Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09471


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Full Text
'." '
lili IIXTI. HOMERO 243.
Por tres mezes adiantados 5S000.
Por tres mezes vencidos 6J000.

SEXTA FEIRA 19 DE OUTUBRO DE 1861.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima '.
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Atacaty, o
Sr. A, de Lomos Braga; Cear, o Sr J. JosedeOli-
Tetra; Maranhao, oSr. Manoel Jos MartinsRibei-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKllUAs \)O COKttElS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuus as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iugazoira, Flores, Villa Bolla, Boa-Vista,
ricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhaem, Rio Forraoso, lins, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa
EPHEMEUIDES DO HEZ DE OUTUBRO.
7 Quarfo miuguante as 8 horas e 45 minutos
da larde.
14 La nova aos 17 minutas da tarde.
21 Quarto crejceutc as 11 horas e 51 minutos
da manjia.
29 La cheia as 4 horas e 30 minutos da larde
. PREAMAR DE HOJE.
Priraeiro as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Kelacao torgas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphos : tersas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas o meio dia
Segunda rara do civel; quarlns e sabbados o urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Thereza de Jess v. c. fund.
16 Terca. S. Martiniano m. ; S. Gallo ab.
17 Quarta. S. Heduviges duqueza viuva.
18 Quinta. S. Lucas Evangelista; S Trifona.
19 Sexta. S..Pedro de Alcntara f. padroeiro.
20 Sabbado. S. Joo Cancio ad.; S. Iria v.
21 Domingo. S. rsula e suas comp. mm.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,.
Sr, Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Percira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diahio Manoel Figueiroa de>
Faria, na su livraria praga da Independencia ns.
6 e 8. '
PARTE 0FFICIAL
ministerio do imperio.
Expediente do diaf> de selembro de 1860
3a secgo.Ao juiz de paz presidente da mesa
parochial de S. Jos.Tenho presente o officio
de 3 do corrente, era que Vine, submolto deci-
sao do governo imperial as seguales decisoes :
i. Se o eleitor quo nao fui qualificado por
ter-se mudado da parochia, e conseguinteraenle
nao foi convocado, pode ser eleto pela turma dos
eleilores para membro da mesa parochial, estan-
do de novo domiciliario na parochia :
2.a Se, no caso de nao poder ser eleito e de re-
cusar-se a mesma turma a eleger outro, deve
Vmc. chamar o seu immedato na ordem da vo-
tacao para juizes de paz, alim de com oulro ci-
dado formar a mesa, como se observa no caso
do nao comparecer nenhum eleitor.
E em resposta aeclaro-lhe, quanlo ao Io que-
sito, e de aecrdo com o 2 do aviso n. 20 de
20 de fevereiro de 1847, e com o aviso n. 91 de
10 de agosto de 1848, que o eleitor que se mu-
dou oa parochia por onde foi eleito nao recupe-
ra, pelo fado de voltar a residir nella, o direito
de intervir na eleigo e de fazer parle da mesa
parochial; mas se se ausentou temporariamente,
una vez que volle antes da formacao da mesa
deve ser convocado e ser admiiiido a lomar par-
te nos trabalhos.
Quanlo ao 2a quesito, declaro-lhequc, no caso
de verificar-sesemelhant6 hypolhese, deve Vmc.
recorrer providencia do art. 8 das instrueces
annexas ao decreto n 1,812 de 23 de agoslo de
1856, convidando o seu mmediato na ordem da
volago para juizes de paz, pas qu, nao obstan-
te tratar-so no citado artigo de urna hypolhese
difireme, qual a de nao comparecer nenhum
eleitor, a sua disposigo a nica applicavel ao
caso em queslao.
Ao presidente da provincia de S. Pedro.
Tenho presente o ofBcio de 13 de junho ultimo
do juiz de paz presidente da junta de qualltica-
Co da parochia de Nossa Senhora das Dores des-
sa capital, consultando ao governo imperial se,
terido o conselho municipal dado pruvimeulo ao
recurso inlerposto por um cidado dos despachos
da dita junta, sem que fossem observadas as for-
malidades prescriptas pela lei regulamentar das
eleiges e decretos ns. 500 e 511 de 16 de feve-
reiro e 18 de margo de 1347, deve elle cumprir as
docises do mosmo conselho.
E era resposta declaro a V. Etc., para fazer
constar ao referido juiz, que o governo imperial
nada lera que resolver sobre as incluses e ex-
cluses ordenadas pelo conselho, pois que dellas
podem os interessados recorrer para a relaco do
districto, na forma do art. :ii da citada le ; e
que, sendo o presidente da junta um mero exo-
cutor das decisoes do conselho, nao Ihe compete
como ja tantas vezes se tom declarado, conhecer
da legalidade com que ellas foram dadas.
-6-
3a secgo.Aos juizes de paz presidentes das
mesas parochiaes do municipio da corle.Cons-
tando ao governo imperial que se tem suscitado
duvida sobre a disposico da 2a parle do art. 3o
das instrueces acnexas ao decreto n. 2,621 de
22 de agosto ultruo, para execugo do decreto
eleitor.il n. 1,082 de 18 do mesino mez, a saber
se ella comprendido somente o caso de ser o
eserivao do juiz de paz eleito para fazer parle da
mesa, ou tambem o de nao ser eleito ; declaro
a Vine, para sen eonhecimenlo e execugo, que
a referida disposico nao comprehende o caso de
nao ser eleito o eserivao para a formacao da me-
sa, por isso que ueste caso est ello desimpedi-
do para exercer as funeges do seu officio, c
aquella disposico leve por fim evitar que o es-
erivao accumulasse as ditas funeges s do mem-
bro da mesa.
Ao juiz de paz da freguezia da Laga.Em
solugo ao officio do Vmc. datado de hoja, em
que me consulta se deve juramentar qualqner ci-
dado para servir do eserivao, no caso de nao
comparecer o do juizo de paz dessa freguezia, te-
nho a declarar-llie que, dada essa hypolhese,
deve ser chamado para subsiilui-lo o eserivao do
subdelegado, e s na falta juramentar qualqner
cid.iilo, como se acha disposto na 2a parle do
art. 3" das instrueces que baixaram com o de-
creto n. 2.621 de 22 de agosto de 1860.
3.a seccao. Ao juiz de paz presidente da mesa
parochial do Sacramento.Em solugo a consul-
la que Vmc. taz em seu officio de h'oje, declaro-
lbe que nao so devem recebar as cdulas dos vo-
lantes que, embora comparecendo durante a 3a
chamada nao tiverem acudido opportunamente a
leilura dos seus norne3, porquanto, estabelecendo
a lei Ia, 2a e 3a chamadas, para que nao fosse o
cidado privado da roanifestaco do seu voto,
nao leve por cerlo em vista a prolongarlo do
processo do recolhimenlo das cdulas a arbitrio
dos volantes que por desidia nao comparecen!
em lempo opportuno. Observo porm a Vmc. que
cumpre em taes casos nao passar leilura do ou-
tro nome sem que se verifique nao estar presen-
te o cidado chamado, para que nao se d o abu-
so de ficar privado de volar quem, estando pr-
senle, nao acudi a leilura do seu nomo por
qualquer circumstancia.
- 9 -
Ao juiz de paz presidente da mesa parochial
da Lagoa.Recebi o officio de Vmc. desta dala,
era que consulla se, leudo sido por lctica, como
se presume, laucadas por um s votante na urna
duas cdulas para juizes de paz e nenhuma para
vareadores, com o fim dse vencer a eleico para
aquclle cargo, devem, quando na contagem fo-
rero encontradas cdulas para juizes de paz em
numero superior s de vareadores, ser apuradas
todas aquellas, ou excluidas as que exederera a
estas, principalmente se puder ser reconhecidn a
dnplicata.
Em resposta, declaro-lhe que, nao temi a me-
sa verificado, romo lhe cumpria, na occasiao de
recolher as cdulas, se aranas as cdulas apre-
senladaspelo votante eram para juizes de paz, e
nao se podendo agora discriminaras que indevi-
damenle foram assim recolhidas, devem as cdu-
las introduzdas na urna ser contadas, e embora
appareca maior numero destas para juizes de
paz do que para vereadores, ser todas apuradas,
para que, combinado o numero das cdulas com
o dos votantes que comparecern!, se verifique se
houvea fraude que presume Vmc. ter-se dado, e
possa depois o governo resolver o que fr mais
acortado.
Convindo, para esclarecimento do governo e
para formneo de um juizo seguro, que as actas
so especifiquen) circumslanciadamenie todas as
oceurrenriss havidas, o numero dos votantes
chamados e dos que compareceram ou nao, o nu-
mero das cdulas recolhidas quer para vereado-
res, quer para juizes de paz, o numero das apu-
radas ou desprezadas por eslarem em hranco,
ou qualquer outra circumstancia, cumpre que
Vmc. tenha isto em vista na ormago das
actas.
10
3.a secgo.Ao presidente da provincia do Rio
de Janeiro.Em resposta ao officio de V. Exc. de
5 do corrento mez, cm que consulta como se de-
ve entender o augmenta da melada do numero
de eleiloresda actual legislatura, que permitte o
5 10 do art. 1 do decreto n. 1,082 de 18 de agos-
lo ultimo, quando fr impar esse numero, de-
claro-lhe que em taes casos deve-se designar o >
numero immediatamente superior, urna vez que
a qualificago d lugar a isto Traiismiliiu-se por
copia esta decisao a lodos os.outros presidentes de
provincia.
4.a secgo.Ao inspector geral interino dains-
trugeo primaria e secundaria do municipio,
communicando ter sido dispensada D. Luiza de
Araujo das provas de capacidade proGssional,
afim de poder ensinar as linguas porlugueza o
ingleza.
Ao presidente da provincia do Cear, re-
metiendo para informar um requerimento era
que o administrador o ajudanle contador do cor-
reio do Cear podem perniissao para accumular
com os seus empregos, o 1. o de substituto do
lyco, e o 2. o de destribuidor e contador do
juizo.
II -
3.a secgo. Ao presidente da provincia do
Maranhao.Illrn. e Exm. Sr.Tenho presente o
officio de V. Exc. n. 139 de 20 do agosto proxi-
j dio lindo, submettendo considerarlo do gover-
I no imperial a deliberago que toraou de transfe-
rir para al." domoga do mez de oulubro vin-
douro a eleigo de vereadores e juizes de paz das
parochia3 do Codo e Tresidell).
Expe V. Exc. que, lendo recebido no dia 19
daquelle mez o aviso deste ministerio de 24
dojulho ultimo, em que se lite cotnmunicava te-
re m sido approvadas pela cmara dos depulados
as eleiges de eleilores, a que se tinha procedido
as referidas parochias no anno de 1856, nao res-
tava aos respectivos juizes de paz lempo sufficien-
le alim de convocarera os ditos eleilores para a
eleico de 7 do corrente, de modo que entre a
convocarlo e a eleico mediasse o prazo marca-
do na le regulamoniar das eleiges.
E em resposta declaro-lhe que se as duas re-
feridas parochias nao sao as nicas do munip'o
eu municipios a que pertcncem, utas ha outras,
nao possivel que a eleico de vereadores se faga
nellas na poca marcada por V. Exc, visto que,
segu-.ido as decisoes do governo imperial tal elei-
Qo deve-se fazer no mesmo dia em todas as pa-
rochias de um municipio, pelos inconvenientes
que resultan) de serera eilas em urnas depois de
saber-se a votaco que houve era outras; e por
isso que o mesmo governo tem resolvido, sobre
consulta da seccao dos negocios do imperio do
conselho de estado, em caso de annalacao da
eleigo do vereadores por algumas parochias,
que ella nao soja reformada quando os votos
constiluam a minora dos de tolo o municipio,
bein como no mesmo caso da aiinullago, que so
faca nova eleigo em todas as parochias, mesmo
as em que nao so deu nullidade, quando os
votos au.iullados formem a maioria do muui-
cipio.
E cerlo que na data em quo V. Exc receoeu a
communiengo da approvaco dos eleilores das
duas parochias era queslao", j tinha passado o
prato marcado para a convocago das pessoae
que deviam compor a mesa parochial no dia 7
do corrente mez ; mas tambem est decidido nao
s que naso da colliso ou do deixar-so de fazer
urna eleico, ou de eucurtarem-se os prazos mar-
cados para ella, deve-se sacrificar esta formali-
rjadn. me rio mnita mpnriancia do que a ce-
leDracuo ila eleico, como tambera que a couvo-
(.icao dos eleilores para a organisacao da mesa
t parochial nao formalidade substancial, como se
v do art. 10 das irilrucces annexas ao aviso n.
168 de 28 de junho de 1819.
Assim pois. tendo-se feito a convocaran era
lempo compleme dos immedialos ao juiz de paz
para a organisacao da mesa, por nao lerem as
mencionadas parochias eleitoraes ; mas, nao de-
vendo elles funecionar porque j cstavam appro-
vados os eleilores, a providencia que havia a lo-
mar era mandar-se fazer convorugo dostes,
embora nao mediasse o prazo de 30das at ao
dia 7 do crreme, declarndose no mosmo edi-
ta' que ficava dispensado o compareciraenlo da-
quelles, e a razo disso.
Portanto, se os votantes das duas parochias
era quo V. Exc. mandou fazer a eleico na pri-
meira dominga de outubro ormam a minora dos
votos do municipio, os seus rotos nao devem ser
reunidos aos das outras parochias, mas iuutili-
sadoa ; se porm conslituirera a maioria, enlo
V. Exc. mandar proceder a nova eleico em to-
das as parochias dos respectivos municipios.
Quanlo as eleices para juizes de paz, devem
ellas subsistir (a nao haver motivo de nullidade),
visto nao se darem a seu respailo os inconve-
nientes ponderados.
-12-
Ao presidente da provincia de Scrgipe.Illm
e Exm. Sr.Tenho presente o officio de V. E5.
n. 225 de 18 de agosto prximo findo, sujeitando
approvaco do governo imperial a seguinte so-
lucao, quo deu duvida proposta pelo juiz de
paz mais votado da parochia do P do Banco :
One ao referido juiz, na qualidade de juiz de
paz mais votado do districto a que periencia a
matriz da nova parochia de Nossa Senhora das
Dores,competi presidir eleicSo de vereadores
ejuizes de paz da mesma parochia; mas que
devendo elle, por occasiao desta eleigo, adiar-
se presidiiido mesa parochial do P do Banco,
deliberava V. Exc adiar a eleigo da nova paro-
chia para o dia 16 do corrente mez.
E em resposta doclaro-lhe que nao pode me-
recer a approvaco do governo imperial a deci-
iso de V. Exc, pois que, segundo o 1" do av-
' so n. 99 de 25 de agosto do 1848, e o g 3 das
instrueces annexas ao decreto n. 1,312 de 23 de
agosto ae 1856, no caso de achar-se impedido o
juiz do paz mais votado do distrelo a que per-
tcncia a matriz das novas parochias, ao seu im-
mediato cm votos compete a presidencia da jun-
ta de qualificago ou da mesa parochial. Ea
respeito dos yutos dados para vereadores, V.
Exc observar o que se detormina no aviso da
copia inclusa, dirigido ao presidente da provin-
cia do Maranhao em data de hontem. O que
communico a V. Exc. para sua intelligencia e
execugo
Ao mesmo presidente.Illm. e Exm. Sr.
Tenho prsenle o officio de V. Exc n. 226 de 18
do agoste ultimo, sujeitando approvago do go-
verno imperial a seguinte decisao que deu a
consulta que lhe dirigi o juiz de paz presidente
da mesa parochial da villa do Espirito Santo :
Que, embora nao contasse ter se reunido o
conselho municipal de recurso, urna vez que das
decisoes da junta qualilcadora nao so interpu-
zera recurso algum, devia o referido juiz proce-
der clcifo de juizes de paz e vereadores da di-
ta villa pela qunlificaco do corrente anno, por-
que, segundo o art. 11 das instrueces annexas
ao aviso n. 168 de 28 de junho de 1849, e aviso
n 187 de 29 de julho de 1849, entende-se por
qualifica;o concluida aquella em que se tvor
dado a reviso da junta, e da qual nao se tem
inlerposto recurso algum.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a decisao de V. Exc. pelas razes
quo Iheserviram de fundamento.
O que communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia e para o fazer constar aquella juiz.
4a soeco.Ao inspector geral interino da ins-
truccao primaria e secundaria do municipio da
corto, communicando que foi dispensada D. An-
glica de Alhayde Jordo das provas de capaci-
dade profissional. para poder ensinar particular-
mente as materias de instruegao primara.
5* seccao.Ao presidente da provincia do Ro
Grande do Norte, declarando, em resposta, que
foi approvada a deliberado que lomou de do-
terminar quo as embarcaces de cabotagem, do-
vera apresentar o bilhele de que trata o art. 4i
do rogulameiilo da inspecgo de saudo dos portos
de 27 de abril de. 1859 'para poderom seguir o
seu destino ; oberfando-lhe entretanto que era
occasios de epidemia ser o mesmo bilhete
substituido pela carta de saudc, como determina
a ultima parle do citado rcgulameuto.
13
3a secrjao.Ao presidente da provineia do Rio-
Grande do Norte.Illm. o Exm. Sr.Tenho pre-
sente o officio de V. Exc. n. 77 de 20 de agoslo
prximo findo, submettendo considerago do
governo imperial a deliberaco que lomou de ap-
provar o proccdimenlo do juiz de paz mais vo-
lado da parochia dessa capital, que izera a con-
vococo dos eloitores e supplentes para a eleico
de juizes de paz e vereadores, apezar de nao ter
recebido da cmara municipal as ordens que pa-
ra tal (ira devera ella ter-lhe expedido.
Expe V. Exc. que o presidente da dita cmara
lhe communicra quo taes orden3 deixaram de
ser expoJidas porque, lendo comparecido ape-
nas dous supplentes de vereadores, (ora impos-
sivel celebrar sesso ; pelo que elerminou V.
Exc. que o presidente da mesma cmara infor-
masse quaes os motivos que obrigaram os verea-
dores a nao comparecer, e que impuzesse aos
omissos a multa decretada na lei do 1" de outu-
bro de 1823.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a deliberaco de V. Exc pois que
segundo os artigo 6" e 10" d3S instrueces anne-
xas ao aviso numero 168 de 28 de junho de 1819,
eoi que V. Exc. se fundou, a demora na expedi-
co das ordens da cmara municipal nao impede
que se fagam as convocares determinadas pela
lei, assim como a falta de taes convo:aces nao
inhibe os cidados de concorrer aos actos eleito-
raes.
Devo entretanto ponderr-lhe, quanto ao nao
comparecimento dos vereadores, que em tal caso
devia-se ter observado o que dispe o aviso de
20 de marco ultimo, dirigido ao presdeme da
provincia do Santa Catharina, isto rocorrer-se
aos supplentes juramentados, e na falla delles
convocando o presidente da cmara com o secre-
tario e tantos supplentes nao juramentados quan-
tos fossem necessarios, e deferiudo-lhes jura-
mento.
O que communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia c para o fazer constar ao presidente da
mencionada cmara.
-11-
3a seccao.Ao presidente da mesa parochial
da freguezia do Sacramento.Em vista das infor-
maces por Vmc. prestadas era seu officio datado
de boje, do protesto, e contra protesto que por
copia enviou, relativamente fraude que se diz
ter havido na apuraejo das cdulas para vereado-
res, nao tem o governo fundamento bastante pa-
ra mandar proceder a urna nova apuraran, que s
poderia ler lugar se parecessem fundadas as
queixas dos cidados quo reclamara nova apura-
<;o por constar-lhes ser argida a mesa de ler
commellido fraudes, como se enunciara no pro-
testo, e antes nota haver toda a presumpeo de
que os irabalhos corrern regularmente) por
quanlo so depois delles ultimados e que se recla-
mou Cnlra irregularidades que se diz ter havido,
e que, se com effeilo se tivessem dado, s pode-
naru ter sido commetlidas durante o processo da
apuraco ; e por isso, nao convindo estabelecer o
precedente de dernorar-se. a ultimaco dos Ira-
balhos eleitoraes por simples boatos, quando a lei
pira garantir a liberdado da eleico d aos cida-
dos tantos meios de fiscalisar o'processo eleito-
ral.j exigindo toda a publicidade, e dando aos
volantes da parochia o direito de reclamar imme-
diataraente contra qualquer irregularidade, j es-
laluindo que a composico da mesa seja feila pe-
las turmas do eleilores e supplentes, cora o in-
tuito de ah haver quera por uns e poroutros fis-
calise os seus trabalhos, cumpre que a mesa pa-
rochial prosiga c ultime o processo da eleigo,
na forma do disposlo no artigo 103 da lei nume-
ro 387 de 19 de agosto de 1846. salvo se Vmc, a
quera a mesma lei no artigo 47 2 d a faculda-
de de mandar rectificar quaesquer engaos, en-
tender que cora effeilo os houvo, e para verifca-
los julgar conveniente mandar proceJer a nova
apuraco, observando-lhe todava que lica salvo
qualquer procedimenlo judicial ox-officio ou a re-
querimento de parle, contra os memros da me-
sa, se assim entender conveniente a auloridade
competente, em vista de novas informages c in-
dicios firmados em raelhores motivos.
-15-
3a seccao.Ao presidente da provincia do Cea-
r.Tenho prsenle o officio de V. Exc, nume-
ro 109, de 28 de agoslo ultimo, submettendo
consideraeo do governo imperial as segunles
decisoes dadas s duvidas que a V Exc. apresen-
tou o eleitor da parochia da Santa Cruz, Domin-
gos Rodrigues Brrelo :
1." Que, declarando o decreto numero 1,835
de 5 de novembro de 1856 que a pena de suspen-
so imposta ao empregado publico nao seja cum-
prida seno depois de ler sido confirmada pelo
tribunal superior a senleoca do juiz de direito,
nao estiva o juiz do paz mais votado do districto
di matriz daquella parochia inhibido de presidir
a mesa parochial na prxima eleigo de 7 do cor-
rete mez, embora livesse sido condemnado pelo
juiz de direito da comarca a cinco mezes de sus-
pensao do emprego, pois que anda penda a ap-
pellacio interposla do tal seotenga para o tribu-
nal da rela;o ;
2.a Que, se o fundamento em que se basera o
juiz de direito para appellar da decisao do jury
que absolver o mencionado eleitor e Jeremas
Rodrigues Barbosa fra o de que trata o artigo 84
da lei de 3 de dezerabro de 1841, nao podiarn el-
les concernir como eleilores para a formacao da
mesa parochial, visto que o citado artigo declara
que a appellago interposla da sentenga de absol-
vicao suspende a execugo quando o juiz de di-
reito tiver appellado por entender que ojary
proferio decisao sobre o ponto principal da causa
contraria evidencia resultante dos debates, de-
poimentos e provas perantc elle apresenladas.
E era resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva as decisoes de V. Exc. pelas ra-
zes que Ihes servirn) de fundamento, e por es-
larem de accordo com a doutrina do 1 do aviso
n. 20 de 19 de Janeiro de 1849.
O que communico a V. Exc para sua intelli-
gencia e para o fazer constar ao mencionado
eleitor.
Ao mesmo presidente.Teoho presentes os
officios de V. Exc nmeros 73 e 80 de 13 e 25
de 8gosto ultimo, remettendo-mo copia dos que
a V. Exc. dirigi o juiz de paz presidente da jun-
ta qualilcadora da parochia de Sani'Anna de Ma-
tos, e submettendo considerago do governo
imperial as decisoes dadas s duvidas propostas
polo mesmo juiz acerca da nova qualiflcagj da-
quella parochia.
Coramunica V. Exc. que, lendo ordenado ao
dito juiz que procedesse a nova qualiflcaco, vis-
to que fra annullada a de Janeiro ultimo, cura-
prira elle a oroem de V. Exc. postergando urna
das formalidades substinciaes prescriptas pela
lei regulamenia^ das eleiges ; isto deixando
entre a convocago dos eleilorese supplentes ea
quahicacao um prazo de 22 dias, quando o arti-
go 4* da citada lei exige o de um mez ; irregula-
ridade esta que induzo V. Exc. a annullar os tra-
llios desta segunda qualificago, e 9 mandar pro-
ceder a outra no dia 7 do prximo mez de outu-
bro ; declarando ao mencionado juiz que se de-
via proceder eleigo da juizes de paz e verea-
dorer pela qualificago do anuo passado ; e que,
quanto eleigo de eleitoros, V. Exc. dara as
providencias opportunas, vista das circunstan-
cias que occorressem.
E em resposta declaro-lhe nao s que o go-
verno imperial approva a deliberogn de V Exc
por eslarde accordfj com o aviso n. 22 de 20 de
fevereiro de 1847, como tambem que, no caso de
nao eslar concluida a nova qualificago que V.
Exc. mandou proceder, a lempo do por ella fa-
zer-se a eleigo de eleilores da dita parochia, de-
ver ella ser feita pela qualiflcaco do anno pas-
sado, como ja tautas vezes se lera decidido em
casos idnticos. O que communico a V. Exc.
para sua intelligencia o para fazer constar quel-
le juiz.
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Norte Tenho presento o officio de V. Exc.
n. 73 de 13 de agosto p. findo, sujeitando appro-
vago do governo imperial a deliberago quo lo-
mou, de ordenar que o conselho municipal de
recurso do termo de Goianninha se reunisse ex-
traordinariamente no dia 23 do correle raez pa-
ra conhecer dos recursos iuterpostos das decisoes
da junta revisora da parochia do mesmo nome,
que i celebrara os seus trabalhos em poca
muito posterior que marca a lei regulamentar
das eleices, e que a eleigo da juizes de paz e
vereadores fosse feila pela qualificago do anno
passado.
E em resposta declaro-lhe que o governo impe-
rial approva a deliberago de V. Exc. por estar
de accordo cora o que varias vezes so tem deci-
dido em casos idnticos. Observo entretanto a
V. Exc que, segundo consta da acta da formacao
daquella junta, foram os trabalhos interrumpidos
por nao ter a caraira municipal fornecido o com-
petente livro ; inlcrrupco essa inteiramenle des-
necessaria, visto que art. 16 das instrueces an-
nexas ao aviso n. 163 de 28 de junho de 1819 de-
termina que a falta do livro seja supprida por um
oulro, aberto, numerado o rubricado pelo presi-
dente da junta.
O que communico a V. Exc, para sua intelli-
gencia e para o fazer constar ao presidenlc dd re-
ferida junta.
Ao presidente da provincia do Paran.Te-
nho presento o officio de V. Exc n. 59 de 17 do
agosto ullimo, sujeitando approvago do gover-
no imperial a seguinte resolucao dada consulta
que a V. Exc. dirigi o eleitorsupplenle da villa
de Morretes, Joaquim Antonio dos Santos Souza :
Que, segundo o aviso n. 401 de 9 de dezembro
do 1856, as mesas parochiaes s devem recebar
cdulas dos cidados qualilicados, regulando-se
pelos nomes com que ostiverern inscriptos na
lista da qualificago. embora estejam por qual-
quer motivo seus nomes errados, pois que para
estes casos tem a lei estabelecido os recursos
competentes.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a decisao de V. Exc, pois que,
segundo declara o 1 do aviso n. 345 de 18 de
outubro de 1856, nao compete s mesas paro-
chiaes rejeitar cdulas de volantes sob qualquer
pretexto, urna vez que estos se achem legalmen-
le qualificados.
O que communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia e para o fazer constar ao dito eleitor.
Ao mesmo presidente.Acenso o recobi-
mento do officio de V. Exc. n. 61 de 18 de agosto
ultimo, trazendo ao conhecimeuto do governo
imperial a seguinte decisao dada consulta que
a V. Exc. apresenlou o juiz de paz da villa do
Principe.
Quo, segundo o art. 49 da lei regulamentar das
eleiges, s depois de terminada a 3-' chamada
dos volantes para o recebimento das cdulas
que se leve proceder conlagem das mesmas,
lavrando-se disso acta especial, com as domis
declaraces constantes do dito artigo.
E era resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a decisao de V. Exc por estar de
accordo com a determinago do citado artigo,
que nonhuma duvida oir-irece.
O que communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia, e para o fazer constar ao referido juiz.
Ao cidado Honorio Francisco Caldas, se-
cretario da mesa parochial de Sam'Anna.Aos
quesitos que Vmc. prope no officio que esta
dala me dirige, respond > o seguinte :
Io Com a 3a chamada termina o prszo para o
recebimento das cdulas,o os votantes que a ella
nao comparecern perdem o direito de volar na
eleigo, segundo dispe o art. 49 da le n. 387 de
19 Je agosto de 1846 ; e porlanto o votante que
Vmc. trata, que nao aecudio ultima chamada do
i seu nome, perdeu o direito de votar, nao deven-
do pois a mesa parochial receber o seu voto. O
j que ja foi decidido em aviso de 9 deste raez, ex-
pedido ao presidente da mesa parochial da fre-
guezia da Laga.
2o Dispondo o art. 5 das instrueges de 27 de
setembfo de 1856 que, quando no acto di apu-
raco seachar debaixo do mosmo involucro mais
de un cdula, sero inutilisadas todas as que
forera encontradas, fazendo-s'e na acta menco
ueste fado e de todas as circumstancias que c-
correrem. devera ser inutilisadas as duas cdulas
encontradas uo acto da apurago debaixo do mes-
mo involucro, procedendo-se como determina o
citado artigo*.
3 Que, exigindo o artigo 100 da lei de 19 de
agoslo de 1846 qoe as cdulas para vereadores o
juizes de paz tenham por fra o ululo ahi desig-
nado, nao podem ser apuradas as cinco listas
que, com violaco manifesta do mesmo a/ligo,
nao continham'aquelle rotulo.
- 17 -
Ao presidente da provincia do Para.Tenho
presente o officio de V. Exc n. 60 de 18 de agos-
to prximo findo, trazendo ao eonhecimenlo do
governo imperial a seguinte deriso dada con-
sulta que lhe dirigi o eleitor supplente da villa
de Morretes, Joaquim Antonio dos Santos Souza :
1." Que, segundo o art. 13 das instrueges an-
nexas ao aviso n. 168 de 28 do junho de 1849,
deviam ser admiltidos a votar na eleigo de ve-
readores juizes de paz os cidados prvidos em
grao de recurso pela relago, urna vez que se fl-
zosse corto o proviment do seu recurso.
!* Que a falta de convocago dos referidos ci-
dados nao os inhibo de intervir na eleico, como
declaram os arts. 10 e 12 das citadas ins'lrucces.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva as decisoes de V. Exc. pelas razes
que Ihes servirara de fundamento.
O que communico a V. Exc. para sua inlelli-
gencia c para o fazer constar ao mencionado sup-
plenle de eleitor.
Ao mosmo presidente.T?nho presente o
officio de V. Exc n. 62 de 18 de agosto ultimo,
sujeitando considerago do goerno imperial a
seguinte solucao dada duvida que a V. Exc.
propoz o primeiro juiz de paz da parochia do
Porto de Cima.
Que urna vez que a referida parochia se achava
cannicamente provida, deviam ser nella eilas ss
eleiges, e nao na villa de Morretes, na confor-
midade da lei regulamentar das eleigos e avisos
de 21 e.31 de dezembro de 1846.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a decisao de V. Exc por estar de
accordo enm o aviso n. 37 de 6 de margo do 1848
e varios oulros que a tal respeito se lem expe-
dido.
O quo communico a V. Exc para seu eonheci-
menlo e para o fazer constar aquello juiz.
i8
3.a seccao.Ao presidente da provincia de S.
PauloRespondendo ao officio de V. Exc. de 15
do corrente, no qual consulta se, apesarde ainda
nao lerem algumas parochias da provincia envia-
do as respectivas qualificages, pode V. Exc. fa-
zer a designago do numero de eleilores que de-
vem dar as outras, tenho de declarar-lhe que,
devendo tal designago ser feita por parochias,
nenhum inconveniente ha era que V. Exc expega
suas ordens relativamente aquellas que j envia-
ran) as referidas qualificages.
Cumpre porm que V. Exc, logo que tenha
designado o numero de eleilores de todas as pa-
rochias de um districto eleitoral, d eonhecimenlo
do que resolver cmara municipal da cidade ou
villa designada para sedo do mesmo districto ;
sondo que convir igualmente dar eonhecimenlo
s outras cmaras municipaes do numero de elei-
lores designado para as respectivas parochias.
Ao presidente jla provincia do Rio Grande do
Norte.Foi presente a S. M. o Imperador o offi-
cio de V. Exc. n. 7 de 7 de maio ullimo, expondo
as razes que o induziram a negar a sua sanego
a ura projeclo que lhe foi remetlido pela assem-
bli legislativa dessa provincia, concebido era
termos que nao iudicavara o objeelo da conces-
so, e pedindo que o governo imperial estabeleca
urna regra applicavel a este e a oulros casos s-
melhantes.
Communica V. Exc que, comquanto dos lermos
em que so achava concebido o referido projeclo se
deprehenTlesse fcilmente o objecto da concesso,
julgou V. Exc que nao devia dar-lhe a sua sane-
gao; e que. julgando que ainda seria lempo de
reparar a omisso que nelle havia, devolver
aquella assembla o officio que acompanhava o
projeclo ; mas que, nao podendo esle ser substi-
tuido por outro, assignado por todos os membros
da mesa, visto j eslar encerrada a sesso, diri-
gio-lhe o respectivo secretario um officio que,
comquanto conlivesse a integra do projeclo. nao
se achava assignado por todos aquellos membros.
E o mesmo augusto senhor, tendo-se confor-
mado por sua immediata resolucao de 15 do cr-
reme mez com o parecer da secgo dos negocios
do imperio do conselho de estado, exarado em
consulta de 14 de agosto ultimo, ha por bem raau-
dar declarar-lhe o seguinte :
Que o alvitro adoptado por V. Exc. era o nico
meio de reparar a omisso que havia no projeclo ;
mas que, nao sendo admissivel urna ouira copia
despida das assignaturas dos membros da mesa,
devo V. Exc, em lempo opportuno, devolver o
dito projeclo assembla, cora a denegaco da
sanego pelo defeito que contera, e que ento po-
der a mesma assembla transrnilti-lo V. Exc,
como se fra um projeclo novo : e finalmente
que o erro, do que se trata nao carece de regras
para corrigi-lo.
O que communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia.
- 19
3a secedo.Ao presidente da provincia do Rio
Grande do Norte. Foi presente a S. M. o Impe-
rador o officio de V. Exc. n. 2 de Io de maio ul-
timo, expondo a necessidade do estabelecer-se
urna regra que sirva para evitar os conflictos que
em virtude do art. 2 do cdigo do processo cri-
minal, art. 55 da lei de Io de outubro de 1828, e
Io do art. 10 do acto addicional conatiluicao,
podem dai-se enlre as assemblas legislativas
provinciaes a as cmaras municipaes acerca da
creago, diviso ou suppress.io dos districtos.
E o mesmo augusto senhor, de conformidade
coro a sua iramed3tJ resolugo de 15 do corrente
mez, tomada sobre parecer da secgo dos negocios
do imperio do conselho de estado exarado em
consulta de 14 de agoslo ultimo, ha por bem man-
dar declarar-lhe o seguiote:
Que, como pondera V. Exc, depois da lei cons-
titucional de 12 de agoslo de 1834, e creago de
districtos compete s asserablas legislativas pro-
vincias, por virtude ao Io do art. 10, que revo-
gou o art. 2 do cdigo do processo criminal e o
art. 55 da lei do Io de outubro de 1828. Nao
pois cumulaliva esta atlribuigo para competir*
cmaras municipaes e s asserablas provinciaes,
privativa destas.
Ao presidente da provincia de Pernambuco.
Tenho presente o officio do V. Exc n. 716 de
Io do corrente mez, subraetlendo decisao do go-
verno imperial os seguinles quesito*, que a V.
Exc. prop/. o 1 juiz de paz do 1 districto da pa-
rochia de Una :
1. Se um eleitor da parochia, nomeado sup-
plente do juiz municipal e de orphos do termo,
o quo se achava no exercicio dessas funeges, po-
dia ser volado pelos oulros eleilores, e fazer par-
te da mesa parochial.
2. Se um eleitor da parochia, tambem nomea-
do, supplente do juiz municipal e de orphos do
termo, e que se achava fra do exercicio dossas
funeges por haver passado o exercicio a oulro
com parte de doente, apresenlando-se na igreja,
afim de concorrer com o povo para as eleiges,
podi ser volado por oulros eleitores e fazer'par-
te da mesa.
3. Se, lanto no primeiro caso corao no segun-
do, esso eleitor podia ser votado para juiz de paz,
verealor e mesmo nova mente eleitor.
E em resposta declaro-lhe oseguinlo :
1. Que nenhum impedimento ha para que o
eleitor, que estiver exercendo as funeges de sup-
plente do juiz municipal e de orphos deixe do
ser votado pelos oulros eleilores, e de fazer par-
le da mesa parochial. Nenhum) incompatibili-
dade ha entre os dous cargos : devondo porm o
mesmo juiz passar a vara da sua jurisdiego ao
seu substituto, quando pela affluencia dos traba-
lhos, nao seja possivel o exercicio simultaneo dos
dous cargos, corao por paridade de razo, se de-
cidi respeito do juiz municipal, que lem de
presidir ao conselho municipal ue recurso.
2. Que, ainda com mais razo pode o eleitor,
que tiver passado a outro a vara do juiz munici-
pal e do orphos, ser votado pelos outros eleito-
res, e fazer parte da mesa parochial.
3. Que inadmissiveleopposlo a varias deci-
soes do governo imperial o exercicio simultaneo
do carg,) de supplente do juiz municipal e o de
vereador ou o de juiz do paz, mas nao assim a
accumulago dos mesmos cargos. Entretanto nao
deve esta declarago obstar a que as mesas paro-
chiaes recebara os votos que recahirem sobro os
cidados que esliverera exercendo o primeiro da-
quelles cargos; pois que, segundo o arl. 56 da lei
regulamentar das eleiges, cuja disposico o arl.
104 da mesma lei torna extensiva eleigo de
juizes de paz e vereadores, as mesas parochiaes
nao sao competentes para resolver as duvidas que
occorrerern sobre a idoneidade dosvolaotes ; de-
vendo apenas langar na acta a declarago das di-
las duvidas para serem depois resolvidos pela au-
loridade competente.
O que communico o V. Exc para suasinlelligen-
cia e para o fazer constar ao mencionado juiz de
paz.
Ao cidado Francisco Manoel das Chagas Xa-
vier, vigaria da parochia de Guaratuba.Tenho
presente o ollicio de 10 do corrente mez, em que
Vmc expe que, nao lhe lendo offlciado o juiz
de paz mais votado dessa paroenia, como era do
seu rigoroso dever. para assislir eleigo do jui-
zes de paz e vereadores, a que se procedeu na
mesma parochia, nSo pode Vmc. cumprir o que
lhe irapea lei regulamentar das eleices, relati-
vamente aos actos do seu magisterio; e que por-
I lano nenhuma responsabilidado lhe cabe pelas
: irregularidades que occorrerara na referida elei-
go.
E em resposta declaro-lhe, de accordo com o
8o do aviso n. 82 de 23 de abril de 1847, e o 8 4*
do aviso n. 84 de 27 de abril do mesmo auno,
que, com quanlo o art. 31 da citada lei determi-
ne queos parochos devem ministrar os esclareci-
menlos pedidos polas juntas de qualicaco, nao
se acnam estas na restricta obrigaco de" chma-
los, devondo apenas faz-lo quando nao possam
prescindir das suas ioformages, e que os viga-
nos, embora devam comparecer quando nao es-
tiverem impedidos para que sejam melhores es-
clarecidos os membros da junta, nenhuma res-
ponsabihdade tem se deixarem de faz-lo. Por-
tanto a Vmc nenhnma respoosabilidade cabe pe-
las irregularidades que houverem occorrido ni-
quella eleigo. O que communico a Vmc. para
sua intelligencia.
- 20 -
3a seccao. Ao presidente da provincia do Rio
de Janeiro Em officio de 19 do corrente mez
consulta V. Ex. se as parochias que pela menor
das qualilicacos dos annns de 1857, 1858 e 1839
nao puderem comportar um augmento de meta-
de dos clettores. quo deram na actual legislatura
se deve, quando resallar da diviso feita, na
proporgao eslabelecida no 10 do art. 1 do de-
creto n. 1,082 de 18 de agosto ullimo, urna frac-
gao de mais de 15 vostantes, contar essa fraego
como numero inleiro para ucrescentar mais um.
eleitor ou despresa-la.
Em resposla tenho de declarar a V. Ex. que
na hypolhese figurada, devo despresar-se qual-
quer numero de votantes inferior ao da 30, mar-
cado no citado paragrapho, como base, para
designago do numero de eleilores ; pois outra
nao pie sor a intelligencia das palvras do
mesmo paragrapho na razo de um eleito por
30 vontantes. Remetleu-se copia ao3 demais
presidentes.
2* -
3a seccao.Ao presidente da provincia do Es-
pirito Santo. Tenho presente o officio de V.
Ex. n. 39 de 18 do correle mez, submettendo
a decisao do governo imperial a seguinte du-
v)da.
Se tendo a lei provincial n. 6 de 13 do julho
ullimo annpxado parochia da Serra una parle
do Queimado, e nao sendo possivel na qualiflca-
co anteriormente feita discriminar os votantes
que passarara a pertencer parochia da Serra
dos que learam perlencendo do Queimado,
devem os cidados das ditas parochias volar con-
forme foram contemplados as respectivas qua-
lificages.
E em resposla declaro-lhe que, determinando
os avisos n. 21 de 23 de Janeiro de 1849. S 2o, e
n. 97 de 20 de abril do mesmo anno, 9, que
os moradores deum districto votem na"parochia
a que foram incorporados, requisitando-se para
tal fim as qualificages delles, feilas as paro-
chias de que foram desmembrados, nao pode o
goyerno imperial admiltir que til providencia
deixe de ser posta em pratica, pela razo era
que V. Ex. se funda, isto a impossibilidade de
serem discriminados os votantes daquellas duas
parochias ; pois que semelhante impossibilidade
s poderia dar se no caso de lerem desapparecido
todos os documentos da qualificago das mesmas
parochias ; mas, devendo a qualificago, na for-
ma do art. 19 da lei regulamentar dis eleices,
conler os nomes dos votaules de cada quarle'irao.
por ordem alphabelica, e existindo alm disto"
copias geraes do alistamento, e parciaes de cada
districto, nao pode ser aceita a razo por V. x.
apresenlada, de que nao possivel fazer-se a-
quella discrirainago ; c porlanto cumpre que os
cidados qualificados no territorio desmembra-
do da parochia do Queimado votem na da Serra.
O que communico a V Ex. para sua intelli-
gencia.
27
3a seccao. Ao presidente di provincia de S.
Pedro.Tenho presente o officio de V. Ex. n. 98
de 16 do corrente mez, sujeitando considerago
do governo imperial a seguinte resposta que deu
ao juiz de paz. presidente da mesa parochial da
Santa Anna do Livramento.
Que a razo por elle allegada deque o muni-
cipio se achava possuido de lerror pela completa
falta de seguranga individual, e de que ella, co-
mo juiz de paz mais votado, que tinha de pre-
sidir eleigo, seria una das victimas, nao po-
dia justificar o procedimenlo irregular que Uve-
ra, deixando de fazer em tempo as devidas con-
vocages para a eleico de juizes de paz e ve-
readores, a que se devia proceder no dia 7 do
corrente mez, pois que nao era de suas allribui-
goes o adiar a eleigo ; e que porlanto devia o
dito juiz tratar de proceder referida eleigo,
afixando editaes, e fazendo as necessarias con-
vocages: oque no seu impedimento seria a
mesa parochial presidida polos juizes de paz do
districto mais visinho, conformo dispe o art.
4o das inslrurges annexas ao aviso n. 163 de 28
de junho de 1849, se antes nao livesse sido ju-
ramentado pela respectiva cmara municipal o
immcdialo em votos,
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
penal approva a decisao de V. Ex., por ser con-
forme ao citado artigo, e ao de n. 27 das mesmas
instrueges. Devo entretanto observar-lhe que,
se os votos daquella parochia formam a minora
dos do municipio a que pertence, nao possivel
que nella se proceda eleigo de vereadores,
depois da poca fixada pela lei, visto que, se-
gundo as decisoes do governo imperial, tal elei-
go deve-se fazer no mesmo dia era todas as
parochias do municipio, pelos inconvenientes
que restillam do ser feita era urnas parochias de-
pois de saber-se a votago que houve as outras.
S. lorm os votos consliluirem a maioria ento
V. Ex. mandar proceder a nova eleigo em to-
I das as parochias do respectivo municipio.
Quanlo eleico dos juizes de paz, nada obsla
ja que ella se faga, visto nao haver a seu respeito
jos inconvenientes ponderados.
Cumpre outrosim que V. Ex.imponha ao refe-
do juiz a multa decretada no art. 126 1 n. 4
.da lei regulamentar das eleiges.
3.a secgo.Ao presidente' da provincia de Mi-
nas-Geraes.Tendo o juiz municipal da cidade
de Marianos representado ao governo imperial
contra o procedimenlo do juiz de paz presidente
da mesa parochial. quo deixou de cumprir a or-
dem que elle Iheexpedio, na quatlidade de pre-
sidente do conselho municipal de recurso, man-
dando pdr em execugo um acrdo da relago
que eliminava da lisia da qualifigo varios
individuos, declaro a V. Exc. para o fazer cons-
tar ao dito juiz municipal, que a simples publi-
ogo do acorlo no Correto Mercantil nao era
bastante para que se lizesse alterago na lista
de qualificago ; e porlanto nao devera elle ler
expedido a ordem a que se refere, pois que se-
gundo os principios de direito, sobre os quaes
teem sido baseadas as decisoes do governo a tal
respeito tiecessario, para quo se cumpra a de-
cisao proferida sobre recurso, que se aprsente
documento authentlco do provimenlo do mesmo
recurso. Quando isto se tenha verificado, V. Exc.
ordenar ao presidente da junta que cumpra a
sentenga da relaco.
- 49
3." secgo.Ao presidente da provincia ao Es-
pirito Snto. Tenho presente o officio de V. Exc.
n. 38 de 13 do corrente mez, pedindo ao gover-
no imperial a solucao da seguinte duvida :
MUTILADO


y.....
"
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?rrft aff m icr
BLD
tu
DIARIO DE FERHAHBUCO. SEXIA FEIEA 19 DE OTUBRO DE 1860.
Tomando-sa por base a disposigao do 11 do j res da mosma provincia, aura de ordenar que o
it. 1. do decrelo n.l.gea de 18 de agosio ulli-|repecti>- director das obras militares satis-
..
un ttu
art.
no, a parocha de Itapemirim, juntamente com faca s
os do Cachoeiro e Alegre, desmembrada* de pri- naci.
exigoocias contidas na referida inor-
meira, devem dar dez eleilores que teem de ser
distribuidos somonte entre a do Cachoeiro e a de
Itapemirim, visto que, lendo sido cannicamen-
te prvida a parochia do Alegre, depois da qua-
lificago deste unno, os respectivos volantes Co-
ran quahQcados na do.Cachoeiro. Nao sendo,
porm, posuvel fazer-se essa dislribuigo sobre
a base do qualificacao anterior ao desmembra-
mento, porque Do se podem discriminar os vo-
tantes pertencentes nos tous territorios, pargun-
ta V. Exc. se pode ser feila a distribuido, toman-
do por base as qunlficages deste anno das duas
parochias de Itapemirim e do Cachoeiro, e apli-
cando-se a regra de proporco estabelecida pelo
aviso n. 159 de 18 de junho de 1849.
E, em resposta declaro-lhe o seguidle :
1. Que, segundo j observei a V. Exc. em
aviso de 24 po corrente mez, nao pode aer acei-
ta a razo que V. Exc. allega de nao poderem
ser discriminados os volantes pertencentes aos
dous territorios porquanto cada utn delles tcm a
sua residencia, c por ella se conhecer os que
perlencem a cada parochia :
2." Que a parochia do Alegre devo eleger os
*eus eleilores, conforme as decises do govetno
imperial, visto que est cannicamente pro-
vida ;
3. Que, para que se faca a eleigo na parochia
do Alegre, dore o juiz de paz mais volado dola
requisitar a relago dos volantes moradores na
mt'Sja parochia qualificados no corrente anno ;
4. O numero ne eleilores para as duas paro-
chias do Cacheiro e Alegre deve ser baseada so-
bre o numero de seus votantes qualificados no
anno passado, conforme determina o 11 do art.
1. do decreto ciudo, applicando-se a regra de
proporgo estabelecida no aviso n. 159 de 18 de
junho de 1849, para se saber quautos eleilores
deve dar cada urna dolas.
Ministerio da fazenda.
Expediente do dia 12 de agosto de 1869.
A' presidencia de Pernambuco, declarando,
em resposla a seu ofTicio de 2 do corrente, que
nao pode ser deferido o requerimenlo dos era-
pregados da roesma reparticao em que pedam
urna graticacao pelo accrescimo de urna hora
de trabalho no expediente diario.
-13-
Circular s Ihcsourarias, declarando quo o
prazo de dez mezes para o descont mensal de
O' no valor das notas de 20J. papel branco,
mandadas substituir, deve principiar no 1. de
maio de 1861, devendo-se observar a este res-
peilo as disposices recommendadas as ordens
anteriores sobre idntico assumpto.Communi-
cou-se caixa de amorlisago.
A' do Maranho, devolvenJo as provas dos
dous concursos para precnehimento das vagas
existentes na reparligo, de que trata em sou
cilicio de 8 de junho ultimo, afim deque seja
fielmente cumprida a disposico do art. 12 e seus
paraaraphos do decreto n. 2349 de 14 de margo,
devendo depois a mesma thesouraria reenviar as
referidas provas ao thesouro, bern como as da
analyse grammatical, que deviara ter dado por
escriplo os candidatos aos lugares de prati-
cante.
Ao mesmo, remetiendo copia da informa-
cao dada em 5 do corrente pelo contador geral
ua guerra sobre as despazas do presidio da llia
do Fornaado de Noronha. para que, vista do
que so expe, provideccio como ior noceisario
para organisago e orden na gerencia egoverno
di mesma ilba, dando a sua opioiao a respeito
da reforma que julgar conveniente, afim de re-
solvor-se com perfeilo conhecimeoto.
Ao inspector da thesouraria de fazenda do
Para, aceitando e agradecendo a ollera que fez
dsete volumes das ordena do dia do exercito
porluguez, relativas aos annos de 1810,1815 e
1825, os quaes j foram recebidos.
12
Ao presidente do Pernambuco, para informar
sa recebeu ou nao o aviso do 13 de junho ultimo,
que reiter a ordem dada no dia 28 de abril do
corrento anno, relativamente ao pagamento de
vencimentos forja om servico no presidio de
Fernanao de Noronha, vislo nao ter aecusado o
seu recebimento.
; Ao mesmo, recomraendando a observancia
do disposlo as circulares de 25 de selembr de
1846 e 26 de junho do corrento anno, a respeito
das hcengas que podem ser conferidas pelas
presidencias.
Ao de Piauhy, quo, nao lendo aecusado a
recepcaodo aviso deste ministerio de 12 do mar-
co do corrente anno, autorisando-o a proceder a
respeito das drogas o medicamentos remellidos da
corle como entender conveniente aos interesses
dos cofres pblicos, convm que informe so re-
cebeu o dilo aviso
13
Ao presidente do Amazonas, para informar se
esl de posse do aviso deste ministerio de 27 do
Janeiro ultimo, que o auturisa a contratar uin
pharraaceutico.
Ao do Para, idein, se est do posse dos
avisos tbaixo designados :
Aviso circular de 16 de maio do corrente anno,
reeommeodanJo que se satisfaga a exigencia do
director do archivo militar, do seren acompa-
uhados de urna demonstracao, da maneira indi-
cada na mesrna circular, os relatnos de obras
militares.
Dito do I." de junho, enviando notas do far-
daraenlo e outros objectos que pelo arsenal de
guerra da provincia devem ser fornecidos ao
corpo de guarnicao do Amazonas.
Dilo de 4. uutorisando a presidencia a remet-
ter para esla coito, afim de ser recolhido ao hos-
picio de Pedro II, um preso sentenciado que se
acba aneciado de clicnacao mental.
Dito de 6, mandando fzer seguir para a corlo
oO pragas dos corposdo exercilo estacionados na
provincia.
14
Ao presidente da provincia do Amazonas, para
mandar fornecer pelo respectivo deposito de ar-
limo, porque alm de sor contra a lei a admisso
de addidos companhias de aprendizea aiir-
nheiros, torna-se til classe inadmissivel quando
exislem, como no caso de que se trata, vagas no
estado completo. Por esla occasiao oceorre-me
declarar V. Exc. que, quando a compenhia es-
tivesse completa, nao poderia admiUir-sa menor
algum sanio em substi tu icio aquellos que, lendo
completado dezesea annos, e eumprindo as do-
mis condicoes do art. 23 do regulamento do 4
de Janeiro de 1855, (oren paseados para o quar-
tei geral do corpo.
17
2a soego.A' presidencia do Coar, commu-
nicando-lhe que se pedem ao ministerio da fa-
zenda as ordens necessarlas, afim do que a the-
souraria de fazenda daquella provincia seja au-
torisada a despender, no presente exercicio, as
quamias que foren precisas obra do parodio do
Meirelh>s, at prefazer a importancia de ris
lt .948$640 designada pelo aviso de 14 do no-
vembro ultimo.Expedio-se aviso ao ministerio
da fazenda o communicou-se contadona.
3a seccao.A' presidencia da provincia do Pa-
*ptoJSZ%>7S?S%?i d'i-ES l----1"i?e"los de partes desla provincia.
ultimo, que do da fazenda se solicitara
dieio-de ordena para ser posta nossa repartirlo
J* V*9* *Mta presidencia a quantia de......
DTT7JWB ris, em que importaran os reparos do
Ulegrapho desta culade: assira o fago constar a
V. S. para seu conhecimento.
Dito ao mesmo.Tendo sido satisfeltas as ob-
servacoea contidas era seu offlcio de 27 de se-
tembro ullimo, sob n. 1011. acerca das despezas
leilas con a Paculdado do Direito desta cidade,
transmiti a V, S. as rospeclivas contas, afim
de seren as suas importancias pagas s pessoas
competentes.OfBciou-se ao director da Facul-
dade.
Dito ao commandanle do corpo de polica.
A vista do allestado junto ao seu offlcio n. 498
desta data mande V. S. engajar, para o servico
do corpo sob seu commando, o paisano Gonca-
lo Jos de Souza.
Dito oo meerno.A'vista do exposto to seu
offlcio n. 436 desta data, podo V. S. mandar
substituir por um cabo de
ligos bellicos 3 esleirs ao corpo du guarnicao certos de que precisa a canella de S. Boaveniura
da mesma provincia. erecta no arsenal de marinha da referida provio-
ao o Para, remetiendo a nota do farda- ca ; o determinando que remella a esla secrela-
mento que pelo respectivo arsenal de guerra de- lia do estado urna plaa do edificio com o pla-
, esquadra o segundo
r, devolvondo o requenmenio de Jos Marcel- sargento que so acha empregado no registro do
lino Maciel Prente, para que lhe permita cortar porto para o lira indicado em seu citado officio
madeiras em matis de sua propriedade, so por Coramunicou-so ao chee de polica,
vontura fr essa a prelenco ; devondo porm Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
declarar-lhe, no caso de que elle se relira s ma- Remoliendo por copia a V. S. os dous inclusos
las do dominio nacional, que o governo est re-l recibos na importancia de 24S000 proveuiente
olvido a fazer observar o que determina o aviso ( do aluguel vencido desde julho do 1859 at fe-
circular de 19 de marco de 1858. veroiro desle anno. da casa que serve de cadea
A mesma, para quo proponha, depois de e de quartel ao deslacaraenlo da freeutzia de
ouvir o inspector do arsenal de marinha, o indi- S. Beato, o auloriso a mandar pagar ao alteres
viduo que tem de servir o lugar de dessnhador. Joaquira Antonio de Moraes melade daquella
creado no mesmo arsenal, pelo decreto n. 2.583 quantia. sendo a oulra motade satisfeila pela Hie-
de JO de abril ultimo; e informe se no dito arse- souraria de fazenda.Officiou-se thesouraria
nal exisle alguma ofsina de machinas; deven--de fazenda para pagar a outra melade
do, no caso affirmalivo, declarar quem a dirige,
bem como exigir do inspector o seu juizo esse
respeito.
A' das Algas, approvando a deliberarlo
que tomara, segundo partteipou em officio de 2
do correle, de conceder passagem para esta cor-
le, no paquete Oyapock, ao primeiro lenle da
armada Manoel Antonio Vital de Olveira e sua
mulher.
A' da Parahiba, aecusando o recebimento do
officio datado de 21 do mez ullimo, que aconipa-
uhou um exemplar do relatorio com que abri no
correle anno a sessao da asserabla legislativa
provincial.
A' da Babia, enriando, por copia, o aviso
do ministerio da fazenda de 26 de julho ultimo,
e declarando que devo fazer remetler a esla se-
cretaria de eslado os ttulos ou nomeaeoes dos
empregados do arsenal de marinha que csliverem
comprehendidos has disposices do citado aviso,
afim de se lancarem as necessarias apostillas.
Idemicos s presidencias das provincias de Per-
nambuco o Para. Dcu-se conliecimonto con-
ladoria.
18
r A presidencia do Par, aulorisando-a a
despender at quantia de 6:0005 com os coli-
no mez desetembro ultimo.
Relago a que se refere o edital cima.
Jos Pinto da Matla,
Urbano dos Santos Cordeiro.
Francisco Antonio de Souza.
Jos dos Santos Torres.
Jos Mariano de Albuquerque.
Guilherme de Albuquerque Martins Pereira.
Francisco Thora de Paula.
sedimento
ve mandar fornecer ao corpo de guarnicao da de
Amazonas
Ao presidente
15
de Pernambuco,
para mandar
A' presidencia da mesma provincia, recom- f, 'o-i"-, tw
meodando a remessa dos balancos measaes do Lce,r Pe, respectivo arsenal as pecas de far- licio que acomaauhou um exemplar do
uamen o constantes da nota quo se remelle, ao com que a mesma presidencia abrir, no
respectivo banco.Idntico a de Permaiibuco.
Ministerio da sruerra.
Expediente do 6 de selembro de 18C0.
Circular aos presidentes das provincias.Rio
de Janeiro.Ministerio dos negocios da guerra,
em 6 de selembro de 1860.Illm. e Exm. Sr.
Para evitar qualquer irregularidade que se possa
d3r as requisii;6es que o? conselhos de qualili-
cacao e revisao da guarda nacional fizerem de
cirurgioes do corpo de saude do exercito, neces-
sarios para inspeccionar os guardas quo requere-
rem passagem para a reserva, manda S. M. o
Imperador declarar a V. Exc, para o fazer devi-
damente constar, quo laes requisigoes, como
convera boa ordem do servico, devero
ser directamente dirigidas a V. Exc. na qualida-
de de primeira auloridade da provincia, afim de
ordenar ao delegado do cirurgiio-mr do exer-
cilo que faga comparecer peranto o conselho o
ciriirgiao ou cirurgioes requisita)!~>s, que licarao
sujeilos multa todas as vezes que o deixarera
de fazer sem motivo justificado.
Dos guarde a V. ExcSebastin do Reg
Barros.Sr. pTCsidenta da provincia de......
Circular As mesmas autoridades. Illm.
e Exm Sr.Sendo conveniente, para melhor
apreciarlo, que os relatorios das obras militares
dessa provincia e os respectivos mappas de des-
peza venham bem especificados, por forma que
se saiba quaes os Irabalhos feitos o por fazer, e
osjornaes que vencem os carplntoiros, pedreiros
e serventes de diderentas diarias, expeca V. Exc
as nec^s^^rii^s ordens para que de ora era diante
assim se proceda.
Dos guarde a V. Exc.Sebastio do Reg-j
Barros.Sr. presidente da provincia de.....
Ao do Amazonas, declarando que, nao po-
dendo ser saiisfeito pelo arsenal de guerra da
corle, segundo Informa o respectivo director em
data de 1 do corrente, o pedido de 316 esleirs
para o corpo de guarnicao dessa provincia, nesla
dala so espede ordem para que pelo di do Para
se faca effedivo semelhanie fornecimonto.
Ao das Alagas, declarando que o coronel
do estade-maior de 2.a classe Jos Hara Ilde-
fonso da Veiga Pcssoa e Mello, que actualmente
se acha nessa provincia servindo de vogal do
conselho de guerra do coronel Trajano Cesar
Burlamaque e do major Joo Luis de Araujo Ol-
veira Lobo, tem dircilo aos vencimentos geraes
estipulados por aviso de 21 de julho ultimo aos
officiaes empregados em semelhanles comms-
soes, e nao ao abono de urna gratificado espe-
cial, como pedio no requerirnento informado
pela presidencia da paovincia de Pernambuco em
17 do corrente.
Ao mesmo, para expedir ordem afim do
fazer effectiva, do 1." do prsenlo mez em diante
a consignado de 205 mensaes, qve o alteres do
3," batalho de iufintaria l.icino Liborio Passos
deixa do respective sold a D. Mathilde de Jess
Leal Passos; na intelligenca de que a presiden-
cia do Rio-Grande do Sul d conla do haver
determinado ihesourajia de fazenda que proce-
da ao competente descont.
Ao do Cear, devolvendo o processo de
divida liquidada pela thesouraria de fazenda da
provincia, peit-ncento ao major Luiz Xavier
Torres, e declarando que o supplento
dor de dircilo gralificicao addicional que re-
quor durante o lempo era que esleve addido ao
corpo de guarnicao fixa da Bahia, por nao dar
esse simples facto direito a gratificarlo alguma,
e ser raister para isso que houvesse exercicio,
quo o supplicanle nao leve por se achar em
conselho do invcsi major, nenhum servido lhe podia caber por esca-
la, alm da circumstancia de poder ter estado
addido ao referido corpo sem nelle fazer servico,
rt iniiLi^ln i.iri fi-iB.-, K/-.I- ...... >1i: .________ r
oitavo batalho de infanlaria.
17
Circular.Illm. e Exm. Sr.Havendo por
bem S. M. o Imperador, por sua imraediata e
no das obras que nelle se projecta. Uou-se co-
nhecimunlo ao ministerio da fazenda e conla-
dora.
A' de Sergipe, aecusando a recepcao do of-
relatorio
o dia 5 de
I margo deste anno, a sessao da assombla Legisla-
tiva provincial.
,. -20-
seccao.A presidencia do Para. S. M.
ih, 1 u HSa e.P d0 correnle- tom?da o Imperador ha por bera determinar que um dos
sobre consulta do conselho supremo militar, de- officiaes da armada queso acliam servindo na
cimento e execucao na parto que llio loca.Dos
guarde a V. Exc.Sebastio do Reg Barros.
Sr. presidente da provincia de...
18
s presidencias
Calharina.
Pernambuco, Bahia e Santa
3."
seccao.-
23
A' presidencia
da provincia do
e porlarias pelos
quaes foram nomcados em data de 13 do corren-
te os diversos empregados do arsenal de mari-
nha da mesma provincia, e prevei.indoa de que
esses lilulos nao devero ser entregues aos indi-
viduos a quem perleneereui senao depois quo
moslrarem haver pago os devidos impostos fa-
zenda nacional.Fez-se igual remessa ao minis-
terio da fazenda c conladoria.
A*
Ao presiicnle de Pernambuco. devolvendo ; P ir, rerucltondo os decretos
o processo de divida do major do 8" batalho do
infanlaria Joao do llego Barros Falcao, e decla-
rando que o supplicanle credor t.io smenlc da
quantia de 1:00ig, que, por perleocer ao exer-
cicio de 1838 a 1839. esi no caso de ser-lhe
crediluda, licando olio responsavel pela de 1905,
visto haver recebido j a de 1:2001.
- 20 -
Ao presidente da provincia de Pernambu-
co, commiinicando que por decreto de 18 do
corrente foi demitlido Joao Paulo Ferreira do
lugar de escrivio do hospital militar da mesma
provincia.
Ao mesmo, idem ter-se concedido um mez
de licenca, com o respectivo ordenado, ao es-
crirao do arsenal de guerra da referida provin-
cia Manoel Policarpo Moreira de Azevedo, para
trotar de sua saude.
Circular s ihesourarias de fazenda das pro-
vincias, para que informen) sobre o prazo que
conven marcar-se aos responsaveis por dinhoi-
ios e valores da fazenda nacional sujeilos ao mi-
nisterio da
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel <1< commando das armas
em Pernambuco, na cidade, do
Recite, 18 de outubro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 30.
0 coronel commandanle das armas faz publi-
co para o devido elfeito, que no dia 15 deste mez,
foi pela respectiva commisso examinado praii-
camenle n'arma de artilharia, o particular 2o
sargento do 4b3lalhoda mesma arma Francis-
co Teixeira Peixolo de Abrcu c Lima, as se-
guinles especialidades : nomenclatura de pega e
reparo de espingarda e seu uso, exercicios de1
artilharia de campanha e de bater, manejo d'ar-
ma o exercicio de fogo : escola de pelotao. pon-
laria ao alvo, -sendo plenamente aprovado as
quatro priraeiras, e simplesniente na ultima
Assiguado Jos Antonio da Fonceca Gafado
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Gafado,
alferes ajudante de ordens interino do commando
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. o requer-
monto da regente do recolhimenlo da Nossa Se-
nhora da Soledade de Goianna, D. Anna Felicia
de Jess, afim do quo mande entregar, logo
quo for possivel, os 8005000 rs. consignados
11a le do orgamento vigente para aquelle reco-
lhimenlo, como j so ordenou a essa repar-
ligao.
Dito ao mesmo Em vista das contas junlas
que me foram remeuidas pelo chefe de polica
com officios de honlem sob ns. 1359 e 1360,
mande V. S. pagar a Joaquim Rodrgnes Tava-
res do Mello, a quanlia de 235|0U0 ris, des-
pendida nos mezes de julho a selembro desle
nno con o sustento dos presos pobres da ca- i bus os Chocos, os Quipipaes e o os Humans ; as
dea do Bonito, e ao delegado de Santo Anio, | T'aes, achando-se por esse lempo em difficulda-
Esboco histrico sobre a p rovincia
do Cear pelo Dr, Ped ro Tlie-
berge.
(Continuacao do 242.)
No interior da provincia, para os confins da
fregueziado Jardira e extremas desta com as pro-
vincias da Parahiba o de Pernambuco. existiam
anda algumas tribus, que vivan) 110 estado sel-
vagera, errando pelas llorestas pouco frequenla-
das, que cobrem as serranas que dividen) as
vertentes dessas tres provincias : erara essas tri-
roprovi-
des para se poderem sustentar do simples pro-
ducto da caca, iam fuando o gado das fizendas ;
circuravizinhas, cujos donos, sendo prejudicados
por esses furtos continuados, empregavara todos
os meios para persegui-los ou destrui-los. Nesse ,
intento, convidivam as autoridades das tres pro-!
nucas contiguas cercarem os bosques, quan-'
do o verao os despia das folhas, e a-sirn lenta-
vara prender os caboclos que achassem ; mas, !
como era islo larefa difficil o perigosa, porciu-'
si da agilidade e valenta de&tes fillias da natu-
roza, de preferencia malavam-os liros como
leras Alguns fazondeiros havim que, sem re-
correrem s autoridades, levaran aferoeilade
ao poni de ir eaca-los com seus aggregados,
como se cagam as oncas; e malavam-os sem
forma alguma de legalidale!
Nesla poca as perseguicoes redobraram con-
tra ellos, em consequencia de um fado mu lu-
luoso, que incluire noste trabalho, anda que
nao se dsse nesta provincia ; porque foi compar-
tilhado por mulos habitantes dola, e lambem
pelos caboclos, de que acabo de fallar: este
facto o famigerado reino encantado
sado no termo de Pageh.
Um caboclo civiiisado, chamado Joo Anto-
nio, oriundo da provincia de Minas, viera para
Pageh, onde permaneca ji ha algum lempo:
era dotado de urna imaginaeo ardente, e tinha
muita facildade para exprimir seus peixameu-
tos, o que acompanhava sempre de muito fogo
e de nao menos aegao. Eslava, nu anlcs fingia-se
estar fanatizado pela legenda portugueza, relati-
va el-rei D. Sebastio, e que inculca nao haver
morrido esse principe na sua expedigao contra
os Mouros d'Africa; devendo por conseguinte
lomar apparecer, cercado de gloria e de gran-
dezas. Ora, elle narrara esta prediego gente
simples daquelles serioes, que o escutava com
avidez, e isio anda mais excuavu o seu eulhu-
siasruo ; de modo que forca de repetir sua his-
toria, cada vez mais enfeitada, conseguio persua-
dir os ouvintes de sua realdade. Alguns ho-
mens fizeram-so seus neophitos, mas muito
maior foi o numero de mulhercs que adoplaram
suas ideas, e que entraram procura-lo cada
, momento. Dizem alguns contemporneos, mo-
-A mesma, mandando informar se no res-1 ferro em ludo igual ao desenlio, junto, para o col- "dores em Pageh, que lodo este maiieio do
ulive arsenal de marinha ha lugar ondo se legio dos educandos da uiuviucia ao c.er& ; rio-Uoio Antonio nAn >>!> t> n.u Sv..5u r-,,..>..'
vendo o cncarregado da fundigo obrigar-se a | suas ouvintes, afim de com ellas poder dar ex-
por a obra encaixoiada bordo" do navio que se 1 Panso seus insiinctos lbricos ; pora), qual-
deslinar para a condueo
ou ao seu procurador a de 72#000 rs., em que
importam as despezas felas lambem com os
presos pobres da rerpecliva cadeia no ultimo
daquelles mezes.Commuuicou-se ao chefe de
polica.
Dito a cmara municipal do Recifo.Em so-
locfto ao que consulta a cmara municipal do
Recite em seu officio de 15 do correle tenho a
dizer-lhe que, sendo a casa de detengo Ilumi-
nada a gaz, nenhuma despeza ha a fazer-sc por
parte da mesma cmara.
Dilo a mesma.Remello a cmara municipal
desla cidade, para seu conhecimento, copia do
aviso expedido pelo ministerio da justiga ern 8
do corrente, approvando a deliberago'que 10-
mou esla presidencia de mandar que o juiz de
paz do 4o anno da freguezia de Sanio Antonio,
Caetano Pinto do Veras, eulrasse no exercicio
do seu cargo, nao obstante ter substituido por
todo o lempo o do (erceiro anno Uoibeiino
Puedes de Mello, por achar-se esle em commis-
so na provincia das Alagoas.
Dito mesma. Respondendo ao officio que
me dirigi a cmara municipal do Recite em 12
lio crreme, acerca da apuragao geral dos votos
para vereadores, que a lem de substituir no qua-
triennio viudouro, lenho a dizer-lhe, que bem
procedeu a mesma cmara, contando em sopara-
do os votos a que alludo. visto que nao podem
ser app|ii;adosaos individuos a quera se presume
peilencer, como explica o aviso n. 36 de 4 de fe-
vereiro do 1853.
Dito ao director das obras publicas.Tendo em
vista a informacao do chefe de polica datada de
honlem, sob n. 1333. dada acercados inclusos re-
querimentos dos presos da casa de delencao Ma-
noel Joaquim Netto Nogueira e Amaro Jos, re-
commctidoa Vmc. que mande pagar o que se cs-
tiver a dever aos supplcantes cono serventes das
obras da-iuelle estabeleciraenlo, o que se poder
verificar pelas rospeclivas cadernetas.Corainu-
nicou-sc ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo. Devolvendo a nota a que se
refere o offlcio desta directora datada de 22 de
agosto ullimo, tenho a recomraendar a Vmc. que
mande fazer com brovdade na fundigo de Slarr
&C.a pela quantia de 260$00O rs., um porlo de
estabelecer um deposito do carvao de
para o consummo dos vapores da ar-
pee
possa
podra
nada.
29
A" presidencia de Pernambuco, para fazer dar
baixa aos aprendizes marinheiros Manoel Fa-
bricio e Ilunrque Roque do Nascimento, por
oslaron? imposswilitados de continuar 110 Srvigo
em consequencia de suas molestias.
31
A' presidencia de Pernambuco, idem o ofcio
em que o quarlel-general participa haver ocom-
guorra as mesmas provincias, alim j mandante "da estago naval daquella provincia
de apresentarera as respectivas Ihcsourarias os ; observado ser inconveniente o ornecimento co-
uvros e documentos comprobatorios las desnozas mo actualmente se faz de carvao pelo arsenal d-
le houverom feto, como determina a dsposi- marinha, por ser necessario conduz-lo daili para
Cao do art. 3i do decreto n. 2,5S de 10 de
margo do presente anno.
2f
Ao presidente da provincia do Cear. do-
clarando que fica approvida a deliborago que
tomou de mandar alionar ao capitao Henrique
Frederico Benjamn) Elhur e ao alferes Joo Be-
zerra de Salles, que seguirn para S. Joo do
Principe, o sold de dous mozos o mais vanta-
gens que llies compeliam, a contar do Io de
agosto prximo passado. vista das razos exhi-
bidas e:u seu ollicio de 8 do julho deslo anno.
- 25 -
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
para mandar cessar o pagamento da consignacao
mensal de 15j,quc all deisra o alfres do ba'a-
Ih.io de cacadores de Malto-Grosso Coriolano de
Castro e Silva.
26
Ao inspector da thesouraria de fazonda da
provincia do Para, declarando-lhe, que bem pro-
cedeu em uo se conformar com a exigencia do
commandanle da praca de Macap, de abonar-se
aos presos sentenciados era servigo das obras da
mosma praca nos das em que "trabalharem o
crC'. jornal do 320 rs., e nos domingos e dias santos
e nos em que estiverem doenles a diaria estabe-
lecida pelo aviso de 22 de maio de 1858; pois
que sendo os dilos presos condemnados a priso
com trabalho, nenhum direito teem a jornal pelo
servigo a que sao obrigados em cumprimenlo da
pena quo a lei Ihes inipe, mas somonte re-
tribuico de soesorros que a mesma lei lhes con-
cede.
- 28 -
e smenlc para perceber por all os vencimentos
de que foi salisfeilo ; e que, perianto, para.*~>-
der ser reconhecida e paga a divida de qu- se
trata, na importancia de 220$, curapre que o
sobredito major justifique por documento com-
petente que durante o lempo em que se achou
addido prestou o servige que lhe era inhe-
rente.
10
Ao presidente da provincia do Maranho, para
mandar fornecer ao quinto batalho de infanlaria
c quarta companhia de pedestres da mesma
Erovincia, pelo respectivo deposito de arligos
ellicos, as pecas de fardamcuto constantes das
notas que se remellen).
Ao do Amazona?.Illm. e Exm. Sr.Foi
presente a S. M. o Imperador o officio sob n.85,
que em dala do 1. do mez prximo passado V.
Exc. me dirigi, participando haver o Rev. vi-
gario geral desla provincia, conego Joaquim Gon-
Calves de Azevedo, se offrecido gratuitamente
desde 8 de junho do presente anno at 9 do mez
subsequenle, em quo se apreseniou o capello
do respectivo corpo de guarnicao, psra prestar
os soccorros de seu ministerio, nao s no refe-
rido corpo, mas tambero na enfermarla militar, e
ter-se cora effeito prestado sempre a qualquer
hora do dia e da noite, com promptido e boa
vonlade, como o comprovam as copias appensas
no citado officio ; e o mesmo augusto senhor
apreciando esta prova de dedicacao ao servigo
publico, ha por bem mandar que ao sobredito
conego vigario geral se agradece gemelhaole ser-
*ico. O que declaro a V. Exc. pira seu conheci-
mento e devida execugao.
. T" Ao de Pernambuco, remetlondo copia da
informagao dada pelo director do archivo nili-
tar sobra o relatorio do estado das obras milita-
bordo, quando este servigo poJeriam prestar
os Africanos quo exislem no mesmo arsenal ;
afim de que. ouvindo o respectivo inspector, in-
forme o que occorrer acerca de seraelhante ob-
jecto.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DIA 16 DE OCTUBRO DE 1860.
Ollicio ao presidente da provincia das Alagoas.
Rogo a V Exc. que se sirva de expedir as suas
ordens para que o director, da colonia militir
Leopoldina n cncommod os Indios desla pro-
vincia, que se acham cora permissao no lugar
denominado Riacho do Matto.
Diloao commandanle das armas.Sirva-se V.
S. de informar acerca do que pedo no incluso
requenmeiilo Jo.io Fructuoso dos Santos.
Dito ao mesmo.Quoira V. S. expedir suas
ordens afim de que o escravo Bernardo, que se
acha com praga no exercilo, e de que tratam o
requerimenlo e mais papeisjuntos, soja entregue
a quem so mostrar ser delle senhor.
Drto ao mesmo.Sirva-so V S. de mandar
inspeccionar e abrir assentamento de praga, se
for para isso considerado apto, ao soldado do
corpo de polica Severino Jos de Almetes Leal,
que no requerimenlo junto se offerece volunta-
riamente para o servico do exercito.OfTicioti-
sc ao commandanle do corpo de polica para
mandar apresentar o referido soldado.
Dilo ao provedor da Sania Casa de Misericor-
dia. Ao officio que V. S. mo dirigi em II do
correle, requisitando dous Africanos livres pa-
ra o servigo nho a dizer-lhe, que s pode ser satisfeila a sua
a
Dito a director das obras militares. Mando
Vmc. com loda a urgencia substituir por outra a
traye sobre quo descangara as estivas da caval-
larga do lado do sul do quartel da companhia fi-
xa de cavallaria, visto que so acha a mesma ira-
ve arruinada, conforme declara o commandanle
das armas era officio de 13 do corrente, sob n.
1078.Commuuicuu-se a esle.
Dito ao director geral interino da instruceo
publica.Respondo 3o officio que Vine, me diri-
gi era 15 do corrente, declarando que designo
os professores Miguel Arenando Uindello e An-
tonio Rufino de Andrade Luna, para coraprem a
commisso de exaue, de que trata o citado of-
ficio
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Communico ao Sr. superintendente da estrada de
ferro que, segundo consta de aviso do ministerio
do imperio datado de 27 desetembro, foi inde-
ferido o requerimenlo em quo a direcloria da
companhia da mesma estrada pedia que fosse
augmentado o mximo capital garantido da referi-
da estrada.
Dilo ao conselho adminislraivo para forneci-
monto do arsenal de guerra.Annuindo ao que
prope o conselho administrativo para orneci-
mento do arsenal de guerra
quer que fo queproseguio na sua obra.
N'uma ramilicago da Serra Talhada, que de-1
ve esto nome sua conliguraco, pois que so !
suas fraldas formadas por altos talhados, existe1
iim sacco bstanle vasto e cgualmonle todo cer-:
cado era roda pelos mesmos talhados, excepto
na entrada, que muito esireila e aprtala. No
recinto desle sacco ha una pedra do forma pit-
toresca denominada Pedra Bonita, que tinha da-
do as vistas do novo sebastianisla, e pareceu- :
lhe azada seus lins ; essa pedra foi, portanlo,
por elle inculcada como a side do encanto ; e ,
assim enlrou persuadir, que, para quebra-lo,
azia-se preciso banha-h em sangue humano, e
sobreludo, em sangue do meninos como o mais,
puro.
Nesse s*cco da serra, pois, reuna elle os seus i
fanticos proselytos ; e subindo Pedra Bonita,
que lomava por pulpito, d'ahi annuuciava aoseu
auditorio, que o reino encantado nao podia tar-
dar em se desencantar, se sobre a pedra fizes-
sem-se os_ sacrificios humanos exigidos ; e que
D. Sebaslia ento appareceria, irazendo a seu '
lado as victimas imraoladas por amor delle,
cheias de bens e de felicidades, que estender-
se- hiam aos paes que as livessem votado ao cu- 1
em seu officio de tello expiatorio. Esta impostura, por mais gros-
nonlora,_ sob 58. o auloriso a effecluar a compra seiri que fosse, persuadi, todava, para loo al-
m porgo de azeite, vassouras e outros objeclos, gumas mes, que entregaram os proprios 0-
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
devolvendo para ser entregue ao alferes do 10
batalho de infanlaria Lino Augusto de Carvalho
o requerimenlo em que vai lavrada a cerlido
pedida dos assentaraenlos que. a seu respeito
constara do livro de registro geral das pracas do
antigo corpo municipal permanente da corto.
Ministerio da marinha.
EXPEDIENTE DO DA 2 DE AGOSTO DE 1860.
A' inspeceo do arsenal de marinha do
Pernambuco, exigindo certos esclarecimentos,
pedidos pelo conselho naval, para poder consul-
tar sobre o modo por quo hade ser fmta a in- Transmuto a V. S. para os convenientes" effeit
a que estao a dever ao cofre da I o incluso exemplar
ahrc deem lempo poder salisfazer as requisices
que lhe forera felas do taes objeclos.Officiou-
se thesouraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que expoz o chefe de polica em officio de
13 do corrente, sob n. 1357, resolve conceder ao
bacharel Marliniano Mondes Pereira, a exonera-
go que pedio do cargo de subdelegado do ldis-
Iricto da freguezia da Boa-Vista desla cidade, e
nomoia para o mesmo cargo a Joaquim de Gus-
mao Coelho. Communicou-se ao chelo do po-
lica.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilera
de queles a vapor mandemdar passagem de proa
no vapor Tucantins at Maranho, a Joo Fran-
cisco de Oliveira em lugar destinado para passa-
geiro de eslado.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao director geral da secretaria de estado
requisicao pelo modo por que informa o inspec- rtnQ _.:
de marinha no officio junto por I do0S.neS0CI?3 ?a jusliga.-S. Exc, o Sr. presiden-
i "lu F | te da provincia,manda aecusar recebida a partid-
tor do arsena
copia.
Dito ao commandanle superior da guarda na-
cional de Garanh ins. De conformidade com o
que requisita o chele do polica em offlcio n.
lda-f desta dala expega V. S. suas ordens para
que ao delegado de polica do termo de Gara-
nhuns se aprsente urna escolta da guarda na-
cional afim de acoropanhar qualro desertores at
esta capital. Officiou-se ao chefe de
lie.a.
Dito ao inspector do arsenal de
po-
raarinha.
companhia do aprendizes artfices do referido ar-
senal os pas ou tutores de alguns menores que
foram delta eliminados.Deu-se sciencia ae con-
selho naval
3
2a secgao.A' presidencia de Pernambuco, di-
zendo-lhe qno constando que pela inspeegao do
arsenal de marinha respectivo se fazem compras
at de materiaes sera ser por meio do concur-
rentes, como exige o regulamento de 20 de fe-
vereiro de 1858, curapre que mande averiguar
esle facto, o no caso affirmalivo, faca cessar tao
abusiva pralica. informando porque se nao tem
cumprido o supradilo regulamento.
io
Ia s*eco.Ao presidento de Pernambuco.
VeriUrando-se pelos mappas, ltimamente re-
mellidos, que a companhia do aprendizes mari-
nhetros dessa provincia anda nao chegou ao sea
eslado completo, saneo que, vista do ultimo
mappa, faltara 61 prcas para o completo, nao
pode tor lugar a admiasao do menor Nicolao
Leoncio Dativo oomo addido, conforme V. Exc-
communica om officio n. 204 de 28 de julh ui-
impresso do decreto regula-
menlar d. 2647 de 21 de selembro ullimo, esti-
belecendo as condices exigiveis dos pretenden-
tes aos lugares do corpo de fazenda da armada,
e regulando o modo pelo qual se devem ellas
verificar.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
lijja V. S. de expodir as suas ordens afim de
ser arrecadada na recebadoria de rondas internas
a importancia dos direilos e emolumentos, que,
segundo as notas juntas por copia estao a deve
o primeiro lente da armada Jos Rodrigues de
Souza e o segundo tenente reformado Msnoel
Antonio Viegas, por lerem sido nomeados, este
pagao que lhe fez V. Exc. cm 3 do corrente. de
que S. M. o Imperador, por decreto de 28 do mez
prximo passado. houve por bem nomear o ba-
charel Francisco Luiz Correa de Andrade c Silva,
juiz municipal e do orphos do termo de Ilapo-
merim na provincia do Espirito Sanio, ficando
sem effeito o decreto do 27 de marco ultimo, que
o havia nomeado para a de Ouricury, nesla pro-
vincia.
Diloao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem de S Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, transmuto a V. S. as doze inclusas ordens do
thesouro nacional de n. 147 156 e urna sem nu-
mero, e mitrado minis'erio da guerra datada de
2 do corrente, e bera assim dous officios da secre-
taria de fazenda, datados de 19 de selembro e 3
de outubro do correle anno, a que acompanham
varios exemplares das circulares nellas mencio-
nadas. .
Dito ao curador dos Africanos, De ordem de
S Exc. o Sr. presidente da provincia, remello a
V. S. a justifiraco do Africano livre Antonio, que
veio junta consulta que fez V. S. no Io do cor-
rente, e detxou de ser devolvida com a resposla
do mesmo Exm. Sr., de 7 do referido mez.
Dito ao Dr. Francisco Teixeira de S, juiz mu
para o lugar de professor do arsenal pe marinha, i nicipal de Pao d'Alho.De ordem de S. Exc. o
e acuelle para commandanle da companhia
aprendices ariilices do mesmo arsena
de I presidente da provincia, acenso recebido o offlcio
de 15 do corrente, em que V. S. participa que,
uno ao mesmo.Mande V. S- recolherao co- por ter cessado o impedimonto que interrompera
..a dessa thesouraria a quantia com que, nos > o exercicio do seu cargo, o reassumira naauella
termos de sua informacao, datada de 13 do cor- data. *
rente, lem de entrar para o mesmo cofre a saldo ____
do 8o batalho de infanlaria Manoel Antonio de Pela secretaria do governo se faz publico para
Azevedo, afim de ebter escusa do servigo, na conhecimento de quem interessar possa os des-
forma do a rugo 12 do regulamento de 28 de se-' pachos constantes da relaco abaixo aue foram
tembro do anno prximo passado. In* >" I proferidos ielo Etra. Sr. ministro da' justica em
ihos, aos quaes o nefando sacerdote ogollou
-isla deltas mesmas sobre a pedra, que untou
com o sangue dessas victimas. O exeraplo foi
contagioso ; pois, nos dias seguimos, oulras
raaos foram levar seus filhos ao sacrificio, e com
pouco as victimas afluiram em abundancia, sen-
do acceitase sacrificadas em seguida Avaliam-se
em perto de cem os sacrificios quo se consum-
raaram, ponto do sangue derramado, e dos ca-
dveres, decompondo-se nesle recinto hmido,
desenvolverem tal pulrefacgo.cujo felido mal
se poda supportar.
To horrendo espectculo, em vez de afugen-
lar os assistentes. fazia-os persistir sob a obses-
sao de Io cruento fanatismo ; e foi, alm dislo,
excitando cada vez mais a curiosdade dos po-
vos ignorantes, que eram lambem allrahidos pe-
lo desojo de tomar parte as copiosas libacoes
do agurdenle, que sempre succedam car-
nificina ; de. modo que as tribus de Indios, de
que cima fallei, deixaram suas florestas, e vie-
ram egualraento nssislir ao desencanto d'el-re
D. Sebaslio. A affluencia ia cm progreaso, e
como nao huuvessera recursos para a sustenta-
cao de io copioso adjunto, entraram furlar o
gauo das fazendas circumviinhas, que perlen-
ciara era parle aos Pereiras,familia rica o nume-
rosa de Pageh.
Avisados estes, pois, dos acontecimentos do
sacco da Pedra Bonita, convienra era reunir
enda um de per si a gente armada que podsse
arranjar, para irem dispersar aquelle adjunto.
Nesle inlenlo, aprasarara dia e hora para se
reunirem todos um lempo no dito lugar, afim
de combinados lomarem o sacco ; mas dous dos
rmaosadiantaram-se, e chegaram antes dos ou-
tros, com genio nsufficiente para resistirem ao
ajuntamentn de povo fanatisado que alt exislia
em grande copia.
JoSo Antonio excilou entSo seus companhoiros
resistencia, e vindo ellos s maos com a gente
dos dous irmaos, foi esla batida, e ambos suc-
cumbiram aos golpes dos caboclos; que ufanos
da victoria, em S"leranisaclo della, entregaram-se
embriaguez; e assira quando chegaram os ou-
tros irmaos Pereiras, deparando com os cadve-
res dos dous morios, lomararn a entrada do sac-
co, e com facildade cahiram sobre os vencedores
embriagados, aos quaes assassinaram com indizi-
vel sanha, era grande numero, poupando apenas
algumas mulheres que ah ficarsm sem am-
paro.
Todava, quasi lodos os caboclos lograram
rugir em razao de sua agilidade natural, tor-
nando para as florestas, s quaes estavara ac-
costuraados; e Joo Antonio podendo tambera
escapar morle nesla occasiao, pz-se em reti-
rada para a provincia de Minas ; mas aiada em
caminho foi alcanzado e assassioado por emissa-
rios dos Pereiras, mandados em
delle.
F<.!?nett0.. dS J1icia de ra8ehu. coronel
Francisco Barbosa Nogueira Paz. informado des-
tes acontecimentos. requisitou forca da guarda
nacional; e, testa e um forte deslacaraenlo,
rnarchou para o sacco da Pedra Bonita, poucos
das depois do ataque dos irmaos Pereiras, e
achou-o juncado de cadveres insepullos, nao
s das crisngas sacrificadas, como das victimas
da vingangs dos Pereiras. E pois, mandou-os
enterrar por um missionario, que o scompanhou,
e egualmente enlregou seus cuidados urnas
Irinta ou quarenla viuvas ou orphos, que aht
haviam ficado sem amparo sera recursos;
e era seguida deu parte de tudo isto ao presiden-
te de Pernambuco. Francisco do Reg Barros,
noje visconde da Ba-vista.
Esta parte curiosa foi inserida n'ura Diario
de Pernambuco de 1837 ou 1838, onde livo oc-
casiao de a 1er.
Acompanhava Joo Antonio, servindo-Ihe de
colyto, um cabra das vizinhangas do Ico. cujo
nomo ora me nao occorre; o qual foi morto na
occasiao do etaquo da Pedra Bonita.
Os irmaos Pereiras juraram sobre os cadveres
de seus irmaos, que haviam de vingar-lhes a
morie com a perseguigo e deslruicao dos In-
dios ; e foram fiis com effeito est juramento
com especialidade um delles. o coronel Simplicio
Pereira da Silva ; que (ixando sua residencia na
villa da Barra do Jardira desta provincia, d'ahi
constiluio-se verdadero carrasco dos caboclos
aos quaes matava como feras er
loda parlo em que os enconlrava, usando para
este fin da Iraico e de todos os meios, ouaes-
quer que elles fossem, com tanto que curaprisse
o seu fatal juramento.
Os caboclos, assim perseguidos pelo coronel
Simplicio, e mesmo pelos fazeodeiros cujo gado
elles comiam, deixaro as iloreslas, e em refens
aas morios que nelles raziara, entraram roubar
casas e viajantes, conimeltendo as provincias
vizinhas excessos funestissimos.pois assassinaram
muitas pessoas s quaes sorpendiam era casas
i soladas.
Os moradores da freguezia do Jardim dorara
parte do occomdo s autoridades locaes ; o estas
wisligagao do coronel Simplicio, levaram-o
sob cores mui exageradas ao conhecimento do
presidente.
Os termos riztn los s fronteiras das tres pro-
vincias, mandaran) fortes destacamentos de guar-
da nacional para reprimir sanha dos caboclos:
e o presidente recoinmendou aos commandantes
daslropas.que fez seguir para o centro, que cm-
pregassem meios braodos, c nao recorressem ao
emprego da forca armada, senao nos casos extre-
mos ; mas estas recorameudaces nao foram se-
guidas rsca; o mulos d*elles anda foram
inmolados.
No discurso de abertura da assembla provin-
cial deste armo, o presidente fallou acerca desses
acontecimentos, e apreciou bem e exactamente
o calado das cousas, declarando que
o caso occomdo era fho de erros amigos, e
que urna poltica semelhanie que lioeram os
sabios da companhia de /esul, pode ainda,
remedia lo.
Em vrtude disto, os deputados restoboleccrain
o direlorio dos Indios, que fura creado por acto
de 3 de maio de 1757, eautorisaram o governo
fazer o regulamento necessario pata sua execu-
gao, assira como a alterar as disposices dosto
directorio que se achassem em antinomia com a
constituirlo, do imperio e com as leis do
eslado.
Mas este docrelo, datado de dias do mez do
agosto, nao foi cumplido porque o governo geral
lomou seu caro a imprtame incumbencia,
que lhe foracommetlida pela assembla geral,
do calechisar e civilisar os Indios.
Foi reslabelecido, pois, pelo ministerio o direc-
torio, o qual foi em seguida installado nesta pro-
vincia, sendo nomeado director geral o capto-
mr Joaquim Jos Barboza. No Jardim foi in-
cumbido dessa misso o maior iniraigo dos ludios,
o coronel Simplicio, e sendo por conseguinte bera
triste a lembranca dessa nomeago, quo deu-lhes
antes um carrasco do que um administrador; To-
davia, bom ou mo grado delles, conseguio reu-
ni-los era aldeia, perto daquella villa, onde se
conservaran al o anno de 1816, poca calami-
tosa em que havendo falta absoluta de meios pa-
ra suslonta-los, foram aulorisados relirarem-se
para onde melhor Ibes approuvesse, aCm de pro-
verem aos meios de sustentar a sua existencia
como podessem. Vollaram enlo outra vez para
as fio.estas.
Quando o coronel Simplicio promova o aldea-
mento, vateu-sc do major Manoel Jos de Souza,
do Coil, para se por em rclago com os Indios
liu^o Hu..,uc calca ct>uMi conlianga, e frequonlavara a fazenda de sua resi-
dencia. Esle major chamou-os cora promessa do
loda a seguranga, o elles vierara sou chamado
conferenciar com o coronel; mas o chefe delles
nao obstante as instancias que se fizerain, nunca*
consenlio apresentar-se sem armas como se lhe
exigi.
O coronel nslou, fez lodos os esforcos nessa oc-
casiao para obter que elle fosse cora sua gente
para a al lea ; e como isso somente recebesso
recusas, despenado, agarrou-o polo couro da bar-
riga, e puxou-lh'o com forca, dizendo :
E porque nao te queros aldear, capila ve-
Ihaco ?
Ao que este, fazendo-lhe o mesmo aretorquo-
lhe com furor e em grito ;
Porque t j tambera s um capitn velhaco '
Simplicio, passado de colera, prorompeu neslas
palavras :
Nunca consent que pcssoa alguma me tra-
tasse desta maneira, rinanto mais um caboch, \
E fallando assira, levou a mo ao punhal, quan.
do o chefe indio, que o observava cora ationeo
deu um pulo para elle, c ter-lhc-hia destechado
um golpe moital, antes que elle houvesse tido
0 lempo de tirar seu punhal, se o major Manoel
Jos se nao collocasse entre ambos, e assim cou-
tivesse o Indio. Ainda o coronel instou com o
major para que deixasse matar o chefe indio, mas
elle, invocou a boa f das convenges, cm rirlude
das quaes os Indios tinham vindo ao aporitaroen-
lo. e mesmo Occlarou que lodo o ataque feilo aos
caboclos, lomava-o como si proprio. A' esla
rosolugo Simplicio virando-so para o capilo
indio, lhe diese :
Agradeca ao Sr. major o sabir vivo d'aqui.
Elle que na realidade devia-lhe agradecer a
vid* ; pois o capilo te-lo-hia niorlo naquelle mo-
mento sem a inlorvenco do major, poudo-se se-
guidamente salvo.
Sem embargo, porm, logrou-se sempre de ou-
tra vez que os Chocos fossem viver na aldeia e
d'ella somente sahiram era 1816 com os domis.
Ora. como naquella occasiao o coronel Simpli-
cio nao livesse podido tomar vinganca, adiou-a
para outra, que elle soube procurar. 'Alguns an-
nos depois o vaqueiro da fazenda Pinhauco, per-
loncento uns orphos seus sobriohos. seulindo
falta no gado de seus amos, aecusou aos caboclos
de serem os ladres ; o que chegando-lhes ao co-
nhecimenlo, drigirara-se casa da fazenda com
o lim de tomaren) ao referido vaqueiro de nome
Flix urna saiisago por semelhanie impulago.
Flix porm nao foi encontrado, e elles reiiran-
do-se, deixaram dito que vollariam ; e isto cum-
priram, havondo al quem diga que foram cha-
mados desta vez, na qual ainda deu-se Flix como
ausente, ao passo que eslava elle escondido em
casa com gente armada, tendo aberlo freslas as
paredes para observar o que se passava. Convi-
dados enlo os caboclos eotrar para coraerem
recusaram aceitar o convite ; e quando islo fa-
ziam, receberam urna descarga que matou-lhes o
capilo e mais outro individuo, sendo esse capi-
lo o mesmo que quizera matar o coronel Sim-
plicio em casa do major Manoel Jos. Foi pois
assassinado traicoeiramente por um vaqueiro do
uns sobrinhos desle coronel que era lulor del-
les.
Realo este episodio todo privado, porque elle
caracterisa bem o coronel o suas victimas os po-
bres caboclos.
O directorio dos Indios, reslabelecido nesta
provincia, durou pouco. Nao havia mais Indios
para aldoiar, senao as Irib de que j fallei.
Os bens das antigs aldeias tinham sido inva-
didos por novos propietarios, que j se achavam
de posse delles de looga data; houve ainda leli-
gos esle respeito, mas como o governo geral
, reconhecesse por fim pouca conveniencia dessa
1 creagao era certas provincias, revogou a lei rela-
tivamente ellas, entrando o Cear nesle nume-
ro em 1848.
No Io de julho de 1843 o presidente abri a
sessao da assembla provincial, que trabalhou
dous mezes de iulelligeiicia com ello : no seu re-
latorio tratou do levante dos Indias.
Una lei do 25 de agosto do nno de 1832, ha-
via, coro o lim de promover na provincia a cons-
truegao de acudes, concedido aos proprielarios
que os Qzessem com certas e determinadas con-
MUTILADO
r


DIARIO DE PERIUMBUCO. Jfc SEXTA FEIRA I ME OTUBRO DE 186.
m
diges, premios pecuniarios ; os quaes bao foram
todavia realisados, nao obstante as reclamages
incessantes do particulares que se hariam ron-
formado com o disposto da dita le, que cessou
de ter vigor somonte era 1840. Era rirtude dcs-
sas numerosas rerlamacdes, a assembla provin-
cial decretou que lodos os possuidores de acudes
construidos de 1832 1840 houvessem de eoviar
os seus ttulos comprabatotis thesouraria pro-
vincial, afim de serem examinados, verificado o
direilo o a divida provincial reconhecida. Esta
medida alias de justga despertuu a cubica e a
esperteza de muitas pessoas, que, sem haverem
cutnprido as exigencias da le, se flzerain credo-
ras da fazenda provincial, valen Jo-sedo compa-
dresco para obterem ttulos immerecidos, que
nao conseguriam se nao houvesse combmago en-
tro o requerenle e as autoridades encarregadasde
fornece-los.
Para obviar pois estes abusos, assembla nes-
ta sessao de 1843 decretou, no primeiro de agos-
to, que nao seria reconbecida a divida som urna
nova vistura dos acudes, fcila no prazo do um
auno por pessoas idneas, nomeadas polo gover-
no, as quaes, vista do 3gude, do seu estado, e
dos ttulos apresentados pelo respectivo dono,
decidiriam se eslava ou nao no caso de ser con-
templado credor da provincia.
Este alvitre de ura alcanco notavel nao leve
todava todo o effeito, que se poda esperar del -
Je; por que anda liouve juizes nestas questdes
que abusararn da confianza do governo, e deixa-
rara-sj levar por conlemphges de camarada-
gemo poltica, para dar ou negar os titilos de
habrlitacqes; cora tudo elle deu o resultado de
diminuir o grande numero de pretndenos
percepgo desses premios.
A propria assenibla, porra, at hoje tem per-
petuado por si esse estado de abusos no cura-
pnment dosta loi, pelo faci de mandar pagar
premios certos privilegiados, e sem terem-se
submellido reviso exigida pela le de 1813 ;
de modo que talvez nao lenha havido urna le-
gislatura que nao baja concedido alguma graca
destas. Este negocio tem sido efectivamente
para a provincia um cancro roedur das suas
rendas.
Nesta sessao que decretou a assembla o
reslabelecimento do directorio dos Indios, que o
goronw geral chamou si ; o a ledo ornamen-
to volada aiiiorisou o presidente .1 gastar a quan-
a de 114-3l8$7U0rs.
Em virtude de urna ordem do thesouro, cora
lada de 6 de abril do inesmo anno de 1813, deu-
se andamenio edificarn de urna nova casa de
a Mandes, em subsiituigo da reina, que era
demasiadamente acanhad'a, achava-se arruinada,
C ficava distante do desembarque, por causa da
incessanle invaso das areias sobre o mar. Os
olcerces desta nova conslrucgu lioham sido
principiados 3J de agosto de 1819, na adrainis-
trago e sob a direcgo do governador Manoel
Ignacio de Saropaio, e continuados e concluidos
16 de abril de 1821 por seu successor Fran-
cisco Alberto Rubn). A obra fieou suspensa at
7 de outubro do 1843, dia em que o presidente
contratou a sua ediflcaco com particulares pela
qunitia de 18:570jO(l rs.
O servigo andou com presteza, ponto do mu-
da r-se a reparlirao para ella em fins do anno se-
guate; mas s hrou inteiramente concluida e
foi aceita pelo governo a 28 de mao do 1843.
Os alicerces haviara custado 1572*850 rs.
Comecou o anno de 1844 achando-se anda
testa da administragao o brigadeiro Jos Mana
da Silva Billencuurl. Os principios do anno pas-
saram-se sera novidade, sem que a opposicao
acompanliasse ou nesta provincia repercutiste o
grao de oxaltares a u;ue linha chegado a oppo-
sice praieira em reruambuco. Mas leudo sido
dissolvida era mao a assembla geral, em virtu-
de. da mudanca de poltica, e da ascengo ao po-
der do ministerio de 2 de fevereiro, ou Almeida
Torres, predispozeram-so os partidos para a lula I
eleitoral, que se eslava preparando.
Os saquaremas. testa dos quaes achara -se o
Dr. Miguel Fernandes Vieira, separaram ou divi-
diram-so em dous campos. Gr.indo parlo dos
membros raais illuslrados desse partido, resen-
tindo-se de que o seu chele somente dispozesse
de todas as posices mais importantes para mem-
bros de sua familia, em detrimento do reslo dos
seus correligionarios, intentou crear um novo
partido, que denominou se Partido do Meio
ou Equilibrista, composlo de pessoas impor-
tantes na poltica, mas que nao tinharu as massas
seu favor. Os motores desla sciso foram os
Srs. Manoel Jos de Albuqucrque, visitador da
provincia padre Antonio Piolo de Mendonca,
comroendador Joaquina Mendes da Cruz Guima-
j es e Dr Manoel Soares Bezerra de Menozcs.
.Na presenca desias oceurrencias e por forca
dos desgostos d'ellas provindos, a familia Cam-
nli.i, |ue no Aracaly oceupava as posicoes ofi-
ciaes na polica, deixou-sa levar i. deplorareis
ex^essos com o lim de esmagar ou desconceitoar
os dissidentos, qua ah lambem oceuparam lo-
dos osempregos na magistratura e na guarda na-
cional ; da maneira que o proprio presidenta no
seu relatorio apresentido assembla provin-
cial, deu corita deste fado da maneira seguinie :
A seguranea individual foi lambem ltima-
mente alropellada no Aracaly, se bem que por
meios menos horrorosos e por ventura favonios
neste lugar, onde se inslauraram processos cri-
minaes acinlosos e exlrategnes, que comproruoi-
teram as autoridades judiciaes e policaes. es-
tas como autores, as outras como reos. Estes
acontecimentos occasionaram as pronuncias do
jniz de direito da comarca, Joaquim Jos da
Cruz Secco, dos dous juizes municipaes, do com-
mandanla superior da guarda nacional, de um
chelo de legio e de mais cinco cidados ; os
quaes, excepeo do primeiro, que se achara
ausente, foram reuolhidos sala livre da priso
publica, donde sahiram por habeas corpus e fi-
ancas.
presidente declarou por esta occasio que
dra as providencias legaes, que requeran) pro-
cediraenios lo reprehensiveis ; demiltio o pro-
motor e algumas autoridades ooliciaes, e influio
para que ossein despronunciados os implicados
em lo monstruoso processo. Na Granja lambem
deram-se factos quasi idnticos, aosquaes acudi
tambein o governo.
Abrio-se no Io do julho a assembla provin-
cial, cojos trabalhos nao appresenlaram grande
interesse ; mas por decreto d- 13 creou-se um
lyceu na capital, composlo dascadeiras dephilo-
sopliia, rcttiorica e potica, arithmeiica geome-
tra u trignometria, geographia, lalim, francez e
inglez ; por outro do Io de agosto autorisou-
se o presidenta dar principio & edificaco do
cemilerio, junto ao morro do Croata na capital,
para enterra memos que at ento se faziam as
grojas ; e linalmente a despeza do anno segua-
te foi fuada pela le do orcamcnio em............
123:657jj332 rs.
No Or do anno procederam-se s cleigoes para
a deputarao nssembla geral, e ellas foram dis-
putadas em certas localidades, onde havia nume-
ro mais avultado de equilibristas. Realisarara-
se muitas duplcalas, mas afinal vencern) ossa-
quarcmas puros, quo tiuham seu favor a c-
mara da capital.
No Aracaly houve enlao grandes disturbios.
Os equilibristas ligarara-se aos chimangos e der-
rotaran) os Caminhas, que se acbavam testa dos
saquaremas, depois de nxas na matriz e de nao
pequea effusaode sangne, sem que todava ds-^
ses conflictos resullasse morte alguma. Porm,
para apartar os contendentes, foi mister quo o
commandanle da forca mandasse dar descargas
ao ar; com o que logrou-se o fim desejado, por-
quanto ao estampido dos tiros lodos desampara-
ram a matriz o procuraram por-se salvo. No en-
tretanto, cada partido fez a sua elelco, os equi-
libristas na matriz, e os saquaremas na capella
dos Prazeres.
Nesta siluaco o presidente e o chefe de poli-
ca dirigiram-se a essa localidade com o Om de
acalmar a efervescencia dos espiritos: mas o que
certo que S. Exc. foi o motor mediato, seno
directo de taes renlos pela dobrez de seu pro-
cedimento na sua correspondencia, na qu.il dava
tudo esperar aos dous partidos, cojos inlcres-
SRs favoreara alternalivamente, reservando-se no
enlamo para unir-se aos vencedores depois da lu-
la ; pois sabia que era candidato de ambos.
Di npuraco geral resullou serem cleitos depu-
lados os Srs. Dr. Miguel Fernandes Vieira, l)r.
Amonio Jos Machado, Dr. Andr Bastos de Oli-
^eira, brigadeiro Jos Maria da Silva Brrtencourl,
Or. Francisco de Souza Marlins, Dr. Jospereira
na Graca, Or. Raymundo Ferreira do Arajo Li-
ma. Dr. Jeronymo Martiniano Figueira de,Mello.
Neste mesmo anno leve lugar tambero' a elei-
cao de um senador para preenchimento di raga
deixada pelo fallec memo do conselheiro Antonio
Carlos Machado de Andrade e Silva, sendo apre-
senlado na lisia trplice o conselheiro Manoel do
Nascimento de Castro e Stlr, sobre elle recahio
a escolha da corda.
Nos primeiros das de dezembro ch*gou ca-
pital o noro presidenle nomeado lenento coro-
nel Ignacio Correia de Vasconcclloa. que tomou
posse 4 do mesmo mez ; e poucos das depois
dcixow a provincia o brigaaeiro Jos Maris da
Silra Billencourt para ir tomar assenlo na cma-
ra temporaria como depuiado, segundo igual-
mente os seus collegas de depulagao, porquanto
a assemblca havia sido convocada para Janeiro de
1845. Esla com effeito rcunio-se neste mez, e
nelle mesmo foram annulladas as eleicoes do
Cear; o o governo marcou o dia 6 de ago'sto pa-
ra se procederen) s oras. Os deputados cujo
mandato foi assim nulliflcado, antes de rollarera
para a prorincia fizeram um solemne protesto na
cArle, e o apresentaram assembla, que o des-
prezou cconfirmou a sua anuullacao.
O novo presidente, que j o tinha sido nos an-
nos de 1833 e 1834, veio lomar conla dos nego-
cios em circumslancias pouco llsongciras. Teve
de ced' r ou antes obtemperar As exigencias dos
chimangos, que contando com o governo por si,
repiitando-o seu, reclamavam a demisso em
massa de todos os empregados do partido deca-
hido ; mas nao o fazendo elle medida desses
desejbs, por isto nao pflde grangear as sympa-
thias completas de lodos os seus correligiona-
rios.
Nesse entretanto chegou o tempo marcado pa-
ra as novas eleicoes, as quaes corrern) sem no-
vidade. Todava, na cidade do Ico, os saquare-
mas, capitaneados pelo Dr. Raymundo Ferreira
de Araujo l.ima, e contando com o apoio, ou
pelo menos, com a nao interreucao da torga ar-
mada comraandada pelo raajor Jos Flix Ban-
deira, que pareca harer mudado de opinio po-
ltica, espalharam adrede pouco antes do come-
co dos trabalhos eleiloracs, a noticia de urna
mudanca do ministerio no sentido faroravel
seus interesses ; e para persuadir a sua gente,
que queriam que lomasse parte na eleicao, per-
correrara as ras da tidado com urna banda de
msica e por entre ovacoes ao phantasma de ga-
binete que tinham ideado. Esta manobra sendo
commuuici'fa para a capital, assuslou o governo,
que expedio immediatameute um novo destaca-
mento sob as ordens do major Thoraaz Lourenco
de Castro e Silva, commandanle do corpo do po-
lica, e ofieial da contonea do governo; o qual
chegou lempo anda de previnir e neulralisar
o elfeito dessa estrategia da opposicao.
As eleicoes ell'ectuaram-se cora socego em to-
da a provincia, porque a opposicao nao tendo
probabilidades de ganhar, limitou-se tentati-
vas, procurando smenle dar moslras de que ti-
nha urna superioridade numrica ; mas reunin
do-se aos chimangos os equilibristas, islo deci-
di do resultado. Conlavara estos neste tempo
um grande numero de partidarios, que se sepa-
raram e vollaram aos seus antigos correligiona-
rios, quando os chefes se ligaram ao senador
Alencar na corle; porquanto se convinham c
zonseiiliam mesm emcombaler certas prepoten-
cias do seu partido, nao queriam comludo liga
alguma com o senador Alencar, por considera-
ren) este acto como urna renegaco das suas opi-
n ies.
Foram elcitos deputados : o visitador Antonio
Pinto de Mendonca, Dr. Joao Fernandes Barros,
Dr. Manoel Soares Bezerra dCjMenezes, rigario
Carlos Augusto Peixoto de Alencar, Dr. Frede-
rico Augusto Pamplona, Dr. Joaquim Jos da
Cruz Secco, Vicente Ferreira de Castro Silva e
padre Jos da Costa Barros, isto quatro chi-
mangos e quairo equilibristas.
Por morte desle ultimo, tomou asseuto o pri-
meiro supplenle padre Thomaz Pompeo de Sou-
za Brasil; o igualmente o segundo Dr. Jos Vi-
eira Rodrigues de Carvalho.
A assembla provincial reunio-se em julho, e
trabalhou sem opposicao em seu seio pela har-
mona dos equilibristas com os chimangos. O
estado pouco favoravel dos infernos precedentes
tinha reduzido as rendas prornciaes ao extremo
de ser o orcaraenio da receila fixado neste anno
em 81:051^174 res. Esla mesqumhez das rendas
provinciaes, as quaes tinham ido sempre em
augmento crescente e progressivo, desde a pr-
metra admiuistraeao do senador Alencar, chegou
tal ponto que o arrecadado tornou-se iosufflei-
ente para acudir s despezas da adrainistrago ;
de modo que fez-se preciso que a assembla ge-
ral concedesse um suppmnemo annual de........
6G:OOO$00O. Os empregados provinciaes, alm
de serem mal retribuidos, nao podiam nunca
receber seus ordenados por falla de fundos, e
viam-se assira na dura necessidade de rebat-los
pela raelade ou aiuda por menos da metade de
seu valor nominal, pessoas que tendo transac-
edes com a tli"S"uraria, alii faziam os encontros
del les integralmente. Lsta agiolagem lo prejudi-
cial tinto para os pobres empregados, como para
a provincia, j durava hi alguns annos; e se-
uelhanle estado anda conlinuou por biitiiile
tempo, como o veremos.
O invern desle anno para o de 1816 foi tao
es:asso os meios de sustento nu s para a populac.io,
como anda para os ammaes domsticos; tendo
contribuido poderosamente para tornar a fome
mais horrenda a grande escacez dos dous annos
precedentes. A populagao dos serles pois achou-
se reduzida aos maiores apuros, e obrigada
susleiitar-sc de regeties agrcslres o faltas de
principios nulritiros, quando nao eoullnham pro-
priedades nocivas, levando esta situacao pra -
tica de fados horrendos, e de Crimea de homi-
cidio, que se tornaran) enlao numerosos, sendo
quasi lodos occasionados por quesloes de ali-
mentos.
Nao adiando os sert3nejos mais o quo come-
rem, abandonaran) suas moradas, e retiraran)-so
para o Canri e mais serras hmidas da provin-
cia. Para a capital convergtram mais de irinta
mil pessoas, sem recursos e reducidas em geral
a um estado de magreas espantoso. A caridade
publica por si s nao poda acudir s preciscs
de tanta gente, e o governo espera das ordens
do ministerio, a quera tinha dado parle do esta-
do da provincia, demorava-se em dar as provi-
dencias urgentemente reclamadas por tao criti-
cas circuraslamias. As nmlheres morrendo a
fome, depois de venderem por quasi nada as
ultimas jotas de ouro que possuiam, entraran) a
vender propria honra, ultima joia que llics res-
tava, eslabelecendo, horaens depravados, sem
conscicnci i nem pudor, em taes conjuncluras,
companhiasde sedueco para attrahirem s suas
infames redes esses espectros esfaimados que
andavam batendo As portas dos abastados, onde
irequenlemente cahiam de inanicao.
Igual espectculo representava-se em muilos
punios do Cariri e do litoral, de modo que a po-
pulado dos grandes povoados receiou al que a
necessidade impellisse os esfaimados -moribun-
dos aos ltimos excessos para com ella ; mas
nada disto aconteceu, porquo os Cearenses pos-
suem uin fuudo de bondade e de doclidade, que
se nao encentra sempre em oulros lugares; e
alera disto, o presidente por lim mandou vir
farinha do Para e do Maranhao, ea expoz ven-
da por prego mediocre, medida esta que isolada
nao podia ser suificiente para alliviar todos os
necessttados vindos de fora, e que nao tinham
meis para compra-la.
O capuchinho italiano Frei Seraphim veio por
este tempo abrir misso na capital, e este facto
anda mais altrahio a populago para ali, e aug-
mentou a afflueiicia dos retirantes, que cntraram
entregar-se ao roabo, sem que o raUsionario
os podesse conter Todavia, podo aprovcitar a
muilos bracos inactivos, dando execugo um
calvario em frente da matriz, obra ao gosto ita-
liano que eregio por meio de coiitribuices tira-
das dos ricos, cora as quaes pagava "o servigo
dos pobres, anda que por um prego mu insig-
nificante.
N'esta siMiagao afllicliva, bem que tarde, che-
gou por fim da corte ordem ao presidente para
dispr dos fundos geraes, alim de acudir aos
pobres. Esla medida era urgente, e outro pre-
sidente menos timorato e mais enrgico j leria"
langado mo della, avista do estado de apuros
dos cofres provinciaes, que se achavam enlao
completamente esgotados, sendo que por urna
coincidencia fatal a receita oreada para o exer-
cicio que corria, era muito' inferior todas
quantas tinharu sido orgadas at enlao. No sen-
tido, pois, das ordens emanadas do governo cen-
tral, o presidente lanc->u mo dos dinheiros ge-
raes, mandou vir fafinha de todo o litoral do
Brasil, ordenou a sua destnbuigo pelos indi-
gentes, e estabeleceu depsitos della nos diver-
sos pontos da provincia. Alm disto, insinuado
pelo referido missionario, deu principio & certas
obras publicas, cujo servigo sendo em parle exe-
cutado pelos indigentes, foi-lhes retribuido ou
com manlimentosou com dinhero ; e como elles
andavam arranchados nos matos ao redor da
cidade, expostos s intemperies do tempo, man-
dou lerantar no campo d'Amelia grandes palho-
cs, em que se agnsalharam mullas familias de
reliranter.
Por este meio deu-se principio obra do
quartel, que aodou cara rapidez ; 6 do hospital
de caridade ; concerlos no palacio do governo ;
ao paredo e aterro do largo em frente deste ;
e finalmente outras obras publicas de menor
importancia, sendo no entretanto o acanhamen-
lo do presidente a causa efficiente de nao ter-se
aproreilado melhor esta quedra, para prorer a
capital o oulros pontos da prorincia de obras
tao oeceasarias, e que ter-se-hiam conseguido
com mui pouco dispendio-, pelo meio muito mais
conveniente de destribuir esmolas, do que esse
priticado das destribuiges de farinha ; o qual
trouxe comsigo innumerarcis abusos o servio s
vezes para abastecer os encarregados da repar-
tico.
Como neste invern nao churesse aufBciente-
mente para segurar o pasto, o gado raecum e
carallar morreu em grande parle ; o os pobres,
levados pela necessidade, deram tim ao resto.
Houve freguezias onde nao ficou urna tnica rez,
e as communicages para o interior foram im-
possibilitadas pela falla absoluta de aniraaes que
estivi'ssem em estado de supportar a riagem, de
modo que s cora urna difftculdade extrema
que o governo pode [azar transportar para o in-
terior a farinha destinada soccorrer os indi-
gentes. Assim mesmo quando chegou seu des-
tino, j cr tarde.
Collogi nesla poca, e em presenga de tantos
horrores formei o juico de que urna das necess-
dades mais urgentes da provincia a abertura
de urna estrada de roJagem, que estabelega en-
tre o litoral o o centro um meio de coramunica-
cao fcil ; e o ponto mais conveniente para ella
c o vallo de Jaguaribo, que sempre olerece re-
cursos ora razo das suas vasantes e da abun-
dancia das aguas que conservara os seus pogos.
Nesta situago calamitosa, ficaram os campos
juncados de ossadas; e o ar crapestado pelas
emanacoes animaes om putrefacgAo, desenvolveu
na provincia unii epidemia devastadora de febre
typhoide, que levou sepultura um grande nu-
mero de victimas, contribuindo para o mesmo
lim a m alimenlago dos necessitados, e a op-
presso moral que se apoderou dos propretarios
do serto, vsia dos seus animaes que morre-
rara at o ultimo, e do estado de pobreza e pe-
nuria que ficaram reduzidos. O commercio
que se alimenta na provincia do produelo do
gado e dos animaes cavallares, soffreu um abalo
irreparavel ; os casas de negocio nao recebendo
dos compradores o produelo das suas vendas,
tambera nao poderam cumprir seus tratos, e
alinal quebraram. Alm disto, grande parle da
escravalura da provincia foi vendida para remir
as necessidades dos seus possuidores seuuo ex-
portada para outras provincias do imperio ; o
que deu causa definhar ainda mais a pouca
agricultura nella adoptada. Finalmente, im-
possivel descrever todas os resuliados de urna
secca seraelhanle ; o, contados certos episodios
deste calamitoso flagello, cusla-se muilas vezes
dar-lhes crdito sera os ter presenciado.
Durante o correr do lodo o anuo de 1846, o
governo e a populacho liveram de lutar com as
difTiculdades provenientes da secca ; e quando
principiaran) as chuvas do invern seguinle, fal-
lando completamente as sementes necessarias
para semear a Ierra, vio-se elle obrigado
manda-las vir de fora, e destribui-las pela po- i
pulago.
[Continuar se-ha.)
CHB0MICa_J0!CURia.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 18 DE OUTU-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
. F. A. DE S01ZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
lados fiego. Basto, Silveira e Leroos, o Sr. presi-
dente declarou aberla a sessao ; tendo sido iida
e approrada a acta da ultima.
DESPACHOS.
Um requerimenlode Antonio Joaquim Gongal-
res Fraga, pedindo o registro de papel de obriga-
go feila a elle por Manoel Joaquim de Olireira
e Antonio Rodrigues de Meirelles. Regis-
Ire-se.
Outro de Fraga & Cabral, pedindo o rpgislro de
seu coulrato social.Vista o Sr. deserabargador
fiscal.
Outro de Amonio Joaquim de Vasconcellos,
pedindo o registro de seu contrato que ajunta.
Vista ao Sr. deserabargador fiscal.
Outro, informado pelo Sr. desembargador fis-
cal, de Silra i Ribeiro, pedindo o registro de seu
contrato.Como requeren).
Outro, igualraenle informado, de Bernardo Gur-
gel do Amaral c Eduardo Gongalves Valente, pe-
dindo a entrega da carta de registro do Mate Du-
vidoso, quo compraran) a Joaquim Jos Marlins e
Manoel Jos Marlins. Na forma do parecer
fiscal.
Nada mais hourc.
SESSAO JUDICIARIAEM 18 DE OUTUBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBAUCADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes os senho-
res desembargadores Silva Guimaiaes c Guerra,
e deputados Reg, Basto, Lomos e Silreira, o
Sr. presidente declarou aberla a sessao.
Foi lida e approrada a acta da anterior.
DISTRIBUlf.F.S.
Appellanle, Manoel Cabral Borges ; appellado,
loan Manoel Rodrigues.
Ao Sr. deserabargador Silva Guimaiaes.
(Escrivo Albuquerque.)
Nada mais houve a tratar.
llego fangel,
No impedimento do secretario.
PERNAIWBUCO.
REVISTA DIARIA-
Reassumioo Ext. Sr. visconde da Roa-vista o
exerticio do coramando superior da guarda na-
cional desle municipio.
A ra da Gloria acha-so toda excavacada
em cerlos pontos, interceptando o transito dos
carros por ella ; pois que quera os lera, nao quer
v-los partidos.
Algura reparo, pois, deve-se cuidar em facer
alli, sendo elle tanlo mais imperioso, quanlo a
referida ra a entrada forjada dos vehculos,
que vem dos arrabaldes.
A ra do Lima em Santo Amaro, segnndo
no-lo informan), tem esses ltimos das sido
inundada completamente, causando isto nao s
vexames de queja por vezes temos tratado, como
ainda maiores estragos. A forca das aguas ten-
do arrombado o aterro dos viveiros, que existem
n'aquella localida le, o volurae dellas augmen-
to i em grande escala e espraiou-se por alli, com
geral incommolo.
Importa que so providencie sobre islo antes
do que deixar-se ir ao abandono c ao querer
caprichoso d'este ou d'a.quelle individuo, que
cun tal estado talvez pretenda lucrar.
Da ra de Hurtas escrevem-nos o seguinte:
Apezar da escora que Vrnc. passou na mu-
Iher da m vida, de quem Iralou honlem, conti-
nua ella era seus aclos de depravaco, a que
lera addicionado o deilar aguas ptridas para a
loja do sobrado, era que mura ; e assim traz
n'um alropctlo esse morador.
Diz ella que nao se emende comsigo o que
foi publicado, por que a cnlender-se, leriam pu-
blicado tambem o numero da casa. Mas para
ser conhecida, nao precisa isto; basta que a po-
lica a queira chamar rogo, para ii direito
sua casa, esse primeiro andar-que uinguem
ignora; por que deo s saliera escndalos.
Rogo-lhe, Sr. Redactor, que com o seu bra-
do alerte o nosso inspector, para providenciar
como o caso exige, como a moralidade impe.
Damos a seguinte communicago, que nos
enderegaram, afim de que sobre ella se lomera as
providencias convenientes para consecugo do
Uro de remover c escndalo :
Sr. Redactor da Revista Diaria. A' vista
das iramoralidades revollantcs que lera-se dado
actualmente na igreja de S. Jos de Riba-mar por
occasio das novenas de N S. doBom Parlo, em
que urna horda de individuos, para quem a cs-
noga o elemento, com as cosas para o lado
onde acha-se o sacrario, e inteiramente rollados
para aquello das mulhcres, jogam quantas chu-
fas tem ldo existencia nos lupanares, usando-se
como adubo da inguagem a raais obcena, sem o
menor respeilo morada de Deot rivo, o que
hontein, segunda feira 15 do correte, a tal modo
subi de ponto que algumas pessoas circumspec-
las viram-se na colliso de abandonar a igreja !
para nao presenciaren) sceoa lo revollante, e
at para nao soffrerem, onde, reagindo contra
procedimento lo descoramunal, passarem s!
vias de facto, meio este sempre reprovavei para
todo o humera nao material, nos leva pedir a :
autoridade ecclesiastica competente que para que
nao repitam-se no lugar sagrado eesles factos, i
quetanto depem contra nossa moralidade e re- \
ligio, seja abolida a pratica de taes novenas,
sempre classicas de immoralidades, assim como
foi abolida a do festejo dos nichos das ras, onde
os mesmos actos observavam-se.
Parece-nos que esla medida deve ser posla
desde j em ciTectividade a respeilo das actuaes
novenas de N. S. do Bom Parto, na igreja de
S. Jos, para que alli cesse o debothe.
No domingo p. p., na igreja matriz de S.
Frei Pedro Gongalves, leve occasio a festa do
Senhor Bom Jess dos Passos, cuja irraandade
erecta nessa igreja.
A festa presidio ludo o brilho, que os recursos
da respectiva irmandade facilitaran) ; e o altar
representando os passos do Senhor, achava-se
sumptuosamenle ornado e bem disposto.
Os oradores sagrados foram o reverendissimo
Antonio Manoel d'Assumpco e Frei. Augusto
da Conceico.
A msica de orchestra foi dirigida pelo padre
meslro Primo Feliciano Tarares, e a marcial
pelo mestre Francisco Antonio das Chagas.
A' noite, por occasio do Te-Deum, a affluen-
cia dos fiis foi immensa, mentando a urna cffra
Botare!.
Passageiros da barca ingleza Bonita salu-
dos para Lirerpool: Geles Seddon, sua mu-
Iher el filho.
Maxaouro publico :
Mataram-se no dia 18 do correle para consu-
mo dosta cidade 64 rezes
MORTALIDADE DO DIA 18 !
Manoel, pardo, 1 hora; congesto.
Adelaide, preta,2 annos; detinco.
Hospital db caridade. fcxistem 56 ho-
mens e 54 mulheres nacionaes; 6 homens es-1
trangeiros, total 118.
Na totalidadedos doeotes existem 39 aliena-
dos, sendo So mulheres e 9 homens.
Foram risitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 6 horas e 20 minutos da ma-
nhaa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas da manhaa.
pelo Dr. Firmo, s 5 horas da tarde de hon-
tem.
CMARA MLMCIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS2 DE SE-
TEMBRO.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquergue.
Presentes os Srs. Reg, Barata, Mello, Piulo,
e Gameiro, fallando com causa o Sr. Oliveira e
cm ella os raais senhores, abrio-se a sessao, e
foi lida e approrada acia di aoltcedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. (presidenle da provincia,
remetiendo exemplares dos decretos ns, 1,082 de
18 de agosto ultimo, c 2,621 de 22 do mesmo ,
mez ; o 1." alterando a le n. 287 de 19 de agos-
to de 1816. e o decreto n. 842 de 19 de setembrn
de 1855 sobre eleicoes, e o 2." dando inslrucces
para execuco dol. reromraendando S. Exc.
cmara expedisse com urgencia as convenientes
ordens, alim de proceder-so a eleicao do eleilo-
res, para a legislatura prxima vindoura. na ul-
tima dominga do mez de dezembro deste anno,
como se acha determinado no 16 do art. 1 do
referido decreto n. 1,082.Que se respondesse
quo logo que se receben esto oficio, se expedi-
rn) as ordens convenientes.
Outro do mesmo, respondendo a consulta que a
cmara Ihe lizera sobre os imposlos de carros, e
de capiii de plaa, dizendo S. Exc. que tendo a
le do orgamenlo provincial vigente traosfeiido
para a receila respectiva taes imposlos, era evi-
dente, que revogara o orcamento municipal nes- |
la parle, devendo por isso a raesma renda re- '
verter a fazenda provincial desde o dia em que i
comecou a ter execugo aquella disposico da ;
le; e que, como essa transferencia do destino
da renda nao podesse em caso algum prejudicar
o direito anteriormente adquirido era ainda con-
cdeme que subsistsse o contrato de arremaU-
cao feito pela cmara para cobranca rio imposto
sobre o capira, devendo o seu producto ser re-
colhido aos' cofres provinciaes. Inleirada ; e
mandou-se reraeller este officio por copia ao
procurador para sua intelligencia e execuco.
Outro do secretario do governo da prorincia,
remetiendo para a cmara dar-the a conreniento
publicidade. o edital do 31 de agosto ultimo,
constante do impresso que remeltia.Inteirada,
por j ter sido publicado.
Oulro do mesmo, remetiendo um excmpUr im-
presso da collecgo das leis provinciaes, promul-
gadas no correte anno.Inteirada.
Outro do advogsdo, dizendo acerca da prelen-
go de Joaquim Lubato Ferreira, que a licenga
concedida ao arrematante da casa n. 1 da nbeira
de S. Jos, para subloca-la, tornou valiosa a su-
blocago embora lenha elle exigido e recebido
maior prego do que paga cmara, visto que pe-
lo contrato feito, e que nao ha razo para rescin-
dir-se, sujeitoii-sc as contingencias do gatillo ou
de porda.Iuieirado.
Outro dos secretarios das mesas parochiaes das
freguezias do Recite, S. Antonio. S. Jos, Boa- !
Vista, Affogados, Poco, Jaboalo, S. Lourenco e :
Varzea, enviando o livro das acias da aleiro de
vereadores e Juizes de paz.Inteirada.
Pur faltar aiuda o livro da freguezia de Ifuri-
beca, deixou a cmara de designar o dia para a
apuraco geral de votos.
Outru do provedor da Santa Casa de Misericor-
dia desta cidade, ppdindo ordenasso a cmara a
demoligo da casa da ra do Codorniz n. 16, que,
secundo representara o encarregado daedilica-
go e reparos dos predios do patrimonio da raes-
ma Santa Casa, se acha bastante arruinada e es-
corada por grossas travos, que descancam sobre
a casa n. 1 da traressa da Madre de Dos, do
mesmo patrimonio, podeudo occasionar o seu
desabamento.Queso expedisse ordem ao fiscal
respectivo, para proceder a vestoria na casa, c
providenciar na furnia das posturas, no caso de
ruina.
Oulro do bacharel Hermogenes Scrates Tara-
res de Vasconcellos, communicando harer en-
trado no oxercicio de juiz de direilo intdrino da
2.a rara criminal desta comarca no dia 29 de
agosto ultimo.tnteirado.
Outro de Jos Antonio de Albuquerque, com-
municando ter sido nomeado subdelegado da fre-
guezia de Muribeca, e lomando pusse desle cargo
no da 30 do agosto ultimo, em que entrava era
exercico.Inleirada.
Outro de Juvino Carnoiio Machado Rio?, parti-
cipando achar-se no exercico do cargo de sub-
delegado da freguezia de S. Antonio, no impedi-
mento do effectivo.Inteirado.
Outro do engenheiro cordeador, dizendo que
seido-lhe apresentado o requerimonlo de Ma-
noel Antonio da Silva Ros, para dar cordeaco
para um muro e porlo, que pretende Tazerao'p
da ponte pequea da Passagcm da Magdalena, di-
rigira-se a aquello lugar e vira que, posto nao
houvesse planta approvada, que se opponha a
esta pretenco, todavia parecia-lhe conveniente
que nao se concedesse ao supplicante fazer o que
pretende, pois que, ou para aquellelugar deveria
passar urna ra. que v segundo a direccao da
Gamboa, ou haver um porto de embarque'e de-
sembarque. Indeferio-se a petico.
Outro do mesmo, informando'sobre o requeri-
mento ultimo de Manoel Romao Correia de Arau-
jo, refutando o que disse o peticionario, e con-
cluindo por dizer que com juslica se poderia
mandar pagar-lhe a quanlia de 140;00O, alm do
que ja se Ihe mandou pagar commissao de
petigao.
Oulro do fiscal de S. Antonio, participando que
as madeiras da casa domolida da esquina da ra
do Livramcnlo, pertencente a Joaquim Jos de
Miranda e oulros, as quaes mandara a cmara
recolher um dos armazens da ra do Calabou-
go se estSo arruinando, parecendo-llie que parte
della se acha tocada decupim.Que se expedis-
se ordem ao procurador para requerer aojuiz
municipal para serem as madeiras arrematadas
em hasta publica, recolhendo-se o producto ao
deposito.
Oulro do scal deS. Jos, nao se oppondo
que Theodoro Jos de Sant'Anna, levante de no-
vo os oites do sua casa do taipa, na ra Impe-
rial. Conceda-se a licenga.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, pedindo se man-
dasse pagar ao Dr. Silvio Tarquinio Villas-Boas,
e ao cirurgio Francisco Jos Cerillo Leal, aquel-
lo 6000, e a este 12000, de corridas sinitarias
que fizeram, o 1. no dta 24 de margo, e o 2.
nos das 12 e 27 de julho desle anoo, em diver-
sos eslabelecimentos.Mandou-se passar man-
dado.
Otitro do fiscal de S. Lourenco da Malta, de-
clarando que no mez dejulho ultimo semataram
22 rezos e no de agosto 23, para o consumo na-
quella freguezia. -
Outro de fiscal de Jaboalo dizendo que foram
moras 25 rerfs para o consumo na mesma fro-
guezia no mez de agosto ultimo.Ao archiro.
A camiw resolveu offlciar ao Exm. presidente
da prorincia, para a autorisnr a despensar o seu
cirurgio de partido da Inpecgao do gado desti-
nado ao consumo nesta cidade, nao s por harer
o mesmo cirurgio declarado officialroente que
ns actualidad era dispensare! semelhante ins-
peceo por ser de boa qualidado a carne rerde e
nao harer epidemia no gado, como por ter de
lindar no ultimo do frrenle a quota rotada para
pagamento desta despeza.
O Sr. Barata requereu que a commissao de po-
lica a quem lora enviada a sua proposti sobre
desinfecgo, apresetit)sse o trabilho de que a c-
mara a enrarregra.
A requerimento do Sr. Gameiro mandou-se of-
flciar ao engenheiro cordeador, para apresenlar o
orgamenlo do aterro da estrada do nialadouro.
Mandou-se remoller a commissSo de polica,
para memoro da qual foi nomeado o Sr. Barata,
no impedimento do Sr. Franca, o seguinte : urna
peligo dos propretarios o moradores as estrada
que conduz a Sania Amaro a Beln), solicitando
proridencias tendentes a fazer desapparecer as
agoas estagnadas na mesma estrada.
Oulra, vinda da presidencia, assignada por Jo3o
Sergio Cesar do Andrade e oulros, propretarios
e moradores do Curato de Lorlo, freguezia de
Muribeca. contra a creaco do gado naquelle lu-
gar : e oulra lambem vinda da presidencia de I).
Carlota Joaquina de Carvalho. ainda sobre o en-
lupimenlo da Camboa na estrada de Santo Amaro
Belin, por Manoel Gongalves de Olireira.
Despaiharam-se as peti<;oes de Amaro Jos dos
Prazeres. Antonio Joaquim da Costa e Silva. Do-
oiingos Caldas Paes Ferreira, Francisco de Arau-
jo Barros, Francisco Vieira da Silva, Francisco
Ferreira Soares, Feliciano Jos Joaquim Gomes
de Araujo, Francisco Dornellas Pessoa, Dr. Igna-
cio Firmo Xavier, Jos Joaquim Gongalves, Joo
Duarte Maginario, Jos Cecilio Carnero Montei-
ro (3), Jos Gongalves Bellro & Irrao (3). Joa-
quina Lucia da Cunha. Jos Carnero da Silra,
Joo Mauricio de Sena, Joo Augusto Henriques.
Joaquim Martius Moreira, Luiz Marlins da Corla,
Manoel Ignacio da Silva Teixeira. Maria Joaqui-
na dos Anjos, Manoel Ramos do Jess, e levan-
lou-se a sessao.
En Manoel Ferreira Acciol, secretario a escre-
ri.Barros Reg, P. P.llego, Barala de Almei-
da, Gameiro, Pinto, Dr. Firmo, Dr. Nery di Pon-
teen.
CONSULADO PROVINCIAL.
Altcracocs feitas no tangamente das
decimas que pagam as casas da fre-
a;neza de S. Jos, pelo cscrinturario
V. 11. 1-. P.da Silva.
Ra de Hurlas.
dem 88. Joao Valleniim Vilella,
casa terrea arrendada por.......
dem 90. Francisco Jos Pereira
Borges, casa ttrrea arrendada por
dem 9. Eslevo Casado Lima,
casa terrea arrendada por......
dem 106. Lourenco Jos de Mo-
raes Carvalho, sobrado de 1 an-
dar e loja arrendado ludo por.
dem 112. Viuva e herdeiros de
Manoel da Silva Ferreira, casa
terrea, arrendada por............
dem 130. Francisco Jos Pereira
Borges, sobrado de ura andar e
loja e 2 meia-aguas na ra do Cal-
derciro, rrendado tudo por .
dem 132. Luiz de Franga Souto,
casa terrea arrendada po"r........
dem 138. Maria dos Santos Pi-
nheiro, sobrado com urna loja e
um andar,-arendado tudo por___
dem 140 Francisco Baptsla de
A'meida, sobrado de ura andar e
solo, e loja arrendado tudo por.
dem 51.Herdeiros de Francisco
Gongalves Rodrigues, casa terrea
arrendada por....................
dem 53. Joaquim Jos da Costa
Pinheiro, casa lerrea arrendada
, PV................................
dem 56. Irmandade das Almas do
Recife.casa terrea arrendada por.
dem 65. Mosleiro de Sao Bento,
casa terrea arrendada por........
dem 67.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................
dem 71. Joaquim Jos de Paria
Neves, casa terrea dividida era
tluas arrendada por..............
dem 67.Mosleiro de Sao Bento,
casa terrea arjendada por........
* Ra dos Martyrios.
N. 6.Francisco Amonio das Clia-
gas. sobrado de dous andares e
una loja, arrendado ludo por___
dem 8 Anua Alexandrina de Mi-
ra e Feliciana Candida de Souza,
casa terrea, arrendada por......'
dem 12. Victorino Jos Correa de
Sa, casa terrea arrenda da por..
dem 1 Guilhcrme HenriqueCha-
pron, casa terrea arrendada por..
dem 26,Joaquim Dias Fernandes
casa lerrea arrendada por ___..'
dem 30.Herdeiros de Francisco
Gongalves Rodrigues, casa terrea
arrendada por....................
dem 32 Pedro Alexundnuo Ro-
drigues I.ins,casa terrea arrendada
por ..............................
dem 34. Herdeiros de Francisca
Maria da Conceico, casa lerrea
arrendada por. '..................
dem 3.Candido Francisco Gomes
sobrado de 1 audar e urna loj
o 4 nieia-aguase raais um quarto
arrendado por.................
dem 5.Anaslacio Xavier do Cot
casa lerrea arrendada por......
dem 13.Maria da Conceico Pe-
reira, sobrado de um andar loja
arrendado ludo por...............
dem 15.Antonio Francisco Bra-
ga, casa lerrea arrendada por___
Mein 17.Marciana Maria da Con-
ceico, casa terrea arrendada
por.........................
dem 29 Theodoro Antonio de Je-
ss Borges, 1 porta cora urna casa
terrea dentro arrendada por......
Traressa dos Martyrios.
N. 2.Antonio Ferreira Braga, casa
terrea atrrendada por...........
Ra Augusta.
N. 2 Maria da Cruz Nunes, sobra-
do de dous andares e 4 lejas,
arrendado tudo por.............. 1
dem 4Vicente Ferreira Gomes,
casa lerrea arrendada por........
dem 8. Francisco Rodrigues da
Cruz, casa lerrea arrsndada por..
dem 10.O iffcsmo, casa Ierra ar-
rendada por......................
dem 14.O mesmo, casa lerrea
prendada por ...................
dem 18.Antonio da Silra Gusmo
casa lerrea arrendada por......
Idera 20.Bernardo Jos da Costa,
casa lerrea arrendada por........
dem 22. Francisco Gongalves do
Cabo, casa terrea arrendada por .
dem 30.Manoel Antonio de Jess
casa terrea arrendada por........
dem 40.Manoel Pereira Lima, ca-
cesa leu rea arrendada por........
dem 52. Antonio Jos de Santa
Auna, casa terrea arrendada por.
dem 64.Thomaz de Aquino Fon-
seca, rasa lerrea arrendada por..
dem 68.Joaquim Teixeira Peixo-
to, casa Ierren arrendada por.....
(Contina.)
14$000
30o;ooo
300^000
612S0C0
400;O00
7C0S000
240$00
3449000
S92j000
14i;000
360-J00
120.;000
120o000
120;C00
21-000
120;000
552j0u
2f>g000
300^000
360$000
2i0;000
192C0
240*000
360*000
576;000
1925000
480;000
120j000
300JO00
144SO0O
1443O00
2Sj0OO
360^000
300-5000
3003000
300gono
360*000
21&&000
36O&00O
I9230OO
240#00O
420*000
30C&000
300*000
Communicados.
A contumacia com que ha lempos desla parle
sou perseguido pelos offlciaes de juslica da fa-
senda nacional me obrlga a reeorrer imprensa,
lalvez como recurso mais prompto de que posso
raler-me, rr se por esta forma se pdem um
paradeiro tanto escndalo;
Ninguem contesta que temos obrigacao de pa-
gar os Impostos que a fazend nacional sao deri-
doe: a le os creou e driles nao nos podemos*
eximir, assim como de todas as suas consequen-
cias por mais injustas que sejam ; mas que a
alm do direito que lem a fazenda de receber im-
poslos, do direilo que lera de os harer seja de
quem fr, do privilegio exclusivo de nunca per-
der, lenha tambem o direito de receber o mesmo
imposto, duas, tres e rinle rezes, e alm disso
de cada vez dobrar, triplicar e quadruplicar
vontade as costas dos seus offlciaes, o que se
nao podo supportar, por demais escandaloso o
contrario ao pensamenlo do legislador.
Sena ehfsdonho e alm disso fora dos nossos
conhecimenlos.se quizrssemos fazer urna analyso
desse tftretto ou privilegio, que tem a fazeuda
nacional de ir haver o seu imposto de quem na
occasio possue o predio ou o quer que seja,
d'onde proreio a divida : questo em que nao*
nos podemos intrometier por alheio que da
nossa profissao : mas consnta-se-nos ao menos
que digamos que o exigir por 29 ou 3 de impos-
to 303 ou 40 de um individuo que na meihor
boa f compra um terreno ou predio, nao um
direilo mas sim urna exlorso, e exigir segunda
e terceira vez a mesma quanlia, jS nao extor-
sao, urna cousa qu" nao sabemos que nome te-
nhalll
E' bem doloroso que nos vejamos na triste po-
sigo d nsarmos de urna linguagera um pouco
severa, porm quando os offlciaes da fazenda ou
quem quer que os autorisa isso tem entendido
que nao ha limites sua perseguigo, juslo que
se recorra um poder superior, nrim de provi-
denciar que nos ponham salvo de sermos iu-
commodados todos os momentos, de sermos
lodos os dias insultados, de sermos emfim escar-
necidos e infamados vilmente por aquelles que
escudados com as inmunidades que Ihe d a lei.
julgam que podem impunemente arremessar a
injuria e o ridiculo face daquelles que lhes es-
to sujeitos, alm disso extorqnindo o que tanto
cuela adquirir-seo dinhero 11
Nao nosso desejo cangar a paciencia do pu-
blico com artlgos prolixos, queremos smente
pedir autoridade providencias que ponham ter-
mo tanta mahersago, e que se nao deixa de
ser pesado tirar ao orpho parte da mitiguada
renda que lem para sua educago, se esla hoje
lio dificil e lo cuslosa, muilo mais pesado
deixar o orpho sem educago, ou delinhar e-
morrer por falla de alimento, por que osofliciaes
da fazeuda lem o direito de cobrar lodos os dias
o mesmo imposto aterescido com o triplo, o qua-
druplo e o cenluplo de custas! isso horrirel.
E se a lei um dia teve em vista proteger o or-
pho, recommendando quede preferencia os seus
teres sejam rpduzidos propriedado de bens do
raz, urna necessidade urgentissima;revoga-la,
arista do direilo que lera os offlciaes da fazenda
de consumiren) tudo em imposlos repetidos in-
dclinidamente c cusas interniinareis.
Tendo eu comprado Manoel Peres Campello
Jacome da Gama urna pequea casa e terreno
adjacente, que foi praca por execuco da fazen-
da nacional contra um anterior dono Joo Bap-
lista Soares, acontece que sou intimado 5 pouco
lempo para pagar dcimas relativas ao anno de
1851 e 1855, aprsenlo a certidao deja ter-se pa-
go semelhante imposto; e apezar disso prose-
gue-se em urna execuco e os Srs. meirnhos
uada atindeos, dizem com o maior cynisrao que
o que querem ganhar dinhero, e faz-so penho-
ra, atropella-se tudo, e nao ha urna bunidita mo
que ponha cobro semelhante escndalo o
prosegue-se na penhora e agora ameaga-gco in-
quilinu de ser meltido na cadeia se nao pagar em
24 huras I Grande a fome dos officiaes da fa-
zenda 11
Abaixo vao publicados os docuraenlos compro-
batorios do que leu.os dito, e esperamos que o
Exm. Sr. presidente da provincia d as providen-
cias que era sua alia sabedoria julgar convenien-
tes, por que realmente urna vergonha que urna
das principaes repailicoes da provincia esleja em
tal eslado de desmanlello que receba-so ura im-
posto e nao se faca o competente langamento e
depois alropelle-se os pobres pagadores de im-
poslos com lo descoramunal perseguico.
Dr. Pedro de Allahyde Lobo Aloscoso.
Recite, 1S de oulubro de I06O.
' DOCUMENTOS.
N. 1.Illm. Sr. Dr juiz dos Jeitos da fazenda.
Diz o Dr. Podro de Allahyde Lobo Moscoso,
que tendo-lhe sido no dia quairo do corrento in-
timado um mandado de V. S. e penhora feta nos
rendimentos da casa da ra da Concordia numero
I, pertencente seus fllhos orphos, relativa-
mente decima de 1851 a 1855, que iicou de-
ver o anterior proprielario da dita casa Joo
Baplisia Soares, e tendo de provar o seu direito.
precisa i\m> o escrivo que passou o dito manda-
do Ihe de. porceitidao o mesmo mandado e pe-
nhora em forma que nao baja duvida : por tanto
P"de V. S. seja servido assim o mandar. E
II. Me.
Recife, 6 de agosto de 1860.
I>r. Pedro do Attahyde Lobo Moscoso.
Sim.Recife, 7 do agoaio de 1860. LMioa
Caralcanti.
Antonio Jos de Oliveira o Miranda, escrivo
dos feitos da fazenda provincial do reruambu-
co, etc.
Certifico que dos autos de execugo que more
a fazenda provincia: contra o supplicante, por
Joo Baptsla Soares consta ser o mandado exe-
cutivo e o termo de penhora que pede o suppli-
cante na petigo relro do iheor e maneira se-
guinte :
Mandado.
Devedor numero 2253. Mandado execulivo.__
Com salva do primeiro. Julzo dos feitos da fa-
zenda.
O Dr. Alvaro Barbalho L'eha Caralcanti, juiz
dos feilos da fazenda desla prorincia de rer-
uambuco, ele.
Mando ao< ohViaes desle juizo, que requeri-
mento do Dr. procurador fiscal da fazenda pro-
vincial notiliquem a Joo li^.lisia Soares, ou ao
possuidor do predio abaixo declarado, para em
24 horas pagar a quanlia de 6j674 de decima e
multa da casa da ra da Concordia n. 1, do au-
no linanceiro de 1854 a 1855, e nao pagando fa-
cam penhon era seus bons, quanto baslcm para
pagamento da dita quanlia, a cusas que accres-
cerem, e depois de depositados, na forma da lei
cilem o executado para todos os termos da exe-
cugo.
Cumpram.Recife, 3 de fevereiro de 1860.
Eu Antonio Jos de Oliveira e Miranda, escri-
vo escrevi. Uchda Cavalcanti.
Sello
Numero 452 Estara o sello das armas irupe-
riaes.Res 160. Pagou 160 ris de sello.
Recife, 3 de fevereiro de 1860. Carvalho.
l.imoeiro.
Termo de penhora.
Aos dous dias do mez de agosto de 1860, sen-
do nesta cidade, onde foi rindo o offlcial do juizo
comigo nomeado e abaixo assignado, em virtude
do mandado relro, o dilo official fez penhora fl-
Ihada e apprehenso nos alugueis da casa n. 1
sita na ra da Concordia porlenconte ao Dr Pe-
dro de Athayde Lobo Moscoso para pagamento
do principal e custas do mandado retro, cuja ca-
sa rende mensalmente cineoenta mil ris, e logo
o dito offlcial deposilou dilos alugueis penhora-
dos era mo e poder do inquilino da dita casa,
que Paulo Jos Gomes, o como o dito inquili-
no uo quizesse assignar o deposito, o dilo offi-
cial encampeu dilos alugueis penhorados cm
mo e poder do inquilino cima declarado, que
de dilos alugueis ficou de posse para dar e en-
tregar quando por este juizo Ihe fr pedido, ti-
rando sujeilo lei de fiel depositario, e para
constar mandou o dito offlcial fazer esle termo,
no qual se assignou cora as teslemunhas abaixo
as signadas.
E eu Barlholomeu Tavares de Oliveira, official
do juizo, o escrevi.
Como lestemunhns.Albino do Jess Randei-
ra.Francisco Joao Honorato Serra Grande.
Francisco das Chagas Pereira, offlcial do juizo.
Nada mais se continha era dilo mandado exe-
culivo e termo de penhora aqu be-n e fielmente
iransoriptos o copiados, quo eu escrivo fiz ex-
trahir dos proprios autos aos qunes me reporto,
e vai na verdade sem cousa que durida faca, e
por roim conferida e assignada nesta cidade do
Recife de Pemambuco, aos 9 dias do mez de
agosto de 1860 Subscrevi e ssssignei.-F.-n f de
rerdade.Antonio Jos de. Oliveira e Miranda.
Cuta.
Segunda via.Conferido.Conforme.Caval-
canti Cousseiro.
Nuraeragao especial da repartigo.Juiso dos
feilos da fazenda.Vai entregar no consulado
provincial Joo Baptsla Soares por mo do depo-
sitario geral a quanlia de 6f,674 que deve de im-
posto de dcima e mulla da casa narua da Concor-
dia n. 1, relativo ao anno linanceiro de 1854 a
185">,e mais 460 de cusas da fazenda. Epera fazer
entrega di refera quagtia, passo a presente, se-
gando consta da relagCvo, sob numero 3, remel-
MUTILADO
/


()
DIARIO DI KRNABMUG9. SEXTA PEUU 19 DE OUTUBRO DE 1860.
*1
tida para o juizo dos feitos na data de 24 de Ja-
neiro de 1856. E de como fica recolhida haver
O devido conhecimento.
Recife, 24 de abril de 1856.Eu Antonio Jos
de Oliveira e Miranda, escrivao, o escrevi.
VJcha Cavalcnnti.
Pagou era 28 de abril de 1856.Souza.
Confiei. sendo 6$480 rs. de decima e 194 ts.
de multa.
Conta loria provincial. 28 de abril de 1856.
Belmiro.
Sello.
Numero 102.Estavam as armas nacionaes.
Tagou 160 rs.
Recife, 25 de abril de 1856.Carvalho.
Sena.
Conhecimento.
Imposto da decima.Lancado.Ferreira Mar-
tina.Cruz.Consulado provincial.Rs. 302-10.
mulla na nota e sello.Tolal 3337.Numero
1128.
Fica corregido ao thesoureiro Manuel Joa-
quim Ferreira, em o respectivo livro dereceila,
a fls., a quantia de 3(337 rs. que pagou Joo
Baplisla Soares por mo do depositario geral da
decima das casas no verso declaradas perten-
cente ao primeiro semestre de 1855 a 1856.
Terceira sercao do consulado provincial de
Ternambuco, 28 de abiil de 18560 thesourei-
ro, Ferreira.O escripturario, Souza.
Conhecimento.
Ra da Concordia n. 1.Rccebedoria d6 Per-
nambuco Lacerda.Anno Qnanceiro de 1855 a
1856.Res 133.Numero 300.A folhas 26
verso do respectivo livro de receila, (lea carre-
gado ao thesoureiro Joaquim Maria de Carvalho
a quantia de 133 rs. recebida de Joao Baplisla
Soares por mo do depositario geral em 25 de
abril do oorrente anno. correspondente dizima
deduzida da de 6j674 rs. averbada a fls. 16 do
livro 5., sob numero 163, proveniente da pe-
nhora executiva da fazenda provincial contra o
mesmo, por guia do juizo de 24 do correte.O
amanuense, Angelo Custodio Rodrigues Franca.
O thesoureiro, Joaquim Maria de Carvalho.
Sello.
Numero 59. Estavam as armas nacionaes.
160 Pagou 160.
Recife, 29 de abril de 1856.Carvalho.
Sena.
Nada mais se continua em ditas pegas acon-
tadas, que eu eacrivio dos feitos da fazenda pro-
vincial bem e fielmente fiz copiar do proprio ori-
ginal ao qual me reporto : vai a presente sem
cousa que duvida faga, conferida c concerlada
na forma do eslylo, subscripta e assignada nesta
cidade do Recife de Pernambuco, em 27 de maio
de 1856Suscrevi e assignei, em fe de verdade.
Antonio Jos d'oliveira e Miranda.
Gratis.Miranda.
ERRATAS.
No artigo inserto no Diario de hontem n. 24:2,
sob a epigrapheAo corpo do commcrciona
pagina 3a, columna 5a, liohas 17, onde so v a
sua desonera^ao, lea-se a sua prelerico ; na li-
nha 28, onde se ve, prximo sua viagm, la-se
prximo a roa viagem ; e na columna 6', lionas
13, os resentimentos, la-se as expresses dos
sinceros seotimeutos.
Publicacoes a pedido.
CARTA DE EDICTOS.
O cidado Manoel Ferreira Accioly, juiz de paz
do segundo anno desta freguezia de S. Jos do
Recife, em exercicio no quarto em virtude da
le, ele.
Faco saber aos que a presente carta virem, ou
della noticia tiverem, em como Jos Dias da
Silva me fez a peticao do theor seguinte:
Diz Jos Dias da Silva", que quer fazer notificar
a Jos Paulo Travasso & Arruda para amigavel-
roente pagar ao supplicanle a quantia de ris
3:114*510, sendo 2 976690 is. importancia de
qualro letras vencidas, e 137J820 rs. de conta de
livro e seus juros, requer a V. S. se digne man-
dar fazer a nolificaco requerida para a concilia-
co com a pena de retelia ; e por que o suppli-
canle se acha ausente requer a V. S., que seja
notificado por carta edictal, procedendo i justi-
ficado do cstylo. passando a carta com o p;azo
da "lei. Pede ao lllm. Sr. juiz de paz assim Ihe
dera. E R. M. Jos Dias da Silva.
E mais se nao continha em dita peticao, na
aual dei o despacho seguinteJustifique. Fro-
guezia de S. Jos do Recife, 15 de culubro de
1860. Accioly.
E mais se nao continha no dito despacho aqui
copiado, em virtude do qual o justificante produ-
zio suas lestemunhas, e em vista dolas dei a
sentenca do theor seguinte : A' vista do depoi-
mcnlo de folhas e folhas, julgo provada a ausen-
cia do supplicado era lugar nao sabido, e man-
do que se passe caria de edites por quinze dias
para no prazo della ser citado o mesmo suppli-
cado, pagas pelo justificante as cusas. Fregu
zia de S. Jos do Recife, 18 de oulubro de 1SG0.
Manoel Ferreira Accioly.
E mais se nao continha em dita .sentenca aqui
copiad*, em virtude da qual o escrivao que esta
cscreveu passou a presente carta de edictos
com o prazo de quinze dias. pela qual e seu iheor
se chama, cita, e hei por citado ao supplicado
ausente Jos Paulo Travasso de Arruda, para
comparecer por si ou seu bastante procurador
primeira audiencia deste juizo, que teta lugar a
immediala depois de findo dito prazo, afim de se
conciliar rom o supplicanle a respeito do que
cima fica exposlo.
Pelo que qualquer pessoa, prenles, amigos.
ou conhecidos do justificado, o podero fazer
Bcieote do que cima lica declarado sob pena de
revelia. E o porteiro do juizo Francisco Joo
Honorato Serra Grande affixac o prsenle no lu-
gar do costme e ser publicada pela imprensa.
Dada e passada nAla freguezia de S. Jos do
Recife .os 18 de outubro de 1860. Eu Jos Gon-
calves de S, escrivao o escrevi. Manoel Fer-
reira Accioly. Ao sello 300 ris. Valha em
sello ex causa. Acciolly.
E mais se nao continha era dita caria de edic-
tos aqui copiada, que cu escrivao abaixo assig-
nado fielmente lirel o presente traslado do pro-
prio original ao qual me reporto. E vai esla
na verdade sem cousa que duvida faca, por mim
escripia c assignada nesta freguezia "de S. Jos
do Recife aos 18 de oulubro de 1860. Em f de
verdade escrevi e assignei.
Jos Goncahes de S.
do juizo Francisco Joo Honorato Serra Grande
afixar a prezonle no lugar decoslurae e lera pu-
blicidad* pela aprensa. Dada e passada nesta
freguezia de S, Jos do Recie aos dezoitode ou-
tubro do mil oito centos-e ssenla. Eu Jos Gon-
caives de S.Eacrivio e escreviManoel Fer-
reira Accioli.Ao sello trezenios rois, valha seu
sello ex-cauza.Manoel Ferreira Ac E mais se nao continha era dila carta de edi-
tos aqui copiada, que eu escrivao abaixo asslgna-
do bem e fielmente lirei a prezente do proprio
original ao qual me reporto. E vai este sera cou-
za que duvida faca por mim escripia c assigna-
da nesta freguezia de S: Jos do Recife aos de-
zoito de oulubro de mil oito ceios e sessenta.
Escrevi e assignei.Era fe de verdade.Jos
Goncalves de S.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar em prego alguna provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua deraissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
i 843.
Ora, nao tendo sido derrogados 08 ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de 1er :
lora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
sse 'unccionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruecoe dos cofres pblicos, se acha
ora da sua cadeira, lia 15 annos !! !
(fazem boje 15 de setembro de 1860)
COJUMERCIO.
Alfandegra,
Rendiraenlo do da 1 a 17. .
dem do dia 18......
ambos alisaos,os quaes foram tomados de Manoel
Antonio de Moraes por se julgir furtados : quem
direito lirer, comparece, que provando legal-
menle lhe ser entreuue. O subdelegado sup-
plente, Anlonio Goncalves de Moraes.
Os proprietarlos de navios do porto desta
cidade, que ainda nao os heuver arrolado, sfio
chamados a salinfazer esta condico do regula-
menlo das capitanas dentro do prazo do 15 dias.
sob pena de multa e prohibidlo das sabidas dos
oiesuios navios.
Capitana do Porto de Pernambuco 5 de outu-
bro do 1860.
Pela capitana do porto se faz publico aos
propietarios de navios do porto desU cidade,
que nao os tenham arrolado, sao chamados a
cumprir essa condico do regulamento das capi-
tanas dentro do prazo de 15 dias, coulados desla
data, sob pena de multa e prohibico de sahida
de navio nao arrulado.
Capilania do porto de Pernambuco 5 de outubro
de 1860.O secretario,
J. P. Brrelo de Mello Reg
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para foruecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para as secces de pedestres da capital da pro-
vincia.
SeccSo da freguezia do Recife.Bonetes, 1<,
grvalas 10, frdelas 10. caigas de panno azul 10,
calcas brancas 10, sapatos 10, capoles 10.
Seccao da freguezia de Santo Antonio.Bonetes
10, grvalas 10, frdelas 10, calcas de pao azul
10, calcas brancas 10, sapatos 10, capotes 10.
Seccao da freguezia de S. Jos.Bonetes 10,
gravas 10. frdelas 10. caigas de panno azul 10,
calcas brancas 10, sapatos 10. capotes 10
Seccao da freguezia da Boa-Visla.Bonetes 10,
grvalas 10, frdelas 10, calcas de panno azul 10,
caigas brancas 10, sapatos 10. capoles 10.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
s suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manhaa do dia 19
do correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecircento do arsenal de guerra, 12 de
outubro de 1860.
fiemo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario inlerino.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9$ por
2 acedo, do dia 10 de setembro em diante.
239:2715339
12:749^023
Hovimento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 17
com gneros.. 276
293
Volumes saludos com fazendas.. 98
com gneros.. 123
------ 221
Uescarregam hoje 19 de oulubro
Barca inglezaJohn Marlinobjectos para a es-
trada de ferro.
Barca porluguezaCynthiaferro.
Escuna brasileiraCarlotadiversos gneros.
Consulado geral.
Rendimentodo dia 1 n 17. 8:996*583
dem do dia 18....... 54*440
9 0513023
Diversas provincias.
Rendimenio do dia 1 a 17. 559j744
dem do dia 18.......
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
0=
559J744
Rccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Itcndimenlo do dia 1 a 17. 29 739#192
dem do dia 18....... 2:318j>170
32.057^362
Consulado provincial.
Reudimenlo do dia 1 a 17. 12 5878687
dem do dia 18....... 180$025
12:7675712
^
Movimento do porto.
.Xavios entrados no dia 16.
Bahia 6 diasescuna nacional Carlota, do 135
toneladas, capilao Joo Custodio de Lemos,
equipagem 9, carga fumo, charutos e mais g-
neros ; a Francisco l.uiz do Oliveira Azevedo.
dem 3 diasbrigue nacional Olinda, de 173
toneladas, capito Manoel Antonio Marques,
equipagem 11, carga 11,092 arrobas de carne;
Bailar & Oliveira.
A'acio sahido no mesmo dia.
Liverpoolbarca ingleza Bonita, capilao Tin-
mas Smilh, carga algodo c couros.
O.
Horat

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Avisos maritimos.
TRASLADO DE CARTA DE DBITOS.
O cidado Manoel Ferreira Accioli, juiz de paz do
2. anno desta freguezia de S. Jos do Rocife,
em exercicio no quarto, em virtude da le ele
Faco saber aos que a presente carta virem, ou
ou della noticia tiverem, em como Jos Dias da
Silva mo fez a peticao do iheor seguinte :
Diz Jos Dias da Silva, que quer fazer notificar
a Luiz de Franga Rodrigues Ramos para amiga-
velmente pagar ao supplicanle a quantia de.......
488592 rs. esses juros importancia do urna le-
tra mercantil j vencida, requera V. S. se digne
mandar fazr a noliicacao requerida para a con-
cillado com a pena do revelia. E porque o sup-
plicado se acha auzenle requer a V. S. que seja
notificado por carta de edital precodendo a jus-
tilicaco do estilo passada a caria com o prazo da
lei. Pede ao lllm. Sr juiz de paz que assim lhe
defira.E R. M.Jos Dias da Silva.
E mais se nao continha em dita peli^o na qual
dei o despacho seguinte: Justifique.Fregue-
zia de S. Jos do Recife quinze de oulubro de
mil oito ceios e sessenta. Manoel Ferreira
Accioli.
E mais so no continha em dito despacho ou-
vir ludo do qual produzio o justificante suas tes-
temunhas, e em vista dellas dei a sentenca do
theor seguinte :
A vista do depoimento de folhas a folhas, jul-
go provada a auzencia do supplicado em lugar
nao sabido, e mando que se passe carta do edilos
com o prazo de quinze dias para ser citado o
mesmo supplicado : pagas pelo justificante as
cusas. Freguezia de S. Jos do Rocife dores-
seto de oulubro de mil oito cintos e sessenta.
Manoel Ferreira Accioli.
E mais se nao continha em dita sentenca aqui
copiada em virtude da qual o escrivao que este
escreveo passou a prezenle carta de editos com
o prazo de quinze dias pela qual e seu theor se
chama, cila e hei por citado ao justificado auzen-
te Luiz de Franga Rodrigues Ramos para que
compareca por si ou seu bastante procurador
primeira audiencia deste juizo que lera lugar a
immediata depois de (Indo dito prazo sob pena
de revelia para reconciliar a respailo da peticao
do justificante. Pelo que toda e qualquer pessoa
prenles, amigos ou conhecidos podero fazer
scienle do que cima fica exposto. E o porteiro
A noile clara com alguns nevoeiros, vento SE,
vcio para o terral c assim araanheceu.
0SC1LLACA0 DA MAK.
Raixaraar as 6 h 30' da larde, altura 0.25 p.
Preamar a 0 42' da tarde, altura 0.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 18 de ou-
tubro de 1860, Vikcas Jnior.
Declaraeoes.
Secretaria do governo de Pernainhu-
co em 1 :> de oulubro de I Mili.
Pela secretaria do governo se faz publico, pa-
ra conhecimento de quem inleressar possa, os
despachos constantes da relacal abaixo, que
foram proferidas pelo Exm Sr.'ministro da jns-
lica em diversos requerimentos de partes desta
provincia, no mez de setembro prximo findo.
Relacao a que se refere o edital cima,
24Jos Pinto da Malta.Perdao.Nao tem
logar.
29Urbano dos Santos Cardsedem.Cum-
pra o decreto de 28 de marro passado.
29Francisco Anlonio de Souza.dem.Inde-
ferido.
22Jos dos Santos Torres.Oflcio de justica-
dem.
6Jos Marianno de Albuquerque.dem.
Prejudicado.
12Giiilhermino de Albuquerque Marlins Pe-
reira.dem.dem.
12Francisco Thom de Paula. -dem.Avista
da resoluco de consulta de 1852, nao tem
lugar.
O secretario do governo,
Jos Rodrigues Chaves.
Tendo a directora das obras militares de
mandar por urna trave sobre que descancam as
estivas do quartel da companhia de cavallaria.
convida as pessoas que deste servreo se queiram
encarregar, a co-nparecerem na referida directo-
ra nos dias 18, 19 e 20 do corrente mez, das 10
horas da manhaa em diante.
Directora das obras militares de Pernambuco
17 de oulubro de 1860.M. 1, Bricio.
Pela subdelegada dos Afogados se faz pu-
blico que se acham depositados dous cavaUos,
Para o Assi'i segu no dia 20 do crrrenle o
hiato Beberibe, ainda recebe alguma carga : na
ra do Vigario n. 5.
Cear e Acaraci,
O patacho Emulacao segu com brevidade, pa-
ra carga e pa=sageros trata-se com o capilao a
bordo ou noescriplorio de Manoel Goncalves da
Silva.
COHPAMIA PEItfAMBUCANA
DE
Vavegac&o costeira a vapor
O vapor Persinunga, coramandante Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
20 do correnle. recebe carga at 19 ao meiodia,
encommendas, dinheiro a freto e passageirosal
s 3 horas Oc dia da sahida.
O expediente fechar-sc-ha as 3 1|2 horas da
larde. Nao se dar bilheles do passagem sem
que na gerencia fiquo depositado o competente
passaporte, aos passageiros que na forma da lei
nao podem viajar sera elles.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOIETES A VAPOR.
Espera-so al o dia 24 do corrente dos portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, coramandante
o capito do mar e guerra Gcrvazio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os portos do sul. j
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada agen-
cia ra da Cruz n. 1. escriptono de Azevedo &
Hiendes.
Para a Bahia
O veleiro ebem conhecido patacho nacional
Julia, pretendo seguir com muita brevidade tem
a bordo parto de seu carregaraento pira o resto
que lhe falta Irala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Meodes, jio seu escriploria ra da
Cruzo. 1.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiate nacional Santa An-
no: para o restante da carga tral'a-se cora Gur-
I -r"' em 9eu esenptorio, ra da Cadeia do
Recife, Io andar n. 28.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate
txnalacao: para o restante da carga trala-se
cora Gurgel Irmos em sea escriptorio, ra da
Cadeia do Recife, Io andar n. 28.
Porto por Lisboa.
Vai sahir cora brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Proraplido
n ?' .rran,.f tncaTlhad0 de cobre. de PRIMEI-
RA MARCHA E CLASSE : para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles commodos,
irata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C., na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pilao.
Cear, Maranhoe Para
Segu com brevidade o bem conhecido Mate
Lindo Paquete, capito Jacinlho Nunes da Costa
por ter parte do seu carregamento promplo ; para
o resto e passageiros, trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, "Abres & C, no seu es-
cnplono, ra da Cruzn. 27.
Segu era poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o reslo que ainda podo receber, rta-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 18.
Leiles,
No dia 19 do correnle o agente Evaristo fa-
r impreterivelmente leilo da taberna da ra da
Imperatriz n. 34, em consequencia de se nao ter
effecluado sua venda no dia 16 como foi mar-
cada.
Segunda-feira 22 do corrente.
O agente Evaristo far leilao por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio. a re-
querimedtodc Francisco Alves Monteiro Jnior,
de urna taberna na ra Nova n. 50 psrtencenie
a massa fallida de Jos Gomes da Silva Santos,
no mencionado dia as 11 horas em ponto.
LEILAO
Trocam-sc sedulas da Bahia, no
largo do Corpo Santo, armazem n. 6.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporle para
dentro e fora do imperio ; na ra da Praia n.
! 47, primeiro andir.
Hotel Sebastopol.
Acha-se do novo vista esto novo ostabele-
cimento na ra do Imperador n. 16, onde have-
r lodos os domingos e dias sanios mo do vacca
a melhor possivel, e bons peliscos a qualquer
hora do diae de noile ; assira como furneco-se
comida para fora com lodo o a3seio e por barato
preco, neste estabelecimento esl-sc construindo
uns quarlos proprios para horaem solleiro, os
quaes se alugam da forma que convier a quem
pretender ; tambem ha papa de anruta lodos os
dias das 6 horas em diante.
Nos ltimos dias de outubro al o 1. de
novembro vai praca por 2:000$ ura sobrado
grande, vellio, com alguma ruina, na Imito da
ladeira do Varadouro na ra de S. Beulo alm
do quintal que c comprido, tem um terreno mu-
rado adjacenlc e cacimba.
O Sr. Manoel de Amorim Lima que foi nes-
la cidade procurador do Sr. Dr. Pedro Belirao e
hoje se acha residindo cm Santo Anlao, baja
quanto antes de vir pagar o que ficou a dever o
loja de calcado da ra doCabug, para nao pas-
sar pelo desgoslo de pagar judicialmente.
Aluga-se o sobrado de um andar
com um sotao multo grande, com quin-
tal, cacimba eo armazem do mesmo si-
to na ra do Brum confronte ao cha-
fanz : a tratar na ra da Cruz n. 36.
Precisa-se alugar urna prela escrava que
saiba engomraar e cozinhar: na ra do Vigario
n. 14, segundo andar.
J. Hunder, alfaiale, d um beneficio ao pu-
blico era geral e para quera quizei aproveitar um
pequeo resto de fazendas que quer acabar at o
fim desle anno, ptimo para casacas, calcas e
colletes, artificiado medida dos freguezes ; tam-
bem se enconlram algumas obras promplas,' feas
pelo melhor oflicial de Pernambuco, pelo mesmo
preco que so pode comprar na primeira mo dos
negociantes, (dinheiro vista) : na ra Nova
numero 67.
O Sr. alferesJoao Baplisla Bispo (ou Mene-
zes) do 9. batalho de infamara, queira vir pa-
gar o que deve na ra Nova n. 55.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Patsos Oliveira &
C regam as pessoas que esto devendo
ao armazem de trastes da ra Nova n.
24, queiram ir satlsfazer seus dbitos
at o im do corrente mez de outubro,
visto que passado este prazo proceder-
se-ha a cobrar judicialmente todas as
dividas activas do mesmo estabeleci-
mento.
Thoraaz Wm. Pcarson, retira-se para a Eu-
ropa. r
0 Sr. Cesa rio Lauriano Ventura,
dirija-sea esta typographia a pagara
assignatura deste Diarlo.
pellas
para tmulos e catacumbas tanto de
aljfar e raortalle com inscrlpcoes : na
ra do Imperatriz n. 7, loja'do Le-
conte.
Bogase aos Sis. abaixo declarados
de virem a ra do Cordonlz n. 18 :
Francisco Solano da Cruz Ribelro.
Vicente, pedreiro morador nos Marty-
rios.
Luiz Ferreira da Costa, morador no
pateo do Terco.
Jos Pereira deMagalhaes Bastos, bec-
co da Lenha.
Joo Cavalcanti de Albuquerque, em
Olinda.
Preclsa-se de um pequeo destes
chegados ha pouco do Porto, para cai-
xeiro de urna taberna : quem preten-
der annuncie para ser procurado.
Vinho Bordeaux
Na prca da Boa-Vista n. 16 A, ven-
I de-se vinho Bordeaux a 500 rs. a p-ar-
Irafa, o melhor que pode baver nsla
genero.
Chapeos de sol de seda m-
Quinta-feira 18 do corrente.
Antones far leilao em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de ricos e variados movis
de casa, sem limite de preco. Principiar s 11
horas em poni.
LEILAO
Sc\ta-feiral9 do correnle
Costa Carvalho fara' leilao em leu ar-
mazem na rus Nova n. 65, de um ex-
cellente carro novo muito leve de 4 ro-
dal com 4 assentos. para i ou dous ca-
vallos, no dia cima ao meio dia em
ponto-
LEILO
Sexta-feira 19 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao por
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento de
Hcnry Forster & C, dos objectos arres-
tados a Jos Joaquim Narciso, como se-
ara bataneas, relogio, candeetro, ban-
cas, cabide.cama de ferro, barricas va-
zias, ditas corn farinha etc., no men-
cionado dia as 11 horas em ponto no
deposito publico ra do Rosarlo.
LEILAO
Para os Srs. de engeiilio,
Sexta-feira 19 do correnle.
DE
2 carrocas americanas.
Borot & C. far leilo por inlervenco do agen-
te Costa Carvalho, do 2 carrocas americanas de
nova invenco proprios para carregar assucar,
no da cima as 11 horas em ponto no armazem
do Sr. Borot & C na ra da Cruz n. 9, as 11
horas em ponto
Avisos diversos.
U. Luiza Feliciana da r'uiiluura Lima
cumprimcnlo de um rigoroso dever ve ni
significar os seus senUmentos de profundo
reeonhecimenlo aos lllms. Srs. Drs. Cosme-
de S Pereira, l'ilanga e Dias Fernandez,
ao dislincto chefe da estaco naval e dig-
nos olDciaes de marinha, pelas provas de
amizade e apreco que prndigalisaram a seu
sempre chorado e bom esposo o cirurgio
de diyiso Dr. Jos Luiz do Araujo Lima
fallecido nesla provincia no dia 14 de ou-
tubro de 1860, bem como ignaes agradeci-
mentos tributa a lodos os mais senhores
que comparecern! a seu funeral e de no-
vo lhes r>.ga para que assistam no dia 20
do correnle s 7 horas da manhaa na igre-
jada Madre de Dos missa do stimo dia,
que manda celebrar peio eterno repousode
seu (nado esposo.
3000CACA0 ZxjpogrApUtCA
jJJcvnamhucanA.
Domingo 21 do corrente haver sessao extraor-
dinaria da assembla geral s 11 horas da ma-
nhaa.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nambucana, 17 de outubro de 860.
Jivencio Cesar,
Io secretario.
O secretarlo da irmandade de
Nossa Sen hora do Terco, convida a to-
dos o s charissimos irmos de nossa ir-
mandade para no domingo 21 se acha-
re m cm nosso consistorio pelas 11 ho-
ras para reuniao de mesa geral dos no-
vos funccionarios que tem de resera ir-
mandade no futuro anno de 1861.
D. Francisco Balihazar da Silvcira e sua
familia pedem aos seus prenles e amigos
que lhes facam o caridoso favor de ouvir
urna missa que s 9 horas do dia 22 do
corrente se ha de dizer na igreja matriz da
Boa-Vista, pelo descango eterno da alma
de seu presado pai o Sr. coronel D. Luiz
Balihazar da Silveira, fallecido na cidade
da Bahia no dia 4 dosle roesmn mez.
Os abaixo assignados declaran) que ficam
desligado desde 29 de setembro p. p. da sociedade
que gyrava sob a razo de Bocha, Lima & Gui-
maraes. o socio que tem feito parte della Jos
Guilherme Guimares, Qcando lado o activo e
passivo somenle a cargo o sob a responsabilidade
dos dous primeiros sosios. que todava conlinu-
ro elles a usar por em quanto da mesma firma
era liquidacao Recife 16 de outubro de 1860.
Manoel Joaquim da Rocha.Manoel Xavier Cor-
rea Lima.Jos Guilherm Guimares.
Frccisa-se de um escravo para armazem
de assucar, paga-se por mez : na ra do Apollo
n. 36, armazem
su. mmfim
Sem resguardo nem incommodo.
Erisipela ii'uma perna.
Desejoso de cumprir com meu dever vou por
meio de sua acreditada folha agradecer ao Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra do Parlo n. 119,
por ter curad.i perfeitamente em 32 dias a miaba
seohora cm a applicaco de suasChapas me-
dicinaesde urna erysipela em urna perna, que
sofTrendo muitssimas dores e usando innlmen-
tc de lodos os remedios possiveis, acha-sc agora
livre de to lerrivel mol"slia. Portelo aceite o
meu reeonhecimenlo o Sr. Ricardo Kirk, pela
invencjio de to til remedio, cujo merecimenlo
superior a lodos os elogios.
Auquslo C. Prengel.
Ra do Cotovello n. 27.
Acha-se fgido desde o da 26 de agosto
prximo passado, o mulato Francisco, do idade
de 38 a 40 annos, com os signaes seguales : alto,
corpo regular, mulato, do cor paluda, cabellos
pretos e crespos, com pouca barba e com urna
sicatriz sobre o nariz junto as sobrancelhas
bem visivel, levou snroula e camisa e costuma
a usar camisa por cima da calca : roga-se as au-
toridades tanto da praca cornudo malo sua ap-
prehensao e enlrega-lo na ra da Imperatriz loja
n. 6, aonde ser gratificado.
Bazlio Baplista Furtado reside na ra do
padre Floriano n. 28.
5$ Corupram-so moedas de ouro [ranee- @
zas: na ra da Cruz n. 21, armazem. ;-#
0 abaixo assignado previne ao respeitavel
corpo de commercio desta praca, que nao se res-
ponsabiliza por qualquer iransaccao que em sua
ausencia se possa fazer ou letras sem ser firma-
das por seu proprio punho ou com a firma do
Policiano & Salgado. Recife de Pernambuco, 18
de outubro de 1860.
Ponciano Lourcnco da Silva.
Germain Chevance, subdito'franccz, vai ao
Rio de Janeiro.
Compra-se um escravo que seja robusto : na
ra larxa do Rosario n 18. no lerceiro andar.
Orse (Joo Augusto), subdito francez, vai
ao Rio de Janeiro.
Vernet (Louis),subJilo belga, vai ao Rio de
Janeiro.
as Cinco Ponas, rancho de Thootonio
Pereira de Albuquerque Vargos, acha-se um in-
dividuo do dislricto de Panellas, que quer fallar
ao Sr. Travasso, procurador de causas que foi
das Guimares, herdeiras do finado Manoel Fran-
cisco, cuja conferencia iuteressa a ambos, por
isso espera-se all pelo Sr. Travasso, no dia 19
do corrente al As 5 horas da tardo.
lima pessoa desta cidade precisa fallar ao
Sr. Agnello Francelno Wanderley, e como igno-
ra onde reside, roga-lhe qoeira annunchr sua
morada ou dirigir-se ra do Jasmim n. 17.
; 8@>gi@S*
V A loja de marmore acaba de receber no- ;;
* vas e Uodissmas collecces de quadros @
j par.! dccoiaco de salas do visita, jamar,
$p espera e quarto de dormida.
Roga-se aum certo moco que em Apipu-
cos pedio 103 emprestados para pagar quotas de
partidas, o favor de reslilu-los do contrario se
nevar ao conhocimenlo do publico quem o
qual o seu procedimento para cora o credor.
Alugam-se o casas na Torre para
passamento da testa ou por anno por
preco commodo e com bons commodos
para familia : a (aliar no mesmo lugar
com Francisco Jos Arantes.
Precisa-se alugar urna prela escrava que
saiba cosinhar. engnmmar e se preste ao de mais
servico de urna casa de pequea familia : na ra
das Cruzes em Santo Antonio n. 41, segundo an-
dar.
Publica cao litteraria
A nova edico do Compendio de Philosophia
do Charra tradazido pelo Sr. Dr. Anlonio Her-
culaoo de Souza Bandeira, est venda na livra-
ria dos editores Guimare & Oliveira, ra do
Imperador n. 54.
glezes a
SNs loja de fazendas da ra do Crespo, esquina
da ra do Imperador n. 5. de Goimari.es & Lima,
vendem-se chapeos de sol do seda inglezes a 8?
cada um ; na mesma loja vendem-se corles de
eolIente de tusto finos a 500 rs. cada ura.
Gollinhasde contas para
senhoras c meninas
Vendem-se gollinhas da contas para senhora3
e meninas, de muito bom goslo, a 2S cada urna,
ditas de cambraia lina a \$ cada urna, e man-
guitos a 2-J o par : na loja Je fazendas da ra do
Crespo, esquina da ra do Imperador n. 5.
Vestidos de phantazia
Na 1 ja rio fazendas da ra do Crespo, esquina
da ruad.) Imperadorn. 5, vendem-se vestidos de
phanlazia de 3 babados, 2 saias e aquille. por
IOS cada um, ditos do cambraia bordados muito
finos de duas saias a 20j cada urn.
Manteletes de seda para
meninas
Na loja de fazendas da ra do Crespo, esqnina
da ruado Imperador n. 5, vendem-se mantele-
tes de seda para meninas a 8# cada um, e ditos
para senhora muito superiores a 20j) e 25J00O
cada um.
Sahidas de baile
Na loja de fazendas da ra do Crespu, esquina
da ra do Imperador n. 5, vende:n-se sahidas de
baile a 10 cala urna.
Vende-se aloja quo foi do finado Anlonio
Francisco Pereira com fazendas e dividas, e ar-
rendamenlo da casa por 9 anuos : os pretenden-
tes dirijam-se ao escriptorio do Iir. Alcoforado
ou ao hotel inglez a fallar com Polan, procura-
dor da herdeira.
Vende-se urna Liberna a Iravess.i da ra
do Rosario n. 8. pode ter 1:300$, pouco mais ou
menos de fazendas.
Vendem-se 2 carros do i rodas proprios
para particiilares ou para aluguel, forrados e
preparados o? novo, bonitos feitios, e por precos
commodos; a tratar na cocheira do largo do ar-
senal n. 4.
Um casal de escravos, do bonita figura, do
idado de 30 annos, vende-so por preco commo-
do : na ra llireila n. 3o.
Vende-se urna prela de meia idade ; na ra
Direila n. 8.
Sociedade
llnuiofteneliccwte i\os Co-
cheiros em Pernambuco.
Sabbado, 20 de corrente, haver sesso de as-
sembla geral 8 hora* da noile.
Secretaria da sociedade Unio Reneficente dos
Gocheiroa em Pernambuco lude outubro de 1860
Damasio Miranda de Souza Couto,
1. secretario.
Precisa-se de um ealxeiro de 12 a 14 annos
com pratca de taberna, que seja diligente o
afiance a boa conducta : na ra do Arago n. 8.
Aluga-se orna casa terrea na ra da Gloria
11. 52, com quintal e cacimba : a tratar no Reci-
fe, roa da Moedd, armazem 11. 9.
Precisa-se de umi ama para casa de pouca
familia, e que saiba engoinmar ; na ra da Au-
rora, casa do dous andares n. 3i.
Hontem 17 do corrente, as 3 horas da tar-
de, sahndo da escola um menino chamado Jor-
ge Flix de Velois, idade de 10 annos, foi agarra-
do por ura malulo que se julga morar no Curato
do Bom Jardim : roga-se as autoridades polici es
o obsequio de o pogarem e leva-lo praa do
jCaldeireiro n. 30.
Preeisa-se de um 1 ama quo cozinhe e en-
gorme, para lomar conla do governo de urna casa
do hornera solleiro ; quem esliver neslas cir-
curastancias, dirija-se a ra das Cinco Ponas n.
38. Na mesma precisi-sc de um preto para lodo
senico.

Compram-se as memorias hsloricss de Per-
nambuco pelo Sr. Gima : na ra do Cabug loja
de fazendas na esquina defronle da matriz.
Attenco.
*
Vende-se ha ra do Queimado n. 5, urna cora-
moda de Jacaranda, urna meia commoda de ama-
relio, um par de bancas de jogo de oleo, urna
ni "si grande para jantar, dcaraarello, urna mesa
de meio de sala com abas, de oleo, 11 cadeiras
de Jacaranda, todos estes trastes em muilo bom
estado, e por preco muito commodo.
Allenco.
Vende-se urna mulata j idosa, porm bastan-
te robusta e activa : na ra do Queimado n. 8,
loja.*
Vende-se urna marqueza, una urna e uns
romances de litteratora : na ra da Gloria n. 60,
a qualquer hora.
~^>



_r^__^
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 19 DE OUTUBRO DE 1860.
r)
Ensino de msica.
Offerec-se para leccionaro solfejo.coroo tam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
coes das7 horas s 9 1(2 da noile: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, l)r. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouvcr & Baker
Machinas de coser: m casa de SamuelP.
Johnston & ra da 8enzala Nova n. 52
| Dentista de Pars. I
H 15Ra Nova15 3
& Fredorico Gautier, cirurgio dentista,v,
je (az todas as operacoe da suaartee col-
2m locadentes artificiaes, ludo com a upo-j
H rioridade e perfei^o que as pessoasen-jj
SB tendidas Ihe reconhecem.
J^ Temagua e pos dentifricios etc. S
Precisa-se alugar urna ama para cozinhare
engommar para casa de pequea familia ; a tra-
arna ra da Boda n. 23.
M
Gabinete portuguez de
leitura.
Por ordem da directora fago saber aos Srs. as-
sociados, quo eslo cm debito por mensalidades
vencidas, que, para mais commodidado dos mcs-
nios senhores, tem aulorisado, alm do era-
pregado o Sr. Eslima, o ajudante do bibliotheca-
rio Antonio deSouza Pinto, para receber no ga-
binete as sobredilas mensalidades, cm poder do
qual enconlraro os competentes recibos.
Recife 17 de outubro de 1860.
O Io secretario
Antonio BaplislatNoguiera.
ATTrTTTTTTTTTTTTYTTTTTTTTTT*
l DENTISTA FRANCEZ.
y. Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
T rangciras 15. Na mesma casa tem agua e
^ p dentiflco.
O r. Manoel E. Reg Valenca pode ser pro-
curado para o exercicio de sua profistao de me-
dico : na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
'CAS.
Doulores Ramos e Seve
DOS
Licoes de piano*
| e canto.
Tobas Fieri artista italiano da compa- j&j
| iihia lyrica tendo acabado o contrato com |
9 o Sr. Marinaiigeh, pretende dedicar-seao *j
, ensino de piano e de canto, as pessoas e g.
| os pas do familias que quizerem utilisar- g
so como seu prestimo podem procura-lo *m
| na ra do S. Isabel n. 9 para tratar com p
9 o mesmo, quesera mui razoavel nos seus a*
COMFANHIA
Sita em Santo Amaro.
Esto estabeleciraento contina debaixo da ad-
minislraco dos proprielarios a receber doentcs
de qualquer naluroza ou calhegoria que soja.
O zelo o cuidado all empregados para o
prompto restabelecimento dos doentes, geral-
menie conhecido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos propietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou enlender-se com o regente no eslabe-
lecimcnlo.
A diaria para os escravos de 23500, e para
os I vi es de 33200 ou 48000, porcm em certos
casos pode haver algum abalimento.
As operares sero previamente ajusladas
CASA
DE
stabeccida m Londres
iip m mu.
CAPITAL
Ctaco Hail\i5es de libras
s tei: Vvnas.
Sasndcrs Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente aulorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjectos
qne contiverem os meamos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
Deseja-se fallar com os Srs. Miguel Alexan-
drino da Fonseca Galro Fulix Paes da Silva,
a negocio que os mesmos nao ignoram : no Pas-
seio Publico loja n. 11.
GOMMISSAO DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
sesunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para serem
vendidos porcommisso por conla de seusse-
uhores. A flanea-seo bom tratamento.assimcomo
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao sofrerem empate na venda delles.
Nesta casa ha sempre para venderescravosdo
diferenl-es idades de ambos os sexos, com habili-
dades Vaccina publica.
Trausnoissao. do fluido de braco a braco as
quintas e dominaos, no torreao da alfaudega, e
nos sabbados al as 11 horas da manha, na re-
sidencia du commissario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
H O l)r. Cosme de Sa' Peieira da' &
'f- consultas medicas em seu esa Ip- S
8 torio, no bairro do Recite, ra S
H da Cruz n. 53, todos os dias,me- |f
nos nos domingos, desde as 6 ^
t horas ateas 10 da manliaa, so- 9
breos seguintes pontos
i| 1.- Molestias de olhos ;
8 2.- Molestias de coraeo e de |
H 3.' Molestias dos orgaos da ge- ||
^ racao e do anus ; |
4.- Praticara' toda e qualquer <&
operacao que julg.r conve- ?>
H niente para o restabelecimen- 8
to dos seus doentes.
^ O e\ame daspessoafqueo con- ffi
H sultarem sera' feito indistincta- jj
| mente, e na ordem de saas en- ||
jg tes de ollios, ou aquelles que por 8
|f motivo justo obtiverem hora *
|| marcada para este im. j2j
Na ra da Cadeia n. 24 deseja-se falbrcom
os senhores :
Ballazar Jos dos Kei.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Joaquim Clemenle de Lemos Duarte.
Joao Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Cosa Campel%.
Antonio de Albuquerque MaranhO.
| DENTISTA
M DE
I PERIVAHIBUCO.
% 3Roa estreita do Rosario-3
M Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles arllficiaes tanto por meio
e| de molas como pela pressao do ar, nao
9 recebe paga alguma sem que as obras
* nao fiquem a vonlade de seus dono?, 3f.
j^ tem pozes eoulras preparaces as mais ?$
jg acreditadas para conserfaro da bocea &
CASA DE BANHOS
HO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 cartoes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 155000
15 Ditos dito dito dito ...... 8J000
7 ...... 4#000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurososaospregos annunciados.
Estareduc^o de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resultare
da frequenctadeum estabelecimento deuma utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
C oinpras.
S EAU MINERALE
NATURA LLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
I \
Cmpram-se escravos de ambos os sexes
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, lendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar pu inculcar na ra Dircila ti.
66, escriplorio de Francisco Malhias Pcreira da
Costa, receber 20jjde gralificacao.
Compra-se uma mulalinha ou negrinha e
boa (Iguri e bons costumes, de 12 a 14 annos : a
tratar no sobrado amarello na ra do Ouciniadu
n. 2, segundo andar.
Comprase urna pardinha ou mes-
mo crioula que saiba alguma cousa de
ler e escrever a nossa lingua, mas que
nao exceda a idade de 13 annos : quem
tiver e quizer vender avise por este
Diario ou dirija-se a pr> Vista n. 6 (botica) que achara' com
quem tratar.
Compra-sc sem se olhnr a prego ura escra-
vo mor;o. boa figura, sem vicios e bem comporta-
do, que execule perleramente a arte e coi-
nlnr; na ra da Cadeia do Recife n. 12, esenp-
ti rio de Bailar & Oliveira.
APPHOYACaO E AITORISAAO
DA
immu mm\ki m hqichi
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Vendas.
VENDE-SE
L'm escravo crioulo ; na ra do Queimndo u,
46, loja.
u
m
i


B3I9<
avisam ao
commercio que
^
a
Kalkmann Irmaos & C.
respeitavel corpo do
e forara nomeados agentes nesta praca das
IrfilBSIiEKg companhtas de seguros maiitimos de
Os Drs. Sarment pai e illio, M Hamburgo,
participarn aos seus clientes que i
mudaram a sua residencia para 55 j \ f SL*I"| [1 f\ 1*
a casa nova, contigua aquella em 1 ^* que moravam, cuja entrada
pelocampodas Princezasoutr'ora
largo do palacio.
As consultas gratuitas para os
pobres, em vez de quotidi^uas
como teemsido ate agora, so te-
rao lugar d'aqui em diantc as
quintase domingos das 10 horas
era diante
ELECTRO-MAGNTICAS EPSPATICAS
Gurgel Receberam pela barca Berlha, chega-
9 da liltimaniente do Havre as seguintes fa-
** zendas de seu pedido, ra da Cadeia do
^ Recife n. 23 :
i Superiores cortes de vestidos branco de
seda, ditos de blond com manta, a-
j* pella, llores xultas c .-o:, re selim.
g Superiores e modernos chapos Oepalha
enfoitados para senhora.
Superiores cortes de vestidos de phantasia com 5 babadinhos e de duas saias. "^
Superiores taimas de seda froxa feito de S
croxe brancos e de cores, pelonczn? el '
Superior cessa de cor do apurado gos!
organdys, obras de sndalo, pulceiras,
esirtos etc.
Para rnarinha o verdadeiro panno azul es-
curo que so vem a esta praca por en-
commenda.

%
Agencia
de leiles.
Arphelim Jos da Cosa Carvalbo avisa a seus
amigos e ao respeiravel corpo de commercio, jue
mudou seu armazem da rus da Cruz para a na
Nova n. 65, onde poder ser procurado para os
raisteres de sua protlsso, garantindo somente
ser solicito ao desempenho dos seus deveres.
Manoel Teixeira de
Andrado faz scierrte ao respeitavel
principalmente aos seus freguezesque
publico e
mudou o
seu esisbeleiimenio de calcado e a officina para
a ra da Senzala Nova n. 21. na qual se presta a
fazer toda a cncommenda perlencenle a sua pro-
lisso, ludo a vonlade dos freguezes.
Precisa-se
de um fcitor portuguez para um sitio em Bebe-
ribo, que saiba plantar eapim c trala-lo, paga-se
bem : a tratar no mesmo lugar com o professor
publico.
Precisa-ee de uma mulher malor de 40 an-
nos, de bons costumes, livro e desembarazada,
para cuidar dos Olhos de um viuvo : a fallar ua
ra do Seve ou Unio, casa de sobrado com 5
vareadas, entrada pelo oilao, sendo dila casa vi-
naba do grande edilicio que se est fazendo pa-
ra o Gimnasio Provincial.
Aluga-se urna sala na ra da Cruz -do Re-
cife : a iratar na ra da Cadeia do Recife n. 10,
loja de relojoeiro-
Annimcio.
Est justa e contratada por compra a casa do
Sr. Joao de Santa Rosa Muniz, sita no lugar da
apunga Velha ; quera se fwlgar com direilo a
ii -,n;i casa por qualquer titulo, haja de o de-
c.'arar poi esie mesmo Diario no prazo de 15
dias, ou eotenda-so no Forte do Mallos, arma-
zem 2. 20.
Quem precisar de um feitor portuguez W
tflS com bstanle intelligencia e que pode dar (O
A conhecimento de sua conducta ou ainda s
j5 mesmo caixeiro de engenho dirija-se J
qj Santo Amaro na ra do Lima na taberna cu
^ de Jos Jacinlho de Carvalho. 5
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para todo o serviro de uma casa de poura fami-
lia ; na ra da Cruz do Recife n. 52, primeiro
andar.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar
o diario e engomme, c tambera para comprar :
na ra do Vigario n. 14, segundo andar.
Attencol
; a cocheira nova. J
\Rua do Tambi n. 11 .|
Alugam-se cavallos proprios para pas- |g
seios, arriado de novo e tambero recebe- g*
se cavallos de trato por mez ou por dia j|
por menos preco do que em outra qual- ar
quer parte. ^
Na rus estreita do Rosario n. 1, precfsa-se
de um caixeiro que entenda de taberna.
O Sr. Manoel Avelioo de Barros Lima, desla
data em diante deixou do ser meu caixeiro Per-
narabuco 16 de outubro de 1860.L. Pugi.
Engomma-se
Ter$o n. 5.
com perfeico : no pateo do
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
criplorio das mesmas lolerias na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas cominissionadas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. 14
e 10, das S horas da manha fis 6 da larde, os
bilhetese meios da segunda parte da primeira
lotera de N. S. do Livramenlo, cujas rodas de-
verao andar impreierivelmente no dia 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das loteras 9 de outubro de 1860
O escrivo, /. U. Quem ti ver um sitio perto ou
tonge destacidade,com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao banlio salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa torrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44.
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
lraro boa conimodida le para uma noite, dias e
IONC8, conforme Ibes convier, enconlraro tam-
ben) a qualquer hora do dia o. noiln lanche e ca-
fe*. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco core-
modo.
Carros fnebres.
Na ra do Imperador confronte a casa do Illm.
Sr. Dr. Sarment, cm um armazem pertencenle
ao conreino de S. Francisco.
O Agr faz ver ao publico e aos seus amigos,
que tem a corhcka montada com ricos carros e
novos fardamentos para os boleeiros, a bem de-
sempenhar os seus deveres, e espera continuar a
merecer n mesma confianca quo se lhe tem pro-
digalisado, pelo que eternamente grato ; en-
carroga-se de ludo quanto 6 necessario a qual-
quer enterro por maior que elle seja, com pres-
teza e aceio, sem M as partes o menor incom-
modo, para oque pode ser procurado a qualquer
hora do dia ou da noite no mesmo estabeleci-
mento. E brevemente tem de passar o estabe-
lecrriento para a ra Nova n. 63, cujo armazem
tem as proporcoes necessarias para bem o mane-
jar, e ainda melhor servir aos pretendentes.
Precisa-se comprar uma cabra (bicho) qne
seja mansa e tonha bastante leile, paga-se bem ;
a tratar na casa assobradada beira do rio, ao
norte da fabrica do gaz.
Alugn-se uma casa terrea a margem do Ca-
pibaribe, anles do chegar a ponte da Passagera
da Magdalena, na IIlia do Retiro, conlendo 5
quartos e cozinha, o lugar excellente pela sua
frescura, boa vista, e o aloguel 6 commodo :
quem precisar, procure entender-se com Luiz
Manoel Rodrigues Valenca, casa ao norte da fa-
brica do gaz.
Precisa-se de um criado de 16 annos, que
saiba boleare que tenha boa conduela, aeradan-
do d-se boro salario : na ra Direita n. 66.
Antonio Rodrigues Mart03 Ferreira, sub-
dito portuguez, vai aos porlos do sul do imperio.
Antonio Joaquim Fernandes de Oliveira, esludan-
tc do lerceiro anno da Faculdade de Direilo desla
cidade, pede-se que venha satisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Domingos da Silva Campos esl proceden-
do inventario pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orpbaos,
(. roga a seus devedores que venham saldar seus
dbitos. '
Ao senhor
Leal, deseja-se fallar : na ra
Trajano Carneiro
do Crespo n. 21.
Offercce-se uma mulher capaz para ama de
uma casa de pouca familia, de porl3S a dentro :
q.-.cm quizer servir-se do seu prestimo, dirija-so
a ra do Hortas n. 20.
A irmandade do Senhor Bom Jess das
Dores, na igreja de S. Goncalo, no bairro da Boa-
VirU, convida a todos os devotos para assisli-
rem a testa do Senhor Bom Jess dos Pobres
Affliclos, que lera lugar no domingo 21 do cor-
rente, para que se lorne este acto com mais br-
Ihaniismo. Benlo Francisco da Cunha, es-
crivao.
Furtaram honlem 16 do corrente, pelas 8
horas da noite, da taberna n. 1 da na das Cru-
zes, uma gaiola com um papagaio conlrafeito e
rnuilo manso : quem delle der noticias ser bem
recompensado.
Est justa para se vender a casa terrea n. 5
Bita na ra dos Prazcres : a pessoa que tiver di-
reilo esta venda queira aonunciar por esta fo-
Iha nestes tres dias.
Precisa-se de uma ama para o sorvico de
cozinha em uma casa de pouca familia, na ra da
Palma n. 15.
O Sr. Joo Francisco da Costa Estrella, al-
feres Oo 8 batalho, tem uma carta viuda da
villa do Bonito para lhe ser entregue ; na ra
do Queiroado, loja demudezas de Joaquim Jos
da Cosa Fajozes Jnior.
Precisa-se terno e exlerno ; na padaria
I'unias n. 38.
para o servico in-
da ra das Cinco
Prcciso-se fallar| ao correspondente do Sr.
Jos Peres de Albuquerque Maranho, na Uvraria
ni. 9 e8 da praQa da Independencia.'
Precisa-ee de 3:000# a premio, dando-se
por garaniia um predio de dobrado valor ; na
ra do Imperador n. 6, se dir quem quer.
Aluga-se um sobrado de um andar proprio
para escriplorio, cujo sobrado tem a entrada por
dentro da casa de negocio ; na ra do langel
numero 6.
Francisco Jos da Costa Guimares, pede
por especial favor aos Srs. Guimares & C, e
Custodio Moreira de Souza de comparecercm em
sua morada, ra do Rangel n. 22, a pedido do
Sr. Jos Flix da Malta, da Babia, para negocio
do commun interesse, ou deelararem a sua mo-
rada aflm de serem procurados.
m
Para seren applcadas s partes affecladas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS UEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 anuos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lm obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros atlestados que existem de pessoas capa-
zes c de distincQoes.
Com ett.is CiiArAS-Ei.ECTRo-MAGNETiCAS-EPisPASTicAS oblem-se uma cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammaco [cansado ou falla de refpirarao), sejam internas ou externas,
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpilagao de coraeo, garganta, olhos,
erysipclas, rheumalismo, paralysia e todas as offerqoes, nervosas, ele, etc. Igualmente para as
diflerenlcs especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual for o seu tamanho e pro-
fundeza, por meio da suppurago sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e distinems facultativos. f
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianza, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabera, pescoco, brae,o, coxa. perna," p, ou tronco
do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o mol le do seu ta-
manho em um pedaco de papel e a declarado onde existen), alim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes c tambera de lodos os accesso-
rios para a idllocaco dellas.
Consultas toda3 as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriplorio,
que se achara aborto lodos os dias. sem excepeo, das 9 horas da manha s 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Chapeos de castor pretose brancos forma s
moderna. '-
9
i
SSa:; @#3@@


8
Na ra da Imperatriz n. 70 ven-
de-se superior estrellaba tanto era cai-
xas como as libras, caixas de 1 \ libn .
por 5,$5U0, em libras 320 rs., manteiga
inglez de primeira (jualidade a l.S'!20
rs. a libra, eoutros muitos gene os por
barato preco.
Vende-se uma das melhores casas Ja ruu
da Palma, j pelos seus coramodos, como taro-
l bem pela cdiliceQo, lendo por commodos 5
! quartos, 2salas, cozinha fra, quintal, cacimba.
i lendo mais a vantagem de ser muito fresca e es-
lar em estado de nao precisar o menor rcpaio :
j rendendo 30$ mensalmente : o prelendentu que
a quizer examinar, dirija-se a mesma ruu :i. 'J-l,
le para Iratar, na ruado Livramentc n. 27, luja.
Taberna para um
principiante.
Vende-se a taberna sita na travess3 da ra do
Queimado (outr'ora becco do Peixe Frito) D. 7,
muito afregqezada para a prar;a e malo, propria
para um principiante j>or ter poucos fundos e
ser em uma das melhores localidades, e o moti-
vo da venda se dir ao comprador : a Iratar n?.
mesma.
Antonio Joaquim de Mello vende o Iroca
o seu sitio da Passagem da Magdalena por ii
ouaos lotes de 30 palmos do frente para o nas-
cente, e 200 de fundo ; ptima localidade.
Vende-se
&
tm
CONSULTORIO i
Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. G.
v-;^..
O I)r. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua viagem a Europa, d consullas lodos
os dias uteis aesde as 10 horas at meio dia. Visita aos doentes em seus domicilios de
meio diaem diante, e em caso de necessidade a qualquer hora. A senhoras de parto e
osdoentes de molestia aguda, que nao liverem ainda lomado remedio algum ailopa-
thico ou homeopathico, sero atlendidos de preferencia.
O Dr. Manuel Moreira Guerra, mudou o @
Jg sen escriplorio de advocacia para a ra es- $
g* treila do Rosario n. 22, primeiro andar, m
@ onde pede ser encontrado das 10 horas da $
^ manha s 3 da larde. @
S @S8i@g@@gf
Aluga se bichas de Ilamburgo, na
ra da Imperatriz n. 15.
Precisa-se de uma ama de leite
sem filho, Hvre ou escrava : na ra da
Aurora n. 40.
Justo apreco.
Inflammacoo do tero.
Eu abaixo assignado declaro publicamente que
por meio das chapas medicinis do Sr. Ricardo
Kirie, escriplorio na ra do Parlo n. 119, fo cu-
rada urna minha escrava de inflammagao do ule-
ro, da qual padeca ha mais de um'anno, com
muitas dores e soffjitrienios, (cando perteitaraen-
le boa no curto espado de 12 dias, o que faco pu-
blico por dar o justo apreco a tao precioso reme-
dio, que honras seu autor, e cuja oliiidade po-
rtera ser proveilosa a outras pessoas que sofTrem
de igual molestia.
Ra do Senhor dos Tassos n. 43, Rio de Ja-
neiro.Antonio Vicirs dos Santos.
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentoshomeopalhiros que se renden) nesta pharmacia sao preparados
por meio de una machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir em Paris c a
que deu o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes e
capazes de curaras molestias com a maior certeza possivel.
Alem disso. desojando tirar de sua viagom a Europa todas as vanlagens para o
progressoda homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obttr as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e
para isso entendeu-se com um dos melhores herboristas d'Allemanba, para lhe man-
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o
acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das roontanhas da Suissa, a belladona,
bryonia, chamoaiilla, pulsatila, rhus. hyosciamus, foram colhidos na Allemanha, na
Franca e na Bclgica, o veralrum no Monto Jora etc., etc.
Desta sorle provida a pharmacia-do Dr. Sabino das substancias que serviro para
as experieucias puras de Hahncmann, descript.is as palhogonesias, acharao o medico
e os amigos da homeopalhia os meios seguros e verdadeiros do curarem as enfer-
midades.
Os procos slo os seguintes :
Bolica de 24 tubos grandes.............____ 125a 16g000
Dita de 30 .................. 18 a 22g000
Dita de 48 .................. 23>a29s000
itado 60 t> .................. 30J> a 355000
N. B. Existero rarleiras ricas de velludo, para maior preco.
Cad-i vidro avulso de lindura...................." 2j>000
Cada tubo avulso.................................. I- vo
Caixas com mcdiamenlos em glbulos e linduras de diversas dvnamisar.oes (mais
usadasj :
De 24 ditos de dito e 48 tubos grandes............ 48J000
De 36 ditos de dito e 56 tubos grandes.......... 6iS000
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... TOeOOO
De 48 ditos de dito e 88 lubds grandes............ 92gOOO
De 60 ditos de dito c 110 lubos grandes.......... UaftOOO
Estas caixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capiles de navio eem geral a todos que se quizerem dedicar a pralica da ho-
meopalhia.
&




K%Z
O f.ctor Frederico Sckiner declara
que obrigacao nenhuma tem para com ,1T.,f-e'!?VMeTa 'V que sabaQb
~___"Tf .1 .t, zinhar : na ra dos Pescadores ps. 1 e 3.
a companhia do theatro de Apollo, I Jo-ie-lhe bem o eu irabalho.
bem co-
pagan-
Vendem-se lambem machinas elctricas porlatcis para tralamento das molestias ij
norvozas. Estas machinas sao is mais modernas e as mais usadas actualmente em ^!S
5M toda a Europa, lauto pela commodidade de poderem ser trazidas na algibeira, como |rS
^^ porque trabalham com preparaces quo nao sao nocivas. 8*.
Cada uma.......".................................. 50j>000

-Aluga^sooseguriTjoidariiosoTra^
1 run do Vigario : a tratar no mesmo. copero, j com bem pralica, dirija-se a ra da
Aurora n. 54, taberna.
Um homem chegado ha pouco da Europa,of-
ferece-se para jardinero o boleeiro, pois par*|
qualquer destes offlcios tem hablitagoes : quom
precisar, dirija-se a ra do Rangel n. 7.
- Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia ; na ra larga do Rosario se dir quem
; precisa.
da run do Viga...
O Sr. Alfredo de Albuquerque Martins Pe-
reira queira apparecerna ruada Cruz n. 21 a ne-
gocio.
Roga-se ao Sr. fiscal daBoa-Visla que lan-
ce suas vistas cm uma porreo de poreos que sn
dam sollos nos qoatro cantos da Capunga velha,
estragando ra e sitios eltieios.
0 queicaoio.
cervejs superior a 320 a garrafa, e em caada 1
lcSOO : na iravessa da ra das Cruzes d. (j.
Vende-se uma excellente sabia da malta,
muito cantadeira al mesmo a noile, o uma por-
cao de canarios do imperio, chegados ltimamen-
te do Porto : na ra da Senzala Velha n. 50.
Vende-se manteiga ingleza muilo superior
a 1*120 a libra, dita franceza a 720. macarraoe
talharim a 400 rs., aletria a 480, chouri^as muito
novas a 610, banlia de porco a 500 rs., vinho du-
que do Porto a 1*600, dito xerez a Ij28 a gar-
rafa : na ra da Senzala Velha n. 50.

Aos senhores de engenho.
Cobertores de lia escuros com algum deleito a
1JOO0 : na ra do Crespo n. 14.
Villa do Cabo.
Ra do Livrimento, esquina da traves-
ea da Torrinba, armazem do bara-
teiro.
( Machado esl queimando carne, bacalho, *
mais gneros de despensa, pelos mesmos p-eens
do Recife.
Loja esperanca.
Vende-se borracha de seda prcta para borze-
guinsa 2200 o corado, graxa em barris rnuilo
boa a 640, esl acabando-se, flaulas do bano de
Ganlrol a 18 e 20?, braceletes de mozaico a 63
laa para bordar a 6*400 a libra, Irancas de Itabo
brancas para as roupas da festa a 800, 1, IJ200
elt6C0 a peca, sele padrees diflereutes colhere
finas, facas, trinchantes, ele.; na ra do Ouei-
mado n. 33 A, Guimares & Rocha.
Vende-se a taberna do pateo de S. Jos n
SI, propria para principiante, em consequenciu
do dono ir tratar de sua saude.
Cera de carnauba
da nova safra, primeira quilidade; na largo
da Assembla n. 19, armazem de Antunes Gui-
marfs & C.
Vande-se uma escrava de 35 annos, que
lava ptimamente, cozinha soffrivelmente o dia-
rio, compra bem, e veude de tabolciro ; na ru
Nova n. 56, loja.
Admiracao
Na ra Direita n. 99. vendem-se saceos com
farinha da trra fina a 6$ e 59500, ditos de arroz
de casca a 4g500, ditos a 4a, ditos de feijao a
14g, mulatiho, linguicas novas a 560, mantf'g-i
dgleza a 1280. dita franceza a 7i0, dita a 010.
queijosdos ltimos chegados a 2J500c 2?, arroz
a 120, cm arroba 3fi800. e oulros muilo maisge-
neros que nao possivel mencionar.
Calcado barato.
Dinheiro vista.
Borzeguins para senhora a 2J000.
Ditos para menina a 13500.
Ditos para crianrja a 1J.
Ditos de pellica para homem a S.
Ditos de bezerro a 7 e 83.
Sapatoes de lustre para homem a 4$.
Ditos de bezerro a 3$.
Ditos de lustro para menino a 3$.
Sapios de lustre para senhora a 13.
Ditos de tranca a 1500. Na pr3ca da lude-
pendencia ns. 37 e 39.


(>
DIARIO DE PIRHAUBUCO. SEXTA PEIRA 10 DE OUTUBRO DE 1880.
FABRICA
DE
ummmtk i immi<> ei ib? 111.
Sita na roa Imperial n. 118 e llO junto a fabrica de abito.
de y
Sebastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Cosa.
Nesle estabelecimento ha serapre promptos alambiques de cobre da dierenles dimen-
qos di 300 a 3:000$) simples e dobrados, para dislilar agurdente, aparolhos destilatorios
continuos para restilar e destilar espiritos cora graduado at 40 graos (pela graduado de Sellen
-.artier dos melliores systemas hoja approvados e conhecidos nesta o outras provincias do imperio,
bombas de todas as diraencoes. aspirantes e de repudio, tanto de cobre como de hronze e ferro
torneiras de bronze de todas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d
bronze e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos da ferro, tubo3 de obre e
chumbo de todas as di mengues para encanamenlos camas de ferro cora armago o scm ella,
fu.jesde ferro potaveis o econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambique, passa-
fetras, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo era lencol e barra, zinco
um lencol e barra, lences e arroellas de cobre, lences de ferro e lato, ferro suecia inglez
da todas as dimences, safras, tornos afolles para ferreiros etc., a outros rauitos artigos por
manos prego do que ero. outra qualquer parte, desempenhandose toda e qualquer encomrnen-
da com prestesa a perfeicao ja conheci Ja e para cimmodidade dos freguezes que se dignarem
honrarem-nos cora a sua confianga. acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encommendas.
Seus proprielarios offerecera a seus numerosos freguezes e ao pubbico em goral, toda cqualquer
obra manufaturada em seu reconh'eriiln n mandoa, mH a'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e raeias
moendas, lachas de ferro balido e fundido de lodosos tamanhos, guindastes, guinchos e bombas
rola?, rodetes aguilhas e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para descarocar
algoso, prencas para mandioca e oleo de ncini, portier gradara, columnas e moinhos de vento,
arados, cultivadores, ponte?, cadeiras e tanques, boiis, alvorengas, botes e todas as obras de ma-
chiniino. E\ecula-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fin forem apresenlados. Uecebem-se encommendas neste i-stabeleciment na ra do Brum n,
28 A o na na do Co'legio boje do Imperador n. 65 moradia docaxeiro do estabelecimento Jos
Joaqun) da Costa Pereira, com quera os pretendentes se podem entender para qualquer obra.
LOJ V DO ARANTES
Praca da Independencia
ns. 13 el5.
Calcado francez einglez por melade de
seu valor.
(Dinheiro a' ysta.)
B Los de bezerro francez para homem a 5JOO0
0 par.
B rzeguios de dito para dito a 83.
- i': ili>o ingtezespara dilo a 7$.
Ditos Je verniz para dito a 8ft.
Ditos Jo camurea para do n 5g.
Dilu da cores para meninos a 3j#.
Sapalos de lustre, entrada baixa, para hornera
a 4000. ?
Dilu de b'ezerro, entrada baixa. para homem
K)
Sapales de bezerro para homem e menino
a 18000.
Ditos Je lustre para dito a 4& e 3$.
- lo tranca fraoeezes para homem e mu-
lher a l$280.
Ditos de couro de lustre para onhora a 1$.
Ditos do duraque para Jila a6'tO.
Ditos de niarro.juim para'dita a 1#.
Borzeguins para hornera > senhoru, de dura-
que, lustre, soiim, e te otras militas qualida-
des supeores. por menor prego que em outra
qual |iif-r parte.
! IVeeuez aue Irouxer di-
Vende-se um terreno com 105 palmos Je
frente e 300 de fundo, ludo aterrado o com 50
palmos de caesj feitos, rauilo proprio para nelle
se estabelecer rcflnaces, padirins ou fabrica de
qualquer natureza, a ra do Brum, bairro do
Recite, junto a fabrica di fundigo de ferro, lugar
designado para taes estabelociuientos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazera nu-
mero 38.
Milho e farelo.
^ende Jos Luiz do Oliveira Azevedo,, em seu
armazera n. 5 na travessa da Madre de Dos.
5>
l\V
ireguez
que
o nao sahe sein
vidp a contento.
Macaes.
ser ser-
-se ao cento por 10$ : na ra estreila do
ltc. iri) n. 11.
Gurgel [rmos vendem os soguinles gneros
Deposita loa do armazem do Sr. Avellar, no forte

Cei n de carnauba.
Vellae dita.
Sola '.mu lida franecza.
Dila curtida pelo antigo syslema.
Vende-so urna parlo do silio da Piedade,
junto Joongeoho Soccorro, com planlacoes, casa
''' -unas fruateiras,^ murgem dorio
: 'iueni a pretender, dirtja-se aos Afo-
- 1 na roa de S. Miguel, casa da viuva de Tra-
me Pereira Lagos, que- se tratar.
da Impcratriz n. 54, vendem-se
ngos, viudos ncsle ultimo vapor
fram;
.a ra
ira
>-./ a 23 o queijo.
tiqwdacfto
A dinheiro.
Hua Direita
11.
103.
Loja de azenilas finas!
40-Rua da Cadciado Recife-40 a
PJlartinho OliveiraJ
Recebersra ltimamente de Londres ijj
pelo paquete inglez um grande sorti- 3
S! ment de cosamos de casemira de cores II
para homens o outros mullos objectos de ^
seda, la e linha, tanto pira homem como M
;> para as scuhoras, degosto e do grande Jb
J{) inundo- ae
uwamstsm saman mas*
Na ra do Queimado n. 9, loja de Francisco
Pereira da Silva, vendem-se cobertas de chita a
2je loGUO, e lencos de brim a lj>920.
Vende-se urna bonita escrava com um filho,
sabe bem lavar c czinhar, e tambera engomma
alguma cousa : a tratar na ra da Cruz D. 30.
Vende-se urna taberna sita na
ra das Cinco Pontas n. 20, com pou
eos fundos, sto em gneros : quem
a pretender dirija-se a inesma ra nu-
mero 1 G.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbulina prela superior a 400 re.
o corado : na ra do Crespo n. 25.
Pechiucha
Queijos e presuntos
bons, que fazem admirar.
Quem vir a qualidade e preco,
nao deixar de comprar.
Vendem-se queijos londrinoa a 460 a libra, e
Jueijos flamengos a Ss, presunto muito bom a
90 a libra, e sendo inleiro se far alguma d i (Te -
renca : na ra da Imperatriz defronte da matriz
da Boa-Vista n. 88.
Na rus do Crespo n. 5, ha para vender ex-
cellenle gorguro de seda de todas as cores com
5 palmos de largura, proprio para forrar carros.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguicaest queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tercas de brelanha de rolo com 10 varas a
23, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitotsa 960 rs. ocovado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33>, 45, 59,
e 63? a pesa, dita tapada, cora 10 varas a59e.
615 a peija, chitas largas da molernos e escollados'
padrdes a 240, 360 e 280 rs. o covado. riquis-
simne cholos do merino estampado a 78 e 89,
ditos bordadoscom duas palmas, fazenda muito
delicada a 93? cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5J, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 oda ura, raeias rauilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 o 3^500 a duzia, chitas francezas de ricos '
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, ch-
tas escuras nglezas a 5^900 a poga, e a 160 rs. I
ocovado, brim branco de puro linho al,
19200 e 19600 a vara, dito prolo rauilo encor-
padoa 19300 a vara, brilhantina azula 400, rs.
ocovado, alpacas dedifferentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretasGnas a 29500, 39 e
39300 ocovado, carabria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulrasm%is fatendas qe se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
A 4,500 e o,000 rs.
Vende-se superior milho do Maranhfio em
croso e a rctalho : no armazem de Francisco L.
de Oliveira Azevedo, na ra da Madre de Dos
n. 12.
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cembraia franceza organdys a 360 o
cov8do,para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos cadroes e cores Dxas : do- se maoslra.
A pechiucha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, tora saias baldea aberlas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto preco de 5#.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na p^asa do Gorpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegado, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito nroDriosoara este clima.
msiesiesmeie mm* tmemmma
SRASDK SORTDIEISTO
DE
Fazendase obras fias.1
Loja
Ifes&BastoJ
NA.
e armazem
DE
CAPiDE SORTIMENTO
DE
e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquira Rodrigues Tavarcs de Mello
RU.V DO QUEIMADO N. 39
EH SLA LOJA DE QCATRO P0R1AS.
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pesoas quedesejarem ter um sobrecasaco bem
ido iara homem, senhora e meninos, pa-
leto's de p.inno, casemira e brim, calcas da mes-
ma [azenda, cortes para colletes, e casemira para
. cuxas com msica para costura, eslojos
para viagens, perfumarias de todas as qualida-
0 lea de porcelana para mesas, sapalos
i le estampados e de velludo prelo, difie-
ren! obras de ouro e a imitocao, relogios de
prata e dourados, bengalas e chKotes, e outras
- miudezas que se vendem ao primeiro
ii de liquidar conlas.
Na ra da Cideia do Rocife n. 5>, primeiro
nn lar, vendem-se saceos cora farinha muito fina
e nova, fejo mulatinho, milho, queijos de coa-
lha e manieiga, ludo chegado prximamente, e
se vende por preQos commodos.
Vende-se azeite de peixo em barris : na
ra ia Guia n. 9, taberna.
Na ra da Imperatriz, junto a loja de (lan-
dres n. S, vende-se vinho Duque do Porto, fino,
a lGOj u garrafa, diio xerez a 1SU500, dito bor-
deaux a lj>, champnnha a 2JS, em pigo se faz
differeoca, doce de pera e de ginja a 900 rs. a
lata, i i, /. huillas finas a 1&60 a lata, queijos do
reino novo-; a 2J200, presuatos pruprios para
fiambre a 800 rs. a libra, fumo de Garanhuns a
BW'n libra para liquiiar urna porcao que rece-
beu-se do se.rlao.
Vende-se urna mobili3 de amarello, junta-
mente ceje-se um segundo andar com ura gran-
de solio era urna das melhores mas dest cidade:
quem precisar dirija-se a na do Rangel n. 75,
que se dir aondo.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 3j>200. muito
bonita, ditas de salpico muito fina a 3j>800 ; na
luja da tua do Passeio Publico n. 11.
Vende se urna escrava parda mo-
ra, que sabe engommar, cosinhar e la-
var : na ra da Gamboa do Carmo casa
n. 23, a vista do comprador se dir'o
motivo da venda.
sem igual,
Superiores cortes de chita franceza muito fina ,
baratsimo preco de 23500, cora muita diver-esle estabelecimento que encontrarao um hbil
sidade de goslo's para poder es.-olh.r-se na loja
do sobrado amarello. nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29, de Moreira Lopes.
Attencao.
Miudezas por metade de
seu valor.
Na ra do Queiraad) n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasvea de J
panno preto e de cor a 25, 289, 30,- e S
35;, casacas a 28. 30 e35. palitols dos 1
mesraos pannos20, 22 e 253, ditos de cfj
casemira de cor a 163 e 18, ditos sac- gj
eos das mesmas casemiras modelo inglez 3
casemira fina a 10, 12/14 e 15g, dilos J
saceos de alpaca preto a 43, ditos sobre 9J
fino de alpaca a 7, 8e9, ditos dme-
ri selim a 10, dilos de merino cord.io S
a IOS e 12, ditos de sarja preta trancada O
saceos a 6$, ditos sobas-casacos da mes- i
ma fazenda a 8, ditos de fustn de edr e 9
branco a 4. 43500 e 53. colleles de ca- H
semira de cr'e preto a 5 e 6, ditos de *
merino prelo para lulo a 4 e 5, ditos
de velludo preto de cor a 9 e 10, dilos
de gorguro de seda a5 o 6, ditos de M
brim branco e de cor a 25llO e 3, cale-as <
de casemira de cor e preto a 7$, 8$, 9 32
e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas ^
de merino de cordo para nomera a 5| e m
6, ditas de brira branco a 5 e 6, ditas c
dild de cor a 3, 3500, 4 e 5, e de i
todas estas obras temos ura grande sor- ?>
timento para menino de todos os tama- ig
nhos; camisas inglezas a 36 a duzia. Na >
mesma loja ha paletots de panno prelo ff
para menino a I$, 155 o 16. ditos do g>
3% casemira para os mesmos pelo mesrao |
g preco, ditos de alpaca saceos a 3 e S
D 33500, ditos sobreeasacos a 5 e 63 para
\& os meamos, calcas de brim a 2500, 3 e
jg 3-3500, paletots saceos de casemira de cor
M a 6 e 7, loalhas de linho a 800 e 1 ca- J
9 da urna. ff>
|h No mesrao estabelecimento manda-sc |
H aproraptar todas as qualidades de obras ^
a| tendentes a roupas feitas.era poucos dias, a|
a, que para esse lira temos numero suf- ?l
H fieienle de peritos officiaes de alfaiates
frgidos por ura hbil raestre de serae- ^
Ihanle arle, flcando os donos do estabe- ig
lecimento responsaveis pelas mesmas c
?S obras at a sua enirega. *
Sebo e graixa.
Se' j coado e graixa em bexigas: no armazem
up Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parte pilado
proprio para galiohas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos o. 6.
Evposico de melaes.
E' chegado a esta loja do Vianna, um riquissi-
mo sortimento do melaes de todos o gneros do
mais bonito que se pode encontrar, ludo a emita-
gao de prata ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sortimento de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposicao de
Pars ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento do bombas de japy' de
lodos ostamanlios, as melhores que se lera appro-
vadoera todo o mundo, pela facilidada que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
RiquUssimo sortimento de camas de ferro com
onas, e para colx'io por preco comraodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
Tem ura completo sortimento de roupa feita, i ferragens n. 37, ha urna grande porcao de follias
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ireco de 140rs. a libra
O arrematante da
do (.Trmenlo n. 2,
da loja, vende sem
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem ura grande sortimento de palitols de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 129, outros de casemira de quadrinhos
da mais Gna que ha no mercado a 16, ditos
de merino stima I2i>, dilos de alpaka muito
fina a 6-9, ditos francezes sobrecasacados a 12,
dilos de panno fino a 20, 259, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
cas feitas da raais fina casemira a 10, dilas de
brim ede fusto por prego commodo, um grande
' sortimento de colletes de casemira a 53S, ditos de
loja do miudezas da travessa
ttL*jsyyjssouiras faze,,jas ^ w~*. *
Botica.
ores a 20 rs. o peos decastor rautosuperiores a 16, ditos dse- meatos: Rumies medica-
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Riscoulos
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
*
existentes, entre ellas um grande sorliraenio de sortimento de sapatos de tapete de gosto muito
trancas e franjas de seda, fita de
botina, linhas de cirrinhos de c
carrinho, carloes de c lchetes a 40 rs.. dedaes a
10 rs.. ditos de metal prateados a 40 rs., boles! melhoresquetera vindo ao mercado a 10,
de ago finos para calca a 20 rs. a duzia.'ditos de j ^'los de so1- inglezes a 109, ditos muitos bons a
louga branros e pintados a 20 rs. a duzia, bicos i 129, ditos francezes a 89, ditos grandes de oan-
u&str. '^ ^a,',s i5; --(*? r"ime"'0 de *mL e
de linha lisas decores a40 rs- a peca, ditas del ^ bordadas, eentre meios muito
ciracol a 60 rs., estampas de cantos' a 100 rs proprio para collerinhos de meninos e travessei-
cada urna, raeias para homem a 80 rs. o par. di- ros por preco commodo, camisas bordadas oue
tas pintadas finas muito encornadas a 2i0 lin. *__.~ u i j "ue
dissimas trancas de seda a 80. 10O. 180, 180, 200, ~i -!?a h*}0 .decrianQas e para passeio
210 e 320 a vara, franja muito moderna de seda
a 120,160.200. 240. 320, 400 e 500 rs. a vara, e
todas as mais miudezas em proporgao ; cheguem
cora os cobres, que o freguez nao sahe sem fa-
zenda.
Vendem -se duas balancas para cima de bal-
cao, todas de metal, pequeas e delicadas, pro-
prias para botica ou ourives para de forca do 8
libras, e tornos de ferro para cortar carne nos
acougues, vindo de Franca : na ra do Impera-
dor n. 28.
O que ha de bom na praca da
Boa-Vistan. 16 A
Vendem-so queijos flamengos rindo nesle ul-
imo vapor francez o melhor que h ai queijos
londnnos a 640 rs. a libra.
pechiucha.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n. 2.
tem cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escraros, pelo baratissi-
mo preco de lg.
a 89, 10 e 129. ricos longos de cambraia da
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por preco commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito finas a 59. Anda tem um
restinho de chales de toquira a 30, cortes de
vestido de seda dores muito lindase superio-
res qualidades 1009, que j se venderrn a
150, capotinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gestos a 20, 259 e 309, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 59, ditas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
260,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para cahja, colletes e palitols a 49 o co-
vado, e ura completo sortimento de outrasfazen-
das, e ludo se vende por prero barato, e qne nao
possivel.aquisa poder mencionar nema quarta
partedellas, no en tanto os freguezes chegandoe
querendo comprar nao rao sem fazenda.
Robl'Affectear.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra (ebres).
Ungento Hollovay.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de ff, O. Bieber&C. : ruadaCru'
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emcasa de S. P. Jo-
nston S C. ra daSenzalan. 42.
CMDIEIROS
ECONMICOS
Grande sortimento decandieros econmicos a
gaz idrogenio, e todos os mais preparos par
consumo dos mesmos : na ra Nova n 20. loja
Vianna. '
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vendem-
se por precos baralissimos para acabar: cortes
de seda para vestido cora algum mofo a 88 rou-
poes de seda feto a 158, luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, cortes de barege de la
com babadosa5$, cassas de cores finas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., cazaveques de cam-
braia bordados a 58, capas de fustao enfeitadas
a 5, perneadores de cambraia bordados a 6,
babados bordados a 320 a vara, riscado francez
( muito fino a 160, sobrecasacas do panno fino a
25, paletots do panno preto e de cores a 18, 20
e 22, dilos de casemira de cores a 168, ditos de
alpaca pretos e de cores de 4 a 8, dilos de brim
branco e de cores de 4 a 6, calcas de casemira
pieta e de cores para todos os pregos, gollinhas
detraspasso a 2$50 camisinhas bordadas a
2S500, manguitos bordados a 2. chitas francezas
com lustre propria para roupes e coberla a 320,
esguio de linho muilo fino a 1&200, calcas de
brim brauco e de cores de 2 a 4g, bramante de
linho com 5 palmos de largura a 900 rs a vara,
damasco de la com 9 palmos de largura a 2g o
covado, pecas de madapoln fino a 4g500, chapeos
de feltro Garibaldi a 58500, camisas brancas e
da cores delgSOO a 3, velbulina preta superior a
400 rs.. cortes de brim de linho a 1500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par, e outras mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
conUs.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se um escravo oplimo carreiro c traba-
Ihador de enchada : na ra do Trapiche n. 8, ou
na rna Augusta n. 61.
4dniiraYeis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazeudeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Su tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as priucipaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheuraalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, hidigesto, crup, dores nos ossos, contusoes,
queiraadura, erupe.oes cutneas, angina, reten-
I cao de ourina. ele. etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do figado e rins,
erysipelas, abeessose ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
raulheres hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o syslema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inteiraraente vegetaes favoraveis
i em todos os casos nunca occasiona nauzeas nem
dores do ventre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao efficazes as allec-
<;oes do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslo, e em todas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reteD-
coes, flores brancas, obstruccoes, histerismo, ele,
sao do mais prorapto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vero a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificaco por so haver venda no
armazem de fazetida's de Ravmundo Carlos Leite
Irmao, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sera segundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos do Azevedo
Maid e Silva, ha para vender os seguinjes artigos
abatxo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sipatos de tranca de algodo a 1.
Carlas de alftnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
lg-iO.
Phosphoroscora caixa de folha a 120rs.
Frascos de macassa perula a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muito finos a 35500.
Colehetes em carlo de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colehetes batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapalos de laa para enancas e 200 rs.
Pares de raeias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de rampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo fin.is a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la cora 10 varas a lj.
Pegas de tranca de la com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) 1#.
Linhas Pedro V, carlo com 2(M) jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (pecas] 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruccao,
publicse particulares. Vende-sena
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 37, segundo andar.
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,t
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes le Liverpool
ivndospelo dtimo paquete inglez :emcasad<
oSuthall Mellor 4 C.
Loja das seis portas em
frente do Livrameolo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreitas a imitaro de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de esgui&o de algodo
muito fino a 3f a peca, dilas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2. riscadinho do linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 2!
lengos brancos cora barra de edr a 120 rs., ditos
coji bico a 200rs., algodo mooslro de diias lar-
guras o meihor que possivel a 640 rs. a vara
rnussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla t as
9 horas da noite.
45 Ra Direita4S
Este estabelecimento oerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
prqos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes .... 100000
Uitos aristocrticos...... 94000
Borzeguinsmoscovia (provade
fogoe d'agua....... 9#000
Ditos democrticos...... 65000
Meios borzeguins patentes 6$50O
SapatOes nobreza....... 65000
Ditos infante*......... 55000
Ditos de linba (3 1|2 bateras) 6000
Ditos fragata (sola dupla) 5#000
Sapatos de salto (do tom). 60i 0
Ditos de petimetre...... 55000
Ditos bailarinos....... 35500
Ditos mpermiaveis..... 2i'500
Senhora.
Borzeguins primeira classe
(salto de quebrar)..... 55000
Dito de segunda classe (que-
bra cambada) ...... 4800
Ditos todos de merino (salto
denfT0S0).......... 45500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forra...... 4,s000
Ditos de arranca....... o'sOO
Borzeguins resistencia 4,S' e. .~.s800
Pateo de S. Pedro n. G, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se nesle novo estahelecimenlo saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
lho, feijao mulatinho e preto, goroma de mandio-
ca, arroz de casca edito do Maranhao de su-
perior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho
do Pono em garrafa do melhor que pode haver
no mercado, manteiga ngleza e franceza, bsnha
de porco em latas, bolachinhas de soda de todas
as qualidades, cerveja preta o branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por me-
nos brego'do que se vende em outra qualquer
parle.
* Seguro coaira Fog
compahhia
na
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
=
I Vende-se
I Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
I Espingardas.
I Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao.
I Barriiha e cabos.
! Brim de vela.
J Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley & C.
ELOGIOS.
Vende-se emcasa de Saunders Brothers a
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
doabncarite Boskell, por preros commrdos
e tambemrancollins e cadeias paraos mesmos
deexceellDte sosto.
Na ra da Cadeia n. 24, vendem-se as =e-
guintes fazendas, por melade de seu valer rara
Iiquidaro.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas ai
arguras. vara a ICO, 240, 400, SCO e lC0O.
Um rompido sortimento de franjas de seda
de algodo.
Chalps de touquim a 10, 15, 20 e 35JS.
Butps deseda, velludo, de lourn ede fusto
de qnahdades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4j.
Entren eios unos, pecas com 12 varas a Ig.
Folhos bordados liras a 51 0, 1, 2, 3?500.
Camisetas com manguitos a 3$, 4, 5 e Ca.
Enfeites de llores a Cg.
Chapees de seda para senhora a 10$.
Casaveques de velludo a 40 e COK.
Dilos de seda a 25*.
Dilos de fusto a 8 e 12$.
Filas de seda e de todas as qualidades de 169
rs. a lfiOO.
Ditas de velludo de 250 rs. a Ig.
FAZENDAS
Armazem da ra do Quei-
mado n. i 9.
Penles imilxido tartaruga com enfeite de vi-
drilho e rctroz, viudos pela primeira vez a&000
cada um.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda
muilo finos, a 5-5500, ditos estampados grandes a*
3J500.
Grosdenaple.
Grosdenaple furta-cores com pintas de mofo a
1$200 o covado.
Lences.
Lenges de bramante do linho, pelo barato
pre^o de 18800 cada um. '
Cobertas ch mezas.
Cobertas de chita, gosto rhinez, a 1J800.
Ricas colchas
Colchas de laa e seda de muilo gosto para
ooivos.
Colchas de fusto.
Grandes colchas do fusilo de lindos lavrores a
595OO.
Cambraias de cores.
Cambraiaade cores muilo finas a 500 e 640 re.
a vara.


---------------------. .1 .
~*r
------ r '
DIARIO DK PEMUMMJCO. SEXTA tfEIRA If DE 00TUBRO DE 1860.
(*)
(D&flMf
DE
N\ LOJ\ \ MLMJkZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregacuo letreiro verde.
Sedado quadrinhos muito finacovado
Enfeites de velludo com roco prelos e
de cores para cabera de sentara da
uliima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
20OOe
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengos de gurguro prelos
Hicas capellas brancas para noivados
Saias balo para senbora e meninas
Tafela rxo o covado
Cimas franceza a 260, 230, 300, e
Cassas francezas, a vara
19000
2500
8500
2#000
too
#30
5?>00
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Rices corles de seda prelos e de coros
com 2 saias o de babados
Ditos de ga/.e e de seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
19600
2#000
1&500
PROGRESSO
de
-Largo fin Fe
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu arraazera de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
vindo a este mercado, por serem escollados por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por coma dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 8oO rs.
Marme\ada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de i a 2 libras a 800
rs., em porgao de se far algum abaiiraenlo.
Maa de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
lalas com cvvillias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lia tas de bolacnmha de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
A.meixas francezas
s mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3$000 rs
e em idlas de 1 1\1 libra por 19500 res
Verdadeiros figos de comadre
era caixa com 16 libras por 3#000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixinlvas com 8 libras de passas
a 3S&000 rs. em porgao se far algum abalimento, vende-se lambem a retalho a libra 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimenlo.
Cha perola
o mellior que ha neste genero a 2SS>500 rs. a libra dilo hyson a 2#000 rs.
Palitos de dentes lichados
a 200 rs. cera 20 macinhos.
peixe sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 19500 rs. cada urna e de
oulras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toncinho de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Maas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4CI000 rs.
Tambera vendem-se os seguintes gneros, ludo recentemenle chagado e de superiores qua-
idades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriga rauila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maga de lmate, pera secca, passas, fruclas em calda, amendoas, nozas, frascos com
amendoas coberias, confeiies, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as qualidades,
gorama muito fina, ervilhss francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermaceie barato, licores francezos muito fiaos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonasmuiio novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais lambem servirera aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco praiicas eorao
sevibssera pessoalinente; rogara tambera a lodos os sen h o res de enganho e senhores lavradores
quetram mandar suas encomraenias no arraazera Progresso. que se raes affianea a boa qnalidade e
oacondicionaraento, 3
AGENCIA
Da
Taberna para um
principiante.
Potasst da Russia e cal de
Lisboa.
No bera coohacido e acreditado deposito da Pf TlHIH/lT A I. ATt[ UATIf
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender F UllDI^ AU LV U ~l\) W
verdadeira potassa da Rumia nova de superior Rua a Senzala !T0Ya n. 42
qualidade, assim como tambera cal virgem era Neste estabelecimento continua a haverum
pedra, ludo por pregos mais baratos do que ero j"mapletosrtimentodemoendas eineiasmoen-
j oulra qualquer parte. Ilaf para! "Senho, machina de vapor e taixas
9 eierro batido e coado.de todos os tamanhos
Bom negocio.
Vendem-se as obras, sublocando-se o arrenda-
mento ao compradoi, a cocheira da rua da Im-
peratriz n. 38 ; a tratar na mesan.
Ha urna quanlidade de lijlos para cacim-
ba, de 6 palmos do circonsferencia, para vender-
se : na olaria de Marcelino Jos Lopes, na rua
do Mondejo u. 63.
Viiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, rua da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac A C, cm Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
gt, Julien
t. Julien Mdoc.
hateau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
Libras slerlinas.
Vendo-se no escriptorio de Uanoel Ignacio de
Oliveira & Filho, na praga do Corpo Santo.
Terrenos pertoda
pra^a.
Caminho dos oiiinibii|t
O lilSi
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a v,,. r
rua Novan. 20. loja do Vianna.
Cheguem ao barato.
na
Vende-se a taberna sila na travessa da rua do
ijueimado (oulr'ora becco do Peixo Frilo) n 7
muito afreguezadt para a praga e mato, propri
para um principiante por ler poucos fundos e
ser em uma das melhores localidades, e o moti-
vo da venda se dir ao comprador ; a tratar na
mesma.
Peincha sem igual.
De queijos fame ngos recentemenle chegados
pelo ultimo vapor da Europa a 2; e em caixa
se far algum abatimento : vende-se nicamente
noarmazfm progresso de Duarle & Irmo, no
largo da Penha n. 8.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, comp.-slo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno maislenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compleigao mais robusta ; ,
e enleiramente innocente em suas operages e ef- I Ditas ditas por
feitos ; pois busca e remove as doengas de qual-. URas de imortaile por
quer especie e grao por. mais amigas e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que ja eslavara as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forga3, depois de haver tema-
do inullimenle todos os outros remedios.
As mais afdictas nao devem entregar-se a des-
esperagao ; fagam ura competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
Pesies recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esto remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
LeiteA Irmao, na rua da Cadeia do Iferife n.
.iH!.fn franceza, cores Oxas b240 2CO
Os herdelros do commendador Antonio dfsil- |00 "' rersVrtn dJ^\"l.-ei,a8' car2 lixas-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa SL"fSo 4S S/wn ""* a
Forte, em sorles de Ierra a voniade dos compra- | 7. 'P? '7S ner,,VKnhaT ?* !. !l"i,
dores com a nica restrieco de nao tercm menos rsVcata rela muo' na Vin "" W ""*
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela i Se feda de eso n e^ me,M
respectiva planta approvada pelas au.ori.lades \ tasP camSre ? Ear ^ Ziuria ?I^L r"', u"
compelenles. 0 engenheiro Antonio Feli Rodrigues Selle o encarregaoo das medicoes oK&T^tm^^S SdK
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na rua estrena do Rosario n. 30, lerceiro an-
dar, ou na prora da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou
esclarecimenlo ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Febreto da especie.
Golta.
Heraorrhoidas.
lydropesia.
ctericia.
Indigesles.
Infiamniagoes.
Irregularidades
menstruagao.
mbrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abslrucgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Relengo de ourina.
Rheumalismo.
Symplomis secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(raal).
Shcrry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris quadade Cna
Cognac em caixasqualidade inferior.
CerveJa branca.
As melhores machinas de coser dos mai"
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler & Wilson
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, eresponsabili-
samo-nos por sua boa
quadade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos rua da
Imperalnz n. 10, antigamente aterro da Boa-
Tista.
Pechincha.
Rua do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas francezas malisadas muito finas com pe-
queo toque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamenle limpa, a 200 rs.
covado.
Novidade.
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal-
cas, chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez : na rua da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor quadade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, rua do Vigario n. 23, escrip-
torio.
Para colchoes.
Ainda ha um resto do superior panno delinho
proprio para colchoes : ua rua da Cadeia do Re-
cie n. 48. loja de Leite & Irmao.
Barato para acabar.
Na loja da Rua do Passeio Pu-
blico n. 11.
Cliila franceza fina a 220 rs. o covsdo, corles
decassa a 29200. dito de cambraia a 2j800, cha-
peos de f.'llro a 25800 e 4000, corles de casemi-
ra a 3)3000, chles de la escures a U800, ditos
de merino bordados a 5*501", meias cruas a 1800
a duzia, brins miudos a 160, ditos grossos a 260,
pegas de cambraia lisa Cna cora 12 jardas a 6 a
pega, dilas muilo fina a 9#, camisas francezas de
cores e brancas a lg60O, casemira prela fina a
15J750 covado, panno preto fino a 3$, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covado, brim branco
de linho puro a ljJlOO o vara, cambraia de cores
minio fina a 600 rs. a vara, lencos brancos finos a
29800a duzia, dilos pequeos 2JJ600, chita pa-
ra coberias a20rs. o covado, dita a 160, panno
da costa a 340 rs. o covado, pegas de cambraia
branca do quadro muito finas a 4 com 10 varas l,vesse bastante confianga para encinar este re-
cor de caf com 6 palmos de largura i ly nerva-
do, bandos de crina a 1S200, corles de rassa il'i-
la de lindos desenhos e cores fixas a 2J1C0 lirim
trancado de linho todo prelo, fazenda multo u-
permr o que nao disbola a 28 a vara, pam s d0
mesa a 4, rhapelinis modernas para seDhora
paleiotsdo alpaca a 5?. cortes de calca de cese-
mira de algudo a 1;280, dilos de casen in a \-
ditosdemaia casemira a 2, mossetina l-ranea
muito fina a 300 rs. o covado, sabonetes inglczes
muito superiores a 1600 a libra, brim Irauesdo
branco de linho muilo fino a 1J500 a vara, "ar-
latana branca e de cores, pegas de cambraia lia
com 12 varas n 4^800, ditas transparente 'or 10
Vende-sena loja de Antonio Augusto dosSan- iHr' \ 2S6,00, 3*' 4*60P e 6S. coberlas de chita
tos Porto na loja ns. 37 e 39 na praga da Ind- t''d t\ 'mhM 2*J '" de qUadrfs P"a
pendencia, capellas de aljofare morale para cL*TddfnLl0 "" .ocov"do; e ontras fa-
Capelas dealjofe com iEscripgoes, grandes a 105
Ditas ditas por gjj
Ditas ditas por 55
35
25
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripges por baixo a 122* e a 10#
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Ccnvulses.
Debilidadeou extenua-
dlo.
Debilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de fibanla.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregsdas de sua venda em loda a America do
bul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
uma dolas, contera uma instruego em porlu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas. F
O deposito geral em casa do Sr. Soum
' pharnuceutico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Suissos.
Ilaut Sauternes.
em barris e em
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem testemunhar as virtudes desle remedio
incomparaveleprovar em caso necessario, que,
pelo uso que dalle fizeram lem seu corpo e
membros inleiramenle saos depois de haver em-
pregado intilmente oulros tralamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, quo Ih'as
relaiam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prenlentes que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao I Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais aulenlicarem sua a firma-
liva.
JNinguem desesperara do estado de saude se
Em casa de SchafieitKn & C, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimenlo
de relogios de algibeira horisontaes, polcles,
chronometros, mcioschronometros de ouro. pra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondero por precos razoaveis.
Na loja de Burlo Jnior & Marlins, rua do
Cabtiga n. 16, vender :
Colinas de luslre e pellica para senhoraaStf.
Ditas de setim branco para dita a 4g.
Dilas de dito para menina a 3*.
Ditas de lustre para hornern a 5$, 6jl e 7g.
Ein casa de J. Praeger &
C rua da Cruz n. 17, ha para
vender:
Vinho de Bordeaux em quartolas c cahas das
seguintes qualidades :
SI. Julien.
SI. Eslephe
Si. Julien Cabarrus
Moni ferronl.
Pichn longuevillc.
Margaux.
Vinho de Bordeaux, branco
Vinho do Rheno.
Vinho Xercz superior e inferior
caixas.
Vinho Madeira.
Champagne das acreditadas marcas Eugene Clie-
quot. Bruch Fouther & Ce oulras qualidades
mais inferiores.
Licor muilo fino de Marselha.
Dito cherry cordeal.
Absinlhe.
Kirsch.
Cognac francez em barris e em caixas.
Dito Pal Brandy superior qnalidade em barris e
caixas.
Cerveja branca e preta.
Fumo americano.
Charutos de Ilavaoa muito finos marca flor do
tabaco.
Conserva em frascos (Pieles].
Mustarda ingleza.
Dita franceza.
Sardinhas de Nanles.
Emilias francezis em latas.
Espingardas para caca de 2 canos.
Pistolas.
Balancasdecimaes.
Pechincha
para acabar.
Madapoles a 3*300,4J200, 4-3400,4C600,55500
5$60(>, 55900 e 6"00 muito lino, rnmbraia bran-
ca de flores n l$f00 a pera, algodaozinhos a 35,
3500, SgSfO, e 4S900, superiorsicopira com 22
Jardas, chales de tarlalana a I58CO, castores mui
lo grossos a 240 rs. o covado :
Passeio Publico, n. 11.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por prego commodo ; na rua da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira. w
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimenlo de calcado ren-
cez, roupa feta, miudezas finas e perfumara?
ludo por menos do que em nutras partes : na lo-
a do vapor na rua Nova n. 7.
Aviso aos fumantes.
Anda existem charutos da Babia a 1S 3 caixa
na rua do Livraraentu n. 19.
Era casa de N. O. Bieber & Successorc= rua
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champunba marca Farre & C, una das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris c
caixas.
Vinagre branco e '.rilo em barris.
Brilhantes de varias dimersoes.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ago de Milo
Fi'rro da Suecia.
Algodo da Babia.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na rua do Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Vinho genuino.
Ainda ha uma pequea quanlidade de ancore-
las desle vinho sem confeigo, e proprio de doen
na rua do Vigario n. '9, nrimeiro andar-
douradas par:
imperalrz :
^f-^g> jsra

:7'
Rerebeu-se bonitas filas
g cinleiros do ultimo goslo
* Eugenia, na
Loja de marmore.
p
As senhoras do bom gesto.
Chegou i loja ac p do arco de Santo Antonio,
vindo pelo vapor do norte, um rico e con ; !i lo
sorlimenlo de lencos de labyrinlho, os mais ricos
que se lem visto no mercado ; estes lencos sao
feilos com todo primor pelas jovens Ceareses.
Para acabar.
Na loja de fazendas de Guimares & Villar na
rua do Crespo n. 17, vendem-se ricos cnrlrs de
vestidos de pbantazia a 15$, eoUinbas e n angui-
los prelos a 55, cassas de cores lixas e padroes
miudinhos a 240 o covado, chitas franco?, -
e 280 o covado, chapelinas de palha de llalla ri-
camente enfeiladas a 30J.
Vende-se um carro para trabalho da alfan-
dega, novo e muito forte, bem forrado, tendo
serventa para hoi e eorallo, por preco commo-
do : na rua da Concordia n. 19, armazem de red-
deiras.
Escravos fusko

1
fUelogios.
------j------_, ...... ,w .ii.u^ *. -v t w I1J iv >UIU
cada, peca, ditas rendadas com 13 a 14 varas, lar
gura de 4 palmos e meio a 4g500
Borba.
O fabricante deste rap nao fallando a sua pro-
mega de o melhorar o quanlo lhe fosse possivel
urna remega vinda do Para por este ullimo va-
por, j 6 muito maisaperfeicoado, e a sabida que
elle de prompto lem lido p'rova sua excellente
quadade ; .deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a escolha de fino, meio grosso c grosso ;
deposito na rua da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
lergo, por prego mdico : na rua da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
JOIAS.
Seraphim & Irmo, com lojas de ourives na
rua do Cabug ns. 9 e 11, sorlida? das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedias
preciosas; vendem barato, trocam ereceben pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, o von-
tade dos prelendenles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos receberam uma factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, lendo entre estes alguns pequo-
nos que sorvem para as senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgio seja urande se resolverlo vender pelo
preco de 6# e 6g500, alguns cem pequeo de-
feito a 5| : na rua do Crispo n. 14.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na rua Nova n. 7.
medio constanlemenle segurndo algum tempo o
Ira tmenlo que necesslasse a naturez3 do mal,
cujo resultado seria provar inconlestavelment.
Que ludo cura.
O ungento lie til, mais particu
rmente nog seguintes casos
Vende-Veem casa de Johnslon Pater & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de outo, palente inglez, de um dos mais
afamados fabricanies de Liverpool ; lambem
uma variedade de bonitos irancelins para os
mesmos.
Rua da Senzaia Nova n.42
Vende-so
vaquetas de
em casa de
lustre para carro
Inflammago da bexiga.
da mairiz
Lepra.
Males das pernas,
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
SupuragSes ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras ha bocea.
do ligada.
J3 articulages.
Veias torcidas ou
das as pernas
no-
nglezes, ondeeiros e casligaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicle para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro patente inglez.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Corladuras.
Dores de cabega.
das cosas.
dos merebros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
ErupgSes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchagoes.
Inflamagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e ootras pes-
soas erftarregadas de sua venda em toda -a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conim wic-, pimunuo panno preio soorec
uma instruego em portuguez para explicar o es, oolletes do-xjasemira prela ede c-es, dilos
modo de fazer uso des lo ungento. de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
0 deposito geral em easa do Sr. Soum, menlode roupas feitas
Contina fgido desde 29 de julho deste au-
na loja da rua do nooescravo pardo acaboclado de non! Juiu,
com os signaes seguintes : corpo e estatua re-
gulares, cor plida por ler soffrido de sesees, de
idade 25 a 30 annos. falla descancada, mansa e
sen-ipre conlrafeila, mostrando fingim^nto, na-
tural de Inhamurn. foi propriedade de un vellio
por nome Joo Secundo do mesmo serlo, e por
morle deste vendido pelos herdeiros, sin.lo um
dos ltimos possuidores Ignacio Penetra Tiran-
do, senhor ae engenho do Sul, que lambem o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Ii.lmnum
ou ouiro qualquer serlao : roga-se aos capites
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o npprehendam e lovem Apipucos a sen actual
senhor, o mnjor Joao Francisco do Rpgo Maia
^ x, -. -. ou 110 Recife a Symphronio Olympiode Queiro"a'
S. P. Jonhsion & C. I que se reco,uPens3r generosamente.
sellinse silhesi Fugio boje do poder do -ibaixo assienado a
sua cscrava Jgnez, prela. fula, de 17 annos de
idado pouco mais ou menos. Sabio vestida de
riscadinho rxo com chale encarnado, p levou
urna trouxa com diversas pecas, inclusive um
vestido de cambraia branca aida por acabar do
fazer. Esta escrava foi comprada em 25 de fo-
vereiro do corrente anno ao Sr Sebastio Anto-
nio de Mello riego : quem a pegar e enlre
rua
por
do Hospicio n. 13 ser bera recompensado
Recife 1"
Tachas e moendas
BragaSilva 4 C.tem sempre no seu deposit
da rua da Moeda n. 3 A.um grande ortimento
detachase moendas para engenho, domuito
acreditadofabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vende-se uma escrava croula, de idade 28
annos, pouco mais ou menos, com principio de
ludo, para o servico diario de uma casa : a Iratar
na rua da Cadeia Velha do Recife, escriptorio n.
56, de Leal & Irmo.
Loja da seis portas em
firenlc do Livramento.
Roupa feito barata.
Fali'.Dtsde casimira escuras a 45OOO, ditas de
alpaca prela 4?. 00 e ov 00, camisas brancas(Cadeia do Recife .'35.Toja,
ede cores a -2#000, dilas de fuslao a 25500
serolas muilas finas a 1^600 e 2#000, palilots
de brim pardo a 3800o caigas de casemira pre-
la e de cores, palilots de panno prelo sobre casa-
ar na
Augusto Pinto de Lemos.
de outubro de lbliO.
No dia 15 do correle, celas 8 horas da
noile, desappareceu do bolpqnim da rua larga do
Resalto n. 25, o oscravo Feliciano, crioulo, de
idade 35 annos, pouco mais ou menos, cujo es-
cravo lem os signaes seguintes : altura regular-,
cheio do corpo. cravos nos ps, e calvo no alto
da caneca decarregar peso : quem o apprehen-
der, leve-o 00 mesmo botcquim cima, que se
gratificar generosamente.
Boa recompensa
Jos Matheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu cscravo Leandro, o qual tem os
signaes seguintes : idade 20 annos, pouco mais
ou menos, baixo, roslo e cabega redonda, sardos
no rosto, ponca barba e ruiva, quando aadn ar-
queia um pouco os bragos. falla bem e sabe ler.
natun! do Ico, onde lem familia : na rua da
pharraBceulico,
Pernambuco,
na rua di Cruz n, 2-2. ca
Vende-se vinho de caj superior
garrafa ; na rua do Santa Rila n. 84.
a 1ja
3008000.
Contina a ester fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, tem os signaes seguintes:
fula, alta e muilo magra, representa if r 25 an-
nos de idade; desconfla-se estar occulla em al-
guma casa nos arrabaldes desta cidade ; veio do
serlo do Ceara, d'onde natural : quem a pe-
gar, receber a qnanlia cima, na*rua da Cadeia
n. 35, loja.
mmmm
MUTILADO


(8;
DIARIO DI PERIfAMBUCO. SEXTA FEIRA 19 DI OUTBRO M 1860.
Litteratura.
As revolucies cas dictadoras da Ame-
rica do Snlem1859.
F.sle mundo um vasto laboratorio, ora que
Hilo passa pela grande, implacavel e mystoriosa
i'i da trarsformago, do Irabalho e da experien-
cia. Pe urna outra extremidade do'globo ragas,
que se conheccm apenas, 8gilam-se em espheras
rao beni differcntes. A civilisagao npparece
smo tempo em todos os seas graos, nos
i'henomenos os mais caractersticos: costu-
raos, roligioes, organisagoes polticas, crises in-
;es que drgcneram em rcvoluges, anlago-
iiismos nacionaes do que so orguam as guer-
ras.
Tcnho peosado que urna das obras mais curio-
sas, e mais instructivas seria aquella em que,
alravs dos fados coordenados com verdadeiro
zelo e exactido, destribuidos u'uma ordemsim-
ples e-methodica,, se podesse vero se sentisse
palpitar toda essa'vida universal. Por esse meio
so chogaria conhecer as direccoes essenciaes
que levam as cousas do mundo contemporneo,
o acompanhir as suas phases a sorte variada
de todos os povos empenhados nos combates da
vida.
Napoleo, que era commummenle tido como
pouco accessivel s coramoges poticas, escre-
veu um dia seu irmo Josque elle lia a es-
tatislica das suas tropas, e quo achava taulo pra-
zer nessa lcilura, quanto poderia ter urna moca
leudo um romance. E' porque nesses algarismos
enigmticos, e sem sentido para qualquer outro,
esse genio extraordinario via desenhar-sc e mo-
ver-se o seu peusamento ; lia nessa rida esla-
tistica o romance das suas incomprehensiveis
aventuras. Nem todos podem ser um Napoleo
felizmente.
Lsse inleresso, que o imperador como verda-
deiro chefo guerreiro, moslrava pela leiturn da
eslalistica dos seus excrcitos, seria, ao menos
assim parece, mais naturalmento parlilhado por
aquelles que se dessem leilura dessa coordena-
cc do fados, e mesmo do sgansenos, que de
alguma sorte sao a eslalistica da vida djs povos.
A imprensa 6 o refloxo quotidiaao dessa vida,
na, a no quo ella tem de positivo, como tam-
bera no que ella tem do obscuro, e ate mesmo
de contradictorio.
A creago de um peridico annual, que deixas-
se um pouco amadurecerem os fados, que dsse
lempo de consumarom-se os resultados, e dssi-
parom-so es contradiges de momento, seria ja
lima parte da historiaconfirmando de auno em
auno o progresso de uns, a paralysacoo c a de-
cadencia de outros, n'uma palavra os esforr.os
por lo los empregados : seria a eslalistica mo-
ral, poltica e material do lodos os paizes, des-
de os cotifins do Oriente at a Europa, do fundo
da America al o imperio da Russia. Pois bom ;
eS9a (reacio nos a possutmosj: o Animara
ttos Dous Mundos um livro que prosogue na
sua marcha de dez annos para ca, e que vira
ser um dos mais extensos documentos da histo-
ria contempornea. Elle pois neste sentido a
eslalistica desse grande exercilo, cujos soldados
sao as nagoes.
Ni realidade ca todos os paizes, cuja historia
ten: sido descripta no .1 unitario dos dous Mun-
dos, e de que elle se tem oceupado mais ou me-
nos, existen muitos probleuias que hoje se de-
baten] e que j ha seguramente um anno se de-
baliam. Na India urna insurreico formidarel
.ipenas foi reprimida com grandes estorbos do
governo inglez. Na China est iraminente o cho-
que entre a civilisagao do occidente e o espirito
oriental. Mais perto de nos, mesmo debaixo das
nossas vistas, a Russia prosegne na laboriosa ex-
periencia de urna transformacao social pela
emancipacio dos escravos do imperio. A Aus-
tria, quo depcis de mal succedida na guerra, pa-
rece em ludo imitar a Russia, se concentren em
si nesma, e neslo systcraa suppe ter achado
urna liceo de progresso interior. A Prussia r-
cula do seu lado entre os hbitos, que a ligam s
tradices do direito de 1815, e os desejos de en-
graodocimento, que foram a poltica de Frederico
II, o mais declarado partidista das annexares.
A AIUmanila profundamente agitada o inquieta,
se interroga qual a esphera de acgo era que so
ver toreada gyrar ; entretanto quo a lula na
Italia se desenreda pela reconsttuigo de urna na-
cionalidade, quem s falta um pouco de pru-
dencia para assegurar o que as armas conquista-
vi u; alm dos Pyreneus nm movimenlo patri-
tico levou a Hespanha guerra contra Marro-
eos.
Para qualquer ponto do mundo que se dirij.im
as vistas, ha transformages, urnas apenas pre-
vi stis, nutras irrevogavelmenle confirmadas ; dei-
\ando mesmo de mencionar os successos que fa-
zem a parte dramtica, e quasi romanesca da his-
toria. Como foram esses paizes organisados?
- os seus meios de acgo o os seus recur-
Em que consiste a relaco entre as suas
inslilmcous e as tendencias da sua poltica exte-
rior? Kis-aqui elementos serios e positivos para
essa averiguacao, que abraca ao mesmo tempo os
dous hemispherios.
Unidos episodios mais curiosos dessa historia
universal sem duvida alguma o que se passa
todos os dias no Novo-Mundo, era primeiro lu-
gar nos Estados-Unidos, depois nessa parte da
America em que a raga hespauhola ficou domi-
nando. Ahi mais que em outra qualquer regio
exist'' a duvida, existe o problema. Trata-so de
saber de que maneira a civilisagao so enraizar
Desse solo atribulado ; se a rara hispano-araeri-
caun est habilitada por seu Irabalho e sua in-
dustria conservar-se seuhora desse imraenso
continente, que ella oceupa, ou so definitiva e
iacuravelmeiite se acha coudemnaJ gyrar
nesse circulo de agilagoes esteris e sera valor,
espera que outros venham supprir a sua incapa-
Cidade.
F.is-ahi populages emancipadas ha cincoenta
annos, e ainda pouco numerosas, occiipando pai-
zes sem limites. O seu primeiro cuidado devera
ser fundar urna independencia o urna nacionali-
dad sobre bases solidas e persistentes, envidan-
do todos os esforgos para rcgularisar a sua vida,
o pata desenvolver as suas forgas naturaes; ao
contrario, procuram firmar urna existencia facti-
cia, sera garanta, sera proveito. O seu primeiro j
irabalho devra sor a nnio, a cohesao ; entro-,
tanto que so dividem, se niolilam. No mesmo
paiz ha provincias, ha cidades em continuas lu-!
las. Um signal deslinctiro dessas quinzo repbli-
cas hispano-americanas a ideniidade de todas
as questes de civilisagao moral e material. Cir-
cumstancias locaes podem dar um carcter pe- (
cuitar i oxistencia de cada um desses estados.!
Essas dtfferencas, mais accidealae*s que profun-
das, nascem da posigo geogrnphica, da acgo'
mais ou menos violenta de certas influencias,
das eorabinaroes de interesses o do paixes, que
sflsfcomplicam indefinidamente, sem perder o ca-
rcter primitivo de urna origem commum.
Para se ter urna idea exacta do estado desses
paizes, cumpro atlcnder um pouco para essas ap-
parencias, assim como para os nomes que classi-
ficatn os partidos, encarngados disputaiera-se
um poder chiraerico soh diversos estandartes.'
Segundo os lugares, os parlidos se appellidam li-
beraes e conservadores, ou radicaos e oligarchas, i
ou federalistas e unitarios, sendo que estas cas- I
sificages apenas teetn urna relacio mui distante'
com o verdadeiro sentido dossas expresses da
lingua poltica ; porquauto nao sa ideas nem
systemas que so agitam, sao antes lulas de pai-
xoes e de ambigoos.
Na America do Sul persiste ainda o tumultu-
10 conflicto entre as antigs tradieges do rgi-
men colonial e um instincto vago de reorganisa- !
gao, que at o presente nao tem conseguido ser !
formulada, e atravez de todo o phenomeno pre- I
dominante e caracterstico conserva-se sompre
0 que se chama alera do Atlntico acaudilha- \
gem ; isto o despotismo de um chefe aventu-
reiro, que se eleva por meio da guerra civil, dis- j
solve os congressos, regula as dividas nacionaes, |
questiona com os estrangeiros que o molestam, o
firma para si urna autocracia de alguns annos i
para depois cahir da mesma forma por que se1
elevou.
Nao ha muito tempo jnlgou-se ver no general'
Rosas urna excepeo ; porra o dictador argcnli- '
tino nao era seno o typo de urna raga, que exis-;
lo por toda a parte, e cujos representantes con-
temporneos sao : os Monagas na Venezuela, Ir-
bina no Eqnndor, Carrera na America central,'
Castilla no Per, assim como anligaraente ella
produzio Oribe, Lavalleja, Rivera, Flores, Belz
1 lia passado juslamente meio seculo depois que
as repblicas hispano-americanas comecaram
trabalhar nasua obn de emancipago, ainda
hoje o drama contina.
Cuando ter elle fin? Es-aqu todo o problema I
da America do Sul o para se dar semelhanle
pergunta urna resposla satisfactoria, c das mais
instructivas, convm passar em resenha as recen- '
les agitaroes de todos esses paizes dessiminados
no novo mundo hespanhol, islo ,' o Mxico e a
America central, os estados que formaram anli-
gamenle a Colombia, e que se estendem sobre o
ocano Pacifico at o Per o o Chile ; finalmente
as repblicas que enchi>m de suas querellas a
grande bacia fluvial do Rio da Prata. Ser, se o
leitor quizer acompanhar-me, urna digressao que
acompanhar-me, urna digressao que tasemos por
entro as revoluces e dictaduras da America do
Sul.
I
Na historia da anarchia americana o Mxico
lera muilo direito primazia ; desde que elle
existe como estado independente tem passado
pelas mais singulares vicisslules. Em 1822 no
lempo de Iturbide foi elevado cathegoria do im-
perio ; imperio porra bstanlo cphemero que
durou menos de auno. Segio -se depois a ques-
lao : se o Mxico devera ser urna repblica fede-
rativa ou urna repblica unitaria ; so devera ser
governado pelo partido conservador, ou passar
para o dominio dos radicaes, que por um cupho-
nismo bastante bisarro se appellidaram latnbem
os puros. Seria difficl mencionar o que essa
questo tem j produzido do revoluges o presi-
dencias sob todas as formas e ttulos, assim como
os planos successivos de regeneracao que d'ahi
se hao originado.
Os successos que de algum tempo para c agi-
tam o Mxico, e mais que nunca o teern precipi-
tado na guerra civil, nao sao a continuago desse
conflicto, permanente ; elles remonlam tempos
anteriores, lendo por origem mais imroediata a
revolugao consumada contra a ultima dictadura
do general Sant'Aona.
Quem primeiro moveu essa revoluro foi um
veiho Indioo general Alvarez, que passou sua
vida no estado de Guerrero, onde se hava crea-
do urna especie do soberana feudal, conduzindo
al o Mxico as suas hordas de Indios pintos. O
resultado mais plenlo do movimento foi o pro-
dominio do radicalismo democrtico ; e o signal
do trumpho da revolucofoi o voto de urna cons-
tituigo datada de 1857, que reslabelecia o fede-
ralismo, e realisava o ideal da democracia. Fi-
nalmente urna personaron) do acaso, Mr. Comon-
forl, quo hava sido antes o ajudante do general
Alvarez, tornou-se i>or si mesmo presidente, ao
passo que o velho Indio procurava novamenle
gauhar os oslados de Guerrero com as suas hor-
das selvagens.
Foi esse um successo cphemero porque, ven-
do-se entre os radioaes, que com elle apertavam
suspeitando-llie tendencias muilo moderadas, e
urna reaegao em sentido conservador, a qual so
tornava j ameagadora, Mr. Comonfort desapare-
cen Estava-se entao no anno de 1858. Um pro-
nunciamento militar provocado principio pelo
presidente, e que depois so lornou contra elle
mesmo, derribou essa traca dictadura de um da,
e transmillio o poder novo chefe, o general F-
lix Zuloaga, que assumio o governo sustentado
pelo exercito, o revestido da mtssao de fazercom
que prevalecesse um plano chamado de Tacu-
baya, e destinado, como muitos outros, firmar
a regeneracao do Mxico. Era um feliz xito pa-
ra o partido conservador que assim so via repen-
tinamente ltvre do dominio dos puros. Infeliz-
mente porm o partido democrtico, vencido no
Mxico, se estendia pelas provincias, erguendo
como seu estindarie a constiloigao de 1857. O
vice-presidenie da repblica, um pequeo Indio
teiraoso c turbulento, radical inlratavel, o qual se
chamava Demlo Jurez, organisava urna especie
de governo pseudo-legal em nome dessa consti-
luicao; depois de ter vagado de cidade em cida-
de se foi estabelecer em Vera-Cruz, de que se tv-
linha apoderado o partido revolucionario.
Haviam, pois, no Mxico dous governos : uro,
eslabelccido na propria capital, contava em seu
favor grande parte do exercito, o clero e os con-
servadores ; sera ser um governo regular por sua
origem, era nao obstanto senhor da capital, e o
nico reconhecido polas potencias estrangeiras,
cujos diplomlas com elle haviam imnediata-
menle travado relajos.
O outro governo, expressBo da legalidade re-
volucionaria que arabava de sotfrer urna derrota
no Mxico, se personilcava em Benito Jurez.
Apoderando-se do Vera-Cruz, isto o porto prin-
cipal da repblica, podia elle dispor das alfande-f
gas, e por conseguinte de um recurso pecuniario
que Ihe permitlia viver e progredir, ainda que
temporariamente. Na falta de um exercito regu-
lar contava as provincias com partidarios pronip-
tos defend-lo, o erara eslesanligos governa-
dores licenciados, transformados em generaes,
chefesde hordas sempre dispostas saquear e
devastar o paiz sob o estandarte qualquer que
foseo,
A causa denominada constitucional contava
tambem no norte com o apoio de um persona-
gem, que nao tem sido das menos curiosas destes
ulliraos temposera Santiago Vidauri. Corren-
do as suas veas o sangue Indio, enrgico e obs-
tinado, com o cerebro cheio de ideas confusas, e
ainda mais de rauiu ambigao, Vidauri hava pas-
sado trinta annos de sua vida desempedir oca-
minho para chegar ao poder ; c com effeito ah
chegou, reinando pouco mais ou menos como3e-
nhor as provincias limitrophes dos Estados-
Unidos, as quaes procurou muitas vezes desligar
do Mxico, ameagando formar urna nova repbli-
ca da Sierra Madre. Nesse tempo era elle um
bom auxiliar para Jurez.
A luta achava-se assim travada. A prmeira
necessidade quo linha o governo eatabelecido no
Mxico, era com toda a evidencia despedagar
esse lecido de resistencias que se la agrupando
| ao redor delle, alim de que podesse chegar pa-
cificar a repblica, o organisa-Ia de urna manei-
ra ura pouco mais regular.
Um corpo do exercilo, marchando sob as or-
dens de dous jovens officiaes bastante enrgi-
cos, Osollo e Miramon, obleve principio alguns
1 successos no norte, pelo lado dos estados de Ja-
lisco. Osollo fez que capitulassem muitos che-
fes constilucionaes, apoderou-se de alguraas ci-
dades, e prosegua victoriosamente a campa-
nha, quando foi elle terido de morte n'ura com-
bate. Foi esta urna grande perda para o governo
i do Mxico, porque Osollo era um olflcial perito
o resoluto, do quem muito se esperava : esta
perda nao obelante foi immedialamente reparada
pela presenga no campo da batalha de um ho-
mem tambem moco e egualmente vigoroso, e
que bem depressa linha de representar um papel
! consideravel nos negocios do Mxico ; era elle
I o general Miguel Miramon, que al ento ser-
' vira de ajudante de Osollo, e que com a morte
! deste passra oceupar o primeiro posto.
Miramon deu guerra urna nova e enrgica
direccao. Dotado de muila pericia militar, clieio
de conlianca em si mesmo, raoslrou una acli-
vidade infa'ligavel, bateu os facciosos era todos
osencontros, e deu lio grande, impulso ao as-
cendente do partido conservador, que pouco
pouco todas as vistas so voltaram para esse jo-
ven general, quem ninguem podia resis-
tir.
A3 victorias de Miramon por infelicidade lor-
navara-se esteris, e sem um resultado poltico.
Em quanto o exercito do norte hbilmente con-
duzido bata os constilucionaes, o exercito do
sle, commandado pelo general Echeagaray e
dirigido contri Vera-Cruz, perda o lempo em
operaces infructferas.
O mesmo governo do Mxico se mostrava baldo
de todo o espirito de iniciativa ; apenas se oc-
cupava de oxpedtenles, e nenhura proveito li-
rava das vantagens obtidas pelo exercito do nor-
teo presidente elevado ao poder em Janeiro de
1858 e adoptado pelo partido conservadoro ge-
neral Zuloag", apresenlava urna deploravel me-
dioendade pulitica, que deu causa desconfianca
universal, e fez com que fosse elle perdendoa
considurago. Resultou d'ahi urna especie de
equilibrio entro o governo do Mxico, por quem
Miramon prosegua era vao nos seus successos,
e o governo que conlinuava eslabelccido em Ve-
ra-Cruz, e que se aproveitava da inutilidade das
operagoes contra ello dirigidas.
Todas as vantagens que pareceram favorecer o
governo de Zuloaga, saber : reconhecimento
pelo corpo diplomtico, successos de um hbil
general, de nada serviram para a decisao da
questo entre os parlidos.
De todos estes fados n3sceu urna peripecia
nova na siluago do Mxico.
O general Echeagaray, em vez de empregar os
seus esforgos contra Vera-Cruz, que elle eslava
encarregado de conquistar, sublevou-se contra
o presidente Zuloaga, do quera recebia as or-
dens e o poder. Eclieagaray'deu impulso ao seu
movimenlo em Ayotla, dando publicidade, se-
mon, achava-se muito distante, o no momento
em que rebentfira essa crise no Mxico, derro-
tava elle um dos principaes chefea constitucio-
naesSantos Degollado. Era tudoistooque mais
claro se lia era queda altitude do commandaDie
do norte dependa em grande parle o successo
do novo movimenlo do Mxico. Essa crise coo-
corteu para mais augmentar a importancia do
joven general, e tal era a influencia por elle j
exercida, que na reunao da junta do 1." de Ja-
neiro de 1859 para a eleigao do presidente pro-
visorio, obtevo aquelle general a maioria, tendo
52 votos contra 46 que obleve o general Ro-
bles.
Miramon, que nao linha um s momento aban-
donado o seu exercito, se achava pois eleilo, sem
o saber, chefe supremo da repblica em lugar
de Zuloaga, revolucionariamente deposlo ; e o
quo do mais caracterstico hava era quo no
momento da eleigao nao se sabia qual sera a
opnio de Miramon sobre os ltimos suc-
cessos.
O commandante do exercito do norte condera-
niva porm enrgicamente a sedtgo militar que
havia derribado Zuloaga : como conservador,elle
recusava associar-se esse movimenlo, que con-
siderava urna medidajantipolitica e provettosa ao
partido revolucionario ; como militar, indigna-
va-se por um fado que attestava a inutilidade
do sangue derramado de seus soldados. Foi nes-
te sentido que elle respondeu s consultas que
Ihe fizera o general Robles logo no comego do
movimento, cora o fim de obter a sua adhesao.
Foi egualmente nestas disposiges que recebeu
em Guadalajara a communicago de sua-eleigao.
Dcixar-sehia ganhar pelo engodo offerecido
sua ambigao, e aceitara o beneficio prestado
pelo movimenlo quo elle reprovava ? Ninguem
conheca os seus designios, e elle mesmo talvez
nao sabia o que tizesse. O cerlo que se dirigi
para a capital sem muito se apressar, e ali che-
gou no dia 21 de Janeiro de 1859 como grande-
elle, que poucos mezes antes se havia retirado,
quasi desconhecido, desse mesmo lugar.
O general Miramon era pois urna persona-
gera nova na historia poltica da repblica me-
xicana, personagem verdadeiramente singular
que com vinto e seis annos de edade chegava
urna especie de dictadura, sem nisto mostrar
empenho, sem alguma intriga. Talvez anda
muila gente ignoro que esse hornera, que lem
representido ha um anno, e ainda hoje repr-
senla um papel importante, um dos prmeiros
papis no Mxico, de origem franceza : sua fa-
milia natural de Bearii perlcncia classe da no-
brezi ; e omigrou na Hespanha no ultimo se-
culo ; seu avo passou-se para o Mxico como
ajudatilo de campo de um dos vice-reis ; seu pae
Bernardo Miramon casou-se neste ultimo
paiz e ahi licou residindo ; ainda hoje um dos
mais anligos generaes mexicanos.
O presidente, actual nascido dessa mistura de
sangue francez e hespanhol, foi elucado na es-
cola milita
reir guerre
e at
depois de ter adquirido algum dinheiro medien-
te um imposto extraordinario, parti 16 de fe-
vereiro, o dirigi as suas tropas contra Vera-
Cruz. So Miramon tivesse somenle de vencer
ura iniraigo que se achasse em sua presenga, as
cousas iriam muilo bem ; mas elle se achava
n'uma dessas siluages em que ludo serve de
obstculo. As operagoes foram principio de-
moradas, e depois neutralisadas por urna serie
do circumstancias que Ihe escapavam inleira-
Tnenle, e que deveriam causar-lho derrota, se as
difficuldades se fossem amontoando em torno
de si.
Em quanto elle estivera no norte cora o seu
exercilo, tinlia batido os constilucionaes em to-
dos os encontros, e assim conseguir pacificar
um pouco aquelles lugares : mas depois que se
retirara, os consliluciuiiacs voltaram sua acli-
vidade e audacia ; reuniram-so no interior em
numero de sete ou cito mil homens sob as or-
dene de D. Santos Degollado, que tomou o titulo
do ministro da guerra ; apoderaram-se por sor-
preza da cidade de Guanajualo, e marcharam
sobre a capital. Este exercito, saqueando e de-
vastando ludo quanto encontrava em sua passa-
gem, chegou 21 de margo, em Tacubay3, &s
portas mosmo da capital, que se achou em esta-
do de cerco, e sob a eventualidade de um ataque
muito possivel Esle ataque foi com effeito ten-
tado pelos constilucionaes no Io de abril pelo
lado da porta de San-Cosme ; foram repellidos,
mas continuaran] fazer suas ameagas de Tacu-
baya, onde se conservaram.
Neste inti'rim, um dos ajudanlcs mais enrgi-
cos de Miramon, o general Leonardo Mrquez,
chegou com novas forgas, poz-so inmediatamen-
te perseguir os federaes, e repelli-os vigoro-
samente para longe. O proprio Miramou veio
lambem em soccorro da capital, c assim vio-se
obrigado suspender a sua expedigo contra Ve-
ra-Cruz.
Um incidente de ordem differeule veio por ou-
tro lado modificar um tanto a situacao dos parti-
dos em lula, dando algum crdito, "urna especie
de authenlicidade internacional ao governo de
Jurez, e seus adherentes. At ento o governo
da capital havia gozado da vanlagera de ser o
nico reconhecido pelas potencias estrangeiras :
at mesmo o agente dos Estados Unidos, Mr. For-
syth tinha sido acreditado junto ao general Zu-
loaga.
Entretanto nos prmeiros mezes de 1859 soube-
se que o gabinete de Washington so dispunha
mudar do poltica relativamente repblica me-
xicana ; com efleito Forsyth foi substituido por
outro enviadoMr. Mac-Lane, quo reconheceu
para logo o governo de Jurez. Como so expli-
cava essa mudanga ? Eis o caso :
Logo depois da destiluico de Zuloaga, Forsyth
procurou lirar partido das circumstancias, e dos
embaragos do novo governo, ainda mal seguro,
para fornecer mais um penhor i invariavel am-
bigao da uniao americana.
N'esle intuito havia
r de Chapuliepec ; comegou a sua car- I proposto um tratado que garantisse a cessao aos
tando contra os Americanos do norte,; Eslados-Uuidos de urna porco de territorio sob
1858 era apenas um joven oOicial apenas o pretexto de urna raclilicaco'da fronteira do or
FOLnETDl
GUY LEVINGSTONE
ot
ATODO TRANSE.
POR
Jorge Alfredo Lawrence,
gundo o coslume, um novo plano
tico.
A' 23 de dezerabro do 1858 o general Robles
Pezuela, commandante da guarnicao do Mxico,
, segua o impulso, e por sui vez tambera adop-
tava um programma quenada mais era do que
o plano d'AyolU um pouco modificado. Zuloaga
apenas tinha tido lempo de refugiar-se na lega-
cao brilaunica.ao passo que Robles se apoderava
da capital e do governo. O Um desse pronuncia-
mento, nascido da desorden] universal, era a
'fuso ou a reconciliado dos dous parlidos em
luta. Apressaram-se em nomear urna commis-
so, de que faziam parte o general Mariano Sa-
jas, o licenciado Castaeda, e o general Casa-
! nova : urna junta composta decentoe cincoenta
eidados notaveis devia reunir-se alguns dias de-
' pois para eleger um presidente provisorio, em
quinto se nao effectuasse a organisago defini-
tiva da repblica, que devia ser a obra de um
congresso, era que todos os parlidos seriara re-
i presentados.
Ficavam por saber duas cousas : priracirade
! que maneira Jurez, em uome dos constitucio-
i Dees, respondera s proposgoes de consolagao
! elle dirigidas ; segundaqual seria a altitude
de Miramon em face dos successos que acaba-
vam do ter lugar.
Jurez respondeu com desprezo s proposiges
que Ihes foram Iransmittidas. Quanlo Mira-
conhecido por sua bravura. A campanha, de cu-
ja direccao se encarregou por morte de Osollo,
bastou para fazer a sua fortuna, dando lugar
que ncllese manisfestasse a pericia do commando,
urna firmeza {singular, promptido ras decisoes,
valor extraordinario unido cerla reserva nos
actos e as palavras. Por todas estas qualida-
desr Miramon chegou inspirar aos seus solda-
dos a conanga absoluta, que elle linha em si
mesmo, o que acabara por eslender-se ao mun-
do poltico de Mxico. Era por conseguiute es-
perado na capital com viva anxiedade ; para to-
dos era elle o arbitro da situago.
Com effeito ahi chegou, como j dissemos, no
dia 21 de Janeiro, sem escolta : evitou qualquer
demonslrago official, e procurou a casa de seu
pae : inosirou-se pouco satisfeilo, e, compene-
trado da sua forra, de forte alguma occultiva as
suas disposiges severas ; lodos recebeu com
altivez, e dizendo-lhe o velho general Salas que
se elle iratasse de restabelecer Zuloaga no
poder, nao acharia apoio Miramon respon-
deu : Que nao conlava com o apoio de pessoa
alguma, e sim com a sua espada. Ao general
Robles, que era um militar de genio, declarou
que se preparasse para acompanha-lo as opera-
goes quo elle meditava coulra Vera-Cruz. Os
anligos generaes, e muitas outras pessoas mur-
muravam das maneirasdesse dominador de vinle
e seis annos, desse muchacho, como elles diztam,
porque nao eslavam acosluraados serem assim
tratados ; nio obstante, todos se submetliam ao
seu ascendente. Nao aceitando a presidencia,
que Ihe fora confiada pelo vol da junta, Mira-
mon comegou por fazer-se nomear general era
chefe do exercito mexicano : trez dias depois,
23 de Janeiro, chamava o general Flix Zuloaga
para oceupar a presidencia, e declarava de ne-
nhun effeito o movimento operado pelos gene-
raes Echeagaray e Robles. Assim pois Zuloaga
foi solemnemente restabelecido no poder 24 de
poli- Janeiro de 1859.
Entretanto era muilo claro que esse goveruo
restaurado se eclipsava iuteiramente peranle o
altivo protector que o reerguera : nao podia ha-
ver duvid esse respeito ; talvez Zuloaga so-
mente tivesse tido a simplicidadc de so illudir.
Para lodos no Mxico semelhanle siluago
no era mais que um artificio; e admiltindo
mesmo quo essa restaurago tivesse sido urna
lioraenagcm prestada urna especie de legalida-
de, sentia-se que a magistratura suprema deve-
ra estar onde se achava a realidade do poder.
Foi islo mesmo que o general Zuloaga, esclare-
cido final pela opinio publica, so vio obrigado
reconhecer; e apenas se tinha passadouma sema-
na, e j elle abdicava a autoridade presidencial,
passaudo-a por um decreto Miramon. Desta vez
Miramon aceitou, e a 2 de fevereiro elle lomava
posse do governo, pretorio Jo um discurso, no qual
dizia verdades bem amargas para todos, almesmo
para os do seu partido, o que causou bastante
espanto aos conservadores. D'ahi em diante po-
de ser que tenha apparecido qualquer falla, de-
vida inexperiencia poltica do novo picsideule,
e ainda mais inextrincavel siluago do paiz, po-
rra nunca falla de inergia.
O primeiro pensaraenlo de Miramon foi ir for-
gar o governo de Jurez na cidadella de Vera-
Cruz : ah eslava, seu ver, o n de toda a
questo. Depois de haver creado um ministerio,
te, o direito de passagem "perpetua pelo isthrao
de Tehuantepec, mediante urna compensago pe-
cuniaria para o Mxico. O gabinete do general
Zuloaga recusara semelhanle negociago, apre-
sentada como offerla de soccorro, como acto de
fcenerosidade da parle dos Eslado3-Unidos. D'ahi
em dianlo Forsyth manifestara mui pouca sym-
palhia pelo governd da capital ; tornou-se spe-
ro, favoreceu abertamenle os passos dos conspi-
radores, e sustentou com urna vivacidade impe-
riosa as teclaraacoes dos subditos americanos
offendidos nos seus interesses pelos successos da
guerra civil.
Em breve tempo chegaram urna sorte de
rorapimento. As queixas dos Americanos do
norte eram ccrlamente fundadas, bem como as
de muitos outros estrangeiros ; todava era de
urna lgica singular pretender-se que o governo
da capital fosse rcsponsavel pelos actos commet-
lidos por seus inimigos. quando s linha a firme
inlengo de passar-se para o governo de Vera-
Cruz, cujos defensores tinham sido aquellos que
justamente haviam commeitido esses actos Po-
rm essa mudanga de poltica da parte dos Esta-
dos-Unidos linha ura motivo mui diverso que nao
as reclamacoes dos subditos americanos : pro-
curava-se obter de Jurez aquillo que Forsyih
nao podera obter de Zuloaga. O novo enviado
americano Mac-Lane chegou Vera-Cruz nos
prmeiros dias de abril de 1859. Tinha ido, se-
gundo dizein, munido de instrueges que o au-
torisavam decidir por si mesmoqual dos dous
governos deveria reconhecer como legitimo ; e
apenas passadas vinto e quatro horas, depois de
sua chegada Vera-Cruz, decidra-se ello re-
conhecer o governo de Jurez. Reconhecido
pelos Estados-Unidos, livre por algum lempo de
qualquer ameaga de alaquo pela necessidade em
que se vira Miramon de voliar era soccorro da
capital, apoiado ao mesmo lempo pelas diversoes
multiplicadas das hordas denominadas constilu-
cionaes, que prolongavam a guerra civil no in-
terior do paiz, o governo de Jurez tralou de ma-
nifestar a sua existencia por oulros actos. As
circumstancias lho proporcionaran! ama tregoa
de
que conlinuava essolar o paiz. O governo da
capital, como era muilo natural, tomava sempre
suas medidas em opposigio is do governo do
Vera-Cruz. Ao manifest apresentado por Ju-
rez, Miramon oppoz outro manifest, em quo
expunha cora amargura todas as chagas vivas
do paiz. Infelizmente elle era mais intrpido e
decidido no campo da batalha do que experiente
na direcglo dos negocios pblicos; e assim, dei-
xando-se seduzir pelos bellos projectos de um
joven chamado Carlos de la Peza, que se incul-
cava possaidorde ura segredo para a regenera-
gao do Mxico, chamou-o fazer parle do mi-
nisterio no mez do julho de 1859. Censuram-
o por se ter dest'arte dcixado illudir. e mais
tarde foi censurado por ter abandonado a expe-
riencia, quando foi bem demonstrada a inefca-
cidade do segredo do la Peza. Essas perplexi-
dades eram menos devidas falta de qualidades
na pessoa de Miramon para o governo, do que
situago melindrosa em que se achavam as
cousas.
Nao obstante, as forgas militares do governo
da capital iam conseguindo suas vantagens. O
general Leonardo Mrquez, frente do exercito
do norte, manlinha o seu ascendente. Oulros
chees, por exemplo, Woll, Vicario, obtinham
grandes successos. Cobas bata os facciosos em
Teolitlan e se apoderava de Oajaca, que a cha-
ve dos eslados de Chiapas, de Tabasco e de Te-
huantepec. Por oulro lado Santiago Vidaurri,
que nos estados do norte tinha sustenlado at
euto Jurez, se pronunciou conlra elle no
mez de setembro, ou pelo menos se proclaraou.
neutral enlre os dous partidos. Apezar distoas
cousas nao tinham ura destecho, o que vendo
Miramon, tomou a resolugo de partir 4 de no-
vembro de 1859 para Queretaro, de improviso,
quasi s, com o risco de ser capturado por al-
gum bando dos federaes.
Ali chegando soube que os constilucionaes,
guiados por Degollado, Doblado, Blanco e Artea-
ga se reuniara em numero de 7 a 8,000 homens,
para lentarem um assalto sobre Guanajuato.
Reuni tambera todas as forgas que pode,
raandou vir da capital a artilharia. e se dispoz
marchar contra o exercilo constitucional. An-
tes do virem s raaos, Miramon leve urna entro-
vista com D. Santos Degollado, na qual esle ul-
timo Ihe propoz reconhece-Io como presi-
dente se elle quizesse adoptar a constituicao de
1857, salvas as reformas que fossem em un con-
gresso julgadas necessarias raesma constitui-
go. Miramon recusou, e Degollado vendo-so
superior em numero tomou um tom ameaca-
dor; nada, porm, abalou ao joven presidente,
que respondeu ao seu interlocutor :
Pois bem, D. Santos, as minhas forcas che-
gam apenas melade das vossas, ms assim
mesmo amanha lerei a honra do vos baler.
E com effeito, no dia seguinte, na estancia de
las Vacas, Miramon dispersou o exercito consti-
tocional, successo esle que Ihe resliluio lodo o
prestigio de que gosava, e que se havia um
pouco enfraquecido pelas lergiversages polti-
cas, enlre as quaes se vio obrigado a viver na
capital. Sua actividade, sua audacia sempre
bem succedida, despertaram essa conanga era
virtude da qual fdra elle elevado ao poder su-
premo.
No Mxico as balalhas raras vezes trazem um
resultado decisivo ; e essa guerra civil, que ali
lavra ha j dous anuos, nao parece perto do seu
desenlace, sempre d3morado, poslo que sempre
annnnciado como prximo. Desde que os par-
tidos se guerreiam, isto desde Janeiro de 1858,
se tem dado 8 batalhas importantes, 24 coraba-
tes de segunda ordem, 39 refregas, ao todo 71
aeges militares, das quaes soraente era 16 os
constilucionaes obtiveram vanlagem. Domis a
guerra civil muitas vezes nao passa de um pre-
texto para so commeltcr loda a sorte de excessos
e depredagoes- E na realidade o partido que sa
appellida federal ou constitucional, ou mesmo
conflilucionalisla, como se diz no Mxico, nao
mais que urna miscelnea de hordas indisci-
plinadas assolando o paiz. Cada chtfe obra por
sua conla, e elles sao innumeraveis. Os mais
conhecidos por suas atrocidades sao : Carbajal
Alaliiste, Pueblito, Villalla, Alvarez.
saquea-
se apo-
No mez de maio de 1859 os federaes
vam a casada moeda de Guanajualo, e
deravam do 180,000 piastras, das quaes 90,000
pertenciara subditos inglezes. Zamora, ura
ministros de Jurez, dizia para explicar este fac-
i que nao tinha sido mais do que ura.empre-
go temporario de fundos estrangeiros destinados
occorrer s necessidades mais urgentes do exer-
cilo federal. Em Tepic, Coronado, general
constitucional, extorquia M. Allsopp, cnsul
britannico, urna somma de 11,000 piastras.
N'um outro ponto o coronel Carretero se apode-
rava de um coraboydeseiscentas muas carrega-
das. pertencenles aos negociantes de Puebla.
No mez de novembro os federaes, fugindo da
cidade de Oajaca, levavam comsigo quarenta ar-
robas e dez quinlacs de prala roubada de urna
egreja. Esses chefos do radicalismo mexicano
descobriram um nuvo meio de nao Ihes falta-
II
(Continuago.)
Lembro-me como gostavaraos de passar em re-
vista as bellezas da anliguidade, pelas quaes mais
de um hroe puxou o gladio e mordeu o p ; bel-
lezas cujos encantos tem transtornado os reinos,
bellezas que arruinaram cidades inleiras e que
deixam em heranca seu nome aos astros.
Ah 1 Gynelhl "ida! incoraparaveis rainhas di
belleza Era de cerlo para vos um espectculo
de commover, o contemplardes em um torneio,
do alto de vo:-so estrado do velludo, os loucos que
conibalian em baixo, e ver aqui e alm, no meio
de urna nuvem de pocira, o nobre roslo de um
bello cavalleiro que, paludo, ergua os olhos para
vos, tendo apunas urna expresso de censura, no
momenio em que ia perder os argdes e ser pisa-
do aos ps dos cavallos Ah encantadoras Ni-
nons adoraveis Dianas 1 conquistas menos se-
guras do que o mais contestado premio de Ncw-
inaiket; como ficaveis orgulhosas quando o vos-
so adorador vinha fazer-vos a corle, com a espa-
di ainda tincta do sangue do vosso favorito da
vespera I Mas o que era isso, comparado s des-
gragns causadas pelo amor na anliguidade ? Os
semi-deuses e os hroes, que entao eram aman-
tes, nao se delinham com essas bagatellas, e
mnias vezes os combates s terminavam na ter-
ceira ou quarta gerago. Nesses tempos, ahi s
havia urna causa muilo natural ; era antes urna
honra do que urna vccgonha para a familia.
(*) Vid o Diario n. 242.
Guy e eu discutamos muitas vezes e seria-
mente sobre os motivos relativos de Eradn dos
cabellos cor de violeta, de Helena, de Cleopalra,
6 de com outras, absolutamente como no lerraco'
de Wiule's Club, ou no divn do Circulo Militar |
comparam-se as qualidades das ultimas debutan-
tes da estagao.
Seu conhecimenlo da physiologia da mulher,'
que s devia ser theorico porque elle tinha
apenas dezesete annos. suppunha ura estudo
e urna profundeza admraveis. Sou obriga-1
do a dizer que a sua apreciago da forga de
carcter o do principios inherentes ao suxofraco
era muito elevada. Elle linha sobre esse ponto
as mesraas idos, que formulava cerla mulher in-
lelligenle, quem perguntando-se : Julgaquo|
haja alguma das suas seraelhantes, cuja virtude i
sejainatacavcl? respondeu: conforme. Acn-!
tecia-lhe muila vez admirar o meu fraco espiri-
to rom suas observages esse respeito. S mais
tardo soube quo sir Henry Fallowfudd o Bas-
sompierre da poca,ia lodos tennos, no lempo
de Natal, cacar faises as vizinhangas de Guy, e
que este se tinha embuido nos preceilos de urna
moralidade duvidosa, passando noites inteiras
sentado aos ps golosos desse mo Gamaliel.
Elle falla va das mulhcres e s mulheres de to-
das as classes, sem vexame nenhum, todas as
vezes que se apresentava occasio, sempre com
desemb3rago o sangue fri. Depois, ouvi dizer
por pessoas mais velhas, que no comego essa ou-
sadia pareca devida nao precocidade da nossa
gerago, porm sim um espirito que conhoce
perfeitaraenle a raaleria sobre que falla Como
perder o pae ainda muito crianga, e sempre re-
nava como soberano sobre as mulheres de casa,
lalvez livesse essa crcumslancia muito peso
as suas maneiras. Antes de deixar Guytive um
exemplo interessante do que acabo de diier.
Em virtude de um usosanecionado pfJro tempo,
quatro ou cinco discpulos da sexta classe, eram
convidados jantar todas as semanas na mesa do
dono da casa.
Esses banquptes magestosos, nio eram, Tal-
lar verdado, das cousas oais alegres: o amphy-
trio desenvolva muiUa condescendencia e boa
vontade, ao passo que os coavivas s riam sob
beneficio de inventario, se assim me posso ex-
primir. Esses festins pareriam-se alguma causa
com as reunies, que tem lugsT no camarote do
capito, em um navio, cujo chefe nio po-
pular.
O mestro do nosso collegio era ura bom ho-
rnero, e ainda que uro pouco compassado e serio,
por causa da importancia de sus funccs. Qual-
quer poderia ler as Cathegorias de Aristteles
as rogas de seu roslo sem cor, e as passagens
contestadas de Chcydides nos ps do gallinha tri-
cados em lomo de seus olhos. A perpetua roli-
na da sua profisso havia apagado loda a imagi- !
nago que elle poderia lar : o mcsiro traduzia ab- :
solutamentn comaswesmas ntonagesas Dipu-
tas das Tusculanas e o hymno grego...
Casara, havia pouco lempo com urna mulher,
quo era mais moga do que elles uns vinle annos.
A atmosphera acadmica, ainda nao tivera tem-
po de gela-la na dignidade conveniente de sua
posicao. Quando dez annos depois a encoulrei,
eslava leza c guindada, que podia muito bem ser
mulher de Grocio.
Guy, nessa tarde, estava sentido ao p della na
mesa, e antes do m do primeiro servico, tinha-
so estabelecido enlre elles um /lerroiion em
regra.
A linda dona da casa, apezar de esposa de um
doulor, e fllha de um deao, tinha evidentemente
urna forte dse de coqueiterie, c bastava urna li-
geira scentelha para accender em seu coraco os
veleris vestigia (lamina'.
O marido por algum tompo, moslrou nao per-
cebor o quo se passava ; mes, pouco pouco,
suas phrases foram-se tornando curias e breves.
Abra a bocea, nao para deixar cahir della as po-
rolas da sabedoria, mas para reforga-la com po-
dacos succulentos ; alinsl, fallsndo-lhe esse ul-
timo recurso, fnouimmovel, observando furioso,
o manejo que conlinuava do outro lado da mesa ;
deploravel espect.Cuto da dignidado ecclesias-
lica calcada aos ps I
O despeito do mestre, todava, licava muilo
quem do horror de um dos convidados, rapaz
mellifluo, de cara lvida, que se acostumra a
ver no mestre o representante de lodos os pode-
res civis e religiosos ; notenho muila certeza se
comprehendia tambera os militares. Sorprendi-o
mais do urna vez, deilando os olhos para a porla
e para o ledo, com o rosto paludo c assusiado,
como se esperarse cada instante urna apparigo
sbita para punir o sacrilegio.
' Todava, o co que nao interrompeu o festim de
Atro, nem o de Tereo, pelo menos at i sobre-
mesa, deixou-nos acabar em pazo nosso jantar.
Durante os poucos instantes em que ticmios sos
para beber vinho de Bordeaux, o ntfsso hospedei-
ro tornou um pouco i si, porm para soffrer urna
recahida completa no saloo, onde as causas tor-
naram-se muilo mais graves. Guy enclinou-se
para a bella Penelope eroquantoella cantava
alguns mezes, d ella se quiz aproveilar; vol- rem os recursos : apoderavam-se i
tou legislativamente a lula empenhada pela ulli- jos sacerdotes e dos monjes, e nao os deixavara.
ma revolugao contra a egreja, e instituio por um I senao mediante urna conlribuico titulo de re-
decreto o casomenlo civil : publicou outrosim gate em Zacatecas oito
um manifest annunciatido toda a especie de re-
formas coroadas pelo esbulho do clero. Esta ul-
tima medida, do proposito adoptada para atlra-
hir os especuladores decididos eunquecerem-
so todo o prego, nao era muito sem signilicago
em face das novas relaces, que se acabavaindo
estabelecer entre Jurez e os Americinosdo nor-
te, altendendo-so que as propiedades eccle-
siasticas poderiara vir ser urna garanta muito
appropriada para ofierecer aos Estados-Unidos
em qualquer negociago.
O gabinete da capital protestou contra o reco-
nhecimento pelos Estados-Unidos do governo de
Jurez. Declino de si immediatameute as con-
sequencas que poderia ter para os particulares e
pira os eslrangeiros qualquer ingerencia na ven-
da dos bens do clero, e la mesma forma decla-
rou nullo todo c qualquer tratado que podesse
sorconcluido entre o gabinete de Vera-Cruz, e os
Americanos do norte.
Era urna guerra de decretos, leis, protestos, e
ludo isto reunido guerra por meio das armas,
porque a mestra linha um nome lo classico como
aproptiado, e depois na poltrona, consderan-
do-se por aquelles momentos seu legitimo pro-
prielario, e olhando para o marido, que andava
em torno delles, como se olha para um importu-
no malcrcado. Este dara ludo, aposto, para se
inlerpor por duas ou tres vezes ; porm, alm do
extremo ridiculo dessa acgo,eslava em sua casa.
Foi um lance lhealralquando.no momento da
separagao, ella deu Guy a camelia que trizia
no scio. Tres vezes abri o doutor a bocea con-
vulsivamente, sem dizer palavra. Eu desojara
muito saber como ella explcou depois o seu sor-
riso e o seu rubor, respondendo aos agradeciinen-
los que Guy murmurou bem baixinho ao seu ou-
vido Ha certos lmites que o proprio, historia-
dornoousa ultrapassar. Um veo deve roubar
aos olhos do vulgo profano, o inte'ior da alcova
de um licenciado era Ictlras. Mas imagino fcil-
mente que ella passou nessa noile ura mo quar-
to d'hora pobre moga I Esperemos, que so li-
vesse sahido com vanlagem desse mi passo !
Quando indagaram do conrea sua conversa com
Penelope,elle recusou qualquer informaco, con-
tenUndo-se com dizer que era devedor ao mes-
tre de urna noite muito agradavel, c que espera-
va que os mais se livessem divertido bastante.
Eram ao menos desejos de phylantropo.
Nao sei se foi effeito de minha imaginago ;
porm, quando depois desse acontecimento, o
mestre chamou na aula pelo nome de Levingslone,
pareceu-nos que fallav com ar de desalio serio,
como poderia faze-Io qualquer duelista do ami-
go rgimen, alirando ao chao o chapeo do plu-
mas e gritando ao adversarioEm guarda 1
Tivemos pouco tempo para fazer essas obser-
vages, porque pouco depois Guy parti para a
universidade de Orford, para onde o segu ao
cabo de seis mezes.
III
Bem como a sombra no re-
loglo de Ezechias, a minhc re-
cordago retrograda pelos cami-
nhos das horas felizes .
Ao chegir, achei Guy como se eslivesse em sua
casa. Tinha-se tornado o favorito de lodos os
seus companheiros, ainda que s fosse intimo co-
mo alguns. S um individuo detestava-o cordial-
mente e creio que era pago na mesma moeda.
gra o decano di>s repetidores, cuja mo era h-
mida e fria como enguia, e cujo nariz enorme
solivia um defluxo perpetuo. Recusava obstina-
damente acreditar na palavra do qualquer, e pe-
dia a prova material de todas as afflrmages,
sacerdotes assim so
resgataram mediante a somma de 8,500 pias-
tras ; em S. Luiz a liberdade de ura s custou
10,000 piastras.
As vidas dos estrangeiros nao eram mais ga-
rantidas do que os seus interesses, c do que o
eram os interesses e a existencia dos proprios
nacionaes. N'um dia, durante o cerco do M-
xico (era no mez de margo de 1859) alguns Al-
lemes partiram para urna excursao no grande
deserto. A' tarde pnraram na herdade de Cuaji-
Malpa para conlinuarem a sua jornada no dia
seguinte. Acabavam elles de jogar pacificamen-
te a sua partida do whisl, quando as portas fo-
ram arrombadas, e um delles, o Dr. Fuches, ca-
hio ferido com urna bala. Os outros intimados
para que se rendessem foram roubados. Egual
sorte tiveram muitos almocreves que conduziam
mercadorias para Toluca, e que pernoitavam na
mesma herdade ; e ludo islo se praticava aos
gritos de viva a federacaol
Conlinuar-se-ha.)
maneira original de attrahir a confianga dos seus
discpulos, de Ihes deixar ver que julgava-se
sempre engaado Lembro-me perfelamenle de
urna discusso que leve lugar respeito do seu
mrito, certa noite, meia noite, no cubculo do
porteiro. Depois de muitos terem exprimido,
mais ou menos enrgicamente, a sua opiniao,
perguntaram ao porteiro o que pensava do indi-
viduo em questo. O digno funecionario res-
pondeu ;
Os senhores sabem que eu nao passo de
um criado ; e como criado nao posso fallar fran-
camente ; mas, palavra de honra, que desejava
vS-lo enterrado.
Como j disse, Levingslone nao goslava desse
Selkirch, o nao se dava ao Irabalho de oceultar
os seus senlimentos. Tinha o coslume de olhar
de vez em quando para o Unte com cerlo modo
de cagoada que punha aquelle em talas e fazia-o
remecher-se lodo ni cadeira. u tal lente fazia o
quo podia para torturar o seu iniraigo ; porm
Guy seguia caminho recto e raras vezes inflinga
os estatuios universitarios, indo apenas tres ve-
zes por semana caga, apezar de todos os regu-
lamcntos. J ento elle nao pesava menos de
duzentas libras; mas os tres cavallos que sus-
tcntava podiam muito bem com o seu peso, o na
estima de John Hilles, como o melhor cavalleiro
quo havia muito tinha sabido de Orford, porque
nao s corra como una sla, porm al seguia
de perto os caes era vez de Ihes passar por cima
do corpo. Supponho que este habito innato nos
sporlmens universitarios. Sei que no meu lempo
o seu modo de excitar os caes, fazia erigar
de terror e de indignago os cabellos g'ri-
salhos que formavam a gloriosa cora do bom
velho peccador ; chegava a ponto de faze-lo de-
sejar alguma sebo vigorosa que dotivesse a car-
reira desse exercilo, como o fez ponle quebra-
da na batalha de Lei-psick. Muitos erara bons ca-
valleiros, s Ihes fallava calina, porque erara
lo exlranhos ao medo como Nelson, e saltavam
galbardamenle por cima do rio de Evenlode e as
duplas barreiras de Marah-Gibbon e isso com tan-
la alegra e indifferenga como se pulassem as
cercas mais facis de Bullingdon. E que cavallos
monta vam 1 Velhos quadrupedes coberlosdo tan-
tas cicalrizes como es velhos da yelha que
passa vam por nao ter trabalhado cinco das em
quinte. A caga era pois a oceupago favorita do
Guy, porm gastava o excesso de seu vigor physico
ora toda a casta de exorcicios de forga ; era princi-
palmente na arte do soco que elle linha adquiri-
do urna superioridade extraordinaria. De resto,
sabam-o todos lo bom, que passou o primeiro
anno em Oxford sem dar ura s golpo serio, por
falta de achar um adversario, excepeo, todava,
de dous ou tres vigorosos socos quo deslribuio
por acaso no combate de rigor de cinco de no-
vembro.
Eu cacava pouco porque a minha sade nao
era vigorosa, e confesso que as minhas recorda-
goes de collegio nao sao l das mais alegres.
Passado o primeiro encinto da mocidade, abor-
recetno-nos desmedidamente nessas longas ceias
em que o vnho corra em ondas, em quo uns
vinle fumistas passavam as noites sentados era
nuvens de fumo, que amontoavam uns sobre os
oulros, como Jpiter, cantando as mesmas co-
plas equivocas, bebendo os mosmos lquidos falsi-
ficados, to mal chamados summo da uva, hor-
riveis misturas capazes de agitar, sob o pe30 do
remorso, no fundo do seu tmulo, debaixo do
motile Arasal, o patriarcha que planlou a vinha,
cada um de nos, duranto esso lempo, fallava
desesperadamente de suas facanhas de bebedor.
O esqueleto do aborrecimenio vinha sentar-se
essas tristes testas, e nem ao menos, como en-
tre os Egypcios, vinha coroado do rosas. Mais de
urna vez inquir de mim de que podiam conver-
sar a maior parte dos roeus contemporneos
quando, durante as grande ferias, achavam-sono
seio de suas familias.
Nao podiam condemnar os seus infelizes paes
ouvirem fallar perpetuamente do Oxford; o
homem mai3 pacifico ter-se hia revollado contra
semelhanlo tyrannia e entrelanto o horisonte de
suas ideas pareca to completamente limitado
por Bagley e Hadingtou Hill como so a vasta ira-
menstdnde do ocano livesse coraecado alm des-
ses limites 1 Alguns espiritos aventuris dsvarn
seu passeio. de vez em quando, at Wo'odstock
o Abingdon, mas dundo muito que ao re-
grossartivessem aproveitado muito desso grando
gyro.
(Continuar-se-ha.)
PERN. TYP. DE M F. DE FARIA.- 1860.
/-
-"


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