Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09466


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Full Text
lili XXIVI. HOMERO 238.
_________ m
Por tres mezes adiantados o$000.
Por tres mezes vencidos G000.
SABBADO 13 DE 0OTO6R0 DE 1861.
Por anuo adan lado 19$000
Porte franco para o subscritor.
e.NCARREGADOS DA. SBSCRIPQAO DO NORTB
Parabiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranbo, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moros Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA US CUKKKIOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
lguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
esextas feiras.
S. Anto, Bezerros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth .Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasquartas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barreiros.
AguaPrela, Pimenteiras eNatalquinlasfeiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manha.
EPHEMER1DES DO MEZ DE OUTUBRO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 45 minutos
da larde.
14 La novaaos 17 minutos da tarde.
21 Quarto crescente as 11 horas e 51 minutos
da manha.
29 Luacheia as 4 heras e 30 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 hora.se 6 minutos da manha.
Segundo as 3 horas el minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do coraraercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas,
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeiri vara do civil: tercase sextas ao meio di
Segunda varado civel; quartas e sabbados a um
hora da tarde.
DIA3 DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princeza viuva.
9 Terca. S. Uionizio b. de Pariz; S. Gersino.
10 Ouarta. S. Francisco de Borja padroero.
11 Quinta. S. Fumino b. ; s. Flonila.
12 Sexta S. Cyprano b. m. ; S. Serafina v.
13 Sabbado. S. Eduardo rei; S. Daniel m.
14 Domingo. Nossa Senhora dos Remedios.
ENCARREGADOS DA SUBSCRII'CO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcuo Das; Baha
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o S
Joiio Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do nnnio Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria piara da Independencia na
6 e 8. ^\
PARTE OFFICIAL
Governo da provinci-a
E*rED)E.NTE DO DIA 10 DE OUTUBRO DE 1SG0.
do Rio-Grande do
, de familia de fcudalidade as corles germnicas,
e as sympathias desarrasojdas e insensatas de
nossos conservadores para com a Austria. A
guerra com a Russia nunca teria provavelmenle
lido lugar, se as corles germnicas, d is quaes
(keram-sc echo Mr. Disraeli c seus adherentes,
nao livessem constantemente posto aos ps do
Ihrono os prolestaces de sua servil homenagem
Offici-> ao Exm. presidente
Norte.Nesla dota transmuto no hachare! Fran- Foi sua adulogao que nutri a ambico da Russia. I de Franca pode dar-nos para o futuro, mas nao I la de perla "ao eieiior" di'risi The n'sTinT''
cisco Luiz Correa do Oliveira, o officio que para A guerra da Italia nunca teria provavelmente exig de nos que admitamos a exaelido desla gracado d'aauello ou muau ir,nniM,
1 rompido, se a Austria nao livesse esperado que '
seu systema de governo teria na hora da appro-
vaco o apuio moral c mesaio material de suas
paegyrislas ta Inglaterra.
esse fim vcio acompaiihando o que V. Exc. me
dirigi era 25 do mez passado.Officiou-sc ao
nomeado.
ilo ao commandanlo das armas.Sirva-so
V. S. de mandar inspeccionar, c abrir assenlo-
nienio de praca, ao soldado do corpo de polica
Jos Vicente da Silva, que no requermenlo in-
cluso se offerecc voluntariamente para o semen
do excrcito. se para este r julgado apto.Offl-
ciou-se ao commandante do corpo de polica
para raandal-o apresenlar ao coramandanle das
armas.
Dito ao commandante superior da guarda na-
Os consellios dados tantas vezes o lo ardenlc-
menle por lord Palmerslon, nao teriam sido to
despresados, se os membros do parlamento in- '
glez, oppostos sua poli tica, nao se livessem sys-
tematicamente esforzado par altenuar-lhes a tor-
ca c apresenta-los sob urna falsa forma.
Lord Palmerslon com urna grande sagocidade
tinha dilo que se os tratados fossem rompidos ero
c:onal do Rio Formoso.Haja V. S. de habilitar- "Cracovia, elles bem poderiam ser uiii dia feilos
me com a sua informaco de modo a poder cum- ; om pedacu em Vene/a e cm Milo. Tomaram is-
prir o disposlo no aviso da repartigo da juslica lo por declamaco ou um prejuizo contra a Aus-
de 11 de setembro ultimo, que transmiti a V. S tria.
por copia, com o requerimenlo do capito Fran- j O discurso do conde de Persigny muito ver-
cisco doRego Barros Goiabeira. dadeiro : a respoiisabilidade das complicagoes
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.' actuaes na Europa nao dovem pesar somenteso-
Rcsliluindo a V. S. os papis, que acompanha-i bre a Franca ; o 6 com um sentimental do vergo-
rim a sua informaco de 8 do corrente, sob n.' nha c de tristeza que somos obrigados a confes- j de prospeidade
1059, dada acerca do pagamento que pede Jusli- sar a verdade e concordar qne urna parte do far-1 Nos o desojamos, e csforcaio-os por crer
no Eugenio Lavenre, da quanlia de 1550160 rs. do deve cahir sobre asespadoasde um grande par- i noli a. O imperador pode anda reflectir sobre
proveniente do medicamentos por elle fornecidos tido em Inglaterra. Se os chefes desse partido ad- sua posico, e poupar seus proprios subditos
paia tralamento de^versas praoasdo 8 batalho vertidos por seus erros passados, soubessem evitar
de atontara destacadas na villa do Bonito ao no futuro os cachnpos em sua navegacao poltica,
mando do capitao Jos Rodrigues Soares, o au- ludo iria bem. Fa-lo-bo elles?
Sardenha, nem Inglaterra: ella nao enga-
nou ninguem.
Pois bem, sao estas justamente as as aflir-
raagoes, que longo de tranquilisar a Europa, sao
do natureza a espaldar por toda a parte urna
desconfianca inaior e um desanimo niais profun-
do que o que ja existe.
Aceitamos todas as garantas que o ministro
de Franca pode
exi
verso do passado !
Nao diremos nada da Sardenda ; mas quinto
Inglaterra podemos dizer cora perfeita segu-
ranza que o imperador dos francezes lida feito
um compromisso com o conde de Cavour, cm
virtude do qual, se elle tirasse a Lombardia e a
Venecia da Austria, seria poslo na posse da Sa-
boia c de Nizo ; que este compromisso foi pro-
fundamente secreto para com a Inglaterra e
Auslia; que de proposito a Franca procurou
motivo de conlenda com a Austria em virtude
deste compromisso ; e que a annexacao da sa-
boia, depois de ler sido negada por muitas ve-
zes, rlleiluou-se em despeito de nossas queixas.
o E' certamenlc baslaulo para nos ler soffrido
ludo isto, sem que se atienda ao que admitiia-
mos, que nada hotive em ludo isto de secreto.
Muito bom ser para a Franca, para a Inglater-
ra c para a roca humana, se as prophecias de
Mr. de Persigny se roahsarem, se est termi-
nado o papel militar da Franca, c se urna era
e de paz comeca para a Europa.
loriso a mandar effecluar esse pagamento ao
qual nao se oppe V. S., segundo consta da ci-
tada informaco.
Dito ao mesmo.Nos termos do sua informa-
cao de 8 do corrente, sob n. 1057, mande V. S.
pagar ao soldado invalido da armad* Francisco
de Souza Ferraz o importancia da racSo diaria,
que deixou do peieeber, durante o 'lempo da'
sua prisao, una vez qne conste de modo amhen-
tico desde quando deixou o arsenal de marinha
de abonar essa raco.Communicou-se ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito ao inspector da ihesourajia provincial.
Em vista das cotilas juntas, que me foram remul-
lidas pelo cliefe de polica com offieios de S do
corrente, sob. ns. 1327. 1328, e 133-2, mande V.
S pagar a Joao Jos Ferreira de Mello, ou ao
seu procurador, a quanlia de 393jio0 rs despen-
[Morning-Post.S. Filho.)
e roca humana os males, que elle pode inflin-
gir-lhes. Elle lera a liberdade de dispr como
qulzer do vasto poder que possue ; mas pora a
Inglaterra nao da alternativa.
Sua seguranea deve depender ou de sua
propria forc e da situaeao de seus preparativos,
ou da condescendencia de seu grande e bellicoso
Lma epidemia exerce nesle momento seus ; visindo. Ella lem pois esperan;* nesta ullima,
estragos em toda a Europa, a qual a Inglaterra porm nao ha mais descolpa para ella, se des-
est pelo menos tao sujeila como qualquer de seus presa a primeira.
vizinhos. Se remedios mitigatorios e calmantes
suster esta des-
que estaramos
livessem (ido algum elleilo para
ordem nervosa, da muito lempo
perfeilamento bons.
Tomamos toda a sorte do remedios calman-
tes, mas ludo isto em vao. a desordem nao ce-
deu ao tratamento, e cada novo medico retira-se
vencido por sua persistencia inveterada. O no-
nio desia doenca desconfianca, a conflanca,
dizem-nos com uma alia e eloquente auloridade,
uma plaa que cresce lentamente; mas a des-
dida nos mezes de'julho aJIembro deito'MSolSi^'Jrf^JIl^?0]^ maif raPWa"
"."* 'i mente, e muito mais diIRcil de desenraizar.
Nao culpa nossa ; nada mais desejamos do ma verdadeira burla,
que voltar nosso anligu estado de seguranca | O Times, que nao sabe
absoluta, aos gloriosos dias
cum o sustento dos prezosJPbbres da cadeia do
Limoeiro, a Antonio Pedro Rodrigues a de......
/SjCOOrs., tambero despendida com o sustento
dos prezos pobres da cadtia de Olinda, a contar
dejunfao al o ciado mez de setembro, e final-
mente a Itomo do Rogo limos a de 205000 rs.
em que importa o aluguelde qualro mezes, ven-
cidos no ultimo do referido mez de setembro, da
casa que serve de quartel ao destacamento da
Yarzea.Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao director das obras publicas Concedo
b autorisacao que Vine, pedio para mandar lavrar
o termo de recebimento dcfenilivo ds 500 bra-
Q3S de empedramenlo entro os marcos do diz e
doze mil bracas, na estrada da Viciotii; licando
na inlelligencia de que nesla dala expeco ordem
a iliesouraria provincial para pagar, a vista do
competente certificado, a importancia da ullima
preslaco, a que lem direito o arrematante
d'aquelle empedramenlo.
Dito ao conselho adminislratiro.Auloriso ao
c
(Opinin Nationale.S. Filko.)
lomos ldo mais de uma vez occasiao do pro-
var s foldos liberaos de Inglaterra e da Franca
que ellas goslim da liberdade somente para si,
e que recusam o previlegio' della seus adver-
sarios ; temos particularmente respondido ao
rimes, proposilo da Irlanda, que a ilba-irmaa
nao gosa de maneira alguma da liberdade po-
lillo e religiosa, de que gosa a Inglaterra, e que | r;".:ao des direilos do hornero. Os dous poderes
o regimem parlamentar para a Irlanda apenas' "ocessium um do outro por causa da dilferenca
de sua aatureza. O poder espiritual regula
jadas de maneira que lodos que sao do partido in-
gle: podera votar, quando apenas a quarto parte
dos irlandezes calholicos pode usar desla facul-
dade.
Nao eludo : o pequeo numero de volantes que
RSM nao goza da liberdade de voto ; volando
conforme a sua consciencia o interessos, elles
im-se miseria e a ruina. O proprietario vel-
des-
von-
de do senhor
Tal a liberdade rlandeza, com uma impren-
sa livre, com urna tribuna livre, com eleicdes e
rgimen parlamentar. Os resollados mileriaes
deste genero do liberdade poltica estoo aos odos
de lodos :-a Irlanda pobre com um dos mais
ricos solos do mundo, e Tlespovoa-se com uma
populacao laboriosa o activa, quo mosira quanlo
capaz fazer logo que subtradida essa dypo-
cnta oppressao ; ella detesta a Inglaterra, essa
ierra promellida do liberalismo, de que s conde-
ce a intolerancia e a dureza ; e se se applicasse
essa ilha o suflYagio universal, que os ministros
da nioha da Inglaterra veera com tanto prozer
em exercieio (bem se sabe como) na ilha de Sici-
lia, os irlandezes em massa votariam sua separa-
cao da luglalerra.
Comprchenderaos que a imprensa ngleza faca
lodos os eiforcj^ para dssimular uma lal sita-
cao e pan engfnar o continente ; comprehende-
mos o sileocio, que nossa pretendida imprensa
liberal se obstina guardar este respeilo. Mas
a Opinin nationale e o Sicle leem oulra cousa
a fazer; tiles leem a reconquistar para os Sici-
lianos sus naconalidade submeltendo-os ao r-
gimen pitmontez; teera a tirar aos Napolitanos
sin autonoma, c a destruir no centro da Italia a
mais antia, a mais legitima e a mais nacional
soberana dessa pennsula. Quando se lem um
programoa tao lindo a desenvolver, bem pode
ser esquiado um povo amigo, quo morro fome !
Nao mMhor crear um Estado revolucionario
cujos paludarios, antes mrsmo que elle exisla'
nao dissimulein seu odio contra a Franca
J. ClIANTllEL.
(te Monde$. Filho.)
A igreja lera vivido sob tres regimens cada qual
mais perfeilo. Ella tarabem cresce em sabe-
doria e em idade dante de Deus e dionle dos
domens. Depois da lei da naturezaa le es-
cripia ; depois do letlrao espirito quo a vivifica,
islo 6, a lei da graca sob estas tres les Deus,
que falla : em primeiro lugar pelos patrioredas,
depois pelos anjos (2), finalmente por seu pro-
prio Filho. O verbo ento grovo o le divino,
nao mais sobre a pedra, porm nos coracoes.
Anda que o igreja sempro fosse cathohea, sua
universalidade nao foi sempre tao visivel como
doje como ser principalmente na poca pre-
dila, cm que Nao haver mais de um pastor
e um s rebalho. E" o grao de moslarda, que
se torna grande arvere, onde se abrigara todos
os passoros do eco.- Alm disto ella sempre est
unida neste mundo uma ordem temporal, que
corresponde seu proprio descnvohimenlo.
A defeza da igreja foi principio confiada
um s domera, depois um casal, depois fa-
milia do palriarcda, depois ao povo cscoldido.
depois raca de Japdel, Analmente, uro dia, o
evangeldo do reino de Deus ser annunciadu
todas as naces do globo, e isto publica
mente.
S. Jernimo, Suarez e oulros, diz Cornelo 5
Lapide, ensinam que a predica do evangeldo
ser tal, que por toda a parle se fundarao
igiejas, que tero seus templos e seus sacer-
dotes, etc. (3.)
Hoje a igreja cnsina a individuos, mas ex-
cepgao da Europa e da America nao ensina an-
da as naroes. Quando o livor feilo vir ento
o fim e a bumanidade, quebrada pela queda,
lendo recobrado suo unidade, entrar no outro
mundo.
A revolucao sem o saber prepara o grande lr-
umpdo para a igreja ; por que, diz de Maistro,
se somos triturados para sermos confundidos ;
mas a Europa s nao esi agitada, e eis que as
naces sentadas sombra da morte disperlam-
se. Deus dilatar a ra^a de Japhet, ella habi-
tar as morados de Sem, c a prophecia de
No vai cumprir-se. Os mahometanos o presen-
tera, como o prova a carta do Abd-el-Kader. A
Europa iiivencivelmentc arroslada ao extremo
oriente, e j temos as proras disaV as expedi-
ces da China, da Corhinchiua e do Japo, bem
como nos exforcos da luglalerra por conservar o
imperio da India. Scjam caldolicas a Inglaterra
e_a Russia, lurnc-se a Franca a naco mais c
la, a Ana ser transformada.
Mas preciso pressa, por quo o inimgo tim-
Enlrelanlo Deus nao d naci algumo os pri-
vi egios da igreja : o povo romano e seu re nao
estaoisenlosdas fraquezasda humanidade O papa
como principe temporal nao infallirel; ludo pelo
contrario recorda-lhe que elle honiem. por'uue 6
o menos adulado de lodos os principes. Mas com
ludo forQoso convir que elle esl mais nerlo d-
nnnam il n ,-...*.- A- I.. -. j_ ..* J
de mais
romonos co-
lal, falla con-
acrescenlai isto
das regras da juslica
lei divina, du qual elle
iris-
aos gloriosos dias que precederm a
guerra da Crimj, quando nao linhamos vlule
pecas capazes de servir no reino, quando nao li-
nhamos armada no Moneda, quando apenas po-
dia-se fallar do nosso excrcito no interior, e quan-
do confiados em nosso ardenle desejo de estar em
paz cora o mundo inleiro, olliavamo-nos como
perfeUmenle em seguranca por detras das tru-
clieir.is do nossas boas intences.
Lsses dias possoram, e em seu lugar temos
um budiet maritimo e militar d 30,000.000 de
libras 750,000,000 do francos), um emprestimo
de 9,000,000 de libras (225,000,000 de francos)
para fortificar nossos arsenaes, sem contar todos
os imposto?, que nao sainamos qne eslavam le-
vantados sobre nossa brava mocidade sob a for-
ma dos servicos de 150,000 voluntarios.
< Se uma quantidode do lindos patarras e lin-
recuor ante cousa al-
guma, nao pretenden por ventura que os Irlan-
dezes se quexam injustamente, e que sao mil
vezes mais felizes que os subditos do Papa '? En-
tretanto os felos failam muito alto : os subditos
do Papa nao morrem fome : os da rainha Vic-
toria morrtm oos mil o aos cem rail; a popu-
lacao dos oslados da igreja nao cessou de
augmentar desde meio seculo ; a da Irlanda di-
rainuio lies roilhes do almas. Porm o ripies corruPCo dos coracoes acabara sempre por trans-
responde imperlurbavolmenle aludos os argu- ; lornor o Estado. Por oulro lado, faltando o ordem
mentos e todos os tactos : A Irlonda li- j ao exterior, a aeco da igreja ica sem liberdade
vre ; ella lem o^arlamento e a imprensa : e por; as commorocs populares sullocam-lhe a voz e a'
linlA nS Iam It.^i. i. ____. .. FIAlAh.:. >..J___ /
lodos os povos do mundo leem posto suas leis
sob a protecao da religiao, e esla sob a proteco
das leis, e era necessidade das armas. Os aconte-
cimenlosda Italia e da Syria vao demonstrar ao
seculo XX a necessidade deste accordo: as pas-
torees no susteia os Druzzos o o canbo or .
mais lome que alcance, nao embargara"a deca- bemanl'olha o imperio do mundo; se o Europa
nao submeller a Azta ao chrislianismo, espere
perder um dia essa preponderancia, da qual
too altiva, e da qual seccou a foute deixando
destruir a obra do Leal III o Carlos Magno. (4)
Todos os povos da Ierra eslao visivelmente na
expectativa: por toda a parte revoluces, temo-
res e prophecias sinistras. No roci deslas an-
gustias e perlurbaces universaes. a igreja s
esl tranquilla quando parece coaspirar ludo
contra ello. Ella sabe que todas as nacoes da
trra serao a lierauca do Christo. e qu se os
venios esli desenfreados, para que sua barca
edegue ao porto com mois rapidez.
O que quer que seia feilo do futuro da huma-
nidade, u sociedode espiritual e a temporal, no
passado, desenvoheu-se simultneamente sem
cousas Jo espirito, porque ello domino
as
. sobre a
inietligancia e a voniade ; mas a espada da jos-
tica o do soldado nao eslao em suas raaos. Por
sua pule, o poder temporal regula o exterior, e
por rrais poderoso que possa sur, nada podo so-
bre a alma.
D'ahi resulta pora essas duas ordens a necessi-
dade de mutuamente sustentar-se.
Coai effeilo, a desordem da inielligencia o a
lano nao lem direito de queixor-se.
Examinemos un momento era que consiste a
liberdade irlandesa.
A Irlanda um paiz agrcola, a Inglaterra
um paiz manufacturero, mas na qual a agricul-
tura llorcsce par da industria. Porque razo
40
Gravlos.......'........... 40
Frdelas................. 40
Calca asul.................fO
Calca branca............. 40
Spalos................... 40
Capoles, r................. 'i0
Communicou-se ao edefe de polica.
Portara.O presidente da provinca, .-en-
dendo ao que requereu J O. Cox capito da
galera americana (jordun-llark, resolve conce-
der licenca para mondar remover a dila galera
para o Lamaro, Picando ao alcance das bateras
da fortaleza do Brura, a fim de completar alli o
respectivo coiregomento.
Dila.O presidente da provincia, nllendondo
ao que requereu o bacliarel Cezar Octaviano de
ra e a lon^adeira.
Achamo-nos embaraados com a carta do
imperador, cederemos agora s caricias de seu
embaixador"? Mr.
dustria prospera ; niasha qunsi um seculo,e prin
dpalmente desde a suppressoo do parlamento
irlondez, a Inglaterra se lem esforcado, por meio
de Persigny tem lilulos nume- de uma poltica aitifciosa e por leis directas,
rosos a nossa altencio ; elle residi por muito por anniquilar toda o industria na Irlanda, o que
lempo no luglalerra, um dos mais firmes ami- lem conseguido. Obrigados a renunciar in-
gs, que este paiz tem na Franca, c suo franque- dustria vollaram os irlandezes principio com
lo inleiramente fora de duvida. ardor para a agricultura, mas ah encontraram
;islaco*imposta pela Inghi-
\ejamos pois os clculos sobre os quaos elle anda a rigorosa le
pode insistir para curar nos doenca e conven-! trra,
cer-nos que esta naco pratica e tleugraalica
nesle momento o ludibrio dos pdanlasmas de sua
proprio imoginoco.
O Sr. conde da Persigny, como presdeme do
! conselho geral do l.oirc, propoe-sc a examinar a
importante questao dos probabilidades da manu-
Oliveiro, promotor publico do comarca do ["i- i ,e'"-'ao do P" Da Europa. Qucreriomos somente I torra, lauto mais exigente o proprietario ; por
uioeiro, resolte conceder-lde dous mezes de i-' '!e.s.uaha macoos. fossom .,ao incontestaveis | conseguinte o cultivador nao c de modo algum
Os grandes proprietarios da Irlanda sao n-
glezes ou protestantes pela raaior parle ; elles
consumem fura do paiz os producios de su.as
propnedades. e esbulham sera piedade os forei-
ros ou rendeiros, que sao irlandezes e calholicos.
Quanlo mais o infeliz rendeiro faz produzir o
cenca com venciracnlos no forma da lei para
tratar de suo sonde nesla capital.
Dita.Os senhores agentes da compandia
brasileira de paqueles a vapor, mandem dar
transporte poro a corte, por cont do ministerio
da marinha, no vapor Paran, que se espera do
norte, ao disertor do corpo de imperiaes mari-
ndeiros Manoel Ferreira do Nascimento.Com-
municou-se ao comraanlanle da eslaco naval
Dita. Os senhotes agentes da compandia
brasileira dos paqueles a vapor mandar dar
transporte para o corte, por couta do ministerio
da guerra, no vapor Paran, quo se espera do
norte, ao soldado Luiz Franca.Communicou-se
ao coinmandonlc das armas.'
w.^w^w c 'uiun .- .tu 11 \n, ,i tu i ii *: ix \ y/ Vil''' f a*
violencia conduz oposlas.a os coracoes fracos : ,'^!^,..cnI?Vd,rem- sem s ^"arem. A
teslomunha a Syria.
A unio das dos ordens resulla d propria na-
tureza doscousas. Ella a consequencia da unio
da alma e do corpo, unio de (al modo necessa-
ra, questio seporaco cmplelo impossivel.
Os liis nao sao puros espirilos, sao homens. A
egreja pois para existir carece de cousas tmpo-
ra es ; carece de signaos seusiveis para os sacra-
mentos, de um territorio para sua jurisdico, de
edificios pora oculto, de cadeira eiraprensa paro
os ensinos do seus ministros. Sem ludo isto, nao
podendo a igreja habitar a trra, volta ao co don-
de desceu.
Por oulro lado, o Eslado nao um rebonho,
uma sociedade de seres racionaos. Ora, nao da
unio dellas nendum atiaque soffre, quando en-
tre os judos a dislincco se torna mois visivel
pelo instiluicoo de um sacerdocio encoiregado
oas cousas sanias, e a tribu sacerdotal de Levi c
a real de Judo reparten) entre si as funecoes, que
o palriarcda reuna. Todava a unio "das duas
ordens algumas ve/es se musir de uma maneira
sonsivel: Samuel juiz, David propdeta, co
sabedoria illuminadora dos espirilos preside
Salomo.
Nos principios do edristianismo Deus permille
sua seporaco momentnea. Era preciso lib-rlar
o espirito, e distinguir assim to claramente as
duas ordens, que nao fosse possivel confund-las.
Os ehristos dando sua alma a Deus
sociedode sem leis, nem leis se as regras eternas oos algozes de Cesar, davam a Deus oque de
e immulaveis da juslica e do direito nao Idos Dos e a Cesar o que de Cesar. Elles seguiom
coiistiluem a base. Estes principios immulavcis o exemplo de Christo : era a mais clara de lodas
nao porlencem ao lempo. Desde entao o Esto- as lices sobre a dilferenca dos dous poderes; li-
uo nao pode mais prescindir das cousas espiri- cao que Bcou gravada 'com traeos indeleveis na
luaes, como a igreja das cousas lemporaes. alma dos christaos.
Mas se o poder temporal pode s conservar o Nesses lempos dabitova a igreja as catacumbas
ueiender os bens lemporaes contra a violencia, o o os apostlos e os papas seguan) o rei dos mar-
poder espiritual por sua vez pode s conservar e tyres.
EXTERIOR.
quanlo sao amigaveis suas intencoes. Infeliz- animado a fazer progressos, nem mesmo tem
mente porm nao assim. certeza do poder gosar durante sua vida dos me-
< hile diz-nos que o programma do imperadoi ldoramentos. que po.ie fazer em sua cultura
em Iiordeaux nao lem sido mudado ; este pro- i Eis a posicao legal : a lei anniquiluu toda a
gramma porccio-nos como lindamos crido com I industria e mata a agricultura, isto a lber-
toda a Europa ser a paz ; mas parece que nos ] dado constitucional de que gosa o Irlanda redu-
haviamos.e que quando o'imperador falln de paz zio esle paiz miseria e rouba-lde os meos de
nao entendeu mais do que repudiar a lierauca de ahr della.
uma luto simplesmento concebida para ringar as Mas. dizem, ah est o porlomenlo : a impron-
derroUs no primeiro imperio. ( sa pude mostrar os abusos, pedir juslica para os
Nao e suppnmida a guerra por qualquer ou- dranos legtimos, e o parlamento, fruclo da
Iro Um, e devenios por sonseguinte poro o fulu- : eleico, ser obrigado t faze-la s justas queixas
ro compredender a famosa declararlo de Bor.- | do povo.
deaiix neste sentido limiladssimo, que dcixa I E' isto um erro profundo : 3 imprensa ingleza
perreitomente aberlos ao impciio guerras no I l>cm o sabe, mas guarda-se de desengaar a im-
inleresse d; uma idea, guerra no inieresse d->s; prensa estrangoira ; c nossa imprenso liberal,
fronleiros noluraes, guerras feilos com um fin j muilo pouco svmpaldica oppressao das popu-
qualquer, excepto para ringar os tevezes do pri- laces catholicas, dcixa-se de boa vontade eu-
meiro Napoleao... j ganar esle respeilo.
Depois de ler apresenlado e combatido ao! O parlamento que a expressao da liberdode
inriado neto Sr r.mrt., rt. p.. m"m" .,cmP ,os arSomentos do senhor conde ingleza nao realmente para a Irlanda mais do
importancia de un. discurso do imperador, de convencido que a Franca tenha reconhecido o as leis. e coPmo o interesse delles 6 hrar do soPo
quera e le parece ser orgoo Este discurso lera principio de nao intervencSo na Italia, era quan- todo cuanto poderem. e do ao cultivador o
um duplo titulo attencoo dos homens polticos; to. diz elle. Romo for oceupada pela forco e a menos possivel. elles combinara de modo a rar
I ranea impozer assim oos subditos do Papa urn i ao rpndeiro at o ultimo sold,
governo, que nao durara vinte e quatro doras I Uma lei oceupou-sc ltimamente deste eslado
depois de sua partida o Time> applica o argu- I de cousos, c a rainha Victoria em seu discurso
-se pelos
dos pro-
.uSlra qual
U ttneno nao mais uma fronleira i.slrate-I era a profundeza do mal, o qual c duvdoso que
gico, e a Franca esta de tal modo mais forle I ella remedie.
quando a Allemanda esl dividida que ella nun- i Assim o Parlamento, ordinariamente hostil
ca comprara as fronleiras do Rdeno 5 cusa da Irlanda, s adopta medidas medicares paro oli-
unidade allema. Isto bem pude ser verdade, via-la, quando o excesso do mal o torca a fazer
mos ao mesmo lempo nao podemos esjuecer alguma cousa.
que o mesmo argumento se applicaria positiva-
mente Italia.
A Franca cvidenlemenlo inleressa que a
Italia esteja dividida, e entretanto ella niesma
poz em movimento o encadeamente drs causas, sam e opprimem?
que parecem crear quasi uma Italia unida, e A resposta nao muito fcil. No Parlamento
recebeu, como recompensa de sua permissao de ingleza Irlanda representada porwm voto con-
deixar fazer e3la situaeao, a fronleira da Saboia, i Ira cinco ; por adi pode medir-se a liberdade ir-
escoldendo assim no que toca Italia essa mes- i Lindeza ; ella igual ao poder que tem um s
alternativa, que Mr. de Persigny diz-nos que ella i vol de resistir cinco. Evidentemente a Irlan-
no aceitara para com a Allemanha. I da est merc de seus inimigos, e o esl de
Se o poltica da Franca fosse o nao desen- uma maneira tanto mais irremediavel, quanto o
volvimenio de suas fronleiras o a divisao enlre esl cora as apparencias da liberdade, da legali-
seus vsinhos, ella nao devia ler-se apoderado dade e de uma representarlo nacional,
da Saboia. Se sua poltica justamente o con- Tem mesmo ella o poder de nomear um repre-
trario, porque nao se apoderara ella do Rhe- sentante sobre cinco? Nem ainda. Considcre-se
no'; a 1ue ponto est rertuzido o poder do povo irlan-
Depois de ler cstabelecido este dilemma, o dez ni Irlanda, por causa do numero das empre-
Times vallando questao da annexacao da Sa- | gados inglezes e da impotencia legal dos milhares
boia e de Nizo, cita as palavras de Mr. de Per- de cidados que sao privados do direito do voto,
s's*ny : e comPrp,iiender-se-ha que as eleices sao um
A Franca nunca occuU suas intencoes, nem i espirlo e uma decepeo, As cousas sao arran-
defender a verdade contra o erro.
Os mais habis d'aquelles, que ignnraram o
que nos ensina a religiao, diz Domat, condece-
rom lio pouco os principios das leis, que esla-
beleceram regras quo as violam e deslruem.
Us Romanos, que lizeram um lo grande numero
de leis juslissimas, permilliram como os outros
povos a licenca de tirar a vida seus cscravose
seus proprios lildos... Esta opposico lo extre- cida.
Pelo contraro, Tiberio e ero reinavam, c Ca-
ligula fazia seu cavallo pontfice e cnsul. Deum
lado mariyres ; do oulro a lama, o sangue,
a loucura.
Eis-ad onde termina o rgimen da seporaco
dos poderes.
Feila a experiencia, a separac.o das duas or-
dens, suspensa por um momento, fka resiabele-
em primeiro lugar porque neuhum hornera poli-
tico lem tanto quanto o conde de Persigny a con-
Ganca de Napoleao III; depois ninguem tanto
como elle guardn constantemente uma indvi-
dualidode dislincta, e identificou-se mais com as
tendencias o actos, que distinguen) o reinado de
Napoleao III do de Napoleao I.
A Franca pode goriar-se de mais de um do-
mem de estado calmo, fro, calculador c no en-
tinto consciencioso, que em seos planos de pol-
tica europea leem empregado a aroizade da Aus-
tria a firmar alternolivamenle ou conlrabalancar
a influencia do Inglaterra ; mas, excepeo do
conde de Persigny, nao seria fcil encontrar um,
para o qual a nica allianca ingleza seja ao
mesmo tempo um principio e urna paixo, e que
veja na duraco dessa allianca nao s a melhor
garanta da paz europea e do progresso, mas ain-
da o nico apoio seguro para a dymnastia dos Bo-
naparte.
O conde de Persigny, estamos convencidos ds-
so, perfeilamente sincero no que diz a resoeito
do fuluio pacifico da Franca e da Inglaterra.
Conhecendo elle muilo bem os senlimentos do
governo e do povo inglez, deve sua deelaraeo
ser aceita como uma prova do sua vontade do
obrar, as compliracoes sobrevindas na Turqua
e na Italia, de accordo com os homens de eslado
da Inglaterra.
O conde de Persigny noo faz mais do que exer-
cer um direilo e proclamar uma verdade incon-
testavel, regelando em nome da Franca a .respon-
sabilidade das guerras da Crimea e da Italia, para
as quaes nao pouco contribuirn! as influencias
u ment do conde de Persigny sobre a queslo la- de prorogaco do parlamento felicilou-si
liana ,i queslo Rdenana, continua assim sua'. nielhoramenlos, que levar s relacoes di
cn"c"i. i prielarios e rendeiros ; esla lei "moslr
ma enlre a equidade, que briida em suas leis e
a deshumanidade dsta licenca, faz claramente
ver que elles ignoravara as fonl'es da propria jusli-
ca, que conheciam.
Este desvo nao o nico, pelo qual podemos
julgar quanto eslavara elles alaslados desses prin-
Conslanlino d paz a igreja. que logo gera sua
filda mais vellio, e a monarrdia christianissima
torna-so as primicias da edristandaoe. Tres se-
culos depois a repblica christa fundada final-
mente, grecas a l.eo III e a Carlos Magno. Sen-
do constituidos os estados da igreja, e entrando
cipios ; temos ainda uma oulra prova bem nota- o papa na familia dos reis, sagrado o grando iro-
vel no ideaqueseus pliilosopdos lhestinham da- perador, a chrislandade leve uma cabeca cum
do da origem da sociedade dos domens, de que es-
les principios sao o fundamento. Por quanto bero
longe de recondece-los, imoginarara que os do-
mens tindom primiiivomenie vivido como ani-
maos sclvagens nos campos, sem communica-
caonem ligaco, al que urn delles lembrou seque
podiam ser poslos em sociedade.
a Nao nos demoraremos em considerar as cau-
sas desla conlrariedade lo eslranda de luz e de
iroi-ac Qs pcimeiros elementos do reliiioo c.dris-
loa explicam-nos esle enigma, o o que ella en-
sina do eslado do hornera faz-nos coudecer as
causas desla cegueira.
braco. O edefo da igreja pule ento entrar no
conselho dos reis e exercer a preponderancia de-
vida sua dignidade. Como da de admirar que
assim fosse ento, quando em nossos proprios
dios v-se os nuncios reconhecidos como chefes
do corpo diplomtico na Europa ?
Com Carlos Magno o imperio romano renascia,
mas tranformado, purificado, reparado e regene-
rado.
* erande Babvlonia tornova-se n Ganto-Tm-
perio.
Nao se deve confundir a chrislandade com a
igreja, a repblica christa com a monoreda
origem do poder, do luz e da vida que seus iiu
tres collegas, e que drsdc ento elle v
alto o de mais longe. Nos estados
rao em qualquer oulra parte o poder tempo'raT
aferente do poder espiritual, smenle esles dous
poderes pela propria orca das cousas sao adi n-
dissoluvelmenle unidos, porque os possue uma s
e mesmo pessoa.
Alm disso ha em Romo certas vanlagcns que
em vao se buscaran) cm oulra parle. Aqu o rei
e sempre eleilo, mas eleito pelos mais sabios o
com o concurso do co. E' um principe da igre-
ja as mais das vezes ja pontifico, eque de lonsa
dala condece o coraco humano ; um sanio ve-
inocheio de soencia e de experiencia nos cousas
divinos e humanas, porque foi ora chc-fe do or-
dem, ora embaixador. ora gobernador de provin-
cia, ora ministro de eslado, ora escriptor profes-
sor e jurisconsulto, e s vezes tuJo ISSO SUecessi-
va meiite.
Nascido ora en) um palacio, ora em uma chou-
pana, aceiio pelas grandes nacOes calholicos, que
de faci leem o poder de impedir a esculla do
umi cardeal. a quem ellas repellem, collocado pe-
a irovidoncia, por seu dever. e pela opinio, na
mpossilidade de augmentar seus estados pela
violencia, inlriga ou allianga de familia, nao leu-
do a temer competidores, nem a velar pretenden-
tes, podendo em caso de necessidade lomar seus
ministros em lodo o universo, o rei-pontilice
mesmo humanamente follando, escapa aos nov
decimos dos inconvenientes e pergos das mo-
narchias europeas : inexperiencia, orgulho de ra-
ga, incapacidade, ignorancia, palxoes da raocida-
oe, ambiguo dynaslica ou nacional, falta
curso, rivalidades, que se cu
o conliecimento infalhvel
e do direito por meio da
lera a guarda.
Assim os estados da igreja sao os msisduravcis
da Europa, despeno de sua opparenle flaque-
za, a despeno da mmensdade de cuidados que
importo o governo da igreja universal, e bem
que encerrera era .seu seio germeos de roodeaue
extinguiran) qualquer outro povo.
Cora eifcitoem Roma e ntreseos visnhos fer-
mentan) anda aspaixes desenfreados da Roma
amigo, que luiom oro s claros, ora surtamente
contra as heroicas virtudes da Roma dos ponti-
E Dous algumas vezes permute que ellas desa-
Drocliem, adra do mostrar-nos como os meios
ma>s Iracos tnumpliam dos perigos mais leraiveis
quando a ordem eslabelecida por Deus obser-
vada, e quando a le divina e a ivgra recunlieci-
da da le humana
O mundo vai pela centesima vez fazer esla ex-
periencia, por quanlo nunca o patrimonio de S.
Pedro correu mais pongos. O inimgo tem con-
lidenles na praca, e traidores o chamara e pre-
param-lhe o caminho. O Piemonte est aberia-
menle liosiil ; e lodos os principes vlzinhos aos
quaes Po I\ amava como filhos e hospedes, sao
expedidos, ou, o que peior que
que a morle, condeninados
agona como o infeliz re de
E no cnianlo esses principes erom piedosos,
jnstos, inteligentes, amados de seus povos, alija-
dos a poderosos soberanos, e o traalo de Zurch
linda rcspeitddo seus direilos.
Nao importa ; nado pode salva-Ios. E-sos pu-
ras Victimas expiara a falta de seus pas o de seus
povos. Mas Romo conserva-se de p como uma
demonstroco viva da torga, da juslica e do di-
reilo, quando ella acha-se unida forc divina da
igreja.
Se Po IX a exemplo de lanos oulros santos
pontfices vier a suecumbir na lula, todos sentem
que elle cahir gloriosamente para erguer-so
mais eloriosamenle ainda ; que em todo o coso
e succeda o quesucceder, Po IXdeixar o ihro-
no dyuastia pontificia.
Depois dos estados da igreja, a Franca o mais
frisante exemplo da longevidade dos 'povos ca-
lholicos. Ella tambera encerr em seu seio raui-
tosgermeus de raerte ; ella tarabem lera sido
muilo agitada, muilo perturbada no correr dos
seclos, e no enlamo ainda
da Europa.
Fillia mais velha da groja, a Franco a susten-
ta de mais porto e parece mais especialmente
encarregada de sua defeza ; era paro serem os
perpetuos defensores dos fracos e da igreja, dizem
nossas tradieces lembradas por Bossuet, que S.
Remigio sagra va, na pessoa de Clovis, todos os
reis da Franca.
No dia em que a Franca abdicasse esta nova
prerogaliva, faltona sua'misso providencial ; e
Deus nao permute que as nacoes, s quaes ello
iinpoz toes deveres possara "viola-Ios impune-
mente. As desgracas da Franja o atiestam ha
um seculo, mas esles casligos divinos fazem-nos
esperar da misericordio de Deus, que elle nao
retirou nossa patria sua misso.
Quaesquer que sejam os circunstancias presen-
tes, couliarnos que o futuro da naco franceza
corresponder ao seu possade, e que cossos li-
ldos podero repetir o que diziam nossos pais :
E' pela unio da Franca e de Roma que Deus
manifest sua aeco temporal, sobre o mundo :
Gesta Dei per Francos.
V. DF, M.U.MIGN'Y.
(te Monde.S. Fildo.l
o exilio, peior
a mais humilhante
aples.
a rnais vivaz naco
Mas, posto que estes principios s nos sejam espiritual, directamente fundada pelo Christo e
li 1 i... i ,1,.......I l.._ .*-__i:_ : _i. __t__# ... ... r .
condecidos pela luz da religiao] ella no-Ios "faz
ver em nossa propria natureza com tanta clareza,
que ve-se que o hornera s os ignora por ignorar
si proprio.
Sea fraqueza da razo faz necessaria a inler-
venco da religiao, como o prova Domat, aigual-
dade das razoes indivduaes e sua independencia
natural a torna mais necessaria ainda. Entre
iguacs, nada de discordia possivel sem urna au-
loridade superior que julgue as querellas. O ra-
sempre inspirada do seu espirito. S a igreja
por sua propria natureza, uma, santa, caldo-
lica, ao abrigo das fallibildades lano como da
morte.
As naces, ainda que edristoas, nao leem esta
perfeco, porque o que p em p se torna.
Todava, se nao sao immortaes sao curareis ;
Deus para dar-ldes soie, deu-ldes as toldas
da arvore da vida 5).
E' recorrendo ello, unindo-sc igreja, que
Diz-se anda que o pevo tem em suas mos o
remedio para todos os seus males. Porque nao es-
colde seus depulados de conformidade com seus
iuteresses? Porque d seu vol aos que o lirani-
CIOCIDIO, porjusloque seja, sem auloridade as naces participan) de privilegios, que ellas nao
sobre aquelles, quem nao convence, do sorte
que a anaredia nlelleclual o moral a conse-
quencia dessa igualdade natural, que a propria
revolucao nao sera razo proclama.
para eviia-la que os povos christ.aos foziam
acliariam cm s raesraas, corao prova a historia
inleira do paganismo. A chrislandade foi a ex-
pressao dessa unio ; o a igreja dolou seus filhos
4 carta npnalotioa dirigida ao natrareha o ao
bispos Morondas por occasio dos ltimos acon-
lecinientos da Syria, contera algumas palavras
applicaveis & um erro, que se hara arraigado
muilos espirites, e que nao pouco contribuio po-
ra alTostarde nos muitos que deveriain ser dos
nossos Muilas pessoas eram induzidasa crsH-que
as nacoes, que deixar.ini de ser caldolicas, nao o
tornam mais a ser, e d'ahi concluiam mui natu-
ralmente que mais que imprudente, que in-
til e desarasoado querer levar os povos ao reco-
nlipcimento dos aireilos de D'US o de sua igreja.
isto urna poltica cdrisla. Pareceu-llies quo
isto serio conduzi-los pora trac, e assim quahii-
corara un lal proceder, nao inleiramente de ois-
curaiUismo segundo o eslylo revolucionario, mais,
de espirilo retrogrado, como so todo o movimen-
to que a sociedade faz fosse um progresso, como
so ella avancasse sempro, ainda mesmo que deixa
com seus proprios bens : os principes reparliram) de-caminhar para seu fim.
do Declogo a base'de suas leis. Iguaes pdem
luiar; mas peranle Dous todos os pensamentos,
lodas as vonladcs se inclinan), por que elle a fidelissimas.
razo soberana e o soberano bem. Domis, a lei
divina a mesmo para todos. Sacerdotes e le
gos, principes e subditos, sabios e ignorantes,
mestres e operarios, sao iguaes diante della, e a
mais imporiosa necossidade das alnns assim
satisfeita.
enlre s) os litulos, que o Psi dos reis reuni sobre
sua cabeca, e as novas magestades foram majes-
tades c/iiistianissiinas, catholicas, apostlicas,
(1) Traite des I.ois, cap. I.
li) Gal. 3. 19.
(31 Corneius tu mot., XXIV, |4.
(4) Lactantius docet Antichristum. imperium ro-
manum eversurum, illudque ab Occidente in
A historia confirma plenamente a theoria que Asiam translalurum. (Liv, VII, cap 15 et 25.)
vimos de esbogar. Defacto, ss duas ordens es- Sicut reguum Medorum a Babylonis destruc-
lao unides ha seis mil annos, e unidas para a lum ost, Babyloniorum a Persls, Persarum a
felicidade da humanidade no campo do direito Macedonibus, Macedonum a Roraanis, iti ef Reg-
divino. Entreunto j. alguma cousa uma ex- num Romanorum ab Anlichnslo : S. Chrysosr
perienc? de seis mil annos. O vulgo, que ao, lomo in Ep. \\ i Thesse. [Corneius in ap,. ch,
nascer do sol, nao tem razo. XVII.1
deitar-se er no
ais forle,
l (5)'8ab. 1,14. eApoc, XXII,!.;
A caria pontifical, de quo fallamos, aproveita a
occasio dos diversos allapues, de quo objeclo
a religiao ealholica tanto do Occidente como no
Oriente, para dizer que ella a nica quo con-
duz verdade, a nica que se cnsina, a nica
que podo curar as feridos de uma sociedade en-
ferma, sustenta-la e orgu-la quando declina o
esl prestes a cahir. (I)
Se nao nos engaamos, ha nestas palavras'a
condomnagao d'aquelles, que nao lendo f na
igreja ealholica, imaginara que nenhuma reli-
giao exclusvamenlo verdadeiru, e d'aquelles,
(l).... Catdolca relgio, quaa una dux est, et
magislca veritatis, quas mederi, una potesl asgrae
societats vulneribus, eamque fatiscentem, ac
prope collabenlem fulcire ac sustinere (Voir le n.0
du Monde du 10 aei.j


. II Fftf\/FI


- -:
W
DIARIO DE PERHAMBUCO. SABBADO 13 DE OUTUBRO DE 1860.
quo temi apenas urna f fraquissinn e incom-
pleta, nao mostrara crer que o poder diviao da
verdadeiri religiao possa eslendor-se al a cura
das sociedades para chama-las das portas da
niorle, erguendo-as da corrupgo do espirito, lo
Lom como da do coracao e dos sentidos.
listo ultimo erro, couvcm dize-lo, hoje mui-
lo menos commum do que o (oi ha alguus annos.
As cousequencias, que delle naturalmente dima-
navan, moslraram-se muitas vczes deplorareis
na pralica para forcar os homens a reflecliro re-
jeit.a-lo. Os systemas de tolerancia universal, de
igualdade de direitos para a vei dade e para o er-
ro, de separago da igreja o do estado, os quaes
foi preciso abracar desde o momento, em que
olhava-se como impossivel fazer aceitar aos po-
vos a verdado calholica, como s e nica regra
de jusca, todos estes systemas tiveram seu lem-
po ; batidos em brecha pelas anuas do raciocinio
c rcprovados pela voz da autoridade lauto quan-
to pela da experiencia, nao podem niais suslen-
tar-se aberta e dogmticamente; ellcs nao tem
por partidarios niais do que alguns espritus obs-
tinados, que Jisbiuiul.ua si proprios o (mido de
suas ideas.
Mas rejeilaodo todos esses systemas, cuja fon-
te acabamos do Indicar, uinguem ainda formuluu
claramente o principio contrario, e esta a ra-
no porque temos de assignalar a consagrago
nelle as palavras do Pontfice.
Nao c ccrtameiite urna questao ociosa eslabc-
lccer esta rerdade:que ha na fe calholica urna
viilude assaz poderosa para salvar as nages,
urna luz assaz viva para atlumiar as obscurida-
des da scioncia humana, assim como para dissi-
parns Irevas de una primeira ignorancia, erulm
um principio de vida lao eflcaz para regenerar
como para criar.
Nao admiuindo esta verdade, cahe-se no desa-
nimo e na iuacgo, ou fica-so limitado a pregar
urna moral e urna f, que s tem a regular actos
da vida privada sem influencia sobre os actos da
vida publica, que achando-se assim subtrahidos
ao imperio da lei chrisla, devera as mais das
vczes converter-se era detrimento da sociedade ;
cahe-se forgosamenlo no principio de separaco
da poltica e da religiao, principio desastroso,
que dcixa os individuos sem proieccao o sera
apoio para o bem.sem garanta necn defeza suli-
ciento contra as iuvases do mal.
E' dilUcil comprehender como homens, que
teem f, podem duvidar de seu poder a poni de
rer que as nages, que abandonararn nao vollam
mais olla. Anula raesmo que ao cahir na apos-
tasia em vrtude da violencia ou da corrupgo,
um povo livesse acabado por perder toda a lem-
bronca di douWina, que ouir'ora professra,
quera poderia avancar dizer que esse povo nao
rollar mata nunca f calholica, que intil
pregar-lli'a, ou que se ella anda enconlra acces-
so rnlrc elle, nao ser mais assaz geralrnenle
aceita para 6er ainda urna vez a regra ollicial-
mente imposta seus acios pblicos"? Quera ple
limitar assim a acgo e o poder da verdade divi-
na ? Ilaveria por ventura no complexo da dou-
tnna calholica ou no espirito da igreja ideas e
nspiraces, que s possam ser aceilas |ior povos
ingenuos o crianzas? Acaso as naces achar-se-
hiam com o andar dos lempos cora necessidades,
que o calholicisnio nao poderia mais corres-
ponder? ou finalmente, haveria algura grao de
corrupgo de tal modo profundo, que seja para
sera pro irapenetravel ao sopro do espirito de
Deas ?
Parece-nos que taes ideas sao snfTieiciilemenle
reprobadas pela palavra sagrada, quinos dizque
Deus fes euraicis todas as naroes da erra sen
mais dislincco de lempos do que de lugares. E
se esla palavra foi dila, porque sem du> ida de-
ve ler alguma vez applicaeo,' c para que possa-
luos senipre esperar v-la realisar-se. Mas po-
der-so-hia dizer que as nages sao curaveis so
houvesse infidelidades, das quaes nunca mais se
relevara, e apostasias, que deixando os indivi-
duos voltar a pralica Ja verdad?, lonham a na-
ci em revolla completa e definitiva contra i
lei ?
E porque motivo pr-sc-hia mais limites ac-
ro da religiao sobre as sociedades, do que da
gra.a sobro os individuos? So nenhum hornera
incorrigWel, c se Bao lia talla, que nao possa ser
apagada, como poder-se-hia pensar que uma a-
fio nao possa ser levada a reconhecer ainda urna
vez a verdade momentneamente dcseoiihecida e
renegada, e que a indilforenga e os crimes da
massa uo possam ser expiados pelas cal.amida-
Os descententamenlos interiores alimentados
pela iaprensa, pelas conspiraces, pelas socie-
dades secretas, preparara urna agitago quena
occasiio da lula inutilisar toda a energa da de-
feza, como succedeu no infeliz reino de aples.
Esses planos do carbonarisrao italiano su co-
uhecidos na Austria ; alm disso, 1 conhecem a
malevolencia da Prussia para com o imperio.
Essa molevoleocia raauifesiou-se pelos fados
mais graves ; e as respostas ambiguas que rece-
be a diplomacia austraca, mostram que a Aus-
tria sera entregue s suas proprias torgas, avista
ilo inimigo commum.
Essas idas e viadas dos principes allemaes nao
indicam urna completa segranos ; o nao parece
qoe tenham resolvido cousa alguma. Tudo des-
manea na Prussia, collocada evidentemente nesla
alternativa de defender o direilo allerao e os
ileresses da contederaco, ou de engrandecer-so
a costa de seus alliados ou confederados. Ella
oscilla enlre estes dous exiremos, sem ousar pro-
nunciar-se, procuian'o aproveilar os aconleci-
menios sera comproraeller-se muito. Nao asse-
guravam que ella quera garantir a Auslria as
suas possesses que faziam parte da confedera-
Sao ? Meio engenhoso de declarar boa presa as
provincias que nao fazem parte della e de dar a
venecia lombarda ao Pieraonte.
Esses ardis nao illudem a ninguern. Attestam
o quebramenlo do lago federal. Presentemente
nao ha duvioa alguma que a Austria nao esleja
igualmente disposla a ceder-nos as provincias
rhenanas, como a Prussia era assignar a cesso
da Lombardia. era, por isso seriamos mais for-
tes contra a Austria, e a Prussia ao menos nao
seria mais digna de receio. A poltica prussiana
quer alcancar este alvo singular, demollr a Auslria
emquanlo esta esliver oceupada era defender a
Prussia e a confederado.
Perdida a Venecia, o imperio d'Auslria ser
mais fraco contra os seus ioimigos interiores, e
unpossibiltadnde soccorrer a Alleraanha amea-
cada. A Prussia quer representar na Alleraanha
o papel do Pieraonte na Italia. Ignoramos que
orga lera a Alleraanha cora a sua supposla uni-
dad* ; reunida a Austria, ella desala qualqucr
invasao. A dissidencia da Prussia e d'Auslria fa-
cililou, pois, no lira do ultimo seculo e no prin-
cipio deste, a invasao da Ailemanha. Sem a Aus-
tria, a Ailemanha uao licar mais fabulosa, nem
mais rica, nem mais livro.
ginaram a independencia da Hungra. Os nossos
carbonari balbucan) as palavras de consliluicao
histrica e do direitos seculares. Murmurara com
ar joco-serio censuras centralisago austraca.
Isso prova apenas que a resolue.o precisa da
supposla independencia d3 Hungra. A consti- j
luicao hngara fui destruida pelos proprios hun- |
garus. pelo partido dos Maggyaros, por Kossulh.
A revolugo j passou por l.
Entre oulrus resultados, os povos slavos, op-
pnmidos pelos Maggyaros, eraancparam-se, e
nao possivel que se Irate de recuuduzi-los au
amigo jugo. A cousiiluigo hngara que invocan),
seria, pois. inleiramenle nova. Seis ou sele n.i-
IhSes de Hngaros separados do imperio anni-
quillam o imperio sera consliluirem urna nagao
impurtanto. A Europa oriental acha-se em io
grande perigo que s resistir pela cohesao de
tujas as suas forras ; o como a poltica revolu-
cionaria mina todos os thronos caiholicos, na-
tural que urna poltica calholica leuda a cons-
lida-Ios.
Todos os estados sugeilos ao sccplro da casa
de Ilapsboors formarn urna uniiaJe, um imperio.
'I imperador a chave da abobada do edificio.
lluvia amigamente nos protocolos, reis da Bohe-
mia, da Hungra, persouageus raais ou menos fic-
ticias, por isso que as antigs constiluiges ape-
nas foram, durante esses ltimos seculos, fra-
cameule observadas, e isso por culpa o consen-
timento Je uJos. Os nossos rcis de Franca tam-
bera nao erara duques da Brclanlia, de Lorcna,
reis Ja Navarra, ele. ? Se queris que o impera-
dor d'Auslria torne a ser rei da Hungra, res-
lui-liie os Hngaros de .Mara Thereza. E' urna
rara imprudencia invocaron] os rebaldes o direilo
que destruirn. E quando vemos um partido
cautelosa da Prussia sentida por todos os ca-
tholicos; a salvacao nao est mais no equilibrio
allemao. Alguraas influencias cstrangeiras pe-
nolraram a confederacao, dividiram-n excitan-
do as ambigoes, lisongeando os a mores proprios.
S resta aos catholicos unir-se e defender-se.
Vao recomegtr as guerras socaes ; recomecam
ja. Urna nova crise de 1848 talvez achasse a
Auslria menos preparada para resistir ; e certa-
mente a Austria nao loria mais nada que espe-
rar do estrangeiro.
Urna das difliculdades da unidade imperial
a queslo de saber qual ser a liogua oficial.
Os trinta e seis idiomas do imperio nao serao si-
multneamente fallados na dieta geral do impe-
rio. Nenhum idioma tem direilo supremaca
visto como cutre essa multido do povos, nao ha'
um povo conquistador. O nico meio d'e sahir
desta difficuldade dar ao lalim o seu lugar de
lingua offlcial. E' voltar ao auligo uso. Que na-
cionahdade se julgaria opprimida pelo uso do
lalim ? E' a lingua commum da chnstandade.
Ella atleslaria a unidade do imperio, oo pisso
que urna iingua local, imposta pela torga, prudu-
ziria dissidencia3 eciumes. Para sujeit'ar o lalim
preciso destruir o imperio e negar a unidade.
Se todas as linguas do imperio reunidas em
congresso escolhessem o seu presdeme, de
toda a evidencia que o lalim, como lingua neu-
tra e universal, obteria todos os votos. Assim
seria manlida a unidade iiitelleclual, a verdadei-
ra unidade. Importa que nenhum povo seja col-
locado n'uma posigao inferior e que ache em
sua aiuiexacao ao imperio a garanta de todos os
seus direitos. O (ulerease de cada estado lo-
sado por tudo quanto embaraga a unidade do i
imperio, ou lhe prepara adeslocaco. e' o que
comegam a comprehender muitos espritus om-
nenles na Ailemanha.
Ha algum lempo fallavam de um jornal que a
nobreza austraca devia crear n'um souiido ca-
Iholico e raonarchico. Se a oobreza quer tornar
parto nos negocios, couvm primeiro que so
saiba o que pensa, o que quer. E ahi, como al-
gures, os jornaes sao geralrnenle reJigdos po-
los adversarios da ordera social.
Ha sessenla anuos que os governos affasiarn
de si a opiuio pelo seu deleixo em conserva-la.
classe litierala, sera raz no solo e sera pre-
INTERIOR.
RELATORIO
da reparti^ao dos negocios estran-
gelros a presentado assembla
S***l legislativa na quarta ses-
so da deeima legislatura pelo
respectivo ministro e secretario
de estado doo I.ins Vieira Can-
saneao de Sininib.
(Conlinuaco.)
Detenco de Joaquim Zub'ietla, solicitada pela
Itgacao oriental.
Lm i de abril do crreme anno dirigime o
Sr. Lamas urna ola pedindo que se aulorsasse
a deteneno de Joaquim Zubictta, que acabava de
chegar do Hio da Prala no vapor Mercey, e que
se dizia ter-se apoderado illicilamente de fundos
perlencenles ao commercio das respectivas pra-
cas, e mesmo do Rio do Janeiro.
O Sr. Lamas, impellido pela urgencia do caso,
tinha-so dirigido para aquello Ora directamente
ao chele do polica desta corte
Tive
lacio do brigue Julia, que os haviam precedido
e annunciado.
Conseguinlemente expedio o governo imperial
as necessarias ordens ao chefe de polica da cor-
le, ao da 16 do citado mez, para que dsse busca
no esenptono do consignatario do navio e no
mesmo navio, para verificar at que ponto eram
fundadas as presumpgoes ; recommendando-lhe
que o izeese immedi.tamente, porque, tendo-se
nesse da publicado o apparecimenlo eprisao dos
suppostos nufragos, couvinha nao dar temno
para se nulil.sarem indicios ou provas que or
ventura houressem. r
Foi contra o modo por que so effectuaram es-
las busc3S que julgou dever reclamar a legacao
de S. M. Fidelissima, drigindo ao ministerio a
meu cargo a nota de 22 do mesmo mez.
Pelo que respeila busca no escriplorio do
consignatario, fundou o ministro de S. M. Fi-
delissima a sua reclamago na reconhecida pro-
bidade do mesmo consignatario, que nao foi da
em consideragao para poupar-se-lhe o desgosto
de ver lacradas cora os sellos do imperio as por-
I tas do sua casa ; e na circumslancia de se nao
I haver prevenido o cnsul geral de Porlugal para
assislir s diligencias da polica.
Quanlo aos exames feilas a bordo do brigue
j bascava o rajuislro de S. M. Fidelissima a su
reclamago no fado de terem sido presos o ca-
caces relativas a cada urna das verbas do orca-
mento. *
Crdito supplemenlar.
Nao forara sufficienles para as despezas do pre-
sente exercicio de 1859 a 1860 as quanlias con-
signadas pela lei n. 10-10 de 14 de setombro do
1859, as verbas dosS 3o e 4o
Foi, portanlo. preciso, para supprir o dficit,
que o governo abrisse um crdito supplemenlar
daquantia de 51.985*184, em conforraidade da
le n. 589 de 9 deselembro de 1850.
Distribuio-ee este crediio pela seguinte manei-
ra : 1:9849184 para as despezas da verba do 8 3
(empregados em disponibilidade) ; e 50:OO0j0O
rior I Pa" "8 d 4 (ex,r*orilin8rias no e*le-
Autorisou o dilc credlo o decreto n. 2585 de 30
uo abnlultirao.
Na exposigoque o precede acharis justifica-
da a necessidade que houve de expedi-lo.
Crdito extraordinario.
Por effeito da actual d.pressio do nosso cam-
bio p3r, occorreu no servico deste ministerio urna
despeza que a lei do orgamenlo do presente exer-
cicio nao podia prever.
Consiste ella na differcng que se der enlre o
dilo cambio par, pelo qual cumpre que sejam ef-
ectuadesasnossas despezas no exterior,e o cra-
mo elleciivo porque forem ellas pagas, conformo
or indicio do crim7s~usp\.dor" """---------C" 9"', Jf* ^
Com a resposla que era 10 de uovembro dei i?h n 'T ess,n 1espeza "mprehendda
alludida nota, creio ler demouslrado 4 l."i < > "o orgamenlo actual, e sendo de sua natu-
gao de S. M. Fidelissima TSffu\JjR. Zl^T! 1 S-ffi?* W* 80,.en, "e
smenlos, e a improcedencia da sua recia- K a i 7 ffuld,ade '"e lhe concedo neste
raacao. u> tiw taso o^ 3, art. 4 da le n. 589 da 0 de setembro
de 1850.
Estados-Unidos, i E pois' Pr decrcl D- 2586 de 30 de abril pro-
lleclarnacao de indemnisaro pelo procedimento J^a5H2ej! ab,'r,0 um credll '"ordiua-
Aoido coi o* la/corforforiose-frorca norte- no,.de!:i0-000S000 no presente exercicio.
americano Edna. t porque o orgamenlo deMe mesmo exercicio
O brigue-barca norle-amerJcano Edna au- S, et TSf la"be,n Prximo futuro do
fragou durante a noile de 12 pira 13 de agosto i ol'd'"",-so para este a necessidade de
de 1855 na praia do Capao-Redondo silua- 1?u,al crie.d,l. P'-rquanto de presumir que sub-
da a 18 leguas da villa de S. Jos do Norte.
Ojuiz do commercio, e, a mandado do ins-
ajudaote
Paia acabarem cora o imperio d'Auslria, ima- *,,,*, '."-' -" "'" mimcavm pre- -,:--.--
inaram a indeoenden.-in d!. II..ari.i O. nn=a..a Kueni'a poltica q-iem^se apodera della. Con- Slute!;'e_que__ella se effccluasse.
flicto que fere de inercia os governos. O pensa-
ment de um jornal destinado a realar o fetxe
eatbolico do imperio era portanlo bora ; elle
necessario para a obra de reedicacao que se
annuncia. Uuo motivos secundarios", questoes
pesseaes, o receio de grandes sacricios, a hesi-
laeio de cortos esiirilos leuha contribuido para
adia-lo, o que nao admira. A imprensa una
arma pengosa ; mas um pouco tarde para nao ...........-----" k->w,
locar nella. E os governos usara do strte que se I 5 i' Pe'"i departamento de Taquarein-
assomelham aos tcticos que houvessem conser-
vado o uso das Hechas no meio do dtsenvolvi-
raento da arlulmria moderna.
"cJipezar de nau poder annuir ao desejo i ca_ hj
nm?',i VHPrqUe' Cm lhe communiquei era pilo e a tripolagao. nao obstante resultar de laes vos t-r^^ h^L Cm, P' ,pagas' co,,frn
dad di 7d1 mMZ prXim- paS8ad0' a naciona- 0Xa'DeS conhecimenlo de que nao exista o rae-'' p?a 186W1 fifia P lMlM* d r-amen
lidade de Zubictla era duvidosa ; o delicio que or indicio do crime susoeit.do. p "i a 862" .
se lhe raputava liona sido commetlido em Bue-
nos-Ayres e nao no Estado Oriental, e nao cons-
tava que houvesso processo oraanisado.
Roubo de pessoas de cor para serem tendidas no
Rio-Grande.
Era 20 de setembro do 1858 dirigi o ministro
oriental ao Sr. visconde de Maranguape urna no-
ta, em que, participando-lhc que em fevereiro
desse anno tinham si Jo roubados as proximi-
dades do Acegu dous mecores de cor, que depois
loram vendidos como escravos no Rio-Grande,
reclamou o seu resbale edevolurao.
Venficou-se em parle essa denuncia, e ura
dos menores, que linha sido vendido com o no-
rao de Domingos e declarou chamarse Joao Se- -j bwuiuicrcio, e, a
rapto, foi judicialmente depositado na villa de peclor da alfandega daquella villa o
I iratiiiim. ido guarda-raor, apresentaram-se no lugar t
fosteriorraenle. leudo sido a sua entrega de- naufragio, para providenciar como conviesse
precada por autoridade oriental, ordencu o pre- Dem ua salvacao do navio e seucarregaraento
lente queella se effccluasse. dos inieresscs da fazeeda naciona1
Ainda nao se obtiveram nolicias do oulro
menor.
Expediram-se as ordens precisas para que fos
sera processados os individuos que figuararara
na venda denunciada.
Oulro tacto de roubo do menores foi denun-
ciado pela legacio oriental em nota de 5 do Ja-
neiro do crreme anno.
Erai 26 demaio do anno prximo passado, na
ar do
sse a
e
ro I Suscitou-se uraa questao Jo competencia sobre tS^^SL Z^"'' .S"'
a arrecadagao e arremaUeao dos salvados enlre P,h ,aC'!"er "lros
8. aquello juiz e o dito inspector, a qual foi segui- J Stl^jW'^V
,n da de oulra relativa .', nv,.,,;.,,,,. ., ,,..". L Ri0 de Janeiro lo de raaio i
--------.-.w www j .'--.. i. ih ^Ut i?UL'-
sisia enlao, como agora, a mesma causa : solicito
vos dignis prover a esta necessidade, como
conveniente ao servico publico.
Taes sao, augustos e dignissimos senhores re-
presentantes da nacao, as informagoes que cm
geral entend dever trozer ao vosso conlieciraen-
to sobre os negocios do ministerio a meu cargo.
Achar-me-heis, porra, sem pre prompto para
s escla'eciraentos que
da de oulra relativa conveniencia de serem os
salvados arremilados no lugar do naufragio, co-
mo pietendiam o capo do Edna e o cn-
sul dos Estados-Unidos, ou na alfandega de S.
Jos do Norte, como enlendia o inspector da
raesma.
Sendo resolvido o transporte dos salvados pa-
ra aquella alfandega, alli (orara clles arrema-
A essa fraqueza dos soberanos se rene ura
desejo de popularidade que nao genio o de-
sejo de agradar aos jornaes. O que uio espera-
vara na Auslria com a entrada do I. flriick ?
Pareca que .unes desse pobio liomem nunca se
linhaouvido fallar de commercio ou deiinaacas.
.Nos liveraos de assignalar medidas dtsaslrJsas
para o imperio ; os elogios unnimes da im-
prensa europea prejudicarara o linaiuer. Se
quizerdes encontrar ura liomem que lenha o
sonso commum em commercio, Qnangas o in-
duslria, cscolhei um bora proprielario rural que
nunca leuha lido um economista. Nao o solo
quera encerra a plenituJe da riquezo ? Nao
elle a fonteineigotavel dos productos que sao
manipulados pela industria, transportados pelo
. f. ....... u,-i'u""icinu u i .m^ucii fin
no, toi assallada a casa de Conceigao Martnez .;
roubada urna filha sua de dous para tres annos lados.
caso exiga, e legacao imperial, procedendo a
averiguacoes por intermedio do respectivo vi-
ce-cnsul, foi por elle informado de que eram
verdadeiros os fados do assallo e do roubo, e
que liemles linha sido posto era liberdade, o
que fazia crer que eri innocente.
Lamas.
Portugal.
I inmunidades diplomticas,
Tratando das providencias, adoptadas pelas
autondades do imperio por occasiao da entrada
o seu transporte para a'alfaneega de sTJose~ao
.Norte.
Considerando o governo imperial devidamenle
a questao, e pordererencia inlerveucao .do "o
verno daquelles estados, eulendeu conveniente
onceder aos iuteressadoa alguma indemnisago
Co,r,.,. mm^m Sr. ;--^.^jjgj.
commercio e representados pelo dinhelro 1 Tu- neste porto da baici portuguesa Xovo Lima que
depende da quiiilidade o da qualiiade dos ** assurapto da reclamago da legacao de 8. II.
--------------------- -J ^M W w W -
producios. A industria, o commercio e as tnan-
cas nao sao nada por si mesmos. S leera valor
pela sua relaeao com a orJein agrieda. Em
Franca destruimos a proporcao ; a o nytho do
roprietario ah desappaiece lodos os das. Mas
conspiraces do exterior e as esperanzas da ro-
volugao europea, comprcheiidemos que ? salva-
Cao do imperio nao est na reconstituico de
urna Hungra iodependenle.
A unidade. do imperio a COOdico de sua vi-
da. Podcriamos mostrar que amigamente exis-
des publica, ou remidas pelas v.rludes, mentes ta essa unidaj0 em m,mo .....ior escala do que
c s,ll.imenlo3 de alguns justos ,isam ^ as SU1S (,ivcr .JS quaIlacaeoes,
acertameinte a goma lemendade era separar 0 poder 8uzJrano era 0 mesino cra [oda a pvarle;
questoes desta oalureza, de urna maiieira t-" Esse aasumpto coosutniria muilo lempo. Oque
1 se deve nolar uiiicaraente que no imperio da
. .'..------- piupueiario ani uesappaiece lodos (
tnaggyar. protestando organ.sar-se, auxiliar s J pavo francei basUote espirHuSo pira
var-se dos pioprielanos lerrilonaes. N."o en-
tre esse povo que era cera jornaes agrcolas, ha
cem redigidos no interesse exclusivo das Unan-
cas r
l'idellissima, com que oceupo a vossa altencao
em oulra parle desta roblono, disse em urna
nota dirigida ao chefe daquella legacao o Sr.
conJe de Tliomar que a incialiva, e algumas de
taes providencias haviam sido tomadas antes que
a legacao de S. M. Fidelsimas livesse mesmo
lempo de requisitar por sua parle a este minia-
tono, como de eslylo, quacs julgasse uleis aos ileresses dos seus concida-
daos; pois que, antes de ido S Evc. era com-
panhia do cnsul a bordo da dila barca, j esta
c. ,.......... ... i puimi-i uo cousui a uoruo ua una barca, i esta seu
Se a Auslria iiver anda propnetanos krrito- se chara impedida pelas autoridades brasilei- o
iaes, fara bera auroveiiar-su deles .vi,'. fc; r.i< /j .-,,. /-.....I......,.. o .- -nu "
pelos motivos allegados.
Reclamaco de indemnisago pelo procedimento
das autoridades brusileiras em Santa (,'u/ia-
rina com o brigue peruano Carolina.
No reaiorio de 1657 o meu illustre antecessor
deu-vosconliecimenlodo caso occorrido em San-
ia Catharina com o brigue peruano Carolina ; e
bera assim da reclamago de indemnisago que
era consequencia, apresenlou a legacao dos Esta-
dos-Unidos nesla corle, em favor do'cidadao nor-
le-amencano Lerauel Wells, c da solucao que o
governo imperial deu a esse negocio. '
Agora cabe-rao a honra de informar-vos que
aquella legacao, de ordem Uo seu governo soli-
cilou que losse reconsiderada a referida reclama-
cao. Jpresenlando para esse lira novos documen-
tos cora que o interessado pretende demonstrar o
seu direilo a uma indemnisago.
.. da 1860.
Judo Lui: Vieira Cansanso de Sinimb.
DIARIO DE PERNAWIBUCO
pouco conforme cem a esperanga christa e cora
a alta conflanca que devenios ler na omnipotente
eflicacia da f.
Ouvimos algumas rezos invocar o lestemunho
da historia, dizenda-se que nunca so vio una na-
v\o christa rollar fe para sustentar iguaes
Insorias o justificar a inerte abstengan de desani-
mo. Parece-nos que sem sabir do nosso paiz,
poder-se-hia adiar com que refular uma tal as-
sergo, e lembrar que a Franga soube declarar-
i. calholica depois do ler abjurado toJa a roli-
gio. Procure quera quizer invalidar o valor des-
le tacto, e fique de ante-mo decidido a contes-
tar lodos aquellos, que poleriam ser cita los ni
historia d.is oulras nages ; nos deixaremos lo
da a liberdade dediscusso aos partidarios dest"
syslcma deploravel; duvidamos que algum ar-
gumento tirado dos toctos possa ser peremplono
concludente seus olhos, visto como os fados
poJem sempre expllcar-se e offereeer cada u:n
a significago, qu elle procura. Mas se os fado-,
nao se encontrara na historia das naces cliris-
tas assaz multiplicado^ e de uma manoirt assaz
brilhante para fazer calar qualquer ronlradigo,
uinguem cerlamente negar que ellcs abumiam
na historia do povojudeu, que nao era mais do
que a figura do povo cluisto.
Nesla historia ha alternativas continuas de n-
li lehdade e de rolla a l, de aposlasia o do con-
verso, que justificara a palavra sagrada, e que
mostrara 'uo ella nao simplesmente o enun-
cia i de um principio destinado talvez a ficar
sem applicaco. E quando alguera livcr-selem-
brado desles exeraplos assaz multiplicados, con-
ceder-nos-ha que a le da graga e do amor tem
tanta torga n poder como a lei do temor?
Emquanlo i religiao calholica nao completa-
ra i le suflocada e proscripta era um paiz, era-
qu.uito ella conserva ainda ura corto numero de
Deis, quo se recordara della o rcvivam-lhe a lom-
branca, emquanlo ella goza de um culto externo
p de uma certa liberdade de acgo, fica no fundo
de todas asconsciencias ura sentimento de ver-
dade religiosa, que he cu podo conservai-se oc-
culta lodos os olharos, e no qual a mor pa te
dos individuos mesmo talvez nao repare ; o es-
pirito publico fica todava chrslo o calholieo era
suas spreciaces, e eis a razo porque a Pranga
tem um sentimento mais elevado e mais justo
que tulas as naces protestantes as questoes de
direilo, de consciencia e de humanidade.
iranios raais longo anda, e nao temeremos di-
zer que despeito de ludo quanlo se lera feitoha
perlo de ura seculo para perverler o espirito pu-
blico, o christianismo lera deixado enlre nos um
lando de ideas, quo sempre o mesmo, o que
rnw faz lodos dar os mesniui julxam<-ntus sobre
todas as questoes de qualquer importancia. Um
faci nconlestjvel provara o que dizemos.
Apezar das declamagoes quolidianas da ira-
prensa revolucionaria, lodo o mundo pensa na
realidadecomo a imprensa calholica. Ha muitos
anuos nao tem havldo ura aclo de poltica, quer
interna, quer externa, que a imprensa religiosa
teuha applaudido ou que ella lenha dado seu
voto, qun nao lenha teito altear os fundos da
Bolsa ; nenhum acto que ella tenha censurado
un deplorado, que nao lenha produzido uma bai-
la. Quera quizer seguir bera esla observaco,
aclia-la-lia lao justa no futuro como no paseado.
Enlre as consequencias, quo d'ahi dimanara o
que deixaremos deduzir, apenas taremos notar
esta :
E' que nngucmtcra conianga as ideas revo-
lucionarias, nem mesmo aquellos, quo as exal-
tara e que as representara ; quo todo o mundo
sen le perfeitamente onde estn as doutrinas, e as
conicoes, que podem firmara sociedade, conso-
lidar o crdito publico e garantir todos os ile-
resses.
L. RiJPERT.
[Le Monde S. Filho.)
Austria, co.no em alguns outros estados,
Os publicistas que lomiram a iniciativa na re-
Conslruc;o dos estados sobre novas bases, sao
pouco generosos para com o imperio d'Austria ;
delle que tirara para arredondar a maior parle
dos estados cojo augmento favorecem. Elle ata-
cado em noene da liberdade c em nomo da nacio-
nalilate. Ter prximamente de sustentar na
Aienna o choque da revolugo ; ao depois, a re-
Tolu.ro ir ao Tyrol, a Hungra.
festa-se uma dupla tendencia, n'uus revolucio-
naria, n'outros conservadora. Eis o que se v
no interior a'Allemaoha. A que tendencia apro-
veitar a separaco da Hungra. Todas as pes-
soas de sonso, iodos os catholicos n'Ailemanha,
assustaiu-se a risla dessa situago.; ellos refor-
gar-se-ho por extinguir as dissidencias e des-
unios que aggravam-na. A deslocago do im-
perio veui a ser todos os paizes entregues a flus-
sia. ea Ailemanha nvulvida pela Russia. O im-
perio d'Austria com a sua constituigo particular
ncutralisa as influencias contiarias e serve de
abrigo Ailemanha. Seu adrairavel mecanismo
6 suas iradig'S adoptara -se s naces diversas
que ellecomprchende. Ningoem cuida mais era
assegurar uma especie de preponderancia ao ele-
mento allemao ; e certo que cada mcionalidade
deve desenvolver-se no sentido de suas proprias
iradicoes. Concedido isso, todas as provincias
aehar-se-hao em pusse de direitos, de lber dales
que as ligiro no rapen.lor, supremo garante
de todos os direitos e de todas as liberdades. A
unidade formada, nao pelo elemento allemao,
mas pelo imperador. Restar determinar um
certo equilibrio do torcas entre todos esses osla-
dos qiiese administram a si proprios. Cada ura.
rejativamente ao imperador, lora os meamos di-1
reitos e os mesmosdeveres. A unidade tambora
garantida pela liberdade. IV impossivl que '
os hngaros recl nuera urna preponderancia entre '
esses estados ; como os outros, s lem direilo a
autonoma administrativa. E se perigoso pd-
ra o imperio que a Huogria forme um s esta-
do, nao ha objecgo a que olla so divida de ura
molo anlogo s outras parles do imperio. A
opposigodos Maggyaros ser conlrabalancada,
e mais que isso, pela adheso das populagdes
slavas da Hungra. E' preciso impedir a lodo o
cusi que a Hungra convcrla-se n'uma alavan-
ca as raaos dos revolucionarios da Europa. E'
da honra e do interesse do imperio dar comple-
ta satisfagos ragas de que experimentou a do-
dicago nos dias nefastos; trate como iniraUzos
aquellesque liguraram entre os seus inimigos.
i O conselho do imperio seria o lago das nacio-
nalidades diversas, o centro dos negocios geraes ;
mas C esseiici.il que sua coraoosico stja homo-
gnea, oque represente fielinenie" os grandes in-
teress"sda ordera social. A nobreza do imperio
numerosa e rica ; o por nobreza entendemos o
corpo dos proprielarios ruraes, desde os maiores
at os menores. Essa nobreza, retomando a sua
parte na adininistraco publica, receba uma par-
te dos cargos dessa adminislracao, por uraa de-
dicor,\o ifilciroraouia gratuito 6 tunoyooa ,,,-
cipaes ou judiciarias. Essas tuneges entravam
amigamente nos cargos da propriedade territo-
rial. Os dinheiros pblicos senam assra alliva-
dos de um grande peso. O funccionalismo, di-
zera, nao consentir em scmelhani.es reformas.
Ha um raeio do nao reclamar o seu concurso,
r.azer reformas que nao exljam tinta era papel.
E que necessidade ha de tinta e papel para re-
digir mslituiges, eujo raolhoro principil efl'eilo
justamente lomar intil o funccionalismo? E
como a Allemanhe nao so leen esquecilo dos
seus coslnmes rauni'ipaes, por-se-ha depressa
a par de uma ordera do -ousas que approxima-a
naes. far bera aproveitar-se dellos. Al hoje
lom-se chamado as crises sociaes floanctiros,
jorpalislas, advogados. Talvez que os proprie-
la nos territonaes sejam o genero de mlicos
aptos para tratar essa especio do eufermidado.
mam- Aquella ente nao impopular, e se Iralarem do
povo gratuitamente,'o povo nao se ha de queixar.
as antigs ideas, a propriedade territorial era
ras
a bordo sem ubjecco alguma, tanto pela catego-
ra de i/ue se aclia revestido, como porque ia
embarcado em um escaler do arsenal da mariaha
do estado.
Esta ultima parle da observaco incidente, que I
acabo de transcrever, deu lugar a que a legacao ,
ura cargo, o cargo publico por excellencia.'"sen- Si Wi^E? rec,a,n.as*e.do Sov".'" rn'pe-:
do uraa nacao o povo unido ao seu territorio Da- ['r'VV Q "L**, ver,)ad,'lra signilicacao do
reierldo periodo, designando claramente os casos
era que emende o mesmo governo que o represen-!
lano de S. M. Fidelissima eos cnsules portugue-i
zea, nao estando embarcados era escaler da ma-
rra ha de guerra do imperio, ou o cornmandanle
de navio da m.irinha de guerra de Portugal, que
possa estacionar as aguas do imperio, tilo i'mpe
...... ,,,,vu,ua pea auionuades bras.le- O governo imperial, nao s pelos princir.ios de
recia que cada possuidor do solo era parle do
soberano. Como tal, era obrigado a duas cou-
sas: Io prover a defeza do territorio ; 2o tomar
parte na adminislracao activa do paiz. Alnal
de cuntas tudo so reduz asatier se um paiz se re-
a administrado gratis ou por dinheiro. E se-
gundo se colloquem na categora daquelles que
pagara ou daquelles que sao pagos, ouvo-se urna
opiniao dilTerente. Lerabremos esta utrl verdad.:
que os povos nao sao feitos para os doraocrala?.
Vele o que cusa o systema do funccionalismo o
da democracia. Os proyrietacos nunca destru-
rain imperio nem reino ; gente de boa vida e de
deve a uma nacao amiga, como os Estados-Uni-
dos, resoheu que so procedesse a novos exames
a respeilo dessa reclama.o, lendo-se era vista
os documentos ltimamente offerecidos sua
consideragao.
dbspezas lio ministerio dos negocios estraxgbi-
ros .no anno unanciuo de 18581859.
Telas tabellas juntas ao quadro n. 1, annexo
It, veris que dos crditos concedidos a este mi-
nisterio pela lei n. 939 de 26 de selerabro de 1857
e decretos ns. 2,366 de 26 de fevereiro e 2,:J7'J de
2i> de margo de ls59, para o exercicio de 1853-
18oJ ; re.slou o saldo de 9:924$326, a saber : da
veiba do S Io. ad. da referida lei, 477*199
da do 2, 3.945^30; da do 3o, 3:51914
uidos de ir a bordo dos navios de commercio por- da do S ". 39j8'd'J e da do 5', I.632S558.
luguezes, surtos nos portos do Brasil, sempre que ^'n conforraidade do ari. II, g \> da lei n.
.assim o julgarem urgente e necessario para lsca- do ^ deselembro de 1352, despendeu-se
Usara exocucio das leisdoseu pai
do governo de S. M. Fidelissima.
Depois de obiii.is do ministerio da fazenda as
ecessarias ioformacocs a semelhante respeilo,
663
por
cugao das leisdoseu paiz ou as ordens conla. de exercicios lindos, i quanlia de l61-;676
0 de S. M. I'hleti-isini.-i eme licou or cin'ir fin ovnr.i.in H., 14-.- io=o
bou s cosiumes e de iclelligencia recta, qualida- i S ndT XT.t^ "i "ee,n/,a respeilo,
des especiaes para bera governar, nao recusara o iss retla,"i,-a) d >Wo.d& M. Fide-
honroso fardo que lhe pozessera nos hombros '' a. onimunicando-lhe a pralica seguida nos
Aventurar-se-hlam a mullo sendo os^cargos 'n^n'"":0"0 ^."^das leis eregula-
correlaiivosdo direilo. nao repud.riam aquellos u\/sT; ,loclara"d-""! V* a permis-
sem repudiar este. E ao dep ds ura verdeci S1S 2 f??'HS reg'''a-
cnt nios para a ida a bordo de qualquer navio mea
que licou por pagar no exercicio de 1S57is58'
a saber :
Da verba legaces e consulados......
U da verba extraordinarias no exterior
propnelario, nao hypotheeado, comprehende
que se elle oceupar o seu lempo nos negocios p-
blicos, seus productos nao soffrerao por isso necn
deixaro de produzir lano. Esqueceis sques-
toes de honra e de influencia, lao poderosas no
coracao dos homens? O imperador polo dizer
aos proprielanos : vos sois o estado ; defendei-
vos.
contra o direilo de propriedade que se fa-
zem as insurreigoes actuaos ; tuca pois aos pro-
prielarios organis.ar a defeza.
9 -'> M
71*111
161c676
Como se v do balango daquelle exercicio, es-
. tuu m uviuu ue quaiquer navio mea i las verbas tiveram suidos muilos superiores
pelo que toca aos agentes diplomticos, quanlia despendida.
) ifiiiiltr>.> .1 iv i. -. i_* ______ i i.
Os exorcitos esgolam-sc
cante,
nao importava quebra de prestigio, nem desalten-
gao s altas prerogativas do que gozara essc3
agentes. Accresceolei que semelhante permis-
sao, cerlamente porque nao he uve anda motivo
justo para faz-lo, nunca fra negada ; sendo
que, para ser concedida cora raais promplidao
e facihdade, eslava eslabelecido que, prescindi-
do das formulas olTiciies do o3tylo, bastava o
agente diplomtico annunciar ao inspector da al-
fandega, ou a quera suas vezes llzer, por si ou por
^rateiceiroempregado, verbaliiienio ou por es-
do cuil'de Jen srer,|,io,a ",te"n "e sa driir a burd ^u,n a-
udi-1 v,o mercante de sua naca, para lhe ser irarae-
diaiamenie facilitado o ingresso.
A correspondencia annexa, trocada ntreosle
ministerio e a legacao de S. II. Fidelissima por
motivo da reclamago a que tenho alludido, mos-
Ira que afina! accoitou a raesraa legacao as ex-
plicaces quo lhe forara dadas pelo governo im-
perial.
luscas e/fecluadas pela polica a bordo do brigue
portugus Julia turto neste porto e no
escriptnrio do respectivo consignatario.
3 capilao do brigue portuguez Julia, proce
propnelario nao exterminado, cuida de seu di-
reilo. As raassas populares por raais numerosas
que sejam nunca forara excluidas do direilo do
propriedade, exceptu na Inglaterra, nos lempos
modernos. Ecn Franca os liberaee do caca aos
bens das municipalidades, dos hospicios* das
congregarles, etc. : sao estes os bens do povo.
As propriedades municipaes perraaneceram na
Aliena iiiha, o raormento no imperio d'Auslria.
E se alguns desses bens forara lomados, resii-i
tuam-nos nenhum interesse superior a iusii- '
ga ; c a proieccao dos fracos o primeiro!
de lodos os inieosses, e a piimeira de todas as1
jusligas. ^enlc de l.oanda, chegado a este porto, no da 12
Os'elementos de uma poltica nacional estao ao 't"1,iro do a"" Pas,ia'*o, com um rarrega-
seu alcance. A Auslria s lera soll'rido desss- "\?'no do cera c zeito, esponlanoamente fez pu-
tres miniares fcilmente reparaveis, ou desastres; ,' (1" anles de"fi navio sabido do raesmo
financeiros mab imaginarios do que roaos. A' p,m utn'"'chao tripulado por dez om mais ne-
'vuliicn nac Ipoi rtevaatarin n um solo, miosa- 'r?.S' e'n 1"e fugir.a um criminoso do morto.
colheiias. I,,-,""-TiVu ue.?0,sa5?,a ?eciaracao, appareceu
ni praia de llacoti.ara, disiricto do Itaip, provin-
_ ca do Ro de Janeiro, dous homens brancos e
co mmenso combatera revolucao uao por-iuo a '*'' n('s''os- "i/endo-se naufragados, e contando
revolugo seja forte, ella reca di.nle de nuera ? em,T"a8en" de "
lhe resiste. Sua torca na sociedad.! a das nai 1 u'ml'ural os arrojara aquella
xes no individuo. Este, ainda que militas ve ; lrl-'a e lrezdlas do viagem
do
.......v'*" *>i< - de as suas lileras, destruido as suas .
Toda a sua riqueza est intacta, ainda quando el-
a nao livesse um real. E entretanto um esfor-
------------0"V-| <~ V,.!
Loanda para Benguella, um
praia co cabo de
vezes vencido por suas paixes, est sufficieute-
raenle armado contra ellas. Sao vencidas pelo
simples esforgo ; mas este que diflicil a re-
revoluco pane-se como o acto de f do corpo
social. Mas para produzir esse aclo de f. pre-
ciso fazer nenhum caso do seculo, dos jornaes
. ----- ------ -~ -ri" "*"""-u i ------ -., u.#.^ juuidcs
e recondu-la aos seus anligos costuraos antes U09 precedentes, dos prejuizos do momento. Ain
do quo lhe Iraz novidades. Assim a adminls-
traco as localidades, o o governo no impera-
dor e no conselho supremo do imperio. Seria
islo o restabeleciment do santo imperio c nao
nma monarchia democrtica. O imperio fun-
dado na f calholica; s ella lhe d a sua razo
de ser, como s ella explica a sua historia e asna
durago. Essa face do sehisma, da Reforma e do
islamismo, o catholicismo allemaoconcentrou-se
nns mos Ja rasa de Ilapsbourg afina de susten-
tar a lula. E'em nome da unidade de f que
os prncipes catholicos d'Al.emanha so alistarara
debaixo da bandeira do imperio. Hoje, os ca-
tholicos allemaes esto exposlos aos mesmos pe-
rigos que nos seculos dcimo sexto e dcimo s-
timo; o sehisma, a Reforma e a revolugo, espe-
cie de islamismo moderno, envolvera-nos de ca-
so pensado, apertara-nos por lodos os lados.
Dentro em pouco a Alleraanha ser dividida cm
dous campos, calholieo e do revolugo, como no
lampo de Tilly e de Gustavo Adolfo. A liga
calholica reformar-se-ha. A iuimizade surda o
da esta vez, eis o que dilD.il. Os stados c
lam a cahir, ainda que os reis precipitem s ve-
zes a sua queda ; lo vivazes sao essas vclhas
machinas I Os reis se conservariam vintfl vezes
era seus thronos com as fadigas que dispendem
para descer delles. As revoluces sao devidas
aos res e aos principes e nao aos povos O ven-
to esl as reformas. Reformemos; porra de-
pois de tantas reformas mortferas para a socie-
dade deem-nos final reformas verdaderamente
sociaes. A deslruigo dos prideipados italianos
e ura preludio de maiores destruiges ; nao fa-
zemos a nenhum calholieo do imperio d'Austria
a injuria de suppr que elle duvide disso. Des-
de ento, a unio em uma s f e sob o mesmo
chefe poder encontrar mais obstculos do que
nao enconlra na Italia a unio dos revoluciona-
rios debaixo da mesnia bandeira ?
Coqcille.
[Monde. -U. Duptrron.)
Esses homens, que sera duvida devia rn vir ex-
tenuados de fadiga e forae, apresenlavam-se ne-
dios e migados, Irazendo at roupa engommada
e a lancha, que os conduzira de Loanda, por fa-
talidado. des ez-se, e desappareceu. apenas tocou
na praia de Itacoliar.a, onde alias elles conscui-
ram sallar sem a menor difficuldade.
Ainverosimilhanca desta historia, e a consri-
encia da espontanea dedaraco feiu pelocapito
do brigue Julia, desperlaram para logo no espi-
rito do governo a idea de quo se tralava do um
desembarque de africanos, idea tanto mais plau-
sivel e fundada, quanlo sabido que nao ha ac-
tualmente grandes obstculos na Costa d'Africa a
esse commercio, assim como que uos Eslados-
nidos eem Portugal nao falta quem pense de-
seje e promova a reapparigo delle, sabendo-se
igualmente quo mesmo no imperio exislem pes-
soas. que nao duvidariara enriquecer com esse
crime a quo chamara facto civilisador e de pro-
gresso ; e que foram e sao muilo propenso a se-
melnaules especulages alguns subditos oortu-
guezes. r
Do expendido resulla quo o governo imperial
disposlo, como est, a manter a todo o cusi
exlincgao do trafico do escravos, necessilava ave-
riguar minuciosamente, e adquirir a cerleza do
modo porque vierara ao Brasil os suppostos nu-
fragos de Ilacotiara, nao menos do que anal a
relagao existente entre elles e o capitao e Iripu-
Orramenlo para o anno financeiro de
18611862.
No projeclo do orcamento para o anno finan-
ceiro de 18611S62, que vos ser presente na
actual sessao legislativa documento n. 4 do raes-
mo annexo), pede-se para as despezas do minis-
flSiIOnS2i.Degoc'08 cstrangeiros a quanlia de
Jbl:90l).;6il. excedendo oslo pedido ao do orca-
mento volado para os exercicios do 18591>60
0 1&60186I, era 87877jJ.
Provm o excesso, principalmente, de ir con-
templada no dito projeclo, nao o tondo sido nos
nnlenores, a quanlia de 80:000-3 para occorrer
diirerenca, que se der, assim entre o cambio de
~7 penees por 13, em que a despeza no exterior
deve ser effectuada c aquella que ao thesouro pu-
blico custar as c.ambaes que houvcr de remeller
para Londres, como entre o valor legal o o prer-o
oileclivo nesla praga dos pal.acoes e pesos feries
porque sao pagas aqu as letras que nessas espe-
cies saccam sobre o mesmo thesouro os nossos
empregados diplomticos e consulares nos Esta-
dos do Prala pelos seus vencimentos; o tambera
para salisfazer s commisses de um quarlo era
Londres e ura e meio por cenlo no Rio da Prota
que o thesouro paga em virlude de contratos.
Sera este novo crdito, as commisses e diffe-
rencas i que rao refiro torara do pesar, indev-
daraente, sobre o orgamenlo do minilerio da fa-
7e.n1.-., ligur.ando no balando gcial do lliesouro a
despeza da repariico dos negocios eslrangeiros
em uma somma abaixo da que realmente ella le-
na esculado.
Para
dece
dos arls. 13'e t rj le'i n. 1040de 14 de selera-
L-scuiaao. l1.
ara tornar raais perfeilo o orgamenlo, e obe- postas forman
Z,t a1lpr'"!C,?lol1.'J0 ctouas prescripeoes leverberav.am
arls. 1.1 n I lia ... n IOIA il. I j. ..V lj.....
Pelo vapor Paran, recebemos jornaes : do
Amazonas al 19 do passado, do Pura al 1, do
Marai.ho al 6, do Cear al 8, do Rio Orando
do .Noile al 10 e da Parahyba at 11 do cr-
lenle.
Amasonas.Uma carta escripta para o Para
diz o seguinte, acerca das eleices, de quera ne-
nhum dos jornaes desla provincia trata :
As noticias do Amazonas nao sao satisfacto-
rias, por que aseleigoea nao liuliara corrido re-
gulares e placidas era alguns pontos.
Era Moni'Alegre, logo depois de concluida a
or^anisago da mesa, e quando se lavrava a res-
pectiva acta, o juiz de paz, sem molivo algum,
suspendeo os trabalhos at decizao da presiden-
cia, declarando, que havia suboiuo ; reclamaudo,
poim, alguns mesados e vanos volantes, o raes-
mo juiz de paz nao codeo, apoderando-se dos
lirros e raais papis, e rdirando-se.
.Na Prainha lambem o juiz de paz snspendeo
os trabalhos sera motivos plausiveia.
Era Breves ultimaram-se as clenes, apezar
de aUumas ameacas liberdade de voto, corno a
de um mesario, que quiz puchar por uma uava-
Iha, contia oulro, sendo poira logo desarmado
pelo digno delegado de polica, e apezar de al-
gumas provocages, que podiain produzir funes-
tos resultados.
l'ar.ii erara conhe.idos os resultados gas
eleices da capital, Sanlarem, Camela, Acara,
Obidos, Capim, inhangapy, Bujar, Moj, Roa-
Vista, Itapicur, Viga, s. Caelano, S, Sant'An-
na, S. Domingos, Boa-Vista, Trindade, Muan,
Barcarena, Braganga, Cairary e Guajar-ass,
havendo todas ellas sido vencidas pelo lado con-
servador.
Eis o resultado da eleigjo para vereadores do
municipio da capital, coraurehendendo os colle-
gios de Sant'.Vcina, Trindade, Barcarena, Inhan-
gapy, Bujar e Capim :
Dr. Halcher. :......
Son/.a e Azevedo. .
Molla.........
'-ma......,..'.'
Joao Diogo......; ,
Padre Eutichyo......;
tzidoro.........'
Cabral......
Prado ..,......;
Mallos.........
Dr. Lobato......, ',
Dr. Caolo .....
Minina........
Julio.........
Miranda........
l'iinenlel.........
Trovo ......
Dr. Castro.......\
L-se no Jornal do Amazonas .
O dia da liberdade da Ierra de Santa Cruz, o
da do patriotismo e enthusiasnio, o sempre m'e-
raoravel e grandioso da Sele de Setembro foi so-
leranisado com ura esplendido baile dado no
quartel do 3o batalho de artilharia.
Das corporages reunid is da guarda nacio-
nal, exercito, e marraba nasceo lo patii..iica
idea, que foi realisada a pesar dos troperos e dif-
liculdades, que leve de encontrar ames de ser
levada a effeiio : na verdade foi uraa fesla des-
lumbrante !... as sete horas di noile j a exten-
sa linha da frente do quartel, onde Iremnhvam
auri-verdes pavilhoes, se chava toda Ilumina-
da, sobresilundo no centro na entrada principal
um magestoso prtico ornado de allegonas, tro-
phos d armas e inscripeos inherentes ao gran-
de da : das columnas do edificio enlrelacad&s do
bandeiras pendiam elegantes ellipses onde era
transparente se lia o nome de cada corpor.aco
quo concoricra para o baile : alm disso os har-
moniosos e mgicos sons de bandas de msica
milita.es, collocadas em dous crelos frontdros
acceudiaiu o enthusiasmo um parque de arti-
lharia convcnienleroeute prostado para salvar no
comego do bule d.iva un aspecto marcial e so-
lemne a feslividade.
O concurso do povo para gozar lo brilhante
espectculo era immenso.
No interior do quartel presidia o asscio, es-
mero e bom gosto: nao era a pomposa osteula-
cao do luxo que se linha admirar, e sira uraa
simplicdsde que encantara o predispunha a al-
ma para os prazeres dessa noile: uma cerla ori-
ginalidade.
Dous espagosos salos ltimamente acaba-
dos umdnsiinado a secretaria, e oulro a quar-
tel da prfmeira companhia eslavam preparados
para o baile : dava-lhes gragas o gusto militar
com que eslavara decorados. Viam-se baione-
las, espingardas, espadas, syraelrieamenle dis-
do sarilhos, circuios, ngulos que
. os raios das luzes; pilhas do balas
de artilharia, pallaraenlas,
lit I
1766
1701
1698
1683
1674
1520
1373
L337
801
7S3
777
727
721
716
6-J7
640
6^9
bro delo^.fo"raWDDriid'r.w.I.lth oeiVin" uel.a1r"">'. paHamenUs, tambores, cmelas
ordinariano rvterior P7oir,!,r 'MXl-ra" a,llsl"'a'",,olc representando tropheus de armas .
Urt^Ato^^^ZS1* ir *" relelos magnficos de S. M. o Imperado-
tenor, c distribuidas por verbas especiaes as de-
ferentes despezas que aclualraenle se faz por
Na ola destas novas verbas, cumbria calcular
assomraasu ellas necessarias sobro urna base
mais lar n,7, su "'"auase A sala destinada pa
ront Sui '1U- -Se ll,r"ass(" deli-idesejar, havia al luxo.
cenles, visto nao ser oarm II ,l.i annl. ..-. .'.... -..i...-
guarnecidos de bandeiras com queestavam ador-
nados os dous sales davam-lhes mais expleudor
e raagestade: as luzes realgavara o brillio de lo-
dos esses ObjactOS.
A sala destinada para loi.ele nada dcixava a
denles, visto nao ser parmillido applicar as's'-
oras de uma em auxilio de oulras, como se pudia
lazer com as duas verbas supprimidas.
Dest, innovagao resulla o reslo da q'uanfia ex-
cedida ao uliiraoorcamenlo.
Nao obstante esse' excesso, o projeclo que vos
aprsenlo sera ullrapassar os limites de uma
bem fundada provisao, foi confeccionado sob o
espirito da mais estricta economa.
Prova este asserlo a seguinte demonstraco.
lara as difTereugas de cambio e as novas ver-
265 080000Cab dC fa"ar' PCde"Se a,uanlia de
Despendeu-se no exercicio de
1358 1859, sem comprehen-
der-se dfferengos de cambio o
commisses, pelas duas verbas
supprimidas
Dilerenga para menos, entre
oorcaraentoe o despendido nes-
la parle do orcamento 33:893^536
as tabellas j mencionadas achareiTasTxp-
298:971 536
O estado maior foi convertido em boteiuim
densas e lorigas columnas de garrafas de cham-
pagne all liguravara com garbo, a casa da m-
sica licou a disposicao dos apreciadores do volla-
rets e ecarl : einlira a raesraa arrecadaco ae-
ral do batalho solfreu metamorphose figurando
de toileipara homens, apesar de suas praielei-
ras carregaias de inochillas, marmitas, capo-
tes... '
A's 9 horas S. Exc, o Sr. presidenlo den os
vivas do coslurae e aililhara fez troar sua forte
voz salvando com vinte e ura tiros e as msicas
dando o signal principien o baile.
Alm do Exm. presidente da provincia so
achavam presentes, o marechal eommaudantc
das armas, o bngadeiro inspector de artilharia
Dr. chefe de polica, loda a olficialidade da "uar-
da nacional, exercito e marina, chefes de re-
partges, eralira ludo que ha de grado na pro-
vincia. '
O numero de senhorase cavalheiros era bas-
tante crestudo; em um s.alo dangaram quaren-
la purs e no oulro sessenla.

ILEGfVEL,


mm
DIARIO DE PERRAMBCO. SABBADO 13 DE OUTBBO DE 1860.
lisfago, nao era urna desUs feslas de conslran-
gin)cnto e etiqsela ; uro verdadeiro enlhusias-
iii'' se comraunicava a todos
A' meia traite queiraou-se um lindo o va-
riado fugo do artificio c o bailo proseguio na
nielhor ordem at duas horas e meia da madru-
gada: conservando todos urna doce recordaco
dessa noile: reinou a profuso e o servio foi
feito com toda a regularidade e oa nielhor or-
dem.
As commissoes incumbidas dos diversos ar-
raDjos do baile merecem especial mensao. pois
corresponderam completamente a toda esoecla-
tiva. v
L-se no Diario do Gram-Par, de 1 do cor-
rente:
Pelo vapor enlndo no sabbado 31, de
Camela, tivemos a triste noticia de que aquella
cidade est sendo assolada por dous terriveis
tlagellos, cada qual o mais devastador da huma-
nidado e destruidor da aociedade, a peste e a in-
saciavel viuganca das autoridades locaes.
Urna (obro com carcter pernicioso, acom-
panhada de soltura de reir lem-se desenvol-
vidu uestes ltimos dias com progresso atlerra-
dor, tendo j feito desappnrecer muilas vidas.
Ocommandante superior Joaquim Cardoso
de Andrade, e os seus commandanlcs interinos
dos balalhes, nao contentes com os meios im-
inoiaes e criminosos de que serviram-se para ex-
torquirem os votos aos cidadaos as eleicoes de
cmaras, no que foram bem favorecidos auxi-
liados pela polica, que esta toda montada no
sentido do partido liberal, nao podendo soffrer
que contra o seu poder desptico e arbitrario
prevalecesse a liberdado dos cidadaos, esto no
meio do flagello da pesie perseguindo o povo com
lodosos gneros de oiartyrios. Desde o dia em
que concluirara-so as eleicoes puieram escolias
por lodos os dislrietos, prndendo por crime de
desobediencia a todos quantos volaum livre-
mente, ji o calabouco encheu-se, de victimas
cleiloraes, e quando de l sanio o vapor estavam
presos aguardase 4 offieiaes.
O povo est foragido, uns lem-se retirado
para as ilhas, outros lera-se enterrado as mitas
para escaparem s perseguioes ; o commcrcio
ost completamente paralysado porque todos fo-
gem da cidade para nao seren "presos. Chama-
mos a atlenco du Exm. Sr. presidente da pro-
vincia para acuelles dous flagellos, a pesie e o
poder arbitrario das autoridades, que podem le-
var a provincia ao abysmo de que dista j pouco,
Os officiaes que esli presos sao os ca pit es
Manoel Dornellas da Cruz e Juo Pilippe Correia
de Mederos, e (nenies Joio Antonio da Cusa e
Joo Raptista de Novaes.
Mnranho.Le-se no Publicador 3Iaranhense
de 3 :
Una represenlaco assignada por diversos
cdalos, reclamando que sejam julgadas nullas
as eleicoes de vereadures Cjuizes de paz da paio-
chia do Nossa Senhora da Conceico desla cida-
de em razio das Lilas e Ilegalidades, que, se-
gundo dizcm, foram corametlidas no processo'
eleitoral, leve o seguinte despacho :
As irregularidades allegada* pelos suppli- I
cantes, nio sendo de tal modo substanciaos, que'
devam importar a oullidade da eleicao do que '
tratan) na presente represenlaco ; e nao julgan- !
Jo sufficietiies as proras, que delta apresentam,!
nada lia a deliberar a respeito por parle desla
presidencia.
Palacio do governo do Marinhio, 2 de ou- I
tubro de 1860.Joo Silveira de Souza.
Pora ni julgadas nullas por acto do dia 2 do !
corrente. as eleicoes da freguezia de S. Joo Bap-
lisla de Vinhaes do Municipio, em consequencia !
de ler sido irregularraenle organisada a mesa pa-
rochial.e mandou-sc proceder a nova eleicao na
2a dominga de uovembro prximo, gmente de
juizes de paz, por constituir a parochia a minora
do municipio.
Cetro, t Rio Grande do Norte.Nenhuma no-
ticia ha mencionar, aps a sahida do Oyapock
Parahiba.V.\s o que diz a carta do nossocor-
respondenle :
Nenhum fado importante ha, para referir :
o Sr. Silva Xunes esperado nesta capital de
16 a 20.
S. Exc. no dia 26 do passado eslava na villa
doTeixcira,a continuava a receber proras de con-
s leraQo e apreeo da parle dos parahibanos.
A offifialidade do meio bitalbo, do qual
digno commandante o teneule-coronel Ernesto,
prepara um baile para obsequiar a S. Exc, o
qual ter lugar nos saldes da asscmbla pro-
vincial.
Fui preso na freguezia de Taquara Joo de
D s Sevcrino, conheciio por Joo Cato, crimi-
D tso do homicidio e condemnado gales perpe-
tuas pelo jury de Goianna,dessa provincia, onde
criminoso.
as ultimas eleicoes foi nina cunha fo11> em
nmeacase se assim nao procedesse talrez anda
inje zombisse da aeco da le.
0 ferret opus eleitoral continua.
PRNAMBUCO.
(3)
i ,,.?, cspecl8dore. mlnel9 1ue l,rf. e a 4* ( checo. casa terrea, arrendada por
para entregar ao publicador o bilhete. Em quan- dem 5,-Mathias Lopes da Costa
lo nao se tivcr publicado o bilhete, o menino nao Maia. casa
dever tirar outro.
Parece qu.e este processo mais demorado,
porem nao assim, visto que j aqui foi, elle
praiicado antigamente; e no mesuao actual re-
gulamento se providencia sobre tal, tanto que
mandado correrem as lotorias das 8 horas at as
oda tarde, observadas restrictamente estas dispo-
sigoes, esiar lodo o mal sanado.0 Jogador da dem 17.Bento dos Sanios Ram
torrea, arrendada por
dem 11.Joo Dias Moreira, casa
terrea, arrendada por............
dem 13. Francisco dos Santos
Borges, casa terrea, arrendada
por..............................
dem 15. Carlos Joo de Souza
Correa, casa terrea arrendada por
IHMf,)
Hontem S urna hora da tarde S. Exc. o Sr.
presidenta/de provinca acompanhado pelos Srs.
chele da estaco naval, e inspector do arsenal de
raarinha, e "respectivos ajudantcs de ordena, fui
pagar bordo do vapor de guerra americano
Semenole a visita que Iho havia feito em pala-
cio o Sr. commandante Prenliss, que receben S.
Exc. frente de sua oilicialidade, leudo i seu
lado o Sr. cnsul dos Estados Unidos.,
A guarnico do vapor o dos oossos navios de
guerra subiu s vergas e fez ascoulinencias de-
vidasaoallo cargo de S. Exc.
O vapor eslava em bella ordem, e mostrava na
tolda uma guarnico de apparencia notavel, so-
bresaliendo enlre ella o bouito uniformo do des-
tacamento desoldados de marinas, cujo porte
era bastante marcial.
Com apreciavel delicadeza o Sr. commandan-
te Prenliss mostrou todo o navio S. Exc. diri-
ginno-se com frequencia aos nossos officiaes a
manaba que formava a commitiva de S. Exc,
que se deraorou bordo cerca de uma hora.
O vapor Serenle tero armado em rodicio um
magnifico eanhio. Dalghneen, de 11 pologadas,
I calibre superior ao 8o francez que o maior que
temos empregado em nossos navios de guerra.
Esta arlilbaria lem o nome de um lenle da
1 marinha americana que a invenlou alguns an-
uos ; bem que inferior raiada de Arnestrong e
do coronel Tesle, comludo uma arma peri-
gosa polo seu grande alcince, e os americanos a
apreciara bastante.
O cornraandanlo Prenliss tenciona sahir hoje
directamentj pora o Rio de Janeiro, e o vapor
vai-se empregar no servico do Rio Paran.
No vapor Paran segu de passagem o
r. capillo leneute Manoel Mara Lobo Botelho, dem 20.ManoelGomes iiaigoei-
ommandanle do brigue de guerra Caliope, j ra, uma meia agua, arrendada
os
casa terrea, arrendada por......
dem 19.Viuva e herdeiros de Jo-
s dos Santos Nunes de Oliveira,
casa terrea, arrendada por......
dem M.Os mesmos, casa terrea
arrendada por...................
dem 25.Manoel Pereira Caldas,
casa terrea, arrendada por......
dem 27.Joo da Cunha Soares
Guimaraes, casa terrea, arrenda-
da por............................
dem 35.Lourenco Cavalcanti de
Albuquerque, sobrado com urna
luja e um andar, arrendado por..
dem 43. Viuva o herdeiros de
Antonio Jos da Costa e Silva, ca-
sa terrea, arrendada por.........
dem 45.O rnesmo, casa terrea
arrendada por....................
Ra da Trempe.
N. 11.Jos Jeronymo da Silva, ca-
sa terrea, arrandada por..........
Idoi/i 13 O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
Nem 15. l)r. Francisco Pereira
Freir, C3sa terrea, arrendada por
dem 17.Maria Carolina Ferreira-
de Carvalho, casa terrea, arrenda-
da por............................
Ra da Soledade.
N. 4.Irmandade de N. S. da Sole-
dade, casa terrea, arrendada por
dem 6.Jos Ricardo Coelho, ca-
sa terrea, arrendada por.........
dem 8. Felicia Joaquina Barbosa
de Faria, casa terrea, arrendada
por.
ex ce
que vai responder conselho de" guerra no Rio
de Janeiro.
O conselho de invesligacao no Maranhao nao
achou materia para criminalidade do comman-
dante e atlribuio o sinislro do brigue forca
maior.
A companham ao ex commandante o nico
oflicial que se salvou, o Sr. pillo Manoel de Je-
ss e Silva, e varias pracas da raarinhagem que
devem servir de lestemunbas,
Aqui embarca para o mesnjo fin o pratico Jos
Rodrigues Freir, que. milagrosamente cscapou
da morte.
Passageiroa vindos dos porlos do norte no
vapor brasileiro Paran.Francisco de Assis
Brilo, capilo-lente Manoel M. Lobo Botelho.
J. Antonio Jorge, capilo-lenenle II. A. B. de
Alraeida e sua familia, Carlos M. Fagundes, I)r.
Francisco Xavier Pereira de Brito, Ignacio Tibur-
cio do Amaral ; J. J. de Mello, Miguel Germano
de Oli'eiraSecupira. Jos Antonio da Silva Arau-
j", Joo M. l'aes, Francisco Antonio da Silva.
Felisberlo de Medeiros Birboza, Antonio Sezario
Moreira Das, Joo de Dos Sertino, criminoso
2 pracas que o escolla, S. E. Carneiro da Cunha.
Seguem para o sul, director Antonio L.iiz de
Andrade. soldado Antonio Jos de Santa Anua,
por.
Jacob Cahu, Leo Cahu. Peler Mish, Joaquira dem 6oVioo"Jos' Fernn de.
REVISTA DIARIA-
No dia 3 do corronte. pralicou o Dr. Cosme de
Perein a operago da catarata, pelo meihodo
da eitracco, no Sr. Bernardino de Sena Maga-
Hjes, da provincia de Algoas, e que a.ctualnien-
(; reside tiesta cidade.
A operacao fui Irabalhosissima, mas leve um
ex i lo lisongro, devido aos bons exemplos que o
operador colheu em sua recente risgem Euro-
ru, assim como sua pratica o pericia em
taes operaces.
O operado soffria em ambos os olhos, e por
isso deriam ambos passar pela erradieaco da
catarata ; mas a sobrnviniencia de graves iiccur-
rencias, l'evou o referido Dr. a liraitar-se n'aquel-
le da lio soliente uro delles, por pruden-
cia.
Assistiram i operario os Drs. Gonealves de
Moraese Pereira de Brito.
Alguen reclama contra a existencia de um
batuque de africanos em grande escala, que diz
existir na Capunga; o qual alm do incommodu
que causa aos moradores das proximidades, of-
fi n le notavelmente moralidaJe publica ; por-
que os batucantes troco eiuresi.no ardor da folia,
phrases que com ella repugnara por olidas c
cadas an jo'lo delles.
C mvin que se providencie sobre isto, vedan-
do-se a continuecio do referido batuque.
Apezar de j hacrmos offerecido um meio
pratico para a eitraccio d is loteras, meio que
nos parecesusceplirel d? sustentar o crdito des-
tas no seu devido p, evitando cam a sua con-
sagracao a pratico de quaesquer abusos ; apre-
senlamoscom tuto as Be^uintes considetacocs,
que sobre a mesma materia nos enviam, afim de
que deltas se colha o que for ulil n'aqucllc sen-
tido
De inqoest;onare1 que uma reforma faz-se
precisa, por que a suspeila paira sobre o espi-
r lo publico, nao obstante a solucao oflicial que
lore o incidente, que veio robu>lece-la.
Nos eremos mesmo que as operaces da the-
S turara das lolerias marcliam era resejavcl re-
guliridade; l'mos ennfianca de que todo nella
devi lamente Qscalisado, o que s a malevolen-
cia pode fmputar-lhe. Tactos indignos ; mas na
situacio actual urgente urna concessao ao pu-
l! ico, que restabeleca a conflanca, o por con-
seguinte convide a compra dos btlhetes da pro-
vincia de preferencia aos do Rio:
Sr. Redactor da fevisla Diaria. Sembra-
mos a Vmc. as seguidles obsorvncoes para me-
Ihor andamento das rodas da lotera, c dessa
roancira evitir que hajam suspeitas, como ha
pouco se deu, na exlraccio da ultima. As pro-
vi leticias que lembramns 800 lilhas de un re-
gulimenlo dado pelo voverno geral, quando a-
cabou com a pratica de rorrerem as loteras com
os bilhetes brancos. o pretos.
Essas providencias sao as seguidles:
1." O Sr. thesoureiro deve colocara grade
que divide os flssenlos dos espectadores d'aquel-
les dos publicadores, em tima distancia de duas
bracas, demaneira que o publico veja fcilmente
ludo o quanlo se passe na extrac^io.
2. Ospublicadores devem ler ns mangas
dos palitos arregazadas, de modo que csteja o
braco n completamente.
" 3. Depdia de se deilar os premios na urna,
o Sr. thesoureiro, ou o juiz dever mostrar an
publico as sortea maiores de um cont do reis,
e na presenca dos espectadores dobrar e lanzar
na urna.
4. O Sr. thesoureiro deve de ea la vez que
se publicar un bilhete, dar quatro pancadas,
sendo a primeira para o menino mostrar ao pu-
blico que as mios nada tem; a 2a para levar a
direita a urna e lirar o bilhete ; a 3* para mos-
Manoel Belola, Pillo Manoel de Jess c Silva.
5 pracas para o exordio, ajudanle de maquinis-
ta D. P. de Drumond, Grumete Dionizio Maciel.
Joaqun: da Silva Peixoto, cadete Jos Ignacio
dos Santos, 25 pracas Je prel e 3 e;cravos a en-
tregar.
Passageiroa vinJo do Acarar no hiato bra-
sileiro Santo Amaro.Joo Mendos da Rocha o
1 esc raro, Alfonso Henri junde Vaseoncellos, Ze-
l'erino Machado Freir e 3 criados, Vicente da
Costa Pigucira e 1 criado, Rafael Araujo Soares
e 2 criados, Joaquim Marques d
dem 2f.Francisco Jos Fernn-
des Pires, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 28.Irmandade de N. S d
Soledade, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 32.Joo Antonio Guimaraes,
casa terrea, arrendada por.......
dem 34.Antonio Bernardo Fer-
reira. casi trrea, arrendada por
dem 36.Jos Pires da Cruz, casa
terrea, arrendada por............
dem 38 Dr. Abilio Jos Tavares
da Silva, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 40.Annunciada Camila Al-
ves da Silva, casa terrea, arren-
dada por......................
dem 54.Filos de Manoel Joa-
quira do Reg Barros, casa terrea
arrendada por....................
dem 56.Jos dos Santos Noves,
casalerrna, arrendada por.......
Mera 5.Annunciada Camila Aires
da SV3, casa terrea, arrendada
po.............................
de
Carvalho, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 62.Joaquina da Silva Lopes,
casa terrea, arrendada por.......
dem 70.Annunciada Camilla Al-
ves da Silva, casa lerrca, arren-
dada por..........................
dem 74.Viuva e herdeiros de Ma-
noel Jos da Silva Guimaraes, ca-
sa terrea, arrendada por..........
dem 78.Oa mesmos, casa terrea
arrendada por
e Souza e 1 cra- |
do. Antonio Cameir > de Mesquita Barateiro e 1 dem 80.Os mesmos, sobridiicim
criados, Francisco l.ouriano Fi^ucira do Mello e duas lujas u 1 andar arrendado
1 escravo, Joo de Mendonca Furlado e 3 cria-1 por.......................
dos, Antonio Viriatode Medeiros el cria lo, Do- dem 11.Francisco Maciel deSoii-
nnngosJos Piulo Braga e 1 criado. Olegario, xa, casa torrea arrendada por
Francisco Jorge du Souza, Francisco Bueiro da Uem 17.Victorino Jos Monleiro,
casa terrea, arrendada por.......'
150JOO0
18030O0
300800
SOOOOO
192J0O0
300000
8VJ0O0
200JMMX)
216J0OO
300000
1:200#000
4OOJO00
360J030
200SOOO
200JOOO
18OJO00
300*000
2iO$roo
SOOjJOOO
2003000
1448000
1683dt5rju|
2405000
500J000
300-JO00
240J00O
48-1*000
360J000
200*000
192-J000
1925000
1505000
1568000
3605000
3003000
2005000
Sr, Peniston exigi do erapreiteiro que asesca-: acompanhado o Sr. J. Bayliss emtoda a insoeceo
Txi^aT8r^0SSe-mda,axT?del?P,?- d?SObrHS M..^refer>eore.a.ofo,Vconcoro
CXISlem 18 eSCavaCOOS e AH alrrrm rlp 1i na nlor--------"-------:------' ------------
do largura somenle.
Sxialera 18 escavages e 48" alema de'14 ps plenamente as vistas nVDo'expostas.
Os lados do ntuitis escava- 1 (Assignado) /?. Broom
goes, era lugar de fazer uma declividade para Companhia da va frrea do Recite S Fran-
"*s!.I!.T"0*"1,-?5.V_f 1:es,So.1"s' P"- cisco.E^riptorio do engenheiro era chefe, Per-
tiarabuco 1860.
Tenho a honra de aecusar o recebimento da
sita caria do dia 12, e agradeco-lhe a corlezia que
lhe induz me remoller o relatoiioque acompa-
pcndiculares. Em consequencia a trra cons-
tantemente esti cahindo, bloqueando a estrada,
0 calculo que ao menos vinte mil jardas cubicas
de trra nao do ser removidas antis que os treos
poderao percorrer a estrada com alguma segu- nhou a sua carta.
,an9a- Suppondo Vmc.
Anda est se trabalhando era 3 a 4 escavacoes
e,,,r" ?,villa Jo Cabo e Pari, e as escavacoes
de Timb-ass ; e as de Olinda esto n'ura estado
mullo incompleto.
Inclinaroe da estrada.
(Gradiente.)
Sr. Peniston, com a vista do reduzir as obras
para se fazer, tem feito muilas alleraroes as in-
cltnacoes. Elle lem adoptado algumas do 1 em
42, I em 48, I em 50, 1 em 5 i, 1 em 55, 1 era 60,
1 era 70, e 1 em 71, nao obstante que as con-
cessoes garantidas pelo governo imperial e pro-
vincial limitara as inclinacoes a 1 em 80.
Trilhos e dormentes.
Estes sao deilados em differentps lugares as
incUnacoes cima mencionadas.
Estou informado que quasi Iodos os trilhos c
nrni!PSleem S-J0 dei,aud0,sL s,,m linha ""'"' cavacoes equarenta e'oito sierros, de que Vqj
guia dos trabalhadores. e esta as- fiz mencio, nao exacto ; e quando elles fore
autorisado dar suas inTor-
maces aos accionistas, e eslando o inleresse que
I me. nostra para o bom-cstar da empreza
evidcntemenlo imparcial, estimo Iwslante que
Vmc approve profisslonalmente certas obras e
arranjes feilos pelos empregados da companhia,
lano mais, como tal testemuno d'oma aulori-
dade to elevada, deve ser de tamaito valor,
vista de suas tristes prognosticaces do mtz de gM pe
abril prximo passado. | do
P^rcm, Vmc. errou e
Considerando que a estrada de uma linha
somenle e que os trilhos o dormentes sao odia-
dos de tuna forma ou dcoulra na distancia inlei-
ra, as suas operaces em levantando os alerros
e abaixando as excavaces, se nao llvcrcm outro
mrito, ao menos tem o de novidade.
Trilhos e dormentes.
A minha asserco que quasi tolos estavam
donados sem linha central o nivel, era bascada
as inforiDaces de pessoas compelentes. que
percorrerara as obras duas ou tres vozes por se-
mana, durante dezoito mezes. pessois em quera
tenho a maior confianza.
Estou convencido pelas observaces feilas por
%TX'e a* }00 CM0 a trilhos o dormenlen
tem sido deilados sem a minima atlenco s li-
nhas contraes ou nivel.
A respett.) da deficiencia de cadeiras, a que
V me. refere, devo dizer, que todas que foram pa-
ela companhia, rieram para c ; rresumin-
porm, que \ me. nao ler
-m conseguido otha-
JBJ urnas poucas partcula- las todas, o facto que Vmc. au tenha bstanla
rilados, as quaes, nao obstante ea j as ter apon- para a segunda soeco li-
tado no meu relatoro aos directores, assim mesmo
vantajosamenle pdem ser indicadas Vmc.
para remover asduvidas que Vine, leve bonda-
de suscitar, e deste modo poder-so dissolver es-
ta* duvidas satisfactoriamente.
Vmc. folgar saber que o numero de dezoilo
18 mezes depos de ler lo-
sercao lica corroborada pela m apparencia desla
obra.
Nenhum trilho est ligado em conformidade
com as prescripces do governo imperial.
Todos os dormentes na extenso de onze mi-
Ihas p. m. o m., isto da villa do Cabo al Para,
estao deilados ; porm, no espaco restante de 5
milhas ale a Estad a, os dormentes arhara-se dei-
lados com um iuiervallo de 6 6 ps no lugar de
3 ps, e eonseqiieiilcmento anda faltara para
deilar dormentes intermediarios o cadeiras de
ferro para os tiilhos.
Esti parte da estrada somonte pode ser consi-
derada como uma estrada temporaria. Grande
parte das cadeiras pequeas ou intermediarias
leem
mado conta das obras, u 3 mezes depos do lem-
po em que Vine tinha declarado poder abrir a
seceo, nao pode senio me convencer, que da
sua parte lem havido uma grtude falta de pre-
venco e administracio.
'treio.
me. Folgo saber que Vmc. nio^lem motivo de re-
---------rem ceiar alguma dRcuidade ou despeza em obter
acabados nd lempo em que pretendemos abrir a area dos lugares cscolhidos por Vmc
miX?fm h^- l0d'-* exa;l-ln"nte ein c'"'f'""- Vnic. nao faz mencio de um ponto muito m-
midade cora ss dimensoes adoptadas na ronstruc- portante desla obra, quero dizer do temno ana
cao desla serrao. Neste raesmo lempo tambera se gastar na exeruco della P q
Uiverses de rios.
se execular fcilmente o numero de jardas de
excaracao precisas para acabar os aterres. Al-
guns dus atorros, anda nao tendo chegado al-
tura que ae pretende dar-lhes, pode ser que ex-
citem as inclinacoes temporariamente), das quaes
Vmc. faz mencio; piorm, nio havenlo diflicut-
dvl.- na final cxecufcio, Vmc. folgar de saber
que uma grande redurcao de alerrosser rorapa-
ttvel com a factura completa das nclinaqes.
Vmc. lem sido mal informado no que diz
respeiio de ler a estrada sido f.iti sera linha cen-
>em jsido empsAgidas-Snas ligas dos trilhos. e tral ounivel para guia dos trabalhadores. Urna"
d|Cs^ndePr ,,esh*ados e Wuidoa por ca- ^a^rcao sem" fundamento algn,. T, til'o
Ten
s gtlndes.
11I10 tambera observado, que militas cadeiras
pequeas estio ligadas por uma espiga somonte
no lugar de^luas.
Os dormenres leem silo deitidos muito dos-
cuidadosamente, elles nio fazem ngulo recto
com os trilhos, e mu i tos dormentes, especial-
mente os debaixo das ligas dos tullios, esli Ta-
chados.
Em um espaco de 12 millia* para cima, os tri-
lhos e dormentes esli deilados s-m area alguma,
e tendo os vapores corrido nelles durante e in-
mediatamente depos das chovas, os dormentes
tem sido forrados dentro da Ierra, c deilando-se
areia na estrada no estado actual, a despeza de
conservar estas obras, depois da abertura da es-
trada, ser muito augmentada
Areia.
Sj;. Peniston, no contrato do Sr. G. Furnis exi- '
gio area par uma largura de 15 ps no nivel dos
trilhos; porm. calculando somenle uma largura
do 13 ps, anda fallara quarenta mil jardas cu
bicas de area para completar a segunda seccio, e
posto que se obtenha rea branca as risinhan-
cas do no laboatao, ser preciso do transportar ;
tinte mil jardas cubicas n'uma distancia de treze
militas,
Tunnel do Paco.
Tem o romprimento de 16i jardas e pode-se
consjderar acabado.
I Pontes temporarias de mndeira.
Existem agora 2
riachVs c aguas corre
Sendo^uma das co
trahido
aponlado aos accionistas o eslado actual da es-
Irada -i respeiUMe cadeiras de ferro e dormen-
tes ; porem ningeem sabe nielhor que Vmc. que
a deficiencia das cadeiras lias ultimas sele milhas
da seccao, devida circuinstancias; que nao
nos fui pdssiwl acharas cadeiras, cuja importan-
cia foi paga rVmc. pela companhia, e estenden-
do algumas milhas para dentro da 3* seccio;
porem, leudo os vapores j percorrido esta parte
satisfarloriamenle ( isto temporariamente ), e
nao existindo motivo para recejar que hovera dif-
liculdade era compleiar a seccao cotn trilhos e
dormentes no lempo xo, oseu receio paiece-nie
prematuro.
Nao tenho de maoeira alguma reconhecido o
valor destas diverses. Obras como as diverses
atraz e ao lado da escavacSo n. 34 e entre as
excavaces ns. 29 e 32, sao lm da miuha ava-
liacao.
Porque motivo tein Vmc. sido obrigado a cons-
truir uma tapadoura otravez o anteri jr e con-
veiler as aguas no canal primario?
/Bombas.
o nico modode/xplicara sua conOanca sopa-
rento na estabilufade das bombas de 9 ps. de-
baixo dos alados n. 21,
sua ultima, mspeccao
nlia.
na supposico que a
tem sido previa a mi-
Est claro, que a estrada nio ser areiada no
estado em queso acha. porm ludo est promplol ">os pederemos deoaiiar urna "con i
r principio iramediatamente. proceden-1 latorio, aos dir
igares que lomos escolhido para
do-se com a factura e o aterro ao mesmo lempo
I vmitta-me dizer-lhe, caso Vine nio o tenha
observado, que a factura j est completa nos
dous trminos, e que j.i se est areiando ; nio ha
motivo de recetar dfOcuidade, nem despeza em
tirar areia dos lu
este fim.
Vmc. deve ler observado, que grande parle
das puntes temporarias agora, sao abandonadas,
e ludo ser substituido por estructuras perma-
nentes, o>i ser, desnecessarias, divergitido-se os
riachos e enchendo-se os buracos.
Folgo de ver Vmc. reconhec-r o valor das di-
e
runos ae mndeira. versos dos riachos, de que estou tratando, o que
desla estructura sobreos, tem feito desnecessarias moitis pontes porm
TZS-\. a <% mc- erra rpaP,i|o I" grande custo delas, nem
ndicoe, do empreslimo con- I receio tanta despeza na conserracao dellao Esl
'lili liniUlTI'l tt..<\ ..^ t%l...O I l...... -_. ^' ...'. L.3.U
Fallas as obras.
I.u nao disse que Vmc. sabia que algumas
obras tu.hain desabado e oulras sido carriladas
pelas cheias ; somenle mencione! o facto. Repi-
to, que taes cccurrencias se deram. Vmc. nio
se devequcixar so eu estiver melhor informado
de que Vmc. do que na realidadu tem occorrido
nas obras nos ltimos ls mezes.
travessamenUu.
Tenho prazcr era saber que o numero delles
esta ledu/.ido mais de melado do que Vmc
exigi.
P*co-lhe de aoontar uma pessoa, em cujas
a de meu re-
cetores aulorisaiido
esta pessoa.
[depos de ter inspeccionado as obras da estradah
e decidir se sim ou nao o eslado aciu;.l das obras
justifica as rninhasasserres.
Este meio parece-me "o mellior e mais satisfac-
torio, que se pode adoptar
Suude Vine, altelo venerador e criado
(Assignado) John Bayliss.
Recite, 12 de nutubro de 160.
Al a dala de hoje, nao lenlio recebido respOS-
ta auguma i caria cima, (u. 4.)
Os accionistas brasileiros, sem duvida chega-
rao uma concluso justa respeito das obras,
visto que o Sr Peniston nao se atreven accei-
lar o meu convite para apuntar uma pessoa im-
parcial para julgar entre nos.
(Assignado) John Bayliss.
Cunda,
Passageiroa do hiate brasileiro Nicolao I, vin-
dos do Aracaty:
Francisco Ignacio Tinoco, Joo J Ribelro, Ma-
no*! Francisco da Cunha, Josa Lourenco Colares.
Passageiro do hiale brasileiro Sania Lusia,
viudo do Passo de Carnaragibe. Urbano Jos
Pereira.
P.iss:i0'oiros do hiate brasileiro Gralid'w, vin-
dos Aracaty.Jos Fraiode Araujo, sua senho-
ra el fllho.
Matadoi'ro prnLico :
Maiaram-se no dia 12 do correte para consu-
mo desta cidade 86 rezes.
MouiALiiiAtiF. no niA 12 :
Jos, branco, 5 annos; indegeslio.
Cordolina Mara da Gonce cao, parda, casada,
30 anuos; cancro no uterino."
Honorio, prelo, escravo, 6 mez?s ; entorile
chronico.
Francisca, branca, 3 anuos; convulsos.
Rita, parda, 4 mezes; sirarapo.
Faustino, pelo, escravo, solleiro, 17 anuos ;
albremenuria.
Olimpio, branco, 4 annos; gaslro enlcrite.
Raimundo, pardo, 15 dias; ttano.
Bacharel Luiz Alfonso de Albuquerque Mara-
nhio, branco, casado, 32 anuos; repentina-
mente.
Hospital np. CAMBAOS. Existera 58 ho-
Idera 81.Bernardino Jos Montei-
ro, casa terrea, arrendada por___
dem 23.Paulino dos Sanios Car-
valho, casa larrea, arrendada por
dem 25. Herdeiros do Joo Ro-
drigues di Araujo, cisa terrea,
arrendada por....................
dem 27Amaro Pereira da Cruz,
casa terrea, arrendada por.......
dem 29.Augusto Frederico d"Oli-
veira, casa terrea, arrendada por
980S00I)
3005000
6008000
3008000
1688000
2408000
1568000
(.Conltnuar-se-fia.)
Correspondencias.
Srs. red ictores.Era saltsfacao a verdade ve-
nho declarar pelo seu jornal para que lome o
publico em consideracao o seguinte laclo ; < Es-
tando eu nesta villa, e" tendo como veanle con-
corrido as ultimas eleicoes desla rreguezia, de-
pois de organisada a mesa e do recebimento de
boa porcio de sedlas succedeu que por casua-
lidade passasse eu pela casa do lenle Anto-
nio Luiz de Souza, onde se achava hospedado o
Sr. commandante superior Antonio Gomes da
Silva Cumar, o qual vendo-rae chamou-ine e
pedio
um papel
raens e 52 mulheres nacionaes ; 6 horneas "es-15= "-q"' a88i.8na8se *m PaPrtl 1ue Ml" sobr
Irangeiros, total 116.
Na totalidadedos doentes exislem 39 aliena-
dos, sondo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 7 horas da manhia, pelo Dr.
Dornellas s 7 horas da mahia, pelo Dr Firm
s 5 horas da larde de honlera.
iraa mesa. Suppondo que fosse a.0
I de negocio particular ou cousa que o valesse
' que precisasse de minha assgnatura, cono tes-
teraunha e confiando no mesmo Sr. comman-
dante superior, sera ler preslei-a.
Ghegando agora ao meu conhecimenlo que es-
se papel em que me assignei era ura protesto
contra as referidas eleicoes, com o fim de oblcr
do governo di provincia a sua nullidade, apres-
so-me em fazer esla declaracio por ser um dos
que concurren para lies eleicoes, cando satis-
foito com o seu resudado.
Explicado assim o motivo da minha assgnalu-
CONSULADO PROVINCIAL.
Alteraedes feitas nas easas abaixo !c-
elaradas da freinezia da Boa-Vis- h?^bi*cpTfoJ,,ra.lM,crei,l qu
, i. bliiodaru o devido valor ao protesto
la, pelo lanrador
Jess da Malla.
Trsvessa do Quiabo.
X. '>. Ordem lerceira de San-
Francisco, casa lerrea, arrendada
por...............................
dem 5.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 7. A mesma, casa lerrea ar-
rendada por.......................
dem 9.Joaquim Jos Pinto, casa
terrea arrendada por.............
Traveasa de Joao Francisco.
N. 2.Victorino Jos de Souza Tra-
vasso, casa lerrea, arrendada por
dem 4. O m"smo, ca3a terrea ar-
rendada por.......................
dem 6.O mesmo, casa torrea ar-
rendada por......................
dem 8.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 12.Dr. Jos Joaquina de Sou-
za, caa lerrea, arrendada por....
Mein 16.Rufino Jos Correa d'Al-
meida, casa tarrea, arrendada por
Mein 1.Joaquim Pedro de Olivei-
ra, casa lerrea, arrendada por....
dem 11.Antonio Jos de Souza
Cousseiro, casa lerrea, arrendada
por...............................
dem 13.Jos da Cruz Sanios, ca-
sa tarrea arrendada por..........
Travessa da Mangueira.
N. 5.Jos Baptisla Ribeiro de Fa-
rias, casa lerrea arrendada por...
dem 9.Herdeiros de Moreira dos
Pissos e Francisco Ferreira da
Silva, casa lerrea, arrendada por
Ra do Sebo.
N. 18. Bernardino Jos Monleiro,
casa terrea, arrendada por.......
dem 20.O mesmo, casa lerrea
arrendado por....................
flem 22. Francelino Xavier da
Fonseca, casa terrea, arrendada
por...............................
dem 36.Victorino Jos Monleiro,
rasa lerrea, arrendada por......
dem 38.Guilheime Soares Boie-
lho, casa terrea, arrendada por..
dem 1.Viuva de Joo Soares Pa-
JoaO Peill'O (!e '?" engendrado nas trovas para pescar-se
signaturas pelo modo porque lica exposlo.
3 de outubro de 1860.
Josi Titeo doro Pessoa de Albuquerque.
da queslo da despeza crescida da conservarlo,
hei de presumir que o governo recusar a aber-
tura era pnd da seguranga publica.
No ilia 3 de selembro prximo passado, urna
cheia ordinaria estragn a ponte temporaria do
'/. imboa, de raaneira que o vapor nao poda cor-
I rer por cinco das. Felizmente o estrago foi des-
700*000 coberto era tempo para prevenir casos serios.
Pontes permanentes.
Sr. Peniston exigi do erapreiteiro que cons-
truisse 13 pontes sobre rios e estradas ; porm,
por hora o Sr. Peniston acabou a construccao de
duassmente, o duas mais estio em andamento.
Diversas divisoes de rios teera sido substitui-
das no lugar de 5 das pontes ; muito evidente
que ellas leem resultado era experimentos muito
sumptuosos, e na sua futura consetvacao bao de
tornar-se igualmente dispendiosas.
Bombas.
Sr. Peniston exigi do erapreiteiro a construc-
cao de 5 bombos de 2 at 8 ps de dimetro :
deste numero Sr. Peniston tem construido 20
somenle, e em nove casos elle lera empregado
camos de ferro, de 13 polegadas de dimetro S
mente, em lugar de bombas cora 30 pologadas de
dimetro, termo medio.
A rea seccional de um canto de 13 pologadas
sendo menos que nina quinta parle da rea de
uma bomba de 30 pologadas, segue-se que ou o
sr. Peniston exigi do empreitetro a construccao
de bombas cinco vezes da largura do que era e-
cessario, ou que no seu futuro procedimenlo para
com o governo imperial o provincial Sr. Peniston
tem construido bombas de uma quinti parte da
largura smento do quo era preciso para segu-
ranza e eslabilidade das obras da estrada.
Obras de peira e lijlo.
Grande parle deslas obras esto muito inferio-
res s que se achara toitis pelo erapreiteiro.
Tenho ouvido fallar 0111 fallas nas obras. Al-
gumas desaliaran), oulras foram estregadas pelas
cheias, oulras leem sido desmanchadas para pre-
venir que desabassem. Porm, como a maioria
desias asserces nio lem sido observada por miin
pessoalroente, nao direi mais este respeito, mas
nio posso deixar de chamar a atlenco seria para
a bomba de 9 ps debaixo do aterr n. 21, que'
tem uma altura de 40 ps.
Tedho percorrido esla bomba e achei s-is frac- !
turas, das quaes algumas estendeni al uma rolla
inteira. Esta obra sem duvida ha de ser refor-
mada em bem pouco lempo.
Estas observantes respeito de obras de podra
<> tijollo nao sao applicaveis ao tunnel do Pavo.
Pelo que parece, a qualidade desta obra faz mul-
ta honra aos que leem sido empregados tu sua
consiruccio.
motivo de desconfiar na nspeccio, que est
par de prevenir qualquef caso s'erio que se possa q"r '"e
receiar. raco
e o
de
pu
que
as-
120;000
156J000
156J000
1929000
8 5000
8*0!)0
8IS000
8JW00
1548000
1683000
96*000
216JO00
1923000
144f000
240g000
2O4g0OO
600g000
500JOOO
500JOOO
360S000
Publicacoes a pedido.
Todas as bombas sao feilas satisfactoriamente
lendo-se sempre era vista o nrc-'ssario esgoto
Naojiilguei necessario i um relatoro aos accio-
nistas 110 estado actual da estrada, a inlroducco
da queslo do que exig de Vmc.
Sinto differir de Vmc. na avaliacio da i n ferio-
ridade das obras actuacs em comparac&o s exe-
cutadas por Vmc, a minha opinio sendo muilo
comraiia.
Nio me consta que obra a
do, ou que timba sido
Declara cao.
Constando-me que alguem ha ahi que, para
seus llns. se inculca como tendo coiicorrtdo para
queeu fosse oomeado secretario do governo des-
la provincia ; declaro que nio devo a noraeaco
111ra a essu alguem.
esta declaracio lio s e nicamente para
urna tenha dosaba-
carregada pelas cheias
aquellos que pensaren! na inlervenco desse al-
guem, com quera nunca contei para bora resul-
lado do quatquer pretendo minha ou de alguna
amigo por quem rae nteressasse.
Parahiba 11 de oulubro de 1860.
I.uiz d'Albuquerque Marlins Pereira.
Os
Ao publico.
abaixn assignndos. officiaes do 9. batallio
lendo-se dado lodas as providencias para forlil- de inantaria,qu subscreveram uma despedida
car c acabar todas, iucluindo a bomba quo Vmc 'I" Sl! l*". Liberal Pernimbucano de hontem,
ao Sr. ranilio Antonio Jos dos Passos, declaram
percorreu.
leudo uma experiencia de 9 mezes. nao posso
sympalhisar com o seu receio, nem espero con-
sequencias sssustadoras, que nio sejam fcil-
mente remediadas.
\mc ter muito prazer desabor, que o nume-
ro do alravessamentos (level-crnings lem sidu
redu/ido a mais da melado; eslo lodosarranja-
dos salisfago do fiscal do governo, e nao ha
mais preciso de porteiras.
Tenho informado amplanmnte aos directores
-----g-------._, ....^ vvj UIIV(,UI|( -----------------------------------------_Wj
do eslado actual, e proviso futura dasestaces i Capito Joaquim Francisco d'Olivera.
solemnemente, alientas as interpretaco.'s que da
bocea 0111 bocea lem corrido, que nio ti ve-
rara em vistas senio demonstrar um sentiraenlo
particular de saudade ao sen companheiro ; e
por forma alguma quizeram censurar o aclo, que
d'aqui relirou
Os abaixo assignadoa sabem muito bem, que na
honra da farda va lambem o acalamenl
peito saut iridades legitimas.
Recife, 12 de oulubro de 1860.
o e res-
'tO*are.$!>me)Uos.
Estes em numero de 3 anda eslo para se fa-
zer, como tambera as porteiras.
Eslrada de ferro.
Utinga de Cima, 12 de setembro de
184SO.
Ao Sr. W. M. Peniston, engenheiro civil.
Sr.Junto remello Vmc. uma copia do rea-
torio, que pelo presente vapor inglez ser envia-
do aos directores da companhia.
No caso que Vine, julgue que nelle existe algum
ponto inexacto, lerci muita salisfacao em corri-
ei-lo, sendo justo ; porm ueste caso espero que
Vmc. me mandar dizer at amanha (quints-
fera) at s 9 horas da noite para possibiltar-me
a responder a qualquer communicacao que Vmc.
por ventura rae poder fazer.
Vmc. achara que era toda parte tenho menos-
cabado a quanlidade de obras para se fazer ; po-
rem no caso que houver alguma differenca de
opinio importante neste ou qualquer outro" res-
peito. terei muito prazer em combinar com Vmc. i paiz.
na cscolha d'uino pessoa imparcial para julgar I
enlre nos ; e sendo que a sua opiuiao ser appro-
vada, oRereco-mo pagar as cusas da invesli-
gacao.
Julgo que uma lal invesligacao no eslado ac-
tual das obras ser ullimadamenlo de grande vnn-
lagem para os accionistas, e sou de Vmc. atiento
venerador.e criado
(Assignado) John Bayliss.
lernambnco, 11 de selembro de 1860.
Ao presidente e directores da companhia da via-
ferrea do Recife S. Francisco.
Srs.Depois da minha chegada aqui era 28 de
agosto prximo passado. lenho dedicado quatro
das uma inspeccao da segunda seceo desla es-
trada, saber : da villa do Cabo al Escada.
Tenho percorrido todo o distrirto, e lendo feito
um exame minucioso e cuidadoso de lodas as
Obras feitas e em progresso, submello conside-
racao de Vmcs. as seguinles observaces :
SEGUNDA SECCAO.
Alerros.'
Estes achara-so n'um eslado bastante adianU-
do, porm anda falta muite para acabar.
Valladas.
Eslo n'um estado bstanle aiianlado, e po-
derao ser acabadas simultneamente cora as ou-
lras obras.
Eacoes
Nao se lera dado piucipio ainla estaco
Victoria.
Nem se den principio eslacio Maranhio
Na Escada dous- arraazens para gneros, um
telheiro para machinas e ura outro para wagons
estao om adantiroento. Os alicerces estao pre-
parados para a estaco dos passageiros, porm
anda nao seden principio edilicacio.
O/ficinas do Barba Iho.
Fazem a maior honra ao superintendente dos
arranjos para o estaco, que ludo ser pro moto
em lempo e era conformidade com as estipulo-
coes do governo.
Finalmente, tenho a confianca, que o sen rola-
torio imparcial aos accionistas servir aos inte-
resses da companhia, e tenho a honra de s.r de
Vine, atiento venerador e criado.
W. M. Peniston.
YiHa do Cabo 13 do setembro de 1860
Sr. W. 31. Peniston, E. C.
Senhor. Tenho recebido neste momento
um papel sera dala ou sobrescripto, assignado
w M. Peniston.
Vmc. erra respeito de meu relatoro : elle
dirigido nos direclores, porm tenho usado, e
conlinuarei de usar, minha discrico, do meu
direilo a dar nforma';oes aos accionistas, soja
com a inlervenco dos direclores, ou seia sem
ella.
O fslylo da sua communicacao em connexo
com o seu relalono do anuo passado, datado de
12 de setembro de 1859, c o prsenle estado d is
obras, ludo me convence, que agora chegou uma
destas occasies, quan lo devo usar do meu di-
reilo com vaulagem no inleresse dos accionistas,
que desejam ronhecer o verdadeiro estado di
sua propnedade, o conseguintemenle vou pedir
aos directores do ler na prxima assembla se-
meslral, o meu relf lorio, e as communicaedes
enlre nos. que elle se referera.
Na verdade seria uma felicidade, se as obras
seriara realmente acabadas com a ficilidade e des-
pacho, que Vmc parece anlecipar. Nao se i quaes
sao as espera ticas que Vmc. agora offerece aos
accionistas respeito d* abertura da segunda
seccio, como, porm, as antecipaces delles. ba-
scadas nos seus relatnos antecedentes, al aso-
nao leiihain sido realisadas, Vmc
Tenetiie Joaquim Caetano dos Rois.
Tenerte Jos Francisco de Mora es e Vascon-
cellS.
Tenenlc Joao Paulo de Miran la.
Capilao Francisco Jos DamascenoRozado.
J isquint Antonio de Moraes.
Tcnente Theotonio Joaquim de Almeida Fortuna.
Tenenle Pranriseo Borges de Lima.
Tliom Gomes de Lima.
Alfcres Boaventura Leitio de Almeida.
Variedades.
_ EDUCACAO HYGIENICA DO OORPu.
Nao smenle no circula do mundo frivolo
que a moda exerce seu imperio ; algumas vozes
lambem ella submello sua influencia as pessoas
mais graves e penetra nas elasses mais serias.
Assim, a moda, forcoso reconhece-lo, fez mul-
las vezes adoptar em medicina taes ou taes me-
dicamentos de preferencia outros, que a scien-
cia e experiencia reco nmendavam.
Ella tambera fezadmitlir algumas vezes o como
por acaso na educacao dos meninos, no ensino
qua se Ihea d lal syslema, de preferencia ou-
tro tnelhor pensado.
Desde algum lempo essa moda omnipotente,
i m pondo -se. lodas as elasses da socie lade, e s
vezes ulil ern alguns dos seus caprichos, inlro-
duzii na inslruciii doa meninos o esludo das
linguas vivas: devenios applaudi-la por is-o.
E evidente que nada pJe suppriro estado l-
gico de uma lingua, rica em suas origens, em
suas formas, em suas obras. Militas vezes tem
dilo : esludar uma lingua mai, uma lingua fe-
cunda, nio deve ser um simples estudo de pnla-
vras e de algumas regias ; deve ser piimeiro que
vapores, e os arraigos geraes sao dignos dos <,
maiores elogios.
Armazens.
Nesta repatlico exisle um melhnr sjslema e
ordera do que at agora tenho encontrado neste
parteciparo as suas expectaces, nem s eu, ten-
do tido occasio de investigar ludo, formare! uma
opinio minha particular.
Faz um auno, que Vmc. declarou.que as obras
se achavam n'ura estailo rauilo adiantado, estrada linha sido preparada para os trilhos
por sele oitavas parles da distancia inteira en-
Terceira seccao.
Nao lenho lido lempo nem occasio para ins-
peccionar as obra- desla seceo.
Das iiifurmaces precedentes o engenheiro con-
solativo poder cora bastante exacltdo calcular
o lempo, quando a segunda seceo ser aberta
para a Irafego publico, ou quand'o as obras se-
raon'um estado de segurar o pagamento da ga-
ranta do governo.
Remello uma copia deste relatorio ao Sr. Pe-
niston com urna carta, ruja copia se acha junta.
Parece-me este procedimenlo o mais franco e
profissional ; tenho smenie do accresccniar,
quo se lenho feito uma oxposico errnea, terei
muita salisfago sera corrigi-la.
Vtncs. vero que Sr. R. Broom, E. C. um dos
engenhf.irosdodistricto al fevereiro de 1859,
me scompanhou em toda a inspeccao das obras,
e concorre comigo na exposicio, que submello
Vmcs.
Tenho a honra de ser de Vmcs. muito aliento,
venerador, criado
(Assignado) John Bayliss.
Tenho percorrido o relatorio supra, c tendo
ra nao lenharn sido realisadas, Vmc nio dve I ludo um esludo serio da formacao do ponsameiil
ncar sorprendido, se os accionistas era corpo nao e de sua expresso exacta.
Mas o esludosecco e material, permilla-se-nos
a expresso. das linguas vivas, aprsenla ainla
numerosissimas e rerdadeiras vantagens para que
baja inleresse em anima-lo : elle lende a aug-
mentar a niassa das ideas, exlondendo o circulo
das expressoes ; acrescenta s riquezas do pensa-
menlo termos de comparaco, c comparar pen-
sar ; e alera disso faz amar aos povos, rujas lin-
guas aprendamos, concorren Jo dest'arle para a
destrnicao de vellios e nocivos prejuizos. e faci-
litando uma approximaco entre todos os homens
de origens diversase s vezesde genio contrario.
Nislo ,1 moda Irllha o caroioho do be:u e do pro-
gresso. Deve ser anima.l...
Hoje a moda propagou o goste dos exercios
gimnsticos. Em muitos esUooleclmenlos, onde
se educara meninos, levaotam-se gymnasios e
professoresassalariadosV'xercitara nelles os meni-
nos gymnastica cora mais ou men >s hablidade.
e conhecimenlo das verdadeiras regras de uma!
boa gymna-lica.
Tambera foratn aberlos gymnasios pblicos em
muilas cidades, e nos principaes quarleiroes de
Pars.
Nas vaslas sallas deslcs diversos gymnasios,
guarnecidas de todas as machinas necessarias,
vigas, cordas, cavalletes, etc. etc., v-se meninos,
rapazes, mulheres de todas as idades, homens e
mesmo velhos, exercikarera suas torcas apostando
uns cora os outros.
As melhores cousos podem ler seus abusos. Na
verdade, a importancia que cerlos entbusiastas
do aos ejercicios gymossticos s vezes exage-
rada : assim tambera os detractores, que negara
aos exercicios gymnaslicos loda e especie de van-
llgI, que al aecusara-os de ser mais prejudi-
C'.aesdoque uteis, eslo igualmente era erro, por
tre a villa do Cabo e a Esc ida. que pretenda
entender-se com o superintendente pira pri.i-
cipiar o trafego de assucar {relurn-truck em
wagnons de Olinda, no fim de dezembro de 1859
ena mesmaforraa, da Escada era abril de 1860.
Mais lardo os accionistas foram persuadidos
que a estrada seria aberta em iunho de 1860.
Ora, presuraindo aue o eslado das obras em se-
lembro de 1859 jusiificava o seu relatorio desla
daja, e considerando timibem que o invern esla-
va muito favoravel para se proseguir nas obras,
oa accionistas podera com muita razio pedir ex-
plicacoea respeito do que Vmc. lem feito du-
rante o anuo passado cora os grandes quan tas
que se lem dispendilo.
A respeito dos assumptos particulares na sua
caria, tenho a dizer, no primeiro lugar, a res-
peito de
Alerros.
As larguras de 18 excavaces e 48 alerros, sao
calculadas pelas medicoes' tomadas nesta'se-
mana.
Inclinaciies.
Para alerar estas al o limite de 1 em 80, exi-
gido pela concessao do governo imperial e pro-
vincial, Vmc. ser obrigado. nao somonte do le-
vantar os atierros, mas lambem de abaixar alu-
S88//^8^' e'S S nS" 21, 29, 32, 36' 37'"55'
ira, 04, 71, e 78, rorexemplo devem ser nbaixado
5 pes.


<)
DIARIO DE PERNABMUCO. SABBADO 13 DE OUTUBRO DE 1860.
que ambos exagerara. A verdadecorao a razao,est
entre estes excessos de predileco e de denegre-
cimento.
A gymnastica foi pralicada era todos os tempos,
sem que se fizessedisso urna tarefa determinada,
um ensino regulado ; o estudanto da todos os
paizes e de todos os sceulos, era suas horas de
rocreio, 3empro correu, saltoue respireu a cheios
pulmdes ; o horaem mogo e vigoroso ero todos os
tempos e era toda a parle gostou de exercitarsuas
forcas musculares, do montar cavallo, de ca-
car, de nadar, de manejir as armas.
Evidentemente sempre e em toda a parto, o
menino, o rapaz e o hornera souberara inslinctt-
vamenle dar forc,a, c agilidade seus msculos,
a seus corpos ; mas a scicncia nao regulava estes
movimentos, estes exercicios : lodos se entrega-
ran! ao pra/.er do exercicio pelo proprio exer-
cicio.
Demais, tnlvcz fosse isso bastante.
Hoje sulloca-so em todas as cousas o impulso
do coracao, que substituido pela delerminaco
releclida, e riasce para todo o espirito tnsalo
urna obrigaco de entrar nesta mancira geral de
obrar, de nao fazer cousa alguma sem que proce-
da de meditaco, de inquerir o porque de todas ns
cousas.
A moda quer que se faga a gymnastica mas
gymnastica pensada, como dizem. muito pru-
dente, podo mosmo ser til ceder at certo ponto
esta prediloeco e exercilar ocorpo, mas sex-
ercita-lo com conhecimcnlo de causa, o segundo
as regras ditadas pelos expelientes.
Fique bem entendido antes de ludo que, se so
deve usar da gymnastica, nao deve ser nunca le-
vada ao abuso. Nao se trata de exercilar a mos
de modo a torna-las aptas para deserapenhar um
concert de Listz, os ps para dancar como na
opera, e os hombros para carregar enormes pe-
sos como os hrcules de nossos circuios. Paca-
nos gvmnaslicas, mas hbil e moderadamente,
saibaraos exercitar todos os nossos membrus
vontado ; chegueiuos ponto que possamos fa-
ze-los fcilmente desempenhar lodos os mistaras;
consigamos um desenvolvimento sulliciente da
todos os nossos orgaos, de todas as Dossas (acui-
dades ; que elles Piquera disposta nosso servi-
do de modo que nosso corpo, come urna machi-
na bem preparada, e funecionando bem, execute
nossa vontado lodos os movimcnlos que qui-
zennos ; corresponda no circulo de seu poder
tuda quauto dello esperarmos, e sempre com
urna perfeila facilidade e sem fadiga sensivel.
Mas linaltrentc, anda urna vez, que a gymnas-
tica nao soja para nos nina oceupaco predomi-
nante, pela qual sejamos disposlos a sacrificar
alguin dos deveres que temosa cumprir.
Diz se muilas vezos : preciso fazer exercicio ;
concebe-se que se possa chegar um dia a dizer
mais exactamente : preciso exercitar esle ou
aquello msculo ; para combaler tal ou lal infer-
reidado, tal ou lal docnca mesmo, entregar-ros
de preferencia lal ou lal exercicio gymnastico ;
evilai cancar tal orgo, taes msculos, para evi- combinada e sabtamento condu/.ida
tar taes ou laes inconvenientes, pacao, que absorva muito Ijmpo, o
O conhcclniento do jogo de nossos orgaos, e da dique aquello que dalo a outras
denominaco de cada um um estado,
e talvez do preferencia, os orgaos que corres-
ponder ao nosso pensiraento e aos nossos-sen-
liraenlos: nossos olkos, ouvidos, olfato, gosto,'
tacto, finalmente nossos sentidos. De mais, nos-
sos sentidos sao a vida e nos nao sabemos scien-
licamenie formar, sabiamente exercitar e-pru-
denlemente dirigir os orgaos pelos quaes senti-
mos, pelos quaes vivemos! E' orcoso resig-
nar-nos a servirroo-nos de instrumentos incom-
pletos, a fazermos como o rabequlsta, que po-
zesse somonte duas cordas em sua rabeca, co-
mo n pintor que mislurasso suas untas na es-
curido, como o acrbata que atasso aos ps pe-
sados fardos; pouco razoavel.
Hoje comega-se a querer, a procurar o confor-
ta vol as habitacoes, a delicadeza e o bom gosto
na comida. Mas proceder que a sabedoria pri-
meiro que ludo dicta, nos procurar ler nos-
sos orgaos, nossos sentidos em bom estado de
funccioiamento ; mes ainda conseguir dar-f hes
na mocidade lo lo o desenvolvimento que elles
sao susceptiveis de ler por um exercicio calcu-
lado, refleclido, seguido que os faca atlingir
quanto for possivel o cume de seu poder. Co-
nhecem a caso nossos olhos sufficientemeule as
cores, determinan) seguramente as distancias,
reconhecem sufDcientemente bem o que j vi-
raml Evidentemente, nao. Reconhecem nossos
ouvidos sufllcicnlemente o soir dossons?per-
cebem a naiureza o a relaco dos diversos sous
enjillidos ao mesmo tempo ? Evidentemente,
nao. Nao lamhem incompleta a educaco do
gosto, do olfato? E entretanto todos estes ins-
trumentos de nossa organisaco nao sao nossos
melhores servidores, aquelles, de que mais ri-
camente dotou-nos a if}lureza, aquelles nicos,
com os quaes devcmOS contar, e contar tanto
zia, capitao Joaquim Alves Perelra, carga va-
rios gneros.
AracalyHialo brasileiro Gralido, capitao Pe-
dro Jos Francisco, carga vario3 geueros.
Terra NovaBrigue inglez Getania, capitao Wil-
liara Jackruan, em lastro.
ERRATA.
Na paite do registro publicada honlem, deve
ler-se Navios entrados no dia 11 e nao no
dia 10.
Declarares.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9$ por
accao, do dia 10 de setimbro em diante.
A directora das obras militares lera de man-
dar pintar os reparos das percas das fortalezas do
Brum c Buraco: quera desle servido se queira
encarregar compareca na referida directora, das
10 horas da manhaa em dianlc, nos dias 11, 12 e
13 para tratar a respeito.
Directora das obr.as militares de Pernambuco,
10 de outubro de 1860.O amanuense,
Joo Montero de Andrade Malveira.
Correio seral.
mais seguramente quanto sua educaco foi bem i Re,a<* das cartas seguras vindasdo norte pelo
comprehendida e bem feita ? I v*Por Parana. Para os seuhores abaixo decla-
um C um estado, que tem
sido muito despresado.
Nao basta que se tenha voz ; preciso saber
cantar, bem entendido, nos limites traeados pela
razo ; nao bastante ter pernas e bracos agois ;
preciso ainda a conlianca e o habilo," que em
casos de necessilade cnsuiam a
Lrar e p-lo3 em movimento com habilidad
nao ainda sufflcieote ler forca e urna boa cons-
tituieo; de nuster saber regular essa forca,
ponpar essa boa conslitnico e usar desses don*
naiuraes as mclhores condi<;6es possiveis. E'
islo o que s urna boa gymnastica pode ensincr.
E' evidente que o hornera, que habiluou-se a
fallar em publico, que sabe ligar o coordenar
suas ideas, adiar palavras que se encade3m f-
cilmente para exprimi-las, tem fallando urna
presenca de espirito, de que nao dispe quem
nao se lera dado esle exercicio, quem nao tem
feilo um eslud csp< cial. E' evidente que o ho-
rnera, que se affez ao manejo das armas, appre-
senla-se no que chamara negocios de honra com
urna seguranza, que nao pode ler o horaem es-
Iranlio ao manejo deltas. E' evidente que o pa-
tinador so lanca sobre o gelo e o acrbata sobre
una corda com urna confianza toda particular.
Quam d essa conlianca ? a seguranra que ellos
tcem do bom funccionamenlo dos msculos de
seu corpo, dos quaes sentem-se senhores como
ou bom picador senle-se senhor dos movimentos
do cavallo, que monta, que amansa: real-
menle urna vantagem iraraensa.
Todos nos meninos, homens ou velhos vali-
dos ou invlidos, todos nos que somos cousayra-
dos ao trabalho da vida, segundo a phrase do
Koran, niio sabemos adquirir o bom funcciona-
menlo c a liberdade de nossos orgaos: triste !
E' nosso corpo que funeciona por si, insliucliva-
rneule, e por conseguinte militas vezes desasa-
damenlc ; nos nao o dirigimos: urna culposa
negligencia, forca concordar, urna falta bem
pesada, da qual a moda tem nzo do querer
corrigir-nos. O cagador nao se poc camnho
san se ter certificado do bom estado de sua ar-
ma, o pescador revista suas redes antes de lan-
ga-las ao rio ; o cavalleiro antes de montar-so
ve se as ferraduras de seu cavallo eslao em bom
estado, se a sela est bem posta, e nestas oceu-
paces le um minuto toma suas precaurocs ; no
enlanto que nos, homens, que veremos com o
s'occorro de servidores, que nunca nos deixam,
e que sj depois da morle se separara de nos,
morte, da qual em muilo casos se elles forom
bom exercilados pdem afTastar-nos, nao sabe-
mos agoita-los de modo bem obedecer-vos,
bem servir-nos Ainda urna vez, parece-me,
urna intellgencia ; calcular muilo mal nossos
proprios interesses !
Felizmente, como diziamos, a moda 6 desla
vez inlelligente, e lendo hoje a dar-nos salina-
ros hbitos, propagando o goslo pela gymnasti-
ca,o gosto do esludo, do jogo do nossos ms-
culos, seu exercicio e educaco. Em todas as
paredes da capital v-se annunciado que dam-se
lices de gymnastica em grandes estabelecimen-
tos bem munidos dos ir:cessarios instrumentos ;
s mil maravilhas mas ha o inconveniente de
que necessario as vezes ir procurar muilo Ion-
ge esses estabelccimentos. Urna tmida mulher,
una homem um pouco grave pdem hesitar ir
esses lugares pblicos para enlregarem-se exer-
cicios, que muila genle olhar ainda como pue-
ris, como a parodia do que habis athletas la-
xen) nos jogos pblicos
Um hornera esclarecido leve a feliz idea de
fazer o que elle chama um gymnasiu do salla.
Com alguns apparelhos muito simples elle pe
cada um na possibildade de poder fazer em sua
casa os principaes e mais uteis exercicios da
gymnastica.
Para cenas pessoas a emulacao evidente-
mente un estimulante de que pdem usar com
fructo. Neste caso preciso procurar os esta-
belecimentos pblicos de gymnasio, nberlos aqu
e all em Paris; as sallas sao geralm> nle bem
disposlas, vastas e bem arejadas; os instru-
mentos sao numerosos e bem concebidos; os
professores de ordinario cuidadosos e experimen-
tados. Nesles estabelccimentos pode qualquer
entregar-sc cora conlianca e com aroutczi toda
a especie de exercicios gymnasticos,
Mas inteiramente conveniente o gymnasio
de sala de M. Pichery, o homem industrioso de
quem fallamos, para as pessoas que quizerem
usar da gymnastica como um exercicio modera-
do, salutar, como rgimen e era certa medida,
seu commodo e cora eminencias, fra muilas
vezes de vislas estranhas.
Este gymnasio de sala podo de certo o em
urna medida sufliciente contribuir para o desen-
volviraenlo da forga e do jogo dos msculos,
permita fazer exercicios assaz completos para
remediar as deformidades congeniaes ou adqui-
ridas do systema osseo. Por lsso o recommen-
damos.
Mu i tos oulros gymnasiarchas finalmente pro-
curaran) resolver o mesmo problema: ter ins-
trumentos mui simples para darem-se em suas
casas a exercicios gymnasticos sulficientes a sau-
de, ou bastantes para combater a enfermidade
cuja cura se busca ; cada um delles estabeleceu
tambero um systema de instrumentos de gym-
nastica de sala. Nao os indicamos, todos tem o
mesmo fim e valor. Nao fallam instrumentos,
nem professores, mas sim tempo, boa vontade e
convieco da ulilidadc dos exercicios gymnas-
ticos.
Se, subindo ura pouco a cima das considera-
r.oes, que fazem de ordinario prevalecer em fa-
vor da gymnastica, e que tragamos cima em
poucas palavras, admitlir-se, o que parece in-
conteslavel, que todos os nossos orgaos devara
ser instrumentos bem formados, bem prepara-
dos para obedecer-nos, para secundar nossos es-
forcos, evidente que nao sao somenle nossos
msculos motores, que devero ser fortificados,
brandados e preparados ; mas principalmente,
Todas eslas reflexes foram sem duvida feilas
muilas o muilas vezes.'m^Kiinguem saberia ro-
produzi-las. O desenlio,"*msica nao sao mais
do que o desenvolvimento'da visla e do ouvido,
no poni de visla' da arl,'c nao o desanvolvi-
nienio desses orgo's no porilo de vista de seu
uso as necessidades da.yija. "^
Pode-se com fundamento dizer que desenvol-
vendo muito o poder dos iriusculos do cojyo, cul-
tivando muilo os orgaos, o espirio soflxerid e os
sentimenlos do coracao se' HPotariam*; para
termas athletas, deixariano'sdo ter honiejife n-
lelligenles. Isto verdade al'ceito "poni : o
desenvolvimento monstruoso das forcas muscu-
lares podo prejudicar o deseffvolv^iento di in-
tellgencia e o dos sentimenlos; mas o homem*
dislribuindo bera seu tempo, equilibrando h-
bilmente suas forcas, pode tornar-se lo pode-
roso e bastar para urna massa de trabalhos tao
grande que deve calcular esle perigo sera lerac-
lo ; com ordem e refioxao, fcil sera evita-lo.
Por mais recommendavel que possa a gym-
nastica ser, lano a dos msculos como a dos
orgaos, ella nao deve ser era urna educaco bem
urna oceu-
que preju-
oceupaces
muilo mais serias: ella lem sua importancia,
mas urna importancia secundaria : pode-so e
deve-so consagrar-lhe alguns instante-. Ura dia
lera rauitas horas, muilos quartos d'horas, anil-
los minutos, pode-se mandar fazer gymnastica
aos jovens discpulos sem desviar-Ibes a alten-
faz-los equili-, cao, Je urna maneira apreciavel, de seus estu-
dosjirincipae.!, dos estudos serios, quo oxigem
a instrueco das ledras, das scicncias e da edu-
caco do coracao e do espirito.
Cu. poisson.
[Monitor Universal.S. b'ilho.)
'+
rados : C*
Df. Antonio Coelho da S Albuquerque.
Antonio Carlos Damasceno.
Padre Antonio Francisco Areo.
Dr Anlonio Herculano de Souza Bandeira.":
Antonio Itibeiro Pacheco da Silva. ^
Joaquira Aulonio de Faria Barbosa.
Joo Rodrigues ViannadfkyiDjjn
los Joaquim /fa'mos Ferreira (2)
Miguel Jos de Abrc-u.
Vaz & Leal.
Visconde da Boa-Vista.
Pola administraco do correio desta-pfovjri-
cia se faz publico que" hoje (13) do4oi7enle,yi 1
hora da tarde em ponto sero fechadas as napias
que deve conduzir o vapor Paran chgado"
honlem do norte, com destino aos porlos dosul.
Pela subdelegada da freguezia dos Afoga-
dos se faz publico, que*so achara depositados
dous cavados, ambos alagaos, o qiures forara to-
mados de Manoel Antoicb de Mqraes, por se jul-
gar furtados quem direilo tivef, compareca, que
provando legalraenle lhe ser entregue. O.
subdelegado supplenlc, ,
Antonio Gongalves de Moraes.
Pela admini.-traco do correio desla cidado
se faz publico, que as majjs que lem de condu-
zir o vapor Persinutiga co n deslino T.aapan-
dar e Macei, sern fechadas no dia 20 do cor-
rente, s 3 horas da larde. '
COMMEMCIO.
Praea do Kecife i t de ou-
a tubrodel8G0^
\s ives Uovas da tarde.
t'olaccies officiaes.
Cambio sobre Londres26 l[ d. 90 d[v.
George PatchellPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfandega,
RenJiraento do dia 1 a 11. 159:710$719
dem do dia 12.......13:0809164
Conselho administrativo.
O coaselho administrativo, para foroecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos segjintes :
Para as secces de pedestres da capital da pro-
vincia.
Seccao da freguezia do Recife.Bonetes, 10,
\ grvalas 10, frdelas 10. calcas de panno azul 10,
calcas brancas 10, sapatos 10, capoles 10.
Secgo da freguezia de Santo Antonio.Bonetes
10, grvalas 10, frdelas 10, caigas de pao azul
10, caigas brancas 10, sapalos 10, capotes 10.
Secgao da freguezia de S. Jos.Bonetes 10,
gravas 10. frdelos 10. caigas de panno azul 10,
calcas brancas 10, sapalos 10, capoles 10.
Secgao da freguezia da Boa-Vista.Bonetes 10,
grvalas 10, frdelas 10, calcas de panno azul 10,
caigas brancas 10, sapatos 10. capoles 10.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 19
do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecircento do arsenal de guerra, 12 de
outubro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de promover compra dos objectos
abaixo declarados, manda esle conselho fazer pu-
blico quo tratar disso em sesso de 18 do pre-
sente mez, avista de propostas em cartas fecha-
das, entregues nesse mesmo dia at s 11 horas
da manhaa.
Para os navios.
Linha de barca } (a), plvora grossa 33 (3) e 12
H>, serrotes grandes de mi 6.
Para os navios e o arsenal.
Agulhas de lona e brira OO, fio do vella (),
papel baia para forro de navio 8 (a), sebo era pao
20 (Su, remos de faia de 14 a 18 ps cem, vergon-
teas do pinho de 4 a 6 polegadas 50.
Para o arsenal.
Limas chatas de 10 a 16 polegadas sortimenlo
igual 80, ditas de meia cana de ditas polegadas,
idem 80, limates do 12 polegadas 10, ditos de 14
ditas 10, limas triangulas de 12 ditas 10, ditas
ditas de 11 ditas 10, lixa de esmeril em panno
200 folhas, ms do 3 ps de dimetro e 9 polega-
I I djs de grossura 2, carvo do cok 10 toneladas,
sj ^pbre velho 100 (a), foles de 30 polegadas 1.
Para obras do porto.
Cobo de linho ou manilha para espias, de 3 a
7 polegadas 20 pegas.
Sao as condiges para o contrato acerca da re-
ferida compra sujeilarem-se os vendedores
multa de 50 por cento do valor dos objectos nao
entregues da qualidade e na porcao contratadas,
alm de carregarem com o excesso do prego no
mercado, caso o hoja, por raotivarem cssas "faltas
que ah recorra-se ; bera como seren pagos do
que venJerem logo no mez seguiute.
Secretaria do conselho de compras navaes, em
12 de outubro de 1860.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro patacho nacional Beberibe, de pri-I
meir marcha, pretende seguir rom muita brevi- I
dade, para o resto da carga que ihe falta trala-se I
com os seus consignatarios Azevedo & Mendes, i
no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
DE
M&
Prezidio de Fernando.
O hiale Bom A raigo recebe carga a frote de 5
por cento sobre o valor da factura : trata-se com
o capitao Pereira Marinho, no largo do Corpo
Santo n. 6.
Cear, Mar nhaoc Para
Segu com brevidade o bem conhecido hialo
Lindo Paquete, capilo Jacintho Nunes da Costa
por ler parle de seu cairegamenlo prompto ; para
o resto e passageiros, trala-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves C, uo seu es-
criplorio, ra da Cruz n. 27.
______Leiloes,_____
LEILAO
Commercial.
O agente Evaristo autorisado pelo Exm. Sr.
Dr. juzi especial do commercio a requerimento
do depositario da massa fallida de Miguel Gomes
d'S-ilva, far leilo da taberna n 34 da ra da
Imperat'riz no dia 16 do corrente s 10 horas do
dia, sendo a mesma venda por junto ou a reta-
lho, a vontade do'comprador.
LEILAO
Urna taberna.
PELO AGENTE
O referido agente far leilo por conla e risco
de quem perlencer, sahbado 13 do corrente as 10
horas da manhaa na dita taberna da ra co Cor-
doniz n. 12
DA
Armaco, gneros e mais perlenccs da mesma.
Continuaco do leilo
da Exina. baroneza da Victoria que az
o agente Hyppolito, visto nao ter sido
vendido todos os movis da mesma
Exma. Sra. tendo lugar a referida con-
tinuaco sahbado 13 do corrente as -
horas da tarde.
As i I horas em ponto
LEILAO
THEATRO DE S. ISABEL.
"OllNMIll LYRICl IIE .lmiNAXGELl
Sabbado 13 de outubro
Representar-se-ha a muitoSpplaudida opera em ires actos de Donizetli
iraa id
principiar as 8 horas era poni.
Os bilhetes vendem-se como de costume, preferindo-se os senhores assignales al o meio dia
do dia 12.
172:79!)>883
Moviiiieato la alfamlesra.
Voluraes entrados cura fazendas..
cora gneros..
Volumes sahidos com fazendas..
com gneros..
4'J
484
------ 533
96
ll
------ 287
Descarregara hoje 13 de outubro.
Barca franceza Havrefazendas.
Barca inglezaJohn Martinferro.
Barca portuguezaSympathiafazenda?.
Consulado geral.
Rendimentodo dia 1 a 11. 7:825*033
dem do dia 12....... 1C6158
Avisos martimos.
7:991$101
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 11. 4-16*210
dem do dia 12....... 153369
Risco martimo.
Precisa-se a risco martimo sobre o
casco, veame, mustreagao, appaiellio
[ I da galera americana Golden Horn, lo-
461|599
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 13 de outubro de isCO
Exportaco.
Liverpool Barca ingleza Bonita, Soulhall,
Mellors& C, 47 saccas algodo.
Havre, galera franceza Berlh, de 514 tone-
ladas, conduzio o seguiute : 3,% couros sal-
gados, 700 ditos verdes, 589 dilns espichados, 20
ditos de polio espichados, 1,776 libras de cobre
velho.
Kcceoedoria de rendas inte nas
geraes de Pernambiico.
endimenlodo dia 1 a 11. 13.711*289
dem do dia 12....... 9i#250
tacao 1193 toneladas, apitaoJ. O.Cox,
cerca de 30:000.s' para occorrer as des-
pezas que necessita fazer neste porto
afim de continuar a sua viagera com
destino a Fulmouth : os pretende-ntes
queiram dirigir as suas pmpostas por
escripto em carta fechada ao consulado
dos Estados-Unidos d'America, r^ia do
Trapiche Novo n, 8, at 15 do-eorente
ao meio dia.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bera conhecido brigue nacional Eu-
genia, pretende seguir cora muila brevidade, tem
a seu bordo inetade de seu carregamento para o
resto que lhe falla Irata-sc com os seus consig-
natarios Azevedo c Mendes, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1.
COJIIMMIIV
DAS
c para.
11.63 >539
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 11. 10:031 09.
dem do dia 12....... 438$728
10-4695S23
Segu no dia 14 do corrente o hiale Novaca,
recebe alguma carga miuda ; Irala-se com Mar-
ques Barros & Companhia, no largo do Corpo San-
io n. 6, segundo andar.
Rio-Grande do Norte.
Segu em poneos dias, por j oslar com pouco
mais de meia carga, a barcaca Gralido anco-
rada no prlo da escadinha, da qual mestre
Francisco Fraso de Barros.
Mcssageries imperiales.
Al o dia 14 do correnle espera-sc da Europa
o vapor francez Bearn, commandaute Aubry de
la Noe, o qual depnis da demera do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Bahia,
pra passsageiros ele, a tratar na ager.cia ra do
Trapiche n. 9.
REAL COimilA
DE
Movimento do porto.
a. hs
- 1 a *
os
a.
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Horas
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Atmosphera.
Direccao.
Intensidade
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A noile clara cora alguns nevoeiros vento SE,
vcio para o terral o asslra araanheceu.
0SC1LT.ACA0 DA MAB.
Baixamar as 6 h 30' da manhaa, altura 1.20 p.
Preamar 0 h 42' da larde, altura 6 25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 12 de ou-
tubro de 1860 Vikc.as Jnior.
Navio entrado no dia 12.
Porlos do norle18 dias, vapor brasileiro Para-
n, commandanle o primeiro lenle Pontes
Ribeiro.
Navios sahidos no mesmo dia.
AcaracHiale brasileiro Santo Amaro, capilo
Joaquim Anlonio Fernaodes, carga varios g-
neros.
AracalyHiale brasileiro Nicolao 1, capitao Tra-
jano Anlunes da Costa, carga varios genero?.
Paco de CamaragibeHiale brasileiro Santa Lu-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE .
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul o vapor Tocan-
tins, al o dia 13 do corrente, commandanle o
primeiro-tenente Pedro Hypolito Duarte, o qual
depois da demora do costume seguir para os
do norle
Recebcm-sc desde j passageiros e engaja-se
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
vora ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
Porto por Lisboa.
Vaisahircom brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promplido
II, forrado e encavilhado de cobre, de PR1MEI-
RA MARCHA ECLaSSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellentes commodos,
Irala-se cora Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pilo.
Puquetes inglczes a vapor.
No dia 14 deste moz espera-se do sul o vapor
Oneida, commandanle Bavis, o qual depois da
demora do coslurae seguir para Southamplon,
locando nos porlos de S. Vicente e Lisboa : para
' passagens etc., trata-se com os agentes Adani-
son, Howiei C, ra do Trapiche n. 42.
N. R. Os embrulhos s se recebem al duas
horas antes de se fecharen) as malas ou urna ho-
ra antes pagando um pataco alm do respectivo
frete.
Poi execicao de Joao Antonio Coelho
contra Seraim Pereira da Silva tutor
dos orphaos lilhos do inado Francisco
Geraldo dos Santo e por despacho do
Exm. Sr Dr. juiz de orphaos, o agente
Ifyppolito da Silva tara' leilo de um
sitio na estrada Nova que faz esquina
com a estrada da Torre, com fructeiras,
cacimba, tanque e trras propria para
plataqao e tres casas trras de taipa
coberta de telhas: sabbado lo do cor-
rente as 1 1 horas em ponto no seu ar-
mazem n. 35 da ra do Imperador.
LEILAO
DO
Casco da barca america-
na Roanock.
R. II. Gould capitao da barca ameri-
cana Roanock, (ara' leilo do casco
da iita batea por intetvencao do agen-
te Hyppolito da Silva com autorisarao
do Sr. inspector da alandega e em pre-
senta do Sr. cnsul dos Estados-Uni-
dos: terca-feira 1G do corrente as 11
horas em ponto, na porta da associacio
commercial.
LEILAO
DE
Vellame, cordoalhas, pinho
e sobredientes. !
R. II. Gould capitao da barca ameri-
cana liranock, fara' leilo por inter-
vencao do agente Hyppolito da Silva,
dos velames, cordoalha, pinho esobre-
celentes da dita barca com autoisarao
do Sr. inspector da alfandega e em
presenca do Sr. cnsul dos Estados-Uni-
dos segunda-feira 15 do crvente as!
11 horas em ponto no armazem alian- !
degado do Sr. baiao do Livramento no
largo da Assemblea.
6 escravos, pecas.
Tora-fe ira 10 da corrente.
Anlunes far leilo cm sen armazem, a re-
querirneiilo do testameuleiro invcnlariante de-
Fernando Subiella, dosseguintes escravos :
Guldino, crioulo, 17 annos.
Joo, denarao, 35 annos. cosinheiro.
Clemente, crioulo, 30 annos.
Feliciano, crioulo, 35 anros.
Miguel, crioulo, 1 i- annos.
Rufino, crioulo, 17 annos.
Na mesma occasio vender mais alguns es-
cravos sem reserva de preco.
avisos diversos.
DE
DE
CIMIPANIIII
PERIUBCAIU
DE
Segu cm poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o resto que ainda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. 0. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
20 ilo corrente, recebe carga at 19 ao meio dia,
encommendas, dinheiro a frete e passageiros at
s 3 horas de dia da sahida.
O expediente fechar-se-ha as 3 1|2 horas da
larde. Nao se dar bilhetes de passagem sem
que na gerencia quo deportado o competente
passaporte, aos passageiros quo na forma da lei
nao podem viajar sera elles.
Para o Aracaly.
Seguir brevemente o hiale nacional Santa An-
na : para o restante da carga trala-se com Gur-
gel Irmos, em seu escriplorio, ra da Cadeia do
Recife, Io andar n. 28.
Aracaly.
Para este porto seguir brevemente o hiatc
Exhalaco: para o reslanle da carga trala-se
com Gurgel Irmaos em seu escriplorio, ra da
Cadeia do Recife, Io andar n. 28.
FAZENDAS.
Elias Pereira Goncalves da Cunba,
fara' leilo de sua loja de fazendas na
ra Direita n. C8, a prazo com boas
firmas ou a dinheiro, por intervenco
do agente Hyppolito: sabbado 15 do
corrente ao meio diaem ponto, na re-
ferida loja.
Transferencia
Casa terrea da ra da
Palma n. 94.
Terca-feira 16 do corrate.
Anlunes far leilo em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, da casa terrea da ra da Pal-
ma n. 94, a qual lera 5 quarlon, 2 salas, cosinha
fora, quintal e cacimba, tem cbos foreiros e foi
construida ha 3 para 4 annos.
Principiar s 10 horas em ponto.
' Carros funebresno
| pateo do Paraizo co-
cheira n. 10.
Neste e^tabeleciment pertencente a
Jos Pinto de Magaliiaes, existem opti-
Imos carros de primeira ordem de co-
lumnas e cpulas, para adultos, pr-
vulos e donzelas, ricamente ornados
com ricos fardamentos para os respec-
tivos bolieiros, tambem lia outros com
carris de ordens inferiores. Encarre-
ga-se o proprietarioa fornecer armarOes
de qualquer forma, cera msica, carros
depasseio, hbitos de todas as qualidades
e finalmente tudo quanto fr tendente
a um enterro, fornecendo-se-lhe unica-
mente o attestado do facultativo. A
qualquer hora do dia ou da noite po-
de ser procurado no referido estabele-
ciinento ou na casa de sua residencia
; no mesmo pateo n. 18, por cima da
taberna, unt do sobrado amarello
que faz esquina para a ra de S. Fran-
cisco e Florentina.
<3"A320 rs.
A luga-se bichas de Hamburgo, na
ruada Imperatriz n. 13.
Precisa-se de urna ama de leite
sem filho, livreou escrava : na ra da
Aurora n. 10.
No dia 19 do corrente mez se ha de arre-
malar.depois de (inda a audiencia do Sr. Dr. jniz
municipal da primeira vara, pelo valor da adju -
dicacSo, um sitio conhecido por Ouebra Bunda.
no lugar do Lucas, freguezia dos Alogados, por
execugo da viuva de Jos Goncalves Ferreira 3
Silva cunta Luiz Gonzaga de Viterbo e sua mu-
lher, e a ultima praca.
ltenco.
Joaquim Amaro da Silva Passos cora residen-
cia na rea do Vigario n. 2!) faz chegar ao conhe-
cimenlo do publico era geral, e a seus credores o
devedores em paiticular: que aos desta praca
at o dia 16 do corrente que se julgarem seus
credores por letras vencidas (que julgi nao as
ler, qur fra da praca, qnr dentro dola) assim
como aos de contas, a 'loem por falta de contas
corruntes em regra, lem aeixando de pagar, quo
lhe apresentem dentro desle periodo suas contas
correnles assignadas para seren pagas, eslando
conformes : aos seus devedores desta praca con-
vida-os para que al o iim do crrenle iez ve-
nham saldar suas contas ou aceitarem letras por
lempo convencionado : aoS de fTa da praca, que
s julga ler devedores, da mesma forma roga
queirum saldar suas contas aleo Iim do corrente
anno. Fiados os prazos indicados, tratar-se-ha
de proceder nesta proposico na forma da lei, o
para que chegue ao conhecimento de todos, ser
publicada (res vezes no Diario de Pernamboron,
a contar de buje. Recife 13 de outubro de lbGO.
Quem annunciou vender duasescravas par-
das juntas, qnerendo vender urna, dirija-so a ra
do Queimado, sobrado amarello n. 29, loja do
Moreira Lopes.
* O abaixo assignado faz scienle ao publico,
que desde odia i do corrente deixou de ser cai-
xeiro de Manoel Luiz Goncalves, e aproveita o
ensejo para cordhlmenle agradecer o bom trata-
miento quo leve em sua casa, e agradece igual-
mente a sua Illma. familia o zelo e cuidado cora
que o tratou era sua grave molestia.
Anlonio Manoel dos Pra/.tres.
Francisco Jos Correia Guimares vai ao-
centro da provincia a tratar de seus negocios.
Aluga-se para se passar a festa urna peque-
a casa margem do Capibaribc, inteiramente
fresca e limpa, no lugar da Torre: quem pre-
tender, dirija-se a ra da Caixa 'Agua n. 52.
Precisa-se fallar ao Sr. Dr. Luiz Alfonso do
Albuquerque Maranhao, do Rio Grande do Norte-,
e de presente nesta cidade, a negocio de impor-
tancia do seu particular interesse : na ra da Au-
rora n. 2, segundo andar, ou annuncie o mesmo
Sr. doulor a sua residencia para ser procurado.
Precisa-se de um criado do 16 anuos, que
saiba boleare que tenha boa conducta, agradan-
do d-se bora salario : na ra Direiti n. 66.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do-
Impcrador n. 73, com commodos para grande
familia, e com frente para o Passeio Publico : a
tralar na ra do Crespo n. 7, loja de Guimares
& Lima.
Perdeu-se honlem a noile, 11 do corrente
urna pulseira de ouro com ura diamante cravado
no centro, desdo a ra Bella al ao palacete da
ra da Pra)a, indo pela ra da Florentina, pateo
do Paraizo, Quarteis praca da Independencia,
ra do Crespo, Passaio Publico, travessa do arse-
nal de guerra e ra da Praia ; quem a acharo
quizer resliluir, dirija-se a ra Bella, casa n. 28,
que ser generosamente gratificado.
f *
ii cr^r\/iri


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 13 DE OUTUBRO DE 1860.
(*)
En si no de msica.
Oflerece-s^ara leccionar o solfejo.como tam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 1 (2 da noile: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dos Illms. Srs. Viraes, Dr. Aguia'r,
* Guerra, T^sso e em outros mais ra di Caixa
d'Agua n. 5'.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casa de Samuel?.
Jobnston & rua da Senzala Nova n. 52
Dentista de Pars, |
U 15Rua^ova15 a
-j Frederic'p Gjyarier, wrurgiao dentista,^
jg taz loda^Lgrtperagoe da suaartee col-|g
t locade^lWsartificiaes, ludo com a upe-rfj
3^ rioridaoc e perfeicao que as pessoasen-fg
rO? tendidas lhe reconhecem. 3g
r$l Tem agua e pos denlifricios etc. 3
to Senhor Bom Jess dos
Passosdo Corpo
Sanio.
Pede-se a todos os moradores da visinhanca
da mencionada matriz o favor de illuminarem as
frentes de suas casas nos dias 13 e 14 o coi ren-
te mee para abrilhanlar a referida testa do mes-
mo Senhor que hade ter lugar nos mencionados
dias.
Prccisa-se fallar ao Sr. Alexandrino Ferrei-
ra de Alcntara Miranda, que morou no pateo da
ribeira de Santo Antonio ; na prac.a da Indepen-
dencia, Imaria ns. 6 e 8. ,
Aluga-sc um segundo andar c solao com
grandes commodos, e bem assim um sitio muito
perto dacidade.com muito boa casa de vi enda,
casa para prelos e para feitor, com muitos arvo-
Tedos de fructo, boa baixa para capim. camboa
para desembarque : a tratar na serrara da ra
da Praia n. 59.
.*. pessoa que annunciou querer lomara ju-
ros l:uO, dando por garanta bens de raiz, po-
de dlngir-se ra Direila n. 137, ondo achara
com quem tratar.
Aluga-so um negro para tedo e qualquor
servico. a tratar na ra da Cadeia do Recite
:. 1, loja.
|LIc6es de pianol
i e can lo, |
^g Tobas Pieri artista italiano da compa- 5g
nhia lyrica tendo acabado o contrato com 4
o Sr. Mariuangeli, pretende dedicar-seao sg
ensino de piano e de canto, as pessoas e S
os pas de familias que quizerem utilisar- *
se come seu presumo podem procura-lo 5.
na ra deS. Isabel n. 9 para tratar com j||
} o mesmo, quesera mui razoavel nos seus car
As pessoas que pretenderem fal-
lar ao contelheiro Jos Beato da Cu-
nha e Figueiredo poderao procura-lo
na ra do Imperador n. c7, primeiro
andar, das 11 horas da manliaa at as
2 da tarde.
Saca- $e para Litboa e Porto no
escriptorio deCarvalho, Nogueira & C.
ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
X TT i TTTTTTTTTT rTTTYTT" T7TTY-
i DENTISTA FRANCEZ. 5
y. Paulo Gaignoux, dentista, ra das la-
T raugeiras 15. Na mesma casa tem agua e j!
p denlifico. ^'
Xi.JLXX.XjLX O advogado Joao Francisco Colho Bitlan-
court, morador na cidade da Victoria, comarca
de Santo Anto, tem urgencia em fallar com o i
Sr. Rento Francisco Bczorra, morador nos su- I!
burbios do Becife, acerca do um negocio forense,
que foi ultimado em seu benelicio.
O r. Manoel E Rogo Valenga pode ser pro-
curado para o excrcioiodesua prolistao de mo-,
dico : na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
Nos abaixo assignaoos, annunciamos ao
respeitavel corpo do commerrio desla praca, que
havemosestabelecido sociedade. commercial na
loja n. 23 da ra da Cadeia do Recite, a qnal co-
mecou o seu gyro no dia 6 desto niez sob a razao
de Gurgel & Perdigao, c que somos responsaveis
pelo activo e passivo da extincta firma de Au-
gusto & Perdigao. Recife 9 de outubro el860.
Bemvindo G. do Amaral, Manoel Vieira Per-
digao.
Augusto G. de Abreu sa-
ca sobre Portugal.
O r. Cosme de Sa' Feteira da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6'
horas ateas 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos
1.* Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da ge-
racao e do anus ;
\.- Praticara' toda e qualquer
operacao que julg.ir conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O e\amedaspessoaqueo con-
sultarem sera' feito indistinta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepeo os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtlverem hora
marcada para este fim.
KO
UU DE SJHHDB
DOS
Boulores Ramos e Seve
Sita em Santo Amaro.
Este estabeleciraento contina debaixo da ad-
ministrarlo dos proprietarios a receber doentes
de qualquer nalureza ou cathegoria que seja.
O zelo e cuidado all empregados para o
promplo restabelecimento dos doentes, geral-
mente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-sc s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou cntender-se com o regente no eslabe-
lecimenlo.
A diaria para os escravos de 2*500, e para
os livres de 3*200 ou {5OOO. porm em certos
casos pode ha ver algum abatimento.
As opcrai;6es serao previamente ajustadas
CASA
Na ra da Cadeia n. 24 deseja-sc fallar com
os senhores :
Baltazar Jos dos Reis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firtnino Antonio da Silva.
Marcelino de Souza Pereira de Brilo.
Joaquitn elemento de Lemos Duarte.
Joao Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Costa Compeli.
Antonio de Albuquerque Maranh5o.
AMO.
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 carlees paraos ditos banhos tomados em qualquer terapo......
15 Ditos dito dilo dito ......
7 ......
Banhosavulsos, aromticos, silgados esulphurososaosprecos annunciados.
EsiareducQao de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo'das vantagens que resultam
da frequenciadeum eslabelecimenio de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
lOfOOO
15$000;
8000
49000!
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Crus n.22
immmmmmm-m-m
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario e. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para serem
| vendidos por commissao por conta de seussc-
! iihores. Aliaren-seo bom tralamento.assim como
i as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao aim de seus se-
i nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesta casa ha serapre para vender escravos do
1 dilTerer.tes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sern ellas.
Aluga-se um arrr.ozem com btstantes cora-
, modos, bota os fundos >ara a ra des Tanoeiros :
. a tratar no paleo de S. Pedro n.6.
OMM
A. W, Osborn retratista americano annuncia
no respeitavel publico desta cidade que elle aca-
ba de recebar dos Estados-Unidos da America,
um esplendido sorlimenlo de molduras redondas
domadas de lodos as dimensOes, caixas para re-
tratos fazcnJa muito fina, assim como recebeu
ur* bello sorlimenlo de csetelas de ouro e alfi-
netes de dito obro prima expressamente para re-
tratos. A. W. Osborn aproveila esta aprazivcl
opportunidade para informar ae publico que elle
est res-olvido a dar lieces da sua arteem todos
os seusraTnos, assim cmo tem para vender um
completo sorlimenlo chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tamboril lira retrates em cartes de
visita eem papel de escripia por pre^o muito
razoavel: na roa do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cunta Cui-
mares que dirija-so a ra larga do Rosario n.
38, a negocio que o mesmo senhor nao ignora ;
espera-se al o dia 4 de outubro.
Na ra da Imperalriz n. 18, prccisa-se lu-
gar urna escrava para oserviro interno e exter-
no : paga-se bem, comanlo que seja fiel.
O Sr. Antonio J aquim de Souza PiIo?,
tem urna carta na loja da ra do Oueimado nu-
mero 46.
O Sr. Dr. Fulgencio luanlo de Albuquer-
que Mello queira ter a bondade apparecer na loja
Ida ra do Queimado n. 10.
Vaceina publica.
Transmissao do fluido de braco braco as
; quintas e domingos, no lorrcao d'a alfandga, a
nos sobados ateas 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador segunda
andar do sobrado da ra cstreila do Rosario nu-
mero 30.
Alten cao
o
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, .jii
saiba lavare engommar, para urna cosa inglezae
de pouca familia ; na ra do Trapiche n. 19.
. Aluga-so urna casa na ilha do Retiro, >uja
| fleo ao lado da ponie da Passagem, tem 5 |uar-
' los, cozinha fra, 2 salas, banho ao p da ;
o aluguel convida, pois barcto, e o lugar ': x-
cellente para passar a fesla ; a tratar com Luiz
Manoel Rodrigues Valenca junto a fabrica
do gaz.
Allencao.
APPHOVAClO E AUTORISAClO
DA
ACAQMIl IKPERliL Si l
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
COMIMUHI1
sUbeecida m Londres
CAPITAL
Cinco milnoes de libras
sterlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
ir.ar aos senhores ncgociar.les, propriolarios de
casas, e a quem mais convier, que c&tao plena-
mente autorisadoe pela dita companh'u para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
coberlos de tellia, e igualmente sobre osobjeclos
que contiverem os raesmos edificios, q sista em mobilia cu em fazendas de qualidade.
Frecisa-se alagar urna preta escrava que
saiba engommar e eozahar ; na ra do Vigario
n. 14, secundo andar.
Aluga-se o primeiro andar da Cadeia do Recife, B' 41, proprio para escrip-
torio : a tratar na loja.
Precisa-se de um sitio pequeo para bo-
rne rn solleiro ; preferem-.se esses lugares : Sole-
dadf. Estrada de Joao de Carros, Pombal, S.
Amaro ; quem livor, annuucie para ser procu-
rado.
Precisa-se de um pequeo que lenlia 2 a 3
nonos de pratica de pharrnacia ; a tratar no pa-
teo de S. Pedro n 0.
Na ra Augusta, casa n. 43, aluga-so o pri-
meiro andar, que tem 3 salas e 4 quartos e mui-
to fresca.
Lembra-se ao Sr. Jos ATonso do
Reg Barros, o cumprimento da pro-
messa, ra do Crespo loja n. 20.
Os Dps. Sarment pai e lilt'o,
participain aos seus clienUs (iue
| mudaram a sua residencia para
f a casa nova,-contigua aquella em
* que tnoravam, cuja entrada
H pelo campodas Princezasoatr'ora
g largo de palacio.
As corrullas gratuitas para os M
S pobres, em vez de quolidianas
p como teei sido agora, so te-
j rao lugar d'aqm em diante as
^| quintase domingos das 10 horas H
gsg em diante
DENTISTA
n
DE
Ama.
A pessoa que precisar de urna ama para cosi-
nhar e engommar para casa de pouca familia, di-
rija-se na de Santa Rita n. 45. Na mesma casa
existo urna senhora que toma urna crianza para
mamentar assegurando boa nulricao a por preco
coramodo.
Precisa-se de um horaem que saiba tratar
e tirar leitc de vaccas ; a tratar na ra do Cres-
po n. 25.
Aluga-se urna boa casa no Cachangi, com
bastantes commodos e bom banho no fundo do
quintal : a tratar na ra da Paz n. 42, outr'ora
ra do Cano.
Naulon Fourleu Frdric Joseph, subdito
francez. ret;ra-se para Europa.
Francisco Hillario e Manoel Ilillario, sub-
ditos hespanhoes, retiram-se para fra da pro-
vincia.
Precisa-se
de dous trabalha lores de maccira que cnlendam
pcrfeitamenle do fabrico de pao : na ra larga do
Rosario perto do quartel de polica padaria
D. 18.
Prccisa-se de um bom cozinheiro que j es-
tiresse em casa estrangeira e que d (anca por
sua conduela : na ra Nova n. 25.
Deseia-se fallar com os Srs. Miguel Alexan-
dTino da Fonseca Galvo e Flix Pae3 da Silva,
a negocio que os mesmos nao igooram : no Ps-
telo Publico loja n. 11.
O Sr. tber.ourciro das loteras menda fazer pu-
blico que se jcliam venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na ra do Irapera-
; dor n. 36,e nac casis commissionadas pelo mesrnn
! Sr. Ibcsoureiro na prar;a da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horss da manhaa s 6 ds tarde, os
bilheleac meios da segunda parte da prmeira
lotera Je N. S. do Livramenlo, cujas rodas de-
verao at4dar impreierivelmeute no dia 27 de
ouliiliro prximo fuluro.
Thesouraria das loteras 1) de uutubro de 1S60
O escrivao, J. M. da i'ruz.
Queta ttver um sitio perto ou
longe desta cidade,com tanto cjue tenba
casa de vivenda, arvGres de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugardiri-
ja-se ao largo do Terco caa t rrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ra larga do Rosario n. 44
As pessoas que recorrerem a este hotel encon-
Irarao boa commndidale para urna noile, dias e
mezes, conforme Ibes convier, cncontrarac tam-
bero a qualquer hora do dia o noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
segurando todo o asseio. Tudo por prero cora-
modo.
Richard Rroome. John Bayliss, c Arthur
Shuard, subditos brilannicos, reiiram-se para a
Europa.
O abaixo assignado responde ao annuncio
de Joaquitn Conivalvos de Albuquerque e Silva,
publicado no Diario de l'ernambuco n. 231 de 5
do corrcnle, que o protesto e annuncio feito pelo
abaixo assignado, nao para intimidar e muito'
menos para nao pgir, (vigto que o abaixo assig-
nado nunca sabio de sua patria por eslar deven-
do) Oulro >im, o abaixo assignado nao pode-
ra protestar sem que o lllm. Sr. Dr. juz de or-
phaos assim o determinasse c o Sr. escrivao Rrilo
tomasso por termo o protesto, c o ofiicial Sena
entregasse ao Silva e o Sr. Frederico Chaves ac-
cusa-se ; fique cerlo o Silva que serei severo em
repetir o quo for de lei, mas o Sr. Silva tem po-
der para ludo privar (o que so duvida) ent.io esta
garanta e tem toda a razao. Recife 11 de outu- I
bro de 1860.
Jos Rodrigues do Passo.
O bv. Antonio de Souza Barrozo,
dirija-se a lojan. 20 esquina da la do
Crepo, a coucluir <
ignora.
negocio que nao!
PERNAlllllJCO. p
3lua estrato do Kosaiio-3 Jjf
Francisco Pinto Ozorio continua a col- ^
locar denles arlificiaes tanto por ineio Ig
^H de molas como pela pressiio do ar, nao |k
recebo paga atguma sem que as obras *J
nao Gquem a vontade de seus onos, a|
tem potes eoutras ,prepar8coes as mais ^
acreditadas para conservar.au da bocea |g
M&'M'si&ms mmmmmm m
Kalkmann Irmaos & C- avifam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
rcompaobias de seguros mai timos de
l Ja m burgo.
Ao senhor
Antonio Joaquijii Fernandesde Oliveira, esludan-
tc do terceiro anno da Faculdade de Direilo desta
cidade, pede-se que vTnha satisfazer o que neo
ignora ; uestes termos pela segunda voz : na ra
do Crespo n. 21.
Claudio DubcHK, proprielario das linhasdos
mnibus, faz sciento aos Srs. assgnantcs e mais
passagelros. que nao- mais admissivel conduzr-
se cm.ni'nlium dos respectivos mnibus, volume
de qualidade alguma, a excepcao de alguma bol-
ea de ronduzir roupa para viagem, que nao ex-
ceda de 8 ou 10 libras ; nao devendo qualquer
Sr passagei.ro escandalisar-se se der motivo a fa-
zer con qup se lhe faca observar o conlcudo do
presente amuincio. Outro sim scienlifica que
presentoment no tem mais mnibus para o
theairo, visto signaturas.
Domingos da Silva Campos est proceden-
do inventario pelo lllm. Sr. Dr. juz de orphtos,
e ruga a seus devedores que venham saldar seus
dbitos
Na rua das Aguas Verdes n. 5, rsca-se to-
da qualidade de livros, tanto de tinta encarnada
como de azul, com toda perfeicao, e tambem se
cncaderna toda qualidade de livros.
Ao senhor
Trajano Carneiro Leal, deseja-so fallar : na rua
do Crespo n. 21.
Precisa-se
de um menino de 12 a 14 annos de idado para
caixeiro de urna taberna villa do Cabo ; a tra-
tar na travesea das Cruzcs n. 14.
O Sr. Manoel Ferreira da Costa que tronxe
urna caria de Barreiros para Carvalho Nogueira &
C queira npparecer no escriptorio da rua do
Vigario n. 9.
- Precisa-se de um molcque do 11 a lan-
nos, que saiba bolear, paga-se bem ; na rua Di-
reila n. CO.
Precisa-se de um caixeiro o que tenha al-
guma pratica de cozinha : a tratar na rua larga
do Rosario n-25.
Na rua Nova n. 55, precisa se fallar com o
Sr. Francisco de Paula Correia Lima.
Precisase de urna ama para casa do pouca
familia (solleiro) ; na rua do Livramenlo n. 11,
primeiro andar.
@ O Dr. Manoel Moreira Guerra, mudou o @
seu escriptorio de advocacia para a rua es- @
@ treila do Rosario n. 22, primeiro andar, @
i onde pode ser encontrado das 10 horas da @
@ manhaa s 3 da larde.
@@8 @ @ @@@
Precisa-se de um feitor para um engenho
tegua e meia distante desta cidade : a tratar na
rua do Vigario n. 6.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
lanlo Hirk
Para serem applicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS EDICINAES sao mullo mohecidas no Rio de Janeiro o em todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o-que se prova cora innmeros altestados que exislcm de pesoas caria-
ses e de distincroes. v
Com estas CHAPAS-BLECTRo-JiAGNETiCAS-EPisPA8TiCAfl obtem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammarao [causa-: ou falla de respirado), sejam internas ou externas
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpilaco de coraro, carganta olho'
erysipelas. rheumatismo, paralysia e lodas as affecgoes, nervosas, ele etc. 'igualmente para as
dillerentes especies de tumores, como lubinbos, escrfulas etc.. seja qual for o seu lamanho c pro-
undeza, por mcio da suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsejado cor
habis e dutinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo lodo o cuidado de
.azer as necessanas explicarles, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pMCOCO, braco, coxa, pona,' p ou tronco
do corpo, declarando ncircumferencia e sendo iucliacoes, feridas'ou ulceras, o mol le' do seu ta-
manho em um pedacode papel e a declarado onde existem, afira de que as chaas no^am ser
bem applicadas no seu lugar. r "*-
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil-
! As chapas sero acompanhadas das competentes explicares c tambem de lodos os accessn-
rios para a lollocacao dellas. UMU
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua conOanco, era seu escriotorin
-que se achara aberto lodos os das, sem exceprao, das 9 horas da manhaa as 2 da tarde. "
119
DO
RYO
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Snbbado 13 do corrente, ter de sor arre-
matada urna escrava crioula, avallada por 600$,
penhorada a Jos Alexandre Gubian por execu-
<;ao de Jos Maria Pesiara, finda audiencia da
segunda vara, na casa em que foi cadeia.
Albert Asclioil, relojoeiro alie-
mo, avisa ao respeitavel publico e ts-
pecialmente aos seus amigos e frerrue-
zes que mudou o seu estabfelecimento
para a rua da Imperad i7. n. 12, a onde
o acliaTao sttnpre prompto para i aci
qualquer concert com esmero, promp-
tidao como o seu costume e por re-
eos os mais razoaveis.
Kalkmann Irmaos & C. hbil i-
dos pelos credores conbecidos do alle-
,cido Francisco Xavier Brito de Obveiru,
convidara a todos es credores do mesmo
para apresentarem es suas coritas, ioi
de dividir-se o que se apurn dentro
do prazo de 5 dias, sob pena de nao
pudeiem fazer reclamares alguma de-
pois de feito o dividendo.
Nos abaixo assignados declaramos ao .
lavel corpo de commercio desla praca, no
dia G do correlo, dissolvemos amigaVelrai
sociedade que tiohamos na loja n. 23 da rua da
Cadeia do Recife, da qual so rtiirQu naquel! i
o socio Augusto Jos Ferreira e entrn em son
lugar o Sr. Bemvindo Gurgel do Amara1, iue
com o socio Manoel Vieira Perdigao lomaram in-
da a responsabilidade do passivo c aclivoda i-
ciedade que gyrava sob a razao de Augu A,
Perdigao. Recife 10 de outubro de 16G0 Au-
gusto Jos Ferreira.Manoel Vieira Perdigao.
Pedro Sottovia retira-sc para Europa.
A mesa regedora da irmandade de N S do
Rom Parto, erecta na igrr ja de S. Jos de Riba-
mar desta cidade pretende no dia 11 do r
te, pelas 4 1)2 horas da tardo, benzer a imag. m
de sua padroeira, e as 7 da noile do mesmo da
levantar a bandeira ; no dia 12 continua:
novenas, no dia 21 a fesla e Te-Deum a noile,
tudo ser feito cora a pompa e esplendor que di-
tar a pia devorao dos liis ; oulro sim no dia 1 !.
5s9 horas da manhaa, depoisde celebrada a mis-
sa do Espirito Santo, proceder-sa-ha a nova ell i-
caodejuiz e mais vogaes que devem servir
festejar nosso padroeiro no anno de 1860 a 1861.
para o que convida-so a lodos os nossos irn c-
para comparecerem no referido dia.
Claudino Jos Uias.
Escrivao,
Na rua das CiocoPonasn.27 d-sedin! i-
ro a jiros sobre penhorea de ouro o praia
na rua de Santa Km, como linha annunciado.
Prccisa-se alogar um sitio com rasa e estri-
bara, que tenha capim ou terreno para plantar
quem o liver, querendo arrendar, annum
dinja-se a rua do Passeio Publico n. 7.
GABINETE PORTUGEZ
!>E
i -'V
,.*

CONSULTORIO
Especial bomeopaihico, rua de Sanio Amaro fj
(Mundo Novo) n. (>.

M l l\r:Sj}"Q h?lnho' ^e vo,1>1 'lcsu''1 "8m a Europa, d consultas todos
os d.as uteis Oesde as 10 horas ale meio din. Visita aos doentes era seus domicilios de
meio da era diante. e em caso de necessidade a qualquer hora. A senhoras de parto e
- osdoentes de molestia aguda, que nao liverem ain-la tomado remedio algum aJlopa-
>'? l'>ico ou homeopallnco, serao altendidos de preferencia. H
m
>^L':
m
m
por
quo

<---.:.
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentoshomeopalhicos que se vondem nesta pharrnacia sao preparados
meio de urna machina que o Dr. Sabino iavenlou e fe/, construir em Pars e a
deu o rime de AGITADOR OYNAMICO. '
.,na,LSHSaiedCamen,.0S.';'0OSuniC0Sque nvolvem propriedades uniformes e
capazes de curaras molestias com a maior certeza possivel ^
Alera disso. desojando tirar de sua viagem a Europa todas as vanlaens nars n
progressodahomeopalhia no Rrasil, o Dr. Sabino nao poupou es or-o" pSra obter as
subslanc.as medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas natura menlTnascen o
tf pa a isso entendeu.se com um dos melhores herboristas d'Allemanha para lhe man-
m* dar m as plantas frescastafia de preparar elle mesmo as tincluras. E' assim nUC0
11 acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das monlaohas da Sui sa, a beMadona
*& bryon.a, chamonnlla. pulsatila, .bus. hyosciamus. foram collados na Alienta ha ni
.- V Franca e na Blgica, o veralrum no Monto Jura etc., etc. la' n3
'K .. DSla SOrlG Provi!Ja:] ('''armacia do Dr. Sabino'das substancias que servirao para
M aS exper.eucias puras de Habnemann, descripus as palhogenesias, charao o medico
'^ e S. am'2s da homeopatina os meios seguros c verdadeiros de curarem as enfer-
v-^_* miuodcs.
Ws s precos sao os seguintes :
VjT'S Botica de 2 lubos grandes............... 12 a 16*000
'*4^ h. v D!a d ,6 4* ;;................ 303 a 358000 % \
N. B. Existem carleiras ricas de velludo, para maior preco. >>'.
Cada vidro avulso de lindura...................." 2000 '^^
Cada tubo avulso.................................. IsijO 5 *'
Caixas com mcdicamenlosem glbulos c linduras de "dVver'sas d'ynamisacoes [mais ^V
De 21 vidros de linduras e 32 tubos grandes..... 40000 ^:-
De 21 ditos de dito o-18 tubos grandes............ 483000 *i
De 36 ditos de dilo c 56 tubos grandes.......... Gi000 '
De36 ditos de dilo e 68 lubos grandes.......... 70s000 '^"'
'^X De 48dilos de dito e 88 tubds grandes............ 92<000 *-*'"
>;- _, Do 60 ditos de dilo c 110 tubos grandes.........UjOOO f^k
SK r.miiu -. ^Xas-M0 U"'1S aos med1icos. o Srs. de engenho, farendeiros, chefes de A *f
f mil.;K-apilae8 dcnaV' eem geral a lodos 1ue se qu'Kerem dedicar a pratica da lio- ,^#
^% ____ m
3 nr.nVenev~.Se ,am^m machinas elctricas porlaleis para tratamenlo das molestias ?%
^^ indi r' 3f m.ach,nas sao 1S mais modernas o as mais usadas actualmente em Jb
nr ^"iTu' ,anlPelacom'"odidadede poderem ser trazidas na algibeira, como ^
porque Irabalham com preparacoes que nao sao nocivas. '.' '
Cada unir
Por ordem do lllm. Sr. presidente do eonsrlho
do Gabinete Portuguez .ie Leitura consid sos
Ulms. senhores conselheiros p?.r.i a sessao ordi-
naria do dia 15 do corrente, pelas 0 non la lar-
de, na sala das sesses do referido Gabinete.
Secretaria do conselho aos 11 de outul
l>bO.
Francisco Ignacio Ferreira.
1." secrelario.
Alnga-so o segundo andar do sobrado d. :.
,da rua do \ gario : a tratar no mesmo.
Lava-se e engomma-se com p.rfoi ;5o n^
rua da Concei^o da Roa-Vista n. 2.
tjuem annunciou vender duas escravas par-
das, juntas, querendo vend-las separadas dirl-
ja-se a rua da Imperalriz n. 3, segundo andar
que se precisa de urna.
Aluga-se para passar a fesla ou mesn i an-
nualmeole, um bom sitio em Beberibe no lusai
, do 1 orlo da Uadeira, contiguo ao de Joao Filip-
pe da Cosa, (endo a casa bons com modos para
lamiha : a tratar na rua do (JueimaJo n. -i>.
Atlenco.

Joao Antonio Carpinleiro da Silva, (endo de li-
quidar .i firma social de Carpinleiro & Prado re-
lativamente padaria da rua Direila. roga a lodos
os credores da mesma lirma que aprsente) suas
coritas na mesma padaria al o dia 15 do corren-
te, assim como roga tambem a lodos esdeve lo
res da mesma que hajam de satisfazer seus debites
no mencionado dia.
Emma StoJden, subdita ingleza, retira-so
para Inglaterra.
Xavier Bao, subdito hespanhol vai para o R:
de Janeiro.
Aluga-so um bello predio de dous andar
e sotad, silo na rua da Imperalriz n 17 : o pre-
tndeme dirija-sc a rua do Cabugn. 2 A.
Jos Antunes, subdito portuguez, relira-si
para fra do imperio.
J5W ...........................
. USr. Olimpio Manoel dos Santos Vital, aca-
demico do 5o anno o rogado a ir ou mandar a
rua dos Pires, laberna n. 32, concluir o nego-
cio que SS. nao ignora, isto nestes 3 dias a con-
tar de hoje; do contrario ar-se-ha publico u na-
lureza do negocio para que chamado.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
lodo servico do pouca familia; na rua da Roda
n. 5t.
Claudio Dubeux j (era velas mixtas para
matar formigasde roca.
... 503000
ifX;g ft. p> <*>"> ? 'J ? S); <* } (4) m%
Pelo presente declaro que nao se emende
com o Sr. Dr Joo A. de Souza Bellrao o brado
dado neslo Diario que se refere a dilo Sr.
doulor O bradante.
Atugamse os dous andares dos sobrados
da rua da Penha o. 29, por prego muito coramo-
do : quem pretender, dirija-se a rua Direila n
93, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para amaraeotar
urna crianza : a tralar na casa ao norte do gazo-
metro a beira do rio.
associaco Populas
DE
Soccorros Mutuos.
Devendo ler lugar domingo, 14 do corren:-.', a
eleico do conselho administrativo que tem de
substituir o actual na gerencia dos negocios des-
la Associaco, pelo presente convido a todos os
senhores socios elTectivos em dia com o cofre
social para comparecerem s 10 horas da manhaa
na casa das sesses.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 11 de outubro de 18G0.
Bcrnardlno de Senna Ribeiro,
1. secretario.
Boa cocheira para nego-
cio.
Negocia-se a cocheira do bois com carros da
alfandga, e boas vaccas de leite, sita na rua da
Florentina, bem afreguezada, eo motivo da ven-
da se dir ao comprador; na mesma cocheira a
qualquer hora do dia.
II iTiOiv/iri


1.6)
DIARIO DE PERHAMBLCO. SABBADO 13 DE OTBRO DE 1860.
Agencia deleiles.
Arphelira Jos da Cosa Carvalho
visa a seus
Vende-3e urna raobilia de amarello, 3 ban-
cas de Jacaranda, 1 berso usado, 1 machina de
o respeiravel corpo de commercio.^.e Do'rceUi- md^nMl 'JS"" l0UCa de
para a ra porcelana na rua de Apollo n. 55.
.. Vcndcm-se 6 cadeiras americanas; na rua
Novan* 16.
rnudou seu armazem da rua da Cruz
Nova d. 65, onde poder ser procurado pap os
mislcres de sua profissao, garantindo somente
ser solicito ao desempenho dos seus,deveros.
Attcncao.
Roga-se ao Sr. Eduardo que tem um penhor
de ouro na rua da Senzala Nova n 2, quo tenha
a bondade vir resgata-lo no prazo de 8 das, do
contrario ser vendido para o principal e juros.
Traspassa-se o arrendaraenlo da casa da
rua da Irnperatriz n. 29, que (az frente para o
caes oCapibaribe n. 16, assim como se vendo
tamben os utencilios do cstabelecinienlo de ser-
rara ; quena pretender, dirija-se a mesma casa
numero 29.
Na rua Velha n. 62, aluga-se una cscrava
que sabe coziuhar, lavar eugommar.
Teroa-fcira 16 do corrente, depois da au-
diencia do juizo de orphaos, operanteelIe.se
proceder a arremslacao de duasescravas mocas,
boas eiuouimadeiras e cozinheiras, do 4 uiole-
ques, sondo ura de 9 annos e bonita peca, e de
una ruobilia composla de cadeiras,mesas', conso-
los, marqoezas o commodas de jacaran ; guar-
da vestidos, guarda louc,a, etc., de amarello ;
: i estes penhorados ao espolio do finado Ha-
noi! Carneiro Leal, por Joo Ferreira Vilella por
si o como tutor de seu cunhado Manoel Carneiro
Leal.
Precisa-se de urna ama, escrava ou livre,
para coziubar e ougomtnar una pequea fami-
lia, se tur escrava erecolhida ; pde-se ate alu-
gar com a condicao de nao sabir fra : na rua
Ni i a n. 16.
Pede-se ao Sr. Jos FU de Jess Leite o
favor do vir rua do Queimado n. 9, loja de
Francisco Pereira da Silva.
O Sr. Diogo Va/. P. Carneiro, Antonio Dio-
0 \ az Carney-o e Jos Julio Espinla \ iegas,
caitas da ilha de S. Miguel : na rua da Ca-
deia do liecife n. 4.
<> Sr. que annunciou a venda de duas mu-
lal iS ivcolliidas, pode dirigir-se ao armazem de
i as, de Jos Duatte das Nevos, que est au-
tonsado a comprar para una encommendj.
Hara lanuaria da Conceicao Guimaraes,
professora particular de instrucao primaria da
fi guezia do S. Pedro Hartyr da'cidade de Olio-
da, .'. publico a quem convierque de orden* de
S. I i -. o Sr. presidente da provincia se aclia re-
gendo iiiterinameiiie aoadeira publicado inslruc-
cao-primaria da mesma cidade.
Precisa-se de um caixeiro pequeo com al-
guma pralicapara taberna na travessa; do Cam-
pelic n. -i.
O abaixo assigna.lo participa a quem inte-
possa, que deixou de perleucer a socieda-
de Orthodoxa e Luterana Amor Candado, des-
tia 11 do corrente niez.
Graciano Jos Rodrigues Ferreira.
Para taberna.
Vende-so a armagao da loja da rua da Praia
n. 27, propria para taberna, por 3000,-e paga
15j de aluguel por mez da loja ; o tratar na pra-
cada Independencia os. 19e 21.
Para acabar.
Na loja de fazendas de Guimares & Villar na
rua do Crespo n. 17, vendem-se ricos corles de
vestidos de plianlazia a 15g, gollinhas e mangui-
tos pretos a 5 cassas de cores ixas e padroes
miudinhos a 240 ocovado, chitas francezas a 260
e 280 o covado, chapelinas de pallia de Italia ri-
camente entenadas a 30g.
Vende-se urna bonita escrava com um fillio
sabe bem lavar e cozinhar. e tambem engomm
alguraa cousa ; para tratar na rua da Cruz n. 30.
p r Iia lo'lde Rurlc Junior & Martins. rua do
Cabuga n. 16, vende-se :
Botinas de lustre e pellica para senlio.*a a 5.
Ditas desetim branco para dita a 4J.
Ditas de dito para menina a 3?.
Ditas de lustre para homcm a 55, 6* e 7jj.
Vendem-sc saceos cora arroz de casca, por
precocommodo : na rua do Nogueira n. 1. -
Foges econmi-
cos
Foges econmicos smericanos, os melhores
que lem vindo ao mercado, nao s por cozioha-
rem cm motade do teinpo de qualquer outro,
como por nao gastaren* urna terca parte da lenha;
estao-se vendondo por melade do seu valor,
approveilar a occasio. Garanle-se a boa quali-
dade e bom travado dos mesraos : vende-se na
fundigo da rua do Brum n. 28, loja de ferragens
da rua da Cadeia do Recite n. 64.
Tachas para engento
Fundicao de ferro e bronze
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11.
alguns pianos do ultimo gosto. recenlimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres, a
muito Dropriospara este clima.
<3m&3 3SI9@JlgS
DB
Rua do CresDo! *(
45-- Rua
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baralissimos para acabar: cortes
de seda para vestido com algum mofo a 82, rou-
poes de seda fe.lo a 15fl, luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de barege de laa
com babadosa5S, cassas de cores finas a 210 o
covado, cuta larga a 200 rs., cazaveques de cam- I precos convenientes a hpr
braia bordados a 5$. capas de fustflo cubiladas '
a 5, perneadores de cambraia bordados a 63
babados bordados a 320 a vara, riscado francez
uto fino a 160. sobrecasacas do panno tino a
Direita45
Esteestabelecimento oflerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
por
Macaes.
Compras.
ompra-se um civallo grand
1 pelle : na rua Direita
par;, cabriole!.
n. 60,
gordo e de
que sirva
Compram-se
censlos de mogno com nedra niarmore
n, rosto Luiz XV, novse com pouco uso:
quem livor,dirija-se a rua do Crespo n.4, loja.
Compram-se escraros de ambos os sexos
di 25 anuos ?r,ra se exportar para o Rio de
ro, lendo boas figuras e salios, paga-se
bem : quem levar pii inculcar ni rua Direita n
torio de Francisco Halhias Pereira da
a, reteber 20$ de gratificaco.
Gorapra-se moedas de ouro bra-
sil as e.portuguezas: em casa de
Al igltA C-, rua da Cruz n. CI.
-2^"'*"~^ ----... min rt MMBB
V*W-9-j> -*-(-
Yendas.
Vende-se ao cento por 10} : na rua estrella do
Rosario n. 11.
Admiradlo.
i
Na rua Direita n 99, vendem-se saceos com
arroz de casca novo a 4*500, e farinha milito boa
da tena em saceos grandes, muilo fins, para ca-
sas capazes ou de negocio, e outros muilos gene-
ros que a vista se verflo ; assim como manteiga
mgleza e franceza finas.
Gurgel Irmaos vendem os seguintes gneros
depositados no armazcm do Sr. Avellar, no Fotle
do Mato :
Cera de carnauba.
Vellas dita.
Sola cuitida franceza.
Dilacuitida pelo antigo systema.
Vende-se em conti urna escrava crioula de
26 auno?, boiengommadcira, costureira, cozinlu
e faz todo osemeo de umt casa : na rua estrel-
la do Rosario n. 41.
Vendem-se taboas de pinho por baralo pro-
co : no caes do Ramos n. 2, aimazem.
Vende-se baralo, a prazo ou a dinheiro, um
bom piano com pouco uso : na rua Nova n. 7.
Esparlillios.
Recclieu-se ura novo sortimento de esparlilhos
de atacar na frente c oulras qualidades, tanto
para senhoras como para meninas, e por precos
muilo commodos : em casa de J. Falque, rua do
Uerpo n 4.
Apolinario Ignacio da Conceicao. de accor-
do com seus credores, ve-de sua' taberna em
ponto pequeo, bem surtida com bons gneros
sita na rua Velha da Roa-Vista n. 27 ; a tratar
na mesma taberna, ou no armazem ao peda Ma-
dre de Deis n. 5. ou nobceco Largo n. 1 \ que
todo negocio se fura.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros
itrnebres.
Vende-se verbutina preta superior a 400 rs
o covado : na rua do Crespo n. 25.
\ en le-se orna
iaprti moca que cozinha c
i bom, o cose perfcilam'enle
': i Vista ii. 22.


" '.' --\ -.> ->, o, llecebeu-se bonitas fitas dmiradas para $$
iros d. ultimo goslo imperatri;
la, na @
Luja de luarmore.
9
is senioras i!o bom goslo.
i 11 i loja ac p do arco do Santo Antonio,
do vapor do norte, um rico e completo
lo de lencos de labyrinlho, os mais ricos.
tem visto no mercado ; estes lencos sao'
- i om todo primor pelas jovens Ceareses.
. OJA DO ARANTES
Praca da Independencia
ns. 13 e lo.
lo francez c inglez por melade de
sen valor.
(I)inhciro a' vista.)
i ins de bozeiro francez para homcm a 55000
.par.
; irzeguins de dito para dito a 8$.
i 5 de dio inglezespara dito a 7.
Ii tos de verniz para diio a 89.
i cam urca para dito a 5J.
Ditos de cores para meninos a :.-.
los de lustre, entrada baixa, para honiem
bezerro, entrada baua. para homcm
, loes de bezerro para homcm o menino
a 1 I.
I os do lustre para dito a 4$ e 3jJ.
- de tranca francezes pata homcm e mu-
lher a l-*>280.
litos de couro de lustre para nonhora a 1*J.
I 3 do duraque para dita a6!l).
tos do raarroquira para dita a 1#.
R rzeguins para homem o senhoras, de dura-
luslre, setini, e de outras rouitas qualida-
d> mperiores, por menor preco que em outra
|uer parle.
') freguez
Corles do chita franceza de padroes nunca vis-
: los com 11 covados. polo diminuto preco de
I 2tu00, chales de merino finos trancados e eslam-
; pados, de novos desenhos, a 5-3 cada um, laazi-
: nhas miudmhas c de ramagera grande para ves-
tidos a f.t) o covado : na rua doQueimado n. 18
A, esquina da rua d Rosario.
Fraocisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Chcguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pe?as de brelanha de rolo com 10 varas a
2?i, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palitols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 3$, 43?, B5>,
e 6$ a pe$a, dita lapada, com 10 varas a 5J> e
65 a peca, chitas largas de molernos e escolhidos
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 79 e 85,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi um, ditos com urna s pal-l
ma, muito finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5*J, longos de cassa com barra a
100, 1*20 e MiO c:.la ura, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade
a 35 o 3*500 a duzia, chitas francezas de ricos
DE
(HUNDE SORTIMENTO
DI
e
Lo ja
NA
e arnaxem
DE
Na rua do Queimad) n.
46, frente ama relia.
Sorlimento completo do sobrecasica de M
panno prelo e de cor a 25J, 283, 30} e ,f
3o3, casacas a 28-?, 30*} c353. palitols dos M
mesmos pannos 20-J. 22jf e 25J, ditos de
casemira de cor a 16 e 189, ditos sac- *
eos das mesmas casemiras modelo inglcz .*
casemira fina a 10. 12/14 e 133, ditos g
saceos de alpaca prelo a i$, ditos sobre S
fino de alpaca a 7, 8e9, ditos dme- 18
nn selim a 10, ditos de merino cordo S
alOge 12S,'ditos de sarja prela trancada *E
saceos a 63. ditos sobrecasacos da mes- ^
ma razenda a 8, ditos de fuslao de cor e "
branco a 4. 4$500 e 5g, colletes de' ca- M
semira de cor e prelo a 5 e 6, ditos de *
merino prelo para lulo a 4 e 5, ditos JE
de velludo prelo do cor a 9 e 10, dilos 3f>
de gorgurao de seda a5 o C, ditos de
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi- ^rim branco e de cor a 25()t> 3. calcas
tas escuras inglezas a 5900 a poc,a, e a ItiO rs.I
ocovado, brim branco de puro linho a 1, |
15200 e 15600 a vara, dilo proto muilo encor-'
padoa 15500 a vara, brilhaniina azula 400, rs. i
ocovado, alpacas dedi(Terentes cores a 360 rs. o '
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 35 e !
35500 o covado, carabiia prela e de sal picos ai
500 rs. a vara, e oulrasmuias fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro'i
amostras com penhor. I i
Nova e apurada
inveoco ameri-
cana.
Moinhos econmicos de funil pira caf, Tacas '
proprns para charuteiros, tornciras de ferro de '
lodo? os tamaitos proprios para engenho, tan-
ques d'agua o pipas, etc., etc., e techadoras vo-
lantes cora trinques e singelos, proco avista da
fazenda : na rua do Queimado n. 53."loja de fer-
ragens.
r
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Pregoica, na rua do Queimado n.
2, lom salas '
de casemira de cor e preto a 7$."'8g, "'J
e 10, ditas para menino a 63 e 7, ditas
de merino de cordao para nomem a 53 o
Gj, ditas de brim branco a 5 e 6, dilas
dild de cor a 3, 3500, 45 e 5, e de
todas estas obras temos ura grande sor-
timento para menino de todos os tama-
itos ; camisas inglezas a 36 3 duzia. Na
mesma loja ha palelols do panno preto
para menino a lij, 15J o I63. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesrao
preco, ditos do alpaca saceos a 3f e
33500, ditos sobrecasacos a 5 e 63 para
osmesmos, calcas de brim a 2500, 3 e
3500, paletots saceos de casemira de cor
a 6 e 7, toalhas de linho a 800 e 1 ca-
da urna.
No mesrao estabelecimenlo manda-se
apromptar todas as qualidados do obras
tendentes a roupas feitas.em poucos das,
quo para esse im temos numero suf-
ficienle de peritos officiaes de alfaiales
rgidos por ura hbil ranslre de serae-
Ihante arle, fleando os donos do estabe-
lecimenlo responsaveis pelas mesmas
obras at a sua entrega.
anas sBsnsiftKi
Sebo e graixa.
Be' .-coado o graixa em bexigas: no armazem
u<* Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
a 3,$' a sacca.
Arroz cora casca tendo a maior parte pilado
lo diminuto preco do 5.
I
tes^aberlos, do ultimo gusto, pe- ; proprlo para gaiulns e cavallos ; no^Caes dVita
mos n. 6.
G8ASDE SORTIMENTO
DE
Miudezas por metade de
seu valor.
O arrematante da loja de miudezas da travessa
do Ltvrametito n. 2, tendo de entregar a chave
da loja, vende sem limites ludas as miudezas I
existentes entre ellas um grande sorlimento de ,
raneas o franjas de sola, fila de velludo o ver-
bnuna. mhas de carrinhos do eres a 20 rs. o Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
lio. cartues do clicteles a 40 rs., dedaes a
10 rs., ditos de melal prateados a 40 rs., bot-'s
de ac finos para calca a 20 rs. a duzia. ditos de
tonca bramos e pintados a 20 rs. a duzia, bicos
de seda perfeitos a 200,20e320 rs. avara
pbosphoros bons a 20 rs. a caixinha, Irancinhis
de Imita lisas decores a 10 rs. a peca, ditas de
caracol a 60 rs., estampas de cantos a 100 r*
cada urna, meias para homem a 80 rs. o par, di-
las pintadas linas muito encorpadas a 240, Un-
Expsita!) de melaes.
E' cltegado a esta loja do V'ianna, um riquissi-
mo sorlimento de motaes de lodos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, tu lo a emita-
cao de prala ; na rita Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sorlimento de machinasde fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposicio de
Taris ; na rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sorlimento de bombas de japy' de
lodos ostamanhos, as melhores quo se lem appro-
vadoem iodo o mundo, pola facilidad; que di a
lirar-se agua ; na rua Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
R [uiussimo sorlimento de camas de ferro com
onas, e para colxao por preco commodo ; na rua
Nova n. 2J, loja do Vianna."
Na fabrica de caldeireiro 1a rua Imperial
junto a fabrica de sabio, e na rua Nova, loja de
ferrageus n. 37, ha urna grande porcao 'defollias
e convida a lodosos seus fregnezes e todas as de. z'nco- Ja preparada para telhadol, e pelo di-
__ -------------------- l-'iliw iiiiu ,|
o, paletots de panno preto e de cores a 18, 20
e 22, ditos do casemira de cores a 163, dilos de
alpaca pre'os o de cores de 4 a 8, dilos de brim
branco e de cores de 4 a 6, calcas do casemira
prela e do cores para todos os precos, gollinhas
de Iraspasso a 23500, camisinhas bordadas a
SJ500. manguitos bordados a 2, chitas francezas
com lustre propria para roupes e coberla a 320
esguiao do linho mullo fino a 1200, calcas de
brim brauco e de cores de 2 a 43. bramante de
linho com 5 palmos de largura a 900 rs a vara
damasco de laa com 9 palmos de largura a 2S o
covado, pecas de madapolao fino a 4S50, chapeos
de fellro Ganbaldi a 5S5O0, camisas brancas e
da cores delguOO a 3f, velbutina preta superior a
400 rs.. cortes de brim de linho a 1^500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par. e outras mui-
tas fazendas por menos do seu valor para fechar
contas.
Aos senhores de
engenho.
Vende-se um escravo ptimo carreiro e Iraba-
Ihador de enchada : na rua do Trapiche n. 8 ou
na rita Augusta n. 61.
Vendo-se banha em latas a 480 rs. libra
milito muito novo a 200 rs.a cuia: na travessa d
rua das Cruzes n. 6.
Admiravcis remedios
americanos.
Todas as casas de famlia, senhores de enge-
nho, lazendetros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera nevralgia, diurrlta, cantaras, clicas, bi-
lis, ttidigestao, crup, dores Hos ossos, conlusdes,
queimadura, erupces cutneas, angina, reten-
gao de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as eiiferinidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mo?
humores, purifica o sangue, renova o syslcma;
I prompto e ralicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
. sos, tumores brancos, afecces do figado e rins,
i erysipclas, abeessose ulceras de todas as Classes,
j molestias d'olhos, didiculdade das regras das
mulhetes hipocondria, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inleiramenle vegelaes favoraveis
I em lodos os casos nunca occasiona nauzeas nf 111
; dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a_8 purgara. Estas pilulas sao efficazes as allec-
(oes do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digest 10, e em ludas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades. Iluto, reten-
coes, flores brancas, obstruccijes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto efT.'ito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
tgnas.
Estes-tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira t
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificagao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leit.-
Jtlrmao, na ruada Irnperatriz n. 10. nicos
agentes em Pernambuco-
Homem.
10000
9#00O
9000
60GO
6/^500
CftOOO
5^000
C/jOOO
5jjC0O
6^000
Borzeguins imperiacs.....
Uitos aristocrticos......
Burzeguins inoscovia (prova de"
fogo e d'agua........
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
SapatGes nobreza.......
Ditos infantes.....
Uitos de linlia (o l^baterias).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom).
Ditos de petimetre.. ...'.] 5000
Ditos bailarinos.....m oi;500
Ditos impermeaveis.....w. 2S500
Senhora.
Borzeguins primeira elasse(sal-
to de quebrar).......5C0o
Ditos de segunda elasse (quebra
cambada). ..,...,.. 4,^00
Ditos todos de merino (salto
den&os)......... 4500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forra. ...... 4OOo
Ditos de arranca. .......3.5C
Uoizeguins resistencia^' e 380q
Pateo de S. Pdroj n. C, arma-
zem de generas seceos e
molhados.
com trelo de Lisboa, farinha de ntandicca, mi-
ca. arroz de rasca c dito do Slaranl.ao de udp-
re7toqUemd"BCS ^^f" da ^.^L
mercado m^n. d D!,e"'0r q,,e '6do "ver no
mercado, manteiga ingleza e franceza banha di*
KsHdX" Waefctotai de soda' desdas
.i-'- r,Vfja prell e br,,lca d" nielhor
marca, queyos flamcngos frescaes. conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
preco do que se vende em outra qualquer parle
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
liJS?"*6 "a ua d0 CresP". loja n. 8, de qna-
covL, S,Cemhr.aia francoza organd a 360 o
boas cVTf aCabar Uma oc,l,ra
indi -fra"CMa5 a 240 e 30 r-5-- "na de
lindos padres e cores fixas : do- se maostra.
c
Segara conra Fogo

Fazendas e roupa fcila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
RUA DO QUEIMADO N. 3
EM SLA LOJA DE QCATRO POlllAS.
Tem ura completo sorlimento de roupa feila,
pe?soas que desejarem ter ura sobrecasaco bera
feito, ou ums caiga ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimenlo que encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
minulo itreco de 140 rs.
'*'*35 '11 --'a
libr

rm
ancasde seda aW.'ltj,'120,180, *l!^ desempenhar as obras a v.-ntal-j dos fre-'n-zes" rr*'*? -^ ^
Ja tem ura grande sorlimento de palitols de ca- '
semira cor de rap e outros escuros, que se ven- i6^
dem a 1255, ouiros de casemira de qu.idrinhos
ila mais fina que ha no mercado a 163, ditos
de merino stima 123, ditos de alpaka muito
ffue Irouxer di-
nheiro nao sahe sem ser ser-
do a conteni.
! .v 2laJ[iri' fra"Ja nuito molerna de seda
a 120.100, 200. 20, 320, 400 e 500 rs. a vara e
todas as mais miudezas em proporco ; chegum
com os cobres, que o freguez nao salte scni fa-
zenda.
Vendem-se duas bataneas para rima de bal-, c
cao, tolas de melal, pequeas e delicadas, pro- nna a "" u,tos francozes sobrecasacados a 128, i
m,. Pif b'JliCM f" 0,lrhl' P'1" de forca do8Mitos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
^^ut^z^^ x^\rrt (razas r'o bem fei,av35*' cal-;
dor d. 28. impera ?as feitas da mais fini casemra a l0> (li,as (Je
/-v 111 brim ede fusto por pretjocommodo, um grande'
U que lia de bom 11a praca d.l sortimento Je colletes de casemira a 535, ditos de'
Boa-Vista U 10 A outras faiendaa por precocommodo, ura grande'
Vendem-se queijos flamcngos vindo nesle ul- sorlim?n, ^ sapatos de tapete degosto muilo|
limo vapor francez o molhor que h a 29 quciios
londnnos a 640 rs. a libra. '
Na
l.il..... .. ...^.1-. _.-. ...
vapor
^31
^m
M
Relogios patentes.
I'.stopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoutos
Emcasa de Arkwight i C, ruada
Cruz n. 61.
Botica,
Rua do Crespo n. 8, loja de
qua/ro portas.
Chitas francezas matisadas muilo finas com pe-
queno loque o*e avaria a 200 o 220 rs. o covado,
i.uta azul pcrfeilamenle limna, o 200 rs.
covado.
A 4,500 e 5,000 rs.
Vende-se superior inilho do Maranhao em
Kresso e a retalho : no armazem de Francisco L.
de Ohveira Azevedo, na rua da Madre de Dos
Vende-se uma linda mulalinha de 9 a 10
annos de idade, propria para se fazer um presen-
ta da Irnperatriz n. 5i, vendem-se
queijos llamengos, vindos nesle ultimo
francez a 2*} o queijo.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n. 2
apurado a 235, ditos de borracha a 2500, cha- n.S^T F"nc,isf0 da So,Jza.- rua '"^ do
i v^w, Liid iiosano n. do, vende-se os sesuintes medica
(.eos decastor muito superiores a 1G, dilos dse- metilos: sgointes medica-
da, dos melhores que tem vindo ao mercado al 0#, i Hobl'AlTocteur.
dilos de sol. inglezes a 1035, ditos muilos bons a
1235, ditos francezes a 835, ditos grandes de pan-
no a 435, ura completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, eenire meios muito
proprio para coilerinhos de meninos e travessei-
le. sem vicios nem achaques, o tem bom princi- r.\A
po de costura : na rua do Cabugjn. 16. ^a
.- J ---- V,-,'I1IH1UU II. ,% ---------...wfc V tlQ
r?nrf n alSdSo de cores bastante rs Pr preQO commodo, camisas bordadas
5/XW1 Para e: craTOS. Pl ^ra servera para batisado decriancas e par. passeio
i a 835, 10 el235, ricos lencos de cambraia da
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por preco cora modo, saias bordadas a
3*500, ditas muito finas a 535. Ainda tem um
resttnho de dalos de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindase superio-
res qualidades a 1000, que j se venderam a
150&, capotinhos pretos e manteletes pretos de
neos gostos a 20, 2535 e 3035, os mais superio-
res chales de c-semira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres qur-
tas. adamascadas, muito superiores a 535 ditas
para rosto delinhoa 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, lamo escuras corno claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. ocovado, ricas
casemiras para cahja, colletes e palitols a 49 o co-
vado, e ura completo sortimento de outra?fazen-1
das, eludo se vende por pretjo barato, e que nao
possivel aquise poder mencionar n
rao preco de 1 $.
Rua No va n. 34
Vendem-se ricos manteletes de fil preto a 20.;*
e 2o-000. ditos brancos de filjj de linho guarne-
cido de Alas cor de rosa a 15 e 20g000. ditos de
grosdenple preto a 25 e 30000, balons de 30
aspras a 6J00O.
Relogios patento inglezes e meios-ehrono-
melros de 160*), 180j e 200--j000 : em casa de Ju-
lio & Conrado.
Rua do Queimado n. 48.
Julio & Conrado
fazem sciente aos seus fregnezes, que receberam
oorcao de roupinhas para meninos e vendem por
preco muito cm conla.
Para acabar.
Julio & Conrado vendem corles de vestidos de
O proprios para passeios a 2OJOO0 o corte, que
sempre vendeu-se por 5JO00 : 6 p Pilulas contra sezoes.
Ollas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dilo.
Ellixir anti-asmalhico.
V id ros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de IV. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
nston & C. rua da Senzala n. 42.
CANDIEIROS
Hivii sera segundo.
Na rua do Quaimado n. 55. defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas do Jos de Azevedo
Mata e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulbas francezas a 120 rs.
Sapatos do tranca de algodo a 1^.
Carlas de alflnetes tinos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
1-jiO.
Phosphoroscom caita de follta a 120 rs.
Frascos de macass perilla a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muilo finos "a 3*)500.
Clchelos era carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de 15a para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muito boas a 40 rs.
Agutheiros de m.-irfun a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Cravatasde seda muito fines a 600 rs.
Tosouras para costura muilo finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pocas de franja de laa com 10 varas a 1J.
Pecas do tranca de la com Vi varas a 500 rs.
Felilho para enfeitar vestido (peca) 1*J.
Lionas Pe Iro V, carlao com 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
oas a 140.
Cordo imperial (pecas] 40 rs.
Grammaticaiogle
va de Olicndorff.
Novo metbodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccSo,
publicse particulares. Vrende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
LONDRES
AGENTES
J. Astley fe Companhia.
"I
para
-
G
i
I
0
I
ema quaria ?J"! -'.".i.u u,
k- j gaz ldrORenio. e todos os mais
cnegando e .consumo de
querendo comprar nao irao sem fazenda. | Vianna.
partedellas, no entanto os freguezes cheo-andn B r
n.......1--------.....r. i.- s. e, consumo dos mesmos na rua Nora n 20, loja
Grande sortimenlo de candieiros econmicos a
prepa'os para
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,d?
ouro patente inglez, para homem o senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
ivndosnelo illimo paquete inglez : emeasadt'
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, dilas estrellas a imilacao de laaztnhas a
160 rs., cassss de salpicos bra'ncas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
muilo fino a 33 a peca, ditas de brelanha de rolo
com 10 vaias a 2#. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado. chales de merm eslampados a 2!
lenQos brancos com barra de cor a 120 rs.. ditos
co ii bico a 200 rs., algodo monslro de duas lar-
guras o raelhor que possivel a 640 rs. a vara
ruussulina encarnada a 240 o covado fil de li-
nho prelo bstanle largo. A loja est aberta al as
9 horas da noile.
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
I Ac de Trieste.
Pregos de cobre de eom-
*' posico.
| Burrilha e cabos.
j Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- r
ro : no armazem de C. I
J. Astlej & C.
i m eia.* omb
"" V o r-, v \ n
: MJJ\} *.B"
Vende-se emeasa de Saunders Brother A
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
aotabncante Roskell, por precos commtdos
el-tmb.-rtirancoihnse cadeias varaos mesmos
deexceellnle costo.
Na rua da Cadeia n. 24. vendem-se as se-
Fnd" "' Pcrnicl"le de seu valer, Para
Bicos de seda brancos e prelos, de todas i
arguras. vara a 160, 240, 400, Mu c 1S0OO
Lm completo sorlimento de franjas de s'cda e
de algodao. ->*.ua -
Chales de louquim a 10, 15, 20 e 35SJ
butoesdeseda, velludo, de louca e de fusto
de qnahdades finas, duzia n 200, 400 o 600 r-
Cnllarinhos bordadosde 500 rs. 2-5 3 e 4"
Entrnelos flnos. pecas com 12 varas a 1'
rolbes bordados tiras a o 0, 1*5, 2*) 3?500
Camisetas com manguitos a 3?, i, 5 e 6s.
r.nfeites defiuresa 6jt.
Chapees de seda para senhora a IOS.
Casaveques de velludo a 40 e 609
Ditos de seda a 25jt.
Ditos de fusio a 8 e 12$.
Fitas de seda e de todas as qualidades de 160
rs. a ljfoOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a fj.
Pechincha
sem igual,
Superiores cotes de chita franceza muito fina
de pairos muito modernos, com cores matiza-
das muilo lindas, de 11 covados cada corle, peto
baratsimo prego de 2g5l'0, com muila diver-
sidade de gostos para poder escolher-se na loja
do sobrado amarello, nos quatro canlos da rua
do Queimado n. 29, de Morei-a Lopes.
Camisas inglezas.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, rua do Queimado n. 46. um gran-
de e novo sortimenlo das camisas inglezas, gos-
tos modernos, o por ser grande porcao convida-se
os fregnezes a virem comprar a duzia dor 35
sao de linho puro.


MAfclO DE PEMUMttJC. SABBADO 13 DE OUTUBRO DE 1860.
(*)
ARM4ZEM DEROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Casacas de panno preto a 305?, 3555 e 408000
Sobrecasacas de dito dito a 35I50OO
Paletots de panno prelos e de cores a
20, 25??, 30 e 35000
Ditos de casemira de cores a 15 e 22J000
Ditos de casemiras de cores a 7 e 12000
Ditos de alpaca prula gola de velludo a 159000
Ditos de merino selim preto e de cor
a e 9?>O0O
Ditos de alpaca de cores a 3&300 e 5000
Ditos de alpaca prela a 3% 500, 53?,
75? e 95000
Ditos de bn'm de cores a 33500,
4#500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
5P50O e 6000
Calcas de casemira preta e de cores a
9, 10 e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
rretos a 5000
Ditas de brim branco e de cores a
2*500 48500 e 555000
Ditas de ganga de cores a 3000
Ditas de casemira a 58500
Colletes de velludo decores muitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5, 58500 e
Ditos de selim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca s 5 e
Ditos de gurgurSo de seda a 5 e
Ditos de fuslao brancos e de cores a
3e
Ditos de brim branco e de cores a 2 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 1600 e
Camisas de peito de fuslao branco e
de cores a 2300 e
Ditas de peito e punhos de linho mui-
to finas inglezas a duzia
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 18800, 2e
Ditas de meia a 1 e
Relogiosde ouro patente e orisonlaes
Ditos de prata galvanisados'a 25 e
Obras de o uro, aderecos, pulseiras e
rosetas
108000
68000
5000
38500
68000
68000
38500
28500
28500
28000
28500
35000
2500
18600
8
30000

i CORAL.
Vende-se verdadeiro coral de tais a prego
muilo commodo, e mais muitas raludezas e rap
de varias quadades, tanto a retalho Como em
libras : na ra larga do Rosario passando a bo-
tica h segunda toja de miudezas u. 38.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frrea
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguidles quadades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
SI. Julioii.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
iVGEKCIA
lT
Na mesiua
vender:
casa ha para
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade Un
Cognac em caiasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler &Wilson
de
wmi
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidara ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazera de moldados de novamento sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a este mercado, por serem escolhidos por un dos socios na capital de Lisboa c por serem
a maior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
CYiocoVate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8o0 rs
Mariaelada imperial
do afamado Abreu, c de oulros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porque de se far algum abatimento.
M.aca de toiwale
em latas de 1 libra por 900 rs., err^po^ao vende-se a 850 rs.
L.aUs eem ev\i\\vas
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas fran.ecx.as e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lalas de bolaclnua de soda
com diferentes quadades a 18600 a lata
A-meivas fran.eez.as
as mais novas que tem vindo a esle mercado em compoteras, contando 3 libras por 38000 r.
cera latas de 1 1|2 libra por 1500 reis
Vevdadciifos figos de comadre
em caixa com 16 libras por 38000 rs. a retalho a 240 res a libra.
CaixinUas com 8 libras de $assa3
a 3v000 rs. em porcao se far algum abalimenlo, vende-se lambem a retalho a libra a 500 rs.
Manleiga ingleza
perfeilamenle llor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimenlo.
Cha perol a
o melhor que ha nesle genero a 28500 rs. a libra dilo hyson a 28000 rs.
Calilos de denles licitados
a 2C0 rs. cen 20 macinhos.
wcixc s-arel em posta
o melhor peixe que oxzste em Portugal em latas grandes por 1600 rs. cada urna e de
Jmperalriz n. 10,
Vista.
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
i autores, mostrnm-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
snmo-nos por sua bo
qualidade e segranos
ivelas
FUNDIDO LOW MOW,
Roa a Seozala Nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapletosrtimentodemoendas emeiasmoen-
aa para4u8enho, machina de vapor e taixas
cierro batido ecoado.de todos os lmannos
oimi
AO
armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Lenres de bramante de urna s largura pelo
barato Dreco de I98OO cada lencol.
Covado a mil c duzontos res.
Crosdenaples furia-cores com urnas pintas de
mofo muvto pouco, pela pechinchade 1$200
A 5#500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda
Grandes colchas a 5$500.
Colchas de fuslao muito grandes de lindos de-
senos a preco de 5#500.
SYSTEMA MEDICO BE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA-
Esle ineslimavel especifico, comp slo intera-
mente de.hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio nem alguma oulra substancia deleeleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais i4 precos 'razoaveis :
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta
5000
Forros econmicos de engomraar a vapor : n,i
ra Novan. 20, loja do Vianna.
A loja de miudezas da ra Direila n. 103 relia-
se iberia do dia 8 do corrente em dianie, e oon-
Libras sloriinas.
Vende-se no escriplorio de Manocl Ignacio de
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Sanio.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdclros do commendador Anlonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forle, em sorles de Ierra a vonlade dos compra-
dores com a nica restrieco de nao tercm menos '"'"a a 'ender que uclla lem, por precos 1
ere 30 palmos de frente, e fundo designado pela "-"-los aiim de liquidar conlas.
respeclivs plaa approvada pelas autoridades!
competentes. 0 engenheiro Antonio Feliciano! f Iiaivsi ah 5>...^(l..
Rodrigues Selle o cncarregaao das medicos til OIll M .
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio, -"' j^l UV "UIUIVi
ou na ra estrena do Rosario n. 30, lerceiro an- Lei!e& Irmao, na ra da Cadoia do Recife 1
.3? n1*Lpr.aa,daDoa-Visla. bol-ca de Joaquim 48. vendem chita franceza, cores Oxee, a 240, 2C0
os prelondentes podem I e 380 rs. o rovado, dilas cstreitas, coros fixa'j 1
200 rs., pecas de madapolo com 20 rara; a.
fM)0. 48. 5200, 4S500, -Z800 e 5500, o 1
L" a7> P*S*8 delirelanhade rolo com 10 varas
a 2g, oajea preta muito fina a 6-iO a vara, 1
de seda de peso para meninos a 2^500 o par, la-
vas decarourca para montana a 2*500, li Ihj
de linho pr.n mesa a 3?, mrias croas ing ,
muito snperorfs par* homem, merino re
cor de caf com 6 palmos de largura 1 Ijj o cora-
do, bandos de crina a 1200, corles do ei -
la do lindos dpsenhos e cores ixas a 2.* 100, Irim
Vende-se na loia de Antonio Augusto dos San- lran?ado de linho todo prolo, la/onda muilo su-
los lorio na loja ns. o7 e 39 na praca da InJe- perior e que nao disbola a 28 a vara nann
pendencia, capellas de aljfar eimortale para ea- mesa a 4, chapelinis modernas para senhora
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seginlo paletots do alpaca a 5 Ignacio llibeiro Junior
dirigir-sc igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimenlo ao lierdeiro L. A. Dubourcq, no
seu silio na Capuuga.
Capellas dealjofe com itscrijicoes, grandes a
Dilas dilas por
e enteiramenle innocente em suas operares e ef- Dita*ditas por
feilos ; pois busca e remove as doemjns de qual- ""as deimortaile por
quer especie e grao por mais antigs e lenazes y"adros cora a imagem do Senhor Cruxifi-
que sejam. cado com inscripcOes por baixo a 12fi e a
Entre milharcs de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j estavam as ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
no armazem de7azendas recobrar a saude e forgas, depois de haver tenta-
do Raymundo Carlos [ do inuliimenic lodos os oulros remedios
antigimento4 iSSl ^ T" **""* emre^Se ^
esperado ; fagam um compe'enle ensaio dos
eficazes effeitos desla assorabrosa medicina, e
pre.les recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esto remedio
para qualquer das seguinles enfermidades:
para cintos de senlioras, o melhor que se podo
encontrar, o por proco mais commodo que eai
outra qualquer parte, chegaram pelo ultimo va-
por da Europa casa de J. Falque, ra do Cres-
po n. 4.
Vende-se urna crioulinlia de da-
do 1 annos, prendada, sem vicios nun
achaques, por preco commodo, ne*ta
typographia se dir'.
forcas para qualque
cousa.
Desin loria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Vende-se cortes de casemira do mais Dureza no ven'.re.
apurado jjosto e muito finas para cal-1 Enfermidades no venlre.
cas, ebegadas pelo ultimo vapor fran-|Dtas no ligado.
Accidenles epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
A reas (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debidade ou extenua-
cao
Ftbrelo da especie.
Gotla.
Hemorrboidas.
lfydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Itiilvininib^cs.
Irregularidades
menslruago.
Suissos.
Debidade ou falta de Lombrigas de toda es-
oulras muitas quadades que se vendem pelo mesmo preco
Mantciga franceza
a 560 rs. a libra era barril se far abatimento.
Toucinno de LisYioa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
ll.ac.as \ara so\a
era caxinhas de 8 libras com deferentes quadades por 49GG0 rs.
Tambem vendem-se os seguinles gneros, ludo recentemente ch=>gado e de superiores qua-
dades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera Meca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas charlas, confeiles, pastilhas devanas quadades, vinagro branco Bordeaux. pronrio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de tolas as quadades
gomma muito fina, ervilhas francesas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dita*'
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e oulros muilos gneros que enconlrarao tendentes a
moinados, por isso prometiom os proprietarios venJerem por muito menos do que outro qualquer
prometiera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandaran por outras pouco praiicas como
sevie-sem pessoalraente; rogara tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommenJas no armazem Progresso, que se Ibes affianca a boa qualidade e
oacondicionamento, '
cez : na ra da Imperatriz n. CO, lojf.
de Gama & Silva.
Vende-se um magnifico carro Vic-
toria, ebegado ltimamente pela galera
franceza Berthe, o qual airrda se
aclia na aKandega : para tra-bur na ra
do Trapiche n, 9
Rap nacional 0.
Pedro 11 da imperial fabri-
ca de Joio Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro. .
Este rap som duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
lorio.
Para eolches.
Dita
s venreas.
pecie.
.Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Absirucao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Re'engo de ourina.
Rheumatismo.
Symplomss secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrcio intermitente,
Ven.le-se eslas pilulas no estabelecimenlo ge-
ral-de Londres n. 2-2 i, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carreg^das de sua venda em toda a America do
bul, Ha va na o Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera urna inslrucc.ao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
mas.
O deposilo "eral
em casa do Sr. S
_0UI11
! pliarmsceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nainbuco.
REMEDIO INGOMPJeRAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naeoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
Ainda ha um rosto do superior panno de linho incomparavel e provar em caso neces'ario nue
^ftS\S?*i*u Re" S,rso'1,,c ,ltll fiz-crai, ,cm "r?;
membros inteiramcnte saos depois de haver era-
lv
cnasem
>;;: i
LlU
Braga Silva & C.lem sempre no seu deposit
da ra da Moeda n. 3 A.um grande ortirr.onto
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou narua doTrapiche n 4.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas dcsie vinho sem confeico, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. l'J, priraeiroandar-
g Imperatriz Eugenio |
>3 Recebeu-se novo soiiimento de enfeites ?>
<-i para senhora imperatriz Eugonie %
| Loja de marmore. f
I I :;',;:;5CS3S;3S S339i:
po
(regado inuliimenic oulros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ln convencer dessas curas mi-
ravilbosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os das ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao lo sor pren lentes queiAbs
admirara os mdicos mais celebres. Quantas Kirsch,
pessoas recobraram com osle soberano remedio i (:uo"acfrancoz em barris
Em casa de Schafloitln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viriado sorlimento
de relogios de algibeira horisontaes, patenlcs,
chronomelros, moioschronomelros de ouro, pra-
ta dourada e Meados a ouro, sondo estos relo-
gios dos primoiros fabricantes da Suissa
vanderao por precos razoaveis.
Admireni!!!
mira do algudao a 18280, ditos do casen
10;* ditos de maia casemira a 2:?, musselina branca
8j muito lina a 300 rs. o rovado, saboneles inglezes
5| milito superiores a 1*600 a libra, brim Iraucado
;!; branco do linho muilo fino a 1*500 a ara r-
2j latana branca e de cores, pecas de cambraia lisa
com 12 varan a IgSMO, ditas transparente i i(j
ji 8 aras J 2f, 11, :->, 4*00 o 6J, robera? de .
. do lindos desenlies a 2, laa de quadros para
vestidos a 500 rs. o covado, e onlras muias fa-
zendas que se vendem por barato proco, e n ludo
: se dar amostras com penhor.
Vinagre branco,
superior.
^ende-sc vinagre branco superior em bar
'turnio, por pr.'oo commodo ; na roa da Ca I
do Recua n. 12, escriplorio Je Dallar Oli-
veira,
que se
Graixa em latas a 500 rs. a du/.h ; na ra
Queimado n. 53, luja de ferragons.
do
LOJ/


DA]

[unas.
Na ra do Queimado n. 53
machinas para urar madeira.
tem para vender
Para ratos.
Machinas para malar ralos pequeos ; vend-
se na ra do Queimado u 53, loja de ferragens.
Vende-se urna escrava parda, moca
cozinheira ; na ra formosa
ra ver.
boa
pa-
Vende-se um Irancelim de ouro de le e
dous annelloes sem feitio : na traressa das Cru-
zes, loja de calcado n. 2 A.
Horteleiro.
Vende-se sement de coentro, cebolioho o me-
lancia muilo nova, a contento du comprador: na
ra do Livramento n. 89.
Em casa de J. Praeger &
G ra da Cruz n. 17, ha para
vender:
Vinho de Bordeaux em quarlolas e caixas das
seguinles quadades :
Si. Julien.
St. Estephe
si. julien Cabarrus
Moni ferronl.
Pichn longueville.
Margaux.
Vinho do Bordeaux, branco Uaul Saulornes.
Vinho do lllieno.
Vinho Xerez superior e ii.ferior em barris e em
caixas.
Vinho Madeira.
Grande e variado sorlimento de calcado
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumarla'
ludo por menos du que em nutras parles : i
a do vapor na ra .Nova n. 7.
Aviso ios finantes.
Ainda exislem charutos r Bahia a K a caixa
na ra do Livramento n. 19.
:';u casa de N. O. Cie'oer &Successorcs, tan
jda Cruz n. vende-se :
Charapanha marca Farro A C una das m .
acrciitadas marcas, mui con.'ie idas no Rio di i i -
neiro.
Vinho xerez cm barr*,
caixas.
Vinagre branco e linio em banis.
Brilhantes de varias dimt -.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Forro da Suecia.
Algodo da Babia.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondici narua da Ca-
doia do Recifen. 38, primeiro^andar
"TXTacjCJI_- cognac cm barris
7
Lscravos fne^i;;
No din do outubro corrente desappai
o escravo Carnilln, erioulo. representa lor 45 an-
nos, altura regular, cor fula, parece cabra, cara
bem marcada de bezigas, tem grande falla le
denlos, levou vestido camisa e calca azul escuro
M encontrado na estrada dn Manguinho o =.
suppoe estar por alli irabalhando cm algum -
como ferro. Este escravo foi arrematado ,,,
do j.nzo dos feilos da fazenda a 20 de seti i
doslo anno, tondo sido escravo do engenho Gei -
papo e uliimamenie do engenho Paulista q
o pegar leve-o ao engenho Tiuma, e n< sla ci ; i -
. de ra eslreita do Rosario n. ;i, d p
ral, que ser gratificado.

eldese
CANOAS.
Vendem-se ou alugam-so duas canoas do car-
reira, pegando qma 200 feixes de capim : na ra
Direila dos Atbgados n. 13.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo aterrado e com 50
palmos de caesjj feitos, muito proprio para nelle
se eslabelecer refinaces, padarias ou fabrica de
qualquer nalureza, na ra do Brum, bairro do
Recite, junio a fabrica da fundicao de ferro, lugar
designado para taes estabelecimenlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em loles de 30 pal-
mos cada um : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 38.
Lindos enfeites,
e turbantes de velludo e oulros com grade, fran-
jas e borlas douradas, uliimo goslo em Paria.
proprio para theatro e bailes, chegados nesles
dins casa de J. Falque, ra do Crespo n. 4.
Vende-se urna casa terrea em chaos pro-
pnos, nova, na ra Imperial n. 216 ; a fallar na
ra do Imperador n. 51, loja.
Vendem-se 2 bois manso3 ; a tratar no
Manguinho, silio de Albino Jos Ferreira da Cu-
nha.
umexcellonle prolo cozinheiro, bonita figura, e
do excellenle conduela nao lem vicios nem
achaques; vende-se por precisao: na ra do
Queimado n. 36.
Cer veja branca su-
perior.
Vendo-se cerveja branca superior, era barris de
Icrco, por proco mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Oliveira.
JOIAS.
Seraphim & Irmo, com lojas de ourices na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala. epedrns
preciosas; vendem barato, trocam e receban pa-
ra fazer -se quaesquer joias com presteza, a von-
lade dos prctendentes, ese responsabilisam pelas
qualidades.
Campas receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, lendo entre esles alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seja grande se resolvero vender pelo
proco de 6# e 6S500, o alguns com pequeo de-
leito a 5$ : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se por preco commodo um carro de
4 rodas, denominado Victoria, o qual foi cons-
truido em Pars, e esl quasi novo : a tratar no
Moodego, casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
o uso de seus bragos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos bospilaes, onde
deviam soffrer a ampulac,ao Dellas ha mui-
eas que havendo deixado esses. asilos de pado-
lunenios, para se nao submeierem" a essa ope-
rajio dolorosa foiam curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das laes pessoa na enfusao de Seu reco-
nhecimenlo declararam estes resultados benfi-
cos dianie do lord corregedor e ouiros magis-
trados, afiro. de mais aulenlicarem sua a lirma-
liva.
JNmguem desesperara do estado de saude se
livesse bstanle confianSa para encinar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
Ira la ment que necesslasse a naturoza do nial,
cujo resultado seria provar inconteslaveliuente.
Que ludo cura.
O ungento lie til, mais particu
lamiente nos segnintes casos.
InflainmsQo da bexiga.
da matriz
Lepra.
Moles das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Coriadurjs.
Dores de cabeea.
das costas.
dos me.tbros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras,
Gengiva escaldadass,
In chac,5es.
InflamaQo do figado.
Vende-se esle ungento no eslabeleciment
geral de Londres n. 244, Slrand. e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha coniem
urna instrueco em poriuguez para explicar o
modo de fazer uso deslo ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharraaceutico, na ra da Cruz n, 22. em
Pernambuco.
e cm caixas.
Dito Pal Brandy superior qualidade em barris e
caixas.
Cerveja branca e preta.
Fumo americano.
Charutos de Havana muilo finos marca flor do
tabaco.
Conserva em irascos Pieles).
Mo-luda ingloza.
Dit i franceza.
Sardinhas de Nanles.
Ervilhas francezas em latas.
Espingardas para caca de i canos.
Pistolas.
Balancas decimaes.
eci
para acabar.
. costas: quom a pecar.
levo ,i roa de Hortas n. 9, segundo andar, uno
sera recompensado.
Fugio no dia Io de outubro, do engenl
Upacur, comarca de N'ossa Senhora da Lu i
cabra Anselmo, alto, serr, estatura regular r'i -
: presenta ^o annos, c muito humilde, oi com
do nesla praca ao Sr. Joaquim Mendes da Cui
A vedo, suppoe-so elle andar pela cidade
luiinda: roga-se as autoridades policiaes o r.a-
piiat-s de campo, que o apprehendam o lev,
, ao mcmo engenho, cm nesta praQa, ao Sr. J
j I inlo da Costa, que scnio recompense dos.
Fugio no dia 8 do corrento um mulato de
nome Francisco, de 40 unos de i.lado, po-K0
mais ou menos, macilento, natural do'sor'
lem pouca barba, baixo, espaduado ; levou cami-
sa c calca de algodo azul, lem como signal dis-
tintivo a orelbaesquerda rasgada, podo ter mu-
dado a camisa e usar do camisa fina de
com pregas, sendo que roubou
pecas : quom o pogar, levo-o a
ir 00, primeiro andar, que ser
morim
olgumas dessas
roa da Aurora
rcomponsado.
Boa
Madapoles a 3?300, 4j200, 4jiC0, 4c600, 5^500
59600, 5900 e 6U00 muito lino, cambraia bran-
ca de flores a IgfiOO a peca, algodaozinhos a 3?,
3^100, 3g800, e 49O, superior sicupira com 22 Ibo trouxer o seu escravo Leandro "o "qal
jardas, chales de larlatana a 1>8G0, castores mui- signaos seguinles : idade 20 annos noiie
'o grossos a 240 rs. o covado : na luja da ra do ou monos, baixo, rosto o cabo
lecompensa
Jos Malhous Ferreira recompensa bem a quem
leu, i s
pouco
Passeio Publico, u. 11.
Vendem-se libras esterlinas na ra da Ca-
deia do Rccifc n. 14, escriplorio, onde tambem
se desoja sabor quom nesla pr.aca o correspon-
dente do Sr. Jos- Carneiro da Silva Bcllrao.
fea redonda, sardas
no rosto, pouca barba e ruiva, qurndo aada ar-
queta nm pouco os bracos, falla bem e sabe ler
natural do leo, onde lem familia : na na
Cadeia do Recife n. 35, loja.
CJ.
Relogios,
Vende-se em casa de Tehnsion Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
F-
+
v
mt
I.nha, em qualquer re|ogios Je our0) nalenle ng!eZ) de um dos mia
parle que seja
Tremor do ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
da3 arliculages.
Yeias torcidas ou
das as pernas.
no-
afamados fabricantes do Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos irancelins para os
mesmos.
Continua a esler fogida a escrava Paula, que
dizchamar-se Paulina, tem os signaes ceguites :
e lula, alia e muito magra, representa ter 25 an-
nos deidade; desconfia-so estar occiilla em al*
guma casa nosarraKaldes desla cidade ; veio do
sertao do Cear, d'oi/do natural : quem a pe-
gar, receber a qiianfra>acima. na ra da Cadeia
n. do, loja. \
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C.
No dia 9 do corrente outubro do tarde fu-
gio da casada ra da Imperatriz, a preta Hara
lulla bstanle magra, olhos espinudos levoii
vestido de algodo azul e panno da costa, tem do
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhGes K3"?? d'o" lffitr5BRS
inglezes, c.ndeeiros e castigaes bronzeados, lonas "ereira Lucas, receber.1 boa gratilicacao.
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro patente inglez.
Vende-se um fardamento rico da guarda
nacional para official subalterno, sendo de caca-
dor: a tratar n,v ra eslreita do Rosario n. 2
pavimento terreo. '
Camas de ferro do 15$ a 20#000 em casa de
Julio & Conrado ; para acabar que so vende
por esle prego.
-- No da 10 de outubro desappareceu do En-
genlio-ISovo da Conceieo, comarca do Jaboatao
um escravo de nome Sebasliao, offlcial de pedrei-
r- cor preta, alio, reprsenla ler 30 annos do
idade pouco mais ou menos, tem em um dos ps
marras de eraros seceos ou impigens; lem den-
los limados, natural da provincia do Mnranho,
d onde veio ha cerca de dous annos e meio :
quera o pegar, levando ao dilo engenho ou, nes-
la praca, ra da Cadoia n. 14, esciiplorio do
Jos Pereira da Cunha. ser generosamente re-
compensado.


(8;
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 13 DE OUTUBRO DE 1860.
Litteratura.
Aurora.
i
Existiaoulr'ora, uraa logua de Vcneza, na ler-
ie. urna villa celebre, denominada villa
Fiera. Eslava situada na vcrtenlo de urna
veniente inclinada. Ura vasto parque
IV i seguro, em taes casos, do regresso. Praticava,
Romeu conservou-se alguns dias sem votar em summa, a estrategia do sentimento com to-
villa Santa Flora. dos os seus recursose o superlativo da arte ; mas
Tinha jurado nio tornar mais por ali os ps, lodos esses meios, dos quaes um s entre as
porm juramentos de nsmorado semelham-se mos de uro hornero to hbil como Malatesta
a juramentos de bebadol Portanto, um dia vol- teria levado de assalto a virludede todas as mu-
lheres de Veneza, erara improficuos para com
Aurora. A gentil donzella pareca ter urna tri-
c alamedas de arvores, grandes vasos de flores,
tou ali por acaso, segundo elle dizia a si mes-
mo. Tendo sahido urna roanha, para sedistra-
hir, abandunou a redea sobre o pescogo do ca- plice fortaleza de diamante m volta do corago.
vallo; Solimao (era o nomo do nobre animal), l Roraou, seropre feliz at ento com as mais
que conhecia o caminho da villa, por o ter an- \ forrosas muiheres de. Veneza, sem duvida por-
esl ilutoe marmore braeo e lagos de agua Durifr ?ado m"iliis Te-zcs,' por ellc se dlrjs'u 8cm.ho- i 1ue as a,nav pouco ou lalvez nada, empregra
sima acompanhavam a fachuda i _r.V Ro,raeu.nao ve n cor55em de o obngar junio deltas, em seus ataques, um calculo e um
O sol niarcava meio dia no son qoadrante de
euro. Os pnssaros dormiam sstq debaixo das
follias das arvores e os cysnes dos lagos entre os
s enfiieirados as margeos. Ao meio dia
existia ali o silencio e a solido da noito.
As janellas da villa eram guarnecidas de corli- guarnecian, os tapelcs de relva ,nhara cores-mas r0 0 mas innocenle de|le3 lodos
vivas e os regatos corriam mais lmpidos no seu
loito de areia, com mais doce murmurio. Exis-
ta ali um outro cu, urna outra natureza.
Romeu Malatesta tinha apenas 21 annos. Pas-
sava por um dos maiores estravaganles de Ve-
neza, um verdadeiro D. Juan, contando mais
amantes do que annos. Devenios, entretanto.
as, que a brisa tepida iuchava como as velas de
urna gndola. Todas as avenidas do parque cs-
tavam desertas ; pareca mesmo, ao vfi-las guar-
necidas pela areia dourada e brilhante, divisar
compridos, tragos de luz. Dr-se-hia um castello
abandonado, se nao fossem urna joven veneziana
mascarada e urna mulata, alta e bella roulher,
qnem o sol pareca ter dourado
mudar de estrada.
A villa Santa Flora era para elle o palacio da
bella Armida desde que Aurora o habilava. Ali
o dia era mais bonito, segundo elle, os passaros
cantavam mclhor, o arvoredo, mais espeso, de-,
fendia niclhor dos raios do sol, s flores^que i eloquenlee espirituoso dos deuses, ao contra-
guarneciam os tapetes de relva linham edres mais "
sangue fri seguros e irresisliveis ; mas desla
vez a paixao verdadeira fez-lhe esquecer a es-
trategia. A primeira condigo para ser feliz em
amor seguramente nao amar.
0 amor, que passa nos romances pelo mais
as carnes firme, e luzidias para quereos beijos ""iflLT fe^ tt* I" ? Ieo pareca
Helias nao deixassem signal. que passeiaram so- .mo "dn,rmecido- Scduzia' vcrdade- c'"co ou
bre un. dos torraros. A mulata suslinha sobre a S e'T mez' ma? era -para sc dls'ra~
"*~ lur, e sobretudo, para as obsequiar, porque Ro-
- de ser essenciolmenle
cabeca de sua ama um guarda-sol redondo guar
Decido de franja vermelha. A joven veneziana
era loura c branca ; perfil de marmore em caixi-
llio de ouro
Vesta ao uso das donzellas nobrosde Veneza :
plumas nos cabellos, corpele de soda de cores
canil i.intes, guarnecido de fitas
um cinto adornado de
da pelas anquinhas; calcava chinellas bordadas,
8 na mao trazia um loque de pennas de pavo
Nao esquena juntar este toilette caprichoso e
rico, esse como vestido de luz com que o co do
meio-dia envolve as suas formosas lhus
inqueslionavelnicute o mais rico
mundo.
A douzela chamava-se Aurora cera bella como
um dia de primavera.
II
Aurora passava por sor muilo rica, era orpha
0 viva na villa Santa Flora, sob a tutela de urna
vcllia lia.
I ni nico homcm era recebido nnquclla casa ;
jste homcm era o conde Romeu Malatesta. O
con le ora um gentil cavalleiro da sua poca (se-
culo XVI). Usava bigodese larga pluma no cha-
peo. Montara primorosamente um lindo caval-
io rabe ; de instante a instante era visto com a
espada ou com adaga em punho por um olhar,
por um sorriso, por um nada. Meigo c submisso
com as bollas, era terrivel como um leo em face
do inimigo ; dssipava o ouro eo amor mos
cheias, como todo o rapaz prodigo que saJreque
ter sempre, em quanto existir, um abrigo na
can paterna e um lugar no corago tas mu-
llir s.
Romeu era primo de Aurora.
O conde mostrava-seapaixonado de sua prima,
que era, na verdade, a mais formosa donzella de
\ eneza e de seus arredores. Podcriamos dizer
Aurora tinha os cabellos cor de ouro, os
olhos de lapis-lazuli, a bocea de coral, os denles
de ncar, os bracos de alabastro, a tez de Iyrios e
rosas ; mas esle retrato poderia applicar-se tam-
bero nutras muiheres de una belleza duvidosa
inium, ero quanio que a de Aurora era in-
dubilavel o a mais singular que ver so pndra.
Aurora niio amava seu primo Komeu, Malatesta.
E nao se julgue que a donzella linha o coraro
Captivo, que a imagem de um rival feliz se n-
tn punha entre ella c Romeu o a tornava injusta
para seu primo ; nao : ninguem, ncm mesmo o
seu mijo da guarda, sonhra jamis divisar em
s ia alma o menor signal de una paixao naseente.
Aurora amava Linio Homeu como outro quil-
quer hornera, isto i nenhum amava.
Aurora era, realmente, urna crealura comple-
to. Quera a visse com os seus longos cabellos
1 iros, levantados sobro oa fronte, em forma do
coroa, di-la-hia urna rainha; quando ella desco-
08 grandes olhos azues, quasi sempre bai-
xos por modestia, os mais iiupios acreditaran)
no co.
Lu tao perfeilo composlo s exista um'defei-
'. Aurora era belleza sem amor, flor sem mol.
Urna tarde, depois do jantar, eram 6 horas, a
lia subi para o seu quario rosar na bi-
blia a orago da tardo, porque ora devota, e Ro-
meu olt'orecou o braco sua prima para irem lo-
mar ar ao jardim. Era o por do sol. As estatuas,
os grandes vasos de flores, as escadarias e os la-
va apaixonado por Aurora, e por isso, quando
se ochava a sos com ella, nao enconlrava para
lhe djzer nenhuma dessas bellas phraacs que
embalde preparara de ante-mo. Entretanto,
um dia era que, para so revestir de coragem,
paseara urna parte da manha com a mais espi-
rituosa das suas antigs amantes, teve com sua
prima a conversacao que segu, passeiando am-
bos as ras do parque.
Nao se espante o leitor da linguagem exagera-
da do Romeu, mas todos esses concetti o madr-
meu tinha a prcsumpgo de ser essencialmente gaes que tomamos hoje por exageragoes do espi-
caritalivo rilo eram ento verdadeiras flores do sentimento
A verdade que Malatesta morria para a es- rauito em voga.
travagancia e renascia para o amor. Aurora, por mais que faga, ha do amar-me
Entretanto na villa, revestiu-se do ar mais a seu pesar.
glacial e altivo que pddc arranjar. Ao entrar, Duvido.
o.rolas saia Pn H nao bc,J0U a ma0 sua prin,a- Aurora de Ri,n- ~ Faz "'
"l_!:u:iaM^P,fa.?.\La" "i era ao menos reparou era tal e sorriu-lhe. Porque?
como de coslume, com urna graca encantadora. Porque lhe digo a verdade.
Romeu teria preferido um bofeta dado pela lin- Aposto em como nao.
da mao do sua prima a 16-la visto sorrir assim. E cu juro-lhe que sim.
A velha lia, que tinha saudades por o nao ver Diga-me, como espera consegui-lo?
toilette dn 'ia lanlos d'as> acolhcu-o o mais tcrnamenle pos- L nisso que consisto o meu segredo e por
sivel. isso bem ve que nao sera prudente dize-lo. Nao
Que significa este procedimento, mcu bollo se descobre de ante-mao ao inimigo um plano de
sobrinho, de passar assim qualro dias sem nos ataque e como a miuha adoravel prima a rai-
vir visitar? E' um proceder imperdoavel. Se "ha inimiga........
fosse seu confessor, dar-lhe-ia por penitencia Sua inimiga?
um beijo na sua prima Aurora Inimiga encarnicada e indoraavel, que me
Aposardoagradavol.la penitencia, Romeu, por d raais cuidados do que. toda uraa frota genove-
nrgulho o para fingir que eslava seriamente za armada em guerra,
zangado, fez que nao ouviu e nao a cumpriu. Ha de confessar, meu primo, que deli-
- Dizei-me, meu sobrinho, estivestes as In- cioso combate esle nosso, visto que nellese nao
dias? Vollastes da frica? Fostos captivo pelos encontrara morios, era ao menos feridos.
corsarios ? Ou antes, ou o que mais provavel, Porque nao conta as feridas que rao faz,
encontrastes na cidado urna nova prima? formosa prima ?
Romeu respondeu que vinha de Veneza e niio Eu?! Ncm ao menos me record de o ter
daslndias, e que para elle no mundo nao havia arranhado una s vez.
senao um prima, que era Aurora, aos ps da So eu podesse raostrar-lhe o coragao, vfi-
qual desojara passar a sua vida inleira. |o-ia penalrado das frechas que partom cada
Esta bem, est brm ;replicou a velha se- instante de. seus lindos 0II103. As feridas que
nhora cora amavel sorrisomas explicai-nos os nos oulros horaens de guerra recebemos das es-
motivos da vossa long.i ausencia. Se nao lives- P'das inimigas so nada vista daquellas que
sernos aqu um kalendario, julgariamos que ha nos fazcm os olhos das donzellas gentis. Rran-
mais de um anno que o nao vamos, mcu so- cas poninas cora o seu bico cor de rosa, sao
brinho I mais perigosas que o abutre com as suas garras
Apostararespondeu Romeu que rainha acerradas,
prima Aurora nao dir outro tanto. E um homem singular, Romeu ; por que
Que dizeis! Aurora in quasi morrendo de motivo quer porforca que o ame?
saudade de vos nao ver! Nao vedes como esl Porque a amo'tambem.
paluda a pobre menina? Se vos deniorasseis No razio bastante. Se as donzellas
mais, acha-la-ies tao feia como a sua amiga raais ou menos feias, mais ou menos bonitas,
Leonora, que timbem conheceis. quem fallam de amor, fossem obrigadas por forca
I."m simples olhar langado furto sobre ara- s palxes que prelendem ter por ellas, teria'm
dianle belleza de Aurora era bastante dosmen- dilficil larefa eseria ura nunca acabar,
tir as ultimas palavras de sua ti. A dama de Ao menos tenha compaixo do
Santa Flora, como acontece mullas vezesspes- soffro.
soas da sua edade, namornva por procuragao em Laraento-o devras, que mais quer'.'re-
nome de sua sobrinha, e lera havido maisde um plicou a donzella, sorrindo.
homem que se lem deixado arraslar em amores Cruel! Quera dir que tao moga e tao
destes. : bella, imita o vampiro que suga o nelhor do
\amos. mcu gentil sobrinho, replicou nosso sangue, raordendo-me o coragao com es-
obslnadamcnle a velha lia preciso que ab- ses denles mais preciosos que finas perolas !
solulamonto nos digis os motivos que livestes L injusto o que esl ah dizendo. Sabe
para urna tao prolongada ausencia. que nao sou cruel ; nao posso ver malar um
Julgorespondeu elleque rainha prima passarinho, e o sangue que sahe da picada de
os sabe. um alunte faz-me desmaiar.
Eu exelamou Aurora juro que nada Sim, mas mata sem d um homem.
se'- Faz favor de me dizer quem eu matei ?
Vamos, vamos, j cnlcndo ; arrufos no A mim, encantadora inimiga.
caso. Tambem eu, no mou lempo, quando o Para ruorlo, meu caro primo, acho-lhe ares
senhor de Sania Flora me fazia a coito, passei de quem passa perfeitamenle, e conheco mais
muilos momentos desses. Rom lempo aquello de um vivo que invej.ua de certo a sa bella
em que nao tinha tantas rugas como boje, em cor.
que os mcus Irezontos mil ducados de renda va- Digp-lhe que hei do morrer por sua causa.
Iiam menos que a minha figura! E eu prohibo-lhe expressamente que ta
O resto do da passou-se em conversacao Ro- faga,
meu Malatesta deseuvolveu em lodo o seu bri-l Aurora, se nao quer que a ame, para que
lhanlismo o espirito italiano ; murmurou ao ou-| lo formosa ?
vido de sua prima r-xpressdes to ternas nesse I Porque me agrada ser assim. E, demais
l ', n ,^r iT i-? fnv,tir;o!.P n idk,ma 1"u P'"66 ^ expressamente para Ira- que tem o primo cora isso? Para que vera in-
invad.dopcla sora- duzir ossontimenlos do corarao, acompanhou-ss lrometter-80nos meus negocios, seTen me nao
do olhares tao lernos, tao directos c tao seduc- i importo com os seus? J lhe liz notar alguma
toros, que, no lugar de Aurora, minhas bollas! vez se o primo era bonito ou feio, se tinha os
leitoras, terieis, ao vo-lo, morrido de
u
que eu
bra" O murmurio tempestuoso do mar, que dis-
tava mea legua da villa, acompanhava este es-
; I iculo da larde com 3 sua cierna orcheslra.
Era urna hora sania c adrede escollada para o
amor. Os passarinhos trinavam por entre as fo-
i. das aores e os flores abriam o clice se-
SO ao roci da larde, em quanto a briza con-
fun 11 la os hlitos de Romeu e Auroro: A don-
' inclinava-se para collier urna flor n'uro va-
Si de marmore ; Romeu, que adovnhou o dse-
le sua prima, collicu um ramalhetc c apresen-
tuu-lh'o, sorrindo.
Amaos as flores, Aurora9
Nio !respondeu
fronte.
Aurora tem razao ; acrescentou a ta, nao
ha nada mais ridiculo do que ver um gentil cava-
leiro praguejar como um msrujo I
Enganei-me, disse coraigo Romeu, decidi-
damente, rainha prima tem tanta lgica como um
bisouro 1
O projecto mimoso do Romeu falhara na v\\la
Santa Flora e produzira um effoito contrario ao
que elle esporava.
Malatesta nao sabia aue partido deveria seguir
e quasi que linha desojo de mandar sua prima ao
diabo, mas o diabo nao quer nada cora aojos como
Aurora.
IX
Entretanto, Fossombroni, que nao tinha sido
al alli senao urna fiegao potica, lornou-so em
breve urna realidade sombra e terrivel.
Urn velho de barba grisalha apresenlou-se m
da om Veneza om presenga das autoridades. O
seu faci eslava no maior desalinho ; tinha os
cabellos despenleados e sujos ; trajava um so-
bretudo de panno grosso, aperlado por um cin-
to de couro ; tinha os pernis nuas, na mao um
caja do o umacabega pendente denm cordel li-
racollo.
Senhores, disse elle aos magistrados, venho
da floresta onde residem os salteadores. Sou via-
jante. Os bandidos atacaram-me as estrada, e,
apezar da minha resistencia, fui obrigado ceder
ao numero. Os salteadores conservaram-me al-
gum lempo preso, mas vendo que eu era inolfen-
sivo, nao tardaran! era soltar-me, confiando-me
todos os seus negocios. Fing approvar os seus
planos, at que, echando occasiaode escapar-me,
fugi, trazendo coraigo os seus projectos do cam-
ponlia. Eis-aqui os papis, disse o velho, mos-
trando aos magistrados um rolo encerrado n'uma
caixa de lata, que conlem os segredosdos saltea-
dores, por meio dos quaes podereis apossar-vos
do chefe. Estao escriplos com signaes particu-
lares, de ques,eu tenho a chave ; se me dercro
dous rail ducados, decifra-los-hei.
Estas palavras produziram uraa grande alegra
nos magistrados. Ainda que a somma lhe pareceu
avultada.deram ordem de enlregarem immedata-
mente ao velho os dous mil ducados, e, depois
de receberem d'eile os papis, o enviaran) de
prevengo para a cadeia, acompanhado de
guardas.
Procudeu-se cora toda a solemndade abertu-
ra do rolo, que eslava fechado em militas partes
com lacre vermelho, que foi quebrado com toda
a precauco. Lia-se nos olhos de todos a inquie-
lagao e a curiosidade. Emfim, o presidente des-
dobrou o rolo lentamente e palentcou aos olhos
de loJos aquella preciosa pega. Depois exami-
nou-a de alto baixo e pelas" costas, perga-
miuho eslava completamente hranco. O conse-
Iho, furioso deu ordem para irem buscar o velho.
Dirigirn)-se aocarcere aonde o linham proviso-
riamente encerrado, mas encontraran) as grades
de forro da jauella limadas e o homem linha des-
aparecido.
No dia seguinte, encontraram-se os dous mil
ducados no mealheiro de una egreja.
X
As cousas conliuuavam da roesma forma na ti-
ta Sonta Flora.
Smente a velha lia fizera dobrar o numero dos
criados e os armara em pe de guerra Os boatos
mais assusladoreschogavara sem cessar, da cida-
de. A propria Aurora havia j alguns dias que
eslava com modo do chefe dos bandidos ; mas.
como diz a biblia, o modo o principio do
amor.
Verdaderamente, Romeu que tinha sido o
autor da louca paixao de sua pruna pelo bandido
Fossombroni Foi sua presenga na villa, o seu
galnnleio de tao boni goslo, os ataques que to di-
rectamente dirigi ao coragao da joven, que des-
pertaran) nella a phanlasia de amar ; com a dif-
ferenca que aconteceu a Malatesta o mesmo que
succedeu a cerlos jardineiros ; os sementes que
langou no coragao de Aurora produziram flores,
que foram colhidas por mao eslranha. -
Acontece limitas vezes que, pensando trabalhar
por nossa conta no animo das muiheres, vamos
servir um eslranlio.
Desde que Aurora ouvio fallar, com grande
horror, do banjo de Fossombroni, comecou en-
vorgonhar-se da sua escolha.e procurou esquecer
o chefe dos bandidos ; mas 03 luios pensanientes
so como os mos amigos, que, quando mais nos
queremos ver livres delles, mais nos perseguem.
A vida socegada e regular que se observa va em
casa da sonriera de Sania Flora concoma sobre-
manera para que o eslravaganle souho da don-
tella lomjgpc consistencia : as existencias tran-
quillas e ociosas fazem as cabegas inquietas e
aventureiras.
.Aurora levonlava-se demanha cedo com a sua
loura homouyma, a joven dama dos cabellos lou-
dodos cor do rosa
a donzeila, inclinando a
Que amaos ento, formosa prima 1
Aurora eucarou-o com ura olhar capaz de o
en loudecer. Nunca tinha sido lio bella. Entrc-
a bocea e Romeu esperou com anciedade
nlicavel apalavra que ia soltat-se daquelles
is divinos.
Nao amocousa alguma !respondeu a don-
.
III
Aurora achava-se collocada era condigoes que
e rncorriam conservar aquella indilferenra do
in.
A donzella era formosa e cousa certa e sabi-
da que s as feias amam deveras.
Aurora, condessa de Rimini, era como j dis- ;
sernos, urnas mais ricas herdeiras de Italia, e a,
foi tuna concede s muiheres urna multidio de
d is t ragoes que altaste ro dellos as ideas do amor.
Possuia una villa esplendida com salas de l>a-
nho de marmore, com jardins sumptuosos, onde
se via um grande numero de jaulas, coiileudo'
i:iiim3es ferozes [o que era o maior luxo daquel-
l.i poca), gaiolas engradadas de prala, onde se
admirava urna multidao de passaros exticos, ga-
lorias magnificas de mndeira de cedro, ornadas;
cora co'umnatase pinturas fresco, e filialmente,
toda essa pompa de luxo e de exquisito goslo :
uso da poca. Entros animaos favoritos, a don-'
7cHa profera sobromanoirn um papagaio branco !
cona poupa ornarolla, legitimo kakotoa das In-
rj -, um pequenino dogue e a formosa muala,!
(om quem o leitorj trjvou conhecimento.
Uma multidao de criados, de que ella ncm
mesmo sabia os nomes, oceupava-se exelusiva-
n'.erite cm serv-la. O menor dos seus caprichos
era, como por encamo, cumprido.
O quarlo da donzflla era um verdadeiro pa-
rnizo. As janellas com vidros despohdos faziaoo
com <[ue o sol s ontrasso, como toado, naquella
formosa mansao. As paredes eram guarnecidas1
de damasco cor de rosa, bordado de flores de'
prata. Flores de ludas as cores, as mais mimo-
sas e gonlis ostentavam-se ere vasos de porcela-
na da China. Mesas de madeira de linioeiro sus-
I nlavaro uma immeusa quanlidado de bijoule-
r'.os de larar, de esmalte ou de ouro, artstica-
mente trabalhadas. Espelhos de Veneza, encaixi-
lhados om ouro, guarnecan) o quarlo era todos
os sentidos : o que fazia cora que Auroro, repro-
duziJa em lodos elles ao mesmo lempo, achasse
sjmpre cm s mesma uma companhia constante
do formosas raparigas.
N'um pequeo oratorio,* encostado parede,
divisava-se a primorosa imagem da Virgom sem
niciiino Jess ; aos ps da imagem hara um ge-
nufloxorio, sobre o qual Aurora ajoclhava todas
asmanhas aolevontar-se e noitc onles de#se
deilar. O leito era digno de servir de ninho aquel-
la gentil pomba tao branca o tao pura. Os cor-
tinados de gaze vermelho, suspensos por anneis
de ouro, tnipediam a entrada aos raios curiosos
da la. Os lravcs?eiros de pennas, ti\o macios
que desenhavam todas os formas da joven don-
zella adormecida, dir-sc-hiam que eram feitos
com plumagem cahida das azas do seu onjo da
guarda
Dos seus enfeiles nada diremos; seria um nurr-
ca acabar de escrever todas aquellos flores, fitas,
pernios, plumas, joias, cuja dcscripgao tornorio
invejosas lalvez as nossas leitoras offenderia
cera ra.o os homens serios ao pensaren) que
urn pobre teria vivido muitos dias com o prego
do menor daquelles enfeiles.
Era ludo isto rennido que suppria naimagioa-
joo do Aurora n ausencia de ura amante.
amores co-
mo innocentes rolinhas
Ao sahir, Romeu eutrogou um pequeo bilhcte
sua prima.
V
O que continua, ao certo, aquella carta niio po-
derei eu dize-lo, mas um bihetc de Romeu
Aurora outra cousa nio poderia ser senao um bi-
-lheto de amor. Parece mesrno que o joven ve-
neziano contava eobremaneira com o clicito que
tinha de produzir aquella declaracio, porque,
em lugar de se aflastar caminho do" ciJade, foi
collocar-se de sentinelln debaixo de uma grande
arvore esprcitor a ja nella de Aurora. A pal-
uda luz de uma lampada, amortecida pelas cor-
linas de mussulina das janellas, pouco doixava
ver. Esta mesma claridade nio lardou era des-
apparecer; Aurora acabara de se deilar.
Rom?u nao se afastou dahi toda a noile, com
os olhos Utos uaqucllc quarlo onde repousava,
adormecida, 1 mulher que amara. Teria dado
a su vida, naquelle momonto, em troca de oc-
cupar o lugar das cortinas daquello loito.
Aurora acordou ao alvorecer. Afastou com a
linda mao os cortinados da jauella e eneoslou-se
sacada, aspirando o ar da mauha Depois de
ter alisado os formosos cabellos louros, veio
sentar-se dianle de orna pequea mesa. Ro-
meu viu-a distinctamente laucar mo de uma
penna e escrever.
O coraco balia-lhe com desassocogo.
E a minha sentonga que ella assigna nesle
momento;dizia o mancebose me ama, vive-
rei; se nao morrorei Parece-me que a ocho um
j pouco commovida ; de corlo, com o conteJo
ido meu bilhele, aquelle bilhcte tao terno que eu
j escrnvi cora quauta cxpressiio a alma repassada
j de tristeza e de amor pude conler.
Romeu esperou. Logo que Aurora sahiu do
; quarlo para dcscerao jardim onde tinha o coslu-
, me de passeiar todas as manhias antes de almo-
car, Romeu inlroduzio-se, sem ser aporcebido,
I em casa. A porla do quarlo de Auroro estova
, oberto ; o mancebo enlrou e langou cm volta de
si um olhar rpido: 1 coma consoivava ainda o
, molde encantador do eorpo da joven condessa.
Junto ao leito eslava uma mesa e sobre a mesa
uma caria aborta ; Romeu anebalou-a quasi com
desespero. O joven veoeziano eslava pallido co-
mo o aecusado que esfera o senlenga. Leu:
Minha querida l'hilomeno :
Souhei esta notle quo le tmlias transforma-
do cm passarinho azul com bico de ouro c ps
cor de rosa ; acordei dcsassocegada : escreve-
me depressa pora me dizeres se o mou sonho
foi mentido. Para o fozer, servir-lc-hos da
mois comprida das tuas pennas azues, mtu
gentil passarinho. A tua amiga morre de
aborrecimento; nicamente as tuas carias
leem o poder de distrahi-la.
Aurora.
verdes, os cabellos louros ou
mulhe-
9 Pergunlou
depois
Ro-
res-
Dolores, nem de Supho, nem de Angela : era a
leltra de hornero.
Abri a carta e leu :
Soi que me ama, Aurora, porque sei todo.
Quando ralla em mim, ougo-a ; quando pensa
no chefe dos bandidos, adevinho-o. Tenho olhos
e orelhas as paredes do seu quario, as fo-
lhas das arvores do seu jardim, nos passaros
que vam sobre a sua cabeca, no ambiente a-
paixonado que a cerca o al no fundo do seu co-
ragao
Nao sou um homcm como outro qual-
quer.
Quando lhe disserem ; Elle est aqui ou
acola nao o acredite ; entro nos quartos mais
bem guardados c quando menos o esperara, co-
mo o raio.
Nada receie. Feroz e terrivel para com to-
dos, serei brando e submisso para com a seoho-
ra, como uma crianca
Esta noito hei d'e passar por baixo das suas
janellas. Preciso que me veja, Aurora. Prohibi-
rei aos meus de se approximarem o nem um s
cabello da sua esbeca cahir. > passarei, mais
nada.
A' meii noile.
O chefo dos bandidos,
Fossombroni.
XIII
Julgue-se do espanto e terror que experimen-
tou Aurora quando acobou de 1er esta caria. O
seu primeiro impulso foi de chamar para que lhe
acudissem, mas reflectio que ia perder um ho-
mem que ella imaginava amar.
Ninguem to corajoso as aventuras como as
jovens tmidas c medrosas quando leem a cabega
exollada pelo amoi.
Aurora, portanto, em lugar de fazer ruido,
foi dionte de um espc-lho examinar seo seu pun-
teado estava om ordem. Quando Neboli, a es-
crava preta, veio baler porta para cumprircom
as obrigacoes danoite, perguntou-lhe ella como
a achava.
Parece-me que esta noito nao estou muito
agradavol, nao assim ?
Neboli jurou, pelo contrario, que sua ama
nunca linha estado lo encantadora : somen-
te lhe aconselharia que vesiisse ura roupo
bronco.
A minha senhora, acrescentou a escra-
va, de uma tal alvura, que a mais fina e bran-
ca renda, no seu eolio, parecer lo negra co-
mo eu.
Escolheu, pois, um roupo que lhe ficava ma-
ravilhosameole, e to bem lhe vesta, que a
joven condessa toma-la-hiam por urna das ho-
ras da noite, que, segundo os antigos, iam de-
pendurar a sua lampada de ouro no tecto do
co.
Neboli deixou Aurora assim preparada, dizen-
do-lhe :
A senhora quer esta noite receber os bel-
los souhos ?
Logo que Aurora se vio s, correu janello.
A noile acabava deeslender sobre a ierra o seu
negro maulo, derramando o somno sobre os ho-
mens, os passaros e toda a natureza. A briza
quenle, mas agradavel, reinava cm toda a at-
mosphera. A voz do mar, esta voz tormentosa
que nio se cala nem mesmo quando o vento ces-
si, pareca, nesta noite, ter adormecido ; s Au-
rora velava.
O relogio da casa deu mea noito
Ouviudo esto som, Aurora refugiou sc no seu
quarlo, toda assustada, o cabio de joelhos ao p
do leito para orar Deus. A imprudeucia de uraa
tal entrevista mostrou-se-lhe, como todas as
muiheres, j muilo tarde e quando j nao havia
mojos de a evitar, porque o chefe dos baudidos
se achava debaixo das janellas.
Ello bateu as mos tres vezes : Aurora appa-
recou, paluda e trmula, jauella.
Em oome do co, exelamou ella, senhor
bandido, tonha'compaixio de mim !
Compaixo, Aurora Sou eu que lhe devo
pedir indulgencia, porque estou em seu poder.
Ordene, disponha de mim como do um ob-
jectoque lhe perlence. Sedeseja que morra, mor-
rorei ; ou que manha Veneza toda inteia suc-
cumba, como se fosse uraa s mulher, ella sue-
co m bu !
Oh mou Deus, isso nao acudi Aurora,
aterrada, erguendo as mos.
E' para lhe mostrar que o menor dos seus
caprichos, ainda quo soja para destruir o mun-
do, achara em mim um escravo sempre submis-
so. Aurora, encantadora i Por acaso, agradar-
Ihe-hia sor rainha .'
Eu ?
Sim, senhora.
Nao ; porque ?
Porque lodo o trabalho quo cu tenho para
res sera passar por certas provas. Era preciso
conhecer todas as passagens secretas da cidade,
e por ellas andar com os olhos vendados ; ex-
perimentar em si mesmo os venenos e contra-
venenos ; soflrer antecipadamente os tractos e
aprender a despreiar morte.
Tambera as muiheres se envolviam n'eslas
diablicas intrigas, com a perfidia dos ciganos.
O olhar apaixonado de uma corleza era ento
mais perigoso em Veneza do que a pona de um
punhal. Sabiam o modo de cobrir as faces com
pos venenosos, quo lhes augmenlava a frescura
e exciiava os seus amantes colher a morte
n'um beijo.
Todava, o bando todo reunido nao causava
melade de terror que o seu chefe infunda ; mu-
dar dez vezes de vestidos n'uma hora, desappa-
recer por portas desconhecidas, afretar todas as
gndolas de Veneza, seduzir as muiheres, cor-
romper os guardas, abrir caminho golpes do
espada atrovez das fileiras de soldados, pareca
tuoo ura brinco para este homem extraordi-
nario.
Decididamente, eslava inspirado pelo demonio
ou pelo amor de uma mulher.
XVI
N'aquellc dia, Aurora, subindo ao sen quarlo
para se vestir, achou sobre o seu toucador uma
rosa de rubios.
Oh meu Deus I exelamou ella, a
rosa quo brilhava na fronte da mulher do dogo
no dia da sua entrada em Veneza I
A donzella nao duvidou um s instante de que
era o chefe Oos salteadores o autor d'esla ga-
lantera. A rosa brilhava com tal fogo, que a
alemorisava ; nao so atreva locar-lhe, como
se ella fosse um objeelo amaldigoado ; finalmen-
te, sempre se aventurou pcgar-lho e collo-
ca-la nos seus louros cabellos, indo depois ver-
so um espclho.
A rosa ficava-lhe raaravilhosamenlo.
Trouxe-a todo aquelle dia, com grane admi-
rago das aias, que por Isso lhe fizeram mil
cumprimentos. E' uma verdade innegavel que
as rendas, os vestidos o as joias brilham muilo
mais n'uma pessoa formosa do que n'uma o-i.
Sao os olhos bonitos que fazem sobresahiros dia-
mantes.
N'essa noile, tanto pelo remorso de conscien-
cia como por j estar enfastiada de a trazer, Au-
rora enviou a rosa de rubins esposa do dogo.
XVII
A audacia dos salteadores crescia com o nu-
mero. Ti'iliam chegado so ponto de desprezar
e de aflixar com autecipago as paredes das ca-
sas de Veneza os seus planos de assaltos. A'
mauhla, annunciava um d'esles infames escrip-
los, o velho general Dralo morrer ua pona
dos nossos punimos.
No dia seguidle, o general Dralo linha desap-
parecido.
Alguns dias depois, havia grande ajuntamcolo
de povo na praca de S. Marcos em roda de uui
papel prega lo um poste, 110 qual so lia :
" Venezianos :
Dentro era dous dias, roubaremos a joven
condessa Aurora de Rimini, a mais bella d'en-
tre as bollas.
(Assignado) Frossomboni,
O chefe dos bandidos.
XVIII
Quando esta ameaga dos bandidos se souho na
villa do Sauta Flora, ludo ali fui lerror e espan-
to. A velha lia desmaiou completamente na sua
grande poltrona de damasco bordado, onde esla-
va sentada. Aurora, tinha vergonha de se mos-
trar menos impressionada, visto que se tratara
de a roubarem, imitou o melhor que pode sua
lia o foi pordendo os sentidos muito devagar.
Este aconlecimenlo occipou mu seriamente o
animo dos habitantes da villa para que tratas-
sera de Ibes acudir ; Aurora, porm, que receia-
va achar-se mal devras, toruou abrir os seus
grandes olhos ozues, qne nunca so deveriam ter
(echado, nem mesmo de noile, para fellicidade e
ornamento do mundo.
A scnhqja da Santa Flora mandn toda
presso cidale procurar o senhor Malatesta.
Esto achava-se na praga de S. Marcos, comman-
dando os seus soldados. Assim quo recebeu o
aviso, arelou uma gndola e crabarcou com to
hora vento, que o conduziu em menos de uma
hora 3os ps de Aurora.
ros e dedos cor do rosa ; resava e preparava-se ser um bandido celebre e temido, s para lhe a- ,t" 7Ti7
para apparecer bella dianle de Deus e dos ho- gradar, emprega-lo-lua para ser re e hara de urna himera
A sua bella prima eslava, realmente, assusla-
mor pelo bandido nao era mais que
mens ; passava o dia juuto de sua lia, ler, _
bordar ou nado fazondo, em o dolce far niente, o
adormeca noite, cruzando sobre o sein as alvos
rflosinhascomo a pomba as brancas azas.
Esla existencia to socegada semclhava-sc
muito um longo somno, e Fossombroni, o ban-
dido, era o sonho della.
XI
A mulher nao lera amor era si : inspira-se do
amor do homem.
Se nao fosse seu primo Romeu Malatesta, Au- \
rora nunca loria imaginado que houvessc no mun- i
do cousa alguma scmelhaute ao amor. A dille- i
renga que ha enlre os dous sexos que o lio-'
mem, pelo contrario, adevinha pelo iusliiiclo a !
mulher ; se olla nio existe, elle creava-a.
Mas, urna vez que ella se dispe i amar, leva
o amor uma leima invencivel. Aurora n.lo que-
ra ceder, porque sc julgava seriamente apaixo-
nada por Fossombroni. Se algutm finga nio
acreditar na verdade do seu amor, desesperava,
porque aquelle louco sentimento loruara-se para
ella um ponto de honra.
Seu primo convidou-a uma noite para dar um
passeio no parque e Irouxe conversarlo esle
assumpio :
A prima continua ainda amar o chefe dos
bandidos ?
Sempre I
Que qualdades lhe acha .'
Nio sei, amo-o.
Quer quo entremos no bosque dos limo-
eiros ?
_ Nao, nao, primo, porque agora andam por
l muilos moreegos.
olhos pretos ou
rosaos?
E porque a primo, como todas as
res, incapaz de amor.
Quem lhe disse isso enganou-o, primo.
Porque ? Acaso a prima ama algueni
Amo
O seu nomo, o seu nome
meu, sobresaltado.
A donzella hesilou um inslanle,
pondeu com delicioso sorriso.
Amo Fossombroni.
VII
Quem en Fossombroni ? Perguntar o leitor ao
ouvir esla insperada confidencia.
Fossombroni era um chefe de salteadores como
havia n'aquella poca muilos em Italia. Seu no-
me era repelido, havia alguns dias ora Veneza por
toda a gente. CoBlavam-se a seu respeilo mil
Cdsos extravagantes. As mais das vezes, a fama
adquirida por estes homens nio assentava sobre
lacios positivos ; muiias vezes se contava mesmo
a historia de um desles avenlureiros, suas faga-
nhas, derrota e morte, sem que o hroe da nar-
rativa tivesse existido.
Fossombroni, era dotado, segundo diziam, de
um carcter singular e selvtico. Viva as lio-
reslas com o seu bando. A caga do javalj, o as- '
sollo, com mao armada, s propriedades, os ata-
ques das caravanas em pleno dia constituan) os'
exercicios favoritos dos bandidos e do seu chefe. '
Coutavam tambem que que este possuia ogros-j
seira generosidade dos homens do seu mislor : se
roubava os ricos, reparta o espolio cora os men-
dicantes e os ciganos ; por onde passava, o lhe- !
souro do estado (cava vasio.
Diz.i-sc tambera que o bandido linha libertado '
jovens donzellas captivas, encerradas em torres !
por motives do amor ; linha relages com as pri-
moiras muiheres dn repblica," e que enviava, l
sem uada Ibes exigir em troca, ricos prsenles s
mois celebres formosuras de Veneza, nicamente
para os remunerar de seren bella?.
Aurora esculava aticntamcnlc estas narrogoes ;
Crava, c o seu coragao pulsava preciptadamen- 'rabia dividas, nao roubava nenhuma rapariga
le. Figurava-so-lhe o ser a companhoira de Fos- | honesta, nem tinha nm s duelo. Decididamen-
sombroni, de dia trepando com elle os rochedos ,ei linha perdido muito e por isso os seus amigos
escarpados, com os cabellos sollos ao vento, e se affligiom.
noile deitada a sen lado sobre uma cama de na-1 O conde tambera era conhocido d'anles pelas
lo, ella que al ento s linha dormido sobre al- suas despezas loucas e temerarias. Tinha j dis-
vo e mocio loito sipado muilos herangas,
Em verdade, Aurora nao amava o chefo dos [ Havia nelle uma sede inexlinguivel que seria
salteadores mais do que outro qunlquer hornera, capaz de esgolar cm poneos dias o proprio Pac-
pare-
Ento lera mdo delles ?
Sim, bello primo, sao muito feios
cem-se na cara com os homens.
Aurora amava ainda s o ideal, o era por isso
que amava Fossombroni, o bandido.
Com ludo, o conde Romeu Malatesta estava de
veros apaixonado.
Havia j alguns raezes que lodos em Veneza o
desconluciam. Elle, que at alli era notado na
cidade por sua elegante desenvoltura, j nao con
VI
Romeu nao recebeu resposla alguma de sua
prima.
Entretanto, era por isso era menos assiduo
junto della.
O joven venezano vinha t;i//a Santa Flora
(res vezes por semana. Muilas vezes passeiava
no parque sos com Auroro, ao por do sol, hora
em que o demonio do meio-dia expande no ar
seus voluptuosos ardores ; e sempre o ardenlc
enthusiasmo do mancebo cahia anle o sorriso da
loura e formosa menina Possui-la torga, pa-
reca-lhe um acto cobarde, que nao satisfazia
era o orgulho do Romeu, nem o seu amor.
Nao era smenle a deliciosa belleza de Aurora
que elle quera possuir
Fez ludo quanto pode para o conquistar.
Em seus passcios, & sombra das arvores, ora
lhe murmurava ao ouvido os sonetos de Petrarca
ou as rimas do Tasso, ora a conduzia borda do
lago para que ella admirasse naquclle cspelho
quanto era formosa e livesse compaixo daquel-
le que o amava ; olhares expressivos, suspiros
irresisliveis, ludo era era vo. Ficava alguns
dias na cidade sem vir villa, preparando as-
sim, com as saudades da ausencia o effeilo
tolo.
A velha dama de Santa Flora, vendo-o pensa-
tivo, pensou que ello linha falta de dinheiro e
offereceu-lhe um grande cofre choio de ducados,
em quo havia bstanle para em sois semanas sc
tirar s mos cheias, sem se lhe ver o fundo.
Aurora conioraplou maliciosamente seu primo
paro ver os olhos que ello abrira : mas Romeu,
que, n'outro lempo, se teria lanesdo ao dinheiro
em ouro como um estudante em jejum, avanga
aos meringues e messapoes, recusou-o com a
maior indiilorenga.
i Esle rapaz esl decididamente namorado !
disse rom sigo a boa lio.
O conde Romeu Malatesta, depois de ter sedu-
j zido as muiheres mois coqneltes e feilo mil victi-
mas em Veneza, acabara por se deixar roptivnr
dos olhos innocentes de sua prima : assim que
terminan) lodos os libertinos.
XII
porm, como o linha dito asen primo, comega-
va, por illuso ou por capricho, acreditar que
era verdade.
Ora, donzella que se julgava apaixonada, nao
torda em o eslar de veros.
VIII
Romeu reflectio na confidencia que sua prima
lhe linha feilo. Tomou-a, como convinha, por
uma exageraco da donzella ; mas como homem
hbil e pratico da vida, decidio-se tirar della
lodos os vaniogens.
O joven veneziano disse com sigo mesaio, que
era provavelruenle, por ser muilo delicado, mui-
to galn e muilo perfeilo que sua primo, coslu-
mada estos bellos maneiras, o nao differciigava
dos outros mancebos.
A alma da donzella sonhava, talvez, com o
amor de um salteador, uma dessas naturezas
grosseras e abruptas, rudes e selvagens.
Romeu procurou. portanto, Iransformar-se, e
paro o conseguir decido-se escocer tres defei-
tos. Malatesta aprendeu fumar, beber e pro- Nao se fallavo n'outro cousa no paiz senoo na
6,lfJar- I audacia dos bandidos. Por mai ordens que se
Quando voltou, algumss semanas depois, ; dssem pora os npanhar, nem por isso o bando
villa Santo Flora, contesta nova educago, con- j deixava do continuar n.s suos rapias. Esles ho-
' mens ferozes alacavam c combatan), tanto os
consogui-lo.
Que idea !
E' moca e bella ; se desejo uma flor, uma
joia, um diamante, que sejo lirado das joias da '
esposa do doge ou da fronte de qualquer duque- !
za veneziana, aeha-lo-ha manha sobro o seu ;
loucador !
- Nao desejo nada disso
Aurora.
' Tanto peior. Derramara lagrimas de olo-
griase lhe pudosse salisfazer o menor dos seus
desejos !
Gostei tanto, conlinuou Aurora, de uma
lida rosa de rubins que levova a mulher do
doge no dia da sua entrada na cidade, mas nao
a quero ; seria isso muilo feio !
Aurora, amo-a Sou o demonio da cida-
de ; serei o seu onjo tutelar Tenho que
zer uma immensidade de cousus, a qual mois
terna. Quer que conversemos ura instante mais
perto um do oulro ":
Meu Deus, isso nao V-se, que me as-
susta !
Ao menos, consinta que lhe beije a exlre-
midade do seu roupo ou a sua gentil mao. Au-
roro, de-rac a m.io beijir, ludo o quo de-
sejo.
A janclla nao era muito alia ; o bandido es-
calou-a com a agilidade do tigre, e a donzella,
toda trmula, deixou que elle lhe beijasse o
mao.
A cabega do famoso Fossombroni achou-sc
defronle da de Aurora ; como todas as Ulnas de
Eva, a bella coniessia ainda era mus curiosa quo
limida ; olhou de frente para o bandido amoroso
sobre quem, naquclle instante, reflecliam os
raios na la.
Era liorrivelraente feio.
XIV
No dia seguinie, o senhor Romeu Malatesta
veio anuunciar sua primo que acabava de ser
agraciado pelo doge com o governo militar da
cidade e por isso enearregado de perseguir os
bandidos.
Romeu era um cavalleiro de bella pbysiono- j
ma ; tinha a tez paluda como o marmore, bas-
tas suissas prelas annelladas, olhos brilhanles, o
nariz chivamente aquilino, a bocea imperiosa e
levantada nos cantos, as costas largas, a cabeca
admiravclrnente collocada n'um pescogo airoso,1
as nios linas o nervosas : quando enlrou, Au-
rora ai hou-o um bello mogo.
Que pena, disse ella'comsigo, que cu nao
o ame.
XV
Comludo, os ataques dos bandidos cada dia se
tornayam mais ameagadores. Varios encontros
de rao armada haviaro j tido lugar, de noite,
as ras de Veneza com os soldados da repbli-
ca, em que uns e outros linham deixado morios
no campo.
Veneza j nao era a corleza louca e coquelte
do carnaval ; o seu vestido de baile achava-se
manchado de sangue. O proprio Conselho dos
Dez pareca nao existir, tal era o terror que o
bando dos salteadores espalhra no cidade. Dis-.
farcavara-so de mil formas, seu talante, de
que de lodo se desvoneceu dianle
do positivo brutal de um homem, arrebalando-a,
quasi sem sentidos, em seus rudes bracos. Re-
cebeu seu primo com o modo raais stnavel, por-
que nos momentos do pergo as muiheres aco-
Ihem sempre bem o primeiro homem que lhes
opporece, e do quem esperan) soccorro.
replicou vivamente Rons dios, estimavei primo ; disse-lhe
! ella assim que o avislou veuha depressa, que
t esperamos com impaciencia.
E, ao mesmo lempo, langou-lhc era volta do
! pescogo os seus bragos do'deusa, redondos e
, macios como o marlim ; depois contemplou com
jura respeilo misturado de amor o largo poito, o
j pescoco robusto e os bracos nervosos de U ala tes-
la. Pela primeira vez na sua vida, Aurora apre-
lhedi-|CWM homem o que Deus lhe concedeu do
mais real c de mais superior s muiheres : a
forga.
(Continua r-se-Aa.l
Agricultura.
lava seguro com um brillante successo, mas
primeira praga que sollou ;
Por Deus, meu primo exelamou Aurora .
Como esl mudado c como hoje mo parece mo !
Ser verdade o que nos contaram respeito ?
Asseguraram-nos que fumavacomo um Allemo,
que praguejava como um herege e que beba
como um gallego! Sao coslumes estes que detesto
e, se estvesse no lugar de minha lia, nunca mais
o receberia cm Sania Flora I
viajantes como os proprios soldados, as gargan-
tas das monlanhas.
Todava, nado oinda havia alterado a existencia
tranquilla da x illa Sania Floro,quando a condessa
Aurora de Rimini, subindo ao seu quarlo para
cuidar do sou vestuario da noile, achcu sobre
uma banquinha uma carta com o seu nomo. Nao
ora a leltra da sua amiga Filomena, nem de Bea-
triz, nem de Fiamelta, nem de Dafne, nem de
O estado actual da provincia da Babia.
Meios de preveair no futuro as sec-
eas, que assolam os feriis e ricos '
sciioes da mesma provincia.
11
(Continuago do n. 228.)
(Concluso.)
Em oulras occasies succede o contrario ; o
ofliciol mais perspicaz e atiento, sorprendido
pelo lempo, que o alraigo, zombando de seus'
couheciraenlos e cuidados!
_ Nao podemos, portanto, confiar em ura meio
loo incerio, nao menos dispendioso do que o
que adoptamos, para salvar das seccas os ser-
loes dd Rabia, e que apenas servira, conceden-
do-lhe o poder quo lhe querera emprestar, para
anuunciar a desgraga, e nao para rcmov-lo ;
para diminuir-llio a intensidade, e uo para des-
truir a possibilidade de sua apparigao com fro-
quencia.
Somonte os pogos artesianos o acudes, intclli- '
genlemente perfurados e levantados, podoro sa-
lisfazer este desidertum, principalmente cui-
dando se na conservoco dos florestras, c ve-
dando-se a eua vandlica desiruicn lj ; e nos
rogamos aos altos poderes do estado que fagam
este immenso beneficio a provincia da Bahi,
osla joia preciosa do imperio, que jaz em um
estado de prostago lamenlavet do qual a dore-
mos erguer.
Denln de nm anno, isto c, de 1857 1858, o .
philantropo e intelligenle general froncez Des-
vaux fez o roilagre que j vimos no Sahara ;
formas, seu talante, de osle exemplo oinda nos mostra que nem ques-
soite que nao era posslvel, aos seus melhores | io de lempo se pode fazer; poique em um pra-
amigos, saberem quol era a mascara ou quo li- i0 egual ou duplo podemos colher idntico re-
gura a; cncobria. | sullado.
Alguns delles, todava, haviam sido descober-
tos e condemnados corlar-se-lhes a cabega ;
mas nem o apparelho do supplicio, era a for-
tuna com seus denles de ferro em braza, seus
cavalletes, rodas, lenazes, sorras, carvoes acce-
sos, nao linham podido arrancar-Ibes uma pala-
vra, um suspiro. Tinham morrido e com elles o
seu segredo.
As armas que se cnconliarom esles misera-
veis provavam a sua ciueldadc e mlvadez. Ci-
avam-se, sobreludo, os punhaes de folha de
Para isto basta s adoplarmos a divisa dos
nossos irmos do norte, os ousados descontentes
da raga saxonia:Avante e sempre.
E. Antuncs, Io lente da armada.
(1) As arvores, pela natureza de sua respira-
gao, e radiogao de suas folhas, cercam-se do
uma atmosphera constante, fria o hmida. Da-
ago. que se qnebravam dentro das feridas e der- I"1 vem concorrerem todos os bosques extensos
romavam na ferida um veneno mortal por 5"? a {o!n'ac-ao fJJJV ? P -" co,!dcnsa?ao
' da humidade, que sobe da trra, e por isso mes-
mo produzem a abundancia das chuvas.
[B. de Humboldt.)
" ^ i.i m 1 1 1
PERN. TYP. DE|M. F. DE FARIA. 1860.
po
meio de uma mola, que se movia com o dedo.
Entendiamse lodos to bera entro si que poda
acredilar-se que s linham uma cabega para con-
ceber grandes planos c um s braco para os exe-
cutar.
Ninguem era admiliido na ordem dos salteado-
11 cY^rx/c-i


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