Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09465


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Full Text
All XXIVI. HUMERO 237
Por tres mezes adianlados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEXTA FEIRi 12 DE OTBRO DE 1861.
Por anno adiaotado 19$000
Porte franco para o subscritor.
UNCARRBGADOS DA SUBSCRIPQAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de l.i'nin; Draga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
eira; lararihlo, o Sr. Manoel Jos MartinsRibei
ro Guiraaries; Piauliy, o Sr. Joao Fernandes do
Maraes Junior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Cosa.
I'AKIIUA UUS UMiUt-lUb.
Olinda todos os das as 9 i/i horas do dia.
Iguarass, Goianoa e Parahiba as segundas
esextas feiras.
S. Anlao, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazreth .Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasquarlas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una, Barreiros,
Agua Preta, Pi raentei ras e Na tal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da nianha.
EPliEMERIDES DO MEZ DE OUTLBRO.
7 Onarto minguante as 8 horas e 45 minutos
da larde.
U La nova aos 17 minutos da tarde.
21 Quanocrescente as 11 horas e 51 minutos
da manha.
29 Luacheia as 4 hcras e 30 minutos da larde
PREAMAR DE IIOJE.
Prmeiro as 3 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e5i minutos da tarde.
VUIHNECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primein Tara do civil': tercase sextas ao meio di
Segunda varado civel; quartas e sabbados a uma
hora da larde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princeza viuva.
9 Terca. S. liionizie b. de Paria; S. Gersinft
10 Quarta. s. Francisco de Borja padroeiro.
11 Quinta. S. Hrmino 1>. ; S. Filonila.
12 Sexta S. Cypriano b. m. ; S. Serafina v.
13 Sabbado. S. Eduardo rei; S. Daniel m.
14 Domingo. Nona Senhora dos Remedios.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia
EXPEDIENTE DO OA 9 DE OITOBKO DE 1860.
Officio ao Exm. presidente do Rio-Grande do
Norte.Acruso a recepeo do oficio que V. Exc.
se servio dirigir-me em"2 do crrante, arompa-
nhado de outro, que, conforme V. F.xc. solicitou,
faro remoller nesla dala ao bacharel Miguel Gon-
oahes Lima, juiz de direito nomeado para a co-
marca do Serid, nessa provincia.
Dito ao coronel coinmonJanle das armas.
Achando-se promptos os arligos de fardamento
constantes da relaco junta, mandados fornecer
ao 10 biilalhio do infamara em diversas po-
cas, pode V. S. expedir as suas ordens para que
sejam elles recebidos ao arsenal de guerra, cer-
lo de que brevemente sccll'ecluar a entrega dos
objertos que faltin) para o completo da requisi-
to do referido batalhio, conformo afirma o di-
rector d'aquelle arsenal em olcio de lioniem,
sob n. 208.
Dito ao mesmo.Sirvi-se V. S. de mandar
inspeccionar o voluntario Jos dos Aojos Noves,
de que trata o incluso requer ment, e assenlir-
llie lo/o praca no caso de ser considerado apio
para o servico do exercilo.
Dito ao mesmo.Sirva-so V. S. de mandar por
em liberdade o recruti Jos Celestino da Rocha
Guedea, visto ser menor de 18 annos, e orpho
dado soldada, como provou cora documentos
cm forma.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Aulorisoa V. S a augmentar osiUrio do ser-
vente de escripia das obras do melliuramenlo do
porto, Jos Narcizo Tavares dos Santos, con) 20
por cenlo sobre o que actualmente percebe o
mesmo servente, conforme indica o inspector do
thesouraria de fazenda em sua infoxmacao de C
do corrente, sob n. 1050, dada acerca do officio
de V S. de ;i do correle, sob n. 411, que fica
assim respondido.Communicou-se ao inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
Dito ao' inspector da thesouraria.Mande V S
pagar i Benjamn Conslant da Cunha Salles os
vencirnentos relativos ao mez de selembro ulti-
mo, do destacamento de guardas nacionaes da
Cidade de Caruar, urna vez que estejam nos ter-
mos legaes a folha, relaco e prel junios em du-
plcala, que mu foram remedidos pelo respecti-
vo comniandante superior rom officio de 2 do
corrente.Communicou-se ao comniaudante su-
perior respectivo
Dito ao mesmo.Em vista da folha e prel jun-
tos mande V. S. pagar os vencirnentos relativos
ao mez do selembro ultimo, dos oficiacs do'exer-
cito, tambores, clarius e cornetas empreados
nos corpos da guarda nacional deste municipio,
conforme requisilou o respectivo commandante
superior em officio de G do corrente, sob o. 173.
Communicou-se ao commaud inte superior
desle municipio.
Dilo ao mesmo.Transmuto a V. S. parj os
iiieutes exames as copias das ai tas docon-
Beiho administrati-o para fornecimenlo di) arse-
nal de guerra datados de 21 u 2C de sfitmbro
ultimo.
Dito ao meamo, Trananailfn V_S para O fim
entente as inclusas cuntas em duplcala, que
me foram remeiiidas pelo presidente do conse-
Irainislralivo do arsgaat'de guerra com of-
icio de honieni, sob n. 55,*reUtivas aos objec-
tns comprados pelo mesmo conselho para a co-
lonia militar de Pirnenteiras.Communicou se
' iS"lho administrativo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A Jos Elias de Olveira mande V. S. pagar a
quantia, de 3:1939980 despendida no mez de se- {
lembro ultimo com o sustento e curativo dos]
prezos pobres da casa de deteneo, como se v
das contas juntas, que me foram rc-meildos pelo j
chefe de policia com olcio de honlern, sob n. '
1326 Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo. Tondo-se abonado pela the-
souraria provincial do Ccor s pravas do corpo
de polica desla provincia, Francisco Solano da
Silva, e Cosme Jos llenriques,que foram em de-
ligencia aquello, o quantia de 22-5000 e mais os
vencirnentos respectivos, a contar do 1" 10 des-
te mez, haja V. S de dar as providencias neces-
sarias para que o cofre da referida thesouraria se-
ja indi rmiisado da importancia desses abonos, a
qual deve ser descontada integralmente do suido
das misma- prat.as.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o ajuste.que fez Vmc com Jos Pereira de Alean-
tara do O, para encarregar-se da factura dos con-
certos do quarlcl do 4o batalhao de arlilliaria
p peta quantia de 63#6f0 rs.
Fica assim respondido o officio de Vmc. de
lioijtem, sob n. 86. Communicou-se thesou-
raria de fazenda.
Dito ao commandante do presidio de Fernan-
do.Hija Vmc. de informar cerca do que pede
no incluso requerimenlo Candida Mara do Con-
ceieao.
Dito ao director das obras publicas. Pode V.
S., conforme indica em sua informarn de hon-'
tem, sob n. 2C7, mandar lavrar o termo de rece- j
bimento definitivo da obra do empedramento do
aterro dos Afogados, cf rio de que, nesla dala ex- ;
ordena thesouraria provincial para pagar,
i vista do competente certificado, a importancia
da ultima prestacao a que tom direito n arrema-
tante daquolla obra.Lxpedio-se a ordera.
Dito aos Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes vapor. Mande Vmc. entregar
pessoa autorisada pelo commandante das armas
os 10 remitas, que vieram no vapor Oyapock,
com destino ao exeicito.
Portara.O presidente da provincia .llendn-
do ao que requereu o bacharel Marcos Correa da
Cmara Tamarindo, juiz municipal e de orphios
da villa Bella, resolve conceder-lhe 2 mezes de
liecnca com o respectivo ordenado para tratar de
sua saude fra do termo do sua jursdico.
Dita O presidente da provincia, tendo em
vista a informacio do director geral da instruccio
publica de 8 do corrente, resolve nomear a Mara
.anuira da Conoeico Guimares, para reger in-
terinamente a cadeira de instruccoo elementar da
freguezia de S. P. Marlyr de Olinda durante o im-
pediment da respectiva professora, e ordena que
pela secretaria do governo se Ihe passe o compe-
tente titulo.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
a corte por conla do minisierio da marinha no
vapor Oyapock que se espera do norle ao -2 ci-
rurgio do corpo de saude da armada Dr. Arisli-
des Justo Gajueiro de Campos.Communicou-se
ao commandante da estadio naval.
lixpediente do secretario do governo.
Officio ao commandante da divisan naval. S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda decla-
rar a V. S., em resposla ao seu officio de 8 do
correle, sob n. 184, que fica inteirado de hover
sabido naquclla data (Tusar por 30 dias o brigue
larca Ilamurac.
DESPACHOS DO DA 9 E OL'TL'BRO.
fequenmentos.
18C9.Antonia de Barros Luna.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
1870.Agostlnho de Godoy e Vasconcellos, vi-
gario da freguezia do'VItnho.Tendo eu resol-
vido a nao mandar fazer obraulgurua estipendiada
pelos cofres prorinciaes, seno por intermedio da
respectiva reparlico e nos termos de seu regu-
I amento, nao pode ser entregue ao supplicante o
dioheiro que pede para a obra da matriz do Alli-
nho, que ser tomada em consideraco opporlu-
namente.
1871.Antonio Goncalves da Silva.Ficam ex-
pedidas as convenienie's ordens para a soltura do
retreta, de que trata o supplicanle.
1872. Dr. Alcibiades Jos de Azevedo Pedra.
Entregue-se parle o termo de inspec^ao.
1873 a 1876.Claudino Antonio dos Santos
Lira, vicario da freguezia de Muribeca, Dr. Igna-
cio Nery da l'oncera, Joaquim Antonio de Moraes,
alferes do 9. batalhao de infantera, e Thomisto-
cles o'Orange dos Reis Lima.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1877.Caetano Pinlo de Veras.Entregue-se 'i
parle o termo de uispeccao.
1878.Fr. Eurico de Santa Anna Rique, prior
do convento do Carino de Guiauna.Encaminhe-
se ao governo imperial.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Babia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietaro do nunio Manoel Figueiroa de-
Faria.na sua livraria praca da Indej.iLdencia na
6 e 8.
pies e lantarroes.
Havia principalmente um cerlO jaleco escarale
lodo bordado de ouro e prata, que era o seu or-
gulho e a sua gloria.
O velho Sam, como elle chamado, explicu a
recusa de submeller a sua candidatura s con-
renedes feilas pelo parlido democrtico, a que
pertencia amigamente, cm urna carta onde elle
diz verdades duras aosseus autigos correligiona-
ras tem menos a importancia de | DOS ter'ritoiios. A applicacao leal desse nrinci-
um oppello directo e absoluto ao vol popular do I pi justo e imparcial fez reinar de novo a boa
?"e_7.??"i!d? d.C um l>on,. .de u,li0 PreP"ado | harmona e a fraternidade no paiz agitado. Se
1885.Maooel Gomes de Mello. Certifique-se. mais elevado privilegio de um homom livre dis- 0s quaes dar-se-h
1886.Bacharel Marcos Corroa da Cmara Ta- posirao de alguna polticos intrigantes e astutos .. inleresses aiCarui
marindo, juiz municipal de Villa-Bella.Passe-; A primeira Cousa que cotisideram, quandu '
se portara concedendo a licenra pedida. ] proparam una plataforma, como se poderen-
melhor
1887.Mara Januaria da Conceicao Guimaraes.
Passe-se porlaria Horneando inleiiuumenle a
supplicante para reger a cadeira.
18S8- Vctor Amonio do Sacramento Pessoa,
professor publico jubilado.Informe O Sr.. direc-
tor geral da ostrueco publica.
' 10 -
Itequerimenlos.
1899.Caetano Jos Ferreira.Informe c Sr.
regedordo ftymnasio.
1890Estevao dos Anjos da Torciuncula. In-
forme o Sr. Dr. chefe de policia.
1891.Francisco de Souza Ferraz. Dirija-so
thesouraria de fazenda.
1892.Feidei Pinto & CSatisfagan) ossup-
plicantes a exigencia da thesouraria do fazenda,
constante da iufurmaco da centadoria laucada no
verso
1893.Joao Jos de Carvalho Moraes Junior.
Di rija-se thesouraria de fazenda.
lf*!).Marlinha Hara da Conceico.Informe
o Sr. director do arsenal de guerra.
1895.Thomaz Antonio deGouvea.Seja in-
cluido no numero dos sentenciados que l'orem
ganar melhor o povo, assegurar o ganho do par-
tido c obter o quinhao dos despojos. O habito
que tem os delegados das conveneoes. de obriga-
rem-se apoiar a candidatura exclusiva dauuelle
que tem escoiido, destrae a accao indepeitdeule,
to ulil liberdade.
Essa censura c essa crilica fundada. Ecnlre-
taulo o accordo autecipado indispensavcl ao
suffragio universal, que sem isso terminara no
espalhamento e na impotencia.
A disciplina e a uniao sao as condicoes de to-
da a forca. Nao ha inleresses e principios geraes
que para triumphar nao exijam cerlos sacrificios
icados e das paixes ardeutts.
II.
Os Srs Douglnse Ilreckenvitlge
Os principios que dividem os republicanos, os
' democralas do norte c os democcatas do sol, pro-
vm de suas tendencias relativas extenso da
escravidao e da interpretarao diTerente do bil
do Kansas-Nebraska que em 1850 pareca ler re-
gulado essa queslao, satisfazendo geralmeiile ao
partido dcmociatico. Trata-se de saber so o
scravidao e da interpretadlo diTerente do
o Kansas-Nebraska que em 1850 pareca ter
ulado essa queslao, satisfazendo geralraenHi
, arlido dcmocialico. Trata-se de saber su
principio da soberana popular deve ser appl.ca- \mTJL.'"Aia?i*,,,S,."f P?P*1.-0" "?,S '""
do aos colonos dos territorios collocados sob a S"21!?. J?,rt f* Uos ^8-Umdos. lia mol-
ciliar. Se s fosse preciso tlenlo e zelo para
desempenhar essa larefa palriotica, o Sr. Dou-
glas sahiria muito bem, pois ello innontesta-
velmente o mais cloquele, o mais enrgico e o
mais notavel sob qualquer ponto de vista dos cinco
candidatos prcsidenciaes. Ha muito que o cha-
mam o Pequeo Gigante do Oeste.
O Sr. Slephen Douglas de mui baixa estatu-
ra, e tem seus cincoenla e tantos anuos, i. elle
comecou por ser simples marcineiro e mestre
de escola. Dessa humilde coodicao, chegou suc-
cessivamenle s mais elevadas fu negos publi-
lulela do governo federal, como aos cidadiios dos
estados ndependenies. U Sr. Slephen Douglas,
que no senado de Washington foi o promotor do
indiduaes. Ai dos partidos que desconheccm 6'" de 1850, e os demcratas do norte susten-
esses sacrificios. E por lerem comraellido essa lam a Iheoria da soberana dos colonos em seus
bit
rara
ras presidenciaes
de duas cinco.
a que as faccocs multiplicaran)-se. retalha-j territorios, o que chamamsqHallen socereignty ;
i-so nos Estados-Unidos, e que as candidalu- I elles invocam em seu apoio, nao s os termos do
presidenciaes elevaram-so successivamente I precitado bil, mas aiuda os da vala forma pro-
c duas a cinco. clamada pelo partido democrtico em Cincinnali ilT'i" v"""" """ "' "
A do general Houston parec al hoje a menos I para a ek-ieao presidencial de 1856, e aiurispru- [.Jl H f pren8' *m uma s"brl>''
na das cinco ; primeiro, porque nao enJos-''enca W supremo tribunal dos Estados-Unidos r!T presidente Madison. Seu casan
sada por neiihuma conveneao ; segundo, porque na causa do negro Dred-Scoll. Em vrtude do
) tem o candidato vive-presidencia, e final- j principio que cada um senhor em sua casa,
tos annos que elle reprsenla o oslado do Illinois
no senado federal, e a superioridade de sua in-
lelligennia havia-o designado ha muito como um
dos futuros presidentes da Unio.
llova Qcado solteiro at 1856. e como o celi-
bato foi uma das graves objecQes oppostas pelos
pas, e principalmente pelas'mais de familia
eleicoo do Sr. Buchanan, o Sr. Douglas deci lio-
so casar, e enconlrou uma senliora na flor da
a da
..ment
lu o annuncio indirecto de sua candidatura.
A independencia de seu caracler suscilou con-
tra elle inimizades figadaes enire os seus antis
EXTERIOR.
licio da le coramura, como a quahiuer oulro ge-
nero de propriedade.
c soutrina nao satisfaz nom aos esclavagis-
108 00 Slll, liem aos ret.ul.l>,niloa IIK;;'o= j _..
te, assim designados por ansa de sua sympalhia
de Packson, que sempre professei e praUquei.
Kllas guiaram-me constantemente. No'ienho
novos principios para annunciar.
L n um terreno pouco mais on menos anlogo
que se collocou o parlido unionista nacional com
CSta dill'erenca que o general Houston um de-! pela ra.;a negra. Estes prelendem que um ler-
mocraia da velha escola, e que a conquista do \ "lorio perlencente confederando, c nao tendo
Mxico o artigo principal de seu credo poltico, j anda sido admiiiido como estado, um menor
aoposso que os unionistas siio conservadores pa-, qye nao lern direito soberanii independenle
cilicos, ligndose quasi todos por seu passado ao | los estados maiores. Assim, o governador e os
antigo^pailido whigs, que desde a sua dislocaco olficiaes sao nomeados pelo presdeme da oio,
furidio-sc successivamente em lodas as novas e a legislatura apenas uma insiituicao local to-<
frarcoes hoslis democracia, laes como os Ame- 'erada, c eujos actos legislativos nao' podem ter
ricains natos, os Imoio-notliing, os abolicionis- auturidade seno na medida autorisada pelocon-
tas, os republicanos, e em ulliwo lugar os uni- resso. Este ultimo pode, pois, estatuir.
nao
Mistas, todos mais ou menos hosti3 ao elemento s pelo acio que consiilue o territorio, mas ainda s"p.nl P0l|'n retomar, den lugar um schisma
estiongeiro,
whl
e proteccionistas como o erara os por actos subsequentes, sobre as instituiQes ci-
Canditlaios ircsiilencia dos Esta-
lus-Liiitlos.
0 GENERAL S. H0CST0K.OS SUS. BELL E EVERETT.
1
A listados camlidados a presidencia c vice-
presidenca da L'niao Americana foi designada do
modo seguinte pelas convencoes populares dos
diversos pailidos :
Republicanos.Os Srs. Abraham Lincoln, do
Illinois, presidente; llannibal llamlin, do Mane,
vico-presidente.
Demcratas do Norte Os Sis. Slephen A Dou-
glas, do Illinois, presidenlo ; Herschell V. Sohn-
son, da Georgia, vice-presidenl.
Democralas do Sul.Os Srs. John C Brccken-
rdge, do Kenlurky, presidente ; Joseph Lae, do
Oregon, vice-prcsidenle.
Unionistas nacionaes Os Srs. John Bell, do como, oizem enes, a experiencia lem I Se os demcratas do sul houvesscm
rennessee, presidenle; Ed^ard Evereti.do Massa- demonstrado que todas aspala formal adoptadas ffi0oria nas dlias camaras d congresso, nao le-
el.usel s, v.ce-pres.dite. &T'1" S-lC p0r C-Ir" ^mm S "'T rm sido privados de empregar essa armada in-
A essa lista deve-se juntar tambera o general ">o o pruduzir dissensoes polticas, animando tervencio eoagressional, reclamada pelos repu-
SamuelHousloii.de Texas, que se aprsenla como "'toes de latitudes geographicas; blicanos, afimde apoiar a extenso da escravi-
no roePn, '1SrD0 *** ****** ,p'',ra V8 *<> vez de combale-la. Como elles, porm,
J tC 7Ul" Pll,U'a Mm U r0S P'n": csl5 pni min(,ria '"' Cmara e na maior parte
MPS?iS5!J*,,\ef!p0aS"J,,'?ia,m* ''os territorios, nao querem nem a doutrina do
d, !Ti l""Z' d" Unl5 doS eS,"d0B e Sr- I>glas nem a dos republicanos. Os trri-
da execucao das leis. t0ros, dizein elles. sao propriedade commum de
Essa animosidade fez naufragar lodos as t'iilaii-
ras de conciliario entre as duas fraeces do par-
'sio'rf^epoiy'e'n-. lffl!5l!5f J "Kl0*1.?!?. em ?U[:
duas Convencoes, os delegados dos diversos esta-
dos do sul retiraram-se em razo da adopcaodc
certos aitigos da plataforma, redigidos no sentido
da nao intervenco do poder federal. a segun-
da, elles rea/reseniar.iin-se, porm, outrosdele-
ga dus dos JBesmos estados apresentaram-se em
concurrenofa com elles, eforam preferidos pelo
partido Douglas. Essa eviceo impoltica de de-
egaeoes, ar, cuja posse nao haviam deixado, e a qual inn-
muito
, vis ou criminaes que devem
mais fjpnsideravel do que o que se produ-
Reunidos em conveneao em Baliimore. os u-; ^' crn virtude desse direito que os republicanos|
nionislas redigiram urna profissao de f que mui- J,ue[em faze.r leis para abolir a polygamia no
to se approxima da do general Houston pelo sua i lj,ari> colonisado pelos Mormoes, e a escravidao
lacnica reserva : I om ouiros territorios.
\isto como, dizem elles, a experiencia lem
reger os colonos. I 21ra .em. Ch irlsion. Deu lugar aos dissidentes
candidato do poto, representando uma terceira
variedade do parlido democrtico, dirigindo-se
directamente ao voto popular, sem passar pela
approvacao das convencoes.
O que sao essas convencoes '?
conslituirora-se como a verdadeira convenci do
partido democrtico, o ao passo que osidelegndos
de vi#ie e tinco estados proclamaram os mimes
dos Srs. Douglas c Jolison para a presideucia e
vice-presidencia, os delegados dos outros dezoilo
estados proclamivam n'uma salla visinna da mes-
ma cidade os Srs. Breckenridge e Joseph Lae.
Lua lerceira convenci democrtica, feila era
Kichinond, na Virginia,"por homns da exlrerai-
dadesul, reunio-se essas duas uliimas escolhas
que representara o partido cas ideas da adminis-
Iracao actual, da qual sao elles uma ramificacio.
Com eflfeito, o Sr. Breckenridge o vice-presi-
dente, o, por esso titulo, presidente do senado,
onde elle sustenten semnre a noli tira do Sr. Bu-
nos
accord
va
Convencionou-se que as cleicoesseriam prece- Souberam ser liomens do seu parlido, sem nunca
idas de reunios geroes, aond cada estado man- ',;rein deixado de ser homens do seu paiz.
O Sr. Bell nasceu prximo Nashvilleem 1797,
e conla por consequencia sesseota e ires anuos.
Desde 1827, vemo-lo nos bancos da cmara dos
representantes, onde sentuu-se ronstanlcmenle
at 18il. e por ello presidida durante asessaode
1834 a 1835.
Chamado ao minisierio da guerra pelo general
doria lanos delegados quanlos representan!- s en-
viasse ao congresso, e que formariam nao s a
lista ou lieket dos candidaios regulares do cada
partido, mas lombem o seu progmmma poltico.
Essc programma recebeu o nomo de platafor-
ma do estrado de cima, do qual ldo aos candi-
datos.
Ao depos, a profissao de f c os candidatos Harrisson, relirou-se do gabinete poroccasiao da
adoptados sao submellidos nos diversos eslados
assemblas popolareschamadas de raclifiraco.
morte desse presidente, e viveu eslranho i poli-
lira activa al 1S-7, em que foi eleito senador,
Esse mandato, renovado em 1853, expirou a de
marro de 1859. O Sr. Bell conla, pois, um loial
de viole e seis anuos de servico nas duas cama-
ras do congresso.
Demcrata nocomeco de sua vida publica, pns-
sou-se para as fileiras whigs para nao sabir mais
dolas, no lempo da famosa cruzada empreen-
as paixoes de alguns homens dida pelo general lakson contra o banco naciona"
uilas vezes substituido o iole- uanlo queslao
Essas assemblas s lem logar por simples for-
mula, e pode-se dizer que os presidente e vice-
presidente da Uniao sio verdadeiramenle eleitos
pelos membros dos convencoes. Sendo lio es-
trella a base da elcicao na pratica, senSo na dou-
trina constitucional, d'ahi lem resultado abusos
matiifeslos.
Os inleresses e
influentes, tem m
qualquer oulra, e o voto da maiona Uesde a sus separacao, os demcratas do sul
sera ol.rialono para lodos. Mas se antes do mo- lomaram o nome de demcratas nacionaes, pois
ment dessa prova decisiva, a posse dos escra-os; lodos querem ser nacionaes nos Estados-Unidos,
lor prohibida, qur pelo congresso federal, qur > como todos sao republicanos. Os partidarios do
pela legislarlo local, ser privar os cidadaos do Sr..Douglas continuaram chamar-se simples-
suido gozo da propriedade commum, islo os mente demcratas. As can lidaluras das duas
territorios s pertencerio a gent'i do norte que faccoesteem o duplo defeiio de nao lerem igoal-
s ter o direito deformar all uma comuni- I mente a sancc&o da maioria dos estados e de faci-
dade nova e escoHier uma constiluicao ; pois os' litarera pela sua dvisao a victoria do parlido re-
possuidores de escravos nao podem l viversem publicano.
sus propredades. nem esperar alguns anuos | Este lem-se mostrado unido at ingratidio.
com os bracos crusados que chegne o momento Esperavam ver seus delegados reunido* em Chi-
de formarem um parlo social. cago, no estado do Illinois, fixarem a sua escclha
n outros termos, os-republicanos reivendi- no Sr. Seward, anligo governador do estado de
cam para o poder fedral o direilo absoluto de in-
lerveiicaona legislario dos territorios.
Os demcratas do sul invocam igualmente esse
direilo. mas reslringindo-o proteccio da pro-
priedade dos cidadaos, sob lodas as formas re-
conhecidas da constiluicao.
New-York e o mais terrivel campeao do aboli-
cionismo no senado de Washington porm foi
posto de parle em consequencia de sua propria
noloriedade. Acharara que a sua candidatura
era demasiadamente apoiada pelos espertos, e
; sua derrota foi particularmente imputada influ-
resse e os senlimenlos verdadeiros do povo. A
cabala, mais do que o mrito, lem decidido as
escolhas, que se tero lomado Iransaces o nao
aiclomocoes.
0 resultado mais deploravel desses abusos lem
sido a exclusao repetida, ha algun3 anuos, dos
homens mais eminentes da Uniao, em provpio de
homens de segunda orde.ni, cuja inferoridade re-
lativa Ihes fez a fortuno.
Assim, o Ilustre Henrique Clay foi deixado pelo
general Harrisson, o no menus llustre John Cal-
houn foi posto de parle cm favor do Sr. Polk, o
da escravidao, permaiiQcendo
sempre fiel aos inleresses esinsliluicOes do sul,
conservou-se sempre eslranho s ideas extremas.
Em 1836, elle opoiava em nome do principio
constitucional a recepcio pela cmara de certas
peticesque pediam a abohcao da servidio forca-
da no destricto da Columbia, sede do governo
americano.
Era 1850, vola va o compromisso relativo es-
cravidao no3 novos territorios, e quando essa
ardente queslao fui agitada depois proposito do
bil do Kansos-Nebrasca e da constiluicao propos-
a pela conveneao de Lecomdlon, pro'nunciou-se
general Cass c o P. Van?Burn foram sacrificados contra ambas essas medidas,
ao Srs. l'rariktin Perce, como o Sr. Seward, a
maior capacidade o o mais celebre corypheu do
parlido republicano, acaba de ver preferido ao
Sr. Abraham Lincoln, desenterrado do centro do
Illinois.
Nascidn em 1794, o Sr. Edward Everctt lem di-
vidido sua vida entre as letras e a poltico, dan-
do a parte maior s primeiras Assim como o
Sr. Bell, elle entrn na cmara dos representan-
tes na idade de trinla annos (em 1824), e nella
Prolongando-so, esse systema de elevacao das sentou-se por dez annos successivos. Ao depois
mediocridades acabara por minar o governo re- foi governador doMassachusets por quatro annos,
publicano cm sua propria base, que a escolha em seguida ministro dosEstados.Unidosem Lon-
do mais digno.
sem esperar que sejam elevados classe de es-
tado.
Os primeiros sao abolicionistas disfarcados.
Os segundos esclavagistas declarados.
Os lerceiros sao ou affeclnm ser neutros.
A doutrina dos republicanos a mais liberal
Os democralas do norle pelo contrario repllcm encia hostil do redactor em chefe da Tribuna de
toda a especie de iniervencao do poder federal New-York. o Sr. Horacio Greeley, do qual foi'en-
nos negocios domsticos dos terrilorios, e recia- tao publicada uma caria curiosa, e caracterstica
mam para estes o direito de se pronunciarem por; dos costumes polticos da uniao americana. Nes-
momna de votos favor ou contra a escravidao, sa carta, o jornalisla abolicionista lembrava ao
ex-governador, que elle havia trabilhado durante
largos annos favor de sua causa, pelo mdico
pregp de dez dollares ( 20^000 rs. ) por semana, e
que elle nunca tivera a menor parle, nem dos
emolumentos, nem das honras que contribuir
para que oblives.se o Sr. Seward Annunciava-
em seu Dra, porm a mais dictatorial em seus Ihe, pois. o lira de sua sociedadn leonln*.
me,os- I Como Loredanle, que inscrevra em seus lvros
A dos democralas do sul a mais conforme | as afrontas do doge Foscari para cora elle, o
com a Icllra da constiluicao, e seria a mais im- Sr. Greeley, se tambera inscreveu as do Sr. Se-
parcial se se tratasse de outra propriedade que ward, pode agora pdr-lhes a noto final do sena-
nao fosse a dos escravos. 1 dor veneziano :: V ha pgalo .
A doutrina dos democralas do norte a mais' O Sr Sewaru" resignou-se philosophicamente
expedita: ella estrella o circuio da agitacao. cor- essa vinganca por saldo do conla. e prometteu
lando de alguraa sorte pela raiz a queslao da ins- publicamenie seu apoio sincero e sollicilo ao
ntugao servil, e deixando-n eslranha s discus- seu competidor mais feliz, o Sr. Abraham Lincoln
soes qa congresso. Kssa" exclusao dainlervcn-'
Qo federal entra to espirito do self-governmcnt
. dres, uo 18U a 18io A morle de Daniel We-. |e no da constiluicao q^ue limitou oyanto foi pos- l
F. Gaillaroet.
Presse. // Uuperron.)
-\ol/c/;is de Jerusalcm.
lerusalem llidea^uslo do tHtO.
Os chrislaos da Terra Santa, lio prximos do
seus irmfios do Lbano, c que esliveram quasi a
partllhar a mesma surte que elles, respirara
mais livres, o bem dizem a Dos vendo que a
Franca enrgica e resolutamente intervem na
\vria para por im aos massacres, castigar do
um mojo exemplar os assassinos e empregar os
meios tendentes a impedir a repelicao de i"uaes
crimes. Dos queira que a iniciativa da Franca
nao seja contrariada pplas mesquinbas pretan-
co.^s de una poltica rival e ciosa da legitima
influencia, que nossa nacao exerce no Oriento
ha seclos, e que essa poltica desejaria cora ca
partilhar para extingui-ls.
As disposioes, que apprehendemos e que as-
signalamos. bem poderiam fazer, senio se tomar
isso em consideraco, que a condico dos chris-
laos em vez de melhorar, se aggravasse mais
anda depois de ama expedico emprehendida
pora defende-los contra o fanatismo, que tao in-
fchzmenle disperlou o zelo inloressado da P.us-
sia, e para supprir a impotencia notoria do "o-
verno oltomino em protege-lo.
A poltica de mui tas potencias europeas tra-
Daiha por substituir protecao secular e exclu-
siva da Franca sobre os chrislaos do Levanto
uma proteccao collecliva, comproraeltedora do
acto para os chrislaos, e de um valor mui rou-
leslavel em si em razo das incertezas produzdas
sempre por vistas c inleresses contrarios.
A pezar das boas ititencdes do suliio, cer-
lo que a grande maiona dos musolmanos v
com um secreto despeilo e um profundo senti-
mento de humiliaco a intervengo das poten-
cias christias cm regular a queslao da Syria
ao nlimomenlc ligada i, grande queslao' d
.Oriente, em cuja solucao o imprevisto, des-
peno da habilidade diplomtica, rjpiesentar o
papel principal.
Por intermedio de uma canhoneira turca vin-
da de Beyroulh Java, tocando em rautos pon-
tos da costa, recebeu o governador de .lerusa-
lem na semana pasada o aviso offical da pr-
xima expedico anglo-franceza Syria, com ins-
IrucQoes que Ihe prescrevem que predisponha os
espiritos oceupaco do paiz, fazendo compre-
hender que ella lera lugar por consentiraento do
suitao. Foi-lhe rocommer.dado que acolhesse
as tropas estrangeiras comoalladis e que Ihes
laciiilisse os meios de proverem-so das cousas
necessanas vida a ao aquartelamenlo.
Esta noiicia prodozio no paiz mpresses dif-
rerenles : naturalraente os chrislaos senliram
um grande contentamento, o qual ellos leem o
cuidado de nao tazer irausparecer por uma ale-
gra muito viva, com medo de irritar paixoes
mal acalmadas, c provocar para mais larde uma
reaccao lernvel ele. etc. etc. O que actualmente
lem lugar na Cochinchina inspira aos chrislaos da
syria temores serios.
Os musulmanos em geral senliram irrilicao,
mas as circunstancias Ihes aconsclham a dissi-
mulaijao. .V principio cerlos fanticos, que ni
achara echo nem mesmo entre os seus correli-
gionarios, fallaran) de renovar urna scena que
remonti ao anuo de 17'J'J. O general Bonaparle
e seu exercilo oceupavam as cidades de Java a
deHamlch; espalhou-se o boato que os frau-
eezes lam mtrcnsr para Jernsalem com o lim de
apoderarem-se dola, bem que o che do exercilo
livesse declarado que a cida te-Sant i nao enlra-
F&u lSt,8S2.PUno f ?aqPnha. Para --.. -;..So-
-i ....,.i j'!"." '"tencoes, que erapie^taran
ao general do exercilo da iepuiica, s musul-
manos de Jerusalcm.rouniram ,, lodosos
enriamos da cidale c os encerraran] como um
rebanbo de carneiros na vasta igreja do Saoto-
Sepulchro, ameacaodo que seriara todos degola-
dos mal apparecesscm es fraocezes sobre as col-
imas de lerusalem. Estes pobres christoe res-
ponsabilisados por uma guerra, que nao era feila
por causa delles, passaram muios dias o muitas
noiles nos mais lerriveis transes. S foram sol-
ios .uando se soube que Bonaparle tinha se re-
iiralo e tinha tomado uma directo differente
la de Jerusalem.
Suppese aqui, mas fra de toda a noticia
official, que Java. Jerusalem e Nspleuse serio
oceupados por desticamentos de tropas euro-
peas ; eventualidad esli. que nio seria muito
do agrado da populaco musulmana, o de que,
eomo prelende-se, nada gostara o governador
da Palestina, o qual, se se for a dar crdito
cerlos boatos, depois de ler posto, lalvoz gra-
tuilamente, esla noticia em gyro, teria dado pas-
sos ofliciosos junio dos cnsules das potencias
inleressadaa pora empenhar os respectivos go-
vernos a renunciar o projecto de oceupar as tres
cidades supracitadas. Para ehegar seus fin-: o
Pacha faria observar que o'le fui asss feliz nos
mais crticos momentos em mauler a tranquili-
dado publica em Jerusalem e em lodosos punios
deseo pachalik, acrescenlando que muito maia
fcil ihe fazer respeilar a ordera, hoje que a
eflervescencia acba se acalmado.
Como quer que seja a respeito do projecto do
por provisoriamente guarnios de tropas occi-
dentaes em Java, Jerusalem e Naplouse. o certo
que o paiz causa Sourraya-Pacha grande te-
mor, o qual nao despresou medida olguma, quo
preservasse a Palestina das desgranas, que de-
solavam urna provincia limiirophe, e'quc podiam
cahir sobre ella coda instante.
A vigilancia do Pacha de Jerusalem na manu-
lencio da ordem era incessanle e nao despre-
sa va qualquer appareocia, que podesse deixar
suspeitar iniences malvolas. E' assim que
nestes ltimos das sabendo que um certo Tour-
.bey-Dar, guarda do tmulo de David no monte
Siio, fazia discursos, que compromelliom algu-
roa coosa aos chrislaos, o fez vr sua presen-
ca, c dirlgio-lhe urna viva adraoestacio.sobra
seus ares muito bellicnsos e lio pouco* em rela-
i;io com sua policio de deviche ; depois, pas-
sondo dos conslhos accio, o Pacha manJou.
chamar um barbeiro, que" encurtou os mor,u-
menlaes bgodes de Tourbey-Dar, e deu ao tr-
bame que Ihe cobria a caneco um geito menos
ameacador. Sourraya-Pach despedio assim o-
feroz derviche com um Iraje muito raais moles-
to do que aquello, com que se apreseotra no
serralhn.
Ha dez dios o Pacha deu uma IqSo multo
mais severa beduinos d'alm do Jordio, qua
julgondo favoraveis as circumstaneias para cn-
tregarem-se impunoraente seus instinclos ra-
piantes.- linham franqueido o rio sagrado com
a iritenc.o de virera coraraeller um roubo as
portas de Jerusalem. levando uma parle dos nu-
merosos camelos que os Russos compraran
no deserto para o transporte dos materlaes das
grandiosas construeees, que levantam na pla-
nicie nor-oeste da cidade-Sauta.
Os Beduinos transjordanos ignoravam quo
desde os aconleciraeotos do Lbano a dos temo-
res excitados por elles na Palestinj, os camellos
moscovitas sao confiados guarda de homens
armados.
Desapuntados por nio poderem levar a presa
que desejavam, mas nio querendo passar nova-
mente o Jordao e recolher-se sua tribu sem
dispojos, tan;aram-se sobre uma outra caravana
de camellos, corregidos do trigo e roubaram.
cinco.
0 pacha, instruido do que acalma de passar-se
junto da cidade de Belhauia, eoviou sem demora
uma esquadra de bachi-bouzoucks, com orden
II Fftf\/FI


w

DIARIO DE PEKN AMBUCO------SEXTA FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 1860.
de Irazer-lhe vivos ou morios os Beduinos sal-
teadores, aos quaes om breve alc3iiearam.
Pora fazer abandonar a preza foi preciso travar
com elles um combate sanguinolento, no qual o
i bofo do bando cabio fondo catre nimios oulrcs
alravessado por muilas balas
A caber.* deslc salteador foi espetada na pona
de urna lan^a ern guisa de troplieo, o levada tri-
umphanleraenle JerusaloiA no meio ta hour-
rlias, dados cm honra do governador de Jeru-
salem. -
O espectculo era horrivel, porm muilo dis-
proporcionado ao temor, que deveser iuspirido
nas circumslancias excepcionaes, em que se
acha o paiz.
Um salteador muselmano de Bflhlem da peior
lasse cahio igualmente nestes ltimos dias nas
ruaos da polica do pacha.
Desde as perturbarnos da Syria este homem
tiao cessava do fazer ouvir aroencas, quo espan-
tavam os chrislaos de Belhlem o de Belhsa-
Iiour.
Os policas mataram-o com um tiro no mo-
mento ero que na escuridao do noite elle dir-
ia-se ciadc com alguns cmplices para com-
metter algum crime.
As anieacas feitas por elles aos chrislaos aclia-
Come deveni ser calculados os direilas da alfan-]
drga que teem de pagar os soldados.
O cnsul francez no Rio-Grande eiitcndeu que
deveriam ser calculados sobre o remanecente
dos salvados, depois de pagas asdespezas do sal-
vamento.
Este incidente mostra ainda maisa convenien-
ta da interferencia das autoridades locaes, nos
principaes actos quo mais importara fazenda I
publiica, caja fiscalisaco alias reverte em favor,
dos inleressados.
O art. 738 do cdigo do comnvercio dispoe que
a despezs com os salvados, as que foreni necessa-
rias afim de habilitar o navio para navegar, e es
que s* (izerem com o transporte da carga, teem
hypolheco especial e preferencia nos salvados ou
seu producto.
Esta garanta de hypertheca nao pdo porm
preterir o pagamento dos direilos flseaes, pelos
privilegios que, pelas leis do imperio, teem as
causas do fisco.
O ait. 7 do decreto de 27 de fevereiro do 1849
maud cobraros respectivos direilos do precio da
venda em leilo, soja a porla da alfandega ou -
ra della.
Rosnlia, pulanlo, do quo flea exposto, que
aquellas despezaspagam-se pelo producto da ac-
vam echo entre seus poneos correligionarios de romalaco, ja deduzidos os imposto que eslo
Holhlera, que j tinham publicamente designado
quaes as mulheres e lihas christas, quequeriam
roubar depois de morios sons paes o irmos.
Os Musulmanos de Ain-Kcrim ou de S. Joo-
in-Montana, conhecidos por sua ferocidade, ma-
iiio.-l iram disposicc.es anlogas.
Mulheres e meninos de dez doze annos di-
7.iam llmenle diantc dos calholicos, quo acha-
vam-se nesla localidade em numero de alguns
<:cm, que preparvaam-se armas para mala-Ios em
breve.
Em quanlo os reccios eram os mais vivos cm
Jorusalem, acharara-se balas, plvora e armas
occullas em urna mosquita, que foi oulr'ora urna
egreja dedicada S. Joo Evangelista.
Cada dia augmenta mais a eonricco de que a
conspiraoo para matar os chrislaos linha nume-
rosas ramifican-oes, que se estendiam ao longo :
mas pensa-se que esta conspiraro se prenda ;'i
una ouira mais vasta dirigida contra o sullo.
Os enviados da Porla Syria c Palestina
pretpnJfm ter adqueiido provas rrefragaveis
di^T
Jcu novo pacha militar chegou ltimamente i
sujeilas mercadorias estrangeiras despachadas pa-
ra consumo, cm cuja classe eslo contemplados
os salvados que sao vendidos cm hasta publica.
Colomsac.au.
Portara expedida pelo governo portuguez proki-
bindo a sahida de colonos para o imperio.
Por portara de de julho de 1859 delerminou
o governo de S. M. Gdelissima que o governador
civil do dislricto do Porto expedisse terminanles
ordens para obstar a sahida de colonos, que ti-
vessem feilo contratos por intervenco de agen-
tes da Associaeo Central do Colonisagao do Itio
de Janeiro.
O que principalmente motvou a expedico des-
sa porlaria, foi o tacto do nao serem ralUicados
no consulado portuguez os csutratos feilos com
os colonos.
Essa falla, porm, era devida nao Associaeo
Central do Colonisaco, mas aos colonos por ella
importados, dos quaes uns, logo que aquiciiegam
pagam sua passagem e tomaui o destino que me-
liior llies convm, e oulros engajam os seus ser-
viros peranle a associaeo com quera lhes apraz,
assignando. de conformdade com o que foi ajus-
Jerusalem para reorgauisar a milicia ; e alfir- j lado em Portugal, cntralos que elles nao vao ra-
ma-Be que elle esta eucarregado de fazer um lilicar no consulado portuguez, romo se lhes re-
nov esludo sobre o estado dos espiritos esobro com monda, para se furtarera ao pagamento de
;i partieipaco mais ou menos real que tivessem
tido cortos persunageus da Palestioa nos succes-
sos do Lbano e nos projeclos, que leucionavain
levar execueo.
Navios inglezes de guerra estacionan] do um
modo permanente cm Java em quanlo oulros
visitam lodos os pontos da cosli.
Oficiaos da marinha britnica fueram uestes
ltimos dias urna nova apparico om Jcrusalem.
Ainda que os lamontaveis acontecimeiitos da
Syria teuham produzido na Russia urna viva ira-
pressao, nao leem impedido todava que os pe-
regrinos desta nac&o venham Terra-Sanla; c
nao ha duas horas que urna caravana moscovita,
cooaposta de liomcns u inullieres, chegou Jc-
rusalem.
O santo padre soube com urna dor ndizivel as
desgracas que acabam do succeder aos pobres
chrislaos da Syria.
Suas entranhas de pai commoveram-se como
pcusamenlo da extrema miseria, que pesa sobro
seus filhos espiriluaes do Lbano ; e despeilo
da penuria dos recursos pontificios, o generoso e
caritativo Po I\ acaba de enviar S. Exc. o Pa-
irarcha de Jerusalcm, monsenhor Valerga, de-
legado apostlico do Lbano ad nterin, a sotu-
rna de 1300 escudos romanos (8,1125 fia neos),a fin
de serem empregados nosoccorro dos nfelizes
chrislaos, victimas dos uilimos aconlecimeulos.
Tor oulro lado n grande obra da propagaco
da F enva ao patriarcha de Jorusalem um p'ri-
meiro subsidio de 10,000 para soccorro dos
grandes infortunios do Lbano.
J o delegado ad inlerim fez passar soccorros
6 Beyrouth, onde elle em pessoa ir ler prxima-
mente.
Elle nao podia sem causar o desanimo entre os
1.aliaos da Terra-Sanla passar delegaco da
Syria no momento, em que em Jorusalem le-
iaia-se ver espalhadaa pola proprii Palestina as
desgracas das monlanhas do Lbano.
BARHIER.
Le Uonde=S. Filho.]
.ERlQR.
emolumentos pelo titulo de residencia, que no
acio daquella ratilicacao o referido consulado exi-
ge de cada um dos colonos.
A legacao do Brasil em Lisboa, logo quo leve
conhccimcnto da mencionada cicnlar, dnigo-se
ao governo de S. M. Bdelissima solicitando a sua
revogai'io, que ltimamente se veiiiicou.
Sendo do mutua rantagera para o Brasil e Por-
tugal o proseguimertlo da cniigraco dajuelle rei-
no para o nosso territorio, o governo imperial
suggerio ao de S. M. lidelissma, por intermedio
de sua legacao nesla corle, a conveniencia de se-
rem lomadas de commum accordo por ambos os
governos medidas que, longo de contrariar, regu-
len) o modo pralico da emigracao ; e j declaren
que esl prompto para tratar de laos medidas,
logo que a niesma legacao so mostr a )sso dis-
posta.
Circular expelida pelo governo da Prusta aos
presidentes de provincia e ao presidente de po-
lica de Berliin, em 3 de novembro de 1859.
Em 3 de iiuvembru de 1859 o governo da Prus-
sia expedio urna circular aos presidentes de pro-
vincia e ao presidente da polica de Berlim, re-
vocando a aulorisaco concedida, em virlude da
le de 7 de mato de '1853, aos agentes de oinigra-
;ao para a expedicao de colonos para o Brasil.
Essa medida fn adoptada pelo governo prussia-
no, segn lo se aeha declarado na niesma circu-
lar, por lerm-so tornado mais numerosas as
queivas sobre a sorte infeliz dos Alloines no im-
perio.
O ministro do Brasil cm Berlim reclamou ira
mediatamente couira semelhanle medida, |iedin-
doa exlubicjko dos fados que lio ha m induzido o
governo prussiano a Linear sobre um paiz inteiro
agravoconsura moral envolvida nos motivos da
circular.
O governo imperial approvou n proeediinento
de seu ministro, remetlendo-lhe instrucQoes que
o habilitara demonstrara injuslea daquelle ae-
10, cuja rovo.iaiao lem Ordcm de reclamar.
Emigrarn de Portugal.Reciamaco da legaran
lio S. M. fidelissima por occasio di entrada
ttiesle porto do naci Sino Lima.
No da 7 de uovembro do -uno fin lo cnlrou
nesle porto a barca porlugueza .Voto Lima, trans-
portando emigrantes cm numero niaior do que
romporlava a capacidade do navio com infrac;o
do regulamenlo n. 2ltiSdo Io de maiodo I85s!
Sem perda de lempo, procedern) as autorida-
des mpetentes do imperio, a respeito da dita
barca, o Coliforfnidr.li> <>" -- --,--'.ovo uu vi-
...o reguiameuto.
Nesga occasioo ministro de S. M. Gdelissima,
desojando providenciar tambera por sua parte so-
bre a infraccio das leis de Portugal, praticada
pelo navio emquestao, dirigin-sea este ministe-
rio, em dala de 10 do referid) mez, reclamando
i
r
!'ie enlao eslava a partir.
0 governo imperial declarou ao Sr. corfdo do
icio ca-
j''.os i jurisdic'o do paiz,
altamente mier-ssa lo cm que sejanjpunidas as
inraccoes das respectivas leis, nao podia annuir
a esu recIamacSo.
Era seguida o ministro de S. H. Qdelissiraa
pasa io a este ministerio urna ola datada de lijo
mesmo mez.
Na primeira parle da referida nota communi-
cava s. Etc. quo, segundo nforroacoes, que tinha
por exactas, eram esperadas, dentro de alguns
di is, Iros embarcaedes transportando um grande
numero de Porluguezes, cujd mxima parle fdra
clandestinamente embarcada, e sem o preeocLi-
raento das formalidades legacs.
Accrescentava o Sr. conde que da m'esraa ton-
to lhe consta va oulro sim que as mencionadas
embarcaedes, entro as quaes urna havia com bao-
deira brasileira, comluzam um numero do pas-
sageuoa que nao eslava em harmona cun a res-
pectiva tonelagem, c que, para sou3 capites e
consignatarios ugirem aoeao das medidas lc-
gaes e enrgicas que acaba va m de adoplar-se
contra o capito da barca \ vam fazer desembarcar parte dos ditos passagei-
, -... ..... -.t, ,., ,yj ichhjii iijc, idCLaiiiaouo
i entrega do capito afim de ser transportido pa-
ra Poitugal a bordo do paquete Milford laven,
l'ie enlao eslava a pulir.
O governo imperial declarou ao Sr. coi
riiomarque oslando os actospralicados pe
pito do .Yuro Lima sujeilosa jurisdiccaodi
RELATOftK)
la r^partie los negocias estran-
t''riis aprosentado a asscnibl:t
HSrl l^*n i->I;| t i \ : II.I til:-"-*"
8%o ta i.!..ic legislatura pelo
respectivo ministro e secretario
ip estaflo Joao l.us Vieica Caa-
sauco tte Siniub.
(Conlnuacao )
Como porm devolvido aos interessados o pro-
ducto liquido dos saleados .'
.V arrernalaeao dos Salvados feila peanle o
sob a responsabilidade daquellas autoridades, o
o seu producto reculhido aos cofres da respec-
tiva alfandega, liquido dos direilos que eslo
sujoitos os objeclos naufragados e das despezas
i p salvamento, na forma do art. 280 do regula-
niento de 22 do junho de 1836.
O art. 281 determina que as pessoa0, queni
se mostr pertencer o producto das mercadorias
arrematadas, haverSo do thesoureiro da alfan-
dega a sua importancia.
Esta disposico est de accordo ora a do art.
" Os cnsules portadlo 80 podom levantar csse
producto, si se a presentaren legilim ament ha-
bilitados para receb-lo por cotila dos iuteres-
sados.
Este principio ronforma-se tambem com o que
se acha eslabeiecdo no dreto administrativo
francez.
0 diroilo administrativo do outras nacos or-
dena que, em laes casos, os respectivos cnsules
so rircumsrrev.im aos limiles dos usos econven*
joes cel bradas.
O direilo commum c portanto o mesmo, salvas
esliptiUcoes especiaos o. diversas por tratado. ros aritos dochegarem ab anenradouro do estyo
A'guns desses tratados permillem que os sal- E em laes rb,,., .,, ,- f a
vadoso seu produo.o sojar, en.reguos ao cnsul era que "goVen w r)^ !n pabnenl/nU !
i, r' impeli lomara as mais nromn as e enerieas
JZfp&JESrszsa z sss ssaar ""' -- .......w ^
o naufragio occorro no districto consular, segun-
consagMda
os agentes
do as leis do imperio e a doulrina
em outras naces, nao podem aquel
reeeber o produelo liquido dos salvados.
_ O governo imperial leve de resolver esta ques-
tao com a logai;ao de S. M. o Imperador dos
lroncozes nesla corle.
0 producto dos salvados do navio Bugnie ,
naufragido em 4 de abril de 1857 nas cosas do
Chuy, e da barca frauceza Emma c Mathilde,
naufragada na provincia de Sergipe, entre Ara-
caj e o rio de S. Francisco, em 21 de seteinbro
de 1858, foram entregues, o primeiro ao vice-
cnsul de Franca no Rio-Grande, o o segundo
so cnsul da niesma nacoem l'emambuco, nao
obstante nao estarem nas condicoes cima.
Polo principio de Igualdade que segu o im-
perio em relaroes inlernacionaes, pthando-se
em idnticas circumslancias do navio furente o
brigue portuoz Tarujo II. que naufragou na pro-
vincia do Para, termo de Braganca, em lins do
inno de 1857 ; c da barca Emma Mathilde, a
galera oriental Montccideana, naufragada na pro
vincia de Sergipij, na enscada de Santa Isabel
cm julbo de 1855, foi o producto dos salvados
Jeslcs navios entregue aos respectivos cnsules.
Foram porm meros actos de deferencia para
com os govornos das naces que perlonciam es-
ees navios, e que nao poderao prevalecer como
procedentes, para coucessoes idnticas, seno
medanlo conreoQesespcciaes, admillda a rec-*
proc lado.
Estando disposto o governo imperial a reco-
nhecer os principios liboraes que leem sido sobre
este assumplo adoptado cm oulros paizos ; e pen-
dendo actualmente de accordo com a Franca urna
convenco que tem de regular asaltrbuicOesdos
respectivos consoles, ser essa a occasiao de de-
finir bem a competencia dos mesmos agentes a"
esle respeito.
De conformidade com esse accordo, acenmmo-
dai o governo mperiri as suas cslipulaeoes, in-
tJepcndenlemcute de tratado.
rujo
sabldade
sena nao poder exigir a respon-
...il dos criminosos, deixando de iiu-
por-se as penas que a leglslacao do imperio com-
mina a laescrirr.es.
Na segunda parle da nota a que me refiro, o
ministro de S. U. fidelissima. entrando em con-
sideracoes goiaes sobre o modo por que alguns
capuaes de navios teem effectuado o transporte
de emigrantes porloguezcs para o imperio, obser-
vava que colonos conduzidos clandestinamente
com inliaceo aas leis do seu paiz, e clandesti-
namente desembarcados, coagidos a arceilarem o
senhor, que fosse designado pelo capito do na-
vio, sem lerem ao menos o recurso de un con-
trato legal, feilo sob a proteceo daquelle que a
le considera seu tutor, aprsenlavam a idea da
introdurco de. escravosbraucos,
Essa idea, accresconlava porm o Sr. conde de
Thomar, nunca poderla merecer o assentimenio
do governo imperial, cem da gente honesta do
paiz.
Respondcndo ao ministro de S. M. fidelissima,
em data de 15 do predilo mez, declarei-lhe que o
governo imperial, principalmente interossado na
fiel e exacta observancia das leis do imperio,
sempre estove e estar disposto a empregar to-
dos os meos ao seu alcance para que nunca dei-
xo de allingira esse objecto, c que o seu empe-
nho em conseguir a pontual observancia das leis
lano mais pronunciado o decidido, quanlo da
infraccao dellas podem resultar tambem prejui-
zos ou damnos aos naluraes daquelles pai/.es,
com cujos governos o Brasil mantera, e procura
eslreilaras relacoesde amizado e benevolencia ja
entre elles subsistentes.
Como prova irrecusavel da sinceridade deslas
inlencoes invoquoi o procedimcnlo que acabara
de ter o governo imperial psra com a barca No-
vo Lima.
Inmediatamente depois de dar fundo nesle
porto, no dia 7 de novembro, foi s dita barca vi-
sitada pelo eommissaro de semana, de que trata
0 art. 3 do regulamenlo do Io de maio de 1858 ;
verificando aquella fuuccionario que o numero
de passageiros exceda ao que poderla ser legili-
mamenlo transportado na conformidade do mes-
mo regulamenlo, e ouvndo queixas de emigran-
tes contra a m alimeutacao que lhes fdra dada
durante a viagem.
Em seguida, o guarda-n r da alfandega, que
se achara presente, e tambem membro ds com-
misso julgaddra dos infraccoes do mencionado
regulamenlo, delerminou que ficasse o navio im-
pedido, e neste sentido expedio as necessarias
ordens barca de vigia mais prxima do mesmo
navio.
s dez horas da mauha do dia 8, o conselhei-
ro director geral da reparlicao das Ierras publi-
cas, era companhia do guarda-mr, visitou o na-
vio, reroiiheceu as fallas indicadas pelo eommis-
saro de semana, o immediatamente notneou a
commisso que, na conformidade do art. 33, 2
do referido regulamenlo, linha do proceder aos
exames precisos, e fazer o corpo de delicio.
Apressou-sc a commisso a cumprir os seus
deveres, c no dia 9, depois do minucioso examc a
bordo, e de inquirir diversos emigrantes, com-
municou ao director geral da reparlicao das Ier-
ras publicas ter reconhecido quo o navio trans-
portara muito maior numero de passageiros do
que lhe era pcrmitlido pelo regulamenlo respec-
tivo, o que, quanlo aos mantimentos, os encon-
trara em grande quantidade e de boa qualidade,
di ver gimi os passageiros em suas informacOes a
semelhanle respeito.
No dia 11, reunida a commisso julgadra, ten-
do sido avisados os mombros consultantes, e o
capito da barca, ouvida a defezadeste, rcsolveu-
se que, havendo o navio transportado alen) do
numero permittido, 08 adultos e 37 menores de
8 anuos, 6 eslando iucurso na segunda parte do
art. 7 do regulamenlo respectivo, fosse era con-
sequencia multado o capito.
Relatando ao Sr. conde do Thomar com toda a
minuciosidade estas circumslancias, nao me es-
queci de observar-lhe quo a iniciativa e parte das
medidas mencionadas haviam sido adoptadas an-
tes que a legac.o de S. M. fidelissima livesse
mesmo lempo de requisilar por sua parle a esle
ministerio, como de estylo, quesquer providen-
cias que julgasse uleis aos interesses dos seus
concidados; poiquanlo, como o Sr. conde nao
ignorava, antes de ter ido S. Exc. em companhia
do cnsul a bordo da barca Novo Lima, j esta so
chava impedida pehs autoridades brasileas ;
leudo sido franqueado a S. Exc. o ingresso a bor-
do da olla barca sem objocc.o alguma, nao so
pela categora de que so acha revestido, cuno
porque fdra embarcado om um escaler do arsenal
da marinha do estado.
E com estas observaeoes linha em vista fazer
sentir ao Sr. conde de Thomar, nao s que as au-
toridades do imperio haviam sido diligentes em
averiguar o estado da barca Novo Lima, termi-
nando em curlissimo prazo o processo que, em
virlude do competente regulamenlo, levo de sof-
frer o capito da mrsma barca, como que desne-
cessario ora sssegurar a S. Exc, na presenca de
laes precedentes, que idntico procedimcnlo le-
. riam as autoridades do Brasil, quer para cora as
! tres eiub ireaces que, segundo consiava ao Sr.
.conde, eram esperadas prximamente nesle por-
' lo. i|uer para com todas as que chegasaera ao
j Brasil ; poisque, como ja ficava dilo, o governo
! imperial, sobre ser em todos os casos o primeiro
j inleressado no eum primen lo das leis do paiz, re-
iconliecia que, na hypothese de que se Iratava,
a del execuQio dessas leis contribuira eOlcaz-
' ment' para salisfazor a urna das mais palpitantes
necesidades do imperio, a coloiiisaeo, princi-
pa I monte da que se deslina lavonia.'
Com a franqueza com que manif'Stei ao minia-
I Iro de S. M. fidelissima estes senlimentos do go-
| verno imperial, passando a oceupar-me da se-
j gunda pane da nota de S. Exc.. julgneidever de-
i clarar-lhe que nao achava fundamento sullicieu-
j le pura ser laxada de commercio de eseravos
' brancos a introdcelo de emigrantes no imperio,
I anda : i:i i i deixem elles clandestinamente o
; seu paiz.
No intuito de demonstrar esta minha propnsi-
lc5o, ponderel ao ministro de S. M. Gdelissima
: que o Europeo que demanda as plagas do Brasil,
I com a iniencode aqu lixar-se, pralicava incon-
testavelmonto um aclo espjnlaneo, prov.ldo Dies-
mo pelos esforcos que elle fazi para Iludir as
j leis do seu paiz, a Ilion tan lo as dilli cuida les 'jue
. so lhe oppoe saluda, e das quaes resu^m os
embarques clandestinos ~
l'onderei mais que, cliegados ao Brasil, sao so-
i nitores de lomara profisso que melhor Ibes con-
irm, soba proteccau e garanta das leis do paiz ;
sen lo quo, smenle no caso detio lerem meios
i de pagara passagem, se coutratim com particu-
lares, os quaes, medanlo o salario ajustado, e
por prazo quasi nunca superior a um auno, ossu-
metn essa responsabilidade para com o captio
que transporta os emigrantes.
Esles fictos, de uma verdade reconhecida, por
sem duiila excluem toda a bomogeneidade, que
a na c-vuleiicia lem procurado eslabelecer enii
.. puiiauao Ue tiomeus ivro, ijue, desgoslosos
i da condiio cm que vivera no seu paiz natal, de
niolo proprio o abandonan), para vircm domici-
liar-se no Brasil, onde encontrara uma nova pa-
tria, o o trafego daquelles que brbaramente ar-
; raneados das costas d'Africa sao trazidosao mer-
cado para serem vendidos como eseravos.
Destruida por esle modo lo injusti insinua-
ro, quo o ministro de S. M fidelissima alludio,
sem duvida para fazer apenas sentir o pezar quo
a b. Exc. causa o proced ment dos que emigrara
se-m observar as disposices das leis que regu-
lara a materia, tratei de manifestar ao mesmo Sr.
ministro as inlencftes do governo imperial sobre
a colonisacao.
Fizando a_ attencao do Sr. conde de Thomar so-
bre a situae.il>.econmica cm que se acha o im-
perio relativamente produeco agrcola, fonlo
principal de sua riqueza, disseque o Brasil care-
ca de bracos para o desenrolvimenlo de sua la-
vouro, o que para obl-los lem oll'erecido vanti-
gens e favores aos individuos de todos o; paes
que nelle vierem eslabelecer seu domicilio.
Une essas facilidades para atlrahir ao solo bra-
, sileiro populaco oriunda de outras regios nao
redundavam somonte em beneficio do imperio,
mas que erara tambem de evidente vautagera pa-
ra os propnos emigrantes, que carccedorca de
r/a, e pouco salisf-itos da eondicao social em
que vivera, senlem a perspectiva feliz quepan
j elles e_para o fuiuro do seus lilhos se abre na
vastido e ubordade do territorio brasiloiro.
Accrescentei que semelhanle attractivo suba
do potito para os filhos de Portugal e suas pos-
sessoes, porquanto a communidado de origem
reltgto, Jjogna, hbitos e costumes, sao causa
que, unidas aos innmeros exemplos de filhos
d-sse paiz. que. Irazondo ao Brasil por cabvdal
somonte os seus bracos e aplido, om pouco lem-
po accumulam ri]uezas avultadae, despertara no
espirito dossa populaco conGanca tal que, ape-
zor das diili uldades que se lhe oppoe, sao anda
citesosque om maior escala affluem ao Brasil
onde encontrara logo em prego lucrativo.
Fui franco manifestando ao Sr conde de Tho-
mar a grande satisfacao com que o goveroo im-
perial lera visto essa tendencia de emigracao eu-
ropea, satisfacao que corroborada pela cronca
em que esla de que ser esse o meio mais fcil e
natural de operar gradual, mas sempre progres-
ivamente, asubstituico dotrabalbo forcadope-
lo trabalho livre ; sendo que por osla forma !)-
sapparocerao os argumentos que do enfraqueci-
ment,, ua Il0ssa Inuus|ra ngrco,a ((rij(lri,1ni ,rar
os traficantes para apregoar a necessidado do ros-
labelociraenlo desse abo/ninavel commercio.
Observe, porcm ao Sr. conde de Thomar que,
desojoso de favorecer a emigracao, e promoven-
comludo nao se esque-
ja de que tanto nos principios de humanidade
)inoi no mtoresso da propria emigracao, cum-
do-a, o governo imperial
cera d
co
pria-lne lomar providencias para proveraocom-
modo trensporle dos emigrantes.
Nessas vistas concedendo favores s empresas
que se encarregam de agenciar a emigracao de
acolher o cmigranle, e de prorurar-lhe omprogo
nao se olvidou de csialuir rogras em que, no in-
terosse e commudo dos emigrantes, fossem at-
tendidas todas as cundieses de salubndide e al
de decencia, publicando para emr-lhaute' lira o
regulamenlo do 1 de ma.o de IScS, cuja oxe-
curao conflou a pessoas muilo conspicuas e de
reconhecido zelo.
COMMISSO MIXTA BRASILEIRA F. INGLEZA.
No relatorio do anno prximo passado o meu
i lustre antecessor vos deu conhecimento do
tlioorda convenci celebrada em 2 de junho de
I8o8 entre o Brasil e a (ira-Bretanha, para se-
ren revistas e julgadas definitivamente por urna
commisso mixta as reclamacoes pendentes en-
tre os dous paizos, ou que qualqaer das altas
partes coutralantes considere como ainda nao
decididas.
Installada a commisso em 10 de marco do
anno prximo passado, eslando ella compien-
I tmente organisada, e depois de determinada a
i orden em que deveria proceder aoexameede-
ciso das reclamacoes seu cargo, liveram os
dous commissarios de resolver algumasduvidas,
e de eslabelecer cerlos principios que lhes de-
vio servir de norma no desempenho de suas
funecoes.
Assentram pois em que nao seriam subraet-
lidas ao juizo arbitral da commisso, seno aquel-
las reclamacoes que elles recebessem directa-
mente do seus respectivos governos, e tivessem
sido feitas e ^presentadas por um ao outro des-
de a declararlo da independencia do Brasil.
Ocommissario britaunico achava-se na per-
suacao de quo as reclamacoes brasileiras contra
as sentencas proferidas pelas extinctas commis-
soes mixtas nao podiam ser acceitas pela com-
misso, fundaudo-so para isso no artigo 8o do
tratado de 28 de julho de 1817, que cansiderou
aquellas scutencas como definitivas, estipulando
expressamentc quo dellas nao havia appella-
c.o.
Esle assumpto foi largamente discutido etitte
os dous governos, sera que pudessem chegar
um accordo, sendo a final obrigado o de S. M.
o Imperador do Brasil a fazer cm 30 de novem-
bro de 1833 um protesto, que resalvou o direilo
de em lodo o lempo haver do de S. M. Britan-
uina as respectivas indemnisages.
Competentemente instruido o eommissaro bra-
silero destes ptecedenles, leve de contrariar a
opiniao de seu collega, bascando-sc nas csli-
pulaeoes claras c expressas da convengo, e nas
razoes de alta poltica quedclermiuaram os dous
governos celebra-la.
Concluio dahi que, sendo competente a com-
misso pela letra c espirito da niesma conven-
cao, para lomar conhecimento nao s das recla-
macoes que, na opino accorde dos dous gover-
nos, anda nao estivessem decididas, como das
que, na opiniao nica do governo reclamante,
fossem consideradas como anda nao decididas,
razoes muito especiaes niilitavam para seren
reconsideradas essas que so pretendan excluir
do juico da commisso.
Depois do larga dscusso sobre esse impor-
tante ponto, que affeclava graves interesses bra-
sileros, convidan) os dous commissarios cm re-
ver aquellas sentencas c proferir sobro ellas o seu
voto.
Coiivioram mais cm que, na aprrciaco das
respectivas reclamacoes, teriam presentes as re-
gras estipuladas no tratado de 22 de Janeiro de
181o, e convenedos de 28 do julho de 1817 e 23
de novembro de 1826, quando os preceitos da
nova coiivencao nao estivessem em mauifesta
npposico com aquellas cslipulaeoes.
leudo de recorrer-se no cas de divergencia
de opiniao os commissarios ao arbitrio ou loi-
vado, creado pela convenco como juiz descra-
patador, entenderam os mesmos commissarios
que leria ello de intervir, dada aquella diver-
gencia, nicamente na materia propria e n-
Iriuseca das reclamacoes, e sobre as razoes do
demora quo se allegassem para justificar a apre-
senlacao das musmas reclamacoes alm do pro-
zo marcado do art 3."
Todas aquellas duvida? que iniportassem uma
tnt-jiprelioi) das disposices da convenco, te-
riam de sor resolvdas entre as duas altas partos
contraanles.
Eslabelecidos esles preliminares, cm julho do
anno prximo fin lo principiaram os commissa-
I rios a julgar as reclamacoes, segundo os dicta-
mes de sua razo, e cm conformidade com a
j isltca o equida le.
I Proferid,i a primeira sonten^a, que versou so-
bre a reclamoco de diversos neg antes ingle-
Izes residentes em Montevideo, quando fazia a
Cisplatina paite integrante do imperio, susci-
Itaram-se duas questoes : uma sobre a intclli-
Igencia do arl< i" da confederacao, quanlo aos
i juros devidos nss rocl.unacOos que fossem resol-
I vidas favoravelmente ; o ouira acerca do va-
lor da moeda em que deveriam ser calculadas
ai ni lemmsaroos concedidas.
Foi opnio do coinuiissario brilannlco, quan-
lo primeira questao, que deviam sor os juros
contados e incluidos nas sonimas arbitradas cuino
iu deninisaoao.
Nao sendo a esto respeito expresso o citado
art. Io da convengo, o eommissaro brasiloiro
opittou que fosse elle entendido era sentido res-
I trido.
Os commissarios nao eram competentes para
i decidir esla duvida, c nao caba no presento caso
; o recurso jo arbitrio ou louvado.
A controversia levo, portan (o, de ser submel-
, tula aos respectivos govornos ; e concordando
osles na concesso dos juros, com o que se at-
tendia nao so equidade com que dovia proce-
der a commisso em seus jalgamentos, sopn lo
o espirito da convenco, como aos usos de com-
mercio e platica era taes assumplos adoptada,
sob proposta do eommissaro brasiloiro, acecha
pelo de S. M. Britaniiica, foram es abelecilas
a seguimes regras .
Q te seriara conla los juros por todas as quan-
I lias que os commissarios recoiihccessem como
decidas pelos seos respectivos governos, prove-
nientes de reclamacoes fundadas no inobservan-
cia de quaesquer leis internas, ou de conven -
I cues Inlernacionaes, da qual inobservancia re-
sulten) sor laes reclamacoes admiltidas ejulga-
i das procedentes polos commissarios.
j Por lodas as quanlias do mesmo modo reco-
I nhecidas pelos ditos commissarios, o provenien-
I les de reclamacoes occasionadas pela detengao
de quaesquer quanlias. mercadorias ou bens per
tencentcs aos dous governos, ou aos seus respec-
tivos subditos ; bem como pelo uso f-'to ou ser-
vico havido de laos quanlias, mercadorias, ou
bens como polos mencinalos governos.
Ficou de larado que nesses casos o juro sera
o legal entao no Imperio, isto c\ de 5 ao anno
at o dia 23 de outubro de 1S32 exclusive ; o
dahi por diante o de 6 %, establecido pela no-
va le daquella data.
Declarou-se mais que sera contado desde a
data em que hoo/esse lido lugar o acto origi-
nario da reclamaeo, julgada procedente pelos
commissarios, at aquella om que fosse por el-
les proferida a respectiva sontenga.
Quanlo aos juros inherentes a transaccoes pe-
culiares c relativas a cada uma das mencionadas
reclamacoes, c que devam polos usos e estvlos
commerciaes, geralmcnlc acceitos, ser admit] los
nas liquidacoes que de laes reclamacoes fues-
sem os referidos commissarios, seriam os que
por laos usos c estylos lossem reconheeidos, ou
que por expresas convenco estivessem regular-
mente estipulados.
Quanlo questao do valor da moeda em que
se deveriam calcular as indemnisages, preten-
deu o eommissaro que fosse elle regulado pelo
cambio entre o Brasil e a nraca de Londres na
poca cm quo haviam tido lugar os fulos, que
serviao de fundamentos s recia macos.
Nao pode concordar o eommissaro brasiloiro
com esta opino por considera-la contraria aos
usos o rogras reguralmenle admltlidos lano no
Imperio, como em oulros pai/.es ; enlendendo
que, em falla de eslipulaco expressa, devora
taes inderansacoes ser solvidas no valor ropre-
sentativo em que as transaccoes se eflVtuam, sem
attencao s mudancas que a aeco externa sobre
a nuctiuco do cambio possa imprimir no seu
meio circuanlo.
E-te ponto ficou reservado, por sua naturoza,
para ser decidido opportunameulc entre os dous
governos.
A legaco de S. M. Brilannica, nianisfeslando
o desojo de uro accordo sobre o modo do paga-
. monto das somraas que forera voladas pela com-
! niisso por conla de qualqoer reclamaeo, oll'e-
receu & consideraco do governo mpe'rial a se-
Iguinte proposti, invocando o precedente idnti-
co com os Estados-Unidos, adoptado por S. M.
Brilannica :
Cada paiz satisfar as reclamacoes de seus
proprios subditos, paga a diirerernja'pelo gover-
jio contra o qual se verifique, trocando-se for-
maos quitaces, entro ambos, das quanlias ar-
bitradas aos respectivos subditos. >
O governo imperial, reconhecendo a conveni-
encia de assim executar-se praticamente o arl.
4." da convenco de 2 de julho, o tendo j'recor-
rido ao mesmo expediente para o ajuste final de
reclamacoes com oulros govettios, respondeu -
quella legao.io, declarando que annuia ao accor-
do nos termos propostos.
Estando quasi a lindar um anno depois da pri-
meira reunio dos commissarios, e quando ellos
se dispunha-n a empregar todos os seus esfor-
cos para concluir, se fosse possivel, os juramen-
tos das reclamacoes que al enlao lhes tinham
sido presentes, dentro do curio prazo que lhes
reslava para trminarem suas funecoes, em 28
de fevereiro do corrente anno apresefitou o com-
misrario brilannlco, em sesso, o despacho que
recebera de seu ministro nesta corte, datado de
21 do mesmo mez de fevereiro, concebido nos
seguinte termos:
Coramumcou-me lord John Russell que ha-
va consultado os conselheiros da cora sobre o
procedimenlo que convinha ler a respeito das re-
clamacoes provenientes da captura, ou detenco
de navios brasileiros empregados no IraDco de
eseravos pelos cruzadores britanuicoa) manifes-
tando por esle motivo que nao tratasseis de se-
minantes reclamaoes at receberdes ulteriores
ustruccoes.
Accrescentava aquelle ministro :
N5o obstante e especialidade dos tres casos
de que dstes conhecimento a lord John Rus-
sel, com o vosso officio de 4 de dezembro, e que
foram agora dedicados pelos arbitros (isto de
lerem sido os eseravos relaxados pelo captor sem
julgamento algum), comludo, como do mesmo
olllcio vejo que houve larga discusso com o go-
verno de S. II. que sempre recusuu admillir as
reclamacoes de taes indemnisages. julgo que
lereis procedido melhor so nao livesseis tratado
dessas questoes sem haverdes antes consultados
o mesmo governo, e quizera quo Uzeaseis todo
o possivel aara que fkasseni adiados lodos esles
casos al conhecermos a opiniao do governo de
S. M. relativamente conveniencia de admitti-
>os.
Assim que, declarou-sc o eommissaro bntan-
nico inhibido de oceupar-se de qualqucr das re-
clamacoes que alludialord John Russe em seu
despacho.
Sorprendido por esta deelaraco, observou o
eommissaro brasileiro que ora inevilavol a sus-
penso dos trabalhos da commisso, visto como
por parle do Brasii nao haviam reclamacoes que
nao dissessem respeito a aprezamenlos e detencoes
de navios por suspeila de se proporem ao trafi-
co de eseravos, ticando por conseguinte a com-
misso limitida a conhecer das reclamacoes bri-
lannicas. E declarando o seu collega que reco-
nhecia a necessidade dessa suspenso, desde lo-
go sobr'esteve-se na marcha de lodos os neg-
COS pendentes da commisso.
Submeltida osla imprevista oceurrencia con-
sderagao do governo imperial, deu elle em 7 de
raarc,o pleno assenlimenlo resoluco que havia
lomado o seu eommissaro, at que'se conheces- i
sem que as inslrucces, houvessem de sor exped-
das ao eommissaro britaunico, afim de que se re- ,
solrsse posteriormente seuielhanlc dilliculdade,:
de conformidade com os principios eslabelecidos'
pela conrencao do(S de junho de I88.
Nao obslanli) o occorrido, recebou o eommis-
saro brasileiro em 25 de marco um convite da
parte do de S. M. Brilannica, ern virlude de or-
dem do seu ministro, para continuaren] nos tra-
balhos da Commisso.
0 govcino imperial apressou-sc om aulorissr o
proseguiatento daquelles trabalhos, uma vez que
tivessem cessado os motivos que serviram de
fundamento sua interrupeo.
Subsislndo porm a causa que a delerminou
[a inesina ordcm para se abster o eommissaro,
liiilannico de lomar conhecimento das reclama-
coes brasileiras}, causa que declarou o mesnio
Commissariu nao lhe ser possivel remover, de
accordo cora elle foram do novo suspensas as
funecoes da commisso.
0 prazo lixado pelo arl. 3 da convenco para'
o recebimento pela commisso mixta das recla-
macoes, que Uiihaiii de ser offeclas ao seu julga-
menlo, de doze mezes, contados do da de sua
primeira reunio ; isto e, nao se poda esteoder
alera de lo de margo do correte anno.
Na > obstante a suspenso dos trabalhos, anlcs
de lindo aquelle periodo, por accordo com a le-
ga, ao d S. M. Britinnica, ficou assentado que
nao poderla a commisso tomar coiihocimonto
do nenhuma reclamar o que lhe fosse apresenla-
da, depois de reinstallados os respectivos traba-
lhos, posteriormente aquella dala, salvo as que
estivessem comprehendidas na excepro do j
citado ait. 3."
Cont e oito reclamacoes brasileiras, e ciu-
coenla c uma britaunicas, foram subtnellidis
commisso pilos respectivos governos.
eslas reclamacoes leem sido julgadas nove,.
cinco britanui as e quatro brasileiras,
A algumos dellas teem ao seannexar os juros,
conforme as regias proscriptas e adoptadas pelos
respectivos commissarios.
respeilj de ouiras derara-se despachos in-
terlocutorios, ou, estando j sujeilas julgaraen
to e com os pareceres dos commissarios, nao cho-
garara a ser decididas.
Divergindo os commissarios na apreciaco de
tres reclamacoes brasileiras, foram estas julga-
das medanle a seiiicnca do arbitrio sorteado
para cada uma dellas.
Deu-se esle recurso no julgamento definitivo
do brigue Cerqueira, aprezado pelo cruzeiro bri-
lannico na Cosa d'Africa, e pelo captor relaxado
sem sujet-lo ao julgamento da commisso mixta
da Sorra-Leda, para cojo porlo havia sido co .lu-
zido : c da galcia Minerva esumact f>tou/a,que
se achavam > ra idnticas condi'.es.
" dnua piimeiros navios tiveram do c dos pelo arburio britaunico e o ultimo pelo arbi-
trio brasileiro.
Era um annoxo que acompanha este relatorio i
vom a exposicao que de lodosos trabalhos da
commiss&o fez o eommissaro brasileiro, instruida
dos documentos que lhes sao relativos.
COMMISSO IlIXTA BRASILEIRA E PORTl'Gl'EZ.t,
Os trabalhos desta Commisso.foram suspens
em 15 de dezemhro de 187, era'consequoncia de
lercii) de ser resolvdas, [.>r mutuo accord i en-
tro o governo imperial e o de S. M. Fidelissima,
varias du\idas suscitadas polos respectivos com-
missarios na liquidaco d.is reclamaQdea de que
trata n arl. 3o da convenci addicionai ao tratt-
do lo 2'J de agosto de 182.
u governo de S. 11. Fidelissima delUerou que
osle assumplo, confiado direc-o do miuistto
brasileiro em Lisboa, fosse de preferencia discu-
tido nesla corlo.
S. Exc. o Sr. conde de Thomar, tendo sido
munido polo seu governo Jas precisas instruies
para entender-se a esto respeito com o governo
imperial, formulou varios qugtios sobre os pon-
tos em que lhe pareca necessaria aquella iutelli-
gencia.
E' de esperar quo por uma discusso larga,
franca e leal, como prope aquelle ministro, e
que tanto da desojar para que possam progre-
dir os cummissarios brasileiros o portuguezes no!
desempenho de seus importantes encargo;, ser-'
sol vam a final, sem mais Iropecos o delongasj
quaesquer difculdades que lem oslado sujeitu
esle assumpt i que, d'entre os que foram regula-
dos entre os dous paizos por occasiao da cuan- '
cipaefio poltica do Imperio, c o nico ainda pen-.
denle de solucSo delniliva.
Aleo proselo Ires teem sido nicamente os
pontos de divergencia entre os commissarios bra-
sileiros e porlugnezes. Sao elles seguintes :
1 Se compela commisso conhecer smen-
le das reclamacoes que, por transporte do tropas
ou fornecimentos feitos a ellas, tiresse um dos
gover.ioscontra o outro, ou se tambem lhe per-
lencia tomar conhecimento de qualqucr reclama- !
cao, que por motivo idntico podesse lor qual-
qoer particular.
Este ponto de divergencia foi ha muilo de adi-
do pelos dous governos, que de mutuo accordo
entenderam que commisso incumba timar
conhecimento, quer das reclamacoes de governo
a governo, quer das de particulares.
2." Desde quo a poca coraecava para os dous
governos o direilo de reclamar, opinando os
commissarios brasileiros que smenlo desdo o
momento em que pela independencia do imperio
ficou esle desligado da melropole, contra a opi-
no dos commissarios portuguezes que a remon-
ta vom ao anno do 1815.
3." Se I). ylvaro da Costa, que ficou romman-
danlo as tropas portuguezas em Montevideo,
quando d'alli se telrou o general bario da Lago- j
na, deva ser considerado como auloridade legi-
tima de S. M. Fidelissima, para se resolver sobre I
as reclamacoes particulares existentes na com-
misso por despezas feitas com o transporte das '
tropas sob seu commando.
Sobre esles dous uilimos assumplos quo tem
procurado enlender-se o governo imperial com !
o de *. M. Fidelissima, sendo que por falta do'
solucao teem deixado de entrar em julgamento
dehniitvo os processos queso acham submelldos
ao seu conhecimento.
Entretanto o governo imperial tomar na devi-
da consideraco quaesquer outras duvidas que
para o regular andamento dos trabalhos da com-
misso, tenlia o de S. M. Fidelissima, como care-
condo de previa inlelligencia entre os dous "o-
vernos.
Havendo vagado um dos lugares de commisa-
no, pelo fallecimento do Dr. Adriano Ernesto de
Caslilho, foi nomeado para substitu-lo o Dr :
Antonio Coelho I.ousada, conselhero da loac
doS- M. Fidelissima. e iiltiraameulo communi- '
coa o chefe da niesma legaCo ao governo impe-
rial que, para evitar a possibilidade de imped-
memos na commisso por parte dos vogaes por-
tuguezes, o governo de el-rei resolver nomear
vogal supplenle da mesma commisso ao primei-
ro addido de sua legacao nesta corle o Sr. Eduar-
do Teixeira de Sampaio.
COMMISSVO, MIXTA BRASILEIRA E IIESPAMIOI.A.
O governo imperial acha-se completamen le
habilitado para entrar com a legado de S, M.
Catholica, na discusso e ajuste das bazes em
que deve assenlar a liquidaco das reclamacoes
dos subditos brasileiros e hespauhes, para o que
j convdouo respectivo agente diplomtico nes-
la corte.
RECLAMACOES.
Passo agora expdr-vo's o que lem occorrido
em nossas relacoea inlernacionaes, pelo que ros-
peita ao essumplo de reclamacoes
Em oulros pontos deste relaioro trato separa-
damente de algumas reclamacoes especiaes de
alcance verdaderamente poltico, ou que so
prendera essencialmente a quesles comraer-
ciacs.
Nao mencionarei todas as que leem sido ob-
jecto de intervenco por parle do imperio, ou quo
teem sido dirigidas ao governo imperial por va-
rios governos eslrangeros, ou por seus agentes,
por estarem pendentes e nao poder-vos ministrar
anda informacea completas.
A soiugode um grande numero dessas recla-
macoes est commeliida a Ires commissoes mix-
tas ; abrangendo as que ltimamente foram
aflectas a um juizo arbitral, por parte do gover-
no imperial e de de S. M. Brilannica, a geiierail-
dade das que nao eslo, ou cada um dos gover-
nos julga nao estarem ainda decididas.
hei:lamacoes brasileras .
Estado Oriental.
Accordo sobre prejuizos de guerra.
No relatorio do anuo prximo passado deu-sc-
vos conhecimento do accordo celebrado om 8 de
maso do anno anterior cora o Estado Oriental,
pelo qual se inslilue urna commisso mixta, au-
torisada para julgar definitivamente, c sem ap-
pollajao, as reclamacoes dos subditos brasilei-
ros, provenientes de prejuizos sollridos durante a
guerra civil.
Esse ajuste, como consta do mencionado rola-
tono, oi subtnellido ern 30 de marco sancQo-
do poder legislativo, mas ainda nao "leve appio-
vacao.
s olas, trocadas em 25 de junho e C de ju-
lho do anno passado, entre a legacao imperial o
o governo da repblica, mostrara que esse as-
sumplo merecen a deuda attencao por ambas ni
parles. Tendo sido o accordo firmado ha dous?
annos, de esperar que nao tarde em reeeber a
approvacao legislativa, cuja falla impede a sua
execucao, e demora a inderanisacao que leem
direilo i s subditos do imperador. *
Recrulamento de subditos brasileiros para o
servtcQ milar no departamento ao Sallo c
Taquaremb.
No annexo respectivo encontrareis quatro no-
las, trucadas entre a legacao imperial e Monte-
video e o governo da repblica, acerca do recru-
lamento de subJi.os brasileiros para o servico
tuiliiar.
A legac&o imperial leve de reclamar a csse
rospeilo, por conslar-lhe, em agosto do anno
prximo passado, que aquello abuso se linha
pralicado no departamento do S.io com alguma
extenso.
A nota que o Sr. ministro de retaques exterio-
res dirigi, era 4 dejunoiio, ao Sr. Barbosa da
Silva, inspirou-me acootianga deque nao bave-
na nesse ponto necessidade de novas reclama-
joes ; mus assim nao aconleccu. Aluda no mez
passado leve a legacu imperial de reno va-las,
por occasiao de abusos pralicados no departa-
mento de raquaremb. Ani os tiiulos de naci-
nahdade, longo de serem icspeilados, expunbam
seus pilladores a vexai^es iulolcraveis. Deu-se
aprovadisso no procedimento que se leve cora
Francisco Ruuo Xavier, o qual, exhibindo o seu
iitulo no aclo de ser recrutado, fui por sso raa-
Dielado, pranchado e levado violentamente para
o acampamento du coronel Barbat.
As iuforraajoes que a respeito de laes violen-
cias d a legacao em Montevideo, combinara
as que se tem recebido da presidencia do Rio-
Grande.
I.' indispensavel que o governo oriental, a-
provciando as circumslancias favoraveis era
l'1 ao cha collocado, pouha termo semelhan-
ii.s arbitrariedades. A coulinuajo dolas nao
li ixar de crear senas difuculdades.
Ajuste para pagamento da reclamaeo de Ger-
mano d i Cotia o Irma1).'
A lega;.io imperial em Montevideo nicioupor
noli de Ib de Janeiro de I8J0, cou,o Constado
relatorio desse anno, uma reclamaeo era favor
dos subditos brasileiros Germano da Costa A- Ir-
mo por crditos anillados que possuiam contra
o estado.
O governo oriental linha sido aulorisado por
ledo I de julho de 1855 a estipular com os a-
onioo dipiumaiKua eslrangeros ajustes rela-
tivos as reclamacoes dos seusnacionaes.
Nessa aulorisaco, e no fado de j se le-
rem celebrado em virlude delta alguns ajus-
tes cora os agentes da Franca o da Inglaterra
tundou-se a legacao ao apresentar esta red.-
maca .
Depois de varios incidentes coorencionou-sc o
seu pagamento por meio de um ajuste, que para
esse um lirmaram em 27 de fevereiro do corrente
auno o eucarregado de negocios merino du im-
perio e o ministro de relajos exteriores d i re-
pblica, como consta das documentos a-
lelos.
''' fes .'e/ios brasileiros.
Cotinuan os assassiuatos de subditos brasi-
leiros no Estado Orieutal.
Em additaniento uo que vos tem sidocommu-
nicaJo a respeito do de Eduardo Taylor, cun-
pre-me participar vos que, tendo um dos assas-
sinos desse desgranado joven coraraettido outra
morte no departamento de Paysaod, deu a le-
gacao imperial coubeciu enlo desse tacto ao o-
verno da repblica, nao porque a victima desse
novo crime fosse brasileira, mas com o m
de lacilitar-se a apprebedso di criminoso
emciija puuicao osla o governo imperial inte-
icssado.
A [uclla iuf rmacao consta da nula dirigida om
b de junho do anno prximo passado ao minis-
terio de relaedes exteriores.
Os assassinos commodidos depois da apresen-
lacodo ultimo relatorio, e que chegaraai ao co-
nhecimento dL legacao imperial, sobom ao n-
moro de novo, e sao os seguimos : do Fortunato
da Silva, Antonio Dotuingues, Jos Luiz do Sou-
za, de mais duus cujos nomos se ignorara, e de
Joao Alvos di Fonloura llijuinho, no departa-
mento do Taquaremb ; de Manuel Andr, no
departamento do Sal> de Jos Oilaudo no
departamento do Seno Largo e de Joaquim
de Uoraes Cunba, no d.'j-riamei.lj de Su-
riano.
Fortunato da Silva ioi assassinado em abril no
lugar denominadoArroio Malo .
A legao.io imperial denunciou esse crime por
no'.a do 2:1 de maio, e o governo oriental respon-
den no da seguinte, assegurando que se liuham
expedido asordos precisas
Amonio omingues e Jos Luiz de Souzafo-
ram assassinados era a noile do > para 23 do
junho no lugar chamadoTranquera. Cons-
uma principio que dous companheiros seus, fa-
vorecidos pola escuridao, tinham conseguido es-
capar mesma sorte, suido porm um delles fo-
ndo; mas depois verilicou-so que eram quatro
os assassinados, e isso fez crer que aquellos dous
complelavam o numero.
0 ministro residente de Sua Magostado, e o
secretario da legacao, que a rege cm sua ausen-
cia, dirigiram-se a esse respeito ao ministro de
i chicos exteriores por notas de 22 de julho o -i
de seterabro, e desta consta que se allribu
delicio a individuos perteoccnles
departamento.
polica do
Aquello ministro respondeu primeiro que ex-
pedira as ordens que o caso exiga, e- depois
coromuoicou que, segundo inronnaco do res-
pectivo chefe poltico, linha sido o individuo M-
ximo Roldan preso e posto disposico do iuiz
ordinario, romo aecusado de eulpabilidade no
mencionado atlontado.
Por motivo doassassinalo desses quatro Rra-
sileiros julguoi conveniente dirigir ao ministro
oriental a ola do 6 de outubro, que acharis
annoxa a esle relatorio com a resposta de S
Exc.
Nessa resposti pretenden o Sr. Lamas eslabe-
lecer parllelo entre a provincia do P.io Grande
do Sul o o Estado Oriental, quanlo inipunidade
de deltios.
Sem recorrer a oulros fados, que provara em
favor da boa fe e zelo das autoridades brasil ai as
bastar referir o seguate, quo a proposito da-
quella ola rae citado pela legacao imperial
em Montevideo.
Em officio de 15 de outubro communicon-lhe
o presidente do Kio Grande] que achando-se pre-
sos na villa de Santa Anna do Livraraento os
A
V ..


DIARIO DE PERRAHBCO. SEXTA fElflA li DE OUTUBRO DE 1860.
Orienlaes Felippe Sanliago, Joao de Olivejra e
Manoel de Oliveira, por suspeita de terom asgas-
sraado o subdito brasileiro Sererino Antonio em
20 de agosto no lugar denominado Tres Cruces,
no Estado Oriental, dera o brigadeiro David Ca-
navarro conhecimento desse faelo ao comraissa-
rio da oiUva teccao do Quaraini, e este Ihe res-
pondera pedindo que fossera esses tres individuos
conservados em seguranza, porque haviam indi-
cios de torom perpetrado aquelle delicio.
Nao se lendo dado andamento a esse assump-
lo por parte da repblica, solicilou o presidente
aiolervcncao da legacao imperial aftin de que se
desse deslino aos presos, preenchendo-se para
isso as formalidades exigidas pelo tratado vi-
gente.
A legacao de S. M. levo'do entender-se a esse
respeito com o governo do paiz..
EiS-ahi ura fado que mostra por um lado a
diligencia das autoridades nraseiras, e por outro
o olvido das orientaos, e trata-se do assassinio
de um brasileiro commetiido por orientaos em
territorio oriental.
A morte vilenla de Manoel Aodr foi acom-
panhada de cireumstaneias mui notiveis.
Devendo elle depr no processo que se instau-
rara na villa do Salto, departamento do mesmo
nomo, por occasiao do assassinio do Manoel An-
tonio ila Silva, de que se vos deu conta no rela-
tono do anno prximo passado, e sendo para es-
se fim conduzido porum commissario da polica
e alguna soldados, perdeu a vida em caminho.
Pretendern! os conductores que, ferindo-se o
preso a si mesmo casualmente, morrra logo ;
ID as a maneira como narrara esse acontecimento,
longe de satisfazer, di lugar a suspeitas, e estas
se augmentara quando se lera era vista que Ma-
noel Antonio da Silva, era cujo processo devia
esse individuo depr, tinha assassinado por um
cabo e dous soldados de polica.
A recliroaro, que a legacao imperial aprsen-
lo a esse respeito, consla da sua nota do 8 de
junho.
Em 5 de novembro denunciou o encarregado
de negocios interino do imperio ao ministerio de
relar.6es exteriores o assassinato do Jos Orina-
do, commetiido por agentes da polica do Serr-
Largo, na oresio em que o conduziam preso
do Olimnr para a capital daquelle departamento.
O Sr. ministril de relaces,, exteriores respon-
den no da 21 ass"gurando que tinha expedido
as ordens solicitadas.
O Sr. Dr. Barbosa da Silva, denunciando esse
novo delicio, chamou a allencao de S. Exc. para
a mspost a quo sobre elle deu'o chefe poltico ao
vice-eonsol do imperio.
Itesulla .lessa resposta que o pardo Jos fra
preso por ler insuliado e commetiido com ar-
mas a um individuo, e que (ora morto era cami-
nho simplesmente porque leolra fugir.
Pot um delicio, que nao era, nem poda ser
punido com pena capital c que anda nao esla-
va provado, foi morto um subdito brasileiro, c
mono pela polica, procurando-se dar a este pro-
cedimentj nm cirecler de legalidade.
Este futo dispensa todo commentario. Obser-
vami nicamente que sao fm quentes 03 casos de
morte dada pela polica a subditos do imperio
por motivos semelhantes ao que acabo de re-
ferir.
Era marco do corrente, acerca da villa de Mer-
cedes, departamento de Suriano, foi assasinado
Joaqum de Moraes Cunha.
Segundo informaro do respectivo rice-con-
sul, haviam sido apprehcndidos tres iudividuos
por suspeita do complicidade nesse delicio.
A legacao imperial denunciou-o por nota de
17 de abril, e a 19 respondeu-lhc o ministro de
(3)
po que
1808.
Essa propriedade, nao inlerrompida nem con-
testada ha mais do mel seculo, acaba de ser re-
clamada pelo coronel argentino D. Mariano Maza
como proouralor dos herdeiros de Felippe Con-
tuci. r
Para fazer effccliva essa reclamacao interveio
UITen,tl|i|dMi>rAmir c r i -a o Sendo esla medida por si s insufficienle para
i !?;,.L compcllir SeroCm Jos dos Sanios al Ungir o 0m que se linha era lista, o cnsul ge-
a assignar un termo reconhesendo osdireitos al- ral do Brasil reclamou outras mais efficazes cu-
egaoos pelos reclamantes ; mas apezar das vio- ja adopcao flcou o governo do Buenos-Ayrs de
i encas a que para isso recorreu, nao conseguio o propor s cmaras legislativas, se a experiencia
sen objecto. i demonsfasse a sua necessidade.
(em perlenctdo sua familia desde co dos navios, que locarara em Buenos-Ayres, I tara a fortuna publica e particular do imperio.
obrigarara as legacoes o consulados estrangeiros
a reclamar a sua revogaeo, o quo tere lugar em
1837 ; determinando enlo aquede governo quo
se nao dsse asylo em aeu territorio a desertores
de navios de guerra, e que todos aquelles que
nelle se refugiassem fossera obrigados a abando-
na-lo immediamenle.
Recinhecida a nefficacia desse violento abuso
da autoiidade, recorreu-se a urna violencia anda
maior. Sanios, foi espoliado da sua propriedade,
sendo arrasados os edificios que existiam nos
campes, o estes vendidos a pessoas que lhe eram
adversas.
O Sr. Dr. Barbosa, encarregado de negocios
interino do imperio, depois de ler levado esses
fados ao conheciraenlo do Sr. ministro de rela-
jos exteriores em conferencia, o de ler chama-
do para elles a sua altenco, per mcio de urna
ola verbal, quejuntou os documentos aue ins-
truiam a reclamado, julgou do seu dever dirigir
a S. Exc. a ola de 25 do mez prximo passado,
reclamando a prompta e efficaz intervenco do
governo da repblica, adra de que se resillas a
Santos, a propriedade que lhe foi extorquida e
naes competentes.
To fundada essa reclamacao, que 0 governo
imperial nao hesita em crer que o da repblica a
ella attender, como dejuslica, fazendo rospei-
tar os direilos de um subdito brasileiro, e punir
com todo rigor da lei os autores das aibiiraiie-
dades comme'.tidas.
tentados conunetlidos no territorio brasileiro
por unta partida oriental.
O presidente da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul parcipou ao governo imperial,
por ofllciM de 18 e 21 do mez prximo passado,
quo no da lude marco, urna partida oriental de
nove homens, eommandada pelo alteres Joao
Senna, Iranspondo a liana divisoria, exerceu ac-
losdo violencia na propriedade dos subditos bra-
sileros Joao llennques e Anacleto Jos Soares,
levando o seu arrojo ao ponto de insultar a guar-
da da fronteira, que enlao apenas se compunha
de tres pracas, commandada pelo sargento Floris-
bello da Silva. -
O COtmnandarlte da fronteira do Quarairo, di-
rigindo-se em oflicio ao chefe poltico do depar-
tamento de Taquaremb, reclamou o castigo dos
delinquenles.
U governo imperial, desojando prevenir e re-
mover -is serias complicacesque podem resultar
de (actos dessa ordem, eirme ern fazer respeitar
a inviolabilidado do seu territorio e a prestar
a lodos os subditos do imperador devida e efficaz
proteceo, ordenou a legacao imperial em Mon-
tevideo que tizesse sentir ao governo da repbli-
ca a urgente necessidade de seren comidos, pe-
la acro de sua propria autoridade, os desmandos
de seus funecionarios.
Decreto de 25 de miembro de 1859. expedido
pelo governo oriental, para a marcaco do
gado.
O governo oriental do Uruguay adoptou, por
decreto de 25 de nuvombro do auno prximo pas-
sado, um novo sysleiua pira a marcaco do gado
vaecum o cavallar.
Posteriormente, por decreto de 31 de dezem-
bro, expedio as inslrucces que julgou conve-
nientes para regularisar ste novo systema.
U decreto de 2 do novembro tinha de coine-
Ao passo que o governo de Buenos-Ayres as-
sim proceda respeito dos desertores de navios
de guerra, providenciava effirazmenle para a ca-
ptura e entrega dos de navios mercantes.
Communicadas estas providencias quelle con-
sol, manifeslou elle a esperanca de que fossera
ellas extensivas aos desertores da mannha de
guerra eslrangeira.
Commercio de gado entre o imperio e Buenos
Ayres.
O governo de Buenos-Ayres, por occasiao da
guerra com a Confederarlo argentina, declamo,
por decreto de 10 de marco de 1858, que de en-
lao em diantc os cavallos'e muas seriam consi-
derados como artigos de guerra ; e prohibid,,
portanto, a sua exportaro por agua e por Ierra.
Os comnierciantes brasileiros Antonio Ferreira '
Amado & Irmao haviam comprado urna tropa de
muas eos cavallos necessarios para a condueco
da mesma tropa, que se desiinava provincia de
i>. Paulo ; e, pretenderlo transpor a fronteira da
quella provincia, as autoridades de S. Nicolao em-
bargar im-lhes o passo sob o pretexto das dispo-
coes do referido decreto.
_ Procuraran aquellas commorciantes a protec-
?ao do consulado brasileiro ; e. como de equida-
de se fizesso urna oxcepnao em seu favor visto
haverem emprehendido a transaccSo comraercial
antes de se haver pretendido limitar este ramo
de commercio legal, dirigio-so o referido consu-
lado ao respectivo ministro de relncdea exterio-
res, solicitando que fosse perniittida'aos ditos ne-
gocianles a exlraccao de seus animaes para o ter-
ritorio do imperio, adopiando-se no futuro o sys-
tema de guas e torna-guias
ticos.
Para que pudesse, porm, a convengao produ-
zir os deridos ellelos, necssarid era WSunda-la
de urna legislacio adcjtada a seos fnu, c olesse
intuito, ede accordo com o representante de S.
M. o Imperador do Brasil, concertou e propoz o
governo de S. M. Fidelissima as corles o pro-
jecto, que ja vos foi ammuciado pelo meu aule-
cessor, para complemento nesta parte do cdigo
penal porluguez.
Cabo aqu dar-ros coohecimento da lei que
em conformidade daquelle projecto, foi adoptada
BHmia por S.M. Fidelissima em 4 de ju-
nho do anno prximo passado.
Esla lei, Incriminando os instrumentos desti-
nados a falsiflcacao de moeda e papis de crdi-
to, considerada s neslo ponto, o absfrahindo-se
das demais providencias que conten, do maior
alcance.
O crime do moeda falsa declarado inafianra-
"el, e permitie-se a priso do reo, anda ins-
mo sem culpa formada.
Facihla-se assim a captura dos criminosos,
truslrando quaesquer ardis por ees empregados
para so subirahirem vindicta da lei, c destru-
rem os vestigios de sua culpablidade.
Acaulela-se tambera a conlradiei^ao e a relrac-
lacao das testemunhas que, por suborno ou ou-
tros quaesquer meios, pretendam em segundo
julgaineiiio temperar ou anullar o rigor de seus
pnmeiros deprtenlo?.
O jury raantido ; mas as condicccs da sua
organisacao, e as qualidades reiueri'das para a
sua composicao, ofTerecem maiores garantas de
imparcialidade o acert em seus juramentos.
tataii execucao da lei foi expedido pelo go-
verno do s. M. Fidelissima o regulamento do
de agosto.
De
chefedaPeccao da prefeitufa de polica de
Pars, o Sr. Louis Claude Flavien Roy.
r.KOI.A.M.HjOF.S BSTRANGBIRA8.
Estad oriental,
Accordo entre o governo imperiai e a leriardo mentos.
eados por esso mesmo Paraguay, que so dizia
nflfc;'onalld?de oriental, linha passado para o
la.,
de
nosso lerr..lur' e regressado logo ao da Rep-
blica, depo de ter coniUietlido roubos e feri-
para os cases iden-
e respectivo rcgula-
relaeoes etteriores assegurando que ia expedir as' Car. a vigorar em 3ll do junho de 1861, e d
ordens iiecessarias.
Por informacio do presidente da provincia de
S. Pedro do Rio-Gran le do Sul consta que Jo.io
Aires da Fonloura Riquinho, guirda nacional
destacado na fronteira do Quaraim, lendo passa-
do a'm da cochilha de Haedo para ir casa de
seo pa, fi'.ra, no rncao de Artigas, departa-
mento de Taquaremb, assassinado no dia 18 de
marco, por um sargento da polica oriental, de
nome Isriel.que serve sob as ordens do corams-
sario Carrasco.
'i brigadeiro Canararroia dirigir-sea esse res-
pe! ao chefe poltico do mencionado deparla-
raen lo, o a legacao imperial, informada pelo pre-
sidente do Rio Grande, e instruida conveniente-I
n ite pelo governo, nao deixar do fazer a enr-
gica reclamacao exigida por este novo atien-
ta to.
Arrebalamenlo Je urna por gao de gadopertencen- i
e heranca Jo subdito brasileiro Fortunato da '
Silva, assassinado em Taquaremb.
0 subdito brasileiro Fortunato da Silva, assas-
sinado no departamento de Taquaremb, deixou
alguna bens, quo constaran] em parto de gado
im e carallar, o^stavam condados ;i adrai-
nistrago do riee-consul do imperio.
1 .i, pafle desse gado foi loma la pelo com-
anle I). Romao Ortiz, que servia sol) as or-
dens do corone! I). Diojo Lamas, e foi lomada
sem |ue se dsso a menor satisfaQo '
competente e nem ao menos um recibo.
. -le acl i arbitrario molvou por parle da lega-
mperial a necessaria reclamaco, a que o
minisleri i d
jado
enlao s se poJeriu prorar a propriedade do
marcado segundo as suas det-nninaces.
Nenhuraa auioridade civil ou mili'iar, nem po-
i acial, poderia expedir guias de couro ou de gado
; ao estancieiro, que nao apresentasso ao mesmo
lempo o bilheto policial, por onde se reconheces-
InZll Zf"5ha.la Sd feUa d9 "CC0rd0 C?ra lS P^lo7ron\VV;s me-Tonad^ na'vo
Foram, em consequencia dessa solieitacao,
transmittidas s autoridades de S. Nicolao as eon-
venienles ordens, para que os negociantes de que
so trata e os que estivessem as mesmas condi-
coes, podessera exportar o seu gado para o impe-
rio, mediante urna Ganca ou garanta do consu-
lado do Brasil pela exhibicao da torna-guia, pas-
sada pelas auloridades brasileiras, da qual'cons-
lasse o destino liriiode taes animaes.
A garanta consular foi ofTerecida ; mas anda
nao foi remetlda auioridade competente a tor-
na-guia, exigida pela exportarn que se verili-
cou em falla da qual leem de "ser pagos os res-
pectivos direitos, que importara em 100 peses
lurtes.
Violencias pralicadas pelos cruzadores e outras
autoridades porluguezas contra navio* brasi-
leiros, por suspeita de se emprearan no tran-
co, entre os anuos de 1839 a 1817.
As rcclamaces do governo imperial, enm este
Ululo, pendentes de soluco do de Sua Magesla-
de Fidelissima, procedem das apprehensdes ille-
gaes, pralicadas nos mares da frica, pelos cru-
zadores da marinha de guerra de Portugal em os
nanos brasileiros Rom Successo, Despique da [n-
veja. Boa Unio, Flor de Campos; u da arres-
lacao o usurparn da escuna D. Clara, na illia
do Principe.
Dous pontos cssencaes conslilniara essasrecla-
coes.
I. A satisfaco devida ao governo de Sua Ma-
genta ie o Imperador pela ollensa fcila bandeira
brasileira.
2. A indemnisaco, a que tom dimito os sb-
itos brasileiros prejudicios pelos actos violen-
De accordo com estas providentes medidas, o
governo do S. If. Fidelissima, desejoso de salis-
lazer aos justos reclamos da legacao imperial,
onenlal do Uruguay, para serem respeitados
os certificados de nacionalidade, expedidos
competentemente, aos respectivos subditos ou
cidados.
O accordo celebrado entre o governo imperial
e a repblica oriental do Uruguay por notas,tro-
cadas nesta corle em 28 de novembro e 3 de de-
tenta) de 1857, lem dado lugar a rerlamaces
por parlo da legacao da mesma repblica sob o
fundamento de que nao sao respeitados pelas
anlondades brasileiras os certificados de nacio-
nalidade passados pelos respectivos cnsules aos
subditos de sua naro.
SF/eram ol.jerlo de diversas rerlamaces terem
o mermados para o servico da marinhi do
imperio Mnnoel Innocemio da Rosa. Pedro Cur-
bello e Dionyso Maciel em sua qualidade de ci-
dados orienlaes.
Telas averiguacrs a que se proceden conhe-
ceu se que nao poda ser allendida a reclaniaro
quanto a Manoel Innocencia de Rosa por nao 'es-
lar provada aquella nacionalidade.
Pelo que loca a Pedro Cm bello verificou-so
pela respectiva certdo de Dapsmo que era ci-
dado brasileiro, embora (ilhode pa oriental.
Picoa dependido de ulterior decisfioa resolu-
cao acerca da nacionalidade de Dionvsio Maciel.
Por ola de 17 de junho do anno prximo pas-
sado reclamou a legacao orienlal a soltura de Jos
Faustino Pasloris, que servia a bordo do vapor
- Ilecife. allegando para isso ser elle cidado da
repblica.
O ministerio da marinha expodio a ordem ne-
cessaria pera que, verificadas as rircumslaiicias
que se allegaran) fosso esse individuo desembar-
0 mesmo presdeme pai'icipou-me em oflicio
de 28 de selcmbro que .e3St_ facinoroso e seus
eompanheiros estavam na" >'"a de Ri cha, no
Estado Oriental.
F.ra pois evidentemente Jo inlemsse de ambos
os paizcs que se lomnssem as medidas necessa-
nas para a appmhensao dessa quadrilha, e, pela
nossa parte, foram ellas lomadas mui opporlu-
bSS e an'CS d recybet-se a now do Sr.
Posteriormente, e por informacoes. tanlo d
; presidencia do Bio-Gjanlc como da legacao ero
i Montevideo, chegou ao conhecimento do geverno
imperial que Paraguay havia sido encontrado
morto no Lslao Oriental.
Por ola de 5 de dezembro se transmiltio essa
noticia legacao Ja Repblica,
."Aiuse
PERNAMBUCO.
REVISTA OlARIfl.
'lb BeIIa recebwno> carias sob o fecho
de o do mez prximo passado.
Havia-so procedido all no dia 7 .i eleeao mu-
nicipal correndo todo o processo da mesma at
o fim dos respectivos Irabalhos com a maior
tranquitlidade ea melhor ordem pnssiveia
A opposico nao abandonou o campo, apre-
sentou-se c pleileou a eleico ; mas levo do ce-
der o vencimenio aos conservadores, vita da
maiorla numrica desles, comportondo-ae ella
porein dignaraenlo
apressou-seem sub-tluir os magistrados e ou-
tras autoridades que, descuidosas no curopri-
menio de seus deveres ou comprometlidas no
seu carcter publico, nao parociam as mais pro-
prias para ter a seu cargo to importantes inlo
resses.
achava.
da viagom em que s
Iiisi iiiJ.j ,i legacao orienlal, verlicou-se. que
aquella ordem nao linha sido exceulada, por se
achar Pastoris man colado com diverso nome e
ter anteriormente solicilado enga ja ment para o
c... servico da armada. O commandanl-s da estar.,
lad^po'vide^!::^.,?^,?!0^^ .*-. convenenles para
O que o va,,r regrrssa^e'Te^r'po^o JO 'iSmUtadn"**- ^Z*"0 *"* l"l,11'^ -
seguidle :
Iva.
pessoa
aquellas delermnares,
ment.
As medidas adoptadas polo governo oriental,
causando urna completa alleracio no systema at
aqu seguido, provocaram repelidas reclamacoes
de diversos pontos do estado.
Em illeiii-ao a essas reclamacoes, e por consi-
derar o assumplo d
bem-eslar dos
por decreto di
nen.Ion a ,.., !>.'""" -------_....-,.. 0.., ..-,.....,., cji-xoncarncnie o seu proco
,,!, "ecuca0 .d,). '""Clonado decrelo, no- d.ment, o mandara expedir terminantes ordens
meando urna commisso de varios cidados para aOm de quo nunca mais se repetK tactos ol
examinar a sua materia, e propor as modifica- | podessem dar lugar a desagaSavds reclamar's
entre os dous governos, cojo reciproco
Reconhccendo o governo de Sua Magestade Fi-
delissima a exaclidao dos fictos allegados, e a
procedencia dos principios deduzidos uas m-
Clamacea que lhe foram dirigidas por parle do
governo imperial, declamo por ola dc2> de ju-
nho do anno prximo pascado que :
Senlindo que os cruzadores e algumas aulo-
essas novas disposices sobre os grandes crimi-
nosos que al aqui teem zombido da lustica do
paiz.
Posteriormente foi descoberta na villa de S
Ma.linho, distncto de Vizeo, tima fabrica em
que se conlrafazia a moeda melallica nacional o
eslrangeira, o veio-so no conhecimento de que
igu.l enraesepraticava em Mezao-Frio. distnc-
to do Porto.
co
m
P
d
lo o procurador re^io.
Dm outro processo foi igualmente instaurado
na cidade do Porto, por occasiao da.apprehen-
mo feila, em II de f. vereiro do corrente auno
de urna avultad.i porco de notas falsas brasi-
leiras, leudo ja sido processado o passador o
gravador lum dos Moraes) e mais dous indivi-
duos.
uas outras diligencias se efi'ectuaram
mego e Penajnia.
de do Sul,
Desojando deixar o servico, aprsenlo., o cer-
Uflcado de sua nacionalidade, mas esto nao foi
respeitado.
Assim o communicii o Sr. Lamas ao governo
imperial era nota de 30 de agosto, reclamando
contra esse aclo.
Chamou-se para este assumplo a altenco do
| Juizes de paz da Villa-Bella.
Braz Nones de Magalhes.
Andrelino Pereira da Silv
Coucala da Cosa Lima.
Braz Ferreira de Magalhes.
Vereadores.
wr. Jos Pyauhilino Mendos Magalhes
Sebastian Jos de Magalhes.
Rento Gonralves Pereira.
Galdino Goncnlves Lima,
Joaquira Pereira da Silva Tinto
Fraucisco Manoel de Magalhes.
loaqnim de Mello Mallos.
A supplcncia 6 dos liberaos, que tiveram du-
zentos e lanos votos.
O Persinunga, ntralo hontem do sul
trouxe-nos datas de Ser '
do passado.
A provincia proseguc
ipe, quo chegaraa 29
sem alterarn era sua
Na
Apoiando-se as disposices do accordo rela-
tivo a esses certificados, "reclamou S. Exc. a
sua lie! xecocio, e que so manifeslasse ao de-
legado de polica o alto desagrado do governo
imperial.
Insisti o Sr. Lamas na sua reclamarao por
olas du 27 de dezembro c 20 de abril, manifes-
tando o pozar que lhe causara o laclo de ler o
em La- presidente da provincia autorisado, como se ser-
vio dizer, a riolacio do mencionado accordo.
co divino do setenario dos Passos, n ro-
ja do Corp,, Sanio, u.na das tabocas dos fugeles
quo subiram ao ar, cabio sobre a claraboia do
coro, cujas vidros foram quebrados, o os seus
rragroenios espalharam-se pelo mcio do poro ana
achava-se no templo.
Caosou-isto algum su=to, mas eiTocltvamesto
nenhum mal produzo aos assislentes.
Depois d'amanhaa lio .lisa 0 prazo de cinco
das, marcado para a retirada de lo-ia
madeira existente pelas raas
dado.
e qualqner
caes desla ci-
supnriores a discussao
sobre as duridas que se suscitassem.
recebidai Por isso, deixanio de admittir a nacionalida-
Aquelles a que.m ellas perteacerem, e que nao
retirarcni-nas nesse lempo, serio multad
quando forem redara ir a entrega d
maleiras, quesero apprehendidas.
Por documentos que ora .-.us foram exhibi-
do?, reeonhecemos que os predios
os
.'as mesmas
ipto de importancia para a ordem e ndades porluguezas se liressem havido em'rela-
' mo n"P| ,'S- ,no?mo s"rno ?m '* "Pprehendidos de urna maneira
- 1U do abul do corrente anno, sus- illegal, reprovava categricamente o s"u proce-
coes que julgasse convenientes.
O governo imperial apreciou devidaraenle a
resolurao por ultimo lomada pelo governo da re-
pblica, a qual sem duvida far desspparecer a
excilaco que haviam produzido aquellas medidas
no espirito dos bra,ileiros esiabelecidos no terri-
torio da mesma repblica.
Buenos-Ayres.
Indemnisaco a subditos brasileiros por prejutzs
ssjfridos durante ai diversas crise e comino-
roes intestinas por qve lem passado a provin-
cia de Buenos-Ayres.
Em virtude de um accordo entre o. ministro de
S. M. Brilaonica na Confederacau Argentina
sol
liaran, e obliveram
relaces exteilores responden, as-
segurando haver pedido,as informacoes precisas governo de Buenos-Ayres, nomear. m-se
para resolver o que foss conveniente.
Itoitbo Je dous filaos de um sudito brasileiro,
ambos de menor idade.
Por nota de 7 de marro do corrente anno de-
nunciou a legagu imperial ao governo da rep-
blica um felo injustificavel, mas que parece nao
ser o primeiro do son genero.
S 'gundo a informago do vicn-consul, residen-
te no departamento de Taquaremb, um comis-
sario de polica desse departamento tirara for-
ra de casa do subdito brasileiro N. Brrelo una
filha e um filho seus, de seis e cineo anuos de
ida le.
0 Sr. Barb isa reclamou nao s a resliluicSo
desses menores como tambera o castigo dos de-
lenles, o o Sr. ministro de relaces exterio-
res responden em 10 de mamo que nesse sentido
linha expedido as suas ordens ao respectivo che-
fo poltico.
Posteriormente, em 19 do mez prximo passa-
do, declaro., S. Exc, uno consta da inda.dessa
dala, que aquelle Cheto assegurava ser inexacto
o nlo denunciado, e promellia provar essa as-
scrcao por meio do summario que eslava con-
cluindo.
Assallo dado casa de Januaria Antonio de
A r atijo ; torturas e extorso soffridas por seus
filhoi /anuario e Trislo.
e o
por par-
empenho
deve consistir em manler a boa harmona o es-
trenar cala vez mais as relaces de arniza le que
tao felizmente subsistem entre duas coras lo
eslreilamente ligadas por vnculos de ssirgue.
A legacao imperial raanif.-sloii, por ola de 28
do mesmo mez o anno, a sua intima salsraco
por ver assim Hendidas as justas o mui decoro-
sas exigencias do govctno imperial.
Pelo que toca quesio de indemnidades recla-
madas era favor dos interessados nos navios ile-
gtimamente capturados pela marinha de .ierra
portuguesa, limitoo-so o governo de Sua Mages-
lade Fidelissima, aos nicos casos da escuna /;.
tiara e sumaca Flor de Campos, e nesses mes-
mos casos a indemnisaco concedida nao pode
le de ambos os governos commissarios para tratar
do examo e liquidagSo das reclamacoes penden- salisfazor.
tes dos subditos britannicos, por prejuizos causa- Llevando-so a reclamarao em favor da escuna
dos as diversas cuses e commoces intestinas Clara a 30:142750, moeda portu-ueze foi a
por que lem passado aquello paiz. indemnisaco reduzida a LOOO^OOO por s com-
Os cnsules de Franca, dos Estados-Unidos da prehender o valor do navio sem se contaros lu-
Ameiica e da bardenha, a exemplo do que se ha- cros cessanles e damnosemertrenle va praiicado em relaefio aos subditos britannicos 'es do laclo arbitrario
l.in C de setembro do anno prximo passado
foi invadida por una partida de iloze homens ar-
m i los a casa do subdito brasileiro Januario An-
tonio de Araujo, sita em sua estancia nailha
d is Arguellos,departamento de Paysand. Ah
foram estaqueaJosseus fllhoa .'anuari > Justiuiar.o
do Araujo e Trislo Jusliniano de Araujo. ambos
subditos brasileiros; o sendo conduzidos no dia se-
guinte presenra do cumman.iante Frondoy, que
O leara a priso, foi o primeiro obrigado a as-
r ura titulo de divida, sendo o outro posto
cm liberdade.
Assignadoe titulo, fui Januaro desembaracado
da prisao em que o haviam posto, mas conserva-
J i e;U custodia at que effecluasse o pagamento
a que era violentado e para o qual acabava de re-
do mesmo governo que
so nomeassem commissarios para tratar do exa-
me e liquidacao das reclamacoes dos subditos de
suas respectivas nagoes, por igual motivo.
O cnsul do Brasil all residente, uistrundo ao
governo imperial do occorrido acerca deste as-
sumplo, pedio inslrucces para proceder do mes-
mo modo.
e Ilegal das
provemen-
auloridades
Foram-Ihe dadas as inslrucces solicitadas,:
observando-se-lhe que liresse em consderaco'
para base de qualquer ajusto, o accordo feito com
o governo da Repblica Oriental do Uruguay ;
paraoexame da liquidago e reclamacoes dos i
subditos brasileiros e de o'utras nares.
Nesle sentido passou o consulado brasileiro
una nota ao ministro de relaces exteriores de
Buenos-Buenos, juntando-lhe' um projecto de
protocolo, no qual consignava as bases por que
se derorla tratar do exame e liquidacao das re-
clamacoes brasileiras.
A esta nota responden o dlo ministro
raudo ao nosso agento consular
prompto para tornar extensivo
da ilha do Prncipe,
tido.
A legacao imperial, porlanlo, insisti em que
lossem liquidados lodos esses icieresses, nao
coolemplados em a nota do ministra de Sua Ma-
gestade Fidelissima.
Pelo que respeila sumaca Flor de Campos, o
mesmo governo arbitro,, a quantia de 5:7588000
como corapensaco das perdis c damnos causa-
dos pela injusta priso que sollrcram oito raari-
n h el ros de sua tripolaco.
Esto assumplo esi Jinda pendente de ulterior
discussao.
As quesles relativas ,1s capturas no alto mar dos
| navios Rom Successo, Despique da Inreja c Boa
\ t. "",'.' n" de ser resolvidoa pelo governo de
agestado Fidelissima, depois de so proce-
minucioso exame sobre cada nina
pnmeir.j daqur-lla3 localidades opprehen-l O tarto que, procedendo-se as averiguaees
o u-se urna fabrica de moeda metlica e fonm precisas, so reconheceu que Vasconcelos bra-
capturados tres individuos que j esto sendo leiro. Mas ao mesmo lempo certo que em-
processaaas: e na segunda foram descoberlos. bora o ceriilicado livesse sido indebidamente
anos instrumentos com o mesrao destino, sen- concedido, devera ler sido respeitado, reservan-
do presas mais ires individuos indiciados nesse do-se para as aulori a les
crime.
De urna communicaco recentemenle
alegacao imperial em Lisboa, com a data "de de allegada, -recomme l..u" o""gove,no'-mpe'rW d^i"^^^".'^'.^ ^~
12 de abnl, consta a .ppmhensao na mesma ci- ao presidente da provincia que adrertisse ao de- pertencem ao Sr. Luiz de OUvm a '
dade, em cisa de I). Francisco Judicibus, de no- legado da irrogularidtde do seu procedimento
vos instrumentos do falsilieacio, sendo preso Dando essa prora da fidelidad.! com que de-
[Oeile individuo, sua mulher e tilhas e mais seja que sejam exeeutadas no Brosil as dUposi-
Qdes do accordo citado, lem o governo imperial
o direito de esperar que cessar completamente
no Estado Oriental a volaco dessas mesmas
disposices, que mais le urna vez leem sillo
objeetu de reclama o em Montevideo
Francisco inomaz..,.reir foi recrul.do nesta guardasKm V^elZmeM toe was'lZTout
corte apezar de exhibir seu titulo > npii.- ,i. dade, como consta da nula de 25
corrente auno, em que o Sr.
clamara., a essseespeilo.
Requisitaram-se infurmacoes ao ministerio d i
'i.....l. e por elle se responden que em 21 da-
quelle mez havia sido Pereira poslo em liber-
dade.
Communicou-se essa inrormaro ao Sr. Li-
irmaos, negociantes daquella praca.Do- mas. e S. Exc. rcplicou era 21 'de mano que
os eJoaquim Jos Marques Guimaraes. JT*He individuo eslava preso na fortaleza de
Willegaignon, s ordens do ir. ministro Ja ma-
rinha.
Levada a reclamarao ao conhecimento deste
sr. ministro, declarou elle haver expedido as
convenientes ordens para a soltura da individuo
deque se trata. O que foi mmedialamente par-
ticipado ao Sr. Lamas.
dous operarios.
Da correspondencia enconlrida cm casa do
reo evidenciou-se que aquella criminosa empie-
za linha vastas ramilicaces em Cdiz, Porto e
outras localidades, e que o numero dos impl-
calos era muilo maior do que se presuma.
Em consequencia do avisos transmiltidos r-
pidamente s autoridades de Cdiz, foram all
apprehcndidos mais alguus apparelhos e presos
alguns oulros criminosos.
Em virtude dos esclamcimenlos oblidos na-
qnella cidade, foram capturados em Lisboa di- '
versos individuos, elevando-se o numero delles
a 11 ou 12, entre os quaes se nolavam o empro-
gado de academia das sciencias Souza Bastos e
os d ,1,3
mingos Ji
Os apparelhos encontrados, assim como as
moedas conhadas, demonstram que o objecto
dessa criminosa empreza era o fabuco de moedas
metlicas do diversos paizes e nacionaes.
Em seguimento s descobertas e apprehensdes
que acabam de ser relatadas, rericou-so o tac-
to de se projeclar em Lisboa outra empreza.
Cahiram cm poder da polica duas chapas des-
tinadas fabricaran da nossa moeda-papel.
Todos estes fados mostrara a mu tcito favora-
vel nesle ramo do servico policial do reino.
.0 ministro de S. H. ., Imperador do Brasil o o
vico-cousul no PortJ naocessam, entretanto, de
axercer com o maior zelo o denodo
do
de
Lamas iniciou
re-
----- ..una, lem
i guardado os presenpeoes das posturas munici-
paes; porq.ianto foi-lhes tracada a convenionla
cor le,.-..o. e esta ha sido observada, como foi
veriticado pelo raspectivo fiscal.
A cerdeado prescreveu, que o sobrado o as
iros casas terre is, que pretenda edificar na ra.
do palacio iio Hispo u n ferido Sr. Ol
fossem alinhndas pelo muro ora exit
recrutado nesta guardassem o nivelanenlo due casas nocas
nacionali- defronte se construam.
Janeiro do Alm disio, o alinhameuti dessa
I. terminado m planta, segundo dito pelo n
""' l,S1"?'. ilem devenios crer eraquanto
contrario n lo for provado.
N i enlantu doremos declarar, que a noticia que
liunt-ni de nos,. respeito, c que nos fui comrau-
nieada, nao designara a quera perlenclam es ca-
sa- a quo ella se refera ; e nos ignoramos que al i
se conslruam outras, alm d'eslas.
Escrevera-nos do Rio Grande do Norte ose-
guinle:
Aselciroes Qzcram-se all cm plena paz
mesmo nos pontos onde se receiava a perturb-
la i la ordem publica, altenta a exaltacao d
iveira Luna
na segu o
o
decla-
mar
se
c rrer a outrem.
N50 podendo satisfazer esse toreado compro-1 com'earVrtfir Z*?^* "' commissarios
niisso, fui de novo amarrado, remet'iido para PayJ- dC arl,llros. e 1"e os nomeados le-
sand, lancado em urna cadeia e conservado e"u>
completa Incommunicacio sera processo de ne-
nhuma especie.
rao inaudito procedimento no poda escapar
altenco do encarregado de negocios do imperio
Em l'J de oulubro, iniciou elle portanto a neces-
saria reclamarao, em virtude da qual, como se
lhe assegurou em resposta do dia 2 de novem-
bro, mandou o governo orienlal proceder a averi-
guacoes.
Segundo as ultimas noticias, consla qua Janua-
n i Justimano de Araujo havia sido poslo em li-
i .do sob hanra, nao po lendo comludo ausen-
lar-se di villa de Paysand.
Aitribuia-se a esse individuo o crime de abi-
ge ilo. e por elle se lhe havia instaurado pro-
ceso.
i) Sr. Dr. Barbosa, instando verbalmente pela
concluso desse negocio, declamo ao Sr. minis-
tro de relaces exteriores que, se havia delicio
nao pretenda favorecer a inipunidadc delle, mas
que exiga juslira e quo fossem severamente
castigados os autores das arbitrariedades coramet-
tidas.
S. Exc respondeu-lhe que segua o processo
contra Araujo, mas que se linham reiterado a3 or-
dens para que tambera fosse processado o com-
mandanle Frondoy.
Violencias pralicadas contra a pessoa eproprie-
dade de Sera fim /os dos Sanios.
Serafim Jos dos Sanios, estabelecido no de-
paitmenlo de Taquaremb. possue all um cam-
Sua
der a mais
dellas.
Fm allencao, porm, diuturnidade dessas
pendencias, na referida dala de 23 de junho, e
pie se achava novamente em 2 de novembro, insisti a legacao
oulras naces imperial em que, quanto antes se pozesse termo
antiguo procedimento adoptado a respeito da fs lamnos inealculaveis de quo esto ainda sen-
Franca e oa Inglaterra, para a hquidacio das re- i 'lo climas os subditos de Sua Mi"estade o Im-
clamacoes pendentes dos seus respectivos subdi- perador, nellas interessados '
los ; mas que nao se achava disposlo a aceitar, I O governo de Sua Mageslade Fidelissima nnn-
nem acenaria nenhuma reclamacao por prejuizos Jeron que, devendo ogoVerno do Brl!?
causados pelas guerras civis por que lem passado I flo de Portugal varas nuantias
i/iaa o., unveira, que nao
manejos,
encontrada na
S in-
misso daquelle
o de elVecluar-se o paga- I fiS^"0 mMo d" rpress5 do crin,c d
ment dessas indemnisaces. I
Portaeal. I.- M rs"9
/ atsificaciio e
eo inlemsse d m ranil, I ,-- .-" o maior zelo o uenodo a mais cons-
e a intcresso do capital re- tanle vigilancia sobre esses assassinos da moral
publica ; e deve-se-lhes, assim como coopera-
cao do governo de S. M. Fidelisssma, o satisfac-
torio estado em que se pode boje considerar a
represso do crime de fabricacodo moeda falsa.
So!, esla pressao procuraram os falsificadores e
SCUS protectores listiar pela ira prensa, por meo
de artigos diffamalorios, o carcter publico da-
quelles dignos agentes, com o lira de neutral sar
0 enervar a sua acc&o peranlo as autoridades do
pitz.
I.evaram mesmo o seu arrojo ao ponto do in-
sinuar calumniosamente que nao eram elles es-
roimados la ler tido parte em l?o torpe crime 1
A legacao imperial nao deixou, como era de
seu .lever, de dirigir-so ao governo de S. M. Fi-
delissima, denunciando o triina vil o aleivoso
urdido contra os funecionarios brasileiros e re-
clamanJo as satisfeedes devidas pelas imputa-
eoes que Ihes eram fritas na mprensa
O governo de S. M. Fidelissima foi promplo
em providenciar para que tamanhas olfensas ti-
vessem um satisaeiorio des^ggravo, fazendo cha-
sponsabilidade o redactor da foi ha que
havia prestado publicaco de taes dlalribes
antes mesmo do recebe: a reclamarao da lega-
cao imperial, e d
Antonio
a esses
. ..emiitindo do cargo de presidente
satisfazer da relacao do Pon., o desembargador
aquelle pai,, pelo que nSo se conforma va 'cora" as I -ffeclas ciunmissa^ mlxli'nras^ in e oor?uueS ''" ''" U'al' ''" n8 era e8,ranho
bases propostas ; c somonte admittiria reclama- U no Rio do Janeiro poli s ',? f ,
coeS por prejuizos solfridos durante as comino- importancia das mencionadas uuanlia a ,1 Vio i ?proceS8 "tlonlado contra o referido follicu-
r.,os interiores ; accrescentando quo este prinri- demnisaedes de que se trata lano segu os tramites marcados na lei ; o a de-
p.o havia sido aceito pela Frange e Inglaterra, Opporiunamenio se bao'de entender os dous m-SS? ^ -e- "wdo importa urna medida
como liase para a liquidacao das suas respectivas governos sobre o mo
reclamacoes.
Une alm disto nao admittiria
propor
princi-
riam nicamente a raisso de discutir e
as bases para um arranjo das reclamacoes pen-
dentes e iniciadas perante o governo. "
Foi per motivo desta nota que o cnsul do
Brasil, depois do transmittir aquellas communi-
caroes ao governo imperial, voltou a tratar desta
materia, interpelando o ministro de relaces ex-
teriores sobre a natureza e extenso dos
pies a que S. Exc. alludia em sua nota.
Satisfez o ministro a esla tnterpellacao bfero-
cendo um memorndum sobre a qnesto, em que
desenvolveu os principios consignados na preci-
tada ola, e reiteran a promessa de que o proce-
dimento era relacao s reclamacoes franeeias o
inglezas seria igualmente npplieado s brasileiras
da m.-.- ii.i natureza.
Em taes circomslancias, apparecendo os pri-
meiros indicios de urna guerra entre as parles
dissidentes em que se achava dividida a Confede-
raco Argentina, o governo imperial entendeu
dever sobr'eslar no andamento deste negocio,para
delle tralar-se novamente, mediante inslrucces
definitivas, quando a situaco interna do paiz o
permittisse.
Hedidas adoptadas pelo governo de Buenos-Ay-
res para a captura e entrega aos cnsules de
desertores de navios mercantes estrangeiros.
Por urna resolucao do anno de 1855 prohibi o
governo de Buenos-Ayres que as suas autorida-
des auxihassera a captura, c elTecluassera a en-
trega de deseitores do navios do guerra estran-
geiros, que all so refugiassem.
Os males que essa resolucao causava aoservi-
e papis de
m Portugal de moeda
crdito do Brasil.
E com prazer que vos anuncio que a falsifi-
cacao de moeda em Portugaf nao lem hoje a
mesma gravidade, que apresentava por f^lla
das providencias legislativas e administrativas.
que ha multo se julgavam indispensavtis para
a emcaz represso daquelle crime.
Como sabis, os actos preparatorios para a
sua perpetracao nao foram previstos no cdigo
penal daquelle reino, e nao cooltoha elle, alm
disto, outras disposices que a experiencia ha-
via indicado como necessarias! a sua accono
era correspondente enormidade dos'fados
'lualihcados criminosos ; o os processos e Irtbu-
naes, pela sua m eiganisaco, davara largas
impnnidade dos comprometi'idos nessa nefauda
indu Desse estado de cousas resultou deixarem de
ser punidos os autores e cmplices da tentativa
para o fabrico de notas do banco da Brasil a
que sedestuava um apparelho descoberto na al-
tindega grande do Lisboa ; a absolvico pelo ju-
ry ue Bragade varios raoedeiros falso's daquelle
distncto, nao obstante a validade das pravas e
a evidencia do crime ; e, por ultimo, a inutili-
dade dos esforgos empregados para a persegui-
cao o castigo dos fraigerados falsificadores Ma-
noel Moraes da Silva Ramos, pal e filho
Celebrando a convengo de 12 de Janeiro de
1803. jaios dous governos haviam reconhecido
quanto iraportava s suas boas relaces iriterna-
conaes extirpar esse cancro, iuo lo profundas
raizes creara no Remo, e tao seriamente altec-
Eneommenda de urna -
bilhetes do banco do Brasil, do valor de cinco no
tu i, ../;.
Assassmatos de cidados orienlaes na provincia
do I! i o Grande do Sul.
Em 12 de maio do anno prximo passado foi
aasassinada na villa de S, Gabriel, provincia do
Rio GronJn do Sul, Manuela Albina Ferreira,
natural da repblica oriental do Uruguay, por
Lourenco Antonio, natural da provincia do Para.
Esse delicio foi acompanhado de circunstan-
cias horrorosas.
Como veris pela correspondencia annexi, nao
escapou o autor delle vigilancia das nossas au-
toridades e a.ro d.i justica.
O presidente da provincia expeli ordem ao
jniz de dimito da comarca de Cacapava para qu
convoeasse mmedialamente o jury no termo de
S. Gabriel, e, reunindo-se elle em 2! de oulu-
bro, foi Lourenco Antonio julgado e conderana-
do pena de giles perpetuas.
Usando do dimito que a lei lhe concede, pro-
testen o juiz por novo julgamento, em que elfec-
(tiramente enlrou, lendo sido ueste o reo cou-
doranarJo pena ultima.
De ludo islo se deu conheciraenlo i legacao
! orienlal. *
Ni madrugada do dia 22 de outubro prximo
passado fot assassinada no Arroio Grande, mu-
nicipio do Jaguaro, a familia do Oriental Joao
Kibeiro, que se compunha de sua mulher, duas
lunas e um lilhu.
As autoridades da provincia do Rio Grande
procetenio com louvavel aclividade. consegui-
rara a captura de Joao Ramo dos Sanios, "que
confessou o delict,, denunciando o nome de um
complico.
Segundo as informacoes dadas ao chefe de po-
licia da provincia pelo delegado do termo do Ja-
guaro, tendo-se lomado o depolmenlo das les-
: teraunhas, e sendo interrogados os reos, subi-
rara os autos concluso, baixaram e seguirn,
ao promotor; c, exigindo-se mais uma teste-
laisi- .inunha, foi esla nulificada.
I A correspondencia annexa vos instruir me-
lhor o respeito desse negocio.
-. A hb.r 11 le ilo rolo foi escrupulosamen-
1 '.-' ; "i'ida pela pmsi lenca, que n.io poupou
,. e
ran
auto-
aeleccr o
chapa para o fabrico de\ Em addilimenlo ao que s
- communirou
mitris '"'~ ------ ........ [dalorio do anno prximo passado a respei-
Fm n..i..i.. i l0 d0 assassinaio do sul, lilo oriental Mximo Fa-
Lm oulubro do anno prximo passado apresen- ci. cumpre rae dizer-vos
VLr?8' ^ "'" &f**i0t pm, Par9 "'" in- de outubro daquella anno.
o para encommendar uma chana, na .mal : le?.,rao ri ron..hli...........,;,.." k...
sb haviam
TroubUra dT,nvli^ul:?rd"!,,i
lossem fielmente reprodnzidos os emblema, de : ffido ^mmi\\\s\\iS^^^A^m
m b-lhete do banco do Brasil do valor de cinco lores ^rtSC^Sflt Sj
entregon. allegando serem dos ao Sr. D. Andrs La
I mil mis, que
- '- pai i mant-r com os meios ao sen alcan-
regularidade do processo elciloral. procu-
ao mesmo lempo evitar qualq ler inierven-
i mdebita aos funecionarios pblicos.
.Dous ag le polica q. por racloscon-
iranaram o pensaraento do g.rerno foram logo
dcmiltiJos. A imprensa de ambos os lad is poli-
ti >; da prorinca faz justl$a ao proce lmenlo das
autorzales superiores.
Pa freguezia ue Pao dos Ferros, distante da
capital 90 leguas, Iravou-se urna lula com pe-
dradas o cceles fra da groja matriz, por occa-
siao da eleico. sahindo feridos levemente rinte
pessoas, uma dellas com chumbo. Os nimos so
aealmaram medanle as admoeslares da
ri ia le, que breremento conseguio*reslab
soce,
Vi freguezia de Porto Alegre, aue como
a luell outra perlenco c imarca da M liori 11 le
a mais remota da provine >, deu-so um pequeo*
condiclo, de que rcsuliou um feriraento leve o
a i? i mas olTensas physieas em mui pone..-- indi-
viduos.
o Nao consla que algum outro surgesso mais
gravo se vi riilcasse as demais parochiis, de uuo
ja havia chegado capital noticia exacta.
Passageiros sabidos no vapor brasileiro
Oyapock. para os portos do sul Jos Werlh
Fraugolt Wende, Antonio P. Smes Moniz, Ha-
noelJoaquim Ribeiro Braga, Antonio Jos Per-
mira GuimarSes, Dr. Rufino A agale doAlmei-
da seo e.-cravo, Joao Xavier do Rpgo Barros
padre Andr dos Santo3 Varia e um criado, !
FranciscaJ .sepka de Azevcdo Luna, AnionioPc-
dro de Alcntara, Manoel Domingos de Benevi-
des e sua sonUora, Jozino Lopes Ferreira, Ma-
noel Francisco do Amor Divino, Joo Manoel C
BustMnanlc, padre Miguel Joaquim de Arauio'
Julio Filguena, Africano livre, Symnhronio d
esus, Fansiino Amonio Fernandas Deniz Wii-
hain Jarkson, Guiseppe Basigalupe, Luiz Pereira
odr.Julic Grothe, Malheus .Nones, Ernesto na?
Am.da, segundo cirurgiio da armada Dr. Aris-
l'des Justo Carneuo de Campos, Joo Joaquim
Aires. Jos Antonio da Silva, Domingos Rodri-
gues de C Jnior, Guilhermo Augusto Ricardo
Joaquim de Souza Mata, soldados do 4" batalhao
de artilharn Jeaquim Antonio do Nascimenlo o
Benedicto Jos dos Sanios, 2 desertores, Antonio
Augusto de Aguiar, Manoel Amonio dos Santos
Polic.arpo Jos Rodrigues de Miranda, Joaquim
Jos de Santa Rita, Laureniino Jos de Almeida
Leal, 97 escravos a entregar.
ividuo estabelecido na Babia, para
mandar mproduzir os emblemas n'uma chapa,
cuja remessa lhe recommendara.
30 de agosto do auno lindo uma nota parlicipan-
do-rae que uma quadrilha de uialfeitores, capi-
, taueada porum individuo conhecidopelo appellido
aZ! i fvrop,?? i?.!!I,,R.uaioes: .vo[ir,co."-! de Py^V. commeltia roubos e uSSSm
os da fronteira o se refugiava
no lorrilorio da provincia do
gravar os emblemas daquelle bilhele, como lodo ; frequenteraente
o Dllhele, dirigmdo-se intilmente para esso fim '. Rio-Grande do Sul.
- 'ss tsts. *. p.^. co,.. JSS& "fea ssasa vsra
.---- c.i'iiuiun coma- ., iiieuu
dictonas de Lefevre, foi elle preso o processado, feitore?.
sendo condemnado pelo jury, em 22 de fevereiro Tamb.
do corrente
anno, a cinco annos de priso.
Este resultado dovido s acertadas providen-
cias tomadas pelas auloridades policiaes franco- presidente participado
zas. e nirlicu .irmonta < ain..<. f;.... ..i.'_____. '. h uu
bem os habitantes daquella
eram victimas da* suas incursoos.
provincia
J era oITlcio do 16 de maio Tinha o respeclivo
e pKlicuiarmente ttdU^^mA"1 ^\S^^%gZ!ZSSc?
MORSASUADE DO DU 11 :
Rosa, preta, escrava, sol lei ra, 45 annos; hidro-
pesa.
Qtiinliliano, pardo, 8 mezes: convulses
Isabel, parda, 1 anno ; bexigas.
Clara Maria, branca, casada, 3l> annos ; inflam-
maceo de intestinos.
Bernardo, preto, solteiro, 92 annos; anazarca.
Jorge, pardo, 16 meses ; bexigas.
Francisca, parda, 7 das: espasmo.
Lazara, prela, 5 annos ; intente.
Rufino Francisco Xavier da Trindade, branco,
viuvo, 35 annos ttano exponlaneo.
Claudino Rodrigues da Gftrj, prelo, solteiro, 18
annos; anazarca.


(4)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 1860.
Mima da Conceo Correa de Brilo, branca, sol-
teira, 16 anuos; tubrculo pulmonar.
Hospital db caridadk. Existem 58 ho-
niens e 52 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, lotal 116.
Na totalidadedos doentes existem 39 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as eofermarias pelo Dr. Sar-
ment Filho, s 6 horas o 55 minutos da ma-
nha, pelo Dr. Dorncllas s 7 horas e 10 minu-
tos da maha, pelo Dr. Firmo s 5 horas da tar-
de de bontem.
Falleceu um hotncm de anazarca.
ERRATA
Na lista publicada eg) avulso da ultima lotera
deu-se o seguinte erro : onde se lduas de
50J, seis de 10J>deve ler-seduas de 50j4, seis
de 205, c seis de 10$.
C0NSlJLAD0~PiT0VmCIAL.
lteraces feitas as casas abaixo de-
claradas da freguezia da Boa-Vis-
ta, pelo lancador Joo Pedro de
Jess da Matta.
Ra da Alegra.
Numero 2.Joo Pacheco de Qnei-
rog.i, casa torrea arrendada por. 144^000
dem 6.Marianna Dorothea Joa-
quina, casa terrea arrendada por 240$O0O
dem 22.Ignacio Joaquim Hibeiro,
casa terrea arrendada por........ 192JJ0O0
dem 36.Marcelino Jos Lopes,
casa terrea arrendada por........ 600JO0O
dem 38.Herdeirosdo padre Joao
RoJrigues de Araujo. casa terrea
arrendada por.................... 36OJO0O
dem 4.Filhos de Maria Carolina
de Brito Carvalho, casa terrea
arrendada por.................... 400;000
dem 9.Jos Antonio Bastos, ca-
sa terrea com sotao arrendada por 360^000
dem II O mosmo, casa terrea
arrendada por.......7............ 360j000
dem 13.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 360JOOO
dem 2. Jos Joaquina Bolelho,
casa terrea arrendada por ...... 14 jJOOO
dem 4.O mesmo, sobodo oirn
urna loja e 1 andar arrendado
_ POf-.........'.....................80S000
dem b Maria do Rosario Borges
e oulros, um sbralo com urna
loja e um andar, arrendado por 650$000
Ra da Mangueira.
Numero 8.Orphaos Maria, Mari-
anna e Francisco, casa terrea ar-
rendada por...................... 3605000
dem 10 Viuva e hardeiros de
Joaqiiim Jos Lourenco da Cos-
ta, casa terrea arrendada por.. 205C00
dem 1 i. Francisco Ferreira da
Silva, casa terrea arrendada por 156J0OO
dem 18. Viura e herdeiros do
Joao Evangelista da Costa e Sil-
va, casa terrea arrendado por___ IOOjOoO
dem 20.Os mesmos, casa terrea
arrendada por................... 20j000
dem 1.Manoel Anlonio Goncal-
ves, casa terrea arrendada por.'... 5005000
dem 3. Manoel Cardoso Ayres,
casa terrea arrendada por........ 3C05O0O
dem 5.Maria Joaquina dos San-
tos Abren, casa terrea cora sotao
arrendado por.................... 360jJ000
dem 7. Herdeiros do Joaquim
Aurelio Pereira de Carvalho, casa
terrea arrendada por............. 300?000
dem !) Maria Jos Pinhciro, casa
terrea arrendada por...........i.. 2408000
dem 13.Manoel do Nascimento
da Costa Monteiro, casa tarrea
arrendada por..................'.. 2 OjOOO
Travessa da Campia.
Numero 1. Herdeiros de Joao
Francisco Mmins, casa terrea ar-
rendoda por....................... I6S5OOO
dem 3.lrmandade do Sanlissimo
Sacramento da Boa-Vista, casa
terrea arrendada por............ 96:000
dem 5. Herdeiros de Joao Carlos
Marinho Palhares, casa terrea ar-
rendada por....................... 965000
dem 11. Antonio Jos Monteiro,
casa Ierre arrondada por...... 96j|0O0
dem 15.Joaquina Maria Apolna-
ria, urna rucia agua arrendada
P".............................. cogooo
dem 17. A mesma, urna raeia
agua arrendada por.............. 60007
dem 19.Aleixo Jos de Oliveira,
c^sa terrea arrendada por....... 965000
Travessa das Darreiras,
Numero 2. Joaquim Jos de Pa-
rias N'cves, um porto no quin-
tal com 10 mcias-aguas, arren-
dado ludo por.................... 9 0S000
dem 6.Joaquim Antonio da Sil
veira, casa terrea arrendada por.. 20$000
dem 16 Jos Alves da Cilva Gui
maraes, casa terrea arrendada
nporv'--A....................... eojooo
luem i o mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 1445000
dem 20Antonio Marlins Sal Ja-
nha, casa ter/ea arrendada por.. 120:000
dem 22.I.uiz dos Santos Nunes
do Oliveira, casa tenca arrenda-
.* I""'........................... 120;000
dem 24.Joao Martius Saldanha,
casa terrea arrendada por........ 120;000
dem 5.Virialo de Freilas lava-
res, casa terrea arrendada por.. 2005000
dem 13.O 'mesmo, casa terrea
arrendado por.................... 1085000
Travessa das Barreiras.
Numero 17.Viuva de Francisco
Ribeiro Piros, um lellieiro que
serve de olaria, arrendado por.. 2OO5OOO
Tiavessa do Veras.
Numero 2.Dr. Jos Joaquim de
Souza, casa terrea arrendada por lgOOO,
dem 8Jos Caelano de Carvalho,
casa terrea arrendada por........ 2I63OOO
dem 11. Tiburcio Valeriano Bap-
lista.casa terrea arrendada por.. 300$000
dem 15.Victorino Jos de Souza
Travassos, sobrado com urna loja
edous andares, arrendado por.. 1:2005000!
_________ (Conlinuar-se-ha.)
seda, 4 dit-19 ditas e ferramentas, 2 ditas cutila-
ria, 2 ditas couros, 4 barris vinho ; a Linden
Wild & C.
1 barril oleo; a Anuino Fonseca.
1 caixa pentences para chapeos de sol ; a Ma-
noel Ain.
55 barris e 85 meios ditos manteiga ; a Krabbe
C.
1 fardo modas ; n Alpaciatlo & C.
11 caixas fazendas de algodo, 22 volumes cal-
cado, bronze, velas, perfumaras, ele ; a F. Sou-
vag-) ^ C.
2 barris vinho ; a Desmarteaux.
2 caixas fazendas de algodo, 12 ditas vinho
Champanhe ; a Kalkman.
10J?'as .fazend rfe algodo, 1 dita perfuma-
ra 25 barris c 25 meios dilos manteiga ; a Joo
Keller.
2 caixas chapeos ; 4 Chrisliani & C.
do correulo mez, s 10 horas da manha, aflm de
se proceder a nomeacao de de depositarlo ou de-
positarios, que nao de recebar o administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para que chegue so conhecimento de lodos
mandei passar editaes, que sero publicsdos na
forma do estylo.
Recife 9 de oulnbro de 1860.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento,
escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Pela capitana do porto se faz publico, que
(ka marcado o prazo de 30 das, para dentro del-
le seren removidas ascavornas equilhas dos na-
vios desmauchodos na Corda dos Passariuhos, Pi-
cando di respectivos proprielarios obrigados
multi do lOOJf e despezas que fizer a mesma ca-
, pitania com essa remocao, se nao se proveita-
20 dilas papel; Manoel Figueiroa de Farn?. i rem do prazc que nesla dala Pica marcado.
ditas obras de ferro ; a Bourgeois. Capitana do porto de Pemambuco, 5 de outu-
1 lardo couros, 1 caixa pertences de sapateiro ; bro de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
a Ch Leclere. < Hcgo.
1 caixa chapeos, 1 dila objectos para chapeos*.,
de sol. 1 dita fazenda de laa ; a anrmayu & C. 1'^=
1 caixa fazenda de algodo, 1 dila penles e car-
teiras ; a Ilenrique & Araujo.
1 dila fazenda de borracha ; a Ch Leclere.
1 dila objectos de escriplorio e II ditas chales
de laa, de algodo e mixtos, vestidos de 8>'da e
algodo o fazenda de dila ; a Linden Wild & C.
2 ditas pianos ; a J. Vignes.
100 barris e 100 meios ditos ; a Cals frres.
100 barris e 100 meios ditos manleiga, 75 cai-
xas queijos ; a os consignatarios.
50 ditos o 50 meios ditos dila, 15 caixas sardi-
Dhaa a Tasso & Irmo.
25 ditos o 25 meios dilus manteiga ; a Baslos
i\ Lomos
10 dilos e 30 meios dilos dila ; a J. de S
Leito.
25 dilos c 25 meios dilos dita ; a J. B. da F
Jnior.
2 dilos tinta, 1 caixa fazenda de seda, 2 ditas
do dila o algodo ; a Schajhoillim cv C.
4 caixas chapeos de fellro : a J. P. Adour $ C
2 dilas objectos de pharraacia ; a J. Soun &C.
d dilas xaropes ; a L. Pench.
1 dila livros ; a Gumar.ies & Oliveira.
1 dita ditos ; a A. G. Alves & C.
1 dita lonolase relogios ; J. Germn.
1 dila porcollaua ; a Siqueira Csvalcanti.
2 ditas liabas e litas de seda ; 1 Vaz & Leal,
ditas vidros; a J. Pereira Moutinho.
1 dita camisas e perfumaras ; a L. Mormier.
25tarris c 50 meios dilos manteiga a L. J. da
Costa Amorim.
1 caix|-livros:,a G. fiampello.
3 dilas7crys.lae-; a Robert & Filhos.
3 ditas fazenda, culilarias. chapeos de sol de
algodo, 'etc. ; a Saunier & C.
2 caixa fazendas de alg.ido e de laa, 1 dita
bijoteria ; a F. Souvage & C.
2 caixas calcado, 4 dilas vidros e rolh3S ; a
Burle i C.
2 caixas louca ; 1 dita vidros e drogas, 6 barris
tinta ; a B. F. de Souza.
1 caixa ignora-se ; a Prente Vianna & C.
1 dila caleado ; a Caucanns & D.
7 voluntas calcado ; a J. P. Arantes
Barca ingleza M ,arelt, de Terra Nova, con-
signada a Juhnsloii .ier C, raauifeslou o se-
guinte : ,
2768 barricas com bacalho ; aos mesmos.
Consulado eral.
Rendimento dodia 1 a 10. .
dem do dia 11......
Declarares.
Novo B&Xp de
PeraaitaDuco.
Sao con firfados os Srs. accionistas do
aovo banco de Pemambuco para virem
receber o quinto dividendo de 9,$' por
acra o, do dia 10 de setembro ein diante.
Directora geral da instruccao
publica.
Fago saber a quem interessar possa, que o
Illm. Rr. director geral interino, ouvido o con-
selho director, ha por absolvidos da inulta que
lhes havia sido imoosta, em attenco aos justos
.motivos que allcgaram, os professores c profes-
eoras particulares abaixo mencionados ; licando
em vigora citada mulla a^espeilo' de todos os
mais, cuntidos na poitaria de 28 de agosto ulti-
mo, cuja relaro nesla data foi enviada a fhe-
sourariada fa2Qa provincial.
Secretaria dainslrucco publica de Pernambu-
j.co 5 de ootnro do 186.O secretario interino,
Salvador..JlAu^iquo de Albuquerque.
7:328$294
496^739
7:825j>033
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 n 10. .
dem do dia 11.......
3i>g289
106921
4465210
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desla cidade n
dia ti de outubro de isiiii
LiverpoolBarca ingleza Bonita, A. Muuiz Ma-
chado. 1,600 ponas de bol.
PorroBrigue porluguez PrompliJo I, Joao
Jos da Coila Santos, 2.>6 quintaos e 20 libias
de pao brasil.
Rccebedoria de rendas uternas
geraes de Pernuinbnco.
Itcndimeulodo dia 1 a 10. 13-073$5J9
dem do dia 11........ 637A740
Nimes a rjue-se refc# *diia! supra.
Padre Joaquim Jos de Farias.
JoaqilVm FranciscoJJtlaiacedo.
Joaquim Jos Florencio do Moura.
Victorino Antonio Marlins.
D. Candida Balbina da Paixo Rocha.
I). Amalia'Vjcencia do Espirito Santo.
D. Maria Seraphina Vieira.
D. Maria Eugenia Ferreira.
D. Berlina Carolina Cesar Galvo.
I). Anua Maria da Cooceigao.
D. Josopha Maria do Espirito Santo.
I). Mana de Nazarelh Augusta.
D. Joaquina Lourcnca da ConceicSo Luna.
D. Luiza Annes de A'ndrade Leal.
D. Elena dos Sanios Pinheiro.
D. Maria Joaquina do Paraizo.
D. Thereza Guilhermma de Carvalho.
D. Francisca de Assis Domingucs Carneiro.
A directora das obras milita rea letn'de man-
dar piular os repacasdas peras das fortalezas do
Brumo Buraco: quera deste servioo se queira
e.ncarregarcompareca na referida directora, das
JO horas da manha em diaolc, nos das 11, 12 e
13 para tratar a respeito
Directora das obras militares de Pernambuco,
10 de outubro de 1860.O amanuense,
Joo Monleiro de Andrade Malveira.
Conselho de compras navaes.
^,"Jd? Psl novamente era concurrencia no
da 11 do andante mez, sobas condiies j pu-
blicadas, e do estylo, ofornecimenlot o fin de
dezembro prximo, do carne verde aos navios da
armada e eslabelecimentos do marinha, conforme
isso ordena o Exm. Sr. presidento di provincia ;
convida o conselho aos pretendenlcs apresen-
larem-se nesse dia, pelas 11 horas da manha.
com as snas proposlas era cartas fechadas.
Secrstaria do conselho de compras navaes, em
8deouiubro de 1860.O secretario, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Patrimonio dos orphuos.
O conselho administrativo do patrimonio dos
orphaos tem de levar em hasta publica na sala de
suassesses, no dia 5 do rorrenle, a renda da
casa c um andar n. 15 da ra da Cadcia do Re-
cife, por lempo de um a tres annos, assim como
o sitio n. 1 da estrada do Parnameirim, segundo
o que dispoe osaits. 28 e 29 dos estatutos sem
vigor7'Os licitarnos hajam de comparecer com
seus fiadores na sala das sesfes do mesmo con-
selho s 10 horas da manha do mencionado
dia 12.
Secretaria do conselho administrativo do
trtmonio dos orphaos 10 de oulubro de 1860.
Dr. Vicente Pereira do Reg,
Secretario.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro patacho nacional Beberibe, de pri-
meira marcha, pretende seguir rom muita brevi- ,
dade, para o resto da carga que ihe falta trala-se ".? 1 -
cora os seus consignatarios Azevedo & Mendes, enua loja.
no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Prezidio de Fernando.
O hiate Bom Amigo recebe carga a frete de 5
por cento sobre o valor da factura : trata-se com
o capito Pereira Marinho, no largo do Corpo
Santo n. 6.
CearJIaraiilioePar
Segu com brevdade o bem conhecido hiate
Lindo Paquete, capito Jacintho Nunes da Cosa
por ter parle de seu carregamento promplo ; para
o rest) e passageiros, trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, 110 seu es-
criplorio, ra da Cruz n. 27.
/Irmas ou a dinheiro, por ntervencao
do agente Hyppolito: sabbado 15 do
corrente ao meio dia em ponto, na re-
DE
Le loes.
pa-
THEATRO DE S. ISABEL.
"OHP'iMllt IAMC4DE GJR1IMGELI
Sabbado 13 de outubro
Representar-se-ha a muilo applauditla opera em tres actos de Donizelli
ynna i wm
principiar as 8 horas em ponto.
Osbilheles vendem-se como de coslume,
dodia 12.
preferindo-se os senhores assignales al o meio dia
13:711*289
Avisos martimos.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 alO. 9397S692
Llera do dia 11....... 633^403
10:038*095
Movimento do porto.
Navios 'lindos no dia 10.
Portos do sulvapor brasileiro Oyapock, com-
mnndaute capio-tenentc Antonio Joaquim
de Sania Barbara.
Navio sakido no mesmo dia.
Macei e portos intermediosi horas, vapor
brasileiro Persinunga commandantc Manoel
Joaquim Lobato.
COJOIERGIO.
Praca do Recife 11 de ou-
tubro de 1860.
A.s ires Uovivs da tar&e.
Cotacoes offlciaes.
Cambio sobre Loudres 26 e 26 1[2 d. 90 div
Descont de letras10,11 e 12 0|0 ao armo.
George PatcheltPresidente.
D u bo urcq Secretario.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 10. 141:2365850
dem do dia 11.......15:473^369
159:7108719
Movimento da alfande^a.
Volumes entrados com fazendas.. 75
com gneros..
Volumes saludos com fazendas..
com gneros..
678
------ 753
114
173
------ 287
Descarregam hoje 12 de outubro
Barca franceza Havrefazendas.
Barca inglezaJohn Martinferro.
Barca porluguezaSympathiafazendas.
Importaran..
Barca franceza Havre, vinda do Havre, consig-
nada a Trsset frres & C, manifestou o se-
guinte :
50 barris e 50 meios ditos manteiga, 1 caixa
calcado ; a Johnslon Paler & C.
1 caixa marroquins; a Roihe & C.
30 barris e 30 meios dilos manleiga, 2 dilas
calcado ; a Seve & Filhos.
25 dilos e 25 meios ditos manleiga ; a A. L.
Rodrigues.
153 ditos e 150 meios dilos dita, 1 caixa espa-
das, 29 dilas calcado, sodas, chapeos de sol, pan-
nos, utas de seda, bordados, colarinhos, vestidos
e lencos; a N. O. Bieber & C.
1 caixa calcado; a Luiz Antonio d6 Siqueira.
7 caixas fazendas de algodo, 3 ditas ditas de
O a. S o 3 1 Huras 1
~ * - c > a B B C GB Pl a Atmosphera
w 'J> Direcco.
=as Intensidade 1
n O * A -r OS Centgrado. M C -i O 0
te l -1 lw I O i i Reaumur.
- 1 CC x 00 -1 on \ Fahrenheil
-1 -1 O -1 -1 oo o y 3 ?3 \ Hygrometr
-i -i ti ~& -1 o Barmetro l

5
c
c
c
>
c/.
Risco martimo.
Precsa-se a risco martimo sobre o
casco, velamf^ mastrearao, nppareilio
da galera americana Golden llorn, lo-
tacao 1193 toneladas, apitaoJ. O.Cox,
cerca de 30:000$ para occorrer as des-
pezas que necessita fazer neste porto
am de continuar a sua viagera com
destino a Falmoulh : os pretendntes
queiram dirigir as suas prnpostas por
escripto em carta fechada ao consulado
dos Estados-Unidos d'America, ra do
Trapiche Novo n, 8, at 13 do corrente
a o meio dia.
Haranbo e para.
Segu no dia 14 do corrente o hiate Novaos,
recebe alguma carga mimla ; trala-se com Mar-
ques Barros & Companhia, no largo do Corpo San-
to n. 6, segundo andar.
Rio-Grande do Norte.
Segu em poneos dias, por j estar com pouco
, mais de mcia carga, a barraca Gratidao anco-
i rada no porto da escadinha, da qual 6 meslre
! Francisco Frasao de Barros.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bera conhecido brigue nacional Eu-
genia, pretendo seguir rom muita brevidade, tem
a seu bordo metade de seu carregamenlo para o
reslo que Ihe falla trala-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1.
LILAO
Coininercial.
O agente Evaristo aulorisado pilo Exm. Sr.
Dr. juzi especial do commercio a requerimento
do depositario da massa fallida de Miguel Gomes
da Silva, far leilaoda taberna n 34 da ra da
Imperairiz uo dia 16 do correle s 10 horas do
dia, sendo a mesma venda por junio ou a reta-
lho, a vonlade do comprador.
Conliiiiiacao do icilo
60 duzias de taboa
de pinho.
Xo caes do Ramos armazcm n. 2i.
Sexta-fe ira 13 do correte.
Anlunes fan leilo no dia e lugar cima de-
signado de 00 luzias de labnas de pinho de mili-
to boa qualidade sem reserva depreco. As 11
horas em ponto.
DE
Urna takrna.
PELO AGENTE
Tisset Freres continuarao o leilo de
queijos por ntervencao do agente Hyp-
polito da Silva, hoje 12 do corrente" as
1 I horas em ponto no armazcm do Sr.
Annes confronte a porta da alfandega.
O referido agente far leilo por conta e risco
le quem perlencer, sibbado 13 do corrente as 10
horas da mauhia na dita taberna da ra do Cor-
doniz n. 12
DA
Armaran, gneros e mais pertences da mesma.
Contiiiuacao do Iciiio
da E\ma. baroneza da Victoria que faz,
o agente Hyppolito, visto nao ter sido
vendido todos os movis da mesma
Exma. Sra. tendo lugar a referida con-
tinua rao salibado 13 do Gorrente as 4
horas da tarde.
.VISOS
sos.
COMPAAIIIA
DAS
Jlessageries imperiales.
Al o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor francez Beam, commandanic Aubry de
la Noe, o qual depois da demora do coslume se-
guir para o Itio de Janeiro tocando na Babia,
lira passsageiros etc., a Halar na ageccia ra do
Trapiche n. 9.
Pot execucSo de Joao Antonio Coellio
contra Seraim Pereira da Silva tutor
dos orphaos filhos do inado Francisco
C.eraldo dos Santo* e por despacho do
Exm. Sr Dr. juiz deorpliaos, o agente
Hyppolito da Silva tara' leilQo d um
sitio na estrada Nova que faz esquina
com a estrada da Torre, com fructeiras,
cacimba, tauquee trras propria para
plantacSo e tres casas trras de taipa
coberta de tclhas: sabbado 13 do cor-
rente as 11 horas em ponto no seu ar-
ma/.em n 35 da ra do Imperador.
LE iXO
DO
Casco da liarca ameriea-
A mesa regedora da irmandade de N. S. do
Rom Parto, erecta na igreja de S. Jos de Riba-
mar desta cidade pretende no dia 11 do corren-
| te, pelos \\-i horas da tarde, benzer a tnagem
de sua padroeira, e as 7 d.n noile do mesmo dia
levantar a ba-ideira ; no dia 12 continuarao as
novenas, no du 21 a festa e Te-Deum a noile,
ludo sera frito com a pompa e esplendor que di-
lar a pa devoco dos fiis ; ootro sim no dia 1 i.
s'J horas da manha, drpoisde celebrada a mis-
. sa do Espirito Santo, proceder-sa-ha a nova elei-
caodojuiz e mais vogaes que devem servir
festejar nosso padroeiro no anno de 180a 1861,
| para o que convdase a lotos os nossos irmacs
para compar-cerem no referido dia.
tlaudino Jos Dias.
Escrivad.
Ani
na Roanock.
REAL COMPANHIA
DE
A noite clara rom alguns nevoeiros vento SE
velo para o terral e assim amanheceu.
OSCII.I.ACAO DA MMI.
Preamar as 11 h 54" da manha, altara 6.20 p.
Baixamar as G h 6' da tarde, altura 1.25 p.
Observatoriodoarsenal de marinha 11 de ou-
tubro de 1860 Vircas JfsiOR."
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador
da imperial ordem da Rosa e da deChrisio, e
juiz de dircito especial do commercio desla ci-
dade do Recife capital da provincia de Per-
nambuco c sen termo, por S. M. I. eC, que
Dcua guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edilal virem, e
que arha-se aborta a fallencia de Justino Aii-
nio Piulo, pela senlenca do theor seguinte :
Expondo Justino Anionio Pinto, comnicrciante
eslabelecido com armnzem de louca na ra da
Cruz n. 68, haver cessado os seus "pagami-nlos,
declaro o mesmo Tinto em estado de quebra, e
fixo o termo legal da existencia desta a contar
do dia 28 de agosto prximo passado.
Nomeio curadores fiscaes .ios credores Sou-
thal Mellors C, e deposarios intennos aos
credores Saunders Brothers eS; C. F. prestado pe-
los primeiros o juramenlo do estylo e pelos se-
gundos assignado termo de deposito, o escrivao
remetiera copia desla senlenca ao juiz de paz
competente para a apposicao de sellos, que or-
deno se ponham era todos os bens, livros e pa-
pis do fallido.
E sendo a presente publicada nos termos dos
arls. 812 do cdigo commero.ial, e 129 do regu-
lamento n. 738, se darao as ulteriores providen-
cias que o referido cdigo e rogulamenlo deter-
minam.
Recfe, 5 de outubro de 1860 Anselmo Fran-
cisco Perelli.
E mais se nao continha em dita sentencia aqui
transcripto, o para civroprimento da mesma, con-
voco a todos os credores do referido fallido para
comparecerem na sala dos auditorios no dia 11
COMPANHIA BRASiLEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sul o vapor Tocan-
ins, at o dia 13 do^eorrente, com mandante o
primeiro-tcnenle Pedro Hypnlito Duarle, o qual
depois da demora do cosiunie seguir para os
do norte
Ilecebem-se desde j passageiros o engaja-?o
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver sortmbarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porlo com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promplidao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PR1MEI-
RA MARCHA ECLASSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles coramodos,
trala-se com Elias Jos dos Sanios Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Paqiielesinglezcsavapor.
No dia 14 deste moz espera-se do sul o vapor
Oneida, commaridanie Baris, o qual depois da
demora do coslume seguir para Soulhamplon.
locando nos porios de S. Vicente e Lisboa : para
passagens ele, trala-se com os agentes Adam-
son, Howie C, ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os embrtilhns s se recebem at duas
horas antes de so fecharen) as malas ou una ho-
ra antes pagando um pataco alcm do respectivo
frele.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
R. II. Gould capito da barca timeri-
cana Uoanock, tira' leilao do casco
da uta barca por iatervencSo do agen-
te Hyppolito da Silva com antorisacfio
do Sr. inspector da alfandega e em pre-
senca do Sr. cnsul dos Estados-Uni-
dos: terca-fe ira 1G do corrente as 11
horas em ponto, na porta da associacao
commercial.
DE
Vellame.corioallias, piuio
c soureeelcnlcs. |
R. II. Gould capito ila barca ameri-'
cana Ranock, fara' leilao por nter-
vencao do arjente Hvppolito da Silva,
dosvelames, cordoalia, pinho esobre-
celentes da dit? barca com autorisacao
do Sr, inspector da alfandega e em
presenca do Sr. cnsul dos listados-lui-
dos segunda-fcira 15 do crvente as;
11 horas em ponto no armazcm alfan-
degado do Sr- barao do Livrament no
largo da Assemblea.
Precia-c de urna ama cozioheira para casa
ae pouca familia [solleiro] ; na ra do Amorim
; n. 36 se dir quem precisa.
-; O Dr. Manoel Moreira Guerra, mudou o'e
g seu escriplorio de ad#caeia para a ra es- A
:| Ireila do Rosario n. 22, primeiro andar 0
}; onde pode ser encontrado das lo horas da ti
; manha s 3 da larde. ^
Precisa-se de um ciior para um engento
legua e neis distante desta cidade : a tratar a i
ra do \igario n. G.
Acha-se em poder do delegado do dislrtcto
de Jaboalao um cavallo easlanho escuro, anda
no-o, que foi lomado a um parlo escuro que diz
chamar-se Gonzalo, c ns becasio em que eslava
para sahir. para sr entregue ao lllm. Sr. Dr
chele de polica, ; i recruia, disse que ora cap-
livo, e que nha ... ..Jo o cavallo a seu senhor
que chamava-se Alexandre Mendes da Rocha'
morador no engenho Pao da Cuia, silo na fre^ue-
zia de S. Lourenco da Malta ; portante quem =e
julgar com direilo ao referido cavallo venha pro-
var pennte o d.'legado, em casa do sua residen-
cia no ensenho Gurjah de Baixo.
Nos abaixo assignados declaramos ao respei-
tavel corpo de commercio desla praea, que no
da b do correle, dissolvemos arnsa'velmenle a
socredndeque linhamos na loja n. 23 da roa da
Cadoia do Recife, da qual se retirou naquella data
o socio Augurio Jos Ferreira e enlrou im seu
lugar o Sr. Bcmvindn Gurgel do A mar 1 que
com o socio Manuel Vieira Perdigan tomara'm to-
da a responsabilidade dopassivo o activo da so-
ciedade que gyrava sob a razo de Augusl ,'
Perdigo. Recife 10 de ouiul.ro de 1860 Au-
gasto Jos Ferreira.Manoel Vieira Perdigo.
Tedro Soltoria rclira-se para Europa.
Precisa-se
DE
Urna
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ter sua carga quasi comple-
ta ; para o reslo que anda podo receber, trata-
se com seu censignatario Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Dos n 12.
PAQUETES A VAPOR.
F.spera-se do norte at o dia 11 do corrente,
o vapor Paran, commandanlo o primeiro l-
enle Pontes Ribeiro, o qual depois da demora
do coslume seguir para os portos do sul.
Recebem-se desde ja passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual
dever ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriplorio do Azevedo
& Mendes.
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muila brevidade,
lera parle do seu carregamenlo prompto para
reslo que Ihe falla, uala-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio
ra da Ctuz n. 1.
DE
FAZENDAS.
Elias Pereira Goncalves da Cunha,
fara' leilo de sua loja de fazendas na
ruaDireita n. 68, a prazo com boas
de um menino de 12 a l annos de idade para
raixeiro de uma taberna villa do Cabo a tra-
tar na travessa das Cruzcs n. 1 .
OiTerece-so um mo.;o que d Pudor a sua
conduca para oncarregar-se de cobrancas; tanto
aqu na capital como pelo centro : os 'que pre-
lenderem, annunciem por este -Diario para su-
rera procurados, ou senao dtrijara-se a ruado
Queimado n lo, loja do ourives junio a urna
Pugio no dia S do corrente um mulato de
nomelrancisco, do 40 annos de i,iaa>, poilc^
mais ou meos, macilento, natural do sertao
tem pouca barba, baixo, espaduado; levou cami-
sa e calca de algodo azul, tem romo signal dis-
ttnctlvo a orelhaesqoerda rasgada, pode ler mu-
dado a camisa e usar de camisa Pina de morim
com pregas, sendo que roubou algumas dessas
pecas: quem o pegar, leve-o a la da Aurora
n- 00, primeiro andar, que ser rcompensado.
Precisase de uma ama para casa do pouca
familia [solleiro] ; na ra do Livraruento n. U
primeiro andar.
O Sr. Manoel Ferreira da Costa que Irouxe
uma carta de Barreiros para Carvalho Nogueira &
C queira apparecer no escriplorio da ra do
Vigario n. 9.
- Precisa-se de um moleque de l a 16 an-
nos. que saiba bolear, paga-se bem ; na ra Di-
reila ir. 66.
Trecisa-se de um caixeiro e que lenha al-
guma pralica do cozinha : a tratar na ra larga
do Rosario n-25.
Na ra Nova n. 53, precisase fallar com o
Sr. Francisco de Paula Corroa Lima.
jBa&MJSi IUWUOT,
Alfaiate francez, residente na ra da Cadeia do Recife, tem a honra de avic8r ao rcsneilavel
publico desla cidade que, desde 15 de agosto deixou de fazer parle da casa do Sr Mrcier o que
acaba de abrir umestabelecimcntoem grande ponto, no n. 16 da ra da Cada do Recifoa.se cu-
rando desde ja aos concurrentes que esforcar-se-ha pela perfeicao, barateza e nromnlida das en-
sxxsE&iSm eeiias- igrm,n,e ,em um tc 5*JS 'sen idV8:.
gostos e ae pnmeiras qualtdades, para caljas por presos commodos.
II FHV/FI


DIARIO DE PERNAMBCO. SEXTA FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 1860.
T5)
Ensino de msica.
As pessoas que pretenderen! fal-
lar ao conselheiro Jos Bento d< Cu-
OTerece-se para leccionar osolfejo.como t8m- nha e Figueiredo poderao procura-lo
bem a locar varios instrumenlos ; dando as li- na rua d0 Imperador n. 37, primeiro
coes das7horass91i2da noite: atratar na rus __ v. V___. ,___/_ .
andar, das 11 horas da maniata ate as
da Roda n 50.
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se o doura-se em marmore leras pro-
prias para catacumbaou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla scus Irabaihos
nos tmulos dos Illras. Srs. Viraes, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais rua da Caixa
d'Agua n. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & rua da Senzala Nova n. 52
Dentista de Paris.
15Rua Nova15
Frederico Gautier, cirurgio dentista,,^
faz todos as operaroe da suaartce col-*
i locadentes artificiaes, ludo com a upe-A
f^ rioridade e perfeico que as pessoasen-fg
tendidas lhe reconhecem. <&
Temagua e pos denlifricios etc. 5.
2 da tarde.
Saca- se para Lisboa e Porto no
escriptorio de Carvalho, Nogueira & C.
rua do Vigario n. 9, primeiro andar.
AYTrTTTTrTTTTTrTrTYTT'tTTTTY*
l DENTISTA FRANCEZ.
# Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- .
jf rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
*l p dentico. ^
O advogado Joao Francisco Colho Ritlan-
court, morailor na cidade da Victoria, comarca
de Sanio Anlao, tem urgencia em fallar com o
Sr. Benlo Francisco Bczcrra, morador nos su-
burbios do Recife, acerca de mn negocio forense,
que foi ultimado em seu beneficio.
Teom de ser arrematados, na porta dojuiz
|e j de paz de. S. Jos do Recife, os bens penhor.idos
*Jg' d> Manool dos Alijos Torres a reqiierimenlo de
5|g Kibciroii Lobo, nu da 12 docorrenle s 9 horas
do dia : quem interessar-se, dirija-se s lloras
indicadas no dia marcado.
raira
do Scnhor Bom Jess dos
Passosdo Carpo
Sanio.
Pede-se a todos os moradores da visinhanca
da mencionada matriz o favor de illuruinarem as
frentes de suas casas nos dias 13 e 11 lo coi ren-
te raez para abrilhanlar a rcfciida testa do mes-
rno Senhorque hade ter lugar -os raenciouados
dias.
Trccisa-so Tallar ao Sr. Alexjndrino Ferrei-
ra de Alcntara Miranda, que morou no pateo da
ribeira de Sanio Antonio ; na piuca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Aluga-se um segundo andar c solao com
grandes commodos, e bem assim um sillo muilo
perto da cidade, com muilo boa casa do vi enda,
casa para prclos e para feitor, com muitos arvo-
redos de fructo, boa baixa para cauinv, camboa
para desembarque : a IraUr na serraria da rua
da Prata n. 59.
A pessoa que annunciou querer tomara ju-
ros t:O0$, lando por garanta bens de raz, po-
de dfngir-se .i rua Direiia n. 137, ondo achara
cem quero tratar.
Alugam-se duas casas para passar afesis,
na povoacao de Sanio Amaro de Jaboalao : quero
pretender, dirija-so a rua das Calcadas n. 12
Bento de Simo Ciro, africano livre, retira-
se para a Baha.
Julio Filgueiras, africano liberto, rctira-se
| :,i a B.'liia.
O l)r. Manoel E Reg Valonen pode ser pro-
curado para o exercicio de sua prlistao de me-
dico : na rua da Cruz u. 21, segundo andar.
Nos abaixo assignaoos, annunciamos ao
respeilavel corpo do commercio desla praca, que
liavemos eslabelecido sociednde commcrcial na
loja ii. 23 da rua da Cadeia do Recife, a qnal co-
mecou o seu pyro no dia (i deste mez sob a razao
de Gurgel & Perdigao, o que somos responsaveis
pelo activo e passivo da exlincla firma de Au-
gusto & Perdigao. Recife 9 de oulubro delbG.
Beravindo G. do Amara!, Manoel Viei:a Per-
digo.
(CAS,
Uoiitores Ramos e Scve
nos
Sila em Santo Amaro.
Esto cstabeleciroonto contina debiixo da 3d-
; ministraco dos proprielarios a receber doen'.es
, de qualquer natureza uu cathegoria que seja.
O zelo c cuidado alli em prega dos para o
I prompto restabelecimenlo dos doenles, geral-
meiilc conhecido.
Quem se quizer utisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprielarios, ambos moradores na rua
Novo, ou cntender-se com o regente no eslabe-
lecimenlo.
A diaria para os escravos de 2*500, e para
oslivies de 33200 ou jOCO. porcm cm cerlos
casos pode ha ver algum abatnenlo.
As opcracccs sero previamente ajustadas
Augusto G. de Abreu sa-
cu sobre Portugal.
|| O Ur. Cosme de Sa' Pe eir da' jjj
H consultas medicas em seu escrip-
I torio, no bairro do Recife, iua
|| da Cruz n. 53, todos os dias,me-
|| nos nos domingos, desde as 6 g
^ horas ateas 10 da manhaa, so- ff
ff breos seguintes pontos |f
l 1." Molestias de olhos ; %
o 2.- Molestias de coraeo e de gr
9 peito ; *
|f 3.- Molestias dos orgaos da ge- |f
cij racao e do anus ; &
$ !. Praticara' toda e qualquer S
<$> operacao que julg-r conve- w
M nientepara o restabelecimen- ||
S to dos seus doentes. |g
9 O e\ame daspessoaque o con- 55
'%$ sultarem sera' feito indistincta- %$
$& mente, e na ordena de suas en- |
8 Iradas, fazendo excepcao os doen- w
^ tes de ollios, ou aquelles que por g
^ motivo justo obtiverem hora ^
II marcada para este im. S
fejBMBMBWB9-810BiaM6 ^S^JS
Na rua da Cadeia n. 24 deseja-so fallar com
os senhores :
Baltazar Jos dos Res.
Domingos Caldas Pires Per reir.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino de Souza Pereira de Brilo.
Joaquim Clemente de Lomos Duarle.
Joo Rodrigues Cordeiro.
Cielo da Cosa Campello.
Antonio de Albuquerque Maranho.
DE
NO
m*. TBT" JE3 I L3 /**>.
Assignatura Je banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para utns pessoa)
tomados em 30 dias conseculivos. ,........... 105000
30 carios paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 155JOOO
15 Ditos dito dito iio ...... 8000
7 > ...... 4000
Banhosivulsos, aromticos, Migados esulphurososaospreQos annunciados.
EstareducQao de presos facilitar ao respeilavel publico ogozo'das vantagens que resultara
da frequenciade ura esiabelecimenlo de urna ulililadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
Na rua da Iraperatriz n. 18, precisa-se lu-
gar urna escravn para o servido interno e exter-
no: paga-se bem, comanlo que seja Re.
0 Sr. Antonio Joaquim de Souza Bastos,
lem urna caria na loja da rua do Queimado nu-
mero 16. -
k\im
E AUTORISACAO
DA
ilDMU IKPIf'iL DI Bf-D!CIU
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
COMMISSAO
Aviso
Avisa-se ao Sr. Manoel Antonio Pinto da Silva
que venhfi resgatat uns penhores que deixou
por cerla quaniia at o dia 15 do correte, do
contrario sero vendidos psra pagamento do
principal c jurjs.
ESCRAVOS
NA
Rua
larga
do Rosario n. 20
Alega-seliisn negro
servico, a tralar na rua
n. l, loja.
para todo c qualquer
da Cadeia rio Recite
|Lices de piano|
| e canlo 1
;t Tobas Pieri artisla italiano da compa- j|e
S :.:iia lyri'.a tendo acabado o coulralo coro ~&
^K o Sr. Ncrinangeti, proiende dedwar-se ao y&
r ^ os pas de familias que quizerom ulisar- jTv5
;.;fi 80 core o sen presumo podern procura-lo 5J
^*g ii3 rua de S. Isabel n 0 para l(ar com |g
\)p o mesmo, quesera mui razoavol nos scus tj/
li ajustes___
segnnde andar.
Ncsla casa recebem-se escravos par8 sercm
vendidos por commissao por conta de seu^ se-
: uhores. Afianrn-sco bom trnlamenlo.assim como
as diligencias possiveis para que os mesmns se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao solTrerem empale na venda delles.
Nesta casa ha sempre para vender escravos ds
; dillerentes idades de arabos os sexos.com habiti-
I dudes e sem ellas.
Aluga-se um armnzem com baslnrfles com-
modos, bota os fundos para a rua dos Tsnoeiros :
a tralar no pateo de S Pedro n. G.
A. \V, Osbnrn retratista americano annuncia
ao respeilavel publico desla ridnde que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
um explendido sorlimenlo de molduras redondas
douradas de todas as dimensoes, caixas para re-
tratos fazrnJa muilo tina, assim como recebeu
ur> bello sorlimenlo de casolelas de ouro e alfi-
neles dedilo obra prima expressamente para re-
Iraios. A. NV. Osboin aproveila esta aprazivel
opportunidadt para informar ae publico que elle
esi resolvide, a dar lieces da sua arleem todos
os seus ramos, assim como tem para vender um
completo surlimento chimico e oufros aparatos
proprio paro as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osbom lamben) lira retrates em cartes de
visita e em papel de escripia por prer;o muilo
nzoavo!: na rua do Imperador primeiro andar
corn baudeira.
Roga-se ao Sr. Antonio JnsdaCunha Gui-
m a raes que dirija-so a rua larga do Rosario n.
38, a negocio que o mesmo scnhor nao ignora ;
espori-se at o dia 4 de outubro.
IW
SfcreR
DENTISTA
DK
^^:

i^y^.
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S
*g Os Drs. Sarmesto pai e i!to,
|| partioipam aoi seus clientes <|ue
^ mudaram a sua residencia pata
H$ a caea nova, contigua aquella em
* que moravara, cuja entrada
&e p -locampodasPtincczasoutr'ora
arge do palacio.
As consultas gratuitas para os
m
i*
i
LA
8
M
si
* M pobres, em vez de quotidianas
au como teem sido ate agora, s te-
quintse domingos das 10 horas f&
em diante o>
1 PRJA3ISi:0.
^ 3~Rua eslreila do Rosario-3 H
a Francisco Pinto Ozorio continua a col- Sf2i
v locar denles arliiciaes lano por nieio *
: de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
3g nao Rqucm a vonlade de seus donos,
^ lem pozescoulras preparacoes as mais
t| acreditadas para conscr.-ariio da bocea
K'lkmann Irmaos & C avisam ao
. respeitavel corpo do commercio que
jj3 foram nomeados agentes nesta praca das
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e era lodas as provincias
deste imperio ha rafis de 22 annos, e sio afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros atlestados que existem de pessoas capa-
zos c de distincrOes.
Com e.-tas Crafas-electro-hagneticas-epispasticas oblem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammacao [cansaro ou falla de rupiraco), sejam internas ou externas,
romo do ligado, bofes, estomago, ba<;o, rins, ulero, peito, palpitaco de coraco, garganta, olhosi
erysipelas, rheiimatisroo, paralysia e lodas as all'ercoes, nervosas, ele ele. Igualmente para as
dillVienies especies do tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. soja qual fr o seu lamanho e pro-
fundeza, por mcio da Buppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e distinclos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por esetipto, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicagdes, se as chapas sao para homem, senhora ou crimea, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, so na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia e sondo inhaces, "feridas'ou ulceras, o mol le' do seu ta-
manho em um pedaoodo papel c a declaracSoonde ex'istcm, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil'
I As chapas serio acompanhadas das competentes oxplicaces o tambera de iodos os acceso-
rios para a iollocar;;io dellas.
Precisa-se fallar com o Sr. Joao Fernandos
Chaves Jnior e Manoel Rraziliano deArruda C-
mara : na rua da lmpcralriz u. 88.
Um rapaz de boa conducta se offerece para
Caixeiro de qualquer esiabelecimenlo, c lem al-
guna praliea de fa/.enJas, taberna e padaria, e
d Mador a sua conduela : quem de seu presu-
mo se quizer ulilisar, dirija-se a rua Direita n.
iij, a tratar com o mesmo.
O Sr. Dr. Fulgencio Infante de Albuquer-
que Mello queira ler a bondade appareccr na 1 ja
da rua do Queimado n. 10.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de braco braco r s
quintas e domingos, no lorreo da alfandega, c
nos sibbados al as 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador segu
andar do sobrado da rua eslreila do Rosario uu-
inero '0.
Partidas dobradas*
Um moco com bonita letra, e habilitado com-
peientemcute pela pratica de escriptorio
cripta por partidas dobradas, soliendo tamb :n
promover cobranzas dentro e fra da capital, se
offerece para caixeiro de escripia de algum i
commercial di sobre sua sizudez e capa..
fiadores idneos; quem precisar, pode deixai
ca la fechada na loja do Sr. Pigueiroa coui as
iniciaes a. R,
Aluga-se urna casa no Poco da Panella, i
margem d rio, bastante fresca, leudo copi
frenle e no oilao, com grande quintal, e ur
dos de fructo ; quem a pretender, procuro t
biado de dous andares n. 137, na rua Dirctl
lado da igreja do Terco.
Precisa-se alugar urna preta que saiba ( i-
zinhar e engommar, paga-se. bem : na rua d i
Pescadores ns. 1 o 3.
Que as ras de Pernambuco estejam lorl -,
concedo, porque a sua primitiva edilii
mi; que se lrale de remediar esse mal j i
feito, concedo ; e al 6 muilo justo para o for-
moseanienlo da cidade, porm que se queira
boje edificar em leirenos desoecupados predios,
cujos nao somente enlorlam a rua que pode e
deve ser direita, como lambem desformoseam >s
que j eslao edificadas, sio o que nao se pode
lolerar, assim como se esl vendo as casas
est edificando o Sr. l.uiz de Oliveira Lim
Corredor do Rispo, e por isso a tilma, c:
deve tomar conhecimeoto de semelh; ni
cacao. censor.
VI leucao
Precisa-se de urna ama livre ou escrava,
saiba lavare engommar, para urna casa iugl
de pouca familia ; na rua do Trapicheo. 19.
que se
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriptorio
achara aberto todos os dias, sera excepcao, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde.

A
.. -
companluas
Ilainliurgo.
de se
guros
mattimos de
I mmwz$&%m-G3m&&;m9aB'>iis!&

&tabeeeida m Loudi-es
iistf si m
CAPITAL
CVueo *avY\ioes de Vibras
sterliuas.
Siundcrs Rrothers& C. tem a honre de
mar aoa senhores negociantes, propriela
caas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente aulorisados pela dita companhia para ef-
lar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
tos '!e le ha, e igualmente sobre osobjectos
que coniivorem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobiUa ou em a/eudas de >iualqucr
quadade.
O Sr. thescureiro des loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no os-
i infor- ; eriplorio das mosmaa loteras na rua do Impera- Pri's0l|t .annuncio. Outro
rios de dor n. 36,e as casas cemmissionadas pelo mesme presentemente nao tem n
AO PUBLICO.
O abaixo assignado com sorpresa vio um an-
nuncto do Sr. Manoel Jus dos Santos relativa-
mente a armacao que existe na loja da rua da
Praia n. 27, c isto qu indo o abaixo assignado
j tiittia entregue a chave da dita loja ao mesmo
Sr. Ssulos, e pelo prsenle lamben) o abaixo
assignado protesta ir haver de qualquer que seja
o comprador de dila armacao por ter direito ao
augmento que pella fe/., e tambera o far judi-
cialmente em visa do valor que ella lenha, e
o que lem hoje, o que prova com testemunhas e
declara que dita armacao foi justa pela quanlia
de trezentos mil res, logo fique- prevenido o
pretndeme que o excesso perlence ao abaixo
assignado com quem se deve entender respei-
to. Recife 9 de outubro do 1860. Francisco
Tavares Rolelho.
su,
Sr. lliesoureiro na pra.;a da Independencia ns. 14
e#6, das 8 horas da manhaa s 6 da larde, os
biihelese meios da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do Livramento, cujas rodas dc-
ver.o andar impreiciivelmenlo no dia 27 de
outubro prximo futuro.
Thesouraria das loteras U de oulubro de 1860
O esorivao, J. M. da Cruz.
Quem tiver um sitio peito ou
longe destacidade.com tanto que tenlia
casa de v'ivenda, arvores de fructo e ii-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diii-1
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
Hotel Trovador.
Ao senhor
Antonio Joaquim remandes de Oliveira, estudan-
lo do lerceiro auno da Facutdade de D.reito desla
cidade, pede-se que ven ha satisfazer o que nio
ignora ; uestes termos pela segunda vez : na rua
do Crespo n. 21.
Claudio Dubeux, propriela rio das linhasdos
mnibus, faz scienie aos Srs. assignantes c mais
passageiros, que nao mais admissivel conduzir-
i se em nenhum dos respectivos mnibus, volume
I de qualidade alguma, a excepcao de alguma bol-
ea do ronduzir roupa para viagem, que nao ex-
ceda de 8 ou 10 libras ; nao devendo qualquer
' Sr passageiro cscandalisar-se se der motivo a fa-
zer com que se I he faca observar o contoudo do
sim scicutifica que
mais mnibus pra o
Ihealro, visto ler-se acabado as respectivas as-
signaturas.
prela escravn que
na rua do Vigario
Precisa-se alugar urna
i engommar e cozinhar ;
n. i '., segundo andar.
A pessoa que empenliou um pas-
sador no pateo do Terco n. 15, tenha
a bondade de or resgatar, do contra-
rio lera' vendido para pagamento do
principal e jurOS-
Da-se 1:500.S* a juros sob bppo-
t'oeca em bens de raiz : a tratar nesta
typographia.
Aluga-se o primeiro andar da casa da rua
da Cadeia do Recife, n* 41, proprio para escrip-
torio : a tratar na loja.
Precisa-se de um sitio pequeo para ho-
rnera soileiro ; preerem-se esses lugares : Sole-
dade, F.lrada de Joao do Rarros. Pombal, S.
Amaro : quera tiver, annuncie para ser procu-
rado.
Prccisa-se do um pequeo que tenha 2 a 3
annos de praliea de pharraacia; a tratar no pa-
teo de S. Pedro n.6.
Rua larga
do Rosario
Domingos da Silva Campos est proceden-
do inventario pelo Illin. Sr. Dr. juiz de orphos,
e roga a seus devedores que vcnhsm saldar seus
dbitos
Na rua das Aguas Verdes n. 5, riscn-.se le-
da qualidade de livros, lauto de Unta encarnada
como de azul, com (oda perfeico, e iambcm se
cncaderna toda qualidade de livros.
Est justa e contratada a compra do Ierre-
no do Sr. Antonio Sergio da Cruz Muniz, silo na
rua do Ouro, com 40 palmos de frente, do lado
do nasecnte, e 150 dilos de fundo do lado do
poenle, que fita junio a casa do Sr. Moreira ; se
algu<>m se julgar com direito ao dilo terreno so-
bre hypolhfca ou oolra qualquer lrans8cco, de-
clare por este Diario. no prazo de tres dias, a
contar desla dala, e lindo o dito prazo ficari sem
vigor qualquer reclamaco que por ventura pos-
sa appareccr. Recite de Pernambuco 8 de outu-
bro de 1860.Guilhcrme Henrique Chapron.
Ao senhore
j Trnjano Carneiro Leal, deseja-se fallar : na rua
do Crespo n. 21.
Firmino Herculano Baptista Ri-
beiro, avisa a quem convier que mu-
! dou a sua residencia da i ua do Monde-
go para a dos Prazeresn. 4.
_ Prefine-so ao comprador da fabrica de sa-
bao e velas, da rua do Brum e Guararapes, que o
telheiro nnncio ao oitao norte dodella, est (tai-
vez) em mais da melado levantado em terreno nao
perlcncenlc ao dono da fabrica, e que o respecti-
vo propriclario est esolvido a exigir, al judi-
cialmente, sua demolir.io e competente indem-
nisaco.
Nos dias 5, 9 e 12 do correnle, depois da
audiencia do Dr. juiz dos orphos, tem de ser
arrematados por arrendnmcnto, a requerimenlo
do tutor Antonio Pedro das Neves as casas se-
guinles: o 1. andar com todas as lojas do so-
brado da rua Augusta n. 2 ; urna casa terrea, sila
na rua do Caldeireiro o. 6; urna dita na rua de
||9 Rua do Parto
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
ESPSPlo?^
Prccisa-se de urna ama secca ; na rua das A-
guas Verdes u. 8.
James Broum, subdito brilannico, rcllra-sa
para o Rio de Janeiro.
O abaixo assignado, com loja de calcado ia
rua larga do Ilosario n. 32, avisa ao res|
publico ,que o Sr. Antonio Alvares de Quii
dcixou de ser seu caixeiro desde o dia 8 do
reme. Reciio 9 de oulubro de lStiO.
Joaquim Bernardo do Reis.
Al viso tempo.
O abaixo assignado, com loja de ca
rua luga do Rosario n. 32, avisa a lod;>- -
sois que lhe sao devedoras a virrm saldar
dbitos al o lim do correle, pois o abaix i
signado lambem tem deveres a curoprir. R
'J do oulubro de 1860.
Joaquim Bernardo do Re3.
Aluga-se urna casa na ilha do Retiro, ij i
(lea ao lado Ja ponte da Passagem, tem o qu'ar-
tos, cozinha ra, 2 salas, baimo ao p da porla .
0 aluguel convida, pois barato, e o lugar -
relente para passar a fesla ; atratar com i liz
Manoel Rodrigues Valenca junio a fab
do caz.


Alten ao.
CONSULTORIO
| Especial homeopathico, rua de Santo Amaro
(Mundo Novo) n 0.
m
s,'V
m
<* -
:^/ que deu o neme de AGUADOR DYNAMJCO
;re' Esies medicamentos -ao os nicos que desenvolvem propriedndes
'-? espazes de coraras molestias com a maior certeza nossive'
0 Dr. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua viagem a Europa, d consultas todos
Os dias uteis desde as 10 horas at meio dia. Visita aos doentes eui seus domicilios de
me:o diaem diante, e cm caso do necessidade a qualquer hora. A senhoras de parto e
<';^
algum aHopa-
n. 44
As pessoas que recorrerem a este hotel1 encon-
trarn boa commndidade para una noite, dias e
mases, conforme lhesconvier, enconlraiac lam-
bem a qualquer hora do da o noile lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem, as-
segurando todo o asseio. Tudo por preco com-
modo.
Custodio Ferreira Moutinlio com
loja de ourives na praca da Indepen-
dencia, avisa a tolus os seus amigos e
especialmente ao commercio que seu
sobrinho Manoel Ferreira Moutinhosa-
tiio de sua casa e que nao se responsa-
bilisa por transacc-lo alguma que o
mesmo fier.
Richard Broome, John Bayliss, e Arthur
Shuard, subditos brilannicos, reliram-se para a
Europa.
O Sr. Miguel Alexandrino, que
morou no Afogado e mora actualmen-
te no Cabo, queira mandar ou vir a',
praca da Ind-pendencia, vraria ns. 5 a"1" B.u.a n 78- P"lencenles a menor filha do
; finado Joao Francisco da Cruz, sendo a arrema-
taciio cffecluada nn praga de 12.
e 8, que e lhe precisa fallar.
m
::^
osdoenles de molestia aguda, que nao liverem aiiiia lomado remedio
thico ou homeopathico, serao atlendidos de preferencia.
Pharmacia especial horneo path i ca.
Os medicamentoshomeopatliicos que se rendem nesta pharinacia sao preparados
a machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir em Paris, c a
uniformes, c
----- .....ou ceue/.a possivei.
Alera dioso, desojando tirar de sua viagem a Kuropa lodas as vantagens para o
progresso da honieopalhia to Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos para obter as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nasccm o
para isso entendeu-se com un dos melhores herboristas d'Allemanha, para lhe man-
dar vir as plantas frescas alioi de preparar elle mesmo as linduras. E' assim que o
a coa uto foi mandado vir dos Alpes, a rnica das monlanhas da Suissa. a belladona
bryonia, chamomilla, pulsatila, rhus, byoseiamiis, foram colindes na Allemanha na
tranca o na Blgica, o ve-rairum no Monto Jura ele, ele. '
Oesta sorte provida a phaimacia do Sabino das substancias que servirlo para
as experieucias puras de Hahncmann, descripi.is as palhogenesias, acharao o medico
e osamiijos da homeopalhia os meios seguros e verdadoiros de curarem as enfer-
midades.
Os precos sao os se'guiitcs :
Botica de Si tubos grandes............... 12$ a 16-*000
Dita de 36 .................. 18S a 22*000
[>! ^e .................. 1H WM
puado 60 .................. 30j a 35J000
Existem carleiras ricas de velludo, para maior preco.
Cad vidro avulso de lindura...................." 2j000
Cada lobo avulso.................................. I$U00
N. B.
*'*e) usadaej
Cai.xas com medicamenlosera globuis'eVincVuwddiVersas dynamisaces [mais tm
De 24 vidrosde linduras e 32 tubos grandes..... 409000

489000
6(j000
TOjOOO
92$000
115t000


De 21 dilos de dilo e 18 tubos grandes............
De HC dilos de dilo e 56 tubos grandes..........
De36 ditos de dilo e 68 lobos grandes..........
De 48 ditos de dito e 88 lubds grandes......
Do 60 dilos de dilo c 110 tubos grandes.....'.."'." i
r,m(. u<"*fi0 U-'0IS a0S n,edjcos. aos Srs. de engenho. fazendeiros, chefes de gfil
mSpat'hia S dcnav10 ccm &era{ a lodos 1ue s^ quizerem dedicar a praliea da lio- gpv
_____ QMl
Vendeni-se lambem machinas elctricas porlaleis para Iralamento das molestias s?jf
nervozas. Lslas machinas sao s mais modernas o as mais usadas aclualmente em ^25
toaa a huropa, lano pela comraodidade de poderem ser irazidas na algibeira, como V;
porque liabalham com preparacoes que nao sao nocivas. !
....... ni |'n-(iuioiurs 4uv nao sao nocivas.
Cada urna......................................... 50;000

*;$v%
Aluga-se um primeiro andar, proprio para Aluga-se um sitio ua Capunsa Nova a mr-
pcqueni familia ou escriptorio, na rua do Encan- I gem da Capibaribe, com una cas." grande' cslri-
laraento n. 12: a tralar no armaze.m do mpemn baria o MAkain a Huno k.... j. .._ '
lamento n. 12
sobrado.
Aluga-se um sitio na estrada dos Afilelos,
com casa do sobrado, baslantes arvores fructfe-
ras e boa agua : quem o pretender dirija-se rua
Direita. sobrado n. 21, com entrada pelo boceo da
Pecha a fallar com o abaixo assignado.
Joaquim Bernardo de Mendomja,
baria e cocheira e duas baixas de capim e muitas
arvores : quem pretender dirija-se ao mesmo, e
ah encontrar com quem tratar.
Claudio Dubeux j lera velas mixlas para
matar formigas de roca.
D-se dinheiro sobre penhores : quera pre-
cisar, dinja-se a.rua do Livramento n. 12. que
se dir quem d. '
Sabbado 13 do correnle, lera de sei
inalada urna escrava crioula. avaliada por
penhorada a Jos .Mexandre Gubiau por ex
cao de Jos Haria Pestaa, Onda audi
segunda vara, na casa em que foi cadeia.
Albert Aschol, relojoeiro ;ills-
mao, avisa ao respeitavel publico e es-
pecialmente aos seus amigos c freg e-
zes que mudou o seu esthelecm,. to
para a rua da lmperatriz n. 12, aonde
o acharao sempre prompto para fa:
qualquer concert com esmero, piomp-
tidao como e o seu costme e por i *e
eos os mais razoavtis.
Ralkmano Irmos d C habilita-
dos pelos dredores cosbeci dos do lal -
cido Francisco Xavier Brito ce l\>: ,
convidam a todos os credores do mesmo
pai a apresentarem as suas contas, a im
I de dividir-se O que se apurou dentro
do prazo de 5 dias, sob pona de nio
puderem fazer reclamadles alguma de-
pois de feito o dividendo.
Vai A praca pela ultima vez o mol
Amaro, perlencenle aos bens da tinada D. M a
Rosa da Assumpco, no dia 12 do correnle de-
pois da audiencia do lllra. Sr. Dr. juiz de or-
phos.
Aluga-se o segundo andar do sobrado d. ,
da rua do Vigario : a tralar no mesmo.
Lava-se e engomma-se com perfeico : na
rua da Concuico da Boa-Visla n. 42.
Quera annunciou vender duas pseravas par-
das, juntas, querendo vend-las separadas diri-
ja-se i rua da lmpcralriz n. 3, segundo andar
que se precisa de urna.
Aluga-se para passar a fesla ou mesmo an>
nualmenle, um bom silio em Bebente no lugai
do Porlo da Madeira, contiguo ao de Joao Filip-
pe da Cosa, lendo a casa bons commodos para
familia : a Iratar na rua do Queimado n. 48.
Attenco.
Joao Anlonio Carpnteiro da Silva lendo de
anidar i firma social de Carpnteiro A Prado re
laiivarnenle padaria da rua Direita. roga,, lodos
os credores da mesma firma que apresenien, suas
comas na mesma padaria al o dia 15 do corle-
te, assim como roga lambem a lodos os devedo-
res da mesma que hajam de satisfazer seus debilos
no mencionado dia.
Emma S'odden, subdita ingleza, relira-se
ira Inglalerra.
Xavier Bao, subdilo hespanhol vai para o Rio
de Janeiro.
Alugavse um bello predio de dous andares
e solad, silo na rua da lmpcralriz n 17 : o pre-
lendente dirija-se rua do Cabug n. 2 A.
Jos Antones, subdilo porluguez, relira-se
para fra do imperio.
pa


()
DIARIO DE PERH1MBUCO. SEXTA fEIRA 12 DE OTBRO DE 1860.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
r
Devendoter lugar domingo, 1^ do corren le, a
elcic&O do conselho administrativo que tem de
substituir o actual na gerencia dos negocios des-
ta Associagao. pelo presente convido a todos os
senliores socios effeclivos em dia tom o cofre
social para comparecerem s 10 horas da manhaa
no casa das sesses.
Secretara da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 11 de oulubrode 1860.
Bcrnardlno do Sonna Ribeiro,
1. secretario.
Boa cocheira para nego-
cio.
NegOCa-M a cocheira do bois com carros da
aliandega, e boas vaccas de leile, sita na ra da
Florentina, bem afreguezada, e o motivo da ven-
da se dir ao comprador; na niesraa cocheira a
qualquer 4>ora do dia.
lAluga-se urna boa casa no CachaDg, com
bastantes commodos e bom banho no fundo do
quintal: a tratar na ra da Paz n. 42, outr'ora
ra do Cano.
Nauton Fourtcu Frdric Joseph, subdito
francez. retra-sc para Europa.
Francisco Hillario e Manoel Hillario, sub-
ditos hespanhocs, retiram-se para fura da pro-
vincia.
Compras.
Conipra-sc uro cavallo grande, gordo e de
bonita pello : na ra Direila n. 66, que sirva
para cabriole!.
Comprou-se por eonta da sociedade Feliz
Jilo J .lc ",,e,ro 263 e dous meios us. 27 e
4013 da 12 lotera da opera lyrica nacional do
Rio de Janeiro.Alcntara, 1. secretario.
Compram-se
dous consolos de mogno com pedra marmoro
- Dcsapp.receu era dias do raez de agosto bnLoT^t^rK. ^ S
prximo passido a cscrava Marcelina de naci SK' no IS e com P0,,co US :
Rebolo, representando ter quarenta c'tantos an- '.diry.-e a ra do Crespo n. 4, loja.
nos de idade, cor fula, altura regular, olhos em-
papujados, e com urna belide em um delles, ten-
do nos bracos signaes da nacao a que perlenco,
e marcas de chicote as cosas: quem a pegar!
i ra de llorlas n. 9, segundo andar, qu
ser recompensado.
Na ra das Cioco Ponas n. 27 d-se dinhei-
ro a juros sobre penhores de ouro e prala, e nao
na ra de Santa Rila como tinha annunciado.
Precisa-se alugar um sitio com casa e estri-
bara, que lenha capim ou terreno paia plantar :
quem o tiver, querendo arrendar, aunuucio ou
di rija-se a ra do Passeio Publico n. 7.
GABINETE PORTUGUEZ
LEITURA.
Por ordem do lllm. Sr. presidente do conselho
do Gabinete roituguez de Leitura convido acs
111 ms. senliores conselheiros para a sessao ordi-
oaria do dia 15 do correle, pelas 6 horas da tar-
de, na sala das sessoes do referido Gabinete.
Secretaria do conselho aos 11 de outubro d
1S60.
Francisco Igmcio Ferreira.
1." secretario.
Pelo presente declaro que nao se cnlcnde
COii o Sr. I)r Joao A. de Souza Bellio o brado
dado oeste Diario que se refere a dito Sr.
doutor O bradante.
Alugam so os dous andares dos sobrados
da roa Ja Penha n. 20, por preco muito conimo-
eto : quem pretender, dirija-ae a ra Direila n
'J i, prin eiro andar.
No dia 7 de outubro corrente desappareC6U
0 escravo Canillo, criouto, representa ter 15 an-
nos, altura regular, cOr fula, parece cabra, cara
bem marcada de bexigas, lem grande falta de
denles, levou vestido camisa c calca azul escuro,
( riconIrado na estrada do Hanguinho, c se
supne estar por alli Irabalhando em algum sitio
come ferro. Este escravo foi arrematado na praca
dr jui7o dos feitos da fazenda a 20 do setembro
deslc armo, lendo sido escravo do engenho Geni-
papo e ltimamente do engenho PaulL-t.i; quem
o pegar leve-o ao engenho liorna, c oesta cida-
de ra estrella do Rosario n. 41, d.pj.-ilo ge-
ral, que ser gratificado.
Previne-se a quem possa enteressar que os
i rdeiros do finado Jtfaquim Gomes de Seitieira
nao podem alienar lodo o dominio da casa tor-
la ra da Conccieao n 36, sem que proce-
dan)-se a pardilla da mesma casa. Previne-se
da, que esta partilha nao polo sor amigavel,
n-i p por que existe um herdeiro auzente, fi-
Iho do finado e do qual nao ha procurarlo bas-
tante, mais ainda por que existe entre' os raes-
- herdeiro3 daos menores, donde se v que
essariamente deve ser judicial o no juizo
d- orphos. Isto previne-se sfira deque n fu-
turo inguem allegue ignorancia ou boa te.
O Sr. Olimpio Manuel dos Sanios Vital, ara-
demico do 5' anuo o rogado a ir ou mandar a
ra dos Pires, taberna n. 32, concluir u neg-
Foges econmi-
cos,
Foges econmicos americanos, os melhores
que tero vindo ao mercado, nao so por cozinha-
rem em metade do lempo de qualquer oulro,
como por nao gasiarem urna terrea parte da lenha;
estao-se vendendo por metade do seu valor,
approveitar a occasio. Gsrante-se a boa quali-
dade e bom Iravado dos mesmos : vende-se Da
fundigao da ra do Brum n. 28, loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recife n. 61.
Tachas para engenho
Fundicao de ferro e bronze
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n 11
alguna pianos do ultimo gosto, recenliraent
cnegados, dos bem couhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres.
muito nroonosoara este clima.
^SIS9l9lfiSB KS*S eKSKSHMSB
DB
I
Compram-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, csciiplorio de Francisco Mathias Pereira da
Costa, receber 20 Compra-se moedas de ouro bra-
sileiras e portugut zas : em casa de
Atkwightti C-, ra da Cruz n. 61.
Compra-se um escravo que seja moro, de
boa figura e sem vicios, paga-se bem : na ra
dos Mailyrios n. 4.
Vendas.
Vende-se em cor.ti urna cscrava criouki do
26 annos, boa engommadeira, coslureira, cozinhd
e faz lodo oservico de umi casa : na ra estrel-
la do Rosario n. 41.
Vendem-so laboas de pinho por barato pro-
co : no caes do Ramos n. 2, armazem.
Vende-se barato, a prazo ou a dinheiro, um
bom plano cora pouco uso : na ra Nova n. 7.
CANOAS.
Vcndem-sc ou alugam se duas canoas de car-
reira, pegando urna 200 feiies de capim : na ra
Direila dos Afogados n. 13.
Vende-se um terreno com 105 palmos de
frente e 300 de fundo, ludo alerrado o com 50
palmos de caesj feitos, muito proprio para nello
se eslabelerer refinacos, padarias ou fabrica de
qualquer natureza, a ra do Rrum, bairro do
Recife, junio a fabrica di fundicao de ferro, lugar
designado para taes estabeleci'mcnlos, cujo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos cada um : na ra do Apollo, armazem nu-
mero 33.
Lindos enfeites,
e turbantes de velludo e oulros com grade, fran-
jas e borlas douradas, ultimo goslo em Paria,
proprio para Iheatro e bailes, chegados nestes
dias i\ casa de J. Falque, ra do Crespo n. 4.
\ende-se urna casa torrea em chaos pro-
prios, nova, na ra Imperial n. 216; a fallar na
ra do Imperador n. 51, loja.
Vendem-so 2 bois mansos ; a Iralar no
Manguinho, sitio de Albino Jos Ferreira da Cu-
nha.
Esparlilhos.
Recebeu-se um novo sortimeuto de esparlilhos
de atacar na frente e oulras qualidades, tanto
para senhoras como para meninas, c por preces
muilo commodos : em casa de J. Falque, ra do
Crerpo n 4.
Apolinario Ignacio da Conceico. de accor-
do rom seus credores, vende sua taberna em
poni pequeo, bem sorlida com bons gneros,
sita na ra Velha da Boa-Vista n. 27 : a iralar
e i llamado,
ii urna ama de meia idade para
pouca familia; na ra da Roda
ci que SS. nao ignora, islo nestes 3 dias a con-|s,,a n'1
larde hoje;dnconirario lar-se ha publico a na-|na n,,,s",'', taberna, ou no aniicm ao peda Ma-
i i lo negoi io para que chan ''r" de Dcos.ii. 5, ou no boceo Largo n. 1 A, que
todo negocio se (ara.
Aos seohores armadores e
proprietarios tic carros
fnebres.
Vende-se verbutina preta superior a 400 rs.
1 corado : na ra do Crespo n. 25.
Corles de chita tranceza de padres nunca vis-
Ios, rom 11 covados, pelo diminuto preco de
2j500, rhales de merino linos trancados e estam-
pados, de novo? desenhos, a 5} cada um, lazi-
nhas miudinhas e de ramagetn grande para ?es~
ii los a 60 o ovado na ra do Qucimado n. \
A, esquina da ra do Rosario.
Precia i-se
' i servio de
ti 'i.
t Precisa-se de um- ama para emameotar
crianza : a tratar na casa ao norte do gazo-
rcetro a beira do rio.
O abaiso assignado responde ao annuncio
i [uim GonQalres de Albuquerquc o Silva,
lo no Diario de Pernambuco n. 231 de 5
i:te, qne o protesto c annuncio feito pelo
jignado, nao para intimidar e muilo
' para na i pigar, (\isto que o abaixo assig-
; inca sahio de sua patria por estar devon-
d" Oulro sim, o abaixo assignaJo nao pode-
tar sem que o lllm. Sr. Dr. juiz de or-
! !- ira o leterminasse c o Sr.escrivao Brito
iso por termo o protesto, o o official Sena
- se ao Silva e o Sr. Prederico Chaves ac-
; cerlo o Silva que seiei severo em
ir o que orde lei, mas o Sr. Silva lem po-
ii i ludo privar [o que se duvidal entjo esli
tilia tem toda a razao. Recife 11 de oulu-
bro le 1860.
Jos Rodrigues do Passo.
11 ;', finda a audiencia do lllm. Sr. Dr.
juiz le orphos ser arrematada a renda annual
d brado n. 10, da ra do Trapiche ; a u'ti-
"ir.l.
Na roa Augusta, casa n. 43, aluga-sc o pri-
andar, que tem 3 .ilas e quan'os e 6 mui-
l) i .- :a.
Lembra-seao Sr. lote Afonso do
o cura primen to da pro-
i Sa, <-,x:i d> Crespo loja n. 20.
Ama.
.\ ; 30a que precisar de urna ama para cosi-
: r pngommar para casa de pouca familia, di-
i roa de Sania Rita n. 45. Na mesma casa
existe urna senhora que toma umi crianza para
mimentar assegarando boa nutririto e por preco
con modo.
i jr.JVntoiiio de Souza Barrozo,
dirija-se a ioja n. 20 esquina da i ua do
jpo, a concluir o negocio que nao
ira.
Francisco Antonio -Correia Cardozo,
tem um grande sortimeiito de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguija est queimando, em sua loja na
ra do QueimaJo n. 2.
Tecas Je bretanha de rolo com 10 varas a
25J, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palilots a 960 rs. o covado, cambraia
organJy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 335, 4$, S3>,
e 635 a peo, dita lapada, com 10 varas a 535 e
63) a pega, chitas largas da molernos e escomidos '
pad roes a 240, 2G0 o 280 rs. o covado, riqu-
simos" chales de merino estampado a 7 e 835,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 835500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5#, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cada um, meias muito finas pa-
ra senhora a 435 a duzia, ditas de boa qualidade
a 335 e 3500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras nglezas a 59900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1},,
135200 e 135600 a vara, dito proto muito encor-
paloa 135500 a vara, brilhaniina azula 400, rs.
o covado, alpacas de diTerentes cores a360rs. o'
covado, cesemiras pretas finas a 23500, 33? e '
335500 o covado, carabria preta e de salpicos a i
500 rs. a vara, e oulrasmuilas fazendas que se!
far patente ao comprador, e do todas se darao
amostras com penhdr.
Nova e apurada
invenco ameri-
cana. I
Moinhos econmicos do funil para caf, facas
proprias para charuteiros, torneiras de ferro de
todos os tamanlios proprios para engenho, tan-
ques d'agua e pipas, etc., etc., c techadoras vo-
lantes com trinques e singelos, proco avista da
fazenda : na ra do Queiinado n. 53,'loja de fer-
ragens.
pechincba, antes que se
acabe.
Na loj do PreguiQa, na ra do Qucimado n.
2, tem saias baldes abortas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto preco de 5-J.
CUND SORTIjIEIYTO
DB
sendas e obras feitas.
NA
l^oja e armazem
DE
Rua do Crespo
loja n. 25, de oaquim Ferreira do S, vendem-
se por precos baratissimos para acabar: corles
de seda para vestido com algum mofo a M. rou-
poes de seda feito a 15S, luvas arrendadas para
senhora a 100 rs. o par, cortes do barego de laa
com babados a 5jj, caspas de cores finas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., cazaveques de cam-
braia borda los a 5$. capas de fustiio enfeitadas
a 5, penteadores de cambraia bordados a 6#,
babados bordados a 320 a vara, nscado francez
muilo fino a ICO, sobrecasacas do panno fino a
25, paletots de panno preto e do cores a 18, 20
e22jj, ditos de casemira de cores a 163, ditos do
alpaca pretos e de cores de 4 a 8-5, ditos de brim
branco e de cores de 4 a Cj, caifas de casemira
preta e do cores para todos os procos, gollinhas
delraspasso a 2$.j)0 camisinhas bordadas a
23500, manguitos bordados a 25, chitas francezas
com lustre propria para roupoes e coberla a 320,
esguiao do linho muito fino a 15-OO, calcas de
brim branco e de cores do 2 a 4,, bramante de
o com 5 palmos de largura a 900 rs a vara.
2o
! Na rua do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sorlimenio completo do sobrecasuca de M
panno prelo e de cor a 25$, 289, 30J e ,j
35, casacas a 28-9. 30 e35. palilots dos M
mesmos pannos 209, 22J> e 253, ditos de ?S
casemira de cor a 163 e I83, ditos sac- ^
eos das mesmas casemiras modelo inglez so
casemira fina a 10J}, 12/Hft e 15S, ditos f|
saceos de alpaca prelo a 43, ditos sobre $
fin de alpaca a 7j>, 8S e 9;), ditos de me- IS
ri setirn a 103, dilos de merino cordao ^
alOge 123, ditos de sarja preta trancada 5
saceos a 63, ditos sobrecasacos da me3- v,
ma fazendaa 8$, ditos de fuslao de cor e *g
brauco a 4-3, 43500 e 5$, colleles de ca- $&
semira de cor e preto a 55 o (3, dilos de *f
merino prelo para lulo a 43 e 5)), ditos
de velludo preto de cor a 9 c 103, ditos >
de gorgurao de seda a53 e 63, ditos do {
brim branco e de cor a 23500 e 33, cairas S
de casemira do cor o prelo a 73. 8g, 9| ^
e 103, ditas para meniuo a 63 e 7$, ditas ^
de merino de cordao pira nomcm a 53 e jg
G3, ditas de brim branco a 53 c 63, dilas 5
dild de cor a 33, 33500, 4j e 53, e de *
todas estas obras temos um grande sor- J2
tmenlo para menino de lodos os tama- *
nhos ; camisas inglezas a 3G-3 1 duzia. Na y
mesma loja ha paletots do panno prelo
para menino a 143, 15J o I63. ditos de 50
casemira para os mesmos pelo mesmo 4$
preco, dilos de alpaca sacco3 a Jj e a
3500, ditos sobrecasacos a 5J e 63 para r>
os_mesruos, calcas de brim a 2l>500, 33 o $t
33500, paletots saceos de casemira de cor 3
a 6} e 73, toalhas de linho a 800 e 13 ca- S
da urna. 3$
No mesmo eslabelecimento manda-so
apromptar todas as qualidades de obras ||*
ledenles a roupas feitas,em poucos dias, s*
quo para esse fin temos numero suf- )k
licieule de peritos ofiiciaes de alfaiatcs as
rgidos por um hbil meslre de serae- ^
lhante arle, (lcando os dooos do estabe- j
jj; lecimento responsaveis pelas mesmas d
^ obras at a sua entrega. 0|
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
a" Tasso Iru-os, no caes de Apollo.
Miudezas por metade de
sen val o'.
I irros,
GRANDE SORTHIEMO
DE
Fazendas c roupa ciia
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DO QEIMADO N. 39
EM St'A LOJA DB Q1ATHO POlllAS.
Tem um completo sortimenlo ds roupa feila,
e convida a todos os seus fnjguezes e todas as
perseas que desejarem 1er um sobrecasaco bem
Elias Pereira Gonralves por si e como procurador do casal de
1 1 finado pai Cietano Pereira Goncal-
ves (a C.111I11, protesta pela arremata-
ra feita na casa terrea da rua da Sen-
zal Velha n. 118, bem como o tefre-
O arrematante da.loja de miudezas i1a travessa
do Livraraenlo n. t, lendo do entregar a chave
di loja, vende sem -limites tedas as miudezas
existenles, entre ellas um grande sortimenlo de
trancas e franjas de seda, fila de velludo e ver- --------
bntina, linhas de carrinhos do cores a 20 rs. o j feito, ou um calc,a ou collete, do dirigirem-se a
carrinho carios de olchetes a 40 rs., dedaes a este eslabelecimento que encontrado um hbil'
10 rs. ditos do metal plateados a iO rs., boles ,.,;... ,, i w i r-i
de ac flnos para calca a 20 r.. a dn/ia. ditos de a.r chegado ltimamente de Lisboa, para
louca bramos e pintados a 20 rs. a duzia, bicos ''esempenhar as obras a vontale dos freguezes.
de seda perf>itos a 200, 2 0 e 320 rs. a vara, J tem um grande sortimenlo de palilots de ca-
SfJfh'iu.A?,22 rS- ," ,!ri"h"' lra"cinh" semira cor de rap e oulros escures, que se ven-
oe nniia li>as decores a 10 rs. a peca, ditas de i__, -,- r ,*,-,
caracol a 60 rs., estampas do cautos a 100 r?. m a ,123' oulros Je c3Semira de quadrinhos i
cada urna, meias para homem a 80 rs. o par, di- ^a '"ais fina que ha no mercado a 165, dilos
tas pintadas finas muito eneorpadas a 2i0, lio-' de merino selim a 125?, ditos de alpaka muilo :
24Ora^0r.' v^l^ff 8; 1C,)> ,120' ,8,' "2?'' fina a 6. i* f"ncezes sobrecasacados a 12,
io o .5.iii a vara, franji muilo moderna de seda ..... ,. nrtJ, _.. ... "
a 120, ICO, 200, 240, 320, 400 c 500 rs. a vara, e dltos ,lc Paiino fino a 2)* 2o55' 30*> sobre-
lodasas mais miudezas em proporgo; cheguem casacas francezas muilo bem feitas a 355, cal-
cemos cobres, que o freguez nao "sahe sem f- jc/is feitas da mais fina casemira a 10$, dilas de
' brim ede fustao por preco commodo, um grande
a d,> a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parte pilado
proprio para galio has e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Exposico de melaes.
E' chegado a esla loja do Vianna, um riqoissi-
mo sorlimenlo de melaes de lodos os gneros do
mais bonito que se p le encontrar, ludo a emita-
cao de prala ; na rua Nova n. 20,1oja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sortimenlo de machinas de fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exppsicao de
Taris ; ua rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Combas de Japy.
Riquissimo sortimenlo de bombas de japy' de
lodos ostamanhos, as melhores que se tem appro-
radoem todo o mundo, pela facilidade que di a
lirar-se agua ; na rua Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
lliquisssiino sortimenlo do camas de ferro com
ouas, e pira colxao por preco commodo ; ua rua
Nova n. 2), loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, loja de
terragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140 rs. a libra
ftllS
v-n>m i v i I orirn eue lustao por preco commodo, um gran
\endem-se duas lu incas para cima de bal-1 -___,. ,.r. v, _' ,.
cao, lo las de metal, pe oens o deli.-adas. pro-1 sor"raento da colleles de casemira a 5J>, dilos
prias para botica ou ourives para de furca de 8" oulras fazendas por prego commodo, um gran
1 i Itrio i i _____..i__________>.____!_?_____i. i
s de
de
c
prias p
bras, e tornos de f-rro para cortar carne nos i sortimenlo de sapatos de tapeto .le gosto"muito
: na rua do Impera- j apurai|o a ^ dil0. ,]e borrac|)a a n5o^ cha_
pos decastormuilosuperiores a 1G9, ditos dese-
dr n. 28.
I
Uelogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Riscoutos
Emcasa de Arkwight & C.,
Cruz n. 61.
Botica.
anu. 11.111a 11. tu, nuil i;'JUIU U ICirU- "UI i O. ', .------------ ------'
noadjacente eigualmeate sobre a casa O quo ha le bom lia praca (la .^^^3^2^"!L'J*'?8nT
da trave a do Veras n. 14 e mais bem nn v:.,,.. kl 1 ','", horofquetena vindoao mercadoalO,
da have sa do Veras n. 1 \ e mais bens
perlencentes a Domingos Jos Soares,
I os que o annilnciante move execurao
contra o mesmo.
Precisa-se de um homem quo saiba tratar
c tirar leitc de vaccas ; a tratar na rua do Cres-
po II. 1~>.
O abaixo assignado declara que o escravo
Amaro, ruja arrematarn seannanciou pelo jo izo
de orphos desta cidado0 nao mais ptrtencenle
a !i>ran;a de sua mai Sra. I). liara Rosa da As-
sump^ao, e sim do mesmo abaixo assignado, a
quem pelas parlilhas feitas e julgadas, e que
mesmo vendido por pagar despezas que nem
foram altendidas as partiihas, c qnando houvcs-
Sesido nao podenam sor pagas com o producto
dos bens que couberam-lhe em parlilhas, pelo
que protestar o mesmo abaixo assignado conlrt
sementante procedirr.enlo. que importa urna pre-
pondenucM judir.nl : o protesto (ni intimado ao
segundo inventarente pelo oftlcial Serra e toi
aecusado na ausencia do 25 de setembro pelo
Sr. Frederico Chaves; carlorio do escrivao Brito
Recife 28 de setembro de 1860.
Jos Rodrigues do Passo.
D-se 2 500$ a premio sobre hypolheca de
algum sitio ou casa terrea que eslejam desem-
baragaJas : quem precisar, dirija-se a rua Nova
numero 05
No dia 13 do corrente se ho do arrematar
depoisdn audiencia do juiz de paz do 1.' dislrirto
da Boa-Vista, ito pos de sicupira, penhorados
por Bernardo Jos4 da Silva Ouimares ao seu de-
vedor Joaquim Carneiro Leal.
BoaVista II. 10 A ; Vendem-so queijos Oamengos vindo nesle ul- 12?J, ditos francezos a 8, ditos grandes de pan-
limo vapor francez o melhor que l, a 2} queijos no a 43, uta completo sortimenlo de rollinhas e
TsrittSh. r. .,,.. -?". "**** ...w.ita
queijos llamengos, vmdos nestei ultimo vapor ProPno Pa collennnos de meninos etravessei-
francez a 2-j o queijo. ros por prego commodo, camisas bordadas que
Claudio Dubeuxj lem velas millas paraservera para batisado decriancas e para nasseio
a ar fonnias i e roca. .*.-. ._ w F"'"l'..
malar forminas de roca
pechincha.
va loja do Preguica, na rua do Qucimado n. 2,
lem cobertores de algodao de cores bstanle
a 8, 109 a 129, ricos lengos de cambraia de
linho bordados para senhoras, dilos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 59. Ainda tem um
da Cruz n. i, vende-se .
Champanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, btiruaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia. ,
Algodo da Bahia.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
----- ..,_^...t^ -_ .D^.. x.,vo V..O.U...C .------, ....UJ,,,., :iu ,,, ,,, j ,iW. .Anua iom un
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi- I resiinho de chales de toquim a 30 corles de
rao preco dclg. veslido J( geJa ^ cores muiio j.^^ 0m
Era casa de N. O. Bicber & Successores, rua res qualidades a 100, que j se venderam a
150, capotinhos pretos e manteletes prelos de
ricos gostos a 20, 255? e 30, os mais superio-
res chales de osemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 5, ditas
para rosto de linho a 1, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e palilots a 4 o co-
vado, e um completo sortimenlo de outrasfazen-
das, eludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aquise poder mencionar nema quarta
partedella.*, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao rao sera fazenda.
Birtholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
Pilulaa contra sezoes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope lo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
U iguento llolloway.
Pilulas do dito.
F.llixir aiili-osmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
c 12 libras.
Assim como tem um grande sortimenlo de pa -
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
VenJem-se libras steilinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
bntton 4 C. rua daSenzalan. 42.
CANDIEIROS
damasco de laa com 9 palmos de largura
covado, pecas de madapolao fino a 500, chapeos
de Teltro a Ganbaldi a 53500, camisas brancas e
da cores de 18500 a 3-3, vclbutina preta superior a
OO rs.. cortes de brim de linho a 15500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par, e oulras mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
cootas.
Aos senliores de
engenho.
Vende-se um escravo ptimo carreiro e traba-
lhador de cuchada : na rua do Trapiche n. 8, ou
na na Augusta n. 01.
Vende-se banha em latas a 480 rs. a libra,
milho muito novo a 20o rs.a cuia: na travessa da
rua das Cruzcs n. 6.
idmiraveis remedios
americanos
Todas as casas de familia, senliores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura dicazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, conlusoes,
queimadura, erupges cutneas, angina, reteD-
e.ao de ourina, etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as eufermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompio e radicalmente cura, escrophula's,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecees do ligado e rins,
erysipelas, abceasose ulceras de todas as classes,
i molestias d'olhos, difllculdade das regras das
i mulheies hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inicuamente vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas nim
dores de veotre, dses de 1 a 3 regularisarn, de 4
a 8purgam. Estas pilulas sao efficazes as affec-
soes do Qgado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e em todas as enormidades das mu-
llieres, a saber : irregularidades, fluxo, reteo-
coes, llores brancas, obstrueges, histerismo, etc.,
sao do mais prompto elTeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres nia-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companliados de instruccoes mpressas que mos-
trara com a maior miouciosidade a mancira de
applica los em qualquer enfermidade. F.sio ga-
rantidos de falsiflcago por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
l Irmo, na rua da Irnperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sea mmk.
o
Na rua do Quairaado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loj de miudezas de Jos de Azevedo
Maij e Silva, ha para vender os seguinies arligos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos Je tranca de algodao a 1?.
Cartas de allnetes finos a too rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
I $440.
Phosphoros com caixa de folha a 120 rs.
Frascos de raacassS perula a 200 rs.
Duzia de facas e garios muito finos a 3500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 00 rs.
Caixas de obrejas muito novas a 40 rs.
Frasco .le oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa pan riancas c200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de lio de Escocia a 320,
Massos do grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravatasde seda muito finos a600 rs.
Tesouras para costura muito linas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 1.
Pecas e tranca de l.ia com 1? varas a 500 rs.
Pelilho para enfeitar veslido (peca) 1.
Linhas Pedro V, carlao com 2 Dilas dito com 10!) jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muilo fi-
nas a 1O.
Cordao imperial (pecas! 40 rs.
ir amm tica ingle-
za de Ollondorff.
Novo methodopara aprender a 1er,
a esciever e a fallar inglez era 6 raezes,
obra inteiramente nova, para uso de
lodosos estabelecimcntos de instruccSo,
pblicos e particulares. Vende-Se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundu andar.
4S-- Rua Direila45
Esteestabeleciinento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortirxento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperi'aes..... 10,?0CO
Ditos aristocrticos....... 9j>0C0
Burzeguins moscovia (prova de
fogoe d'agua........ 9; Ditos democrticos...... 66'CCO
Meio borzeguins patente. 64500
Sapa toes nobreza....... G000
Ditos infantes....., 5^000
Ditos de bnl.a (3 l|2djaterias). C<,000
Ditos fragata (sola dupla). 50C0
Sapatos de salto (do tom). 6/}CC0
itos de petimetre...... 5CC0
Ditos bailadnos........ >,s5C()
Dilos impermeaveis...... 2'50O
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5000
Ditos de segunda classe (qucbi a
cambada)......... 4g0()
Ditos todos de merino (sallo
de"goo),........4$5C0
Meninos e meninas.
SapatSesde loixa.......4^0c0
Ditos de arranca........Z$bOf
Boi zeguins resistencia e 3|80q
Pateo de S. Pedro n. G, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
y.-nJo-ge nesle novo eslabelecimenlo sacres
con. farclo de Lisboa, farinha de mandioca, n.i-
^'Ver,*>i-!!ll,t,nb0!.pre,0'80a>ma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranho de supe-
Perlo em garrafa do melhor que |,do haver no
mercado, manteiga ingleza e tranceza, banha de
porro emlalas, bolachinhas de soda de lodss as
qualidades, carreja preta e branca da melhor
marca, queijos llamengos frescaes, conservas in-
glezas eos mais gneros qoe so vendem pormenr.s
preco do que se vende em outra qualquer parte.
Cambraia oigan-
dysa3C0o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loja n. 8, de ana-
tro portas, cumbraia franceza organdvs a 3G0 o
j-ovado para, acabar urna factura ; assim cono
boas chitas francezas a 240 c 300 rs., fazenda de
lindos radroes e cores flxas : do- se maoslra.
1 Seguro contra Fego
I COMF.
LOMDHES
AGENTES
Veode-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Aro de Trieste.
jara
i
Pregos
de cobre de com-
Grande sortimenlo decandieiros econmicos a
gaz idrofjonio, e todos os mais prepares para
consumo dos mesmos : na rua Nova n 20, loja
Vianna.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes,!?
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes le Liverpool,
ivn dos pelo iltimo paquete inglez : emcasa di
oSuthall Jlellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreitas a imitaco de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
muito lino a 33 a peca, dilas de brrlanha de rolo
com 10 vaias a 23. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2!.
longos brancos cem barra de cor a 120 rs., ditos
coja bico a 200 rs., algodao monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 610 rs. a vara,
mussulina encarnada a 210 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
9 horas da noite.
: posicao.
| Barrilha e cabos.
Brim de vela.
| Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astlej A C.
I i i ....
I


mm

Vande-se emcasa de Saunders Broiherf.s
C. praca do Corpo Sanio, relogios do af.inia
dotabricante Roskell, por pregos con:mi d s
e lamn n i ice i;ns i? ci leas paraos mesmrs.
de erceeilnto osto.
Na rua da Cadeia n. 2, rendem-se as se-
guinles fazendas, por melada de seu valer para
liquidagao. '
Bicos de seda brancos e prelos, de ledas as
arguras, vara a 160, 240.4, 8(0 e 1>OCO.
l'm completo sorlimofilo de franjas de seda c
de algodao.
Chales de louquim a 10, 13, 20 e 35J>.
Boles deseda, velludo, de louca ede fuslao
de qnalidades finas, duzia a 200, 400 o C00 rs.
Collariohos bordadosde O rs., 2!, 3 e ~
Entreaeios finos, pecas com 12 varas a ljj.
Folhos bordados tiras a 51 0, lj, 23. 38500.
Camisetas com manguitos a 3j, 4, 5 e f-.
Enfeites de llorosa GJ.
Chapeos de seda para senhora a 10g.
Casaveques de velludo a 40 e Cv$.
Ditos de seda a 25#.
Ditos de fustio a 8 e 12$.
Titas de seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 12500.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1$.
Pccliina
sem igual,
Superiores cortes de chita frar-ceza muito fina
de pai*res muito modernos, com cores matiza-
das muilo lindas, de 11 covados cada rorte, pelo ,
baratssimo prego de 2S5C0, com muila diver-
sidade de gostos para poder esrollnr-sena loja
do sobrado amarello, nos qualro cantos da rua
do Qucimado n. 29, de Moreira Lopes.
Camisas inglezas.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Basles, rua do Qucimado n. 46, um gran-
de e novo sorlimenlo das camisas inglezas, gos-
los modernos, e por ser grande porcao cenvida-se
os freguezps a tiren comprar a duzia dor 35>
sao de linho puro.


bTABl DE PMUMBCO. STA FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 1860.
I)
FABRICA
DE
zmmMMk i roiii%m se unu.
Sita na roa Impcrialn 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentesdimencoeg
de 300J} a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios cominos
para restilar e destilar espiritos com graduagao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartierj dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as ditnenc,oes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimeiices para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espuniadeiras, cocos
para engenho, folua de Flandres, chumbo etn lengolc barra, ziuco em lencol e barra, lsnges e
arroellas de cobre, lencesde ferros lato,ferro suecia inglez de todas as dimnsoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por monos prego do que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encomienda com presteza e perfcico j conhecida
e para comniodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conianca, adia-
se na ra Nova n. 37 loja de fcrrageus pessoa habilitada yara tomar nota das encommendas.
Seas proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral tod
uslquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os taraanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro oupara cubos de madeira, moca-
das e msias muendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os tamanhos, guindastes', guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-*
dioca e para descarogar algodiio, prengas para mandioca e oleo de ricini, porloes gradara, co-
lumnas e moinhoa de vento, arados, cultiva Jojes, pontes, 'aldeiras e tanques, boias, alvaren'gas,
botes o tolas as obras de tnachinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua na'lureza pelos
das^nhos ou moldes que para tal im foremapreseutados. Rncebem-se encommendas nesleesta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Ollegio hoje do Imperador n. Gmoradia do cai-
f.e:.ro do estabelecimento Jos Joaquina, da Costa Pereira. com quem os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.
CORAL.
Vende-se verdadeiro coral d"e rais a prego
muilororamodo, e mais muitas miudezas e rap
de varias qualidades, tanto a retalho como em
libras : na ru larga do Rosario passando a bo-
tica h segunda loja de miudezas u. 38.
Yiulio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irruios &C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margnux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop Si Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
\GE?*C\V
l'A
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa a Sczala IKova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosrtimentodemoendas emeiasmoen-
dasparaauienho, machina de vapor e taixas
oeferro batido ecoado.de todos os tamanhos
O ara
wsmm
Libras slorlinas.
Vendc-se no escriptorio de Manocl Ignacio de
Oliveira i Filho, na praoa do Corpo Santo.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdoiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
5000 R
Ferros econmicos de engpmniar a vapor : Da
ra Nova n. 20. luja do Viaana.
Liquida?
Na mesma
vender:
casa ha para
Shcrry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveja branca.
As melhores machinas de coser dos mas
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler & Wilson
ARMAZ
Defronte do becco
Cisacas de panno pretoa 30J, 355 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno pretos e de cores a
20, 25^, 30J e
Ditos de casemira de cores a 155 e
Ditos de casemira de cores a 7 e
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos de merino selim preto e de cor
a 85 e
Ditos do alpaca de cores a 35500 e
Ditos de alpaca preta a 35500, 5. 72 e
DI los de brira de cores a 35500, >50O e
Ditos de bramante de linho brancos a
45500 e
Calcasdecasemira prela e de cores a
.95, 10$ e
Ditas de princeza e alpaca de cordoo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 25500,
455C0 e
Ditas de guiga de cores a
Ditas do cisemira a
h KVL1 k
mmm
da Cowgregacoletreiro verde.
4O:O00C<>llclcs do velludo decores muilo lino a
355000
355000
225000
1250(0
12J000
95O00
5500'J
95'I00
55000
65000
I25OOO
5$000
5? 3oo
5350o
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5*500 o
Ditos de selim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5g e
Ditos de gorguro de seda a 5J e
Ditos de fustao brancos e de cores a 3g e
Ditos de brim branco e de cores a 25 e
Seroulas de linho a
Ditas de algoda a I56OO e
Camisas de pilo de fustao brancas e de
cores a 25300 e
Ditas de peilo c Dunhos de linho muilo
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e de cores
a I58OO, 25 c
Ditas de meia a 15 e
Relog'os de 011 ro patentee orisonlaes
Ditos oe prata galvanisados a 258 o
Obras deouro, aderecos, pulceiras e ro-
setas
105000
650OO
55000
35500
651.00
65000
35500
25500
25500
25000
25500
35g000
25500
1S600
t
305000
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
quadade e segranos:
AO
armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 10.
Lences de bramante de urna s largura pelo
barato prego de I58OO cada leogol.
Covado a mil e dazentos reis.
Grosdenaples furia-cores com urnas pintas de
mofo muilo pouco, pela pechincha de l200.
A 5$500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5$500.
Colchas do fustao muilo grandes de lindos de-
senos a prego de 5j500.
SYSTEHA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILLAS HOI.LWOYA-
Este inestimavel especifico, comp slo inteira-
menle de hervas meJicinaes, nao eoniio mercu-
rio nem alguma oulra subsiancia delecteria. Be-
nigno maistenra infancia, e a completad mais'e precos razoaveis
delicada e igualmenia promplo e seguro para
desarraigar o mal na complejo mais robusta ;
e enieiramente innocente em suas operacoes e ef- Dis ditas" p.
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual- l)ilas de imorlaile por
A loja de miudezas da ra Direita n. 103 acha-
Porte, em sorles de Ierra a voniade los compra- se *berta do dia 8 do rorrente em dianle, e cn-
dores com a nica restriego de nao tercm menos l'nua a vencer o que uella lem, por precos cora-
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela niodos afiin "e liquidar contds.
respectiva plaa approvada pelas autoridades ^_
competentes, o cngeuheiro Anlonio Feliii.no f llAA-HAIli i\(l Yonnl(\
Rodrigues Selle o encarregauo das mediooes Jll i llttll d iJui tu",
precisas, e pode ser procurado no mesnio silio,
ou na ra eslreita do Rosario n. 30, lerceiro an-
Leile& Irma O, na ra da Cndeia do Recife n.
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joauuira 48. vtndem chita franceza, cores fixiis, a 2 !0, 2C0
Iguacio Ribeiro Jnior : os prelenJenles podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capuoga.
e 380 rs. o covado, ditas eslreilas, cores lixns, a
200 rs., pecas de madapolao com 2 \c;as a
3-J-'00.J8. 45200, 45500, 4j80 e 5500(1, r muilo
litio a 7$, pecas de hrelanha de rolo com 10 va/ai
a 25, c.^^sa preta muilo fina a 640 a varo, meias
de seda de peso para meninos a 2jj500 o par, la-
vas de camurra para nionlaiia a 2*510, loalbas
de linho para mesa a 35. rmias cruas inglezas
muilo snperiorrS par boroem, merino verde c
edrde caf com 6 palmos de largura 15 o cova-
do, bandos de ciina a 1S200, corles de cassa chi-
ta de lindos desenos e cores fixas a 21C0, brim
u-
de
Vende-se na loa de Anlonio Augusto dosSan- trancado de linho todo pelo, fazenda muilo si
los Porlo na loja ns. 37 e 39 na praca da Indo- peol e que nao disbota a 28 a vara, pannos u
pendencia, capellas de aljolar eimortale para ca- mesa a 4J, chapelinis niodetnos para Eeuhora
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinlc paletotsdo alpaca a 55. corles de caira de cose-
e precos razoaveis : mira de algudao a l>i80, ditos de caseciira a
Capellas de aljofe com iEscripcoes, grandes a 10$ ditos de maia casemira a 5, musselina
Dilas ditas por
Ditas ditas per
jr
quer especie, e grao por mais sagas e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j esiavam as ponas da
morio, preservando em seu uso : conseguirn)
no armazem de'fazcndas recobrar a saude e forjas, depois de liaver tenta-
do Raymundo Carlos do inullimenie todos os oulros remedios.
As mais aflliclas nao devem entregar-se a des-
esperacao ; fa^am um competente ensaio dos
eEcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
pre;tes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para f|iial(juer das seguintes enfermidades:
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcoes por baixo a 105 e a
Lolte & Irroaos ra d
Imperatriz n. 10, antigameule aterro da Boa-
Vista.
ica^ ivelas
Belogios
para cintos de senhoras, o melhor que so pode
encontrar, e por proco mais commodo que eai
oulra qualquer parle, chegaram pelo ultimo va-
por da Luropa casa de J. Falque, ra do Cres-
po n. 4.
Vende-se urna ciioulinha de ida-
do 1 i- annos, prendada, sem vicios ni m
achaques, por preco commoJo, neita
typographia se dir'.
Novidade.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulsoes.
Debidade ou extenua-
rlo.
Debilidade ou falla de
forijss pava qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Vende-se cortes de casemira co mais
apurado gosto e muito finas para cal
cas, chegadas pelo ultimo vapor fran-i Ditas no figado.
coz : na ra da Irrperatriz n. 00, loja
; de Gama & Silva.
Febrelo da especia.
Gotla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Iiill.inimar;es.
Irregularidades
menslruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pe Ira.
Manchas na culis.
Absiruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rbeumalismo.
:undarios
iifl h XEM!
Vende-se um magniico ca 10 Vic-
toria, chegado ltimamente pela galota
franceza Rerthe, o (pial anda se
I acha na alandega : para tratar na ra
do Tiapichc n, 9
Por menos do seu valor vende-se um carro
novo c muilo levo ; na ra da imperatriz n. 38
ap nticiorml D.
n 9

Symplomjis se>
Tumores.
Tiro doloroso,
L'lceras.
Venereo(mal).
;-
Dilas venreas.
Enchaqueta
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febrelo intermitente,
Vende-se estas ptalas no estabelecimento
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja"de
todos os boticarios droguisia e oulras pessoas en-
carregadas de sua venda em loda a America do
bul, Mnvaiid e Hspanha.
Vendem-se as bocelinbas a 80G rs. cada
urna dallas, conlem urna inslruccao em poriu-
guez para explicar o modo de se usar destis pi-
PedroII da imperial fabri-1 O'depoto geral em casa do Sr Soura
Ca (le JoO Candido de Mi- Plrmuc0, na ra da Cruz n. 22, em ler-
nambuco.
Suissos.
Em ca?ade Schafleitltn & C, ra da Cruz n.
38, vendc-se um grande e v rindo sorlimento
de relogios de algibeira horisontaes, polontes,
clironometros, meios clironomelros de ouro. pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vandero por precos razoaveis.
Admirem I!!
. ranea
85 muilo fina a 300 rs. o covado, saboneles inglezes
5g muilo superiores a ljGOO a libra, biim trau
3$ branco d.- linho muito lino a U50 a vara, (ar-
2j latana branca ede cores, pegas de cambra3 ..-a
I com 12 varas a cNhi, dilas transparente cora 10
8jf varas a 2$600,3, 496OO e 0$, coberlas de chita
'de lindos desenhos a 2?, hia de quadros para
vestidos a 500 rs. o cavado, e onlias muitas I -
zondas que se venden por barato preco, e a UJo
se dar amostras com peuhor.
Rua Nova n. M.
Vendem-se ricos manteletes de fil preto a 204
e 25jf000, ditos brancos de fil de linho guarn >-
cido de fitas cor de rosa n IV; e 2OJO0O, dito; ,ic
grosden le [.rolo a 25 e 3000i), balons de JO
asaras a 6J00O.
GiMnie tortimento de resfriadeiras
para o verSo.
Na rua do Rangel, toja de louc n. 28,
grande porcio de buhas vindas de Haniburgo. do
Graixa em latas a 500 r>. a duzia ; na rua do
Queimado n. 53, loja de ferragons.
Machinas.
Na rua do Queimado n. 53 lera para vender
machinas para turar madeira.
Para ratos.
Machinas pnra malar ralos pequeos; ven le-
so na rua do Queimado u 53, loja de fcrrageus.
Vende-se umi escrava parla, moca, boa
cozinheira ; na rua Formosa, segunda casa, ja-
ra ver.
Vende-se um trancem de ouro de lei e
dous annelloes sem feilio : na travessa das Cru-
zes, loja de calcado n. 2 A.
Hurle! ciro.
Os proprietarios deste estabele-
rnenlo convidam ao respeitavel publico, principalmenie aoe amigos do bom e barato, que se
acliam cm seu armazem de molliados de novamente sortido de gneros, os melhores 'que tem
^indo a esle mercado, por seren escollados por um dos socios na capital de Lisboa o por serem
a maior parte delles viudos por conla dos proprietarios.
C\\t colate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porreo a 8o0 rs.
Marra\a do afmalo Abreu, ede oulros mais fabricamos de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 80
rs., em porejio de se far algutn abaiimenlo.
Ma^a Ae Icinalc
cm latas de 1 libia por 000 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
V/aUs cv \\\ ev\i\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 00 rs. caJa huma.
Conservas franeeias e inglesas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
lalas de \>o\ae\\ii\\ia de soda
com diferentes qualidades a 11*600 a lata
iVmefcas vaueezas
ss mais novas que tem vindo a esle mercado em compoteiras, conlendo 3 libras por 35?0O0 rs.
e em latas de 1 1|2 libra por ls.">00 res
Verdadeiros &gos de coinadre
em caixa com 1G libras por 3S0OO rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixiu\\as com 8 Vibras de passas
a 33000 rs. em porco se far algum abaiimenlo, vende-se lambem a retalho a libra a 500 rs.
M-anlciga inglea
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a l&'JOO rs. a libra, em barril se far al-
gum abaiimenlo.
Cha perla
o mel'ior que lia neste genero a 2^500 rs. a libro Jilo hyson a 25000 rs.
Palitos de denles licuados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
peixe sarcl em posta
o melhor peixe que oxzisle em Portugal era latas grandes por 1S"300 rs. cada urna e de
oulras mullas qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abaiimenlo.
Toucinuo de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macrus para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4000 rs.
Tambem vendem-se os soguinies eros, tudo recentemenle ch'gado e'de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouric.a muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobjrlas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas &s qualidades,
gomma muito Gna, emitas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete baralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muilo novas, banha de porco refinada o oulros muitos gneros que encontrarao tendentes a
niolhados, por isso prometiera os proprietarios venJerem por muito menos do que oulro qualquer,
promeltem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas come
se vie-sem pessoalmente; rogam tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encoraraenJas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa quadade e
o acondicionamiento,
randa, Rio de Janeiro.
Esle rap sem duvida o de melhor qualidado
fabricado ueste imperio, araba de ebegar e ven-
de-se no deposito, rua do Vigario n. 23, escrip-
lorio.
Para colches.
REWEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem leslemunhar as virtudes desle remedio
.ncomparavel c p-ovar em caso necessano, me
Anda ha um resto do superior panno de linho! u ... i n r '
do Re ^ '' era
proprio para colcboes : ua rua da Cadeia
ci n. 8. loia de Leite i Irmao.
Tachas emoe] ':as
BragaSilva 4 C.tem sempre no seu deposit
da rua da Ifoeda n. 3 A,um grande ortimenlo
de lachase moeedas para engenho, domuilo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche l 4.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea (juantidade de ancore-
las deste vinho sem coofeicao, e proprio de doen-
tes : na rua do Vigario n. 19, priraeiio andar-
5--
Imperatriz Eugenio
i
-5 para sonhora imperatriz Eugenie
Loja (leniarniorc.

ende-se
um excellenle preto cozinheiro, bonita figura, o
de excellenle conduela nao tem vicios nem
achaques ; vende-se por precisao : na rua do
Queimado n. 3G.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, era barris de
torco, por preco mdico ; na rua da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Dallar & Oliveira.
JOIAS,
Seraphim i. Irmao, com tojas de ourives na
rua do Cabug ns. 9 e 11, sortidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedras
preciosas; vendem baralo, trocam e receban pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
lade dos pretendentes, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Campos < Lima
rereberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para bomem, leu lo entre estes alguns peque-
nos que serven) para as senhoras que vao para o
campolomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
proco de 6# e 6S500, e alguns com pequeo de-
leito a 5# : na rua do Crespo n. 14.
Vende-se por preco commodo um carro de
4 rodas, denominado Victoria, o qual fui cons-
truido cm Paris, o est quasi novo : a Iratar no
Mondego, casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
lem seu corpo e
membros inleiramente saos depois do haver era-
presado intilmente oulros traiamenios. Cada
pessoa poder-se-ln convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leilura dos pe odeos, que Ufas
relatara lodos os dias ha muitos annos ; o a
maior parte dellas sao lao sor pren lentes que I Abs'iohe.
admirara es mdicos mais celebres. Quanli K,rsCD-
pessoas recobraram com esle soberano remedio nr"nC,fraleez fm barris
o uso de seus bracos e pernas, depois de tet P^^ Brandy superior
permanecido longo lempo nos liospiues, onde Cerveja branca e prela.
Vende-se sement de coentro, cebolinho c me-
l.ineia muito nova, a contento do comprador: na
rua do Livramenlo n. 39.
Em casa de J. Praeger &
G rua da Cruz n. 17, ha para
vender:
Vinho de Bordeaux em quarlolas c cai.xas das
seguintes qualidades :
St. Julien.
Si. Estephe
SI. Julien Cabarrus
Moni ferront.
Pichn longuevillc.
Margaux.
Vinho de Bordeaux, branco'. Ilaul Saulernes.
Vinho lo Rheno.
Vinho Xere superior c inferior em barris e cm .
caitas.
Vinho Madeira.
Champagne das acreditadas marcas Eugene Clic-
quoi. Brucb Pouther & C. c outras qualidades
mais interiores.
Licor muilo fino de Harselha.
Dito eherry cordeal.
lodosos Koslose tamanhos, por menos proco
que om oulra qualquer parle i vista da qual
de asstm como grande porcao de jirros linos o
entre-finos, tudo fabricado pelo melhor .
que tem apparecidu e de todos os tamanhos q 10
o freguez queira, depsitos para agua, e jai
cntn pe e lampa, jarras e potes de marcas muito
grandes, quartinhas de rnio linas e entre-linas,
resfriad ores, buhas e quarlihhdds, e oulros mui-
tos otjectos necessarios a tuna casa que iiao
menciono.
Relogios patente inglezes c meios chro-
me tros de 160#, 180$ e 200#000 : em casa de Ju-
lio c\ Conrado.
Rua do Queimado n. 48.
Julio & Conrado
fazem scienle nos seus freguezes, que recoberam
oorco de roupinhas para meninos e venden
preco muilo em coala.
Para acabar.
Julio c\ Conrado vendem corles de vestidos Je
filo proprios para passeios a 20JOOO o corle, n ie
sempre vendeu-se por 5DS000 : c para acabar.
Vende-se urna casa terrea na rua do Ran-
go! : a tratar na rua larga do Rosario ti. i.
nagre branco,
superior,
Vjfnde-se vinagre branco superior om bar
quinto, por |:vro commodo ; na rua da C
do Recife n. 12, escripioiio de Bailar & uii-
veia.
VAP-R.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finase perfumaras,
ludo por menos do que em oulros parles: q
ja do va'or na rua Nova u. 7.
Aviso aos iimanles.
Ainda existem charutos ("a Rabia a Ifl a c
na rua do Livramenlo n. 19.
mwwMiiiMii.n11 nmmn miiiiii i M
e cm caixas.
quadade cm barris e
deviam solier a amputado I Dellas ha i ui-
cs que havendo deixado esses. asylos de paJe-
tiraenlos, para se nao submeterera a essa ope-
ragao dolorosa forara curaJas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resullados benfi-
cos diante do lurd coiregedor c oulro magis-
trados, afim de mais aulenlicarem sua a firma-
tiva.
JNinguem desesperara do estado de saude se
livesse bstanle confianga para encinar este re-
medio consian temen le seguindo algum lempo o
ira lamen lo que necesslasse a nalureza do nial,
cujo resultado seria provar inconlestavelmenle.
Que tudo cura.
O unsiiento he til, mais particu
rmente nos seguintes vasos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Coriadurs.
Dores de cabeja.
das costas.
- dos me.tbros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupr^oes escorbticas.
Fumo americano.
Charutos de Havana muilo finos nr.
labaco.
Conserva em frascos (Pieles).
Mu-tuda ingleza.
Dita franceza.
Sardiohas de Nanles.
Ervilhas francezas em latas.
Espingardas para cara de 2 canos.
Pistolas.
Bataneas decimaes.
Fisiulas do abdomen.
Fialdada ou falta de
calor as exlremida-
des.
Freiras.
Gengiva escaldadass.
Iiicliages.
Inflamagao do figado.
1C
para acabar.
Madapoles a 331100, 4*200, iOO, ;G00, 5?300
59600, 5^900 e 6?'i(io muilo fino, cambraia bran-
Escravos fugioc.,
' Fugio no dia Io de oulubro, do engenho
iTipacur, comarca de Nossa Scnhora cabra Anselino, alto, secco, estatura regular, rc-
l prsenla 45 nnos, muito humilde, foi com ra-
3rca flor do do "esla piara ao Sr. Joaquim Mendos da t:
Azcvedo, suppoe-se elle andar pela cidade ie
Otinda : roga-se as autoridades policiaca e ca-
pites de camiio, que o apprehendam c lcvi 1 1
! ao rnesmo engenho, ou nesta prara, 00 Sr. Ji s
Pinio da Costa, que serao recompensados.
ATTENf-AO.
Fugio desde o dia 13 de agosta do corrente
anuo, o escravo crioulo d nouie Luiz, com os
signaes seguintes: ali e bem.ieilo de corpo, cor
fula, dentn alimados; 6 gago principalmente
quando falla com medo, oslo escravo 6 natural do
Sobral onde tem parentes captivos, ha (oda cer-
teza que seguio para ahi, om compaiihia de um
cantarada, por isso roga-se a qualquer pessoa o
povo a sua priao, que ser bem recompesado ;
a tratar com osen senhor da rea Direita 112
ou na rua do Apollo n 43, armazem de assucar.
Boa lecompensa
Inflarampr^ao da bexiga.'ca de'flores a l$fi00 a peca, algodaozinhos a 3?. Jos Malheus Ferreira recompensa bem a q
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, ent" qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
\ eias torcidas ou no-
das as pernas
3#100, 3J800, 4S900, superiorsicupira com 22 Ihe Irouxero seu escravo Leandro, o qual tem os
jardas, chales de la ra tana a lf800, castores mui- signaes seguintes : idade 20 annos, pouco n ais
lo grossos a 2i0 rs. o covado : na loja da rua do ou menos, baixo, rosto e cabera redonda sardas
Passeio Publico, n. 11.
Vendem-se libros esterlinas na ruada Ca-
deia do Recite 11.14, escriptorio, onde tambem
se desoja saber quem nesla prac.a o correspon-
dente do Sr. Jos Carneiro da Silva Bellro.
no rosto, pouca barba e ruiva, quando anda ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe 1er,
natural do leo, onde tona familia : na rua da
Cadeia do Recife n. 35, loja.
aios,
SOOsOOO.
Vende-se esle ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, aSirand, e na loja
de lodos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conim
taria, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienic inglez.
Vende-se um fardamento rico da guarda
urna nslrucgo em portuuez para explicar IE|ff^L2?P*J/!!,l! sendo de caga-
modo de fuer uso desto unguenlo. .?-!? na rua eslrella do RoMrw 12-
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharraaceulico, na rua da Cruz n, 22. em
Fernambuco.
Contina a eslsr fgida a escrava Paula, que
diz chamar-se Paulina, tem os signaes toguiriles:
Vende-se em casa do Johnslon Pater & C., fula, alta e muito magra, representa ifr 25 an-
rua do Vigario n. 3, um bello sorlimento de, nos de dado ; desconfia-se estar oceulta em al-
relogios de ouro, plente inglez, de um dos mais S'inla ca nosanrrtaldes desia cidade veio do
.f 1 r j i- 1 i serlao do Coara, d onde nalural : quem a no-
afamados fabr.canics de Liverpool ; tambera recober a (lllaiUia acmai na ru4a dfl P
tima vanedade de bonitos irancelins para os n. 35, loja.
No dia 9 do corrente outubro de larde fu-
Rua da Senzaia Nova n.2 t ^Z!"S%^ tj
ir j j i? n 1 -.-_ 1 o vcslido de algodao azul e uanno da rosta ti>rr , Vende-so em casa de S. P. Jonhston o C. menos unta nmlm < nnri^ iln, '
menos unta oreina ou parte dola : quem a nosar
vaquetas de lustre para carros, seluns e silhoes leve-a rua larga do Rosario, taberna de Hanoel
inglezes, cndeeiros e castigaos bronzeados, lonas Pereira Lucas, receber boa firntiticago.
inglezes, fio de vela, chicote para carros, c mon- __ n A:. 1fl _
.\o oa iu je outubro dosapparecou do l'n-
genho-Novo da Conceio, comarca de Ja boa to,
um escravo de nome Sebastio, olllcial de pedrei-
ro, cor pref, alfo, representa ler 30 anuos da
idade pouco mais ou menos, lem era um dos ps
marcas de cravos seceos ou impigens; tem den-
los limados, natural da provincia do Marauho,
d'onde veio ha cerca de dous anuos c meio :
quem o pegar, levando ao dito engenho ou, nes-
ta praca, rua da Cadeia n. 14, escritorio do
Jos Pereira da Cunha. ser generosamente re-
compensado.
pavimento terreo.
Camas de ferro de 15$ a 20-3000 cm casa de
Julio & Conrado ; para acabar que se vende
por este prego.


(Sj
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 12 DE UTUBRO DE 1860.
Litteratura.
vczes na mor-
As mulheres do Porto.
v
(Conlinuacao.)
Ei-lo aqui respondeu Dulce, moslrando-
ll:o a mo. E ainda l'o nao agradec !
De nada vale, meu aojo, simplesmente
na lombranca, para quando eu morrer, te rc-
cordarea algumas vczes do quem fui muilo tua
..: liga.
Que loucura o pensares tantas
ti- atalhou Hersilia d'Amaral.
Que queres, se agora a minha nica espe-
ranea Mas para encontrara paz eo esquecimen-
to nos ltimos momentos da minha vida, preciso
euvir o meu perdao da tua bocea, Dulce ; venho
procura-lo.
Pedes-me perdao, Isabel, equalde nos me-
rece ser a perdoada ?...
Eu I
Porventura, a victima poder supplicar o
perdao ao algoz. oagonisanle ao seu assassino.o
infeliz quelle que a causa de lodos os scus sof-
frimeatos ? I Eu, a mulher que nunca sube com-
prehender-te, que nunca apreciei a profundeza
da tua alma ; eu, aquella que te z martyr, que
:o live tambem a coragem de fugir do mundo,
antes que o mundo fugisse de mim ; o tu s quera
veas pidir-me perdao, e sabes se Deus poder
pordoar-me tambem todas as las lagrimas, essas
horas longas, d'ura solfrer atroz o sem Qm, esses
momentos em que o teu desespero eructante
talvez hzesso descer d'Etle ? Oh I Isabel, Isabel!
sou eu quem deva pedir para mira ao eco a tua
dade loucura talvez, nao pode ser indifferenle
para a exprosso daquelle beijo, e as faces es-
palhou-se essa lividez quo caractersa o finado ao
recostarem-o hirto as lageas hmidas de um
sepulcro, urna rfuvem de sangue Ihe passou
pelos olhos, escurecendo-lhe a vista, os labios
tremiam-lhe em contraeges nervosas, (orejan-
do pronunciar palsvras que raorriam apenas
brolavam,
Todos os olhavem aterrados, porque naquella
occasio a lula interior das paixoes revelava-se
l>em visivel no rosto, imprimiudo-lhe um carc-
ter sobrenatural que infunda urna especie de
horror.
Porm ella tranquillisando-se pouco & pouro,
disse com um suspiro iutimo, procurando
sorrir-se :
Perdoem ; fo a minha ultima fraqueza!
Que tens, Isabel?bradou Dulce, branca
como o marmore e no auge do susto.
Nada ; Coi urna illusao de dous minutos,
um espectro quo fugio ao locar-se-lhe !
Sentes-ledoente, Isabel?continuou Dulce
aciosa
Nao, pelo contrario, sou feliz agora, como
nunca o fui, mais do que o sero neste instante,
meus bons amigos! A Deus e minha mai, pa-
rece-mo ouvi-los chamar-me nesto momento
para ao p delles, dizendo-meque importam
lembrancas do mundo, quando aps o corpo qua
per passou, fica a saudade do nomel Vou pare
elles! E' mais urna alma que vai pedir por
vos...... sim, tambem por ti, meu Ernesto, o o
Senhor ha de ouvir as oraces da infeliz creatu-
ra. da pobre mulher, que he pedir com fervor
a felicidade do ente que mais amou ueste mun-
do, suecumbindo nclle impaciencia das do-
res IMeus amigos, a existencia da eternidade
deve ser bella ; na vida aflirma-a sempre o cora-
a rependimenlo
peccadora com
de Magdalena, a contriccao de
a tua felicidade de anjo I E tu
corda pe espinhos, a tua palma de martyr, o leu S5 ; a a''1 que chorou no desterro, bi de re-
gosijar-sc da sua patria, aos ps de Deuse a
minha nica esperanea !
Isabel quera continuar, mas as forjas abando-
naram-a mais urna vez, a resignarlo linha toca-
do ja o seu fim, ir avante era um impossivel.
cedendo tambem impres- Tantas decepges dolorosas e continuas, deviam
rer pelas faces um pranlo necessariamento triumphar da natureza delicada
de urna mulher, o espirito enfraquecido pelo ba-
ralhar das sonsacos desigu
pedes-me anula perdao, minha pobre Isabel 1 ex-
clamou Dulce, apertando-a uos bracos e beijau-
do-a com fervor.
Hersilia de Amara
sao, que Ihe (azis correr pelas laces um p
s ncioso, mas expressivo. camiuhou para ba-
bel, e touiando-lhe as mos, quasi de joelhos,
disse-Ihe, com urna voz balbucanle :
L lu perdoas-me tambem, minha amiga ?
Que te pi'rdoarei eur meu aoja respondeu
Isabel, boijando-a na testa.
Era digno de conicmplago aquello grupo en-
cantador de tres creaturas (ormosissimas, dispu-
tando entre si a candura singolla da alma.com a
belleza admirare! do corpo.
Havia tanta poesa n'aquclle quadro interessan-
' te, naquellas mulheres, todas ellas amando ao
mesrao lempo, alentando n'alma urna paixo pu-
rificada e phrenetica, como sao todas as sentidas
dessas edades, em que o amor o principal ele-
n. ilo da vida, o primeiro facho da esperanza, a
ira luz vivida da redompeo, nessa edade,
em que para ellas, o fulgor das estrellase mais
bnlhante o mysterioso, o claro da la mais te-
nue, porm mais sympalhico, o cieiar da brisa
mais potico o ideal, e a voz da alma mais mel-
ga e carinhosa ; om que ludo urna mecarur-
phose sublime, em que o passado e o futuro se
rcunemem um s, em quo o pensamentoo
mosmo, e as impresses sempre diversas.
E' nessa phrase da existencia, em que a mu-
lher pareeendo despir o frgil involucro da croa-
tora, possuo alguas da essencia da divindade.
Vejo-o lo triste, senlior Ernesto, nao diz
cousa alguma?!pergunlou Isabel Valladares,
com pora mudar de assumpto, ou sublrahi-Io &
a. nia que o opprimia.
Ernesto da Silvera pareceu despertar cnto do
lethargo em que azia, pelo som raavioso e insi-
;. inte da voz dbil e canuhosa daquella mulher
I e procurara dar-lhe anda consolarles, sendo
e i a que uo mundo mais crina eslava de con-
fi ;:us ; i|uiz responder-llie, mas nao pode, por-
q ie as patarras expiravam-lhe mudas nos labios
balbuciendo apenas:
.Nada minha senhora 1
E porque nao vein para junio do nos?
ci nlinuou ella.A presenca de tres amigas sin-1 o dedo poderoso de Deus poder operar um m-
i ras, ha de alenuar-lhe a causa dessa melan- lagre !
oes, nao podia obstar
quo o corpo procurasse BOzinho e para si, a paz
dos tmulos.
Esta transigo repentina e nao inesperada, to-
dava, fez-se logo notar por um quebranlamento
de forjas, e por um deliquio, em que Isabel pa-
receu cahir, pendendo n cabeca sobro o espalda i
da cadeira, adormecen n'um \> thargo profundo, os
olhos cerraram-se de todo, as faces lumaram a
immobilidade d'uma bella estatua de marmore
branco, os bracos cahiram-lhe cansados ao longo
do corpo, nao se conhecia j o arfar deseompas-
sado do seio, a alma de Isabel Valladares pareca
ter sido apresentada j pelas mos de um anjo
nos degios do docel de Deus !
Assustados todos, a chamaran) pelo seu nome,
mas foi intil, era se quer ura gemido se Ihe
expandi dos labios; sempre a mesma expresso
d'uma paz celeste no rosto, pareca adormecida
no somno dos justos ; baria ali, um nao sei que,
um signal ndefinivel apologista da crenga da m-
morlilidade da alma, porque as faces da linda
Isabel Valladares, nao su traduzia j essa belleza,
predicado da creatura formosa do mundo, mas
sim os traeos seraphicos o divinos do anjo da
eternidade !
Aquello era um somno pacifico, nao interrom-
pido pelo marulho das impressoes da ierra, era a
lethargia do espirito inhalado tranquillo no rega-
eo da divindade I
Chamaram prossa um medico, que habita-
ra prximo, e que chegou poucos momentos de-
pois.
Peca todo, mas salve-a, doutor! exclatuou
(Ora de si, Ernesto da Silreira.
Essa vida a minha, senhor doutor, d-
Ih'a por quem bradou da mesma maneira
Dulce.
medico nada respondeu ; tenleou o pulso
doente, olhou-a ao depois com atlengo e aceres-
centn com um gesto de dnvida :
A minha sciencia aqui, j de nada vale ; s
mulo das estrellas espalhadas mil no espago
azul e que se descortinara atrarez urna janella
meia cerrada.
V o co, Ernesto ? Est sereno como a mi-
nha morle ; a priroeira vez, desde ha muilo,
que o contemplo assim I... At l, meu bom ir-
mo I
Um sacerdote entrou naquelle momento, con-
duzindo enferma.com o Flllio de Deus sacrifi-
cado na hostia, os suaves confortos da-religiodo
Cnicticadn, dos nicos os mais francos, puros e
leaes que a creatura recebe na vida I
Momentos depois todo era silencio, interrom-
pido de lempos era lempos pelos gemidos da ago-
nisante e pela voz do ministro de Deus, que cn-
loava as ultimas oraces dos moribundos, porm
pouco depois, os solugos cessaram, as preces ex-
tinguiram-se, a porta do gabinclo abrio-se e a
ella assomou o vulto austero do levita palillo
como um cyrio, deslisando-se-lhe vagarosa pelas
faces urna lagrima, e adiantando-so para Ernesto
da Silveira, que o olhava ancioso, disse-lhe, apon-
tando-lhe para urna mesa aonde eslava hasleado
um Crucitixo :
Antes do pedir perdao aquella cruz, ajoe-
Ihe-se primeiro junto daquelle cadver, porque o
senhor matou-a I
E como o soube ? 1... perguntou quasi des-
vairado Ernesto.
Ignora talvez, respondeu o sacerdote com
um sorriso triste, que ao ministro do Altissimo,
quando no tribunal da penitencia, 6 um crime o
occullar-se-lhe cousa alguma ?... e adianiando-
se para Dulce e Hersilia d'Amaral, que abanadas
era solugos presenciavam esta scena, accresceti-
lou :
Nao chorem, senhoras, se perderara urna
irma na Ierra, cederam um anjo ao co I
Isabel Valladares, linha descido ao lumulo.
VI
Leitor, prepare-se, acendendo um charuto, por-
que vai cscutar urna' histoiia; trague por mais
do urna vez o veneno licito quo o contrato por
irona, sem dnvida, mimoscou com o nome de
charuto.
A historia que vai ler, urna dessas digna do
ser escutada no sero de urna longa noite de in-
vern, n'iima aldea crina, ao pedo fogo da larc-
ra o ao ruido do crepitar das castanhas, cujo es-
reccu aescerrar-so, atravez da qual e alumiada entenda, e nao para direceo dos profissionaes,
pelo lulgor da divindade, imagioou ver Isabel que raelhor do que nos sabem disto,
cercada de seraphins, sorrindo-se feliz no co, i As massas mineraes stralificadas de que se
para o mortal que tioho abandonado, chorando no compe o nosso globo, formam bacas geologi-
""{ndd I cas, onde ha mil probabilidades do se cnconlra-
ra a morle talvez, que desembucando-se do
seu funreo involucro de crep, o acatentava com
o manto estrellado do Senhor
O vulto ergueu-se anda, porque imaginara ir
subindo... subindo moito longe Porm, a msi-
ca expirava pouro a pouco ; as notas do alade
apenas soavam j longinquas ; e a alma de Isabel
era velada por urna nuvcm diaphana ao principio,
rem estas correnles d'agoa subterrneas.
Estas bacas so dividen primeiro em terreno
detrtico, segundo do alluviao, terceiro tercia-
es co-
habi-
os tr
. horrores
da fome, da secca e da miseria, que orasolfrem.
Agora mesmo trata-se de abastecer a cidade
de Londres com boa agua por este meio, abrin-
do-se alguns pocos semelhanles ao clebre de
Grenclle em Pars.
A escavaco de alguraas minas de carvo do
ros o segundarios, compostas de diversas cama-!fedra ,dc.u S8hida asuas Jorranls de excellen-
das de trras soltas, areienlas e permeaveis, o de Ifi Tla.llJ,,d. e abundantes, que a companhia do
carnadas impermeaveis de marga ou barro, de
carnadas fortes de rochas, fendidas mais ou me-
nos, quarlo, terreno primitivo em massas rregu-
forneeimenlo d'agua aquella immensa capital
pretende ulilisar.
i era que parece demasiado absorvido ; olhe, i
coiilc-nos o que senlo. quo cada una de nos ser
para si un medico hbil, que Ihe exlingua para j
sempre os symptomas, da molestia, que s Ihe
lTecla a alma, o nos as mulheres, possuimos al-
guraas vezes os dons de opeiarmos milagros, e
.- quer negar essa vantagem nossa, sobre o seu
si lo, approxime-se e experimente Nao rem ?
Ernesto j nao o mesmo;alalhou Dulce,
jueixosaha tres das, noto-lhe urna mudenca
Ulna transicao incrivel; nada consegue fazo-lo
s >riir, tudo" o aborrece, quer oslar sempre s,
meu Deus
exclamara!,! lodas
Mora,
ura lempo.
Nao ainda ; responden o facultativo, respira
por emquanto ; o pulso conserva apenas algumas
oscllaces ; voltar talrez ao uso dos sentidos,
porm. s para di/.er-lhes o ultimo adeus.
Oh mas vive exclamou Dulce, cora um
gesto de esperanea.
O facultativo espalhou ento pelas faces da
doente algumas golas d'agua Rolada, lancando-
lli'a em maior quautidade as fontes da cabera, e
esperou o resultado, que nao foi
condensando-se iiiseiisivclmente, eclipsou-ade
todo I
Aquella illusao lao linda tinha-se dissipado I
Adeus Isabel I... disse elle com vehemen-
cia e um gesto de desespero atroz, impriraindo
na fronte do cadver ura beijo do verdadeiro de-
mente I
Isabel!... repetio lgubremente, um echo ca-
vernoso e longo I
Porm, a.serendado do martyr foi-lhe mo-
mentneamente vollando s faces humedecidas
pelo pranto ; fitou atiento a imagem lvida da
sua amante, correu a mao por entre os cabellos,
lixaudu-a ao depois na testa como para reler urna
lembranga que pareca querer ir esconder-se no
chos tenebroso do passado, um sorriso estranho
Ihe perpassou breve pelos labios... E se naquelle
momento, o dedo omnipotente de Deus, operando
ura milagro, acordasse do ultimo lethargo do
atade o cadver que ahi jazia dorraindo. seria
para faze-lo escular um juramento iutimo de
amor !
Porm, neste entretanto a porta da sala abri-
se ue par em par. c a ella assomou o vulto alva-
cento d'uma figura vestida de branco ; Ernesto
da Silveira recuou ante aquella apparkao silen-
ciosa, como urna sombra ; na sua imagiuaco al-
quebrada e enfraquecida, julgou-a urna viso so-
brenatural e mysleriosa, viudo pedir-lhe contas
das causas que tinham arrastado o cadver que
ali jazia, adormecer na ooilo dos tmulos. A
I viso continuou caminhando muda e magestosa
lalidu contrasta perfeilamente com o som mono-; para ello, os passos vacillavam-lhe incerlos, os
lono das grossss gotas da chuva, cahindo furiosa olhos fulguravam com um brilho desconhecido e
pelosopro rgido do furaco, quesacodecom es-j myslico, nos labios desiinguia-sc um geslo de
lampido as adufas da casinha deserta. tristeza o perdao ; ao approximar-se mais de Er-
;o tiiste ; 6 ura epysodio de mor- noto, parando, elevou a mao ao eoracao, mos-
I Irando-lhe o fretro, e deixando cahir lassa e va-
garosa a cabeca scbrG o peito, urna lagrima Ihe
"^2,iA'!.Xa"'10 P^rcellcr",he Ja o sorriso, e que [ lares. Estas differencas revellam a edade de sua
formaco ao homem entendido.
Todo o nosso immenso territorio rico dolas.
As aguas fluviaes, que peridicamente fecun-
dara nosso slo, as enriquecem constantemente.
Urna parte dolas corre na superficie, carrega-
da mais ou menos de detritus, que arrasta das
carnadas pelas quaes passa ; urna outra a evapo-
risacao consom ; mas resta sempre urna lercei-
ra, q,ue absorvida pela Ierra, na qual se inter-
na profundidades que dependem da conslitui-
0 fim tio importante, que a nossa idea nao
deve ser desprezada ; estamos certo quo o Ilus-
trado governo imperial a abracar, sujetaudo-a
apreciagao dos homens competentes que indi-
camos.
E em Mr. Degousse, como j dissemos, quo
repousam nossas esperanzas; elle melhor do que
ninguem poder dirigir-nos as exploraces ne-
cessarias e convenientes.
A' nao ser por este meio, ou pelo omprego do
tes.
Lean).
Principia n'uma occasio, em que a luz dos
cyrios funerarios bruxuleava sinistra sobre as fa-
ces de um cadver, quem tinham acabado de
apenar o ultimo botao da mortalha. A imagem
do l'ilho de Deus torturado na cruz, era a nica
companheira quo entre dous brandes accesos
relara solemne e lgubre cabeceira do atade
onde eslava encerrado o cadavar.
A historia prinaipia tflo triste alalhar des
contente a leitora.
Nao ignora quo a preveni, minha senhora, d-
zondo-lhe que um episodio de morles.
Ear-me-liao urna pergunta sobre do quem era
o cadver que contemplam agora com incerteza
e horror; respouderci apenas que era o de urna
mulher.
Agora continuemos.
Momentos depois o silencio foi inlerrompido
pelo ranger vagaioso de urna poita, que se ebria
cautelosamente, e urna sombra ora longa, ora
quasi imperceplivcl, delineou-se ao longo das pa-
redes da sala, aonde eslava o fretro.
Era meia uoitel... Hora morta c mysleriosa,
em que o espirito do homem infeliz vela, ou
adormece chorando.
A sombra, caminhando, transformou-se em
vulto, mostrando faces lvidas e cadavricas,
olhos vidrados e amortecidos ; semelhava o espec-
tro horrivel d'um sonho, que approximando-se,
descobre aos olhos da imagiuaco febril, a mor-
talha despedazada e pobre, com o peto descar-
nado e carcomido I
Era o emblema triste da vida, chumbado s ar-
gas corrodas do lumulo !
Longo lempo depois, urna hora da noite soava
vagarosa c compassada, no bronze dos templos.
J urna hora!... mormurou o vultonirt-
guem co'tta as horas sendo depois de perdidas \
E ao procurarem-se rao encontrar-se inintelligi-
co geolgica da localidade em que so opera esto ; audes, em que menos confiamos, mas que j
phenomeno. fram proficuamente empregados na India, do
Nao conhecemos as condicoes geolgicas dos' Paiz denominado Mairwira, cujo aspecto desola-
terrenos da chapada, mas julgauos nao aveutu- dor mudou completamente com o estabelecimen-
rar muito suppondo-os com egual conliguracao, jl0 '* 2065, que custaram 217:000a rs. ao gnver-
ao reslo do Brasil, e em circuosla acias mais van- inglez, como se pode verificar na estalistica
tajosas para as perfuraces dos pocos de "quo o ; 1"e publicou o Auxiliador da Industria Nacional
rido deserto do Sahara, collocado" intelramento \lle ""eiro de 1858, nao sabemos como poder o
na zona trrida, om um lugir pobre de chuvas governo mclhorar a condico daquclles habi-
e despido de arvores. tantos.
Com effeito, prximo esto terreno ha ricas
florestas, um rio caudaloso, de grande volunto, o
quando as estacos sao regulares chove abundan-
temente, circunstancias que devera fazer presu- i raln'nle Por selragens.
mir que exislam aguas subterrneas no estado de
repouzo, em cavidades, em depressesdo terreno !
cujas sabidas ellas oceupam, que parlera destes '
reservatorios ou lagos, e attingcm superficie do1
slo.
Nao deve restar, portanto, a menor dnvida de
que, se incumbir-se um pessoal pratico em
laestrabalhos a sondagem das bacas proprias, '
Ora. Mairwara ura paiz extraordinariamente
secco, sau terreno pedregoso, e habitado ge-
As ms estaces sao mais frecuentes do quo
as boas, e porlaulo os povos o abandonaran!. O
govcino ingle/, esludou as causas dos males que
ainigiara aquella localidade, crapregou o systo-
ma de acudes, e fez em poucos anuos urna com-
pleta raelamorphose.
Hojee Mairwara procurada como urna das
as localidades convenientes, que ella ser co- ', mais salubres e productivas trras da India, e a
rolou pelas faces ; Ernesto da Silveira diantou-
se inachinalraenle, mas a viso afastando-se al-
guns passos, aponlou Ihe triste para o co; po-
rm, continuando a caminhar. Ernesto pode re-
conhecer na apparigo, Dulce d'Amaral, que pal-
uda e com os cabellos em desorden), estn da
para elle os bracos supplicanles ; elle continuou
olhando-a desvairado, al que Dulce, apertando-
o contra o peito, Ihe disse entre solucos :
Oh meu Ernesto 1 meu bom Ernesto 1
se nao tens mais lagrimas que chorar, eis aqui
tambera as mtihas Porque as nao pediste ?...
Ingrato ..
Eis a historia como m'a contaram.
VII
Sem o lencionarmos antes, Dnalsamos aqui
este romance, quo continuaramos se causas nos
nao obrigassem fazermos o contrario ; com-
tudo nem por isso deixa de ser complelo, atten-
dendo que apresenlamos agora aos leitores o
destino que tiverara os poucos personagens que
ahi assisliram.
I). Dulce d'Amaral e Ernesto da Silveira vivem
hoja felizes quasi que entregues exclusivamente
um ao outro ; as meiguices e o amor da esposa
de Ernesto, conseguirain fazer-lhe esquecer a
memuiia saudosa da infeliz Isabel Valladares,
na campa da qual lodas as manhas dos dous
primeiros mezes que se succedoram sua mor-
le as raaos piedosas do Dulce e Hersilia d'A-
maral espalharam flores sempre novas, ca-
rao um feudo perenne pago recordado d'um
anjo, que na ierra lhes ollereceu o nome de ir-
ma.
Se algum dos leitores, n'um passeio ao cemi-
tero publico, quizer procurar a sepultura aonde
jaz a generosa rival de Dulce, nao a destiuguir
das mais humildes, seno apenas por urna cruz
elevada
roada do nidis feliz xito, e que os serios da Ba-
bia sero dotados do inexgotaveis pocos arte-
sianos.
Sabemos quo o Sr. engenheiro Andr Przewo- '
dowski estovo incumbido do perfurar um poco
artesiano em 1857 na cidade de Sanio Amaro,
com apparelhos rocentemenle chegados da Eu-
ropa, e que se achava animado de boas esperan-
cas ; mas ignoramos que resultado final leve.
Nao duvidindo da competencia desie Ilustre
cngouheiro, julgamos comludo conveniente indi-i
car que as escolas das arles e misteres em An-
gers fnrnecem animalmente bstanlos homens ha-
bilitados para as sondagens, o que Mr. Uegous-
se, em Pars, e Mr. L. Ayraud, seu principal col-
aborador, seriara utilmente consultados pelo nos-
so governo se se quizesse experimentar a nossa
idea.
populacho cada da se deseuvolve
feliz.
mais e vivo
Ainda os serios da Bahia de que tratamos es-
li em condicoes muilo mais favoraveis do que
esse paiz, e o meio quo ali pmduziu esla com-
pleta iransformaco nao pode (alhar, assim soja
intelligen tomen te applicado.
Nao devemos cruzar os bracos como o Has-
sulmano, attribuindo ludo fataliJade, ao des-
tino.
E' preciso providenciar cora
acert.
urgencia e com
Ura llustre engenheiro, o Sr. Virialo de Me-
doiros, se oppe toda a idea de pocos artesia-
nos, e acudes, e nao v remedio para as seccas
A escola do minas de Santo Kstevao nao me-: seno as predieces do lempo, feitas por ura
nos acreditada do que aquella, porque tem pro- i grande numero de observatorios astronmicos.
duzido tambera excellenles discpulos.
Vamos agora verso as despezas que a abertu-
ra destes pocos ho de exigir, corresponden! aos
beneficios que ho do produzir, ou so os lorna-
ro impossiveis.
Se nos guiarmos pelos algarismos que nos for-
nece o Ilustrado e destinelo Sr. engenheiro Vi-
rialo de Medeiros em um trabalho sobre as sec-
cas do Cear, transcripto nesto Diario, de certo
devenios desauimar : os pogos artesianos jmala
podero ser implantados em nosso solo ; porque
ueiihum pode cuslar menos do 2:000g, que mul-
tiplicados pelo grande numero delles quo sera
preciso furar-se, dara urna somma enorme.
de utilidade, cerlamente problemtica, c que
custaro inlinilameule mais caros do que os
mencionados poos.
Nao podemos concordar com o Ilustrado en-
genheiro, porque com as autoridades de peso,
recusamos dar metereologia, no estado actual
das sciencias, esta faculdado de aderinhar o fu-
turo, de prever o lempo quo far.
J passou a poca em que a astrologa se ar-
rogara estafaculdade, c consegua impOr ao pu-
blico suas predieces.
Hoje ninguem pensa em interrogar os astros
Preferimos, pois, acompauhar anda Mr. Do- ; para saber delles que da far ; se a chuva, o
subre ella, como emblema das dores
veis no livro do tempo, e adormecidas j aos ps que no mundo, do mulher a tornaram mar-
de Deus! iyr.
No remate do pedestal da ciuz le-se este sin-
glo epitaphio : .
com anciedade
go al que a minha companhia ]he impor- intil, porque a enferma, cedendo quelle reme-
dio de momento, abri os olhos, e filando des-
vainada as pessoas que a rodearan), disse cora
le
ura romance ou
sabor
' Olha quando hoje, como coslumo lodos I notar a imprudencia que linha comraettido ; po-
li- das, o fui ver ao seu gabinete de dormir, para rru, a emenda seria tarda, porque, nao passan-
o geslo do facultativo,
luna! C.olho-lhe asmis lindas flores, e essas
mesmas as olha com mo modo, e vollado poti-
CO depois ao seu quarlo, enconlro-as, as mais
d. s rezes, calcadas ou desfolhadas por e
Hersilia, le para dislrahi-lo,
:i i poesa, quo aban luna logo, porquo lile
di/.-lhe, que a leitura n'aquelle momento Ihe
I nosa o insuportarel at I E queres
::.

o sauJar, ri-lhe o mesmo leito da vespera, sem
mudanza alguma, indicando, quo nem ao menos
loba recostado n'elle, passando assim toda a
noite em vigilia Isto causa-lhe muilo mal, e
eu lalrez que em breve lenha de soll'rer muilo
ao v.j-lo juer n'um leito de doenca.
Es-ahi o que ha Ires das tem sido Ernesto ;
peco-te que o reprehendas; um enfermo afTec-
te lo de urna molestia perigosa que le entrego, o
mal rem da alma, e a causa que mais me leva
; sesperar da sua convalcscenca; em quanlo a
.:, lenbo esgotado lodos os esforc.03 da minha
s ieucia, da minha medicina, para com o meu
qu ndo lenle, todava passei sempre pelo des-
i de os ver inuteis lodos.
Porm, confiando-t'o, espero urna crise na
-tia, so lu o seu medico, emprega lodos os
meios da tua sciencia para um curativo comple-
to ; as onlormidades melindrosas, nem sempre
b [uearu com o desesperado de remedios heroi-
cos, cedem algumas vczes snperlicialidado de
um system* qualquer, que se enenntra aonde
monos se espora, e depois de um resultado com-
1 li lo, serei eu a mesma, que alegre e nao inve-
j .i, me proclame vencida; cedo-te a victo-
ria 1 Queres ?
urna voz deb
Como sao meus amigos Tantos cuidados
para quera os nao pede!...
Oh tu ests muilo doente, minha pobre ir-
ma, disse Dulce, abalada em soiuc.03.
Um olhar de reprehonso do mdico, fez-lhe
Quero sim! respondeu Isabel, rindo-se,
pareeendo esqueeida das suas amarguras.Apro-
xime-se mais, senhor Ernesto, sente-se aqu ao
p de nos!continuou ella cedendo um lugar
i. meio delta o Dulce.
Ernesto da Sil "eir, confuso de so ver acari-
I .corno urna cr;-an<;a, sorrio-sc das queixas
do sua mulher, o polas reiteradas instancias de
Isabel e Dulce, seu pesar se linha ido sentar
DO lugar qoe ellas Ihe indicaran).
Ernesto, porque assim mo?!.. continuou
Isabel com um sincero carinhos.Porque quer
i, zer afiligir sua esposa que o ama de mais para
suportar a vista do seu soffriraenlo? Nao cinja
cora um diadema do espinhos e cabeca. Indigna
das fondas delles, innocente do mais mere-
c r-lhe as dures. A expiaco, a sconsequen-
cia de tima, e aonde ella nao existe, o martyrio
urna injuslica. Ha de promeller-me, que nao
mais continuar como boje, a sua palavra, que-
ro-a, poique a cumprir, pois nao verda-
d'?...... A' sua existencia acalenta-a a idea de
um futuro apreciavel, muilo bello at ; porque
f I--UC urna mulher que o ama, e a eslima sin-
cera e cordeal de duas amigas que Ihe dedican)
urna pura amisade de irmas. E quando se
a lormece solare peitos amigos, a vida uo ser
purvenlura un co? Diga !
E porque nao o ha de ser, meu Ernesto !
disse Dulce, enleando-Ihe os bracos ao pescoco e
iraptimindo-lhe imprudentemente na testa um
l iio do amor.
Um grito expansivo, prolongado e plangenle,
seguido logo de um gemido doloroso e intimo,soou
cnto longo e agonisante na exlenso da sala :
todos cstiemeceram e o sangue gelou-se-lhe as
veas; essa expanso que Iraduzia todo o mar-
tyrio de urna alma feri a linha sahido dos labios
glidos j de Isabel Valladares.
Era o ultimo relampejar do amor e ergulho da
mulher abatida Era o derradeiro golpe do pu-
nial gangrenado com o veneno do ciume, des-
pedajindo-lho urna por urna todas as fibras de-
bis de um grande corceo! Era a rigidez de um
sentimeuto poderoso em lula com a fortaleza da
alma que desprevenida baqueou. Era linalmen-
! o ultimo arquejar do espirito, que subindo
resignado o caminho escabroso do seu sacrificio,,
quasi no tormo dellc, ajoelhou cahindo proslra-
do, ao nao poder supportar j o pezo da sua
cruz !
Isabel Valladares, a mulher heroica que elovou
a coragem dedicaco, a dedicaco generosi-
do desapercebido a Isabe
disse com um sorriso :
Tudo nutil, meu amigo, sei-o ; antes do
doutor ler proferido a minha sentenca de morle,
j Deus m'a linha es -ripio no coraco !
O doutor conlenlou-se simplesmenie em re-
commendar que a conduzissem para um cito,
aonde se provariam os ltimos esforcos.
Isabel, amparada pelas suas duas amigas, doi-
xou-se levar, com passos vacillanles e incerlos,
para o gabinete de Hersilia, aonde Ihe proporcio-
naran) tolos os disvellos e carinhos, como urna
irma que estremecan).
Dulce e Hersilia d'Amaral, nao abandonaran)
por um s momelo, a cabeceira do leito ; loram
sempre as suas mais dedicadas enferraeiras, que
nunca se apaitaram de junto daquella infeliz,
quem animavam com
duas irmas carnhosas Noites nao interrompi-
Idas erara passadas em vigilia por ellas, durante
| o espaco de seis dias, que se prolonguu a en-
fermidade, desconhocida de lodos, excepto da-
quelles que nao ignoraran) historia de Isabel
Valladares. Porm, a mo d'ura destino de fer-
ro, desceu pesada sellar para sempre os olhos,
que em vida quasi que s se liaban aborto para
o pranto ; a morle tmlia-se apressado em arreba-
tar a creatura que nunca poleria perlencer este
mundo, porque a vonlade do Elorno a quera
para si, dando-lhe. na trra urna corda espinhosa
de martyrio, s para no co a tornar n'um diade-
ma das llores da immortalidado.
Na mesma noite da morle do Isabel Vallada-
res, Dulce d'Amaral Irajara, por um acaso, um
vestido brinco, que Ihe fazia reah-ar mais ainda
a pallidez dolorosa das laces, occasionada pela
mortilicaco das vigilias Buccessiras ; nunca ella
linha parecido lao formosa aos olhos da sua ami-
ga, como naquelle momento em que, com seus
bellos cabellos prelos e anellados, descerni ao
E a rao, a qual solemne e triste, se tinha ele-
vado para o co, descahio pouco piuco, at
se ir cingir silenciosa e gelada no^uolU do cada-
ver !
Isabel!... To Tria meu Deus !... cont'inuou
ellepobre enanca I... Quem diria que aos de-
zoilo anuos, a morto te devia roubaraos segredos
do amor, para le elevar aos mysterios da eterni-
dade !
E a vida assim Hoje, alegra e illusao
amauha, silencio e realidade !
Ajoelhou-se ento junio do cadver, imprimin-
do-lhe as faces de gelo, um beijo que devia ser
de fogo se as lagrimas o nao resfriassem Depois
do que, colando-lhc os labios ao ouvido, segre-
dou-lho :
Esto beijo ha-de ser retribuido por ti no
co Sim, Isabel ?
E o cadver, continuava mudo e inanimado,
dormindo no seu ultimo leito, e as luzes resplan-
decalo amortecidas j nos galoes do alade I
To s, minha pobre Isabel!... continuou
elle. Este silencio, faz recordar-me a aurora da
nossa vida, quando sos comtigo. procurara
sondar os mysterios dos leus sentimcnlos !
Quo analoga terrivel entro os segredos do
amor e da morle !... Para ambos necessaria u
solido I
Tambem tivostes crencas, meu anjo... lo
lindas !... Oh mas qual a mulher que as uo
lem !
E agora s um cadver, minha Isabel! Es
tas guiada como a lousa d'uma sepultura ; triste,
como a saudade pendida da liaste ; ioseosivol,
s suaves expreses de I como o marmore branco d'um mausoleo; desse-
cada, romo a
longo dos hombros, doixavam sobresahir as fa-
ces de marra, nos olhos pisados c amoitecidos,
a agona da alma lacerada.
Dulce d'Amaral nao Inspirara ento a volup-
luosidade que de ordinario acompanha os traeos
da formosura d'uma mulher, porm sim, pareca
naquelle momento una dessas figuras acrias e
vaporosas, que durante os momentos de medita-
co profunda, nos traspassam fugitivas a imagi-
nario, e que s nos deixam aps si a meiguice da
lcmbrauca t o amargo da saudade!
Quando ella anciosa se approximou do leito da
sua amiga, Isabel afaslando-lhe com urna mo
os cabellos, imprimio-lhe na testa um beijo de
verdadeira amisade, dizendo-lhe com urna voz in
sinuante e misturada de admiraro
Cora d um martyrio com que elo-
gista essa frooto altiva e bolla ; sublime, como a
eternidade !
Amaste-me, porque me confiaste o sacrario
puro dos leus senlmentos de virgen), das illu-
ses de crenca, dos solTrimenlos de martyr!
E eu nao o comprehendi I
Mas aqui, junto deste a'aJc. aonde dor-
ases o primeiro e ultimo somno de cadveres,
vou offerecer-te urna saudade por ti: um pensa-
ment por tua mi; um marlyrio pelo meu sulTii-
ment, e urna lagrima pelas chagas e pela
cruz Depois, unirei os emblemas destas flores ;
cingi-las-hel com o cilicio da minha vida, o col-
loca-las-hei sobre o uieo peito, regaodo-as todas
as manhas, tolas as horas, com lagrimas! Ho
de vegetar entre soffrimeiuos co.no a tua exis-
tencia ; e no da anniversario da tua morle, visi-
tarei a la sepultura, enlerlacando-as as argolas
do leu lumulo, para as bafejares cora o teu hlito
de cadver I
Isabel, ouve : hei-de curvar-me ao p da
lousa do leu epitaphio, para pedir-te que voltes
urna vida ephemera, que le ajoelbes sobre as
almofadas do teu esquife, applicaudo o ouvido
podra da campa, para entreteres contigo una
conversarlo de finados !
Quero repetir-te, Isabel, eu amei-le muito ;
mais anda que as miulns illuscs, as mais bellas,
que a Deus!
Esruta-me ainda alm d'uma campa ; ouve
a voz triste do teu amigo, do teu irmo pelas
dores.
Anjo, l da manso celeste, roga por mim
elles ; martyr, dos degros do throno de Jeho-
vah, implora por um teu irmo ; Isabel, d'enlrc
os cores de seraphins, pede por mim Deus !
O aojo que na infancia descubra velando ao
AQU JAZ
U. ISABEL ALCISTA DE VALLADARES.
Kasceu
A 22 do junhodel841.
i-'ai/eceit
A 12 desetembrode 1859.
ORA I POR ELLA.
' logo um santo e saudavel pensamenlo orar
pelos morios.
(Xacfaab. liv. 2.u cap. 12 v. 43.)
Em quanlo Hersilia d'Amaral, imitou pou-
co tempo depois sua irma, rtcebeudo anlu os
altares a realidade da .imagem dos seus sonhos,
a nica felicidade a que, como Ihe ouvi dizer
mullas vczes, aspirava ueste mundo.
De todos os qua tro personagens desle romance
iienhuin fui infeliz, porque a mesma D. Isabel
Valladares descendo ao lumulo, foi receber no
co um beijo de sia me.
Eis ahi lem as loitoris as hcxhbb.ES no PonTo,
com pequeas excepeos, retratadas ueslas Ires
Dulce, Hersilia e Isabel.
Agora resta-me o dizer a opiuio sobre ellas,
d'um 'neo amigo quera ha poucos dias mostra-
va algumas paginas dcslo romance.
Que dizes ? Ihe perguotei eu ao linalisar
a leitura di minha produeco.
Que acho demasiada na exageraco, na for-
mosuia das toas heronas I me respondeu elle
alTectaodo urna seria con vieco.
A razio ? conliiiuei eu, rindo.
Porque a formosura hoje um objecto raro
no Porto respondeu ello accendendo iidilferen-
temriile um charuto.
Ellas que l'o agradegam relorqui eu com
una estrepitosa gargalhada, que nao pude coo-
ler em face da fleograa verdadeirainente ingleza
do meu amigo.
be queres gozar d'uma ironia pungente,
continuou elle alirando-se para cima d'uma ca-
deira, para o teu romance, e aquellos que ele-
vara s ureas, a belleza das mulheres do Por-
to, aualysa-as urna por una, n'uma noite no
thealro lyrico, e ento dirs comigo, que a for-
mosura fugio ha dous seculos das ierras do oc-
c idente Vers !
Em quanlo mim. acredilarei sempre dema-
siado injusta a opiuio do meu amigo.
A. J. PEHEIIIA I.E1TE JNIOR.
(Uraz\Tisana.)
gousse, autoridade to competente, que aquello
senhor nao poder sentir-se desta preferencia
Diz II. Degousse, que em 1831 fez um poco
em Pars, de 50m, 30, tobado era cobre, o qual
costn ao proprictario 5,000 francos, dando agua
em muita abundancia. Um nutro estabelecido no
bairro de Santo Antonio 102 metros de profun-
didade custoo 12,000 fr.
Era a primeira vez que os homens da sonda
atravessavara a grande massa de areias (gneas, e
posteriormente as sendagens as mesmas cir-
cunstancias custaram motado.
Em Anel perfurou tambera Mr. Degousse, em
18l. dous excellenles pocos artesianos de 50 oie-
tros de profundidado, que custaram aos propie-
tarios, cada um, cerca de 2,200 francos, dando;
235 caadas d'agua por minuto, e formando um !
pequeo ro, cujas aguas alimenlam um lavato-
rio de roupa comuium.
Muitos ouiros exemplos em Paris, e nos depar-
tamentos de l'Oise, dos Calvados, de la Mincha,
etc., nos cita o referido engenheiro, que demons-
trara que em Franca, quando nao se lera ven-
cer as grandes dificuldados quo apresenlava o
poco de Grenelle, se pode conseguir pocos arte-
sianos 5,000 francos, [2:000$), termo medio.
As bellas aguas thermaes de Hesse Hombourg
lambem foraio adiadas pelo Sr. Degousse, que
fez egualioenle trabalhos importantes em Vne-
ta, Austria e Russia.
Nos Pyrineos Orienlaes obtove Mr. Faurel mag-
nifico resultado em orna das pracas da cidade de
Perpignan, como cita Mr. Arago.
as grandes sondagens, os procos variara as
Como cfls linda E' este o beijo que te meo borco, eras lo ; a mulher que mais larde
prometti ; que importa que elle seja o da morle, apercebi atravez do horisonte lmpido da rooci-
Dulce dade, eras tu tambem ; o a maityr, que n'uma
Agricultura.
sol, o fri ou o calor predominar em urna occa-
sio dada.
Isto bom paia os fazedores de alminaks
imitaco dos de Malhieu Lacmberg, que s scr-
vem para fallar a imagiuaco do vulg3 igno-
rante.
Veja-se o Annuaire du bureau des longitudes
pour 18G, p. 575, e ah se encontraro oslas
palarras do sabio Arago, que confirmam o que
aciraa avancamos.
Nunca diz elle, urna s palavra por mira
pronunciada, nem na intimidado das familias,
nem nos cursos que proTesso h i mais do trinta
anuos, nem soquor urna linha publicada com meu
consenlimento autorisaram pessoa alguma a me
instar o pensamenlo do que seria possivel, no
oslado de meus conhecimenlos, annanciar coro
alguma certeza antecipadanieute o tempo que fa-
r d'ahi um auno, um mez, urna semana, e at
mesmo um da.
Nunca, portanto, quaesquer que possam ser
os progressos das sciencias, os sabios de ba-f
e cuidadosos de sua repulacao so aventuraro
predizer o lempo.
Lsta mesma proposico se acha repelida e
provuda com numerosos e incoutestaveis tactos
na astronoma popular do graudo sabio, publi-
cada em 1S-77.
Ahi claramente diz elle na pagina 528 do 4
rolume que 4 as rariaces sbitas que apresen-
proporcoes indicadas no quadro abaixo transcrip- i tam as temperaturas de cada clima, de cada es-
lo, que se v na obra citada do Mr. Degousse, laco, desaliara todas asprevises humanas o
que nos serve sempre de guia seguro, por sor lio- termina allirmando na pagina 616 do mosmo
de grande reputaco neste genero de traba-! volme que portanto impossivel, anda quo
Ihos, como se pode verificar no diccionario dos
contemporneos por Velpeao, artigo Degoustie,
no de sciencias, loltras e artes do liouillel, artigo
l'uit* Arlesiens, no do blographia e historia de
Desobry e Bachclet, artigo Grenelle,
1,500 fr. 5,000 Ir. 3.250 fr.
6.500 4,500
9,500 b 6,500
Mnimo. Mximo. Mdium.
Do solo 50 me-
tros do prof.
De 50 100....
Do 100 150...
De 150 200...
De 200 i 20...
De 250 300...
De 300 350... 11.00!)
De 350 400... I3.0"0
De 400 450... 16,001)
De 450 500... 20,000
De 500 a 550... 30.000 60.000
De 550 i 600... 40,000 70,000
2.500
3.500
5.000
7,000
0,000
11,500
18,000
21.000
26,000
30.000
10.000
50,000
0 estado actual da provincia da Caliia.
Meios de prevenir no futuro as sec-
cas, que assolara os feriis e ricos
sertoes da mesma provincia,
u
[Conlinuacao do n. 228.)
Segundo se exprime Mr. Jules Burat om seu
excellenle trabalho sobre os pocos artesianos, o
Mr. llerical de Thury, as aguas aitesianas circu-
am geralmente entre orna carnada permeavcl, e
A rival de Isabel s Ihe respondeu retriboin- noite d'agonia profunda sonhei desolada, abracada duas imper.uoavrii. As reas sao necessaria-
do-lhe quelle beijo com muitos dados com fer-
vor.
Vou descer ao meu segundo berco, minha
amiga, continuou Isabel, com voz carinhosa e
triste.
Que analoga entre o berco e o tmulo !
Enlre elles nao existe, como dizem, um contras-
te ; ha mais, existe urna ligaco terrivel, porque
em ambos se adormece sem'sonhos No berco
adormece-sc entre dores e lagrimas, no atade
desce-so entre prontos e saudades; e em ambos
ha o esquecimento !
Nesta occasio enlrava Ernesto da Silveira no
gabinete, como para ser o expectador d'agonia da
sua amante, que ao v-lo, fixou-o ainda com um
derradeiro olhar de paixo, dizendo-lhe ao apon-
tar-lho com um geslo de esperangas o formoso
co d'uma noite do esli, alumiada pelos raios
urna cruz, eras lu, Isabel
Para mim, eras anjo, mulher, e foslc mar-
tyr !
Meo Deus! meu Dos 1 cri sempre que a
morle era esse somno pacifico, que se gosa depois
dos prazeres da existencia, quando o cadver re-
pousa no fundo do urna campa, com o corarn
corrodo de vermes, o as faces borrfadas pela hu-
midade da sepoltora.
F.nganei-me! A morle a soparaco eterna
do objecto que se ama, nao ler esperanea I .
De repente, o vulto ergueu-se rpido, como se
fra ferido por um espinho ; juotOQ as mos, e
cahio segunda vez ajoelhado.
Era porque na sua imagiuaco cadente pareca
ouvir harmonas desconhecidas 1 Era urna msica
suave o melanclica, que Ihe penelrava a alma ;
notas sublimes de felicidade einspiraco, melo-
pallidos da la em crescente e pelo claro Ir- dias repletas do paz e idealismo celestial ; era
mente os terrenos permeaveis, entretanto que as
argilas sao ao contraro os impermeaveis. Por-
tanto, as alternativas do reia e de argila seio
as mais favoraveis ao oslabelecimentu dos pocos
artesianos, conforme conclue Mr. Degousse ; as-
sim como os terrenos crystallinos de forma algu-
ma podem dar nasctmcnlo aguas jorrantes,
nao ser por um accaso.
As massas mineraes que formam a casca soli-
da dessas aguas, sao frequcnlomenlo alravessa-
das por fondas ou composlas de carnadas permea-
veis, as quaes se movem verdadeiras crrenles
d'agua. Estas correnles subterrneas tem quasi
sempre a faculdadede sobir e de tomar um nivel
moito oais elevado do que o de sua jazida no in-
terior das massas mineraes, quando se chega
ellas por meio do um poco ou por um furo da
sonda.
Esla forg de asetnro lo viva s rezes, que
8.750
14.500
15,500
18,500
25.000
28,000
35.000
5.500 >
55,000
Parece-nos que esto quadro deve ser muilo
exacto, porque apresentado por quera tinha al
1814 furado 320 pocos artesianos. Mas estes al-
garismos nao podem ser applicados ao Brasil sem
erro, e por isso os farcinos passar por una alle-
raco, que se os nao elevar rigorosamente, ver-
dade, dar-lhes-ho una approxiinaco razoa-
vel.
Esla altoraco consiste om duplica-los, foitoo
que entendemos que devora sor aceites.
Assim, na profundidade media de 300 metros'
nos poder custar um poco artesiano perlo do
12:0003, sendo qoe em profuadidade menores,
oade devemos presumir que se encontrem as
aguas jorrantes, por muito menos licaro.
Podemos, calcular, portanto que, cora mil con-
tos de ris se possam perfurar para cima de cem '
pocos, n'uma exlenso do cem leguas, de legua
em legua do espago, que produziro 6S.500 ca-
adas por minuto, ou 789,81 i;200 garrafas por
da, lomando para base deste calculo a produe-
co dos ooze pocos abertos no deserto do Sahara,
qoe j apresenlamos.
Ora, sendo a populaco dessa zona reputada
em trezelitas mil almas, e calculando-sc que ca-
da habitante consuma diariamente duas garrafas
d agua, gastar toda ella, menos da decima par-
le daquella quanlidadc, que reprsenla o rolume
de um rio regular.
Duvida uenhuma pode haver por consequen-
cia, de que esla produeco soja sufficiente nao s
para os gastos domsticos, como para a irriga-
gao dos campos, por meio do canaes conveni-
entemente disposlps, e para saciedade do gado.
_ E note-se bem qoe, lomamos para compara-
gao orna regio em extremo desfavoravel, qoe
uo pode sustentar o parallelo.
lima outra consideraco devemos tambem fa-
zer, e que se o general Desvoux, com recursos
ordinarios, e sem auxilio do governo podo rea-
lisar a abertura dos onze pocos do Sahara, pro-
duzindo o grande beneficio que j descrevemos,
nao devemos receiar que a mesma empreza se
torne impossivel em nosso paiz, pela elevarn
de seu rusto.
J se v, portanlo, que nenhuma objeceo si-
ria se pode apresentar contra a utilidade o pos-
sibilidade dos pogos artesianos, e que sao elles
perfeilamenle applicaveis aos lugares em ques-
to, aos quaes asseguraro urna fecundidade
as leis dos phenomenos geraos da temperatura
sejam bem cstabelecidas. indicar com anlecipa-
go qual ser o facto particular correspondente
um momento c um lugar dados. >
Mr II,ol tambem dosta opiuio, c embora o
marechal Vailtant, ministro da guerra em Franga
lenha grande f nos observatorios metereologi-
cos que eslibelcceu em Argel, comludo pensa-
mos que por ora ellos nao leem essa importan-
cia ; que nada de positivo podem indicar. Re-
nen) na verdado urna serio de ricos esludos e
obserracoea dos phenomenos e meteoros que po-
dem conduzr descobertas physicas; mas por
ora aluda a molereologia est as fachas da in-
fancia, o se eurolve era mysterios como o mag-
netismo.
Lecouluner, hbil collaborador do Monileur,
em um importante artigo que traa desta mate-
ra com erudieco e bastante grao*, refere que
tal era o prejuizo do vulgo em acreditar nesta
possibilidade de predizer-so o tempo que l.eu-
laud se viu obrigado escrever este aonuncio
em^ frente du Conhecimento dos lempos para
1705. Nao se encontrar neste voluine nenhu-
raa predieco, porque a Academia nunca reco-
nheceo solidez as regras que os amigos dora:
pira prever o futuro pelas configuraces dos as-
tros. No mesmo estado nos acharaos hoje, em-
bora j mais de um seculo e meio se lenha cs-
coado depois desle curioso aonuncio, que Arago
julgou conveniente reproduzir; porque nao po-
da entrar era urna sociedade sera ser assaliado
das mais importantes pergunlas sobre o lempo
futuro.
Haran) predilo em Franga quo o mez de Ja-
neiro do auno passado itria urna temperatura
polar; que o Sonna gelaria, etc. A mais baila
temperatura dessomez, como refere o citado es-
criptor leve lugar 10; houve urna mudanca
do vento para o norte c apenas fez nesse da ein
Paris 6 grus e meio de fri s 6 horas da nia-
nha ; porm pouco depois a neblina desappa-
receu, o o da tornou-se quente, verdadeirameu-
le como um da de primavera.
Todos os dias lomos urna prora evidente de
qoe nada ha mais dilTicil do que saber o lempo
que far d'ahi urna hora, quanto mais era ura
periodo mais remolo.
Quantas rezes nao vemos urna partida de pra-
zer para o campo comecada em um magnifico
da, ser interrumpida inesperadamente por agua-
coiros, quo trausiornam lodo o lempo '?
Em oulras occasics nao vemos suteeder
urna manha nublada, do hoiisonles ca regados,
um dia radiante e bello, quo destrue todos os
clculos que haramos feto?
No mar ento nada ha mais Irequenle: o ba-
rmetro annuncia a tempestado, o horisonte co-
mega a ennegrecer, o ollioial de quarlo se ac3u-
tella,"porque ojponio ao principio diminuto vai-
se desenvolvendo extraordinariamente, e parece
que desabar um furioso aguaceiro ; urna peque-
a mudanga no vento desfaz tudo, as Bureos
condensadas se dcsmanrham, o sol reapparece,
o barmetro sobe, ea tormenta que pareis ine-
viiavel, e se apresenlava com caracteres medo-
nhos uo se realisa.
(Coiitini PF.RN. TYP. DE|M. F. DE PARIA. 1860.
V


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