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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/09469
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Wednesday, October 17, 1860
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:09469

Full Text
lili XXXT1. HUMERO 241.
Pop tres mezes abantados 53000.
Por tres mezes vencidos 6J000.

QARTA FEIR1 17 DE 00TUBR0 DE 1861.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
PARTIDA DOS COK KtiUb.
RNCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO DO NORTEolir"da todos os das as 9 1/2 horas do dia
lguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Leraoj Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranh&O, o Sr. Manoel Jos MarlinsRibei.
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Maraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
esextas feiras.
S. Antao, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho,; Nazareth Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Visla,
Oricury e Ex nasquarlas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una, Barreiros,
AguaPrela, Pimenteiras eNatalquntasfeiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE OUTIBRO.
7 Quarto minguanle as 8 horas e 45 minuios
da tarde.
I? Lua nova aos *~ minutos da tarde
21 Ouanocrescenteas 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 Luacheia as 4 horas e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
PrimeirD as fi horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
VUDINEClAS DOS TRIBUNAES DA CAPI1AL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fizenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Jiiizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeiri rara do civil: tercase sextas ao meio din
Segunda varado civel; quartas e sabbados a una
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Thereza de Jess r. c. fund.
16 Terca. S. Martirusno m. ; S. Callo sb.
17 Quarla. S. Heduviges duqueza viuva.
18 Quinta. S. Lucas Evangelista; S Trifona.
19 Sexta. S. Pedro de Alcntara f. padroeiro
20 S3bbado. S. Julo Cancio ad.; S. Iria v.
21 Domingo. S. rsula e suas comp. mm.
ENCAHUEGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
^ Alagoas, o Sr. Clnudino FalcSo Dias; Babia,
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Jlo Pereira Martins.
EM PERNAMBL'CO.
s
O proprietario do dianio Manoel Figueirot de
Faria.na sua livraiia praca da Independencia n
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da fazenda.
Lei n. 1,114 de 27 de selembro de 1860.
Fixando a despeza e oreando a receita para o
exercicio de 1861 a 1862.
Dom Pedro II, por graca de Deus e unnime
acolamado dos povos, imperador constitucional
e defensor perpetuo do Brasil:
Fazemos saber todos os seus subditos que a
assembla geral decrelou e nos queremos a lei
seguinle :
CAPITULO I.
Despeza geral.
Art. 1. A despeza geral do imperio para o
exercicio de 1861 a 1862 fixada na quantia de
51,313.939*293, a qual ser destribuida pelos seis
diversos ministerios na forma especificada nos
artigos seguintes:
Ari. 2." O ministro e secretario de estado dos
negocios do imperio autorisado para despen-
der com osobjectos designados nos seguales pa-
ragraphos a quanlia de 10,996 087J800 ; a sa-
ber :
1. Dotagao de S. M. o Impe-
rador.................... 800:OCO$000
2. Dita de S. M. a lmpera-
Iriz...................... 96:0005000
3. Alimentos da priuceza im-
perial a senhora D. Isa-
bel...................... 12:0005000
4. Ditos da princeza a senho-
n D. Leopoldina........ 6:000*000
5. Dolado da princeza a sa-
lidora D. Januaria, e a-
lugueis de casas........ 102:0003000
6. Dita do S. M. a Imperatriz
do Brasil, viuva, duquo-
2a de Braganc.......... 50.000j>o00
7. Alimentos ao principe o
senhor 1). Luiz.......... C.OOOjOOO
8. Ditos do principe o senhor
D. Felippe............... C:000?000
9. Ordenados dos mestres da
familia imperial........ 96003(00
10. Secretaria de estado...... 210:000-5000
11. Gabinete imperial. Picando
desde j supprimido o
lugar de sjudanle do
porleiro, e passando o
ordenado deste para o
porleiro, titulo degri-
licagao................. 1:9004000
12. Conselho de estado........ 48.il0;OUO
13. Presidencias de provincias. 231:2803000
14 Cmara dos senadores___ 266:3905000
15. Dita dos depulados........ 3f6:460;(W0
16. Ajudas de custo de viuda o
volta dos doputados___ 52:600j000
17. Faculdades do direito..... 163 2S6;00O
lo. Ditas de medicina........ 229:350-3000
19. Acidemia das bollas-ar-
les ..................... sooojooo
20. Mustio..................... 9:00i)50lit)
21. Hygiene publica......... lS.OOO$OOt>
7. Despeza secrela e repres-
so do trafico de Afri-
canos....... 174:0005000
8. Pessoal e material di po-
507.1945000
167-621*500
75:1749100
982:8715060
191:6005000
110:0005000
*
L.'ivregados de saude nos
porlos...................
23 Lazaretos................
2i. Instituto vaccinieo .
25. Garantia do juros ai estra- .
das de ferro e de roda-
gem.......
26. Obras publicas geraes c
auxilio s provinciaes.
27. Corroio geral.....
28. Subvenco s companluas
de navegado vapor.
29. Repartilo gral das ier-
ras publicas, medirlo
destas c colonisaco." .
30. Cateohese e civilisacao dos
Indios ......
31. Colonias militares .
32. Estabeleciment de edu-
candas do Para .
33. Archivo publico ....
3. Para auxiliar a publicarlo
das obras do Dr Anto-
nio Correa de Lacerda.
35. Tara auxiliar a publica-
Cao das obras do Dr.
Martins......
36. Commisso scientilica para
explorar o interior de
algumas provincias do
imperio, conforme a ta-
bella A......
37. Descobrimenlo e explora-
cao de minas de carvo
de podra......
33. Mellioramenlo da cultura
da carina da assucar, do
trigo, e do outros ce-
renes.......*
39. Socrorros pblicos e me-
llioramenlo do estado sa-
nitario ......
40. Para comeen da edifica-
cao de un palacio im-
perial.......
51. Instituto commercial .
42. Dilo dos meninos cegos .
43. Dilo dos surdos-mudos .
4_. Bibliotheca publica. .
45. Inslilulo histrico e geo-
granhico......
46. Imperial academia do me-
dicina ......
47. Socjedadu auxiliadora da
industria nacional. .
Fventuaes ...
i\o municipio da corle.
Inslruedo primaria e se-
cundaiia......
Jardim botnico da La-
gOa de Rodrigo de Frei-
las........
Dito do Passeio Publico .
Prestarlo Joo Caetano
dos Santos.....
53. Hospital dos Lazaros .
o. Limpeza e irngacao da ci-
dade .....
55. Obras publicas. .
56. Exercicios lindos.
Arl. 3o O ministro e secretario deesladodos
negocios da justica autorisado para despen-
der com os objeclos designados nos seguintes
paragraphos a quanlia de 5.082.1675494 ; a sa-
ber :
1. Secretaria de oslado. .
2. Tribunal supremo de jus-
ticia .......
3. Relaces, incluida a quan-
lia de 3:000S Para paga-
monto do ordenado do
desembargador Severo
Amorim do Valle, na
forma da lei n. 639 de
26 de setembro de 1857.
4. Tribunaes do commercio.
5. Justicas de primeira ins-
tancia.......
6. Ajudas de. custo c gralifi-
caces por commissoes
extraordinarios. 50:0005000
48
49.
50.
51.
52.
22:030$0O0
120:0000
14.780^000
63.313jl9
6l5:CSl5S06
600OOcOO0
2,565:0035000
914.2O?000
80:OOD?000
20J.0005000
2:000$000
12:60;000
2.0805000
3.0005000
130:000;000
8.OOO5OOO
2O.OOO5OOO
200.0005000
150:000g000
12:1605000
33:88 {fOOO
IOOOOjOOO
13.5765500
5.O00JO0O
2:0005000
4.OOO5OOO
OJ.UUUjJUU
275:3015300
23:fi0l5000
9:7I7.;000
41:0005000
2:0005900
205:2005000
1,336.1285000
9
220:560jOOO
104:8005000
153:8905088
533:7305554
9199j999
15:8805000
16:8005000
18:800*000
40:01X15000
50:000^000
25:200-3000
56.000SOO0
S
289:893j331
40:4005000
896:3205000
licia
9. Guarda nacional. .
10. Telegraphos.....
11. Bispos, cathedraes, reloglo
metropolitana, parochos,
vigaiios goraes e provi-
sorios, comprehendida a
despeza com as cathe-
draes c cabidos das dio-
cesto de c.y, ,> Cuvab.
sendo 50:o0O5 para repa-
ro dos palacios episco-
pios, alugueis de casas,
onde no os houver, com-
pra de paramentos, e es-
(abelecimento das cma-
ras eccl^siaslicas dos bis-
padus novos ....
12. Seminarios episeopses, iu-
cluidos 10:0005 para pa-
gamento dos lentes do se-
minario episcopal de S.
Paulo, na conformidade
da lei n. 1.040 de 14 de
selembro de 1858; C:00 para o seminario episco-
pal da provincia do Ama-
zonas, e 4:0005 que sero
despendidos com os pen-
sionistas, que os bispos
do imperio julgarem ha-
bilitados para esludarcm
no semiuario Americano
em Roma .....
13. Condcelo, suslento, ves-
tuario e curativo de pre-
sos .......
14. Eventuaes......
?>o municipio da corle.
15. Corpo policial da corle 561:733j560
16. Casa do correcelo o reparo
I de caJeias "..... 120:000.3000
17. lllumina^ao publica 550:0005000
18. Exercicios (indos ... 5
Art. 4." O ministro e secretario de estado dos
negoc os estrangeiros autorisado para despen-
: der com cJs objeclos designados nos seguinles pa-
ragraphos a quaolia de 919 500f641; a saber '.
1. Secretaria de estado, moeda
do paiz......
2. Legacoes e consulados, ao
cambio de 27 dinheiros
eslerlinos por I5. .
3. Empregados ero disponibi-
lidado, in o !,i do paiz .
4. Commissoes mixtas, dem
5. Cornmislo exploradora dos
terrenos que inters-
sam aos limites do impe-
rio com a Guyana fian-
ceza ....:..
t. Exploraces e estudos to-
pographicos egeographi-
ros sobre limites e nave-
b'".'^" fluvial .
7. Ajadas de custo ....
8. Extraordinarias reservadas.
9. Eventuaes......
10. Dilferenras de cambio e
commissoes ....
11. Exorcicio3 fiudos ....
Arl. 5. O ministro e secretario Je estado dos
negocios da marinha 6 auioitsado para despen-
der com os objeclos dosignados nos soguinles
paragraphus a quanlia de 7,169:7935184 ; a sa-
ber :
1. Secrcl.-ria de estado. 95:050;000
2. Conselho naval .... 41:2005000
3. Quarlol general da marinha 14 871?998
4. Conselho supremo militar. 12:685O00
5. Auditoria e executoria 3:3705000
6 Conladoria...... 56:0005000
7 Corpo da armada c classes
annoxas...... 526:1115200
S Balalhlo naval ..... 25:3095500
9. Corpo do imperiaes mari-
nheiros...... 128:0155000
10. Companhia de invlidos. 5:505000
11. Intendencia e accessorios. 126:1123000
12. Arsenars...... 1,404925396o
13. Capilanias de porlos. 141.6735581
14. Forca naval e navios de
transportes..... 1,067:4815416
15. Navios desarmados . 3i.202J(H)O
16 Uospitaes...... 59.2135000
17. Pharoes....... 26:3755400
18. Escola de marinha 76:2505076
19. Bibliotheca de marinha. 1:2725413
20. Boformados..... 65:3715140
21. Material....... 2,299.0895000
22. Obras, sndo desde j . .
30:0005 para a continua-
I cao do caes do Varadou-
ro, 30:000$ para o me-
lhoramento da barra do
rio Mamanguape, na pro-
vincia da Parahyba do
1 Norle....... 746:7045800
23. Despezas e x l r a ordinarias 219.9705000
25. Exercicios lindos .... g
Arl. 6 O ministro e secretario de estado dos
negocios da guerra aulorisado para despender
com os objeclos designados nos soguinles para-
graphos a quanlia do 12.828:9z8jl68 ; a saber :
I 1. Secretario de estado e re-
, particoos annexas. 225:576S000
I 2. Reparlicos de fazonda. 51:1805000
3. Arsenaes de guerra, arma-
zens de nrtigos bellicos o
conselhos administrati-
>us, niiiuo appiuv jua ,1
creagao do laboratorio
pyrotechnico do Campi-
, "ho -.:... 2,030:950,$800
4. Conselho supremo militar
e do justica..... 42.3I4JOO0
5. Instrucco militar, Picando
opprovada a crcacao da
escola de tiro, eslabele-
no Campo-Grando 302:787S700
6. Corpo de saude e hospi'aes 599:2835000
7. Exenito. :..... 7,027:4055358
8. Commissoes mililares 112:n39500O
9. Classes inactivas 570 7195902
10. Gratificacoes diversas, ju-
d*s de cusi e recruta-
mento....... 450:600000
11. Fabricas....... 185:7605300
12. Presidio de Fernando de
Noronha......- 87:0655000
13. Obras raililares .... 541:833a948
14. Diversas despezas even-
.. ,uaes....... 501:6085000
15. Exercicios findos .... 9
Art. 7. O ministro e secretario de estado dos
negocios da fazenda c aulorisado para despender
com os objeclos designados nos seguintes para-
graphos a quanlia de 14,317.4625111 ; a saber:
1. Juros, amorlisacao c mais
despezas, da "divid ex-
lerna fundada, perlen-
cente ao estado, ao cam-
bio par de 27 .
2. Ditos da divida interna fun-
dada .......
3. Ditos da divida inscripta aa-
15
16.
12 0005000
40:0005000
1,066.0335000
26:3625000
1,2231745000
72:7135000
2,744.0155000
1627005000
49:2235000
150:0005000
47:4703000
90;00C$000
1:9003000
3:0005000
100:000^000
200:0005000
1,200:0005000
20.0000SOOO
8
5
8
11.
12.
13
3,648:7115111
3,460:1565000
les da cmissiio das res-
pectivas apolic.es, etc. .
4. Caixa da amorlisaglo filial
da Babia, ele.....
5. Pensionistas e aposentados
6. Empreados de repartices
cxlinctas. .
7. Thesouro e Ihesourarias de
fazenda ......
8. Juizo dos foitos da fazenda
9. Estacos de arrecadagao .
10. Casa da moeda .-"...
11. Adminislraclo de estampa-
ra e impresslo dolhe-
souro nacional. .
12. Typographia nacional .
13. Administradlo de proprns
nacionaos e de terrenos
diamantinos.....
14. Ajudas de custo egralifica-
eoes por servicos tem-
porarios e extraordina-
rios .......
Curadora de Africanos h-
vres : ......
Medirlo de terrenos de ma-
rinha .......
17. Tremios, desrontos de bi-
Iheles da alfandoga, com-
missoes, corretagons, se-
guros, juros recprocos,
agio de moedas e me-
taos .......
18. Juros do empreslimodo co-
fre dos orphlos. ,
19. Obras. .......
20. Eventuaes......
21. Iteposices e resliluicoes .
22. Pagamonlo do emprestimo
do cofre dos orphlos. .
23. Dlos de bens dedefuntose
ausenles......
24. Dilo de depsitos de qual-
quer origem ....
25. Exercicios lindos .
CAPITULO II.
RECEITA GERAL.
Tienda ordinaria.
Arl. 8. A receita geral do imperio oreada na
quanlia de -i9,039:6515000.
Art. 9. Ests receilaser effectuada com o pro-
duelo da renda geral arrecadada dentro do exer-
cicio da presente le, sob os tilulos abaixo desig-
nados :
1. Direitos do imporlaclo para consumo, ficau-
do senlo delles o sal eslrangeiro.
2. Direilos de baldeado e reexportarlo
3. Hilos idem para a Cesta d'Africa.
4. Expediente dos gneros eslrangoiros navega-
dos por cabotageui, livres de direitos de
consummo.
5. Expediente dos gneros do paiz.
6. Dilo dos dlos livres.
7. Armazonagem.
8. Premios de assi^nados.
9 Ancoragem.
10. Direitos de 15 % das embarcacoes cstrangei-
ras que poceam a nacionaes
Ditos de 5 "ti na comn" c >Cuua ae em u ta-
cos.
Ditos " 15 0/0 de exportado de po-Brasil.
unos de 5 ()/( de exportacao.
14. Ditos de 2 0/O dem.
15. Ditos de 1 0/0 dem do ouroem barra.
16. Ditos de ,'., O/ dos diamantes.
17. Expediente das capatazas.
18. Renda docorreio geral.
19. Dita da casa a moeda.
20. Dita da senhoriagem da prala.
21. Dita da typographia nacional.
22. Dita da casa de correcdo.
23. Dita da fabrica da plvora.
2. Dita da de ferro de Ypanema.
25. Dila dos arsonaes.
26. Dila de proprios nacionaes.
27. Dita de terrenos diamantinos.
28. Foros de terrenos e de marinlias, excepto as
do municipio da corte, e producto da ven-
da das posses ou dominios uteis daquclles
terrenos de malitiha, cujo aforamenio for
pretendido por mais de um individuo
quem a lei nao mandar dar preferencia,
ou nlo sendo esla requerida em lempo,
_ os quaes serlo postos em hasta publica
para seren cedidos quem mais der.
Ladenlos, nlo comprehendidos os prove-
nientes das vendas de terrenos de mari-
nha da corle.
Sza dos bons de raz.
31. Decima urbana de urna legua alm da de-
marcado.
32. Detima addicional das corporaces de mao
mora.
33. Direitos novos c vclhos e de chancellara.
di. Dilos das patentes dos oflicaes da guarda na-!
cional.
35. Dizima de chancellara.
36. oas das ordens honorficas.
37. Matriculas das faculdades de direito c de me-
dicina.
38. Multas por infracto de reglamelos.
d0 papel Qxo e proporcional.
40. Premios de depsitos pblicos.
41. Emolumentos.
42. Imposto dos despachantes, corredores e agen-
tes deleiloes.
!*' u'0 S0l)re lojas' casas de dpscontos etc.
41. Dito sobre casas de movis, roupa, etc., fa- \
bricados em paiz eslrangeiro.
4o. Dito de 12 % das loteras, desde j, sendo
appltcado 1 % ao fundo capital dos montes
. "e sccorro que o governo designar.
10. Dito de 12 % dos premios das mesmas,
desde j.
t. Dito Qnlire o minoiaclo.
48. Dito sobre datas mineraes.
<9. laxa dos escravos.
?- Venda de trras publicas.
al. Cobranca da divida activa.
Peculiares do municipio.
o Concesso de pennas d'agua.
o3. Dizimos.
54. Decima urbana.
55. Emolumenlos de polica.
56. Imposto sobre casas de modas.
57. Dilo de palente do consumo da agurdenlo,
o. Dilo do gado do consumo.
59. Moia-siza dos escravos.
0. Sello de herau^as e legados.
61. Armazenagem de agurdente.
Extraordinaria.
62. Contribuido para o monte-po.
63. Indcmiiisacoes, incluido o producto das
loteras que o governo deve mandar ex-
trahir nos termos do art. l. da lei n. 696
de 20 de agosto de 1853, e do 2 da de n.
9/9 de 15 de setembro de 1858.
64. Juros de capitaes nacionaes.
65. Venda de gneros e proprios nacionaes.
bo. Receila eventual;
67. Producto de loteras para fazer face s des-
pezas da casa de correegao e do melhora-
menlo sanilario do imperio.
Depsitos.
Emprestimo do cofre dos orphaos.
Bens de defuntos e ausentes.
Dilos do evento.
Premios de bterias.
Salario de Africanos livres.
VA ." ?.' u,"nTGrn0 Bca autorisado para emitlir
bilhetcs do Ihesouro at somma de 8.000:0005,
I como antecipac.lo de receita no exercicio desta
leu
-CAPITULO III.
Disposicoes geraes.
Art. 11.0 governo fica desde j aulorisado:
1." Para robrar as alfandegas do imperio,
alao fifP do exercicio da presente lei, um im-
, posto-addicional do 2 at 5 % sobre o valor das
mercadorias dtpachadas para consumo, confor-
( me a sua qualidade c os direilos a que esleiam
sujeitas.
2 Tara cobrar, at ao fim do exercicio da
prsenle le, o imposto addicional de 2 % sobre
, a exporlaclo para porlos estrangeiros dos pro-
I duelos nacionaes actualmente sujetos direilos
de 5 70 de exportacao, comecando a sua cobran-
ca do 1. de Janeiro de 1861.
3. Para substituir a pena estabelecida pelo
alvar de 9 de junho de 1809 e art. 17 do re"
nn 151 de 11 de abril de 1842, por urna multa de
10 a 30 /0 do valor do escravo, reparadamente
entre o vendedor e comprador, a qual ser im-
posta pelo1 chefe da eslaglo fiscal eucarregada da
arretadaclo do imposto.
4." Para snjeilar, quandojulgar conveniente,
ao pagamento de direilos de consumo, oscourosj
xarques e mais productos do gado, importados
pelo interior da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sol, tfe qualquer potlo do Estado
Oriental ou dos outros estados limitrophes, para
: seren consumidos no imperio ; e para impOr
, direitos de transito sobre os mosmos gouoros dos-
tinados para o cstrangoiro ; Picando nesle caso
r7.gado o art. 25 da le de 13 de selambro de
18-45 na parle relativa s fronteiras, que jul-ar
convenienle.
8 5." Pura substituir o imposto de 2 % de
chancellara, eslabelecido pelo arl.9." 2." da lei
de 31 de outobro de 1835. por urna multa at 4
/0, nunca excedendo de 6OO3 sobre o v.ilor do
pedido as acedes cves ou criiues civelmenle in-
tentadas, e iralisavel somonte nos casos de re-
cursos de appellado ; guardadas porm as iscn-
roesestabeletidasnoart. |.!.. do decreto
n. 150 de 9 d.- abril do 184 >, e art. 8 do de 11
413 de 10 do junho de 1845.
6. Para realisar 3 venda dos praprtos naci- '
1 naes que forem desnecessarios ao servioo publi-
co, e que nloderem um rendimento, pelo me-
I nos, equivalente s desoezjs de seu costeio c ao
juro correspondente ao seu valor.
7. Para aforar os terrenos de alluviao, onde
, existirem marinhas, e bem assim os alagidicos,
ou terrenos devolulos encravados as povoaces '
ou seus arredores. Esta dispositlo fica extensiva
quaesquer outros terrenos de'volutos as mes-
mas condiroes.
8." Para aforar ou vender, na conformidade
da lei n. 601 de 18 de selnmbro de 1850, os ter-
renos perlenceutes s antigs missoes e aldeas
dos indioS, que esliverem abmidonados, cedendo
todava a parle que julgar suirieiente para a cul-
tura dos que selles anda permanecerem e os ;
requeren m.
g 9. Para alterar, ao fim do corrente anno
ivstoma do ^rrccadaclo doimpos*o do
fi?(.no .1,10 so tus iois uc ji j uuiui... 1
de 1843.1 8 de setembro de 1815, 15 de junho e 6
- >ro de 1850, e 17 de selembro de 1851,
decreto n.663 de 6 do setembro de 1852,
lo-se nessa alterado as seguintes dis-
2,000.0005 de papel moda que resgatar durante o
exercicio desta lei, emiltindo apolir.es da divida
publica de 6 /0, ou fazendo qualquer outra ope-
rado do credilo que entender mais vanlajosa. se
com o producto da renda publica nao poder reali-
zar o dilo pagamcnlo.
15. Para mandar satisfazer em plices da
I divida publica interna, na forma do art 38 da
[ lei de 15 de novembro de 1827, js conliocimen-
los da mesma divida sempre aue por circunstan-
cias extraordinarias nao soja possivel o exame e
' fiscalisagio dos respectivos tilulos no thesouro
I nacional.
16. Para conliatar cora o engenhero Honry
Law. ou com quem mais vanlagens offerecr, a
conslrucclo de um segundo dique na ilha das
Cobras para o servico da marinha de guerra c
mercante, nao oxcodoiido o seu custo a 855:000[
17. Para despender al 100 0005 com a des-
aproprado dos predio- contiguos aos >rsenaes
da li ia e Peroambu
18 Para despender at 250:0005 com a cons-
tata de licitantes poderlo ser arrondados, divi-
dindo-se como mais conveniente fr, assim para
a arrematado, como para o arrendamento.as fa-
zendasem sesmaras, e estas em lotes, e poden-
do o governo fazer arrematar lodo o lempo os
bens arrondados, dando preferencia, lano por
tanto, nos arrendatarios.
4.* as srrematacoes poderlo timbem ser
destnbuidas as difTercntes especies de bens pelas
diversas fazendas c sesmaras, como melhor
conner.
S 2. Firam isenlas das tax.is respectivas as
carrocinliasda sania casa da Misericordia da cr-
t-\ desuadas conduccao para os eomiterios
dos cadveres dos pobres enterrados gratuia-
mente, assim como as empregados 110 transporte
dos enformos pobres para o hospital geral, e des-
le para as enfermaras exlernas.
S 3. Os bilheles de loteras premiados e nao
reclamados prescrevem no im de cinco anuos.
Iruccao de urna ponte que ligue o bairro de San- ['(,,l,ilJs do dia em que forem recodados os ra-
lo Antonio ao da Boa-Vista.
19 Para despender com
a conslrucclo de
edificios proprios para a faculdadc de direito do
Recite e de medicina do Rio de Janeiro as quan-
lias para isso consignadas no art. 16 $3 7" e 8"
da le u. 939 de 26 de setembro de 1857'.
20. Para despender quanlia necessaria com
a continuado do exame da navegabilidade va-
por no rio S. Francisco, da Cacboeira de Pira-
pora para cima.
g 21. Para ceder urna parle do terreno nacio-
nal denominado Jalona, extremo das fazendas
Grande e Buqueirao," da provincia do Piauhy,
aura de sor edificada nelle a igreja matriz da
freguezia de S. Jlo do Piauhy.
22. l-'ara conceder, fra das zonas das fron-
teiras na provincia do Amazonas, c as que se
achaco as mesmas circumslancias encepcionaes,
Ierras e campos devolulos para criado de gados!
sob a eoodicao de 1 agarem os concessionarios o
respectivo preo, logo que laes Ierras o campos
forem medidos e demarcados na forma da le 11.
601 de 1S de selembro de 1850; reverlendo para
o dominio nacional, com purda das bemfeitorias
exsteules, os terrenos concedidos, se os cou-
cessionarios, ou seus successores, nao quizerera,
ou nao poderern pagar a importancia dos mes-
nos terrenos, calculada segundo a base da ci-
tada lei. Essa toncesslo porm nlo poder ex-
ceder, em ierras de cultura, a meia legua qua-
tres le
lores correspondentes aos cofres pblicos."
4." Todos os proprios nacionaes que estive-
rt-ui a dispositao dus UifTereoies uiiuisienus do-
terao ser tueuciouodoa annualmenie nos respec-
tivos reluiorios, com decmrado 00 semeo em
que se achara, se publico ou particular, e ueste
caso se pui locado ou concesso gratuita. A des-
peza com os propiios lijcionaes que esliveium
ao servn;u dos rjiffereolea ministerios correr
por cotila daquelle que os ulilisar. e ser pa-a.
pela verba Uoras publicas do mesiuo mims-
lerio.
5 5. Os parochos collados c os vigarios geraes
esiao comprtiieiidiJos, parj o pagamento dos
respectivos direilos, ou jj 3' da tabella annexa
le n. 243de 30 deuoveiubro de 1841.
6.'' O art. 37 da loi u. 23 de 30 de novem-
bro ue 18I comprehende a ordem de Pedro i,
creada por decrelo de 16 de abril de I82 ; e o
agraciados coui disliocces de quaesquer ordens
hoiiorilicas do imperio serao obligados as-
lazer os direitos relativos iodos os graos aul-j-
riores comprehedidos na ultima graca.
diada, e em campos de criar, a
cada roiiccssionario.
5 7. A disposido do art. 11 da lei n 8i0 de
11 de selembro ue 1855 tica extensiva compra
e renda dos estraves, devendo ser transcripto 110
titulo o conhecimeulo do pagamento do imposto
^ do meia-siza, o qual sera aesde subsuiuido
jas para : l'l'la laXI U*" de 4o500dpor venda ue cada eSCIl-
vo : litando prohibidas,
-. sob peua de uuli.dade, as
5 I ara conceder Ordem Terceira de Nos- | cartas de ordena paca ellas entro pessoas ausen-
teridas vendas seno por meio de procuraces ea-
petiaes.
Civil,
II..
contratos
messa ou
obrigaele
da lei de
ment (!
2.a As
100 a 2<"i(
gundo o
papis fo
mcnio d
8.
A demarcado para pagamenlo do impos-
to da dcima urbana na cdrie, eslabelecido polo 5
Lo1" a"' d'' ,>:il'lu'.ao do 23 de norcinbro do
a que :\i-tia naquelle anuo, tena pela ca-
1832,
mar municipal em viriude
27 de agosto do 1830.
do art. 4" da I^i de
de selem
como no
observan
posicoes
1.a As
elevadas
anleriorejs, e comprehenderlo em geral lodos os
taxas do sello proporcional poderlo ser
al ao dobto das estabelecidas as leis
29.
30.
lilulos e papis que contivetem pto-
obrigado, e destrato ou exonerado de
, alm dos mencionados no arl. 12 1."
21 de outubio do 1843, c no reg'ula-
ldejulho de 1850.
laxas do sello lixo serlo elevadas de
rs. por cada meia folha de papel, se-
see formato, igualadas as do lo los os
tensos de que trata o art. 34- do regula-
1 10 do julho do 1850; Picando ella
sujoitos em geral nao s os papis e documentos
que ac'u lmente as pagam, mas lambem lodos
os que fuerern parte, forem juntos ou appensos
a processos administrativos ou judiciarios, e lo-
dos os contratos, ttulos e papis de que Irata o
psragrapl o antecedente, e qun nlo esliverem
sujeitos a asello proporcional. O pagamenlo das
novas taxis ser obrigalorio do 1." de Janeiro de
1861 em Oante.
sa Senhora do Carmo, da imperial cdade do les. c "ao pudendo ler elleito nesie caso
Ouro Ptelo, o uso perpetuo da banqueta de cas-
tic es de prala, que pertenceu ex ti neta con-
fraria do Senhor do Romfim, ouir'ora erecta na
capella da mosma Ordem.
24. Para mandar pagar ao vigario geral do
Ilaixo-Amazouas a competente congrua, satisfa-
zendo igualmente o que dola Ihc soja devido.
8 25. Para desapropriar as nascenles d"agua
que forem necessirias para o abasietimento da
cidade do Itio de Janeiro.
i \. Paca comprar Jf/renos as 1 roximidades 1
.ios ^aiv-,t) t-.io.'para eslabelecimoulo de I
colonias, otando para osse lira em ingor o cre-
dilo concedido pelo decrelo n. 835 de 4 de outu- i
bro de 1856, concedendo aos nacionaes ijue se!
estabelecerem nessas colonias, as j croadas,
ou em outras que para o luturo se crearem, os
mosmos favores de quegosam os colonos estran-
geiros.
27. Para auxiliar a empreza de navegado
as re-
a le-
as seguintes re-
a vapor entre, as liguas da provincias da .Ma-
guas com urna subvendo de 30 OO05O, conte-
dendo-llie para esse tim os favores que forem
necessarios.
28. Para encampar o contrato feilo
1.
2.
3."
i.1
5/
6. Depsitos de diversas origens.
3o A revalidado de que trata o art. U da lei
n. 939 de 26 de setembro de 1857, que fies re-
vogado, s^r regulada pela maneira seguinle:
I. Os documentos ou papis de qualquer espe-
cie snjeilqs ao sello proporcional, apresentados !
em juizo Ou s autoridades e repartices publicas
que o nae| liverem pago nos prasos estabelecidos \
nos regulamentos do governo, deverao pagar 5 "
do respectivo valor at vespera do vencim-nto, 1
e 10 *, depois de vencidos. Se porm dentro dos i
prasos estabelecidos houverem pagoum sello in-
ferior laxa devida, Ucaro sujeilos revalida-
do, pagando o triplo da dilTerenga enlrc o dito
sello e. laxa al vespera do venciraento, e o'
sextupl^ dopois delle.
II. Oi tilulos o papis sujeilos ao sello ixo '
que nlo forem sellados no devido praso.serao re- '
validados, pagando um sello dez vezes maior do
que o marcado as respectivas tabellas, c O qna- :
druploda differenca quando houverem pago laxa
menorjuo a devida.
III. ais transferencias das apnlices da divida .
publican qnaesquar leltras de cambio ou da tr-
ra, sacadas polo governo e seus agenles favor
de parlculares, firam sujeitas ao sello propor-
cional.-
10. Para substituir o imposli eslabelecido
pelo 2d(K-lvar de 20 de outnbro de 1812, e
alterado fel ntt 8o tj 4o da lei de 22 de ouiui.r0
de 1836e rl. 10 da de 21 de outubro de 1843.
por uma laxa que derer oomprchender lodas as
industrias e profissoes que forem exercldas as
difforentes cidades e villas do imperio, com ex-
cepeao smenle das que pela naiureza privilegia- i
da das respertivas funecties, e ou pela reconhe- i
cida insuflciencia e penuria de seus recursos,
nao a deverem ou poderem supportar A refe-
rida laxa ser em parte ixa e em parto variavel,!
assenlando a fixa sobre a naiureza, elasse e con-
dicao das industrias e profissoes, o importancia ]
commercial das cidades c villas em que forem j
exercidns, e a variavel sobre o valor locitivo do I
predio ou local em que funecionarem. Uraa e
oulra sero estabelecidas pelo governo; nao de-I
vendo porm exceder a laxa variavel a 10 % I
quando se der ao mesmo lempo o pagamento da
fita, e a 20 % no caso contrario.
11. Para fazer as operaces de credilo noces-
sanas para cumprimento dos contratos dos em-
prestimos externos de 1824 e 1843
12. Para augmentar o pessoal da secretaria
de estado dos negocios da fazenda com mais um
primeira oflicial edous segundos.
13. Para desapropriar cmara municipal I
da corte o dominio directo dos terrenos desne-
cessarios do Jardim Botnico da Lagoa de Rodri- '
gode Freitis. continuando em vigor a autorisi-
cao conferida pelo arl. 1| 2 da lei n. 719 de
28 de selembro de 1851. O producto da dita des-
apropriagao far parle do patrimonio da mesma
careara, e sera empregado em plices da divida
publica, na forma do arl. 49 da lei n. 628 do
17 de setembro de 1851.
14. Para pagar ao banco do Brasil os........
com
rv
d
producto do emprestimo' contrahdo em virtde
da le n 1011 de 8 de junho de 1859.
29. Para mandar desde j extcahir doze lo-
teras para c imprmenlo do contrato celebrado
com a empreza lyrica desta corte por decrelo de
12 de marco de 1858, podendo limbem desde j
rescindir o mesmo contrato, de accordo com a
roforida empreza.
3o. Para contratar a demolido do morro do
Cas'ello com a companhia ou "ernprezario que
molnores condices olerecer, debaixo das seguin-
les clausulas :
1.a Dous tercos
j j. Uo wi.,.iaes das armas de cavallaria e in-
lautana, que ju o eram em 31 de marro do lo5J
sviao pro.iioudo* por anliguidade, esiudos iheo-
ncos, ou uerecimanto, anida quando c.irecaiu
das habilitaces sjieuliucas de que Irala
gistacao era vigor, guardadas
gcas :
1J. Os oiciaes das referidas armas, elevados
essa calhegona dopois de 31 de marto do 1551
soiao promovidos, quando pela legislado em vi-
gor, e SltlsfeUl a disposido desle arlig lites cou-
ber direilo accosso ao posto immediato, na raza j
de dous tercos por autiguidade e um terco por es-
iudos stitntilicos.
Para proencliimenlo das vagas nos poslos
s -a. iifl ooLdmpar o contrato oito coma 1 m r .........."*" "" '"6,,a "u (>osios
:ompanhia de commercio e nivog ido do Mucu- ouitiaos superiores as dillerenles armas,
y, iudemnisando os seus accionistas do capital Bua.raa>se-ha sempre o equilibrio entre o pau-
las referidas accoes.e applicando para esse fim o i C'l"US """""de e raeiecimeuto.
3 tica eulendido queas presentas disposicoes
ulo dispensara todas as outras cundidos ex:jjs
pela legislado vigente.
S lo. Ficam approyados os decretos expedidos
~-v"i pelo menos, do capital em
que f>r oreada a empreza, > >verao ser levantados
fra do imperio, sem co-n^.'Jmissi algum do go-
verno imperial relativamente os juros e amor-
lisadodo mesmo capital.
2.a O governo ceder
gratuito,
morro, assim como os terrenos resultantes da
demoligao-e dos aterres sobre o mar, exceptuan-
do desles os necessarios estabelecimentos c
logradouros publico?.
3 a O estado poder concorrer com algura au-
xilio, que nlo exceda mil conlos de ris, pres-
tado pela forma que o governo julgue mais con-
veniente para as despezas de desapropriaQlo das
propnedades particulires.Fjompiehendidas no
permetro do plano approvjfo pelo mesmo go-
verno.
4." Serao isentos do pagamento da siza e dci-
ma urbana, durante o praso de 20 annos, os ler-
arco do
correte anuo, que rolormaram o tliasouioe llie-
sourarias de fazenda as provincias, e estabule-
ceram regras para a turnada de coulas dos ros-
ponsaveis para cora a faenda publica, e assim
timbera a tabella annexa ao decrelo n. 2,532 de
25 da fevereiro deste auno, ixaudo os venciuieu-
tosdos emptegados da ollicnia do estampara e
impresslo do ihesouro nacional ; e os vencimen-
tos dos empregados da typographia nacional, es-
JiSSSSm n d.' Ssa^ftLtS " SK de ^ ^ 9e,er
uro de l>o9. Os empregados das recebedonas da
corte e provincias da Baha e Pernambuco perco-
berao desde j os vencimentos lixados na lab lia
R, annexa presente lei, os quaes nlo serio cal-
culados dentro do perodo de tres annos, conta-
dos da promulgado dola, para aquolles que nes-
sa prazo houverem de ser aposentados. A estes
se abonar somonte o ordenado da tabella juuta
ao decrelo n. 2,551 de 17 do marco do crrenle
auno.
8 II. Ficam revogadas lodas as leis que teetu
concedido ao governo crditos especiaes para ser-
vidos nao contemplados at agora as propostas
cessionarios importarem de paizes estrangeiros
para as obras especificadas no su contrato. |
6.J A dtsposiglo do art. 8 da lei n. 806 de ii
de setembro de 1854 extensiva s desapropria-
coes a que se refere o prsenle artigo.
31. Para ni indar proceder aos exames ne-
cessarios desobstrucelo do rio Cunhah e ca-
nalisacao do rio Ce3r*mirim, 111 provincia do
Ras-Grande do Norte, o para fazer realisar esses
melhoramenlos sem augmento de despeza, alm
da decretada pelas competentes verbas.
32. Para alliriar do pagamenlo do imposlo
de 5 0/0 ou meia siza. pela compra dos vapores
Guarany. Rio-Pardense c Correio, a companhia
Jacuhy de navegaco vapor na provincia de S.
Pedro do Rio-Grande do Sul. A isoucao do dilo
imposlo se estender s compras queporespacg
de 10 annos Ozer a mesma companhia de barcos
vapor que se destinarem e cffeciivamenle se
erapregarera na navegado fluvial da dita pro-
vincia.
Art. 12. Ficam desde j em vigor as seguintes
disposicoes :
Io." O decreto n. 306 de 14 de outubro de
1813, que extingui o vinculo de Jaguar em Mi-
nas-Geraes, ser observado com as alteracoes
que se seguem :
1." O prego das arremalacos dos bens poder
ser pago prazos, mediante fianga idnea, con-
forme fr cslaleeido em regulamenlo do go-
verno.
2." O prazo das letras nao exceder ao lempo
2"d<>JM arl- 4o da le n. 586 de 6 de setembro
de 1850, flcando a fazenda publica exonerada,
pelo acto da venda, de qualquer responsabilida-
de. salva o dtsposigao do art. 10 do decreto n
528 de 22 de agosto de 1847.
3.a Os bens que nao forera arrematados por
- quaes-
quer individuos ou corapauhias; devendo o go-
verno incluir especiicadameuto nas futuras pro-
poslas de lei de oreamonlo as sorarnas que fo-
rera precisas, tanto para occorrer aos mcsiuos
servicos, como para pagar os juros garantidos s
companhias das estradas de ferro e outras em-
presas induslriaos, e quaesquer subvenres com
que se lenha obrigado auxilia-las.
Ar. 13 Ficam era vigor Ulas as disposicojj
das leis de orcamonto antecedentes que nao ver-
saren! particularmente sobre a fixaclo da re-
ceita e despeza, ou sobre autorisagoe's para li-
nar ou augmentar vencimeoios do empregados
pblicos, para creago de novas despezas, re-
lamas de reparligoes ou de legislado fiscal
e que nao liverera sido expressamente revoga-
uS.
Art.
em cont
Mandamos portanto lodas as autoridades a
quera o conhecimeulo da referida lei pertencer
que a cumprsiu o facam curaprir e guardar Uto
inteiramente como nolla se conlm. O secretario
de estado dos negocios da fazenda a faga impri-
mir publicar e correr.
Dada no palacio do Rio do Janeiro, aos 27 de
selembro de 1860, 39 da independencia o do im-
perto.Imperador com rubrica e guarda. n-
gelo Muniz da Silva Ferraz.
Carta de lei pela qual Vossa Magostada Impe-
rial manda executar o decrelo da assembla ge-
ral legislativa, que houve por bem saneciouar,
orgando a receita o fixando a despeza geral da
imperio para o exercicio de 1861 a 1862, c dan-
do outras providencias, como nella se declara.
Para Vossa Magostade Imperial ver.Carlos Au-
gusto de S a fez.Joo Lustosa da Cunha Pa~
ranagu.
14. Ficam rovogadas as leis e disposicoaa
Urano. r *
II Fftf\/FI L
mi itii Ann


<*)
DIARIO DE PERSAMBUCO. QUIETA FEIRA 17 DE OTUBRO DE 1860.
/
Sellada na chancellara do imperio, em 28 de
selembro de 1860.Jotino do Rascenlo Silva.
Foi. publicada a presente lei na secretaria de
estado dos negocios da fszenda em Io de oulubro
de 1860.Jos Severiano da Rocha.Registrada
a fl. 63 v. do livro das cartas de leis e decretos
do poder legislativo, em 28 de selembro de 1860.
Jos Franeisco de Souxa Bracartnse.
TABELLA Aa que se refere o 36 do art. 2.
5 chefes de serco, scrviodo um de
presidente, a 5:400jJOOO de gra- -
tificacao.........27:000$000
Comedorias, a LGOOgOOO. : .
9 adjuntos, a 3:6005000.....
Comedorias, a 1:6005000. . .
2 dcsenhistas, a3:600000. .
Comedorias, a 1:OOg00O. .
Fessoal ao sfcrvico da commisso
(vinlo pessoas). a 3005000. .
Comedorias, a 2405400 por pessoa
Forragens para 80 aniroaes a 1205.
Remosta do material, etc., etc. .
80002000
32:4005000
14:4002000
7:200f000
3:2005000
1860 Com a rubrica de S. M. o Imperador.-
Joo Lusloza da Cunha Paranagu.
130:0005000
Angelo Monis da Silva Ferrax.
Tabella B, a que s e refere o 10 do art. 12, dos entregados das reccbedorias
_______do Rio de Janeiro, Baha e reman buco, e seus vencimentos.
EMPREGOS.
Administrador.................
Escrivao ......................
I.05 escripturarios..............
2.osdilos.......................
Amanuenses...................
Pralicanles................. .
Thesoureiro....................
Fiel do thesoureiro............
Recebdor do sello............
Fiel do dito dito................
Lanzadores...................
Porteiro.....................
Continuo.....................
Correies.....................
Cobradores..................
HtO DE J.VM-.lloi.
0,8 o/O da renda divididos em
171 partes.
Vencimento annuul de cada
emprego.

1
1
2
6
10
20
1
1
1
1
7
1
1
4
15
o
o
2:000g
1:000
1:000$
8005
6005
3605
1:600$
6005
1:200$
400
8OO5
6005
400$
300
8005
0005
4C05
30O5
200j
14(te
60C5
300g
4005
2005
400$
200
200?
2005
l
i a
6
BAHA E PEHNAXBl'CO.
4,4 o/O da renda, divididos em
67 partes.
Ministerio da Guerra.
LE R. 1,101 DE 20 DE SETEMBRO DE 1860.
6;000000 F*xa a> (oreas de trra para o anno financeito
{8005000 d 1861 ai86t:-
9:600*000 Dn P<*dro II, pot graca de Dos e unaniae
17:4005000 acclamacao dos povos, imperador constitucional
-------------le defensor perpetuo do Brasil, (azemos saber a
lodos os nossoa subditos que a assembla geial
decretou, c nos queremos a lei seguinte :
Art. 1. Aa torcas de trra para o anno Onen-
ceiro do 1861 a 1862 consta rao :
1. Dos olficiaes dos corpos movis o de
guarnjcao, da repartirlo ecclesiastica e dos corpos
de saude, doestado-raaior de 1.a e 2." classe.de
engenheiros, e do estado-maior-general.
2." De 18.000 pracas de pret de linha em
cireumstancias ordinarias, e de 25,000 cm cir-
cunstancias extraordinarias.
Vencimento animal de cada
emprego.

o
Md
u>
CO
o co
3 ra

*3 3
|M
O C
6005 40
4005 7
300c 5
250$ 4
2005 3
100$
400S 6
300
ti lu- 7119
200J
1005
loo;
(*) Lstes ompicgados percetiero a coraimsso de 3 010 pela arrecadaeo dos I m pos tos sobre
que nao ha mullas, o a gratilicaco diaria de 4:000 para cavalgadura, quando forem incumbidos da
cobranca as reguezias de fura da cidade.
("i Abonar-se-ha estes a mesma commisso de 3 0l0, sendo a gratificar.o diaria para ca -
valgaduras arbitrada p^los inspectores das thesourarias, na trma do decreto n. 2,254 de l de fo-
vereiro de 1859.
Angelo Moniz da Ferraz.
Art. 7. As diaposicoes da presente lei terao |
execucao desdo a sua promulgado, e sao per-
maneotea as dos arls. 3 e 4."
Art. 8. t'icam revogadas todas as disposicoes
em coutrario.
Mandamos portanlo a todas as autoridades a
quem o conhecimento e execucao da referida lei
perlencr, que a cumpram e faci curoprir o
guardar lio inleiramente como nella se contm,
O secretario de estado dos negocios da marinha
a faga imprimir, publicar e correr. Palacio do
Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1860,
39 da independencia o do imperio Imperador,
com rubrica e guarda.Francisco Xavier Paes
Brrelo,
Aviso de 30 de marco de 1859.
Determina que, quando desarmar qualquor na-
vio, os objectos aulle existentes que necessita-
rcm concert, sojam carregados s respectivas
seccoes do almoxarifado.
dos
Dito ao juiz municipal da primeira vara.D
Vmc. as providencias necessarias para que o sen-
tenciado Ignacio Ferreira de Araujo v cumprir
no presidio de Fernando a pena, a que est con-
demnado, visto que assim o pedio.
Dito ao Dr. Jos Mara Cardoz. juiz municipal
do termo de Cabrob.Estando Vmc. fora do ter-
1941.-Padre Mauoel Adriano de Albuqoerque.
Em vista da informaco, no lem lugar o que
requer.
1912Maria Salom deSiqueira Varejo.Nao
tem lugar o quo requer a supplicanle ein vista da
informaco.
19430 vigario Nemesio de S. Joao Goalberfo.
Art. 2. As torcas litadas para cireumstancias n.^i"C6^-~R,irnhde J"neiro.-Minstorio
ordinarias serao divididas cm 12,000 pracas de ^clos de manha, em I do marco .
pret dos corpos movis, e 6,000 dos corpos de \ \
Ministerio do imperio.
3.a seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 5 de oulubro de 18GU).
lllm. e F.xm. Sr. Tenho presente o offlcio de
V. jFxc, n. 94 de 27 de setembro prximo lindo,
submettendo consideracao do goveruo impe-
rial a seguinte duvida :
Determinando o decreto n. 2,636 de 5 do mes-
mo niez, quo dividi essa provincia em sele dis-
tados eleiloraes, que a parochia da villa do Cur-
vcllo que perleneia ao ai.ligo dislricto eleiloral
da Diamantina fique pertencendo ao actual 2."
dislricto, e leudo sido desmembrados da referi-
r r, por meio da autoriJade, o terreno para a
sua candidatura i E quando so approxima a elei-
cao diz ao goveruo : Agora falla smenle remo-
ver o obstculo legal superior s miulias forras,
removei-o vos, goveruo, removetnlo-iue a mim
do lugar.
E feila essa remoco nao ha ob.-taculo expresso
a que esse juiz, depois da eleicio, torne a ser re-
movido para o mesmo lugar pelo qual fo. eleilo. ', "u dt' naI0"e"w?e se eslabelecerem utn p
Nem basta para quo um juiz. soja removido que o : \u:"!> dt". "5 " 'lucradas.
3 3." Alem do rrirae de desercao ,
requeira. E' preciso que haja acesso legal, ou j
conveniencia do servico nessa remoco. Ogover-
no que o juiz dessa conveniencia publica
sua eleieo
corpos
guamico fixa. A l.u classe comprehende o I
balalhao de engenheiros e os corpos movis de I
artilharia, cavallaria e infantaria, e a 2." a torca !
de artfices, os corpos de guarnido, as compa-
nhias Qxas e as de pedestres.
Arl. 3." O governo organisar a 2.* clisse da
forca como mais conveniente fr ao servico pu-
blico, e a distribuir segundo as exigencias do
mesmo servido.
Arl. 4. As forfss fixados no ort. 1. serao
completadas por engajamento voluntario, e pelo
recrulamenlo nos lemos das disposicoes que
existirera.
nico. Os estrangeiros que esliverem as
cireumstancias da le, e se quuerem contratar
para servir no exercicito, gozarao das mcsuias
vanlagens pecuniarias que os nicionaes. Depois
ae-dous anuos de servico sem nota poderao ser
natralisados cidadaos brasileiros, dispensadas as
formalidades exigidas na lei de 3 de oulubro de
1832, sendo a caria de naluralisaco senld do
quaesquer despe/.as ou cmoliincnlos. Fica
subentendido que nos corpos de mais de qualro
COmpanhias nao serao admiltidos mais de 100
estrangeiros, nos de menos de qualro cumpanhias
avulsas nunca mais da tere,a parle da torca no
estado completo.
Art. 5." A respeito dos individuos que assen-
larem prar.a voluntariamente ou forem tecrulados
tero lugar as seguales disposicoes :
1." (>s voluntarios serviro por seis annos e
os rocruiados por nove.
? 2. Os voluntarios, alem da gr-itificacao dira,
igual ao sold inteiro ou ao meio sold da pri-
meira praca, em quanlo foram prai-as de
pret, conforme tiverem ou nao servido no exer-
cito o lempo marcado na lei, perceberarn coiuo
premio deengjjamenlo urna graliraacio que nao
exceda a 400^; e quando obliverein escusa, o
governo Ihes conceder uas colonias militares,
ou de oaciunaes que se eslabelecerem um p:azo
e Ierra de 22,500 bracas quadradas.
qualquor
outro quo importe a condemnaco por lempo su-
perior a seis ineies de prisao far perder s pra-
b. M. o Imperador, a quem foi prsenle a in-
formaco dada por Vmc. cm ollicio n. 525 de 21
do corrento mez, sobre o requerimeoto do cora-
raissario da segunda classe do corpo de olficiaes
de fazeuda da armada, Gaspar Jos de Miranda,
ha por bem determinar que, quando desarmar
algum navio, os objectos nelle existentes, que
necessilarem concert, sejam carregados s res-
pectivas secges do almoxarifado, em vista das
guas do remessa da casa uo deposito c cautelas
da de arrecadacao, exlrahindo-so conhecimen-
tos para descarga dos coinmissarios ou de quaes-
quer oulros encarregados dos mesmos objeclos ;
seguindose em ludo mais o processo quo se acha
eslabelecido : o que cornmunico a Vmc. para sua
intelligencla e execucao.
Dos guarde a Vmc. Visconde de Abael.
Sr. coiiiador da marinha interino.
mo de sua jurisdico desde dezembro do anno I Tendo eu resovido nao mandar fazer obra al-
passado, haja de doclarar-me se volta, ou nao, a guma estipendiada pelos cofres provinciaes se nao
reassumir o exerclcio do seu cargo. por intermedio da respectiva repartirao' e nos
Dito ao juiz de orphaos de Villa-Bella.Res-, termos do seu regulamento, nao podo ser'eoire-
pondendo ao seu offlcio de 22 de agosto ultimo,' gue ao supplicanle o dinheiro que pede para a
tenho a declarsr-lheque em vista do que escla-' obra da matriz de Garanhuns, que opporluna-
rece o aviso n.70 de de feverci'O de 1856 nao mente ser lomada em eonsideracio.
pode ser objecto de duvida o que nelle consulta. 1944-Joaquim Jos Arantes.-'Concedo o pra-
e que deve Vmc. resolver conforme o direito ex- zo dn 15 dias.
presso que regula a materia, dando s partes os 1915Pedido do 9o
recursos legaes : no que me conformo com Forneca-se.
batalho de infanlaria.
EXTERIOR.
o parecer do conselheiro presideute da reto-
can.
Dito cmara municipal de Olinda.Em vis-
ta do quo expde acamara municipal de Olinda
em seu officio de 11 do corrente, tenho a dizer-
Iho que approvo a arrematarlo do lelhciro quo Julgamos curiosos os seguinles pormenores
serve de matadouro publico; dos imposios so-! acerca do exercilo pontificio de invaso, assim
no. repesos do acougue, alTertcoes | como as biographias dos generaes que comman-
Aviso de 12 de setembro de 1860
Determina que os respunsaveis por dinheiro do
Estado, sujeitos ao ministerio da marinha, re-
colhatn ao thesouro ou thesourarias de '
zenda, no liin de cai.i auno Qaauceiro ou
exercicio, os saldos exlslentca coi seu po-
der.
2.a seceo.Rio de JaueiroMinisterio dos
negocios da marinha, em 12 do selembro de
1800.
dam as divisOes :
O exercito pontificio de invaso nos Estados
ora
de pesos e medidas, bem como do aluguel das
cazinhas da ribeira, deveudo a mesma cmara
mandar cobrar por adminislrago os oulros ni- i Pontificios co'mp5e-se7"perar'no1icias"al a
postos que deixaram do ser arremotalos por recebidas, de 60,000 homens. divididos emes
tolla de licitantes, devendo por novameiitc em corpos de exercilo. e estes em duas dhises E'
praca o predio conl.guo g igreja de S. Scbasliao, a parle mais soleta e aguerrida do exercilo sardo.
de que trata o citado offlcio. e est formada com os corpos que davara a guar
Dito d cmara municipal do Bonito.Respon-; iCao nos districtos da Emilia e da Elruria. Pro-
dendoao offlcio que rae- dirigi a cmara moni- rurou-se reunir os melhores regimentos, a mais
Cipal do Bonito em 4 do corrente, tenho adecla-jcscolliida olficialidade eos generaos que mais no-
rar mesma cmara, em solucao consulta meada tinham alcancado as ultimas guerra*
proposla no
allender-se
,."'"' 3ix o i.uuauu.1 meaua uniiam alcanzado as ultimas guerras,
i final do citado otficio, que devendo Cada divisao leva a parle respectiva supplemen-
no processo eleiloral somente_ a di- tar de artilharia e de engenheiros, oque prova
viso territorial civil e ecclesiastica. que nao po-
de sor alterada pela creac.io de um dislricto po-
licial, cumpre que essa cmara remella de C-
maro, a cujo municipio pertence a freguezia de
que sojrjla de emprehender o sitio de Ancona ;
quanlo a cavallaria, leva pouco o exercilo do in-
vaso. O seu general em chela o general Fan-
ti, que alem disso, commauda nm dos corpos; os
yuipap, a acia da eleicao oe juizes de paz e ve- outros commandontes geraes de corpo sao Cial-
readores feita naquella freguezia, e que Ihe foildini e Della Rocen.
enviada pela respectiva mesa parochi-il por co-
fa- I tender que deviam sr apuradas por cmara os
! votos dos liabiinnioa ri.-. ioniuilo uaqui'ita fre-
| guuza, compreh-ndido no districlo de Piripiri,
| que perlencente freguezia do Bonito, quauto
: divisao policial.
Dito ao director das obras publicas.Ordene
: Vmc. a um dos engonheiros dessa reparlicio que,
I eutendeiido-so com o director do arsenal de
S. U. o Imperador, lomando em consideracao .
o que V. S. expozera em ollicio n. 22>J, de' ; ?.!'f r",.-!..t!ld." ,pm,vlsU os'nduidos papeis; que
de selembro corrente, ha por bem determinar
da parochia dous districtos que furnio actual- sor "em Ihe
II luir, m 33U llll-viiiviitm |.i-,i>w w : .
? Pode ser. mas o governo nao deve G" "P'*' as vanlagens de voluntario.
3 coavm ser o juiz nessa quesio. .. "* recrutados poderao dar subsl
. 1. .111. ,1^ ., .1.1 l'l I 1 :l I ...... C........ .....1.1 .
mamle a nova parochia de Nossa Senhura da
Piedade do Bagre, pedo V. Exc. que o governo
imperial designe o districtos eleiloral a que deve
Bear pertencendo esta nova parochia. e d a tal
respeito uuia deciso gentica applicavel a ou-
ttas parochias que se acliatn em idnticas cir-
eumstancias.
E cm resposta declaro-lhe que as novas paro-
chias de que oao fizerem mencao os decretos que
dividem as provincias cm districlos eleitorae*,
devem pertencer ao dislricto a que (icram per-
tencendo, em viitude dos mesmos decretos, as
parochiis de quo foram desmembradas, como
por analoga determina o art. 19 das instruccoes
de 22 do agosto ultimo, para execugao do decre-
to n. 1,082 de 1S do mesmo mez, a respeiio das
parochias creadas dopois da divisao dos distric-
tos, a que se proceder para a dita execucao ; e
portanto a nova parochia de Nossa Senhora da
Piedade do Bagre deve pertencer ao 2. dislric-
to eleiloral, a que ficou pertencendo a da villa do
Curvello, de que Coi desmembrada.
O que commuuico a V. Exc para sua intelli-
geocia.
Deus guarde a V. ExcJoao de Almcida l'e-
reira FUho. Sr. presidente da provincia do Mi-
naS-Gersoe
Porquanlo ou removera uns e outros nao, ou
removera lodos que o pedissem. No primeiro ca-
so, dara sempre lugar aecusaco de parciali-
dade e de ingerencia em negocios de candidatu-
ras. No segundo, haveria em cada quatriennio
urna numerosa contradanza de juizes, o que Ira-
ra grande transtorno '< adnainistrac&Q da Justina,
e burlara a lei em grande escala.
Pelo que parece seceo que o requerimento
do supplicanle muito incongruente, porque lea-
de a envolver o governo em candidaturas eleilo-
raes designadas, e a c.onvert-lo em instrumento
para burlar a lei, a sabendas, visto que o mesmo
supplicanle declara que quer ser removido para
poder ser eleito por um lugar, onde, por lei, nao
o pode ser.
Nao parece seccao proprio do governo des-
cer averiguaco da veracidade de prelencoes
que tanto pollular, n dos meios multas ve/.es oc-
I cultos e poueo confessaveis, de que dispoz o can-
didalo, alim de julgar da seriedade da candida-
tura. Seriam precisos inqueritos minuciosos, os
! quaes frequeuieinenie daram lugar a escanda-
| los. E havia o governo remover um com o fun-
damento de que a sua candidatura eslava bem
i parada, o negar remoco a outro peto razan con-
titutos
idneos, e quando estes nao sejam considerados
loes pelo governo, ter lugar a Bubstituicao me-
diante a quaiilia de 630(000, que entrar para
os cutres pblicos para se applicar ao ajusto de
voluntarios.
Art. 0. O governo fica aulorsado para desto-
car al 5.000 pracas da guarda nacional em cir-
cumstanci >s extraordinaria?.
Art. 7.a Fica revogado o art. 2G do regulamen-
to n. 772 de 31 de marco de 181.
Art. 8. Os olficiaes do exercilo que forem
transferidos para a segunda classe nos termos
do art. -i" 1" n. 2 do decreto n. 200 do Io de
dezembro de 1811, e nessa classe se conserva-
ren! por mais de um anno, nao conlarao de en-
to por dianlc anligoiitodc de posto.
Arl. 9. O goveruo tica autorisado :
1. Para reformar a contadura gcral da guer-
ra, pagadura das tropas, arsenaesdo guerra, ar-
uiazens de arligos bellicos, e os consolos admi-
nistrativos para fornecimento dos arsenaea, nao
augmentando o possoal ora existente nessas es-
tocos, nem elevando os ordenados dos respec-
tivos empregados alera dos que percebein os de
igu.il calegoria do thesouro nacional, o dos ar-
sennes de marinha segundo a uatureza daquellas
repartieres. Esta dsposico s ter vigor at a
lraiia? Liiv.iker-se-lium em queslocs eleiloraes prxima sess.io legislativa.
3a seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 5 do oulubro de 1800.
lllm. e l'.xni. Sr.Em seu officio n. 241 de 21 do
mez prximo passado, informa V. Exc que se
acha cannicamente provida, nessa provincia,
desde marco de 1859, a parochia de Nossa Se-
nhora das Dores, com posta de territorios des-
membrados de outros perlencentes a districtos di-
versos, tendo-se j procedido alli no corrente
anno a qualficaco de votanles e a eleicao de
juizes de paz e vereadores ; e porque no decreto
n. 2,62 de 22 de agosto prximo passado nao se
fez expressa menco daquella parochia, consulta .
V. Exc. se deve apezar disso designar o numero |
de eleitores que cabem dita parochia, se nella
se deve proceder eleicao do eleilcjres, e a qual
dos dous districtos actaaes deve e;la licar incor-
porada.
Em resposta tenho a dizer-lhe que a referida
parochia de Nossa Senhora das Dores faz parle
uo dislricto que comprehende a parochia donde
fui desannexado o territorio onde existe sua se-
de, comprimi porlanto quo V. Exc. designe o
numero de eleitores que Ihe cabe dar, na pro-
porcao PSlabelecida pelo art Io, ^ 10 ell da lei
ii. 1,082 de 18 de agosto deste anno, proceden-
do-se lili a eleicao na poca marcada pelo 16
da lei supracilada.
Deus guarde a V. Exc. Joao de AlmedaJ'o-
reira Filho.Sr. presidente da provincia de Ser-
gipe.
Ministerio da justica*
Senlior. Mandou V. M. Imperial remeller
seceo de justica do con rimento em que o bacharel Antonio Borges Leal
Castello-Brauco, juiz do direito da comarca de
Oeirjs, na provincia do Piauhy, requer que o
governo o remnva dessa comarca, porque pre-
tende apresenlar-se candidato eleicao de depu-
tados assombla geral. E ha V. M. Imperial por
bem que, a seceo, leudo em vista a imperial re-
soluto da consulla de l de dezembro do anno
passado, e as disposicoes das leis o. 812 de 19 de
setembro do 1855, e n. 1,082 de 18 de agosto do
corrente anm, consulte, dando pareoer sobre os
seguntcs pontos : Io ponto, se o motivo allegado
pelo supplicanle sullicienlc para aulorisar a re-
moeao, e se o governo imperial pode recusa-la
aos juizes de direito, municipaes e de orphaos
que pretendam npresentar-se candidatos depu-
tacao geral ou provincial por dislrirtos eleiloraes
em que sejam incompaliveis; 2o ponto, se, por-
tanto, tem o governo o direito de averiguar e
julgar da veracidade da pretenco e da seriedade
da candidatura.
A seceo pensa que o caso nao est comprc-
hendido'na resolurjo do consulla de 14 de de-
zembro prximo passado. Essa consulta irala do
caso de pedido dedemisso. Ora, ninguem pode
ser conMrangido a servir cortos cargos, urna vez
que driles pede demissao e nao os quer mais ser-
vir. Nao assim quanlo s remocoes. Nenhumem-
pregido, salvo os casos expressos em le, tem di-
reito a ser removido deste ou daquel'c lugar, pa-
ra servir o mesmo emprego n'outro, porque a sua
conveniencia pessoal assim o exige.
Nem os inconvenientes que so dao no caso da
demissao sao lo graves como no de remocao:
I*i porque no caso de demissao o sacrificio
maior, e nao ha risco de quo avulte o numero
dos que o facam ; 2, porque no raso de remoco
pide haver al melhoramento ; 3, porque o
abandono completo da auloridade que exercia o
candidato, mata o prestigio o a forca quo pode-
rla vir-lho eomenlo de urna posicao offieial. O
candidato tornn-se simples cidada'o.
A' vista da resolucao n. 599 de 28 de jnnho de
1850, podem os juizes de direito ser removidos, a
requerimenlo sen. Mas, para essa remocao,
preciso que h .ja um motivo, o qual pelo menos
nao seja illegitiiuo.
Ora, urna candidatura no mesmo lugar onde a
le repelle clara e terminantemenle, receiando o
abuso anterior, actual e futuro da auloridade,
um motivo Ilegitimo, atienta a razao e o fira da
lei.
Dr-ee-ha mais, removido o candidato nao
exerce elle mais auloridade na poca da eleicao.
Mas quem nao v que isso urna perfeila burla
para illudir a lei ? Nao pode o candidato prepa-
Dessuas que Irariam polmicasdesagradaveis, por
que nenbum candidato udeiendo se aecosamo-
dara com a razo de que'a sua c^ndii^t* '" *
sera. Nem ha cousa mais sena po.a m can-
didato
E a concessao da remoco equivalcria a urna
approra^o da candidatura, e a declarac.io deque
era forte. Nao fallara quem considerasso um
candidato, como candidato do goveruo.
Em coneliisao, e resolvendo os quesitos pro-
postos entende a seceo :
Quanlo ao 1", que O motivo allegado pelo sup-
plicanle nao deve ser lomado em consideracao
pelo governo de Vossa Migeslade Imperial, e
que do mesmo modo compre proceder respeito
de pretendes iguaes, de pessoas que em razao
de seus cargos nao podem ser eleilOS uos luga-
res onde os exercein.
Ouaulo ao 2, fica prejudicado.
I'.' este o parecer dos conselheiros de estado
visconde de Uruguay e visconde de Uaranguape,
e poitinlo da maioria da seceo.
conselheiro de estado Euzebio do Queiroz
Coutinho Mattuso Cmara concorda em geral ;
mas lia urna liypolhese que enenl. se deve
salvar: se a incompalbiilidade surge de modo
e sem que pudesse ler sido prevista, nao creiu
que regularmente o goveruo se possa.negar ao
pedido da remoco. Um juiz de direito era can-
didato por um circulo que nao coroprehendia a
sua comarca : nao podto pois ella ler-se preva-
lecido dos meios offlciaes para promover a sua
eleieo. A nova lei estabelecendo circuios de
tres aggrega o circulo por onde o juiz era can-
didato ao di sua comarca, e declara o incompa*-
livel ; parece ^ seria bem pouco de accordo
com a equidade insistir era negra a remocao pe-
dida, privando por este modo o juiz de urna can-
di datura natural ; seria mesmo contrariar o es-
pirito da le qujndo esiabeleceu prazos.especiaes
para Cunar, a incompatbilidade dos adujes
juizes, seria alacar seus direilos polticos, e m-
volveiia o governo na apreciaco das candidatu-
ras* Ou ver-se-hia na necessida le de se nao
fazer remocoes, ou se llzesse alguma incorreria
as suspeilas de pnrcialidade, pcis sena fcil
crer que remova < t amigos independenlo de
pedido, e que consmvaria os adversos s para
desvia-los. Ozer que o juiz pode demiltir-se,
nao responde. A demissao pena do alguns
crinies, e s vezes to pesada que seria irrisorio
ofl*erece-la como arbitro aceitare!. O que so
nao deve admitlir que o juiz do direito se con-
serve na sua comarca, sabendo da incompatibi-
lida remocao com tal uudamento.
2.J Para alterar o regulamento orgnico do
corpo da sade do exercilo, redimilo o pessoal
adi'": '" >'ien ^-* lvopiii,ca o -t.tcrnkuri^,^ mi-
ulares, bem como o dos alumnos pensionistas,
elevando o qnadro dos priraeiros e segundos ci-
rurgics e pharraaceulicos, comanlo porm,
que este augmento nao exceda a 10 na primeira
classe, a 30 na segunda, e a 12 na terceira.
Art. 10. As disposicoes da prsenle lei tero
execucao desde u sua p'romulgaro, e sao perma-
nentes as dos aits. 7o o 8o.
Arl. 11. Picara revogadjs as disposicoes em
contrario.
Mandamos portanto a todas autoridades e quem
o conhecimento o execucao da refer la le per-
Icncer, que a cumpram o facam cumprir e guar-
dar tao inleiramente como nella se conten. O
secretaiio de estado dos negocios da guerra a fa-
ca imprimir, publicar e correr.
Dala uo palacio do Rio de Janeiro, aos 90 das
do mez de setembro de 1860, 39" da independen-
cia o do imperio.Com a rubrici de S. M. o Im-
perado. Sebaslio do lego Barros..
Carla de lei pela qual V. M. 1. manca exocutor
0 decredo da assembla geral que liou'e por bem
sacciooar, iixando as torcas de lena pira o atino
flnanceiro de 1861 a 1802.
Pan V. M. I. ver. Carlos Antonio Petra de
Barros, a fez.
Ministerio marinha.
LE N 1,109 DE 18 OE SETEMBRO OE 1669.
Fixa a forca
quo os responsaveis por diuheiros do Estado,
sujeitos ao ministerio da marinha, entreguem na
corle ao thesouro, medante urna guia passada
pela conladoria, e as provincias s thesoura-
rias de fazeu Ja, no fin de cada auno (inane, iro
ou exercicio, conforme coincidir com um ou com
outro o encerramiento J.is respectivas cuntas, os
salios existentes em seu poder; e bem assim,
que os comuianJaules das divisOes navaese na-
vios estacionados em porlos estrangeiros procu-
rem evitar somelhanles saldos, proporcionando a
importancia dos Saques, especialmente nos me-
ses prximos a juuho, das despezas necesa-
rias
Dos guarde a V. S.Francisco Xucier Paes
Brrelo. Sr contador da marinha.
me serao devolvidos, examu.e as obras feilas
com o eucanamento d'agua potavel para o mes-
mo arsenal, emitiiu lo o seu parecer acerca da
despeza feila com a mo de obra e material
comprado para o referido eucanainento.OUi-
ciou-se ao arsenal de guerra
Dito ao mesmo.Maule Vine, fazer, de con-
formidade com o orcamento que acompanhou o
seu ollicio de 11 do crrenle, sob n. 286, os re-
paros de que necossita a bica do Rosario da
dade de Oliula, recebando
Sendu esles generaes chamados a figurar as
novas contingencias da queslo italiana, julga-
mos quo os leilure eslimaro ler alguns dados,
por mais resumidos que sejam, a respeito da su
vida poltica e militar.
Manfredo Paoti general do exercilo (o ulti-
mo adddo milicia italiana), ministro da guerra
em Turin. graa-cruz da ordem de S. Mauricio o
S. Lzaro, condecorado com muilas ordens es-
Irangeiras, o eputado ao parlamento nacional.
U general l'aiili ter agora 48 a 50 onnos. E*
modeuez de nascimento. Expatriado da sua Ier-
ra nalal quando era aiuda muito joven, persegui-
do pelas suas opinioes liberaes durante o uespo-
tico governo de Francisco IV de Este, duque do
Modeua, foi uiembro das sociedades secretas na-
quella poea, e luraou parle em varios movimen-
tos, expoudo mais de urna vez a sua vida. Per-
dendo
a esperance e os seus companheros do
Ci- desgraca, de poder fazer cousa alguma a favor da
para esse Jim do hberdade da Italia, abandouou a pennsula o
presdeme da respectiva cmara municipal, o retugiou-se em ierra estrangeira.
corone Joaqu.m Uvalcan.l de Albuqoerque, O <( ,vlislaJo corao Toluittarf0 c llo,n..ado depos
cont de ris que S. M. o Imperador deu para os olkial do balalhao de cacadores do Porto que
mesmos reparos, c sendo o mais pago peto ihe-; ronilu na Blgica o inelix general Borsa d Car-
ra provincial, a quera uesta data ollicio a roinali, loraou paite cora grande louvor
.tlinistei'io dos negocios cscuu-
Decreto n. 2,653 de 29 de setembro de 1300.
Suspende a execucao do tratado de commorcto c ponte da ra
nevegaco celebrado entre o Brasil e a Rep-
blica Oriental do Uruguay era 4 do selembro
de 1857, c declara s subsistente entre os dous
paizes o de 12 de oulubro de 1851.
Nao tendo sido at agora preciichido, por par-
le do governo da Bepublica Oriental do Uruguay,
o accordo constante das notos reversaos de 23 de
setembro de 1853, trocadas entre o raeu ministro
esecretorio de estado dos negocios estrangeiros
e o representante da mesma repblica nesta cor-
te, sob cuja fe ratiflquci o mandei executar o
tratado de cornmercio de 4 de setembro de
1857 : hei por bem suspender a execucao do
mencionado tratado, e declaro subsistente" o de
12 de oulubro do 1851, de na forma couven-
cionada as referidas notas reversaes. Con-
siderando |>orcm os justos inleresses do com-
mercio de ambos os paizes, hei outro sim por
beni que esta iniulia resolucao s comece a ler
eiTeito a datar dia 1." de Janeiro prximo futu-
ro em diacte.
Joao Lins Vieira Cansanso de Sinimb, do
meu conselho, ministro e secretario de estado
dos negocios estrangeiros assim o tuulia enlen-
a.(/> r._ |...._r.;,_ oxpediudo os despachos
necessanos. Palacio do lito a Janeiro em 29
selembro de 1800, 39." da Independencia o do
Imperio.Com a rubrica de S. M. o Impctudor.
Joao Lins Vieira Cansamao de Sinimbu.

em va-
ortngal, principalmen-
te no sitio do Poito, e depois passou a Hespaha,
onde Panti esperava um theatro mais vasto para
abrilhantar as suas qualidades.
No exercilo bespauhol, mereceu o actual mi-
nistro da guerra pieinonlez o ronceito de um ofTi-
.cial dsticto, e depois de haver ganhado trabalho-
ponte. o SUtonso a mandar tazer laes reparos por samcnle poglo por p0slo Bl a leul0 ue j
adm.nistracao : derondo a importancia delles do estado maioV, gosava desta posiclo
ser levada ia verba respectiva, para a qual essa boato da revoluco o chamou sua
reparticao recebo fundos mensalmenle.Com- \aS.
esse respeiio. Pez-so o olficio do que se ras accoes da guerra de I
trata.
Dito ao mesmo.Tendo nesta data approvad
o orcamento que Vmc. me remclteu com o seu
ollicio de houiem, sob n. 270, relativamente aos
reparos que se fazem precisos nos muros da
da Aurora e caes junto mesma
quando o
patria em
Contra esta liypothese militam ns razes luci-
damente exposlas na consulta.
O conselheiro de estado visconde de Uruguay,
corn o qual concorda o conselheiro viacouOa de
Maranguape, observa que 0 seu modo de ver
nesta queslo nao Ihe permute concordar, como
costuma, com o seu Ilustrado collega. Nao du-
vida de que a nova le esteja applicada a alguns
casos pouco conforme com a equidade. Dura
lex, sed /ex. Nao pertence ao excculor corri-
gi la por meio de dislinccoos e excepcoes que
cha fez, e ohrgando o governo a remover o
juiz, ainda mesmo que o servico da justica nao
aconselhe essa remoco. Entende que 'o go-
verno, em consideracao smenlo conveniencia
da justica, deve remover, sem attender exis-
tencia de candidaturas mais ou menos fundadas,
e sem entrar na confidencia das vistas, planos e
meios eleiloraes do candidato. De outro modo,
a simples apresentacao do urna candidatura sus-
toria, em alguns casos, o exercicio do direito de
remover.
Acha mijitos inconvenientes na apreciaco
( alias inconstitucional ) pelo governo das conve-
niencias e inleresses eleiloraes do juiz de direito
candidato. O governo nao tem que ver cora
candidaturas. O governo deve ver s raen le no
juiz de direito um magistrado, e nao um candi-
dato, quer se d incompatbilidade, quer nao.
Vossa Magestade Imperial porm resolver o
mais justo.
Salas das conferencias da seceo de justica di
conselho de Estado,6 de setembro de 1860. Kt's-
conde do Uruguay. Visconde de Marangaupe.
zebio de Queiroz Coutinho
mar.
%y
Euzebio de Queiroz Coutinho Maltosa Ca-
Como parece. FaQo, em 29 de setembro do
naval para o anuo financeiro
de 1361 a 18G2.
D. Pedro II, por graca de Dos e unnime ac-
clamacio dos povos, imperador constitucional e
defensor perpetuo do Brasil : Pzcalos saber a
lodos os nossos subditos que a assembla g->ral
legislativa decretou e nos queremos a lei se-
guinte:
Art. 1. A forca naval para o anno finaneero
que ha de correr du lu do julho de 1861 ao ulti-
mo de junho Je 1962 constata :
i l. Dos offlciaes da armada, e das demais
Classes que lr preciso embarcar, conforme as
lotaces dos navios e eslado-miior dasdivisoes
navaes.
2. Em cireumstancias ordinarias, de 3.C00
pracas de marinhagem o de pret dos corpos de
marinha, embarcadas em navios armados e trans-
portes, e de 5,030 era cireumstancias extraor-
dinarias.
3." Do corpo de imperiaes ruarinheiros das
companhias de aprendizea mariirneiros creadas
pelas leis anteriores, do batalho naval, e das
companhias de imperiaes marinhercu da provin-
cia ilo Muito-Grosso, continuando a autorisac.'io
para eleva-las ao seu estado eompleto.
Ait. 2." A forca cima mencionada 8?i pre-
enchida pelos meios aulorisados no art. 4o da
lei n. 613 de 21 de agosto de 1851.
Art. 3. Os alumnos externos da escola de ma-
rinha que obliverem approvaco nos lies annos
do respectivo curso, e se hoiiverom distinguido
por seu bu ni comporlametito, poderao ser adroit-
tidos no servico da armada como guardas-mari-
nlias, urna vez que se sujeitem ? condieoes es-
labelecidas para os alumnos internos no regula-
meulo approvado pelo decreto n. 2,163 do Io de
maio de 1858.
Arl. 4. Os officiaes da armada que forem
transferidos para a 2a classe. nos termos do arl.
2o Io n. 2 do decreto n. 260 do Io de uezem-
bro de 1811, e nessa classe se conservarem por
mais do um anno, nao conlarao de ento por di-
ante a anliguidade de posto.
Art. 5. Fica revogado o art. 141 do regula-
mento aporovado pelo decreto n. 2,163 do Io de
maio de 188.
Arl. 6." 0 governo autorisado :
l. Para crear mais duas companhias de
aprendizes mariulietros as provincias onde
julgar conveniente.-
2. Para allersr os regulamenfos da conta-
dura e intendencia da marinha, aflrn de harmo-
nsar suas disposigescom as do decri lo n. 2,343
de 29 de jan-iro de 1859, nao augmentando o
pessoal ora exilenle nessas eslaces, nem ele-
vando os vencimenlos dos respectivos emprega-
dos, alera dos que percebem os de igual catego-
ra do Ihesouro nacional. Esta dsposico soler
vigor at prxima sesso legislativa.
Governo da provincia
EXPEDIENTE 00 DIA 13 DE OCIOBRO PE 18S0.
^ Ollicio ao Exm. presidente do Ro Grande do
Norte.Accuso a recepeo da circular do V. Exc.
de 26 do mez prximo passado. communicando
que as eleicos de vereadores e juizesTle paz se
lizeram em paz nosdifferentes punios dessa pro-
vincia, a excepcao das freguozias de Pao dos Fer-
ros C Porto Alegre, onde se deram conflictos dos
quaes resulta rain alguns fermentos leves e pe-
quenas offensas physicas.
Dito ao commaudaiile das armas.Passo por
copia s ranos do V. S. para os lins convenientes,
la informaco ministrada pela thesouraria do to-
zenda em 11 do crrente, sob n. 1,067, acerca do
pagamento que pede Ludano Jos de Medeiros
constante dos documentos juntos.
D.to ao mesrao.Sirva-se V. S. de mandar por
em liberdade o recruta Cosme Antonio Ferreira
das Chagas, que provou ler isengo legal do re-1
crulameulo.
Dito ao mesmo.Pira ser deferida a preten-
co do soldado do 8." batalho de infantaria. Ma-
uoel Antonio de Azcvedo, sobre que versa a in-
formaco de V. S. datada de i do corrente, sob
n. 1,002, faz-se necessario que elle satisfaga a
exigencia da thesouraria de tozenda constante das
copias juntas, o que V. S. Ihe fai constar.
Dito ao commaudante do corpo de policio.
Faca V. S. seguir para seu destino, dentro de 4
dias o mais Urdar, o lenle Jos Cunegundesda I
Silva, delegado nomeado para o termo do Bonito, '
acompanhaili) de 10 pracas, as quaes licaro i
naquelle temo sob as ordens o commaudo do
mesmo lente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. SJ adiantar com urgencia ao tenenle
do corpo delpolicia Jos Cunegundes d-i Silva os
vencirnentos to mez corrente edenovembro pr-
ximo vinJouro.Commuucou-so ao commau-
dante do corpo de polica.
Dito ao mesmo.Em vista do recibo junto, que
me foi remellado pelo inspector da thesouraria de
fazeuda com oUieio de honlera, sob n. 1,071,
mande V. S. indemnisar a fazeuda nacional da
quantia do 2005, que pelo colleclor de Ourcury
foi entregue au delegado daquello termo para os
concerlos da respectiva cadeia.Communicou-se
a ihosouraria do tazenda.
Dito ao conselho de compras uavae* Rfwa
do ao olficio que V. S. rae dirigi hontem decla-
rando que o conselho de compras navaes deve
elTecloar o contrato para fornecimento de carnes
verdes aos navios da armada e estabelecimentos
ea marinha com aquello dos pvoponentes men-
cionados em dilo oilicio, que maiores vantagens
otl'erecer tozenda nacional.
Dito ao director do arsenal de guerra.Em
vista da sua inforraaco do hontem, sob n. 289, o
atftoriso a mandar alistar nacompanha do apren-
dizes desse arsenal, depois de satisfaaer as con-
dieoes legaes, o menor de nome AITonso.
Dilo ao mesmo. Hespondo ao offlcio que Vmc.
que para a conducho dos objectos destinados ao
presidio de Femando se deve dar preferencia a
barca nacional Atrevida, urna vez que o frotador
della se responsabilise na forma do estylo pelos
gneros da tozenda publica, que receber para te-
rem seraelhante destino.
Dilo ao juiz de direito Jnaquim Paula Pessoa
de Lacerda.Ailendendo ao que Vmc. me expoz
em ollicio de 20 de agosto ultimo, tenho nesta
data resolvido que o praso para Vmc. entrar cm
exercicio na sua nova comarca de Carolina, seja
de seis e nao de qualro mezes, como em data de
16 de julho se Ihe morcou.Fizeram-se as con-
venientes (Ommunicaccs,
Dito ao curador dos africanos livres.De parli-
cipaco do inspector do arsenal do marinha de
11 de agosto ultimo consla que as duas africanas
era servico na casa dos expostos foram suoslitui-
do3 pelas de nome Honorata e Poncina ; indo
esto acompanhada de suas Unas lilhas menores
Marcelina e Florencia.
raurncou-se thesouraria provincial.
Dito ao superintendente da estrada.de ferro.
Com a copia das colitis do ultimo semestre
udo em 31 de julho prximo passado, recebi a
cornraunicaco que em 11 do corrente dirigi-
me o Sr. superintendente da estrada de ferro de
que para o futuro remellona em duplcala as
cuntas da mesma estrada, como Ihe
dido.
Havendo engao da parle do Sr. superioten-l
denle acerca do que se Ihe reiuisitou, na con-
formdade das ordens do Exm. Sr. ministro do !
imperio, chamo a attenejio do Sr. superinten-
dente para o meu ollicio de 20 do selembro pr-
ximo lindo, do qual ver que trata-se, nao de
Juplicata de COUtas, mas sim de copias dos do-
cumentos que devem sempre acompanhar as
cuntas a que se retorirem e que houverem de
me ser presentidas, devendo o Sr. superinten- !
dente remelter-me com a maior brevidade pos-
sivcl, coaio se Ihe pedio no citado olficio, a CO- '
pa dos documentos iue servem de prova s con- I
las do ultimo semestre, que j foram apresenta-
das sem esses documentos.
Dito ao subdelegado da freguezia de Quipsp.
Voterado do quo Vmc. refere em olficio de 27
de setenA.ro p. lido, com referencia a eleicao de
juizes de paz e ..n.adores dessa freguezia, "tenho i
a dizer-lhe que s plos tramites legaes e pelo1
poder competente pudera olla ser annullada.
ResponJeu-se no mesmo sentido ao respectivo
juiz de paz que officira sobre o supradilo as-
sumpto
Dito ao engenheiro fisal Ja estrada de ferro.
Cora o olficio quo Vmc. dirigi-me em 12 do cor-
rente, recebi as cotilas d.i estrada de ferro per-
lencentes ao mez de selembro ultimo, e tenho a
declarar-lhe que d'aqui em diante devem .'.las
vir acompaulia las da copia dos respectivos docu-
mentos comprobatorios.
Portara.Os Srs. agentes da companhia de
paquetes a vapor mandem transportar para acor-
te, era um dos lugares de proa destinados para
passagetros de esiado, no vapor que segu hoje
para o sul, a Cand lo da Silva Penante.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar passageni para
acorte, por cnnia do ministerio da marinha, no
vapor Paran, ao pralico Jos Rodrigues Freir.
Communcou-se ao capito do porto.
Expediente do secretario do governo.
Ufficio ao commandante das armas.S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda declarara V
Um dos cargos que Fanti desempenhou cm
Hespaha. fui o de chefe de eslado-maior do
districlo mil.lar de Valencia.
Na guerra da Lombardia de 1818 e 189 tomou
nma parle muito principal o enlo brigadeiro Fan-
ti e foi um dos vencidos de Cuslozza e de Nova-
ra. Teve a gloria de pelejjr como um bravo q iS
tora pe- jOU8 funestos dijs, em que se eclypsou a fortuna
das armas italianas.
Quando em 18*, o governo decidi mandar
um corpo expedicionario de 17,000 homens
Crimea, Panti foi designado pelo genera! La
Marmora, para commandar urna das brigadas do
dito exer.ilo. E na rerdade os fados justifica-
ras! a Justina da ell'i'ico do general ministro.
Na balalha de Tracktir, mostrou os seus dislinc-
tos crditos, e mais larde, corao chefo do esta-
do maior, deu proras da sua alta capacidado
si entifici. k
O general Fanti regressou de Sebastopol com a
ptente de major general, e com as gra cruzes
de S. Mauricio c de S. Lzaro, e da Legio de
Honra.
Collocado depois da guerra na posicio passiva
do conimandante de urna divisao territorial espe-
ro u trauquillamente os acontecimentos de 1839,
e quando rebeulou a guerra com a Austria, o re
0 ellegeu para o comniando da terceira divisao
do seu exercito. Manfredo Fanti era ji lente
general, e nelle depositava el-ru um.i con::
quasi absoluta. Os aimntecimentos da campanha
nao Ihe proporcionaram occasio de tomar parlo
cm tod is as accoes da guerra,- ma^ na balalha
de Solferino, escallando as alturas do monte do
S. Marlinho, as sua-; iropas merecern) urna
honrosa mencao lo valoroso raonarch.i
Concluida a guerra, feita a paz de Villa Fran-
ca, o revolucionados os Estados da Italia Cen-
tral, quando os govetnos ligados da Toscana,
1! P.irma e de Modena pensaram seriamente em
formar um exercito; pozeram enlo os olhos no
general Fanti, que, efleclivamenle acceitou o
com mando que se Ihe offereceu com aulhurisa-
co do re.
O dictador Farini, o baro Ricasoli e o gover-
, nador Cipiiani reconheceram, anda que admira-
dores do patrimonio de Garibaldi, q>ie esle ntre-
\ pido caudilho nao servia para organsar um txer-
Icito; desta maoeira, dmdo-se-lhe o commaudo
da divisao toscana, reservaran) a direceo do
exercilo da liga para um general d capacidade c
de principios scienlifleos.
Fanti, na organisagau das torcas millares do
S. que pelo seu officio de 12 do corrente, sob n!; C0l,lro da ltalia- dcu clar3S Pfvas do seu genio
1076, ficou inteirado de. que o Africano livre Jo-
s Candido, que se havia ausentado do hospital
militar em 23 de julho ultimo, se apreseotou vo-
luntariamente ao director do mesmo hospital
Communicou-se ao curador dos Africanos livres
Dilo ao commendador Vicente Antonio di Cos-
ta, chefo da quarla seceo da secretaria de estado
dos negocios estrangeiros. 1 Exm.Sr. presiden-
te da provincia, oxpediudo nesta data ordem afim
de ser transportado para a corte no vapor Paran '
um caixo pequeo, que veio da Inglaterra com
direceo a V. S., devendo o frele da condueco
ser pago pela parte interessado ; assim o manda
comraunicara V. S. para seu conhecimento.
organisador, e do seu carcter moderado, cheio
de prudencia e de habilidade. Mas nao pote en-
tender-se com Garibaldi; e o general da divisao
toscana. Segundo chele do exercilo da liga quo
meiilava um golpe audacioso sobre os oslados
do Papa, leve quo dar a sua demissao e retirar-
se para a illia Caprera.
Naauella occasiao triumphou a prudencia da
poputoridade.
Na queda do ministerio La Marmora Ratazzi,
, quando vencidas as primeiras dilliculdades diplo-
mticas para annexaco da Italia central, a opi-
nio publica e o iv julgarara chegado o momen-
to de chamar de novo ao poder o conde de Ca-
Dito ao juiz de. direito da comarca do Bonito, I v0"r- um dos P"mir"8 homens com quem esto
Dr. Francisco Antonio do OHveira Ribeiro.-S. ^^^.!?l^J!^l^!!^A!^fSf^\
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda aceu-
sar recebido o olficio de 4 do corrente, cm quo V
S., se anlecipou a participar, quo nao pode
por molestia, reassumir o exercicio do seu cargo,
depois do (inda a lieenea do que goza, a qual ex-
pira no dia 21 do corrente PInmm-sn ,-iu enm-
municacoes precisas.
DESPACHOS DO DIA 15 DE OLTLBRO.
Jteraenmentof.
1930Jacinlho Ribeiro da Silva e outros.
Informo com urgencia a mesa parochial do Ou-
licury.
1931Caetano Jos Ferreira. Prove o sup-
plicanle que seu fino menor de 12 annos.
1932Eslevo dos Anjos da Porcineula.Re-
mettido cmara municipal da villa do Cabo
para Hender ao supplicanle como for justo
1933.Francisco Antonio Cavalcanto Cosseiro.
Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
1934.Felicidade de Sania Annada Conceigo.
Declare a supplicaute o nome da orpha e on-
se acha.
19350 altores Francisco Gomes da Luz Frei-
r.Nao so achando ainda nomeado juiz com-
missario para que tenham lugar as deligencias re-
commendadas no regulamento de 30 de Janeiro
de 1854 nao pode ter lugar o que requer o sup-
plicanle.
1936Henrique Augusto M:let.Informe o Sr.
director das obras publicas.
1937Jos Joaquim Pinho de Mello Informe
o conselho administrativo do patrimonio dos or-
phaos.
1938Jos Fcrnandes Monleiro Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
1939Lauriano Jos da Costo e outros.Infor-
me o Sr. capito do porto.
19WLuiza Maria Lopes. Adcoilta-sc logo
que baja vaga.

Fanti, annexionista fervoroso c partidario de urna
revDluco immediata e atrevida.
Desde ento lem o general Fanti a seu cargo a
pasta da guerra, e nao pode negar-se a jusilla
que merece pelo seu saber e energa administra-
tiva.
u .-.vercnu iiiiiuim c iu- AavtAta lo jnn.i>
aperfeicoamentos, j na parte lctica, j as vanla-
gens raateriacs.
O general Fanti foidepulado da essembl.i na-
cional de Modena, que volou o dcslronamento do
duque Francisco V.
O lenle general Henrique Cialdini, comman-
dante em chefo do corpo de exercito da /Emilia,
gra-cruz de varias ordens sardas, hesi.anho-
3S, etc. etc., ajudante do re, e tambera mode-
uez, e poder ler a ui-csma dade do general Fan-
ti, seu camarada c seu compatriota. Pertenceu
assim como elle aos caladores do Porlo, e depois
ao exercito hespanhol, onde alcancou a patente
de tenente-coronel, commaudante* da guarda
civil.
Henrique Cialdini era um offieial muito valente
e apreciado era Hespaha, que deixou vivissimas
reeordacoes de sympalhia quando acudi em 1848
com Panti, com Durando, Cocchari, e llibolti, e
oulros defeza da patria em perigo. O general
Cialdini um caudilho mui popular na Italia, o
mui sympalico tropa. As suas preelamaces
na ultima guerra, tornarsra-se celebres; possue
a linguagem do coraco e sabe inleressar vi-
vamente o amor proprio, e o orgulho do sol-
dado.
muilo mais querido do que Fanli, porque o
que este possue de vaidale scieulifica, tem aquel-
le de fronqueza, e de sem ceremonia militor. Ci-
aldini commandoii na ultima guerra a quarta di-
visao do exercilo sardo, e lomou urna paito mui-
to brilhanle e principal na campanha ; na passa-
geni do Sesia, na aeco de Villata, e sobieiudo
nos sanguinolentos cmbales de Palestro, cujo
hroe foi Cialdini, demonslrou um grande coraco
=hm| *>f%&r?k
II FGVFL
MI ITII ARO


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 17 DE OUTBRO DE 1860.
(3)
J
e urna inlelligencia nada vulgar. Na batalha de
Palestro, mesmo no campo da batalha, foi eleva-
do pelo re a patente de lente general que bo-
je tem.
Nao assislio batalha de Solferino ; enesrre-
gado por Vctor Emmanuel, depois da bitalhade
Magenta, de franquear as ouaodas operacoes de
Garibaldi Da alta Lombardia, a divisio Cialdini
disparou os ltimos tiros da campanha da Italia
na ponte do Uiabo, no mesmo dia em que se as-
signava o armisticio
O nome Cialdini muilo querido, tinto as
massas populares, como no exordio ; ser pro-
vavclmonto o nico general que, por meio da
sympathia, e da commudidade de senliraenlos,
infliio una limo dos revolucionarios. Foi urna
acertada cscolha a dcss6 general; alm d'isso. a
sus qoalidade de commandanle em chefe dedis-
tricto da .Emilia, dava-lhe direito a sor a priraei-
ro na expedirlo
Disse-se ha dias que cstava enfermo, e que nao
podia emprehender urna campanha ; mas esta
liolicia nao se confumou.
O lenle general de la Rucea, a quem tam-
bem designam para o commando de ura corpo,
um general cortezo de antiga tempera ; j velho
liomem de scieneia e do calculo; nao popular
no exercilo, nem no paiz, mas mui hbil em um
gallineto.
Na ultima guerra foi o chefe de estado-raaior
general do rei, e um dos signatarios do armisticio
de Villa-franca.
O general de la Rocca senador do reino, e
condecorado com as inais disuadas comraen-
das.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
paci. Feitoisto, embarcou-se durante a noite
em urna das canhoneiras da armada real, que foi
acompanhada por alguns navios do differenles
naces a pedido scu. O conde de Trapani, seu
lio, o tinha precedido algumas horas antes. Em
Gaeta o rei leve comsigo a guarda real, a de Hus-
sares, do Lanceiros e aiguns baialhcs mais de
atiradores, assim como os tres ministros que se
Ihe conservaran deisSpinelli, de Martino e
Lansilli.
A sua partida foi logo conhecida em aples ;
pela manlian teve-se por momentos receio de
ura bumbardeaniento oporado pelas fortalezas;
mas o rei linha partido sem deixar ordem algu-
ma do ropressao ; apenas entregara o poder em
mios do Mure de aples e do comra mdante da
guarda nacional. Afumas horas depois que esso
joven e infeliz rei deixra a sua capital esses
dous funccionario3 se forana ter com Garibaldi
em Salerno, e convidaram-no a vir lomar pnsse
da cidade : com pffoito Garibaldi ahi entrou no
dia8 por meio dia, saudwdo pelos bravos da
multido, pelas acclamacoes de viva a Italia "
le deseus soldados, encaminharam hora depres-
sa as suas marchas. Cialdini tomou Cesaro ta-
zando prisioneiros a 1,200 Allenies e a seu gene-
ral raonsenhor Bolla que conducido para Turin
se transporlou dalli para Munich, ao passo que
os insurgentes oorigavam a capitular toda guar-
nicao allemaa d'Orvielo Do seu lado Fanti, pnr-
tindo de Arezzo entrou em Celta di Caslello, di-
rigindo-se pelo valle do Tybre para Frota, derro-
ta de Perouse, de que elle se apoderou depois
de fazer 1,600 prisioneros e entre os quaes o
famoso general SchmiJ. Cialdini proseguindo
na sua marcha dispensou em Sinigaglia as for-
jas papes concentradas em freoto de Ancona.
Seguio-se depois a capitularlo da cidadella de
Spoleite, o a captura da suarnicao de que faziam
parte GO Irlandezes. Rem depressa diante de
Ancona a esquadra sardo-napolitana commanda-
da pelo almirante Peisauo.
No meio de lodos estes successos ninguem se
osquecia do general Lamoriciero, o todos se in-
' terrogavamqual o plano de batalha que pode-
ria tur ello adoptado ? Corra o boato de que reu-
Viva Vctor Emmanuel 1 Viva o dictador 1 En-! nindo as tropas sua dsposioo, ella linha junto
caminhou-se logo para Forestiera, onde foi offi-| com os rcgimenios de Francisco II iransposio as
cialmente reCebido par Martino d'Ayala, que di- fronleiras napolitanas, e marchado ao encontr
rigio-lhe um discurso : o dictador leve que apre-. dos Garibaldinos : porra a verdade foi logo co-
sentar-se sacada, de onde falln ao povo. Da- nhecida. A 18 de selembro o general ero chefe
lu transportou-so para o palacio Angri, e neste das tropas pomificae3, longe de marchar do lado
ponto fixou a sua residencia. Ao passo que is- das uas-Sicilias, atteava o general Cialdini so-
to succedia deixava aples para reunir-se em hro a derrota de Ancona ; esto assim cxposlo a
Gaeta a Francisco II urna parte dos membros do ^""J0*^0, Ja P*S 'orU de Ancona, e o dos
corpo legislativo. O dictador escolheo para cora-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Paris, HA de setembro.
Durante a ultima quinzena os successos da Pe-
uinsula caminharam precipitadamente. As con-
junduras tornara-se graves e solemnes, e para
os homens esclarecidos o imparciaes a sorte da
naci Italiana c a cansa do calholecismo se aeham
urna a oulra lio estrictamente ligadas, a absolu-
tamente opposlas que ao relectir o espirito sen-
to-se abalado de una maneira eslranha as suas
svmpalhiase as suas aspiragos.
O pensaraentu se acha possuido de tal estado
do vertigera que o inhibe de roeoncenirar-se em
si proprio; e succede que, na impossibilidade de
julgar e do commenlar os fados, cada qual se
eatisfai apenas narrando-es.
francisco II perdeu o seu reino se que nao
perdn a sea eoi.i. AinJa joven succumbio esso
re sob o pesado encargo que Ihe legararo os seus
aniopassados; suecumbio sim, mas nao sem al-
guma dignidade. A sua queda s doslionrosa
para aquellos que se raosiravam dedicados a sua j
pessoa, e que depois o abandonaran) cobardemen-
te. Quanto aos seus povos, ellea lerabravam-sel
.amia de Fernando 11, e essa lombranca era des-J
tituida de tola a affeicao e amizade. O rei co-
roado honlem, pode-se quasi dizer que anda ;
menino, sem inspiracio pesseal, sera couselhel-1
ros sinceros, era para esses povos como que um
eslrangeiro ; nao era pois de admirar que tives-'
sem ellos tinado as suas vistas ni grande espe-i
rauca da regeneracao da patria italiana.
O intrpido e fe
do esso vasto moviraento das popolacoes, enirou
em aples s sem apparatos, sem escolla, sem
exercilo, e ahi plantnu o estandarte da causa, de
que so tomn elle um valenle campeao. Vctor
Emmanuel enviou os seus generaes sobre o ter-
ritorio pontifical, pretextando que a orgauisaoo
das tropas eslrangeiras confiadas ao commando
do general Lamoricire conslitue a peior das in-
tervenedos eslrangeiras nos negocios italianos.
Eis por conseguiite a SaLla S mais que nunca
ameacadti, apesar da guarnido franceza de Ro-
ma. O ataque que contra ella se prepara nina
por o seu ministerio a l.iborio Romano, ex-mi-
nistro de Francisco II, em parte autor do que
por fim se pnssara, e a COSSODZ, jonlando-lhes
mais Zamelli na pasta da estica, Scioloia na fa-
zenda, o marquez Rodolpho d'Aflielo na das
obras publicas, o capilo de navio Napoleoue Se-
rogli na marinha, Antonio Cicconc na da ins-
truceao publica, o Giuseppe Chiola como prefei-
to d poJicia. Constiluio o municipio de ap-
les, e designou tres enviados extraordinarios para
represenla-lo em Paris, em Londres, c em Tu-
ritn ; sendo para Paris o marquez Carecilo de
Bella, irmo do enligo ministro principo Cozella,
para Londres o-cavalleiro Cario Caleo, e para
Turtn o cavalleiro Pieri Silvestre Leopardi. Bai-
xou um decreto conservando nos seus emprogns
a lodos os funecionarios da ordem administrativa.
Finalmente os homens de que elle se deixou ro-
dear sao pela mor parte mouarchist is conslitucio-
naes, e aanexienistas.
Desde que Garibaldi se insUllou no palacio
Angri entregou-se a um trabalho continuo ; nao
o interrornpendo seuo lard <, segundo di/em os
correspondente?, para moslrar-se ao povo que o
acclamava. Um grande numero de sacerdotes se
associou calorosamente ao movimento ; foram el-
los vistos trazando as cores nacionaes por si
mesnios tratando da organisacao militar; as mu-
Iheres^ os meninos erara sympathicamente aco-
Ihidos por esses singulares caro pedes da inde-
pendencia nacional, por esses hroes avenlurei-
ros de vestimentas vermelbas ou escuras, vlen-
les e misados, com os seus chapeos phantaslicos,
10 a 11,000 homens reunidos em Macrala, son-
be todava inipodir que os Romanos se reunissem
guarnicao da mesma praca : o combato foi cur-
to e decisivo ; os Romanos deixaram no campo
um grande numero de morios, muitas armas,
seis pecas de artilharia, una bandeira e 600 pri-
sioneiros, no numero dos quaes so achou o ge-
neral francuz Pimadan, ferido gravemente, e logo
morlo no dia seguinte.
As iropas sardas teem continuado na sua mar-
cha, e conseguirn! urna capilulaQao, em virlu-
de da qual rtluviaram para os seus respectivos
paizes a maior parle dos mercenarios esirangei-
ros. O general Lamoricire com o resto dassuus
tropas Conseguio galibar a praca de Ancona, ul-
lima posico que resta Sania S, e esti mesma
exposta ao duplo ataque do exercito sardo e da
esquadra confiada ao almirante Peisano. Alm
.lito a sorte desta praca pareen deaniemao Usa-
da por aquelle general", que elle proprio avaliou
ltimamente em -iO a 50 dias ao muilo mais lem-
po era que so poderia sustentar.
O gabinete de Turin convocou o parlamento
italiano para 2 de outubro : trata-se de uina cx-
posicao geral da politica actual, de um voto de
conli.ipca. Parece que muitos membros da legis-
latura lizerain sentir o seu petar e admirac.io por
nao terem sido consultados em tao graves cir-
co mstancias. A rcuni.io do parlamento vai por
conseguinle ter lugar, e ella ser curta ; as c-
maras serao adiados depois das eiplieaQes mi-
nisleriaes, e depois do voto que se pretende pro-
vocar.
A Franca acensada de ambicio, nao obstante o
armados de espingardas enferroja las, por
csse- seu syslema do ordem universal, e as provaa que
iz aventoroiro, que tem dirigi-! lando da patria italiana : i.us
casa dosoulros mas queremos lamliem
homens, cuja proflssio de f se acha inteiramon-
te consignada ueste final da primeira proclama-
co do seu chefe dirigida aos napolitanos, fal-
ilalia/ia : Nos rospoilamos a
ser se-
nhores na nossa casa, quer isto agrade quor nao
agrade aos dominadores da trra
Os p rojee tos e os planos de dictador se paten-
leian n'uma|explicita proclamado ao povo da
Sicilia, que em grande parte se mostrava impa-
cienta pela annexacio. Nessa proclanjacao da-
tada de aples a 10 do selembro, elle assim
concluo :
Generoso povo de Palermo, aos vis que se
oceultavam e:n quanto comba lias sobre as barri-
cadas pela liberdade da Ililia, dirs da parle
insigne violacaodo direito das gentes eommetli- del too Garibaldique a annexaran o rgimen
da sob a cumpliciJade do rei da Sardenha e do
dictador das Duas Sicilias; mas, bem pensado,
por ventura esses dous homens em ludo isso sao
completamente respousaveis pelos seus feitos e
acedes? Nao cedem elles antea a essa irreststivel
influencia que arrastra tolos os povos da Penin-
sula para a creaciu do urna poderosa naci, que
duve consliluir-se dos restos dessa grande Italia
ha tao longo lempo dividida e entregue ao do-
minio eslrangeiro 'f
Sabemos que a este proposito ha muilo quem
se lerabre de applicar a tabula de LafonlaiueO
amo eos ladres; atlribuindo a Mazziui e aos
seus o papel do lercciro ladrao: nao estranha-
iiios que os amadores de aplogos procuren) um
motivo para expandir o seu genio e a sua ima-
ginaco ; e como hoje tuJo precario o falso na
situ ic,io da Italia, esperamos que um futuro lal-
vez bem prximo, venlia collocar cada qual no
seu lugar, comecando pelo depositario da verda-
de i terna.
D os nao pode abandonar o primeiro dos seus
serves! lieos nao pode lamben) esquecer um lie
nobre povo, que tem j grande parle na sua pro-
dileccio !
A sorte est hncala Os italianos do norle c
os do sul se querem reunir: resta agora saber se
na execucio desse plano ellos se aventuraran a
atacar a Franca em Roma, e a Austria em Vene-
?.?. O imperador apoleo persiste firme no
pensamenio de que a paz europea nao s^r per-
lurbada ; e nesta ronviccao prosegu; na sua via-
gem : deixou j a Saboia para ir a Marselha pas-
samlo por Avignon ; nesses paizes meridionaes
as populacoes sempre um pouco exiliadas, se
entregaran! manifestacoos eatremamente vivas.
Marselha qniz exceder a todas ascidades [rancezas
pelas suas ovacoes aulhusiasticas e pelo seu es-
plendido luso: e foi ahi que o imperador, uo
meio ilo nina testa, que deram era sua honra,
iveitou mais urna occsio do paUntoar as
do ro brioso na Italia serio prximamente pro-
clamados, porra sobre o cumedo monte Quiri-
nal quando a Italia, hvres lotos os seus Qlhos e
nao formando mais que urna s familia, poder
S un la-los na sua capital lluslre, e abencoa-los
Juntando o< actos s palavras Garibaldi empre-
gou-se activamente na organisacao das torcas
mariti-nas e militares das Doas-Sicilias, dando
ao exercilo desse paiz elevado a 150,000 homens]
o Ululo do exercito da Italia me i lional, c con-
anao-lhe a misso de proseguir prximamente
n is operacoes-para a uniUcaco d llalla, e isto
sem cessar al completa execucao.
Essas patarras, e esses actos occorridos as
Duas-Sicilias tem occisionado mais de nm mo-
tivo de dissidencia entro Garibaldi e o con Je de
Cavour. As cousas se ach un a tal ponto en ve-
nenadas que se ln fallado j de um ronipimenlo
violento entre esses dous homens ; Garibaldi
chegou mesmo a itingh esto bilhete a Vctor
Emmanuel : Demitti Cavour e Farini, dai-me
o commando de urna brigada de vossas tropas,
dai-me Pallavcno Trivulno para pro-dictador,e
eu respondo por tu lo lutaUivelmenlo o ."''
nao deixou do responder a esso bilh. nas ig-
u ira-se a respo3ta ; o ce rio & que alguns das
depois se DIectuava a -gem de Pallavicino pa-
ra N ipules", c o mi'is'erio napolitano soffria pro-
fon las :no iiic->.0''s nc sentido revolucionario :
Pallavicino e um dos adversarios do conde de
Cavom ; as discussoes de parlamento relativas
cessio de ire c da Sab ya i Franca fomeceram-
Ihe urna ocasio de palenlear.as suas aspira-
coes pelo futuro da patria.
Garibaldi depois de confiar a pro-dictadura
provisoria a Scrlori, lomara o caminho de Capua
e de Gaeta : o sau exercilo de voluntarios cresce
sem cessar, e nelle figura um bom numero de
inglezes. Emquanlo ello declarava em aples
que ia proseguir na sua larefa com a maior bre-
vidade possivel, Cavour, ou porque cedesse ao
contina a dar de sua moderaco, vio com iles-
prazer precipitarem-se osaconl-c'mentos da fur-
nia porque tem elles perseguido. Encarroada
da defeza do Sanio Padre, abalada pela approxi-
mscio do movimento que o ameaea nos seus es-
tados, ella tontn oppor-se ao ministerio de Ca-
vour ; mas vendo que era inlrucleta a sua op-
posi'o, apezar da resolucao em que eslava, en-
tended que devia obrar.
O Monitor de 11 de setembro traz estas pa-
labras :
A' vista dos fados que acibara do dar-se, o
imperador deeidio que seu ministro deixaria im-
mediatamente Turi'jj, licanio um secrelario en -
carregado ahi dos negocios di Franca.
Ao mesmo lempo eratn envalos Roma dous
regimentos .ara reforjaren) elles a guarnicao, e
M. de Goyan recebia ordem deachar-se no seu
posto,
Apezar do optimismo dos Piemontezes essa re-
tirada de M. de Talleyrand l-los por um mo-
menlo tremer; c una verdadeira consternaco
delles se apoderou a idea de que o apoio da Fran-
ca ia decididamente faltar-lhes ; para logo, po-
rm, se disse que nao havia molivj para esses
sustos desmarcados, que nao so devia exagerar o
alcance da retirada de M de. Talleyrand, substi-
tuido por M de llayneval, e longe de se pensar
n'um rompimeulo cumpla allendcr a que o in-
teresse da Franca exiga que o Piemonte ficasse
sendo o baluarte inexpugnavel da Pennsula, que
finalmente o augmenta que este deve s victorias
diquella, e aos tratados, que o consagraram, nao
seria em caso alguno compromeltido. E preci-
so convir quo os altimos instantes da estada do
M. de Talleyrand em Turira conseguiram dissi-
par em pari os temores que podiam ter Sido con-
cebidos ; O di[l|nr"-'- '...... r .; .. nullti M-
mente por uversas vezes com Vctor Linmanuel
i> com o conde de Cavour. De oulro lado o ca-
valleiro Nigra, embaixalor piemontez em Paris.
conservou-se sem alleraco no seu poslo. A
Franca por consegualo nao praticou mais que
pacificamente sobro as almas, mais livre debai-
xo da irapressaoda politica do rei da Italia, do
que actualmente o no meio das amas da Fran-
ca, das baionetas da Austria, e das maldices dos
seus subditos A famosa brochura semi-oli-
cialO Congresso e o Papaso acha singular-
mente alterada.
Correios imperiaes, mensageros do Estado,
grandes personagens se cruzara sem cessar sobre
a esjrada quo vai de Vieniia S Pelersburgo ;
porra cora o maior myslero possivel que se
prosegue nos preparativos para a entrevista de
Varsovia. A Allemanha om poso se presta co-
mentar este facto sob o ponto de vista das con-
jecluras italianas ; mas sao comentarios.... que
nao val a pena reproduzir. Esperemos que se
saiba justamente o que ha de real em todo esse
qrruido que commove o mundo germnico, e en-
tretanto passemos aos fados.
O imperador Francisco Jos retribua ao czar
Alexamlre II o seu acto do polidez, dando no
caslello de Schonibrum um banquete por occa-
s.o da feslividade em honra S. M. da Russia.
A' urna mesa de trinta convivas so achavam
sentados aquelle imperador, coberto com as suas
condeeoraces russas, e a mperalriz trazando o
grande corda o da ordem de Calbarina ; ahi so
achavam tambem Mr. de Balabine, embaixa lor
da Rossia, o grao-duque do llesse, o conde de
Itechberg, os grandes dignatarios da cora, os
njudantes de campo do imperador, e o pessoal da
legaco russa : o imperador fez a sado ao czar,
e a msica militar executou urna marcha nacio-
nal russa.
A vista das conjnncturas actuaos tao graves e
solemnes para a Italia, Francisco Jos, firme na
sua atlilude de especlaliva, continua a expedir
novos regimentos para Trieste, o para a Vene-
na : reuni j setenta e quatro canhoneiras con-
lendo novocenias peinas de artilharia, perlo das
ilhas de Lisas a Daimacia, ponto este de grande
importancia estratgica, d'onde se domina ascos-
las do reino de aples sobre o mar Adritico :
essas setenta o quatro canhoneiras e os duzcnlos
mil homens concentrados no quadrilatcro, ahi se
acbaaa para esperar Garibaldi.
Francisco Josf! se ach dominado por outras
preorcupacocs, alm dos successos, cuju rpido
andamento tem transformado a sorlo da penn-
sula. Ha poneos dias Kossol com os cheles do
niovimenio hngaro se dirigi Milo, e ahi re-
cebaran] elles urna ovacio mui significativa. No
anuo passado, por occasiao em que rebeulou a
guerra entre a Franca c a Austria, falln-so mui-
lo de um plano de libertamento mysteriosamen-
te combinado, e de negociaces mui activas en-
tre Kossul, Klapka, Danilo, o principo Cours e o
velho Milak: os successos do Garibaldi lalvez
que livessem renovado os lio* desse trama, o que
causa graves eomplicacoes para a Austria, o para
o i ni jerador Oltouiano.
Por oulro lado nao ser a gravdade da pilase!
porqie passam os negocios italianos, a queslio
Oriental dara muilo que pensar aos esprilos por
cans das prnpoT^es assusladoras que parece to-
mar. Os condenan 'dos de Damasco, Beiroulh ele.
etc. turnam-se marlyres s vistas das popula-
cos iniisulm >nas, que SO inosiram profundamen-1
le riladas com o rigor emprogado pelogoverno
turco contra os cerdadeiros erantes, que derra-
maiHo o sangue dos inflis nao Uzeram mais do
que cumprir um dever sgralo !
E'verdade que cessaram as grindes mortan-
dades. A noticia de nina expedicio franceza en-
carresada de reslabelecer a ordem, e a chegada
dos p/imeiroa regimentos, foram sufllcienlespara
calnar a efTervescencia na Syria ; mas as exe-
cuqois ordenadas por Fnad-Pach, que chegou a
man !ar fuzilar cent o e sessenta pessoas em vin-
tn fiiatro horas, bao diminuido singularnientu
essa c.ilma. A populaco em Damasco SO acha
i dignada ao ultima ponto; ella s quer ver
nessi commlssario geral o vil instrumenio de um
governo, que deixou-se cahir da sua altura bai-
xczade servidor dos caes inflis, e pois manifes-
ia alertamente a sua intenco de lavoi tanta ver-
gonka no sangun dos Giaonea. ils christos pon-
to confiados na energia tarda dos funecionarios
olUmanos emigran conslant>'mento em grande
nuero ; alm de que a cumplicidado das auto-
ri lides locaes um fado j verificado, e essa
cumplicidado remonta at ao governo. Accresce
la muera que una sociedade secreta fi rmada pe-
los .a.iisaros licenciados, sob o reinado de Mali-
moid, conta com ramilicacoes eui todo 0 impe-
rio, e trabalha com lolas as forjas. J nao pa-
raadmirar a agilaefio que lavra na maior
das ei lados lucas da Asia oda Europa; resta
ajora saber o que succederi no dia em que -ote o
u.limo soldado europeo voltcr para a sua patria.
Das cartas que lemos, ofierecemos o seguinte I crave>/^Joao Rodolpho Gomes, 2o tenenta da ar-
mada Jos Ignacio da Siheira, Francisco de Oli-
veira Lima, P. \V. Beally, W. Pussfarchen, Jos
Silvestre Villa-Verde, Paulo Jos Rodrigues,
Manool Jos de Almeida Junior, Jos Antonio
Vieira, Rosimunda Luiza da Paz, Mara Izidora
dos Pissos Soleona e 1 criada, Dezembargador
Jeronymo Martiniano Figuira de Mello el es-
clavo. Mariano Machado Freir, Jos Muniz de
Almeida, Joo Francisco de Oveira, Antonio
Duarte Anluues Baldi, Francisco Barbosa Cor-
deiro e 2 criados, Marcolino Vctor do Moracs, 2
pracas e 1 cscravo.
M.XTADOCnO PUBLICO t
Mataram-se no dia IS do correle para consu-
mo desta cidade 102 rezes
MoiiTALinAnc un da 14 :
Elisia, preta, 8 mezes. convulsoes.
Marianna, preta, solteira, 80 annos desynteria.
Joanna Maria da Conceicao, parda, casada, -j
annos, apoplexii.
Elias Alvos das Noves, pardo, casado, 40 annos.
phiysico.
Agostinho, preto, salleiro, 35 anuos, phlysico.
Ileinvinda, parda, escrava, 18 mezes, eclampsia.
Jos, preto, 5 mezes, espasmo.
Genoveva Valeriana, parda, solteira, 25 annos,
pleura peunomonia.
Francisco, pardo, 8 mezes, bexigas. m,
Anna, pela, escrava, solteira, 45 annos, tuBer-
. culo pulmonar.
Hospital de caiudade. Existem 55 ho-
mens e 52 mnlheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, total 113.
Na tolalidade dos doeoles existem 30 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 0 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 7 horas e 1/1 da manha, pe-
lo Dr. Dornellas s 7 horas e5i0 minutos da ina-
nliaa, u pelo Dr. Firmo, s 5 horas da tarde
de hontcin.
extracto, que brange o descreve a situa^o da-
quella importante comarca.
E' chegada decautada poca de 1800 !
Cabalas e mais cabalas de um e oulro lado,
com immensas despezas, pozeram'se em pra-
tica.
Por um lado o tenente-coronel Casimiro, que
com o auxilio dos Robertos, Joaquim Pinto eJos
Fructuoso fez nina maioria absoluta ; por oulro
o Bernardo, Souto e vigario Frota: estes indivi-
duos compunham o estado raalor dos dous exor-
dios corabatenles.
a No dia 7, reunidos lodos na metra, correu a
votaco com mais ou menos calma at certas ha-
ras ;'e a duvida sobre a identidade de um votan-
te deu lugar a suspenderem-se os trabalhos para
o dia seguinte ; quando foi proposto um conchavo
pelos intitulados liberaes aos conservadores, que
o nao aceitaran! por conler dezar para elles.
Despeiados por esta repulsa, alguem que
acha va-se em casa do majur Baplista, onde foi
feila aquella proposla, deelarou mesmo peranle o
Dr. juiz de direilo, que tambera alu eslava, que
ia armar o povo liberal, embora se des^rigassera
as principaes familias do Ico ; e elredivan)ente
alguns liberaes dirigiram-se para a casa do viga-
rio, em cuja frente em pouco acbava-se reunido
esse povo armado da cceles e ach is de lenha, e
prorompendo em vivas do visivel despeilo, acon-
selh idos pelo luesmo Baplisla, segundo por aqu
voz publica.
Nesta siluaro, este vai ter com a mesa, que
achava-se anda fura da igreja, e diz que eslava
acabada a eleicio ; ao que sendo-lhe relorquidu
pelo juiz de paz com o podido de garanta para
poder proseguir o trabalho eleitoral, elle eonfes-
sa-se insuOlciente, e declara at que se fossera
continuar nelle, lavarla suas mos, nao se dando
que se esf.iqueassem.
Tomando om considerarlo este facto beru
significativo, o padre Theodiilplio Franco Pinto
Bandeira, que de sua residencia leslemunhava
tolos estes inci lentes ou faces que o negocio ia
lomando, dirigio-sc para all, conversn com as
pessoas mais notaveis, falln ao povo que acha-
va-se inerme ese ni disposlcoes hoslis, e com a
sua voz persuasiva pode dispersa-los d'alli. Em
seguida os membros da mesa e o povo foram pa-
ra a cas.i da cantara, onde fizeram a eleicio, cu-
jo resultado j fui subrcellido apreeiaco do
governo, que sobre ella oinda nada resolved.
Na altiludo em que as cousas se linham col-
CHROMIClJiCIARU.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO JUDICIARIAEM 15 DE OUTUBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. Sil. DESE.MBAHCADOI
SOl'ZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes ossenho-
res desembargadores Villares, e Silva Guimares
Guerra, e os Sr.-;. diputados Bastos, Lemos o Sil-
.Ti< uiuiuui/ v-iii ixill, no vuu'ug jw *' vm i
loca lo, a nao ser a prudencia dos conservadores,; reira- e suppicntes Velloso Sosres.e Lavra, o Sr.
o principalmente a feliz ntervenijo do digno pa-
dre Tbeodulpho, leamos lido tambem nossas
scenasde singue nesta cidade pelas provocaces
dos contrarios. Is1 > fot presenciado e attestado
pelo merelssirao ..r. juiz de direilo.
Assim se passaram os negocios eleiloraes
desta lucalidade, sem elTusio de sangue; o que
lire-
todava se nao pode dizer da Telha, onde o
uesi viclimou grande numero de pessoas
De anle-mio liuha-se conseguido all una
combnacio entre saquaremas que protegiam a
causa do Dr. Benjamn, saquaremas que eram in
dilTerentes ou se nao linham pronunciado e libe-
raos, de maneira que esperava-se que ludo cor-
resse mui placi lamento, mesmo porque o carc-
ter modera lo da pessoo que isto oblivera o ga-
ranta. Mas lento osla vo't ido para aqu, e in lo
para all una comraisso composta do Dr. Sonto
e Rvm. CoriolailO, nao sei que ronselhoS deram
ou que suggnsles poderam plantar nos espinios,
que no dia 10, depois dehavorem vota toja nove
quarleiros, os liberaes em minina considoravel
romperam em excessos inclassificaveis, dos quaes
resultou a molledo caplio AlbuquerqueCaval-
Canli, delegado d'alli, que procurava conler u
povo agitado na porta da igreja matriz tomada
pelos liberaes armados, e que j em armas no
d:a anterior, haviam tomado do referido delega-
do um preso viva forja ; o quando este se re-
forcava para conter os amotinados e grilava pela
ordem, dous tiros certeiros deitaram-n'o por Ier-
ra, e enio iravou-se a lula entro-a forca publica
e os desordeiros, e della anda sahindo como co-
rollario oilo mortos c quarenla e tantos fetimen-
los.
Era un verda leiro episodio do una guerra
civil.
A Telha converteu-se n'um llieatro de san-
gue, onde representaran!-se dramas de murtes.
Taes oceurreucies ligam-se grande impru-
dencia da p irle dos liberaes, sendo ellas devidas
principalmente a ura rapaz de nomo Eduardo de
presidente deelarou aborta a sessao.
Fui lida e approvada a acta da anterior.
Jll.liAMI.YPiS.
Appellanlcs, Francisco Brasileiro de Albuquer-
qne c outros herdeiros do finado Francisco do
Reg Alhuqucrque ; appellado, Mximo Jos d is
Sanies Andiade.
Ficon adiado a pedido do Sr. deputado Sil-
ve ira.
Appellantes, o presidente e directores da eaixa
filial do banco do Brasil nesta provincia ; appel-
lados, N. o. Biebnr to C. e J. Keller ,x C
Receheram-se os embargos.
Appellante, Jouo Amonio Gomos Guimares :*
appellado, Manoel Jos Goncalves Braga
Foi designado o primeiro dia til.
Appellante, Jos Baptista Ribeiro de Faria ;
appellado, Cielo a Costa Carapello.
Foi designado o primeiro dia til.
DILIGENCIAS.
Appellante, Manoel Jos Lete, Lcslamentero
de Jos da Silva Piulo ; appellado, Jos Nunes
de Paula.
O Sr juiz relator pedio as providencias legaes,
visto o impedimento do Sr. desembargador pro-
curador da corda, fazeoda c soberana nacional,
que linha do fallar nos autos.
Appellanle, Vicente Jos de Brilo appellados,
I). Maria Isabel de Jess Muraos e Antonio Joa-
quim l'eicna, como administrador de sua niulher
e tutor de seu cunhado.
Handou-se pagar o imposto substitutivo da di-
zima.
Nada mais houvc a tratar.
llego /ngel.
No impedimento do secretario.
Correspondencias.
^ Srs. redactores.Quando soube que o Illm.
parte Lacerda Cavalcanli, que se diz esludan le do 3" an- Sr. Dr. Jos de Alcncar era candidato pelo circu-
imj ; o qual por causa das duvidas j poz-se ao
fresco.
Esperam-se as providencias do enverno.
Quando cnegaram Constantinopla os lresen-1 o padrp Tlieodulpnn Franco Pinto Bandeira,
tos condemoados do Damasco desenvolveu-se foi reconciliar o airo da matriz que ficra poli ni -
entre a populacao urna profunda irritacio ; fal- do pelo sangue nelle derramado,
bu-se mesmo de forcar Abdul-Medjid'a demii-] as Lavras. onde estove o Dr, Raimundo Fer-
tir-so da autoridade soberana, pretendendo uns reir de Aranjo Lima, correram as elei^oes C ira
elevar au ilirunu u u cu, r...... ,n,., aionu-(luda a rpRularidadc. procedendo elle com muilo
ned-Mourad, nascida em 1840, e outros o sen
irmio Ablul-.V/iz, hcideiro legitimo, e que
lido como representante do velho partido toreo,
do; taieresses des
do vel
Dilemas.
Se
:und j urna
um aclo de desapprovacio, que devia chegar ao correspondencia do norle o embeixador inglez s
suas intenrjoes pacificas, para que chegassera ellas desojo de conservar a sua popularidade, e de os-
an conhecimento dos povos estrangeiros; o as-
sim terminou um brinde que fez nessa mesma
occasiao:
Se alguns murmurios iovejosos veem de lon-
ge fotir os oossos ouvido3, nao nos inquietemos
com isto ; elles quebrar-se-hao contra a nossa
capar no pensamento dos Italianos da censura de
haver tranido a causa nacional, e de se ter deiza-
do intimidar pelas ameacas da diplomacia eslran-
getra, ou porque n preoecupasse a idea de collo-
car-se elle uiesmo frente do movmeuto para
evilar-lhe os desvos e os exessos, dirigio-sc a
indifferenoa, assim como as vagas do ocano que- 12 da selembro por urna circular a Iotas as clian-
b rara-se sobre os nossas praias. Empreguemos
lodos os nossos esforros para desenvolvermosos
recursos do nosso paiz: quanto a mira os traba-
lhos da paz podem olferecer coro is lio bellas,
quio bellos sao os louros da vicloria Q io reine
era paz sobre osles mares a cidade Plioca pela
callaras europeas, declarando-lhequa o appello
feto pela Santa S ao concurso de soldados es-
Irangeiros, n&o snos estados Romanos, como
em toda a Italia, era una injuria contra a na-
ci ; que esta provocacio linha sido ltimamen-
te censurada pela atlilude enrgica e declrala
conhecimento das potencias eslrangeiras : pelo i
menos o que so repele.
O c.onseiiio do soberano pontfice que a respei-
t) da Franca alimentara .desconfiancas que nio
procuraremos discutir, e Conservava suas vistas;
vofladas para o lado do Francisco Jos, acaba de
passar pelo dissabor dever (rustadas as suas
sympallucas predileecdes A' vista do risco emi-
nente de invasao dos estados romanos pelas tro-
pas de Garibaldi, o da Sardenha, o caideal An-
lonelli de ordem ezpressa do Sanio Padre exigi
do embaizador da Austria em Roma que Ihe de-
clarasse positivamente e sem rodeios at que
poni a corle de Ruma poda contar com o apoio
material da Austria nesse caso extremo. O ba-
rio do Bach pedio instruccoes ao seu governo por
va do lelegrapho, e foi-Ihe logo respondido que
a Austria, em consequeucia da poltica mais que
fra e reservada deluds os soberanos da Italia
sem excepeo relativamente a ella, nao va moti-
vos para exercer urna nterveoejio em favor dos
estados de qualquer desses soberanos; e, pois,
nao interviria, salvo so fosso atacada direclamen-
le, ou se assim o exigissera inleresses urgentes
da corle imperial.
Depois desta resposta e da publicacio do ma-
nif'sto do conde de Cavour, a Santa S nao podia I Jira.
una a Abd.il-A/.iz para fovorece-lo nesse pro-
jecla de revolucu : AbJul-Medjid leudo conhe
cimento dn semelhante intriga, ameacou a lord
Buhrer Lyllon de mandar-lho os seos passapor-
tes ameaea a que o luglcz responden com tu
altivez que o sultio ficou desapoatado, o nisto
parm.
o meio dessaa preocopa^es polticas, que
nitsioas nicas nem lio pouco asmis gra-
ves, a criso linanceira lorna-se cada da mais
inleisa. O exercilo. que nao recebe a lempo e
.*i ba os uniformes e as provisoes as mais in-
diaaensaveis, murmura e ameaea ; os mesmos
empregadoa do serralho nao sao pagos ha cinco
u'/.es sanio em moeda papel, que solTre o des-
anto de 80 por cento; os fornecedoresdo pala-
c ha muito que nao recebem nina s piastra ;
ea populacao de Constantinopla se acha a bra-
C03 com urna miseria sem cxemplo. A subbli-
ne Porta lem necessidade de diuheiro a lo lo o
neco ; mas os banqueiros do paiz recusAo des-
ipiedadamenle abrir as suas bolsas, e oempres-
itio queso pretenda contrahir em Paris e Lon-
Ires, sob a garanta collectiva das potencias, aca-
ta de falhar anda una vez. A Inglaterra recu-
ln garantir, e a Austria deu una resposta eva-
ui ns conlar seno com Lamoricire ' seus Solda-
dos para organisar a defeza das Marchas e da
Os gabinetes de Londres e de Vienna, os mais
obstinados e mais interessados protectores do
T\^t::!;;':r^"<^\^^^
as nacOes barbaras pela mulliplicacao de suas
"la-oes; que se ligue cada vez mais com asna-
vilisadas; e que in luza os povos da Euro-
pa a que venham dar-se asmaos sobre as praias
poticas destn mar, e ni profunden de suas
agoas sepultar essas desconfiancas funestas, s
pruprias de nina oulra idadol Paco urna saudo
le de Marselha
Algumas horas depois o imperador parlia para
Toulon e Nice ; e lendo visitado oslas auas ci-
dades embarrou-se para Corsega, berro dos Bo-
napartes; dahi aporten a Habn, na esperanca
de saudar a rainna Isabel II ; e filialmente fe/.-se
vella para a frica franceza. Desf.mbarcou em
A'.ger, on le foi cumprimentado pelo Bey de fu-
nis tambem por um dos iranios do imperador
de Harrocos. Esta ultima eslnco da viagein do
imperador foi assignalada pelas prnmessas paci-
ficas deste ultimo'. A p.17 europea, disse elle,
permiilir Franca o poder moslrar-se generosa
para com as colonias, e se eu atravessei os ma-
res aflm de passar entre vos alguns momentos
foi para deixar como vestigio da ininha passa-
gin a confianza no futuro. No dia 22 de setem-
bro o imperador e a imperalriz cstavam de vol-
ta em S. Cloud. Na sua ausencia soffrera a im-
peralriz a perda de sua irmaaa duquezade Al-
ba mora em Paris.
Passemos a descrpver os succpssos italianos :
A 7 de setembro Garibaldi entreva em Saler-
no, e o rei de aples nao via em torno de si
mais que isolamento c defecces. No scu gabi-
nete de trabalho, onde se havia encerrado as
ultimas horas de sua ephemera realeza, havia
urna meza, sobre a qual se araonloavam as pe-
lices de deniisso, que j os secretarios nao to-
roavara o trabalho de abrir. Francisco II no
nieio de um silencio mais eloquenle e expressivo
de que loria silo o echo dos canhes assestados
pelos Garibaldiuos assgnnu nesse momento su-
premo urna proclamacao e urna proteslacio, co-
mo um duplo adeos dirigido sua capital. Dis-
S" aos napolitanos quo nao havendo torcas ca-
pazesde conjurar urna guerra injusta, a qualjul-
garo os seculos presentes e futuros, elle ia
para onde o chimava a defeza dos seus direitos,
re tngaos e sem valor todos os fados ltimamente
ousumados, e entregando as mos da Deus a
sua causa ea dos seus povos. Disse a todas as
corles eslrangeirasque elle eslava disposto e
esperava mostrar sua constante vonladedo oppor
sempre a razio e o direito 4 violencia e usur-
por meio de depulaces haviam implorado a pro
tecr.o do rei ; que Vctor Emmanuel enviara
Santa S con lo de Minerva com o lira de
exigir a retirada das legioes eslrangeiras, cuja
con lucia ia promover e Intervencao piomontez|;
finalmente que, no caso de recusa da parle da
corte de Roma, estavam dadas as ordens para
que as tropas reaes entrassem na Ombra c as
Marcas, e ahi acabassem com os mercenarios cs-
Irangeiros, respeitando nicamente Roma o o
seu territorio de tal sorlo que os inleresses da
reicau propagadas por toda a parlo ; e isto o
mesmo que dizer que se achava ella completamen-
te odef.'za.
de sua duraeo !
Tal a situ i"o O sultio nao sabe governar
o sen serralho, nem o seu harem, nem os seos
O carde al Antonelli respon leu s requisiresj subditos christos, era os seus subditos mulsu-
do Pe monto que a Santa S as repellia com in- manos '
dignacan, o armada do seu direilo legitimo si
forte.
senta bastante forte, quaesiucr que sejam a|
violencias a que se veja exposta, sem as provo-
car, contra as quaes desde j protestara altamen
le; finalmente que app-llava para o direilo da;
Italia se conciliassem com o respeilo devido ao j gentes sob cuja egide a Europa vivera at o pre-
chele do calholicssimo.
E com elfeilo togn depois essas tropas lians-
pozeram as fronleiras dos estados da Igreja, sob
a impressio das seguintes palavras do seu sobe-
rano :
a precisa as-
a quem creia
Vos idos entrar as Marcas o na Ombra para
restaurar a ordem civil as cidades desoladas,
para dar ao povo a llUeidadc dr exprimir cus
proprios votos. Ni i des combater exercitis po-
derosos, ides nicamente livrar provincias italia-
nas, bem nfelizes. da presenca deseas compa-
nhidS de estrangeiros aveulureiros. Nao ides
vingar injurias fetas a mira ou a Italia, ides im-
pedir que os odios populares se estimulen! con-
tra os oppressores : ides ensinar com o vnsso
exemplo o perdo das offeisas, e a tolerancia
Christia aquellos que comparara o amor da pa-
tria italiana com o islansmo. Em paz com as
poiencas principaes, retirado de toda o povoa-
cao, julgo do meu dever fazer desapparecer do
centro da Italia urna causa continua de perlur
bario e do discordia. Quero respailar a sede do
chfe da Igreja, a quem, de accordo com as po-
tencias alhadas, eslou sempre prompto a dar to-
das as garantas de independencia e de seguran-
za, ano os seus cegos ronselheiros em vio tem
esperado do fanatismo da seila errnea que cons-
pira contra a rniuha autoridade, e contra a liber-
dade da nacao. Soldados 1 Chamam-me ambi-
cioso Eu tenho ambicio, verdade ; mas am-
bicio de restaurar na Italia os principios da or-
dem moral, e de preservar a Europa de conti-
nuos perigos de revoluces e de guerras,
Sent.
Esta resolucij posteriar recusa enviada ie
Vienna deu occasiao suppor-se que Pi IX, r-
duzido a nica parte dos seus estados defendila
pelas tropas francezas, nio julgaria a sua sirui-
cn conveniente, ,e adiara antes a posico le
exilado mais conforme sua dignidade, do que a
de um pobre soberano, devendo nicamente a
prot.'cco das bayonetas eslrangeiras o ,iouco ler-
ritoro que Ihe resta nao conquistado por seus
inimigOS. Neslo caso, qualque/- que seja o reti-
ro escolhido pelo Santo Pa*o, certo que a ot-
cupacao franceza. mais religiosa que polilWa,
cessaVa iramcdialamenie : e esses successos -i-
riam causar a apoleo III graves embaracis.
Garibaldi sem duvida proseguirla na realisauo
do seu programma sem atacar a bandeira franie-
za, que afinal de conlas elle nunca deveraler
pensado um s momento em atacar.
Palla-80 de urna nota mui acrimoniosa diri.'ida
' pelo cardeal Antonelli ao governo francez, na
qual se queixa deste por ter tolerado a nter en-
cao sarda nos estados pontificios Esta censura
contra a Franca muilo mal cabida, prncpal-
niPtite quando" ninguem ignora em tids a rhris-
tanilade que a sombra do poder, ana aind
Os funecionarios nao teem a fon;
sim como o Padischah : c anda I
na regeneracao desse imperio decadente !
ULTIMAS NOTICIAS.
O general napolitano Cutraflano acaba de dei-
xar Gaeta encarregado por Francisco 11 de pro-
por ao general Lamoricire o commando
chefe das tropas, que se Ihe cons
fiis, no meio das quaes
margeos de Vulturno c
em
rvara anda
se acha ello sobre as
de Garig'iano. Se La-
moricire por muito oceupado em Ancona rejei-
lar csse oliorerimenln, ser elle feito. segundo
dizem, a um desles tres generaes francezes :
Changarnier, Bedean, e l.ello.
Garibaldi, que zera una rpida excursio
Palermo com o fim de ahi Iranqwillisar os ni-
mos, acaba de pur-se i [rente dos seus, e corlar
toda a communicacio entre Capua e Gaela pela
oceupacio das embocaduras do Garigliano.
O assedio de Ancona j foi cornmunicado s
potencias, e nelle se proseguir de acccrdjaeom
com 03 principios de direito martimo llxados no
congresso de Paris.
Est marcada para 11 de outubro a partida do
regento da Prussia para Varsovia. Chegar no
dia 13 a essa cidade, onde esperado o impe-
rador da Austria o 14. Os rois da Baviera e da
Blgica nao assistirao a essa entrevista como se
julgou principio.
O principe regente acaba de sabir de Berln e
se encaminha ao encontr da rainha Victoria,
lino, prudencia e dignidade; que Ihe deram o
vencmento sem novidado algnma. No Pereiro
o Dr. Beuj.araim Pinto Nogueira, cajas qnali la les
nao ignora o meu amigo, obteve idntico resul-
tado com o emprego de meios semelhanles. le-
le modo que proceden! os caracteres elevados :
marque a dilTerenca, tomando por termo a com-
pareci os ouiros pontos da comarca.
No ignora que em todo este circulo quem
concorreu com as despezas eleiloraes foram, pe-
lo la lo liberal, os Drs. Bernardo o S mo o vigario
Frota, e pelo conservador o tenente-coronel Ca-
simiro Piulo Nogueira, majur Joaquim Pinto No-
gueira, Dr. Raimundo o mejor Jos Fructuoso
de maneira que pelos desvario e resultados fu-
nestos j in lie idos outros nao podem sor respon-
saveis senio aquellea priraeiros, que alimentaran)
0 grupo desordeiro.
Pos estamos tranquillos, porque aqu nada
honre pela nossa prudencia ; o na Telha a ag-'
giessao parti dos nossos adversarios, como (
incontestavel.
Ao lindar esta, que j vai longa, dir-lhe-hei
que o vig-ro Frota, depois de lanas novidades,
acha-se pertrbalo, o nao duvidaria converter-
ge. Est muilo em vistas com o partido conser-
vador, e com alguns liberaes que nao pactuavam
com elle. Depois da tragedia da Telha, protesta
nunca mais ser poltico, para evitar urna triste
celebrdade ; e ha loem screscenle, que elle de-
clarara formalraenla nao a presen lar-se mais as
proxira is rleieoe-fc Deus o conserve inaoalavel
nesta resolucao.
v Ultima una. Is cousas subsistetn no mes-
mo pe. As disposices a favor da candidatura
do Dr. Benjamn tomam cala vez melhores e
maiores proporgoes. E' osla realmente urna
candidatura sympalhica pelas quali lados pes-
soaes desse doulor, e ainda mais- pelo concurso
1 poderoso do cunhado e outros amigos, concurso
que o cerca de afli.-ic.5os, e consequentemente Ihe
acea rom um exilo provavel em suas.louvaveis
aspiraces.
No dia 15 do crrante encorraram-se n*
trabalhos eseoiasjiasdeste ano -di.o ua Fa-
culdade de Diro'ii-
A' noile os escolares percorreram algumas ras
com musir, em regosijo daquelle fado.
Devemos declarar, em recliticaco de urna
crc.uinstanria da noticia que demos sobre o Dr.
Locena na Revista de 15, que deixou elle de se-
guir do Aracaly para aqui, porque quando all
chegou, j o vapor da Compaohia Pcrnambuca-
na havia partido daquelle porto dous ou tres dias
antes, e nao pela razio desse vapor nao haver
tocado all, como dissemos ento.
O Sr. F. F. Bargas assevera-nos, que desde que
entrou na gerencia da referida compaohia ainda
nao deixou de tocar nu indicado porlo, quer ua
ida, quer ua volla, o vapor que faz o servicu
do norte ; e que dessa vez trouxera d'alli nao s
passageiros, como carregamonlo de mercade-
ras.
lo da capital do Cear, nao pude furlar-mo ao
prazer que me dominou por ver a presen lado a
considerado dos Cearenses um dos bellos lean-
los dessa provincia, um i deslas glorias, que.
jo i pro por oo.lfl passa. deira vestiglos brilli.au-
les i ni qualquer posicib, era que
B i rae om ere que os Ce irens :s ai____
ciando o talento do Dr.Uose de Alem-ar, suas
virio les cvicas e sua aplidio ae bom des'empe-
nho do cargo, que elle lera de oceupar no hon-
rar;nao lento esquecido os innmeros favo-
res e proteceo exclusiva e toda paternal que o
eximio senador Aleiiear de saudosa e grati re-
corda;o prostou-lhes; nio Irepidaro um s
instante em aceitar a sua candidatura.
renho razio para assegurar aos meus oalrici >s
que, por mais escrupulosa e apurada que fas= i
esculla, que elles ate hoje jlenhara teilo, jamis
no sei o da represenlacio lerio um patricio ni lis
dsiincto e mais habilitado a prestar provincia
os mais relevantes servicos.
Receba o Illm. Sr Jos de Alencar a conflsso
ingenua dos meus sentmeutos como urna prova
da admtraco que rendo ao seu bello tlenlo, e
do desjo que tenho de que ininha provincia nio
esqueca,nao seja ingrata uem suplante o mrito.
S. S. apezar de modesto recouhecer q le digo
a verdade.
Aos meus patricios a quem me dirija nestas
linhas nao tenho em risi s rec tramen lar a can-
didatura do Sr. Dr. Alencar; porque sou muilo
pequeo pira inister to alto ; alm de que rni-
uha reanimen la-o seria u ni offensa aos bros
dos Cearenses, que nao podem nem devera ser
j ingratos para cora a familia Alencar, que tanto
| lem pugna lo pelos direitos dessa provincia.
II dia em que o Sr. Dr. Jos de Alencar assen-
! tar-so no parlamento, ser o de urna eslra glo-
j riosa para a provincia do Cear: porquo atar-
I se-ha o liod'1 favores e alia pri I.', ;ao:=iue-
bra l i pela morlo do prestigioso e dislinclo se-
nador Alencar.
Ser para iodo o Cearense de bro una poca
gloriosa porque o Sr. Dr. Abracar um desses
genios que oilusca cora obrilho de reus talentos
e virtudes a toda essas mediocridades, que
forca de dtnhe'iro o influencias lcaos querem
pr. lerir os verdadeiros representantes dos direi-
tos no povo.
Dignem-se, Sis. redadores, publicar esta* 'os-
eas linhas com o que muilo obrizari n cons-
tante leitor
Lm Cearense.
Publicaces a pedido.
DISCURSO.
Illiu. Sr. Dr. Tarquinio Braulio de
Stni/a Amai'uulo.
Duas pnlavrns so me <'on*edcis.
Hoje que vamos deixar de ouvr as sabias ex-
plicares daquelle, que, lio moco, soube con-
quislar para si a palma do Iriumpho no alracar
da scieneia, ou nao posso deixar de erguer a ini-
nha dbil voz, para bcmdizer aquello que nos ini-
Da ra de Hurtas continuamos a receber I a aoa planos caminhos da verdade e paralou-
serva o soberano pontfice, subsiste pelo mxilio que parti da Inglaterra para visitar sua hllia
das bayonetas francezas, quando ninguem ignora mais vetha por occasiao de ter esla dado a luz o
que lodos os embaixadores, at mesmo o Ja Aus-1 seu segundo filho. Os noticiadores allnbu""
ira, continuara a sua residencia em Tuira, de- \ esse incidente um carcter poltico que
pois que Cialdini 6 Fanti entrarsm >as Mar-
chas.
altiibuem a
tem
A' nota do cardeal Anlocelli a Opino Tiacio-
Os prinieiros passos das iropas piemonlezas I na, jornal francez, responde com ai seguintes
nos estados do papa foram assignalados pela re- linhas que o soberano temporal abdique as
pressao de urna revolla em FolYombione perlo de nios da Italia regenerada, quo se retire por al-
Urbino pelos pontificaes. Fados anlogos a esle guns annos para nao ombaracar, mesmo nvo-
se produziram em todas as parles. I luniananicnte com a sua presenta, a obra de
AIruiis dias antes Itoselli e os seus voluntarios', reorganisnc.no poltica, e que volte dtpois como
linham entrado em territorio da Santa S. Cial- successor de S. Pedro, como soberaro inconles- Do Ico recebemos noticias directas firmadas
dini e Fanti, postos por Vctor Emmanuel fren-1 tavel de 150 milhes de catholicos, para reinar de 28 do prximo passado mez.
muila relacao com a entrevista de Varsovia.
G. M.
REVISTA DIARIA-
queixas de pessoas honestas pelos desmandos de
certas mulheres de m vida, para as quaes nao
ha decoio.e que naquella ra escandalisam e pro-
voca m a lodos.
Segundo communicaco que temos, urna prin-
cipalmente faz-se digna da lembranc.a da polica
pela desfachatez cora que se exhibo em lodos os
seus actos. Sendo assim como no-lo informam,
nao deve ella ser desconhecida do inspector da
qnella ra ; c por isso escusanios uomea-la para
assiguala-la autoridade, que deve valar na
sustentaban da mnralidade publica.
Passageiros do vapor inglez Oneida srhido
para Soulhampton e perlos intermedios: llen-
! rique de la Roque, sua senhorn e 1 lilho, Frcde-
rico Joseph, a Sra. Roberls, 2 lilhos o 1 cria-
da, Frederico Corbeit, Arlhur Shuard, Richard
Brown, John Bayles.
Passageiro da galora franceza Havre, sabi-
da para o Cear ; Jos Barroso de Carvalho.
Passageiros do vapor nacional Tocanlins
sabido para os portos do norte: Bartholomeu
Francisco de Souza e t cscravo, Manoel Gomes
var-vos, dignos collega9, que lio bem soubesles
corresponder a expectativa do nosso lente em
vossa gloriosa estra.
lempo que uno elle representa o transumpto i
fiel da Irindade e da unidade divina ; sua ii
O hornera, senhores, nao nada mais nao 6
nada menos do que a imagfm perfeta do seu
creador sob a relneao do finito ; trino ao mesmo
mais
inlel-
ligencia o eleva, sua sensibilidade o commove,
sua vonlade o Gorda, cosenEnoperscnalsa ;
o debuxando-nos ass'm a variedade no seio da
I unidade o bnniem Sublima a sua existencia nes-
I te mundo ; nada mais bello, mais sublime e mais
arrebatador do que esta imagem da omnipoten-
cia, da sabcdori.a e do amor le Deus, inca ruada
na vonlade, na inlelligencia c na sensibilidade
do homem. Kis porque o homem se v em urna
posiQio to nobre ; eis porque elle nos 6 apre-
sentado nos livros sagrados como o re da crea-.
ci, id.a lo magcslosa, sentida e celebrada pe-
los proprios pagaos. E' que elle reflecte na trra
a trindade do co. porque o mesmo Deus havia
JMoreira, Jos Vicente Duarte Brandio e t es- dilo-/aciamus hommem ad unaouiem e simi/i-
MUTILADO


<*)
/
tiURlO DE PERNABMUCO. QAftTA PEIRA 17 DE OUTUBRO DE i 860.
tudinem noslram, e o effelo participa da causa.
Mas este ser quera foi confiado un papel tao
grande o portentoso est sujeilo s consecuen-
cias da desorden) primitiva ; assim apto para co-
nhecer o verdadeiro e praticar o bem, elle tam-
bera o , e at ra.iis propenso pira so deixar so-
duzir pelo falso e vencer-se pelo mal ; e entao a
Stia vida nao passa de urna completa reaccao en-
tre estas duas torgas que constaulcraenle se do-
fcatcm.
O desejo ncossanle de conheccr para poder
mpregar a sua vontade a tendencia mais na-
tural do hornera ; elle affronta os perigos que
lhe oTerece o occeano, destaz os obstculos que
encontra nos desertos, fende a iraraensidade do3
espacos, encara os intemperies do tempo, e ludo
isto para que? para descobrir a verdade, onde
quer que ella esteja ; que a verdade a can-
dida viso dos seussonhos que o embala no far-
inoso caminho da esperanca, que a verdade c
o proprio Deus que o guia "na senda escabrosa do
sua peregrinacoego sum via el veritas et vita,
nenio venit ai Patrem nisi permediz-se o Me-
diador das naces na plenilude dos tempos. Nao
ha contraste mais perfeilo, nao ha barreira mais
espacosa do que a que separa o verdadeiro do
falso; a luz e as trevas, a vida e a morte, o
ser e o nada, nao sao mais oppostos do que a ver-
dafle e o erro (I) .
Se o homem, ser intolligcnte, feito para a
verdade, muitas vezes desvia os olhos para nao
vera luz que o importum e entregar-so men-
tira que oltsongea. Epara estes desvos da in-
telligencia humana que faz-se necessario o ensi-
no que nao dove ter outro fim seno o conheci-
mento da verdade ; e como esta verdade se acha
em Deus, todo o cnsinu em que nao entrar o
phanal da revolado divina, em que nao adiar-
se algo ma ousa de f trio verdadeiro porque
sine fide impossibile esl placer Deo.
O fim do homem, conhecer e amar Deus;
ora este amor e este coiihecimonto nao sao pos-
siveis se o luminoso faeno da revelaco divina
nao nos vier esclarecer nos tiilhos do Verdadeiro
eosioo; e por isso que o ensino catholico, o
nico perfeito, lambem o nico capaz do nos
iniciar nos verdadeiros arcanos da sciencia.
Emites ergo docele munes gentesdisse o divi-
no mestre sus seus discpulos;vemos portaolo
como o ensino catholico parto de urna fonie ra-
diante de sutuma verdade, para chegar ao
fim grandioso e immarcessivel que foi tragado
nos planos da Providencia ; vemos, qual o jorro
crystalio desprendido do rochedo ao toque da
vara de Moyss, o ensino catholico, decorrendo
ecuudo e sublimado destas palavras de Jess
Christo. Bem aventurados aquelles que sabem-se
compenetrar da verdade e por ella sodeixara do-
minar; feliz, t, homem. quando sabes prcen-
Cher o leu grandioso deslino.
E' preciso, puis, que nos compenetremos lia
forea desde sylkgismo de Martinet.Todo o sys-
tema doeducaeo humana que nao lena por base
um justo couhecimenio do homem necessaria-
menie urna obra de loucura : ora o conheciraen-
to do hornera o sogredo do Deus, logo todo o
systeraa de educado humana que nao toma por
base a revelaco divina deve cunduzir resulta-
dos desastrosos. E' debaixo da forma syllogislica
que o autor daEducacao do Horneranos apr-
senla a verdade mais importante talvez ; que
a forma syllogislica a mais adoptada pan pro-
var as grandes verdades.
Illm. Sr. Dr. Tarquinio, nos que temos apre-
ciado a belleza de vosso melhodo, nos ojie esta-
mos embados nos saos principios que possue a
vossa fecunda indiligencia, nos que sabemos al
onde chega o alcance de vossos coahecimenlos
86almejariamos acompanharraos em lodos cinco
ancos do nosso tirocinio aquello quera deve-
nios tao brilbaote eslr*. se tanto nos fosse pos-
Sivel. Nos quo oslamos convencidos da bondad.;
do V03S0 corarao, seja-nos licito em nossas des-
pedidas, render um voto de eterna gratido
.'iquelle que sabe conciliares principios da juan-
ea com os principios da bondade ; aquello que
alera de mestre um amigo.
E na elfuso do nosso rcconhcciraento ludo o
que podesseraos olferecer-vos seria pouco em
comparaco s [trovas do fineza quo de vos rece-
bemosi; todava se a ollera tira o sen valor da
intencao com quo c feita, este bonquet que vedes
c o prova mais significativa do amor quo vos con-
sagramos, quando menos elle manifestar a iu-
genuidade- de n-ssas intences. Aceitando estas
llores que vossos discpulos, penhorados vos of-
fertam, daris mais urna prova do que sabis com-
prehender as relacoes que prendero o superior
jos inferiores.
Tenlio concluido
13 de outubro do 1860.
Joaquim (ucnnteda Silva Mello.
Para esclarecer a verdade.
preso no da 12 do correte as capoeiras do en-
genho Novo, pelo pardo Maooel em consequen-
cia de ordena que leve, nao se evadi da casa de
detencao, mas sira das m.ios do soldado de arti-
lices lrajano do Reg, em occasio de ir buscar
carne de cear nos arraazens, o soldado anda se
acha preso.
Isto que verdade.
Suplientes Jos 4 juizes le paz do
pi'iitiero le Santo Antonio lo Recife.
1." l'roprielario Jesuino Ferreira da
Silva com.........111 votos.
2." Capito Luiz Cosario do Reg
com...........55
3. Negociante Cactano Silverio da
Siha com........ ; 51
4." Or. Dcodoro Ulpiano Coelho Ca-
tanho com......... 8
Sttpplenle ios I jui/.es le paz lo
se^rutido listricto la lYcsuczia
a Mua referidat
Empregado publico Maooel da Silva
Ferreira cora....... 39 votos.
Para o Sr, ministro do im-
perio ver.
c ftenhum empregado geral pode
aceitar em prego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
San lemissuo. Avisos de 10 de no-
ve mbro de taoT e i Jo outubro de
1813.
Ora, nao tendo sido derrocados os ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de ler :
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o protessor de Eeometria do colle-
gio das artes (ou a ser protessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
tsse funecionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccaoe dos cofres pblicos, se acha
fora da sua cadeira, lia 15 annos !! !
(fazem hoje 15 de setembro de 1800)
Barca inglezaJohn Martinobjectos para a es-
trada.
Palhabole nacionalArtistadiversos gneros.
Importaao.
Brigue inglez Cynthia, vindo de Liverpool,
consignado a Soulhal Mellors & C, raantfestou o
seguinte:
28 raixas e 3 fardos lecido do algodo ; a Hen-
ry Gibson.
17 ditis e 45 ditos dem, 1 dito lecido de 13a.
13 barris tintas, 15 ditos oleo de linhaca, 1 dito
oxido de chumbo ; a Mills Latham & C.
28 barritas ferragens ; a ordom.
1 eaixa meias de algodo, 1 dita chapeos de
sol ; a Luiz Antonio Siqueira.
2 eaixas tecidos de algodo o de linho a Joo
Keller & C.
5_gigos vidros; a Isidoro Halliday & C.
472 ranos de, ferro ; direcrao da compaula
de Beberibe.
100 berris cerveja ; a Antonio Lopes Rodri-
gues.
17 fardos o 13 eaixas lecido de algodo, edi-
tas dito de lnho. 7 fardos dito de linho e algo-
do. 3 fardos lona, 4 ditos fio, 1 caixa enfeiles ;
a Adamson Howie & C.
5 eaixas phosphoros, a Ferreira & Martlns.
3 fardos lio ; a S. P. Johnslon & C.
2 saceos arroz, 15 fardos e 15 eaixas tecido
de nlgodau; a Atkwright & C.
9'J eaixas e 9 fardos tecido de algodo, 1 barri-
ca vidros, 1 dita lnguas; a Paln Nash & C.
Declarares.
Secretaria do governo de Pernambu-
co em lo de outubro de 1860.
Pela secrelaria do governo se faz publico, pa-
ra conhecimento de quem inleressar possa, os
despachos constantes da relacio abaixo, qu
forara proferidas pelo Eira Sr. "ministro da Jus-
tina em diversos requerimentos de parles desli
provincia, no mez de setembro prximo (Indo.
Relaco a que se refere o edital cima,
24Jos Pinto da MaltaPcrdao.Nao lera
lugar.
29Urbano dos Santos Cardoso.dem. Cum-
pra o decreto de 28 de marco passad*-.
29Francisco Antonio do Sou'za.dem.
ferido.
22Jos dos Santos Torres.Oflcio de
dem.
6Jos Marianno de
Prejndicado.
12Guilhermiiio do Albuquerque Martins Pe-
reira.Mera.dem.
12Francisco Thom de Paula.dem.Avista
da resolucao do consulta de 1852, nao tem
lugar.
-Inde-
jtMtffa*
Albuquerque.dem.
O secretario do governo,
Jos Rodrigues Chaves.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afoga-
dossefaz publico, que se acham depositados
1 alambique de ferro, 4 canos de dito. 1 caixa : dous cavallos, sendo um rodado pedrez, remetli-
2 ditos pro- do Pelo inspector da Sieupira Forte, por andar
vagando sem conductor, e outro alasAo escuro,
que foi remeltido pelo inspector do Barro por
suspeila de ser furlado, e no aclo do ser tomado,
se pois em fuga o ladrao ; quem se iulgar com
direito, compareca, que trovando, lhe ser eu-
tregue. Afogados 15 de outubro de 186 -n-
ditos de chumbo, I barrica vidros,
gos : a Rostron Rooker & C.
30 toneladas carvao, eaixas lecido de linho ;
a Southall Mellors (Si C.
11 fardos tecido de algodo, 50 barris manlei-
ga ; a Johnslon Palor.
81 fardos e 18 eaixas lecido do algodo, 1 dita e
fardo oleado, feliro e tapetes; a C J. Astley i lomo Goncalvesde Muraos, subdelegadosuppen-
I te em exercicio.
& C
18 barris oleo do linhaca ; a B. Francisco de
Souza.
150 barris manleiga; aN O. Bieber-
47 fardos e I caixa lecido de algodo ; a James
Ryder & 0.
18 ditos ps de ferro ; a Scoll Wilson & 0.
1 barrica ferragens ; a Isidoro Halliday , C.
2 fardos alcatifas, 3 ditos o 7 eaixas lecido de
algodo, | dila dito de linho, 1 dila chapeos de
sol, 50 barris manleiga, 29 meias eaixas cha, 20
gigos, 7 barricas e 1 cesto louca ; a Saunder
Brothers & C.
2 eaixas ferragens ; a Barroca & Medeiros
1 caldeira de ferro ; a Bruno Silva & C.
2 bai ricas globos de vidro ; a Henrique &
Azevedo.
1 caixa cadarco, 2 barri.-j forragens ; a P-
renle Viaiina 0.
3 eaixas fundos de guitarra ; a Mello Lobo
i'J barras de ferro, 100 chapas de dito, 4 fei-
tes a-o, 20 lorela las ferro broto, l caixa corti-
nts de janella ; a C. Stirr & C.
Consiilal> geral
Rendimenlo lo.lia I a 15. 8:682j592
dem do da 16....... 88*211
8770c803
Diversas provincias.
Keudiraento do dia 1 a 15. .
dem do dia 16.......
511 $351
155(189
5572040
Despachos lo exporta^a> pela me-
sa lo coiisitlati testa eitlade u -
dia 1(> le outubro le 1MI
LiverpoolBarca ingleza Bonita, Patn, Nash
& C, 1 sacras algodo.
Itccebetloria de rendas iuternasi
greraes le I*eriiuinltu;o.
Rendiraento do da 1 a 15. 21:441*756
dem do dia 16....... 4:690;65
26:132g610
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 al. 121439038
dem do dia 16....... 26350
Os propnetarlos de navios do porto desla
cidade, que anda nao os houver arrolado, sao
chamados a salisfazer esta cndilo do regula-
menio das capitanas dentro do prazo de 15 dias.
sob peno de mulla c prohiftico das sahidas dos
oiesmos navios.
Caoitania do Porto de Pernambuco 5 do outu-
bro do 18fi0.
Pela capitana do porto se faz publico nos
propietarios do navios do porto desU cidade,
que nao os tenham arrolado, sao chamados a
cumprir essa condicao do regulamenlo das capi-
tanas dentro do prazo de 15 dias, contados desta
dala, sob pena de molu e prohibirlo de sahida
de navio nao arrolado.
Capitana do porto de Pernambuco 5 de octubro
de 1860.O secretatio,
J- P. Brrelo do Mello Reg
Pela adroiniilracao do correio desla cidade
se faz publico, que as"raalas que lera de cndu-
zir o vapor costeiro Persinunga com destino a
ramandar e Macei. serao fechadas no lia 20
do correle s 3 horas da tarde.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecineDto
do arsenal de guerra, tem de comprar os (bjec-
tos seguintes :
Para as secces de pedestres da capital di pro-
vincia.
Serco da fregnezia do Recife.Bonetes, 10,
grvalas 10, frdelas 10, caigas de panno tzul 10,
calcas brancas 10. sapaios 10, raples 10.
Seccao da freguezia de Sar.to Antonio. Bonetes
10, km va las 10. frdelas 10, caigas de pao azul
10, caigas brancas 10. sapalos 10, capotes 10.
Sec5a.0 da fre8u>a de S. Jos.Bonetes 10,
gravas 10, frdelas 10. caigas de panno azul 10,
caigas brancas 10, sapalos 10, capotes 10.
Seccao da freguezia da Boa-Vista.Bonetes 10,
grvalas 10. fardeles 10, calcas de panno azul 10,
caigas brancas 10, sapatos 10, capotes 10,
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 19
do corrente mez. *
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecircenlo do arsenal de guerra, 12 de
outubro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho de compras navaes,
Tendo-se de promover compra dos objectos
abaixo declarados, manda este conselho fazer pu-
blico quo tratar disso em sessao de 18 do pre-
sente mez, avista de propostas em nrlas fecha-
das, entregues nesse mesmo dia at s 11 horas
da manhaa.
Para os navios.
Linha de barca 4 <>. plvora grossa 33 @ e 12
, serrlos grandes de mo 6.
Para os navios e o arsenal.
Agulhas de lona e btira 500, fio de ve lia 4 ,
papel bala para forro de navio 8 (a), sebo em pao
20 (a), remos de faia de 14 a 18 ps cem, vergon-
teas de pinho de 4 a 6 polegadas 50.
Para o arsenal.
Limas chatas de 10 a 16 polegadas sortimento
igual 80, ditas de meia cana le ditas polegadas,
idem 80, limates do 12 polegadas 10, ditos de 14
ditas 10, limas triangulas de 12 ditas 10, ditas
ditas de 1 i ditas 10. lixa de esmeril em panno
200 folhas, ras de 3 ps de dimetro e 9 polega-
das de grosura 2. carvao do cok 10 toneladas,
cobre velho 100 (3), foles de 30 polegadas I.
Para obras ao porto.
Cabo de linho ou manilha para espas, de 3 a
7 polegadas 20 pecas.
Sao as condicoes para o contrato acerca da re-
ferida compra sujeitarcm-se os vendedores
mulla de50 por cento do valor dos objectos no
entregues da QjMlidade e na porgao contratadas,
alm de carregarem com o excesso do preco no
mercado, caso o baja, por molivarem essas faltas
quo ahi recorra-se; bem como serem pagos do
que venderem logo no mez seguinte.
Secretaria do conselho de compras nsraes, era
12 de outubro de 1860.
O secretatio,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
De ordem do Illm. Sr. inspector da Ihesou-
rarade fazenda desta provincia, sao convidados
os senhores herdeiros de Jos Francisco Rimos,
para que sesirvam de apresenlar nesta secreta-
ria a escriptura da compra, pela qual so acham
na posse da casa n. 12"), sita em terreno proprio
nacional, da ruado Pilar desta cidade, em Fora
de Portas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 13 de outubro do 1860. O oflical
niaior interino,
___________Luiz Francisco de Snmpaio o Silva
Marca BaB 150Frasqueiras
de 15 Frascos com a verda-
deira genebra de Hollanda
vender-se-ha em um
nheiro, que
coritas.
para fechar
Importante
Francisco Antunes de Mendonga Arraes e
Silva, relira-se desla provincia.
Collegio de Bemfica.
Nesto estabelecimento precisa-se de um cosi-
uheiro e de urna ama para govcrnanle.
OU I -Na rua das cinco Ponas n. 27 d-se di-
mais lotf'S Jl npfl7n nn n Ai a^eit a jurS cbre Penhores e ouro e prala o
uiaia tuitfc U praZO OU a O nao na rua de Saota Rita como tinha annuneildo.
Avisa-se em tempo.
Nao se pode vender o silio de trras chamado
Quebra Bunda no lugar do Luca freguezia dos
Afogados, annunciado para ser arrematado no dia
19 deste raez linda a audiencia do Sr. Dr. juiz
municipal da primeira vara pela razao de que o
commeudador Jos Joaquim de Oliveira senho-
tia do solo est encaminhando aegao de comisso
contra o Viterbo e sua mulher por nao terem pa-
gos os foros ja ha muito e assim faz se o presen-
te annunciopara que ninguem se chame a igno-
rancia.
Os 3baixo assignados fazem scientes ao res-
petiavel corpo do commcrcio desla cidade, quo
nesta data elTecluiram a sociedade em interesses
communs em um c.-t.beleclmento deseceos
moldados a varejo e por atacado, bem como
commtssocs tanto dointetior como de barra fura,
na rua do Rangel n 22. cuj raao social ser
Costa Ouirnaraes t\ Reis, ambos \esponsaveis
pela mesraa firma. ^.
Recife 16 de outubro de 1860.Francisco Jos
da Costa Guimaraes.Jos Ferreira dos llcs.
Nos ltimos dias de outubro at *%." do
novembro vai praca por 2:00 um sobrado
grande, velho, com alguma ruma, na frente da
ladeira do Varadouro na rua de S. Bento ; alm
do quintal que comprido, tem um terreno mu-
rado adjacenle e cacimba.
OSr. bacharol Antonio Alfonso de Aguiar
Whit.kefc natural de S. Pauio, hoje empregado
na comarca de Piratininga da mesma provincia,
queira mandar pagar a letra que ficou a deve
em Pernambuco. quando esteve esludando.
O Sr. Manuel de Amorim Lima que foi ties-
ta cidade procurador do Sr. Dr. Pedro Beltro, e
hoje se acha residindo em Sanio Aniao, ha ja,
quanlo antes de vir pagar o que ficou a dever na
luja de calcado da rua doC*bug, para nao pas-
sarpelo desgosto de pagar judicialmente.
Precisa-so de uma creada, pteferindo-sc es-
Irangeira : na rua Nova n. 38.
Altenco.
t
Piecisa se de uma criada de meia
ulade preferndose portugueza, cjue
d fiador sua conducta, para casa de
uma familia distincta, no se ollia a
preco cumprindo os seus de veres que
heserao explicados: a tratar na rua
Nova n. 38, loja.
Aluga-seo sobrado de um andar
com um soto muito grande, com cjuin-
tal, cacimba eo armazem do mesmo si-
Quarta-feira 17 do corrente
Costa Carvalho far Ieilao em seu armarem
ni rua Nova n. 65, de 1 mobilia de Jacaranda
guarda louca, guarda vestidos, camas francezasi
pianos, toilels, lavatorios, apparadires, mesas
elsticas, cadeiras e coslureiras de vimes, can-
delabros, serpentinas e outros rauilos objectos
que seria enfadonho mencionar.
Tainbem
vender t fogao inglez ohra muito perfeita.
LEiLO
Para os Srs. de ensenlio.
Sexla-fcii'a l) do corran
DE
IV
2 carrejas americanas.
Borot & C. far leilo por nlervenco do agen-
te Costa Carvalho, de 2 carrosas americanas de
nova invenco proprios para carregar
no dia acirai s 11 horas era ponto
do Sr. Boroi & C na rua da Crnz
horas em ponto.
assucar,
no armazem
n. 9, as 11
Avisos diversos..
12: u7a;J9
THEATRO DE S. IS4BEL
' IDIPWIII LBICA HE fi.IIUMMLE
yuartafeira 17 de outubro
Repelir-se-ha a pedido geral a oper de Verdi:
Principiar as 8 horas era ponto.
Os bilhetes vendem-se como de coslum;, e os senhores assignates seriio preferindos como nos
annuncios feitos.
Lm homem chegado ha pouco da Euiopa.of-
lerece-se para jardinero e boleeiro. pois para
qualqucr desles olTicios tem habilitarnos
precisar, dinja-sea rua do Itangel n. 7.
-Precisa-se de uma ama para casa de pouca
ramilla ; na rua larga do Rosario se dir ouem
precisa.
Precisa-se alugar uma ama para cozinhare
engomrnar para casa de pequea familia : a tra-
tar na rua da Roda n. 23.
quem
tona rua do Brum confronte ao cha-
fanz : a tratar na rua da Cruz n. 36.
Aluga-se
Movimento do porto.
.\ario saniao no aia
Avisos maritiDios.
o.
soulhampton e porlos intermediosVtipor in"lez
Onfitia.Jcommandanle Beris.
Navio entrado no dia 16.
Liverpool46 dias, galera ingleza l.ahore, de
535 toneladas, capillo Hi.'ton. pquipagem 90,
carga sal ; ao Capito. Veio refrecar o s.-gu
pata Calcula.
-Vayios saludos no mesmo dia.
Terra-NovaBarca ingleza Margarina, capito
Thomaz Scott, em lastro.
CearGalera franceza Havre, capito E. Marti-
not, carga [azendas
Portos do norteVapor nacional '/'ocaiiiiits.com-
msndanle Io tenenteJos Candido uarte.
COMPAMIIA
PER\4MBrfm
DE
C5 a, 5 1 Horas
n c 3 c 'a V n 5 3 a -A Atmosphtra
s *a a 3 Direcco. < O
* ! ' Intensidad
til C3 l -1 -I IB =5 s Centigrado. O e H X O
09 ~t 00 ICI IO ia m i Reaumur.
8 ib Ojo C5 i'. Fahrenheit
-t o -i -1 'S . Hygrometri
-1 -1 00 Btuspmttto l
c
BE
>- c
A noile clara com alguna nevoeiros, vento SE
veio para o terral o asslm amanheceu.
08CILLAjAO DA MARB.
Baixamar as 11 h 6' da manhaa, altura 0 30 p
Preamar a 5 h 18' da larde, altura 6 60 p.
Observatorio'doarsenal de marinha 16 de ou-
luhrn de 1860. ViRr.s J.;mor
Editaes.
Directora gera
OUJ1FRIO.
.Vlfamlesra,
Bendimento do dia 1 a 15
liem do da 16. .
206:1335516
10:700j562
217:1348108
Moviiiiento la alfandeea.
Voluraes entrados com fazendas.. 61
cora gneros.. 169
------ 230
Voljmes sahidos com fazendas.. 186
com gneros.. 188
Descarregam hoje 17 de outubro
Barca portuguezaCynthiamercadorias.
374
(1) Trayssinus.
publica?
Paco saber a todas as pessoas quo se dedicam
ao ensino particular primario e secundario nesta
provincia, qu-i o Illm. Sr. director geral interi-
no Ihes manda lembrar o fi.-l cumprimento da
le reg.ilameutar n. 369 de i de maio de 1855
na parte relativa ao referido ensino particular e
mu especialmente quanlo as disposif-oes se-
guintes : r *
Art. 86. Os profesares ou directores de esla-
belecimentos particulares sao obrigadoa :
1. A reraelter aos resperlivos delegados rela-
tnos tnmeiisacsde Seus t rabal nos. declarando o
numero de alumnos, i disciplina e compendios
adoptados, e fazendo as observar-oes que enten-
derem convenientes.
2 A partcipar-lhes qualquer alteracio que
projeclem no regiment dos seustabeiec'imenfos
com a precisa antecedencia, e a solicitar autori-
saco para isso.
3. A dar-Ihes parte de qualquer mudanca de
residencia.
4 A franquear-lhes as atilis, dormitorios e
mais dependencias dos estahelecimentos, no caso
de os quererem inspeccionar.
E para que chegue ao conherimenlo de todos,
rnandou-so publicar o prsenle.
Secrelaria da instrurcto publica de Pernam-
buco 15 de outubro de 860.
Salvador Henrique de Albuquerque,
Secreiario interino.
Pela capitana do porto se faz publico, que
(ka marcado o prazo de 30 dias. para denlro del-
le serem removidas as cavornas e quilhas dos na-
vios desmanchados na CorOa dos Pnssarinhos, fl-
cando os respectivos proprietarios obrigados
multa de 100 o despezas que ftzer a mesma ca-
pitana com essa remocho, se nao so aproveita-
rem do prazc que nesta dala Tica marcado.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de outu-
bro de 1S60.-0 secreiario, J. P. Brrelo de Helio
neg.
Navegado costeira a vapor
O vapor' segu para os porlos do sol de sua escala r.o dia
20 do corrente, recebe carga at 19 ao meiodia,
eneommendas, dinheiro a freto e passageirosat
s 3 horas c dia da sahida.
O expediente fechar-sc-ha as 3 1)2 horas da
larde. Nao se dar* bilhetes do passagem lem
quenageremia quo depo=italo o compebnle
passaporte, aos passageiros quo na forma da lei
nao podem viajar sera elles.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bem nonhecido brigue nacional ^t-
genia, pretende seguir com muila brevidade, len
a seu bordo rmtade de seu carregamento para o
resto que lhe falla trala-se cora os seus consi;-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escripta.o
rua da Cruz n. 1.
Para o Aracaty.
Segui brevemente o hiate nacional Sania in
na : para o restante da carga trala-se cora Gur-
gel Irnuios, em seu esenptorio, rua da Cadeiad.
Recife, Io andar n. 28.
Aracaty.
Para esle porlo seguir brevemente o hiato
Ei ha la rao: para o rotante da carga trala-sei
com Gurgel Irmaos em seu escriplorio, rua da
Cadeia do Recife, Io andar n. 28.
Porto por Lisboa.
Leioes.
Antunes far leilo na rua Direita n. 12, de
-- ...uoyaouiopria pata taoeu.o, deposilo ou
ouiro qualquer negocio, com o seu competente
gaz etc., a qual se vender a prazo ou a di-
nheiro; quarta-feira 17 do orrenle s 11
em ponto.
Precisase
alugar uma preta para todo o servico de uma
casa de aouca familia: a tratar na rua da Cadeia
do Recife n. 19, arma/.eni.
Para acabar.
Pecas dejambraia de flores a 3200. mulo
bonita, ditas de salpico muito fina a 3^800 ; na
leja da rua do Passcio Publico n. 11.
O Sr. Manoel Avelino de Barros Lima, desta
data em diauledeixou do ser meu caixeiro. Per-
nambuco lodo oulubrode 1860.L. pUgi,
Aluga-se a sala ealcova do primeiro andar pol m,!l,10r olicial de Pernambuco, pelo mesmo
o segundoan lar da casa da rua da Im-
peratriz n. 36 : a tratar na loja da mes-
ma casa.
Precisa-se alugar uma preta escrava que
saiba engomrnar c cozinhar: na rua do Vicario
n. 1 . segando andar.
J. Ilunder, alaiate, dj um beneficio ao pu-
blico em gerai e para quera quizet aproveitar um
pequeo resto de fazendas que fim deste anno, opllrao para casacas, calcas e
colletes, artii.'iado medida dos freguezes ; tam-
i bem se cnconiram Igualas obras promplas, fetas
horas
Ima taberna.
Quinta-fcira 18 do corrate.
Costa Carvalho aulorisado pelo Sr. Apolinario
Ignacio da Cnnceiroe seus credores far leiiao
da sua taberna sita na rua Vclha da Boa-Vista
n 27. a prazo ou a dinheiro consislindo em ar-
mco. bons gneros e poucos fundos para co-
modidade dos concurrenles ha ver cerveja para
rclrescar o calor ; s 11 horas em ponto
LEILO
da casa n. 3 d.i rua do Oueimado : a tritar na
loja da mesma.
Antonio Ferreira Lustosa, tendo de retirar-
se para o Cabrob, onde reside, c nao pdenlo
pessoilmente despedir-se daquellas pessoas que
o honraram com suas visitas, pela rapidez de sua
viagero, o faz por meio deste, e oTerece o seo
diminuto presumo onde quer que se aclie.
Aluga-se urna rela propria para ama de
casa ; na rua Vellia n. 76.
. O Sr. Joo Francisco da Costa Estrella, al-
teres do 8 bata Hio, lera uma carta rinda d
villa do Bonito para lhe sor entregue ; na roa
oo Qucimado, loja de miodezas de Joaquim j0
oa Costa Pajotes Jnior.
Precisa-se do um prelo para o servico in-
terno e externo ; na padaria da rua das 'cinco
Ponas n. 38.
Precisa-se de 3:000-3 a premio, dando-so
por garanii* m l)rei)l0 de ,joraJo Vi,|or na
rua do Imperador n. r,, se dir quem quer.
Aluga-se um sobrad, de um andar proprio
para escriplorio, cojo sobrado t,Mn a entrada por
denlro da casa de negocio ; na rua do Rangel
numero 6.
Francisco Jos da Costa Guimaraes, pede
por especial favor aos Srs. Guimaraes Jt C, e .
Custodio Moreira de Souza de comparecer em Sera0i lSmi?"
sua morada, rua do ftagel ,.. 22, a pedido do CuiSs A IK*.,
prego que se pode comprar na primeira mo dos
negociantes, (dinheiro vista : na rua Nova
numero 07.
ATTE\(J\0.
0 abaixo assignado, morador na cidade da Vic-
toria, declara pelo presento que se acha saldo do
comas at boje com os senhores abaixo declara-
do, os quacs podero reclamar no prazo de 8
das, contados da publicacao deste, o que se sen-
r prejudicado ; assim como tora desla praca na-
dadeve. Recife do Pernambuco 15 de outubro-
ae I80O.Manoel Jos Pereira Borges.
Rosas & Irmao.
Jos Joaquim Dias Fcrnaodes.
Antonio Jos de Arantes.
J io Antonio de Macedo.
Jos Monleiro do Siqueira.
Domingo Jos Ferreira Guimaraes,
Thomaz Fernandos da Cunha.
Gue les vV Goncalves.
Timm Monssen Vinassa.
Antonio Mara Oconell Jersey.
Jos Moreira Lopes.
Comrondador Manoel Goncalves da Silva.
Manoel lavares Cordeiro.
rado.
a sua mo-
do commum interesse, ou declararcra
rada alim de serem procurados.
@i
Gurgel
Quinta-fcira 18 do corrente.
Antones far
eiiao em seu armizem na rua
v, -,i,,. __i *j '"'Pfradorn. 73, de ricos e variados mo>eis
Vaisahir com brevidade para o Porlo com es- de casa, sem limite de
a por Lisboa, o brisiue portoguez Promplidao Jio
II, forra loe tncavilhado de cdbre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE: para carga e passagei-
ros, para os quacs tem excellenles rommodos
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C., na rua da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Cear, Maranlioc Para
Segu com brevidade o bem ronliecMo hiato
Lindo Paquete, capito Jacintho Nones da Costa
por ler parle do seu carregamento promplo ; para
o resto e nassageiros. trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio, rua da Cruz n. 27.
oras em poni.
preco. Principiar s 11
Ileceberam pela barra Gerlha, chega-
@ da ltimamente do Havre as seguintes fa-
^ zendas de seo pedido, rua da Cadeia do
j( Recife n. 23 :
g Superiores cortes de vestidos branco de
g seda, ditos do blond com manta, ca-
pella, flotes solas e saia de se t tu.
Superiores e modernos chapeos depalha
erifi-iados para senhora.
Superiores coitos de volidos de phanlasia
^ ^ cora 5 babadinhos c do duas saias.
<& Superiores taimas de seda frota feito de
a croxe brancos e de cores, pelonezas etc.
^ Superior cessa lie cor do apurado gOfto,
-a organdys, obras de sndalo, pulceiras.
S estratos ele.
U Para marinha o verdadeiro panno azul es-
curo que s vem a esta praca por eu-
commenda.
i
13
m
&
Viuva Machado & Filhos, importancia de bolacha
Lommendador Manoel Figueiroa de Parias.
OSr. ..IteresJoo Baptista Hispo [ou Mene-
ze) do y." balalhao de infantaria, queira vir pa-
gar o que doce na rua Nova n. 55.
Pertonce sociedade Feliz os bilhetes guintes : 3 meios bilhetes de ns. 36S. 4167 o
3JU, -l quarios de ns. 107 e 3399 da primeira
lotera do lliealro de S. Pedro do Alcntara
Rio de Janeiro ; o da segunda parte da
lotera de N'. S. do Livramento.
teiron. 3226 e 3 meios de ns.
Alcntara,
ASSOCIAgAO
do
primeira
um bilhele in-
1D3, I5 e 155.
1." procurador.
DE
jg Chapeos do caslor pretose brancos forma
2 moderna.
^:>s;;
9f, -& 4&'
'S@j

Cear eMuiidau'.
a tratar com
lado do Corpo
Segu no dia 19 do mez
Rita, recebe carga e passageiros:
Caetajno C. da C. M. & Irmao ao
Santo n. 23.
O hiato Invencvel, por ter o seu carre-
gamento promplo, saho impreterivelmente para
o Aracaty no dia 20 do corrente, recebo alguns
passageiros : quem quizer it de passagem dirja-
se a rua da Senzala Volita, por rima do escriplo-
rio dos Srs. Sampaio Silva & C. segundo andar
a tralarcom Jos Joaquim Alves da Silva.
JI
Segu em poucos dias o palhabole nacional
"Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta; para o resto que alada podo teceber, trita-
so com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, rua da Madre de Dos n 12.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro patacho nacional Beberibe, de pri-
meira marcha, pretende seguir rom muita brevi
dade, para o resto da carga que ihe falla tiata-se
cora os seus consignatarios Azevedo & Mendes
uo seu escriplorio rua da Cruz n. 1.
Trocam se sedulas da Babia, no
largo do Corpo Santo n. t.
Vende-fe urna taberna sita na
rua das Cinco Pontas n. 20, com pon
eos fundos, isto , em gneros : quem
Sexto-feiratt do correnle ^^ ""'*"""mesma ,ua -
Agencia de passaporte e folln
corrida.
Cotia Carvalho ara' leilo em seu ar-
mazem na rus Nova n. 65, de um ex-
celente carro novo muito leve de i ro-
das com - assento. para 1 ou dous ca-
le !S!? vlllos no dia
pnto-
para
cima ao
ou
meio
di
a em
lira
: na
passaporte para
roa da Praia n
LEILO
DE
PELO AGENTE
O referido agente far lei-
lo po'* conta e risco de quem
perteircer, quarta-feira 17 do
corrente, s 10 horas da ma-
nhaa qo armazem do Sr. An-
nes defronte da alfandega
Claudno do Rogo I.ima
denlro e fura do imperio
47, primeiro andtr.
Ensaio philosophico pernam-
bucano.
O Io secreiario convida aos senhores socios
para hoje [lo comparecerem casa das sesses.
alim de se encerrar os trabalhos da sociedade
por esie anno: espera que nao fallem.
VENDE-SE
Ura escravo ctioulo ; na rua do Queimado n.
4o, loja.
Aluga-se a casa n. 71 da rua da Concordia
propria para qualquer oflcina e moradia de fa-
milia : a tratar no armazem de materiaes de Ma-
noel Firmino Ferreira.
No dia sabbado 13 do correnle as 10 horas do
dia mandando-se do sobrado do paleo do Carmo
n. 5 um molatinho forro com idade de 10 annos,
por nome Francisco, comprar em uma das vendas
nao apparecao ; aviza-sc a pessoa que o tiver faga
o favor mandar levar ao dicto sobrado. Assim co-
mo lambem pede as authoridades policiaes que
tomem em considerado aflm de nao consentir
que algum e.xperUlhae fique com elle a titulo de
captivo, pois elle do mato c muito fcil de se
Iludir, tem um sinal muito deslindo na orelha
esquerda um lalho que tem de nassenija.
Soccorros Mutuos
Lenta Enaneipaco dos Captivos.
Hoje, as 7 horas da tarde, ha ver sessao do
conselho directorio, o contina regularmente a
tunecionar as qnnrtas-feiras as mesmas horas
pelo que sao convidados os senhores conselhei-
ros; assim como de ordem do Sr. presidente se
scienliQca todos os senhores socios, que na
primeira dominga do m<'z de novembro prximo
severa ter lugar o eleigao do novo conselho e ds
Ihosoureiro, na forma do art. 25, sendo que haja
numero de socios habilitados como determina o
art. :i7 da elegibilidad.', pira cojo lim deverao os
senhores socios se porem quites com suas men-
salidades e mullas em que eneorreram.
Secretaria das Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emaocipaco dos Captivos 16 de outubro-
le Ifc>6<.
Albino de Jess Randcira,
1." secretario
O desembarsador Jeronymo Martiniano F-
gueira de Mello, devendo seguir hoje para a pro-
vincia do Cear por motivos do molestia, e nao
tendo tempo pora despedir-se de lodos os seus
amigos desta cidade e provincia por entender
conveniente apressar a sua partida, pede-lhes
por isso as devidas desculpas, e srvese do en-
sejo para oflererer-lhes os seus sinceros serviecs
na cidade da Fortaleza, onde pretende residir
Recife 16 de outubro de 1860.
Aluga-se uma sala na rua da Cruz do Re-
cife : a iratar na rua da Cadeia do Recife
loja de relojoeiro.
n. 10.
Altenco.
Manoel Jos do Nascimenlo c Silva roga a cer-
to senhor que lhe devedor de um val da qosir-
tia de 1569, vencido no l.o de jnnho prximo
passado, proveniente de gneros que ha dous an-
nos lhe cornprou para passamrnto da festa, que
queira vir pagar a dita quaniia at c dia 20 do
correnle, Picando corto que o nao farendo se pu-
blicar seu nome por extenso.
Quem p-ecisarde um mogo porluguez para
copeiro, j com bem pialicu, dirija-so a rua di
Aurora n. 54, taberna.
No dia 19 do corrente o agenle Evaristo fa-
r impreterivelmente Ieilao da taberna da rua 'i
Imperatnz n. 34, em consequencia de se nao cr
eftectuado sua venda no dia 16 como foi mar-
cado.
O Sr. Joaquim Barbosa Cupertino tem uma
carta na rua das Cruzes n. 41, viuda Je Portugal.
ILEGVFI
I
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FE1RA 17 DE OUTUBRO DE 1860.
r>)
Ensino de msica. Aluga-se
OTerece-separa leccionar o solfejo,como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
gues das? horas s 9 1\2 da noile: a tratar na ra
da Roda n 50.
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncinnte presenta seus trabalhos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra di Caixa
d'Agua n. 52.
afeada dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
1 Dentista de Pars, I
2 15Ra Nova15
?ji Frederico Gautier, cirurgio dentista,
Ig faz todas as operacoe da suaartee col-
iga locadentes artiiciaes, ludo com a upe-
rioridade e perfeico que as pessoasen-
SJ tendidas lhe reconhecera.
flS Temaguae pos dentifricios etc.
Aluga-so um segundo andar e sola" com
grandes commodos, e bem assim um sitio muilo
porto dacidade.com muilo boa casa de vi enda,
casa para pretos e para feitor, com niuitos arvo-
redos de fructo, boa baixa para caoim, camboa
para desembarque : a tratar na serrara da ra
da Praia n. 59.
Liees de piano*
I e canlo, i
jR Tobas Tiori artista italiano da compa- j
^ nhia lyrica tendo acabado o contrato com g}
|3j| o Sr. Mariuangeli, pretendo dodiear-seao S
-^j, ensino de piano c de canto, as pessoai e .
*g os pas de familias que quizerem ulilsar- gP
xjp so como seu presumo podem procura-lo (y
Jg na ra de S. Isabel n. 9 para tratar com j^f
\t> o mesmo, quesera mui razoavel nos seus tf*
i urna excellente casa para pnssar a fesla. em Re-
; benbe, com 7 quartos, 2 salas, excellente banho
| raargem do rio, estribara para 10 a 12 ca\al-
j los, com urna grande planta de capim, propria
I para casa de hotel e hespedagem, que muito se
faz sensivel durante a festa de Natal essa falta
em um lugar, como lao concorrido, havendo
alias todos 03 cornmodos necessarios a estabele-
cimenlos desta ordem : quera a pretender, diri-
ja-seno lugar, a fallar com o professur publico.
ATT TTTTTTTTTT TTTTTTT1 "TTT-
l DENTISTA FRANCEZ. 3
j* Paulo Caignoux, dentista, ra das La- ^
T rangeiras 15. Na raesma casa lem agua e <
J p dentico. *
O Dr. Manoel E Reg Valonea pode ser pro-
curado para o exercicio de sua prstao de me-
dico : na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
(CASA DI SATDIDB
DOS
Doutores Ramos eSeve
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento contina debati da ad-
ministracao dos proprietarios a receber doentes
:de qualquer natureza ou calhegoria que seja.
O zelo e cuidado all empregados para o
promplo reslabelecimenlodos doenles, gcral-
mente conhecido.
Quera se quizer ulilisnr pode dirigir-se s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou enlender-se com o regente no estabe-
leciniento.
A diaria para os escravos de 23500, e para
oslivies de 3*200 ou 4*000, porm em certos
casos pode haver algum abalimenlo.
As opcrares serao previamente ajustadas
Vaccina publica.
Transraisso do fluido de bra^o braco as
quintas e domingos, no torreo da alandga, e
nos sabbados aleas 11 horas da inanhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra estreila do Rosario nu-
mero 30.
M O l)v. Cosme de Sa.' Feeira da' ||
u consultas medicas em seu escrip- J
torio, no bairro do Recie, tua
H da Cruz n. 53, todos os dias,me- lis
nos nos domingos, desde as 6 >
s>saaj
CASA DE BA
so
horas ateas 10 da manliaa,
breos seguintes pontos
so-
1
2.
Molestias de olhos
de cora cao e de
3.'
i.-
da
Se-
co,.
CASA
DE
COMMISSAO DE ESCRAVOS
ALLIA
NA
RuiHarga
do Rosario n. 20
secunde andar.
Nesla casa recebem-se escrayos para sorem
vendidos por cornmisso por conta de seus se-
nhores. Afiancn-seo boni Iratamenlo.assmcomo
as diligencias possiveis para que os raesmos se-
jam vendidos com promplido aflm de seus se-
nhores nao sofrerem empate na venda delles.
Nesta casa ha semprc para vender escravos da
' dilTerentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades c sem ellas.
Molestias
peito ;
Molestias dos orgaos
racSo e do anus ;
Praticara' toda e qualquer |
operario que julg-. r conve- *
Diente para o restabelecimen- M
to dos seus doentes.
O exame das-pessoafqueo con- f|
sultarem sera' l'eito indistincta- e%
mente, e na ordem de suas en- |
tradas, fazendo excepcao os doen- ar
tes de olhos, ou aquelles que por g
gj motivo justo obtivetem hora {g|
% marcada para este fim.
Na ra da Cadeia n. 24 deseja-sc fallar com
os senhores :
Baltazar Jos dos Keis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino de Souza Prreira de Brilo.
Joaqun Clemente de Lcmos Duarte.
Joo Rodrigues Cordtiro.
Cielo da Cosa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranho.
stabeeeida m Londres
CAPITAL
Cn^o ftUMes de libras
sterViuas.
S tnders Brothers t C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convier, que esio plena-
mente autorisados poli dita companhia para ef-
fecluar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
coberios de telha, e igualmente sobre osobjeclos
que conliverera os mosmos edificios, quer con-
sista em raobilia ou era fazemas de qualquer
qualidade.
Aluga-se para passar a festa ou raesmo an-
nualmenle, um hora silio em Beberibe no logar
do Porio da Madeira, contiguo ao de Joo Filip-
pe di Coala, tendo acata bouscommodos para
amilia : a tratar na ra doQueimado n. 8.
Aluga-se urna boa casa no Cachang, com
bastantes commodos e bom banho no fundo do
qijiutal : a trutar na ra da Paz n. 42, oulr'ora
na do Cano.
Deseja-se fallar com os Srs. Miguel Alexan-
drino da Fonseca < ilv&o e Flix Paes da Silva,
a ai go io que os mesmos nao ignorara : no. Pas-
siio Publico loja n. 11.
A. W, Osborn retratista americano snnuocia
SW-tBWM'l6a%9gWM ao respeitavel publico destn cidnde que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unid
i Os l)rs. Sarment pai e lili o,
( participam aos seus clientes que
i mudaram a sua residencia para
.: a casa nova, contigua aquella em
| que moravam, cuja entrada
j pelo campo das Pr acezas outr'ora
[ largo do palacio.
f As consultas gratutlas para os
S pobres, em vez de quotidianas
r como teern sido ate agora, s te-
f rao lugar d'aqui em diante as
| quintase domingos das 10 Loras
t em diante
os da Amrica,
um esplendido sorlimenlo de molduras redondas
domadas de todas as dimensOes, caixas para re-
tratos fazeiua muilo lina, assim como recebeu
um bello sortimento de casoleas de ouro e alfi-
neles de dito obra prima expressamcnle para re-
Iralos. A. W. Osborn aproveita esta aprazivel
opportunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar licroes da sua arleem todos
os seus ramo, assim como lem para veudfr um
I completo sortimenlo cliimico e oulios aparates
! proprio para as pessoas que professam a sua arte.
I Mr_ Osborn tambera tira retrates em carloes de
[ visiia e em papel de escripia por preco muilo
rizoavel:na ra do Imperador primeiro andar
com baudeira.
I As&gnaturajJebanhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,...........
30 earfiw paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo......
15 Ditos dito dito dito ......
7 > ......
Banhosivulsos, aromticos, Silgados esulphurosoaospreros annunciados.
Esta redcelo de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resullam
da freqiienciadeum estabelecimento de urna utilidadeincontestavel.inas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conherida e apreciada;
109000
15S000
W000
4J000
. Olimpio Manoel dos Santos Vital declara
no ler negocio a'gum na roa dos Pires ucm em
I outra qualquer parte ; e assim admira qup se le-
, nha publicado no DiarioB de 12 do corren',- um
; annuncionesse suilido, protestando desde lo-
mar em considerado semelhanle aclo.
O Sr. Juo Maria Cordeiro Lima tem jiii i
caria na ra do Trapiche Novo n. 6.
Aonuncio.
Est justa e eoutratada por compra a casa do
^r. Joao de Santa Rosa Muniz. sita no lugar d
Capunga Velha; .,uem se fulgar com direito a
mesma ca?a por qualquer titulo, baja de o de-
clarar por esle mesmo Diatio no prazo de 15
das, ou enlenda-so no Forte do Mallos, arma-
cen n. 20.
SOC1EDADE
Recreio Zitterario e L>e-
nefleente
Scicntifco pelo presente a lodos os senhores
socios, que quinU-feir, 17 do correte, :!.; l
horas da manhaa, haver sesso do conselho
directorio, a qoal durar at 10 horas, e (iepois
haver sesso da issembla geral.
Secretaria da sociedade P.ecrcio Liltrrario C
BeneQcente 15 de outubro de 18GO.
.Siostris Silvio de Moraes Sarmrcto.
! secretario.
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na botica franreza ra da Cruz n.22
M * araa^ataijc
Attcncao.
Perdeu-se nodia 0 do correte um relogio do
ouro, de senbora, caixa lavrada, dentro de urna
caixtnha de velludo verde, ignora-se o lugar on-
deseperdeu qm-m achou, querenJo resl
dinja-se no pateo do Paraizo n. 17, quesera bem
APPOVACHO E AlTORISAflO
DA
AQEBil fffPftAl, di I
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
B
n c impensado.
Arremataco
(hy. urna cazinha
na Baixa-Verde,
Capuoga.
lugar
na
hora (J.i larde,
Dr. jui.'. n
das nud
re i ; i
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
DA
Agencia
de leiloes.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nena ncommodo.
AS CHAPAS MEDICINA ES sao mtio conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
sie imperio ha m^is de 22 anuos, e sao afamadas, pelas boas curas que .^e tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros a t testad os que existem de pesoas caoa-
zese de dislincroes- y v
Com estas Chapas-euctro-usneticas-epispastigas obtem-se urna cura radical e infallivel
em .odos os rasos te inlammaro [cansara ou falta de retpiraro), sejam internas ou externa*
como do ligao, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitaco de coraco rdanla olhoV
erysipelas, rheumaiismo, paralysia e todas as aliV-rces, nervosas, ele etc. 'igualmente para as
diHerentes especies de tumores, tomo luannos, escrfulas etc.. seja qual |V.r o seu lamanho e prol
lundeza, pormcio da Suppura:o sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e di.-tincMs facultativos. v
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, lendo todo o cuidado de
fazer as necessanas explicacoes. se as chapas sao para hornera, senbora ou criinra declarando a
moleslia em que parte do corpo existe, se na rabera, pescoco, bra-'o, coxa. perua p ou trunco
do corpo, declarando a circunferencia e sendo nchaces, feridas'ou ulceras o mol le' do eu n
- Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunha Gui- b?m .^TcTastteVfu-S?61 dCClaraQS "de exislcm' a,!m * 'l"c *Pi POSSam ser
maraes que dirija-se a ra larga do Rosario n aPP""as " u lugar.
JZSm mfSXSS? "5 i8no";;Pode-se mandar vir de qualquer ponto di imperio do Brasil-
I As chapas serao acompanhadas das competentes explicares c tambera do todos os accesso-
. nos para aiolloca^ao dellas.
Consultas todas as pessoas que a dignaren! honrar com a sua conanc, era seu escriotorio
jque se achara aberlo todos os das, sera excepcao, das 0 horas da manhaa s 2 da tardo.
Sexta-Vira 19 do correnlo, a I
depois da audiencia do Illm. Dr.
tipa! da primeira vara, na sala
publicas, ir praga, por venda,
do inventarame los bens do casal de Conrado
Antonio de Espirito Santo, urna cazinha de p ira
o r| rom 18 palmos de frente, 50 de fui o u
210 Je quintal, com cacimba, arvoredos d|c fri-
lo, ce, avahado em 1:000$, para a factura do
inventario que so est procedendo por a \
juizo. Esciivao Molla.
Hoje 10 Jo corrente, lem do ser arr:.
do os alugueis do primeiro andar com lo I
lojas ela ra Augusta n. -2; casa da ra de Santa
Pula 87, c casa da ra do Caldereiro n. 6, Jeq is
da audiencia do Ur. juis de orphos ; a uHima
prara.
Tendo-se no Diario de 12 do rorrenle ha-
m;Jo ao Sr. Olympio Manoel dos Santos Vil il,
para um negocio que lhe dizia respeilo, el
o mesmo senbor reclamado contra tal annuiiciu,
v:emos ao conhe.'imenlo de que com ele nada
ludamos, mas i oin outr.' pessoa que em seu
nome nos illudia por isso pcde--e ao dito senhor
queira desculoar, attendendo ao engao em que
se eslava tendo a bondade do se dirigir ao mes-
mo lugar se liie contar o oc:orrdo.

lina.
^
m
?*g^^
DENTISTA
DE

l'ERiVVMIIlXO- H
3--Roa estreita Jo Rosaiio-3
Arphelim Jos da Costa Carvalho avisa a seus
is e ao respeiravel corpo de commercio, |ue
mudou sen armazem da rus da Cruz para a roa
Nova n. 0", otile poder ser procurado para os
misteres d.i sua prolissao, garantindo smenle
Ser solicito ao desernpenho dos seus deveres.
Aiuga-sc urna ama porlugueza que sabe cozi-
nliar e engommar perfeitamente, para casa de
faihilia : a tratar no largo do Corpo Santo n. 17,
Jo andar.
Manoel Teixeira de
O Sr. thesourtiro das loteras manda fazer pu-
blico que se aiham venda lodos os das no es-
ciiptorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionailas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Independencia ns. t
e 16, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os
bilhelese meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do Livramenlo, cujas rodas de-
vero andar impretervelmente no'dia 27 de
outubro prximo futuro.
m
Prancisco Pinto Ozono continua a col-
locar denles arllficiaes lano por nieio
de molas como pela presso do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao Piquera a vuntade de seus donos,
lem pozos c oulras preparacoes as mais
acreditadas para conser.-aca'o da bocea
jBMBMI
i
Klktaann limaos d C- avisam io
respeitavel corpo do commercio que
Thesouraria das loteras 9 do outubro de 1>(0 bram noineados agentes nesta nraradas
O escrivao, J. M. da Cruz.
|(9 Ra do Pauto
Precisa-se do urna ima p.-iri coainhar e
o mais servico de urna familia pequea : na ra.
da Praia, sobrado n. 29, primeiro andar, :asa
unto ao palacete.
Eduard Curpin, francez, vai a Europa.
Aluga-se um silio com grande casa na po-
voacao dr. Monteiro: na ra da Imperalri:
ou no caes Je Apollo n. 59.
Caixeiro.
Precisa-se do um caixeiro Je !2 a iS .inno
idade, que tenha pratica de taberna, e que ]
dor a sua conducta : a tratar na Iravessa J i
raizo n. 16.
Precisa-se alngar dous ou tres prelos pro-
prio para o servido do campo : quem os tiver -n"-
nuncie.
dc
ia-
Pa-
C ompras.
PERTO DO LARGO DA CARIOCA

C'impram-se escravos de ambos,.- -
e 12 a 25 anoos jara se exportar para o Rio de
, Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar u inculcar na ra Direila n.
oo, escnpii nodo Prancisco Mathias Pereira
Costa, receber 20gde gratifleacao.
Compra-s moedas de
sileiras e
Anlrade faz sciente ao respeitavel
principalmente aos seus freguezesque
publico e
mudou o
seu cstibeleeimeiiio de calcado e aoffteina para
a ra da Senzala Nova n. 21, na qual se presta a
fazer tuda a cncommenda peilencenle a sua pro-
fissao, ludo a vuntade dos freguezes.
Precisa-se fallar ao Sr. Dr. I.uiz Affonso de
Albuquerque Maranho, do Rio Grande do Norte,
c de prsenle nesta cidade, a negocio de impor-
tancia do seu particular interesse: na ra da Au-
rora n. 2. segundo andar, ou annuncie o mesmo
Sr. doutor a sua residencia para ser procurado.
O abaixo assignado .identifica ao respeita-
vel publico e com especialidale s pessoas com
quem tem transaccoes, que em virtude de ler fal-
lido o Sr. J o.-i'iu i ni da Costa Uaia.que com o mes-
mo abaixo assignado linha sociedade no arma-
zem de madeiras da ra da Concordia n. 19 foi
dissolviJaa sociedade por accordo dos credores
do fallido e ordem do Em. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commercio. Picando o 3baixo assigna-
do com o estabelecimento e pertenccndolhe lo-
do o activo, urna vez que tambem ficou obrigado
P'.r lodo 0 passivo. Recifo 15 do oulubro de
1800.Rufino Manoel da Cruz Cousseiro.
Precisa-se
de um feitor portuguez para am sitio cm Bcbe-
que saiba plantar capim etrata-lo, paga-se
bem : a tratar no mesmo lugar com o professor
publico.
Luiz Marotti relira-se para a Europa.
Prevne-sc ao Sr. S., morador na freguezia
de S. Jos, que oslivrosque elle venden sem lhe
perteoccr, j forarn adiados c comprados.
Precisa-se de urna mulher malor de 40 an-
noa, do bons coslumes, livre e desembararaja,
para cuidar dos Olhos de ura viuro : a fallar na
ra do Seve ou Unio, casa de sobrado cora 5
var.indas,-entrada pelo oilo, sendo dila casa vi-
zinha do grande edificio que se est fazendo pa-
ra o Gimnasio Provincial.
Manoel Cypriano Ferreira Rabello, tendo
de so retirar para o malo a tratar do sua saude,
durante o lempo di festa, avisa a todas as pessoas
que em seu poder tiver penhores, de os vir res-
altar no prazo do 30 diis, a contar da presente
dala. Recite 15 de outubro de 1860.
Aluga-se urna casa com 4 quartos, na ra
do Socego [Campo Verde) : a tratar na ra da
Jmperatriz n. 23.
. Quem quizer comprar urna carroQa nova,
co excellente boi, dinja-se ao siiio dds Rosei-
/a, na estrada do Rosarinno.
Quem tiver um sitio peito ou
longe destacidade,com tanto que teoha
casa de vi venda, arvores de fructo e fi-
que prximo ao baoho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugardui-
ja-se ao largo doTerco casa Urrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. \i
As pessoas que recorrerem a esle hotel encon-
traran boa commodda le para urna noile, dias e
roezes, conforme Ihesccnvier, encontrario tam-
bera a qualquer hora do da e noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco cora-
ra odo.
Carros fnebres.
Na ra do Imperador confronte a casa do Illm.
Sr. Dr. Sarment, em um armazem peitencenle
ao conrento de S. Francisco.
O Agr faz ver ao publico e aos seus amigos,
que lem a coebeira montada com ricos carros <
novos fardamenlos para os bolceiros, a bem de-
sempenhar os seus deveres, e espera continuar a
merecer a mesma conlianca que se lhe tem pro-
digalisado, pelo que eternamente grato ; en-
Crroga-se du Indu quaoto necossario a qiial-
quer enterro por maior que elle seja, com pres-
teza e aceo, sem ter as paites o menor ncom-
modo, para oque pode ser procurado a qualquer
hora do din ou da noile no mesmo estabeleci-
mento. E brevemente tem de passar o estabe-
lecimento para a ra Nova n. 63, rujo armazem
tem as proporces necessaras para bem o mane-
jar, e anda melhor servir aos prctendenles.
Precisa-se comprar urna cabra (bicho) qne
seja mansa e tenha bastante leite, paga-se bem ;
a tratar na casa assobradada , be ira do rio, ao
norte da fabrica do gaz.
Aluga-se urna casa terrea a margem do Ca-
p bar i be, antes de chegar a ponle da Passagem
da Magdalena, na Una do Retiro, conlendo 5
quartos e cozinha, o lugar excellente pela sua
frescura, boa vista, e o aluguel commodo:
quem precisar, procure entender-se com I.uiz
Mancel Rodrigues Valonea, casa ao norle da fa-
brica ilo gaz.
Precisa-se de um criado de 16 anuos, que
saiba boleare que tenha boa conducta, agradan-
do d-se bom salario: na ra Direiti n. 66.
companlnas
I la m hurgo
de
seguros maitimos de
Ao senhor
. Antonio Joaquim Fernandes de Olveira, esludan-
te do lerceiro auno da Faculdade de Direito desta
cidade, pede-se que venha salisfazer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na ra
do Crespo n. 21.
Domingos da Silva Campos est proceden-
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos,
e roga a seus devedores que venham saldar seus
dbitos
Na ra das Aguas Veriles n. 5, risca-se to-
da qualidade de lvros, tanto de tinta encarnada
como de azul, com toda perfeico, e tambem se
cncaderna toda qualidade de lvros.
o senhor
3
da

CONSULTORIO
Especial homeopathico, ra de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. (3.

orno bra-
porlugnczas: em casa de
Aikwighti C-, ra da Cruz d. 61.
Corapra-se urna mulatinha ou negrinha di
boa figun e bons coslumes, de 12 a i i anuos : a
tratar no sobrado amarellb na roa do Oueimadt
n. 29, segundo andar.
Compra-se urna taberna com fundos iu<
pouco exa'lam a lOOS, e r,refere-se :
arrabaldes da cidade : a tratar na ra Jo Pagun-
Jes, taberna n. 1.
m
m

m
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua vagem a Europa, d consultas lodos
os das uteis desde as 10 horas at meio da. Visita aos doentes cm seus domicilios de
meio da em diante. e em caso do oecessidade a qualquer hora. A senhuras de parto
osdoenles de molestia aguda, que nao liverem anda lomado remedio al"um
ihico ou homeopathico, serao attendidos de preferencia.
e
allopa-
Vende-se orna parte da si io da Piedade,
junto aoengenho Soccorro, com p'miaces, casa
de taina, algumas fructeiras, .i raargem do riu
Jaboatao : quema pretender, dinja-se > is Vfo-
gados na ra de S. Miguel, casa d i viuva de
m Pereira Lagos, que se tratar.
L110-
por
que
Leal, deseja-se fallar : na ra
Trajano Carneiro
do Crespo n. 21.
- Precisa-se de um moleqne de 14 a 16 an-
uos, que saiba bolear, paga-se bem ; na ra Di-
reila ii. tii'i.
Manoel I.eao de Castro, vai ao Aracaty Ira-
lar de seus negocios.
Idtf U Dr. Manuel Noreira Guerra, mudou o @
; sen escrptorio do advocada para a ra es- @
@ trcila do Rosario n. 22, primeiro andar, 5
;:: onde podo ser eiironirado das 10 horas da
manhaa s 3 da larde.
tm Pars, e a
uniformes, e
Phariuacia especial homeopatlica.
Os medicamentoshomeoialhicos que se venden) nesta pharmacia sao preparados
meio de urna ma. luna que o Dr. S.iliino inventou o fez construir
den o nome de AGITADOR DYNAMICO.
Esles medicamentos sao os nicos que desenvolvem propiedades
capazes de curaras molestias com a maior certeza possivel.
M *,em.dM-deseJnd<>'"r"lestta viagema Europa todas as vantagens para o
feig progresso da homcopallua UO Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obier as
i&% substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem : o
.?.^ para isso enlendeu-se com um ds melhores herboristas d'Allemanha, para lhe man-
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E" 3sim que o
o vir dos Alpes, a rnica das monlanhas da Suissa a belladona

Loja
oa seis portas m
>k Livianieoo.
m
ditas Je
brancas
2-3500
nalilots
collndi^ na Allemanha, na &
,<.^
bryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus, foram
rraca e na Blgica, o veralrum no Moole Jura etc., etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que serviro para P
'is expeneucias puras de llahncmann, descriptas as palhogenesias, acharo o medico ,-'-
'^ C '.^""'Zos da homeopathia os meios seguros e verdadeiros de curarem ns enfer- t "*'"
-'
,(
ftttfi
Boa cocheira para nego-
cio.
W A 320 rs.
Aluga se bichas de Ilaraburgo, na
ruada Imperatriz n. lo.
Precisa-se de urna ama de leite
sem fillio, livre ou escrava : na ra da
Aurora n. 40.
0 solicitador Elisaiio Gomes de Mello,
transfeno a sua residencia da ra do Livramenlo
para a ra Direila n. 28. segundo andar, onde
podo ser procurado das 6 s 10 horas da manhaa
edas 3 s6 da tarde.
Justo apreco.
S
i
midades.
Os prcgosso os seguintes
N. B.
Clica de 3G .................. 18g a 22$000
Dita de J.8 .................. 21 a 29)000
Dita do 60 .................. 303 a 35^000
Exislem carteiras ricas de velludo, para maior preco.
vidro avulso de lindura...................." 2^000
............................ 18000
lbulos e linduras de diversas dynamisagoes [mais
cs
Iiiflainma^o do ulero.
Eu abaixo assignado declaro publicamente que
por meio das chapas medicinaes do Sr. Rcaido
Kirk, escriptorio na ra do Parto n. 119, foi cu-
rada urna minha escrava de inflammag do ule-
ro, da qual padeca ha mais de um auno, com '
mullas dores e soffiimcntos. ficando perfeil'amen-
le boa no curto espago de 12 dias. o que faco pu-
blico por dar o justo apreco n lo precioso reme-
dio, que honra a seu autor, e cuja uliiidade po-
a outras pessoas que soffrem
Cada
Cada tubo avulso.....
Caixas com medicamentos em
usadasJ :
De 24 vidrosde lincturasc 32 tubos grandes......50-000
De 21 ditos de dito e 8 tubos grandes.............83OOO ?';
De 36 ditos de dito e 56 tubos' grandes....... 6i*000 <*
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.........'. TOOOO 'SM
De 48 ditos de dito e 88 lubds grandes............ 923000 >?s$
. Do 00 ditos de dito c 110 tubos grandes......'.".'. U55OOO ^^
rllir;a,8nu1VA llU''S a0S mcd1ieos- M s". de engenho, fazendeiros, chefes de &&
ra"opalhiaP dcnaV10 eem Se"l 'odos que se quizerem dedicar a pratica da he- ||
______ ^*:
Mtdi^K Lamhem m!chilias elctricas porlalcis para tratamento das molestias G
SSI.V* machlnassaois mais modernas c as mais usadas
nr..P ir,rhP.l' "l Pe'acommodidadede poderem ser tra/.idas na
frabalham com preparacoes quo nao sao nocivas
Cada uma................................ 50;000
acludlmeuto em
algibeira, como
m
yjjm^ --- -----.......... - i-.cpoia^wcs <|uu nao sao nocivas. v-"ser?
i|J Cada uma......................................... 50;000 ."j

N'egocia-se a cocheira do bois com carros da
1 Ifandega, e boas yaccas de leite, sita na ra da der ser proveitosa
florentina, bem afreguezada, e o motivo da ven- 1 de igual molestia,
da se dir ao comprador; na mesma cocheira t Ra do Senhor dos Pssos n. 43. Rio de Ja-
lualquer hora do da. 'nciro.-Antonio Vieira dos Sanios.
Um hornera chegado Epoco da Europa,
oerece-se para jaroineiro ou boleeiro, pois para
qualquer destes oflcios lem habilitacoes : quem
precisar, dmja-so a ra do Rangel d. 7.
Attenco
*
Precisa-se de uma ama livre ou escrava, que
saiba lavare engommar, para uma casa inglezae
de pouca familia ; os ra do Trapiche n. 19.
de Souza Baslos,
do Queimado nu-
O Sr. Antonio Joaquim
lem uma carta na loja da ra
mero 46.
Alnga-sc o segundo andar do sobrado
da ra do Vigano : a tratar no raesmo.
Lava-se e engomma-se cora perfeico
ra da Conceicao da Boa-Vista n. 42. '
Precisa-se
uma crianca : a
metro a beira do rio.
n. a
na
de uma ama para amament3r
tratar na casa ao norte do gazo-
Roupa feita barata.
Paliloisde casimira escuras a 4-5000,
alpaca prela 4?o00 e o-> 00, camisas
ede cores a 2*000, ditas de fustn a
Jserolas muilas finas a 15600 e 2*000,
ileurim pardo a 39000 caifas '.e casemira pre-
ta e de cores, palilots de panno prelo sobro css-
C3s, colleles do casemira preta ede cues. Jilos
ile vellido prelo e de cores ; um completo sor'.i-
mentode roup.is feilas
Potassa da Rnssia e cal de
Lisboa.
No bem conligciJo e aereJitado deposito da
ra da Cadeia do Recie n. 12, lia para vender
verdadeira potassi da Hussia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, icJo por precos mais baratos do que era
oulra qualquer 'parte.
Espirito de vinltocom 41
graos.
Vende-se espiriio de vinho verdadeiro com 44
graos, chegaJo da Europa, as garrafas ou as ca-
lladas : na ra larga do Uosario n. 36.
Ha urna quantidade de lijlos para cacim-
ba, de 6 palmos de circunferencia, para vender-
se : na olaria de Marcelino Jos Lopes, na ra
do Mondego n. 63.
Vende-se vinho de caj superior a 1* a
garrafa ; na ra de Santa Rita n. 84.
Vende-se uma bonita escrava com um ilho,.
sabe bem lavar o cozinhar, c tambera engomma
alguma cousa : a tratar na ra da Cruz n. 30.
Bom
negocio.
Vendem-se as obras, sublocando-se o arrend.i-
mento ao comprador, a cocheira da ra da Im-
peratriz n. 38 ; a tratar na mesmi.
Vende-se ura carro par trabalho da alfan-
dga, novo o muito forte, bem forrado, tendo
serventa para boi c earalto, por preco commo-
do : na ra da Concordia n. 19, armazem de ma-
deiras.


w
DIARIO DE PERHAMBUCO. QUARTA FEIRA 17 DE OUTBRO DE 1860.
mtmmmw i mmwis ei n?mes.
Sita na ra Imperial n. 118 e HO junto a fabrica de sabao.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa.
Nesle eslsbelecimenlo ha serapre promptos alambiques de cobre da diferentes diraen-
Qas de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para distilar agurdenle, aparolhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espiritos cora graduado al 40 graos (pela graduago de Sellen
Cartier dos melhores sjslemas hoje approvados e conbecidos nosta o outras provincias do imperio,
bambas de loJas as dimenqes, aspiranles e de repudio, lano de cobre como de bronca e ferro'
torneiras de bronze de todas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques ele, parafusos d
bronzae ferro para rodas d'agua, pmas para fornalbas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de lodas as dimencoes para encanimenlos camas de ferro com armario e sem ella,
u;os de ferro potaveis e econmicos, tachas e lachos do cobre, fundos di alambique, passa-
deiras, espumaderas, coccos para engaito, folha de llandas, chumbo em lencol e barra, zinco
em lencol a barra, lenges e arroellas de cobre, lanceas de ferro e lato, ferro suecia inglez
da ludas as Jimencoas, safras, tornos e folies pira for.eiros etc., e outros mutos artigospjr
menos preco do que cm ouira qualquer parle, dasempenhan lo so toda e qualquer encommen-
da cem prestesa e perfeicao ja conhociJa e para omraodidade dos fregueses que se dignarem
!n:irarem-nos com a sua confianga. acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para lomar nota das encommendas.
Queijos e presuntos
boas, que fazem admirar.
Quem \ir a qualidade e preco,
uo deixar de comprar.
Vendem-se queijns londrinos a 480 a libra, e
Pianos
Saunders Brothers <& C. tem pira vender em
venoem-se queijos lonarinos a 480 a libra, e eu armazem, na praca do Corpo Santo d 11
queijos flamengos a 2, presunto muito bom a i slguns pianos do ultimo gosto, recentirent
480 a libra, e sondo inleiro se far alguma diuV| chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
renea : na ra da Imperatriz defronte da matriz | bricantes J. Broadwood ASons de Londres e
n. 88. muito propriosaara este clima.
Na ra do Crespo n. 5, ha para vender ex-
cellentesorgurao de seda de tudas as cores um
5 palmos de largura, proprio para foamr carros.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
I DB
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem urn grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O P regula est queimando, em sua loja ha
ra do Queimado n. 2.
Te^as de bretanha de rolo com 10 varas a
3p, casemira escura infestada propria para cal-
ta, collete e palitols a 960 rs. o covado, carabraia j jj
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara, I jj
dita liza transparente muito fina a 335, 43>, 51?,; *.
e 65 a pec,a, dita lapa,la, com 10 varas a 55 e
45--Ba Direila45
GRANDE SORTIMENTO
DE
SFazcadase obras ieitasl
Ra do Crespo|
loja n. 25, da Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos para acabar: cortes
de seda para vestido com algum mofo a 83, rou- ,-. i i m
poes de seda feito a 158, lnvas arrendadas para > Mte-estabeleciment ollerece ao pu-
senhora a 100 rs. o par, cortos de barege de la blico um brillo e rico sortimento por
com babados a 5S, cascas de cores finas a 240 o , i
covado, chita larga a 200 rs., cazaveques de cam-| Pl(^OS convenientes, a Saber :
braia bordados a 5$. capas de fuslao enfeitadas HOfftni
a 5$, perneadores de cambraia bordados a 63,1 n
babados bordados a 320 a vara, riscado francez "?rzeSu,ns lmpenaes .
muilo fino a 160, sobrecasacas do panno lino a Ditos aristocrticos. .
253. paletota de panno prelo e de coros a 18, 20 BoiverMiins mosenvh ,u
e 223. dilos de casemira de cores a 163, logo e a agua
i ova de
10$000
9 Seus proprielarios ofTereccm aseus numerosos freguozes e ao pubbico emgeral, toda e qualquer
obra toanufaturada em sou reconhecido eslabelicimenlo a saber: machinas da vapor do todos os ta-
maitos, rodas d'agua paraengenlios, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e meias
inoendas, tachas de ferro balido e fundido de lo los os tamaitos, guindastes, guinchos e bombas
rodas, rodetes aguilho's e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para desea roca r
aigodo. prendas para mandioca e oleo de rieini, porloes gradara, columnas e moinhos de vento,
arados, cultivadores, ponte?, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e tolas as obras do ma-
nhinismo. E\ecula-se qualquer obra saja qual for sua natureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fim forera apresenlados. Recebem-se encommendas nesle isiabelecimenlo na ra do Brum n.
28 A e na ra do Co'legio boje do Imperador n. 65 moradia do caxeiro do eslabelecimento Jos
Joaquim da Costa Pereira, com quem os pratendentes se podem entender par3 qualquer obra.
LOJA DO 4R\NTES
Praca da Independencia
ns. 13 e!5.
r.
i ado iranccz c inglez por melade de
sen valor.
(Dinheiro a' neta.)
1. lins de bezeiro francez para homem a 5^000
apar.
li irzeguins de dito para dito a 8|.
' de diio inglezcspara dito a 7$.
1 le verniz par diio a 83.
Dil is de camurra para dito a 5.
Ditos de cores para meninos a 3-3.
Sai los do lustre, entrada baixa, para homem
a ISOOO.
Ditos de bezerro, entrada baixa, para homem
I
Sa les de bezerro para homem c menino
:i leo w.
Ditos de lustre t'nra dilo a 43 e 33.
Sapalos -le (ranea francezes para hornera e mu-
13280.
1 de couro de lustre para eenhora a I3.
D de duraque para dita a Gil).
Ditos de inarroquim para dita a 1JJ.
V> : j :in* para homem o senhoras, de (iurn-
qui\ lustre, selim, e te .utras muitaa qualida-
des superiores, por menor prero que em ouira
|ii : 1 parte.
O freguez que trouxer di-
- lio nao sal sein ser ser-
vi lo contento.
caes.
\ i -se ao cento por lOj:
Ros 11. II.
na ra eslreita do
G-.irgel Irniai.-: vendem os seguinles gneros
: : u i los :io armazem doSr. Avellar, no forte
do y
1 Je carnauba.
Vellas dita.
Sol. curtida rancoza.
1 .1 curtida pelo antigo syatema.
Esparlilhos.
F heu-se um novo sorlimento de esparlilhos
de aUrar na frente e outras qualidades, lano
iras como para meninas, e por precos
d com modos: em casa de J. Falque, ruado
'.,'-' !l 4. *
Na ra da Imperatriz n. 5l, vendem-se
nesle ultimo vapor
ilamengos, viudos
j 25 o queij).
Meo sao.
/
Vi le-se nma mulata j idosa, porm bastan-
. usa o activa : na ra do Queimado n. 8,
loja.
Vende-se urna marqueza, urna urna e mis
romn :es de litleratura : na ra da Gloria n. CO,
.1 1 lalquer hora.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caesj feitos, limito proprio para nelle
se eslabelecer rcfinacoes, padarias ou fabrica de
qualquer nalureza, a ra do Itrum, bairro do
Recite, junto a fabrica da fnnlieao de ferro, lugar
designado para laos eslabelecimenlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Miiho e farelo.
Venda Jos Luiz de Oliveiri Azevcd >, em sou
armazem n. 5 na travessa da Madre de Dos.
Loja do liizcailas linasf
40-Rna da Caileia to Rccife-10
i '" i
|Martinho 01veira.|
li Recebersm ltimamente de Londres -M.
X pelo paquete inglez um grande sorli- S>
^ ment de corles do cas. mira de cores li
xjg para horaens eoulros muios objeclos de '(J
S s'-'d;,i la < li"l">, tanto piro homem como yc
X?. para as senhoras, de gosto e do grande 35
ift mundo %,'
Na ra do Queimado n. !J. loja do Francisco
Pereira da Sila. vendem-se cobertas de chita a
230 lcrul), e lencos de brim a lc'Jil
Vende-so urna parle do sanale da ra de
Santa Rita Nova n. 1 : a ti.itu- na ra Direila,
sobrado 11. 127.
Liados enfeites,
o turbantes de velludo e outros com grade, fran-
jas e borlas douradas, ultimo gosto em Paria,
proprio para Iheatro e bules, chegados nestes
das a casa de J. Falque, ra do Crespo n.4.
Aos senhores armadores e
proprielarios de carros
fnebres.
Vende-se verbutina pretasuperior a 00 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
a
uoja earmaxesa
DE
amado Queimado n.
4G, frente ama re la.
Sorlimento completo do sobrecasuca de
panno prelo e de cor a 25, 23S, 30S e
35, casacas a 23?. 305 e35, palolsdos
mesmos pannos 20, 22 o 25$, ditos de
casemira de cor a 16! e 18, dilos sac-
65 a peca, chitas largas do molernose escomidos 3> eos das mismas easemiraa modelo inglez
M casemira fina a 10, Vlff 14 e 15$, ditos
^ saceos de alpaca prelo a 4$, dilos sobro 5 fino de alpaca a 7, 8e!), ditos dme- B
^ ri selim a 10j{, ditos de merino cordo ^
<* a lOge 12, dilos de sarja preta trancada
Jg saceos a 0!, ditos sobrecasicos da nies- *&
g| ma 'azendaa 8, ditos de fuslao de cor e f
* branca a i. 4$500 o 5$, rolletes de ca- m
.p semira de cor e prelo a 5 e 6, ditos de *>
^| merino prelo para lulo ai e 5, ditos ?jS
de velludo prelo de cor a 9 e 10$, dilos ?P
de gorgurao de seda a 5 e 6, ditos do fj
hri-o branco e de cor a 21*500 e 3, caigas g*
'm ''o casemira de cor e preto a 7$, 8J,'9 5?
o covado, brim branco*de puro linho a 1, ^ e 10. ditas para menino a 6 e 7. ditas *j
15200 a I3JG00 a vara, Jilo proto multo encor- i M '"I""0. d? curd,a P"3 hmc'" fl ^ ||
- t>3, dilas de brim branco a 5 e 6, ditas ;f
di id de cor a 3, 33500, 45 c 5, o de rr-?
ocovalo, alpacas de differentes cores a 3G0 rs. o f|* todas estas obras temos ura grande sor- ^
-.0
padres a 240, 2G0 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a / e 85,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 93 cali um, dilos cora urna s pal-
ma, muilo finos a S330U, ditos liaros com fran-
jas de seda a 5, lencos de casss iom barra a
100, 120o 160 cida um, maias muilo finas pa- **
ra sonhora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade ||
a 35 e 350() a duzia, chitas francezas de ricos jg
desenhos, para cobert a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglesas a 5*900 a pora, e a 100 rs. || de casemir
o covado," brim branco#de puro linho a 1 9, |g e( 10- .rti}a
15200 e I5G00 a vara, dito proto muito encor-
padoa 15500 a vara, brilhamina azila 400, rs.
covado, cosemiras prelas finas a 2*500, 35 e
35500 o covado, carabria preta e oe slticos a
500 rs. a vara, e Oulrasmuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e da todas se da rao I
amostras com penhor.
A 4,500 e :i,000 rs.
tmenlo para menino de lodos os tama-
itos; camisasinglezas a 36 1 duzia. Na
mesma loja ha paletols de panno preto
para menino a 14j!, 15J e I63. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesmo
preco, dilos do alpaca sacco3 a 3# e
3,$")00, ditos sobrecasacos a 5 e 0$ para
os mesmos, calcas de brim a 295:)'), 3 c
39500, palctots saceos de casemira do cor
a OJ e 7, loalhas de linho a
da urna.
No mesrao eslabelecimento manda-se 5S
apromplar todas as qualidadcs de obras *|
tendentes a roupasfoitas.em poneos dias, 3
que para esse fim temos numero suf- f,
liciente de peritos offlclaes de alfaiates |
rgidos por um hbil mostr de seme- *
lhanlo arle, Qcando os donos do eslabe-
lecimento responsaveis pelas raesmas
obras al a sua entrega.
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna- &<|538&38&3i!3 ^^S
1ro portas, cambraia franceza organdys a 3G0 o
covado, para acabar urna factura ; assim como1 Sel)0 C
as
alpaca pretos c de cores de 4 a 8, ditos de brim
branco e de cores de 4 a 6, calcas de casemira
prcla e de cores para lodos os precos, gollinhas
dolraspasso a 255(10 camisinhas bordadas a
2350O, manguitos bordados a 2. chitas francezas
com lustre propria para roupes c cobcrla a 320,
esguiao de linho multo fino a 15200, calcas de
brim branco e de cores de 2 a 4J, bramante de
linho com 5 palmos de largura a 900 rs a vara,
damasco de laa com 9 palmos de largura a 2$ o
covado, pecasde madapolao fino a 4<500, chapeos
de fellro Garibaldi a 5S500, camisas brancis e
do cores delS">(,0 a 3, vclbutina prela superior a
400 rs.. corles de brim de linho a 1500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par. e oulros mui-
taa fazendas por menos do seu valor para fechar
contis.
Aos senhores de
engenho,
Vende-se um escravo ptimo carreiro e traba-
lhador do enchada : na ra do Trapiche n. 8, ou
na ra Augusta n. 01.
Ditos democrticos. . .
Mcinshoizegiiins patentes
Sapates nobreza. .
O.sOOO
6$0"0
CgOOO
Ditos infante-.. ...... 5^000
G6-000
5$000
C^O O
5#000
5$500
Vende-se superior milho do Ifaranho em
grosso e a retalho : no armazem de Francisco L.
Hiveira A.zevedo, na ra da Madre de Dos
de
n. 12,
i
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
-i------- - ... v ... i u i t ucoiui i-omv
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., Tazcnda de
linios padres e cores fixas : dao- se maoslra.
Apechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, tm saias baldes abertas, do ultimo goslo
lo diminuto preco do 5.
pe-
euo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
tp Tasso Irmos, no caes de Apollo.
a 3> a sacca.
Arroz cora casca lendo a raaior parte pilado
proprio para galianas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 0.
GRANDE SORTH1EM0
DE
sem igual,
Fazendas e roiipa relia
NA LOJA E ARMAZEM
Joapim Rodrigues Tavarcs de Mello
BA 1)0 QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJA 1>E QIATKO POltlAS.
Exnosieo de meliies,
E' chegado a esla loja do Vianiia, um riquissi-
mo sorlimeulo >l" ias de todos os gneros do
mais bonito que so poda aneontrar, lujo a emita-
! cao de prala ; na ra Nova n. 20, loja Jo Yianna.
Caf a vapor.
Riquissimo soriimenio de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposigo de
Pars ; ua ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sort'unenlo do bombas de japy' de
lodososlamanhos, as melhores queso lora appro-
vadoem lodo o mundo, pela facilidad: que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 2o", loj i do Vian-
na.
Camas le ferro.
R [iiisssimo sorlimeulo de camas do forro com
ouas, e para colx.io ior preco commodo ; na ra
Nova u. 20, loja do Vianna."
Na fabrica de caldeireiro la ra Imperial
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
duiiraveis remedios
aiiiericaiios,
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos coie
os quaea se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, uevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesta, crup, dores nos ossos, conluses,
queimadiira, erupeoos cutneas, anyina, reten-
So de ourina. etc.. ele
Solutivo renovador.
Cura todas as eufermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depusilos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
.! promplo e ra aclmente cura, cscropliulas.vene-
bOe 12 ca- S r''0' lumorea glandulares, ictericia, dores de os-
jg sos, tumores brancos, afeccoes do flgado e rins,
; erysipelas.abcessose ulceras de todas as classes,
I molestias d'olhos, dilculdade das regras das
| uiulheres hipocondra, venreo, etc
I Pilulas reguladoras de Rad-
j| way
s 'n pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
^ -cao do singue, inteiramente vegetaes favoraveia
v^v33?*3'5$2Slem todoS os casos nunca occasiona nau/.eas nrm
dores de ventre, dsos de 1 a ' regularisam, de i
a8purgam. Estas pillas sao efficazes as alTec-
coes do ligado, bilis, dor de caboca, ictericia, in-
digstalo, e em todas as eufermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ele,
sao do mais prompto effeito na escarlatina, febn-
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de insiruccoes impressas que mos-
Ditos de linha (3 1|2 bateras)
Ditos fragata (sola dupla) .
Sapatos de salto (do tom). .
Dilos de petimetre......
Ditos bailarinoi.......
Ditos imperraiaveis..... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeira classe
(salto de quebrar)..... 5.^000
Dito de secunda classe (ijue-
bra cambada) ...... 4$8G0
Ditos todos de merino (salto
dt-'iiRoso) .......... A4500
Meninos e meninas.
SapatOes de forra..... i.sOOO
Ditos de arranca....... 3500
Borzeguina resistencia \i e. ".s800
Pateo de S. Pedro n. G, arma-
zem de gneros seceos e
moJhados.
Vende-se nesle novo eslal.elccimento saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, rr.i-
Iho, feijo mulaiinlio e prelo, gorr.ma de mandio-
ca, arroz de casca edito do Maranhao de su-
perior qualidade, doce 'li casca da goiaba, vinbo
do Porto em garrafa do niellior que pode liaver
no mercado, manteiga ingleza e franceza, banha
de poico em latas, bolachinbas de soda de todas
as qualidade?, ceneja prela e brancada melhor
marca, queijos ilamengos frescaes, con.-ervas in-
glezas e os mais gneros que se venden por me-
nos brejo do que so vende em ouira qualquer
parle.
r- r "' iiqci t>a9%
-
gnro contra f'ogo
LuNQhES i
AGENTES
|C J. Astley _;________________ __
-=-
s
se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro
Ferro sueco.

pare
tram com a maier miouciosidade a maneira del*
applica los em qualquer enfermidade. Esto ga- 9
rautidos de falsilicaeao por s liaver venda no
armazem de fazeuda's de Raymundo Carlos Leile 1 Ten nvarrlac
dtlrmo, na ruali [moeratriz d. lo. nicos;.; ljpillj^al Ucta.
agentes em l'ernarabuco-
sem segundo.
fina
S iperiores corles de chila franceza muito n
de pa^roes muilo modernos, om cores matiza- 'e!10' ouiuma C3,Sa ou collete, do dingirem-se a
das muilo lindas, de 11 covados cada corl", pelo
baral ssirno preco de 2g5Q0, com miiila diver-
Tera um completo sorlimento de roupa feila,: ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolbas
e convida a lodosos seus fregueses e lodas as1 de. zil!c0' J" pr^paa'',n P-a telhados, e pelo di-
,.- i minuto ureco de 1-iis. a libra
pesoas quedejarem ter um sobrecasaco bem
llenco
Ven le-se na ra do Queimado n. 5, urna com-
jac irand, urna meia commo la de ama-
relio, um par de bancas de jo^o de oleo, urna
.rinde para jantar, deamarello, urna mesa
de m lu de sala com abas, de oleo, 11 cadeiras
irandH, lodos osles trastes em muilo bom
esla lo, e por prego muilo commodo.
Na ra da Cad>'ado Iterife n. 55. primeiro
, vi'iidem-se saceos com [arinha muilo lina
n nova, fej.io rrfulatinho, milho, queijos de coa-
lli.i e manteiga', ludo chegado prximamente, p
se vende por precos commoJos.
Vende-se a?eiie de peixo em barris : na
ra da Guia n. 9, taberna.
Attenco.

Vendn-seum siliono lugar denominado Mari-
co la, com grande casa de morada, casa de fari-
nha, estribara, e um grande terreno para plan-
taches, assim romo grande pomar do larangeirs,
carezeiros, coqueiros, com reua correle pelo
fin lo do dilo sitio : a tratar na ra do Rosario n.
:, ioia. \
Na ra da Imperatriz, junto a loja de (lan-
dres n. 2, vende-se vinho Duque do Porlo, fino,
a (#600 a garrafa, dito xcrez a ljl600, dilo bor-
deaox a 19, champanha a 29, em gigo se faz
differeoca, doce de pera e de ginja a 900 rs. a
isla, bolachinhas finas a 1*600 a lata, queijos do
reino noves a 2$-2()0, presuntos prnprios para
fiambre a 800 rs. a libra, fumo de Garanbuas a
610 a libra para liquidar urna porgao que rece-
bcu-se -lo serlao.
Vende-se urna mobilia de amarello. junla-
Baente cdese um segundo andar com um gran-
d totio em urna das melhores ras desta cidade:
quem precisar dirija-se na do Rangel n. 75,
que se dir aonde.
Vende-se urna escrava parda ainda moga e
propria para qualquer servido ; a tratar na ra
da Santa Cruz n. 66.
sidade de gustos para poder escolher-se na loja
do sobrado amarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29, de Moreira Lopes.
Attenco.
este eslabelecimento que encontrarao um hbil
artista. chegado ltimamente de Lisboa, para
dosompenhar as obras a vontale dos freguezes.
J tem ura grande sorlimento de palitols de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
ilem a 123>, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 1GJ, ditos
Je merino stima 123, ditos de alpaka minio
fina a 05, ditos francezes sobrecasacados a 12,
ditos de panno fino a 20, 255, e 30S, sobre-' 3
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
donovo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maid e Silva, ha para vender os seguinjes arligos
ab'ixo declarados :
Gaias le agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de aigodo a 1$.
Carias do allue! >s linos a 100 rs.
Espelhos de columuas madeira branca, a
1$'">
Pliosphoros com cana de folha a 120 rs.
frascos de macassS perula a -200 rs.
Duzia de facas e garlos muilo Uosa 3$500.
Clchelos era cartao de boa qualidade a 40 rs.
Caitas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a o rs.
frasco de oleo de babosa
Dilo dilo para fazer cabe
Sapatosdela para mangas e 20o rs.
Tares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de lio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de ajiarar penas a 100 rs.
Grvalas de seda minio fines a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de lia com 10 varas a 1$.
Pecas do tranca de laa com l'. varas a 500 rs.
Felilho para enfeilar vestido (pera) lj.
I Ac de Tries!.-.
3 Prcgos de cobre de com-
posicao.
Barrilha e cabos.
Brim de vola.
Couro de lustre.
Palbinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astlev & C.
.- 500 rs.
lo corredio a 800 rs.
' 1 : .. & 3 &
IEL06I0S.
h
t
B
a
Vende-se emeas? de Saunders Brothers A
IC. praca do Corpo Santo, relogio do afama
dof abricante Roskell, por prero? con.nn di s
e tamben rancnllins e cadeias paraos mestm s
de ezcecillnte oslo.
Na ra da Cadeia n. 2',, vendem-se es se-
guinles fazendas, por melade de sen valor rara
liquidacau. '
98
liq
Picos de seda broncos e prelo?, de lodas
arguras, vara a 160, 210, [00, bt'O e 5OCO.
Om completo sortimento de franjas de seda c
de aigodo.
Chales de louquim a 10, 15, 20 e 35J,
Butoes de seda, velludo, de louca o de fusto
:
Relogios patentes.
Lstopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwigiit 4 C, ruada
Cruz n. 61.
I.inhas Pe Iro V, cartao com 200 jardas, a 60 rs. I de qnalidades finas, duzia a 200 40(1 o 600 rs
Ditas lito comlOO jardas a 20 rs. Collorinhos bordados de 500 rs., l', 3 e .',>'.
Entren ei..s finos, pecas con: 12 varas a \$.
F0II108 bordados tiras' o 5i 0, 13, 2j. 8^500.
Camisetas com manguitos a y?, 4, 5 e 6a.'
Enfeiles de flores a 6S.
Chapees d
Escoras para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 150.
Cordo imperial (pecas] 40 rs.
Botica,
MU(leZaS DO]' fnOt.ldf* li casacas '^ncezas muilo bem feitas a 35, cal-
l ^ "^ gas feitas da mais fina casemira a 10*, dilas de
SCU VOlOP. I brim eile usto P" prego commodo, um grande
0 arrematante da loja de miudezas da travessa' sorlimenl ,,e Rolle,es de casemira a 55, ditos de
do Livramenlo n. 2, lendo de entregar a chave oulras fazen las por prego commodo, um grande
da loja, vende, sem limites lodas as miudezas sorlimento de sapatos de tapeto de'-oslo muilo
existentes, entre ellas um grande sortimento de apurado a 25 ditos de hnrracha a 9'.nn K. 0 B" ,l0l0mocu Francisco de Souza, ra larga do
trancas o franjas de seda, li.a de velludo e ver- P.! a V' a,.,os (,e D?rraclia a ^Of), cha- Rosario n. 36, vende-se os segninles medica-
bntina. linhas do cirrinhos de cores o 20 rs. o ,)e0S decaslor muitosuperiores a 1G, dilos dse- menlos :
carrinho, carlOes de clchetns o 40 rs., dedaes a 'a' t'os rnelhoresquetera viudo ao mercado al 0$,
1 rs.. ditos de metal prateados a 40 rs., boles dilos de sol. inglezes a 105, ditos rauitosbons a
de seda perf-itos a 200, 240 e 320 rs. avara, .' urn comPlel sorlimento de gollinhas 1
phosphoros bons a 20 rs. a Cilzinha, Irancinhas manguitos, liras bordadas, eenlre meios muilo
de linha lisas decores a40 rs- a peca, dilas de proprio para collerinhos de meninos elravpssei-
Z^mJbS^.tt.'JPz\*^~ttcamisas borf,adas (ue
tas piuladas linas muito -.neorpadas a 2S0. 'lin- serve, para balisado decnancas eparapasseio
dissimas trancas de seda a 80, 100, 12o, 180 200 a 8^ 10 e 12^- r'cos lencos de cambraia da
a?20^2Mra^ranlftmilftO.,^erna d0 "l Hnho bonlarlog para senhoras, ditos lisos para
ioiVsGn;^^^ homem por prego commodo saias borda.La
cora os cobres, que o freguez nao 'sahe sem fa- 1 d8^" dllas muito linas a 55. Anda tem um
*nda. I restinho de chales de toquim a 30*, cortes de
- Vendem se duas balancas para cima de bal- \ vesl'"'0 Ae S8(,a de cores muito lindas'e superio-
Cio, todas de metal, pequeas e delicadas, pro- res qnalidades a 1005, que j se venderam a
prias'.para butica ou ourives para de forca de 8 150, capotinhos pretos e manteletes meiosdo
hlir.is.xe lomos de f-rro para cortar carne nos ricosnstns a 9(1* 9\0SA n. ^ H
acouguX vindo de Franca : na ra do Impera- I r,cos,^sto,s a 2U! 2j35 e W os raa.s superto-
dor 11. 28T res chales de casemira estampados, muito finos, a
8ea 10, toalhas de linho de vara oiresquar-
U que ha de bom 11a praca da las. adamscalas, muito superiores a 55, dilas
Boa-Vista n 16 A para r0Sl delinhoa 1l' c,,i,as francezas de su-
Jendem-aa queijos (t.mengoa vindo oeste 1- V^^iSfr ??rt* como c,ar8S a
imo vapor francez o melhor que h a 2 queijos j 20 28Q 320' 400 e 44 r. 0 covado, ricas
londrinos a 6,40 rs. a libra casemiras para caiga, colleles e palitols a 45 o co-
1 vado, e ura completo sorlimento de outrasfazeo-
! das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar nemaquarla
lrail",.pr.op,,los para" "cra'vos^ pdo" bratissl-1 Panedolas, no enlamo os freguezes chegando e j consur mesmos na ra Nova n 20, 'lo,
RobrAlTecleur.
Pilulas contra sezes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vormifugo inglez.
Xaropedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
U.'iguento Holloway.
Pilulas do dilo.
Ellizlr anli-asmalhico.
Vi Iros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras. *
Assim como tem um grando sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras steiTina?, em
casa de N. O. Bieber C. : ra daCru'
n. 4.
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
rtnston Si C. ra daSenzalan. 42.
GcVNDIEIROS
Grammalicaingle-
za de OliendorT.
Novo metbodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez era G mezes,
obra inteiramente nova, para uso del
todos os estabelecimcntos de instruccao,
pblicos e particulares. V*ende-se na
praca de Pedro II (alitigo largo do Col-
Iegto) n. 37, segundo andar.
Seda para senhora a l(.
Casaveques de velludo a 40 e 60$.
Dilos de seda a 2">r.
Dilos de fuslao a 8 e 12J
Filas de seda e de todas as qualidadcs je ICO
rs. a 19300.
Dilas de velludo de 2i0 rs. a Ig.
\
E pechincha.
oja do PreguiCa, na ra do Queimado n 2 Ti l T" OD.'"aD/u' VT9^W
Priores de'algodao de cores bstanle" poss.ve aqu. se poder moncior
^s, proprios para escravos, pelo baratissi-' pariedellas, no entanto os fregt
mo preco de 1J. [ querendo comprar nao irao sem fazenda.
Na
tem co
Grande sorlimento decandieiros econmicos a
1 idrogenio, e todos os mais preparos para
Vianna.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes, d?
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo 11 timo paquete inglez : em casa di
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, dilas eslreilas a imilaco de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao do algodao
muilo lino a 3J a peca, dilas de bretanha de rolo
com 10 vai as a 25. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 2{j
lengos brancoscom barra de cor a 120 rs., dilos
coji bico a 200rs., algodao monstro de dus lar-
guras o meihor que possivel a 610 rs. a vara,
rnussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberla at as
0 horas da noite.
Armazem da ra do Quei-
mado n. 19.
Penles imitando tartaruga com enfeile do vi-
drilho e relroz, viudos pela primeira vez a'JOOO
cada um.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda
muilo finos, a5.?5O0, dilos eslampados grandes
oo00.
Grosdenapl
e.
Crosdenaple furia-cores com piulas de mofo a
1$200 ocovado.
Lences.
Lences de bramante do linho, pelo barato
preco de 1J.800 cada um.
Cobertas chinezas.
Coberlas de chita, gosto chinez, a I^SOO.
Rieas colchas
Colchas de 15a e seda de muilo gosto para
noivos.
Colchas de fuslao.
Grandes colchas de fuslao de lindos lavrores a
55500.
Cambraias de cores.
Cambraias de cores muito finas a 500 e 640 rs.
a vara.
K..
i
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAWBUCO. QUARTA fERA 17 DE OUTUBRO DE 1860.
W
\
.
DE
NAl 1.04 \ JVTVMAZ^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos-
40 RUA DO QIELHADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
19000
Seda de quadrinhos muilo Gnacovado
Enfeiles de velludo cora froco prelos e
de core? paa cabera de senhora da
uliima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhora?, horneas e meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
29000e
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengos de gurgurao prelos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafela rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassfs francezas, a vara
4*500
8*500
2*000
V'OUl'
5?.')00
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles da seda prelos e de coros
cora 2 satas e de bab3dos
Dilos de ga/.e e de seda phanUsia
Chales de loquim multo linos
Crosdenapte preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda Imada pela e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
con froco
, CORAL.
Vende-se verdadeiro coral de rais a prego
muilo commodo, e maii muilos miudezas e rap
de varias qualidades, lano a reUlho como ero
libras : na ra larga do Rosario pastando a bo-
tica a segunda loja de miudezas u. 38.
Vinio de Bordeaux.
Em casa de Kalkraann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Hareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Esteph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Cha.teau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
jjt, Julien
st. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma
vender:
FUNDICIOLOW m%
Ra a Senzala Kova n. 42.
Nesle estabelecimento continua ahaverum
coma pie toirii ment de moendas e meias moen-
da para a u8enho, machina de vapor e taixas
deferro batido eeoado.de todos ostamanhos
Taberna para um
principiante.
Vende-se a taberna sila na Iravessa da ra do
Queimado (ouli'ora becco do Peixo Frito] n. 7,
muilo areguezade para a praca e malo, propria
para um principiante por ter poucos fundos e
ser em urna das melhures localidades, e o moli-
vo da venda se dir ao comprador ; a tratar na
mesma.
19600
29000
15500
casa ha para
umexcellenle preto cozinheiro, bonila figura, e
de excellente conducta nao tem vicios nem
achaques; vende-se por precisio: na ra do
Oueimado n. 36.
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Esle ineslimavel especifico, coinp sto inleira-
mente de berras medicinaes, nao contm mercu-
rio era alguma oulra substancia delecleria. Be-
As melhores machinas de coser dos mai8'nigno mais lenra infancia, e a compleicao mate
alamados autores de New-York, I. delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta ;
entecamente innocente em suas operages e ef-
Shcrry em barris.
Madeira era barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cervaia branca.
endese

M. Singer & C. e Wheeler &Wilson
Nesle estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do da ou
ds noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranoa:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos rua di
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Libras slerlinas.
Vendo-se no escriptorio de Manocl Ignacio de
OHveira & Filho, na praga do Corpo Santo.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendador Anlonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sorles de Ierra a vonlade dos compra- se 'berta do da 8 do frrenle em dianle, e eon-
linua a vender o que uella lem, por precos coot-
modos afim de liquidar contes.
Chegiiem ao barato.
Leile & Irmao, na rua da Cadcia do Recife n.
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim 48. vr-ndem i-hita franceza, cores fixts, a 240, fo
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
rua Nova n.' 20, loja do Vianna.
Liquidado
A loja de miudezas da tua Direita n. 103 acha-
dorescoma nica icslricco de nao terem menos
de 30 palmos de frente, fnndo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Anlonio Fclhuno
Rodrigues Selle o encarregaoo das mrdices
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na rua estreila do Rosirio n. 30, lerceiro an-
Ignacio Ribeiro Jnior : os prelrndentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou
eselarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
feilos ; pois busca e remove as doenc.as de qual- Hilas de imoitaile por
Vende-sena loja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inlc-
pondencia, capellas de aljolar e imorlale para ca-
tacumbas, tmulos ele, etc., da forma sesuinle
e precos razoaveis :
Capellas dealjofe com iEscripcdes, grandes a 105
Ditas ditas por 89
Ditas ditas por ">g
Dilas ditas por 39
3
de
ame & mmkm
Penlia
Os proprietarios deste estabele-

ra d
Rua do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas francezas malisadas muilo finas com pe-
queo loque de avaria a 200 e 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamenle limpa, a 200 rs. o
covado.
Novidade.
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal-
cas, enejadas pelo ultimo vapor fron
quer espectb e giao por mais anuyas e lenazes
que sejam.
Entie milhares de pessoas curadas com este
remedio, nimias que ja eslavam as porlas da
morie, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forgas, depois de baver tenta-
do inultimenle todos osoutros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperagao ; fagam um competente ensaio dos
tflicazes effeiins desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
iara qualquer das seguintes enfermidailes:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debidadeou extena-'Irregularidades
gao. menstruagao
Debilidade ou faila
forgas para qualquer
cousa.
Febrelo da especie.
Goita.
Hemorrhoidas.
Ilydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infiammaces.
de Lombrigas de
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
cez : na rua da Ircperatriz n. 60, loja ; ^ur.eza " .venlre'
i /. c o-i i hnfermidadesno venlre.
de Gama & Silva. ,v, r
I Ditas no ligado.
Vende-se um magnifico carro Vic-
toria, chegado ltimamente pela galera
franceza Berthe, o nual anda se
toda es-
cimenlo convidara ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom e baralo, que se
achara em seu armazem de moldados de novamente sonido de gneros, os meldores que tem! acha na alfandega : para tratar na rua
vindo a este mercado, por serem esclhidos por um dos socios na capital de Lisboa c por serem do Trapiche n, 9
a raaior parle delles viudos por conla dos proprietarios.
CYio colate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra ern porgao a 850 rs.
Marra e\ai\a imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porgao de se far algum abalimenlo.
M.a$a Ae tomate
em latas de 1 libra por 000 rs., em porgao vende-se a 830 rs.
lu&tas em evYiWias
vende-se tinicaraenle r.o armazem progresso a GO rs. cada huma.
Conservas francezas e iuglezas
os mais novas que lia no mercado a 700 rs. o frasco.
luatas de bolaclimlia tle soda
com diferentes qualidades a 1SGC0 a lata
iVmeixas francezas
pecte.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abslrucgao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symplomss secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
(Juadros com a imagem do Senhor f.ruxifi-
cado com inscripQoes por baixo a 12g e a iOjJ
Relogios
Suissos.
Em casado Schafieitlin \ C, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande c. v- riado sorliment
do relogios de algibeira horisonlr.es, patentes,
chronomelros, meius ehronomelros de ouro, pra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderao por precos razoaveis.
Admirem!!!
Graixa em latas a 500 rs. a du/.ii ; na rua do
(Jueimado n. 53, loja de ferragons.
linas.
Na rua do Oueimado n. 53 lera para vender
machinas para furar madeira.
Para ratos.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido do Mi-I
randa, Rio de Janeiro.
de-se no deposito, rua do vitan- >? escTip-
toiio.
Para colches.
Ainda ha um reslo do superior panno de linho
proprio para colches: ua rua da Cadeia do He
ci n. -58. luja de Leitei Irnnio.
Barato para acabar.
Na loja da Rua do Passeio Pu-
blico 11.11.
Chita francezi fina a 220 rs. o covado, corles
Ditas venreas.
Enchaqueca
Ilerysipela,
Febre biliosa.
Febrelo intermitente,
Vende-se eslas plalas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carre ~ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelindas a 800 rs. cada
urna Julios, coiiiom uniu insiriu'^o em portu-
guez para explicar o modo de s usar destas pi-
llas.
O deposii gerol era casa do Sr. Soum
t'1, "--------aa o* rua da Cruz n. 22, en Por-
nanouco.
REflEDIO IKCOMP&R&VEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Ulilhares de individuos de todas as nagoes
podem teslemunbar as virtudes deste remedio
ineomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que deile fizerain lera seu corpo e
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente cutios tratamenlos. Cada
s \n9is novas que tem vindo a esle mercado em compoteiras, contando 3 libras por 35000 rs.
e em alas de 1 1[2 libra por 1^500 reis
Yerdadevvos Vigos de comadre
em caixa com 16 libras por 3?000 rs. a relalho a 240 ieis a libra.
Caxinlvas com 8 \vftras de nassas
a 3v000 rs. era porcao se far algum abalimenlo, vende-se tambera a relalho a libra a 500 rs.
M.antcga ngleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a .libra, em barril se far al-
gum abalimenlo.
CVi perola
o mellior que ha nesle genero a 25>500 rs. a libra dito hyson a 2$000 rs.
Palitos de deutes Uceados
a 200 rs. cera 20 mteinhos.
pcixe savc\ em posta
o mellior peive que oxzisle em Portugal em latas grandes por JoOO rs. cada urna e de
oulras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo prtco
Manteiga ranceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimenlo.
ToucnYio dcLAsYioa
o mais novo que ha no mercado a 320 res a libra.
Macas pava sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4$>000 rs.
a duzia, bnns miados a 100, dilos grossos a 2ii,
peras de camuraia lisa fina com 12 jardas a C; a
pera, ditas muito fina a 9J>, camisas francezas de
cores e brancas a l$60O, casemira preta fina a
l$750 o covado, panno preto fino a 3|, sargelim
de duas larguras para forro a 200 rs. o covado,
ganga amarella a 260 rs. o covauo, hrim branco
de linho puro a 1J100 a vara, cambraia de cores
muito fina a 600 rs. a vara, lencos brancos linos a
23800a dutia, ditos pequeos a 29600. chita pa-
ra cobertas a20rs. p covado, dila a 16, panno
da costa a 340 rs. o covado, pecas de cambraia
branca de quadro muito finas a -ift com 10 varas
cada peca, ditas rendadas com 13 a 1 varas, lar-
gura de 4 palmos c meio a 4^500.
receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para homem, tendo entre esles alguns peque-
Tarabem vendem-se os seguintes gneros, tudo recentemente chgado e de superiores qua-1 no3 que servem para as senhoras que vao para o
Machinas para malar ralos pequeos; vnde-
se na rua do (Jueimado n 53, luja de ferragons.
Na loja de Burle Jnior & Martina, rua do
Cabug n. 16, vende-se :
Botinas de lustre c pellica para senhora a 5#".
Hitas de setim branco para dita a 4g.
Hilas de dito para menina a 33.
Ditas de luslre para hornero a 5*, 6 e "g.
Ein casa de J. Praeger &
C rua da Cruz n. 17, lia para
vender:
Vitiho de Bordeaux em quartolas e caixas das
seguintes qualidades :
St. Julien.
SI. Esteplio
St. Julien Cabarrus
Moni ferront.
Pichn lougueville.
Margaux.
V'inho de Bordeaux, branco'. Haut Sauternes.
VHh3^1ftl'ea'iOv,.............._
caixas.
V'inho Madeira.
Champagne das arrediladas marcaa Eugene Clin
quol, Bruch Fouther iV C. e oulras cualidades
mais inferiores.
Licor muilo lino de Marstlha.
Hilo cherry cordeal.
Absinthe. *
Kirsch.
Cognac francez em barris e em caixas.
Hilo Pal Brandy superior qualidade. em larris o
caixas.
Ceneja branca e prela.
I'"umo americano.
Charutos de Havana muito finos marca flor do
tabaco.
r, em
e 380 rs. o covado, dilas estrellas, cores li>. -, ,i
200 rs., peras do madapolo com 20 vaias a
S800, 4f, 4200, 4$0<>, 4j800 e 5$500, e n.utio
fino a "S, pecas de brelanha de rolo com 10 varas
a 2S, cassa prela muilo fina a 640 a vara, meias
de seda de peso para meninos a 2500 o par, lu-
vas de camurca para montara a 2y5C0, loalbas
de linho para mesa a 3$, meias cruns inglesas
muito soeriores para hornero, merino vudee
cor de caf com 6 palmos de largura i IJj o cova-
do, bandos de crina a 12C0, corles de cassa chi-
la de lindos doseiihos e cores fixas a 2$10O, brim
I trancado de linho todo prelo, fazenda muilo su-
perior e que nao disbota a 2 a vara, pannos do
mesa a 48, rhapeliims -modernas para senhora,
palelots de alpaca a 5g!. corles de calca de case-
; mira de i.lgodiio a 1^280, ditos de rasen ira a 4&,
ditos de moia casemira a '8, musseni l ranea
muilo fina a 300 rs. o covado, saboneles ingl zi s
muilo superiores a 1;G0O a libra, brim Irai Pdo
branco de linho muito fino a 1J500 a vara, r-
, latana branca e de cores, [.ocas de cambraia lisa
com 12 varas a 4$S0, ditas transparente c 10
( varas a 2^600, 3?. 4;C0O e 6!, cobertas de chita
de lindos d'senhos a 2, laa de quadros p*ro
; vestidos a 500 rs. o covado, e ondas mnil
zendas que se vendem por baralo preco, e .
se dar amostras com penlior.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em bar::-- de
Quinto, por preco commodo ; na rua da <:..' 13
do Recife 11. 12, escriptorio de Bailar I -
reir.
LOJA DO VAPOR.
Grande o variado sortimento de calcado : [ -
cez, roupa feila, miudezas finase perfon.arias,
ludo por menos do que em ontras partes : t
a do vapor na rua Nova n. 7.
Aviso aos filmantes.
AinJa exislem charutos da Bahia a 1$ a caixa:
na rua do Lirramento n. l.
Em casa de N. 0. Bieber & Succcssore?, na
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marea Parre : C urna da- n is
acreditadas marcas, mui conliucidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em bai
caixas.
Vinagre branco e linio em barris.
Brilhantes do varias dimenso s.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
doio ro Reciten. 38, primeiro andar
v Vinlio genuino.
Ainda ha urna pequea qiwnlidade de an
las desie vinho sero confeicao, e proprio de de ..-
tes : na rua do Visarte n. 19, primeiroandar-
i u >:-.;.-;.;-. '-' .-- *>-.. -. ,.-.-,-.
lecpi- "-se bonitas lilas duuradas para ;;
3^ rinleiros do ultimo goatu a imporairi
":;- Eugenia, na j;
9
::
Loja de ni armo re.
maior parte dellas sao to sorprendentes que, CoMprva em frascos pc,e
Bdmiram es mdicos mais celebres. (Juanlas \iutarda inkza.
Borba.
O fabricante deste rap nao fallando a sua pro-
mesa de o melhorar o quanto lhe fosse possive
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer % amputagao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
limenlos, para se nao submelerem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas complelamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Ar-
guenas das laes pessoa na enfuso de seu reco-
nbecimenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord coirej;edor e outros magis-
trados,
liva.
JNinsuem
afim de mais aulenticarem sua afirma-
dtsesperaria do estado de saude se
Dita franceza.
Sardinhas de Nanles.
Ervilhas francezas em latas.
Espingardas para caca de 2 canos.
Pistola?.
Bataneas decimaes.
-
;
\s senhoras k bom gusto.
Chegou loja an p do arco de Sanio Ai ionio,
vindo pelo vapor do norte, um rico c compl lo
sortimento de lencos de lobyrintho, os mais ricos
que se lem visto no mercado ; estes lencos so
feilos com todo primor pelas jovens Cearenses.
Para acabar.
Na luja de fazendas l< maraes Villar, .1
rua do Crespo n. 17, vendeni-sc ricos corl
vestidos de phantazia a t$, eollinhas e mangui-
tos prelos a 5^, C83SB8 de cores lixas r padrOes
miudinhos a 240 o covado, chitas francezas b -
e 280 o covado, chapelinas de paiha de Italia ri-
camente enfeitadas a 30$.
urna remeya viuda do Para por este ultimo va- tivesso bstanle confianza para encinar este re
por, j muilo "'^^^^^^^'^^'medio conslaniemenle seguindo algum lempo o
elle de promplo tem ttdo prova sua excellente, r
ira lamento que necesslasse a nalureza do nial,
cujo resultado seria provar incontestavelraente.
Que ludo cura.
til, 111:1 i s particu
SCjUUteS i'iimis,
lnflainm3cao da bexiga.
sua excellente
qualidade ; deixando ao gosio dos senhores to-
mantes a -esculla de fino, meio grosso e grosso ;
deposito na rua da Cadeia n. 17.
Cerveja branca su-
perior.
Ven le-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico : na rua da Cadeia do
Recife n 12, escriptorio de Bailar & Olivcira.
JOIAS.
Seraphim & Irmo, com lojas de ourives na
rua do Cabug ns. 2 e 11, sorlidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala. epedias
preciosas ; vendem baralo, Irocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos prelendentes, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos <& Lima
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muia nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, mar^a de lmate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cuberas, confeiles, pasiilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
sperraacete baralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muilo novas, banlia de porco refinada e outros muilos gneros que enconiraro tendentes a
molbados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
promeltem mais tambera servirera aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas eomo
ge viessera pessoalmente; rogam tambera a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queirara mandar suas encomraen Jas no armazem Progresso, que se lhc-s affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo,
campo lomar banhos se cobrrrem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
preQo'de 68 e 63500, c alguns com pequeo dc-
feito a 58 : na rua do Crespo n. 14.
Vende-se por prego commodo um carro de
i rodas, denominado Victoria, o qual fui cons-
truido em Pars, e esl quasi novo : a Iratar no
Mondego, casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na rua Nova n. 7.
Vendem-se laboas de pinho por barato pre-
co : no caes do Ramos n. 24, armazem.
O ungento lio
lamiente nos
Alporcas
Gairnbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
InchaQes.
Inflamacao do ligado.
da matriz
Lepra.*
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
das ariiculacoes.
\ eias torcidas ou no-
das as pernas
Vende-se esle ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hcspanha.
eciisnc
para acabar.
Madapoloes a 3*300, 4*200, 4*400, 4f000, 5S500
5*600, 5*900 e 6*1100 muito lino, cambraia bran-
ca de llores a lg-00 a peca, slgodaozinhos a :!>.
3-jiOO, 3$S0O, e 4S900, superior sien pira com 22
jardas, diales de larlalana a l*8GO, easU* lllu'-
lo grossos a 240 rs. o covado "u l0Ja "a rua Jo
Passeio Publico, n. til
RlOgioS
Vende-se em casa de Johnslon Paler & C,
rua do Vigario 11. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes do Liverpool ; tambem
urna vaiiedade de bonilos irancelins para os
mesmos.
A dinh iro.
Uua lVire.Ua n. IOS.
Calcado para homem, senhora e meninos, p.i-
letols'de panno, cc<""'ra o brim, calcas da
ma fazenr r*lfoS, caixas com msica para costura, eslojos
para riagens, perfumaras de todas as qualida-
des. enfeiles de porcelana para mesas, sapatos
de tapete eslampados e de velludo preto, oilfe-
rcnles.obras de ouro e a imitaran, relogios e'e
prala e dourados, bengalas e chicotes, e outras
muitas miudezas que se vendem ao primeiro
preco alini de liquidar contas.
Pcriiiudia sem igual.
De queijos flamfngos recenlemenio tiiegados
pelo ultimo vapor da Europa a 2$; e em c?ixa
se far algum abatimento : vende-so nicamente
noarma/rm progresso de Duaite 5 lruio, no
largo da Penha n. 8.
Rua-laSenzala Nova n.42parelo a qq rg#
Vende-so em casa de S. P. Jonhsion a G.
vaquetas de lustre para carros, sel'inse silhoes 1
inglezes, candeeiros e caslicaes broozeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlo inglez.
Na taberna da estrella,no largo do Taraizo nu-
mero 14.
Eserados fugiooi
Boa ecompensa
Jos Matheus Ferreira recompensa bem a quem
lhe trouxero seu escravo Leandro, o qual lem os
signaes segulnles : idarie 20 annos, pouco mais
, ou menos, baixo, rosto e cabrea redonda, sardas
daruadaMoedan. 3 A,um grande ortimerj o ; nQ ro.(o fl barl)a e ruv;)i qllil|1(Jo 8;id;l ar.
de tachase moeedas para .enge^no'..m.ul_t' queia um pouco os bracos, falla bem e sabe ler.
' natural do Ir, onde em familia : na
Cadeia do Recife n. 35, loja.
Tachas e moendas]
BragaSilva & C.tem sempre no seu deposil
creditadofabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche- n 4.
Vende-se um louro muilo manso o novo,
proprio para servico de carro, do qual lr/m prali-
ca : na Encruzilhada, na laberna do Sr. Andr.
Vende-so na rus do Caldeireiro n. 18, ex-
ruu du
k .,i5m cellenln couro curtido, por preco mais commodo
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contera | em ^ qnfH^ ^
urna inslrucjao em porluguez para explicar o
modo de f&zer uso deslo ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na rua da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Vende-se urna escrava crioula, de idade28
nnos, pouco mais ou menos, com principio de
tudo, para o servigo diario de una casa : a tratar
na rua da Cadeia Velha do Recife, escritorio n.
56, de Leal & Irmo.
mmw.
Contina a eslcr fugida a escrava Paula, que
dizchamar-se Paulina, tem os signaes seguintes :
fula, alta e muito magra, reprsenla if r 25 au-
nes de idade; desconfiase estar occulla em al-
guma casa nosarrabaldrs desla cidade ; veio do
serlao do Cear, d'onde 6 natural : quem a pe-
gar, receber a qnantia cima, na rua da Cadua
n. 35, loja.
MUTILADO
1 ILEGfVFI


(8;
DIARIO DE PBRNAMBCO. QARTA PEIRA 17 DE OTUBRO DE 1860.
Litteratura.
Leudas, soperslicoes e crticas popa-
lares.
A SINA DE FAMILIA.
I
Conheccis o alio Minho ? Conheceis osse ver-
gel de Portugal, accidentado de monlanhas, que
rain e asiupam, recortando-se suavemente
e ii oriaonles transparentes e esplendidos de luz;
CJ .; os seus vales sempre vestidos e esmaltados
0" tnentos de verdura, regidos de riachos e ar-
rotos, que levara o fresco, a vida, a seiva o o
briiho essa vegolaco, ane desabrocha o pullu-
la, sempre vrenle, pela encos'a dos montes, pe-
las ftidas dos penhascos, no topo das collinas,
no ruis recndito e fresco dos fraguedos das ser-
ranas ?
E os seus alcanliseserras, cujospiocaros, per-
petuamente tocados da nev de cem invernos,
scmelham rises gigantes envollas em mantos
atrcenlos, que se agitara e transformam ao im-
pulso e variaco dos ventos, como impellidos por
um poder myslerioso ?
i: essas torrentes de agaa que se desatara em
caehoeiras, estorcendo-se espadaando pelas que-
bradas dos serros, formando aqu phantasticas
iat.idu.pas, cujo susurro povda a gmla prxima de
mu eos, os quaos vo engolfar-se e gemer na
garganta dos valles ; all uascentes espumosas
qu^ cegam cora a nevoa que levanlam e onde se
refrangom todas as tormosas cores do iris ; mus
a'm cscalas despenhando-se cora estampido
horrendo e rerolvendose depnis gemebundas
pelas anfractuosidades das peitedias, como serpe
monstruosa que se debatesse em eolios infinitos
jor entre as fragas da verleute !
Nao conheceis toda esta parle, a mais potica
c formosa da nossa larra ? Aquella onde a natu-
Mia, rom toda a pompa da sua opulencia, com a
sin m-iltiplicidade de pheoomenos. com os seus
caprichos c esplendores, sorri imaginacito ar-
lenle, supersticiosa e creadora do nosso povo do
norle ?
PuU se nao conheceis, nao conheceis o melhor
de Portugal.
O Minho a Cintra da Pennsula, porque as
gal as Ja primavera a vestem eenfluram pcrpplua-
roenle ; c , ao mesmo lempo, o nosso paiz de
Galles, a nossa Suissa, a nnssa Escossia, pelas ri-
nh is lUvoes e crencas lindas, que arrebatara a
phaiilasia de seus habitantes ao mundo de idea-
lidades, piu que mais se poetisa o viver e sentir
dt um povo.
II
Estamos em urna tarde do julho do anno de
1812.
Esle anno e este mez sao Dotaveis, porque foi
por osles tempos que se virara succeder alguns
u3 mais tremendos e decisivos conflictos da guer-
ra peniusular
O assalfo e tomada de Badajoz foimaram um
desles feitos, que recommen lam esta era rae-
mi ri.i dos amantes das nossas glorias militares c
da independencia da Peuiosula
Era, pois, ao cahir da tarde de un dos das
que precederam de perto a queda da praca hes-
panhola.
O sol acabava de eseonder-se por detraz dos
ltimos pincaros de Gerez, mas a clatidade afo-
gnaada que innunda aquella parte do horizonte,
reflectindo-sc nos topes dos serros euvoltos de
nere, destara vi d'olles mil jogos prismalicos de
luz, que davam um certo tom phanluico ao qua-
aro que se desenrolava vista.
A ineio da cordilheira, sobre duas penedias al-
pestres e erguidas, que se talhavam pique e
fronteras urna oulra, como dous giganta que
corressam estreitar-se n'uma lula tremenda de
braca A braro, via-se passat a ponte do rio Caldo,
-i lo formn naquelles sitios como a ponte
de Inferno na Suissa. porque a sua historia lera
corrido cheia do tradiroes e desastres, que a po-
voara de uji wiiures.
O viajante jamis a atravessa que son. :!ia
nnjeae>' J i*iri*l verlisp,ni jtspenna no ais fundo da voragem, corao
allrahido de urna uresistivel e mvsteriosa fasci-
naco.
A sua immensa altura, as aguas do rio que se
revolvein gemeado o soturnas \i no mais escuro
.....ti.inli.-i.l.i que esto sitio soja olhado al com pavor pelos
can p waaws, os quaos, passando de longe. o opon
la:;i r< .-eioso e persignando so.
A dous liros de espingarda da ponte, afogadas
entre penhascos e pinheiraes, ecomodepeiiuura-
as pela serra b.xo, alvejam as caainbs de
una pequea aldeu ; e nao distante, n'uma as-
soniada q.ue se descobre ao largo para o poente,
via-so um casal, que pela apparencia, pareciaser
do mais abastado lavrador do sitio.
Junto ao portao deste casal, afagando um T-
lente rafeiro, eslava urna menina dos seus deze-
sets ou dezoilo anno3, trigueira, de olhos vivos e
penetrantes, e em cuja physionomia transpirava
a expressao de urna verdadeira candura.
Urna inquietaco interior a preoecupava e se
manifestara em todos os seus gestos.
Ora se ergua do degro do portal, ora corra
para a exltemidaiie da a-somada, ora alongava a
risla para o lado por onde se va correr a estrada,
ora tornara ao seu pouso e continuava a afagaro
eso, seu companheiro.
Esle, pelo seu lado, espetando as orelhas e
arijuiauJo as ancas cora a cauda, pareca parti-
llur das mesmas inquietares e esperanzas que
Irsziam lo alheiadas de si a sua dona.
Esla menina era Luiza, a mais formosa serrana
do Gerez, a flor mimosa daquelles sitios, a iilha
querida de um rico lavrador dos arredores.
Nao ha que esperar Anda hoje nao vers
o leu Joo, mea Arrogun exclaniou ella, aca-
riciando o cao, depuis de ler oihau.i alguns minu-
tos para o lim da estrada. J honlem Otoa rhe-
gar, e era hontem, nem hoje. Vai para meia
hora que o sol desappareceu alem da serra ; a
ncito nao tarda, e nem se quer um signa!. Quem
sabe se o regiment tomara por oulra estrada ?
No pode ser. p camiuho este. E' que nao
veio.
E urna inflexo de profunda melancola avivou
esla uliima phrase do soliloquio de Luiza.
De repente. Arrogante ergue-se, empina-se as
p'tas Jianteiras, dilata as orelhas, tila os olhos
falseantes eu) auo dona e desata ladrar.
Um sora estranho tinha despertado o animal :
era urna msica marcial, que, como uus ecos
perdidos e reboando ao longe, comecava de se
ouvr, anda mal dstincta.
Ah 1 msica msica I brada Luiza, louca
de aleara. E' elle I Agora , de certo. Anda
tu o sentiste primeiro que eu I continua ella pon-
do a mo na cabera do animal e largando depois
a correr pela encosia abaixo.
Arrogante, pillando reloz como um gamo, so-
guia-a de perto, sempre ladrar.
A msica, que, a principio erira apenas o ou-
vido presentido do animal, foi, pouco pouco,
aproximando-se e dislinguindo-se.
As quebradas da serrana responderam aquellos
sons festivos, reproduzindo-os em mil ecos.
Passado um quarlo de hora, j nao era urna
toada uidislincta e escura que quebrara o silencio
dos valles: era urna marcha gucrre'ua que se ou-
via claramente e que accendia o animo dos que a
eseulavam.
Um regiment passava pouca distancia da
aldeia, ao longo da estrada, cortada na baixa da
serra.
Luiza j o nao poda distinguir, porque a noile
cerrara de todo, mas a sua alma dizia-lhe melhor
que os propros olhos ludo oque ella nao poda
ludo
Naquelle vulto negro e compacto, que apenas
se enxergava ao longe, como urna masaa infor-
me, tomando a estrada de lado a lado, haria tam-
bera um corajao palpitara de esperanza, ancie-
dade e amor.
Um presentimento Ib'o dizia, e os presenti-
mentos nos amantes sao sempre prognoslicos que
nao enganam.
III 0
A' este lempo, a msica j se nao ouvia tanto.
O regiment descera o dorso da collna frontei-
ra para o outro lado da aldeia.
A noile havia cerrado de todo.
O silencio e a escurido envolveram
n'um manto do trovas.
Mas Luiza continuava olhar para a baixa da
serra, sem pestanejar, iperlando a cabeca de Ar-
rogante de encontr ao joelho.
Ao cabo do meia hora, um ruido sahiu da cla-
reirn que serpeava ot assotuada : alguem tre-
para pelas abas da serra. Luiza sollou um gri-
to. Ella vira scintillar o cano de urna espin-
garda. r
Effectvamenle, um militar, completamente
armado, surdiu doselo da escurido e appareceu
uo cimo da clareira junto de Luiza.
Ao ve-lo, a pobre menina, no alrorolo da ale-
gra, correu para elle, e o rafeiro sallou-lhc s
pernas, ganindo e lambendo-o.
Oh I mcuRaphael!___stl
Sou, sim, Otaba Luiza.
J nao contara ver-te.
E porque?.. Nao te havia eu escripto que
o meu regiment passava por forca perto da
uossa aldeia e que enlo le vera?
E quem sabe se pela ultima vez I..
Porquo me fallasassira, Luiza?.. to triste
e niysteriosa I..
Porque le fallo ?.. Sabes t, porrentura se
morreras nesse lerrvel combale?.. Nao vai o
t.-u regiment reunir-so s tropas que cercara
Badajoz?
E' verJade; e dentro em qualto das ou
a praca ser tomada de escalada ou nos derro-
tados !
anda me pcrguntjs porque mo ves
-- E
triste?
Pergunlo, sim. Deixa l esses pensamen-
los mos. Nem lodos haremos de morrer
\erdadeque ha um rifo militar que diz que a
sorte da guerra to vara como o corago das
mulberea. Mas elle mentiu-me enguanto s
raulheres, porque t s sempre a r.nuha que-
rida Luiza, e por isso tambera ha de mentir-me
respeilo desse teu molino presentimento.
Nao 6 presentimento, mais do que isso.
Mais do que isso ?.. T es louca?
Nao estou, Raphael.... Sonhoi..
Sonhaste? Enlo que sondaste?
Sonhei que era a uliima vez que nos va-
mos. E nao foi s o meu souho que m'u disse,
diase-m'o a sorte.
Aposto que fosle ler com essa maldita e
corcovada velha.... com a la Britesda charneca,
que vive l nesse pardiero em lalo maldito com
o demo ?
Fui, sim ; o entao que lera ?.. Nao foi ella
que me predsse to certo o teu amor e ludo que
depois aconteceu? Nao foi ella?.. Oh I anda
me-lembra fez agora um anno pelo S. Joo...
quando t me dste aquella olcachofra, que t
mesmo acabavas de queimar, e me apenaste
tanto a mo, ella, a ta tirites, a bruma da char-
neca, como roces lhe chamara, eslava seutada
no adro do cemiterio, e de l mesmo, airares
daquelle rebolico dedansas e pescantes tom que
festejramos uS, Joo, >n ludo....tilia viu lu-
do, Raphael I..
Podra uao; se ella bruxa 1 resmungou
por entre os denles o militar, mas desta vez pre-
ooeupado e taciturno.
Ah I t nao acreditas e ajudas-mo memo-
ria I.. Oh 1 Baphael precinto urna grande des*
graca, que o meu souho certiflcou mais, e que a>
tia Briies hontem me repeliu de Doro:
Raphael tnha encostado a espiogarda i um
olmeiro e havia-se sentado n um monte de
podras. Com os colovellos firmados dos joe-
Ihos e o rosto escondido as mos, o boro dora-
pdz lidava por affaslar a nuvem negra de appre-
hensSes que lhe escurecia o animo, apprehen-
soes que o sM espirito fino rebata, masque as
tendencias supersticiosas do carcter provin-
ciano nao podiam dcixar de arreigar-lhe n'alma.
Arroaante, como identificado com esta secna
muda, em que a superslico daquo||if duas al-
mas crdulas agravava mais o'a(T-*clo que aj re-
suma n'um s pensar c existir, olhava ora para
o militar, ora para sua dona, buscando na cx-
pressodo semblante dos dous motivo de alegra
ou de desprazer.
Tambera esls ruminar.... Baphael !....
dsse, porfim, Luiza, chegando-se ao mancebo e
pondo-lhe a mo sobre o hombro.
Baphael olhou para ella filo e depois, crgueu-
do-se, tirou a barretina c passou a mo pela ca-
beca, como se quizesse sacudir as ideas lgubres
que, a seu pesar, lhe tinham revoado pela iaia-
ginaco.
Nao pensemos mais nislo Idsse elle, aO-
nalParece incrirel que tenhamos levado o lem-
po repetir cotilos propros de relhas ou crean-
gas. Lere a breca essa feiticeira do diabo e as
suas prediccoes, anda mais diablicas que ella I
Es sempre a mesma, minha pobre Luiza sera-
pro crdula e timorata I Historias de bruxas,
lobis-homens e arentesinas, nunca te ouvi contar
oulras cousns Ainda me est lerabrando quan-
do, urna noile fugiste da fonte, l embaixo, por-
que tinlias rislo un abejo 1
E ento nao era ?
Nao ; era um grande espantalho queAndr
mo/ciro tinha posto na sua vinha. O modo e a
escurido flzeram-te parecer que dous paos com
um farrapo branco pendurado, eram alguma alma
do outro mundo I
Nlo brinquemos, que o nosso caso diffe-
reute.
Deus me lirre. Mas a verdade que eu vi-
nha lo alegre para te ver, e tu, cora esss leus
malditos tontos, pozeste-me aqu ora peso, que
me opprime o peito. E agora vou dzer-le os
meu planos. Eu parto j d'aqui com o regiment e
dentro em pouco estaremos diante dos muros de
Badajoz. Nao sei o que me acontecer. Se fr
cousa m, resa c por mim E ainda que te que-
ra pedir outra cousa, mas... no me atrevo.
O que ?... dze.
E anda tu m'o recommendas! Eu sou la
na vida e na morte !
E
ooite ?
Nao.
sabes o que ella rae disse
nessa bella
a,i,iiuiD.?ait0nho Prfse'es as suas palavras.
aquellas palarrjs que me nenetraram,nS. ,<-,->
nlia dado urna hora ; poucos rapazes e raparigas
dansavara j ao elaro das fogueiras. Eu a pa-
ra descer a lombada da serra, a distancia al-
guns passos de minha mi, quando a tia Briies
rae surde detraz do vallado dos tres pinheiros
me pega das mos o me diz
Para que reccbesle aquella alcacbofia, des-
gragada? Ate aqu era s um o infeliz, agora sao
dous!
Que diz, tia Briies? exclamei cu, loda tr-
mula de raedo, vendo bnlhar os olhos da relha
como duas brazas.Nao a euleudo.
Vem comigo, que cu te explico.
mf~ "' sem,me d(ii"r. nem sequr, tornara
mira do raedo que a sua presenca me pozra
puxou me para a quebrada da serra, e ah junio
a urna ogueira murlca, que apenas deilava uns
claros paludos c incertos. que lornavam mais'
repugnantes as suas fenoes lindas e atusadas
me disse o seguinte : i
... . I Porque ?...replica Luzia, sahndo da es-
ua ca a la niao c olha para mim s-'m pes-! Pecie de xtasi que a dominara.
liipjar.
r Porque estas horas marchou j o rgimen
Eu a para gritar, mas ella poz-me a
na bocea, gelando me os labios com
que fura impossirel explicar-le.
.. " Silencio e escuta 1clama a negregada ve-
nia, e eslendeu a mo direta para a fogueira, a
qual, este aceno diablico, ergueu chaniraas'
mais de duas varas de altura e comer.ou es-
lourar que nem que fra de pinhas bravas.
Aquella mo tinha, de certo, o poder de sa-
lanaz I
U na morte Irepeli, como so fosse um
ocho, urna voz que nao era a de nenhum
delles, e cujo accento lgubre, rouco e cavo pe-
irilicou de terror os dous amantes.
Arrogante empinou-se, e, errigando-se-lho o
pello, sollou um uivo agudo e prolongado, que
accordou os echos mais longinquos do Gerez.
Que voz foi esla ?....bradou o soldado,
detando mao da arma, n'um mormento instinc-
tivo.
Nao a conheceste?....replcou Luiza, com
o rosto contrahido e gelado de pavor.
Nao I
Coohecia-a cu 1 .. sempre a mesma, si-
uislra e aterradora, como uaquella noile fatal !
O que?!... Ser ainda essa infernal feiticei-
ra l da charneca ?grita Baphael, com os olhos
rclampejando e dispondo-se para investir com
o sitio d'onde pareca ter partido a amcaca.
Nosei I... Mas allende. Snto agora, mais
que nunca que a minha sina ha-de Cumplir-M I
Tu raes partir; todo meassegura que urna gran-
de falalidadc est para nos acontecer. Oh 1 Ba-
phael, tenho o presentmenlo de que morro esla
mesma noile I
Que dzes, Loiza ?l... esls louca?!
Nao estou louca. Snlo-o aqu !insiste a
pobre menina, pondo a mo sobre o peito, que
lhe arfara angustioso.Mus, seja asstm ou nao
faco-le um juramento.
animo turbado de sonhos confusos, semelhanles
as vwoes que nos apparecem no delirio de urna
r* ar^ente> Via m'l apparicoes estranhas, de
formas de mulher, mas do caladura horrenda,
de fecoes lvidas, fuzilaudo-lhe os olhos como
carbnculos, com um sorriso satnico nos labios,
as quaes o arrebataran) um brejo ftido o ne-
gro, dancando-lhe depois em roda, fazen-lo-lhe
esgares medonhos e soltando gargalhadas esga-
nicadas. Do meio de todos estes entes repug-
nantes, quo lhe voavam na imaginjcao corao
urna danca diablica, apparecia-lhe a terrivel
velha da charneca, a lia Brites, a qual lhe apon-
lava com a sua mo escamada e com um sorri-
so sarcastico e infernal para um vullo alvejanle
de mulher, que cora urna cxpresso vaga de tris-
teza c ternura olhava para elle, como um anjo
descido das regioes celesliaes tral-o do poder
d aquellas visoes mysleriosas e malignas. De
repente, acordara e nao via nada. No enllanto,
as tendencias supersticiosas do carcter provin-
ciano nao podiam deixar do dominar-lhe o es-
pirito, e, por mais esforcos que fizesse, a lera-
branca do que passra com Luiza continuara
torturar-lhe a memoria.
Apesar d'ist, o mancebo, reccisos da demora,
preferio marchar sera ver outra vez a amante.
A escolta tnha caminhado apenas meia hora,
quando osanos que acompanhava se encrava-
ram nos atoleiros da estrada, o que fez que se
aguardasse o dia para seguir caminho.
Raphael.com os seus camaradas, dispozenm-
se a Picar n'um logarejn, anda as abas da serra.
Era urna especie de esialngem, onde corria fama
pernoitarem habilualmente contrabandistas hes-
panhoes.
O local concedido escolta foi um casaro
lao vclho e maltratado do lempo, que se viam
luztr as estrellas pelas rachas das paredes.
A' um canto, sobre um banco, eslava urna lan-
lerna morliga e que mais afeiava do que aclara-
va, pelos seus lampejos frouxos e intermitentes,
aquelles quatro paredes esbroados e ennnegre-
cidos, onde se prjectavam, em sombras trmu-
las e phantasticas, as vigas que sustinham o le-
lhado.
Baphael retirou-se para o extremo opposlo em
que se haviam deilado os seus camaradas.
O pobre rapaz nao tinha sommo. Por mais
que quizesse, o juramento de Luiza nao lhe fu-
gia da lembrancu. Hua um pensamenlo vago
de tristeza que o alormenlava, dando-lhe cores
lgubres lodas as ideas e aos mais eslranhos
objeclosque o rodearan). Mas por fim, o cansa-
So pode mais n'elle e deixou de pensar e ador-
mece u.
V.
AsMrfreorreram algumas horas, quando, de
repente, se ouviu um rumor surdo Pareca que
alguem empurrara o porlo com violencia escan-
carando-o de par em par. Baphael acordou sobre-
saltado^ a sua primeira Idea fui que nscontra-
Ibandistas hespanhoes tinham assaltado a escolta.
| Mas a sua sorpreza foi grande quando. arredan-
|do a manta envolvido para ir tomar a espingar-
| da que tnha arrumad* ao muro, vio u.na figura
l branca do mulher que se approximava, serena e
' mperturbavel, como um vapor cujas ondulacoes
a propria aragera respeitasse.
O mancebo senliu coar-lhe o terror pela me-
dulla dos ossos. Os cabellos pozeram-se-lhe
pino e bagas de euor gelado lhe cahiram a qua-
tro pela testa abaixo. As mos largaran) a ar-
ma sem poderem cora ella.
Quem vem ahi ? 1..bradou elle, por fim,
feustando despegar-lhe a voz da garganta.
Sou eu, Baphael.... Sou Luiza!... Nao
Jme conheces j ?... Prometti que viria despe-
dir-me de t,
juramento.
J
A receita foi consideravel, e a grande trgica
leve urna delirante ovago.
Do Sloniteur de VArmfe exlrahimos os seguin-
ies detalhes respeilo da cdade de Ancona, pon-
to para o qual os acluaes acontecimentos cha-
mara a attenco publica :
A costa dos estados daegreja no mar Adriti-
co, abraja todo o lilloral comprchendido entre a
embocadura do rio Trono e a ponta de Maestra,
isto , uns 180 kilmetros. O porto de Ancona
acha-se no centro ; o mais importante, o mais
seguro, e o nico grande porto que o Papa possue
no mar Adritico, e que possa receber navios de
grande porte. Situado na parte inferior da cida-
de, que se estende em amphitheatro, tem a forma
de urna ferradura ; toda a parto ste se acha
guarnecida por um caes e muros que a separara
da cdade ; est protegida por urna baha do 70l)
metros de comprimento, na extremidade da qual
poden fundear navios de alio bordo. A sua pro-
fundidade varia rauito, e ainda quo ogoverno a
faca continuamente dragar, para impedir a ac-
cumulagao de areias, essa accumulacao um
grande defeito.
A cdade de Ancona, edificada no declive de
urna collna notavel pela alvura de seu terreno,
eleva-se entre duas monlanhas ; na do lado do
sul ca a cdadella, que defende a cdade e o por-
to ; na do norte v-se a egreja de S. Cyraco. A
praca est bem fortificada, e o seu arsenal , com
razio, considerado o mais importante dos Esta-
dos Romanos. Contera uns 25,000 habitantes. O
seu porto centralisa quasi todo o commercio da-
quella parte do Adritico ; ali faz-se ura conside-
ravel negocio em trigos, sedas e las; tambera
ali se fabrica urna grande quantidade de cordoa-
lhas de toda a qualidada para navios.
Ancona tora sido muitas vezes sitiada. Os
Francczes tomaram-a era 1797 ; oceuparam-a
em 1831 e s a evacuaran) em 1838. Depois da
campanha da Italia, o general Lamorcre, com-
raandante do exeicito pontificio, fez ali execular
trabalhos, que ltimamente forano concluidos.
Esses trabalhos consistem era um guarnecmenlo
de baslioes, protegidos por obras exteriores ou-
co numerosas, mas bem flanqueadas. Os Aus-
tracos tinham concebido um plano que nao t-
verara lempo decomecar a executar. Era maito
desenvolvido, e apresenlava o grave inconven en-
te de carecer de urna guarnigao de 30,000 ho-
mens para defeza da praca.
O general Lamorcre adoplou oulro syslc-
ma, c o seu plano, muito melhor, permiti de-
fender Ancona com urna guarnigao de 7 a 8,000
homens. A cdade, segundo se diz, contera vi-
veres para seis mezes, alera de provimentos de
toda a qualdade, mas como vai ser investida por
Ierra o por mar, se a defeza nao tiver sua dis-
posigao ura sufficiente exercito, ha do provarel-
mentesuecurabir em frente do numero, apezar do
mrito do seu general,da sua coragem e do seu
pequeo exercito.
MOSAICO.
A marinha russa tem no mar 222 narios, dos
quaes 186 sao de rapor ; e, alm disso, 300 ca-
nhoneiras.
O general Cialdinl, que ltimamente bateu
Lamorcre, Modenez. Pertenceu, bem como o
general Fanti, seu patricio, aos caladores do Por-
to e tomou parte na guerra de Hespanha contra
os carlistas. Coramandou na ultima guerra de
Italia a quarla diviso do oxercilo sardo e foi o
hroe da batalha de Palestro, sendo promovido
no campo ao poslo de tenente-general que hojo
tem. A diviso Cialdini disparou os ltimos tiros
da campanha de Italia, na ponto do diabo, no
mesmo da em que se assignou o armisticio.
O principe Luciano Mural, hoje aspirante ao
throno do aples, lem 57 annos. Durante o
eclypse da familia Bonipartc, viveu do rendi-
menio d'um collegio de meninas, que sua esposa
diriga.
Segundo diz uro jornal de Londres, ha em
aples 180 conventos de freirs. A ireo de su-
perficie que oceupam estes conventos o cercas,
constitue urna quinta parte de toda a cdade.
A populacao de Argel comprehenda era
1857 porto de 2.500;000 rabes, Rabilas, negros e
judeus, e 180;000 europeus, enlre os quaes so
contavam 90;000 Francczes somonte.
ESTATUA DA VIBGEM.
Das peras tonadas pelos Francczes na batalha
de Solferino foi fundida, na cdade de Pui, urna
estatua de Nossa Senhora de Franca, que tom 70
ps de altura, e quo custou 400,000 francos. De-
ve ser collocadj prximamente n'uma eleraco
de 300 metros, fazendo-se a inaugurarlo na pre-
seuca de 25 arcebispos e bspos.
NECHOLOGIO.
Luiza Brunlon, filha de um cmico director de
thealro, e que desde 1803 a 1807 foi adriz no
thcatro deCtreul-Garden, em Londres, falleceu,
com 82 annos, na sua residencia princezal de
Hampslead-Marshall, de que se tornara propie-
taria pelo sou casamento com o major-gcneral
conde de Creven, par de Inglaterra.
Quasi no mesmo da, falleceu em Kentsh-
Town sua mi, Elizabet Brunlon, que foi por
muitos annos o ornamento do thealro de Covent-
Gard en.
c vim... Venho cumprir o meu
E aquelle vullo de mulher de urna alrura que
cegara, 6 que mais parecia urna viso a rarofa-
I zer-so nos ares do que um corpo humano a ca-
1 miuhar, diriga-se sempre para Baphael.
O que? ... E's lu, Luiza? I .. Ser pos-
! sirel Pois foi corlo o leu presentimento ? I
(Coniinuar-sc-/ia.)
Ancona a nica praca em estado de offere-
uma resistencia sera, e a sua queda, considera-
da segundo o ponto de vista estratejico, ter re-
sultados decisivos
Variedades.
Que juramento ? intorrog. o mancebo,
quasi tremendo de saber o que se passava na-
quella imagin.-ir-in n...- <- - ...u ,.oi loaos
Jo iMcuuncelis da superslico.
Prometi... juro !... que ire despedir-me
de ti, seja onde quer que for. ainda que para is-
so tenha de quebrar o silencio da sepultura 1
Luiza I... o que dizes ?
Faco um juramento 1
Neste momento, a altitude da donzella era su-
blime de singelleza. Parecia:uma viso das que
nos pintam em sonho as lendas do norle I Com
os olhos innundados de lagrimas e o semblante
allumiado da luz de urna tristeza anglica, Luiza
pega va Da mo do militar e chegava-a ao coracao.
Estrt ajoelhra, como obedecendo ao impulso' de
ura poder sobrenatural.
Nislo, o sora corapassado c triste do sino da al-
deia fez ourir dez horas.
Baphael crgueu-se de repente.
J dez horas !.... Que ha-de ser de mim ?
, -----------4~ 0""> "
mo!10- escansava apenas urna hora ; sao dez ; j
NECROLOGIO.
Ogro-duauB *" "-cMonbourg-Slre'.ilz falle-
w u a o de setombro.
i Tinha nascido 12 de agosto de 1779, leudo
por consequencia, 92 annos.
Tinha succedido seu pai a 6 de norembro do
1816.
Seu filho e successor, o principe Frederico
nasccu em 1819, e esposou cm 1845 una prinec-
za ingleza, filha do duque de Cambridge.
O principe Adolhho, filho nico do novo gro-
duque, nasceu em 188.
EXERCITO PONTIFICIO.
O Courrier du Dimanche publica urna rela-
c5o das torcas do que se compoe o exercilo pon-
tificio, segundo o quadro feilo no ministerio da
guerra, em julho deste anno.
ESTRA DE UM MEDICO.
MABTYRDA SCIENCIA.
O ultimo paquete do frica, que chegou
Hamburgo a 7, trouxe a noticia que Mr. Bos-
cher, ousado viajanto hamburguez, morreu as-
sassinado.
Tinha emprehendido urna expedico para ex-
plorar o interior do paiz c chegnu at a um dos
grandes lagos oeste de Zanzbar. Dous dos na-
turaes do paiz o sorprendern! de noile na sua
tenda e o mataran) com urna flecha envenenada.
SOCIEDADES DE TEMPERANCIA.
Ka Russa leem-se organisado por toda a parte
sociedades de lemperanca para cumbater a em-
briaguez.
Havia numerosas fallencias dos rendeiros do
monopolio de agurdente, causadas pelos pro-
gressos quo enlre os aldeesfaziam as sociedades
de lemperanca.
PuriA jo m ..-, Estes progressos sao, sobreludo, notareis na
Jjf q CUJ herde,r lmha L>uania. em S. Petersburgo e nos aovemos vi-
reunido muitos amigos, eslava um palacio aluga- ,inhS de" Woscow.
o dous cstrangeros, um cavalleiro e urna
dama.
mao **vv.. upuii.is uujet iiori
ura olhar ilem auas ou tres de boa marcha !
E agora ?
f3iT,'\'-con,inuou ella.Perlences urna
familia que tem cu.,E0 um! sna, que poder
JSTa?", ",ufnd,P0jl1 I06"*"- T"Jas "S rapa-
rigas da tua familia mo.rem 1S dezoto anuos,
,,sao ler"vel s.na estende v. aos homens que
ellas escolhem para maridos. T infeliz tens
os das contados! Nao le falla uiuilo para'eum-
pnres a tua irrerogavel sorte 1 De hoje dous
annos, quando voltar note de S. Joo, j t
nao dansars aqu, luz das fogueiras, alete e
lolgasaa, rodeada dos mais gems nldecs do si-
tio, nao I J dormirs ali, no comiterio da al-
ucia, sombra daquellas arvores que alm ne-
grejain/.. t para que acceilaste t essa al-
cachofa se ella como o paci de um amor
funesto? Lssa alcachofra nao reflorir, porque
quer dizer morte para ambos I A vossa sina
negra como o carvo em que o fogo a lornou.
E s lu que o malas, elle, esse Baphael que
f^ ,i'0rqucc-on,senleS(1U8e 1g,Jea '' Pelos
lacos do coragao !.. v
Nisto, a velha desappareceu e cu cah sem
falla. O resto sabe-lo t, que acudiste com mi-
nha mi era demanda de mira e rae encoulraslc
desmaiada e eslendida quasi sobre as cintas da
fogueira.
Bem melembra !.. Mas para que estar
agora recordar essas cousas que nao podem ser
seno um brinquedo daquella infernal bruxa?..
dessa desalmada lia Briies, que maldita de
nos, e que estere j ponto de a mandarem
d'aqui para fra, pelos seus enredos e stus fei-
l5os 1
Mas a verdade 6 que minha lia rsula mor-
reu de dezoilo annos, e j irma da mi della
aconteceu o mesmo. O triste fim de minha mi
conhece-lo t lo bem como eu. Al a mi-
nha pobre prima Emilia morreu da mesma
edade 1
E o morgado da Granja, que oslara ajusta-
do casar com ella, lambem falleceu na noile so-
gumiearrebentando de ura cavallo abaixo IAcu-
di Raphael.
Agora, o remedio
dianteira que me leva.
correr at lhe ganhar a
Adeus Luiza I
Adeus, Raphael ? Nao te esqueca o meu ju-
ramento.
Nao mo falles mais Disso. Essas ideas de-
pressa se dissparo. Na minha volta de Badajoz,
espero encontrarte mais alegre e divertida.
Baphael! .. torno a repelr-te. lembra-le
do meu juramento !
O mancebo nao leve j palavras para combaler
esla insistencia, que a donzel'a expressava com
a certeza de ura fado que se ve rcalsar.
Raphael poz\ arma ao hombro, abax'ou a cabe-
ra c parti.
Luiza, encostada um pinheiro, seguo-o com
a vista, em quanlo a escurido Ih'o permltio.
O regiment de Baphael Haba, elTectivamen-
le, marchado. Ouando n n.iitao militar cheirou
planicie, havia porto de duas horas que as iVro-
prias bagagens tinham partido. Mas licra ma
escolta de alguns soldados e um furriel, encar
regada de conduzr as racoos que se eslavam
preparando as aldeias prximas. Raphael er3
sargento, e foi contentamento quesoube que o
seu capitao, o qual o protega, desconfiando do
motivo da sua demora, lhe relevara a falta de-
xando-lhe ordem para quetomasse sobre si'a di-
ligencia do fornecimento e con Jucco das ra-
coes.
O furriel, porm, vendo que elle lardara em
apparecer, j haria procurdo cumprir as ordena
do capilao.
Eslava, pois, tudo j encommendado, mas as
racoes nao se podram apromptar n'essa note
e Raphael e os seus camaradas literata que per-
nouisr n'uma aldeia visinha do rio Cavado e foi
s no da seguinte, ao sol posto, que ma'rcha-
ram.
Raphael, ao partir, ainda desejou lomar ver
Luiza. A despedida da oozella, a sua hisloria
lo cheia de prcsentimentis e como que enluc-
lada de urna melancholia fatdica, tinha-lhe po-
voado a iraagioagao de imagens vagas e Pavo-
rosas.
Toda a noite passra em sobresaltos e com o
o seguinte:
Empregados do ministerio................
Auditores militares......................
Estado-maior general....................
Intendencia miliUr......................
Ofliciaes de adrainistraco................
Conselhode saude........................
Estado-maior do praQa..................
Iiisliluicocs dos cadetes..................
Gendarmes da legio de honra.......... 2 320
dem dasLegacoea...................... 1,340
dem das Marcas........................ \ 240
Batalho sedentario.....
4i
16
22
16
31
5
43
34
................. 799
Regimenlo de arlilharia.................. 893
Corpo de engenharia.................... 43
,0 balalhode caradores................ 1,096
* dilode caladores...................... 1 ogg
Balalhode carabineiros................ 1096
dem de S. Patricio...................... 1096
Io batalho de bersaglieri......... l 096
ZT;*?0.............................. r.096
3 dl|o dito.............................. 1>096
Io regiment de infamara.............. 2,314
2o dito dito............................... 2 314
1 regimenlo eslrangeiro................ 2 314
2o dilo dito..........................[] 2'3,7
Cavallaria de dragdes.................... '3*9
dem ligeira........................... /"Z
Companhia de invlidos e de disciplina.. 567
Pessoal das pracas................... 55
Total........24,869
Como alguns destos regiment* nao estao
completos, pode, at certo ponto, calcular-se
que o exercito pontificio se compde de 20,000
homens. Os gendarmes sao apenas 4,000. Os
batilhesde bersagliere csto muilo incomple-
tos. Na arlilharia falta urna parte do pessoal.
As tropas estrangeiras, incluindo os Irlandezes,
prefazem o nuraero de 7,000 homens.
MADAMA RISTORI.
A famosa trgica italiana, madama Ristori,
deu na noite de 5, em Genova, no thealro Paga-
nini, urna representaco com a Meda, em bene-
ficio dosferidos da guerra di independencia ita-
liana.
A dama P" mniln halla ^ r.*-------- ,.<
so od....-.,m na quima diiigenciavam encoutra-la
nos seus passeios.
Urna larde, o cavalleiro que habitava o pala-
cio, e que era o bario S..., hornera de 35 annos,
com ar nobre, feicoes destnelas, physionomia
enrgica e apaixonada, apresentou-sc na quinta e
oorgunlou se entre os convivas, que tinham aca-
bado de janlar e estarn mesa, havia um me-
dico.
Eu, senhor,dsse o Dr. X...
Tende a bondade de me acompanhar. Ha
no palacio rizinho urna pessoa que precisa os
rosaos snicos.
Chegando ao palacio, o doutor foi levado
presenca da joven e bella dama, que eslava dei-
tada n'um canap, paluda e moribunda. Exami-
nou-a e disso com terror ao baro, que sobre el-
le usara urna vista sombra :
Porm, senhor, esla dama...
Tomou veneno I
J o sabis ?
Fui eu que lh'o dei 1
Ahexclamou o doutor, recuando ater-
Nao abusareis da confisso que me es-
capou ;disse o- baro,nao me denunciareis?
Porm, senhor, o meu deverl dsse o
doutor com voz trmula.
Nao se trata do mira, retorquio o ba-
ro,-mas sim desta mulher, que preciso sal-
var. Se olla niorre, disparo urna pistola na mi-
nha cabeca ; se a salrais, sou rico e dar-vos-hei
quanlo exigirdes.
O doutor poz mos obra, e foi lao feliz, que
podo salvar doenle.
O baro teslemunhou-lhe o mais rivo reco-
ohecmento, o foz-lho urna rcrclafo completa do
drama que se tinha passado no palacio. .1
A jorco dama era urna vura que elle adorara
e que doria esposar.
Um accesso de cume desvairou a razo do
futuro esposo.
Depois de ter dado o veneno sua desposa-
da, ia suicidar-se quando urna prova irrecusavel
lhe demonslrou a injustica das suas suspeitas.
Restitus-m'a disse elle ao doutor e
por grande que seja a minha fortuna, nao sou
bastante rico para pagar um lal servco. Quo que-
ris?
Nao pretendo arruinar-vos ; respondeu
generosamente o doulor a minha paga ser a
que eu pedira por qualquer oulra doenca.
O bario apresenlou una carteira aborta e o
doutor pegou n'uma s nota do banco.
Na manha seguinte, o baro deixou o pa-
acioe o doutor recebeu a carteira que tnha re-
cusado e que continhasessenla mil francos.
Como o monopolio da agurdenle urna das
grandes receitas do goveruo, em algumas parles
dado " "*""'*" dissoluCo das ma* aocie-
A HESPANHA MARCHA.
A Hespanha tem, ua actualidad? l 600 kilo
metros, ou 300 leguas do caminlios de ferro m
cxploracao.
Tom 400 kilmetros em construeco eootros
4l) aulorisados por le.
PJc, por conseguirte, calcular-se que dentro
de doze annos ter concluidos 6,000 kilmetros
ou 1;200 leguas, de caminhos de ferro.
O plano de estralas que ltimamente se publi-
cou, comprehende 6,000 leguas, das quaes 2,000
esto j coohecidas.
O tempoque era Portugal se gasta discutir
projectos de melhoramentos malcraos, apreve-
la-se em Hespanha realsando esles.
Discute-se pouco e trabalha-se mullo.
O peior nao aproveilar pira c a licaO !
PONTE MAGNIFICA.
A magnifica ponte Victoria, que foi inaugurar
ao Canad o principe de Galles, nao lem ponto de
comparacocora nenhuma outra do mundo.
E' loda de ferro c tem a incrivel cxlenso de
nove mil ps. sto , dez vezes mais que a ruaior
ponle conhecida at hojo.
A sua altura desde o nivel da agua superior
cem ps.
Sobro a sua construeco s podem apreciar-so
as d.fficuldades que foi preciso vencer, conside-
rndole que o rio S. I.ourenco. sobre o qual foi
construida, corre com a rapidez de oilo railhas
por hora e airasta milhoes de toneladas de gelo
nos mezes do invern, e que o seu leito areno!
so e a sua profuo Jdade nao iuferior 23 ps.
O cusi da obra, que , no seu genero, a pri-
meira do mundo, foi de 17 milhoes do libras es-
terlinas.
O JURY EM GIRRALTAR.
Urna caria de Gibraltar de 8 do setembro, con-
la um fado curioso sobre o tribunal dos jurados
que composto de doze cidados.
N'uma causa formada contra uns presidiarios
daquella praca. foram os dozo jurados fechados
na Bal] d'uma hospedara e peritamente vira-
dos at darem o seu rediefum. pondo-se sua
d.spos.co, por coma do governo, tudo o que exi-
g.ssem para comer e beber. 0 caso que alguns
jurados nao se contentaram com comer e beber
bem, mas abusaram das bebidas e nada decidi-
r ra.
Ojuiz reprehendeu-os quando se apresenlaram
no tribunal e os poza relo de dous copos do
vinho por cabeca para aquella noilo.
Leranlou-sc ento urna polmica escandalosa
na presenca do publico, entre o juiz e o attor-
ney, sobre sederiam ser dous ou quatro os co-
pos de vinho para cada liomem I
[Commercio do Porto.)
PERN. -TYP. DE M F. DE FARIA.- 1860.

MUTILADO
ILEGfVEL