Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09464


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Full Text
XIXTI. NUMERO 236.
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos C$000.
ODIHTA TllU II 5E OTBRO
Por anuo ada uta do ifl$000
Porte fraileo para o subscritor.
eNCARREGADOS DA. SUBSCRIPQAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cora, o.Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins libej
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes d<
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
i'AlUlUA U06 UUKiltlUa.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
lguarass. Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlao, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao. d'Alho, Nazreth .Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasquartas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barrciros.
Agua.Preta, Timenteiras eNatalquintasfeiras.
'(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE OUTLBKO.
7 Quarto minguante as 8 horas e 43 minutos
dajarde.
14 LAia nova aos 17 minutos da tarde.
*1 Ouartocrescenieas 11 horas e 51 minutos
da manhaa.
29 Luacheia as 4 horas e 30 minutos da larde
PREAMAR DE HOJE.
PrinTeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e fi minutos da tarde
VU'HNECIAS DOS TRIBUNAES DA CAP11AL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbadoa.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
luizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primen-a vara do civil': tercas e sextas ao meio di,
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a uma
. hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
PASTE OFFIClftL
Govorno la provinci*a
EXPEDIENTE DO DIA 8 DE OLTUBRO DE 1860.
Officio. Ao conselheiro presidente da rola-
rao. Remello inclusa a peticao de Manoel Fer-
icira Vianna para que V. S., lomando em consi-
derado o que elle expe. sirva-se de informar-
me do que liver occorrido peranle o tribunal da
relaciio acerca de sua queixa. indicanJo, a pare-
cer-lhe conreniente, as providencias que julgar
necessarias emprogar em deferirnenlo do que pe-
de o supplicante.
Dito ao mesoio. Transmillo a V. S. o reque-
rimenlo incluso do preso sentenciado T-alalino
conlraludo esse euipreslimo de qoantia superior
s desposas que se linha a fazer no presidio al
fim defagoslo ultimo, o que exislindo em cofre
um saldo de7:413j047 rs. como consta de sen
rilado officio, devia Vmc. ler pago as diarias dos
sentenciados at aquella dala, como o fez relati-
vamente s pracas ah destacadas.
Portara.O presdeme da provincia reslve
demillir o bacharc Vicente Jansen de Castro c
Albuquerque do cargo de promotor publico da
comarca de Tacaral. para a qual fra removido
da de Flores por portara de 11 de abril do cor-
rente anno, visto que tem deixado al hnje de
entrar em cxrrcicio do scu emprego, apesar das
reiteradas ordensquo para esse fim Ihe (em si-
do transmillidas. Fizcram-se as rfecessarias
comniunicacoes.
Hila. Os'Srs. agentes da companhia brasileira
ao servico activo do CXercito depois u oyera-
do. Est no quarlel, ondo pouco ou nehum
servico pode prestar, por ser a hydro:elle cx-
trcmamomte vokimosa.
Soldado Manoel das Noves Barboza.Ulcera se
pliililica. Curavel. Precisa recollftr-se ao ios
Kf^SSU de corpos contemplen, j SSS'VS^SVS&
nos mappas como doentes no quarlel as pracas par. que o governo de Sua U* csude Se hsi-
de prel ju gadas incapases por molestias incu- .ando em entrar cora os scuVbos offic?os nel
r.von inclusive as da mspeccaode 5 de selem- I obra de paz e concillado.se?h2.
bro, declarando na observando o numero del- animo despedido do meno"
?8 Segunda. S. Brgida princeza viuva.
9 Terna. S.bioniio b. de Pariz; S. Gersino.
10 Quarta. S. Francisco de Borja padroeiro.
11 Quinta. S. r'kmino b. ; S. Flonila.
12 Sexta S. Cyprano b. m. ; S. Serafina".
13 Sabbado. S. Eduardo rei; S. Daniel m.
11 Domingo Kossa Senhora dos Remedios.
ENCAltREGADOS DA SUBSCMFgO NO SUL.
Alagos, o Sr. Claudino Falcao Das; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o S.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do mamo Manoel Figueiroa te
Faria.na sua livraria praca da Independencia ns
6 e S.
Coiifederacio Argentina o na Rcyub la. iienlul
do Uruguay.
A couhecida poltica do Brasil, a recordaro
dos seus esforcos 4emHb3, a declarado do pro-
y-! toclo de j de janei ro do anno prximo passado,
is-; as suas relacoes amigaveis com ambas as parles
sa
com
las, e rcmellero a secretaria militar as respec-
tivas coriides de nssentamcnlos das que cesta
conformidado. foram agora inspeccionadas.
Farao rrcolher ao hospital, as que o deverem
ser segundo o parecer da junta, e recoramendo aos
Srs. officiaes que se acham doentes que obser-
n,Ugusto Barbalho Ueha, afilo de lomar em con-! de paquetes a vapor mondem dar transporto para i ven o que a rnspeito delles pondera a mesma
sideracao o que elle requer, e allende-lo comoIa Bahia por conta do ministerio da gera, no jnnla, quanlo ao relugar e mclhoiico tratamcnlo
fr dejustira. 1 vapor Paran que se espera do norte, ao sida- |
o
'juslira. j vapor Paran que se espera
Dilo ao mesmo. Sirva-se V. S. de informar'1'" '''' companhia de invlidos Geraldo Antonio
qual o estado dos procesaos instaurados porcri- '"'"eir, e para a curte os soldados Benedicto Jo-
roes civis contra os soldados Manoel Antonio Gu-1se dos Sanios, e Polycarpo Jo.io Rodrigues de
Irrte, do 8" balalho de infanlaria, Manoel Pe- Miranda.Communicou-se ao coronel comman-
reira da Cosa, do 10 da mesma arma, Jos I danle das armas
Ferrara, da companhia de' artfices, e Ignacio I '-',a-Os Srs. agentes da companhia brasilei-
Francisco Forreira, da companhia de cavallaria ra de paquetes a vapor uiandem dar passagens
providenciando para que, pelos eanaes coro pe- i ,le pra pira o Rio de Janeiro, em um dos vapo-
res, que passar para o sul a Jos Jeronymo Dau-
deira e sua mulher.
Expediente do ecrctario do governo.
Ofltcioao c.immanda.ite da dviso naval.De
ordem do S. Exc. u Sr. presidente da provincia
cominunico a V. S. qui, segundo consla de
001*10 do inspector do arsenal de marinha de 6
do crrente, sob n. 411. eslo feilos os reparos
precisos no brigue barca tamnrac
DESPACHOS DO DU 8 DE OUTL'BRO.
Ile'iuerimenlos.
1865Antonio Francisco da Co>ta Pernambu-
ern que devem estar, visto que algum nao o tem
r.-ito.
Assgnadofos Antonio da Fonceca Galvo.
Conformo.,l>ironio Eneas (lustavo Galvo,
alteres aldanlo de ordens interino do commando!
lentes, se de andamento aos referidos processos.
Dilo ao inspector da thesouraiia de fazenda.
Com informarlo do delegado do cirurgiao-mr
lo cxercjto, e copia do olficio, dirigido por esta
presidencia ao commandanle das armas, em 2
de agosto do auno prximo passadu, devolvo a
> S. os papis da divida do que pretende ser
pago Justino Eugenio Lavenre, afirn de que ex-
ponha o mas que lhe occorrer acerca de seme-
Ihante pasamento.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar os ven-
.imerdos relativos segunda quinzena dome/, de
selembro ultimo dos officiaes e piaras, que esti- co.Espere pelo crdito que j se pedio.
Con-
ver.im aquartelados dos balalhoes ns. 4" e C da
guarda nacional deste municipio, urna vez que
eslejain nos termos legaes as folhafl e prels jun- :
tos, .que me foram remeliidos pelo respectivo '
Commandanle superior em offico de 5 do cor-1
rcole, sob ns. 167 e 16S. Communicou-se ao
commandanle superior desle municipio.
Hilo ao mesmo. Devolvo a V. S. as conlas, |
que rieram annexaa sua informado de 6 do cor-
rente, sob n. 1053, relativas aos objectos compra-
1 ,,8,ra horpia>l militar na importancia je
1:3309400, o aute riso a mandar pagar essaqimti-i
'.ia aos assignatarios das mesmas con tas, visto I
nao haver inconveniente nesse pagamento, se- I
gundo consla da citada inforniaco. Communi- !
cou-so ao presidente do con sel ho administrativo
Dilo ao inspector do arsenal de marinha. lla-
j i >. S. de informar rom brevidade se o concert
de que eric.irregou a Francisco Antonio Correia
Cardoso, o cojo pagamento solicita em seu oflLI
Co n. 361 de 17 de agoslo ultimo, fui f.'ito no r!
mal do encanamenlod'agua potare! para esse ar-
senal, de que trata o art. 3 do respectivo con- !
trato.
Dilo ao delegado de polica da capital,
viudo providenciar r. ro
na exiraccao da lotera d
no da 6 deste mez, e que, por intermedio do
chele de polica. Vine. Irouxo ao meu conheci-
menlo, lhe determino que, mandando examinar1
os bilhelesanda nao extrahidos, e verificando-sel
:'> t i-11 ,i v i 11 o o vicio ou fraude denunciada, la-
ta conliunar o processo da exlracro com a pre-
cisa regularidade, communicando-me o rcsulta-
'i i de suas averiguaedes a esse respeito. Re-
metleu-se copia deste ao thesoureiro das'loterias
em resposts ao seu, peuiudo providencias sobre o
assumpto de que se traa.
Dito ao director das obras publicas. Sendo o
calcameoto das principaes ras desla cidade una
as necessidades mais imptriosamenle exigidas
nclla.sem que. com tu lo, lenha j sido Hendida
por esla presidencia pela inlcira deficiencia dos
cofres provinciacs, e elevado custo daquella
obra, ronvem que Vmc. por agora mande orear
quanlo antes o calcamenlo de luda a ra do Im-
perador at a praca de Pedro II, devendo esse
ealQamento ligar-se com os odicios do palacio
da presidencia, o do em que funeciona a thesou-
raria de fazenda e outras repaiiiroes, pelo modo
por que essa repartido julg'ar conveniefle.
Vmc. dever ter em vista, no urcamento que me
apresentar a obrigacao imposta 'por lei aos pro- i
prietaris de concrrem para semelhanto calca-1
inenio com a quot.i que Ibes coubcr no ornamen-
to que se lizer.
Oulrosim, indicar Vmc. a nalureza do caira-
ment que, prestando-se convenientemente ao
seu fim, c precisa duraco, consulte ao mesmo j
lempo a economa exigida pelo oslado dos cofres
pblicos, bem como indicar Vmc. o lempo em
que pode sera obra concluida, e todas as mais'
condicoes com que se devo formar o contrato,
que huuvcr de fazer-se para a sua realsaco.
Dilo ao juiz municipal da Ia vara. Exijo de:
Vmc, que me envi com a possivel brevidade as
guias dos sentenciados que estn em uircumstan-
cias de serem remeliidos para o presidio de Fer-
nando, e que foram contemplados na relaro no-
minal, que acompanliou o seu officio de6deste
mez.
1866Irmandade deN. S. da Soledade da fre-
guezia da Boa Vista.Nao tem lugir o que re-
quer, vista a nformicao ; (cando porm direilo
salvo a supplicanto de laucar mo de qualquer ou-
Iro meio que enlenda competir-lhe em direito.
1S67Joo Valcnlim Das Villela, guarda da
alfandega.Passe-se portara concedeudo 2 me-
zes de icenca.
186SJoo Jos da Silva.Informe o Sr. com-
mandante superior da guarda nacrVnal da comar-
ca da Boa-Aisla.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel d> commando das armas
em Penianibueo, na cidade do
Kccife, 9 de iitiiltro de 18UU.
OIDEM 1)0 DIA N. 27.
O coronel commandanle das armas publica pa-
ra que lenha o devido ifl'eito, o resultado da ins-
pecqao dp^ji ie, porque passaram no dia 5 do
; crlente os Srs. officiaes doent"S e pracas de prel
dos corpos do exercito aoui exist'iuirs.
j o. u>miiau lie iliantaria.
a provincia, que corrja Alferes Manoel Joaquina do Oliveira Cruxats
ltiieumalisino. Curavel cm qualquer parte.
Precisa do dous a tres mezes para iratar-se.
Alferes addido Manoel Jos dos Santos Porlella
Broneitito. Curavel em qualquer parle den-
to de um rnez.
." balalho de Infanlaria.
CaptoJoo Manoel Florindo. llommorroidas
produzindo prolapso do recio. Curavel em qual-
quer paite. Precisa de 2 a 3 mezes para tra-
tar-se.
lente Augusto Leal Ferreira. llepalile chro-
nica. Curavel em qualquer parte dentro de 2 a
3 mezes, uma vez que se sujeitu iralamento,
0 que nao tem feilo.
Alferes Manoel Erasmo de Carvalho de lloara.
Kngorgtamento do ligado por febres intermit-
ientes. Curavel em qualquer parte dentro de
um mez.
10. balalho de iufantaiia.
Tenente Joo Antonio Lcitio. Ozena. Curavel
em qualquer parle, urna vez que continuo no
Iratamento em que so acha, para o que j se
lhe marcou de 1 a 2 mezes.
Alferes Antonio Manoel Barboza, Bronrhite as-
Ihmalica. Curavel em qualquer parte dentro do
1 a 2 mezes, uma vez que empregue um trata-
ment mais regular methodico, o que nao tem
feilo. |
AlferesXaoilido Rodrigues de Barros. Bubo.
Curavel em qualquer parle dentro de um mez.
Alferes Luiz de QucirozCoutinho.Gastro-hepa-
lile. Curavel em qualquer parte. Precisa do 3
mezes para iralar-se.
Companhia de artfices.
2. lenle Miguel Teixeira Lopes Malheiro?.
Palpitaco nervosa do coraco. Curavel em
i qualquer parle dentro de 2 a 3' mezes,"sujean-
do-so a um tratamenio apropriado, como ac-
tualmente o tem feilo.
4." balalho de artilharia a p.
Sollado Raymundo Jos da Cruz. Tubrculos
pulmonares. Incuravel. Incapaz do serviro ac-
tivo do exereilo. Est no hospital.
Tambor Manoel de Lima. F.ntero-cholitCchro-
nica. Incuravel. Incapaz do serviro activo do
exereilo. Est no hospital.
8." balalho do infanlaria.
RELTORIO

da reparticiio los negocios cstran-
S'einis apresentado assembla
K'.-;il legislativa na quarta ses-
so da decima legislatura pelo
respectivo ministro e secretario
ile estado Joo I.ins Vieira Can-
sancao de Sininlm,
(Conlnuaro )
Mediaro o/ferecida pelo governo imperial aos
9
nos-
A
sade,
em
dissidencia da familia argentina, nao podiam
presenciar a rpida approximaco da guerra a
que ella condu/.ia, sem tentar i'im esfon;o para
evita-la, ou pera minorar os seus males. Com-
prehendendo os seus propnns tnteresses, o guia-
das por vivas sympalhias e pelos principios de
urna poltica elevad i e conciliadora, aoressa-
ram-se portanio a offerecer o seu contfnxente
para o reslabelecimcnlo da paz, da harmona e
da unio por todas to Sinceramente deso-
jadas,
O ministro dos Estados-Unidos di America,
acreditado junto Confederaco Argentina, m-
pellido pelos mais generosos "senlimentos, em-
Dito ao mesmo.Informo Vine, procedendo s ;
necessarias averiguaedes, qual o estado dos pro- '
cessos instaurados por crimes civls conira os mi-
litares, constantes da relaco inclusa, providen- Soldado Alexandre Francisco de Pau. Hepali-
cianlo para que pelos canacs compeleules se d techronica. Incuravel. Incapaz do servico do
andamento aos referidos precessos. ( exereilo. Est no hospital.
lelaro dos militares presos por crimes civis na 2." sargento Jos Francisco Pereira. Sem rao-
fortaleza do Urum, enjos processos se acham \ leslia. Capaz de todo o semeo do exercito.
demorados.
4o balalho de artilharia a p.
Soldado.Ignacio.Cardoso da Silva.
Manoel d'AssumpQo de Souza Mangabcira.-
Antinio Pinto Rodrigues.
Jos Theodoro da Silva.
8o balalho de inf miarla.
Io cadete 2" sargento.Francisco de Paula Ca-
valcanti do Almeida.
_ 2o balalho de infanlaria.
Soldado.Nicolao Sermo de Andrade.
Companhia de artfices.
Soldado.Miguel Francisco Pinheiro.
9 balalho de infanlaria.
Msico Joaquim Polcarpo de Jess Bandeira.
Desarranjo mental Intermitente com maior ou
menor inlervallo, na razo directa dos ataques
hcinmorroydaes que os accasionam. Incura-
vel. Incapaz do servigo do exercito. Esl no
hospital.
Particular 2o sargento Eneas Francisco Fernandos
Caldas. Tubrculos pulmonares. Incuravel.
Incapaz do servico do exereilo. Est no quar-
lel, onde pouco ou nenhum servico pode pres-
tar.
10. balalho de infanlaria.
INTERIOR.
menor receo de repulsa.
A esses motivos, poderosos em si, vcio dar
maior forca o conviie de duas potencias amigas,
igualmente interessadas com o Brasil na paz do
Rio da Prata, e por isso a elle naturalmente li-
gadas em ludo quanlo seja necessaro para asse-
gura-la, garantindo por esse modo os artillados
inleresses dos seus nacionacs.
O governo imperial aceitn, portanto. com a
maior satisfaco o convite, que lhe foi feilo em
nomo dos generos da Franca e da Inglaterra,
e, communicando essa resolu'co aos respectivos
representantes, apressou-se em seguida a infor-
mados do nome rJ7i agento designado para re-
presentar o Brasil.
A esculla de S. M. o Imperador linha recahi-
do na pessoa do Sr. commendador Joaquim Tho*'
ma/. do Amaral, seu ministro residente na Rep-
blica Oriental do Uruguay
A resoluco da ofierta dos bons ofllcios em
coinmum.com a Franca e a Inglaterra e a esco-
ma do mediador brasileiro foram immedala e
olficalmente communicadas ao Sr. I). Marcos
Antonio de Arredondo, ento encarregado de ne-
gocios da Confederado Argentina nesla curte,
e ao proprio governo da Confederado, por in-
medio do nosso ministro no Paran.
Igual communicaco se faz depois ao governo
de lluenos-Ayres, por intermedio do cousul ge-
ral do Imperio.
O Sr. commendador Amaral reuna ao conhe- dirigir-so ao general Lrqui'za
cimento dos negocios do Rio da Prata, especial- .Esse
que o mililitro de relacoes exterioras dirigi era
9 de dezembro ao enviado de S. M. no Paran*
Sinlo ler de declarar-vnsque nao ha nessa no-
ta umas razo que justifique a resolnc.o loma-
da pelo general Urquiza, como veris pela respos-
ta queso lhe den por intermedio da legado im-
perial em 7 de Janeiro do crrente anno. Por par-
le da Confederado Argcntiua, allegam-se os se-
gunles fundamentos :
Falta de aviso directo do governo imperial c de
offerecimenlo officrl do's seus ofiicos.
Ter siao a missao do Sr. Amaral annuncada
ao governo de Buenos-Ayres ajites que o fosse
ao da Confederado. .
- Emergencias originadas em Montevideo pela
presenca simultanea das esquadras arg-ntna e
de Buenos-Ayres.
Ter reca'ndo a cscolha do governo imperial na
pessoa do Sr. Joaquim Thomaz do Amaral, rujo
procedimento, como ministro do Rrasil em Mon-
tevideo, era objecto de Explicacoea que o governo
argentino pedir por motivo daquellas emergen-
cias
Es3es fundamentos desapparecem pelo simples
ell'fito da menor rellexo.
O g*averno imperial receben o convite da Fran-
ca c da Inglaterra no dia 10 de selembro. e no
dial i foi o encarregado de negocios da Confede-
rado Ajgenlina informado delle, da resoluco
d
Ihiuo para representa-io. Este agente parti pa
ra o seu desuno a 18 de oulubro.
Na hypothese de falta de. aviso por parte do
ministro do Brasil no Paran, a
juizo das amigareis relacoes | dos dous paizes.
esses tratados nao oroiuzam mmediatamente
03 seus salutares etTeilos, apezar da solemne ap-
provarao que Ihes d-u o governo argentino e da
sanecao do congresso legislativo.
Tratado definitivo de pa: de 2 de Janeiro de 1839
entra o imperio, a confederarlo argentina e a
repblica oriental do Uruguay, para comple-
mento da convenci de 27 de agosto de 1858.
No relitoiio do anno prximo passado deu-vos
o meu antecessor corita do tratado definitivo do
paz, a que se ief-r.> n contendi preliminar de
27 de agoslo de 1828, e que foi concluido nesta
Corle ern 2 de Janeiro daquelle anuo pelos ple-
nipotenciarios do imperio, da repblica oriental
do Uruguay e da confederado argentina.
Esso tratapo, como ento'se vos annuncioii.
sonto approvado sem demora pelo governo ori-
ental, foi por elle submetUdo saneco do poder
legislativo
Nao se realisou a esperanza que vos foi mani-
festada em nome do governo imperial.
A commisso de legislado do senado, incum-
bida de informar sobre o ratado. nao foi unni-
me, eapreseiilou dous pareceres, urn que oap-
provava e oolro que o rejeitava, manifestando a
esperanra de que o poder executivo renovasso
i negociacao afim do adaptar as esiipularfies
jijo Ajgenuna niioimado aelio, da resoluco r|piso",,., P,^; "!", .*......>
o governo imperial e do nome do-agente eso- i T'tV,, !* 1P 7P "dechnavel de ptrftMa
l.ido para representa-lo. Este agente parti pa I '&*1&V*22:....._ .
Em s-sso de 2 de maio entrn o.assumpto em
consideraco, e, sendo subnu-ttido discusso o
primeiro daquelles pareceres, propdz-se que fos-
logo approvad )
A sessao legislativa, que expirava no dia l
ez. Apezar
lado losse
opposc
apresen-
governosjunto aos quaes se achou acreditado.
Essa benevolencia ful, pelo que respeiti
Confederado Argentina, manisfestada de modo
pouco usual, e "por isso mesmo mais lisongeiro.
o Sr. vice-prcsidenle da Confederado, ao Sr.
conselheiro Jos Maria do Amaral no momento
de entregar-lhe ello a sua credencial, em 11 de
oovembro de 1856, disse:
O mrito, que do ao Sr ministro os seus
dislinctos tlenlos o seus servidos anteriores, o
faz credor do respeito e consideraco especial
do governo da Confederado. Porm, succeden-
do ao Sr. D. Joaquim Thomaz do Amaral, que
ra, mas tambera por meio
/cas.
A commisso directa que se fez em Buenos-
Ayres ao averno dessa provincia foi incada pela
nnor proximidado em que delle se achava o me-
diador brasileiro, pela urgencia do assumpto, e
pela absoluta necessidade de unir elle os se-bs
esforcos aos dos seus collegas sem a menor de-
mora.
To longo eslava o proprio general Urquiza de
considerar uma o outra cousa como inronvenieaV
tesqui-, sem menciona-las na suarcsposla quel-
e mediador e sem indicar-lhe que se euiendes-
resolveu por si a
rnente pela guer- ou.se n, caniara ut. reprcgentl.,tes. na sua ses-
negoctaroes pwi-f85o de 31 Jo maio> oniKproiec,I de le que Cll3_
lava dos quatro arligos seguints
l." A repblica oriental do Uiiuguay, com lodo
o seu territorio, declara-se neulralisada.
. A neulralsar;o da republira se entender
nica e exclusivamente cora as nades que a
acceitarem e que reciprocamente a respeitarem e
mantivercm.
3.'' Sobro a base considerada nos artigCS an-
teriores autorisa-se o poder executivo para levar
adianto, com as potencias amigas e especial-
mente com a Franca, a Inglaterra, a Ilespanha
os E.-ladi
ment de sansue
. ;-- -.......--------.....--i o p.m e os E>lados-Lnidos da America do Norte, ;
pregou a sua influenci.com anleclpaeio bastante I muS^^lvT^Z TT" JSS negociado iniciada com o imperio do Rrasil e a
para que se Uve evitado 0 derrama- | TS Lisa T^lp^^u^e % ^ rest.belecimeuto da paz o objecto que | ** ""** ^ 8
seus esforcos nao mhco cavalheiro, seu irmo, toube conquistar lioha em vista, aoria diOlcuU.r oso., conse-
- em '"J -' ...
ftJMneram-iiio nesse empenno de paz e con- rjccupavam em Buenos-Avre os elevados cir-
ciltacao os gowrnot. do Paraguay da ranea da; gos 0 do Brasil o primeiro isoladamccte | tenores e da fazenda os Srs.
foram coreados pelo exilo reliz que com razo se | e loda7Vs"clase7d'a 7o7ied7d7WZvV''aUr'- "laieiito o sujeita-lo a urna jioesto.jjp^^rn,., ....
*" r > que e.iu "-"'" ....e...irvotf>rriraiii pi0 ue arbitramento de nacoes amigps para a
Inglaterra o
e os oulros em cornmum.
Cumpre-me dar-vos conla da parte que ahi
fomos chamados a lomar, e do acolhimento que
encontraran) as nossas to francas, to leacs e
lio amigaveis disposfges.
O governo argentino desejou, como j vos
disse, que o de Sua Magostado o Imperador en-
liasse com elle e o da Repblica Oriental do
Uruguay em uma al lianza, cujo objecto era for-
rar a provincia, de Buenos-Ayres a reunir-se s
outras que constituan! a Confederad0-
O governo imperial entendeu que nao llio era
possivel ceder a esse desejo ; mas apressou-se
a manifestar os sentimeotos de amisade e bene-
volencia de que se achava possuido para com o
da Confederado, os votos que fazia pela unio e
prosperidade da familia argentina, e as disposi-
des amigaveis em quesempre eslivera c perma-
neca, de concorrer para esse duplo fin.
Esses senlimentos e dsposid-s foram mani-
festados em seu nome pelos plenipotenciarios
que negociaran) o tratado definitivo de paz de 2
de Janeiro do anno prximo passado, e foram
por elles consignados no protocolo que firmaram
no da 5 com os plenipotenciarios argentiuo c
oriental.
Nao eram novos por parte do Brasil. J em
I83, depois de contribuir poderosamente para
que so puzesse termo lyrannia de 0. loo Ma-
noel de llosas, derramando pata isso a sua for-
tuna e o precioso sangue dos seos valenles filhos
empregra elle os seus esf >rces para obler-se a
recouciliaro desejada desde ento, mas infeliz-
mente nao conseguida
Dos documentos annexos ao relatoro daquelle
anno se v que o general Urquiza, ento direcfbr
provisrrrio da Confederacao, dirigindo-se, por in-
termedio do seu ministro de relac&es exteiiores,
ao enviado do Brasil o fallecido conselheiro Silva
Pontos, solicitara a sua influencia alim de con-
seguir-se que cessassera os desastres da guerra.
O ministro do imperador,interpretando fielmen-
te 03 sentimento do seu governo, responden que
aproveilaria para isso o primeiro ensejo que se
lhe oflferecesse; e, de feilo, de accordo com o
encarregado de negocios da Rolivia, olfereceu
pouco depois os seos bons officios allra de cele-
hrar-se uma convendo de paz.
Nao seconseguio 'o objecto que sejinha cm
vista, porque os commssarios nomeados pelas
duas parles dissidenles nao puderam chegar a um
accordo ; mas, por isso, nao deixaram de Hcar
bem patentes as benvolas inlencoes e os esfor-
cos dos representantes do Brasil e da Bolivia, e o
Alsina, Sarsfield 0
Riestra, que linham sido membros do governo
durante a primeira misso do Sr. Amaral nos
annos de 155 e 1856. Eram mediadores, por
parles da Franca o da Inglaterra, os Srs. de B-
---------- *- i>^iu>\nu, va *_7l^. UC UC .
cour e Thomion, o primeiro dos quaes j esta- P0l".a ''""car sem risco, porque eslava
va acreditado na Confederado Argentina o raes- J durante 3o horas, olTicou i
ra
Qao Argenlina o raes
ino Sr. Amaral dali se retirou, e osegund
seu collega em Montevideo.
Recordados agradaveis da sua primeira mis-
sao junta aos governos de Buenos-Ayres e da
Confederado Argentina, benevolencia de ambos
elles, especial o notavelmente manisfestada pelo
segundo, conheciraenio da quesio pendente, re-
ladea amigaveis com os mediadores francez e
loglez ;ltodas essas condicoes favoraveis encon-
Hou o govenio de S. M. no agente destinado a
represenU-lo na me liado que se ia iniciar.
Dous nicos meios se lhe apresentavam, diri-
gir-se ao Paran afim de olTerecer all os seus
bons ollicios por intermedio do ministro de re-
lades exteriores, ou offerec-los directamente
ao general Urquiza.
Se a mediado brasileira linha de ser real, ao
menos quanlo ao seu offerecimenlo e acceitaco,
nao era possivel que o Sr. Amaral hesitasse" na
escotha que se lhe offerecia. Escolheu pois o
segundo meio, que era, sem a menor duvida, o
recommendado pela necessidade do momento.
Para nao perder lempo defini logo a sua po-
sicio para com a parle dissdente
O ajuste de :ll de agosto, celebrado em Monte-
video por intcrvciicao do Sr. commendador Ama-
ral, salvando a nelralidade oriental, dava ea-
quadra argentina todas as garantas necessarias.
Aquelle ministro, preparando-lhe asylo seguro
nos porlos do Rio Grande e Santa Catharina, que
a livro de
_ aos presi-
dentes daquellas provincias para os fins conve-
nientes. Domis, esse ajuste, celebrado pelo go-
verno oriental, receben a saneco do proprio en-
carregado de negocios da Confederad" Argenti-
na, com quera o Sr. ministro de rlar.0 riores ajustara as condicoes que se estipularam.
Mas, anda quando por ter iido Barte nello nao
estivesse o Sr. Amaral no caso do desenvolver o
carcter de mediador, tendo sido o governo ar-
gentino avisado da sua escollia um mez antes de
chegar ello a Buenos-Ayres, teria dado uma pro- J85J
va dos senlimentos de amt/.ade e considerado I celel
frm J".U, ? p.lr ex.eett,v0 procurar que..np5.i>rji-
re-
soluco das dissidencisi que puderem sobrevir
entre as potencias que coiilribuirem para a neu-
tialisad e a repblica neulralisadt.
Esse projecto, deslinado sem duvida a salvar o
principio da neutralisaro, foi approvado com
pequeas modificaces na cjmara de represen-
tantes e remellido ao senado.
Ah, como aconteceu a respeito do tratado,
dividio-se a respectiva commisso dando dou*
pareceres, um a favor o o outro contra.
Encerraram-se as cmaras sem que o assump-
to cntrasse em disausso.
Submetlido porm considerado do senado,
na sua sessao actual, osle projecto foi rejeilado, e
igual sorte acaba de ter o tratado de -i de Ja-
neiro.
Entre o imperio c o Estado Oriental subsisten!
pois apenas em vigor a convendo de 27 de a-
gosto de 1828 e o tratado de 12 de oulubro de
com as declaraces constantes do accordo
. ..rado nesta corte, em 3 do selembro de
que allega para com o governo do Brasil, apres-; 187.
sando-se a fazer constar aquello senhor a sua ob-
jeceo ; e para isso poda recorrer, como era na-
tural, ao enviado de Sua Magostado, residente no
Paran.
Por mais profundo que fosse o seu rosenUmen-
to, por mais justos quo lhe parecessem os moti-
vos que originaran!, nao pedia elle deixar de
desapp3recer em vista do passo amigavel que
dava o governo do Imperador.
Maso governo argentino, esperando em silen-
cio que sa, apresentisse o mediador brasileiro,
a parle dissdente que lhe eslava reservn al o ultimo instante as suas objeccoes! I nrVnnr
mais prxima, isto e, com o governo de Buenos- e assim a ollera de b.ans officios feita em boa f, egacao ce
Ayres, que arceitou os seus bous olficios nos ter- na conflanca aspirada por declaraco anterior e
mos os mais lisongeiros. c no mesmo dia 1( de em lermos'que garantiara a mais completa leal-
novembro) diriso ao general Urqoiza a coramu- dado, fu
Cabe aqui communicar-vos tambem que por
parte da confederacao argentina o tratado de Z
de Janeiro anida nao foi submetlido ao congresso,
nem consta que lenha recebido a adheso expres-
sa do governo.
CiiMiicor.S COM OCB O GOVERNO IMPERIAL SE PRE3-
TOl' A EFFECTl'AR A TROCA DAS K.M'IKIC. VCOES Dif
TRATADO DE COMMERCIO E NAVEXCU), CELEBRA-
DOS ENTRE O IMl'EHKI E A REPBLICA ORIENTAL.
DO URCGCAX EM 4 DE SETEUBRO HE 1857.
Quando nesta corle se abriram negociaroes
estipulados commerciaea e de na-
do com a repblica oriental do Uruguay,
mereceram
quesloes de
igualmente aecurada atiendo as
frontelra pelo lado de Santa" Anna
S. Lx,. que estando pendente alguna as- no.0 achava associado o Sr. Joaquim Thomaz cici0 d, soberana territorial dos dous estados.
sumptoscntje o seu governo e o de S. M. o Ira- *> Am/J- Em suas iostruccoes leve pois o plenpoten-
perador, nao ihe era possivel acccitar de plano a Recusando por esso modo a mediarao brasilei- ciano brasileiro recommendaco expressa de al-
mediado que se IheolTerecia. e que linha alem ja esqu ou governo argenl.no que de S. M. o teiluer i5 importante a,su'mptq; e achando-
d.sso outras razoes que oportunamente seriara Imperador, a olTerec-la, e corn ella uma prava e tambera o.plenipolenciano oriental munido
irazidas ao conhec.raenlo do goveruo imperial Je amizade, olv dou. no mtercsw da paz,e dessa de aulorisaco do seu governo para entrar no
pelo canal compleme. amiiadc, o seu, justo reseniimenlo pelo fado al- aju8le do ,odos os negcios pendentes entre a
O Sr. Amaral nao replicn, e, procedendo as- t-menle significativo de eslarem entao. como repblica e o imperio, comeearam os respectivos
sim atiendeu sem duvida como devia;diguida- a"'d-1 huje eilao. dependentes da ratificado ar- irabalhos, e celebrara.n-se 'os dous tratados de
de do seu paz e a siia propria. genlina os tratados do limites o tlradicao neg- 4 de selemi,ro de 1857i um concernenle ao com-
A vista do estado dos negocios da marcha- pre- "dos cm 14 de dezembro de 1857. merci0 e navegado, e outro permuta de ter-
cipitada que que elles levavam, n&O acceitar de tratados de limites e fatradico entre o im- ritorios ; addicionando-se a este um artigo em
plano a mediarao era nao acceila-la absoluta- i-ehio e a confederado argentina. i dala de 31 de oulubro do mesmo anno.
mente. 1 Tend> expirado cm 14 de agosto de 1858 o Sera duvida que o pensamenio dos negocia-
U ministro do Brasil limitou-se, portanto, a dar P"-,-r' de olto mezes mrcalo para a troca das dores foi lornar conjuncla a negociaco dos dous
Olficiou-se no mesmo sentido ao juiz munci- Soldado Alexandre Jos do Brito. Tubrculos
pal do Cabo acerca do soldado Joo Luiz de Pau- pulmonares. Incuravel. Incapaz de servido do
ia Cavalcanli. exereilo. Esl no hospital.
Ao juiz municipal de Flores.Sobre os sida- ; Soldado Viclor de Barros Galvo. Hemmorroy-
dados do 8" balalho do infanlaria Antonio Luiz
da Silva e Joo Luiz da Silva.
Ao juiz municipal de Pao d'Alho.Sobre o
soldado do 10" balalho Manoel Francisco do
Miranda.
Ao juiz municipal do Bonito.Jobre os sida- j
das o anazarca. Incuravel. Incapaz do serviro
do exereilo. Est no hospital.
Soldado Manoel Jos da Silva. Tubrculos pul-
monares. Incuravel. Incapaz do servido do
exercito. Esl no hospital.
ompauliia fixa de cavallaria.
dos do 8o balalho l.aurindo Adrio de Araujo, e Soldado l'rancisco Pedro da Cruz.Castro hepa-
do 10 Jos Antonio da Silva Vieira. tile chronica. Incuravel. Incapaz do servico do
Dito ao cspilo do porto.Far.o apresenlar a exercito. Est no quarlel, onde nenhum srvi-
Vrnc. para ser inspeccionado o recriila Jesuino co pode prestar.
Francisco Vieira. 1," cdele Thomaz Augusto de Vasconccllos
Dito ao commandanle do presidio de Fernn- i Combra.Bromchtc ligeira. Curavel. Precisa
do.Respondo ao seu officio n. 59 datado de 5 rccolhcr-se ao hospital para Iratar-se.
de selembro ultimo declarando-lhc que mandei Companhia deartifir.es.
pagar a quanlia de 13:0009 rs. que Vmc. lomou ] Soldado Eslevo Jos Ferreira.Gastrle chroni-
omprestada a Claudino Jos Raposo e Francisco : ca e hydrocclle. Incuravel da primeira moles-
de Paula Tiburcio Ferreira, para occorrer ao pa- ta, curavel da segunda pela operaco. Incapaz
cumprimenlo da promessa feita pelo primeiro conliecimenlo dessa inesperada resoluco aos seus ratiucacoes dos.tratados de limites e exlradirao, tratados afim de quelpudessem surtir effeitos si-
collegas c ao governo de Buenos-Ayres. ofTere- concluidos com a confederacao argentina em 14 ,u|ianeos ; asimples data exuberanloment o
cendo-lhes os votos que fazia pela coneluso na- oe dezembro do anno anterior, propoz o gover- demonstra.
cilica das ditlicoldades existentes. Antes porm n<> da mesma confederado que fosse elle pro- Recebendo os mencionados tratados apres-
de chegar a esse passo, leve occasio do deixar rogado por mais seis mezes. i sou-se o governo oriental a convocar extraordi-
bem patente que, longe de levar & sua misso Essa p/oposla 01 acceita pelo governo impe- aamente, em 1857 a assembla "eral le"isla-
um espirito prevenido o parcial havia advogado nal, e o ministro de Sua Magestade. no Paran ,va da ropublea, a cuja saneco submelteuo de
os propnos inleresses e as vslas da Confederado assim o communicou ao governo da confedera- commercio e naveaco.
Argentina que, como so maiiifeston pelo conven. 00 era nota de 3 de marco do auno prximo :
nio de 10 de novembro, nao differiam dos inle- >asado, declarando-se autorisado para- fazer a
resses o das vistas de Buenos-Ayres. 1 respecliva estipulado.
Uma vez acceito pelo governo dessa provincia, I Tenho o pezar de communicar-vos que o go-
estava o ministro do Brasil habilitado para dar-, vernoargentino entendeu conveniente nao entrar
lho os conselhos que lhe parecessem uteis e ne- na negociado j proposta, e assim o declarou
cessarios, embota o general Urquiza anda nao em nota de 14 de junho.
tivesse manifestado a sua resoludo. | Essa resoluco, como se deduz dos lermos da
I ouco antes do receber a resposla do general mencionada nota, foi motivada pelo desejo de que
M, ai iu o Sr. Amaral com os ministros a ratificado Jos dous ajustes lenha um xito
uma nota, em que se favoravef, e de que nao sejam os interesaos do
aconselliava ao governo de Buenos-Ayres o res- imperio collocaJos em p do dfficil permanen-
tiDeleciraenlo da paz sob a baso da reunido im- ca, compromettendo-sc ao mesmo lempo o cre-
ao director provisorio da Confederacao em res-
posta ao seu honroso pedido.
Coutinuou a dissidencia, c seis annos depois o
mesmo general Urquiza, ronhecendo pela expe-
riencia as disposiroes sempro benvolas c con-
ciliadoras do governo de Sua Magestade o Impe-
rador, derlarou no Paran ao ministro do mesmo
augusto senhor que eslaria promplo a acceitar o
mediarao do Brasil se este achasse conveniente
prestar-lh'a.
Essa declarado foi a basdo procedimento do"
governo imperial era relado ao da Confederado
Argentina.
Igual disposico manifestou o governo de
Buenos-Ayres era nota dirigida ao cnsul geral
do imperio, e manifest .11-a em circumslancias
que a recommendavam ao mais especial acolhi-
mento. Ao mesmo governo de Buenos-Ayres' de Franca o de Inglaterra uma nota,
garaentodos vencimenlos da guarnico desse pre-
sidio no cilado mez.
do servico activo do exercito. Est no quarlel,
onde nenhum snico pode prestar.
Por esla occasio cabo-me dizer-lhe mais, con- Sida lo Manoel Pereira Bezcrro, llydrocelle cn-
forniaiida-mecom o parecer do inspector da the- i teiramente volumosa tornando diticil u andar,
souraria de fazenda que menos regularmente foi I Curavel pela operado, o s<5 pode prestar-se
acabava o de Sua Magestade o Imperador d
fazer declarados, tendentes a obler garanta de
que nao entendera elle as suas hostilidades
Repblica Oriental do Uruguay, que, mostran-
do-se receiosa de aggressoes, appellra para a
influencia e intervenro do Brasil.
Baseando-so na certeza do bom acolhimento,
que por tal modo lhe garantiara ambas asparles
dissidenles, dispunha-se o governo imperial a
aproveitar a primeira opporlunidade, que se
lho offerecesse para levar a effeito os seus pro-
prios desejos, quando os governos da Franca e
d-tt Inglaterra o convidaram por meio dos seus
agentes diplomticos a so lhes associar para
ajuelle objecto, nomeanilo un representante
que procedesse de accordo e era commura com
os Srs. de Acour e Thornton, seus agentes na
mediata.
O mediador paraguayo leve a justa Mtisfafao
de ver coreados os seus esforcos. Mediante elles
e as felizes disposicoes dos dous governos disi-
dentes, concluio-se no 10 do novembro o con-
vennio de paz, qnc so acha annexo ao prsenle
relatorio.
O governo imperial, fiel aos seas benvolos
sentimentos, faz os mais sinceros votos para que
seja esse convennio a baso segura de perpetua
reconciliado e uniao.
A inesperada recusa dos bons officios do Brasil
exigia que o governo argentino se apressasse a
dar ao do S. M. as explicarles a 1"e elle tinha
direilo. Deu-se, era verdade, por meiojda nota
dilo moral do governo da confederacao.
O governo imperial, que liga quelles ajustes
a importancia que lhes do os recprocos inleres-
ses nelles comprchendidos, nao podia deixar de
fazer um esforco para conseguir da Ilustrado e
amizade do goveruo argentino que nao fosse le-
vada a effeito a resoluco por ello annuncada.
Com esse objecto dirigi o enviado de Sua
Magestade ao ministro de selaeda* exteriores da
confederado a uota do Io de agosto do anno
prximo passado, que se acha aunexa a este re-
latorio com a outra a que por ella se responde.
Nenhum andamento tem (ido este negocio de-
pois daquella data, e o governo imperial nao
pode deixar de deplorar que, cora evidente pre-
- SO
Encerrou-sc porm a ssso extraordinaria,
sera que este tratado fosse approvado.
Novamentc submetlido mesma assembla no
anno seguinte, recebeu a approvaco desta, e.
immediaiamcnte depois a ratificado do governo.
Igual sorle entretanto nao coube ao tratado do
permuta. Presente ao corpo legislativo na ses-
sao de 1858, c julgadodgno de approvaco pelo
parecer da commisso encarregada de rev-lo,
foi esse parocer rejeitado pelo senado.
O governo imperial eslava resolvido a nao ra-
tificar o tratado de commercio, sem ter a certeza
de que seria tambera aceito pelas cmaras orien-
taes o tratado do permuta.
A resoluco a quo alludo-vos foi manifestada
pelo meu iilustro antecessor, o Sr* viscondo de
Maranguape, na sessao da cmara dos Sis. debu-
tados de t de julho de 185.8.
Certa dessa resoluco, o ministerio oriental
acreditado junto a S. M. Imperador dcbrou, em
31 do mesmo rnez e anno, era nome e de ordem
do seu governo : que nada haveria a recetar so-
bre a sorte futura daquelle ajuste, que so por
uraa questo de forma linha sido adiado para
ser novamentc tomado em consideraco na ses-
sao seguinte .* nulrindo o mesmo governo orien-
tal fundada esperanca de que a final seria aulo-
risado a ralica-lo."

ILEGVEI .


()
OIARIQ DE PERWAMBUCQ. gUlHTA FE1RA H DE OLTUBRO DE 1860.
E accrescentou enlao o mesmo ministro que o '"'"a e ulterior discusso, quando se houves-
e de celebrar um tratado-detinitivm
Antes da troca das ratificacocs do mencionado
tratado, e para ixar o alcanco que poderla aa ter
algumas de suas disposices, quanto ao ai t. 13,
pretendou a legaba* oriental nesta corte dar-lho
Aima intelligeucia que alias a sua letlra e espirito
>rlava
presidente da repblica considerava a aceitago
Jcsse tratado como questao de honra, isto de
existencia para o seu governo.
Nao obstante eslas segurangae, a troca das
rallcagoes do tratado de commercio e navega-
cao s se cffectuou em 23 de sctembro do 1856,
mediante as declarares constantes das notas "ao comportaran!
reversaes, passadas na mesma dala entre oSr. Entenda aquella iegagao que a concessao feito
viscondo de MaraDguape, ministro dos negocios : em principio pelo governo imperial (ou a conve-
estrangeiros. e o Sr. D. Andrs Lamas, ministro niencia de se pormiatir a bandeira oriental a na-
da repblica oriental do Uruguay, tornando Je- vegago eventual aquellas aguas) destrutado os
pendente o proseguimenlo da execufe da- titules que o mesmo governo linha ao uso exclu-
quelle tratado da approvaco definitiva de outro s'vo dellas, importa va o reslabelecimento de sua
ajuste. coromuuidade natural.
Os fados infelizmente encarregaram-se de i Que pratica deste principio nao poda estar
provar que nao eram infundadas as apprehenwes sujeiw a nenhuma condigao que a tornasse inexe-
do governo imperial sobre a sorte futura desla ', q"ivel ou Ilusoria,
ultima negociaco. E, por consegrante, que os regulamentos em
Era 10 de marco do anno passado foi o tratado ; 1I,C se tenha de verificar a abeitura, para a re-
de permuta de novo recommeudado consido- publica, da navegago da Laga-Merim o- rio Ja-
ra jao do poder legislativo; mas expirou o pe- S,,arSi devem ser baseados nos principias uni-
riodo da sesso. augmentando por um mez de versalmenle reconhecidos pelos povoscivilisados,
prorogaco, sem que entrasse era discusso, a i depois do congresso de Vienna de 1815, cora os
despeilo" da recommendaco reiterada pelo po- quaes se conformaran! os pactos existentes jtre
der execulivo da repblica por toda de 15 de os dous paizes. e mu dcsignadaruente o accordo
junho, como se fez constar legacao imperial de navegacao fluvial celebrado nesla corte em 15
em Montevideo. i de sdembro de 1857.
Na sessao do corrente anno, a commissao do |. incontesiavcl o direilo exclusivo que lem o
senado, oceupando-so do assumpto, deu parecer inferi Aquellas aguas, direilo ja reconhecido
aconselhando a rejeigao. Pr pactos solemnes; e, por ponsoquencia, o de
Posto em discusso, foi esse parecer adiado determinaras condices com que tenha de fran-
por 15 das, a pedido do poder execulivo. quear a qualquer bandeira a sua navegacao.
A procrasitaago de que tcm sido acompanha- Rosalvando, pois, o governo imperial laca di-
a solucao deste ajuste, testemnnha o acert das witos, teve de declarar:
condiebes com que o governo imperial, cujo 1- *-'ue admiltir as declaracocs feilas por par-
pensa'menlo foi sempre tornar conjuncta a sor- te da repblica, como derivadas daquello artigo,
te das duas negociacoos, so prestou a effectuar se"a resolver por antecipaco o jrue ficou para
a trocas das ralicages do tratado de commer-
cio.
Subsislcm estas coudices, o por ellas aprecia-
reis a situagao em que Acaremos collocados se,
como os factos parecem indicar, a repblica
oriental do Uruguay, gosando d3s vantagens que
incontestavelmentc Irle resu lam do tratado de
commercio, recusar, ou persistir em adiar por
lempo o tratado de permuta.
E/feitos do tratado de commercio de i de
setembro.
Como ja sabis, por decreto de 2 de oulubro
de 1858, foi mandado executar o irataaio de 4 de
setembro de 1857, cujos efl'eitos comecaram em
23 Jo dezenibro daquello anno.
"O praso conveucionado de sua duracao o de
quatro annos, contados da data da execugo.
Nao ha anda lempo sufliciente "pjra so reco-
nhecer loda a imporlancia dos beneficios que se
esperavam desse tratado.
A influencia que se devia suppr exercia na
diminuieo prego da carne a reduegao dos direi-
tos de consumo, equiparada como licou sendo
pelo tratado ao mesmo genero de produccao na-
cional, at agora quasi imperceplivel.
O fado de nao ser bstanle para o consumo
do imperio n carne do llio-Grande, ainda mes-
mo unida do Estado Oriental, quo alias s
prepara a quarla parlo do xarque que se exporta
do Rio da l'rala, d causa a que entre lembcm
no nosso mercado carne de oulra procedencia
nao favorecido ; e dulii vem a conservago dos
procos anteriores.
Para isso nao deixou certamenle de contribuir
lambem a circomstancia de se haver imposto no
Estado Oriental direilos de exporlago sobre a
carne, que d'antcs sabia livre.
O governo imperial tom sido informado de que
productos de gado, dos que (orara favoravel-
mcnle attendidos no tratado, *.o le lugares di-
versos buscar no Estado Oriental certificado do
precedencia, para dahi serem inlroduzidos no
nosso mercado como productos da repblica.
A proximidade em que eslo as barqueadas do
territorio da Confederaco Argentina das do Es-
tado Oriental; a facilidade de navegacao do rio
Uruguay e de scus allluentes, em cujas margeos
se achara situados esses estabelecimcntos; o
proprio ioteresso que resulla ao Estado Oriental
da conbranga dos direilos do exportarlo, sao
causas poderosas que dillicullara a liscalisacao
dos nossos agentes para dtsciiminarem com se-
granos a legitima procedencia dos goveruos fa-
vorecidos pelo tratado.
Tera o governo imperial entretanto esto ob-
jedo na mais seria Silencio, e nao deixar de
adoptar as medidas, que forem .aconselhadas co-
mo me'hores para se conseguir a repressao do
semelhante abuso.
Execucao do art. 4o do mesmo^ratado
do dirulo'jle c'nsu'mo',jnj^"PaT\^5GrftJ4(',r,0
equiparados aos nacionaes. o xarque c mais pro-
ductos do gado de origem oriental, decretados
no annexo junio ao tratado, importados na pro-
vincia de S. Pedro do Rio-Grande do Sul pela
sua Fronteira com a repblica, ou por mar direc-
tamente dos portos habilitados da repblica para
os do Brasil.
Alm da isencao dos direilos do consumo de
ser considerado opportuiiaraeute em ulterior
ajuste.
2. Queseiia ento occasio de ter em toda a
consideracao os principios liberaos adoptados por
base de sua poltica fluvial, tanto quanto o per-
miltissem a especialidade da navegacao da La-
ga-Merim e rio Jaguaro, e a seguanga, poli-
ca u neresssidade de sua fiscalisac.au.
3." Que ha disposigoes nos paclos existentes
de navegacao fluvial com a repblica, e designa-
damente no accordo de 15 de setembro de 1857,
como as que se referen! ao livre transito, que nio
podem ser applicadas navegacao daquellas
aguas interiores do imperio.
Com eslas explicares verificou-sc a troca d8s
ratificacocs do tratado de 4 de setembro. Execu-
ldu puim este, reappareceu a discusso.
Propoz a legacao oiiental, por nota do 19 de
margo do corrente anno :
1." Que se oceupassem os dous governos in-
mediatamente de resolver, por um ajuste defini-
tivo, as questoes pendentes sobre as fronteiras
fluviaes dos dous paizes, e a navegacao coinmer-
j cial o a polica das aguas respectivas.
2. Que, qo caso de desaccordo, fossera os pon-
: tos sobre que este versasse submetlidos ao arbi-
tramento dos goveruos da Franca ou da Inglater-
ra ; e, na falla destes, a um outro escollado de
commum accordo.
Esta proposta, assim concebida, comprehendia
nao .- o desenvulvimento que devem ter as esti-
pulacoes do tratado de commercio e navegacao
de 12 de oulubro de 1851, em complemento do
accordo celebrado nesta curte em 15 de setembro
de 1857, como tambera as dos aits. 13 e 14 do
de de setembro desle ultimo anno.
O primero assumpto j baria sido objeclo de
urna misso especial, enviada pelo governo impe-
rial ,1 lie publica Oiiental do Uruguay, no auno
de I85S. "
O muu illu.-fe antecessor, que foi enlao encar-
regado daquella missao, recordando as eslipula-
ces dos arls. 1 15 e 16 do tratado de 12 de ou -
lubrodo 1831, e do outros ajustas anteriores, lo-
dos relativos exclusivamente navegacao do rio
Uruguay e seus allluentes, no desempenho das
nstrueces do governo imperial pr^purou dar-
Ihes o conveniente desenvolvimeiito, como exi-
giam urgentemente naquelli poca os interosses
commerciaes, e as boas relaces polticas entro os
estados ribeirinhos.
O plenipdtanciario brasileiro linha de rcduzir
a acto solemne as bases, j absentadas e ajusti-
^as em 1857, entre o governo imperial coda re-
pblica.
Era o complcmenlo da pajilca seguida, com
tao feliz resollado, na ConfeliVraco Argentina e
repblica do Paraguay ; e 0 governo daquella re-
publica havia antecipado o seu assentimento a
essa poltica.
Recordando estes antecedentes, vO-se que em
Hrji&ft.tt9n4l#HSi flSSB0' .so. Propunham a
e seus all nenies, independeutemeiiM da fi'e"Wo\i\-
cao de que trata o art. 13 do tratado de i de se-
tembro, cujos elictos deviam licar differidoa para
quaudo se Gzessem os esludos c exames, que
anda so linha de mandar proceder.
(governo imperial nao v, anda boje. RlOlivg
para se insistir em que se tome em consideracao
illaiieamenle urna e oulra negociaco ; o nao
es
?m iP L etn T'Z CJta,,Jfiefra0 se achlBd0 habilitado por falta daquelles xam
^ '/?,?' ? ai" !?0San.d0 ^esd0,l0S" para oceupar-se desde de franquear a bandeira
os producios do gado oriental, entendeu a lega- da repblica a navegacao das aguas interiore do
rao di repblica nesla corta que dev.am elles imperio, ussim coa.eVou proposta que he f a
ser lamben] isentos dos direilos chamados de f;--
expedoote, a que alias sujetta a mxima parle
dos proprios pro lucios nacionaes.
Neste sentido reelarrou a dita legacao, pedin-
do que se eeclaresse alfandega da corle que
proceder como j em oulras alfandegas do im-
perio se praticava, deixando de cobrar aquella
imposicao
A reclamac.io a que mo refiro, injusta na an-
plitu le com que pretenda abranger na mencio-
nada isencao lodos os despojos do gado, era lain
bem infundada, quando faza suppr que a co-
branza, que Ihe servia de objecto, datava do co-
neco da execucao do tratado
Dos productos do gado nacional silo apenas
livrea do direto de expediente a carne ( de qual-
quer quaHdade] eas gorduras.
Essa isengao foi eslabelecida pelo decrelo n,
27rde 24 de setembro ,'do anoo passado Con-
seguinlemenie s a respeilo daquelles dous pro-
ducios, e a datar da execucao do citado decrelo,
podia proceder a reclaniacao do ministro oricn-
al, que foi assim attendida.
Execnrito do art. 5.
Estando em execucao o tratado de 4 de selem-
bro de 1857 os dous governos tomaram logo, e
de commum accordo, as precisas providencias,
alim do que 03 productos nafuraes c agrcolas do
Brasil introducidos directamente de scus porlos
nos orientaos, e os productos naluraesc agrco-
las da repblica inlroduzidos directamente do seus
pollos habilitados nos do Rrasil, podessem gozar
das vanlagens de rednecao progressiva dos direU
assegura o art. 5o da-
feila pelo ministro oriental.
Fazendo a devida juslica a imparcialidade dos
governos da llanca e da Inglaterra, declarou lam-
bem o governo imperial que nao hesitara era
aceitar o seu arbitramento, se um juizo dessa or-
. dem poiesse ser adiiutiido em quesles de seme-
; lliauto natureza.
O ministro oriental, pela mesma occasio, do-
nunciou a faltade cumprimtnto, por parle das
! autoridades da provincia de S Pedro do 4lio
| Grande do sul, do accordo celebrado era 1858 en-
, tre os dous governos, pcrmiliindo, para certos
i fins especiaes e humanitarios, que a villa de Ar-
' Iiga3 podesse ter duas candas ou boles do sim-
ples transito de ptssoas no lio Jaguaro.
Reclaroou tambera contra o decreto 0. 2.48C
ile i9 de setembro de 1859, expedido pelo gover-
no imperial a bem da Dscalisaco da navegacao
das agoas interiores daquella provincia.
A essas reciamacoes lesponJeu o governo im-
perial declarando que o accordo de 1858 tem si-
| do e ser cumprido do conformidade com os fins
para que foi elle solicitado pelo governo da re-
pblica, e quanto ao decreto de 29 de setembro
de. 1859, que o governo imperial eslava no pleno
direilo de dar as providencias que o mesmo 600-
tm.
d
tos de consumo que llics
quelle tratado.
Estas providencias consistirn! em certificar os
cnsules, ou quera suas vezea faca, e na falta dei-
lea a propria estaco fiscal, que "os referidos pro-
ductos sao eTeclivaineute do paiz quo os ex-
porla.
As alfandegas da cidade do Rio Grande o desta
corlo deram ao mencionado artigo orna ntclli-
pencia que se nao compadeca com o espirito e
lins do tratado.
A primeira enlrou em duvida se a redueco dos
direilos em favor do commercio oriental depen-
da da orgamsscao dos regulamentos de que tra-
a o art. 8o do mesmo tratado, para bem verifi-
car-se a orisem dos productos importados
Estado Oriental.
Limites do imperio com o estado Oriental do
Uruguay.
Era 23 de marco do anno prximo passado ter-
minarain-se os trabalhos geodsicos e topogra-
phicos da com misso encarnizada da deroarcaco
da fronteira do imperio com o Estado Orienlal'do
U'uguay.
Acha-se organisada una carta geral de toda a
fronteira, e oulras exislem em maior escala tes-
lemunhando a boa f e regularidade com que se
procedeu aquella demarcaco.
Drigitido e coueluindo o respectivo commissa-
rio brasileiro to importantes trabalhos, leve
tambera sob sua immediata direcgo a collocaco
dos marcos.
Forarnotes collocados desde a barra do Chuy,
alravessando o campo em linha recia, al o passo
de S. Miguel, e dahi pela margom meridional da
Laga-Merim e ro Jaguaro, at as mais alias
verlentes, seguindo depos a linha recta do Ace-
do jgu al S. I.uiz, e dahi Cochilha-Grando at o
lugar denominado Ccmiterio.
Deste ponto em que so
marco grande, a fronteira
A alfandega desta corle enlendeu que devia fa-
zcr aquella reduegao, nao sobro o imposto esla- .
belecido na tarifa mas sobre a importancia a que linha culminante daquella cochilha, sobre a qual
montassse a liquidagao de cada despacho, em re- em convenientes distancias, se esto agora collo-
lagoaos direilos da mesma lana.
acaba de coUorar ura
loda designada pela
Apenas leve o governo imperial conhecimento
da m intelligencia pralica dada quelle artigo,
e-la cessar, recommendando a fiel observancia
das instrurces expedidas, para poderom os g-
neros expoitados los porlos orientaes gozar da
reduegao que Ihes garanta o artigo 5o do tratado,
o que o abatimento nos direitos de importacao,
precedendo a inlervengao consular brasileira,
fusso calculado do modo o maisfavoravel s con-
dices em que ficavam as relaces commerciaes
do imperio com aquella repblica.
Os direitos que de mais pagaram os interessa-
dos, em desaccordo da venladeira inlelligencia do oriental.
cando rnarcos.
Passada a linha das cumiadas, descera a de-
marcaco pelas verlentes do Quaraiam, em con-
formidade dos tratados c convenges celebrados
e actas assignadas pelos corara.ssarios dos dous
paizes.
O ministro da repblica Oriental do Uruguay
enlendeu, referindo-se a informages que nao
dava por bem averiguadas, que os "marcos da li-
nha divisoria pelo lado do Arroio de S. Luiz at
encontrar a cochilha do llaedo, estavam sendo
collocados por um empregado brasileiro forados
seus respectivos lugares, o dentro do territorio
tratado, foram-lhes competentcmenle restitui-
dos.
Inlelligencia e execucao do art 13.
Pelo art. 13 do tratado ficou reconhecida em
principio i mutua conveniencia para o commer-
cio, a industria o as benvolas relages dos dous
paizes, de abrir, por concessao do "Brasil, a na-
?egago da Laga-Merim e rio Jaguaro ban-
deira da repblica oriental do Uruguay.
Dependendo, porm, a applicagao desto prin-
cipio de exames e esludos, a que linha de man-
dar proceder o governo imperial, ficou expressa-
xnente declarado que semelhante concessao seria
Allribuia este desvio dos compromissos contra-
hidos pelos dous governos ao rnleresse do favo-
recerse a alguns proprietarios brasileiros.
Fez ver porm o governo imperial que a collo-
cago dos marcos se havia realisado de inteira
conformidade com a acia do 6 de abril de 1856,
que a cochilha em que nosce o Arroio de S. Luiz
e o ponto do Cemiterio de que fallara as respec-
tivas actas a Serrilhada da cochilha de Santa
Anua, e nao a de llaedo, horae que toma a de
Santa Anna, vinte legoas ao NO. da pona de S.
Luiz.
Ha na realidade urna importante questo parti-
cular ventilada entre Vasco Marques cujos ierras
sf acham do lado do Brasil, e o seu contendor era
litigio, habitante do lado do Estado Oriental, cfj-
ca da divisa do arabos em ura terreno sebrens
cabeceiras do curso superior da liuha do S Luiz.
Essa questao era porm loda gcographiea, e
versa va sobre qual era o galbo principal de S.
Luiz, duvidu que se acha resolvida pelo compro-
misso exarado na citada acta de 6 do abril, assig-
nada pelos respectivos commissarios.
Nao houve, porlauto, a supposta irregularida-
de na collocaco dos marcos pela parte do Arroio
de S. Luiz, nena em nonhum outro ponto, o que
melhor se evidencia do mappa que vai annexo a
este reiatbrio.
Nao estando ainda approvado pela assembla
geral da repblica Oriental do Uruguay o tratado
de permuta que celebramos com essa repblica,
o qual lambem por seu turno devora ser appro-
vado pelo corpo legislativo do imperio, para que
uifo solfesse interrupgo o ultimo trabalho da
collocaco dos marcos, tem ella de ser feila pela
linha tragada e ajustada enlre os dous estados.
O governo imperial julgou conveniente dar por
concluida a commsso de limites ao sul do im-
perio, de que eslava encarregado o Sr. conselhei-
ro Pedro de Alcntara Bellegardc.
Apolices falsas da divida publica consolidada do
Estado Oriental.
Em Agosto do anno prximo passado descobrio
o governo oriental que exisliam em circulago
I apolices falsas da sua divida publica consolidada,
e que monlava a sua imporlancia a urna quantia
Brollada.
Para relira-las da ciiculagao, e evitar a conli-
nuago da fraude que so commeltia em prejuizo
da fazenda publica c particular, expedio o de-
creto o instrueges que acharis annexos.
Possuindo muitos Brasileiros apolices da refe-
rida divida, nao impossvel quo alguns tenham
de juntar esse prejuizo aos outros que j tecm
j solfriuo.
O governo oriental procedeu nesse assumpto
com a maior aclividade e teve a salisfago de
conseguir a captura de algum ou alguns dos cul-
pados.
HELAC.ES ENTllE O BHASIL E A REPBLICA DO PER.
As relages de navegago e de commercio^sn-
tre o imperio e a repblica do Per aeham-se
collocadas sob as mesmascondiges liberacs que
serviram de base aos tratados fluviaes, ultima-
mente celebrados entre o Brasil e os Estados ri-
beirinhos do Rio da Prata o scus allluentes.
Assim o exigan os importantes ntoresses que
j havia creado entre os dous paizes a conven-
gao de 23 de oulubro de 1851.
Ascondgesa queme refiro foram objecto de
urna nova convengan com aquella repblica as-
signada ora Lima m 22 de oulubro de 1858.
Approvada esta convengan pelo congresso pe-
ruano, eirecluou-sc a troca das ralicaces em
Paiis, a ^7 de maio do anno prximo passado.
Para sua liel execugo expedio o governo im-
perial o decieto n. 2142 de l de juilio do 1839
A convenc.'io de 1831 havia estipulado que as
mercadorias, preductos e embarcacoes que pas-
sassera do Brasil para o Per e do Per para o
Brasil, pela mutua fronteira terrestre e fluvial,
fossem isentos de lodo e qualquer direilo, a que
I nao eslivessem su jeitos iguacs producios do pro-
prio territorio, aos quaes licariam em tudo equi-
parados.
Tralava-se enlo de fazer um mero ensaio,
como se declarou no prembulo daquella conven-
ci, para melhor se conhecer sob que bases e
coudieijes deveriam depois eslabelecer-se conve-
nientemente navegago e o coiumercio dos
dous paizes.
.Nao havendo anda dados positivos para se po-
der loirnar um juizo mais ou menos seguro sobre
a importancia do commercio pelo Amazcnas, e
sobre os productos que o alimentara, nao se jul-
garara opportunas eslipulagoes especiaes, rela-
tivas a lucilos.
_ Lira i lo u-se o imperio a permillir, por conces-
sao especial, que os barcos peruanos pudessem
entrar e sabir livremejile para o Ocano pelo rio
Amazonas.
Em reciprocilade e compensaro conviio tam-
bera o Per em permillir, como concessao espe-
cial, que os barcos brasileiros pudessem sabir
livremente do Per para o Brasil ou do Brasi
para o Per pelo dito rio.
As duas alias parles contraclantes teem de
adoptar do commum accordo, na exlenso do rio
Amazonas que respectivamente Ihes perlcnce, um
syslema de polica lluvial, e os regulamentos lis-
caes que liveroni de eslabelecer nos pollos que
habiliten) para o commercio, conservando a uni-
rruiidade compalivel com as tais especiaes de
Alm do direilo desuado aos gastos de pha-
res, balisas ou quaesquer oulros auxilios pres-
tados navegacao a que licariam sujeitos os na-
vios que fosssra directamenlo. aos poilos haoili-
lados, ou entrassem por escala nuiles o ahi car-
regassem ou descarregassem, o transito fluvial
nao pode ser gravado directa ou indirectamente
com neiihuin oulro imposto, sob qualquer de-
nuaiiuaco que seja.
Toruaram-se francas as communicagoes entre
os dous Estados por quaesquer vias terrestres ou
fluviaes, que deem passagem de ura para oulro
territorio.
Dcclarou-ae que seria isrnto de todo o impos-
to geral ou municipal o transito de pessoas e
suas bagageus.
Tcndo as concesses mutuas sobre essa nave-
gacao por base a compensaco de beneficios po-
sitivos, iguaes por sua natureza e de perfeilo
correspondencia por sua denudado o ell'eilos
comrauns, foi ajustado por olas reversaes que,
se por embaraces independentes da vonlade das
duas alias parles conlraclaules chegassem a alle-
rar-se ou fosse necessario modificar aquellas con-
cesses, podram ser eslas suspensas, ampliadas
ou restringidos, conformo o aconselhassern as
Circunstancias, antes mesmo de lindo o praso
marcado para a sua duraco, mediante, porm,
sempre previo c expresso accordo enlro ambas!
Pelo art. 17 desta convengo ficaram as duas
altas paites contraclantes de nomear dentro do
praso de 12 mezos, contados da troca das rali-
caces, a coramisso mixta que, nos termos do
art. 7" da convencao de 23 de oulubro de 1851,
deve recuabecer o demarcar a fronteira enlre os
dous Estados.
O governo imperial tcm procurado eulender-se
a este respeilo cora o do Per, manifestando a
conveniencia de quanto antes levar-so a cfieiio
aquella demarcaco, para evitarem-se as ques-
les que leera apparecido as respectivas fron-
leiras por fulla della.
Inlelligencia pratica do tratado celebrado entre
o imperio _e a repblica da Per em 22 :'e
oulubro de 1858.
A legagao de S. M. Brilannica nesla corte ma-
nifeslou o desejo de saber, no iuleressc de va-
rias casas commerciaes de sua naco no Para,
se a convengo celebrada com a repblica do Pe-
r em 22 de oulubro do 1858 permute que os
carregamentos com destino ao consumo daquelia
repblica possam ser importados em navios es-
Irangeiros no porlo de Belem, e dalli baldeados
para embarcacoes brasileiras ou peruanas sera o
pagamento dos direilos da alinidega.
Aquella convengo, garantindo por dez annos
o livre transito pelo Amazonas ao commercio
diredo do Per com oulras naces, nada cstipu-
lou sobre o commercio indirecto.
As mercadorias, portadlo, que voao Para cora
embarcacoes estrangeiras, para seguirera para o
Per, s pdem ser transportadas para aquella
repblica por navios brasileiros ou peruanos,
com sujtalo s disposices fiscacs em vi imperio.
Reconlmcendo, poiem, o governo imperial a
conveniencia de fomcnUr as boas relaces com-
merciaes da repblica com os Estados-Unidos
i da America e varias potencias da Europa o de
altender lambem aos inleresses destas naces
traa de confeccionar um regulamento que d' ao
tratado com o Per una execucao pralica mais
conforme com os principios liberaes om que deve
ser eslabelec da a nacao fluvial por aquello Bran-
de rio.
I Productos brasileiros importados na provincia
do Amazonas como de origem peruana.
Para que os productos peruanos podessem go-
: zar no Para e Amazonas da isencao do pagamen-
to de todo e qualquer direilo imposto era con-
i formidad do arl. lu da convencao de 23 de ou-
dubrodelSol linham de ser acompanhados de
guias passadas pelas autoridades da repblica,
que demonslrassem a sua origem.
Estando os productos brasileiros sujeilos, na
provincia do Amazonas, a impostas provinciaes
enlravam n'ella por via do Tabatinga, mediante
aquellas guias, como procedcnles do Per para
rparticiparem do mencionado indulto.
O presidento da provincia dnnunciou essa frau-
de reclamando providencias.
Emquanto as aguardava, recebeu cm 25 do
fu" 1 du .uni prximo passado, do pietelto do li- cumsiancias, o a previdencia e conveniencia
toral de Loreto, comraunicago de haver este de-
terminado que, d'aquolla dala em dianle, as
gus dos productos que se exportassera da re-
publica pora o imperio s seriam expedidas pela
thesouraria e selladas com o antigo sello do go-
verna, emquanto nao fosse substituido por
outro.
Em consequencia de seraelhaute determinago
foram impugnadas algumas guias, que era ti-
nham sido passadas por aquella thesouraria,
nom se achavam devidamente selladas ; e os pro-
ductos que as acompanhavam foram sujeitos ao
pagamento de direitos.
Este /acto motivou urna reclamago da parte
do cnsul do Per do Tara, o qual. desconhe'-
cendo a compdencfa do prefeiio do Loreto para
alterar a pratica eslabelecida, solicilava que fos-
se esla observada, e restituida a impoilancia dos
direitos cobrados.
A reclamago nao foi allendlda pelo presiden-
te da provincia, pela razo de que a medida adop-
tada pelo prefeiio daquella provincia peruana se
nao oppunha aos pactos existentes entre os dous
paizes, e antes contribua para expansjio do
commercio licito, evitando o contrabando ; ac-
crescendo quo partia de urna auloridade legtima-
mente constituida na repblica, cujos actos nao
podiam deixar de ser respeitados pelas reparti-
ges fiscaes brasileiras.
Contrato celebrado cutre a companhia brasileira
de commercio e navegacao
do Amazonas como governo do Per.
Pelo art. 2" da convengo de 23 de oulubro de
1851 concordaram o Imperio e a repuplica do
Peni em subvencionar, por espago de cinco an-
annos, a primeira empreza queso estabelecesse
para navegar por vaporo Amazonas.
O Sr. bario do Mau, coraprehendenJo essa
navegago, celebrou os contratos necessarios com
o governo imperial eo peruano, o formou urna
mu-
tua acqnselhera
Estando, porm, nestas disposgoes, persiste
aquello governo em pretences j liquidadas e
julgadas improcedentes desde 1853.
Era conformidade dellas, e refenndo se n-
formages obtidas do prefeiio de Caquet, recla-
mou, por nota de 1 do abril do anno prximo
passado, contra usurpages e outros aclos abu-
sivos que, dizia-se, pralicavam algumas autori-
dades e subditos brasileiros nos nos Putu#ayo,
Yaguas, Caquel, Apaporis, Taraira, e em ou-
tros pontos da exclusiva jurisdiegao da Rep-
blica. v
O prefeiio de Caquet fez tambera directamen-
te aquella reclamago ao presidento da provin-
cia do Amazonas, fundando-se ainda hoje nos
nullos e caducos tratados de 1750 e 1777. e pre-
tendendo para a repblica mais extensos direitos
do que aquelles que Ihe do as suas aduaes pos-
sesses.
O governo imperial, que do cessa de recora-
mendar as suas autoridades lodo o esmero cm
manter a melhor harmona c boa inlelligencia
as relages especiaes que devem ligar os osla-
dos lmilrophes, anda urna vez, e por deferen-
cia ao governo da Confederago, ao mesmo lem-
po que mandava averiguar os fundamentos que
poderiam ler as queixascomo forana formuladas
por aquello governo e sen delegado em Caquet,
reiterou-lhes muilo particularmente aquellas
recomraendaces, cora o lira de evilar qualquer
motivo fuudado de queixa da parte das autorida-
des da fronteira granadina.
Atlnbuam-sc s autoridades e subditos do
imperio a extraego Ilegitima do producios na-
ta raes da repblica, allentados contra os abor-
genes, e aclos de depredaco.
lo de vossas sesses enlre as autoridades terrilo-
riaes e os ajenies consulares de Franca por mo-
tivo da arrecadago e liquidago dos bens dos sub-
ditos desta nacao, que fallecem no Imperio.
Subsiste entretanto a mesma divergencia entro
os dous governos, sobre o alcance que devem ler
as eslipulages do tratado de 8 de Janeiro de
i826.
Meus ilustres antecessores j expuzeram em
sua verdaaeira luz esta queslo, assignalando a
origem e causas daquelle desaccordo.
Por parle da Franca tcm-se entendido que os
principios consignados naquolle. tratado excluem
as autoridades brasileiras de qualquer interferen-
cia na arrecadago e liquidago das herangas dos
subditos trance/es.
Cora este fundamento descouliecem os cnsules
daquella naco, como Ihes sendo apphcaveis, as
disposieoes que o governo imperial, atteiide'ndo
aos diversos inleresses nacionaes e de lercciro quo
podem estar coraprometttdos as successoes, pro-
curou concilia-los cora as prerogativas que per-
lencera legtimamente aquelles agentes.
Por paite do Brasil tem-se opposlo :
. 1," Que nao podem os cnsules francezes pre-
tender, no exercicio de suas funecoes, e era falla
de disposiges expressas em tratado, direilos mata
ampios do que aquellos outorgados pelas leis do
.Imperio naco mais favorecida, sendo eslas as
que, por accordo mutuo, convjeram na reciproci-
dade oflerecida pelo decreto de 8 de novembro de
2." Que o principio de reciprocidade, a que so
soccorrem os mesmos agentes, por vago e abstrac-
to no tratado vigente cora a Franca, carece de ser
dcnido e convenientemente desenvolvido em um
accordo internacional.
Pelas communicacoes do presidente da oro- i,.rS,"d, S ,Jous1 overnos conciliar, quanto
vinciadoAmazonas"v-seuePraesargui.es^ ^Pa..""'"^s lao discordes e e.nover as
lliculdades internacionaes
d'ahi se origi-
panhia aulonsou o seu agente em Lima para Levando ludo ao conhecimento do governo de
propora celebracao de oulro, que foi ajustado, e Nova-Granada, o de S. II. o Imperador fez-lhe
assiguado em 27 de julho do auno prximo pas- > senlir que nao era possivel evitar de todo os con-
sa''0\ : n^tas dessa natureza enlre os dous paizes, al-
fcsiipulou-se n esse contrato que os vapores da Inbuindo-os especialmente a falta de mutuo re-
compauhia fanara dozo visgens anuualraente al conhecimento e elTecliva demarcaco de suas
ao ponto accessivel do Amazonas, que o governo respectivas fronteiras ; sendo por isso para la-
peruano designasse, em sua confluencia com o mentir que nao vessem sido approvados por
uaullaya, medanle o pagamento de dez mil pe- parte do congresso granadino, os ajustes que lo
sos fortes por mez ; o que a sua duracao nao ex- felizmente foram encelados e concluidos em
ederia de dous annos, contados da primeira va- 1853 pelos respectivos plenipotenciarios.
gem quo se lizesso ; sendo osle cntralo obriga- Tendo o governo jpc-rial muilo em vis
tono para o governo da repblica nicamente estado de cousas, e tomando a peilo colloc
durante o pnmeiro auno. relaces com seus vstanos sob bases segu
RELACES EXT11E O BRASIL E A REPBLICA UE
VESBZCELA.
Tenho a salisfago de comraunicar-vos queum
novo tratado foi celebrado em 5 de maio do anno
prximo passado, em Caracas, enlre o Brasil e a
>la este
ocar as
? -ras o
duradouras, resolveu reatar as alludidas nego-
caces, c expedio para esse tim as suas inslruc-
goes ao agente diplomtico nomeado junio ao
governo da Confederaco, para cuucluir definiti-
vamente aquelles aiules.
lnsislindu na mesraa linha divisoria bascada no
Apreciando o governo imperial devidamente as
aberturas amigaveis apresenladas pelo de S. M.
o Imperador dos francezes em 7 de margo do
1857, oflereccu em 6 de dezerabro do 1858 un:
projeclo, no qual foram adoptadas, lano quanto
era possivel. as disposices dos vanlajosos trata-
dos que a este respeilo tem ltimamente celebra-
do a l ranga com oulras potencias.
Este projeclo, como j vos foi ainiunciado, con-
cedo aos cnsules a interferencia iiue devem ler
a bem das successoes de seus compalriolas, sem
todava puyar a aulondade local da competencia
que c naulenvel da soberana nacional, e neces-
sarias para acaulelar os inleresses do fisco, os di-
reitos dos co-herdeiros brasileiros, e de quaes-
quer oulros nteressadOS que nao perlencam na-
conalidade do finado.
Com o lira de coraplela-lo e facilitar a sua a-
dopgo, subraelleu a legacao francesa, em no.no
do seu governo, consideracao do governo impe-
. do Venezuela, xando a resp, diva uti ^i^^ e^Udos".' Tomo TITZ \ ^Sc^Z^ZT^ ST iSS
frout
11 ormgal. c observado o uti possidelis dos res- Hediente essas concesses, de esperar que
icciivos paizes. principio por que tem constante- llque definitivamente ajustada, mire os dous pl-
mente pugnado o imperio em lodos os ajustes zea, a niulua fronteira.
negociados com os seus liniitropnes. relacf.s entre o brasil i. \ boi ivia.
Esta linha foi assim descripla : D'enlre as quesles de fronteira e fluviaes que1
(,omegara a linha divisoria as cabeceiras se lera suscitado entre o imperio c os estados
do rio Memachi; e seguindo pelo mais alio do que com elle Confinara, sem duvida que as de
, terrenopassnr pelas cabeceiras do Aquio co- mais dillici solucao sao as quo eslo pendentes ,
! mo, e do duainia e Iquiare ou Issana, de modo com a repblica de Bolivia.
que todas as aguas que vao ao Aquio o Tomo j Com o lira de reraov-las e de eslabelecej as
l liquera pertencendo a Venezuela, e as que vao relages entre os dous paizes sob bases solidas '
: no Guainia, Xi e Issana, ao Brasil; e alravessa- envin o governo imperial em 1851 una misso
; la o Itio-\egro defronte da Iba de San-Jos,.especial aquella repblica para os convenientes
que esta prxima pedra de Cucuhy. ajustes, leudo silo della encarregado o consc-
Da ilha de San-Jos seguir era linha recta, Iheiro Duarle da Ponte Ribeiro.
cortando o canal Maturaca na sua .melado, ou Iguaes ajustes raaniou ao raesmo lempo O go-
ponto que accordarcra os commissarios verno imperial negociar com o Peni, Venezuela,
demarcadores, e que divida convenienlemente o Nova-Granada e Equador.
tidas em convocoes dessa ordem, poder sor ac-
ceita mediante algumas modiflcaces em pontos
nao essenciaes, suggeridas pela secgao raspeclira
do conselho de estado.
governo de Flaneaprope-se, nessa occasio
resolver simultneamente a questao resultante d.-,
colliso que se d entre a legislago frauceza e o
no lo porque tem sido entendido e execulado
at aiiui o art. (i, S 1 da constituico do im-
perio.
Se ha na successo herdeiros, filhos de subdi-
tos francezes nascido no imperio, sao estes con-
siderados pela conslituigo, subditos brasileiros,
e por este fado sao os cnsules excluidos de n-
tarvir na sua liquidago.
Em Franca, porm, os filhos seguem durante a
menoridade a condigao civil dos pas, e dessa
anliihese entre.asd.uas legislaces proveem qua-
buscar os cuines da serra Parima, de modo que Bolivia.
as aguas que correal ao Padaviiy, Marari e Ca- ; O lempo desde ento decorrido tena, porm,
Baboris liquem pertencendo ao Brasil ; o as que proporcionado elementos para lorna-lo iote mais
vao ao Taruaca ou Idapa ou K.aba Vene- fcil,
zueta. Ne.-tas circurnslancias
U
julgou o governo ira-
dos filhos do estrangeiros nascidos no Brasil, o
#obre elle j emiitio o seu parecer a commissao
do conslituigo da mesraa cmara.
a legacao de S. M. o imperador, conformndo-
se cora aquello projeclo quando considera facul-
tativa a escolha de nacionalidade aos iiihosde.es-
im
que
per-
aguas que vao ao dous paizes pelas aguas dos nos i
iim-uranio liquem, como se ha dito, pertencen- por elles correra na parto auc a cada u
do ao Brasil, o as que correin ao Esequibo, Cuyu- \ tence.
ni e Caroru Venezuela, al onde se estende- relaces estre o brasil e a cra-bretami
rem os territorios dos dous estados na sua parte Trafico.
rl,,nlul- No decurso do auno prximo passado circula-
ra outro Irata- iran alguns boatos, e o governo imperial recebeu
q.ue foi mandadoJdenuncias de projectados desembarques de
E a mesma fronteira ajustada ei
do do 25 de novembro di 1852. u,u
aicnva por haver expirado o prazo para a lro- cravos em diversos pontos do litoral do imperio
, ca das respedivas ralilicagoes. do apparecimente de um navio negrero perla d
, As communicacoes pela niulua fronteira o nos ilha de Itamarac, ao Norte de Pernambuco e
iranseiros na
poreni menos
poca de sua maioridade, juki.a-o
iloerai cas uisyosiiow .,!.' a?rn-
lerem a nacionalidade dos mesmos individuos
durante a menoridade e quando seus pais exer-
cem algumas das profisses nelle indicadas
Esta questao, que sobre todas a que mais af-
lecta as relaces ioternactanacs 'entre os dous
;^n^ e que tambera muito importa s que
tamos de manier com nutras naces, aggrava-se
de da em dia por falla de conveniente solucao
b portanto urgente que della se oceupe o coroo
legislativo nasessodo corrente anno.
dos dous estados, na parle que a cada um per- do apresamente de dous outros
i iUlPfi fiirlin .i. t l,,,l .-, .; I ,. ,.-t._ -^__________l i I______i
e
diziam
(Jueslo pendente sobre limites enlre o Brasil e a
Guyana Francesa,
O comraissario brasileiro que, em virtude de
convite do governo de S. M. o imperador dos
francezes, linha de proceder em cara mura com o
!r. Carpentier, commissario nomeado por p.rt-
ra da l-.anca, explorago dos rios e aguas proxi-
>- mas ao Amazonas, com o rn de facilitar-sc o
ai ajusto iielinilivo dos limites enlre o Brasil e a
pora o governo imperial que seja delnilivaojcn-1 po, mandaram proc^dn^^lod^as^avertauSs m"""'1 jr.ttecia> lera Pff"Wo era seus trba-
lo approvado as duas carearas ,nra se proce- necessarios. mSSS^S^!S\So!S^S^ ', .,iula.,,araeu'. POJ" nao haver podido ellc.uar
der .roca das respectivas ratilicaces '..esta correr a costa nao s no'pomosimdi-,.'dos'pa- ?-?-JUnCS C'" a'ue,,e Ul"al da miai" f""
corte ou em Caracas, conformo nelle se deler- ra aquelles-desembarques, como em oulros vista
m^;nM i-, a l'03Sll)lllJade do ser a sua atlencao adrede cha-
ven ucaua essa troca, urna commissao mixta triada para um lii"ar afir de nnTwm na f o ~ '--------'"".' "" i vionien-
ten de proceder sem demora a demarcaco da trabndolas ?eal s'ar'a^s^lvo en u o oudos "! "?,',')'r1'' I:"nl'1-laia(> s dados que anda
linha divisoria. os seus criminosos rilentes PPOte. se ulgavam necessarios, ao terminar a misso
Se occorreremduvidas, por falla de toda a. Das minuciosas invesligac'es Coilas pelas au- !,. a.^* ^"de d0 UruBU0J\ Pa che-
exactidao na Imha como ca indicada, lero de teridades do litoral e Dlos cruzadores reiim. f Us Sovcriios a um perleilo accordo
ser dec.didas amigavelmente por arabos os go- que nenhuma 'eidade' avi 'en Zs bottos "^T, \??m* assur"l,t0-
vernos. denuncias. 5l relaces entre o imperio e santa s.
Dado que se reconheca, para tornar oslimi-l Nanoitedel3denutul.ro ii ifir.n ,,...,. /. :,-.l.P..vl'n'. bJasl!l"ir ,l5 len> eessado de ma-
coca.
As exploracoea do Sr. Jos da Cosa Azevedo,
idas as (ue era lt>57 zeram j os Srs. Carnen-
0 governo imperial reconhecendo quanto seria
lo sao dispendiosas as "emprezas de nevegaco mira, apenas'tSra cnhecranta'mMeTctaVdl- mSS^^SS^SXL CiS"S "'"S508 de um mo',u
ngio-se o lugar indicado. M,Pmb^*o\t^i2g^^ ^to-"""**-
Conhecendo as altas partes contratantes quan- O chefe de polica da provincia do Rio de Ja-
por vapor, convieram em auxiliar reciproca-
mente a que se encarregue de emprehender as
primeiras communicacoes fluviaes enlre os dous
paize?.
Esta tralado, assim como o que foi recente-
mente celebrado com a Repblica do Per, lera
de durar, quanto s eslipulages que se nao re-
ferern a limitas, por espago d'e dez annos, conta-
dos da dala fla troca das ralicaces; (indos os
quaes continuar a subsistir at que urna das al-
ias partes contraanles notifique oulra a sua
intengo de da-lo por lindo; cssando doze me-
zes depois da dala dessa nolificaco.
RELAgOES ENTRE O BRASIL F. NOVA-GRANADA.
L conhecida a linha divisoria do tratado cele-
brado com o governo de Nova Grnala em 25 de : sembarque dos Africanos, lomou
so os releridos Africanos, como os seus dous con-
ductores, Manuel Caetano dos Passos, porluguez,
Pilote c dono do lancho, e Mauricio Thomaz de
Uittencouit, que flgurava como marinheiro.
Interrogados esses individuos, declararan! qoe
viajando de I.oanda para Benguella, fra o lan-
chad arrojado para o mar por um temporal, e o-
idamente atiendiilas e res-
peitadas as prerogativas da cora brasileira e os
direitos da Santa S, nao deixar de altender op-
portunamenle esso objecto.
J no relalorio do anno prximo passado vos
loi commumeada a ampliaco aue houve por bem
sua santidade conceder s faculdades de que j
u^ *I.I_eiU. millli.TOC hnl.i .,., -_____ 1
junho de 16511.
Foi ella assim descripla :
Coraecar a fronteira na confluencia do rio
Apaporis com o Japur, o seguir o dito Apapo-
ris aguas cima al ao ponte em que lhc enlra
pela sua margem orienlat o tributario chamado,
nos mappas do baro de Huniboldt o do co
Coddazzi, Taraira ; o pelo dito Taraira a
Esses liomens. que deviam vir extenuados de
ladiga e teme, apresentavam-se nedios e folgados
je com roupa lavada, tendo-se desfeito e desap-
i parecido o lanchan apenas tocou praia.
Despertada por este miiSo a suspeila do um de-
o governo im-
perial mmediotamenlc as mais enrgicas provi-
dencias por intermedio do presidtnle da provin-
cia do Rio de Janeiro, afim de chegar ao desco-
brimento da verdade.
Pudendo o fado da entrada ueste porto ao mes
nado, no lempo do bngue porluguez Julia, proceden- dependiai
ironcl ta da costa d frica, com un carregamento de la S, coi
guas- i Cra e oulros gneros de commercio licito, ter re- do episco
. ra dispensas malri-
nioniaes, tanto nos casos de impedimento por
parentesco, como dos de casamentes mixlo*.
O governo imperial, leudo na mais alia consi-
deracao como ura de seus pnmeiros deveres
promover a salisfago das necessidades espiri-
luaes dos brasileiros, nao s-cuidoii mu seria-
mente em crear novos bispados como em preen-
che-los logo, escolhendo para desempenhar n.is-
sao tao nobre prelados verdaderamente dignos
desse nnnie.
As bullas para a execugo dos dous, cujas va-
gas linham sido preenchidas, Cearl e Diamantina
m de cenas condiedes que exigia a San-
lo indispensaveis para a inauguraco
pado.
Iquiare ou Issana, das do Memachi, Naquieui e : Instaurado enlrelanlo o summa
oulras.que, correra ao Rio-Negro Superior ou : noel Caelano dos Passos o Mauricio Thoma/de
Cuaima ; de modo que todas as aguas que vo Billencouit. como imporladores dos Africanos .an-
^?.UffSne.A'l1,a.rc.-0-U.-lss.ana n3"em. pesien-1 P^endidoa na praia de Ilacottara,
provincia
os ap
ZSEZ ldaS dirac->^- frontal ser ella comp.e.a-
euire os dous paizes ; altendondo-se aos ttulos
legilirnos que lenha cada um, o fazendo se
aquellas cessoes e compensages que as cir-
BELAgES ENTRE O BRASIL E A FRANTA.
Ilerancas
Neuhum conflicto grave'teve lugar nointerval-
vos, dura ha %eis a.anos.
Negociaco relativa aos missionarios capu-
chinhos.
vado numero do infelizes indgenas que habitatn
urna grande parle do paiz, o governo imperial
tem lido na maior consideracao a sua orgauisa
gao e governo.
Ouvidas as sceges de jusliga e imperio do cen-
seiho de estado, com cuja consulla houve por
pem 5. M. o imperador conl'ormar-se por sua
im mediata resolugo de 6 de Janeiro de 185S fo
rara expedidas em 9 de margo do corrente nno
as precisas inslruccoes 5 legagao imperial em
ILEGfVEL


Roma, pafa envidar lodos os seos esforcos afta*
de por-se termo questo pendente com a San-
ia S asemelhante respeito.
Esl persuadido o governo imperial de que pc-
io. empento om que se esmera era nranter a r#-
Iigiao calholica em todo o seu brilho, e promo-
ver a sua propagacSo, estos suas disansicoes se-
rao tavoravelmenle acolhidas pelo chefe da "ere-
ja, e concluir-se-ha satisfactoriamente, escm de-
mora, este assumpto.
Incorporacao da freguezia da. Villa Formosa da
Jmperelrxx, em Pernambuco, ao bispado de
Gotaz. r
Tendo o reverendo bispo da Pernambuco de-
/ i V mil,is,ro oa justica nao ter oroce-
cedi.lo a desmembraQa da freguesa da villa Por-
niosa da Imperatriz. pertencente i diocese da-
tjuella provincia, e sua incorporacao ao bispa-
do de Goyaz, por falta de exccutnrial do decreto
consistorial de 25 de nf*io de 1854. qnn autorisou
oquclla desmembrarlo, foi chamado o ministerio
dos negocios eslrangeiros a reclamar do Inter-
nuncio apostlico nesla corte a expedico di re-
.erida execulorial ; c nao tendo aquello ministro
inslruccoes a este respeilo, foi a legacao imperial
em Boma incumbida de solicitar do gverno pon-
tificio os actos precisos, afira de que os reveren-
dos prelados de ambas as dioceses possam instau-
rar o processo de desmembraco e incorporacao
uaquella freguezia.
ACCORDOS POSTAES.
A discusso para a celebracao de um novo ac-
cordo postal com o governo" de Sua Magpstade
Brilanmca para o fnn de regular definitivamente
sob bases mais ampias e liberaes, o transporte
entre o Brasil e a Inglaterra da correspondencia
otlictal e particular, nnpressos, jornaes, livros e
oulros objectos proprios de laes ajustes, eslava a
pento de ser encerrada, quando levo de retirar-
se dalla corto o Sr. William Stuart, que para es-
so fim so achava munido dos competentes plenos
podara.
Ea negocio lera de sor ullimido com o actual
linfa da legacao de Sua Magestade Britanuiua.
Prelenres dos cnsules eslrangeiros.
O governo imperial foi convidado para acole- 0s cnsules eslrangeiros teem pretendido, no
tracto de urna idntica convenrao entre o BrasiL exercicio das respeclivas funecoes quando nau-
c a Franca, o lomou na dovid'a consideraran a*P"fl3a algtim navio de sua nacaocm seu districlo,
proposta que Ihe foi olTerecida por Sua Mag'esla- ser investidos do allribuicoes mais ampias do
de o Imperador dos Franceses, por intermedio 1"a as que Ihes eonferemo direito convencional,
u ministro nesta corte, que j se acha mu- j ou as lela e regulamenlos do imperio.
Entendem que lhes cabe exclusivamente pro-
videnciar sobre a salvarlo do navio, proceder i
arrecadacao e venda dos salvados, e reolher o
seu producto para devolve-lo aos interessados,
dediuidos os dretos fiscaes, c as despezas do
salvamento.
Dahi resultam nao poucos conflictos entre a-
quelles agentes e as autoridades do paiz, por
nao poierem estas, era cumplimento de seus
daveres, dar acquiesconcia a actos, que sao pri-
vativos da jurisdicrao territorial.
Estos conllictos leetn especialmente surgido
com os cnsules de Franca, em consequencia de
nao se aoharern ainda reguladas, entre os dous
paizes, as atiribuices dos respectivos agentes
consolaras, bascadas sobre urna bem entendida
reciprocidad^.
Prelengsu idntica teem cnsules de ontras
nacoos, nao favorecidas por corapromissos inler-
nacionaos.
Inlercenrao que podem ter os cnsules.
Segundo o artigo i" do regulamento de 8 de
novembro de I85l, os cnsules eslrangeiros, em
ceitis o determinadas liypothcses, teem o direi-
to de arrecadar, administrar e liquidar o espo-
lio dos subdidos de sua nar.io, que fallecem-no
imperio, e de Qcar de posse do respectivo pro-
ducto para o remetter a quem de direito.
O mesmo regulamento, reconhocendo o con-
curso, que^ razoavelmenle nao se pode recusar
\ lelles agentes, de zelar nos casos de naufra-
gio osinteresses de scus nacionacs, limitou-lhes
taps atlrbuicoes.
Pelo arl. 12 assisle-lhts o direilo de
DIARIO DE PERrTAWWICO. QUISTA" FEIRA? Pl EW OUTUBRO DB 4860.
commaudaule da estaca naval du iu(eri0 JT
este immediatamente eipedio um vaporar o
Hm de prestar quelle navio e sua triporaejo o
auxilo quefosse preciso.
Quando o vapor chegou a Maldonado, j> o
mostree a tripolacao do palacho, menos dous
mannheiros que fallcceram, tinham sido sarro
pelas providencias tomadas pelo chefe poltico e
outras autoridades daquelle departamento.
A legacto imperial apre9sou-se em dirigir ao
governo orienftl urna nota, solicitando que hou-
vesse de Irajisroiltir s referidas autoridades o
agradeciraentos que Ihe ofterecia em nomo do
governo imperio!, pelos promptos e philantropi-
cos soccorrosque prestaram quelles nufragos.
A mesmo legacao preslando-lbes 03 auxilios
em taes casos recommendados f-los regressar
para o imperio
No decurso do anno prximo passado naufra-
gara m as costas do Brasil varias embarcarles
eslrangeiras.
As autoridades brasileiras prestaram todo9 os
soccorros necessarios para o salvament 1 dessas
embarcanoes suas tripolaces e carregamentos.
As legaces dos governos a" que pertenciam os
navios naufragados tribotaram seus ogradecimeu-
tos ao governo imperial e aquellas autoridades.
Alguns governos coslumam remunerar tao im-
portantes servicos com dislfnctivos honorficos,
que recordem o seu reconhecimento o sirvara de
incentivo pralica de lo nobres acees.
Com esses elevados e louvaveis (tus, S. M.a
rainha da Graa-Bretauha conferio urna medalha
deouro ao commendador Domingos da Silva
Porto, pelos servigos prestados 5. tripolacao do
navio inglez William Gibbson, naufragado no
Bono.
Outra medalln foi igualmente conferida por
S M. o imperador dos Francezes ao Sr. Martim
de Freilas, capitoda embarcado brasileira Lt-
bral, pelo seu proendiments generoso para com
urna francezaque se achava bordo de um na-
vio ingloz, que se incendio no mar.
ARRECADAG&O E LIQUIDACi DE SALVADOS.
nido dos necessarios plenos poderes para a nego-
ciado do referido ajuste.
Ser esta a occasioo de ser convenientemente
allendida .1 redamacao que fez aquetto ministro,
pira a reduegao do porte que deva cobrar-se no
Brasil pejos jornaes e impressos que soencami-
nliados para o imperio, procedentes originaria-
mente da Franca ou de outros paizes, por seu in-
termedio.
ABJIECACXO E A,DXIRISTRACO DE HEllVM^AS.
Accordo entre o Brasil e Portugal.
As attribuigoes dos cnsules portuguezes no
Brasil e dos asentes consulares brasileiros em
Portugal, polo que respeila as successes das
respectivas uages, continuara a ser reguladas
pelas disposigdes dos decrectos expedidos pelo
Boverno de S. M. Imperial e pelo de S. M. Fide-
lissima em 8 de novembro de 1851 e lude mareo
de 1352.
Em dous nicos casos lem-se tornado neces-
saria a applicagu daquellas disposicoes nrre-
cadagao e administragao dos bens dos subiitos
d.? S. M. o Imperador, fallecidos niqu->lle reino :
l" com o espolio deJos da Silva Braga, natural
da villa do Conde, onde fallecer om li de no-
vembro do anno finio ; 2., pelo oliilo de Fran-
cisco Grogorio da Cnnha, fallecido em Lisboa, em
26 do mesmo mez e anno.
Pelo que toca ao primeiro, prosegue o respec-
tivo vice-consul em suas exigencias para acaule-
lar o extuvio da beranga, om favor dos interes-
sados.
Quanto ao segundo, tem pretendido a curado-
ra geral descoohecer as fuocgdes que competem
no cnsul brasileiro ; e, se bem seja de quis
nenlium valor a importancia da heranca, por
amor do principio tjm impugnado a legagao im-
perial a intervengao iadebila das autoridades
porluguezas.
Tendo-se tambem suscitado a esto respeilo al-
gumas difficuldades em Angola, cargo daquel- regiment, como os da fazenda publica: pan
la legagao esta representar ao governo de S. M. ] 'ogilidade do inventario, autlienlieidade do.
Fideiissima a neoeasidsde de ser cumprido, na objectos naufragados,, sea deposito na alfandega;
ref.-rida provincia e nasdemais possessoes por-
tugaiczas, o accordo celebrado nesta corte por
Ilotas reversaoj de 1S do ooioml.ro o O da daiam.
bro de 1851.
Accordo entre o Brasil e o Estado OrienlqJ.
No Estado Oriental do Uruguay, o espolio do
subdito brasileiro Fortnalo da Silva, assassina-
do ero Taquaremb, em principios do anno pro-,
ximo passado. foi arrecadado, inventariado e ad-i conlraram is mencionadas disposicoes, nem a
istrado pelo alelide ordinario tx-offlcio, sem pralica geralmenie seguida,
a assistencia do respectivo agente consular. O art. 301 do citado regulamento determina
Informada a legagao imperial desse facto, re- 'I"e, no csSO de naufragio em porto onde nao
clatnou do governo ta Repblica a observancia nouver alfandega, o as coslai prximas a ella,
do accordo de 21 de dezembro de 1857, segundo : guarda-mr v iininediatamenie, acompanlu-
velur occuradamenle pora que as lamillas l>ones-
taa nao seja m escanda Usadas cm o espectculo
do- feynismo mais revoltanle, j que neo ha urna
ntedada que aparte do meio aellas eseas messa-
Mm, como d-se na ra do Hurlas onde as or-
gia sh> frequentes e 03 escndalos aucoettero-se
urna s outras.
Este faelo eulende moi directamente coro os
costum* pblicos, e estes nao devendo-ser aban-
dona do* perverso moral, (loa portanln a cen-
sura do abuso dentro da algada da impreoeo, que
em sua mis^ao civilisadora nao pode e nem deve
calar em presenga delle:
Inforram-no< que uns predios que ora se
edificara no corredor do Bispo, achlro-se fra di
eordeacao.
E* preciso quo sobro tal se proceda a un exa-
me, e que sejam dadas as convenientes providen-
cias, para evitar-se quo seja a cidide afeiada
quando deve-se tratar do seu aperfeigoament
por meio de urna edilicacao regular.
O brigue inglez Cy'nlhia, vindo do Liver-
pool, trouxe a seu bardo o passageiro segninie :
Carlos Slwart.
O hiate brasileiro Dous Irmos, vindo do
Ass, trouxe a seu bordo o passageiro seguinte :
Francisco Alvos Coutinho.
M.vTADOiao publico :
Mataram-se no da 10 do corrente para consu-
mo desta cidade 105 rezes
MORTALIDADE DO DtA 10 '.
Manoel Jos da Silva, pardo, soltciro, 38 annos,
tubrculo pulmonar.
Manoel, prelo, escravo, 1 anno convulgOes.
Mara do Amparo, preta, soltera, 50 annos, ca-
larrho chronico.
Rufino, pardo, 6 mezes, convulces.
Hospital Ae cahidade. Existem 5& ho-
mens e 52 mulheres nacionaes ; 6 homens es-
lrangeiros, total 116.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras peloDr. Sar-
ment Filho,s7 horas da manbia, pelo Dr. Dor-
nellas s 7 horas*j 10 minutos da mahaa, pelo
l)r. Firmo s 5 horas da larde de hontem.
Falleceu urna mulherdc catatrlu chronico.
Pablicacoes a pedido.
Qucm pergunta quer saber.
1.a Pergiinta-se a quem souber responder qual
foi o subprefeito que no anno do 1837 prendeo
ao individuo Lourenco Soares. e que assentou de
punir pela marte que o rraaa deste fez no indi-
viduo Manoerda Silva Barros com a pena de
morle, como assim succedeo porque sendo pre-
zo pelo dito subprefeito, e no meio de urna pa-
liulha de mais de vinlc pessoas, foi na prafa de
Tabatinga assassinado, e porque nao nstaurou o
competente processo ?
2.* Porque este mesmo subprefeito sendo em
Pona de Pedras assassinado um portuguez de
Dome Joao de lal e sendo pelo fallecido Felis-
berio Correa de Mello instruido de quem havia
sido o mandante, procurou s prender o manda-
lirio, varejando para isto todas as casas da praia
de Tabatinga e algumas de Pona de Pedras, e
tuetinido, oeve-so enl-nuer que o parentes-
co Anda no 10 grao,.contado segundo o direilo
civil, por ser aM que tambem so acaba o direilo
de suc.egao ab intntalo ord. do I. 4, ib 94, e
e o onus dessa tlela diriva de tal direito.Ci-
tado Borg. Caro., lom. 3-, 8 249 inprtnc.
pV
Nos termos de tutela convm tambem declarar
que os tutores se obrigan a nao entregar os bens
dos orphaos, quando esbvsse casarem, ou eman-
ciparem sem ordem ex-presea do jiiiz.
V
O juiz de orphaos nao deve tomar conlas ao
tutor, quando o rendimenU dos bens for tio di-
minuto que a frequencia das cuntas seja antes
onerosa, de que de proveito ao menor, nesto caso
basta apena que venha o tuor juizo fazer urna
simples declaragao, de que existe os bens de
seu tutelado.
VI
Pao contas de 4 era 4 annos os tutores e cura-
dores legtimos ou tcslamentarios, e de 2 em 2
annos os dativos, a mai e avA-onl. do I. 1, lit.
62, 3/. e til. 88, S 39 : sao tutores o curadores
legtimos os que estn para com o orpbao em
parentesco al o 10 grao (civil), como j ante-
riormente ficou explicado ; testamentarios os
nomeados em teslameulo, e dativos os estra-
n los.
INos processos de formacao de culpa nao ad-
mita o-juiz procurador ou advgadode reos,qua
a ella nao assistam,' porque entao se procede em
segredoarl. 1 7 do cod. do proe. ; e em caso
algum, salvo traiando-se de julgamento final,
permcllnlo ao reo. seu a ivogado e ao promotor
publico interrogar as testemunhas, que sao s-
ment- inqueridas pelo juizart. 140 e 141 do
mesmo cdigo, e aviso de 21 de >anero de 1853,
podendo todava qualquer delles requerer quo se
faca a leslemunha as perguntas, que julgarem de
interesse defeza ou aecusaeao.
VIH *
Quando o juiz municipal sustentar a pronun-
cia, que for decretada pelo delegado ou subdele-
gado, mand ir logo no mesmo despacho de sus-
'eaaBco que se devolva o processo aojuzo d'on-
do vcio, para dalli ser renn-ttido ao escrivao do
juryart 319 do rog. de 31 de Janeiro de 18i2.
peua do 5$, porcada falta.
IX
Os labelliaes e escrivaes desle termo envieem
nos devjdos lempos & ihesouraria de fazenda da
provincia, as certiJdas das escrptarasde compra ;
e venda celebradas em seus respectivos carlorios
cumprindo-lhes declarar em taes certides as es-
lagoes em que foram pagas as rizas de ca'da urna
das escripturas ; pena de suspensao, na forma do
artigo 16 du le de 6 de selembro de 1854.
X
Os escrivaes dos juizes do paz e subdelegados,
s podem arrecadr nos lugares, onde nao est
a collectoria, os sellos dos autos c processos, que
correm nesses jnizos, e de alguns ttulos, que ahi
64 Cuidada, capilao J.wJosoiiim da Silve- 9P i. ,,-,. -----;-----1---- .
rma.rtequiP*gem 5, carga sal ; T M.rtin.4 Ir-1 JRSSS ^. ^
102; ditos pequeos do mesmo i
com o- n. 4 dourado a 130 rs.
Navios sahidos no metunc din.
S. Tliomnz>-l-ttVigue inglez Eale. capilao John
Brown, en lastro.
HalijaxBrigaie inglea Giptey, eapitao James
G rillin, em lastro.
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Direco.
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A noite clara com alguns nevoeiros e agtMcei-
) St, velo para o terral e assim araa-
nheceu.
OSClLLAg0 DA MAIt.
Preamar as 11 h (- da mar.haa, altura f O p
Baixamar as h 18" da tarde, altura 13.0 p.'
Observatorio do arsenal de marinha 10 de ou-
tubrodelSGO ViMA, imtn'
Editaes.
se pastaren!, comprehendidus nos arts. 35 e
doreg. de 10 do julho de 1850art. 68 12
dito rcg.
Os
do
XI
uros de seguranca o bem vlver, de que
traja o art. 12 do ineu primeiro provjmcnlo cons-
tarao de 25 folhas ; e os de alsenles, que deve
!!, Vi'V"\' a Cfa d in 50, visto ,|ial
?i8?,rdS"nf,Med pr?, m',n,,'1lari-0 e Je- romo mete'ho'coeddVde'qe "creagao de
clarando qual o mananle, porque nao prendeof laes livros nesta comarca apenas um curapri-
3. Que im houve do processo instaurado pe-
lo dignissimo Sr. lente coronel Joao de S e
Albuquerque relativamente a morle do prelo Luiz
assassinado era Caluama o qual processo por
todos sabido que foi lerem poder daquelle sub-
prefeito na qualidado de supplente desle Sr. tc-
nenle-coronel Joao de S?
4 a Porque era 1859 sendo subdelegado niio
prendeo a Jos de Mello Albuquerque Montene-
gro tendo para isto ordens
e para todos os iucidenles que possao tornar
Suspeito o procedimento do capitn, pillo ou
quaesauer ouim randnetnres do navio naufra-
gado.
Kssses assumptos sao semelhant'Mncntc regu-
lados em Franoj e em outios paizes.
O regulamento das alfandegas oe 22 de junho
de 1836 e o cdigo commercial do Brasil, nao
ac-
cxatlamenle
--'- *-,iw >*v (iiM-uitiii.ii; uo ciui 'jui;
dem para que a entrega daquelle p|
i pessa que se apresenlasse,
o qual devem quelles agentesexercer na Rep-
blica, por va de reciprocidade, as mosmas func-
ges que.exercem no Brasil os agentes da Rep-
blica, peio decreto de 8 de uovembrode 1851.
As providencias expedidas por aquelle governo
foram conformes aos seos compromisos.
No municipio deBag, provincia de S. Pedro
do Rio Grande do Sul, falleceu intestado o Orien-
tal I). \ entura (Jarcia, deixamlo alguns bens que
foram inventariados, arrecadados e administra-
dos, sem intervengan do vice-consul da Repblica
naqueile municipio.
A legacao oriental nesla corle reclamou contra
esse fado, solicitando a entrega do producto li-
quido do espolio.
Satisfazlo lo o governo imperial a essa solicila-
< 10, recommeiidou ao presidente da provincia de
Pedro do Irlo-Grande do Sul que expedisse >r-
;>ro lucio se i-
. deridamenle
itorisida pelo consol geral da Repblica no Rio
de Janeiro para receb-lo.
I'avores em mattria de heranras pelo governo
imperial.
Falleceu de um desasir occorrido, em feve-
rn ro do anno pioximo passado, na estrada de fer-
ro de 1K Pedro II, um carpinteiro inglez chama-
do Isaac II. Howard.
O juiz de orphaos. logo que leve noticia de que
csse individuo nao deixra testamento nem her-
doiros presentes, ordenou a arrecadacao dos bens
o nomeou um curador, dando disso parte ao cn-
sul brilanuco para assistir a arrecadacao e ap-
provar aquella nonieaeao.
Como Howard nao deixasse bens de raiz. cons-
tarlo o sen espolio apenas de um vale deoOCg,
de l:400j> em dinheiro; e de objectos para seu
use de pouco valor, solicitou o cnsul inglez,
por nao baver herdeiros no paiz, quo os releri-
dos bem Ihe fossem confalos pira serem remet-
n tos ao thesouro em Inglaterra, e all entregues
a quem pertencessom.
SemJTj essa preleneio contraria ao que dis-
poem as leis do imperio, o juiz de orphaos a in-
Oeferio.
A legacao de S. M. Britannca diri^io-so enlao
ao governo imperial, e, appellando para os sen-
tinientos de humanidade do mosmo governo im-
perial, e, pedio que neste caso se lizesse urna
exeepcao 4 regra geral, expedin1o-se as neces-
. sarias ordeii3 para que aquelle espolio fosse en-
tregue ao cnsul inglez.
O governo imperial, reconhecendo a reguln-
dolo do procedimento do juiz de orphaos, visto
como os subditos inglezes nao teem direito s
isenges do regulamenio de 8 de novembro de
1851, por nao havero governo brilannico accei-
tado a recprociddde que Ihe fra por elle offere-
cida, recommendou nao obstante ao roferido juiz
que, respeilo desse espolio, procedesso como
urescreve o art. 3" do citado regulamento, mau-
llando entregar os respectivos valores e bens
guarda e adranislracSo do cnsul inglez, qu i por
sua parte leria de observar as clausulas do citado
artigo, e as do 4." do mesmo regulamenlo.
Exislindo era diveisas provincias do imperio
nspolios de outros subditos eslrangeiros, all fal-
ladlos ha muitos annos, que haviam sido arre-
cadados pelas autoridades brasileiras por nao vi-
gorarcm respeito d'elles as disposicoes do de-
creto de 8 de novembro de 1851, o governo im-
perial, attendendo solicitago das respectivas
legaces e consulados nesla corto, mandou en-
tregar-Ibes o producto liquido daquelles espolios.
depois de deduzdos os direilos devidos a fuzeuda
nacional.
Soccorros prestados navios "naufragados, seus
meslres e tripolaces.
O paticho brasileiro S'igilante, tendo sabido
tarjo porto do Rio de Janeiro em 25 de julho do
anno prximo passado, perdeu-sc no du 29 do
mesmo mez na iiha de Paloma.
A legacao do Brasil em Montevideo, logo que
leve couhecimeulo desse naufragio, deu aviso ao
para isto ordens superiores, por ser
pralicarl889 criminoso na "illa da Barreiroi e em mo-
tudo quanto julgnera ronvenianlc para a salva- "".scabo desla ordem, visitavam todos os das, c
cao do navio, seus perlences e cirregamenlo, a'"m disto estando afiangado aquelle Jos de Mol-
devendo porm em lodo o caso ser respeilada a' Por ran's dois crmes, passeava todos os dias
iutervongo das autoridades lerritoriaes para era Pona de Pedras armado ? E que sendo de-
soccorrer os nufragos, mantera ordem, gaian-1 miltido de subdelegado por sua reconhecida na-
lir os interesses do proprieta rio do casco e car- bilidade de novo se propde a sel-o e vedando
a para islo lo los os esforcos para demissao do
tual subdelegado, quenl boje tem
cumprido com os seus deveres ?
Islo quer saber a
Alma de Luiz forja semana.
Araizade consagrada.
Huito feliz foi a acquisicSo, que se fez do Sr.
Juyiniano da Costa Monteiro para oceupar a ca-
deira de inslrurcao primaria da comarca do Rio
Formoso, porque este senhor nao smenle possue
alguns conhecimcnios, bem como escellentes
qoalidades.
Porlanio, rioformosenses, eu vos felicito poi
ler sido designado para mostr de vossos lilhns
um mancebo tal qual vos lonho mostrado, e tam-
bera vos peco que vos digneis- recebe-lo favora-
velmenle em vnsso solo
Quando ? sociedade se debata com o niaior
cynismo impellido por fins e interesses vergo-
nhosos, quando os nossos concidados se entre-
do de guardas, arrecadar c coniuzir para aquel-,
la estaca as mercaduras eslrangeiras salvadas,
procedendo-se em ludo o mais na forma dos
arligos 277 c seguinles do mesmo regula-
mento.
O art. 733 do cdigo do commercio do Brasil
manda vender era hasta publica os salvados i gayara em corpo e alma s lulas elleiloraes, q
suscepliveis de deterioragao, c por o seu pro-1 "oje apenas significara o interesse de algum
penas um cumpri
ment de lei, por serem raros os processos, fiara
que sao deslinadgs : estes ltimos livros nao es-
lio sojeiios ao pagamento de sellos ; assim se de-
clarou ao director geral das rendas na corte om
27 de margo de 1832.
XII
O escrivf o da correco tire copias desle pro-
vimenlo e do outro, fique elle so refere para se-
rem remedidos secretaria de estado dos nego-
cios da justica, o ao juiz municipal, delegados,
subdelegados e juiz de paz, que os deveio fazer
transcrever em um livro que crearam para esse
fim.
Esl fixada a audiencia geral de encorramento
da correir-ao.
Villa u Pao dos Ferros 22 de julho de 1860.
O juiz de direito, Delphino Augusto Caaalcanli
de Albuquerq ue.
ERRATA.
to COmmunicsdo do Sr. Dr. Sabino publicado
hoiilem derarn-so os seguinles erros :
Na 6a linha, em lugar de qnalquer
ga-se a qualquer orana 12- liuli.i,
de agitador
namico.
horadi-
rni loirnr
dynmamicodiga-se agitador d\-
duelo ern deposito por conta de quem pertencer: trila da barriga t
sendo oenduzidos respectiva alfandega os que1 '
estiverem em bom estado, para se praticar a
respeilo delles de coutormidade com as lea vi-
gentes.
Essas disposicoes conteem as instruccO^s por
que so devem reger as autoridades, Das atlri-
buigoes que lhes sao conferidas pelo regula-
menlo do 8 de novembro de 1851; nao inbibindo
que os cnsules provejam, de accordo com el-
las, em ludo quanto convenlia a bem da salva-
cao do navio naufragado e do seu carrega-
raento.
Posto que oart 73 do mesmo coligo prrmit-
li que, arrecadados e-inventariados os salvados,
possa o capilo, sol) as cautelas fiscaes, lomar
conla de taes objectos, tem eslo de leva-Ios ao
porto de seu destino, ou a outro qualquer'do
Brasil, onde baja alfandega em que possao ser
feilos os competentes despachos. Nio Ibes per-
lence dispor dos salvados revelia das autori-
dades liscaes; e portanto nao pidem ter os
cnsules direilos mais extenso.
[Conlinuar-se-ha.]
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
De um portador vindo do Ex com 10 dias
do viagem,^ aqu ebegado no dia 8 do correte,
li vemos noticias d'alli; as qnaes do aquella lo-
calidade em paz e tranquilhdade.
A3 eleicoes municipaes tinham sido feilas com
socego.
Nada constara por alli no sentido do boalo que
corren nesla cidade acerca do Dr. Henrique Pe-
reira de Lucena ; o que revela a inexistencia do
facto nello implieilo, porquauto, a ter-se dado
qnalquer cousa, seria ella j sabida senao conhe-
cda em lodos os seus pormenores naquella
ragem.
Alm disto, esla conjectura que formamos,
aulorisada ainda pela ausencia de noticias pelo
Oyapock. Se qualquer aggresso ou accommet-
timenlo tivesse sollrido o referido doulor, de que
Ihe resullasse-a morle ou outro qualquer ainistro,
a respectiva noticia no espago de um me< j teria
chegado capital do Cear" e dahi at: nos por
intermedio desse vapor.
Temos ouvido fallar, quo na lliesouraria da
alfandega recusa-se recebor as scdulas 1$, 5JJ o
20)3. papel branco, que ora estao se rccolhendo.
Nao sabemos que ponto-de credulidade se de-
va ligar esse boato ; mas vacilamos na admis-
sao de semelhante pralica naquella estagao pu-
blica, por que se os possuidores dessas sedulas
pa-
o desenrulvimento de
una idea ; um mancho de merecimento, um
verdadeiro talento trocara um mundo risonho de
esperancas por urna carreira modesta para nao
morrer de fome. Desculpe nosso amigo esle pe-
queo desabafo.
M. S. V. L.e A.
Praca do Recife 10 de ou-
s tubro ele 18G0. #
\s tves \ioras Aa lwi\c.
Cutii^es omeiaes.
Cambio sobre Londres25 3| d. 90 div. a prazo
1'" jo sobre dilo2(i 1[2 90 d|v.
Pa- | Cambio sobre Pars36, 3G3 e 370 rs. 90 div
-- Pela capitana do porto se faz publico que
toda a rnadeira que for encontrada as praias ,
o caes desla cidade depois de 5 das contados
desta dati, ser apprebendida, e multado o dono
quando a reclamar.
Capitana do porto de Pernambuco, 9 de oulu-
bro de 1860. O secretario,
Joaquim P. B. de Mello Reg.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli. commendador'
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do cuminercio desta'ci- :
dado do Recife capital da provincia de Per-
nambueo e sen termo, por S. M. I. eC, oue
lleus guarde, etc.
Fago saber aos que o prsenlo edilal virem e '
que arha-se aberla a [silencia de Justino Anl'j-
nio Pinto, pela sen tenga do theor seguinte .
Expondo Junino Antonio Pinto, coramerciante
estabelecido com armaiem de louga na ra da
Cruz n. 68, haver COSsadO os seus "pagamentos I
declaro o mesmo Pmio em estado de quebra e
tixo o tmno legal da existencia desla a contar
do Oa H de agosto prximo passado.
Noraeio curadores fiscaes aos credores Sou-I
tbal Hellnrs & C.^c depositarios interinos aos
(redores Saundors Brothers & C. E .restado pe-
los pnmeiros o juramento do estylu e pelos se-
gundos ossignado temo de deposito, o escrivao
remetiera copia desta senlenga ao juiz de paz'
compelenle para a apposicao de sellos, que or-
deno se ponham em lodos os bens, livros o pa-
pis do fallido. '
E sendo a presente publicada nos termos dos
arts. 812 do cdigo commercial, e 129 do regu-
lamento n. 738, se daro as ulteriores providen-
cias que ajrefendo cdigo e regulamenlo deter-
minara.
RecUe, 5 de outubro de 1SG0.-Anselmo Fran-
cisco Peretli.
E mais se nao continha era dita sentenca aqoi
transcripto, e parcumprimenlo da rnesm.i, con-
voco a todos os credores do referido fallido para
comparecerem na sala dos auditorios no dia y
do correle mez, s 10 horas da manl.a, afira de
se proceder a nomeacao de de depositario ou de-
positarios, que ho de-rereber e administrar pro-
vsoriamanle a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimenlo de lodos
mandei passar editaos, que serio publicados na
forma do eslylo.
Recife 9 de" outubro de 1860.
I.u.M:irioei Mana Rodrigues do Kascimc-nlo,
escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
Pela capitana do porto s faz publico, que
ica marcado o prazo de 30 dias, para dentro del-
le serem removidas as cavernas e qjilhas dos na-
vios desmanchados na Cora dos Passarinhos, li-
cando os respectivos proprietsrios obrigados
multa de loo e despozas que li/.er a mesma ua-
Para o 9." batalliao.
Manoel Antonio Camargo :
378 boloes grande de metal prateado com
9 dourado a 130 rs.
162 ditos pequeos do mesmo metal com o r.
9 dourado.
Tara o 10. batalhao.
Manoel Antonio Camargo :
1834 bolaes grandes de nielal bronzealo com
on.10 dourado a 130 rs.
918 dilos pequeos do metal bronzeado com o
n. 10 dourado a 130 rs.
378 ditos grandes de meta! pralcado com o n.
10 dourado a 130 n.
162 ditos pequeos do metal prateado com o
n. 10 dourado a 130 rs.
Para o 4. batalhao de arlilhara.
Jos Baplista Draga :
2038 botos grandes de melal araarello dourado
com o n. 4 a 120 rs.
389 ditos pequeos de metal amarello dourado
com o n. 4 a 120 rs.
Para acompanlia de artfices.
Jos Baplista Braga :
252 boloes grandos de metal amarello dourado
com on. 3 a 120 rs.
Para a companhia de cavallara.
980 botos de metal amarello dourado cora a
le Ira R a 120 rs.
560 dilos pequeos de metal amarello dourado
com a letra It a 120 rs.
Para di'erenles corpas.
Ramos A.- Lima :
158 botos grandes lisos de melal amare!!
dourado para cipotes a 130 rs.
5 covados de oleado prelo. corado a la280.
Para os msicos de varios corpos.
Ramos & Lima :
105 varas de g.alao de prala de 4 pollegadas de?
largura, a oitav a OJO rs.
106 1(2 varas de galio de prala do mca polle-
gada, a oilava a 950 rs.
Para o 4. batalhao de artilharia.
Francisco de Paula Remandes Moreira Jnior.
360 grvalas de solo de lustre a 830 rs.
Para o 9." batalhao de infanlaria. .
trancisco de Paula Pernandes Moreira Jnior:
ICO grvalas de sola de lustre a 830 rs.
Para o 10" batalhao de infamara
Francisco de Paula Pernandes Moreira Jnior:
258 grvalas de sola de lustre a 830 rs.
Para a companhia de artfices.
Francisco do Paula Fernandos Moreira Jnior :
84 grvalas de sola de lustre a 830 rs.
Para a companhia de cavallara.
Francisco de Paula Fernandos Moreira Jun,ior:
ii) grvalas desoa de lustre a 830 rs.
Para diferentes corpos.
Joao Baplista Vieira llibeiro :
265 covados de panno azul a 2$00.
Jos Francisco L-ivra :
.3300 varas de brim liso lino de n. 6, marca LL
a vara a 390 r3.
391 varas do aniagem a vara a 300 rs.
Santos Cucliio :
5 covados de panno prelo a 2J200.
8 }i covados de casemira verde a 2-J20).
3055 varas de algodozinbo largo mana I a
vara a 260 rs.
3316 covados de hollanda parda, o covado a
140 rs.
334 covados de baela suparior pan capotes, o
covado a 580 rs.
67a mantas grandes de la a 2?.
Para os msicos dos difieren les corpos.
Santos Coelho :
'11~ covados de panno mesclado filio multo lar-
go o covado a 6j00.
Para o hospital militar.
Joao Ignacio Ribeiro Roma :
Nos medicamentos que foram pedidos por 585J1.
Para o presidio de Fernando de Noronha.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
Madeiras de sicupira lavrada para manufactu-
rar-so.
2 prensas de fabricar farinha, por 330$.
Jos Augusto de Arauio :
501) caadas de azeile decarrapato, medida no-
va, a 8939 1.
Para aspracas do quarlo batalhao de arlilhara
que foram perdoadas das deserres.
Jos Francisco I.avra :
50 varas de brim fino de n. 6, vara a 390.
Sanios Cuerno
50 varas de algodozinbo largo, marca T, a va-
ra a 260.
Ramos & Lima .
20 bonets a 25951.
O conselho conceden aos fornecedoros Joo de
Souza Uarinho o prezo de 9d das para entregar
os bonets e mais objectos que se responsabiiisou
apromptar ; a Jos Baplista Braga o prazo de 2 l
dias para entregar os boloes que veudeu ; a Ri-
mos cv Lima 30 dias para poder tambem mauu-
l'in voto de aniizaile.
Ha muito que desojamos dar um voto de no.-sa
amizade ao nosso primo o amigo o virtuoso sa-
cerdote Guilhermiuo dos Santos MonizTararea.
Ili-endo conclu lo recntenteme os seus esludos
no seminario do Maranbo, haveo lo oempado a
tribuna antes do lempo, visto que as suas ordens
nao Ihe permilliam, e houvesse de lal modo que
lados previram que aquella voz dislincla e clo-
quele havia alum dia produzir. no Brasil a
mesma c.ommoeao que produzira em Paris a voz
do dominicano Henrique de Lacordaire, que na
opiniao de I'., de Uirecourl um santo apostlo. O
sicerdocio, o ministerio mais grave e difiicil, a
senda coberla de cardos e o caminhanle con-
serva os ps descalcos e nao trepida um s pas-
so : o paire Guilhermino o exemplo e o mode-
lo das virtudes sacerdoiaes, e quema Deus. que
os seus concidados Ihe fagam justica que rnuilo
contentes (carao, 'parahybano 11. X. V. L. A. e
seu irmo
SI. S. Y. L. de A.
Pi'oiimciito geral em correico.
Infelizmente vi nesta correico as n.esmas fal-
tas o irregularidades, que note'i na que, em ou-
tubro do anno passado, fiz no termo do ApuJy,
com a difTerenea porm de qua aqui ho sido os
iuizes mais frequentes em dar audiencias, e essas
faltas e irregularidades sj maisdcsculpave3.por
ser esta a piimeira corrego que ha neste ler-
mo, e que espero ha de aproveitar ; mando per-
ianto seja observado o meu provimento geral
publicado naquella corroigao, e tambera o se-
guinle :
I
Nao devem os juizes admillir nos inventarios
procuracos, que nao deem aos proc iradores au-
tonsacao para receberem a piimeira citaco, que
pessoal, e s pode ser feHa na pessoa do
curador, havendo para isso poder especial,
po t. 3, til. 2 Moraes Carv., Prax. For. n.
1%.
O pai legitimo administrador- e tisofruclario
dos bens dos seus filhosord do 1.1, tit. 88,
6 e 1. 4, til. 97, 19 ; os desfructa e administra
po* aulondade propria em juizo e fra delle sem
Accos da caixa filial do Banco do Biasil 70;
de premio por aegio.
Descont de letras10 0)0 ao anno.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfande;
Rendimento do dia 1 a 9 .
dem do dia 10. .
;a.
120:890 91C
23:3459934
144:2368850
lovimento ta nlfaiidc^a.
Volumes entrado

cora fazendas..
com gneros..
Volumes sabidos com fazenlas..
com gneros..
11)0
235
------ 335
176
306
------ :82
pitania com essa reroocia.se nao se aproveta- rciurar'rgnni obiectos que tem do ,er
cL2la'd .qH*i' I-'3 ""i mnVS- l*?'1 P"20 d0 30 Jias fo concedido a Jos Ru-
bro JiM i nP ^rnambuco, a de rala, drigues da Suva Rocha para entregar as madei-
Reg secretario, J. P. Brrelo de Mello ras quejendeu ; e os mais objectos compra I is
O Dr. Joaquim Jos de Olveira Andrade, juiz de
orphaos e municipal, neia cidade de Mazarelh,
provincia de Pernambuco, por S. M. I. e C.
o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber que por este juizo de ornhaos, pe-
ranle mira, dando principio a proceder o inven-
tario nos bens que ficaram por tallecimenlo d--
Antonio Jos Soares de Mello, casado que foi a
primeira vez com D. Amia de Araujo tambem
fallecida, ea segunda com I). Mara dos Prazcres
de Moraes, fora nelle descripto ausente o herdei-
ro Jos Soares de Mello, solteiro, e achando-se
este em lugar nao sabido, e ha mais de 15 annos
e i vista desla declaradlo e cnnQjso dos dpmais
herdeiros daquelle casal, ordene se passasse a
prsenle, pela qual cito, chamo
Descarregam boje 11 de outubro
Barca francea Havrefazendas.
Barca inglezaJohn Martinferro.
Barca inglezaMi raarethbacal ho.
Barca amaricadaMariannafirinha de trigo.
Barca porlugiiezaSympathiao resto.
Consulado geralt
Rendiraento dodia la9. 6 342;3I5
dem do dia 10....... 9853979
7:328294
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 8 .
dem do da 10.......
276*679
68|610
3 )$289
no dia 12 docorrpnte mez na secretaria do mes-
mo conselho.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 8 da
outubro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Novo Banco ele
Pernaibuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
prese me, pela qual cito, chamo e requeiro o com- .,_, u_______1 n u
pareciraento do sobredilo berdeiro, para louva- uovo banco t Pernambuco para virem
cao, pariilhas e ralilicaciio de todo o processado '"''ceber o quinto dividendo de '.).i por
Alta Pirml Cfil nntil rln Manlia -*.% S...I- _..___ 1 1 1 i\ I
aceao, do da 10 de setembro em diante.
Directora geral daiuslrucco
ate final, sob pena de revelia e de ludo se pro-
ceder, nao comparecendo por si ou por seu pro-
curador noaprazo do 3D dias publicado desla,
a qual ser allxada no lugar do eos tumo ; c lin-
dos os quaes ludo procederci revelia e na for-
ma da lei.
E para arjnslar se mandn passar a prsenle,
que vai por mira assignada com o sello do juizo*
que ante raim serve ou valha sem sollo ex-causa.
Dada o passada nesta cidade de Nazarelh. pro- ,.tb,i diertor
vincia de Pernambuco. os 18 dias do "mez de
sslembro do anno do nascimento de .Nosso Senhor
Jess Christo de 1860.
Eu Ignacio Vieira de Mello, escrivao vitalicio
de orphaos, escrevi.
Joaquim Josa de Oliieira Andrade.
.publica.
pro-
ord.
1 do
Esta consideracao lano mais importante justica que se embaracar com a adrr
quanlo nao havendo anda terminado o praso; desses bens, urna vez'que fique salva a oroprt-
mareado para a subst.lnico, nao pode ser recu- I dade. que o juiz pode c" deve acautelar sempre
sado o rccebiraeuio dolas; o que importarla | que entender cuaja enieoto : e mesmo a tutela
urna opposicuo ao curso legal, que seria mais no- i sse exerce sobre os orphaos de pai- Borg Car'n
tivel anda parlindo de urna repartirlo publica, i dir. civ., lom. 2. 8 188 ns. 28 c 36 (Belli da
A indagacio do semclhanlo arguico cumpre Roch., not. ao g 358.
que seja posta em pralica, para que se pruveja ( ni
sobre ella como de direilo fr. A tutela legtima a dos prenles, Y como
A raoralidade publica nao deve ser negli- 1 nao se defini t onde chega o parentesco entre
genciaa ao poni de deixar-se sua vonlade o tutor e o orpho, para se considerar sua tutela
essas desvatradas, cujas idas sao uin escarneu legtma, afira de se regular o lempo das contas,
4-m ^r i,h a.. ti >orquc urJ" d0 5 diz : que serlo chama-
A autondide corpelenle. portanto, importP pos S tuttla todos os paremos e isto muito
Despachos de exportaeo pelame-
sa do consulado desta cidade n
dia H> de outubro de 1S<0
LiverpoolBarca ingleza Palmalha, S. Bro-
thers & C, 1,092 saceos assocar mascavado.
LiverpoolBarca ingleza Bonita, 4. Cr.btree &
C. 40 saca3 algodao ; Roslron Rooker Si C,
42 saccas nlgndo ; Suulhall Melln & C 82
saccas algodao.
Bccebedoria de rendas internas
goraes de Pernaiiibnco.
Hendimenlo do dia 1 a 9 12:30iJ>988
dem do dia 10....... 768^561
13.0739549
Consulado provincial-
Rendimento dodia 1 a 9 8:589j>168
dem do da 10....... 808*524
9 397692
Moyimento do porto
Navios entrados no dia 10.
Liverpool43 das, brigue" inglez Cyn'.hia. da
196 toneladas, -capilo I. P Fox, equipasen)
11. carga fazendas ; a Mili Lolham & C. .
Manilba 70 das, barca americina Home, de 331
toneladas, capito Bassel, equipagem 15. car-
ga assucar e chifro ; ao capilo. Veio refres-
car e segnio para Itew-York.
Acaracu'18 dias, patacho brasijeiro Emulaco,
de 135 loueladas, cnpilao Antonio Gomes Pe-
reira, equipagem 12, carga sola, couros e mais
gneros ; a Manoel Goncalves da Silva.
Ass9 dj6,. hule brasileiro Dous Irmos, de
Declarares.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao arl.
22 do regulamenlo de 14 de dezembro. de 1852,
faz publico, que foram aceitas as propostas dos
senhores nbaixo declarados.
primeira
Para, o i. batalhao de arlilhara
linha.
Joao an Souza Marnho :
2 bonets para os sargentos quarlel-mestre e
ajinante a 4$.
17 ditos para os msicos a 7ft500.
351 ditos para soldados a 29950.
330 pares de platinas o par a lj.
llamos v Lima :
17 pares de platinas para msicos o par a 1$.
Para o 9." batalhao de ini-nlara.
Joao de Souza Marnho :
2 boneis para os sargentos quartel-mestrc e
ajudante a 4j.
27 ditos para os msicos a 79500.
107 ditos para os soldados a 2g950.
Para o 10." batalhao de infantaria.
Hamos & I.emos :
27 bonets para os msicos a 7-500.
27 pares de charlaleiras o par a 13;}.
Joio de Souza Maiinbo :
281 bonets para os soldados a 2950.
Para a companhia de artfices.
Joo de Souza Marnho :
84 bonets para os soldados a 2;950
84 i>ares de platinas o par a1J.
Para a companhia de cavallara.
Joao de Souza Marnho :
70 bonets para soldadados a 2;950.
Ramos & Lima :
3 bandas de l.ia a 3$500.
Augusto Paulo Colambier:
70 pares de lum de algodao o p3r a 480 rs.
Para o- 4. batalhao de arlilhara.
Manoel Amonio Camargo.
Paco saber a quem interessar possa, que o
Illm. Sr. director geral interino, ouvido o con-
selho director ha por absolvidos da mulla que
lhes havia sido imposta, era atleneao aos justos
motivos que allegaran), os profeasores e profes-
suras particulares abaixo mencionados ; fieando
em vigor a rilada mulla a respeito de Iodos os
mais, comidos na portarla de 28 de agosto ulti-
mo, cuja relaco nesta data foi enviada a fhe-
souraria da fazenda provincial.
Secretaria da inslrurcao publica de Pernambu-
co 5 de outubro de 1860.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
Nomos a .que se refere o edilal supra.
Padre Joaquim Jos de Parias.
Joaquim Francisco Balmacedo.
. Joaquim Jos Florencio do Moura.
i Victorino-Antonio Martina.
I). Candida lValbina da Paito Rocha.
I). Amalia Vicencia do Espirito Sanio.
I). Mana Serapliina Vieira.
I). Maria Eugenia Ferreira.
D. Berlina Carolina Cesar Galvio.
I). Anua Maria da Couceieao.
D. Josepha Maria do Espirito Santo.
I). Maria de Nazarelh Augusta.
D. Joaquina Lnurenca da Conceicao Luna.
1). Luiza Aunes de Andrade Leal.
I I). Elena dos Santos Pinheiro.
D. Maria Joaquina do Paraizo.
I). Thereza Guilhermina doC^rvalho.
D. Francisca de Assis omingues Carneiro.
Conselho do compraSaaiavaes.
Sendo posio novamenle em concurrencia no
dia 11 do andante mez, sobas condigoes j pu-
blicadas, e do eslylo, o fornecimenlo al o fim de
dezembro prximo, de carne verde aos navios da
armada e eslabelecimenlos de marinha, conforme
isso ordena o Exm. Sr. presidento di piovincia :
convida o conselho aos pretndanles apreen-
larern-se 11 esse dia, pelas 11 hons da manhaa.
com as suas proposlas era cartas fechadas.
iecrslaria do consjlho do compras navaes, em
8 de outubro de 1860.0 secretario, Alexandte
Rodrigues dosAnjos.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
ILEGfVELl
MUTILADO


DIARIO DE PERNABMUCO. QUINTA FEIRA 11 DE t)UTUBRO DE 1860.
para serenare-
is desde j as notas
10,000 e 2o,ooo da
missao do banco.
Correio geral.
Relaco dascartrs seguras vindas do norte pelo
vapor Oyapork, e das exislentes nesla aiail-
nistrajo, para os senhores abaixo declwados :
Francisco Ferreira Boiges.
Goncalo Jos AJTonso.
Dr. Joaquim Jos de Com pos.
Dr. Jos Marciano do Campos.
1). Mara Jczuroa Doorado Cavalcauti.
Dr. Manoel Lourenco da Silveira.
Raymundo de Moraes Bogo,
'f eneole Vicente Severiuo Duarle.
Patrimonio dos orphos.
O conselho adminislralivo do patrimonio dos
orphiios lem de levar em hasta publica na sala de
suossessocs, no da 5 do frrente, a renda da
casa e um andar n. 15 da ra da Cadeia do Re-
cite, por lempo deum a tres snnos, assim como
o sitio n. 1 da estrada do Parnameirim, segundo
o que dispoe osaits. 28 e 29 dos estatutos sem
vigor. Os licitantes hojaio de comparecer com
seus fiadores na sala da3 sessoes do ni es ni o con-
selho ;is 10 hora da manha do mencionado
dia 12. .
Secretaria do conselho administrativo do pa-
trtmouio dos orphos 10 de ouiubro de 1860.
Dr. Vicente l'ereira do Reg,
Secretario.
COMPANHIA
DAS
Messageries imperiales.
At o*d 14 do correte espera-se da Europa
o vapor francez Bear*, commandanle Anbry de
la Noe, o qual depois da demora do costme se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Rubia,
pra passsageiros etc., atiatar na agencia ra do
Trapiche u. 9. a
DE
lima lofa
J io explicados : a tratar na ra Nova n.
58, leja.
W O Dr. Manoel Morcira Guerra, mudou o @
sen escriptorio do advocada para a ra es- @
(fe treita do Rosario n. 22, pnmeiro andar,
g onde podo-ser encontrado das 10 horas da
@ nianhaa s 3 da tarde. Q)
DE
SALrV DO PALACETE DA RA
DA PUMA.
hoje 11 de outubro de 1860.
CONCERT VOCAL E INSTRUMENTAL.
EM BENEFICIO 10 PROFESSOR G10VANNI FISSI,
Sob a dislincta prolecro do corpo acadmico.
Primeira parlo.
Concert para trompa, executado pelo lee-
Aria Variada para cirmelo, pelo Sr. Theodoro
*Jos de Souza.
Cavatina Machabel exeoutada pela Sra. Mag-
dalena Brucion.
Segunda parte
Solo de rabera pelo professor Slouber.
Concert pira tromba, pelo beneficiado
Fantazii para piano, pelo maestro Santint.
Terceira parte.
Cavatina del Itoggero, pela Sra. Magdalena
Brucioni. ,
Solo de rabeca pelo professor Sleuber.
Concert para trompa, pelo beneficiado.
Os int'Tval'os sero prehcnchiios com a exc-
cu-aodc- lindos pedacos pela banda marcial.
beneficiado agra'dece a seus irmaos d'artc, ,
a Sra. I. Brucioni aos Srs. Santini e Souzae
Stcuber obsequio de se lerem prestado com
prazer para o seu concert.
Anticipa os seus sinceros c rordeaes agraaeci-
metitos, o beneficiado ao publico l'ernambuea-
no, que sempre se musir generoso e protector
quando um artista o procura.
Avisos martimos.
Risco martimo.
Precisa-se a risco martimo sobre o
casco, veame, mnstreaco, appa.rellio
da galera americ-m Golden Ilorn, lo-
tacao 1193 toneladas, capitao J. O.Cox,
cerca de 50:000,S' para occorrer as des-
pezas que necessita fazer neste porto
afim de continuar a sua viagem com
destino a Falmouth : os pretendentes
queiram dirigir as suas propostas por
escripto em carta /echada ao consulado
dos Estados-Unidos d'America, ra do
Trapiche Novo n, 8, ate 13 do corrente
no meio dia.
Maranbao e para.
Segu no dia 14 do crrante o hiale Novaos,
recebe algorra carga miuda ; trala-se com Mar-
ques Rarros & Companhia, no largo do Corpo San-
to n. 6, segundo andar.
Rio-Grande do Norte.
Segu em poucos dias, por j estar com pouco
mais de meia carga, a barcaca Gralidao anco-
rada no p'irlo da escadinha, da qual meslre
Francisco Fraso de Barros.
FAZENDAS.
Elias Pereira Connives da Cunha,
fava' leilo de sua loja de azendas na
ra Direita n. 68, a pr.izo com boas
firmasou a dinheiro, por intervencao
do agente Hyppolito : quarta-feira ti
do corrente as 11 horas em ponto, na
referida loja.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglczcs a'vapor.
No dia 14 dcsle moz espera-se do sul o vapor
Oneida, commandanle Bavis, o qual depois da
demora do coslume seguir para Soulhampton,
tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa : para
passagens ele., trala-se com os agentes Adam-
son, Howie& C, ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os embrulhns s se recebem at duas
horas antes de so ferfiarem as malas ou urna ho-
ra antos pagando um pataco alm do respectivo I
frete.
DE
60 duzias de taboa
de pinito.
No caes do Ramos arniazcm n. 2 .w
Veoce-se urna crioulinba de ida-
do 14 annos, prendada, s.em vicios ntm
achaques., por preco commodo, nesta
typographia se dir'.
Vende-se cortes de casemira do mais
apurado gosto e muito finas para cal-
cas, chegadas pelo ultimo vapor fran-
cez : na ra da Imperatriz n. (JO, loja
de Gama & Silva.
Ao senhor
.Antonio Joaquim Fernandes de Oveira*, estudan-
tc do terceiro anno da Faculdado de Direilo desU
cidade, pede-se que venha satisfazer o que nao
ignora ; oestes termos pela segunda vez: na ra
do Crespo n. 21.
Claudio Duboux, proprietario das linhasdos
mnibus, faz sciento aos Srs. assignantes e mais
passageiros, quo nao mais admissivel conduzir-
se em nenhum dos respectivos mnibus, volunte
de qualidade alguma, a excepeo de alguma bol-
ea de ronduzir rnnpa para viagem, que nao ex-
ceda do 8 ou 10 libras ; nao devendo qualquer
Sr. passageiro escandalisar-se so der motivo a fa-
zer com que se Ihe faca observir o conloudo do
presente annunrio. Oulro sim scientifica que
presentemente nao tem mais mnibus para o
Ihealro, visto ter-se acabado as respectivas as-
signaluras.
Domingos da Silva Campos esl proceden-
do inventario pelo Illm. Sr. Dr. juiz do orphos,
e roga a seus devedores que venhara saldar seus
dbitos.
Alugam-se duas casas para passar afesta,
na povoaco de Santo Amaro do Jahoato : quero
pretender, drrija-se a roa das Calcadas n. 12
Benlo de Simiio Ciro, africano livre, retira-
se para a Babia.
Vende-se um magnifico carro Vic- Julio Pilguaras, africano liberto, relira-se
tona, chegado ltimamente pela galera Para Babia.
ijUjil ainda s
franceza Berthe, o
acha na alfandega : para'tratar na ra
do Trapiche n, 9
mm
Prezidio de Fernando.
Sahe com a raafor brppidade fa barca brasileira
Atrevida; quem nella pretender carregar ou ir
de passagem, dirija-se ao capitao Claudino Jos
Raposo, na iraca do commercio.
Aracaty.
O hiate Gralidao, vai sabir por esles dias, pa-
ra o reslo da carga e passigeires, trala-se com
l'ereira & Valeute no Porte do Mallos ra do
Cordoni n.5.
Albert Aschol, relojoeiro alle-
mao, avisa ao respeitavel publico e es-
pecialmente aos seus amigos e fregue-
zes que mudou o seu estabelecimento
I para a ra da Imperatnz n. 12, aonde
> o acharao sempre prompto p*ara fazer
Aviso
Avisa-se ao Sr. Manoel Antonio Pinto da Silva
que venha resgatar uns penhures que deixou
por certa quantia al o dia 15 do correte, do
contrario seo vendidos para pagamento do
principal e juros.
Anlunes far leilo no dia o lugar cima de-
signado de 60 duzijs de taboas de pinho de mui-
lo boa qualidade sem reserva depreco. As 11
horas em poulo. .
DE
Urna taberna.
PELO AGENTE
qualquer concert com esmero, promp-
tidao como e o seu costme e
eos os mais razoaveis.
por pre-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOIETES 4 VAPOR-
Espera-se do norte al o dia 11 do corrente,
o vapor Paran, comniaudante o primeiro l-
ente Pontes Ribeiro, o qual depois da demora
do costume seguir para os portos do Sol.
B.ecebem-se desde ja passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qn31
dever ser embarcada no dia de sua ebegada :
agencia ra da Cruzn. 1, escriptorio de Azcvedo
ik Mondes.
Para a Babia.
O referido agente far leilao por conta e risco
de quem perlencer, 3ihbado 13 do corrente as 10
horas da manha na dita taberna da ra do Cor-
dn!/, n. 12
DA
Armaeo, gneros e mais pertences da raesma.
LA
Kalkmann Irmaos & C. liabilita-
dos pelos credores conhecidos do falle-
cido Francisco Xavier Brito dq Oveira,
convidam a todos os credores do mesrno
para apresentarem as suas contas, afim
de dividir-se o que se apurou dentro
do prazo de 5 dias, sob pena de nao
puderem fazer reclamacoes alguma de-
pois de feito o dividendo.
Fugio
no dia 9 do corrente a preta Maria, Pau-
la, natural do Para', com od a VO an-
nos, vinda do Maranho ha 2 annos,
alta, cor fula, magra, tem um pedaro
de orelha de menos, levou vestido de
algodaoazul e par no preto de tracar :
quera a pegar leve-a a ra da Impera-
triz n. 45, que sera' recompensado.
Vai praca pela ultima vez o moleque
Amaro, pertenecnte aos bens da finada D. Hara
Rosa da Assurnpco, no dia 12 do correnle, de-
pois da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz do or-
phos.
DE
0 veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muita brevidade,
lem parle do seu carrogamenlo promplo
reslo que lhe falla. Unta-se com os
nalarios Azevedo C\ Mondes, no
ra da Cruz n. 1.
Queijos flaftiengos
Tisset Frtres {ario leilao por inter-
vencao do agente Hyppolito da Silva,
de 74 caixascom queijos flamengot des-
embarodos hoje da barca franceza,
Havre, na porta do arrnazem do Sr.. nua
Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra do Vigario : a tratar no mesmo.
n. 0
Lava-so e engomma-se com perfeico :
ra da Conceico da Boa-Vista n. 42.
na
ornpio : para o Annes, deronte da alandega as 11 ho- do Porto da Madeira, contiguo ao de Joo F
os seus consig- t j j ., i rnrrenle- pe da Cosa, lendo a casa bons commoJos
seu escriptorio,, ras em ponto oo ia 11 clc^ coi rente- famlia fl lralar na rua doQue{mado n 4|
Para o Rio de Janeiro.
Q veleiro palacho nacional Beberibe, de pri-
meira marcha, pretende seguir com muita brevi-
dade, para o reslo da carga que ihe falta trala-se
com os seus consignalarios Azevedo & Mendos,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Leudes.
Coiiiiinacao do leilo
da Hfcna. baronesa da Victoria que faz
o agente Hyppolito, visto nao ter sido
vendido todos os movis da mesma
Exma. Sra. tendo lugar a referida con
tinuacao sabbado 13 do corrente as 4
horas da tarde.
-Quem annunriou vender duas escravas par-
das, juntas, querendo vendo-las separadas diri-
ja-se ra da Imperatriz n. 3, segundo andar,
liin uc [!clisa oe oma.
Aluga-se para passar a fasta ou mesmo an-
mente, um 1)0m sitio em Beberibe no lugar
ilip-
para
Atlenco.
Joo Antonio Carpinleiro da Silva, lendo de II-
1 quidar i lirma social de Carpinleiro & Prado, ro-
lalivamenle padaria da ra Direita, roga a todos
os credores da mesma firma quetipresenlem suas
coritas na mesma padaria al o dia 15 do corren-
te, assim como roga tambem a lodos -devedo-
res da mesma que hajam de salisfazer seus dbitos
no mencionado dia.
DE
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sul o vapor Tocan-
tins, ar o dia 13 do correnle, commandanle o
primeiro-tcnente Pedro Hypolito Duarte, o qual
depois da demora do costume seguir para os
do norle
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a csrga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra daCiuz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendos.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Eu-
genia, pretende seguir com muita brevidade, tem
a seu bordo metade de seu carregamenlo para o
resto que Ihe falta irata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
Qmnta-feira 11 do corrente.
Aniones far leilao em seu arnnzem na ra
lo Imperador n. 73, de ricos movis para urna
casa de familia, louca de tolas as qualidade*,
candelabros, serpentinas e muilos outros artigos
que vista animar a sua compra ; vgnder na
mesraa occasio
um carrinho de 2 rodas
com cavallo
e
tres vaccas de leilc
com crias.
Principiar s 11 horas em poni.
LE
O agente Evaristo fara' leilo no seu
arrnazem n. 22 na ra do V'gatio, no
dia 11 lo correnle ao meio da em pon-
to, de i escravos para liquidacSo sendo
urna moleca de I 5 annos. urna dita de
12 annos, urna dita de 35 annos e um
preto de 25 annos, todos sadios e bo-
nitas pecas.
O mesrno agente fara' leilo
taberna no patea do Terco n.
diasexta-feira 12 ao meio dia.
PELO 4.&ENTE
Precisa-sc fallar com o Sr. Joo Fernandes
Chaves Jnior e .Manoel Uraziliano de Arruda C-
mara : na ra da Imperatriz n. 88.
Um rapaz de boa conducta se efferece para
caueiro de qualquer cstabelucimento, e tem al-
guma pralica de fazenJas, taberna e padaria, e
d fiador a sua conducta : quem de seu presu-
mo se quizar ulilisar, dirija-se a ra Direita n.
40, a lralar com o mesuro.
O Sr. Dr. Fulgencio Infante de Albuquer-
quo Mello qneira ler a bondade appareccr na loja
da ra do Queifflado n. 10.
Vaccina publica.
Trausmissao do fluido de braco braco as
quintas e domingos, no lorreo da altandga, e
nos sibbados al as 11 horas da manha, na re-
sidencia do commissario vaccinador segundo
aii'lar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
Partidas ((obradas.
Um moco com bonita letra, e habilitado cora-
peli-nleineuiG pela pralica de escriptorio c es-
cripia por partidas dobladas, sabcnJo la ni bem
promover cobranzas dentro e fra da capital, se
ofereeo para caixeiro de escripia de alguma casa
commercial ; d sobre sua sizudez o capaciddde
fiadores idneos ; quem precisar, pode deixar
ca la fechada na loja do Sr. Figueir03 com as
ioiciaes A. R.
Aluga-se urna casa no Poco da Panclla,
margem do rio, bfltanle frasca, tendo copiar na
frente e no oilo, com grande quintal, c arvore-
dos de fructo ; quem a pretender, procuro o so-
brado de dous andares n. 137, na ra Direita ao
lado da igreja do Terco.
Avisa-se ao publico, que por engao da ly-
pographia, no annuncio (de muita altenco) so-
bre a venda da armario da ra Direita n. 12, em
o qual diz, a tratar na mesma roa n. 10, casa de
Jos Pedro Fernn'es. deve se entender, a lralar
na mnma rua o. l, ou na lta*<-oon do ru dv.
Queimalo com oseu proprielaiio Jos Pedro Fer-
nandos,
Precisa-se alagar una preta que
zinhar e engommar. paga-se bem : na
Pescadores i%. i e 3.
do Senhor Bom Jess dos
Passosdo Corpo
Santo.
Pede-se a lodos os moradores da visinhanga
da mencionada matriz o favor de illurainarem as
frente1! de suas casas nos dias 13 e I i do corren-
le mez para abrilhanlar a referida testa do mes-
mo Senhor que hade ler lugar nos mencionados
dias.
O bacharel Joo A. de Souzi Rcltro de
Araujo Pereira, lendo no^rDiario de Pernambu-
co um brado a favor dos orphos filhjsdo fina-
do Francisco Jos Rodrigues .da Costi o netos do
morgado do Poco Manoel Flix Rodrigues da Cos-
ta '.que o bradanle chama ou d como demente,
talvez por ser octogenario, apezar de ser to de-
mente hoje C'imo sempro foi] dizendo que faz
votos, para que o juiz de orphos de Pao d'Alho
reconheca a imraparidadc do dito morgado para
administrar a sua pessoa e os bens do vinculo,
porque os especuladores nao perdem occasio de
se locuplelarem, a mns largas, com o pouco quo
ainda resta ao morgado, ronseguindo do sen ad-
ministrador firmar contratos ficticios e summa-
mente lesivos, a exemplo da celebre venda do
engenho Poco (ainda o bradanle que falla) e
como o mesinn bacharel tenha feito alguns con-
tratos com o mesmo morgado, e sen rmao Joo
dos Santos, arrendando-Ibes alguns pedacos do
Ierra contiguos s do engenho Bella Rosa para
nlaniaco de can.ia, e algumn vezesa pedido do
mesmo morgado, que lem ido sua casa pedir-
lbe dinheiro adiautado por conla das mesmas
Ierras, e do engenho Alagoa do Mallo, que 1 lio
foi olVerecer por arrendamento, e corno se possa
Suppr que o brado ou bradanle se retira tam-
bem a elle, que prza, mais que ludo, a sua re-
jjtaco, apressa-se em fazer publico que lem
' lo esses arrendamenlos por 4905, de que pode
mostrar documentos ao Sr. bradanle, como j o
fez ao Sr. clamante.
O mesmo bacharel para mostrar por fado quo
por hora nao precisa das trras do morgado do
Poco, offerece ao bradanle (ou a outro qualquer
que nao brade) as que anda tem por plantar, por
nao terlido precisao, dando-se-lhe o qne adian-
tou por ellas a perto de 4 annos, com o compe-
tente premio ; e para que o bradanle fique, des-
cansado, alinna-lhe que nao aceilou c nern pro-
tende aceitar o engenho Alagoa do Mato, que lhe
lera silo oflerecido pelo morgado, por arrenda-
menlo, e que nao adiantnr mais dinheiro por
conta das trras do mesmo engenho (ainda mesmo
nao sendo o morgado julsado demente) por ler
Ierras sufficienles nos engenhos Bella Rosa e A-
judante. e Co'.legio que fica contiguo quolles, e
do qual cousenhor.
O mesmo bacharel deixa de responder por hora
acerca das palavias especuladores, contratos
ficticios u lesivos por oslar persuadido que se nao
referem a elle, persuasao tanto mais fundada
quanlo certo, qve depois da publicacao do lira-
do e do ser ouviJo o seu echo, eslevo em sua
casa o ladraste 'los orphos de que se Ir.la (quo
provavelmenlo saber quera o bradanle) e ira-
I ton o mesmo bacharel com a mesma aTabilidade
: com que o faz todas as ve/.es quo se d;ni obse-
quia-locera a sua presenca, accrescendo de mais
a mais liara radicar esta persuasao o lerem sido
as Ierras sempre arrendadas por alto preco, nao
obstante seren quasi inuteis para o Alagoa do
Mato pela distam ii ; eritretanlo se as ditas pala-
rrasse refeiem tambem ao mesmo bacharel, ello
pede ao bradanle que declare por este Diario
para ler urna resposta consonante decla.-aco e
ao Liado.
Aluga-se um segundo andar c solo com
grandes commodos, e bem assim um sitio mono
perto da cidade, com muito boa casa de. vi onda,
casa para pret e para feitor, com mullos arvo-
redos de fructo, boa baixa para capim, camboa
para desembarque : a tratar na serrara da rua
Ja Praia n. 59.
al
11
A pessoa que annuniiou querer tomara ju-
ros 1.00;i>, dando por garanta bens de raz, po-
de dingir-se rua Direita n. 137, ondo achara
com quero tratar.
Aluga-se urna das casas queexistem ao en-
riar na poot pequea a Passagem da Magdale-
na, do lado esquerdo : a tratar na loja de i.irla-
rugueffo confronte a rua eslreila do Rosario nu-
mero i.
S0C1EDAE
imlorla3i INSTITUTO PO E LITTERARIO-
cacao foi II \jo as 3 horas da larde haver sessao do con-
saiiia co-
ra dos
Que as ras de Pernambnco estej.i
concelo, porque a sua primitiva edili
m; que se trate de remediar esse mal j 'd'anles seibo.
Secretaria da sociedade Instituto Po e Lil'.era-
rio 10 do outubro de lSCO.
ingleza, relira-se
de urna
11, -no
Porto por Lisboa.
LEIL
DE
Urna casa terrea.
O referido agente far lei-
lo por cona e risco de quem
1 pertencer, hoje as 10 horas da
manha na port do arrna-
zem doSr. Amips defronte da
alfandega
DE
Urna porcode queijos londri-
nos muito trescaes o me-
lhor que tem viudo a este
mercado.
Avisos diversos.
Quinta-feira 11 do corrente.
Anlunes far leilao em seu armizem na rua
do Imperador n.73, de urna casa terrea n. 94,
Vai sahir comTirevidade para o Porlo com es- sitara rua da Palma, com 2_ salas, 5 quarios,
cala por Lisboa, o brigue porttiguez Prompiido
11, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLaSSE : para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na rua da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pitao.
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos por ler sua carga quasi comple-
ta ; para o resto que ainda podo receber, trata-
se com seu consignatario Francisco L. O. Azeve-
do, rua da Madre de Dos n 12.
cosinha fora, quintal, cacimba, chaos foreiros
etc.. e edificada a 3 para 4 annos. Principiar
s 10 horas em poni.
LEILAO
Jo
Antunes vender urna vacca
ingleza e urna carroca com
1 boi,
era seu arrnazem rua do Imperador n. 73, s 11
horasem ponto.
ma.
Precisa-se de urna ama forra pira cozinhar e
engommar; para casa de punca familia ; na loja
de livros defronlo de arco de Sauto Amonio.
Ama
" Precisa-se de urna ama cozinheira para casa
de pouca familia (solleiro) ; na rua do Amorim
n. 56 se dir quera preciss.
Altenco.
*
Precisa-se de urna criada de meia
idade preferndo-se portugueza, que d
fiador a sua conducta para casa de urna
familia distmeta, nao se olha a preco
cumpndo os seus deveres que lhe se
Emroa Stodden, subdita
para Inglaterra.
Xavier Bao, subdito hespanhol vai para o Rio
de Janeiro.
D-se dinheiro sobre penhores : qoeci pre-
cisar dirija-se rua do Livramento n. 12, que se
dir quera d.
Aluga-se um bello predio do dous andares
e sotad, silo na rua da Imperatriz n 17 : o pre-
tndeme dirija-se rua do Cabug n. 2 A.
Acha-se em poder do delegado do dislrlclo
de Jahoato um cavallo castanho escuro, ainda
nOTO, que foi lomado a um pardo escuro que diz
chamar-se Gonzalo, c na occasio em que eslava
para sabir, para ser entregue ao Illm. Sr. Dr.
chefe de polica, para recrula, disse que era cap-
tivo, e que tinha loriado o cavallo a seu senhor,
que chamava-so Alexandre Mendes d Rocha)
morador no engenho Pao da Guia, silo na, freguo-
tia de S. Lourenco da Malla ; perianto quera se
julgar Com-fdireilO ao referido cavalio venha pro-
var pennte o delegado, em casa de sua residen-
cia no engenho Gurjah de Baixo.
Nos abaixo asignados declaramos ao respei-
tavel corpo de commercio desta praca, quo no
dia 6 do corrente, dissolvemos amigavelmenle a
sociedade que tinhsmos ni loja n. 23 da rua da
Cadeia d"o Recite, da qual se relirou naquella dala
o socio Augusto Jos Ferreira e entrn em seu
logar o Sr. Bernvindo Gurgol do Arnaral, que
com o socio Manoel Vieira Perdigan lomaram to-
da a responsabilidade do passivo e arlivo'da so-
ciedade que pyrava sob a razo de Augusto &
Perdigo. Recfe 10 de outubro de I8CO Au-
gusto Jos Ferreira.Manoel Vieira Perdigo.
A directora das obras militares lem de man-
dar piular os reparos das pecas das fortalezas do
Brome Buraco: quera desle servico se querr
encarregar comparega na referida directora, das
10 horas d^wmaiiha em fiante, nos dias 11, 12 e
13 para trarlr a respeilo.
Directora das obras militares de Pernambnco,
10 de outubro de 1860.O amanuense,
Joao Monteiro de Andrade Maiveira.
Prcvine-se a quefll possa iuteressar, que os
herdeiros do finado Jo quim Gomes de Siqueira
nao podem alienar lodo o dominio d casa terrea
da rua da Conceico n. 36, sem que procedam o
partlha da mesma csa. Prcvine-se ainda que
esla partlha nao pode ser agradavel, nao s por
que existe um herdero ausente, filho do finado,
e do qual nao ha procuraco bstanle, mas ainda
porque existe entre os mesmos herdeiros duas
menores, donde se v que ella necessariamenle
deve ser judicial, e no juizo de orphos. Islo
previne-se afim de que no futuro ninguem alle-
gue ignorancia ou boa f.
o dia 9 do correnle outubro do tarde, fu-
gio da casa da rua da Imperatriz, a preta Mara,
fulla, bstanle magra, olhos espinudos, levou
vestido de algodo azul e panno da costa, tem de
menos una orelha ou parle della : quem a pegar
leve-a rua larga do Rosario, taberna de Manoel
Pereira Lu,cas, receber boa sralificagSo.
Jos Antunes. subdito porluguez, relira-se
para fra do imperio.
Precisa-se de um feilor para um engenho
legua e meis distante desta cidade : a tratar na
rua do Vigario n. 6. x
feito, concedo ; e al muito justo para o for-
mpseamento di cidade, porm que se qneira
boje edificar em terrenos desoecupados predios,
cojos nao somenle entorlam a rua que pode e
deve sor direita, como tambom desforraoseam as
que j esto edificadas, islo o que nao se pode
tolerar, assim como se est vendo ras casas que
esl edificando o Sr. Luiz de Oveira Lima, no
Corredor do Rispo, e por isso a ltlma. cmara
deve lomar cuuhecimcnlo de sernelhante ediii-
cacao. censor.
Altenco
a
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, que
salba lavare engommar, para urna casa inglezae
de pouca familia ; na rua do Trapiche n. 19,
Precisa-se de una ama secca ; ni rua das A-
guas Verdes n. 8.
James Broum, subdito brilannico, rotlra-se
para o Biode Janeiro.
O abaixo assignido, cora loja de calcado na
rua larga do Rosario n. 32. avisa ao respeitavel
publico ,que o Sr. Antonio Alvares de Ouinlal
deixoq de ser seu caixeiro desde o dia 8 do cor-
renle. Recito 9 de outubro de 1860.
Joaquim Bernardo do Reis.
A.VSO lempo.
O abaixo assignado, com loja de calcado na
rua larga do Rosario n. 32, avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras a virem saldar seus
dbitos at o lira do correnle, pois o abaixo as-
signado tambem tem deveres a cumprtr. Recifc
9deoulubro de 1860.
Joaquim Bernardo do Re?.
Aluga-se urna casa na lha do Retiro, cuja
fica ao lado da ponte da Passagem, lem 5 quar-
los, cozinha fra, 2 STlas, banno ao p da porta ;
o aluguel convida, pois barato, e o lugar ex-
cellerite para passar a testa ; a tratar com Luiz
Manoel Rodrigues Valenca junto a fabrica
do gaz.
para escrip-
\enoao.
p
Quarla-feira, 10 do correnle, ter .de ser arre-
matada urna escrava crioula. avallada por 6003,
penhorada a Jos Alexandre Gubian por execu-
go de Jos Mara Pestaa, Onda audiencia da
segunda vara, na casa era que foi cadeia.
Urna familia ao embarcar na mar peque-
a, no sabbado a noite, perdeu um capotinho de
merino verde, forrado de seda escura e enfeilado
com fita de velludo verde, propiio para craoca :
quem o liver achado e quizer restituir, pole'-se
dirigir ao sobrado di rus do Pilar n. 82, que se-
r gratificado, se o exigir.
Jos Soares de Almeida, Bernardo Soares
de Almeida, Joo Antonio Carneiro do Sande,
Bernardo Pinlo, Jos da Silva Madure-ira o Joa-
quim Vieira, chegados ltimamente do Porlo na
barca Syropalhia, seguem para a provincia do
Cear.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, e
que saiba cozinhar : na rua da Aurora n. 24, se-
gundo andar.
Richard Broome, John Bayliss, e Arthur
Shuard, subditos brilannicos, retiram-se para a
Europa.
Aluno Rodrigues Pinienla
1.* secretario.
A mesa regedora da irmandade de .V. S. do
Rom Parto, erecta na igreja de 5. Jos de Riba-
mar desta cidade pretende no dia 11 do corren-
le, pelas i 112 horas da tarde, benzer a imagera
de sua padroeira, o as 7 da noite do mesrno din
levantara bandeira; no dia 12 conlinuaro as
novenas, no dia 21 a testa e Te-Deum a noite,
ludo ser feito cora a pompa e esplendor que di-
lar a pia devoijo dos liis ; outro sim no da 14.
s9 linas da manha, depois de celebrada a mis-
sa do Espirito Santo, proceder-sa-ha a nova elei-
eodejuiz e mais vogaes que devem servir
festejar uosso padroeiro no anno de 1860 a 1881,
para o que convida-se a lodos os nossos irmacs
para com parecer m no referido dia.
Claudino Jos UdS.
Escrivo.
Alugi-so'um negro para lodo e qualquer
servico. a lralar na rua da Cadeia do Recita
n. 41, loja.
Alnga-se o primeiro andar I casa da rua
da Cadeia do Rcife, ir 41, proirio
torio : a tratar na loja.
Precisa-se do um silio peq,l(>no para ho-
rnera solieiro ; preferom-se esses lugares : Soli-
dado, Estrada de Joo de Barros, Porabal, s.
Amaro : quem liver, annuurie para ser procu-
rado.
O advogado Joo Francisco Colho Billan-
couri, morador na cidade da Victoria, comarca
de Sanio Anto lera urgencia em fallar cora o
Sr. lento Francisco Be/erra, morador nos su-
burbios do Recite, acea deum negocio forense,
quo fui ultimado em seu beneficio.
Teein de ser arrematados, na porta do juiz
de paz .),< S. .lose do Recite, os bens penhorados
de Manoel dos Aojos Torres a reqoei inienlo de
Rinciro ,k Lobo, i-.u da 12 do corrente s 9 horas
do dia : quem interessar-se, dirija-se s horas
indicadas no dja marcado.
No dia 10 de outubro ilcsapparecou d> En-
genho-Novo da Conceico, comarca de Jahoato,
un escravo de nomo Sebastin, ofllcral de pedrei-
r, cor prela, alio, reprsenla ter 30 annos do
idade pouco mais ou menos, lem em um dos ps
marcas de cravos seceos ou impigens; lem den-
los limados, natural da provincia do Maranho,
d'onde veio ha cerca de dous annos e meio :
quera o pegar, levando ao dito engenho ou, nes-
ta (iraca, rua da Cadeia n. 1 i, escriptorio do
Jos l'ereira da Cunha. ser generosamente re-
compensado.
Nos abaixo assignaoos. annunci.imos ao
respeitavel corpo do commercio desla praca. que
liavemos estabelecide sociedade commercial na
loja n. 23 da rua da Cadeia do Recite, a qnal co-
mecou o sen gyro no dia 6 deste mez sob a razo
de Gurgel& Perdigo, e que somos responsaveis
pelo activo e passiro da exlincta firm3 de Au-
gusto A: Perdigan. Recife 9 de outubro de 1860.
Bernvindo G. do Amaral. Manoel Vieira Per-
digo.
O Dr. Manoel E. Reg Valenca pode ser pro-
curado para o exercicio de sua profistio de me-
dico : na ruada Cruz n. 21, segundo andar.
Precisa-se de um pequeo que lenha 2 a 3
annos de pralica de pharmacia ; a tratar rio pa-
teo de S. Pedro n. 6.
O abaixo assignado scientifica ao respeita-
vel publico que deixou de ser caixeiro do Sr. Joa-
quim Rernardo dos Reis, e prevalece-se do pr-
senle para agradecer ao mesiuo senhor o bom
acolhimenlo que recebeu durante o tempo em
que estere em sua casa.
Antonio Alvares do Quintal.
. Por menos do seu valor vende-se
na rua d
novo e muito leve
um carro
Imperatriz n. 38.
O Sr. Miguel Alexandrino, que
morou no Afogado e mora actualmen-
te no Cabo, queira mandar ou vir a*
praca da Independencia, livraria ns. (i
e 8,*que se llie precisa fallar.
ii rr:f\/Pi i
iwii mi Anr\


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 11 DE OUTUBRO DE 1860.
i
5ft
Ensino de msica.
OITerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bero a tocar varios instrumentos ; dando as Ji-
g.oes das7 horas s 9 li2da noite: alralar na rus
da Roda n. 50.
Gravador e don.-
i
rador.
Grava-se e doura-se cm marraore lellras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus Irabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em ouljos mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jonnston & ra da Seozata Nova n. 52
| Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
taz todas as peraee da suaartee col-
loca denles artifici'aes, ludo com a upe-
rioridade e perfeicao que as pessoasen-^
l tendidas Ihe reeohecem. ir
f% Temagua e pos dentifricios etc. ffi
Atlenco.
o
No sobrado da ra Dirria n. 33, de un andar,
defronte da padaria do Sr. Jos Luiz, foz-se do-
ces seceos e de calda de diversas qualidades :|
lamben] preparam-se bandeijas de bollinhos d*
armario e rasos, ornados do mellior Rosto que!
or possivel ; fazem-se doces de ovos, piio-de-ls i
neilados com allinins c nicsmo quem quizer
a'.finins como bera lloren, coreas, coracoos. tam-
bera se arranjam comidas diarias pora alguma
pessoa particular, e fazein-se pastis do nata, ar-
roz de leile e jeleias de sustancia.
Precisa-se fallar ao Sr. Alejandrino Ferrei-
ra de Alcntara Miranda, que niorou no paleo di
ribeira de Santo Antonio ; na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. C c 8.
Jos Rento Along e Manoel de Castro, sub-
ditos hespanlies, reliram-se para (ora da pro-
vincia.
As pessoas que pretenderem fal-
lar ao consellieiro Jue Beato da Cu-
nlia c Figueircdo podeio procura-Io
na ra do Imperador n. 37, primeiro
andar, das 11 horai da manliaa at as
2 da tarde.
' SaCdJpe para Likboa e Porto no
escriptorio de Carvalho, Nogueira & C.
ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
l DENTISTA FRANCEZ. j
# Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
T rangeiras 15. la raesina casa tcm agua e n
^ p denlico. **
A 1111111 tttJLxJLXJUULJLiJLJUJLX *
AttencaK
O cirurgio Joaquim Jos Alves de Albuquer-
que, encarregadb da enfermara de marinlia des-
ta provincia, tem mudado seu escriptorio para o
primeiro andar da casa n. 32, na ra da Cruz,
onde pode ser procurado a qualquer hora do da]
ou na referida enfermara, assim como na casa
de sua residencia [Passsgem da Magdalena] : d
consullas gralis aos pobres, e presta-so a dile-
reules operaces de sua proisso.
Augusto C. de Abreu sa-
ca sobre Portugal.
'j
sr
Precisa-se de um pequeo dos chegsdos ha
pouco do Porto, anda que nao saiba 1er e nem
escrever ; na rea das Cruzes n. 22.
Irrr aridade do Seuhor Bom Je-
ss dos Passos do Corpo
Santo.
O escrivo actual, em nomc da ntcsa rosedora
convida a loios os irmos da mesma irmandade
para se rcunirera quinta-feira, 11 do crranle,
om o consistorio, pelas 4 1|2 horas da tarde, afltn
de elegerem os novos mesaras que tem de re-
ger a irmanJade no auno futuro. Oulro sint faz
sciente a ledos os devotos, que a esta lera lugar
no domingo, 14 do correle, emisora as carias
tenham marcado o dia 21, para cojo aclo convi-
do desdo ja a lodos os nossos irraaas. Recite C
de outubro !e 16G0.
O escrivo interino,
Luiz Antonio barbosa de Brilo.
Ha urna pessoa de idade de 15 a 1G anuos,
nattir.il J Cear, que se deseja arranjar em
qualquer stabelecimento, c d fiador a sua con-
ducta ijuem a pretender, dirija-so a ra da Ca-
deia do llecife n. 55, primeiro andar.
B3&
/3
X
um m
DOS
Doutores Ramos e Seve
Sita em Santo Amaro.
Este cstabeleciroenlo conlina debaixo da ad-
minislraeo dos propietarios a receber doen'.ps
de qualquer ialurc/.a ou calhegoria que soja.
O zelo e cuidado all empregados para o
prompto reslabelecimentodos doenlcs, geral-
uienle conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-seis ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou entender-se cora o regente no estabe-
lecimenlo.
A diaria para os cscravos de 2^500, e para
os Imes de 33200 ou 45000, porm cm cerius
casos pode haver algum abatimento.
As operaces serio previamente ajustadas
O Br, Cosme de Sa' Peieira da'
36 consultas medicas em seu esetip-
m da Cruz n. 53, todos es dias,me-
3| nos nos domingos, desde as 6
? Iioras ateas 10 da manliaa, so-
l breos seguintis pontos
|l.' Molestias de oll.os ;
\ 2.- Molestias de coracao e de
! Peit0 ;
gf 3.* Molestias dos orgaos da ge- II
$| racao e do anus ; 3
S i.- I'raticara' toda e qualquer ||
operacao que julg-r conve- tf>
H niente para o restabelecimen- M
to dos seus doentes. as
0 O examedaspessoaqueo con- *
11 sultarem sera' Cuito indistincta- tf
H mente, e na ordem de suas en- M
^i ttadas, fazepdo exccpcSo os doen- #z
<& tes de ollios, ou aquelles que por g
jgj motivo justo obtiverem hora
We marcada^nara este fira.
tmms*
^91
si
1
DE
C03IMISSAO DE ESCRAVOS
Liees de piano|
e canto, 1
Tcb'.as Piori artista italiano da compa- Ift
y, ;.lii. Irrica tendo acabado o contrato com ^i?
,;| Sr. Marnangeli. pretende dedicar-seao n
f ensino do piano c de canto, as pessoas e ?
os pas de familias que quir.ercm utilisar- |e
rQj sc-eomo seu prestimo podem procura-Io j
i rea di: S. Isabel n 9 pora tratar com ^=
:j>> o meemo, quesera mu razeavel nos seus j.
Prova tic reconheeimento
itures na espadoa do lado
esifucrdo^
Seffrendo eu por longo lempo urnas dores so-
bre a espadej do lado esquerde, sem que livesse
meinoras com alguna remedios que liz, recorr
afinal ~ cimpas medicinaes rio Sr. Ricardo K i i k.
escriptorio na roa do Parlo 11 119, e applican-
do-as sobro o lugar em que solfria, Oque) per-
fciamente bom em 30 das ; et coiiberimcnto para cora e mesmo senhor, aco a
presente declarajao.
Jos Joa luim da Cunha.
Ra da Assembla n. 1.
(Consultae todos ns das, das 9 horas da ma-
nliaa Js 2 da'tarde.)
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla csa recebem-se cscravos para serem
vendidos porcommissio por corita de scus se-
uhores. Aflanca-seo bom iratamenlo. assim como
as diligencias possivois para que os mesmos se-
jam Tendidos mm promplidao afim de seus se-
nhores nao sofTrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
difTerelpsidadesde ambosossexos.com habili-
dades e sem ellas.
Aluga-se um armazem com bstanles com-
modos, bota os fundos para a ra dos Tanoeiros :
. a tratar no paleo de S Podro n. 6.
s t > bis* ttx -e^fa e,s ^j iLHOUfeiHWWJNl A*
Os Dr. Sarment pai e lildo, M
\M participan aos eus clientes que ^
X mudaram a sua residencia para *j
?fv a casa nova, contigua aquella em rt
^ -que tnoravam, cuja entrada ^
pelo campo das Princezasoutr'ora o
P largo do palacio.
ifg As consultad gratuitas para os $
^ pobres, em vez de quotidianas ^
gg como teemsido ate agora, s te-
iao lugar d'aqui em diante nat S:
|f quintase domingos das 10 horas M
jH em diante w
riKii
Na ra da Cadeia n. 24 deseja-se fallar com
os senhores :
Baltazar Jos dos liis.
Domingos Caldas Pires Ferreira.
Firmino Antonio da Silva.
Marcelino do Sooza Pereira de Rrilo.
Joaquim Clemente de (.eraos Duarle.
Joo Rodrigues Cordeiro.
Cielo da CosSa Campello.
Antonio de Albiiqucrquc Maranho.
Consultorio especial homeopalliico, ra
de Santo Amaro (Hundo Rovo) n. (i.
Dr. Sibino O. L. Pinho, de volla de sua via-
gem a Europa, da consultas todos os dias uleis
desde as 10 horas al meio dia ; visitas aos do-
micilios de meio dia ein dianie ; e em caso de
necessidade em qualquer hora. As senhoras de
parlo e os doentes de molestia aguda que nao li-
verem anda lomado remedio algum rllopalhico
ou homeopalhico sero atlendidos de prefe-
rencia
Na roa da [mperatriz n. 18, precii-se ilir
gar urna escrava para o serrino interno 9 exter-
no : paga-se bein, comlanlo^iuc seja fiel.
O Sr. Antonio J liquim do Souza Bastos,
tem urna carta na loja da roa do Queimado nu-
mero 16.
NO
= et ^ ^Bc aic mm. t -
Assignatura de banhos frios, mornos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 103000
30 carloes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo ...... 153000
15 Ditos dito dito dito ...... 8000
7" *...*... 4#000
Banhosivulsos, aromticos, silgados esulphurososaosprecos annunciados.
Esta reducijao de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultara
da frequenciade um estabelecimenlo de urna utilidade incontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco condecida e apreciada.
Comoras.
Compra-sc o Diario do 9 do junh.i de
1858, no escriptorio da ra do Trapiche u. 18.
Compra m-se
dous consolos de mogno com podra marmoro
branro, gosto Luiz XV. novos e com ftouco uso
quem tiver, dirija-se a ra do Crespo n. ,
Compram-se cscravos de ambos os
de 12 a 25anuos para se exportar para o I!, i de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar mi inculcar 113 ra Direi i i,.
66, escriptorio de Francisco Malinas Pereira da
Costa, receber 20gde graliicacao.
Compra-se tnoedas de ouro
sileiras e porluguezas : em casa tic
A.[k\vight& G-, ra da Cruz n. 01.
Compra-se um escravo que seja r
boa figura e sera vicios^ paga-se bem : na rj;.
dos Maityrios n. .
APPiOVAC^O E AlT0RIS(\0
DA
[II
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA

ELECTHO-MACNETICAS EPISPATICAJS
E -^"w -iiy^*wsp^;.^r' -
Veiiai;.
Vinlio genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade (! ,v re-
tas desle vinho sem confeicao, e proprlo de i tr-
ies : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
| nsperalriz Eugenio
t Recebeu-se novo sortiment de en
?y para sen hora imperatriz Eugenio |
g Loja (lemarmore.
A.W, Osborn retratista americano annunria
ao respeilavel publico dcsla cidade que elle aca-
ba de receber dos Kstados-L'nidos da America,
1 um esplendido sorlinienlo de molduras redondas
, deliradas de todas as dimensOcs, caixas para re-
iratos fazeiua muito lina, assim como recebeu
i un bello sorlimenlo de casoleas de ouro e alfl-
1 netos de dito obra prima expressamente para re-
tratos. A. \V. Osborn apro opportunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar liccoos da sua arleem todos
os seus ramo?, assim como tem para vender um
. completo sorlimenlo chimico e oulros apralos
proprio para as pesoas que professam a sua arle
Mr Osborn tarnticm tira retrates era cartoes de
visita em papel de escripia por pceo muilo
, razoavcl : na ra do Imperador primeiro andar
corn bandeira.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Cun'ia Gui-
mares que dirija-se a ra larga do Rosario n.
38, a negocio que o mesmo senhor nao ignora ;
espera-se at o dia 4 de outubro.
DENTISTA I
Para serem applicadas s partes afifectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas np Rio de Janeiro e ern todas as provincia*
desle imperio ha mais de 22 anuos, e sao afamadas, pelas boas curas que su tem obtido as enfer-
manas abaixo escripias, o que se pro Va com innmeros attcslados une existem de pessoas caa-
zos o de distinccoes. v
Cora estas CHAPAS-BLBCTROJlAeSBTiCAS-EPisPASTlCAS obtem-se urna cura radical e infallivel
em lodosos casos de mnamma^ao (eanaoro ou falta de retpiraco), sejam internas ou exlernas
; como do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peilo, palpilacao de eoraeo eareanta olhos"
eryaipelas, rhcurnaus.no, paralysia e todas as affeCQoes, nervosas, ele ele. "lualmenle n'ara as
differentes especies de tumores, como lobjpfcps, escrfulas etc.. seja qual Or o seu lan.anho'e Dro-
: abei^e SSSS 3SSF 8er rddCalme"lC "lrPad0S- senJo -conselhaJo'pur
i As encommendas das provincias devera sor dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
: fa/.er as necessanas exi.licacoes. se as chapas sao para liomcni. senhora ou crUnca declaiando a
| molestia cm que parle do corpo existe, se na cabeca, pescoco, bra<-o, coxa, perna p ou Jrune
do corpo. declarando a circumferencia e sendo inchaces, feridas ou ulceras o m'olle' do seu ta
manho em um podaro de papel e a declaracao onde exisleni, alira de que as chapas Dossam ser
bem applicadas no seu lugar. H*" acl
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil'
'riospa^oUoca^^^ d,! ,ollos os -
Pnsullas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua eonflanca. em seu escrintirio
que se achara aberto todos os dias. sem excepcao, das 9 horas da manhja s 2 da tarde. ln,uno'
um rxeellenlc preto cozinbeiro, bonita figura, e
de excellenle conducta nao tcm vicios n< ni
achaques ; vende-se por preciso: na ruj do
(Jueioiado n. 30.
SU-
are
Di:
I PERIVAMBIICO. i
3Ra csli'cita do Rosario-3
9
stabcecda m Londres
mu.
CAPITAL
&tieo Tiil'b.yes de libras
sterUnas.
fiaufiders Rrotherst C. tem a honra de infor-
mar aas senhores negociantes, proprietarios .de
casas, e a quem mais convier, que eslo p'.ena-
menteautorisados pela dita eompanhia para ef-
fectuar seguros'sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos do le ha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverera os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de q,ualquer
qualidade.
AO PUBLICO.
O abaixo asignado com sorpresa vio um an-
nuncio do Sr. Manoel Jos dos Santos relativa-
mente a armacao que existe na loj da ra da
Praia n. 27, e'uto qusndo o abaixo assignado
j.'t linba entregue a chave da dila loja ao mesmo
Sr. Saulos, e pelo prsenlo tambera o abaiyo
assignado protesta ir haver de qualquer que seja
o comprador de dita armacao por ler direilo ao
augmento que nella/fez, e lamben o far judi-
cialmente em risla do valor que ella lenha, e
o que lera boje, o que prova com leslomunhase
declara que dita armacao foi justa pela quanlia
de Ire/.enloe mil reis, logo fique prevenido o
pretendente que o excesso pertence ao abaixo
as-signado com quem se deve entender respei-
to. Recito 9 de outubro do 1860.Francisco
lavares Bolelho.
Trecisa-se alegar urna prcla escrava que
saiba engommar e cozinhar ; na ra do Vigario
n. 14, segundo andar.
A pesoaque empenhou um pas-
sador no pateo do Terco n. 15, tenha
a bondade de or resgatar, do contra-
rio sera' vendido para pagamento do
principal e uros.
Da-te 1:400$ a juros sob bppo-
theca em bens de raz : a tratar iiesta
typographia.
do Rosario n. 4i
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se achara venda todos os dias no es-
criptorio das mesraas loierias na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionarlas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na prara da Independencia ns. 14
e 16, das 8 horas da manha s 6 da larde, os
bithetes e mos da segunda parle da primeira
lotera de N. S. do Livramento, cujas rodas de-
voran andar imprelerivelm-eiilc- no dia 27 de
ouiubro prximo futuro.
Theeouraria das loierias 9 d.3 outubro delS60
O escrivo, J. 11. da Cruz.
Quem tiver um sitio petto ou
lon casa de vivenda, arvores de fructo e li-
'i.e prjimo ao baulio salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 55.
Hule! Trovador.
Ra larga
As pessoas que. recorrerem a este hi-lel encon-
trara o boa commodidale para urna noite, dias e
nezes, conforme Ihesccnvler, encoiitrarc tam-
bera a qualquer hora do dia e noite lanche e ca-
f. O dono do respectivo hotel se Obriga a dar
comida para fra as pessoas, que quizerem. as-
seguran Jo todo o as6eio. Tudo por preeo com-
niodo.
0 abaixo assignado, morador c eslabelecido
em S. Vicente, faz sciente ao respeitavel corpo
do comracrcio e a lodos os seus amigos em parti-
cular, que de boje em diante se assignar Anto-
nio Manoel Silva de Marroquns, por haver outros
de igual nome do abaixo assignado.
Antonio Manoel da Silva.
O Sr. Jo5o Hoslron, subdito inglcz, sua se-
nhora. 2 lilhos e Seriados reliram-se para o Rio
de Janeiro : quera tiver romas c queira apresenlar no escriptorio do Sr. Roslron
Kooker & C, praca do Corpo Sanio n. 48.
Custodio Ferreira Moutinlio com
loja de ourives na praca da Indepen-
dencia, avisa a todos os seus amigos e
especialmente ao com me re o que seu
sobrinho Manoel Ferreira Moutinliosa-
liio de sua casa e fjue nao se responsa-
biltsa por transacclo alguma que o
raesmo izer.
secretario da rmandadedeN. S
do Terco faz sciente a todos os seus cha-
ros irmeos e respeitaveis devotos da Vir-
Vigem Santissima que,a esta da rr.esma
gem sera' celebrada com toda a pompa
domingo 28 do corrente mez de outu-
bro, dia marcado pelo respectivo com-
promisso, com bandeira, vesperas, festa;
eTe-l)eum oprogramma sera' annun-
ciado na semana da mesma esta.
as
francisco Pinto Ozeno continua a col- ^
V locar denles arlificiaes tanto por meio *>
|S de molas como pela pressao do ar, nao
.2 recebe paga alguma sem que as obras
j8j nao Gquem a vunladc de seus donos,
tem pozes e outras preparacoes as mais
acreditadas para conseraco da bocea
PERTO DOARGO DA CARIOCA
05
Sai-i
K-ilkman IiinosA C avisara ao
respeitavel corpo do commercio que
fotam nomeados agentes nesta praca da
eompanhia de seguros mat timos de
llainburgo-
Precisa-se de urna ama para casa de ronca
: familia : na ra do Hospicio -ci. 34.
O ibaixo assignado faz sciente a quem pos-
|sa inleressar, cue nao f.ie.im negocio algum com
0 Sr. Francisco lavares llotelho sobre nina ar-
mae.o que se acha na loja da ra da Praia n. 27,
i por quanlo dila armacao pertence ao abaixo as-
' signado; e desde j protesta ir haver a importan-
cia da mesma de quem quer que a lenha com-
prado ao dilo Retelbo. Recite 8 de oulubro de
Ib60.Manoel Jus dos Sanios.
Jacob SimOes, subdito inglez, relira-se pa-
j ra a Europa.
Na ra das Aguas Veriles n. 5, risca-se to-
da qualidade de livros, lano de huta encarnada
como de azul, com toda perfeicao, e lamben) se
eiuaderna toda qualidade de luios.
Est justa e contratada a compra do terre-
no do Sr. Antonio Sergio da Cruz Muniz, silo na
ra do (Juro, com -0 palmos du fenle, do ledo
do nasccnle, e 150 ditos de fundo do lado do
pocote, que Qca junio a casa do Sr. Moreira ; se
alguem se jiilgar com direilo ao dilo terreno so-
bre hypotheca ou outra qualquer Iransacco, ib-
clare por este Diario no prazo de tres dias, a
contar dcsla dala, e (indo o dilo prazo (cara sem
vigor qualquer leclainacao que por ventura pos-
sa apparerer. llerife de Peruambuco 8 de outu-
bro de l&OO.Guilhcrme llenrique Ciaron.
o seohore
Trajano Carneiro Leal, deseja-sc fallar : na ra
do Crespo n. 21.
Firmino Herculano Baptista Ri-
beiro, avisa a quem convier que mu-
dou a sua residencia da i ua do Moude-
go para a dos Prazeresn. 4.
_ Previnc-se ao comprador da fabrica do sa-
bio e velas, da ra do Rrura e Guararapes, que o
lelheiro annexo ao oitao norte do della, est (tai-
vez) em mais da melado levantado era terreno nao
perlencenlc ao dono da fabrica, e que o respeiti-
vo proprielario est resolvido a exigir, aljudi-
cialmenle, sua demolfcio e conipelenle indem-
nisacao.
Nos dias 5, 9 e 12 do corrente, depois da
audiencia do Dr. juiz dos orphaos, lem de ser
arrematados por arrendamento, a requerimento
do tutor Antonio Pedro das Neves as casas se-
guinles: o 1." andar com todas as lojas do so-
brado da ra Augusta n. 2 ; urna casa terrea, sila
na ra do Caldeireiro n. 6; urna dita na ra de
Santa Rita n. 78, pertenccnles a menor ilha do
finado Joo Francisco da Cruz, sendo a arrema-
tago c'flecluada na proga de 12.
;.-*
m
Cerveja branca $
perior.
^"^ndese cerveja branca superior, em fcanis
lerjo, por prein mdico; na ra da C?d
Recite n 12, escriptorio de Rallar i Oliveii
JOIAS.
Seraphim f Irmao, com lojas de ourivt
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortija; das ais
bellos c delicadas obras de ouro, p'a>a. i i
preciosas; vendan barato, trocam e rr
ra fazer-se quatsquer juias com presteza, a
tade dos pretendeiiles, ese responsabilisam ;:.''.i
qualidades.
Campos < Lima
receberam urna factura de chapeos de s .i di
da para hornera, leudo entre estes alguns
nos que servem para as senhoras que vo ; ara o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e rm
a porrao seja grande se resolvero vender pelo
I rero de 6| e 500, e alguns com peque:.
feilo a 5-5 : na ra do Crespo n. 14.
Vende-se por preco commodo um corro de
i rodas, denominado Victoria, o qual foi
liuido cm Pars, e esl quasi novo : a Iral
Mondego, casa do fallecido, commendador
Gomes Ferreira.
Admirem!!!
Graixa em latas a 500 rs. a duzia ; na ra i!
(Jueimado n. 53, loja de terragons.
iMa^nnas.
il >',: M-imado n. 53 lem p
p ira turar madeira.
Para ralos.
Na ra d'o Queimado n. 53 lem para re
machinas pira turar madeira.
lONSULTORIO
|| Especial homeopalhico, na de Sanio Amaro
(Mundo Novo) n. G.

m
M
II

O Dr. Sabino O. 1 Pmho, de volla do sua viagem a Europa, d consullas lodos
os das uleis desde as 10 horas al meio dia. Visita aos doenles em seus domicilios de
me:o da cm dianie. e era caso de necessidade qualquer hora. A senhoras de parlo e
os doentes de molestia aguda, que nao liverem ainia lomado remedio albura alloiia-
ihico ou homeopalhico, sero altcndidos de preferencia.
Machinas pira matar ralos pequeos: renJe-
se na ra do Queimado n. 53?loja de ferrag
Vende-se urna escrava paria, moca, boa
cozinheira ; na ra Pormosa, segunda casa, pa-
ra ver
Vendo-so um tranceln) de ouro de e
deus ennelldes sem feitio : na travessa Jas Cru-
zes, loja de calcado n. 2 \.
Horteleiro.
Vendc-se sement de coenlro, cebolinhi me-
';'^r\- lamia muilo nova, a conten! do comprador : na

ra do i.ivramenlo n.39.
Vende-se urna vacca de leile: na ra da.-:
- Cinco-Puntas, n. IIi.
N.i (anoaria da ra da Moeda, rJefron s do
trapiche do Cunha, vendera se saceos de milho
por
que
Pharmacia especial homeopalhica.
Os medicamenloshoraeopalhiros que se vendem nesta pharmacia sao preparados
meio.de urna machinaque o Dr. Sabino inventou c fez construir em Parts o a
deu o nome de AGITADOR DYNMAMICO. '
Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes c
capazes de coraras molestias com a maior certeza possivel. '
Alera disso. desojando tirar de sua viagem a Europa odas as vanlajrens para o
progrcssodahomcop.nhia no Brasil, o Dr. Sabino nao poupou esforcos [>ara obler as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem a
para isso enlendeu-se com um dos melhores herboristasd'AlIcmanha, para llie man-
dar vir asplantaf frescas.alim de preparar elle mesmo as linduras. E' assimqueo
acnito foi mandado virdos Alpes, a rnica das raonlanhrt da Suisss a belladona
hryoma. chainomilla. pulsatila, rhus, hyosciamus. foram colindes na Allemanha na
Fraoja e na Blgica, o veralrura no Monto Jura etc., etc. -mcmaniia, na
Desta sorte provida a pharmacia do Ur. Sabino das substancias que serviro nara
as expeneucias puras de llahncmann, descriptas as palhogenesias, acharo o medico
c os amigos da homeopathia os meios seguros e verdadeiros de curarera as enfr-
niiuauoSa
Os precos sao os seguales :
Botica de 21 lubos grandes............... 12S a 10*000
".';'' dp 3C .................. 18ga22S000
Dita de AS .................. 25a2'J;00
M r. r i'3 j .................. 303a3500o
.>. b. L-xislern carteiras ricas de velludo, para raaior preco.
Cada vjdro avulso de lindura........ 2->tfin
Cada lobo avulso.................................. 1.^100
Caixas com medicamentos em glbulos e linduras de diversas dynamisr.r.ocs (mais
< ...
r2v^ '

por preeo commodo.
Em casa de J. Praeger &
C ra da Cruz n. 17, ha para
vender:
iiuartolas e caixj-: J,

Vinho de Bordeaux em
seguintes qualidades :
St. Julicn.
SI. Este phe
St. Julicn Cabarrus
Moni ferront.
cilla
Hauf Saulernes.
em barns s .
'kS usadasJ :
De 24 vidros de linduras e 32 tubos grandes.....
De 21 dilos de dilo o 8 lubos grandes............
De 3G dilos de dilo o 56 lubos grandes..........
De36 ditos de dilo e 68 tubos grandes..........
De 4S dilos de dilo e 88 tubds grandes............
De (iO ditos de dilo c 110 tubos grandes....... ..
Estas eaixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho
40;j000
489000
64^000
TOiOOO
925000
1155000
lazendeiros,
chefes de
i
^ mAI;lriV?"piiae4 navio eem geral a todos que se quizerem'dedicar a"prlica'da'ho-
v-B.nde2lT*e laml,em hin" elctricas portalcis para Iratamenlo das molestias
[tX. nhslaf m|a,l"nassaiJ1s m.s modernas cas mais usadas actualmente era
' !.or.,. 1 P,Janl Pp,acomm.'>'>">-lede poderem ser trazidas na algibeira, corao
porque Irabalham cora preparacoes quo nao sao nocivas.

Cade
uma......................................... 50;000
Aluga-se um primeiro andar, proprT para
Pichn ionguevil...
Margaux.
Vinho de Bordeaux, branco
Vinho do Rheno.
N inho Xerez superior c inferior
caixas.
Vinho Madeira.
Champagne das acreditadas marras Enger'
tjuol, Bruch Foutlicr & Ce oulras qualidades
mais inleriores.
Licor muilo Uno de Marselha.
Dilo cherry cordeal.
Absinthe. ^^
Kirsch. -f\
Cognac francez em barris c em caixas.
Dito Pal Brandy superior qualidade. em barril c
canas.
Cerveja branca e preta.
Pumo americano.
Charutos de Ilavana muito finos marca flor d>
tabaco.
Conserva em frascos (Pieles).
Hustarda ingleza.
Dita franceza.
Sardinhas de Nanles.
Ervilhas francezas em latas.
Espingardas para caca de 2 canos.
Pistolas.
Salangas decimaes.
'ecliiiiclia
para acabar.
lamento n. 12 u a tratar
sobrado.
Aluga-se ura sitio na estrada dos Afflictos,
com casa do sobrado, bastantes arvores fructfe-
ras e boa agua : quem o pretender dirjase ra
Direita, sobrado n. 21, com entrada pelo beccoda
Pcnha a fallar cora o abaixo assignado.
Joaquim Bernardo de Meodonga.
e -----v K'e,|u piid AiuKa-se um sino na capunsa nova, a mar- .Madannbips vtnn <*sinn u*a /o.e.i.1
pequea familia ou escriptorio. na ra do Bacn- I gem da Capibaribe, com urna casa" grande, eslri- 5J60O So? e^gS mm,n fi,S e *f
lamento n. 12 :. a tratar no armazem do mesmo taiia e coebeira e duas baixas de canim e mnil Tn^'tSff T"1 f"" 5m.b"ia
iaiia e coebeira e duas baixas de capira e rauilas
arvores : quem pretender dirija-se ao mesmo c
ahi encontrar com quem tratar.
Claudio Dubeux j tem velas mixtas para
malar formigasde ruga.
D-se dinheiro sobre penhores: quera pre-
cisar, dirija-se a ra do Livramenlo n. 12. oue
se dir quem d.
(600,59500
! m-
SailfloSna1**00aPeca' Igodaozinhos a 3.
djiOO, 3$80O, e 4900, superiorsicupira com 22
jardas, chales de larlalana a I38CO, castores mui-
to grossos a 240 rs. o corado : na loja da roa do
Passeio Publico, 11..11.
Vendem-se libras esterlinas na ruada Ca-
deia do Rccife n. 14, escriptorio, onde tambera
se deseja saber quem nesla praca o correspon-
denlc do Sr. Jos Carneiro da Silva Bellro.


(8)
DIARIO DE PERSAMBUCO. QUINTA fEIRA 11 DE OTUBRO DE 1860.
LOJA D0 VAPOR.
Grande o variado sorlimenlo de colgado fran-
cez, roupa feita, miudezas. finas e perfumaras,
tudo por menos do que em outras parles na lo- espermacele 640, alpisfa a 160, talharim a 360,
milho a 240 a cuis, arroz a 280, farioha de ara-
ruli edo Haranhao a 200 rs., potes para mantei-
ga de 320 at 640, vinho a 400 rs. a garrafa : na
labefna da estrella no l'irgo do Paralzo n. li.
Maateiga ingleza a 1#120, e
franceza a 640,
da melhor, cha muito bom a 2g240, caf a 280,
arroz a 100 rs., batatas 60 rs.. toocinho a 360,
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Aviso aos fuanles.
Ainda existem charutos r"a Bahia a lg a caixa:
na ra do l.ivramenlo n. 19.
Veniiem-se duas escravas pardas recolhidas
0 honestas, sendo una de 15 e outra de 16 an-
eos, rom habilidades : quem pretender ambas,
annuncie sua morada.
Vende-so um fardamenlo rico da guarda
nocional para'official subalterno, sendo de caca-
der: a tratar na ra estrella do Rosario n. 12,
pavimento terreo.
Cimas de ferro de 15$ a 20#000 em casa de
Julio & Conrado ; para acabar que se vende
por este prego.
RcIuk'uis patento inglezes e meios-ehrono-
melros de 160, 1803 e 200;>000 : em casa de Ju-
lio i Conrado.
Ra do Queimado n. 48
Julio k Courado
azem scienteaos seusfreguezes, que receberam
Dorcao de roupinhas para mtminos e vendem por
prego muito em conta.
Para acabar.
Julio & Conrado vendem cortes de vestidos de
fil proprioa para pa'sseius a 20>000 o corle, que
sempre vendeu-se por aOgO : c para acabar*
Vende-so urna casa terrea na ra do Ran-
gel : a tratar na ra larga, do Rosario a. 44.
inagre branco,
superior.
Vonde-so vinagro branco superior em barris de
quinto, por preco commodo ; na ra da Cadeia
do Recite n. 12," escriplorio de Bailar Jt Oli-
veira.
Piua Nova n. M.
Vendem-se ricos manteletes de fil prelo a 20-
c 25j0O0, ditos brancos de fil de linho guarne-
cido de fitas car de rosa a 153 e 205000, ditos de
leniple prelo a 25J e 3000l). balons de 30
asp ras a GjIOOO.
Gran ie sortimento de resnadeiras
pira o verao.
Ns roa do Raogel, toja de louc n. 28, lem
le porco de buhas vindas de laniliurgo, de .,:<, <: ""f. n 1
3 os gostose tamanhos, por menos proco do! r,dBClsC0 AnlODIO tOITea CardozO,
ni nutra qualquer parte a vista da qualida- tem UH1 grande SOrlitTlPntn Hp
u^ ; asslm como grande porgao de jarros finos e | & ll Qe
entre-linos, tudo fabricado pelo melhor autor
que lem apparecido e de lodos os tamanhos que
1 juez quoira, depsitos para agua; e jarres
com p e lampa, jarras e potes de marcas muito
i >. quartinhas do m5o linas e entre-finas,
resfriadores, bilhas e quartinhoes, e outros mili-
tes olijuclos necessarios a urna casa que nao
5000 RS.
Ferros econmicos de cngomraar a vapor : na
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Liquidacao.
A loja de miudezas da ra Direila n. 103 adia-
se aborta do da 8 do correle em dianle, e con-
tinua a vender o que nella lem, por precos com-
modos afim de liquidar coritas.
Clieguera ao barato.
I.cite & Irniiio, na ra da Cadeia do Recife n.
'iof.endcin c,"la franccza. cores fixas, a 240, 26
ann "' covaa"> dilos eslreilas, coros fixas, a
200 rs., pecas de madapolao com 20 varas a
3J0OO, 4f, 4?)200, 4jj[J00, 4380O c 5500, e muito
uno a '&, pegas de brelanha de rolo com 10 varas
a 2j, cassa preta muito fina a 640 a vara, meias
de seda de peso para meninos a 2j500 o par, lu-
vas de camurga para montara a 2*500, toalhas
de linho para mesa a 3#, meias cruas inglesas
muito superiores para iioraem, merino verde e
cor de caf com 6 palmos do largura 1 1# o cova-
do. bandos do crina a 1S200, cortes de cassa chi-
ta de lindos desenhos e cores fixas a 2*100. brim
trancado de linho todo prelo, fazenda muito su-
perior e que nao disbota a 2jJ a vara, pannos de
mesa a 43, chapelinas modernas para senhora,
palotots do alpaca a 5J. corles do caiga de case-
mira dealgudiio a 1J280, ditos de cnsemira a 49,
ditos de maia casemira a 2jj, musselini branca
muito fina a 300 rs. o covado, saboneles inglezes
muito superiores a 1600 a libra, brim traurado
branco de linho muito lino a 1*500 a vara, "lar-
latana branca e de cores, pecas de cambrai) lisa
com 1-2 varas a 4*800, ditas ransparente com 10
varas a 23GJ0,3*. 4^600 e 6, coberlas de chita
de lindos desenhos a 2J,
l.ia de quadros para
tlfli
zendas que se vendem por barato prego, e a tudo
se dar amostras com penhor.
Tachas, para engento
Fuudico de ferro e bronze
Nova e apurada
inveeo ameri-
cana.
Moinhos econmicos de funil pira caf, facas
proprias para clferuteiros. lorneiras de ferro de
lodos os tamanhos proprios para engenho, tan-
ques d'agaa e pipas, etc., etc., e (echaduras vo-
lantes com trinque e singelos, prego avista da
fazenda : na ra do Queimado u. 53, Lpja de er-
ragens.
Vende-se nqgsngenho Cedro, freguezia do
Cabo, 6 animaos de roda, esli bem gordos : a
tratar no mesmo engenho, ou na ra de Hortas
n. 114 ; na mesma casa se vendo urna negra pro-
pria prra engenho, ainda bem moga.
Norat IriMos,
joialheiros francezes estabelccidos na ra Nova
desta cidade n. 18, primeiro andar, teem a*lionra
de annunciar ao publico e especialmente aos seus
freguezes e amigos, que ar.abam de receber o
maia lindo e variado sormcnto de obras, que
vendem por barato prego, em consequencia de
serem todas de ouro d 18 quilates, giranlido
pelos annunciantes e nico, que vendem, e nSo
das quo sao fabricadas as obras, todas cheias de
betume. m
a 3$ a sacca.
Arroz cora casca tendo a maior parte pilado
_proprlo para galinlns e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
pechincha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n. 2,
tem cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratsi-
mo prego de 1J.
A pechincoa, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, tem saia's baldes aberlas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto proco de 5*.
Aenco. .
Vende-se a taberna da travessa do Queimado
a tratar na mesma.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos d,o ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito. Dronriosnara este clima.
mmmmwi Rs m&&mwaw
ft
GRANDE SORTIMENTO |
tondas e obras feilass
Na
OB
'Se
3@g
I A distincta corporaco
acadmica.
2 Recobeu-se charutos em magos de fu-
' mo havano. fabricados no Rio'de Janeiro
S a G> rs. na

"i
-

Loja de mar more.
: P>ecebeu-sc novo sortiraento de vesti-
d'>> deseda de cores, ullimo gosto na
Loja de maimo^e.
I r.ecebou-se novo sorlimenlo d>' ves ti-
@ dos de phanthasia, ultimo gosto na @
Loja de mar more. g
;':;;;:- 9 d999S9#
: Rccebeu-se novo sorlimenlo de vestidos
Si brancos de cambraia bordado*, ultimo gos- f-f
na
Loja de mar more.
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
Em casa de X. 0. Rieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se : !
Champanha marca Farre & C una das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xcrez cm barris, cognac em barris e '
caixas.
Vinagro branco c tinto cm bariis.
Brilhantes de varias dimensoes.
Eiher sulfrico.
Gomma lacro clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ago de Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
GRANDE SORT1MEM0
DE
Fazendas e roupa feia
Foges econmi-
cos."
'.', Recebeu-se novo sorlimenlo de mante- dade e bom travado dos mesmns
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA 1)0 QUEIMADO N. 39 .
EM SLA LOJA DE QCATnO P0K1AS.
Tem um completo sorlimenlo de roupa feita,
e convida a lodos os seus freguezes e todas as
pessoas que desejareru ter um sobrecasaco^eni
, feito, ou um caiga ou collete, de dirigiiern^e a
este estabeleeimento que enconirarao um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
Fnc7,\oc ao.;.. 11 desempenhar as obras a vontade^s frezuezes.
r-ogoes econmicos americanos, os melhnfls t^ __ ,. ,. ,
que tem vindo no mercado, nao s por cozinha- Ja .tem um rar> sorlimento de pahtots de ca-
rem cm metade do lempo de qualquer outro, Mmira cor de rap e outros escuros, que se ven-
@ i como por nao gastarem urna torra parle da lenha; demal2?>, outros de casemira de quadrinhos
oli^"\""c"d",d0 .?r metade do seu valor da malsana que ha no mercado a 16, ditos
999 approveitar a occasiao. fiaran e-se a boa qua 1- j___ .-' ,A- ... '
de merino stima 123?, ditos de alpaka muito
vende-se na
S leles, capas, ronds de velludo, rrosdena- T-i
i, fil e cambraia, ultimo goslo na @
Loja de marmore.
l Recebeu-se "ovo_sortimento.de cha- @
C ; 11 lepalha d'Ilalia e de seda para se-
Si nhoras na @
Loja de marmore. i
>f-S S3^s
* Recebeu-se novo sorlimenlo de sedas 9
a \>rTj>, pora vender a covado, de lodas
(----------_----" ..... -Ul/ taOJ lili ,-IIMIJ (IIUI.-01 IIU /* j fundiro da na do Brum n. 28, loja de ferragens lina a Wf ditos francezes sobrecasacados a 12,
da ra da Cadeia do Recife n. 64. dilos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre-
CAL DE LISBOA casacas francezas muito nem feitas a 359, cal-
noya e muito bem acondicionada : na ra da Ca- Qas feitas da mais fina casemira a lOj>, ditas de
dfia do Recife n. 36, primeiro andar. -, brim ede fuslao por prego commodo, um grande
n-iarriiAm nn I (U.al sortimento de colletes decasemira a 53), dilos de
lullLi^Ucill tlO DdldW oulras fazendas por preco commodo, m grande
,-. D ... sorlimenlo de snalos de tapete de "oslo muito
O Pregula esta que.raando, em sua loja an aparado t S, dilos de borracha a 2*500, cha-
ruado Queimado n 2 pos decastor muitosuperiores alC,ditos desa-
recasdebretanha de rolo cora 10 varas a da, dos melhoresquetem vindo ao mercado a 10,
ores, lisos c lavrados g 2. casemira escura infestada propria paraca!- tllos de so, iog,ezes l^> dlos ^.^ bons '
:: Loja de marmore.
";- : :.: :. ,;3
<*, : ebeu-se novo sorlimenlo de
Qi dos pretos, ultimo gosto 11 a
Loja de marmore.
S9':i5?}."':^5SJ;:> 1 simos chales de merino cstamnadn a 7 e 835 a ojs
I ebeu-sc novo sortimento de bournus i,, j lue'"10 i-Mampaao a /eoy, 83?, 10 e!25, ricos lengos de cambraia da
I para sabida de thealro, c para passeio na |{S^^J'"If" duas /'alnias* fazenda mutjo linho bordados para senhoras, ditos lisos para'
ia
ira
de
X.W I ^ --. m I f I 11 L 'J I I
@ ; 65a peca cl,i las largas demolernos eescolhidos ros por preco commodo, camisas bordadas que!
! padrees a 240, 2G0e 280 rs. o covado, nquis- servem para batisado de enancas e para passeio :
Loja e armazem
^ DE
|Gesl Basto j
i Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
^ Sortimento completo de sobrecasuca de
panno prelo e de cor a 253, 28J, 30? e
35, casacas a 2aj, 30j> e35S. palitotsdos ||
mesmos pannos20, 22 e 25J, dilos de a
casemira de cor a 16 e 18. ditos sac- gf
eos das mesmas caserairas modelo inglez
casemira fina a 10j), 12/149 o 15t dilos f|
saceos de alpaca preTn a 4, ditos sobre j
lino de alpaca a 7, 8>e'J>, dilos dme- R
ri selim a 10j|, dilos de merino cordao SK
a 10$ e 123, ditos de sarja preta tra.neada
saceos a 6$, ditos sobrecasacos da mes- |
nw fa/.enda a 83, ditos de fuslao de cor e *
branco a 4, 4}50O c 5J, colleles de ca- 5ft
semira de cor e preto a 53 e G4, ditos de 'V
merino preto para lulo a 43 e 5, ditos |2
I de velludo prelo de cor a 93 o 10, dilos *>
de gorgurao de seda a 53 e 6, ditos do 3
9 brim branco e de cor a 23501 e 33, caifas
II de casemira do cor e preto a 7g. 8J. 9f M
e 10, ditas para menino a 63 e 7, ditas S
de merino de cordao para nomcm a 5J e sg
Gj, ditas de brim branco'a 5J o 6, ditas 5
dild de cor a 33, 3500, 4 e 5, e de M
lodas eslas obras temos um grande sor- ^g
tmenlo para menino de todos os tama- |g
nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na 35
mesma loja ha paletots do panno preto Jrjp
para menino a 14J, 15J o 16j. ditos de SS
casemira para os -mesmos pelo mesmo ^5
preco, ditos de alpaca saceos a 3 6 SK
3S500, ditos sobrecasacos a 5J e 6$ para /|i
I osmesmos, calcas de brim a 20500, 3}c W
0 3-3500, paletots saceos de casemira deer S
1 a 63 e 7, toalhas de linho a 800 e 1 ca- ^
'' da urna. Ib
No mesmo estabeleeimento manda-se 2
aproruptar todas as qoalidades de obras **
tendentes a roupas feitas,em pdueos dias, ^k
quo para esse fim temos numero suf- c
licienle de peritos officiaes de alfaiates *jm
rgidos por um hbil meslre de seme- 32
Ihaute arte, flcando 03 donos do estabe- JK
5* lecimeoto responsaveis pelas mesmas ow
^ obras al a sua entrega. jg
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas : no armazem
up Tasso Irmtios, no caes de Apollo
Vendem-se carros do 4 r^das com bois
mansos, proprios para carregar gneros da al-
fni'fc>ga ou assucar da estrada de ferro e trapi-
ches ; na ra de ApoMo, armazem n. 3S.
Expsito de melaes.
E' chegado a osla loja do Vianna, um riquiasi-
mo sortimento de metaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, ludo a emita-
cao de prala ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor,
Riqiissimo sortimento de machinas de fazer ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposicio de
Pars ; na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Kiquissimo sortimento de bombas de japy' de
lodos ostamanhos, as mclhores que se lera appro-
vadoem todo o mundo, pela facilidada que d a
lirar-se agua ; na ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
Riqnisssimo sorlimenlo de camas de ferro cora
unas, e para colzlo por preco commodo ; na ra
Nova 11. 2J, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande poreno defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto Dreno de 140 rs. a libr

trancinhas e lilas para enfeites de vest- $ ra seniioraa 45? a duzia, ditas de boa qualidade
*tx lidos, ultimo go^lo na ^ a 3-5 e 3500 a duzia, chita? francezas de ricos
Loja tle marmore. ^g desenhos, paraeoberta280rs. o covado, chi-
&^mmmmmmsmmm)* '8Sp!;^ras1n8|ez"a5*9?0a ^jV lt0rs-
b novo .sorlimenlo c ., o covado, brim branco de puro linho a 1, 8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres qur-
uitoencor- -- -'-
padoa 13500 a vara, brillantina azula 400, rs.
peno-
res qualidades a J 003?, que j se venderam a
150, capotinhos pretos e manileles prelosde
ricos gostos a 20, 252 e 30, os mais superio-
res chales de casemira esiampajos, muito finos, a
na
af cado para senhora
Loja de marmore.
S
Recobeu-se novo sorlimenlo de en- i&!
4 feitcs pira senhora, ullimo gosto na Loja do marmore. U
^ Recebeu-se novo sorlimenfo de ves- 6
i ti Jos de tarlalana brancos bordados na oK
Loja de marmore. (
*J> Uicbou-ss novo sorlimenlo de india-
ii as brancas para vestidos lisos, fazen-
1 especial na
5f Loja de marmore.
15200 e 15000 a vara, dito prelo muito encor- las. adama
padoa 13.00 a vara, brilhantina azula 400, rs. para roslo delin o a chS francezas'deu
o covado, alpacas de iiBe cres 360 M< o Per.or W. ^IM
S0Oo3rPT ^ 8 2f5?' 39e 2C0.280,320 400 e 440 r.. o covado. "
'00 r? \y SL TV ***** 8 remiras para calca, colletes o paHtots a 4 o eT
Tarna.'en.e/o'o l 21 f T^5 q"e Se ''". e um completo sortimento de OUtrasfazon-1
SrS"0^" ,0'1,SSe dar5 ^.e-,osevendePorpreCobaralo,equen5o1
eposstvel aqu se poder mencionar nemaquarta
Venilc-se i
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Riscoutos
Emcasa de Arkwight A C, ra da i
Cruz n. 61.
Botica.
gna
Vende-se urna casa terrea na ra da Ale- partedellas, no entanto 03 freguezes chegando e
n. 26 : a tratar na ra do Queimado u. 52. .querendocomprar nao iraosem fazenda.
Recebeu-se novo sortimento de bra- ft
tS cleles de sndalo na &
^ Loja de marmore. 1
<4| Recebeu-se novo sorlimenlo de le- c ques de sndalo lia B
8 Loja de marmore. l
wsmmmm-mm msmmvKm
ty Ilecebeu-se bonitos gros de I.yon para ^
S vcslido. fazenl ao covado, nova na 7f>
M Loja de marmore. tt
Re;ebeu-sc ovo sortimento de so, a
brncasacas, palelols, calcas, colleles e ||
', calcado de Mclis na **
8 Loja de marmore.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
o rm m mmmwm
Defronte do becco da Con gregacoletreiro verde.
* Recebeu-se novo sortimento de cha-
% pos de castor preto e branco e de sede na
ta de
M Loja de marmore.
Casacas de panno prelo a 30, 35 o 405000
Sobrecasacasde dito dito a 35^000
Palelols de panno prclos ede cores a
20, 25, 30Se 35JJ000
Ditos de casemira de cores a 15S e 228000
Ditos de casemira decores a 7g e 120(0
Dilos de alpaca preta golla de velludo 3 12JO00
Ditos de merino selim prelo e de cor
a 8 e 9000
Dilos de alpaca de cores a 3500 e 5>009
Ditos de alpaca preta a 3g500, 5, 7 e 9000
Dos de brim de cores a 3500,4500 e 5000
Dilos de hramanlede linho brancos a
4500e 6J100
Calcasdecasemira preta ede cores a
9 IOS e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a 530OO
unas de brim branco e de cores a 2500,
5M0
anga de cores a 3*000
. asemira a 5^50^
Colletes ao velludo decores muitofinoa
Dilos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5500 e
Ditos de selim preto a
Dilos de casemira a t
Ditos de seda branca a 5JJ e
Oilosde gorgurode seda a 5g c
Dilos do fuslao brancos e de cores a 3$ e
Ditos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a l600 *
Camisas de paito de fuslao brancas e de
cores a 2300e
Ditas de peilo e Dunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e decores
a1300. 2 o I
Ditas de meia a 1 e
Relog'os de ouro palentee orisontaes
Ditos de prata galvanisados a 25 e
Obras de ouro, adereeos, pulceiras e ro-
setas
10000
60OO
5S000
33500
6G00
60()0
3*500
2J500
2-J500
2000
2500
35SO00
28500
1J600
30000
Rartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
ra o nlo's :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands^
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 onras
e 12 libras.
Assim camo tem um grande sortimento de pa-
pel para Jorro de sala, o qual vende a mdico
prec.o.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber&C. : ra da Cru'
n. 4.
Ayados americanos e machinas
para lavar roupa: emcasa de S. P. Jc-
hnston & C. ra daSeozalan. 42.
. CANDIEIROS
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendom-
se por precos baratissimos para acabar: corles
de seda para vestido com algum mofo a 8$. rou-
poes de seda feito a 15J, luvas arejadadas para
senhora a 100 rs. o par, corles de ilrego de la
com babados a 5J, cassas de cores finas a 240 o
covado, chita larga a 200 rs., cazawques de cam-
braia bordados a 5$, capas de fuslao enfeitadas
a 5, perneadores de cambraia bordados a 6,
babados bordados a 320 a vara, riscado francez
muito fino a 160, sobrecasacas de panno fino a
25, palelols de panno preto e de cores a 18, 20
e22, ditos de casemira de cores a \6, dilos de
alpaca pretos c de cores de 4 a 8, ditos de brim
branco e de cores de 4 a 6, calcas de casemira
pieta e do cores para lodos os precos, golliohas
de traspasso a 2g500 camisinlias bordadas a
2g500. manguitos bordados a 2, chitas francezas
cora lustre propria para roupes e coberla a 320,
esguiao do linho muito lino a 1200, calcas de
brim branco e de cores de 2 a 4g, bramante de
linho com 5 palmos de largura a 000 rs a vara,
damasco de la com 9 palmos de largura a 2 o
covado, pecas de madapolao fino a 450, chapeos
de fellro a Garibaldi a 58500, camisas brancas e
da cores delg500 a 3, velbulina prela superior a
400 rs.. cortes de brim de linho a 1500, meias
cruas para homem a 100 rs. o par, o outras mul-
las fazendas por menos do seu valor para fechar
contis.
Aos senhores de
engenho.
Vende-so um escravo ptimo carreiro o traba-
Ihador de cuchada : na ra do Trapiolie n. 8, ou
na rna Augusta n. 61.
Vende-se banha cm latas a 480 rs. a libra,
milho muito novo a 200 rs.a cuia: na travessa da
ra das Cruzes n. 6.
Adiuiravcis remedios
americanos.

Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicajiicnios com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de lladway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos", conluses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reteD-
';3o de ourina. ele... ele
Solutivo renovador.
Cura todas as eufermidadesescrophulosas.chro-
oicas esyp lili ticas; resobre os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do ligado e rins,
erysipclas, abcssos e ulceras de lodas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramente vegelaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas n'm
dores de venlre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Eslas pilulas sao efficazes as allec-
6es do figsdo, bilis, dor de cabeea, ictericia, in-
digeslao, e 11 lodas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, luxo, reten-
coes, flores brancas, obslrucroes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto efTeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
gnas.
Estes tres Importantes medicamentos vem a-
companhados de iustruccoes impressas que mos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applicalos em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos^de falsificaco por s haver & venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& Irmao, na ruada Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco-
Rival sem .seguudo.
Na ra do Q taimado n. 55, defronle do sobra-
do novo, loja do miudezas de. Jos de Azcvcdo
Maia o Silva, ha para vender os seguinjes artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sipatos de tranca de algodo a 1.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
1$0.
Phosphoros cora caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macasen perula a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muito finos a 3500.
Clcheles era cariao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
C uxas de brelas muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Diio dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatosdelaa para enancas e20(>rs.
Pares do meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Uassoa de grarnpas muito boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 100 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas aoOO rs.
Tesouras para coslura muilolinas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 1.
Pecas de tronga de la cora 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (pera) 1.
Lionas Pedro V, cartocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas lito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo linas a 200 rs.
Pares .1o meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Grammaticaingle-
za de OUendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlez em G mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instiucciio,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. o", segundo andar.
48--.-- Roa Direita45
Este estabeleeimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
procos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes. .'..
Ditos aristocrticos *.....
Burzeguini moscovia (prova de
fogo e d'agua........
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
SapatOes nobreza.......
Oitos infantes......., .
Dikis de linlia (o 1|2 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos........
Ditos impermeaveis......
Senhora.
10/J00O
9^-000
9r<(000
6000
6j|500
e^ooo
5$000
C$000
500O
6|000
5000
5^50i)
2^500
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)........5^000
Ditos de segunda classe (tjuebra
cambada)......., ^g00
Ditos todos de merino (sallo
denS!0).........4$50O
Meninos e meninas.
SapatOes de forro.....
Ditos de arranca......
Boizeguins resistencia /# e
-s^oco
3 S,ji 8 00
Pateo de S. Pedro n. G, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslabclecimer.lo saceos
com farolo de Lisboa, farinha de mandicca. mi-
mo, fejaoi nulaiinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranho de supe-
n'qualidade. doce da casca da goinba, vinho do
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
KhX1.81*8* b!"chinh08 ** de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da nTelhor
marca, ouejos flamengos frescacs. conservas in-
giezaa eos mais gneros que se vendem por menea
pr. so do que se vende cm outra qualquer parle.
Cambraia organ-
dysaSGOo covado.
\ ende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de ana-
tro portas, cambraia franceza organdvs a 360 o
Zllt''f Cabar uma facUlra I ^mo
lin/n. n2S-r"ncezas a 2/' e 30 *-. fr* de
lindos cadroes e cores fixas : dao- se maoslra.
Seguro coaira Fogo !
| COJUPAMHIA
3)
LONDRES
AGENTES
^G J. Astley Vende-se
Grande sorlimenlo de candielros econmicos a
gaz idrojtcnio, e todos os mais prepa^os para
consumo dos mesmos '. na ra Nova n 20, loja
Vianna.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes ,d?
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo iltimo paquete inglez : em casadi
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado. dilas eslreilas a imilacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos bra'ncas e oe cores a
200 rs. o covado, peQas de esguiao de algodao
muilo tino a 3$ a peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2#. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 28.
lencos brancos com barra de cOr a 120 rs., ditos
co-n bico a 200 rs., algodao monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. a vara,
ruussulina encarnada a 240 o covado, Al de li-
nho prelo bastante largo. A loja est aberla at as
9 horas da noile.
9
f
| Formas de ferro para g
purgar assucar.
i Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas. #
Aro de Trieste.
Pregos de cobre de com- |
posicao. |
Barrilha e cabos. |
Brim de vela. *
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
.T. Astley A C. |
J AfilAC
ClJuUUllfale
Vende-se emcasa de Saunders Brother &
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
iotabricante Roskell, por precos commodos
etambemraocflllins e cadeias paraos mesmos
deexceellntc gnstn.
.Na na da Codria n. 24, vendem-se as se-
gnintes fizendas, per metade de seu valor, para
liquidacao.
Bicos de seda brancos e prelos, e lodas as
arguras, vara a 160. 210, -iO, 8C0 e 1JO0O. "
Um completo sortimento de franjas de seda c
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 35$.
Bi.loes deseda, velludo, de louca ede fuslao
de qnahdades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 4$.
F.ntrsrreios finos, pecas com 12 varas a lg
Folhos boriados liras a 5"0, 1?, 2j 3?500
Camisetas com manguitos a 3?, 4, 5 e 6.
Enfeites de llorosa G$.
Chapees de seda para senhora a 10g.
Casaveques de velludo a 40 e 60S.
Ditos de seda a 25?.
Ditos de fuslao a 8 e 1S#.
Fitas de seda e de todas as qualidades de ICO
rs. a ljOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a lg. ,
Vendc-se urna escrava com 16 anuos de
idade : no paleo do Carmo n. 5, segundo andar.
Pechincha
sem igual,
Superiores corles de chita franceza muito fina
de pa<*roes muilo modernos, com cores matiza-
das muilo lindas, de 11 covados cada corte, pelo
baratissimo preco de 2$500, com muita direr-
sidade de goslos para poder escolher-se na loja
do sobrado amarillo, nos qualro canlos da ra
do Queimado n. 29, de Morena Lopes.
Camisas inglezas.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, roa do Queimado n. 46. um gran-
de e novo sortimento das camisas inglezas, gos-
los modernos, e por ser grande poreo convida-se
os fregiic7cs a virem comprar aduzia dor 35};
sao de linho puro.
II Ff^fV/FI


DIAUIO DE PERMAMBUCO. QUINTA FEIRA 11 DE OUTUBRO DE 1860.
(1)
FABRICA
sfiEttafa i mmm u iifaii.
Sita na rna Imperial d -118 e i 20 j unto a fabrica de sa La o.
DE W
Sebastia J. da Silva dirigida por Francisco Bcligiro da Costa.
Neste estabelecimento ha seranre promplos alambiques de cobre de dilTerentcs dimencoes
de 300$ a 8:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para restilar e destilar spirilos com graduarlo at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas"hoje approvados e conhecidos nesta e ouiras provincias do impario, bombas
de todas as dimenees, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornearas
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parausos de bronze e
Ierro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de toda*
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugoes de ferro potaveise
economices^tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencole barra, lsn^ese
arroellas de cobre, lenccsde fcrroalalo,ferro suecia inglezde todas asdimensoes, safras, torno*
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conflanca, acha-
se na ra Novan. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
DICA.0 DAURORA.
Seus prdprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em gera 1, ioca
f ualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinasde vapor de
todos es lmannos, rodas d'agua para erigenhos Todas de (erro oupara cubos de madeira, moen-
iis e raeias tnuendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os Umanhos, guindasles, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilh-oes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descaro^ar algodao, prencas para mandioca e oleo dericiui, portes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cullivaJoies, postes, '.aldeiras e tanques, boias, alvaren'gas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
desnhosou moldes que para tal Km foremapresentadas. Recebem-se encommendas neste esta-
Selecimenlo na rija do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
teiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os oretendentes se podem
entender para qualquer obra.
Novidade do mercado, |Rap nacional D.
Vinlio braaco de pasea de uva
Esta ova qualidade de vinlio- a primeira ver.
que se aprsenla no mercado do Brasil, ella se
recommenda por 9 mesina, nao precisando de
elogios anticipados. Este vinho preparado n'um
lug.j ronde existe a mellior uva de Portugal ex-
Irahido da mesma era estado de paasa e por isso
conserva kida a parte saccharina que Ihe fl un
agradavel paladar comijinando-se com o alcool
neceSario para a sua conservado, equeseob-
tem da roeema passa per un proceeso novo, que
nada deixa a desejir. Pode-se diz-er sem medo
de errar, que superior a lodos os vinhos co-
nhecirios tanto na qualidade como no esmero de
6eu fabrico?Embora nao de resultado pecuniario
esta tentativa resta a s3t6fai;ao ao dono e pro-
pietario deslc vinho de lee sido o prirteiro que
intr "uzio neste imperio o genuino sueco da uva,
cousa asssrara oeste lempo em que impera por
toda a parle a mentira, o Okgano e a falsificarao.
nico deposito ro Brasil em Pernamhuco. Ca-
da aneoeta de IG. cusa 1003 : em casa do Sr.
Antonio Lopes Braga, na da Cruz n. 36.
Pedro It da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap som duvida o de mellior qualidade
fabric-ado neste imperio, araba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, cscrip-
orio.
Para colchOes.
ARd ha um resto do superior panno de linlio
proprio para colches : ua ra da Cadtia do Re>
ci n. 48. loja de Letle & Irmao.
Tachas emo endas
Braga Silva C.,tem sempre no seu depofit
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do mullo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar do
mesmo de 06ito ou na ra do Trapiche n 4.
CORAL.
Vende-so. verdadeiro coral de rais a preco
muilocommodo, e mais muital miudezos e rap
de varias qualidades, tanto a retalho como em
libras : na ra larga do Rosario passando a bo-
tica a segunda loja de miuTJczas u. 38.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nheftdas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braadenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chateau Loville.
Chateau Margaux.
De Oldekop A. Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
aav:\v;ia
Ha
Na mesma
vender:
casa ha para]
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fin
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler &Wilson
Neste estabeleci-
mento vendem-se t.
machinas desles doflP
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsnbili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem defazendas
do fiaymundo Carlos
Leite & Irraaos ra da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Ricas fivelas
para cintos de senlioras, o mellior que se. pode
enconlrar, e por preco mais commodo que em
oulra qualquer parte", chegaram pelo ultimo va-
por da Europa casa de J. Falque, ra do Cres-
po n. 4.
FUNDIDO LOW MOW,
Ra a Senzala Rota n. 42.
Neste estabelecimento continua ahaverum
comipletosrlimentode moendas emeiasmoen-
dasparajuaeoho, machina de vapor e taixas
deferro batido e coado.de todos os tamanhos
para i
Telhado de zinco-
O telhado de zinco aqui usado as
companhias do gas e caminho de ferro,
urna das boas inencoes modernas, el-
le faz-je recommendavel pela grande
duraqao, pouco peso no ediGcio, bom
acondicionamento, barateza do custo,
fcil conduccao etc etc., todos sabem
que a duracao do zinco inlinita prin-
cipalmente se se tiver a cautela de dar
urna mao de tinta do lado exposto ao
tempo, urna telha de zinco com o peso
de 20 libras, cobre um espaco que.pre-
cisara para tal im 50 telhas de barro,
o espaco coberto pela telha de zinco nao
penetra o menor pingo de chuva e a
(acihdade de sua conduccao e tal que
urna carroa pode conduzir de "urna s
vezo telhado preciso para cobrir urna
grande casa, o telhado de zinco muito
til principalmente para cobrir enge-
nhos, estaleiros, barracoes de ferraras,
armazen* de deposito etc., etc., em
sumnja quem quizer experimentar o te-
lhado de zinco, conhecera' sua grande
vantagem, este telhado vende se a 1 20
rs. por libra de 50 telhas para cima:
nos armazens de Paulo Jos Gomes e
Manoel Firmino Ferrei' rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
na
Libras sterlinas
Vendo-se no escriplorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, na pra'ca do Corpo Sanio.
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do comroendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortes de trra a volitado dos compra-
dores com a nica reslricco de nao terem menos
de 30 palmos de frente, fondo designado pela
respective planta approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano
Bodrigues Selle o encarregaao das medices
precisas, o pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreita do Rossrio n. 30, terceiro an-
dar, ou na pra;a da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Jnior : os prelendenlcs podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimenlo ao herdeiro L. A. Dubourcq.no
seu sitio na Capunga.
Superior
farinha de mandioca em saceos grandes, chegada
do Maranhoo ; vende-so em porco e a retalho,
por proco commodo : na Iravessa do Madre de
Dos n. 1. arma/.em de Ferreira & Martins.
AO
armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Lenccs'de bramanle de urna s largura pelo
barato r>re?o de. lj>80(J cada leocol.
Cavado a mil c duzcnlos r*i
Grosdenaples furia-cores com urnas pintas de
mofo muito pouco, pela pechincha de 15200.
A 5^500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5f$500.
Colchas do fustn muito grandes de lindos de-
senos a rreo de 5J500.
Vende-se na Joja de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 117 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capcllas de aljfar e morale para ca-
lacumbas, tmulos ele, ele, da forma sesuinte
e procos razoaveis : *
Capelas dealjofe cora Escripres, grandes a IO5
Ditas ditas por 83
Dilas ditas por 5>
Ditas ditas por U
Ditas de imortaile por -2g
(Juadros cora a im-gem do Senhor Crucifi-
cado com inscripces por baixo a 109 e a 8$
Olinda : roga-se as autoridades policiaes e ca-
pitaes de campo, que o apprehendam e levem-'o
ao mesmo engenho, ou nesta praca, ao Sr. Jos
Pinlo da Cosa, que serio recompense dos.
ATTENCAO.
Fugio desde o dia 13 de agosto do correnlo
anno, o escravo ciioulo de come l.uiz, cora os
sijnaes seguintes: alto e bem feto de cori>o, cor
fula, dentcs alimados; gago pnnripilmci te
quando falla com medo, osle escravo natural do
Sobral onde tem parentes captivos, ha luda cer-
teza queseguio para ahi, cm componhia de un
cainaradn, por isso roga-se a qualquer pessoa do
povo a sua prisao, que ser bem reeompesado ;
a tratar coro o seu senhor da ra Direita n. 1)2
ou na ra do Apollo n 43, armazem Ce ssucar.
Arha-se fgido um mutilo cabra de come
Rayraundo Patricio, cfficial de pedreiro e tarbei-
ro. foi rcmcitido do Para em abril de 18S9 pelo
Sr. Manoel Jcaqnim de Fria, o qual foi aqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e est se-
nhor vended ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Cosa ; lem os seguintes sig-
naes: estatura rpgular, bastaulc grosso e barba-
do, olhos amarcllados, falla com desembarazo,
reprsenla le 35 1 40 anruis : roga-se as autoii-
dades policiae6 a sua apprehecso ; e quem o
pegar, dirija-s.e ao engenho Guerra, em Ipojuca,
ou na roa do Imperador n. 79, escriplorio de
Polycarpo Jo Layme, ou na ra de Apollo c.
30, escriplorio de Manoel Gouveia de Soua, que
ser generosamente recomrensado.
Boa lecompensa
Jos Matlieus Ferreira rrcompensa bem a quera
Ihe Irouxero seu t\'cravo.eaiidro, o qual trrn os
signaes seguintes : idade 20 anuos, pouco mais
ou menos, baixo, rosto.c cabeqa redonda, sardas
no roslo, poucJ barita e ruiva, quando aada ar-
queia um pouco os bracos, falla bem e sabe ler,
natural do Ico, onde lem familia : na ruu da
Cadeia do Recite n. 35, loja.
3O0S00O.
Contina a ester fgida a eserava Paula, qje
diz chamar-se Paulina, tem os signaes tegui:, -
fula, alta c muito magra, representa h r j iu-
nnsdeidadc; desconfia-se rstar oceulta cm al-
g'ima casa nos arrabaldes desla cidade ; veio :o
serto do Cear, d'onde natural : quem a ; -
gar, recelier a qnantia cima, na ra da C.
n. 35, loja.
Suissos.
Em casa de Schafleitlfn 38, vende-se um glande e variado sorl^nenlo
de relogios de algibeira liorisontaes, relentes,
chronomelros, meios clironomelros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabcantes da Suissa, que se
viidcruo por precos razoaveis.
Escra\s fgidos.
2008.
Fugio no dia 1" de oulubro, do engenho
Tipacur, comarca de Nossa Senhora da Luz, o
cabra Anselino, alio, secco, estatura regular, re-
presenta 45 anuos, muito humilde, foi compra-
do nesla praca ao Sr. Joaquim MenJes da Cunha.
Azevedo, suppe-so elle andar pela cidade 6.<
Fugio do engenho Quanduz, em Santo Anlo.
no dia 18de maio do anuo prximo psssado, ura
escravo de norr.e l.uiz, de idade 23 a 24 ali-
os, com os signaes seguintes : cabra, de esta-
tura regular, baixo. quando se ausenten nao li-
aba barba nenhuma, cabello a especie do de
ralo, lem um pequeo geilo as pernas para
I dentro, um signal na pona da lingna do laoia-
nho de ura carneo de goiab, que o alrapalha um
pouco quando falla, lem as cosas bem cien triza
I das de chicle ; este escravo foi da villa do Sa-
, boeiro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
Iros, e ha noticia delle oslar acoulado fin urna
fjzenda cima da dfla villa 20 leguas : pede-so
portaulo a captura do dito escravo, e quem o pe-
gar leve-o a seu seuher no dilo engenho, 011 no
( Recife a Bernardino Francisco de Azevedo Carn-
. pos, no palpo do Carmo, que se gratificar cora a
quantia de 200;.
Dos premios da quarta parle da quinta lotera, concedida a lieneficio do hospital Pedro II,
extrahida em C de outubro de 1860.
NS. PIIEMS.
5
205
59
830-5
8
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NS. PKEMS. NS. riE.MS. NS. PREMS.
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I
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5
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1501
3
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6
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11 5lt
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68 69 73 80 65 75 76 80 74 76 79 80 45 50 52 54 56 57 59 63 75
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38 16 26 ^^
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58 35 46
59 39 51
61 40 54
62 46 59
68 48 65
72 53 _ 67 _
7* 57 __ 68 _
75 59 .._ 80 _
78 67 ^_ 81
79 72 83 .^
82 20 74 86 _
87 5 76 89 __
91 .81 96 ---
92 84 99 _
Aos 6 de outubro de 1800, achando-se reunidos no salao do convento de S. Francisco desta cidade os Illms. Srs. Dr. delegado do l. districto Francisco Jos Martins Penna Jnior thesoureiro da< loteras .Manuel Cimillo Pires F
gados, pnncipiou-sc a proceder a extraco da 4.a parte da 5.* lotera do hospital Pedro II, e havendo-sc extrahido 790 nmeros e premios teve o mesmo Sr. delegado denuncia de que o bUiete da sorte de 5:000,* nao fara tirado da resi
Falco, e mais empre-
algibeira" de um dos publicadores, pelo que o mesmo Sr. Dr. delegado suspendeu os trabamos da extraco at o dia 8 do presente mez a flm de que consultando o respectivo reglamento pTdel^ dT^usa~decTdir-eete neaocio' Finara
constar mandou lavrar este termo em que assignou, com o sobredito Sr. thesoureiro, e cu Jos Maria da Cruz, escrivao o escrevi.Francisco Jos Martins Penna Jnior.Manoel Cantillo Pire? Falco. '
Aos 9 de outubro de 1860, achando-se reunido no salo do convento de S. Francisco desta cidade *os mesmos Srs. cima mencionados, e diversos espectadores o mesmo Sr. Dr. delegado abri os trabalhos iwtiwa a* rm ,1------:, _...
achava lacrada, e procedendo a contagem das sedulas nella existentes, verificou haverem 498, e passando elle mesmo a dsdobra-las acliou urna de 2:000$, urna de 400& urna de 100& duas de 50$, seis de 20& seis de .
OUaeS UntaS aS 790 que fn*am avl.-..l.;.lo rr. Acola maamr, mai conln n V. imo <1q Wiii.-. A,%no /lo ->/ u i Ipoo iln liui; ____.__ ,-r. h --._ .- ___*__ ,'
este premiado conforme
feitos, quer as referidas
retro e testemunhas abaixo declaradas. E eu Jos Maria da Cruz, escrivao o escrevi.Francisco Jos Martins Penna Jnior.Manoel Camillo Pires Falco.Antonio Pinto Cardozo Gama.Leopoldo Gadautt.Jao da Malta Bettrao
Barcellos.Antonio Francisco de Mello,Joo Duarte de Faria Tibau.Domingos Pereira Lagos.Ovidio Saraiva de Carvalho.
0 escrivao Jos Maria da Cruz.
Dimas de Oliveira
Pernambnco:Typ. de M. F. de Faria.1860.
1II FftVFI L


f
IMHBMWMMMmMMMB
Litteratura.
*Mlnlm" -. i i._^-.-Jr ||t| M|| M ..,r------p.-,^ rrm~m.m i -l ii i i r >^l.>~,.t^'
tPlARIQ DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 11 DE OUTUBRO DE 1860.
As mulhcres do Porto.
ni
(Coutinuaco.
Deus, no co, os prinripios d'uma [elicidade fu-
tura. Quiz esquece-la com o sen amor, Isabel,
mas o esforz do corando, fatigado j, nao con-
scguio lauto, cahio arquojanle anda ao p dessa
senda tortuosa ; vejo que me ama. fing am-la
tarabem ; oceitei os scus juramentos, porque
vinham misturados cui lagrimas de fogo o cren-
O eu julgar de fel os-'sorrisos da mulher, Ga. e ao seu pranlo ninguem poderia deixar do
Bcm duvida urna crianza?
S se for a do sceplico 1
Do sceplico?!___Ecomo podo V. Exc. en-
' (Mitrar mangas no sr.eptiiismo ? !
Fcilmente I O nao acreditar em cousa al-
y na, o ivic seno nina ciiancn tambem I Mas,
se deseja urna emeada na miuha expresso, di-
rei, que as suas sito pouco vulgares!
Menos do que Ihe parecem, senhora D.
I.abell
Torna-so incomprebensivel, senhor!
Como?1___
Avancamos de problema em, problema,
sea deparamos com urna resoluco defin-
11.a I
Concluir! eu enlao I
Desejava ouvi-lo, senhor Ernesto da Sil-
veira.
E prometi submeller-se concluso.
Ojicm sabe I
Aproxintou-se j tambem a sua vez de du-
viiar?
Talvez
ceder I Mais tarde pedia-u por esposa seu Ir-
mao. mas foi no momento em que o espectro
gellido e lumular da vinganca, para Dulce d'A-
naral, me cobria a alma, o sonlimeoto, asemo-
eos do pnssado, com o seu sudario ensanguen-
lado. Perde, Isabel, (oi ludo urna llusao pas-
sageira e voluvel, nas austera c triste ; leuua o
mcu sollrer de hoje, como urna punicao das
loucuras de honlcm, e que Deus exerec so-
bre mim ; seja ella tambem a causa'do seu
perdo.
Nao, meu amigo, respondeu ella, com a
verdadeira candura d'um archanjo do Deus. a-
perlando a mo de Ernesto da Silveira, com um
sorriso misturado do tristeza e resignacoDeus
pdemuito: foi elle quem rae puni ; poim, o
que ron dizer-lhe, nao a origeni da sua nem
da minha punigo, porque qnem ha de perdoar-
me ha de ser Ernesto, porque o arrependimenlo
nao e tardio, descendo alma como um balsamo
que cicatrisa todas as feridas do coracao ; o meu
amor para comsigo o que me leva tanto, 6 o
que me arrasta ensatar ainda, um derradeiro es
A duvida na mulher, o predicado de eda- forr:> f>a collar os labios ao meu calix de fel, o
dea verdes?
Nao sci I-----
Ei-la sceplico tambem I E nao prcveuio,
que cu me vingaria com a sua contradicho ?
E se cu Ihe disser que aos dezoito annos,
a edade das illusoes?alalh.iu tila viva-
mente, como pasa se sabir triumphante da col-
liso em que imprudentemente se tinha collo-
cado.
Illusoes 1___EsojuIgXos seus pensamen-
I ;.- rhimorss, porque nao deserfi d'eiles?!
l'orque 6 um impossivel, ou um enigma,
que o prespiescia infantil da alma nao consegue
vari
A razo !
Quem pode dizer ao corago que se cale, a
nlmaque nao soffra e ao corpo, que nao chore I
Julgo quo sympathisa era extremo com as
lagrimas, senhora D. Isabel!
Afeicoei-mc ellas, como a urna amiga,
que nunca nos dcixa!
Chorar!___Tao nova
Sao lagrimas deba pouco lempo, e que to-
dava constiiuem de cada minuto una poca! I
respondeu ella, olhando Ernesto da Silveira, com.
iot ?nco occulta.
Lagrimas de um corago, que apenas des-
I iva anda para....
Tara o auioi ? perguntou ella viva- j
mente
pai-
respondeu elle,
mais que poder desejar a. creatura, Aquello que
ama 6 urna felicidade no mundo, e por ventura
se-lo-ha possuiudo as provas da innocencia da
sua amante. Erneslo ? acroscentou ella, lixan-
do-o com um olhar indefinivel.onde se Iraduza,
atravs ss lagrimas, os senlimenios d'uma gran-
de alma, em lula com a vehemencia d'uma
xao de fogo.
Que pergunta, Isabel
olhando-a duvidoso.
E pcrda-ir?e o que vai ouvir ?
O que? !...
Urna revolago que ha de perdoai-me, seja
ella qual for, uao assim ".'
Diga !
Escute-me enlao. Dulce d'Amaral inno-
cente, ama-o muilo, sei-o eu ; foi a victima in-
justa d'uma calumnia ; a carta que recebeu foi
escripia por mim, as expressoes que levarara o
opprcbrio honra da sua amante, foram m-
nhas Ouvindo da propria bocea dola una coc-
tissu do amor para comsigo, tire ciuraes; quiz
faze-la odiosa a seus olhos, tanto quanlo a de-
testara no meu coracao, e o meio do que me
servi foi o que vio, ful infame, nao ha duvida,
mas que importa, se eu s querii conseguir um
lim I Que importa que depois do triumpho os
nieus louros (ossera de vergonlia, se elles sem-
pre erara os d'uma victoria Agora resli-me
supplicar-lho, pela segunda vez, o seu perdo
INu me d esse. nomo ; se-lo-hei tal-, beijo casto de amor, ornou a cabeceua do seu
vez quando no co for ajoelhar com minha me berco '
aos p.s de Deus 1 respondeu ella com tris-
teza.
Este annel ser para Dulce e para mim o
emblema saudoso da esporanga, que nos momen-
tos da dor nossuavisar o poso das tribulages
com a recordago d'uma boa amiga 1 respondeu
elle com indisivel gralido.
Oh
Era chegado o momento, em que o amor ou o
dever, exigindo o primeiro sacrificio mulher,
Ihe patenteia os espinhos oceultos entre as rosas
da senda torluosa-da vida conjugal I
Era finalmente aproximado o instante, em que
a mulher ao derramar a primeira lagrima, ao ex-
pandir o primeiro gemido do dr, cerra os olhos
agradecida I Mas nuuca seja elle nuis, c olvida por um momento Deus' e ao mundo,
do que o symbolo da felicidade, quo deva es-. para perloncer exclusiva a um hornera quera
licitar cada vez mais duas almas que s sao urna
da cjri !
Adeus, Isabel murmurou apenas Erneslo
da Silveira. com voz balbucanle, lomando-lho a
mao para lh'a beijnr, o que ella recusou modes-
tamente, o cingindo-lhc a rabega entre as suas,
unindo-a ao seio, imprimio-lhe na fronte um
beijo louco e fervenle, depois do que, aflastan-
do-a cum brandura, llie disse :
Perde I. Nao o diga a Dulce ; porque foi
este o primeiro e o ultimo beijo d'amor Oh !
agora, adeus !... acroscentou ella cahindo sobre
urna cadeira abafadi em solugos.
Erneslo da Silveira quasi desvainado, adian-
tou-se para a porla para sabir, quando no cor-
redor se ouviram passos : era o irmao de Isabel
Valladares que entrava ; a antagonista de Dulce,
presentindo-o, enxugou A pressa as lagrimas,
procurando eocobtir de seu irmao o elToilo da
scena, nas nao tao rpido que podesse evitar o
elle dizer com um sorriso do malicia, collocando
familiarmente a mao sobeo o hombro de Erneslo
da Silveira :
Aposto era como te arrufaste cora a tua
noiva, meu charo Ernesto Goslas de ver cho-
rar as mulheres, hein ?
Ao contrario, Carlos, nunca eslivemos
tanto bem como boje, meu irmao J apres-
deliranlc entrega o seu diadema candido de'don-
zela pura c innocente #
esta a primeira dedicacau da mulher sacrifi-
cada as aras desse entremedio, elevado entre as
ballisas do mundo ideal e positivo, a que deram
o nomo de thalamo I
Dulce do Amara), sentada segunda vez no so-
ph, ao Indo de Ernesto da Silveira, ronservava
sava enlao ephciero rumo a vuaode um sunho
acariciando um pensameuto novo, porm as
faces vollavam logo sua primativa immobilida-
de depois do desaparecimento da illuso.
O generoso perdao de D. Isabel Valladares,
nao tinha conseguido ainda minorar-lhe a dr,
eausada pelo torturar do espinho ha pona cra-
vado na alma, nao purificada ainda, para que
podesso adormecer sobro o passado, vellando
apenas febril junio da previso de um futuro de
quebrantos.
O derradeiro adeus daquella mulher, as la-
grimas, o fogo daqnelle beijo a^nte e louco,
nao podia ser o antidoto espalhaW sobro o co-
racao que se eslorcia entre as agonas do vene-
no de un. rcraorso alioH
Dulce notando-lhe a mudanca, nao tinha con-
seguido adeviohar-lhe causa ;" segura, come em
lempo algum do amor de seu marido, eslava mu-
o. ar niiuuaiivo como se oppressa tambem por lo longo de inlerpretar-lhe o motivo danuella mu-
estes pensamentos vagos e acerbos ; e urna som-
bra de tristeza ou saudade, pareceu passar-lhe
ligeira pela fronte ; una das maos que tinha col-
locada entro as do seu desposado eslava gellada
e insensivel ; os cabellos finos e j um pouco sol-
tos pelo movimenlo cadenciado e rpido da dan-
ga, cahiam-lhc espalhados no longo das faces pal-
lidis como o ni ,i rti id mas animadas pelo rceeio
e expressivas pela anciedade ; o coragao batia-
Ihe inquieto e irregular, elevando de momentos
em momentos com o arfar, as finas rendas que
Iheoccullavam a parle do seio, nao decotada; os
olhos brilhavain-lhe com um fulgor mystcrioso
por entre asorlasde urnas pestaas encantadoras,
e ao clar&O das luzes alii brilhava cryslalina urna
lagrima represa'na sua priso.
Era ella talvez o ultimo feudo tributado aos
lempos serenos da sua infancia, o ultimo pranlo
espalhado sobre os Ivrios brancos da sua grinal-
sou-sccm alaDiar Isabel, cora urna forcada ale- da de pureza, a derradeira lagrima de pesar, que
*n n se ia sumir entre recordacoes, as lembrancas do
fc.ru mais um sacrificio do Isabel Valladares. I seu passado, ou enviado como um bolo de'amor
por Ernesto da Silveira ; mais urna dedi-
uma
cagao sublime, incomprehensivel e my^teriosa,
dessas de quo s urna mulher posse o se-
gredo !
l'inalisando este cipitulo, consintara-rao os
leilores urna pergunta :
Isabel Valladares, seria anjo ou mulheijO
rorto ?... w
Ve lo-hemos.
IV
ao phantasina dos seussonhos os mais queridos!
I). Dulce de Amaral, era naquellc momento o
lypo anglico e seraphico da creatura divina c
ideal, d.i mulher singella e potica, porque pos-
suia enlo toda essa suavidade sobrenatural, quo
as faz crr anjos entre as peripecias prantivas
e pungentes deste mundo. .
O homem, o primeiro que se lembrou de dar-
lho esto norae na vida, devia por certo ter encon-
trado urna assim !
O silencio espagar-se-hia por mais lempo, se
segunda vez Ernesto da Silveira iuterrompeiido o,
L'ra mez depois dos fados que presenceamos,
I). Dulce d'Amaral, justificada e feliz, lornava-se nao dissesse rindo:
a esposa de Ernesto da Silveira. Quem no-, visso, julgar-nos-hia dous des-
A" noite, em casa da irinaa do Jlersilia, o soi- contantes I Em que peusas?
Em ti!... respondeu ella apenas, o com urna
Nao, para urna illusao, talvez!respondeu I nao rae amaldice, Ernesto, se nao quer ver-mc
elle, emeiidaudo-sc.
E que fugir por ventura um dia ; nao
assim, senhor Erneslo da Silveira ?conlinuou
risivelmente anciosa, e accenluando cada
palavre.
i'udo isso ser um mysterio?
.Nao, 6 simplesmenie um presentir de crian-
. uascido de urna impressao, que surgi d'tu-
tre esperancas, que se soldilicou com o amor, e
que morrer talvez I
l.embra-me agora, que no momento em quo
experimeniei essa sanecao, desfolhava, por acaso,
urna camelia, que trazia ao peito, c que collii de
um carramacho, enteilacado do mariyrios o flo-
res brancas Ao oulro dia, fui passear niachi-
iia luiente ao jardim, e corlando urna dessas llo-
res, coraecei de arrancar-lhe as folhas, espalhan-
do-as ao venlo c ellas, impellidas pela virariio,
foram suspender-se urna por urna, dos clices dos
mariyrios!
Afligi-me enlao muito, o olhando triste para
, colloquei, como urna lembranra, junto do
io, a hasta pobrezinha de bellezas; e vol-
tando liara casa, fechada no meu quario, chorei
por um momento a miuha flor ; porm, exami-
lo-ja minuciosamente, estremec de alegra,
te vi, pendida da hasle, urna folha ainda !
Era urna ultima esperanza, talvez!
B uo previoperguntou Ernesto da Silvei
rao sopro rigido de um voudaval, que a
; ira muilo tongo, ou quo essa ultima
rc foi animado e brilhanto ; a elegancia, profu-
so e riqueza que Ihe assislirara, quasi que a
lornavam um baile em forma ; ludo quanlo o
Porto corita do mais notavel nos dous sexos, ahi
se enconlrava engolfado no marulhoe delirio das
walsas csckottisck que so succediam urnas sou-
cidaJe, quando ouvir da bocea de ana esposa
mais una palavra d'amor, reorde-se algumas
vezes d'uma pobre tnulher que o amou muilo,
recorde-se, sira, mas por um momento, um mo-
mento apenas, porm s. para subsliluir-lho o
antigo nome d'aiuanle pelo de irraaa, ame-me
como uraa de suas mclhores amigas, porque
ludo quanlo posso pedir-lhe E ha de ser
sempro muilo mcu amigo, nao, Ernesto ?...
acroscentou olla com os olhos risos d'agui, e a
perlando-lhe mansamente as mios entre as suas.
Oh como sublime a sua alma, Isabel, ex-
clamou elle com phrenesi.
Oue quer, se eu nao poda ve-lo infe-
liz respondeu ella com um suspiro expan
sivo.
Oh agradecido I
Nao agradeca ; seria ura insulto nossa
amizade.
Naquelle momento, o rosto anglico e suave
do Isabel Valladares, linlia lomado a expres3o
dessa alvura e pallidez oiaca caracterstica das
perolas; eslava branca como a cera purificada
do um cyrio, consequenca do embalo horrivel e
a"g". atroz, era que se debata aquella alma, plena de
ful ha,
: mureha, se reduziri a p?
Talvez 1 Mas diga-me, conhecendo assim
o coracao da mulher, porque nao penloa a
Dulce?
De certo; todava, ella que se justiO-
que.
E continua a ama-la';perguntou ella an- 'l"e nessas
38 e despenada. j crenca. que
Seria um imposdvel I ?.e ""i1 oraa
i) una-la''atalhou Isabel Valladares, com
um gesto fulguran tu de alegra.
Sira I porque nunca Ihe tiveamor!
Eutao sacnlicava-se, escolhendo-a para es-
poja
Menos do que julga!
Nao comprehendo a contradicao!
Esperara quo os carinhos da esposa, fussera
i nios com os sfagos do amaniel
Cuno.' *
Esperava ama-la um dia !
L ci na mudanca de sensaces, u'uiu es-
limilado de lempo ?!
i ra a minha nica esperanca I
i ento porque a enganava?
1'i* essa mesina causal
Corno ella eboraria se o soubesse! _
Era o ma'sl Lagrimas sao expanses vul-
.as as mulheres !
Agradecida!___respondeu Isabel, despei-
. .
Como caprichosa, Isabel!
Repilo, eslranho-o hoje, Ernesto 1
A causs?
l'orque nuuca o ouvi fallar assim !
E aorecia urna linguagem de todos os
E repiehcndc-me, em vez de fallar-me em
amoi 1
Quer que Ihe falle n'elle por passalempo ;
assim .'
Continua !
Pois bem, lar-lhe-hci vontado ; Isabel, eu
amo-a I
epigranuna ?
Niio ; 6 urna declaraco I
Comprehendi-o agora, senhordisse ella,
corando de contrariada?
Expliqne-se!
o senhor Erneslo da Silveira, nao me
ama !
Como o podo saber'.'
Aflirma-o domis o tora indifferentc das
- palavras; para Dulce de Amaral, eslou cer-
la [ue,as nao pronuuciava assim !
E avangar muito, minha senhora Ires-1
poadeu elle, com um sorriso amarclb.
Erneslo, seja sincero para comigo !disse!
ell i, cum brindara e com os clhos rasos d'agua.
\ altivez tinha-a abandonado em face da fneza
de Ernesto da Silveira.
Porque rae faz essa supplica tao inespe-
rada ?
Porque o amo com todas as torcas da mi-
n!ia alma, Ernesto respondeu ella com asin-
expansao de uraa alma, verdaderamente
vertiginosa.
Com todas forras da minha ai/na!___
Eram as mesatas expressoes de Dulce!repeli
Clle com irona.
Sempro esse nome na sua bocea! disse
Isabel, com ciume.
Desculpe, um nome quasi indifl'erente
para mim, porque d'elle apenas conservo urna
recordago pueril; pronunciei-o ainda, porque o
cncontrei ura dia tragado no coracao pela man
dessa mulher, que sornndo-me como um anjo,
ludibriou-rne pouco depois como um demonio,
espalhando-mena alma um veneno o vboras;
s no (im c quo sentio o animo suQcicule para
dcsjfivellar a mascaba, quando ellalhe era dema-
siado pesada !
II i mulheres que sao assim,que amam por
uta simples passatempo, que colhem alegres e
sein se ferircm os espinhos que devem atraves-
sar a alma do mais um martyr, e quando a vftem
golejaudo o sangue das ulceras, sorrieir|-se! Dul-
ce de Amaral 6 assim !
E ama-a?! Seja franco, por quem !
disse Isabel, com urna tranquilidada admira-
vcl.
Ao dizer-lhe que nao amsva Dulce, men-
tia-lhe, Isabel ; era urna illusao do que eu que-
ria abracar a realidaJe, para poder sorrir-rao
lumliera para as loucuras daquella mulher; mas
o holocausto impossivel, a orga de vontade nao
pode elevar-so em ara pacifica, sonde o sacrifi-
cio seja consummado ; euamo Dulce d'Amaral,
essa creatura que depois de minha mae encon-
tni a meu lado, apootando-me na religiao, em __ '
aoaor o generosiJade ; Isabel Valladares, era
una dessas poucas mulheres que anda no meio
das dores insupportaveis do ciume, se lerabiaru
urna vez que sao anjos, porque nellas existo ura
nao sei que, quo as faz superiores s vaidades
epliemeras deste mundo, que as assemelha
existencia mystica da divindade, e laUez por-
creaturas scraphicas, vive urna
so eleva ao co, como a pevsia
gao fervorosa sobo mansameiiie al
Deus !
Isabel Valladares coraprchendeu que a maior
pro va de amor que poderia ofTerecer ao homem,
visao fugitiva dos seus mais poticos sotirTbs de
virgem, era o dar-lhe a felicidade em troco da
sua, o amor d'uma outra inullier pelas suas la-
grimas sabidas da alma ulcerada pelo seu. O sa-
crificio era grande o doloroso, vio resignada as
suas lagrimas referverom sobre a podra cndenlo
do holocausto, mas que imporla so o aroma 9
derradeiro grao de incens, queimado sobre a ara
das suas illusoes, subij suave e puro ao llirouo
do Senhor!
A generosa rival de Dulce d'Amaral nao era
uma dessas mulheres encontradas frequontemen-
le nos saldes da nossa diminuta verdadeira aris-
tocracia, ecuja belleza so mesmo lempo que se
adaira, mostra a impossibilidade de inspirar
uma paixao, porque sao s creaturas vaidjsas c
fras, estatuas apenas animadas e supcrfieiaes,
que tornara importuna a sua preseuga, que fazem
aborrecer al o ar que respirara.
Paramos, nao ha duvida, extasiados anle a
belleza admiravel dos tragados d'uma dessas vir-
gens de Miguel Angelo, exalta-nos a produc;ao
do genio o do talento," poim s em quaato ad-
miramos o quadro.
Isabel Valladares, amavel e affectuosa, inge-
nua e innocente, esqueceudo*SQ al que Deus
Ihe linha impresso as fices 03 caracteres de
urna forinosura divinal, em mais de uma occa-
iJo vir.iin deslisar-so-lho nos labios um sorriso
de compaixao para com aquellas quo no meio
dos fostins, calcando llores o cora a arrogancia
dos seos pergamiiihos, quasi sorapre imaginaria,
s podiam mostrar como explicsco da sua vai-
dade louca, todava, a qualtdade de mulheres
mais ou menos bella.
Continuemos, porm.
Ernesto da Silveira preparava-se para retirar-
se, quando Isabel Valladares, idevinhando-lhc a
inlengao, Iho fez ura leve gesto pedlndo-lhe que
Qcasse, e dirigiudo se para ura dos lados do ga-
binete, abri a gaveta de uma jardineira tirando
della uma pequea caixi que Ronlinha um rico
annel de brilhaules, e touiando-lhe a raao, dis-
se-lhe sorrindo :
Aceito : presntele cora elle sua esposa-
da, como lembranga da uma amiga, dizcudo-lhe
quo sou eu quem lli'o olsrece Esle. annel, Er-
nesto, foi uraa recordago de minha uiae, dada
por tila no dia dos meas anuos ; as pala-
vras prjferidas por aquelle anjo ao enlregar-
m'o, recordam-me anda como se ra hoje ; dis-
se-me :
I-abel I seja esle annel o penhor que faga
8 lembrar-te eternamenle os bons exomplos de
tua mae o a f no uosso Deus, quo ella seja o
talismn que le ensine continuara senda os-
cabros que te coudiizir viriude, como
t verdadeira felicidade I >
E pouco lempo depois unia as suas oraces s
miabas, pedindopor mim no co !___ Mas ago-
ra ella ha de rigosijir-so muito cora a boa ac-
gao de sua lilha, e por isso que Ihe rogo que
entregue esto annel Dulce, dizendo-^ie
que a lembranga de urna amiga rerdaoeira,
quo no dia da sua maior [elicidade a ir bei-
jar como uraa irraaa carnhosa 1 Diz-lh'o,
sim ?
Confunde-ine, Isabel I respondeu Ernesto
da Silveira, repellindo summamenle confuso, a
mo que se estondia para clle, eutregando-lho o
annel.
Nem se querisio, nem ao menos esta pe-
quena vontade quer fazer-me, Ernesto 1.... dis-
se ella soi im Jo-so tristemente.
E' impossivel, senhora !
Por delicadeza^ nao verdade ?... E nao
receia fallar ella, recusando uma pequea
lembranga, cuja aceiiagao Iho pede uma senho-
ra Oonga-me ; que soja cu a mesma quem a
entitgue Dulce I
Aceilareicom umacondico. todava...
Qual ?
A do perdo para ludo quanlo a fez sof-
frec!
Pcrdoarl... Quo loucura ? Se eu j Ihe
perdooi ha tanto lempo !
c' ura anjo !
apparecer de mais mencionavel na esculla dos
toilettes
Porm o que agora se vai seguir apenas ex-
clusivo dos leilores ; nossa amavel leilora a
quem a prohibicao se oslonde, os demais loiam
so qui?erem.
Desde que o derradeiro coup rodou n ra,;
conduzindo o ulmo convidado, os dous esposos;
licaram apenas acompanhados das poucas pes-
soasda sua familia, que consstam na mae e ir-
ni.ia de I) Dulce d'Amaral.
O silencio reinara enlao profundo e solem-
ne, porm, interrompido ao depois pelas vibra-1
ces d'uma pndula quesoava tres horas da rna-;
uhaa.
Tres horas !. E' larde ; depois dos io-
commodos d'um bailo, a paz do souino sempre
bem acceita, disse a rae da esposada.
Tomando enlao a mao do Dulce, conluzio-a
silenciosa ao humbral da cmara nupcial, e ahi,
beijando-a na testa, disse-lhe com os oihos ra-
sos d'agua.
Dulce, hoje o da em que camnhas o
primeiro passo na senda escabrosa dos leus no-
ves deveros, que condum-te-hao sempre hon-
ra o viriude ; e se um di.i, afaslaiiJo-te d'uma ou
outra, esqueceres estas palavras, lembra-te ao
menos que no co exisle un Deus, e um santo
que no mundo lo legou o nome de filha, que
junios e oe l lo fulminarao cora o seu aiiathe-
raa Adeus, Dulce !
palavras, mas irarrenso o pensameiito ; eram
expressoes que oncorravam em si raimares de
preceitos ou quo traduziam em linguagem aus-
icii mais do qoo o ni discurso !
D. Duco d'Amaral licou muda, e n'um beijo
respeiloso, depositado na moJe sua mae, mos-
trou* bem a eloquencia submbe da sua res-
posta.
A porla do gabinete abri-se enlao anle o
dous despozados, deixando ver o vulto imponen-
danca ; entristecia-se tambem, mas s porquo o
via assim, e foi por isso quo ella sentando-so pa-
ra dislrahir-se ao piano, disse com uma alegra
forrada :
J sei o quo dnsejas, Ernesto, e que com-
tudo nao queros pedir-me ? o ouvires-me lo-
car, cantando ao piano, a la favorita Ora di-
ze, nao adevinhei ? .
Como quizeres respondeu ello apenas, e
continuando cabisbaixo.
Que mo !... e que rosposla disse ella,
fingindo-se contrariada.
Ernesto da Silveira nada respondeu, e enec-
tou pela vigessima vez o seu passcio era volla
da sala.
Ora ouvo meu iraperlimenle continunu
Dulce com manearas joviaes e tirando do teclado
um preludio vibrante o enthusiasla, quo descen-
do pouco a pouco, 'letxou sobresahir admiral-
ramenle una voz cadenciada e insinuante que
cantava a seguinte poesa, produeco felicissima
do um talentoso poela porluense :
UM DESEJO.
Ao ver as ondas de prata.
Vendo as nuvens d'escarlata,
Mais o sol que se retrata
as esmeraldas do mar ;
Ao ver imite as estrellas,
Tao scintillantes, lio bellas.
Filando os ruous olhos nellas,
Comego triste a rezar :
Quando nascc a mudrugada,
Vendo a relva aveluiada,
Vendo a rosa nacarada.
Vendo o lyrio de setira,
Vendo a louca mariposa
Adejanlo em torno rosa,
Rezo, o a proco fervorosa
l.eva a Deus um cherubim .
Depois nos cos do oriento
Larga aixa refulgente
"De rosas, d'o^iro luzenle
Vem formar a luz do sol :
A fidalga e a^iraponeza
Murmuran) mod'*.ti reza :
Co'os hymnos da natureza
Casa o canlo o rouxinol :
Ao longe o sino da ermida
Espalhando a voz sentida,
Cera vezes repercutida
U'rega Deus ao chrislio :
Mas cessa o bronze da torre,
O derradeiro echo morre.
Pelo espago que percorre___
l'ica a voz" do coracao !
Oh so cu podesse um momento,
JNas rijas azas do vento.
Ir, l sobre o firmamento,
Ouvir os anjos nos cos
Das estrellas namoradas
Por esses cos espalhadas
Formara, em letras (Inoradas,
O nome eterno de Ueus!
Era uma dessas bellas e singellas prc-ducees
d'Alexandre Braga, recamada de poesa e inspi-
raran, como a alma que a concebcu ; Iraduzia-
se ali um pensameuto sublime, que se eleva
suave e ameno al ao co, como o fervor d'uma
prece ou a raeiguice d'uma oraco por enlre
ondulaces d'incenso, rom pendo as nuvens alvas.
sobe mansa o serena at Deus Cada palavra
um peusaineuio que se vai calar na alma como
um gemido plangento ou como um som molan-
cholico da lyra de Meyerbeer.
Por um acaso, a poesa e a msica cantadas
por I). Dulce d'Amaral, erara' as raesmas, que
lava alma e too condsenle rom os mysteriosl Ernesto da Silveira linba ouvi Jo muitas vezes
do'(nciic inuniriito, u irapresses ae uma paixo D" lasbel Valladares, quando nos das arimitivos
vehemente o frvida... ludo sto fez com que Er- da sua felicidade ephemera, a vira cnloar, te-
noslo da Silveira paludo e desvairaio calusse aos gre e esperancosa, deixando-a sabir dos labios
voz suave.
Enlao elle usando do mais uraa liberdade, foi
pouco e pouco inclinando a cabera sobre o
hombro de Dole1, e ella enleando-lhe um dos
scus formnsos bracos ao pescoco, abaixou timbera
mei-
ces
ircep-
aca-
Foi este o segundo beijo que lo dei na mi-
! nlia vida !... ltecordas-le do piimeiro ainda ?*.
Lembras-le ?...
Foi um martyrio !
E este uma rosa !responden ella sorrin-
; do e lerantando-se, indo sentar-se como por dis-
traeco um piano que eslava no gabinete.
Vaes locar, Dulce? perguntou admirado
Ernesto da Silveira.
Vou sira ; e ser um trecho de que goslars
muilo! Queros !...
I
Como desojares
Ouve entiio.
E Dulce comegou
suave e sonlimental;
de preludiar uma msica.
era a arii da Traviaia do
Verdi, esse trecho que principia por gemidos, e
acaba com suspiro nos labios ; c d'ahi instantes
com Os sons accordos do teclado, elevava-se a
voz melanclica e insinuante da donzella !
Aquellas melodas aonde so iraduza a inspi-
rarlo de um grande genio, os sons cadentes e
corapassados do piano, quo se perdam com
aquella voz to doce e syrapathica pela solidan e
calada da noite, o fulgor vivido de tantas luzes,
as recordages voluptuosas e de saudade do um
baile, o aroma inebriante que expaudiam os ves-
tidos roragantes da donzella, a la que espraiava
os paludos reflexos de uma luz branca sobre as
cortinas do leito nupcial, o olphato abafadigo de
tantas llores, o delirio daquelle beijo, aquello
amor cndenle e Immenso, a'poesa daquella
Era o conselho d'uma mo Erara poucas as. timle, uma mulher formosa e vaporosa sos
n'um gabinete, mostrando nos labios um sorri-
so de esperanca e amor, a msica, que lano fal-
ps daquella visito 1
Dulce olhando'O, sorrio-se ; mas os bracos ra-
hiram-lho lassos sobre o teclado ilo piano e em-
pallideceu lambem... e com os olhos turvos e
te do um faustoso leito nupcial, cujas cortinas do cabera pendida sobro o peito penis Iho sabio
le selim cor de rosa, ondeavam impellidas com o
brando sopro da viracao. Erneslo da Silveira. ao
dar com os olhos no ihalamo, um sorriso inexpli-
eavel Ihe desenrugoi levemente os'libios; e Dulce
foi tambem o primeiro objecto que so Ihe apre-
sen lou visla ; mas os olhos baixaram-se rpi-
dos, e ura leve carmn Ihe tingio as faces at ali
paludas pelo cansaco da noite.
as jardineiras do quarto, brilhavam fulguran-
tes as luzes, collocadas era serpentinas; as flo-
res inmensas e exquisitas, lanravara um aroma
suave em redor daquella morada muda e myste-
riosa, onde uma mulher devia perder mais um
nomo ; os raios j frouxos da la, espraiavam-se
sol tirios nos tapetes do gabincto ou as almela-
das voluptuosas do leito; l mais ao longo, in-
l"rrompia o silencio e monotona da noite. o mur-
murar solitario e pacifico das aguas de uma feote
que serpenleava nusjardins.
Era bello e seductor o quadro de dous enles
que se amavam, sentados, mudos, n'um soph, e i
nlliando-se mutuamente com uma expresso que
indicara mais do que o amora vertigom e o de-
lirio !
Erneslo da Siveira fot o primeiro que. ousou in-
(erromper este silencio, a que eu chamara se-
pulcral, se o contraste entre o thalamo e o t-
mulo, nao fosse inqualilicavol, pelo menos n'um
momento destes.
O esposo de I). Dulce do Amaral, encaminhan-
do-se ao longo do quino, lixou mac.liiiialmente
um rico lbum, collocado sobro o pedestal dei
uma pequea estatua de mar-perola ; Dulce er-
gueu-so tambem e seguio-o mansinho e com um
sorriso do amor e felicidade, espreilanJo-lhe rom
aquelles bellos olhos negros, os seus menores
moviraentos.
Amas-rae agora, Dulce '?Ihe perguntou
Erneslo da Silveira.
Se le amo agora, que pergunta !.... Amo-
l desde ha muito, Ernesto respondeu ella,
com candura.-
Ernesto da Silveira nada responden, c conti-
nuando folhcaudo o lbum, distrahido, abri-o
n'uina pagina anude, sobro papel selim, se va
mimosamente desenliado o emblema do um mar-
tyrio, leudo as extremidades da liaste escripias
asseguiiles palavras:
/;" para mim !
Erneslo indicando Ihe a flor, accrescenlou com
um sorriso amargo :
Mo presagio !
Dulce appressou-se em rasgar a'pagina, fazen-
do apparecer na seguinte o delicado desenlio de
uraa rosa.com a seguinte inscripgo :
Para os que se amam !
E este o presagio !disse ella, apontaudo-
Iho, sorrindo, a linda flor.
Erneslo da Silveira aproximando-sc mais da-
quelle lypo verdaderamente ideal, perguntou-
Ihe com receio.
Dulce, concedes-me o primeiro favor?
Dize !....respondeu ella duvidosa, coran-
do segunda vez, e baixando os olhos.
<) primeiro martyrio, a primeira rosa do
amor I
Oh ludo !... articulou elia.
D-me um beijo?
A virgen olhou-o enlao tmida fixando-o ao
depois.com paixo, cingio-lhe com as pequeas
mos a cabega, e sujeitando-lh'a custo contra
o peito, colocou-lho os labios fronte e logo o
estallido de um beijo delirante conlirinou que o
primeiro martyrio, a primeira rosa de amor, es-
lava desfolhuda I
Era porm chegado o momento em que a mu-
lher impossivel o nao corar, porque v aproxi-
mar-Be o instante em que vai estn ler sobe* o
presente o seu veo de virgem, desfolhar n'um
momento de phrenesi e de vertigom as flores in-
nocentes com que a mo carnhosa de sua mi,
ao dcposilar-llie, sorrindo, na fronle infantil um
dos labios um gemido expansivo e abalado...
\i flores desappareceram do gabinete como por
encanto ; as lues extinguiram-se bruxuleando
apenas uma encerrad,! n'um globo de cryslal. o
selim das cortinas do thalamo rangeu, e depois..
os suspiros constrangidosde um amor vehemen-
te mas puro, foram as rotas que so enlrelacaram
nos mariyrios j desfolh.idos de uraa paixo
ideal c phrenetica, lecendo assim uma cora de
loucuras que aquellas duas caberas cingiram co-
mo premio de ura sentir esthetico, que s uns
desposados como aquelles o no primeiro momen-
to de um delirio sublime sabom coniprehender !
E agora canlem lambem os leilores em tora
muilo niavioso a sria final da Traviaia !
Dias depois, immensos coups e americanas,
rodaran em multido s portas
D. Dulce d'Amaral, conduzindo
do damas e cavalleiros. pagando aos dous espo-
sos as visitas de casamento.
D. Dulce recebia alegre e amavel esta serio de
demonslraees cora que asociedade, exigente sem-
pre era subtilezas, nunca rnsluma esquerpr em
eguaes circunstancias. S Erneslo da Silveira
pareca triste e oppresso cora este marulho de
formalidjdes, e como absorrido n'uma idea va-
gi que o dominara : os repelidos olhares de
anciedade e al de desgosto que Dulce Ihe lance-
ra furtivamente, o as palavras que Ihe dirig ira,
nao consegualo dislrahi-lo.
Mais de uma dama acostdmada lr nos co-
rceos, ao subir para a seg dizia com convic-
go sua companheira
Nao agouro bem deste casamento, os dous
nao se ama ni 1
Eis-ahi oque sao os casamentos! E de-
pois sluren-os responda uma outra. que ten-
do sentido rocar-lhe pelas faces o hlito gelado
de mais alguns annos ccima do sexlo lustro, se
ria por conseguiute em esperancas.
Ernesto da Silveira nao devia casar-se ain-
dadizia uma lerceira. simulando mil o despe-
lo, que Ihe 'inspirara a lembranga da preferen-
cia de D. Dulce d'Amaral. a quem ella, apesar
como um cntico d'amor e gratido !
Era assim que a tinha contemplado, meiga e
carnhosa, sorrindo-se crenle aara et'a amava
com esse amor puro e ideal, e s germen da po-
bre ventura, gosada ueste mondo ; porquo a vi-
sao que acarinhara, era para ella a imagem va-
porosa e aeria, do seu primeiro sonhar de vir-
gen, que a deleitou durante osomno deixando-
llie saudades ao acordar !
Havia portante razio para csperar-se que fos-
se ella bem acothida.
O govemo do Buenos-Ayres, coherente com as
disposires que manifestara, aceitn o amigavel
olTerecimento do Brasil : tenho porm o-pjjzar do
communicar-vos que oulro lauto nao acoi\teceu
por parto da confederadlo argentina.
A nomeaco do Sr. Amaral e as inslrucres
quo deviara guia-lo ni sua misso forara expedi-
das para Montevideo no da 13 de seterabro, ieto
,smenle tres das deuois do recebido o convite
da Franca e da Inglaterra.
O governo imperial, pois. comprehendendo a
da inorada de I urgencia do BSSUmplo, procedeu, no que della
rande numero depenia, com brevidade correspondente vehe-
mencia e sinceridade dos seus desejos.
Mas os successos do Rio da Prata. os incidentes
da propria questo era que elle era chamado a in-
terrir com os seus bonsofficios, relardaram ines-
peradamente o coraparecimonlo do mediador bra-
sileiro rio lugar em quo devia esle preenchor a
sua misso. ^
O Sr. Amaral vio-so forgado, pelos motivos j
exposlos nesle rotatorio, a deixar o seu posto ;
parti de Montevideo no dial, o chogou a esta ca-
pital no dia 2 de seterabro.
O objecto que o trouxe prosenra do governo
de S Mageslade exigia uma soluco, e esia cao
so pode conseguir com a desojada brevidade.
O Sr. Amaral regressou para Montevideo a 18
de outubro ; cliegando alli a 28. vorilicou que
dous dias antes tinhara partido para Buenos-Ay-
res os seus collegas de Franca e de Inglaterra ;
sguio-os sera demora, e a ellos so reuni no
dia 31.
Eis o estado era que, no momento da sua che-
gada, se achara a questo pendente enlre a con-
federarn argentina e Buenos-Ayres.
A mediago paraguaya j tinha sido offerecida
e aceita por ambos os governos dissidentes, quan-
do, as respectivas capilaes, Ihes foi otlerecida a
do ludo, nao a achava digna do dUpular-lhe os; da Franca e da Inglaterra, uuindo aqu se an-
| seus amigos diroitos, s inconteslaveis para si.
Foi a maior loucura que ello era tempo al-
gum podia praticarl aventurou-se dizer um
mancebo, que abra s tres damis despenadas, a
pofliifhola do coup, e que at alii se tinha con-
servado mudo espectador desla scena. em que a
lo veja desempenhara o melhor papel.
A razo ? pergunlaram com curiosea-
do ludas tres um lempo.
- Poique hoje conta-se o casamento como a
mais noljvel das extravagancias do ura rapaz sol-
teiro respondeu elle rindo.
Que disparate 1 foi esla a s resposla es-
pirituosa scui duvida, e vulgarissima enlre una
grande parle das damas do Porto, e a nica que
empregim em todas as circunstancias, quer ao
ouvirem uma omabilidade, quer ao disparar-se-
Ihe uma irona.
Finalmente soaram as duas horas da larde,
lormo em que, segundo a pragmtica, devem fi-
nalisar os.comprimeiilns do simples delicadeza
ou formalidade. Os dous esposos ouviram, nao
sem uma satisfagan interior o ruido do ultimo
coup, rodando na calgada da ra.
Depois do a sos um com o oulro, Dulce sen-
lando-sc n'uma cadeira junto do sou companhei-
ro, perguntou-lhe comcaiiiiho, enleando-lhe um
dos seus formosos bracos ao poscogo : Porquo
oslas tao Inste, meu amigo ?
Ernesto da Silveira nada respondeu repcl-
liudo-a de si com brandura, prlncipiou do me-
dir, mudo c com passos vagarosos,.a sala ; uma
sombra de pesar alejava-lho nwlncholica na
imaginarn, enrugando-lho a fronte; algumas
yezes parara pensativo como para fixar uma
idea que pareciaj ir-se esconder as sombras do
nunciou ao eocarregado de negocios da confede-
rarn argentina a benvola esoturo do governo
de S. Magostado.
O general Francisco Solano Lpez, entrando
sera demora no exercicio da sua misso por parle
da repblica do Paraguay, fez uma primeira ten-
tativa, mas esta nao foi era succedida. Era con-
soquencia disso avanrou o general L'rquiz.i sobre
o exercilo do Buenos-Ayres, que se achara ni
fronteira, eahi resultou a batallia do Cepeda, por
effeito da qual recolhcu-se a Buenos-Ayres uma
parle do respectivo exercilo.
O mediador paraguayo, aproveitando esse in-
cidente, icnovou os seus generosos estoicos, e
emprogava-os activaiuonlo em beneficio da" paz,
quando chegaram a Buenos-Ayres os ministros
ingles e franco/..
Ooneral L'rquiza, procedendo com a arlivida-
de quo Ihe condecida, poz-se em marcha sobre
aquella capital, logo depois da referida balalha,
o achava se a pequea distancia della quando
alli so apresentou o Sr. Amaral.
Era portinlo summamenle diflficil a
desse nosso ministro.
Precipilavam-so os successos, continuara o
mediador paraguayo a sua missj com louvavel
aclividade, e j os mediadores inglez e francez,
aceitas por ambas as partes disstfentes, linham
lido duas conferencias com o governo de Buenos-
Ayres.
Era portante indispensavel que o Sr. Amaral,
procedendo cora brevidade correspondente ur-
gencia das circunstancias, se habilitasse para
unir os seus esforges aos dos sous collegas.
A lembranga de Isabel, apresenlou-se lambem
naquelle momento imaginago de Erneslo da
posigao
rores da tempestado verga curvada na haste, ao
lempo que as folhas fugindo uma uma do furor
da tormenta _e impellidas pelo soprar rigido do
furaco, se vao acoular espalhadas e hmidas aos
ps de um altar do Senhor I
Foi por isso que aquella msica e ffaquelle mo-
mento Ihe causou uraa impressao vivida e phre-
netica. A voz de Dulce naquella occasio, opr8-
sa por um pesar vago e incerto, linha tomado o
timbre de urna meloda melanclica o triste : era
um calieo suave, mas fnebre, como esses ge-
midas que se expandeqi com o desusar silencioso
das lagrimas espalhadas junto des crespes de um
atade !
A cancao linha lomado os visos de vaticinio ;
os sons harmoniosos do piano, semelhavam
uma msica de morios ; as vibrages da voz,
parec ara um hymno melifluo c insinuante do
canlar de sores sohrenaluraes ou dos seraphins
ao aprosenlarem a alma de um martyr as raaos
de Deus !
A imagem de D. Isabel Valladares, moslrou-se
naquelle instante aos olhos desvairados da ima-
ginacao, apAnlandb-lhe como seu vestido de noi-
vado a mortalha alva e hmida, pelo golejarcom-
passado das paredes de um tmulo, e por mur-
murar do palavras de amor, o estalar montono
dos cirios, rodeando solitarios uma tumba fune-
raria.
O amor de Isabel Valladares era cntao para
elle um pensameuto tenebroso como o inferno, o
a formosa virgem. um espectro horrivel revocado
alli depois de ler vagueado na sombra da noite
dos sepulcros Era talvez o arquejar da alma ao
desprender as azas para roar porum ontro mun-
do aerio e occupado apenas de uma visan.
Cz'dendo ao doloroso destes pensamentos des-
erirjontrados. Erneslo da Silveira cahio lasso so-
bre uma cadeira, porm Dulce descuidada, conli-
nuoii cantando linda o graciosa, sendo alheia
scena d'agoulas atrozes, que se passava lo porto
della.
Todava, nao ouvindo j os passos do seu es-
poso, voltava-se para o procurar com os olhos,
no momento em que ura gemido prolongado se
confunda com a ultima ribrago do teclado, ex-
pirando como um suspiro na extenso da sala.
Dulce, ao virar-se para o Indo de Ernesto, vio-o
eebrurado no espaldar da cadeira humedecida j
por um pranlo mudo e gellado.
Meu bom Ernesto, tu assuslas-me ; diz-mo
o quo tens, meu amigo disse Dulce, levantan-
do-se rpida, o correndo para olla assustada.
Nada, Dulce 1 respondeu elle, forcejando por
sorrir-se.
Erneslo, na tua vida, ha um segredo quo
me occullas, um mysterto quo nao queros reve-
lar me ; o essa falla de confianza fez-me pade-
cer muilo I continuou ella, com' voz carnhosa c
triste, acariciando-o com amor.
Foi simplesmcnto a la msica que me com-
moveu esle poni! respondeu elle apenas como
para se ver livre de uma explicaro mais ex-
tensa.
Tu enganns-me, os homens nao sao como
nos, nao se coramovem to fcilmente"; e do-
mis tu choraste! continuou ella cnxugando-lhe
com candura as lagrimas com a pona do seu
lenco.
Acredita, foi apenas essa a causa.
Nao arredilo, nao deixa-mest lambem in-
crdula agora, heide sor al muilo impertinente
para comtigo, e era quanlo me nao disseres as
causas do lou solTrer, desde j te digo q^o nao
saio daqui !
Como quizeres !
E dize-m'as ?
E cedo ainda '
Porque .' !
Curiosa !
Tois bem rerei seto posso distrahir, di3se
ella afTectmdo uma jorialidade pueril; qne que-
ros que te diga ?... Ah j me lembra. Record-
me agora quo quando rerebesie de Isabel Valla-
dares esle annel, dissesie-me ao raesmo lempo
que ello devia sor o talismn, que nos mo-
mentos do atlribularo do espilo havia tornar
menos acerbas as dores dosoll'rer; e a nossa ami-
ga acrescentou seja ello s o emblema di es-
peranca, que ligue estreii imenle duas almas que
s pertem om uma outra E' lempo portanto
de curnpriros a tua palavra o os desejos da nossa
boa irni.i.i ; porque Isabel desde o da da minha
juslillcago lo generosamente demonstrada por
ella, a minha verdadeira irma, amo-a cum essa
amizade franca e cordeal como se deve amar a
amiga generosa que padece para nos rerfehzes.
E' verdade, queres que a vamos visitar boje para
Ihe proporcionarnos todos os carinhos, lodos os
conferios de amigos dedicados ; nao sejamos in-
gratos, ella ha de apreciar \r-nos. (Jueres Er-
nesto ?
Como quizeres,
Vamos? perguntou ella, levantando-sc e
preparando-so paro sabir.
Espera um momento, tenho um presenti-
mento do que ser ella a primeira rir aqu
respondeu Ernesto da Silveira, levanlando-se e
coniiniiaudo passeiar.
11 nido !
Naquelle momento ouvio-se o rodar de urna
sege, que parou : os dous, absorbidos como esta-
ram em ideas desencontrajas, nao deram portal,
sentavani-se segunda vez, quando porta da sa-
la, e encostada no braco de Hersilia de Amaral,
appareceu o vulto braueo de uma mulher paluda
e abalida, como se naquelle momento arabasso
desahirdo leito de uma longa enfermidade.
Isabel Valladares, linha completar o sacrificio,
ajoelhar pela ultima vezante o poste das suas
amarguras, espaldar a derradeira folha da ultima
drsobre o tmulo das suas illusoes !
Era aquello o derradeiro esforc,o ultimo adeus
dado ao homem qne tinha amado tanto o chorar
junto dello a primeira recordago feliz que Ihe
fu 10.
No rosto lvido e mac-rado pela doenra, trazia
nem impressos os caracteres indelereis das ago-
nas do sollrer do longos dias de quebrantos ; os
olhos tao vividose expressiros ouir'era, aprsen-
la ram um fulgor amoitecido e incerto, como in-
dicando quo o momento de cerraren.-se pela ul-
tima vez, au deitava muilo longe ; os labios des-
lio ha muito solados para um sorriso, apenas po-
deriam desenrugai-se por um gemido longo e
plangento, saludo do intimo do coraro em lor-
l uras.
A'quella infeliz deria-a tercruciado o espinho
de um sollrer atroz e continuo ; comtudo, o dili-
neado das faces, deixava perceher o caracteris-
licu de uraa resignaco evanglica e celeste, nao
inculida de certo pelos conferios inuleis da torra.
Era todava muito bella ainda ; estar sublime
d'essa formosura anglica e sobrenatural, quo no
crepitar derradeiro da luz da existencia, impri-
me no rosto c sincte inyslico da immorlalidade.
Erneslo da Silveira e Dulce, ao encararem-i
assim, licaram extticos e assombrados daquella
nudanca rpida, daquella alleraco incrivel; pa-
recia-lbes um souho, todo o que viam.
Isabelinha, minha amiga, como lu esls!...
interrompeu finalmente Dulce, correndo para ella
com os bracos abortos.
Oh minha Dulce minha Dulce excl3niou
a infeliz apenas, largando o braro de Ilersilia,
para dopendurar-so arquejante ao'pescoco da sua
amiga.
Venho cumjirir a minha palavra, minha
irma S agora que s-nti forras para rir
aqui continuou ella senlanao-se exhausta de
torcas n'uma cadeira. Aniaiiha. quera sabe, nao
o conseguira taires, e o nico pesar que lerava
desle mundo, seria o nao to-los visto fehzos E
sao-o muilo agora, nao assim ?.. perguntou
ella forcejando.para soirir-se.
Tudo te devemos respondeu Dulce, con-
fusa.
Oh esmo bello o pensamento de uma ac-
Cilo boa Meus bons amigos, percorrendo todas
as phases da minha loriga vida, lodos os dias pas-
sageiros da minha felicidade, todos esses momen-
tos de que apenas existe uma recordago de sau-
dades, nao enconirei um s como esse em quo a
religiao me onsinou ser generosa Que bolla
cousa que ella !... Como bom o SCredilar-SO
em Deus ? Se o inferno lo foio !... Mas hoje
sou feliz, muilo feliz ; j nao sinto a lembranga"
desse lempo que todos chorara, a infancia O
prsenle apagou todas as sombras do passado,
deixou um hnrisonte lmpido para as impresses
do porvir ; e querem saber qual essa esperan-
ca ? E'o co, o limite anudo se fixam os olhos
bumidecidos do lodos aquellos que se chaman
marlyres, desses que queimam alegres e resigna-
dos o ultimo perfume sobre a ara do holocausto,
desses que corlam tambera um ramo de arvore
frondosa da cruz, e caminham vante, at encon-
traren! o prisma verdadeiro dessas duas ideas,
fundamento nico da vida as illusoes e espe-
rsngas Mas o leu annel, Dulce, nao o trazos ?
perguntou ella sbitamente, como ferida por um
pensameuto repentino. \Contiuuar-se-ha.) .
passado ; urn relarapejar d'alegria se Ihe divi-' Silveira, como a flor que sorprendida polos hor-
PERN. TYP. DE|M. F. DE PARIA. 1360.
II fcVfi l


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