Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09467


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Full Text
- .....
lili XXXVI. NUMERO 239.
SEGUNDA FEIR1 15 DE ODTDBRO DE 1861.
Por tres mezes adianlados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
Por a nao adan lado 19$000
Porte franco para o subscritor.
eNGA.RaEGA.DOS DA SUBSCRipgAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Leraos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
voin; Maranhao, o Sr. Manoel Jos MartinsRibei.
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Monos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
PARTIDA DUS CUKUElOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia
Iguarass, Goiaana e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth.Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarias-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barrciros,
AguaPreta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE OUTUBRO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 45 minutos
da tarde.
14 La nova aos 17 minutos da tarde.
21 Quarto crescente as 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 Luacheia as 4 heras e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relaco : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do comraercio : quartas ao meio dia.
Dito-de orphps: tercas e sextas as 10 horas.
Primeiri vara do civii: tercas e sextas ao meio din
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Thereza de Jess v. c. fuod.
16 Terca. S. Martiniano m. ; S. Gallo ab.
17 Quarta. S. Heduviges duqueza viuva.
18 Quinta. S. Lucas Evangelista; S Trifona.
19 Sexta. S. Pedro de Alcntara f. padroeiro
20 Sabbado. S. Joao Cancio ad.; S. Iria v.
21 Domingo. S. rsula e suas comp. mm.
ENCARKEGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Si,
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria praca da Independencia n
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
/
Governo da provincia.
EXI-EDlENTE DO DIA 11 DE OITUBRO DE 1860.
Ofcio ao commandante das armas.Sirva-se
V. S. de mandar por era liberdade o recruta Ma-
noel Bento da Silva, visto ter provado isenco
legal.
Dito ao raesrao.Respondo ao offlcio que V.
S. me dirigi honlem, sob n. 1074, declarando
que pode mandar por ein liberdade o recruta. que
Ihe foi apresentado por parle do delegado supplon-
te cora o nome de Jos Celestino da Costa Ojntas.
urna vez que se verillque ser elle o de nome Jos
Celestino da Rocha Guedes. de que tralam os in-
clusos papis, que devem ser entregues a parte.
Dito ao chefe de polica.Queira V. S expe-
dir suas ordena para que o escravo Bernardo, de
que tratara o rejueriraenlo e mais papis juntos,
soja entregue a quera se mostrar ser delle genitor.
Dito ao cnsul dos Estados-Unidos.Respon-
derlo ao offieio que acabo de receber do Sr. lien -
ry F. Hilen, cnsul dos Estados-Unidos da Amo-
rica, looho a satisfjgao de declarar ao Sr. cn-
sul, que amanha a 1 hora da larde sere a bor-
do do vapor de guerra americano Simenole, ro-
go ao Sr. cnsul queira fazer esta communica-
cio ao commandante do referido vapor.Reitero
Sr. cnsul dos Estados-Unidos os mous proles-
tos de estima e considerago.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Liraoeiro.O capito da guarda na-
cional urna vez juramentado, e reconhecido era
ordetii do dia pule assumir o exercicio de seu
posto, por que a reunio do respectivo corpo ou
companhia para se.nolhanle acto facultativa, o
de neiihum nodo dependente da leilura de sua
patente.
Assim respondo ao ollkio do V. S. de 23 de
selembro ultimo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Annuiado ao que me reiuisitouo commandante
superior interino da guarda nacional desic mu-
nicipio era offiio do hootem, sob n. 174, re-
Comniendo a V. S. que mande pagar ao quartel
mesire interino do 4" baialho de infantaria Joao
DioJato Bowman a quantia de 8v)ftS0 ris em
que. segundo a conta junta em duplcala, im-
posta a agoa potavel fomecida a torga do mesmo
batdllio que esleve aquarlellado durante o mez
de agosto ultimo Communicou-se ao comman-
dante superior do Recite.
Dito ao mesmo.Bateado nos termos legaes o
pret junto em duplcala, mande V. S. pagar ao
negociante Antonio Domingues de Almeida Po-
cas os venciraentos relativos ao mez de setembro
ultimo, dos guardis nacionaes destacados em
Nazareth, conforme requjsilou o lespeclivu com-
luandanle superior^nn oflicio de 8 do correnle,
sob n. 101.Communicou-se ao commandante
superior respectivo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Man le V. S. pagar a Florimundo Marques Lins,
conforme requiaitou o chefe de polica em ollicio
de honlem, sob n. 1338, a quantia do 325;6u
r'jis despendida cora o sustento dos presos po-
bres da cideia da villa da Lacada nos mezes de
maio a agosto desle anno, como se v das con-
ias juntas, que acompsnharam o citado ollicio.
Commuuicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Certo do caniou lo do sua in-
formaco de 8 do correte sob n. 466, recom-
mendo a V. S. a expedicao de suas ordens para
que pela colleciorii de Nazareth sejam pagas as
desposas feilas com o sustento dos presos pobres
da respectiva cadeia conforme requisitou o chefe
de polica era olfido de desle mez sob n. 1322.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao conselho de compras navaes.Polo o
couselho de compras navaes comprar nos termos
dos arts. 9 e 11 do regularaenlo de 21) de feve-
reiro de 1853, os objeclos mencionados na rea-
cao que acompaohou o seu ollicio de honlem,
visto que laes obieelos sao precisos para provi-
meniodo alraoxariTado do arsenil de marinha.
Dito ao mesmo.Respondo ao oflicio do con-
selho de compras navaes datado de 10 do cor-
rente, declarando-Ihe que pode cllectuar a com-
pra dos objeclos mencionados na relaco que
acompanhou o citado ollicio, enviando "thesou-
raria de fazenda copias dos respectivos termos de
contracto que houverem de assignar os vendedo-
res de laes objeclos.
Dito ao mesmo. Em resposla ao offieio que
rao dirigi o conselho de compras navaes em 10
do correte se me olTerece a di/.er que approvo os
contractos fetos com diversas pessoas para o
fornecimenlo dos objeclos constantes do termo
annoxo ao mesmo ollicio.
Dito a cmara municipal de Nazarelh.Em
resposla ao oflicio que rae dirigi a cmara mu-
nicipal de NazareiU em 29 de selembro ultimo,
tenlio a dizer-lhe que approvo, por eslarem re-
gulares, as arremataron dos impostos sobre
farinha e legumes, cepos e repesos, gado vaceum
e suno, cojos contractos acompanharam o citado
offlcio, ennvindo que seja poslo novamente em
praca o imposto sobre raascaies e boceteiras, dan-
do-so o abale permiilido por le.
Dito a cmara municipal da villa do Bonilo.
Respondo ao offlcio que me dirigi a cmara mu-
nicipal do Bonito em 4 do correte, declarando
que avista do disposto nos arts. 4o e 9o da porta-
ra de 12 de Janeiro desto anno, junta por copia,
a juiz de direilo dessa comarca, nos casos de im-
pedimento dos dous juizes municipaes respecti-
vos, deve ser substituido pelos suplientes do juiz
municipal do termo do Bonilo, e na falta delles
pelos supplenles do juiz municipal de Caruar.
Portara.Os Srs. agenles da companhia brasi-
leira de paquetes a vapor, mandem dar passagem
de proa para o Rio de Jaueiro, no primeiro vapor
que passou do norte, a Antonio dos Santos, em
lugar desuado para passageiros de estado.
Dita.Os Srs. agentes a companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar passagem de
proa para o Rio de Janeiro no priraeiro vapor
que passar para o sul, a Joo Antonio Baplista,
em logar destinado para passageiro de estado.
Dita.O presidente da provincia, sob proposla
do chefe de polica de 3 do corrente sob n. 1,317,
resolve considerar vago o lugar do 5o supplenle
do subdelegado da freguezia do Rio Formoso, e
nomea pira ello a Antonio dos Santos Vital.
Communicou-se ao chefe de polica.
DESPACHOS DOMA 11 DE OLTIBRO.
Requerxmentot.
1897.Antonio Rodrigues de Moraes, conti-
nuo do consulado provincial.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial, ouvindo o ad-
ministrador do consulado.
1898Antonio Ferreira I.uslosa.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1899 Antonio dos Sanios.De-so passagem
de proa.
1900.Antonio Germano Alves da Silva.In-
forme o Sr. juiz de paz presidente da junta qua-
lifiradora da freguezia de Barreiros.
1901.Francisco Aotonio de Sa.Passe-se es-
tando em lempo.
1902Francisco Pereira Lima.Passe-se es-
tando em lempo
1903.Joo Antonio Baptista.-se passa-
gem de proa.
1904.Bacharel Joaquira Barbosa de Lima.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
. 1905.Jos Moreira da Silva.Aguarde deci-
! sao do governo imperial.
.| 1906Jos Antonio do Nascimento.Passe-
se, estando em lempo. _
1907.Joao de Paula Cavalcanli.Informe o
Sr. Dr. chela de polica.
1908.Joao Candido Forroira.O supplicanle
nao pode lor passagem por conta do governo, por
[j ter excedido o prazo de dous mezes depois
i de escuso do servlco.
1909.Bacharel Joaquina de Souza Reis.Co-
i mi pede.
1910.Joanna Baptsla Pereira dos Santos.
I Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
1911.I.uiz Francisco d'Arroxelas Galvao oCa-
rapeba.Nao tem lugar o que requer, em vista
| da informaro.
1912.Trajano Rodrigues do Nascimento'.
Informo o Sr. commaudanle do corpo de po-
lica.
1913.Vicente Ferreira da Costa Miranda.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
I cial.
1914.Victoria Luna do Espirito Santo.
Nesta data se oxpede ordem no sentido em que
! requer.
2.a seceo.Palacio do governo d i Pern arabu-
co, 13 de'oulubro de 1860.
Illm. Sr.Expega V. S. as necessarias provi-
dencas para que de hoje em diante cesse abso-
lulamente o recrulomento em lodo o municipio
i desia capital at segunda ordem da presi-
i dencia.
Dos guarde V. S..4. Leilo da Cunha.
Sr. Dr. chefe de polica.
C0IX4ND0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernamhuco, na cidade do
Rccife, 13 de outubro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 28.
O coronel commandante das armas faz certo,
que no dia 10 do correnle foi pela respectiva
commissao examinado praticamente n'arma d'ar-
' lunaria o Io sargento do 4o balalho de artilharia
i p Francisco de Assis Monffeiro, as seguintes
especialidades: Nomenclatura de pega o reparo,
: do espingarda, e seu uso, exercicio de artilliaria
i de campanha e de bater; manejo d'arma e exer-
cicio de fogo ; escala de pclolo ; e pontaria ao
alvo sendo plenamenlo approvado na segunda,
lerceira, o quarta ; e simplesmenle na primeira
e quinta.
Assiguado Jos Antonio da Fonceca Galvao
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvao
alfores ajudanle de ordens interino do commando
COMMANDO SUPERIOR.
Q na riel-genera I do commando supe-
rior ta guarda nacional do muni-
cipio do Rccife, 13 de outubro de
1800.
ORDEM DO DIA N. 487.
Tendo nesta data reassumido o commandosu-
perior da guarda nacional deste municipio, as-
sim o fago constar aos corpos da mesma
guarda.
Espero dos Srs. commandantes de corpos toda
a coadjuvacao no cumpriraenlo de meus deveres
de commandante superior, e lhes recommendo
lodo o empenho na conservaao da disciplina de
seus respectivos corpos.
\ isconde da Boa-Visla,
Commandante superior.
EXTERIOR.
Da Opinione de Turin extrahiraos o seguate :
* 0 governo francez nao deve considerar a in-
tervengo do I'iemoule nos Estados-Romanos co-
mo urna aggresso, mas sim como um acto de
legitima defeza.
O Piemonle nao tem oulro (ira mais do que
cnmbat.tr a intervengo estrangeira na It3lia, se-
gundo a poltica preconisada pelo imperador Na-
poleao.
Em Pars, anda se nao poderam conhecer
bem os recentes aconterimentos que se passavatn
as provincias entregues a dependencia do gene-
ral Lamoricire. Em Pars iguora-se provavel-
menle que a iisurreicao simultanea e geral.e que
leve lugar soliando-so o grito deuiwo Victor Em-
manuel, nosso rci as provincias romanas,nao
se faz disserlacao respeilo da annexagao ; tra-
la-se menos de so reunir a oulro estado", do que
de sacudir o ju$o do poder ihoocralico, de pro-
clamar a soberana de Victor Manuel e de cons
tituir a Italia.
Os italianos nao fizeram al agora mais do
que seguir os conselhos cheios de autoridado do
imperador Napoleao.
Uni-vos, dizis elle na sua memoravel pro-
claraacio de 8 de julho de 1859 : uni-vos com
um nico pensamenlo, a liberdade do vosso paiz ;
organisai-vos miliiarmenle, corro para as ban-
deiras de Victor Emmanuel, que too nobremenle
vos abri o caminho da honra
Teem elles feito outra cousa que nao seja
reunr-se, organisar-se militarmcnto, e correr s
bandeiras de Victor Emmanuel ? 0 nosso governo
nao podia hesitar por um instante, proteger as
populacoes das Marcas e da Ombra, e aceitar os
votos. Doveria enlao demittir-sc do poder e
abandonar a direegao das cousas publicas s in-
certezas dos partidos, aos caprichos dosoutros, e
provavelmenle a anarcnia, que preparara o ca-
minho para a intervengo estrangeira, que fazia
perder todas as vanlagens alcangadas al agora
Quando se tratava da annexago da Tosca-
na, o Constitucionel previa decepges, conflictos
e desgostos. A annexacao da Toscana era urna
necessidade, e consurao'u-se ; facilitou a uniao
do resto da Italia ; pode mesmo dizer-se que a
unio da ToscaDa foi o verdadeiro principio da
uniao italiana, Temos da mesma maneira cou-
fianca de que os prognosticos do Constitucionel
tocaram o moviraento das Marcas o da Ombra.
O imperador Napoleao conhece a siluaco
daquellas provincias melhor do que importa' a
qualquer oulro governo da Europa. Estudou-as
acompanhou-as as suas dores, e procurou ali-
via-las n'outros lempos. Hoje que o fruclo est
maduro, necessario colhe-lo. O nosso governo
lancou-se no campo e nao poderia recuar.
A Europa agora chamada a escolher entro
Victor Emmanuelea rcvolugao.entrea monarchia
constitucional e a anarchia, entre a bandeira na-
cional com a cruz da Saboya e a bandeira ver-
melha. A escolha nao pode ser duvidosa, a Ita-
lia j fez a sua. A Europa nao pode deixar de a
approvar porque esta escolha garante a ordem e
a tranquillidade geral, omquanto que a incerteza
no futuro nos expona s mais graves desordens.
A branca, que to geneaosamenle preslou
um tao valioso e lo poderoso concurso Italia,
hade recoohecer que a situagao do nosso go-
verno, neo Ihe permeltia recusar ou retardar
um soccorro que os povos teem direito u pe-
dir-lhe, e que ella est na obrigaco de conce-
der-lhe-
a 0 governo sabcrS tomar a responsabilidade
destes fados em presenga da Italia, da Franca e
da Eujopa; e estamos p'ersuaddos do que.qual-
quer que seja o juizo que hoje faga o governo
imperial a respeilo dos acontociraentos occorridos
as provincias romanas, a allianca nao ser nun-
ca alterada ; logo que a Italia estver as cir-
cunstancias de se constituir, a Franca nao que-
rer quebrar urna allianga cijo fim era precisa-
mente essa constituigao.
A Opinione de Turin. publica o seguinte arti-
go, com o titulo de admoestaces das potencias
estrangeiras
a Depois das censuras do Constitucionel ?em
as advertencias da Parie.
Este jornal annunciaque as potencias estran-
geiras teem feito tivas admoestaces ao nosso
governo a respeilo da resolucao tomada por elle
de entrar nos estados romanos.
O uosso ministerio devia preve-las, porque
nunca se adopta urna resolucao de semelhante
natureza, sem que a diplomacia procure inlcrvir,
e impedir que seja posta em execugao.
Mas, a diplomacia devia ter era conta as con-
digoes interiores da pennsula itlica. A nota
expedida ao cardeal Anlonelino um facto so-
lado, nem a causa de novas complicagoes liga-
se a urna serie de acontecimcnlos que se desen-
volvcm na Italia ha um anno, e c a consequen-
cia das graves complicagoes, que nao suscitamos
e s quaes imporla por um termo.
Nao originamos a siluaco em que se acha o
governo pontificio. Nao fomos nos que o entre-
gamos como presa revolucao no comego da
guerra de 1859, nem o exhortamos a resistir obs-
tinadamente aos desejos, aos volos, e as recla-
mages dos povos.
Todas as grandes potencias aconselharam a
corte de Roma a atlender aos lempos, e a fazer a
civilisaco as concesses opporlunas, e Ihe pre-
disseram os males que resultaran] da sua obsti-
naran.
Hoje, que os seus prognosticos se verficam,
que razio teem ellas de condemnar fados, que
nasconjuncluras actuaes, sao inevtaveis, e que
apezar dos seus conselhos e da sua autoridade,
nunca trataran] de impedir ?
Poderia a Europa ver com indifferenca que o
movimeuto italiano se desenvolvesse sem um
centro, sem urna direegao, sem que um governo
regular, constituido e reconhecido, o gufasse e o
modetasse '?
Se ella deve preferir que o governo sardo
lenha mao as cousas publicas, o que cumprisso
o mandato que Ihe foi confiado nao s pelo con-
gresso dos povos italianos, mas tambera pela di-
plomacia consentidora ou hesitante, nao ser con-
tradictorio que faga admoestages a respeilo de
um aconlecimento qne so lorno'u necessario ?
As potencias, oceupando-se junto do nosso
governo para impedir a entrada do nosso exerci-
to as provincias romanas, nao consideram pro-
vavel desembaracar-se de toda a responsabilida-
de quanto aos destinos do movimento italiano.
Queremos acreditar que o nosso governo
nunca procurou fazer um escudo da adheso das
outras potencias, e niuito menos toma-las res-
pousaveis pelos seus actos o pela sua poltica.
A poltica do nosso governo nao pode ter
oulro fim mais do que a independencia nacional,
fundada na paz, na ordem, e na liberdade.
E urna msso generosa de que se encarre-
gou, e que lem procurado preencher da maneira
mais conveniente, nao separando a causa nacional
noinleresse geral da Europa
Mas nem todas as potencias teem em linha
de conta a sollcitude que elle mostra pelos in-
teresses curopeus
Algumas assustir-se-hiam se a revolugo,
ullrapassando todas as barreiras, innundasse o
paiz visinho, e amecasse c paz publica ; e toda-
va, nao sabem conhe'cer o governo que a mode-
rou, de maneira a fazc-la chegar ao seu lermo,
evitando os males que quasi todas as grandes re-
volugoes teem causado aos propros oslados que
esperara permanecer espectadores.
Se o movimento italiano foi preservado dos
excessos e das desordens, se admirou a Europa
pela sua moderago, deve-se, seguramente, ao
bom senso dos povos. e concordia nacional ;
mas por oulro lado, deve-so tambera direccao
que Ihe foi dada pelo governo sardo, ao zello q'ue
elle empregou para que se nao desviasse, e a po-
derosa influencia de Victor Emmanuel sobre a
Italia interior.
Urna vez cabida a dymnaslia bourbonica.e
Garibaldi livesse entrado'era aples, poder-se-
hia acreditar que as populagoas das Marcas e da
Umbra se moslrassera resignadas debaixo doju-
go do general l.amocieciere, eque, emanante que
seus irmos rccinhecem a liberdade, ellas acei-
tassem o rgimen do estado de sitio?
Era pedir o impossivcl a povos que nao tem
para seo governo mais do que os seus senlimen-
tos de averso, de odio, e de despreso ; e que,
n'oulras circumstancias, j moslraram Europa
como sabem dar razio a si se a Europa Ih'a re-
cusar.
Ou o nosso governo intervem para a mode-
rar a rovolugao dos estados romanos, ou ne-
cessario preparar-se para desordens e convulsocs
formidaveis.
Seria urna poltica infernal aquella que acon-
selhasse a um governo italiano que perraaneces-
se espectador indifferenle de desordens que ap-
planassem a estrada da intervengo estrangeira, e
deslrnissem as vantagens al agora alcangadas.
Urna semelhante poltica, rondemnad pela
Italia, nao po lia ser seguida pelo governo sardo.
Nenhum ministerio quera assumir a responsabi-
lidade do urna altilude que desacreditara o go-
verno, e Ihe faria perder lodo o prestigio.
Os ministros de Victor Emmanuel nao teem
a escolher entre difieren les caminhos. Sum ni-
co est aberto diantc delles, e este que devem
seguir.
Se a Europa quizesse por-lhe obstculos, a
Italia soffreria com isso ; mas os oulros eslados
aiuds soffreriam mais, porque a Italia, forte dos
seus direitos, ha de conseguir conslituir-se, ape-
zar das diliculdades que a cercara, emquanto
que os outros estados encontraran! as desordens
suscitadas por si propros um embarago para o
regresso da paz, e um germen de novas compli-
cagoes.
A junta revolucionaria de Saula gata Fellria,
na Ombra, publicou a segninlo proclamago :
Desde que esla generosa populaco repeli
de novo o grito de alerta nacional contra o domi-
nio clerical, causa dos males internos e discordia
civil, assim como de ctilpaveis embaracos for-
magoda Italia nica e da sua independencia.
Desde me, pelas solemnes e publicas de-
monslrages, que provam urna coragem verdadei-
ramente civil, ella declarou de novo querer fazer
parte do generoso reino constitucional de Vctor
Emmanuel II, julgamos do nosso dover, como
raembros da commissao nacional italiana, acco-
Iher esses votos, cada vez mais legtimos pela af-
fronla do dominio secular da curia romana, con-
tendo ao mesmo lempo o movimento dentro dos
limites da ordem social, econstiluindo-se em go-
verno provisorio.
Para prevenir a populagao cumpriraoso de-
ver de publicar o nosso programnia poltico :
Italia e casa de Saboya com a annexagao imme-
diala ao reino constitucional de Victor Emma-
nuel II
Sob a egyde desto programma, que o grito
unnime do lodo aquelle que possuo um corago
italiano, e pelo qual a nacao se lornou j indo-
pendenle desde os Alpes al ao Etna, bremos
respailar a moral publica, a tranquillidade, e as
propnedades dos cidadaos, que.com xito feliz
naocessararn deaconselhar e auxiliar os oulros
paizjs das provincias das Marcas e da Ombra.
b vos, povos de Monlefeltro, muni-vos dosla
derlamagao, e lornai-a una arma para vos pre-
parar para os grandes deslinos. Coragem, pois,
euniaol Cora este peusamento seremos supe-
riore aos insultos dos inimigos da uniao da
noss patria.
Uni-vos comnosco para clamar. Viva a lla-
lla l VivaViclor Emmanuel II! Viva a monarchia
constitucional da casa de Saboia !
Pila sua parte a junta provisoria do Urbino
dirijo-se nos seguinles termos, aos povos dos
dislnctos :
Ciados, esta cidado insurgida do novo ao
grito diV iva a Italia. Viva Vctor Emmanuel, tem
pcrmaiecido sem autoridade.
Nos que outr'ora fomos, pela vonlade do
povo, coislituidos em junta provisoria, julgamos
j do nossedever reformar urna autoridade, da qual
a forcatas circumstancias inlerrotnpeu o exer-
cicio.
I Prorunciamos hoje o mesmo voto de annexa-
gao, e qjando se tiverem verificado os nossos
| destinos aacionaes, ser cerlamente cumprido.
E a iste poni que prestamos lodos os nossos
cuidados vos, cidadaos, tornai-vos fortes com o
vosso cmsenso, e com a vossa conflanca para
conserva, a ordem publica, o moslrar Europa
. que sois tignos da liberdade e do nomo italiano.
| Viva unidade e a independencia italiano !
Viva Viclir Emmanuel, nosso re I
Urbiro. 8 de selembro do 1860.A junta
provisonr(segucm as assignaturas. )
! O geneal Cialdini, antes de entrar em carapa-
nha, publcou a seguiute proclamago :
Solda'os do quinto corpo.
Vou giiar-vos contra um bando deavenlu-
reirosestrngoiros, que ssedn do oiro e odesejo
do roubo .onduzio ao nosso paiz.
Combaei, dispersai inexoaavelmente esses
miseraveis sicarios ; mas pela vossa man sintam
elles a cobra de um povo que quer a sua nacio-
nalidadc ea sua independencia.
Soldaros! Perugia exige urna vincanca e
anda que larde, ha de tel-a.
Do Esero exlrahimos o que segu, para que
chamamo. a attencao :
Advetido por informacoes certas de que as
tropas austracas augmentan todos os dias as
localidad de alm do r, o governo do re ex-
pedio ordens promplas e resolutas para se pre-
venir contra qualquer surpre/.a.
A londigo interior da Austria nao cerla-
mente le natureza que Ihe possa permittir, sem
pengo, 'ornar parte na guerra que ameaga re-
bentar ios estados pontificios; mas se ella qui-
zer tentar esse esforc supremo, entrar era
campanha por Borgoforte, e sobre o P, absten-
do-se de passar o Mincio, para nao ter de voltar
de novo seoslas a Franga.
O governo do rei prepara as melhorcs delTezas
sobre a linha de Ferrara e Placenca.
Todava foram mandadas novas tropas com
arliJie.'ia para o lado do Mincio.
Proclamago do general A'unziante
ao exercitu napolitano.
Conpanheiros de armas. Ha poucs das,
quaodj me despedi de alguns de vos, pedi-vos
cora iistancia que vos mostrasseis sempre va-
lenle contra os inimigos da llalia, e bem assim
genensos para com os fracos, e que desseis as
provrs mais nobres dessa verdadeira virlude mi-
lilar.no novo caminho de gloria que a Providen-
cia aire a todos os ilhos da grande patria cora-
mina
Esa chegado o momento de corresponder as
minias exhorlagoes.
Laige de vos, lem augradnlado em mm o
pensimento da vossa prosperidade, da vossa hon-
ra e gao ca llalia e da Europa, convenci-rao profun-
damento de que, para vos e para osla formosa
Italia, nao ha oulro meio de salvago do que
reunir-vos a toda a familia italiana debaixo do
glurioso sceptro de Vctor Emmanuel, esse ad-
miraiel monarcha, que o heroico Garibaldi an-
nuncbu ha pouco na Sicilia, e a quem Dos, nos
seus mpenetraveis designios, clegeu evidente-
mente para constituir em urna grande nago a
nossa grande patria commura, indignamente
despojada, o assassinada sem motivos.
Esti pensamento Irouxe-me irrcsisivelmente
para jjnlo de vs, resolvido a obrar fraternal-
mente comvosco, e a cumprir tambera comvosco
sanie mndalo de que todos nos devemos sen-
tir investidos peles supremas necessidades da
patria.
Era -[uanto a Providencia lem permitlido que
a Ilalu aslivesse dividida, soube melhor do quo
ninguem ser fiel causa a que rao achava abra-
gado. Mas quando a mo poderosa de Dos ten-
de viselmenle para tornar a urna, aquelle que
nao seguir o impulso considerado como um
traidor.
Esta santa verdade alumia a vossa conscien-
cia, c debaixo dnjugo em que vivis, induz-vos
a una desergo parcial.
Nosigaes esse caminho ; de lodos o mais
funesto para a patria.
El-rei Victor Emmanuel, a quem a Italia est
entregue, tem necessidade de ler-vos todos uni-
dos e disciplinados para empregar os vossos
bragos, alim de derribar esse estrangeiro que
tem sido o iuimigo eterno da nossa fellcidade.
De urna caria do aples damos a seguinte
discripgo do que occorreu n'aquolla cidade, por
occasiao da entrada de Garibaldi.
Nao voi fazer urna discripgo completa do
enthusiasmo que reina desdo ho'nlem nesta cida-
de. aples eslava Iluminada a giorno. Nao
havijanella em lerrago no qual so nao visso
desdcnhido o contorno de fogo. Os monumen-
tos pblicos, as modestas casas burguezas, os
armazens, e at as pobres choupanas dos mar-
timos, ludo eslava guarnecido de Linternas, ou
de vidroscom as lre9 cores. J se v que ludo
eslava preparado antecipadamente.
Na manhaa de da 8, a cidade estava toda
embandeirada. A longa ra de Toledo era urna
serie nao inle,rrompida de bandeiras. galhardetes
c flmulas das cores nacionaes, pela maior parte
de seda, com a cruz da Saboia, bordada no
meio. Por tjda a parle se liam insrripces:
Viva a Italia! Viva Vctor Emmanuel! Viva
Garibaldi I
Na capital estavam apenas cinco batalhoes,
cojnprehendendo ao todo una 3,000 homens. A
guarda nacional, composta de 6,000 homens,
eslava toda em armas. Tudo estava armado ;
viam-se chugos, punhaes, pistolas, revolvers,
espingardas do cag, etc. Mas nem urna nxa,
nem o menor conflicto, e muilo menos um rou-
bo. A populagao; e principalmento a classe dos
azzaroni, conduzio-se bem.
O dictador foi recebido hontem na eslagaodo
. caminho de ferro de Noura pelo tenenle-general
' de Songet, commandante da guarda nacional, e
pelosyndico de aples (prefeito.)
I Em aples os banqueiros, os ricos indus-
triaes e commerciantes, lodos aquellos inalmen-, lem favorecido a i
le que linham ricas equipagens, tinham manda- Sr. conde onde
do as snascarruagens estago. O general en-
trou ao acaso no caleche de Mr Java, fornecedor
do exercilo de Francisco II, o foi para o palacio
chamado da Foresleria.
A praga da municipalidad1: estava cheia.
Acclamou-se o dictador. Elle appareceu ja-
nella, e proferio com voz firme, o seguinte dis-
curso, que se lornou anda mais sonoro pelo si-
lencio da multidao.
Eis o discurso:
Tendesjuslo direilo do vos exaltar, no dia
em que termina a lyranna que tem pesado
sobre vos, e em que coraeca urna era do liber-
dade.
E vos em serdes dignos ilhos da mais ex-
plendida joia da llalia.
revolla ; e sabis perfeitaraenla,
esla revolla foi combinada,
a onde veio o dinheiro, as armas e os meios de
todos os gneros, e d'onde partiram as instruc-
coes, c a ordem de se insurgirem.
Conseguintemente, ha lugar para repuiar
calumnioso tudo quanto proclamado por ura
partido hostil ao governo da Santa S pelo que
toca a essas tropas ; e para declarar que as im-
putacoes articuladas contra os seus chefes nao
sao menos calumniosas, quando se quer que elles
passem por authores de ameagas provocadoras
e de proclamagoes proprias a suscilar urna fer-
mentigo perigosa.
V. Exc. terminava o seu penoso despacho
convidaudo-me, em uome do seu soberano, a or-
denar imraediatamente o desarmamento e licen-
ceamento das ditas tropas. Eslc convite era ac-
nm?naS,C COlhl,nenl0',na0 POr mim companhado de urna especie de meara di parle
mas em nome da Italia, que, pelo vosso con- i do Piemonle. no caso de recusa, de impedir aeran
curso, constitus na sua umdade. Merecis dessas tropas por meio das tropas relTes! S
por isso a gralidao, nao da Italia s, mas da | Ha all urna quasi injunro que volunlaria-
Luropa inleira. mente me abslcnho de qualificar. A Sania S nao
litPp/?hf!;TC"a0S V'VaS 6 acclamaes; Paia ^r Je repellir com indignaco, sentin-
do-se muilo no seu direilo legitimo,'
mais cnlhusiastas do que nunca.
Alguns momentos depois desceu Garibaldi ;
enirou em urna carruagem (urna carruagera pu-
chada por quatro cavallos brancos, qae Ihe tinha
sido oflerecida por Donizc-lti, rico industrial na-
politano), e foi cathedral assislir ao oflicio di-
vino. Depois fez-se conduzir ao palacio Doria
(Angri) na praga do Espirito Santo, onde fixou a
sua residencia. All, trabalhou cora os miuis-
tros, e nao saino mais nesse dia.
A esquadra nao acompanhou o rei para
Gacta, anda que para isso livesse ordem for-
mal. Tanto os commandantes como as equipa-
gens, lodos se recusaran!. A fragata Guiscaldo,
escapou-se excelentemente Sem a presenca de
espirito do seu commandanic, leria sido forrada
a dirigir-se para Gaela. Regressando de Pro'cda
no seu direilo legitimo, e fazendo
um appello para o direito das gentes debaixo do
cuja egide tem at agora vivido a Europa. Ouaes-
quer que sejam, alm disso as violencias a que a
Santa Se passa a estar exposla, sera as ter provo-
cado, e contra as quaes desde j do meu dover
protestar altamente em nome de S. S.
Sou com os sentimenlos da mais distincla
considerarlo de V. Exc.
(Assiguado.)
G. Cardeal Antonelli
Roma, om 11 de selembro de 1860.
Ao mesmo tempo que o conde de Cavpur ex-
peda a sua nota para Roma, o general Fanti mi-
nistro da guerra, razia chegar outra carta s oaos
.do general Lamoricire, commandante em chefe
onde estava no cruzeiro, achava-se face a face das tropas pontificias,
com o Messaggiere, vapor, a bordo do qual es- Eis o texto d'eaaa \
tava o rei. Hesitar era possivel.
Era necessario ou seguir o rei, ou fazer causa
commura com toda a marinha. O commandante
forcou a machina e sigui o seu caminho. Mas
urna fragata hespanhola que segua o vapor do
carta, segundo o Jornal de
(o uta.
Arezzo, 9 de setembro do 1860.
Excellenlissimo senhor__S. M. el-rei Vctor
Emmanuel II, que est lo vivamente iuteressado
na felcidade da Italia, est muilo preoecupado
do rei e deixou o Guiscardo proseguir tranquil-
lamente o seu caminho.
Mr. Liboro Romano, foi poslo a testa do
novo gabinete. Os napolitanos concordara em
reconhecer que devem pert^ncer familia ta-
que nao representara entre si o lago alguTn de
nacionalidade, produ/.iria inovitav'elraente um
choque funesto em lodos esses Estados.
L' consequencia d'estas graves censideraces
que S. M ordenou urna concenlraro de tropas
tana, mas sera insurreicao e sem derramamen- nfll fronteiras das Marcas e da Ombra, c que rae
ue sanSue- i fez a honra de me confiar o commando superior
Um dos priraeiros aclos de Garibaldi quando
entrn em aples, foi dar um golpe e destruir
de todo as espeangas dos mazzinistas.
Eis a proclamarn que dirigi popularn H.t
capital.
Filhos do povo : com verdadeiro respeilo
dessas tropas. Prescreveu-mc ao mesmo lem-
po que me dirigisse a V. Exc. para vos fazor sa-
ber que essas tropas cecupariam desde logo as
Marcas e a Ombra nos casos seguintes, islo 1.'
so ac Iropnj o voaoaa uiuiis, UCllUUQO-Se eni
algumas das cidadea das Marcas e da Ombra, ti-
verem de fazer uso da forra para comprimir qual-
e verdadeiro amor quo me appresento a este quer raanifestaco no sentido nacional 2 Se as
centro poderoso dos povos italianos que mulos Iropas de que sois commandante tiverem de re-
seculos do despotismo nao poderam humiluar. [ ceber ordem para manobrar sobre qualiuer ci-
era forrar a curvar o joelho diante da lyranna. dade das mesmas provincias pontificias no caso
A primeira necessidade da llalia a concor- de chegar a produzir-se urna manifestado nosen-
dia para chegar a unidade da grande familia ; do nacional; S.- Se no caso do urna "manifesla-
ialiana. Hoje a providencia occorreu a essa gao no sentido nacional se produzir era qualuuer
concordia, gracas a sublime unanimidade de lo- cidade, tendo sido reprimida com o empre-o da
das as provincias para a reconsliluicio nacional.; forga pelas vossas tropas, estas nao reccb" rom
amos nos para a mesma unidade illa immedialamoute ordem para se retirar deixando
deu ao nosso paiz Vctor Emmanuel, que podemos
chamar desde hoje o pai da patria italiana.
Victor Emmanuel, modelo dos soberanos, in-
a cidade que se linha pronunciado, livre para
manifestar os seus desejos.
Ninguem melhor do que V. Exc. pie com-
dicara aos seus descendentes o seu dever para prehender como o sonliraento nacional re-
s conseguir a prospendede de um povo que o; voltar-se danle do urna opposiro estrangeira
collocou sua frente cora frentica dedicaco. e ouso lerconfianra que aceitando francamente'
Os padres italianos, com a conscieacia da ; e desde logo as prpostas que acabo de vos fazer
u por garanta do respeiio cora | em nome do governo do re
sua raissao
que sao tratados o enlhusiasmo, o patriotismo,
e a allilude verdadeiramente chrisla dos seus
enumerareis conl'rades, que desdo os clrigos
meritorios deGancia at aos generosos padres do
continente italiano, lemos sempre vislo, fren-
te dos nossos soldados, atfrontar os maiores pe-
rigos das balalhas. Repilo-o ainda, a concordia
a primeira necessidade da Italia. Os dissiden-
les de outr'ora quo na actualidade quizerem di-
rigir sinceramente a supplica ao edificio da pa-
tria, us os acolhercmos como irmos. Final-
mente, respeitando a casa dos cu tros, nos que-
remos ser senhores da nossa, quer vigiem ou ]
nao os poderosos da trra.
Saterno, 7 de saiembro de 1860, pela ma-
nha. .:
G- Garibaldi.
Desla proclamago rcsullou correrem de toda
a parte |iadres par'a acclamarem Garibaldi, Victor
Emmanuel, e a Italia.
. poupareis a pro-
tecgo das nossas armas a essas provincias da
Italia, e as consequencias assustadoras
derian seguir-se.
que po-
0 jornal de Roma publicou a resposla do car-
deal secretario de estado, Antonelli, carta do
conde de Cavonr, de 7 de setembro. Esla res-
posla concebida nos seguintes termos :
Excellenlissimo senhor. Sem ler em con-
taba maneira por que V. Exc. rae fez chegar s
mos a sua caria de 7 deste mez, quiz, cora
tranquillidade, prestar toda a rainha allengo ao
que me expe em nome do vosso soberano, e
nao posso dissiraular-vos, que islo me fez una
grande violencia. Os novos principios de direito
publico, que apresenliis na vossa nota, dispen-
sara-me na verdade de qualquer resposla, alten-
denJo a que eslo muilo em opposigo com os
que teem sido constantemente reconliecidos por
todos os governos e por lodas as nages.
Todavia, locado de perto das iuculpages
dirigidas contra o governo de Sua Sanlidade,
nao posso deixar de rebater primeiro que tudo,
a censura to odiosa como desprovida de funda-
mento e injusta, realmente articulada contra as
tropas recenleinenle organisadas pelo governo
pontificioj accrescento que julgo inqualificavel
a pretengfio, que consiste em contestar o direito auaes se agastam repelidas vosea o fazera logo as
O Jornal de Roma acrescenta :
Estes actos do ministerio sardo sao de tal
natureza, que cada um pode reconhecer o inqua-
lificavel excesso.
Por consequencia, abster-nos-hemos de
qualquer commentario. Este excesso ainda
maior se se acrescentar que no momento em
que foi enviada a resposla do secretario de es-
lado carta do conde de Cavour, chegada das
Marcas a noticia deque, emquanto que as tropas
pontificias tinham restabelecido a ordem na ci-
dade de Tossombrone revoltada, as tropas re-
gulares do Piemonle, j concentradas em granie
numero na fronteira da Toscana. e prximo de
Caltolici, ousaram marchar d'este ultimo pooto
ao ataque de Pesaro, cuja traca- guarnigo se re-
lirou para Rocca, estendendo a sua guarda avan-
gada M Fano.
Sabe-se ao mesmo lempo quo S. M. Impe-
rador dos francezes, logo que leve conhecimen-
to da resolugo tomada pelo governo sardo do
dirigir um ultimtum ao governo pontificio com
o fim de obter o licenciameuto d'essas tropas
estrangeiras com ameaga de invadir e de oceu-
par no caso de lecusa. as Marcas e a Ombria,
escreveu pelo telegrapho do Marselha ao rei do
Piemonle para Ihe annunciar que se as Iropas
sardas penelrassem no territorio pontificio, se-
ria conslrangido a oppr-se a isso, e que j ti-
nha dado ordem para retorcer o seu corpo fran-
cez de oceupaco
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
As forcas respectivas da Franca e
da Inglaterra.
A allianga anglo-fianceza, de recente dala na
historia : ella lem a sorte dos jovens casados os
que lem o governo pontificio, assim como lodos
os outros, de ler ao seu serviro tropas eslran-
geiras.
Na realidede, muitos governos na Europa
teem tropas estrangeiras ao seu sold. A pro-
posito disto, parece ser opportuno fazer aqu
notar que, allendendo ao carcter de que es-
t investido o soberano Pontfice, o pai com-
mura de todos os fiis, uo poderia crilicar-se
mais do que a qualquer outro por ter as f-
leiras das suas milicias todos aquetles que vem
olerocer-se das diversas parles do mundo ca-
Iholico qara > apoio da santa S e dos estados
da igreja
Nada ha mais falso, nem mais njureso do
que attribuir s tropas pontificias as desordens
que teem tido lugar nos estados da sania S;
nS ha necessidade de o perguntar. A historia
j registrn quees ellas eram, e d'onde veem as
tropas, que teem violentamente conslrangido a
vonlade dos povos ; regislrou os artificios postos
era pralica para langar na desordem a maior
parto da llalia, o arruinar tudo quanto ha de
mais inviolavel, e de mais sagrado em direito e
em jusliga
Quanlo s consequencias que se queria fazer
pesar sobre a legitima acgo das tropas da santa
S para reprimir a rebellio de Perusa, seria
verdaderamente mais lgico langar essa respon-
sabilidade sobro aquelles que, do estrangeiro,
pjzes ; os quaes se zangara tanto mais fcilmente
quanto teem grande prazerem se reconciliar. Pa-
rece que, sem o suspeitar, estavamos indispostos
e mal com os nossos desconfiados visinhos : mas
eis que o primeiro sorriso da Franga alegrou o
rosto da Inglaterra, c de ujvo ho de sufocar-
nos seus canos.
O indicio do arrufo era o discurso do lord Pal-
mersloD, o sorriso foi a carta do imperador dirigi-
da, dizem uns, a rainha Victoria, dizem outros,
ao embaixador francez em Londres. Seja como'
for, essa carta, cojo texto e sentido ainda nao sao
conhecidos cxactam-nle, oquos ejo destinado
a socegar os venios desencadeados no ocano
brilannico pela orago dominicana do governo
inglez pro domo sud.
Supporaos que a acgo do governo francez li-
mitou-se enlao a applicar uraacompressa d'agua
fria na exallago do orgulho nacional que exage-
ra, porm, sem Ihe dar o menor crdito, o pe
de sua casa e a fortuna do visinho.
O objeclo da qnrslo, reconhecemc-lo, nao
vale o mal que causa alternativamente em am-
bos os lados da Mancha, lodas as vezes que vem
ordem do dia, segundo a susceptibilidade do
momento, ora por um pretexto, orajpor oulro:
Cada urna das duas nages olha enlao pela ex-
tremidade pequea do oceulo quando se tratando
ser a ouira, e pela grande quando quer exami-
nar-se a si proprio.



DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 15 DE OUTUBRO DE 1860.
r
O que disseram no patlamenlo inglez acerca
das forjas da Friura aflu de justificar os provec-
tos da defeza nacional claramente eivado de
exagorajes palpareis, mas lambem o que se
pensa e se diz em Franja a respeito desses pro-
jectos dos nossos visiuhos d5o lalve* isealo de
injusticia.
Ser vcrdado que de urna e oulra parte nao
nr-se-ha nessa imporlaute queslo da necessidade
do armamento militar seno obedecer ao senti-
Bjento ceg da conservajo de si proprio, exa-
gerado extravagantemente? lia muito que d-
minuio nessas recnmiuajoes reciprocas quando
se iuvenlaria com calma os recursos respec-
tivos.
Assim, relativamente a Franja, ser verdade
que a sua armada e o seu exercilo sejam supe-
riores s necessidades que podera nascer para
Ha do estado militar das outras potencias. Eis
a perguula que fazia o Journal des Dbales Da
semana passada e a qual responda negativa-
mente pelo argumento inais peremptorio, o dos
lgarismos.
Temos sob as armas um execirto do 400,000
homens, que pode ser elevado a 600,000 Ora, a
Prussia com urna populaco nielado menor que a
da Franja, tcm a preteujo de poder levantar
um exercilo quasi igual em numero ao nosso ; o
resto a Allcinanha nao tem menos soldados
promptos para combater, do que a Prussia; a
Austria anda oanno passado ameajava-nos com
mu exercilo de 800,000 homens ; a Prussia, an-
tes da guerra da Crimea, pretenda ter mais de
um milhao de homes debaixo de armas. Ao de-
pois, nossas frooleiras esto abertas em muitas
partes.
O nosso genio nacional o a nossa excellente or-
gauisajo militar enchem as lacunas; porra se
nisso que coasiste a uossa superioridade em ier-
ra, sein abslrahir do mundo, uo vemos, de cer-
to, o que loriamos de fazer para trauquilisar os
nossos rivaes o visinhos.
Com relajo a mariuha, commellem urna hy-
perbule anda mais exagerada quando prelendem
<: os nossos meios de acQo sao quasi iguacs
nos da Inglaterra.
Temos no mar ou nos eslaleiros trila e tres
n Aos.
' A Inglaterra, segundo diz lord Clarence-Paget
leca u'ugua no lim desie auno eincoeuta e quairo
naos vapor, excepto as que tf um nos eslaleiros
v as antigs naos vela que pretende mudar
para naos a hlice, bem como as outras oito naos
u hlice que couserva em p de guerra para o
SCrvioo das cusas.
Ouanlo aos recursos aclualmento promptos e
imuieJialameule disponiveis, temos doze naos
armadas ou em armamento, assim destribuidas :
urna no ceauo Pacilico, duas armando-se em
Toulou e nove no Mediterrneo sob os ordens do
almiraule Le Barbier de Tinao. Por sua parle,
os Inglezes, sem coular as naos de reserva, teein
presentemente Iriuta e sele uos de linlia com-
plelamcuie armadas e assim deslribuidas: duas
nas cosas da America do Norte, oilo em Ban-
Iry-Bay, perlencentcs a esquadra chamada da
Mancha ; dez em L'orlland, das quaes oilo guar-
da-cosas, reunidas temporariamente em esqua-
dra sordens do commoJorc Yclvcrlon, e final-
metite desessele no Medilerrauo.
A estas asteas vigorosas do tridente britannico
oque ha para se uppor uo mundo iiepluiiiuu?
As 33 naos da Franja de que cima (aliamos,
as sele naos quealtribuein a Kussa, as duas naos
que a Turqua possuo, e a nao que a Austria quer
aunar de urna hlice. era os Lisiados-Unidos,
uera potencia alguma da America, ueni a Hol-
lanJa, a Suecia, a Dinamarca, Portugal, aples,
o l'iemonle, a Prussia ou o Egyplo possuem
uaos a vapor.
A Inglaterra, em plena paz. como indiciosa-
mente o ase vava o Journal des Uebals, conserva,
pois, no mar urna armada que seria capaz de re-
sistir a ludo quaulo as oulras poleucias podessera
apresenlar recorrendo a lodas as suas reservas.
O vol manifestado honleni pelo Times foi por
Consequeocia ouvdo perfeitamente pelo que diz
respeiio i Inglaterra.
Entretanto, teuhamos a coragem de sermos
justos para com os nossos visinhos sem embargo
de se mostraren! elles to pouco dispostos a s-lo
para comnosco.
Todos esses recursos uavaes seriam em qual-
quer occasio lerrivelmente poderosos para o ata-
que c al para a defeza; mas debaixo dosse ul-
timo ionio de vista nao sao elles sufQcientes
contra qualquer evenlualidade para lomar o slo
ingle/, i.io iuvulueravel, lao iuviolavel como o
lua ale liojo.
Se o vapor nao torabu fcil um desembarque
ua Inglatrerra, le lo eulrar na ordem das colisas
possiceis.
A vista dessa possibilidade, a Inglaterra perde
necessariamenle urna parle das inmunidades da
sua anliga posijao insular, e preciso que ella
tenha alguus dos encargos queincumbem s ac-
edes lonuiieiiiaes pela necessidade da defeza ; ,-,
vista dessa possibilidade, seus meios de defeza
territorial, lornaram-se insulDcicules.
N'um territorio que representa em extenso
os trez quintos da Franca, nao se v no interior
urna s praja capaz do resistir viote e quairo ho-
ras por si mesis. Portsmovth, Plymoulh, ou-
vies o Chalam eslo forlilicadas regularmente ;
poitn anda assim, um corpo de invaso, auxi-
liado por urna frola victoriosa, nao encontrara
obstculo al capital. At ravesend nao lia
nas duas margens do Tamisa um orelho, una
pe.a. O forle de Tilbury, que Qca defronto des-
sa cidade, obra de lerccira classe. Woolwich,
situada pejuuna distancia do rio cima, arse-
nal o e.-taleiro de conslrucjo do priraaira or-
i) .11. urna praja nteramenle aberta do lado
do rio e do lado do campo. Os onze milhes es-
lerlinos, que o gabinete inglez reclama para en-
cher essas lacinias, nao se referen) a um plano
. de Irabalhos de um carcter excessivo : calcu-
lou-se que o diuheiro a gastar, comprehendendo
al o que se leve despendido ha dous seculos em
forlficacao, nao chega ao dcimo do que custou,
sob a direcjo de Vauban, as liuhas defensivas
do norte, do leste, do sueste e do duplo litoral
da Franja, bem como os irabalhos realisados
desdes 1815.
Esta dupla exposic&o, por mais summaria que
teja, nao j sufliceule para deixar entrever,
que cada urna das duas naces nao emprehende,
nem quer emprehender cousa alguma de mais
para aproveitar os novos recursos da guerra,
quer para atacar, qur para defender-se ? Sem
duvida, os philosoplios nunca acabaro de la-
mentir que as najoes da Europa eropreguom o
mellior de suas rendas em despezas lao impro-
ductivas, o de um candor lao perigoso, pois,
assim como observava lord Palmerston, o poder
de atacar d vontade de o fazer; porm, achan-
do-se dos dous lados a Icnlojo e o perigo, for-
rse aos estadistas das duas margeos procuraj
fazer face a todas as eventualidades do presente
e do futuro. Alm disso, a Franja e e Ingla-
terra nao leem s de se resguardar reciprca-
mele; tambera teem de se acaulelar contra o
resto do mundo, pois, no da em quo dexarem
de parle o seu antagonismo, lero certamenlo de
lutar contra o autagonismo de todos os oulros
povos colligados, tanto os seroi-civilsados, co-
mo os nao civilisados. A alhanja da Franja e
da Inglaterra nao menos til ao desonvovi-
mento do progresso social e humanitario no
mundo inleiro, do que ao proprio repouso e
prospordade interior das nossas duas najoes;
purera a allianja nao produzir lodos os*seus
(rucios, seno com a condijo de nenhuma das
duas najos affectar supremaca relativamente
oulra ; pelo contrario, devora deixar-se desen-
volver em toda a sua forja e liberdade.
Gistavo Cezavan.
( Journal du Havre. =: //. Duperron.)
O rasga ment lo istlimo de Suez.
A nossa expedij da Syria, e as tristes nar-
rajcs que nos chegara das tempestades do fa-
natismo, que bramera por lodo o litoral arbico
da mar Vermelho, levara o peusaraenlo publico
com tanto mai interesse e turioridade para
aquella obra grandiosa da canalisajo do islhmo,
por cuja causa zeram tanto ruido antes de ser
principiada ; mas que hoje em da prosegua sem
rumor com urna actividade prodigiosa. De to-
dos os lados ouvimos queixjrem-sc das demoras
caisidas pela rn vontade da Inglaterra exc-
cujo dessa empreza de um carcter lao alta-
mente civilisador: a rn vontado da Inglaterra
infeliztnnnle um fado lao real como perseve-
rante ; porra, quanto obra, podemos assegu-
rar queljes que sentem a sua immobilidade, ou
o seu futuro, annunciando-lhes que ella conil-
na. Encontramos as leslemunhas mais positi-
vas, e mais concludenlcs n'um relatorio ultima-
mente dirigido & companhia por seu medico em
chefe, o Sr. L. Auberl-Roche, o qual urna longa
estada no Egyplo iniciou da ha mnilo no conhe-
cimenlc dessas regioes. Com eTeilo, esse reia-
torio nao s interessante sob o ponto de vista
da observajao medica, tambern o por seu ca-
rcter descriptivo das localidades, e por suas in-
formajoes acerca dos diversos recursos que ellos
aprsenlas);
Porlo-Said, que ser a embocadura mediterr-
nea do canal dos dous mares, aprsenla um es-
pectculo particular por sua posijao, seu solo o
sua importancia. Nao o deserto seco e are-
noso mais ou menos ondeado: o litoral do
Mediterrneo. Faz um auno apenas, que foi plan-
tada a primeira tenda nessa plaga deserta, e oue
se deu a primeira parada. Dous mezes depois,
s havia leudas e chojas de pal ha. Que trans-
formarlo desde eoto I Em urna linha de mais
de mil o seiscentos palmos partir de urna sa-
liencia, que entra pelo mar quasi oito ceios e
cincoenla palmos, erguem-se, um pharol, as of-
ficinas, os armazens da companhia, as habita
jdes dos Irabalhadores, meslres e contra-mes-
tres, os escriptorios, as machinas destilatorias,
0 foruo, a serrara raechanica, etc. ; al ha um
caminho de ferro. O vapor sopra fazendo mover
ps curvas e polis ; as officinas sao construidas,
segundo as necessidades do trabalho, bem are-
jadas e abrigadas do sol. As casis e os arma-
zens eslendem-se n'uma s linha paralclla a
praia, defronte do mar. Essaa construejes de
madeira sao recobertas, urnas de taboas.outras
de encerados, algumas de juncos, nos quees se
eslendeu urna carnada de argamaja. Conslruem
presentemente a aldeia rabe ; as casas sao de
junco recobertas de argamaja caiada.
A agua fornecido por d'ous apparelhos des-
lillatorios : ajunlam-lhc dilercnlcs saes nas
proporjcs indicadas pelas regras liygicnicas.
O uso tem provado a sua salubridade ; todos
achara-na agradavel c leve. Damielta forneco
carne de boi e de carneiro, legumes o fructas
frescas; o mais importado em parte dessa ci-
dade, era parte 'de Alexandria. O calor mo-
derado no verao. o mui supporlavel, por isso
que os ventos sopram constantemente do norle.
Nao linha deixado de haver seus receios rela-
tivamente as Ierras do lago, as quaes, sendo re-
volvidas, podiam produzir febres intermitentes
O Sr. engenheiro em chefe de Porlo-Said fez
urna experiencia: cavou-sc um canal de quairo
mil e quinhenlos palmos de comprimento sobre
desosis de largura e quairo e meo de profun-
ddade desde o p do pharol at o lago ; entre
os rabes crapregados nesse trabalho, ncnlium
cahio doenle ; nao houve um s caso de Cobre
intermitente. Debaixo da carnada de lama, en-
contrn-s por toda a pule a:a grossa ; hoje
as ps curvas cavam, alargara csse canal e s
encontrara o mosnio solo.
A estaco de K-miara jaz ao sul de Porto-Said,
na linha do canal, na extremidado do lago Men-
zaleh o no cornejo do lago Ballah. Os terrenos
'que cercam esta posijao. esto ao nivel do mar.
, Essa estaco compem-sn de algumas casas de
tupa. O armazem tem grande quaniid<>de de
1 vveres e gneros que lhe vera do Cairo direca-
I raenie e de Salaich. A agua doce vera de Tel-
Daplin situada em linha recta a cinco mil toe-
zas de Ka niara ; agora do Nilo IraziJa por um
canal que separa-se do anligo ramal pelusiaco.
Ferdana jaz em pleno deserto, ao p do paco
de El-Guisr. Essa estajo, composla hoje de
casas de laipa, e de algumas chocas, abaste-
cida de excellente agua proveniente do pojo de
Abon-Souer, situado na Onada ; deve ella ad-
querir una grande importancia era quanlo o
paco de El-Guisr nao for alierlo. Com elToiio,
a partir de Ferdana, corneja a cha de Guisr que
se eleva gradualmente e de urna maneira insen-
sivel. 0 solo que o canal tem de alravessar,
indicado por largos pojos de sondagem de mil e
oito centosem mil e oito ceios palmos era toda
a linha. Arca quasi compacta, saibro, algumas
carnadas de rea argilosa, taes sao as ierras que
se ho A cha de Timsah faz parte do paca de Guisr;
ah que ho de conlruir nc-cessarianiente a ci-
dade e o porto de junecoes das quairo partes do
mundo. O canal martimo desemboca no lago a
mil loezas a leste da futura cidade e alravessa o
laga-mar que chega perto da cidade.
O ScheK-Ennedek edificado na exlremidade
de ama cha que domina os ltimos biixos do
lago Timsah. E' nessa chas, urna das raais al-
tas do islhmo, que se acha o eslabelecimeoto de
Taussouraville, estabelecimento este que causa
una certa adinirajo. Nao raais o descro ; a
lenda cedeu o lugar a casas alinhadas ; o co-
rnejo de urna cidade. O silencio desapparecou,
reina o movimenlo por toda a parle. V-sc ahi
granito nnmarn de nnimaes domsticos ; ns es-
pecies ovina e bovina sao conservadas em acti-
vidade; nunca faltara legumes frescos.
A agua tirada, qur de Birf-Soueol, excel-
ente pojo d'agua doiie, qur do lago Haxamah,
[situado na Onada, cuja agua vem do Nilo pelo
canal do Nekos. o qual passa era Tel-cl-Kebir.
A civilisacao moderna enconlra nesse deserto
mais indicios o signaos da autigj civilisajo uo
que se teria direilu de esiierar
Nas casas de Toussoumville encontram-se lej-
os de ferio cora nosquiloiros e leocoes; al ha
divans.
A necessidade le conhecer as pedreiras de
Gebel Geneff li/.era estabelecer nosse poni urna
estajo importante. Hoje, em coosequencia da
resolujo de concentrar tolos os esforcos na
parte do canal comprehendida entre Porlo-Said
e Timsili, o pessoalile Geneff mudou-se para o
valle da Oua !a. e encarregou-se dos Irabalhos
necessarios para irazeragua doce do lago Haxa-
mah al Bir-Abon-Baliah.
O valle da Onada, anliga ierra de Gessen,
eslende-se do lago Timsah al e Delta do Egyp-
lo, do qual elle urna dependencia. O canal dos
Plolomeos percorria rsse valle ; o canal de
junejo deve percorre-lo, Foi no proprio leito
j do anligo canal que abiiram utn fosso para tra-
zer agua doce do lago Mavaraah at prximo a
Timsah, a Bir-Abon-Ballah ; d'aht ir ella ao
paco de Guisr al Ferdana.
Collocam os canos do conduejo no paco, ca-
. vam o fosso era Haxamah ; antes de tres mezes
haver agua doce em Ferdana. F.m Bir-Abon-
Ballah acia-se o acampamento dos Irabalhadores
que dormom, ou em casas ou em lendas. Os vi-
veres vem do Toussoumville. Ahi tambem se
cultiva, ainda que a agua seja salobra. O algo-
dio, o milho, a palma Christi, as couves, co-
bolas, melancias, abobaras o gengibres sao do
un verde magnifico; com a agua doce do canal,
pJo-se j ler a certeza de colber em cultura e
horticultura os raesmos resultados que no resto
do Egyplo.
Lendo-se a narrajo do Sr. Auberl-Boclie, do
qnal copiaraasas principaes passagens deste es-
bojo, crer-se-hia assislir no valle de Josaphil
aquella scena do julgamenlo final, em que os
morios saliera da trra, endireitam-sc e sacodern
as mortalhas afim de renascer em carne e osso
bem como em espirito na vid i eterna. Sin), nao
j a vida humana que circula naquelles pe-
queos canaes destina los a formar o grande ca-
nal de junejo dos dous mares, ou antes do
mundo bblico c mosaico'? Ao contemplar o que
foi realisado em lo pouco lempo por aquello
pequeo grupo do gastadores apenas chegndos
aquellas regioes, que ainda houlem dormiam o
somno de vinie seculos, impossivel deixar de
reconhecer que a empreza do rasgamenCo do
islhmo de Suez fiz como aquelle philosopho ao
qual negavam o movimenlo : a seus detractores
o a lodos os scepiicos ella responde com a sua
viulidade caminhandn para dianlc ; e csse a-
ilar deve ser saudado por todos ns amigos da hu-
manidade como benfico e glorioso ; pois quera
pode duvdar que depois de trajado o canal a
era da barbaria nao se feche para semprem paia
todas as populajes que povoam as duas praias
do mar Vermelho ?
(il'STAVO CAZAVAN.
(Journal du Havre. II. fuperron.)
O trigsimo sexlo congresso dos Eslados-Uni-
dos acaba de encerrar sua primeira sesso legis-
lativa, e os diversos partidos da Unio encerra-
ra m quasi ao mesmo lempo as lisias de seus can-
didatos para a prxima eieico presidencial. Di-
gamos algumas palavras a "respeito desses dous
tachos simultneos, quo conslituem uma poca
imprtame na marcha poltica do Novo-Mundo.
A sessao do ultimo congresso aurou seis me-
zes o dezenove das. Nao Ihcs era preciso tanto
lempo para fazerem rauita cousa. Entretanto, os
legisladores americanos quasi que nada izeram
Isla devido s dissonjes existentes, por um
lado, na diversas fraejes do congresso, ondo o
partido republicano abolicionista s tinha uma
fraca maoria sobre o partido demcrata, e por
oulro lado, entre esta maiuria republicana do
congresso e o senado c o presidente da Unido,
igualmente Qrraes em suas conviejos democr-
ticas. Em razo desse trplice antagonismo, o
congresso levo muita dificuldade era reuuir-se e
depois do laborioso parto de sua mesa, s tem
havido discursos esteris e votajes inuteis.
A maior parte das medidas adoptadas pela c-
mara dos representantes forara- regeitsdas pelo
senado ou pelo chefe do poder ejecutivo. Foi as-
sim que o senado adiou para a prxima sesso o
projecto de reforma da tarifa elber proteccionistas da cmara. Islo equivale a uma
rpjeijao pura e simples, e era sem duvida a ni-
ca sorte quo mereca essa obra tao informe como
Iliberal, com a qual o commercio frunce/, soflrc-
ria particularmente; pois a nova tarij, para ci-
tar aqui um s exemplo, taxava o vinho do
Brdeos quasi cenlo por cento do seu valor.
O presidente da repblica usou do veto acerca
do projecto do lei designado pelo nomo do Ho-
mestead bil, o qual linha por flm facilitar aos
colonos a acquisijo das Ierras roteadas por el-
les. O principal motivo do velo foi que essas ven-
das por prejos mdicos diminuiran) considera-
velracnte o valor do dominio do estado e o valor
das concesses gratuitas j foitas. A csse rospei-
lo, o senado nao parlilhou as ideas do Sr. Bu-
chanan, porm a maioria favoravel ao bil nao foi
bastante consideravel para poder auuullar o velo
presidencial.
OSr. Buchanan dirigi por despedida a cma-
ra oulros dous protestos : um, para contestar o
direito que ella se arrogou de pedir, n'uma emen-
da inserta no orjamento, a rcinlegraco de ura
empregado publico demiliido pelo presidente;
outro, para protestar em termos muto enrgicos
contra o principio e os actos da devassa relativa
sua adminislrajo, a que elle' chama uma ig-
nobil inquisico de partido. Nada de semelhan-
le, diz elle, tem-se visto depois de Itobespierre.
A devassa quo excita a esse ponto a ira do Sr.
Buchanan, foi volada por duas vezes diversas pe-
la maioria da cmara, a primeira, para verificar
os aclos de corrupeo eleiloral, e a segunl, pa-
ra aecusar o presidente c o ministro da ma-inha
por lerem feito inlervir considerajes polticas
nas arrematajes de cerlos gneros para os for-
neciraentos ou construejes navaes. Keceiava-so
quo a cmara, desafiada e laxada de infame pela
consciencia rcvolladado Sr. Buchanan, nao lhe
respondesse, processando-o. Mas a Impaciencia
de sahir de Washington, que deixavam pcr visivelraento os represenianles, livrou o prn-
denlo desta ultima provaco, e a cmara linilou-
so a reenviar a mensagem presidencial ao rame
de uma commisso especial que dever aposen-
tar o seu parecer na prxima sesso. Essepare-
cor deixar provavelraente a opposco om sua
siuajo respectiva, onde as injnticas sao de al-
guma maneira pariilhadas. O Sr. Buchcnan nao
tao culpado como dizem os republwanos;
um homem de uma inlegridadc privad?; porm
recorreu para chegar ao poder e susl'nlar seu
partido, a manejos polticos que uma -a moral
reprova. Seus aecusadores tem feito odra tanto,
ou peior do que elle, sera duvida. Mas i ignomi-
nia deuns nao poleria constituir a disculpa do
outro, e mais vale alinal de contas paa com os f
mandatarios do povo, o excesso de seviridade do
que o excesso de indulgencia. Ha tribuaos para
absolver os funrcionarios pblicos injislainente
acensados ; mas nao os ha para justcar cora-
muoidades que nao curaprem seus d'veres, fe-
chando os olhos & corrupjo ou vioenci.
O sonalo dos Estados-Unidos conlha, como
de costme, a funecionar durante alguis das do-
pois do encerrameqto da cmara, era qualidade
de corpo associadu ao i>oder executivo para vo-
lar c"iios tratados quo elle chmalo s para
ratificar. Sanccionou os que forara fcitos pelo
presidente com osgorernos da Veneziela, Boli-
via, Honduras r Nicaragua. Coratudo a conven-
j.o assignada com osla ultima repubca solfreu
urna importante uvodificacSo. Uma d> suas clau-
sulas dava as forjas navaes e militare! da Uniao
o direilo de inlimar no islhmo, no oso em que
essa medida fosse exigida pela soguraija dos ci-
dadaos^americaoos ou pela conservado do livre
transito. O senado accresccnlou que".oda a in-
tervenjo desse genero deveria ser pncedida de
uma auiorisajo dada pelo congresso de Was-
hington. Essa emenda lira estipulado o peri-
go que poda a|ireseular nas mos dem presi-
dente pouco escrupuloso sem olfendera legitima
etcacia.
O senado adiou para o mez de dezemb- pr-
ximo qualquer decso final relativa ao ratado
negociad^) pelo Sr. Hac-Lane com Jaurez.o pre-
sidente demcrata do Mxico, ou antea di cida-
de de Vera-Cruz. Era o melhorpartido alomar;
d'aquiatl, o gabinete de Washington lalvez
poder ver melhor no chaos que reina ncMexico,
e deeidir-se com conhecimeulo de causa quer a
abandonar Jaurez, so or vencido, quer .1 pagar-
llie as sonimas estipuladas pelo tratada, se fr
vencedor. O Americano nao compra nabos em
sacco, e nao gosla de empregat dinheiro nem fa-
zer allaojas por longos anuos.
Costa ainda menos un pagar a um inimigc do
que a ura amigo. Foi o que levou o seado
recusar ralicar a convenjo que devia regular
definitivamente lodas as qesles litigiosas pen-
deuies,enlro os Estados-Unidos e a Hespan.
Cousentiudo tatisfazor as reclama jdes america-
nas, o gabinete de Madrid havia exigido qie de
seu lado o governo de Washington se obrigisse
sallar a iu Jeinnisajao devlda ha rauilos anuos
subditos hespanhoes, pelo anligo negocio >Jo na-
vio A mistad. Mis o senado ponderou queaiu-
serjo dessi clausula no tratado tornavo-c im-
pralicavel, tendo sido o crdito para esse fio re-
cusado por diversas vezes pelo congresso.
E pois uma nova negociajo a coraejar cra a
cmara dos representantes e o governo hetpa-
nhol. Este tora lauto mais razo em suslenlar a
sua reclamaran, quanto o governo americano
tem reconhecido ajustija d'ella. Relativamente,
ao congresso, repugna-lhe taulo raais pagar uma
conta aos dotentores da ilha do Cuba, por isso
que considera esja ilha como lhe dovendo per-
lencer de direito, isto por bem ou forja i'ura
prximo futuro.
O gabinete de Washington foi collocah era
urna situarn nao menos erabaracada para om a
Hespanha, por uma sentenca do" tribunal supe-
rior federal residente na Nova-Orbano, o qual
decidi que os dos vapores hespanhoes ot me-
xicanos capturados no mez de abril ultimo, dian-'
le de Vera-Cruz pela marinha americana, nao
poiiun ser considerados presos legies, apelar da
ralillcaco de sua apprchenso pelo Sr. Bucha-
nan Eis ainda o goveruo americano, rauilo
prorapto ordinariamente revindicar as iidem-
nisajes que Ihes sao devidas, obrigado a pagar
raais urna ao governo hespenhol. Se viera pa-
gar, consolar-se-ha com o pensaraento deque a
captura dos dous navios salvou a seu tillado
Jaurez, impedndo Vera-Cruz de cahir no poder
de Mnamon. Esse ataque repentino, a Miar a
verdade, nao leve outro lim.
A esses incidentes interiores e exterioies que
assigiiaiaram o lim da ultima sesso, nao intil
acerescentar dous fados religiosos de um soll'ri-
vel interesse, pois ha poucos paizes oule as cou-
sas religiosas andera raais aunexas s cousas po-
lilicas do que nos Eslados-Unidos. Se disseram
oulr'ora que a Franja era uma monarchia abso-
luta, moderada por canjes, poder-se-hia dizer
da Uoio-Americana que ella urna democracia
conlida por psalmos.
Ouando ahi derrubarara o throno, a tyrannia
refugioo-se debaixo dos altares, e desde ento
fez a liberdade era norae de Dos, urna guerra
quasi to vilenla como a que lhe fazia outi'ora
em norae do re.
Foi assim que o puritanismo impeJio al hoje
em todas as cidades da Unio, excepto na Nova-
Orleans, as populajes catholicas de abrir so
domingo Hieairo algum.ou qualquer oulro hlftar
de diverliraento publio. Tendo sido coinmelii-
das algumas infraejes contra esta regra om
New-York, uma associaco intitulada Comit du
Dimanche denunciou os conlravenlores a vin-
dicta das leis.
Pela primeira vez vio se um jornal quo ousou
tomar a defeza dos culpados, o pedir publica-
mente que se abrisse para as classes operaras
algur.s lugares de diverliraento licito e de recreio
saudavol. Mas o supremo tribunal de New-York
deu uma senlenja que declara constitucional a
lei prohibitiva do domingo, e mulla em 500fl
250 dollars) os directores do Slad-Thealre, por
lerem infringido a ordem expressa que Ihes fra
intimada de nao abrrem o seu eslabelecimeulo
durante o da do descanjo. Appellaram, e a
questo ser levada ao supremo tribunal do es-
tado em Albany.
De seu lado, o arcebispo catholico de New-
York acaba de travar abertamente um con-
flicto com a autoridado municipal, por causa de
uma nova lei que obriga a qualquer padre ou
ministro a miniar inscrever nos registros da ci-
dade cada casamento que celebrar. O arcebispo
Hughes recusa obedecer essa disposico a-
poiando-se primeiro no dever de consciencia que
impera ao padre o segredo relativo a certas
unies ; depois, porque, nao recebendo ne-
nhuma retribuija do estado, este nao tem
nenhuma obrigacao quo lhe impor.
Eale ultimo argumento nao serio. Quanto
ao primeiro, nada mais faz do que perpetuar o
escndalo do um estado de cousa3 s quaes a lei
procura da* um remedio parcial, tirando algu-
mas facilidades aos casameotos clandestinos e
aos casos de polygamia innumeraveis que des-
honrara a familia americana.
0 mesmo prelado tem procurado promover as
sympathias c as subscripjes dos catholicos da
America em favor do poder temporal do Papa.
Elle pronunciou a respeiio dos soffrimenlos e
ios pengos da Santa S, ura sermo dos mais
bellicosos, no qual fallou. dizem, com to pouco
respeito do imperador Napoleo como do seu
alliado Viclor Emmanuel.
A queslo de direilos retrospectivos dos go-
vernos europeus sobre seus subditos, em mate-
ria de recrularaenlo, foi renovada entre os ga-
binetes de Washington e de Paris.
Um Sr. Miguel Zeiter, nascido uo departamen-
to do Baixo Kheno. emigrara para a America
antes da idade marcada por lei. Vollando mo-
mentneamente ao seu paiz natal, no principio
deste anno, foi processido e condemnado por
contumacia. A seu pedido, o ministro dos Esla-
cos-Uuidos interveio diplomticamente, c o go-
verno francez apressou-se em annunciar, pelo
orgo do Sr. Thouvenel, a desistencia da acjo
e o respectivo perdo.
O Correio dos Estados-Unidos julga tambem
podor tssegurar seus collegas da imprensa
americana que o governo francez, sobre modo
eslimando esse acto decortezia para cornos Es-
(aJos-Unldos, tem explcitamente posto de parle
a queslo de direilo.
As convenjes populares, cncarregadas da es-
colha dos diversos candidatos presidencia e
vice-presidencia da Unio, se separan), urnas pa-
cificas, outras violentamente, no meio destas
preoecupacoes, dominadas pela grande luta do
norte e do sul a respeito da questo da escra-
vido.
Contaremos n'outro artigo as peripecias dessas
eleljes preparatorias, e apresentaremos os no-
mes dos homens o os principios pelos quaes os
volos se reunem ou separam-se.
II. Gaillauof.t.
[La Presse.II. Duperron.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PE UN A MU ICO.
II imhurso SU G.iribaldi em aples Um exercilo piemontez
nos Estados de Roma I esses sao os grandes acon-
tecimenlos que dominara a siluajo actual. O
que occorrou na Italia durante as ultimas sema-
nas parece milagre.
J demos coma do desembarque de Garibaldi
no continente napolitano. Apenas effectuido es-
se desembarque, elle se apodero de Regsio.de-
pois de um pequeo cmbale, ao qual seguirarn
outros perlo de Pizza c Monleleone, ambos em
favor dos insurgentes, e a estrada para aples
eslava aberta Garibaldi All j nao era mais
queslo de resistencia de parte das tropas reaes.
Primeiramento fugiram rompanhias, depois bata-
lhes, o pouco lempo depois capitularan) briga-
das inleiras, e finalmente divisos inloiras. A re-
volujo tumoii a dianteira Garibaldi, e se apo-
derou d'uma provincia depois da outra. As das
Ires Calabria, do Principalo cileriore e ulleriorc,
da Apulia, da Terra do Barruma provincia de-
pois da oulra se levanten contra a autoridado
real, proclimou Vistor Emmanuel como ro, e
Garibaldi como diclalor, insiiiunlo pro-dicta-
lores e manijando contingentes armados para o
exercito do conquistador.
Em aples reiuava a maior rresolujo. De-
baixo dos olhos do governo, ou em todo o caso
nao sem approvajo de alguus dos ministros, es-
pecialmente do ministro do interior, l.iborio Ro-
mano, nlli trabalhavam mui abertamente em fa-
vor de Garibaldi duas commisses formadas em
nome da unio italiana, ganhando sempre maior
influencia entre a populacao. At mesmo os Laz-
zaroni, em tolas as pocas fiis aos res, se su-
jeilaram a essa influencia e se tornaran) garbal-
dstas. O rei assim nao tinha nenhum apoio. t'ri-
meirarnenie se pensava na corle podor ao menos
fiar-se nos regimenlos estrangeiros ; mas a des-
raoralisijo crescente do exercito nacional tam-
bera os infeclou. Tambera nas suas lileiras sein-
troduzio a deserjo. Regimenlos inleiros so dis-
solveram e venderam as suas armas aos insur-
gentes.
O general Boseo tinha proposto a el-rei de of-
ferecer batalha ao inimigo entro Salcrno o a-
ples. O rei aceitou essa proposti.
Cerca de 25,000 homens foram concentrados
perto de Novara, para disputar a Garibaldi o ca-
minho para aples. O general Rosco e o geno-
ral suisso Mechel deviam ter o commando ; mis
apenas reunidas as tropas perto de No vera, o ge-
neral Bosco leve do fazer a experiencia que ellas
nao se bateriam. Foi pois preciso abandonar-se
a tentativa do resistencia. El-rei pensava anda
n'uma baialha im mediata mente fra das portas
de aples, c timbera se falla va durante algura
lempo d'uma resistencia na propria cidade de
aples. A principal condijo para isso era na-
turalmente segurar-so contra qualquer levanta-
mento da populacao j inteiramenlo infecciona-
da, e el-rei tenlou procurar essa seguranja no-
meando homens enrgicos n dedicados para che-
fes mililares da residencia, como o general Ca-
trofiano para commandantn dis armas, e o prin-
cipe Schitella para commandante da guarda na-
cional, lnfelizmenio essa medida veio lardo de
mais. A guarda nacional prolestou contra as no-
meajes, exigi a sua revogaco c o ministerio
apoiou essas exigencias, pedindo a sua demisso
no caso de recusajo. Ao mesmo lempo se ma-
nifeslou na cidade uma irrilajao to receiosa, que
ninguem linha o animo de formar ura novo ga-
binele. Dessa maneira nada reslou a el-rei do
que annnllar as nomeaces de Calruliano e S lu-
idla, abandonando assim lambem toda a idea de
resistencia em e fra de aples.
Na noile do dia 5 de setemhro Garibaldi eho-
gou era Salomo. Ao meio da seguinte elle se
achara em Cara, entre Salerno o Nevera, e na
noite desse mesmo dia el-rei se salvou para bor-
do d'urn navio hespanhol surlo no porto de Na-I
polos, c segiiio para Gael3. A esquadra real leve !
ordem de seguir a el-re al all. S uma nica
fragata obedeceu a essa ordem. o resto da esqua-
dra recusou a obediencia. A sahila de el-rei
produzio grande jubilo em aples, o ministro
do interior o o chefe da polica mandaran) con- I
vidar Garibaldi do vir para aples, e no dia 7
do setombro ao meio dia Garibaldi se. apresenlou i
na capital do Reino, nicamente acompanhado
polo general Cosenz o por dous njudantes. O seu
exercilo ao achava anda rauilo distante de ap-
les ; entretanto as tropas reaes tinliam ainda em
seu poderos quairo [orlesde iples, e no por-
to se achava a esquadra real. Mas o poder mgi-
co do nomo Garibaldi conseguio mais do que um
exercito. E fiado nosse poder elle entrou em a-
ples, sozuiho, sem exercilo, debaixo do grande
jubilo da populacao e tomou inmediatamente as
redeas do governo, instituindo um novo minis-
terio, no qual Liborio Romano foi confirmado era
todos os seus direitos. Os fortes oceupados pela
Iropa real se conservaran) tranquillos; a esqua-
dra, porm, logo arvorou o pavilho sardo. No
da 9 os fortes seguirarn o seu exemplo. Com o
grilo viva Garibaldi, as tropas se lancaram dos
feries e fraternizaras] com a populajo." Um dos
primeilos decretos de Garibaldi entrogou toda a
esquadra napolitana, assim como os ananaes ao
ommandodo alrairanla sardo Persino. fondeado
no porto. Ao mesmo lempo um outro decreto do
diclalor proclamju Viclor Eram.inuel para rei da
Italia. S era 11 do selembro chogarara era a-
ples as primeiras tropas de Garibaldi.
A noticia que el-rei Francisco II ira para a
Hespanha, nao sn confirmou al hoje. Elle se
acha ainda dentro dosseus Estados, tendo com-
sigo um exercito de 23,000 homens, segundo di-
zem as ultimas noticias de Gaela. Elle tomou po-
sijao eulro Cipua e Gaela, e lencioua all dar a
hala ha projeclada prmeiramcnle era Salerno, e
depois fra das portas de aples. Mas tambera
agora anda uma questo se elle se podera liar
nas tropas, quo ainda esto cora ello A duvida
disso to forte, que ninguem pensa raais era
serios aconlecimentos des-a nalureza era.ap-
les. Entretanto Garibaldi s espera a chegada de
lodo o seu exercilo para ir ao encontr de el-rei,
e por isso j nos prximos das haver uma de-
cso. Contando os contingentes que se lhe un-
ram das provincias revoltosas, Garibaldi lera mais
de 80 un homens debaixo do seu commando.
E ao mesmo lempo que a Europa ainda est
em espanto das oceurrencias miraculosas em a-
ples, a poltica pieraonleza lhe veio causar uma
sorpreza nao monos singular. Os resultados de
Garibaldi em aples forara acolhidos em Turim
om parlo com sincera salisfajo, em parte cora
receio. Uma vez arranjadus os negocios em a-
ples, os seus prximos planos, sto muito bem
so sabia, se diriglriam sobre Roma o Veneza.
Poderia-se ter-lhe abandonado os Estados Ro-
manos, se se livesse a certeza que elle parasse
dianle das portas de Roma e desislisse d'uin at-
taque sobre essa cidade, oceupada pelos France-
ses. Porm nao se linha essa certeza, e pelo con-
trario Garibaldi, logo depois da sua entrada em
aples, tinha declarado abertamente, n'uma
proclamajao aos Palermitanos, que o sou plano
era lambem a incorporajo da cidade de Roma
no eslado unido Italiano. Com isto se fazia re-
celar o perigo d'uma guerra imminento cora a
Franja, e com o attaque sobre a Veneza e perigo
d'uma nova guerra cora a Austria. O conde de
Cavour nao podia expr a Italia esses pengos,
e para encontra-los havia s ura expediento. A
Sardenha devia de novo collocar-se lesta do
movimenlo, arrancaudo-o & direejao excluriva
de Garibaldi, isto el-rei Vctor E"ramanuel de-
via lomar a danteira ao seu anligo general de
voluntarios, procurando-se dessa maneira a pos-
sibilidade de uma decisao independente acerca
da poltica italiana. O alistamenlo de tropas cs-
trangeiras para o exercilo do Tapa servio de pri-
meiro pretexto. O conde de Cavour exigi do ga-
binete do Papa calhegoricamcnle, a dissolucao
dos regimenlos estrangeiros, sendo incompativel
com os principios de iiacionalidade c nao inter-
venjo a existencia de mercenarios estrangeiros.
Nao era preciso esperar a resposta a essa exi-
gencia, porque o levautamento quo rompa em
lodos os lugares dava novos pretextos. Em pri-
meiro lugar se levantaran) as marchas e manda-
ran) deputados a el-rei Viclor Emmanuel implo-
rando a sua proteejo. Seguirarn as cidades da
Umbra Era algumas dessas cidades as tropas
eslrangeiras do Papa sujaprimirara a insurreijo,
e repelliam as matatas de Pcrugia. Isso deu a
decisao.
Em 11 de seterabro o general Cialdini, com 20
mil homens, atravessou as fronteiras da Romag-
na e dos Estados Poniificaes, dirgindo-se sobre
l'eruga, que foi tomada j" no dia 13, fazendo-
se prisioneiros 1,200 homens das tropas do
Papa.
Ao raesmo lempo o general Fanti, que com-
manda 40 mil homens, enlrou do lado da Tos-
cana nos Estados Ponlificaes. Um lugos depois
do outro cahio nas mos dos Piemonlezes, entre
outros, Perugia, Orvieio e Spoleto.
Neste momento so acha cercada a cidade de
Ancona, tanto do lado de mar como do de trra,
ao mesmo lempo que o general Lamoricire se
acha ao sul perto do Macrala, e all lalvez ten-
tar uma balalha. '
Era Tiirin se espera haver terminado em pou-
cos dias a campanha nos Estados Pontificaes, e
realisar a sua annexacSo, exclusive o patrimonio
de S. Pedro, que provisoriamenlc restar ao Pa-
pa, islo a cidade de Roma. Civita-Vechia o
Vilerbo. Realisado islo Garibaldi se achara
obrigado parar por ora na Italia
_ O exercito sardo so acha enlre elle, Roma c
Veneza, e elle dever adiar os seus planos a es-
se respeiio.
Segundo parece Garibaldi pensa ganhar o con-
de de Cavour em favor dos seus planos, fazendo
dependente do alaqua sobre Roma e Veneza a
annexajo de aples ao Piemonte. Mas, depois
do haver Garibaldi j proclamado era aples
Viclor Eramanuol como rei da Italia, a annexa-
jo nao mis do que urna queslo do tempo,
o de certo nao se deixaro levar em Turlm pela
impaciencia a tentativas to avenlureiras, corno
tem era vista Garibaldi.
Daranle algura tempo corra o boato que a in-
lervenjao du Piemonte contra o Papa teria por
consequencia a nlervenjo da Austria. Mas es-
se boato nao se confirmou.
A Austria sera se deixar desviar pelos acon-
lecimentos da Italia, tomou nina posijao expec-
tativa, e esl decidida do sustentar rigorosamen-
te a defensiva, isto sorneute no caso em que
"a Veneza fosse atacada ella entrara era cora-
bate.
De parle das grandes potencias nao faltaran)
em Turim urgentes represenlajes acerca da in-
tervenjo nos Estados Pootificaes.
A Franja sobretodo mui ostensivamente se es-
forjou de dar a Vctor Emmanuel os seus con-
selhos era contra. E nisso se avanjou muito
mais do que qualquer das outras potencias,
amoscando de chamar o sou enviado de Turim,
no caso de uma inlervenjlo de parle do Pio-
monle, e mais ainda, ella tornou uma verdade a
sua araeaja. O Sr. de Tayllerand com elfeito
deixou Turim, deixando os negocios da legajo a
um secretario.
Mas nem em Turim, nem em outra parte se
acredila na seriedade dessa demonstrajo. Co- i
mo se quer saber o conde de Cavour recebcu j I
de antemao as mais tranquillisadoras asser-
Ces acerca da importancia da demonstrado da !
Franca.
-
O imperador Napoleoisso o quo muitos
suppem s tenciona repellir ostensivelmente
toda a responsahilidade do modo de proceder do
gabinete do Turim, quer era frente do culto ca-
Iholicodo seu proprio paz, quer om frente das;
grandes potencias do norto, para tirar todo o mo-
tivo a uma coalijo das mes mas.
Cliegamos agora a ura assumplo de que trata-
remos mais detalhadamenle na nossa prxima i
correspondencia. Por hoje s diremos o se-,
guinte:
Como se sabe so fez em Tceplilz um esforjo
para renovar as relajes entre a Prussia e al
Austria, o qual nao passou alcm de simples '
phraees baaos e mui vagas possibilidades.
Agora essa entrevista de T guida por urna outra entre o imperador da I
Hussia de ura lalo cora o principe regente da
Prussia, e do oulro lado com o imperador da,
Austria. Segundo, para falicitar esse encontr '
do seu imperador com o czar, e encelar relajos '
intimas entre ambos os estados, a Austria offerc-l
ceu Russia diversas concesses uo Oricule ; '
essas concesses verdade que ainda nao foram ]
ar.hades sufilcieutes, mas o imperador Alexandro
so declarou entretanto de accordo cora o desejo
do imperador Francisco Jos quanto entre-
vista.
Em Paris so presta a maior altenjo as oven- |
lualidadespossiveis, que poderiam resultar de,
urna tal entrevista, e esl claro que nada se
oraitle para encontrar o perigo de urna coalico
eventual.
Mas nesse ponto a Inglaterra anda do mos
dadus cora a Franja, porque qualquer conces-;
sao Russia uo Untte encentra em Londres a
raais decidida opposijo. Tal vez que uma all-1
anca ausiro-russia, dado o caso que ella se rea-
lisasse, nao doixaria de causar receios na l'rus-
Sis, porque anda se lembrara all muto bem
das consecuencias da mesma no anno de 1650.
A possibilidade de uma verdadeira allianca
entre Vieiina e San-Pelersburgo, porm, encon-
lra tanto menos f achando-se o principe de,
Gorlchakoff ainda a testa do governo em San- i
Petersburgo, o qual, como se sabe, um adver- j
sario jurado da Austria.
Tambem devemos relatar que a rauilo fallada
associajo nacional allema, que cxislo apenas
desde um anno, leve a sua primeira assembla
gcral nos dias 4 at 6 de selembro. Juntarara-se
perto de 500 membros de todas as parles da
Allemanha
As discusses liveram por assumplo principal-
mente o estabelecimento d'urn prognmma de
partido nacional, e rnanifeslou-se ura accordo
de opinics mui silisfatorio.
A assembla geral decidi declarar-se em fa-
vor da hegemona direcjo prussiana ua Alle-
manha e da entrega do "poder central cora da
Prussia.
O numero dos membros da associajo j exce-
de de 5 mil.
As eleijes na Hesse Eloitoral esto feitas, e
todas no sentido di conslituijo de 1831.
El-rei Frederico Guilherme'lV da Prussia con-
tinua no seu triste estado de saudo, e os mdi-
cos esperan) poder conscrva-lo assim ainda du-
rante todo o invern.
O senado de Haraburgo fez annunciar as-
sembla dos nolaveis que approvava a resolu-
jo tomada pela mesma relativa a corte de com-
petencia.
Por essa decisao fica finalmente terminada a
queslo constitucional, e para o tira do corrente
mez se espera a promulgaco de nova consti-
tuijo.
Londres, 8* de abril de 1860.
Pelo paquete francez Exlremadure, chegado
a Brdeos cora procedencia do Brasil no dia 20
do correnle, tivemos noticia desse imperio.
Nada de iraporlant em materia poltica pu-
blicaran) os jornaes desta capital com relaco ao
Brasil; mas dando varias noticias particulares
assigualaram acontinuajao da febre amaiella na
Baha, o que em vcrdado causa sempre aqui mui
allerradora impressao peto grande numero de
inglezes que de Inglaterra vao para o imperio. ,
Desta vez escrevo com antecedencia de um
dia, porque sendo amanhaa domingo preciso
langar hoje na caixa do correio a mioha corres-
pondencia, sem o que correra o risco de nao ser
ella expedida,
O paquete seguir de Brdeos no dia 25 pela
mania, como de costme.
Informara-rae de que vai cessar o servico da
linha de Milford entre Liverpool c o Brasil,*e at
me asseguram que nao partir j este mez o
paquete que eslava destinado a seguir
O Jason ainda nao chegou a Liverpool.
Desde ha muito receiava eu o resultado que
antlho, peles motivos que lenho indicado ; fajo
em todo caso volos porque se nao realise um
successo to prejudicial ao commercio dos dous
paizes.
O descont no Slock-Exchange sobre leltras de
primeira qualidade e a prasos deSHldias fica a33/4;
e o dinheiro a 2 /0 sobre consolidados inglezes.
Os nossos fundos pblicos de 5 /0 teem sido
colados a 100 1/4; e os de 41/-2 % (1860) a 87 o
87 1/2.
Os consolidados inglezes a 93 1/2; os fundos
francezes 3 /0 a C8 fr. 10 c: os 4 1/2 /0 Perua-
nos a 9i 1/2 ; os 5 % Saldos 63 3, 4 ; os 4 1/2
% Russos a 94; os 3 % Hespanhoes a 48 3/8;
e os 4 % Turcos garantidos a 101.
As acjes das nossas estradas de ferro esto
com o seguinte descont :
De Pernambuco Sf 3 a 2 3/4 sobre Sf 13 de
entrada ; da Baha 3/4 a 1116 sobre 7 1/2 ;
e as de S. Paulo do 5/8 a 1/2 sobre S 2.
O algodo de Pernambuco fica de 7 d 5/8 a 8
d 1/2 ; e o do Maranho a 7 d 1/2 por 'r\
A importaco tolal desde arligo no mercado
de Liverpool na ultima semana foi de 53,157
saccas.
O coco do Brasil lera sido colado de 55 sG6 s
per cent, o call de 1.a qualidade de 63 s73 s,
2.a qualidade de 58 sC3 s. c o ordinario de
52 s a 57 s 6. ; o pao brasil de 80 sS5 s por
tonelada ; o assucar branco de Pernambuco e da
Paralaba de 27 s a 32 s per cent.e o masca vado
de 20 s 6 d a 26 s; e os couros salgados do Rio
Grande de7d 1/5 a 8 d 1/4 por libra, os seceos
de. 9 d a 10 d 1/2, e os seceos salgados de 8 d
1/2 a 9 d 1/2.
As procedencias de Inglaterra para o Brasil
nesta ultima quiozena foram as seguinte :
De Bristol Julia Cobb 8) para Pernambuco ;
de Cardiff Alfred (15) para a Bahia; de Cardil
Deb'j (15) para a Babia; de Nevport Hersilia
(18) para Pernambuco; de Cardil Enterprise (18)
para a Babia ; e de Cardil Spy (19) para Per-
nambuco.
Do Brasil chegaram a diversos porlos da
Gra-Bretanha os seguintes :
Do Pai lla-nora (10) a Gravesend; da Bahia
Margaretta (10, a Falmouth ; de Maeei Sarah
(13) a Liverpool ; da Bahia Flora (12) a l'al-
mouih ; de Maeei Geni (14) a Liverpool; da Ba-
ha Chrystahne (17) a Gravesend ; do llio Grande
Novo activo (17) a Falmouth ; e do Para Rhonda
20] a Liverpool.
Nada mais posso acerescentar ao que j disse
quaulo residencia da uossa princeza D. Janua-
ria em Paris.
Coiilirrna-se a noticia daacquisij.ao quealli fez
O principe seu espozo de um sumptuoso pala-
cio, e pois parece isso indicar quo suas altezas
reaes lencionara permanecer naquella capital.
A corveta imperial I). Isabel, a cojo bordo
viajaran) os principes de aples para Marsella,
se acha ainda nesle ullimo porto asrdeos de
suas alteza real o conde d'Aquila.
O almirante Lisboa baro de Tamandar, se-
guir viagem para o Brasil no dia l. de oulubro
pelo Havre de Once.
Sua Mageslade a Rainha da Gra-Bretanha em-
barcou esta larde em Gravesend a bordo do vapor
\ doria S Albert do viagem para Antuerpia,
onde desembarcar amanhaa seguindo logo para
Coburgo por va de Coblknlz e de Francfort.
Era Coburgo ser a rainha vizitada pelo prin-
cipe regente de Prussia, e lambem se diz peio
imperador 'Auslna
Sua Mageslade ftcart ausente al 15 do prxi-
mo mez, quando regressar a Inglaterra por va
de Bruxellas, onde se demorar dous dias cora
o rei Leopoldo.
A riinha asompauhada na presente viagem
pelo principe Alberto, pela princeza Alice, e por
lord John Russell.
Os jomaos inglezes annunciarain ha das a
noticia de urna tentativa de assassinoto em Tou-
lon sobre o imperador Napoleo, quando esle no
da 13 do corrente all se achava de partida para a
.Vinera.
Esta noticia porm tem sido desmentida pelos
jornaes francezes, que prelendem nao haver litio
lugar semelhanie successo.
O imperador rhegou a Alger no da 17, sondo
recebidocom graude enihusiasmo pelaguarnieao
e pelo povo.
O Bey de Tunis veio cxpressamenle a esse
lugar para cumprimentar o imperador.
Sua Magostado chegara a St. Cloud no dia 25
do correnle.
Quando em 9 do corrente escrevi a rainha ul-
tima carta, deixei perceher quo melindrosa era
a siluajo de el-rei de aples, desampralo
polos seus generaos de ni3or nome, tanlo de mar
como de trra, e al por alguns de seus proprios
ministros !
De ento pira c anda mais definida Qcou a po-
sijao daquelle principe, que hoje tem apenas por
estados** fortaleza do Gaela, onde se encerrou no
dia 7 do corrente com trinta mil soldados, leudo
deixado a capital na vespora, e seguindo bordo
de uma fragata hespanhola, por nao terum nico
de seus navios de guerra que quizesse couduzi-lo
para all !
A defecjo de Salerno, i completa insurreijo
das provincias Calabrotas e da Basalicala, 6 mais
que ludo o espirito de traijo que animara quasi
lodos contra o rei, ndicava claramente que a
hora suprema eslava prestes a soar para a familia
Boiibou do aples.
E com effeilo, sentindo S. Magostado que nem
mesmo lhe sena dalo suslenlar-se na capital con-
tra o libertador Garibaldi, porquanlo a apparico
deste s portas de aplos seria o signal de ni
completo abandono da causa real, resolveu de-
pois de traver ouvido o consclho dos chefes su-
periores do exercito c marinha a proaiaraar ao
povo alim de anriunriar-lhe que polo desejo de
nao oxpor a capital aos horrores da guerra se re-
lirava para Gaeta n.i intuito de defender a sua
causa.
Foi no dia 6 do crrenle que el-*ei Francisco
II parti da capital, deixando o governo confiado
a alguns dos seus ministros, e a seguranja pu-
blica aos cudalos da guarda nacional.
Tres dias antes havia S. Mageslade feilo uma
visita misterioriosa bordo da sua esquadra an-
corada no porto de aples, no intuito do per-
suadir aoscommandanles e officiaes dos diversos
vasos, que seguissera para Gaeta ou para Trieste
para assim salvar da defecjo geral aquella parte'
de seus exercilos ; mas de balde lontou el-rei
conseguir o seu intento, porque quasi unnime-
mente lhe foi declara loquea esquadra nao aban-
donara a causa italiana, e que quando rauilo
acompanharia S. Mageslade atea distancia de seis
milhas de Gaeta, ao que mesmo logo que disso
foi sabedor se oppoz o almirante sardo Persano
declarando que rompera n fugo Contra qualquer
navio da esquadra napolitana que procurasse
acompanhar el-rei.
Neslas cireumsUucias S. Magestade Siciliana
leve de recolher-se bordo de um navio da ma-
rinha de guerra hespanhola, (jue o levou Gaela
onde chegou no dia seguinle, acompanhado d
Nuncio, do ministro ds Austria, o do da Prussia
alm de alguns de seus subditos nolaveis que
nao desampararan).
Era Capua e Gaela havia S. Mageslade estacio-
nado uma forja de irinti mil homens, a nica de
que actualmente dispe, e que se acha reunida
nessa uliima praja, onde por eraquanto se con-
serva el-rei, sem que todava ninguem creia que
por muito lempo se sustentar fiel s bandeiras
reaes aquella porjo do exercito napolitano.
Por varias vezes raesmo tem j as folhas desla
capilal annunciado a fuga de el-rei do Gaeta para
Hespanha, onde dizem que se refugiar alinal
osle principe com sua familia de preferencia
Austria, para onde muilo o chama o imperador
Francisco Jos.
A causa dos Bourbonsem aples parece em
verdade perdida, a menos que por um complexo
de circumstancias a Austria nao venha a suslen-
la-la rebatendo ua Italia o movimenlo unitario ;
is'o porm nao se aprsenla cora prohabilidade^
allendendo a que o gabinete de Vienna apenas se
mosira disposio a defender o seu territorio do Ve-
neza. quando ahi venha a Austria a ser atacada
por Garibaldi ou pelo Piemonte, e por conseguin-
le se antolha que breve escapar das maos de el-
rei das Duas Sicilias a croa que apenas cin-
gira.


DIARIO DE PERRaMBCO. SEGUNDA FEIRA 15 DE OUTBRO DE 1860.
Garibaldi vai marchar coaira Gaela, easua a-
proximagao dessa praca ser o signalde uma pro-
vavel deserco das tropas reaes!
Apenas el-rci doixou a capital, uma deputacSo
presidida pelo principo de Alexan Ira dirigi -so
Silerno aflm de convidar Garibaldi a fazer sua
entrada solemne en iples.
E com effeilo no dia 7 balea s porta? da cida-
do o libertador, aquem de anleralo assim deno-
mira em um manifesloque Ihe dirigir o ministra
Liborio Romano, em cujas nios el-rei deixara o
governo da cidado, e que servir com S. Uages-
tado na qualidade de ministro do interior : triste
exemplo de inQdolidade !
Garibaldi fez a sua entrada sera ostentado mi-
litar, apresonlando-so s e seguindo do cminho
do ferro para o palacio, onde foi hospcJar-se, em
urna simples carruagem. Mas nao pode evitar os
grandes regosijos populares que tiveram lugar
pela sua entrada, sendo vicloriado como um rei
inda mesmo dias depois da sua chegada.
Ura dos seus primeiros cuidados foi orgnnisar
para as provincias de Ombria e Marches, agora
invadidas.
O general Lamoriciere, aquem ocommandante
em chefe Pienientez intimara de dissolver os cor-
pos eslraugeiros sob seu comraando, respordeu
negativamente ; e prevendo que o inimigo pro-
curara oceupar a linha dos Abbruzzi dividi o
seu exercito em trez corpos de sele mil homens
cada ura, poslando o primeiro em Ancona, o se-
gundo om Macrala, e o terceiro no valle do Ti-
bre que avisinha Roma, para assim impedir que
o exercilo Piemontez fizesse juucco com as Tor-
cas de Garibaldi. quando este invadisse a fron-
teira Pontificia pelo lado dos Abbruzzi. Nesta
posico se achava o general Romano, quando
pelas manobras do general Cialdini atim de ga-
nliar a fronleira Napolitana rosolveu elle atacar
o inimigo no dia 18 do correnlo era CastelA*
dardo.
As torcas sob o comraando do Lamoriciero e
do general Pimodan, que de Macrala avancou
para apoiar n aeco geral, monlavara a onze mil
w
uraa adminislracao, nomeando para ogoverno in- homens, alm de quatro mil que de Ancona de-
tener ao ministro Liborio Romano, para a guer- viam sahir em sorlida ; o general Cialdini dis-
ra o goneral Cosenz, Pisanelli para a justica e Az- punha de uma forca de vinle mil homens.
diti para a polica ; e igualmente mereceu uraa I Nr-stus disposice"s Lamoriciere attacou os Pie-
prompta allenco do dictador a existencia de ; montezes em Caslelfidado mas comquanto o 11-
uina commissao revolucionaria Mazzini, que elle zesse bravamente leve a infelicidade de perder
dissolveu imraedialaraeute por illegal e alienta-' a aejo. deixando muilos morios e feridos no
toa dos votos uuitarios da Italia. j campo, alm de Ihe serem aprisionados seis
Segundo annunciam as folhas de hoje, esle in- ceios homens entre os quaes so achava o ge-
trepido patriota desembarcou j na embocadura neral Pimodan, pouco lempo depois sucumbi
do rio Garigliano, afira de interceptar a junecao \ as feridas recebidas na batalha. As tropas es-
de alguns regimontos que alada eslava em Cap"ua trangeiras baleram-se com valor ; mais os sol-
cora as torcas de Gaeta. Os mesmos jomaos do dados pontificios so passavam emsrande nume-
nesla data a extraordinaria noticia de haver el-; 1*9 para o inimigo, desorte que o general I.amo-
rei de aples prqposto a Garibaldi sua coopera-i riciere teve de fugir, com uma pequea pore.o
cao contra a Austria para libertar Veneza E'! de cavallaria para Ancona, onde se acha. As
to degradante este expediente pela occasiao em torcas que desta praca haviam saludo foram tam-
qne oiferecido, que dilTicilmente tem sido acre-1 be rcpellidas.
diado, havendo receios de que isto soja uraa
falsa nova apenas engendrada para anda mais
indispr Sua Magcstade Siciliana com o publico
ioglez.
O'aqui parlera diariamente voluntarios e mu-
picoes de guerra para Garibaldi, apezar da neu-'
tralidado ingleza ; assim, pois, quinto raais odio-
sa so tornar a monarchia Bourbom em aples,
raaior desejo se despertar no anima dos Ingle-
zea para apoiarem com meios o bracos, assim
como com donativos, a revoluco as Duas Sici-
lias. O ministro de aples, acreditado nesta
cuite, est sendo leslemunha impasssivel desles
actos : e creio bera que se reclamasse, o faria
debalde, alientos os signaos de sympathia cora
que o ministro de Palmerslon tera sempre olha-
do para a insurreico siciliana !
_ As folhas inglezas, dando noticia da traiga o
dVI-rei de aples, contra a Austria, accrcscen-
Ura que apenas o gabinete de Yienna tora ins-
truido daqulle successo, ordenara que uma nao
austraca que se achava de frente de Gaeta se re-
tinase para Trieste, tomando seu bordo o
cmbaixador da Austria, e que intimara Sua
MagestaJe a dicisao do imperador de negar-
lhe asylo nos seus estados, caso afinal qui-
zesso el-rci ir pan alli. Mas t'ido isio cuece
de oonfirraacao, sendo apenas positivo que no
dia 18 Jo corrento Sua Migestade anda s-6 achava
na fortaleza de Gaeta. Dias antes havia el-rei
organisado alli o seu ministerio, confiando a pre-
sidencia dessa adminislracao ao cavalheiro Ulla,
irrao do general deste neme.
Os ministros d'Inglalerra e ile Franca nao so-
guiraracom Sua Mngesladc para Gaela, mas lera-
se abstido por emquanto do tratar cora Garibal .
m Entretanto o de [nglalerrra assislio visita que
o libertador pagou dias depois da sua entrada
em aples ao almirante inglez, querenlo assim
testemuuhar sua sympathia pelo patriota Ita-
liano.
0 bariio Brenier, ministro do Franca, leve or-
dera do seu gorerno para r.-trar-se de aples;
e parece que a esta hora dever j ter deixado
aquella capital. A poltica francesa, longo de
sympathisar com a unio italiana sob o sceptro
de Vctor Emmanuel, v com ciurae o progresso
dessa idea : o pois nao est nos seus interesaos
apoiar Garibaldi. embora constata, em virtude
do prioc.pio da nao inlervencao, que, este gene-
ral leve por diante a sua obra de librtenlo. Na
opiniao de rauitis folhas europeas, caso Vctor
Eraraanuol renha a reunir em sua cenia os di-
-. irsos estadosda Italia, a Franca reclamar para
s ttiilu d'equilibrio earopou Ganara, das Ibas
do Sardenha e d'EIba. Brevemente veremos
com que verdade se assevera esta preleneo da
Franca, agora que os successos da Italia so en-
Carainham para uma prxima soluco.
Garibaldi nao proclamen anda a annexacao do
reino do aples Sardenha, pois que segn Jo
JBiz e tora anuuneiaJo ao povo e el-rei de Sar-
denha s 0 far do alio do Quirinal, quando l-
ver expulso o pontfice de Roma, onde pretende
o libertador cstabelecer a metropole da grande
nacao italiana.
Esta idea pormest cansando graves embara-
0)s ao gabinete de Tuiim, quoe ompromellido cora
o imperador Napoleo respeitar o Papa era Roma
antev as difflculdades em que se adiar, so Ga-
ribaldi atacar a capital do mundo ebristo. De
sua parte o inlropido patriota nao quer atiender
cooipromtssos diplomticos, e diz que ir
Roma e Veneza, para assim cumprir o seu pro-
gramola nacional.
O receio de que Garibal ii venha levar effei-
ida,
E' pois na fortaleza de Ancona onde hoje eslS
o resto das tropas pontificias, mas se espera a
todo instante a noticia da capilulacao dessa pra-
ca, que por ierra est sendo o investida por Cial-
Jini e por mar pelo almirante Persamo. As tro-
pas ostrangeiras que capitularan] em Caslelfidar-
do forara mandadas para seus respectivos pai-
zes.
A Austria contempla tolos estes successos pre-
parada para o combate, mas espera seratiaca-
da. Na provincia do Veneza h mais de cora mil
corabteutcs proraptos.
Paris, S 1 le setembro.
Sr. redactor. -Os aconteciraenlos muliiplrca-
rani-se durante 3 ultima quinzena, e nao deixa
de ser um pouco difllcil resumir ludo nos estrei-
tos limites de uma correspondencia. Assim vou
j. entrar no assumplo, o principiaroi pelo fado
mais importante de quanto rae cabe referir, que
6 a invaso dos Estados Pontificios pelas tropas do
rei do Piemonte.
E' sabido que, depois da ultima guerra, os Ro-
manhes separara-n-se da obediencia do lluono
pontificio e proclaraarara sua annexacao ao Pie-
monte. At o presente o resto dos dominios do
Santo Pairo nao litiham sido ameacados por esta
potencia, e o exercito organisado pelo general
Lamoriciere pareca mais que sullicicnte para de-
fenJe-los iJjs aggressoes do3 bandos mazzinislas
ou g-iribaldinos.
Mas, pelos motivos, que passo a expr, o go-
verno piemontoz enletideu ser de seu mais ins-
tante interesse tomar posse das Marchase da Om-
bra ; isto de toda a porco dos Estados Roma-
nos que se arizinham do mar Adritico. Com o
novo direito publico que se applica na Italia, nao
havia dilliculdaJe era adiar pretextos a esta in-
vaso.
A principio inventaram-se proclamacoes do ge-
neral Lamoriciere, que protoetliain saque i sua
tropa, o comquanto o laclo fu/se completamente
falso, todos os jomaos de Genova, de Florenca e
Turin comecarara a vociferar contra os soldado
mercenarios. Depois promoveram-se perlurba-
coos as localidades, e algumas deputaQes com-
postas de emigrados a'presenlaram-se ao rei Vc-
tor Emmanuel pedindo-lhe que fizesse eessar a
anarchia, e que livrasse as Marchas o a Ombria
do jugo estrangeiro.
Com pretextas desla orloiu, que era qualquer
oulro lempo o em outro qualiiuer paiz seriam
qualilicados de absurdos, foi que o Piemonte se
julgou autorisado a elTecluar a inlervencao. O
Sr. de Cavour principiou por dirigir uma" nota a
corte de Roma, exigindo imperativamente que
despedase as tropas ostrangeiras. O Sr. delta
Minerva foi encarregado do ir entregar e3sa nota
ao cardeal Anlouelli; mis uem mesmo se quiz
esperar pela resposta, e o proprio rei Vctor Em-
manuel eocarregou-se de informar a Europa da
resolugio que lomara.
Logo depois que receben as depulacoes das
Marchas e da Ombria, ordenou a suas tropas que
ioradisseni as provincias, dirigiudo-lhes uma pro-
clamaco em que declara que a sua misso de
restabeleccr a ordem, de perdoar as injurias, ac-
crescentinJo que est prompto a dar ao sobera-
no poniilice todas as garantas de independencia
e de seguranza.
Eslon bera ceno do que o Santo Padre estima-
ra mais que o deixassem prover por si mesmo a
sua independencia. Mas, fosse como fosse, o que
certo que o exercito piemontez cntrou inirne-
diatamente nos Estados Pontificios sob as ordens
dos generaos Finti o Cialdini, e este como que
para fazer contiaste com a lingoagem do rei, pu-
se quer restabeleccr um pouco a ordem nesse paiz
agitado. Elle tem um p no campo mazzinisla e
outro no campo da monarchia urntaria, o de ara-
bos os lados lisongeiam-n'o e o exaltara na espe-
ranza de servirem-se delle como de um instru-
mento.
Talvez que a resolticJo tomada pelo rei Vctor
Emmanuel o obrigue a pronunciar-so em um ou
em outro sontido, e assim perder elle rnetade
do3 seus admiradores. Mas sob a apparerfcia de
urna fingida bonhomia, Garibaldi oceulta este es-
pirito de manha que propria a todo o espirito
italiano, e poder causar anda grandes embara-
ces ao Sr. de Cavour, seu inimigo jurado, e o
verdadero chefe do partido monarchico-unitario.
Por ora acha-se elle om aples, onde entrou
a 7 do corrente acompanhsdo apenas de uraa du-
zia de seus soldados, e onde chegam a pouco e
pouco os corpos sob suas ordens. Elle investio-
se dos plenos poderes de dictador, constituio un
ministerio, a cuja frente collocou o Sr. Liborio
Romano, o principal ministro do rei Francisco II.
Os homens que reuni ao Sr. Romano passam to-
dos por moderados, realistas o devotados ao Pie-
monte.
Mas, ao passoque se mostra to conciliador na
sua escolha, declara, como eu j o disse, que nao
faraonexario seno sobre o Monte Quirinal,
isto quando esliver senhor do Roma, o tem
prohibido a Sicilia, que est sendo a presa da
anarchia, de pronunciar o vol do annexaco,
que alias fra autorisado para o dia 15 de setem-
bro. Anda faz mais do que isto : escreve ao rei
Vctor Emmanuel para significar-lhe. que dous de
seus ministros, os Srs. de Cavour e Farini o em-
baracam, e que os negocios marchariam melhor
se cites fossem dimitlidos.
Este insolente pedido, segundo so dir, foi recc-
bido como tnerecia ser; roas era necessario achar-
rao-nos era lempos crticos como os presentes,
para ver laes excessos do audacia. Tem-se ne-
gado o mais possivel estas manifeslaces de Ga-
ribaldi, mas elle proprio se vangloria'dellas cora
incrivel atrevimento, o anda hoje l-se nos jor-
naos italianos uma carta por ello dirigida a um
de seus agentes em Genova, chimado Brusco, a
qualno deixa a mais leve sombra de duvida so-
bre seus sentimentos.
Meu charo Brusco.
Praca de Paria : 3 por cenlo 68-55.
4 Ii2 por cento 9565.
Consolidados inglezes93 1|2.
RECIPE, 13 DE OUTBRO DE 1860.
S SEIS HORAS DA TARDE.
Betrospecfo semana'
Depois de qnaronla e um dias, entrou finalraen-
le n'este porto, durante a semana, de torna via-lM""e'C"m" i ""' P '
geni s proviociasdonorle o paquelenacional Oua-' u-u ni nrLi .% 1 10
dos mesmne S *.? ?. Preo. solteuo, 18 annos, ttano.
Cachocira de Paulo Affonso tirar algumas vis-
tas desta famosa maravilha da nalureza.
Dizem-nos que esse hbil artista fra disso
encarregado por S. M. e que julgando-se mui-
to honrado por osla commissao, preparou-se
para saliefase-la completamente.
Muilo desea-mos que o consiga.
Mataoouro publico :
- Mataram-se no dia 13 do corrente para consu-
mo desta cidade 112 rozes.
MORTALIDADK DO DIA 13 :
Filippe, prcto, escravo, 9 annos, appellsco.
.35
anuos, afogado.
pock. e dous dias depois rhgou
portos o Paran, que d'aqui
dia 21 do mez passado
Tambem (vemos da Europa o paquete francezj
da linha de Bordeaux, que entrou hoje em nosso
porto e seguiu logo para os do sul.
O paquete francez, chegado hoje, pouco adl-
anta s noticias quo receberamos ha dias pelo pa-
quete extraordinario da mesma companhia que
aqui tocou no sabbado passado.
As tropas piemontezas eslavam senhoras das
Marchas e da Ombria, provincias dos Estados
Pontificios, salvo a cidade de Ancona, que tam-
bem j deve a esta hora ter-se rendido, pois
que se achava cercada por Ierra e por mar.
A deliberarlo tomada pelo Piemonte de inva-
dir ao Estado Pontificios, netn'a nota do conde
de Cavour dirigida ao cardeal (Antonelli, nem a
carta do nosso correspondente de Paris, que vai
transenspta no lu/ir competente d'esta folha,
explicara de un modo satisfactorio. Entretanto
ludo leva a crer que o proredimentn do Piemen-
10 foi dictado por uma poltica cauteloza, e no
intuito de diminuir a extraordinaria influencia
do avenlureiro Garibaldi. O Piemonte, entre-
tanto, declarou Santa S que a invasao nao
teve outro m senao garantir a ordem e assegu-
rar a independencia do Summo Pontfice e Fran-
ca declarou tambem que se abstera de entrar
n'aquella parte dos Estados Pontificios, designa-
dos com o nomo do patrimonio da Santa S.
joven rei de aples anda so achava a 2
de setembro em seu
havia P*m^l\m^^' ^scraV^soTteira', 38'a'rinos, hv-
HosriTAL db caridadk Existom 58 ho-
mens e 52 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros. total 116.
Na totalidadedos doeotes existem 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, as6e55 horas da manha. pelo Dr.
Dornellas s 7 horas da m.ihaa, pelo Dr. Fumo
as 6 horas da larde deJiontcm.
CHRONICAJUUICIURU.
cp, TRIBUNAL DI RELAQflO.
SESS.XO EM 13 DE SETEMBRO DE 1860.
PRESIDENCIA
Ell.MICLINO
DO EXM. SR. CONSEI.EIIIO
DE LEVO.
manha. achnndo-sc presen-
vour d a entender que cu estou de accordo com
elle, o quo elle meu amigo. Posso cerlificar-
vos que, se bem que esteja dsposto a sacrificar
no altar da patria todo o recenteraento possoal,
nao rae reconeUiarei jamis com homons que hu-
milharam a dignidade nacional c venderam uma
provincia italiana (assignado) Garibaldi .
V-se at que ponto a questao so tem exacer-
bado, e quanto parece impossivel uma reconci-
llacao. Acensando ao Sr de Cavour de haver
vendido a provincia de Niza, Garibaldi alaca a
Franga, que deixa passar duas injurias, mas que,
em diliniliva, conieca a comprehender que a sua
poderosissima inlervencao em favor da llalla po-
derla ser paga com a'mais negra inzratidao. E'
indubitavel que, ueste momento, o partido revo-
lucionario, cuja inlluencia sobre Garibaldi teoho
sempre feito notar, domina completamente nos
conselhos. Anda ha pouco, o dictador tinha-se
quasi compromettido, pelas insinuaces do Sr.
Dprtls, pro-dictador em Palermo, a'deixarrea-
lisar-se a annexagao da Sicilia ao Piemonte para
'lar ao menos ura governo a esta Ma, que se
ada mergulhada na anarchia. Mas este bom pen-
satnenlo nao chooii a executar-se, e sbese
que Garibaldi se apresentou em pessoa em Pa-
lermo, e falln ao povo dizondo-lhe que nao ha-
veria annexacao emquanto Roma nao eslivesse
em poder dos italianos. As doutrinas de Mazzini
vio ganhando terreno na linguagem o nos actos
de Garibaldi, o qual nao duvidou de dar a enten-
der desta vez que estava desgosloso com o mor-
no apoio que encontrava na burguezia, e que nao
quera marchar senao com o povo :
Estas tendencias tao claramente manifestadas,
sao de nalureza a fazer reflectir uio s os gabi-
netes da Europa, mis especialmente essa aristo-
cracia liberal e essa immensa burguezia da Ita-
lia, que tanto teem contribuido para cssas rui-
nas sobre as quaes Garibal li, auxiliado dos bons
vermelhos. edificou o seu poder.
Posto que anda, no momento em quo escrevo,
0 rei Francisco II nao tenha deixado o seu rei-
aeampamcnlo entre Gaela e
Assegiirais-me quo Ca- Cipua, mais a esta hora lera provavelmente em-
barrado para a Hospanha,cuja soberana, sua pri-
ma, Ihe offerece hospitalidade.
O proprio Pontifico, apezar de so ver garantido
comutn exercit francez de oceupaoao, de cerca
de lO rail homens, parece dsposto a abandonar,
ao menos temporariamente, a capital do mundo
catholico.
Garibaldi estava em aples desde o da 7 de
setemkro. Logo que alli chegou investio-se do
eargo de dictador, e crganisou um ministerio,
cuja presidencia deu a esse Sr, Liborio Romano,
que en poucos dias antes ministro do rei de a-
ples, i que coneorrera tao poderosamente para o
exilio 4o conlo d'Aquila O ministerio passa en-
Iretanti por moderado e monarchista.
lailava-se muilo na Europa em una nova coa-
licao cintra a Franca, ooalcao em que enlrariam
a llussia, i Austria e a Prussa, Dava logar a
esse boato a noticia de una entrevista prxima
dos imperadores da Russia, e da Austria, o do
prinoipl regente da Prussa na cidade de Varso-
via. O koalo inverosmil apezar dos fun Jamen -
los conque pretendem uslifica-lo.
Luiz Napoleo linha chegado a Pars de volta
de suavagem frica.
As naicias da Uespanha o do Portugal que teem
alguma importancia vem colligidas as cartas oo
nosso correspondente de Lisboa, que os nossos
leitoresacharao era oulro lugar d'esta folhi.
Os dous vapores do Norte foram portadores de
nolieiasde pouco interesse.
Couli-ma-se a noticia dos desgranados suecos-
sos da reguezia da Telha.comarca do I na pro-
vincia io Ceari, por occasiao de se proceder
eleicode vereadores ejuizes de paz,
Deram-se anda alguns ferimenlos em outros
pontos da provincia por causas das eleicoes.
Temos reeebido noticias do interior d'esta pro-
rinda,e nenhuma oceurrencia tem perturbado a
tranqiDilidade publica.
Na (reguezia de Tacaral nao se procedeu
elei.;ao no dia 7 de setembro, por falta do livro
da jualilicaco dos votantes, que, como j ds-
desemtargadores Silveira,
As 10 horas da
tos os Srs. deserabargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Guerra, Lourenro Santiago,
Silva Gomes e Caelano Santiago, 'procurador
dacoroa, foi aherla a sessao.
Passidos os feilos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS
Na peliro de Gregorio Francisco de Torres e
Vasconcellos, pedindo ordem de habeas-corpus,
conceden se ord.-m para ser a presentado oreo
as 2 horas da tarde, nao coropareceu e ficou ad-
diado.
RBCCRSO COMMEnciAL.
Rerorrente, o juizo ; recorrido, Claudiano do
Oliveua.
R'-lu'or o Sr. desembargado- Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desemlargadures Gitirana,
ollveira o l.oureiico Santiago.
Reformou-se a sentenca em parle.
AGGRAVO DEPE11QA0.
Aggravanie, Antonio Soares "de Carvalho o ou-
tros ; aggravado, o juzo.
Relator o Sr. descrabargador Gitirana.
Sorteados os Sr;
e Silva Gomes.
Negaram provimento.
_ Aggravanie, Antonio Al ves de Miranda Guima-
raes ; aggravado, o juizo.
_ Relator o Sr. desembargad ir Louronco San-
tiago.
Sorteados os Srs. deserabargadores Figueira de
Mello e Silveira.
Negaram provimento.
APPELLMJOKS CRIMES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Matioel Anto-
nio Guiarte.
Improcedente.
Appellanle, o juizo ; apnellado, Jos Gomes
Pereira.
A novo jury.
Apocllant, Manocl Rodrigues Freir
pellado, o juzo.
A novo jury.
Appellanle, o juizo : appelladi, Mara Ignscia
da ConceiQo.
I mproceden(c
Appellant
o juizo.
ConQrmaram a sentenca.
Appellanle, o juizo ;' appellado, Pedro I
co do Nascimento.
A novo jury.
Appellanle, o promotor ; appellado, Jos Fran
i Cisco do Nascimenlo
Reformada a sentenca
a appellaeo.
Antonio Jos" da Si
appel-
va ; appellado,
lta-
lo a sua idea, quaalo Roma fez j cora quo o
imperador Napoleo mandasse reforjar o oxerci- i blicou uma ordem do dia em que falla de rig'an
Cito de oceupagao em.Boma e fortificar os arre- casa exercer contra os ignobeis sicarios da ty-
no, presura^-se todava que os restos do exerci- 's,'"os, desappareceu do archivo da comara mu-
lo quo levou consigo na retirada nao possam sus-' "'etial.
lenlar uraa lula seria contra as tropas revoluciona-! Deinandaram o nosso porto, durante a
rias. O rei, segundo as ultimas noticias, achava- fajina, }- e-Jibarcacoes mercantes, com a lua-
se acampado entre Gieta e Capua e linha gnar- '! Urt 3.870 toneladas. Entrou alm d'isso a
nicao em ambis estas cidades. Um pequeo "*to|rei escuna nacional de guerra. Sahiram,
ribeiro, o Vollurno, separa o do exercito gaii- | durante os mesmos dias, 10 einbarcac&es mor-
baidino ; mas j o trauspozeram muilos corpos Ica*tes, com a lotacio de 4,455 toneladas. Sabio
oi ameicam cortu-lhe as communicaedes com tambera o Itamarac, briguo-barca nacional do
Gaeta. Acredilou-seque o infeliz princip, que v 'guerra,
a cora escarrer-lh
dores dessa capital, parecendo disposto oppor
a forca contra o designio daquelle general, o ge-
general Goyon, que In pouco linha sido retirado
do comraando superior das tropas francezas em
Roma por motivo de seu excessivo zelo pelo
Papa, foi nvaraenle nomeado para aquello posto
O j parti para Roma ; o que parece indicar a
deliberacao om que est o imperador do defen ler
o Papa na sua capital. Veremos o que a con ti-
nua'o dos successos nos dir respeito di eren
ca que hade que a Franca sustentar Pi IX em
Rema c as comarcas de Civila-Vecchia o Vi-
terbo.
L'm dos primeros actos do Garibaldi, depois
de have entrado em aples, foi entregar ao
almirante Sardo Persano a esquadra Napolitana
e faze-la seguir para Ancona alitn de bombar-
dear esla praca, onde se acha o general Lamori-
ciere com uma porco do exercilo Pontifical sob
Seu comraando.
O almirante Piemontez seguio com effeito para
a [uelle ponto, e tendo ali chegado no da 19 de
trrenle abri o logo contra a cidado ao mesmo
lempo que o general Sardo Cialdini investio a
praca pelo lado de torra. Todo isto parecer aos
(eitores quasi urn souho, quando na rainha ul
lima carta nada Ihes dissera que annunciasse
uma prxima invaso dos Estadus Pontificios po-
las tropas d'elrei de Sardenha ; mas era por
isso menos verdade, ten Je occorrido esse im-
portante successo poltico debaixo das seguinles
circunstancias.
O gabinete de Turim, desejoso de achar um
rn -io de unir a sua aeco revolucionaria com a
de Garibaldi "que eslava prestes a dominar por
tada'a Sicilia, fez publicar polos jomaos da sua
afleicio a reprovacoque Ihe mereca apoltica
do Papa no que respeila ao alislamento da cor-
pos eslraugeiros, com que h mais de ura auno
o governo Pontificio tem pretendido sulTocar nos
estados da egroja a manifostaco do voto popu-
lar pela uniao italiana, illudindo assim o princi-
pio da nao inlervencao proclamado pela paz de
Viila-franca ; c com este fundamento o conde de
Cavour dirigi ao cardeal Anlonelli ura manifes-
t em forma de ultimtum, pedindo o immeJialo
desarmamento desses corpos eslraugeiros sob
pena de ser o territorio Pontificio invadido pelas
tropas d'el-rei Vctor Emmanuel, que iriara li-
bertou as populacoes da oppresso era que esla-
va m.
Este manisfeslo havia sido apenas entregue ao
cardeal Anlonelli, quando sem esperar riera pelo
termo que se assignava p3ra resposta el-rei Vc-
tor Emmanuel proclamou s suas tropas para
que entrassem nos Estado do Papa o logo renli-
snu esse intento fazendo invadir o territorio Pon-
tificio por dous corpos de exercito de viriles e
cinco mil homens cada um, sob o commando om
chefe do general Fonti, ministro da guerra. O
general Cialdini atravessou a fronleir8 pontiDcia
no dia 9*do corrente pela Catiolica, e logo se o-
preseutou defronlo de Pesaro que attacou e lo-
inuu no dia 11 fazendo muilos prisioneires, em
cujo numero entrou o governador da praga Mon-
senhor Bella, que foi conduzido para Turim. O
general Sonnaz, lendo entrado por outro ponto,
inveslio Perugia quo tomou depois de algumas
horas de combale, vindo a suceder o mesmo a
L'rbino que hoje est tambera era mos dos Pie-
montezes. Lira governo provisorio tem logo sido
organisado para cada uraa das cidades, em que
tem entrado os Piernontezes, havendo el-rei de
Sardenha nomeado j dous commissarios regios
rannia.
O general Lamoriciere nao linha Torcas suffi-
cicntes para defenJer-se contra o exeicito pie-
montez, que conta cincoenta rail homens. Por-
lou-se tolavia, com muila bravura no combale,
um de seus ajudantes, o general Scliimidt, defen-
deu-so etn Posare contra o exercito de Cialdini,
que solrou perdas considerareis; masachava-se
encerrado na fortaleza sera vveres e sera agoa o
foi por isso obrigado a entregar-so. as cerca-
nas de Spoleito Lamoriciere frente de onze
rail homens deu um combalo desesperado contra
o mesmo Cialdini, que trazia comsigo mais de
vinle mil homens.
Per ora s se tem reeebido acerca deste en-
conlro os boletins piernontezes, quo annunciam
ter Cialdini ganho uma victoria completa, mas
confessara ao mesmo tempo que Lamoriciere
con segu o atravessar as linhas inimigas o fazer
juncro cora a guarniQo de Ancona.
O numero a vencer, isso inconleslavel, a
cidade de Ancona, mediocremente fortificada e
atacada por mar e por trra nao ter outro reme-
dio se nao o de render-se. Talvez mesmo que
antes do terminar esta correspondencia chegue
essa noticia aqu, pois por cada corrpio chegam
muitas notciis importantes.
Como que o rei do Piemonte, cuja poltica
al agora fdra reservada, se dicidio por Om, sob
os mais frivolos pretextos, a levar a guerra aos
Estados Pontificios? Eis o queme cumpro expli-
car, e bastarlo mui poucas palavras. Garibaldi
acha-se em aples, como era fcil de antever
pela minlii ultima carta.
Um de seus primeiros aclos foi annunciar por
uma prodamaco quo elle nao prescreveria a
annexacao ao Piemonte seno depois que se
ehasse senhor de Roma. Ora a capital do mun-
do catholico acha-se de presente oceupada por
forcas francezas, de onde sa conclue que a lingoa-
gem de Garibaldi era uraa sanaca feita Franca
e domis era sabido que muilos bandos mazzinis-
las e garibaldnos achavam-se .prestes a laocar-
se sobre os Estados Pontificios. Foi para con-
jurar esses aconteciraenlos que ameacavam levar
ao ultimo ponto a anarchia que reina na Italia,
que Vctor Emmanuel se decidi a tomar a ini-
ciativa da guerra. Ello espera dominar assim os
acontecimenios e conduzi-los de modo a nao ir-
ritar a Europa calholica, Elle espera tambem
neutralsar um pouco a torrivel influencia de Ga-
ribaldi, e fechar aos seus bandos o caminho de
Roma e de Veneza, que olio nao cesss de lhes
mostrar.
Seja como fr, o primeiro effeito da nova atli-
lude tomada pelo Pieiuonio foi a retirada do mi-
nistro francez era Turin, o Sr. de Talleyrand,
que doixou o seu lugar e foi substituido por um
simples eucarregado de negocios. Como para dar
mais claramente a conhecer seu descontentamen-
te o testemuuhar sua firme ventado de guardare
Santo Padre, Napoleo enviou a Roma mais dous
regimeutos, de modo a elevar a perto de 10 mil
homens o exercito do oceupaco que se acha s
ordens do general Goyon. Apezar destas medi-
das, acredita-se geralmente em Turin que o go-
verno francez niio 6 inteiramento hostil ao que
e passa, e que apenas quiz declinar a responsa-
bilidadu dosaconleciraentos.
E' certo que Garibaldi, este homem que, de tres
mezes a esta parle, tem sido sempre vencedor
sem combater, tem adquirido uma petigoss po-
pularidide na Italia, popularidado que necessa-
rio reduzir a mais modestas proporcoes.'se que
da fronte, quizera reenn-
quisla-la e quo ra tentar uma bilalha decisiva.
Correu tamb-ra por rao lientos o boato de que o
general Lamocicro cora o exercito pontificio de-
va reunir-se aos napolitanos, e nestas condi^oes,
a victoria pedera ser favoravcl ao rei Francis-
co II. Mas a invaso dos estados pontificios pelos
piernontezes desmantelen todos esses clculos e
deilado por trra as ultimas esperanzas do rei.
Hoje a opiniao geral que esse infeliz principe
acha-se resiguado a embarcar e Seguir par* a
Uespanha, onde a rainha Isabel Iho oll'eiece sua
lesu hospitalidade.
PoJe-se contar que os piernontezes, invadin-
do os estados romanos, esto decididos a nao bri-
gar com a Franca, e que elles nao alacarao nem
Civiti-Vecchia, nem o que geialmente se chaina
o patrraonio da Santa S. Mas se posso assegu-
rar positivamente, parece que o papa, seguudo
as noticias que circulara, acha-se muilo meuos
tranquillo a e3te respeito, e que se inclina a
abandonar sua capital. Seriaum facto mui grave
seb o ponto do vista cathelico, e o nosso gover-
no, a crer no que diz um de seus orgaos mais
acreditados, o CoiisifJiciotiaZ. sentira isso muite.
Todava osla uma eventualidad.! quo ello devo-
ra ter previsto, quando permitliu quo a rcvolu-
cao se desenvolvesse na Italia, acoberlando-se
com o principio de nao interveneo.
Assegura-se quo algumas grandes potencias da
Europa, preeceupadas com o perigo que apr-
senla para a seguranea dosthronos e dos estados
a grande extense que se tem dado nestes ulti-
mes lempos ao direito des povos pensim em
rcorganisar uma coaligo quesera na realidade
dirigida contra a Franca. Diz-mo mais que o
imperador da Russia seria a alma desta nova
sania allianca e quo nos primeiros das do mez
prximo elle ira Varsovia, onde, segundo um
accordo anterior, se apresenlariam tambera por
sua parle o imperador da Austria e o principe
regente da Prussa, junto aos quaes se agro pa-
ria m os soberanos secundarios da eonfederacao
germnica. Os que do esta noticia dizem que a
Russia teme qie seapplique algum^lia Polo-
nia o direito que se applicou Italia ; a Aus-
tria teme a mesma cousa a respeito da Hun-
gra e das provincias slavas ; a Prussa teme
igualmente a applicaco do tnesmo direito s
provincias rhenanas, ele, et:.
Quanto mim, nao creio nesses orranjos: to-
do o mundo teme na verdade a Franca, mas to-
do o mundo necessila della, e nao existem na
Europa duas potencias quo tenham reciproca-
mente tanta confianc.a uma oulra para arriscar
ludo pronunciando-se contra nos. A Russia, es-
P'-cialmente, que procurou cora sinccridado al
hoje a amtzadode Napoleo III. nao est dispos-
ta a perder em um dia todos os fructos de sua
poltica. Nao insistirei mais sobre esses preten-
didos projectos de coalico, dos quaes rao oc-
cuparei anda quando se verificar a entrevista de
Varsovia.
O imperador e a impertir chogaram ha dous
das de sua longa viagem em Franca e na Arge-
lia. Nao entrarei nos pormenores dessa viagem.
que encheria vinle columnas de jornal. Bastar
dizerque por loda a parte, em Chambery. em
Grenobla, era Avinhao, om Marselha, em Ton-
tn, em Niza, em Ajacio, em Argel, suas ma-
geslades foram ac.olhidos como o mais vivo en-
ihusiasmo. O carcter das recepces foi o mes-
mo sempre, salvo essas mudanjas que sao de-
vidas propria ndole dos povos. Diz-se que
em Argel as festas foram magnificas, e nao se
assemelharam nenhuma, era razo da varie-
dade dos vestuarios, e da originalidade dos di-
vertimenlos.
A. volta do imperador foi muilo contrariada
pelo rco tempo, o o imperador, infiel nesto
ponto ao seu programraa, foi obrigado a desem-
barcar era Port-Vendres em lugar de saltar em
Marselha. Em sua chegada soube a imperatrz
que havia fallecido sua irma, a duqueza d'AI-
ba. A duqueza fallecer em Pars, havia oito
dias.
Sao de pouca importancia as noticias recebi-
das da Syria. Fuad-Pach nao recua ante a se-
vendade do papel que representa. ltimamente
mandou elle fuzilar o antigo governador do Da-
masco Ahmet-Padi. Oscommissarios europeus
haviam chegado a Bayrouth.
em parle.
APPKI.t. LCOES CITIS.
Appellante, Luiz Jos Marques; appollado, Jo-
s Hara Goncalves Vicira Guimares.
I Dcsprezaram-se os embargo-.
Goneedeu-se a soltara pedida em habeas-cor-
pus por Jos Basilio Correia.
DILIGENCIAS GRISES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
jusii.-a, as appellac5es crimes :
Appellanle, o juizo ; appellada, Alexanliina
Mana de LacerJa.
Appellante, Je.iquira Gomes Correia ; appella-
do, o juizo.
Jos Correia ; appellado,
Appellante, Rento
Jos Goncalves Lima.
Appellanle, o juizo
drina da Conceicao.
Appellanle, o juizo
da Graca.
appellada, Mara Alelan-
appellado, M inoel Luiz
mazia da Conceicao.
Assign_ou-.se dia para julgamonto das seguinles
ap-
Renderam, do da 6 ao dial2 do corren te :
a ajfandega, 99:5025602 ris. : o consulado
geial 3:295:170 ris; a recobedoria das rendas
geiaP3 internas, 9::l9i?217 ris ; o consulado
provincial, 3:68St402 ris.
O movimcnlo geral da alfandega, durante
esses mesmos das,foi de ,l)li2 vnlumes, a saber:
volumes enlrados com fazendas, 437 com
gneros, 1,61 ; total dos volumes entrados,
2,128. Volumes sabidos com fazendas, S7G ;
com generes, 1,058 : total dos volumes sabidos appellcocs civeis :
'(J3i. ,a Appellante, Antonio Virissimo da Silva:
talleceram durante a semana 2 pessoas : pellado, padre Joaquim Xavier Poitella
srico 10 homens, 9 mulheres o lo prvulos, li-! Appellante, Luiz Antonio Goncalves l'erreira ;
ns, : 1 prvulo, es- appellado. Joo Antonio de Amula.
I Appellanle, lenlo Bezerra de Mallos ; appel-
lado, Domingos Francisco Cavalcanli.
Appellanle, a caiuara municipal ; appellado,
' o solicitador de residuos.
Appellanlp, Domingos Alfonso Nery Ferreia ;
appellada, a azenda.
Appellante, Joaquim Francisco de Miranda ;
appellada, a cmara municipal.
Appellanle, o juizo ; appellados. Olivcira ti
Irmaos,
ros, casa lerrea arrendada por....
dem 50. Dr. Francisco Pereira
Freir, casa lerrea arrendada por
dem 3.Victorino Pacheco, casa
(erra arrendada por...............
dem 5.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 11.Joao Antonio da Silva
Beltro de Ajaujo Pereira, casa
terrea oceupada pelo mesmo, ava-
hada por.......................
dem 17.Jos Anselmo daCost'
casa lerrea arrondada por.......
dem 31.Dr. Cluislovao Xavier Lo-
pes, casa lerrea arrendada por....
dem J3.O mesmo, casa terrea ar-
rendada pnr.................
dem 35.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.......................
dem 41.Antonio Clmaco Moreira
Temporal, sobrado rom 1 andar e
Solo o 3 lujas arrendado ludo
por................................
Ra da Concordia.
Numero S N.Evaristo Mondes da
Cunlia Azevedo, ura teiheiro quo
serve de armazem de madeira o
serrara arrendado por...........
dem 12.Antonio Jos Carneiro
Guimares, casa terrea com sotao
arrendado por....................
dem 20.Clara Joaquina de Olivci-
ra Ifoura, casa lerrea arrendada
Por...............................
dem 2G.Jos do Aragao, casa ter-
rea arrendada por................
dem 32.Manuel Espindola do
Mondonga Jnior, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 3. Viuva e fillios de Joo
Teixeira, casa terrea arrendada
por.......................
dem 5.Os mesmos, casa terrea ar-
rendada por.....................
dem 7.Os mesmos, casa terrea ar-
rendada por.......................
dem 13.-Antonia Mara Magdale-
na, sobrado do um andar e loja
arrendado por...................
dem 19.Manocl Ignacio das Can-
delas, casa lerrea arrendada por.
dem 23 Jos Casimiro da Silva
Pereira. sobrado de um andar o
loja o uma meia agua no fundo a
sobrade em obra ; a loja o meia-
agua oceupada pelo mesmo, ava-
hado por.........................
dem 25.Viuva o lilhos de Jos
Goncalves Ferreira da Silva,
terrea arrendada
dem 27.Os
arrendada
llera 29.Os mesmos,
arrendada per........
Llera 31.Os mesmos,
arrendada por..................
dem 37.Paulo Gaetano de Albu-
querqup, casa lerrea com soto
arrendada por.............
dem 49.Antonio Francisco d
Carvalho, casa terrea arrendada
por...............................
dem 51 Joo Pinto de Queiroz,
casa terrea arrendada por........'.
Ba da Concordia.
Numero 53.Hermina Adelaida Jor-
ge, casa terrea, arrendada por..
Travessa da Concordia.
Numero 10.Manoel Antonio Vieira
casa lerrea, arrendada por......
dem 12.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 18.O mesmo, casa terrea
arrendado por...................
dem 28 Antonio Jos Carneiro
Guimares, casa terrea, arrenda-
da per............................
dem 3').Viuva e herdeiros de Joo
Evangelista da Costa e Silva, casa
terrea arrendada por.............
I lora 32,-0 mesmo, casa torrea
arrendada pnr....................
dem33.Sabino Drunodo Rosario
casa terrea, arrenlada por.......
dem 36.0 mesmo, casa terrea ar-
rendada per......................
dem 42-Bernardno Antonio Ra-
mos, casa torrea arrendada per.,
dem fi.O mesmo, casa terrea ar-
rendada pnr.....................
dem 46.Domingos Nunes l'errei-
ra, casa terrea, arrendada por___
Ilem 50.Luiz Gomes Silverio, ca-
sa lerrea, arrend u i por.........
dem 52.O mesmo, casa terrea
airen la da por....................
dem 1.Manoel Joaquim Alves dos
Sanios, casa terrea arrendada
, casa
por.............
mesmos, casa terrea
por....................
casa terrea
casa terrea
cravos.
o
casa,
REVISTA DIARIA-
Ha nesla cidade cartas do Dr. Henrique Perei-j
ra de Lucena, viudas daquella de Aracaly, onde
se acha alira de lomar o vapor da Companhia Per-
nambueana, e seguir para aqui.
Contando o Sr. Dr. Lucena abreviar a sua via-
gem descerni para o Aracaly, e ah embarcar era '
algiira vapor da nossa companhia, doixou de lo-
mar a direccao da capital do Cear.como suppu- i
nha-se que o fizesse. Mas succedeu que desta j
vez n5o passasse pelo Aracaly o esperado vapor,.
e esta circuraslancia ha retardado a sua chegada,!
dando a crer a existencia do algurn cntrave era
sua viagem.
Por acto official do F.xm. Sr. presidente,
datado de 13, foi suspenso o recrutainenlo nesta
cidade.
Por cartas do F.x consta que ha pouco por
alli passra o majot Joao do liego Barres cora a i
sua forca. Iracondo comsigo os presos sentencia-
dos pele assassinato perpetrado na pessoa do ca-
pito delegado de Ouricury, Domingos Alves
Branco Muniz Barrete.
O referido majar Barros segua na direccao do
Rio do Peixe pela estrada da Cassa.a para esta
provincia.
Na sexta-feira passada, pelas 5 horas da
larde, o wagn que regressara do Cabo, ao dar a
volta na mesa da estacao das Cinco Peritas, sal-
tn fra do carril.
Por felicidado nada aconteceu, porque tambem
os passageiros j haviam saltado delle.
Passageiros que seguirn) para o sul no va-
por Paran :
Capilio do dcimo batalho de infantera Anto-
nio Jos dos Pasaos esua familia, Ernesto Fran-
cisco de Lima Santos, Polycarpo Joo Rodrigues
de Miranda. Antonio Ricardo Ribeiro, Joaquim
Jos de Araujo, Laurentinu Jos de Alraeida Leal,
cadele Frederico Jos Vechcinhgem, Joao Ros-
tron, sua senhora, 2 filhas o 3 criados, Amonio
dos Sanios, Jos Antonio Biptista, Americo Jos
Lins Wanderley, Augusto Snll, Claudinn Rodri-
gues dos Anjos, Ivo Martins da Silva, 19 escra-
vos a entregar, 6 guardas nacionaes, 1 desertor,
4 soldados, 1 corneta e 1 cabo de esquadra e sua
inulher.
Passageiros do vapor francez Bear, entra-
do do Rordc-aux :
Joaquim da Molla Jnior, Manoel Joaquim Nu-
nes Bairio, Giacome Coduff, Miguel Pereira Leal,
Pakenham \V. Beally.
Seguio para o sul :
A. Frederico de Olivcira, Joeus Vicent, Jos
Bento Alense, Javier Bao, Manoel de Castro,
Mme. Rrucioni e 2 criados, Manoel Villarouco o
Francisco Villarouco de Castro.
Passageiros do patacho nacional Relmpago
saludo para o Rio Grande do Sul :
Francisco de Assis Gongalves Ferreira e Manoel
da L Gongalves Ferreira."
Passageiros do patacho brasileiro Arapehy,
salrdo para o Rio Grande do Sul :
Joaquim Antonio de Araujo Souza, e 1 escrava
do Antonio Pedro das Neves.
Passageiros do hiate nacional Viitia, salu-
do para o Aracaly :
Manoel Leo de Castro e ura crlsdo, Jos Joa-
quim da Silva Matuto, Carlota Maria da Silva, e
Antonio Manoel da Silva.
No vapor Paran, que sahio nute-hontom
para o sul, seguio o Sr. A.Stahl, photographo de
S. M. o Imperador, para Macei, afim de ir d'ali
appellada, llarianna Tho- dem 3.- Viv de Anlo'nio Joaquim
A. de- Sanios, casa terrea, arren-
dada per..........................
I"ni o. A mesma, casi l rrea ar-
rendada por......................
dem 7 A mesma, casa lerrea ar-
reo dada por.......................
dem 9.Manoel Antonio Maciel '
Rosalina Hilara Maciel
lerrea, arrendada por.........
dem 13.Dr. Pedro Pereira Bozr-
ra do Araujo Beltro. sobrade do
nra andar e solao,arrendada por.
dem 15. O mesmo, casa terrea
arrendada por...................
dem 29.Henrique Jorge,casa ter-
rea, arrenda ia por................
dem 31.Os mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 33. O mesmo, casa lerrrea,
arrendada por....................'
dem 33. O raesrno, casa ter-
rea, arrendada por................
IJem 39. o mesmo, casi Ierre i,
arrendada por.................
dem 41. O mesmo. casa terrea,
arrendada per....................
dem 45. O mesmo, casa terrea,
arrendada por..............
dem 7.0 mesmo. casa terrea,
arrre-idada por..................
dem 49.0 mesmo, casa terrea,
arrendada por..................
ap-
Appellanlo, Jos Antonio Pereira Pacheco
pellado, Jos Smith de Vasconcellos.
Appellante, Joo Sergio Cesar de Albuquerquo;
appellado. Gandido Eustaquio Cesar.
As appellaces crimes:
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim Ale-
xandre da Silva.
Appellante, a azenda ; appellado, Jos Vicente
Barbosa.
Appellante, Jos Agoslinho de Jess ; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo; appellado, Eufrosi no Viei-
ra Mour.io.
DISTRIBUICBS.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as
appellaces crimes:
Appellante, o juizo; appellado, Ignacio Fer-
reira Lima.
Appellanle, Elculerio, escravo ; appellado, o
juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Ferrei-
ra Ferro.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Cardoso
da Silva.
Appellanle, Francisco de Souza Mello ; appel-1
lado, Antonio da Rocha.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellaces
crimes :
Appellanle, Justino Luiz de Franca ; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Fran-
cisco da Costa.
Appellanle, o juizo; appellado, Estcvo Anto-
nio Saraiva.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Joa-
quim de Lima.
Ao Sr. desembargador Gitirana, as anpcllacoes
crimes :
Appellante, o juizo
96*000
360S00O
420gOOO
408$00O
300$000
300300O
3<300CO
360^000
3605000
78900O
150300(1
CS00O
18O;O0fJ
120S00O
96$000
f80$000
escooo
2403000
S0JSO0O
4005003
25C*00O
192C00
2405003
240f000
2105000
600;O0O
2 i0500O
I9230OO
2u;003
ISOiOOO
ISOjOOO
180J0O0
168j30O
1 (9009
2J000
2003000
2408000
2105000
1808000
1929000
I349OOO
20 3-030
IOSjOOO
1089000
IO39OOO
IO89OOO
2918000
7929000
36090UO
205009
2105090
2 O9OOO
2i')503O
2105000
360g0) 3
729000
729OO8
120jO0J
LContinuar-se-lta.]
DIARIO 0E"pTrn7i>13CQ-
O vapor francez Bearn, ntralo no sabbado da
Europa, apenas trouxe-nos jomaos o carias da
Londres, Ilamburgo e Paris.
As noticias do que fui elle portador vo trans-
criptas em entra parte deste Diario.
Em Portugal nada o cerrera de DOtavel aps
o saluda do Sainlonje, que ha poneos das aqu
estero.
Pereira.
Appellanle, o juizo
nio Ribeiro.
Appellante, o juizo ;
Rodrigues.
Appellanle, o juizo
ros.
; appellado, Jeo Vicente
; appellado, Marcos Anto-
appellado, Sebastio Jos
appollado, David de Bar-
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
"Appellante, Raymundo Camello de Barros ;
appellado, ojuizo
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Pe-
reira da Silva.
Appellante, o iuizo ; appellado, Joaquim Jos
Ribeiro.
Appellante, Pedro de Alcntara de Veras ; ap-
pellado, Joo Francisco Carneiro Montoiro.
As 3 horas de tarde encerrou-se a sessao.
CONSLTLADO~PbviXCIAL.
4HeraccsjioJancaniento das casas que
pagam decima oerlencentes a fre-
guezia do Santo Antonio, lVita> pelo
escripturano \\ M. T. P. da Silva.
Ra da Palma.
Numero 38.Antonio Pinto de Bar-
Communicados.
A candidatura do Exm. Sr. coiumen-
dadoi' A, Lcilao du Cuuha.
Acompanhando em silencio a discussao qua
tem levado o Liberal Pernambucano aos mais ex-
tranhos paradoxos, tumos revelado bem clara-
mente o proposito de nao o mterromper om suas
prelecc.oes melaphysicas de direito publico, fun-
dadas sobre a autorilado do distincio E. do G-
rardin. Muilo de plano assim procedemos. Quan-
do o Liberal abandona o doslo para estudar
seu modo os principios, rea-nos a gloria de o
haver reconduzide por nossa prudencia da senda
desvainada em que o orgo liberal se precipitara.
J d'aqui se v que nao agitamos discussao".
Sem que recuemos dianie d'ella, nao o nosso
proposito suscita-la. Previnndo a opiniao Ilus-
trada contra uma falsa vetsao, temos somonte em
mira restabelecer os hitos o por em relevo a ver-
dade.
Nao ha ainda rauito tempo qu; o Liberal Per-
nambucano levou o despudor a accusaroSr. Dr.
Leito da Cunha de um verdadeiro carrasco.
Quando a adminislracao, concillando a energa
dos melos do aerjao com a maisesiudada pruden-
cia, poupra secnas desgranadas, quando a pro-
vincia louvava com reconhcimenlo este systerna
de moderacao, o orgo liberal phantasiou urna si-
tuarlo anmala, e como se o sangue pcrnarntiu-
cano houvera sido barateado, erj?ueu-se um pos-
te de crucificacao moral em que o Sr. Dr. Leilo
da Cunha foi aecusadocarrasco !
Se este injurioso epilhelo caba 011 nao ao res
ponsavel pelas tristes scenas que a prudencia da


(*)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEGUNDA PEIRA 15 DE OUTIJBRO DE 1860.
'
administracio evitou, a opinio publica tem ra-
zo de o saber. Quando dizcmos a opinio pu-
blica, queremos dizer a opinio Ilustrada, esla
que representada nos caracteres de escotha, uas
nlelligencias polidas, nos espintos sensatos e
desprevenidos. E' ahi que nos consultamos o
criterio moral.
Em outra tonto inspira-se o Liberal. Elle rnes-
mo creou os tactos, fez seu modo a siluaclo,
depreciou os mais distinctos caracteres, e cada
um d'elles emprestou um motivo de acco.
N'esle intuito, era preciso imaginar um movel
que, actuando cora torca sobre o espirito do ad-
ministrador, lhe inspirasso a supposta compres-
sao cora que influio na expresso Jas urnas.
Qual seria este motivo de acco? Est ahi.excla-
inou o Liberal, o interesse particular posto em
jogo^ O administrador de Pernambuco delega-
do d'esse mesmo governo que impoe a sua can-
didatura pelo Para.
A insinuoco prfida do Liberal tomou vulto
entre os seus. Desejosos de deprimirem o eleva-
do carcter do Sr. Dr. Leilo da Cunha, foi para
logo a idea posta era praca, e os fidos sectarios a
comraungaram. Eis ahi o fundamento em que a
opposico descanga.
Espreilando as occasies de ferir e molestar ao
Sr. Dr. Leitao da Cunha, o Diario do Recife to-
mou o seu lugar na comraunho das ideas. Sem-
pre affectando imparcialiade em poltica, e dei-
xando transparecer as claras o motivo que o leva
renegar a sua misso, o novo jornal diz consa-
gradas em tactos as suspeas que o Liberal der-
ramara. L' assim quo elle cscreve em seu nu-
mero 180 do 12 do correte que or. Dr. Leilo
da Cunha apregoado no Para como candidato
do governo, sem embargo de que a sua candida-
tura nao alli bem acceia.
Como se v, a mesma verso do Liberal, cn-
fienhossmenle aulorisada pelo Diario du Recife.
Eis-shi os Srs. Feitosa e Collaco que se deram
as mos. Qucm o dissera '? Osdous chefesd'es-
cola, que tanto se debateram no campo da plu-
losophia religiosa, ajusiaram-so em poltica.
A' quem conhecer de perlo a siluacao do Sr.
l)r. Leilo da Cunha rom relaco ao* dislriclo
eleitora! em que lhe est destinada a gloria da
represcntaco, parecer extranho quo o Diario
tenha culhido taes informacoes em fonle insus-
peila, julgando-sc autorisado faze-las correr.
Se ha titulo que po.'sam recoromendar como
legitima urna candidatura, a do Sr. Dr. Leitao da
Cunha os tem de sohejo. Filho d'essa nolavel
provincia que ja conta urna gloria no senado,
vma gloria na cmara, urna gloria no alto clero,
O Sr. Dr Leitao da Cunha est destinado offe-
Tecer ao seu paiz urna gloria naadminislraco.
O Liberal Pernambucano o escreveu : O nomo
do Sr. Dr. Leilo di Cunha associa-so com
honra aos nomes illuslrrs de um marquez da
Santa Cruz, um Souza Franco, um T. Franco de
Almeida. A aspiraco do Sr. Dr. Leilo da Cu-
nha poitinto, a mais legitima c bem fun-
dada.
Filho do Tara, descendente de urna numerosa
familia e maniendo ali innmeras relaeoes de
amizadc, o Sr. Dr. L. da Cunha aceito por to-
dos como um legitimo candidato. Se esla hou-
ra lhe foi decrelida, antes que o governo o de-
signase para a administrai-io, e o sobrecarre-
gasse de to merecidos ttulos de distincco, por
que lhe seria ella agora recusada ? E' que os
servicos prestados ao paiz encontrara os (ins da
represenlaco poltica ?
Sem o apoio do governo, o simples magistrado
reunir as condicoes de elegibilidade. A' seus
amigos, parentos o alliados polticos, devera elle
o triumpho das urnas que o elovou represen-
laco. Hoje que o magistrado, conquistando
custo de firme dedicaco a confianza do gover-
no, recebe todos os dias novos ttulos de ruere-
cimenlo, quando se faz do misler a imposico
do governo em prol de sua eleico 1 Tal 6 o
thema do Liberal, ajudado do Diario do Recife !
O magistrado inlelligente e inteiro, o admi-
nistrador iraparcial erecto, o representante de-
dicado aos interesses da provincia que lhe deu o
bcrco, nao pode sustentar-so em urna aspira-
ran legitima 1 O Sr. Feitosa e Collaco a mantm
e a podm manter, como os legitimos represen-
tantes do heroico Pernambuco !
Nao admira, entretanto, que o Dr. Feitosa as-
sim o tenha pensado e o d & pensar. Posladc
na opposko poltica, a sua posi^o est definida
pela nalureza das cousas, Dr. Feitosa poderia
applaudir a candidatura do Sr. Dr. Ambrozio
Leilo da Cunha em vista da opposico franca
que tem aborto i sua administrarlo ?"
Nao causa, pois, exlranheza que assim proceda
o Dr. Feitosa, levado du um conhetido motivo
poltico, (jual porm, a razo oceulta dosys-
tematico capricho do Dr. Collaco?
Se o Dr. Collar') protesta nao entender com
poltica, blasonando do imparcial, por que le-
levar a provocnao ao ponto de nao perder oc-
casiode molestar ao Sr. Dr. Leilo da Cunha ?
Ha ahi sem duvida um proposito obstinado,
que algum motivo oceulto parece inspirar. Ser
ogr.idavel ao Dr. Collaco que com os tactos na
mo venhamos dcsmascara-lo ? Quem ter sido
o provocador ?
Z.
Recife 13 de oulubro.
COJOIEMCIO.
Pra<;a do Recife 13 de ou-
* lubrodel860.
\s Ivs Vio vas i\a tarde.
Cotaees officiaes.
Cambio sobre Londres2G 1(4 e 26 5|8 d. 90 div.
Carnuio sobre Taris362 ir rs. 60 d[v.
George PalchellPresidente.
DubourcqSecretario.
PRAGA DO RECIFE
13 DE OUTUBRODE 1860-
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-sa sobro Londres a 26,
26 1/4, 26 1/* e 26 3/4 d. por
19000 sobre Paris a 365 c 362
1/2 por franco, sobre Uamburgo
a 700 rs. por M. B., e sobre
Lisboa de 105 a 110 ^ do pre-
mio, montando a 100,000 as
trausaccoes de que deve ser
portador o Oneida.
Algodo-----------O superior vende'n-se a 7g800,
e o regular a 7J600 por arroba.
Assucar Sem transacocs, e apenas en-
trou algum bruto.
Agurdente-------Vcndeu-se de 120S000 a 13J
rs. a pipa.
Azeitc doce-------Vendeu-sa a 2^600 a 3J700 r3.
por galao.
Arroz-------------Vendeu-se de 2gi00a 2g800 rs
por arroba.
Bacalho----------Era atacado vendeu-se a 8JJ250
rs. por barrica, e a retalho de
8/000 a 9*rs., (lcando em ser
15,000 barricas.
Carne secca- Terminou a do Rio da Prata
que havia no mercado, e exis-
tcm 32,000 arrobas da do Rio
Grande, tendo-se retalhado de
4*000 a 45800 rs. por arroba.
Caf-----------------Vendeu-se de 6J0O0 a 6$800 por
arroba.
Cha----------------dem de 1S600 a lj700 rs. por
libia.
Carvo de pedra- Vendeu-se a 22#000 rs. por
tonelada.
Cerveja------------Vendeu-se dc3j$800a 5S5U0. rs.
por duzia de garrafas.
Far. de mandioca Vcndeu-se a 5*000 por sueca.
Dita de trigo Retalhou-se de 17* a 23JO00
rs. por barrica, ficando em ser
15.400 barricas e 600 saceos do
Chus.
Feijo -----------Vendeu-se a 1*000 rs. por ar-
roba..
Gencbra-----------Vendcu-se a 300 rs. por bo-
tija.
I.ouca ----- A ingleza ordinaria vendeu-se
de 275 a 285 por cento sobre a
factura.
Manteiga---------- A franceza vendeu-se de 540
rs. por libra, e a Inglcza a
880 rs.
Venderam-so a 5*500 rs.
Vcndeu-se a 1*500 rs. por ga-
lao.
Venderam-se a 2$300 rs. os
flaraengos
Veodeu-se a 8*000 rs. por ar-
roba.
Vinhos O de Barcelona vendeu-se a
245S000 a pipa.
Vinagre----------Vendeu-se de 110* a 120* rs.
a pipa.
Desconlos O rebate de lelttas variou de
10 a 18 por cento ao armo, dis-
conlando a caixa filial cerca
de ilO conios de reis a 10 por
cento ao anno.
Freles------------Do lastro a 10 e do algodo
3/8.
Accoes-----------As do Novo Banco ao par, e os
da Caixa Filial a 70* de pre-
mio.
Editaes.
Pela capitana do porto se faz publico, que
fica marcado o prazo de 30 dias, para dentro del-
le seren removidas as cavernas e quilhas dos na-
vios desmanchados na Corda dos Passarinhos, fi-
cando os respectivos propietarios obrigados
multa de 100* e despezas que fizer a mesma ca-
pitana com essa remoco, se nao se aproveita-
rem do prazo que nesta data fica marcado.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de oulu-
bro de 1860.0 secretario, J. P. Brrelo de Mello
Rogo.
Declarares.
Massas----------
Oleo de linhac.a-
Queijos----------
Toucinho----------
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Eu-
genia, pretende seguir com muta brevidade. tem
a seu bordo metade de seu carregamenlo para o
resto que lhe falta trata-so com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
COMPAMIA
Alfande;
Rendimento do dia 1 a 12.
dem do dia 13. ?. .
;.
. 172:790*883
. 22:222*790
195:0135073
.lloviinento da alfandega,
Volumes entrados com fazendas.. 245
cora
Volumes sabidos com fazendas..
com gneros..
43
199
21
2S8
220
Descarregam hoje 15 de oulubro.
Barca ingluzaJohn Martinobjectos para a es-
trada.
Barca porluguezaCynlhiafazendas.
Importayao..
Vapor nacional Paran, procedente dos por-
tos do noite, mauifeslou o seguinte :
25 barris manteiga ; 1 Ferreira & Marlns.
1 caixa tapetes e pelle3 ; Kalkman i. limo.
2caixas rap Ue borba : Serafim Tuixeira
Bastos
3 caixas challes de la, franjas, garfos de ferros
e fivclas, 1 caixa chapeos do Chile, 1 boetta 2
caixotes, o 1 encapado e 2 saceos a srdem de
diversos.
3 caixes e 2 fardos chapeos doChile : a Ara-
naga & Byron.
Consulado ^eral.
Rendimento do dia 1 a 12. 7:991fil91
dem do dia 13....... 315^176
8306*36:
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 12.
dem do dia 13.
461g599
3*696
465*295
Exnortacao.
Rio Grande do Sul, patacho nacional Arape-
hyi>, de 170 toneladas, conduzio o seguinte :50
barricas bacalho, 892 volumes com 6,109 arro-
bas c 6 libras de assucar branco, e 70 ditos com
580 arrobas e20 libras de assucar mascavado.
Bccebetloria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 12. 14:63*539
dem do dia 13....... 1:306*793
15:942*332
Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 12. 10:469*823
dem do dia 13.......1:3435781
11.813*60 i
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
aovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9$ por
accao, do dia {0 de setembroem diante.
Pela subdelegada da freguezia dos Afoga-
dos se faz publico, que se acham depositados
dous cavallos, ambos alasaos, os quaes foram lo-
mados de Manoel Antonio de Muraos, por se jul-
garfurtados ; quem dreito liver, compareca, que
provando legalraonte, lhe ser entregue. O
subdelegado supplente,
Antonio Goncalvcs de Moraes.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimeoto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objeC-
tos seguintes :
Para as seccoes de pedestres da capital da pro-
vincia.
SeccSo da freguezia do Recife.Bonetes, 10,
grvalas 10, frdelas 10, calcas do panno azul 10,
calcas brancas 10, sapatos 1*0, capotes 10.
Secco da freguezia de Santo Antonio.Bonetes
10, Bravatas 10, frdelas 10, calcas de pao azul
10. calcas brancas 10, sapatos 10, capotes 10.
Secc.io da freguezia de S. Jos.Bonetes 10,
gravas 10, frdelas 10. caigas de panno atil 10,
calcas brancas 10, sapatos 10, capotes 10.
Seccao da freguezia da Boa-Vista.Dneles 10,
grvalas 10, frdelas 10, calcas de panno asul 10,
calcas brancas 10, sapatos 10, capoles 10.
Quem quizer vender taes objectos aprsenla
js suasproposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da raanha do dia 19
do correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra. 12 de
outubro de 1860.
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Juaquim Pereira Lcho,
Cororujl vogal secretario uterino.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de promover compra dos ojelos
abaixo declarados, manda este conselho fezer pu-
blico que tratar disso em sessao de 18 lo pre-
sente mez, avista de proposlas em carias fecha-
das, entregues nesse mesmo dia at s li horas
da manha.
Para os navios.
Linha de barca 4 (a), plvora grossa 33 (3) e 12
f, serrotes grandes de mao 6.
Para os navios e o arsenal.
Agulhas de lona c biim 500, fio de vela 4 (a),
papel baeta para forro de navio 8 (a), seboem pao
20 3), remos de faia de 14 a 18 ps cem, vergon-
teas de pinho de 4 a 6 polegadas 50.
Para o arsenal.
Limas chatas de 10 a 16 polegadas sorlmcnto
igual 80, ditas de meia cana de ditas poltgadas,
mesma firmeza de procos ; por causa dos dimi- j dem 80, lmates de 12 polegadas 10, dito.' de 14
ditas 10, limas triangulas de 12 ditas 10, ditas
ditas de 1 i ditas 10. lixa de esmeril em panno
200 tullas, ms de 3 ps de dimetro e 9 polega-
das de ro.-sura 2. earviio de cok 10 tonelaOas,
cobre volho 100 ^), toles de 3J polegadas 1.
Para obras do porto.
Cabo de linho ou manilha para espas, de:3 a
7 polegadas 20 pecas.
Sao as condicoes para o contrato acerca da re-
ferida compra sujeitarem-se os vendedores
multa de 50 por cento do valor dos objectos nao
entregues da qualidado e na porciio contratadas,
alm de carregarem com o excesso do preco no
mercado, caso o baja, por motivaren) essas faltas
que ahi recorra-se ; bem como serem pagos do
que venderem logo no mez seguinte.
Secretaria do conselho de compras navaes, em
12 de outubro de 1860.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
coihidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
De ordem do Illra. Sr. inspector de theson-
raria de fazenda desla provincia, sao convidados
os senhores herdoiros de Jos Francisco Ramos,
pira que se sirvam de presentar nesta secreta-
ria a escriplura da compra, pela qual se arhara
na posse da casa n. 125, sila em terreno proprio
nacional, da ruado Pilar desta cidade, em Fura
de Portas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 13 de oulubro de 1860. O ofBcial
maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
PEMAHBUCANA
DE
g
a vapor
O vapor Pcr9nunga, commandante Lobato,
fegue para os portos do sul de sua escala no dia
20 do correntc, recebe carga at 19 ao meiodia,
encommendas, dinheiro a freto e passageirosat
s 3 horas de dia da sahida.
O expediente fechar-se-ha as 3 1(2 horas da
tarde. Nao se dar bilheles de passagera sem
que na gerencia fiquo depositado o competente
passaporte, aos passageiros que na forma da lei
nao podem viajar sem elles.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiate nacional Santa Au-
na : para o restante da carga trata-se com Gur-
gel Irmos, em seu escriptorio, ra da Cadeia do
Recife, Io andar n. 28.
Aracaty.
Para este porlo seguir brevemenle o hiato
Exhalaro: para o restante da carga trata-se
com Gurgel Irmos em seu escriptorio, ra da
Cadeia do Recife, Io andar n. 28.
eana Rcanock, fara' leilo por nter-
vencao do agente Hyppolito da Silva,
dosvelames, cordoalha, pinho esobre-
celentes da dita barca com autorisacao
do Sr. inspector da ali'andega e m
O abaixo assignado nao contando
at hoje nm so credor, veem, para que
seu nome nao seja o alvo da maledicen-
cia, rogar ao autor do annuncio que
convida o Sr. Eduar lo a ir resgatar o
presenca do Sr. cnsul dos Estados-Uni-1 penhor de ouroquetem na ra da Sen-
dos f segunda-fera 15 do corrente as zala Nova n. 2, o favor de declarar seo
11 horas em ponto no armazem alian- dito annuncio se refere ao abaixo as-
signado.Eduardo de Barros Falcaode
degado do Sr. baro do Livramcnto no
largo da Assembla.
Transferencia
Casa terrea da ra da
Palman. 94.
Leiles.
Uamburgo. SO de setembro.
O nosso mercado nao soffreu nenhuma altera-
rlo nolavel nos ltimos dias, c moslra sempre a
As 11 horas ei poni
LEILO
DE
6 escravos, pecas.
re-
de
nulos nao poderam ler lugar transan-oes de maior
importancia.
Caf. A posico do mercado a mesma. A
opinio continua muito favoravel a este genero
e cada da se ellectuam compras para o consumo
urgente plenos procos.
Precisamos de imporlacoes mulo maores do
que as que se esperam para que o nosso deposito
possa de algum modo offerecera esculla do cos-
tme. As ultimas transaeces foram moderadas ;
mas istn se explica pelos motivos conhecidos, e
pelo leilo hnllandez que vai ter lugar em breve,
e cujo resultado se espera cora impaciencia. As
ultimas noticias do Rio de Janeiro al 2-3 de agos-
to que nos trouxe o vapor francez de Bordeaux
liveram por consequencia urna nova subida de
precos de 1|16 schillngs.
Venderam-se ltimamente 6.000 saceos de caf
do Rio de Janeiro o de Santos a 6 3|167 1)8
schillings e 7,000 saceos sobre agua, cojos pre-
cos se ignoran). A carga flucluante do Falke se
vendeu a 6 5(8 schillings.
Colamos o caf real ordinario do Rio a 6 1|8
6 11|16 schillings.
Assucar nao houve mudanca nos precos : o
mercado continua firmo com pequeas tran-
saeces.
Tabaco : venleram-se ltimamente 200 paco-
tes de tabaco do Brasil precos satisfactorios :
era leilo venderam-se 51 pacotes do da Baha
5 schillings de banco tormo meJio ; em ser 2,300
pacotes e 300 rolos.
O algodo tem sido procurado c subiram os
precos de 1(4 schilling, em consequencias dasfa-
vorveis noticias de Liverpool.
Couros sem mudanca ; precos firmes.
Cacao sendo procurado subiram em pouco os
precos de lodas as qualidades.
Cojamos ; cacao do Maranhao c do Para7 1)8
7 11 schillings.
As 100 mil libras do pao para tintas, impor-
tadas da Bahia no navio Doranna, nao merece-
rn! anda allencao exigindo os possuidores 25
marcos de banco'por 100 libras.
Desde a nossa ultima 's- entraram dous navios
do Brasil nesie porto, a saber o navio Diana do
Rio Orando do Sul com 8420 r.ouros e 9868 chi-
fres. e o navio Trifolium com 3300 sarcos caf
de Santos.
TerccL-feira 1G do correntc.
Anlunes far leilo em sen armazem, a
querimeuto do testamenleiro inventariante
Fernando Suhiella, dos seguintes escravos :
Galdino, crioulo, 17 annos.
Joiio, denacao, ro annos. cosinheiro.
Clemente, crioulo, 30 annos.
Feliciano, crioulo, do anros.
Miguel, crioulo, 14 annos.
Kuino, crioulo, 17 annos.
^a mesrtia occasio vender mais alguns es-
cravos sem reserva de preco.
LElLlO.
O agente Evaristo novaraente annuncia o lei-
lo da taberna do pateo do Terco n. 34, para o
dia 15 do crvenle s 11 horas em punto.
Importante
Ter$a-feira 16 do corrente.
Antunes far leilo em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, da casa terrea da ra da Pal-
ma n. 94, a qual tem 5 qaarlos, 2 salas, cosinha
tora, quintal e cacimba, tem chaos foreiros e foi
construida ha 3 para 4 annos.
Principiar s 10 horas em ponto.
Lacerda Cavalcanti de Albuquerque.
Manoel Leao de Castro, vai ao Aracaty tra-
tar de seus negocios.
No dia sabbado 13 do corrente as 10 horas do
dia_maiidandn-.se do sobrado do pateo do Carmo
n. 5 um mulalinho forro com idade de 10 annos,
por nome Francisco, comprar em urna das vendas
nao apparecao ; aviza-se a pessoa que o tver faca
o favor mandar levar ao dicto sobrado. Assim c-
mo tainbem pede as authoridades policiaes que
tomem em consideracao afim de nao consentir
que algum experlalhe fique com elle a titulo do
captivo, pois elle do mato o mulo fcil de se
illudir, tem um sinal muito destinrto na orelha
esquerda um lalho que tem de nsssenca.
Para oSr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua demissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
18i3.
Ora, nao tendo'sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quSo ter-
I minante disposicao se acaba de ler :
DateO lO ParaZO CO- fora d>'duvida que nao deve continuar
*i i fv a ser inspector da thesouraria provin-
Avisos diversos.
Carros funebresno
pertencente a
Neste estabeleciment
Jos Pinto de
mos carros de pr
lumnase cpulas, para adultos, pr-
vulos e donzelas, ricamente ornados
com ricos fardamentos para os respec-
tivos bolieiros, tambem lia outros corn
cars de ordens inferiores. Encarre-
pr
cial o proessor de reometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor degeo-
Magalhaes, existem opti- i metria do collegio das artes o inspec-
primeira ordem de co- to* d"a thesouraria provincial.)
Ene funecionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomendo inspector da
thesouraria provincial de Pernambucol
h
Carros fiinchres.
e, em prejuizo do seu substituto, da
instrucqaoe dos cofres pblicos, se acha
ga-se oproprietarioafornecerarmacoes 'ora da sua cadeira, lia 15 annos!!!
dequalquer forma, cera msica, carros ('azem boje 15 de setembro de 1800.)
depasseio, hbitos de todas as qualidades
e finalmente tudo quanto fr tendente
a um enterro, fornecendo-se-lhe nica-
mente o attestado do facultativo. A
qualquer hora do dia ou da noite po-
de ser procurado no referido estabele-
cimento ou na casa
no mesmo pateo n.
taberna, junt do
que faz esquina para a ra de S. Fran-
cisco e Florentina.
Na na do Imperador confronte a casa do Illm.
Sr. Dr Sarment, em urn armazem peitencente
ao ''on-eulo de S. Francisca.
O Agr faz ver ao publico e aos seus amigos,
que tem a cocheira monlada com ricos carros e
novos fardamentos para os boleciros, a bem de-
IX, por Cima da sempenhar os seus deveres, c espera conlinuar a
le sua resit
len
ca
Altenco.
MoTmento do porto.
Navios entrados no dia 13.
Bordeaux e portos intermedios19 dias, vapor
francez Bearn, de 1173 toneladas, commindan-
dante J. A. de la No, equipagem 113.
Ass. 9 dias, brigue nacional Veloz, de 201
toneladas, capilo Manoel Ferreira Leile,
equipagem 10, carga sal; a Azevedo & Men-
des.
Xavios salados no mesmo dia.
Rio-Grande do Sul. Patacho brasileiro Re-
lmpago, capilo Antonio Francisco da Rosa,
carga ,ssucar.
Aracaty, liiiiic brasileiro Videla, capilo Fran-
cisco Flix Nogueira, carga varios gneros.
Porlos do Sul. Vapor brasileiro Varan, com-
mandante Io lenle Ponles Ribero.
Observarlo :
Sabio e fundeou no lamariio, para acabar de
carregar, a galera americana Colden Iforn.
Avisos martimos.
Porto por Lisboa.
Vai sabir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brinue porluguez Prompldao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PltlMF.I-
RA MAKCIIA ECLaSSK : para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles rommodos,
Irata-se cora Elias Jos dos Santos Andrade
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pilo.
OS 5* o. V * _"5 i c 3 c CA tf Atmosphera
52 w Direcco. < H 2 H O
V B1J 1 Inlensidade 1
ISO P 1* -1 -~1 la 8 ex Centgrado. -i w 53 te o K Pl H 50 O
00 __. ^1 i co i Reaumur.
co ce 8 a. Fahrenheit
1 o -1 O en 2 . Hygrometr 9
o -1 es ce -1 o en SJ3 QO Barmetro l
? c
CO V.
A noite clara com grandes nevoeiros vento SE,
veio para o terral o assim amanheceu.
OSC1LLACAO DA HAR.
Baixamar as 7 h 18' da raanha, altura 1.0 p
Preamar a 1 h 30' da tarde, altura 6.30 p.
Observatorio do arsenal de marinha 13 de ou-
tubro de 1860 Yucas Jumo*.
Segu empoucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ler sua carga quasi comple-
ta ; para o reslo que anda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro patacho nacional Deberibe, de pri-
meira marcha, prelende seguir rom muila brevi-
dade, para o resto da carga que ihe falla trata-se
com os seus consignatarios Azevedo & Mendes
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Quarta-feira 17 do corrente
Costa Carvalho far leilo em seu armarem
na ra Novan. 65, de 1 mobilia de Jacaranda,
guarda loura, guarda vestidos, camas francezas,
pianos, loilets, lavatorios, apparadjres, mesas
elsticas", cadeiras e costureira3 de vimes, can-
delabros, serpentinas e outros muitos objectos
que seria enfadonho mencionar.
Tambem
vender 1 fogo inglez obra muito perfeta.
LEILO
Para os Srs. de engenho.
Quinla-feira 18 do corrente.
DE
2 carrosas americanas.
Borot & C. far leilo por intervenco do agen-
te Costa Carvalho, de 2 carrocas americanas de
nova inven^o propros para carregar assucar,
no dia acirai s 11 horas em ponto no armazem
do Sr. Borot & C /na ra da Crnz o. 9, as 11
horas era ponto.
LEILO
Gommcrcial.
O agente Evaristo autorisado p-;lo Exra. Sr.
Dr. juzi esptcial do coramercio a requerimento
do depositario da massa fallida de Miguel Gomes
da Silva, far leilo da taberna n 34 da ra da
Imperalriz no dia 16 do corrente s 10 horas do
dia, sendo a mesma venda por junto ou a reta-
lho, a vontade do comprador.
LEILO
Joaquim Amaro da Silva Passos com residen-
cia na ra do Vigario n. 20 faz chegar ao conhe-
cimenlo do publico em geral, e a seus credores e
devedores em particular: que aos desta praca
at o dia 16 do corrente que so julgarcm ses
credores por letras vencidas (que julgl nao as
ter, qur fra da praca, qnr dentro dola] assim
como aos de contas, a quem por falta de contas
correnles em regra, tem oeixando de pagar, que
lhe apreseniem dentro deste periodo suas contas
correles assignadas para serem pagas, estando
conformes : aos seu; devedores desta praca con-
vida-os para que al o fim do corrente mez ve-
nham saldar suas conias ou aceitaren) letras por
lempo convencionado : aos de fra da praca, que
s julga ter devedores, da mesma forma roga
queiram saldar suas contas aleo lim do corrente
auno. Findos os pnzos indicados, tratar-so-ha
de proceder nesia proposico na forma da lei, e
para que chegue ao conhecimento de todos, ser
publicada tres vezes no Diario de Pernambuco.),
a conlar de boje. Recife 13 de outubro de 1660.
Precsa-se fallar ao Sr. Dr. Luiz Alfonso de
Albuquerque Maranh'io, do Rio Grande do Norte,
e de presente nesta cidade, a negocio de impor-
tancia do seu particular interesse : na ra da Au-
rora n. 2, segundo andar, ou aununcie o mesmo
Sr. doutor a sua residencia para ser procurado.
sobrado amarello mi>recir a mesma conflanca que se lhe lem pro-
digalisado, pelo que eternamente grato ; en-
carrega-se de ludo quanlo necessario a qual-
quer enterro por maior que elle s-ja, com pres-
teza e aceio, sem t->r as partos o menor incora-
modn, para oque pode ser procurado a qual-fncr
hora do dia ou da noite no mesmo estabeleei-
mento. E brevemente tem de passar o estatie-
lecimcnlo para a ra Nova n. 63, cujo armazem
lem asproporces necessarias para bem o mane-
jar, e anda melhor servir aos pretendenles.
O annunciante daTua da Senzala Nova n.
2, que chama ao Sr. Eduardo para resgatar um
penhor de ouro, queira declarar se aquello an-
nuncio se cntendecom o abaixo assignado, asso-
gurando-lhe que se o nao tizer, passar pelo dis-
sabor de ser obligado a declarar polos meios
competentes.Eduardo Firmino da Silva
Luiz Mariotti retira-so para a Europa.
l'revino-se ao Sr. S., morador na freguezia
des. Ju<, que oslivrosque elle vendeu sem lhe
perteocer, j foram adiados e comprados.
Precisa-.se de urna mulher maior de 40 an-
nos, do bous coslumes, livre. e desembaracada
para cuidar dos ilhos de um viuvo : a fallar na
ra do Seve ou Uruo, casa de sobrado com 5
varandas, entrada pelo oito, sendo dita casa vi-
zinha do grande edificio que se est azendo pa-
ra o Gimnasio Provincial.
Solemne protesto.
Nao querendo o abaixo assignado servir de ins-
trumento para nenhum lira sinistro como se po-
de enxergar em sua assignalura prestada sem
madureza e por nina mal entendida conlempla-
co na despedida que se l no Liberal Pernam-
bucano
ao Sr. c
O abaixo assignado responie ao annuncio
de Joaquim Gonealves de Albuquerque e Suva,
publicado no Diario de Pernambuco-) n. 231 do*
D do corrente, que o protesto e annuncio feito
pelo abaixo assignado, nao para intimidar, o
muito menos para nao pagar [visto que o abaixo
assignado nunca sabio de sua palma por estar
devendo....) Outro sim, o abaixo assignado, nao
poderia protestar sem que o Illm. Sr. Dr. juiz de
orphos assim o determinasse, o o Sr. escrivo
Brito tomasse por termo o protesto, e o ollicial
Serra iniimasse ao Silva e o Sr. Frederico Cha-
e Diario do fefe do dia 11 do corrente, 'f ecusasse : Oque certo o Silva, que serei se-
apitao do dcimo batall.o de infamara *cro rm, rePelir '"e for de lei- n,as o Silva
p&aa
Prezidio de Fernando.
O hiate Rom Amigo recebo carga a frele de 5
por cento sobre o valor da factura : irnla-se com
o capilo Pereira Marinho, no largo do Boino
Santo n. 6.
ipila
Antonio Jos dos Passos, que por ordens do go-
verno seguio para corto ; mu positivamente
declara e de consciencia limpa, que nao con-
correu e nem concorrer jamis para censuras
de actos superiores, porque tem sempre em vis-
tas sua dignidade, lirio c respeilo as autoridades
do paiz, debaito de cuja sombra frue dos benc-
| ficios que lhe outorgam as instituiooes do mesmo
paiz; e portanlo, lirmado na obediencia e res-
peito as leis e por consequencia a seus superio-
res, retira aquella sua assignalura, o que nao fa-
zia se ella fosse laucada em termos menos
geitos a intcrpretaooes ms e com lesura, como
convinha, visto que sempre leve por divisac.
respeito e acatamenln. Assim como, o mesmo
abaixo assignado, cahio na esparrela da boa l,
cahiram mais alguns de seus companheiros do
nono batalho, dos quaes tem a necessaria au-
torisacao para esta declaraco. Dizia Gibbon
As yantagensda sciencia o disciplinas milita-
res nao podem ser experimentadas sem que um
exacto numero de soldados soja unido em um s
corpo e movido por urna s alma. Recife, ti
de_oulubro de 1860.O lente do nono bata-
lho de infamara, Jos-': Francisco de Moraes
Vasconcellos.
DO
Casco da barca america
na Roanock.
tem poder para tudo privar (o que se duvida] en-
t.io esl guarnido, e lem loda a razo. Recite-
11 de oulubro de 1S60.
Jos Rodrigues do Passo.
Ter_a-feira, 16 do corrente, logo quo lindar
a audiencia do Illm. Sr. Dr. jai? de orphos e
ausentes requerimento do testamenleiro do
fallecido Beruardino Antonio Fras Brandao, se-
ro arrematados e entregues a quem maior preco
Offerecer os bens seguintes: 1 relogio de prata
dourado, 1 lavatorio, 1 banquinha, 1 cabide, 1
S~Z \ Dalul Cl"n roupa do uso, o 1 chapeo preto para
cabeca. Escnvao Vasconcellos.
Nicola Bruno com seu filho, subditos ita-
lianos, vio para urna viagem torada provincia.
Na casa das audiencias do Illm. Sr. Dr. juiz
dos orphos so ha de arrematar no dia 16 do cor-
rente, pelas 11 horas, sendo a ultima praca, a
casa terrea sila na ra das Aguas-Verdes n. 52
com chaos proprios. e fundos at a ra de Dor-
ias, avaliada em 1:6009.
M. L. Rodrigues GuimarSes perdeu hontem
um vale da quantia de 12119, passado a sua or-
dem por Manoel de Azevedo Ponles, para o da
17 de novembro prximo, pode ser restituido no
segundo andar do sobrado n. 13 da roa da Cruz
ou no escriptorio da ra da Cadeia n. 53.
Aluga-sea casa n. 71 da ra da
propria para qualquer ofcina e moradia de fa-
milia : a tratar no armazem de materiaes de Ma-
noel Firmino Ferreira.
Manoel Teixeira de
Andrade faz sciente ao respeilavel publico e
principalmente aos seus freguezes que mudou o
seu cslsbelecimenta de calcado e a officina para
R. II. Gould capilo da barca ameri- a rua da Senzala Nova n. 21. na qual se presta a
fazertoda a encommenda pertencente a sua per-
feico, ludo a vontade dos freguezes.
Francisco Antunes do Mendonca Arraes e
Silva, retira-se desta provincia.
O abano assignado scienliflea ao respeita-
vel publico e com especialidade s pessoas com
quem lem transaeces, que em virtude de ler fal-
lido o Sr. Joauuiru da Costa Haia.que com o mes-
mo abaixo assignado linha sociedade no arma-
zem de madeiras da rua da Concordia n. 19. foi
dissolvidaa sociedade por accordo dos credores
do fallido e ordem do Era. Sr. Dr. juiz dedirell
especial do comm-'rcio, ftcando o abaixo assigna-
do com o e.-tabelecimenlo e pcrlencendo-lhe to-
Concorda do o activo, urna vez que tambem ficou obrigada
cana Roanock, fara' leilo do casco
da Jita barca por intervenco do agen-
te Hyppolito da Silva com autorisaQo
do Sr. inspector da alfandega e em pre-
senqa do Sr. cnsul dos Estados-Uni-
dos: terca-feira 16 do corrente as 11
horas em ponto, na potta da associacao
commercial.
Cear, Maranhao e Para
Segu com brevidade o bem conhecido hiato
Lindo Paquete, capilo Jacintho Nunes da Costa
por ter parle de seu carregamenlo promplo ; para
o resto e passageiros, trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio, rua 4a Cruz n. 27.
LEILO
por todo o passivo. Hecife 15 de outubro
18C0.Rufino Manoel da Cruz Cousseiro.
de
Precisa-se
de um feitor porluguez para um sitio em Bebe-
ribe, que saiba plntar capim e trala-lo, paga-se
bem : a tratar no mesmo lugar cora o professor
publico.
Aluga-se
Collegio de Beraica.
Nesle eslabelecimenlo precisa-se de um cosi-
nheiro e de uraa ama para govcrnanle.
Na rua das Cinco Ponas n. 27 d-se di-
nheiro a juros sobre penhnres de ouro e prala e
nao na rua de Santa Rila como linha annunciado.
DE
Avisa-se em tempo.
Nao se pode vender o sitio de trras chamado
Qnebra Bunda no lugar do Luca freguezia dos
Afogados, annunciado para ser arrematado no dia
19 deste mez (Inda a audiencia do Sr. Dr. juiz
municipal da prmeira vara pela razo de que o
commendador Jos Joaquim de Oliveira senho-
ria do solo est encaminhando acco de comisso
contra o Viterbo o sua mulher por nao terem pa-
gos os foros ja ha muito e assim faz-se o presen-
R. H. Gould capitao da barca amen-1 l',S" p*r* "" ln8"em se ckm" '""
Yellaiiiccordoallias, pinho
e sobrecelenles.
urna excellente casa para passar a fesla, em Be-
beribe, com 7 quartos, 2 salas, excellente banho
a margem do rio, estribara para 10 a 12 caval-
los, com urna grande planta de capim, propria
para cssa de hotel e hospedagem, que muito so
faz scnsivel durante a festa de Natal essa falta
em um lugar, romo lo concorrido, havendo
alias todos os commodos necessarios a eslabele-
cimentos desta ordem : quem a pretender, diri-
jase ao lugar, a fallar com o professor publico.
Olimpio Manoel dos Santos Vital declara
nao ler negocio algum na rua dos Pires*nem em
outra qualquer parle; e assim admira que se
tenha publicado no Diario de 12 do corrente um
annuncio nesse sentido, protestando desde j-
lomar em considerado scmelhanle acto.
Ama.
Aluga-se urna ama portugueza que sabe cozi-
nhar e engommar perfeilaraente, para casa de
familia : a tratar no largo do Corpo Santo n. 17,
segundo andar.


DIARIO DE PELNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 15 DE OUTUBRO DE 1860.
f5j
r\ rl^k miicnn "" As pessoas que pretenderem fal-
fiilSlliO Clt5 IlllIMCd. lar ao conselheiro Jo Bento da Cu-
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tara- nha e Figueiredo poderao procura-lo
bem a tocar varios inslrumenlos; dando as li- na ra do Imperador n. 37, p
cesdas7horas5s91.2danoite: atratarna ra andar> das hora, da manha^
da Roda n
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se era marmore leltras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o aonunciante aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos lllms. Srs. Viraes, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra da Caixa
d'Agua u. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baber<
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Joonston & ra da Senzala Nova n. 52
3k* ASBa *" MM i-uva *t* ifl flja |i Mn *.^3,*"
Dentista de Pars. |
15Rua Nova15 i
Frederico Gaulier, cirurgiao dentista,,*,
fazlodasasoperar.de da suaartee col-|K-
m> locadentcs artificiaes, tudo com a upe-

U rioridade e perfeicao que as pessoasen-jjj
^ tendidas lhe reconhecem. 9JK
na Temagua e pos denlifricios etc. J
Trecisa-se fallar ao Sr. Alexandrino Ferrei-
ra de Alcntara Miranda, que morn no pateo d*
ribeira de Santo Antonio ; na pra^a da Indepen-
dencia, liviana ns. 6 e 8.
Aluga-sc um segundo andar e sotao com
grandes commodos, e bem assim um sitio muito
perlodacidade.com muito boa casa de. vi enda,
casa para pretos e para feitor, cora muitos arvo-
redos de fructo, boa baisa para capim. camboa
para desembarque : a tratar na serrara da ra
da Traa d. 59.
*mmmm Measeis MBBMMBg
fLicoes de piano|
e canlo. |
jfc Tobas P9ri artista italiano da compa- |fe
^ obla lyrica tendo acabado o contrato com $5
HE o Sr. Marinangeli, pretende dedicar-seao 3E
p ensino de piano e de canto, as pessoas e ,*?
jpg nspais de familias que quizereni ulilisar-
gjo so cora o seu preslimo podem procura-lo =
^g na na de S. Isabel n. 9 para tratar com |g[
S o mesmo, que ser mu razoavel nos seus COMPAtfHIA
ri metro
at as
2 da tarde.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal.
Precisa-se do urna ama, escrava ou livre,
para cozinhar e ongommar a urna pequea fami-
lia, se for escrava e recolhda ; pde-se at alu-
gar com a condicao de nao sabir fra : na ra
Nova n. 16.
O Sr. que annunciou a venda de duas mu-
latas recolliidas, pode dirgr-se ao arniazem de
arinhas, de Jos Duarte das Nevos, quo est au-
torisado a comprar para una encommenda.
Maria Januaria da Conceico Guimaries,
professora particular de irislruci,'o primaria da
freguezia do S. Pedro Marlyr da cidade de Olio-
da, faz publico a quem convier que de ordera de
S. Exc. o Sr. presidente da provincia se acha re-
gendo interinamente a cadeira publica do inslruc-
rao primaria da mesraa cidade.
Precisa-se de um c.aixeiro pequeo com al-
guma praiica para taberna na travessa ; do Cam-
pello n. 4.
ATT TT YTTTTTT TTTTTTTT TTYTT*
DENTISTA FRANCEZ. *
y Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ~
T rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e -
2 po deulifico. 3
AAlAi.i.4.i.AALA5Lj8L.AAj-jM-AAAA.t *
O Dr. Manoel E Reg Valenca pode ser pro-
curado para o exercicio de sua profisio de me-
dico : na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
O r. Cosme de Sa' Peieira da'
consultas medicas em seu eserrp-
torio, no bairro do Recile, ma
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ate as 1 da manhaa, s-
breos seguintes pontos
1
2.
Molestias de oihos
de coracao e de
O.'
4.
da
8e"
(Cus m uw&
DOS
Doutores Ramos e Seve
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimenlo contina debaixo da ad-
minislraco dos proprietarios a receber doentes
de qualquer natureza ou calhogoria que soja.
O zelo o cuidado aIIi empregados para o
i prompto reslabclecimento uos doentes, geral-
mente conhocido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
: Nova, ou enleuder-se com o regente no estabe-
lecimenlo.
A diaria para os escravos de 2$500, e para
oslivies de 3^200 ou -5OOO, porm em certes
casos pode baver algum abalimento.
Ai operares serao previamente ajustadas
CASA
DE
ALA
COMMISSO DE ESCRAVOS
Molestias
peito ;
Molestias dos orgaos
racao e do anus ; 2
Praticara' toda e qualquer S
operacao que julg-ir conve- I
H niente para o restabelecimen- ^
|g to dos seus doentes. ag
O examedaspessoafqueo con- ||
jj| sultarem sera' 'eito indistincta- fj)
^ mente, e na orden de suas en- j|
Iradas, fazendo excepcao os doen- iw
f tes de oHios, ou aquelles que por j
H motivo justo obtiverem hora |t
j8 marcada para este fim.
wmmmmm~mmm vmmzm
Na ra da Cadeia n. 24 deseja-sc fallar com
os senhores :
Baltazar Jos dos Res.
Domingos Caldas Pires Ferrcira.
Firmino Antonio d? Silva.
Marcelino dn Souza Prreirn de Brilo.
Joaqiiim Clemente de l.emos Duarte.
Joao Rodrigues Cordeiro.
Cleto da Costa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranhao.
A DE
NO
r< 33 m z .- m*. m :m:
Assignatura de banhos frios, momos, de choiiueou chuviscos (para uma pessos)
tomados em 30 dias conseculivos. ,........... OSOOO
30 carles paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 155000
15 Ditos dito dito dito ...... 8&000
7 ...... 4#000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
EstareducQo de precos facilitar ao respeilavel publico o gozo das vantagens que resultara
da frequenciade urn estabelecimenlo de urna utMadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
stabeccida m Londres
ai mu,
CAPITAL
Ciueo -diilVioes de libras
stevWuas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielaros de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazeudas de qualquer
qualidade.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cadeia do Recife, n- 41, propro para escrip-
torio : a tratar na loja.
Na ra Augusta, casa n. 43, aluga-se o pri-
meiro andar, que tem 3 salas c 4 quartos e c mui-
to fresca.
Lembra-se ao Sr. Jos ATonso do
XA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Ncsta casa recebem-se escravos para seren
vendidos porcommisso por conta de seus se-
uhores. Afianra-sco boro tratamenlo.assimcomo
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promptidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesta casa ha sempre para venderescravosdo |
dilTerentes idades de ambos os sexos, com habili- maraes que dirija-se a ra largado Rosario n.
NATRAUEDE VICHY.
Deposito na bolira franceza ra da Cruz n.22
APPKOVACiO E AIT0RISA(1\0
DA
ACADEMIA BIFRAL SI HEOCfTA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
A.W, Osborn retratista americano annuncia
ao respeilavel publico desla cidade que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
um explendido sorlimento de molduras redondas
douradas de todas as dimenses, caixas para re-
tratos fazeiua muito fina, assiro como recebeu
un bello sorlimcnto de casoletas de ouro e alfi-
netes de dito obra prima expressatnenle para re-
tratos. A. \V. Osborn aproveita esta aprazivel
opportunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar licres da sua arteem lodos
os seus ramos, assim como tem para vender um
completosurtimerilo chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tambem lira retrates em carles de
visita e em papel de escripia por preco muiU)
razoavel: na ra do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunha Gui-
Para seren applicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo.
Na ra da Imperatriz n. 18, precisa-se la-
gar uma escrava para oservico interno e exter-
no : paga-se bem, comanlo que seja fiel.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braro braco as
quintas e dominaos, no lorreao da alfand'ega, .
nos sibbados,al as 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do comintssario vnecinador segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
Aluga-se uma casa na ilha do Retiro, ::ija
fica ao lado da ponle da Passagem, tem 5 quar-
tos, cozinha fra. 2 salas, banno ao p da porta ;
o aluguel convida, pois barato, e o lugar ex-
cellenle para passar a fesla ; a tratar com Luiz
Manoel Rodrigues Valenca junto a fabrica
do gaz.
Albert Ascliol, relojoeiro aile-
mao, avisa ao respeitavel publico e es-
pecialmente aos seus amigos e Vcgue-
es que mudou o seu estabeleclmento
para a ra da Imperatriz n. 12, aonde
o acharao sempre prompto para fazer
qualquer concert com esmero, promp-
tidao como e o seu costume e por pre-
cos os mais razoaveis.
Pedro Sottovia rctira-sc para Europa.
Precisa-se alugar um sitio com casa e estri-
bara, que tenha capini ou terreno paia plantar
quem o tiver, querendo arrendar, annuucio ou
dirija-se a ra do Passeio Publico n. 7.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Por ordeni do Illm. Sr. presidente do consclho
do Gabinete Poituguez de I.eilura convido acs
lllms. senhores conselheiros para a sessao ordi-
naria do dia 15 do correte, pelas 6 hor^s da Ur-
de, na sala das sessos do referido Gabinete.
Secretaria do conselho aos 11 de ouiubro o
1860.
Francisco Ignacio Ferrera.
1." secretario.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado n.
da ra do Vigaro : a tratar no mesmo.
l.ava-se e engomma-se com perfeirao D9
ra da Conceico da Boa-Vista n. 42.
Aluga-se para passar a festa ou mesmo an-
nualraente, um hora silio em Beberibe no logar
do Porto da Hadeira, contiguo ao de Joao Filip-
pe da Costa, tendo a casa bonscommo.los para
familia : a tratar na ra do Quoimado n, 48,
Boa cocheira para nego-
cio.
Negocia-se a cochera de bois com carros da
alfandega, e boasvacrasde leile, sita na ra da
Florentina, bem afreguezada, e o motivo da ven-
da se dir ao comprador ; na mesma cocheira a
qualquer hora do dia.
9
dados e sem ellas.
Aluga-se um armazem com bastantes cora-
m jdos, bota os fundos para a ra dos Tanoeiros :
a tratar no paleo de S Podro n. 6.
W Os Drs. Sarment pai e lili o,
| participam aos seus clientes <|ue
^ mudaram a sua residencia para
$5 a casa nova, contigua aquella em
|| que moravam, cuja entrada
pclocampodas Princezasoutr'ora
largo do palacio.
As consultas gratuitas para os
pobres, em vez de quotidianas
s te-
38, a negocio que o mesmo sonhor nao ignora
espers-se al o dia 4 de oulubro.
se
9K
corno teem sido al agora,
DENTISTA
DE
PERMAH1BI1CO.
3--Rua estreita do Rosario-3
Francisco Piulo Ozorio continua a col-
ocar denles artificiaos tanto por rucio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao Gquem a vonlade de seus donos,
tem pozes c outras prepara'-oes as mais
acreditadas para conservarn da bocea

AS CHAPAS UEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zese de distinrres.
Com estas Chapas-electro-hackbticas-epispasticas obtem-se uma cura radical e infallivel ;
em lodos os casos de inflnmmaro [cansaco ou falla de retpiraco), sejam internas ou externas, '
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, tero, peito, palpllaco de coracao, garganta, olhosl
erysipelas, rheumaiismo, paralysia e todas as affecces, nervosas, ele etc. 'igualmente para as
dill'erentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual [dr o seu larnanho o pro-
fundiza, por moio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por
habis e distinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para horaem, senhora ou rriinca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabera, ppseoro, braco,.coxa, perna," p, ou trunco
do rorpo, declarando a circunferencia e sendo inchaccs, (cridas ou ulceras, o mol le do seu la-
rnanho em um pedaoode papel c a declarago onde existem, alim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Poile-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces c tambera de todos os accesso-
lios para a tolloca^o deltas.
Consultas todas as pessoas que a dignaren! honrar com rwsua confianca, em seu escriptorio
jue se achara aberto lodos os dias, sera excepcao, das 9 horas da manhaa as -2 da tardo.
C ora oras.
||9 Ra 0
Reg Barros, o cumplimento da pro- % ,ri0 [l|gar d'aqul em tliante
messa, ra do Crespo loja n. 20.
Ana.
A pessoa que precisar de uma ama para cosi- |
nhnre engoramar para casa de pouca familia, di-
rija-se ; rua de Santa Rita n. 5. Na mesma casa
existe uma senhora que toma uma crianza para
mimentar assegurando boa nutrirao e por preco
coramodo.
Precisa-se de um horaem que saiba tratar
c tirar leile de vaccas ; a tratar na rua do Cres-
po n. ~>.
Aluga-se urna boa casa no Cachang, com
bastantes commodos e bom banho no fundo do
quintal: a tratar na rua da Paz u. 42, oulr'ora
rua do Cano.
Nauton Fouileu Frdric Joseph, subdito
rancez. rel:ra-so para Euiopa.
Francisco llillario e Manoel Uillario, sub-
ditos hespanhoes, retirm-se para fra da pro-
vincia.
Precisa-se
de dous trabalhalores de maccira que enterrlam
perfeitamenle do fabuco de pao : na rua larga do
Rosario perto do quartcl de polica padaria
n. 1".
Deseja-se fallar com os Srs. Miguel Alexan-
drino da Fonseca GaUao c Flix Paes da Silva,
a negocio que os mesmos nao ignoram : no Pas-
seio Publico loja n. 11.
as
;sr
'A.'
Ha
Kalkmann limaos & C. avisam ao
| quintase domingos das 10 horas p respeitavel corpo do commercio que
i foram nomeados agentes nesta praca das
companluas de seguros maiitimos de
Ham burgo.
A o senhor
Antonio Joaquim Fernandos de Oliveira, estudan-
le do lercciro anno da Faculdade de Di re i lo desla
cidade, pede-se que ven ha satisfnzer o que nao
ignora ; nestes termos pela segunda vez : na rua
do Crespo n. 21.
No dia 19 do corrente mez se ha de arre-
matar, depois de linda a audiencia do Sr. Dr. jniz
municipal da primeira vara, pelo valor dn adju-
dicarlo, um sitio conbecido por Huebra Bunda,
no lugar do Lucas, freguezia das. Afogados, por
execur-ao da viuva de Jos -Goncalves Ferreira e
Silva cunta Luiz Gonzaga de Viterbo e sua niu-
Iher, e 6 a ultima praca.
PROVINCIA.
O Sr. thesourciro das loteras manda fazer pu-
blico quo se acham venda lodos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesrao i
Sr. thesourciro na praca da Independencia ns. 1-i \
e 1C, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os
buhlese meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do l.ivramento, cujas rodas de- |
vero andar iinpreterivelraenle no dia 27 de .
oulubro prximo futuro.
Thesourara das loteras 9de outubro delSCO dbitos
O esenvo. J. il. da Cruz.
Na rua das Aguas Verdes n. 5, risca-se lo-
Ouein tiver um sitio perto OU M*qualidade de li*ros, tanto df tinta encarnada
longc destacidade.com taatoque tenha ^t^^jt^L < ""^ "
. Domingos da Silva Campos est proceden-
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
e ruga a seus devedores que venham saldar seus
Cornpra-se um cavado grande, gordo de
bonia pelle : na rua Direna n. 66, que sirva
para cabriole!.
Compram-se escravos de ambos os -
do 12 a 25 annos oara se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar nu inculcar na rua Din!':' n.
66, escriptorio de Francisco Maiias Pcreira da
Costa, receber 20gde gratificaco.
Compra-se moedas de ouro bra-
sileiras e portuguezas : em casi de
Ark\vglit Vendas.
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
M?c
kxi <* > S Q *j (s i} <* S if ^> & )> (* *} (* ti




m

U
;s
CONSULTORIO
g Especial homeopathico, rua de Santo Amaro
(Mundo Novo) n. G.
A dinbeiro.
Wua ftlrevta u. \i\\\.
Calcado pin homeno, senhora e meninos, pa-
lelots de panno, casemira c brim, cairas da
ma fazenda, certes para colicles, e casemira para
calcas, caixas cora msica pira costura, eslojos
para ragens, perfumaras de todas as qualida-
des, enfeites de porcelana para mese-, sapatos
de tpele estampados o de velludo preto, dite-
rentes obras de ouro c a imitago, relogios do
prala e dourados, bengala; e chi oles, e outras
muilas miudezas que se venden ao primeiro
preoo alim do liquidar contas.
Pet'iiindia m\\ isual.
o
De queijos flamengos recentemenle chegados
pelo ultimo vapor da Furopa
a 2; e
ene
em caixa
&3
O Dr. Sabino 0. L. Tinho, de volta de sua riagem a Europa, d consultas lodos
., os dias uleis desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doentes em seus domicilios de
? .:*. meio dia em diante, e era caso de necessidade a qualquer hora. A senhoras de parlo e
g os doentes de molestia aguda, que nao tiverem anda tomado remedio algum ailopa-
<) llrco ou homeopathico, serao altendidos de preferencia.
Agencia
de lciles.
Arphelim Jos da Costa Carvalho avisa a seus
amigos c ao respeiravel corpo de commercio, jue
mudou seu armazem da rui da Cruz para a rua
Nova n. 63, onde poder ser procurado para os
mis'eres d-; sua profissao, garanlindo somenle
ser solicito ao desempenho dos seus deveres.
Altencao.
casa de vivonda, arvorus delructoe fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado o u doce, e o queira alugar diti-
jy-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ao senhor
m
-
Pharuincia especial homeopathica.
Os medicamentos homeopalhicos que so vemieru nesta pharmacia sao preparados ^'.
meio de uma mai hia que o r. Sabino inventou c fez construir em Pars e a "*'-
leu o nnino de ACIT^IKIII I1Y\ VMir.l ^s!
Trnjano Carneiro
do Crespo n. 21.
Leal, deseja-sc fallar : na rua
44
Uoga-se ao Sr. Eduardo que tem um penhor
de ouro na rua da Senzala Nova n 2. quo tenha
a bondade vir resgala-lo no prazo de 8 dias, do
contrario ser vendido para o principal c juros.
Traspassa-se o arrendamento da casa da
rua da Imperatriz n. 29, que faz frente para o
caos do Capibaribe n. 16, assim como se vende
tambera os utencilios do estabelecimenlo de ser-
rara ; quem pretender, dirija-se a mesma casa
numoro 29.
Na rua Velha n. 62, aluga-se urna escrava
que sabe cozinhar, lavar e engoramar.
Terga-feira 15 do corrente, depois da au-
diencia do juizo de orphaos, e perante elle, se
proceder a arremataco de duas escravas mocas,
boas enizoinraadeiras e cozinheiras, de 4 molo-
ques, sendo um de 9 annos e bonita peca, e de
uma mobilia composta de cadeiras,mesas, conso-
los, marquezas e comraodas de Jacaranda ; guar-
da vestidos, guarda louca, etc., de amarello ;
bens estes penhorados ao espolio do finado Ma-
noel Carneiro L^eal, por Joao Ferreira Vilella por
si e como tutor de seu cunhado Manoel Carneiro
Leal.
O Sr. Diogo Vaz P. Carneiro, Antonio Dio-
go Vaz Carneiro e Jos Julio Espinla Viegas,
teem carias da ilha de S. Miguel: na rua da Ca-
ds'i do Recife n. f.
Rua larga do Rosario n.
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
trarlo boa commodida le para uma uoite, dias e
raezes, conforme Ihes convier, encontrarac lam-
I era a qualquer hora do dia c noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
seguranJo todo o asseio. Tudo por preco com-
raudo.
O >r. Antonio de Souza Barroso,
dirija-se a loja n. 20 esquina da la do
Crespo, a concluir o negocio que nao
ignora.
Perdeu-se honlem a noite, 11 do corrente,
uma pulseira de ouro com um diamante cravado
no centro, desde a rua Bella al ao palacete da
rua da Praia, indo pela rua da Florentina, pateo
do Paraizo, Uuarteis, praca da Independencia,
rua do Crespo, Passaio Publico, travessa do arse-
nal de guerra c rua da Praia ; quem a acharo
quizer restituir, dirija-se a rua Bella, casa n. 28,
que ser generosamente gratificado.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da rua do
Imperador n. 73, com commodos para grande
familia, e com frente para o Passeio Publico : a
tralar na rua do Crespo n. 7, loja de Guiraaes
cv Lima.
Precisa-se de um criado de 16 anuos, que ril. Ha Imnpriti-ir n i^
saiba boleare que tenha boa conducta, agradan- |lua aa ^peratriz n. 10.
do d-se bora salario : na rua Direiti n. 66. Precisa-se de uma ama de leite
Francisco Jos Corrcia Guimares vai ao *4em filho' livreou escrava : na rua da
centro da provincia a tratar de seus negocios. Aurora n. 40.
Precisase
de um menino de 12 a 14 annos de idade para
caixeiro de uma taberna villa do Cabo ; a tra-
tar na travessa das Cruzes n. 14.
O Sr. Manoel Ferreira da Costa que trouxe
uma caria de Barreiros para Carvalho Nogueira &
C queira apparecer no escriptorio da rua do
Vigaro n. 9.
- Precisa-se de um moleque de 14 a 16 an-
uos, que saiba bolear, paga-se bem ; na rua Ui-
reita n. 66.
Precisa-se de um caiseiro e que tenha al-
guma prlica de cozinha : a tralar ua rua larga
do Rosario n- 25.
Na rua Nova n. 55, precisa se fallar com o
Sr. Francisco de Paula Corrcia Lima.
Precisa-se de urna ama para casa do pouca
familia (sollciro) ; na rua do Livramento n. 11,
primeiro andar.
C O Dr. Manoel Moreira Guerra, mudou o
@ seu escriptorio de advocada para a rua es- @
gg treila do Rosario n. 22, primeiro andar, @
*} onde pode ser encontrado das 10 horas da v
manhaa s 3 da tarde. @
=5- A 320 rs.
Aluga se bichas de Hamburgo, na
por me
que deu o nomo de AiiAUUll uy.namicu.
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, e 'P
capazos de curaras molestias com a maior certeza possivel. vj
Alem disso. desojando tirar de sua viagem a Europa todas as vantagens para o J\^
progressoda bomeopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou estorbos para obter as :*':
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem : e "'
para isso entendeu-se com um dos mclhores herboristas d'Allemanlia, para lhe man- dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o '''':'-
.acnito (oi mandado vir dos Alpes, a rnica das monianhas da Suissa, a belladona. ^Iv;
gV bryonia, cliamomilla, pulsatila, rhus, hyosciamus, foram colindes na Allemanha, na
"_ca e na Blgica, o voralrum no Monte Jura etc., etc.
Desla sorte provida pharmacia do Dr. Sabino das substancias que serviro para

''i'
K:;.Zi ucsla sorte prvida a pharmacia do r. Sabino das substancias que serviro para &J-:\
.'."' ") 'ls experieucias puras de Hahoemann, descriptas as palhogenesias, acbarao o medico rva?
'*'^1 e os amigos da bomeopaihia os meios seguros e verdadeiros de curarem as enfer- *'
. f niiilndo.!. W>^\^
StSt> sn iar algum abalimento ;" vende-se nicamente
no arma/, ni progresso de Duarte A. Iruiao, no
largo da Penha n. 8.
Farelo a 4,300 rs.
Na taberna da estrella,no largo do Paraizo nu-
mero 14.
\ende-sc um louro muilo manso e novo,
proprio para servico de carro, do qual tem prat-
ca : na Encruzilhada, na taberna do Sr Andr.
Vende-se na rua do Caldeireiro n. 18, ex-
cellentc couro curtido, por preco mais coramodo
que em outia qualquer paif.
Vende-se uma escrava crioula, de ida I 28
annos, pouco mais ou menos, com prii
ludo, para o servico diario de una casa : a
na rua da Cadeia Velha do Recife, escriptorio i.
56, de Leal & Irmo.
Na rua do (jucimado n. 9, loja de Fiai
Pereira da Silva, rendem-se tuberas de chita a
2:e 1*600, a lencos de brim a l920.
Vende-se uma parle do sabrado da*rua de.
Santa lina Nova n. 1 : a tratar na rua Direila,
I|fli8ei9i8'ge8-ai8aw a&WBtmmn
m
m
m
m
m
Os precos sao os seguintes :
Botica de 36 ............
Dita de 48 .............
Dita do 60 .............
N. B. Existem carteiras ricas de velludo, para
Cada vidroavulso de lindura........
Cada Inbo avulso.
..... 18g a 22g00
..... 2 9 a 295(100
..... 09 a 35J000
maior preco.
...........' 29000
19H00
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas dvnamisar.ocs [mais
usadas) :
De 24 vidrosde linduras e 32 tubos grandes.....
De 21 dilus de di lo e 48 tubos grandes............
De 36 ditos de dito e 56 tubos grandes..........
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes..........
De 48 ditos de dito e 88 tubds grandes.........
De CO ditos de dito e 110 tubos grandes.......
409000
89U00
61*000
705(100
92^000
1153000
m
m
a
.i
.-www nnH ..w w w MWW n > -' .1 ,~......... I ltfWU \**i V'*
Estas caixas sao uicis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazenderos, chefes de (*S -;
t^ familia, capites de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pralica da lio- .o^:'
'*& meopathia. -..?

Vendem-se tambem machinas elctricas portalcs p3ra tralamento das molestias V ?
nervozas. Estas machinas sao is mais modernas e as mais usadas actualmente em afgj
toda a Eurnna. tanto nela commndidadp de noripmm eor iva*lihai>a /.nmn SIS
toda a Europa, lauto pela commodidade de poderem ser trazidas na algibeira, como *>'+
porque trabalham com preparacsquo nao sao nocivas. v-^S*
m
11 '.ii wuin |uv(juiu^ura'juw nu'j oou iiui_i*U9.
Cada una......................................... 505000

Aluga-se parase passar a fesla uma peque-
a cisa margem do Capibaribe, inteiraraente
fresca c limpa, no lugar da Torre: quem pre-
tender, dirija-se a rua da Caixa d'Agua n. 52.
Attenco
a
Precisa-se de uma ama livre ou escrava, quo
saiba lavare engommnr, para uma casa inglezae
de pouca familia ; na rua do Trapiche n. 19.
0 Sr. Antonio Joaquim de Souza Bastos,
lem uma carta na loja da rua do Queimado nu-
mero 46.
Alugam-se os dous andares dos sobrados
da rua da Penha 0. 29, por preco muilo comino-
do : quem pretender, dirija-se a rua Direila n.
93, primeiro andar.
Precisa-se de uma ama para amamentar
uma crianja : a tratar na casa ao norte do gazo-
metro a beira do rio.
jLoja do taiks finas
d 40Rua da Cadeia do Recife- 0 h
% DE
gMarnho Oliveira.?
*j Recebcram ltimamente de Londres 3|
r pelo paquete iuglez um grande sorli- ^
|^ ment do corles de casemira de cores *
ao para homens e outros muitos objedos de y
^g seda, l o hubo, tanto para honiem ionio ^
jjo para as senhoras, de gosto e do grande g
in i n Jo-
pon
de-se superior estrellaba tanto era cai-
xas como as libras, caixas de ti libras
por 3#500, em libras 320 rs. manteija
inglesa de primeira qualidade a l,sl0
rs. a libra, e outros muitos gene* os por
barato preco.
Queijos e presuntos
bous, que fazera admirar.
Quem vir a qualidade e preco,
nao deixara de comprar.
Vendera-se queijos londrinos a 480 a libra, e
queijos flamengos a 2j, presunto invito bom a
480 a libra, e sendo inteiro se far alguma diile-
renca : na rua da Imperatriz defronle da matriz
da Roa-Vista n. 88.
Na rua do Crespo n. 5, ha para vender ex-
cellenle sorgurao de seda de todas as cores com
5 palmos de largura, proprio para forrar carros.
Milho e farelo.
Vende Jos Luiz do Oliveira Azevedo, em seu
armazem n. 5 na travessa da Madre de Dcos.
ii fha/fi



rrr^z
mi-:-----.
()
DIARIO DE PERRAMBUCO. SEGlNDA FEffiA 15 DE OUTBRO DE 1860.
NA. L.OJ A 1 \1VM\IM
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do beoco da Congregado letreiro verde.
Pianos
Fogoes econmi-
cos,
Foges econmicos smericanos, os melhores
que tem viudo ao mercado, nao s por cozinha-
rem ora motade do lempo de qualquer outro,
como por nao gastarem urna lerga parle da lenha; F".esauug1 aos bem
eslo-se vendendo por melade do seu valor, Dric.aies Broad
n,,il DroDnospai
Saunders Brothers & C. tem p*ra vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
dSEUf?.?/* ultimo. 8st. recentimente"
chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres.
approveitar a occasiao. Garante-se a boa quaii- muuo Dropnospara este clima.
dade e bom travado dos mesraos : vende-se na
fundijao da ra do Brum n. 28, loja de ferragens
da ra da Gadeia do Recite n. 64.
Suda de quadiinhos muito fina covado
Eufeites de velludo com froco prelos e
de coros para cabera de senliora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda lapada e
transparenre, covedo
Lavas do seda bordadas e lisas para
senhoras, liomens e meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
2#000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lindos de gurguro prelos
llieas capillas brancas para noivados
Saias balao para senliora e meninas
Tafeta r\o o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Csfas francezas, a vara
HJ00O
2^500
8*500
2&000
#500
9500
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemira. lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa pretao de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos coitos de seda prelos e de coros
com 2 saias o de babados
Dilos de gaza e de seda phaniasia
Chalas de toquim muito finos
Crosdenaple pretc. e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
1&600
28000
12>500
para engento
Fundico de ferro e bronze
DE


I WMM
Sita na na Imperial n. 118 c HO junto a fabrica do sabio.
DE
Sebastin J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Costa
tt.TtSSwi11 "H? .pr0mp,0S a?mb ampies e dobralos, para distilar agurdenlo, aparemos desiilaiorios
iras, espumaderas, eoceos para engenho, folha de llandes, chumbo c:n lenrol e barra zinc,
em lencol e barra, Jences e arroellas de obre, lengn do ferro e lato, ferro suecia'in-l z
tn^ZZ 1,!ae,,OeS, SafraS' 'T05 9Mm P^f^'wetceouirosmuiosartigoBpor
mjnos proco do que em outra qualquer parle, desempendose toda e qualquer encommen-
daccm prestesa e pe.feicao ja conhociJa e para cam-nodidade dos freguezes que se di-narem
^rera-nos cora a sua conianga. achao na ra Nova n. 37, loja deferragens, pessoa I,J
litada para tomar nota das encommendas. l
Seus propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda c qualquer
obra manufaturada era seu reconheeido eslabelicimento a saber machinas de vapur de todos os u-
manhos rodas d agua para engenho, jodas de ferro ou para cubas de madeira, raoendas e meias
rao, d tacha de farro bando e fundido de tolos os tamanhos, guindastes, guinchos e bombas,
idetes agu.lhoisc boceas para foroalha, machinas para atnassar mandioca e para descaroca
I o. prencas para man boca c oleo de ricini, portos gradara, columnas e moinhos de vento
pon.es cade.ras e tanques, boias, alvorengis, boles e todas as obras de ma-
l<
A 00 A
Pi ac da Independencia
ns. 13 e 15.
Calcado frunce/, c Inglez por melade de I
sea valor.
(Dinlieiro a' vista.)
E-tins de bezetro francez para liomem a 5X0(11
o p.'r.
D irzeguins de dito pard*dito a 8$.
- do dito inglezcs para dito a 7$.
1 s de verniz pora dito a 8j>.
'. i lo camurri para dito a 5$.
! .' s de coros para meninos aajl.
S s de lustre, entrada baixa. para honsem
Di de bezerro, entrada baixa, para liomem
f).
!S do bozerro para homom o menino
I- le lustre pira dito a 4-5 e 3?.
is de tranca francezes para homom e rau-
. j I.
le couro do lustre para renhora a 1-J.
Ditos lo durnque p;>ra dila a 6 50.
s de marroquim para dita a 1$.
B loguins para hornera e senhoras, de durn-
'!l|p lim, e de outras omits qoalido-
>uperiores. por menor proco que em oulra
qual uer parle.
O fpeguez que Irouxer di-
nheiro n&o sane sem serser-
\ ido i contento.
] Apolioario Ignacio da Conceiro. de accor-
uo com seus credores, vende sua" taberna om
poni pequeo. tem sorlida com bnns gneros,
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem uin grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguicaest queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2#, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palilots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vaft,
dita liza transparente muito fina a 33P, 43?, 55>,
e 6? a pega, dita tapada, com 10 varas a 53? e
69 a pera, chitas largas de molernos e escomidos
padrees a 240, 360 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7 e 855,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 93 cadi um, dilos cora urna s pal-
ma, muito finos a 83500, ditos lisos com fran-
jas de seda a 5$, fangos de cassa com barra a
100, 120e ICO cida uro, meias muito finas pa-
ra senhora a 4> a duzia, ditas de boa qualidade
flUKDE SORTMEKTO
DE
Fazendase obras feiasj
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vendom-
seporpreoos b^raiissimos para acabar: corles
de soda para vestido com algum mofo a 81, rou-
poos de seda fe.to a 15J, luvas arrendadas para
senhora a 100 rs o par, cortes de baroge de la"
cora babados a 5$, cassas de cores finas a 210 o
UrlZ t",a lar8ra0a200 "' cazavequesde cara-
braia bordados a 5$ capas de fusiao enfeitadas
a 3$, perneadores de carabraia bordados a 6
babados bordados a 320 a vara, nscado francez
muito fino a 160, sobrecasacas do panno fino a
2d-3, paletots do panno proto e de cores a 18, 20
e22j>, dilos do casemira de coros a 16?, ditos de
alpaca pretos e de coros de 4 a b>, dilos de brira
branco e de cores de i a 6jJ, caigas de casemira
pela e de cores para todos os pregos, golliohas
.M-f\naS|laSS0 a 2S50 camislnl|as bordadas a
Na
luoja e armazem
DE
iGes &Basto.
| Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasuca de i
panno preto o de cor a 25, 283, 30^ e
i JoJ}, casacas a 28-3, 30-5 e353. palitotsdos j
mosmos pannos20. 22# e 25S, ditos de !
b casemira de cr a 16j e I8#, ditos sac- j
eos das mesmas casemiras modelo ingles i
casemira fina a 10, I2f U$ e 15g, dilos i
saceos de alpaca proto a ij!, dilos sobre s
fino de alpaca a 7, 8{>e9.5, ditos de rao- i
ri setim a 10$, ditos de merino cordfio \
a lOge 123, ditos de sarja preta trangada i
fc sacros a 6$, ditos sobrecasacos da mes- =
g ma fazenda a 83, dilos de fusUo de cor e >
i branco a 43. 4g500 e 5$, colimes de ca-
semira de edr e preto a 53 o 63, ditos de '*
J| merm preto para luto a 4>~e 53, ditos 3
a dPe 33500 a duzia, chitas francezas de ricos Kj de 'elludo proto de cor a 93 o I03, ditos *
desenhos, para cobert a 230 rs. o covado, chi- I JE ue irgurao do seda aoj e 63, ditos do %
tas escuras in.fazas a 5S900 a poga, e a 160 rs. 1 tSS^^ST ^
o covado, brim branco de puro linho a ltf
15200 e l3G00a vara, dito proto muito encor-1
padoa 13500 a vara, brillantina azula 400, rs. j
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 23500, 33 e i
33500 o covado, carabria preta e de salpicos a'
500 rs. a vara, e oulTasmuilas fazendas que se1
fara patente ao comprador, e da todas se daro
amostras com penhr.
A 4,500 e o,000 rs.
Vende-se superior milho do Haranho em '
erosso e a rotilho no armazem de Francisco L. \
do Oliveira Aievedo, na ra da Madre de Dos j
I a
Relogios patente inglozos e moios-ehrono- i
metros de I BOJ, 180^ e 20OJ00O : em casa do Ju- a
lio & Conrado.
Rua do Queimado n. 48
Julio & Conrado
fazm sciente aos seus freguezes, que receberam
:or>;ao de roupinhas para meninos e ven Jem por
pr^go muito em conta.
A pechincha, iules que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ru3 do Queimado n.
2, lem saias b.iles abortas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto prego de 5j.
sita na ru.i Velha da Boa-Vista
n. 2,
a tratar
ii3 mosma taberna, ou no arnmcm ao peda Ma-
dre do Dos ii. 5. ou no boceo Largo n. t A
toJo negocio se far.
que
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbntina preta superior a 400 rs
o covado : na rua do Crespo n. 25.
Cjrles de chita franceza do padroes nunca vis-
1 tos. cora 11 covados, pelo diminuto
proco df
23500, chales de merino linas (rengados e estam-
pados, de novos desenlias, a Tij cada um, laazi-
nhas miudinhas o do ramagora grande para ves-
tidos a 60 o covado : na rua do Queimado n. 18
A, esquina da rua do Rosario.
a 73. 83. 95 K
e 1U3, ditas para menino a 6} e "3, ditas !Jff
de merino de cordao p^ra nomem a 53 o ||
63, ditas de brira branco a 53 e 6-3, ditas '"c
ditd de cor a 33, 33500, 4) e 53, e de %
todas estas obras lomos um grande sor- v>
timenlo para menino de lodos os tama-
nhos; camisas inglozas a 363 3 duzia. Na v?
mosma loja ha paletots do panno preto X
para menino a 14J, 15J e 163. ditos do d
casemira para os mesmos pelo mesmo al
prego, ditos do alpaca saceos a 33 e *
33500, dilos sobrecasacos a 53 e 63 para ?
osmesmo?, cairas do brira a 23500, 33 e <
33500, paletots saceos do casemira decr n
a 6} e 7p, toalhas de linjio a 800 e 1$ ca- ife
da urna. 355
No mesmo eslabclecimento manda-se 9
apromptar todas as qualidades de obras tendentes a roupas foitas.era poucos dias. *M
que para esse lira temos numero suf- gl
licicnte de peritos offlciaes de alfaiales W
frgidos por um hbil mostr de seme- v*
lhante arte, tlcando os donos do estabe-
O lecimento responsaveis pelas mesmas m
X obras at a sua entrega. ^
Sebo e graixa.
Se' o coadoe graixa em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmiios, no caes de Apollo.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parte pilado
proprio para galinhas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos o. 6.
E\posi?ao de melaes.
E' chegado a esta loja do Vianna, um riquissi-
1110 sortimento do metaes do todos os gneros do
mais bonito queso pode encontrar, ludo a emita-
gao de prata ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a y a por.
Ri'iuissirao sortimento de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposigo do
Pars ; na rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento do bombas do japy' de
lodos os tamanhos, as melhores queso lem appro-
vadoem todo o mundo, pola facilidad* Tie if a
lirar-se agua ; na rua Nova n. 20. loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
RiquUssimo sortimento de camas de ferro com
onas, e para colxao por prego coramodo ; na rua
Nova 11. 2'.), loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
junto a fabrica de sabio, e na rua Nova, Iota de
Vendom-se saceos cora arroz de casca,
; comruodo : na rua do Nogueira n. 1.
por
Maces.
\ nde-se jo cento por 10J : na rua estreila do
Roior.o n. II.
Miudezas por metade de
seu valor.
O arrematante da loja de miudezas da travessa
do Livramonlo n. 2, lendo do entregar a chave
G8ASDE SORTIBESTO
DE
e roupa feila
ttX LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EJI SLA LOJA DE C/TATUO P0I11AS.
Tem um completo sortimento de roupa feila, jngosn. 37, ha urna grande poreno defohas
e convida a todos os seus freguezes e todas as f"nco. J PP%da para telhados, e pelo di-
_____ minuto iireco de 14rs. a libr
pessoas quedesejarem ter um sobrecasaco bem;
feito, ou um caiga ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento que enconirarao um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
Ja tem um grande sortimento de palilots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que 36 ven-
dem a 123, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 1G3, ditos
de marin stima 125?, ditos de alpaka muilo
fina a 63, ditos francezes sobrecasacados a 123,
ditos de panno fino a 203, 253, e 303, sobre-
2J500, manguitos bordados a 23. chitas franco;
com lustre propria para roupoes e coberla a 320
esguiao do linho muito fino a 13200, cairas d
brim branco c de cores de 2 a 4$. bramanlo de
mino com 5 palmos de largura a 000 rs a vara
damasco de laa cora 9 palmos de largura a 2<
covado. pecas de madapoln fino a ^300, chapeos
do follro a Garibaldi a 58500. camisas brancas e
do cores de 1$00 a 8, vclbulina preta superior a
iO rs.. coitos de brim de linho a 1.5500, nioias
croas para hornera a 100 rs. o par, e outras mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
contjs. '
Aos senhores de
engenho.
Vende-se um escravo ptimo carroiro c traba-
Inador de cuchada : na rua do Trapiche n. 8, ou
na na Augusta n. 01.
Vende-se banha em latas a -180 rs. a libra
milho muito novo a 20 is.a cuia: na travessa d
rua das Grases n. 6.
4dmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas do familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc. devem estar prevenidos
com estos remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rhoumatismo, dor de
cabeQa nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, uiJigustao, crup, dores nos ossos, contusoes,
quoiraadura, erupooes cutneas, angina, reten-
580 de ourina, etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enformidadesescrophulosas.chro-
1 nicas esyp lilitcas; rosolve os depsitos de mos
' humores, purifica o sanano, renova o systoma;
prompto o radicalmente cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do ligado e rins,
erysipclas, abeessose ulceras de todas as classes
molestias d'olhos, difliculdade das regras das
mulhetos hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para rogularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sanguo, inteiraraenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas nem
dores de ventre. dsos de 1 a 3 regularisam, de 4
aSpurgam. Estas pilulas sao efficazes as atTec-
coes do ligado, bilis, dor do cabera, icloricia, in-
digestao, e em todas as enformidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, roten-
coes, flores brancas, obslrucroes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto ofTeitona escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
gnas.
Estos tros importantes medicamentos vem a-
companbados de instrucroes irnpressas que mos-
trara1 com a maior miouciosidade a maneira de
apphca los 0111 qualquer enformidade. Eslao ga-
rantidos defalsificaolo por s haver venda no
armazem de fazendas de Ravmundo Carlos Leite
ilrmao, na ruada Iraporatriz n. 10, nicos
senlos om Pornambuco-
ui sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja de miudezas de Jos de Azcvedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulbas francezas a 120 rs.
Sapalos de tranca de algodo a I5.
Cartas de alflnetes linos a 100 rs.
Espolhos de colurauas madeira branca, a
lgiO.
l'liosphoroscora caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
4S--Rua Direila-4S
Este estabelecimento oTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Honiem.
Borze^uins imperiaes.....IC^OCO
Ditos aristocrticos......9>.000
Burzeguins moscovia (prova de
fogo e d'agua.....
Ditos democrticos. .
Hfeio borzeguins patente.
Sapa toes nobreza.
Ditos
9000
6jjfOOO
C^oOO
6^000
infanles....., 5$000
Ditos de linlia (3 1|2 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom).
Ditos de petimetre......5>;000
Ditos bailarinos. .
. ?...
Oitos impermeaveis......
Senhora.
Borzeguinsprimeir classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe(quebra
cambada). ......
Ditos todos de merino (sato
denS0S0).........4j"500
Meninos e meninas.
G#C00
5^000
6#C00
5i500
2^500
5^000
4$800
Sapaocs de forra. ,
Ditos de arranca'......
Boizeguins resistencia .v e
. 4,^oro
. oi-500
. 5800
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
r,mC?,dC;iSOHne,sleunovo es,al>elecimenlo sacco
Iho Mi?ft0mel^ISba f,riDha dc n)ndia, i-
S rr H ,,,,nh0 S Prcl. P^mma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Haranho de surie-
nor qualidade. doce da casca da nvSha vinhnrin
Perto em garrafa do mclhor que "do havr b
mercado, manteiga ingloza e franceza barha Sp
porroeml.ias. bolachinhas do soda de todas as
aualidades, cerveja preta e b,flca dVntlhor
marca, quo.jos flamengos frescaes, consemsi"
JS? os ma,seneros que se vendem poporos
preco do que se vende em outra qualquer parte!
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
SS^SbSi" ?lofncP ^S- --
lindo, ,trreZ'1S a F40 e 30 fwndo de
nodos tadroes e cores fixas : dao- se maostra.
seguro contra Fogo
imnA
JO
LONDeES
AGENTES
qC J. Astley & Companhia.
Vcde-se
Formas de ferro
i
i
4
9

S
Duzia de lacas e garfos muito" linos'a 35500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a -O rs. *
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscouos
Emcasade Arkvight & G., ruada
Cruz n. 61.
Admiraco.
da loja, vende sem limites lodasaV miudezas eaueaa fr3ncezas muilo bem feitas a 35*, cal-
existentos, entre ellas um grande sortimento de c,as feitas da mais fina casemira a lOft, ditas de
tsz iSSVJAS'JX^i rTs!ro 2 ed,e f:,s,;p" y***, m^
carrinho, carles de c debeles a O rs., dedaos a b0rl,ment0 Je colletes de casemira a 53?, ditos de
10 rs.. ditos de metal plateados a -O rs., boles oulras fondas por prego commodo, um grande
de aeo finos para calca a 20 rs. a duzia. ditos de sortimento de sapatos de tapete de gosto muilo R..ihu n
louca brancos e pinta los a 20 rs. a duzia, bicos aotirado a 2 dilos de borracha a SVUM K, i, Blrho,on,-,u Francisco do Souza, rua larga do
de soda perfoitos a 200, 210 e 320 rs. avara.i'5 ,A, b?rraclia 2J00, cha- Rosario n. 36, vende-se os segninies medica-
phosphoros bous a 20 rs. a caixinha, iranrinhas peos llecaslor mu lo superiores a 1GJ, dilos dse- \ molos :
Botica,
Na rua Direila o. 99, vendem-se sarcos com
iz de casca novo a $500, e farinha muito boa
de linha
caracol a
isas de cores a 10 rs- a po^'a, ditas de da dos melhores quetera vindo ao mercado a I O,
60 rs., estampas de cantos a 100 rs. ditos de sol. inglezes a 10J, dilos muilosbons a
cada urna meias para homom a SO rs. o par, di- 12, ditos francezns a 83. ditos grandes de Dan-
tas pintadas finas muilo encornadas n 2i0. lin-l ts'u""es ue pan-
dissimas trancas de soda a 30.100, 120, 180, 200,1 no a 43J' ".completo sortimento de gollinhas e
2 0 e 320 a vara, franja muito mo loma de seda manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
.ll^nrj.^.TSiifiSJE rJ?M6: i??:-?20-J00 e^rs-a. e i P"Prio P"a eollerinho. de meninos e .ravessei-
^tSSZTS1 aSSm COm m'nTH>"oTro^^^^^ ros por pre^ commodo, camisas bordadas que
Uurge! Irmiios vofdom os seguintea gneros
depositados nc armazem do Sr. Avellar, no ro le
do Mito :
Cera do carnauba.
Vellas dila.
Sola curtida a franceza.
Dilacuitida polo antigo systema.
.ir Vend.e-se em C0Dt "ma escrava crioula do
28 annos.boacngomraadeira, costurcira, cozinha
e faz todo o servieo de urna casa
ta do Rosario n. 41.
na rua eslrei-
Espartilhos.
Recebeu-se um novo sortimento de espartilhos
do. atacar na frente e outras qualidades, tanto
para senhoras como para meninas, e por precos
muito commodos : em casa de J. Falque, rua"do
Crcrpo n 4.
Na rua da Imperattiz n. 54, vendem-se
queijoa flamengos, viudos neste ultimo vapor
francez a 2$ o queijo.
lodas as mais miudezas
com os
zonda.
Vendem-se duas bataneas para cima de bai-
cao, lodas de metal, pequeas e delicadas, pro-
prias para botica ou ourives para de forga de 8
libras, e tornos de ferro para cortar carne nos
acougues, vindo d Franca : na rua do Impera-
dor n. 28.
O que ha de bom na praca da
Boa-Vistan. 1G A
Vendem-sn queijos flamengos vindo neste ul-
imo vapor francez o mclh
londrinos a 640 rs. n libra.
E pechincha.
Na loja do.Preguica, na rua do Queimado n. 2.
tem cobertores de algodao de cores bastante -
m"n "-pSp/i0S para escrs, pelo baratissi- casemiras para calra, colletes epalitois a 43 o co-
vado, e um completo sortimento de outrasfazen-
soneto para batisado decrianras eparapasseio
a 8*9, 109 139, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornero por prego commodo, saias bordadas a
38500, ditas muito fioas a 55. Anda tem um
reslinho de chales de toquim a 30, corles de
vestido de seda de cores muilo lindase superio-
res qualidades a 100316, que j se venderam a
150, capotinhos pretos e manteletes pretos de
ricos gestos a 20, 25?> e 303?, os mais suoerio-
ui^SSrWffT JffC TOS res chales de casemira estampados, muito finos, a
8t e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muilo superiores a 53?, ditas
para rosto de linho a 13>, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 4 40 rs. o covado, ricas
Robl'Affocteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegotaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque..
Pilulas americanas (contra febres)
Ungento Holloway.
Pillas do dilo.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prec.o.
VenJem-se libras sterlinas, em
casa de N: O. Bieber & C. : rua da Cru'
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
hnston & C. rua daSeiizalan. 42.
CANDIEIROS
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixarde obreins muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazor cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas do lio do Escocia a 320,
Massos do grampas muilo boas a 40 rs."
Agulhoiros do marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravatasde seda muito fin?s a600 rs.
Tesouras para costura muito linas a 500 rs.
Ditas para unlis a 500 rs.
Pocas do franja de laa com 10 varas a 1!.
Penas de lrao{a do 13a cora 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfoitar vestido (peca) l.
I.inhas Pe 1ro V, carlao cum 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denlos muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas] -50, rs.
Grammatica ingle
za de Ollendorff.
Novo metiiodopara aprender a lr,
a escrever e a fallarnglezem 6 mezes,
obra integramente nova, para uso de
todos os estabelecimeatos de instrucrao,
publicse particulares. Vende-sena
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
para
purgar assuear.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas. !
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- |
posicao.
'i Barril ha e cabos.
mo preco delj.
Para acabar.
Julio & Conrado vendem cortes de vestid
das, eludo se vende por prego barato, e que nao
. possivel aquise poder mencionar nemaquarta
Grande sortimento decandieiros econmicos a
sempit, venaeu-se por 5OJOO0 : 6 para acabar. I querendo comprar nao irao sem fazenda. 1 Vianna. J
eobertos edescobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
ivndospelo iltimo paquete inglez : em casad
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis porlas em
frente do LivraiDcnlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreilas a imitacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodo
muito fino a 3J a peca, ditas de bretanha de rolo
cora 10 vaias a 2)}. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2
longos brancos com barra de edr a 120 rs., ditos
com bico a 200 rs., algodao monstrn de das lar-
guras o methor que possivel a 640 rs 3 vara
rnussulina encarnada a 210 o covado, fil dc li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
9 horas da noite.
Brim de vela.
Como de lustre.
| Palhinha para marcinei- g
i ro : no armazem de C. I
J. Ast]e^ A C.
8ELOGI0S.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers A
C. praca do Corpo Santo, relogios do af;n-,i
iofabricante Roskell, por precos comru. dos
etamberaraiicollins e cadoias paraos aesmos
deeicoollnle oslo.
Na rua da Cadeia n. 21, vendem-se os <=e-
guinlesizcndas, per melado de seu valer, para
Iniuidacao. '
Bicos do seda brancos e pretos, de todas as
arguras. vara a 160. 210, 400, 8C0 e 1,-000
Lrii completo scrlimeiito de franjas de seda c
de algodao. *
Chalos de touiiuim a 10, 15, 20 e 35
Bulos de soda, velludo, de louca e de fustao
de qualidades finas, duzia a 200, 00 o 600 rs.
Collannhos bordados de 500 rs. 25 3 e s
Entren-eios finos, pecas com 12 raras a 15.'
Folhos bordados tiras a 5(0, 13. 2 3?500
Camisetas com manguitos a 3. 4, 5 e 6a.
Enrolles defluresa 6J. v
Chapees de seda para senhora a 10j.
Casaveques de velludo a 40 e 60g
Dilos de seda a 25#.
Hitos de ustao a 8 e 12$.
Fu.as dc seda e de lodas as qualidades de ICO
rs. a l^oOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a i?.
Pechincha
sem igual,
Superiores corles de chita franceza muito Cna
de padrees muito modernos, com cores matiza-
das muito lindas, de 11 covados cada corte, pelo
baratsimo preco de 2g500, com muita diver-
sidado de gostos para poder escolber-se na loja
do sobrado amarello, nos qualro cantos da rua
do Queimado n. 29, de Moreira Lopes.
Camisas inglesas.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, rua do Queimado n. 46. um gran-
de e novo sorlimento das camisas inglezas, gos-
tos modernos, e por ser grande porgo convida-se
es freguezes a vircm comprar a duzia dor 358
s.lo de linho puro.
i
L.


DUtW O PEMiAIViBUCO. SECUNDA fElRA 15 DE OTUBRO DE 1860.
(*)
.:'
ARNAZEIH DEROUPA FEIT4
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacasde panno preto a 305?, 35$ e 40*000
Sobrecasacas de dito diio a 35#000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 288, 303? e 35*000
Ditos de casemira de cores a 159 e 92000
Ditos de casemiras de cores a7)e 129000
Ditos de alpaca prela gola de velludo a 129000
Ditos de merino selim preto e de cor
a S$ e 955000
Ditos de alpaca de cores a 3*300 e 5*000
Ditos de alpaca preta a 3?J00, 5$,
75? e 950OO
Ditos de brira de cores a 39500,
?800 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
5500 e 69000
Calcas de casemira preta e de cores a
99, IO?>e 129000
Ditas de princeza a alpaca de cordao
pretos a 5*000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 43*500 e 5#000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 55?500
Golletes de velludo decores muitoGno a 10*00
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 53500 e (i?>000
Ditos de selim preto a 59000
Ditos de casemira a 3$500
Ditos de seda branca s9e 65J000
Ditos de gurguro de seda a5e 6JW00
Ditos de fuslao brancos e decores a
33>e 35500
Ditos de brim branco e de cores a 2$ e 23*500
Selouras de linho a 25500
Ditas de algodao a 1SG00 e 2$000
Camisas de peito de fustao branco e
de cores a 29300 e 2500
Ditas de peito e punhos de linho mul-
lo finas inglezas a duzia 359000
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 19800, 259 e 29500
Ditas de meia a 19 e 155600
Relogios de ouro patente e orisontaes 55
Ditos do prata galvanisados a 259 e 3090OO
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas 9
CORAL.
Vende-so verdadeiro coral fle rais a prego
muito commodo, e mais muilas rolodezas e rap
de varias qualidades, tinto a retlho como em
libras : Da ra larga do Rosario pastando a bo-
tica asegunda loja de miudczas u. 38.
Yiiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann limaos & C, ra da
Cruz n. 10. oncontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Marcilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintcs qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
SI. Julien.
Hargaux.
Larose.
Chleau Loville.
Clileau Margaux.
Qe Oldekop & Mareilhac. .
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
\GiaixciiV
ITA
Na mesma
vender:
casa ha para
de
IM1
H B
Sherry em Larris.
Madeira em barris.
Cognac om barris quadade fin
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos raai*
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C e Wheeler &Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se e$
machinas desles dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, eresponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranga :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroos ra da
Imperatriz n. 10, amigamente alerro da Boa-
Vista.
ecliinck.
Os proprietarios deste estbele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
rindo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parle delles viudos por conta dos proprietarios.
C\\o colate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 850 rs.
Mar melada m^eval
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porgo de se far algum abstimenlo.
Maea ae tmale
cm latas de 1 libia por 900 rs., em porcao vendc-se a 850 rs.
Latas ci*m eY\V\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 6-iO rs. cada huma.
Conservas francezas c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lia tas de bolaeliinlia de soda
com diferentes qualidades a tS600 a lata
A.melxas vaueexas
?s mais novas que lem vindo a este mercado em compoteiras, contando 3 libras por 355000 rs.
e em alas de 1 1|2 libra por 19500 reis
Verdadcvros figos de comadre
em caixa com 10 libras por 355000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Cavxinlvas com 8 libras de nassas
a 355000 rs. em porcao se far algum abalimenlo, vende-se tambem a relalho a libra a 500 rs.
Manteiga inglcxa
perfeitamenle llor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimenlo.
Ra do Crespo n. 8, loja de
quaro portas.
Chitas francezas matisadas muito finas com pe-
queo toque de avaria a 200 c 220 rs. o covado,
mussulina azul perfeitamenle limpa, a 200 rs. o
covado.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulsfjcs.
Debilidade ou extenua-
gao.
Debilidade ou faila de
torgas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Vende-se um magnifico carro Vic- I Ditas venreas.
tona, chegado ltimamente pela galera Enchaqueca
franceza Berthe, o (|iial ainda se
acha na allandega : para tratar na ra
do Trapiche n, 9
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal
cas, chegadas pelo ultimo vapor ran-
cez : na ra da Imperatriz n. 60, loja
de Gama & Silva.
FlNMCiO LOW-MOW,
Roa a Scnzala i\ova n. 42.
Neste estabelecimento contigua a haverum
comapletosrlimentode moendas emeiasmoen-
da paraauSenho, machina de vapor e taixas
tfeferro batido ecoado.de todos ostamauhos
AO
armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Lengcs de bramanlo de urna s largura pelo
barato prego do 1*800 cada leocol.
Covado a mil e dnzentos res.
Grosdenaples furta-cores com urnas pintas de
mofo muito pouco, pela pechincha de 1*200.
A 5#500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5,<500.
Colchas de fustao muito grandes de lindos de-
senhos a prego de 5*500.
SYSTEMA MEDICO DEI10LL0WAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, comp sto inleira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleic.no mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
enteiramenle innocente em suas operagoes e ef-
feitos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que estavara as ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e Torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais allictas nao devem enlregar-se a des-
esperado ; agam um rompe'ente ensaio dos
eicazes efleitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Febreto da especie.
Gotia.
Hemorrhoidas.
llydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
IiifldnimbQcs.
Libras sleriinas.
Vendc-se no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Santo.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendadoAnlonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de Ierra a vontado dos compra-
dores com a nica restriegan de nao tercm menos
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades
competentes, o cngeuheiro Antonio Pelhiano
Rodrigues Selle 6 o encarregaao das medicos
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estrcila do Rosario n. 30, terceiro an-
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretenentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimento ao lierdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Vende-se na loja de Antonio Augusto dos San-
ios Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar e imortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seauiule
e procos razoaveis :
Capellas dealjofe com EScripeoes, grandes a 10
Irregularidades
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
menstruaguo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Absiruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumaiismo.
Symptoro&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se eslas plalas no oslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e ouiras pessoas en-
! carrejadas de sua venda em toda a America do
J*ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
CU JOa< Lai flil- urna dallas, contera urna inslniccio em porlu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr Soum
IMias dilas por
Ditas dilas por
Ditas lilas por
Ditas de imorlaile por
Quadros com a ima^eni do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcoes por baixo a 12 e a
8
5,?
3?
2
P.eiogios
Suissos.
Em casa de Srliafloitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v-riado sorlimenlo
de relogios de algibeira boriaonUes, patentes,
ebronometros, mcios chronomelros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo esles relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
venderle por precos razoaveis.
Admirem!!!
Graixa cm latas a 500 rs. a duzia ; na ra do
Queimado n. 53, loj de ferragons.
Machinas.
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Liquidado
A loja de miudez.is da ra Direita n. 103 adia-
se eberta do ia 8 do correnle em dianlc, e con-
tina a vender oque nclla lem, por precos com-
modos aliru de liquidar coritas.
Cliegncm ao barato.
Leile & Irmao, na ra da Cadcia do Recite n.
48, vtudem chita franceza, cores Pues, a 840, 260
e 380 rs. o covado, dilas estrellas, cores li.\ -,
200 rs., pecas do madapolo com 20 varas a
SjtfOO.jiS. 4&200, 4S500, -15800 e 5500, o muilo
uno a 7J, pecas de bretanba de rolo con; 10 varas
a 2jj, cjssa preta muilo fina a 640 a vara, meias
de seda du peso para meninos a 2c5l)0 o par, la-
vas de camurra para iiiontaiia a 2c500, loalbas
de linho para mesa a 3^, meUa cruas inglezas
muilo snperiorea para hemem, merino verde e
cor de cat com 6 palmos de largura i 1$ o cova-
do, bandos de crina a 1M), corles de cassa (hi-
la de lindos desenlies c cures fixas a 2-jlUO, brim
trancado de linho lodo-prelo, fazenda muiu i-
perior 0 que nao disbola a 2 a vara, pannos do
mesa a -i?, chapelinis inodeinas para senbnra,
palelotsde alpaca a 5g, corks de calca de case-
mira de algodiio a IciSO, dilos de casemira a 4ft,
dilos de maia casemira a 2$, musaelina branca
muilo lina a 300 rs. o cova.do, sabonetes ingll zi S
muito superiores a lcCOO a libra, biim Iraucado
branco de linho muilo fino a laflO a vara, "lar-
lat.ina branca e do cures, pocas do cambrai
com 12 varas a 4j?80, ditas transparente c
varas a gOJO, 3;), 4.36OI; c Gt, coberlns de chita
de lindos desenhos a 2jf, la de quadios para
vestidos a 500 rs. o covado, e onlras muilas fa-
zendas que se vendem por barato proco, c a Lude
se dar amostras com penhor.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por proco commodo ; na ra da C r-ia
do Recife n. 12, escriptorio de Ciliar .-
reir.
LOJA
10

M)
Na ra do Queimado n. 53
machinas para turar madeira.
lem para vender
randa, Rio de Janeiro.
Este rapo, sem duvida o de mclhor qualidade
launcado neste imperio, acaba de chegar e ven- n ~~ .
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip- PMinneeBlico, na ra da Cruz n. 22, em ler-
lono.
Cha pcro\a
o meldor que ha neste genero a 2v500 rs. a libra dito hyson a 255000 rs.
Palitos Ac denles Vveuados
a 200 rs. cen 20 macinhos.
Y>c\xe &are\ em posta
o melhor peixe que oxziste em Portugal em latas grandes por 1$'300 rs. cada urna e de
outras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Mantciga panceza
a 560 rs. a libra em barril se far abaiirmjnio.
Toncinno de I/isuna
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Maeas ^ara sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#000 rs.
Tambem vendem-se os seguintes gneros, tudo recentemente ch?gado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourira muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com'
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as qualidades,
gomma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cenejas de ditas,
spermacete barato, licores francezos muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao .tendemos a
molhados, por isso promellem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais lambemservirein aquellas pessoas que mandarera por outras pouco praticas eomc
se viefsem pessoalmente: rogam tambem _a lodos os sen h o res de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encomraenJas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo.
Para colchoes.
Ainda ha um rosto do superior panno de linho
proprio pura colchos : ua ra da Cadeia do Re-
de 11. 48. loja de Leite \ Irmiio.
Taclias e moendas
Braga Silva & C.,tem sempre no seu deposil
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditadofabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou narua doTrapiche n 4.
Vinlio genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade de ancoie-
tas desie vinho sem confeicao, e proprio de doen-
les : na ra do Vigario n.19, primeiro andar-
1 Imperatriz Eugenio f
3|5 Recebeu-so novo sorlimcnto de enfeites w
5-' para senhora imperatriz Eugenie fe
J Loja demarmore. f
cude-se
um excellenle preto cozinhoiro, bonita figura, e
de excedente conducta nao lem vicios nem I
achaques ; vende-se
Queimado n. 36.
nambuco.
REMEDIO INCOfvIP&R&VEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Multares de individuos de todas as nagoes
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel'c provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeiam lem seu corpo e
i membros inteiramcnlc saos depois de haver em-
I pregado intilmente outros iralamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas rai-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os das ha muitos anuos ; e a
maior parle deltas sao lo sor prendentes que
admiram es mdicos mais celebres. Quanlas
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a ampulagao Dellas ha mui-
cus que havendo dcixado esses. asylos de pade-
limenios, para se nao submeierein a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais auieniicarem sua a firma-
liva.
JNinguem desesperara do estado de saude se
tivesse bstanle confianga para encinar esle re
medio conslantemenle seguindo algum lempo o
Iralamenlo que necesslasse a natoreza do mal.
Para ralos.
Machinas pira malar ralos pequeos ; ven lo-
so na ra do Queimado n 53, luja de ferragens.
Vende-3e urna mobilia de amarello, 3 ban-
cas de Jacaranda, 1 bergo usado, 1 machina de
costura de delicado gosto, e alguma louca de
porcelana ; na ra de Apollo n. 55.
Vendem-se 6 cadenas americanas; narua
Nova n- 16.
Em casa de J. Praeger &
C ruajtla Cruz 11. 17, ha para
vender:
vinbo de Bordeaux em quarlolas e caixas das
seguintes qualidades :
St. Julien.
SI. Estephe
St. Julien Cabarrus
Moni ferronl.
Pichn longucvillo.
Margan x.
Vinho de Bordeaux, branco '. Ilaut Saulornes.
Vinbo do Rheno.
\inho Xcrez superior e i:.ferior em barris c cm
caixas.
Vinho Madoira.
Champagne das acreditadas marcas Eugene Clic-
quot, Bruch Fouiher v t. e outras qualidades
mais inleriorcs.
Licor muilo fino de Marselha.
Dito cherry cordeal.
Absinthe.
Kirsch.
Cognac francez em barris e cm caixas.
Di lo Tale Brandy superior qualidade em barris e
caixas.
Corveja branca e preta.
Tumo americano.
Charutos de Harona muito finos marca fiordo
tabaco.
Conserva em frascos [Pieles].
Moit irda inglcza.
Dila franceza.
Sardinhas de Nanles.
Ervilhas franeczis em latas.
Espingardas para coca de 2 canos.
Pistolas.
Bataneas decimacs.
Grande e variado sorlimenlo de calcado j u -
coz, roup.i fcita, miudezas finas e peruc .
tudo por menos do que em outras parles : i
a do vapor na ra Nova n. 7.
Aviso aes finiaoles.
Ainda existem charutos i'a Cahia a 1 a caixa:
na ra do Livramenlo n. 19.
Em casa de X. O. Bieber Successores, rua
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C urna das
acredita Jas marcas, mui conlie.idas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez cm barris, cognac cm Lanis c
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de variasdimer.soes.
Eihcr sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzoa e brins.
Ac de Millo.
Ferro da Suecia.
Algodao da Babia.
CAL BE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : narua d
deia do Reciten. 38, primeiro andar
\ende-se urna pn ti moca que cozinha o
engomma bem, e cose pereilainenle: iu praca
da Dua uta n. 22. '
' I i ',> > rrv > X T c> o, -^ mt.c.o rn,
*? Kecobou-se bonitas filas dmiradas para ;
?$ rinleiros do ullimo gosto imperal..
5 Eugenia, na
Loja de marmore.
por precisao: na ra do
CANOAS.
Vendem-se ou alugarn-so duas canoas de car-
reira, pegando urna 200 foixes de capira : na ra
Direita dos Afogados n. 13.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, tudo aterrado e com 50
palmos de eaesj feitos, muito proprio para nello
se eslabelecer refinagoes, padarias ou fabrica de
qualquer nalureza, na ra do Brum, bairro do
Recife, junto a fabrica da fundico de ferro, fligar
designado para taes ostabelecimontos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Lindos enfeites,
o turbantes de velludo e outros com grade, fran-
jas e borlas douradas, ultimo gosto em Paris,
proprio para (healro c bailes, chegados nesles
dias casa de J. Falque, ra do Crespo n. 4.
Vende-se urna casa terrea em chaos pro-
prios, nova, na ra Imperial n. 272; a fallar na
rba do Imperador n. 51, loja.
Vendem-se 2 bois manso3 ; a tratar no
Manguinho, sitio de Albino Jos Ferreira da Cu-
nhn.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico : na rua da Oadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
JOLVS.
Seraphim & Irmao, com lajas de ourives na
rua do Cabug ns. 9 e 11, sorlidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedras
preciosas ; vendem barato, trocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, avon-
tade dos pretendenles, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos ( Lima
receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, lendo entre estes alguns peque-
os que serven) para as senhoras que vao para o
campo lomar banlios se cobrirem do sol, e como
a porgao soja grande se resolverlo vender pelo
prego de 6$ e 6S50O, e alguns com pequeo de-
feilo a 59 : oa rua do Crespo n. 14.
Vende-se por preco commodo um carro de
4 rodas, deoominado Victoria, o qual foi cons-
truido era Pana, o est quasi novo : a tratar no
Mondego, casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano com pouco uso : na rua Nova o. 7.
Vendem-se laboas de pinho por barato pTe-
co : no caes do Ramos o. 24, armazem.
cujo resultado seria provar inconlestavelraento.
Que ludo cura.
O ungento lie til, mais particu
lamiente nos seguintes casos,
lnflammago da bexiga.
ppnan^^. .rv ..x ... <-, ^, ^rx ^ c r--
--- S
-^ -"-' '- v.. y- t, S -. ., <5
As senhoras da iioni cfosto.
Chegou loja ao p do arco de Sanio Antonio,
vindo pelo vapor do norte, um rico e con ,
sorlimenlo de longos de labyrintho, os mais ri i s
que se toni visto no morcado ; estes lcngos -
feitos com iodo primor pelas jovens Cearenses.
Para acabar.
Na loja de fazendas de Guimares A Villar,
rua do Crespo n. 17, vendem-se ricos corles de
I vestidos de phanlazia a I5J, eollinhas e roangu -
los prelosa 5?, cassas de cores tixas f padn'.ps
: miudinhos a 40 o covado, chitas franco/as a 2(10
! e 280 o covado, chapclinas de palhade Italia ri-
camente enfeitadaa a 30g.
Escravos
aIw;mk, .
No dia 7 de oulubro corronle desappareccu
o oseravo Camillo, crioulo, representa ler 5 a-
inos, altura regular, cor fula, parece cabra, cara
bem marcada de bexigas, lem grande taita do
denles, levou vestido camisa e calca azul escuro,
1 foi encontrado na estrada do angoinho, e se
supre estar por all Irabalhando em algum sitio
como ferro. Esle gscravo foi arrematado n i.; i ,
do juizo dos feitos da fazenda a 20 do se(crubro
para acabar.
i, 4;200, 4*400, 4*60 ,
muito lino, cambraia bran- PaP e ullimamenie do engenho Pauli.-ti ; quem
i peca, algodaozinbos a 3tf, PpSar levc-o ao ensenho Tiuma, c ncsla cida-
10, superiorsicupira com 22 de a r,,a estrella do Rosario n. 41, d.pasito gc-
Alporcas
Cairnbras
Callos.
Anceres.
Cortadurs.
Dores de cabeca.
das costas.
dos meabros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fislulas no abdomen.
Fifidada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gngiva escaldadass.
Inchsges.
Inflamagao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
l'ulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras ,n bocea.
do fijado.
das arliculace.
Veas tQ^rcidas ou
das as pernas
no-
Vende-se esle ungento no eslabelccimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conim
urna instruegao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deslo ungento.
O deposito gerai e em cosa do Sr. Soum,
pharmaceu.ico, na rua da Cruz n. 22. ero
Pernambuco.
Madapoloes a 3*300, 4;200, 4J40O, 4*600, 5*500 desle anno.Jendo sido escravo do engenho Geni-
5*60, 5*900 e 6iU)0
ca do ores a IgHIO a
3*100, 3$800, e 4S900, .
jardas, chales de larlalana a 1*8C0, castores mui- ra|. 1ue sera gratificado,
togrossos a 240 rs. o covado : na loja da rua do; Desaprareceu em d3S do fficz dc
Passeio Publico, n. 11. proxin]0 p^sdl| 3 c;crava Marcelna> ^ Wg
.^ T Rebolo, representando ter quarona e tantos an-
V> pl AO'IfW ; nos de idade, cor fula, altura regular, olhos em-
JLi.*-"""-*-'3***-" papucados, e com una belido om um dolas, len-
Vende-se em casa de Johnslon Pater & C,' do nos bracos signaos da nacao a que perlcnce,
,. <, n .. i e msreas de chicle as cosas: aucm a ne^ar
rua do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de leve rua de Uorlas % segundo aniar,
relogios de ouro, patente nglez, de um dos mais ser recompensado.
afamados fabricantes do Liverpool ; tambem ,. 0 ,
.,.,,.. .. rugi no da 8 do correnle um mualo do
urna vanedade de bonitos irancelins pan os nome Francisco, de 40 annos de idade, pouco
mesmos. mais ou menos, macilento, natural do sendo,
; tem pouca barba, baixo, espaduado ; levou canii-
RllQgu itUctUdOClizSald nUVtlll.*^ Unctlvo a orelha esquerda rasgada, pode ter mu-
Vende-sc em casa de S. P. Jonhslon & C.'dado a tamisa o usar de camisa fina de morim
vaquetas de lustre para erro, ditas o Ata j ^T^^iXlSSr^ STS
inglezes, cndeeiros e castigaes bronzeados, lonas 60) primeiro andar, que ser rcompensado.
inglezes, fio de vela, chicote para carros, o mon-
laria, arreios para carro de um e douscavalos: BQ i CCOil|)G11SU
e relogios de ouro paienle nglez. Jus MalIlPUS perreira recompensa bem o quem
-Vende-se um tardamente rico da guarda lhc trouxeroseui escravo 1-eandro, o qual lem os
nacional para oiT.cial subalterno, sendo de caga- S^^K? J.5 0nnOS'1 VT U"lis
dor: a tralar na rua eslreita do Rosario n. 12, ou e?ft>'b?'?: 'l e c"be5 redonda, sardas
navimento terreo i no rosl. P0Ufa barba e runa, quaudo aada ar-
v quea um pouco os bragos, falla bem e sabe ler,
Comas de ferro do 15$ a 20*000 em casa de | natural do Ico, onde lem familia : na rua Ja
Julio & Conrado ; para acabar que se vende Cadeia do Recife n. 35, loja.
por esle prego.
Vende-se urna bonila escrava com um Clho,
sabe bem lavar e cozinhar, e lambem engomma
alguma cousa ; para tratar na rua da Cruz n. 30.
Na loja de Burle Jnior & Marlins, rua do
Cabug n. 16, vendc-se:
Botinas de lustre e pellica para scnbo.'a a 5*.
Ditas de selim branco para dita a 4*.
Dilas de dito para menina a 3*.
Ditas de lustre para bornea a 5*, 6* e 7j|.
SO0SO00.
Contina a ester fgida a escrava Paula, quo
diz charaar-se Paulina, tem os signaos seguirles :
fula, alta e muilo magra, representa ter 25 an-
nos deidade; desconfia-se eslar occulla em al-
g'ima rasa nos arrabaldps desla cidade ; veiodo
serto do Cear, d'onde 6 natural : quem a pe-
gar, receber o qnanlia cima, na rua da Codtia
n. 35, loja.


(*;
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 15 DE OUTUBRO DE 1860.
Litteratura.
Aurora.
(Continuago.)
XIX
O aloque da villa pelos salleadores eflectuou- ,
se no da designado. A accao comecou ao nascer se .vaein Aurora e Romeu
do sol e prolongou-se pela noilo adianto. De un ~
Aurora seamavam com amor, Uto de todo ti-
nham deixado de amar-so ; porque o que 6
a amizado depois do amor? E' a la depois do
sol.
XXI
Ha pessoas que querem por forrea achar a ra-
zio destas mudangas do coragio; nos, porm.
ciemos que no ha nenhuma.
Coaludo, apresenlarcrnus aqui as causas que a
imaginagio poderia inventar para amudangaque
lodo c do ouiro so comb.leu desosperadameule":[ Cado, qu.~pr se" conservar, precisa de rerai-
1. O amor um senlimento precioso e deli-
Posaembural, sobretudo, Coz prodigios de alrevi-
iiionlo ; mas, cspalhando-so de repente a noti-
cia da sua morte, o bando dos salteadures deitou
fugir na maior desordem.
Aurora velava, quasi mora, no seu quarlo :
abrio-se a porta o enlrou um liomeni, com os
cabellos salpicados do sangue, o falo esfarrapado
e sujo e os bracos crivados de graos de plvora;
este hornera conservou-so eni p dianle della,
contemplando-a em silencio.
Auroradisse ello, finalmente, quando os
seus beicos arquejantes poderam articular algum
soinsalve-a ; sou o bandido Fossombroni, o
liomem que ama.
Ouvio-se, enlao, mais do que nunca o estrepi-
to de homens armados c de Camilos.
Aurora occultou a sua formosa cabeca loura as
roaos, tal era o mudo que lhe causav a ealdade
do bandido.
Nao se assuste ;continuou elle, pegando-
lbc pelo bracoAurora que me fez assim feio,
porque nao mo ama ; mas posso lornar-mo um
cavalneirogentil e guapo, se o quizer.
Dizendo estas palavras, arremessou para cima
do inua mesa a mascara que o desfigurava. O ho-
rnera que Aurorado Riniini linha dianle dos seus
olhos era seu primo, o joven con le Romeu Mala-
testa.
Ondo est o bandido? perguntou Aurora,
estupefacta, levantando para seu primo os seus
grandes olhos, que at ali nao podra abrir, tal
era o susto e o horror que a dominara.
conde respondeu com voz grave :
O bandido Fossombroni sou eu !
Aurora ficou muda de espanto.
montado pelo luxo, socego e coramodiJades da
vida. Os dous amanles, no raeio da sua existen-
cia ncommofla e perigosa, conheciam j que o
sacrificio era duro, e p.nsavara, sem o dizer, que
a louca paixao que haviam lido um pelo ouiro
nao corresponda ao valor que Ibes linha cus-
IftQOa
2." Aurora e Romeu senliam j a falla da con-
vivencia : os dous amantes linham proraeliido
serum do ouiro no centro da sociedade, mas nao
se linham lembrado dos desortos e da solidao
que a separado do mundo traz, como lempo
a os coraces os mais apaixcnados.
3." Enlenderara que o seu amor so conservara
a raaneirade um romance e enlenderam mal. O
amor, como todos os sentimenlos humanos, nao
podo existir muito tompo fra da realjdade: o
amor 6 urna flor da alma; ora, nenbuma flor
nasce das nuvens ; todas precisara de urna baso
solida, certa o positiva, que a ierra.
Ainda se podoriam dar mil razcs, mas nao te-
mos preciso disso; o quo ora incjuteslavel era
que Romeu o Aurora j se nao amarara e que
eram dosgracados.
XXII
Urna noite, Fossombroni, voltando da caca.
cora tros dos seus caraaradas, ao entrar n'urna
choupana que eslava boira da estrada, foram
accommellidos repentinamente por un certo nu-
mero de soldados c desarmados.
A resistencia que,elle fez toi heroica, mas na-
da so podo contra o maior numero, e o lerrivel
lossonibroni cabio ferido em poder dos sol-
dados.
Conduziram-o assim Vneta, com os bracos

magestoso como um rei.
Vejo que me ama ;disse, finalmente, Au-
rora,mas para que foi semelhanto loueura?....
A sua cabeca agora est posta proco J ve
uzes atravessarem as janellas da galera, andain
ora sua busca. Nao posso occulla-lo no nicu
quarlo ; felizmente, lonho a chavo da porta do
jardim ; pode sabir sera ser visto e atravessar os
campos. Apresse-scl
Venha tambera.
Oue diz ?
Digo que nao saio d'aqui seni aprima. A
condessa Aurora dizia que amara o bandido Fos-
sombroni ; pois agora deve acompanha-lo.
Aurora licou atterrada. Todava, como o olhar
d'agua.
No ouiro dia o reslo dos salteadores foram
encontrados pela tropa no fundo de um bosque,
e, vendo-so sem chefe, foram lodos morios, de-
pois de urna encentada lula.
\XIIl
Hara j alguns dias que a villa de Sania Flo-
ra retomara a sua anliga animacao. As janellas
por tanto lempo fechadas j s riam abertas.
Ue noiie, luzes era diversas direcoes pereor-
riam as galeras, at enlao sombras" e silencio-
sas. As chamins apagadas, hara seis raezes,
comecavam de novo fumegar. A grande la-
mdu de pinheirosquo conduzia villa conser-
yava novamente impressos sobre a a.eia fina e
----------, v.u yj viuui vara no
mal se ouvia :
Tambera vou.
Fossombroni ou
XX
Romeu
Malatesta ( porque o
xas enos lerraeos riam-se andaros criados mui-
to apressados. Qual era, pois, a causa de toda
esta mudanca ? Urna mullier de urna perfeita e
ravel belleza olhava de re em quando
asrst^lgE=^fSaHS
mar nellas a irona acre e amarga. Aurora lor-
nou-se em pouco lempo to destra na arle do
galanteio que excedeu s mais abalisadas corle-
zas de Veneza e fez desesperar os jorens lidal-
gos que lodos os dias se malaram em duelo ou
se afogavam por causa della.
Aurora contemplara com implacarel sorriso os
males que espargiaem roda de si, os rosto amo-
rosamente paludos, os corae.es feridos mort3l-
mente, as rivalidades que, terminando em due-
I los furiosos, arrebatavam a vida um grande
numero de seus adoradores, os desgrocados que
vinham durante a noite beijar osdegrs do seu
palacio, tornaram cada dia a bella coudessa mais
fra e mais deshumana.
O carnaval approximara-se ; Aurora que nao
queria passar o invern na villa, dirigio-se pa-
ra Veneza.
XXIV
Sem ar e sem luz, no fundo da masmorra em
que o encerraram, Romeu sentio reuascer mais
vivamente o seu amor por Aurora. Ainda que o
prisioneiro nao recebia communicaces do exle-
or, soube, entretanto, por um guarda que a
condessa Aurora do Rirain passava era Veneza a
vida mais contente e alegre possivel. Esta noli-
fia equivala urna sentenga de morte ; Ro-
meu nao procurou, porlanio, defender-se na
presenca dos seus juizes. Escondeu cuidadosa-
mente o seu verdadeiro nome, e, com o do sal-
teador Fossombroni, foi condemnado ser de-
capitado em publico na grande praca do ar-
senal.
XXV
Veneza era nossa poca urna soberba capital
org'.ilhosa das suas riquezas e palacios. Quando
aquellas habitacoes de Titans reflecliam as fa-
chadas no golpho adormecido e socegado, os
gondoleiros suspendan) os remos, afim de nao
turrar a superficie do liquido espelho que repro-
zia tantas raararlhas. Era necessaria estas
phantasticas babeis a presenca de mulheres de
uraa belleza sobrehumana "para completar a
magnificencia do quadro.
A condessa Aurora de Rimini era sempre a
mais bella de todas essas Italianas, que os qua-
dros de Veronese o Ticiano tornaram immortaes.
Quando apparecia n'um baile, as mulheres, as
luzese as flores empalldeciam de ciume, a mul-
ldao affastara-se extactica o a coudessa pareca
ficar s pata ser admirada no centre da sala, co-
mo o sol no zenilh. A joven condessa possuia
nessa poca uraa belleza um tanto satnica.
Quem a via e a amava, reputara-se condemnado
para sempre, e haverera duas Auroras em Ita-
lia, leria sido preciso alargar as portas do in-
ferno para deixar entrar os condemnados. Au-
rora odiara todos os homens para se vingar de
nao ler sido feliz nos seus amores com Ro-
meu. Os homens, pela sua parte, nao podiam
perdoar-lhe aquella indifferenca e desdeni conti-
nuos.
(Continuar-se-ha.)
um orvalho abundante que o sol radioso nao de-
na tardar em seccar. Eu goslo da natureza em
seu dispertar; ella est enlao fresca e socegada,
olTerece mil vezes mais encantos do que no
morrer do uia.
Pozemo-nos caminho ao passo de nossos c-
vanos, alravcz das arvores, dos espinhos e abro-
nos, camiuhaudo pouca distancia uns dos ou-
tros, Um de poder prestar reciproco auxilio nos
Variedades.
reuni os restos do seu bando, disperso
pelos soldados, e lugio cora ello para os Abruz-
zios.
Nos primeiro3 das, a vaidade, o amor e osen-
tiraenio heroico, to poderoso as mulheres, fiza-
ra rn supporlar joven o frgil condessa os rucies
Irabalhos da sua nova condigno. Nem a sua ma-
cis cama, nem o seu quarlo lo bem resguarda-
do, nem os seus brandos cobertores de la guar-
ne-idos de rendas he fizeram saudades.
Da sua parte, o conde Romeu Malatesta, to fi-
no, to allencioso e elegante, perdeu urna parte
d s delicadezas da corte cora o tracto desla vi-
da rude, mas nem por isso deixou de se rhoslrar
cada rez mais ama re. O desterrado achou em
sua inulher urna o'.tra Veneza sempre bella c ros-
plandecente; como Aurora linha estado muito
' upo ociosa era amor, tralou de recuperar o lem-
po perdido.
Desgraciadamente, acontece com n amor o mes-. si
mo que com o fogo, quando arde com maior forca do desles ramos, sem
mim.
Aurora contara que, tendo cabido em poder
dos piratas, a linham levado forca para Argel
e um rico oegociante a havia libertado troco
de urna enorme somraa dedinheiro, o quo nella
lhe dar um novo altraclivo singular e romn-
tico.
Esta historia que boje nos parecera pouco ve-
rosmil era enlao muito natural. A rida mais
tranquilla e ordinaria daquelle lempo dara hoje
jugar um romance bem animado e quasi que
impossivel.
Aurora quando enlrou na villa achara tudo
mudado. A sua velha lia linha morrido. Os pa-
teos estavam cheios deherva e a andorinhu li-
nha ido fazer o ninho no ngulo das janellas. O
bosque de jarangeiras onde outr'ora passeiava
com seu primo Romeu, a presenta va-se inste e
sombro. Os seus sonhos de donzella linham voa-
quando mais depressa se extingue.
Parece-nos isto una das cousas mais tristes do
mundo. Um o ouiro sao ainda jovens, no exte-
rior nada leem mudado, porque parecem conli-
ni.ar a amar-se loucamente; contemplam-se mu-
tuamente, procurando achar algum motivo de
mudanca, o nao encontrara uenhum ; mas j se
nao amam.
0 [lie acabamos do dizer suce.ede s mais das ve-
ri sem queso perceba e al raesmosem ler lera-
I lo o prever. Aurora e Romeu tratavam-se
la um ao ouiro como no principio; eram as
mesmas caricias, as mesmas expressoes, os mea-
mos olhares; mas senliam inleriormenle, sem o
confiar, que lodo o senlimento do amor eslava
- merlo.
Has. romo j dissemos, nada se linha mudado
-...pie verdes, mo um ban-
do de aves fugitivas. A natureza nao muda, nos
o que mudamos.
Aurora abandonara estes lugares havia apenas
alguns mozos c rollara elles mais velha dez
Rccoidaces da America.
A grande cacada no Texas,
F O II M M .UIIS.
Durante minha estada no Texas, enlregava-me
quasi todos os dias aos prazeresda caca, que cer-
tamente o mais vivo passatempo para as pes-
soas do toda a classe nesse admiravel paiz. onde
os recursos da caca sao inexgolarcis. A belleza
do clima o a natureza do slo conlribuem larga-
tardo equipimento conveniente para esta longa
e nleressante campanha.
farraleie8tes 1uatf<> dias, tire o cuidado de
mL amPla< Provises de bolos de milho.de
whisky, plvora, balas, ote.
_ A grande cacada importanlissima para o me-
i? ie.S,An,0ll0 de Bexar Porquanloella
ornece-tne os recursos indispensarcis sua exis-
tencia.
Elle occupa-seprincipalmenle de recolher pel-
jes, aura de rende-las em sua rolla nos mrca-
nos da cdade, que fazem um commercio anima-
dissimo com a Europa.
Cada cacador lera urna parle nos productos da
cac.aaa, ealm disso fornecem-se de considera-
reis porcoes de corno secco. A caca, finalmente,
e uma dislracco.-lanto buscara "os homens o
prazer sob todas as latitudes.
O mexicano entiega-se caga com ardor; ella
e urna de suas mais rivas paixes, alera do que
ene gesta da vida agreste e nmada e do suas
n i l i' i j r s.
Desde a lenra edade apprende a manejar o fu-
zn, a montar carallo, e orienlar-se sobro esse
rasto lerntoro, onde nao ha carainhos nem pon-
dos C nccessari0 Passar a nado iodos os
Todos os que faziam parte da nossa companhia
hnJlS ,erifeitamoi"o equipados, montados em
lindos carallos mouslingues (), ensinados ca-
ca, munidos do um sadelsac, de uma cabaca, de
urai espingarda comprida simples de pedra e de
o5! Plslolaj de r?ao ; dous cavallareiros
somonte traziam em lugar de espingardas, longos
punhaes muito afiados.
Concluidos os meus preparativos c compras
espere com febril impaciencia o dia da partida '
chegou esse da feliz, era uma quarla-feira. Pe-
las duas horas da manhaa. reunio-se a tropa em
frente da casa do chefe, todos foram exoctos ao
compareciraento. Andenno, despedio-se de sua
familia, deu o signalda partida, e logo a colum-
na seguio com seu chefe frente.
A noile era morna c de uma belleza, cujo pri-
vilegio sO teem esses felizes climas ; as estrellas
suppriam com sua claridade a falla da la, e my-
riadas de pirilampos espargiam no ar uma clari-
dade doce e serena ; a natureza pareca rccolher-
so no sileocio da noite e descancar assim do ar-
dor do dia. O da seguinte anuncava-se abra-
zador.
A' principio dirigirao-nos para o norte, na di-
reccao do rio Colorado, um dos maiores e mais
lindos cursos d'agua, que lem o Texas.
Depois de terem percorrido perto de doze mi-
mas, os cavalleiros romperam a fila, e estende-
ram-se em um espaco bastante largo uma certa
distancia uns dosoutros ; era o comeco da caca-
da ; o terreno, meio coberto de mala, como quasi
em toda a paito no Texas, era eminentemente
lavoravel a caca do ganso e do cabrito montez, e
assim antes do meio dia linhamos j estenddo
seis destes quadrupedes e duas raposas. Acha-
vamo-nos enlao junio de un grande ribeiro,
muito sombreado por lidas arvores, que oco-
briam quasi inleiramente, de sorte que a agua
era fresca e clara como se sahisse de um rochedo. Ul9
faltar*' Hdr IfflS: 3h deS3lloraram-sc ncsla expectativa; e pelo resto do dianlko Vi"ino
di armente "nha-nos seccado extraer-; mais caca alguma raiuda. A noite foi para nos
o i, ; ahi n,om^. a \ ,nleiramente de insomnia ; nao podemos de modo
horas Xo lli.^S! durU P0rl dC duas a|Sum conseguir pregar olhos ou tomar algum
araco rnnin U,^" ,,ecessarlu. P"a a Pre- repouso, por causa de uma raultidao de carrapa-
beEuarts de Jbri : 2V ^T^-HT ^1* '"'i ^e,cobriam '"reno onde linhamos acara
silos quartos de cabrito e bolos de railho. Pelo pado. Estes insectos assemelliani-so muito ao<
rtnAP?SS0 que nos Pproximavamos do Colora-
m.'i 11?? tornava-se mais montanhoso e
S C.-firl de floreetai ; passamos a noite
mu pacificamente em ama eminencia coberta
de aryores seculares, na proximidade do rio Pie-
dernates, e no da seguinte chegamos ao Col-
rado.
Este rio
fleo curso
immenso o maior e o mais magni-
d agua do Texas. Passando por um
sssass^BBSSg&B&a
sem fadiga, esse terreno difllcil. chegamos uma
eminencia de uma cerla elevagao e interamenle
coberta do malta.
Do repente um tirso de tamonho extraordinario
se aprsenla nossa frente alguns passog
como para disputar-nos a passagera ; mas n
mesmo instante quatro tiros partem ao mesrao
lempo. O animal gravemente ferido, lanca-se
furioso sobre nos com a bocea aberla mas per-
da muito sangue das ferdas, que recebera : dous
outros tiros, dados queima-roupa, langaram-o
por trra, e um cavalleiro adianlou-se com a lan
ga em punho paradar-lhe o golpe mortal.
Emquanto esta scena so passava em nossa ala
esquerda, os homens de nosso extremo direito
linham visto dous ursozinhos, que fugiam de seu
lado, e os malaram sem dilliculdade : assim tire-
mos a mai e os filhos.
Emquanto eslavamos oceupados a tirar a pelle
dos morios, o urso rodava por perto, lemendo
approximar-se, espantado pelos nossos Uros. En-
tretanto no fim de uma hora, tendo cessado o
barulho, o urso arriscou-se a vir farejar-nos
sombra dos abrolhcs ; achava-se elle a mu pe-
quena distancia do dous dos nossos camaradas,
os quacs, vendo-o sbitamente to perto de si,'
icaram com medo, e retiraram-se com press
dando o alarma.
Logo muitos homens langaram-se frenle do
animal e aliraram meia duzla do liros ao mesmo
lempo. Elle apenas foi ferido levemente, linha
sabido pr-se ao abrigo de nossas balas abriodo
uma retirada atravzdas moutas : entrelando a
fazer-se umjuizo pelos traeos do sangue, que
colmara oslo sobre a passagera do animal, io-
nios levados a crcr que nossas balas produz'iraiu
mais efl'eilo do quo julgamos a principio. Com-
ludo, perdorao-lo interamenle de vista, e como
era meio dia janlamos nesse mesmo lugar
Tiremos nesle dia um jantar de fesla* porque
os dous ursozinhos fizerara o conleudo. Muitos
leitores ignorara sem duvida que a carne dos
ursozinhos naos comivel, como anda que
considerada em loda a America como mui deli-
cada, e que ahi muito procurada. Quanto
mira, quo pela primeira vez a cumia, achei-a de-
um gosto exquisito.
Durante o alto que fizemos, eslendemos aspel-
les dos ursos para seccarem ao so!, por lodo o
reslo do dia. Sempre esperavamos encontrar o
rs-j que linhamos ferido : mas fomos Iludidos
muida c dos aniraaes ferozes de toda a especie.
Entre estes, devem notar-se o leo o tigre, o lo-
bo, a rapoza, e o bfalo ; o gamo, o cabrito mon-
tez, c alebr, o pato do malo, ogrou.a perdiz,
e muitos outros animaos, cuja nomenclatura se-
na enfadooha, fornecem o contingente da caca
raiuda. Limitar-me-hei a enlreter o leilor com
a cacada dos grandes quadrupedes, que geral-
mepte appresenta mais perigos, mais emoces, e
mais aventuras.
resto do da anda matamos alguns gamos, e
eram seis horas da tarde quando chegamos ao
ugar, onde deviamos passar a noite.
Nosso acampamento foi feilo em lugar pouco
elevado, coberto de magnificas acacias ; o ar era
fresco e sau.lavel e a agua muito potavel. Uma
herva excellenle cobria por loda a parle oslo;
nossos cavallos. segundo o coslume do paiz foram
.....---------" """ raiiniiiurai miga- | ~-------...,.., ... b,,uU u Lu-iiuiiii! uu puz ioram
mente para a propagacao e conservacao da caca deilados a pastar depois de terem sido levados ao
muida e dos animaos fero7-s (!?> imia a unua neuueno reeatn i> rinnns >iioin ._______i
pequeo regato; e depois disto todos os caval-
leiros eslenderam-se confusamente sobre a relva
tendo por travesseiro a sella de suas montaras.
Uma s pessoa vellou durante uma parte da
noile pela seguranca dos homens e dos carallos
que sem isto poderiam ser sorprendidos pelos sel-
vagens ou pelos aniraaes ferozes, dupla raca mui-
to numerosa neste paiz.
No dia seguinte ao alvorecer todos estavam de
pe, o al mogo, que era muito frugal, foi servido
i\o inez de setembro, na ultima eslaco. que i sul)ro a relva, que de cerlo a loalha mais cora-
principia a grande carada no Texas. Achando-
me, pois, por acaso nesse lempo na pequea c-
dade de S. Antonio de Bcxar, solada como um
uo meio de vastas solides, onde o riajor
moda, que se pode ler em viagem ; e s sele ho-
ras nosso digno chefe gritoubola a sella com
urna voz deetentor. Neste segundo dia mata-
s oito cabritos, uma raposa e tres lobos, um
... -------- ----------"f" *"*- UUIVUO >' IlllllH.I
ue milbassem encontrar cabana, nem habitante,
reuni-me a uma tropa de mexicanos, em nume-
ro de vinle edous, que ia todos os annos cacar
grandes aniraaes por espago de cinco a seis s'e-
Par-,.,, i -( manas. Estes intrpidos cacadores se adaslam
nssar" oV.n V-. n1 "^es linham visto algumas rezos at quinlientas milhas de suas ha-
passar desde a ua paitida, mullos invern?, lan-1 bitaces1
:"Liin!laiaJ:^ M ms eJ\a^0S .no seu Toda companhia de cacadores mexicanos coi-
loca a sua frente um chefe hbil, digno de sua
confianca, que dirige as operaces e que regula
as controversias que possam surgir durante a
campanha.
l ~ """* ""* <= auuuuos, ouue o viajor ",l"" wuoius, non i.iposj e ires IODOS, un
POderia percorrer distancias de muilas centenas dus quaes de pello negro ; estes sao muito maio
UO milhas SPm l'lirniilrir nili'in. .. n. k. I.:,-..... i roe nii i\ I 1... i .1 '., ,.. .. n .. i. i .____i_
nao tinlia ella a-
que abandonara o
Quo de cousas, com effeitc,
prendido desde a noile em
luido quarlo de donzella Imaginan mais do
uma vez que vira lagrimas nos olhos da sua San-
ia \ Irgem do prala
Apezar do crescido numero de visitas que re-
cebia na villa, Aurora achava-se agora muito
mais solitaria que nunca, porque d'antes nao ha-
ra vacuo no seu corago, em quanlo que pre-
sentemente nem loda a" sociedade do Veneza a
Sn^fSfe^nS^SSi^i' fd1"e- PoJa"ra'r do seu isolamenlo. A corte e os ga-
ndo nesta vida errante uma saude robusta, que lanleios dos jovens fidalzos encontravam nella
con i -ti vida selvagem : o sol tin
sua lez demasiado branca para um hornera, o a
sua alma amortecida o gasta pelos prazeres da c-
dade, hivia-se fortalecido com a vida, sempre o-
ra dos bosques. Com ludo isto, nem Romeu, nem
. .. Ul;"||ui 'i"s iit-sie uia esiii
A tropa, que eu acorapanhava era commanda- que de ordinario disse-m
a por um habitante de S. Antonio do Roxnr i c.... j.,'.. ...
persovpjos, e agarrara-se de tal modo a pelle.que
s vezes difllcil arraDca-los. Esta circumslan-
cia fez-nos lomar para o futuro a precauco de
queimar as hervas nos lugares suspeitos" onde
deviamos acampar. E' este o nico meio de pre-
servar-se desles hospedes importunos.
em um rebanho de sote. Depassaguera direi r
eslus quadrupedes rvem muito retirados as
mais profundas solides, approxiraando-se diffi-
cilmenle.
Chegando margem direita do Colorado, encon-
tramos em lugar commodo para passarmos dous
ou irezdias, afim dedarmos lempo aos nossos
cavallos para diecangarem; durante estos trez dias
visitamos p as circumrisinhancas, nao per-
dendo lempo ; e neste curto espa'go foram mor-
ios dous tigres de bom tamanho, tres ursos com
ura ursoznho eduas rapozas. Hi-me esquecen-
do acrescentar que neslas montanhas, que for-
mara as duas margens do Colorado, encontram-
railhares de coelhos selvagens. Matavamos du-
zias delles para nossos jantares.
Na manhaa do quarlo dia dexamos oHcampa-
menlo para subirmos o ro al o ponto, onde o
no Agitas vera confundir suas aguas com as
do Colorado. Nesle dia coraegaraos a cacar s
sele horas; e apenas tinhamos vencido a dstan-
cm de duas leguas, ergue-se alguns passos
nossa frente uma lea ; dous dos nossos com-
panhoiros, que estavam um pouco mais a-
dianle. dispararam suas espingardas, e feram
o animal, que tornando-se furioso, lancou-se
com uma rapidez inconcebivel sobre uni dos
aliradorcs, agarrando-so no peilo do cavallo ao
qual fez uma larga ferida. Esto empinando-se,
desembaracou-se mui promplampDte do sen te-
mivel adversario, A lea quiz depois attacar o
outro cavalleiro, o qual, nao tendo tido lempo
de discarregar o tiro, torceu a redea eretirou-
se precipitadamente.
No inlelvallo. os dous homens armados de lan-
gas assim como outros camaradas liveram lem-
po de approximar-se do lugar do comate.
A lea, j enfraquecda pela perda do sangue
recebeu ainda trez bailas quasi queima-rjupa',
e lao bem apontadas, quo ella cahio rugindo e
raorreu no fim de alguns minutos. No momen-
to era que descobrimo-Ia, amamenlava ella dous
leoezinhos, nascidos de poucos das, e dos quaes
apoderamo-nos sem dilliculdade. Durante esto
pequeo drama, o leo, mais cobarde que a lea,
conservava-se parte, e rodava pelas circumvi-
sinlianras, respeilosa distancl, assignalando
somente sua presenca com prolongados iurros.
Julgamos conveniente ir procural-, e formamos
um semicrculo com lenes de cercal-o, si fos-
se possivel, mas o animal, atemorisado sem du-
vida pelos numerosos liros, abandonou-nos o
terreno, e fugio para nao rollar mais.
A' tarde foram mandados dous cavalleiros S.
Antonio de Bcxar, levaudo todas as pelles quo
.al enlao possuiamos; e receberara ordem do
. j chefe para virem juntar-se a nos na drecgao do
1 Rio-Aguitas, depois de lerera depositado a carga
era lugar seguro.
No dia seguinte estiremos de
antes de amanhecer, queramos
procurar algum repouso em um
pitaleiro. Neste dia tiremos a
p muito tempo
ir adiante para
lugar mais hos-
boa fortuna de
matar dous ursos, um dos quae era de um ta-
manho extraordinario. Ainda nesta noite acam-
pamos oas margens do Cibilo, que deuamos mui-
to tarde na manhaa seguinte para dirigirmo-nos
alravez de um paiz dos mais pitorescos para o
rio Colorado.
Em nossa passa;
numerareis de cabritos monlezos e gam<
Desde este dia ale chegarraos embocadura
do guilas, nao foi menos abundante, a cacada ;
um urso, quatro raposas e alguDs coelhos, foiani
a nossa preza ; e depois de lemos intilmente
explorado durante dous dias as margens piores-
cas do Agitas, vimos decrescerem sensivelmen-
te, as monlauhas o tornar-se o terreno mais
praticavel.
Os cabritos e gamos appresentaram-se nova-
mente em grande numero.
Ito decidio-nos a passar pelo menos quarenta
e qUo huras em um lugar excessivamente pro-
pno para este genero de ca-a ; e assim matamos
neste curto espaco de tempo trinla c quatro
magnficos cabritos.
res que o lobo trigueiro o o lobo pardo.
Muilo lempo antes do por do sol passamos o
no Ululo, com tencoes de irmos acampar na ou- cavallos bebinm-a com repugnancia
tra.margem; linha-se decidido de commum ac-
cordo que seguiramos rio cima
n encontramos rebanhbs in-
............- -o.....'"< o sem
exagerar, creio poder affirmar, que vi nesle dia, *.....omuc u cuiuauo ue couocar-no
pelo menos, cinco a seis mil, dos quaes entre- i oseada ao romper do dia por delraz das
tanto somente podemos malar desoilo, que alm e dos abrolhos, as proximidades de u
das pellos nosi'orneceram uma bella provisio de '
carne secco. Na seguinte noilo acampamos na
planicie junio de uma grande lagoa, de uma
agua lio negra e tao pouco polavel, que nossos
- at uma dis-
tancia do 50 a 60 milhas. Esla segunda noite
passou-se tambora pacificamente como a pri-
meira.
No seguinte dia, um pouco antes que o sol ap-
parecesse no horisonte, eslavamos j as sellas,
alegres e disposlos a fazer uraa boa jornada. An-
denno, que nesl dia eslava raais expansivo do
da por um habitante de S. Antonio de Beiar,
chamado Andenno; typo do verdadeiro cacador
mexicano.de sangue fro c inlelligencia toda a
prova.
Na edade de doze annos, j elle acompanhara
Seor doctore, usaremos hoje balas sobre
caca mais grossa ; os ursos se oceultam as emi-
nencias dos rochedos, cobertas de arvores e es-
pinhos. que guarnecen! as suas margens do Ci-
Tinhamo-nos apenas deiUdo. quando de rc-
penle no meio do silencio e das Irevas ouviram-
se urros lgubres e prolongados ; o hornera da
viga deu um tiro de alarma, e lodos logo poze-
ram-se de p ; quanto a mim, porm, esta ad-
vertencia do cacador era cousa superflua, porque
nao pie conciliar o somno ; eu repassava pela
memoria todas as arenluras das cacas, que ou-
tr'ora assistira na frica e na America meri-
dional.
Os assallanles nolurnos eram um numeroso
bando de lobos faminios, que pareciara querer
aitacar-nos seriamente, e aos quaes responde-
) dUo Ve^?*Pdl^^ viva discarga. que os fez
Estas palavras do chefe animaram e irapressio- V Cm "'ada de,Iodo S dos seus sobre
m.:n:n.i,nSaV 1Z0lZ l^t^Tlol'1*' Pr que foi p.eciio tirar .'pel.e de to-
casa, porque^ Unha ^'S^^J^ltSS'SS^^ ~-
lomara contra o amor por a to
----- -------. v ... i cres.ia.io a | gava-SO nos homens, para quem se moslrava de
' urna lerocidade eocanlado. A joven condessa
razia em roda de si crueis crimentos com as
flechas de seus olhos, e, era vez de as curar lo-
go, como deveria taze-lo, divertia-se emdeira-
paiz ; e elle pareca tirar proveito de seus exem-
plos.
Andenno, quo poderia ter sesseula anuos, era
de uma corpulencia pouco commum enlre os in-
dividuos de seu priz. Apreseniando-me elle
para concordar as condices, sob as quaes po-
Tinbamos o cuidado de collocar-nos de era-
arvores
i m lugar
claro que dava acetsso ao rio, onde estes ai-
maes nnhara em rebaolios beber todas as ma-
nnaas.
No fim de dous dias elles haviam-sc ausentado
de nosso acampanhamento.
Enlao conlinuamos a subir o rio at junio das
suas cabeceiras, e durante esla longa jor-
nada livemos a ba fortuna de malar anda
uma mullida.) de cabritos e alguns lobos- dei-
xandoo Rio-Aguitas, dirigimo-nos em linha" recta
ao rio Medina por um paiz de uma belleza admi-
ravel c de uma riqueza enexhaurivel.
A' cada passo um pintor teria encontrado deli-
ciosos assumptos de qnadros, e paisagens do um
pitoresco maravillosos.
For toda a parte encontramos e matamos ca-
britos, gam,-is, lobos, rapozas, etc.; acampamos
durante vinle e quatro horas para descancarmos
._-..__, ----- ~ ....->..* .i,. w;, ^.^n- "......"^ inte u ijl u iioras n ara ni-
terreno, o que nos deu trabalho para o dia se- em Castruvill-i nn \i0i;, i i
uinte. pornue fui nrnr.i FOLHETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
SENHA MARITflA
XXX VIII
.Um episodio notavel do naufragio
do brigue de guerra nacional Calliope.
Os dramas do mar sao sempre imprevistos,
grandiosos, agitados, como esle elemento prfido
que ousainos arassallar; mas que frcqunnlcmen-
tereage contra a no.-sa dominac.io de uma ma-
neira pavorosa, que nos cnchede terror, deixan-
oo reeordaQoea profundas, que fozem pairar por
soare nossos coragesuma sensaco singular nao
Miremos de medo, porm de desonfianca e in-
certeza, toda a vez que embarcamos para uma
viagem, o lhe confiamos oque temos de raais
V .oso, a existencia, cuja prolongaco disputa-
ir. os lodos os das natureza.
Aschronicasde todos os paizes eslo clieas de
paginas de lulo, escripias nesse campo infinito,
que ora brando e meigo nos agita docemenlo, e
nos transporta em seu eolio, ou para junto da
familia, ou para plagas desconhecidas, apresen-
lando-nos scortns de encantar, que n'outra parle
nao se o.'Wecern aos olhos humanos, ora furioso
e irado se entumece, e, desfazendo como um
brinco o frgil barco em que lhe entregamos o
nesso destino, nos traga earrasla para seusinson-
daveis abysmos, onde nem ao menos uma modes-
ta cruz se pode erguer para designar o lugar em
que repnusam os nossos restos moraos.
Ornar! Quera pode cncara-ld* affoulamenle ?
Ouein nao se sentir acanhado dianle de sua gran-
deza, peranle esta mageslade infinita que o seu
pnncipalatlributo?
Nada ha certamente na natureza que possa
rsarSTs?re?eiiar magio^a huS,aa
O homcm que ah nao se render evidencia
deste poder, que nao se curvar esta grande
ameacado Creador, na phrase de Jacqucs Arago
ura entre desgracado, que alem do nao possuir
a razio para discorrer, nem ao menos tem o ins-
linclo que lo adrairavelmenle a suppre nos de-
mais aniraaes da creago.
Barreira que pareca dever separar os conl-
nenies dos contiuenles, as nages, e segregar a
humanidade, foi ella transformada pela civilisa-
cao, pela lemeridade do hornera, no iago de unio
que anda um dia ha deconcorrer para a fralerni-
;wK.-tfcraS 5SSSS5 ^^T-srs.=S:
na frica a caca dos lees o tigres. Este da co-
;cou emfira com os mais prsperos auspicios
sagao de lodosos poros, no vehculo da grande-
za lo mundo.
E verdade que a lula tem sido lenaz, ha sido le-
vada aos ltimos limites, essas solides de g-
lodo mar polar, inimigas de loda a vida, de toda
a vegelaco ; mas tambera os resultados que a
geragiio actual tem alcaucado sao immensos ; por
que lhe lera desvendado lodos os seus myslerios
e segredos.
Ao successosegue-se sempre o revez, o como
este ordinariamente deixa u.n cortejo de victimas,
uma raultidao de viuvas inconsolaveia que prao-
team seus maridos, orphaos desvalidos quem
s resta o ingrato recurso da carijade publica,
paese mes que perderm seus filhos, suas im-
pressessao mais fortes, e teera grande influen-
cias nos homens.
Todava ; porque no mar ha lanos perigos,
nem por isso a iiavegaco deixa de ir cm aug-
mento ; familias nleiras que ha poucos annos
nao so arriscavam atravessar um rio em uma
canoa, boje, gracas aos progressos do vapor, per-
correra todo o atlntico, fozem a Iravessia da Eu-
ropa u America, seno dcscuidosas, ao menos
tranquillas E isto uma feliz revoluco da nos-
sa poca.
Onde tambem achar essas emoces fortes que
ah se recebeni, essa agilaco de todos os instan-
tes que nos enche os dias que passamos no mar 1
lliealro de grandes crimes, lera elle visto tam-
t>em grandes dedicages, scenas intimas do maior
e desinteressado herosmo, que como um avaro
rouba a nossa conlemplaco. sepulta em suas pro-
lundezas, como se a lena nao fosse bstanle dig-
na para conhec-las e aprecia-las.
Av-alie-se as sensaces que podera agilar ura
homem que, separado algum lempo de sua es-
posa c filhos queridos, de uma mi, ou irmaa
ou de algum outro ente amado, v o navio que
conduz aos bracos destas pessoas idolatradas, as-
sallado quasi ao chegar ao porto por uma tor-
menta horrivel, que o leva dous passos de sua
perdico ; nesle inslanic de infinito desespero,
que anciedade, que marlyrio, quo tortura para
esse hornera quo est ciieio de vida, e que entre-
tanto se julga perdido ?
Cora que prazer nao receber elle a menor mu-
danca favoravel de lempo, a mais insignificante
esperanza? Que embriaguez, que loueura, que
reconhecimenlo ao eco quando finalmente depara
com a salvago justamente quando linha adqui-
rido a ceiteza da perda, quando aperla em seus
bracos estas pessoas que pensava nao ver mais?
Nao so podem dcscrever estes sublimes mo-
mentos, em que a alma humana assim abala-
da e percorre todas as graduagesda sensibilida-
oel bao notas desconhecidas que nao sabemos
vibrar, mas que teem uma harmona arrebata-
dora.
E ura destes episodios nota veis, occorrido ha
pouco no naufragio do brigue de guerra nacional
taito/je.que vamos hoje referir cora toda a sin-
lazia parle desse corpo de Nembrods na qualida-
de de simples amador, sem parle alguma nos lu-
cros das pelles, mas, que vivira em commum
cora os meus companheiros de lodosos provei-
tos da caca. Concedeu-ine qualro dias, para tra-
geleza, sera orna-lo com expressoes pomposas,
que o fajiam perder om interesse ; porque elle
nao precisa de mais nada seno ser expolio para
abalar a alma profundamente, c encaminhar a
imaginario para uma serie de ideas importantes.
Jos Rodrigues Freir um velho de sessenla
e oito annos de edade, robusto, de carcter jovial
como o de quasi todos os homens do mar.que bao
passadoloda a sua rida no ocano, dirigilo a
navegaco dos navios de guerra e mercantes que
o contratara como pratico deste porto para sota-
vento.
Devendo a crvela L'niao seguir para o llara-
nhao nos ltimos dias de julho, foi elle designa-
do pela capitana do porto desla provincia para
seguir nella. A viagem da crvela foi rpida e
J"liz, e com pouco do mais de quatro dias fon-
deara ali, Picando por consequencia terminada a
missao confiada Jos Rodrigues.
Pensava elle voltar Fernambuco prompla- i
mente, quando o chefe da eslac.aodo Maranho o '
conyidou para embarcar no brigue Calliope, que !
devia sabir para o Ccar no da l de agoslo, afim I
do conserrar-se estacionado naquelle porto du-:
ranle a quadra eleitoral, que se avisinhava, pre-
uhe de appri-heuses e cuidados.
O homem pe e Ueus. dispoe, e portanlo Jos
Rodrigues nSo hesitou em acceitar a nova cora-
raissao, que linha do ser lo fatal, e ora que elle
correu tantos riscos !
Ou porque esse navio eslava muilo tempo re-
tido no porto, e a occasio do partir para o mar
e sempre apprehensiva, principalmele neslas cir-
cumslancias, ou porque eus se apraz s vezes
dar-nos um insliuclo de seus designios, uma ins-
pirago, um presenlimenlo de desgracas que nos
esperam, para nos prepararlos para 'ella, refe-
re-se que o medico de bordo, o infeliz Dr.' Her-
melino se despedir de seus amigos como so os
nao esperasse mais ver, e Ihes rocommendava
palavras de consolago para sua familia resideu-
le na Baha.
Nenhum indicio material fazia presagiar a ler-
rivel cataslrophe; nem homem algum, por itlais
previdente que fosse, a poderia adevinhar e
pois, ser exacta esta presciencia doDr. Herme-
lino, ella nao pode ser explicada, porque isto es-
capa inlelligencia humana.
Sao fados mysteriosos, que devenios registrar
respeilar; porque sao uraa manifestaco divina
por serpm frequenles.
Risonho amaiihecera o dia 16, e a bordo do
brigue observarla um movimenlo desusado e sem-
pre nleressante, quem se tvesse erguido celo
para apreciar essa bella manhaa de nosso magni-
fico clima, sem rival no mundo.
Suspendidas as ancoras, e desbaldadas as ve-
las, o navio primeiro espreguicou-so lodo, como
quera desperta de um longo repouso, e qual o
passaro que, sollo da priso que o retinha, pare-
ce experimentaras torcas, e lanca-se atTouto no
va era de uma admiravel belleza a ponto que uma
penna nao poderia descreve-lo; a regetacio,
luxuridiile, esplendida,
Cavallo selvagem, ensinado.
Mal linhamos partido, quando o sol cobre-se
de nuvens, e alguns instantes depois uma chu-
va copiosa, que se prolongou al a larde, velo
, nlerromper a cacada ; no unanlo abalemos ain-
estara anda pesada de da uma raposa, c vimos fugir um grande tigre
grande distancia e fra do alcance ; pelo que es-
capou-ius.
espaco, fendeu elle as vagas, que divida era uma
esleir de branca espuma cora sua proa altiva.
Ei-lo no alto mar, sozinho, tendo largado o
pratico da barra, ei-lo singrando veloz para o
porto do Cear !
Fassa-se o da uceupado cm mil detalhes do
servico, que nao deixam um instante de descanco
ao pensamento [.ara firmar-se em uma idea f-
gueua, e a noile sorprende aguamicao ainda en-
tregue estes cuidados, que to necessarios sao
bordo ; porqtfe delles depende a seguranca do
navio e de lodos.
Estas iioras repassadas de melancola, em que
toda a natureza vvenle parece envolver-se em
um denso veo, e como que repousar das fadigas
do da, quo em ierra sao sempre lao apreciaveis,
para o homem do mar accuraulam no vos perigos
e embustes, nos numerosos perigos e ciladas que
j o ccrcam. t' preciso que enlao sua vigilancia
se apure, lodos os seus sentidos descnvolvam
aclividade redobrada, para evitar um abalroamen-
to, fugir a costa, conjurar a lerapesiade 1
A approximaco da noile o horaem do mar
sent e comprehende ainda raais o isolamento
em que se acha ; volta todo o seu pensamento
para o co, onde procura ler nos astros, nicos
phajes que o alentara e animara nesia escurido
siuislra ; uraa esperanca, que lhe d a tranquili-
dade de espirito conveniente para tirar alguma
rudeza siluaco difllcil em que se acha.
Estas impresses sentem-se com mais vehe-
encia,na primeira noile da partida, quando a
saudade nos punge com mais forca, porque ainda
nao leve lempo de resignar-se "ausencia.
Nesla disposigo de tristeza estavam, pois, ofli-
caes e marinheiros do brigue Calliope, nos pri-
meiros instantes que poderam pensar em seus p-
renles e amigos, de quem ha poco se linham
apartido, quando um ruraorejar sordo e inquieto
comecou fazer-se ouvir entre elles. Reconbe-
cera-se que o navio linha aberlo agua, sem ler
sido agoulado pelo vendaval, sem ter batido em
escolho algum, e afflancava-so ter visto boiar al-
gumas laboas, sem quo ninguera podesse explicar
o facto, que cnlretanlo era real.
Dalii ha pouco, esta surda agitago succede-
ra uma aclividade febril voz accenluada e firme
do conimaudanie, mandando locar as bombas
com loda a aclividade e energa.
A esperanga de dominar a agua esvaeceu-se
em algumas hora3 ; porque visivelmente ella era
| mais forte, e cada instante que se passava surgia
; mais araeagadra, como que quenmdo apossar-se
I da preza, que com tanto esforgo lhe dispulavam.
Nao longo era a trra, onde todos se poderiam
, salvar, e por tanto cuidou previdentemenle o
I cornmandanle era demanda-la, nao perdendo com
i ludo o lempo de fazer uma jangada que lhe po-
i deria ser de muila ulilidade, como foi.
; m To pouco pensava a guarnigo em que a ulti-
ma hora do navio e de muitos" della nao lardava
a soar que, oceupou-se naquelle servico zombau-
do e folgando, como se se tratasse de uma sim-
ples dislraco ; como se nao estivesso cm jogo a
vida !
Mas o_ perigo cresceu, cresceu o dissipou todas
as illusoes, patenteando a horrivel realidade.
Quando clareou o dia, quando o sol elevou-se
de seu leito hmido, allumiou uma scena bstan-
le afllictira, que fez empallidecer os mais atre-
vidos.
Era preciso abandonar o navio sua sorte, era-
pregar os ltimos recursos de salvamento para a
guarnico nos escaleres e na jangada.
Abandonar o navio era quo temos vivido parte
da nossa vida, o maior sacrificio que se pode
exigir do hornera do mar, que lhe dedica uma
afieico singular, como so elle fra animado, que
o considera um companheiro de glorias e infor-
tunios, ura amigo leal e prestante.
Foi, pois, com as lagrimas nos olhos, com ver-
dadeira emoco que Ibes fazla esquecor nesle
momento os novos perigos que linham ainda
affrontar, que nossos marinheiros se resolvern)
dar este passo necessario.
O nosso pratico Jos Rodrigues, que nunca sou-
be nadar, e que conheria ferfeitamente toda a
costa em cuja altura estavam, que bordada de
baixos e arrebentaces n'uma extensao de cinco
leguas ao mar, que nao poieri.am sor Iransposlos
com felicidade pelos escaleres, comprehendeu
que a morte o charaava para sou fro dominio.
Pensador livre, descuidoso do futuro, nunca
acredilou cm religio, nem era Deus ; iras neste
momento supremo o instinclo da salvacio, lo
forte no homem, lhe inspirou uma feliz idea.
Vendo cm torno de si implorarem todos os
ugar Santo
Antonio de Dexar sao perto de tunta milhas, e
ahi chegamos na tardo do seguinte dia, depois
de uma ausencia de trinla o dous dias, durante
os quaes matamos por ludo 232 cabritos o ga-
mos, 1C rapozas, 2'J.lobos, 10 ursos e ursosinhos,
2 tigres, 1 bfalo, 1 leda com seus dous filhinhos,
c um grande numero de coelhos.
[Industrie eC Commerce Belges. S. Filiio,)
do elle se debata naqu.-lla siluaco, uma forto
pancada na espadua o faz volver-S com grande
inquict.icao, pensando que era um companheiro
de naufragio que oagarrava, e depara ento com
um cabido d'armas, que muito proposito lhe
chegava para o Iranquilisar.
Agsrra-se elle e ao bah o contina rogar
para a ierra impedido pelo mar.
Quando o bah nao pode mais resistir e tere
de ser abandonado, bate-lhe ainda na perna uraa
das escadas interiores do navio, que elle nao dei-
xa escapar.
Assim, arrimado, de um lado ao cabide de
outro escada, chega Jos Rodrigues pra de
Hagunca, sao o salvo, depois de andar sobre as
aguas por espaco de nove horas, pde-so dizer
que n!
Quando saltn, em um grupo de gente que es-
lava reunido naquella praia, lhe pareceu ver ura
homcm todo vestido debranco com um balde de-
baixo do braco, que lhe fez muila mpressio, o
desappareceu logo. Suppondo que fosse alguna
dos nufragos que livesse i sido cuidado pelos
habitantes do lugar perguntou por ello, mas nin-
guem linha visto ali semelhante homem.
Jos Rodrigue! hoje er firmemente que sua
filio foi real, e diz quera o queira ouvir quo
aquelle homem era o Senhor dos Passos, que o foi
receber na praia do Magunca, visto elle ler-se
agarrado com um regislo do mesmo Senhor.
Respeilamos esta crenca, e attendendo aos
meios providenciaes queJos Rodrigues deve a
Salvacio, nao podemos deixar de reconhecer
nella, manifesta intervencao do co, porque d'ou-
companheiro? do nfoMunioVsrats'slma"vir"genT j ITL 1V^ ^T^1 ?1 u,ra ,vclhu de ^
patronados marinheiros, e seu adorado Pilhofc as aas. ^ ^ teraP Sbre
Riam-se embora os espiritos fortes da poca da
nossa credulidade. Appellamos para tma oca-
sio idntica, que lhes abrir os olhos como os
abrila Jos Rodrigues, que se pode dizer que no
dia era que renasceu para a vida temporal, rc-
nasceu tambera para a vida espiitual
Ainda uma coincidencia particular doremos as-
signalar. O pralico Jos Rodrigues segu d'aqui
para o Maranho na crvela 'nio, e volta no
vapor 1 iamo depois de ter passado por aquella
peripecia.
Farece que nos nomes destes navios se encerra
a sua historia lo frtil em aconlecimentos, era
to curto periodo. O primeiro indicava que se
ia eflertuar a unido daquella ovelha desgarrada
ao rebanho do Senhor, o segundo fortifica a sua
crenga: vi a mo de Deus em minha salvago.
Em ludo isto por sem duvida se conhece a ac-
go da Providencia, cujos arcanos sao indispen-
savis.
mo a ultima esperanga de salvacio, disperiou-
se-Ihe a f vigorosa em um nobre impulso d'alraa.
Deparou as raaos de um camarada cora um
registro do Senhor dos Passos, conseguio obl lo,
amarroii-o era uma camisa, e sem mais hesita-
gao alirou seu bah ao mar, que nadava na co-
berta do brigue, c lancou-sc sobre elle confiada-
mente.
Baloucado pelas vagas, mas sempre seguro
sua boia, foi o nosso homem conduzido pouco
pouco costa, e gradualmente a esperanga o ia
alentando.
No fim de uma hora um novo sobressalto o
mergulha outra vez na affliccio : o seu bah sal-
vador deixou a posigao horsontal, e lomou a
vertical, afondando uma das cabeceiras, e con-
servando apenas fra d'agua parle de sou lodo.
Era evidente que em menos de meia hora deixa-
ria do prestar auxilio sou dono, que teria de
ser levado cora elle ao abysmo I
Conjectorera-se os tormentos do desgragado I
Mas o Senhor dos Passos queria ganhar aquelle
homem desgarrado por tanto tempo do caminho
do ceo. Era mister provar-lhe que nao linha era
vao confiado em seusoccorro. Por tanto, quan-
E. A.
PERN. TYP. DEJM F. DE PARIA* 1S60.


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