador Antonio da Sil- ino> feijao mulatinho e preto, gorrma de mandio-
va vendem sua propriedade, uo lugar da Casa ca, arroz de casca edito do Maranhao de su-
Forte. em sortea de Ierra a voniade dos compra- i perior ua|idade Hoce da casca j b .
dores coma nica reslricr.ao de nao lerem menos 5. D '. ,7 uf"Ud l'uo
de 30 palmos de frente, fnndo designado pela ao iorl em garrafa do melhor que pode haver
respectiva planta approvada pelas autoridades i no mercado, manteiga ingleza e franceza, banba
competentes, o engenheiro Antonio Feliiisno de poico em latas, bolacbinhas de soda de todas
Rodrigues Sello o encarregaoo das medicos M qualidades, cerveja prela e branca da melhor
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,___T. :;' n J p 7 mota ua meinor
ou na ra eslreita do Rosario n. 30, terceiro an- matca' WJ 'tamangos frescaes, conservas in-
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim g'ezas e os mais gneros que se vendem por me-
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem nos brego do que se vende em oulra qualqur
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou parte,
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
de
MRMM
ei
n
casa ha para
Os proprietarios deste estabele-
cimento conviJam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molbados de novamente sortido de gneros, os melhores que tem queno toque de avaria a 200 e 220 rs. o rova'do,
Sherry em barris.
Madcira cm barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac cm caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Neste estaheleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e segranos
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcite & Irmos ra da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
''ista.
echhicha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
qii&tro portas.
Chitas francezas malisadas muito Dnas com pe-
Duarte & Irmo, no
DEHOLLOWAY.
PILULAS IFJOLLWOYA-
Este inesliraavel especifico, compsto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao comm mercu-
rio nem alguma oulra substancia deheteria. Be-
nigno maislenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
enteiramenle innocente em suas operares eef-
feilos : pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie, e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavara as portas da
raorie, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e forreas, depois de haver tema-
do inullimente lodos osoulros remedios.
As mais aQlictas nao devem eniregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaio dos
eflicazes effeilos desla assombrosa medicina, e
pre.Mes recuperaro o beneficio da saude.
Nao e perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Vende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar c morale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinte
e prec.os razoaveis :
Capellas dealjofe com iESCiipcoes, grandes a IOS
Ditas ditas por 88
Ditas ditas por 5g
Dilasdilos por 3
Ditas de imorlaile por 2$
Quadros cora a imagem do Senhor Cruxii-
cado com inscripces por baixo a 128 e a
10
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlfn & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande o variado sortimento
de relogios de algibeira horisonlaes, patentes,
chronomelros, roeioschronometros de ouro, pra-
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branro superior em barr'de
quinto por preco commodo ; na ra da Caoeia
do Recife n. 12, esciiplorio de Bailar & Oli-
veira. w
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado .-d-
cez, roupa foita, miudezas finas e peifun arias
ludo por menos do que em ouiras partes- 1 |o-
a do vapor na ra Nova n. 7.
Em casa de N. 0. Bieber & Successores, raa
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca l-'arre & C, urna das rcais
acreditadas marcas, u.ui conhecidas no lto de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
CBIXOS.
Vinagre brancoe tinto em'barris,
Brilhantes de varias dimensoes.
E'her sulfurico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac Ue Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Babia.
CAL DE LISBOA.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslbma.
Clicas.
Convulses.
Ftbreio da especie.
Gotta.
liemorrhoidas.
Hydropesia.
Iciericia.
Indigesioes.
Inllaramaces.
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo- : nova e mnin hum ,j,-, j ^
giosdosprimeiros fabricantes da Suissa, que se deiaVoTe^^^
vnderaopor procos razoaveis. ""u"l"a auuar.
Chapeos de sol de seda in
Debilidadeou extena- Irregularidades
menslru3C,ao.
Lorobrigas
de toda es-
vindo a este mercado, por serem escollados por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
CAiocoVale
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porjao a 80O rs.
Mavmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porcao de se far algum abalimento.
M.aa Ae lmale
cm latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 80O rs.
lalas com er\i\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a G-O rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lalas de bolachnna Ae soda
com diferentes qualidades a lgCOOa lata
Ame'ixas trncelas
as mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contando 3 libras por 3?f000 rs.
e em Jalas de 1 1[2 libra por 1&500 res
YevdadeTos ngos de comadre
em caixa com 16 libras por 350O0 rs. a retalho a 240 ieis a libra.
Ca\xin\\as com S libras de passas
a 350OO rs. em porcao se far algum abalimento, vende-se tambera a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingtexa
perfeitamente flor a mais nova que ba no mercado a 1$000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha nerola
o melhor que ha neste genero a 2$500 rs. a libra dito hyson a 2&000 rs.
Palitos de denles lchados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
ncvxc sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 1*500 rs. cada urna e de
mussulina azul perfcilamenle
covado.
Movida
limpa, a 200 rs. o
Vende-se cortes de casemira do mais
gao.
Debilidade ou Taita de
foress para qualquer
cousa.
Desi olera.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no venlreL
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente, j
Vende-se eslas pilul^s no oslabelecimenio ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregadas de sua vemlaem toda a America do
fcut, Ilavana e Hspanh.
Vendem-se as boceiinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera una instruc;io em portu-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phiysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rbeumalismo.
Symptom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereofmall.
apurado gosto e muito finas para cal- &u*z Para explicar o modo de se usar deslas pi-
cas, chepudas pelo ultimo vapor ran-1 ujLs',
cez : na ra da Imperatriz n. 00, loja
de Gama & Silva.
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
ap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chepar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
oulras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toncinlio de Lis\oa
o mais novo qua ha no mercado a 320 res a libra.
Alaras para sopa .
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem vendem-se os seguintes gneros, tudo recenlemente chgado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cobsrlas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as qualidades,
gomma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das raais acreditadas marcas, carrejas de ditas,
spermacete baralo, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muilo novas, banba de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandaren) por oulras poueo praiicas eomo
se vie-sem pessoalraenle; rogam tambem a lodos os senhores de engenho e senhores labradores
queiraro mandar suas encomraenJasTio armazem Progresso, que se lhes affianc,a a boa qualidade e
o acondicionamento,
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita francnzi fina a 220 rs. o covado, corles
decassa a 2#20(). dito de cambraia a 2-*800, cha-
peos dn Miro a 2S800 e -itOOO, cortes de casemi-
ra a 3g000, chuls de 15a escuros a 18800, ditos
de merino bordados a 5$50u, nieias cruas a 1$800
a duzia, brins miodos a 160, ditos grossos a 260,
pecas de cambraia lisa fina com 12 jardas a 60 a
pera, ditas muilo fina a 90, camisas francezas de
cores e brancas a 1$6C0, casemira preta fina a
1$750 o covado, panno preto fino a 3g, sargelim
de doas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covado, brim bronco
de linho puro a IglOO a vara, cambraia de cores
muilo fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
25800 a duzia, ditos pequeos 20600. chita pa-
ra coberias a2i0rs. o covado, dila a 160, panno
da cosa a 340 rs. o covado, pecas de cambraia
branca de quadro muilo finas a 40 com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, Lar-
gura de 4 palmos e meio a 4g500.
Borba.
O fabricante deste rap nao faltando a sua pro-
mega de o melhorar o quanlo lhe fo3se possivel
una remeca vinda do Para por este ultimo va-
por, j muito maisaperfeicoado, ea sahida que
elle de prompto lera lido prova sua cxcellente
qualidade ; dcixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha de fino, meio grosso e grosso ;
deposito na ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
lergo, por preco mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Oliveira.
REMEDIO iNCuMPARAYEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem leslemunhar as virtudes desle remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle izeram tem seu corpo e
membros inteiramente saos depois de haver ein-
pregado intilmente outros tralamenlos. Cada
pessoa poder-se-hi convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilnra dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiran) os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soiTrer a amputarao 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterera a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desso precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararan! estes resultados beneD-
cosdianledo lord corregedor o outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante coofiufa para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratamenio que necess|tasse a natureza do mal,
cojo resultado seria pjrovar inconlestavelraente.
Que ludo cura.
O ungento he titil, mais partren
lunnente nos seguintes casos.
Anida
glezes a 8$
Na loja de fazendas da na do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5. de Guiraarles c Lima,
vendem-se chapeos de sol de seda inglezes a 8g
cada um ; na mesma loja vendem-se corles de
collenlc de tustao tinos a 500 rs. cada um.
Gollinhasdc contas para
senhoras c meninas
Vendem-se gullinhas da conlas para senhoras
e meninas, de muilo bom posto, a 25 cada urna,
ditas de cambraia lina a 10 cada urna, e man-
guitos a 20 o par ; ua loja de fazendas da ra do
Crespo, esquina da ra do Imperador n. 5.
Vestidos dcphanlazia
Na luja de fazendas do ra do Crespo, esquina
da ruado Imperadorn. 5, vendem-se vestidos de
phanlazia de 3 babados, 2 saias e aquille. por
I6g cada um, ditos de cambraia bordados muito
finos de duas saias a 200 cada um.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esqnina
da ruado Imperador n. 5, vendom-se mantele-
tes de seda para meninas a 85 cad:t um, e dilos
para snnhora muilo superiores a 200 e 25;O0O
cada um.
Sahidas de baile
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5, vendem-se sabidas de
baile a 10g cada urna.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnsion Paier & C,
ra do Vigario 11. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez. de um dos mais
afamados fabricantes do Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Vinlio genuino.
ia urna pequea quantidade de aneci-
as desle vinho sem coneico, e pioprio do doec
li-lJi8 Vl'f!a"o n. 19, Drirociroandar-
^^^
m> Hecebeu-se bonitas fitas douradas para Y,
%P nnteiros 'do ultimo goslo imperatriz
SC Eugenia, na >?
I Loja de marino re.
de
: na
Le-
para tmulos e catacumbas tanto
aljfar e mor tai le com inscripces
ra do Imperatiiz n. 7, loja'do
cont.
Vcndc-se urna
Direita n. 8.
preta de meia idade ; na : -a
Luvas de pellica.
Na rus do Crespo n.7, loja de miudezas, ven-
dom-se linas de pellica muito frescas, pretas
de cores e brancas, para homem a senhora.
Vende-se a casa lerrea n. 112 da ra das
Cinco Ponas : quem quizer comprar, pode e-Ia
e tratar com JIermonob'ildo Eduardo Reg Mon-
teiro.
Vende-se ou permula-se por casas aqu na
cidade um graude sitio perto da cidade, com
grandes bailas de capim, pasto para vaccas Je
leite, tem seu roqueiral, al gamas ructeiras, ter-
reno para verduras, com bom poco d'agua de
beber e tanque para bauho ; quein pretender
dirija-se a ra dePraia, marcineiria 11. 59.
JLk* ^ 9
Na ra Nova n. 52, vende-se louca, codos e
mais objeetos de vidro, por menos preco que em
oulra parte, por querer-se acabar.
Vende-se una mulatinha de 18 annoe, bo-
nita figura, com habilidades : na ra da Impera-
triz n. 5, segundo andar; e lambern um lindo
moleque de 20 annos e um negro de 30 anuos.
Ra laSenzala Nova n.42 i Calcado de Mlis.
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C. Na loja*de Burle Jnior & Martina, ra do Ci-
vaquelas de lustre para carros, seilins e silhues bug n. 16, existe um completo sortimento do
inglezes, candeeiros e castices bronzeados, lonas,lodas as qualidades.
inglezes, fio de vtla, chicote para carros, e mon-
taria, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienle inglez.
JOIAS.
Tachas e nioeiidas
BragaSilva 4C.,tcm sempre no sou deposil
da ra daMoeda n. 3 A.um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditadofabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Eserayos fgidos.
Loia da seis portas emfl
u 1 nrox
frente do Livramenlo.
Coa recompensa.
Fugio no dia 17 do correnle o mulato Casse-
miro com os signaes seguintes : rosto comprid,i,
cijr plida, pouca barba, estatura regular, urna
marca de queimadura em um dos bracos, c 1;-
catrizes em ambas as pernas ; veio ha mezes do
[ Rio Grande do Norte ; quem o levar ra da Ca-
l deia do Recife n. 57, lera a recompensa pro-
' 11.ettida.
Seraphim & Irmo, com lojas de ourives na
ra do Cabugns.9e 11, sorlidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala. epedras
preciosas ; vendem baralo, Irocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, avon-
ade dos prelendentes, ese responsabilisam pelas
qualidades.
Campos receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para homem, tendo entre esles alguns peque-
os que servera para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seja erando se resolverSo vender pelo
prego de 68 e 6J500, e alguns com pequeo de-
feito a 5 : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nova n. 7.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
Coriadurts.
Dores de cabera.
das cosas.
dos meibros.
Emfermidades da cut
em geral.
Dilas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.!
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Ineliac5es.
Inflamado do figado.
Vende-se este ungento no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contera
urna inslrucco em (>orluguez para explicar o
modo de fazer uso dallo ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 23. em
Pernambuco.
Inflainmaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de repiis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna
Supurarles ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veia's torcidas ou
das as pernas
Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto
prximo passado, o mualo Francisco, de idado
de 38 a -fO annos, com os signaes seguintes : alio,
corpo regular, mulato, de cor paluda, cabellos
prelos e crespos, com pouca barba e com urna
p sicatriz sobre o nariz junio as sobrancelhas
IvOlipct ieitd l)irlia. beru vU^el, levuu sermila e camisa e costuma
- Palilotsde casimira escuras a 43>000, dilas de a usar misa por cima da calca : roga-se as au-
1 ... (,, (*, nn _. u..n.. loridades tanto da praca como do mato sua ap-
alpaca preta 4JOOOe S. 00, camisas brancas prPheso e enlrega-lo na ruada Imperatriz loja
ede cores a 2000, ditas de fustao a 2?J500 n. 6, aonde ser gratificado.
I serolas muilas finas 12P60O e 2$000, palitols .
, o-^nn 1 j Continua fgido desde 29 do jumo drste an-
ide brim pardo a 3000 calcas de casemira pre- noo escravo paruo acaboclado de nomo Joh0i
la e de cores, palilots de panno prelo sobre casa- com os signaes seguintes : corpo e estatura re-
cas, colletes de casemira preta ede c'es, ditos guiares, cor plida por ter sollrido de sesoes, de
de vellido preto e de cores ; um completo sorti- 'dade 2& a 30 annos. falla descancada mansa e
m.^ij ..,.- f;i 1 sempre conlrafeila, mostrando ingimento, e na-
tural de Inhamuro, foi propriedade de um vellio
por nome Joo Secundo do mesmo serlo, c por
morlc deste vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ullimos possuidores Ignacio Ferreir;i Timu-
do, senhor de engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-so ter seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serlo : roga-se aos capiles
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem a Apipucos a seu actual
senhor, o major J0S0 Francisco do Reg Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.
no-

mentode roupas feilas
Vinho Bordeaux
Na praca da Boa-Vista n. 1G A, ven-
de-se vinho Bordeaux a 500 rs. a gar-
rafa, o mellior que pode iaver neste
genero.
Um casal de escravos, de bonita figura, de
idade do 30 annos, vende-so por preco commo-
do ; na ra Direila n. 3.
Attenco.
i
Vende-se urna taberna com poucos fundos, si-
tuada no melhor local que se pode desojar por
flcar em esquina, e amenidade do lugar convida
aos freguezes a deucjarom fazer pousada na rasa,
pois tem grandes commndos para esse firn, como
seja um grande soto corrido, emfim basta dizer
que o lugar 6 as Cinco Ponas unto as casas
cabidas para flcar n'uma posi(o de abranger to-
das as vilas : portento quem desejar ganhar di-
nheiro dirigir-se ao mesmo lugar, as Cinco
Pontas ns 80 c 82, que lodo negocio se far.
Vende-se urna taberna na ra das Cinco
Ponas n. 20, com poucos fundos, islo em g-
neros : a tratar na mesma ra n. 16.
Vende-se na ra do Livrameuto
n. 19, borzeguint francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$, dito de vaqueta a lf.
Boa i ecompensa .
Jos Malheus Ferreira recompensa bem a quem-
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual lem os
signaes seguintes : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto e cabera redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, quando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe 1er,
natural do Ico, onde lem familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 35, loja.
5OOSO0O.
Contina a eslcr fgida a escrava Paula, que
diz charaar-se Paulina, tem os signaes eguinles :
fula, alta e muito magra, representa ler 2o an-
nos de idado; desconQa-se ur oceutta em al-
guma casa nosarrabaldes desta cidade ; veio do
sertao do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnantia cima, na ra
n. 35, loja.
da Cadeia


(*J
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 33 DE OUTUBRO HE 1860.
Litteratura.
As pevoluces e as dictadoras da Ame-
rica do Sal cm 4859.
f Continuado.)
Finalmente, cm quanto se pissavam essas cou-
sas, leve lugar na Confederarlo um Tacto impor-
taril?. Fura eleilo novo presidente para subsli-
luir ao general Urquiza, cujos poderes iam exoi-
rar, c q liras accusajcs daquolles que llic emprestavam
ejo de perpetuar o seu governo. O novo
eleilo o ministro do interior que servio cora a
ultima presidencia Santiago Derqui, que nao
menos a Herrad o que o general Urquiza s ideas
federaos. Buenos-Ayres lera, pois, de raclificar
rissa eleijo para quo nao concorreu ; e por ou-
lro indo como Ihe Tica o direito salvo de eleger
prximamente o seu governo provincial, lem as
suas duvidas se a designajo que tara nao ser
tila de alguma sorte como urna protestarlo indi-
recta contra o sentido geralmonte ligado a nomea-
ro do novo presidente federal. A repblica ar-
gentina est por conseguidle na obrigaco de con.
ciliar as condijes de paz consignadas no tratado
.le ti de novembro de 1859 com s mildfflcul-
.laJes que nascem da cxccucao pralica desse tra-
tado conquistado tanto custo. Nesle ponfo an-
da se ; iniii em luta os interesses do paiz com
as paixoes dos horaens, tanto que nao se pode ao
coito afirmarse lodos esses successos sao o pre-
ludio de urna poca de paz definitiva, ou um in-
terregno entre as dissenses do honlem e as per-
turbares de amanha.
O l'araguay nao tem dcixado de representar
tombeni o seu papol nessa Confusao do cou-
sas; por quanto lem soffrido ltimamente as
suis iribiilajes, e pequeas peripecias, de or-
dena diplomtica sobre ludo ; porque depois que
o presidente Lpez, chefe invariavel da repbli-
ca paraguayenso, quz figurar no mundo poltico,
se ha envolvido successivamenle em muilas
quesles.
Era esla a consequencia incvitavel da combi-
nado singular de urna poltica exterior na appa-
renca um pouco liberal, praticada de euvolta
{ora 05 hbitos de urna poltica interior descon-
fiada e exclusivista.
0 Paraguay por conseguinte tem tido suas
aventuras, urnas bem succedidas como a
nv.iaco nos negocios argeulinos, outras mais
'omplcadas como a sua questao com os Esta-
os-Unidos.
Essa pendencia j aiilige ; porm as causas
le desiDtelligencia entre osdous estados compli-
cardm-se mais ltimamente.
Ja nlguns annos um cidado americano Ilop-
kins, cnsul da-Unio em Assumpjo, chefe de
urna companhia de navegado, se vira prejudi-
cato nos seus interesses particulares, assim
como insultado no seu carcter consular pela
expulsao de que fra objecto; e mesroo um dos
seus prenles leve o mo gosto de se deixar
aculilar por um soldado paraguayenso, quem
nao soube dar a senha.
Ainda nao ludo.
A canhoneira americana Water Wileh, encar-
roada da explorarlo scicnlfica as margens do
Prata, fra atacada ao entrar as aguas do
Paraguay.
Finalmente um tratado de commercio e nave-
gacio fra negociado entre os Estados-Unidos e
o Paraguay, e assignado por arabos era 1853 ;
esse tratado, soffvendo algumas emendas no
s?nado de Washington, nao fra ractificado era
Assumpcao sob a sua nova forma.
Como se acaba de ver, as queixas eram de
diversa nalureza ; e o governo dos Estados-Uni-
dos declarou formalmente a ntenjo que abra-
jara de obrigar o presidente Lpez, ser mais
rasoavel.
Nos pvimeiros das do anno de 1859 apresen-
tou-se as aguas do Prata urna esquadra ameri-
cano, sob as ordnns do comraodore Shubrik, que
5a acompanhado do capito Page, e de um com-
missario extraordinario Bowlin, portador, segn"
do duem, de um ultimtum bastante ameaja-
dor. A situado tornra-so crtica, porque Lpez
ncm se quer poda pensar era oppr urna resis-
tencia seria.
A' vista dessa ameaca de guerra, appareceraiu
as mediaces, na forma do coslume.
FOiLlIETlJl '
GUY LEVIKfiSTONE
ou
A TODO TRANSE.
ron
O Brasil oflereceu a sua intervengo, e at a
traca Repub ica Oriental quiz interpor-se ; mas o
general Urquiza, antecipando todos osses passos,
se dirigi apressadamente para Assumprao, nao
com o fim de levar urna promessa de soccorro,
porm sim a aatoridade dos seus conselhos, e
fazer prevalecer a necessidade de urna capitula-
cao conveniente.
O presidente Lpez nao estava em posicau de
fazer-so muito rogado; aeommodou-se porlanto
s circunstancias, e Urquiza fe-lo acceitar
condijes, que de resto nao eram l muito
arduas.
O commissario americano nao procurou oblcr
ludo oque lhe linham encarregado de pedir;
por quanto vendo as cousas mais de porto enten-
der sera duvda que nao lhe resullavs grande
glora de obler muito mais.
Por outro lado Lpez fingi que ceda i inter-
vengan e instancias de Urquiza, o qual desla sorte
lhe preslava um servjo quo mais tarde lhe seria
retribuido.-
E' verdade que o general talvez livesse em
mente levar as cousas ponto de obrigar Lpez
a prestar-lhe o seu auxilio na crusada que ello
meditava contra Buenos-Ayres; sabia que o pre-
sidente paraguayense noerahomem que casse
assim em divida ; e tanto que, apenas chegada
a occasio, relribuio mediaco por mediajo.
Nao foi este ainda o ultimo erabaraco pira o
Paraguay ; a sorte lhe ceservava o desgosto de
nova pendencia mesmo no meio do successo
diplomtico da sua mediajo nos negocios da
Repblica Argentina.
Quando o general Solano Lpez preencheu
felizmente a sua missao era Buenos-Ayres, em-
barcou-se bordo de um navio paraguayensoo
Tacuari, para voltar sua capital; 4 sahida do
porto fui esse navio perseguido por urna canho-
neira iugleza que o esperava, c que amoacava
apoderar-sedelle forra.
O Tacuari apenas leve lempo de entrar oulra
vez no porto, e ah eslacionou provisoriamente.
O general Solano Lope/, foi obrigado tomar o
camnhode trra para voltar ao seu paiz.
Fallamos a verdade, esse procedimento da
parte das forjas navaes inglezas fui um tanto
revollante, o muito desuzado na falla de toda e
qualquer declararlo de guerra.
Elle seexplicava todava al certo poni pelo
estado das relajes da Inglaterra e do Paraguay,
por urna especio de rompimenlo que houvera
lugar entre o governo da Assumpjo e o cnsul
de sua mageslade biitannica, em virtule da pri-
ziio de um inglez por nome Canslall.
Lopes contara som duvida com a infallibilidade
de seu procedimento habitual; quando elle mo-i
ve urna pendencia qualquer com um agente i
estrangeiro, dirigc-se ao governo representado |
por esse agente, e assim ganha tempo.
Dessa vez porm se enganou ; os Inglezes
obraram mais snmDiariamente deram caca ao
Tacuari.
Lpez pz em libordade o inglez Canslall, e
u Tacuari pode voltar livremente ao Paraguay.
Por infelicidade esses negocios sompre se do
com um pequeo despota que se aprovcila da sua
fraqueza e do seu isolamento.
A dfficuldade, j o dissemos, reside no con-
flicto incessante entre urna poltica, que ha
alguna d a perceber pretences um pouco mais!
liberaes, e a maneira do entender cssa poltica !
loda cheia do desconfiancas Iradccionaes.
Lpez deseja nianter relaeoes no exterior,'
porm pretende interpretar essas relaeoes e re- i
gula-las sua maneira; deseja receber os ex- i
trangeiros no seu paiz, mas quer Irata-los como !
se fossem subditos seus ; nao se recusa a pro- !
clamar a lberdade da navegacio, com a condico
de que se use dola o menos possivel.
as suas relaeoes com as outras najos- se nao
6 tratado com as atteoces que exige, torna-se!
altivo e picante ; so lhe fazem sentir o pezo da i
lei e do direito universal das nacoes, se apega
com astuciosa modestia inferioridade do Pa- !
raguay.
Em urna palavra, elle quer ser senhor abso-
luto no seu paiz, nao s respeilo dos nacio-
naes, como al dos estrangeiros ; e realmente
ludo ali, dispoe e regula todas os cousas; os
Paraguayenses era mesmo se casam sem a sua
permissao. Nao supporta junio si urna outra
influencia, qualquer quo ella seja, nem mesmo
a de seu filho, o general Solano Lpez, que ou
por calculo ou por submissao voluntaria em na- !
da contraria seu pai. Com esse systema as-
sim mesmo tem realisado algum progresso;
mas dirige as cousas de sorle que tudo seja fei-
to por elle, e que nada se faja sem elle.
Entretanto o presidente Lpez vai envelhecen-
do, cheio de enfermidades incuraveis, devidas
sua existencia laboriosa, 5 applicajao perma-
nente de todas as suas faculdados, incessante-
mente empregadas as mais pequeas minucio-
sidades do governo. Os mdicos lhe prescreve-
ram o ropouso, e elle sa nao quiz isso sujei-
tar; porque se acha por tal forma acostumado
essa vida de preoecupacoes, que o repouso
mala-lo-ia maisdepressa, assim como essa mes-
ma vida acelera o progresso das suas enfermi-
dades.
O presidente Lpez urna das curiosas perso-
nagens da America do Sul; e sem sahir desse
isolamento que se lem condemnado com um
estoicismo difficil de vencer-se, viraos como
ainda era 1859 elle se intromeltera n'um dos ne-,
gocos mais serios desses paizes, isto 6, a pacifi-
caco da repblica argentina.
Passaudo agora repblica oriental, diremos
que ella nao est ainda muito longe das suas re-
volujes interiores para que deixe de conservar
os vestigios, sendo um delles o mais palpavel o
tratado assignado em 2 de Janeiro de 1859 entre
a confederaco argentina e o Brasil para consa-
grar a neulralidade perpetua do territorio de
Uruguay.
Finalmente na America do Sul at o presente
s existem dous estados, collocados em condi-
jes differentes, que leem sabido manter sobre
oslo do Novo-Mundo a paz o um progresso
bstanle regular; saoo Chili e o Brasil.
O Chili j nao podo ser considerado como urna
destasfelizes cxcepjes, porque acaba tambem
de ter a sua guerra civil, que o governo compri-
mi, verdade, mas que talvez espere a occa-
sio favoravel da nova eleico presidencial para
tornar a activar-se.
O Brasil, pois, o nico; elle devo a sua po-
sijo monarchia constitucional, que pe o po-
der soberano ao abrigo das rivalidades ambicio-
nas dos aventureiros, deixaodo aos partidos a li-
berdade as suas lutas.
O Brasil conserva na sua existencia um duplo
carcter que se manifesta por entre os successos
de todos os das, e que faz a sua originalidade
poltica ; porquanto sendo sem duvida alguma
americano, e muito americano pela sua popula-
cao, pela nalureza dos seus recursas e do seu
desenvolvimento, pelas lacunas de urna cWilisa-
jo tao desproporcionada com a immensidade do
paiz, n'uma palavrapor tudo quanto possue,
assim como por ludo quanto lhe falta, ao mes-
mo lempo de todos os estados do Novo-Mundo o
que mais se approxima da Europa por sen syste-
ma de governo, pelo exterior official de sua vida,
e por sua aplidao poltica.
O Brasil nao prosegue de revoluco em revo-
lara, o isto o que faz seguramente a sua hon-
ra e a sua forja ; tem urna marcha seguida, ne-
gocios no todo regulares, sobreludo relaeoes di-
plomticas geralmeute conduzidas com habilida-
de e estadistas capazes que exercem o poder al-
ternativamente sob a prudente direceo de um
soberano cheio de zelo e circurospecco, reves-
tido da melhor vontade possivel de fazer o
bem.
Daqui se segu que, se esse imperio, ainda lo
moderno, lm tido as suas crises polticas, nao
tem, porm, supporlado serias coramojes; se
ahi se enconlram todas as incoherencias inevita-
veis n'ura estado de civlisaco aindi nao per-
feito, pelo menos essas incoherencias nao se
complican) com o raoviraento de todas as pai-
xes encarnicadasem perturbar o paiz desde lon-
ga data pacificado.
E agora, que impressio geral deixa no espiri-
to avista dessas repblicas, cuja existencia nao
apparece as mais das vezes seno como um
lurbilho longinquo ? Nao se pode dissimular, o
Novo-Mundo reprsenla ainda o quadro gigan-
tesco de sociedades quo procuram formar-se,
cujo esboco nao se pode mesmo entrever, cujos
elementos fluctam todos na confusao.
Nos Estados-Unidos tudo violencia, at na
paz; ha ali por toda a parte urna audacia que
muilas vezes nao faz caso do direito, nem dos
fracos; porm que obra, que marcha, e que,
avanjando sempre, depo aqu um germen, ali
toma posse da Ierra, acola faz recuar o deserto o
o vacuo.
Na America do^ul o que se ve urna despro-
porjao collossal e universal entro todos os inte-
resses determinados pela natoreza e os succes-
sos, obra das arnbices, entre os recursos laten-
tes de um solo prodigioso % a incuria dos ho-
mens, eotre a exlensodos dominios e a impor-
tancia dos dominadores, qua parecen querer
jsuppriroseu pequeo numero pela agitajao.
Contemplai esse vasto continente ; nesse espajo
i m menso que vai do Oceano-Ailanlico 4 Cordi-
"heira dos Andas e do Rio da Prata Patagonia,
nos dous mundos conlra o direito temporal do
Papa. E exposijao rpida mas completa desta
grave queslo deu o Ilustre escriptor a forma de
dialogo, como a que melhor se ajusta com a l-
berdade da controversia, e com o agudo da irona
que de vez era quando raister lanjar em um
cscripto de smilhanleordem.
Depois de refutados um a um lodos os argu-
mentos que a diplomacia ea imprensa revolucio-
narias tem repetido at hoje contra a manuten-
c.aT integral di^fttados da Egreja.eis-aqui como
o saDlo Prelato resume a sua notavel doulrina
a Confederajao Argentina ve perder-se urna po- u o" "t' eaume a sua noiave doulrina :
pulajo que nao chega talvez a 1,500,000 almas.]" A COBservacao do patrimonio de S. Pero em
-..i.i/.m Sua integridado. interese nminotitamnnin <% hm
Na Venezuela os llanos ou florestas, quo rontm
9,000 leguas quadradas, nao possuem 50,000 ha-
bitantes ; a zona dos bosques, das montanhas
que poderia dar asylo mais de 15 milhoes de
homens, apenas abriga 60,000. No interior do suPrerao, snj bem, o direito, o interesse com-
mum de todos os seus fiilios ; ora, a garanta da
independencia do Papa a soberana temporal ;
logo, todo o golpe dado nessa soberana um
verdadeiro attentado conlra a lberdade das cons-
ciencias cat'holicas (1), e por consequencia um
rave damno reigiao. Por oulra : o bem da
religio exige que seja o Papa independenle e li-
vrc no exercicio de sua suprema autoridade ; ora
Equador, as vastas regies de Quito, de Macas,
I e de Mainas sao cobertas de florestas de muilos
seculos, entre as quaes errara alguma3 tribus
que nenhuma civlisaco tem, e sobre que o go-
verno nao exerce acjo alguma. Buenos-Ay-
res. a Alhenas do Novo-Mundo, v quasi ssuas 8
portis o deserto e a vida selvagem ; c mesmo
o Chili se acha reduzido combaler as velhas c .
soberbas tribus de Aranco, ou entrar em ne- para is,. no estado normal das cousas, mister
gociajoes com ellas. Emfim esses paizes sao 1uo ello seja soberano, a Sem duvida, durante
banhados por maravilhosos rios como o Prata, o lres seculos nao tiveram os Papas seno a indo-
Amazonas, arterias naturaes da civlisaco. O pendencia do martyrio, mas certo elles linham
principio'1' --------->------J- -----_--.-- niocmn anl&n .1..:.. -.., _.i .
urna garana no tuturo. Entretanto q
soltados se ho obtido al o presente nao ser
a temeraria expedicao de alguns barcos as mar
gens argentinas, e algumas tentativas de nave- sol)fe a soberana mais legitima que ha na Euro-
gajaopnra ligar o Brasil o o Per atravs da es- P a lberdade, e a independencia necessaria
PCNo .? Zf!!e Tfran0 ? SU3 Egr8ja- Sim- Prociso Para a lardado da
proNb0,eSmas q^d^'soSlm 11 rnTsmo^eT */!"" *** *' ^ e <
po. e carecera da actividade humana, se agitara dependenle ; P'06" 1ue esta independencia
partidos, que fazem e desfazem constituir, SPja Soberana ; freciso *lue PaPa seJa livre
mna, suenas naiuraes aa civlisaco. U Kuei u>j mariyrio, mas certo elles linham
principio de navegaco proclamado por tratados mesmo ento direito a outra maneira do ode-
5 urna gsraulia no futuro. Entretanto que re- Pendencia, diz o insigne bispo d'Orleans, e a pro-
videncia que ossustenlava visvelmente, mas que
o obra sempre por va de railagres, estabeleceu
teram-se por um becco onde perderao-los de goroso Tom Lynton, cujo rosto sisudo ainda vi-
victa .....
O meu companheiro apanhou o que elles ti-
nha mais corado que de coslume e que, com to-
da a forja inexperimenlada de seus bracos ner-
.....*. ii/ui(ijinirnu apaunou o que enes ti- iuiva u*|iiiwwiip w o^j
nham alrado, e apenas haviimos tido tempo de vosos. ar'a passagem violentamente,
ver que era um simples cordo de campainha i Todava, os nossos daus guardas, verdadeiros
com aplaca indicativa e o nomo do Inquilino | Adcls, fiis no posto, nao queriam largarnos,
fomos cercados por aquelles que perseguiam os 1>e, contrario, um apertava-me o pescoco com
dous fugitivos. Eram sete ou oito pocemen c a Sul mao ue a? a Ponl ue eslrangulai -me, ou-
constables especiaos, acompanhados por urna I ,r. cofD seu basta0 de constable, convida-
raultido de homens e de gartos, Em um abrir va-mo graciosamente nao mecher-me. ainda
P fpfhar An .,11, .^ ..I....____ ... .. ... .i\it.n*r.oao r nrfnil AIMAnl a Ir.n
Jorge Alfredo Lawrence,
IV
Conlinuaco.)
Lembro-me que elle flcou lo tora de si com
esse triumpho inesperado, que foi necessario que
um dos que aposlavam o lornasse por na sel-
la ; de oulro modo perdera os estribos antes de
chegai balanca, e por este simples fado, loria
perdido as apostas.
Estava, pois, acabada a corrida e para nos per-
didos os louros. Rostava-nos pagar e fazer boa
cara, e dirgirmo-nos depois ao inevitavel ban-
quete do hotel do rei Jorge. O festim difforlo
pouco dessas especies de solemnidades. Aos que
ganhavam compela pagar a champagne e aos
que perdiam beb-lo,sem olhar para o prejo
bem entendido. Os incidentes da corrida fo-
ram discutidos saciar, e cada um dos vnle e
tres concurrentes que baria corrido nesse dia,
soube provar e demonstrar, com inteira salisfa-
Co, que sem algum capricho da fortuna inteira-
mente imprevisto, e cima de todas as com-
bnajes humanas, sahiria cerlamenle ven-
cedor.
A's nove horas da noito sahi para tomar ar
com um dos meus companheiros, e para procu-
rar na cdade um objecto de que eu tinha ne-
cessidade. Encontramos, ao voltar urna'ra, um
grupo de sujeitos do m cara, que pareciam mui-
to disposlos fazer baru'.ho. Ao mesmO tempo,
pelas janellas dos numerosos botequins ouviam-
se as gargalhadas mais discordantes ; eram sel-
vagens irlandezes, que bebiam, gritavjm, fazen-
do urna orgia infernal.
Entretanto, como linhamos achado o que pro-
curavamos, j vollavamos, quando ouvimos, em
urna ra nossa esquerda, gritos c um ruido de
passos de raullido numerosa. Dous individuos,
que nos pareceram perlencer universidade pas-
saram precipitadamente ao nosso lado, ati-
nando urna cousa aos nossos ps, depois mel-
e fechar de olhos eslavamos nos seguros. O fac-
i da campainha adiada em nossa posso consli-
luia um caso de flagrante delicio. Eramos apa-
nhadoscom a bocea na botija. Fra muito in-
til procurar demonstrar essa gente que, se
que eu rae cotiservasse perfeitamente tran-
quillo.
Eu j eslava muito pouco meu commodo e
alordoado, quando sent como osibillo de urna '
bala ro;ar-me pela face. De repente, um ruido
---------------- gciiic que, se "--
fossemos nos os culpados, nao leriamos de certo surdo cchoou ao p de meu ouvido. O aperto i
ficaJo tranquillamenle esperar que nos deseo- i"6 eu l'nna D0 pescojo afrouxou ; cahio-me
brssem Ora discula-se com um polceman de ; unn c,)USa pelas pernas e vi urna massa de um I
villa, principalmente quando, cousa extraordina- 'lu' sombro, com os restos de um chapeo, ca-
ria, a opinio popular est do seu lado. n'r immovel meus ps. Ao mesmo tempo en-
A mullido via a nossa presso e trium- rolava-se-me em torno do corpo um brac.o que
phava como O Romanos vista de Jugurlha nos se pertava como um cabo. Reconhcci a voz do
ferros- j Cuy que ria com toda a forja.
Iamos ser levados presenja do inspector de *'ou Cnaru Franck, disse ello puxando-me
polica. Fomos colocados no centro d'uma pha- Para 'aa" do hotel ; que diabo fosle fazer na-
lange de constables especiaes, de mais cada um 1M bar-lho ?
de nos era guardado vista por dous constables Eu aPenas ouvi, porque os meus sentidos
regulares. Essa marcha Iriumphal assim acom- ""da estavam muito confusos ; mas, em menos
panhada de um sequilo que cada instante ia de um minuto achci-nie sob um grande vestbulo
engrossando, cada esquina da ra, desenrolou-' do n0101 do rei Jorge.
se lentamente, ao longo da Via Sacra diri- A'. como dizem as heronas dos roraan-
gindo-se para o posto de polica, templo onde t- ees de Anna RadclifTevirei-me para agrade-
nha sede em toda a sua gloria o Jpiter Capilo- cer ao meu salvador, mas elle tinha desappa-
lino municipal. | recido.
Nao tiuhamos ainda dado trezenlos passos Quando pode respirar livremente, subi urna
quando se elevou um clamor na mullido. janella do primeiro andar, para deilar um golpe
Attenjao Ah ven? a universidade. de vista para a ra. O tumulto ia-se aproximin-
E de repente por urna ra transversal, que do pouco pouco do espajo que se estendia na
desda do hotel, duzentos rapazes, esquentados frente do hotel e d'ahi pouco cssa praja flcou
pelo vinho e pela colera, corrern) em nosso au- I alulhada de urna massa de figuras furiosas e de
I"! Vde o Diario D. 214.
xilio.
Vi de longe dous personagens que formavam
a vanguarda.
Um, que eu conhecia perfeitamente, de alta
estatura, cabeja nua, exceda a mullido tres po-
legadas,era Cuy. O outro de estatura um
pouco abaixo da mediana, cabelludo, de peitos
largos, dotado de juntas duplas, por assim dizer,
como um gamo das ierras altas,era Mac Dar-
mid do collegio da Trindade, o orgulho do
Gyranasio de Cambridge, c o quinto da universi-
dade.
Nogritavam como osoutros, mas davara bor-
doada velha, sem remorso. Ante esses dous sthle-
tas cahiam policemen, constables e cidados co-
mo espigas de trigo abatidas pelo vento.
Perto delles, deatingui Lowell, cujos olhos
azues e lmpidos doitavam raios fcroies, e o vl-
bracos que se agitavam de todos os lados A
universidade recuava, evidentemente repellida
pela simples pressao de seus adversarios. Mas
d'ahi pouco chegou um reforjo de grooms e
palafreneiros, la(a|6es ages e nervosos, que com
os pesados chicotes de que se serviam sem pio-
dade, dando smente no rosto, como os legio-
narios de Cesar, restabeleceram de novo o equi-
librio do combale.
De repente comecou este convergir para um
ponto so centro do (urbilho, por assim
dizer.
Houvo enlo urna calma de instanles, quasi
um silencio. Depois cidados o esludanles, in-
dstinctamente, com seus cincoenla brajos vigo-
rosos, prepararam um espajo livre, e ouvi urna
voz de trovao gritar :
Facam circulo l fsjam circulo I
partidos, que fazem e desfazem constiluices,
chefes militares que se disputara o poder; uns
e oulros se servera dos Indios disciplinndo-
os para as suas guerras civs, sem eleva-los
pela educaco, sem inspirar-lhes o amor pelo
trabalho; fornecem-lhes armas, cora o auxilio
das quaes elles chegaro ainda intromet(er-se
na poltica, e iro acampar as cidades, como
se v j no Mxico, i alguns annos Sanl'An-
na dzia n'uma nllocuco aos Mexicanos : De-
pois do trinta annos de independencia que te-
mos nos chegado? Qual o nosso credilo, qual
a vossarepulaco para cora as nacoes eslrange-
ras? A resposta era simples e clara : territo-
rios perdidos para o Mxico, ftvolujcs e dicta-
duras por toda a parte, com raui poucas ex-
cepces, a historia desse mundo hespanhol.
Porque a America do Sul esl ainda nesse pe-
riodo era que nada so acha equilibrado, em que
ludo depende do acaso, em que nao se pode
mesmo entrever um fim prximo, todava nao
convm que se dexe entregar esse desprezo
por aquillo que nao conforme aos seus hbitos
e seus gostos.
Esto mundo um vaslo laboratorio, dziamos
nos no principio deste trabalho. A Europa
aperfeijoou-se tambem nesse laboratorio, c delle
sahio. Alguns seculos antes do chrstianismo
era ella porventura, como hoja rica, esclare-
cida e (brscente? Nao seno por degros,
subindo urna escala infinita de transformaces,
e de experiencias, rauitas vezes obscuras e vul-
gares, que as sociedades se formara. Deus, que
creou esse immenso e prodigioso thealro do
continente sul-americano, confiando-o raja
humana, nao querer que elle seja indefinida-
mente a pomposa e intil decorajo de dramas
sanguinolentos e puers.
Cll. DE MAZADE.
(/tecite des Deux Mondes.Silveira)
Direito Publico.
Pi IX Pontfice e Rei,
pelo Sr. D. Antonio de Macedo Costa, Bispo Eleilo
do Para.
Do lodos os brados que se ho erguido na Eu-
ropa e na America em favor dos direitos inaliena-
veis da Sania S na actual questao italiana, sem
duvida um dos mais eloquentes e mais enrgicos
o de que hoje nos oceuparaos cora o maior pre-
sar, e a que a imprensa da Babia acaba de dar
publicidade. E' ama brochara de quasi com pa-
ginas, escripta em excellente linguagem pelo Sr.
D. Antonio de Macedo Costa, Bispo eleilo do Para,
na qnal todos os catholcos vera destruidos os
variados sophismas e objeccoes que a impiedade
e a hypocrisia poltica do seculo eslo levantando
Nessa arena improvisada oallumiados por um
bico de gaz, estavam dous homens frente
frente.
Um delles era Cuy Levingstone.
O outro, era um cidado de Potteries, porap-
pollido o Moreno Gordo pupillo de Burn, o
celebro lutador que escolhora a cidade de B..
para seu lugar preparatorio, antes do combate
que prximamente devia sustentar contra o ter-
ceiro grande lutador da Inglaterra, e pelos
mesraos havam apostadas cem libras ester-
linas.
Formavam um contraste magnifico.
Cuy estava era apparencia inteiramente tran-
quillo : mas tinha ua parte inferior do rosto
urna expressao de dureza desapiedada ; o fulgor
selvagera do seu olhar ndicava at que ponto
estava sobrexcitado nelle o natural do gladiador.
Tinha a mo esquerda ni altura das cadei-
ras, o corpo firme sobre o p direito, a ca-
beja altivamente deitada para traz eslava em
gfJkrda.
O lulador de profisso era tres polegadas mais
baixo que o seu adversario, porm offerecia um
raro modelo de forja brutal. Seus brajos e pes-
cojo no lugar em que a sua curta casaca deixa
velos erara brancos como os de urna mulber;
seus cabellos cortados escovinha em torno de
sua testa baixs e deprimida, seus labios espessos
faziara urna visagem de cannibal o procuravam
exprimir um sorrlso de confianja. Represen-
tavam bem os campeos das duas rajas inimi-
gas ha quatro mil annosos Patricios e os Prole-
tarios.
Houve enlo um grande movimento em um
dos pontos do circulo. Vi um homeraznho de
cabeca grande, com voz semelhanle de urna
erianja, que faza esforjos furiosos para abrir
urna passagem por entre a mullido.
Nao deixem-os baler-se I gritava elle com
loda a forja dos puln.es. Digo-lhes que euro ver-
dadeiro roubo. Sexta-foira que vem eslo apos-
tadas por elle cera libras. Eu que sou seu pro-
tector, nao me atreverei a apresenta-lo, se elle ti-
ver urna arranhadura se quer no corpo.
Urna gargalhada ruidosa acolhqu estas pala-
vras e vinle brajos empurraran) o homerazDho.
Todava o seu interessanlo pupillo pareca con-
sultar-se c hesitar, quando urna voz arrastada e
fanhoae se fez ouvir do lado opposto.
Sim ; lem razo; levem-o ; nao o deixcm
baler-so em publico antes de ser forjado
isso.
Essa zombaria fez inclinar a balnja inde-
cisa. O a Moreno Gordo rangou os den-
tes, pronunciou urna praga, e poz-se em
guarda.
Nao darei os delalhes do combale. Toda a
sua integridado, inleressa eminentemente o bem
dfeeligio. E' esta a grande razo que lem aba-
lab todo o mundo catholico. Com effeito, a li-
bertado,* independencia espiritual do Pontfice
pareca tal. Assim o exige a dignidade da Egreja
e o socego do nossas conscencias. Nao basla
que seja livre o Papa no furo interno ; hade a
sua lberdade ser evidente, hade parecer livre aos
olhos de lodos ; de modo que lodos o saibam,
que todos o creiam, o nao se levante a tal res-
peilo a mnima duvida ou suspela (2). Ora,
essa duvida, essa suspela existiran), se'vssemos
aquella nobre fronte cingid da tiara sagrada cur
var-so sob o jugo d'ura governo qualquer. A so-
berana temporal do Papa pois urna garanta
necessaria liberdade das conscencias catholi-
cas, e tanto mais necessaria quanto essa garanta
nica na organisacao actual das sociedades
europeas. Oulr'ora tinha a autoridade ecclesias-
lica mil presidios conlra a invaso e a prepoten-
cia dos poderes leigos ; tinha mil inmunidades,
mil privilegios, tinha os oireitos civis da excora-
munho, o apoio das armas cathdicas, etc. Hoje,
que todas estas garantas desappareceram, que
todas estas cidadellas se desmoronaran), mais in
dspensivel se torna dignidade e soguranja
de nossa f o principado civil dos Papas, nico
refugio por onde a Egreja escapa ainda oppres-
sao. Sim ; o episcopado respirar |jvreao me-
nos cm seu chefe. Ao menos a este nenhum
governo vira impor silencio em nome da razo
d'Estado, ou prohibir a publicajo de seus aclos,
sob pretexto de evitar desagradaveis polmicas,
ou chama-lo barra d'um tribunal de polica cor-
reccional, ou suspender-lhe o trimestre, como a
um funecionario assalariado. Nao; nao podemos
expr nosso augusto chcfo a 15o tristes eventua-
lidades. O orgo e o representante de Deus so-
bre a Ierra, o interprete supremo da verdade e da
justija, deve pairar n'uraa esphera elevada e so-
brancaira s rivalidades nacionaos, ao jugo dos
interesses mesquinhos, para d'ahi fallar em toda
a lberdade aos povos e aos res. Em urna pala-
vra, o Papa deve ser soberano. Assim pcosam
Bossuet, Fnelon, Fleury ; a voz unnime de
todos os maiores publicistas, historiadores e ho-
mens de Estado que tem lanjado um olhar mais
profundo nos grandes problemas polticos e so-
ciaes.
Entre as decisivas cilaces com que o Sr. Bispo
do Para autorisa e reforja as proposijes que es-
tabelece, notaremos, como urna das mais impor-
tantes, a soguinle passagem de Mr. Willemain,
que ninguem dar como suspeilo, na sua ultima
brochura sobre o Pontificado :
Nao nos deixemos imbair com sophismas o
com palavras. Se queris com eleilo o Papa in-
(1) O cardal Donuet.
(2) Hgr Dupanloup.
dependente e respeitado, se reconheceis que om
territorio neutro e invariavel a condico mate-
rial da sua independencia... tomai ao serio esse
dominio reservado, e nao diminuaes o seu recin-
to exterior e visivel. Se, pelo contrario, julgam
ahi quo retrocedemos aos lempos dos patriarchas
de Bysancio... que oPapa deve ser o capello-
mr de um monarcha,... entao fra melhor pro-
pr bem claro a questao, cada qnal julgiria do
forte e do fraco d'ella. Muitos espiritos amigos
da ordem e conservadores nao pensam que a op-
presso da Egreja seja a liberdade do Estado.
E mais abaixo : < Quanto mais vasta e diversifi-
cada he a caria do mundo christo, quanto mais
os pontos que ella abrange se chegim uns aos
oulros, pelos maravilhosos progressos da activa
industria, tanto mais bello, justo e poltico ho
conservar em sua elovajio independenle esse
centro de calholicidade, que he tambem um cen-
tro de civilisajo, d'onde esto parliodo ainda
hojo lo salulares missoes e piedosas dedca-
ces (3).
Eis-aqui por fim as elevadas ideas com que o
doulo e sanio Prelado lermna o seu bello tra-
balho :
A Egreja de Jess Christo atravessar esla
provacao (a actual) como tem atravesado lanas
outras, e tudo o que sabemos do certo he que
seus nimigos lhe esto preparando um magnifico
triumpho. Sim, podemos asentar de plano que
se a Europa est era armas he pela Egreja, e s
pela Egreja. Impos, socialistas, philosophos
hereges, diplmalas, polticos, governos de lodos
os regimens, julgam combatl-la, c servem-na ;
tal he a historia de desoilo seculos. Quer elles
queirara quer nao, ho do servi-h ; e nao s ser-
ri-1*. mas exalta-la e nao s exalta-la, mas
glonfira-la ; esla he a vontade de Dos, ho de
cumpn-Ia. Um genio sublime resumiu loda a
hiatoria do mundo em duas palavras : O homem
u agxta e Deo, o conduz. Nada mais verda-
deiro.
Os homen s tem sua poltica ; Dos tem tam-
bera a sua, e muito mais hbil, e muito mais po-
derosa. O alvo supremo da poltica divina, alvo
a que nao tem cessado de referir-se lodosos
acconlccraentos que se ho produzido na scena
histrica desde a origem do mundo, he a exalta-
do, a glonflcacaa da Egreja, que |ie aos olhos do
Dos como o prolongamento, a continuajoo da
humanidade de seu Filho sobre a trra. A isto
ten/e e se dirige tudo ; nisto se termina e se
consumma tudo ; a eialtaco. a glorificajo de
Jess Christo ; nao de Jess Christo solado, mu-
tilado, mas de Jess Christo complecto,perfe-
lo. na pleniludc de seu corpo mystco, que he a
Egreja. Tal he a obra de Dos: Domine, opus
tuum (4)
Todos os cutos sao chamados a trabalhar
nesta obra ; uns, amando-, ajudando-a ; outros
detestando-a, combattendo-a : Dos tira partido
do esorjos to encontrados, o sera apagar urna
linha no plano eterno da sua Providencia, sem
romper a ordem admiravel de seus inofaveis de-
signios, vai locando de urna a oulra extremidade
com docura e fortaleza, fazendo reverter tudo em
bem de seus escolhidos. Omnia propter electos.
Consolemo nos nesle pensamento. Deixemos
trabalhar o grande obreiro.
Mazzini, Cavour, Garibaldi. Palmerslon. todo
o grupo subalterno dos perseguidores de uossos
das sero sonidos d'.iqui a pouco na fossa com-
mura m eque desappareceram seus predecesso-
res, o a obra de Dos, atravessando as ruinas quo
elles liverem amontoado, apparecer mais bella,
mais radiosa que nunca aos olhos do universo.
O cscripto apologtico do Sr. D. Antonio de
Macedo he um modelo do lgica e um precioso
deposito da mais solida doulrina. Quando a
Egreja do Brasil nSo vots preso*te urna vida
anda lo moja e j. tao cheia d'excellentes acto3
para se glorificar com lodos os fiis pela auspi-
ciosa ascenco de S. Exc. suprema ordem do
Episcopado, bastara o importante documento que
temosa vista, e cuja leltura recoramendamos a
todos os Catholcos sinceros, para saudarmos
cheio d'admiraco o novo Pastor, e para felici-
tarmos a Egrej, do Para pelo solcito Apostlo
que a vai alentar e reger.no meio da actual lur-
bajao, com a mesma f cloquele dos Athanasios
e a mesma sciencia do reformaro dos Chrvsos-
lomos.
SOAKES u'AzEVEDO.
(3) La France. l'Empire et la l'aupat. Uus-
tion de droit public.
(4) Habac. cap. III. 2.

vanlagrm foi de um lado. O lutador fez oque
pode e recebeu muitos golpes ; porm nada po-
de centra o Ion go alcance dos bracos do seu ad-
versario, que aparava os golpes e dava-os com
tanto sangue fri como se estivesse balendo-se
com luvas cm urna sala de esgri ma.
Era no principio da sexta lutao nosso here
tinha em si s una marca ; era um talho no la-
bio inferior, donde corra abundantemente o puro
sangue normando. Nao tenlarei descrever as
horriveisalteraces que dez minutos havam pro-
duzido no rosto do seu adversario, mas sent um
calafrio de terror misturado de desgosto, o creio
que nao foi o nico quesenlio essa impresso,
venda o Moreno Gordo tentar um esforco deses
peradoecncarnijar-se em querer dar-lhe o seu
terrivel golpe de braco cncolhido.
Ha vil realmente alguma cousa de borrivel no
aspecto desse colosso mutilado e desfigurado
Seu largo peito arqaejava de raiva e de dor, o
nico olho por onde ainda via, lanjava urna
chamma feroz impossivel de descrever. Nos seus
labios machucados appareca urna espuma en-
sanguentada.
Foi o impulso supremo do touro de Cordova
aguilhoado pelo picador e pelo chulo ; porm
a terrivel mo esquerda de Guy recebeu-o, co-
mo o podera.fafer a espada do matador : duas
vezes o hilador recuou alordoado. N terecira,
abaixou destrmente a cabeja, de. maneira a
evitar o golpe e agarrou o seu adversario pelo
meio do corpo. Durante alguns segundos Aca-
rara lo estreilamente enlajados que nao se po-
da distinguir um do oulro. ^Ento, vimos a mo
direita de Guy, de que at ento s se servir
para aparar os golpes,levantar se e cahir duas
vezes : duas vezes um som abaado, urna espe-
cie de estalo, qu6 inrommodava ouvjr, chegou
aos ouvdos, depois a massa enorme do lutador
foi levantada polo seu anlegonista, sera resis-
tencia alguma, c abateu-se seus ps como
um montan de carne inerte e ensanguen-
tado. .
Treguas I grilou a mullido.
Poderiam grilar mais alto ainda que elle nao
ouviria e dar-lhe urna lancetada na guela sem que
elle podesse responder.
Entao da velha praja do mercado de B-,,<,
elevou-se um clamor immenso, tal como nun-
ca se ouvira depois que Wikings e Bersekir fes-
tejaran) ali a sua victoria, depois de ter tomado
a cidade de assalto. Como linham por costume
os rapazes desguelaram-se forja de darem gri-
tos do alegra, e seus adversarios de ha pouco
flzeram coro com elles e prolongaran) os seus
applausos, lo superior o amor de um fionrado
Saxonio pelo jogo de soco ao espirito de rivali-
dade.
Nao pensaram mais cm baler-so, nem era bri-
gar, e contou-se entre os enthusiaslas que leva-
rara sobre os hombros o vencedor at o hotel do
Rei Jorge, lautos operarios como fillios da uni-
versalidade.
Quanto nos rigosijamos nos nessa noile Irium-
phal I principalmente quando Quy, teudo-se la-
vado e depois de ter mudado de roupa,vem ter
comnosco, socegado e perfeitamente senhor do
si, como costumava. Apenas linha umaligera
inchaco no labio inferior e urna marca verme-
Iha na testa. As noticias do seu adversario eram
satisfactorias. O estimavel rapaz tinha tornado
si completamente, as mos do cirurgiao, para
gritar por tres vezes, que o dcixassem tranquil-
lo, e, acrescenlou o mensageiro, para pedir um
grog fri de agurdenlo.
Por duas vezes se propoz um toast cm honra
de Lcvingstone.
A prmeira vez foi feilo por um discpulo do
collego do Rei, dotado de liodo talento para as
a'luses classicas. Fez observar com justica que
se a coroa de oliveira do vencedor do Hyppo-"
dromo coubera universidade de Cambridge,
ninguem ao menos negara os direitos de sua r-
ma de Oxford coroa de salsa devida ao ven-
cedor de Cesta,
O segundo toast foi proposlo no fim da noite
por Mac Diarmid. Curapre confessar que este va-
lente chefe de classe so moslrou um pouco inco-
herente e que no meio dos seus protestos de ad-
mirajo e de eterna amizade, coraejou com gran-
de admirajo nossa, a chorar. Mais tarde ainda'
quando estava meio ebrio, verdade, alguem ou-
via-lhe dizer era voz baixa, olhando para as
suas arlculajes machucadas.
Parece-me que hoje noilo fiz mal al-
guem.
E isto com profundo accenlo de arrependi-
mento e de pezar.
Soubemos depois que a injuria quetiohaco-
raejado o combale tinha do commissario do par-
tido que linha apostado urna somma considera-
vel pelo oulro lulador, e que linha sido manda-
do B para vigia-lo e para procurar desco-
brir-lhe a falla da couraja.
(Cs-ntinuar-se-ha.)
PERN. TYP. DE M F. DE FARIA. 1860.


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