Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09473


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Full Text
illl XXXVI. NUMERO 245,
i i
Por tres mezes adianlados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEGUNDA FEIRi 22 DE OTBRO DE 1869.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
1 m
EN CAR RUGADOS DA SCBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima:
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Atacaly, o
Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FARllDA UUS COKRElUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna o Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Na/.areth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Vla Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhaera, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feir.is.
(Todos os correios parlem as 10 horas da raanhaa
EPHEMERIDES DO MF.Z DE OUTBRO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 4D minutos
da tarde.
14 La nova aos 17 minutus da tarde.
21 Quarto cresceule as 11 horas o 51 minutos
da manha.
09 La cheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas o 51 minutos da manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDINECIAS DS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas o quintas.
Reboto tercas, feiras e sabbados.
Fazcnda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito do orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao mcio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Haria Salom ; S. Verecundo b
23 Terca. S. Jlo Cnpislraoo f. ; S. Jalo Bom.
24 Quarta. S Raphael Archanjo; S. Fortunato m
2 Quinta. Ss. Crispim e Crispiniano irs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. ; S. Rogaciano m.
27 Sabbado S. Elcsbao Imperador ; S. Erolhida
28 Domingo. Ss. Simo e S. Judas Thadeo app.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPg.0 NO Sl'L
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo l'ereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diahio Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
EXTEDIENTE DO DIA 18 DE OITOBRO DE 1860.
Oflicio ao coronel commandante
Era resposla ao oflkio que em 3 do correute me
dirigi a cmara municipal do Rio-Formoso,
lenho a declarar queapprov> a arremataglo dos
imposlosque o mesmo oflicio menciona.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo aoque lhe requereu o ajudanle da pri-
meira companhia de pedestres desta provincia,
Antonio Mara de Souza Lobo, resolve conceder-
Ilie. de co:iforn>idadt; cora o parecer da unta
militar de saude, 3 mezes de liecnca com venci-
mentos na forma da le, para tratar de sua saude
fra da capital.
ilo.O Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar passagem de
proa para o Rio do Janeiro no 1." vapor que pas-
sar do Norte, a Joao Julio de Figueira, Maria
Pastora da Conceico, coi lugares destinados pa-
ra passagiros de Estado.
Dito.Os Srs. agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes a vapor mandem por a dsposiglo
de D. Luiza Feliciana de Fontoura Lima, viuva do
cirurgiao de divisao. Dr. Jos Luiz de Araujo
Lima, que segu para o Rio de Janeiro com sua
i familia, os lugares de que despe o goveruo para
no
Nao era a unidade absoluta que a brochura
sollicitava para a Italia; era a unidade federali-
Essa unido se lite apresentava como a ex-
das armas.
Tde V. S. mandar retirar as 10 pracas do 8."
balalhlo de infaiilaria, que se acham na cidade
de Olinda, e teem de seguir com a ala do mesmo
batalhao para a proripcU da Baha, como V. S.
declarou em seu offiejo de hontem, sob n. 1084,
logo que se apresentom outras 10 da guarda na-
cional daquella cidade para substitui-las, para o
que expelo hoje as convenientes ordens.
Diio ao couselheiro presidente da relacao.
Sirva-se V. S. de a bem da regularidade dsexe-
cucoes criminaes, providenciar para que os es-
crivles desse tribnnal rerneltam aos juizes res-
pectivos copias das sentoncas criminaes proferi-
das em segunda instancia, "conformo requisita o
juz municipal da primeira vara no oflkio junto
por copia.
Dito ao desembargador D. Francisco Balthazar! passageiros de estado, e que vierem vagos
da Silveira.Attcndendo a falta que ha de des- I vilPor Tocanlins. quando passar para o sul.
embargadores na relacao tenho resolviJo desano-1 Expediente do secretario do governo.
jara V. S. alimide que continu aprestar os seus Oflicio ao ommandanlo das armas.O Exm.
serviros naquello tribunal, como so taz necessa- *' presidente da provincia, manda declarar a V
rio. O que communico a V. S. para seu conhe- s- 1ue em v'sla da sua informaco datada de 17
cimento. j do corrente pretorio no requerirneolo em que Ur-
Dito ao commandante superior da guarda na- sula Hygioa Gongalves de Siqueira reclama a cn-
cional de Olinaa.Nos termos do art. 80 da lei lre8a do seu escravo Bernardo que se acha preso
n. 602 de 19 de selembro de 1850, expeca V. S. cu,uo recruta o despacho do teor seguidlo.Pro-
suas ordens para que o commandante do bata-'ve a supplicanto pelos meios competentes seu
Lhao n. 9 de infanlara da guarda nacional sob direilo ao dominio do mesmo e volte.
seu commando superior, mande apresenlar ao ')'l aos Srs- agentes da companhia de seguros
delegado de polica da cidade de Olinda diaria- martimos.S. JSxc, o Sr. presidente da provin-
mente e por escala 12 pracas do mesmo baialhao c'a mai|da devolver a V. S. a nota que acom-
para o servico da guarnica. Comraunicou-se ao Pa,'hou o seu oicio de hontem a fim de que ve-
Dr. chefe de*polica. "* ora duplcala como dispoera os arligos 2." e
Dito ao inspector da lliesouraria de fazenda. 3-_ do decreto n. 2,457 de 5 de selembro de
O lente Jos Anselmo Valejo foi incumbido de *859.
fazer transportar do Aracaly para a villa do Ou- ------
ricury 22 volumes contendo* armamento e farda- 1 despachos do da 18 de OOXUBRO.
menlo destinado companhia de pedestres da- fequerimentos.
quella villa, como vera V. S. da nota junta por 1.975.Antonio Jos Lial Res.Passe-se li-
copia existente na secretaria da provincia, que tolo, pagos os direitos nacionaes.
fazem onze cargas, e para as quaes erarn indis- 1,976.Henrique Augusto Milet.Informe o
pensaveis onze cavailos. O prego do aluguel des- Sr. director das obras publicas.
ses animaes, demoostrado pelos recibos, que vio- 1,977. Joaquim Theodoro de Vasuoncellos
ram annexos ao seu oflicio desta data, sob n. Aragao.Informe o Sr. director da instrucclo
1084, e que juntos devolvo, niio excessivo, publica.
lendo-so em alinelo as distancias e as diffkul- 1,978.Joanna Baptista Pereira dos Sanios
dadesdo transito porserloes em lempo de secca. Declare a supplicante o nome do sentenciado.
Nao obstante, pois, as ponderarles feitas em 1.979Jos Antonio Coelho Ramalho.D-
seu citado oflkio, hija V. S. de mandar levar em rija se a thesouraria de fazenda, aquem so expe-
conta ao referido lente essa despeza, que me dio a conveniente ordem.
parece evideulemenl! razoavel. 1,980.Jos de Souza Monteiro.Informe o
Dito ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens Sr. director do arsenal do guerra.
para que ao bacharel Jos Antonio Coelho Ra- 1,981.Jos Theodoro Gomes.Informe o Sr.
malho seja paga a quanlia, que foi descontada inspector da thesouraria provincial.
de seus vencimentos, como promotor publico da 1,982.Luiz da Molla da Silveira.Informe o
comarca do Limoeiro, relativamente aos di.is de- Sr. director das obras publicas.
corridos do 21 a 23 do mez do agosto ultimo, em 1,933 Manoel Thom Fialho de Albuquerque
que o mesmo bacharel esteve doenle, como se Informe o Sr. director da inslruccao publica.
ve do alleslado junto. 1.98.Mmoela Caetana de OlivciraInforme
Dir ao mesmoDe conformidade cora a sua o Sr. inspector da thezouraria da fazenda.
informaco desta data, sob n. 1087, autorso a V. 1,985.Padre Miguel Vieira de Barros Marr-
S a mandar pagar ao lenle Mauoel Jos de ca.Informe o Sr. director geral da Instrucc,ao
Menezes, avista da informaco e documentos publica.
juntos, a quanlia de 15JJ, que elle dispendeu com 1,986 Padre Manoel Correa de Figuerdo.
alugueis de casas para quarlel do destacamento Iuforme o senhor iuspector da thesouraria da faa
que coramandou na villa de Ingazeira durante os zenda.
mezes de julho a selembro do anno prximo pas- 1,97.rsula Hygina Goncalvcs do Siqueira.
sado. Prove a supplicate pelos meios competentes
Dito ao mesmo.Estando nos termos lgaos o seu direilo ao dominio do escravo, e volte.
pret junto em duplcala, mande V S. pagar ao 1,988.-Vicente Thomaz Pires de Figuerdo
delegado de Ciruar, ou ao seu procurador, con- Camargo, u outros.Remeltido ao Sr. inspector
forme requisitou o_ chefe do polica em oflicio de d thesouraria de fazenda para atlender aos sup-
Iiontem, sob n. 1370, a qoanta de 223, em que pies nos termos do sua informaco de 16 do
importan) as dianas abonadas aos quatro recru- corrente, sob n. 1,079.
tas constantes do mesmo pret, que foram apura- _______
dos naquelle termo para o servido do exercto. [
Communcou-se ae chefe de polica. i iiiUIHII RW AltlIlC
Dito ao inspector da thesouraria provincial.- UWMfldliTO UA3 AIU__.
Em vista dos documentos juntos mande V. S. Quartcl do commando das armas
pagar ao capitao do 8." balalhao de infanlara,
Joaquim Cardoso da Costa, a quanlia de Si$, c
ao lente do mesmo batalliao, Jos Anselmo
Valejo a de 3U3, que despendern! com aluguel
de caas durante o tempo, em que esliveram na
villa de Tacaral, empregados em diligencias po-
liciaes.
Dito ao mesmo.A'vista dos documentos in-
clusos mande V S. indemnisar com urgencia ao
em Pernambuco, na cidade do
Uecife, SOdeoutubro de 18GO.
ORDEM DO DIA N. 31.
O coronel commandante das armas faz publi-
co, para sciencia da guarnica e devido effeilo,
que a piesidencia em dala de 16 desle mez no-
meou o Sr. capitao do dcimo batalho de in-
finlaria Manoel Sabino de Mello para os cargos
-Zn_ lanJf i e Mene",9 da.(>uantla de de subdelegado do districto de Flores, epn-
.^3000, que despendeu com alugueis de casas mero supplente do delegado do termo do mes-
para a sua rcndencia durante os mezes decorridos io nome .o-"" '" '""" "'<=
de julho do anno prximo passado at fevereiro
deste anno, em que esleve empregado em dili-
gencias policiaes em diferentes villas da comar-
ca do Flores.
Faz publico outro siuj, pue approvou o engaja-
raentoque no dia 18 do corrente contrahio o
soldado da companhia fixa de cavallaria desta
guarnido, Belarmino Bemvindo de Jess, para
Dito ao mesmo. Ao delegado de Serinhaem, s(rv^ P'>r mas seis annos, nos termos do decreto
cu ao seu procurador, maride V. S. pagar a regulamenlo do 1. de maio de 1858. .
quanlia de 87;j200 ris, despendida no mez de Assignado.Jos Antonio da Fonceca Galvo
selembro uliimo com o sustento dos presos po- Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
bres da odeia daqueile termo, como se v da alferes ajudanle de ordens interino do com-
conta junta, que rae foi remettida pelo chefe de mand"0'
polica com oflicio de hontem, sob n. 1369. ---------------------
Cominuniceu-se ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Ao sargento Felisberlo Ma-
rinho Lizardo, ou a pessoa que para isso se
mostrar habilitada, mande V. S. pagar a quan-
EXTERIOR.
tia de 35-3100, em que importara as diarias abo-
Em consequencia dos fados que acabara de
nadas pelo subdelegado da colonia militar de consumar-se na Italia, o imperador decidi que
l'imenteiras a escolta de paisanos que conduzio ;:.. ,.-,____ .... -, 7
dalli para esta capiul o reo
qu
Rorao
da Silva
seu ministro deixasse immediatamente Turim.
Salles, como se v do pret junto em duplcala, Um secretario flca encarregado dos negocios da
que me foi remeltido pelo chefe de polica legacao de Franga.
com oflicio do 3 de selembro ultimo, sob' __._____ ,, ,
n jong, i L nesses termos que o Monitor annuncia esti
Dito ao director das obras publicas.Mande mannaa 1ue as relagoes da Franca com o Pie-
V. S. examinar e orear os concertos de que'monte acabara de modificar-so profundamente,
precisa nao s a rampa do caes do porto das ca- Essa altitude da Franca era exigida por todos os
nuas mas tambera a do caes da praca do com-' ....
mercio, as quaes se acham arruinadas, segn-' Precedentos assim como por lodos os principios
do me declarou a cmara municipal desta' de sua poltica. Era alera disso a consequencia
cidade, ora olcio do 16 do corrente, sob nume- de todo o seu procedimenlo ha mais de um anno.
ro87.
Dito ao mesmo.A informaco
dada hontem
Depois do tratado de Villa Franca, como lodos
por Vmc. cora referencia obra do encana ment se lerabram. ll0UTC primeiro desacord entre
d'agua polavel para o arsenal de guerra, n&o sa- Pars c Turim. Nao fomos nos quera o provo-
tisfaz plenamente a exigencia da thesouraria de camos; pelo contrario,procuramos lealmente pre-
tZ.enri',a-Cnluanle dH p',reCe da resPecUva C,n- veni-lo com esforcos e conselhos que nao devo-
tadona; pelo que devolveodo os papis inclu- H
sos relativos ao pagamento da despeza feita cora
esse encanamento exijo de Vmc. que informe
precisamente sobre o estado de perfeicao dessa
obra, e se ella presta-so convenientem3nle ao
lim a que destinada.
Dito ao mosraoRestituindo a Vmc. os re-
querimentos dos presos Antonio Joaquim da
Silva e Francisco Antonio Claudino, que eslive-
ram empregados como serventes as obras da
casa de delenco, o autorso, nos termos de sua
informaco de hontem, sob n. 274. a mandar
pagar ao primeiro a quanlia de 43j)600 rs., e ao
segundo a de 65&000 rs.
Dito uo juiz municipal de Santo Anlao.Para
cumprimento do aviso expedido pelo ministerio
da justica d 20 de selembro ultimo, cumpre que
Vmc, informando sobre o requerimento de An-
tonio Lourenco de Albuquerque Coelho, que pre-
tende ser prvido nos oflicios de contador e
distribuidor desse termo, declare se ditos oflicios
estae creados por lei, e se foram postos con-
curso.
Dita a cmara municipal do Rio-Formoso.
riam ser despresados. Depois, como antes da
guerra, a poltica franceza nao variou acerca do
alvo a que se diriga, e todos pdem hoje com-
prehender a sua admiravel unidade.
A Frariga tem o direilo de dizer: Fui eu quem
precedendo todos esses amigos e lisonjeiros do dia
seguinle, despertei a atlencao e a sollicitude da
Europa acerca da questao italiana ; fui eu quem
propuz em primeiro lugar urna solucao pralica
que despresarara sem ra/.o, e a qua preciso
Toltar; fui euemfim quera tres mezes antes tra-
cei claramonte urna linha de conducta da qual
nao se devia desviar em todo esse negocio.
Lam antes urna brochura que tornou-se justa-
mente celebre ; Napoleo III e a Italia. O que
diiiam essas poucas paginas eloquentes? o que
pedia em rigor o escriptor anonymo ? Lembre-
mo-lo anda, visto que parecem seropre esquoc-
lo alm montes.
va.
presso do urna necessidadu commura a lodos os
listados italianos. E a esse proposito lembrava
que tal solugao parecia-lhe indicada tanto pelo
genio histrico da Italia como polas Iradicoes da
poltica franceza, e at, quem o creria ? pelos
precedentes da diplomacia ingloza. Com effeito,
segundo a opiniao de lord Ponsonby o nico
meio de salvar o Piemonlo era que a Austria de-
clarasso qie quera contribuir cora todo o seu
poder para a formarlo da confederarlo italiana
sobre as bases mais nacionaes, com a condico
do reconhecer essa confederaco a sua rigorosa
e constante neutralidade, e que a Europa sanc-
cionasse por sua vez essa neutralidade como o
izera pela Suissa om 1815.
O vencedor de Solferino oblinha em Villa Fran-
ca essa declaraco da Austria. Asinvases suc-
cessivas da casa de Uapsburgo tinham-se torna-
do para sempre impossiveis, e a Franca recobra-
va na Pennsula a parte de influencia que Ihe
pertence. Em Milao, el-rei Victor Emraanuel
culrava cora soberana de senhor e a gloria de
libertador; era Turim, o Sardenha via-se des-
embarazada de seus obstculos interiores e
exteriores ; em aples, el-rei, condemna-
do a reinar at ah sab a proteccao da Austria,
linha a lberdade de retomar a sua independen-
cia; em Florenga, Parraa, Modena, os duques,
vindo a aer principes italianos, prometliara re-
conciliar-se cora seus povos, pois da unio dos
prncipes c dos povos dopendia a salvagao da
patria coraraum. Finalmente o imperador Fran-
cisco Jos abandonava francamente a supre-
maca que adquirir na Pennsula, e reconhecia
o principio da nacionalidado italiana aceitando
umsystema federativo. Alm disso, elle pro-
clamava, assim como a Franca, a nece3sidade
de promptas reformas nos Estados romanos, e
portante obrigava-so a favorecer a coraboarao
que dava ao Papa a presidencia honoraria da
nova confederaco.
A brochura nada mais exiga que isso para a
Italia. O programraa francez acabava pois de
ser seguido : quera irapedio a sua realisacao de-
finitiva ?
Aqui devenios ter a raaior circumspecao. Fal-
tas irreparaveis foram sem duvida commettidas
pelos amigos duques, pelo rei de aples e pela
corto de Roma. Seria, porm, inopporluno lem-
bra-las hoje. Os duques perderara a partida,
Francisco II caminha para o exilio, e o govem,
pontifical joga de hoje om diante, s com urna
probabildade, os restos do seu poder temporal.
Digamos apenas e digamp-lo cora pezar, o
Pemonte, nessas circuraslancias delicadas, nao
presta o auxilio desinleressado que tinha o di-
reilo de esperar delle. Nao sentio-se com tor-
cas de repollir as probabilidades felizes que lhe
offereciam seus antigos adversarios, e, renun-
ciando dirigir os aconteciraentos, deixou-se e.on-
descendenteraenie arrastar por ellcs.
Ao principio ludo foi lucro. Parma, Modena,
a Toscana, e logo depois as Romanias correram
livremente au encontr de urna annexagao que os
estajistas mais Ilustrados linham julgado im-
possivel. Tevc apenas de estender a mao para
recolher esses ricos e importantes despojos.
Os primeros embaracos commecaram com os
aconteciraentos da Sicilia c de aples. A par-
tir desse dia, o governo do rei vio-se innundado
pelas impaciencias dos unitarios, e vendo que
seria interceptado por elles, resolveu-se a pre-
veni-lo.
Quanto a Franca, qual devia ser a sua alllude ?
Mu firme para se deixar arrastar, mui poderosa
para usar de sua forca, mui generosa para rene-
gar sua obra, competia-lhe permanecer calma a
vista dessas complicacoes inesperadas e esperar
do bom sonso e do patriotismo dos Italianos que
por si mesmos chegassem soluco pralica que
poda segurar a presente o poupar o futuro.
Foi o que fez o governo do imperador sem fra -
queza nem exagerarlo.
Quando tratou-se de annexar a Toscana, nada
foi por elle esquecido com o fim de convencer o
Pieraonto que obrara mais prudentemente res-
petando a autonoma dessa provincia. Seus
conselhos nao foram seguidos; desde entao
que se podo datar o primeiro desacord entre
Pars o Turim.
Esse desacord tornou-se mais nolavel no dia
em que o governo real nao recuou diante da an-
nexaco das Romanias. Nessa occasiao, lentou
a Franca o ultimo comproraisso, e procurou ao
menos amparar o principio da soberana pontifi-
cal. Pela m vonlado de uns e teima de outros,
naufragaran) de novo os seus esforcos.
Hoje vai-se mais longe anda. Nao mas a
soberana da Santa S em urna ou duas provin-
cias que se acha era litigio, a sua independen-
cia temporal que acaba de ser ameagada.
Ah devam parar todas as concessoes, e o
desacord converteu-se em desapprovaco.
Dista muito sera duvida essa desapprovaco
de um rompimenlo. Nosso interesse seropre
o mesmo, elle exige que o Piemonte seja o ba-
luarte inexpugnavel da Pennsula, e os accres-
cimos legtimos que deve s nossas victorias com-
muns e aos tratados que as ennsagraram, nao
poderiam em caso algura comproraeller-se.
Mas nossa honra exiga lambem que a Franca
ficasse livre de toda solidariedade, em -laes em-
presas, pois, segundo a declaraco da memo-
ravel brochura, a Franca nao foi a Italia a s-
mente para defender urna grande causa poltica,
mas para proteger urna grande causa religiosa.
Grandcuillot.
(Conslitulionel.H. Daperron.)
E' aquelle partido que ha onze anno?, oppon-1 cao de trazerera os habitantes armas,adra do de-: inflara revdacoes a fazer. Inlerrogavam-nos
do-9e a todas as reformas, nunca procurou se fenderem a independencia do estado dentro era com supplicios para esclarecer urna simples du-
nao separar o Papa do imperador, a Santa S, da pouco ser submettida ao vosso exarae urna lei vida e esses factos nao datara de cinco seculos
Franca. E' aquello partido extremo que depois que regule a forra e a organisacao da milicia na- passados, porm do mez anterior. Eram j co-
de haver levado Pi IX urna poltica sem conces- cional. | nhecidos, mas calavam-nos por falta do provas.
ses, aconselha hoje urna fuga sem honra. Melhorou o estado sanitario dos habitantes. Sao confirmados hoje por horriveis testemunhos
E' sempre urna cousa de urna gravidade su- Meu desejo que os projeclos de lei que vos fo- que cao podem ser mais recusados: os corpos
prema para os chefes de estado o abandonarsuas rera apresenlados com relacao ao exercicio da mutilados das victimas,
capitaes ; a historia diz-nos, como elles sahem ; arte medica possam obrar eflicazmente. Todos os homens sensiveis em aples quize-
raas nao nos diz como voltam. Para Luiz XVI,
a via^em a Vrennos foi o primeiro passo para o
10 de agosto; para Cirios X c Luiz Philippe, a
Progridem as sciencias, lellras e bellas-ar- | ram ver ao menos um desses infelizes libertos, o
tes. |os incrdulos poderam convencer-se, como S.
Apesar das chuvas incessanles, prejudiciaes Thom, da verdade pungente, tocando com suas
retirada sobre Rarabonillet ou sobre Neuilly, a | a colheita futura, nem por isso a ceifa deixou de maos as chagas apenas cicatrizadas dos pacientes,
primeira estagao do exilio. | ser geralmenle abundante. i quanto a raim. vi muitos, dous entre outros, cu-
Nao se explica, pois, como Francisco II lenha I Na conslrucco naval nao v-se grande acti- j nico delicio era terem nascido na aldeia de
cedido assim aples. Os oxemplos de familia vidade, o a situacao dos armadores nao melhorou.; Agesilao Milano. Nao linham contra elles nem
nao faltavam a esse monarcha de vinle annos ; Em compensnco os resultados da grande pesca testemunhas, nem provas ; eram Calabrezes eis
e a desercao que repentinamento creou o vacuo foram mui favoraves. ludo. E porque eram Calabrezes, encarceram-nos
era torno delle, apenas urna desculpa. O des- O commercio, anda que um tanto opprimido lia quatro anuos, sem julgameuto. sem processo,
cendenle de lanos reis podia certamente ficar s em seus movimentos em consequencia da inquie- scm piedade e sem justica.
n'uma cidade pacifica, indecisa al all, onde Ga- lacao que reina na Europa, d com tudo resulta- E" os vi, esses heroicos filhos da magna Grecia,
ribaldi entrava duas horas depois, seguido de dos assaz satisfactorios. Urna aclividade maior, Um delles, extenuado pelos supplicios, sustem-
cinco officiaes improvisados. Em tal circums- se faz notar as fabricas e officinas. Contino a se difflcilmcntc as pernas, que recusam carre-
tancia, Henrique IV teria proferido o seu pro- empregar todo o meu cuidado nesses objectos de ga-lo. Sao serios, simples, tranquillos, cheios de
verbio : Quem deixa a partida perde-a. E te- tao grande interesse para o paiz, assim como em modestia e de digriidade. Felizes por lerera sof-
ra ficido. lodo o que diz respeito s communicacocs, quer frdo, nao querem que lastimem-nos nao pedem
Ora, a fuga de Francisco II apenas urna de- interiores, quer inlernaciotiaes.
sercao poltica, a fuga de Pi IX seria pcior que Dentro em pouco lereis de examinar urna ta-
isso, sp.ria urna desergao moral. Pois crafim o rifa para alfandegas simplificada, pela qual espe- pengos os esperara, nao levando de seus quatro
rei de aples pode explicara sua partida pre- pero que hao do desapparecer as formalidades '. an,los de provocaces seno o desprezo os lor-
cipilada por motivos de seguranca pessoal; esses quo anda existem para o transito. I "lentos e o amor ao paiz.
molivos faltariam ao Santo Padre. Em Roma Logo depois da promulgarlo da lei sobre o Tenho querido gaudar, ao encontrados, esses
eslao bem cerlo de que qualquer sedicao im- estabclecimento de carainhos de ferro, coraeca- bomens cheios de coragem qua obtiveram o maior
possivel ryn presenca das nossas tropas. Sabcra i rio os respectivos Irabalhos preparatorios. Re- 1u'nhao de sympalhia e a'lmiracao. Purera a
o seu lugar no marlyrologio da Italia. Voltam
para o combate, em sua provincia, ondo novos
nvnor porcao de curiosdade e admiracao para
urna das personagens mais singulares desses dra-
mas JHdiciarios, tao frequentes na Italia.
Esse prisioneiro mysteroso foi descoberlo qua-
si que por acaso. Um advogado que foi um dos
mais que a pessoa e a autordade do Papa estao cebeu algura augmento a rede telegraphica : a
ao abrigo de todo altentado, protegidas como es- Hollanda septentrional acha-se ligada Frisa por
tao pelos soldados da Franca. Nao ha um desses ura cabo submarinho.
soldados que nao esteja promplo para se deixar As favoraveis condQe3 era que se acha o
matar am de obedecer a senha e defender o pa- thesouro, permiltem que brevemente mande eu
trimonio de toda aggresso, venha d'onde vier. apresentar-vos um projecto estabelecendo novas '. Prmciros que sahio da prisiio do S. Francisco,
Alm disso, nao sao elles commandados por *ias maritimas para ligar Amsterdam e Rotterdam contou 'I"e havia as raasmorras daquella prisao
um ajudanle de campo de S. M. I pelo proprio cora o mar do uorle. ; um desconhecido, preso a qualro annos, c que
A receila geral do estado, quer comparada !Ilira enlreSue a polica de aples pela polica do
aos exercicios anteriores, quer considerada era lloma- Ig"orava-se seu crime, ignorava-se at
si mesmo, mui satisfactoria. ; seu nome. Chamavam-no o Americano, e elle
A situacao de nossas possessoes ultramarinas estava ahi Su. esquecido sem conhecer ninguera.
exceilento sob qualquer ponto de vista. Pelo Imtuediatamenle alguns honrados Napolitanos,
lar ao successor dos apostlos de se retirar para j valor e constancia dos nossos exercitos de trra e enlr0 oulros Dr- Luii Arnaore foram a S.
Ancona, sao os mesmos homens que em 1818 o de mar, realisou-se a subm3so de Boni, e su- | lrancisc. Acharam com effeito, n'um quarto
levaram a Gata. O veneravel poutlice nao foi; jeitou-se nossa administrarlo directa reino ; para onde lDli,m-no transferido depois da am-
o ultimo em comprehender a falta que lhe ha-i de Bonjermassing. O augmento de popularlo e n)'s,ia- um ''oroem, eslranho, vestido de urna ja-
viam feilo commetter entiio, e dzom que ao vol- o estado prospero das Indias ncerlandezas pro- 1ueta ue lauella e de calcas grossas, reduzido a
lar para Roma, fez esta nobre declaragao : nao i duzirara de novo grandes vantagens para a mi uma ma8feza extrema, espantado, fora de si, e
deixarei mais Roma ; um rei separa-se de seu i patria, mas uma nolavel parle das quaes tal o quasi de um as?ecl 8l,,"ortsador. Seus olhos
general de Goyon? Eo general de Goyon, cum-
prindo com enrgica precisao as ordens do im-
perador, nao soube merecer, de ha muilo, a con-
fianza de Pi IX?
Aquelles quo de perto ou do longe ousam fal-
throno, um Papa nao deve separar-se do tmulo
de S Pedro.
Desejamos sinceramente que Pi IX lerabre-se
em 1860 dessa declararlo que fazia era 1849, de-
pois de dolorosas provaedes, depois de infelici-
dades reparadas pela dedicacao da Franca e do
principe quo a governava j, esperando que fos-
se chamado a reinar.
modo empregada que cora toda a razao pde-se
inquietos olhavara com difficuldadc ; seus cabel-
los lizos e castanhos cahiam-lhe at o meio das
costas; nao era mais um homem ; tinha o gesto
E quando exprimimos esse desejo, preoecu-
pando-nos nicamente com o interesse do papa-
do, pois forcaso reconhece-lo, o que hoje com-
plica a situacao da Franca, sua presenca em I
Roma, ao passo quo se sua oceupacao podesse Um ProJecto de lei modificado, acerca da sup-
cessar, tudo simplificar-se-hia, ao menos sob o \ Pressao da escravidao em nossas colonias das In-
ponto de vista poltico. d'as occidentaes, ser de novo submettido s vo3-
Nao Roma que oceupamos ; o papado IS" doliber85e3' Para "'ros objectos anda,
que defendemos. Nossa oceupacao religiosa e !senhores- 1ue nao s5 de menor mporlancia, le-
nao poltica. Ella nunca poder tomar em caso ".1 d 'nv0car a vossa cuoPera';ao. A salvacao
algum esse ultimo carcter ; s legitimada pelo i p8tna na0 doPende- Porra. de nosso simples
deverde proteger seguranca e independencia | acCrdo coraraiim- Queira o Omnipotente con-
do Sobereno Pontfice. Juntj do Vaticano sem o i cedL"'- *
Papa nao teramos nada que fer, e a facCo que ,)cclar0 aberta a sessa0 ordi,lria ds Estados-
ah pozessemos, seria anles uma ameaca do que eS'
esperar anda os maiores desenvolvimenlos nes-
sas regioes.
Segundo pens, adquirir-se-ha essa feliz in- inso(rrid. convulsivo. Porguntou-se-lhe seu no-
fiuencia melhorando as communicaroes no Ar- rae' na0 qu'z d'z^-'- Foram precisos esforcos
chipelago indio, as quaes temos o "cuidado de cxlremos Para decid-lo a sahir da prisao.
augmentar e de lomar mas apressados ; asse-
guramos a navegaco Iluminando raelhor as cos-
tas. Para isso nao deixarao de contribuir pode-
Procurou-se seu processo nos registros da po-
lica e do ministerio: nao encontrou-se nada.
Interrogarara-se os carcereiros, nada sabiam.
Ha era Roma um partido cuja cegucira acaba-
r por perder a mais nobre e a mais legitima das
causas.
uma garanta.
Nao julgamos pois que nos engaamos adir-
mando que a consequencia da fuga do Papa seria
a evacuaco de Roma pela Franca. Sem duvida
alguma sua poltica ganharia cora isso; porm
sofTreram muito os seus sentimentos de respeito
e dedicacao ao Santo Padre. Ficariamos livres de
uma grande responsabilidade ; mas ao sahirmos
de Roma, trariamos uma grande inquietarlo a
respeito da sorte da autoridade temporal do Papa.
Eis a razao por que, sacrificando no3SO inte-
resse poltico a ura inleresse do ordem superior,
desejamos rdeulemenle que os conselhos detes-
laveis dados ao Santo Padre, nao sejara seguidos.
Se deve-se erapenhar uma lula, por mais deplo-
ravel que seja, preferimos anda seus perigos s
consequencia3 que leria para o Papa a fuga para
a qual o levara os mesmos homens que lhe acon-
selharam a resistencia absoluta.
Semelhanle lula, se se tornasse necessaria, se-
ra de nossa parte um novo testeraunho dessa po-
ltica dedicada e fiel que nenhuma injustica po-
de desanimar. Mas para quc*seja possivel im-
porta que o Papa esteja ahi para abencoar esses
filhos da Franca que no interesse de sua causa
saberlo combaler como soldadas e morrer como
christaos.
Grandcuillot.
[Constitulionel.H. Duperron.)
El-Rci de Hollanda, acompanhado dos princi-
pes de sua casa, abri a sesso legislativa dos
Estados-Geraes em 17 de aetembro a uma hora
da larde, pronunciado o seguinte discurso :
Senhores.
E'-rao de novo concedido abrir vossa sesso
com um sentimenlo de gratido para com a Pro-
videncia. Sob sua protecclo a nossa chara patria
manlm o lugar que lhe assignado enlre os ou-
tros estados.
a Nossas rclaces com todas as potencias ba-
seam-se n'uma amizade reciproca.
Nossos exercitos de trra e de marconlinuam
cada vez mais a porem-se em estado de cumprir
as obrigacesque lhes incumben). Os meios que
por vossa cooperaco foram concedidos defeza
do paiz, sao empregados com circunspeccao. Ha
muito que se faz sentir a necessidade de eslabe-
lecer oras disposigOes legaes acerca da obriga-
rosamente novos eslabelecimentos de ensino pu- : E' o Americano, respondiam os Cerberos da
bKco, e nolavel melhora nascommunicac.es por \ prisao, e ignoravam o mais. Depois do pesqui-
zas infinitas, achou-se n'um lugar uma carta da
um empregado subalterno da polica a seu chefe,
a qual dizia assim :
Nos temos em fim o Americano.
Nada mais. Achou-se lambem a resposta do
chcfo que respondeu : Bem I
Nunca soube-so mais nada a respeito desse in-
verosmil anonymo. Desde ento apezardoex-
cellente acolhiraento que recebeu em toda a par-
te, nlo tem anda dito uma palavra nem o segro-
do de sua vida. Eu proprio o vi muitas rezas, e
julgo ser um dnquelles que mais obtiveram asna
confianca. Elle escreveu-me do seu proprio pu-
nho alguns fragmentos de sua historia, e permu-
te que eu vo-los ofereca.
Julga ter nascido na Alexandria, no Egypto;
ahi ao menos que chegam as suas mas antigs
rocordacoes. Foi creado por um certo Francisco
Romano, e por ura inglez chamado Fanny, que o
araava ternamente e quo o Iratava como seu li-
Iho. E julgou que o era al a idado de quatorzo
annos; entao somenle foi que soube delles que
nlo o era. Supplicou-lhes que lhe revelassera o
segredo de seu nascimento, respondeu-se-Ihe que
o lempo esclarecera tudo. Rogou, supplicou :
foi de balde. Entio fugio era segrodo n'ura na-
vio commandado por um certo Comblit, que de-
via ser do Smyrna.
Desde esse tempo, vajou em roda do mundo.
Fallou-me de Pars, de Genova, da Russa e de
Independence-belge.II. Duperron.
As pristas em Roma e Xapoles.
Ha quinze dias quo se falla muito em aples,
de um ser misterioso que f?i adiado as prisoes
reaes ; os jornaes inglezes disseram alguma pa-
lavras a respeito desse desconhecido. Um es-
criptor de talento, o Sr. Marco Monnier, mandou
ao jornal o Secuto, de Paris, alguraas informa-
coes acerca do homem que excita uma to viva
curiosdade, os quaes nao serlo lidos sem inte-
resse.
As prises polticas, acabara de abrir-se em a-
ples.
Pela primeira vez ha doze annos,entraram do re-
pente ondas de luz nessas masmorras desconhe-
cidas do sol, as quaes o Sr. Gladstone tinha es-
clarecido ura instinte com o seu olhar penetran- 'oda a Italia ; viveu era toda o parte, porm mais
tempo na America. Aqui eu nlo quiz levar adi-
ante minhas perguntas ; nao gostava de respon-
d-las. Julguei porceber que tinha-se balido na
Lombardia di priraei.a guerra, porm entio de-
via ser muilo mogo ; porque apezar de seu rosto
emagrecido pelos soflrimentos, nao annunciava
mais do que trila annos. Um dia emfira (ha so-
te annos pouco maisou menos) parti de Boston,
sem passaporte, n'um barco generes, onde foi
recebido como marujo. Desembarcou em Cen-
lo e generoso. Todos podem examinar hoje esses
retiros irapenelraveis. E elles teem revelado seus
mysterios e contado historias que fazera tremer.
As prisoes do 1860 eram as mesmas que as de
1781, as quaes Howard vio 340 doentes amon-
toados, para respirarem, na exlremidade de um
eorredor que assemelhava-se ao fundo de um
poco.
Os edificios e os muros que cercaram-no, eram
tao altos, escrcria Howard, quo dir-se-iam cons-
truidos para interceptaren! o ar. Havia quartos va, e foi a Roma por trra, passando pelas cida-
des, onde parava, disse-me elle, para ver os mo-
numentos e os homens.
Esta curiosdade cuslou-lhe caro.
Chegsndo em um lugar chamado Torra-Rossa,
a dez milhas pouco mais ou menos de Viterho
vestio-se como cabreiro. Perguntei-lhe para que;
respondeu-rae : Para estudar as scenas da vi-
da rustica.
Um dia, a duas milhas de Terra-Ross3, foi pre-
so pelos gendarmes do papa, e d'ahi conduzdo
para Vilerbo, onde pozeram-no incommuncavol
al meia noite, depois conduzdo ao quartel dos
carabineiros, onde foi interrogado.
Despojaram-no de seus vestidos e olharam-no
da cabeca aos pj, n como estar, com uma lan-
terna.
O interrogatorio cifrou-se em uma serie de vo-
ciferares e ameacas. As priraeiras perguntas o
prisioneiro respondeu que se chamara Francisco
Procietti, e que guardara cabras as Baixas Ma-
infect09 e escuros, onde os pnsioneiros viviam
ns para supporlarem o calor. Quasi ou nenhum
melhoramento se fez desde o secuto passado. Em
1834, um intendente, chamado Sancio, n'um re-
lalorio official, confessava que os detidos de Pro-
cida, isoladosdo mundo e prirados de tudo, pe-
reciam a maior parte de consumpelo e de phthi-
sica. Era fim os segrete ou criminali, masmorras
horriveis, sepultura dos vires, tapadas por Fer-
nando II na sua elevacio ao throno, existiam an-
da ha alguns dias, visto que uma lei de 9 de ju-
lho de 1860 acaba de fecha-las todas para sem-
pre.
Nessas masmorras, a fome, o fro, o tratamen-
to mais odioso, at a tortura, suppliciavam, nao
somente os aecusados, nao somento os condem-
nados, porm os simples suspeitos, aquelles que
as mais ragas denuncias tinham entregue a poli-
ca. Interrogaram-nos, nao somente para arran-
car-lhes conflssoes, mas tambem para saber se
*m



DIARIO DE PERMMBUCO------SEGUNDA fERA 22 DE OUTUBRO DE 1860.
remmas. Porm irritado pelas violencias dos
soldados, acabou por dizer:
Eu me en amo Francisco Casannovab ; veoho
da America e vou a Roma para obler um passa-
poite de meu cnsul. m-
Esla reveladlo exasperou os esbirros. Con-
fessa, disseran ellos, que levas com ligo cartas
de Mazzioi I Que poderia filie confessar a ho-
ntens que tinham-o revistado to beni ? Guardou
silencio. Conduzirura-o de novo para a priso e
ahi ficou tres mezes.
Veio depois urna ordem do sacro conselho, que
chamava o primciro para Roma, recommendan-
do que o livessem acorrenlado com extremo ri-
gor. Parti de Viterbo, ou antes de Moole-Ros-
sa, primeira eslaco, com chuva abundante e
vento furioso. Os carabineiros que o escoltavam
L. cavallo, resistiam diflicilmeute tempestade.
Molhado at os ossos, pedio por favor que o dei-
xassein descantar um instante n'uma eslalagem.
Por toda resposta, um carabinouo ligou forte-
mente ao arelo da sella as cadeias do desgra-
nado.
Visto que tu nao podes caminhar, nossos
cavallos le arraslaro! disseram os soldados
do papa.
E os cavallos o arrastaram excitados pela es-
pora. O prisioneiro cahia a cada sacudidela, ar-
quejante, exauslo, pisado, ferido, e lodo ensan-
guenlado. Foi assim que chegou Roma. Lan-
Cararn-o na priso dos banhos de Diocleciano.
No da seguinte, novo interrogatorio. O lugar,
onde linham-o encerrado, chama-se o seerelino
digli experemenli, que se pode traduzr assim :
o gabinete das experiencias. H=f lugares onde
tudo de urna ironia sinislra at os proprios uo-
mes. Ficou ahi quarenla e cinco dias. Foi de-
pois conduzido pira as prisoes novas de Roma, e
posto n'ura carcere.... esosinhol Traduzi isto li-
beralrnente de seu aulographo. Vinto dias de-
pois, terceiro interrogatorio, por um juiz do sa-
cro conselho, um daiuellcs inquisidores que tor-
turara as consciencias e arrancam confissoes po-
lo terror. Foi assim interrogado duas vezes por
semanaa respeito do mysterios que ignorara,
sempre por padres. Depois do que, interrogado
novamenle por um segundo Juiz do sacro conse-
lho, foi laucado em ura novo gabinete de expe-
riencias, e o mais medonjio de todos, a cmara
de S. Pirimario, urna bolgia do inferno.
E'um lugar de supplicio.onde os condemnados
nao vivera nunca mais de dez dias Nosso prisio-
neiro passouahi tres mezes, tendo por cama um
sacco de palha podre, e nao dormindo nelle por
causa dos bichos que o roiam. Calculava que uo
viveria ahi seno oito dias, e com este pansa-
mento nao lirou a roupa, era anda os sapatos,
nao querendo que o achassem n, se o encon-
trassem raorto.
Nenhum raio de sol, nem anda o ciarlo de
urna rniserarel lanlerna via-se nessas trev3s.
Accrescenlai ( preciso dizer tudo) um cheiro
pestfero, porque todos os productos dos lugares
immundos circulavam as paredes do carcere-
ludas as quarenla e oito horas traziam-lhe pao
c agua, e nao cuidavara nisso todos os di as. Urna
vez niesmo recusaram-lhe este alimento esque-
cido que elle reclamava, e leriara-o deixado
morrer fome, se nao livessem amearado que-
brar-so o crneo.
No im de irez mezes conduzirara-o emfim
para um quarto habitavel, o do vicario, onde foi
melhor tratado, melhor alimentado sobretodo,
depois na dos padres, anda melhor, e analmen-
te para a enfermara, onde suas torcas exauslas
obrigaram-o a passar deitaJo dous mezes
Eslava apenas na convalescenca, quando I he
disseram: Nos vamos reeuviar-vos para vossa
casa ; mas, nao podendo vos embarcar aqu, ns
vos mandamos para aples !! Parti. Foi'uma
j.enosa viagem.
Tiuham-lhe amarrado os pulsos em algemas
lao estreitas que eslavam impressas na carne, e ;
o sangue corra na superficie da pelle. Era V.l-
monla.li, as torcas o abandonaram ; cabio exte-
nuado neste pequeo lugar n'um leito do hospi-
tal. Ruduzido ao estado de esqueleto, fci condu-
zido a Shni. Ah soccorros generosos, cuida-
dos assiduos, e a influencia de um ar excellenle
restituram-lhe a vida, ou antes resliluirani-lhe
a desgrana, Em aples, drigo-se prefeitnra I
em presenca daqucllo celebre Maddaloni, que
acabam de dcintlir, e diante de um punliado de
pautes e de esbirros que Oppnmiram o prisiu- |
neiro enfermo cora injurias c com gracejos obs-
ceno?.
Das prisoes da prefeilura passou para as de
S. Francisco, porque eslava doenle ; depois,
apenas rcslabelecido, para ura carcere de Caslel-
Capuano a pao e agua, o s. Tornou a adoecer,
mudarani-o para S. Francisco, para um lugar
mais afastado dessa priso criminal, sempre in-
communicavel, sempre sznho.
Depois de seis mezes, cumpareceu presenca
do ministro Bianchini, e Iho disso : Nao tenlio
paiz, nem patria, eis lodo o meu crime. Ser
isso um crirae? Sou suspeito ? Engaara-se.
Vim de Roma aqu para ombarcar-rae; vossas
prisoes rae prenderam o mo reteem; ser is-
so leal e justo? Mandai-me para o meu pnz.
Bianchini respondou : Pois bem e o pri-
sioneiro foi posto incommunicavel era sen car-
tere de S. Francisco.
E' intil vollar soj)re os mysterios dessas pri-
soes. Ji dsse ludo fallando das prisoes de al-
capo em Roma. O director dos carcereros mal-
tratara lodos os deldos, mas sobreludo os sus-
peilos polticos, muito orgulhoso por ter sob seu
dominio homens honrados, que o teriam despre-
zado se esiiressem livres. Vngava-se nelles de
aua ignorancia e de sua abjecco.
E foi assim quo o nosso prisioaeiro, entregue
fraudulentamente ao defunto roi Fernando pelo
cardesl Antonelli, sera proeesso nem julgamento,
nem criraes conhecidos, nem suspeitis fundadas,
porm em segredo no mais irapenetravel myste-
rio ; o, segundo o proceder terrivel da Justina
0cculla, acaba de pissar dous annos era Roma e
quatro era aples, no fundo de rurriveis mas-
morras onde soffria, ignorado, esquecido, e, co-
mo elle diz, sozinho. Pedio um dia que raudas-
sem-o de priso. Rcsponderam-lhe: O gover-
no tem o direito de vos retar onde lhe aprou-
vr. Elle nao quera cscrover aos homens do
poder. Id preferira cortar a miio. dizia cora
colera. Acabou por cahir n'aquelle abatimenlo
que se chima resignaco na linguagem christa.
Desojo va a morle e.esperava-a.
Vos comprehenderei3 agora sua sorpresa, sua
desconfianza e sua incredulidade, quando lhe
vieram dizer que eslava sollo. Tirado da mas-
morra, foi conduzido de repente ao palacio de
S. Severo, um dos mais bellos da cidade, e para
a familia do advogado Pasquale e Arenaere, um
dos melhores do paiz. Foi recebido como um
tilho da casa, e com urna hospitalidad cordial e
rimaba, com as mos e os bracos abertos.
Desde callo vive n'um sonio. Foi ahi que o
vi, palli.ro ainda, magro, abatido com seu* lon-
gos cabellos que ainda nao linha corlado, e com
olhos to enfraquecidos, que nao supporlam o
Mi. E' vivo e alegre, as nem sempre ; falla
umlajiano assaz puro, misturado do toscano e
romano. Fez a respeito do sua liberdade ura 1 verno aos concessionarios e emprehendedoresfde
lied singular; onde algumas ondas de imagens e i plantacoes ou colonias no reino da Irlanda, havia
de impresses reunem-se em alguns versos. E' de deslribu>r a cultura das Ierras i colonos pro-
palhilico. affecluoso. e a.guma vezesmuito ex- | ^^^T^nX^t^uV^
pacsivo, quando descrere as paizagens e as (l- i populacho reduzida ao desespero, faziam exigen-
guras que encontrou em suas viagcns. Pcrm,c'as mullo pesadas. Foi preciso bom ou meo
sobre certos pontos mais mysteriosos. fica mu- Srado ?ollar aos caropenezes irlaodezes. que ero
H.. ._........ .-. compensacao aceilavam torcadaineiito asmis
uo em certas questoes torna-ae feroz, como se'
se suppozesse diaote de um juiz processante.
Ainda urna palavra, e concluirei: vem-lhe ura
calefrio de horror ou de espanto quando v um i m''scacoe nao cessam de lamentara rapacida-
. H ""jde das companhtas de colonisacao, muito pouco
p" | patriticas para nao preferirem rendeiros caros,
E agora deixo o campo aberlo s conjecturas. mas inglezes e protestantes rendeiros irlande-
Em peles tem-sc arriscado conjecturas for- i zes baratos,
midaveis. Lembrai-vos "da anliga historia do ,?.ctd? .Te,no inglez porlanto cahio
mascara de ferro Pr terra- -So ft>1 Dea, succedido, at um certo
aceitavam
onerosas iorefas.
.( A Inglaterr protestou em vao contra esle dis-
mando de seus projectos. Os historiadores das
( Sicle. H. Diperron. )
A questo irlandeza.
ponto, no Ulster, para onde foram alrnhidos eo-
omnos es escossezes ; de sorle que ainda hoje,
i bem que a maioria dos habitantes desia provin-
cia seja calholica, os rendeiros assim como os
, propietarios sao pela maior parte protestantes.
a apro-
e suas
os pa-
opunao alguma
m aos tac-
Teria porm a Inglaterra moderna IQoptado
u inumpho, que tem tido a revoluto na lia- Iradicoes iguaes? Proseguira ella debaixo de-|
na, parece-nos revelar cada vez mais claramente outras formas urna poltica anloga? verdade
o espirito que a anima. Os povos brevemente re- que depois de ter confiscado o solo e escravisado
connecerao quanta tyrannia e oppressao enco- o povo irlandez, applique-se ella ainda a
orem os grandes nonies do liberdade e emauci- veila-los medida e segundo a nalureza d
pacjio que se lhes faz brilhar aos olhos, o vero novas necossidades. E'o que sustentam
se e o patriotismo e o amor da huraanidade, que trilas irlandezes. Tem esta opinia
impeliera aquelles que os seduzem hoje a derri- sombra de fundamento? Chegamos assi
bar os poderes regulares, e destruir o que existe los contemporneos ?
para subslituir-lhe ruinas. Qual hoje a posicao desses camponezes ir-
A prova estt desde agora fela. A liberdade Iandezos, que os serulos passados moslrarara-nos
ae que goza a Italia libertada traduz-se pela per-, systemalicamente votados 4 um completo exler-
scguicao religiosa, pela aggravagao dos impostes, minio ?
por vecharaes desconl.ecidos s populages, e por Est anda em vigor a odiosa legislaco, que
secnas do violencia, desconhecdas ha muito tem- ] condemnou morrer fome um povo inteiro so-
po na pennsula. Mas aquelles, que suslentam bre o proprio solo, deque fora esbulhado ? O
esta revolucao, que aclamam Ganbaldi e olham proprietano de Ierras na Irlanda ainda toreado
como oppressores os poderes amigos, mostrara em virtude da lei a opprimir al o exterminio a
meinor anda o que se deve esperar da nova or- raca conquistada? Appressemo-nos a respon-
dem de cousas, llana allitude actual da ira- der:'oo. Porm. se nao existe mais a obri
prensa revolucionaria ura tacto, cuja sguifleacao estricta de expellir o Irlandez
nao escapar ninguem.
Um verdudeiro amigo da humanidade, que ha
alguna annos tivesse lancado os olhos sobre o
mundo, nao teria do certo encontrado na llalla
as populacoes mais infelizes. Ha na Europa
dous governos, aos quaes podiam-se fazer cen-
agao
. do sua herdade,
subsiste ainda as mos do proprietario o direlo
legal. Em urna palavra, a lei nao diz mais es-
bulhars; mas diz ainda : podes esbulhar; o a
tradcao acrescenta : usando deste direito, leras
merecmenlo aos olhos da patria ingleza e pro-
testante. Eis porque razo lemos lanas vezes
espera de fazer apostatar. Entretanto o que faz R< ndeiro que nada ten, ah I nem
a imprensa que se aprega liberal ? Quaudo se ou cabana, que coustruio, e donde pode ser ex-
2.- 3f '"a,a.r as "J"' d0 oppressao loma- pulso cada instante sem iodemnisaco. Anda
ssia o pela Inglaterra ? Quando se a que elle ten ha feito em sua herdade s mais cus-
camente suslenUdo com os dinheiros da pobre
Irlanda calholica !
Quando a Inglaterra censurar a Auslria por
oao restituir Hungra suas instiluicoes nacio-
naes. a Austria poder dizer : reslitua a Ingla-
terra a Irlanda sua independencia e seu parla-
mento. r
E a Austria, como a Turqua, Roma e ip-
les, ter resao.
Com effeilo, a Irlanda tem direitos lio fun-
dados como os da Hungra a reivindicar suas an-
tigs instituirles. Em 1782 a Inglaterra soleo-
iieraenle reconheceu que s o parlamento irlan-
v HKn 1ulidade para irop6r leu Irlanda,
bm 1B0 foi esle acto despedacade, sem que a
irlanda Uvesse jamaisautorisado quera querque
fosse a entregar ou vender sua independencia.
A uniao legislativa nao foi somente urna flagran-
e llegalidade; foi tambem urna negaca. A Ir-
landa nao obteve, nem possue ainda'no parla-
mento do reino-unido o numero de tribunas
que tinha direito Com 105 depulados em urna
assemblea de65f membros, a Irlanda, podemos
dize-lo nao representada. Assim, as leu que
esso parlamento lhe impoe sao feitas antes con-
tra ella do que por ella.
A tjnio, por tantP. a Irlanda envernada
por estrangeuos em prejuizo seu e em nico
proreilo delles; a Irlanda toreada a exportar o
que dcvia consumrair, e import'ar o que devena
latinear, isto condemoada s tomes peridicas
e miseria perpetua.
O que se chama Unio, um governo irlan-
dez na Irlanda ; em Dublin nao s urna c.te
mas tambem urna cmara dos lords e urna c-
mara dos communs, isto a residencia dos pro-
pietarios do solo, e por cousegniute urna socie-
dade rica, que produzisse o luxo e a prosperida-
de; a Itlaada desinvolvendo todos os seus re-
cursos, ciiando industrias nacionaes, abrindo um
vasto commercio, e nutrindo todos os seus fi-
lbot;em urna palavra urna naco, qne leuha
com a liberdade as condices n'aturaes de sua
existencia e todas as vantogens da vida.
A Inglaterra, que admille na Italia o direito
das nacionalidades e a auloridade do suffragio
popular quo cpplaude a insur eico da Sicilia c
subscreve para Garibaldi, nada t ni
Irlanda.
E entretanto se a Irlanda nada oblvesse I. .
Nao pediremos ainda urna inlervenrao da
Europa para fazer restituir Irlanda snas insli-
tuicoes nacionaes. A Europa nao pode oceupar-
se de ludo ao mesmo lempo; mas eremos que
em nenhum caso seriara melhor justificados as
demonstraces amigaveis e os conselhos do que
em favor deste paiz, lao indignamente tratado,
6 que pezar de suas tongas desracas possue
ama poJerosa vilaldade. A causa da Ir-
a recusar a
me um povo inteiro, amigo generoso da Franca ? j anda que tnhaTeglarmeoto^ago'seu arrenda-
La imprensa so tem louvores para a liberal, ment, ser despedido e obrigado a abandonar u-
ing aterra : porque? a nao ser porque a liberal j do sera reembolso de um s penny. O proprie-
lnglaterra e protestante, a nao ser porque ella lario quera approvciU l.'galmente de todos os
favorece a revolucao sobre o continente, e por- melhorameiilos : quando quer deitar para tora o
que 0 odio ao chrislianismo una virtude capaz. [ rend.iro, e nada lhe deve.
de cubrir todos os peccados deste paiz. que no A situac.ao do camponez irlandez para com o
enlamo mostra-se por toda a parle o inimigo da senhor do solo nio pode ser comparada algu-
f ranea e o opprcssor dos povos ? | ma oulra. Cem vezes e fcilmente tem sido pro-
Lm fado rcenle poe em toda a clareza a con- vado quo o servo da idade-media ou o servo ac-
mveiicia da imprensa revolucionaria com a In- : lual da Russia eram muilo melhor tratados. Ao
glaterra. Lina brochura, que appareceu ha al- menos o servo ligado gleba, que o nutre c
gumas sen.anos, e da qual j muilas vezes falla- nao est exposto a morrer fome : na Irlanda
mos, lenlou aitrahir a attencao sobre o que se porm, 0 proprietario uo lera dever alguma*
uiama mprensa liberal que conlribuiopara esle succes- pede de expulsa-lo, isto de coiidemiiar mor-
w r tna so lailou em sua appancao para dizer le elle e sua familia ; porque para esses infeli-
que nao ha qucslao irlandeza', que a Irlanda tem
nicamente o que merece, e desde entao cessou
de oceupar-se della. Neslo ponto a in.prensa li-
beral franceza achou-se peifeitamente accorde
com a impreusa ingleza, que zombou da brochu-
ra, que julgou refuta-la dizendo que dava pro-
ras de una perfeita ignorancia da questao, c que
della nao fallou mais.
O mesmo porem nao succedeu na Irlanda. Os
Irlandezes ao contrario julgaram queasituacao
ora perfeilamenle julgada, e a brochura
zes resta apenas esta alternativa -. emigrar (para
o que preciso dinheiro) ou morrer as estradas,
a menos que a borrivel priso, chamada casa
dos pobres, nao os receba e rescrre-lhes urna
morle mais lenta em urna escravido completa.
Os proprios escravos daAmrica sao me-
nes dignos de lastima do que os rendeiros mer-
co da Irlanda : nao lhes garalida a vida ?
A condico do campnos irlandez nica no
globo : a Europa civilisada nao oltorece cousa al-
guma, que se lhe asseraelhe. Dizem que o njol
mou enire ellos esperanzas, que cerlaracnle nos- da India, um outro subdito da Inglaterra a
sa impreasa revolucionaria estara longe de man- senla, mas nao ainda lodos os respeilos al"u-
ler. t o papel desta imprensa : se o eslrangei- ma analoga com o rendeiro irlandez.
ro su por ella couhecesse a Franca, a Franca nao :
tena amigos lo exterior ; felizmente porcia
Quera se/idmirar do que sob ura tal syate-
ta ma, onde ocamponez acha-se privado de toda a
urna oulra,que appresenla a Franca sob ura nutro garanta esteja atrazada a cultura do soto ? Quera
aspecto, e que Irez nosso paiz mais profundas.se espaular de que os mais legtimos resenti-
e uteis syupuihias do que as syrapathias revo- montos rompam s vezes em actos culposos de
lUClonarUs. vingaogaf Quera se admirara de que o desani-
a brochura deque fallamos appareceu sera no- mo so teulia apoderado de urna populacao ha
_e oo autor; nao commeliert mos a indiscrip- seclos aysim tratada ?
caoido dizer que os jomaos irlandezes altribuein-a O Inglez censura muitas vezes ao Irlandez
a H. Ilenn-Slarie-Mariin, um dos redactores do urna certa indilferenga, urna disposiro para a
yonstiluionel ; a brochur? sus'enta cora efleito proguica. Ilouve nunca censura mais cruel? Que
ideas, que J!. Martin mais de una vez emillio no rae.a nao teria perdido toda a sua primitiva cner-
tonsiitunonel e que ha muilo lempo sustenta-i gia sob urna to tonga e lao dura ioiustical E
mos no Desej.ivamos-rfproduzii aqu esta brochara in-
rae
leira. que se apela em documentos incontesiareis
e oilieiaes, em fados confessados em Inglaterra,
e que chega a conclusoes que ni) o poderiim mais
ser contestadas. Resulta dos fados que ahi sao
consignados que, systemalicamente ou nao, a
Inglaterra esfoma a Irla .da, a esporos, e len-
de a substituir a populacao calholica por urna
popularao protestante. A Irlanda um paiz
frtil, poderia por si s nutrir urna popularao ca-
lholica por urna populacao dupla da que possue,
o entretanto o paz irlandez morre de tome, ain-
da nos annos de fariura : morre de fome cra-
quanto da Irlanda se exportara vveres para a
Inglaterra 1
Ha alguns annos o Santo padre reto em soc-
corro desles subditos da rainha de Inglaterra :
tere nunca a rainha Victoria necessidade de soc-
correr os camponezes romanos era miseria ? Ci-
temos algumas paginas da brochura :
Ha, diz o aulor. entre a mor parte dos pa-
triotas irlandezes esclarecidos urna convkrao,
que expressa deste modo pela peana de "un
delies.
absolutamente essencal existencia do
imperio britannico que a elasse inleira dos
camponezes de Irlanda seja mantida em urna
condicao, que os torne inteiramentc doceis,
face> de seren decimados quando tornam-se
muito numerosos, o sempre disposlos a forne-
ccrem recrutas ao exercito.
Era outros termos, seria um dever para o
governo inglez vellar em que os Irlandezes, con-
tribuindo para o sustento e luxo da Inglaterra,
fiquem assas desgracados para nao terera torcas
desacodir o jugo e para continuaren! a fornecr-
llie soldados e trabalhadores diminutos estipen-
dios.
O que se deve notar que o escriptor irlan-
dez. que sustenta esta these, nao so exlendo em
queixas nem era censuras. Limila-se a aceres-
cenia r ;
Aquelles que creem quo a civilisaco ingle-
za urna benrao c um facho destinado a es-
clarecer o mundo, tomaro fcilmente seu par-
tido dessa rigorosa condico de sua existencia.
Aquelles porem que forem de parecer que 6 u
mais baixa c horrivel tyrannia, quo em algum
lempo lenha escandalisado a ierra, faro pro-
vavelmenle o voto de que a Irlanda Iho seja
tirada.
Eis-aqui urna opiniao bem extrema, o sob
certa forma, urna acnisacao bem grave. Como
explica-las ?
Infelizmente a historia, que falla sem paixao
ensina-nos, por testemuiiho mesmo do escripto-
res protestantes, que asintences do governo in-
glez respeito da Irlanda nunca foram benvo-
las. Assim, o plano de Isabel era colonisar este,
paiz com bons e leaes protestantes e deaen-
raisardo solo todos os calholicos o puros irlan-
dezes [to rool ou lhe mere Irish).
O objecto favorito dos governadores de Ir-
landa e do parlamento inglez, diz I.eland ( liv,
V, cap. IV ) era o completo exterminio de
todos os habitantes calholicos, o que juravam
execular. Os bens das victimas eram do ante-
mo marcados e destribuidos aos conquistado-
res, de sorle qne os calholicos e sua posteri-
dade eram volados urna inevitavel ruina.
A formula do juramento dos orangistas era ;
Juro ser del ao rei o ao governo, e exler-
minar quanto esliver em meu poder os calho-
lieos da Irlanda.
At a guerra da independencia dos Estados-
Unidos, o im da legislarlo ingleza na Irlanda
era obrigar osproprietarios, quer quizessera quer
nao, a opprimirem os rendeiros, como se nao
fosse bastante para a Irlanda ter sido confiscada,
anda mais do que conquistada por estrangeiros
de raca e de religio I
No numero das condices impostas pelo go-
enlretanloesse camponez da Irlanda, o mais :nt-
seravelmenle nutrido, o mais pobremente vesti-
do, o peiormenle agasalhado da Europa ;esso
homcm, que em sua patria sentia-se abatido,
aviltado e fraco, vede como se transforma c se
erguc mal lera podido fugir dessa trra de oppres-
sao Coberto de andrajos e acabruuhado de des-
piezo, c-lo tornado na America ou na Autralia
um cultivador, ou ura operario industrioso e
abastado Por meto do trabalho e economa elle
provea lbertaco de seus prenles e amigos,
cujas vistas se vollam para o exilio como nica
esperanza e nica salvaco.
Avalia-se om (incenla milhoes do francos
as economas, que todos os annos os irlandezes
expatriados enriara da America somente para pa-
gar a passagem de noros emigrantes. E' assim
que se compre o xodo da Irlanda.
Se acrescentarrnos as injurias, de que acaba do
fallar o aulor da brechura sobro a questo irlan-
deza, oulras injurias raoraes, que os irlandezes
nao sustenten! menos: a obrigaco para urna na
cao calholica de sustentar suacusta ura eslabe-
leciraenlo protestante, a parcialidade nos soc-
corros concedidos segundo a religio professada,
o prnselylismo protestante exercido, rauilas re-
zos com o dinheiro dos calholicos, sobre os me-
ninos e sobro os pobres calholicos, urna repre-
sentaco do paiz insulliciente, e lanos outros
molivus de quexa. sobro os quaes o Univers o o
Monde mil vezes chamaran! a allcuro dos leito-
res, adopiar-se-ha cortamente as conclusoes da
brochura.
Ei-las:
Dissemos quaes seriam para a Graa-Bre'a-
nha. bem como para a Irlanda, os resultados fe-
lizes de urna poltica verdadeiramente
sinceramente liberal.
Cuide maso a Inglaterra Na epocha em que
estamos, nao possivel nina nacSo locupletar-
se de ouira sem erguer contra si a indignacodo
mundo.
- Nao mais possivel especialmente gosar ao
mesmo tempo dos beneficios da oppressao e das
vanlagens de urna repulaco de liberalismo. As
queixas dos povos, ouvem-se hoje de um extre-
mo da trra outro : nem as mais altas monta-
unas, nem o barulho das ondas de dous mares
impedem quo cheguem 4 ouvidos sympalhieos
os gritos di? dr dn nacionalidades. Se um prin-
cipe pode dizer um dia : os Polacos merecen tao
pouco nossa sympalhia. como os Irlandezes (*)
na Europa felizmente, como reconheceu ura es-
pirito eminente, lord Maeaulay, a Irlanda c a
Polonia sao umversalmente olhadas como duas
irmaas de infortunio. Por mais que a Gra-Bre-
tanha projecte entre a Irlanda e nos sua majes-
tosa sombra, o perturbe o ar com os pomposos
accentos de sua voz poderosa, ser ouvido o e-
mido da Irlanda I
E quando a Inglaterra quizer inspeccionar as
masmorras de ura re, esse rei poder ro-ponder-
llie : volla-te, e v sobre os solo de tua Irlanda
os ossos enfranquecidos de milhares de creatu-
ras humauns, moras fome, victimas de las
tomes articiaes I volla-te ainda, e v os navios,
que levam um povo iuteiro, que renuncia viver
sob leu sceptro philanlropico I
Quando a Inglaterra se determinar a recla-
mar aqui a secularisarao de um governo eccle-
siaslico, e ali inmunidades para os christos em
um paiz mnsulraono, Roma e a Turqua lhe res-
pondero : volla-te, e contempla na Irlanda esta
monstruosa intolerancia: um clero anglicano ri-
anda mereca mais do que qualquer outra que a
Europa lhe applicasse e adoptasso eslas nobies
palavras : o inleressc da Franca est em toda
a parte, onde ha urna causa ju.-ta e civilisadora a
fizer prevalecer.
E' possivel que a siluaco poltica nao seja
hoje favoravel as esperancas da Irlanda; maso
moviraento poder chegar : a Irlanda o er, e
espera.
Basta-nos ler mostrado que haver para a
Europa, quando a Europa quizer, una questao
IRLANDESA
Esperamos que, pesardas injurias da impren-
sa ingleza que so preoecupa muito mais do que
mostra com a questo irlandeza. tratada pela
brochura, da qual temos feto conhecer as prin-
cipaes ideas, ipezarainda do silencio e dos dis-!
prezos da impreusa revolucionara, a queslao i
irlandesa, repelimos, nao ser sultocada. Na,
Irlanda a brochura fez urna viva impresso. rea- i
nraou a esperanca desle paiz infeliz, e consi- >
derada como o primciro acto da prclecco, quo j
essa Sicilia ingleza tem direito a esperar" da Fran-
ge. O jornal irlandez lhe .\ation chega at a
dizer que lodo o irlandez deveria possuir urna '
copia : os pas, diz elle, deveriam della servir-se
para ensinar seus filhosa ler, e deveriam ensi-
nar-lhes a orar pelo generoso francez, que
i face da Europa inleira desenvolveu com lana i
eloiuenciae euergia a causa da Irlanda oppri-
mida.
A Irlanda finalmente tomou serio as deca- '
racoes feilas era favor da Italia pelos ministros
da rainha Victoria A Irlanda est realmenfo na
posico, em que lord Palroerston e lord llus-
sell pretenden] que eslava a Sicilia: estes dous
ministros, que applaudiram a expedico do Ga-
ribaldi, no teriam direito algum de" protestar!
contra uraa expedico tnaloga, porm muito:
mais legitima, que tivesse por lira poros Iran- ;
dezes no caso de exprimirem sua vontade em um
voto solemne.
F' o argumento ad hominem que a Nal ion faz
Inglaterra : Desembarquem, diz ainda esto
jornal, desembarquem os l'runcezes na Irlanda
com 30,000 homens ; proclamen], como de cor-
to o fariara, nao a-desordera, nem a anarchia,
nem o roubo, mas o reinado da ordem, isto |
a ordem verdadeira em vez da desordem que
existe agora ; proclamem o reinado da lei, sto
o reinado da justica e a segnranea para as pes-
soas e para as propriedades ; facara ellos isto, i
declarando a independencia da "irlanda sob o*
protectorado franeez. e desde esse dia vera o i
governo da Inglaterra desranecer-sc o poder, I
que exerce sobre nossa patria ,>
As animaces dadas pela Inglaterra revol-1
co_ cahirarn um dia sobre ella. Quanto rero- ;
luco em si e seus mais intrpidos defenso-
res, ficar-se-ha ainda mais urna vez edificado
seu respeito; saber-se-ha como pensar de suas la-,
grimis philiilropicas e de suas declamacoes hu- ;
manitanas. A imprensa, que se diz liberal nada
tora a dizer em favor da Irlanda, opprirnida ha ;
secles, morrendo tome e desporoada ; os ir-
landezes calholicos nao obleero aella mais do que
um silencio cruel, ou os risos do Charivari : a
iuiprensa liberal esljulgada.
J. Chantrel.
{MondeS. Filho).
Entretanto o boato desta insubordinago chega
todos os voluntarios irlaadezes em Roma,
e cada qual aprecia seu modo o tacto, mas lo-
dos se iodignam e reprovam altamente os cul-
pados.
A sympalhia que o Times lhes mostra nao ca-
rece do commenlarios.
Nao vemos razao alguma, diz elle, porque
um gentleman irlandez, quem embalarsm ou-
lras esperanzas, podesso ser obrigado a trazer
as costas o uniforme odioso e degradante de um
simples soldado no momento em que ao eslava
de servico...
Era, continua elle,
incidentes era toda a sua grosseira realidado
mais amplamente do que merecem, por que sei
por experiencia que importancia os jornaes do
Londres dao factos mais insignificantes ainda.
quando estao de vea para calumniar os calho-
licos e os irlandezes.
Poderiamos ainda por em relevo outros fados
do mesmo genero; mas, todos chegaro ao mes-
mo resultado, e sem a mais revollante parciali-
dade nadase pode d'ahi concluir em desvanla-
gem da immensa maioria dos voluntarles, o nin-
guem pode principalmente prevalecer-s delles
para duvidar da sinceridade da dedicacSo reli-
acrescenlar o insulto giosa, que es fez pegar em armas em servico do
feathi MA.. hrQ a- v P*po- ma "ilbanie prova disto foi a fesla quo
Eis ah ideas novas sobre a disciplina ; e quem (assignalou a entrega da bsndcira do nrimeiro
S7Z.I5 aS9m! d r S?ldad balaha' feSta de o a urna feqena
odioso o degradante!----Nao faz slo volunta- narraco.
menle pensar as crueldades o torturas, in- i No "dia 4 de julho urna bandeira magnifica re-
flingidas cosa Oo ponca parnnioma aos pobres | presentando de um lado S. Patricio e do ouro a
llcltlh0 e"er- n 'nglcZ ? MaS deuemoso Ti- i Inmaculada Conceicao, foi dada ao priraeiro ba-
Fal^T08 a R?ma; lalhao irland"- A ceremonia leve lugar na pra-
Formam-se em frenle do quarlel, onde se ca Santa Agatha, e foi um sacerdote irlandez, da
achara tambem voluntarlos belgas e romanos, diocese do Liverpool, quera leve a honra do
ofupos de irlandezes, aos quaes so tinham reu- apresenlar seus compalriotas essa bandeira,
nidoalgunscuriosos; e era quanto disculiam so-' sob a qual ellos acarara fiis e inabalaveis na
iIpim ir"nHeJ PassaJ.ch('S"1' alguns of- defesa da causa sagrada, que to corajosamente
ntrem Npft, fn*,01" eDam & **"* "^f ^ i aDra?arara. aPar dos laCos de ferro cora quo
h\?S\ apparece o major do ameacam-os seus oppressores seculares. Seria
Se rSiu V1SST\ HCea-'a0 Ch,'sava pt'! trera dimcil "er o euthusiasmo que reinava en-
de Civita-Vecchia e dingia-se ao quartel a pri- Ir esses bravos soldado-.
raera noticia da desordem. Dirigi algumas pa- .A'um piazer Indisirel, diz o corresponden-
aras etoquenles e calorosas seustorrpalrio- teda Nazione, m.sturava-se na alma dedes ho-
r vd t8ve arrm,nar qUand Um 'nCde"le ter" P?08 UfD ulro ^mimento. Mais de o" .'fibra
iv ;i a --,!, 'fo'tocada a vista desta bandeira; s cores da
"Vnc' 6C,. Um 0flCial bclga Pd,ria PP"mda. o que encerrav.m os syrabolos
crendo quo alguma cousa sena la ser a conse- dessa alegra m.s chara que a vida para todos
nclilKn H. T..I____I- ff*_______- t .
quencia da indignajo caus^aa pela insubordi-
nacao dos dous soldados irlandezes. e lao enrgi-
camente manifestada, linha postado um certo nu-
mero dos seus soldados armados em frenle do
os.lilhos da Irlanda. Sua'emoco foi" traduzida
por lagrimas, alravs das quaes elles sorriam
com felicidade dando gritos de alegra de uraa
energa frentica Elles teriam aperlado contra
n...rii tT-------i_i j T------ W..V cueigid ireueuca tiles teriam aperlado contra
emeii'^Znn^ hocarara:fe C0Hra ls, o coraco essa bandeira verde, teriam abracado
r,lora,T.feq "e^'Kfsf^eaicollocadospa- cada urna dobra como se ella fallasse-lhe's de
X ~ q ",d tlleS oberJecioma ordcils ""S Pas. de suas mais, de seus amigos, de sua
, ", TE h.h T""1 Pac,fi"me"le .em scu Pa"a e de seus lares ; como se ella lhes dis-
ho"..,. ?LS volle-,1-sc e deu "m sueco no sesse Indo quanto delles se esperara, e todo que
Se ll"6'1 Sa? "T pr0Xm0" iU1 Sl?"al l"lha,n urad0 f era bem da sania causo, pea
de um combate entre alguns homens das duas qual era ella desprendida.
DainbH.BUU.u n .rr,;.i k i u -, Sera duvida "cordava-lhos tambem as primei-
nrdPn, M o oflicisl belga nao hesilou em ras palarras que seu major lhes dirigir aoche-
?rlen:ar ,s.eus.?oldados 1ue ** f8 ma ar no meiodel'es : Irmos. nao somos mais
o major O'Keylli collocou-se na frente das cara
binas e contramaudou a lerrivel ordem. As ar-
mas Qcaram abaixadas, mas nem um tiro parti.
Neste instante sahiram em massa os Irlandezes,
e seguio-se um combate geral. O official belga
puxou pela espada, e ferio, porm mu levenien-
to ... i iii ----- j....... --------- '-""uiicicre lera mimas vezes ei
VlWJ^n^'J.'^^J"V^TL ?'"nl?.esta "'feito com sua conducta
he urna podra, que errou-o, ferndo um dos
soldados seu commando.
Foram estes os nicos tiros dados. Insislimos
sobre este ponto, porque elle moslra nao obs- ,
lame as apparencias quo pouca animostdade ha-
via do ambas osarles. Os que tinham armas nao j
quzeram felizmente emprega-las, e os outros,
muito mais numerosos, conteiilavam-se com des-
armar os prrceiros.
No lira de alguns minutos, gracas sem du-
vida ao sangue fri e energa do major O'Keil-
escravos I Tanto verdade que o irlandez ca-
Iholico feliz e livro em loda a parte, que nao o
loca a le ingleza.
Aorganisago dos dous balalhes de volunta-
rios torna-secada vez mais completo, e o gene-
Lamoriclere tem muilas vezes expressado
-da e carc-
ter. Urna alta personagem na Austria tez-lhes
presente de 1,000 espingardas, 1,000 caplese
10,000 francos : o pode dizer-se qne elles goza ni
realmente da estima dos militares dos seculares o
dos clrigos, que poderam conher-los
Causn um grande alarma a volla Irlanda do
um certo numero deulre elles. Tudo quanto se
lera dito das desereesem massa absolutamen-
te falso. Eis-aqui as causas reaes e as crcums-
tancias da partida de alguns irlandezes Sabidos
a irlanda como emigrados, sem terem passado
K- = i .i.-i .- uii'iu luiiju emigrauos, sem lerem passado
L l D CrSram ,nu quartel em ao|Pel*eda8pessoasquopoderiamjularcom
toa Ordem romo p na. a hnneoce .ip.m.Io. _b..:___.. .. _. ... ? r .... ""'"
boa ordem como se nada houvesse aconte-
cido.
Eis ah um fado, sobre o qual se tem disser-
iado com tanto gosto e malignidade. E' por ven-
tura a primeira vez, que se lera visto urna riza
causada pela susceplibilidade e pelo equivoco '?
Assim, era quanto faltarcm frioleiras iguaes para
conbecimento de causa de sua aptidao'para o ser-
vico militar, nao foram lodos aceilos ao chega-
rera a Italia : as primeiras provas do servico fi-
zcram ver quo outros erara pouco proprios para
elle, emlim, alguns deixando seu paiz nao tinham
iiiformacoes sullcieniemenle exactas a respeiU
da carreira, que iara abracar e sobre as vaata-
cididos a fazer sempre honra bravura e f da
Irlanda.
Os 1,400 irlandezes que restara e os que anda
chegaram, sabero cumprr esta nova misso.
(Journal de Bruxelles.S. Filho )
justa c
(*] Esle senlimento foi expressoem 1847 (nno
da fome irlandeza) em Slolzenfels, sobre o Rheno
por S. A. B. o principe Alherlo, esposo da rainha
de Inglaterra, dirigindo-se M. de Humboldt.
(V. Correspondance de A. de Humboldt, carta 132,
pag. 293 da iraduccao de M. Max Sulzberaer.'
Bohn, Pars, 1860.) *
com ellas acabruohar estes bravos voluntarios, gens qne ella poderia offere'cer-lhes.
ink?ih? OSmS? pafa dePrecia-|o:i sorao i Forai" porlanto despedidos sem dispeza alguma
Sh-x i i' u para elles tom tintados, que jusliQcavam a ra-
Naa se enfademos nossos inimigos. ver-se-ha o de sua partida. Os que pirtiram nao sao
animado' nelo^m^ br,aV01 r,'0deief'' desertores, e nao lero a t?raer [sarcasmos
n n?m pc8atmeDl! leva,,lofs P' I m^rn n(o 'a d pe"g' ^f"^- oariam urna cobarda ; o sua partida foolhada
rern cora una dedicacaoe urna coragem a oda a cora bons olhos petos soldados e ollciaes, que
prova a esse re despojado, a esso pai insultado, s teem de ver em suas (ileiras homens mui dc-
a quera ardem por viugar....
Nao deixam de ter lugar lodos os das entre
os voluntarios exeilacdes revolta o desereo ;
e falsos boalos foram espalhados entre elles"du-
rante a viagem e sua chegada a Italia. O agen-
te ioglez cora a perfidia da serpenle esforca-se
por lancar por loda a parte a maior somma de
males possivel.
Ha muitas semanas que siulipraos que ingle-
zes diariamente se apresenlavam aos voluntarios
irlandezes na estrada alravs da Allomanha, pro- '
curando por todos os meos faze-los vollar para ,
i Irlanda, quer exagerando-lhes as privacoes que i
leriara de soffrer, quer ameacando-os cora a vio- I (>,,,..:
ganga do governo inglez. Prelend.ain elles in-! nhu-n nnr L., ,? $ Part",M,Politico3, ne-
teressar-se por estes pobres loncos irlandezes, : lt\pl oZi ?rCh"C,s, que 'c"h;1 dado ,nas
como os chamara cora a compaixo a mais hab 1- "ni.io n K?ncrostdade. do quo
mente erapregada Mas estos prfidos disignios LLS \Z bnfouo'> nao podiam ser por muito lempo oceullados sob So ih-r^? t ? PS coryPhe* Par-
essas exterioridades de amizade, e nos loriamos nlil LL JLIaJ Dianl to,nai Wep-
mas de ura episodio realmente divertido a con- I %1\IVIV' eL ,
tar sobro essa latica sempre trustada e muitas hcimo mri ,c g ', ,d Cert que vamo3
vezes a ponto de ser severa, mais justamente ou- i ,Pomi r i' "ra no ho,nern
nida. J l icomo aorJti lao mas, quando vemos um partido
... reerguido pela generosidade de outro, no dia em
Nao ha muito lempo que um inglez leve a au-,'1"0 seus erros o haviara levado ao anniqui la-
INTERIOR.
Os conservadores o
ros.
seus adversa-
Os Irlandezes ao servico de Papa.
Os voluntarios irlandezes que se alislaram no
exercilo pontificio, formara hoje dous baialnes,
couiprehendendo perto de 1,100 homens, com-
mandados por dous majores, O'Kelly e Filzgo-
rald. Este ultimo servio mutos anuos no exercito
austraco, e ambos teem s suas ordeus ofliciaes
de sua naco.
J iizemos conhecer as circumslancias que a-
companharam a partida dos voluntarios e res-
pondemos s injustas aecusaroes das imprensas
ingleza e belga contra os dedicados filhos
da nobre Irlanda. ( Monde reproduzio esle ar-
tigo.)
Apenas chegados Italia conlinuarara a soffrer
os mesmos ataques, e os jornaes revoluciona-
rios do Piomonte edos paites annexados requin-
laram em derramar sobre elles os sarcasmos os
mais ultrajantes e as mais grosseiras injurias ;
inventaran] mil fbulas, apresenlaram malicio-
samente certos factos solados e nem despreza-
ram meio algum para fazer crer Europa que os
voluntarios irlandezes se compera 6 alguus ho-
mens seduzidos pelo fanatismo, de alguus selva-
gens incapazes de loda a disciplina e de alguns
vagabundos, incitados pelo altraclivo do ganlio e4
alistados na esperanca dapilhagera. *
Mas em vo os amigos de Garibaldi em todos
os pontos do globo procurara repetir todos os dias
novas mentira.
A verdade acaba sempre por dissipar as nu-
vensquea cercara, e a prfida Albioa mesmo,
lo habituada a recusir juslica aos Qlhos da Ir-
landa, depois de ter sido toreada a reconhecer
que elles formara urna grande parle da nata do
seu exercito da ludia, nao poder negar-lhes a
coragem o a bravura, anda que estejara ao ser-
vico do papado.
Para s'egurrnos os detractores dos voluntarios
irlandezes no terreno que julgam ter hbilmente
escolhido, devemos contar as ancdotas, que o
espirito de maledicencia e de odio transformou
era acontecimenlos.
Nada melhor poderiamos fazer do quo extra-
hir do jornal a Nation, de Dublin, a narra-
co exacta, mas succinla dos principaes fac-
tos que foram apreseolados cora tauta per-
fidia. P
Um dos voluntarios Irlandezes, desconten-
to de sua posico de simples soldado, deixou o
uniforme e foi passeiar pelas ras de Ruma ; o
recusando vollar ao quarlel e tomar o fardamen-
to, ordenou o official um sargento que o pren-
desse. Este, porm, amigo do refractario, nao
quer obedecer; seus compatriotas indignam-se
cora esle aclo de desobediencia equerem pren-
der ambos, os quaes refugiarn-se no collegio
irlandez, onde alguns militares francezes veem
procura-Ios. A' sua chegada aplaioara-so as
ditlicuUades, e de noile os culpados arrependi-
dos pem-se por si mesmos s ordens de seus su-
periores.
.....r- 1"0 nm inglez .v,.^ .. ....-
dacia de aprensentar-se um corabov de volun-
tarios irlandezes em Bodeubich, e fferecer-lhes
dinheiro para regressarem seu paiz ; felizmon
le elle coraecra suas tentativas de engodo pouco
tempo antes da parida, sera o que nosso inglez
teria forzosamente tomado ura banho no Elba,
como fora ameacado. Ello parti to admirado
como humilhado.
Co isas anlogas se dorara em Vienna, Trieste
e Aucona : por toda a parle os inglezes junta-
vam-se aos voluntarios, mi.-turavara-se cora
elles, convidava-os a beber, embriagavam-os, e
depois incitava-os urna disputa entre si ou cora
os habitantes. No dia seguinte estes individuo*,
indignos do nome de homens, enviavara ao Ti-
mes ou qualquer outro jornal a descripeo de
urna scena que em tudo era sua propria "obra ;
scenaquese nao tinha sabido totalmente ao ans-
io do agente, sua penna nao hesitava em tra-
ca-la tal como a concebera de antemo era
imaginado dcil aos voios de um coraco
do. Crer-se-hia que nao ousassem levar
dacia al tentaren) os mesmos planos na cidade
de Roma ; entretanto sto o que leve lugar
0 de julho. Resumiremos os fictos relatados
pelo correspondente do Morning-News.
0 vlce-consul inglez leudo ido ao quartel Ci
m
se
e
s
a
se
porm que apesar disto Ihesperdoaria e se com-
padecera de lodos aquelles que quizessera vol-
lar aos bracos paternos do governo inglez, e que
dar-lhes-hia soccorros contra qualquer aclo de
oppressao.
Esta linguagem asss significativa. .Mas o
vice-consul nao tardou a ver que suas palavras
tinham produzido um effeilo contrario ao quo
elle e3perava ; porque mal tinham os irlandezes
comprehendido suas intences e o motivo de sna
misso, mostraram-se mtii disposlos a trata-lo
cavalleirarnonte, o que vendo o digno represen-
tante da prfida Albion, nao esperou que o con-
duzissera porta, mas apressou-se a fazer o me-
lhor uso possivel das pernas.
, ment apresemar-se lanrrando, a quem assii
i salyo,,, a aecusaco de cruel, de egosta de ver-
mellio, sentimos uraa repulso lo indignada
como se. na fbula da vbora agasalhado pelo
hornera imprudentemente compassiro, houvesse-
lie esta, era vez de contentar-se com mord-lo,
lancaoo a calumnia do desapiedado.
Era um paiz como o nosso a lula dos libones
e conservadores linha caracteres especiaes que
nao apresentam iguaes lulas ora outras nacoes.
Aqu o parido conservador nao oascia dos "pra-
conceitos do passado, nao repellia, em nome de
iraaicoes caducas, melhoramenios sociaes que a
ra/.ao reeommendasso ao patriotismo. O partido
conservador brasileiro nao quera seno o reina-
do di ordem material pela conne.-o inspirada
a todas as ambicons nobres de ^u o jogo das
instiluicoes representativas lhes deizava a porla
eternamente abeita para entrarem no poder o na
a dircc;ao dos pblicos negocios no da era que
perli- : tossem amparados pela torea da opiniao publica-
a au-cura reinado da ordem material quena o rei
nado na ordem moral, profligando pela razo os
principies subversivos, e mostrando as conse-
quencias funestas dos despropsitos apresenlados
somente para illndire arrastar as massas irreflec-
as. Para realizar esses dous dselos clkaz-
nos espiraos e as vezes a desordem no (
de balalha- Se apresenlavam algum pensamnn-
to poltico, era o do anniquillamento do imperio
pela independencia das provincias, que tossem
governadas pelas suas asscrablas provinciaes
cada urna a seu fetio, thegando niesmo alguus
exagera los a preteudor que os poderes geraes
apenas Uvcssem o direito de marcar a quota cora
que a provincia devia concorrer para as despezas
do Estado e para o exercito, sera imervir no
modo por que as praviucias levantariam essas
contribuicoes, e tendo apenas o direito do man-
dar-lhes um presidente, urna especie do espao,
escolhido era lista trplice, apresentada pelas as-
. sornblas pronnciaes Desso dlale, m^i indi-
por occasio do fazer se o aclo addicional.
lia entretanto quem pretenda que ura ou dous I p0r .ccaslao *l0 fazer se o acto addicional.
bustos irlandezes o teriam delicadamente agar-1 pJe deuou vestigios na nomeaco dos ce-
do pelo pescoco e te-lo-hiara mandado fazer o | p^s ?U'S'- e g0 llcou incubido Para api.are-
jedo al a porta entre o co e a trra. Como I ,: pols na.va!a tnexplicada aspiracao as
robustos
rad
trajelo al a posta entre o co e a trra. Como I /
quer porm que seja, elle devia ser grosseiramen- lran1uezas provincia-es.
le tratado. O rimes deita fogo e chammas. Co-
I o vice-consul
mo I o vice-consul inglez era Roma insultado,
maltratado, apupado por selvagens irlandezes
era pleno dia I ele., etc., etc.
Mas se este nao foi um dos seus nao deixou
de se-lo. Com efleito, pouco tempo depois, om-
quanlo os voluntarios eslavam ainda irapressio-
nados com o que se tinha passado, um outro
emissario, ignorando o que linha succedido,
appresenta-se com as mesmas vistas. Mis desta
vez anies quo fosse o exordio concluido alguns
homens agarram-o, sacodem-o talvez alguma
cousa rudemente por causa da sua dignidade de
inglez, levam-o preso agarrado em flagrante de-
licio e o encerram na enxovia.
O correspondente que citamos pinta o que ha-
va de risivel npsta scena. Eraquanto seguravam
este agente do mal, um dos homens procura urna
corda edivene-se em fazer nella um n corre-
dio; eo inglez a morrer do raedo I... Suas quei-
xas e supplicas nao bastara : encerrado.
Entretanto os voluntarios formam ura conselho
de guerra seu modo, e inquirem se nao ha leis
que puoam a um honiem, A quera tinham visto
excitar voluntarios revolta; Com ludo elle foi
sollo depois de algumas horas de delenco, du-
rante a3 quaes pode jurar seus bons deuses que
nao cabina n oulra.
Eu tos escrevo, diz o correspondente, estes
Pretendan) igualmente o monopolio do com-
mercio de relalho, a excluso do estrangeiro das
prolissoes industriaos, e por fim a constituinte
l-.ui hora de bom senso, quando alguns dos seus
chotes, reconhecendo a necessidade de urna au-
tondade forte para ser protectora, laucava por
esenpto as suas lucas, causava espanto era uns.
hilandade era outros a somma de disparates dic-
latonaes que se animara a olferecer a considera-
cao do parlamento; disparates dictaloriaes que a
iodos faztam lembrar que Marat nao comprehen-
dia a liberdade seno cora a uomenco de um
dictador encarregado de decepar sobe'ransmente
OUO.U cabecas que Iho parecessem aiili-revo-
lucionanas.
Nessas condices foi a grande o gloriosa luis ;
em bem do Brasil nella vencern) os conserva-
dores, e reconhecendo por rim a impoisibilidade
de continuar em campo, era vez do mudar de
rumo, o partido liberal dissolveu-se.
Como procederam entao os conservadores?
Um dos seus mais conspicuos chefes" capacitou-
se de que a Hese tinha sido aproveitada ; que,
nao havendo mais quem appellasse para a anar-
chia, cumpria igualmente dissolver as fileiras
que contra ella mililavam assim o entendeu,
assim o proclamou. Dos conservadores alguns
mais previdentcs mostraram o perigo, mas com
todos os outros resignarara-se a acompanhar o
V. -..--


MARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 92 DE OUTURRO DE 1860.
W
seu chefo as vias de generosidade exemplaris-
sima.
Entao a melhor recommenda^o para obter as
boas grabas de todos os conservadores e do go-
verno conservador foi ter militado contra elles
quanto mais infonso havia sido no dia do com-
bate, mais appctecivel se toruova a conquista.
Com diversos rxemplos poderiamos mosira-lo;
smente una aponlareraos: vede ahi todos os
presidentes da provincia de Minas, todos som
xcepQo de utn so, todos de chapeo na ruo,
espreila da occnsio de fazerem mais profunda
barretada ao Sr. Theophilo Oltoni 1 Entao nas-
ceu a Philadelphia do Mucury. O partido con-
servador vio isto. e tudo mais, e se a ludo nao
applaudio, cMou-se.
Entao foi-se adiante, calou-sc nos diversos
programroas dos adversarios alguma idea que nao
osse de todo anarchica, de todo impossivel, e
que at prometiese na pratica alguma vatagem ;
descibrio-se a loeatisaeao da eleico nos circu-
ios, e essa idea o partido conservador adoptou-a
para converl-la em lei, embora muitos dos seus
chufes reeonhecessem-a fatal, opposta consti-
tuido, e a muitos parecesse um verdadeiro sui-
cidio.
Diante dessa prova de generosidade, qual o
proceder de algn* dos acttiaes corypheus do
partido liberal? Sao suas nicas o constantes
armas o insulto no que lena de mais ferino, a ag-
gressao no que lem de mais odioso a chefes cu-
jos favores, at favores polticos, ainda ha pouco
risonhos e prasonleiros, pediam e obintham. V-
do ahi diffaraacao retrospectiva do partido que
Uies dava a mo depois de sua ruina, consequen-
ca de suas loucuras. e que com elles reparti a
influencia social.
Ao monos essa dffamacao, essos sarcasmo?
sao em provean de alguma idea ? Acreditamos
no enlhusiasmo das convieces, dosculpamos os
excessos que no sentido deltas se commeltam ;
lu porm alguma idea, alguma conrceo em to-
do isso que se tem oscnolo ? Se a ha", est lio
profundamente deposilida no fundo do tinteiro
dos seus escriptores, no fundo do coraeo dos
seus polticos, que ninguera, ningucm peder di-
zer de que cor, de que feitio ella.
E entretanto, no desconchavo geral dos indivi-
duos, na insurreicio das ambioes mesquinhas,
na balburda das ideas, na humilhaco dos ca-
racteres, lodos os bons espiritos imploraran o
dii em que rosurgissem os partidos polticos, em
que apparecessom do nornconvieco e energas,
ciras e nao mascaras. Desse rolo foram por di-
versas rozes echo* a imprensa desso mesmo
partido. Que esforco* porm fizeram elles para
realisar esses rolos ? Tinham a tribuna as ques-
to mais graves foram apresentadas ao pirlameu-
to ; que occasio mais opportuna? Depois de
meia duz.a de liroleios se ni alcance, remotle-
rain-se ao prazenteiro e commodo silenc-o, dei-
xaram ludo votar, o nao apresentaram aos que
detles esperavam alguna esforco, alguma direc-
co, nao apresentaram urna s*6 idea de futuro,
urna s convicciio !
Aprsenla-ae a agitacao elcitoral : era muitas
provincias corre sangue, n'uulras a inlervencao
desregrada de autoridades liberaos exclue os ro-
tantes conservadores; ha desconcentracao de es-
fu-; s o os mais ignominiosos cogumello* araoa- I uao est foitl. a vos compre guia-la.'
cara insultarate o corpo eleit.ral Ilumnense. O fia forja publica ora empegada
espectculo de tanta miseria, a previno d
ta desgnea infunde emiim em alguns dos mais
conspicuos dos conservadores a conviccau de que
ebegada a llora em que a abstenga O prolongada
Seria crime : rounem-se, querem tentar um no-
bre estorgo a bem das grandes ideas a que sem-
pre srvram, Sera duvida, autagonistas leaes,
os libanes vao applaudir o esforco que pode rea-
lisar o que diziam elles ainda ha" pouco da ne-
cessidade da restaurado dos partidos ; sem duvi-
da rao limitir-los e incitar cora esse exemploos
seus amigos, oppr ideas a ideas, para justificar
a opposico de interesses individuaos a inleresses
individuaos... Era um da !
Pedradas, sarcasmos sao os nicos meios a
que reoorrem exclusivamente... o que parecer
querer a coniinuaco da desorgaiiisac,ao em
que vivemos, que ningunm remova o eslorqui-
linio em que medram os cogumellosl
E nos, que temos f no rgimen representati-
vo, ns (brea das convieces e na de sua accao
salvadora ; nos, quo queremos principios libe-
raos e principios conservadores, porluanto temos
a convieco de que se ha de reconhecer que nao
Jn principio liberal que ri.io soja profundamente
conservador desde que nao se pretextar com o
titulo de liberal o que nao mais do que o furor
demaggico, to utit aos dictadores quanto fo-
resto causa da liberdade, causa do povo, re-
mo nos condemnados a lastimir que de 183b' pa-
ra c esses que se apregam liberaos nada t--
nham aprendido, nada esquocido, e queiram
conlinnar as relhas lulas, ora vez de procurar
lulas mais tiobres.
Regenerador,
Iutei'vencao elcitoral.
O paiz sabej qual a opiuio dogoverno nes-
ta materia.
N i Baado so exprimirn) clara o terminante-
mente os Srs. presidente do conselho e minis-
tro do imaerio. A verdadeira doutrina cons-
titucional foi manifestada alli, sera quo os
membros da opposico zessera o menor pro-
testo,
U ministerio nao pode deixar de ioterrir debi-
ta meo te, e pelos meios lgaos.
O ministerio tem opinioes, lem poltica c
nao pode desejar o triumpho das ideas con-
trarias no seio di grande representaco na-
cional.
governo nao una espbyngo impassivel e
muda. Cruzar os bracos, deixar a opniao pu-
blica sem direceo, a liberdade som mov monto,
a ordena sem garantias, sacrificar os grandes
interesses de Eslido, mentir a sua ori-
gem, deixar o direito sem proteccio, ali-
jar a sociedade inteira na auarchia e n3 con-
uso.
Em poltica, diz Guizot, ou se Irale do po to-
ros ou dedireilos, o lim crear torcas reaes,
vivas, capazes de se fazerem obedecer ou re-
sistir.
O grande principio da harmona dos poderes
exclue sem duvida a theoria da no-inlervencao
absoluti.
Quem esluda o rgimen representativo prali-
cado em outros paizes v claramente como en-
tendemos o principio da intervenco.
Na Inglaterra o govprno promove meelings,
faz cnndeeerqu es seus amigos, quaessuas ideas,
qual sua poltica.
O partido que est no poder e o partido que
est na opposico leem lodos o mesmo direito,
as mesmas garantias, os mesmos meios ao ac-
C.'iO
Nunca se prgou alli a inercia do governo,
nunca homem poltico soubo comprehender a
liberdade do voto som a lula dos partidos, sem e
antagonismo d.is opinioes. Desde que admittida
a necessidado de partidos, nao so pode dizer -
quelleficai immorel, e a esteprosegu na
vossa marcha.
Os partidos, diz un publicista inglez, teem
Era presenta do dogma da irresponsabilidade
da corda e da responsabilidadeministerial, se-
melhante pedido nos parece demasiadamente in-
discreto, senao pueril de mais para que com elle
nos oceupomos seriamente.
Em nosso plz, tanto liberacs como conserva-
dores, enlenderam sempre assim a queslao da
inlervencao debita e legal.
Inda ha pouco, respondendo ao Diario c ao
Mercantil, a imprensa conservadora, que tomn
o titulo de Regenerador, c sem duvida escripia
por urna das melhores peonas polticas do paiz,
disso sobre esta materia o seguinle;
Adurmamos cora argumentos e com fados
quo o governo ha de necessariarnente intervir : a
questo nica se reduz a saber se ha de elle in-
tervir contra si propro, contra a sua propria
causa, para dar triumpho aos seus adversarios,
ou se ha de intervir nobre e francamente pira
livrar os seus amigos da coaeco dos gritos, rolos
e caccladascom quo sao excluidos de votar.
O contemporneo acha que o primeiro parti-
do o quo dere ser seguido ; nos temos o mo
goslo de acharque ha nelle inepcia... e... traicao
aos principios.'Ha nelle a cobarda do suicidio.
O pensaraentodo gabinete consiste era repellir
toda a riolencia, toda e qualquer intearencao in-
debila da parte das autoridades ou de qualquer
individuo ou parcialidade ; porm nunca obstar
que os funcionarios manifestera legalaienlo suas
opinioes.
Encadea-los para que suas opinioes se nao ma-
nifestera, e prohibir que os seus amigos nao
pleiteon a eleii;ao, seria por cerlo intervir em
favor dos seus contrarios, e lalvez dos inimigos
das nonas ntftricdes eda ordena publica ; seria
por corto dar armas opposir3o para feri-lo de
morte, e levar de rencida a opniao quo o sus-
tenta ; seria infalliveimente o suicidio.
Toda a recomm-tidago do gabiuelo aos seus
delegados nao pode sor em outros tormos, nao so
pode entender de outro modo, nao lende por
sem duvida a prender seu pensaraento, a contra-
riar suas conitcoes, a abaler sua consciencia.
O gabinete nio quer os abusos, nao acoroca
a fraude, nao aconselha a violencia. Com estes
meios nao transigir: nao pode consentir porm
que os funecionarios flquern manietaios para ex-
primirem seu roto pelos meios legtimos que as
tnsttaicoes garantem.
O direilo de exprimir livremente o vota polti-
co um dogma : hs autoridades hao de respeita-
lo em favor de todos, sim de todos, em faror dos
funecionarios, porque nao po lera, e nao dorem
ser elles, pelo fado de serem funecionarios, re-
duzidos condico raiseravel de ilotas e parias
polticos.
O pensamenlo do'gorerno nd pode ser outro;
e o peusamento conservador, pensamenlo anli-
pathico som duvida opposigao, porque ella en-
tende de outro modo a liberdade do roto.
Quanlo a democracia socialista em Franca fez
dosapparecer a monarchia de julho, e sobre os
destrozos do seu throno fon lavara a repblica de
1S3, os que representaran) essa ridicula e rer-
goiihasa larca do escrivao aos commissarios dos
I deparUmentos por occasio das eleiedes, c lhes
i diziam : Mostrai aos eletores a necessidade
| de escolher republicanos. A educacao do paiz

era empregada era distribuir
ljn- i listas, e os agentes arristaram o povo s isreas
Aqui, encerraram-so, no dia 15 do corrente
os Irabalhos do anno lectivo da faculdado de
direito.
Nesse mesmo dia os estudanles do 5* anno
escolheram para seu orodor no acto da collago
do grao de bacharcl o Sr. Antonio Murriz Sudr
de Aragio, um dos mais distinctos alumnos da
faculdade.
Demandanm o nosso porto, durante a
semana, 15 esibarcagoes mercantes, com a lota-
aode6,18> toneladas. Sahiramduranlc os mes-
mos das, 15 embarcaces mercantes, com a lo-
lago de 8,019 toneladas, e um vapor de guerra
americano
Renderara, do dia 15 ao dia 20 do corrente :
a alfandeg, 87:7139259 ris. : o consulado
geral 1:997:214 ris; a recebedoria das rendas
geraes internas, 20:2379703 ris ;o consulado
provincial, 2:500j29 ris.
O movimenlo geral da alfandega, durante
esses mesmos das,foi de 3,902 vnlumes, a saber:
voluraes entrados com fazendas, 437__cora
gneros, 9)8 ; tolal dos volumes entrados,
1,395. Volumes sahidos com fazendas, 931 ;
com gneros, 766 : tolal dos volumes sabidos
1,697.
Fallecern) durante a semana 40 pessoas :
sendo, 8 horaens, 10 inulhereso 12 prvulos, li-
vres; 1 homrn, 2 mulheres e 1 prvulo, es-
! cravos.
CHRONICA JUICIARIA.
TRIBUNAL DA RELAQfiO.
SESSAO EMSODE WnjIHK) DE 1860.
bairro do Recite, prdindo lhe mandasse a cmara
pagar a quanria O 39 rs., que pagara a um ca-
Doeiro liara conduzr um tantalio que apparecera
morto no rio, e ao cirurgiao Jos Antonio Mar-
ques a quantio de 489 rs de 8 corridas sanila-
Aleni destas vanlagens que por si comprovam
a utilidado doste eslabelecimento: deve atiender-
se a que o curativo alli mais econmico, pois
por quanlia menor que a simples remuneraco
pea visita medica em domicilio, se trata diaria-
REVISTA DIARIA.
No estado actual em que acham-se os nos-
sos negocios as comarcas do fra : quando ahi
as paixoes recrudescem e os seus efleitos se ma- I Albquerque Montenegro.'
Improcedente.
Iltlmn,_____ ------ ------------ .,.....,.............. -,wv .^ wn u w i i i'J.!> -.1 ni 1.1 urna VISll
uidehcu o e 8P. C088ELUEIH0 EE.ELW0 riw que (^"08 dia 8 25 e 26 dejunho.emen.e um doenle |fornecendo-se ludo quanto
, As 10 horas da &; achando-se presen- I Vsa^mSad s ""---o-M lta.|, d "T| e f^'
SiKeiraSeGi?ir" dTmbarga,d0re3 ?fe' 0u,ro do m' *". observancia da ren^ r / o^Vfrm^id "Sd0:"- e" SK
I SSIrrCoSTcaeS^SantiaT^nrocX K5S '" T*0 *&* ,erm TS dr de ol^ d.f.K qu geraimen^e
da cora foi ohena asosso J^V.'i.'1!:.^^':'. COm P!r-!,0S..a ^n" ar-| ha de mandarem >S doentes para a casa de san-
Passidos os feilos e enlregues os distribui-
do!, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS
Concedeu se a soltura pedida em habeas-cor-
pus, por Gregorio Francisco de Torres e Vascon-
celos e se mandou responsabilsar ao juie mu-
nicipal bacharcl Jos M>ria Freir Garaeiro.
RECURSOS GRISES.
Recorrenle, Antonio Baplista Gitirana Costa ;
recorrido, o julio.
Relatero Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. deserabargadores I.ouren-
co Santiago, Silva Gomes e Guerra.
Deram provimenlo.
Al'PELLACOES CR1MES.
Appellante, o julio ; appellado, Joao Andr de
Azevcdo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Bar-
bosa.
Improredenle.
Appellante, o juizo; appellado, Thomaz Fer-
reira da Silva.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos de Mello
de setembro ultimo.
Outro do fiscal de S. Jos, relativo 5 pretenco
de Bernardo Jos da Rocha. X commissio de
edihcacAo (Mello e Oliveira.)
Outro do fiscal dos Afogados, informando que
Bernardno Jos Monteiro pode reedificar os suas
duas casas, edifiralas na ra de Motorolomb da- facam quando ainda
quella freguezia, reduzndo a urna s com trinla
palmos de frente.Mandn-se dar cordeaco.
Dsspacharam-se as pelicoes de Antonio'Maga-
lliaes da Silva, Antonio Jaquim da Costa e Sil-
va, Antonio da Costa e S, Antonio Hannel Ri-
beiro, Anlonio Jos Alves de Amorm. B-rnar-
Islo s serve de desacreditar o eslabelecimen-
to, pois por malo* que seja nosso zelo e cuidado
nao podemos fazer mais do que nos permiuido
pelos recursos da sciencia.
Assim aconselhamos as pessoas que tirerem
seus doenles, e que nos queiram remelter, que o
ha possibilidade de cura,
porque se hao de larde gastar dinheiro sem pro-
veilo, melhor dispende-lo em principio coro
prospero resultado.
A' principio explicramos a falta de concur-
rencia de doentes porque era nova a idea de se
fazer tratar um enfermo em casa de saude. mas
omi? r.M!-' l)ml,|Ss WMM" Bowmao, j l.oje que este eslabelecimento"cona" jVuma e"is-
go. Caldos Piros Perreira, bacharcl Ernes- \ tencia de quasi dous annos, c
nifestam para logo, para sentir que differenles
juizes logados estejam ausentes dos seus termos,
que, entregues leigos, vao passando por alte-
ragoes raui notaveis, sendo a justica ora urna
sacerdotisa do vinganca, ora u-m instrumento da
afilhadagem.
Appellante, o promotor; appellado, Jos Fran-
cisco da Mulla.
Improcedente.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista no Sr. desembargador promoto
Este estado de que tudo se deve reliar, por justica, as appellaces crimes :
queso exhibe sob tendencias snbversnras da or- AppelUnle, o iuizo ; appellado, Joaqun Jos
dera publica, reclama urna providencia ; cesta Ribeiso.
lella. Jos A. Rodrigues da Silva. Jos II. Macha-
do, Joao I). Maginario, Jos A. dos Santos Coellio
Jos A. fereira. Jos C.Teixeira, Joao do' S. Ito-
driges da Costa, Juana Francisca de Me.nezes
No meio de lautos Irabalhos que nos d a ad-
nunistraco da casa de saude, sem que al hojo
rado proveito, resta-nos a consolado
descontenle
de
por amor do voto livrc e da cJucarao dessa po-
bre Franca !
Entre sos amigos da liherdala, os demcra-
tas por excellencia, quereriao educar o paiz neSsa
escola, e puritlca-lo as vivas chammas de lao
sais doutrinas ; mas como o paiz nao os oure, e
as autoridades nao os obedecen), desesperam e
diiem cnto que o governo quera deseja cor-
romper o voto pela intervenco indebta, pela
fraude, pelo emprego da torca o de quantos meios
s elles sabem usar e inventar.
Desenganem-se...
[Jornal do Commercio do Rio.
Rodrigues.
Appellante, o juizo ,
ros.
Appellante, o juizo ;
uio Itibciro.
Appellante, Antonio
appellado, o juizo.
appellado, David de Bar-
appellado, Marcos Amo-
recorrida, a cmara rau-
olgums analoga com as duas torcas queman- As cousas am tomando urna attilude
tm os planetis era suas rbitas. Se alguma
destas torgas fallasse, os corpos seriara dis-
persos pelo cabos, ou licariam immoveis em u:n
centro.
A vossa theoria da no-interrenco dara em
resultado esse desequilibrio- Cumpre cvila-lo
absolutamente Nao pensamos que partido quer
dizer governo, mas eremos que governo quer di-
zer opniao, e como opiniao d> ve lambem ser
ouvida, c seus interesses consultados.
Na Franca, na Blgica e em outros paizes a
intervengo legal admittida por quanlos com-
prehendem que o poder eleiloral, como todos os
outros poderes, nao pode exercer-se livremente,
som harmonisar-se.
Neste ultimo paiz, dizia
RECIPE, 20 DE OL'TBRO DE 1860.
S SEIS HORAS DA TARDE.
Rotrospectu semanal
Se bem qnetivessem chegado dos porto? do sul
no dia 15 do correle, o paquete Oneida, da linha
ingleza de Southampton, e o Tocantins, da nos-
a companhia de paquetes nacionaes, e rncebes-
semos igualmente algumas noticias do interior
das provincias do Cear e Parahyba o de diversos
pontos d'esla provincia, nem por isso h nossa co-
Iheita de noticias grande, nem por i?so o Re-
IrospeeCo deixa de ser resumido e pouco inters-
sanio.
Entretanto, no meio da penuria em que nos a-
cliamos, nao devenios desanimar, cumprindo-nos !
fazer aqui a resenta dos poneos fact03 que podem
mteressar aos nossos leilores.
Eulre todas as noticias, do que foram portado-
res os paquetes procedentes da corte e aqui che- ',
gados no dia 15, avalla pela sua maiims impor-i
tancia a da reunan, que leve lugar m corte, em '
casa do Exm. Sr. Sergio Texeira de Macedo, de
grande numero dos membros mais proeminenles '
do partido conservador, alim de reconsliluir-se I
de novo aquello partido e trabalhar-sn para que
na prxima eleieao triumphe a sua poltica.
Esto acontecimento deve ter provocado natu-
ralmente urna igual reunio dos membros mais
importantes do partido liberal, tendo as mesmas
vistas que a reunio dos conservadores, era rcla-
cao a poltica que sustentara.
E um bom signal. Isto indica que a preconi-
sada conciliaro j apenas urna reconiaco his-
trica, cque a indiffereoca poltica, que d'ella re-
sullava, vai desapparccedo. Os nossos estadis-
tas, depois de oito annos de experiencias, om que
se consumiram grande parte das torcas do paiz,
voltain a organisar os anligos partidos, aos quaea
deve o Eslado ns suas melhores instiiuirOes, e os
mais bellos triumplios do systema representa-
tivo.
A reconsttuico dos partidos a que ha de vir
a faier o Brasil entrar d* novo na realidade do
systema que nos rege. .Vestes ltimos sele an-
nos, dissolvidos os anligos partidos, s havia urna
entidaio poltica: era o governo, ao qual fal-
tua por um lado a correctivo necessario de urna
opposicio sensata, regular e bem organisada, e
pelo nutro o appoio moral de um grande partido,
compacto pela unidade de vistas, e desciplinadu
como convnha que fosse.
Nao podemos, pois, deixar de applaudir reu-
nio dos rrembros proeminenles do partido con-
servador, e a nomcaco do seu directorio cen-
tral : applaudinamos com o mesmo enlhusi-
asmo una igual reunio dos membros impor-
tantes do partido liberal. Vemos nisso um
symptoma animador, e eremos que o nosso ho-
risonte polilieo coraecea desannuviar-se.
E cesta realmente a nica noticia importante
que nos reio do sul durante a semana.
Da cidade do Ico, no Cear, deram-nos urna
noticia resumida dos acontecimenlos que tire-
ram lugar alli, por occasia das cleices rauni-
cipaes.
providencia nao outra seno o reeotherem-se
s suas comarcas aquelles magistrados, cuja pre-
senca nellas um elemento da suslentacao da
ordem publica; porque tem urna responsabilida-
de e ura conceito a sustentar.
Nao ignoramos que alguns desses juizes acham-
se doenles, mas outros o nao esto ; e se nao
Ibes conven) o lugar, pecara demissao para que
seo proreja por outro que o quoira oceupar, e
assim nao soffra o serrico publico na sua parle
mias importante, qual a judicatora.
Do comeco do f lluro mez de nobrembro
por diante, haver ura trem nos domingos e dias
santificados para o Cabo.
Desse ponto para esta cidade partir s 5 ho-
ras da tarde ; e d'aqui para alli s 6 1/2 tambera
da tarde.
Por ordem do Ihesouro nacional, recebe a
Ihesouraria de fazenda desta provincia propostas
dos acc onislas das companhis da estrada de
ferro desta provincia e do D. Pedro II, que pre-
tenderen) permutar as respectivas aceo?s por
apoltces da divida publica, nos termos da lei de
22 d'agosto pp.
O accionista devora preencher ou completar a
difrcrenca, que possa haver entre o capital rea-
lisado o o nominal de cada urna acoo.
Iiifornam-nos que os guardas nacionaes,
que ora se acham aquartelados na fortaleza das
Cinco-pontas, leem pralicado alguns actos me-
nos convenientes que derem ser coarctados.
A censura capitula que, por occasio do aju-
danle ir buscar a torca, que lera de dar guarni-
do praca, os soldados vem a bater com as
baionetas em lachos e bacias, que vo encontran-
do emseu camiuho ; assim como rasgara com as
mesmas as empanadas, que acham-se as portas
dos eslabelecimentos.
Estes fados lem sido pralicado principalmen-
te pola ra Direita.
Exposto o acto censralo, cumpre que se to-
me conhecimento da respectiva exaclidao. para
queso providencie a respeito. Taes aberraoes
do dever, taes desmandos da linha re
disciplina nao podemos ser tolerados,
que a sua existencia seja inconlestavel.
Parece que nao deve ser Danida a pratica .
oe serem as torcas conduzdas pelos centros das i foi lida e approvada acta di antecedente
Soares, Manoel lanicio da
! (-2) Manoel da lio
Appollanle, o juizo ; appellado, Manoel Ve- Silva Teixeira,
reir da Silva. | Anselmo Correi
Appellaiite, Raymundo Camello de Barros ; Eu Manuel F
appellado, o juizo crevi.-Bego, pro-prcdenloY-Beo -Rar'ata'de
Appellan e. Pedio de Alcntara de Miranda Ve- Almeidi.-Gameiro.Pinto Dr Ncrv da Fe-
ras ; appellado, Joao Francisco Carneiio Mun- seca.
teiro.
Appellante, ojuizo ; appellado, Sebaslio Jos
. egonas : assim
nao so 03captivos, mas al mesmo qualquer quo
-. i r"-^, .uu^ UiW ni' .'ni aaiuuei (jijo
Manoel Mines da Silva, Manoel nao tenha uroporcos para se tratar em sua casa
ia e levanlou-sc a sesso. encentra alli os comrnodos e cuidados neces-
pcrreira Accioly, secretario a es- sanos.
Communicados
I nos
o recurso
os recursos
ular da
urna vez
ra Mouro.
DISTRIBUICE3.
Ao Sr. desembargador Silveira,
crimes :
Recorrenle, ojuizo
nicipal.
Ao Sr. desembargador Gitirana,
commerciaes :
Recorrenle. o juizo; recorridos, Caminha &
Filhos e outros.
Ricorrcnte, o juizo ; recorrido, I.uiz Correia
da Silva.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, os
recursos crimes :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Joao Carlos de
Saboia.
A 1 hora de tardo encerrou-se a sesso.
Aovos horisonles da poltica do Brasil.
Cecilio do Nascimento ; : II
i Diffieil era a situarn. Erguor o lbaro da con-
Assignou-se da para julgamcnto da seguinle ciliaco, ainda por entre a poeira do cmbale foi
appellaco crime ; sempre larefa desesperadora, salvo para o mior
A^ppellanle, ojuizo ; appellado, Eufrosino Viei- conquistador do mundo : o missionano do Chris-
lo cura a sua cruz na mo.
Os povos, como os individuos, nio renegam
fcilmente o seu passado, porque o passado
urna parte da vida dos individua como das na-
cjim, e amelles e estas bem quererfam, que a
vida nao Uvesse solucao de contnuidade.
De 1818 avante a qunrira fui modificando e gas-
luido gabinetes. Eis que a 7 de setembro de 1853
Honorio llerm-'to Carneiro Ledo subi aos con-
selbos da corda, como presidente do conselho.
Maniere a poltica da conciliaco e dos interesses
maieriaes ; mas, ressunibrava de seus actos, que
a conciliaco significara armisticio, que os inte-
resses materiaes orara puro meio. Morreu o ar-
tfice poderoso, nao pode desdobrar todo o seu
peusameato; outros coocluram diversamente;
eu concluo assim, e mu dizer porque.
Pensa Cormcnin ser o primeiro coi lado d'um
povo a sua organisaco poltica ; e que a poltica
dos interesses materiaes '
vernos
da prolongarn de sua vida egostica.
Nao era assim nos lempos do gabinete de 7 de
setembro Iniciando reformas, como a judiciaria ,
e a eleiloral, esse gabinete provou, que nao llie|
CAM1RA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA VOS 12 DE OU-
TBRO.
Presidencia do Sr. Barros fego.
Presentes osSrs. Reg, Birata, Garaeiro, Pinto,
e Dr. Fimo Xavier, fallando com causa os Srs.
Franca. Mello e Oliveira, abrio-se a sesso, c
N urna crpilal como esta aonde ha grando nu-
mero de extrangeiros sem familia, aonde ha lan-
os mocos solteiros se bem comprehendessem as
vairtagens de um estabelecimenlo desta naturcia,
s loriamos prestado servicos em maiur s-
cala.
O Sr cnsul da Blgica j noshonrou com sua
confianca, contratando comnosco o tratamento
dos subditos belgas que precisassera de soccorros
medico-, e que nao estiverem em circumst3ncias
-e se curarem em casa.
Nos estamos resollidos a fazer igual contrato
com as pessoas que esto no caso de mandaren)
annualmenle alguns doentes como sojm os con-
signatarios dos navios, os cnsules o os senhores
de engonho, por quanto harendo concurrencia
nos poetemos diminuir a diaria sem que sejamos
prejudicados.
Os acadmicos de oulras provincias, que mui-
tas vezes nao sao devidaoenle tratados por falta
de commodos e de enfermeros muito lucravam
se se deliberassera a irem-se tratar na casa de
saude.
Actualmente na Europa qualquer pessoa pre-
fero recollier-se a um cslatielucimenlo desta na-
turez), quando em rasa lhe falta quera lhe pres-
te os deridos cuidados.
Por nossa pirtc a nada 1103 temos poupado para
que o eslabelecimento se mantenha debaixo da
maor ordem e asseio possiveis : e temos procu-
rado para enfermeros pessoas que lomera todo
o cuidado e iiiterossc no bora iralameato dos
doentes.
Diiem geralmente que as diarias sao um pou-
guinle :
ras, e nao pelos passeias
deltas.
lateraes ou cateadas
Esta innovaco d em resultado o atropello do
transito publico, pois que torga aos transentes
a irem para o meio da ra, por ficarem lomados
os passeios pela passagem da tropa, que vindo
formada, nao podo deixar e obstrui-los.
Nao lendo apparecido concurrentes ao of-
licio de escrivao da provedoria de capellas e re-
siduos do termo de Goianna, que fra posto
concurso por haver sido declarado rago, em con-1 fregueziasdo Rocifi
sequencia da impossibilidade do respectivo ser- de Barros Leile, em
ventuario ; tem de ir novamento a concurso no
praso da lei e om- o onus consignado no aviso
de 8 do novembro de 1859.
Tratamos ha dias de estrangeiros, que an-
dan: por ahi a esmolar o pao da caridade publi-
ca, ou por urna natural inercia, ou harerem sido
abandonados por aquelles, que os Ironxeram de
sua trra natal; e boje informado sobre a res-
pectiva nacionalidade, no podemos guardar
silencio acerca delta, tanto mais quanto ne-
nhuma providencia foi dada, e cites por conse-
guidle subsisten) na mesma miseria.
Esses eslrageiros sao subditos belgas, c como
taes o cnsul dessa naco nao deve omillir os
seus bous officios era beneficio d'elles, mesmo
por que os agentes consulares sao constituidos
para esse fim igualmente.
Ao Sr. cnsul da Blgica, porlanto, nos
dirigimos, a lira de que nao deixe seus compa-
triotas ao abandono, em que por ahi roo. Tome
S. S. qualquer providencia tendenle a melhorar-
llies a siluaco misrrima, evitando que se en-
treguen) vida de mendigos, a que se teem dado
com bastante inconveniencia nao s para o paiz
que os abriga, como para aquelle que os vio
nascer
deudo opposico :
um ministro respon-
Vos nao podis excluir-nos do pleito, sem
serdes inconseqnentes. Vossa theoria a nossa.
As rogras da eleico sao os ttulos com que tam-
bera obramos, temos tambera ura modo de rer o
nteresse peral.
o O governo nao urna faego, por isso que o
Eslado o reconhece e constilue. Se o governo
considerado corao ura reo em presencu de seu
juiz, deveis escuta-lo. Queris julga-lo sem ou-
vi-lo? Em fice de um adversario activo aapai-
xonado nao lera o governo a faculdade de fallar
c de mover-so ? A dtfeza nao permiltida a lo-
dos ?
A interrenco legal pois, um direilo. A op-
posico pelos seus orgos o tem contestado, e
por tal modo que um delles at chegou a pedir
corda que interviesse para que o governo se
mostr impastivel e mudo ante o grande jury da
naco !
. grare ;
mas felizmente a prudencia de alguns chefes
puliticos impedio que chegassem a um desfecho
desagradare).
Outrotanto nao succedeu na Tena, onde a
eleieao custou a vida a 9 pessoas, e Dcaram 40 e
lautos feridos.
Na cidade de Souza, na Parahiba, a mesa pa-
rochial soberana recusou admit ir a volar osci-
dados, qu tinham sido mandados qualificar por
accordo da relaco ; o todos esses rotantes,
mais soberanos do" que a mesa, partiram a urna
einulilisaram todo o Irabalho eleiloral. A elei-
co foi, por acto da presidencia, adiada para o
da 18 de novembro.
S. Exc. o Sr. Dr. Silra Nunos deu-se ao Irabalho
de fazer urna penosa riagem aos confins da pro-
vincia, afim de conhecer pessoalmente de suas
necessidades. S. Exc. tinha estado ltimamente
na cidade de Souza. que fica a 110 leguas da ca-
pital da provincia.
Por noticias recebidas de Pao do Alho e por
urna carta recelada do Aracaty confirma-se a
falsidade dos boatos que aqui se espalharam
acerca do Dr. Lucenae dos presos que rcm do
Ouricury.
O Sr. Dr. Lucena tanlo nao foi assassinado,
que est sao e salvo na cidade do Aracaly, es-
pera que por alli passe um vapor para elle se
transportar para esta cidade.
Os presos quo sahiram de Ouricury com des-
tino a esta cidade acham-so actualmente em Peo
d Alho, onde se acha a forrea de linha, que esti-
rera em Ouricury durante o lempo que alli se
demorou o Sr. Dr. I.ucena.
As ooliciss do interior da pro-vincia sao satis-
factorias.
O estado dos passeios de algumas ras des-
la cidade carece de reparos.
As excavarnos sao taes que noilo podem ais
rausnr algum perigo a quera transita por essa
ras ; o que impoe aos respectivos fiscaes o de-
rer de fazer effecllvo o curaprlmento das postu-
ras relativas ao caso,
Isto esperamos nos.
Sabhado reassumio as funecoes de presi-
dente da calza filial do banco do Brasil nesta
provincia o Exm. Sr. risconde de Suassuna, car-
go que foi oceupado, durante sua ausencia, pelo
commendador Joo Pinto de Lomos, que soube
sempre conciliar os interesses do eslabelecimento
com os do commercio, durante a crise por que
passou o est elle passando.
Nos dias 23, 2 e '5 do corrente, harcro
preces publicas, as matrizes e conventos desta
cidadn e da de Otinda, pelo Summo Pontfice, o
pela igreja catholica apostlica romana ; deven-
do todos os Rrms. sacerdotes, na missi, recita-
rem a oragopro-Papa.
Passageiros do rapor nacional Persinunga,
sahidos para Macei e porlos intermedios :
Delina Adelaioe Chaves do Sacramento. Fran-
cisco Jos Baptisla, Candido Francisco Soares,
Eugenio Jos do Andrade, Jos Marques dos
Santos Carregal, Jos de Almeida Oliveira Cam-
pos, Valerio Jos da Grsca, Pedro da Silra Reg,
Manoel Jos Duarle Guiraaros, um criado e um
Joo
Conipareceu tambera o Sr Dr. Ignacio Neryda
Ponseea, que foi chamado, presin juramento e
tonicu assento.
A cmara deu principio, e condujo boje mes-
mo a apuracao geral de rolos para rereadoros,
que a teem de substituir no quatrionnio prximo
futuro de 1861 186V. mas nao mandou lavrar a
respectiva arla, porque resolveu consultar pri-
meiro ao governo da provincia sobre a troca de
nomos que cncontrou as actas da eleirio das
o Virzea, de I.uiz Francisco
logar de I.uiz Francisco de
Barros Rogo. Jos de Miranda Leal Ser, por
Francisco de Miranda Leal Ser, e Jos Francis-
co do llego Maia, por Joo Francisco do llego
Hala, embora nao reunisse a rotaco quo caria
um oestes nomes tere, como tambera o fizeram
as respectivas mesas parochiaes.
Estando emendado o numero de votos que na
eleiro da freguezia do Recito oblere o Sr. Res,
de rinle e qualro para sossonta o quatro, reque-
ren elle, e foi approvado, que para arredar sup-
posices, a cmara officiasse ao juiz de paz que
presidio a respectira mesa parochial, para decla-
rar como se dera essa emenda, visto que neuhu-
ma declararn constara da acia.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Exm. presidente da provincia-,
Iransmiltindo, para conhecimento da cmara, um
exemplar Impressn do decreto n. 2633 do Io de
setembro ultimo, dividindo esta provincia em cin-
co disliictos cleitoraes, para execuro do decreto
n. 1082 de 18 de agosto deste auno*.Que seac-
cusasse a recepeo do officio, ese arclnrassecom
a lei.
Outro do mesmo, autorizando cmara, como
ella requisilara, a dispensar do snico do ins-
peceo do gado destinado ao consum nesta ci-
dade ao cirurgiao dolle enearregado, at que al-
guma outra causa aconselhc novamente o empre-
go dessa medida.Inteirada.
Urna poticocom despacho di presidencia para
ser informada, de Manoel Pires Campello de al-
meida, cessionario de Francisco Lius Caldas, na
arrematarn feita peraulecsia cmara do dizimo
de capia de planta, requeiendo ao Exm. presi-
dente mandasse a cmara fazer o abate pjopor-
conatna letra do trimestre lindo, relativa aocon-; bre nos o peso da aoministracio de u
de arrematarao do mismo imposto,
era applicavel a preoecupaca do publicista fran-
cei ; o estadista, que se achara i testa da nossa
adminislrscao, va os assomos de agitacao, em
que se echara anda o paiz, e sabia que as refor-
mas, como disse o accuranoso E. de Girardin, sao
para as revoluedes o que as ponles sao paraos
nos,o meio mais fcil e seguro de Iransp-los.
Olanlo aos partidos, os estandartes estavam
enrolados ; mas, ninguem poderia dizer, que nao
deviam mais desdobrar-se.
_ Quanto aos interesses materiaes, nao eram on-
to urna absorpeo, ura exclusivismo materialis-
ta ; pe i contrario, eram encamin.iados nas vis-
tas dos interesses moraes, erara mol.lados pelo
quadro de um dos preceitos dos publicistas.
Por ventura aperfeicoara base do imposto, tor-
nar mais rpida a cirrulsco dos capilacs, mais
econmico o transporte das mercaduras, animar
a agricultura eliminando os defeitosda legislar0
hypotheearia, desenvolver o espirito fecundo'do
crdito publico, industrial e territorial, restringir
o espirito malfico d'uma liscalisaco ignorante,
accelerar as retacos do centro com a circunfe-
renc'a, multiplicar o numero das escolas com-
merciaes, fundar escolas ruraes gratuitas, repa-
rar as igrojas em ruinas, moldurar o rgimen pe-
nitenciario, oceupar-se christanicnlc da sorle
dos meninos abandonados, abrir c conservar as
estradas, completar o Systems de nivegacao, era
summa espaldar por toda parto o Irabalho, a ins-
trurro e o bem estar, por ventura nao importa
tudo isto Irabalhar nos int-rc.-ses moraes ?
E do legado do gabinete de 7 de setembro o
que tem feito seus sucessores '!
O gabinete do marquez de Paran orcupou-so
de esludos sobre tarifas, bancos, estradas de fer-
ro, outros nifios de facilitar os transportes, ani-
rnou emprezas de navegaco a rapor, cuidou da
reforma hypotheearia, de adorar os rigores do
fisco, de levantar o cullo divino, de fazer elTec-
livo o rgimen penitenciario, erigi casas deasy-
lo, hospitaes, espargio luzes e irabalho, malou o
trafico, propoz reforma judiciaria o hypotheearia,
realisou reforma eleiloral, ele, etc.
Era um governo, que se sabia, d'onde vjnha e
para onde ia ; havia ura armisticio de ideas, mas
ninguem eslava descontente ou desanimado.
Chamou Dous a si o marquez de Paran, quan-
do, pde-se dizer, o seu Irabalho comecava. O
que lizeram do seu legado poltico ?
E o que passaremos a indagar.
i.
Captivos.......
Forros de baixa condceo.
Outra classe. "
Outra classe......
difirenos funda-se na
25000
2;500
30O0
3500
qualidade da enfer-
a ser previamente
maria, das camas, das roupas e das comidas.
Estabelecida esta nova tabella nao podemos
fazer o menor ubalinienlo esteja o doenle o lem-
po que esliver.
As operaces continan)
ajustadas.
Nos esperamos d'oraaranle grande concurren-
cia ; nosso zelo nao decrescer, mas precisamos
liraralguma recompensa do nosso irabalho e
responsabilidade som o que teremos de ab.-uido-
nar una emprea de tamanha importancia e uti-
lidade para as pessoas, que nao lera recursos pa-
ra se trataren) em suas casas.
Recito 2 de oulub:o de 1860.
Drs. Ramos & Seve.
Pubcaces a pedido.
ODIA i:> DE01TCBR0.
A. meus entiesas.
Assoma o descanso ; de enrolla a esperanca
Por entre os recelos ao longo reluz,
, Porm na jornada quem que descanca
: Seanima-o a sciencia, que biilda o seduz?
I Marchai, lidadores, de nim vos aclara
f"ni raio brllhante da luz de Sinai,
O doce descanro, que asim ros encara
Tradui urna phrsse, que exprime marchai!
., e nas
que se fosse vendendo al completar o triennio
da rr.esma areraataco, visto que tendo a lei do
orcamento prorincial vigente laucado 8 por rento
da renda animal dos terrenos oceupados com c
planto de capim, que for rendido neste munici-
pio, os rapineiros serecusaram ao pagamento do
dirimo do mesmo capim por oulra forma, que
nao a que estabelece a citada lei, como mostra-
ran! os documentos que juntara de 1 6.
Leu-se igualmente urna outra pelico do mes-
mo Peres Campello feita cmara," declarando
que, pela razo cima exposta, deixara de pagar
a leltra vencida no trimestre findo em setembro
ultimo. Resolreu-se que se ouvisse ao advo-
gado.
Oulro officio do vereador Moli, datado do Io
do corrente. communicando achar-se era uso de
oscraro, Joo Ribeiro Lopes, Goyon Louis remedios, a nao poder por isso comparecer s
Uaode Domeneque Manoel de Moraes A. e Li- jsessos, eraquanlo durasse o seu cncommodo.
ma, Antonio Carvalho Raposo, Antonio Vences- ; Inteirada.
lao de Souza, Manoel Jos de Lima, Adriano da
Silva Correa de Almeida, Flix Pereira de Souza
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 20 do corrente para consu-
mo desta cidade 112 rezeg
Mortalidadi; do dia 20 :
rsula Maria dos Praieres, preta, casada, 50 an-
nos. apoplexia.
Maria Jos do Nascimento, parda, solteira, 16
annos, paralisia.
Joaquina, prelo, escravo, 40 annos, delirio te-
meno.
Maria, preta, 21 mezes, sararapo.
Faustina da Silva, parda, solteira, 60 annos,
con&lipacao.
Hospital de caridad*. Exislem 56 ho-
mens e 54 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, total 117.
Na totalidadedos doeDtes existem 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 6 horas e meia da toa-
nhaa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas e 10 mi-
nutos manha. e pelo Dr. Firmo, s 5 horas da
larda de hontem.
Outro do Dr. juiz de direito da 1 vara, dizen-
do ler designado o dia Io do corrente para abrir
correico uo termo desta cidade, coja primeira
audiencia geral teria lugar na sala, onde funecio-
na o tribunal do jury, julgando conveniente com-
municar islo cmara, para mandar abrir a casa
do jury c propara-la.Inteirada por assim se le
j toro.
Oulro do engenheiro cordeador, apresentando
em observancia do despacho desla cmara, o or-
camento do valor do terreno, que segundo a plan-
ta da povoago dos Afogados, tem de perder o
lente coronel Manoel Joaquim do Reg e Al-
bquerque, do seu sitio no becco do Quiabo, na
importancia (o orcamento) de 305500 rs. Que
se officiasse ao governo da provincia para verifi-
car a ulitidade dessa dcsapropriarao.
Outro do mesmo, remetiendo o orcamento da
estrada do maladouro publico, importando na
quanlia de 16:293*600.Addiado.
Outru do contador, communicando que na lei
do orcamento municipal vigente, nao fra con-
signada quola para luzes de casa de deteuro.
Que se consullasse presidencia, dizeudo-se que
nio existindo consignarlo de fundos, pareca
cmara que nao devia fazer a despea.
Oulros(S) do fiscal supplente em exercicio do I cultellros.
Qnando, ha porto de dous annos, tomamos so-
ma osa de
saude, bem avallramos o grande Irabalho, em
que nos ianins metter ; porm o desojo de enri-
quecer nossa provincia com um estabelecimenlo
toimportante fez com que nao recuassemos.
E na rerdade ; a rasa de saude de Santo Arna-
co lera rebebido 232 doenles de rariadissimas
enfermedades : grande numero de operares tem
sido alli pralicadas sera lueat boje sc'lenha a
deplorar um s caso funesto; muitos alienados
tem sido recolhidos, o tendo nao poneos readqui-
rido o uso perfeilo de suas faculdades intellec-
tuaes.
A importancia deslc estabelecimenlo tal que
nao precisa ser demonstrada. As molestias agu-
das, quando mal dirigido seu tratamento, ou sa-
crificara o doenle ou si lornam chronicas, e de
diffieil resoluco ; c estas exigem mu ssbia di-
reco da parle do medico e constancia no uso
dos madicamentos da parle dos doenles; preci-
sando ambas de mais para serem combatidas de
serem auxiliadas pela conreniente dieta e pelas
boascondieges hygienicasscm o que nao pos-
sivel i conservaco da saude. Quanlo mais sua
acquisigo.
Todos conhocem como sao repartidas ntssas
casas ; os poucos commodos que ellas oltorecem,
mesmo s pessoas principies de qualquer fami-
lia ; ninguem ignora que os quartos dos negros
sao nos corredores, ou no fondo das oseadas ; e
quem nao comprehender que nestes lugares nao
pode ura docnlo ser conrenieolemente medi-
cado ?
Acresre de mais que as pessoas encairegadas
da administrarlo dos remedios, e dietas sao ge-
ralmonie timbem captiros, que se prestara a con-
descender com os doenles deixando ora de lhes
dar os medicamentos, ora minislrando-lhes ali-
mentaijo inconveniente.
Eis porque muitas rezes enfermidades tratadas
no centro das familias segucm urna maicha irre-
gular c resislem ao usodps meios proscriptos.
Na casa de saude tudo concorre para o bom e
regular andamento das molestias : o predio lera
bellas acoramodaces e nelle se d o concurso
de circunstancias hygienicas exigidas em pro-
veiio do doenle ; os medicamentos, e a dieta sao
administrados segundo as dclermioages dos fa-
Marrdai corajosos, que marcha vos guia
A dexlra que sabia guiou-vos assim ;
IVreis esse arrimo nasudos de um dia ;
Se acaso a constancia fallir-ros no fim.
Pujantes na lula, fadigas de um anno
Com brio e firmeza rhegaes de vencer,
Quem destas victorias recorde-se ufano
Fadigas (Je um dia nao tem que lemer.
Embado nos maros se eleva o escopro.
Que o nauta l sulca, nao tomo os pareis ;
Aquello que iloi ja do glorias um spro,
Empolga, se firme, vrenles laureis.
Um dia, um momento do co bemfadado,
Quo cm dubios roreios, com ancia aguardis,
Ser do^e termo do marco aspirado,
Ser grato o louro, que tanto almejais !
Aos longos intuidos de excelso horisontc
As vistas um da podis elevar,
E o louro que houverdos ringido na fronte,
Leuibrai-vos que o meslre vos fez alcanrar '.
O meslre, mancebos, que iradoz atiento,
Do um Deus o verbo, que Moyss ditra.
Que nos revella cora sonoro acento
Fundos arcanos, que o sabor lhe aclara.
Quo assaz comnnsro liberal reparte
O que era sus alma precioso tem ;
E goza c folga. se nos vio desl'arte
Colher os leurosque colhcu tambem.
Plalo divino diffuudindo o pasmo
Mais se alegrara nestas Iula3 d'alma,
Quando arroubado pelo enlliusiasmo
Ura seu discpulo ldegauhou a palma.
Assra o mestre, e a missao santa,
Suave crenca, que animarnos rom ;
Cultor zeloso, que vigora a planta
P'ra dar as flores quo coldido tem I
Lembrai-vos lodos < se colheis ura louro,
Deveis ao mestre gralido sem par ;
Que da sciencia o perennal ihesouro
Smente elle bem nos sabe dar l
Smenle a sciencia ludo I
Pbanal acceso por Dous
Sem ella o co fra mudo,
Nao brilhra os astros seus ;
Que o homem na trora immorco
Saria um ocr mui diverso,
Dosconhecera o universo,
F&ra surdo voz dos cos !
Recito, 14 de outubro de 1860.
Pompilio C. de Mello.
Acabo neste momento de receber o officio da-
tado de honlem, em que Vmc. me rommuitica
a fuga do ibcioticeiro do consulado prorincial,
alcanzado em II 341*526 ris. e pelo que man-
dou Vmc intimar aos respectivos fiadores para
no praso de 24 hars recolhereru o mencionado


<<)
DIARIO DE PEBJiABMUCO. SEGUNDA FEIRA 22 DE OUTUBRO DE 1860.
i
da nesla freguezia de S: Jos do Recite aos de-
zoito de outubro de rail oilo ceios e sessenta.
Escrevi e assignei. Era f de verdade.Jos
Goujalvcs de S.
alcance, roquisilando no raesrao tempo a priso I original ao qual me reporto. E vai este sera cou-
do referido thesoureiro, e nomeando urna com- za que duvida faca por mim escripia o assigna-
missao para verificar escrupulosamente ao justo '
do alcance do mesmo tcsoureiro.
Em resposta cumpre-rae dizer-lhe que ho
foram sera fundamento assuspeitas que & poucos
dias Ihe manifestei verbalmente acerca do su-
prareferidu thesoureiro, recorameodando-lhe lu-
da a vigilancia, nao obstante assegurar-rae Vine.
que elle coutinuava a entrar era tempo com os
dinheiros arrecadados, e que nenhum alcance
havia apresentado. Deplorando por tanto um
tal acontecimenlo, rccommondo-lhe que prosiga
com todo vigor as diligencias comeadas at
que fique indemnisada a fazenda provincial, e
cumprido o rogulamenlo. Ficando inteirado da
nomeacao do thesoureiro interino que Vmr. fez
na pessoa de Joo Ignacio do Reg, iralarei de
fazer a nomeagao definitiva o mais breve possi-
vel. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de
Pernambuco, 13 de dezembro de 1834.Jos
Benlo da Cunh* e Figueiredo. Sr. inspector da
thesouraria provincial.
A'visla do oTicio cima, roga-so incarecida-
mento ao Illm. Sr. Jos Pedro da Silva, inspector
da thesouraria provincial de dignar-se de res-
ponder ;
i. Se exacto ter a presidencia comraunica-
do verbalmente a S. S. _o que se acha exarado
em dilo oBcio, sobre as suspeitas que tinha
contra o ex-thesoureiro do consulado provincial;
porque dizera que S. S. dissera que semelhante
communicaco uao lho fra fcita.
2.Q Que dias mediaram-se dessa communica-
$ao ao dia em que o dito ex-lhesoureiro, rou-
bra o cofre e fugira.
3." Se teria S. S. acertado, depois da commu-
nicaco da presidencia ter mandado proceder
um exame no cofre, ofim de conhecer-se se es-
lariara ou nao recolhidos os diuheiros recebidos
das rendas dos dias decerridos na semana ; por
que dizem que esse ex-lhesoureiro j estando
alcancado pedia dinheiros emprestados para in-
teirar a renda da semana que tinha de recolher
thesouraria, e com os dinheiros que ia arreca-
dando no principio da oulra semana pagava, e
por isso apparecia desfalque na semana que ti-
nha de recolher : assim ia proseguindo at que
chegou a falal semana, que nao havendo quem
mais ernpreslassc, fugira com o rndimento do
resto da semana, e com o desfalque dos das dn
mesma. apresenlou o roubo do tolal da semana.
Com o expendido nao se tem por fim duvidar-
se da honradez, probidade e aplido do Sr. ins-
pector, pois o respeitavel publico asss reconhe-
ce as excellentes qualidades de S. S-, c sim por
que dizo-m que nao houveram providencias cm
tempo contra o ex-lhesoureiro, avista da recom-
mend.icao verbalmente da presidencia feila S S.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua detnissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quiio ter-
minante disposicao se acaba de 1er :
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o professor de eeometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes u inspec-
tor da thesouraria provincial )
. Jisse ftraccionurio, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da cintres
instruccaoe dos cofres pblicos, se acha Cocos seceos....... >
ora da sua cadeira, ha 15 annos!! dem salgados ..:... libra
( tazem boje 15 de setembro de 1860.) dem idem seceos espichados.
dem caxaca ......
dem de cana...... >
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... cariada
dem idem....... garrafa
dem resillada e do reino cariada
Algodao empluma 1.a sorte. arroba
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco .....
Arroz pilado...... arrba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
zeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de edeo.
Borracha una...... arroba
dem grossa......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem rcstolho ....
dem idem com casca. ...
dem moide......
Carne secca ...
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao
dem idem era velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala...... >
COMMERCIO.
iYlfuiwlega,
Rendimento do dia 1 a 19. .
dem do dia 20......
200:5043142
9:2755929
269:7808071
Moviiiieiito la alfantle
V'olumes entrados com fazeudas.. t
com gneros.. 43
Volumes sahidos com fazendas..
com gneros..
VA-
45
CARTA DE EDICTOS.
O cidadao Manoel Ferreira Accioly, juiz de paz
do segundo anno desla freguezia de S. Jos do
Recife, em exercicio no quarto em virlude da
lei, etc.
Fuco saber aos que a presente carta vircm, ou
della noticia tiverem, em como Jos Dias da
Silva me et a peligo do theor seguinle:
Diz Jos Dias da Silva, que quer fazer notificar
a Jos Paulo Travasso & Arruda para amigavel-
roente pagar ao supplicante a quaulia de ris
3:1149510, sendo 2:976#690 is. importancia de
qualro leiras vencidas, e I37J820 rs. de corita de
livro e scus juros, requer a V. S. se digne man-
dar fazer a notificaco requerida para a concilia-
go cora a pena de revelia ; e por que o suppli-
cante se acha ausente requer a V. S., que soja
notificado por carta edictal, procedendo jusii-
fleaco do cstylo, passando a carta com o p;azo
da lei. Pede ao Illm. Sr. juiz de paz assim Ihe
delira. E R. M. Jos Dias da Silva.
mais se nao continha em dita peticao, na
dual dei o despacho seguinle Justifiqu. Fra-
guezia de S. Jos do Recife, 15 de culubro de
1860. Accioly.
E mais so naoConnha no dito despacho aqui
copiado, era virlude do qual o justificante produ-
zio suas testemunhas, e em vista dellas dei a
sentenca do theor seguinle : A' vista do depoi-
mcnlo de folhas e folhas, julgo provada a ausen-
cia do supplicado em lugar nao sabido, e man-
do que se passe carta do editos por quinze dias
para no prazo della ser citado o mesmo suppli-
cado, pagas pelo justificante as cusas. Fregu
zia de S. Jos do Recife, 18 de outubro de 1860.
Manoel Ferreira Accioly.
E mais se nao continha em dita sentenca-aqui
copiada, em virlude da qual o escrivo que esta
escreveu passou a presente carta de edictos,
com o prazo de quinze das, pela qual eseu theor
se chama, cita, e bei por citado ao supplicado
ausente Jos Paulo Travasso de Arruda, para
comparecer por si ou sen bastante procurador
primeira audiencia deste juizo, que lera lugar a
immediala depois de (indo dito prazo, afim dse
conciliar com o supplicanje a respeilo do que
cima Gca exposto.
Pelo que qualquer pessoa, prenles, amigos,
ou conhecidos do justificado, o poderao (azer
scieote do que cima tica declarado sob pena de
revelia. E o porteiro do juizo Francisco Joo
Houorato Sorra Grande afDxac o presente no lu-
gar do costume e ser publicada pela imprensa.
Dada c passada nesla freguezia de S. Jos do
Recife eos 18 de outubro de 1860. EuJosGon-
galves de S, escrivo o escrevi. Manoel Fer-
reira Accioly. Ao sello 300 ris Valha em
sello ex causa. Acciolly.
E mais se nao continha em dita carta de edic-
tos aqui copiada, que cu escrivo abaixo assig-
nado fielmente lircl o presente traslado do pro-
prio original ao qual me reporto. E vai esta
na verdado sem cousa que duvida faca, por mim
escripia e assignada nesla freguezia "de S. Jos
do Recife aos 18 de outubro de 1860. Em de
verdade escrevi e assignei.
Jos Goncalves de Sa.
TRASLADO DE CARTA DE DBITOS.
O cidadao Manoel Ferreira Accloli, juiz do paz do
2. anno desla freguezia de S. Jos do Recife,
em exercicio no quarto, em virlude da lei ele
Faco saber aos que a presente carta virem, nu
ou della noticia tiverem, em como Jos Dias da
Uva ni o fez a petigo do theor seguinle :
41
1,489
------1,530
Descarregam hoje 22 de outubro
Escuna brasileiraCarlotadiversos gneros.
Consulado eral.
Rendimento do dia 1 a 19. 9:088j383
dem do dia 20....... 36j420
9125803
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 19. .
dem do dia 2q.......
559S746'
77jp467
_____________________________ i
G37$213'
Rccebetloria geraes de Pernambuco.
Rendimenlo do dia 1 a 19. 34.8175538
dem do dia 20....... 3:735610
38:553j>148
Consulado provincial-
Rendimenlo do dia 1
dem do dia 20. .
a 19.
I2906i16
23J}376
13:1 HJ792
PRAA DO RECIFE
SO DE OUTUBRO DE 18GO*
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios
Assucar-----------
Algodo ----------
Saccou-se sobre Londres a 26,
1/4 a 26 3/4 d. por 15000, sobre
Paris de 360 a 365 por franco,
sobre Hamburgo a 678 rs. por
M. B., e, sobre Lisboa a 110
% de premio, reculando os sa-
ques porS# 30.000.
Apenas^tem entrado algum bru-
to, tendo-se vendido para ex-
portar de 2jl00 a 2;200 rs.
por arroba. I .,,
O superior venden-se a 7g700 Salsa parnlha.
por arroba, e o regular a 7500 Sel)0 era rama
Agurdente-------
Batatas----------
Caf-------------
Cha......
Carvo depedra-
Diz Jos Das da Silva, que quer fazer notificar
a Luiz de Franca Rodrigues Ramos para aruiga-
velrnente pagar ao supplicante a quaulia de.......
4 8g592 rs. esses juros importancia do urna le-
Ira mercantil ja vencida, requera V. S. se digne
mandar fazr a notificago requerida para a con-
ciliac,ao com a pena de revelia. E porque o sup-
plicado se acha auzente requer a V. S. que seja
notificado por carta de edilal precodendo a jus-
tificago do estilo passada a carta com o prazo da
lei. Pede 30 Illm. Sr. juiz de paz que assim Ih
delira.E R. M.Jos Dias da Silva.
E mais se nao continha em dita petiQao na qual
dei o despacho seguinle: Justifique.Fregue-
zia de S. Jos do Recife quinze de outubro de
mil oito ceios e sessenta. Manoel Ferreira
Accioli.
K mais se nao continha em dito despacho ou-
vir tudo do qual produzio o justificante suas tes-
temunhas, e em vista dellas dei a sentenca do
theor seguinle :
A vista do depoimento de folhas a folhas, jul-
go provada a auzencia do supplicado em lugar
nao sabido, e mando que se passe carta de editos
com o prazo de quinze dias para ser citado o
mesmo supplicado : pagas pelo justificante ss
cusas. Freguezia de S. Jos do Recife dezes-
sete de outubro de mil oito etntos e sessenta.
Manoel Ferreira Accioli.
E mais se nao continha em dita sentenca aqui
copiada em virlude da qual o escrivo que este
escreveo passou a prezente carta de editos com
o prazo de quinze dias pela qual e seu theor se
chama, cita e hei por citado ao justificado auzen-
te Luiz de Franca Rodrigues Ramos para que
compareca por si ou seu bastante procurador
primeira audiencia deste juizo que lera lugar a
iu.modij.ta depois de (Indo dito prazo sob pena
de revelia para reomcii a respeilo da peticao
do justificante. Pelo que toda e quaiq..cr Poeia,
parantes, amigos ou conhecidos poderao fazer
sciente do que cima (lea exposto. E o porteiro
do juizo Francisco Joo Honorato Serra Grande
afixar a prezente no lugar do costume e ter pu-
blicidad* pela imprensa. Dada e passada nesla
fregijpjk de S, Jos do Recife aos dezoito de ou-
lubi fle mil oito ceios e sessenta. Eu Jos Gon-
de S.EscrivSo o escrevi.Manoel Fer-
AcciorV.Ao sello trexentos res, valha seu
lo ex-eanza.Manoel Ferreira Accioli.
,* E mais se nao continha ere dita carta de edi-
tos aqui copiada, que cu escrivo abaixo asslgna-
do bera e fielmente Urci a prezente do proprio
res.
Vendeu-se do 120jj000 a 130JI
rs. a pipa.
Couros-------Os seceos salgados venderam-
se a 225 rs. por libra.
Azeitcddce-------Vendeu-se de 25600 a 3j700 rs.
por galo.
Arroz-------------Vendeu-se de 2$200 a 2g500 rs.
por irrobn.
Bacalho----------Em atacado vendeu-se a 8j>250
rs. e a relalho de 8/000 a 12
rs., ficando era ser 12,000 bar-
ricas.
Venderara-se a 1S000 rs. por
arroba.
Vendeu-se de 6*000 a 6J800 por
arroba.
Carne secca- A do Rio Grande vendeu-se de
3*800 a S800 rs. por arroba,'
ficando em ser 47,000 arrobas,
nao havendo da do Rio da
Prata.
dem 1S700 rs. por libra.
A ultima venda regulou por
22*000 rs. a tonelada.
Cerveja------------Venueu-se de 4g000a 5gOJ0 rs.
por duzia de garrafas, confor-
me a quMidade.
Farinha de trigo Retalhou-se do 17*. a 19 rs. por
barrica do Baliimore, de 18*. a
205 de Richmond, a 20g a de
Philadelfid, de 21j> a 22tf e de
Trieste, e a 18j>000 rs. o sacco
de 200 SdoChili, ficando em
ser 1400 barricas da primeira,
6000 da segunda, 700 da tr-
ceira, 5000 da quarla, e 400
saceos d3 quinta.
Vendeu-se a 5*000 por sacca.
Vendeu-se a I5OOO rs. por ar-
roba.
Genebra-----------Vendeu-se a 300 rs. .por bo-
tija.
Louca-------------A ingleza de 275 a 285 por
cento sobre a factura, cambio
ao Dar.
Manteiga----------A franceza velha vendeu-se a
400 rs. por libra, e a nova de
520 a 540 rs., e a Ingleza a
880 rs., ficando o mercado bem
suprido.
Mass-is-------------Venderam-sc a 5#500 rs.
Passas----------Venderam-se a 8000 reis a
caixa.
Queijos----------Venderam-se a 2$300 rs. os
flamengos
Toucinho----------Vendeu-se da 8*000 rs. a 8*200
rs. por arroba.
Vinagre----------Vendeu-se de 100*. a 115*. rs.
a pipa.
Vinhos-------------O tinto de Lisboa de 220O0O a
260j|000 rs. a pipa e branco
de 2809 a 300$ rs.
Espermacetc Nao ha.
Stearinas----------Em vellas de 600 a 640 por
libra.
Desconlos A caixa filial discontou cerca
de 300 contos de reis a 10 por
cento, e os discontos em ge-
ral reularara de 10 a 18 por
cento ao anno.
Freles- Nao ha para Europa, e para
Valparaizo a 501 por tonelada.
Accoes----------- dem transaccoes.
dem idem verdes ....
dem de cabra corlidos um
dem de onca......
Doce de calda...... ar
dem deGoiaba .....
dem seceos ......
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional- .... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo........ alqueire
Fumo em folha bom. arroba
dem idem ordinario. ...
dem idem rcstolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. ...
I Gomma polvilho.....
Ipecacanhua...... arrru-
, lenha em achas grandes cento
dem idem pequenas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro urna
Louro pranches de 2 custados um
Costad) nho....... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz....... >
Virnhlico pranches de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito >
dem taboas de costado de 35
a40p. de c. e21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem cm obras eixos de secu-
pira para carros..... par
dem idem rodas de dita para ,
ditas........
Mel ... ..... caada
Milho........ alqueire
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rcbolos......
Piassava em molhos um
Sabo........ libra
. arroba
.
Sola ou vaqueta (meio). urna
Tapioca........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinagre........ pipa
Pao brasil .... o* Quintal
1S6C0
9g000
13$000
2*500
1$000
3000
5000
4S0O0
220
400
140
300
lOgOOO
500
400
l*O00
3g200
lg600
300
1S600
3g000
2JJ500
7g000
15g000
9g000
7gOOo
16g000
6JOC0
4*000
que em cumpnmenio desta ordem, aceitar as
propostas daqnelles accionistas das estradas de
ferro do D. Pedio II, e desta provincia, que pre-
tenderen! permutar suas respectivas acedes por
apoliccs.da divida publica nos termos do art. 5.
da le n. 1083 de 22 do agosto ultimo.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 19 de agosto de 1860.O official-maior
interino, Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que
nesla data fica inscripto no competente livro do
registro publico o contrato de sociedade de capi-
tal e industria, celebrado em 24 de agosto do cor-
rente anno porSatyro Seraphim da Silva e Jos
Francisco Ribeiro Berlrand, cidados brasilei-
ros, eslabelecidos nesla cidade com loja de cal-
cado francez, roupa, miudnzas e perfumaras
sob a firma de Silva & Bibeiro. da qual podem
ambos usar; devendo a referida sociedado durar
por espaco de tres annos, a contar do dia 3 de
fover'eiro do correnle cora o capital de 12:718*864
era dinheiro, mercadorias, armaco, chave da
loja e dividas activas pertencenles ao socio capi-
talista Salyro.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 de outubro de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impodimento do oflicial maior.
Declarares.
querimedto do Francisco Alves Monleiro Jnior,
de urna taberna na ra Nova n. 50 psrtencente
a Jos Gomes da Silva Santos, no mencionado
dia.s 11 horas em ponto.
Leilao
Terga-feira 23 do corrente.
O agente Evaristo, nao tendo concluido o lei-
lao da taberna n. 34 da ra da Imperatriz, conti-
nuar a arreroataco no dia 23 do corrente de
grande numero do objeclos pertencentos a mes-
ma taberna, tudo a rctalho, principiando s 10
horas em ponto.
Quarta-feiri 24 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao em seu
armazem na ra Nova d. 65, de varias
obras de inarcineiria de apurado posto,
as 11 horas em ponto.
Tambem
Secretaria do governo de Pernaiubu-1 ven^era' um escravo de meia dade o
entregne sem reserva de
co cm i o de outubro de 18G0.
Pela secretaria do governo se faz publico, pa-
ra conhecimento de quem interessar possa, os
despachos constanles da relaco abaixo, que
oram proferidas pelo Exra Sr.'ministro da jas-
lija em diversos requerimenlos de parles desla
provincia, no raez de setembro prximo lindo.
felacao a que se refere o edilal cima,
24Jos Pinto da Malta.Perdo.Nao tem
lngar.
29Urbano dos Santos Cardoso.dem.Cum-
pra o decreto de 28 de marc.o passado.
29Francisco Antonio do Souza.dem.Inde-
ferido.
22Jos dos Sontos Torres.Oflcio de justica-
dem.
6Jos Marianno de Albuquerque.dem.
Prejudicado.
12Guilhermino de Albuquerque Martins Te-
reira.dem.dem.
12Francisco Thom de Paula.dem.Avista
da resoluco de consulta do 1852, nao lera
lugar.
O secretario do governo,
Jos Rodrigues Chaves.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia, se faz publico
| que, tendo sido avahada em 6 0009 a casa de so-
25|000 brado de dous andares n. 29 sita na ra d i Guia,
2g500 e oerlencendo a fszenda nacional, em virlude de
1G00 ; ad"d'caco, urna parte desse sobrado no valor
de 1.1559482, tem esta de ir praca no dia 27
do correle mez s 2 horas da larde, perante a
mesma thesouraria para pagamento do que ficou
devendo o finado Antonio Ferreira Duarie Vel-
loso. Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 20 de outubro de 1860. O oQicial
maior interino,
Luiz Francisco de Sarapaio e Sila.
qual sera'
preco.
LEILAO
DE
Farinha de trigo.
Attencao.
Na ra do Cabug n. 1 C, loja dos Srs. Ramos
& Lima, acham-se venda ornamentos de da-
masco de Lisboa de todas as qualidades o cores,
e fazem-se com proraptido e perfeicao quaes-
quer encommendas para fra, tudo isto por me-
nos prego que em outra parle.
OfTerece-se urna mulher de bons costumes
para casa de homem solleiro, sendo s para co-
zinhar, e nao sahindo a rna : quem precisar, di-
nja-se a ra do Hospicio n. 5, que ahi achara
com quem tratar.
Precisa-sede urna ama para tratar de urna
senhora : na ru3 do Pilar n. 116, logo passando
o arsenal de marinha, lado esquerdo.
. Roga-se ao Sr Chrislovo Santiago do Nas-
cirnenlo o favor dirigir-se a ra dos Msrtyrios,
taberna n. 36, para se lhc entregar urna carta.
O capilo I. O. Cox avisa s pessoas que se
julgaremcredoras da galera americana Galden
Hora, spresenlem no prizo de tres dias suas
coritas no escnplorio do Sr. Henry Forster & C,
ra do Trapiche n. 8.
O capilo R. II. Gould avisa s pessoas quo
tiverem conlas contra elle on contra a barca
americana Roanok, que aprosentem ellas no
prazo de tres dias no escriplorio do Sr. Henry
Forster & C ra do Trapiche n. 8.
Quem tiver roupa para lavar c engommar.
tanto do homem como de mulher, cora toda a
perfeicao, preco commodo, dlrija-se a ra do S.
Gonzalo n. 21.
Aluga-se urna escrava disposla para o ser-
vico de urna casa : quem quizer, dirija-se a ra
do Socego, no Campo Verde, na penltima ctsa
Jo todo esquerdo.
PELO AGENTE
129000
3$000
9$000
6SOO0
SgOOO
2g500
4g000
2g240
lg600
209c00
12g000
45g000
16g000
6$G00
9g0C0
16g000
30S000
400
3g500
800
9g000
1$120
200
120
25g000
5g000
2g800
39500
g300
509000
109000
Mo vimento do porto.
Navio sahido no dia 20.
Maranho36 dias, hiate brasileiro Correio da
lmperalris, de 45 toneladas, capilo Manoel
Nubosa Ribeiro, equipagem 6, carga
assucar
gueira
e mais gneros; a Carvalho
milho,
& No-
Far. de mandioca
Feijo----------
Navios sahidos no mesmo dia.
BahaHiate hrasileiro Dous Amigos, capilo
Joo Antonio de Deuse Silva, darga varios g-
neros.
Macei e portos intermediosVapor nacional
Persinunga, commandanie Manoel Joaquim
Lobaio.
Avisos martimos.
Cear e Acaraci,
O patacho Emulacao segu com brevidade, pa-
ra carga e passageiros Irata-sc com o capilo a
bordo ou no escriptorio de Manoel Goncalves da
Silva.
agente
.
Francisco Balihazar da Silveira e sua
familia pedem aos seus prenles e amigos
que Ibes facam o caridoso favor de ouvir
urna missa que s 9 horas do dia 22 do
correnle se ha de dizerna igreja malriz da
Boa-Vista, pelo dcscango eterno da alma
de seu presado pai o Sr. coronel D. Luiz
Balthazar da Silveira, fallecido na cidade
da Babia no dia 4 d<>sle n.esmn mez.
Os abaixo asignados declaram que ficm
desligado desde 9 de setembro p. p. da sociedade
que gyrava sob a razo de Rocha, Lima & Gui-
maraes, o socio que tem feito parte della Jos
Guilherme Guiraares, Picando Udo o activo, e
passivo somi-nle a cargo e sob a responsabilidade
dos dous primeiros socios, que todava continua-
, rao elles a usar por em quanto da mesma firma
l)rJem liquidacao Recife 16 de outubro de 1860.
coma e risco de quem perteneer, hoje' Manoel Joaquim da Rocha.Manoel Xavier Cor-
22 de outubro as ti horas da manhaa,
nolargo da ponle nova junto o arma-
zem novo
DE
100 barricas corn farinha de trigo mar-
ca superfina.
COHPAMIIA PERNAMBl'CAiU
DE
avegaco cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Lobato,
segu para os porios do sul de sua escala no dia
20 do corrente, recebe carga at 19 ao meio dia,
encommendas, dinheiro a frete e passageiros at
s 3 horas de dia da sahida.
O expediente fechar-se-ha as 3 1)2 horss da
(arde. Nao se dar blheles do passagem sem
quena gerencia fiquo deporitado o competente
passaporte, aos passageiros que na forma da lei
nao podem viajar sem elles.
a. 0 i C0 ~ OS 5 Horas 1
B es -i c (0 M CO P5 en c g c c fl co 0 Atmotphtra C V. P5 Se < > O 5
W Direco. < O
0 5 V * =0 05 1 | Intensidade 1 0 ce li
03 5 hS en Centgrado. -i n s r -O a 0 5 i" S p
O bo 00 0 IB IA Ve 00 i Cd M O 1 Reaumur. c c
8 J en 5- Fahrenheit > y.
00 0 . Hygrometr D
tu -a w tn b 13 tn=> ac Barmetro l
Precos correntes dos princpaes gene-
res e prodaeces oaciooaes,
?e te despachara pela mesa do consu-
lado na semana de
de 22 o 27 de outubro de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada l#120
A noile clara vento SNE, veio para o terral c
assim araanheceu.
OSClLLACAO DA MAR.
Preamar a 8 h 6' da manhaa, altura 6.0 p.
Baixamar as 2 h 18' da tarde, altura 1.25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 20 de ou-
tubro de 1860 Vibgas Jnior.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zendi desla provincia, mandando publicar a se-
guinlo ordem do thesouro :
Angelo Moniz da Silva Ferraz, presidente do tri-
bunal do thesouro nacional, ordena ao Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda de Pernambuco, que
aceite quaesquer propostas na contonnidade do
art. 5. da lei n. 1083 de 22 de agosto desto anno,
para a permuta de aeges da estrada de ferro de
D. Pedro II, devendo entrar nos cofres da thesou-
raria a dfferencenlre o capilal realisado e o no-
minal de cada ac^ao, c nesla corle serem, vista
de sua participado, transferidas as mesmas ac-
coes ao governo, passando o proponentes para
osse efleito procuraec-es bastantes a pessoas de
sua conQanca para que possam receber as apo-
lices correspondentes. Igualmente fica o mesmo
Sr. inspector autortsado para aceitar semejan-
tes prof.oslas a reapeito das aeges da estrada de
ferro dessa provincia, devendo ahi ter lugar a
respectiva transferencia, depois do que, vista
da competente communicacio, serao aqui entre-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOIETES A VAPOR.
Espera-se at o da 24 do corrente dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandanie
o ca'pito de mar e guerra Gervazio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul.
Recebem-sc desde j passageiros e engaja-se
a carpa qae o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1. escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Para a Bahia
O veleiroebem conhecido patacho nacional
Julia, pretende seguir com muita brevidade tem
a bordo parte de seu carregamento para o resto
que Ihe falla Irala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Porto por Lisboa.
Vaisahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o britue portnguez Promplido
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE : para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellentes commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pillo.
Cear, Maranho ePar
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
Lindo Paquete, capilo Jacintho Nunes da Cosa
por ler parle de seu carregamento promplo ; para
o resto e passageiros, trala-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio, ra da Cruz n. 27.
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto que anda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deoa n 12.
Leiles.
Segunda-feira 22 do corrente.
O agente Evaristo far leilao por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, a re-
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente fara' leilao por
conta e risco de quem perteneer, terca-
feira 23 do corrente as 10 horas da ma-
nhaa no armazem do Sr. Annes, de-
fronte da alfindega
DE
20 barris com carne salgada de 200 li-
bras cada barril.
Avisos diversos.
O barharel Francisco Xavier Pereira de
Brito, Adriano Xavier Pereira de Brito,
Amejico Xavier Pereira de Brito, Candido
Xavier Pereira de Brilo, r. Caetano Xavier
Pereira de Brilo, r. Antonio Agripino
Xavier de Brito, Dr. Cosme de S Pereira,
e Antonio Bolelho Pinto de Mesquita J-
nior, convidam aos seus amigos, que te-
nham a bondado de comparecer hoje 22 do
corrente na malriz da Boa-vista pelas 9
horas da manhaa, nfim de assislirem os
ltimos sufragios que so tora de fazer a sua
mui presada mi e sogra, D. Maria Cordciro
Xavier de Brito, e d'ahi acompanha-la ao
cemiterio.
rea Lima.Jos Guilherme Guimares.
O abaixo assignado, lendo comprado a 25
c'e agosto do correnle anno a Mitiga casa de caf
denominada 22 de Novembro de Antonio da
Costa llego Monleiro, sendo que at esta dala a
maior parle dos freguezes e amigos do mesmo,
nao lenhaoi pago seus dbitos, rogo pois que ve-
uham ao dilo abaixo assignado, e este servir da
aviso para os que nao lizerera, ser chamados ju-
dicialmente, pois que osubredito abaixo assigna-
do tem comprimidos a salisfazer e por este de-
claro positivamente, adro do irarom entendidos.
Itecifo 19 de outubro de 1800 Duarle Arlhur de
Macedo Jnior.
Germain Chevance, subdito francez, vai ao
Rio de Janeiro.
Os abaixo a?signados teem amigavelmente
dssolvido a sociedade que tinham na loja do
fazendas e roupa feito, na ra Direita n. 71, que
gyrava debaixo da firma de Mendes & Chagas,
(loando a cargo do socio Joaquim Manoel da silva
Mendes todo o activo e passivo dn mesma casa
desde o dia 20 de sclemhro prximo passado.
Recife 19 de outubro de 1860.Jezuino Francisco
das Chagas.Joaquim Mauoel da Silva Mendes.
1U WSMM
'. "^raja;
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
Aviso.
Precisa-se de urna ama que engomnie e co-
zinhe para casa de pouca familia, sendo escrava
ser melhor; dirija-se a ra da Senzala Velha
n. 112, piimeiro andar.
Aluga-se urna mui fresca, grande e excel-
lente sala.com cozinha e 4 quartos ; no primei-
ro andar da ra do Imperador n. 75.
Aluga-se um segundo andar e sotao com
grandes commodos, e bem assim um sitio milito
perto da cidade, cora multo boa casa de rivenda,
casa para pretos e paia feilor, com muitos anco-
rados de fructo, boa baixa para capim, caraboa
para desembarque ; a tratar na serraria da ra
da Praia n. 59.
Atlencao.
Na ra do Vigario n. 29, precisa-se de um pre-
lo ou moleque para o semgo interno e externo
de urna casa de poucas pessoas, que saiba coz-
nhar o diario ; quem tiver e queira alugar, pa-
ga-se bem ; a tratar na mesma.
luga-se a sala ealcova do primeiro andar
da casa n. 3 da ra do Queimado
ja da mesma.
Do Io de novemhro at outro aviso hovera um
; trern nos domingos e dias santos que sahir da
| villa do Cabo para as Cinco Ponas s 5 horas da
| larde c vollar das Cinco Ponas para villa do
i Csbo as 6 1[2 horas da tarde.
AssignadoP. A. Braman,
Superintendente.
A pessoa que por engao trocou no cartorio
' do tabellio Salles um guarda sol, queira por ob-
sequio leya-lo ao mesmo cartorio, onde receber
\ o que deixou.
I Precisa-se fallar ao Sr. Eduardo Hypollto
Severo Augusto, padeiro : na ra Nova d Santa
Rita n. 65.
- A familia residente na casa da ra das Cin-
co Ponas n. 67, que olerece muitos commodos,
a desoja Irocar por oulra de menos, visto a mes-
ma familia ser milito pequea : quem a preten-
der dirija-se mesma.
Aluga-se um sobrado do um andar na ra
do Amparo da cidade de Olinda, por preqo com-
modo para ver nos Qaalro Cantos, botica do Sr.
Rapozo, e para tratar na ra da Cadcia do Recito
n. 45.
Ama
Offerece-se para ama de casa de rapaz sollei-
ro ou de pouca familia, urna mulher de boa con-
duca ; na ra da Cadeia Nova n 46.
O capilo R. II. Gould rctira-se para fra
do imperio.
Precisa-se do 2:000$ a juros por prazo de
seis metes, dando-se por seguranca escravos ou
moradas de casas : juem convier, dirija-se a ra
do Rangel n. 31,aondese dir rjuem precisa.
Fugiodo engenho Matto Grosso, no dia 24
a tratar na lo- de setembro prximo passado, o escravo Manoel,
deidade pinico mais de 35 annos, croulo, de
mediana estatura, corpo regular, cor prela, per-
nasseccas, ps curtos, olhos brancos, boa denta-
dura, tem pelo corpo algumas cicatrizes de chi-
cote, conduzio sua roupa como palelots, caigas,
camisas, um chapeo de sol, e chapeo preto de*
copa, muito aneciado no fallar, airoso no andar:
ser beiu recompensado quem o pegare levar ao
dilo engenho, ou nesla praca ao Sr. Joaquim F-
lix Machado Jnior, ou ao Sr. Jos Francisco de
S Leilao.
CASA DE SAUDE
DOS
Sila em Santo Amaro.
pro-
que
Este estabelecimento contina debaixo da administrarlo dos
prietanos a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria
seja.
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma deprecos.
Escravos. -..... 2$000
Marujos e criados, .... 2^500
Primeira classe 5# e. 3#500
As operaQoes serao previamente ajustadas.
, 4
*
ILEGVEL
-


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUKDA FEIRA 22 DE OUTUBRO DE 1860.
rj
i
Ensno de msica.
Otlerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 1(2 da noite: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o nnnuncianle aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jolinston & ra da Senzala Nova n. 52
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordem da directora Taco saber nos Srs. as-
sociados, que esleto cm debito por mensalidades
! vencidas, que, para mais commodidade dos mes-
J moa senhores, tem autorisado, alm do em-
I pregado o Sr. Eslima, o ajudante do bibliolheca-
i rio Antonio de Souza Pinto, para receber no ga-
I bnele as sobreditas mensiidadcs, cm poder do
qual enconlraro os competentes recibos.
Recite 17 de outubro de 1860.
O l0,secretario
Antonio Baplista Noguiera.
TTrTVTTTTTTTTTTYTTTTl'TTTTfc
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangtiras 15. Na mesma casa tem agua e
p dentifico.
Xt 111 AAS.A A A 4.*. 4 A Ai-i. A &.*. A-.-1A
1 Ocalisla de Pars. I
15Ra Nova15 j|
5JJ Frederico Gauter, cirurgio dentista,5%,
3g faz todas as operaede da suaartee col-^g
loca denles artificiaes, ludo com a upe-^
jf rioridade e perfeiro que as pessoasen-g|
* tendidas Ihe reconhecera. U
rfj Tem asna e pos denlifricios etc. t'
m$*m<$mmm aBsaeiBM88i8i
Precisa-se de tim pequeo destes
chegados ha pouco do Porto, para ca-
xeiro de urna taberna : ciuem preleu
der annuncie para ser procurado.
(CSJa m
jLices de piano|
e canto. i
Tobas Pieri artista italiano da compa- |g
nbia lyrica tendo acabado o contrato com ?j
o Sr. Mariuangoli, pretendo dedicar-seao *;
! ensno de piano e de canto, as pessoas e ,.
| os pas de familias quequizercm ulilsar- g|
i so como seu preslimo pudem procura-lo (s
ni ra de S. Isabel n. 9 para tratar com |g
i o mesmo, quesera mui razoavel nos seus ey>
COU1MVEI1A
ALLIA
f
DOS
Doulores Ramos e Sevei
Sita em Santo Amaro.
Este estabeleciroento contina debaixo da sd- j
mlnistraco dos proprietarios a receber doentes '
de qualquer natureza ou calhegoria que soja.
O zelo e cuidado all empregados para o j
promplo restabelecimento dos doentes, geral-
inente conhecido.
Quem se quizer ulilsar pode dirigir-se s ca- ,
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra :
Nova, ou entender-se com o regente no estabe-
lecimento.
A diaria para os escravos de 2#500, e para
oslvies de 3#200 ou 4}000, porm cm certos
casos pode li.iver algum ahalimenlo.
As operares sero previamente ajustadas
Jos Alves Barbosa, subdito portuguez, ro-
tira-se para a Europa, e leva em sua companha
sua mulher o urna (Ma menor, deixando para
seu procuradores Srs. Manoel Alves Barbosa e
Antouio Alves Barbosa.
- Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra larga do Rosario n. 32, se dir
quera precisa.
O Dr. Manoel Uoreira Guerra presta-se este
auno, como nos anteriores, a servir de oxplicador '
aos senhores esludantes da Faculdade de Direito
na occasio de tstudarem os pontos para os seus
actos, mediante um mdico honorario: pode,
para esle fim, ser, procurado em sua residencia,
ruada matriz da Boa-Vista n.2t, ou no seu es-|
criptorio, ra eslreitado Rosario n. 22, primeiro
andar.
Aluga-S6 urna boa casa com rauitos com-
modos para familia, pintada de novo, com um
silio de muito bons srvoredos de-fructo e agua
de beber: no Manguinho, principio da estrado
dos Afilelos, para pasear a festa : a tratar no si-
lio do Chora meninos.
Vaccina publica.
Transrcisso do fluido de braco braco as
quintas e domingos, no torreo da alfandega, e
nos ssbbados aleas 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do cominissario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra eslreila do Rosario nu-
mero 30.
M O L)r. Cosme de Sa' Peieira da' S
Jp consultas medicas em seuescrip- ^
torio, no bairro do Recife, ma *
H da Cruz n. 53, todos os dias.me- II
r\ nos nos domingos, desde as 6 |g
9* horas ateas 10- da manhaa, so- ^
H breos seguintes pontos
1." Molestias de olhos; 8
2.- Molestias de coracao e de /.
peito ; gj
3.- Molestias dos orgos da ge- ||
racao e do anus ; ||
i.- Praticara' toda e qualquer
operacao que julg>r conve- >
niente para o restabelecimen- ||
to dos seus doentes. |
*0 e\ame daspessoafqueo con- ||
sultarem sera' feito indistincta- f|
mente, e na ordem de suas en- ||
tradas, fazendo excepcSo os doen- a*
tes de ollios, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora if
marcada para este fim. m
DE
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chu viscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 carloes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo......
15 Ditos dito dito dito ......
V ...;..
Banhosavulsos, aromticos, silgados esulphurososaospregos annur.ciados.
Estareducco de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que
da frecuencia de u m estabelecimento deuma utilidadeincontestavel.mas que infelizm
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
105000
155P000
8000
JOOO
resultara
ente nao
Precisa-se deuma ama que saiba bem co-
zinhar : na roa dos Pescadores ns. 1 e 3, pagan-
do-se-lhe bem o seu trabalho.
DENTISTA
DE
PERHAUBUCO.
3Ra estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artiliciaes tanto por rucio
de molas como pea pressao do ar, nao
recebe paga alguraa sem que as obras
nao fiqueru a vontade de seus donos,
lem pozes e outras preparaces as mais
acreditadas para conservarlo da bocea
APPHOVACiO E AUTORISAClO
DA
O abaixo assignado az ver ao i es>
peital publico que o Sr Manoel Dias
rinho deixou de ser seu ca xeiro desde
odia 18 do corrente. Recife 20 de ou-
jtubrode 1860.
Antonio Pereira Vtanna.
Antonio Pereira Vianna, tendo
justo e contratado a compra de urna
taberna sita na travessa do Queimado
n. 7, com o Sr. Jos Pedro Fernandes,
quem se julgar credor da dita taberna
queiram a presentar suas contas no f ra-
zo de 5 dias, findo o dito tempo o an-
nunciante nao attendera' a reclamaro
alguma. Recife 22 de outubro de 18fj0.
O individuo do districto de Panellas, que so
acha no rancho das Cinco Ponas, de Theotonio
Pereira de Albuquerque Varaos, que deseja fal-
lar ao abaixo assignado, que prorurad( r da casa
dos Srs. Malhpus Auslin & C, e nao dos herdei-
ros de Manoel Francisco Guimarars; podev o
me?n:o individuo comparecer no escriplorio dns
Sis. Malheus Austin ^ c, ra do Trapiche n. 36,
no da ten-a-f.'ira 23 do corrente, s 11 horas do
I dia, para alli expiir o que pretende ao mesmo
I abaixo assignado.
Victorino Jos de Souza Travasso.
! Quem prncisar do urna ama secca para casa
dehomem solleiro. dirija-se a ra da Cadein no-
va n. -J6.
Aluga-seuma mulata para o serv;) ;-i-
no de urna casa de familia : na ra do Rangel,
segundo andar n. 60.
O abaixo assignado participa aos seus fre
guezes que tem mudado a sua loja de traste lo
ra das llores para a ra estrella do Rosa:;? nu-
mero 43. Tbuodore Beuzen.
Preiisa-se de um criado que saiba boleare
d uador a sua conducta : na ra do Queimado
n. 44, primeiro andar.
i JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Compras.
DA
PROVINCIA.
stabeecida m Londres
smm m mu.
CAPITAL
Cinco iiV\\\oes Ae libras
stcrliiias.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convier, que eslao plena- criptorio das mesmas loteras na ra do Impera-
mente autorisados pola dita companhia para ef-!dorn. 36,e as casas commissionadas pelo mesmo
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra, Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. 14
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os
que conliverera os mesmos edificios, quer con- bilhelese meios da segunda parte da primera
sista em mobia ou em fazendas de qualquer, lotera de N. S. do l.ivramenlo, cujas rodas de-
qualidade. vero andar imprelerivelmentc no dia 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das lolejias 9 de uutubro de 18C0
O escrvao, J. AI. da vht:.
K >lkmann Irinos & C- avisara ao
! respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
companliias de seguros maiitimos de
Ilaraburgo.
Ao senhor
Antonio Joaqum Fernandes de Oliveira, e&ludan-
' te do lerceiro anno da Faculdade de Direilo desta
cidade, pede-se que venha satisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra'
: do Crespo n. 21.
Domingos da Silva Campos est proceden-
te Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu- do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos,
ELECTROMAGNTICAS EPISPTICAS
blco que se acham venda lodos os dias no es-
e roga a seus devedores que ve
dbitos.
nliam saldar seus
Ao senhor
Manoel Teixeira de
Andrade faz sciente ao respeitavel publico e
principalmente aos seus freguezes que raudou o
seu cst'jbcleuimenta de calcado e a olficina para
a ra da Senzala Nova n. 1, na qual se presta a
fazer toda a encoramenda perlencente a sua pro-
Qsso, ludo a vontade dos freguezes.
Prcdsa-e de urna mulher malor de 40 an-
uos, de bons costumes, livre e desembarazada,
para cuidar dos filhos de um vuvn : a fallar na
ra do Seve ou Unio, casa de sobrado com 5
varandas, entrada pelo oitao, sendo dila casa vi-
zinha do grande edificio que se est fazendo pa-
ra o Gimnasio Provincial.
Annuncio.
Est justa e coutralada por compra a casa do
Sr. Joao de Santa Rosa Muniz, sita no lugar da
Capunga Vellia ; quem se fulgir com direilo a
mesma casa por qualquer titulo, haja de o de-
clarar por esle mesmo Diario no prazo de 15
dias, ou entenda-so no Forte do Mallos, arma-
zem n. 20.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para lodo o servico de urna casa de pouca fami-
lia ; na ra da Cruz do Recife n. 52, primeiro
andar.
Holel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
lrarao boa commoddale para una noite, dias e
rnezes, conforme Ihesconvier, enconlrarc lam-
ber a qualquer hora.do dia e noite lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para ra as pessoas, que quizerem. as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco com-
niodo.
Uuilo se deseja fallar com os senhores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Dionizio Antonio de Oliveira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquina Jos Bolelho.
Precisa-se de urna ama de lete ; no Hospi-
cio, em casa do Sr. coronel Lamenha.
Polo juizo dos fetos da fazenda nacional,
depois da audiencia do Dr. uiz dos fcilos, vo
Trajano Carnero
do Crespo n. 21.
Leal, deseja-se fallar : na ra
c=y A 320 rs.
A luga se bicha* H* Hamburgo, na
ruada Imperatriz n. 15.
Os administradores da raassa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C regam as pessoas que estao devendo
ao armazem de trastes da ra Nova n.
24, queiram ir satisfazer seus dbitos
ateoim do corrente mez de outubro,
visto que passado este prazo proceder-
ie-lia a cobyar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mento. .
Aluga-seo sobrado de um andar
com um soto muito grande, com quin-
tal, cacimba* eo armazem do mesmo si-
to na fu a do Brum confrntelo" clt-
fanz : a tratar na ra dTCcuz tf.,36.
Trocamse
sed ti Iris da
Bahi
a, no
iu- largo do Corpo TSanto. armazem i. 6.
o diario e engomme, c tambera para comprar :
na ra do Vigario n. 14, segundo andar.
|0Q^ Attenco
| a cocheira nova,
fRua do Tambi&ty. 11M
[iraca no da 25 do correte mez os tres se
les escravos : Jeronymo, avallado poi 900ar3QtLJ
Roque, avaliado p^geQcia (le passl foll
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar j 600$ todos de serviqo de campo, perlencen
=JK Alugam-se cavallos proprios paft pa-;-
fsi'ios, arriado de novo e tambem recbe-
se cavallos de tralo por mez ou )>6r dia
por menos proco do que em outra qual-
a Joaquim Cavalcanli de AlbuquiTque, como fia-
dor do excolletor do Cabo Francisco Antonio de
S Brrelo.O solicitador iulerio,
CaeUpo Pereira de Biito.
Precisa-se de um raixero de I9*P com pratica de taberna, que sej dflige.rTT*1*e
afiance a boa conducta : na ra do Arafao n.
^Claudino.dotReg
dentro e fra do
c
egq*ft*Ti3 >lifa*passaporta.. para
o imperio ; na'ra da Praia n.
47, primeiro andr.^ ** ... ^ '
;^7),0>abaixo assignSd^p previpe ao respigan 11
o corpq^g commercio desta praca, quj> no^e res-
' j pojisabis* por qualquer transjfcQo que Wfo sua
I) ir .."/>, V f i\f>r auserTft se possa fazer ou le,iras sem'serlrma-
I UDlK-'aCcKj^^rilrlCra) Id--1 !das\n^sesu,2rPr'0 Punho ou com a firma dej
A nova edico doTompendio'.te PhiloAphia :
de Charm tra"duzid*o pel8 Sr^-Dr. Anto^ggr-J
culano de Souza Bandeira, esl vernfiSwTrrra*
(Hiados editores Guirftraes A; Oliveira, ra do
pi|jj|ador u. 54. ** ****
Frc^a**^-
se^propn
o f slijai'
Pon8Srt"f Slisado. Recife dePeAiambuco; 18
Q*e outubro de 1860. ^ '
-Ponciano Lourencoda Silva.
Engomraa-se
Terco n. 5.
com porfeQo : no pateo do
Precisa-se fallar| ao correspondente, do Sr.
Jos Peres de Albuquerque Maraihao, na livraria
ns. 6 e8 da praca da Independencia.
Roga-se aos Sis. abaixo declarados
de virem a ra do Cordoniz n. 18 :
Francisco Solapo da Cruz Ribero.
Vicente, pedreiro morador nos Marty-
rios. '*
Luiz Ferreira da Costa,', morador J)tf
pateo do Terco. t ',l
Jos Pereira de MagalhSes Bastos, bec-
co da Lenlia.
Joao Cavalcanti de AlbuquePqe, en*
Olinda. r*
yifs-

deim"ies_
de assucar, pa'ga-^e por mez
n. 36, armazem 4
Sem
to para armazem
a-rua_ do Apollo
iquiiaVfir
uardo^jaem in<^>aniijn>o.
Erisipela irjp
Ar loja.do
Ijas e' tiodj^sj
ba de receber no-
pea d quadrg4.-S
__ le visita, jantar, tt
rniida* 3 '
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS AIED1CINAES sao muito conhecdas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
deste impeli ha mais de 22 annos, e siio afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que cxislem de pessoas capa-
zos c de distncroes.
Com estas Cbafas-electro-ha6NET1Cas-epispastica8 obtem-se urna cura radical e nfallivel
em todos os casos de inflammacao [cansado ou falla de respiracao), sejam internas ou f xternss,
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pelo, palpita^ao de coraco, gargarita, olhos'
erysipelas. rheumatismo, paralysia e todas as alTr-ccoes, nervosas, ele, etc. 'igualmente para as
diUVrrnies especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual Or o seu ta-manho c pro-
fundeza, por meio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis c dfctiDClna facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para hornero, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, nescoco, braco, eoxa, perua, p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia ; e sendo inchaces, feridas'ou ulceras, o molJe do seu la-
manho em um pedaco de papel e a declaracao onde existen), afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes c tambera de todos os accesso-
rins p.ira a (OllOcai;o dolas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com o>sua confianca, em seu escriptorioi
que se achara aberlo todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da njatfha 2 da larde.
||9 RA DO iT.TO
Corapram-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila r.
66, escriplorio de Francisco Malhias Pereira da
Costa, receber 20gde gratificar;o.
Comprase urna pardinha ou m-:s-
mocrioula que saiba alguraa cousa de
ler e escrever a nossa lmgua, mas que
no exceda a idade de lo annos : qum
tiyer e quizer vender avise por c-sie
Diario ou dirija-se a praca da Boa-
Vista n. G (botica) que achara' com
quem tratar.
Compra-se sem se olhar a preco um escra-
vo moco, ba figura, sem vicios e bem comporta-
do, que execule perleilamenle a arle de eo7-
nhar; na ra da Cadeia do Recife n. 12, escrip-
lorio de Bailar & Oliveira.
: mm
@ Compram-sc moedns de ouro france- @
S zas. na ra da Cruz n 21, armazem. g
Ui
E? !> O *r- 8
x& v* -> ,->. -
S@S:@@@iS;j)
Compra-se um escravo que seja robusto : na
ra larga do Rosario n 18, no lerceiro andar.
Corapram-se as memorias histricas de Por-
nambuco pelo Sr. Gima : na rua do Cabug loja
de fazendas na esquina defronte da malriz.
Compra-se urna pavoa; quem tiver, diri-
ja-se a rua da Cruz n. i.
Vendas.
CONSULTORIO
Espacial honieopaihico, rua de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. G.
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua viagem a Europa, d consultas todos
os dias uteis desde as 10 horas at meio dia. Visita aos'doentes em seus domicilios de
meio dia em diantc, e era caso de necessidade a qualquer hora, A senhoras de parto e
osdoentes de molestia aguda, que nao liverem ainda tomado remedio algum allopa-
thico ou'homeopathico, sero altendidos de preferencia.

Luvas de pellica.
M? rua ^ CresP n-7' loja de miudezas, ven-
d/m-se luvas de pellica mullo frescas, prelas,
de cores c brancas, para homem a senliora.
Vcnde-se a casa terrea n. 112 da rua das
Cinco Ponas : quem quizer comprar, pode ve-la
e tratar com Hermenegildo Eduardo Rogo '.Ion-
teiro.
Vende-se ou permuta-se por casas aqu na
cidade um graude sitio perto da cidade, com
grandes baixas de capin, pasto para vareas de
lete, lem seu ro-iueiral, algooias fructeiras, ter-
reno para verduras, com bom pdc.o d'agia de
beber e tanque para banho ; quera pretender,
dirija-se a rua de Praia, marcineiria n.59.
Thomaz Wm. Pcarson, retira-se para a Eu-
ropa.
Attenco -
Tede-se ao Sr. B. A. A. que se digne appare-
cer na rua do Crespo e pagar ou restituir a seu
e se nao o fuer hoje ou amanha, passar pelo
dissahor de ler seu nome por extenso as pagi-
nas deste jornal, que miseria I!
Precisa-so de um
zal Velha n.8l.
Joaquim Lopes da
para a Baha.
forneiro : na rua da Sen-
Moda Guiraares segu
dono duas saias a baloque levou para amostra,'quartos e.cozinha, o lugar excedente pela sua
re8coi*%r boa vista, e o al&guel commodo :
quem precisar, procure entender-se com Luiz
Manoel Rodrigues Valeca, casa ao norte da fa-
brica do gaz.
Jos da Silva Ferreira Porto dissolveu ami-
gavelmente a sociedade que tinha com o Sr. Jos
Moreira da Ponseca, sita na rua do Rangel n. 2,
ficando responsavel pelo activo e passivo o mes-
no 8r. Fenseca.
uXire ac
_as c"rfe
pata-'di^uracao de s
espera e quarl^dq
| Alugam-se ./'casas na Torre para
fassamento da esta o^i por ,anno por
re% co*mmqdo"e com bous commodos
^ara familia :a fallar no mesmolugar
com Francisco Jcs Arantes.
! Nps uliimos dias de outubro al o 1. de
novembro vai praca por 2:000$ um sobrado
grande, velho, com algurflruina,' na frente da
ufluio perleilamenle em 32 diaap minha %^a do varadou* na rua de S. Benlo ; alm
foTn a appUcacno de auas-Cfefua me-. f0 Pinf?, -que 6 comprido, tem um terreno mu-
rado adjkerfte e cacimba.
J*v'<-Iiiflammt^o do tero.
W*''ix^assignado d.ecb^ro publicamente qu.
pormei"das choMts medicinaes do Sr. Ricardo
(Jtirki.escriplorwa rua do Parto n. 119, foi cu-
radauuma,mjnhaesc/ava de inflammacao do ue-
to, da qual pa'dfeia' ha "mais de um auno, com
muias dores e solTiimontos-, ficando perfeitaroen-
te boa no curto esparo de 12 dias, o que taco pu-
blic(FTJoT*flar o jusio apreco a tao precioso reme-
dio, que honra a seu autor, e cuja uliiidade po-
der ser pftveilosa a outras pessoas que solTrem
de igual jmestia. v
Rua.-do. Senhor dos,P#ssos n. 43, Rio de Ja-
neiro.Antonio Vieira dos Sanios.
Orse (Joo Augusto), subdito francez, vai
ao Rio de Janeiro.
Vernet (Louis), subdito belga, vai ao Rio de
Janeiro.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para todo o servico de urna casa de pouca fami-
lia : ha rua de Hortas n. 16, sobrado.
Deseoso de c'umprir com mea dever vou por
meio de sua arredilada folf agradecer ao Srf
Ricardo (trk, morador ua rua do Paito n. 119,
por ter c
senhora
dicinaesile ujjja erysipela em urna perna, ^ que
sofTrendo muitissimas dures e usando jfililmcn-
tc de todos os"remedios possiveis, aerf-se ag*ora
livre de lo terrivel roolesiia. Porlanio aceie o
meu reconhecimenlo o Sr. Ricardo Kirk, pela
.invenco de lio til remedio, cnjo mrecirnenlo
superior a todos os elogios.
Augusto C. Prengel.
Rua do Cotovello n. 27? ^r*
Precisa-se.comprar/urna cabra (bicho).jjjrS'
ha bailante leite, paga-se bem
Precisa-se.
ja rnaiisaj^rji
tratar na~C3sa
to apreco.
'.'*'i
assoliraJada beira do rio,, ao
'i norte da. a6nca do gaz. <
ga^a^uma'casa^errea^a margem do Ca-
ribe, antes de clicgar a nnjg^da Passagem
agdalena, na Ilha, do Retiro, conlendo 5
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
amilia, e que saiba engommar ; na rua da Au-
ora, casa de dous andares n. 62.
Pharmacia especial horneopathica.
Os medicanffrte*ri por meiffde una machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir cm Pars, e a
que deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem/propriedades uniformes, e
capazes de curaras molestias com a maior certeza possive'l.
Alem disso. desojando tirar de sua viagem a Europa todas *>s vantagens para o
progressoda homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obier as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e
para isso entendeu-se com um dos mclhorcs herboristas d'Allemanha, para Ihe man-
dar vir as plantas frescas afim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o
acnito foi mandado vir dos Alpes, a mica das monlanhas da Suissa, a belladona,
bryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus. foram colhidos na Allemanha, n3
Franca e na Blgica, o veratrum no Monte Jura etc., ele.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que serviro para
as experiencias puras de Hahncmann, descriptas as pathogenesias, acharo o medico
e os amigos da homeopalhia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer-
midades.
Os presos silo os seguintes :
Botica de 24 tubos grandes................. 128 a 16J000
Dila de 36 .................. 18g a 22S000
Dita de 48 .................. 21 a 29000
Dilado 60 .................. 30 a 35J000
N. B. Existem carteiras ricas de velludo, para maior preco.
Cada vidro avulso de lindura...................." 2JJ000
Cada tubo avulso.................................. 1JJO0O
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas dynamisaces -(mais
usadas] :
De 24 ditos dedtoe48 tubos grandes............ 488000
De 36 ditos de dilo e 56 tubos grandes.......... 64*000
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 708000
De 48 ditos de dito e 88 tubds grandes............ 92J000
Do 60 ditos de dito e ItO tubos grandes.......... U5&000
Estas caixas sao uleis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capitaes de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pratica da ho-
meopalhia.
**?
>:;
Vendem-se tambem machinas elctricas porlateis para tralamenln das molestias
nervozas. Estas machinas sao 7g toda a Europawtdnlo pela commodidade de poderem ser Irazidas na algibeira, como
W porque trabalham com preparaces que nao sao nocivas.
Cada urna......................................... 50J000
Na rua Nova n. 52, venle-sn loura, cenoso
mais objectos de vidro, por menos preco que em
outra parte, por querer-se acabar.
Vende-se una mulatinha de 18 annoe, bo-
nita figura, com habilidades : na rua da Impera-
triz n. 5, segundo anJar; e tambem um lindo
moleque de 20 annos e um negro de 30 annos.
Vend-se urna taberna na rua das Cinco
Ponas n. 20, com poneos fundos, isto em g-
neros : a tratar na mesma rua n. 16.
Calcado de Milis.
a?
Na loja de Burle Jnior i Martin?, rua do Ca-
bug n. 16, existe um completo sorlimento do
lodas as qualidades.
Attenco.
*
Vende-se urna taberna com poucos fundos, si-
tuada no melhor local que se pode deseja,- par
ficar em esquina, e amenidade do lugar convida
aos freguezes a desejarcm fazer pousada na casa,
pois lem grandes commodos para esse lim, somo
seja um grande solo corrido, err.fim basta dizer
que o lugar as Cinco Puntas junto as casas
cahidas para ficar n'uma posigo de abran^er lo-
das.ns vitas : portanto quem desojar ganhar di-
nheiro dirigir-sc ao mesmo lugar, as Cinco
Ponas ns. 80 c 82, que todo negocio se far.
Vende-se ou permuta-se por sitios e casas
nesla praca um dos nielhores engenhos d'agua,
com excellentes Ierras de plantario, muente
corrente, e qie fica legoa e nieia distante da es-
lacao da estrada de ferro d'Agua Prela : qjerr:
pretender fazer negocio, dirija-se a rua larga do
Rosario n. 28, primeiro andar, que achara com
quem tratar.
Vcnde-se um oratorio em bom uso para ce-
lebrar missas, por ser proprio, e por preco com-
modo : na casa do sachrislo da ordem "lerceira
deS. Francisco.
@ Machinas de vapor. Q
@ Rodas d'agua.
Moendas decanna. '"*}.
Taixas. *
Rodas dentadas. @
$$ Bronzes e aguilbes. ^
Alambiques de ferro. *
^ Crivos, padres etc., etc. g*
535 Na fundico c ierro de D \V. Bowman, sa
@ rua do Brum passando o chafariz.
Precisa-se alugar urna preta^ escrava que
saiba cosinhar. engommar e se p'reste ao de mais
servico de urna casa de pequea familia : na rua)
daa Cruzes em Santo Antonio n. \\, segundo an- escra
dar. I ratri

ecisa-se de 3500 sobre hypolbcca de um
: quem tiver, dirija-se a rua da Impe-
laberna n. 88, que se dir.
Aluga-se a loja da rua do Livramenlo n. I,
propria para qualquer negocio: a tratar na rua
do Queimado n. 48.
Aluga-se pelo tempo da festa ou por anno
o sobrado do Caldeireiro (fregueria do Poco da
f anella) aonde ainda resido o francez Oliver:
quem quizer contrata-lo, dirija-se a Jezuino Fer-
reira da Silva, morador no sobrado da esquina
da rua Bella, ou na alfandega s horas do expe-
diente.
Precisa-se de urna ama que cozinhe e en-
gomme para tomar contadogoverno de urna casa
de homem solleiro ; quem estiver nestas cir-
cunstancias, dirija-se a rua das Cinco Ponas n.
38. Na mesma precisa-se de um preto para todo
servico.
Aluga se urna casa terrea na rua da Gloria
n. 52, com quintal e cacimba : a tratar no Reci-
ef, rua da Moeda, armazem n. 9.
Na rua da Cadeia Velha n. 27, ha vlndo de
encommenda os mais bellos selins patentes de
cramarellos muito grandes o proprios para
pessoas gordas, dilos tamanho commum tam-
bem da mesma cor, assim como silbos tambem
patento com duas montaras e um galbo de so-
brecalent porm faieuda que ainda nao lem
vindo igual, tanto em qualidade como era ruc-
dello e precos commodos a vista da qualidade.
Vende-se na rua do Lvrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a G$, dito de vaqueta a 7$.
ILEGVEL


()
DIARIO DE PERRAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 22 DE OUTBRO DE 1860.
>
FABBIC
DE
Sita na ra Imperial
f mmm ei utm.
DillSellO junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Cosa.
Nesle eslabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre da diilerenles dimen-
Cojs de 300 a 3:<>00) simples e dobrados, para dislilar agurdenle, aparellios destilatorios
continuos para resillar e destilar espirites com graduagao at 40 graos (pela graduacao de Sellen
l.irllflr t\c\z maihni-Ac c\ clamo ImL q r, ->-,... I.-.-, ,-i___:j..____.. ^
Aos senhores de engenho.
Cobertores de la escuros com algum defcito a
lfOOO: na rus do Crespo a. 14.
Na ru do Crespo n. 5, ha para vender en-
cllente sorgurao de 9eda de todas as cores com
5 palmos de largura, proprlo para forrar carros
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
DB
torneiras de bronze de
- .ironza e ferro,
todas asdimencoese fetios para alambiques, tanques ele, parafusos do
iiionze ferro para rodas d agua, pjrtaspara fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as dunencoos para encamelos camas de ferro com arrnacao e sem ella
fugos de ferro potaveis o econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambique, nassa-
dairas, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo em lencol e barra zinco
ern lencol e barra, Jences o arroellas da cobre, lencos de ferro e latao, ferro suecia inglez
de todas as dimencoas, safras, tornos e folies para ferreiros etc., e outros rauitos artigos por
nios prego do que em outra qualquer parle, desempenhando so toda e qualquer encomraen-
dacern prestesa e perfeicao ja conheciJa e para cirrmodidade dos freguezes que se di^narem
hoorarem-noa cora a sua confianca. achao na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
Iitaoa para tomar nota das encommendas.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico emgeral, toda e qualquer
Obre inanufalurada em seu reconhecido eslabelicimenlo a saber machinas de vapor de todos os l-
mannos, rodas d'agua paraengenhos, todas de ferro ou para cubis de madeira, moenJas e meias
moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodosos lmannos, guindastes, guinchos e bombas
rodas, rodiles agutin* c boceas para fornalha, machimspara am.ssar mandioca e para descaroca-
algodao. prengas para manlioca e oleo de ricini, porljes gradara, columnas e moinhos de vento
arados, cultivadores, ponles, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e tolas as obras de raa-
rihinismo. E\ecula-se qualquer obra sega qual for sua natureza pelos desenlias ou moldes que para
tal fin forem aprestados. Recibem-se encommendas neste eslabelecimento na ra do Brum n.
28 A e na ruado Collegio boje do Imperador n.65 moradis docaxeiro do eslabelecimento Jos
Joaquim da Costa Peroua, com quero os pretendentes se podem entender para qualquer obra.
Pianos
o,,Sers Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
gpHnP.iaHn08ud0 Ultim0 0st0- recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muilo Droprios para este clima.
vsssm ^^arasa
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
i.!ml, aOS 1 es 2'8tma-s Ja W-"e conhecidS "la o outras provincias do imperio,' quer obra tanto de ferro fun-
grabas de tolas asd.mencoes, aspirantes e de repucho, tanlo de cobre como de bronze e ferro, dido COmO batido
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas debretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bora gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 355, 45, 55,
e 6$ a pega, dita lapada, com 10 varas a 55> e
6$ a pega, chitas largas de mo lernos e escomidos
padrees a 240. 260 e 280 rs. o covado, riquis- |
simos chales de merino estampado a 7#e85>,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 93 cadi um, ditos com urna s pal- j J
ma, muilo finos a 85500, ditos lisos com fran- 3
jas de seda a 5#, lencos de cassa com barra ai]
100, 1206 ICO cida um, maias rauito finas pa- '"
ra senhoraa 41 a duzia, ditas de boa qualidade S
a 339 e 3&500 a duzia, chitas francezas de ricos f
desenhos, para eobertt a 280 rs. o covado, chi- ?
tas escuras inglesas a 5900 a poga, e a ltO rs. 8
o covado, brim branco da puro linho a 1, |
l200e 155600 a vara, dito prolo muito encor- U
padoa lJJOO a vara, brilhaniina azula 400; rs. i f
o covado, alpacas de differentes cores a360rs. ol
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e I
35500 o covado, camhria preta e desalpicos al I
500 rs. avara, e ouirasmuitas fazendas que se' |
fara patente ao comprador, e da todas se daro'
amostras com penhr.
Queijos (lo serlao.
Pa taberna grande da Soled.ide vendera-se
qupijos do serlao muilo noros, inteiros e a rela-
mo, proprios para mimo por serum grandes e
irescaes. assim como manteiga ingleza flor, e
Irauceza nova, vinlus finos do Porto em calas
de urna duzn. e a rotalho, ditos da Figueira e de
Lisboa, de pipa, cha" muito fino e mais baixo
dito prelo queijos do reino, saceos com uma ar-
roba de alfazema, ludo por commodo proco.
Cambraia Organ-
dys a 360 o covado.
GRANDE SORTIMENTO
[Fazendas e obras felfas j
Na
e armazem
DE
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos para acabar: cortes
de seda para vestido com algum mofo a 8fi, rou-
poes de seda feto a 15$. luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de barege de la
com babadosa58, cassas de cores finas a 240 o
covado, chila larga a 200 rs., cazaveques de cam-
braia bordados a 5$. capas de fusio eneitadas
a 52>, perneadores de cambraia bordados a 6
sbados bordados a 320 a vara, nscado francez
muilo fino a 160, sobrecasacas de panno fioo a
iH>, paletots de panno prolo e de cores a 18, 20
e 225, ditos de casemira de cores a 16J, ditos de
alpaca pre'.os o de cores do 4 a 8j>. ditos de brim
branco e de cores de 4 a 6, calcas de casemira
preta o de cores para lodos os precos, golliohas
aS-nl?Spasso a 2350 camisinhas bordadas a
goOO, manguitos bordados a 2$, chitas francezas
com lustre propria para ronpoes e coberla a 320
esguiio do linho muilo fino a 1JJ200, cairas d
brim brauco e de cores de 2 a 4$. bramante de
linho com 5 palmos de largura a 900 rs a vara
damasco de laa com 9 palmos de largura a 2
covado. pecas de modapolo fino a 43500, chapeos
de feliro & Garibaldi a 5S500, camisas brancas e
da cores delJoOOa 3s,vulbulina preta superior a
400 rs.. corles de brim de linho a IjjSOO, meias
45-RuaDireila--45
ESCOLHIDO SORTIMENTO
Admiracao
Na ra Direila n. 99, vendem-se saceos com
farinha da Ierra fina a 6jt e 5"50O, ditos de arroz
de Cisca a 4$00, ditos a 4j>, ditos de (eijao a
li;:, mulatioho, linguicas novas a 560, manteiga
ilgleza a 1^280, dila fraureza a 720, dita a CO,
queijosdos ltimos chegados a 2500 e 25, arroz
a 140, em arroba 3j>800, e oulros muito mais ge-
nere- qtie nao 6 possivel mencionar.
Gurgei tfe
Perdiga o.
lieceberam pela barca Berlha. chega- ^
da ltimamente do Havre as seguidles fa-
zendas de seo pedido, ra da Caleta do
Recife n. 2:1:
iriores cortes de vestidos branco de
seda, ditos de blond com manta, ca-
pella, flores solas e soia de setim.
Superiores e modernos chapeos depalha
' ilimitados para senhora.
Superiores cortos de vestidos de phantasia
5 babidinhos o de duas saias.
riores taimas de seda froxa feto de
troxe lirmeos e de cores, pelonezas ele.
1 :or cesa de cor do apurado gosto,
orgaadys, obras de sndalo, pulceiras,
estratos etc.
Para marinha o rerdadeiro panno azul es-
cura que s vem a esta praca por en-
couimendi.
Chapeos do castor prelos e brancos forma
lerna.

9

i
I


:;i
1
\ende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado o com 50
palmos de caesj feilos, muito proprio para nelle
se eslabelecer refinacoes, padiras ou fabrica de
qualquer nalureza, ua ra do ltrura, bairro do
Recife, junto a fabrica da fundico de ferro, lugar
designado para taes cstabeleci'mentos, cajo ter-
reno se vende por junio ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
\m
\2
(-, o, os
Maces.
V lid -se ao ceuo por 10ft: na ra estrella do
F.osj.^ 11. 11.
;Loja de lazeods finas!
I 40-RuadaCadeiadoRecife-40 m
j de S
artioho OlivelraJ
^ Receberam ultimamenle de Londres ^
^ pelo paquete inglez um grande sorli- 5*
f ment de costamos de casemira de cores =*
?b para hnmens o oulros muitos objeclos de ^
/f seda, la e liuha, lano pira hornera como
j$ para as senhoras, de goslo e do grande $
'i mundo- eu&
Aos senbores armadores e
proprietarios do carros
fnebres.
t^" Vende-se verbutin.i preta superior a 400 rs.
ra do Crespo n. 25.
o ?bvado : na
A dinheiro.
Hi\a BVreila n. IOS.
i lo pira hornera, senhora e meninos, pa-
iet its de panno, casemira c brim, calcas da mes-
11, corles para collotes, e casemira para
caigas, caixss com msica para costura, estojos
pira viagens, perfumaras de todas as qualida-
des.enfeites de porcelana para mesas, sapalos
; estampados e de reliado prelo. diffe-
rentes obras de ouro e a imilaco, relogios de
prala c dourados, bengalas e chicotes, e oultas
- miudezas que se venden ao primeiro
prori am do liquidar contas.
sem igual,
\ende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
Iro portas, cembraia franenza organdys a "
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
nudos .adros e cores fixas : dao- se maostra.
Apechiucba, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na
2, tem saias balos abertas,
lo diminuto preco do 5S.
Na ra do Queimad ) n. ;
4G, frente amarea.
Sortimento completo de sobrecasuca de '
panno prelo e de cor a 253, 283, 30? e !
353, casacas a 28-3. 303 c353. paiilotsdos
I mesmos pannos 203, 223 e 253, ditos de 5
g casemira do cor a 163 e I83, ditos sac-
! eos das mesmas casemiras modelo inglez 5
S casemira fina a 103, 12/143 e 153, ditos \
i saceos de alpaca prelo a 4g, dilos sobre !
5 fino do alpaca a 73. 83 e 93, dito? de me- S
l nn setim a 10, ditos de merino cordao S
* aloje 123, ditos de sarja preta trancada
a saceos a 6g, ditos sobrecasacos da mes- |
* ma 'azenda a 83, ditos de fuslao de cor e a
branco a 4-3, 4^500 e 5$. colleles de ca- |
semira de cor e preto a 53 e 63, ditos de
J merino prelo para lulo a 43 e 53, ditos 5
? de velludo preto de cor a 93 o I03, dilos ?
i do gorgurao de seda a5j c 63, dilos de jj
* brim branco e de cor a 23500 e 3j, calcas <<
i de casemira do cor e preto a 7g. 83, '93 |
, e 103, ditas para menino a 63 e "3, ditas *
i de merino de cordao para nomem a 53 o |
1 69, ditas de brim branco a 5J e 63, ditas 1
dud de cor a 33, 33500, 4} e 53, e de fj
1 todas estas obras temos um grande sor- S
, tmenlo para menino de todos os tama- =2
nhos; camisas inglezas a 363 "> duzia. Na 3
mesma loja ha paletots de panno preto 3J
para menino a 14J, 15J o 16j. ditos de d
casemira para 03 mesraos pelo mesrao f\
preco, ditos do alpaca sacco3 a 3j e 3
33500, dilos sobrecasacos a 53 e 6$ para U
os mesnios, caigas de brim a 2J500, 33 e *
39500, paletots saceos de casemira de cor *
a 6S e 73, toalhas de linho a 800 e 13 ca-
da uma. ?]
No mosmo eslabelecimento manda-se S
apromptar todas as qualidades do obras ^
tendentes a roupas feitas.em poucos dias, 'M
que para esse fim temos numero suf- S
flciente de peritos oBciaes de alfaiates a
rgidos por um hbil meslre de serac- S
lhante arle, fleando os donos do eslabe- ^
lecimento responsaveis pelas mesmas ^
entrega.
obras at a sua
Sebo
ra do (Jueimado n.
do ultimo
Se'
e graixa.
j coado o graxa em bexigns :
m" Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
no armazem
chita franceza muito fina 1
rnos, cora cores matiza-
Superoros corles d
do pa'roes muito mod
das muilo lindas, de 11 .-ovds cada corle", pelo |
barat ssimo preco de 2|500, com muila diver- |
sidade de gostos para poder es'olh-r-se na loja
do sobrado amarello, nos quatro cantos da ra
do Queimado n. 29, de Moreira Lop^s.
Atenco.'
Ka ra da Cadeia do Recife n. 5>. primeiro
anldr, veiilom-se saceos com farinha muito fina
o nova, feijo mulatioho, milho, queijos de coa-
II11 e manteiga, lulo chega do prximamente, e
se vende por precos commodos.
Vende-se azeile de peixc em barris : na
la ia Guia n. 9, taberna.
Na ra da Imperalriz, junio a loja de lln-
2, vende se vinho Duque do Porto, fino.
Miudezas por metade de
seu valor.
fiURH SORTIHECTO"
DE
Fazendas c roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EM SUA LOJA DE Ql'.VTRO PORTAS.
Tem um completo sortimento da roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
ra limites todas as miudezas' peisoas quedeseiarem ter um sobrcasaco bem
SseV." K'MKSrr fel' U UmCaIa ou collete' de "irigirem-se a
este eslabelecimento que ancontraro um hbil
artista, ehegado ltimamente de Lisboa, para
vontaJe dos freguezes.
tem um grande sortimento de palitots de ca-
lo ji do
lendo
miudezas da travessa
de entregar a chave
O arrematante da
do Livramenlo n. 2,
da loja, vende sera
existentes, entre e
trancas e franjas de suut
bntma. Imhas do cirrinhos de cores a 20 rs o
earrinho, carices de c debeles a 40 rs., dedaes a
10 rs.. ditos de metal praleados a 40 rs.. bolees desemnenhar as obras a
de ac finos para calca a 20 rs. a duzia. dilos de T
lonca bran-os e pintados a 20 rs. a du,zia bicos .
do seda porfolios a 200, 210 e 320 rs. a vara semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
Pbosphoroa bons a 20 rs. a CTtnha. irancinhasldem a 123, oulros de casemira de quadrinhos
.00 a garrafa, dito xcrez a 1600, dilo bo {"3*. UJ8 de cw?8 a 40 **: a Pe?a, ditas de da mais fina que ha no mercado a 1631 dita
X n 13, champanha a 2j, em gigo so faz car,aeo1 a 6 r.3- estampas de canlos a 100 rs. de m(WnA WI| '. A T, 7 '
cada uma, meias para homem a 80 rs. o par di- d,los ^ alpaka muilo
tas pintadas finas muilo encorpadas a 210, 'lin- | na a 6*t ditos francezes sobrecasacados a
a 3^ a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parle pilado
goslo. pe- PrPrl Para galinhas e cavallos ; no Caes do Ra-
. naos n. C.
E\posicio de inelaes.
E' ehegado a esta loja do Vianna, um riqusi-
mo soriuncnio de raeiaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, tudo a emita-
cao de prata ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riqusimo sortimento do machinas de fazer ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposicao de
Pars ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Combas de Japy.
Riquissimo sortimento de bombas de japy* de
lodos oslamanhos, as melhores que se tem appro-
vadoera lodo o mundo, pela facilidada que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
RiquUssimo sortimento do camas de ferro cora
onas, e para colxao por preco commodo ; na ra
Nova ii. 2, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junio a fabrica de sab, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna griyide por^oo de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140 ts. a libra
difforenga, doce de pera e de ginja a 900 rs. a
hiohas finas a 13600 a lata, queijoa do
reino irnos a SfOO, presuntos proprios para
fiambro a 800 rs. a libra, fumo do Garanhuns
di > a libra pata liquilar
se Jo serlao.
uma porrau que
a
rece-
\endn-se uma mobila de amarello, junta-
m te cede-se um segundo andar com um gran-
de so'.oem uma das mrlhores ras desta cidade-
quena precisar dirija-se 6 ra do Rangel n. 75
que se dir aonde. '
Para acabar.
Pegas de cambraia de flores a 3>200. muito
bonita, ditas de salpico muito fina a 3800 ; na
toja da ra do Passeio Publico n. 11.
Vende se uma escrava parda mo-
v, que sabe engommar, cosinhar e la-
var : na rui da Camhoa do Carrito casa
11. 23, a vista do comprador se dir'o
motivo da venda,
Calcado barato.
Dinheiro avista.
Borzeguins para senhora a 2*000.
Ditos para menina a 1500.
Ditos para criancaa 1$.
Ditos de pellica para hornera a 8g.
Dilos de bezerro a 7 e 8#.
Sapaloes de lustro para homom a 43.
Ditos de bezerro a 33.
Dilos de lustro para menino a3|.
Sapalos de lustre para senhora a 1#.
Ditos de tranca a lftSOO. Na praga da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Um escravo
46, loja.
VENDE-SE
crioulo ; na ra do Queimado n.
I
iSt
com os cobres, que o froguez
zenda.
nao sahe sem fa-
pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n 2
lera cobertores de algodo de cores bstanle
grandes, proprios para escravos, pelo
mo preco delj.
Vendem-se
fazendas por menos do seu
valor, na ra Direita
numero 68, loja de Braga
Lima
Cortes de vestidos de phaulazia de seda a 20j.
Ditos ditos de chaly de seda muito fino a I85.
Dilos dilos de barege de seda e da ultima mo-
da a 1-2A.
iE2a*" de 8rosdenaple, objeclo da moda, a
44#U00.
iaSabJ6 panD0 muit0 D0 e do casemiras de
Alpaca de seda, covado a 500 rs
Organdys com ricos desenhos, vara a 500 rs-
orosdenaple prelo muilo bom delfl800 a 2a500
Cortes de collete de fusLIo a 320.
at 4j000de alpaCa PreU 6 de COreS fiQa de 2
Espartilhos francezes a 30500.
Nesla mesma loja vendem-se chitas francezas
ditas ingieras, madapoloes. brins. algodoes e ou-
tras mullas fazendas por preco que admira
12,
e 309, sobre-
as a 35, cal-
105, ditas de
brim e de fusto par preco commodo, um grande
sortimento de colleles de casemira a 53>, ditos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sortimento de sapatos de tapete do gosto muilo
apurado a 29, ditos de borracha a 2*500, cha-
peos decastormuilosuperioresalG.ditosdese-
iratfssi- i?' dos melnol'0S(lue'emvDdoao mercado a 10,
daos de sol. inglezesa 109, ditos muitos bons a
123?, ditos francezes a 85?, ditos grandes de pan-
no a 43?, um completo sortimento de golliohas e
manguitos, tiras bordadas, eentre raaios muito
proprio para collerinhos de meninos etravessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servem para batisado decriangas e para passeio
a 83?, 10 e 123?, ricos lengosde cambraia da
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito finas a 53?. Anda tem um
restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 1003?, que j se venderam a
150, capotmhos prelos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 253? e 303, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8ea 10, toalhas de linho de vara e tres quer-
as, adamscalas, muilo superiores a 53?, ditas
para rosto de linho a 13?, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitols a 43? o co-
vado, e um completo sortimento de outrasfazen-
das, eludo se vende por prego barato, eqneno
possivel aquise poder mencionar nemaquarta
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par a camisas,
Biscoutos # .
Em casa de Arkwighl & C.,
Cruz n. 61. -
--S**.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segniules medica-
mentos :
Robl'AflVcteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlslol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez-. ~
Xaropedo Bosque. ,
Pilulas americanas (eontra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dilo.
Ellixir anti-asmathico.
e 12libra? bCCa larga'com roIhas de* 2 onqas
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual ve.nde a mdico
prego.
cruas para homom a 100 rs. o par, e oulros mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
contas.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se um escravo ptimo carreiro c traba-
jador de enchada : na ra do Trapiche n. 8 ou
na rna Augusta n. 61.
Admiraveis remedios
americanos,
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as priucinaes mo-
lestias
Prompto alivio de Hadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabega, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contusoes,
lueimadura, erupces cutneas, angina, relen-
;ao de, ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prorapto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores gbndulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do figado e rins,
erysipelas.abcessose ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies liiocondria, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o syslema, equilibrar a circula-
cao do sangue, intoiramenle vegetaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas neni
dores de veulre, dses de 1 a 3 regul^risam, de 4
a_8 purgam. Estas pilulas ao efcazes as alTec-
eoes do ligado, bilis, dor de cabeca. ictericia, in-
digeslao, e era todas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, lluxo, reten-
coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeitoia escarlatina, febr
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrueces impressas que mos-
tram com a maior minuciosdado a maaeira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificncao por s haver venda no I
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile I
tlrmao, na ruada Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sem segundo.
Na ra do Quairaado n. 55, defionte do sobra-
dono vo. loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maid e Silva, ha para vender os seguinies arhgos
abauo declarados :
Caixas de agulbas francezas a 120 rs.
Sapalos d tranca de algooao a 1
Carlas de alflaetes finos a 100 rs.
E-ipelhos de columnas, madeira branca, a
IS440. '
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
tascos de macassa perilla a 200 rs.
Duzia de tacas e garfos muilo Onos a 3-500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Do dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatosdelaa para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320
Massos de grarapas muilo boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravat3sde seda muito firws a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa cora 10 varas a 1$.
Pecas detraiga de 15a com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) l.
Linhas Pedro V. carta*c.um 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homcm muito fi-
nas a 140. *"
Cordao imperial (uceas) 40 rs. -r
Grammaticaingle-
za de Oliendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
6 mezes,
nova, para uso de
todos os estabelecimejptos de instruccao,
publicse particulares. Vende-sena
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavel que as lindas e anteveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
c necessano para o resguardo dos seus mimosos
e pequeolnos ps; atlendendo tambem a que
uma crinolina empavesada nao pode estar de
acord com uma bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balo
com um borzeguim estragado, far uma triste
hgura vis-a-visde uma bella; considerareis lao
acertadas actuaram no espirito do proprie'tario do
eslabelecimento, j tao conhecido pela modici-
de dos pregos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munmdo-se de um abundante sor-
timento e sem defeilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho)
precos abaixo:
pelos
Senhoras
Borzeguins 52 a 59. .
Uitos ditos.....
Ditos ditos.....
Meninas
Borzeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28. .
Ditos 18 a 21. '. 520
Home 111
Borzeguins. .
Ditos....... \
Ditos pro va de fogo e d'agua.
Ditos........
Heios bjrzeguins de lintre. .
Sapatoes com elstico c lustre.
Ditos arranca pelle, bezerros. .
Ditos de bezerro. 5^000
Meninos
Sapate-........r>s600
D,01; .......3/000
lia tambem na vanado sorlimento de todas a
,ne'i-rT-S infimos. s^ido os annunciados
somonte de drimeua classo
- Vendem-se duas moradas de casas terreas
orn bom estado, sitas na ra do Caldeireiro
ni- I cdlfirad3S cm solo foreiro
Olinda : quem pretender, dirija-se a
la u. 21.
I
4.S800
4-500
4^000
"800
5^-600
9500
8800
8.S500
OOOO
O.s'000
5^-000
55-600
ns.
cmara de
ra Augus-

ro
Vende-sc
emeasa de Saunders Brother &
0. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abncante Roskell, por precos comm. dos
e tsrabci-rancfillins e cadeias
deexceellnte oslo.
Vara os mesmos
i hmn coDlra m
o
LONO
AGENTES
|C J. Astley & CompaiibiaJ
para
s
a escrever e a fallar inglez eui
obra inteiramente
Vendem-se libras
casa de N. O. Bieber&C
n. 4.
sterlinas, em
: ra da Cru'
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em caisa de S. P. J0-
nnston & C. ra daSenzlan. 42.
Na taberna grande da Soledade vendem-se sac-
eos grandes com milho, o haelhor possivel e
saceos cora farinha de Goianoa, tudo barato. '
Vendem-se duascoramodas de Jacaranda
partedellas, no entanto os freguezes cheeandn n .um 8U8rdf.-,0,,ca de amarello, assim como se
querendocomprar nao rao f.nd..V | SuaTa P.Wi'l?0 Cm ^^ ^^ :
eobertos edescoDerlos, pequeos e grandes d?*
ouro patente inglez, para hornera 9 senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
vndos pelo iltimo paquete inglez : em casad'
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis poras em
frente do LivraiiieDlo.^
Covado a 200 rs
Chilas largas de bonilos goslos a 200 rs o co-
vado, ditas estrenas a imilaco de laazinhas a
lo rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
muito flno a 3$ a peca, ditas de brelanha de rolo
com 10 vaias a 2. risesdinho de linho a 160 rs
o covado. chales de merino estampados a 2fl'
lencos brancos cora barra de edr a 120 rs ditos
coa bico a 200 rs., algodao monstro de diis lar-
guras o mnlhor que possivel a 640 rs a vara
niussulina encarnada a 240 o covado fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla at as
y horas da noite.
Vende-se
\ Formas de ferro
purgar assucar.
! Buchadas de ferro
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- 6
posiciio.
Barrilha.e cabos.
Brim do vela.
Couro de lustre.
| Palhinha para marcinei- g
ro : no armazem de C. I
J. Astley C. I
i B -fVon*3ie1f3)3r3Cj,cl g
- Na ra da Cadeia n. 21, vendem-se os se-
guinles fazendas, por metade de seu valor raa
Iiquidacao. '
Bicos de seda brancos e prelos, de todas as
arguras, varo a 160. 20,40, 8C0 e ]*C('G
Um completo sorlimento de franjas de seda e
de algodao. "
Chales de louquim a 10, 15. 20 e 35
Boloes de seda, velludo, do louca e de fustao
de qnalidades finas, duzia a 200, 400 o COC rs.
Collorinhos bordados de 500 rs., 21? 3 e 4>"
Entren eioa Onos, pecas com i-2 rain a
Folhos bordados liras a 5i 0, la, 2 3S500
Camisetas com manguitos a 35. 4 5 e 6a
Enfeites de flores a C$.
Chapees de seda para senhora
Casaveques de velludo a 40
Ditos de seda a 25?.
Dilos de fuslao a 8 e 12ft.
Fi,s-(!1eSda e de lodas os qualidades de 160
Ditas do velludo de 240 rs. a 1g
FAZENDAS
alOg.
60g.
Armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Penlcs imitando tartaruga com enfeite de vi-
dnlho relroz, vindos pela primeira vez osOOO
cada um. ^
s Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda
muito finos, o 55500, ditos estampados grandes a*
oJoOO.
Grosdenaple.
atas de mofo a
Lences.
linho, pelo barato
Grosdenaple furta-cores com r
lg200 o covado.
Lences de bramante do
pre^o de 1S800 cada um.
Cobertas chinezas.
Cobertas de chita, gosto rhinez, a l>800.
Ricas colchas
Colchas de la e seda de muito gosto
noivos.
Colchas de fusto.
Grandes colchas de fustao de lindos lavrores a
5g500.
Cambraias de cores.
Cambraias de cores muito finas a 500 e 640 rs.
a vara.
para
V


DIARIO DE PER5UMBUC0. SEGUNDA FEIRA 22 DE OUTUBRO BE 1860.
M
-\
SIOT. s@IOTiSHTO
DE
NA. lAISA. 1 AUMAZ^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RU4 DO Q11UIAD0 40
Defronte do beeco da
Congregado
letreiro verde.
Seda de quadricihos muilo fina covado 15000
Enfeiles de velludo cora froco prttose
de coros paca cabera desenhora da
ultima moda
Fazenda9 para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, novado
Luvas du seda bardadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
59000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao prelos
Ilicas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado 5S500
Chitas franceza a 2G0, 280, 300, e ??3:-0
Cassas francezas, a vara 35600J
r
20500
8500
2000
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largura
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Se la lisa preta o Je cores propria para
J forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes da seJa pretos e de coros
com 2 saias e de Lobo los
Ditos de gaze e de seda phautasia
Chales de toquim muil finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
i
19600
200O
13500
Vinho fino engarrafado do Al-
to Douro al^a garrafa.
Manteiga ingleza a 19120, franceza a 640 rs.,
bnioes para a mesroa de 320 a 6(0, cha muilo
fecm a 2j2H), caf a 280, farioha de araruta e i
Maranhao a 200 rs., batatas a 60 rs., arroz a 100
rs.. espermacete a 640, tolarim a 360, toucinho
a 360, palitos do gaz a 30 rs. a caixa, alpisla a
160 a libra, sibo massa a 240, azeile doce a 640
a garrafa, vinagre a 240, vluho a 400 rs., milno
a 240 a cuia, arroz a 280 ; de tudo se atianca a
boa qualidade : na taberna da estrella, largo do
Paraizo n. 14.
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhcido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assira como tambem cal virgera era
pedra, tudo por precos raais baratos do que era
oulra qualquer parte.
Yiiiho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos& C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguinles qualidades :
De Brandenburg frres.
SI. Estph. "
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
?t. Julien
t. Julien Mdoc.
hateau Loville.
Na mesraa
vender:
casa ha para
de
Os proprietarios deste estabelep
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazera de raolhados de novamente sonido de gneros, os raelhores que tem
viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a raaior parte delles viudos por conla dos proprietarios.
Chocolate
dos raelhores autores de Europa a 900 rs. a libra era porcao a 8>0 rs.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de LUbca em latas de i a 2 libras a 800
rs., em porcao de se far algum abatimcnlo.
aliaga ae tomate
cm latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
1.alas ce ni evvillias
vende-se nicamente no armazera progresso a G40 rs. cada huma.
Conservas franceas e inglezas
as naais novas que lia no mercado a 700 rs. o frasco.
"Latas de DolacMnlia de soda
cora diferentes qualidades a lcGGOa lata
iVmeixas francezas
ss \nsis novas que tem vindo a este mercado em compoleiras, contendo 3 libras por 3$000 rs.
eern alas de 1 1|2 libra por 19500 reis
VerdadeVros figos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalbo a 240 reis a libra.
Caxnlias com 8 lloras de nassas
a 35000 rs. em porcao se far algum abalimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 18000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha perola
o rneihor que ha neste genero a 25500 rs. a libra dilo hyson a 25000 rs.
Palitos de dentes lidiados
a 200 r3. cera 20 macinhos. #
, neixe sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 1#500 rs. cada urna e de
outras muilas qualidades que se vendem pelo mesura preco
Manteiga tranceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toocinno de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 45000 rs.
Tambem vendem-se os seguinles gneros, ludo recen temante chegado e de superiores qua-
i la les, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muila nova, raarmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos cora
amendoas cobertas, confeiles, pasiilhas devanas qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, majas de loJas as qualidades,
gorama muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacele barato, licores francezos muilo finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muilo novas, banha de porco refinada e oniros muilos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderera por muilo menos do que outro qualquer,
prometiera mais tambera servirera aquellas pessoas que mandaren) por outras pouco pra ticas eorao
sa vie-sera pessoalmente; rogara tambera a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiraro mandar suas eneomraeQJas no armazera Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo,
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Ceneja branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singcr &C e Wheeler &Wilson-
Nesle estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostrnm-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos ra da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
cchincha.
Ra do Crespo n. 8, loja de
qnaro portas.
Chitas francezas malisadas muito finas com pe-
queo toque de avaria a 2U0 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitameute limpa, a 200 rs. o
Vende-se um sellim, mana de panno azul,
e freio em bom uso, na cocheira da Florentina,
e por mdico preco : a tratar na mesma com o
Sr. Dr. Joao Lios.
Vende-se um cabriole! novo e forte, com
um bonito cavallo : a tratar com o agente de lei-
locs Hypolito da Silva.
Vndese
cerveja superior a 320 a garrafa, e em caada a
1$800 : na travessa da ra das Cruzes n. 6.
Vendem-se 2 carros de A rodas proprios
para particulares ou para aluguel, forrados e
preparados de novo, bonitos feilios, e por precos
coro modos ; a tratar na cocheira do largo do ar-
senal n. 4.
Vende-se aloja que foi do finado Antonio
Francisco Pereira com fazendas e dividas, e ar-
rendamento da casa por 9 annos : os pretenden-
tes dirijam-se ao escriptorio do Dr. Ak-oforado,
ou ao hotel inglez a fallar com .Polari, procura-
por da herdeira.
Pechincha sem igual.
De queijos famengos recentemente chegados
pelo ultimo vapor da Europa a 2j>; e cm caixa
se far algum abalimento: vende-se nicamente
noarmazfm progresso de Duarle & Irmao, no
largo da Penha n. 8.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, comp-slo inteira-
mente de berras medicinaos, nao conten mercu-
rio nem alguma oulra substancia deltcteria. Be-
nigno raais lenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compltelo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operacoes e ef-
feilos ; pois busca e remove as doenc,as de qual-
quer especie e grao por mais amigas e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que ja eslavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de ha ver tenta-
do inuliimente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devera entregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaio dos
edicazes effeilos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este remedio
para qualquer das seguinles enormidades:
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortes de ierra avontade dos compra-
dores com a nica restriccao de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano
Rodrigues Sette o encarregaao das medicoes
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreita do Boserio n. 30, terceiro an-
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Junior : os pretendientes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Ccnvulses.
Debilidade ou extenua-
do.
Dtbilidade ou falla
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta,
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febrera da especie.
Gotta.
Heraorrhoidas..
liydropesia.
Ictericia.
iDdigesles.
Iiiflammac,oes.
Irregularidades
menslruac,ao.
de;Lonjbrigas do toda es-
covade.
Novidacle,
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado rosto e muito finas para cal-
cas, chocadas pelo ultimo vapor fran-
cez : na ra da Irrperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
pecte.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phtysiea ou consump-
pulmonar.
Retenjo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomss secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no cstabelecimemo ge-
ral de Londres n. 221, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregsdas de sua venda em loda a America do
fcul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas-, cuuieiii urna inslrucco em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr Soum
pharmsceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
ap nacional D. remedio incoiupsraIel.
UNGENTO 1101.1.0 \V A Y
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Cadido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de che#ar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
Barato para acabar.
Na loja da Ra do Passeio Pu-
blico n. 11.
Chita franceza fina a 220 rs. o covtdo, corles
decnssa a 2JJ200. dito de cambraia a 25800, cha-
peos ra a 3$000, chales de la oscuros a U800, dil..s
de merino bordados a 5jr>0t', moias cruas a 1t80
a duzia, bnns miudos a 1G0, ditos grossos a 260,
pecas de cambraia lisa fina com 12 jardas a6}a
peca, ditas muito fina a 9J), camisas francezas de
cores e brancas a lg60O, casemira preta fina a
1-3750 o covado, panno preto fino a 3$, sargelim
de duas larguras para forro a 200 n>. o covado,
Ranga amarella a 260 rs. o covaiio. brim braneo
delitiho puro a IjjlO a.vara, cambraia de cores
minio Qna a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
2-;800a dua, ditos pequeos 2JJ600, chila pa-
ra cobertas a210rs. o covado, dita a 160. panno
da costa a 340 rs. o covado, pegas de cambraia
branca de quadro muilo finas a 4% com 10 varas
cada peca, ditas rendadas eom 13 a 11 varas, lar-
gura de 4 palmos e meio a 4$500.
Borba.
0 fibricante deste rap nao faltando a sua pro-
mesa de o melhorar o quanto lhe fosse possivel
urna remeca vinda do Para por este ultimo va-
por, j muito mais aperfeicoado, e a sahida que
elle de promplo tem lido p'rova sua excedente
qualidade ; deixando ao gosto dos senhores to-
munlesa escolha defino, meio grosso e grosso ;
deposito na ra da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de lodas as naeoes
podem leslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizoram tem seu corpo e
niembros inteiramenle saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tralamcnlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilbosos pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relalam todos os dias ha mullos annos ; e a
maior parle dellas sao tao sor prndenles que
admirara es mdicos mais celebres. Qusnias
pessoas recobraram com este seberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
Vende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar e imortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinle
e precos razoaveis :
Capelas dealjofe cora EsetipQoes, grandes a 10^
Ditas ditas por 8
Ditas ditas por 5g
Dilasditas por 3j
Ditas de imortaile por 25
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripres por baixo a 12J> e a 10JJ
Relogios
Suissos.
Em casade Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v/riado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, plenles,
chronometros, meioschronomelros de ouro, pra-
ta dourada e /oleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vandero por precos razoaveis.
Chapeos de so! de seda ii>
glezes a 8$
" Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5. de GuimarSes & Lima,
vendem-se chapeos de sol de seda inglezes a 8jj
cada um ; na mesma loja vendem-se cortes de
collente de luslao finos a 500 rs. cada um.
Gollinhasdc cantas para
senhoras e meninas
Vendem-se gollinhas da conlas para senhoras
e meninas, do muito bom gosto, a 2j cada urna,
ditas de cambraia lina a 1 cada urna, e man-
guitos a 2-5 o par ; na loja de fazendas da ra do
Crespo, esquina da ra do Imperador n. 5.
Vestidos dephantazia
Na leja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ruado Imperadorrf. 3, vendem-se vestidos de
phantazia de 3 babados, 2 saias e aquille. por
16$ cada um, ditos de cambraia bordados muilo
fiuus do duas saias a 20-3 cada um.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esqnina
da ra do Imperador n. 5, vendem-se mantele-
tes de seda para meninas a S-3 cada um, e ditos
para senhora muilo superiores a "0$ e 25JU0O
cada ura.
Suhidos do baile
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5, vtudem-se sabidas de
baile a lOg cada urna.
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
sen de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslahelecimento sacros
cora farelo de Lisboa, farinha de mandioca, rr.i-
lho, feijo mulatinho e preto, gonma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranhao de su-
perior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho
do Porto em garrafa do rftelhor que pode haver
no mercado, manteiga ingleza e franceza, knha
de porco em laias, bolachinhas de soda de todas
as qualidades, cerveja prea e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por me-
nos breco do que se vende era oulra qualquer
parte.
Vinagre braneo,
superior.
Vende-se vinagre braneo superior rm barris de
quinto, por preco com modo ; no ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimenio de calcado ran-
cez, roupa feila, miudezas finase perfumaras
tudo por menos do que em cultas partes : lo lo-
a do vapor na ra Nova n. 7.
Em casa de N. O. Bieber & Successore ra
jda Cruz n. -1, vende-se :
Champanha marca Farro & C., urna das mais
acreditadas marcas, mui (.orinecidas no liodo Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac cm barra e
caixas.
Vinagre braneo e linio cm barr*.
Brilhanies de varias dimenses.
Eiher sulfuiico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Aro de Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
CAL DE LISBOA,
nova e muilobem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, priraeiro andar.
Vinlio genuino.
Anda ha urna pequea quanlidade de ancore-
las deste vinho sera confeicao, e proprio de tren-
les : na ra do Vigario n. 19, oriraeiro andar-
2S@&@ PMm'':-;-.: $
Rerebtu-se bonitas fitas doursdas p^ri j$
3 einteiros do ultimo gosto imperalri7 gfe
9 Eugenia, na g
I Loja de marmore.
SI
i,v-
para tumulos e catacumbas tanto de
aljfar e imortaile com insciipcors : na
ra do Emperatriz n. 7, loja'do Le-
conte.
Vendo-se urna preta de meia idade : na ra
Direila n. 8.
Eseravos fgidos.
echinelia
para acabar.
Madapoloes a 3.;300, >200, 4C0, -;600,5^500
5*600, 5$900 e 6000 muito fino, cambraia bran-
ca de llores a lg'00 a peca, algodaozinhos a 3?,
300, 3g8!0, e -9C0, superior sicupira com 22
jardas, chales de larlalana a 1-J8C0, castores mui-
lo grossos a 250 rs. o covado : na loja da ra do
Passeio Publico, n. 11.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnslon Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimenio de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos rr.ais
deviam^olTrer aTmpulcao f DellaTla ui-1*f'ma(lo> fab,(:3nlcs de Liverpool ; tambem
cas que havendo deixado esses. asjlos de pade-1 uma va,ledad8 de bon'los irancelins para os
limemos, para se nao submeterem a essa ope-
rajao dolorosa forara curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guna das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimenlo declararam estes resultados bentfi-
Boa recompensa.
Pugio nr, din 17 do correne o mualo Ca = :e-
mirocom ossignaessegulmes rosio con.pii.io.
cor plida, pouca barba, estatura regular, una
ranrea de queimadura em um dos bracos, i_
catrizesem ambas as pernas ; veio ha mezes de
Rio Grande do Norte quem o levar ra da Ca-
deia do Recife n. 57, ter a iccompensa pro-
rneltida.
Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto
prximo passaito, o mulato Francisco, de i .
de 38 a 40 annos, cora os signaes seguinles: alto,
corpo regular, mulato, de cor paluda, cabellos
prelos e crespos, com pouca barba e com uma
sicatriz sobre o nariz junto as sobrancelh.is
bem visivel, levou seroula e camisa e cn-tuma
a usar camisa por cima da calca : raga-se as :-,-
loridades tanto da praca como do mato sua :,.-
prehensao e enlrega-lo na ruada Imperatriz loja
n. 6, aun le ser gratificado.
Contina fgido desde -29 de julho desic sa-
no oescravo pardo acaboclado de nono Joao,
com os signaes seguinles : corpo e estatura re-
gulares,^ cor plida por ter soffrido de sesees, de
idade 25 a 30 annos. falla descancada, mansa e
semr>re contrafeila, mi strando fingimento, na-
tural de Inhamum. foi propriedade de un; v .:
por nome Joao Secundo do mesmo serian, e ;ot
morte desle vendido pelos hprdeiros, sendo um
dos ltimos possnidores Ignacio Ferreir Timu-
do, senhor ae engenho do Sul, que lamlcm o
venden ; jiilga-se ler seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serl.io : roga-se aos capitaes
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu actual
senhor, o major Joao Francisco do Reg Maia,
ou no Recife aSymphronio Olympio de Queiroga,
que so recompensar generosamente.
Fugio hoje do poder do '.briso Resignad* a
sua escrava Ignez, prtta, fulo, de 17 annos do
idado pouco mais ou menos. Sahio vestida de
| riscadiuho roxo com chale encarnado, e levou
uma Irouxa com diversas pecas, irnlusivat.ru
Vende-so em casa de S. P. Jonhston lazer. Esta escrava foi comprada em 25 de fe-
vereiro do corrente anuo ao Sr SebastiSo Ants-
cos oantejlo lord corregedor o outros mogts- inglezes, cindeetros e casgaes broneados, lonas] nio de Mello Reg : quero a pegar e entregar na
ra do Hospicio n. 13 ser bem recompensado
por
Augusto Pinto de Lemes.
Recife 17 de outubro de 1600.
mesmos.
Ra daSenzala Nova n.42
vaquetas de lustre para carros, seliins e silhoes
inglezes, cindeeiros e casligaes broneados, lonas
Irados, afim de mais aulenlicarera sua a firma- inglezes, fio de vela, chicle para carros, e mon-
llva Uaria, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
Ninguem desesperara do estado de saude se
perior.
Vndese cerveja branca superior, era barris de
lerco. por preco mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
JOIVS.
Seraphim & Irmao, com lojas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p'ata. epedras
preciosas; vendem barato, trocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos prelendenles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos < Lima
receberam uma factura de chapeos de sol de se-
da para homem, lendo entre estes alguns peque-
os que servem para as senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a portjao seja grande se resolverlo vender pelo
preco de 69 e GgO, e alguns com pequeo de-
leito a 5# : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na ra Nova n. 7.
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constan temen le seguindo algum lempo o
tralamento que necesslasse a naiureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
til, mais partieu
segruintcs casos.
Inflainraecao da bexiga.
0 ungento lie
lamiente nos
Alporcas
Cambras
Callos.
Anearas.
Corladurs.
Dores de cabera.
das costas.
dos me/rbros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupc,oes escorbticas.
Fisiulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
1 n chaces.
Inflamacao do figado.
Vende-se este ungento no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Sirand. e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda era toda a
America do sul, Havana e, Hespanha.
Vende-se a 800 rs., calla bocelinha contm
uma nslruccao em ponqguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
0 deposito geral era casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. era
Pernambueo.
da matriz
Lepra.
Mtles das pernas.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de repiis.
Picadura de mosquitos
Pulijnes.
Quemadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Trumor de ervos
Ul eras na bocea.
lo figado.
Jas rticolaces.
Veas torcidas ou
das as pernas.
no-
Tachas e moendas
BragaSilva &C.,tem sempre no seu deposit
da ra daMoeda n. 3 A.um grande o rt i ment
detachase moendas para engenho, do multo
acreditadofabricante Edvin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Vande-se uma escrava de 35 annos, que
lava ptimamente, cozinha soffiivelmentc o dia-
rio, compra bem, e vende de lebolciro ; na ra
Nova n. 56, loja.
Loja da seis portas cm
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Paliloisde casimira escuras a 49000, ditas de
alpaca prela 45oOO o 5<0> 00, camisas brancas
ede cores a 2000, ditas de fustao a 29500
serolas muilas finas a 19600 e 2000, palilots
de brim pardo a 3000 calcas de casemira pre-
ta e de cores, palilots de panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede cores, ditos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
raenlode roupas feilas
Vinho Bordeaux
Na pryi:a da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se vinho Borden ux a 500 r. agar-
rafa, o melhor que pode haver neste
genero.
Uta casal de escravos, de bonita figura, de
idade do 30 annos, vende-so por preco comino-
do ; na ra Direila n. 3.
Boa lecompensa
Jos Matheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual lem os
signaes seguinles : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto e cabera redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, qnando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe ler,
natural do lc, onde lem familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 35, loja.
500*000.
Contina a esler fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, tem os signaes seguinles :
fula, alia e muilo magra, representa ler 25 an-
nos de idade; desconfia-se estar oceulta em al-
guma casa nosarrabaldes desta cidade ; \eiodo
serlo do Cear, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnanlia cima, na ra da Cadeia
1 n. 35, loja.
Fugio no dia 12 do correne a mulata cabo-
' ciada por nomo Joanna, de 22 annos de idado
pouco mais ou menos, altura regular, chcia do
' corpo. muito mal enjorrada, denles grandes n ura
' poucu abertos, cara larga e feia, olhos grandes o
' brancos, atraz de urna orelha tem urnas costuras,
dando prenlas de queiraadur3S de fogo, corurr
tanto encerada, bocea grando e nariz chalo :
' quem a pegar dirija-se ao Barro Vermelho, fre-
guesa dos Afogados, casa de Thomaz Jos de
Aquino Cesar, que ser generosamente recom-
pensada.
Desappareceu um moleque de nome Joa-
quim, da cidade de Guinnna. no dia 2G dejulho
prximo passado, de idade do 14 annos, pouco
mais ou menos, com os signaes seguinles : aca-
bocolado, queixo taioca, cabellos caxiados, cora
alguma marea de bexiga no rosto, sendo um lan-
o rorcundo, muito fallante e ladino, cujo escra-
vo perlence ao Sr. Antonio Paes de Alboquerqne,
morador na mesma cidade de Goianna : rogase
as auloridades policiaes e capiles de campo a
captura do dito escravo, que sero recompen-
sados.
~,~


(;
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA *i DE OUTUBRO DE 1880.
Litteratura.
As revolaces e as dictaduras da Am-
rica doSuleml859.
[Continuado.]
Qual era o segredo das suas lemporisag6es?0
piesidente procurava ganhar lempo, confiando
ludo dos movimentos interiores que o bloqueio
de Guayaquil nao podia deixar de provocar no
Equador, e nao se illudia absolutamente nos seus
clculos.
'in quanto o bloqueio de Guayaquil era sus-
tentado pelo almirante peruviano Mariategui, em
quanto com tanto custo se tratava de promover a
mcdaclo, e depois dar-lhe impulso, eis-aqui o
que se passava no interior do Equador: ero'4 de
abril de 1859 leve lugar em Guayaquil urna ten-
tativa de insurreicao ; pelas 11 horas da noiie,
um official, o commandante Darquea, seapresen-
tou com vinte homens ua residencia do presiden
le Robles, que se achava enlretido jogar com o
general Franco e outros, e deu-lbe voz de prisao.
Robles nao pdenlo resistir se deixou prender ;
mas Franco, que se bavia escapulido no prinieiro
momento, vollou armado de um bacamarle que
dcicirrogou sobre o commandante Darquea, doi-
xando-o morlalmente ferido. Os soldados hesi-
t.iram, e deram lempo que Robles se evadisse.
A' esto tempo o general Maldonado, verdadeiro
chefe do movimento insurreccional, tioha ido
pcslar-se n'uma eminencia que dominava a ci-
dade ; dispunha da melhor parle das Iropas, e se
lornava realmente senhor da situagao. A infoli-
cidade, porm, do commandante Darquea o trans-
tornou alguma cuusa, e fez com que entrasse em
negeeiaedea com o presidente Robles, que de
sua parle nao mostrou muita diffculdadc em ac-
echar as coudices, visto a gravidade das circums-
tancias. As tropas voltaram aos seus quarteis, e
tudo se acabou ; apenas resullou para o pres-
deme a perda de 500 bomeus, que se aproveita-
ram da occasiao para desertar.
Um mezse tinha passado,quando appareceu em
Quilo urna outra tenlaliva maio seria que a pri-
rrjeira ; e ento era todo o partido conservador,
isto a reunio das classes esclarecidas c culti-
vadas, que compuuha o movimento, de carcter
mais poltico que o de Guayaquil. Formou-se
um governo provisorio, e o movimento ganbou
immodiatamenlo as provincias de Imbabura, Pe-
chiocha e Chimboraso. Restava apenas Robles
Guayaquil e Cuenca, cestas mesmas procuraran)
tirar-lhe, promovendo quanto fosse possivcl a
derrota de seu exercito. Foi d'isto que se encar-
rogou Garca Moreno, o qual parti de Quito com
500 600 homens, reunidos pressa, entretanto
'i ie do ouiro lado o general L'rbina avanrava com
tropos para abalar a insurreicao. Os dous parii-
e encontraran) em Tamiuruc ; Garca More-
no leve a lemeridade de langar-sc sobre Urbina,
que trazia Coreas superiores, soldados mais disci-
plinados e mais bem armados, e que aleo de lu-
de soubera procurar a vantagem da posico : foi
por conseguiule balido, e comproniellu tudo.
L bina enlrou victorioso em Quito, e assim foi
reprimida cssa segunda tentativa de revoluco.
Entretanto Robles e Urbina continuavam 'ser
seriamente amcaeados.
Castilla, vendo o mo xito dessas tentativas
alienadas, e livre da mediaco, resolveu obrar
mais energicamenle. O a'lmiranle peruviano
Mariategui reorcou o bloqueio de Guayaquil, a
cijade coroegou sofTrer cruelmente ; "(allavam
ja os vveres e agua doce. Mariategui concedeu
ama tregua de tres das para que fosse evacuada
a cidade. O commandante militar da prara de
Gauyaquil era o general Franco, que al al nao
tinha se separado da causa de Robles e de Urbi-
na, e que naqueHa occasiao aioda se achava mili-
to dispostu defeuder-se.
As cousas se achavam neste estado, quaudo o
diplmala eocarregado dos negocios da llespa-
nha, Heriberto Garcia de Quevedo. interveio, se-
gundo dizem, para facilitar urna entrevista do al-
mirante peruviano com o commandante da cida-
de. Dessa entrevista saino a convenci de 21
de agosto de 1859 assignada pelos dous chefes das
furas belligeranles. Nao se tinha, porm, esti-
pulado sobre a approvaco do governo superior
do Equador. Queria isto dizer nada menos do
que urna formal separac" do Fioulu j<> pulido
com que- aiBcutio combinara.
Robles se achava em Quito j ha algum tempo;
seu embarago foi gimiiju primeira noticia dessa
niudanca inesperada. Sem approvar nem desap-
provor a couvencio de 21 de agosto, oque de
rosto nao ihe fui pedido, parti para Guayaquil,
sujeilando-se qualqucr evenlualiadade ; mas
no caminho. em Huaranda. foi informado por
Urbina de quo vista dos successos que acaba-
vaai de ter lugar nao se podia mais contar com
a obediencia das tropas.
Nao era tudo : depois de sua sabida de Quilo
a revoluco rebenlra novamente. O governo
provisorio do Io de maio reappareceu. Assim,
pois, Robles nao poda contar com o exercito ;
dexava a pos si em Quito a revoluco, e ia en-
contrar em Guayaquil o abandono : reslava-lhe
por tanto abJicar ; o seu papel eslava preenchi-
o ; dirgio-se para Fonta-Espanola esperar
a passagem do paquete de Paran afim de
seguir para o Chile. Alguna dias depois Urbina I
vio-se reduzido mesnia exlreraidade, e foobri-1
gadu procurar a sua seguraoca refugiando-se
bordo de urna canhoneira franceza. '
entretanto onde eslava o governo do Equador"? :
No ha duvida que em Quito havia um ; mas o!
que se passava em Guayaquil ? Qual era a in- |
tenco de Franco e que era feito daconveuco de
agosto ?
Mariategui servio-se do auxilio de Frauco, nao,
cora o lim de o elevar, mas sim para dar a que- j
da em Robles ; entretanto que Franco esperava!
reverter a revoluco em seu pruveito, e de [acto
se declarou_ chefe militar de toda a provincia.
Depois, 17 de scleuibro, convocou os cdados
para elegerem um chefe supremo. Oque houve
curioso nessa eletro foi que Franco obteve 161
votos, e Garcia Moreno, um dos principaes mera-
FOLETOl
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
RESENHA MARITIMA.
XXXIX
S mmaiuo. Urna explicarlo. Scenascontem-
porneas da vida martima. Um homem
ao mar.
bros de Quito, obteve 160 votos : apezar do re-
sultado um tanto equivoco desse fado, que dava
urna mediocre idea da popularidade de Franco,
nem por isso deixou este de proclamar-se. Ha-
viaru, pois, no fim de selcmbro de 1859 dousgo-
veraosno Equador ; um eslabelecido em Quito, e
reconhecido as provincias de Chlmborazo, Pi-
chincha, Imbabura: o ouiro estabelccido em
Guayaquil, dominando sobre as provincias de
Manabi e Cuenca. Ora com essas forjas assim
divididas o Equador linha de fazer face s hosti-
lidades do Per seuipre persistentes.
A esse lempo se soube em Guayaquil que Cas-
1 lilla se preparava para ir em pessoa concluir a
sua negociaco O presidente do Per j entao
nao se contentava s com a queda de Robles;
queria impor o dictar a paz ao Equador, qualquer
que fosse o governo desse paiz. Se nos couse-
Ihos fallasse somonte a voz do patriotismo, se-
guramente os dous governos eslabelecidos em
Quilo e eaa Guayaquil leriam combinado para
poderem resistir ao inimigo. Isto era to natu-
ral que Garcia Moreno, o qual fizera urna viagem
Lima para sondar as inlencdes do Castilla, pro-
curou combinar, e leve urna entrevista com Fran-
co ; pnrm as desconangas prevaleccram sobre
ludo o mais, e as duas facedes continuaran! no
mesmo ponto de desintelligencia.
Que ia Castilla fazer com urna forga de 6,000
homens? A principio pareceu querer elecluar
um desembarque todo militar, depois suspendeu
os seus preparativos de ataque, e durante esse
lempo encetava urna especie do negociages com
Guayaquil e Quito ao mesmo tempo. O chefe
; peruviano, lendo em sua dependencia a primeira
daquellas cidades, julgou que faria melhor nego-
| ciago com Franco, e nao so enganou. 4 de
I dezembro os dous generaes assignaram nina con-
j venco, estipulando um armisticio de 40 dias, du-
j rameo qual os diversos districlos da repblica
! deviam ser convidados tomnr parte as ne-
, gociaroes. Todava Castilla reservava para si
! a faculdade de tratar com aquelle dos governos
I existentes, cuja autorisaco so eslendesse dous
tergos da repblica, isto queria dizer que era se-
nhor de tratar com quera bem Ihe parecesse. O
resultado foi que 20 de dezembro de 1859 foi
assignada urna composico definitiva, na qual o
j general Castilla reconhectu o governo deGuaya-
j quil como governo supremo do Equador.
Accresceulavam mais que havia entre os
I dous generaes um pacto secreto que eslipulava
I alliauca ofirnsivo e deffensiva. Guayaquil
ia ser provisoriamente oceupado pelos sol-
dados do Per, e Franco collocava o seu gover-
no sob a protec.;o do Castilla, era esta fioalmcn
te a garanta mais segura que elle podia achar na
posico em que eslava ; e a repblica do Equa-
I dor, ou bem ou mal, entrava em paz com um
paizvisinho, que havia um anno a trazia sob o
I peso de suas antearas hostis. Dundo porm que
| ella possa encontrar to depressa a paz interior.
Um personagem singular appareceu envolvido
I nesses successos to confusas do Equador. Era
, essa personagem o generalRamn Castilla, que
para bem dizer em si rene a vida poltica do
Per, sem raulo se preoecupar com ideas demo-
. citicas ou conservadoras, com o systema federal
ou unitario. Ramn de Castilla no Teui um
verdadeiro cacique. Habituado considerar-se
: o chefe natural do seu paiz, cioso do seu poder,
pouco paciente, astucioso, receioso de qualquer
rivalidade, supporla difiicilinente as conlradiges
no excrcicio da sua auloridade ; e este respei-
to elle possue todos os hbitos e instinctos do
dicladar ; singularmente reservado as suas re-
lagoes com o estrangeiro, e nislo mostra ser bem
americano. N'uma palavra zomba seu geito dis
assemblas mais ou menos nacionaes que se suc-
cedem, assim como tambera algumas vezes das
I potencias europeas, que leem defender os in-
I teresses dos seus subditos.
j D'aqui aconiecc que, cora a sua maneira de
I obrar e provoca muias vezes circumslancias bem
. dilficeis. Osen governo 6 o typo de um gorer-
I no cioso, violento, e mesmo ambicioso. Assim
i Como o chefe peruviano guza de urna posico
( excepcional e preponderante no seu paiz hab-
I luado dictadura, e que se julga feliz porencon-
j Irar um despotismo intelligente. A sua persona-
j lidade original supplanta todas as outras, e elle
goza de urna snporiuridade relativa e devida tai-
vez mais aos seus defeitos de que aos seus me-
I ritos.
I Nao a primeira vezo general Casulla pre-
| sidenle do Per ; j o foi amigamente, e anda
: gracas a revoluco que derrbou o general Eche-
i ique ; mas no seu ultimo lance da fortuna Cas-
tilla leve de ura lado que lutar com urna lemivel
insurreicao, organisada e dirigida contra elle pe-
lo pelo general Vivanco, do ouiro lado tevedese
haver COm lima ranronMo naoioual cuino ella
saluda da ultima revoluco, e oceupada em for-
mular urna conslilucao, que pareca destinada
anniquilar o poder execulivo despojando-o de to-
das suas prerogalivas.
A insurreigo de Vivanco foi comprimida.
Quanto a conveocao nacional, que prolongara a
sua existencia desmedidamente, o presidente se
vio della desembarcado de una maneira sin-
gular.
Ha algum tempo principiamos a publicar em
ouiro jornal um escriplo mediocre, como lodos
os que sahem de. nossa penua, em que procura-
mos imitar o estylo de Manyalh, de Basil Hill,
de Cooper, e de outros autores martimos conho-
cidos e estimados, apresentando tambera algu-
mas scenas tocantes de nossa marinha, alguns
episodios dramticos que havemos assistido
bordo, o que mais feriram nossa imagnagao.
Esteensaioem ura genero de litteratura in-
teiramenle novo entro nos, (pois ouiro nome
nao merecej, que tmidamente fizemus entao,
leve de ser inlerrompido quasi meio.
Talvez a sua novidade, talvez, o que mais
cerlo, a sympathia dedicada ao aulor, a qual
muilo nos lisongea e disperta em nosso corago
um reconhecimento sem limites, deram-lhe im-
portancia que Ihe falla, e portento, para satisfa-
zer aos pedidos de algumas pessoas que o apre-
ciararn, nao duvidamos hoje repruduzi-lo, para
oconduzir ao desejado fim.
Os numerosos leitores da Resenta o devem
aceitar pelo que elle vale ; lhes previnimos, po-
rm, que nao um cont fantstico com que
vamos abalar seus ervos, mas sim um fado
real, desgragadamenlo mui frequente no mar,
cem o qual os procuramos dislrahir da monoto-
na que podero achar as ultimas columnas do
fliano, no da consagrado esta publicagao, se
somente tratarmos de assumptas positivos da
admiuislrago e organisago da marinha, e de
discutir quesles que, se tornaro nterminaveis
se nos mesmos nao as abondonarmos, consci
de as ter convenientemente elucidado. '
E' o sabio preceito do velho HoracioUlile
dulcque seguimos
Desejamos lambem, e este 6 o principal moti-
vo que influe nesta deliberagao, conquistar a
altcnco de nossas amaveis patricias, saber que
seus lindos olhos ,'uo podem deixar de ser lin-
dos os das mocas que leem; porque as feias te-
rnero encontrar contos e historias que lhes des-
Essa pobre asscmblca. carecedora de considera-
cao, acabou 2 do novembro de 1857, em con-
sequencia do um golpe do estado, cxeculado por
um ofhcial subalterno, dissolvesse, e ella immediatamente se dis-
solveu.
Castilla, que se achava entao em frente de Are-
guip, o seu gabinete que se achava era Lima
reprovaram o procedimento desse servidor ; mas
nem por isso deixaram de aceilar o acto de 2 de
novembro como ura faci consumado ; portante,
urna vez livres da insurreicao de Vivanco, convo-
caram novo congresso, designando-lhe de sua
propria auloridade a misso de reformar a cons-
liluigao volada pela convengSo nacional, e com
ella morta, Castilla foi eleito presidente pelo suf-
fragio pupular uo mez de agosto de 1858, e tres
mezes depois se reuni era Lima o novo con-
gresso.
Neste estado do cousas o que fica muilo claro
c quo de urna ou de outra forma, o presidente
agradem) se prendem as segundas-feiras com
avidez sobre estas paginas, e que nellas achara
o mesmo tuteresse que lhes dcsperla oFo-
Ihelira.
E' muilo ousada esta preienrao quando vive-
mos no centro de urna pleyada brilhante de jo-
vens esenptores. que gosam j desla vantagem.
quando nao possuimos nenhum dos predicados
propnos para agradar ao bello sexo ; mas o fim
6 lio importante, que nao recejamos entrar na
tula porque os trophos da victoria sao do mais
subido valor; e a derrota sempre ser adogada
pela generostdade desso sexo privilegiado, que
faz as delicias e tormentos da nossa vida, ao
qual devemos a existencia, e tudo o que somos
depois, porque innegavelmente a mulher forma
o hornera na sociedade, e o torna ura here ou
um bandido.
Alguns personagens que figuram nesla dcs-
cripcao j morrerara, deixando-nos saudosas rc-
cordagoes. Julgimos conveniente nao fazer
alteragao nos retratos que delles. quando vi-
vos, tragamos, porque nos parecem anda hoie
fiis.
Dadas oslas explicagoes entraremos em ma-
teria.
Um homem ao mar !
Uu horuoie la mer!___
Savez vous qui il y a l ^uel-
que chose de lgubre, qui
vous dil le depart de l'hora-
raeluttant conlre la puissan-
ce de Dieu? Un hoinme la
mer! pour appui le flot
que va lu servir de tombe ;
plus il lo laboure d'un bras
nerveux, d'une main frene-
ce tique, plus il se fait sa part
dans l'ocean sans bornes,
donl chaqu menace est uu
arret fatal.
JACQLES ARAGO.
[Les Deux Oceans)
Ha aconlecimentos que to profundamente nos
impressionam, que impossivel se torna imagi-
nago humana esquece-los em poca alguma.
L surge urna circumstancia, s vezes da mais
remota relago na apparencia, que as recorda, e
reveste logo de todas as suas sombras cores, in-
dependentemente, e despoito de nossa vonla-
de, para no-Ios apresentar palpitantes e vivas,
como se foram rcenles.
Especialmente conhece-se esto effeilo singu-
lar quando elles occorrem nesses dias risonhos
da existencia em que o ponsamento est na ple-
nitude de sua forca e vigor, e apossa-se delle*
excrcia una verdadeira dictadura, disposla tal-
vez nao se tornar scnsivel.nao sendo tonttara-
da, porm que fcilmente chegava ao extremo.se
alguem Ihe resista.
Ora, em tal situaco, quaes seriara as relagoes
entre o novo congresso e o cefe do poder exe-
culivo, que apenas convocara- assembla para
reformar a constituiro.
A' principio se manifestaram symplomas de
desintellgencia. Em vez de oceuparem-se na re-
forma da ronsttiluico, os depu lados vigiavam,
observavam o presidente, disculiam os seus ac-
tos ; e Castilla que se dispunha entao a r contra
o Equador, que formava urna querela com o re-
presentante da Franga, e quo n'uma palavra fa-
zia sobresahir o seu carcter desptico em todos
os negocios exteriores, como nos interiores, Cas-
lilla, digo, supporlava essas conlradicges dif-
cilmente, e com impaciencia.
D'ahi nasceram diversos incidentes que torna-
ran) as sessoes bastante agitadas at que esse con-
gresso desappareceu tambem por sua vez.
A lu/ta nao tardou apparecer; em pnmeiro
lugar foi ella motivada pela detPBCo prolongada
de un cerlo numero de pessoas mui levianamen-
te accsados de se terem envolvido em algumas
manifeltacocs havidasem Calho.e quo Castilla de
proposito conservava em prisao, apezar das re-
clamagoes das cmaras ; depois teve por motivo
o acto do 2 de novembro de 1857, que dissolvera
a convengao nacional.
O governo. declinando de si a responsabilidade
desse acto, se havia delle approveitado, como vi-
mos, e em seguida nao so fallou mais disto ; li-
nha pois elle cahido no olvido de todos, quando
o presidente, por occasiao da abertura da nova
sesso, leve a infeliz idea de vollar essa ques-
lao, lembrando a necessidade de serem punidos
os culpados, e convidando as cmaras tomaren)
suas medidas nesso sentido.
O general Castilla era pouco sincero neste pon-
to ; activava um systema de averiguaco e de
severidade n'um fado, sobre o qual elle'no po-
dia estar com a consciencia muilo tranquilla ; e
a prova que nao se allreveu lomar urna me-
dida por si mesmo contra o coronel Arguedas,
principal autor do acto de 2 de novembro.
As cmaras lomaram ao serio essa prfida in-
sinuago, trouxeram discusso esse fado irri-
tante, e depois das deliberages condemnaram o
coronel Arguedas a ser destituido de seu eropre-
go. e privado dos seus direitos polticos : esta sen-
tenca foi communicada ao poder executivo para
dar-lhe a execugo.
Nao era, porra, isso o que quera o governo,
o qual devolveu logo s cmaras sua lei.obser-
vando-lhes que ellas havara ullrapassado os seus
poderes, e usurpado os direitos da auloridade ju-
diciaria, nica competente para dar urna senteu-
ca condemnaloria.
As cmaras, urna vez dado o passo, o suslenta-
ram, e persisliram em pedir a promulgacao da
le, o o presidente, nao menos obstinado, "oppoz
urna recusa pcrempioria n'uma nota cora lom im-
perioso e violento
Foi isto 8 de abril de 1859.
O congresso conservou-se firme no seu posto ;
convidou o gabinete comparecer perante ello ;
os ministros fingiram principio desentendidos ;
depois uns deram-se por doentes, outros por
muilo oceupados nos affazeres seu cargo. A' fi-
nal sempre compareceram declarando que o pre-
sidente, por sua parte, julgava nao dever promul-
gar a le, mas que sendo ella promulgada pelo
congresso seria execulada.
O presidente da assembla
lenca pronunciada,
cluido
Anda isto nao era tudo.
O astucioso presidente nao se dava assim por
vencido Passaram-se alguns dias sem quo fosse
tomada urna imcdida qualquer para execugo da
senlenca legislativa. O congresso repeli a sua
exigencia, o dirigi ao governo urna nota insis-
liudo : o ministro da guerra, o general Sao-lto-
man respondeu com um toni resoluto o ao mes-
mo tempo ambiguo, que a lei lendo seguido os
tramites marcados na constiluigo nao linha lu-
gar oceuparem-se mais della. Islu quer dizer, em
boas palavras, que o congresso havia deliberado
segundo a sua vontade, e que o presidente deli-
berava tambem conforme enlendia.
A rrilacio foi extrema na assembla : succe-
derani-se discusses violentas, votos contradic-
os ; e finalmente foi motivo do deliborago
indicaco declarando a patria em perigo, e
promulgou a sen-
o negocio deu por con-
UII13
vago o lugar de presidente da repblica. Todo
este arruido tinha dar em quasi nada : a assem-
bla peruviana nao consultara as suas torcas, e
Castilla tinha muita razo em nao se abalar. O
prirneiro artigo da indicaoque declarava a patria
cm perigo, paasou por 4 votos contra 32 ;
mas o segundo, que deciarava vaeante a presi-
dencia, foi regeitado por 42 votos contra 33. Eis
pois que o governo sahia vencedor dessa eslra-
nha luta.
Os depulados recuaram, e lomaram urna posi-
go fraca e bumilhanle : e tanto se compenetra-
ran) della que nos dias seguintcs o congreso nao
pode deliberar por falta de numero.
Cerca de urna semana depois, como se nada
houvesse passado, Castilla leu s cmaras em
sesso secreta urna nota, em que annunciava
urna grande couspirago. O que anda mais,
extraordinario ter o governo lancado mo nes-
sa circumstancia, para apoiar algumas medidas
extraordinarias, da indicago, pela qual o con-
gresso havia declarado a patria era perigo, e que
fora dirigida contra elle propro. Castilla, como
se v, pouco caso razia do congresso ; linha sa-
bido adquirir vantagens nessa crise perigosa, op-
pondo-se abertamente que fosse sancionada a
deliberaco do poder legislativo, zombando mais
ou menos dos depulados. Muito tempo depois,
sem fazer caso da lei votada pelo congresso,-elle
se decidi sujeitar o coronel Arguedas um
conselho de guega, no qual foi esie condemna-
do um anno de exilio. O general Castilla nos
seus actos junlava a astucia altivez.
Depois de tudo Isto nao restava s cmaras ouiro
partido seno urna prudente retirada : ellas bem
o comprchenderam. e dero fim suas sessoes a
25 de maio do 1859. addiando-as todava para
*8 de lui^ Porro nesse in'ervallo Castilla tra-
lou de dissolver o congresso peruviano, e, per-
milla-se-nos a Presso, fez-lhe o seu epilaphio
00 C/el de|11 de Julhodeclarando que a as-
sembla, convocada para reformar a constituiro,
untia esgotado cento e vinte e cinco de sesso sera
nada fazer, e convidando o povo peruviano se
reunir em comicios 10 de dezembro de 1859
para eleger unj congresso ordinario que come-
gana funciohar em 28 de julho de 1860. Eis
como findou tfistcmenie esse congresso extraor-
dinario de 18581859 da mesma forma por que
acabara a contjenco nacional que o preceder.
Tanlo depois, domo antes, lem continuado a dic-
tadura de Casilla, e continuar, salva alguma
usurreico sempre possivel na presente occa-
siao ; porquanlo os seus rivaes, Vivanco, e
Kchenique, gozam no paiz de urna influencia me-
diocre, e que pouco os pode favorecer nas suas
pretengues.
Castilla por conseguinlo reina c governa na
repblica peruviana, nao sofTrendo contradiego
alguma, nao reconhecendo outra auloridade mais
que a sua, que elle exerce como um velho caci-
que ; e esse espirito americano, de que elle
urna das curiosas personiicaeoes, se faz sentir
anda mais talvez nas relagoes exteriores condu-
zcas cora um mixto de violencia e de astucia,
de deseoufianea e de ambico.
Castilla tambera de cerl modo ura here do
que se chama americanismo, e bem o mostra.
sobro tudo nas suas relaces com as potencias da
turopa [\iesses paizes enWegues a toda a sorle
ae revolugoes, os estrangeiros sao muitas vezes
prejudicados nos seus interesses, e supportam
actos que sao a completa violago da sua qua-
iidade deestrangeros ; applicam-lhes medidas
ao abrigo das quaes deveriam estar cm virlude
da sua nacionalidade ; e dahi essas causas de re-
clamagOes ucelssanles que os offeudidos muitas
vezes exageran), mas que nem por isso deixam
do lerum fundamento legitimo. Ora taes recla-
mac.ocs Castilla, as despresa, sabe-as illudr, e
se recusa toda e qualquer satisfacao que possa
abaler o seu o gulho. Elle nao compreheude o
que e ceder ; resistir cora huraor astucioso e
altivo o seuj systema. Foi justamente oque
acconteceu ha muito pouco lempo com a Franga,
du que resultdu um rorapimento, que felizmen-
te r-.o foi adiante.
Quanto tempo anda durar o dominio do ge-
neral Castilla ? O Per lem inleresse em que
elle finde ? Sim, so deseja o seu descnvolvi-
menio e progn sso regular ; nao, se proseguindo
atravez de novas revoluces s procura mudar de
dictador.
v 1U
Nas immeusas regioes do Novo-Monda as re-
pblicas do Rio da Prata, isto a Cunfederacao
Argentina, a Rjepublica Oriental e o Paraguaay,
sao talvez os astados mais favorecidos da fortu-
na, e siluado nas roelhores condiges para
prosperaron e| se engranJeccrem. Nada lhes
falla, nem a sjiavidade do clima, nem a fertli-
dade du solo, nem a exlenso do territorio na-
da, menos a paz que, s, pode fazer prosperar
as riquezas, e que faz dos povos, oudo ella nao
existe, agglomerages turbulentas.
Diziara que o nico obstculo prosperidado
desse paizes er o violento despotismo de Rosas;
que urna vez derribado esse bice, as portas da
civilisago se abriram para esses povos : que se
elles nao gosavain de socego, e de ordem no in-
terior, so nao lnhain organisago poltica, es o
lodosas seus interessesesse arruvam parausados
a culpa era do dictador argentino.
Rosas cahio ; e o que succedeu ? A Conredera-
cao Argentina toi a primeira perder-so na guer-
ra civil, e se diridio para logo em dous partidos
inimigosBuerjos-Ayresde um lado, do outro o
restante da Cunlfederaro, sob a auloridade do ge- j
neral Urquiza. Para Buenos-Ayres, a cidade dos '
espirilos cullvajdos e ardenles. Urq-nza era o ca-
pitn de guerra, o caudilho que derribara Rosas
para collocar-s< no seu lugar, e que do centro
de sua provinc
pesar o jugo do
de Entre-Ros pretende fa/.er
gaucho sobro o espirito argenti-
Ayres sempre
pretexto de libera
si concentrar lo
nopolio do com
Taes sao as
no. Para Urquia e seus adherentes, Buenos-
a cidade rebelde e ambiciosa que,
quer attrahir para si, e em
da a importancia poltica, o mo-
nerco e da vida exterior.
- disposicoes dessas duas fraeges
inimigasda Repblica Argentina, que ha oto ali-
os nao leem donseguido enlenderem-se. Mui
tracas para aftrunilarem a sorle das armas, mui
dominadas por suas paixes para cederem ne-
cessidade superior de um accordo voluntario, el-
js teera vivido essa vida singular, que nao
nem a existencia em commum, era a indepen-
dencia completa!. Cada urna lom o seu governo,
ua conslilucao le legislaco proprias, e at mes-
mo a sua represenlago exterior
Por algum leinpo em 1S5 e 1855. na falla da
unidade nacional que nao podiam restabelecer,
procuraram ao rtenos guantir os seus interes-
ses communs, regulando por meio de conven-
cues as suas rela|;es commercaes, vendo se as-
sim podiam formar urna certa ordem na desor-
dem ; mas esse ejstado de paz relativa, que deixa-
va intacta a graride questo do nlegridado na-
ciona
expe
esperanca de submetter Buenos-Ayres, tratou
deensaiarum ouiro systema. que julgava mais
efiicaz do que o emprego da forra armada. Pro-
curou ferr a provincia dissidente' nos seus inte-
resses, favorecendo o coinmercio directo entro
as iiages estrangeiras c a Cnnfederaco, pan o
quo eslabeleceu. direitos differenciaes sobre as
mercaduras importadas ou exportadas que tocas-
sera ao porto de Buenos-Ayres. Era urna guerra
commer.ial complicada alora disto por incossan-
les maiiifeslacoeB de hostilidades de um outro
genero, que s filiara excitar o tornar mais irre-
conciliaveis as animosidades, preparaudo urna
nova luta, que se tornou ineviavel em 1859.
Os symplomas dessas inteocoea bellicosas nao
tardaran) muilo que se nao manifeslassem, suc-
cedeudo-se rpidamente. O chefe da Confedera-
Bal, durou pouco; e Urquiza. depois de curta
riencia, nao querendo subro tudo renunciar
cao, o general U
menos parecer
Houveraoi logo
rquiza, s esperava ser, ou pelo
nipellido pela opiniao publica.
eui diversos pontos verdaderos
com extraordinaria vivacidade e presteza, como
a lamina ou carlo do photographo apodera-se
da imagem sob os effetos da luz, ciugindo-os
de urna certa poesa natural aos verdes annos,
esse bello lempo, cm que nos embalamos nos
sonhos mais phantasticos e gigantescos, de que
somos dispertados pelas realidades da vida, que
nos raalam as crencas, c nos palenteam em urna '
nudez horrivel a vaidade de nossas charas illu-
ses, que vemos urna urna cahir destruidas
ao balito impuro c venenoso dos homens, como
pendem raurchas as folhas da sensitiva o nosso
contacto.
Eslava quasi terminado o anno de 1846, que
figura cora honra nos annaes de nossa marinha,
to pobre de Iradicgoes administrativas proveilo-
sas ao paiz, e um ministro notavel por suas vis-
las elevadas, que indicavam o grande homem
de estado, governava entao essa reparlico.
Convencido da influencia poderosa das viaens
longas na eduracao dos jovens oficiaes, e" do
quanto ellas podenam concorrer para desemba-
rcar nossa marinhagem colledicia, resolver
com acerlo enviar ao Cabo da Boa-Esperanga ura
navio da esquadra, em viagem de instrueco.
com os alumnos do tercero anno da academia
aspirantes das dragonas de oflicalj e das glorias
e perigos do ocano, que por tradges somente
conheciara.
Esta viagem ordinaria para a marinha de
qualquer outra nago, era para a nossa de urna
ousadia incomprehensivel; revellava urna com-
pleta revolugo na pralca administrativa ; era
o triumpho de urna bella idea, que se eleva va
por sobre as ruinas de vaos temores, de appre-
henses desarrasoadas, o da imprevidente ro-
cina.
Da resolugo execugo passou elle rpida-
mente, desprezando todos os obstculos que sur-
gan), e demonstrando que a proposicao do gran-
de rei de Franga -Querer poder" urna ver-
dadedo todos os lempos e de todos os lugares.
Escolheu um dos nossos mais bellos va-
sos, a corveta Francisca, de vinte e qualro
pecas, ha pouco construida na Baha, neste
nosso importante arsenal ao qual devemos os
melhores e maiores navios da nossa esquadra,
e onde hoje as quilhas do dous pequeos hiates
apodrecem nos estalelros, pela impericia e im-
previdencia I
Nomeou commandante e oficiaes, adivou os
aprestos necessirios, encontrou agentes interme-
dios que o comprehenderam, e execularam suas
intenges, de sorle que no principio do mez de
dezsmbro eslava tudo proropto, e a corveta podia
partir.
Com tima nao menor impaciencia esperavam os
aspirantes por esta occasiao, pela qual ardeote-
mente suspiravajm, e pois fui cem mmenso pra-
zer que detxaraoi a nao Pedro II, em que func-
cionava a academia, o saudaram ao amanhecer
do da 4, em que a donosa corveta desfraldaudo
as velas,e vendp-se lvre, emlim, em seus nio-
vimentos, graciosamente se despedo da formosa
Guanabara e gtirrda Sicleroy, que se namo-
ram mirandu-sd nas aguas, espelhadas da mais
esplendida baha do mundo, o perpassou o colos-
sal Pao d'Assucir, sculinella avaur.ada do vas-
to imperio brasjlero, singrando em procura dos
mares nunca d'antes navegados por nossa ban-
deira (I) e do decantado gigante Adamastor do
immorlal poeta lusitano.
Um espectculo immenso, grandioso, magnifi-
co, que s se v nesla regio afortunada da nos-
sa America, se lhes offerecil enlo conlem-
plago.
Magestosas moulanhas, que se elevavam al
o co, das ondulacoes as mais caprichosas c ir-
regulares que se podem conceber, e que formam
urna sceua indescriptivel, quo acauha o obser-
vador, e o commove, Iranspareciam atravs do
nevoeiro da mauha, que se desfazia medida
que o astro do dia seelovava, como se fra urna
grande cortina de gaz que se suspendesse para
as nuvens. quo anda cor.ivam alguns cimos
mais altivos. O gigante deitado, configurago
singular e exacta que lomam todas ellas na bar-
ra do Rio do Janeiro, vistis de certa distaucia, e
que reconhecida e apregoada geralmenle pelos
viajantes estrangeiros que entraran) n'aquelle
porto, se dexava divisar perfeitamente, como
ura soberbo monolitho, o apresentava urna no-
vidade cheia de inleresse aos jovens aspirantes,
nao habituados aindo estas iinpresscs de via-
gem, to agradaveis.
A crvela, porm, impellida pela viragSo, quo
subslituio o terral, que, como um ultimo sus-
piro da palra a acompanhou at o mar largo,
deixaodo-a entregue s harmonas inysteriosas
da natureza que ah so sen lera, foi-se affaslando
deslas plagas queridas ; os montes pouco pou-
co se lomaram menores, e afinal nao eram se-
uo urna nuvera mais. densa no horisonlo, um
punto perdido no espago.
J no largo ocano navegavam
: As inquietas ondas apellando ;
Os ventos brandamenle respravam
Das naos as velas concavas inchando ;
De branca espuma os mares so moslravam
Cobcrtos, onde as proas vo cortando
(1) Nao fallamos na viagem do brigue escuna
do guerra nacional Andorinha, anterior da
corveta, o qual foi levar o nosso prirneiro cnsul
ao Cabo.
pronuncamenos em favor 4a guerra contra a
provincia dissidente. A senha era a reconstitui-
rn da inlegridade nacional. Bem depressa levo
lugar um facto muilo significativo : restabelece-
ram como signal do consenso a famosa cino
vermelha do lempo de Rosas; com a differenca
do que a divisa manifestava ento desejos menos
ferozes ; comtudo nao dexava de ser a ressurrei-
co infeliz de um deploravel emblema de odio e
de guerra civil.
Ao mesmo tempo o gabinete de Paran dava
pubhcidade urna lei de 1850, pela qual protes-
tara contra todo c qualquer acto du soberana
exterior de Buenos-Ayres. Ninguem poda illu-
dir-so sobre a sigtiifi:ago dessa serie, de fados.
Em Paran queriam a guerra, e queriani-a cum
a maiur presteza possivel Este pensainentu se
deixava plenamente traduzir nas palavras com
que o presdeme da Confederaco abri a sesso
legislativa do Io de maio do 1859; elle so mani-
festava tambem no prirneiro acto do congresso.
autorisando o chefe do estado resolver a
questo de integridade da repblica por meio de
negociacoes pacificas, ou da guerra, mobilisar
a guarda nacional, augmentar a tropa de linha,
fazendo com isto lodas as despezas necessaras,
finalmente tomar o commando do exercito, no
caso de necessidade.
Anda que assim o pretendesse o general Ur-
quiza na sua falla s cmaras federaes, todava
nao certo que Buenos-Ayres timara sobre si a
iniciativa da aggressao nessa nova lula quo so
preparava. Nao ha duvida quo a provincia dissi-
dente era at cerlo pouto rebelde e aggressva
por sua posigo, pelos principios que nspiravam
seu governo, pelas suas pretenroes de supre-
maca, por essa usurpaco do soberana exterior
inlierentii pouca independencia que so havia
dado si propria ; n'uma palavra ella se achava
nessa situaco anmala, quo muito desagradava
ao chefe da confederaco, o que nao poda muilo
durar. Porm no ponfo do vista actual e imme-
diato, foici Confessar que ella nada fez de na-
tureza .'i mudar sbitamente sua situagao irre-
gular n'um conflicto declarado; pelo contrario
conservou-se na defensiva, observando com
amargura essa sorie de actos hosiis que se con-
sumaran em Paran ; e que muito concorriam
para inflammar os odios contra Urquiza.
Ao passo que o chefe da conferaco usava de
urna linguageni ameagadora, em que* se manifes-
tavam os seus designios, Alsina, governador de
Buenos-Ayres, assra se ex^rinja de sua parte;
Buenos-Ayres nao provocou era deseja a
guerra, roas tambero nao a teme. E Alsina ob-
linha autorisaco para dispr do lodas as forras
do estado no inleresse da defeza e da segurara
do lerrilorio.
A guerra era inevitavel. O que ah havia de
singular era que, urna vez comecadas as hostili-
dades, os dous adversarios nao s achavam anda
em posico de promoverem lao depressa um
encontr no campo da batilha.
O governo de Buenos-Ayres fez invadir a pro-
vincia de Santa- F, mas sem nada proseguir de
decisivo. Do seu lado Urquiza tardava cm dar
conieco campanha ; precisava de tempo, ede
meios, que Ihe faltavam, para conduzir o seu
exordio de Entre-Ros para a niargem direita do
rio. Comecava ento o invern nesses paizes, o
que obslava que se effetuasse qualquer ope-
rarao.
Tres mezes se passaram sem occorrer um
successo digno de mencionar-se, nao serem
algumas escaramugas que se deram. Pequeas
esqu.idras de tima e outra parte sulcavam o rio ;
observ?vam-se, hostilisavara se mutuamente.
O facto que de ambos os lados, na falta de
urna verdadeira aeco militar, reccorria-se um
meio muitas vezes empregado nesses paues, que
era enfraquecer o inimigo por meio da sedigo
e corrupgo; meio deque Buenos-Ayres "se
servio com proveito ha alguns annos "para li-
vrar-sc do assedio, que Ihe queria por o general
Urquiza.
Esse intervalle de alguns mezes entre o come-
co das hostilidades e as operaroes activas, nao
dexava do ter suas vantagens ; porque permiltia
que medianeiros desinleressados produzissem e
tenlassem, sob os auspicios de um arbitramento
estrangeiro, urna concordata que sempre fra
mal succedida sob a forma de negociaco direc-
ta. E do fado bem se poda chamar i esse in-
tervallo o perodo das mediaces; houverara a
mediaco dos Estados-Unidos", a mediaco da
Franca, Inglaterra, e Brasil, todos tres obrando
de commum accordo, e a mediaco do Pa-
raguay.
A primeira que se manifestou foi a do ministro
dos Estados-Unidos, Mr. Yancey, e nao foi ella a
mais bem succedida. Yancey cliegou a Buenos-
Ayres em principios de julho de 1859. Infeliz-
mente logo sua chegada pode elle descobrir as
diiculdades espinhosas, de que se achava cer-
cada essa empreza de pacficago.
O embaraco nao consista em fazer admiltir o
principio de inlegridude nacional prosposto por i
V ancey, e que ninguem conteslava ; porm Bue-
nos-Ayres recusou furraalmente subscrever para i
urna suspensu de armas. Alin disto respondeu
s proposices do Yancey propondo de sua
parte condicoes singulares", das quaes a mais
diLUcil de aceitar era a abdicaco do chefe actual i
da confederaco, e a sua retirada da vida publi-
ca durante seis annos, sem que isto linal ira- !
porlassena incorporaco immediala da provincia
seprala. Era isto o raesrao que fazer depender
a paz de condires irapossiveis.
A opposirao de Buenos-Ayres era lao visivel-'
mente fundada na animosidade pessnal respeito
do chele da Coufederaco, que j linalroenta Al- !
sitia consenta ero que que a provincia lizesse
parle de um cungresso, que se reunira para re-
formar a CJistituigo federal logo que o general:
Urquiza se retirasse da vida publica anda per-,
sistia a raesma dilculdade. Muilo pouco por
conseguiule se podia esperar, e Yancey no da
15 da agosto, to adiantado como no dia da sua
chegada, deu sua mediaco por concluida.
Nao fui a ultima tentativa de conciliario que
produzio. A misso mal succedida de Yancey
foi seguida de nutras duas mediaedes; urna pro-
posta pelo Paraguay, a outra pelos tres governos
reunidos da Franca, da Inglaterra e do Brasil, e
por urna singularidade de maz nesse facto, s
fra acceita a mediarlo do prirneiro osudo isto
|C, o Paraguay, sendo amenos importante na
apparencia. Como que a misso das tres po-
tencias foi supeada pels intervencio de um pe-
queo estado americano? E' porque a mediago
do Paraguay fra otferecida e acceita em Paran
desde 22 de agosto, talvez mesmo fosse ella o
resollado de combinages anteriores ao passo
que os representantes da Franga e somonte em fins do setembro poderan offerecer
os seus bous officios.
Apresentou-se ainda a idea de serem reunidos
os exforgos de todas o formar urna s medneo
mas essa idea baqueou.
O filio do presidente do Paraguay, o general
Solano Lpez, chegou ao Prata no principio Qy
uulubro, munido de todos os poderes necessarios
e o ministro da Franca em Para, Mr. Lefebvr
de Becour, n"> tardou dirigir-se pessoalmente
Buenos-Ayres, acompanhado do ministro da
Inglaterra em Montevideo, e do plenipotenciario
brasileiro, a demora dos quaes talvez tivesso
concorrido para obstar a mediaco da Europa
Ero todo o caso essa mediago das grandes
potencias ficava servindo de un ultimo recurso,
e a presenra dos agentes europeus de nenhum
obstculo era ao prirneiro mediador que reclama-
ra para si o direito de anterioridade.
O general Solano Lpez deu principio sua
misso apenas chegou era Buenos-Ayres: o re-
sultado dos seus primeiros passos nu foi de hora
i agouro. O governo de Buenos-Ayres so achava
ainda firme na sua resulugao de nao conceder
I urna suspensu de hostilidades, a qual era requi-
I sitada pelo general Urquiza para poder entrar ero
! negociacoes. Acrescia mais que Uiquiza, depois
| do mo successo de Yancey, julgra da sua dig-
! nidade mostrar um pouco mais de altivez ; nao
i queria enviar os seus plenipotenciarios Buenos-
Ayres, e exiga que os de Buenos-Ayres viessera
ao seu quartel-general. O mediador do Paraguay
tenlou em vo conciliar tudo ; eslava ponto de
ver escapar-so das suas mos o fio dessa nego-
ciaco, quando a marcha dos successos Ihe pres-
lou um auxilio inexperado.
Durante esse tempo os dous exerclos bellige-
ranles se approxiraavam um do outro, tanto que
poucos das depois de encelada a mediaco. elles
se achavam quasi vista. O de Buenos-Avres
era commandado pelo general Barlholomeu Mitre
o da Confederaco pelo general Urquiza em pes-
soa. Era diflcl nao encoolrarem-se ; cora ef-
| feito assim aconleceu era Cepeda no dia 23 de ou-
lubro, e a vantagem icou do lado do general Ur-
quiza.
A cavallara do lado opposlo debandou-se e
tornou a fgida desde o principio do combato.
Anda que o general Barlholomeu nas suas par-
tes olficiaes se dsse como o vencedor coro o au-
xiliu de sua infamara, ainda que afiirmasse ter
ficado senhor do campo da batalha, todava cer-
lo que ello se vira abrigado baler-se em retira-
da na maior desorden), e fazer urna marcha for-
rada de quinze horas para pr-se ao abrigo de
qualquer perseguico ero S. Nicolao : realmente
era esta urna maneira bem singular de sabir vic-
torioso O successo de Cepeda deu muito que
refleclir em Buenos-Ayres : o caminho para a
capital eslavq aborto perante Urquiza, que avan-
cava, lendo alm disso muitas inteligencias na
provincia. Nao era preciso muilo para refor-
car a auloridade da mediaco do general Solano
Lpez.
Desla vezas negociacoes se renovaran),e foram
mais senas. Designou-se um ponto fra das de-
fezas de Buenos-Ayres para a reunio das confe-
rencias de paz ; porm tudo raudou em poucos
das. Jnlo era possivel exigr-se mais a retira-
da do general Urquiza ; pelo contrario era Alsina
j que se Via obrigado resignar-sc ao sacrificio pa-
. no/ico que elle quizera impor ao chefe da Con-
federado ; houve ura momento em que a nego-
ciaco esleve pouto de perder-se, se elle nao
deixaso o governo. Alsina o seus ministros fo-
ram convidados pela assembla legislativa de
Buenos-Ayres abdcarem as suas funeces, o
que fizeram immedialaraenle, e ento foi con-
cluida a negociago 11 de novembro. mediante
um tratado de paz. As condiges desse tratado
erara naturalmente formuladas segundo as cir-
cumslancias da nova situaco. Buenos-Avres
foi logo declarada parle integrante da confedera-
cao argentina. No prazo de vinlo dias devia reu-
mr-se urna convengao provincial cncarregada de
examinar a conslilucao federal era vigor; e ces-
sarara in continente as suas relaces diplomticas
de qualquer especie com as naces estrangeiras ;
a alfandega entrou na jurisdico federal. Final-
mente o Paraguay garanti a "execuco das nego-
ciacoes reciprocas contratadas sob sua mediaco
Assim, pois. a paz se acliou restabelecida ua*re-
pulica argenliua.
Os acontecimcnlos que se tem seguido sao o
tesenvolvimento desse prirneiro acto de pacifica-
cao. Trata-se de parte parte de dar execuco
os clausulas do tratado de II de/iovembro. exe-
cugo que nao tem dexado de encontrar os seus
embararos. j
Quando a convengao recenteraenle eleita so
reuni em Buenos-Ayres, logo nas primeiras ses-
soes pareceu dividir-se era dous partidos bem
campados, um dos quaes ora de opiniao queso
areitasse pura e simplesroente a actual constitui-
rlo federal, salva una reviso quo sera adiada
para mais larde, entretanto que o outro mostra-
va-se disposto reclamar, como pleliranar da
fuso definitiva, a reforma de diversos artigos
consllucionaes.o quo occasionaria novasdelongas.
Urna oolra dilficuldade se apresenlou por occa-
siao de mandar o governo de Paran uro com-
rnissario Buenos-Ayres a lim de tomar posse da
alfanaega que passava ficar sob 3 jurisdicelo da
auloridade federal. A administradlo de Buenos-
Ayres se oppoz essa medida que'di/.ia ser pre-
matura, visto que s devia (er lugar depois de
completa a ncorporago da provincia.
* (Coniiiuor-se-/i(j.)
As martimas aguas consagradas
Que do gado de Proteo sao cortadas.
Nesta situagao descripla admravelmente pelo
luso cantor se achava a nossa corveta, guando
chegou a noite, e com ella o silencio e a sauda-
de, este to lerno e doce senlimento, que a ini-
roensidade do ocano divinisa e transforma quasi
que em urna religio.
Embebidos na melancola que lhes dominava
a alma, por so recordare da recente separa-
go da familia, em que at ento nao liverara
lempo do pensar, por causa da grandeza da ace-
a que lhes tinha oceupado os olhos, nao repa-
raran) os nossos aspirantes na raudanga tambora
effectuada na natureza, que pareca ter sof-
frido a mcsuia modficago que seus cora-
ges.
Ura rasgado fuzil, que illurainou phantastica-
nienle todo o ocano, acompanhado pelo retum-
bar estridente de um trovo os dispertou com
sobresalto. %
Alguaia cousa adraravel se passra durante
esta concentragao do pensamento, que, se havia
escapado aos olhos inexpertos dos jovens aspi-
rantes, nao deixra de ser observada o provenida
pelos oficiaes.
Com effeilo, como que para experimentar a
corveta, logo na primeira noite de viagem, urna
dessas trovoadas to frequenles na costa do Rio
de Janeiro nesse mez, e que sao urna providen-
cia, porque abrandam o calor que se sent en-
to ali e refrescara noite suavemente, levan-
loa um furioso temporal, que somenlo pela ma-
nilla amanou, reconhecendo ter de lutar com
galhardo barco.
Os nossos aspirantes, divididos cm turmas de
oilo era cada quarto, nodeixiram de eslranhar
a maneira brusca com que Neptuno os roceba
era seu reino, e os niciava em seus mysterios, e
vista do desencadeado vento que soprava, en-
tre si inquietamente se inlerrogavam se bordo
existira, de mistura com os bacrisdo carne sal-
gada, algum dos celebres odres com que Elo
presenleou Ulysses ; se seria aquella a repro-
dcelo do facto que us refere a fbula ter oc-
corrido esle here grego, pintando-nos a mc-
donlia tormenta que, em virtude da curiosidade
de seus companheiros soffreu elle, perdendo to-
dos os seus navios.
Comegava para elles o positivo da vida que ti-
nlum escollado, a ceifa das douradas illuses
que se sorriam, pois que passaram urna noite,
como anteriormente nao liveram egual,em sustos
e vigilia.
Urna escuridao pavorosa ainda maisatenebra-
va esta scena, e nao dexava divisar quera eslava
poucos passos de distancia.
Apenas de vez em quando um relmpago ful-
gurante azia apparecer figuras doudejanies, que
se dependuravam aos cabos, corriara manobra,
cono espectros inferuaes.
Uroa voz dominava a tormenta sonora o firme ;
era a do oflicial de quarto.
De instante instante se ouriam estas duas
curtas palavras : folga, allivia, e o navio, obe-
decendo ao impulso que Ihe imprima ento o
ruarinheiro do leme, em execugo deslas ordeos
, do ofDcial, docemente espreguigava-so sobre o
dorso da alterosa vaga, que se abata sob sua
proa, que a divida em dous lences de branca
I espurra, que pareciam desdobrar-se barlaven-
| lo e sotavento, alvejando alguma cousa o es-
paro em que se mova o navio.
Navegavamos com as gavias nos segundos ri-
i zes, menos a gata que eslava ferrada,o mais tra-
I quflc e a vela de slay.
Alguns dos expenentes officiaes que nos a-
! conipanhavam, desde logo conciuiram de to ru-
] de ensao que elle era de urna estabilidado ad-
miravel, e que possuia as melhores qualidades
, nuticas.
Ao amanhecer a natureza eslava calma e se-
I rena -.algumas nuvens azuladas sotavento erara
os nicos vestigios da trovoada.
Os aspirantes, como moros, se esqueceram lo-
go da noite, e procuraram reparar nas macas es-
tendidas na ante praga d'arraas o sorano que ha-
vam perdido.
Os que estavara de quarto d'alva, iniciados pe-
los guardas-niarinhas, e por elles dirigidos, pre-
garan) aos pobres dorminhocos boas pecas ; pin-
taram-os de alcatro, c rolha queimada, e raro
foi o que de imberbe nao se vio transfor-
mado repentinamente em barbado rapago.
Crnzaram-se as graca3, o riso ganhou at os
proprios mystificados, que interiormente su pro-
metieran) vingar-se da pega na primeira occa-
siao opportuna.
Lavaram-se cuidadosamente os pintados, fer-
raran! suas tnacas, e s oito horas da maoha j
eslava o alojamenlo baldeado, earranjado, e to-
dos os aspirantes proroptos para o servigo que
lhes fra deslribuido.
Julgamos quo os nossos leitores estarlo dese-
josos de fazer mais particular conhecimento com
os officiaes da corveta, e para salisfaz-los os
vamos descrever conforme a opiniao em que os
tinliaiu os aspirantes quera mullas vezes ouvi-
raos tratar delles.
(Conlinuar-se-ha.7
E. A.
PERN. TYP. DEU F. DE FARIA. 1860.

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